Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18251


This item is only available as the following downloads:


Full Text
I

s
.
]h-
ASNO LIII ISMHIO 11
--------------------
PARA A CAPITAL K LlftARKW ONDE SAO K PAiA PORTK
Por tres mezes adiantados............... 60000
Por seis ditos idem.......... ...... li'iJOOO
Por um anno idem................. 23,5000
Cada numero avulao, do mesiso di*............. 0100
Q0MT--FM 30 DE iABv0 DE 1887
Pr0prtcra>c tft JHaiwel Sx^nevcSk t>e -tarta 4 Jilees
.
PARA DESTRO FORA DA PROVTSCIA
Por seis meses adiantados...........( JJ 130500
Por nove ditos idem................. 200000
Per am anno idem. -......'........ 270000
Cada numero vaho, de dias anteriores. .......... I 0100
NAMBUGO
Os Srs. Amode JVInee A C.
de Paria, aa> a neasos agentes
exclusivos de ano uncios e pu-
blieaeSea na Franca e Ingla-
terra g
TELEGRAMMAS
:savi;o ?:iicla3 so habi
RIO DE JANEIRO, 29 de Marco, i 1
hora e 30 minutos da tarde. {Recebido a 3
horas e 40 minutos, pelo cabo sub carino).
Fallecen o director da 4.* aecco da
Secretarla do Ministerio de Entran
getro*. Jos Pedro de Azevedo Pe-
eanna.
RIO DE JANEIRO, 29 de Marco, s
3 horas e 30 minutos da tarde. (Recebi-
do s 5 boras o 30 minutos, pelo cabo sub-
marino).
Fallece em Caxamb o senador
por Hian Ciernen. Marllnbo Alvares
da Silva Campos, conselnelro de es-
tado e ex-presldente do coaselbo de
ministros.
afastada do centro circulatorio a parte exposta ao
trio.
No 2o grao, a parte d jen te toma ama ror roza, a
tumefaccao maior, a epiderme estala e rompe-se,
formam-se gretaduras, apparecem phlyctenas e
maia tarde ulceracoes.
- Por fim a epiderme s veses 4orna-se esbranqu i -
cada ; a pelle perde a senibilidade e indurece. Se
vera a reaccao, se o calor applicado de repente,
sobrevela a mortificacir/ dos tecidos, a eschar
forma-se, e as ulceracoes consecutivas cempletam
o qaadre.
A mortficacio dos tecidos pela aceito do fri
pode ser promp'a e rpida, e a grangreaa torna-Be
entlu inevitavel. Estes phenomenos formariam os
ltimos graos da accao do fri, se tal divisio toase
necessaria e de utilidada pratica.
( Continua.)
sss::;:
2*. -&EH5I*. SA7AS
(Especial para o Diario)
PARS, 29 de Marco.
As relacaes diplomtica entre A
Franca e Portugal estilo actualmen-
te Inquinadas de resfrlamento.
LISBOA, 29 de Marco.
As negociarse entaboladas entre
Portugal e a China deram em resul-
tado ser nsslgnado um tratado de
amtsade.
A China reeonheee Moca como
noasessAo portuguesa.
LONDRES, 29 de Marco.
Contina a resistencia na Irlanda.
Agencia Havas, filial em Pernambaco,
29 de Marco de 1887.
INSTRDCgiO POPULAR
(ExtraUdo)
DA BI8M0THECA DO POVO K DAS ESCOLAS
PARTE TERCEIRA
Rttrsx-** CIBUBfilCAS
(Continuaso)
lneiuaadnra
O algodio em'rmoa, em casada de pouco mais
on menos meiocentnu tro de eapessnrs,e molha-
do (na tace que se applica parte qaeimada) em
oleo, glycerina, ou linimento oleo calcreoBatis-
tas besa a esta indicacio e geralmente aconse-
lhado no tratamento ds qoeimadaras.
O linimento oleo-calcareo prepara-se pelo modo
seguinte.
Tomase:
Oleo de ameodoas doces....... 100 grans.
Agua de eal................. 900
lito :oede-se pouco mais ou meaos, urna
parte de oleo pitra nove de cal. Mistura-se agi-
tando bem; e depois deixa se repousar um pouco,
exeorreadoa agua que se deposita.
Haj todo o cuidado no despir da* pessoax quei-
saadas, evitando que o falo traga eomaigo alguma
porcao de pelle, mas fazendo-se com rapidez preci-
sa para evitar, se as roupas estiverem imbebidas
no liquido quente, que o contacto se prolongue.
Os lquidos adistiogentes (como por exempio, a
tgua vegeto mineral, a soluc&o de sulphato, de
aluminio, inclusivamente a tinta de escrever) sao
meios aconselhados as queimaduras; porm, no
primeiro momento (e disto qae nos devenios oe-
cupar) os meios que aconsel hamos, sao os mais
aprov.itaveise de mais faeil e prompta execucao.
as qneimadaras resultantes daaccaodps diver-
sos agentes cbimicos, os phenomenos nio sao ees
geral tio activos e rpidos ; mas em mu i tas deseas
qoeunaduras a accio propria do agente ehimico
pode traaer maior gravidade i queimadura e ne-
cessitar cuidados especiaos do medico.
Tambem julgamos dever recommendar todo o
cuidado no tratamento ulterior das teridas prove-
niente* das queimaduras (ou, para melhor diser,
da uleeracSs que ellas causam) em relami sV
eieatricio. .
Evite-se que ss suprficies cicatnsantes se po-
nas em contacto, para que nao venham (em re-
sultado de urna ccatrisacio viciosa) adherencias
anormaes, as quaes s veses se oppoem ao exerci-
cio regular das funeces que incumbem sos orgios
onde se deu a queimadura.
Accao local e geral do fro
Os effeito* locaes do fri sobre qualquer, parte do
corpo offerecem muita parecenca com os do calor.
Quasi poderam estabelecer-se os mesmos graos que
ana queinadaras, graos correspondentes menor
ou maior intensidade da sna accao e menor ou
maior profanoidade em que o Crio acta.
No 1* grssna vermelhidio de pelle, tumetaccao,
e dor pouco intensa. Est* grao conslitue o ant
nlgarmente se chama friera. Deseaos, porm,
notar que a* frieires nao parecem ser anica-
i devidaa aceto local do fro. O tempera-
lympfaatco, una circleos* mi, Vo**
i frtaL eatdjsvem a aceto de He aera a-
recer as fneires, sen. eeae ana
?ARTE 0FFlCl
Governo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 28 DE
MABCO DE 1887
Abaixo assignado de vereadores da C-
mara Municipal de Iguarass. Informe a
Cmara Municipal de Iguarass que em-
barceos tem encontrado para funecionar.
'- Antonio Bento da Fonseca.Informe o
Sr. inspector da Tbesouraria de Fazenda.
Antonio Joaquioi dos Santos. dem.
Companbia Pernambucana. Requeira
a presidencia da provincia de AlagSas o
pagamento a que se refere.
Diogo Augusto dos Reis.Deferido nos
termos do officio que dirijo hoje ao inspec-
tor do Thesouro Provincial.
Bacharel Francisco Xavier Paes Bar-
retto.Informe o Sr. director da Colonia
Izsbel.
Januario Jos da Silva.Informe o Sr.
inspector da Tbesouraria de Fazenda.
Jos Pereira de Castro. -dem.
Joao Feliciano Pereira.dem.
Liberata Mara da Concaigao. Obser-
ve a disposicSo do art. 161 3* do re-
gulamento, requerendo por intermedio das
autoridades competente.
Manoel Torquato de Araujo Saldanha.
D-se.
Mesa regedora de S. Bom Jess das
Chagas. Ao Sr. brigadeiro commandan-
te das armas para tomar na cinsideracSo
que for possivel.
Senhorinha Mara de Oveira Mello.
Informe o Sr. inspector geral da Instruc-
cZ'j Publica.
Salvador Pereira Brandao.Informe o
Sr. inspector da Tbesouraria de Fazenda.
Thimoteo Joe de Sant'Anna. dem.
Ursuno Francisco de Castro dem.
Yeneravel Ordein Terceira do Carmo.
Ao Sr. brigadeiro commandante das ar-
mas para aeu con he cimento.
Secretara da presidencia de Pernam-
baco em 29 de Marco de 1887.
O portfiro
Francelino Chacn.
Copia.Ministerio dos Negocios da Agricultu-
ra, Commercio e Obras Publicas.Directora d
Agricultura2. seceo.N. 2.Circular.Rio
de Janeiro, 17 de Marco de 1887.Illm. Exm. Sr.
Sendo materialmente impossivel s repartieses
fiscaes encarregadas da nova matricula e arrola-
mento, inscrever at o fim do praso marcado no
srt. 1.' do regolamento n. 9,517 de lt de Novem-
bro de 1885, as relacoes que em quautidade ex-
traordinaria ten arHuldo no derradeiro mes do dito
praso, segundo consta a este ministerio, e susci-
taudo-se duvidas.sobre os efieitos legaes de tal
tacto declaro a V. Exc que, devendo os encarre-
gados da matricula pelo art. 6. do regulamento
citado, dar recibo dos documentos que Ibes foram
entregues, fica por ebte motivo salva a respoasa-
bilidade do senhor qae, em devido tempo houver
cumprido a determinacto da lei. Encerrada a ma-
tricula ao da e hora designados no art. 13 do 2.'
d'aquelle regulamento proceder-se-ha quando bou-
ver relacoes excedentes nos termos dw $ 1. e 2.*
do art. 15 do regulamento n. 4,885 de 1 de Desem-
bro de 1871, a saber : 1.* lavrar-se ha em sepa-
rado um termo no qual se mencionen! o ultimo nu-
mero das relacoes iuscriptas e os das que resta-
rem por inscrever, sendo esse termo assignado na
forma prescripta para o encerrameuto ; 2.* dentro
do prazo de trinta dias subsequentea, estario lau-
cadas todas as relacoes reeebiias at 30 de Marco
e encerrar-se-ha o litio da matricula pelo modo
indicado. Entretanto, V. Exc. recommendara, aos
encarregadoa da matricula que proeedam com a
mxima urgencia, afim de que possam remetter
dentro do praso legal as re ac s destinadas a ser
archivadas. Deas guarde a 7. Exc.Antonio da
Silva Prado.Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco.Conforme.E. Tamborim.Confere.- -
J. Jucundo.Est conforme.O secretario, Luii
Entygiie Pinheiro da Cantara. ,
PERMMBUCO
Repartico da Pelleta
Scelo 2.' N. 307.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 29 do Margo de
1887.-Illm. e Exm. Sr.Participo a
V. Exc. que foram bontem reoolbidos
Casa de DetencSo os seguintes individuos :
A' ordem do Dr. delegado do 2o districto da
capital, Manoel da Rocha Ribeiro, por embria-
gues: e disturbios.
A' ordem do subdelegado do Recite, Henrique
Beaerra, Uno Jos de Saut'-Anna e Henry Cook,
os dous primeiros por disturbios o ultimo a re-
querimento do cnsul ingles.
A' ordem do de Santo Antonio, Antonio Dias
Lima, disposicao do subdelegado do 1 districto
da Boa-Vista.
A' ordem do do Ia distrie de S. Jos, Joto
Pereira dos Aojos, par disturbios.
A' nrdem do do Io districto da Boa-Vista, Do-
mingos Theomilio de Paula Reis do Espirito-San-
to, Jos Vicente da Silva, Henrique Jos Francia-1 diga; eu sei q
co, Numenciano Jes da Sant'Anna, Manoel Al- do 2 districto
ves de Sant'Anna, Sabino Raymuudo da Silva e | distancia. O
Assembla Provincial
9 8ESSO EM 18 DE MARCO DE 1887
FBBSIOBHCia DO SXM. SB. DB. JOSK MANOEL DB BARBOS
WAHDBBLKT
(Conclusao)
OBDBM DO DA
O Sr. presidente annuncia que vai proceder
votacao do requerimento de encerrameuto da dis-
cussao do projecto n. 2 deste anno.
O Sr. Jone Mara (pela ordem) dii que,
quando orava o Sr. Dr. Pitaoga, mandn mesa
diversas emendas, o o mesmo fizeram varios ami-
gos seus : mas, inesperadamente, antes que casas
emendas foasem lidas, o nobre 2. leader da maio-
ria,requereu o encorramento da discussao.
O orador desejaria, pois, que o Sr. presidente
lhe dissesse se essas emendas vo ser lidas, ou se
serao condemnadas.
O Sr. PresidenteVao ser votadas.
O Sr. Jos Mara entende que taes emendss
nao podem ser votadas d sde que nao foram lidas
nem postas em discussao. Os deputados nao po-
dem yotar aquillo qne nao conhecem.
Eis a consequencia do procedimentb arbitrario
e violento da mesa.
O Sr. PresidenteDeclarei ao nobre deputado
que as emendas ojferecidas ao projecto nao esto
prejudicadas. Se S. Exc. quer que as mande lr
antes de votar-se o requerimento de encerramien-
to, de bom grado o farei.
O Sr. Jos Maris Depois da materia encer
rada ?
O Sr. Rosa e Silva (1.* secretario) Ni est
encerrada, visto que o requerimento nio foi vo-
tado.
Sao lidas as seguintes emendas :
N. 13. Fica transferida a sede da comarca de
Jaboatio para Munbeca, que fica elevada cida-
deJos Mara.Joto de Oliveira.
N. 14. Requeiro que seja transferida a sede da
comarca de Panellas de Miranda para a povoac&o
de Laga dos Gratos, que fica elevada villa.
Jos Varia.
N 15. Fica transferida a sede da comarca de
Bonito para o povoado de Cajazeiras, que fica ele-
vado villa.Joto de Oliveira.
N. 16. Fica transferida a sede da comarca do
Lim.eiro para o povoado Pedra Tapada, que fica
elevado villa.Joto de Oliveira.
X. 17. Fica transferida a sede da comarca de
Itamb para o povoado de Oratorio, que fica ele-
vado cidade.Jos Mara.
N. 18. Fica transferida a sede da c imarca de
Bom Ji-rdim para Queimadas, que fica elevado
cidade.Jos Mara.
N. 19. Fica transferida a sede ds comarca de
Barreiros para S. Job da Corda Grande, que fica
elevado villa.Jos Mara.
N. 20. Pica transferida a sede da comarca do
C*bo para a Ponto dos Carvalhos, que fica eleva-
do cidade.Jos Mana.
N. 21. Fica transferida a sede da comarca do
Brejo para o povoado de Bello Jardim, que fica
elevad i villa.Joto de Oliveira.
N. 22. Transfirase a sede da comarca de Ga-
ranhuaa para o povoado do Brejto, que fica ele-
vado cidade de pnmeira ordem.Jos Mara.
O Sr. fos sisarla (pela ordem) pede que
seja nominal a votacao do requerimento de en-
cerramento.
B' ssfwtado o pe"Hdo.
Posto a votos o requerimento de encerrameuto,
approvado.
Proceden lo-ae votacao, approvado o pro-
jecto com a emenda n. 1, sendo todas as mais re-
jeitadas.
O Sr. Jos Hurla requeren, mas nao foi
approvado, qne fiase nominal a votacao las emen-
das ai. 1, 4, 6, 9, 10, 13, 14 e 16 a 22, haven
do igualmente pedido verificaco da votacao d'es-
sas emendas.
O Sr. Joo de Oliveira requeren e toi-
lhe negada votacio nominal das emendas ns. 3,
8, 11 e 15, da votacao das quaes pedU verifi-
caco.
Sr. Ja vendo Maris pedio e a Assem-
bla recusou que fisse nominal a vitacao da
emenda ii. 5, ten lo tambem reclamado a verifica-
ci deasa votacao.
Os Srs. Joo de Oliveira e Bario
de llaplssunsa requereram que tossem no-
minaes as votacoes das emendas ns. 73, que foram
veri ficadas a requerimento do Sr. Jos Mara.
O Sr. soases Prente (pela ordem) re-
quer dispensa de iuterstico para que este projec-
to entre na ordem do dia da sessao segainte.
O Sr. Jos Mari* (pela orde) pede que so-
bre este requerimeuto baja votacao nominal.
Posto a votos o requerimento do Sr. Jos Mara
rrjeitado, s:ndo approvado sym clicamente o do
Sr. Gomes Prente.
Entra em primeira discussao o projecto n. 7
deste anuo.
O Sr. U i rao de liapUsunsa (pela or-
dem) lembra que ficou houtem um proiecto adia-
do e cuja diseusso deveria preferir a esta ; mas,
urna ves que este j foi dado para a discussao,
pede ao Sr. presidente que o projecto adiado siga
mmediataraente a este.
O Sr. Ferreira Jacobina- (Nao devol-
veu o seu discurso^.
O Sr. Besa e silva (Nio devolveu o seu
discurso.) .
E' encerrada a discussao e approvado o pro-
jecto, que dispeasado do intersticio a requeri-
mento do Sr. Gomes Parante.
Contina a primeira discussao do projecto n.
103 de 1886.
,. O Sr. Bario de ItaplssusuaSr pre-
sdeme representando eu o 3 districto, de que fas
parte da tregueiia de Marangoape, nio posso dei-
xar pausar silencioso eata acto que tras bastante
coaccao e veixames aoa habitantes do povoado de
Maranguapo, Aquel le povoado i dividido a mu tos
annos por dous districtos de paz. O primeiro
diatante do segundo de maneira que os habi-
tantes que moram no segundo, serio obri/ados
um grande sacrificio para chegar ao primeiro.
O Sr. Joo de 84V. Esc. sabe a dis-
tancia?
O Sr. Bario de Itapia*urnaV. Exc. melhor do
que eu poder-me-ha diser qual seja i distancia
apezar de eu cooher tambem a localidad* e como
tambem por ser representante d'ella.
Eu represento a aqu os eleito.es da freguesia
de Marangoape e por coosequencia ha de Consentir
que me ju gue bastante autorisado para aualysar
as vantagens ou desvantagems que podem aavir
d'isto.
Se V. Exc, sabe o numero determinado de leguas
eu sei que fica distante, que os habitantes
sio ebrigadoss percorrer grande
dever e se ousH rasao ha de conveniencia, i
nao ser a qae jukho de expor, o nobre deputado
me dir. PasaBslm a rasao esta : o nobre depu-
tado quer presMr todos os actos polticos daquella
freguezia onde ja tem urna influencia bastante
grande, mais o abbre deputado quer mais, o nobre
deputado quer ser omnipotente e o meio que des-
cobriu, e que lh parece infalivel fazer com que
se acabe com um dos districtos de pas, rednsindo
os dous a um e fleando este debaixo da inspeceo
do nobre deputaps.
A aspraciodonobre depntado pode ser rasosvel
pora si, porem ej|i prejuizo dos habitantes daquella
locaiidade. -
Ditas estas aitro palavras eu pe?o a casa, que
mim, mas aos interesses dos in-
aranguape habitam nao appro-
por quanto ato pouco interesse
Ibre deputado e muito prejudi-
e interesses dos habitantes de
nio em atteneio
dviduos que e:
vem este proj'
pode traser ao
cara aos eomm
Maranguape.
Se o nobre de
de que a extin
eu daria mea v<
em meu espirt>
Estou satisiei
O Sr. do
discurso).
Vem mesa,
jetsdo o seguin
Requeremos
dias, at que sej
ra Municipal de
de S. Juvenc;
Contina a di
O Sr. Bar
te a V. Exc., Si
itado porm puder mu convencer
lo do 2" districto conveniente
emquanto isto nio fizer acutam
ib rasoes que venbo expender.
com o oouco que disse.
deSa (Nao devolvea o seu
percorrer
nobre deputado sabe perfeitamente
Peirode Alcntara da Santa'Auna, por distar-" que o 1 districto contiguo Oliuda eo 2 i Igua-
rass. O nobre deputado tem toda a rasao de
querer ees junecao de districtos, porque melhor-
bios.
Hontcm s 2 1|2 horas da tarde na ra do Co-
ronel Soassuna do 1* diatric|o de S. Jos, Amaro
Henrique Pereira de Carvalho ferio traicoeira-
mente a Joio Affonso de Aiboqocrque Mello.
O delinquente foi preso em A igraote e o offen-
dido vistoriado pelo Dr. Jos Joaquim de Sonsa
qne considerou leve o ferimento, sendo em segui-
da conduzdo para o hospital Pedro II. afim de
ser tratado.
O respectivo subdelegado tomn couhecimento
do facto e prosegoe nos termos do inquerito po-
lieial.
Dos guarde a V. Ext. Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Aaevedo, muito
die presidente da provineia. O chefe de
olio, Antonio Domingo Pinto.
mente peder exercer sus influencia n'aquella
locaiidade pois S. Exc, reside do 2* districto.
Por esse meio poder-a traser regimentado aquelles
eleitores ejsob o seu inmediato commando o assa
o nebre deputado poder presidir as eleices que
se derem em Maraoglape.
Eu creio que projecto ser* apptovado pela
casa,.porque desde os primeiros dias de sessao que
vejo assodameoto, a maneira rpida porque pro-
cede a Assembla em querer faser passar esse
projecto. A maioria est intransigente; nio ha
rasao que a faca demover do seu proposito, por-
tento, qussi eerto que o projecto ser convertid,
am lei mais que fique consignado, qae eu que tenho
o dever de pugnar pelos interesses daquella locaii-
dade e de sen* espitantes cumpro coa o
ido, apoiado, posto a votos e re-
requer ment :
o adiamento da discussao por 8
euvids sobre o projecto a Cama-
linda.Jos Mara. Lourenco
Maris, a
ussio do projecto.
de ftapissunsaManites-
presideate, a intencio de reque-
rer o adiamento! da dscussio, mas fui precedido
por alguos dos oeus aobres amigos que entende-
ram, como eu enfiendo, que sem a audiencia ua C-
mara Municipal |le Olinda, nio se pie deliberar
sobre o projecto.
Agora mesmo 'son informado de que nio foi o
que eu suppunha o motivo que determinou a con-
feccSo deste projecto; nio foi simplesmente a ne-
cessidade de cotolidar a influencia do meu nobre
collega e amigo na treguezi* de Maranguape : af-
firmaram-me que este projecto fete em hostili-
dade ao Sr. Barfe de Tacaruoa, um dos chafes do
partid* conservador da comarca de Olinda.
O Sr. Joio de SNao ha tal; V. Exc. nio tem
razio.
O Sr. Bario de Itapssuma Acabei de dizer
que me informaram disto agora. Nada tenho que
ver com S. Exc. o Sr. Bario de Tacaruna, senio
respeital-o comal cidadio digno de todo e aaata-
mento, homem distincto.
O Sr. Joio de 8Muito respeitavel, de accor-
do; chefe do partido conservador na locaiidade,
de accordo.
O Sr. Bario de ItapissomaCom isto quero
apenas diser que o projecto nio tem nenbuma uti-
lidade publica.
O Sr. Joio d* S O Sr. Bario de Tacaruna
est de accordo amn este projecto.
O Sr. Bario dt ItapssumaPie ser. Mas V.
Exc. porque nao quer concordar no adiamento ?
Nio por muito fcuop e a Assembla agora que
principia os seos trabaib.es. ,
Como dizia, nio sei; mas infbrmaram-me que o
Sr. Bario de Tacaruna nio quer que se acabe o
29 districto de Maranguape, como o nobre deputa-
do- deseja somonte par a ter um desabafo com o seu
correligionario.
. I>c -arta Rjaienh O pTujastO Vas* dotn'lantn \n
commodidade do* moradores, que terio de andar 3
e 4 leguas para irem ser com o jais de pax, ou
um desabafo puramente particular, e oomo tal, nio
pode ser approvado por esta Assembla,
A casa acaba de rejoitar um requerimento de
adiamento por 8 dias. Pergunto a V. Exc: aceita
a mesa nm reqjjferimento pedindo um adiamento
por 48 horas ? '
Esse pedido restringindo o prazo nio idntico
ao primeiro, que peda 8 das, portanto, me parece
ao caso de ser aceito.'
Preciso d'esse pequeo prazo para poder infor-
ma' me convenientemente acerca do facto. Nio
tive, como nio tenho a intencio de protellar. Bas-
tam-me 48 horas para obter os esclarecilentos de
que preciso e sendo assim pens que este requeri-
mento est no cas de ser aceito.
O Sr. Presidente Eitj declarei que nio*
aceitava, por ter sido rejeitado um entro que con-
tinha materia idntica.
O Sr. Bario de Itapssuma Mas o outro era
por 8 das e este limita o praso. Peco que se me
di ao menos tempo para me corresponder para a
cidada de Olinda, e saber da conveniencia disto.
O Sr. Jos Mara A Assembla pode rejetar
este requerimento, mas a mesa nio pode dexar de
aceital-o.
O Sr. PresidenteJ disse que nio aceitara o
requerimento.
O Sr. Bario de ItapssumaEu estava provan-
do isto. J vejo que V. Exc. toma interesse por
este projecto; V. Exc. tambem quer dar um gran-
de incommodo aos maradores d'aquella locaiidade,
tambem quer concorrer para um desabafo poltico
entre dous correligionarios dlttnetos. Se sada um
de nos tem o direito de enviar mesa requerimen
tos de adiamento, se cada um de nos fez o seu pe-
dido e eu limte o prazo, coma pode V. Exc. dis-
pensar o meu requerimento? >
O Sr. Presidente.O Regiment pie prever
esta hypothese.
O Sr. Bario de ItapssumaMas V. Exc deve
entender a disposieao do Regiment em termos
babeis.
O Sr. Presidente k. Assembla j se roanifes-
tou a respeito do requerimeuto de adiamento.
O Sr. Bario de Itapisauma Mas sgora eu digo
que quero o adiamento por 48 boras e nio por 8
diss. Se V. Exc. nio aceita o meu requerimento,
commette urna violencia.
O Sr. PresidenteSegundo a opniio de V. Exc.
O Sr. Bario de ItapssumaAgora se V. Exc.
calculadamente commette essa violencia, me d o
direito de diser que Isto nio era de esperar das
luses e do carcter de V. Exc, V. Esc. nao pode
nos governar a diserpeao, maa segundo as leis da
cas, isto as prescrpeoes regimenteos.
Qual o meio que eu tenho para conhecer da
conveniencia do projecto ?
Eu desejaria que y. Exc. fosse mais cordato.
Aqu nao tem havido perturbacoes e nemexageros
porquanto creio que me tenho limitado a recla-
mar o meu direito. V. Etc. pdrm, revestido d.-sse
poder.que lhe deram os seus amigos, qrer descar-
regal-o sobre mim que nao tenho forc. Isto nio
do carcter de V. Exc. que nos acostamou a su&s
attencoea. Em summa V. Exc. fas o que enten-
der, mais fique registrada a violencia. Aguardo
a oltima resolucio de V. Exc.
Nio fc acceito-pela mesa o seguinte requerimen.
to: ...
. R -queremos o adiamento da discussao por
48 horas.Jos Mara. Lourenco de S.Joven-
co Maris.
Eocerrando-se a discussio e proesdendo-se a
chamada, veriflca-se nio haver numero para sessio,
tendo-se ausentado os Srs. Ratis e Silva, Domin-
gues da SHva, L. de Andrade. H. Bandeira, A.
Lusresa, Goncalves Ferreira, Amaral, Gomes P-
rente, Ro Portella, C. Gomes, Rosa e Silva e Julio de Barros.
Adia-se, na forma do regiment, a 2 discussio
do projecto n. 74 de 1836.
O Sr. presidente levante a sessio, designando
a seguinte ordem do dia ; 1 parte, 2 discussio do
projecto n. 1 deste snno ; 2* parte, discussio do
parecer n. 2 deste anno; 1 do projecto n. 62 de...
1886; 2" d* de n. 7 e do de n.2, ambos deste anno,
e eoatwuafio da antecedente.
10.a SESSAO EM 19 DE MARCO DE 1886
FKBSIDENCIA DO EXM. SB. DB. JOS MAOEL DE BABBOS
WABDBBLBT
Sdmkabio :Chamada.Abertura da sessio.Ap-
provacao da acta.Expediente.Re-
jeicio do requerimento do Sr. Jos Ma-
ra, sobre a existencia de troncos nos
quarteis.Requerimentos e discursos do
Sr. Bario de I apissuma.Requerimen-
to da prorog8cio.Observacoes do Sr.
Jos Mara e do Sr. presidente.Discur-
so do Sr. Amaral.Adia-se a discussio.
Ordem do da.Continua a 2 discussio
do orcamento provincial.Emenda.
' Discurso do Sr. Costa Ribeiro.Reque-
rimento de adiamento.Chamada. A-
dismento da 1" discussio do projecto n.
34 de 1886.Encerrsmonto da Sessio.
Ao meio dia, feita a chamada e verific&ndo-se
estarem presentes os Srs, Ratis e Silva, Amaral,
Soares de Amorim, Luiz de Andrsda, Joio Alves,
Barros Wanderley, Hereulano Bandeira, Visconde
de Tabatinga, Domiogues da* Silva, Goncalves
Ferreira, Barros Baarreto Jnior, Bario de Ita-
pisauma, Rege Barros, Julio de Barros Coelho de
Moraes, Rosa e Silva, Lourenco de S, Gomes P-
rente, AHgusto FrsDkln, Costa Gomes, Affonso
Lustosa, Prxedes Pitangs, Jos Mana, Ferreira
Jacobina, Rogobertoe Joio de'S, o Sr. presiden-
te declara aborta a sessio.
Comparecern! depois os Srs. Juvencio Mariz,
Ferreira Velloso, Joao de Oliveira, Bario de Cala-
r e Costa Ribeiro.
Falraram os Srs. Constantino de Albuqnerque,
Regueira C., Rodrigues Porto, Drummond, Andr
Dias, Soplironio Portella, Solonio de Mello e An-
tonio Vctor.
O Sr. 1 secretario procede a le tura do seguin-
te :
******'" Ttrr
Ums petcao de Manoel Mana de Caldas Brsn-
dio. requerendo sernomeado para um dos lugaees
vagos na secretaria desta Assembla. A' coin-
missio de polica.
Outra de Jos de Azevedo Maia e Silva, reque-
rendo ser relevado do pagamento do imposto de
repartico por sua machioa de encadernacio de
livros a ruado Juque de Chitas n. 91, relativo ao
ejercicio de 1884 a 1885.A' commissio de orna-
mento provincial.
Outra de Jos Severno de Almeida Pedross, al-
teres honorario do exerciio e ex-tenente do cor-
po de polica, requerendo ser reformado com os
vencimentos de tenente de polica, no qual com-
pletou 23 aunos de servico.A' commissio de pe-
ticoes.
E' lido sem debate approvado o seguinte pare-
cer.
A commissio de fazenda e orcamento Provincial
a quem foi presente a peticio de Francisco Can-
dido de Medeiros, na qual requer a indemnisacio
de um cont de res para compensar os pn-juisos
que tem tido na cobraoca do pedagio no logar de-
nominado'Joceiroda estrada de Palmares a Bo-
nito ; 'examinando atteotamente a materia da re-
ferida peticio, de parecer que seja ella indefe-
rida.
Sal* das commisses, 17 de Margo de 1887.
Coelho de Moraes.Gomes Prente.Goncalves
Ferreira.
E' lido e fica adiado por ter pedido a palavra o
Sr. P. Pitaoga, o seguinte parecer.
A commissio de tazenda e orcamento provin-
cial,, a qoeai foi presen* a nsticlo de Cndido
Alberto Sodr da Motta, ao qual reclama sobre o
pagamento da decima de suas casas de os. 8 a 12
sitas ra do Tambi desta cidade, pedindo para
ficar isento do mesmo pagamento : considerando
que sio destituidos de fundamento as allegacoes
do peticionario como se evidencia dos termbs em
que se ach concebido o despacho do Dr. innpec-
tor do tbtsooro provincial, exarado na peticio jun-
ta sob n. 2, de parecer que seja a mesma inde-
ferida.
Salla das comnssoes, em 17 de Marco de 1887.
Coelho de Moraes.Gomes Prente.-Goncalves
Ferreira.
Sio lidos, apoiados, julgados objecto do delibe-
racio e vio a imprimir os seguintes projectos*
N. 14-A Assembla legislativa Provincial de
Pernambaco resolve.
Artigo 1.' Fies concedido so Er. Pereira da
Silva ou a quem melhores vantagens offerecer o
privilegio de 25 annos para fundar nesta cidade
urna grande fabrica de macbiuas e aparclbos elc-
tricos destinados a produccio de luz, transporte
ou forcas, aos procesaos electrolticos on applica-
coes terapeutieas, e as demonstraces escolares.
Sala das sessoas em 18 de Marco de 1887.Dr.
Pitanga.
N. 15. A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco resolve :
Art. Io Fica o presidente da provincia autori-
sado a desapropriar a casa sita em Jaboatio ps*-
tencente a D. Thomazia Adelaida de Pinho Al-
meida, o qne servio de eadeia, em vista do con-
tracto feito com a mesm* proprietaria.
Sala das sesses, 18 de Marco de 1837.Dr.
Pitanga.
Continua a discussio do requerimento do Sr.
Jos Mara, pediodo informaces sobre qual o fun-
damento legal para a existencia de troncos em di-
versos quarteis e prises da provincia.
Nio huyendo mais quem peca a palavra, encer-
ra-eea discussio.
O Sr. los Mara (pela ordem) requer que
a votacao seja nominal.
E' rejeitado o pedido.
Posto a votos o requerimento, iguslmente re-
ietado.
Vem a esa, lido, apoiado e entra em discus-
sio o seguiute requerimento :
Requeiro que pelos canses competentes se peca
ao Exm. Sr. presidente da provincia informe,
se pretende conservar ao exercicio de>ubdelcgado
de Tres Ladeiras, da comarca de Iguarass, i
Aiolpho Bandeira, contra quem existe um proces-
so por crimd de roubo, praticado na comarca de
Goyanna, limitrophe de Iguarass, e no qual j
juraram cinco teatemunhas, tendo o respectivo
promotor publico requerido, aua prisio, ejise
tendo expedido orespeetivo mandado.
S. R. 18 de Marco de 1887.-B. de Itapssuma.
Sr. Barao de ItapssumaNio posso,
Sr. presidente, me toruar inaiffereutc conservar-
me calado, quando vejo es meos amigos polticos,
debaixo da manopla pesada das autoridades poli-
ciaea de Iguarass.
A casa e a provincia sabem, e mesmo e nobre
deputado meu collega de districto canfirmou que a
comarca de Iguarass ha muito se acha em ettalo
anormal, est fora dos exos. Este um facto que
nio se pide mais coatestar, mas convm que esta
situacie perdure por mais tempo ?
No intuito, pois, Sr. presidente, de ver cessar as
sffl cues dos meus amigos, e de ver a ordem e a lei
imperarem at comarca de muha residencia, eu
nio terci duvida* de vir tribuna muitas veses,
anda com risco de incomraodar meas collegas.
Peco-Ins, pois, que tenham paciencia, a ouoam-
me com alguno* actenciio.
Vou mostrar, Sr. presidente, qual a razio que
me obrga a vjltar a esta tribuna, urna e mais
veses.
Nio vou tratar de factos queja estao no domi-
nio publico, apenas trataiei dos mais recentes,
isto dos que se deram antes, e depois das elei-
ces de 6 de Fevereiro ultimo.
A primeira violencia de que vou me occapar foi
praticada pelo subdelegado de Tris Ladeiras,
Adolpbo Bandeira, contra um negociante all re
sdante, Joio Henrique Pereira de Moraes.
Este subdelegado, Sr. presidente, cercou a casa
dasse cidadio pacifico, negociante na locaiidade,
e quis arrastal e para Iguarass, preso.
Nio tendo elementos para satisfazer a crueldade
de eeus instinctos, foi a Iguarass e voltou acom-
panhado de urna forca de soldados do destaca-
mento daquella villa.
Esses soldados ebegando povoacio, deixaram
de pratcar o acto violento e arbitrario ordenado
pelo subdelegado, por crcumstancias qu* ignoro.
No ntretanto, o eapalhafato estava feito, e houve
a ostentacio da forca publica. Essa procedimeuto
do subdelegado as proximidades de urna eleicio,
e para com um homem pacifico, que era eleitor, s
teve um fim, intimidal-o, e conseguir ao menos, a
sua abstencio no pleito. V V. Exc. que essa au-
toridade um des melhores agentes da actualida-
de. V. Exc. e a casa vio pasmsr de ver quem
que se acba investido do cargo de subdelegado na
povoacio de Tres Ladeiras, districto da comarca
de Iguarass.
Adolpbo Bandeira, subdelegado de Tres Ladei-
ras um individuo foragido da comarca de Goyan-
na, onde commettej o crime infamante de roubo.
Arrombou urna casa de negocio, tirou de dentro
diversos gneros, e sendo perseguido pela polica,
refugiou-se na comarca de Iguarass.
Eis o bom homem que nesta aituacio exerce o
cargo de subdelegado de urna povoacio impor-
tante I
Um Sr. DeputadoEu acho natural.
O Sr. Bario de ItapssumaE, para que nio se
ponba em duvida o que acabo de referir, vou 1er a
prova incontestavel do que acaso de dizer (IB):
Illm. Sr. Dr. juiz municipal.Malaquias Jos
de Sant'Anna precisa que o escrvio Costa Le i te,
revendo o proceaso iniciado perante este juiso con-
tra Adolpbo Bandeira Lobo Albertim, lhe d por
certidio o theor da denuncia, e lhe certifique em
que p se acha dito processo, tudo de modo que
faca f; e n'estes termos, pede a V. S. que assim
o mande por merce
Goyanna, 6 de Fevereiro de 1887.Malaquiai
Jos de Sant'Anna.
Certifique. Goyanna, 7 de Fevereiro de 1817
C. de Brito.
Eu, escrvio abaixo assignado, revendo os au-
tos de processo ciime que ae acha iniciado peran-
te este juizo, por denuncia do Dr. promotor publi-
co contra Adolpbo Bandeira Lobo de Albertim,
Joio Xavier de Oliveira, Juio Lete e Francisco Me-
deiros, dos mesmos autos consta ser a peticio de
denuncia do tbeor seguinte:
Illm. Sr. Dr juiz municipal supplente em exer-
cicio.O promotor publico interino d'esta comar-
car, denuncia a V. S. de Adolpho Bandeira Lobo
de Albertim, residente na povoacio de Ponte de
Ped-as, de Joio Xavier de Oliveira, de Joio Le-
te, e Francisco Medeiros, eutr'ora tambem all re-
sidentes, mas qne agoram se acham em Serapi,
na povoacio de Tejucopapo, pelo seguinte facto:
Em a noite de 23 de Agosto d'este anno, os de-
nunciados acompanhados de outros, cujos nomes
anda sao ignorados, penetraram na casa de ne-
gocio de Flix Jos Cesar de Vaseoncello, na re-
ferida povoacao de Ponta de Pedras, por meio das
violencias descriptas no auto de corpo de delicio
a fls. 2, e, alm de outros objectos, roubaram fa-
zendas e earae de xarque, como consta dos dopoi-
mentos de fls. 2 a fls. 8.
E como por isto tenham os mesmos denunciados
commettido o crime previsto pelo art. 269 do c-
digo criminal, para qne sejam punidos com as pe-
nas all decretadas, d se a presente denuncia, of-
fereceudo-se como testemanhas : Manoel Flix de
Souza, Thomaz Aquino Telles, Leopoldo d'Anun-
ciacio dos Santas, Francisco Fernandes de Sonsa,
g i i ai** da Sousa, Antonio Jos BaivSns, Joio
Gucdes Alcoforado, Manoel menlo" Vreira da
Carvalho e Leoncio Justiniano Ferreira, morado- ,
res tambem na mesma povoacio de Pouta de Pe-
dras. Pede a V. S se digno proceder nos ulte-
riores termos da rormacio da culpa, servinde-se
de determinar a prisio preventiva dos denuncia-
dos, por ser de necessidade e conveniencia. E.
R. M.
Goyanna, 24 de Setembro de 1887.Siauotl
Francisco do NascimenCo Sobreira
Despacho.Pasie-se mandad* para notitficacio
das testemanhas, e de prisio contra os snmmsria-
dos. Assim detiro a peticio de denuncia da pro-
motoria publica,
Goyanna, 13 de Outubro de 1887.Reg Va-
concellos.
Certifico, finalmente, que em cumprmento de
dito despacha foram expedidos os mandados de
captara contra os denunciados Adolpho Bandeira
Lobo de Albertim, Joio Xavier de Oliveira, Joio
Lei te e Francisco Medeiros, e que depozeram em
dito processo cinco testemunhas, deixando, porm,
de deprem as testemunhas Thomas Aqnino Tel-
les, por haver tallecido, e Francisco Fernandes
de Sousa e Antonio Jos Bsrreiros, por nio serem
enontrados e terem se mudado para lugar nio sa-
bido ; e que os referidos autos, n'esta data, por
despacho do Dr. juiz municipal seguem com vista
ao Dr. promotor publico.
E'o que tenho a certificar, em vista do pedido
na peticio retro; e a presente passei em obser-
vancia ao despacho n'ella exarado.
Cidade de Goyanna, 7 de Fevereiro de 1887.
Escrevi e assigno.Em testemnnbo de verdade,
o escrvio Joaquim Jos da Costa Leit*.
Nio fallo nisto, Sr. presidente, para pedir ao
Exm. Sr. presidente da provincia a puoicio desse
individuo, m .s para que S. Exc. tenba conheci-
mento do tacto, e, para que toda a prov.acia saiba
quaes sio os elementos de que se cercam os meus
adversarios polticos em Iguarass.
O Sr. AmaralOh I nio seja tio pouco gene-
roso.
O Sr. Bario de ItapisaumaEsse homem nio 6
subdelegad am exercicio ? *
O Sr. AmaralNio contesto.
O Sr. Birio de ItapisasmaV. Exc. deve sflir-
mar ou negar : ou nio ?
O Sr. AmaralE' terceiro supplente de subde-
legado. *
O Sr. Bario de Itapssuma -Mas nio tem estaos
em exsrcieio electivamente ?
O Sr. AmaralTem estado, em exercicio ; se
effeetivamente, nao sei.
(Ha outros apartes)
O Sr. Bario de ItapssumaFalle deste facto,
como j dase, Sr. presidente, nio para pedir a
puncio desse subdelegado, o que eu nio poda
esperar, visto como factos recentes e de muito
maior gravidade teem ficado impunes, apenas com
explicaces dos propros autores.
(Trocam-8e apartes entre o Sr. Jos Mara o
Joao de Si)
Sr. presidente, -me preciso antes de pastar a
outro ponto dizer a v". Exc. que ha ia comarca de
Iguarass cidadios aptos para exercerem os car-
gos polieiaes, e que perteacem ao partido conser-
vador, homens bjns, e sendo ajpuns dellea, ji no-
meados para subdelegado effactivo, mas, os sup-
pl'ntes, que forsm nomeados piucos dias depois dos
effectivos, e que sempre estao em exercicio,sao typoa
mais ou menos iguaes a este que aeabo de descre-
ver. O que haviam de fazer os homens bons t
Retiraram-se, metteram-se em suas casas en-
vergonhados da companha..
Presentemente me parece que s haem exercicio
um subdelegad) effectivo, em toda a comarca, O
subdelegado de Tres Ladeiras, um homem ho-
nesto, incapaz de perseguir quem quer que seja,
conservador aotquisamo.
O Sr. Amaral d um aparte.
O STkri) de Itapssuma Estou sempre
pronopt > a fazer Justina.
Mas V. Exc ral-o arredar do lugar, faaeado-e
substituir por um homem sobre o qual pesa a
accusamlo do UQ> cria>'' int,ntei I"*1 "
roubo.
O Sr. Amaral -He de responder com Tsntagen
a isto.

,

I




i

WK0 m

%aartaieira 30 lar?o de 1387
m
ario de Itapissuma- ?to de Me-
ta, flr. presideute, conforme o jstatoo j- pa-
irara, dorara-ae violencias de toda ordem, pr-
ses innmeras, urna* sobre outras. Nio touee
isrovideneia alguma de parte da administracie.
Cinco ou teia das antes da leicso, o subdele-
gado em exercicio de Maneota, mando a-chamar a
Jos Das Feij para fasr-lbe urna propoata in-
fame, qual a de abandonar os seus .amigos e ir
rotar com os conservadores, dzendo-iha que, se
assim nio fizesse, elle sera preso por causa de
castigo que dera sita fiiba paucos dias antes.
Feij moetrou que mu todas os oaaacteree eran
iguaes aos d'elle subdelegado o. reapoodee-lae que
Dio o satisfazla. Na da, irmaodiato urna patrulha
commaadada pelo puprii) eessielegado ia*>dio a
casa da Feij e atiroato na oaaslia.
Diz o uobre deputado quarJWj cemmettea um
exime horrendoV sevietoo usaffilha.
Eu ja reiooni a sto.
Se houve este erime, porque a autoridade antes
de faser a prisio nio cumprio com o sen de?er, nao
proceden a vistoria, nio fe inquerito ? A nota
da colpa, que fot dada a Fei], diz que fra preso
para veripuacSes policiaes e desobediencia.
Eecolhido Pey eadeia, fsi posto em liberdad*
por 'iQlni "~f"". reito da cemarca.
Diz o obre deportado : porque o juia eoteode
como <-uten quer pie eomesetter crime*. Nao; o juis-de di
reito soltou Jos Dias Feij porque es**' estar
preso iHegalmente. Netn V. Exe. pode diser que
Feij estara preso coro as formalidades legaes;
nao o starva.
O Sr. Joe MariaE prende-se alguem para-
arerigaacoes policiaes ou por desobediencia ?
Sri AmaralPor crime de resisteaain.
O Sf. Jobo MariaReeistcucia a que? Qaal
era a orden lega).
O Sn Amara!Honre urna ordem legal, siir,
Srr Joe IcariaOrdem legal sera inquerito,
sata qoe-deposessem t llameabas ?
. O'Sr.- AmaralFoi lavrade um termo de resis-
tencia.
O Sr. Bario de IteplosumaFoi larrado por
qoeev? Mas nao se deti tal resistencia.
O Sr. Amaral=Foi acusado por homens de toda
a probridade, e feito antes da pnaode Feij.
OSr.'Barto de ItapissumaE porque nao se
fez sentir isso ao juts de direito ? Porque nao se
remetteu ease-irquerito 1 Se exista um corpo de
delieto ; se se tez o que reeommeoda a le, cum-
pria ao delegado continuar no procedimer.to e re-
metter o inquerito asaim como o corpo de delicto a
aatoridada competente para promover o processo.
Oque naeram deesas pecas?
O Sr. AmaralJ ezpliquei isto satisfactoria-
mente.
O Sr. Bario de I'apissumaNio fiquei .eu
tisreito. Depoia que li o discurso de V. Exc.-pu-
blicado boje, fiquei na mesmi, admirando, apenas,
a habilidade do obre depntado.
Psso Sr. presidente a outra gentileza policial.
Na dia immediato i eleico, um eltitor que mora
na Mnicota, cpj nome Martiniano Elisiario da
Ponseea," nao terdo votado com os conservadores,
BU* eom oe librraes, foi ameapado de prisio e, nio
se considerando seguro no lugar de-soa residencia,
que era* como tfiss, Maficota, foi ce bomisir uo
2* dfstricto, na povoaeAo de Itapissuma.
Estabel. ce ndo bi roa residencia, cprm era na-
tural, mandou Maricota buscar sua bagagem, e
n'esse proposito1 dirigi -se a um amigo que mora
em Maneota e ffafceeu- vistnho, para que remet-
teeie osrbbjectoa que lhe pertenersm
Sabe V. Exc, Sr. piesi lente, qual tai a res-
posta? Roupa, bab, rede, papgaio e galiohas,'
tudo isto o subdelegado arrecadou e metteu em
casa -disendo : se elle qnirer, que venha c bus-
car. Ora, ^ enbores, o que haria d fazer um po-
bre bx>memoestas condicoes ?
O Sr. Jos Marra-En s* desajara que o papa-
gaio fosse desse de liugua soja para deacompr o
sabdelegado.
O Sr. AmaralAdmira que V. Exc. queira tor-
nar-se eefao de urna calumnia d'esta orde n.
O Sr. Bario de ItapissumaEu sou incapaz de
qaalquer calumnia; eu nio nio costumo lanzar
urna proprsieij que cao possa proval-a. Conainta
pois o nobre depntado que eu acabe de tallar e
conteste ore depois -
O fsctn se den, Sr. presidente, e o pobre hornero
oara rebarer o que lbe pertencia, fez urna petico
ae juiz- de direito supondo ser esse o meio mais
soasmario de obter a restituicao de seui objectoa
Tiebatameate sequestrados
Eie a petifio que dirigi ao juiz'de direito ('S|
Illm. Sr. Dr. juiz de direito de Iguarassu.
Dia Martiniano Elisiario da Fonseca que feudo no
dia 26 do mez passado mudado sna residencia do
oovoado de Maricot para o de liapii' Jiwta
comarca," o teudo no din 11 ,n innnnitmrnda meg
encarregado Jos Dias Feij residente ao dito
poroado para mandar-lhe os aeaa babs, cama e
mais objectoa pertencentes ao supplicaote que se
achara na casa que oceupavs o mesmo sopplicante,
cojas chaves deixou em poder de Joaquim Rodri-
gues de Lima, acontecen que o subdelega da sup-
plente em exercicio Tbeotonio Amancio de Souca
Caratcaate, apoderando-se de dita chave lerou
para sua casa todas os seas objectes-all existen-
tes, e nio oa quiz entregar ao eferido Feij, alie
gsnd > aeharem-se embargados ; e como ao soppli-
cante nio conste que n'esse juizo ae tenha requerido
embargo em seus bens, requer i V. S. que digne-9e
mandar intimar ao referido -subdelegado para in-
continentemente fazer entrega ao seo procarador
Jos Das Feij dos bens que lhe eao pertencentes,
nao podendo o supplieaote comparecer pessoal-
meote por se acbar ameacado de ser preso.
O que vem de allegar o supplicante ver
dade, prara com os documentos juntos.
N'estes termos pede a V. S. deferimento.
E-B. M.
Iguarasb, 9 de Marco de 1887.Martiniaao
Elisiario da Fonseca.
Eita petipio teve, Sr. presidente, o seguate
despacho : O que pretende o supplicante des te
juno nio regalar; ase, pois, dos meios compe-
tentes. Iguarau, 9 de Marco de 1887.Corroa
da Mello. ; v
Maxianuo da Fonseca do se dirigira por essa
firma ao juiz de dimito, pedindo a entrega dos
sane bans, sem qae effectivamento, tivesse sido
privado d'elles,
Alm disto na quirta-f ira ultima passando por
Iguarassu', all nos encontramos, e ele narrando
rae o faci, pedio-ese providencias, nio* tendo eu
providencias dar, e Bornete aconse.hei o que
toase ao juiz de paz.
Mas snbeodo quo o juiz de paz era o nobre. de-
potado entio fiz-lhe ver que uso mesmo aeria um
recurso intil, seria perder tempo. ( |
O Sr. Amaral d um aparte.
O Sr. Bati de ItapissumaDisse isto porque
Y. Baje tffectivamente ni* iospirava^me constan
ca. ^. se aejo4mtr.com c direito de impor se. Presente-
mate mS> confio rio nobre depntado.
O Sr. AmaralEntio o nobre depotado coas i-
dera-me capaz do eacampar um auto desta or-
dem ,
O Sr. Bario de Itapissuma Eu ja dissa, nao
confio hoje nj nobrt deputado.
Ha um aparte do Sr. Amaral:
(J Sr. Bario de Itapissnma Se mandei hontem
esae requer atento jiio foi com o proposito de mo-
lestal-o como sMppo S tire em vista o cum-
primento de meu dever.
O Sr. Jos Varia E bofe V Exc. atado so
poete do Diario de Fernambuco, atacado por,at-
as, empresa cosa toda a. generosidade, rsiend
lhe todas aa merca.
O Sr. Bario de IcapssumaNio ha melhor al-
fitre ua riJa do homem do que despreaar o cao
coso'que lbe tonta morder e calosnhar. Poder
aecommetter-ma como qu:zercm, nio mo attiugi-
*- ^
O fr- Amara!di um aparte.
O r. Birj) dWlapissuma Eu nioestoume
retefin-o a V.- Exe.'Veaton rae referindo ao ea-
criptor do Diario de Permintb'co.
O'Sr. Woncalres Ferreira Maa-o que pie
havw- de offeosivo no Diario mo se refere ao Sr.
Bario de Itapissuma.
O ';r. Joc MariaEntio a qaem e-refere?
OSr. Bario de ltapisiama Sr. presidente,
en i atara aqu na assembla a semana paseada
quando rece o seguinte telegra'nima :
Ignarassn' t horas.Assembla. A Bario
Itapissuma.Aciba ser preso subdelegado Nora
Cruz Joaquim Pessoa de Albuquerque sem culpa
processo incommumeavel desubafo piir sjpter vo-
tado conservaderes irmio'do preso eleitaVVoa pe-
dir habeos tarpus.Cosme.
^^ReLgnm:n <, i:n:n.-d atamente mostre o ao
'"fe? hr' "'M^ Mara.
ItaptssumaEffectivamate, o
preso, mas dizen os detensorea do-j
subdelegado que elle s fot detido por 21 h-ras.
Eu nao ou legista, mas pergunto aos nuhres de-
putado qiaeVsio; qaem qae pode prender por
s por dxaabedieaaia ? Pens qaa ees oaa>
algum podetffei!tnar-se urna piiaio dessanatu-
resa. *
O S'. Jas* Maria-rBm caso algum-
O Sr. Bario de ItapjsiumaAssim, ?r. presi-
dente, os nobres deputatfos defensores do subde-
legado nio contestara a prisio de individuo etsf
questio e limitara-'e apenas a dizer que elle foi
detiila par 24 horas tio someute e por deeobedien-
cia !
Sr. presinate, aranero coacluir. V. -Exc.
tabaatjsje ea nio coatams abusar desta tribuua
nao taatho a eloquancia precisa para prender a aU
N. 65.-1:098 para roaoastruccio da parit
tenas*dos nonreaidepuUdos, mas coneriudo a*) dsMrua Imforialj-na ralla do Bonito.Jacobina1-
sret a
*-
para esgotarTe a hora, e nesse praco o Sr. depo-
tado Amaral"' dj poder desenvolver o seo dis-
curso.
deS

as-
en) nada
rajio da
hora.
i requerimento
{Contina'a).
poder
casa o
EMENDA3 APBESBXTAOAS MA SEGUNDA
. C88AO AO PKOJECTO N. 1 DS 1887
AMENTO lTMrTSCUk)
DI8-
(08-
de vo dizer a V. Bae. queoa aetoa as-vio saasv
cedeado de tai foi esa que, com crtes_. a comas
ca de Iguaraaau se ha de barbarizar.
O Sr. AmaralDesde ha multo tempo.
O*. Birio da I apisenma At- 1185 nio,
tanto assira que V. Exc. neata epoea* nvia no
meldor accordo commigo e nio fasia nenhoma re-
clamacio. E' possirel que se dase um on outro
fncto criminoso, mas o qne se d hoja moito
differente : os fhetos se reproduzem e cada qual
mais grave e isso derido as autoridades policiaes
cosas ji disse nasta-caaa, porque nio convm aos
directores da loealidane que esees hotaens roaos
Bvjam arredadosdos lugares que eccupam
Para qu-v pas, nio continu esae estada-de
anarebia em que se aeba a comarca e que at o
nobre deputado o Sr. Amacal o confirma; recor
ro desta tnbana a S. Exc. o Sr. presidente d
provincia em quera anda reconhfOO bous dse
O Sr. Jos MariaPois aio! ..
O Sr. Bario de lUpisanmnE? a micha opi-
niao ; aind* hoje reconbeco que S. Exc. tem bona
desejos para'bem adnriniatrar esta provincia.
Alguna actos de S. Exc. m deixam i
crenoa- -
Nao consa difficil. ,
8- Exc. tem o dover de informar-sc, jjorque s
assim poder proceder cora justiea
formaces iaauspeitas.
O Sr. Visconde de Tababiuga Nesse ponto
estamos de accordo.
O Sr. Lourenco de S Nio espere V. Exc.
justifa da administraeio.
O Sr. Bario de ItapissumaJ que eetou cora
a palavra, Sr. presidente, aproveito.-me da oppor-
tunidade para dar urna resposta ao nobre depu-
tado.
S. Exc. hontem, creio qae me aecuson do...
Eu nio ouri. mas acredito qoe S. Exc dissesse
isto, porque est aqu. (Mostra o Diario de Per
oambuco). ...
O Sr. Amaral>e est ahi, est nq^ngjoal.
OJir. Bario de ItapissnmaEu niaonvi.
O Sr. Amaral Ha apenas urna modifieacio
u'uma r a pos la que dei a V. Exc, que nio fei fei-
ta por mira.
O Sr. Bario de ItapissumaNio qnero dizer
que o nobraaeputado nio pronuneiasse isto, o'-qoe
digo que nao ouvi.
O primeiro reparo que tnho a fazer sobre um
appello que me dirigi o nobre deputado para
que eu declaraase se S. Exe. tinba ommettido
algn* acto deshonesto. _
En da minha cadeira lhe respond : Nio fallei-
nisto. Nio foi aaaim ?
O Sr. Ferreira Jacobina e outros senhoreaE
verdade.
O Sr. AmaralA pergunto est exarada como
foi feita.
O Sr. Bario de Itapissnma Mas a. resposta
que nio est tal qual foi duda.
Eu respond ao nobre deputado :En nio fallei
nieto* V. Exc. disse :Eu be permiti e peco
qae entre nao s na minha vid publica como na
miaba vida partieular. Eu rao respond:Nem
eu eotrarei na sua vid particular. Diaee-me V.
Exc. Dou-lbe licenca para isso. .Respond ea.
Mas nio quero, nio faco."_
Nao isao exacta ? -
Vozea**'. / ',.
O Sr. Bario de Itopieeaaar-Mas alo wto o
que est aoni, o qoe se Hn, foi c qoe acabo de
referir. *
O Sr. AmaralA resposta de.V". E*e. esti pu-
blicada exactamente como constadas notas taehi-
graphicas.
O Sr. Bario de ltapiasumaAgora, Sr. presi-
dente, ha outra propoaieio do noore deputado a
que preciso responder.
S. Exc. me disse d'alli (aponte para a bancada
conservadora) : eu nio devo ao nobre depntado
favor algum. E entio accresceoton S. Exc:
Se favor se pode chamar, eo lhe devera um que
o recoohoimento aqu do depotado Antoaes-
Pinheiro.
Sr. preBidente,"ni* proprio do meu carecteri
Mar aiegana*. inerecnaeolo meu. Nem rae Im-
porta, e rae at iodiffereate, que o nobre depu-
ta lo diga que recebeu ou nao favores meas ; mas
como gosto multo de seguir os neos exemplos di-
rei que nos j tiveinos aqar um homem tidalgo em
sentido e aecea, nm homem Ilustre, poeto que
meu adversario poltico, que sendo, invectivado,
segundo se dis, nestaeidade por outro homem nio
tneaoa illostre e intelligente que elle, preferio sof-
frer dosstos todos os dias e a todas as horas a
exhibir um documento que fazia este homem mo-
dificar.se immediatamente.
Um Sr. Deputado E' exactissimo.
O Sr. Amaral (com torca)Eu desafio V. Exc.
que exhiba coutia mim a prora nesse sentido, on
qae demonstre o favor qae allega.
' O Sr. Bario de ItapissumaO qr.e se dea nest
cidade todos o sabemos.. Nunca alleguei ter fei-
to favores ao nobre depntado. E' improprio de
mim.
O Sr. Goncalvea Ferreira' o systema das
allusoes.
O Sr. Bario de Itapissuma.. .masen ni^ pro-
cedo como o nobre deputado..
(Juca-me V. Exc. at o'"Gm, e diga depois se
sio allusoes.
Como disia, porm, aquello homem nobro proee-
deu assim; e aquel le o maltratara e ionectivava
aqni neata cidade coulinuou no mesmo tora.
otio o qae fes este carcter nobre e distincto f
Os seus amigos lhe pediam qoe fizesse callar esse
homem mostrando o documento que tinha contra
elle ? Nio, responda ; um cavalheiro, nio pode ja-
mis servir-se de documentos, que lbe foram en-
tregues, n'uma apoca de inteira confianza' e ami-
sade, para confundir outro individuo, embora este
lhe assaque as.maiores injurias !
Oontinuou na imprensa a mesma lua, eo Sr..
(porque nio bei de dizer o nome ?), o Sr. Viscnde
de Camaragibe, foi ao cartorio do Sr. Porto Car-
reiro, fez extrahjr por certi lao a tal carta, e man-
dou, leval-a pessoa do seu detractor.
E', Sr. presidente, o qae vou fazer ; resposta
que pretendo dar ao uobre deputado... Que vera
entio, de que carcter foram aa aaisces que man-
teemos durante o dominio liberal.
O Sr. PresidenteV. Exc. nao pode referir-se
pessoalmente ao nobre deputado. *
O Sr. Bario de Itapissuma-Nao me estou re-
feriado a nfnguem.
O Sr. PresidenteV. Exa. est se dirigndo
pessoalmente ao seu collega.
O Sr. Bario de ItapissumiE' o qae rou fazer,
Sr. prefidente. Os dccamntos que tenho vou fa-
zel-oi tirar em publica forma e mandal-os ao no-
bre deputado.
O Sr. presidente^i poso consentir que V.
Exc. contine a dirigir-8 pessoalmente ao seu
collega, o qae contra o regiment-
O St. AmaralDeii'j V. Ezc. o nobre epa-
tado continuar...... !
OSr. Bario de IWBissomaEst'claro. Niq-
guein me pode tirar aqu o direito de fallar (pota-
dos da opposici'i), nem o regiment m'o veda.
O Sr.-Amaral1-Nio quero que isto fiqoe assim,
Cato.
. 66.--4?ae coaber. *:000 parR os con-.
cortea de USSSi naeesftta irn-ia matriz na cidade
de Gr4-^ir4ia* Porto.
N.'. 9. Oede couber. 6 lampeos para o
beeee da (Joiabo eos: Afogudas Luis de Andra.
da.Sophronlo Portella.
. 68.Onde couber. 900 para a illuraina-
cia da cidade do Rio Foriaoso. -Luis de Audra-
da.
N. 69.-Onde couber. S:000 para constrnc-
eao de nss ajude na villa da Pedra. Sopbronio
Portella.
N. 70.Onde conber. l:000 para otmstroc-
de ama ponte na barra do riacho Oravat, aa
viMa de Aguas Bellas.Sophrenis |Portella.
N. 71. Onde ceuber. 4:000* para coustroe-
aio de nm acude em Buique.Sopbronio Por-
tella.
N. 72.Onde couber. 1:8001"para a illumt-
nacio da cidade de Palmares. Luis de Andra-
da.
N. 73.Onde couber. Aecreseente-se a ver-
ba uecessaria para 25 lampeoes na cidude de
Limoeiro.Rodrigues Porto.
N. T4. Oode couber. 10:0001 para a con-
Btrueco de ama ponte no siio-iioce, freguezia de
Marangnape.Dr. Joio de SA.Rcgneira Cos-
ta.Laiz de ADdrada.Ferreira Velloso.
r. 75. Auditiva ao art. 2 depois do rela-
tivoja Bibliotheca Provincial Laboratorio Chi-
uico e nest ilgico provinoial.
21. Com a conservacio e castvie do dito la-
boratorio, inclusive as drapezas fetas com o mes-
mo fin no exercicio de 1884-1885, 1:300*.O-
de Dru-umomi.
1887-PROJECTO-N. 24
A Assembla Legislativa Provincial de Pernam-
buco, fesolre :
Art. nico. Fica aberto ao 81 do ait. Io da
le n. 1860 de 1885 o crdito de 70:961*67i para
occorrer aos pagamentos das dividas de exerci-
cios fiodos, constantes do qoadro fornecido no
auno passado pelo Tbesouro Provincial.
29 de Marco de 1387.Oonoalves Ferreira.
Coelbo de Moraes.Gomes Prente.
i.dc.orcamento pro-
tttviSTA D1ARI
iMrmhla *rovtneiait t'iraccionou
hontem ob a presidencia do Exm. Sr. Dr; Jos
Maaoe* de Barros Wanderley, tendo comparecido
32 Srs. depotados.
F, i lida e approvada sem debate a acta da ses-
sie antecedehto-
O Sr. f secretario prooedea l.itura dj se-
guate expediente :
Um oficto do secretario do governo remetiendo
as iofsrmaces do Tbesoaro Proviudial relativas a
passagena concedidas por-eonta da provinoia em
vapores da Companbia Pernambacana importando
em 1:3105400 A' connniseio" do oroameAte pro
rincial.
Outro do mesmo remettendo-o recurso de Fer-
reira Casce do Thesoaro Prorrncial referente ao art. 1 7
da fei n. 1810.A' commiasi. do .orean
vi acial.
Outro do mesmo devolvenio informada a petcio
de^f aneel Gomes dos Santos.A' quein fez a re-
qosici.
Odtro do mesmo transm'ttindo o balanco^da re-
eite e despeza do exercioio dn 1885 a 1886 e o
orcamento para o da 1887 a 1888 da Cmara Mu-
uieipal de Jaboatao. A' commssio de oreimeuto
municipal.
Ua pet'Qo d Bernardo Kranosco Santiago,
pra^1 do eorpo de polica, requerendo sua reforma.
A' eommmissio de petcoes.
Outra de Francisco Antonio Tavares, fabri-
queiro da matriz de Jess, Maria e Jos de 15 m
Consilh >, reqaereudo 5:000* para as obras da re-
ferida matriz e concetsao de aljamas loteras.
A' eommissio de ornamento provincial.
Outra de Joio Gomes Jardim, eatabelecido com
jatanda ra Ojt Cpiflswc, reqdeS'erAlo dlspedaa
do pagamento de 0 / era iae f' collectada.
A' eommissio de orcamento prov.ncial.
Approvon-3e o parecer da eommissio de orca-
mento municipal padindo iutormacoes Cmara
Municipal do Recite sobre o requerido por D. Isa-
bel Lucas da Silra.
Foram a imprimir os segnntos projectos, sendo
o de o. 23 precedido de parecer da eommissio de
fazanda e orcamento e o de n. 24 dispensado da
imprcalo em arulsos a requerimento do Sr. Gon-
oalvea Ferreira: _
N. 23. Autorizando a abertura de crditos sup-
pleiaen tares.
N. 24. Abrindo M 81 uo art. 1 da le n.
1860 o crdito de 70;961g673.
N. 25. Creando duae caderas de instrnecio
primaria, orna em Cbi-Graude o outra em Mirin-
gab/s.
Orno pela ordem o Sr. Visconde de Tabatinga
communicando que ia enviar a qusntia arreca-
dada, entre os Srs. deputbdos, em beneficio dos
nufragos do vapor nacional BaAia.
Adiou-se, por 21 horas, a pedido do Sr. Jos
Maria, a discassio do requerimento do Sr Bario
de Itapissuma sobre a conservacio da subdelegado
de Tres Ladeiras.
Adioa-se pela hora a discussio do requerimento
do'Sr. Jos Mara sabr, o naufragio do vapor
Baha, tendo orado o Sr. Druujmond.
Passou-se 1* parte da ordem do dia.
Approvoo-se em 2* discuesio com as emendas
ns.'*B, 3, 5 e 6 o projecto n 34 deste anno (illuv
mioacioda capitas), sendo regeitada a ae n. le
ficaado prrjndicada a 'de n. 4, tendo orado o Sr {
Gomes Prente e pela ordem os Srs. Praxaies Pi-
taoga e Roja e Silva, que requereu, sendo appro-
vado, foase o vencido remettido eommissio de
redaega i.
Approvou-se era 1 discussio o projecto a./o
deste anuo (elevacio da villa de Taquaretingay
cidade) tp *
Adiou se pela b ra a 3* discussio da projecto
n. 2 deste anuo (elevacao do Jatob villa)
orando o Sr. Jos Maris, '
Passou-se .2* par da ordem do dia.
Continuando a 2' discussio do projecto n. 1'
deste anuo (or'cam'ento proviocial) art. 2o, oraram
os Srs. Bats c ilva e pela ordem os Srs. Rodri-
gues Porto o Goncalvea Ferreia, que terminou
requerendo o encerramento da discussio, nio se
votando por falta de numero.
Foram apoiadas mais 11 emendas sob ns. 65 a
75 e um requerimento do Sr. Jos Maria de aliar
ment da discussio por 48 horas at serem ditas
emendas pablicadas _oo jornal da casa.
Adiou-se a discussio do art. 3* do referido pro-
ter sido abalroado ooite por um vapar mu
Deas guarde a V.Bxc.-Illm. e Ex ueiroz.
Pedro Vicente de Azevedo, mi digno pcesrdi
da provincia. "lemeute Lima, gerente.
Como se v, era a noticia qae o paquete Bahia
arribara a nm dos pequeos portes da provincia
e que o gerente da compaxkhia ia mandar immeda
tamente um- vapor prestar soceorros, 'cas-estes
fosseo necesaarios.
Nada Iinlia que fazer a administraeio.
A'aC 1/J horas da tarde, desse mesmo dia,.qNln,
do assistia A procisrio da Pasaos, S. Exc. 'reeebeo
o ssguuite offieio :
Iaspeccio do Arsenal de Mariana d j Pemsmbn-
o,"em 25 de Marco de 1887.Illm. Exm. Sr.
Acaba de cnegar urna barcaoa do norte, a qual
trouxe alguna nufragos do paquete Bahia, que
em oonsequenoia do abalroameaso que''tere com
o vapor Pirapama foi mmediatesoaots 8 pique,
havendo grande numero de mortes.
O 2a teueote Leitio, da armada um dos nufra-
gos acaba de declarar qae poucos foram os passa-
geirose marlnheiros, que se salvaram.
Peco venia para lembrar a V. Exc que liora se-
ria seguir, immediatemeiite para tonta de Podras
o vapor Afeduza, ao servico da Alfanduga para
ver si anda encontra alguna nufragos.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm. Sr. Dr.
PedRrVlceoto do Azevedo, presidente da provin-
cia.O chete de divisio inspector, Jos Monoel
Picaneo da Costa.
Pera mais promptameate providenciar-a rerpei-
to, teve S. Exc. o Sr. presidente da provincia de
demorar-se na igreja emquaoto mandou no seu
sea carro, o por sea ajadonte de ordena, procurar
o inspector da Alfandega e verificar as oceurren-
cas.
Logo que encon(rou o inspector, e anda antes,
fieou determinada a sahida para o lagar do suis-
tro do cruzador Medaxa. Este vapjr, entretanto,
nio podena seguir por falta de preparos senio
pela manbi N'esta mesma aoite, porem, ebegan-
do o Moleque, qae o tinha precedido, trouxa a so-
ticia de que nada mais restava a faser, pois, como
se sabe, o Bahia foi ao fundo em cerca de dez mi-
natos. "\
Aos nufragos, ao chegarem ao caes da Liugue-
ta, toram prestados os devidos soccorros, p.-la ad-
ministraeio', no que lhe competa, pelos particula-
res e pela agencia da Compaucia Brazileira.
Foi assim qire recolheram-se os feridos e os
contuses, que, o quizeram, enfermart do Arsenal
de Marinha; os militares aos quarteu.
Aos fficiaes S. Exc mandou logo no dia se-
guate adiantar sold, recommeudando-lbes que
se aprescatassem a seos cheles, para \ae uada
Ihes faltasae.
A agenciadaCompanhiaBrazileiraotferecea nos
nufragos commodoa nos hitis; alguna nio qui-
zeram e foram para casas particulares, a inaior
parte, porm, aceitou. -
Mu tos commercantes, por sua vez, immediata
mente fornecera'm r jupas aos que aceitaram.
O que te poda exigir mais da administraeio?
Quo este privasse a agencia da C)mpauhia Bra-
zileira e aos particulares de prestar quaesquer
socooros e tomasse estes s nenie a si?
Mas ci>mo faria isto, de que modo, f un fado em
que le?
Sempre ouvimos dizer que quera aecusa, prova.
Mi bata dizer-se' bonve falta, desidia, oa o
qae coavier para fazer effeito ; mas necessario
'/cente de Azevedo, amito digno presidente
d* provioos.O brigadeh-o Josa Clarindo de
N.-163.-Qaartcl General do Commando das
Armas de Pernambuco, 26 de Marco da.],S87r
Illm. Exm. Sr.Em, dditameato ao' mea, ofieio
ii. 162 desta data, obmmunico o
acabam de se presentar a est ral o
capitio de eogeobeiroa Agrcola i.
2.' teneotes do 3* batalhio de art
Hugo de Paula e Franaiseo Baptuta da Sftv
raira, declarando ser nufragos do vapor Bahia,
tendo perdido todo quanto Ibes partencia, seado
qae as roupas com qae ae acha*am vestidos eram
emprestadas, e acbarem-se eem recurso algum*,
psis que son de opiniio que se Ibes conceda 6
mezes de-sol do para p reparar em-ee e faser as des-
peis do hotel, ate. que pnasam seguir a-seo des-
tinos.
Deus guarde V. Es*.Illm. Exm. SttiOr. Pe
dro Viceute de Azevedo, mu digoo presidente da
provinciaiO brigadeiro Jos Clarindo de Qaei-
roz.
Palacio da Presidencia de Pernambuco em 2o
de Mareo de 18b7.Atteadendo ao que expos-me
o brigadeiro cemarandante das armas no offieio
de* boje, junto par copia, a. 163, mande V. S. abo-
nar 6 mezes de sold aos offiea a constantes de
mesmo offieio os quses sao nufragos do vapor Ba
hianr.m de satisfaaerem despezas que sao impres-
cindiveis al que possam seguir a seas destinos.
Deus guarde.a V. 8.Pedrj Vicente de Arte-
vedo.Sr. inspector "interine da Thesourara de
Fazenda.
Inspectora de Sade do Porto de Pernambuco
em 27 de Marco de J887.Illm. Sr.Sao 3 horas
da tarde e chega o vaoor Giqui, que foi ao norte
culher noticias dos nufragos do vapor Bahia.
Informa me o seu cominndante Lourenco Jua
tiniano de Souza Lobo, que as proximidades do
vapor Bahia, que submergio-se poaco milis ou
menos na distancia de 7 milbas de Pont-i de Pe-
dras, o que anda conserva os mastaros fra
d'agua,observara us triuta Cidaveres, nio pu-
dendo approximar-se d'eiles, pelo rao ebeiro que
exalavan.
Dovendo existir inaior numero da cadveres
n',quella redondeza, pois qae as correates manti
mas devem os ter levado para mais longe, psre-
ce-me rasoarel mandar gente e embarca^oes pre-
paradas cooi os desinfectantes neeessarios para
erem rechinidos os cadveres, que forero encon -
irados depois de minuciosa busca, a'iarde que se
evite a cootinuacio de tio grande quantidade de
emanacoej ptridas, que podem 'razer consequeu-
cias infecciosas.
No caso qae V. Exe. anna a esta roinfi* pro-
posta, faz-se neecsaario que rae autorise a comprar
amauui da miuhi tudo quauto fr necessao para
este importante servico, ordenando Thesourara
de Fazeuda que ponh* disposioio d'esta repar-
ticio a -a mi i de 1:003*009, para ser upplicada
a essas despezas.
Dou gaarde a V. ExcIllm. Exm Sr. Dr. Pe-
dro Vicente de Azevetlo, digas p-esidunto da pro-
vincia.O iuspjctor, pr. Pedrii de Alhiyde Lib>
Mjscoso.
_
, Iusp'ctora de Sale do Porto de Pernamoneo
em 28 de Marco de 187.-Illm. a Exm.-tir.
Do contormidade cora a autorisaclo Verbal, qae
me foj concedida- por Vi, Bs. hontem as 8 horas
lelal-Por portara da
de 28 e proporta du
do corren te, foi ss^^^H
Varzea Redonda,
que desde logo se aponte a lei, diviua ou humana, d* uoite, confdreneiei c nn o Bita. Sr. inspector do
que foi violada.
Em seguida vio transcriptas varias pecas oifi
ciaes ssbre o assumpto i
Inspeccio do Arsenal de Marinha de Pernam-
baco, 26 de Marco de 1887.N. di.--Illm. e
Exm. S.\Tenho a honra de participar a V. Exe
que mandei formular um inquerito sobre o abal-
r.amento do vapor Bahia com o vapor Pirapama,
do qae resulten ir a pique aquelle vapor. Ao
ajudantc d'esta capitana eucarreguel de fazer o
inquerito e a secretario de ascrevel-o, c inmedia-
tamente que fique concluido, remetterei copia a
V. Exc.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. Dr.
Pedro Vicente-de A#evedo, presidente^ da provin-
cia de Pernambuco.O chefe de divisio inspec-
tor, Jos M*aoel Picauco da Costa.
Iaspeccio do Arsenal de Marinha de Pernast-
nuco, em 26 de-Marco de 1887.N. 33.Illm.'e
txm. Sr. Em addltamento ao offisio, que hontem
tive a honra de dirigir a V. Exc. sobre o naufra-
gio do paquete Bahia, da Companbia Bcasileira
de Nave'gaciu, campre me dizer que foram salvas
e vieram para este porto oiteuta e duas pfissoas
entre homeut), mulheres w criauc.a, todas em esta-
do de nudez.
Declarara os nufragos, qae o commandante,
immediato e mais officiaes d'aquelle paquete pe-
recern!.
Alera de rauitos pasBageiros practa da guar
nica;, cujo numero nio se pode precisar, fallcceu
el. tee ale da armada Heurque Cbristiano
Branue e o cirurgiio da corveta Guaran/, qoe re-
gressavam pera a corte doentca,
Foram recolhidos enfermara de marinha oito
passageiroa de vaiias classes, que Se acham feri-
dos e contusos, os quaes foram, immediatamente,
medicados, tendo ea mandado forneeer os medica-
mentos precisos e dietas, esperando que V. t.
approve esta resolucio
Acham se depositados no patacho Pirapama o
2.' tenente da armada Borgee Leitio, um 2." ma-
cbinista, um 4." dito, um praticanto de machinas
da^goarnicio da eauhoneira Gaarany, que se
guiam doeutes para a corte. Igualmente eatio
um carpiatefVo da "armada e um imperial mari-
ubeiro depositados naquelle patacho.
O pratice-oir 2." tenente Horculano Jos Ro-
drigues Pinheiro, qoe iramedistamente seguio no
vapor Moleque a ssandado do gerente d'aquella
companhia a prestar oa soccorros possiveis, re-
gressou s sess-lioraa e met da tarde, trazendo
trinta nufragos,, que se achavam em urna barca-
ca, e deca rou qae uenhum soccono mais se poda
dr, por ter-ae o vapoi lubmergido e desapparaci-
do todos os nufragos.
Do commandante do vapor Pif^pama exig que
me remettesse urna parte minuciosa do aconteei-
mento.
Deus guarde aV- ExcIllm e Exm. Sr. Dr.
Pedro Vicente de Azevedo, presidente da pro
vincia. O chefe de divisio inspector, Jos Ma
noel Picaneo da Costal.
Arsenal do Marinos sobre os r cursis uue tiulia-
raos nossa dispotigio para se apanbarem os ca-
dveres esparaos em redor do vapor Bahia, e as-
sentamos que soiaente boje, pVlos 7 horas da ma
nhi podamos por em ezecacio o oosso phiuo ; e
foi elle que se mandara aro vap >r rebocand-i usa
lanchio esradede cal para nslle serem reeolhidos
os cadveres, e emqaant alguns omus lizessem
esse servido, outros na praia de Itaraaraci abrrs
sem sepulturas para serem enterrados immediatu-
mente aquelles
Oa Srs. Livramentos puzeram nossa disposi-
Qio o febocador MAequt, e o pratico-mr, o aeu
lancha, e toram contractados parafseguirem para
o lug.r do ainiotro 15 homens. ** -a
O vapor levou grande quantidade deca, acido
phaaic e-chlorureto de calcium para se podar
fazer o aervico sem maior doran o para os traba-
jadores.
Maadei que o secreJarie- desta reparticai. que
tem muita pratica, fosse coadjuval-os e por inter-
medio do Exm. Sr. inspector do Arsenal de Ma-
rinha obtivemos que o pratio mor deste Porto.
Hcculano Jos Rodrigues Pinheiro fosse tambera
tomar parte neata lgubre faina.
Aaterla-
:dencia da pro!
de poliea:
__jado de pj
oto Prxedes de
Com.tto do B*tsta e l'lmpama-Ro.
gressou dePapta.de Pedras o peque,.o vapor Jfe-
leque, que par* all tora! apte-hontem levando di-
versas pessoas incumbidas' de enterrar, os cadve-
res, que fosseai eopaptrdoe, das yictimas da col-
rl0 ire Bahia e Pirapama.
O Moleqxe enrr.n a porto hontem s 3 1/2 horas
da tarde : e tegn 00! aue a taref* de que fora
mcumbido^ia eslava 4eita pelo subdelegado de
Ponte de Pedros, quando all chegou o referido
vapor.
Effectivaajtnt, a citada*atordade policial fez
sepaltar 14 cerpos, sendo 11 no cemiteno de Ponte
do Pedras, 2:n capaila do Catuama e l no lugar
Caros VaceojCampliado, observar qae esees coros
foram ter a praia dos indicados lugares, onde fo-
.ram .reeolhidos.
Do 11 sepultados era Ponta de Pedras, foram
reconhecidos
O da 1 tenente Henrque Christiano Braune,
por que trazis um lenco branco com o nome H
Braune.
No bolso da calca tinha.um relogo deouro com
cadeia do mesmo meial e^26*003 em sedulas.
O do estudante Cacasoao Henriqaes, porque
il'uma carteira. qu IBe-foi encontrada no bolso
do paletot, estavam diversos cartes de visita com
esae nome.
Os demais cadveres encontrados toram :
O de ama mame.-, de cor branca, estatura regu-
lar, corpo esguio., trazendo no dede anular da mao
esquerda doua anneis, um com um brilh .nte e o
outro com dous brilhantes.
O de um rapaz, de cerca de 18 anuos do idade,
em urna de cojas meias esteva escripto o nome
Noca.
O de um homem, que tinha no dedo anular da
mao esquerda um auael nupcial. Este cadver
eslava milito comido pelos peixes
O de um homem que parece ter sido tripolanto
de navio, pois que tiuha n'um dos bracos as ini-
ciaos F. R. D. C. e outras muitas lettras.
O de um homem branco, com a farda de 2 te-
nente da armada, teado no bolso da mesma farda
urna carta dirigida ao Dr. Manoel Carlos de Aze-
veJo Ribeiro; pelo que sappSe-sa ser este o car-
po do medico d'esse asme.
Os outros quatro corpos nio apreseatarara sig-
nes particulares, e estar)* tio corrompidos que
quasi re ihes nio poda locar.
Dos dous corpos sepultados em Catuama, um
apenas foi reconheeido como sendo do capilao Oc-
tavano Augusto de Magalhiea, da Parahyba
Recouheced ae-lho a identidsde por documentos
que foram encontrados. O outro corpo nio foi re-
conheeid por ter sido devorado pilos peixes da
ciuiura para baixo, o estar o busto em completo
estado de decomposiclo.
Finaimeote,/ o corpo sepultado em Cirne de
Vacea ni j f^i recoahicido por nio ter em si sijr-
oas particulares, nem indicacSes de espeeie al-
guna.
O vapor Moleque demorou.se algumas horas no
lugar do ainistro, fez todas as pesquisas que era
possivel fazer, e neohum outro corpa eocontrou.
Hontem, s 3 e 1/2 horas da tarde, urna jan-
gada qae entra va no porto, ao enfrentar a barreta,
ahi cncuntrou um* mala fechada, quo pareca pro-
vir do paquete Mahia; e o pescador Antonio, co-
uhecido pr Aiuouio da Cal, quetripolava a jan-
gada, apanhan toa mesma mala, fez d'eiU entre-
ga ao Sr. inspector do Arsenal de Mirinha.
Essa mala vai ser hoje entregue ao Sr. Dr. che-
fe de polica. .
O 'ir. Dr. j rz do commercio designou oda
de hoje, 1 hor* da tarde, para proceder-ge
urna vistcria no casco, veame e mastroacao do
vapo: Piraptun, nomead" para peritos d'essa vis-
toria ea Sr?. 1 tenentes Jos Rodrigues de
Abreut R. F. K. da Coste JJibero e Rodrigo Nu-
nes da usta.
11 ni tem om'icaram os' inqueritos tanto no
Arsenal do Marinha, como na chefatura de po-
1ki{?' -
Essas diligencias proseguem hoje.
Km bem-llrlo dos nanfrasiin-0 Exm.
8c. Vtscoude de Tabatinga pcomoveu entre i
seus collegan, membros da Assembla Provincial,
urna subscrifcio em pro Idos nufragos do pa-
quete Bahia, arrecadsndo 500*. que hontem remet-
teu ao Sr. Jos Joio de Amorim, thesourciro da
eommissio ir. soccorros aos ditos naufragas.
Bis o offieio de remesan e a lista dos Srs. depu-
tedos eontrbnintes;
Recite, 29 de Marco de 1887.Illm. 8r. Jos
qaero que talo fique bem claro.
O 8r^ Bario de- ftanissumaHa tambeh nesta
eklade um homem, Sr. piesidente, que procara
iiariaasente dirigir-me doestos e invectivas ; mas
a este homem que t'-m tomado differentcs pseud-
nimo, e que ltimamente se, assigua Mario, do
quaLnao tem as virtudes, majo' apenas os seas de
fei toa, a este bimem,disto, ni) tenho que lbe man
dar nenhu.na publica forma, mas o meu completo
deopraso. (Milito bem da opposioio).
O Sr. Amaral (pela ordemlptrgunta se a' hora
est esgeteda.
0 Sr. Presiden: Anda faltara cinco minu.qs.
1 < Sr. Amaril pjuco. R-queiro oHa hora de
urwncia. 4M-
Vem mesa o segtspte reqoenmento, que liao
e approvodo.
l'enho negocio urgente ;Raqueiro proroga-
cio da hora do expedieato^gor mais meia hora,
para/eontianaci da discusaio do requerimento do
Sr. Bario de Itapissuma.
Em 19 de Marco de 1887. Goncaloes Ferreira .
t> Sr. S*n Mari (pela ordem)Nio de-
yol ven o seu di
jecto.
A ordem do dio : Ia parte: continaacio da
discussio de projecto n. 1 deste auno ; 2*- parte
1. Secco.Palacio da Presidencia de Per-
nambuco. Em 28 de Marco de 188?.Ao receber,
das 5 paro, as 6 horas da tarde de 25, quando as-
sistia procissio de- Pasaos, o officfo de V. Eic.
trazendo ao meu conhecimento o naufragio do pa
queje Bahia, da Companbia rasileira, mandei
ira'iaeditamente procurar o iaepecfor da Alfan-
dega a. quem ordenei para, seot^erda do tempo,
(azur seguir para o lugar do sioistro o cruzador
Meduza, ao servico da Alfandega, afim de prestar
os soccorros qu anda fossem possiveis. -
As ms coodices, porm, do Meduza, e os pre-
paros de que neceasitava. para a viagem, nio per-
mittiam que,podcsse sabir senio'p.-la raanhido da.
seguinte, quando novo offieio de V. Exc. veio
certificar-me a ebegada do Moleque com oe lti-
mos nufragos e a noticia da submarsio com
pleu do Bahia.
Nio podando mais, portante, ser preste veio
Meduza, deixou de sabir ,
dos projectos ns
e 20 de lo86.
105 de 1886, 13 e 22 deste anno
de Bervici urgente deste repartiente, anda urna
vez a nio nos taltou a poderosa eoadjuvacio e
boa vontede do Exm. Sr. inspector de Arsenal de
Marinha e do muito distncto e dedicado pratico-
mor.
A's 11 horas suspenden ferro o rebocaJor em
procura do desastrado vapor Bahia, e logo que elle
voltadarei parte a V. Exc do resultado da eom-
missio.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. Dr.
-Pedro Vicente de Azevedo digoissimo presdante
da provincia.O inspector, Dr. Pedro de Athayde
Lobm Moscozo. '-^
4. Secco.Parao da Preeileneia de Per-
nambuc.i, 28 de Marco de 1887.
'De potse dos orneide de V. S. de hontem e de
hoje, e coufi.raando as ordens verOaes a qae se
refere, ficocerto daa providencias dadas em seu
cumprimento, e deelaro-lhe que, nesta data mandei
que lhe seja entregue pela Thesouraria de Fazen
aa a quantia d um cunto de ris para occorrer
as despezas com o servico de que tratara os ditos
seas orficios.
Autoriso V. S. a agradecer, em nome do gsver
no, s pessoas que a auxiliaram do deaempentao
da eommissio.
Dous guarde a V. S. Pedro Vicente do-AzeVe-
do, Sr. inspector do Sade do Porto.
Inspectora do-Arsenal de Msrinha de Peroam-
nambco em 29 de Marco da 1887.Illm. e Exm.
Sr.Achando-se os nufragos do vapor Bahia,
que estio depositados no patacho Pirapama, 2*
lente da Armada Jos Bjrges Leitio, 2 macbi-
uiata Albino de Araujo Gluiraares, 4" dito'Jos
Antonio de Souza, praticante ^e machinas Manoel
Dias Braga e o carpinteiro da Armada Januario
Ferreira de Sant'Aona, em perfeito estado de nu-
dez, "sem meio para vestir-se, tenho a honra de le-
var tsto ao conhecimento- de V. Exc, pareeendo-
me ser de'equidade qu (bes sejara abonados al-
guna vencimentoa para.se poderem vestir.
Deus guarde a V. Excillm. Exm. Sr Dr. P>-'
dao Vicente de Asefedo, presidente da provincia.
O chefe dedlvisiofnspectcr Jos Manoel Pican-
eo da Costa.
Dev coneaaar qu e oecaaiiea de neeessidade >,oSu .*e *m0"n, thesoureiro da eommissio de soc-
j-.. ------....a.. ___ ^ :orros aos nufragos do paquete Banio.:
Com a inclusa lista, devida a urna subsenp
eio promovida entre os membros da Assembla
Legislativa desta provincia, condoidos pelas des-
ditas e falta de recursos dos nufragos do paque-
te nacional Bahia, tenho a honra de paesar s
mios de V. S. a quantia de 500*000, que dever
ser applicada em beneficio daquelles infelizes
Subscrevo-me com a maior estima e conside-
racio. Do V. S. amigo e ebrigado. Visconde de
Tbatinaa.
Visconde de Tabatinga
Jos Manoel de Barios. Wanderley
Francisco de Assis Rosa e Silva
Barros Barrete Jnior
Dr. Prxedes Gomes de Souta Pitonga
Reg Barros
(Jjuyalves Ferreira
Liuiz de Andrada
Sopbronio Portella
Herculano Bandeira
Manoel Rodrigues Perto
Jos Dmingues da Sitva
Augusto Coelbo de Moraes
Pedio O. de Ratis e Silva
Jsio de Oiiveira
Alfonso Luscoaa
Ferreira Jacobina
Lourenco dd^ f
Andr Has
Dous anonymos
yigario Augusto Franklin
Gaspar -de Drammond
RogOberto
Dr. Joio de Si
Ferreira Velloso
Constantino
Dr. Costa Gomes
xcgoeira Costa
Bario de Calar
Jo* Maria ,
Costa Ribeiro
Bario de Itapissuma
continuacio das aotecedeoteg e mais 1 discussio Approvo a resolucio que tomou de recolher
.. ____*.-&_- n tAIV A.. \QC tO .. .1.-1 1__&~ _.____.._._:* A,, .k. Su, .. an.. ^teM^a C^mlAna
Aetoo otBciaes rolad*o ao naufra-
gio alo vapor Babia Ao meio dia, mais
ou menos, de 2.% S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia recebeu em palacio os seguate^ officios :
Iaspeccio do Arsenal de Marinha de Pernam-
buco, um 25 de Marco de 1887.-lllm. Exm. Sr.
Tenho a honra de levar ao conhecimento de V.
Exc. que oeste momento aoabo de ter scienViaque
o.paquete nacional Bahia', que vinha do norte c
que h js devia entrar nesteporto, abalroou, hontem
aoite, som o vapor Pirapama da C mpanhia
Pernambucana de Navegacio Costeira, teado ambos
soffrido grandes avarias.
O Pirapama entrn hoje ueste porto, e o Bahia
arribou, segando consta, a um dos pequeos portjg
desta provincia.
O gerente da Companbia de Paquetes BKasileiroa
rai mamilar immediatamcnte um vapor prestar os
soecorros necessarios,
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. Dr.
Pedro Vicente de Azevedo, presidente da provin-
cia.0 chefe do divisio inspeofor, Jos Manoel lie viagem para forte,-ao bordo da vapor Bahia, o
Picaneo da Costa.'
C'oinpanhjo Pernambacana, 25 de Marco do 1887.
-Mo. e Exm. ,Sr.- Ap.esso-me em trazer ao co-
O Sr. PresidenteObserva qae nio provalece^alabecimeato de Vi Exc. qae o vapor Pirapama, so-
por
por
pri metra razio invocada pelo nobre deputado. Eo hido bootein para os prtos.dp norte teve de, por
relacio i 2, tabe que faltara apenas dous minutos torca saalor e cora ovaras, arribar a este porto
enfermara de manaba s passagoiros feridos e
contusos para serem medicados e tratados, bem
como quaesquer soccorros prestados aos nan
fragos.
Aos salvados pertencentes marinha ou guer
ra, serio facilitados os meios de chegarem aoxseu
destino.
Fico curto de queja mandou proceder inqueri-
to sobre "abilroamento do Pirapama com o Ba-
hia, c. jo resultada aguardo para os effeitos le-
gaes.-
Deus guarde a V. Exc. Pedro Vicente- de
Azevedo. -Sr. inspector do Arsenal de Marinha.
Qoartel General do commando das Armas de
Pernambuco, 26 de Marco de 1887_ N. 162
Illm. e Exm. 8r.Levo ao conhecimento de V.
Exc. que hontem, s 9 horas da noite, se me apre-
seatarara em mangas de camisa Manoel Ribeiro
dos Santos, Henrique Lourenco de Lima, Ray-
mundo de Souza Lima, Manoel Felippe Santiago
de Oiivera e Joio Casimiro Barbosa, declarando
ser pracas do, 15 batalhio de infautaria que iam
to
qual naufr.igou no lagar denominado Ponte de
P"drs, n'esta provincia, conseguindo elles sal-
varem-te.
A's referidas pracas mandei addir ao 14* bata-
lhio da wesmCarma, ot poderm seguir a seu
destino.
guarde'a Y.,,Ex;-Blm. e Exm. 8r. r.
Palacio da Presidencia de Pernmb uco em 29
de Marco ddlSS?.
Tendo em viste o expendido pelo inspector do
Arsenal de Marinha em offieio de hoje datado re-
comineado a V. S. que mande abonar 6 mezes de
sold aos 2a- teneute da Armada Jos Borges Lei-
tio, 2> 4* m^chiuiatas Albina de Araujo Gui-
maries e Jos .Antonio de Soaza, praticante de
machinas Manoel Dias Braga e carpinteiro da Ar-
mada Januario Ferreira da Saal'Aona os quaes,
todos naufragados do Bahia, se acham em com -
pete codez.
Deus Guarde a V. S.^Pedro Vicente de Ase
vedo, Sr. inspsetor interino da Thesouraria de Fa-
zenda .
50*000 !
50*000
50*000
20*000"
2H*O0O
20*000
20*000
10*OOU
10*000
10*000
10*000
20*000
10*000
5*000
10*000
10*000
20*000
10*000
5*000
i 4*000
20*000
10*000
30*000
10*000
5*000
5*000
10*000
10*000
10*000
20*000
10*000
16*000
500*000
DireitoEis o resultado
l'niao MedicaDj Rio de Janeiro recebe-
mos hontem o terceiro fa-ciculo deste interesaan-
te archivo internacional do scienciaa medicas, pu-
bl'cado pelo Sr. Dr. Vieira de Mello, director.
A synopse das materias coutidas no fascculo,
iequ; aos occupimis, esta :
Cliuiea iherapeutica. D.) valo? therapeutico
de alguna etioeraticos no impaludismo agudo, pelo
Sr. Dr. Tiberio de Almeida.
dioica ophthalmulogiea.Di tuberculose da
irisedo corpo ciliar, pelo Sr. Dr. J. C. de Bit-
tencourt.
Clnica gyaecologiea,Tratam'ento do carcino-
ma do eolio do tero, peloSr. Dr. Sucguircff.
Vias-urinarias. Da cyatite na mulher, pelo
Sr. profesa r (Juyon.
Clnica peditrica'. Da elephautiasis dos ara
bes na infancia, pelo Sr. Facaldade de
dos actos d hontem :
4.' anno
Urbano Marcondes da Moura.Plenamente.
Antonio Jeronymo de Carvaiho.dem.
Benedicto Norberto de- Almeida. Simples-
mente.
EloyNabam de Scuza Landim.- dem.
.niaa.Paraohos de Araujo liem.
autu-se da oral.
o. onno
Eugenio de Barros Falcio de LacerdaPle-
namente.
Artliur Cerqucira da Rocha Lima.dem.
Raymundo da loelia Sampaio.dem*
Antonio Ribeiro de Albuquerqae Maranhio.
f Tttem.
Andr Dias de Araujo.IJem.
Francisco Goncalves Martin?.dem.
--..Jlanosl Pereira da Rocha. dem.
Antonio de LsIIis e Scuza Pootes.dem.
Estes receberam o grao de bacharel em seien-
c33 jurdicas e sociaes.
H je prjncipiam 03 actos oraea do 3- acao.
*o< corro* so* niurraeoN >lm dos
500* de quedemos cima noticia, o Sr. Visconde
de PVera Marrnho, da Babia, mandou entregar
a eommissio de soccorr do Recife a quantia de-
01*.
Esta eommissio j arrecadou 9:000*000 e a de
Santo Antonio 3:0 0*.
Continua a distribuigio de soccorros aos nau-
fiagos necessitados.
Amaiihi, no theatro de Santa Isabel, llave-
ra um espectculo dado pela companhia hespa-
nbola de zarzuelas' em beneficio desses infelizes.
. Ser levada eceaa a liada' zarzuela La Tera-
Medicina e cirurgia praticas.Diagnostico dos
pife Sr. Dr. T.l-
tumores da abobada do
laux.
craaoo,
Diagnostico das afLccots do ouvi-', pelo-SK
Dr Tili>ux Do pseudo-estrangulamento aa. et-
iopia inguinal, pelo Sr. r..Gaatier.
rherapeutica e formulario; TJrstemcpto da
dyspesia, pelo'Dr. Paul Rjbert." Formulas de ba-
se de lanolina.
Boletim bibliojrapboQ. > v*h
poetad, em 3 actes.
Os bilhet-'s acham-se em poder da eommissio,
de soccorroa aos nufragos, que tendo sido ineau-
aavel em promover tudo quanto humaaamenu;
possivel fazer em beneficio dos aecessitedos.
H*ri trem para Olinda e Appucos e bonds
udoaas linh.as.
>assV auapelto Fundeou no lamarSo,
ftaiam.pla manbi, a barea inglesa Barricuta,
jBfocediiB^te ijo Che. '
I

?1

I
*' !
i 1
. *
\


Diario de PrnHiibaeo(lttarta--fera 30 de Marco de 1887
-i, _____i4-- .. .; -1- > '"I .
i
E' caso

v ;
\*.
0 respectivo commsndMte, aeo%ndoe doente.
arribsu pira ser medicada; ai, vmdo de-parto
nfeccioaade de cholera-taor^us, nao pdde etmnu-
uicar com a trra. **
oi !he intimida ertfcsp de proseguir; e de
acto tarde suspenden'o **ro e aegoio pan o
norte. '
CPMflete CeswrsSegtmdo telegrama re-
ceido honteSir pela agencia do teegrapho nicio-
nal, sabio hentem a tarde do Para para o sal o
paquete nacional Cear.
KelSktorlu Beeebjmose agraleeemos orela-
torio apreseniado assembla geral dos accio-
nistas da Ooaspenhia Je Bdincacaes em 1 de Margo
correte.
\aarraKOn do vapor BabiaO Con-
greeso Dramtico Beneficente, movido pela cari-
dado, nomeon urna commissao para, em companhi
de das meninas que salvaram a uox moco esta-
daote, promover hoje, de aeerdo com a Uommia-
aao Centra! de Soccorros. venda, de'bilbetes
para o espectculo que aquella soeiedade tealisa-
r na. srxta-feira prxima no thuatro de Santo
Antonio em beneficio das victimas do horroroso
naufragio d> paquete nacional Baha.
AtteodeuJj a urgencia do caso, a commissao
receber na mesma occaoiio a esportula de cada
ama das humanitarias pessoas que se digaarem de
aceeitar os referidos bilketee.
E' de esperar qu os socios do Cangreaao te-
juca bem succedidos na caridosa inissio em que se
empenhnm.
Tnealro das) VariedadesOs Srs. Soa-
res do Amaral & Irmios poaeram disposico
das coramissoes de soccorros aos nufragos do va-
por Babia o theatro das Variedades e o res-
pectivo jardim da fabrica Nova-Hamburgo, para
qaacsquer espectculos, concertos ou maines que
pretendan realisar em beneficio dos alludidos
naufrago*.
Ras Ioiperlal Moradores dessa ra nos
informara que, iia muitos dias, nao se fax o ser-
vico da limpeza municipal na dita ra.
para iatervir a Edilidade.
Travessa do Pelxoto Disem-nos que
por essa travesra vagueiam muitos caes que atro-
pellam os transentes, sendo que diversos forano
mordidos por um que eslava bydroplnbico, e que
s ltimamente foi morto.
O 8r. fiscal da parochia de S. Jos de ve pro-
videnciar respeito.
boloBemettemos ao 8r. Franciaco Gur-
gel do Amaral, membro da commissao da aoccjr-
ros aos naufrago do BuAia na parochia da San-
to Antonio, a qoantia do 2 que para o fim que
tem em vistas .1 mesma commissao nss foi renvt-
tida por um chrittSo.
Toewen Pelo Sr. Dr. Henrique Augusto de
Albuquerque Milet, nosso comprovinciano, tomes
obsequiados com um exemplar das Theses e dis
sertacoea que Faeuldade da Direito do Recife
apresentou e sustenten para obter o grao de don-
tor que conseguio, ltimamente, conforme noticia-
m.s.
Agradecemos.
Soeiedade Pbllomatlca-Reunio seesu
soeiedade uo dia 26 deste mex, sob a presidencia
do Sr. Dr. Olintho Vctor. F.i approvada a acta
da sessao antecedente ; em seguida teve lugar a
eleicao de orador e viee-orador, sendJ eleitos os
Srs. Athayde Martina Bibeiro e Anixio Tolentino.
Foi derignada a seguinte ordem do dia : leitura
da chronica pelo Sr. Peixdto de Alencar.
1*." naialhao de iofalerla-Este ba-
talhio dever soffrer boje as 4 hora da Urde, uo
largo do Hospicio, urna revista em completa ordem
de marcha, passada pelo Exm. 8r. gener! Jos
Clarindo, faxendo depois algunas -manobrti.
Madanca de residenciaO Sr. flesem-
bargador Domingos A A. Ribeiro mudou sua re-
sidencia para a ru do Visccnde de jQoyaon, pre-
dio visinho do em que mora o Sr. Pinta leiloeiru.
Aoooeiacao Comxaerclal Aercola
H-ie, s 10 heraa do dia, em ana sedo, reoue-ae
esta associacio em assembla geral,, para o fim de
tomar conbecimento do relatorio e eonta do au-
no social findo, e proceder a leicio da nova di-
rectora e da commissao de contar
Ferro la de Ollnda Do 1 de Abril
proxim- em diaatefica suppnmido, naferro-vlade
Olinda, o trem especial dos bautistas desU cida-
dedo Becife para a de Olinda.
Ferro-va de CaruarfcNa seccio com-
petente vio publicadas as novas*tarifas de passa-
geiros d.-sea ferro via, bem como um quadro das
distancias entre a estacoes.
Club Urania tico FamiliarA commis-
sao eucarregada de levar 4 eaeito as missaa fa-
nebres e a tnctinie por parte i) Club Dramtico
_ Fan*-"" fr00, """m ^"SP?***! .
Maior Jos Elias de Oliveirl, ea.
Bego Luda, Dr. Affjnso Olindlnse, A. Cavban-
te. Bento Mira. Julio Falto e A.de Moraes,
Commissao a fiscalisacio :J-Antonio Marti-
aiano de Veras, Eduardo GoocaWes e tenente Aa
tonio Machado. i '
Commisio de esportulas : hSebastiao Lopes
Qnimaraes, A. Cavalcante, JobMendea Martina,
tenente Autonjo A. M. MendOifc^ profeasor Fran-
cisco da :#. Miranda, Dr. Ba>o> Carneiro, J. .
dos Santos Pereira e Bayniando de Andrade
Lilia. I _.
Commiaaao de seena :Difeojor A. de Moraea,
Theobaldi Saldauba, A. Peres,*.. Wernet o Bo-
dolpho Lima.
aefornia das larifax das vlaa fr-
rea*.Eaerevenoj o Sr. Eogeabeiro H. A.
Milet: on
Soeiedade Auxiliadora da Agricultura, em t
'de Margo de 1887.
Srs. Beda^torea.Achando-se na ordm &&
dia a reforma das exageradas tarifas das nossas
via8-terreaadejur.>sgaUntidos pelo Estado, rogo-
Jhes o obsequio de publicar quaado poder, no lu-
gar competente, a inclusa copia di parecer, que
sobre to momentos nssnospto tive a Dura de
apresentr a Assemba G>ral desti -ociedad'-,
em nome da respectiva scelo da ecoajomia ocial
e rural, no dia 25 de Maryo de-1882.
Dito parecer o proprio, cujas eonnlnses ser-
viram de base a representaco dirigida pela -mes-
ma Sociedde, no alia 12 de llaio do dito anua,
ao governo de S. M. o Imperador e ao prometti-
msnto constante do aviso excedido em 12 de Se-
tembro segointe ela secretaria da Agrieultara,
Commercio e Obris Publicas.
* Est hoje fofa de qualquer conteatacao, c
em Peruambuco, depois de urna experiencia pro-
longada por mus do 25 anucs, que si nossa v.a-
ferrea de S. Francisco tem vivificado apenas es-
treita faxa Je terreao, muto iuferior a de 60 ki-,
lometros de largura que tinha aido considerada
como pertenceate a sua sona de actividade, e
nem sequer aproveita todos < transportes na-
quella estieiu faxa; se est longe de preatar a
agricultura e ao cjmmercio de servicos com que
era licito cantar, e si o Estado anda carrega com
50 on 60 por cento da garant de juros, to la-
mentavel quaato imprevista situacio i devida an-
tes de ludo a exorbitancia de anas tarifas.
Os resultados apresentados pela via-ferrea de
Limociio, cujas tabella ao mais altas, sao tam-
bem aiuda mais deaani nadores ; a sua zona de
sctividade pouco exceae de 8 ou 10' kilmetros
quando milito ; os seua trens de pasaageiroa eir-
culam quasi que vasios ; soffre coucorrenoia doa
almocrcves ; sua receita nem sempre cheaa para o
custeio e a quasi totalidade dos juros garantidos
paga pelos cufies pblicos !
J de ha muito, o Governo Imperial, parece
ter comprehendido, j nj direi a relaco .iirect
que existe eutre as tabellas altas e o peso da ga-
ranta de juros, mas os eujbancos qu, taes tabel-
las oppam ao desenvolvimento da produccao com
prejuixo manifest para a riqueza nacional e os co-
fres pblicos.
Per isao, logo em 1881, pe js aviaos de 8 de
Janeiro, mandou vigorar as estradas de ferro
costeadas pelo Estado notaveis (batimentos para
os producios da pequea l-.voura, e determinan
que e organisasaem, e Lsaem postas em vigor
mmediattmente em todas as estradas subvencio-
nadas, para screm applicadas aos ditos productos,
tabellas espeeiaes com o abntimento de 50 por cento
sobte as tarifas existentes !
. Os avisos do 1-1 de Outubro do auno prximo
njuaado, com cujas dispoa'cao oecupei-me em mi-
nha carta de 16 do corrate, constituem novo e
mais adan'jido paaso itate sentido, pois abrau-
gem as tabellas de passagein e frete dos nossoa
gneros de expjrtafo, emb ra para estes nao se-
jam sufHcientes 09 abates planejados.
Maufeswi, aa citada cart, o rrclide ver as
benficas vistas do goveruo estscar boje camo em
1881, diaate da eppusicao das directoras inglezas
de noaaa vias-ferres ; e procurei mostrar, que
mquante taca estradas nj tisessem reaiim.n-
al que dispensaaae a ettectividale da garanta
de juros, ao mesino gavern tocava a livre diapo
i-co das tarifa.
c Nao me pasiou peo sentido, (e si da tal me
lemL boavera acreditado que seineihantf
desse ser bem suecedida; que podan
taes Vetoria, recriando a cotuequeneas.
orna reeaaa p#ta exigencia* fincir acquieaceooia a uaa vistas e burlar oomple-;
tamente 0 fim do arlad d 14 d Outubro, propondd:
abates insignificante e obtnd> a sua appro-;
raolo !
E atraante, foi o que #e dea na Parahyba, e de-
vemoi reces r, que o mosmo no aeonteca, pota em
avisa de 4 do correbte, dirigido ao eng^nheiro fis-
cal da ficforrea do-Oande-d'Eu, declara o Era.
Mihistro 3a frinltura ter approvado ss nova
tabellas ^preaentada pelo superintendente- d'a-
quella vis-ferrea.
Ora, ditas tabellas, comparada aa actual-
mente eto vigor, s realisam abates verdadera-
mente irrisorios ; os preces permanecen! superio-
res o* da nosaa via-ierrea de S. Francisca c
quasi quo duplob do contantes da base adoptada
no aviso de 14 de Outubro : assio), os das passa-
gens de Ia classe sao calculadas na rasfio do 70
por kilmetro e os das d* 3* classe na de 35 ria ;
a bagagem paga 700 por tonelada kilmetro, as
mercadonas 50J ris, o asaucar. 150, as verduras
100 ria.
Nao ser, de certo com semelbantes tarifa,
de 5 vexes at dez vezes superiores as que vigo -
ram as vas-farreas da Europa* e America do
Norte, que o nossa governo conseguir desinvol-
ver a produccao, augmentar o trafego e diminuir
o peso das garantas "de juros. As actuaes tarifas
sao por tal forma exageradas, que abates de 5 ou
I0*/o nada valem ; devem ser em geral de 30 /o,
como supponho tel-o evidenciado, no parecer cuja
publicaoo boje peco,-e indicoa esta soeiedade na
representacSo que dea lagar a aviso de 12 de
Setembro de 1832.
< Taes abates sao os nicos efficazes, em vista
do fim a que se quer chegar. Se o governo impe-
rial nao pode obtel-os da iniciativa das directo-
ras iaglezts, corre-lhe a obrigacao de impol-oa,.e
tem o direite de fasel-o, interpretando as eatipu
laces dos contratos celebrados com as compa-
nhiaa inglezas, de accordo com s bom sonso e as
exigencias do nteresse publico, que alias nada
tm de contrario aos iateresses bem entendidos
dos accionistas das companhas.
Son, com estima e coneideracao de Vs. Ss. ve-
nerador, criado o obrgado. Henrique Augtuto
MiUt ..
Hlrerturla da* obra tfe eoaserra
cao dos portes)Boletim meteorolgico do
dia 28 de Marco de 1887 :
lias de ^s**
ris lo *r*o-Par*A lotera deata
ineia, psjlo aovo plano," cujo prasnio grande
ser extrtbidario dia 1 de Abril
prximo.
BHVetos venda na Casa da Onro, ra do-Ba-
rio da Victoria n. 40 de JoSo Joaquim da Costa
itise -
Taabam acbum-M vendan Cas* d
tu aa, i ra Primeiro de Marco n. 23.
CHRONICA JUDICIARIA
s
a o
Heraa B1
V p 0
|3
6 m. 25-8
9 29^-21
12 - 30'9
8 U 30'-8
6 2831
Barmetro
0
75894
75983
75966
758-18
75848
Trasio
do vapor
21.26
21.28
20.87
20.51
18.61

a
a
I
=3
83
M
ri3
61
66
Temperatura maxima^-ii,0.
Dita minima25*,50.
Evaporacao em 2 horas ao sol: 5,*4 ; som-
bra: 8,-9.
Chavan ulla.
Direcclo do vento: E de meia noite at 8
horas e 52 minutos da manba; ESE e SE alter-
nados at 3 liaras e 26 minutos da tarde ; SE at
meia noite.
Veloedade media do vento : l,"S4 por segundo.
Nebulosidade media: 0,39.
Iiell Ae"Etiectuar-se-ho :
toje :
Pe agoste Pinto, s 11 horas, na ra do Bom
Joslus-B. 43, de prelios.
t Amanha :
' Pelo qgenle Pestao, s 11 horas, na ra do
Vigario n. 12 dp predios.
Pelo agen'e Putaa, s 11 horas, na travessa
do Corpo-Ssuto n.23 de movis.
Sexta-feira :
Peto ajenie Burlamaqui, s 11 horas, na ra
do Imperador u. 30 de roupas e fazendas e parte
de um engenho.
HI*o fnebres.Serio celebradas :
Hoje:
A's 7 horas, no Caroso,'' por alma de Jos do
Bego Araujo.
Amanha :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, per alma
a Baroaeza de Goyanna ; s % horas na matriz da
Boa-Vista por alma de Candido Alberto Sodr
da Mosta; s 8 horas, na mesma matriz por alma
docnmmendador Aureliano de Almeida Bodri-
goea Isaac.
*at5w.^.P"' A'' s'horas'a capelU do Filar por alma do 1-*
tsente Aureliano Isaac.
Sabbado :
A's 8 horas no convento do Carmo por alma dos
falletdos no naufragio no vapor Bahia ; s 8
hora, aa matriz da Boa-Vista, pala de Joaiuim
AotojioG. de Figueiredo.
PtsasajrelrosiCbegados dos portos do sul
no vapor nacional Espirito-Santo : >
Dr. Antonio C. Medeiros C, Julio Pereira da
Costa, Virgilio Antonio de Carvalho, Dr. Jos
Aotosno de Oliveira Mendoo$a, sua senhera, 1 fi-
Iha e 1 criada, Josa de Oliveira Bastos, Carmo
Jos de Castro, Modesto Vi eir, Bense, Dr.
Francisco Pereira da Silva, Jos Vicente Barbosa
e S, D. Bita de Mendonca Coi raa, 4 ex-pracaa
do exercita, Manoel Cardoso da Silva, Alberto
Ayres da Gloria, Joo M. Bocha Figueireie, Mi-
ltao Thomaz Goncalves e aua seahora, Virgilio
C de Oliveira, Cameron M. Bexie, Baymundo da
Silva e 1 filho, Aristides F. de Oliveira, Mara
Filomena de Sunza c 2 filhos, Joio Pe ro Ale-
xandrino e Antonio Fernandos Ben :vides.
SahiduS paca os portos do norte uo mesmo
vapor:
Gustavo M. Soares de Pinho, "Lauro C. Soares
de Pinho, Florines Bosas, Antonio Marques da
Fonaeca, Antonio Lima, Alijio M. da Silva, Mi-
randolina de Azevedo Maia, Olympio Tararea,
Frederico Peres de Sampaio, Dr. Vicente Saraiva
de Carvalho Neiva, Manoel Seve Filho, Jos Ig-
nacio Bibeiro, Jos Lopes Pessoa da Costa, Fe-
1 lamino Octaviano de Mattos, William Leal, Dr.
D;jelecio A. do Bego, Dr. Justino Moura e 1
criado, Damiio Francisco dos 8antos, Dr. Jos de
X res, Dr. Antonio da Costa Fontenelle, Francis-
co Sevenno uarte, Antonio Furtado, Jeronymo
da Bocha Pag, Francisco Mendes da Costa, Joio
da Frota Vascoucellos, Joio da Frota, Cnstedio
F. da Silva Leal, Dr. Montezuma de Carvalb,
Nicolao Pepe, Luiz Eissengaten, P. A. G. Ma-
ckenzil, Antonio Domiugues de Sousa. Antonio
Firmo Diaa Caldoso Jnior, Joaquim C- B. Pinto
e Joaquim Mana Pinheiro Costa.
Sabidos para es portos do sul no vapor Man-
daba :
Francisco Vietor Coelho, Luiz O. Monteiro,
Rosa Severiano de Figueiredo, Alice da Costa
Pereira, \melia Silva Braga, Andrew Carmen,
Joaquim V. dos Santos, Miguel Antonio dos San-
tos, F. ettefsen, G. Larson, Manoel Goncalves
dosSantos, Jos Vicente Barbosa de S, Jos Fe
liciano da Silva, Joo Fernandes, Maonel Barret-
to, Manoel Antonio dos Santos, Julio Parias,
Emiliano Manoel Macieira.
__Chegado d* Europa no vapor francez Sul-
'y -:
Petite AlfreJ.
habidos para o sal no vapor nacional Ay-
mor :
Corbiniano de Aquino Fonseca, sua senhora e 2
filhos, Ernesto Carueiro Bibeiro Santiago.
Proclama* de casamentes-Foram fi-
os na matriz de Afogados no dia 27 do corrente
os seguintes :
Joio Lucio da. Silva cem Mara Chrispina da
Coneeicio.
Liberato Diniz Lobo, com Firmma Marcionilla
da Costa.
Caa de DeteneoMovimcnto dos pre-
sos do da 28 de Marco :
Existiam presos 408, entraram 13, sahiram 23
Existem 398.
A saber :
Nacionaes 360, mnlhere 18, estrangeiros es
era vos sentenciados 7, ditos processados 2, ditos de
correecio 9-Total 393.
Arracoados 330, sendo: bous 310, doentes 20.
*m Total 330. ,
Movimento da enfermara:
Tiveraxn baixa :
Beliaario Joa, escravo da. Joao Nunes Thom de
Souza.
Mara Antonia da Annunciacio.
Lotera da edreA 204 lotera da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de-----
30:OUO#000 ser extrahida no da .. de Mar-
co.
Os bilbetes acham-se venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 89.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tina rna Primeiro deMarco.
Tribnaal da Relaco
SESSO OBDINABIA EM 29 DE MABCO'
DE 1887
PBKSlDEXCIA DO EXM. 8R. COSSELiHEIRO
QmnNO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
. A's horas do costume, presentes os Srs. desem
bargadnres ni numero legal, foi aberta a aesaao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e pastados os feitos deram-ae os
seguintes
JDLGAMENTOS
Habeas Corpus
Pacientes .
JdCo Correia de Salles Cajaeiro. Mandou-so
ounr o juiz municipal de Auadia.
Antonio Francisco da Silva e outroMandou-
se ouvir o juiz municipal de Bonito.
Dionisio Majoel Ferreira. Negoo-at contra
os votOB dos Srs. desembargadorea Oliveira Ma-
eiel, Delfino Cavalcante e conselheiro Queiroz
Barros.
Recursos eleitoraes
De S. JoioBcorrente o juizo, recorrido Jo-
s Villar de Araujo. Belator o Sr. conselheiro
Queiroz Barros.Negou-se provimsnto, unnime-
mente.
Do PenedoRecrrante Emilio 8oares de Al-
buquerque, recorrido o juiso. Belator o Sr. desem-
bargada Buarque Lima.Negou se proviin ento
unnimemente.
De Caruar Becorrente Dr. Estevao Carneiro
Cavalcante de Albuquerque Licerda, recorrido
Dr. Bicardo Pereira do Paria. Belator o Sr. de-
embargador Toscano Barreto. Nio ae tomou
conbecimento, unnimemente,
Do Rio Formoso Becorrente Dr. Antonio Ama-
zonas de Almeida, recorrido Manoel Sancho Cor-
reia Cavalcaate. Belator o Sr. dosembargador
Delfino Cavalcante.Deu-se provimeato, unni-
memente.
Da EscidaBecorrente Dr. Jos Eugenio di
Silvr Ramos, recorrido Jaciatho Pereira da Cos-
ta. Belator o Sr. desembargador Oliveira Ma-
ciel. Deu-se provimento, unnimemente.
Do Ouricury Becorrente Elysio Gomes de
Sousa, recorrido o juiso. B, lator o Sr. desem-
bargador Pires Ferreira. Deu-se provimento,
unnimemente.
De S. JoioBecorrente ojuizo, reeorrido Vir-
gilio Villar dos Santos Pequeo. Belator o Sr.
desembargador Alves Bibeiro.Negou-se provi-
mento, unnimemente.
De S. JoaoBecorrente ojuizo, recorrido Dens-
dedit Villar de Araujo. Belator o Sr. desembar-
gador Tarares de Vasconcelos.Negou-se pro-
vimento, unnimemente.
De Alagd* GrandeBecorrente Joio Ferreira
Veras, recorrido o jnixo. Belator o Sr. desem-
bargador fires Goncalves.Em diligencia.
Becurso crime
De AreiaBecorrente o juiso, reeorrido Anto-
nio Bicardo da Silva. Belator o Sr. desembar-
gad Buarque Lima. Adjuntos os Srs. dsssm-
bargadores Delfino Cavalcante e Oliveira Maciel
Negou-se provimento, unnimemente.
De Bom JardimBecorrente o juixo, recorrido
Antonio Leite de Carvalho. Belator o Sr. des-
embargador Deldno Cavalcante. Adjuntos os
Srs. desembargadorea Alves Bibeiro e Buarqne
Lima.Negou-se provimento, unnimemente.
Aggravos de peticao
Do commercio do Recife Aggravintes Ferrei-
ra Guimaries Si C, aggrarado Miguel Larcipre-
te. Belator o Sr. desembargador Buarque Lima.
Adjuntos os Si-e, desembargadorea lavares de
Vasconcelloi' e Pires Ferroira. Deu-se provi-
mento, unnimemente.
Do commercio do BecifeAggravantes Lopes
Irinio & C, aggravados Antonio Luiz da Costa
& C. Belator o Sr. desembargador Pires Fer-
reira. Adjuatoa os Srs. conselheiro Queiroz Bar-
ros e desembargador Monteiro de Andrade.Deu-
se provimento, unnimemente.
Do, commercio vdo Becife Aggravance Tho
Central Silgar Factorie, aggravado Francisco Xa
Do PenedoAppellante o juixr, appellado Jo
s Aureliano de Mello.
Ao Sr. eoBselheiro Queiroz Barros :
Appel lacio- crime
Do Becife--Appellante Antonio Francisco Cor
ga, pjMMsala a justca.
D1LIGENCHA8
Com vista ao Sr. deswrflbrgador promotor da
joatica Interino as egtintes :
AppelracAes Crimea
De AlagSa do monteiroAppellanU Seba!!^1
Jo da Bochar sapallada a justica.
Do TraipApoellaute o juixo, appellado An-
tonio Jos de Paria-
De GaranhunsAppellante o juiso, appellado
Satyro Gomes, da Suva.
De Bom Conseis-s--Appatlante o joiso, appl-
lados \ntonio Leite de Siqueira Cavaieaote e Ve-
nancio, escravo., *
DISTBIBL'igKS
B-urBos eleitoraes
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
Da EscadaBecorrente b icbarel Jos Eugenio
da Silva Ramos, recorrido Possidonio Jos Cardo-
na Sobriaho.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De BezerrosBecirren'e Jos Soares de Oli-
veira Filho, recorrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Pire Goncalves :
De Bom JardimBecorrente Vicente Joajuim
de Miranda Filho, recorrido o juizo.
Becurso crime .
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De Porto CalvoBecorrente o juiz, reorridos
Thom de Aquino Medeiros Dorta e outro.
Aggravos de pe ti vio
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Ds commercio do BecifeAggravante The Cen-
tral Sugar Factorie, aggravades Visconde de
Campo alegre eoutros.
Aggravo de instrumento
Ao Sr. desembirrgador Tavares do Vasconeelloa :
Do BouitoAggravantes Policarpo Jos de
Sant'Aona, e outros, aggravado Domingos Fer-
reira de Moraes.
Appellacoes crimes
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
De Macei--Appolante Manoel de Souza Leio,
appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
De Macei--Appellante Manoel Nunea Cajara-
na, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
De Taqaaretinga-Appellante Joaquim Anto-
nio de Mello, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Delfino Cava'eante :
De Macei Appellante o juixo, appellado
Bruno Lopes Ferreira.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
De Macei--Apjjellante o promotor publico,
appellado Jos Ferreira de Lima.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De MaceiAppellante promotor publico, ap-
pellado Augusto Alves Marroqairo.
Ao Sr. desembargador Monteiro da Andrade :
De Goyaona Appellante o juiz), appellado
Manoel Damasio.
Ao Sr. desembargador Alves Bibeiro :
De TaquaretngaAppellante o juizo, appella-
do Joa Joaquim Ferreira Jnior.
Ao Sr. desembargador Tavares de Vaseoncellos :
o Taquaretinga--Appellante ojuizo, appella-
do Amaro Jos da Canso.
Appellacao commercial
Ao Sr. deseuDsrgador Delfino Cavalcante :
De PalmaresAppellante Clodoaldo de Barros
Franco, appellado Narciso Maia & C.
Encerrou-se a sessio as 2 1/2 horas da tarde.
tario, firmado por sen proprio puho. Des-
de que o mandato .Dio iaipsxtava a to-
mada da casa e rrem a expulo do Sr.
Eulogio, qualquer opposico era inooofes-
avel, pois DsV> teria movrol licito. sta
a verdade. *
, Intimado o Sr. Eulogio do primeiro man-
dado, annuio, como dizem os officiaes,
tanto quo ordeno u que fosse feito O arrola-
raento.
S depois qne sabio e conferenciou com
os dirtetoret que tinha na localidad,
que, despeito de principiado o servico,
yior ne basgador Monteiro de Andrade. Adjuntos os
Srs. desembargadorea Oliveira Maciel e conse-
lheiro Queiro Barros. Negou-se provimento,
unnimemente.
Prorogacio de inventario
Inventariarte Isabel Mara de Jess e Albu
querque.Concedeu-se o prazo pedido.
Inventariante Joaqaim O yuto Bastos.Conce-
deu-se o prazo pedido.
Appellacio crime
De IguarassAppellante Dr. Francisco Xa-
vier Paes Barreto, appellada ajustica,. Belator o
Sr. desembargador Toscano Barreto.Confirmou-
ae a aeuteuca, contra o voto do Sr. desembarga-
dor Alves Bibeiro.
Appellacio com nercial
Do Becife Appellantes Luiz Goncalves da
Silva A Pinto, appellado Hermaon Ludgrens Be-
lator o Sr. desembargador Monteiro de Andrade.
Revisores os Srs. desembargadorea Pires Gon-
calves e Alves Ribeiro.--Coutirmou se a senten-
ca, unnimemente.
FAS&AOEN8
De Sr. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appeliacio civel
De Campia Grande Appellante Isidoro da
Cunba Cavalcante, appellada D. Mara Jnstinia-
na de Albuquerque Montenegro.
Do Sr. desembargador Buarque Lima ao Sr.
desembargador Tojcano Barreto :
Appeliacio commercial
Do RecifeAppellante Joaquim Jos Bodii-
gues da Costa, appellado Joaquim Dias de Al-
meida Costa.
Do Sr. desembargador Toscano Barreto ao Sr.
desembargador Delfino Cavalcante :
Appellacio civel
Do BecifeAppellante Manoel Silvestre Fer-
reira Bastos, appellada D. Josepha da Rocha Pe-
reira.
, O Sr. desembargador Delfino Cavalcante como
promotor da justica ad hjo deu parecer na
Appellacio crime
De MaricyAppellante Antonio Jos de Ma-
gaihii's, aopellada a justica..
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador fires Goncalves :
Appellacio civel
Do BecifeAppeilaate Jos, Antonio Pinto, ap-
pellado Eduardo Alexandre Burle
Ao Sr. desembargador A Ivs Bibeiro :
Appellacio crime
De Bom Jc.rdimAppellante o juio, appellado
Clementino Lias de Araujo.
O Sr. desembargador Pires Goncalves como pro-
curador da corda e promotor da justica interino
den parecer uos seguintes teMos :
Appellacoes crimes
Do BrejoAppellante Sebastiio Jos dos San-
tos, apperlada a justica.
De AlalaiaAopellante o juizc, appellado Jos
Flor do Nasciicent.
De AtalaiaAppellante Trujana Alvesdos San-
tos, appellada a Justina.
Da VictoriaAppellante ojuizo, appellado Pe-
dro Jos Goncalves.
De Goyanna Appellante o juizo, appellado
Frederico Ferreira Mendes Guimaries.
De Bom ConseiboAppellante Luiz Alves Fei-
tosa, appellado Jos Goncalves dos Santos.
Do Limoefto Appellante o juizo, appellado
Joaquim Joa de Sant'Anna.
De OuricuryAppellante o juizo, appellados
B gaciano Lopes de Macedo e outro.
De S. Joao -Appellante o juizo, appellado Ben-
jamn Baptista dos Santos e outros.
Appellacoes civeis
Do BecifeAppellantes Antinio Joa de Le-
aos e ontros, appellado Antonio de Seuza Braz.
Do BecifeAppellante a confraria de Nossa
Senbora do Li'vramento, appellados Casemiro
Fernandes & C-
Appellacio commercial
Do Becife Appellantrs Lua Goncalves da
Silva & Pinto, appellado Lew Hermano.
Do 3r. desembargador Alves Biberb ao Sr.
desembargador Cavares de Vaseoncellos :
Appellacf a1 crimes
De Macei -- Appellante Jvl Veridano dos
Santos, appellada ajustica.,-
1NDICAC0ES OTIS
Medico .
0 Dr. Lobo Moscoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conntia no
oxercicio de sua pronsSo. Oonslruas das
10 s 12 horas da manhS. Especialdades
eperacSes, parto e molestias de s-nboras e
meninos. Ra da Otaria n. 39.
Dr. Barreto Sampaio d consultas de
,meio-da s 3 toras no 1. andar da casa
a ra I* Barao da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Seta do Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jetiu tem o seu consul-
torio medico, lraa do Bom-Jeaus n. 23,
<*rrr1n --"*-- m '*!* mm< i
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das l horas da manhJ s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
coes dos orgaos genito-urinarios do hornera
e da mulher.
Dr. Joaqaim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1.-
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro.
Dr. Virgilio Taares de Oliveira, d
consultas ra do Rangel n. 36, l.0 andar,
onde pode ser procurado das 11 horas da
manbi s 3 horas da tarde, dos dias uteis.
Especialidademolestias internas. Gratis
aos pobres.
Dr. Manoel Argollo. Residencia e con-
sultorio ra Duque de Casias n. 86, 1.
andar. Consultas das 11 horas s 2 da
tarde nos dias uteis. Telephone n. 283
Consultor-i* Homasopatieo
0 Dr Miguel Tkemudo, medico ho-
mceopatico, tem o seu consultorio ra do
Bario da Victoria n. 7, 1. andar, onde
d consultas diariamente das 12 s 3 ho-
ras.* Chamados por eecripto a qualquer
hora do dia ou a noite.
llroRarla
Francisco Manoel da Silva ot C. depo-
sitarios de todas as especialidades pharma
oeuticas, tintas, drogas, productos chimic e medicamentos horaosopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
^Serrara a vapor e officina de carapina
de Francisca dos Santos Macado, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, compra-se e vndese madeiras
de todas as qualidades, serna-se madeiras
de canta alheia, assim como se preparam
obras de carapina por machinas e por pre-
90 sem competencia Pernambueo.
appareceu oppondo-se e usando de inju-
rias, improperios e desaforos. E' preciso
dizer que n'ena occasilo j estava ncora-
panhado dos seus bravis.
. 0 servico ficou parado -, e a taja tran-
sformada em scenario do burlesca brava-
tas.
Os officiaes comprehendendo pelo que vi-
rara 9 peta que souberam que tudo aquilo era
O inicio do plano que a noite se poria em ex-
ecujao : a limpa^da loja ; dirigiranPse a
autoridade policial para os auxiliar na vi-
gilancia da csa, at qne fossa pelo juizo
tomada qualquer providencia.
A autoridade prestou-se ; mas, ou fosse
porque extstisse festa no pow>ado, ou por
outra qualquer causa, o caso que a noi-
te, bem preparados voltaram os taes e o
Sr. Eulogio e mais um bom numero de cu-
riosos. Os officiaes, no temeram ; ob-
servaram que aquillo era inconveniente-^,
e tanto bastou, para serem com o juiz e
mais alguem, alvo de epitbetos de toda or-
dem.
A cousa tomou se feia e a tal ponto che-
gou a audacia que um dos directores disse;
se disserem mais alguma coma vo para
o tronco.
Deve conviro Sr. Justas que petares
e mais ignorantes do que officiaes, foram
e sao estes perturbadores, para nao classi-
fical-os convenientemente.
Vindo todo este occorrido a presenca do
jaizo, novo mandado foi expedido e novas
cautelas mais seguras foram toma-
das.
O segundo mandado continha a su mina
do primeiro, mas suspeicSo em que fi-
cou o Sr. Eulogio devia autorisar mais al-
guma cousa. Ainda assim, consagrava o
segundo mandado a clausula de, s dar-so,
deposito em mao de terceire, no caso de
ti3o querer acetalo o.Sr. Eulogio.
Por ahi o Sr. Justus a va liar dos senti-
mentos que me dominavam.
Os officiaes pediram garantas para si,
atienta a ameaya qua Ibes fo taita ; o Dr.
juiz de orpliaus, concedeu-lh'as mandando
duas pr.ic.as do 14 batalhio e offiuiando ao
delegado de polica do 2' diatrtato.
Eu que tambem fui, nao neg, preveni-
me, pois estou bem a par da audacia dos
ojficiosos em occasoes taes; mais com a
minha prevenco, a ninguem offendi.
Apenas constou em S. Jobo a chegada
dos officiaes, das duas pracas e das de-
mais providencias, desappareceram como
por encasto taes senhores, que na vespera
tiio triste copia deram de si.
No da segunte o Sr. Eulogio annuio
ao cumprimanto do mandado, assistio o
arrolamento, mais n&o quiz assignar o de
posite.
N5o citei nones, porque devo suppor
que hoja estejara arrependidos do papel
que desempanhsram.
No me eximo da responsabilidade de
ter dado os pasaos que dei para salvaguar-
dar os interesses do espolio ; assim,- como
nio recusarei jamis em juizo qualquer
explicyao quefSr legal de factos re-
lativos ao mesmo espolio.
Appello do qde tica escripto para o Sr.
Manoel da Silva Barros, para o Sr. Pedro
Alexandrino Coelho da Costa o para todos
aquellos qua assistiram aos acontecimentos.
Em concluso:houve muito grito,
muita bravata ; mas o certo que, mais
de metade do activo da casa desappare-
ceu, avultando assim o onus do espolio,
contando, afinal, a victoria os pescadores
do alheio.
Se houver mais alguma cousa, s res-
pondo em juizo aonde sem duvida, ter
de comparecer quem culpado for por tudo
que bou ve de insolencia, desobediencia e
de... innocencia.
Escada, 28 de Margo de 1887.
Jos Fernandes da Silva Potte.
(Continua.)
Prend a Jos Gome, menor, no engenho Flo-
resta nao porque achou um saceo com 85, mas
porque forton um sacco com 85/, a om transente
menor em liom-Jardim, quando este passava 1 no
lugar Jn deste distiicto e por qoeixa dotranassane'-
prend, mas nio espaldeirei, rocolbi o a 1 idii
de Naaaretb, nio ao tronco, p- ude o misaiviate
recorrer ao inqoerito qne esta affeeto o;Dr, jais
municipal, nao cerque mais casa alguma e quaato
a conducta de Joa Gomeinvoco que o diga o
digno proprietario do erigen 00 Florala.
Nio queira o missivista proteger i ladroes
Traconbiem 28 de Marco de 1887. ,
O subdelegado,
Antonio Jos Lope de Alouqiterque Jnior
Sr. Redactor- Tendo sido meu fiUiinto Witiu-
vio, atacado em i% de Junho do anno prximo
paseado de urna partonif, qu rssisti a todos es
estire s de tres disiinctos mdicos 3'esta cidade,
disendo-me o ultimo que consultei, Agosto, que menino s escapara por milagre da
Providencia, porm nio pur efteito de medicina.
Sbpponho que foi a providencia quem leabron-
me 00 8r. l)r. Frederico Cha ves Jnior.
Chamei-o__Disse-me este qne e estado do
menino era muito grave; porm qne nutria a espe
ranea r sal val-o, embora houvesse de laetar
tambem com as aicite que se achara bem pronun-
ciada. *
Imagine V. S. qual nio presentemente miaba
satisfacao vendo meu filbinho de perfeita sau e e
muito gordo.
Nao tendo o Sr. Dr. Frederic Ohaves exigido
gor esta nriraculosa cura coatribuicio alguma jul-
guei dejneu dever virdo alto da imprensa teatemu-
nbar-lhe minha sincera gratidio.
E' mais urna maravhosa foiha de louro, que e
Sr. Dr. Fredirico Ubaves vae juntar as innmeras
de qua se compoe a soberba grinalda de Habne-
mann.
De V. S
Attento venerador e criado.
Recife,283-87.
Manoel Waldrado Soares.
Soeiedade M. M de Margo
Approximando-se a eleicio desta Soeiedade
lembramos aos Srs, socios os seguintes cavalbeires
para a nova admioistracao :
PresidenteAugusto do Gouveia.
Vice-ditoJos Marinbo.
1 SecretarioMaximiano da Silva.
2* ditoMaximiano das Neves.
TbesoureiroPhilomeno de Sonza.
ProcuradoresAntonio Raymundo e Joaquim
de Sonsa.
e Ignacio Paixao.
s de Almeida, Jos La-
i
1
i '-'""*
1

(JradoresVicente Ventura
Exame de oontasJos
cerda e Aprigio Baptista.
PLBLIIAIOLS \ PED1II0
Para o livm. Sr presidente lr
e provideaclar cerno no easo
eouber.
C Con.tinac,do )
No artigi anterior mostrei claramente
quaes as razSas que militaram para aer
expedido o mandado, medida toda de can
telacontra a rapinsgem posta em prati-
ca, na casa de Jos Luiz, & C.
Accusera-me como quizerem, rasa t-
quem certos de que os homens de criterio,
me fr3o justica, am vista dos factos-
Vamos a diligencia e seus incidentes.
O priqseiro mandado era muita simples
e o seu cumprimento em nada prejudicava
o Sr Eulogio, a menos que nao temeese
elle o dettcobriinento daquillo a qae o ar-
rastaram mos conselhos. Comprehonde o
Sr Justus qua so a .boa f estivesse do la-.
do do gerente da*casa de S. JoS da Boa
Esparanca, o assumpto do andado, lhe ser-
vira antas de urna garanta paca si e para
esses direitos- lucros quo dizia ter, quan-
do os houvesse dealleg.r; tanto ni
exigindo, apena o mandado a ratificar,^.
O Sotq-iito.
DesHida
Vicente Saraiva ds Carvalho N iva, segnindo
hoje ao vapor Eepirito-Santo, pata comarca do
Te:x ura na Parahyba, a nio podendo despedir-se
pessoalmente das pessoas que o bom am com ana
amisade, pela presteza da viagem, Q faz por este
meio, perijndo descnlpa e oflereceude-lhes all os
seus diminutos prestimos.
Recife, 28 de Marco de 1867.
Cha do Carpira
.\oticia agradavel para quem
precisar restabelecer nsaude
Em vista dos benficos resultados obti-
dos pelas peesoas que lm procurado a
agralavel povoac;ao Chii do Carpia, tenho
a salisfaclo de avisar a todos aqulles que
precisarem de mudanca de clima para sua
suade, que tenho montado neste pitoresco lu-
gar urna casa com as acoramoda8es necessa-
rias, dirigida por mira e por minha mu-
lher ; afino de receber e tractar com todo
o disvelta po8Svel os pesioas debilitadas
e em convalsscena que necessitam de sa-
dia aliraentacao e excellente clima para o
seu restabeleciraento completo, dtixando
de receber deentes de cama que precisera
de cuiddos mdicos e de entarmeiros, bem
como os de molestias contagiosas.
Para ntarraacSo minuciosas no Recife
ra Novo a. 16. -
ChS do Carpina, 30 Jet Joaquim de Moraes.





1

-cJ^^S
^fcN?S
PARABENS
ao talentosobacbarel An-
tonio R. de Albuquerque
Maranbao' pelos lonros
que acaba de e Hit com
a sua formatura em scien-
cias jurdicas e sociaes.
303 -87.
Alar;anno Leao.
Netto Compeli.
^%^
Avisos aos incautos
" 1
S -

^m
-ifll

t".
-'

. ':jt\





issembla Provincial
O projeeto n. 9 de 1899 e a
clamorosa Injustica qne elle
euvolve.
Esta epgraphe attrahio-nos a attencio, e ler
mos um artigo no Jornal do Becife assignado por
um pseudonymoJuuena Prannos, contra a de-
lib racio que a nossa llustre Assembla prope-
se tomar, a respeito da venda de bilbetes de lo- J
ferias do outras provincias e do paizes estran-
geiros.
Para combarer a projeeto n. 7, que vem tran-
scripto no artigo, enunciaiuvenal Paranhot
urnas observacoes que, ao nosso ver, longe de ta-
vorecerem o seo,intuito, o prejudicam manifesta-
mente. .
Propomos-nos a respondel-o; mas, infelicmente,
a hora adiantada em que lemos o Jornal, obriga-
nos a escrever muito pouco.
O primeiro argumento que o projeeto nio
vem em apoio da verdade ecc-nomica : o mal das
loteras ; urna vez que elle mantem as loteras da
provincia. '
Juvenal Prannos, engaa se: se o projeeto nao
se destina a remover esse mal, nem a tauto poda
ebegar, certo, entretanto, que elle de reco-
nbecida utilidade ; porquanto produz o effaito de
reduzir, de localisar esse mal.
E nio vai nisso um passs adiantado pira che-
gar-se mais tarde su completa extinecio ?
O projeeto pois til e benfico.
Os inconvenientes desse grande commercio de
bilhetes de loteras do outras provincias, sio des-
de moito reconhecidos, e o pensamento de repn
mi 1-os descobre-se na elevada taxa, tributada a
casas de venda de taes bilhetes.
J era tempo de acabar com esse commercio,
que tantas veses tem prejuaicado aos nosso3 com-.
provincianos.
Para que, pois, a eeleuma de exclusivista -Irro-
gada a Assembla Provincial, quaadj ella procura
atteoder s conveniencias da sua trra r
Que proveito tem adviudo para njdas loteras
.'as outras provincias ? ....
Nio sabido que eltas ten prejudicado gran-
demente a extraccio das nossas loteras ?
Se as loteras sio tm mal, com que direito ha
de urna provincia propgalo a-frna sua irma ?
Cada urna que carregue com sua* mauitas.
E' tempo de acabar com esse commercio inter-
provincial de bilbetes deJoteria.
Parabas aos dignos depuados que tiveran a-j
'Yeliz lembranca do projeeto n. 7.
At amanha, Juvenal. '
Tieho Drahe.
Affonso Frreh*a da Rocha Leal, por si e
seus irrnos,'avisa a quem quer que seja
para nao comprar bem algum Luiz Jos
da Costa e Silva, as viuvas e herdeiros de
Antonio Jos da Costa e Silva, e Joaquim
Jos da Costa e Silva, representantes da
extincta firma Costa Irmaos & C, por es
tarem estes com seus bens su jeitos ao pa
gamento d'uma divida con'rahida para com
seu finado pai e de importancia superior
a 35:000^000: pena de ser havido pos-
suidor de m f e sem direito de reclama-
eiio alguma.
Recife, 18 d Margo d|1887.
Affonao Ferreira da Rocha Leal.

.

4o commercio

Violencias policiaes
Dia a Provincia n. 57 de 25 do corrente
daquillo nrasmo qu?i tinha o 5r. JJjUrngtojdogubdelegado do Io districto da fregar
apresentado era bataneo a* jz do inven- Tracuahaem.
acerca
ta da
O abaixo assignado, proprietario da fa-
brica Apollo, previne que o Sr. Manoel
Jos Soares Guimaries deixea de ser seu
empregado desda o dia 22 de Janeiro do
corrente anno.
Recife 28 de Marco de 1887.
Antonio Pereira Ha Cunha.
N. 6. Em casos de tsica no primeiro
segundo grao o poder curativo da EmulsSo
de 3cott surprehendentn.
As su as propriedades sanativas e fortifi-
cantes e as suas virtudes balsmicas e cal-
mante fizem-se sentir immediatamente ao
principiar a tomar o. remedio.
Esco'a mixta particular
Urna senbora competentemente habilitada tem
aberto um curso primario ra da Concordia n.
163. Eaaitte como o mclhor dos attestados oapro
veitamento immediato dos seus discpulos.
Pode ser procurada a qualquer hora na mesma
rna.
Dr. Paulo Caetano de
Albuquerque
Peco" ao Sr. Dr. Paulo Caetano de Al-
buquerque o obsequio da responder a mi-
nha cartee 20 de Feveroiro findo
Pode procurar-me ra Duque deOaxias
n. 91, que'ahi achara com quem tractar.
Recife, 27 de Margo de 18S7.
Bellarmino Dourado.


Diario de PcrnamlmeoQuarta-fcira 30 de Marco de 1387

Mdico
Dr. 8ilva Ferreirs, de volt de sua via-arm A
Europa, oo pratica no\ooapitaerjie Pars, Vi-
enna Londres, onde ddieou-se a estudos de
partos, molestias de tentaras e da pe le, cfferece
s seca servicos mdicos ao respeiuvel publico
desta oapiul e fora d'eHs, podendo ser procurado
no seo coosnltorio^-f da Gadeia n. 53, de 1 As
3 horas da Urde, ou em ana residencia tempora-
ria Paute d'Uch &
alista
Dr. Ferreira da Silva, consultas
das 9 ao mei da. Residencia e
consultorio, n. 20 ruk Larga do
Rosario.

-e"-
yogado e professor de linpas
O baeharel Eduardo Alfredo de Oliveira tem
aberto o seu escriptorio de advogado ra 1 de
Marco n. 4, oade taaabem pode ser procurado para
leccionar o ingles, francs e allemao, pratica e
tbeoricamente, dos collegios e casas de familia.
Tambem para a cosamcdidade dos estudaates
empregados do eommercio, resolveu abrir um
enrso nocturno das ditas linguas. A tratar no
cscriptorio cima referido.
MEDICO HOMEOPATHA H
0
Dr. Ballhazar da Silveira
I
II
Especialidadesfebres, molestias das
riancas, dos orgoe respiratorios e das
senhoras.
Presta-se a qualquer chamado para
fon da capital.
AVISO
Todos os chamados devem ser dirigi-
dos pharmacia do Dr. Sabino, i ra da
Bario da Victoria n. 43, onde se indicar
sua residencia.
Dr. Mello Gomes
i
8.
Medico cirurglo partelro
Ra de Paulino Cmara (amiga da Camba
do Carmo n. 36), onde p'Je ser pro-
carado qualquer hora do dia e da noite.
Contullas :10 ao meio dia
Chamado por escripto.
Especialidades ;Pebres, molestias de peito e
das senhoras, syphilis e soffrimentos da urethra.
Acode a qualquer chamado para fra da ca-
pital.
Tambem pode ser procurado, de meio dia s 3
horas, na Pharmacia do Povo, ra do Bangel
n.34.
DO COLLEGIO
U
O director deste esubelecimento, avisa ao pu-
blico, que, para propagar o gosto pelo estudo das
linguas, abriu um curso de allemao, onde os alum-
nos podero apprender bata lingua tanto pratica
como tbeoricamente.
A referida cadeira regida pelo Dr. Eduardo
de Oliveira, que tendo residido quatro minos
e meio no mu conhecido collegio BREIDEN-
8TEIN, na Suissa, acba-se perfeitameute habili-
tado, para bem desempenhar essa incumbencia.
Aquelles que quizerem se matricular no dito
curso, qneiram entender-se como director do col-
legio, ou com o Dr. Eduardo Alfredo de Oliveira,
na roa 1' de Marco n. 4.
Jos Ferreira da Cria Vieira.
COMERCIO
Jr'

B >i.sa commercial
COTA95K8 OFFICIAES DA JUNTA DOS COR-
RECTORES
Recife.. 29 de MarS de 1887
Accoes da companbia de seguros Amphytrite, do
valor realisado de 2U0J a 150*000 ceda
Na hora da bolsa
Vender m-se :
10 accoes da compauhia Amphytrite.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U secretario,
Eduardo Dubeux.
y
lio vintenio Ua acuri o
bzcitb, 29 DE MASCO DB 1887
Os beos adoptaran hoje a Un de 21 P/8 d.
sobre Londres, conforme as tabellas que abaizo
danos.
% Consta, porm, que fizeram transaeces a 21
11/16(1.
Eis as tabellas:
Vio London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 5/8 e 4 vista 21 3/8.
'sobre Pars, 90 d/v 439 e a vista 444.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 545 e 4 vista 551.
Sobre Portugal, 90 d/v 247 e 4 vista 250.
Sobre Italia, 4 vista 441.
Sobre New-York, 4 vista 2*340.
I Jo Englith Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 5/8 e 4 vista 21 3/8.
Sobre Pars, 90 d/v 439 e 4 vista 444.
Sobre Italia, 4 vista 444.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 45 e 4 vista 551.
Sobre New-York, 4 vista 2*340.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 247 e 4 vista 250.
Sobre as principaes cidades de Portugal, 4 vista
255.
Sobre liba dos Acores, 4 vista 258.
Sobre Ilha da Madeira, 4 vista 255.
Mercado de astucar e algouo
BECIFB, 29 DE MASCO DE 1887
immear
O mercado de assucar nao soffreu alterado.
O .i procos, pagos ao agricultor, foram os se-
uiutes :
3. baixo, por 15 kilos, de 2*000 a 2*100.
i regular, por 15 kiloa, de 2*100 a 2*2o0.
0." boa, por 15 kilos, de 2*200. 2*300 e 2*400.
3.* superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
Branco turbina pulverisado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Sueos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
Mascavado, por 15 kilos, a 1*200 a 1*300.
Bruto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
letames, por lo kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou minimo otos piecos sao obtidos
e -cforme o sortimento.
Algodo
Este artigo tem melhorado neates ltimos dias,
i dativamente ao preco.
O de Pernambuco e boas procedencias, em ter-
; i, foi boje cotado a 6*600 por 15 kilos.
Banco de Crdito Real
At o dia 15 de Abril vindooro, devem os ac-
nacas do Banco de Crdito Real de Pernam-
> realisar a terceira entrada do valer no-
I de suas aer/o-s, na razio de 10 0/0, levan-
a 4 sede do banco, na ra do Comsoercio n.
Este banco est pagando o seu primeiro divi-
,.du 4 razio de 4*000 por accao u 10 0/0 do
jr rea!irado de cada urna.
imeuto fas-se na sede do basco, das 10
a manhi s 4 horas da tarde, dos da?
CO LB
Medico, partelro e operador
Residencia ra Bario da Victoria n, 16, V andar
Consultorio 4 ra Duque de Caxtasjn. 69.
D4 consultas das 11 horas da manta 4s 2 da
tarde.
Attende para es chamado* a qualquer hora
telephone n. 449.
Professora
Un senhora competentemente habilitada, pro-
poe-s > a leccionar em cellegrbs e casas partcula -
es, as segu rites materias : portuguas, francs,
msica e piano ; a tratar na ra do Marques do
Herval n. 10. ^__
Leonor Porto
Ra do Imperador n. -15
Primeiro andar
Contina a ezecutar os mais difficeis
figurinos recebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeeiode costura, em bre-
vidade, mbdicidade em preoo* e fino
g osto. 4
tlinieamedico clrurca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de senhoras a
criancas. *
Residencia Ra da Imperatriz n.4, segundo
andar.
Dr. Gemir Leite
MEDICO
Tem o seu escriptorio 4 ra. Duque de Cazias
n. 74, das 12 s 2 horas da Urde, e desta hora
em diante em sua residencia 4 ra da Santa
Crus n. 10.
Especialidadesmolestias de senhoras e crian
das.Tolephone n. 326.
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
lista, ez-chefe de clnica do Dr. de
Weckcr, d consultas de tneio da s
3 boras da tarde, no 1. andar da casa <
n. 51 4 ra do Bario da Victoria, ex-
cepto nos domingos e dias santificados.
Residencia ra Sote de Setembro n.
34. Entrada pela roa da Saudade n. 25.
ME. SIMIA SPBI1ER
Professora de canto
Tendo resolvido fixar residencia nesta
cidade, .propo^-se a dar lices de cantona
em casas particulares, prometiendo esfor-
rjar-se o mais possivel pelo aproveitamento
de auas discipulaa, podendo ser procurada
ra do Imperador n. 44, 3." andar
Consultorio medico-
cirurgico
O Dr Castro Jess, eoutaado mai de 12 annot
de escrupulosa observacao, reabre consultorio nes-
ta cidade, 4 ra do Bom Jess (antiga da Crui
n. 23, 1. andar.
Horas de consullas
Da dia : das 11 as 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as demais boras da noite ser encontrado nc
sitio 4 travessa dos Remedios n. 7, primeiro por-
to 4 esquerda, alm 1 por cao do Dr. Cu me
Entrada* de assncar e algodo
HEZ DB UAkgo
tTBADS
Barcscas .
Estrada de ferro de Ulin-
da......
Estrada de ferro de Ca-
ruar .....
Animaes.....
Estrada de trro de S.
Francisco .
Estrada de trro de Li-
moeiro.....
Liar nacional avenal
Foi fretado este nevio para carregar assucar
ueste porto com destino ao Rio Grande, Pelotas e
Porto Alegre, sendo para as duss prinseiras cida-
des a 270 ris e para a ultima a 350 ris por. 15
kilos.
Vapor nacional A y mor
Seguio hontem com a suguinte carga :
Para Rio de Janeiro :
10 tardos com fructas.
Para Rio Grande do Sul:
3,595 voluntes com assucar branco.
1,421- ditos com dito mascavado.
5 sseess com al_'odio.
20 caizas com cajurubeba.
Vapor Ingles Vol
Sabio hontem para o Bltico, conduzindo 4,040
fardos com algodo.
Vapor nacional Mandabas
Sahio hontem para os portos do sul. Alm de
outroi productos estrangeiros, levnu mais a se-
guate cargs :
Para Macei :
174 fardos com iirque. /
Para Penedo :
140 fardos com zarque.
3 suecas com caf.
Vota do Tht'Mouro dilaceradas
O recolhimeuto de notas dilaceradas est sendo
feito ns Thesouraria de Pazenda, as tercas e
seztas-feiras, das 10 s 12 horas da manhi.
Snbatltalcao de notan do Thesonro
Termina amanb o prazo marcado para recolbi-
mento, sem descont, das notas de 2*000 da 5'
estampa, 10*000 da 6 e 5*000 da 7*.
A substituidlo est senao feita na Thesouraria
de Pazenda, nos dias uteis, das 10 as 12 horas da
manha.
Pauta da Alfandega
SkMiH DE 28 Di SUBCO A 2 DE ABSIt DB 1887
218
366
151
131
067
1*26S
400
077
460
3^0
366
014
16*000
585
500
275
050
400
200
040
040
100*000
AIcool (litro)
Algodo (kilo)
Assucar refinado (kilo)
Dito branco (kilo)
Dito mascavado (kilo)
Borracha (kilo)
Cacao (kilo)
Cachaca (litro)
Caf bom (kilo)
Caf rcstolho (kilo)
Carnauba (kilo)
Careos de alrodlo (kilo)
Carvo de pedra de Cardiff. (toi.)
Couros seceos empichados (kilo)
Ditos salgados (kilo)
Ditos verdes (kilo)
Parinba de mandioca (litro)
Fumo restolho (kilo)
Gene ora (litro)
Mel (litro)
Milbj (kilo)
Taboados de amirello (duzs)
Dr. Joao Paulo
MEDICO
Especialista em partos, molestias de senhoras
de enancas, com pratica na principaes materni-
dades e hospitaea de Parts e da Vieana d'Austria,
fas todas as operacoes obsttricas e cirurgicas
concernentes as suaa especialidades.
Consultorio e residencia na a do Bario da
Victoria (antiga ra Nova) n. 18, 1 andar.
Consultas das 12 s 3 horas da tarde.
Telephone n. 467.
Medico
Dr. Antonio Cavalcante Pina.abri o seu con-
sultorio medico-eirurgico na cidade de Nazareth,
ra do Payssndu n. O. onde pdde ser procurado
para os misteres de sua profisso.
Advocado
O baeharel Julio de Mello Filho tem o
sen escriptorio de advocada ra Primei-
ro de Maryo n. 4, Io aunar, onde pode
ser encontrado dra 10 horas da manhS s
3 da tarde
EDITAES
O Dr. Joaquim (^orreia de Oliveira An-
drade, juiz de direito privativo de or-
pilaos e ausentes, nesta comarca do Re-
cife seu termo, por Sua Magestade Im-
perial e Constitucional o Setihor D. Pe-
dro II a quem Deus Guarde, etc.
Faco saber que tendo fallecida sem testamento
e berdeiros conbecidos. Manoel Domiugues liibe-
ro d* Silva e seu espolio arrecadado p. r este jii-
zo : sis chamados pelo presente edital seus leg-
timos snecessores. para na forma da le se babili-
tarem a heraDca,
E para que ebegoe ao conhecimento dos fnte-
ressados mandei passar este edital qne ser pu-
blicado pela imprensa e outro affiado no lugar
do costme.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 21
de Marco de 1887.
Eu Francisco de Siqueira Cavalcante escrivao
subecrevi.
Joaquim Correi* d Oliveira ndradc.
DECLARARES
Cormo gral
Malas a expedirse hoje ,
Pelo vapor francs Sully, esta administracao
czpede malas para os portos da Baha e Rio de
Janeiro, recebendo impresEos e objectos a regis-
trar al 2 horas da tarde, cartas ordinarias at 3
horas ou 3 1/2 com porte duplo.
Administracao dos corrcios de Peraambu :o, 30
de Mu reo de 1887.O administrador,
Arfonto do Reg Barre*.
Companhia des Trilhos Irbanos
do Recife a Oiinda e Beberibe
Assebila geral extraordinaria
De ordem do 8r. presidente da sssembla geral
sao convidados t>e Sis. accionistas a Be reiimrem
em assembla geral extraordinaria, conforme o
requeren a Qirectora da Companbia, afim de sor
cousultada *a ana opiniao sobre, a iunovacilo dos
contractos'pei-mittido pela le o. 1850 de 1885.
A renuio se effectuar s 11 horas do dia 13
do mes seguinte no escriptorio da Companhia.
Recite, '29 de Marco de 1887..
O secretario da assembla geral,
J. A. de Almpda Cunha.
Importa?
Vapor nacional Etpinlo Santa et^mio doa _
tos do sul em 27 do crrente, e consignado ao vs-
coude de Itaqui do Norte, manifestou : .
Carga do Rio de Janeiro
Calcado 1 caizao a Fraucisoo Ramos da Sil
va.
Chapeos 1 caixo a Raphael Dias & C, 2 a
Adolpbo de Perro, 1 a Augusto Fernandes C.
Caf 182 saceos 4 ordem, 160 a Djmingos Crus
6c C, 234 a Joaquim Ferreira de Carvalho & C.
181 a Aleude Lun C. 110 a Ferreira Rodri-
gues iC, 60 a Ar ujo Castro 4* C, 8J a Jos
J>aquim Aires 6 C, 100 a Paiva Valeute &. C,
17 a B.lthar Oirveira & C.
Fumo 75 voluines 4 ordem.
Fazeadas 1 cana 4 ordem.
Medicamentos 40 caizas a Francisco Manoel da
Silva & C.
1 ertenees para bilhar 3 caizas a Soares do
Amural IrmSos.
Typos 3 caizas a J. C. de Albuqoerque.
Tinta 3 caizas a Medeiros ti C.
Vinho 10 barris 4 ordem.
Xarque 1845 malas a Saundres Brothers & C.
200 a Balter Oliveira & C, 500 a Amorim Irmos
. C, 105 a Pereira Carneiro 4 C.
Carga da Baha
Azeite 6 barris a Marques & Silva.
Amostras 2 volumes a Andrade Lope & C.
Cannos de ferro 2 volumes 4 ordem.
Charutos 1 caizao a Rsdngues de Paria de C,
6 ordem, 1 a Jos Antonio dos Santos, 1 a Joa-
qun Bernardo dos Reis di C-, 2* a Sulzer Kauff-
manh tSl O.
Chapeos 2 caizes a Antonio P. Carneiro da
Silva.
Fio de algodo 26 sacecs a Ferreira Guimares
i O, 10 a Andrade Lipes & C.
Pelles 81 amurrados a Jos Martina Leito, 39
a-Abe Stein & C.
Panno de Algodo 6 fardos a A. Vieirs&C,
10 a 8everino & Iruiao, 15 a Loureiro Maia & C,
10 a Luis Antonio Sequeira, 34 a Machado 4 Pe-
reira, 46 a Ferreira & Irmo, 10 a N. Maia &
C, 16 a Olinto Jardim & C, 10 a Albino Amorim
4 C
Patacho portugus Lidador, entrado do Rio de
Janeiro, em 218 do correte, consignado a Francis-
co Ribeiro Pinto Guimares, manifestou : '
Barris vazios 200 a Martina Viegas de C.
Barricas 25 volumeE a viuva Marques de Filho,
370 ordem.
a- Vinho 4 pipas e 45 bsrris a Soares do Amaral
Irinaos, 1 e 22 ditos a Baltar Iricaos de C, 10
ditos a Maia & Rezende.
Vinagre 20 barris ios mesmos.
Hiate nacional Deus le Guarde, entrado de
Mossor em 28 do corrate e consignado a Bar-
tholomeu Lourenco, manifestou :
Sal 503 alqoeirea ao consignatario.
Patacho ingles W. H. Jjattimer, entrad. de
Terra-Nova em 23 do crreme e consignado a
Saunders Brothers & C, manifestou :.
Bacalbo 2,655 barricas e 750 ostias aos consig-
natarios.
Vapor francez Sully, entrado do Havre e Lis-
boa, em 23 do correnta e consignado a Auguste
Labille, manifestou :
jj Carga de Litboa
Azeilonas 1 caiza a Manoel Ildefonso.
fv Azeite 34 caizas a F. Ribeiro Pinto Guiuiares
& C, 90 ordem, 10 a Feneira Rodrigaes 4 C ,
6 a Justo Teizeira & C.
Bagas 1 caiza a Martina Viegas 4 C, i a Pe-
reira Pinto & C.
Cal 100 barricas a Guimares de Valeute, 50 a
Lopes & Araojo.
Cevada 8 barricas a Victorino Silva 4 C.
Conservas 1 caiza a Pojas Aleudes 4 C, 5 a
Justo Teizoira 4 O, 60 ordem.
Carvo animal 0 barricas a Antonio F. Alves.
Ceblas 50 caizas a Ferreira Rodrignes 4 C, 75
a Paiva VaMte di C.
Drogas 7 volumes a A. M. Veras 4 C.
Feij.'o 20 saceos a Silva Guimares & C, 25 a
Jos C Loureiro.
Fio 2 caizas a Miguel DabeTlgj 4 C.
Flores de sabugueiro 1 caiza a Afirtias Viegas
o, en de Mar*?o
Soeledade Alheen Musical Per
nambuca
de 18e9
De ordem do conBelbo convido es 8rs. associa-
dos para coosparecerem na sede desta sociedade,
no dia 8 do correte, s 10 horas da manhi. para,
m assembla geral, tractar-s de negocio de alta
importancia social.
O secretario interine,
Jos Antonio Cavalcante.
Thesouraria de Ea-
zenda
SUBSTITUigAO DE NOTAS
Da orden do IUra. Sr. inspector se faz publico
gue no dia 31 de Marco do corrente mea termina
o prazo para a substituico, sem degeonto das no-
tos do Thesonro, dos valor's de ?0C<0 da 5.a es-
tampa, OOOO da 6.' e 50JO da 7., pelo que
rindo esse prazo as notas das estampas acuna men-
cionadas, que forem apresentadas ao troco soffre-
rSo os seguintes descont, nos termos do art. 13
da lei n. 3,313 de 16 de Outubro de 1886.
,/ durante o trimestre de Abril a Juobo vin-
douro;
4"/. nos/iutros tres mezes ;
6 % nos tres mezes seguintes ;
8 */ nos outros trez mezes ;
10/o no 1.* mes que seguir-se e mais;
5 "/ inerisaes d'ah em diante.
Thesouraria de Pazenda do Pernambuco. 21 de
Marco de 1886.
Servindo de secretario,
Jos H. Oliveira Amara).
liinioirCuBipetiVi-
Quinta-feira, 31 do corrente, hora do coito me,
rtunir-se-ba esta ssaociaco em sesso ordinaria
para a pesse da meca administrativa do corrente
anno ocial de 1887 1888, de cooformidade com
a disposicio do art. 27 dos estatutos.
Secretoria do Instituto Archeologico e Geogra-
phico Pernambucano, 29 de Marco de 1887.
Baptista Regueira,
1 secretario.
Sociedade M Qaatorxe de Marco
Cumprindoadeliberxco da assembla geral de
23 do corrente, scientifico ao Srs. associados que
se acham oompreheudidos no 6o do art. 11 de
nossos estatutos que o praso iroprorogavel para se
porem em dia termina ne da 6 de Abril findo, o
qual serio eliminados por falta de deveres.
Secretaria da S. M. Quatorze de Marco, 27 de
Marco de 1886.
O secretario.
C. Z.eoo
Companhia dos Trilhos Irbanos
do Recife a Oiinda e Beberibe
Trem de banhlstas
Fica suoprimido o trem extraordinario de ba-
nhistas, entre >ecife e Oiinda, a partir do dia 1
do prozimo mez, e at segunda ordem.
Escriptorio do gerente, 28 de Marco dr 1887.
A. Pereira Simoes.
Veiieravel ordena lercelra de IV. S.
do Carato
Tendo de ser celebrado os actos da semana san-
ta, na igreja do convento de N. S. do Carino, a
mesa regedora deasa veoeravel ordem delibjrou,
com anaonencia do Ezui. Revm. Sr. Bispo Deoce-
sano, transferir a procisso de tiiumpbo para
sexta feir da paixo.
Secretaria da veneravel ordem terceira de ;>. S-
do Carino do Recife, 28 de marco de 1837.
0 secretario interino,
Miguel dos Santos Costa Jnior.
Madeira 6 volumes a Francisco Jos das asaos P
Guimares.
Presunto 1 caiza a -J. F. da C.'Sta.
Sardinha50 caizas a Domingos A. Matheus, 50
4 ordem
Salpices 3 caizas a Antonio-dos Santos Lipes,
1 a Ridrigo de ('arvaibo 4 C.
Toucinbo 5 harria e 5 1/2 ditos a Joaquim Fe-
ppe 4 Aguiar, 10 e 30 1/2 ditos a Fereir Ro-
drigues de C-
Vinagre SO pipas e 25/5 a Souza Basto, Amo-
rim VC, 10 e 50/5 a Domingoa Crus C.
Vinho 8 pipas a Joo F. d-i Costa, 2 e 7/5 a
Abrantes A C, 20 e 60 5 a Paiva Valento de C,
10, 20/5 e 10/10 a Silva ...uimares % C. 10, 20/5
e 40/10 a Feruandes da Costa 4 C, 30 90/5 e 1/10
a Sonsa Basto, Amorim 4 C, 7/5 a Pocas M ndes
4 C, 27 a Jos Frsncisc > de Pigueired-j, 2 barra
a Culos Alomo Cruz, 15 a Romualdo Lipes, 8 e
2 caizas a Rodrigo de Carvalbe 4 C, 15 e 1 dita
a Jas Faulo Botelho.
Exporiaeo
axcira 28 DB MABCO DE 1887
Para o exterior
No vapor ingles Htnehcl, csrregaram :
Para Liverpool, J. II. Bozwell 43 saccas com
3,212 kiloa de algodo ; J. S. Loyo a Filho 7
saceos com 525 kilos de assucar mascavado.
No vapor ingles Vol, carregaram :
Para o Bltico, Borstelmann de C. 70 fardos som
13.361 kilos de algodo.
Jlo lugar iaglez Aurttla, arregaram :
Para New-Yrk, P. Carneiro di C. 533 saceos
com 39,675 kilos de assucar mascavado.
No pataco j ingles Moss Rose, carregaram :
Para Mew-York, M. J. da Rocha 300 saceos
com 22,500 kilos de assucar mascavado ; Julio 4
Irmo 349 saceos esm 25,500 kilos de assucar
mascavado.
Para o interior
__ No brigue allemao J. G. Fichle, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, J. Goocalves Auge
350 barricas com 28,428 ki'os de assucar branco.
__ Ho vapor nacional Aymor, carregaram :
Para Porto Alegre, P. Carueiro 4 C. 100 saceos
com 7,500 kilos de assucar branco.
Para o Riu Grande do Sul, fi. doi Santos 20
caixas cajurubeba.
Para o Rio de "Janeiro, Costa 4 Fernandas
5,000 mangas e 360 abaeazis.
Na escuna nacional Marietta, carregou :
Para Pelotas, V. da Silveira 375 barricas com
38,305 1 (2 kilos de assucar branco.
No vapor francez SuMjr, carregaram :
Para Baha, E. C. Beltrao 4 Irmo 50 barricas
com 2,708 kilos de a*sucar retinado.
No- vapor nacional Espirito Sanio, carre-
garam :
Para Msnos, J. S. da Costa Moreira 5 barricas
com 152 kiloB de assucar refinado.
Paralo Para, J. 8. da Costa Moreira 20 barricas
com 837 kilos de assucar refinado ; Baltar Olivei-
ra 4 C 10 pipas com 4,800 litros de agurdente ;
J. L. de Oliveira 20 borricas com 1,330 kilos de
sssucar refinado ;- J. M. Dias 250 barricas com
15,116 kilos de assucar branco ; A. Oliveira 4 C.
1 caiza cam 60 kilos de*doce e 1 dita com espaoa-
dores de paiha ; F. A. de Asevedo 250 volumes
com 16 500 kilos de assucar branco.
Para Maranbio, F. A. de Azevedo 30 volumes
com 3,620 kilos de assucar branco ; J. M. Dias 2
caixoes com 100 1|2 kilos de rap.
Para o Cear, J. M. Dias 14 caixoes cosa 235
1[2 kilos de rap.
No hiate nscional Deus te Guarde, carre-
gou :
Para Aracaty, C. A. Borle 30 barricas com
1,406 kilos de assucar branco.
Xa* lo carga
Barca ingleza Frisushner, Russia.
Barca portuguesa HernUa, Lisboa.
Barca noruegoense Aino, Hull.
Brigue allemio J. G. Fiehte, Montevideo.
Ligar ingles Aureola, New-York
PUhabote nacional, ti. Bartholomeu, Porto-Alegra
PatarUN iugle ^fi iose, Nw-York. .
Companhia de Ediflca-
ca$o
Assembla Geral extraordi-
naria
S3o convidados os senhores accionistas
da Companhia de Edificado a reunir ra-
se na seda da mesma companhia, ao lar-
go do Pedro II n. 77, s 11-horas da ma
nha do dia 11 de Abiil prximo futuro,
para, em assainbla geral extraordinaria
aelibsrarem sobre a reforma doa Estatutos
em vigor, e especialmente do art. 13, sen-
do a deste no sentido da reclamacSo feita
pelo Sr. Francisco Ferreira Borges, con-
forme a proposta do accionista o Sr. Anto-
nio Carlos Ferreira da Silva, approvada
na sesso da assembla ger.il ordinaria de
1 de Marco prximo findo.
Nos termos do art. 65 do decreto n.
8821 de 30 de D sembr de 1882, a as-
sembla geral ora convocada s se julgar
constituida con a presenta dos senhores
accionistas que n> minimo representen!
dous tercos do eapitil social.
Recife, 29 de Mar;o de 1887.
Gustavo Antunu.
Director secretario.
Proongameni da estrada de
ferro do Reeife a Caroar
De ordem do Illm. Sr. director, fago publico que
at o dia 4 de Abril prximo futuro, recehem-se
propostas na estaco de Jaboatj, para alarga-
mento de cortes, revestimeoto de boceas de tunis
etc., no trecho comprebejidido entre as estacoes de
Pombos e Caseavel, as quaes scro abertas nesse
dia 1 hora de tarde, no e.criptorio do Sr. enge-
nhero residente na mesma cidade, em preteoc
dos proponentes.
No refer :o escriptorio encontraro os interes-
sadoo os precisos esclarecimentos.
Secretaria do prolongaments da estrada de
ferro do Recife ao S. Francisco e estrada re ferro
do Recife a Caruar, 4 de Marco de 1887.
O sceretano,
Manoel Juveucio de Saboya.
Thesouraria de Fa-
zenda
De ordem do Illm. Sr. insp-ctor, faco publico
que no dia 31 dj corrente, pelas 1 i horas da ma-
nha, so recebem propostas e.n carta techada, pc-
rante a sesso da junta, para o fornecimeuto de
remedios necesearios so abasteciment) d.. phar-
macia do presidio de Fernando de Norouba. A
relaca > deotes remedios acha-ce nesta secretaria
u sei apresentada a quem se quizer propor ao
respectivo forneciment.
Thesouraria de Fazenda de Percambueo, 26 de
Marco de 1887.O secretario,
Luiz Einydio P. da Cmara.
Banco de credilo real de Pernam-
buco
Nos termos dos artigos 5o e 6o dos estatutos,
sao convidados os Srs. accionistas realitar at
dia 15 de Abril prximo, na sede do Bao, ra
do (Jommercio n. 34, a terceira entrada de 10 %
valor nominal de cada accao.
Recife, 14 do Marco de 1887.
Os administradores,
Manoel Joo de Amorim.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Luiz Duprat.
Navios A deseara
ftrigue allemp Jos Genelra, carvo.
Barca norueguense Brodrene, carvo de pedra. '
Barca norueguense Progresa, carvo.
Barca inglesa Christiani Scrivey, carvo.
Barca dinamarquesa Arica, carvo.
Barca bespauhola Francisca Villa, carvo.
Barca norueguense tiperansa, carvo de pedra.
Barca norueguense Glitner, carvo.
Barca inglesa Paragero, bacalho.
Escuna ingleza May, bacalho.
Escuua norueguense Hapsnas, varios gneros.
Hiate brasileiro Deus te Guarde, sal.
L_'ar amerirano Edaard A. Sanchei, farinha de
trigo,
Lugar nacional Maia 1, varios gneros.
Lg-r norueguense Alrana, carvo.
Lugar ingles M*9, carvo.
Lugar norueguense Ideal, varios gneros.
Lugar ingles Luirte R. Wilce, bacalbo.
Lugar allemao Helene, varios gneros.
Lujar ingh-z Botina, bacalho.
Patacho inglez Buda, carvo.
Patacho ingles Aldtoyth, bacalho.
Patacho ingles W. A. Latitner, bacalho.
Vapor ingles Plato, varios gneros.
Dissbelro.
O vapor nacional Mandah, levou hontem para :
Macei 175:000*000
Penedo 25:000OCO
Acarej 5:72d860
t
Readimentos pblicos
MEZ DI MABCO
Alfandega
Renda geral :
D' 1 a 28
dem de 29
772:276/100
44:743^806
Renda provincial :
De 1 a 2S 135.565/621
dem de ^9
De la 28
dem de 9
De a 28
Id-jo de 29
V 1 a 28
Ide n de 29
4:438J968
Recebedoria
817;019956
140:001*589
957:0241545
83:529/452
2:065/841
Consulado Provincial
Recife Drainage
85:595/293
38.918/633
751/355
39:669 988
50:368/958
1:266/176
51:635/128
Mercado Municipal de S. Jos
O movimento deste Mercado no dia 29 de
Marco foi o seguinte :
Entraram :
371/2 bois pesando 5,685 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 19 ditos de 1." qualidade,
7 e 1/2 de 2 dita e 11 ditos particula-
res.
502 kilos de peize a 20 ris 10/040
90 cargas de farinha a 200 ris 184000
11 ditas de fructas diversas a 300 rs. 3/300
8 taboleiros a 200 ris 1/600
11 Sainos a 200 ris 24200
Foram oceupados :
21 columnas a 600 ris 14/400
25 compartimentos de farinha a
500 ris. 124500
23 ditos de comid a 500 ris 114500
81 ditos de legumes a 400 ris 324400
, 18 ditos de suino a 700 ris 124600
11 ditos de tressuras a 600 ris 64600
10 talbos a 24 204000
6 ditos a 14 6/900
A Oliveira Castro & C.:
Compsuabia Santa Tberea, eanpre-
aaria do abasierlmeaio d'aava'e
as cidade de nada
Assembla geral
De ordem do Sr. presidente da assembla geral
convido os senhsres accionistas a se reunirem no
dia 5 de Abril, ao meio dia, n'um dos saloes da
Associaco Commercial Beneficentc, afim de ser
continuada a sesso que ficou adiada.
Escriptorio do gerente, 28 de Marco de 1887.
____________________A. Pereira Simoes.
Arsenal de Guerra
Em virtude da aotorissco concedida pelo pre-
sidente da provideia em data de 15 do correte, a
directora do Arsenal de Quena contrata no da
31 do corrente, pelas 11 horas da manhi' com
quem maiores vantagens offerecer, o transporte,
tanto por mar como oor trra, dos artigos destina-
dos s diferentes estac -s militares, devendo os
proponentes dirigirem-se secretaria deste arse-
nal, para os esclarecimentos que Ibes fbrm ne-
cesearios, v sto nao ter tido lugar no dia 22, em
consequencia de so haver emeorrido ao preten-
dente e com precos ezcessivos.
As propostas deveio ser em carta fechada, de-
clarando o proponente que se sujeita multa de
5 0(0 por qualquer omisso no cumprimento de seu
contrato.
Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernambu-
co, 28 de Marco de 1887.0 secretario,
J. F. Ribeiro Macbado.
issociafo Commercial Agrcola
de PernambDCo
De ordem do Sr. presidente e de conformidsde
com o que preceituaui oj arta. 26 e 29 dos nossos
estatutos convido aos senhores associados a .om-
parecerem na respectiva sede no dia 30 do cor-
rente, s 10 horas da maulla, para em sesso de
ussembla geral proceder-se as eleices da nova
directora e da commisso de ezsme de contas, ser
lido o relatorio da directeria e apreciar-se o pare-
cer de commisso de exame de contas.
Kecife, 23 de Marco de 1887.
Sebastiao M. do Reg Barros,
1 secretario.
Banco de credilo real de Per-
nambnco
Este estubelecimento, de accordo com o art. 54
ds estatutos, paga e seu 1. dividendo a rauo de
10 /o do valor das entradas realizadas do capital
ou 44 por aegio, todos os das uteis, desde s 10
boras da inauh As 4 da tarde, em sua sede ra
do Comroercio n. 34.
Recife, 19 de Marco de 1887.
O gerente,
Joo Fernandes Lopes.
Thesouraria de Fa-
zenda
Do ordam do Illm. Sr. inspector, faco pnblico,
que, de eonformidade com o disposto no art. 97 do
Regiilamento que baizou com o decreto n. 9,370
d- 14 de Fcvereiro de 1885, devem ser apresenta-
dos n-. sta Thesouraria, at 31 do corrente os cou-
pons, por ordf m numrica e acompanbsdos. de
urna ralacao assi^nada pelos portadores dos ttulos
para pagamento dos juros do emprestimo nacional
do trimestre de Janeiro a Marco.
Thesouraria de Prnambuco, 19 de Marco de
1887.
O secretario,
Luis Emygdio Pinbero da Cmara.
i
Companhia de edificado
C immunica-se aos oenbores accionistas, que por
deliberado da directora foi resolvido o recolhi-
mento'ds sexta preataco. na razo de 10.0/0 do
valor nominal das respectivas accoes, a qual de-
ver realisar-se at o dia 12 de Abril prozimo
futuro, na sede desta companhia, praca de Pe-
dro II n. 77, 1- andar.
Recife 12 de Marco de 1887.
Gustavo Antunes,
Director secretario.
54 talhos a II 54/000
talbos a 504 ris 14000
Dcve ter sido arrendada nste dia
a quantiade 2064140
Rendimento dos diis 1 a 28 5:6124020
Foi arrecadado liqrido at beje 5:8184160
Precos do dia :
Carne verde de 'Vi a 480 ris o kilo.
Carueiro de 72i) s 800 ris dem.
, Sainos de 500 s 640 ris dem.
Farinha de 200 a 280 ris a cuia.
Milho de 26) a320 ris idem.
Feijo de 640 a 14000 idem.
Hnlailourii, Publico
Foram abatidas ao Matadouro da Cabanga 68
rezea para o consumo do dia 30 de Marco.
Sendo: 51 rezes pertencentes a Oliveira Castro,
& C, e 17 a diversos.
Vaporea e navio* esperado
VAFOBBB
Abril
Desterrodo sul a 2.
Nigerda Europa a 4.
Al liancado sol a 5.
Marques de Cniasda Baqia a 5.
Manosdo sul a 7.
Advancedo norte a 8.
Trentda Europa a 10.
Tamardo sul a 14. \
Parado norte a 14.
Pernambucodo sul a 17,
Ceardo norte a 21.
Magellanda Europa a 21.
La Platada Europa a 24.
Espirito Santodo norte a 24.
NAVIOS
Amandade Hamburgo.
Apotheker Dirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade CardifE
Anne Catharineda Babia.
Andaluzado Rio Grande do Sul.
Bernardus Godelewus do Rio Grande do Sul.
Brothersdo Rio de Janeiro.
Diadado Rio Grande do Sul.
Dovrede Rio de Janeiro.
Enjettado Ro Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Sal.
Guadianade Lisboa.
Hornetdo Ro de Janeiro.
Jelantde he Santos.
Joaquinado Porto.
Julietado Rio Grande do Sul.
Ladyberddo Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Metede Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Marydo Rio Grande do Sul.
Nordsoende Liverpool.
Nautilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenos-Ayres.
ocardo Rio de Janeiro.
Premierdo Rio de Janeiro.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Sparkde Terra Nova.
Vareo da Gamado Rio de Janeiro.
Witbelminede Hamburgo.
Movmeno do porto
Navio entrados no dia 29
Havre e escala26 dias, vapor francs Kully, de
986 toneladas, commandanle Augusto Viel,
equipagem 32, carga varios gneros a Augusto
Labille.
Navios sahidos do mesmo dxa
BarbadosBarca argentina Beatrice, capito Ro-
berto M. Henry, em lastro.
CanalVapor ingles VoU>, commandante W.D.
Justius, carga algodo. .____, '.
Aracaj e escalaVapoi nacional Mandahu,- com-
mandante Domingos Marra, carga vanos g-
neros,
Rio de Jaoeiro e escalaVapor nacional Aynort,
commandante Francisco Casavecbia, carga va-
rios gneros.
;
,,:.

' 1
'j ;''



f^WF-V
'.'" -"''"""*--- f
Diario de Pernambuco---Quarta-feira 30 de Maryo de 1887


Estrala e Ferro o Me a Ca-
roarn
PKE90 DAS PASSAGENS
I. Classe
A vigorar do din 1. de Marco 1887.
-, :
I t-
Ida

I eVolta
H
3
9
p -
O"
o
*
Ida
___________!
L e Volta |
x
c
>

Ida
B 525
2 8

I. e Velu
Ua
S
"-toro
I
I. e Volta |
I
C tO I"
*<<& II
-i : r-------II
.8SSSSII
Ida
r toco os
?fc*nfc |
2 >- ce
3.0(5 i
,-?os?;
I. e Volta |
I
-* o to IO
* ts
fs|gi
Ha
o to o co co ^
a t> o t e.
*S8?
I. e Volta
f o to co ot t
. c ,t>. i
-105CCWCC o oro o o il
Ida
-* M tC C ^- 1P I
I. e Volta
888
Aa passagi-ns de ida e volt* tt-io u abate de 'o
por cento.
Escriptorio do Trafago, Reafe 24 de Marga de
1887.
A. de S Pires Ferreira,
Chefe d i Trafego.
PKE(,'0 DAS PASSaGENS
9.a Classe
A vigorar do din 1 de Abril em diante

Y

Ida
-
u
os i
8
I. e Volta
Ida.
se
O"
u
o <
I
a
>
I. e Volta |
=
9
>
-]
.88
Ida
tSii
e Volta
i
1
Ida
t
o
M?l7
en ce o--
Si
e Volta
. tfitO -J
;8888
/Ida
9E:
Ski i
88
e Volta
a.Ji
Id*
tote to II
?Sfl I. e VolU |
83 I
fcp j. es
8888
. e Sa
Stp co -a to v<
_888l88i
511 W
I
-- to to -i -: >f
.. n
i oo it- -i >~ u- n
888858?il
I. e VolU
A passagecs de ida a volta teeia o abate de 20
por cento.
Escriptorio do Trafego.--Beife, 24 de Marco
de 1887.
A. de P. Pire Ferreira,
Cbefe do Trufego.


*
M
i
o
o

~
*s ' B
K f m
i ' <&l o o- * m
o o' UJ B 9 **7
5?
o. o u 9 5
^s.
7 4 M 9 s 1 ss
al en* O
J3 M SS CO to c to es
c
B> g 2 s
5 S ce-a 9 m c
K 1 3
B n a to V> Co o V f cs a -JtOCO a 9 m o
Ci.
ni o ^ % a A
r o co 95 "S. te so i$ 5' >

*i CO -I CS
C9 fcO to CJ" fe

2 5 BS
o
> S to C5 -fc CJ> C bS CO rf^ to i r S9
loa g ^i s i ?* to -*
2. to es ai id i *i to *- ai S
O "
O.T3 3 ^- l s
9
-33 g
3*3 1 to co i^ vt os a 0
c 5 co ai ~ -i ^ ?*co -a es to co to CO SO -3 ai ~j to ex , 8
OD

2
-- co co ai es ~i O" -J co to -J 05 > 5
te
s o> cp -j to to "- c i
S. M. Q. M.
fiociedade M. Quatorze de Marco
le93o
De ordem do Sr. presidente sao convidados os
Srt. socios reunirem-se em assembla geral na
sede social pelas 6 horas da Urde de 13 da Abr
prximo futuro, par elegerem os novos fuoecleoa
rio para o anno social de 1887 a 88.
Outrobicn para coohecimento dos !jrs. assoeiados
aqni tranacrevo o art. 32 :
Par* que os socios gosem do 1 do art. &
(voUreaa a ser voUdoa) nao poderao de ver mal
de 3/C00 a sociedude. .
Kecife, 18 de Marco de 1887.
0 secretario,
Antonio de Castro Le5o.
Reiefoeorla de Pernambuco
-Matricula de escravos
0 adninistrador da recebedoria faz publico que
finda-se nidia 30 do corrente mea o praao para
a nova matricula e trrolamento dos escravos exis-
tentes neste municipio, devendo os donoa e pes-
suidores dos mesmos apresentarera at aquelle
dia as relacoes em doplicata contando o neme do
escravo, naciooalidade, sexo, filiacAo, oceupacio
oa servico em que fr empregado, idade e valor,
alm do numero da ordem da matricula anterior,
sendo o valor dado por extenso pelo senbor do es-
cravo ou sen legitimo representante, nao exceden-
do o mximo regulado pela ioade do matriculando,
que ser tambera escripta por extenso conforme a
seguinte tabella : ,
Escravos menores de 30 annos 9C04000
> de 30 a 40 800^000
> de 40 a 50 a 600*000
de 00 a 65 400*000
de 56 a 60 200*000
O valor das escravas ser regalado pela tnesma
tabella com o abatimento de 2o / Q'J* prevos
nella csUbelecidos.
A inacripcao para a nova matricula seri feita
a vista das telacoes, que servirlo de base a ma-
tricula especial ou de averbacSo effectuada de
confurm riide com a lei de 28 de Setambro de
1871, ou de certido da mesma macricula, ou a
visU Jo titulo de dominio quaudo coutiver a ma-
tricula do escravo.
Nao s.-ro dados a matricula os escravos mi.io-
res de 60 annos, serio porm inscriptas em arro-
lamento especial.
Serio considerados libertos os escravos, que no
praao marcado nio tiverem sido dados a nova ma-
trcula.
Pela inscripcio ou arrolamento de cada escra-
vo pagar-ae-bi 1* de emolumentos, cuja impor-
tancia ser destinada ao fundo de eu.aocipscio
lepois de aatisfeiUo,as despezas da matricula.
Kecebedoria, 2 de Marco dn 1887.
Alexandre de Souza r*ereira do Carmo.
niMPREZFDTGz-
Pede-se aos Senho
.res consumraidores que
queiram fazer qualquer
comunicaco ou recla-
tmfio, seja esta eita no
escriplorio desta empre-
sa na do mperador n
29, (Mide tarabem se re-
cebera qualquer conta
que queiram pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Senhores
Hermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva OH-
veira, e quando for pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
as Carvalho.
Durante a auzencia
doabaixoassignado na
Europa todos o s recibos
dessa mpreza deve-
ro se r passados em t a-
locs carimbados e fir-
mados pelo Sr. Samuel
Jones sem que nao
tero valor algura.
George Windsor,
Monte de, Soccorro de Pernam-
buco
Pelo presente silo cenvidades os pessnidorra
das cautelas dos nmeros abaixo, a virern resga-
tar as mesmas at o dia 4 de Abril prximo, avi-
sando-te-Ihes de que findo este prazo serio ellas
imprettrivelmente levadas a leilao publico.
12.107 12.412 12.525 12.635 12.672 13.109
13.110 13.111 13.112 13 113 13.116 13.119
13.123 13.127 13.128 13.143 13.144 13.145
13.146 13.150 13.151 13.168 13.159 13.169
18.174 13.179 13.188 13.191 13 196 13.202
13.204 13.206 13.222 13.223 13.236 13.237
13.247 13.250 13.252 13.266 13.275 13.278
13.279 13.294 13.296 13.303 13.305 13.309
13.310 13.311 13.313 13.314 13.317 13.321
13.34 13.325 13.327 13.331 13.333 13.340
13.342 13.313 13.352 13.353 13.354 13.356
13.357 13.363 13.364 13.365 13.379 13.380
13.381 13.389 13.391 13.392 13.393 13.394
13.395 13\396 13.399 13.401 13.402 13.404
13.405 13.4<0 13.407 13.4 -.8 13.409 13.410
13.411 13.414 13.416 13.417 13.418 13.419
13.422 13.423 13.424 13 425 13.427 13.428
13.431 13.432 13.435 13.436 13.443 13.444
13.446 13.451 13.455 13.468 13.461 13.463
13.466 13.467 13.472 13.475 13 476 13.480
13.484 13.488 13.494 13.500 13.501 13.505
13.508 13.510 13.513 13.514 13.518 13.519
13.520 13.521 13.522 13.523 i3.524 13.525
13.526 13.528 13.529 13.530 13 531 13.532
13.533 13.546 13.557 13.561 13.562 13.564
13.565 13.568 13.577 13.578 13.583 13.584
13.597 13.598 13.601 13.602 13.604 13.605
13.609 13.617 13.628 13.637 13.S38 13.642
13.643 (3.645 13.649 13.650 13.652 13.654
. 13659 13.664 13.666 13.674 13.678 13.679
13 686 13.692 13.695 13.697 13.707 i3 7' 8
13.709 13.712 13.715 13.723 13.724 13.725
13.734 13 735 13.73^ 13.711 18.756 13.763
13 771 13.774 13.777 13.783 13.789 13.792
13.802 13.805 13.808 13.809 13.812 13.816
13.819 13.821 13.824 13.825 13.827 13.835
13.1-88 13.840 13.846 13.849 1.850 13.851
13.854 13.859 13.865 13.866 lf.867 13.868
13.876 13.878 13.88? 13.884 18.886 13.891
13.894 13.895 13.897 13.898 13.899 13.903
13.9U7 13.909 13.912 13.913 13.914 13.916
13.917 13.918.
Recife, 18 de Marco de 1887.
O gerente e guarda-livres,
Felino D. Ferreira Colho
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 4000 contos, em 3 sorteios.
fica transferida para o dia 14 de Maio vindonro,
impreterivelmeDt, nos termos do despacho do
Exm. 8r. presidente, de boje.
Tbesouraria das Loteras para o fdndo de
eirancipacao e ingenuos da Colana Isabel, 14 de
Dezembr) d 1886.
O tbesonreiro,"
Pranciico Qonealves Taire. '
Na secretaria da Santa Casa arrendam se o
aegnmtes predios :
Ra do jrn Jess n. 12, laja e 1 andar.
dem idem n. 13, 2- e 3- andares.
dem do Vigai io Thenorio n. 'ti, 1 andar.
Id ga do Mrquez de Ulinda n. 63, 3- andar.
dem do Apollo n. 24, 1- andar.
dem da Madre de Dens n. 20.
dem idem n 10.
dem da Moda n. 46. "
dem idem n. 47.
dem idem n. 49.
dem da LingoeU n. 14, 1- andar.
dem da Guia n. 25.
Becco dp Abreu n. 2, 2- andar.
, dem das Boias n. 18, sobrado de dous andares
ejioja.
Kua da Anrora o. 37. 2- andar.
dem da Detenco (dentro do quairo) duas
casas.
THEATRO
Come Dramtico Biette
SEXTAEEIRA, 1 DE ABRIL
Espeelacnlo extraordinario em He-
nearlo do* saaarragoa do vapor
Baha4
Honrado com a presenca de S. Exc. o Sr* presi-
dente da provincia.
Depois de nma linda ouvertora pela orchetra
da sociedade, subir a scena o drama em 8 actos
intitulado
0 colar de ouro
ida o consocio, maestro Antonio Mar-
nma linda fanUsia de sen reperto-
Em^sai
tins esee
no.
Terminando o especUeulo com a chistosa come
dia em 1 acto
EMPHJZ4 ARTSTICA
Mil DE ZAR2UELLAS
HESPMHOU
Director de scena
D. Valentn Garrido
Maestro-director
D. Antonio del falle
Oui iln-leini, M do corren!
Espsctacnlo Qnlo bk bonoflco te
nufragos do nw BiHIA
Subir scena a gr ndiosa e popular zarzuela,
lyrico-dramatica, em 3 actos, do noUvel escriptor
Hamos Carrion, msica do distiocto e laureado
maestro Chupi, denominada:
TEMPESTAD
O resto dos bilbetes podem ser procurados na
mi da commissio dos soccorros aos nufragos.
A'a 8 horas.
llavera trena paia Apipucos e Olinda, e bonds
gara todas as linhas.
THEATRO
DE
VARIEDADES
FESTA ARTSTICA
Quarta-feira, 30 de Marco
Coro a preserva do honrado Sr. presidente
da provincia
EM BENEFICIO DOS CORISTAS
Grande espectculo!
A opera bufia em 3 actos.
CRISPINO
A
GOMADEE
A Sra. S. Springer e
o Sr. C. Repossi. em
obsequio aos benefi-
ciados, tomrao parte
gentilmente na dita
opera
Acabar o espect-
culo com o lindo 2.
acto da opera do ce-
lebre maestro com-
mendador Carlos Go
mes *
GUARANY
Ha ver banda para todas as linhas.
THEATEO
Morrer para ter dinheiro
Urna banda marcial obsequiosamente mandada
por S. Ere, preencher os nter val los com as me-
Ihores pecas do seu repertorio.
O Congresso Dramtico Beneficente, convicto
dos sentimentos humanitarios do respeitavel pu-
blico desta cidade espera encontrar o apoio qne
neces8itam para o boro resultado de to caridosa
misso ; e no carpo commercial especialmente
conta nchar o melhor acolbimento-
Principiar aa 81(2 horas, tarminanda hora de
bonds para todas as linhas.
raMPANHirDElDlCCfl
0 escriptorio d'esta
companhia acha-sc
fiineeionaiido no largo
de Pedro II, n. 77, 1.
andar.
Imcumbe-se median-
te contrato e a paga-
mento em prstales,
de eonstrnepoes e re-
construepoes de pre-
dios, eujosprojeetos e
ornamentos sejam ou
nao confeccionados
pela companhia.
No escriptorio se en-
contraro sempre, as
amostras dos produc-
tos da fabrica vapor
do Taquary, tendo sem-
pre venda: tijolos
massipos de al venara.
ditos para ladrilhos,
diversos formatos, te-
Jlias romanas, france-
sas, de capote com en-
caixe, de crista; canos
e curvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e tijolos tura-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas c en-
comendas, no escripto-
rio central.
COHPlMIIt Dt 9ECIUROS
XORTHBRN
ale Londres e Aberdeen
Paalefta flnanrelra (Oesemkro 188a)
Capital oubaciipto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,34^
Be-celta anoaal i
Da premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGENTE,
John. H- Boxvell
I JA COMMBafOClO JH. 9 1* iNBIB
l^o don and Brasillan Ha
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobra as ca-
as domesmo banco em Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Capellistas a 75 No
Porto, ra dos Inglezes.
SEGUROS
MARTIMOS contra pogo
Per-,
Companhia Phenlx
nambneana
Ruado Commercio u.
8
HIA DE SEGUS
COSTRA FOCO
Sortb British Mcrcanlile
CAPITAL
:OOO.OOo de libras sterlinaa
A GEN 1 ES
0 Adomson Howie & C.
COHPAM1DE DES HENSAC^B
RES MARITIflES
LINHA MENSAL
0 paquete Niger
Commandante Banle
Esperaste da Eu-
ropa at o dia 3 de
Abril seguin-
do depois da de-
mera do costme
para o Rio de Ja-
ro, tocando na
Babia
Lembra-es aos senhores passageiroa de todaa
aa classea qne ha lugares reservados para eata
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se ao asenhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as reclamacea por fal-.
Ua noa volumea que focem reconhecidaa na occa-
siSo da descarga.
Para carga, passagenavneommandaa e dinheiro
a fretc: tracta-te com o
AGENTE
4opste Labille
9-RADOCOM ERCIO-9
mim
Agente Pestaa
MARTIMOS
C'OHPAXUlt
I'EIWHIUCAV
DE
^tvegaco Costetra or Vapor
PRTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor Jacuhype
Commandante Estoves
Segu no dia 31 do
corrente, s 5 horas
da Urde. Recebe
carga at o da 30.
ncommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da taidc do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambwana
n. 12
De 2 partes as casas terreas sitas 1 traves-
sa do Pombal, fregueiia da Boa-Vista, pertencen-
tes ao espolio do subdito portugus Joaqnim de
Oliveira Mata.
Quinta felra, 3 i de corrente
A's 11 horas
No armazem da agencia de leil3es ra
do Vigario n. 12
O agente Pestaa, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de orphos e ausentes, vender
em presenca do mesmo, ao dia e hora cima men-
cionados, urna casa terrea, sita 1 travessa do
Pombal n. 1, freguezia da Boa-Vista, edfijada
em terreno foreiro, com 1 janella de frente, com
repartimento de madeira, o interior em armazem
com forno no fundo, para fabricar pao de milbo
cacimba propria, cozinha fra, quintal fechado
com cerca nativa, telheiro que serve de estribara,
tendo de largura 5 metros e lCLcentimetros, e de
fundo 22 metros e 20 centmetros.
Urna outra dita sem numero, nos fundos da an-
tecedente, de pedra e cal, denominada Fabrica,
terreno tambem forciro, tendo 2 janellas de frente.
saleta no centr ', outra que d entrada para a co-
zinha, 3 quartos, cozinha lora, pequeo quarto,
tendo de largura 11 metros e 20 ceutimetros, e de
fundo 5 metros e 10 centmetros.
Leilao
MI
DainpfschilMrts-GeselIschau
0 vapor Desterro
E' esperado dos por-
tos do sul at o dia 2
de Abril e seguir de-
pois da demora neces-
saria para
sino moi
Companhia Dramtica
SABBADO, 2 DE ABRIL
Grande rspectaculo em favor dt.s victimas da
horrvel catastrophe do vapor tahia, com o mages-
toso drama martimo em 1 prtlogo a 5 actos
O Dedo de Deus
ou
0 Mam ila Fragata Iwm
Mis-en secne
do actor Wio
COIBRA
DEXOMINA(,'AO DOS ACTOS
PROLOGO.Gabinete em casa do banqueiro
Durum.
1. ACTO,A bordo da fragaU, pavoiosa ex-
plosao no paiol da plvora Naufragio a visU
do etpectador, deixando ver urna jangada com os
nufragos no alto mar, scena sorprehendeote .' !
Maravlba de macbioismo Pacto igual a um
incendio que se deu no Porto em 1876, de cuja,
catastrophe ainda se recerJa com horror a popula-
cao daquella cidade !
2. ACTO.Na costa d'frica, apparic2o de um
orangutanes .' !
S.o ACTO.Ero casa da Sra. Delenay.
4.* ACTO.Baile em cata do Conde Kerve-
gnen.
5 ACTO. Casa de Faustino, o inn cente e o
culpado. 0
Oa artistas dramticos, condoidos desse lamen-
Uvel acontecimento, e querendo dar um testemu-
nbo aos seua irmos de que partilbam igual sen ti-
ment, resolveram offerecer esse espectculo, cujo
producto sar pplicado as infcliaaa victimas que
poderam escapar de tio medonho naufragio e es-
peraos que o humanitario povo d'eajta provincia os
auxiliar nesse humanitaria .acto de caridade.
CONTRA FOGO
The Liverpool k London k Globe
wmm COMPANY
H.
]mperiai
Companhia
NEGUROS contra FOCiO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxai baixas
Fromplo pagamento de prejuizoi
CAPITAL
fia. 16.000:000*000
lllliwfll
BROWNS & C.
N. 5Ra do CommercioN.
1
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESSN.
Segaron marltiatoa e terrestre.
Nestes ultimo a nica companhia Beata praca
que concede aos Srs. seguradrs iseaspcSode paga
ment de premio em cada stimo asno, o qse
equivale ao descont de cerca ,da 15 per oaatJ
avor dos segurador.
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda eml>.j.
CAPITAL 4,000:0001
SINISTROS JAGOS
At 31 de dezembro de 1984
aritimos..... 3,HO:OOO8OO0
Terrestres,.. 316:060^000
41Ra do Conunereio
Lisboa e Hamburgo
Para carga, pasagens, encommendas, dinhei-
ro c frete tracU-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelinann & C.
KUA DO COMMERCIO N. S
1' andar
COHPKHU rSAMSl'CA Aa
DE
Navegacao Coste!ra por vapor
PORTOS DO SUL
Rio Form O vapor Giqui
Comandante Lobo
Segu no dia 30 de
Marco, pelaa 4 ho-
-ras da manhil.
Recebe carga at o
Ufa 29.
Encommendas, passagens e dinheiros a frete
at s 4 horaa da Urde do dia 39.
ESCKiPTORIO
caes da Companhia Penanfcn
cana n. r
CHARGEURS REUNS
Companhia Franceza de Xa vega
:co a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
boa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santo
0 vapor Vle e Sais
Commandante Ilcnry
E' eaperado da Europa
at o dia 6 de Abril, se-
gundo depois da indispen-
save) demora para a Ba-
bia. Ro de Janeiro
e sanio.
Roga-se aos Sra. importadores de carga p*lo
vaporea desta linha,queiram apresentor dentro de 6
das a contar do da descarga das alvarenga. qual-
quer reclamacao concernente a volnmea, quj po-
ventuiatenham seguido paraoBporto8 do sul,anm
de se poderem dar a tempo aa previdenciaa necee-
sarias.
Expirado o referido prase a companhiaoa n se
responsabilisa por extravios.
Pan carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frite: trata-se com o
AGENTE
Angust1. Labille
9 RA DO COMMERCIO 9_________
United States & Brasil S S. S- C.
0
E' esperado dos portoa do
sul at o dia 5 de Abril
depois da demora necessaria
seguir para
De 1 piano, urna mobilia com 1 sof, 2 cocilos.
2 cadeiras de bracos e 12 de guarnicao de junco
preto, candieiros gax, castices e mangas, jarros
para ftares e tapetes.
Urna msbilia de Jacaranda, 2 espelhos, papel
para forro de salla, 2 relogios de mesa e 1 ma-
ebina de costura.
Urna mesa para jantor, 1 guarda louca, 2 appa-
radores, i cadeiras de guarnicao, apparelhoa
para cha e jantar, copos, clices, garrafas e com-
poteiras.
Camas, commodas, armarios, cabides, guarda-
vestidos, mesas, cadeiras e muitos outros movis
de casa de familia.
Qulnta-felra, 31 do corrente
A's 11 horas
Agente Pinto
Na travessa do Corpo Santo n. 23
B
Haranho, Para. Barbados,
Thomaz e New-York
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
ie com oa
O vapor Advance
Espera-s de Ne-w-Port-
NewS. at o dia 8 de Abril
o qual seguir depois da
demora nececaaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, traeca-se com oa
AGENTES
HeHrj Forster & C.
N 8 RA DO COMMERCIO -8
i.- andat
Leilao
De tres casas terreas novas
O agente Brtto levar leilao as tres casas
terreas om sotao interoo, tendo cada urna 2 talas
e 3 quartos em baixo, 1 sala e 3 quartos no sota o,
coainba fra e 2 quartos jara criados o banbeiro,
recuadaa da ra, com jardim na frente, grade de
ferro e porto, terreno proprio, agua encanada, na
ra Imperial na. 307, 309 e 311. J -
No armazem ra de Pedro Affonso n. 43
Quinta-felra, 31 do corrente
__________AS 11 HORAS__________
Agente Buriamaqui
Leilao
De urna parte do erjgeoho Brum no valor
de 18:55?^212
Sexta-feira i de Abril
No armazem da ra do Imperador n. 30
A's 11 horas
O agente cima antorisado pelo Sr. Pedro
Francisco de Paula 15 iptista, levar a leilao a
parte do engeoho Brum na freguezia da Varzea.
pela importancia cima, nao incluindo as bemfei-
toriaa.
Agente Buriamaqui
Leilao
De fazen-ias e roupas feitas
Sexta feira, Io de Abril'
A's 11 horas
No armazem da nut do Imperador n. -30
U agente cima, por mandado do Exm. Sr. Dr.
juiz de direit < do civel, a requerimento de Fran-
cisco Quntino Nonato de Souzft, da execucSo con-
tra Melchiades Francisco das Chagas e Silva,
levar a leilao as fazeudss se^uintes :
Calcas de casemira, cortes de ditos, palitots e
fazendas em retalbo.
Leilao
Da movis, loaca*, vidros e trem de eo-
zinba
Constando de :
Urna mobilia de Jacaranda, 2 espelhos, 1 par
de lanternas, 6 quadros. 4 jarros, 1 tapete para
sof, 1 candieiro a gaz, 1 cama pra casal, 1 toillet
de Jacaranda, 1 meia commoia, 1 cama de ferro
para menino, 1 berco, 1 lavatorio, 1 guarda-lou-
ca, 1 mesa para jantar. 2 aparadores, 1 so, ca-
deiras de guarnicao, dilaa de bal a neo, 2 cabides,
3 quadros, camas de lona, mesa de cjzIih, louca
para almoco e janter, vidros, talheres, trem d co-
zinua a muitos outros objectos. .
SABBADO 2 DE ABRIL AS 11 HORAS^
Na Casa terrea sita i ra de S. Jorge n. 70,
outr'ora do Piljr
POR iNTERVENgAO DO
Agente Gusnio
BcaaaMai
I

I
I

AVISOS MYERSOS
Aluga-ae casas a 840CO no becco dos Coe-
ihos, junto de S. Gon^allo : a tratar na ra da
Emperatriz n. 56.
Aluga-se o- sobrado n. 21 ra da Uniao,
tein agua e gaz, e boas aceommodacoes para fa-
milia ; a entender-se na roa da Imperatris nu-
mero 19. s.
AMA Precisase de urna para o servi?o
interno de urna casa de familia-; a traUr na ra
Duque de Caxias n. 77 A, ou no Entroocamento,
entrada dos Afflicto* n. 33.
Alnga-se o 1- e 2 andares da iaaa n. 34
,rua streita do Rosario ; o 1- da de n. 25 ra
velha de Santa Rita ; oa terrees de us. 64 e 66
'ra de Marcilio Dias; a casa n. 8 do b'ceo do
Qniabo, no Monteiro, e a de n. 1 travesea da,
Hra, no Espinheiro ; a traUr na ra do Hospi-
cio n. oi,
= Precisa-ee de urna cosinbeira edeumaen-
gommadeira ;- na ra do Visceode de Albuquerqae
numero 9.
i m t -fcf ,^a
man------'
w
r_



meo(Jutnla-Jcira 30 de Marfo de 1887
ria a(^oa$iqprmaaoras-
pattavel publico para que nao taca negocio de
compra com ut Uveras ou uta* cata, com aeu
mando Octavian Donato do Paraso, asm ana
attigaatora, eob-jpena de nnllidade.
- Compran 4*s aatro -de qaataa rodas em
bom eaUdo; na toa da Patea a-37.____________
- AIaga-e por 20* a casa terrea com 4 quar-J
toe, esta lampa, na roa Imperial .' 1% ; para ver,
as elia ves estio aa la rema Aa Sr. Soaraa, e tra-
te-se na rea de 8. Jarge o. ojytaraaa._________
- Precisa-se de lima ana para roavprar eoo-
"ainhar. e de nm menino para Tender taboieiro :
aa roa de Pedro Affunso a. 2. ____________.
Praciaa-ae de orna boe.eoeiufteira, paraeasa
de lamila : a tratar na roa. da Soledade o. 82.
_= tfaangenhoca" de Bem&ea, rea Baal da
Terre, precisare do nm rapas de 16 a 18 annoe,
pan todo o servico. -_______- _______
_ COSTURE1BA Preeisa-ae de orna de-
aetnbaracada no trabalbo de coaturas, inclusive
camisas para homem : aa roa da Ptaia a. 61, 2*
BBsavf*
Alagase barato
atoa dos Graararapes a. 96.
Baa Viscoade de Itaparica n. 43, armaxem.
* Bna do Tsmbia n. 5.
Baa do Viscondc de Goyanna n. 163, com agua
Largo do Mercado n. 17, loja com gas.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
Fratk-se na ra do Coinmercio n. 6, 1' andar
aeriptorio de Silva ftuimaraes & C.
Tricofaro de Barry
Garanta-a eer eenaoer o cabelle ainda
sos mais calvos, cora a
tinha e a aspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da eabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahirou de embranqno-
oer, e infallivelmente o
torna eapeaeo, macio, loa-
troao e abundante.
iBa
v/Aiurwv<
Aluga-se
, casa com commodos par
sitio arborisado ; na Ponte de U<
jrande familia, a
boa n. 10.
Alasra-se
o 1- andar e soto roa do Fogo n. 86; o 2- a
na estreita do Rosario n. 82, tem agua e commo-
dos para familia, est limpo ; a tratar na roa d
Imperatris n. 16, 1- andar._________________
Ama
Freeisa-e de nma ama para lavar e cosinhar ;
na raa do Conde d'Ea n. 10.
Ama
Agua Florida de Barry
. Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacao official de
um Governo. Tem duas vezes
raais fragranciaqus qualquer ontra
eduraolobrodo tempo. E'rsnito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
len^o. B' oitaSTMas mais refres-
cante no bonao e no cuarto do
doente. E' especifioo contra a
frouxjdao e debilidad*. Cura aa
dores de cabeca, os canaafoe e oa
deiimaios.
larope & Vida Je Beiter So. I
Fundieao de sinos branze
LUIZ
66-
Airres dx tjsal-o. dipois de sal-*.
Cora positiva e radical de todas as formas de
ascrofufas, Srphilis, Feridas Escrofuloaaa,
AffeccSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo oom perdado Cabello, e de todas as do-
encas do Bangue^IHgado, e Bins. Garantes
que purifica, enriquece e Vitalias o Sangua
s restaura e reno va o svatema inteiro. g t
Sabao Curativo de Reuter
Precisa-ae de nma ama para e servico de duas
pe.soas ; na roa do Hospicio n. 27._____________
Amas
Precisase dz amas para cosinhar e engommar :
na roa do Hospicio n. 81.
Precisa-se de urna boa cosinbeira para casa de
pouca familia, prefere se escrara; na roa do
Biachuello n. 13. *
Ama
\
Precisa-se de nma boa cosinbeirs, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companbia
n. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
AMAS
Preaisa-se de diversas, tratar das 8
horas da manbS s 8 da noite, na ra das
Flores n. 18, porta larga.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar
brica Venera, arco da ConceicSo n. 46.
na fa-
Para o Banho, Toilette, Crian.
asta e para a cura das moles-
Uas da pello de todas as especia* *
m todos os periodos.________
Deposito em Pernambaeo casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Attenco
Ama
Precisa se de urna ama moca para o servico do-
mestico de ama casa de penca familia ; na raa
larga do Rosario n. 10, 2- andar.____________
Muga-s
Madame Faony Silva, participa a todas as
Exmas. familia que Ibe teem honrado em suas
ordena, e a quem'deve tanta proteecio, que s pode
encarregar-ae de qoalquer eoootmenda concer-
nente a sua profissao ate o fim do corrente mez,
visto partir no prozimo mez pura a Europa, afim
de comprar para seo atelier todo quanto for novi-
dade e de gosto, em Pars e Londr* s, concernente
ao toilet de urna senbora, o bem assim chapeos,
espartilhos, etc., e lesde j aguarda as ordena das
mesmas Exmas. fsmilias, que queiram honra'-a
com qualquer encommenda. na certesa de que
comprir com toda a lealdade e exactido ai or-
dena qne Ihe forero confiadas.
Raa do Imperador n. 50, 1 andar.
Papoula&C. tem
Capas pretas em casemira, granadino adamas-
cada, e de seda dem, caaacos, jersr y pretos e de
cores.
Lavas de pelica. seda, casemira e fio 'Esco-
cia, veos d,' fil preto, 18, ra do Cabug.
one 501
DE
DA. CRUZ MESQUTA
Roa do Barao do Triumpbo66
(Antiga do Brnni)
Neste estabelecimento encontraro os
Srs. agricultores e seus correspondentes
todos os objectos tendentes a agricultura,
como sejam:
Machinas para fazer espirito, de destil-
lar e restil'ar, alambiques do antig-o e no-
vo systemacom esquenta garapa, serpenti-
nas e carapuas, tachas, tachos, bombas de
bronze, de cobre e de ffrro, de aspirante e
de repuxo, para agua, niel e garapa, tor-
neiras de bronze, de madeira e de todos
os tamanhos, canos de cobre, chumbo, fer-
ro, de todas as dimensoes, cobre picado,
fundos para alambiques; repartideiras, pas-
sadeiras e escumadeiras de cobre, de fer-
ro galvanisado, rmelas e lences de co-
br e, bombas continuas, sinos de 1 libra at
110 arrobas, sola ingFCfca e do Rio, cadi-
nhos patentes e de lapis.
Fazem-se concertos de todas as qualida-
des e com toda presteza c perfei^o a presos
mdicos
Vendem-se a prazo ou a dinheiro com
descont.
Tnico
Oriental.
\ // '*
Criado
Precisa-ae de nm criado de 12 a 14 annoi ;
ra do Cominereio u. 44.
XAROPE
VINHOoeJURUBEBA
BARTHOLOMEO & C"
Pharm. Pernambuco
nicos preparados de JURUBEBA ro-
commendudos pelos Mdicos contra as
Soencas do Xtatom&^o, ruado Baoo
C Intestinos, erda do Appetlte,etc.
15 -Aimos de bom xito!
EXIGIR A ASSIGNATUR/-
Naufragio d Baha
No sabbsdo 2 de Abril, s 8 horas da manhSo
ai rao celebradas no convento do Carmo da Eecife
di verses misias pelo eterno descanso das infetizea
que falleceram por occasio do naufragio do vapor
Baha. O Exm. e Kevm. Sr. Bispo D. Joaa, as-
sociando-se a esta obra pia, ser o celebrante de
urna das missas. Pede-se o concurse pessoal de
todas aa almas bamfazejas para este acto de re-
lieiao a earidade. _________________^^^
a casa da ra do Hospicio n. 10, com grandes ac-
eommodacea para coUegio; na ra uque de
Caxias n. 9.
Ao Sr- Antonio Paes Barreto
do cngrnho Meganipe de Cima, roga-ie o obsequio
de comparecer roa do Vigario p. 31, primeiro
andar.
Aos Srs. propietarios e edifica-
dores
Na antiga e bem acreditada ciara de Bento dos
Santos Ramos, a ra do Visconde de Albuquer-
qoe (outr'ora da Gloria) n. 87 encontraro os trs.
proprietariti e edificadores, os legninte obje-
etca :
Tijolos de alvenana batida.
Ditos quadrados de diversos tamanhos.
Ditos para forno de olaria.
Ditos-de tapamento.
Ditos para cacimba.
Tenas.
O proprietario deesa conceituada olaria, scien-
tfica aos interessados que todos os seus productos
sao manufacturados com o excellente barro d'agua
doce, do lugar Taquary, tornando-se por conse-
guate recommendaveis nao t para a saude, por
nao ser hmido, como o sao aa d'agua salgada,
mais tabem pela dura (So. Oatroaim, scientifica
igualmente, que a fc'rma de suas telhaa maior do
que qualquer outra, sendo estas, ao mesmo tempo
mais leves por nao receberem durante o invern
frando quaatidade d'agua, como succede com as
e barro d'agua saleada. Precoa mdicos. 87,
roa do Visconde de Albuquerque, outr'ora da Glo-
ria 87. Entrada pelo lado do caes, defronte do
psasadico.
TeleplN
tra
14^000
Aluga-s a casa tenea n. 6 travegsa do Erei-
tas (antiga do Trindade) er S. Jos, com 2 salas,
2 qaartos, cosinha fra, quintal murado e cacim-
ba ; a chave acha-se junto d. 8, e trata se na rus-
da Giia n. 62, Kecife. _______
20$Q00
Aluga-ae o 2- andar do sobrado ra da Guia
a. 62, caiado e pintado, com bastantes commodos ;
trata se na leja.______________________
Yende-se
um vapor cora moendas novas, taxaa e pharo!, todo
em bom estado e por prejoa commodos ; quera
precisar dirija-ae a esteco dp Kibeiro a tratar
com Antonio Duarte Machado, ou, no engenho
Ganganel, perto da estsco, affianca-se que todo
negocio e Yara por venda.
Attenco
Constando-me que um industrioso, se prevalece
de mea nome para conaeguir dinheiro a pretexto
* tirar o titulo de alumno mestre da Fscola
Normal, venho do alto da impienaa nSo i pro-
testar contra o acto infame pratC8do por esse
saltiador das casas familiares, e vergonboio para
im, porque anda nao precito de esmohai para
^^Bcaen titulo, -como tambera prevenir ftpublico,
com eapecialidade s pessoas que rae teetu amisa-
le e s autoridades policiaca contra ease misera-
val explorador de tio degradante industria.
Recite, 30 de Marco de 1887.
Vicente Ferreira de Araujo Lima.
liRin; un
eeisa te da urna menina de 10 a 16 snno,
easa de familia, para andar com orna erian-
y> beca e dase de veatir ; a tratar na
Pmcisa-se de nma boa engommadeirn e qne
eosaboe tuinbem, para casa de pequea familia :
a trufar uo Caes da Companbia o. 2- Prefere-se
escrova e deve dormir em casa.
Alug-a-se barato
um pequeo armaxem na ra do Vitrarin, proprio
para dep-vit.> de fasendas ou mercadorias ; a tra-
tar na mesma ra n. 31, 1' andar.
Piluias pnrgativas e depurativas
de Campanlia
Estas piluias, cuja preparaco puramente vej
fttal, tevtn sidj por raais de 20 anuos proreitadae
com os melbores resultados as seguintes moles-
tias : affeecdes da vell e do ligado, sypbilia, bou
bes, escrfulas, cbagas inveteradas, erisipelas e
gonorrbea.
Modo de nalas
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por da, be-
oendo-se aps cada dse um pouco d'agua acloca-
da, cha ou caldo.
Como regaladoras : tome-se um pilula ao jantar
Estas piluias, de invencSo dos pbarmaceuticot
Alrreida Andrade Se Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melbor garanta, tornande-
je mais recommendaveis, por seren um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que poden, ser
osadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
*> drogara de Parta Kobrinho rt
Al BOA DO MABQCliZ DE OLINDA 41
Attenco
Mordidura de animaos
e reptis venenosos
Jcs Emigdio de (Ihris'o Leal, residente
em Olinda, ra do Amparo n. 35, tendo
ficado com a i-pcifa pela qul seu finado
pai o teen te Felippe Manoel de Qhristo
Leal, preparava podras imn attraben-
te de quulquer veneno, tem para vender
ditas pedraa acoropanhadas de urna indica-
9S0 impreesa.
Estas pedras lm sido applicadas em
cres'cido numero de pessoas e aoiraaes mor-
didos de cao damnsdo e cobras de dife-
rentes especies, inclusive a cascavcl, sero
que jmi.is tenha f.I .ado a cura em nm
s caso. Portanto es sniores apreciado-
res da caca, e pessoas resi entes no campo
prevenido com \n\ antidoto e.So isentas
de vir morrer do taes mordiduras um pa
rente, um amigo, um coropanheiro, tinal
mente, racional ou irracional.
S3o conhccidH8 estas pedras a mfis de
50 annos, eicpngadas seupre ton bom
exito o bom resultado.
Companhia Izina Pinto
Sao convidados os subscriptor desta compa-
nhia para urna reum&o de bssemhla geral no da
2 de Abril prximo viodouro. ao meio dia, no es-
criptorio n. 11 i roa do Comin rcks sfim de ser
disentido os seu estatuto e resolver-te cobre a
fundaco da mesraa companbia.
Reducto absoluta de preco
Bramante de algodSo, com 4 largtiriis, a 15000 e 1^100, o metro:
Madapotes, a 4W> 4f"500' 5^000' 5*500> W000 8*000' a P^"*
AlgodSes, a 3^200, 4^000, 50000 e 50500, a peca.
Cretones escaros, de superior qnalidade. a 320 e 360 rs., o corado.
Ditos claros com novos desenhos, a 280, 300 e 320 rs., o covado.
Peroales de cSrcs, fazenda superior, a 240 rs., o covado.
Setinetas, lisas e com ramagero,a 320, 360, 400 e 440 rs.. o covad.
Creps de c6res, de prego de 800 rs. o covado por 360 o dito
Coutelines de cores matizadas, a 360 rs., o dito.
Linons de iSres claras e escuras, a 500 rs., o covado.
Batistes de c6res, a 140, J60 e 300 re. o dito.
Etamne8 c'o \L, tocido rendado, de pre$o do 10800 o covado, por 600 rs. o dito.
Alpacas de cores, lisas, de prejo de 600 rs., o covado, por 280 rs., o dito.
Grande sortimento de las para vestidos, a 200 e 240 rs., o covado
Cambraia branca, bordada, a 50500, a pega.
Pao da Costa, de listras, a 10200, o covado.
Dito dito, de quadros, a 10500, o dito.
Atoalbado branco, de lioho, a 10300, o metro.
Brins de cores, para caifa, a 260 rs., o covado
EsguiSo pardo, para reatidos e vestuarios de criabas, a 380 rs., o dito.
Brira branco de linbo, superior, a 20000 e 20400 o dito.
Casomiras de cores, para eostumes, a l800, o dito.
Cobertas de dous pannos, forradas, a 3JPPX), una.
Lenjes de bramante, a 20000, um.
Colchas brancas, a 10900, urna.
Chambres para hor-era, a 50000, 60000 e 8000?, nm.
Toalhfs felpudas para rosto, 30500 e 50000, a duzia.
Ditas para banboB, a 10530, urna.
Espartilhos finos para senliorn, de todos os nmeros, a 50000, um.
* Bordados tapados, a 500, 600, 800, 10000 10500 o 20000, a pesa.
Fichs, de hnho, rendr los, a 10000, 20000 e 205CO, uro.
Ditos, de la, felpuda a 50000, uro.
Magnificas mallas, para viagem, de 150000, 200000 e 250000, urna.
Saceos de lona para roupa suja, d differentes precos.
Costumes de banbo de mar, para senhora, a 100000 um.
Ditos de dito, para homens, a 80000.
Ditos de dito, para meninos, a 50000.
Sapatos para o mesmo fim de differentes tamanhos, a 20500, o par
Para a quaresma
Merinos pretos, a 800, 10200, 10500 e 20000, o covado.
Dito assetinado, a 10200, o dito.
Setin preto, a 10000, o dito.
Sedas predas, I800 20000, 20400 e 30000, o dito.
Cheviots pretos e azues, a 30000, 40000 e 40500, o dito.
Panno preto fino, a 20500 30000 e 40000, o dito.
Liados cortes de casemiras com listras de seda, a 100000 e muitos outros arti-
gos que s poderlo ser lembrados preaeaca d'aquelles que nos honrar com suas
visitas.
4' ra Primeiro de Marco i. 20
AMAR AL
VERMIFUGE C0LME1
CHOCOLATE oom SANTONINA
rJFiUJYEL san diltmlr u LOMBRIGAS
Isla Vermlfnfo l recoamendado palo (Lv
mi ittar igndiTel e eouern{to indtliida. Jf/
PlTUJfc'-COllin-l'alBt. tiHnCTl.rJ.niAirW.llim.TitC
HlsIMilIlfiTOR
NICA i TNICA
DE FILLIOL 0E FIL.LIOU
ISiTANTANCA pin i birta. J aOSABA Mrs du uc cabUa>
M a felro, ni prapara^* -, f Vinco
I nm l.Ttgem. 1 aa Cor primltiTfe
, Mtadtinrtl tu Parts r nxUOl, 17, ra tisana, Pial
a .ffSK.;ca : FRiN- H da 8ILV1. O'
Cosinheiro
Precisa-te de nm cosinbeiro ; Da rna do Coin-
mercio d. 44.
O abtixo asignada fa acieote > o respeita
vel publico, que tendo deixado de ser seu caixeir0
no dia6 do correte o Sr. Joaquim Antonio Soa'
res Madureira, nada mais tem coro transac^oes do
dito ex-caixeire desde o mesmo dia.
Jos dos Alijos Paria.
Professor
Conmendkdor loreliano deAI-
rnocli Bodrl|ae Inane
O hachare! Pedro A. Peizoto de Miranda Veras,
D. Captolina Verse, D. Joviua Vera e D. Mara
Felicmina Monteiro, cunhados, sobrinbas e prima,
por si e por D. Mara Monteiro Isaac, Claudio
Jcs da Silva, D. Amalia Isaac da Silva, D.Lnisa
Isaac, D. Clara Isaac e Ernesto Oas Mcnteiio,
viuva, filhas, genro e cuobado (ausentes), convi-
dan) a todos os sens amigos e ac do dito commen-
dudor Aureliano de Alrmida KodricufB Isaac, que
fallecer no naafragio do vapor Baha, la noite
de 24 de correte mez, para asaiatirem as missas
que oor alma do meamo commeodador su bao de
celebrar na igreja matriz da Boa-Vista, quinta-
teira 31 do expirante, pela, 8 horas da manba ;
pelo que desd* ja se copfpssam agradecidos.
mm
^A
>99999m91\m99l
SABONETEdeALCATRAO
PAaa a Toiurna, os bahhos a enmaxtoa A raa As chuanoas
Este SAMOSMTK, varOaOeir* anUt+ptir, o mala effloas para a
MOLESTIAS DA PELLE
SAPO CARBONIS DETERGENS
1 o HAfO VAHBOili Ol 'MBtE\8 afm de protegtt^u contra
o SRAMPO, VARILA PEBRE ESOARLATIHA .-
Estas BABOXETE8 sao recommendados pelo Corpo medloo integro porque prartoem
MOLESTIAS EPIDMICAS e CONTAGIOSAS e aaptdo s puOqm eUma.
MARCA DB FABRICA NOS BNVOLUKBOB NOS PABS
Daposdto aatraU : -W. "V. WBKJHT E CT, Soixthwavrk, fcOWDRES
Em Fera3.s1.xr1J3-u.co : yx^ajao.**!! i da SILVA & vjK
""i11".......AAAAAAAAAAA
MkAdh^aM*sksa*lBSdana Urna pessoa habilitada se offerece para leeeio-
nar em algum engenho primeiraa lettras, portu-
gus, artbmetica, noco--s de francs e Utico :
qnem preoisar deixe carta neatu typo'raDbia com
aa iutciaes H S P.
Fabrica Martina
O abaixo assignado faz ecente s peisoas com
qnem tem traoaaccoes commereiaes, que seu filho
Arthnr Lambert Perein a deixou de ser seu cai-
xeiro, a contar da data de hoje, 29 de Marco de
1887.
Manoel Antonio Pereira.
Peiio de mn\n
Na quinta eaexta-fera santa vende-se peixe d
viveiro no baldo dos viveiro muito canbecido
que foram pertencentes ao finado Francisco ous-
setro, e isto na es1 rada dos Remedios e oa ra
Direita de Afogados ao passar a ponte, lado dimi-
to, segunda casa, de meia noite em diante. x-
cellentes curiraes, opcim>s tainhas e camorins,
etc. ; e na quarts.Vira de treva someate uo-
baldos dos mesmo viveiro.
Baronesa de Goyanna
Alfredo Correia de Oliveira, Pedro Francisco
Correia de Oliveira, Joo Baptista Correia de Oli-
veira, Autonio Pi.es Ferreira, Mara da ConceicSo
Pires Ferreira e Sutnuel Benvindo Correia de Oli-
veira convidam os seus amigo e prente para
assistiretn as iiissas que, por alma da Baronesa
de Qoyanna. sua presada av, mandurn celebrar
s 8 hora da manba do dia 31 do corrente, na
matriz da Boa-Vista. Agradecer desde j ato-1
i das as pessoas que compareceris a esse acto de
1 religiao e caridade.____________________^^
Juuqinni,.tnionio (encalve le
Flgnetreito
! Maria Epbigenia do Kjgo Figueredn, seus ir-
anac tiawngradccem .pes9oas qae acompaoha-
| raen ultima morada o ctrpo de sea presado es-
posi, cunhadoe sobrinlio, Joaquim Antonio Gon-
filves de Figneiredo, e ce novo convidam as mes-
mas pessoas, os prente e amigo assistirem a
missa de stimo dia, na tiatriz da Boa-Vista, s 8
hora da manh de sabbido 2 de Abril, e desde
j se confessam summiuente grates.
1 tenente tureliano Iaaae
A Associaco da praticaeem da barra e porto
desta cidade, ferida da mai doloroso sentimenta
do bonivel psssamento do commandante do vapor
Baha, 1" tenente Aureliio Isaac, que perdeu-se
na noite de 21 para 25 do corrente, convida aos
prente e amigoa do meamo finado para asaiati-
rm as missas e memento qne roandam resar no
da I- de Abril (sexta-frira) s 8 horas do dia, na
igreja do Filar, 2f. S. doi Navegante, de quem
era o mesmo finado devoto. A asaociacao da pra-
ticagem agralece a todos aquellos qae compare-
Cfl'PO.
r
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOllOWAY
O Ungento de Holloway um remedio inoallirel para os males da pernos do peito ; tarabem pura
as feridas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rbcumatism* e para todas as enfenni-
dades de peito nta se rsconhece egoal
Para os males efe garganta, bronchites resfrlamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas ss molestias da pelle nao teem semelhante e para os membro
contrahidos e junernras recias, obra como por encanto.
Cuas medicinas sfto preparadas smenta no Estabelecimento do Professor HoiLWAY,
78, NEW OXFORD STEEET (antes S33, Oxford atrae*), LOlESES,
E vndanse em todas as phamucs do univer?o.
Car* Os ompradores slo convidados reapeitoiaianta a examinar os rotakw d* cada caixa e Pote, se nao taem a
irecsao, 533. Oxfoad Street, *o alsifica9ne.
/
Candido Alberto Sodr da Moda
Filhns. genros, netos e oras agrdecem do in-
timo d'alma aos parewti s e amigo que se digna-
rn! acompanbar o restos mortaea de ten sempre
chorado pai, sogro e av, commedador Candido
A. S. da Motta, tua ultima morada, e de novo
os convidam para aasistirem as missas que pelo
descanco de sua alma mandato resar oa matris da
Boa-Vista, s 8 hora da manb do dia 31 do cor-
rente, stimo de seu psssamento.
CAJURUBEBA
PREPARADO VINHOSO DEPURATIVO
PPWADO PBLl JONTA BE HIGIENE PUBLICA BA GOBTE
Autorisado por decreto imperial de 20 de Jonho de 1883
ConijMKsciao de Firmino Candido de Figneiredo
EMPREGADO COM A MAIOR EFFICACIA NO BHEMATISMO
DE QUALQUER TATREZA, EM TODAS AS MOLESTIAS DA PELLE, AS
LEOCOBRHEAS OU FLORE8 BRANCAS, NA A8THMA
bronchites (molestias das vas respiratorias), nos soffrimentos
OCCA610NADOS PELA WPCREZA DO SANOCE E P0ALMBSTE
AS DIFFERENTES FORMaS DA SYPHILIS
PropagadorA. P da Cunha
Aa rapertaotea curas, qne este importante medicamento tem produzido, attes-
tada8 por pessoas de elevada psito social, fazem com que de toda paTte seja elle
procurado, como o melhor e ruis enrgico depurativo do sangue.
Depurar o aanguc, como condi^ao de urna circularlo benfica e efficaz, eis em
que consiste principalmente o meio mais seguro de conservar a saie e de curar s
molestias que a impureza do eangue occasiona.
O Ccijrubba, pela aua acco tnica e enrgicamente depurativa, d medica-
mento que actualmente pode conseguir esae resultado sen prejuduar nem alterar aa
funccSes do csto;nj.go e dos intestinos, porque no cont.n substancias nocivas, apesar
do vigor depurativo dos productos qu* constituem a base priocipal d'este medicamento.
As muita3 curas que tem feito, estilo comprovadaa pelo testemunho dos dis-
tinctoa e conhecidos cavalleiros que firmam os alicatados, que- esu jornal tem publica-
do em sua secco ineditorial.
Deposito central, Fabrica Apollo, ra Hospicio 79
A' venda em aualiaa pfarntAclrM doBrazil e do atrnng'elro
\- i

.-


\.



K
*'

:1
M
Mario de Peraambuco-- Qoarte-ldra 30 tfe Mar?o de 1887
Para
Frccisa-sc de urna
ama para cosinkar,
mas que cosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da rna Duque de
Caxias, por cima da ty-
pographia do Diario.
Jalropli
Manipoeira
Este medicamento de urna eficacia reconbecida
na beriberi e outrai molestias era que predomina a
hydropesia, acba-ee modificado em bu pr. pura-
Cio, ragas a urna nova formula de um diitincto
medico desta cidade, sendo que comente o abaixo
asaignado est habilitado para preparal-c de modo
melborar lhe o goato e cheiro, lem tolavia alte-
rar-lhe as propriedad.s medicamentosas, que se
conservan) com a meams uctividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
esttmago.
I .'oleo depoalto
Na pharmacia Conceicao, ra do Marques de
Olinda n. 61.
Becerra de Moli
nOlDAO
PARA ACABAR
FAZBNDAS E ROPAS
75-Roa Die Caxlas--75
Fabrico de assucar
Apparelhos econmicos par o c"meo-
ta e cura. Proprio para engenho* peque-
os, sendo mdico em preco e ef-
fectlro em operaco.
fode-se aj untar sos engenhoa existentes
do systema velbo, melborando muito a
qoadade do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERAgAO MUITO SIMPLES
Uzinaa grandes ou engenhos centraes,
majhinismo aperfeicoado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
Especificares e inforrnacoes com
DrowDt C.
5RA DO COMMERCIO-5
Caixeiro
Pasto c Collares parti <
cular
Lonreiro C. Pasiagem n. 7, rrceberam no-
va rcaoessa do jibero eonbeeido vinbo de Pxsto,
aasim uperior de Collares, que vendem em quin-
tos e retalho, por commodo prreo.
Rio Foriiioso
Pergunta-se 80 Illm. Sr. Dr. juir de direito do
Rio Formoso qual o motivo da demora d" jura-
mento do inventario do tenente-coronel Joao Flo-
rentino Cavalcmte de Albnquerquc, poii j a
seis meses que foi submettido os autosajulga-
mento.______________________________________
Peitoral de cambar
Agentes e depositarios geraea nrsta provincia
FRANCISCO t DA SILVA & C.
No armazem de drogas ra do Marques de
Olinda n. 23.
Precos : Frasco 2580, 1/2 duzia
13S000 e dnzia 24*000
Precisa se de um caixeiro com bastante pratica
de molhados ; h tratar na rna de Hortas n. 17.
Capas pira sentaras
Ra Duque le Casias na. Ct e S8
De seda e arrendadas, o que ha de maia mo-
derno, a 40*000, para cancluir.________________
Francisco da Rocha
Precisa-se saber, a bem de seus in'eresses, de
Francisco da Rocha, filho de Agostioho da Rocha
e Lnisa Thereza, natoraes do lugar de Caparide,
freguesia de S. Domingos de Rana, Conaclbo de
Cascaes, districto de Lisboa. Este senhor veio
para esta cidade em fin de 1873, aonde ezerceu
por alguns anacs o offiuio de marmorista. Agr-
dece-ee qnalquer informac > na ra Primeiro de
Marco n. 16.
Renda hespanhola
RA DUQUE DE CAXIA8 NS. 62 E 83^
Renda preU hespanhola, toda de seda a 4*00
- covado.
----.--------------------------------------,----------f
Ao publicas e ao com*
niercio'
O abano assignada, rntirando-se temporaria-
mente para Europa, deira como seus procurado-
res os Srs. Jos das Neves Pedrosa, Henrique
toncalves Djas e Fortunato Pinto da Motta, sen-
do 1, 2 e 3 na forma em que se acbam colloca-
dos. Aprovei'a a occasio para despedir-se de
alguns amigos que o nao fisesse pesioalmente,
offereccndo-lhs os seus limitados prestimos no
reino de Portugal.
Becife, SI de Marco de 1887.
Jos Goncalves Dias.
I
ILLAS DIGESTIVAS DE PANCREA
de DEFRESNE
Pharmaceutieo de i* Ciaste, Fornecedor dos Hospitaes de Pari
A Pancreatina empregada nos hospitaes de Pars, o mais poderoso
digestivo, que se conheca, visto como tem a propredade de digerir ej
tornar assimilaveis nao smente a carne e os corpos gordurosos, masj
tambem o pao, o amido e as fculas.
Qualquer que seja a ousa da intolerancia dos alimentos, alteracao, oul
ausencia de sueco gstrico, inflammacao, ou ulceracoes do estomago, ou*
do intestino, 3 a 5 pilulas de Pancreatina de Defresne depois da co-
mida, sempre alcancam os melhores resultados e sao por isso prescriplas I
pelos mdicos contra as seguintes afTec^oes:
Palta de appetlte. Anemia. i Gastralgias.
Diarrhea. i Ulceracoes cancerosas.
Dysenteria. i Enfermidades do fgado.
Gastrltes. Emmagrecimento.
'Ms digestes.
1 Vmitos.
Flatulencia estomacal.
Engommadeira
Precisa-se de ama boa engommadeira, qne en-
saboo tambara, para casa de pouca familia, presB-
re-se escrava ; na rna do Riachuello n. 13.
ISOVIDADS"
PARA
DONASdo ESTOMAGO
DIGESTES D.FFICEI
Dyspepsias, Gastralgias, Anemia,
Perda de Appetite, Vmitos, Diarrhea,
Debiliaade das Criancas
GURA SEGURA E RPIDA PKI.0
UXIFU3REZ
TNICO-DIGESTIVO
com. Quina, Coca t Pepsina
I Adoptado em todos os Hospitaes
medalha; as exposiqOes
[pARIS,r LaBrnTre.?4,eemtodisasPhariMciu.
Prerlsasr coua urrn<'la de per-
frita, inu II apreseniar se nao es-
lando meamsxa condlccOea, pa|a-se
bem. Alelierde madanie Fannr. raa
do Imperador n 50 Mular,
Cozinheiro
Preciea-se de um, na saboaria do Recite.
Boa morada
Aluga se a easa terrea com sot externa, no
pateo do Terco o. 82 ; a tratar em fra de Portar,
ina do Pilar n. 56. taverna.
DAY& MARTIN
Forntcidir* d Sus sta/sslao* =)/ it /stsrrs,
da tnrotto i NaW* SWtaasMa.
OAIXA BRILHMTE LIQUIDA
GRAIXA.pastaUNCTUOSA
OLEO par ABBEX03
Etsdosss6 ss tois sifllrasi.
DEPOSITO OBBAi. KM UiMORIS :
r. Bigh /lotbortt, 91
riAK- .* BLUfeS.
XAROPEd REINVRLLI
,_. s->.....i |iuii amitemJa de nfoaicina G*&
**^*5--N^ Caa/heln) dtLeoliod Honra rt*3J^0
SaATOd.CAL tXSCL***^
O Phospbato de o a substancia mineral mais abundann do organismo e toda ves crae sna
qnanUdade normal dlmlnue resulta urna a^eccao orgnica grave. ___ r.,,w.rtM
Mais do cinco mil curas, a mor parte ji^iJada pelos ProCeisores e Mlicos das FacuMades
forao obUdas ltimamente e tlzerao com que o Xarapts do *^K'"1r' to** c,'*2tV
como o especifico mais seguro contra a Ti .loa palmonar, SroBonlt cb**al0JVI^?^;
KichlUiao, OeblUCtade do Orcanlaino. 0 Xarope do D> Bet**Unor admlrts^ado
ariamente as criancas facilita a dentjco e o cresclmento :nas mes e am de lene tona r
lette nxlhar; lmpede a carie e queda dos denles tao frequentel depois da prennex.
Em
rjarsotto: Pbarmaoia VIREMQT7E, 8, Placo da la MagdaUlne,
Pernambuco: JF.4A'- M. da SILVA JL- V-, o 11 pnr.ziptM ~
rmacia Orottri*
Participan! ,ao respeitavel publico que, tendo augmentado seu
estabelecimento de JOIAS com mais urna aecf&o, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos de ELECTRU-PLATE, convidara as
Exraas. familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimen'o, onde encontrarao um riquissirao sortimeoto de joias de ouro e
prata, per.ilss, brilbantes c outraa pedrs preciosas, o relogioa de ouro.
prata e nikel.
Os artiges que recebem directamente por todos os vapor sao
executados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos. /*""' \
A par das joias de subido valor acharan urna grande variedade
de objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
casamentos, baptisados e snniversaries.
Nem m relacao ao pre$o, e nem qnalidade, os objectos cima
mencionados, encontrarao concurrencia n'esta prac3.

TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHOdoutorJOHANNO
DO
'DOTORI
Quina, Coba, Extracto de Carne e Hypophosphito
Werommrinrtln-nn nos casos que neccssllao tnicos para reconatltulr e regenerar
o organismo arruinado por molestias, excessos. natureza do clima. Anemia, Cblorosis-
Amenorrbea, Cachezl, Fluxo branco, que tanto arrulnao a saude das multaeres,
Pobreza de Sangne, Fraqneza peral, Sebllldade, etc.
S. VlVIgy, Broffuista, 60, Boulevaxd de Strasbour, em FABZS


VINHOgilbertSEGUIN
Approvado i>ela Academia do Medicina de Franoa
AIS DE SESSENTA ANNOS DE EXPERIENCIA
Vinho de urna efficacia incontestavel como Antiperiodico para cortar as Pebres,
e como Fortificante as Convolescencas, DebUidade do Sangue.
Falta de JUenstruaedo, Inappeteneia, JHgemtes di/ficis,
Enfermidades nervosas, Debiliaade.
Pharmacia G. 8EGUIN, 378, ra Saint-Honor, PARS
Depr i o i-.'ii FRAN M. da SILVA e_C'.__________
"
SUSPENSORIO MILLERET
- Elstico, aun CordSes
Para evitara Coatraacoos
[ Exigir a marm jntnr imprimida
rm cada mtpmtorit.
Meta* para Vari*
JDILHBT,
DEPSITOS BM TODAS AS PaUKaMJSS PHARMACIAS
FUNDAS MILLERET
A Caaa MUleret i tcommnia ai
mu Fulna anatmica*
iuai fundas invfmlpeia, par,
conitr ai Xemiai e qwtoradunu a* mai,
aj/Smt
arma n i tuaiu i o omwuo.
ZJt OONIDBC, Baeceasor, 49, raa J.-J. Roammeau, P4MS
OS ACTOS DA SEMANA SANTA
Capa para senhoras
de damass
cachemira
e merino.
Aecbeo o bom March
t lis Gaiias 1.81
XARDPEdeBURU
do D^ADEL
MOLESTIAS ta VAS ORDRIAS
fmWaMI
Catarro chronico ta baxiga.
rrtasco to canal ta urttrt,
1 molestias ta prstata,
ihcontinoRcla ta Urina,
rela na urina, ote.
3WANN, PhSi-mace-tlco-Chimlco.
Paga-se bem
f Na ra do Imperador n. 45, 1 andar, precisa-se
de urna boa cosinheira, urna engommadeira e um
menino rara recado. de condicao, dermindo em
casa.
Falleticia de J
C.
C. Levy
A commiasao de verificaco de crditos da mas-
sa failida de J. 0. Levy & C, convida os respec-
tivos credores a apresentarem os seos ttulos 4roa
larga do Rosario n. 22, das 10 horas da manh
at 2 da tarde, isto at o da 30 do correte.
Ece fe, 28 de Marco de 1887.
Porto & Santiago.
Vendes S C.
Eurico Levy. Q
____-------------------------------
Um professor
Quem precissr de um moco casado, com 14 sa-
nos de pratica no enaino primario, para a educa-
co do pena filk, dij* o-hoa>ado pv eoata *
estacao de Frecbeiras ao Sr G. L. A. Monteiro.
Apreaenta valiosos documentos, nao s de sus
conducta, cerno de aptidao professional.
VENDAS
Lembrane,a
Fantasa para crochet, em fios de li e seda, de
diversas cores.
Cantas de pedrs lapidadas, completa variedade
em. cores.
Guarnicoes de la e seda com bollas de madeira
pulverisadas, para enfeitar um elegante vestido.
Bonitos bicos de cores, sortimento completo,
rendas bordadas para vestido, ditas em seda hespa-
nhola, creme e preta.
Commodos e elegantes espartilbos para senhoras
e meninas.
Todos estes artigos e muitos outros vendem-se
na casa do
Pedro Antune* 4k i}.
63-RA DUQUE DE CAXIAS 63
Pregos resumidos
NA
; Nova Esperanza
Leitura para senhoras
Broches nikelados e dourados a 25000.
Bonites grampos dourados a 500 ris o
maco.
Esplendido sortimento de galues de vidri-
lho. 5
Qrande variedaine de leques de setim a
400.
Frizadores americanos para cabello a 300
ris o maco.
Setas de phantasia para cabello.
Bonita colleccSo de plisss a 400 ris.
Brincos imitaclo de bplh>nte a 500 ris.
Aventaos bordados para creancas a 2)5000.
Chapus de fustao e setim para crean-
gas.
Sapatos de merino e setim para cieao-
cas.
Meias brancas e de cores fo de Escocia.
Pomada de vozclina de diversas qualida-
des.
Sabonetes finos de yogelina e alface.
Extractos finos de Pioaud, Guerloin, e
Lubin.
Lindas bomas, de couro e velludo.
Ficbus de 12 para senhera a ]|$800.
Sapatos de casemira preta a 2()000,
Thesouras para costura de 400 ris a
3000.
Pacotes -de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immensa variedade de botCes phantasia.
E milbares de objectos proprios paro tor-
nar ama senbora elegante, e muitos eu
tros iodispensaveis para uso das falftas
tudo por pregos admiravelmente mdi-
cos
I\a Graciosa
5Ra do Crcjspo-
Duarte t&C.
Cabriolis*
Vende se dous cabriolets, sendo nm descoberu
e ontro cobrto, em perfeito estado, para um ou
done cavallos; tratar a ra Duque de Qaiiaf
n. 47.
>
i Somnolencia depois de comer, e vmitos que acompanham a gravidez(.
PANCREATINA DEFRESNE em frasquinlios com a dosc de 3 a 4 colhe-
radazinhas depois da comida.
|Em esa de DEFRESNE, autor da Peptona, PARS, e rm tedas a Fharmacias
#
& REVOLUCAO
0 48 ra Duque de Caxias
Chamamos a attencio das Exmas. familias para um explendido sortimento de
fazendas que vendemos por precos sem competencia.
VER PARA CRER
Guarnieres de veludilho bordadas a vidrilho, 7000, urna.
Cachemiras pretas, 1J000, 10200, 10400, 10600, 10800 e 20000, o covado.
DUb de cores, 900 rs., 10000 e 10200, o dito.
Dita broch bordada a 13 e seda, 10500, o dito.
Lindas las mescladas de seda, 600 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas de seda, 560 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas e quadrinhos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradas, 320 rs., o dito.
Setim. damass, novidade; 320 rs o dito.
Dito dito com listrinhas, 320 rs., o dito.
Dito Macan, 800 rs., 10000 e 10200, o dito.
Dito preto, 10200, 10400 e 10800, o dito.
Merin-setim preto, 10500 e 10800, o dito.
Grs de aples preto, de 30000, 30500 por 10800 e 20000, o dito.
Fustao branco, fino, a 400, 560 e 800 rs. o dito.
Dito de cor, phantasia, a 320 rs., o dito.
Colchas bordadas, a 20500, 30500, 50000 60000 e 70000, urna.
Guarnieres de crochet, 80500 e 120000, urna.
Cortes de caxhemira para vestido, 200000, um.
Punbos e colerinhos para sen hora, a 20000, um.
Fechs de la, 10800, 20200, 20800 40500 e 60000, um.
Ditos de pelucia, pretos, 60000, dito.
Voludilhos lisos e bordados, 10000, o covado.
Ditos bordados a retroz, 20000, o dito.
Leques de pao, muito finos, 500 rs., um.
Ditos dito, 10000, 20000 e 30000, um.
E muitos outros artigos gue se lembraro na presenca das Exmas familias.
Henrique da Silva Morara.
sugm
*.-
ADMMISTRACAO
PAR?. 8, Boulevard Montmartra, PAItIZ
FiSTTLHAS DIGESTIVAS fabricadas em
viohy com os San extrahidos das Pontes. Sao
de gosto agradavel e a sua accao 6 certa con-
1 tra a Azia e as Dioesties difflceU.
| tUS DE rCMi PARA BftNHOS. Um rolo para um Unbo. para as pessoas que nao ponenIr aTa*. |
Para evitar as tmitaeOes exieHr em toaos os productos s
MARCA X>A. COMP. DE VIOHY
m ritmdil icima arhis-M m cuu HARISMEWDT a LABTI.I.B, t, I
e SULZER A KOECHLIN.JS. n> d> Crui.
4os 1.000:0009000
200:000^000
100:000$000

lotera
GRANDE
DE 3
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica-Isabel
PROMCIA. DE PERNAMBUCO -
Extracc&o a 14 de Malo fle 1B87 --
0 thesoureiroFrancisco Goncalves Torres
e
i-,HwtHUrU
I la rumumbun I
|rjuamae"
Este KIOICAHG2TO de um gusto agradavel. adoptad* com grande exltna
Mais de O anaoe pelos melhores Mdicos de Parlz. cura os Defluxo, *P>.y~'
l M nernatn. Gotmrro mtlmtmtr. m*u\cJa% *?*. dM TtM nfiavim a
O lillU
Bfc.IS SANTOS, tendo obtido agrande reducca nos precos da ver-
daderas Machinas Americanas para dscarocar algodSo, esto tendeado a
\ #000
por serra, com 14 /0 de descont, a
Rna do Mrquez de Olinda n- U
A'
a
Wkw* Dnqnc de Casias lo
Chama-se a attenco das Exmas. familias par-
os precos seguintes :
Ciatos a 11006.
Lavas de pellica por 2*500.
Lavas de sada coz granada a 2, 2*600 e 3*
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., a, 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de lfbOQ, 2, 3f, at 8*.
Ramos de flores finas a 1*500.
Lavas de Escoisia- para menina, lisas e horda-
das, a 800 e 1{ o par.
Porta-retrato a 500'rs., 1J, 1*500 e 2*. '
Pentes de hikel 600 rs., 700 e 800 rs. nm.
Anqoinhas de 2*, 2*500 e 3* orna.
Plisaa de 2 a 8 orden*, a 400, 500 e 600 rs.
Espartilbo Boa Figura a 4*600.
dem La Figurine a 5*000.
Pentes para ooe com inioripeio.
Enchovaes para batisados a 8, 9, e 13*000
1 eaiza de papel e 100 envelopes por 800 ri
Capella e vens para noivas
Sospencorios americanos a 2*500
La para bordar a 2*800 a libra
MSo de papel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a .$000 rs,
Bico de cores 2, o, e 4 dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Para a qnaresia
Galo de vidrilhos metro 100 rs.
Luvas pretas seda e escocia.
Franjas e gsles preto fino com vidrilho 4*,
3* e 2 o metro'
Leques transparentes a 3*000
dem preto a 2*000
Lindos Broies a 3*000 1*000 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Linna para machina a 800 ris a dusia, (CBK)
Bordados com dois dedos de largura 600 ris,
3 dedos 809 ris, 4 dedos 1*200
Garrafa d'agaa Florida 800 rs.
Bicos para vestido decretone e chita peca 1*2#C,
1*500 e 2*.
Leques com borlota a 800 rs.
BARBOSA & SANTOS
Armafo
Vende-se a armaeAo da.casa n. 10 da roa do
Raagel cedendo-se casa ao comprador.________
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este ezcellente Whisky Escesses preferiva
ao cognac ou agurdenle de canna, para fortificar
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu Iberes armasen
nolhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo no
me e emblema sao registrados para todo o Brasil
BBOWNS & C, agentes
Pinlio de Riga
MATHUES ASTIN & O, receberam ltima-
mente um completo sortimento desta madeira,
como sejam: pranchdes e tabeas para assoalbo,
da melhor qnalidade e de diversas dimenBoes, e '
que vendem por precos commodos, 6 redasidoa,
conforme os lotes ; no armazem do caes do Apollo
o. 51, ou rna do (Jommcrcio n. 18, 1' andar,
Pechinchas para acabar)
59 Krtp de Caxias S
Nansocs cores firmes a 160 e 180 rfs o cova-
do.
Cretones claros e escaros a 240 ris e dito.
Fustoes com Dalminhas de cores a 240 ris o
dito.
dem branco finos a 320 e .400 ris o dito.
Popelinas com listras de seda a 300 ris o
dito.
dem branca para Exmas. neivas a 508 ris o
dito. I
Setinetas brancas bordadas a 500 ris o uto.
Setins de cores, branco, e preto Maceo a\80O e
1* o dito.
Combraia de forro preta a 1*200 peca.
Esgnies de linbo de 10 jardas a 4* e 4*500 s
dita.
Madapolao pelle de ovo de 20 ditosa 6*500 a
dita.
Algodoes superiores a 3*500 e 4* a dita.
Brim de cores, lindos psdres a 400 e 500 ris
o covado,
dem pardo superior a 360 e 400 ris e dito.
Angolas finas, cores firmes a 560 ris o dito
Cambraia branca bordada a 5*500 a peca.
dem Victoria fina a 3*200 a dita.
Bramantes de algodao superiores a 900,1*100
e 1*500 o metrt.
dem de liuho paro, do melhor, a 2* o dito.
Lences de dito para cama de casal a 1*800
nm.
Colehas de ganga dem a 3* urna.
dem dem para selleiros a 2*500 urna-
Colchoes franceses, grandes, a 15* um.
Ceroulas de superior bramante a 12* e 16* a
dusia.
Meias inglesas, cruss, a 2*800 e 3*500 a dita .
Lencos brancos e de cores a 2* a dita.
Meias rara criancas a 2*500 a dita.
Ouardanapos bordados de linbo a 2*400 a dita.
Camisas francesas superiores s 36 a dita.
Cortes de meia casemira a 1*800 e 2*.
dem de casemira superiores a 3*000, 4*500 e
6*000.
Para a qoaresma
Merinos preto, sortimento sem competencia,
precos de 1*006, 1*200, 1*500, 2*000 e 2*500 o
covado
Oros de aples, verdadeiro de Lion, a 2*509
e 2*800 o covado.
Cachemiras preta com salpicos a 2*000 o co-
vado.
Veludilhos lisos e bardados a 1*000 a 1*200 o
dito.
Mantilbas braaileira a 5* ama.
Fil de sede bordado a 2*800 o metro.
Fichas, ideo, grandes a 7* nm.
Cheviots superiores a 2*500 e 3*000 o cova-
do.
Cssemiras, pannos, Sedans, merinos e todos os
artigos para o uso domestico te encontra na aere
ditada casa de
Ca ueiro da Ciinlia & C.
Vendas rm grosso damos
descoritas
S9 Boa Duque de Gaxias 50
Doce secco de caj'
Vende-se doce secco de caj muito snperior, m
latas de 2 e 4 Horas ; o a ra do Imperador no-
mero 45.
ALCATRAO
GUYOT
Aleatr* de Gnyot serr para preparar urna mais delicados estmagos. Purifica o sangue, augmenta o ap*o levlinta 8 forjas e efficaz em todas as
doencas dos pulmos, catarrhoa da bexigoa e affe^cr.Os das micossa. ;
Aicatro de ny*t foi experimentado com vantagern re il, nos principae hospitaes de Franca,
da Blgica e Espanha. 'fcAfiL .,
Durante os calores e em tempo epidmico ofnaJ)pBm o
para preparar doze litros d'uma bebida salutari?
O Alcatro de Cavot AUTIIILITICO i andido
no rotulo e com trez cores a assignatura .
VenHa a varei na mar parte da Ph
l.: yeoftica e preserTadora. Cm s vidro basta
a'Tidros trueodo
' oaclaa. abi>ieaeao om
!? Jaea, PaHs
**
A





.






B l\
LITTERATUS
JOCUNDA BERTttIER
poa
LContin*
\>
Nesse intorim, aconteceu um facto do
natureza muito diversa, que lhe dea que
pensar.
Aobando-se um pouco solitario em La-
Grange, onde as reais de parentesco ti
nbam osfriado muito, Roberto continuava
mais do que nunca as suas visitaB diarias
Barraca, exigidas pelo trabalho em com-
mum com o velho maire para os grandes
negocios ruraes. Sentase attrahido para
l, pelo internase que encoulrava nessa
especie de tutella sobre Jocunda, que ex-
eroia muito simplesmente com toda a se-
riedade de um preceptor arioso. Comquan-
to absorto na sua nica preoccupaco de
Cbristiana, o calor dessa alma joven, en
thusiasta e altiva, tinba lhe inspirado a
pouco e pouco um sentimento temo, frater
nal e protector, mais vivo e mais intimo
do que o simples laco de amisade que nao
podia deixar de nascer nessa familiaridade
franca. Elle a ensiuava, tranquillam6nte,
como um mestre; por pouco nao a trata -
va como rapaz.
Mas aconteceu um dia, que a baroneza,
despeitada afioal por urna deserco que
julgava offensiva menina Mlia, tomou a
liberdade de fazer urna observaco a res-
peito da lha do almirante... Roberto
responden com vivacidade bastante para
por fim a todo e qualquer mexerico.
Durante os dias de convalescenca que
passou na Barraca, aconteceu que nos pas-
eios com rsula ou com o maire e as ve-
ces tamben s elle a^orapanhava a meni-
na at Guitry, al herdade ou villa e
as suas visitas de caridade. Tendo tile
voltado para Li-Grange e sendo substitui-
do por Aurora, essas excnrs5es tinbam-se
modificado naturalmente... Entretanto,
tendo os Rival partido, sem mais rene itir
do que tio Mignel ou rsula, ambos parti-
darios da educaco ingleza, Roberto tiuba
readquirido os seus hbitos de escolta, jus-
tificados pelas tardes mais curtas ou as es-
tradas cortadas pelas ebuvas.
Urna tarde, quando voltavam da herda-
de em pleno trabalho de colheita, tiveram
de parar ante um regato que tinham atra-
vessado urna hora antes, e que as aguas
descendo das colinas, s vezes, enchia de
repente. O incidente nlo era novo para
elles; e como tinha acontecido muitas ve-
outra ves e rio de urna explicaco to na-
tural, do embaraco que sentir.
Nao ha duvida, disse da si para si
Roberto, que se tinba sorprendido varias
vezes olhand para a sua discipula, Auro-
ra tinba razio, diabos me levem so Jocun-
da nao est urna mulher
* Comquanto essa observadlo am nada rao-
dificasse a assiduidade de Roberto na Bar-
raca, todava comprehendeu que tinha
obrigaco de observar urna reserva pruden-
te. Resolveu pois evitar essas imprudencias
que podia m fazer fallar villaa e corapro-
metter a sua propria lealdade
Lombrou-se dessa soena do regatle
com a idea de que algum camponez podia
tl-o visto, carregando Jocunda nos bracos,
um sentimento de pezar e de medo j o
sorprenda, como o remorso da um abuso
de confianza para com o bom Sarrazn,
adormecido, assim como rsula, na ternu
ra imprevidente. Por isso julgou dever
dar Ibes urna explicaco ; e ficou assenta-
do qne Jocunda nao sahiria mais seno
acompanhada de Jim.
A liberdade intima estabelecida na Bar-
raca a principio xjudou Roberto a sua pru-
dente' resoluco. Passando s vezes dias
inteiros na bibliotheca, ninguem nessa casa
jamis lerabrou se de o perturbar; Sarra-
zn esta va na mairie de ante parto do da,
Jocunda as suas importantes occupacSes
de castell : se, pela manba, ella propu
nha-lhe um passeio villa ou herdade,
a objeceo era sempre fcil.
Durante urna semana inteira, o relatorio
annual da seciedade rural, do que elle era
realmente secretario, servio lhe de pretex-
to, Jocunda rao via nisso nada de singu-
lar, satisfeit* de saber que elle estava for--
cosamente distrahido do que ella chamava
os t seus feos cuidados. >
Aconteoeu, porm, que concluido o re-
latorio, ella adrairou-se de novas recusa?
ezprobrando-lbe a sua preguica. Elle re-
sisti, ella escandalisou-se, mostrando-se
arrufada todo o dia e ralhou noite, ap^
pellando para tio Miguel contra um capri-
cho de selvagem, que apparecva justamen-
te quando, em consequenciado mo tempo,
ella mais precisa va delle...
Qual! disse Sarrazin rindo, ha sel-
vagens bons !.. Se esse rapaz procura a
grande obra...
Pois bem esse rapaz, repetio Jo-
cunda, despeitada, se doixr de ser atten-
cioso, no o amarei mais I...
E sabio, muito irritada, sem lhe dar a
mo.
Diario de PcrnambncoQuarta-feira 30 de Marco de 1887
ifr.
zes, Roberto recorren sua phrase habi- n0j e Roberto meditava vagamente, quan-
xxxvni
No dia seguinte, debaixo de urna chuva
fina, Roberto chegava pelo caminho que
costeava de cima para baixo, o terrajo.
As folhas amarelladas dos castanheiros do
parque, destacadas palo vento, juncavam
a estrada. Grandes nuvens pardas, do
lado do Loira, manchavam o borisonte.
Tudo aanunciava a approximaco do inver-


tual, que eila sempre recebia com urna
risada :
- Vou carregal-a! disse elle tranquil-
lamente.
Mas, quando se voltou para Jocunda, fi-
cou Um momento interdicto olhando para
ella... Ella mesma, admirada dessa phra-
se que outr'ora Ibes parecia to simples,
fitou-o com os seus grandes olhos, corando
e perturbada.
Rbberto sentio que tambem corava, ad-
""~"*-J33M*o ^e ain* especie de embaraco que
lEe aobreveio de repente.
Entretanto, era preciso pasear... Com
um gestolento ella oolheu as saias e, obe
diente, tomou ionocentsmente a attitude
para que elle a oarregasse nos bracos...
Elle atravessou o regato com agua pela
canella.
Voltaram depressa, asseverando Jocunda
que elle tinha se endefluxado, nao se lea-
brando mais, depois de atravessado o re-
gato, da sua perturbaco. Se o fogo que
ella mandou acender para enxugar Rober-
do, levantando por acaso os olhos, vio de
loDge, desenhando-se contra o co,uma for-
ma indecisa encostada ao parapeito, entre
as folhas molhadas. nessa attitude de es-
pera que paraje a imagam da melancola.
Sob o capuz que lhe cubra a eabeca, a fi-
gura solitaria, com o rosto virado para o
seu lado, parecia nao se importar com o
tempo. Roberto pensou que tosse alguma
criada do que espreitava, para rece-
ber ou dar algum embrulho passagem do
carreiro de Luyaes. Quando chegou a dez
passos de distancia reconheceu Jocunda.
Mea Deus que fsz ahi? perguatou
elle.
Estava-o esperando! responden ella
em voz mal segura, para abrir a portinba
aqu e poupar-lhe a volta neste mo tem-
po. Olhe, estenda a mo, accrescentou
ella, aqui est a chave... E cuidado com
a escada, est escorregadia por causa das
folhas e da humandade.
Depois quo subi a escada, com effeito
um pouco arru nada, dessa especie de pres-
Estou at com os tamancos de Fanuhet-
Vestida de um waterproof e com as
maos nos bolsos, ella o olbava cota usa sor-
riso um pouco triste, com essa grac cal-
ma e altiva, que Rival chamava os seus
ares de-oympha onde vestal -e que nesse
dia impresaionuu Roberto mais particular-
mente Partiram, procurando o abrigo dos
castanheiros.
Eu estava tristp, por causa das mi-
nhas palavrfcs ms da houtom noite, tor-
no u a ella e quiz vl-o, antes que fosse fe
cbar-so no seu antro.
Que enanca I... Com um tempo
dest 1 disse elle !
Ella abanou a eabeca para sacudir al-
guns pingos de chuva que franjavam o seu
capuz.
Bom um ebuvisco! Mas en quiz
conversar... porque parece que estamos
mal! suspirou ella Daqui at o castello,
diga, depressa, que lhe fiz eu ?
Nada que eu saiba, minba querida
Jocunda.
Nada ? Entilo nao por estar
zangado que cao quer mais auompanhar-me
nos ineua passens
Nao!... absolutamente nao.
Ento diga-raa porque?... Porque
assusta-me com a idea de falta de confian-
5 entre nos. E estou triste, desde hon-
tem noite I accrescentou ella carainhan-
do a.seu lado, de eabeca baixa.
Est inventando desgostos pela sombra
da urna chimera, tomou Roberto rindo do
seu ar contristado... Estou com um tra-
balho que me abaorve um pouco.... O tio
inesmo j lh'o disse.
Oh I o tio e o seahor entendem-se, eu
j o p rcebi '... continuou ella.
Roberto conbecia a fundo essa mistura
de jizo recto e de sentimento verdadeiro
qu' formava o carcter de Jocunda e nao
quiz mais cobrr-se com subterfugios pue-
rs. Vendo a seriamente inquieta, resolveu
se a fallar sem rebuoo. E, tomando um
tom serio, explicou-lhe os motivos de urna
reserva que os seus quazi dezoito annos
impunham aos dous.
Esta boa gente nao conhece a liber-
dade da educaco ingleza, disse elle con-
cluindo, a falta de parentesco entre nos
impede futuras escapadas dessas 1 ,
Ento era s isso ? exelamou ella
de rosto sbitamente radiante.
Sim, senhora, respondeu elle rindo,
accentuando esse titulo que nao era usado
entre elles e que acompanbou de um com-
prmento.
Urna dessas lindas .nuvens roseas, que,
havia mezas, passavam por instantes pela
fronte do Jocunda, foi o nico signal por
onde Roberto adivinhou que ella o tinha
comprehendido. Entretanto, vio logo que
o seu argumento nao tinha impressionado.
Se, chamando -rae senhora*, quer
dizer que nao sou mais urna crianca, se-
nhor meu mestre, creio que diz a verdade
tornou ella rindo, e a sua discipula s lhe
pode agradecer e3sa opinio lsonjeira...
Mas, para esta nossa boa gente, accrescen-
tou ella, voc talvez esqueja Roberto, que
basta que a filha do almirante Berthier Be-
ja a filha de seu pai.
XXXVIII
to nao incendou a Ba'rraoa foi porque Mar tigio em desuso, preparava-se para aigu
ton estava de viga. A aventura contada ma exprobra^o.
fez Sarrazin rir muito, com a idea de que Nao ralbe, disse Jocunda, como con-
o crescimento rpido de Jocunda come- fusa por essa imprudencia. Olhe, estou
cava a tornal-a pesada, Jocunda corou
j
I
I
i
i
FOLHETII
O OOKCUNDA
POR

SEXTA
PARTE
O TESIE3NS3 SO U0ST2
(Continuaclo do n. 70)
VII
Ultima entrevUta
" Aurora, que ae voltara com o ruido, vio
sua mli que abracava o prisioneiro.
Outras pessoas tambem viram, porque
naquelle momento a porta da chancellara
abrio-se, dando passagem ao official e aes
guardas.
A Sra. de Gonzaga, sem prestar atten-
ao a tudo aquillo, proaeguio com urna exal-
tadlo enthusiaatiea:
E quem ousar dizer que a .viuva de
levers, a que tras luto durante vinte an-
nos, tenba auxiliado a uniao de sua filha
com o assassino de seu esposo E' bem
pensado, Henrique, meu filho l Nlo diga
mais, porque adivinbo tudo.
Desta vez o prisioneiro tinba os olhos
cueios de lagrimas.
Oh adivinhou murmurou elle, e
faz me lastimar^margaments a vida T Jul-
gava perder nicamente um tbeaouro....
Quem ousar dizer? continuou a
princesa. O padre l estar, juro-lhe:
era o meu confessor. A escolta nos dar
tomp j, anda qne tenha de vender o meu
cofre de joias, ainda que tenha de empe-
ntar o Banal que troquei na eapelia de
Gaylus I E ama ves abencoada a uniaa,
prevenida, posso affrontar urna borrasca 1...
^ Cortamente, replcou Roberto, e
por isso tambem que, vendo a acompanha-
da tantas vezes por um cavalheiro da mi-
nha idade, acabariam por acreditar que
elle sen noivo.
Ah! meu Deus, verdade dis-
se ella. Pobre Robera !... Eu nSo tinha
pensado nisso... Oh tem razo, meu
amigo... Nlo convm que outra toffra
do desgoslo, que sem duvida seria cruel,
de suppr-se esquecida... Mandei fazer
esta chave para voc, accrescentou ella
quando chegaram ao castello; guarde-a
para nao ter mais que dar a volta pelo
parque.
As provistas de Robert), com este sim-
ples escrpulo de delicadeza para com os
seus amigos da Barraca, no tinham por
certo sentido que Ibes attribui Jocunda ;
mas aconteceu, que a conclusao singular
desse coraco de ingenua, que nao com-
prehendia o perigo seno para elle, lancou-
o em urna especie de parplexidade. Leua-
brando-se da que Cbristiana poda soffrer
por cume, admiru-ee de nao ter, a mis
tempo, pensado em auspeitas que podiam
nascer da aua estada ea Touraine.
Fesse qpmo fosse, o expediente imagi-
nado s para abreviar o seu caminho pela
scs*a4j^4o terraco, teve como resultaio
por teruro ao desascordo entre elles : ella
a esperal-o l quasi todos os dias. Era,
dizia ella a sua hora de camaradagem. A's
vexes, mesmo, na fraqurza das grandes
confidencias, ella faUava-lhe em Christia-
na. Para evitar toda a idea romntica elle
nao fugia ao assumpto.
Estou certa de que a semana passa-
d voc foi a Pars para vl-a, disse ella
urna manha.
Ella nSo est l, respondeu ello.
A.h .. Pobre menina l serapada tio
duramente !... Ella est muito longe ?
Muito longe !
Emfm, tornou ella com um suspiro, po-
bre Roberto! talvez assim seja melhor.
Um encontr dos dous seria tamanho des-
gosto! Sabe qua nestas tres mezas meu
pai estar aqui ?...
XXXIX
Nessa interiro, tendo Rival chamado Ro-
berto a Pars, elle ficou uns doze dias na
avenida de Villiers, com grande prazer de
Aurora, que est-mava fallar na linda
creatura e no seu amigo Sarrazin. lssa
demora teve por effeito desvanecer as ul-
timas illusoas do Sr. Poinsinat. Rival, ten-
tendo relajoas com alguna corretores, ami-
gos velhos de seu pai, eacarregou-se de
verificar o que havia; souba pois, que du-
rante os ltimos annos da sua vida, a con-
deses do Coudray, tendo cabido as raaos
de aventuraros, tiaha-se entregado a es-
peculacoes loucas. Cousa singular l um
personagem desconhecido cujas signaes
muito se parecaos com os de Boisdesnier,
esteva mettido nesse desmoronamento
completo.
Bem disse Roberto, 'vendido o meu
castello, ficarei na mesma posiclo que an-
tes !
Tomada a sua resoluge, sentio-se mais
forte. Entretanto, quando voltou a Li-
Grange, teve urna recepcao singular do
primo Boisdesnier.
Quer vender o Coudray ? disse-lhe o
barSo, logo que o vio, quando apeiava-se
do carro e pucha o p na escada exterior.
Como!... exclamou Roberto com al
guma frieza, j, assim, sem tomar folego,
mesmb antes de entrar?
Oh I tem alguna das para reflectr I
respondeu o primo. Mas a occasio tao
boa e o comprador est to apressado !. .*-
Vou lhe explicar tudo isso.
Entraram, e cinco minutos depois Ro-
berto soube do negocio em tres palavras.
Um amigo do barao, e Sr. Caduc de Mau-
vel, grande cacador e grande amador da
pesca, desojando esta bel acer-se em Tou-
raine, tinha casualmente ido ver o castel-
lo. Seduzido pela proximidade do Leira
e pela abundancia de caca as florestas
prximas, e sabendo que a propriedade
talvez fosse vendida brevemento, tinha of-
ferecido compral-a; mas com a condico
expressa de concluir logo o negocio, de
modo a toraar posse, mobiliado, tal como
estava em prazo muito curto, para all es-
tabelecer a sua familia.
Com as suspeitas que trazia de Paria,
sem comtudo ter urna base positiva, Ro-
berto estava desantlad) demais par*- acei-
tar essa proposta sem discusso.... _Por
mais desejoso que esdvesae de urna liqui-
dado, pareceu-lhe que o primo Boisdes-
nier estava singularmente disposto a acon-
selhal o que aceitasse a primeira offerta.
E' questao de oito dias, tornou o
baro, se quizer aproveitar a mania de um
amador disposto a pagar bom preco. O
meu amigo, Sr. Caduc de Mauvel voltou
para Pars, porem pode estar aqui ama-
nba...
Comquanto Roberto j estivesse resig-
nado parda da riqueza e obrgaco de
vender o Coudray, easa especie de citac&o
brutal foi-lde sensival. Coincidinflo essa
grande pressa do primo com o inquerito
de Rival, elle nao po .e deixar de descon-
fiar de que ah havia o alarme de urna
conscienoia pouco tranquilla... Entretan-
to, n-fljetio que j tinha passadj odia dos
sonhos. No da immediato foi casa do
Sr. Poinsinet em Tours & expoz-lhe o ne-
gocio.
Ah senhor, disse o tabello, j ao
facta das noticias desagradaveis, onfesso
que, a menos que apparecam offsrtas par-
ticularmente vantajosas, nlo vejo necessi
dado de apressar-se... A nlo ser que
tenha motivos, que eu ignoro, para deso-
jar realisar a sua torluna com brevdade
e por qualquer prego.
Pelo tom de restriccao do Sr. Poinsinet,
Roberto comprehendeu qua ella nao mani-
festara todo o sen pensauento; instou
para que se explioaase aem reserva.
Ah I senhor, sei que por profsso e
visto a minba idade, essas historias n3o
me quadram, e o Sr. Sarrazin a esse res
peito j zombou de raim... Saja como
for, estando empenhada a minba perspica-
cia de tabello, alm do conhecimento que
tinha do carcter da senhora sua tia, per-
sisto m crer, mais do que nunca, que algu-
ma parte dessa fortuna deve ser encontrada
algures... Em suraraa, eu sentira que o
senhor vendesse La-Grange... e cmfia,
para dizer tudo, em seu logar, eu nao que-
reria, sobretudo... Nao que arrisque a
menor paiavra de desconfianca contra o
Sr. BarSo de Boisdesnier... que, corta-
mente, nao o complico suppcsto de...
jogos de Bolsa, de que, infelizmente, ago-
ra temos provas. porque elle sempre ne-
gou conhecel-os !... Hu.n .'... Entretan-
to, no seu lugar, eu nao quera .. eu nao
estimara tratar apressadamente com um
comprador apresentado por elle... NSo,
tambem, que eu suspeita um estranlio...
que talvez nao seja couivente... Mes-
mo quando desconfiasse de um delles...
O Sr, Barao de Boisdesnier, afinal de con,
tas, e seu primo... Desejando, mesmo-
apertar os lagos de parentesco, disserara-
me que elle quiz unil-o sua fitha.
Ditas estas palavras, o tabellio fez
pausa, como homem satisfeito de ter afir-
mado a sua neutralidade prudente.
Entao, se bem o comprehendi, meu
earo Sr. Poinsinet, disse Roberto, aconse-
lha-me que rejeite as propostas que me
sao fetas.
Nao, nao!... nao isso, justamen-
te, tornou o tabello, com um sorriso in
deciso... E, mesmo, tudo bem conside-
rado... e levantada aquesto.- prete-
rira, pelo contrario, nao contrariar o inte-
resse real que parece tomar pelo senhor...
um paruute que ihe desoja bam '.. Teria
escrpulo de desval-o, sem exame serio,
do negocio que lhe offerecem... Pode ser,
hu.u !... que indo ao fundo das cousas...
Nao temos nada a perder, em todo o caso,
encetando negociares em que a ultima
paiavra sempre lhe cabera... Em todo o
caso, eu estimara vero comprador... que,
apresentado por seu primo, merece toda a
consideraclo... Sem nada adiantar sobre
a sua resolucSo, muito simples que os
preliminares sejam discutidos com o seu
tabelliSo.
o psdre, a rali, a esposa, acompanharao
o condemnado pelas ras de Parz. eu
direi...
Silencio I minba senhora, em nome
de Deus disse Lagardre ; nao estamos
sos.
O official approximon-ae :
Senhor, diese elle, ultrapassei o meu
poder, peco-lbe que me acompanhe.
Aurora precipitou-se para dar-lhe o bei-
jo de despedida.
A prioceza disse, inclnando-se rpida-
mente para o onvido do prisioneiro :
Cont commigo I Mas, alm disso,
nada mais pode ser tentsdo ?
Lagardre pensativo, voltava-sej para
aeompanhar o official.
Escute, disse elle, recordando-se,
apenas urna probabilidade, mas o conselho
de familia reune-se s oito horas. Estarei
aili perto. Se podessemos fazer com que
en fosse introduzido na presenca de Sua
Alteza R;al, no recinto do tribunal...
A prinueza apertou lhe a mo e nSo res-
pondeu. *
Aurora acompanbou om o olhar odeso
lado Henrique, seu amigo, que os guardas
cercaram de novo e junto do qual veio col-
locar-se aquello personagem lgubre que
trazia o habito dominicano.
O cortejo desappareceu pela porta qne
conduaia torre Nova.
A princesa pegou na mo de Aurora e
abracou a.
Vem, minba filha, disse ella, tudo
nao est ainda terminado. Deus nao ha
de querer que esta vergonzosa iniquidade
se curopra.
Aurora, mais morta do que viva, nao
ouvia.
A princeza, eubindo para a carruagem,
disse ao ooobeiro:
Para o palacio real -' a galope 1
No momento em qua carruagem par-
ta, um outro carro, que estava parado as
proximidades, poa-se em movimento. Urna
voz agitada sabio da partinbola e disse ao>
oo jheiro :
Sa nlo chegares antes da carrusgem
da Sra. princeza ao pateo de Fon tainos,
ponho te na ra.
No fundo desta segunda carruagem, es-
tara o Sr. da Peyrolles, mostrando no ros-
to vestigios, alo equvocos, de mo humor.
Vinha lambeta da chancellaos, onde tinha
fcito um barulho dos diabos, por ter pas-
sado os dous tercos da manha n'uma pri-
so. i
A sua carruagem alcangou a da prin-
ceza na ra Trahoir e chegou prmeiro ao
pateo das Fon tainas.
O Sr. de Peyrolles, saltn e atravossou
o cubculo de mestre Le Breant, sem di-
zer cousa alguma.
Quando a Sra. de Gonzaga se aprsen-
lo u para solicitar urna audiencia do Sr.
regente, teve urna recusa peremptoria.
Acudio-lhe a idea de esp-rar a aaida
ou a entrada de Sua Alteza Real. Mas a
tarde approxmava-se ; e era preciso cum-
Erir prmeiro que tudo a promeasa tita a
lagardre.
O Sr. principe de Gonzaga estava s no
seu gabinete de trabalho, onde o vimos
receber p?la primeira vez a visita de D.
Cruz. A sua espada estava em cima da
mesa coberta de papis. Vestia, sem au-
xilio de nenbum dos seus criados, urna
destas cotas de malhas ligeiras, que se po-
da trazer debaixo da roupa. A roupa,
que acaba va de tirar para isso e que ia
vestir, era um gibo de cSrte de velludo
preto sem enfeitea.
Naquelle momento em que a preoecu-
pacao dolorosa o conserva va sob a sua pe-
sada accSo, a ruina dos annos, que dissi-
mulva de ordinario com tao feliz habili-
dad i, mostrava-se altamente no seu rosto.
Os cabellos pretos, que o barbeiro nao ti-
nha arranjado cautelosamente sobre a ea-
beca, deixavam descoberta a calva deso-
ladora da testa O as rugas da face. Osen
porte alquebrava se como o de um velho e
as raaos tremiam lhe ao aportar a cou-
raga.
Foi condemnado dizia elle comsi-
go; o regente oousentio. A sua indolen-
cia de coraco ir at este ponto, ou terei
conseguido persuadil-o ? Tenho etnraagre-
oido, interrompeu elle, a minba cota de
malha est agora muito larga para meu
peito. Mas estou mais barrigudo, a cota
de malha est muito aportada na cintura.
E' decididamente a velhice que se appro-
xima ? E um ente exquisito, continuou
elle, um principe para rir, caprichoso, ocio-
so, poltrlo. Se nao se adiaota, apenar de
ser o asis velho, creio que serei o ultimo
dos tres Felippes Portn se mal com mi-
go ; portn ss mal. Quando se cnoca o
p na eabeca de um inimigo, preciso nao
retiral-o, principalmente quando este ini-
migo tem o nome de Felippe de Mantua.
Inimigo l repetio elle. Todas estas bellas
amizades acabam assim. Foi preciso qu
Damao e Pythiaa morressem muito jovens
se nao. fosse isso, teriam que estrangular-
se mais tarde.
A cota de malha estava aperlada. O
principe do Gonzaga ves tio o gibao, poz o
cordo das ordens e comecou a pasar
pente nos cabellos antes de por a cabel-
lara.
E f.qmlle patife de Peyrolles disse
elle encolhendo os hombros com desprezo.
Ahi est um qua nao queria sahir de Ma-
drid ou de Millo. Est millionaro o pa-
tife !
Bateram tres pancadas porta da bi-
bliotheca.
Entre, disse Gonzaga, ha urna hora
que estou espera.
O Sr. Peyrolles que tinha tido tempo de
mudar de roupa, appareceu na
porta.
' Nao se d ao trabalho de fazer-me
censuras, Alteza, exclamoa elle, logo que
entrn, bou ve causa de forca maior : saio
da prisSo do Chatelet. Felizmente aquel-
los dous paes fugodo, deaempenharam
perfeitamonte o fim da minba inissao : nao
appareceram na audiencia, na qual s eu
depuz. Est tudo acabado. Daqui a urna
Dora, aquello diabo est com a eabeca cor-
tada. sta noite dormimos tranquillos.
Como Gonzaga nao comprehendesse, o
Sr. de Peyrolles contou-lbe em pouoas pa-
lavras o seu infert mo da Torre-Nova e a
fuga dos dous mestres d'armas, em com-
panhia de Chaverny. Ouvindo este nome,
o principe franzio as sobraneelbas; maa
nao havia tempo para se oconpar com de-
talhes.
Peyrolles contou-lbe o encontr que tinha
tido com a Sra. princeza de Gonzaga e
com.Aurora, na secretaria do Chatelet.
Chcguei trea segundos > antes della
ao palacio real, accrescentou elle; era
quanto bastava. Vossa Alteza deve me
duaa aeches de 5,250 libras, cotacao do
dia, que metti as maos do Sr. de Nanty
para recusar audiencia aquellas sonhoras.
Est bem, disse Gonssga. E o rea-
to ?
XL
< La-Grange, Janeiro.
Contei-te o meu grande negocio, meu
caro Rival, e a idea de vender o meu cas-
tello... Poinsinet, meu tabello, admiran-
do-se de offertas que sbiam sempre
medida que elle elevava aa nossas preten-
y5tt--. Purtindo da cjuiitrofsntnR mil fran-
cos, estavamoa em quinbentos e oincoenta
mil, que seaestava disposto a aceitar, quan-
do ante urna ultima objeocSo do forma, o
nosso comprador ainda cobriodo o lance, ad-
mrame-nos de repente desse valer extraor-
t Agora, porque aera que Boiadenier
quer comprar ? E, especialmente, com que
fundos... Eis abi resurgndo todas as oon-
jecturaa. A supposico absurda de titulas
ou valores escondidas, nao sendo mais'sus-
tentavel, ante a evidencia dos factos, o
primo descobriri alguma mina; ou deve
o tragado de alguma estrada de ferro, de
que s elle tem conhecimento, atravessar
o meu parque ?.., Estamos nesse ponto.
t Daves sappor que nao parecemos sa-
ber nada, nem mesmos desconfiar de qual-
quer traficante entre a nossa gente. Poin-
sinet pretende apanhal-os com a bocea na
botija e ada, sob pretexto de offertas,
que diz ter recebido de.ou'.ros. Em todo o
caso, parece claro que Boiadesnier tem
grande interesse oo negocio. Mas qual
?... Quanto a mira, conservo-me no pa-
pel de bom moco indeciso, que coota com
os seu conselhos; mas a corda est se es-
ticando entre nos e ameaca arrebentar.
c Ha nuvena no ar, como quando se
approxima urna tempestado, porque, o que
queremos, comprebendes, conseguir, que
qne Caduc tire a mascara... Ficaria-
mos entao ante o primo, que tira da sua
herdade com qu viver e que em poneos me-
zos tornou se capitalista. A evaporaeo
singular da fortuna de minha tia, coinci-
dndo com essa opulencia sbita, vs onde
iremos parar...
c Entretanto, no meio desta embroma-
da nlo me vejo mais rico. Ainda que es-
tivesse provado que o subtil Boisdesnier 4
decididamente nm tratante, eu com certe-
za nao ira at o estrondo de processar um
dos meus por allianca. Quanto esperan-
ce de Poinsinet, qne fazer o primo vo-
mitar com a ameaca de um inquerito, nao
a partilbo, nem Sarrazin, que conhece o
homem. Pela sua calma evidente que
elle nao se-arrisoou neste negocio sem sen-
tirse completamente armado.
Grande suecesso na Barraca. O al-
mirante est em caminho, chegar no mez
prximo e Pedro de Varellas. chegou. De-
raora-se quinze dias em Guitry !... Vai-
te enforcar, meu caro : Podro de Varelles
simplesmente o Licinio que levar a tua
vestal. E' um excellente rapaz. Tem
quasi a minba idade, primo de Jocunda,
Sarrazin confiou-me que ha no ar certoa
projectos... E' da marinha : assim de-
via ser I.... dizia Jocunda, volta orna
patente de prmeiro tenente. Sonde'O,
disse-me Sarrazin : Livai-o oaca com-
migo e sondei-o.
< Aobei o um bom carcter, solido e sao
como os forma vida de trabalho e a dis-
ciplina de bordo ou dos acampamentos.
Do seu laio, nSo sendo mais tolo do que
eu, elle tambem sondou-me... Voltamos
para casa amigos... Talvez por causa
dos nossos contrastes... Jocunda esti-
mou muito essa boa sympathia mutua.
< Amigos de infancia havia quatro an-
nos que nao se viara ; comprehendes o que
ha de encantador nesse novo conhecimen-
to que elles tem de travar um com o ou-
tro. Demais, elles nao taa a menor des-
confianca do8 projectos da familia, pru-
dentemente conservados em segredo para
deixal-os livres... A sentimental Auror ,
vai-se inflammar com a idea desse romn-
,ce delicioso, dirigido com muita finura
pelo velho Sarrazin. Pelo que j sei de
Pedro, era capaz de jurar que a graca
Ibe chegar, posto que, como rapaz serio,
nao me faga nenhuma confidencia... tal-
vez mesmo por causa dos nossos contras-
tes, de que elle n.
< Achando a vida muito boa e o mundo
bem feito, julga-me complicado. Tem elle
oa nao tem razao ? Ssr elle o aj tuzado
a eu o louco ? O verdadeiro amor ser
dinario que adquira o Coudray... A' vista,,esse sentimento temo e brandamente re-
flectdo que parece impellil-o para Jocun-
da? ou o tumulto de coraco, de alma e
de sentidos que me exalta, me arrasta e
certamente rae matara se eu perdesse
Christiana?... Nao rias, ha horas em
que duvido... em que invejo Pedro...
Jocunda daquellaa de quem se diz,
quando sao encontradas : Eis urna felici-
dade que psssa !... Se e causa nSo fos-
se absurda, eu me julgaria quaai com cia-
mos.
(Contina).
disso, o Sr. Poinsinet, que nao tinha outr o
fim seno procrastinsr, para estudar as
cou3as e informar-se, descobrio em Pars
que o Sr. Caduc Manvel era na realidade
um homem de negocios muito desacredita-
do... em duaa palavras, um homem de
palha... um simples prestador de nome. e
que, segundo todas aa probabilidades,
quem me compra as trras seria o meu
primo Boisdesnier !...
f E' escusado dizer-te qae o Sr. Poin-
sinet est jubiloso..
ta para oito horas : mudas preparadas at
Bayonne, por correios.
Est bem, disse Gonsaga, tirando
um pergaminbo do bolso.
'Que isso? perguntou o facttum.
A minba nomeaclo de enviado se-
creto, miaso real e aasiguada Voyer
d'Argenson
Fe* isso por si ? murmurou Peyrol-
les.
Jnigam-me tais do que nunca em
favor, respsodeu Gonzaga : arranjei-me
para isso. E, pelo co I enganar-se-ho
muito T preciso que eu tenba muita for-
ca, amigo Peyrolles, para o regente deixar-
me livre. Muita forca 1 Se a eabeca de
Lagardre canir, elevo me a taea alturas,
que podem todos ficar tontos.
O regente nSo ha de saber come me pa-
gar as suas suspeitas de boje. Hei de
tomar-lhe contas, e, se nSo andar direito
commigo, quando Lagardre, essa espada
de Damocles j nao estiver suspensa sobre
soleira da a minba cabecd, por Deus I tenho na mi
nha carteira accSes brancas, azues e ama
relias, para fazer saltar o Banco.
Peyrolles, approvava com a cabeja, co-
mo era do seu papel e do seu dever
E' verdade, perguntou elle, que Sua
Alteza Raal Vai presidir o tribunal de fa-
milia ?
Resolvi-o a isso, responden impuden-
temente Gonzaga, pois que at s suas al-
mas damnadaa elle eoganava.
E D. Cruz pode contar com ella ?
Mais do que nunca. Jurou rae que
comparecera sesso.
Peyrolles fitou-o.
Gonzaga sorrio irnicamente.
Se D. Cruz desapparecesse de re-^
pente, murmuron ello, que se havia de fa-
zer. ? Tenho initnigos interesaados nisso.
Maa existi, quanto basta, os merabros
do tribunal viram-n'a.
Por acaso 1 ? comecou o facttum.
Havemos de ver muita cousa esta
noite, amigo Peyrolles, respondeu Gonsa-
ga. A Sra. princeza podia entrar no ga-
binete do regente sem me inquietar abso-
lutamente. Tenho os documentos, tenho
cousa inda melhor: tenho a minha liber-
d-.de, depois de ter ido aecusado de as-
asesinato, aecusado implcitamente. Pude
trabalhar o dia inteiro. O regente, aem o
* O resto est feito. Carelios de pos- saber, fes de mtm nm gigante. Com os
diabos, o tempo custa a passar. Tenho
pressa.
Ento, disse Peyrolles humildemente,
Vossa Alteza tem cortes de triumphar ?
Gonzaga apenas respondeu por um sor-
riso oigulhoso.
Nesse caso, insisti Peyrolles, para
que esta eonvocaco da nobreza ? Encon-
trei nos seus salSes toda a nobrosa em tra-
os de guerra.
Esto l por minba ordem, disso
Gonzaga.
Heceia batalba?
__Na minha trra, na Italia,- disse Gon-
zaga, os maiores capitSes nunca deixam de
garantir a retirada. PSde haver um re-
verso de medslha. Eases senhores slo a
minha retaguarda. Ha muito que espe-
ram?
Nao sei. Viram-me passar e nao Ihea
fallei.
Qne ar. tem ?
Ar de caes batidos.
Falta alguem ?
Ninguem, excepeo de Chaverny
Amigo Peyrolles, disse Gonzaga, em-
quanto estavas preso paasou-se aqui algu-
ma cousa. Se eu quizesse, todos, por mui-
tas que sejam, podiam passar um mo
quarto de hora.
. Se Vossa Alteza quizer dignar-se de
informarme... Comecou o facttum, a tre-
mer 1
Cancar me hia fazer dous discursos,
replicou Gonzaga ; dil-o hei perante toda
a minha gente.
Quer que previne esses senhores t
pargantou novamente Peyrolles.
.wsizaga olhou-o de revs.
Cora os diabos I murmurou elle, nlo
quero entregar-te tentsc&o, eras capas
de fugir.
Tocou a campainha.
.antrou um criado.
M.ndem entrar esses senhores quo
esto espera! disse elle.
Depois, voltano-se para Peyrolles ater-
rado, aocreeeentou :
Crehtona fosta to, amigo, dizias ou
tro dia, ajtJS lo ten zelo :
. Altea r preciso, seguil-o-hemos-
at ao inferno
[Contimutr-uha.)
Trp.aosrii rea Ososa de Cestas a. *A

l
/
/
mmhB 1 -
JHHLJ


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EZJLI6JX5_W7XP2R INGEST_TIME 2014-05-28T17:49:02Z PACKAGE AA00011611_18251
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES