Diario de Pernambuco

potoslo e de Forro, 6
outros ingrMllentee de grande potencia e virtudes
ur:t-a, cuidadosae-so+eiitificamente preparados.
A formula feralmente coubecida da proflssio
medica, < os cielborm- nr*lteo*nfecetSo a Salsa-
1'AUKII.iIA DO X)H A Wat CUIDO um
Eemsooo Absoluto
jara a? informidades oecaalonadas pelo estado
vicioso do Fanirae.
Kst concentrado ao grao ruis alto prncticaro].
uuito mais qti- qunlquer outra j>rcpftr;w^lo da sua
elasse, que pretondo proporcionar iRua/.-s effeitos, e
por tanto a madedaa mala barata, assim como a
inelbor para purificar o sangue.
DR. J. C. AYER e CA
Lowell, Mass., E. 17. A.
A* renda dm priiiclpaes pl^rmaras c <1ro2riA
Aluga-se
a capa da ra Coronel Suassnna n. 150; a tratar
na rna Marcilio Dias n. 106.
Aluga-se
a casa n. 3 da ra de Paysand, tem agua e gaz,
e muitas acommodacoes para familia : a enten-
der-se ra do Corredor do Bispo n. 6.
1S#000
Aluga-s a casa n. 16 D, da ra do Riachuello,
antiea do Destino, na Boa Vista, com 2 salas, 2
quarios e quintal ; a de n. 14 da ra da via-fer-
ea, era S. Jos, com 2 salas, 2 quartos, cosinha
e quintal por 12.J0O0; a de n. 16, junto, por Mi,
com 2 salas, 2 quartos. cosinha, soto e cacirn-
na : as chaves estao junto para ver e trata-se na
ra da Guia n. 62.
Alug-a-se
a loja c 3- andar do sobrado ra da Impera-
triz n. 20, ambos em perfeito estado de limpezr
e com grandes commodos para familia ; a tratar
com Capitalino de Gusmao, ra do Bom Jess
n. 11, 1- anaar.
PEHE1RA tt MAGALHAES
I
L
as
Recebedores directos dos mercados da Europa
liquidara osseguintes artigos com descont de 14
vendas em grosso
Bramantes de algodlo superiores, a 800 rs. o metro, 4 largura.
. dem de puro linho fazenda de 20200 para acabar a 10500, metro.
Atoalbado alvo, duas larguras, a 700 rs., 10100 e 10200 o dito.
Algodo alvo, nacional, para lences a 50500 a peca.
Madapolao americano, a 30600, 40000 e 60000, com 24 jardas.
Mariposas de cores a 220 rs. o covado.
Chitas ciaras e escuras, odres firmes, a 200 rs. o dito.
Batistes idema 120 rs. o dito.
Zi-tiros de quadrinhos, a 80, 160 c 200 rs. o dito.
Merinos lisos de urna largura a 200 rs. o dito,
dem de quadros modernos a 280 e 300 rs. o dito.
Fichs de renda chics a 10000.
Colchas francezas de cores a 20000 e 40000, tuna.
Lences de bramante a 10800, para cama de casal.
Casimiras de cores para roupa de crianca a 1A000 e 10800, diagonal, duas



largura
;
Camisas inglezas e francezas a 260000 e 300000 a duzia.
Tapetes aveludados, grandes, a 140000 um.
Cortinados ricamente bordados a 50500 e 60000-
Pannos de cores para mesa a 10100 e 10300 o covado.
Cheviot preto e azul, a 30000 o dito.
Brins pardos e de corea a 280 rs. o dito.
Veludilhos de cores <3 pretos a 900 rs. o dito.
Rendas austracas para vestidos a 500 e 560 rs. o dito.
Setins de todas as eres a 900 rs. o dite.
Setinetas lavradas 200 e 240 rs. o dito.
Alpacas modernas, laviadas, a 240 rs. o dito;
Meias cruas inglezas para homem a 20500 e 30000 a duzia.
Ceroulas bordadas, de bramante, a 120000 e 160000 a dito,
Cortes de easemiras para calca a 40000 e 60000.
dem de meia casemira a 20000.
Toalhas grandes para rapto a 40000 a duzia.
dem felpudas para banho a 120000 a dita. ,
rouitos artigos que serlo lembrados com apresenca de notaosleitores.
59Ra Duque de Caxias59
LOJA DE
P1EIIRA HAGALHAES

0 GERAL
ALLA1N PATERSON & C
N. 44Ra do BrumN. 44
JUNTO A.ESTAC0 DOS BONDS
Tem para vender, por pre50s mdicos, as seguintes ferragens :
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivacos de diversos temanbos.
Rodas de espora, dem, dem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular. \
Qradeamento para jardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos.
Portas de fornalha.
Vapores de forca de 3, 5, e 6 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de paadora.
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de corcertos, e assentaraento de machinismo e executam qual
^Mr trabalho com perfeic&o e presteza.
CAPSULAS
Mathey-Caylus
Preparadas polo DOUTOR CLIN Premio Montyon

As Capsulas Mathey -Caylns com Envoluero delgado de Gluten nao fatigao nunca
O estomago e s5o recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos HospiUes de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Oonorrhea, a Blennorrhagia, a Cyatite
dn Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgo genito urinaria.
UH Um* mplhttio ditilhida compaa cada Fruto-
1 Exigir Vardaderaa Capsula Mathey-Caylua de CLIN & O, de PABIS,
que te ocha em casa do* Droguista* e Pharmaeeutieot. Jj
AO N. 20
JUNTO AO LOUVRE;
500 rs.^o covado.
Gazes de eflres a
FustSo branco a 360 e rs. o covado.
Brins de cores a 280 rs. o covado.
Baleias pretas a 260 a rs. a duzia.
Colchas de cores a 20 e 30000 urna.
Cumbraias bordada* a 40000 a peca.
Luvas de seda a 20 e 2#5O0 o par.
Lencos braaoos -a 10200 e 10800 a duzia.
Cretones de Alsace a 360 rs. o covado.
Atoalhado bordado a 10200 o metro.
Brim pardo a 280 rs. o covado.
Linhos de quadro a 280-rs. o covado.
Bramante trancado a 800 rs. o metro.
Espartilhos counwja a 50000 um.
Chales adamascados a 20500 um.
Cortinados bordados a 60000 o par.
Merino do cores, a 600 rs. o covado.
Ceroulas de bramante a 120 a duzia.
peca.
ibinac
a 10200 o covado.
Cambraia Victoria a 20900 a peca.
Bramante de linho a 10700 o metro.
Toalhas para banho a 10500 urna.
Tapetes grandes a 130000 um.
Ceroulas de linho a 340000 a duzia.
Cretones francezes a 400 rs. o covado.
Leques transparentes a 20500 um.
Alpacas de quadro a 600 rs. o covado.
Camisas brancas para meninos.
Sabidas de baile u 10000 urna.
Cretones de cores a 240 rs. o covado.
Percales tii.as a 200 rs. o covado
Nansok cores txas a 240 o dito.
Las escossezas a 260 rs. o dito.
Alpacas indianas a 320 rs. o covado. .
Madapolao americano a 6000 a
Chachemiras lisas e listra de combinacoes
Popelina branca a 800 e 10000 o covado.
Bicos matisados a 20500 e 30000 a peca.
Panno da costa adamascado.
Regatas de cores a 10000 urna.
Sargelim de cores a 200 r o covado.
Crenolina, preta e branca, a 400 rs.
Chanfbres. de crep a 50(KX), e 60000 um.
Cachemiras de quadros a 260 rs. o'covado.
Guarnicio de crochet coia matizes.
Grinaldas para noivas.
Setim de cores a 800 r. o covado.
Cachemiras de duas larguras a 800 rs.
Cortes de linn em cartao a 100 e 120000.
Camisas allemles a 360000 a duzia.
Cachemira de duas larguras a 800 rs. o
covado.
Linn de cores a 500 rs. o dito.
Linhos de quadros a 00 rs. o dito
Bramante trancados a 10000 o metro.
MeiaS para homens a 30600 a duzia.
Guarni^ao de croch', brancas.
Extracto -Port Veine a 1040*
Alpacas mescladas a 600 rs. o covado.
Entretella para camisas a 800 rs.
PAM 0 CARNAVAL
Guarda-po para homens a 60000.
Guarda p para senhoras a 100000.
Paletots de seda palha a 80000.
Ditos de alpaca preta a 50000.
Ditos de brim pardo a 50000.
EsguiSo pardo a 400 rs. o covado.
Gangas lisas a 340 rs. o covado.
Setineta dourada a 400 *rs. o covado.
Tari a tana pra toada a rs. o covado.
Vefbotina de adres a 800 rs. o dito.
Aluga-se baratb
a casa n. 47 travessa do Bartholomeo, os 1 e
2- andares do sobrado ao caes do Apollo n. 75,
e os 1 2 e 3 andares do da ra do Brum n. ;n i,
todos com bastantes accommodaedes para fami-
lia : a tratar na ra larga do Rosario n. 34.
AMA
Precisa-se de urna boa en-
gommadeira que faca outros
servidos, a tractar no 3. an-
dar, por cima da typographia
do Diario na ra Duque
de Caxias n. 42.
Ama
Precisa-se de urna ama para cuidar de urna
crianca : na ra da Imperatriz n. 47. segundo
andar.
Ama
Precisa-ae de urna perfeta cosinheira, para as-
sistencia interna : tratar na ra do Mrquez de
Olinda n. 54.
Ama
Precisase de urna ama para todo servieo de
casa de familia ; a tratar na na da Santa Cruz
n. 3, padaria.
Precia-se de urna ama que saiba cosinhar e
durma em casa do patrao, que atieste a sua con-
ducta : na ra da Coi
^onceicab n. 4, i andar.
Ama
Precisa-se de
casa de familia ;
loja.
urna ama para cosinhar para
na ra Duque de Caxias n. 54,
Na ra Primeiro de Mar$o o. 20
i\H\ DE (0\l'll\(l
AMARAL & C.
KANANGAdoJAPAO
RIGAUD y C\ Perfumistas
PARS 8, Ra*Vivienne. 8, PARS
(A AgCl de [KailCingCL, a lo5o a mais refge
rante, a qe mais vigor d pelle, e que mais branquea
cutis, perfumando-a delicatamente.
ExtrctO de (KanangO., suamsimo aristocrtico,
I perfumo para o lenco.
OleO S J^QHHgCl, tbesouro dos cabellos que abril-
banta, faz crescer e impede de cair.
Sbonte de (Kananga, 0 mais agradad
conserva cutis sua nacarada transparencia.
$S d$ iKCMCiriga, branqueo a tez dando-lhe elegante
cor mate e a preservo da sardas.
Depsito na* principie* Perfumaria*
INJECTION CADET
Cura certa em 3 das sem outro medicamento
FAKI8 9, Bvulevard Denain, V FARIS
Depsitos em todas as principaes Fhanaacias e Drogaras.
VERDADEIROS GRAOSqeSAUDE do DWANCR
V* LICKNCUD08 LA INSPECTORA OEBAL DE HYGIBSB 00 IMPERIO DO BMZIL
4 ApwlantMi E.tomachco, Purgativo*, Depurativo
*>2litra a T*M* appetlte. a Ohtrncfto, a BnMMioeca. as vertlcema,
as Conctaoa, pte Dote ordinaria : 1. S oreo*
5 DesconOar as rateiflcac 9 -1 MiJS^u. 0 Selie di Otti^ ds FairicutM.
Ama
Precisa-ee de urna ama para eosinhar
ge da Santa Cruz n. 14.
no lar-
Ama
Para casa de familia, precisa-se de urna ama
na ra do Cabug n. 2-C.
Aos amadores do carnaval
A bem oonhecida loja de miudeaas-BAZAR
DO RECIPE,a ra Mrquez de Olin.la n. 11
anga da Cadeia) recebeu grande sortinienlo de
mascaras caricatas para bomens, senhoras e
enancas, e grandes coHeccees para clnba e so-
ciedades carnavalescas, vende.se por procos sem
competencia, quer pequeas ou grandes porcoes
Vale apena visitar a loja de mmdezasBAZAR
DO RECIFE para ver o melhor sortimento d"
mascaras que tem viudo ao mercado. Tamben! re
cebeu grande sortimento de bisaagas de ebeiro
e outros artigos proprios para o carnaval, tudo
a precosmodicos loja de miudezas
Bazar do Recife
A' ra Mrquez de Olinda n. 11
De Domingos M. Martin
INFALLIVEL e RADICAL
no enrativo de todas as affecoBes bronchiaes :
Mal de Garganta, Tosso e Tisica
' o-
PEITORAZ.
De ANAC AHTJIT A
Remedio Vegetal da Natnreza para o alli-
vio e cura de todas as molestias
Do Poito o dos PulmoGs.
Nova loja de calcados
Una do Harqnez de Olinda a.
4
NICA DESTE GENERO' NA PREOEZ1A
DO BECIFE
Recentemente aberta achando-se em eondi-
coes de bem servir o respeitavcl puWico es
merecer a confianza de todos os habitantes
provincia e das limitrophes.
Vndese em grosso e a retalho calcados na-
cionaes e estrangeiros por precos rasoaveis.
Recil*, 20 de Fevereiro de 1889.
Maia Rodrigues & C.
AVISO
Previne-se a quem quer que seja que nao fa-
ca negocio algum com as casas que possue
Marciano Carneiro da Cunha, na estrada nova de
Caxang, por quanto se acham hypotijesadas ae
abaixo assignado..
________ Manoel Joaquim Goagalves.
Diarios ejornaes
Compra-se para embrulho : na ra da Aurora
n. 8o, mercearia Arthur G. Macaes.
Aula de paisagem
Acha-se aberta a matricula para a aula de
paisagem, no Lyco de Artes e 0(lirios, a qual
runccionara nos demingos, ao meio dia. so a
direccSo do Sr. J. J. Telles Jnior
Assucar refinado
Os refinadores previnem aos seus fregueies,
que em consequencia da rpida elevacao de ae
sucar em rama tem combinado os seguintes pre-
cos para o mez de Margo prximo.
1. sorte 4J800 15 kilos
2.' sorte 3700
3.' sorte 34000
Assucar
Usina Pinto
Santa Filonila
Colonia Isabel
Na refinaco Salgueiral, ra Mareilio Dias
numero: 22."
Assucar refinado
especial, o melhor que se fabrica nesta cidade-
JOAQUIM KALGUEIRAL & C.
Ra Marcilio Dias n. 22_. *
TVl-|Iioii* numero 446
Perdeu-se
No Poco da Panella entre a casa do Dr. Jos
Mariano e a estacao da Casa Forte perdeu-sa um
pincenez de ouro, quem o aobar pode leva/ a
ra' Baro da Victoria n. 18 atinar, que se-
r bem gratificado.
Loureiro& C.
continuam a receber os seguintes vinhos, em de-
cimos e quintos, e quexetalham:
Genuino de Collar* s.
Superior de Cheleiroe, uro dos vinhos de maier
consumo em Lisboa.
Tinto da Rgoa e alto Douro, sendo este mu-
dado por um particular amigo.
Tambem retalham Verde e Figueira. Quali-
StC., ro
dades garantidas por Loureiro &.
fica n. 7, Passagem.
ra de Bem-
Cautellas do Monte de Soccorro
Compra-se cautellas do Monte de Soccorro de
qualquer joia, brilhantes e relogios; paga-se
bem na Praca da Independencia n. 22, loja de
relojoeiro.
Professora
Urna sen hora competentemente habilitada, com
praticade 11 annos-de proflssao, apresentaado
diversos atestados de bom methodo e eomporta-
mento, offerece-se para leccionar em casas par-
ticulares, na cidade ou em seas arrtbalde? guintes materias: Portuguez, Francez, italiano
Geographia, Piano, trabamos de agulha, 'te.; a
tratar a ra Visconde de Goyanna n. 69 ou em
casa do-Regulador da Marinha ra largado
Rosario n. 9.
Aifafa
Genero novo chegndo directamente de Moite-
vido. vendem Maia & Rezende.
Pharmacia Bartho'
lomeo
Precisa-se de um pratico :
larga do Rosario E. 34.
a tratar 'aa raa
SS^*
e com letras ae coro,,-"""
cada urna letra de urna cor dioexoiite e
las TawrS Vbaranaata itMMMT.
ttaMilMMUSMM
^i4i
wiedalha de ouro
OA ACAOEMIA N ACIN al _
r ^TRACTO Ot|
V.6ADO DE
ACALHAO
D gabor mui agradavel, a VINHO do Doutor VIV1EN re-j
I ositado por todos oa mdicos para o Rachititmo, Eecrophula, Anemia,^
\mVettia* de Paita, CeUrrhe pulmonar, Debidade, etc.
i.


SADE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
Pllulas purlflcao $ Sanue, eorrlgem todas as desordemi de Estomago 9
dos Intestinos.
Fortalecem a saude dai constila?>es delicadasfte sao d'am valor incrivel para todas as enfermidades
peculiares ao aexo feminino em todas as edades. Para es meninos assim como tambem para as
pessoas de idade avancada a sua eficacia e ineonteaUvel.
Emi DMdiciius A> piepuadas emente no Estabelecimento do Professor Houowav,
78, NSW OXFORD STREET (antea 533, Oxford Straet), L05DBKI,
E Tendease em todas aft pasmaos* do uoiveno.
Fea s* sao ttes3
o
tt osBTdados resptitoeamente a fTnimaar o> ratatos da cada i
direesso, 533. Oxford Street, sao talsificaeoes.
i


n:..
Diario de Pernambuc >exta-feira 1 Pao centeio #
Hiile A Bidet, avisam ao respeitvel publico.
que todas as tercas e sextas-feiras, tem este sa-
boroso pao; roa larfra do Rosan n. 40.______


I

~>
Cosinheira
Precsa-se de urna, que saiba cosiohar e nao
saia a roa, para casa de familia : a tratar na roa
do Cabug n. 14, de meio dia at horas.
Professora
Na roa Barao do Triutopho n. 68, se dar in-
fonnacCes de quem precisa de urna professora
para ensinar cinco meninas, portuguez, geogra-
phia. historia e trabalhos de agulna
Prefessor americano
Devido mudanca de residencia
- MR. GEORGE B. NIND
pode ser procurado nos dias uteis,? na ra
Coaquista n. JO. __________________
ila
RELOJOARIA
A antiga e bem acreditada officina de relojoei-
ro, sita roa Primeiro de Margo n. 4, acaba de
ser transferida para a roa Larga do om-
rlon.it.
O seu proprletario, lendo um completoe muito
bom sortimento de aviamenios tendentes sua
arte e coto urna longa pratica da inesma, offerece-
se ao publico em geral para encarregar-se de
todos concertos de relogios, caixa? de msica,
etc., etc.
Espera continuar a merecer a conRanca de
seus freguezes e assegura-lhes que ser sempre
solicito no cumprimento de suas oraens.
42Ra Larga do Rosario 42
Gustavo Vollichard
VENDAS
Vende se lite de vaccas da trra, puro, a
320 rs. a garrafa, garantindo se a boa qualidade
aos freguezes que o comprar nesta casa. 8s
freguezes encontraro o leite das 5 s 7 horas
da manh, e tambem nos encarregamos de man-
dar levar em casa de qualquer freguez : na ra
do Bangel n. 53.
afreguezada da
Vende-se a taverna
ra da imperatriz n. 55.
bein
Em barricas
n. 0.
Breu
vende-se na roa do Amorira
Para oDerby
Carlos Sinden recebeu grande sortimen
to de gravatas e camisas de cSres propriae
para os amadores do Prado e est venden-
do por pregos sem competencia.
Recebeu tambem collarinhos e punhos
de borracha de formatos no vos.
48BA BARAO DA VICTORIA 48
Mobilias austracas
Veudem-se mobilias austracas de todas as
Jualidades e cores, por presos os mais commo-
os, para liquidaco, roa do Mrquez de Olinda
a. 54.
Il'li' Wmmmmmmmmmmmmmi
PHOSPHATO DE FERRO
de LEBAS, Doutor em Smenciu
ktremHo <*' JuKtt di Hft Este ferruginoso o nico que
conten em sua composicao os ele-
in-'ntosdosossosedosangue.E' muito
efcaz contra a anemia, a pobresa
do sangue, as dores de estomago,
pallidez, as peidas brancas e as
descdns e irregularidades da
nensruacao. Agradavel pelo seu
aspecto e pelo seu sabor, sempre bem
ii-:ceito pelo estomago, muito acon-
seliado pelos mdicos, as senhoras,
s mocas e s creancas delicadas.
Em PARS, 8, Rn Vtrienoe.
Armago
Vende-se urna armaco de amarello era per-
feito estado, propria para miudezas ou tabaca-
ria : a tratar na roa do Cabug n. 41-A.
F0LPST1I
SEM MAI
POR
FA7LQ rAISSEUOS:
DURANTE A TKMPKSTADK
Novidades
Recetaras Modas de Pars
AZEVEDO, IRMaO & C.
. 16 Ra do B. da Victoria 16
(Antiga Nova)
Lindas capis de Burah, cachemira, me-
rino e renda o que ha de mais novo. Renda
comprimento de saia a 10000 e 10500.
Sargolim fino todas as cores a 200 o co-
vado.
Baleias com forro a 240 a duzia.
dem com forro a 400 a duzia.
Bramante de linio com 10 palmos
1,5500.
D to de algodao com 4 larguras a 800.
Cortinados bordados a 50000 e 6*000.
Ditos de crochet finos a 8*000 e 10*000
Estracto Rita Sangal a 2*000.
Fichus de la e seda 1*000, 15500.
Capellas com veo bordado a 6*000 e
7*000.
Madapolao globo a 7*000.
Dito camisero a 7*000.
Tapetes grandes para sof a 13*000.
Espartilhos couraca a 4*000 e 5*000.
Brins de liaho coi es fixes a 600.
Panos de crochet para cadeiras a 800.
Ditos de crochet para sof a 2*000 e
3*000.
Quardanapos de linho a 25500 a duzia.
Merinos de cores a 400 o covado.
Zefires largos a 160 e 200.
Setim maco a 800 e 900.
Toalhas para banho a 1*000 e 1*500.
MadapolSo com um metro de largura
a 6*500.
Cachemira arrendada e de quadros
1*500.
Crochet para cortinados a 700.
Toalhas felpudas a 3*000 a duzia.
Tamisas finas para homem a 33*000. t
Colxas de crochel com flores a 5*000 e
9*000.
Lindas velbutinasde quadros lisos ecoiu
listas propinas para veo.
Nanzuc finos a 240 covado.
Ditas finas a 200, covado.
Crotones finos a 400 o covado.
Caixas proprias para presente.
Palitos de palha seda cores a 9*000.
Pao verde para bilhar.
Leques de pennas.
Ditos transparentes.
Crinoline preta a 300.
GuarnicSes pretas e de cores.
Camisas de flanella de corea.
Seda crua de quadros a 800.
Crep inglez.
Meias brancas de seda a 4*000.
< achemiras de quadros a 280.
Fustao branco a360 o covado.
EsguiSo fino a 1*500 a vara.
Casemiras para roupa.
Roupa feita por medida.
TELEPHONE200
O desengao ir ver
Taverna
Vende-se a taverna da roa de Luiz do Reg n*
47, em Santo Amaro das Salinas : a tratar na
mt-sina ou no Caminbo Noto n. 87
Cofres de ferro de Mil
ners
Vendem-se estes excellentes cofres, como tam-
bem de outros bem acreditados fabricantes, va-
rios tamaitos, prova de fogo, com a maior segu-
ranza desejave, a preces baratissimos, na roa
Mrquez de Olinda n. 54.
Viva o carnaval
39-
39
Ra Duque de Casias
Primeiro andar
Grande exposieae de um sortimento de roupas
de phantasia e de todas as epochas, proprias
para os bailes do Hippodromo, Internacional,
Carlos Gomes e passeios.
PRECOS BEM COMPETENCA
Na ra Duque de Caxias
Por rima da eacadenaco do Mi-
A BVOLCAO DOlB
A" ra Duque de Caifas u. 48
Nesta leja denominada A' Revolucao,
tendo sempre um grande e variado depo-
sito de fazeadas, resolveu-se vendel-aspor
menos 30B| do que em outra qualquer
casa. Como sejam :
Toalhas felpudas e^colchoadai,t>rancas
e de cores, t-imanho regular a 120, 20i,
500, urna.
Merinos de quadros, lindos padrones
200, 240 e 280 o covado.
Seda Alcaciana (fazenda de fantasa),
240 o covado.
Cachemiras de quadros com combina-
cSo a 320 o covado.
Mimosa cambraia das mogas para cami-
MSJS 3*200 a peca.
Lindos cortes para vestidos em cartao
com todos os aviamentos a 70 9* 10* e
14* um.
Saias bordadas para senhnra (recebidas
ltimamente de I aris) a 3*000 urna.
(.retoes inglezes, francezes aallemaes
a 240, 280 e 320 o covado.
Zefiros de quadros, muito largos a 160
200 e 240 o covado.
Lindas colchas com palmas de cores
para noives a 10*000 urna.
Chitas claras e escura, muitos padrBes
a 200 e 240 o covado.
240 rs. o covado.
Batistas com palmas e pintas, cra fi- Chitas de 200 e 240 rs.
xas a 120 o covado.
Redes francezas a 5* e 6*000 urna.
Fechs de 18, muito grandes, todas as
cores de 2*000 por 1*600.
Camisas francezas de Unho (pechinca) de
60 a duzia por 48*.
Merinos finos com duas larguras, todas
as cores de 800 a 500 o covado.
dem idem idem idem preto a 800 e
1*000 o covado.
Cortes de fustSo branco e de cSres para
colete de 4* por 2*000 um.
Madapoloes finos a 4*, 5* e 6*000 a
peca.
Atoalhado de linho, lindo desenlio a
1*700 o metro.
t ortes de cas em ira para calca, finos e
modernos a 4*, 5*, 6* e 7*000 um.
dem idem idem idem costumes moder-
nos a 20*000.
Cambraia de salpicos muito fina com
10 iardas a 4*000 a pega.
muitas outras azendas que s com a
presentadas Exmas familias, poderSo ser
vereficadas, como sejam: mantilhas brasi-
lheiras, leques transparentes, bicos de co-
res, ntremelos, bordados, leos, extratos,
lavas etc.
48 DUQUE DE CAXIAS 48
Fazsndas baratas
Loja do Triumpho
Ra Duque de Caxias n. 49
Las fins com froco, a 30 rs. o covado
Ditas de quadros, bonitas a 300 rs.
Merinos lisos, 2 larguras a 560 rs.
Ditos lavrados, 2 larguras a 700 rs.
Zefiros largos de quadros a 240 rs.
Ditos largos de quadros linos a 280 rs.
Ditos bordados finos a 700 rs.]
Etamine arrendada a 440 rs. ,
Dita de listas abertas a 400 rs.
Setina de listrinhas a 660 rs.
Ditos da China (fantazia) a 240 rs.
Saias bordadas linas a 3400U
Camisas bordadas finas para senhora a 4*000
Cambraia branca bordada, a 4*500 a pega.
Dita bordada de cor a 5*300 apega.
Ctntas escuras muito boas, a 200 rs. o covado
Algodao largo (10 metros), a 2*500 a pega.
Dito dito de 20 jardas a 4*000
Toalhas acolchoadas grandes, a 4*500 a duzia.
Redes inglezas grandes a 5*000.
Guardaoapos delicho, a 1*800 a duzia.
i amisas de linho sem punhos e sem colarinho
a 3*000.
Bramante de algodao 4 larguras, a 700rs. a vara.
Tapetes grandes para sof a 14*000 A
Cortes de seda para rollete a 4*000,
Cortes de casimira ingleza a 4*500
E outras muitas fazendas que se vendem mul-
to baratas para liquidar. *
A' ra Duque de Casias u. 49
Bastos efe G.
CHAPEO ELEGANTE
Ru doBarSo da Victoria 1
Acaba de receber pelo ul-
timo vapor da Europa urna
collecao de chapeos para Se-
nhoras o que ha de mais mo-
derno fino e elegante, ven-
dem por preco commodo.
Carval ho Irmao & C.
Saloda Moda
Ba do YiscoHde de Inhama n. 13
(ANTIGA DO RANGEL)
Os propietarios d'este mui acreditado
estabelecimento previnem a seus fregue-
zes, que tem um completo sortimento de
fazendas, que vendem por menos 30 i0
do que em outra qualquer parte: como
sejam:
Linhosinhos de quadros a 80 rs.
Las de quadros a 160 e 240 rs.
Zefires, muito largos, do 320 a 240 rs.
Cambraia de salpicos a 4)5000 a peca.
Dita Victoria a 20800.
Cretones claros que eram de 320 a
Fichs com ramos e sem elles a 10000,
20000, 30000 e 40000.
Bap tistes de cores a 120 rs. o covado.
Camisas francezas a 20000.
Ditas de linho a 20800.
Ditas inglezas a 40500
Chales de casemira a 20000 e 30000.
Sargelim diagonal a 200 rs. o covado.
Meias para homem, senhoras e meninos
a 200, 240, 320 e 400 rs. o par.
Tambem temos um completo sortimento
de artigos para homem como sejam :
Casemiras, brins, fustetes para collete,
collarinhos, punhos, gravatas e muitos ou-
tros artigos que sSo precisos para satisfa-
zer as exigencias do mais caprichoso e
elegante cavalleiro, para o que montamos
urna officina de alfaiate sobre a direcgSo
de um perito mestre. I
PRECOS SEM COMPETENCIA
Gonqalves Santos & C.
Doce secco de caj su-
perior
Tem para vender em latas de 2 e 4 libras, por
prego commodo ; na ra do Bom Jess n. 35,
armazem.
fcGoBnri
M0MAI8,_
P*1* OLERY
Vends-s fin toda a irt
Cha preto superior
Carlos Sinden avisa seus amigos e fre-
gnezes em geral que recebeu pelo ultimo
vapor cha preto novo e superior que ven-
de por precos mais resumidos em vista
da continuarlo do cambio avoravel.
Convem que experimentem.
48 RUADO BAR*) DA VICTORIA 48

(Continuadlo do n. 47)
CAPITULO IX
A c a a a i
i Oh! is80, murmurou elle com voz
abafada, nunca!...
Pedro ficou impressionado com a pro-
funda fxpressao de terror que manifestou-
se as feijSes inteligentes do operario.
Mas por que recusas ? perguntou elle
extremamente admirado. Naotiveste sem-
pre em mim um protector, um apoio, um
conselho?... Nao o ters iacessante-
tiente?.. r Mas ainda... Fica, e dar-te-
kei nos meus negocios um interesse. que,
mais tarde, pode proporcionar-te urna pe-
quena fortuna.
O rosto de Gages tornou-se cada vez
mais saturado da expressao de terror que
assignalmos.
Nao, repetio elle nao quero...
Mas baixo, ao cabo de algmns segundos,
accrescentou:
Ni p0880.
Por que motivo? Fazes-me sappor
, aasim que ests oceultando-me alguma
ce usa!
Estas palavras cahiram como urna gotta
d'agaa sobre chumbo derretido, no espirito
aniquilado do operario.
E sbitamente elle
Mas Be te estou dizendo que me en-
carregarei de tua rilha !
Nao s is8o. Encontrar a casa va-
sia e s, quando entrar... Nao pelo bom
Deus!... Nao o poderia!... e alm dis-
so, como me conheco, sei que n2o resisti-
ra tentacSo !... Nao averia raz3es,
conselhos, juramentos que valessem, eu
despenharia !... E entao, ao cabo de al-
gum tempo, imagino que valdevinos me
tornara! N2o, nao quero chegar a tal
ponto !... Prefiro ir-me embora.
Mas em Pbiladelphia, para onde vais,
segundo me disseram, os meamos perigos
te esperam !...
Nao a mesma cousa. La nao ha-
vera oa camaradas daqui, nem os mesmos
sitios aonde ir, os mesmos attractivos, as
mesmas fa8cina95es. Gente desconhecida,
trras novas. Serei mais forte para do-
minar-me do que aqu.
O Sr. de Sauves admittio as razSes de
Eugenio.
Afinal de contas... era verdade o que
elle dizia. -
NSo insisti.
A tua verdadeira carreira est tai-
vez no Novo Mundo, disse elle. E's um
homem notavelmente intelligente. Com
vontade e energa tornar-te-has um ho-
mem superior. E' o que eu disse hoje
pessoa que veio pedir-me informac5es a
teu respeito, reservando-me, entretanto,
para insistir comtigo hoje, afim de que fi-
ques. Teria muit prazer em fazer .algu-
ma colisa por ti!...
Urna emocSo poderosa, contra a qual
lutava em vSo, dominava Gages.
__Oh! patrSo murmurou elle collo-
cando a mao nos olhos, como o senhor
bom 1...
Urna expressao horrivelmente dolorosa
contrahio o rosto syu-pathico do Sr. de
Sauves.
,Bom? repetio elle, talvez muito me-
nos do que outros; mas tambem tenho
soffrido, Gages, sofirido tanto como tu, e
por isso que compadeco-me dos que sao
infelizes.
__Tanto como eu ?... nao, patrio, nao
c pos8vel.
-- Ai de mita!____Eu adorava mi-
nha mulher e ella morreu, como a tua,
instantneamente, e isso no dia se-
ha-
8&000 a duzia
4 OLEO AMERICAN
O mais econmico, hyglenleo e
perfumado le* para o
CABELLO
VENDEM
GOMES DE MATTOK IRM.lO*
23-rua Mrquez de Olinda -2>
Vinho de Collares especial e
da Madeira
Em decimos e caixa de duzia. tem para ven-
der Joaquim da -ilva Carneiro. largo do Corpo
Santo n. 13, i- andar.
ergueu a cabera, a guinte ao de urna catastrophe que nos
physionomia serenou-lhe, voltando sua' ya arruinado, quando ella era o meu
exprsalo de desassocego.
Oh patrio disse elle olhando para
o Sr. de Sauves com ar de offendido, que
idea faz entilo o senhor de mim ?... A
verdade tdok>rosa, mas nao difficil de adi-
tranar ?...
quasi
con-
selho, a minha forca, a minha consolas.
Algumas lagrimas correram dos olhos do
Sr. de Sauves.
Levantou-se. .
- A vida dura, continuou elle tris-
temente, bem dura e bem amarga-----
Mas com honestidade, boa conducta e for-
9a de vontade, acaba-se por vencer os
proprios revezes! Adeus, Gages, visto qu
queres partir, apezar do que te disse, tra-
ta de ser feliz l. <.'onduze-te bem, pen-
ga em tua filhinha, cujo affecto pagar-te-
ha mais tarde os sacrificios actuaes; e se
te achares l em embaracos, ou se tiveres
necesaidade de alguma cousa, dirige-te a
mim; nao te esquecerei*
Confundido com tantas bondades, bran-
co como um sudario, com as feicSes pesa-
das e as palpebras irrequietas, Eugenio
nao poda seno balbuciar :
Obrigado, patrio, obrigado !...
A's ultimas palavras do engenheiro, a
sua emo^ao explodio sbitamente em um
soluco que abalou todo o seu ser.
Oh! eu tambem, exclamou elle, nun-
ca o esquecerei, Sr. Pedro!... .
O Sr. de Sauves estendeu a mao aberta.
Bem, meu pobre Gages, disse elle,
adeus e s feliz !...
Mas comquanto conservasse a mao es-
tendida, prompta a apertar a do operario,
este, ou porque nao visse o movimento ou
porque nao Njuizesse corresponder-lhe, fi-
cou immovel, de p, como que pregado no
chao, com os olhos baixos, as feicBes lvi-
das.
Adeus, e boa fortuna, repetio Pedro
dirigindo-se para a porta.
Gages nao acompanhou-o sequer, *dir-
se-hia que tiuha sido transformado em es-
tatua do desespero e do espante.
Era tarde.
O Sr. de Sauves caminhava depressa
para chegar casa.
E emquanto>uma luz con inuava a bri-
Ibar em casa do operario, pela porta dei-
xada aberta, Pedro galgava a ra de Bel-
leville, reptindo a si proprio:
Que attitude singular!... Por que
nao quiz elle apertar a minha mSo ?
CAPITULO X
Inuleii p-quiia
Passaram-se alguns dias ; Joanna Ds-
cours havia deixado Pariz.
Onde tinha ido?
Nein a sua porteira, ncm urna das suas
amigas intimas que costumava visital-a to-
dos os dias, sabiam.
Havia partido com um mancebo louro,
de bigodoB, de cerca de vinte e oito ou
trinta annoa.
Branca Gauthier, a amiga de Joanna,
entrevra-o um dia com ella de carro, mas
nao Ihe fallara.
A'
Mais Barato
ALojadas Listras zoes
RA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Te le pilone o 911
As fazendas vendidas nesta casa sao de boa qua-
lidade, e nao levam (medida escassa;
aceita-se a fazenda vendida se, por
qualquer motivo nao fr de muito agra-
do da pessoa para quem ,for comprada.
D-s descont a quem comprar de 20*
para cima.
ESPECIALD3ADES
Mrim de listras azuespegas com
20 varas, a 60000.
nadapolo com um metro de largu-
ra a 6)>800 a peca.
Cortes de vestidos bordados em
cartao a 10.5000.
Vellndllho bordado a contas a 1|5600
o covado.
Cachemiras pretas, de quadros e
arrendadas a 20 e 20500.
Tecldos fantazia arrendado proprio
para baile e theatro a 400 500 rs.
Corles de cachemira com guarnieres
bordadas, lindas cores, a 200 e 250000.
Ketlm Maco de todas as cores a 750,
e 800 rs.
Unon bordado, tecido de urna s cor,
qualquer que se deseje, a 200,'rs.
Zefiros lisos e bordados, tecido fino,
novidade a 500 ni.
Las de quadrinhos a 300, 240 e 360
o covado.
Unhos lisos a 60 e de quadrinhos a
OO'rs. -
Guardanapos melhor qualidade a
10800 a duzia.
Atoalhado branco e de cores a 10.
Oleados para mesa redonda ou qua-
drada a 40000.
Cortinados de crochet, com sanefas,
ultima novidade, para janellase portas.
Crochet para cortinados a 900 rs. o
metro.
Colchas de fustao, brancas e de ec-
res, a 20000.
Chitas finas precales a 200 e 240 rs.
Chitas escuras a 160, 240 e 280 rs.
Batlstes de cores seguras a 120 rs.
> aazne de lindas cores a 280 rs.
Brlm pardo esguio a 240, 280 e320.
Casinetas de cores escuras para rou-
pa de homem ou menino a 400 e &00 rs.
Mantilhas de renda hespanhola, pre-
ta, de seda a 80000.
Capas e visitas, de cachemira, de ren-
da, com lindos enfeites e com vibrilhos a
200, 250 e 300000.
Leques de pennao e transparentes,
ultima novidade, todo prego.
Luvas de seda, lizas, bordadas ou ar-
rendadas, pretas e de qualquer cor a 20.
Espartilhos inglezes a 40500 e 50,
tem desde o n. 40 at 80 de grossara.
Blco braneo reme e de todas as
cores desde 700 rs. at 20500 apeca.
Rendas hespanholas, de seda e de
algodao, preta, branca e de qualquer cor.
Babados e ntremelos bordados ta-
pados e transparentes por todo prego.
Grampos e penfinhos fantazia para
cabello a 400 e 500 rs.
Baldas para vestidos a 260 rs. a
duzia.
Reloglos despertadores com fi-
guras em movimnto a 80 e 90000.
Aspas de ago para vestidos a 120 rs.
o" metro.
Kargellm francez fino, diagonal, a
200 rs. de qualquer cor.
Crinolina de cordao preta, branca,
chumbo e cor de caf a 400 rs. o metro.
Redes americanas para menino
ormir a 30500 e para homem a 60000 e
70000.
E muitas fazendas que se vende muito
barato para liquidar facturas na loja
LISTRAS AZUES de
Jos Augusto Dias
Joanna, muito desconfiada, nao quizera
que ella o visse.
Para que m'o tomes. .. dissera-lhe
ella; muito obrigada !
No dia de Pentecosts ella contara-lhe
que sucedia-lhe urna aventura extraordi-
naria : que havia encontrado um rapaz ri-
co, o qual Ihe pagara viagem para muito
longe, Spa ou Arcachon.
- Depois destas informagoes, que obteve
forga de astucia e de perseveranga, Pe-
dro ficou convencido de que Jorge Cha-
niers, dominado novamente pela antiga
paixao que tinha pela ligre, havia parti-
do de certo com ella e carregado com os
trinta e oito mil francos que achavam-8e
na caixa da usina na vespera de Pentecos-
ts.
E abandonara assim sua mulher, que
acabava de dar luz, e a filhinha, que
mal acabava de nascer !...
O Sr. de Sauves explicava a si pr>
prio esse facto por urna dessas aberra.
g5es tao semelhanes a actos de lucura-
E mais do que nunca callava-se, quar-
dando as suas impressBes para si.
Entretanto Suzana, que era da opiniio
do Dr. Graniers, e que vao conhecia os
pensamentos dolorosos que atormentavam
o espirito do engfnheiro, dissera-lhe por
diversas vozes:
Pode acreditar-me, Sr. Pedro esta
ausencia nao c natural.
O Sr. de Sauves em geral ficava muito
paludo e nao responda.
Por que nao se dirige prefeitura
de policia?, aconselhou-lhe ella um dia
em presenga da enfermeira, a Sra. Nou-
vailles.
Pedro, que tinha urna aversao instincti-
va por aquella mulher de olhos hypocritas
e rosto diBsimulado, encolheu os hombros,
muito contrariado por Suzana fallar-lhe a
tal respeito na presenga della.
__Dcvo ter as minhas razSes para nSo
fazel o, disse elle sahindo do quarto.
- Em seu lugar, observou a Sra. Nou-
vailles rapariga, quando o engenheiro
desappareceu, iria eu propria policia.
Ella afinal de contas nao foi feita para os
cites !...
Suzana, desesperada pelas lagrimas con-
tinuas da Sra. Chaniers, a quem adorava,
pelas suas angustias, pelas suas dores e
achando-8e forte de inveng<5es e mentiras,
seguio o conselho da enfermeira.
Urna manha foi ao gabinete do chefe da
8eguranga, no caes dos Ourives e explicou
o motivo que a levava.
1 om os seus olhos claros, nao dissimu-
lados atrs dos vidros dos seus oculos
brancos, o chefe, o Sr. Marais, um ho-
das
mem intelligente e enrgico, olhava para
ella escutando e pesando-lhe as menores
palavras.
Como se explica que nao seja ama
pessoa da familia que me venha fazer essa
declaragao, minha filha ? perguntou elle a
Suzana, quando ella terminou a sua reve-
lagao,
A rapariga nao se perturbou, mas com
um certo sqntimento de colera, um senti-
mento provocado pelo que ella chamava a
apathia do Sr. Sauves, respondeu :
NSo ha em casa seno a Sra. Cha-
niers, que ainda est de cama em conse-
quencia do seu recente parto e muito doen-
te como j Ihe disse ; eu, que fui recolhi-
da por elles e que sou quasi da familia ;
e/o Sr. Pedro.
-- Quem o Sr. Pedro ?
O Sr. de Sauves chefe da usina e
irmao da senhora. /
O chefe de seguranca teve um imper-
ceptivel estremecimento.
Ergueu a cabega, como os bons caes de
caga applieam o ouvido approximago
da lebre.
2 Entao, perguntou elle, por que o
Sr. de Sauves nao veio em seu lugar?
Aconselhei-lhe que fizesse isso, e
elle respondeu-me : Tenho raz5es para
nao fazel-o.
Ah!...Sabe quaes sao essas ra-
zos?
Nao, senhor, n2o sei absolutamente.
Os dous cunhados viviam em har-
mona ?
Adora vam-se.
O Sr. Chaniers amava a mulher ?
Loucamente.
Antes do casamento, sabe se elle te-
ve alguma ligacSo?
Creio que nao, porque o senhor fez
a c3rte senhora durante tres ou quatro
annos antes de casarem-se. Foi um ca-
samento de amor.
E depois nao commetteria elle algu-
ma volagao contra o contrato matrimo-
nial ?
Suzana protestou com toda a energa.
Ah por Deus! nSo, exclamou ella,
nao havia perigo. Era urna paxao louca,
que o senhor tinha oela senhora e vice-
ersa. Andavam sempre juntos.
Tudo isso muito estranho, mur-
murou o Sr. Marais.'
Depois, era voz alta :
Na usina, o que se diz dessa ausen-
cia? *
__O Sr. de Sauves contou que o br.
Chaniers viajava em negocios da casa, e
acreditaran! nisso.
__Sem fazerem commentarios ?
VER PARA CRES
Ra Duque de Caxias n. 103
Vende-se bordados de cambraia tapada
de 2 lj2 e 4 metros ama chave de lar-
gura a 500, 600, 800 e 10, muito fino, de
qualquer largura a 10400, e de fustao, de
700 a 10800 a pega.
Enxovaes para baptisados a 80, 100 e
120000.
Lindos enfeites para penteados a 100,
200, 300 e 500 rs. um.
Lindos granpos para segurar chapeos.
Renda hespanhola a 20500 o covado.
Pulseiras americanas para 30, 40, 50
60 e 80000 o par.
Guarnirles americanas a 30000.
Lindos espartilhos a 40, 50 e 60000.
Porta dedaes de vidro, objfecto para pre-
sente a 10000.
Broches de fantasa de 500 a 14000.
dem americanos de 20 a 30000.
Lencos de seda a 10000.
Sublaque a 200 rs. o par.
Guarnieres de crochet, sendo um para
sof e 4 para cadeiras por 6$000.
Finas capellas de pellica, panno e edr,
com finos vaos.
Flores artificiaos a 10000 o ramo.
Anneis americanos a 20000.
Plisss de 400 a 10000 o metro.
Luvas de seda arrendadas e bo:
a 20 20500 o par.
Iicos brancos de linho e de cores a
20500 e 30000 a pega.
Contas de cor para enfeitar vestidos s
700 rs., e pretas a 600 rs. o masso.
Missangas de todas as cores.
Lindos leques brancos para noiva.
Collarinhos e punhos de borracha.
Colchas de crochet para casamento urna
80000.
Talheres para crianga a 800 rs.
Luvas de pellica a 20500 rs. o par.
Linhas de cores para crochet a 20000 e
cor de creme a 10500.
Lindos leques de papel de 500
10000.
Espelhos com fina moldura, com dous pal-
mos de comprimento, a 40000 e cara dura
a 500 rs.
Finos binculos.
Agulhas para bordados a ouro e missan-
gas.
Lindas franjas do virada 3 para facha, do
seda preta e de cores, sem e com vidri-
lhos.
TimSosnhos enfeitados de bico erenda.
PECHINCHA
Colarinho para homem a 30 e 40 a
duzia.
Bordado de cambraia Victoria muito
fina com 3 lj2 metros de qualquer largura
a 15200 a pega fazenda que vale 20 e
20500, venue-se por este prego para liqui-
dar a grande quantidade que temos.
PARA O CARNAVAL
Agua Florida e agua de
Orea a 500 rs. a garrafa.
*#
.(

Royal Blend marca VIADO
Este excellente Wfcisky Escocez pro-
ferivel ao cognae ou agurdente de cana,
para fortificar o corpo. .
Vende-se a retalho nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede Royal Blend marca Viada,
cuio nome e emblema sao registrados para
todo Brazil.
BROWNS & C, agentes.
*
Cimento-
Vende-se cimento da melhor qualidade pelos
mais razoaveis pregos do mercado, na ra .do
Mrquez de Olinda n. 54.
mmmjmmHmmm^mB_--------------
Antes que Suzana tivesse tempo de res-
ponder, o Sr. accrescentou.-
E' preciso dizer tudo, at as tolices
mais inverosimes, se quer que eu logre
bom xito, porque a menor circumstancia
tem a sua importancia para mim.
Suzana nao abaixou o seu olhar franco
e leal.
- NSo sei de cousa alguma, responden
ella; nada tenho ouvido alm do que con-
tei-lhe.
Bem, minha filha. Nao diga nada a
ninguem a respeito do que acaba de fa-
zer, est ouvindo?
Nem mesmo ao Sr. de^Jauyes?
chefe ia responder vivamente.
De repente a chamma indiscreta do
olhar apagou-se e ao cabo de alguns se^
dos, com voz qnasi indifferente, um pouco
lenta, replicn:
NSo, nem mesmo ao Sr. de Sauves,
intil.
Esta restriegao contrariou um pouco a
criadinha de quarto.
Ella tomou novamente o mnibus que
devia leval-a de volta a Belleville, e com
a garganta um tanto apertada, o coragSo
batendo-lhe um pouco mais acceleradamen-
te que de ordinario, dizia comsigo :
Afinal de contas, o Sr. Pedro o
chefe da familia... E' t&o cavalheiroe tao
bom !... Fiz urna cousa sem consultal-o,
e talvez audasse mal.
D'ahi a tres dias um carro parou por-
ta da usina, e um homem correctamen-
te vestido de preto, baixo e nervoso,
de olhos lmpidos, nos quaes lia-se um
olhar extraordinariamente tenaz e enrgico,
apeou-se.
Caminhava depressa, a passo lesto e ner-
voso.
__O Sr. de Sauves ? perguntou elle lo-
go ao entrar.
Um operario que sabia indicou-lhe o
grande edificio ao fundo do pateo e cima
do qual elevava-se o pennacho de fumo da
alta chamin da fabrica.
Est vendo aquella porta all adian-
te ? perguntou elle complacentemente.
Sim; respondeu o outro.
Entre. Logo esquerda encontrar
o letreiroEscriptorio. E' ahi que
turna estar o patrao. NSo precisa tazer-,
se annunciar: elle recebe todos que
apresentam. ,
Obrigado, senhor, disse o descon
cido. .
E muito vivamente, como pareq
tudo, dirigio-se para o sitio mdicat
(Continuar-**- ha)
Typ. doDicHio ruaDoque de Caxias n. 4*.

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18278


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Full Text
ANN4) LXV NUMERO 49


PARA A CAPITAL E LLCARE8 ().\DE X.iO E PACA PORTE
Por tres mezes adiantados.
Por seis ditos dem.....
Por un auno dem.....
Cada numero avulso, do mesmo dia.
6\J000
12*000
23*000
0100
I DE MAj^gE 1889
PARA DE\TRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantaos ....
Por nove" ditos idem......-
Por m anuo idem.......
Cada hornero avulso, de das anteriores
13*500
'20*000
26*000
*MXk
DIARIO DE PERNAMBUCO
A
Tropriedade de Mancel 3%guekca de Diaria 3%fys




Os Srs. mede Frin-
ce & C. de Pars, sao
os nossos agentes ex-
clusivos de annuncios
epublicaqoes naFran
pae Inglaterra.
TELEGRAMAS
sss:i;: mmimdo subid
RIO DE JANEIRO, 27 de Fevereiro,
as 4 horas e 25 minutos da tarde.
O conselheiro Rosa e Silva, ministro da
justira, teve um ligeiro incommodo febril,
do qual j se acha completamente restabe-
lecido.
mas
SSBVIJO DA A&SNCZA 2A7AS
LONDRES, 28 de Fevereiro.
O Times pedio desculpa a Mr. Parmell,
as o processo contina.
MADRID, 28 de Fevereiro.
O governo hespanhol recusa autirisar o
emprestimo de 100 milhoes de pesetas,
pedido pelo municipio d'esta capital.
*
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
Ife de Fevereiro, de 1889.
V
/
IHSIROCCIO POPULAR
48 GRANDES I \VEHES
ANTIGS E MODERNAS
AS
Sciencias, industrias e artes
POR
umz ripian
vi
Oa reloio%
(Continuacao )
Relogios d'algibeira.-O motor dos relogios de
algibeira como cima dissemos, o mesmo que
o dos rologios de sala isto urna mola d'aco
de forma espiral. Regularisa-se, como nos relo-
gios de sala, o jogo desta mola pelo em etnprego
do {uso e do tambor. Mas os relogios d'algibei-
ra nao podiam receber, em virtude da sua mo-
bilidade, o mesmo balanceiro que nos relogios
fixos e nos de sa a, serve para regularisar o mo-
vimento do motor. Era necessario a ;har pois
outro machinismo que nao a pndula, o qual tor-
nasse inteiranieute isochrono o impulso do mo-
tor, sem deixar de ser corapativel com a mebi-
lidade do relogio d'algibeira. Foi Huyghens que
imaginen, como ja dissemos, o regulador dos
relogjos chamado balanceiro espinal.
Este apparelho, compese de urna roda ou
pequeo volante, chamado balanceiro, roovivel
em torno de um eixo vertical, e de urna mola mo-
triz do relogio, mas de muito menores dimensoes.
A sua extremidade interior est presa ao eixo
da roda, e a outra extremidade, a urna das plati-
nas do relogio. Quando se faz andar o balan-
ceiro, tendendo a mola espiral com a chave, esta
espiral acha-se desformada ; mas, em virtude de
sua elastiddade, esta mola tende a retomar a sua
forma primitiva, e impelle o balanceiro comsi-
go. Depois de ter recebido este impulso o balan-
ceiro nao para nesta primeira posico ; ainda
animado de urna certa velocidade, continua a
mover-se no mesmo sentido, quando a espiral j
tem reformado a sua figura de equilibrio : a es-
piral desformase portauto em sentido contrario,
resiste cada ve| mais ao balanceiro, e acaba por
fazel-o parar : continuando a reagir sobre elle,
reconduz de novo o balanceiro sua posico pri-
mitiva, este ultrapassa a novameme em virtude
da velociilade adquirida, e assim successiva-
mente.
(Contina)
PARTE OFFICIAL
(.uverno da Provlateia
KXPRBINTE DO DIA 18 DE FEVEREIRO DE 1889
Actos :
0 presidente da provincia em execuco Ja
tei n. 3(195, de 10 de Setembro de 1873. resol ve
nomear para preenchimento das vagas existen
tes nos cornos da guarda nacional da comarca de
Iguarass, abaixo declarados, os seguintes offi-
67' batalhao de infatuara
2 companhia
AlferesManoel Antonio da Cmara Wander-
ley.
13' seccao de reserva
i* compauliia
AlteresJos Jeronymo Pereira da Silva.
2* companhia
Alferes Antonio Tiburcio de Mello Guiroaraes.
Communicou se ao commandante superior.
O presidente da provincia de coniormidade
com a proposta do Dr. chefe de plicia interino
em oflicio n. 182, de 16 do cerrente mez, resolve
exonerar, a pedido, Fraucisco de Lacerda Caval-
cante de Albuquerque do cargo de subdelegado
de S. Prei Pedro Martyi de Olinda e nomear para
substitu!-o o tenente Manoel Jos de Castro Vi-
lella.
O presidente da provincia resolve, de cou-
forniidade com a proposla do Or. chefe de poli-
ca interino em officion. 175, de 15 do correte
mez, exonerar. pedido, Jos arlos Barbosa do
cargo de 2* supplente do subdelegado do dstri-
cto de Carneiro do termo de Buique, e Joio Frei-
r do R'go Barros de igual cargo da subdelega-
da do districto do mismo termo. -Communicou-
seaoDr. chefe de polica.
O presidente da provincia resolve, de con-
fbrmidade com a proposta do Dr chefe de polica
em officio o. 184, de hoje datado, nomear para o
lugar de 3' supplente do delega.lo do termo do
Breio, Joaquim Cordeiro Falco Sobrinho em sub-,
stituico de Francisco Benevides Muniz Falco,
que nao prestou juramento.
O presidente da provincia attendendo ao que
requereu Victorino Antonio de Alcntara, pro-
fessor publico da 1* cadeira da freguezia de S.
Jos desta cidade, tendo em vista a informaco
prestada pela inspectora geral da instrueco pu-
blica em 24 de Janeiro lindo, sob n. 34, e o pa
recer da junta medica provincial, resolve conce-
der ao peticionario tres mezes de licenca com
ordenado para tratar de sua saude onde lhe con-
vier.
O presidente da provincia attendeudo ao
que requereu o professor jubilado Fraucisco da
Silva Miranda, e tendo eui vista a informaco n-
48 de 13 do corren te mez do inspector geral da
instrueco publica determina, de conformidad'
com o art. 183 do regulamento de 18 de Janeiro
de 1888, que se expeca o competente titulo, con-
siderando o peticionario membro honorario do
conselho Iliterario.
O presidente da provincia attendendo ao
que requereu Theresa Porphiria de Jess e Silva,
professora publica da 1* cadeira de Santo Amaro
da^Salinas e tendo em vista a informaco n. 54
da inspectora geral da instrueco publica de 16
do corrente, resolve conceder peticionara 30
das de licenca com ordenado para tratar de sua
saude.
O presidente da provincia attendendo ao
que requereu o Dr. Charles Berthand, gerente da
empresa de explorado de phosnhato de tal no
archipelago de Fernando de Noronha,.resolve
conceder-lbe permisso alim de enviar pura all,
com destino aos t-abalhos da mesma empresa e
para a alimentario do pessoal nella empregado
os artigos e gneros de que trata a relaco aqu
junta assignada pelo secretario interino do go-
verno desta provincia.Communicou-se ao Dr.
juiz de direito do ? districto criminal da comar-
ca do Recife e ao director do presidio.
OSicios:
Ao director da secretaria Je estado dos ne-
gocios da justica.Devolvo a V. Exc. a inclusa
patente do capito quartel mestre do commando
superior da guarda nacional da comarca de Na-
zareth, nesta provincia, alim de que se digne de
mandar corrigir o engao que ha no nomee
posto de'reforma do mesmo capito.
' Ao brigadeiro commandante das armas.
Em virtude de orden do Exm. Sr. ministro e se-
rr la rio de estado dos negocios da guerra, cons-
tante do aviso de 7 do corrente mez, remetto a
V. Exc. o incluso memorial em que o tenente -
coronel reformado do exercito, Jos Joaquim Coe-
Iho, pede ao governo imperial ser condecorado
com o oflicialato da Ordem da Rosa, em remune-
rarn de serviros que allega ter prestado, am
de que o referido oficial faca sellar o mesmo
memorial e document a elle annexo, e o instrua
de accordo com o decreto n. 89 de 31 de Julho
de 1841.
Ao mesmo.Para resolver sobre o reque-
rimento em que o tu ente Francisco Evaristo de
Souza pede ser condecorado com o oflicialato da
Ordem da Rosa, recoramenda o Exm. Sr. mi-
nistro e secretario de estado dos negocios da
guerra em aviso dt 8 do corrente mez que o pe-
ticionario aprsente folba corrida, na forma do
dispost no decreto n. 89 de 31 de Jnlho de
1841 ; o que communico a V. Exc. alim de fazer
constar ao interessado.
Ao Visconde da Silva Loyo.Tenho a honra
de aecusar o recebimentodo oficio de 15 do cor-
rente no qual V. Exc. participa havera corarais -
so. de que V. Ex-, i presidente, remettido a 14
para Pars, no vapor Ville de Cear, 82 volumes
contendo productos destinados exposicao uni-
versal de Paris.
Por esta occasio cabe-me agradecer, nao s a
V. Exc. com' aos demais membros da commis-
so, os relevantes sen icos prestados no tocante
a esse semeo, quer administraran d'esta pro-
vincia, quer ao governo imperial.Communicou -
se ao Visconde de Albuquerque, presidente da
commiss2o franco-brasileira da exposico uni-
versal de 1889.
Ao Dr chefe de polica interino.Em addi-
(ament ao meu oflicio de 10 do corrente mez,
no qual declarei a V. S. que tirara o delegado
de Alagfta de Baixo autorisado a alugar urna
casa para servir n'aquella localidade de quartel
e cadeia recommendo-lhe que me remetta copia
do respectivo contracto de locajo, logo que este
fr effectuado.
Ao mesmo.Providencie para que seja re-
mettido para Goyanna, am de verificarse a
identidade, o preso Jos Vicente da Silva, man-
dando V. S. fazer um auto de perguntas ao mes
mo preso, sem demora alguma.
Assim tica respondido o seu oflicio de 15 do
corrente n. 173.
Ao inspector du Tliesouraria de Fazenda.
- Com a informaco junta por copia, sob n. 282,
de 15 do corrente mez, prestada pelo engenheiro
das obras militares, transmiti a V. S.. para os
davidos litis as inclusas notas do gaz consumido
durante o mez de Janeiro lindo, com a Ilumina-
cao nos quarteis do 2" e 14 batalh&es de infan-
taria, companhia de cl vallara e enfermara mi-
litar.Communicou-se ao brigadeiro comman-
dante das armas.
Ao mesmo. -Co imuubo a V. S. para os
tins convenientes que o promotor publico da co-
marca de Tacara t bichare! Jos de S Cu va I-
cante de Albuquerque entrou a 8 do corrente no
goso da licenca de trez mezes que lhe conced
por portara de 9 do corrente.
Ao mesmo.Communico a V. S., para os
lins convenientes, que. o promotor publico da co-
marca do Bio Fonnos j, bacharel Jos Bonifacio
de S Pereira reassumio no dia 14 do corrente
mez o exercicio de seu cargo.
Ao mesmo.r-Commumco a V. S., para os
fias convenientes, que o bacharel Lupicino Do
mingues Luis assumio no dia 11 do corrente
mez o exercicio do cargo de promotor publico
da comarca do Brejo, para o qual foi removido
da de Villa Bella por portara de 20 de Dezem-
bro do armo lindo.
Ao mesmo. -Nao se tendo feito na occasio
propria o fornecimento de mantas de l aos sen-
tenciados do presidio de Fernando de Noronha,
recommendo a V. *. que providencie para que o
mesmo fornecimento se eflectue no semestre
vindouro mediante concurrencia.
Assim rica respondido o seu oflicio de 8 do
corrente mez, sob n. 80.
Ao meamo,Declaro a V. S. para seu co-
nhecimento que, por aviso de 8 do corrente com-
municou-me o Ministerio da Fazenda haver con-
cedido por despacho de 31 de Janeiro Ando, a
Antonio Firmo Di, s Cardoso Jnior, deinisso
do lagar de 3 escripia -ario da Alfandega desta
provincia, conforme pedio no requerimentc? trans-
mitido por essa thesouraria aquel le ministerio
com o oflicio n. 9 de 22 do citado mez.
Ao mesmo. Remetto a V. S. as inclusas
relac&es nominaes des sentenciados vindos de
Fernando de Noronha e dos recrulas, que no mez
de Janeiro findo, forata alimentados pelos cofres
provinciaes. alim de que mande pagar de accor-
do com as ordens em vigor a importancia de..
1.377*394 referente a taes despezas. orainu-
nicou-se ao Dr. chefe de polica e ao inspector
do Thesouro Provincia!
Ao mesmo. Declaro a \ S. para os devi-
dos flus que o escripturario interino da inspec-
tora especial de tenas e colonisaco Manoel
Joaquim Ramos e Silva nomeado por esta presi-
dencia em 12 do correnle entrou no exercicio da
cargo 15, conforme a participacao do respec-
tivo inspector ein..offir.ic da mes.na dataRes-
ponderse ao inspector de torrase colonisapo
Ao commandante superior da guarda nacio-
nal *das comarcas de Ou.-ieur y e Boa-Vista. A
vista do que reqroseutou me Flix Julio Teixei-
ra LioKi, teneme qoartel-mistre do 3" corpo de
cavallaria da|guarda nacional|sob seu enramando
superior e de accordo com o art. 45 do. decreto
n. 1130 de 12 de Marco de 1853, recommendo a
V. S. o cumprknento do despacho desta presi-
dencia de 30 de Setembro de 1886.
Ao inspector do Arsenal de Marinha.Em
aviso circular de 8 do corrente sob n. 18 parti-
pou me o Exm. Sr. Baro |de Guahy haver na
mesma data entrado no exercicio do cargo de
ministro e secretario d'Estado dos Negocios da
Marinha, para o qual foi nomeado por decreto
de 5 de mez prximo passado.o que faco cons-
tar a V. S. para seu conhecimento e devidos
fins.
Igual ao commandante da Escola de Apren-
dizes Marinheiros.. .
Aoairector do Arsenal de Guerra.Auto
riso V. S. a promover administrativamente, de
accordo ;com o orgimento na importancia de
300*010, annexo ao seu oflicio de 14 do corrente
sob n. 338, a compra dos livros pedidos pelo
commandante do "jliatalhuo dejinfantaria em 24
de Janeiro lindoCommunicou-se ao inspector
da Thesouraria de Fazenda.
Ao mesmo.Faca V. S. desembarcar de
bordo do \aporiAlagoas procedente dos portos
do sul 22 fardos destinados a esse arsenal, con-
tendo os artigos mencionados no incluso conhe-
cimento |remettido|pela Intendencia da Guerra
segundo consta do officio dessa repartico de 9
do corrente sob n 119.
ao engenheiro imcarregado das obras mi-
litares.Autoriso V. S de accordo com os seus
ofheios ns. 288 e 290, de 13 e 15 do corrente, a
mandar proceder aos reparos do quartel do 2
batalhao de infantera, na importancia de.....
2:4394301. Communicou se ao inspector da
Thesouraria de Fezenda.
Ao inspector do Thesouro Provincial.De-
volvo a Vmc. os requeriments dirigidos! a esse
thesouro pelo con I rucian te das obras das pontos
de Bujary e Arataca e da estrada do norte, alim
de que sejam requeridos directamente a esta
presidencia os pagamentos devidos. .quer dessas.
quer de outras obras.
Ao commandante do corpo de polica.
Recommendo a Vmc. em resposta ao seu officio
de 15 do corrente mez, n. 191, que transfira 4
pracas do destacamento de Ipjuca para o do
Cabo.Communicou-se ao Dr. chefe de polica.
Ao director geral das obras publicas
Approvo as arreinatagOes de que trata o oflicio
de Vmc. sob n. 6 de 11 de Janeiro ultimo, para
as obras de reparos das pontes ra do Rio em
Goyanna, ponte grande da Varzea de Uruah e
pontilhio de Pao Amarello feitas nessa repart -
jo por Manoel.Uchoa de Barros Campello e Fran-
cisco lavares da Silva Cavalcante : menos
quanto a ponte de i-uas Barras sobre o rio Ama-
ragy, em vista do que esta presidencia resolveu
em 17 d'aquclle meza requenmentode Joaquim
Firmo de Oliveira como lhe foi declarado em
officio de igual data.Communicou-se ao ins-
pector do Thesouro Provincial.
Ao director das obras publicas gentes.
Autoriso Vmc, de accordo com a informaco n.
8, de 15 do corrente mez, a mandar fazer os re-
paros precisos no edifieio em que funeciona a
repartico de saude com o pessoal da couserva-
cao do porto, sem augmento de despeza.Com-
municou-se ao inpector de saude do porto.
Ao inspector especial de trras e colonisa-
cio.De posse do officio de 11 do corrente, no
qual Vmc. participa ter requisilado, em data de
6, do contractante Manoel de Amorim Lefio a in-
trodueco de 16 immigrantes na fazenda do
agricultor Plinio Augusto Cavalcante de Albu-
querque, no municipio de Nazareth, conforme
solicitou-lhe o mesmo agricultor, declaro-lhe que
nao convm fazer pedidos em taes condices
emquanto nao houver local apropriado para re-
ceber taes immigrantes.
Portaras :
O Sr. gerente da companhia pernambuca-
na de navegaco a vapor faca transportar ao
presidio de Fernando de Noronha, por cohta do
ministerio da marinha os 14 sentenciados da ar-
mada, constantes da relacSo junta por copia, os
3uaes sao mandados all admittir de conformi-
ade com o aviso junto por copia, do ministe-
rio de 11 de Janeiro findo.Communicou-se ao
director do presidio.
EXPBD1B.NTK DO DR. SECRETARIO
Officios :
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda re-
metter a V. S. sete ordens do Thesouro Nacio-
nal, de ns. 23 a 29.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Cim-
bres.-O Exm. Sr. presideate da provincia man-
da communicar a V. S.tque fica sciente do as-
sumpto de seu officio, de 4 do corrente mez, re-
lativo a autorisaco do juiz de paz da parochia
de Nossa Senhora das Montanhas de Cimbres,
para ter escrive especial.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Bom-
Jardim.-S. Exc o Sr. presidente da provincia
manda communicar a V. S., paraos fins conve-
nientes em soluco ae seu officio, de 29 de Ja-
neiro findo, que no recurso interposto por Fran-
cisco de Souza Leal, proferto hoje o despacho se-
guinte:
Neg provimento ao recurso porque o re-
corrente nao soffre de molestia que o iuipossi-
bilite para servir no jury.
Aos agentes da companhia brasileira de
navegaco. -S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia ficou mteirado pelo officio de Vv. Ss., de
bontem da'ado, de haver entrado s 7 horas da
raanh, dos portos do sul o vapor Aiofoas, que
seguir hoje s horas da tarde para os do nor-
te. Communicou-se secretaria da agricul-
tura.
Ao engenheiro agrnomo Luiz de Castro
Goncalves. De ordem de S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia aecuso o recebimento do of-
ficio de 14 do corrente. no qual V. S. participa
ter assumido o exercicio do cargo de fiscal do
engenho central de Palmares para o qua! foi no-
meado por portara de 28 de Janeiro ultimo.
-L-.
queira pWHnteriiiedio do Dr. inspector
geral da strccao pfblicA.
Secre
buce, 23
"tta Presidencia de Pernam-
'Fevereiro de 1889.
O port i ro,
F. Chacn. .
-4-------..* -----------
matulo das arma*.
BEAL DO COMMANDO DA8 AE:
AMBCO,
2
FEVKREIRO
do da m 2*7 >-
ffendo sido transferido do commando do
2* batalhao de infantaria para o 16 da
mesma arma o Sr. coronel Frederico Chris-
tiano Buya, faco publico aos corpos da
guarnicKo que hoje assumio o commando
interino daquelle batalhao o Sr. capitao
Pedro Velho de S Barreto, conforme par-
ticipou me o referido coronel em officio de
hoje datado.
Denpedindo-me de tao distincto militar,
que durante o tempo que servio nesta
guarnicao soube sempre manter a disci-
plina, moralidade e ordem no corpo que
ora deixa de commandar, cabe-me lou-
val-o pela rectidao de seu carcter com
que se houve no desempenho dos func-
edes de seu posto; e, certo estou, que no
seu novo commando se ha ver de modo
tao digno que lhe ser garantido um in-
vejaval futuro.
Sao estes os desejos de seu comarada e
amigo.
' (Assignado)Jos de Almeida Barreto,
brigadeiro commandante das armas.
Thesouro Proviau-JaJ
DESPACHOS 1)0 DIA 27 DE FEVEEEIEO DE
1889
Antonio Ribeiro de Albuquerque, Ba-
ro. de Serihaem, Francisco Tavares da
Silva 'avalcante (2), Amaro Joaquim do
Espirito Santo.Informe o Sr. Dr. con-
tador..
Joaquim Pedro da Bocha Pereira. A'
caatadorjaJMMja mandar- fazer as devidas
notes. .
Jdfto Ramos.P*j|jB..
Luiz Abranches de Figueiredo.Certi-
fique-se.
Jos Joaquim da Silva Barreto.Infor-
me a seccao do contencioso.
Cunha Irmos & c'.Haja vista o Dr.
procurador fiscal.
Antonio da Silva Verissimo.A' Rece-
bedoria Provincial.
nos eatrt mecer ante a idea do desenfre
banjamento que presidiu distribuicfto do im-
posto por nos pago com tanta difficuldade. Per-
segue-se Wilson : pura comedia, cujo fim in-
culcar que os persiguidores so mais honestos
do que elle. A verdade, porem, que entre os
trinta e seis membros da commisso de oroa-
mento ha, pelo menos, vinte Wilsons!
Exjgiram que osieasse os culpados. Decla-
rou que o faria perante***, tribunaes, se. Itagia-
Jentassem processo. Xeve de responder a HKMde
Ficou, afina!, prtirdo que Nuraa Gilly nao
42 do
Repartico da Polica
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 27 DE
FEVERErRO DE 1889
Antonio Duarte de Figueiredo. Enca-
minhe-se, devendo ser pago o porte res-
pectivo na Repartico dos Correios.
Enedina Floresta dos Santos Cordeiro.
Informe o Sr. director da Colonia Isa-
bel.
Coronel Frederico Christiano Buys.
Deferido com officio de hoje Thesoura-
ria de Fazenda.
Francisco da Silva Miranda.Sim, me-
diante recibo.
O mesmo. D-se.
Joan na Paula Porto Machado.Euca-
minhe se, de vendo ser pago na Repartico
dos Correios o respectivo porte.
Joo Cyrillo dos Santos Chaves.Con-
cedo.
Jos de Castro Paes Barreto. Informe
o Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Jos Jeronymo Bustorff.Informe o
Sr. inspector geral Oda instrueco publica.
Joaquina Maalda de Carvalho Veras.
Deferido.
Mara Clara de Mello Figueiredo.Re- Cavalcante do
2.1 seceo.N. 317Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 28 de Fevereiro de
1889. IUm. e Exm. Sr. Participo
V. Exc. que forara hontem recomidos
a Casa de Detenco os seguintes indivi-
duos :
A' ordem do Dr. delegado do Io distri-
cto da capital, oos Policarpo Carneiro
Lins, Alfredo Bezerra de Magalhes, por
disturbios, e Pedro de Oliveira, por em-
briaguez e disturbios.
A' ordem do subdelegado da freguezia
do Recife, Jos Francisco de Lima, como
vagabundo e Frederico Jos Tavares, por
crime de furto.
A' ordem dada freguezia de Santo An-
tonio, Manoel Joaquim da Silva, Amaro
Menrique Fraucisco Ramos, por disturbios,
Candido de tal, por. crime de furto, Maria
Theophila do Espirito Santo e Maria Isa-
eel dos Prazeres, por offensas a moral
publica, e Florencio Jos dos Santos, por
disturbios, a minha disposico.
A' ordem do do Io districto da fregue-
guezia de S. Jos, Gloria Maria i.'astelli-
na, por embriaguez e disturbios.
Communica o subdelegado do districto
da Boa-Viagem, que no dia 15 do corren
te pelas 4 horas da tarde, diversos homens
na occasio em que tiravam algumas na-
deiras da coberta do engenho Ibura, da-
quelle districto, acontecen desabar a refe-
rida coberta sobre elles, e ficarem dous te-
ridos gravemente.
Os offendidos foram transportados para
o hospital Pedro II afim de serem devida-
mente tratados.
Procedeu-se a renpeito os termes da
le.
Participou-me o delegado do termo de
Bezerras, que no dia 25 deste mez, foi ca-
pturado e recolhido a cadeia publica o in-
dividuo de nome Antonio Barbosa de Li-
ma, que declarou estar pronunciado as
penas do art. 205 do Cdigo Criminal.
Communica o delegado do termo de
Bora Jardim que pelas 5 horas da tarde
do dia 24 do corrente no lugar Sapos d'a-
quelle termo o individuo de nome Fran-
cisco Barboza, assassinou com urna faca-
da a Jos Gomes da Silva, sahindo feri-
do da lucta, o referido Francisco Barboza
que logrou evadir-se.
Aquella autoridade tomando conhecimen-
to do facto, fez proceder o exame Cada-
vrico, abri o competente inquerito e de-
ligencia a captura do criminoso.
No dia 10 do corrente, no lugar cacim-
binhas, do districto de S. Antonio, do
Tara, do termo do Buique, morreu instan-
tneamente fnlminado por um raio Miguel
Leite da Silva all morador.
O commandante geral da guarda cvica
trouxe ao meu conhecimento os seguintes
factos:
Hontem as 8 1(2 horas da manhl Aqui-
lino C'orreia Costa, passageiro de 2* clas-
se da via-ferrea do Caxang, ao paasar
pelo lado de fCra de um para outro carro
quando transpunha o trem ponte do La-
cerre aconteceu cahir sobre os ferros
da mesma ponte e morrer instantnea-
mente.
O cadver foi transportado para o Ca-
xang sendo all vistoriado pelo Dr. Jos
Flix da Cunha Menezes.
Procedeu-se a respeito nos termos da
lei.
Ainda hantera as 9 li2 horas da noite,
na onte do Jacobina do 2.- districto da
Graca, o individuo de nome, Raymundo
Monteiro do Azevedo, fez diversos feri-
mentos na cabeca de sua amasia Maria
Philadelpha Antonia, evadindo-se em se-
guida.
Acerca do facto procodeu-se nos termos
da lei.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Innocencio Marques de Araujo
(Jes, muito digno presidente da provin-
cia.O chefe de polica interino,
\ Dao-
em vista das nformacoes e do art.
Reg. de 2S de Maio de 1887.
Francisco Ferreira Baltar.Ao Sr. por-
teiro para entregar ao interessado.
-------------acota------------
Instrueeo Publica
DE8PACHOS DO DIA 27 DE FEVEREIRO
DE 1889
Amelia Reg do Brazil. -Justifico.
Maria da Conceicao Azevedo.Encaminhe-se.
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE, i.o DE MARCO DE 1889
Retrospecto poltico do auno
de tSSH
POLTICA PARTICULAR DOS ESTADOS EUROPRUS
(Continuacao)
Como cima vimos, o programma do minis-
terio Floquet preconisra a necessidade de me-
didas legislativas tendentes a melhorar a sorte
do proletariado. E nesse sentido apresentou
mais de um projecto na cmara, auxiliando tam-
bera a Yotaro da lei relativa aos accidentes de
que sao victimas os operarios. Tencionava, alm
disso, organisar outro projecto sobre a assisten-
cia publica. Mas diversas classes trabalhadoras,
impt llidas .pela miseria e pelas suggestOes do
socialismo revolucionario, sempre activo em
Franca, como em toda a Europa, nao se resig-
naran! a esperar pela realisaco completa das
promessas governativas, ou o que mais na-
tural e mais juito, nao acreditaram absoluta-
mente em que podessem ser de modo eflicaz fa-
vorecidas pela aceito parlamentar. Assim que
se erase dilTerentes greyes, nao s em Pariz
onde comecaram, como em diversos pontos da
provincia. Se tivessem mantido carcter legal
e pacifico, nao ha vera o que dizer, se nao que
esses meios, no raaior numero de casos empre-
gados contra verdadeiras injusticas, sao de ordi-
nario improGcuos para remediar os males que
Ibes do causa. E, porem, muito raro que os
agitadores de officio, os correctores da dynamite.
os propagandistas da reforma social pela des-
truico, nao aproveitem o descontentamente dos
que realmente soffrem e nao reflecten), para ar-
rastal-os a actos de loucura, pratica das theo-
rias extravagantes e monstruosas de que sao or-
gaos.
Em Pariz, foram em primeiro lugar os con-
ductores de trra que abandonaram o trabalho
Seguiram-se-lhes os mocos de botequim e de
servejarias, os cabelleiros, os cocheiros etc. la
tudo correndo calmamente a principio. Mas
comecaram as reunios publicas e as arengas
incendiarias. Eudes, que foi general da com-
rauna, discursava na sala Favi repleta de anar-
chistas. Teve urna apoplexia e cabio morto.
Este facto exaltou extraordinariamente os ni-
mos. Foi assassinado gritavaru os que a- sis
tiam reunio. Yingueraol-o t Vingueinol-o >
Deram-se depois desordens serias. Pensou-se
em nova revolucao communal. Grupos de pre-
vistas percorriam as ras, armados de ccete.
Invadirn! construccoes para impedir de traba-
Ihar os que nao tinham querido acompanhal-os.
e isso deu lugar a luctas perigosas. Quieram
assaltar as agencias de criados. Na Bolsa do
Trabalho combinou-se um assalto aos cafs.
Alguns foram, com effeito, atacados, dando-se
considerareis estragos.
A polica interveio enrgicamente, obstou a
reprodueco de taes scenas de violencia e con-
seguio restabelecer promptaraente a ordem na
grande capital. O ultimo conflicto que all houve
entre os desordeiros e a polica deu-se por occa-
sio do enterro de Eudes.
Mas o movimento de Pariz tinba-se propagado
e outros lugares da Franca: a Lyou, a Saint
Etinne, a Lille, a Marselha. Amiens os grevis-
tas, homens e mulheres, era numero avultado,
saquearam e incendiaran! urna fabrica impor-
tante.
Se os amotinadores contavam com a compla-
cencia do ministerio radical presidido por Fio
quet, enganram-se redondamente. O governo
tratou-os com a mxima severidade, o que lhe
conquistou muitos e sinceros elogios.
s manobras da esquadra, era Setembro, Bze-
zeram se tambera com viva satisfago dos que
aellas assistiram, inclusive o presidente do con-
selho, que foi muito bem recebi lo em Toulon.
A' ultima evoluco do terceiro corpo de exercito,
em Roucn, esteve presente Sadi-Carnot, que con-
tinua va a conquistar as profundas sympalhias
das populacoes que visita va.
Nada disso impediu, porra, que se levantas
se infame carapanha de descrdito contra alguns
dos principaes o uens da actual situafao repu-
blicana. Numa Gilly, deputado por Gard, maire
de Niraus, e um dos silenciosos da cmara, en-
contrando d repente a sua faeunuia meridional,
erapregou a pessimamente. Arengando peran
te os seus eleit >res, n'um tbeatro de Alais, disse
entre multas outras cousas, o segrate :
Quando vemos a que maos est confiada a
ri meza* da Franca, quaes sao os individuos que
compem a commisso de orcamento, sentimo-
um.
passava de um tagarela de ma ndole e extre-
mamente ignorante da verdade de alguns factos
que serviram de fundamento ao to reprovade,
quanto inepto libello. Ura livro que publicou
para justiPicar-se, deixou ainda mais palate a
injustica do seu procedimento, Houve motivos
para acreditar que o boulangismo nao foi estra-
Modesto CdiTo" do Rego.-Iadeferido,fnhoae8sacon8Pira:#0 t^t S S
' Clnanos procuraram tirar del la o mximo f ro-
veito contra a repblica. Paulo de Cassagnac
quiz de certo modo reeditar na cmara as inju-
rias do representante de Gard. As suas pala-
vras a esse respeito despertaram profunda in-
dignacao entre a maioria da assembla. Roo-
vier, que fez nessa occasio ura discurso triom-
phante, toraou-as por urna dessas affrontas que,
segundo disse, estava icostumado a repellir
cora a ponta do p. Tambern declarou que nao
obstante haver sido muitas vezes membro da
commisso de orcamento, ministro e presidente
do conselho, nao era rico, nem gozava de avul-
tadas rendas, como todos sabiam e os mais exi
gentes podenam investigar.
O que se disse de parte a parte nessa sesso,
urna das mais escandalosas do anno, deu lugar
a que o atrevido chefe bonapartista se rase no
dia seguinte ante a perspectiva de tres ou qua-
tro duelos, o que nao era em extremo socegador
varia como a sorte das armas, ainda mes-
mo para esse emrito; e celebre espadacbim. Fe-
lizmente, os amigos de ofTensores e oflendides
harmonisaram as cousas de tal modo que nao foi
necessario chegar a vas de facto.
A liumilhaco porque passou Wilson na cma-
ra dos deputados.. mostrou que esta desejava ser
como a mulher de Cesar, que quera manter-se
superior a toda a suspeita, isenta de toda a ma-
cula de deshonra, porquediz o proloquio
quem tem inimigos nao dorme
Floquet, pela sua parte, teotra aniquilar a
agitarn boulangista. mostrar que lhe no
mettia raedo o principal artigc programma do
general e de todas os inimigos da repblica.
Apresentando na sesso de 15 de Outubro^MBeo,.-
projecto de reforma constitucional, disse c pre-
sidente do conselho que nao obedeca s intiaja-
ces dos adversarios do actual rgimen polti-
co como demonstravam as declaracoes que ti-
nha feito peante a cmara, na occasio em que
lhe apresentara o ministerio. Agora apenas cum-
pria urna promessa solemne. Allegou que a re-
forma da con stituico era, hara muito, ardente-
mente desejada por grande numero de republi-
canos. Gambetta, em primeiro lugar, e depois
Ferry, quizeram satisfazer esses desejos. Mas a
reforma por esto promovida em 1884 nao tinha
resolvido o problema. Ora, segundo urna bella
phrase de Cavour, as questes nao resolridas
sao implacaveis para a trauqullidade dos poros.
Disse ainda que o governo tinha necessidade
de por termo s divergencias republicanas, as
quaes versavam sobre a opportunidade da refor-
ma ; que idnticas divergencias se tinham dado
em 1851, quando o liberalissrmo Tocquevle,
proclamando a necessidade de reformarse a con-
stituirn existente naquella cjiocha, dizia :
E' muitas vezes mo ceder corrente da
opinio, mas nem sempre prudente e patriti-
co resislir-lbe. E' preciso termos em vista a
inquietacao das massas para impedir que se en-
treguem a outros conductores.
Estas palavras eram propheticas, ajuntou o
presidente do conselho. As concluses do rea-
torio de Tocquevle nao forara adoptadas, mas
alguns mezes depois a constituicSo era reforma-
da por um golpe de estado, e o imperio estava-
constituido. Esse exemplo autorisava o minis-
terio a declarar, por intermedio do seu princi-
pal orgao, que nao se senta disposto a resignar-
se immobilidade, ne quera resistir cegamen-
te vontade nacional. Que os prudentes des-
denhassem nm remedio a que o povo attribuia
virtudes milagrosas ; elle nao o faria, e por isso
apresentava o seu projecto. Entenda, unnime,
que devia corresponder a urna aspiraco legiti-
ma do paiz. Era preciso que este nao conBas-
se da protecso de um s homem, rei ou dicta-
dor, a realisaco das innovaces que ambicio-
nava.
Ha quem nSo concorde com a interpretagao
histrica de Floquet. #Para mmtos, se os con-
selhos do autor da Democracia na America tives-
se sido acceilos, como desejavara ento os par"
tidarios da dictadura, o 2 de Dezembro nao se-
ria impossivel, porem intil, por isso que o prin-
cipe presidente teria iramediatamente, e seu
violencia, alcancado a posico que alguns meses
depois conquistou por raeio de um acto brutal.
Se lhe abaudonassem a p: ac, claro que nSo
precisara tmala de assalto. O caso h(>je
aproximadamente o mesmo dizia ura escriptor.
Diversifica apenas em que os suspeitos de am-
bicOes cesaristas nao teera as mos o poder
executivo. Nao o feriara, ainda quando coase-
guissem ieger no anno prximo vindouro a c-
mara que desejam ; porquanto ser-lhes-ia neces-
sario ainda transformar o senado e destituir
o actual presidente da repblica. Sem duvida, ,
para livral-os dessas pequeas difficuld.ideai
que Floquet e seus collegas quere. reduxir a
quasi nada os poderes senatoriaes e presiden-
ciaes.
Era realmente nesse sentido que o ministerio






> i~jaBjadJ
m



*t
s
joSoaib'feira 1 de Mar^o de 7*89"
m-mmmmmmmmmm
d reforma constitucional. Dar a cama-
. Hitados urna aatoridade mttnttUtsm-
perior u toda a inspeccao, a nao ser a do eleito-
ado, eis o que radicalismo do gabinete Ibe
inspirara.- Laflitte apreciou severamente essa
inspirado e outramseinelhantes n'ura dos lti-
mos nmeros d eista Occidental. Depois de
mostrar que a presente situago politica da Fran-
ca nao comportaMMHMiumijaflMRa d<
aem, sem gravouKOfnta uTafubaaaa, dfl^
Ainda maitaamaMau a. reatan* uaRes-
tranha como o safrprocaw Tkacipio. Sabenndo
dos que a catana do*aatedutados'*efepi Mipal
culpada dessa sttaago. A liga cortate de ra-
dicaes e monare1iiataslJeni ceno a coodenjamvel
fraqueza dos gcaaRBostdevarauano*ain estado
'' de cousas, nao sdatjaaagee. saaa*Mawa c
tergonha. E sao, todava, os homens polticos a
que devemos esses males, que ousam pedir a sua
reeleigo, e que se lhes d o absoluto poder,
creando urna cmara nica e autorisada a fazer
rado o que entender- Ha nessa pretengo es-
pantosa audacia eingenuidade ao mesnwtempo.
' preciso conter intimamente com a tollce po-
pular, para nao temer a manifeetago de seme-
Ihantes desejos. A coosfituico franceza, como
toda, um compronsisso mais ou menos imper-
feto, n'una situago. confusa e arriscada pelo
idesaccordo e diversidade das opiniOes que se
ifoaoifestam no paiz. Ella tera, comtudo, a van-
tagem de oflerecer-nos, no senado e na .presiden-
cia,, urna, garanta de bom seaso ede ordep con-
tra as extravagancias e intrigas do rebauho le-
gislativo. E' pois, dever de todas as pessus de
111*10, de todos que sao estranuos temivei
sea dos candidatos passados e futuros, exigir a
astabilidade constitucional... Torna-se necessa-
rio que.a opiniao publica reprove enrgicamente
es subterfugios, mediante os quaes a3 coaligos
i parlcjnentares desejassem escamotear reformas
?macamente ventajosas para os que as promovea
e. effectuam.
Mas se fr absolutamente indispensavel refor
analgumacousa.accrescentava oescriptor, en-
to.reforme-se a cmara dos depotados, j que
experiencia ha demonstrado constituir ella
wma mola insufficiente e at.nociva do mecanis.
mogovernamental. Diminua-se-lhe o numcTO
dos membros, porque a incapacidade de qual-
quer assembla cresce na razo directa de sua
extenso. Para qu quinhentas pessoas e mais
encarregadas de legislar ? Ha ainda outro mo-
tivo poderoso para restringir a menos de meta-
'e o pessoal da cmara : evitar que os candida-
iW pullulem com a mesma exuberancia que. at
mui. A aptido politica urna das mais raras
a especie humana. Por isso, quando appare-
em homens dotados della, dever de todo o
bom eidadao defendel os e apoial-os contra es
assaltos das mediocridades invejosas. A natu
reza das doutrinus democrticas facilita a mtu
tj'licago desastrosa dos candidatos. Como exa-
roinar-se-lhes a competencia politica, se esta,
por emprica, nao pode ser precisamente formu-
lada t Porque especie de examc poderia a Fran-
ca ter escolhido Luiz XJ, Richelieu e Dantou ?
Gomo a apdao para governar um paiz^io pode
rigorosamente precisar-se, todos sojulgam ap-
to* : o o mais ignaro, comtanto que tagarete,
e faca perorarles, considera-Be capaz de di
rigmos destinos/a rracSo.
Como reforma completar, entende Laflitte que
oo o lempo das sesses. Acha
licuia a pretengo de legislar a
''arece-lhe que esse'prejuizo ha
ana ai
jurlo de prescripcSes estabelec^V^Pir^rat:-
ca ou br mulada*/en, leis peraTager as relajees
reciprocas dos homens vivendo em sociedade,
inister nao levar em conta, era o testuojuubo
"da consciencia nein o da historia !
Esta nos mostra o conceito de Direitos con
stantemente associado ao do Justo; eotlercce-nos
as legislagcs dos diverso poves, em cada
hsse de sua evoluclo o reflexo de ura Ideal de
ustiga correspondente s circumstancias politi-
ce ecxuiBBBBtilt*BBBiil, e aatl i oassoaja-
b reeaeii*iinenia*e.aaniaco dos di
diaaaaara do i ean Ideal,
osraawos aamhera-a Imteeta es legis
todas .as pocas- invocando, em po de suas
leis, aooarforaiidad.' emmo id*iMa Justifnque .de n
ls attnbuem, e uas diz, qnuw alguinafchi,
ffnn fonm. praawlgadaaaefaciiKVide um^poder
aolireraawal, fui poaaae as-rcligioes poejtheis-
UiiraaaHnuaacM*.mpmmuqmi rapnaa
Tara o Principio co" Justo, (Astrea e The.njs en-
tre os Gregos e Romanos) e as religiOes mono-
theistas fizeram do Justo attributo essencial do
respectivo Deus.
De sua parte, a consciencia nos apresenta o
mesmo Ideal de Justica prcsidiudoatodos aquel-
[m iaa aaaiaii natnii ajaa itianm iwbwWh
oanni'
raaa-de
hje.'paaiifos paasa
ra gfMailr eaaige
lidadatertai;o
deve ser redo*
sinceramente
,/jacto cpntinu
desM- aind-a. como assumpto de comedias, ex-
posJp,*i-fisalas dos posteros. Invoca a esse
* n-speito o bom senso universal. As leis fun-
ilameutaes devem ser essencialmenle estaris ]
pianto s applicaces s o governo tem verda-
Jefn i-ompetencia para fazel-as. Rednzindo a
tegisatura a quatro mezes, no mximo, toman
aalisfeilo todos os desejos no assumpto razoa-
3, e at mesmo o prurido legislativo.
Por ultimo, propunha o auctor que citamos a
substituco do escrutinio de lista pelo uninomi-
nal ou de districto. E isto, em primeiro lugar,
porque o eleitor de districto pode mais fcilmen-
te conhecer e apreciar o valor do candidato; em
segando, porque o voto plurinominal auxilia o
funesto opparecimento de movimentos polticos
puramente artificiaes, sob a {afluencia tantas
vezes deploravel do jornalismo.
Da necessidado dessa reforma electoral estava,
atinai. tambera convencido Floquet, comodecla-
rou em ins de Dezembro no senado, responden-
to a um nolavel discurso opposicionista de
ballemcl Lacour. O presidente do conselho sa-
cnlicava as suas antigs convieces, acerca do
modo do suffragio, depois de ouvir a opiniao
dos conselhos municipaes e commissOes que ha-
ra consultado; vendo que, alm dos pedidos
directos que recebera, 376 jo-naes republicanos
aooaselhavam o restabelecimento do escrutinio
de 'arredonuamento, em quanto apenas 60 se
aroimnciavam pela manutenjSo'do escrutinio
de lista.
Apezar do descontentamento que causaran]
aos opportunistas os projeclos de referma cons
tucional e de imposto sobie a renda, e mesmo o
decreto relativo aos estrangeiros, o gabinete
Rdquet conseguio o que j nao foi pouco em
vtet: dos precedentes dcixar votado nos ulti-
aws das de Dezembro o orcamento para 1^89.
lioulanger obrigaria os moderados da ca-
marn a tantas complacencias para com o-radica-
tamo do governo.
(CotUina,)
jwiiin p.....wapa
sificacio dos acto; indiviJuaes oucollectivos e
das preserrncoes sociaes a que applicamos a
qualioeaco dejustoe ou de injustos, e coran per-
feita antithese da ferca, que vemos reinando sera
opposicao alguraa na diarte da natureza que per-
manece fora da rbita da aeco drj hornera e
onde, em consequencia das desigualdades'inna-
tas ou adqueridas, tem por resultado a seleceo
patenteada por Da-win
Para a consciencia humana nio ha direitos se-
no os que di auara do Ideal de Justica iaiina-
nente na razo ; os direitos oriundos das legis-
laces positivas liram a sua valtdade de urna
supposla conformidade das rae-mas, legislaces
cora seinelliante IduJ e o chamado 'poreuphe
mismo Direito d forfa, producto hybrido da
juxta-posico de -cious conceitos que repellem-se
mutuamente, foi, e ser simare lomado como
synonirao de injusiicn. aotilhese do verdadeiro
direito e era oppasico flagrante cora o alvo das
sociedades human i;
Cora efteito, fraco e desprovido de armas
naturaes para triumphar, na lucta pela vida, dos
grandes carnvoros contemporneos de sua ap-
panco no um da pocha terciaria, mal aiupa-
radoda inclemencia das estacOes pela sua pelle
nua, desprovida dos cafeellos que protegema
dos outros primatis, o ?omem so deve a sua
superioridade ao alto grao que n'elle aprsen-
la o instineto deJjsociahilidade, pois a associaco
com com seus semelhantes foi que permittio-lbe
tornar-se, como dizem, o rei da creaco.
Ora, a permanencia de qeaiquer sociedade, e
por consegrante, do lacoque prenda os mem-
bros das primeiras malocas humanas, presup-
pe, para cada um dos assocados, o goso de al-
guma vantagem que nao desfructava fra da^as-
sociacao, e a primtira em data foi necesaria-
mente a que resulrou da suppresso do chamado
direito da l'orga e di apulicico as rulis in-
ternas do conceito de iirualdade, eraboraperraa-
uix-nse ditaapplkac/io incmapleta eaubidina-
da a cuasitBJi.Aij. i'Sfjecial que .iinpAa-aa a
cada grupo ou sociedade as necessidades Ju-
ta cora as raais associac&es humanas.
Foi pela appari;o e applicaco do conceito
do iguahlade. antipoda da desigualdade natural
causa prxima o elfluiente da selecgo darwini-
ci, que o Ideal de Justica manifestou se ua his-
toria e foi com toda a razo que os Gregos e Ro-
manos escolherama balanca como attributo es-
sencial da Deusa que representa va aquelle Ideal.
Por isto, se a doutrina gcral da evoluco pode
e deve applicar-se aos phenommos sociaes, da
mesma forma que aos do mundo inorgarico c aos
mais propiiamente biolgicos, o Darvinismo,en-
tendido na aceepgio que Ihe do geralmente, de
seleceo resultante da luta pela vida, s pode
ser applicado explicado dos phenomenos so-
ciaes com muitas restriccoes, pois a sociabilida
de, de que ha alguns exemplos ejtre certas es
pedes de anitnaes, e apreseuta-se no lioraeni
em subido grao, lende a substituir, entre os as
sodados, a desigualdade, fonte da seleceo, pe-
la igualdade que a esta oppe-sc redondamente.
A substituieao progressiva, as sociedades liu-
mauas. de urna igualdade artificial s desigual-
dades naturaes o facto principal que assignaia
a marcha da civilisaco, e encontra-se necessa-
riamente na evoluco do Direito, quer costumei-
ro quer resultanti: de leis esenptas, depois de
imposto a consciencia pelo Ideal de Justica.
Realisa-se de dous modos; j pela extenso da
igualdade de Direitos aos associados de cada
grupo ou. em outros termos, pelo progresso da
Uberdade do individuo, sacrificada a principio
ijuasi que completamente concentraran de po
deres necessitada pelo interesse superior da
conservaco do grupo ao qual elle pertence ; j
pelo reconhecimento, por parte dos mesmos as-
sociados, de direitos cada vez mais ampios aos
membros das mais sociedades humanas.
Pelo lado da constituicSo interna dos diversos
grupos ou nacionalidades esta realisaco, paten-
teada pelas leis civis e criminaes, acha-se hoic
bastante adiantada entre os povos ditos civili-
sados; menos no que diz respeito a repartirn
dos productos do trabalho dos associados, que
ainda hoje patentea a mais escandalosa desigual
dade : mas. pelo que toca s relacs externas,
com que oceupa-se o Direito das Gentes, ella
noucos progressos tem feito e a forca ainda
noje a ultima rutin das contenas internacionaes.
Este desinrolvimento progressivo dos direi-
individuaes e collectivos, que verifica-se no cha-
mado Direito positivo pela introdaego do con-
ceito de igualdade, tem como antecedente lgi-
co e cbronologico urna evoluco anloga, ante-
riormente realisada na razo individual, que de
accordo cora as circumstancias do ambiente n-
troduzio no seu Ideal de Justica urna dose de
Iguald de proporcionada que prat ira mente
comportara as condices econmicas e polticas
da respectiva socieilade.
ta-.. aduaataTactoamB. .
A gnesis do Direito, considerado como con-
junto de prescripcoes destinadas a reger as re
lacees dos homens no estado dt; sociedade, nao
passada reproduoco em mee preawipaoes, a na
medida que comportara as circumstancias do am-
biente, do Ideal do Justica formulado pela con-
BBiawia.
humana de uarideaTW^SaSc
pala alfirmaco as opiniOes, cosTumee'% i
conceito de Igualdade, antithese formal da .de
Igualdade que impera na parle do rsino orga
nlco une Derraanece fra da axo do bomem;
funccSo inteiramente nova no trabalho das
tricas que d toda a importancia a esse
nove apparelho.
i uiha instaMago idntica dos Gos de cara-
painhas elctricas de aposentos e de urna cor-
rente, fcil obter a luz em qualquer peca. D'es
te modtycomo acabamos de ver, a illuminaco
elexOlta pode estender-se aos campos mais afas-
tados, porquanto nao necessario ser electricista
para oblel a, e os productos que entram no li-
pillia esto salitiaaitaaaeiiteaapaaaaias
rcio para que soja fcil havcl-c*ern
DdiapBrte e por preco mdicos.
do:-Pa)ec(aaau naftaicMa pov Abatata d'estes proareswmBaessawes .Iwatot
a Id iMc aMaica tfloiaMtai de Iricaie applicada lllumiiiacao e pripcipalmen-
tue permanece ._
a formula d'este Ideal de Justica est-eiu
oada pocha dependente, das circumstandaeeco-
nomicaa e politicas das diversas communheaao-
ciaes s quaes acompanha fielmente at no re-
gresso, e que a extenso que elle concede ao con-
*" d^aaaaaaaav daMaaaa*a ci
flamui
u gruBaaaaareit
vacarawMaai mas
daapracaBamtos,
JBti'HMI|i;niBl.ha-
Ora, este Meal de Justifa, suieito assim como
o Direito em que traduz-se, aei da evolugo, a
razo humana nao o toma emprestado ao mundo
exterior onde carapeiam a desigualdade e a sub-
sequente seleceo ; tira-o de seu-riroprio fundo,
de sua conaU(;o intima, pois elle, nao pode ser
producto exclusivo da chamada culjjura humana
Esta apraas acta sobre elle pelasjtodificaces
do ambiente, que determinara o seqtdo de sua
evjlueo, como alias dapn-bende
signibeago do vocabulo cultura. J
cn'a e apenas modifica oque ja-
lando as leis da daptaco e da '
para, despertando as energas lata
uiens, determinar o apparecimenr
mas e consrvala^
Ser semelhante Ideal do Justo,' qae eoraoid a
Eresuppe a existencia do homeiB.npparaceu
ontem cora elle e acompanlia na sua evoluco
as condicOes do ambiente, compativercom a exis-
tencia de um principio do Ju*to cierno e immu-
tavel que Ihe servisse de baso ? Deixo este as
sumpto para urna terceira palestra.
H. A. MM
da propna
ultura nada
te, aprovei-
dilariedade
nos ger-
novasir-
m
SCIENCIAS
<|taes O PRINCIPIO DO JUSTO
Na minha carta de U de Janeiro eu disse
que o principio do Justo era base imprescen-
divel do Direito e de quaesquer direitos, e, na
do 38 accrescentei que sua existencia era in
dependente das formas imperfeilas e transitorias
r Ihe ha dado o espirito humano, e sobre tu-
das que resultara das-legislagOes positivas ;
qae para mim as acedes e leis sao justas ou in-
jqstas, da mesma forma que os conceitos ou as-
eercoes so verdadeiros ou falsos; e finalmente,
no Justo ao mesmo titulo que o verdadeiro.
na deesas formas do iolendimento humano,
tesas categoras, enumera las ha dous mil ali-
aos por Aristteles, revistas e reeditadas no s-
calo passado por Em. Kant, que constituem a
razio porque sao as bases do quaesquer rucioei-
aios
Nao temos conhecimento dos principios seno
ea idea mais ou menos clara e exacta que d'el-
formaanossa intellitcncia. ; or isto, dei-
xaado de parte por ora a questo da confunni-
dadeda idea do Justo com o seu archetypo, prin
cipiarei por tratar da mesma idea, do Ideal de
Justica, que a mais perfunctoria analyse en con-
tra na origem de qualquer juizo pelo qual clas-
ificamos actos ou leis como justos ou injustos.
Pode ae questbnar acerca da existencia de
ata principio do Justo indepridente da razo
humana, e por consequente acerca da gnesis
iz idea do Justo; mas, para contestar a exis-
tencia de semelhante ideal na mesma razo, sua
iecessidade para inteligencia do que se deve
entender por direitos, e sua evidente intervm-
c9o na evoluco do chamado Direito, desse con-
como, porm, qualquer applicaco do concei-
to de Igualdade e passo dado na senda do Al-
truismo, spde ella apparecer, quer na evolu-
go das sociedades humanas, quer na dos indi-
viduos de que compem-se, ou para usar da
phraseoloeia hoskeiiana, na evolugo phyiogene-
tica como na criognica, quando o lempo dos
associados deixa de ser completamente absorbi-
do pelas necessidades essencialmeute egostas da
alimentato, e o respeito a vida alheia nao com-
promette a existencia do individuo nem a do
grupo.
Por isso, vemos a applicaco e extenso do
conceito de Igualdade, e por consegrante do
Ideal de Justiga, subordinada aos progressos
econmicos e polticos de cada sociedade, cujo
estado acompanha i ponto de as vezes retrogra-
dar com elle, como aconteceu depois da que la
do Imperio romano.
as sociedades anttgas, cujo systema econ-
mico tinha por base a escravido, e nao se con-
ceba civilisago sera o trabalho servil, o Ideal
de Justica nuunca chegou, ainda mesmo coan
these philosophica, a applicar o conceito de Igual
dade a iodos os membros da communho social;
e si no periodo histrico em que todo o Orbeci-
vilisado fazia parte do Imperio romano, a exten-
so do direito de tiritas a todos os habitantes do
mesmo Imperio estabeleceu direitos communs a
mor parte dos hon.ens livres d'aquelle tempo
nao foi porque s lito- reconh're^se laes dir
coiiio deriva i j.s .. sua qualiddde nuens li-
vres, e sim por extenso dos que d'auu s pe
ciam aos cidadlos romanos,
Para os povos. qu permanecen lo fra d aquel
la grande nacionalida le M-ara tidos por barba-
ros, a excluso de Odo e qualquer direito per-
maneceu to exclusiva como a'antes ; e esta lo-
calisagSo dos direitos, tidos quasi que como pri-
vilegios, maufestou-se com toda a intolerancia
na- mltiples organisacocs polticas oriundas dos
destrocos do Imperio romano.
O dogma da Igualdade, promulgad j porCb/is-
to ha mais de dezor.o seculos, s lleou lendo ap-
plicaco no esphera da relgiao; c)o estrangeiro
permaneceu durante muitos secuts excluido de
t id os direitos perteocentes aos membros das
mais communh Jes sociaes, sendo preciso ehegar
ao lira do XVIII secuto para ver-se o Ideal de
Justica abr.inger a totaiida le dc| genero humano.
e a Assembla Legislativa do grande Povo,- que
marchou sempre na vanguarda da civilisaco,
derramando saogue e dioheiro era pro do Al-
truismo, promulgar Direitos inherentes a*perso-
nalidade do hornera pelo unflo facto de ser
mem, e acerca dos quaes 6 celebre Burke, no
parlamento da Gr-Rrelanla, dizia nao admittir
taes direitos e to .jmente os direitos e privile-
gios dos cidados la livr Inglaterra.
Resumindo o quo precede direi:
Que o testemunho da consciencia e o da his-
toria nos patenteiam a existencia na intelligencia
llluminaciio elctrica em Londres.Pilha Fortn.
Novo navio para petrleo. Novo sys-
tema de propulso. Processo de cons-
trueco em Chicago. Caminho de fenv
lunicular deThonora. -Apparelho de des-
cida com freio automtico para salva-
vidas.
(Da Bevue Scientifique)
A primeira installago irapor'ante de illumi-
nacSo elctrica em Londres remonta :i cerca de
quairo anuos e foi concebida com o iide Ilu-
minar (irusceiwr Gallery
Cora o correr do tempo, a estaco elctrica
creada para esse fim, ficou habilitada a fornecer
luz ao quarleiro circumvisinho de varios monu-
mentos e edificios pblicos, e essa estaeo cha-
mada de Grosvenor fornece actualmente luz a
cerca fie 35.000 lampadas, desde Rogent's Park
at o Tamisa, e desde o palacio de Jacttica al a
ponte de Kiiijitilsbridge. Cinco circuitos instal-
ados neeaea limites satisfa/.era a todas as neces-
sidades.
<;omo se v, esse cornejo j era de grandis-
siraa importancia; mas o xito foi to brilhante
que pressurosamente cuidou-se era fazer a mes-
ma applicaco, em escala ainda maior, trata-se
de crear em Londres urna nova estago elctrica,
chamada esta estago de Deptford. E' conce-
bida em proporges descomunaes, porquanto os
eradores a vapor, destinados a dar moviraento
s machinas, sero capazos de fornecer 65.000
cavallos-vapor; sao tubulares e anmentaro
urna Ferie de machinas typo Corliss de 1.009 ca
vahos cada urna. Os geradores esto assenta-
dos em um vasto recinto e sobreposto em dous
andares, o terceiro andar, o mais ekvado, con-
tera o carvo.
Gragas a esta disposigo, o comhustivel, que
sae dos navios atracados ao caes do Tamisa,
depositado immediatamente em wagons, nova
especie de paiol, e d'ahi, pelo simples cfTeito da
gravidade, ser distribuido a cada um dos gera-
dores de que j tratamos.
As machinas motoras accionaro doae dyna-
mos do typo Fernanti capaz, cada um. de dar
urna corrente sufficiente para 20.000 lampadas
de incandescencia.
Apezar das dimenses j demasiado potentes
desta installago, projecta-se tornal a ainda
raaior. porquanto em outro compartimento de
machinas trata-se de unir directamente com as
machinas motoras duas machinas dynamo-ele-
ctricas, pesando cada urna cerca de 400 tonela-
das e que tero umaarmago de quasi ti metros
de dimetro.
Sero verdadeiros gigantes, si se atteader
principalmente s dimenses dos primeiros namos construidos quando ostreou a elctrici-
dade pratica.
Para accionar esses colossos, ser mister um
jog de machinas a vapor de 10.000 cavallos ; a
principio s se em pregar a metade dessa for-
ga, porque se comegar por desenvolver simples-
mente una-corrente sufficiente para io,.(hmi
lampadas. Quando as necessidades augmenta-
rem, ser utilisada toda a torga disponivel.
A corrente se/ alternativa e de alta tenso :
ser Fevada da estago de Deptlbrd a diversas
estages de ilistribuigo ; nestas haver trans-
formadores que distribuiro a tenso da corren-
te antes della ter o seu emprego definitivo.
Acredita-se que em fins do corrente anno a
estago de Deptford j poder alimentar 50.000
lampadas, e que na primavera de 1889 estar
em estado de alimentar 200.000 lampadas mais ;
com as lampadas que recebem a corrente da es-
tago de Grosvenor. o computo ser de 283.000
lampadas postas disposigo da illuminaco pu-
blica.
Assignalareraos agora algu -s algarismcs que
nos 0arecera uteis, sob o ponto de vista econ-
mico. Actualmente a ss*vlb de Grosrenor for-
nece lampadas que ardera 1 200 horas por anno,
ao prego annual, demasiadamente elevado, de
62 francos ; mas pde-se julgar fcilmente da
diminuigo qne da nova estago elctrica 're-
sultar sobre esta tarifa, si se attender que,
quando a electricidade ti producida no mesmo
lugar, como acontece no correio e na cmara
dos cdabmuns, a lampada custar cerca de 25
francos por anno.
Mas, a par d'essas installages gigantescas,
que corresponden! a necessidades excepcionaes a
illuminago elctrica torna-se, de dia para dia,
mais ao alcance dos usos domsticos, pela crea-
gao de novas pilhas, as quaes os inventores
procoram introduzir todas as simplificages dc-
sejaveis.
Citaremos, n'estaordem de- ideias.a pilha recen-
teniente inveutada pelo padre Forlin, quasi ap-
plicavel em toda a parte, nao exigndo manobras
especiaes e podendo installar-se sem grandes
dispendios.
A pilha al Foru consta de elementos
sobrepoetos, sendo coraposto cada ura dos ele-
mentos de um receptculo quadrado de vidro de
cerca de 10 e le iado sobre lOmilliine-
tros de pr iiunlidade. O fundo de cada um tem
tres buracos, nos quaes estj lixados tres hasles
peqti irvo que excedem alguns milli-
inetros parte inferior do receptculo. Sobre es-
sas bastes e no interior do vaso tolloca-se una
di i|i i de si ico que ','nnna um s polos >lo ele-
mento, e encima tres pequeos pedacos de bor-
racha aObre os quaes repousar ama chapa de
carvo, que i polo da pilha.
O elemento de pilha assim formado fica com-
pleto ; enejie-se assim oito, de/, o at mais, se-
gundo a ntensidade da corrente que se quer
obter; mas de/, elementos bastara para alimen-
tar urna lampada de incandescencia de intensi-
da le igual de urna lampada Crcel, isto cora
extrema regularidad? de luz A durarlo d'essa
lo* pode ser de 10 horas consecutivas com a
despean nicamente, de alguus cntimos.
O liquido excitador, que provocara, pelo seu
contacto sobre os zincos e os carves, a corrente
elctrica, simplesracnte formada de crystaes de
bichnmato de soda dissolvidos na agua fria. Com
dea litros d'agua, um kilograraraa de bichromato
i la e ura kilograraraa de addo sulfrico or-
dinario em uso no commerdo, farma-se o liquido
excitador; sao, como se acaba de ver, produetos
cujo prego- nao elevado, mas a economa da luz
assim prodnzida provem principalmente do modo
por que esse liquido se comporta na pilha, e
tet'vaHa da tendencia
com modicidade de
yofaanau. s i uto i naaaeo
le prego pdese .aergoaavo
que seta das antigs Vnteaam lllu
comwaajcaz e o petrole. O
novaeaJdLpcges c
ladatt
oteo. <)rrz ja
wiawaatawda
,gao,>aes
deaempenha
a
a
petoaBBBjmacao nos maaaaaa^aaaatTiio
esse comhustivel tao rico, si algum dia tivesse
de ser abandonado para a illuminago seria apro-
yeitado com toda a certeaa, para fazer actuar e
inmediatamente as maehinas motoras ora ali-
mentadas pelo vapor d'agua, e torna-se-ia tam-
ben, auxiliar precioso para a produego da dec-
trtcidade as mftrnnns rtrnamo-elctricas.
i'einais, 0 motor a prtoleo nao urna novi-
dadeeexistem varios modelos que funecionam
perfeitamente.
At hpie esses motores tem sido especialmente
construidos para a navegago de recreios, por-
quanto com esse systema a direcgo do motor
torna-se muito simples e principalmente rauito
apropriada. Mas o que ainda d lugar a rauitos
estudos, o seu modo de transporte, e j tive-
mos occaaio de dizer qual o prego baixo que
pode attingir esse corabustivel nos paizes pro-
ductores, fazendo sobresahir o augmento decus-
to resultante do transporte do precioso liquido.
Esta ultimacausa do prego relativamente ele-
vado do petrleo fea recahir os estudos princi-
palmente sobre os navios, que servera'de cister-
nas, dos quaes acaba de coosiruir-se novo mo-
delo em outliampion.
E' um navio-barca de tres mastros, de ago,
medindo 70 metros de comprimento de sobre 11
metros de largura e 6",55 de concavidado, offe-
roceodoa arqueago brnta de 1.280 toneladas e
quedever carregar cerca de 2.000.
Especialmente construido para transportar
oleo de petrleo embarricado, dividido em cer-
to numero de compartimentos estanques para
conter o oleo.
Tem demais, dous pores de reserva, um na
proa, o outro na etremidade da popa.
A coberta destinada para o transporte de
certa quantidade de petrleo em barris. O las
tro feito com agua contida em um ou mais po-
res, segundo as necessidades.
Conservou-se na coberta urna cmara especial
para as bombas : essa camar contm duas bom-
bas de alta presso e o systema dos tubos que a
ellas, se ligam permittem introducir ou extrahir
o oleo ou a agua de cada um desses pores, se-
paradamente.
O aiojameuto dos oJlici.ies acha-se sob o cas-
tello da pdpa em cima do quat existe um tora
badilho muito bena^orgauisado.
O collocado no centro do navio contm o alo-
jumento dos mestres de equipagem. a casinha e
a olcina do machinista.
A equipagem aloja-se em duas cmaras collo-
cadas a estibordo e a bomuordo por baixo do
castello da proa. L'm cabrestante de novo svs
tema destinado manobra das eorrentcs e das
ancoras, est fixado sob o castello da proa, e um
guindaste, para o mesmo uso, acha-se installa-
do em cima.
O gurups de ago e de um s pedago, os
tres mastros sao turabem de ago; as vergas mais
baixas e as vergas do isto da gavea sao tam-
Dem de ac: os demais mastros as outras ver-
gas sao de pUcipin.
V se, por esta descripgo, que o navio, que
acabamos de descrevor. comporta todos os aper-
fnigoamentos modernos na construego naval:
v-se tambera quanlo importante a questo do
trausporte do petrleo embarrilado, para que
cortos armadores nao recuem ante nenhum sa-
crificio no intuito de levar ao cabo esta delicada
operago, da qual depende urna baixa asss no-
tavel de um combustivel de que aclualmeqte se
procura utilisar em todos as ramos da industria.
E, como acabamos de fallar dus aperfeigoa
mentes introduzidos na construego naval, nao
podemos-calar o uovo systema de propulso que
o Sr. Gouilly acaba de apresentar sociedade
dos eugenneiros civis, com experiencias, em
ponto pequeo muito condudentes, em apoio de
sua tbeona.
Eis em poucas palavras o systema proposto
pelo inventor; consiste dle em fazer fuuccionar
o hlice em urna espede de cavidade, que o Sr.
Gouilly chama collector, e que 6 formado de um
cylindro no qual gyra o hlice ; esse cylindro
termina em urna liaste de cone cuja base vol-
tada para o lado do navio.
O inventor defini assim os effeitos do collec-
tor este ultimo applicado ao navio tem por fim
duplicar a forga de propulso ao ponto morto e
duplicar cerca de um terco a ederidade do mo-
tor.
Mais de milexperiepcias era um numero con-
sideravel de belices differentes tm sempre dado
resultados pelos quaes se pode verificar que a
propulgao era mais que dupla. Quanto ao col-
lector, nao compe, propriamente fallando, um
melhoramento no hlice, cumpre encaral-o pelo
contrario, como um orgo que concorre por si
para a propulso.
Na sociedade dos engenheiros civis, fizeram-
sequatro experiencias; 1* um hlice A foiop-
posto a um hlice B sem collector; esses dous
hlices lutaram um contra o outro, tendendo ca-
da um a empuar o navio para adiante; o hli-
ce A supplantou o hlice B ; teodo sido o ulti-
mo collocado no seu coJJector repellio ohdice
A, mais forte que. elle na primeira experiencia;
3* tendo sido arrancado o hlice A e privado o
hlice B do seu collector, o navio exercia urna
traern de PO grammas sobre um fio e depois
repousava; 4 tendo o hlice ti receido osen
collector, o navio, exercendo urna traego de 120
grammas sobre o lio, punlia-so, entretanto em
movimento. levando o fio.
Esta ultima experiencia foi repetida com um
peso de 120 grammas, ao qual o navio resiste
perfeitamente.
A forma do colector, do qual apenas demos
um esbogo theorico, mereceu da parte do Sr.
Gouilly um estado especial, e dever, como
mostrou o inventor, ser apropriada forma do
navio e do hlice.
Mas o principio est bem estabelecido, e ne-
nhuma duvida ha de que em um prazo curto se-
r posto em pratica, permittindo assim que a
navegagio attinja, sem novas despezas, ederi-
dades que foram considerabas absolutamente
cliimericas nao ha muito tempo.
Os Anales des travaux publiques nos commu-
nicam um processo engenhoso de construego
ernpregado em Chicago.
O solo de Chicago formado de urna carnada
de arga alagadiga, firme na superficie, mas
mofle proporgo que se vai cavando o terreno.
Essa carnada de arga sobreposta, as
raargens do lago Michigan, a um lago de vasa
que se estende a grande distancia; de sorte
que a parte da cidade situada nessa regio
absolutamente edificada sobre um lago de lama,
e, todava, ah que se encontrara edificios de
seis e at dez andares, .topetados de mercadu-
ras.
Muitos ensaios sem duvida foram fdtos para
atinal auoptar-se um methodo rasoavel de con-
struego sobre solo lo rao.
No comeen con\entava-se em dar -erca de .'M>
centmetros' de largura aos embasamentos dos
raacissos de construego de cada lado da pa-
rede, quaesquer que fossem as cargas e a resis-
tencia do terreno; mas, em consequencia de
rauitos accidentes que se reproduziram, resol-
veu-se construir de modo menos emprico e pro-
porcionar a largura dos pedestaes dos edificios
as cargas. Procurou-se estabelecor debaixo dos
edificios urna estacada geral, de argamassa de
0,"80 a 1 metro de espessura.
Este processo nao apresentou tambera resul-
tados satisfactorios, e actualmente construe-se
sobre pillares solados de modo a concentrar as
cargas sobre certo numero de pontos do slo e
dar ao rodap de cada pillar urna largura m
relaco com o peso que supporta.
Como, por outra parte, importava reduzir na
maior medida possivel a espessura do massico
de argamassa sobre o qual se pousa cada pillar,
aura de se poder alojar adegas em baixo, sem
ser-se obrigado a pcne#ar profundamente no
solo, recorreu-se ao seguinte processo muito
engenhoso. Depois de feitas as excavaces,
esteode-se no lugar de cada pillar urna carnada
de-argamassa de 0-.45 a 0",30 de espessura e de
coraprira. priado carga que tem de
suppwiar: -ohre esta carnada depositase ura
leito de rails de ago, distanciado de 0,15 a
0,20 de eixq a cixo. Esses rails, qur tem o
mesmo comprimento da base de argamassa, sao
collocados em toda a largura dessa base. So
ore o primeiro Idto de rails, colloca-se outro
transversahnente, depois terceiro e muitas vezes
at quarto. E', alm disso, fcil proporcionar a
resistencia ruptura do massigo da construego
ao esforgo de supporta 1-a, porque pde-se appro-
ximar os rails um dos outros at (carero era
contacto. Chega-se assim .dar a um pillar
urna base solida de 5 a 6 metros de largura sem
exceder para a coastriiaaAo uma^rofundidade
de 50 centmetros.
Como' as cargas-actuara-jartire- pontos differen-
tes misteaajne a*|Mredeav*lo tHcio estejain
slidamente ligada' entre si; Uaabem deve-se
reforgar toderos tenrmaaa des aiattios e muitas
vezes cerca'ai Uto o fliMflBto, peemewdruiw
cinta de ferros chatos que formam urna verda-
deira virola.
Calcula-se a largura das construcgOes basean
do-se sobre urna carga de 13:000 kilogrammas
por metro quadrado; adraittio-se at a carga de
0:000 kilogrammas c, excepdonalmeate. de
.15:000 kilogrammas. *
Calcularse a carga do terreno razo de 100
kilogrammas por metro quadiado do pavimento,
depois o peso proprio da construego, suppondo
que e soalho inteiro nunca recebe todo seu m-
ximo.
Nestas condiges o aluimento do solo nao
excede geralmente de 10 a 12 centmetros e o
accumulo flca completo ao cabo de tres annos.
V-se neste processo nova applicago de ferro
na construego, o qual, alliado argamassa
pode dar excellentes resultados. Estes dous
productos da fabricago humana ofTerecem real-
mente, a vantagem de fornecer aos construe
tores eletientos perfeitamente conhecidos e so-
bre cuja resistencia pndera contar em urna me-
dida absolutamente definida.
E' sabido que existem na Suissa muitos ca
minhos de ferro funiculares com fortes rampas
m que a traego opera-se por um contrapeso
dfagua. Esse systema vigora era Giessbach e
ero Terrifet, no fago de Genebra.
\Coustruio-se ltimamente nina linha desse gc-
neVo no mesmo lago, mas sobre a margem fran-
ceza, como acabamos de saber por urna nota
communicada sociedade de engenheiros civis.
E' a primeira estrada de ferro desse genero
establecida em Franga. Ella liga o caes dos
navids a vapor que se acham no lago cidade
de TJhonou.
Com 230 metros de comprimento, dos quaes
86,50l em curva, vence urna differenga de nivel
de 46 metros, o que faz urna inclinaco media
de 20 centmetros por metro.
A linha, que s comporta urna via de um me-
tro de afastamenlo com cruzamento no centro,
percorrida -por dous vafees ligados entre si por
um- cabo de fio de ago; um delles, o v/n&n que
parte do alto, convenientemente chela d'agua.
serve de motor para fazer subir o segundo.
O cruzamento eflectua-se sobre urna curva
aseas accentuada e no viaduclo.
Urna particuluridade technica, que teve solU'
gao pratica muito favoravel, o cruzamento do
cabo pelas redas do wagn que sobe na occasio
em que deixa a via de cruzamento.
Os carros tem 25 lugares. O seu peso, com-
prehendido a carga mxima d'agua, attinge 11
teueladas ; nor consegrante, o cabo soffre urna
traego de cerca de 2,400 kilogrammas. E'es-
tabelecido para supportar nina carga de ruptura
de 40 tondadas. de sorte que a margem de se-
guranga muito consideravel. Esse dado de
um modelo espedal, que ainda nao teve muitas
applicagoes.
E' formado de um nudeo de 19 lios de ago,
coberto primeramente com urna carnada con-
cntrica de 16 lios, e depois com urna de 24 fios. ... i^ "f" c
A secgao desses fios nao circular : tal que ""Jj
os fios justapem se exactamente e nao deixam
nenhum intersticio entre si; a superficie extre-
ma absolutamente cylindrica e lisa como urna
baria de ferro redonda, de sorte que a usura
muito menor e melhor repartida, o que nao
acontece aos cabos empregados ordinariamente
e que sao formados como sabido, de varios fios
cylindricos enrolados em torno de um eixo de
cnamo.
A agua qu*" serve de contrapeso fornedda
em quantidade sufficiente pelas abastecidas tra-
tes de Tbonon ; accumulada em dous reserva-
torios subterrneos que podem conter 400 me
tros cbicos desse liquido, o que garante urna
reserta para tres dias de servico activo em
casos de concertos na distribuiro d'agua da ci-
dade.
Os agentes de seguranga foram largamente
previstos, porque essas estradas de ferro tm
ura freio automtico que funeciona em caso de
ruptura do cabo, e um freio de alta forga; esses
trama apertam rodas dentadas que engrenam
com urna baste central, e garantem a seguranga
completa dos viajantes dessa estrada especial.
E', demais, gragas perfeigao sempre crescente
introduzida na "fabricago dos cabos, tanto de
ago, como de cnamo, que se pode hoje instal-
lar, por assim dizer, eom toda a seguranga, as
estradas de ferro funiculares'cora fortes declives.
Si addilannos a essa qualidade especial da ma-
china prndpal os freios automticos de 'que
actualmente dispoem os constructores e que sa-
tisfazem a todas as condiges de seguranga com-
pleta, achar-se-ha muito natural a execugo de
projectos quepoderiam, nao ha muitos anno?,
ser considerados inexequiveis. O freio autom-
tico especialmente, de que se servem com tauta
vantagem as estradas de ferro os accensores e
quasi todos os meios de locoraogo, acaba de ter
applicago nova em um apparelho destinado
safvago da vida das pessoas em casos de in-
cendio.
Esta machina engenhosa, imaginada pelos Srs.
Evrard e Cornevin, distingese dos outros ap-
Sarelhos, inventados at hoje, por sua simplici-
ade, seu pequeo volume e, finalmente, pela
sua applicago prompta e fcil.
O apparelho compe-se de urna caixa metalli-
ca redonda com 85 milliraetros de dimetro,
contendo urna bobina na qual enrola-se urna fita
de ago chato, rauito branda, muito flexivel, e de
resistencia tal que pode supportar, sem receio
de ruptura, o peso de mais de 100- kilogram-
mas. Vinte metros da fita sao enrolados na bo-
bina que pode gyrar sobre um munho concavo
fixado na tarapa da caixa.
A face da bobina possue na sua circunferen-
cia urna dentadura helicoidal na qual est engre-
ado um parafuso sera fim. A inclinago da
rosca desse parafuso calculada para que urna
presso determinada dos denles da roda contra
o filete do parafuso, faga gyrar este, e permitta.
conseguintemente, que a roda gyre e a fita se
enrole. Na extremidade do eixo desse parafuso
sem fim est fixado um com quatro bragos, gy-
raudo em ura cylindro que faz corpo com a cai-
xa. Nos quatro intervallos dos bragos esto alo-
jadas livremente quatro pequeas massas com o
feitio de sector.
Urna tampa comprime essas pequeas massas
no cylindro.
Estando o apnarelho ligado, por meio de ura
clchete ou de urna ligadura a um ponto qual-
quer pela sua argolla, a pessoa ou o fardo que
tera de descer ligado a outra argolla fisaa na
extreraidade da fita de ago, que comer a desen-
rolar-sc imprimindo um movimento !c rotago
bobina. Esse movimento transmitle-se muito
amplificado ao parafuso sem fim. c, por conse-
grante, s quatro massas, que. por dreito da
torga centrifuga, comprimem-se contra a parede
do cylindro no qual gyrara.
Da presso das massas resulta urna resisten-
cia que' se oppe ao aecresdmo continuo de cele-
ridade de rotagao dos orgos em movimento,
porquanto essa resistencia cresce na razio o
quadrado da velocidade das massas, e por con-
segrante da descida do fardo. Ha, portento,
nisso urna regularidade automtica, que garan-
te a conservago da velocidade da descida em
urna medida conveniente para arredar qualquer
probabilidade de accidentes. Em resumo, tem-
se um regulador Megy applicado ao freio forma-
do pelo resvalamento dos denles da roda contra
o filete do parafuso sera lira.
Um botiosinho, anlogo ao de ura, decmetro
de algibdra, permute enrolar novamente a fita,
gyrando em sentido retrogrado.
A roda dentada guiara ainda o parafuso neste
caso, e seria necessario um esforco consideravel
para enrolar a fita. Para evitar este inconve-
niente, a tampa da caixa tem urna pequea aber-
tura atravez da qual pode passar a extremidade
do eixo do parafuso sem tira. Durante a desci-
da, est enllocado ura pequ no obturador sobre
essa abertura.* Durante o enrolaraento da lami-
na metlica, para tornar a ooUocar o apparexo
no seu ponto de. partida, o parafuso repellido
e nao engrena mais com a roda.
Como observouo Sr. Chancdle, presidente da
sociedade d;> industria universal, qual foi apre-
sentado esse apparelho, importara muito fazer
ensaios com elle, para reconhecer se si nao po-
deria ser applicado as minas. Realmente tem-
se muitas vezes, em certas explorages, de des-
cer cestos em camiqhos de ferros francamente
cunados. que=se deseoHeeam constantemente,
e nos quaes retem-se os cestos, por meio de
eoweutes, enroladas em torne de um tambor. O
apparelho dos Srs. Evrard e Cornevin teria tai-
ve* applicaco muito mais pratica nessas estra-
das : e bem assim, aps algumas modificages
preparatorias, talvez, que esse apparelho podes-
se ser applicado as estadas de ferro de fortes
lanpu de quoj facanos.
GOBGF.s Petit.

REVISTA DIARIA
Assenibla Provincial Abrir-se-ha
hoje a i hore da tarda cora as formalidades do
estylo a 2" sessao da 27* legislatura da Assem-
bla Legislativa Provincial.
A missa votiva do Espirito Santo ser cele
brada s 11 horas da manh na matriz do SS.
Sacramento da freguezia da Boa-Vista.
ti'iiw da presidencia da provincia
Por actos de 19 do corrente :
Foi nomeado 1. supplente do subdelegado do
districto do Macaco da freguezia de S. Lourer.-
co da Malta, Alfredo Garret.
Foram nomeados Io e 2o supplentes do delega- -
do do termo da Gloria do Goit, o tenente Vicen-
te Mara de Hollanda Cavalcante e Jos Cypriano
de Souza Finiente!, em substituigo de Joo de
Souza Cesta o Antonio Hezerra de Medeiros, que
nao prestaram juramento.
foc acto de 20 do corrente :
L Foi maudado submetter a conselho de investi-
gago o alferes do Corpo de Polica Emilio da
Silva Costa, e nomeados para compor o mesmo
conselho, o capito Joo Francisco Hemeterio
Portella, como presidente, tenentes Theodomire
Thomaz Cavalcante Pessa, Antonio Jos de Sou-
za e Silva e alferes Joo Bento da Silva Vallenga,
como vogaes, servindo de auditor o 2." promotor
publico bacharel Alfonso Olindense Bibeiro de
Souza.
Foram nomeados os hachareis Jos Bandeira
de Mello e Ezequiel Franco de S, para servirem
de commissarios nos exames do 2o e 3o annos da
Escola Normal.
Para o aul No paquete Trent, esperado
hoje da Europa, embarca com destino a Baha, o
Sr. coronel Frederico Christiano Buys, comman-
dante do 16 batalho de infantaria, estacionado
n'aquella provincia.
Agradecendo ao brioso e distincto mililar a
visita de despedida que nos fez, desejamos-lhe
prospera via^cm e que colha no comuiando do
16" batalho os mesmos fructos que soube co-
Iher no 2o batalho.
Tambera embarca para osul, no primeiro
paquide nacional esperado do norte, o Sr. tenen-
te-corond Estevo Jos Ferraz, que vai comman-
daro 2:" batalho ue infantaria estacionado na
corte.
Fazendo sinceros votos para que S. S. tenha
prospera viagem, e continu a honrar a farda
como tera sempre praticado como distincto mi-.
litar que agradecemos-Ihe igualmente a sua
attengo viudo visitar-nos.
Indemniwadora Reunidos hontem os
accionistas desta companhia, approvaram as con-
tas do anno passado o vlatorio da direcgo e
o parecer dacommisso fiscal.
Em seguida elegeram para dirigir a compa-
nhia no biennio seguinte :
Presidente da as-cmbla geralManoel Joo
Vice-presideuteDr. Manoel Gomes de Mattos.
SecretariosJoo Ferreira Baltar e Francisco
Pereira da Silva.
FiscaesCommendador Albino Jos da Silva,
Baro de Pelrofina e Julio Cesar Pacs Bar-
reto.
DirectoresJo6 Ferreira Marques, Antonio
da Cunha Ferreira Baltar e Joaquim AI ves da
Fonseca. *
SupplenlesCorbiniano de A. Fonseca e Car-
los de Moraes G. Ferreira
Foi distribuido impresso o reltorio do an-
no lindo, do qual recebemos um exemplar, que
agradecemos.
Desastre Cerca de 4 horas da tarde do
dia 13 de mez prximo findo, estando diversos
trabalhadores substituindo algumas madeirasua
coberta do engenho Ibura, situado na Boa-Via-
gem, aconteceu desabar a referida coberta sobre
elles e ficarem dous dos mesmos gravemente
feridos.
Os offendidos foram transportados para o hos-
pital Pedro II afim de serena convenientemente
tratados.
.tssassinato As S horas da tarde do dia
24 do mez findo e no lugar Sapos do termo de
Bom Jardim, foi assassinado com urna tacada
Jos Gomes da Silva pelo individuo de nome
Francisco Barbosa, que sahio ferido da lucta c
U grou evadir-se.
A autoridade respectiva procedeu a respeito
nos termos da lei.
Morto por um raloNo dia 10 de Fe-
vereiro ultimo, no lugar Cacimbinha do distric-
to de Santo Antonio do termo de Buique norreu
instantneamente fulminado por um raio Miguel
Leite da Silva, all morador.
FerimentosAnte-hontem, s 9 12 horas
da noute, na ponte do Jacobina, da freguezia da
Graga, o individuo de nome Baymundo Monteiro
de Azevedo fez diversos ferimentos na cabera
de sua amazia Maria Philadelpha Antonia, con-
segrando em seguida evadir-se.
Club dos Emigrantes Informam nos
Jue um novo club carnavalesco, di nominado
os Emigrantes, perco rer as principies ras
desta capital no 1 e 3 dias do Carnaval.
Promettemos, escreveunoso secretario do
mesmo club, agradar o publico, para o quecao
temos poupado sacrificios .
Nenia -Assim se denomina urna composi-
go para piano, do Sr. M. Cleto, offerecida a me-
moria do D. Amelia Braziliana R. da Silva, nor
sua discipula Exma. Sra. D Eugenia Tavoiu de
Souza Pinto, a quem agradecemos a offerta que
nos fez de ura exemplar.
Revista niaslradaRecebemos o n. 336
deste semanario fluminense, que dia dia con-
quista maiores sympalhias na opinio. Traz na
i. pagina o retrato do finado Baro de Cote-
gipe.
Ra d-~. Impt-tpasriz-A eoinniisso exe-
cutiva dos festejos carnavalescos da ra da Im-
peratriz anda em trabalhos para obter dos mora-
dores dessa ra a cooperago adispensavel.
Compe-seacommisso dos Srs. Silvestre Fer-
ro, Jos de Miranda, Francisco Hilario de Oli-
veira Maia, Ignacio Pitta Jordo, Francisco Nati-
vidade Saldanha e Carneiro Souza.
Club Itinerario Dfegrues Junioi
Funccionou no dia 28 do passado este Club, ran-
dado entre os alumnos do Instituto 19 de Abril.
Houve sesso extraordinaria de posse da nova
dinectoria. sob as presidentas dos Srs. Theodoro
Braga e Jos Martins.
Dada a posse a directora, teve lo^ar a sesso
ordinaria era que se discutio o personugem his-
trico Rubespien-e, que teve por promotor o Sr;
Jos Ferreira e por defensor o Sr. Ismael Mar-
ques. Tomaram parte na discussao n.Sr. Jos
Martins e outro socio.
Em seguida houve propostas de 82 Iheses que
foram respectiva commissao.
Foram sorteados chronistas os Srs. Grcil;
e Augusto Martins.
Mantrestaco~'s cadetes e inferiores do
2. batalho de infantaria deliberaram entre si
que, em um vapor da Companhia Pernambucant,
acorapanhariam o seu ea>commandante o Ilus-
tre coronel Frederico Christiano Buyz, que deve
hoje embarcar no paquete Trent, para a provin-
cia da Suhia, oude vai comraandar o 16 bata-
lho.
Companhia de Fia rao e Teeido* -
Tivemos antehontem larde' occasio de visitar
o edificio da nova fabrica pertencente >a esta
companhia, e que se aclia situada na Torre
Em seto mezes apenas de trabalho, sorprebcD-
de como taas obras se teera feito alli.
A nova fabrica da Torre digna de ser v
Acha-se collocada em um terreno mi
ra do Rio. medindo 131,12 de largura sobre
197.12 de comprimento.
Contiguo queile, mas beira do rio Capiba-
Xibe outro existe com metros 140;36 sobre 131,11
nao raurado^onde se fea ura caes cora duasran-
pas lateraes, e se asseaten nm forte guindaste
.
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Dixtio de, PcrtaHflfcuco-TfSsxtii-fiekj
1889
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com forc o toneladas de peso, poni de
embaraao e desebanme para todo o movan-.
t fluvial da fabrica.
A fabrica compoe-se de dous grandes edifi-
cios, construidos parallelamenle na parte norte
do terreno murado.
O maior dos edificios mede di- comprimen!?
meLros 79,86 e de largura 24,64 e nclle esto :
a machina a vapor em um compartimento do
centro que mede, metro 14,68 sobre 7,75. 0
nricbinismo de fiagio na parle do poente, no
espago de metros 34.48 sobre 26,15, e o de te-
celagens em igual espado o iado do nascente,
onde lica anda espago para se collocar mais 112
tearesalm dos 110 do contracto.
No centro desse edificio, lado do sul, acha-se
a entrada principal, salieotada da recta do mes-
mo edificio, com duas saletas que medem cada
urna metros 4,34 sobre 4,12, para o administra-
dor da fabrica e directora.
0 segundo edificio separado do pnmeiro por
um corredor de largura metros 3,60, cora dous
portes de ferros nos extremos, e mede de coin-
primento metros 79,86 sobre 15,12 de largura,
e ne.le acham-se collocados :
No centro as caldearas, oceupando um espaco
de metros 7,81 sobre 14,30, com lugar para mais
duas, (cando a chamin do lado externo com a
altura de metros 27,50.
Em seguida, e era compartimentos separados,
encontrase officinade ferreirono espaco de me-
tros 13,75 sobre 6 71 ; casa para os batedores no
espaco de metros 14,64 X 14,30; casa para tin-
turara no espaco de metros 6,51 Xi4,30 : casa
para engommaueiras no espaco de metros......
13,31 X 14,30 ; e casa para dubrar panno no es-
pago de metros quadrados 163.
Todas as trunsmrsses de forcu ac'iam-se as-
sentadas.
As cobertas dos edificios sao de telhas de fer-
ro galvanisadas e cravaas, tendo ventiladores
em um dos lados, afora dez na cumieira do pri-
meiro edificio e seis na do segundo.
0 tanque para deposito d'agua acha-se prom-
to. coberto de telhas de barro, medrado de com-
anmento metros 20,90, largura 6,60, e altura
A bomba a vapor funeciona em um comparti-
mento de metros 4,67 sobre C.27. junto ao tan-
3ue, na ex.irenv.dade externa do terreno mura-
o, e prxima a cacimba, que mede de dimetro
me'ros 4,78, tendo 6,27 de altura d'agua cons-
tante.
Das obras de alvenaria, apenas faltam o de-
posito para carrito, em comeco, e casa para as-
senta r.ehto das latrinas, estando ja feito o canno
de esgoto.
Desde a heira do rio onde existe o caes, at os
edificios da fabrica foram assentados metros.
494.50 de linha frrea de 67 centmetros de bi-
tolla, para fcil transporte de todo material e
productos da fabrica.
O tempo consumido as edificagOes mencio-
nadas, foi de sete mezes, tendo comegado em 1
de luaho de 1888 quando aqu chegou o enge-
nheiro contraclante, Wrminando em 31 de De-
zemliro do mesmo auno.
Todas as obras mencionadas, inclusive o cus-
to do terreno, muro, aterro de 3,616 metros c-
bicos, desde o extremo do terreno murado
beira do rio, pagamento de todo o machinismo
do contracto, parte do augmento deste e acces-
sorios, monta a 278:207806.
A nova fabrica tem de concorrer como acre-
dita a directora para o engrandeciraento da
companhia, pela sua variada produego, ajuda-
da pelos melhoranientos e augmento de teares
da fabrica da Magdalena.
A mesma directora nao poupou materiaes,
bons artistas, esforgos e trabaiho, para conseguir
a completa e perfeita edificagSo da nova fabrica
da Torre, com toda a solidez indispensavcl aos
misteresTrara que destinada.
Os referidos edificios foram feitos sob a di-
recgo, plano e responsabilidade do contrac-
tanle do machinismo da fabrica, o Sr. engenhei-
ro John Henry Stewart, administrados pelo ze-
Ibso administrador da fabrica da Magdalena o
Sr. Antonio Machado Gomes da Silva.
O Sr. engenlieiro John Henry Stewart, con-
tractante da nova fabrica, assegura que inaugu-
rara os trabalhes da fabrica em um raez.
A9asinato da ra do Imperador
Eis o depoimento feito pelo Sr. Dr. Jos Maria
de Albuquerque Mello no processo que est seudo
instaurado contra Manoel da Paixfio Ramos, au-
tor da morte do tenente Pedro Regaard :
Dr. Jos Maria de Albuquerque Mello, de 37
airaos de idade, casado, uatural d'esta proviueia,
morador nesta cidade, advogado e aos eostumes
nada disse, testemunba jurada, disse que no dia
9 do corrente mez, pelas 111/2 Horas da noite
mais ou menos, estava elle testemunha na re-
daccao da Prormcia quando alguns operarios
d'esta empreza, que se haviam retiraoo por ha-
Tereai terminado o, seu trabaiho. vollaram lhe
comraunieando que estava bavendo ura con-
flicto prximo ao estabeleciraento de joias de
Krause;
'. que iinmediatamente dirigise nara all, acom-
pauha !o pqr esses mesmos operarios e por mais
um ou dous empregados d'aquella empreza, que
ao sabir passava pelo lado opposto quasi a cor-
rer urna mulher. pelo qnc mandou elle teste-
munha que Antonio Francisco das Chagas, que
o acompanhava, a persuguisse ;
que chegando no lugar designado encontrou
estendido na ra um homem que mostrava ser
estrangeiro, mas que elle testemunha nao co
nhecia ;
*juc ao me3mo lempo chegaram soldados da
guarda-cvica e compreheudendo elle testemunha
que poaer-se-hia rnegar ao conhecimento da
verdade, desda que o autor dos ferimeutos feitos
n'aquelle homem nao se acbava mais no local do
decto, por intermedio d'aquella mulher e nao
Tconliando bastante na realizaro da prisao por
intermedio de Chagas, o individuo por quem ha-
via mandado perseguir a mulher. disse ao guar-
da-cvico que a fosse prender:
qoe neste interim cnegaram outras diversas
pessoas. algumas das quaes declararam conhe-
cer aquelle hornera;
que elle testemunha fez diversas perguntas ao
offeadi lo atim de. chegar ao descobrimento da
v lade, raas, elle disse apenas que o conflicto
se uavia dado por haver pedido o lurae a um in-
dividuo que passava, ma3 a quera nSo conhecia;
que fora elle offendido quem depois de ferido
p; imeiro apilara e que o seu offensor estava
a^ornpanhado de una mulher;
i- elle testemunha e algumas das pessoas que
K acliavam presentes apanharara no chao dous
chapeos de cabeca e um chapeo de sol que
brado;
nue elle testemunha deixon em poder de urna
das pe soas presentes re-ominendandoque guar-
da com cuidado;
que Chagas voltara do caminho antes de do-
brar o becco do Ouvidor logo que vira que o sol-
dado persegua a mulher;
que elle testemunba vendo grande quantidade
de singue derramado mandou que Chagas, que
j a es'sc tempo havia voltado. desabotoasse o
collete para ver onde era o ferimento. o que ef-
fecfi'.an ente succedeu ;
que ueste interim voltou o guarda-civico di-
zeudo qne a mulher tinha entrado na ra da
Cruzes Do -Restauran! Globo e que diversas
pessoas. entre ellas o capitao Tiburtino. iinliam
se opposto prisao da raulber diseOllo que ella
nao poda saber de cousa alguma porquanto ha-
via all ceiado e se retirado a cinco minutos
mais ou tenos;
que a vista d'isto elle testemunha receioso de
3ue se nao chegasse ao descobrimento da ver-
ade escapando aquella mulher cujo nome e re-
sidencia eram ignorados por elle testemunha e
pelas pessoas presentes, dirigio-se ao-Bestau
rant Globo;
que ah j nao se a hava a mulher, mas, foi-
Ibe dito por algumas das pessoas presentes, entre
as quaes urna de nome Al.u e o j fallado ca-
pltao Tiburtino, que aquella mulher de nada po-
da saber, nenhum crime havia commettido,
dando como razao d'essa aftirmativa a mesma
que j fura ani 'nrmente dada ao guarda-cvico,
isto qjie a cinco minutos mais ou menos tinha
aquella mulher sabido do Restaurant;
qu. -mo faci concorrera mais para le-
var o d'elle testemunha a convicyao de
qug ella presenciara p lo menos o facto delic-
i que bastavam cinco minutos para
lizesse o trajelo d'aquelle Restaurant
inde se rkri o cvnflicto, e d'ahi
urarrt e anda mais con-
.udagndo a direceo
temara ao terminar a ceia, lhe foi dito
que seguir nao para o lado- do becco do Ouvi-
dor; onde surgir quando perseguida pelo guar-
ico, mas. para o lado da ra do Crespo
a vista de ludo isto tratou de indagar
era esa* mulher e que diraoco havia to-
co anda mais se rraigou nu
mando rae foi aflirmado que ella uio
mas em companhia ,de um homem
r*iara, voltando entreunto 6,
que
quem ..
mado, e se Ule dizendo que resida defronte do
Diario de Pernambnco. e que sahlndo do hotel
Globo logo apoz a retirada do guarda cvico-to*
niara a direccSo da travessa das Cruzes para ah
se dirigi elle testemunha a sua procura, mas
chegando ao local onde est situado o predio
em que lhe disserara residir a mesma mulher,
a encontrou quando vioha de facto daquella tra-
vessa ;
qua ao eocontral-a diase-lhe ter sido ella a
mulher que passara pela ra do Imperador, per-
guntaodo-lhe de onde vinha e a razo porque
andava to apressadameute, era resposta disse-
llie ella que nao era exacto ter passado por
aquella ra mais deu respostas contradictorias
e com a a voz um pouco trmula; era vista
das insistencias delle testemunba. que alTirma-
va ser ella propria, pois conhecera, nao so pela
phisionomiaK mas pela altura e principalmente
peIS roupa que trajava, que era tima especie de
robe branco com ligeiras pintas azues mais que
a noite pareciara completamente brancas, que a
mesma aflincativa foi leita por parte de Chagas,
que anda acompanhava a elle testemunha e ten-
do lhe dito divt-rsas pessoas, que a pessoa em
companhia de quem essa mulher tinha ceiado e
sabido era Paixo R raos,, perguntari-lhe elle
testemunha que destino tinha o mesmo Paixfio
tomado, ao que ella respondeu qne nao conhe-
cia-o, sendo que ignora va o nome da pessoa com
quem ceia ra e satura:
qne isto causou grande admiragAo a todas as
pessoas presentes, que "a urna voz contestaram-
na, declarando que Paixao Ramos era seu aman-
te, que ia repetidas vezes a sua casa e entre es-
tas pessoas lembra-se elle testemHnha do aca-
dmico Joo Francisco Teixeira Sobrinho e El-
pidio Accioly de Barros, sendo que Teixeira de-
clarara que estando na sacada do primeiro an-
dar do predio em que reside, qne sobre o mes-
mo Re-taurant Globo, vira quando aquella mu-
lher sabara em companhia de Paixo Ramos, e
Elpidio dissera que no dia anterior oupoucos
dias antes o mesmo Paixao Ramos batendo na
escada do sobrado em que a mesraa mulher re-
side e ella demorando-se em responder e abrir,
Paixo Ramos de faca de ponta em punho esbra-
vejavu ameagando a por desconfiar que houves-
se em c isa outra pessoa ;
que vista de tudo isto era patente que a mu-
lher negando conhecer Paixo Ramos lazia com
receio de i'escobrir-se que era elle o autor dos
Jferimcntos feitos no individuo que se achava
na ra do Imperador;
que nao tendo autoridade para prender aquel-
la mulher contcntou-se em saber-lhe a residen-
cia e conhecel-a pelo nome e physicamente, re-
rando-se novamentc para o lugar onde se de
ra o conflicto ; -
que ahi encontrara j o subdelegado de Santo
Antonio, que providenciava no sentido de ser
removido o offendido para o hospital Pedro II,
o que feito instruio elle testemunha ao mesm
subJelegado sobre todas as oceurencias anterio-
res e que sao os que vem de expr, aconsejhan-
do-o ao mesmo tempo para que fosse incontinen-
ti interrogar aquella mulher o que fez o subde-
legado ;
que esUndo fechada a porta a escada .elle
batea viodo abril-a Laurentina, que assim se
chama a mulher a quem se ttin referido;
que o subdelegado deu busca minuciosa em
loda casa nao tendo encontrado all Paixo Ra-
mos e interrogando Laurentina est negou
p firme que conhecesse Paixao Ramos, de
clarando quen unca fora a sua casa.'-e o indi-
di vid uo com quem ceiara, cujo nome ignora-
va, tinha apenas encontrado no Restaurant e com
elle ceiado, nao sendo exacto que houvesse sa-
bido em companhia delle, sendo certo que elle
fora se erabora apoz a ceia e ella l i cara as im-
mediagdes do Restaurant:
que o subdelegado maudou-a ento aguardar
a sua chegada priraeira estago da guarda c-
vica, e anda a conseibo delle testemunha fra a
ra Larga do Rosario ao estabelecimento de Pai-
vo Ramos, onde chegando e batendo fora a
porta-aberta por um caixeroque sendo interro-
gado disse que Paixo sahira logo depois de fe-
chado o estabelecimento e nao mais voltara, sen-
do que no'costumava dormir alli e nem sabia
onde passava asnoites, sendo, porm, certo que
tinha urna amante na ra do Nomieira :
que se lhe dizendo que a razo d se es ar a
procurar o seu patro era porque tinha elle en-
trado em urna lucta, da qaal sahira gravemente
ferido e era conveniente medical-o quanto an-
tes, o caixeiro com ar de riso dclarou que se-
ment quem nao conhecesse Paixo Ramos tal
acreditara, dizendo mais em resposta ao sub-
delegado que dito seu patro era um homem
muito disposto e com certeza nao apanharia ;
que perguntando o subdelegado se elle tinha
sabido armado, disse o caixeiro que so poderia
responder depois de verificar se a faca que usa-
va estava ou nao em casa, e como o subdelegado
dissesse que fosse verificar elle entrou c abrin-
do urna gaveta de um movel, que (icava em fren-
te a porta que estava aberta e em que se acha-
vam elle testemunha e as demais pessoas, dis-
se : aqui eslo tres facas, se elle sabio com outra
runaosei, aflirmou, perm, que tinha sahido
cora o chapeo de sol, dizendo que este era de
seda, tinha o cabo fino de madeira que imita
macahyba ;
que o subdelegado mandou a estago buscar
os chapeos de cabeca encontrados no lugar on-
de se dera o delicio, e bera assim o chapeo de
sol. e como este eslava quebrado e o caixeiro
fallara no cabo. lembrou-se elle tcstemnnha d
mandar procurar n'aquelle lugar aura de ver se
achava o mesmo cabo ; que disto incumbi a
Chagas empregado na Provincia, e de quem tem
se referido por vezes, mas, que este voltara de
clarando nao ter encontrado o cabo do chapeo
de sol, mais urna ponteira para cigarros de ma-
deira e un charuto que j tinha sido em parte
inutilisado :
que elle testemunha de posse desses objectos
mostrou a pooteira ao euixeiro dizendo : Ollia
a ponteira de ten patrun mas o caixeiro exa-
minando-a dclarou nao pertcncer-lbe ;
que elle testemunha pedio para vender-lhe
charutos;
que o caix'iro pz duvidas por j ser muto
larde, mas dizendo o subdelegado que poderia
vender, mandou o caixeiro que elle' testemunha
entrasse e deu-lhe a escolher charutos dando o
prego de sessenta res por cada um, que elle
testemunha, porm, ueclarou que queria charu-
tos da qualidade dos que costumava fumar o pa-
tro. por que era isto urna prova que era dos
raelhores ; ento raostrou-lhe o caixeiro charu-
tos que verificou elle testemunha serena perfei-
tamente iguaes ao pedago que fra encontrado
na ruado Imperador, tendo urna pequea rod
la de papel da mesma cor e com os mesmos di-
zeres;
que elle testemunha comprou tres desses cha-
rutos e os entregou ao subdelegado conjuncta-
mente com o pedac/) de charuto e a poateira
encontrados na ra do Imperador por Cha.
que ahi chegando o guarda que fra buscar o
chapeo de sol eos chapeos de cabeca enconira-
dos na ra do Imperador, o subJelegado mos-
trara cada um de per si, diversos chapeos das
pessoas que se acbavain presentes declarando o
caixeiro que nenhum pertencia ao seu patro.
mas ao rnostrar-se um que viera da guarda c-
vica elle depois de examinar disse : Se nao i
parece tntuto, pois o seu chapeo como este, e ve-
rificando que estava dito chapeo nodopdo de sin-
gue accrescenlou -o homem ficou convidad'J, e
sendo-lhe mostrado o chapeo de sol, dclarou
?ue nao havia a menor duvida de qne era o de
aixo Ramos :
que o subdelegado deixando em frente desse
estabeleciraento algumas pragas. dirigio-ae para
a guarda civiea, sendo acompanliado c"as mes-
mas pessoas ;
que em caminho elle testemnoha acouseluou
ao subdelegado para dizer a mulher que estava
tudo descoberto, e de facto chegando a estago
elle testemnnha sentouse junto de Laurentina
Voc procurou oceultar a verdade chegando
ao ponto de dizer que nao conhecia Paixo Ra
mos, entretanto este, que foi preso na ra do
Nogueira, acaba de confessar tudo e Voc est
compromettda desde que se achava com elle e
procurou oceultar a verdade, ella ento sobre-
-diada disse : eu beta estava chamando elle para
ir embora. aquillo foi arte do demonio, eu nao
posso ser culpada porque nada fiz e como que
aquelle homem me compromette 7
|ue o subdelegado como quem nao tinha ou-
o nada desta conversa disse a mesma cou3a
a Laurentina. isto que a verdade tinha appa-
recido, que o propno Paixo Ramos, sendo pre
so confessara tudo, vista disto Laurentina nar-
rou cireumslanciadanwnte os fact* rao aede-
ram|e constara do auto de perguntas, a, que res
pondera e fra escripia por Artbur. Espktca que
ira de eserrvao ad-hoc.
Dada a palavra ao advogado da queixosa e
seu requerimento disse 4 testemunha, que o in-
c viduo que perseguio a mulher era pracada
g larda cvica e chegou ao lugar do conflicto j
quando elle testemunha tinha mandado Chagas
em perseguiyo da mulher que elle testemunha
vira quasi correado pea calgada opposta aem
que se dera o conflicto.
Que esta praga trajava roupa parda; era de
estatura recular; tinha o rosto com manchas de
bexigas ou espinbas ;
que nao prestou bem attengao para o numero
da chapa, mas que vendo dita praga conhece-a ;
que o pedago de chapeo de sol que foi encon-
trado no lugar do conflicto denotava que nao
havia alli espago para collocar-se punhai ou es-
toque.
Dada a palavra ao Dr. promotor publico, e
seu requerimento disse a testemunha, que or
urna carta anonyma dirigida a redaccao da Pro-
vincia se dennnciava que o reo presente na mes-
ma noite do crime fra dormir em casa de urna
mulher na ra dos Tatos ou em outra daquellas
ras que licaiii pela parte posterior da ra Nova
e que era casa dessa mulher lavara roupa sua
manchada de sangue ;
' elle testemunba por ser o facto denuu-
i. por um anonymo limitou se dar publici-
a mesma carta na Provincia para que a
polica tirasse della a utilidade que podesse.
A requerimento do advogado do reo disse a
testemunha que elle testemunha e o soldado fo-
ram as primeiras pessoas que chegaram ao local
em que se havia dado o aconteciraeuto, e que
smeute alguns instantes depois que chegaram
diversas pessoas que tinham vindo em umbond;
que apezar de estar bastante approximado de
Pedro Regaard e mesmo se ter abaixado sobre
elle afim de ouvir as fracas palavras que pro-
nunciara nao sentir ou notara que este estivesse
alcoolisado;
que Pedro Regaard nao declarou'a el|e teste-
munha nem ibe consta que tenha declarado
outra pelsoa a cor. dos trajes trazidos por seu
offensor.
Disse mais que assistio ao auto de perguntas
feitas a Laurentina e que esta declarara o se-
grate :
Tendo o individuojque se achava postado junio
casa commercial de Severino Irmos pedidojo
ogo a Paixo que a acompanhava. e tendo este
se recusado, o outro insistir acompanhando-os
com esta insistencia at a calgada do estabeleci-
mento de Krause onde se pegaram procurando
Paixo defenderse com urna faca;
que dclarou tambera que Paixo e o outro na
lucta cahiram.
Dada a palavra ao reo para contestar a teste-
munha, dclarou que se aguardava para o inter-
trogatorio.
Pela testemunha nada mais foi dito e nem
perguntado e sendo-lhe lido o seu depoimento e
achando-o conforme, assigna-o cora o juiz, o ad-
vogado da queixosa, o reo e seu advogado e o
promotor publico.
Eu, Felicissirao de Azcvedo Mello, escrivo o
escrevi. -Barbalho Jnior. Jos Maria de Albu-
querque Mello.Luiz de Drummond.Manoel da
Paixo Ramos. -Adelino tt*. de Luna Freir J-
nior. AftbnsoiOlindense.
Servico militarEslo designados hoje
para superior do dia o Sr. capito Manoel An-
selmo e para ronda menor o Sr. alferes Manoel
Feliciano.
A guarnigo da cidade anda boje feita
pc\g 2o batalho.
As guardas da Thesouraria e de Palacio sao
c..mimaiidadas hoje por dous senhores officiaes
do 2o batalho.
Existera na enfermara em tratamento 37
pragas dos corpos da guarnigo.
No requerimento do Sr. alferes do 14 ba-
talho de infatuara Jos Ignacio Herckth, que
so, acha preso na fortaleza do lirum, pedindo
urna audiencia, S. Exc. o Sr. general deu o se-
grate' despacho: es pon ha por escripto o que
desoja.
Hoje dever comparecer, s 10 horas da
nianli na delegada do corpo de sade afim de
ser inspeccionado o soldado da companhia de
cavallaria com foros a cadete Alfredo Jos da
Silva Dias. i
Foi mdeferido o requerimento do soldado
do 14 batalho de infantaria Joaqum Justino
Ferreira, era qne pede para servir no 2 da mes-
ma arma por troca cora o soldado Luiz de Frail-
ea Barbosa.
Hoje, s 12 1/2 horas do da, dever adiar-
se postada em frente da Asserabla Provincial
urna guarda de honra afim de soleranisar o ac-
to da abertura da esao da mesma asscmbla.
Directora das obras de roaserva-
ro dos Portos de i'i'ruambaeo-Reci-
te. 27 de Fevereiro de 1889.
Boletim meteorolgico
Horas 47T&------ ll i? Barmetro a 0 Tensoj do vapor 3) es I S
6,m. 9 12 3 t. 6 26"-4 29"-2 30-l 29-8 w 4 760-72 761-81 761-79 760-32 759-95 19,69 20,27 21,33 20.46 20,55 77 66 67 65 72
Temperatura mxima30,50.
Dita minima 26,00.
Evaporaco em 24 horasa sol: 8-"'.3: som-
bra : 4.8.
Chuvanulla.
Direcgo do vento: SE de meia noite at 1
e 55 minutos da tarde ; SE e ESE alternados at
4 horas e 5 minutos; E at 6 horas e 28 minutos;
SE e E E alternados at meia noite.
Velocidade media do vento: 1-89 por se-
gundo,
. N'ebulosidade media: 0,36
Boletim do porto
Dia Horas 854 da manh 3 -*> da tarde 9-35 3 -51 da manh Altura
B. M. P. M. B. M-P. M. 27 de Fever. 28 de Fever. 0-,53 2-,40 0-.23 2-26
elleesEffectuar-se-ho os seguntes :
- Hoje:
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, ra Mr-
quez de linda n. 48, de camisas e diversas
miudezas.
Pelo agente Tinto, s 10 1/2 horas, ra do
Bora Jess n. 20, de fazendas, miudezas e per-
fumaras.
Peto agente Burlamaqui, s H horas, na Pas-
i da Magdalena, de bous movis.
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas,
ra Mrquez do Herval n. 33, de movis e vi-
dros.
Pelo agente Martins, s 11 horas, ra do Im-
perador n. 16, de 7 animaos proprios para cor-
ridas.
Pelo agente Silveira. s 10 1/2 horas, ra do
Jardim a. 11, de gneros, armagao e utencilios.
Pelo agente Pinto, s H horas. *rua do Bom
Jess n. 20, de )2 c?ixas com pelicas de cores.
Pelo agente Brillo, s 10 12 horas, ra do
Ransel n. 48, de movis, lougas e miudezas
Amanhl ;
Pelo agente Silveira, s II horas, ruadas
Larangeiras n. 2, da armago e pertences da Ca-
verna ahi existente.
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, na praga
do Conselheiro Joo Alfredo, de ura hotel.
Pelo agente Pinto, s 11 12 horas, ra Mr-
quez de Olinda n. 52, de vinhos finos, cognac,
urna egua de corridas e ura cabriolet de 4 rodas.
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, ra do
Imperador n. 49, de parte de um sobrado.
Mlssas fnebres Serao celebradas:
Hcie:
A's8horas, na matriz da Boa-Vista, pela al-
ma ds Jos Hemeterio de Castro Amaral; s 7
horas, aa igreja do Espirito Santo, pela alma
de Antonio Gongulves Nogueira ; s 7 horas, na
igreja da Soledade. pela alma de Jos Capituli-
no Cont de Azevedo ; s 8 horas na matriz do
Corpo Saato, pela alma de Bazilio Gomes Pe-
reira.
Amanh :
As 8 horas, na matriz de canto Antonio, pela
alma de D. Julia. Wanderley da SUvaGuimarSes.
PassagttlrosSahido? para o norte no va-
por nacional Pernamimco
Paulo Bruneau, Antonio Gongalves de Oliveira,
Ignacio. Howelman*. ABueto Nicolao, Juvain e
sua seahora, Agoslraho Meteovick, Jos Joaquim
Bezerra, Manoel das Chagas, Benjamn Abath,
Joo Valente de Oliveira, Joaquim Pinho, Dr.
Franklin Dantas e Salustia Mana dos Prazeres.
Casa de ieteaeaeMoriraento dos pre-
sos da Casa de Detenco do dia 27 de Fevereiro
de 1889.
Existiam 468; entraran 12; saturan 14; exis
tem 466.
A saber:
Nacionaes 428 ; mulheres 17 ; estrangeiros 21.
-Total .36.
Arragoados 409.
Bons 383.
Doentes 23.
Loucoa 3.Total 4''9.
Moviraento da enfermara
Teve baixa:
Jos Candido de Oliveira.
Tiveramjalta :
Jos Laurentino da Paz.
Manoel Francisco Faustino.
Antonio Matheus do Nascimento.
Pltal ffedro ll -O movimento de3te
estabelecimento de daridade, no dia 27 de Fe-
vereiro, foi o seguinte;
Entraram 17
Saturan 21
Falleceram 2
Existem 559
Foram visitadas as respeetivas enfermaras
pelos Drs.:
Moscoso s 8, Cy8neiro s 10 li2, Barros Sobri-
nho s 71 (2, Jlalaquias s 9 114, Poutual s 9 112,
Estevo Cavalcante s 9 1 [2, horas.
Nao corapareceram os Drs.:
Berardo,
SimOes Barbosa.
0 ciruffiao dentista Nuraa Pompilio s 8
horas. WF
O pharraaceutico entrou s 8 1]2 da manh e
sahio s h da tarde.
O ajudante do pharmaceutico entrou s 7 1|[4
da manh e sahio s 4 horas da tarde.
Lotera do rana-ParaA 4" parte da
26" lotera, dessa provincia, cujo premio grande
60O00000,ser extrahida, segunda-feira, 4 de
Margo.
Cemlterlo PublicoObituario do dia i&
de Fevereiro de 1889.
Manoel, Pernimbuco, Boa-Vista ; nviabili-
dade.
Julia Wanderley da Silva Guimares. Peraaai-
buco, 28 annos, casada, Pgo ; febre perm -
ciosa.
Joanna, Pernarsbuco, 2 annos, Boa-Vista; quei-
maduras.
Joaqum Gregorio do Carino, Pernamimco. 12
annos, Recife; intermitiente perniciosa.
Joanna Mara da Conceigo, Pernambuco, 32
annos, solteira, S. Jos; hemorrhagia cerebral.
Um feto, Pernambuco, S. Jos; inviabilidade.
Eustaquio dos Santos Mendes, Perntobuco,
24 annos, solteiro, Boa-Vista ; hydrcpericardio.
Francisco, Pernambuco, 3 mezes, Boa-Vista ;
diarrha.
Graciliano, Pernambuco, 6 mezes, S. Jos; co-
queluche.
Germano, Pernambuco, 25 annos, solteiro, S.
Jos; diarrha.
Antonio Duarte Piuheiro, Pernambuco, 26 an-
uos, casado, Boa-Vista; tubrculos pulmona-
res.
Candida Gomes de Oliveira Bastos, Pernam
buco, 26 annos, casada, Boa-Vista; tubrculos
pulmonares.
Francisca Leocadia Ferreira Babello, Pernam-
buco, 58 annos, solteira, Boa-Vista; cachexia sy-
philitica.
Ignacia Mari da Conceigo, Rio Grande do
Norte, 45 annos, solteira, BOa-Visa; tubrculos
pulmonares
Eugenio Alves Baptista, Pernambuco, 42 annos,
casado, S. Jos; febre.
Januaria Maria da Conceigo. Pernambuco, 33
annos, casada, Santo Antonio; tubrculos pulmo-
nares.
- 27 -
Henriqueta B. da Encarnago Prazeres, Portu-
gal, 79 annos, viuva, Ba-Vista; leso car-
diaca.
Joo Maria de Albuquerque Oliveira, Pernam-
buco, 84 annos, viuvo, Santo Antonio: schle-
reze.
Alfredo Arthur da Costa Mouteiro, Pernambu-
co, 26 annos, casado, Graga; paralysia geral.
Amaro, Pernambuco, 1 mez, Ba-Vista; bron-
chite.
Francisco, Pernambuoo, 3 mezes, S. Jos; ac-
cesso pernicioso.
UmTeto, Pernambuco'; S. Jos.
Terencio, Pernambucp, 3 dias, Ba-Vista; con-
vulsOes.
Josepha Maria da Conceigo, Pernambuco, 40
annos, solteira, Ba-Vista; tubrculos pulmona-
res.
Lucas Paz da Silva, Pernambuco, 36 annos,
solteiro, Ba-Vista; tubrculos pulmonares.
Damio Gomes da Silva, Pernambuco, 45 an-
nos, casado, Graga ; raflammago do figado.
Um pouco de tudo
O strophanto um medicamento novo
descoberto pelo professor Fraser, de Edim-
burgo, e sobre cujas propriedades thera-
peuticas fea urna interessante communica-
gao Academia de Medicina de Pars o
Dr. Btfequoy.
Trata-se de um especifico contra as mo-
lestias do coracSo, destinado, nao a sup-
plantar, mas a supprir em certos casos a
digitalis.
E' com o strophanto que os negros da
frica Central eavenenaui as flechas e za-
gaias com que cagara as beatas fras
o leao, o hippopotamo e o elephante.
A menor ferela feita por essas armas
frageis, cujas ponas se quebram como a
farpa de urna abelha, produz infallivel-
mente a morte do homem ou do animal
mais robusto.
J se v, pois, que um veneno vio-
lentissimo ; mas que convenientemente do-
sado e applicado, como outros muitos
venenos um remedio poderoso.
Ha diversas variedades do strophanto^
que um arbusto vivaz, urna especie de
cipo sarmentoso, cujas hastes finas se cn-
lacam nos troncos das grandes arvores das
florestas.
Acha-se esse sipo em grande abundan-
cia na frica e foi na Senegambia, junto
s margens do rio Nunes, que pela pri-
meira vez o viajante francez Houdolet
constatou a sua preseuca.
Existe igualmente em Madagascr, em
Cej'lao c as Indias, onde os inglezes j o
cultivam cm grande escala.
O governo francez trata actualmente
de emprehender o cultivo dessa planta
na sua possessao colonial do Gabo.
As.sementes do strophanto, donde se
extrahe o principio activo, existem fecha-
das n'uma fava de cincoenta centmetros
de coraprimento, coberta por urna penu-
gem alvissima e brilhante, que lhe d a
mais bella apparencia.
Somos capazes de apostar que a precio-
sa planta existe tambera no Brasa, em
algumas das nossas opulentas florestas.
Aviso aos botnicos brasileiros.
*
.
Os trabalhos da exposigao de Pars vSo
adiantados e tudo leva a esperar que fica-
rSo promptos no prazo marcado.
A torre Eiffel estar acabada em fins
de Margo. Duas escadas conduzem pri-
meira plataforma, e quatro levam da pri-
meira a segunda. Todava subir-se-ha
por ascensores, levando de 50 a 100 pes-
soas. Desta maneira 2,000 pessoas pode-
rlo ser levadas por hora primeira plata-
forma. Dous outros ascensores subirlo do
chXo segunda plataforma 112 metros
em um minuto. Estes ascensores hao de
parar a primeira plataforma para lar-
gar ou receber passageres. A subida'at
ao ponto mais elevado levar quatro mi-
nutos, sendo possivel conduzir 750 visi-
tantes por bom.
**#
E' conhecida a theoria recentemente
sustentada por Stanislas Maunier acerca
dos meteoritos e das estrellas cadentes
que, ao seuvr, se acham em' connexSo,
procedendo da mesma orgem aquelles e
estas. A este respeito a Academia das
Sciencias de Pars acaba de receber de
L. Phipson urna reclamacSo de prioridade,
ou como melhor nome haja, na qual re-
corda que desde 1867, na sua obra Me-
ters, Aerolito and Fallitu/ Stars, poz em
relevo essa connexao.
#
# #
O Neto-York Herald acaba de publicar
um mappa-mundi, em grande formato, re-
presentando os dous hemispherios do pla-
neta Marte, quaes foram vistos pelo colos-
Bal telescopio do observatorio-Lick. A
grande carta de Marte mostra ntidamen-
te canaes ou caminhos tragados na super-
ficie do planeta, mar dirigidos era todos
os sentidos: Nenkum vestigio de duplos
canaes parallelos foi achado pelos obser-
vadores.
A extraordinaria pureza do co no
monte Hamilton e o poder do magnifico
instrumento, imcomparavel a qualquer ou-
tro existente, vio cera certeza rasgar
astronoma horizontes inteiramente no-
vos.
**#
A Academia das Sciencias de Pariz aca-
ba de receber do Sr. Wellis, de Connecti-
cut. alguns crystaes de um mineral hoto,
de compo8c2o muito interessante. Trata-
se de um arseniureto de platina, no qual
entra a platina por 52,57 sobre 100, o ar^
senico por 40,98,^0 acido stannieo por
4,62, e o antimonio, o rhodium e o ferro
por pequeas frac5es, com traeos de pala-
dium.
O Sr. Wells, que analysou o mineral,
impoz-lhe a denominacSo do Sperrylo,
em honra de Sperry que o descobrio em
Outubro ultimo nes quartzos aurferos da
mina Vermillion, da provincia de Ontario,
no" Canad.
O mesmo analysta conseguio reproduzir
artificialmente a nova composigSo.
A densidade do novo metal 0,60.
*#
A torre Eiffel, de 300 metros de altu-
ra, nao ser nicamente objecto de curio-
sidade e de admiraclo. Prestar tambera
servigos (diz a evista Scientifica) s scien-
cias e a defeza de Pariz.
A meteorologa achara nella excellente
auxiliar para suas pesquizas relativas ve-
locidade e pressSo do vento em differen-
tes alturas ; lei do abaixamento da tem-
peratura com a altura; ao estado hygro-
metrico e analyse do ar segundo a altitu-
de ; medig&o do potencial da electricida-
de atmospherca, etc.
A astronoma utilisar-se-ha da gigan-
tesca construcgllo para o estado das linhas
teliuricas do sol, e para a photographia e
espectroscopia estellar que se effectuarao
em condigSes particularmente favoraveis
por se acbar collocado o cume da torre
cima da cerragSo superficial.
A physica poder verificar as grandes
leis do desvio de um corpo que cahe e as
experiencias da pndula d Fomcault; es-
tabelecer grandes manometos que permit-
tirSo estudar as leis da compressao dos
gazes; e graduar directamento manme-
tros-padr5es, at 400 atmospheras.
A phisiologia achara na torre meio ex-
cellente para estudo do ar pelo aspecto
das bacterias, para a pesqniza da influen-
cia do ar em semelhante altura sobre
a circulagao do sangue, para investigagd'es
sobre o vo dos passaros, etc.
Finalmente,-pelo aspecto militar, atorre
constituir observatorio precioso. De altu-
ra dupla da plataforma do monte Vale-
riano, ella permittir estabelecer, j pela
visSo directa, j pela telegraphia ptica,
communicagoes a inda nSo existentes.
*

Um Haitiano, Dantos Fortunat, acaba
de publicar pequeo e interessante livro
acerca das Antilhas, particularmente do
Haity, para servir ao ensino da geogra-
phia nesta ultima ilba. Encerra o livro do-
cumentos estatisticos e historeos acerca da
grande ilha cuja populacSo estima o autor
em 960,000 almas. A pequea repblica
contm no seu solo riquezas naturaes que
poderiam ter-lhe assegurado notavel pros-
peridade, se as dissensSes polticas e as
resolu5es lhe nao houvessem embargado
o desenvolvimento.
*
O general Alexis de Tillo, tendo exami-
nado a melhor carta hypsoinetrica do glo-
bo, detenninou por medicoes e por clcu-
los tao precisos, quanto possivel, a altura
media dos continentes e a profundeza dos
mares, organisando um quadro do qual re-
sulta acharem-se no hemisphero boreal,
entro 30 e 40 de latitude, a maior altura
media dos continentes e a maior profun-
deza dos mares, e, no hemisphero aus-
tral; entre 10 e 30. Estas zonas sSo tam-
bem &s dos maiores centros de accSo da
atmosphra e das altas pressoes medias
annuaes.
#
Em Noyal-Muzliac (Morbihan), a 13 de
Setembro, por 5 horas da manh, foi vista
urna fieira de globos luminosos caminban-
do com velocidade relativamente fraca, na
direceo norte-sol. Dorou o phenomeno
meaos de um quarto de minuto.
Facto anlogo fra observado, a 23 de
Agosto, em Antibes, sendo .todava para
notar que nesta localidade o tamanho dos
bolides diminua de urna a outra extremi-
dade da fieira, ao passo que em Noyla-
Muzillac os menores alternavam com as
maiores.
Grau, sabio egyptologo viennense, achou
em tmulos egypcios cerca de 70 retratos
de homens e de mulheres, de admiravel
frescura, apezar de representarem indivi-
duos tallecidos 150 annos antes de Jess
Christo. Dir-se-hiam pinturas a oleo, quasi
modernas, tal o estado de perfeico. O
egyptologo Elbers e o pintor berlinense
Menzel, tendo examinado acuradamente
os retratos, manifestaram-se pela sua ab-
soluta autenticidade.
#
*
Na ultima sesslo ,da Academia de Me-
dicina de Pars terminou o professor Ger-
main Se o seu magistral estudo acerca
do medicamentos cwratms faUiatv
das molestias do eoracSo, cada, dia rata
numeroso do que taes molestias. De qua-
tro que eram outr'ora, elevkram-se aqaet
les medicamentos n mai de vinte.
O pro'essor G. Se xlemonstrou com
palpavel clareza a neeossidade de somente
empregar os alcaloides, nunca as plantas
de que sSo eHes extranidos, a aber: a
morphina em vez do opio, a igitalina em
vez da dedaleira (digttal purpurea), a
strophantina em vez do tSo gabado stro-
phanto. convindo assim renjmciar me
dicina dos simples que a medicina, dos
selvagcns.
Quanto- aos diversos medicamentos mos-
trou o celebre professor que, pela sua!
classificacSo methodica. e applica$fto ra-
zoavelmente alternada, possivel combar
ter com xito as diversas molestias den eo*
ragao as suae phrases complexas e assH
alargar a aeglo curativa da sciencia mo
derna, abandonando cada vez mais o env
pirissimo para nicamente confiar dot
principios chimicos rigorosamente dte.r
minados.
Eulto
I
A branca nuvensinha que desliza
No lago azul do co aempre sereno,
O brilhante verdor do prado ameno
Que da rosas flornhas se matiza;
A veia de cristal que fertiliza
Dos matagaes bravios o terreno,
Da saudosa viola o brando threno,
A borljoleta, o cerro, a fresca briza;
O doce gorgear dos passarinhos^
A campia onde em chusma doudejante
Saltam brincando os alvos- cordeirinhoi;
Tudo compon um quadro to galante,
Contm tudopra mim tantos carinhos
Que arrebata minh'abma delirante !
M AMiKI. CAVALCANTI DE- MELLO FILHO
Fevereirode 1389. %

i
. s

SPORT
Hlppodrom do (ampo Cirandr
Na corrida do dia 24 de Fevereiro,
foram multados pedo digno starter o*'j->
ckeys Pedio Alexandrino, Amaragy te
JoSo Alves Martins Ferreira, cada tnn na
importancia de 10>000.
INDICARES TE1S
Medleos
Dr. Cerqueira Leite, tem o seu escripto
rio aberto ra Duque de Caxias n. 74, das
12 s 2 horas da tarde, e desta hora em dian-
te em sua rssidencia ra Baro de S.
Borja n. 22. Especialidades molestias
desenhoras e criangas. Telephone n. 326.
Dr. Joaquim Louieiro medico e partei-
ro, consultorio ra do Cabug u. 14,
1." andar de 12 s 2 da tarde; residencia
no Monteiro.
Dr. Barreto Sampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas no l.3' andar da^Bksa
ra do Baro da Victoria,'n. 51. ^^'ja
dencia ra Sete de Setembro n. 54y es-
trada pela ra da Saudade n. 25. ..
Dr. Castro Jess medico e operador.
Pratica a lavagem do tero quando e o-
mo aconselbada. Consultas das 11 s
3 da tarde em sua risidencia ra do
Bom Jess (antiga da Cruz) n. 23, 1.a
andar.
Lr. Ribeiro de Britto d consultas de
meio dia s 3 horas da tarde, no 1. an-
dar a ra Duque de Caxias n. 46, poden-
do ser procurado para chamados na sua
residencia ra do Hospicio n. 81. Te-
lephone n. 303.
Dr.. Alvares Guimar&es, chegado da
corte, dedica-se medicina em geral, e
com especialidade s molestias do cora-
cSo, pulmoes, figado, estomago e intesti-
nos e tambem s affecgoes das criangas.
Reside praga do Conde d'Eu, n. 28, e
tem consultorio na ra do Bom-Jesus
(antiga da Cruz), n. 45, onde d consul-
tas do meio-dia s 3 horas. Telephone
n. 381.
Advocado*
O bacharel Witruvio Pinto Randeira.
pode ser procurado ra do Imperador
n. 71, 1." andar.
. O Dr. H. Mxlet mudou o seu escripte-
torio de advocacia, para a ra do Impera-
dor n. 46, 1* andar, sala da frente.
Os hachares Jos Vicente Meira de Vas-
concellos c Manoel da Trindade Peretti,
mudaram seu escrpterio para a ra do
Imperador n. 50, 1. andar.
OccuIJsta
Dr. Ferreira. com pratica nos princi-
paes hospitaes e clinica de Pars* e Lon-
dres, consultas todos os dias das 9
horasdao meio-dia. Consultorio e resi-
dencia ra Larga do Rosario n. 20.
Serrarla a vapor
Serrara a vapor e officina de carapina,
de Francisco dos Santos Macelo, caes do
Capibaribe n. 23. Este grande estabele-
cimento, o primeiro da provincia neste
genero, compra e vende madeiras de todas
as qualidades, serra madeiras de conta
alheia, assim como prepara obras de cara-
pina por machinas e por precos sem dom-
petenciaPernambuco.
Drogara
Faria Sobrinho db (?., droguista por ata-
cado, ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Francisco Manoel da Silva di C, deposi-
tarios de todas as especialidades pharma-
ceuticas, tintas, drogas, productos chimi-
cas e medicamentos homeopticos, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
Prof*s*or americano
Devido a mudanga de residencia, Mr.
George B. Nind, pode ser procurado nos
dias uteis na ra da Conquista n. 20.



PUBLICACES A PEDIDO
Ao luvicto lade pendente e II-
lustrado representante dol
disirieto Dr. Joo Augusto do
Reg Barros. ./
Nos os criadores libertes do 10 distncto
nhoradissiraos pclaatmude brilhante
gica que, diante a rsto da prorogaco
contracto de caroej/erdes, a^^^l
bla provincial ojpgno e illu
-.*tP

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Diario de PernmbucoSexta-feira 1 de Mar$o de 1889
1
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i- districto, faltaramos a un dever Barra-
do oe nao vfesaemoe do alto da impreosa anni-
festar nossol sentimentos de cordial gratidao
pan cosa essc tao Ulustre quao independente de-
notado.
Sim, se para lamentar ver homens que se
dizem represe atantes da provincia, ao envez de
trabalharem ein prol dos interesses desta, ar-
rancando-a da situaco afllictissima em que se
acha, devida em parte a incuria e falta de pa-
triotismo dos que a dirigem, e em parte as in-
constancias do tempo; esqueceram os seus mais
sagrados deveres,deixaram de ser representantes
do povo para seren representantes de alguns e
de si mesmos, s curando de esborrar as algi-
beiras j cbeias de certos felizardos em detri-
mento embora Ba mais importante seuSo a ni-
ca industria dos sertes da nossa e das provin-
cias limitrophesa pastoril, j todizimado pela
secca e pelas irregularidades das estagoes, e qne
por isso mesrao dwia ser amparada, auxiliada
e nao entregue espeeulago de monopolisado-
res, sacriflcando-se dest'arte o intercsse geral
ao particular e mais anda, violando-se os nos-
sos mais sagrados direitos garantidos pela carta
constitucional; se para lamentar tudo isto, di-
remos tambein e bellOjagradavel ver-se dentre
esscs saaguesugas sociaes levantar se um depu
tado Ilustre e independente como o Exm. Sr.
Dr. Joao Augusto que, affrontando com desdem
a todos os odios e antearlas dos poderosos sacri-
ficando embora o seu futuro poltico, e o que
mais a sua preciosa saude, e talvez quem sabe,
at amisades que Ihe poderiam ser uteis, isto,
sacrificando os seus interesses privados ao inte-
resse geral, somonte em amor a Justina e a mo-
ralidade, colloca-se ao lado dos Traeos, dos op-
primidos para oppor a mais brilbante e tenaz
resistencia, de que nos annaes do nosso parla-
mento provincial ha memoria, a violceo de nos-
sos sagrados direitos, combatendo com todas as
forcas e por todos os meios dignos de que pode
laucar mao a escandalosa prorogagao do con-
tracto monopalico de carnes verdes.
Foi vencido verdade, pela torga numrica,
gracas a pobresa de carcter de nosso3 homens,
mas nao importa isso, porque moralmente foi
o vencedor ; e demais deve-lne restar o consolo
de que nenhum dos partidarias do monopolio
ousou, se quer, tentar refutar os argumentos
que, com aquella eloquencia e brilliantismo que
todos Ihe reconhecem, produzio, pois, todos el-
les eram irrufutaveis e irrespondiveis.
Se por seu carcter incorruptivel foi obrigado
a desgostar amigos, deve-lhe consolar a certesa
de se haver conservado na altura de verdadeiro
representante de urna provincia de passado he-
roico como a de Pernmbuco, defedendo cora-
josamente, contra poderosos a causa dos criado-
res, que era a causa da iustica e da uioralidadc.
Se contra S. Exc. se voitan as iras de Oliveira
Castro, em compensacao todos os criadores c
hibitantes das zonas sertauejas s esperam acca-
siao opportuna para dar-lhe urna prova de suas
-ympataias e gratidao.
Antes de terminarmos este modesto signal de
gratidao, com niel feriamos urna injustiga e injus-
tica irreparavel, se nao mencionassemos tam-
bera aqu os Ilustres nomes dos nao menos in-
dependentes representantes dos 7o e 5' districtos
Drs. Lourengo Augusto de S e Albuqnerque e
Jos Cordeiro, aos quaes nos criadores somos
igualmente gratos.
Aceitera, pois, os illustits deputados esta mo-
desta prova de gratidao dos criadores do 10
districto e queiram dignar-se nos desculpar se
com isto ofiendemos as suas recunhecidas mo-
destias.
Caruar, 19 de Fevereiro de 1889.
O criadores do 10 districto.
O que aimeiam Oliveira Castro &C, Arau- vam em todo o solo fracez com a differenga po-
rm que agora sombra da grande liberdade da-
quellas librrimas instituigoes, estes infames
traidores conspiram a luz do dia, atacam a gran-
de repblica cora os mais insolentes assaltos,
incitam os inimigos da Franca a vir-lhes entregar
o povo embora a custa de outros milhares de rai-
Ihoes que de novo ao estrangeiro pague; porque
nao sahirao de seu pello, mas do sangue do suo"
desse povo. .
Agora assira, por que os infames nao que
rem a liberdade seao para levantar sua voz e
seu braco contra ella a laz do da ; mas naquelle
tempo era a luta muito diflerente.
Agora a liberdade, por que a repblica, nao,
temendo os inimigos externos, e vendo as ma-
nifestagoes republcanas sempre a eretcer as
eleigoes, que se fazem entre si, nao temem tam-
bem estes traidores que agora se mostrara tanto
mais insolentes e audazes, quanto mais fortes e
armadas se v'm as colligacoes dos raimigos da
patria.
Agora assim, mas nSo o era naquelle tempo,
quando os exercitos do grande povo recebiam
as jpontas das bayonetas os escravosde todos
os tyrannos e os repellia para louge supplan-
tando-os ou debandando-os ; nao era naquelle
tempo quando era o mesmo o humero de traido-
res, senao anda maior, mas l estava a guilhoti-
na armada em todos os departamentos da Fran-
. decepandi todo dia esses traidores que tra-
Iha vam, nao obstante de continuo, porm as
trevas, onde anda assim %ram apanhados.
Nao era oregimci da liberdade, era a tremen-
da luta pela Uberaade e contra ella, do povo
contra os tyrannos e seus escravos, dos tyrannos
seus escravos contra o povo; o grande povo
jo < C, nao so matar fome a populagao co-
mo imbahir a opiniao publica de que somos dos
que Ihe fiznmos opposicSo, os responsaveis pelo
alto prego da carne.
Mas enganam-se, porque tambem nao s at
quanto ebegarem nossas.forcas, maniremos o
nosso compromisso, como nao nao consentire-
mos silenciosos no disfarce de Oliveira Castro 4
C, inegavelmente pouco honroso, expol-o-hemos
ao publiCO A QUKM M NOXE DI SEUS PR0PR108 IN
tkREISIS CONVIDAMOS A EXAMINAR OS TALHOS ONDB
BzroSTA A CAR POI PRKQO ELEVADO. COM O LO-
GRADOrRO 8 MATADOURO.
Fique, pois, urna vez por todas, como verifica-
do que os mesmos Oliveira Castro que em 1885
elevaran a carne a 1*200 e kilo, sao os mes-
mos Araujo & C, que lioje procuram fazer igual
espeeulago.
Previnamse os incautos, e ainda urna vez in-
vocamos o patriotismo e inteireza de carcter
da humanitaria sociedade dos talbadores que de
certo saberao fazer valer seus direitos contra
estes intrusos admittidos com prejuizo seu nos
talhos e como meio de prejudicar anda toda a
populacho.
Est prestes a reunio da Assembla Provin-
cial e chamamos sua attencao para o que flea
exposto que a pura verdade.
O clamor publico de modo algum recahir so-
bre nos.
Cada um em seu posto.
------------- O--------------
A o publico'
Tendo sido testemunha ocular do que
se deu nanoite de 24 no Theatro Santa
Izabel: tendo portanto assistido a fabri-
cado do Directorio Liberal, na qual se
fez pressao e se coarctou a livre vontade
do eleitorado, consagrando-se como chefe
do partido desso nome um medalhao sem
ideas, como si no dito partido nao houves-
sem caracteres "superiores ao dess" ho-
mem ; deca'o que, definitivamente des-
crente. do partido liberal no qual militei
at hoje, retiro-me das rileiras, desse par-
tido e filio-me ao generoso partido repu-
blicano, que felizmente j existe consti-
tuido nesta provincia.
De hoje por diantc, pois, ponho-me ao
servico da repblica, para a qual trabalha-
rei com todas as forcas.
. Recife, 28 de Fevereiro de 1889.
Joao Carolina do Neiscimento.
que quera e que desde ha um sceulo quer ser
livre e levar a liberdade as narOes escravas, que
a sua liberdade est seuipre ameacada e em pe
Notas do sentitnento
A Rcpubllra Fnut-eza
IV
Pre^o da carne verde
Quando pela imprensa se discuta o malogra-
do contracto de carnes verdes, os Srs. Oliveira
Castro C mandavam chamar aquellos que Ihe
faziam opposic&o de desalmados, attribuiam-
lhes o desejo de sugarem'u ultima gotta do suor
d. populacao e que s quemara a liberdade de
commercio para elevarem o pret; da carne a
800 e 1*00 >, e tiveram a habilidade de fazer iir-
cutir no animo de alguns Srs. deputados prorin-
ciaes que principalmente eram aquellas as nos-
as vistas e por isso tivemos iguaes accusaccs
Da Assembla.
Vingada porm a causa da justica e da lega-
lidade, o nosso prnoiro passo foi de accordo
r/jn lustre sociedade de talbadores assen-
** qne o proco da carne verde se man ti
t^jseno mesmg^e que no tempo do contracto,
deiiber'Ll'lC'tis talhadores em compromisso so-
lemne que nenhum de seus associados cor.aria
carne de quem quer que fosse por preep maior
do que aquelle.
Nisso temo-nos mantido at aqui e pretende-
mos manter-nos.
Porm, atienda a populacao obsta cidadb, to-
ba ella, para o seguinte :
Oliveira Castro 4 C. que j tinhara sido os
nicos que as proximidades do primeiro con-
tracto e para facilitarem sua obtencao, eleva-
ran o preco da carne at 100, agora possui-
dos das racimas intences staistras, mas sem a
energa precisa, disfamados sob a lirma Araujo
4 C. flzeram subir a carne em seus talhos j a
360 e 6W) ris e pretendeai ir por diante.
NS" contando elles com os dignos talbadores
asociados, tm feito matricular a diversosindi-
viduos fra de todas as condices regulainenta-
res e com elles vao pondo em pratica seus si-
nistros intmtos.
COMMERCIO
Revista do Mercado
Recite, 28 de fevereiro de 1889.
Houve algum movimento na praga.
O mercado de cambio esteve pouco activo,
realizando-se, entretanto, algumas transaesoes.
Foram vendidos alguns lotes de algodo.e
couros.
(amblo
Os bancos, com a taxade 87 7/8 d. nao obti-
veram dinneiro, excepto para as pequeas neces-
sidades para a mala d'amanh, exigindo os to-
madores 88 d.
Em papel particular houve pouco movimento
a 88 18.
No Rio nao houve alteraco, sendo, porm,
firme o mercado a 88 bancario.
Por ser da de mala pama Europa houve pouco
movimento.
TABELLAS AFFIXADA8
(Vid. Diario, a. 47 de 1889)
A luta continaava, tenassicima, tremenda.
A Franca nao podra ser invadida, sendo es-
pancada logo toda ousada tentativa, que o nao
consentir a valenta e o patriotismo daquelle
pavo que decretava a victoria a seus exercitos
pelo seu orgao, a tao grandiosa, como gloriosa
convenci. Ao contrario invadir a Europa e
da va as grandes batalhas das quaes nao perderam
nem urna.
E era assim no exterior, como em seu seio-
Desde ento e como aiuda agora nao sao s os
povos da^ Europa os inimigos da Franca; os reis,
os seus |nobres e grandes, por seu interesse; a
plebe servil e miseranda, pelo orgulho de sua na-
cionalidade, em sua mist-ra adoraco aos senho-
res, pela grande inveja dos francezes que os de-
vora. Sao tambem os inimigos da Franca dos
seus proprios fillios os nobres, e. todos os da sua
clieutella que vivera de seus privilegios, a custa
do suor do povo que trabalha.
Estes miseraveis nao querem a liberdade para
todos, querem-na s para si; para o povo que
trabalha para elles, querem s a escravidao; por
isto sao liorriveis inimigos de um regimem em
que a lei seja igual para todos, e servem-se da
liberdade que essa le igual Ibes d, para conspi-
rar contra ella, eniboia custa da desgraca da
patria.
Por isto emigr vam para o estrangeiro e for-
mavam batallies para cornos iniuigos da patria
virem invadil-a a entrgala aos reis seus donos
e a seus nobres e seus clientes.
Por isto a luta nao era s no exterior, e os
traidores foranga vam em todos os cantos da Fran-
ca para cntregal-a aos senhores a seren escolta-
dos pelos exercitos estrangeiros.
E' como agora ainda, e continuara a ser em-
iuanto a canalha da Europa continuar a se entn-
ar no orgulho de seren bons escravos de seus
senhores, ou emquanto a Franja, melhor que ha
um sceulo, nao obrigar essa canalha a amar mais
a liberdade do que orgulharsc estpidamente
de serem bons escravos de seus senhores.
E' como ainda agora que esses pretendentes c
suas nobresas e clientelas, vendo as naces colli
gadas e armadas contra a Franja, conspiram noilc
e da, de maos dadas com estas naees. contra a
patria, contra a sua liberdade, para entrgalas
s armas cstrangeiras, esses miseraveis infames
que pretendem forca das armas estrangeiras,
fazer do grande povo seus escravos, viver do seu
suor e do seu sanguc.
Agora como ento, que os traidores fervilha"

Bolsa
COTACOE8 OFFIC1AE8 DA JUNTA
RETORES
88 ae Fecereiro de J889
DOS COR-
Recife,
Nao houve.
ngo emquanto os povos das naces fcreui es-
cravos.
E a guilhotina estava assim em toda Franca
nessa luta borrivel de sangue, decepando as ca-
beras dos traidores ao passo que na Vnndea os
cliHes matavam de emboscada os soldados da
repblica que podiam impunemente matar.
O tribunal contra os suspeitos nfio descancava
em suas funeces, e a guilhotina em suas execu-
cSes.
Era o rgimen do terror.
Dos tres que mais se iuspiravam do frenes do
povo tanto por sua vinganca, como.por sua segu
ranea do esuiagamento que Ibes aretendiam tra-
zer as naques, Robspierre, Danlon e Marat, era
este o mais amado pelo povo, B seu jornal sa-
cbamavao Amigo do Poro-
Era all tambem considralo como o maior
tvranno, a principal causa do terrorismo, o mais
nngatta) e sanguinario, a muitos ou a todos
os aterrorisados pareca que retirado da scena o
mais sedento de sangue, eessaria a tyrannia.
Entre estes urna mulher, moga e douzella, teve
esta idea e tratou de pol-a em fxccuso. Cha-
inava-se Carlota Corday.
Morava ao sul da Franca, parece-me que a
urnas duzentas leguas de Pars. Acliou-se te-
pois na biblia que ella costumava 1er marcada a
pagina em que senara o episodio da degolarfio
de Hclofernes por Judilh
Parti para Pars. Ah chegando lomou hos-
pedara. Foi a urna loja de cuteleria e comprou
um punhal de cabo de bano, e com elle dirigi-
se a casa de Marat pedindo para fallar-llie.
Marat tomava diariamente um banho medica-
mentoso em urna tina, no qual se demora va.
Tinha bocea dessebanheiru urna taboa sobre a
qual elle"v'scrcvia emquanto estava no'banho, e o
resto della tapado com um panno All mesrao
recebia a quem era preciso.
Mandou entrar a moga que o piocurava e ella
Ihe disse que vinlia de tal parte trazer os nomes
de tantos traidores que couspiravam contra a pa-
tria.
Elle mandou-a que os dissesse, e, ao passo que
ella os dilava, nomes ficticios que elles eram, Ma-
rat os ia escrevemlo.
Emquanto elle de cabega baixa assim pratica-
va ella saccou do punhal que traziaoceultoe
rompi a moverse, e rpidamente o enterrou-
hc no peito I
Elle exclamou:
A mim I a mira! chara amiga
Carlota Cordav sesperava morrer immcdta-
tamente. Marat estava sempre ncompanhado de
muita gente, que nao 'eve tempo dedespedayal-a
porque interveio a polica. Morieu, porm, pela
guilhotina, sendo victima de muitos jnsultos e
torpezas.
Mas foi intil. Isto mais recrudeceu o furor
popular contra os inimigos da patria c da liber-
dade. Foi, porm, depois cansando talvez antes
de tempo, a mais gente, porque o sentimento de
moderago dos cansados, era um perigo para ese
povo amcagado sempre de seresmagado pelas
nages tenazes neste intento, que manifestavam
na insistencia da borrivel luta.
Nao obsiantc, o sanguc derramando-.se assim
j comegava a esmoreccr ou esfriar o sentimento
de muitos dos vi^fcrOsos :rabalhadons da repu.
Mica e os girondinos, esla pleiadedos homens
dos mais distinctos e cloq'icntcs da revolug'm,
foram os primciros que danta o signal da inode-
ree&O de seu sentimento. em contrario do ardor
coin que prosegua o Club Jacobino eos outros
de que eram a encarnagao Kobspicrrc c Dantou.
Mas a lucta de sangue continuava no exterior
e as nagOes coligadas proseguiam coin i mes-
ma tenacidade dando batilbas aos exercitos da
Repblica, e os trahidores continuando a polu-
lar em todo o solo francez.
O mderandismo era portanto prematuro, jul-
gavam os encarnigados na lucta.
Na lucta portanto, entre elles e os girn linos,
sucumbirn! estes pela guilhotina, ao canto da
Marselheza que entoavam os que iam ser exe-
cuiados emquanto os outros se executavam.
Vergniaud, Duelos, Sillery etc., foram os prin-
cipaes deste partido que depois de tao grandes
servigos, tantos sacrificios feitos pela grande
causa, foram sacrificados em sua vida por terera
querido parar na lucta antes de finda, o que
foi o principio da queda da Repblica, embora
\ coiilinuago da lucta gloriosa do grande povo
sob o directoriOi o consulado e o imperio.
Mas antes disto, arredados da scena os giron-
dinos o frenfesi contra o ininiigo, a cede de san-
que nao se saciavn, ao menos em Robespierre.
embora na friesa de seu sentimento, mas na for-
taleza de um pensa ment; Robspierre que con-
tinuava. como continuou representar o sentimen-
to'do grande povo contra os inimigos da patria
e sua constancia e tenacidade contra as delles ;
como em Saint Just o terrivel e tremendo aecu-
sador dos trabldores patria. Nao obstante
chegou a hora do cansago de Danton que, to
enrgico como nao era (possivel mais, nem li-
nba a friesa de Robspierre, nem o ardor frenti-
co de Marat.
E tao depressa elle manifestou signal pela
moderago como Robspierre o atira a guilho-
tina.
Em pouco aoabou por ella tambem atirado
pelos moderados que tanto cresciam, nao obstan-
te os perigos da patria, a qual nao sucumbi eao
contrario levou pelas armas as ideas da revolu-
(;o i nages pelo brago de Napoleao que d'ahi
por diante sob varias denominagesde forma go-
vernamental, suslentou-se frente do grande
|rivo, pela gloria de suas armas. ye\o prestigio
ite sua gloria, como nenhum outro dos grandes
hroes, nem Alexandre nem Cesar, que lucta-
ram com povos barbaros, a tivera to grande
Oh e quando se falla as glorias do grande
povo qu a inisquinha Allemanha e todas as ou
tras nages europeas tanto invejam, quando fal-
lo no grande hornera que poz-se a frente de to-
da esta gloria a que conduzira o graude povo,
csqucccinos os seus defeitos, as suas grandes
faltas para unir estes dous nomes e proclamar
a todos os lilbos do povo de todas as nages,
que sab^m sentir c pensar :
Viva a Franca !
Viva Napoleao *
Recie, 88 de Fevereiro de 1889.
Affonso de Albuquerqne Millo.
m-----------
Festejos Carnavalescos
Para tratar dos festejos carnavalescos
da ra da Saudade os moradores da referi-
da ra resolvenim orgnnisar a
commissSo:
Presidente
Dr. Alberto de Barros.
Secretario
Henrique Pinto
Thesoureiro
Capitao Francelino de Mello.
Directores
Dr. Cicero Peregrino.
Dr. "
JoSo Freir.
Pedro Pinto.
Pensao Acadmica
Esta casa de Pensao situada no ameno
bairro da Boa-Vista, ra da Imperatriz
n. 15 2 e 3o andares, contina a receher
Sensionistas, que mediante a mensalidade
e 50)5, terSo com o maior asseio e regu-
laridade, comida abundante, commodos
agradaveis, exceente banbo e criado.
* ------------ ? -----------
Elixir depura-
tivo vegetal.
Angelino Jos
seguinte
Reg Xetto.
---------------^---------------
>. o
, iiicensii floral
O perfume das llores agrailavel e compraz
at s pessoas as mais exigentes : e na Agua Flo-
rida de Murray 4 Lanmau, se eiiconlra esta fra-
grancia doral com toda sua fresca pureza.
As qualidades hygieiircas da Agua Florida de
Murray delicado perfume.
Seu inaravillioso poder de alliviar a dor de ca-
bega nervosa, o* desmaios, etc., e suas qualida-
des desinfectantes e puricadotts. a fazem par-
ticularmente adaptavel para o q arto do (lenle
o toucador e o banho.
O presidente,
Candido -. G. Icoforado.
O secretario,
Eduardo Dubeux

AlfiOdO
Foi cotudo o de sorte do serto a 6403 por
15 kilos.
A exportagao, feita pela alfandega neste mez
at o da 86 subi a 1.804.719 kilos, sendo 998.498
para o exterior e 818.887 para o interior.
As entradas verificadas at a data de hoje, so-
bem a 85.434 saccas, sendo por:
Barcagas. .
Vapores
Animaes.....
Via-ferrea de Caruar.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-frrea deLimoeiro
Somma.
Pelo vapor inglez Lockiel,
8.513 saccas para Liveipool.
Assacar
Os precos pagos ao agricultor, por 15 kilos, se-
gundo a Associago Commercial Agrcola, foram
os seguintes:
Brancos .
Someno.....
Mascavado purgado ..
uruto_

8 773 Saccas
881
8114
1.484
8.199
10.721 .
85.454 Saccas
foram remetlidas
Aviso ao publico
E nquanlo durar a Exposigo Universal de
18^9, os nossos Icitores que se acharen.! em Pars
e que desejarem receher quaesquer noticias da
trra, pdenlo ler os nmeros mais recentes do
nosso jornal no escriptorio dos nossos corres-
pondentes, os Srs. Amde Prnce & C, 36. ra
Lafayctte, em Paris.
Os nossos patricios podero receber a sua cor-
respondencia peridicos, etc. etc., em casa dos
Srs. Amde Frutee A C.
Outrosim, os mrsino< Srs. Amde Prnce & C,
negociantes-coiniuissarios poem a sua casa de
compras s ordens de qualquer pessoa que dse-
jar ter urnas inforiiiages. ou utilisar seu inter-
medio.
Cirurg-io Dentista
DR. ROBERT P. RAVVL1NSON, for-
mado pela Cnivcrsidade de Maryland nqs
Estados-Unidos, tem liberto o seu consul-
torio, na ra Bario do Victoria 18, Io an-
ular.
Consultas das 10 s 4 horas da tarde.
ftetame
Colonia Isabel:
Branco l* .
3J8O0 a 3J600
1*900 a-2<100
1*400 a 1*500
1*100 a
*800 a
1*800
1*000
4*i00
8*800
1*500
:i<900
1*600
Someno .
Mascavado .
Usina Pinto:
Branco 1*
. a
Someno
Mascavado .
A exportacio, feita pela alfandega neste mez at
o da 26. attingio a I2.837.M6 kilos, ^ndo.....
6197.566 pata o exterior e 6.640.380 para o
interior.
As entradas verificadas at a data e hoje
bem a 881.311 saceos, sendo por: _^
Barcagas ....
Vapores.....
Animaes.....
Via-ferrea de Caruar.
Via-ferrea de S. Frai:
Via-ferrea do Lnoeiro
Somma.
O vapor inglez ocltiel levou 15 078 saceos
com assucar mascavado para Liverpool.
< ouros
Vendeu-se urna partida dos salgados a 370 rs-
Aganrdente
Ultimas vendas, a 95*000, por pipa de 48: li-
tros.
Alcool
Ultimas vendas, na razo de ISOiOOO por pipa
de 480 litros.
Hel
Ccta-se. u 50*000 por pipa de 480 litros.
Pauta da alfandega
Siv.AN M 25 OK MVKBKIRO a 1)E MARCO
DE 18-9
, Video Diario de 24 de Fewretro
.\'a*ios carga
Barca portugueza Nodo Silencio, para o Torto.
Patacho inglez Peggie, para Mente video.
Patacho hollandez Broedertroioe, para Pelotas.
Vapor inglez Lochiel, para Liverpool.
Navio." descarga
Barca norueguense Frida, carvio.
Barca norueguense Frilhyof, carvao. '
Barca maleza Sobrina, farello.
Barca ngleza Paradero, baflnltlo.
Rarca norueguense Jasca, curvao.
Barca allem Auna, earvo.
Briguc sueco Pepita, earvo.
Escuna ngleza Abeja, bacalho.
Lugar nacional larinho VII, Carvao.
Lugar inglez May Cory, bacalho.
Vapor inglez Chilian, carvao.
____
Iniportaco
Hiate nacional D. Julia entrado do Mu-
cao em 27 do corrente c consignado a B.
Loureno, manifestou :
Sal 576 alqueires ordein.
E&portaco
MO00 RECWE 27 DB FRVEiBlBO DE 1889
2*300 Para o exterior
:*000 >-o vapor inglez Lochiel, carregarara :
1*5 para New-York, J. S. Loyo & Filh 130 saceos
com 11,250 kilos de assucar mascavado.
No vapor inglez Tantallon, carregou :
Para Liveipool. C. P. de Lemos 2,000 saceos
com 90.000 kilos de carogos de algodo.
No vapor iuglez Aruucania, carregou :
Para Lisboa, R. J. Gomes da Luz 1 barrica com
- 63 kilos de assucar branco.
Na escuna portugueza Feilictira, earrega-
53. 597 8accos ram :
Har Figueira, A. M da Silva 2 pranches de
;. 236 vinhatico.
j.257 Para Ilha de S. Miguel, F. M. de Moma 15 bar-
61.011 riscom 1.500 litios litios de mel ; F. de Moraos
210 12 barris com 1 200 litros de mel ; Amorim Ir-
--------- mSos & C. 10 barris com 960 litros dejmel e 4
221.311 Saceos 1 pipas com 1,988 ditos de agurdente.
fura o uterioi
No patacho nacional Fruncolin, carrega
ram :
Para Porto-Alegre, Amorim limaos & r. 1,740
> (ilunies com 139,460 kilos de assucar branco e
830 barricas com 66,133 ditos de dito masca-
vado.
No vapor austraco Sskmul earregaram :
Para Santos, P.Carneiro i C. 630 saceos com
37,800 kilos de assucar branco.
tara Rio de Janeiro, i'. Valente & C. 300 sac
cas coin 27,387 kilos de algodao : M. Amorim 80
pipas cuca 9.600 litros de agurdente.
."so vapor inglez Estrella, carregarara :
Para Rio de Janeiro. M. Amorini 15 pipas com
7,200 litros de agurdente ; i'. Carneiro & C.
2,o00 saceos com 120,000 kilos de assucar mas
cavado. /
No vapor americr.no Alliam-a, earregaram :
Para Par, II. da Silva Loyo 1,500 barricas
com 87,000 kilos de Cicucar branco ; C. M. da
Silva 50 barricas cea 1,080 kilos de assucar
branco ; ?*. A. de Azevedo 5 0 barricas com
29,302 kilos de assucar branco.
Para MaranhAo. C. M. da Silva 10 barricas com
1,040 kilos de assupar mascavado, 80 ditas com
8,08 ditos de dito branco.
No vapor nacional Pa/pama, earregaram :
Para Maco. A. da Silva Campos 10 barricas
com 1,100 kilos de assucar mascavado e 10 ditos
com 1,0 0 ditos de dito branco ; F. da Costa
C. 3 barrieas com 830 kilos de assucar branco.
No hiate nacional Runha dos Anjos, earre-
garam :
l'ara Mossoio. E. C. Bdtrao Irmao 8 saceos
com 150 kilos de assucar branco.
Para Maeao, E. C. Bellrao Innio 13 barricas
com 1,3 '4 kilos de assucar mascavado.
So vapor nacional Mundahu, eairegarara :
Vara Aracaj, M. Borges & C. 30 saceos com
feijo.
No vapor nacional Pemambco, carregau-
ram :
. ara Manos, P. Pinto & C. 66 barris com
6,236 litros de agurdente e 3 caixas com 40 kilos
de doce ; Amorim Irinos < 40 barricas com
2,341 kilos de assucar hraiico e 75 barris com
7,200 litros de agurdenle ; M. Borges & C. 15
barris com 1.440 litros de agurdenle ; F. A. de
Azevedo 40 voluntes com 3,030 kilos de assucar
branco.
Para Para. M. V. Martina 300 barricas com
;!3,403 kilos de assucar branco ; J. Borges 800
barricas com 13,206 kilos de assucar branco ; M.
Borges & C flOO volumes com 31.935 Kilos de
assucar brinco ; P. a Ivs & C. 10 barricas com
600 kilos do assucar refinado: Amorim Irmaos
A C. 130 saceos com 9,750 kilos de assucar bran-
co e 65 cascos com 6 240 litros de agurdente.
Para Maranho, J. M. Dius 6 caixes cora 137
kilos de rap.
p.ra Cear, J. M. Das 13 oaisfiM com209 kilos
de rap.
No hiate nacional Vic'o'ia, earregaram :
Para Arecaty, P. Pinto ,v C. 26 barris com 800
litros de mel; P. Alves & C. 20 barricas com
1.705 kilos de assucar branco.
Para Mossoro, P. Alves & G. 3 barricas com
375 kilos de assucar br.tnco.
Na barraca u. Asuut, earregaram :
Para Villa da Henha, P. Alves & C. 7 saceos
tom 525 kilos de assucar branco e 10 barricas
Formula de
dos Santos ndrade
Approvado pela Inspectorio Geral de Hy-
giene Publica do Rio de Janeiro em 20
de Julho de 1887.
Este depurativo de grande efficacia as mo-
lestias syphiliticas e impureza do sangue ; assira
como em todas as molestias das senhoras.
Tem curado radicalmente umitas pessoas ac
commettidas da terrivel molestia beriben.
MODO DE USAR
Os auultos tomaran qu'tro colheres das de
sopa pela nianha e quatro noitc. As criangas
de 1 a 5 annos tomarao urna colher pela manh
e outra noite, e os de 5 a 11 annos toiiiario'
duas colheres pela manh e duas noite. De-
vero tomar banlios fro ou inoruo pela manh e
noite. Resguardo regular.
Eucontra-sc venda na drogara dos Srs.
Francisco Manoel da Silva &C, ra do Mrquez de
Olinda n. 83 e pharmacia Oriental 4 ra Estre'-
ta do Rosario n. 3.
autor deste preparado poae ser procurado
na ra do Karao da Victoria n. 37, onde sera en
contrado para dar toda e qualquer explieagao
que for precisa.
Beriberi
N. W
Illm. Sr. Angelino Jos dos Santos ndrade.
Tendo sido aeeommettido a quatro annos,
Eouco mais ou menos, da terrivel molestia Beri-
tri, e tcnilo recorrido a sciencia medica, nao
menos de seis facultativos, os quaes todos elles
foram de accordo que, sem perda de tempo li
zesse urna vjngem ; ou para Europa, ou para o
sul, a qual iraincdiaiaraenle effectuei embar-
cando at a capital do Rio Grande do >ul: c es-
lando em diversas capitaes do imperio sempre
em tralamento.
Hegresse com poucas melhoras. e depois resol-
vi-me ir at ao sertio. onde melhorei um pouco.
Regressaudo ao meu ongenho Pogo Comprido,
la comarca da adate de Nazareth. porem sem-
pre sotTrendo restos d'este grande nial; mas
chegando ao meu conbecimento a grande no-
mer.da do sen Elexir puriliendor do sangue ; sem
f, comprei duas garrafas para ir experimentar.
Uve a felicidade que, com urna garrafa tirei
grande alivio aos raeus soffrimentos: a outra
appliquei a um pobre menino que tinha qualro
gommas as pernas, cujo seu estado era de
inutilidadc: esse mesmo tuve a felicidade de me-
Ihorar coiisideravelmente: parece incrivel que
depois de ter gasto quaulia superior a tres eoli-
tos de ris, vira quasi restabelecer-me com a ha
gatella de 6i000, no emtanto vou continuar com
o seu milagroso Elexir at meu co-.ipleto resta
belecimenlo.
D'estas poucas linhas que s conleni a ver
dade. pode fazer o uso que Ihe aprouver.
Engenlio Pogo Comprido, 24 de Abril de 1886.
Jos Antonio Corretu Gaiao.
N. 50
Atiesto que o preparado do Sr. Angelino Jos
dos Santos Andrade do qual tomei quatro gar-
rafas, me fez desapparecer completamene dina
extraordinaria inchago que me sobreveio dos
pea at ao baixo-veutre, acompanliado de um
grande cansago c alguma insensibilidade nas
pamas, tendo sido essa minha enfermidade qua-
lilicada por alguns facultativos de beriberi;
sendo que antes de acabar a quarta garrafa me
achava completamente bom da iuclaco que
tanta me vexava.
Recife, 27 de Junho de 1884.O capilo de
mar e guerra, JosAcelino S. Jacques.
N. 51
Illm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade
Amigo e Sr.-Tendo eu soffrido de grandes do-
res rheumaticas por muito lempo, e tendo usado
de diversos remedios, sem d'ellesobtcr o menor
lenitivo aos meus soflrimentos. a conselho de
um amigo, lancei mo do seu elixir puriheador
do sangue. e com tanta felicidade, que, com dez
garrafas julgo-iue restablecido.ttssiiii como me-
lhorei de outros incominodos syphiliticos.
A bem da humanidade passo o presente at-
testado autonsando-o a fazer d'cllo o usj que
Ihe convier.
Recife, 18 de Seterabro de 1888.Henrique
Joaquim ptreira.
Instituto Benelicenle dos Mfciaes
da Guarda >ac onal
Rcumo-se no dia 81 a directoria d'essa socie-
dade e tratou de diversos assumptos, entre os
S[uaes, dos meios de adquirir donativos para a
arailia do infeliz tenente Pedro Rygaard, e to-
mou a deliheragao de nomear diversas commis-
ses, as quaes ticaram com postas dos seguintes
Srs. :
ffecife
CapitLo Nuno Alves da Fonseca.
Tenente Galdino Jos Burity.
Alteres Augusto Leopoldino da Silva Nevcs.
Santo Antonio
Capito Augusto Cesar Cousseiro de Mattos.
Terfente Antonio Pedro Dionisio.
Alferes Sezino Vieira da Silva.
S. Jos
Tenente Hermillo de Azeredo Coutinho.
Tenente Gaspar Antonio dos Reis.
Tenente Heodoro 'andido Ferreira Rabel lo.
Ba-Vista
Tenente Pedro Celestino de Rrito Macedo.
Tenente Manoel Domingues da Silva.
Tenente Maximiano Ribeiro de Araujo.
Olinda
Capito Fortunato Jos de Sampaio.
Tenente Manoel Procopio da Silva.
Tenente Manoel Nunes Vianna.
Graga
Capito Vicente Ferreira de Sant'Anna.
Capilo Francisco Mauricio de Abreu.
Tenente Godofredo de Abreu Lima.
S. Lourengo,
Capito Manoel Joaquim de Trevas Marinho.
Capito Augusto de Miranda Albuqnerque.
Alferes Antonio Ferreira Lobo.
Victoria
Alferes Joo Carolino de Goes Cavalcante.
Capito Joaquim Joo da Cunha Pimpim.
Tenenle Laetaoo Bento da Cunha Figueiredo.
Cabo
Capito Manoel Duartc Vieira.
Alferes Luiz de Franca de Hollanda Chacn.
Alferes Joo Francisco do Bego Barros.
Escada
Capito Sergio Evergisto de Souza Magalhes.
Tenente Paulino Martins da Costa.
Tenente Luiz Jos de Franga Carioca.
Nazareth
Vicencia :Capito Elysio Tavares de Mendonga
Pugas.
Alagrta-Secca :Alferes Joo Lobo de Oliveira.
rracunhem : l ap'to Joaquim Ignacio Gongal-
ves da Luz.

f
i
Mofin
a
Infeliz trra Rio Formoso que tem
como encarregado de reger a fregueia o
santo padre Francisco Verissimo Bandei-
ra, lembran^a do nosso diocesano.
I
0
Tosses
Pciioral de Cambar combate
enrgicamente
as tosses dolorosas, tornan-
do-as brandas e expectorantes at cural-as,
Os agentes
r Francisco M. da Silva & C.
O PEITORAL DE CAMBAR
Vende-se a 26500 o frasco, 13^000 1/2
duzia e 245000 a duzia em casas dos
agentes Roerigues Silva & C. e nas prin-
cipaes pharmacias e drogaras da capital.
'
HAZ. O NATURAL
a razan da grande fama
Qual a razio da grande fama de que"
gosa o Pcltoral de Cambar f
E' pelos seus maravilhosos resultados.
FRAXCISCO M. DA SILVA & C.
sos.
com 600 ditos de dito retinado ; Fernandes &
Irmao 6 garrames com 90 litros de genebra.
No cter (lolombo, earregaram :
Para Guarapes E. C. Beltro & Irmo 18 bar-
ricas com 694 kilos de assucar branco.
Na barcaga Uijlia, carregou :
Para Macei. H. Oliveira 6 garrafes com 60
litros de genebra.
Rendimeatos pblicos
MEZ DK FF.VERKU
Alfandega
Opera^ao importante
Quatorze annos de sofrVimcntos doloro-
3, e outros tantos de esforcos, de sacri-
ficios intilmente empregados, tal a his-
toria do meu estreitamento da urethra.
Chegando a esta cidade supportapdo as
mais cruciantes dores, produzidas por tal
molestia, indicou-me meu compadre e ami-
go Sr. Joaquim Dias de Andrade o Illm.
Sr. Dr. Carlos Bettencourt para medi-
car-me.
Em tres dias este distincto clnico deu-
me por prompto e urna realjdade
achar-me radicalmente curado.
Ao Illm. Sr. Dr. Carlos Bettencourt,
pela pericia que revelou na operagao, fei-
ta pela electrolise, pela delicadeza, pela
attencao com que sempre se dignou trac-
tar-me, meu eterno reconhecimento.
Recife, 18 de Fevereiro de 1889.
Joo Carneiro da Motta Silveira.
Renda gerai -
Do dia 1 a 87
dem de 88
849:046*228
58:470*488
Renda provincial
Do dia 1 a 37
dem de 88
126.0285858
6:674470
907:516710
133:703*388
Somma total 1,040:2805038
Segunda secgSo da Alfandega, 88 de Fevereiro
de 1889.
8 thesoureiro Florencio Domingues.
chefe da sceloCicero B. de .sello.
Reeebcdorla provincial
Do dia la 37 16:1375166
dem de 38 9335332
17:0635698
Carne verde de 340 a 560 reis o kilo. ,
Carneiro de 780 a 15 reis idem.
Suinos de 360 a 640 reis idem.
Farinha de 440 a 360 reis a cuia.
Milho de 380 a 440 reis idem.
Fe;;aode900a i*30jidein.
Hatadouro publico
Ncstc cstabeleeiment Ibiatii abatidas para o
consumo de hoje 34 rezes pertencentes a diver-
sos marchantes.
Vapores a entrar
HEZ DE MA1.O
Sul........... Allianca.......... 1
Sul........... Araucaniu......... 1
Europa....... Trent............. 1
Norte......... Adcauce.......... 8
Sul........... Atrato............ 3
Sul........... Montevideo........ 3
Hamburgo .. Paranagu........ 4
Sul........... Congo............. 5
Europa...... Nerthe............ 7
Norte......,. Maranho......... 7
Sul........... Para............. 8
Sul........... Vle de Pernmbuco H
f
Europa.
Afftcasf .......... 13
Recife Drainage
Do dia 1 a 37 36:0115813
dem de 38 3:897*535
38:9095350
Mercada Municipal de S. Jone
O movimento deste mercado no dia 37 de Fe-
vereiro foi o seguinte.
Entraram :
33 bois pesando 3,615 kilos.
311 kilos de peixe a 80 ris 105220
17 cargas de farinha a 800 ris 31400
4 ditas de fructas diversas a 300
ris 15800
10 taboleiros a 200 ris 25000
13 suinos a 200 ris 85600
14 matulos com legumes a 300 ris 3*8 O
Foram oceupados :
86 118 columnas a 600 ris 135900
1 escriptorio a 300 ris 300
23 compartimentos de farinha a 300
ris 125500
26 ditos de comidas a 500 ris 135000
83 ditos de legumes a 400 ris 345000
18 ditos de sumos a 700 ris 125600
9 ditos de fressuras a 600 ris 5*4o0
33 talhos a H 70*000
1 as 11 h.
1 as ib.
1 as 12 h.
3 as 12 h.
3 as 5fa.
4 as 3 h.
5 as th.
5 as 3h.
7 as 3 h.
/ as 5 h.
9 as 5h.
Rendimentos dos das 1 a 26 do cor-
rente
Foi arrecadado liquido at-hoje
Pregos d dia:
1835980
5:1255440
5 311*360
Vapores a sabir
MEZ DE MAR(,0
Liverpool----Araucania.........
Ne*-York. -.. Allianca..........
Buenos-Ayres. Trent---->........
Southampton. Atrato............
Sul..........'AdOance.........
Hamburgo. Montevideo........
Bordeaux---- Congo............
-antos e esc Paranagu........
Montevideo .. Nerthe............
Sul.......... Maranho.........
Norte........ Para.............-
Movimento do porto
Novios entrados no dia 28
Cear, Maco e Parahyba--16 dias, hiate
nacional Flor do Jardim, de 80 tonela-
das, equipagem 4, mestre Bernardino
Bandeira, carga sal e algodao; a Ma-
noel Joaquim Pessoa.
Buenos-Ayres e Montevideo12 dias-, va-
por inglez Durham City, de 2037 tone-
ladas, equipagem 33, commandante Ro-
bert Taylor, em lastro : a J. N. Lidsto
ne & C.
Saliidts no mesmo dia
Rio de JaneiroVapor inglez Estrella^
commandante W. Ogg, carga assucar t
agurdente.
Manos e escalaVapor nacional Pernam- '
buco, commandante Francisco Antonio
da Almeida, carga varios gneros.
PelotasPatacho hollandez Broldertrow,
capito H. Kapper, carga asauoar.
1





\ *

Diario de PernambucoSexta-feira 1. de Mar^o de 1889
UMA CUBA Mf AVBt lili lili! 1 PE!

N3o fazemos comnientarios, sobre o que e vae 1er, porque a verdade nlo ca-
rece de apanagios de palavras, para que brilhe radiante. Lamitamo-nos a transcrever
o seguinte attestado que, por si, falla mais alto do aue tudo quande poderiamos dizcr
sobre os predicados efficazes que possue o Peltoral de CMibar.
Eis o attestado;
t Illm. Sr. J. Alvares de Souza Soaree.Pelotas.
Tendo em 1878 o meu filho adoptivo, Thomaa Lencina, sentado praca, e
estando em Porto-Alegre servindo no quartal-general, adquiri urna toase impertinente
que nunca pode ser combatida pelo medico da enfermara; em vista disao foi enviado
para o Rio Pardo onde esteve em tantamente com o illustre medico militar, Dr. Me-
diros, -e alli foi reconhecido achar-se effectado de urna turbecidose muito adiantada.
t Nao aproveitando nada com o tratamento, teve baixa do sewico e veio para
minha casa em 1882.
Empreguei todos os recursos para salval-o da morte-
Mdicos de Sant'Anna do Livramento, a quem consultei, declararam ser
caso perdido o intil qualquer tratamento, visto o estado adiantado da doenca; o Dr.
Falho, porm, aconselhou-me o Peitoral de Cambar |dJV. S., Jtalvea; ni:-rente
para satisfazer-me, e foi com este preparado que Ai^fffh: tx nront
t O tratamento nao foi longo, as melhoras fram gradualmente u~z\\;i2ao ;
mas, medida que ellas progrediam, os meus cuidados rdobraram, pois todos sabera
como alguns doentes n'estas condic3es tornam-se mais insoffridos e descuidados do sen
estado, com o apparecimento das primeiras melhoras.
e Por isso, propositalmente, obriguei-o a continuar, por algum tempo, no uso
do seu preparado, guardando um rgimen conveniente, e dentro em pt>oco, meu filho
toruou-se forte, vigoroso, completamente restabelecido !
t Entendendo que este facto nao deve licar ignorado pelos que soffrem de talo
terrivel enfermidade, peco-lhe para publical-o, tendo em vist*. levar urna esperanea ao
corac&O de tantos enfermos desanimados.
Acceite os protestos da maior gratidaoDe V. etc. Vicente Simoes Filho.
(Dous Serritos em Sarandy, Rio Grande do Sul.) 1
A 2^500 o frasco, vendido este remedio em casa dos agentes Frandisco
Manoel da Silva & C. e em militas outras pharmacias e drogaras tl'esta capital.
INSTITUTO
DE
N0SSA SEMIOR V DO CARIO
iDXIruiiHU primaria. ( undarln e
r'T>aliva
Este collegio, fundado em 1873, conti-
nua a funecionar no palacete n. 72, ra
de S. Francisco, junto a estacao da ra do
Sol, da Estrada de Ferro de Caxanga, e
recebe alumnos internos, meio-penssionis-
as e externos.
O seu director em vista da crise mone-
taria que affecta a todos, resolveu modifi-
car os precos das mensalidades dos alum-
nos internos e meio-pensiomstas, ficando
em vigor a tabella seguinte:
Alumno interno, trimestre 100;K)00
dem meio-pensionista, idem 60000
Os internos tm-direito a roupa lavada
e engommadagratis e nao dao joias.
Os professores sao habilitados; a ali-
mentado de primeira qualidade: todo o
edificio muito claro, espacoso e arejado
e tem banhos frios de choque e chuvisco.
As aulas j estad funcionando.
, Vias urinarias, molestias do tero,
operacoes elctricas
::,. :*:.:::::::::::::::
ESPECIALISTA
com pratica de pahiz b londres
Estreitamentcs da urethra curados ra-
dicalmente pela eleclrolyse, sem dr;
bydrocdes sem injecca (cura radical);
feridas e ulceras enronicas. com garan-
ta de cura rpida; pedras da bxiga,
fstulas e homorrhoidas ; syp'ulis, go-
norrhas, pek) metliodo das nstillaces;
molestias da'garganta e do peito pelas
athmospheras medicamentosas. Con-
sultes e operacos das Iz as 3 lior
da Urde.
RA DO MRQUEZ DE OLINDA N. 3
f. ANDAR
IIi'niIi'iku na Torre
QUE SE REALISARA NO
Da 3 de Marco de 1*889
Xtmr*

3
S
4
Pelln
datura-
lid.
|
m
Cor da
i .li-
ta
Proprletarlox
l- PareoProaperMade -850 metros Animaes da provincia que anda nao tenham ganho
premios no Derby em maior distancia
1 Linda Flor...
W2Pirraca......
Dr. Manoel do \asciiuenlo la-
chado Portella Jnior
Escriptorio ra do Imperador n. 65
Io. ANDAR
Oculista
Dr. Barrete Sampaio, medico,
oculista, ex-ehefe de clnica do
Dr. de Wecker, d consultas de
meio dia as 8 horas da tarde, no
1 andar da casa n. 51 ra do
BarSo da Victoria, excepto nos
domingos e dias santificados.
Residencia ra Scte de Setem-
bro n. 34. Entrada pela ra da
Saudade n. 25.
DECLARARES
Danton
Vida Alegre.
Almirante-.
Cyclone.....
7 Neptuno.....
8 Arat.......
j^9 Licorne.....
10 Gopd m o r-
ning......
Fanfar......
Minha Espe-
ranca-----.
Bijou.......
Pombo Preto
ex-Lidador
Caifaz
15
Castanho
Russo
Alazao ..
Rodado.
Alazao.....
Castanho...
Rodado
Oardo. -.
Castanho
Casito....
Castanho..
Pern.
Premios: 200i ao 1-, 50$ ao e 20 ao 3.
Encarnado e branco.
55
55
55
55
55
53
55
50
55
5o
55
50
50
55
53
Encarnado e azul
Azul e branco.......
Encarnado e prcto. .
Encarnado e amarello
Azul e branco......
Encarnado e preto ..
Azul e amarello...
Grenat e ouro.....
Azul branco e ene.
Violeta eoaro.....
Gemido Cabral.
F- S.
G. V.
oudclaria Imperial.
Coudclaria Paysand
A. S.
Coudclaria Mondego.
Jos Luiz de S. Filho
J. C. A.
Rufino Cardoso.
Palmeira 4 Procopio.
Coudclaria Modcllo.
Coudelaria Victoria.
I. J
BAILES PBUCOS
as auatro noites de Carnaval
M. ?
2* Pareo-Prado
Pemambuoano 850 metrosAnimaes de menos de mcio sangne.
Premios: 300* ao I, 75* ao 2o 6 30* ao 3*
liAfa.
Fgaro...
Moncorvo
If4 Favorita..
SiRecife...
6 Avmor.
MlGalatha.
Alaza.......
Chita........
Rodado. ...
Zaina......
Castanho----
Rosilha
3o Pareo -Concordia -1,200
S. Paulo..
R.G.doSui
S. Paulo...

Rio de Jan.
S. Paulo
R. G. do Sul
54
55
55
54
57
55
56
Ouro e branco........Djalma M. da Silva.
Violeta e ouro.......'J. Siqucira 4 Bastos.
Azul branco e ene'C. Fernandes.
Violeta e ouro.......Maia 4 Cbrysostomo.
Preto e grenat.......S. P.
Verde e amarello A. M.
..................coudelaria Allianca.
metrosEguas de puro
100* a 2 405 a 3*.
sangue. Premios ; 400*, a l;
roiga........
2,Cynira......
3;Vauda .....
4 Gallia.......
o Judia.......
Mascolte..
Aspasia..
1. seccSo. Secretaria da presidencia de
Pernambuco, 27 de Fevereiro de 1889. Por esta
secretaria se faz publico a quem interessar pos
n. que se acham esta reparticao, a funde serem
entregues aos inleressados. depois de satisteitos |*7
os devidos direitos, a patente do major ajudante
de ordens do commando superior, da guarda na-
cional da comarca de Nazareth, Manoel Estellita
de Oliveira Mello, e a de capitao quartel mestre
do mesmd commando superior Jos Lino Mar- fc"l Mouro
ues Bacalho. ambos nomeados por decreto de
2 de Dezembro do anno prximo passado.
0 secretario interino,
Maioel Joaqim 'Mlveira.
Castaulia
Ala/.a----
Ouroe branco......
Preto, branco e ene
Castanha.... S. Paulo..rl 51
Alaza.......Inglaterra <| 54
Zaina.......R. daPrataj 60
Alazi.......Inglaterra.1 60
Franca.../ 57
R.daPratiJ 57
luglatcrraj. 54
Pareo -Hlppodromo do Campo raudo 1,609 metros Ca val los da provincia.
Premios : 250* ao t", 80* ao 2o e 25* ao 3o-
Ouro e branco.......
Azul, branco e ene
Encarnado e Preto...
M. N. P.
P.J.
N. P.
Coudelaria Emulaco.
C. S.
Coudelaria Paysand.
Guimaraes 4 C.
Frederico Chaves Jnior
Homcrpatha
39 RA BARAO DA VICTORIA!
Prlmelro andar
Dr. Alfredo Gaspar
MEDICO
Operador, parteiro trata com especiali-
dade de molestias de senhoras e creancas.
Consultorio e residencia ra da impe-
ratriz n- 18, Io andar.
Consultas de 8 as 10 da manhl.
Chamados (por escripto) qualquer hora.
TELEPHONE N. 22G
Bacharei Antonio WHru-
vio Pinto Bandeira
Pode ser procurado ra do Imperador
n. 71, Io andar
MEDICO HOMEPATA
Dr. Baltliazar da SilvHra
I Especialidadefebres, molestias
> das criancas, dos orgos respirato- '
rios e das senhoras.
Presta-se a Qualquer chamado para
ora da capital.
AVISO
Todos os chamados devem ser di-
rigidos pharmacia do Dr. Sabino,
ra do Barao da Victoria n. 43,
onde se indicar sua residencia.
Arsenal de Gu<
nst'lho econoii ico da companhia
zes araBices, precisa eontractar os art
gumtes, paV fardamento dos aprend
65 metroVde brira es
273 nielrob deVJgHjfcz nbo.
2 metros depannoejcarlate francez.
75 metros de algodao msela.
As amostras dessas fazendas acham-se na.se-
(retara para serem vistas e examinadas pelos
licitarites.
Os pretendentes deverto apresentar suas pro-
postas na mesma secretaria, at as 11 horas da
manlia do da 4 de Marc prximo.
Nao serio tomadas enl consideraco as pro-
postas que nlo forem feitas de accordo com o
art. 64 do regulamento de 19 de Outubro de
1872, cm duolicata, com referencia anms ar-
tigo, mencionando o nome do proporicnte,. a in-
dicaco da casa commereial, o oreco de cada
um artigo, o numere e marca das amostras, de
claraco expressa de sujeitar-se multa de 5
OA) no caso de recusar assignar o contracto, bem
como as de que tratam os art. 87 e 88 do mes-
mo regulamento.
Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernam-
buco, 28 de Fevereiro de 1889.
O secretario,
J. Francisco Ribeiro Machado.
Gremio dos Professo-
res Primarios
IHflrio
De ordemdo Illm. Sr. presidente, por forca do
art. 59 dos estatutos, convido todos os socios a
se reunirem na sede social no da 4 de Marco
prximo s 10 hms da manh. am de proce-
der-se eleicao do conseibo que deve di
esta sociedadade no corrente anno.
Secretaria do Gremio dos Professores Prima-
rios em Pernambuco, 28de Fevereiro de 1889.
O secretario.
Bad Augusto Wanderley.
i
1
I
5
*;
Mylord.....
Templar
Gracejo......
Arumary___
Monitor......
firid.......
Alazio..
Raio
Rodado
Alazao...
Russo. .
Castanho
Pernamb.
56
54
54
51
54
54
54
Encarnado..........
Azul e ouro..........
Azul strado.........
Violeta e ouro.......
Rosa e preto........
Branco e azul.......
A. F.
A. F. da Rocha Leal.
S. M.
A. P. A. 8.
& D.
Coud. Pernambucana.
Coudclaria Piranga.
5*. PareoDerby Club de Pernaavbt
emios: 300* ai
i
3
Salvatus.....
Castiglioni...
Coupon......
Price........
Derby.......
Ernani.....
Alazao.
Zaino.....
Alazao....
Zaino.....
Alazao ...
Zaino.....
Franca
Inglaterra. 5
-1.609 metrosAnimaes de qualquer paiz.
5* ao 2 e 40* ao 3.
listrado....... [Coudelaria Cruzeiro.
brancoe ene. .-.[.
do
THEATRO DE VARIEDADES
DA
NOVA HAMBURGO
Domingo, Segunda e Terca
O Theatro, Allamedas,--Jardim,--Gallerias e
Terrados, sero Iluminados a
LUZ ELCTRICA
Ataviada de galla*, = a Nova Hamburgo engrinalda
a fronte sprridente do magnifico edificio, para receber em
ampia" confraternisaco, a mocidade esperanzosa d'esta^
Veneza Americana=, que n'essas noites consagradas
musa alegre dos prazeres, alli se absorve no agradavel con-
junctodeBoninas e Jimquilhos.
Ao rgimen interno, ser observada a conveniencia
do consumidor, com a maior solicitude,quer no grande
e bem prvidoBuffet da seccao dos recreiosquer as
innumeVas mesas existentes as dependencias exteriores
do estabelecimento.
3era^r^B.JKJOA.s
20-Rua da Florentina I-Caes de Santa Isabel
Onde se acham as bilheterias para a venda dos in-
gressos.
.


&I3S
\\m\\
- i
A
i
22.a corrida que de ver ter lugar
no dia KH--^
l. PAREO Extra-
meira
Rosa e preto
Djalma Moreira.
A. M.
G. E.
P. C.
6. PareoIwprenna remamburana 1.100 metros Eguas nacionys at meio
sangue. Premios: 350* l',80* 2" e 3o* 3*.
n
ingir
Minerva
Alpha. .
Olga. ..
FavoriU
Douradilho
Alazao. ...
Castanho .
Zaino......
S. Paulo...
51
54
51
54
Azul branco e ene__
Ouro e branco.......
m
Violeta e ouro...'
Coudelaria Cruzeiro
Djalma Moreira.
M. N. Pontes.
Maia Ch risos tomo.
Os animaes inscriptos para o 1" pareo devem achar-se no ensilhamento s
8 horas da manha.
Os animaes inscriptos para os outros pareos, deverao estar urna hora antes
da determinada para o pareo emque ti ver de correr.
Os forfaiU serSo reeebidos at sabbado, 2 de Mar9o s 3 horas da
tarde, hora do encerramento do expediente para esta corrida.
A venda de ponles encerrar-se-ha 20 minutos antes da corrida*
HORARIO
urna so
Gompanhia de fiacaoeteci-
dos de Pernambuco
Por deliberacao da directora sio convidados
os senhores associados desta companhia a se
reunirem no salSo do edificio da AssociacSo
Commereial Beneti :eate, a 1 hora da tarde, no
dia 7 do prximo mez de Marco, para approva-
rem as contas do anno rindo em 31 de Dezembro
de 1888, e nomearem a commisso fiscal do cor-
rele anno.
Recife, 7 de Fevereiro de 1889.
Jos Joo de Amorim,
Secretario.
l. parco.
2." pareo
." pareo.
4." pareo.
b. pareo.
b.g pareo.'
Empreza da estrada de ferro
de Ribeirao ao Bonito
jjt. Helia $0tttt*
Medico operador parteiro
14 Ba Larca du Ranarin -2 I
[Por cima do Aimel de Ouro)
Onde tfm consultarla real
deBci* nodendo ser encontrado c
recetendo chamados a qualquer hora
do dia. e da noite.
Etptdalidades: Partos, febres, moles-
tias d' senhoras e dos pulmoes, syphilis
em gtral. cura rpida e completa e ope-
racoe-i de estreitamentos c mais soffri-
menu>s da uretra
Acede de prompto a qhamados para
lora, i qualquer distancia.
Telephooe n. 3A
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector
feco publico que m cumplimento da re-
sonrlo de S. Fxo. o Sr. Dr. presidente
da provincia, de 14 do corrente, fica mar
cado o prazo de 45 dias a contar desta
data, para a incripb&o ao concurso ,que
ter lugar neste Thesouro no dia 15 de
Abr 1 prximo futuro, afim de preencher-
se tres vagas de i escripturario existen-
tes nesta reparticilo.
O exame versar sobre leitura, balyse
grammatical, orthographia e arithmctica
at a theoria'das propor98es inclusive.
Os candidatos deverao requerer ins-
pectora deste Theiouro a sua admissab ao
concurso por meio le pet93o documenta-
da, provando ser maior de 18 annos, achar-
se livre de culpa e pena e ter bom com-
portamento, lhes sendo licito juntar, alm
destes, quaesquer outros documentos que
poasiim favorecer o seu direito.
Beeretari* do Theeonro Provincial de
Pernakaeo, fl le fWwefO de 1889.
Serondo de secretario
O oficial,
Liniolfo Compeli.
Ac
lea
eral ordinaria
Nao se tendo reunido hoje, no escrip-
torio desta Empresa, numero suficiente
dos Srs. accionistas para a reuniao ordi-
naria de aasembla geral, convocada nos
termos do art 73 do decreto n. 8821 de
30 de Dezembro de 1882, pela segunda
vez convocada mesma reuniao para o
dia 22 de Marco prximo ao meio dia, no
escriptorio d'esta Empresa, praca de
Pedro II n. 73, 1. andar.
Recife, 28 de Fevereiro de 1889.
Jos BeUarmino Pereira de MelF,
Director secretario.
*
D Dr. chefe de polica manda pnblicar pa-
ra conhecimento de todos e fiel, execucao os
arts. 70 e 71 das posturas municipaes :
Art. 70. Fca prohibido neste municipio o
brinquedo de entrado com agua ou qualquer ou-
tra substancia, de qualquer mancira que se em-
preguei os infractores pagarfio a multa de 13*
e soffrerao 8 dias de pnsao.
Art. 71. Fica prohibida a venda de limas de
cheiro: os infractores alm de as perder paga-
garfio 4j de multa.
Secretaria da polica de Pernambuco, 23 de
Fevereiro de 1889.
0 secretario,
Joaquim Francisco de Amida.
9 horas ..... minutos
9 e 50 >
10 e 40 >
11 e 30
12 e 40 >
1 e 30
O Gerente,
Henrique Schutet.
4.a scele.Secretaria da Presidencia
de Pernambuco, em 19 de Fevereiro de
1889.
Por esta secretaria se faz publica a re-
commendacao do Exm. ministro e secre-
tario de Estado dos negocios do imperio,
constante do aviso n. 288 de 22 de Ja-
neiro findo, para conhecimento de Mara
Severina da ConceicSo Lucas, mSi do
alumno do Instituto dos Surdos-Mudos,
Jos Lourenco Godolredo Lucas.
N. 288. 2* directora.Ministerio
dos negoejos do imperio. Rio de Janeiro,
22 de Janeiro de 1889.
Illm. e Exm. Sr.Nao podendo, na
conformidade do artigo 25 do regulamen-
to do Instituto dos Surdos Mudos annexo
ao decteto n. 5,435 de 15 de Outubro de
1873, continuar alli, por haver attingido
a idade de 18 annos, o alumno Jes Lou-
renco Godofredo Lucas, a quem se refere
o oficio deBsa presidencia de 24 de Ou-
tubro de 1882 e convindo, portante, pro-,
videnciar afim de que seja retirado do
mesmo Instituto o dito menor, o qual, se-
gundo informa o director do estabeleci-
mento no oficio, que a tal respeito me di-
rigi, se exprime regularmente por escrip-
to, perito oficial de encadernador e tem
o peculio de 8640950, recolhido a caixa
econmica, dou conhecimonto d'isto a V.
Exc. para os fins convenientes.
Deus guarde a "\#Exc..A. Ferrei-
ra Vianna.Sr. presidente da provincia
de Pernambuco.
O secretario interino,
Manoel Joaquim Sveira.
Para a
Marce4*"-4^
lTLd,I <\r--o- ~^S*^5O,5O00 apri-
Eguas da provincia. Premios-?- *
- segunda e 150000 a terceira. ^ rt~
-T5bmI 850metro8. Animaes da provincia queja tenham sido ins-
criptos n'este Prado, e nao tenham ganho premios no Prado, Derby e Hip-
podromo. Premios: 2000000 ao primeiro, 500000 ao segundo e 200000
ao terceiro.
PAREORra4 Pernanihucino 1.609 metros. Animaes de qualquer
paiz. Premios: 6000000 ao primeiro, 1200000 ao segundo e 600000
ao terceiro.
PAREO GRADE PREMIO Recife -2.000 metros. Eguas estrangeiras.
Premios : 1:0000000 a primeira, 3000000 a segunda e 1000000 a ter-
ceira.
PAREOFerro Carril1.450 metros. Animaes nacionaes at meio sangue.
Premios: 3500000 ao primeiro, 700000 ao segundo e 350000 aa
ao terceiro.
PAREO Derby Club de Pernambneo 900 metros. Animaes da pro-
vincia que nao tenham ganho n'esta ou maior distancia. Premio$:
2500000 ao primeiro, 600000 ao segundo e 250000 ao terceiro.
7. PAREO e f olho 900 metros. Animaes de menos de meio sangue.
Premio : 3000000 ao primeiro, 600000 ao Begundo e 300000 ao terceiro.
8. PAREO HlppodroMo do Campo Grande1.500 metros. Animaes da
provincia. Premios: 3000000 ao primeiro, 600000 ao segundo e 300000
ao terceiro. '
Observacoes
So serao admittidas para cada pareo 15 propostas, cada enveloppe deverconter
i proposta, e caso appareca mais de urna s ser acceita a primeira que for lida.
Nenhum pareo se realisar sem que se inscrevam tres animaes de proprieta-
rios differentes.
A inscripcao encerrar-se-ha quinta-feira 6 de Marjo s 6 horas da tarde
na secretara do Prado.
Recife, 28 de Fevereiro de 1889.
O SECRETARIO.
Francisco de Souza Reis.
3."
4.
.
6.

Companhia Ferro Carril de
Pernambuco*
A gerencia interina desta companhia previne
que so dar carros para o Derby Club, no do-
mingo 3 de Marco at i 1/2 horas da tarde, vol*
ta para a cidade da ultima turma, isto de accor-
do com o gerente daqoella companhia
Recite, 27 de Fevereiro de 1889.
Felippe de Araujo Sampaio.
De ordem do Exm. Sr. Dr. inspector se
faz publico que em virtude do telegramma ex-
pedido pelo Ministerio da Fazenda, a taixa ad-
dicional da tarifa movel, cobra vel do 1 de Mar-
co prximo em diante, conforme o decreto 1170
de Janeiro ultimo, ser de 20 0/0 at ordens em
contrario. \ y '
3.' seccao da Alfandega de Pernambuco,*'6 de
Fevereiro de 1889. 0 chefe,
Domingos Joaquim da Fonseca
Royal Mail Steam Packet
Companhia
O paquete Trent
Commandante W. Chopmam
^50fev E*oera-se da Europ
m KlMarco, seguindo at
Espera-se da Europa at o dia 1 de
reo, seguindo depois da' demo-
ra do costnme para
Macelo. Babia, Rio de Janeiro,
Santos, Montevideo e Bncnos-
Ayrea,
Para passagens>iretes e encomm&das trata-
se com os A(jENTES>-
MARTIMOS
Pacific Stef m Navigation
Con pany
STRAITSOFMAGELLAN LUJE
O paquete John Eider
JBBBBSSfcda
O vapor Atrtb^
Jomn
Commandante L. R. Dickinson' .
E' esperado do ni no dia 3 de
Marco e seguindo depois da demora
necessaria para
:^^^\. Espera-se da Europa at o dia
10 do corrente e seguir depois
demora do costume para Val-
raiso por
Bahia, Rio de Janeiro e Montevideo
Para carga, passageiros, encommendas e di-
aheiro a frote : trata-se com os
AGENTES
Wilson, Sons C, Limited
14RA DO COMMERCIO14
Lisboa, Vigo, SouthamptoH e
Antuerpia
Reduecao de passagens
,,. Idae votia
A Lisboa 1 classe 20 t 30
A'SouthamptoM'classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Emquanto vigorar a quarentena imiiosta na
Repblica Argeatina, aos navios procedentes do
Brasil, os vapores desta conljiannia nao aceitarlo
passageiros nem carga para Buenos-Ay^s.
Para passagen?, fretes, encommendas, trata-se
com os
AGENTES
Amorim
N. 3-Rua
&C.
.
]
I



I
I
Diario de PernambucoSexta-feira 1 de Mfti^o de 1880
CHARGERS REUNS
DE
<4iinha qaiuzonjJ entre o Havre, Lisboa,
Permiafcuoo, Bafcia, Rio de Janeiro e
Santos. '^^.
O VAPOR
?Ule' de Pernarabuco
Commandante Sebire
tpea-se dos porto6 do sul no
dia 11 do corrente, sesruindo
depois da indispensavel demora
.para o Havre tocaudo em
-la***.
Entrar no porto
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e oftrece escHentes commods c ptimo pas-
A^passagsoftpadttn. ser jmaa de aote-
mo.
Recebe carga, en8em#n4s a-.^assegeiFOs
para os quaes tem eaegtenlejwacfwniiBoAagQes.
Para carga, passagens, encommendas e di-
aheiro a frete : trata-se com o AGETE. '
O vapor Athens
E'esperado da Europa at o dia 13
de Marco, seguindo depois da in-
gH^
dispensavel demora para a
Bahia, Rio de Janeiro e Santos
Roga-se aos Srs. importadores da carga pelos
vapores desta linha, querraru presentar dentro
d 6 dias a contar do da descarga das alvarengas
qualquer reclam' rneate a volumes que
porrentura tenhu.- ..o para os portes do
suLafim de se podei dar a tempo as provi-
dencias necessarias.
Expirado o referido prazo a couipanhia nao ^e
responsabilisa por extravos.
rara carga, passagens, encoBameadas e di-
nheiro a frete : trata-se com o
AGENTE
Aoguste Labille
9-RA DO COMMERCIO 9
United States and Brazil
M. S. S. C. J.
O vapor Advance
E' esperado dos portes do
norte at o dia 4 de Mar-
co o quai depois da de-
mora necessaria seguir
para a
Bahia, Rio de Janeiro e llantas
Para carga, passagens, encommendas e di-
aheiro a frete : trata-se com os AGENTES.
O vapor Allianca
E' esperado dos portes uo
sul at o dia 1 de Margo
o qual depois da demo-
, ra necessaria seguir
| para o
aaaohn. Para, Barbados, %.
Thenaz c \ew-l ork
Para carga, passagens, encommendas e di-
aheiroa frete : trata-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
8Ra do Commercio8
1' andar
Sabbado 2. deve ter lugrr o da egua Ri-
sette, vina ullicianenJa do Rio de Janeiro.
Sbado 2 deve ter lugar o leilao de um
completo e variadu sortnaento de vinhos finos,
d ciformidada com o aqpuocio publicado nes-
ta sescao.
O leilao da egua Risette deve effectuar-se
as 11 boras em poste, em frente ao armasem
d. 5 da roa Marques de Onda por ter o mcsmo
agente de, effectuar mn outro leilSo de vinhos
em continuaco, no nesmo armazera.
Leilao
De urna caixa com II duzias de pelica de cores.
Urna caixa com caljados para homens, senho-
ras e uaeninos.
iioje. $. e Pareo
A's 11 horas
Agente Pinto
Por occasiao' do leilao de fazeadas, chapeos,
calcados, ferragens e miudezas, so Io andar do
sobrado da ra do Poin Jess n^ 2X ^_
Agente Silveira
Companhie de Messageries
Maritimes
LINHA MENSAL
O paquete Congo
Commandajrte Leeointre jr^^~'
, EVe^nardo dos porto* do
r-gfil no dia S de Marco,
seguindo depois, da demo
ra do cos'ume para Bor-
deaux, tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Riz-se abatimento de 15 OO em favor das fa-
milias compostas de 4 pessoas ao menos e que
pagarem 4 passagens inteiras.
Por excepcao, os criados de familias que to-
marem bilhetes de proa, goiam tambem deste
abatimento.
Os vales postaes so se dao at o dia 2 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e di-
nbeiro a frete: trata-se com o
AGENTE
Nerthe
E' esperado da Europa no
dia 7 de Marco e segui-
| r depois da demora ne-
'cessaria para
Bahia, Rio de Janeiro, Buenos-Ayres e
Montevideo
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
classeB qae ha logares reservados para esta
agencia, que podem tomar em quatquer tempo.
Previne-se aos Srs. recebedores de mercado-
rias que s se attender a reclamacCes por fal-
tas; nos volumes, que forem reconhecidas na
occasiao da.descarga, assim como devero den-
tro de 48 horas a contar do dia da descarga das
alvarengas, fazerem qualquer reclamado con-
cernentes a volumes que porventura tennam se-
guido paraos portes do sul, afim de poder-se
dar a tempo as providencias necessarias.
Este paquete illuminatto 4 luz elctrica.
Para carga, passagens, encommeudas e di-
aheiro a frete : tra'a-secom o -GENTE.
AugRBte LabilJe
9 Ra do Commercio 9
Rio Grande e Pelotas
Para ostrtes adma^segue com brevWsde o
laga-braslavo Hmrinha Vi; para carga trata-
se com os consignatario Jos da Silva Lovo &
Fllho
Masme \raea(\
O liiate Victoria segu com brevidade para
aquellas portes ; para o resto da carga trata-se
a ooi do, no caes do I.oyo, ou ra da Lapa nu-
men 14.
f"!
Sexta-feira 1 de Marco, o de fazendas,
miudezas, calcados, pe fumarias, chapeos, fer-
ragens e outros objectos de gosto, no Io andar
do sobrado sito ra do Rom Jess n- 20.
LELAO
De genero, amiAffto-e.irtencilios de taver-
na sita a ra do Jardim n. 11.
Ncatarfeira'frde Maroo
As 10 1/2 horas
O agente Silveira debidamente nutorisada por
D. Luiza Cbagas de Mello, levar a leilao a rete-
jida taverna en um ou maia lotes.
Garato-se as chaves. ,
Ag
entoJVIartins
Leilao
De 7 animaes propraos para oorridas de
prados, chegados doiceatr da provincia.
Sendo:
Urna -burra andadeira, i cavados e 4 eguas
corredeiras.
Sexia-felra f de Marco
A's 11 horas
Na porta do armazem da ra do imperador n. 16
Grande e variado
LeUo
de fazendas, miudezas, perfumaras, cal-
cados, chapeos, espesaos, bijuterias
constando ide:
Camisas de Huno para homens, casemiras in-
festadas, calcados para homens, senhoras e me-
ninos, chapeos de paltia e de la para homens e
senhoras, plumas e enfeites para chapeos, leques
finos, camisas e oeroulas de 15, eollarinhos de
linho, suspensorios, espartilhos, fichs, chales,
pentes, pinceis, extractos, espelhos, (echaduras
finas, tesouras. caivetes, faeas, bainhas pratea-
das e muitos outros objectos de apurado gosto
emleo.
Sextarfeira, l de Mar^o
1." anda do sobrado ra do Bom
Jeeus n. 20
WilhelnSeimers.-endo de seguir para a Eu-
ropa, faz leil3rj-per mterreocao do agente Pinto
e em lotes vontadeXtoj compradores, da sua
grande exposico de fasend^TnttntKaSjperfu-
marias. calcados por amostras e existente.*-
primeiro andar do sobrado sito ra do Rom
Jess n. 20.
0 leilao principiar s 101r2 horas em ponto
por serem mullos edHOri*M os lotes.
Leilao
De bous movis, rjstaes, electro piale, ridrost
lencos etc.^ asaba*: 1 mobilia de junco preto,
1 cama de Jacaranda, 1 dita de mogno, 1 toilet,
de Jacaranda, 1 dito de mogno. 2 guarda vestidos,
1 meia commoda, 1 bidet. I-mesa com 2 gavetas
1 secretaria, 1 mesadosttca, aparadores, 2 mar-
quezes, 12 cadeiras de junco, b ditas de ama-
relio, aparclho-de yantar e de aliuuco. porta car
t6s de electro pate, copos, garrafas, clices jar-
ros, candieiros, quadros, etagers, mola e outros
artigo* de casa de familia.
*ex4a-felra i de *arco
A's 11. horas
No 2." andar da ra.Mrquez deHerval
n. 33
O agente Modeste Baptista aotorisado*pelo Sr.
Jos Pedro Rodrigues dos Santos far leilao do
que cima declara e aluga o mesmo sobrad ?.
Leilao
Companhia Brasileira de
Nave^a^ao Vapor
BORDOS DO SUL
O vapor Maranho
Commandante o eapitao de fragata Pedro
Hyppolyto Duarte
E' /esperado dos portos do norte at
>-a 7 de Marco e denpis da de-
ora indispensavel seguir para os
portos do sul
tambem car^a para Santos, Santa Ca-
. a, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande do
.., frete mdico
As encommendas so serao reeebidas na agen-
cia at 1 hora da tarde do dia da sahida.
Para carga, passagens, encommendas* vute-
res trata-se com os aGEXTES.
PORTOS DO NORTE
O vapor Para
Commandante Antonio Ferreira da Silva
perado dos portos do sul at c
dia"8 deMarf'. ido depoi-
Lda demora ind para o*
portes do or'
icemmendas sao recebidas na a.cr<-n<-i.'j
i da tarde do 05 .i sabida.
Para i ommendas. passagens
a os
AGENTE.-
Pereira Canx'iro & C.
6
De diversas duzias de camisas brancas e de ere
tone, i'osturne de casemira para homem e me-
ninos, calcas, patetots, ramwas de linho, sa-
bonetes e extractos finos, vestuarios para mas-
caras, bisnagas, 60 duzias de charains de di-
versas linhas, duzias de boioes grandes com
tinta para escrever, toalbas para rosto, col-
xas, gaardanapos. atoalhados, esguio,- gar-
rafas com viiho de caj superior, mobilias,
pianos, movis avulsos, lonjas, vidros e mui-
tos outros artigos proprios para o carnaval.
Se\ta-felra.l de Mareo
'A's 11 horas
N armazem ra Mrquez o- Olinda
, n. 48
Por intervencSo do agentr
Gusmao
Agente Brillo
Leilao
teilo
*
De um cabriol*! americano de 4 ivi
bertq, com asnos *ara 6 pessoas.
Urna raobiliifcd'#io oarga, com tampdrde pe
dra mrraoref. indo de base a.offcrti:
110*000.
K.ibbado, de Jlar^o
A's 11 horas
Agente Pinto
No armazem ra Marques .do Olinda n. 52,
onde haver leilao de vinhos finos.
Leilao
De movis, grande aartiioento de uiiudezas e
fazendas. bebidas, ferragens e outros artigos
que se venderao ao correr lo man ella.
aexta-fefra, 1 de areo
A's 11 horas
Riyi do Visconde de Inhautna n. 48
Agente Pestaa_
Lfilo Jeflitivo
Da metade do sobrado sito-a Iravessa de S.
Pedro o. 4. -ervindode base a offTta ue.
l"::om
Sabbado 2 de Marco
A's 11 horas
N' armazem ra do Imperador n. 49
O agnte Pestaa autorisado por mandado do
ir. l)T. juiz dcorphlos e a requeriaienlo
do tutor da interdicta Ponemna de Ameida Ta-
van -. vender > quem ::!ais der a m"tadc d-
sobrado cima mencionado._________^_____
Agente Silveira
Leilao
da egua Rlaette
de 7/8 sangue nacional, S. Pnulo, por San*
Pareil (by speculum) e Rosina 3/4 Rio
da Prata, vinda [do Rio de Janeiro e
desembarcada era. 17 de Fevereiro do
paquete Alagos.
Animal alli de reconhecida superioridade, onde
com 3 annos percorreu 1450 metros em 96 se-
gundos, batendo folgada Mandarim, Jenny, i a-
tana, Clarmetta, etc., e no mesmo dia 1609 me-
tros em 108 segundos Espadilha, puro sangue,
(vide jornaes do dia 28 de Novembro de 1887)
Tendo este animal em poucas vezes que o
anno passado correu, apresentado-se sempre
com insignificante p/eparo, e seu proprietario
desde eatio se retirou do sport, regeitando em
leilao :1:OOOJWOO.
Agente Pinto
Sabbado 9 de Mareo
A's 11 horas
Em frente ao armazem da ra do Mr-
quez de Olinda n. 52 por occasiao do lei-
lao de vinhos.
Aluga-se
o 1- andar do sobrado n. 45' i ra estreita do
Rosario, com miitot commodos, ftesco, e est
pintado de novo; a loja do metjno ibrado, pro-
pria paa-qalqer negocio, e nmito grande,
fresca e est limpa ; a casa n. 28 da na "de S.
Joo. com bastantes commodos e esU limpa,
tem bom quintal com cacimba : a tratar na ra
Duque de Caiias n. 89, loja.
Aluga-se
o armasem e 1- andar do predio n. 42 ra de
S. Bom Jess (Recite/ ; a tratar eom Luiz de
Moraes Gomes Ferreira.
Leilao
De vinhos linos, cognac e leite condensado
Constando de :
216 duzias de garrafas com vinhos das marcas
Santernus, s. Julien, S. Estephech, Laroze, Mar-
gaux, Lauto, Pontet Canet.
60 e meias duzias de vinho do Reno a. saber:
Mascobremar, Mosebliicheu, Ranentbaler, Hoch-
heimer, Agsuanghauses, Geisenh Kosackerberg,
Rudeh Engrsg. Spark e moiselle, Bitter de an-
gustura, Bonekamps.
10 duzias agurdente de trigo das marcas
Kuldluburg, Nordhansen, frascos com leite, licor
70 sonido e cognac.
Priv duzias champagne marcas Ferminet A,Fils,
ilege, Ciiegnet e outras marcas.
17 caixas com cognac.
Sabbado. 2 de Margo s 11 1|2 horas
No armazem da ra Mrquez de Olinda u. 52.
O agente Pinto, levar a leilao, por mandado
e em presenca do Exra. Sr. Dr. jui* de direito
especial r.'o commercio, um variado sor,tioiento
de vinhos linos cima mencionados, pertencen-
tes a massa fallida de Jo&o Moreira Sl C, em lo
tes a vontade aos compradores, a 11 e 1|2 hp-
ras do dia cima dito, em o seu armazem, ra
Marque/, de Olinda n. 52. ____
Agente Burlamaqui
Leilao
Habitado 9 de Mareo
A's 11 horas da manhH
No hotel da Passagem da Magdalena, de-
nominado Felinho, junto a cstaclo dos
Bonds, na Prac> do conselheiro Jlo Al-
fredo.
De bous movis, gneros novos.
O agente cima autorisado pelo Sr. Flix
Cypriano da Silva Teixeira vender urna mobilia
de junco completa, uin'piano forte einjiom estado,
um bilhar completo e muitos outros movis, pro-
pnos para hotel com um completo sortimento
de gneros novos. Os Srs. prctendentes podem
examinar a referida casa, garantindo-se as chaves
a quem comprar o hotel, o qual acha-se prepa-
rado para os baile* carnavalescos.
Le la
ao
de
co-
-te A
iboalaj^
De movis, lou9as, vidros e trens
zinha.
Quiuta-feira. 9 do corre
A'. 10 12 horas
jll raa 'jifjyjj" ateo da feira. .PJB Jaboat;]
consno de :
Urna molilia de junco com muito pouco usov
contndo 12 cadeiras de guarnicSo, 2 ditas de
brago, 3 ditas com balanco, 1 sof e 2 conso-
los com pedra, 6 jarros linos, 2 candieiros., 1 la-
pete para sof, ^scarradeiras, espriguigadeiras,
mesa para escrever, exceilenle cama de Jacaran-
da, guarda vestido, toilet, banca de cabeceira de
cama, cpula, cabides, lavatorio com espelho,
secretaria de Jacaranda, estantes porta papis,
lanternas, tinteiros, commoda de Jacaranda, la-
vatorio, bacas e jarros, 1 guarrfigao tina para la-
vatorio, 1 grande aparador com rame, guarda-
comida, mesa elstica, aparadores, cadeiras de
balance, ditas de guaruigao, sof, louca e *|or-
celanas para alutego e iantar, copos, clices,
garrafas, compoteiras, talneres, comeres, mesa
de cozinha, jarras, bacios e trem de cozinba, e
muitos oulros objectos que estaro patentes no
acto do leilao-
O agente Gusmo. a.utorisado, far leilao dos
objectos cima mencionados, txistentes na casa
era que residi o fallecido Dr Ladislao Pereira
da silva.
No trem de 9 horas da manh os concurrentes
ao leilao tero passagens gratis.
Indemnisadora
Esta Qompanhia est pagando o dividendo de
ioj por acgo, ou 15 % ao anno sobre o capital
realizado, referente ao semestre findo em 31 de
Dezembro prximo passado.
Ao commercio
0 abaixo assignado, tendo de retirar-sc para
a Europa no vapor de 5 de Margo do corrente
anno, faz sciente a quem interessar possa que
deixa como seus bastantes procuradores os Srs.
Luiz Joo Alfonso, Manoel da Costa Ramos e An-
tonio Al ves acheco, tal como se acliain na ordem
aqui estabelecida.
Recife, 28 de Fevereiro de 1889.
Lino Fernandes de Azevedo.

Nao soffre contesta^io 1
Que as pechinchas da casa do Pedro
Antunes & C. tambem slo repartidas com
[ios seus muitos freguezes, e para nao se
zangaren!, mais urna vez lembramos as
seguintes, para as quaes pedimos prefe-
rencia, do que certamente n3o se arre-
penderSo!!
NOVOS vestidos brancos bordados para
Senhoras, prego de 150 a 220000.
ELEGANTES vestidos de cretone de
cores 100 e 120 todo completo.
COMMODOS espartilhos de-. 30500-a
120000 Higinicos costumes ponto de
malha para criancas, para 70000 a 120QOQ
As NOIVAS! Grinal/das e veus, leques
modernos, meias de seda, escossia, port
bouquet em seda, papel, o canutilho o
que de mais gosto.
Completo sortimento em bordados trans-
parentes e victoria, e tambem de cores.
NOVIDADE um leques Japonezes por
20000 a 60000 proprios para bailes.
Lindos aigretes, grampos com plumas
e pentes a Maria Antonieta para ataviar
um elegante penteado.
Sao lindos os gal5es andaluzos, em seda
e bilhetes dourados.
NOVA ESPERANQA
3 Ra Duque de Caxiaa 63
Na Loja das Ertre] Jas
5$4tn Doque-df 6xte-88
Telephonc n. 3lO
Este bem conhecido cstabelecimento acaba
de passar. por urna grande Aforma,
sende ligado interiormente com a
casa contigua do n. 58 no intuito
de serem despachados todos os seus
freguezes com mxima, brevidade
possivel, resolveu fazer grande 11-
quldaeSo de todos os saldos que
ficaram de balanco, por menos
50 [9 do seu valor, cujos artigos
passamos demonstrar :
Artigos de le
Esguiao, peca, a 30500.
Madapolao com um metro de largura de
140 por 70000
dem idem americano de 80 por 50000.
Algodao marca T, especial, muito largo,
de 70 por 50000.
Bramantes, pegas, por 70000.
Atoalhados, lindos desenlies, duas largu-
ras, a 10 e 10200 o metro.
Guardanapos de 40 por 20000 a duzia.
Estopa de linho para bordar a 500 o me-
tro.
Bramantes de linho com 11 palmos de
largura a 10500 o dito.
Lenjos brancos e com barras de cor a 10,
e 10200 a duzia.
Toalhas de fusto, qualidade superior, a
30 e 40000 a duaia.
Gretones para coberta a 240 rs.
Colchas acolchoadas, brancas e de cores a
(WOOO.
Lences dejaramante a. 20000.
Chales escocezei a 10000.
E.outros muitos artigos que deixam de
ser Btencioifldoa e que se vendem cora
igual abatimento
Havendo grande influen-
cia^ nos festejos do carnaval
pelos muitos clubs e estes se-
rem muitos merecedores de
toeja attencao, devem to-
dos prevenir-se para as pas-
seiatas a noite, dos magnifi-
cosarchotes elctri-
cos--, para que se tornem
niuito vistos.
Vende-se na
m o 6arao Victoria n.^V0^'*':
as cores, de.
Tecldos de alta norldade
PAEA VESTIDOS DE SENHOBA8
Linhos pardos para vestidos a 300 e 320
Sedas com quadros e listraa de 10800 por
800 rs.
Setins de seda, todas
10200 por 500 e 320 rs.
Merinos lisos, todas cores, de 500 por
240 rs.
Tnaile de Viehy, de 240 por 160 e 80 rs.
Nonsuks, desenhos novos de 240 por
120 rs.
Cretones claros e escuros com lindissimos
h. desenhos de 440 por 240 rs. 1.800
PECAS!
llerins de quadros, grande variedade de
l padrees, de 500 por 240 rs.
Mimos dos Alpes, de 640 por 240 rs.
pechincha !
Fustoes de cor, de quadros "e outros dese-
nhos muito lindos, de 500 por 160 rs.
Sedas Felippinas, de 500 por 200 rs.
E muitos outros tecidos para vestido,
em algodao, linho, 12 e sedas que se ven-
dem como o mesmo abatimento de 50 [B.
Confeeelo
Vestidos feitoa de Casemira ricamente
bordados de 800 por :'50 e 300.
JQitos para armar de 60, 80 e 100.
Ditos brancos bordados em cartao, alta no-
vidade a 80 100.
GuarnijCes de( colariuhos e punhos para
. senhora por 10*e 10200.
Capotas (preparadas na corte) de 200 por
90 e 196
Gollinhatf e punhos para menino de 3 a
J 8 annys. J
e .Mipinhaa^para criaofe, por
DAS
BfcENOR*tH*GIAS AOUBES
i:
GHROHIGAS
(VULGO P U R G A C A O)
DO HOMEM OU DA HULHGR
E da leucorrha ou fiores brancas
Pllulas U<*lno Balsmica*
E
Injec^o Anti-Blenorrhagica
PREPARADOS POR CALASANS & q>
"PBODCCTOS APPBOVADOS PELA
1N8PECTOBIA GEBAL DE HYGIENE
Urna serie de brilhantes e innmeras ex-
periencias, coroadas sempre de bom xito
durante dez annos, assignala a estes dous
medicamentos, usados com a dieta, e dosa-
gens prescriptas, o primeiro lugar entre os
medicamentos estudados e preconisados
para curar estas terriveis molestias.
As pilulas sao supportadas pelo estoma-
go o mais delicado, pois que ellas nao im-
pedem nem difficultam as funceSes deste
orgao.
A injeccao anti-blenorrhagica nao ab-
solutamente irritante e por isso nao tem o,
inconveniente das actualmente empregadas
e nao produz estreitamentos.
Nao publicamos o grande numero de .
cartas, attestados e agradecimentos que te-
mos recebido para nao offender ao.; nossos
clientes, muitos dos quaes sao pessoas mui-
to conhecida8 e altamente co Mocadas.
Empregada como artigo de-, toilet parti-
cular 6 excellente preservativo contra as
molestias secretas. %
Modifica e faz desappareoer o mo cheiro
das regrs.
Preparados; por Calasans & C, Phar-
macia Imperial, Bahia.
DEPOSITO NO RECIFE
Francisco Manoel da Silva & O, ra
Mrquez de Olinda n. 23.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se o. pavimento terreo do sobrado n.
46 ra da Roda, estando o mesmo caiado, pin-
tado e todo ladrilhado de novo, contendo 1 sala,
2 quartos c cosinha ; a tratar na ra do Cabug
n. 16, loja. _________
Aluga se casas a SOOO no becco dos Coe-
ltios, junto de S. Goncallo.; a tratar na ra da
Imperatriz n. Stt.
Aluga-si' o -obrado da Iravessi: do Liga-
mento n. 40 o 2- andar da ra det'adre Flo-
riano n. 69 e a casa da travesea do ; ocinho n.
58 : as chaves na Pracina n. 7. e trata-se na ra
do Brum 11. tit, 2 andar
Alnpa-8( i i- rodar com apiii.. a ruade
Pudre Muniz n. l'.i: as easas terreas ra do
-anta liienzu e neceo do Caj nF. 58 e, ; a
tratar na.xua das Trinclieira.- n. 18.
Aluga se na tipvessa das Barren-as um ex-
cellente terreno plaatado e murado, prestndo-
se para carroceiros : a tratar ni ra do Impera-
dor n. 50. 1 andar.
r '.-i ?t> de uina ll:1 [,a;i i.,j0 servido
domestieji'm casa de estrangero, pairase bem;
a tratar na ra da Florentina o. 10.
Precisarse da urna ama para comprar e co-
sinbsr para cas de pouc;i faruilii ; na ra da
Perda 11. 21. segundo andar.
Piensa-se de n;a ama para cosiohar : a
tratar no largo do Corpo Santo q. 19. armazem.
Pii ia se ......! tunea para una casa de
familia, a ra do Pires u 30.
LOJA DO SOZA
AVISO
Amorim Irmaos & C. pre-
vinem ao coepo commercial
t a todos que vinteressar
possa, que o Sr. Antonio Au-
gusto Bezerra de Menezes
deixou de ser seu empre-
ado.
Caixeiro
rsgj, casemira e
Precisase de um caixeiro ; na ra de Luiz do
Reg u. 47, em .Santo Amaro das Salinas.
_____
I
SBSSIB MED1CAMEHT0SOS
4* GRiM AULT E O
SABONETE SULFUROSO con*. bor-
ouihM, u manchas e as divenms srup-
cet quo m manifestar na pelle.
SABOMETE SULFURO-ALCAUIIO cha-
mado sabonete de Helmenc.t, contr* a
sarna, a finita, malha* escamosa t
pHyriase do couro cabelludo.
SABONETE de ALCATRO oa NORUEGA
empreg-Ho nos mcJmos casos que o pre-
cedente.
SABONETE OE ACIDO PHESICO "re-
servativo e aiatiepiccuiioo.
SABONETE pe ALCATRO cosBGSiX
contra as aeccue cutaueas, clirotic-iso-i j
ligeirt, orosUs de leite, darlro, eserr :
Depoiittenj PARS. 8. roa Vivwofic.
Preci.-a se do unu
Aurora Q. 119.
Cosinheira
:uada

.'arco de
AV 1J horas
-:iantf-v s* chavos
Prr,k's Urna teatiot babUttada, nao so lelo mi
mli .^ a
I em ca-
~as p ':, jer
1 -na pro'isefio na
Escolas Pi-iiiari.
Nova SelectaClassica
ira Co.-i^Jka i' cdic.'io raelhora-
i -r
PeloD
1 (
da d'i
Jvinrln FroM
9- R.,v Io ^
Gal preta caldeada cora
aurua doce
O abaixo aswmdo otferece aos Srs edihcado-
res e engenheiros a cal preta caldeada com agua
doce, que muito preferivel caldeada com
agua salgada, como est Yerilicado; podendo
Siualquor preteodente mandar examioai' em seu
orno, ao entrar no rio de Nova Cruz, onde fez
agora urna cacimba com W palmos de profnn-
didade, a qual conserva agua muilo boa para
beber e com a aiesma caldeia o seu forno de
fabricar cal preta.
Nova Cruz, 23 de Fevereiro de 1889.
Francisco Ccckles Tciseira d'Araajo e Silva.
I GRANDE GRtbLE.
SIS. !.,
IHOPITAL.
r8T as '



de brim.
ias bordadas a 2)5 e 3$.
ivaes para baptisado com collares e,le-
tricos por b$.
Luvas de seda meio bra50 e qualquer ta-
manbo a 15500 o par.
dem idem de Escocia a 1)5 e 1^500.
Sobretudos impermeaveis de borracha de
170(5 e 805, por 306 e 40-5.
Capas e pellerinas de cachemiras ottoma-
na ricamente enfeitadas de vidrilbos a
256 e 30)5.
dem idem de renda, seda, damasco e
gurgurao, tanto para phaiitasia como
para commodidade a 38f5 e 40)5.
Velludos de seda e algodao de muitas co-
res.
Oazes de seda.
Ricas rendas hespanholas de seda^ algo-
dao o linhe, com um metro de largura.
Setins Maco de todas as cores a 750 e
800 rs.
E muitos outros artigos.de confecc5es
como sejam mantilletes de blonds, sabidas
de bailes, leques transparentes e de phan-
tasia, e outros muitos mais, que se ven-
dem com o mesmo abatimeato de 50 [0.
Para homens
Casimiras iuglezas com duas larguras, de
35500 por 15200.
Ditas cor de caf e azul, de 25500 por
800 rs.
Cortes de seda para collete, de 12000 por
35000 e 35500.
Ditos do velludo e fustab a 1 e 1^200.
Mias inglezas com fio de seda, de 125
por (500 a duzia.
Paletots, de 75 por 45000.
Camisas com um pequeo toque de noto
a 15600 urna.
Oollarinhos, modelo moderno, a 55000 a
duzia.
Camisas inglezas com eollarinhos e pu-
nhos, sem eollarinhos e sem punhos a
365000 a duzia.
Brins pardos de linho a 240, 280, 320,
360 e 400 rs.
Dito branco de linho n. 6 a 1200 a vara.
Lindos cortes de casimira ingleza, de (i&
^ 85, 100 e 125.a 45, 65, 85 e 105000.
Sobretudos impermeaveis de borracha, para
homen=, de 705 e 805 por 305 e 406.
Ceroulas francezas, de 385 por 245000
a duzia.
Paletots de seda, completos e feitos de
casemira, malas para viagem, boleas de
tapete e um completo e variadissimo sor-
tiraento de cheviots, casimiras frasee:
inglezas, pretas e de cores da padr&es ir>
tciramtnte novos e que se vendem com o
mesmo abatimento de 50 j0 de seu valor.
Rctalhs
Aproveitein a grande de e
pelos preyon, em seda pretas e de cCi
gorgorees, setins. las. merinos, zeyby
inhos, chitas, madapoirtes e algoda
r.hos.
E muitas outras pechinchas qn
en^ontram na
Loja das Estrellas
iPA S T A
A Pasta Itmek (eal
cartoe ekgntiasi-|
rae.i de 8 10 boinbas) j
J e um novo e mara-
villoso preparado
proporcin! nd om
banho delicioso
h>l'i'm -o .. nina.
^. rarf T^iM-t^m excelleale agna d
''' .J- -=-*>^y toneidor.
Esta Pasta Hack
gsa de fama uni-
versal, afonnoaa
naris a eotl, r,
como refrecat,
pera todo qnaat
ce coaaece at hoje.
Vende be em toda
a&pban):aci.is, dro-
griis e perfumaras
I Dnieo fabricante-lnTer.tor: H. MACK, Vhn a D.
.^pwarios ja Pernamoucf ; MaU SaMuhSttC.
Santa Casa da Misericordia,
do Recife
t
Dr. Pedro Alfonso tic Mel
A junta administrativa desta santa ^tn far
celebrar na igreja da Senhora do Paiwo, pelas
8 horas da manh do dia 7 de Jarco.Anissa do
30." dia com rquiem cantada pela expostas,
pelo descanso eterno d'alma do seu^rapanheiro
de traba'ho, Dr. Pedro Affonso de "
a assisteocia de todos os membros
de, dos prenles e amigos do fl|
iloso acto.
Secretaria da Santa Casa da ,
Recife, 2.7 de Fevere.ird de 1889.0 escrivo,
Pedro Kodngues de Sousa.
Slloi e pede
Tda irmaada-
a to pie-
isericordia do.



Julia Handcilii da Sil* a l.ui-
mareii
Joaquim Jos da Silva Guimares Jnior e seus,
fimos, Joaquim Jos da Silva Guimares, Mi;an-
dolina Amalia da Silva Guimares, Anna de
Queiroz de Albuquerqu?, Lydio Harianno de Al-
buquerque e Anna Virginia "de Albuquerque (os
tres ltimos ausentes;, agradecem s pessoas
3ue conduziram os restos mortaes de sna preza-
a esposa, mi, lilia. irm ora e cunhada. Ju-
lia Wanderley da Silva Guimares, sua ultima
morada, e de novo as coavidam para assistireni
as missas do stimo dia, que por seu eterno re -
pouso, mandam celebrar no sabbado 2 de Marjo,
as 8 horas da inanha, na matriz de Santo Anto-
nio. Antecipando-se, af^adecem a todas as pes-
soas que assistirem a esse acto de religio e ca-
ridade.
i
Padre Manoel Ignacio Bezerra do
Amaral
Jos Cornelio LeitAo Rangel convida aos seu-
amigos e prenles para assistirem a urna missa
3ue manda rezar no dia 4 de Marco, trigsimo
o passaraento de seu prezado amigo e p. padre
Manoel Ignacio B. do Amaral, a qual lera lugar
na matriz de N. & da Gloria do Goil, pelas 8
horas da manh daquelte dia. e desde ja agr
dece cordialmente todos quantos assistirem a
esse acto de religio.
t
Candida Comen de Oliveira
Basto
Domingos Teixeira Basto, seus lilaos, genros
eras e netos, agradecem profundamente a todo?
que acompanharam os restos mortaes de sur
raui prezada e idolatrada esposa, mi, sogra c
av, sua ultima morada, e de novo convidar
aos seus parentes e amigos para assistirem a-
missas que se ho de celebrar ma capella do ce
miterio publico, s 8 horas da man ha do ala 4
de Marco, stano do seu fallecimento; confes-
sando-se eternamente agradecidos por este acto
de religio e caridade.
los Cnperllno Costo de .4ae>
vedo
Maria Xhereza Couto de zevedo e seus filho:
do intimo d'alma agradecem s pessoas que se
dignaram acompanhar ao cemiterio pubhcp 0
restos mortaes de seu prezado fllho e irmao,
Jos Cupertino Couto de Azevedo ; e de novo
convidam todos os seus amigos e parentes aas-
sisiirem as missas que pelo eterno repouso do
mcsmo tinado mandam celebrar na igreja da
Soledade, pelas 7 horas da manh de sexta-feira
1 de Marco.
I
Francisco
Antonio de Allule*-
qne Mello
Neomisia Lucia de Albuquerque Mello.
lilhos e enteado convidam aes seus pan
-os para assistirem as missas que p
u sempre lembrado esposo e pai, man*
celebrar na igreja da Soledade, s 8 horas <
manh rio dia 4 de Manco, primeiro aniversario
do seu passamento; pelo que 3econ!
ios. ___i_
N_


<
<;
^
t
1





Diario de PernambucoSexUA-feiFa 1 de Mhupo de 1889
i p^>-i^

AVK
combate
COM
illeictt
m
t ,.. ^LOPOSSS C(^:S PALUDAS
a fe** d o/o o-** #ott*e i ctdt nMtio. Ntomirosu lailtAoaj. Eadjir a firma &. BSAVAjg.
. laprlxldTfmiUuL Deposito na mftr parto das Pharmacia.
REDUCCO DE PRECOS
21-Kli DO CRESPO-21
OLVEIRA CAMPOS & 0. tendo de receber bre-
Vemente um sortimento de artigosnovos de alta novidade, resolvern!
fazer urna grande reducgo nos presos dos artigos abaixo menciona-
Cosinheira
Precisa se de urna ama que cosinhe bem ^ no
tereeiM andar do predio n. 42 da roa Duque de
CO6, por cima da typograpbia do Diario.
Typojrapta c LKJiographia
FABRICA DELIVROSDE ESCRIPTU-
RACaO
Premiada nos cxposi? oes de
1 8e*8S
Manoel J. de Miranda
EnsaderBac,ao
especialidades
visitas.
em cartoes de
39~Rfla Duque de Caxias--39
Telephonen. 194.
dos, para os.qaes chai na ni a atten^o das suas Exmas. freguezas.
Linhos para vestido padrees modernos a 160 rs. o covado. Mantas hespanholas, de seda preta
Cretones franceses, cores claras, a 260 rs. o dito.' Espartilhos, o que ha de melhor,
Merinos de cores, duas larguras, a 500 rs. o dito. 7^000 um.
Ditos de cores, lavrados, de 2|J0O0 a 1<>000 o dito.
Las de cores, desenhos de cachemira, de 900 a 600 rs. o dito.
Merino de quadros de 320 rs. o dito.
*
Histao branco de 400 e 500 rs. o dito.
Mursolina branca para casacos a 500 rs. o dito
Zephir de cor, listas e quadros a 500 rs. o dito.
Ditos arrendados, lindos gostos, a 600 rs. o dito.
Ditos de listas arrendados, alta novidade, a 800 rs. o dito.
Etamines arrendados, de cores, de 800 a 500 rs. o dito.
Flor de Italia em quadrinhos, a 500 rs. de 900 rs.
Mursolinas de cor, de listas, a 400 rs. o dito.
Cortes de cambraia bordados transparente e tapado, de 105000
e 200000 por 90000 e 120000 cada um.
LinSo, padr5es em quadros, a 440 rs. o covado.
"anzukes padrees mimosas, de 280 rs. o dito. .
Percales iniudinha se pannos linos, a 200 rs. o dito.
Merm preto fino, de 20000 a 10000 o covado.
Setim Maco de todas cores, a 900 rs. o dito.
Brira fino pardo para vestido, a 400 rs. o covado.
Cambraia Victoria transparente, fina, a 30000 a peca.
30000 urna.
de 40000, 5000, 60000
Fichas de cor arrendados, de 10000 um.
Capitulas hespanholas de cor a 20000 urna.
Fichs de seda," muito lindos,, a 30000 um.
Saryeliin diagonal, todas as cores, a 240 rs. o covado.
Casacos de cambraia branca bordados, a 30000 e 4000 um.
Luvas de seda, todos os tamanhos, de 20000 a 30000 o par.
Lentes de linho do Porto, a 40000 um.
Dito i grandes para cama francesa, a 60000 um.
Colchas de cor, de 20000 a 50000 urna.
Fichs, sortimento completo, de 20000 a 60000 um.
Lencos de linho com barrinha a 20000 urna duza.
Camisas francezas/de 240000 e 360000 a duzia.
Meias cras para homen, de 40000, 50000 e 60000 a dftzia.
Ditas brancas cras e de cores para senhoras.
Ditas brancas cras e de cores para enancas.
Chambres de cretone, de 50000 e 60000 um.
Cortes de casemira de cor, de 60000 a 80000 um.
Cortes de fistao para collete, de 10000, 10500 e 20000 um.
Camisas inglesas de franella, 15 pura, a 50000 urna.
Alm de onrros artigos que deixayios de mencionar.
Injecco da Gfimault e P
oom o M TICO
pl*i*uitfmUUUhmkt.
Preparada cora as falcas do
Matloo do Per, que sao po-
pulares para a cura da blen-
norrhagia, esta injeccio ad-
quiri em ponco tempo ama
replselo universal, sendo
inteiramente inoflensiva por
eonter apenas vestigios de
ses adstringentes, que te en-
contrio em quantidade era ou-
tras do mesmo genero. Bm
das ella supprime os corri-
meotos raais rebeldes e dolorosos.
Deposito em Paria, 8, rae Vivienne
poucos
21-Ra do Crespo-21
DAO AMOSTRAS
Para folia do Carnaval
A padaria a vapor do Pombal, expoz a venda
pos de arroz a iOO ris o pacole, nos lugares' :
fabrica .Martina, ra da linperatriz n. i, Tesoura
Muda. Livramento n. 31, merciaria Lusitana,
GeivarsioPires n. 54. fabrica Flora, Zabuca n.
7 A, loja Rival. Duque de "Caxias n. 8'. padaria
Conde d'En n. ii, padaria Princuza Izabel n...
merciaria /.citrino Valente 4 C; caes 22 de No-
vembro : assim como especialidade para filhs,
ou papas e bolo* finos.
O EXTRACTO COMPOSTO DS
Salsaparrilha
do Dr. Ayer,
E'nm Atwtfttfro Uto *!T)pa jg rtth-f mpleta-
mrj o e ye rema a Eecrofa'a H*eUitaria, e afl
aflV^^pa que tem aJBnMada cor! ns rnertnii;uiea
e as oceailfiMadas pelo mercurio. Ao
mesmo tt-mj vitaliaa e enrfITiece o sangue eora-
nuinican-ro ama aceito 3anavel ao orgaiifsmo o
rojuvcuueceuiio o systeaa int*ro. Esta grande
Medecina Regeneradora,
f C'-ni posta com a verdajlcira Salsaparrilha de
Mondaran, dos f odo
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