Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18296


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Full Text
AJNJN LXV
lNi
RO 67

'ARA A CAPITAL E LUGARES <\DE XAO E PACA PORTE
Por tres mezes adiantados............... 6(J000
Por seis ditos idcm .'............ 120000
Por asi anno idem................ 230000
Cada numero avuLo, do mcsmo da. .... ... 0100
mi PIUW*M1BL" u-
***
SABBAJDO 23 DE IfllQO DE 1889
PARA DEXTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiaotados.............. 130500
Por nove ditos idem................ 200000
Por um anno idem.................. 260000
Cada numero avulso, de das, anteriores '. ........ 0100

I
DIARIO DE PERNAMBUCO
TroprMade de Manoel Sntrueifoa de furia 8 3%lljm
Os Srs. Amede Frin-
e & C, de Pars, sao
os nossos agentes ex
\ elusivos de annuncios
e publicapoes na Fran-
ca e Inglaterra.

TELEGRAMAS
sis::;: pabtxcllB so ziasi:
RIO DE JANEIRO, 22 de Marco, as 12
horas e 50 minutos da tarde.
A commissab nomeada para fazer entre-
ga ao conselheiro JoSo Alfredo do mimo
que Ihe remetteu o partido conservador de
Pernambuco, em recordacSo da lei de 13
di Maio de 1888, que extingui no Brazil
a^escravidao, desempenhou-se hontem des-
sa incumbencia.
A commissao compz-se dos Srs. conse-
selhciros Barros Barreto, Queiroz Barros,
Freitas Henriques e Bandeira do Mello e
Dr. Francisco Pessa.
/
I
'
u.


ssavijo i- ::s:: sms
BUDA-PE^TH, 21 de Marco.
4pRas desordens bastante graves pro-
duziram-se aqui.
Mr. Tisza, presidente do conselho de
ministros, quando sahia do parlamento foi
apupado pela populaeao.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
22 de Marco, de 1889.
apcelo POPULAR
AS GRANDES WTOpES
ANTIGS E MODERNAS
BAfl
Sciencias. industrias e artes
POR
VIH
A porcelana, a louea e o barro
(Continuacao)
Em Franca os esforgos que se zeram 'para
cheiar a imitar a porcelana da Chiua e do Japao
termioaran em felizes resultados. Em 1727 co-
mecou a fabricarse em Franca urna louga bran-
ca, translcida, coberta de un verniz brilhante,
a qual difiere muilo. por sna composigo, da por
Celana dura, e se chama porcelana de massa bran-
da ou antign srres. Mas o fabrico desta massa,
mui cara e trabalhosa, cessou desde que se des-
cobrio em Saint-Yrieix, perto de Limoges, urna
mina de verdadeira arga de porcelana.
A fabrica real de Sevres foi fundada em 1755,
B do anno seguinte. a imperatriz Mana Tbereza
recbia de Luiz XV um apparelho desta porcela-
na. Depois estabeleceu se em Franca e n'outros
paizes grande numero le fabricas.
A trgila empregada para o fabrico da porce-
lana na manufactura d. S vres o kaolino de
Saint Yrieix, materia branca e macia ; mistura-
se-Ine urna pouca de areia e greda.
Comeca-se por aquecer estas materias at
temperatura rubra e langam-se na agua fria ;
pulverisam-se em moinhos, depois|Uvam-Be para
separar as pedras grossas. Depois de as ter
misturado e humedecido em parte, fica urna
massa oais solida, que anda mais amassada
por um homem que a pisa a ps descalcos.
Todas estas operagoes se devem fazer com muito
cuidado. Abandona-se depois a massa durante
muitos anuos em subterrneos hmidos onde apo
drece, isto a pequea quantidade de materia
orgnica que contiver se destroe pela fermente-
co. Antes de proceder fabricarlo das pecas,
amassa-se a argiUa com a mo, e faz-se em bolas
que se atiram com impeto sobre a mesa de tra-
balhu para expulsar as bolhas de gaz que a fer-
raentaco Ihe deixasse.
A primeira cooGguraco ou o esbozo faz-se no
^rnu de oleiro de que fallamos j. Mas a pega
gapaim preparada nao poderia ser sujeitada
Ffcgo : est muito imperfeiu ; acabase de Ine
lar as suas formas em urna segunda operago :
o tonwamenlo. Deixa-se o objecto seccar um
pouco no torno ; depois o oleiro, fazendo andar
a roda do torno, taina a peca com um instrumen-
to cortante e d-lbe a espessura e a pureza de
contornos necessarios.
(Contina)
parte orriciAL
Governo da provincia
EXPEDIENTE DO DU 13 DB MARCO DB 1889
Actos :
O presidente da provincia, em execugo da
lei B. i39" de 10 de Setembro de 1873 resolve
fioinear Amaro Bezerra Marinho FalcSo e Au-
gusto Carueiro de Lacerda para o posto de alfe-
Kl da 3*e 6* companhia do 10 batalho de in-
ternara da guarda naci, al da comarca de Ja-
boato, em substitutgo de Rodolpho Florestan
Carneiro MonUtiro e Andr Ferreira da Coste que
^tram d/solicitar patente no prazo legal
^unicou-se ao commandantc- superior.
__u presidente da provincia resolve, de con-
aidade com a proposta do Dr. chefe de poii-
em ofiicio n. 255 de hontem datado, nomear
Jos Vieira de Mello Franco, para o lugar de de-
legado do termo de Pao d'Alho.
U presidente da provincia, alteodendo ao
que requereu o tabellio do publico judicial e
notas da Comarca desta capital, Antonio Borges
da Silveira Lobo, resolve prorogar por tres me-
zes a licenga com que se acla o peticionario
para tratar de sua cande.
0 presidente da proviucia. attendendo aoj
me requereu o juiz de direito da comarca de
Aguas Bellas, bachirel Gaudino Eudoxio de Bri-
to, resolve prorogar por 60 dias, com os venci-
raentos a que tfier direito, a licenga com que
se acha o peticionario para tratar de sua saude.
Oficios :
Ao Dr. chefe ele polica interino.Para po-
der providenciar sobre o assmpto do officio de
V. S. n. 252 de hontem datado, recommendo Ihe
que remella me urna relagao dos sentenciados,
que tendo vindo do presidio de Fernando de No-
ronha esta capitil, para diligencias judiciaus,
podem regressar qjelle estabelecimento por es-
terera ellas satisfeites; e bem assim outra rela-
Sao dos que vierarn de diversas provincias com
estino ao dito presidio, com a nota da despeza,
que recabe mensalmente sobre os cofres desta
provincia.
Ao mesmo.Constando de ofiicio de 4 do
correte mez do juiz presidente da junte de alis-
tamento militar da parochia de Nossa Scnhora
do Rosario de Goyacna ter deixado de funecionar
a mesma junta por falte das competentes listes,
providencie V. S. para que seja cumprido o dis-
posto no paragraptii) nico do art. 14 do decreto
n. 5881, de 27 de Fevereiro de 1875.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Tendo em viste o exposto por V. S. em ofiicio
de 11 deste mez, n. 122, declaro que o abono de
sold ao'.alferes Macoel Quiotino dos Santos deve
ser feito na razo de um mez.
Ao mesmo.Communico a V. S.. para os
los convenientes, que o juiz municipal e de or-
phos do termo de Salgueiro, bacharel Augusto
Abel Peixoto de Miranda Henriques, em 24 de
Fevereiro lindo entran no goso de tres mezes de
licenga que lhc concediera 10de Janeiro do cor-
rente anno para tratar de sua saude.
Ao director geral de obras publicas.In-
forme Vmc. com urgencia se ha nessa reparti-
gao planta ou projecto relativo a melhoramento
nos nos que atravessam a villa de Iguarass e
no denominado Jordao que atravessa o povoado
de Boa Viagem.
Ao commandantc do corpo de polica. -Ao
Dr. chefe de polica mande Vmc. apresentar 4
pragas afim de conduzirem dous presos requisi-
tados, um pelo delegado de polica de S. I.ou-
rengo da Malta, e cutro pelo juiz municipal do
termo de Itamb.
Ao juiz de direito da comarca de Timbaba.
-Sirva se Vmc. de informar-me o que lhc cons-;
ter sobre o assmpto da inclusa reprcsenlagao, ]
por copia, firmada pilos cidados Manoel Nuncs
Correia e Manoel Domingues Dias de Queiroz.
Ao juiz de paz presidente da junta de alis-
temento militar da parochia de Nossa Seniora
do Rosario de Goyanna.Scieute do que expe
Vmc. em officio de 4 do corrente mez, recom-
mendo-Ihe que, de conformidad'; com o aviso do
Ministerio da Guerra, de 21 de Agosto de 1875,
dirigido presidencia da provincia da Babia,
desigue novo dia para reunlo da junte de alis-
temento militar dessa parochia e d comeco aos
respectivos trabalhos, certo de que ao Dr. chefe
de polica Interino mi; dirijo do sentido de serem
apresentadas pelas .utoridades competentes as
listas de que trata o paragrapho nico ao art.
4do decreto n.5881 de 27 de Fevereiro de 1875.
Portaras :
Declaro Cmara Municipal de Panellas,
em resposta ao seu officio de 8 do correte mez.
3ue, nos termos do art 75 da lei o. 1,221 de 21
e Junho de 1875 o e\ercicio linanceiro munici-
pal comega do 1." de Outubro e linda no dia 30
de setembro do anno seguinte : e deste modo
devera ser organisado o seu balango relativo ao
ev cirio de 18K7 a 1888, ao qual acompanba-
rao os documentos originaes das respectivas
despezas, conforme determina o art. 82 da cita-
da ei n. 1,221.
Determino a (amara Municipal de Gara-
nhuns que expeca communicago aos juizes de
paz e de as demais providencias do estylo, afim
de que se proceda no dia 22 de Abril viudouro
eleigao para preen "himento da vaga deixada
na respectiva cmara pelo deputado geral pelo
11." districto desta provincia, o bacharel Bento
Ceciliano dos Santo- Ramos, que fallecen a 13
de Fevereiro findo
Igual as cmaras municipaes de Corrcotcs,
Bom Conselho, Aguas Bellas Buique e Pedra.
Os Srs. agentes da Companhia Braziieira^
de NavegagSo fagam transportar edrte, por
conte do Ministerio da Guerra, o brgadeiro
commandantc das armas Jos de Almeida Bar-
reto e o teneute do 10. regiment de cavallaria
Olegario Herculano da Silveira Pinto, que foram
chamados pelo Exir. Sr. ministro da guerra, e
bem assim a um criado de nome Basilio. Offi-
ciou-se ao inspector da Thesouraria de Fazenda
para mandar ajustar cuntes e communicou-se
ao brigadeiro commandantc das armas.
Os Srs. agentes da Companhia Brazileira
fagam transportar provincia da Baha, por con-
te do Ministerio da Guerra, o teneite Jos Be-
zerra de Menezcs Sa. que pelo referido minis-
terio foi mandado servir como aggregado ao 16"
batalho de infantera all estacionado.
Ao referido ollicial acompanham sua raulber,
Anuncia Pires Basto.-i Menezes e sua filha Rite
Alzira de Menezes, de 15 anuos de idade, e bem
assim um criado de nome Maciel. omrauni-
cou-se ao brigadeiro coramandante das armas.
Os Srs. agentes da Comp.nhia Brazileira
fagam transportar :orte. por conte do Ministe-
rio da Guerra, o alteres do 5. regiment de ca-
vallaria ligeira, Paulo Jos de Oliveira Filho.
que se adiando neste provincia no gozo de 3
mezes de licenga, segu para o (ira de reunir-se
ao respectivo corpo.-Communicou-se ao briga-
deiro coinmandute das armas.
Manoel Marinho de Barros.Informe o
Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Secretaria da Presidencia de Pernambu*
co, 22 do Marco de 1889
O porteiro,
F. Chacn.
Reprele5 da Polica
2.a seccio.K 290Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 22 de Marco de
1889. Hbn. e Exm. Sr. Participo
V. Exc. que foram hontem recolhidos
Casa de DetencSo os seguintes individuos :
A' ordem do Dr. juiz de direito do 5o districto
criminal, Antonio Alves de Medeiros, como pre-
nunciado as penas do art. 205 do cdigo cri-
minal.
A' ordem do Dr. delegado do Io districto da
capital. Januario Antonio da Silva.
A' ordem do subdelegado da freguezia do Re-
cite, Manoel Francisco de Oliveira, por infraeco
de posturas municipaes ; Gregorio Ferreira dos
Santos, Benedicto Jos Soares, Rogaciano da
Silva Barros, e Manoel Ferreira da Cruz, como
vagabundos.
A' ordem do do 1* districto da freguezia de S.
Jos, Silvestre Manoel Piano. Eleuteno Francisco
de Paula, Jos Ignacio Cavalcante de Albnqucr-
que, por embriaguez e disturbios minha dis-
posigo -
A' ordem do do 2 districto da freguezia da
Boa-Vista, Leocadia Maria da ConceigSo, por
disturbios.
A' ordem do da Torre, Justino Jos, por em-
briaguez e disturbios.
Pelo subdelegado do districto de Beberibe, fo-
ram remettidas a esta repartigao C facas de pon-
tas, 3 compassos, e 1 caivete, tomados a des-
ordeiros.
0 official externo desta repartigao trouxe ao
mcu conhecimento, ter fallecido de febre ama-
rella alguns empregados de bordo do vapor in-
glez Neva. chegado hontem a este porto e se
acharem diversos ontros empregados, doentes
do mesmo mal.
O delegado do termo de Agua Preta, partici-
pou-me que, no dia 17 do corrente, pelas 4 ho-
ras da tarde, no lugar Checheo d'aquelle termo,
foram traigoeiramente espancadas e feridas leve-
mente duas pragas de policia, por diversos indi-
viduos, que pan csse nm s esperaram.
Acerca do fado abrio-se o competente inque-
rito que j teve o destino legal.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Innocencio Marques de Araujo
Ges, muito digno presidente da provin-
cia. O chefe de policia interino, Daro
Cavalcante do Reg Albuquerque.
Recebedoria Provnola!
DESPACHOS DO DIA 21 DE MAR0 DE
1889
Jos Antonio dos Santos, Jos Joaquina
de Azevedo, Bedel & David, Alvim &
Chance, Azevedo Irmao & C, Campos &
Ferreira, Casimiro Fernandes & C. e Hers
nann Lundpfe & (^-T V sccc3o
informar.
Marcolino Pedro de Araujo Braga, Ar-
thur & Disidero, Maria Mathilde Lopes,
Manoel RuSniano Gorgonho, Trajano Jos
Diniz, Manoel Luiz Ferreira & C, Jos
Vctor da Silva Pimentel, Bernardinc da
Silva Ramos, Antonio Guilhermino dos
Santos, Antonio UchOa & C, Martins Vie-
gas & C, Francisco Jos da Cunha Sam-
paio e Manoel Joaquim Ribeiro & C.In-
forme a 1* scelo.
Domingos Pinto de Freitas.A' V seccJe
para attender na forma da lei.
Soares Quintas & C, Francisco Gurgel
do Amaral. A' 1* seccSo para informar.
Amelia de Almeida Tavares.Certifi-
que-se o que constar.
22
Emilio Roberto, Ordem 3* de S. Fran-
cisco, Alexandrina da Silva Borges, Lau-
rentino Pires de Carvalho, Antonio Au-
gusto de Vasconeellos e Henrique de S
LeitSo & C.Informe al* seclo.
Angelo Cesar.A' Ia secr-So para in-
formar.
Arthur Carneiro de Almeida*A' P
scelo para os devidos fins.
INTERIOR
XPEDIETrK DO DR. SECRETARIO
Offlcios :
Ao brigadeiro commandantc das armas.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda de-
clarar a V. Exc, para os fins convenientes, que
no requerimento de Thomazia Gongalves de
Aquino. que acompanhou o officio desse com-
mando, de hon'em datado, sob o. 531, proferio o
seguinte despacho:
Concedo, vista da informago.
Ao !. secretario da Asscmbla Legislativa
Provincial. De ordem do Exm Sr. presidente
da provincia remeti a V. S., afim de que se
digne de subnx-lter i considerago dessa Assem-
lilea, o orgamento da receite c despeza para o
exercicio de 1889 a 1890, da Cmara Municipal
do Ex.
Ao mesmo. De ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia remetto a V. S., para os Hns
convenientes, o balango da receita e de-peza do
exercicio de I8S7 a 888 e o orgimento para o
de 1889 a 1890 das (amaras Municipaes d..-Vi-
ctoria e Ite.nb. _______
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 21 DE
MARCO DE 1889
Bacharel Augusto Abel Peixoto de Mi-
randa Henriques.Sim.
Teen te Frederico Marinho de Mello Ta-
vares.Requeira pelos canaes competen-
tes.
Joaquim Ignacio Goncalves Lima.In-
forme o Sr. regedor do Gymnasio Per-
nambucano.
A eataaa
(Jornal do Commercio da corte)
10 de Marco de 1889.
Comegando no meio dos estrepitosos folguedos
do carnaval, a semana acabou entre apprehen-
sOes justificadas pelo estado sanitario da cidade,
que sbito aggravou-se de modo assustedor, jus-
tamente quando vamos declinar a epidemia da
febre amarella. Depois de alguns de elevadis-
sima temperatura, que se raantm em altos graos,
com persistencia nunca talvez observada nesta
capital, manifesteram-se com violencia rasos nu-
merosos de febre perniciosa, que de dia para dia
foram crescendo em quantidade e gravidade
Concentrada neste exclusivo assmpto a atten-
gao geral. pouco inleresse despertaram alguns
actos administrativos que entretanto cumpre-nos
mencionar por dever ce chroniste.
Foi publicado o decreto n. 10,197 de 2 do cor-
rente, determinando que a taxa estabelecida de
1 / pela cunhagem do ouro em moda nacional
nao seja cobrada do ouro que para este fim fr
a presentado casa da moeda em moedas estran-
geiras ou em barras de toque igual ou superior
ao da moda brazileira.
Este providencia nao determina certamente a
inmediata restaurago pratica do padrio mone-
tario ; mas incoutestevelmente medida prepa-
ratoria e auxiliar desse melhoramento. Nao
obrigatoria entre parlicularefi o recebimento da
moeda de ouro eslrangeira, nao o manda a lei
nem, entendemos, pode o governo impl-o por
decreto : a moeda nacional de ouro. porm, nao
pode ser recusada por ninguem. A cunhagem,
portento, generalisa a circuladlo do ouro, que,
sob a forma do sober obrigitoriamente recebivel as estagoes pnb-
cas. A 8enhoriagem de t % era um obstculo.
ou pelo menos um motivo contra a cunhagem
em moeda nocional, isto contra a facilidade
da circulago do ouro; foi esse* obstculo que o
decreto citado tratou de remover.
Fo-ara publicadas tambera algumas circulares
ao Ministerio da Agricultura, tornndose nota-
veis, pela energa da linguagera, pela franqueza
na exposico do pcnsamenlo e pelo senso pra-
tico que as dictou. aquejlas que se referen! ao
servigo da imraigragao.
Estebelecem esses documentos de modo claro
e positivo que o intuito da adininistragao. dis
tnbuindo generosamente avultedas sommas com
A grandes estrada commi'r-
elaes do globo
(Extrahdo)
Assumado a presidencia da secgo de geo-
graphia do congresso de Bath, minhas recorda-
coes reportam-se -a vinte e cinco annos atraz.
Entao, como hoje, aAf ica era o alvo de todos,
parece me ouvir anda os applansos com que foi
aqui aculuido Livingstone, esse hroe, cujo no
me associa se descoberte das nascentes do
Nilo e que morreu para a sciencia na plenitude
de seu vigor.
's exploradores africanos que assistem hoje
a nossa reunio deseuvolveram a mesma ener-
gia, a mesma perseveraaga, o mesmo desprezo
pelos perigos, que seus antecessores. Um des-
ses exploradores, cuia ausencia lastimamos
acaba de receber a meualha de ouro, que a mais
alta distinego que pode conferir a Sociedade
Real de Geograptiia. O Sr. Wissmann possue a
coragem indomavel de Livingstone, sua perse-
veranga, sua bonilade para com os indgenas:
atravessou duas vezes a frica sem disparar um
tiro em um moviiuento de colera Recolheu-se,
ha pouco, Europa, iudignado, como rabes
contra os negros, impaciente por encontrar os
raeios, si existem, de impedir ou, ao menos, de
reprimir os horrores do tranco. Elle est pre-
parando urna expedigo com o duplo fim de
abrir Allemanha mercados na frica oriental
c soccorrer Ernin-Pach. Nossos votos o acom-
panharo.
A luziprojecteda no interior do continente ne-
gro um dos factos mais salientes das ex plora-
(6es scientificas dos ltimos-23 annos. Data,
Dto de passagens, abrigo e sustento
tes, alm de outeos auxilios, nSo
mentar precipitada, senao perigosa-
umero de habitantes do paiz, mas
fr do elemento indispensavel, valido e
proveitoro, os diversos ramos de industria j
desenvolvidos e os que devem naturalmente
desenvolver-se pela urgencia crescente das ne-
cessidades, bem como, concurrentemente, prose-
guir na obra do povoamento do territorio na-
ordinariamente acontece entre nos, a
immigrago, agitada durante longos
"a pratica por diversos sysjemas
i mais ou menos defeituosos, e inter-
urias vezes na execug3o, em um mn-
" i, foi proposta e resolvida com a ra-
pidez dfTthusiasmo. Nem o negaremos hoje,
nos que tantas vezes o temos affirmado : era um
problema cuja solugo prompta se impuuha;
era a intimago fatal da fabulosa esphynge ;
resolve ou mrre!
As cmaras legislativas votaram largos sub-
sidios e autorisages e, logo aps a promulgago
da lei respectiva, foram celebrados varios con
tractos para a introduogo de grande numero de
inmigrantes.
E' possivel que no primeiro momento nao fos
sem previstas todas as emergencias ; mas feliz-
mente o Sr. ministro interino da agricultura
julga se habilitado pelas clausulas dos contractos
a impedir que a especulago honesta desvirtu
os intuitos dos poderes pblicos e torne impro-
licnos os sacrificios dos contribuintes.
Dos citados documentos um ha em que se in-
daga da situaco, extenso e outras condigOes
das trras que em difierentes pocas o estado
tem adquirido e as quaes talvez possa, cora
vantagens mltiplas, dar-se collocacao a colonos
nacionaes ou estrangeiros, que, nullas estable-
cidos, sejam ao mesmo tenipo conservadores das
mattas ou creadores das florestas necessarias
por mais de um titulo.
A parte do problema que diz respeito colio-
cagSo de immigrantes na verdade, de tanta
importancia como a que se refere sua intro-
dncgo no paiz.
Nem sabemos porque nao tem merecido a at-
tengao do governo a proposta da creago dos
Burgos Agrcolas; vastissimo plano decolraas
industriaes e commerciaes que offereciam im-
mediata c franca collocagao s levas de irami
grantes. ,
Este assmpto sabio da esphera dos nteres-
ses puramente individuaes, cuja defeza, em rc-
gra, nao nos compete, desde que a lei lomou-o
em considerago, autorisando o governo a cele-
brar contracto com o autor do plano dos Burgos
Agrcolas. A concepgao incontestavelmente
engenhosa pelo entrelagamento dos variados iu-
teresses a que attendem essas creagoes, cujas
promessas, industrial e socialmente considera-
das, sSo de tal ordem que parecem inspiradas
por excessivo optimismo. Ha no projecto ape-
nas um ponto que reclama "seria attengo;
aquelle que parece restringir de algum modo a
liberdade industrial e commercial do colono, o
que, se exacta a nossa apreciago, constituira
grave, senao incansavel defeito.
Este ou outros inconvenientes, que nao conhe-
cemos, eserao porventura de raaior alcauce, e\-
plicarag^ talvez a pouca attengao, prestada ao
que natural associago trouxe agora
espirito,
aenha dos actos administrativos da se-
mana nao pode deixar de ser mencionado aquel-
le que acaba de'approvar a tarifa especial para o
Rio Grande do Sul. A tarifa especial um re-
pecial rgimen de excepgo. at certo ponto ex-
plicavel em relago a essa provincia pelas con-
digoes peculiares em que o contrabando as
fronteiras a tem collocado, com grande damno
dos interesses commerciaes e abatimento da ren-
da publica.
Somos dos que pensam que em paiz to vasto
e, sob todos os aspectos, t3o variado como o nos-
so, a uniforraidade da legislagao desidertum
quasi impossivcl da ser attingido; as os regi-
raens excepcionaes estebelecem situages que
reclamam cuidados tarabem muito especiaes.
Nos ltimos dias da semana, ante a irrupgo
das febret perniciosas, preoccuoou-se. mais urna
vez a attengao publica cem a antiga questo do
servigo de esgoto deste cidade e o seu indispen-
savel complemento, o abundante suppriraento
d'agua.
Alguns actos, a que j em oiitra occasio nos
referimos, provam que o governo trata da acqui-
sigo de copioso manancial pelo proceiso de
desapropriago, decretado na lei do orgamento
vigente. Que processo corra to rpido quanto
desejariaraos ver correr ni as aguas pelos enca-
naraentos, o voto ardente que fazemos em no-
me da populago da capital do Imperio.
De algumas provincias tivemos tarabem nesta
semana tristes noticias quanto ao estado sanita-
rio. Onde, porm, mais desoladora se raostra a
situago segundo se deprehende dos ltimos
telegrammas, na cidade de Santos. Alli, to
rpidamente, senao mais do que neste capital,
subi de modo assombroso o obituario. Mas nem
por este circumstencia, de quasi sbito rompi-
mento da epidemia de febre perniciosa se pode-
ria explicar o acto do Ministerio do Imperio,
mandando entregar insignificante quantia para
soccorro da popnlago afflicte de Santos. Pre-
ferimos acreditar que houve na repartigao do
Imperio algum equivoco, se exacto que foi en-
viada para Santos apenas a semma de 1:000*
Confiamos em que o equivoco (nem outra cousa
presumivel) a esta hora se ache desfeito, e Ra-
biate a autoridade competente para effectuar
as despezas que forera necessarias afim de mi-
norar os soffnmentos do povo de Santos.
realmente, de 12 annos. Foi em 1877 que Stan-
ley pela sua afamada viagem. doou ao mundo o
novo continente. Tratare daqui a pouco desse
interessantii assmpto da frica; mas, antes
disso, desejo chamar vosea attengao para a in-
fluencia que a configurago do globo tem exer-
cido e ainda possue sobre as estradas e as rela-
ges comraerciacs.-entre o Occidente e o Oriente
e mais especialmente com a India.
As grandes civilisarGe? da antiguidade^nasce-
ram e desenvolveram-se era quatro regies limi-
Irophes- a China, as Lacias do Hoang-Ho e do
Vangts-Kiang; a India, as do lndus c do Gan-
ges ; o Egypto, na do Nilo: a Chaldea, a Assy
ria e a Bafiylonia, as do Tigre c do Euphrate's.
A India seperada da China, de um lado, por
altas cadeias de montanhas e pelos planaltos do
Thibet e da Mesopotamia; do outro, pelos mon-
tas Suleiman e pela planura perso-afghan. As
communicages entre esses priraeiros pontos da
actividade humana tiveram, por eonseeuinte, de
desenvolverse lentamente.
Pelo contrario, as estradas da .Mesopotamia
bacia do Nilo sao de accesso fcil, pela Syria e
Palestina, e as permutas commerciaes entre es-
sas regies parecem remontar a antiguidade
muito remota.
Superfluo seria inquirir aqui das causas que
originaiam essas primeiras communicages e
os meios de que se langaram mo. Foi iucon-
testevelmente, con hoje, o desejo da ganancia,
a sede daa conquistas que levaram os peoes do
commercio a affrontar a travessia de desertos
ridos, a arrostar os perigos do mar; durante
cerca de 300 annos. intrpidos exploradores nao
procurarara urna via para as riquezas da India
atravz dos mares gelados do polo-arctico? O
amor das conquistas revelou os grandes impe
rios da Assyria e do Egypto, conduzio Alexan-
dre s margens do Oxus e do lndus, e elle
que impelle a Europa para longinquas expedi-
ces.
Os imperios erguem-se, baqueiam e desappa-
recem ; mas o commercio vai-se desenvolvendo
constantemente, sem conhecer limites. De dia
para dia os horaens tentara a descoberta e a ex-
plorago de novos campos de actividade com-
mercial, e a reunio dos grandes centros por es-
tradas mais crtase mais seguras.
O tral'ego das eras priscas fazia-se por trra ;
viajava-se em caravanas com o intuito de protec-
yo commura ; parava-se nos lugares onde se
encontravara alimentos e agua: nos pontos mais
importantes dessas paradas, erguiam-sc cida-
des. Depois. cora a textenso do commercio,
veio a necessidade de transportar as mercado-
ras atrayez de paizes e tribus independentes,
que exigiam que se Ibes abandonasse o transito.
Fundarara se, pois, cidades nos lugares em que
se operava essa transmisso de mercadonas,
onde essa permuta de productos de nm paiz
outro se podesse fazer utilmente.
De um modo genrico, o commercio primi-
tivo estendia-se na zona geographica do ca-
mello-
Depois do trafego por trra veio o trafego por
agua ; pnmeiramente nos ros, depois no mar ;
e, como era natual, as cidades estabeleccram-
se nos pontos da costa onde as mercadorias,
que desciara em bateis, podiam utilmente e
com seguranga ser transportados em galeras
ou navios capazes de navegar ao longo das
costas.
O conhecimento das monges permittia ao ho-
mem afrontar o mar alto ; os navios foram me
Inorados, as viagens se fizeram regularmente
em certas pocas do anno, para aproveiter os
ventos peridicos.
0 connecimento mais aprofundado do globo,
os progressos na arte de construir os navios, a
invengao da machina a vapor, trouxeram pouco
a pouco ao ocano o estabelecimento desse tra-
fego, que feito actualmente por meio de gran
des steanters sem a preoecupago do vento e das
mares e pelos caminhos mais directos.
As estradas commerciaes do globo esto sujei-
tes a duas grandes influencias modificadoras,
urna physica, outra poltica.
Assira, o trafego interior da India pode attin-
gir a Asia Central e o Occidente pela via d'H-
rat ou do Bamian. Os caminhos de caravanas
airavez das solidOes da Asia c da frica de-
vem seguir as linhas dos cursos d'agua ou dos
pocos; as condigoes climatricas tornam impra-
ticaveis todas as estradas pelo polo, e a suppres-
so de um obstculo physico, tal como o isthm
de Suez, acarreta, nos nossos dias, urna mudan-
ga completa na distrihuigo das vias commer-
ciaes.
Do mesmo modo, a perturbago que resulte
da guerra as rclacOes commerciaes, a ruina do
trafego pelos conquistadores, as grandes mu-
dangas polticas, tees como a fundago do impe-
rio dos Persas, a fundago de Roma, a queda do
imperio romano, o dominib dos rabes na Asia
Occidental, desviam o commercio de suas estra-
das habituaes, obrigam-no a tomar novas direc-
ges, causam a ruina de certas cidades e de
certos imperios e a prosperidade de novos cen-
tros.
A tendencia do commercio assim perturbado e
procurar urna via por mar, quando possivel,
porquanto o transporte por agua menos dis-
pendioso, e demais menos exposto a ser inter-
rompido do que o trafego por trra.
A India, por sua posigo geographica c tem
bera pelo carcter dos povos que a habitam,
tem sempre representado papel passivo as
relages commerciaes ; deixou a iniciativa com
mercial aos paizes occidentees. O monopolio
do commercio entre o Oriente e o Occidente foi
sempre considerado urna grande fonte de rique-
za. Todos os Estados, successivamente, tm tido
esse monopolio e o tm perdido.
Actualmente, a Inglaterra conserva-o, mas,
para conserval-o, deve entregar-se a um estudo
mais aprofundado do que o que tem feito at
hoje, dos phenomenos geographicos e dos acon-
tecimentos polticos as suas relages com o
commercio.
O commercio entre o Leste e o Oeste pode ser
dividido em tres periodos:
O primeiro, durante o qual es limites do com-
mercio do Oriente foram as costas Este e Sueste
do Mediterrneo, acabou com a fundago de
Carthago 8u0 annos antes de J. C.); o segun-
do, ou periodo mediterrneo, acabou no seculo
XV ; o terceiro, o periodo ocenico, ainda per-
dura. .
Durante o primeiro periodo, existiam duas li-
onas principaes de trafego : ao sul, a via mar-
tima que segua as costas e a estrada de trra,
ao norte, que atravessava a Asia era toda a sua
extenso de Leste a Oeste. Ha proyas de terem
existido communicages entre a China e o Occi-
dente desde 2698, antes de J. C, e era 235', an-
tes de I. C, urna embaixada, que partir de um
paiz que se c- ser a Ch-ildea, chegou China
Na Biblia tambera se raencionam caravanas de
Ismaelitas, que traziam drogas, incens e myrra
para o Egypto.
A comiuerciantes ismaelitas foi vendido Jos.
Os primeiras povos martimos que comprehen-
deram a importancia do commercio entre o
Oriente e o Occidente foram. provavelmenle, os
Edvos que habitavam a coste sul da Arabia,
em collocados entre o golpho Prsico e o Mar
Vcrmelho, separados por grandes desertos das
nages da Asia, os Sabeenses nao tinham que
temer essas alternativas de paz e de guerra) to
desfavoraveis aos commettimentos commerciaes
Durante scalos, conservavam o monopolio do
commercio da India e tornaram-se famosos pelo
seu luxo e suas riquezas. Seus navios visite-
vam Ceylo e a coste do Malabar, seus commer-
ciantes traziam os productos da India para a Me-
sopotamia, para a Syria, para o Egypto e para
a Ethiopia. Os navios, que commerciavam no
golpho Prsico, desearregavam as suas merca-
dorias perto da foz do Euphrates : eram depois
comboiados pelo rio ou por trra para as cidades
da costa da Syria, ou da i'alestina e d'ahi para
Mazaca (Kaisarhieh) e para Pterium (Boghazneuir
de onde attingiam Sardes e Sinope.
Os navios que visitovam o Mar Vermelho des-
embarcavam suas mercadorias era Elalh, no gol
pho d'Akabah, as quaes ganhavam por trra Ty-
ro e Sidonia e as costas occidentees do Mar Ver
melho, com destino a Mero, Thebase Memphis.
Na mesaa poca as sedas da China, as pedras
preciosas da India eram levadas por trra para -
Chaldea e para a Assyria :. Bacy-es (Balkn) a
rai das cidades, ergui-se e prasperava uo
centro dessas vias commerciaes. O Egypto, sea
madeiras ue construego. pouco hospitafeiro aos
estrangeiros que chegavam do lado do mar, des
presando as emprezas martimas, despresou por
muito lempo as occasies qne Ihe fornecia sua
posigo geographica. Tyro, Sidonia e as outras
cidades pbenicias. com as estradas facis do Eu-
phrates e do Mar Vermelho com sua situago
que dominava o Mediterrneo tornarara-se os
centros de distribu-co das mercadonas da In-
dia ; pouco a pouco, os phenicios, estendendo
suas operaces ao Mar Vermelho, traficaram com
os portos da Arabia do Sul e aventuraram-se
mesmo at s costas da India. Foi neste primei-
ro periodo que o reino d'Israel attingio o seu
apogeo. Durante as longas guerras do reinado
de David, os judeus apoderaram-se das estradas
de trra pelas quaes os ricos productos da India
passavam para ganhar Tyro e Sidonia; Salomo
edificou Palrayra, melhorou o porto d'Elath, em-
prehendeu outras obras importantes para prote-
ger e desenvolver um commercio de transito que
dava to grandes beneficios. Parece que os ju-
deus nao f'zeram por si meemos o transporte,
mas, a exemplo de seu rei-comraerciante, laa-
caram-se em operagoes commerciaes, e a opu-
lencia era tal que a prata substitua a pedra em
Jerusalem.
No comego do segundo periodo, a prosperida-
de commercial dos phenicios attingio o seu mais
alto grao. Suas colonias se estebeieceram as
margens do Mediterrneo c seus navios pausan-
do as Columnas de Hercules penetraran! na Gr
Isretanha e na coste occidental da frica; sin-
graram tarabem as aguas do Mar Vermelho, do
golpho Prsico e do Ocano Indico. Todo o com-
mercio do mundo maritimo conhecido estn en-
tre suas raaos ; suas cidades floreciam, e nos
mercados de Tyro, achavam-se venda o esta-
nto de Cornouailles e o mbar do Bltico, assim
como sedas, as pedras preciosas c as drogas do
extremo Oriente.
O declinio dos pfienicios data do estabeleci-
mento do imperio dos Persas no VI seculo antes
de J. C. Depois da tomada do Tyro por Alexan-
dre, o commercio passou para as mos dos gre-
gos. A politica dos Persas que trancava o gol-
pho Prsico ao commercio, obrigou o trafego da
India a tomar as estradas de trra. Babylonia,
outr'ora emporio do commercio do Oriente, per-
deu sua importancia emquanto Suse e Echba-
nme se ennqueciam, gragas ao commercio ,d^-
transito que atravessava o seu imperio paratl-
cangar as portas do Mediterrneo.
A poltica de Alexandie. oensisdo em di
gregos o transporte e a distribuigo do
do globo: para esse fim, construio Alexandi
sua mtencao, si tivesse vivido, teria sido
guer Babylonia, Ptolomeu, seu succes.-or no
Egypto, empregou todas as suas forras para at-
trabir o commercio para Alexandria, que ton
se inmediatamente urna cidade opulenta. 4
commerciantes gregos compravam os produc
da India aos commerciantes rabes, que em
travam nos portos da Arabia do Sul. Dese
barcavam em Myos-Hermes e em Bereaipe na
coste occidental do Mar Vermelho, transporta-
vara suas mercadorias s costas de camellos
atravez o deserto e, pelo Nilo. e pelo canal, at-
tingiam Alexandria, onde as distnbuiam as re-
gies circumsvisinhas da frica e as costes do
Mediterrneo.
Essa estrada commercial foi empregada at o
Egypto tornar se urna provincia romana Outra
corrente commercial tomou ento a via do gol-
pho Prsico para gannar Seleucia sobre o Tigre,
e d'ahi, por agua e por trra, chegar por Alep a
Antiochia e a Seleucia, na foz do Orantes. Urna
terceira estrada segua os planaltos da Asia cen-
tral para attingir os portos do Pont-Euxino e o
mar Egeu.
Depois do estabelecimento de Roma, todas as
estradas foram dirigidas para a cidade imperial
que tornou-sc o centro de distribuigo das mer-
cadonas do Oriente.
Os gregos ecutinuavam a monopolisar o com-
mercio maritimo. Os egypcios comprehendendo
afinal as vantagens de sua posigo geographica,
apoderaram-se do commercio directo com In
da e levaram :.'o at Kattigara, porto do paiz
dos Sines, no golpho do Tougkin. Alexandria
tornou se a capital commercial do imperio roma-
no, o centro de distribuigo para os productos
da India da Asia e suas riquezas eram tama-
itas que, dizia-se. que um s de seus commer-
ciantes podia sustentar um exercito.
Nessa mesma poca, os antigos portos de Tyro,
Beyrouth, Auochia, Bizancio eTrebizondaeram
os pontos terminantes do trafego por trra. A
importancia das relages entre o Oriente e o Oc-
cidente revelase no facto de embaixadas dos
Seres (chi ezes) para Roma, no lempo do reina-
do de Augusto e pelas embaixadas enviadas pa-
ra a China por Marco Aurelio em 166, at o dia
em que os rabes ergueram-se entre os dous
imperios. No tempo de Plinio, as importaoesjda
Asia erara avahadas annualmente em 100 mi-
lhes de sestercios (20 milhes). O commercio se-
gua estradas bem tragadas, aproveitad03 at o
seculo XV. Contevara-se trez principaes- atravs
da Asia central, todas em di rece o China pelo
deserto de Gobi. A estrada norte passara ao nor-
te do Thien Shan pelo Balkash para ganhar o
laxarte (Syr-Darya); a estrada central raargea-
va os declives sul do Thien-Sban, atravessava
as montanhas, pela garganta de Teki paraattin-
pir Samarcande. e o Onus (Amou-Darva); final-
mente,, a estrada meridional a a Bak pelo Pa-
mir t Badakshan. A estrada do norte parta pro-
vavelmente de laxarte passava por Kf'
gava ao mar Caspio, atravessava-o e
at o mar Negro.
Nessa poca remota o commercio
as costas do mar Caspio, e dorante
dia existia urna estrada commercial
quentada nessa direegao, que passava
para attingir Novforod e o Bltico, e q
para os paizes do Norte os productos da India.
Da regio do Oxus, duas linhas am clao Oc-
cidente, l'ma passava por Merv, atraUhva o
mar CaspTo, o Araxc, para attingir Artaxatee
Trebioiouda ou para descer o Pna3is (Bien) at
Poti e dahi "pelas costes do mar Negro, at BV-
zancio.
A segunda, passaido por Mery, mirgeava a
fronteira Norte da Per.-la, attingio amargemdo
mar Negro e continuava pela Mesopotamia. a
Syria e a Asia Menor at Bizancio.
O commercio, pjr trra, da India eri pe ca-
nal estreito de Bahmran a BaJk e por Kandahar
e Herat. at Mery onie reunia se grande cr-
rante commercial da Asia Central.
A maior parte desse longo trafego lava ea-
tre asmaos dos povos estabelecidos catre o la-
xarte e o Oxus, e cujo ponto central demora va
em Samarcanda. Esses Sogdianos ou .4*, como
iva
razia
$>.

'
.











2
'DuftD de P
o cboroam os anotes chineses, recriando perder
o bt'ii-jfirjo desse commercio tudo emptiteada- \
rara para impedir as relacoes directas entre a
China e o imperio romano. Os obstculos que
impediaiu o trafego por trra deram impulso ao
trafego por mar, com proveito para Alexandria
e as cidades do gol pao Prsico.
Nessa poca o trafego por mar era frito pelo
olpho Prsico e o mar Vermelho. No pnmeiro
caso, os carregamentos desembarcavam em'um
porto qualquer do Eufhates OMuaVfigre. erais
depois transportadaKffltMio ora*amj'UMaa*.
atravr.s dos vallesaseyhsr e-d'ahi atta Sara
para Beyrout e ^aau'ocwau', peta Ananieats.
para Epneso, Saayrna Constanrinopiae San
souf?. #
No segundo casabas raarealorias que cliaga-
vam perto de Sueaawnn expedidas a carava-
na, pelo canal e |wo rio para AJsxandrw, depois
para Pelouse ou pan. o polptwd'Altabuh, com
destino Syr;a ou.ay~>*to*ina.
O commercio por marera, prrndpwtnente, um+togaco da lei )?
trafego de cabotagem ; feito pelos gregos e pelos Em 1." discussao upprovou-se o projecto n. i
rabes, e talvez pelos chinezes, cujos juncos
viam-se em Hira, no Euphrates, dudante o secu-
to VX.
Quando o imperio baqueou, os bizantinos,
com sua ^?pi'-'i iluda iw touluis da Europa e
da Asia, tornaram-se os intermediarios entre o
Oriente so Occidente, papel que conservaran)'
at ao da em que as cidades martimas da Ita-
lia, da Franca e-da Hespanha, tornarair.-se-asss
importantas para fazer directamente o commer-
cio cornos portos do Mediterrneo, quererebiam
os pro luctos'do Oriente.
At o culo Vil, os Sassanides. fo am senbo-
i-es .'as estradas por trra, e todos os seus esfor-
Sos tenderara a impedir qe os productos do
Tienta- passassem por outras estradas e por ou-
tras maosiqne nao as. suas. No secuto Vi a pe -
muta dos productos entre o Oriente e o Occi-
denl s su poda fazer em tres pontos : Arta-
uta para m mercadorias vindas da Asia cn-
tral : Niaibis para as que vinham da As,ia central
e das estradas do Tigre ; Cullinicum (Rakka)
para a$*io$oipho Prsico e do Euphrates
Jusiifliun procurou tornar o commercio inde-
pendenU'/dos Sassaoides,- franqueando-toes no-
vas estradas. Os commerciantes sogdianos. evi-
tando o territorio.persa, tornara a subir a norte
do mar Caspio para ir juntar-se aos commercian-
tes de ttirancio, as margens do mar Azow, do
mar Negro, os commerciantes ethiopes trazem
para Adutia os productos da india e os nave-
gante! apraveitando a monean, partem do mar
Vennelho mar attingir a costa do Malabar e
leylo.
Nos secutos Vil e VIH, os rabes espalhara-se
por toda a Asia central e o commercio por trra
e por mar passa pura suas mos. As relacoes
commerciaes entre o Oriente e o Occidente mo-
dificara u-se profundamente. Todo o trafego por
trra fei-se por Bagdad, que tornou-se o centro
onde se reuniram todas as mercadorias atim de
serem expedidas para o Occidente pelas antiga i
estradas e esta cidade attingio quasi a pros pe ri-
dade da Babylonia.
Peto mar, os rabes leinbraram-se de sua an-
tiga repulaco, dirigiram-se directamente pelo
mar Vermellio para o cabo Comorini e por Cey-
l.'io para a pennsula malaia, chegaram at
Kanpu no delta no Yang tse Kiang, estabelece
ram eitorias ao ocano litoio ; no secuto VIH o
seu numero ja era consideravel em Canto para
atacar e roubar a cidade. Seus nicos rivacs
eram os Cnins, cujos juncos visitavam "o Euphra-
tes Aden, que traxiam seda e drogas para a
costa do Malabar aiim de permtalas pelos pro-
ductos gratos e manufacturados do Occidente.
Os productos do Oriente trazidos pelos rabes
para os pontos do Mediterrneo eram levados
para a Enrona pelos commerciantes de Veneza,
de Genova, de Pisa e- outras cidades que nego-
ciavaiu tambera com Onslaotinepla e o mar
Negro. Veueza. cuja nosico geographica a
designavaioomo intermediaria entre o Oriente e^
a Europa central tinha, antes mesmo, da as-
ceaco a0 islamismo, reeolliido grande parle da
heraca dos Bysantinos em decadencia.
Nao nos compele historiar aqui o desenvolvi-
mento de Veneza e patentear o impulso que os
cruzado dercam as relacoes commerciaes entre
O Oriente Occidente ; ba9ta-nos lemirar que
no primeino qaarto do seculo XV, todo o trafe-
go 'h Mediterrneo pertencia a Veneza, que se
toruarai centro de dtstnbnico da Europa iu-
Bom Jardira, do advogado Jos Cypriano e sua
/amia, can au eifida do .Sr. Rogaborta
Barboza, tendo sido ^rorogada a hora por 20
minutos a requerimeiito do Sr. Ulysses Viunna..
Passou-se ordera do dia.
Approvou-se em 2.' discussao, sendo remetti-
do comraissao de (reamente provincial a re-
querimento do Sr. Jo Mara, tendo orado pela
ordem o Sr. Drummond, o projecto n. 9i de 1888
(orcamento provincial) sendo votadas as emen-
ataaae roinwi.
^ajfeitaiMaro.requBriraaBto .de -adiamentaa*
daaatssaaHaa lei nao .-aacctonudaa.que se refere
o-fB*eceri<87 de lt8 (faljrica de couroi a.
coanuanctora discuss io^foi appfo\"ado bem noaw
duas emenaaa por 16 votos contra 4..
Approvosea lei nao Kancciooada a que se re-
fere o paraser n. 3 de 1888
taa*em par 16'votos uontn i.
Approsoat.su'em 3." discussao, tudo conaas-
sarde re Janjm.....ri^aetanurdarta aaa<^re
deste anno ilicenca).
Encerrou-se a 1. discussao do projecto n. 6
deste anno (regiment interno) omndooSa Bar-
ros Barreto e nao se votando por falta de numero
am rciquapiuiuito do mesmo Sr. deputado de
adiameoto por 48 horas.
Adiou-seal. discussao do projecto n. 15: de
1888.
A ordem do dia : i-outiiiuaco. da anteceden-
te e in^is 2. discussio do projecto n. 4 deste
anno.
As 'toclaracies de.votos relativamente s
emendas aos projectos n. 94 de 1S88 votadas na
sessao de 19, foram todas contra a einc.iJa u. 31
que concede subveneo a bancos.
MU'rthlit uei-iftri-Seni duvida por
mal informado, o Jornal do Recife disse hontem
que por solicitacao da Gauuira Municipal desta
cidade. o Sr. presidente da provincia resolveu
prohibir a exportajao da familia de mandioca
para as provincias do norte.
Se a Cmara Muni iiai dn Recife sohciton*'Sa
providencia, d'esse facto nao leve ciencia s ad-
ministracao at hontem s horas da tarde : e a
portara, que hontem publicamos, de 21 do
cerrente.
A prohibico nao se referi somente as pro-
vincias do norte, abrangeu toda a exporlco
que do peero se podena fazer.
E' necessaria esta exphcacao. que damos a
puridade.
Farinha de mandiocaPa:~i que se
possa fazer urna idea da exportaco da tarinha
de mandioca d'eata para as demais provincias
do Imperio e da imponaco d'esse genero, desde
o anno prximo lindo, aqni compendiamos os
respectivos algarismos
toiportacSo Exporlagao
Janeiro de 1888 __ 3.200 saceos
Fevereioo __ 6 497
Marco i
Abril 1.760
Malo 2.1100 >accos i.892.
Junho i. 17.098 . 16 079
Julh. * 10 855 11-182
Agosto * S.iiOO 8 340 -
Setembro | 800 18.280
Oulubro .. 27.237
Noverabro " 8 150 21 237
ezembro 8 17.(175 18.658
Total em 188 61.478 137.562
Janeiro de 1889 4.158 u 23 127
Fevereiro ;*7 a 29.613
Marco
at o dia 19 16.953 -
lata
, ^s esquadras
GansWntii
venezianas, protegidas por ga-.
gnerra, partiam em pocas tixas para
iopla e o mar Negro, para a Sjria e.o
Eavp*fvj)ara a Franga, para a Hespanha c Por-
,.e paTaaWl(&nTf.t.
portos desses dhTerentea paizes, como de
za,- o productos do Oriente eram transpor-
tara o interior por estradas bem tracadas,
ea-'t! Noremberg e Broges, emporio das cida-
des h i'iseaHfas-, tornaram se assim os cntrepos-
toado coantercio-do Oriente.
A thi'gada dos turcos Europa, a qneda de
Gonstantinopla, a pirataria no Mediterrneo, a
iaapresso< de todas as relacoes com a China,
por occasio da decadencia da dyna9tia mon-
gohciw secuto XIV, e mais outras circumstan-
cias, faeram procurar outra. estrada para o
Oriente.
(Continua)
ABVISTA DIARIA
AaaeaaflttAa i-lr>vinoju Funccionou
honter *ob-a pFesiducia do Eiud. Sr. Baro
de Guiari. tendo comparecido 24 Srs. depu-
tados.
Foi Jida osem debite approvada a acta da ses-
sao antecedente.
O Sr. 1." secretario proceden a leiiara do se-
guirle espediente :
Um oflicio do secretario do governo, rametten-
do por copia a informacao do Dr. chefe de po-
cia i id rio e Jieni assim um Diario de 20 de
Fevereire^indo em que se acna urna pubiioaco
as5gnada.4)or grande numero de moradoras da
comarca de Barreiros em abono do lente Beo-
cleciauo Prixoto de Alencar.A quem fea a re-
quiaio.
Outro do mesmo remetiendo copia do orea
meato or#anisado pela reparticao das obras pu-
blicas paraos concertas u> que carece o edificio
desta Assembla.- A quem fez a requisicao.
Orna pe'.iio do coronel Manoel do Nascimen-
to Vieira da Cunta, capitio Napolaao Cesar
Duarte.Joo Demetrio de Moura Accioli o Joa
qBimJtenacio Pessoa de Siqueira requarendo
privilegio-por 30 anuos para fazer os estudos
necessarios, construir e explorar o trafego de
urna itrada-de ferro de bitola estrella que par-
tindo da oslacac de Sania Rita da estrada de fer-
ro do Recife a Umoeiro v terminar em Itamb.
A' commiso de petiges.
Ouliu ik Felippa Floripes > Farias Vieira,
professora publica da cidade de Timbauba, re-
quereodo 6 mezes de licenja com todos oe ven-
cimetos'para tratar de sua saudeA' cominis-
so de- pelices.
Appiovou se o tiarecer da commissao de re-
daccio sobre o projecto n. 139 de 1888, sendo
tainocm approvadas seis emendas ao mesmo
apresentadas.
Declararain ter votado contra o referido pare-
cealVs. Joo Augusto e Clodoaido Lopes.
Apirrovoa-e sem-debate um parecer dacom-
l egocios eccleiasticos pediudo a au-
i Revai. governador do bispado sobre
do vieario Francisco Joauum da
SUvT\ .. .._.
Foram a imprimir os seguintes projectos :
N 9 Autorisando a cuuiractar-se com a coui-
(Irada de fenii de lbeiro a Bonito
to de um rama! do eogenho Pedra
a povoac&o le Be'em era Capoeiras.
Autorisando a aposeUtar-se ao ex-col-
~'.ncial, Jesuno Domingues Carneiro
,ndo urna cadeira mixta era S.
Villa-Bella,
em a comprar uiua casa para servir
villa de Floresta, despeudendo-se
ando urna cadeira para o sexo
Curnar de Li
atorisando a apo
artico das obras
n
ir-se o aponla-
" as, Francisco
eira da Yic-
Victoru urna
os Srs. T-
pela ordem i Jos Ma-
e Ulysaes Vianaa, o reque-
Maria sobra a prisao, em
Totaes
63 853
207.234
Do que resulta que ha urna
a provincia de Pernambuou
eos em pouco mais de um
observar que a exportaco
neiro ultimo at 19 do corrente
69.693 ou mais de50% do que a
ditrerenca contra
de 141.398 sac-
anno, cumprindo
feita do 1" de Ja-
elevou-se a
realizada em
todo o decurso do aiuo de 1888
Quanto aos precos as tora de proposito men-
conal os,, no referiodo jieriodo, pondo assim em
evidencia a sua persistente elevaco, especial-
mente nos ulli os mezes,
Foram esses, por saccac
Em Janeiro de 1888
Fevereiro
Marco
Abnl
Mato
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Oulubro
Noverabro
Wembro
Prego medio do anno
de 1889
de 2*600 a 3*000
. 2M0O - 30il0
2W00.. 3*300
. 2*500 . 3*300
3*200 . :i*i(X)
2*500 3*000
2*400 2*500
2*500 . 35800
- 2*800 3*100
. 3*000 . 3*400
. 2*800 3*400
- 2*800 3*400
2*950 pot sacco
de 2*800 a 4*60-1
4*600 54000
5*500 . 74500
3*000 por sacco
Em Janeicp
Fevereiro
1* quinzena de Margo de
1889
Prego medio
Releva, porm, ponderar que depois do dia 15
do corrate os precos ainda se elevararam, attin-
gindo 8*590 por sacco.
Quanto ao itodc, informara-nos que actual-
mente de 15.200 saceos ; o que pouco para o
consumo da cidade do Recife. mxime nao, ha-
vendo esperanzas de novas e avultadas entradas,
do interior da provincia, onde se fazera tamben
sentir os eflertos da secca que est affligindo
todo norte.
Estrada de ferro do nern- Un:.;pe-
rnos hontem a seguate carta, qtae publicamos
com tanto meihor voulade quanto a reivindicar
co que nella se fa& procedente Sabemos de
scencia certa que o 6r. Ricardo de Menajes
desde amito trata de urna tal empreza :
Recife. 22 de Margo le 1889.
Illm. Sr. redactor do Diario de Penambitco-.
No numero de boje do Diario de Permmbitio,
na secgao Recaa Diaria, e sob o titulo Estrada
de ferro, vera a noticia do grandioso pnejtcie que
ao Ministerio1 da. Agricultura apresonlaram os
engenheiros Drs. .arlos Morsing a Franklm iai-
paio, relativo urna estrada de ferro da villa da
Barra, na Baha, cidade de Bcloui, ho Para
atravez de Pernambuco, Parabyba, Rio Grande
do Norte (?),Cear, Piauiy, MaranUo e Para.
Nao trino- em incale, nuot- por liiu, com a
presente carta contestar era a utilidade. nem a
maguitude, nem a neces.ida le. nem a oppartu
nidaile de urna ferro-via que ligue todo.o norte
do imperio .porquanto somos partidarios eutbu-
siastas de tal erapreluudimento : queremos,
sim, protestar contra o pedido de privilegio que
ao governo imperial dirigiram aquelle illustres
collegas nossos aos quaes nao pertenoe a prioi i-
dade d'esse projecto do qual occ[maio-wos mu-,
lo antes delles.
Lembra-se, de certo, V. S., Sr. redactor, de
que tractaram os ns, 58, 65 e 67 da Gasel* da
Tarde, desta cidade, do anuo, da 1888, da estrada
de ferro do Recife Belu alravez.-,de Pernam-
buco, Cear, Piauhy. Mannbao e Para, planeada
por nos, sendo que do artigo publicado uo n
58 de 22 de Novembro fle'1888, da Uazeta. da
Tarde deu A Provincia, no seu numero le 23
desse mesmo mez e anno resuraidaoolicia, tran-
scripta pel'O Pai: na forte.
Em 5 de Dezerabro de 1888 aprc iamos ao
governo imperial um reqierimento era que li
zemos entre outras cousas relativas via-ferrea
septentrional do Brasil o segrate :
Os supplieanfes j conhecem pessoaimenle
parte do tragado da estrada deque cogitara, e
estiio disposto.- fazer os estudos fechnicos,
commerciaes e estalisticos que refere-so o arl.
8o do regulamento que baixou com o decreto n.
R,88l de 28 de Fevereiro de 1874, afin de apre-
sen tal-os. dentro do pra^o de cinco airaos, ao
esclarecido juizo e competente apreciacao do
governo imperial, que. no caso de acceitar e ap-
provar taas estados, lhe:. conceder lio someide
os favores do art. 9o do citado regulamento.
se requeriraonto termina assim : Em re
sumo pedem os engenheiros Ricardo de Mene-
ees e Luiz Jos do Silva ao governo de V. M Im-
perial, para o fina de estu larem urna estrada de
ferio entre a cidade de Caruar em Pernambu-
co, e a de Belem, no Par, que passe petos pon-
tos cima especificados com um ramal entre o
mais conveniente ponto dette trocado da Roa Vuta,
na margen esquerda do no S. Francitco, em Per-
nambuco, que seja-mes feita urna coocessao nos
termos (meaos quanto ao praso que desejam os
supplicaotes seja de ciaco aonos) da quadeu o
decreto n. 10,069 de 27 de Oulubro de 1888 aos
23 de xYIarco de 1*89
talitiar-Rsto designados hoje
PaWBaV1"
cidados Visconde de Pigueii_
Antonio Paulo de Mella BarretT ^^rf da o Sr. capitao Pedro VeHio,
de Murinelv ^P* r00* subalterno de cavallai ia.
-Naodesanimou-rjos, nem deteve nos oimdefe- E" guarnecida boje a cidade pelo 14- bata
rulo' quu a essa pretengao nossa deua- goveeaw **e aaratria
n-eal an nual nSo apresentamos. como ninr Coinmandam hoje a guarda da tesourana
e.palaeio tous officiaes do 2 batalbo.
Na enfermara militar existem em tratamen-
imperial ao qual nao ap
cuera por ora, peder apresentar, mais do que
um es'boco do tragado geral, porquanto sabio-e
quo desconhecido o sertao brasileiro e erra-
das as cartas das provincias e do imperio, razao
pela uiaiSnaii^ paso Baaco-aaans loara
fazerraJToaaaaaaos raoanrieaaaenlaae aMaios
topograaliiaaiaiiMtatialiiosrtaw siraim AaAese
oidBa3a)aaattale fcaoresoato Estalas aiare-
cuamovrfaBfcparamosrama.aania o eawamro
Ricardo-Manazee de dirigir s. pttrioticaaaaaem-
olas daaawiauanro e.cto Paraara rafuaraBaato
ara queylaes peda utaaaxilio,um askiaoian
to 50 pragas dos corpos da guarnigo.
Hontem apreseutou-se ao quartel general o
Sr. 1- eirurgiao Dr. JayaMrqaaWBS liuiinares
ihiii aiaMm i com liceaga-de-aadas.
^Vrafeainal do daary do aontuiD estallada a 2' sossadeste tritaurd -no
aarreata-anno.
As 11 .oras da manh...paeaaatesa6r ioa-
quim da Costa Ribeiro, fiiiaida.djreitoulo-1' dts-
tricto criminal, c presidente doi*rlmaal, o Dr.
fm>na*,ann levac a (5abo.aqia'cs Meliminafc Afibnso.AUndensc Ribeire dej*iBKr>2 promotor
iMliaaaaFawaaarabalaos
. Tudaitto aatoaaaiTfaiaar .
favor militara as condiges do n. 2 do art. 6o do
regulamento a que refere-se o decido n. 5361 de
h de Fevereiro de 1874, para a exerag&o dos
decretoen. 6MdeW de Julho de 185 en. 4400
de 24 de Setembro de 1873.
Vamos remetter nosso protesto ao governo
imperial do qnal esperamos a concessao que em
5 de. Dezerabro-de 1888 Ihe requeren*, sii-en-'
tender qae cas engenheiros,Morsinge Saatpaaos
quaes agradecemos o auxilio que nosanabaoi de
prestar com. (/"prrattaio deseo nome e da sua
compatencia, ao dev^ negar a qae ora lhe*
pedem. .
Por ulmoino queremos deutar de notar que
nao foi mister"que da cor,e- ein lrna viaetn
viesse estaiideiade urna estrada septentrional
do imperio com o epteto do grandioso projieto
cuja realisagao ser a tystemasaeao di vtacao
frrea donarte do impertoeque merece a motor
noiidrearit, nao!
. Merc de Deus, j havia por afui nuera
asim pensadBe. Esperamos quu V. S. sa da
nar de obsequiarnos coro a.puhlicagap desJas
observacoes.. pelo qne ullo gratoidBe lloa-
remos. .
De V. S. amigos e criados obnguuissuno. -
Lutt Jos' da Silva -~ t>'tc rdo Mentze*.
FacntdAde de Mrelt* -Eis o resultado
dos actos de hontem :
r auno
Pedro Xavier de Argollo, .plenamente.
Antonio Gomes Veras, dem.
Joo Cruz, idera.
Carlos Moreira Res, dem.
I.'ous re pro vados
2' anno
Friiuto Barrara de Albuquerque, plenamente.
Miguel A. Barbosa Tinoco, amplffiliBf >
Joio Nery da Costa, idem.
Jos Roxo.de A. Braga, dem.
Jot Augusto Ferreira. L., idera.
LourencQ de Albuquerque da Rosa, idem.
J anno
Manoel Carlos de Mello C, plenamente.
Walfndo da C. >ntune., idem.
Pedro Baivneto Ribeiro;idera.
Antonio Miguel Nogurira de Souza, idem.
Angosto J da Costo Braga, siraplesmente.
Be ni ard no de Senna Ferreira C, idem.
4o anno
Jos le Assis Collares M., plenamejite.
Jos Antonio Con gal ves de Mello, dem.
Alipio M. da Mas. simplesmeiite.
Joo Henrique de Souza G. A., idem.
Joaquim Goncalves Roliin. idera
Denlindo Jos Fernandes (".., dem.
Fchiu i-n> lindAt-Aiiianh. na praia de
S. Francisco, em Olinda, ser celebrada a festa
do Patriarcha S. Jos, constando de missa so
lerflne s 9 horas da ^anh, e 'de ladainba s 7
horas da noiie.
Hoje, noite ser basteada a bandeiraj que
amanh depois da ladainha, ser arreiada.
Amanh, tarde, haver, no largo da igreja,
diversos divertimentos populares, tocando urna
banda de msica ; e noite sera queimado um
bo:n fogo de artificio.
Iluver tambem embaodeiranieuto e llumioa-
eo noite.
' fiucUadi- Atlieneu Muaicol Peo*
mtu-no-lvsia sociedade procedeu no
dia 21 do corrente eleigo dos noves merabros
que teai de admioistral-a no presente anno, che
gando ao soguinte resultado I
Presidente cyrillo Augusto .da Silva San
I iago.
! secretario-Jos Francisco de Paula.
secretarioSebastiiio Duarle.
OradorJoaquim Gonzaca de Menezes,
BiWiothecarioPedro Aves de SouzKftrawl.
ThesoureiroJoo Aves da Silva.
ConselheirosPedro Aprigie de Castro e Jta-
noel Americo.
Commissao de conlasJulio Jovelino das Cha-
gas, Mariano Joaquim de Sant'Anna e Jos Cala?
saos de Firueiredo.
Adiarse designado o dia 2 de Abril prximo
para a posse.
Cmiaenle -nfern Assim esleve
atelioniem a const-nos,que arada est, o Exra-
Sr. brigadeiro Francisco Joaquim Perejra Lobo,
actual com man dan te da Fortaleza do Buraco-
All accoramettido as 10 t/2.bora da manti
daquelle da de um .ataque, o seu estado, anda
de inspirar erios..cuidados..
Desijamos-uie completo jestabriecimento.
Faip dade de urna leso cardiaca o Dr. Fernando
Alfonso de Mello, natural deste provincia, e juiz
da vara commercial da comarca de S. Luiz, ao
Maranbo.
O Dr. Fernando era viavo, e deixou na orpaan-
dade tres filhos menores.
. Deixou testamento somente para nomear tutor
a seus lilhos, pois declara ser pobre.
linha ceica de50annos deidade.
O fallecido era rmo do Dr. PedroaAlTonso de
Mello, que ha pouco lempo fallecer em conse-
queucia do mesmo soffrimeulo.
Psames a sua familia.
Conareo Dramtico enencenle
Realisar-se-ha amanh no Theatro Santo Anto-
nio o espectculo do Congresso Dramtico Beue-
ficeatecom o drama 0 crM|>eiaAorae acome-
da K sem tanaca...
Primririt oedra Hoje, de meto da em -
dianle, acliar-se-baexpusta n'iuna das vitrinas
da Livraria trauceza a pedra que fer de ser
asaentada uo dia35 do corrale, s o horas da
tarde, no largo do Canno era Olinda; pri-
meira do raonuraeatocoraraeuiorotivo da aboli-
Igualmente <'slar osposta urna aquereua no
projeeto.quo.sera eaecutodo..
Club oaruavaleur CaiaUoire A
nova directora deste club, el cita hontem, ficou
assim constituida:
PresidenteJos Silvestre dos Santos Pereira.
Vice-presidenteAprigto Alvar de AJmeula-
1 SecretarioAntonio Gregorio do Carmo.
2o SecretanManuel Antonio Goncalves.
ThesoureiroAprigto Juanicio H. de Arruda.
Fiscal Oawiaa Lapes de Aimaa|ipin
1 Procurador -Carolkio Jos de Torres.
2 Dito-Deodato Corrria do Mello.
OradorRangel Sobrinbo.
MestreAntonio Apolinario M. Wanderley.
Vogaesdoo Francisco, de Jleto, Jos Ma-
noel das Rosas, Francisco Procopio Dornellas,
Silvestre Vicente Ferreira Eurtado e Antonio Jos
dos Santos.
Commissao de coutasActonio G. do Carmo,
Manoel Lourenco de Souza e Silva e Joto Fran-
cisco de Mello.
A respectiva directora tomar posse ama-
nh, 7 horas da nou'e.
Dr. tiiriaio CiuinaajriieNRecebemos
hontem o fascculo D, douppendice obra pos-
tliuma do Dr. Aprigto Justraiano da Silva Gui-
maies, miilulada Missllanea Philosophica e
Sociolgica .
Desta obra importante editor o Sr. Bolitreau
ra do Imperador.
Kulalhuiui'.-H da* floreaEsta socie-
dade, reunir-~e ha no domingo 24 do corrente.
pelas t horas ra larde era sua sede provisoria
ra de Santa Isabel n. 5, afim de proceder-se a
elcicao dos raembros que tem de constituir a di-
recloria da referida sociedad e btm assira tra-
tar-se da orjfanisago dos estatutos.
f ulau de pa da rreguesia da loa-
victa Por ser da santificado segunda feira 25
do corrente lica transferida para terga-feira 26 a
audiencia deste juizo, as raesraas horas e lugar
do costume.
Kpramraio de oldadow -No dia 17
do corrente, pelas 4 horas da tarde, no logar
Checheo do termo de Arua-Prete, foram traicoei-
ramenteespancadas e ficaram levemente bridas
duas procas da polica all destacadas, pordiver-
sos iodividuoB que as espera vara parae&se fim-
Acerca deaie fceto arocedeu-se as competente
inqoento que jeve o conveniente destino.
publico. a*.o capitao Flaraaaianodru'uw i Mi-
randarliaanco, csciivaaaaaaaaat do jry>e-3d
juizes de facto foi aberta a sesso.
Foram apresentados para julgmento 18 pro-
.cessos dos eguintes reos Bresos
Mara Francisca da Annunciaco, Joo Augus-
to Romano de .-, Antonio Pedro dos Santos,
Miguel Torres Gallindo, Antonio Leandro Ramos,
taeto^GasinnroJujrfmam), Bento J.>s Gabriel do
Naseinirnto e Cypriano Romiicv pronunciad os
no art. 193 do Cdigo Criminal ;
Antonia.Maria do Nascimento, pronunciado no
art. 193 combinado com o art. 35;
Francisco Manoel Solano, pronunciada no art.
201 ;
Antonio Ferreira da Silva e Manoel Joaquim
da Silva pronunciados no art. 205;
Francisco Cypriano da Silva e Leonardo Jos
de Souza. pronuncia lo- no ari 157 ;
Flix Gomes Ferreira, pronunciado no art.
264 8 l";
Zeferino Candido da Silva, pronunciado uo
art. 264 4* combinado com o art. 34 ;
Francisco Rayraundo de'Mello, Guilherme, li-
berta, e Joo Perigo. pronunciados>aaart.-269.
Foi submctlidoa julgmento iO-reo Joo Au-
gusta Romano de a conuecalo por Joo Manga-
ba, pronunciado per despacho do Dr. juiz de
dreito do 4o distncto no art. 193 do Cdigo Cri-
minal e aecusado-de haver no dia 21 de Novem-
bro de 1887 na estrada do Maduro freguezia
da Graga.assassinado u Jo.io Monteiro da Rocha.
Uccapou a cadeira. da defeza o Dr. Jeronymo
Materno Pereira de Carvalho, compondo se o
jury de sentenga dos segundes jurados:
Antonio Macario de Assis.
Dr. Joaquim Cavalcante Leal de Barros.
Manoel Ribero de Carvalho Jnior.
Aggco Barrlo de Mello Beso.
Frcierico Henrique da Silvcira iavora.
Capilo Juvencio Aureliano da Cunha Cesar.
Antonio >oares da Rocha e Silva.
Manoel Jos de Campos Barbosa.
Th un ./. da Gama I. dio.
Manoel Machado da Silva Santiago.
Manoel Pelippe Piruentel.
Dr. Virginio Marques Carneiro Leao.
Interrogada, o reo dis6e que era natural desta
[irovincia, de 26 annos de idade, soiteiro, jorna-
eiro e anaipliaix.,-o ;
Que sbia o rao'.ivo porque era accusaJo e nao
attribuia a aecusago a motivo particulan ;
Que tendo sido aggredidc por Joo -Monteiro e
seus innos, defendeu-se com um ccete, nao
sendo certo que o tivesse.ferido, porque na oc-
casio nao tinha tica:
Que a testemunha Innocencio de tal tomou
parte no conflicto contra elle respondente, des-
carregando-lhe" urna caectada, e que conlra as
outras. tesiemunlias nada tinba a dizer.
Concluido o interrogatorio e feita pelo escri
vo a leitura do processo, o Dr. promotor publi-
co produzo z. aecusago. Fez -o histrico do fa-
cto e, exponJo- todas as provas e ckcumstan-
cias que sustentavam a crirainalidade do aecu-
sadOj pedio a sua coodemnago no grao mxi-
mo das penas do art. 193 do cdigo criminal,
visto ter concorrido na nratica do crime a ag-
gravante do l. oo art. 16.
i Disse o patrono do reo que. quando o jury
reconhecesse ter elle praticado o crime, o que
alias nio eslava provado dos autos, so poderia
icondemnal-o as penas do grao mnimo, visto
nc se provor que a Jioite fosse proi-urada para
a praticado crirae e concorrer om eeu favor a
attenuante la embriaguez.
Houve replica e treplica.
Focan .propostos ao jury os seguintes que-
sitos.:].
1." 0 reo Joo Augusto Remano da S, por al-
cunha Joo Mangaba, em. 21 de Novembro de-
d887, na estrada do Maduro destejermo, matou
a Joo Mantelro da Rocha ?
2. O crime foi commettido noite ?
3. Exi8lem circumstancias .attenuantes em
favor do reo ? .
O jury responden :
Ao 1. quesito, sim, por unanimidade de
volos.
ao 2.*, sim, tambem por unanimidade.
Ao 3., nao, por 9 votos.
Em vista-destas decisoes foi o reo condemna^
da pena de gales perpetuas, grao mximo do
art. 193 do cdigo criminal.
O presidente do jury appellou, qmrvista da
lei, para a Relago ao distncto.
reo protestou por novo julgmento.
Terminou o julgmento s 3 horas da tarde,
sendo adiada a sos sao para, boje s 10 horas da
raanh.
Directora*-daa obras de conaeraa-.
cao don PorionUe PernamnacoReci-
fe. 21 de Margo de 1889.
Boletim meteorolgico
|
Horas iil Barmetro a 0" Tensas do vapor a -o -^, B
6 ra. 9 12 3 t. 6 27*-4 29-8 3J/-6 30^-3 28-7 760-56 761-98 762-13 760*59 761-44 21,01 21,49 22,04 21,73 77 68 67 68 74
Temperatura mxima31*,60.
Dita mnima -M3+P&.
EvaporacaoemMbpras-raosol: 8-.9;asom-
bra: 3.8.
Chuvanulla
Direcgo do vento : SE com pequeas inter-
rupces de ESE durante-toda o da. .
Velocjdade. media do,vento: 3-.17 por se-
gundo. .
Nebulosidadejuedia: 0.36.
Boletim do porto
E-tS----
2 *
9*1
8 i
B- M
P. M.
B. M-
P. M-
Dia
21 de Margo
a
22 de Margo
Horas
1-25 da tarde
731 .
205 damaflh
7-55
Altura
0-,50
2-,46
0-,0
2-,37
Effectuar-se ho os seguintes :
ra do
LeUei
Hoje:
Peto agente Martins, as .11 horas,
Imperador n. 16, deum sitio no Arraial.
Pelo agente Modesto Baplista, s 11 horas,
ra d oSenbor Bom Jcsns das Creoulas, de
movis e obiectos de casa de familia.
Terga-teira:
Pelo agente Gusrao, s 11 horas, amado
Bom Jess n. 8, de movis e diversos objectos-
Pelo agente Britto, s 11 "horas, rua do Ran-
gel n. 48, de predios.
Mlaoa fnebre-Ser celebrada:
Terga-feira:
A's 8 horas, na igreja da Soledade, pela alma
de D. Candida Gomes de Oliveira Basto.
pamaero-Chegado da Europa no vapor
francez Vle de Maoti :
Eduardo Rodrigues Olavo.
BaauaUU social Hav^rt bomingo a se-
guale :
Do Monte-Pio Typographico Pernambucano. s
10 horas da manba, na sede social ra do Co-
ronel Suassuna n. 41, 2* andar, em sessao ordi-
naria.
Cana de DeteneAoMovimento dos pre-
sos da Casa de Detencao do dia 21 de Margo de
1889.
Exisam 479; entraran 13; saturara 23 exis
tem 469.
A Ribpr *
Nacionaea 426.; mulheres 22 ; estrangeiros 21
^rJateila
Arracoados 393.
Bons 374,
Doentes 17.
Loucos 2.Total 393.
Movimento da enfermara
Tiveram baixa: ,
Manoel Ignacio dos Santos.
Justiniano Flix de Jess.
Manoel Bento Martins da Silva.
Maria Emilia da Silva Braga.
Antonia Maria do Nasciraento.
Foram visitados os presos dejtoasteaateci-
mento por 198 pessoas, sendo O lioruens '0-134
mulheres.
notpitnt'Vt'+mo II /* raovMBeoto deste
estabelecimeato de dari-Jade, no dia 21 de Mar-
go, foi o segrate :
Entraara 16
Sahirara 21
. Fallecer m 6
Existem 617
Foram visitadas-as respectivas "-enfermaras
pelos Drs.:
Cysneiro s 10, Barros Sobrinbo s 7, Berardo
s 10 1 \i, Malaquias s 9 3|4, Pontual s 9 1(2,
Estevo Cavalcante s 9 Ii4, SimOes Barbosa s
9 l|4.
O Dr. Mosooso nao eatnoareceab-
O cii-urgio dentista Nuraa Pompilio uo com-
pareceu.
O pliarraaceutico entrn s 8 i\i da raanh e
sahio s 4 da tarde.
O ajudante do pharmaceutico eutrou s 7 1|2
da raanh e sahio s 4 horas da tarde.
i Lotera do (iram-Para-A I" parte da
7* lotera, dessa provincia, cujo premio grande
6:000i000, era extrahida, hoje, sabbado, 23 de
Margo.
Cemiterio Publico-Obituario do dia 21
de Margo de 1889 :
Manoel, Pernambuco, 2 das. Santo Antonio ;
convulsOes
Juvenal, Pernambuco, 11 muzes,. Boa-Vista.;
bronebile capillar.
Leobino Francisco de Souza. Pernamaobuco,,
45 annos, casado, Boa-Vista ;. leso cardiaca.
Manoel Horacio, Pernambuco, 25 annos, sol-
teiro, Boa-Vista ; congesto cerebral.
Felippe, Pernambuco, 70 annos, solteiro- Boa-
Vista ; diarrha.
Maria da Penha Cavalcaote,. Pcrnaaibuco,_ :t5
annos, casada, Boa-Vista ; cachexia syphilitica
iJooCancio Dario, Pernambuco, 16 annos, sol-
teiro, Boa Vista ; tubrculos pulmonares.
Joo Antonio, Portugal, 31 annos, solteiro,
Boa-Vista: bronchite.
Um pouco de tudo
Na forma da -lei de 1 de Outubro de
1882 e do regulamento de 30 de Dezem-
bro do mesmo anno, foram concedidas no
correr do ultimo anno, 118 patentes de
nvcnco, assira classiricadas- quanto ;': re
sidencia dos conceasionarios.:
Brasil...... 59
Paizes estrangeiros 59
Taes patentes conferem privilegio ex-
clusivo para uso, gozo, beneficios c vanta-
gens das ovencSes principaes durante 15
annos e dos mclhoramentes .das .inv.encoe
peto tempo que resta ao>^ concessionarios
para goso destas. Sato concedidas de ac-
cordo com os desenhos, amostras e relat-
nos depositados, sem responsabilidade do
Governo Imperial quanto novidade ou
utilidade dos inventos, e resalvados os di-
reitos de terceiro. Os concessionarios sao
obrigados, sob pena de caducidade, pagar
as taxas de 20#000, pelo primeiro auno do
privilegio, de 30$000, pelo segundo e de
40^000 pelo tereeirof augmentada a quan-
tia de 10(>000 em cada auno posterior por
todo o prazo do privilegio.
No rgimen da lei de 1882, posta em
execucio eflectiva a 1 de Janeiro de 1883,
contam-se 660 as patentes concedidas,
tendo sido, portante, 110 a, media annual.
Nos 52 annos de exeeuco .da lei de 28 de
Agosto de 1883 tinham sido concedidas as
patentes seguintes :
De 1.830 a 1835. .
De 1836 a 1840. .
De 1841 a 1845. .
De 1846* a 1850. .
De 1851 a 1855. .
De 1856 a 1860. .
De 1861 a 1865. .
De 1866 a 1870. .
1875. .
1880. .
De 1871 a
De 1876 a
Em 1881 .
Em 1882 .
1
4
1
15
40
27
41
63
61
294
71
60
Total
677
Combinados, estes algarismos aos de pe-
riodo de 1882-7-1888, dato da .satisfacto-
ria do eaenvolvimento industrial que en-
tre nos se vai operando, pondo em relevo
influencia benfica do mecanismo adopta-
do em 1882 paxa regular esta forma de
propriedade que,, entre todos os povos
cultos, tem sido objecto de cogitagao cons-
tante dos poderes sociaes, determinando
frequentes reformas daJegialacSio corres-
pondente. .
Para uniformisar, quanto possjvel, a le-
gislacSo, universal referente s patales de
inven5?o, auggerir mejhoraaentos, e.as-
segurar aoa inventores o direito de pro-
priedade na sua ma8,bita. accepgao, e no
mais vasto permetro, mediante condieoes
de fcil deserupenho, constituio-pe a UniSd
Geral da Propriedade 'Industrial com se-
cretaria internacional ,cm Genebra, reu-
nto peridica, decougressos,. pubUcidade
universal, etc. 0 Brasil perteace o nu-
mero dos Estados associado* para tal tira,
contribuindo. annualmeute com proporcio-
nal quota para as.dospezas da Umato.
Alguns dos nossos, leitores nato terao to-
talmente esquecido o empenbo .persistente
com que por milito tempo fizemos sentir a
necessidade de sabir desse antigo rgimen
da lei de 1830, que o tempo e as novas
exigencias da actividade industrial hayiam
toimado excep9So injustificavel no meio do
progresso da legisuicio universal, A re-
forma ten produzido e continuar a pror
duzir bons .resultado estimulando o es-
pirito de inveo$ao e de aperfeiooamento
pela seguranga dada a esta forma de pro-
priedade e pelos principios liberaes que
con sagro u. #
Um industrial italiano, acaba de obter
patente de invencao para a fabricacd de
tijolos de sabugo de milho.
O processo para fazel-os, consiste em
submetter o sabugo a altissima pressao
era formas que tm a t'r na de tijolos, de
diversos tamaitos. Urna vez que estejam
bem prensados, sSo immaraoa em banho
de alcatrao consistente e se deixara sec-
car. Estes tijolos pesara urna terca parte
do peso dos tijolos oueps, sendo por tanto
excedentes para tabiques.
Vinte e quatro. joven chegaram. a New-
York no vapor jjekfa prvidas de um con-,
tracto em devida forma, pelo qual aerha-
vo comprometido casar-se, a sua chega-
da a Amaric, com esjorens que lhes ti-
nho enviado os recursos necessarioa para
a viagem;
Este incidente prodnsio urna verdadeira
con8ternaao entre os empregados da junta
de emigracao e das alfandegas, os quaes
desde logo consultaram se diviao impedir
o desembawar 'as -j-eoomchegadas, em
virtode da lei que -prohibe a entrada rde
operarios engajadosaao estnange ro. Hou-
ve consulta da. udvcfradoB,e estes opina-
ra que dita lei nio.poda npplicar-se as
jovens.suecas, pois que os que as tinhao
feito ir lhes tinhao- pwuaettido sincera-
mente'o matriaionioj-.o que nao pode coa-
fuatlii-si com rofFerta de-salario.
Decidido .o ponto de direito, abriu-se a
averiguaco para certificar-se de que as
jovens nao tinhao sida sedusidas (raganos%;'
mente para* perdel-as; porem logo ricoaB
provado que os jovens que as tinliao man-
dado buscar procederam de boa f e con
verdadeira.intene3o.de casar-se com ellas. ~
Cada um delles se tinha posto era rela-
cao com a sua respectiva noiva, por meio"
de urna agencia de matrimonios estabeleci-^
da m Stokolmo, e antes que Ihe fosse
remettida a esposa foram-Ihe enviados oN
respectivo retrato, um certificado de seu
parocho que comprovasse seus bons costu-
mes e-o dinheiro necessario para a viagem
e outros gastos.
As jovens foram oom passagam de pri-
meira ordem no Hekla e nao chegaram ao
deposito, do* emigrados sonad, por exigen-
cia especial dolas para esperaralli que f'os-
sem proouraUvs os noivos ou recebessem.
instruc9oes para seguirem viagem a outra
cidade.
A idade destas. jovens aria entre -dese-
nove e vinte e cinco annos, e qua*i todas
sao mui bonitas. J forana procurados, al-
guna dos noivos. Outras dispozeram a sua
partida para Brookiyii. A maior parte sao
destinadas ao Oeste.
E' evidente que a agencia matrimonial
de Stokolmo deve ter um representante
em New-York.
As Juntas de emigracao o buscad com
empenho, porm nao tecui podido encon-
tral-o.
*
* #


O jejuador Lueci que entra hoje no 19
dia de abstinencia, e que brevemente dar
por terminada sua experiencia, foi obser-
vado durante a vigsima parte, decorrida
do seu jejuin por um comit de professo-
res mdicos educados todos elle* na esco-
la positivista contempornea, e nos quaes
nilo se pode suppor falta de sinceridade
nem de conhecimentos.
Trata-se, pois, de um phenomeno curio-
so, e em tal hypothfcse queremos propor-
cionar aosnoesos leitores, segurado o anti-
go costume, os dados necessarios para
que possam julgar por si mesmos.j
Joo Lucci, o homem que pretende ter
descoberto urna nova forca em virtude da
qual pode estar trinta ou mais dias, em
jejurn, nasceu em CesenatLco, provincia de
Forli.
E' um homem de faaixa -estatura, ma-
gro, nervoso, de urna actividade extraor-
dinaria, de grande imaginacao e de urna
tenacidade prova de coatrariedade. SeH
pi pertencia a marinha mercante, e nes-
ta, e debaixo das orden daquelle, princi-
piou sua. oarreirA o joven ,Lugc, Logo-
devia-coavertaaae em jan dos apajs,(atrevi-
dos exploradores do continente africano.
No anno pie .1376 teve occasio de co-
nhecer um,principe negro, primo do sul-
to das i ilhas Co,mores, archipelago do
Ocano Indico-
A descripelo que o principe fez a Luc-
ci de seu paiz, decidio-o partir so"para
a frica. Na viagem ficou em Zanzbar
aonde o sidto Sajd Barghas o apresentou
como engeaheiro para dirigir a eonstruc-
_9o de fortes. Depois de alguns mezes,
Lucci se dedicou explorar o interior da
frica, e permaneoeu nella diversos an-
nos. A descripQo .destas viagens assim
como o relatorio de suas observac5es e
estudos foram publicadas no Boletim da
Sociedqde Geograplca de Boma.
Em 1880 veio a MilSo, chamado pela
Sociedade italiana do commercio e explora-^
cao da frica, que o nomeiou delegadt
para .estabelecer eitorias no reino de Zan-
zbar: Depois parti para a ha de Ma-
dagascar- oom o mesmo fim, tendo desem-
penhado em ambos os pontos o seu encar-
go completa ^atisfaco da referida so-
ciedade.
Em 1882, Lucci se apresentou em Ro-
ma, c referi nos cafs e lugares ,pubjic<>s
ter encontrado um segredo para poder es-
tar seiu comer certo espac-o de tempo,
maniendo integraes as suas forjas phisicas
e intellectuaes.
De seu, natural incrdulas, emquanto
nao p-issam .ao extremo contrario, as
pessoas qua o. ouviram, denunciar;.,.! no
comp louco polica, em consequencia do
que foi,metti4o,jio asylo dos deudos. Os
protestos da imprensa e de diversas pes-
soas influentes^) livraram da prisSo. de-
pois, de seis mezes de estada naquelie es-
tabelecii;: uto.
Apenas recobrou a sua liberdade, vol-
tou Forli, seu paiz natal, onde teve a
fortuna de reunir um comit de vinte pes-
soas autorisadas, fazendo urna experiencia k
de quinze das.
Na manh da terminacSo do jejnmjil
Lucci andou sete kilmetros para ir da
cidade casa .de um dos.memhros, do co-,
mit, onde finaltsou a experiencia.
Depois de dous mezes voltou a MUo,
e debaixo da observacao e vigilancia de
mais de 70 pessoas, fez um jejum de trin-
ta dias,,pratcando exercicios de esgrima,
equitaco e nataco durante tedo o tempo..
De Milo passou Pariz, onde fez ou-
tro jejum de. trinta dias em Dezembro de
1886.
No mez de. Marco de 1888, verificou
outro jejum em Florenca. Em Setembro
do mesmo anno passou Barcelona, Ex-
posico Universal, Palacio das Sciencias,
onde foi premiado com um diploma pe
ana experiencia.
Eis em grandes traeos a biographi do
homem que actualmente se encoatra je-
juando. em Madrid, e que chama a atten-,
cSo do publico e da irapreusa\com su
rarissimas aptidoes.
O que.ha de realidade e de apphcacao
geral as suas experiencias ?
NSo somos nos, o ia mdicos que o .
tem visto e rodaada daraate todo ojejum,
os enaarregades e dBl-o.
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Diario de Pernambuc
P de Mar^o de 1889
CHROHICA JDICIARIA
Tribunal da Relaeo
SBSSO ORDINARIA EM 82 DE MABQO
DE 1889
PRESIDENCIA DO KXM. SB. CON8BLHEIBO
QUIKTRfO DE MIRANDA
'Secretario, Dr. Virgilio Coelho
As horas do eostume presentes os Srs. des-
emhargadnres em numero legal foi aberta a
swsao dep -is de lida e approvada a acta da an-
tecdeme.
Distribuidos e passados os feitos deram-se
os seguintes
JLGAMENTOS
Recursos eleitoraes
De AreiaRecorrente Dr. Adolpho glysio da
Costa Machado, recorrido Sebastio Jos Ma-
chado. Relator o Sr. desembargador Ruarque
Lima.Deu se provimento, corftra o voto do
relator.
De Campia GrandeRecorrente o bacharel
Manoel do Reg Mello, recorrido Joaquim Maria
dos >antos Torres. Relator o Sr. desembarga-
dor Toscano Rarreto.Deu se provimanlo. un-
nimemente.
De l'aulo Alion'o Recorrente Antonio Rodri-
gues Lima, recorrido o juizo. elator o Sr. des-
embargador Toscaio Brrelo.Negou-se pro-
violento, unnimemente.
De AreiaRecrente Dr. Adolpho Elysio da
Costa Machado, recorrido Joaquim Ferreira de
Andrade Santiago. Relator o Sr desembargador
Pires Ferreira.eu-se provimento, unnime-
mente.
De Alaga GrandeRecorrente Manoel Octa-
vio de Mendonca Beltro, recorrido o juiz. Re-
lator o Sr. desembargador Pires Gongalves.
Negou-se provimento, unnimemente.
Oe Pao d'Alho -Recorrente Jos Francisco Pi-
nheiro Ramos, recorrido Antonio Carneiro de
Albuquerque. Relator o Sr. desembargador Pi-
res Goncalves. Negou-se provimento, contra
os votos dos Srs. deserabargadores Tavares de
V t-concellos. Silva Reg e Oliveira Andrade,
mandanJo se proeessar o recorrido, unnime-
mente. O Sr. desembargador Dellino Caval-
cante ileixou de votar por impedido.
De Pao d'Alho Recorrente Jos Francisco
P-nheiro Ramos, recorrido Bellarmino Guedes
(Je Andrade Lia. Relator o Sr. desembargador
Pires Gongalves. dem, idern.
Da AreiaRe<:orrente o bacharel Adolpho Ely-
sio da Costa Machado recorrido Jos Francisco
Borges. Relator o Sr. desembargador Tarares
d? Vasconceilos. -Deu-se proimento, unni-
memente.
De Areia Recorrente o bacharel Adolpho Ely-
sio da Costa Machado, recorrido Joaquim r.oelho
da Silva Serrano. Relator o Sr. desembargador
Oliveira- Andrade.Deu-se provimento, unni-
memente.
De AreiaRecorrente o bacharel Adolpho Ely-
sio da Costa Machado, recorrido- Joaquim Le-
degario Dantas. Relator o Sr. desembargador
SJvaRtgo. Deu-se provimento, unnimemente.
De l'b d'AlhoRecorrente Jos Francisco Pi-
mieiro Ramos, recorrido Benedicto Gomes da
Silva. Relator o Sr. desembargador Silva Reg.
Deu-se provimenlo, contra o voto do relator.
Recursos crimes
De PalmaresRecorrente o juizo, recorrida
R.ta Mariu da Cooceicto. Relator o Sr. desem-
bargador Buarque Lima. -Negou-se provimento.
unnimemente.
De PalmaresRecorrente o juizo, recorrido
Jos Bispo Daniel. Relator o Sr. desembarga-
dor Pires FerreiraNegou-se provimento, un-
nimemente.
Do RecifeRecorrente o juizo, recorrido Dr.
Balthazar da Silva Carneiro. Relator o Sr.
ilesembargadur Monteiro de AndradeNegou-
se provimento. unnimemente.
De PalmaresRecorrente o juizo. recorrido
Theodoro Orestes Aira. Relator o Sr. desem-
bargador Tavares de Vasceoeellos.- N 'gou-se
prorimeoto, unnimemente.
Aggravo de petigo
Do Recife Aggravante a co 1 .ato, agrravado Domingos Theodoro Rrgueira.
Relator o Sr. desembargador Toecano Brrelo.
Adjuntos os Srs desembarsadores Pires Gon-
calves e Alvos Ribeiro. Deo-se provimento,
unnimemente.
Prorogacao de inventario
liventariaote Marcolino Pereira Lima.Man-
(I >u*se a urna diligencia.
Apucrices commerciaes
Do ReeifeAppelante Lewis Ebrman. appel-
ladns Luis Goncalves da Silva ft Pinto. Rela-
lor o Sr. desembargador Tavares de Vascon-
c los. Revisores os Srs. desembargadores Oli-
veira Andrade e Silva Reg. Reformoo-se a
.- tenca, unnimemente
Do Recife -Appellantes Jos Fiuza de Oliveira
e outros, appellado o bacharel Laurindo de Mo-
raes Pinheiro. Relator o Sr. tlesembargador
Pires Goncalves. Revisores os Srs. desembar-
gadores Tavares de Vasconceilos e Oliveira An-
rade. Confirmou-se a sentenga, unnime-
mente.
PASSAGEKS
Do Sr. desembargador ToscanoB.rretoao Sr.
desembargador Delno Cavalcante :
Appelfagcs crimes
Da VictoriaAppelante Jos Lniz de Andra-
O". appellada a Justina.
DoEi-Appelante o juizo, appellado Napo-
leo Caetano de C. Alencar.
De Itamb Appelante o juizo, appellado Bel-
larmino Ferreira da Silva.
Ik tosif nppoHto'CaeUao Luis da -Silva,
apellada a justica.
Conrlirto de jnrfsdiegao
Entre os juizes municipaes de Aguas Bellas e
Boiu Conselho.
Do Sr. desembargador Dellino Cavalcante ao
Sr. desembargado!* Pires Ferreira :
Appel Incoes crimes
v RfrireAppelante o joizo, appellado Vic-
t.. iuo Jos dos Santos.
Be Rom Conselho Appelante o juizo, ap-
pellado Jos Geraldo da Silva.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
(i^peoibargador Monteiro de Andrade :
AppellagGes crimes
De Timbaba-Appelante o promotor publi-
co, appellado Francisco Pereira "Campos Wan-
derley.
De Agua PrctaAppelante o juizo, appellado
Tiburtino Lopes da Silva.
De BananetrwAppeltaRte o juiz*. apellado
Antonio Fernandes de Almeida Filho.
De Barreiros-Appellaoteljo promotor publico,
appellado Joo Flix de Deus.
Appellaco commercial
Do Cato^-AppeRiVes Sonaa Pibei C,
appellado Sebastio Jos Bezerra Cavalcante.
O Sr. desembargador Pires Goncalves como
. promotor da corda e promotor da justiga, deu
i roce." no seguintes feitos :
Aspcilagos crimes
Do RecifeAmellante Antonio da Cunha Gui-
i artes, appellada a justica.
Do Catle do Rocfia Appelante Honorato
Vieira ue Mello, appellada a justica.
D" Jatioatao -Appelante o promotor publico,
appellados Fleruno Jos do Nascimtuto e ou-
tros i
De Califob Appelante o juizo, appellado
Henriqne 'Goncalves dos Santos.
Appellaco commercial
Do Recife-Appellantes Br. Jos Vicente Mei-
ra de VasconcHIMs, D. Ambroxma Aogusta da
Rocha Bastos e outows, appellado os mesmos.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao br.
desembargador Tavares de Vasconceilos :
Appellaco crime
De Anadia apellante Lodgero Rodrigues
Nobre%appellada a justica.
Appellago civel
Do RecifeAppelante o Banco Industrial Mer-
cantil '' Rio de Janeiro, appellado Dr. Manoel
i'oljcaipo Manir de Azevedo.
Do Sr. desembargador Tavares de Vasconcei-
los ao Sr. desembargador Oliveira Andrade :
Appellaco crime
De-Peoras de Fogo-Appelante o juizo, ap-
pellado Vicwite Jos da Silva.
Do 9r. desembargador Silva Reg ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellaco crime
De Alaga de BaixoAppelante o juizo, ap-
pellado Antonio Valerio de Goes.
DJXIGEXCIAS
Mandou-se jurar a denuncia do bacharel Mi-
guel Soares Pataeira Jnnrtr costra o bacharel
fiborcio MajKo da Sirva toare, jaiz mn-
nicialiMo termo de nadia em Alaga.
Cota vuia.ao Sr. desembargador promotor da
JU-'
Appel lago crime
De Alaga to MDnteiro Appelante Joo
Agostinho iwUoraet, appellada a justica.
Mandou-se a urna iiligencia no juizo a qu :
Appellaso crime
De P3o de AssucarAppelante Olympio Ne-
ry Cidrao, appeHada a justica.
DISTRIBtriOOES
Recursb crime
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Do Recife Recorrentes Manoel Aiexandre
Bezerra e outros. recorrido o juizo.
Aggravos de pet'.co
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Do Recife -Aggravanle Camillo de Gouveia
Andrade. aggravado o juizo.
Ao Sr desembargador Tavares de Vascon-
ceilos :
' o Recife Agjjravante Jos Soares do Ama-
ral, aggravado o juizo.
AoSr. desembargador Oliveira Andrade :
De OlindaAggra\ ante JAntonio da Costa Mo-
reira, aggravado juizo.
Appel ktc&o crime
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Da Asserabla Appelante Sebastio Pinto
de Souza, appellada i justica.
Appellaco commercial
Ao Sr. desembargador Toscano Bai reto :
Do RecifeAopellante Ildefonso Americo de
Mendonca, appellados Andradu Lopes & c.
Encerrou-se a sess io s 2 horas da tarde.
INDICACOES UTEIS
quem
oocu-
Medlcos
Dr. Cerqueira Leite, tem o seu escripto-
rio aborto ra Duque de Caxias n. 74, das
! 2 s 2 horas da tarde, edesta hora em dimi-
te em sua rssidenuia ra Bae < de S.
Borja n% 22. Especialidades molestias
desenhoras e criancas. Telephone n. 326/
Dr. Joaquim Louieiro medico e partei-
ro, consultorio ra do Cabug u. 14,
1. andar de 12 s 2 da tarde; residencia
no Monteiro.
Dr. Barretto Sampaio d consultas de
meio-diaa 3 horas no 1.a andar da casa
ra do Baijo da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de Setembro n. 54, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
Dr. Castro Jess medico e operador.
Pratica a lavagem do tero quando e co-
mo aconselhada. Consultas das 11 s
3 da tarde em sua risider.cia ra do
Bom Jess (antiga da Cruz) n. 23, 1.a
andar.
. .' r. Ribeiro de Britto d consultas de
meio da s 3 horas da tarde, no 1. an-
dar a ra Duque de "axias n. 46, poden-
do ser procurado para chamados na sua
residencia ra do Hospicio n. 81. Te-
lephone n. 303.
Dr Alvares
corte, dedica-se
Guimaraes, chegado da
medicina cm geral, e
com especialidade s molestias do cora-
cao, pulmoes, figado, estomago e intesti-
nos e tambem s tifeceoes das criancas.
Reside praca do Conde d'Eu, n. 28, e
tem consultorio na ra do Bom-Jesus
(antiga da Cruz), n. 45, onde d consul-
tas do meio-dia s 3 horas. Telephone
n. 381.
OccaMsta
Dr. Ferreira. com pratica nos princi-
paes hospitacs e clnica de Paris e Lon-
dres, consultas todos os dias das 9
horasdao meio-dia. Consultorio c resi-
dencia ra Larga do Rosario n. 20.
.drogados
O bochare! Wifrumo Pinto Bandeira,
pode ser procurado ra do Imperador
n. 11, 1.' andar.
O Dr. H. Tfi.Uet mudou o seu escripte-
torio de advocada, para a ra do Impera-
dor n. 46, 1* andar, sala da frente.^
Herrarla a vapor
Serrara a vapor e officina de cara-pina
de Francisco dos Santos Macedo, caes do
Capibaribe n. 23. Este grande estabele-
cimeuto, o primeiro da provincia neste
genero, compra e vende madeiras de todas
as qualidades, serra madeiras de cinta
alheia, aasim como prepara obras de cara-
pina por machinas e por prejos sem dom-
petenciaPernambudo.
Drogara
Faria SobrinJto & C, droguista por ata-
cado, ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Francisco Manoel da Silva & C, deposi-
tarios de todas as especialidades pharma-
ceuticas, tinta, droga, productos chimi:
cas e medicamentos homeopticos, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
mandar buscar por um proBjn^M
deu a carta Loatem publicada, os
mentos comprobatorio da fraude.
NSo cMtou, porem, com a hanestidade
do referido juiz de paz. 'Este n*o o pres-
tou tranma .plaaejada entre os Drs.
Lourenco de S e seu emisnrio Dr. Luiz
de tusmao; e como nico resultado s
colheram os dou ficar aquello doeutnento
para esniagar as calumnias agora jogadas
face dos eus proprios amigos.
Com effeito, esac documentro prova:
Io que foram os liberaes que tentaram cor-
romper o eleitorado; 2o que essa tentati-
va foi nobremente repellida.
A' que vem, pois, o insultos do Sr.
Dr. Lourenco de S ao Sr. alferes Porto,
ao Dr. Lacerda, e a outros caracteres ho-
nestos do 10 districto?
E ao passo que assim pratica Tcito em
relacao a esses distinctos cidadaos, en-
deosa ao Sr. Dr. Amorim, actual juiz de
direito de Caruar, o juiz mais politico,
mais atrabiliario que se conhece !
Seria para causar tedio tanta protervia,
se a loucura ou a hydrophobia nao se de-
nunciasse na linguagem virulenta do can-
didato derrotado!
Felizmente, o. Sr. Dr. Lonrenjo de Sa
muito eonhecido nesta cidade e em toda
a provincia. Todos sabeni dos seus de-
ploravei antecedentes as lutas polticas ;
ninguem ignora que elle capaz de todas
as violencias, de todos os arranjos e tra-
moias ebjjtoraes, por ndole propna e he-
ranga de Tamilia.
A grande tramoia, de annos passados,
na eleicab de Itamarae, anda est na lem-
branfa de todos ; e todos anda se recor-
dam das suas diatribas na tribuna da As-
sembla Provincial contra os leves em ge-
ral, e especialmente contra a familia Sou-
za Leao.
O que ha que admirar nos insultos hoje
atirados aos conservadores, diante dos
que foram proclamados daquella tribuna
contra os proprios amigos do Dr. Louren-
co de S e mais particularmente contra
aquella honrada familia?
Esbraveje o Dr. Lourenco de S. Est
no seu papel de louco ou hydrophobo.
Insulte, calumnie a todos os conservado-
res e aos seus proprios amigos do 10 dia-
tricto.
A todos ss seus improperios responde-
remos sempre :
Quanta species cerebrum non Itabet.
Recife, 22 de Marco de 1889.
Horacio.
Dleico do IO Ustrino
Sobo pscudonymo de Tcito, o Sr. Dr.
Lourenco de Sa, candidato derrotado no
10 districto, atirou, como qualquer garo-
to, toda a lama e immundicias, que encon-
trn as ras da cidade, sobre os conser-
vadores daquelle districto e sobre alguns
diatidetos caracteres desta cidade.
Se o artigo de Tcito, publicado hoje
no Jornal do Recife, nao a mais solemne
manifestacJlo da hyprophobia do preten-
cioso desrotado, com certeza denuncia
um notavel estado de perturbac&o mental
no Dr. Lourenco de SA.
Nao se pode explicar de outro modo o
dcscommedimento da linguagem de Tcito,
nem a catilinaria de insultos que elle di-
rige a seus proprios correligionarios.
As phrases--vendidos ao ouro do pai
ecaptando as gracas do filho,e mais
que tudo a affirmacao de que no 10 dis-
tricto nao houve eleiclo, houve urna teira,
um escandaloso baldo por onde corren
perenne um fio de ouro nao podem ser
entendidas senJo dirigindo-se ellas ao
amigos do Dr. Lourenco de S.
Vai nisao, porem, urna calumnia vil as-
sacada aos liberae6 do 10 districto, pois
que elle souberam manter-se nos Beus
postos, e nem s3k capazes de se dobrarem
s grabas do jUho e menos de se vende-
rem ao ouro do pai.
Urna prova, e prova convincente desse
noBflo asserto teas o Dr. Lourei.co de S
no qoe se passo entre o Dr. Luiz de
Cusalo e o Io juiz de paz liberal do dis-
tricto de Santa Cruz, e foi revelado pela
correspondencia do Brejo publicada no
Diario de Pernambuco de hontem.
O Dr. Luis de Gusmo, liberal, ex-
juiz de direito do Brejo, e emissario ca-
balista do Dr. Lourenco de S na eleicSo
de 4 do corrent no 10* districto, raan-
dou peitar aquelle juiz de paz para, me-
diante a paga do d50*000, inutihsar a
elecao alli havida ; e, conscio de que a
ssa paita fcm aowta, nio trepidou m
iu:is palavras e trea oerguntas
Esbofam-se os Ilustres Esculapios do ultimo
exame feito na meuor Germana para desmons-
trarem a virgindade desta; jugam al, que,
alm dos conceitos da sciencia, devem empregar
as garotadas da? ras para fazerem a prova des-
ka virgindade; entretanto esquecem que foi o
actual advogado do Dr. Balthazar, o impertrrito
Dr. L'iysses Vianna, o astuto redactor do Jornal
do Recife, quem principalmente malbaraten o pu-
dor de virgem de Germana, denunciando a esta
como offetidida pele proprio pai!
Leiam, releiam e tornera a ler os Ilustres Es-
culapios a celebre noticia que do tacto deu no
Jornal do Recife, de seu proprio puuho, o Sr. Dr,
Ulysses Vianna. Estudem essa noticia em seus
termos, no seu fundo. Commentem-n'a, como
se cosluma fazer aos actos conscientes do espi-
rito. E se convencero de que o Sr. Dr. Ulys-
ses Vianna foi o principal causador do damno
que em sua bonra sonreu aquella infeliz me-
nina.
O Sr. Dr. Ulysses Vianna, em sua paluda de-
feza, articulou que dera essa famosa noticia ba-
aeando-se no procedimenlo da polica
Essa defeza, porm, nao procede, porque,
quando foi publicada a referiila noticia, a po-
cia. lendo tido denuncia do facto delictuoso, ape-
nas iniciara o seu procedimento, prendendo o
Dr. Balthazar e fazendo recolber sua inditosa fi-
lba ao AsvIo.de Mendicidade, em face de depoi-
menio de algumas testemunhas
Quando o Sr. Dr. Ulysses Vianna deu a sua
famosa noticia sobre e estupro da menina, a po-
lica nao havia ainda veriticado o facto, pois nao
se tinha feito o exame medico-legal, base para o
seu ulterior procedimento.
A tal noticia, portanto, foi a primeira e conse-
guintemente a mais prejudicial de tonas as man-
chas postas na honra de Germana.
0 >r. Dr. Ulysses Vianna, por consequencia,
o principal responsavel pelo damno soffrido
\ior Germana.
Rellictam nisso os Ilustres Esculapios e pen-
sem em que ludo quanto possam dizer e escre-
ver para tirar aquella mancha, ser infructuoso,
porque a imprensa tem isto de bom e mo ao
mesmo lempo em negocios de honra feminil ou
exalca para sempre ou deprime per omma scula
seculoium.
E a famosa noticia do Jornal do Recife teve
esse effeito:
Atirem-se, poi?, os iliustres Esculapios, de-
fensores de Germana, contra o Dr. Ulysses Vian-
na e Ihe perguntem:
Io Afnrma V. S. em consciencia que Germana
est virgem f
# Se assim reconhece V. S. que foi o prin-
cipal autor do damno publico que ella sofireu,
noticiando, nos termos em que o fez, a sua des-
rirginacao*
> Porque nao repara, pelo nico modo pos-
sivel, esse damno, casando-se com Germana?
E', com effeito, esse o nnico- modo por que o
Sr. Dr. Ulysses Vianna pode reparar o damno
qne causn infeliz menina.
B nada impede que o Sr. Dr. Ulysses Vianna
cumpra esse dever. S. S. viuvo, tem meios
de vida, e at parece moco.
Feito isso. sao escusadas todas as discusses,
os Esculapios podem depr os seus instrumen-
tos e as suas pennas, deixando em paz a lgica
qoe trucidam, a sciencia qne esto mateinando,
o at as garotadas das ras, que nao llies flcam
bem.
Sao ronselhos prudentes de
DEMOCRITU
------------^scoaa-----------
Boom Jarrint
AO PARTIDO l.IHERAL,
Os abaixo assignados, eleitores liberaes da
comarca de Bom Jardim rmes no seu posto de
honra, declaram aceitar, sem a mnima restric-
{So, o pensamento do Sr. raajor Carlos Leito
d'Albuquerque, externado no communicado que.
sob a epijjraphe que encima estas linhaa, fez pu-
blicar no Diario ie Pernambuco de 8 do correnle
mez.
Assim o fazendo. os mesmos abaixo assigna-
dos prestam a mais completa adhesSo aos intu-
tos polticos do seu honrado amigo, pela bem
merecida contiauca que elle Ihes inspira
Bom Jardim. 10 de Marco de 1889
Coronel Manoel de Faria Maciei.
Dr. Justino da Motta Silveira.
Tenente Honono de Faria Maciei.
Tenente Caries Cesar outinho.
Capito Luz Soares d'Albuquerque
Ccpttta Antonio Aureliano Lopes Coulinho.
Jos Antonio Duarte Costa.
Alferes Primo Feliciano da Fonseca.
Joo A Ferreira da Silva.
Adolpho Antonio Ferreira.
Eloy da C. Souto Maior.
Joaquim Goncalves de Faria.
Antonio Claudio Vieira de Moraes.
Josino Alexandrino d'Oliveira.
Coriolano Goncalves Guerra.
Alferes Francisco Goncalves Guerra
Capito Abilio A. de Souza Barbosa.
Joaquim de Souza Barbosa.
Capito Elias Jos d'Aguiar.
Jos Firmino Barbosa Camello
Tsnente Jos de Faria Maciei.
Tieophilo Goncalves Guerra.
Antonio'Jos d'Aguiar.



^RlelFiHino Barbosa Camello *
Manoel E. Barbosa: Camello.
Joaquim Jos*, d'Aguiar.
Antonio Jos d'*guiar.
Jo-s -Seabrada M. Ribeiro.
apito Joaquim Bezerra Cabral.
Manoel Praneisco'd'Atbuquerque llsrros.
Joao Francisco d'Albuquerque Barros.
Miguel Antonio d'Aguiar.
Jos Antonio d'Aguiar.
Manoel Seabra da M. Ribeiro.
Salviano B. de Araujo Pereira.
Antonio de Souza Barbosa.
Capito Jos Gomes de Moura.
Joaquim C. Xavier Gay5o.
Manoel Adelino Gongalves Guerra.
Philomeno N. Gomes Guerra.
lente Antonio Gomes d'Albuquerque.
Jos Borges de Souza Cajnpos.
Capito Augusto Gomes de Andrade.
Tenente Clemenlino da M. Ribeiro.
Joaquim Francisco Ribeiro Borba.
.los Kausno de Andrade.
Capito Greciano de Mello Azevedo.
Antonio Barbosa de Araujo Pereira.
Capito Jo&o G. de Moura Coutinho
Tenente Bernardo G de M. Coutinho.
Manoel Cesar de Mour; Coutinho.
Manoel Firmino da Costa Lyra.
Francisco Alves de Salles Nobrega.
Jos Bezerra de Menezes.
Galdino Jos Pereira.
Manoel Pereira de Araujo.
Jos T. de Seabra Andrade.
Alferes Francisco Jos da Molta Aguiar.
Jos de Souza Barbosa.
Manoel Alves da Xobrega.
Jos Francisco de Mello.
Domingos Ramos de Vasconceilos.
Jos T. Cardoso Meirim.
Alferes Manoel Honorio ferreira Lima.
Tenente Joo Francisco de Mello.
Cosme de M. Vasconceilos.
\ntonio de M. Vasconceilos.
Jos R de Aguiar Afbuquerque.
Manoel R de Albuquerque.
Joao B. de Albuquerque.
Joo Auscencio de Albuquerque.
Joo Vieira de Albuquerque.
Manoel Sobral de Martyr.
Manoel Thomaz de Albuquerque.
Antonio liviano de Albuquerque.
Marianno F. de Albuquerque.
Antonio 'alaga de Azevedo.
Manoel Romualdo Jnior
Manoel Vieira de Albuquerque.
Joo Francisco de Albuquerque.
Joaquim Jos de Alouquerque.
Joaquim F. daCunha e Silva
Joo B. de Albuquerque Moura.
Joo Felippe de Mello.
Kranrisco H. de Castro Pimentel.
Francisco P. de Albuquerque Mello.
Capiliio Jos Antonio Pereira de Moraes.
Carlos Ferreira da Silva (escrivao do jury).
Antonio Gongalves de Oliveira Guerra.
Francisco Gomes doReso
Francisco Gomes de Britto.
Jofio Francisco Borbosa Costa
Antonio Gomes de Britto.
Jos Gomes de Oliveira Britto.
Trajano Ferreira de Britto.
Jovino Alves de Freitas.
Manoel Alves de Albuquerque
Manoel Joaquim de Araujo.
Capito Jos Jovino de Faria Leite.
Francisco de Britto Lyra.
Sebastio Augusto de"*. Joel.
Firmino Ramos da rosta Duda
Joo Chrysostomo B. de Araujo.
Pedro Gongalv-s Guerra.
Manoel de Albuquerque Barros.
Guilhermlno Cordeiro dos Santos
Joo Cordeiro dos Santos.
Jos Francisco'de Souza e Silva.
Manoel Clementino Maciei da Fonseca
Lourenco Xavier da Fonseca.
Carlos Gongalves de Olheira.
Tenente Jos Adrio Martyr da Silva.
Joo Jos Gomes da Silva.
Joo Antonio de Mello.
Tenente Jos Luiz de Andrade Lima.
Joaquim Eusebio G. Ferreii a.
Joo do Amorim Lima.
Antonio Gomes do Prado.
Francisco R. de Lemos Vasconceilos.
Capito Ma.ioel de L. Vasconceilos.,
Manoel Antonio de Vasconceilos.
Jos Joaquim de A. Camello.
Antonio Gomes da Rocha.
Joaquim Coelho Periquito.
Vicente Ferreira do Nascimento.
Ricardo da Matta Ribeiro.
Sabino Gomes Barbosa.
Joo de Souza Barbosa.
Jos Maria- de Souza Barbosa.
Capitfio Sevcrino de Farias Albuquerque.
Francisco Urbano da Costa.
Capito Jos Bernardo da Cunha.
Antonio Thomaz Villa Nova.
Joao de Araujo Pereira.
Antonio C. da Silva Pinto.v
Manoel Goncalves de Oliveira G.
Manoel Fernandes de Oliveira.
Joo Correia de Mendonga.
Jos da Motta Silveira.
Antonio F. Gongalves Guerra.
Capito Jos Carlos de A. Pessoa.
Capito Antonio Joaquim Camello.
Capito Jos Nicacio Camello Pessoa.
Felino Alves da Nobrega.
Bom Jardim, 21 de Margo de 1889.
Carlos Ledao de Albuquerque.




Notas do sentimento
Vm negro e uin branco
IV
(Vid. Diario n. 3 de 1889)
Antes de proseguirmos em nossa trela, per-
mitta-se-me urna satisfago a um Sr. Galdino
Lorelo, sobre o que no seu pedido do Diario diz
a respeito do Sr Jos do Patrocinio, cuja repu-
tagao adquerida com tanto esforgo e dedicagao
e to merecidamente lirmada, se pretende ma-
rear ou derrocar to injustamente, segundo pa-
rece a S. S.
E injustamente por que, no conceito do Sr. Gal-
dino Loreto, os ataques aquella merecida reputa-
g5o porque o Ilustre ex-republicano est sus-
tentando o ministerio que fez a aboligao, quando
alias o Sr. Jos do Patrocinio tuostra Disto a
maior coherencia e lirmesa de carcter, porque
antes de ser republicano era o grande fidador
pela emancipago de mais de um milho de in-
felizes da sua raga, j era esforgado abolicio-
nista.
Tenho-me oceupado nos artigos que publico
sob o titulo do presente, e mais me oceuparei.
Jo Sr. Jos do Patrocinio e do Sr. Joaquim Na-
buco. Da minha parte, varrendo a minha tes-
tada, nao tenho pretendido nem intentado, der-
rocar a muito justamente adquenda reputago
do Sr. Jos do Patrocinio; e passando de mim
parece-me que todos os apodos langados sobre o
grande homem antieo republicano por estar de-
fendendo a causa da monarchia, em cousa algu-
ina pode deslustrar a sua grande e boje mais
que nunca bem firmada reputago.
Essa reputago est assentada em pedestal
inabalavel, desde que o grande lidador da gran-
de cansa, grato ao poder que redemio a sua ra-
ga, faz por elle tudo a quanto chega o poderoso
esforgo de sua to bella quanto cloquete pala-
vra, muito menos todava do que esse poder faz
por elle.
Em que podem.pois marear essa gloriosa re-
putago, se o grande, o maior e mais prestimoso
abolicionista, nunca discrepou de sua grande
idea, nunca marulou sea sentimento. ao menos
na conformidade de suas raanifestages, na tre-
menda questao da aboligao ?
E' porque elle est hoje as gracas do poder
que por dedicada gralidSo sustenta? se por ou-
tro motivo o Hiera nao fosse esse poder digno
da defesa e louvores de sua to possante ebel-
lissima quanto agradavel penna, poderiam esses
apodos marear aquella reputago, aquella glo-
ria que ha muito ja passon os mares ; mas pelo
motivo que nao ; as gragas do poder que Ihe
advera de soa gratido, nao sao mais que fraca
gratidao do poder aquella igual senno maior
gratido. Sao gratidoes reciprocas que ainda
mais exalgara a reputago do Sr. Patrocinio
Porque o Sr Jos do Patrocinio foi republica-
no mimante e hoje s o era iheona ?
Sao as condigoes e circunstancias da vida
(nao as passageiras) que formara as opines, j
o disse mesmo a respeito do Sr. Jos do Patroci-
nio e de Sr. Nabuco. e que nem um era ura mo>
nrchista e o outro republicano, por sentimento.
As excepeftes- ssto raras.
Que ha pois de notavel em-passar o. Sr. Jos
do Patrocinio de,republicano militante a simples-
mente theorista ?
E nao acta somonte o -sentimento degratido
no Sr. Patrocinio para deixar.a miliiaoca. da re-
publica ; poia nao parece ao Sr. los do Patro-
cinio que Ihe lique bem fazer propaganda pela
repblica com os ex-senhores de escravos, que
de mouarchistas se lizeram republicanos, pelo
motivo opposto quelle pelo qual o Sr. Patrocinio
grato a monarchia, isto por Ihe ter tirado
este poder sem indemnisago. sua propriedade
por este mesmo poder em todo o tempo garan-
tido. E' seanra como ra digo, (s pensoque
nao en s) sao as ciicuuistaucias dairida e os
interesses que em regra fruiam as opinioes a
as modificara. .
Em que se pode pois macular a reputago do
Sr. Patrocinio,.priucipilmente agora tanto mais
bem lirmada. quanto mais se Jai digno das gra-
gas do poder ? ?
E alm disto, qu'in j em nossa trra mareou
ou maculou sua reputago por passar de una
idea a outra. de umaopinio. de um partido a ou-
tro ?
Oque foram os Laayettes, osSilveiras Martins
e outros f
Em que se maculou a reputago desses lio-
mens?
O que foram a maior parte dos grandes con-
servadores Nao foram elles quasi todos na
phrase do fallecido Mr. Pinto-de Campos da ca-
poetra de gallinhas dos liberaes em que o imperador
quando carece vai buscar ou ia um capo gordo i
E em que se mareou a reputago duquelles
homens ?
E o que foram .Nobuco, Zacaras (morios], 5a-
raiva e tantos outros grandes liberaes. Nao fo-
ram conservadores ?
Em que se mareou a i sua reputago por pas-
sarem a liberaes *
E' verJade que estes, ou de palavra ou de ve
ras, deram ura passo adiante e o Sr. Jos do Pa-
trocinio volveu ao regresso : mas o Sr. Lafayerte
e o Sr. Silveira Martins por onde volveram
Nao se afllija pois o Sr. Galdino Loreto com
os apodos, que jamis nunca podero macular a
reputago do grande abolicionista, ex-republi-
no, fazendo-se digno por sua justissitna grati-
do, das gracas do poder a quem bem serve.
Prosigamos na nossa larefa.
Inaugura-se o primeiro club da lavoura d'esta
-provincia (na cidade da C-jada e tralavam de
seus estatutos. Aquelles terror dos abolicio-
nistas de que estarna possuidos os lavradores,
em todo aquelle grande concurso que se apre-
sentou, eslava convertido na mais tranquilla e
completa seguraoga.
A sua congregago. os seus estatutos e seu tra-
ballio deviam ser no sentido Ja imprensa que os
deffendeu, isto de nao se opporem os lavrado-
res libertago no mais curto possivel prazo.
Mas nao foi assim ; foi o contrario.
Presente mesmo aquelle que com tanto esforgo
e perigoos deffendera, julgando-: senhores do campo sem mais risco de o perde-
rera, nao queriam mais a libertago, nem por
prego algum. Demorar a escravido quanto fosse
possivel, emprega* tudo.que fosse necessario a
tal fira, era noqnecsiavara ledos aecordes e de-
cididos a fazer.
Nao poda, pois. aquelle que os defender ate
aquelle dia, ser mais seu orgo, seu deffensor.
Aquelles homens s acceitaratn aquella defeza
n'aquelle sentido, s em tudo o que sustentava
seuocgo convinham. pelo medo. pelo terror;
voltados a calma, julgaudo e na conlianga de es-
tarem aniquilados os abolicionistas, eram de
novo o que sao em toda parte os senhores de
escravos, para os quaes nnnea chega a possivd
hora de serem elles libertados.
' hegaram a declarar ao tal seu orgo que os
ameagara em plena reunio4e se voltar contra
elles, queelle nunca mais poderia desmanchar o
que em seu favor tizera.
A agitago conlinuava activa e cada vez mais
rdeme no Cear, e da Europa chegavam alli os
escriptos de Joaquim Nabuco. os quaes as fo-
Ihas d'esta provincia eram transcriptos como ao
sul agitava Jos do Patrocinio, o negro e o bran-
co de que nos oceupamos.
Aqoi e"Ta se ateiou de novo mais vigorosa, e foi-
se tornando mais ardente, a inculir de novo o
medo nos lavradores, como elles mereciammao
tendo mais ninguemjqueos defendesse.nera o po-
dendo ter vista de seu procedimento contrari
ao que em seu favor se houvera.dito. Ao contra-
rio, aquelle que lauto os defender eoto, com
igual vigor os accasava, d'onde inferi que para
os senhores de escravos s ha um meio conve-
niente da libertago, o terror.
Nao porm, smente o senhor de escravos,
que leva o seu egosmo a ponto de s convir .na
libertago do escravo quando lomados de terror.
Todo o povo brazileiro summamente egoista :
aqui nao ha honra cvica, nem alguraa cvica- vir-
tude.
Nao foi o sentimento de caridade que teve par-
te na aboligao a nao ser a mais insignificante.
Nao foi o sentimento de piedade pela desgraga-
da sorte do escravo que moveu a aboligao. Os
tratos horriveis que Ins eram inflingidos, ape-
nas toca o coraco do homem livre quando ouve
certas narrages, cuja impresso logo passa.
Nao pela grande iniustiga, o grande roubo
que se faz ao hornera rednzido a escravo, toman-
do-?e tudo o que d'elle, que moveu entre nos
abolicionismo.
Nao foi to pouco pelo temor de Deus, pela dou-
trina de Christo seu Filho, o Redemptor qne pre-
gou aquella santa, pura doutrina, fundada no
principio que tomn por sua base,vos todos
sois irmos, nem pel desejo do co nem temor
de futuras penas que elle promette.
Nada d'isto, que Christo um philosopbo ma-
luco, o seu eterno Pai, o seu co. o seu inferno,
estultices que nao sao mais para o secuto que
a s iencia tem arrancado dos recnditos |ar-
cbanos da natureza.
Em toda a parte ha positivismo ou materialis-
mo, urna pequea parte da gente a mais orgu-
lhosa e outros os mais tolos que fazem da intel-
ligencia humana o ser primeiro da natureza cega,
e nao obstante sujeita as suas leis fataes ; mas
em toda a parte a immensa maioria da populago
er em Deus, cada um tem a sua crenga religiosa,
mais ou menos approximada, era que se funda
a moral, que alimenta todos os sentimentos ge-
nerosos, os purica todos. No Brazil, porm a
cousa outra; este povo o mais adiantado do
mundo.
Deus aqui; porque certa sucia de atrevidos
perversos tomaram a peito de fazer propaganda
de toda a discrenca. contra Deus, contra toda re-
ligio, contra a moral. Deus est completamente
esquecido por toda a gente que agita o mov-
ment popular, nns pela perversidade de seus
sentimentos, outros pela sua toleima, para imitar
esses perversos que se ineuleam sabios e pregara
que Deus e a.religo smente o effeito da igno-
rancia.
Ora, este povo de macacos ; o mais tolo e
vaidoso deste mundo.
Ninguem quer ser ignorante. D'ahi a des-
creoga dos agitadores era geral.
Para esta gente, todo homem que tem e* pra-
tica a religio hypocrita.
Como pode pois sen aqui a virtude, a honra
cvica e toda a cvica virtude, como pode sera
caridade, o amor do prximo ?
O que produzio pois a aboligao, nao foi o hor-
ror injustiga em tSo alto attentado contra o di-
reito do homem reduzido a besta de carga, nao
foi o sentimento de piedade por to aflictiva e
dolorosa condico do homem sustentada por toda
a nagio, por todo povo de todas as classes.
Se fra o sentimento de piedade, a compaixo
pela dolorosa condigao do escravo. estes senti-
mentos nao moverian sopor elles, mas pelos
senhores que, confiados na autoridade da naco,
na garanta da le, empregaram o producto de
seu trabalho nessa especie de machina producto-
ra, de que tiravam os meios de sua subsistencia
e de sua familia, que iam ficar do aia para a
noite,-a maior parte delles, sem [.o, sem recur-
so algum
O sentimento de piedade nao sena degradado
da especia humana.
Nio, que, se o sentimento de justiga houvesse
no povo brazileiro, em todos e principalmente
nos primeiros abolicionistas, esse horrar inius-
tiga, nao seria s em favor dos escravos que de
to grande injusta a padeciam, como tambem em
favor dos senhores, a ptonaganda que ne-
gava a indemnisagao garantida pela le funda-
mental do estado e por todas as leis desta na-
ci, da propriedade instituida de ignotos tem-
os, constituida e defendida pelas leis e direito
patrios.
Nao foi pois o sentimento da justiga, da cari
dade, do dever, que fizeram o movimento da
aboligao e a conseguirn!: foi simplesmeute o
amor proprio.- a vaidade* o orgulho dc-cidadao
brazileiro ao qaal as nagOes'da cwiliago'chris-
t; isto a Europa e-a^ America, lairgavam era
resto -o'apodo de moao de escravos.
: Mas os sesAores de esoravos'deviam encontrar
aquelle furor-abolicionista, aquella propaganda
de aboligao sem indemnisagSo, e com,(oclas aquel-
las iras e tremendas aecusages, alias verdadei-
rasy dos tratos a que gerulmente sujeitavam
aquelles desgragados, para se tomarem nova-
mente de terror e pelo terrar-cedercm o que nao
queriam ceder por amor. .
Desde cnto, apedra sola do cinto da'monta-
nha, desceu precipitada com tanto maior violen-
cia, quanta mais se approximava da planicie,
sem mais barranco nem paradeiro que se atra-
vessasse em sna queda vertiginosa.
Para nao tomar este artigo mais longo, pare-
mos aqui.
Recife, 21 de Margo de -889.
Affonto de albuquerque Mello.
Ouricury
Parabens ao justo e imparcial juiz de direito
da comarca de Ouricury, Joaquim Aicebiades
Tavares de Hollanda, pela grande victoria que
tem conseguido no seu ncessaute combate pol-
tico, com as mortes do infeliz Juvenal Antonio
de Castro e Silva e do infelicissimo tenente Di-
mas Francisco da Silva Braga e linalmenteicom
o desterro do professor Telesphoro Lopes de Si-
queira, estes a quem tanto odiava !
A sua comarca, agora Ihe ser um novo pa-
raso terrestre, visto que realisarara-se os seus
desejos, quando por diversas vezes garanta que
d fila ausentando-se Juvenal, Dimas o Telespnp-
ro, de todos mais daria contas.
Avante batarhador infattgavel na faina de per-
seguir !
a epocha de eleigo e de grande interesse
iroparar a victoria do candidato liberal e mesmo
azer jus ao menos a segundo quatrienio nesta
Ierra !
Ouricury :> de Mar Um rongratulaule
?noassa
Convite '
Katatua da lihcrdade en* Olinda
A commisso abaixo assignada, encar-
regada de promover as solemnidades com
que se deve nssentar na cidade de Olinda a
primeira pedrado monumento commemo*
rativo das datas da libertago do munici-
pio olindense e da abolicSo da escravidlo
no Brasil, attendendo estreiteza do tem-
po de que dispSe, vem pelo presente con-
vidar todas as associagoes, corporag3e8-e
povo em geral, tanto de Olinda como do
Recife, para assistir a e3se acto, que1 se
realisarno dia 25 do corrent >ehegada
do trem de 4 1[2 da tarde. Desde j a
commisso se confessa penhorada aos que
se dignarem aceitar o presente convite.
Olinda, 22 de Margo de 1889.
Domingos Antonio Alves Ribeiro.
Jos Vicente Meira de Vasconceilos.
Jos Austregesillo Rodrigues Lima.
Antonio Pereira Simoes.

&-
Programma
DA FESTA DE 8. JOS ERECTA EM SCA IGRE-
JA PKAIA DE S. FRANCISCO EM OLINDA.
No dia 23 do correnle ao meio dia, urna salva
ile 21 tiros anunciar a lesta do glorioso S.
Jos; noite ser basteada a bandeira ao som
de urna banda de msica, seguida de diversas
girndolas de foguetes.
No domingo s o horas da manh.ser
solta aos ares oulra salva, e s 9 horas do dia
entrar a festa.
A' tarde havero divesrsos divertimentos. co-
mo sejam mamolengos, dansa de corda, bales
aerostticos, ouvindo-se nesta occasio tocar urna
banda marcial diversas pegas do seu repertorio.
A' noite entrar a ladainha, e, tirada a ban-
deira, ser queimado um grande fogo de artifi-
cio no qual haver diversas pegas oras, inclu-
sive a luz elctrica.
Na \espera tambem haver um pequeo fogo-
Ainda ha juiAs em Berlim
Quando as autoridades consideram como
seu primeiro dever a- suprema vigilancia
pela causa publica, elevam-se moralmente
e deixam os seus nomes glorificados nos
annaes da historia. assim que foigamos
em reconhecer que ainda ha juizes em
Berlim. A Cmara Municipal cm sessSo de
19 do corrent resolveu tomar as provi-
dencias cabiveis em sua aleada para ein-
baragar a especulaglo que ltimamente se
desenvolveu com a farinha, primeiro ge-
nero de alimentagao publica e com a qual
j bastante sofiria a populacao pobre desta
eapital, e no dia 20 prohibi S. Exc. o
Sr. presidente da provincia a exportag2o
deste genero que tambem j se faz a em
alta escala.
Feridos os interesses dos especuladores
recorreram a S. Exc. que no seu posto de
honra soube resistir e manter inclume o
seu acto digno dos maiores encomios e da
gratidao deste pobre povo t3o soffredor e
pacifico.
Este sublime facto urna gloria para
a actual administracao, e do distincto ca-
rcter, rectidao de principios que tanto
ennobrecemS. Exc. esperamos qne conti-
nuar a nao attender as supplicas daquel-
les que especulara com o soffrimento do
povo. Muito bem a Gamaru Municipal.
A gratidao do povo a S. Exc. o Sr.
presidente a provincia.
A vos do povo.
O grande auxiliar de de Lesseps
Todos os grandes genios tem grandes
inimigos; portanto nao se deve estranhar
que a grande obra de de Lesseps, 0 canal
de Panam, tenha tantos detractores con-
tra os quaes tem de lutar o grande fran-
cz. Porm nenhum inimigo da sua.obra
te difficil de vencer como o clima insa-
lubre, foco de febres intermitentes o palu-
dosas, ao paiz onde executam-se os traba-
lho.-. Sem o auxilio da quinina nada po-
deria ter-se obtido porque os trabajado-
res moreriam uns atraz dos outros sem
verem a obra realisada; e de todas as
preparagoes usadas nenhuma d rtttatados
tao rpidos e seguros como as Ptnnis de
sulfato, valerianato, bromhydrato e chlo-
rydratode quinina do Dr. Clertan, apro-
vadas pela Academia de Medicina de Pariz
que fabricSo-sc aomente na casa de L.
LYeire, l'1, ru Jacob, Paris, et yendem-
se em to as as pharmacias.
Festa de S. Sebastio i
triz do Limoeiro
Na matriz da cidade do Linjoeiro
brada com toda a solemnidade, no dia
rente, segunt|ira. prxima, ayesta
S. Sebastio, hivendo pela manh, ~
em que Mm evangelho c
Antonio CosSmo, a ^^F
da qual segial^Ko Te-Deuni
un magnfico fogoartirMM^
Urna commisso comool
D. France >nga
Marques da CunnCPresi
Anna Marques da Cunha,
gas para o brilhantismo

I


ma-
), depoi6
L
1
]
'J


Diario d PernambucoSabbad 23 d Marco de 1889

Consagrarlo scientMcs
J nlo so o publico, j nao sao ape-
bh os mdicos, mas tambem os archivos
scientificos, os depositarios mdicos, que
veem exalgar as virtudes do Peitoral de
Cambar, de Souza Soares.
Sem inais commentarios, abrimos espa-
50, hoje a duas consagragocs scientificas
que por certo, hSo de merecer do publico
o maior coifceito pela sua procedencia in-
suspeita.
Eil-as ;
c ... Sem nos referimos ao Cambar-
tinga, Lantana' vellosiana ao cha de pe-
destre, Lantona pseudotha, St. Hil., de
reconhecidos efifeitos na medicina domes-
tica, apontaremos Cambar verdadeiro,
Vernonia polyantges. Len, o qual por
sua accSo as qualidades demulcentes e
balsmicas daquellas outras, rene a de
ser ao mesmo tempo expectorante deven-
do por isso ser aproveitado no tratamento
das bronchites, e nomeadamente da tisica
trpida.............................
Bem avisado andou o Sr. J. A. de
Souza Soares. Pelotas, preparando, com
essa especie, o seu Peitoral de Cambar,
que ve occasiao de examinar ecom
pleno conhecimentoaconselho o seu uso
com a maior confianga. i
(Do Formulario Internacional do Dr.
Pires de Almeida)
... O PEITORAL DE CAMBARA;
apresenta um bello aspecto, possue cheiro
e sabor agradaveis, qualidades que, s
por si, j sao de grande valor.
Quanto s suas propriedades thera-
peuticas, dilem os attstados mdicos que
o acompanhamVque sao preciosas as affe-
cgJes broncho-pulmonares, pela sua aegao
emoliente, balsmica e expectorante, qua-
lidades sem questSo apreciaveis as affe-
ccoea catarrhaes, o que justifica a nomea-
da adquirida pelo preparado, cujo hist-
rico acabamos de fazer................
Como planta nossa que o cambar)
tem direito a oceupar a attengao dos que
se dedicam no estudo da flora brasilcira ;
e como no preparados do Sr. Jos Alves
de Souza Soares encontram-se reunidas
excellentes qualidades offieinaes e organo-
lpticas, alm de valiosos attstados medi.
eos, julgamol-o digno de nossa confianga
e merecedor da attencao dos nossos Ilus-
trados collegas aos quaes communicare-
anos posteriormente os resultados das ob-
servacoes pessoaes que sobre elle fizer-
mos. 1
(Da Uniao Medica do Rio Idc Janeiro.
OS AGENTES
Francisco Manoel da Silva A C.
Pernambuco
Ra Mrquez de Olinda n. 23.
Aviso aos nossos leitores
Os nossos leitores que visitarem Pars
durante a Exposicao de 1889 j sabem
que podero 1er os ltimos cxemplares do
nosso jornal chegados aquella cidade no es-
criptorio dos nossos correspondentes, Srs.
Amde Prince & C, 36. ra Lafayette,
onde podem mandar dirigir qualqucr cor-
respondencia, pedir quaesquer informayoes,
dar ordens de compras, etc.
Alm d'isso, levamos ao conhecimento
dos nossos patricios que afora o servieo esta-
belecido no escriptoiio da ra-Lafayette,
n. 36, os mesmos Srs. Amde Prince <*
C, acabam de organisar uraa'sala de lei-
tura e de informales na ExposicXo .iaes-
ma, no pavilhlo da repblica de Guate-
mala cujo commissario geral dignou-se de
p6r graciosamente urna vasta sala com
varanda s ordens dos nossos correspon-
dentes.
Aconselhamos mu vivamente aos nos-
sos amigos e leitores que se acliarera em
Paris, que visitem a casa Amde Prince
A C. na sua sede social, 36, ra Lafayet-
te, bem como na installaco que possue na
Exposicao no PavilhSo de Guatemala que
ha de ser, gracas s extensas relacoes dos
nossos correspondentes, o ponto -da re-
unido dos numerosos estrangelros residen-
tes em Paris.
Oculista
Dr."J. Correia de Bittencourt, oculista
residente na corte, ex-chefe de clinica
ophthalmologica dos Drs. Wecker e Panas
em Paris e do professor Hirschberg em
Berlim, tendo regressado de sua cxcursSo
s provincias do norte, demorase alguns
mezes nesta capital, no exercicio de sua
especial idade-
Consultorio e residencia ra do Barilo
da Victoria n. 2-i Io andar. Entrada pela
amboa do Carino.
Consultas das 12 s 3 da tarde. Gratis
aos pobres.
EDITAES
Dr. Alfredo Gaspar
MEDICO
Operador, parteiro trata com espociali-
dade de molestias de senhoras e creancas.
Consultorio e residencia ra da impe-
r&triz n. 18, Io andar.
Consultas de 8 s 10 da mauhS.
Chamados (por escripto) qualquer hora.
TELEPHONE N. 226
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico,
oculista, ex-chefe de clinica do
Dr. de Wecker, d consultas de
meia dia s 3 horas da tarde, no
1 andar da casa n. 51 ra do
Barao da Victoria, excepto aos
domingos c das santificados:
Residencia ra Sete de Setera-
bro n. 34. Entrada pela ra da
Saudade n. 25.
Dr. Nstor Ca val cante
Mdico
OFFERECE OS SEUS SERVIDOS EM PALMARES
. MEDICO HOMEPATA
j Dr. Ballhazar da Silveira
Especialidadefebres, molestias (
das criancas, dos orgos respiris- \)
rios e das senhoras. -, 11
Presta-se a qualquer chainado^para / \
ora da capital. ) (
AVISO jj
Todos os chamados devem ser di-
rigidos pharinacia do Dr. Sabino,
ra do BarSo da Victoria n. 43,
onde se indicar sua residencia.
A FLORIDA
Esta bem conhecida casa, previne aos
seus numerosos freguezes e freguezas que
contina a servil-os, como dan tes, em to-
das as suas mais extraordinarias exigen-
cias, para o que substituio a sua antiga
armacao por outra que mais expansiva, of-
ferece muito maior accomniodacoes as in-
nmeras fazendas de que se aclia hoje
rovida, aonde s Exmas senhoras encon-
ao tudo quanto o rigor da moda exigir
a um toilette completo, desde o maior
chqanmo at as mais simples
Venham verificar p^r* si
acreditare ni.
mesmo .para
Isa Duque de Cavias i. i 03
!S. O
Extracto de nina carta do Sr. D. Pedro R. Var-
ias, datada em Granada Nicaragua, em 21 de
Dezembro de 1886:
CommuQico a V. S. que o Extracto Duplo
de Aveleira Mgica < Witch Hazel) do Dr. C. C
Bristol tem-rae dado eminentes resultados na
coqueluche e oatras molestias ; creio que se tor-
nara muito procurada por sua eulcacia. *
A pequea quantidade que me enviaram
rabeu-se-me tiepressa, daudo mu um successo
fcrilhante, o qual teuho felo inserir em alguns
j Toaes do meu paz, pois a peste da coqueluche
reinaha actualididc.
nicos propietarios e fabricantes, Lanman k
Kemp. New York.
COHMERCIO
Revista do Mercado
Recite, 22 DE MARCO DE 1889.
0 movimento limitou-se a pequeas transac-
ges no mercado de cambios e a venda de alguns
lotes de algodtto.
Cambio
O mercado esteve firme, nio aehan'lo os ban-
cos dinbeiro a 27 3/8 e peuco a 27 %4 se offe
receram.
Houve algum negocio em papel a 27 13/16,
exigindo alguns dos saccadores a 27 7,8, papel
seas.
No Rio o mercado esteve sem alteraguo.
Collegio Meira
Este collegio abri suas aulas desde Ja-
neiro prximo lindo.
Ensinam-se nelle todos os preparatorios
que constitucm o curso preparatorio as
facilidades do imperio, e o seu pessoal do-
cente o mais habilitado que se pode de
sejar.
Contina a funecionar a aula primaria
que peder receber alumnos da mais ten-
ra idade, pois dirigida por duas til has do
director, das quaee urna alumna do 5.-
anno da Facilidad e de Direito do Recite.
Desde o 1.- do corrente est aberta a
ula de allemao, em que se ensinar a tra-
duzir e a fallar essa lingua-
O professor respectivo ser o Sr. Sidney
Schiefler.
Os estudantes, que quizerem frequentar
esta aula, pagal-a-hao separadamente da
mensa!idade do collegio.
O director do collegio Meira'espera o
mximo apoio dos paes de familia que de-
sejam o real aproveitamento de seus filhos,
pois que tem seuipre tido por programma
dar aos alumnos, que lhes sao confiados urna
verdadeira instrucgSo a par de urna boa
educacao moral.
O resultado dos exames feitos no fim do
anno passado c a prova mais evidente cm
favor do collegio Meira.
Dos cincoenta e cinco exames feitos pe-
los alumnos deste collegio, inclusive um de
allemao na Bahia, apenas tres forain in-
fructferos.
Iecebem-se alumnos internos, ncic-pen-
sionistas e externos.
Ra do Imperatriz n. 63, 2.- andar.
Recife, 18 do Marco de 1889.
O director,
Aicencio Minervino Meira de Vatconcetto.
10 &M0
Medico operador parteiro
* I Bu Ihi-kh Himiriu ? 1
(Por cima do Anael <'< Ouro)
Onde tem roiiMulforlo e r-i-
d'nria i podeudo -er encontrado e
rbcebendo chamados a qualquer hora
do dia c da noitc.
Especialidades : Tartos, febres, moles-
tias de senhoras e los pulmOes, svphilis
em geral cura rpidaecon;pl-tac opc-
rai.es de estreitamentos e mais softri-
meutos da uretra.
Acode de prompto a chamados para
fora, qualqucr distancia.
Telrphoue n 3 94
O Dr. Jos Antonio Correia da Silva,
cavalheiro da Ordem de Christo, com-
mendador da Rbal Ordem Militar Por-
tugueza de Nossa da (.'onceicao da Vil-
la Viyosa, juiz de direito de orphSos
da Comarca de Olinda, por S. M. o
Imperador, a quera Deus guarde, etc.
Fafo saber aos que o presente edital
virem e delle noticia tiverera, que, por
parte de Joaquim Antonio de Mimnda,
me foi digida a peticao do theor seguin-
te:
Ulm. e Exm. Sr. Dr. juiz de orpliTIos
de Olinda.Diz Joaquim Antonio de Mi-
randa, que havendo arrematado perante
V. S. a propriedade Tab, sita na fre-
guezia de Taquara, provincia da Parahy-
ba, pertencente ao espolio do coronel
Joao de S Cavalcante de Albuquerque,
requer o supplicante, para'garantia de seu
direito, que V. Exc, depositado o pro-
ducto do bem que o supplicante arrema-
tou,t mande, de accordo com a Ord. livro
4 titulo t, passar editaes, chamando todos
aquelles a quem for obrigada aquella
propriedade, para, no prazo que lhes for
marcado, pugnaran pelos seus direitos.
Ncstea termos pede a V. Exc. deferi-
niento E R. Me.Olinda, 27 de Fverei-
ro do 1889.Joaquim Antonio de Miran-
da. (Estara sellada.)
Em a qual petico profer o despacho
do theor segrate:
Feito o deposito como acabo de verificar,
passe-se o edital as condicSes alludidas,
cun o prazo de 30 dias, ticando assim de-
ferido o presente requerimento, que ser
unto aos autos. Olinda, 27 de Fevareiro
de 1889.Correia da Silva.
E mais nao continha dito' despacho
aqu rielincnte copiado, e'por fornido mes-
nio despacho, o respectivo escrivo fez
passar o presente edital, pelo qual e seu
theor sao chamados aquelles ajquem for
obrigada a mencionada propriedade Tab,
para, no prazo de 30 dias pagarera pelos
seus direitos.
E para que chegue ao conhecimento
de todos, niandei passar o presente, que
ser aflixado no lugar do costume e pu
blicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade de Olinda,
aos 28 de Fevereiro de 1889.
Eu Joao Theodorairo da Costa Montci
ro, escrivo do civel no impedimento do
de orphaos, o escrevi.
Jos Antonio Correia da Silca.
DECLARARES
Thosouro Provincial
De ordem do Ulm. Sr. Dr. inspector desta re-
partigao, faco publico que no dia 23 do corrente
mez paga se aos professores de a. entrancia.
com relaeso aos seus veneimenlos do mez de
Fevereire ultimo.
Pagadoria do Thcsouro Pro\incial, 22 de Mareo
de 1889.-0 escriviio,
Silvino Antonio Rodrigoes.
Associagao ('ommer-
cial Beneficente
De coiiforiuijade rom o arl. 16 dos estatutos
deslaassociae/i, 4o Coavidados todos os. senho-
res socios naia urna ruoao extraordinaria, que
ter lugar no dia 26 do cnente, aomeiodia,
na sede da mesla associaeao. Recite. 22 de
Mirco de 1889.' ______
*cledade Auxiliadora da Agri-
cultura de Pernambueo
assemble'a geral
(2a convocacjlo)
De ordera do Exin. Sr. presidente da
asserabla geral, coramendador Francisco
do Reg Barros de Lacerda, ficam convi-
dados todos os Srs. socios para, consti-
tuidos era assembla geral no dia sexta-
feira 29 de corrente, procederem a elei-
cao dos raembros do conselho administra-
tivo e mais funecionarios electivos da sc-
ciedade pela forma prescripta nos arts.
48 e seftiintcs dos respectivos estatutos.
VVificar-se-ha a sessiio 1 hora da
tarde do mencionado dia 29 na sede so-
cial, ra da UmSo n. 52 bis, e *consti-
tuir-se-ha a assembla com a terca parte
dos votos eft'ectivos como dispoe o art.
54 dos mesmos estatutos.
Recife, 22 de Marco de 1889.
jgnticio de Burros Barreta,
Secretario geral.
Bolsa
TABELLAS AFFIXADAS
m o -i 77 i 3 > o 1 9 t -13 1 c -I O ^ m
n E i ce C -i O 3
' ' " -
* 5 -i " " *
* I - c * "
sT' X.
* . ' E *
d. por
(TAgSE8 OFFIC1AES DA NTA D08 COB-
BETOBE8
Recife. 22 de Marco de 1889
Cambio sobre Londres, 90 d/v. 27 3/1
11000. do banco.
O presidente,
Candido 0. G. a (colorado.
O secretario,
Eduardo Dubeux
\lgodo
Foi cotado o de 1* sorte do sertao a 64ttl0 |nu-
lo kylos, fechando o mercado frouxo.
A exportacao, feita pela alfandega neste mez
at o da 20, subi a 800.315 kilos, sendo 333.207
para o exterior e 267.338 para o interior.
As estradas verificadas at a data de hoje so-
bem a 19.462 saccas, sendo por:
Bacharel Antonio Wilru-
vio Fioto Bandeira j,
' < Pode ser procurado a ra do Imperador \
\\ u. 71, 1 andar \ \
Pensao Acadmica
Esta casa de Pcnso situada no ameno
bairro da Boa-Vista, ra da Imperatriz
n. 15 2o e 3" andares, contina a reoeher
pensionistas, que mediante a raensalidade
de 50^, tero cora o maior asseio e regu-
laridade, comida abundante, commodos
agradaveis, excellcnte banho c criado.
jj Frederico Chaves Junior Jj
Homoepatha
W 39 RA RARAO DA VICTORIA 39 j
i f l'rimiiro andar
Cirurgio Dentista
DR. ROBERT P. RAWLINSON, for-
mado pela Univcrsidade de Maryland nos
Estados-Unidos, tem aberto o seu consul-
torio, na ra Barao do Victoria 18, Io an-
dar.
Consultas das 10 s 4 horas da tarde.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferrea do Limoeiro
Somma.
36.878
2.823
79.266 Saceos



2*
I
.g s
r1
'ji
te
te
;:
y-
s
.o.
S5
JtUb.
ss
&

Jm

iJl
Barcacas.
Vapores .....
nimaes.....
Via-ferrea de Carnaru.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferrea de Limoeiro .
Somma.
3360 Saccas
m .
6.660
1729
1 96i .
i 980
19.462 Saccas
0 lugar sueco Riforst, carregado por J. H
Roxweu, levon,para Raltico, 1.480 saccas com al-
godao.
Assacar
Os Breos pagos ao agricultor, por 15 kilos, se-
rondo a Associaco Commercial Agrcola, foram
os seguintes:
Brancos..... 3*800 a
Someno..... 1*600 a
Mascavado purgado
bruto.
Rtame .
Colonia Isabel:
Bsanco f*
- -t -
. 3-
Someao
Mascavado .
Usina Pinto:
Branco 1*
.
Someno .
Uaseavado .
1*400 a
1*100 a
*800 a
3*800
2*100
1*500
1*200
1*000
4*100
2*8ft
1*00
1*900
1*600

4*000
2*300
3*006
1*500
A exportacao, feita pela alfandega ne=te mez
at o da 20, attingio a 5103.632 kilos, sendo...
1.987.526 paraoexterior e 3.116.106 para o inte-
rior.
As entradas verificadas ate a data de boje, so-
beos aJi.Mt saceos, sendo por i
flarcas 38.305 Saceos-
Vapores .* ......
Anunaes. 4.448 <
Via-fsjrrea deCaruar. i
Pela barca uorueguense Getion,- foram re
mettidas para Pelotas, 125 saceos, 910 barricas,
150 2 e fW/i com nssuctfr branco, 100 saceos e
Itw barricas com dito" mascavado.
Couros
Cola-sc os salgados seceos a 370 ris, ua base
de 19 kylos,
Agurdente
Cota-se a 88000, por pipa de 480 litros.
Aleool
Mantem-se a cotacao de 170*600 por pipa de
i80 litros.
Bel
Cota-se a 50*000 por ptpa de 486 litros.
Pauta da alfandega
MNi ? 18 A M DE MARCO DI 1889
Vide o Uianu de 17 de Marro
navios descarga
Barca nerueguense Frida, carvo.
Barca norueguense Frkyof, carvo.
Barca allema Anna, earvao.
Barca ingleza Lacinia, bacalbo.
Brigue sueco Pepita, carvo.
Lugar inglez Vidonia, bacalbo.
Lugar inglez Dora, bacalbo.
Lugar inglez Corisande, bacatho.
Lugar inglez Leander, bacalho.
Logar americano Robert Y Barr, farinba de trigo
Lugar nacional Loyo, alfafa.
Patacho allemao Anna, farello.
rmtortaeo
Vapor francez Vilie de Macei, pntrado do Ha-
vre e Lisboa em 22 do audante e consignado a
Augusto Labile : manifeston :
Carga do Havre
Amostras 4 volunies.
Ratatas 50 Ii2 eaixas a Suva Marques k C ,
106 ordem, 50 a GoncalvesKosa & Feraandes,
50 a Jos Joaquim Alvcs & C.,205 ao consigua-
tario, 25 a Soares k Feroandes.
Calcados 2 cacOes a f lomes de Mattos lrmos.
1 a Francisco Ramos da Silva & C
Chapeos 1 caixno a Samarcos C.
Charopanha 2 eaixas a Gonjalves Rosa A Fer-
nandes.
Cachimbos 3 eaixas a Prente Vianna 4 C,
1 a Maia e Silva A C, 1 a Xunes Fonseca A C.
Couros 1 caixo a Francisco Ramos da Silva
Ditos e cateados 1 caixo a Paiva Oliveira
AC.
Dedaes 1 caixa Nunes Fonseca A C.
Drogas 3 vuiumes a Rouquayrol Prea, 12 a
francisco Manoelda Silva C. 12 a Santa Ca-
sa de Misericordia, 1 aferreira Irmios.
Brvilhas 10 eaixas 'S Ferreira da
Suva A C.
JEserlvSo Reg Barros
Perante o Sr. Dr. juiz substituto dos Feitos da
Fazenda, Jos Salazar da Veiga Pessoa, se ven-
der em praca publica no da 29 do corrente
mez de Marro pelas 11 horas da manila depois
da audiencia do mesmo juiz os bens seguintes .
UiM casa terrea de tiiollo e cal, sita a ra da
Igreja da po\oaro da Roa Viagem n. 11, com 2
salas. 5 quartos, cosinha externa, 1 saleta. 2
portas a 2 janellas de frente e quintal ern aberto.
avahada por l:800000. pertencente ao patrimo-
nio de Nossa Senhora da Roa Viagem.
lima olaria montada sobre pilares de pedra e
cal, com dous telheiros e mais compartimentos.
fumo em bom estado, sita ra Viscoudc de
<; v.-iniia. freguezia da Roa Vista, avahada em
2:430*000, pertencente a Manoel dos Santos
Barros.
Urna casa terrea de pedra e cal com sota,
sita ra Amulia freguezia da (iraca, com 4
salas, 4 quartos, 5 quartinhos fora, edificada cm
terreno proprio, avahada em 2:000*000. perten-
ceute a Antonio Jos de Azevedo.
Urna olaria cora dous te hciros montada sobre
pilares de pedra e cal com Corno em bom es-
tado, sita no AmboU1 freguezia da Vanea, ava-
hada em 2:500*000, peHencentc a viuva de An-
tonio Maria Cameiro Leo.
Urna olaria sita nos Coelhos n. 19, freguezia
da Boa-Vista, montada sobre pilares de pedra e
cal com mais um telhciro na margem do rio, em
bom estado, avahada em 1-400*000. perteuceute
a Antonio Cameiro da Cunha.
Urna casa terrea de pedra e cal n. 70 ra dos
Guararapes freguezia do Recife, medrado 5 me-
tros e 4t centmetros de frente, 17 metros e 59
centmetros de .Cundo, avaliadaem 1:000*, per-
tencente a Duarte Rodrigues A Irmo.
Estes bens.se acham peohurados e vo ser
vendidos para pagamento da tazenda nacional.
Recife, 22 de Margo de 1889.
0 solicitador da fazenda nacional,
Luiz Machado Bolelho.
A (l.\ do Gr.\ Ard.*, do l!n.\
Sob.*. I..OJ.*. Cap.*. Couciliaeo
ao val da ra do C'abug
Nio tendo se ron nido
numero sufficiente de Ilr.*.
para del iberarmos urna nes -
to de alfa importancia para
bem da Ord.-., sao convida-
dos os nos.\ OObr.\ para se
reunirem no dia 6 do cr-
reme, na fjual serao toma-
das com qualquer que seja o
numero que se adiar pre-
sente.
Mar^o
de
Lente & C.
Batatas 255 Ij2 eaixas aos mesmos,
Fitas 1 caixa a Manoel Col jago A C.
Ferragens 3 volumes a Res A Sanios.
I.mallia 13 eaixas a FrannM'o Mauoel da Sil-
va A C.
Manleiga 155 barris e 151 meios ditos or-
dem. 20 e 40 a Joaquim Duarte Simdcs C, 15
e 20 a Joaquim Ferreira de (larvallio A C 4'1 e
100 a Ferreira Rodrigues A C, 30 e 40 a Paiva
Valente ** C, 40 c 40 a Souza Rasto Amo
rim C, 5>e 50 a Fonseca Innos AC.', 40e
60 ao consignatario. 2 caixa* ao mesmo, 6 a
Paiva Valente A C, i a C. Pluyn a C.
Mercaduras diversas 9 volumes ordem, 3 a
E. Gongalves Casco, 1 a G. Laport A C, 1 a A.
Domingos Lima, 11 a Guimares, Cardozo A C, 2
a Francisco Lauria A C, 11 a Francisco Manoel
da Silva A C 1 aos berdeiros de *. C de Vas-
concellos, 3 a N. Fonseca A C, 1 a Francisco
Gurgel A lrmos, 2 a A. Rodrigues da Costa A
C, 4 a Ramiro M da Costa '.., 1 a J. A. Mot-
ta Guimares, 3 a R. de Drusina fe (*., 1 a Gui-
mares lrmos C, la Ribeiro A Almeida, 4 a
Maia e Silva A C.. 1 a Guitherme Rocha C.
Machinas para aparar 1 a Jos C. de Albu-
querque.
Papel 3 eaixas a Joao W. de Medeiros, 1 a
Jos Nogueira de Souza, 1 ordem.
Pentes 1 caixa a C. Wachsmann, 1 a N. Fon-
seca A C. Perfumarla 1 caixa a Oliveira Rasto
SC
Queijos 44 eaixas a Paiva Valente A C, 10 a
Joaquim Ferreira ae Carvalho A C, 200 a C.
Pluyn s C.
Relogios i caixa a E. Goctschcl- Roupa 2 vo-
lumes a J. R. Lima.
Tecidos diversos 1 volume ordem, 1 a Pau-
lo Jullien. 1 a Narciso Maia C 1 a Francico
de Azevedo A C, 2 a Francisco Gurgel Irmo,
i a Cramer Frey & C, 3 a Gongalves Cunha A
C., 1 a Francisco R. da Silva A C, 3 a D. P.
Wild A C.
Tinta 1 caixa a Jos Nogueira de Souza.
Viubo 41 barris e 60 eaixas ordem.
Vinagre 20 eaixas ordera. Vidros 1 caixa a
Francisco Manoel da Silva A C. Velas 7 eaixas
a Domingos Ferreira da Silva A C, 1 fardo a
Gongalves Rosa oz Remandes.
Carga de Lisboa ,
Atete30 eaixas a .Francisco Ribeiro Pinto
(uiaares A C, 1 barril 1 Jos da Silva Pereira
Lisboa. Albos 25 canastros a Guedes de Araejo
k Filho. Agua de Vidago 5 eaixas a Guimares
* Valente. Amendoas 1 barrica a
Recite, 22 de
1889.
Steliano Lomos, 3.\
Secret.*.
De ordem do Illin. Sr. Dr. inspector
fago publico que ein cuuiprimento da re-
soluclo de S. Fxc. o Sr. Dr. presidente
da provincia, de 14 do corrente, tica mar-
cado o prazo de 45 das a contar desta
data, para a incripbao ao concurso que
ter lugar neste Thesouro no dia 15 de
Abr prximo futuro, atim de preencher-
se tres vagas de 3" eseripturario existen-
tes nesta rcpartigSo.
O exame versar sobre leitura, analyse
Igraminatcal, orthographia e arithmetica
^t a theoria das proporgSes inclusive.
Os candidatos deverao requerer ins-
pectora deste Thesouro a sua admissao ao
concurso por meio de petigao documenta-
da, provando ser maior de 18 annos, achar-
se livre de culpa e pena e ter bom com-
portamento, lhes sendo lieito juntar, alm
destes, quaesquer outros documentos que
possam favorecer o seu direito.
Secretaria do Tbeao'uro Prorincial de
Pernambuco, 21 de Pert-rifO de 1889.
Servindo de secretario
O official,
Lindolfo Compeli.
Companhia pernambucana
de navegado costeira por
vapor
Os sensores accionistas sao convidados a se
reunirem na sede da companhia no dia 4 de
Abril, ao meio dia, afim de lhes ser aprSentado
o balango do anno prximo findo, e elegerem o
conselho de direegao, a commissao de exame de
contas. os pres dente e secretario da assembla
geral; e tambem para tratar-se da reforma dos
estatutos da companhia.
Recife, 19 de Margo de 1*89.
Os directores,
Manoel Joao de Atnorim.
Th. Comber.
Arthur B. Dallas.
- i
4.a secge.Secretaria da Presidencia
de Pernambuco, em 19 de Fevereiro do
1889.
Por esta secretaria se faz publica a re-
commendagSo do Exm. ministro o secre-
tarlo de Estado dos negocios do imperio,
constante do aviso n. 288 de 22 de Ja-
neiro findo, para conhecimento de Maria
Severina da Conceicao Lucas, mai do
alumno do Instituto dos Surdos-Mudos,
Jos Lourengo Godolredo Lucas.
t N. 288. 2a directora.Ministerio
dos negocios do imperio. Rio de Janeiro,
22 de Janeiro de 1889.
Illm. e Exm. Sr.Nao podende, na
conforraidade do artigo 25 do regulamen-
to do Instituto dos Surdos Mudos annexo
ao decteto n. 5,435 de 15 de Outubro de
1873, continuar alli, por baver attingido
a idade de 18 annos, o alumno Jes Lou-
rengo Godofredo Lucas, a quem se refere
o officio dessa presidencia de 24 de Ou-
tub"ro de 1882 e convindo, portante, pro-
videnciar afim de que seja retirado do
mesmo Instituto o dito menor, o qual, se-
gundo informa o director do cstabeleci-
mento no officio, que a tal respeito me di-
rigi, se exprime regularmente por escrip-
to, perito official de encadernador e tem
o peculio de 864#950, recolhido a caixa
econmica, dou conhecimonto d'isto a V.
Exc. para os fins convenientes.
t Deus guarde a V. ExcA. Ferrei-
ra Vianna.St. presidente da provincia
de Pernambuco.
O secretario interino,
ManoelJoaquim Silveira.
Banco de credilo realde Per-
iiaiiibiii'o
Em cuniprimento dos ? 9. e 12. do
art. 83 dos Estatutos e das disposigSes
da lci n. 3150 de 4 de Xovembro de 1882,
convocamos aos Srs. Accionistas ^reuni-
rem-se em assembla geral ordinaria, no
dia 23 do crrente mez, ao meio dia,
em urna das salas da Associagao Commer-
cial Beneficente, afim de lhes ser presen-
te o relatorio das operagSes do anno ban-
cario, findo em 31 de Dezembro de 1888,
acompanhado do parecer da eommissao
fiscal, e proceder-se eleicao d'csta, do
presidente, vicepresidente, 1.' e 2. secre-
tarios da Assembla Geral.
Recife, 7 de Margo de 1880.
Os administradores"
Manoel Joao de Amor ira.
Antonio Fern&ndes Ribeiro.
Luiz Duprat.
Vinlio 10 barris a Pecas Mendes A '"., 10 a
i Luiz A.
ordem.
Jos Joaquim da Costa, 15 a Luiz A. Matheus, 5
a Jos da Silva Pereira Lisboa. 10 ord
Paiva Va
10 a Jos
Joaquim Alves C.
i era 5 barricas a C. Feraandes & C. Ceblas
25 eaixas a Guimares Valente, 10 Jos Joa-
3uim Alves fl C, 30 a Souza Basto, Amorim A
Carne em conserva 1 caixa ordem, 6 a An-
tonio dos Santos Lopes.
Feiio 50 saceos a Augusto Figueirdo & C.
Linhaca 5 saceos a Silva Guimares C.
Massa de tomate 20 barricas a Jos da Silva
Pereira Lisboa.
Peixe i grades ao mesmo.
Hepolbos 2 grades ordem.
Sardinha 46 barricas a Paiva Valente & C./.17
a Silva GuimarSes A C.
i:x|iortafao
BKCIFI, 21 DE MANCO DE 1889
Para o exterior
No vapor inglez Paraense, carregaram :
Para Liverpool, J. Pater A C. 2,000 saceos com
430,000 kilos de caragos de algodSo, 4,000 ditos
com 300,000 ditos de as-ucar mascavado e 746
saccas com 56,478 ditos de algodao.
No vapor inglez Cucier, carregaram :
Para Liverpool, G. de Mattos Irraos 169 cou-
ros salgados com 2,028 kilos, 159 saceos com
13,421 tilos de cera vegetal, 25 barricas com
1,600 kilos de borracha de mangabeira e 11 sac-
cas com '56 kilos de afflodao.
o vapor instes Gelhoara. carregaarain,:
Para New York, F Cascao fc filho 270 saceos
com 18,900 kilos deassucar mascavado.
No vapor americaHO Admtnce, carregaram :
Para New-York. Rosshach Bros 30,000 pelles
de cabra ; Martins AC. 31,423 pelles de cabra ;
G. de Mattos 'rmaos 11 barricas comC04 kilos
de borracha de mangabeira.
Paro o interior
No patacho nacional Andaluza, carrega-
ram :
Para Porto-A legre, Amorim Irmaos A C. 2,575
volumes com 197,684 kilos de assucar branco e
105 barricas com 11,757 ditos de dito masca-
vado.
No patacho nacional Marinlio 7,|carregou :
Para Pelotas, C. F. Martins 190 barricas com
19,740 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Jicuhyoe, carregaram :
Para Rio de Janeiro, P. i arneiro A C. 200 pipas
com 96.000 litros de agurdente.
No vapor americano Adcance, carregaram :
Para Para, E. Barbosa 65 barricas com 2,700
kilos de assucar branco : C. F. Martins 200 bar-
ricas com 13,940 kilos de assucar branco; Burle
A C. 895 barricas com 19.577 kilos de assucar
branco ; F. da Costa Aleerim 187 saceos com
11,220 kilos de milho.
So hiaie nacional Deus te Salce, oarrega-
ram :
Para JJarnahyl. C. C. Beltrao 4 Irmao 36 bar-
ricas com 2,293 kilos de assucar braac.e.
Para Camossim, E. C. Beltno A Irmio 17 ve-
lumes can 1,455 kilos de assucar mascavado ;
P. Alves / C. 5 barris com 480 litras de agur-
dente, 4 barrieas com 300 kilos de assucar re-
tinado e 5 saceos com 375 ditos de dito masca-
vado
Para Acarahu, F. M. de Moura 5 barris com
480 litros de agurdente.
Na barcaca /. Palmeira, carregaram :
Para Natal, M. A. Senna A C. 10 saecos com
750 kilos de assucar refinado.
No cter Oliveira, carregou !
Para Mossor, J. Baptista 10 barricas com 600
kilos de assucar branco.
Dinhclro
KECEBIBO
Pelo vapor inglez Neva,> do sul, para :
Martins Finia 500*000
Ia SecgloSecretaria da Presidencia
de Pernambuco, 20 de Marco de 1889
Por esta secretaria se faz publico, a
quem interessar possa, que acha-se nesta
repartico, afim de serem entregues aos
interesados depois de pagos os devidos
direitos as cartas patentes do major aju-
dante de ordens secretario geral do com-
commando superior da guarda nacional da
marca de Bom Conselho, Candido Carlos
da Costa Vilella ; do major ajudante de
ordens secretario geral do comraando su-
perior da guarda nacional da comarca de
Aguas Bellas Jos Faustino Marinho Fal-
can e do capitao quartel-tnestre do com-
mando superior da guarda nacional da
mesma comarca Manoel Soares de Albu-
querque Preac.
O secretario interino,
Manoel Joaquim da Silveira.
Ht-iiriimeatoK publico
MEZ DE MARgo
Alfandega
Renda geral:
Do dia 1 a 21 506:745*917
dem de 22 4:1764579
Renda provincial :
Do dia 1 a 21 68:60o72">
dem de 22 6:471 *M8
546:9224496
75:076*973
Kemma total 621:999*469*
Segunda seccSo da Alfaadegu, 22 de Margo de
1889.
8thesonreiroFlerencio Domingues.
chefe da secgo Cicero B. de Mello.
Recehedorla
Do dia 1 a 21 53:475*032
dem de 22 3:052421o
Cern
36:527*242
Reccbcdoria provincial
De dia 1 a 21 15:462*638
dem de 22 550*671
Recife Dmlmnge
Do dia 1 a 21 34:029*915
dem de 22 1:167*704
16:013*309
35:197*619
Matadouro publico
Neste estabeleciraentofoiam abatidas para o
consumo de hoje 70 rezes pertencentes a diver-
sos marchantes.
Vapores n entrar
VEZ DE MAHC;0
Sul........... Adcance.......... 23
Europa....... Compinas......... 24
Norte......... Pernambuco....... 23
ful........... Bntania.......... 25
Europa....... VtUe de Stntos..... 2T
Sm*........... Maranha......... 27
Nerte......... Finan*? .......... 27
Movimento do porto
Navio entrado no dia 22
Havre e escala 20 dias, vapor francez
VUle de Macei, de 1.775 toneladas,
commandante Lenonnand, equipagent
41, carga varios gneros: a Augusto
Labille.
Sabidos no mesmo dia
New-York Vapor inglez Scholar, com-
mandante John Corbisley, em lastro.
PelotasPalhabote nacional Ida, capitto
A. Branco, carga varios gneros.
CearHiate nacional Adima do* Anjos,
mostr Ma nteiro, car-
ga varios g'

J
1
<



Diario de PernambucoSabbado 23 de Marco de 1889

clin turo
Frogramma da 14.a corrida
QUE 8E JEALZAR
Domingo ,24 de Marco
Xonae*
Idde<.
lHO*
Miiin-alidH-
Pe Cor da icolimrnU
ProprleiarioM
i ParcoEmm1o \l
* liiniwt *MI metros.Animaes da provincia que nao tenham ganho premios no Hippodromo.
200*000 ao 1", 3MO0O ao f c 10*000 ao 3o
Premios
8
9
10
11
12
13
14
15
US
Orange..
Borburema
Lucifer......
Soldado.
Patury......
Pierrot .....
Caipora (es-Oi-
sean) .......
Hippogrypho..
Thisbc........
Guajarara.....
Aracahy.......
Boa-Ida......
Campiaeiro ...
Vercingelorix .
Cerbero.......
Barnave......
anuos.
Chaladlo
Ki>dudo -
Castanlio
Rodado-pedrez.
Baio........
Russo.......
Bod. e castanho
Pedrez........
Baio.........
Russo........
Alazao........
Cast. escoro.
(jistanho......
Alazao ......
Castanho .....
Pcrnfunbuco.
55 kilo.
n
53
55
-)5
53
33
53
50 .
53 i
52 *
3o
53 -
55
30
53 .
Prelo, encarnado e ouro..
Branco, preto e encarnado.
Rosa....................
Verde e aniarello.........
Branco e preto...........
Encarnado e azul........
Grenat...................
Aniarello e encarnado.....
Verde e grenat...........
Encarnado e branco.......
Preto e encarnado.........
Violeta e our............
Encarnado e preto........
A. J. G. A.
A. Silva.
A. H.
Coudelaria Esercito.
T.C.
C. A.
Coudelaria Io de Janeiro.
C.O.
A. G. 9>.
M. A. M. P.
L. B. F.
Lucio Jos Monteiro.
H.
Rabello.
A. NT.
H. S.
2 Pareo Prd PemuabaraM850 metros.Animaes de menos de meio-sangne que nao seiam da provincia e
tenham ganho nesta distancia no Hippodromo Premios : 230*000 ao 1, 60*000 ao 2" e 23*000 ao 3o
nao
Alpha.....
Aymorc..
Ophir
I Galathea..
6 annos.-
5
3
7 -
Alaza..........
Castanho .
Tordilho negro.
Tordilha......
8. Paulo ....
Rio de Janeiro
S.Paulo.........
Rio Grande do Sul
33 kilos
55
59
55
Ouro e branco..-.....
Verde e ama relio. ...
Branco e bonet verde.
Azule ouro..........
DialmaMoreira.
A. M.
Coudelaria faipora.
Coudelaria Alhanra.
3o PareoDerfcy Club-1.400 metros.Animaes nacionaes at raeio-sangue.Premios: 330*000 ao Io, 80 ao 2o e 35*000 ao 3"
II Corcovado
Risette....
3:01ga.......
i'Ruy Blas .
1 annos.
5
4
Castanho ......
Zaina......
Caslan ha......
Alario........
Rio de Janeiro.
S.Paulo.......
51 kilos.
52 -
49
5i -
Encarnado e preto
Grenat e ouro.....
Ouro e branco..
Rosa c preto.....
Coudelaria Paysand.
Coudelaria Brazilcira.
M. N. Pontes.
Arthur Silva.
4* Pareo-lrperldde90 metros.Animaes da provincia que nao tenham ganho nesta ou ma
dos prados d'esta capital.-Premios : 200*000 ao Io, 50OU0 ao 2> e 20*000 ao 3
maior distancia em nenhun
10
1
1*
1
Pierrot......# 4 annos.
Mylord........ 6
Orioj.......... 4
Coac...... 6
Re de Ouros .4
Bonaparte.....
Caim.........
Barnave ......
Pigmeu........
Marat......... 5
Incitatus...... 3
Fanfar........ 5
Ginga........ 5
Macaro..... 6
Bolaxinha..... 5
Bretiand.....# 4
Baio.
Pedrez .......
Russo........
Castanho. ...
Rodado ......
Russo pedrez -
Castanho-----
Baio........
Rodado.......
Alazao.......
Rodado ......
Castanho.....
Rosilho.......
Busso......
Russo-pedrez.
Pernambuco.
53 kilos
55
53
55
53
55
53
53
55
58
55
55
55
55
55 -
53
Verde c amarello...
Azul e ouro......
Verde e amarello. ..
Preto e encarnado.
Branco e preto......
Branco e encarnado.
Encarnado e preto.
Amarello e azul
Encarnado.........
Encarnado e branco.
Branco e grenat ...
Branco e azul ..
Verde e branco-
".A.
Coudelaria Pombal.
N. A.
Bostock.
C.O. #
R. G. L.
A F. C.
N. S.
J. F.
Coudelaria Demcrata.
Coudelaria 1 de Junho.
R. C.
Coudelaria Garguello.
L.B.
M. G. M.
ti,
; p.nvo -Hippodromo do Campo tiraa>-1.800 metros. Animaes de qualquer paiz.
200* ao 2-, 80*000 ao 3
Premios : 800* ao Io,
1 Coupon........
Aspasia........
Vesper........
Apollo........
Olga.........
Hexe.....'.
5 annos...
I
4
3
4
4 >
Alazao.
Castanha.
Zaina..
Franca.....
Inglaterra...

Rio daPrata.
S- Paulo....
Rio da Prata.
64 kilos.
56
39 .
58
51
59
Encarnado e branco.
Azul e ouro........
Ouro e branco......
Ojalma Moreira.
Guimares & C.
Coudelaria Emulacto.
Estevao de S.
M. N. Pontes.
Hilario P. da Silva.
6" PareoCuuBuaewslu1300 metros.Animaes da provincia Premios : 250* ao 1", 60* ao 2 e 25* ao 3o
Good-morni ng.
Traviata......*
Arumary.....
Templar......
ero
6 Serid.
annos.
Rodado
Russo .
Alazao
Rodado
Castanho.
Pernambuco
54 kilos.
54
54
54
48 .
54
Encarnado e branco........
Azul e branco.............
Violeta e ouro.............
Encarnado e preto.........
Azul e branco.............
R. C.
F. 3.
F. Siqueira Bastos.
J. M.
H. G. L. G.
A. S. R.
" Pareovelucltatfe700 metrosEguas da provincia. Premios : 150* i", 35* 2* e 15* 3"
ifGoruja... ....
D. Juanita
3lFantina.......
Ida..........
Primavera
Stella......
Primaz ia------
annos.
Rodada ..
Castanha
Rodada ...
Pedrez. .
Zaina ..
Foveira...
Pernambuco..
53 kilos
55
5"
55
53 -
57
55
Branco.............
Rosa...............
Azul e branco.......
Azul e amarello....
Ouro c lirio.........
Encarnado e branco-
Rosa e preto........
M. J.
Coudelaria Recife.
M. P. A.
R. P.
Coudelaria Victoria.
R C.
J. A. A.
1 rircQ FunniT (2 turma)-800 metrosAnimaes da provincia que anda nao tenham ganho premios no Hippodromo
Premios: 200*000 ao 1", 50*000 ao 2. e 2O*000.ao 3.
Amarillis ( rx-
Man)......
Caim..........
Marat.........
Capricho.......
Gec............
8 Cyclone.......
" Cri-Cri........
Pnebo.........
Potos .......
Piremon......
Traviata......*
Rocambole..
ero.......
Azrael......
Royal.......
YassaNo ...
7
8
9,
s
11
12
13
14
M

annos.
Castanho.....
Russo pedrez.
Bodado.....
Bodado cardo
Bodado.......
Cardao ..
Castanho.
Russo.
Carito.
Rodado
Alazao..
Russo ..
Bodado.
Pernambuco.
55
55
55
55
55
53
50
35
55
55
55
53
50
53
53
55
kilos-
Grenat e branco
Preto e encarnado...
Amarello e azul.....
Encarnado e branco
Branco e rosa.....
Encarnado e branco-
Azul e branco.....
Ouro e encarnado...
Azul e branco.......
Branco e azul......
Encarnado e branco -
Grenat e ouro......
Encarnado........
Coudelaria C. de Venus.
. A. F. C.
. Coudelaria Demcrata.
. F. T.
. M. J.
S- B.
P. Q.O.P.
. Coudelaria 1." de Junho
.. A. C. S.
J. C. L.
.. F. S.
.. C. P.
H. G. L. G.
.. s. c.
. Saldanha.
L Coudelaria Unio.
(*) Mentado por amador.
OBSERVAOOES
Pcde-sc aos Srs. proprietarios o obsequio de terem seus animaes s 9 horas da manbl no ensilhamento..
ato como impreterivelmente ser cumplido o horario.
Os animaes inscriptos para o 1." pareo devem achar-se no ensilhamento as 9 horas da manta.
Os animaes inscriptos para os outros pareos devem achar-se no esilhamento 1 hora antes da determinada
ara o pareo em que tm de correr. .
Os jockeys que nao estiverem matriculados na secretaria do Hippodromo nSo pdenlo correr, cumpnndp-Ihos
apreaentar as respectivas cadotaaetas na occasi2o da pesaran.
Os forfaas 8or3o retehid^s na forma do artigo 62 do Cdigo de Cemdas.
HORARIO
Corridas ,
1. pareo........ U horas
2* ... 11 e 50 minutos
.' '.'.'.'..- 12 e40
4. a 1 e 30
5." 2 i e 20
6. ... 3 e 10
7. ........ 4
8. ........ 4 e 50 t
Recife, 21 de Marco de 1889. #
O secretario, Jos Eustaquio herrara Jacobina.
QUE SE REALIZAR
Segunda-feira 25 de Marco
Recebedoria Prov incial
Os abaixo assignados cobradores da-
Recebedoria Provincial previnem ao se-
nhores contribuintes que recebem at o
fim do crrente mez e coin a murta de
6 "i, decima e contribuijSes da Compa-
nhia Drainage e 10 t os irapostos de
3 "r.> 2 lo, 12 \ e 10 [ mito morta,
agurdente, alvarenga e classe, sendo que
d'esta data em diante, pagarao a multa
de 9 "[a os primeiros e a de 20 [0 os de-
mais impostes.
Recife, 15 de Marco de 1889.
. Joau Bernardo do Reg Vedemqa.
Frederico Gutmaraes.
\om<-.
r
I
I
Pello*
NRlura
| I i ti
Cor da vesti-
menta
ProprielHrloM
Io pareo t'uniolario -Primeira turma830 metrosAnimaes da provincia que anda nao tc-
nhamganho premio. Premios : 200 4 ao 1", 30i ao2 e20* a 3"
1. Africano
2 Voss ...
3|Jatob.
Cerbero
Guaracy ....
Fidalgo.....
Vassalo.....
Pedreira ...
Kric-Kric ...
Sneca .....
R.........
Titn......
Du vido.....
Campineiro .
Cacique.....
Preto.....
Castanho.
Alazn___
Russo
Rodado
Cardao ...
Russo pedrez
Russo. .
C. and.. .
Castanho
A, dou
Pernainb.
56
56
56
52.
56
H
36
54
52
56
36
57
56
56
3i
Azul e rosa........
Verde e amaiello...
Ouro.............
Violeta e ouro......
Azul e encarnado.
Branco e azul......
Encarnado........
Verde e amarello
Encarnado e branco.
Encarnado e branco
Branco e encarnado
Azul e branco
Amarello^Uiraiico..
Kncarna a bran.-o.
Brancoj
e branco
wllo tbr;
1 Hl
C.D.
C.L.
F. P.
A. N. T.
F. R.
Coud. Capibaribe.
Coudelana Un-Jo.
J D.
P. Q 0. P.
M. P.
J. L. S. Filho-
Coudelaria Mondego.
M H. N.
W.
F. L,
2* pareo-^C"a*emB*eo1
sido
ao2
inscriptos nao
e30 ao3.
1,450 metros Animaes nacionaes ate meio sangue que j tendo
tenham ganho premio leste anno. Premios : 300 ao Ja.*, 6f
Fgaro ------
Aymor ...
Mandarim-
Saltarelle
Alpha ------
Mimosa ...
Cometa
Chita
Castanho.
Rusilho .
Zaino
AlazJo...
R. G.doS.
R. de Jane
S. i aulo ..
Paran .
S. Paulo -
54
54
54
54
a
48
54
Azul listrado- ...
Verde e amarello.
Verde e amarello.
Azul e ouro......
Ouro e branco
Violeta e ouro
J. S. Bastos.
A. M.
A. M.
Coud.Internacional.
Djalma Moreira.
Coud. Parnamerim.
B. Alheiroa.
3." PareoBerfcy Club de Peraambato 1,000 metros. Animaes da provincia.
mios : 360* ao 1 605 ao 2. e 30 so 3.
Pre-
Florete ....
Almirante-
Arumary- -
Guaiarar
Roldo------
Pierrot.....
Castanho.
Alazao.
Baio
Pernanib-
60
56
56
54
36
34
Branco e encarnado
Encarnado e preto .
Violeta e ouro.....
Grenat............
Grenat eouro.......
Verde e amarello..-
r. D. M.
Coudelaria Paysand.
F. S. 4 Bastos.
M A. M P.
D. T.
A.C.
4. Pareo.Prado Pernanaurano-1,700 metros. *nimaes de qualquer paiz. Premios :
800 ao 1,, 200* ao 2. e 80* ao 3."
Coud. Internacional.
F. S. & Bastos.
E. C. de Albuquerque.
Coudelaria Emularan.
Coudelaria Cruzeiro.
Diana
Salvatus. -
Apollo ...
4 Vesper
Castiglioni.
3 i Alaza
b
4
4
5 Zaino.
Franca ... 48
52
R. da Prata 52
Inglaterra. 33
Franca ... 54
Azul e ouro.......
Azul e grenat.......
Branco e encarnado
Ouro e branco '
Azul, ene. e branco.
5 pareo-
Carril1,300 metrosAnimaes naciooaes at meio sangue Premios: 3504
ao Io. 75# ao 2o e 334 ao 3*
Corcovado
Moncorvo .
Douro. ...
Figaro
Ruy-Blas .
Recife
Mandarim.
Castanho-
Rodado -
Alazao .
Chita...
Alazao.-
Castanho
Rusilho..
R. de Jane.
S. Paulo
R. de Jane.
R.G.doSul
S. Paulo -
R. de Jane.
S.Paulo ..
52
52
57
54
34
56
54
Encarnado e preto-
Grenat e azul
Preto e grenat.....
Azul listrado....
Rosa e preto......
Verde e amarello .
Violeta e ouro
Coudelaria Paysancrt
C. Femandes.
F P
A. S. Rastos.
Arthur Silva.
S. P.
J, Bastos.
PRADO MINAS-NOVAS
Domingo e segnnda-felra 14 e
15 do correte.
As 12 hora do diz
I" PareoConsolacao, 650 metros, premio ao
i" 154000 ao 2" livra entrada.
2" PareoDitoso, 1.000 metros premio 234000
ao 1", ao 2o livra a entrada.
:i- ParcoProgresso, 800 metros, premio 204000
ao ao 2o livra a entrada.
4 PareoRaiz, 750 metros, premio 20*000 ao
1", ao 2o livra a entrada.
5o Pareo -Recife. 1.500 metros, grande premio,
ao 1 2005000, ao 2o 1004000
6" PareoKscada, 1.200 metros, premio 304000
ao Io ao 2o livra entrada.
7" PareoLeilo, 700 metros, premio ao 1" 154000
ao 2' livra a entrada.
A corrida do da 25 ser de conformidade cora
o programma de 24, ou o mesmo.
As inscripces, para o 3o pareo serao de 50*.
e nao correro menos de 6 caval los em cada pa-
reo, salvo accordo da gerencia coni os proprie-
tarios de cavados inscriptos.
As entradas para o prado serao pagas no por-
to ao respectivo porteiro, que nao attendera a
reclamadlo de ninguem, porque, para qual
reclamarao existe a gerencia.
Todo proprictario decavallo inscriptcrtpfa di
reito a urna entrada para sua pessoa, seu jockey, e
un criado, se tiver mais de um cavallo inscripto.
A importancia da entrada sera restituida pelo
gerente a todoaquelle que tiver direito a ella por
ter inscripto cavados, isto no caso de nSo ter rec-
bido do gerente no acto da inscripgao o compe-
tente cartao que da direito a entrada, c que de-
vora ser entregue no portao, afim de evitar du-
vida e contestaees.
As inseripges encerram-se no sabbado as 6
horas da tarde.
Urna entrada coin direito a archibancada para
ura cavalheiro 14000, para um dito trazendo
criado 14300.
Urna archibancada 300 res.
0 gerente
Ignaci C. P. Barretto.
London & Brasilian Bank
Limited
.
Riui do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as cai-
xas do mesmo banco em Portugal, sendo
em LisbOa, ra dos Capel!istas n. 75.
Porto, ra dos Pnglezes.
No
Companljia te &t$axo8
CQNTZ.A ?:::
NORTHERN
de Londres e Abordaen
Posigao financeira (Dezembro de 1885J
Capital subscripto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,348
Rrecita nnniiai : _v _.-,, .
De premios contra 4feo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 32,000

O AGENTE,
John H. BoxineU.
6." PareoMpMMi rerniufcucna 1,200 metros. Animaes da provincia. Premios :
3004 ao 1, 604 ao 2o e, 304 ao 3*
Timb
Arumary
Pirraga .
Roldao
Pedreira
Atheu.
Baio.....
Alazao. .
Castanho.
Baio.....
Pedrez...
Castanho.
Pernamb, 54
w 54
54
m 54
52
54
Azul listraile.......
Violeta e ouro ....
Encarnado e branco
Grenat e ouro.....
Verde e amarello
Xadrez.............
Landner.
S. Bastos.
F. L.
D. T.
J. D.
A. F. C.
7.o Pareo eclfc.
1,400 metros.Eguas at puro sangue.
e 304 a 3.
Premios : 3004 a !.', 1004 a 2.
Diana
Minerva..
Olga......
Gallia ...
Vanda ...
Africana.
Alazao.....
Douradilha -
Castanha..
Alaza......
na .. ..
r
Franca
S. Paulo ..
a
Inglaterra.
R. da Prata
n
.2
n
61
61
rAzul e ouro........
.Azul, branco e ene. .
Branco e encarnado
Ouro branco e facha
Verde e amarello
Rosa e preto.......
Coud. Internacional.
Coudelaria Cruzeiro.
M. M. P.
Coudelaria Emulaeo.
A. T.
Coudelaria Riachuello
8. Pareo CmolcAoSegunda turma830 metrosAnimaes da provincia que nao tenham
gnho. Premios: 2004 ao 1*, 504 ao 1 e204ao3"
Til........
Bolaxinha.
Incitatus....
Neptuno..
Cognac
Potosi.....
Gui.....
Bilontra -
Tupiniquim
Fanfar.....
Marat.....
Capricho-
Mercurio. ..
Phebo .....
Alazao...
Russo ...
Alazao...
Rodado..
Russo ...
Castanho.
Pedrez ..
Baio.....
Rodado .
Russo pedrez
Castanho
Pernamb .
56
56
56
56
56
56
56
54
54
36
56
66
56
56
Branco e azul......
Encarnado.........
Encarnado e ouro...
Encarnado e preto..
Ouro e encarnado.. -
Ouro ............
Encarnado listrado.
Grenat e azul .....
Encarnado e branco.
Amarello e azul
Encarnado.........
Azul e branco.
J L.
M. G. M.
i :oud 1 de Junho.
Coudelaria Mondego.
Bostock.
A. C L.
C. A.
P. H.
Coud. 7 de Setembro
R. C
Coud. Demcrata.
F. F. .
L. P. F.
oudelaria 1 de Junbo
(*) Montado por amador.
OBSERVACES
Os animaes inscriptos para o primeiro pareo devem achar-se no ensilhamento
as 9 horas da manhS. .
Os animaes inscriptos para o outros pareos devem achar-se no ensilhamento
urna hora antes da determinada para o pareo em que tiverem de correr.
Os forfait serSo recebidos at sabbado, 23 do crrente, s 4 horas1 da tarde.
O animal inscripto em mais de um pareo que deixar de correr no pnmeiro,
nlo correr no segundo.
Qualquer reclamoslo sobre corridas dever ser apresentada por escripto
directora.
HORARIO
Encerrameoto da venda do poules
1." pareo.11".
2.
3.*
4."
5.
6.
7.
8.o
11.50
12.50.
1.50
2.30.
3.20.
4. .
4.50.
Corridas
11".10'
12.
1.
2
2.40
3.30
4.10
5.
Recife, 19 de Mar jo de 1889.
, O SECRETARIO, ^
Francisco de Sonsa Reisr
Miro costra fogo
Roya] Insurance Company
de Liverpool
CAPITAL. 9.000:000
AGENTE8
R.DE DRUSINA&C.
13Ra Mrquez de Olinda13
Compauliia de Segaros
AGENTE
Miguel Jos Aires
IV. 9Riim do Ion J'iii-'\. V
SEGUROS MARTIMOS E TERRESTRES
Nestes ltimos seguros a nica companhia
nesta prora que concede aos Srs. segurados tsemp-
cSo de pagamento de premio em cada stimo
anno, o que equivale ao descont annual de cer-
ca de 15 por cento em favor dos segurados.
Companhia

Imperial
Seguros contra Fogo
EST: 1803
Edificio e mercaderas
Taras balaras
Prompto pagamento de prejuizo*.
CAPITAL
R. 1 .000:0004000
ASESTE
HKOW >* d C.
N. 5RA DO COMMERCION. 5 .
'
SEGUROS
CONTRA FOGO
The Liverpool k London & Glok
insura^ce cniPAirrt.
SLA2S8UV. 022AH & C*
Ra do Commercio n. 3
SEGUROS-;
lRITyNN CO.VfRA FOGt
Companhia Phenlx Fer4|
nambitcana
RA DO COMMERCIO N. 38
INDEM1YISADOR
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESlRfll
Eatabelecldaem 185.-
CAPITAL l,00O:0(X
, SLNISTROS PAGOS
. Al 31 de Dezebrod|
Martimos.. 1,1 ig
ferrestrea.
44Ra do
%


I


I
I
I
i
I

I

6
Diario de PernambucoSafibado 23 de Marco de 1889
VJIJLLLii nnimiii mi r.....ljhiiii iiiii ........ jiji ni
HIPPODROMO
DO
CAMPO GRANOS
Para a 15.a corrida que dever ter lugar no
dia 31 de Marco de 1889
i..0 pareoANIMACAO900 metros. Animaes da provincia que anda nao tenham
fanho premios n'ste Hippodromo, nesta ou mior distancia, premios :
50)5000 ao prjmeiro, 60)5000 ao segundo e '28)^060'' no terceiro.
t.* |wreo PROVINCIA DE PERNAMBUCO 900 metros. Animaes de menos
de meio sangue que nao sejam da provincia, premios : 300)5000 ao pri-
meiro, 755000 ao segundo e 305000 ao terceiro.
. pareoCOPEfSAqAOGRANDE PREMIO-tASO metros. AnimaeVda
provincia que anda nao tenham ganho premios n'esta ou maior distan-
cia, premios r 400)5000 ao prfmeiro, 100500TTao ^egundo e 405000 ao
terceiro.
4." pareoHIPPODROMO DO CAMPO GRANDE1.609 rastros. Animaes de
qualquer piz. premios : 600)5000 ao primeiro, 505000 ao segundo
60)5000 ao terceiro e '40)5000 ao quarto.
ft. pareoDERBT CLUB1.609 metros. Animaes naciona* at meio sangue
que nao tenham ganho nesta distancia no HippoJromw Premios : 3505003
ao primeiro, 805000 ao segundo, e 355000 ao terceiro.
pareo PROGRESSO 1.200 metros. Eguas'at paro sangue. premios:
3505000 primeira, 805000 segunda e 355000 atofceira.
1 .* pareo EXPERD3NCIA 1.100 metros. Animaes da1 provincia, premios :
2505000 ao prmeiro, 605000 ao segundo e 255000 a* terceiro.
Obsrvaqoes
Nao se realisarao os 3., 4. e 6." pareos sem que se iriscrevam seisjfcnaes-
A inscripcito encerrar-se-ha no dia 26 do corrente s 6 horas da tardHSecre-
taria do Hippodromo.
O cdigo de corridas prescreve o modo da inscripyao.
O eeretarlo,
Ferrira Jacobina.
tes airtMtefzil
M. S. S. C. J.
Ovapor Adv&nce
B" esperado do#*pbrtof no
sul at odia 25 fle Mffrco
o qual depois da demo-
ra necessana seguir
para o
naranho. Par*,' Croados, 9.
Thomaz e Xew-1ork
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete : trata-se com os AGENTES.
O vapor Finance
E' esperado dos portas do
norte at o dia 27 de Mar-
go o qual depois da de-
mora necessana seguir
W para a
Baha, I* de *anelr e Santos
Para carga? passagens, eacommendaa e di-
nheiroa frete : trata-se com os
AGENTES
Hertry Forster & C.
8Ra do Commercio8
1* andar
SANTA CASA
A % M P % l % % 1.1 V \ K
Kua da Moeda n. 49, ahhazem 240*000
dem do Vigario Tenorio n. 27, leja 240*000
dem idem n. 22, 3. andar <80i000
dem dem n. 2o: i." andar 360*000
dem do Bispo Sardinha n. 3, I. e 2.
andares e soto 400*000
dem do Mrquez de Olinda, sobrado .
n. 44 2:131*000'
dem do Bom Jess n. 29, I." andar 240*000
dem de Domingis Jos Martina n. M,, k.,,. ,
lojaYf andar 4t^*OfJ
Idera de Thom de Soaa n. 14, f anear 200*000
dem do Baro da Victoria n. 41, ar-
mazem 1:9000)00
dem IinperiM n.,151, casa terrea 3601000
Travesea de V Pedro h. T, casa terrea 560*000
S. Lourencar*ia Matta SO*JbO
Devoeio do VoMsa fcennnra da
Conceieo erela no1 convento
de N*nfA intonJo do Reeife.
De ortfm WytrMdfiO'ffical convido a todos
os canssimos irrharjB'acdnjpareccreni em nosso
consistorio pelas 10 horas da manh do dia 24
do corrente aflm tf'm'irieta geral plceder-se
a eieico para os memoras da mesa regedora.
Consistorio da Devoc&o de Nossa Senhora da
Conceieo erecta no'Gowrent de Santo" Antonio
doHenfe. erJfc^JPrfH&'de 1S89
'm}rf&kt6kAbO$ Sanios Feiho.
^ CT-jni2 esmvao
BANCO ZHISSlTACrOITAL
&
____-2___s_u__mu_____
uta Casa de Misericordia
do Reflfe
A lllma. junta administrativa desta Santa Ca-
sa contracta com quem melhores vantagena of-
forecer fornecimento dos gneros abaixo de-
clarados para o consumo dos estabelecimentos
i seu cargo, durante o trimestre de Abril a Ju-
nbo do corrente anno :
Aletna, kilo.
Arroz, idem.
Agurdente, litro. ,
Azeite'doce Idem.
Araruta, kilo.
Baealho. idem.
Banha de porco, idem. f
Batatas, idem.
Caf em grao, idem.
Carne secca, idem.
Cebla, cento.
Cha. kilo.
Farinlia de mandioca da provincia, litro.
Feijo, idem,
Fumo do Rio, kilo.
Gaz, Jata.
Dito nfexplosivel.laem.
Manteiga franceza, kilo.
Milho. idem. t
Pao e Wft'cha; idto.
Wem idem para o coegio das orphs em Olin-
da, idem.
Papel Fime, resma.
Potass, kilo.
Rap, idem.
SaLio.idem.
Sal. litro.
Tapioca, kilo.
Touc.:rhcf;1dem.
Velas de carnauba, idem.
Ditas stearinas, idem.
As propostas devero ser apresentadas na sa-
la de suas sesses. epi cart* fechadas, devida- -------------
mente sj$|3, at as 3 horas datartf do da' -haras......
DO
Capital
JBjFv*A.ZXXj
*4.4MM):000
Id<-ni reaHsado 11 A cartr"RRl,des rtra do Commercio n.. 40. aacca, vista ou
a prJazd, cOriW ih1 segMtms 'coWesponden-
tes no estrangeiro.
1.<>NIw*'..(Baoeo loteronrional
< A Brasil,
( loadon Office.
( l.adoa A C ouDly
( BanWn* Cmpany L."1
PARS......(BaWVtfeSieP.irHt:deM
(
Roya I Mail Steam Packet
Companhia
O Vapor Tamar
Espera-se da Europa at o dia 29 de
Marco, seguindo depois da demo-
ra do costnme para
ahla. Rio de Janeiro.
tos, Monte* ideo e Buenos-
Ayrea.
Para passagens, fretes e encommendas trata-
se com os AbENTES.
O paquete Trent
Commandante W. Chopmam
E' esperado dosul no dia 31 de
Margo e seguindo depois da demora
necessaria para
Macelo, Baha,
Sai '
Lisboa. vigo. Nonthampi'oo e
Antuerpia
Reduecao d'pat&abens
Ida Id'e ttta
A' Lisboa I classe 20 30
A' Southampton 1* classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Emqahto ritroTr a quarntena mOOSta na
Repblica Argentina, aos vapores- e" navDS pro-
cetas do Brasil, os vapores desta companuia nao
aceiWrSo passgiros nem carga para BUen'oS'
Ayres.
Para passagens, fretes, encommendas, trata-se
com os .__,,
AGENTES
ALmorim Irmos & C.
N. 3Rd do- BrJm*-JbsuN.v 3
Hamburgo..']
Berlim.......
Bremen.....
Frankfurt
sur Main...
Antuerpia..
Roma........%\
Genova......i
aples.....I
MHIoemais)
340 cida-k
desde Ita-]
lia.........../
Madrid......\
Barcelona ..
Cdiz........
Malaga......
Tarragona .
Valen cia e
outras ci-
dades da
lies pa nha
e lhas Ca-
Pays-Bas
Deutsche Bank.
Bttnk! d'Anvers.
Banca Geufle e suaa
agencias.
26 do corrente, declarando os proponentes su-
jeitarem-se a multa de '! "i, sobre o valor total
do fornecimento se no prazO de tres das nao
comporecerem, a esta sacretaria p ara assignar
os rerJeflTds contractos.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Reeife, 19 de Marco de 1889.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Sottza.
THEATRO
Segnnd^feira. 2b de Mar^o
feENEPIClO DA ACTRIZ
HMNA B A1ID4
KbpectaSk em grande gala para soleumi-
sar o juramenento da CohstituicSo
HIMNO MCOML
^ra repre3eDta$3o do drama de grande
ulo. em actos e 7 quadrc~, do escri-
es de Avellar
vmm*m
Bofg
Raneo Hypotecari de
Espaa e suas agen-
tas.
Lisboa......
Porto c inais
cidades de
Tortuga) e
ilhas.......
Buenos Ay-
res .........
Mon tevido
NovaYork.
Banco de Portugal
AnaN agencias.
' The
-
Loudon & River
Plata, L .nited.
G. Anwink & C.
Compra saques sobre qualofufef praca do
imperio e do estrangeiro.
Recebe dinheiro ira sonta corrente de
movimento oom'juiyw na riza de 2 */o ao
anno e por letras .i prtao juros conven-
cionados.
O gerente,--HKioiri M. Wesfber.
AR1TII0S
Companhia Brasileira de
Navegaqao Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Pernambuco
Cbmrnarfftinfe' AHloib Ttttoefisftbd
Almeida
E' esperado dos portas do norte at
o dia 25 de Marc e depois da de-
mora indispensavel seguir para os
portas do sul.
Becebe tamBem carga para Santos; Sarita Ca-
thrina, Pelotas, Porto Alegre e Bio Grande* do
Sul, frete mdico ........... J
As encommendas so serao receidas na agen -
ia at 1 hora da tarde do dia da sabida.
Para carga; passagens, encommendas e valo-
re! trata-se Com Os AGITES.
PORTOS DO NORTE
O vapor Maranho
Commandante o eapitSo de fragata Pedro
fiyppolyto Duarte ^mt
K"esprdo dos portas do sul at o
dia 27 de Marco e seguindo depois
fla demora indispensavel para os
portas de norte at Manos.
As encommendas sSo recebldas na ageacia
at 1 hora da tarde do dia da sabida.
Para carga, encommendas,' passagens e valo1-
res trata-se com os
AGENTES
Pe reir Carneir S, C.
6=Rua do Comm&rcio=*6
1 andar
fcCAWA
DE
O
\avega<9o eostelra por Vapor
Rio de Janeiro
v^pbrJfcetthype
Commandante Esteves
Segu no dia 23 do corrente s
5 horas da tarde. Recebe car-
a at o dia 22.
U ir as
Encommendas, passagens e dinbeiro frita,
at s 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCR1PTORIO
Ao Caes da Companhia PMtimbucana
n. 12
CHARGEURS REUNS
Pranrria
-?por
o Havre, Lisboa,
Rio de Janeiro e
Companbla
DE
NavegaeSo
jinha quinzenal entre
Pernambuco, Baha,
Santos.
O vapor
Ville de Santos
Commandante Tauquery v
E'esperado da Europa at o dia 27
de Marco, seguindo depois da in-
dispensavel demora para a
Baha, Rio de Janeiro e Santos
Roga-seaos Srs. importadores de- carga peles
vapores destn linha, queiram apresentar dentro
de 6 dias a contar do da descarga das al varengas
qualquer reclamado concernente a voluntes que
porventura i iruido para os portas do
sul alim de ? dar a tempo as prrM"-'
deacias necessarias.
Expirado o referldb-prftzowompanhia nao**
responsabilisa por extravos.
Para carga, passagens, encommendas
nheiro a frete : trata-se com o
AGENTE
e di-
uguste Labille
9- RA DO COMJffiRGIO-9
(OniMMIM lrit\HHI t \M\
DE
Maregaco eostelra por' vapor
^PORTOS DO NORTE
Pki-ahyba, Natal, Maco, Mostoso, Araca-
ty e Cear
O vapor Una
Commandante Seraphim da Silva
Segu no dia 26 do corrente s 5
horas da tarde. Recebe carga al o
Idia 25.
Encommendas, passagens e dinheiros frete,
ate as 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCIPTORIO
lio Caes da Companhia Pemambucana
n. 12
mmm
mmm
Companhie de Messgeris
Maritimes >-.<
LINffA MENSAL
O paquete'Nrthe
Commandante Jezegabl
E' esperado dos" portas do
sul no da: 2;de Abril,
seguinde depoB da demo-
ra docosime 'para Bor-
deaux, tocando em
Dakar e LlsHpa
Lembra-se aos Srs. passagejros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta
agebeia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatiniento de 15 O|0 em favor das fa-
tim1as*ia>fft{>fwttrsay>4 pessoas ao'raenos- e que
pagarcm 4 passagens inteiras.
Por excepeo, os criados de familias que to-
marem bilhetes de proa, gozam tambem deste
batimento. 4 .
O vales prt=fap sb se do at o dia 30 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete : tra*asecom o ASENTO.
O paquete Orenoqe
Commandante Mortemard
De 1 mobilia de amarello com 12 cadeiras de
uarnico, 2 ditas de bracos, 1 sof e 2 censlos,
piano forte, 1 cadeira para dito;6 quadros, 4
tgers. 6 jarros, 2 bolas, 2 candieiros para gaz,
-1 cama franceza de amarello, 1 gnarda-roupa, i
bidet, i banca com 2 gavetas, 1 marquezo lar-
go. 1 dito estreito, 1 cama para menino,' i mesa
redonda, i banquinhas, 1 mobilia depO'carga,
com' 12 cadeiras de guarnigo, 2 ditas de braco.
1 sof e 2 consolos, i mesa elstica com 3 ta-
boas. i aparadores. 6 cadeiras de guarojo, 1
fiteiro, 3 mesas para cozinha, 1 fogao americano,
1 banheire, loucas, copos, clices, garrafas, ta-
fher^s, colheres e muitos outros objectos de casa
'de familia.
Terca-feira, 26 do corrente
A'$ 11 horas
No 2 andar do sobrado da ra do Bom
Jess n. 8. antiga da Cruz
0 agente Gusmo, autorisado por ama familia
Sl retirou-se. far leilo dos objeetos cima
enionados. .. ._,____
Pacific Ste ii Navigatioa -.
Con panv
STRAITS OF M ^GELLAN LINE
O paquee Britania
V
ov
odios d revoluto de1H09
- amt-
A. Mo
M8E ES SCEN1-: 1
A[ F(> P,4RFS
lllsboa. Bordeaux e
Para carga, pa
ineiro a. frete : trata com
AGf-TOS

Caxang e bonds
Md at o dia
id lo i- n e seguir,
a dQCostu-
>ol por
Plymonth
idas e di-
Wilson, Sons i L Limiled
14RA DO MMERCipU
Rio Gra
e
Para os portos acta.
bra.-ileiro
ai os com:-
Pfho.
Iotas
hrevldade o
trata-
Ixiyo &
E'esperado da Europa do
dia 4 Abril de e segui-
r depois da demora ne-
eesnria para
Baha. Rio de Janeiro, Buenos-Ayres e
Montevideo
Lembra-se aos Srs. passagoiros de todas as
classes que ha higarc reservados para esta
agencia, que podem tornar eih qatqner lempo.
Previne-se aos Srs. recebedores de mercado-
riasqueso seattender a n.-clainagOes por fal-
tas, iros ijjurn*?, que forem reconhecidas na
occasio dadesoarpa. assini cono devero den-
tro de 4*1 leras a contardo dia da descarga das
alvarenya>. HketeGp qualquer reclamaco con-
cernente? ;i volumes que porvennjra tenham se-
guido' |iara os .ortos do sul. :ilim ile poder-se
dar a lempo as providencias m-cessarias.
Ente pM elertricn.
Para carca ;,. oncorninendas
nheiro ? frete ".rata-se rom o
# AGENTE
Auffrte Labille
9 Ra do Commercio
lux
di-
LEILOES________
Leilo
Sabbado, 23 dOcOrrente
A's 11 horas
No 1' andar da ra de S. Bom Jess das
Creoulas n. 41
De urna mobilia de amarello,! cama de casal.
1 marquezo, 1 guarda louca, 1 mesa elstica,
cadeiras de junco e de amarelto, 1 mesa, 1 dita
arajozo, 2 lavatorios,.! quartinheira, 1 toilet,
tespellio, 1 relogio, 1 caua de msica, 4 eta-
gers, 1 tapete, jarros candieiros, louca, vidros
"outros artigos miudos.
0 agente Modesto Baptista autorisado pelo Sr.
Jos da Cruz do Patrocinio, far lel&o do que
cima se declara.
Leilo
De um sitio na ra do Costa no Arraial, junto
a e9taco da Mangabeira de Cima, terreno pro-
prio com 106 palmos de frente e 317 de fundo
com excellente agua e arborisado, tendo casa de
taipa bem construida e conservada, com 3 quar-
tos, 2 salas, gabinete, cosinha, quarto' para
criados, 2 estribaras, sendo urna de taipa para
2 animaes e outra de tijollo pana 3 animaes e 1
quarto tambem de tijollo com oaheiro.
Sabbado *8 do corrate
A's 11 horas
Na ra do Imperndor aritoaem n. 16
O agente Martins, autorisado pelo Sr.'Aagusto
Pimental far leilo do sitio cima, o qual se
cha muito bem localisado. *
-l'iBeiww
boa conducta
ineiro andar.
-*f
p^Wlw uMiuhuii j de
nu ra da Imperatriz n. 36, pri-
i Prefca-se de pm criado ; no becco d6
Ferreirosl. 6.
- OffiSjce-se urna sennor par asa de ha-
mem sotteiro ouviuvo, tendo babilitarjio de casa
de familia, yeferindo pessoa de fra da cida-
de ; na ra fla Roda n. 16, acitara
tratar.
com quem
Entre amigos, acorrer com -a-ultima lote-
ra do Para, do mez torrente; dr um cayallo cas-
tanho amarello, qne poderia ser visto na estago
da lina, tica sem effeito, podendo as pessoas
receber as importancias da mo de quem lnes
paesotr bilhetes. lina. M de Mateo de 1889.
Aa commercio
Joo Carlos Pereira da silva, lendo r>o Diario
de Pernambuco, um edital do juizo dos Peitos
daFazenda, no qm.1 declara ir praca hoje i-
de Marco, urna armaco composta de tres ritei-
ros.-bafcao e um relogio de parede. pertencen-
tes a si, por falta de pasamento de imposto,
declara que nada deve a Pazenda, que tal ar-
maco nio ihe pertence. e sim a Francisco Lo-
pes de Albuquerque.
Reeife, 22 de Marco de ^889.
Joo Carlos Pereira e Silva.
Conselho
Quando alguma affeccao pulmorar amea-
car a vossa existencia, experimentae o
Peitoral de Cambar, que ficareis livre de
tal ameaea.
Or agentes,
Francisco W. da Sllta fc C.
Curso primario e pre-
paratorio
Establecido urna do Cotovello
oufnero Vi
^'Alenino interno 3000O inensaes
Meio pensionistas 15*000
Msica 41000
Piano 4J0OO
- PllTOHaslettras IWO
Por cada um preparatorio 3*000
LeceioBa'-ome*as -^airtictilares a ambos os
sexos, que? na cidade, quer fra della.
Pagamentos adiantados.
Ra do Cotovello numero 34
Julio Spares de Azevedo.
1 .millMi mrtiil r--mi -ni- ni n -----1__
20^000
Aluga-e a casa n. Id^C i ra do RiaShuello.
antiga do Destino, na BoaVista : a de n. 14, em
S. Jos, ra da Via-ferrea. por 12 a de a. 16.
por i.'j-i, com 2 salas, 2 quartos. cosinha. 1 so-
to e cacimba ; as chaves esto junto para ver.
e tratarse na ra da Guia n. 62.
Bom negocio
Qn?m ti ver uma ty jographia pequea e em
boas condices e quiaer arrendar, dinja-serua
das Flores n. 5, onde encontrar eom quem
tratar.
Molestias do peito
O Peitoral de Cambar de S. Soares,
reO*di efficaz; para todas as molestias do
pdito. Vende-se era casa dos agentes
Francisco Mano! da Silva & C, *ua
Mrquez de Olinda.
Bronchites
O remedio nfallivel para as bronchites
o maravilhoeo Peitoral de Cambar, de
S- Soares, que se vende em casa de Fran-
cisco Manoel da Silva & C, ra Mr-
quez de Olinda n. 23.
A TC^RADOR
Lima Coittinho & C,
43RA DUQUE DE CAXIAS43
Defronte da Pracinha da In-
dependencia
Este novo estabelecimento intitulado
AO TORRADOR vende sem competen-
cia, como as Exmas. familias poderao
haljfssr pelo seus precos.
' Lanzinhas de qnadros a 60 rs. o covado.
Ditas de ditos a 200, 240 e 280 rs.
Merino de quadros, bonitos padrSes a
30 rs.
Ditos lisos enfebtado a 480 rs.
Baptista e nanz"ach finos a 140 240ts.
Mariposa branca e de cores a 240 rs.
Chitas finas cores fixas a 200 a 240 rs.
Dita forlaidine a 240 rs.
Cambraia branca bordada a 43500 e
4800 a peca.
O tempo proprio
Nao se-esquecam do novo'sortimento de guar-
nicOe? prt-tas, palmis e pingentes de \idnlhos,
grande variedade em bicos de todas as larguras,
rendas, crep inglez e ritas pretas, vendem por
Breos reduzidos-Pedro flntunes & C, 63 a ra
uque de Caxias. Nova Esperanca.
Para oDrby
Carlos Sinden recebeu grande sortiraen
to de gravatas e camisas de cores proprias
para os amadores do Prado e est venden
do por precos sem competencia.
Recwu tambem collarinhos e punho
de borracha de formatos novos.
48roa barXo da victoria48
Para a qwaresma
ALTA NOVIDADE em sarahs failles, setim
merveilleux. ottomanes e sedas pretas de Lyon.
rendas e bicos, escomido sortimento em palmas,
guarnices o peflermes de vidrilho preto na
ra Rarao da Victoria n. 15. sobrado.
*leller ntadame Fanuy %il\i\
MODISTA E COSTUREIRA
Telephone n. 93
*
t
Leilo
?gente Brito
Leilo
De predios
Uiha casa terrea n. 16, no becco de Jop1 Fran-
cisco, na Ba-Vista.nova e inodern:i,om 1 porta e 1
janela de frente, 2 salas, 2 quartos, cosinha fra,
quintal reguli^-*w niensae8.
Uma casa terrea com soto, n. 18 ra Velha
de Santa Rita, com muitos commodos, tambem
moderna.
Estes predios entregam-se pela maior offerta
que se obtiver.
Terca-feira de Marco
48Ra do Rangel-n. 48
A's 11 horas
----------
_ AVISOS DIVERSOS
Aluga-se o sobrado praca do Conde d'u
n. 26 e o da ra Barao de S. Borja o. 26. ambo
com'grandes commodos para numerosa familia,
a tratar na ra de Santo Amaro n. 8.
Aluga-se o soldado n. 46 a ra da Roda
coro'bons commodos e muo fresco, todo pinta-
do de BOTO e forrado a papel as salas : a tratar
na ra do Cabuga n. 16, loja.
Canitirta Gomri de Ollveira
' Basi
Domingos Teixeira Basto, seus lilhos, genros.
norts e netos-gradccem profuHdamenteaf toda?
as pessoas que assisiirarn as missas do stimo
dia do fallccimento de sua mui idolatrada espo-
sa, mSi: sogra e v, e conv4dams de novo aos
seus parertfW e pessoas amigas nra,oompare-
cerem aa iyreja da Soledade,' s 8 horas da ma-
nh do dia 26 do corrente, afim de ouvirem as
misSas que mandam celebrar pelo trigesnao dia
de seu pasamento. Confessam-se ewrnamente
M reconhecidos.
gratosxMjecpc

Han*<-I do Kantw* Fal<<>
Candida Maria Mendes Falcao manda rezar na
lgrajft de N. -8. da Penha, s 1/2 horas da ma-.
nM do dia 27 do corrente, uma missa por alma
de seu sempi e lembrado marido Manoel dos
Santos Falco ; e de1 novo convida aos parentes
e amigos do tinado para assistirem a este acto
de carWade-e religiao. proprio das almas bem-
fazejas, pelo que summamente agradece.
Dita Victoria, fina, a 2,5800 e 3S500 a
pe5a.
Seda de Japao, lindissimos padrSes a
206 rs. o covado.
Dita da Persia, lindos padrees, a 180
rs. o covado.
'Sargelins de todos as cores a 160, 20q
e 240 n.
Setinetas 6as. largas, a 360 e 400 rs.
Merinos pretos finos a 800, 1 $000,10200
e l500.
Colchas para cama a 15800, 25000 e
-tfcOOO. i
Cortes de casemira de cor a 2o00 e
35000.
Casemira'preta, duas larguras, a 15800
25 e 25200.
Madapol3o superior com 20 varas a 4d,
55000 e 6*500 a peca.
Dito americano, superior, a 7*200 -.
pe^a.
Bramante de algodao para lences a
700 e lfJOOO o metro.
Dito de linho superior, cora 10 palmos
de lagura a 1)5600, o metro.
Guardanapos de linho e algodSo a 25 a
duzia.
Toalha felpudas a 35 e 45500 a duzia.
Atoalhados para mesa, lindissimos pa-
drSes, a 15200 e 15800 o metro.
Dito trancado, alvo, a 15000 o metro.
Len50s brancos com barra de cr'ia 4^62tX
a duzia.
Ditos superiores, de linho e algodao. a
25200 a duzia.
Enxovaespara baptisados, completos, poi
todos os pre50s.
Entremeios e babados bordados por todo
pre90.
Bicos de todas as cores para enfeite de
vestidos.
Baleias cobertas e descobertas.
Areoe eobertos pai-a anquir.ha.
Camisas brancas para homens e meni-
nos.
Ditas de meia para homens e senliora .->
Manda-se fazer roupa1 por medida e da-
se amostras de todas as fazendas.
Lima Coutinho & C.
OOENCSdoESTOMAGO
DIOISTOII DIFFIOCIS
Dyspepsias, Gastralgias, Anemia.
Perda de Appetit; Vmitos, Dimvbea,
Debilidad das Crianzas
CUR\ SBOUkA APIi l'KLO
4 '

I
I
ELIXIR GRZ
'?ONICO*DIQE8TIVO
t*m Qtrina, foca i Prp*tna
Adoptado em todos os Hotfpitafes
MEDALHAS HAS EXPOSigOES
[PARIS,r.Ulrjtr,34,eaioauasPharaiciu.
\

!AO PERCAES TEMPO !
TOMA I O PEITORAL DE CAMBAR
que o ualeo remedio etfleaz
para mu molestias do larydge. hrovehio*> e pnlmea t
Co'nl o usd deste poderoso medicamento debellam-se as to3ses as mais impert
nenies e rebeldes e tambem desapparecem as oppress3es, dores do peito e alteraeSea
da voz; cessam as expeOtora95es sanguinolentas e-os e6carros do sangue ;m pooco
tempo'^senvolve-se o appetite, as foryas perdiJas^'eappareoem, e em ama palavra,
os enfeiios sentem uma mudanca muitcrnotavel e" por assim diaer, reanimam-se e
eseapam de uma niorte certa.
Exaininoi que-a marca da fabrica e a firma do autor J. Alvares de Si Soares
s~ac' rtulos que eirclrn a rolha" grgaro"""tte"Cada frasco, COfflo" gsrrantia.
contra aa umitas falsifica9oes e imitafoes que por toda a parte apparecem.
Agentes n esta pro vinel a
flftANCISCO ttANOKL DA SILVA & C.
Ra Mrquez de Olinda n. 23
Proos: 2*500 o frasco, 13500Ta4*tdSBa -r-M|000 a duzia-
t I
Aluga se casas a 8#000 ao becco d
iiosj junU' de S. Goocallo, a traur o#rn;i elu
mperstrii n. 56.
"""_" Aluga-se a casa n. 1 ra Lemhranca do
Goiin's, i'in S:mto Amaro ; a tratar nu ra da
32, S- anrtai.
le ama cosinh^ira e de uma po-
peira : a tratar na ra da Soledade n. 82.
fiador de sua condor-tr. fWKm'-APImjr
triz n. 1, primeiro aadar.
ROBERTO WE8* *^^^r'.\oE\HEm e construttor
Francfort s/meno IJr (4ai>HMDBe fom
Estabelecimento especial por fornecimento de caminhos de
;ico Irn-porta veis, e 6xos montados completos para posico e manpijo i
asbm como
CADErRINHA COM RODAS, YAGNETES, DE
TAIPAE.S LOCOMOTIVAS, GRAS, ETC.
Par; uo : agrigola, plahlnfies-, ..rmazens,
industrias, sel.
LlOlH I
W* .W ^w WW Mr
IL
4
c
1



Jfli
l\J
de PernambucoSabftdo 23 de Margo de 1889
Para as CRIANZAS
Depesitos ea Ute as prlcdiMi FUrtudM.
rttfMI':m-|^f^^^ '"
Cura:: jos CIGARROS ES IC
GB\rfn*CeH Tor.se Defiuuttto .kevrttlgmc
LICKSCUJMJS PKL>. ..%.-'.. TOBI4 DI MVBlfcNfc DO IMPCIU'' MI B&ftUfc
ASplra-se i turnara que penetra no pcflo, acalma o systeraa nervoso,
facilita a expectorado e favorlsa as funocecidosorgAos rssplratorlM.
Mo4o.,-J. E8PIC,' CO, ra St-Lazar, om Parta. Mxija-u ta atug
" rVawsuie raAMc H. a silva *-Cs dm m^oi .mi n.j<
ggkIS SORES e0fc
^PslPastadentiricica *4tef
DO ^* M
mswmwmwm
=.- rA T"-r^ A /OTA: de SOtJ'LAO rGironde)
IKS3T ?IAOOELO?;S,"Pr4r
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i.or-cuMit
Birj-5a,f
Uf'>E<@^llin',1,DEAUX
O.O :
.nj-w on oc'aj !S tos Ptrfumerits, ti irmaci-is D.-ut'anas
n SON SC.
A O N. 20
( J'tTlf Til L* L OVRE
Gazes de cores a 500 rs. o covado.
Fustao branco a 360 o rs. o covado.
Brins de cores a 289 rs. o covado.
Baleias pretas a 260 a rs. a duna.
Colchas de edres a 20 e 35000 urna.
Cumbraias bordadas a-44000 a-peca.
Luvas de seda a 2<5 e 2*500 o par.
Lencos brancos a 10200 e 1)5800 a dozia.
Cretones de Alsace a 360 re. o covado.
Atoalhado bordado a 1^200 o metro.
Brim pardo a 280 rs. o covado.
Linhos de quadros a 280 rs. covado.
Bramante trancado a 800 rs. o metro.
Espartilheseouraca a 50090 um.
Chales adam aseados a 2)5500 um.
Cortinados bordados a 6)5000 o par.
Marin do cores, a 500 fb. o covado.*
Cerpulas de bramante a 144 a dama.
Madapolao americano a 6000 a-peca.
Chachemiras lisas e listra de combinaedes
a 10200 o covado.
Cambraia Victoria a 20900 a peya.
Bramante de linho a 10700 o metro.
Toalhas para banlio a 10500 urna.
Tapetes grandes a 130000 um.
Ceroulas de linho a 340000 a duzia.
Cretones francezes a 400 rs. o covado.
Leques transparentes a 20500 um.
Alpacas de quadro a 600 rs. o covado.
Camisas brancas para meninos.
Sabidas de baile a 10000 urna.
Cretones de cores a 240 rs. o covado.
Percales fi as a 200 rs. o covado
Nansok cores fixas a 240 o dito.
Las escossezas a 260 rs. o dito.
Alpacas indianas a 320 rs. o covado.
Na ra Primeiro de Maree n. 20
CASA DE C O YFIA \CA
Popelina branca a 800 e 10000 o covado
Bicos matisados a 20500 e 30000 a pesa.
Panno da costa adamascado.
Regatas de cores a 10000 urna.
Sargelim'de cores a '200- Hl" o coVado.
Crenolina, preta e branca, a '400 rs.
Chambres, de crep a 50060, e 60000 um.
Cachenrir8l"de quadros a 260 rs. o covado.
Guarnicao de crochet coro matases.
Grisaldu para noivas.
Setim de odres a 800 rr. o covado.
Cachemiras de anas1; lardaras a 800 rs.
Cortes de linn em cart*o a 100' e 120000.
Camisas allemies a 360000 a duzia.
Cachemira de duas largura a-800 rs. o
covado.
Linca de cCres a- 600 tb. o dito.
Linhos de quadros a 80 rs. o dito
Bramante trancados a 14000 o metro.
Meias para horneas a130600 a duzia.
Guarnilo de croch*., brancas.
Extracto Port-Vaina a 10MXV
Alpacas mescladas a 600 rs. o covado.
Entretella para camisas a 800 rs.
PARA A QARBSMA
Merino preto de 800 at 10800 o covado.
Setins pretos de 10000 at 10400 o dito.
Crep inglez (de .seda) a 20000 o dito.
Fichs pretos a 20500 e 30000 um.
Luvas pretas a 20500 e 30000 o par.
Cheviots pretos a 30000 o covado.
Casimira preta a 20000 o dito.
Renda hespanhola a 30000.
Bicos pretos, todos os presos.
Regatas pretas a 10500 urna.
PETT0RAL de CEREJA
Do Dr. Ayer.
Aa enfermidades mala dolorosas da fargaata
t dos pulniot', ordinariamente desenvolvim-u,
tendo por principio bases pequenas.cujos resulta-
dos nSo sao dlfflcts df? airar se promptameote se
tratio com o reroMiio conveniente. Os Beafrl-
ados e as Toases dio reciprocamente o resultado
de LitrinKliift, Anthma, Bronchitls, AfiVc-
cao Palmour e a Tsica.
Todas as familias que tem criancas-devem ter O
Peitoral de Cerqa do Dr. Ayer
em ca*a para o asar em caso de "necessldade.
A perda ae um din, pode em amitos evos
uccarretar serias consequenciiu. Por tasto nlo
te dere perder lempo precioso, ''xpprimentando
remadtot de efficHcla dovidma, emqaanto que
a eofermidade se apo profuadMietfte, f en rao qoe-e necesfrtta tomar
nesse instant-, o remedio mais oerto e activo em
ce effHto, v esftf remedio < sem duvida aleuma
o Peitoral dk Ckbeja do Dr. aykk.
PREPARADO PELO
DR. J. C. AYER & CA,
Isowell, Mas., Est.-Uuirtos.
I>KJ>OOITO I1KRII
Machinas a vapor.
Moendas.
Rodas d'agua.
Taixas fundidas ebajidas.
. Taixas batidas sem crava^o
Arados.
Vinho o Xarop cu Dusart
A0 LACT0-PH0SPHAT0 DE CAL
Approvados pala Junta d'Hyglena do Rlo-ds-Janelro.
O Laeto-Photphato de cal, que otra na oomposicBo do VINMO do XAROPE
da QUSART, o medicamento mais poderoso que ae coobeca boje para restaurar
as torcas de certos doentes.
Consolida e endireita os ossos das creancas Rachicat, torna activo e rigorosos
oa dfiie$c*nt9 Bolles e lymphaticos e os que se achao tatig.dos em consequencia
da rpido arvscimento. Facilita a cicatrisacao daj cavernas > pulmao nos Tic*.
Seado administrado 43 mulherc durante a gradtz, elias airavoasAo todo o periodo
da gestaclo sem a menor ndiga, sem .nauseas, sem Tomitos^-e dao a lu a creancas
fortes e vigorosas.
0 Latu-Pko$phat i cal administrado as ama* g s mies que criao os Albos,
toma o le i te mais rico, mais nutritivo, e preserva as crean gas da diarrha e de outras
soleras, que se declarao .durante o er*scimento. k tmtiio opf%-sa. sem fatigara
oreanca, sem que apparpcao con>"ulsoes.
' O VINHO e o XAROPE de Lacio-Phoipkato. de cal de DUSART despe.-to O
appetite ieKantftoavs. torgas jdos convalescantes a devem^er om pregados em todos
os casos em que 0 corpo mano seacbar fatigado ou exhaurida de foreas.
Deposito *m Part, 3, ra Vlvienna
G.
Alug'a-se
o 2- andar do predio a. -30, ra
Olinda : a tratar no 1
Rosario n. 22.
Mrquez de
andar da roa larga do
Aluga-
se
o 3- andar da ra estreita do Rosario n. 32, tem
grandes^pommodos para familia ; a tratar na ra
da linperariz n 16, 1 andar.
A VSKDADEIHA

PEiffift & MAGALHiES
Pecebedores directos dos-mercados d* Europa
liqidain os seguines artigos com descont de 14 jo as
vendas em grosso
Bramantes de algodao superiores, a 800jb. o metro, 4 largura.
dem de puro IbLo fazenda de 2*200 pasa acabar a 1^500, metro.
Atoalhado alvo, duas larguras, a 700 rs., 1(5100 e liJSOO o dito.
AlgodSo alvo, nacional, para lsnces a 5)5500 a peca.
Madapolao americano, a 30600, 40000 e. 60000, com 24 jardas.
Maripozas de cores a 220 rs. o covado.
Chitas piaras e escuras, cores firmes, a 2Q0 rs. o dit.
Batistes idem-a 120 rs. o dito.
Zefiros.de quadrinhos, a 80, 160 e 200 rs. o. dito.
Merinas lisos de urna largura a 200 rs. o dito.
dem de quadros,modernos,a 280 e 300 rs. o dito.
Fichs de renda.chics a 10000.
Colchas, trncelas,de cores a 20000 e 40000, nma. \
Lentes de bramant^.^ 10800, para cama de asal.
Casimiras, d DE
' o nico Dentifriclo approvado
Reua ACADEMIA de MEDICINA SC PARS
0 melhor calmante contra as Dores de Dentes
Recommendado especialmente com os W9 de BOTOT o"> Qoinm,
para oa cuidados da bocea.
aa, Roe st-Honora, .Parla, e ea tote u bou Dropri. PertoHria e CitiSmAEi.
^^A'l'lf-r
7m. case, ti o oCo-.os- Poriumistae e Cai>slleieiros
ut Franca a do xtranrt-^-'C
*%:
For
prbpa.i.'.O1) CON- :':-MCT20 ';.
Cosinheira
Precisa-so de urna, gue saiba cosinhar e n
saia a ra, para casa de familia : a tratar na ra
do Cauuga n. 14, de meio dia at 2 horas.
Caix,eiro
Precisa-se de um meaiDO para caixeiro de ta-
veroa, que teoha aratJQa e d<* conhecimento de
sua conducta ; na ra Coronel Suassuna nume
ro 149.
Copejro e criado
Offerece-se um perito copeiro para criado de
fqualquar casa de familia ou pessoa s : dhij ani-
se ra Visconde de Inhama u. 9
Criado
Na ra da Saudade u. 27,
criado.
precisa-se de um
aruraa.
Cam'Wtf U}gkzi,G,fouicr/.itL iyfJdOQ..e-,300000 a.dnaia.
Tapetbiavei.uday{i.,(graiif.-. j. 140000
Cortinaid,o> ricamente, bordado^,, 55500 e j.65000-
Pannos de rea para, .tnesa 10100 e* 10300 o covado.
Cheviot poeto,, ea?ui, a 30000 pidito..
Brins pardos e e cores a 280.j o. dity.
Veludhos dft.ftres o,pr.etps a9Q0 rs. o dito.
Rendas austriaca para vestido ai 500 c60 rs. ,dito.
Setins de todas, as eoresaJQO rs. o dite.
SetineUs lavradas 200 e,240 r.,o dito, i
Alpacas, niod-ernas, lavradas,,; 240 rs.,_o dito.
Meias cruas-jpgJezas para homaro a 205OO e 30000 a duzia,
Cerrwla bordada, dfi brajoai^,* 120000 e lR0pO/> H dit-
Cortes de easennraspaa.^ga a |40OOO. e 60VOO.
dem de mciacasemjra a> 20000.
Toalhas gran.dfis para.irosto.a 40000 a,ditZii.
dem feipudas.,para, banha a 120000 a dita.
E mutos artigos Que.serao lembrados com ^peeseRV? do nossosleitores.
59Ra Duque de Caxias50
LO JA DE
PEBEIRA k HACsALHAES
Precisa-se de um criado
Mrquez de Olinda n. 7.
.*c;ea Inlranwferiwei
Criado
na pliariaaoia ra
cora a 3. de
Caixeiro
Precisa-e de um caixeiro de 12a 14 anuos.
que queira tomar pratica em miudezas e cigar-
ros, prefennkrse ser do-mato ; a tratar n ra
do Fogo n. 18.
Atten^o
Est em liqujdacSo ura armazem de madeiras
ra novadeSdla,Rila d. 57, por seus donos
tetirarem-se para fra da cidade por molestia.
tlloencindo pe* Inspectora-Geni
de Hygine do Imperio doBnzlL
Mareorara
Correr com a t. de Abril: Pagamento antes
da extraceo.
----- T---------~------r.----.............-.......-------*-----
rara a quaresma
tila noviaadr em surahs. failles, selim
merveilleux, ottomanes e sedas pretas de Lyon,
rendas e bicos, eacolhido *ort unaato- eaupalmas.
gurnjeoes e pellerqies de vidrilho preo ; na
ra Barao da victoria a. 1,5, sobrado, aleiier ma-
dame Fanay Silva, modista e coetareirar
Telephone n. 93
's/BnJpwjJS
M
I


-.
> -'~nea)|
.inaao
a^x>E>ro-vaul&a i>elai
RAGEAS DeMAZIReI
Xnax>aotoria da Blycrlan* do B]
IODRETO-FERRO^CASCaA
O mato motivo don rTroffinomom
Nao prodamimdo a l'rimio d* Vnr.
.CASCARA SAGRADA
VrdeuUiro Rmmedlo
Contra, a Primio Vantra hmbtaaJ.
IHlosito tem-. PaAMUGUi 6. 0E1ARE, 71. MHldn VMn,Mi
ftr,*MLmty a. a su-va a c-. |
I0EST0ES
OIFFICEIS
Byspapsla
Pitia
AfiptU
ELIXIR GRE
GASTRALGIA
ANEMIA
Vmitos
OUrrha
chrolca
Serrara a vapor
Caes do Gapibaribe
Tem para vender diversas balangas sendo urna
iropria para engenhos contraes ou estradas de
erro, por ser de grande forca do peso. Temdi
versas bombas grandes de dTereotes modelos-
Tudo se vende por precoa commodos.
\ barato
BaixaVerde ns. 1-C e 3.
Ra Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
Ra Visconde de Pelotas n. 5.
Largo do Corpo Santo n. 11 2 andar.
Ra do Bom-Jesus n. 57, 3o andar.
A tratar ra do Commercio n. 5,1 andar,
esenptorie de Silva Guimares & C.

Precisa-se de urna ama qVie taca compras e
saiba cosinhar ; na ra Barao da Victoria n. 15,
segundo andar.
Ama
Precisase de urna ama que cosinhe ; na ru
do Imperador n. 2,-primeiro andar.
Ama
Precisa-se de urna ama boa costnheira, para
casa de pouca familia e qoe durma em casa dos
latres ; a tratar na ra Duque de Casias n. 48,
oja.
Ama
Precisa-se
nhar, para p
xias n. 51, 2
de urna ama para comprar e cosi-
iuca familia ; na ra Duque de Ca-
andar.
Ama
Precisase de urna ama para servicu de casa
de urna pessoa s e que dn/ma em casa : a Ira-
tar na ra Direita n. 45, sobrado.
Ama
Queii) precisar da urna ama, diiija-se ra
de SaHto Amaro n. 14.
Precia-se de
Victoria n. 35.
Amas
duas amas ; na ra Barao da
Amas
Na ra da Conquista n 21, precisa-se de urna
cosinheira. :utra para servidos internos, e que
durmam era c.^sa dos patres.
XaropeZed
(Da CODEINA e-lOL)
hritufits o 'Palo, Tute dos Tbmm, Tu*,
convulsa [Coqutluch^.TronMUs.OmtUtaom,
Ctanhoi t nmwuuas Hrsisimt*,
FAJO, M. coot, B Wl" .
Vinlio poro de Santarw
Da Quinta do Barra!
" Chegou a pnmraxemeesa. deste especial vi-
nho para o Armazem Centraljde gneros alimen-
ticios a ra do Cabeg H, o qual Reteraare-
semmeaaadqaeta(Siia pureza e boa quadade,
manda-e,em.,qa8a dos distinales frepuezes. liyre
defrete, para- qualquer^ponio da cidade.
Ra do.C abug n,, 1J
Telepbojie a. 447
Joaqum (Jirisloviio k C.
Amas .
Precisa-se de duas amas, sendo urna para co-
sinhar e outra para ensaboar e mais servicos de
casa de familia : a tratar na ra do Hospicio nu-
mero 41. _________________
CauleUas, da. Monte de Sec orro
Compra-su cauleUas do Monte de Soccorro de
qualquer joia. hr-ilhantes e relogios; paga-se
bem a Praca relojoeiro.
Direito Rotimno
0 i. livro do Curso Elementar de Direito Ro-
mano pelo conselbeiro Jofto Jos Pinto Jnior, de
conformidade.com oBogranima de casino ad
mittido na Faculdade de Direito desta cidade,
est venda na livrria Econmica, ra do un-
tador n. 73, e na livrana Franceza, ra 1 de
rgo n. 9.
O oom QUINA, OOOA
toaos os aosMTAsa afitliiaa *> OuVl
aa. reata a sssiswa em mm
Guide internacional
D'Eurcp* au Brtei la Plata
Este avia, redigido em portueuez, em franeei
e em haspaabol, ndupeosaTel pa aalqit
viajante, tanto da Europa para o Braza*, como
as costas do Imperio e do Rio da Prata, encon-
tra-se as casas seguales s
Sulzer Kauffmann C34 ra Marques de
Olinda.
Charle Phtf* A C24 ra do Commercio
F. P. Baulitreau. -*46 ra do Imperador
Francisca Soaret Quintas.I ra 1 de Mar*
Cosinheira
, Precisa-se da urna de boa condacta, nara casa JA**'; vu
de familia; a traettr i roa do Barloas VTeloria garrafao s<
n. 46 junonm n.
Superior vinho de
Passto
Pelo medico pre^odt 3W ofwnto -e WOOO o
garrafao de tres caadas, voltando ogarreBo
viaagre de vinaoJ*#Vo
sem casco, precos V
60.
na roa do
3t*
m mi
3 -"-Sil
o m
4IM
Cosinheira
Precisase de urna cosinheira na praca do
Conde d'Eu o. 32, segundo andar.
INFALLIVEL e RADICAL
no curativo de todas as affec90es bronchiacs:
Mal do Garganta, Tese o Tsica
-o
PEITORAL
Perdeu-se
da ra Barao de S. Borja at a roa do Hospicio
urna espora de prata e correia do mesmo metal;
?uem aehou pode levar praca da Concordia n
1, que ser generosamente, recompensado.
Cosinheira
Precisa se de urna ama^que cosinne bem ; no
terceiro andar do predio 0. 42 da ra Duque de
Caxia8, por cima aa typagrapbia do Dior.
Cosinheira
Precisa-se de urna que co-
sinhe bem no 3.* andar, da
typographia do c Diario,
f 0 melhor enWtitB ^
liApanePliilippe
De ANAGAHITA
Remedio Vegetal da Natnreza p:ja o ajji-
vio e cura de todas as molestias
Do Peito o dos Pulmoos.
Caixeiro
Precisa-se de um menino de 12 a 14 annos de
idade, que1 d fiador de sha conducta e tenba
pratica ae taverna: na ra Direita de Ategados
numero 16.
Prfessora
Urna senhora competentemente habilitada, com
pratica de 11 annos de prolisso, apresentando
diversos attestados de bom methodo e comporta-
ment, offerece-se para leccionar em casas par-
ticulares, na cidade ou em seus arrabaldes as se-
guintes materias : Portuguez, Francez, Italiano
GeograpMavPiano, trabalhos de agulha, ete.; a
tratar a roa Visconde de Goyanna n. 69 ou em
casa doBegulaaor da Marranaroa larga do
Rosario n. 9.
TelegTamma
Vejam e admirem!
S o 55 ra Duque de Caxias podfc
vender pelos pre90S que abaixo mencio-
namos.
Amor da China, novidade em padroes, a
200 rs. o covado.
Fustoes brancos a 360 e 500 rs. o co-
vado.
Velbutinas de todas as cores a 800 rs. o
covado. E' barato!
Casceos e capas para senhoras, o qoe
ha de mais novo e barato.
Cortes de seda, padrSes lindos e precos
razoaveis.
Madapolao com 1 metro de largura a
6.-> a peca.
Zefiros a 80, 170, 200, 240 e 400 ra.
o covado.
Ditos bordados a 800 rs. o covado
Tecidos arrendados a 400 e 500 rs. o
covado.
Brins de cores a 320 rs. o covado.
Cortinados de crochet, cousa chic e
preco barato. *
Cambraia Victoria a 2fJ800 a peca.
Dita batista a 120 rs. o covado.
Sargelins de todas as cores a 200 rs. o
co-vado.
Guardanapos bofis- a. 1)5800 a duzia.
Las modernas a 240,'SSft.^e 320 rs.
covado.
Rendas hespanholas a 20 o
Luvas de seda a 2<$ e 35 o par.
Espartilhos couraca a 4)5, 5o e 6(S
Merinos pretas e de cores, urna
dade immensa em precas e cualidades.
Setins de todas as cores a 800 rs. o eo*-
vado.
Toalhas felpudas, grande reduccao em
precos em vista da grande quantidade.
Enxovaes parabapisados o que ha de
mais moderno e por pouco prego, 10)5000.
Colchas de crochet rjuito chic.
(Jamisas inglezas com e sem collaxinho.
Atoalhado para mesa a 1> e 1)5800
mu ti i fino.
Collarinhos e m"-T>os de linho e algodlo
e por prego baralb'
Babados e entreraeios, grande sorti-
mento.
Madapolao pelle de ovo por 6)5 a paca.
Esguiao pardo e chumbado a 400 rs. o
covado.
Urna grando variedade em lencos.
Gravatas e meias para homens.
Cretones para coberta o que ha de ais
barato e bom.
Mantilhas de renda a 6 urna.
Leques de setim muito chic.
Linn bordado com quadros a 800 rs. o
covado, muito bonito.
Chitas escuras e claras a 240, 280 e
320 rs. o covado.
Cretones trancados, finos, a 320 rs. o
covado, para acabar.
Caaemiras de cores e pretas um grando
sor tmenlo em qualidades e precos.
Casinetas, o que ha de mais bonito, a
400 e 500 rs. o covado.
Tapetes grandes, e pequeo porvprecos
razoaveis.
Crinoline preta e branca a 1(5600 o me-
tro.
Brins pardos a 320, 400 e 500 rs. o
covado.
Cortes de vestido de, cachemira com vi-
drilho o que ha de gosto.
Ditos de linn para vestidos bordados
E' barato. -.
Cambraia branca, bordada, o qae ha de
mais gosto e por preco razoavel a 8)5000 a
pega.
Dita comsalpicoB a 4)5 e 5)5000 a.peca.
Colchas argentinas a 6)5)500 urna.
Ditas de 2&, 34, 44 e 50000
Bramantes- de algodao e linho de todos
os presos..
Grande sortimento em fichi. da are
e pretos.
Grinalda* para uoivas.
Luvas o leques para noivas.
Bicos de cores muito chic
Alm do que acabamos de aaauaaiar,
temos ama quantidade de artigos qoe so
vendo-se, se acredita, pelo que pedem qoe
comparecam.
Do-se amostras sem penhor.
Setinetas lisas de todas as corea a 40t
rs. o covado. SIo muito largas.
Roupa feita e por medida; ,
55-RA DUQUE DE CAXIAS^
FfcR\\M)ESDEAZEVEDOd

umprngm* con
Odontalina
MSTI KRTMII, WWmiM CAMSS M MCI
fc PARS: gsnoetei. 24, m d'EofliteD
AOS Brn. FIOMUITASIOI "~IITiTjM
UNGENTO STEVEN
O onloo subfititulndo a cauterlsacao dos caaa*s
pelofokro. Esto maravllhso prepara*
remedio verdarielramente erflcAc para crorat i
e quaesquer inHfkj it niui a emito, THnwhiri
rganu e MHKifMi O lab i ntirvi. *0 un da
ooattaa* xlto eaa tadaa a* oir-
araa >, e noa prlaolpaa ajMbaiaa*-
mcotoa canOlaa M ImUMrr nmi >
Nunca deixa nodo alguma. V loisler exsa-
DiiDU lo para Dcar conv
Vende-te em coixat com)
para o teu t
lirganu
optttao
r
rtoirjniiinjo por H."
iPirkUu,
Hb'im m fiamambaa



"i



''"" Ji'-r".- i
Diario de Pernambuco- bfyado 23 de
Cavallos furtados
Do cnti tuiate, cm Cuyumbuca, fur-
taran u noite de 12 do correnle, dous caval-
los, cujos sigaaes sao os seguintes : um poltro,
todo preto, c0ra duas marcas brancas em ambos
oe lados, inteiro, ccete, principiando a indar
vo. 0 outro alaso, ja velho, castrado, com
lia na testa, e um espravao queimado de
velho : quem os apprehender ou delies tiver no-
ticia exacta, pode dirigirse quelle engenbo ou
dar a\iso no escriptono ra Mrquez de (Mia-
da n. 56, 1 andar. .
Sobrado
Aluga-se um 2 andar com commodos para
grande familia e por preco .mito commodo, na
ra de Domingos Jos Martins, nos fundos do
armazem do Carnet ro Vianna, e a tratar no mes-
mo, ra Mrquez de Olinda n. 54.
Criado
Precisa se de um criado ; na ra Duque de
Casias n. 70,1 andar. t___________^^
Morada confortavel
? Alugam-se duas casas no aprasivel arrabalde
Monteiro, muito perto do rio, tendo urna dellas
agua da companhia do Bebente, .-az, jardim,
bom banheiro e muito frescas: a tratar na ru
1 de Marfo n. 20 A.
As maes de familias
QCEBEIS VOSSOS FILH8 SEMPRE S ADIS '<
Administrae-lhes o xarope ou as
Pilulas Yermipurgativas
DO DR. CALASAlf S
ptimas preparacSes de mastruz
e rhuibarbo, para a expulsan completa, sem
dores nom incommodo, dos vermes
intestinos ou ImDi'lgas
(das creancas e dos adultos)
SEIS ANNOS DE SUCCESSO
. Estas excedientes preparacSes nao nc
cessitam de purgativos como auxiliares,
listo aeron purgativas por si raesmas.
As pessoas que tm vermes sentem c-
licas, tem constantemente diarrhas, indis-
posicSo, sensacSo de coi-pos que se movem
ms intestinos, endurecimento do ventre, e
a. yeses, vmitos. Rangem os dente, quan-
do dormem, algumas e pessoas expellem
Termes com as fezes ou com as materias
dos vmitos. As criancas apresentam as
pupillas dilatadas e inapetencia.
As pilulas levara impresso o nome do
DR. CALASANS e sSo cor de rosa.
1 caixa de pilulas 10200
1 vidro de varo pe 10200
K AS PRINCIPAES DROGARAS E
PHARMACIAS
0 Peiloral de Cambar
De I. Airares de %. loares
Sempre foi, e ser o principal remedio
para as molestias da laringe, bronchite os
pulmones.
A bronchite, asthma, molestia do peito,
rouquidSo, coqueluche e qualquer tosse sSo
parfeitamente curados com o verdadeiro
remedio Peitoral de Cambar, de S. Soa-
res, approvado pela Exma. Junta/Central
de Hygiene Publica do Brazil,"premiado
com duas raedalhas de..rUro, e rodeado de
valiosos attest.'ulo.s-afateos ede innmeros
de pessoas fufadas, tanto nesta provincia
corno-otn outras do imperio.
Trecos : frasco 2$500, 1/2 duzia 13
dfzia 245000.
, Km casa din asenten
FRANCISCO MAXOEI, A SILVA & C.
23 RVA MRQUEZ DE OLKDA 23
Pernambuco
TfMgh elilbographia
FABRICA DE LIVRQS DE ESCRLPTU-
RACaO
Premiada na exposl^Ses de
tsH'i elS&
Manoel J. de Miranda
Bacadernacao e especialidades em cartoes de
visitas.
39~Roa Duqne de Caxias39
Telephonen. 194.
folfeti
Professora
Urna senhora competentemente habilitada pro
pe-se a leccionax em collegi s e casas particu-
lares as Kguintes materias portuguez, francoz,
msica <- piano : a tratar na ra Vsconde de 1-
buquerque n. O.______________ _____
Apolices perdidas
I'revine-se que estraviaram se do poder do
abaixo assignado duas apolices provinciaes de
100* cada urna, m. 381 e 38i, de juros de 7 0/0,
pertenecntes a D. Elvira Ferreira Campos de
Andrade. Recife. 21 de Marco de 1889.
0 procurador,
Adolpbo Ferreira de Paiv e Silva.
VENDAS
Vende-se a tavrea~b"pt afreguezada ra
da Imperatriz n. SI.
Vende-se terrenos na ..sinhanca do liippo-
dromo Campo Grande, no sitio do Feitosa ; a
tratar na praca da Concoma n. 11.
Cavallo de Jsella
Vende-se um bom cavallo d^ ella, andador de
baixo a meio, sem achaque algum, muito novo,
gordo e bonito ; jara ver e tratar na ra do Pi-
res n. 83.
Attengao
Vende-se o estabelecimento de molhados, sito
a ra do Hospicio q. 57, assim como vndese
o predio ou faz-se arrendarni' .lo a vcatade do
comprador ; a tratar no mesino. 0 motivo da
venda ( seu dono rctirar-se para tratar de sua
sade._________ ______
Continan) as pechinchas
A' ra Duque de Caifas n. 48
N'este mui acreditado est.abelecim.ento
de fazendas finas, continuam a offerecer as
mesinas vantagens, vendezo or menos
30 0j do que em outra q::alqur casa.
Como gejam as seguintes fazendas :
Cambraia com salpicos braacos e de cores,
muito fina cora 10 jardas, ,i4Ja peca.
Cortes de meia-casemira, cores fixas, a
25000 um.
Cortes de casemiras, finos, padr3es moder-
nos, a 4$, 50000, 65000 e 7,5000 um.
Cortes para vestidos em cartSo, todos os
aviamentos (novidade), a 70, 90, 100 e
125000 um.
Pannos de crochet para cadeira a 15000 e
para sof a 25000 um.
Capellas com veos para neivas a 85000
urna; peehincha.
Setineta branca lisas e l&vrada a 440 rs.
o covado.
Setineta preta lisas e lavradas ^440 rs. o
dito. W
MantilLas pretas de seda a 55 e 75 urna.
Cobertas de ganga para iama de casal a
20OO urna.
Colchas brancas e de cores a 25, 35, 45,
55, 65 e 75000 ura.
Cambraia preta para forro a i 200 a pe9a.
Cambraia preta, nansuck a 160 rs. o co-
vado.
Algodaosinho muito largo a 5500 e 45000
a peca.
Madapolao especial com 24 jardas a 55000
e 65000 a peca.
EsguiaV- para casacos a 052OO a peya;
aproveitem.
Brira hollanda para vestidos ou guarda-
ps a 400 rs. o covado.
L5s modernas de lista* e quadros a .200,
240 e 28 rs. o covado.
Fechs de retroz com palmas de cores e
pretos a 15000 um.
Fichs de 12, todas as cores, a 15500,
25000 e 35000 um.
Seda Alcacianna, padrSes escolhidos (phan-
tasia; a 240 rs. o covado.
Espartilhos de couraca, finos a 35, 45500
jb 55000 um.
Merinos pretos finos a 700, 800 15000,
15200 e 15500 o covado.
Camisas francezes, puro linho de 605000
a duzia por 485000.
Toalhas acolchoadas a 120 c 200 rs. urna
(s se vendo).
% na loja da Kevolufo
DE
HENRIQUE DA SILVA MOREIRA
Vinho \irgem
dem de caj
Vende-se estas superiores qualidades de.vinho
sem composicao alguma, por oreos muito bara-
tos para liquidar ; na ra Mrquez de alinda
numero 54.
Mobilias austracas
Vende se lindas mobilias e pecas avulsas do
acreditado fabricante TonetiFreres ; alem destas
ha outras mobilias inteiramente novas e riqflis-
simos desenhos, que'muito animar aos compra-
dores. Tambem se encontra variadissimo sor-
timento de camas de ferro para solteiros, casa-
dos, c meninos, com lastro de tela de rame, e
que 6 muito bygienico para as pessoas que sof-
trem do nervoso ; na ra Mrquez de Olinda
Dumero 54. _____
Cha preto superior
Carlos Sinden avisa seus amigos e fre-
gnezes em geral que recebeu pelo ultimo
vapor cha preto novo e superior que ven-
de por precos mais resumidos em vista
da continuadlo do cambio favoravel.
Convem que experimentem.
48 RUADO BARAO DA VICTORM 48
A lambique
Vndese um alambique de tamanho regular e
em perfeito estado, com a competente raspadel-
ra, propria para engenbo; a tratar na fabrica de
vinagre ra Rarao doTriumpuo n. 75.
Milho- 340 rs. a ciii
Vende-se no Largo do Mercado n. 11
Assucar .
Usina Pinto
Santa Filonila
Colonia Isabel
Na refiuait. Salgueiral, ra Mareilio Dias
numero 22.
Assucar refinado
especial, o melbor que se fabrica nesta cidade.
JOAQUDf SALGUEIRAL 4 C.
Ra Mareilio Dias n. 22
Tcleplioue numero 445
Terreno
Bom para coudelaria ra Mrquez do Her-
val 80 e 82 ; para ver, na casa ao p, e tratar
na ra Mrquez de Olinda n. 25. Tem cocheira.
mui jy~
Boyal Blend marea YUDO
Este excellentc Whisky Escocez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corpo.
Vende-se a retalho nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede Royal Blend marca Vlado,
cujo nome e emblema sao registrados par
todo Brazil.
_ BROWNS A C, agentes. _
Pao centeio
Mille & Biset, arisam ao respeitavel publico,
que todas as tercas e sextas-feiras, tem este sa-
boroso po; ra larga do Rosario n.^0._____
Vende-se a armacao que
foi da loja Florida propria
para loja de ferragens, miu-
dezas, tabacaria ou venda,
quem a pretender dirija-se a
ra Duque de Gaxiasn. 103.
que uasceu
Mas havia ainda ou-
SEM MAI
POR
. PAULO FAI&nSHCn
INNOCENTE OU CULPADO?
(ContinuajSo don. 6 6)
CAPITULO VIII
O suuh de Su/ana
__ Que infelicidade voc nao ter visto
com mais certeza se era elje, na noite do
crime!
Depois, ao cabo de alguus minutos :
Nao notou cousa alguma, no da se-
guinte, no quarto; nSo verificou^nio des-
cobrio nada ?
A expressiva physionomia de Suzana
reveleu-se com evidente hesitacao.
Vamos, falle, disse o Sr. Marais,
continu a ter confianca, nio se arreceie
de mm.
Pois bem, no dia segrate, ao abrir
o olhos, quando reflecti, disse commigo
desde logo, que talvez mo tivessem rou-
bado a pequea. Olhei, com o coraco a
b*ter-me furiosamente. Ella l estava no
ten berco e dormia. Quando chegou o Sr.
deBauves, raoatrei-lh'a... A crianza abri
evtlo os olhos, c...
A LOJA MAIS BARATARA
PARZ FAMBRICA
AZEVEDO, IRMaO & O.
16Ra do B. da [Victoria16
200 Telephone200
Tendo recebido directamente da Europa
grande sortiraento de fazendas e modas o
que ha de mais novo e prejos sem com-*
petencia.
A saber :
Capas de surah, senda e merino.
Renda preta, diversas qualidades.
Etamines, pretos, de la e 13 seda.
Damass de seda pura.
Merinos pretas de 800, 15000 e 1200.
Crinoline preta e branca a 400.
Sargelim, todas as cores, a 200 rs.
Bramante de linho a 15500, com 10
palmos.
Toalhas para banho a 1,5000 e 1,5500.
Chachemiras com 2 larguras a 800 rs.
Ditas de l e seda 2 larguras a 1,5000.
Madapolao trancado a 9)5000 a pe9a.
Dito globo a 7^000 a dita
Dito camiseiro a 7,5000.
Dito Boa-Vista, verdardeiro, a 6,5000.
Fichs delS e seda 1,5000. '
Brins de linho cotes fixes a 600.
Espartilhos couraca a 4^000 e 5^000.
Colchas de fustSo a 2^000 e 3^000.
Capellas para no iva com veo bordado a
65000.
Toalhas de cores para rosto.
Rendas, comprimento de saia a 1,5500.
Ronda de 12, preta, para quaresma.
Pao verde para bilhar.
Tapetes para sof a 135000.
A verdadeira csteira para forro de sala
a 15000.
Camisas de fianelbi a 5-5000.
Cortinados de crochet para cama a
105000.
Chitas de cores a 200 rs.
Crotones com 2 larguras a 400.
Baleias com forro a 390 a duzia.
Ditas sem forro.
Seda de cores a 800 e 15000.
Extracto Rite Sangal a 2,5000.
Velbutina de quadro a 800 e 15900.
GuarnigSes, pretas, de vidrilhos.
Bicos de seda, brancos.
Caixa.s com extractos para presentes.
Rendas hespanhola a 45000.
Capachos de coco.
Luvas de seda a 25000 e par.
Meias de seda para horaem.
Dita de dita para senhora.
Flanellas de cores para roupas.
Panno da Coste para mesa.
Vestuarios para baptisado,
Colchas, de crochet com flores.
Crep inglez para enfeitc"
Grande sortimento de chapeos de sol.
Setineta para coberta a 600 rs.
Cortes de collecte de seda.
Dito de fustiio de cores.
Dito de casemira de cores.
TELEPHONE 200
Mercearia
Vendc-se urna mercearia das melhores nos
arrabaldes da Boa-Vista ; paia informacoes, na
ra do Socego n. 33. taverra. ___
Atten^o
fiVende-se urna casa terrea em bom local, fre-
guezia da Boa-Vista a tratar na pharraacia do
pateo do Carmon. 3.
E o
que
Aquees olho?, que eu tinha visto
en que tinha {tugado ver na vespera, mais
asues do que o co, parecidos com os do
Sr. Jorge, nio me parecern mais da
aiesma cor, eraos castanhos; hoje sSo pre-
tes. ..
E' muito subtil isso. As criancas
recem naacidas raudam tSo depressa
G cutre olhos pretos e 'olhos azul-escucps
atta-se to pouca differenca, noite so-
bretudo... porque foi noite
a peqnena, nSo verdadeV
Sim, senhor.
tra cousa.
O que ?
Parecia-me que tinha posto na crian-
5a, quando nasceu, um aveuial bordado, e
o que eu Vi de mauhS era simples.
Ah! isso mais grave. esse aven-
tai nSo foi feito ou comprado peia Sra. Cha-
niers?
A senhora, na vespera do seu parto,
foi ao Bon-Murck, onde havia ama ex-
psito de roupa branca para crianca;
comprou4um lote, que guardou na gaveta
da commoda quando voltou. Mas tenho
quasi certeza de nSo ter aberto a commo-
da para vestir a crianca.
Pode ter-se engaado.
Suzana nSo insisti.
EUa nao sabia que Adelia tinha levado
urna provisSo de roupinhas casa de Pau-
lina Gages na manh do parto de ambas,
e no pode, por conseguintc despertar a
atten^So do Sr. Marais sobre esse ponto.
Entretanto este tinha o espirito muito
fino, muito subtil, para que deixasse de
aprofundar o que a criada de quarto aca-
bava de dizer-lhe.
Sim, Eugenio Gages tiuha entrado na
casa dos Chaniers.
Suzana nao havia sonhado-
Mas o que iria l fazer ?...
NSo matar Jorge Chaniers, visto que o
crime fra perpetrado no gabinete, e pro-
vavelmente muito antes da occasiSo em
que Suzana, que se conservara acordada
por muito tempo em razSo das emoles
do parto e dos cuidados prestados enan-
ca, podesse ser arrancada a um somno
profundo.
EntSo o que ?
Roubar a crianca?
NSo, elle nSo tinha interesse nisso.
E a pequea nSo havia desapparecido.
Operar nma subtitni<;o ?
Era perigoso, e a podia ser dictado
por um sentimento mais delicado do que
os que experimentem de ordinario os fcho-
mens do meio em que vhia.Eugenio Ga-
ges ; mas nSo era impossi. el.
Coinefleito, urna intelligencia extraor-
dinaria podia ter avvalo no machinista
certos seiitimentos.
Pertenceria a esse numero e amor pa-
ternal ?
Ao expatriar-se, ternaria elle deixarsua
filha s, orphS, entregue a mSos estra-
nhas?.
Teria querido dar-lhe urna mSi e urna
femilia, em ven dos cuidados mercenarios
que elle temia?...
Mas entilo por que teria deixado drahei-
ro para a outra, que em tal caso nSo lhe
interessaria absolutamente ?
Por que preocenpar-se-hia cora a sua
existencia, com o seu futuro ?
Por um simples rasgo de intelligencia,
e para que o abandono completo nSo des-
pertaste suspeites?
Talvez tambem para que essa idea ge-
nerosa, esse simulacro de sacrificio pater-
nal, cercando-o de urna aureola sympathi-
ca, impedisse que elle fosse acensado do
crime commettido.
Em urna visSo mais rpida que o re-
lmpago, o Sr. Marais teve a clara intui
cSo de que tudo aquillo era talvez a ver-
dade.
E' extraordinario, disse elle comsi-
go. Com toda a certeza, se eu fallar des-
tes cousas, serei texado de romancista.
Esperemos as informacSes que devem
mandar-me de Philadelpnia; depois vere-
mos. Porque, se elle tiver na algibeira
trinte e oito mil francos, debochado como
, parece impossi vel que trabalhe e que
tenha resistido tentacSo da orgia.
Para desencargo de consciencia, entre-
tanto, o Sr. Marais mandou chamar a Sra.
Lureau.
A senhora assistio ao parto da Sra.
Paulina Gages ?
Sim, senhor, com a parteira de Mont-
martre, a Sra. Amanda Laminois, e um
medico da visinhanca, oDr- Larnay.
O que sabe a senhora?
Ella contou tudo simplesmente, inge-
nuamente, como boa alma que era.
Fallou na morte da infeliz Paulina ces-
tendeu-se muite sobre o desespero de Eu-
genio.
Disse depois como elle engajara-se e
partir com muito pouco dinheiro, dando
o seu adiantemento para a pequea.
Elle parecia goster da crianca? per-
guntou o Sr. Marais.
Provou-o plenamente, respondeu a
Sra. Lureau.
A senhora levou logo a pequea para
easa?
NSo, senhor, smente na vespera da
partida do pai.
E at entSo onde esteva ella ?
Em casa delle ra Pixrcourt.
Ma fui eu quem tratou della, quem lhe
dava leite e tudo o mais.
Era bonita ?
Magnifica.
NSo acha que ella tivesse mudado
nos primeiros dias do seu nascimento ?
A Sra. Lureau pareceu extremamente
admirada,
i Quero dizer que as vezes urna tem
Vende-se
o estabelecimento de molhados sito a ra do
Bom Jess n. 29, antiga da Cruz, est bem sor-
tido c afreguezado ; a tratar no mesmo.
Arm^ao
Vende-se urna armacao de amarello enverni-
sada e envidragada, propria para qualquer nego-
cio, & ra Visconde de Inbama, outr'ora Ran
gel n. 19, e garaate-se a chave da dita casa. Na
mesma acharao com quem tratarJ________
Vende-se
Urna taverna bem localisada e com poucos
fundos, o motivo por seu proprietario ter-se re-
tirado para fra da cidade por motivo de moles-
lia, a tratar na ra Bella n. 37.
Cofres
Prova de fogo, dos melhores fabricantes, como
Milners e outros de verdadeira sgurang : vea-
de-se barato para liquidar, ra Mrquez de
Olinda n. 54.
osr.A.a Goaoexa
Que se possa Tender por estes
precos
Zefiros muito largos a 160 rs. o co-
vado.
( hites batistes a 120 rs. o covado.
Popelines de cores a 180 rs. o covado.
Setinetas muito largas a 360 rs. o co-
vado.
LSs finas a 2U> rs. o covado.
Ditas de quadros a 240 rs. o covado.
Setim muito bom a 15200 o covado.
Bramante de linho com 4 larguras.
Dito do dito e algodSe a 15400 a vara.
I ambraias cora salpicos de cor e bran-
cos a 45000 a peca.
Toalhas felpudas a 300 rs.
Cortes de vestido em cartao com todos
os preparos a 85000.
Fichs felpudos, muito grandes, a 500.
Madapolao americano a 55000 a peca.
Meias casemiras de cores proprias para
roupas.de menino^a 15000 o covado.
Cambraia Victoria com 10 jardas a
25800 a pe5a.
Merinos pretos a 800 e 15500 o co-
vado.
Flanel'a branca a 500 rs. o covado.
Camisas francezas a 25000.
Ditas de cretone a 15700.
Colchas de cores a 15800.
Cortes de Duraque para colete.
Ditos de fustao para colete.
Ditos de casemira para calca e para
costume, o mais moderno que ha no mer-
cado.
Grande sortimento de chales de casemi-
ra por preos baratissimos.
Dito dito de gravatas para homem, pu-
nhos e collarinhos, chapeos, ceroulas, ca-
misas de meia e muitos outros artigos.
Vende-se em grosso com desecnto de
14 [0.
Yenham ver para crer
A casa tem por signal bandeira encar-
nada com 13 no meio.
Venham com f, nSo tenham receio.
RCA VISCONDE DE LNHAMA
13
Gonc,alves Santos &C
Bom negocio
Vende-se urna armac&o envidracada. em bom
estado, existente na taverna travessa do Pom-
bal n. II, garantindo-sc a chave ; a tratar com,
o tenente Evaristo, ra do Socego n. 24. ___
Grande reduccao em precos
NA
Loja do Triumpho
A' RA DUQUE DE CAXIAS N. 49
Merinos de cores, 1 largura, a 200 rs. o covado.
Dito, idem, 2 ditas, a 500 rs.
Dito, idem lavrados 2 ditas, 700 rs. o dito.
Etamine de listas arrendadas, 400 rs. o dito.
Cretoaes tinos claros, 240 rs. o dito.
Linn cta:n>ado. padres novos, 320 rs.
dito.
Las de quadros finas, 240 rs. o dito.
Ditas mescladas finas, 300 rs. o dito.
Zeflr de quadros largos, 240 rs, o dito.
Saias bordadas finas, 3*000.
Camisas bordadas para senhora, 44.
Ricos cortes de cretone com figurinos, 8.
Toalhas acolxoadas grandes, 4*500 a duzia.
Guardanapos muito bons, 1*500 a dita.
Madapolao lino largo, 24 jardas por 6*400.
Algodo largo, 10 metros, 2*500 a peca.
Dito idem 20 jardas. 4* a dita.
Dito idem superior 20 ditas, 5200 a dita.
Bramante 4 larguras para lenges, 700 rs. a
vara.
Camisas de linho sem colarinho sem punho,
3*000.
Cortes de casimira ingleza, a 4* e 43300.
Lencos de esguiao Unos, a 2*500 a ansia.
Esguio branco para saias e casacos, 3*500 a
Cambraia bordada, 45500 a peca.
Merinos pretos Unos, 800, 900 rs 1|, 1*200 c
1*400 o covado.
Sedas e setins pretos, grande variedade de
precos.
Bastos & C.
Mais Barato
Atojadas Lislras Azus
EUA DUQUE DE CAXIAS H. i
Telephone a Sil
os olhos pretos ou azues quando nasce,
os cabellos louros ou pretos, e alguns dias
depois fica-se muito admirado ao ver que
tudo isso modificou-se, mudou completa-
mente.
NSo, replicou a Sra. Lureau, sem
indagar de si propria porque lhe eramfei-
tas todas essas perguntas, nao notei na-
da disso. A pequea nasceu soberba e
soberba est ainda as visinhanjas de
Caen, onde ltimamente levei-a para criar.
Armanda Laminois, a parteira que ha"-
via assistido infeliz Paulina, tibi tambem
affirmativa, comquanto o Sr. Marais jul-
gasse dever explicar-so mais claramente
com ella.
A pequea parecera-lhe a mesma.
Ella quem a tinha vestido depois do
nascimento, e nSo reparara se o avental
era bordado ou nSo; parecia-lhe que sim.
Quanto as feicSes, como todas as crian-
cas recem naacidas pareetm-se, nSo havia
notado differenca no dia seguinte quando
voltara.
Suzana sonhou! disse comsigo o Sr.
Marais, como que pezaroso.
E entretanto, a despeito de urna espe-
cie de preaentimento que o impellia a
acreditar na realidade do que lhe havia
confiado a criada de quarto, elle teve que
renunciar a tudo, quando lhe chegaram as
informacet pedidas de Phdadelphia.
Eugenio Gages tinha conducta exem-
plar.
A bordo do vapor que o transportara de
Franca para a America, elle vivera so-
briamente, simpletmente, sem permitir-se
o menor gasto extraordinario,
Ein Phdadelphia entrou para a usina
qee o havia o/mtratado e ahi trabalhava
como o tinha promettido, sortindo-se de
vveres no armazem do estabelecimento,
contentando se com pouca cousa. retando
o menos posaivel.
Nao siuento nunca se deixara vencer
pela oqiosidade, como aos domingos, quan
do.os operarios gozara de plena liberdade
e as oficinas se achara fechadas, elle con-
servava-se s, fugindo dos ajuntamentos,
errando pelo campo, sem camaradas e sem
amigos.
Mostrava-.-e de urna tristeza profunda ;
nSo ria-se e muito pouco fallava.
Accrescentavam que os cabellos tinham-
Ihe embranquecido ligeiramete.
Finalmente, a pessoa que dava estas
informacoes tcrrninam o seu relatorio di-
zendo:
Eugenio Gages parece dominado por
profundo desgosto.
0 Sr. Marais, com as sobrancelhas fran-
zidas, mais hesitante, mais perplexo |do
que nunca, murmurou baixinho :
Remoraos ou dr !... Quem poder
dizer-me ?
O Dr. Leval ficou tanto mais desespera-
do com estas informajoes, tSo differentes
aquellas que esperava, quando Pedro de
Sauves continuava a impr-lhe o mais
escrupuloso silencio sobre todas as confi-
dencias que lhe havia feito.
Effectivaraente, depois que tornara a
ver sua irmS tSo confiante, tSo affectuosa,
tSo boa; sua irma, que acreditava na sua
innocencia absoluta, que lhe havia rendi-
do homenagem de maneira tSo completa e
t3o ardente; sua irma, que tSo generosa-
mente se constituir .mSi de Roberto, o Sr.
de Sauves dizia comsigo que offendel-ano
quer que fosse seria para elle a mais es-
pantosa tortura.
Ora, confessar que elle tinha suspeitado
Jorge de urna infidelidade, sobretfido de-
pois que este estava morto, que chaga nSo
seria para o coracSo delicado da joven
viuva !...
Era assim que devia mostrar-se reco-
nhecido pela sua ternura, pela sua calma,
pela sua dedicacSo, por todos os delicados
e raros sentimentos que ella lhe havia tes-
munhado ?
NSo, nunca.
Ao cabo de alguns das o Dr. Leval
insisti menos, porque, tendo conseguido
fazer Joanna Descours fallar n'um lugar
publico, e sem que a Tigre desconfiarse
da qualidade do advogado, este adquiri
a certeza de que os receios de Pedro a
seu respe i to eram justificados.
Um terrivel rancor subsista no seu co-
racSo contra o Sr. de Sauves.
E para saciar o seu odio, para fazer
mal a Pedro, Joanna fallara ou negara,
inventara ou oceultaria tudo quanto po-
desse.
Ella era muito intelligentc, e sobretudo
tinha muito poneos escrpulos, para que
se tivesse a lembranca de chamal-a como
testemunha, intromettendo-a no processo,
por qualquer forma que fosse.
Por outro lado, Francois Rey parecia
impossivel de ser encontrado.
Todos os esforcos do Sr. Marais f ara
descobtir-lhe os vestigios tiuham sido vSos.
Ninguem o conhecia, ninguem o tinha
visto, ninguem podia dar sobre essa per-
sonahdade mysteriosa o mais ligeira infor-
macSo.
Para o Sr. de Couroeuve, para a im-
prensa, para todos quantos oceupavara-se
do caso, nSo havia duvida possivel.
Franois Rey nSo existia, nSo tinha
existido nunca.
A'
As fazendas vendidas nesta casa sao de I
lidade, e nao levam! medida i
aceita-se a faxenda vendida.se, p
quiiqucr motivo nao fr de muitoagst-
do da pessoa para quem for comfeafa
Dase descont a quem comprar de Wf,
para cima.
ESPECIALIDADES .
Mrtm de Ilstras aznes pecas asat
20 varas a 6000.
Nadapolo com um metro de hajat-
raa6,J800apeca.
Cortes de vestidos bordadoe em
cartSo a 105000.
Velluriilho bordado a contas a l&Bti
o covado.
Cachemiras pretas, de quadwae
arrendadas a 24 e 2^500.
Tecldos phantazia arrendado propB-.
para baile e theatro a 400 e 500 re.
Cortes de cachemira com guaraic/Saa:
bordadas, lindas cores, a 20)5 e 25,5008^
Setim Maco de todas as cures a 1M.
e 800 rs.
Linn bordado tecido de urna su cftr
qualquer que se deseje, a 200 rs..
Zcflros lisos e bordado, tecido ;
novidade a 500 rs.
JLs de quadrinhos a 200, 240 e 3QP
o covado.
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100 rs.
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Atoalhado branco e de cores a- 1JL
Oleados para mesa redonda ou pa-
drada 40000.
Cortinados de crochet, comsa&ztsi
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Crochet para cortinados a 900 rs.
metro.
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res a 2,5000.
Chitas finas precales a 200 e 2^HtL
Chitas escuras a 160, 24$ e 280 fc-
Batlstes de cores seguras a 12S sa.
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Brlm pardo esguiao a 240, 280 s
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pa de homem ou menino a 400 e 500 re.
Mantllhas de renda hespanhola, p*
ta, de seda a 8(5000.
Capas e visitas, de cachemira, del
da, com lindos enfeites e com vil
200, 250 e 300000.
Leqnes de pennao e transpap ,i%^
ultima novidade, todo prego. ^
Luvas de seda, lizas, bordadas es ar-
rendadas, pretas e de qUalquer cor a JIL.
Espartilhos inglezes a 40500 e SJk
tem desde o n. 40 at 80 de grossuix-
Blco branco creme e de todac as
cores desde 700 rs. at 20500 a peca-
Rendas hespanholas, de seda e o
algodao, preta, branca e de qualquer cot
Babados e entremeios bordados ta-
pados e transparentes por todo proco-
Cirampos e pentinhos fantazia pac
cabello a 400 e 500 rs.
Baleias para vestidos a 260 n. %,
duzia.
Relogios despertadores cosa S-
guras em movimento a 80 e 90000.
Aspas de ac para vestidos a 120 ea
o metro. H
Sargelim francez fino, diagonal, m
200 rs. de qualquer cor.
Crinolina de cordo preta,
chumbo e c5r de caf a 400 rs. o acAMw
Redes americanas para mesas
dormir a 30500 e para homem a 60Ofl e
70000.
E muitas fazendas que se vende jsa
barato para liquidar facturas ma loja bm
LISTRAS AZUES de
Jos Augusto Diag


:-'-'
O Sr. de Sauves, para rcmetter os
valores, tomara esse nome, o primeire qat
apresentara-se-lhe imaginacSo.
Da mesma forma dra o endereco da
Grande Hotel, aquella Babylonia oai.
pensava fazer perder as suas pegadas o&
seu enorme vai-vm diario.
Tomado de improviso, nao tivera rjsspi
de procurar ou preparar outra cousa.
O reconhecimento formal do Sr. SaDn-
ches, do Havre, do corretor martimo,
empregados do correio, levara ao espirzfc
de todos a conviccSo mais absoluta daeai-
pabilidade de Pedro de Sauves.
Nao, na verdade, nos temos sama
pouca sorte, exclamou o Dr. Leval apee
tendo convulsamente a mSo do engesuW
ro ; tudo escapa-nos ao mesmo tempo, fia-
do contra nos !...
O senhor andou mal escolhendo-me paca
seu advogado f... NSo tenho talento ma-
tante NSo sei descobrir o que o sai-
varia !... Tenho a certeza de sua in-
nocencia e vou deixar que o condemnem!_
Mas depois que Podro tinha tornado a
ver sua irmS e seu filho, depois que Ba-
berto lhe disaera:
Por que choras, papai, tu que nanas
fizeste mal a ninguem ?...
Depois que Adelia, fixando nelle o sea.
bom olhar, to ardente de ternura e de
f, tSo cheio de confianja e de energa,
depois que ella havia accreseentadoi;
Todas as pessoas de bem te lamesr-
tam e es ti mam; e nos te adoramos !..-
Pedro aleara -a fronte em toda a altura
da sua vida immaculada, da sua firme*
impeccavel, da sua consciencia tSo delica-
da e iio tranquilla.
NSo perca a coragem, dase elle ac-
Dr. Leval ; quem sabe 14 o que nos ie~
serva a audiencia? t
EntSo contina a esperar ?
Sim, porque a lealdade e a honra de-
vem ser sempre mais fortes do que toda,
respondeu elle traduzindo em voz aha- a
idea que na primeira noite de sua pristo
em Mazas apresentara-se-lhe ao espirita
impedira-ejde suecumbir sua vergouhaa
ao seu desespero. m
CAPITULO IXT
O arrojo le um bomem no
Fazia um calor horrivel, porm
perado pela brisa que vinha do rio^ o
jo, muito largo, muito bollo, e cuja
quenas ondas azuladas dirigiam-se pai
mar, trmulas e brilhantes sob os
sol, como urna cauda de sed
des lustres. ,
(Continuar-se-haJ______
TfjrWBSSio.r Duque de Cax ias d. tt.
. i
,1
(
]



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