Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18247


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Full Text
:l
AMO L1111 HUMERO 68
PARA A CAPITAL E LU6AREI OXDK SAO SE PAGA PORTE
Por tres raezes adiantados............... 6,5000
Por seis ditos dem. ................ li^OOO
Por ura anno idem................. 23|$000
Cada numero avulso, do mesmo dia. f......... t$100
DIARIO DE
QDINT-FES 241 MASCO BE 188T
r ABA DENTRO E FORA DA PROVHCIA '"'
Por aeia meses adiantados....... T*" J 1350O
Por nove ditos idea................. 2O0OQ
Por um anno idem................. 270C0
Cada numero avulso, de das anterioras........... '4100
RNAMBUGO
Prprieirafce i>t Mano /igucira He Jara -fijjn*
Os Srs. Aoaede Frinee ti C.
de Pars, sul os nossos agentes
exclusivos de amilnelos e pu-
blieacdes na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAHMAS
ssavigo n c-sscu ama
(Especial para o Diarto)
LISBOA, 23 de Marco, de manhS.
O principe reeem-naseldOt fllho do
Duque de Bragaaca. cnamar-se-ha
Luis Felippe.
BERLIM, 23 de Marco, tarde.
Hoje foram celebrada* grande
restas aqnl e em nutras grandes o-
da Je* da Alleninnha em honra do
O. annlversarlo natalicio de S. M.
o Imperador Cullnerme.
Agamia Ha vas, filial em Pernambuco,
23 de Mar?: da 1887.
IHSTRUCCiO POPULAR
(Extrahido)
DA BIBLIOTHBCA DO POVO B DAS ESCOLAS
i
PARTE TEBCEIBA
DOBXCAS CIBl'BtilCAN
ConltnuaeSo )
aTerldas
Na rego abdominal as ferida incisas sao gra-
ves. As paredes abiomin&es sao poueo cspjssaa,
e importantes oa orgaos que abi se chtin. Sao
infelizmente frequentes em Lisbo i aa tacadas (entre
a gente da saais baixa rel), e o mximo numero
d'ellas d se naqaelU regiao p abdomeo).
Os conselhos que podemos dar a este reipeito
aqai b&j que se eolloquo o ferido o msis depressa
possivel em poaic&o tal que as paredes abdominaes
nao estejam tensas, que ae tape a ferida compri-
mindo-a levemente, e que se procurein os soccor-
ros mdicos com promptido.
Se os instestinos tiverem sahido para fra da ca-
vidade da ferida, ser de mais conveniencia, em-
quant) nao vem o medico, nao Ihes meser, nem oa
irritar, cubrindo-os braudamente com um panno
limpoc bumedicido.
As ftidas dos membros superiores e inferiores
nada tiem de particular a dizer. Sao, como t das
em ge.nl, mkis uu menos graves, segundo a pro
fnndidade e os orgaos que possam interessar. As
f- ridas penetrantes as cavidades articulares, as
articulacoes, sao notavelmente graves. Deman
dam soceorros ulteriores minuciosos, e Bao muitas
vetes secundariamente mortaes.
A respeito das feridas contusas teremos nica-
mente a dizer que em geral alo maia graves do
que as incisas, que a sua eicatrsacao maia de-
morada e a cicatriz mais apparente. A maior
gravidsde deste genero de feridas depende do seu
proprio modo de acco. Na ferida incisa a divi-
sao dos tecidoS feita sem grande resistencia ; so
o instrumento esta bem aado, os tecidos nao sao
alterados na sua textura.
Na ferida contusa ha pancada, contuslo, es naga-
ment dos tecidos ; os Ubi js da ferida nao sao re-
gulares ; parte delles deixam de ter o iofljio fi-
tal, e morrondo tjem de ser eliminados. A uniSo
por primeira intenco pois iwpossivel de obter ;
sobrevem suppuracao, e por isso demora e irregu-
laridade na eicatrisacao.
E' conveniente lavar as feridas contusas con um
liquido levimeute excitante (agua alcoolisada, por
exemplo), antes de proceder uniao, e esta deve
ser feita de modo que permuta a sabida do pus
que ulteriormente se forma; cumpre tambem at-
iende.- tuinefaccito cjnaecutiva dos labios da fe-
rida, insignificante as feridas incisas, mas que
as contuaas quasi sempre consideravel. Em
geral urna ferida contusa precisa de ser vista e tra-
tada pelo medico.
As feridas perfuradas sSoem geral poueo graves.
As picadas quando causadas por instrumento bem
agucudo e limpe, se nao interessam orgaos essen-
ciaes vida, sao de pouca importancia e nao de -
mandam curativo algum. Se porm o instrumento
nao est muito agucade, e sobretudo se est im-
pregnado de substancias deleterias (nis picadas
anatmicas, por exemplo), a sua gravidade ex-
trema, nao pela ferida em si mas por causa das
consecuencias. H* ento um verdadeirotnoenena-
mento : a lymphage (#) e adenites consecutivas,
aeguem-se pbenomenos geraes gravissimos e muitas
vezes mortaes.
Deve baver todo o cuidado em expremer bem
estas picadas faiendo sahir algum sangue e em as
lavar com um filete de agua corrente. As veses
esnvir cauterilsa-as empregando para este fim o
nitrato de prata (peira infernal) e at mesmo um
ferro em brasa.
Este ultimo cuidado de rigor as feridas que
se posas recear sejam causadas pir animaes dam
nados. A ompresaSo cima do logar terido fisto
, entre elle o coraco) utilissima as feridas ve-
nenosas. Tal precauco tem bastantes vezes salva-
do a vida a muitos infelices com feridas venenosas
ou feitas com instrumentos avenenados. A caute-
riaaco deve ser rpida, profunda, e feita sem d.
Qualquer a pode praticar, o servir-se-ha para isso
de um objecto qualquer que ache a mao ; urna cha-
ve, ou um prego, ete, satisfazeen ao fim.
(*) Inflimmacoes dos vasos lymphaticos.
(Continua.)
ARTE UFFICUi
Governo da Provincia
FALL que Assembla; Legislativa Provincial de Pernambuco
no da de sna Installaco de Marco de 188, dirigi
o Eun. r. presidente da provincia Or. Pedro Vicente de
Azevedo.
(ContinuacZo)
COLLECTORIAS
Tem a provincia 47 collectorias, inclusive as da Grvala e Muribeca, ainda
nlo installadas.
Durante o exercicio de 18851886 importou a arrecadacSo destas estacSea
fiscaes em 319:0594722.
Com o pessoal despenden-se a somma de 76:737(5501, ficando assim reduzida
a 242:3220221 a renda liquida.
Entre a arrecadacSo do exercicio da 18851886 no valor de 319:0590722 e
a do anterior no de 274:0770642 ha urna differenca a favor da primeira de 44:9820080.
O rao vira coto das operacSes das collectorias dorante o quinquenio de 1381
1882 a 18851886 consta do quadro eeguinte :
EXERCICIO
1881-82 .
1882-83 .
1883-84 .
18S4-85 .
1885-86 *fc
EKCBITA
312:0410746
278:0480216
320:9720660
274:0770642
319:0590722
DBSPBZA
62:1320184
55:6560201
63:5010940
54:2050468
76:7370501
RENDA LIQUIDA
249:9090562
222:3920015
257:47007201
219:8720174
242:3220221
9.
10.
11.
12.
13.
14.'
15
16."
17."
18."
19.
20.
21."
Matriz de Serinhaera.
Club Litterario Caruarense.
Matriz de Itamb.
Recolbinijnto de Iguar.iss.
Igreja da S. Pedro dos Clrigos.
S. Pantaleao do Monteiro.
Matriz de Cabrob.
Matriz de Pcsqucira.
Igreja dos Martyrios de Goyanna.
Matriz de Bom-Jardim.
Matriz do Itamb.
Recolhimento da Gloria.
Igreja do Carmo a cargo da Irmandad
22.o Rosario da Boa-Vista.
23. Matriz de S. Jos da Podra Tapada.
24.o Capaila de S. Sebastio deNazareth.
25. Matriz de Taquaretinga.
26.o Matriz de Agua-Preta.
27. Matriz de Leopoldina.
28.* Matriz da Victoria.
29. Matriz de Agua-Bellas.
30.a Matriz de Quipap.
31. Matriz da Varzea.
32.* Matriz do Poco da Panella.
33.o Matriz de Correntea.
34. Matriz de Tacarat.
As loteras especiaos em bem do fundo
*
e Noasa Senhora da Luz.
que a Tbesouraria de Fazenda d regularmente conbecimento ao Thesouro do recebi-
mento dos referidos impostes, para nao ser embaracada a venda dos bilbetes neata
cidade.i
Deus guarde a V. Exc. F. Belisario S. de Souza, Sr. presidente da provir-
cia de Pernambuco.
O Thesouro Provincial'pon iora, com razio, que as loterias extraordinarias, sai
vista dos favores e vantagens legaes de que estilo no goso, constituem embaraco per-
manente para as ordinarias.
Estas sao sujeitas, alem disso, ainda a impostes, de que as ontras sao senta?,
a lembra a conveniencia nSo da eliminacSo das iroposicoes provinciaes, em viata <*
estado financeiro, mas, pelo menos, que taes imposicSes se extendam s loteras ex *-
ordinarias, cujo tira, por mais relevante que seja, nao explica a excepjao, tanto maij
quando os beneficiados destas silo auxiliados tambem pelos cofres geraes, ao pasao que
os das outraa nenhum outro recurso os favorece.
[Contiuuar-te-ha )

da ernancipacilo provincial e da edu-
cacto de ingenuos da Colonia Isabel continam a cairgo do tenente-coronel FrancisooJ convenientes, que o bacharel TeleBp'horo Gomes
Gnnealvps Torres Aranjo, no primeiro dia do corrente mez dei-
De 10 de Dezembro do anno passado a 10 de Fevereire do corrente foram,
sob proposta do Thesouro, nomeados: o promotor publico bacharel Jlo Quintiliano
de Azevodo e Silva, ajudante do procurador dos feitos da fazenda provincial no districto
da collectoria de Flores; o cidadlo Jos Francisco de Figueiredo Lima, escrivao da
collectoria de Bezerros ; os promotores pblicos hachareis Nylo Rodrigues de Miranda
e Joao BaptUta Correia de Oliveira, sjudantes do procurador dos feitos nos distriotos
das collectorias da Goyaona e Panellas, e os cidadios Valencio Soares Villela e Ca-
pitalino Pereira da Costa, este escrivao da collectoria de Panellas e aquella colleotor de
B uique.
No mesmo periodo foram removidos: Sebastio Cyrillo Gomes Penna de
escrivao da collectoria de Beaerroa para igual cargo ua de Grvala e os ajudantca do
procurador dos feitos, hachareis Joao Agostinho Carneiro Bazerra Cavalcante, Alfredo
de Oliveira Fonseca e JoZo Landeno Domellas Cmara, o 1. de Goyanna para
Itamb, o 2. de Itamb para Floresta e o 3 de Floresta para Villa-Bella.
LOTERAS
Para o cargo de thesoureiro das loterias geraes da provincia oomeei, a 22 de
Dezembro de 1886, o commendador Jos Candido de Moraes, o qual ainda nao assu-
miu o exercicio, por estar tratando do processo da respectiva fianja.
A extracefto dessas loterias tove regular andamento no anno de 1885 1886.
Incorrcram em prescripco durante o mesmo anno differentes premios e be-
neficios na importancia de 7:3150750, que passou na forma da le a fazer parte da
renda evential da Woviocia.
Foram levantados do Thesouro no alludido periodo varios beneficios na im-
portancia "total de 37i68Q#XXK
De.conformidade com s W a.1,883 de 20 de Dezembro de 1886, art. 2.
exped em 18 de Janeiro a portara, abixo transcripta, marcando a extracto das
loteras geraes no corrente exercicio. I
i 3/ aeccSo.Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 18 ae Janeiro de
1887.O presidente da provincia, nos/termos do art. 2/ da le n. 1.883 de 20 de
Dezembro de 1886, reaolve que das Iberias correr no presente exercicio, 15 per-
teuoerlo aos estabelecimeutos pios da Santa Casa de Misericordia do Recife, a bene-
ficio dos quaes correrlo as quatro primeras, e as mais alternadamente com as seguin-
tes, conforme a ordera, em que vio mtenciooadss :
1. Matriz de Itamb. \
2.* Santissimo Sacramento da Boa-Vista.
3.* Matriz da Gloria de Goit.
4. Matriz de Itamb. )
5.* Matriz de Vicencia.
6.* .Matriz de lumb.
7.* Matri de Ipojuoa.
8/ R de Una do Rio Formoso.
At Dezembro do anuo passado foram extrabidas dez partes das loterias,
referentes educac2o da ingenuos, sendo o respectivo producio, na somma de 15:6000,
entregue ao director da dita Colonia para o fim determinado no art. 2. da le n. 1,842,
de 25 de Maio de 1885.
Por despacho de 14 de Desembro, em vista de representacSo, fundamentada,
do thesoureiro adiei para 14 de Maio, prximo vindouro, nos termos do art. 14 do
regulammto de 4 de Novembro ultimo, a extraccSo da grande lotera de tres sortoios
no valor de 4.000:0000000, em favor da educacao de ingenuos da Colonia Isabel, fi-
cando o thesoureiro obrigado a depositar no Thesouro Provincial ou no Banco do
Brazil, visto estar na corte a maior parte do dinheiro apurado, em conta da provincia,
na oonformidade do art. 7 do regulamento de 27 da Abril de 1854, a importancia dos
bilbetes vendidos e dos que se foram vendendo at epocha da extraerlo, devendo a
primeira entrada da quantia, entilo existente, ser feita, impreterivelmente, atv 30 de
Janeiro e as outras igualmente nos ltimos dias do mez, prestando o thesoureiro, im-
mediatamente em seguida, contas do estado da lotera, cuja veracidade fiacalsada,
nos tennis das instrucedes vigentes, sob as penas legaes ou regulamentares.
Este adiamento foi difinitivamente ultimo e nico. Os bilbetes nao vendi-
didos fijarlo por conta do thesoureiro, som responsabiliiade algum da provincia (art.
8 do regulamento.)
O caso de nao extracto da lotera importar para o thesoureiro a obrigayao
de restituir os respectivos valores aos portadores dos bilbetes, a perda de todas as van-
tagens e liquidajao da loteria, como preoeita os arta. 15 17 do citado regulamento
de 4 de Novembro.
N'estes termos, por offioio da 27 de Janeiro, participou-me o Thesouro Pro-
vincial, que a 31 de Dezembro entrou para o Banoo do Brazil, em conta corrente com
a provincia, proveniente de bilbetes vendidos at aquella data 390:8510640, existindo
de blhetes por vender, na edrte 2,884:491001)0 e com o thesoureiro naa diversas
agencias 724:6570360, o que faz os 4.000:0000000.
Comparada esta conta com a prestada polt Joassureiro a 29 de Navembr^
reconsece-sa que a retida de' bilbetes no mea de DS*flnbro foi de 26:4670000.
Raoommeniei ao mesmo Thesoureiro, acensando o recebiment d'esse seu
officio, que tornasse effectivo este exame por ooeasiao de todas as contas mensaes,
para se conhecer precisamente se a loteria extrahida, ou tem de aer liquidada, sendo
tomadas em tempo as providencias, que o caso exigir.
Pela venda de blhetes no mez de Janeiro foi recolbido ao Banco a quantia
de 32:00001)00. A conta de Fevereiro tem de ser prestada por estes das.
Pela circular do Ministerio da Faienda, a respeito das loterias, que em se-
guida Uanscrevo, veris o dever em que estamos de modificar os novos planos das
loterias provinciaes, e em seu cumplimento j algumas ordene estao dadas.
Circular.Ministerio dos Negocios da Fazenda.Rio de Janeiro, 7 de
Fevereiro de 1887.
Blm. e Exm. Sr.No relatorio por mim apresentodo Assembla Geral
Legislativa, em o anno prximo passado, ter Vr "Exc. visto o que expuz a respeito
da necesBdade de por cobro ao abuso que se est fazendo do jogo das loterias.
< Sendo certo que dos planos das loterias resultara mais vantagens para os
seus thesoureiroa ou empresarios, do que para as instituicSss beneficiadas, manda Sua
Magostado o Imperador chamar a attenco de V. Exc. para este assumpto, afim de
que por sua parte auxilie o Governo Imperial no empenho de regular melhor o mes-
mo ser vico.
E' evidente que a nova pratica de exagerar o capital das loterias, dividin-
do-o depois em diversas series de extraocSes, offereca mais de um inconveniente,
sendo os principis :
t A defraudajao do sello a que sao suj sitos os blhetes, o qual, em vea de
ser pago de cada bilbete inteiro das diversas series, que sao outras tantas loterias, o
urna so vez do numero de blhetes constante do plano, e ah mencionado nicamente
para servir de base ao pagamento ; quando sabido que esse mesmo numero se repete
depois em cada extrajejio, sob a especiosa forma da subdivsao do valor primitivo dos
mesmos bilbetes.
c A dimnuigao do beneficio que deve caber aquelle a favor de quem corre
a loteria; pois essas subdivisSes augmentara as despezas e o trabalho das extrac$3es,
do qual se fazem pagar com usura os que d'elle se enoarregaro, alm da demora para
o beneficiado na realisacSo da importancia total do quinbao que Ihe est promettido
ni plano.
i A illusao em que se mantm o publico com a promesas de premios avul-
tados, quando a verdade que ninguem recebe mais do que a parcella do premio
determinada pelo numero de series.
c Nota-se ainda que o producto de 15 % que as leis geraes desviaram do
fundo de eraincipacao para augmentar o beneficio das loteras concedidas s casas de
caridade, estabelecimeutos pios e de instrueco publica, nao tem tidoessa appcacao e
est servindo para elevar o valor dos premios dos bilbetes e as commissSes dos encar-
regados de sua venda : o que absolutamente inadmiasivel, atiente a ntenjao das
mesmas leis.
t No intuito, pois, de cohibir tantos abusos, resolv reformar o plano das lo-
teras geraes, no sentido de urna s extracc2o, comoV. Exo. ver do que ser publicado
ao Diario Oficial, e que comear a ser oxecutado nesta Cdrte no 1* de Margo pr-
ximo futuro.
t Procure! consultar nesta novo plano todos os interesses que a 1*j.'m'nda
respetar ; seno por conseguinte da maior conveniencia que a bem da moraiidade e
doa legtimos diretos dos prejudicados, as provincias o adopten para as suaa loteras,
reorgaoisando nesso sentido os planos actuaes _
Na reorganisaco o capital das loterias pode ser maior ou menor do que o
all fixado, comtaoto, porm, que se observara as seguintes regras :
t 1. A extraeco de cada loteria de ver fazer-se de urna s vez, suppnmidas
as series; .
t 2. O beneficio liquido dever ser de 10 / do capital da lotera;
3. Do mesmo capital se deduzir sompre o imposto de 15 %, cuja importan-
cia ser applicada ao fundo da cmancipacao, ou entregue ao beneficiado, quando
tiver direito em virtude da lei.
. 4.' Do plano oonstarSo as importancias destinadas para o pagamento do
sello dos bilhetes, com o competente imposto addicional de 5 / commissao de thesou-
reiro e despezas de extraccSo.
Quando, por motivos ponderosos, V. Exo. nSo possa eflactuar esta reor
ganisaeao sob as bases que apresante, dever expor ao Governo Imperial os embara-
ces que oncontra, para quo este solicito do corpo legislativo as providencias que o ca-
X'8,r'. Entretanto, corrando-me o dever de^faxer observar com fidelidade as leis,
cuja excuco est comraettila ao Ministerio a mea cargo, cumpre que V. Exc. espi-
ca auaa ordena par- que, do mesmo dia Io de Marco em diante, nenhuma extracao de
loteria se faca mais nessa provincia, antes de ter sido pago o sello dos bdhetes da res-
pectiva ane, na forma aciraa, e depositada na Thesouraria de Fazenda a importancia
correspondente ao imposto de 15 /. do Piul lot*rU *!? .ter dafo S* '
conforme j tem sido reoommendado em divesos avisos deste Ministerio.
t O que tenbo a V. Exc. por mnito recommendado ; eumpnudo, outro sia,
BXPEDIBXTE DO DIA 5 DE MUCO DE 1887
Officios :
Ao inspector da Thesouraria de Faienda.
Deterindo o requerimento do padre Francisco Ade
lino de Brito Dantas, recommendo a V. S., em so
lucilo ao seu officio n. 116, do 1* do corrente mez,
que faca lavrar temo de contracto com o peticio-
nario para ejercer as funcedes de capello e pro-
fessor de primeiras lettras do presidio de Fernan-
do de Noronha, oqoal p?rceber, a titulo de gra-
trficacSo, 1:7244000, preco por que foi contracta-
do para igual fim em 24 de Abril de 1883, o cone-
go Antonio Eustaquio Alvcs da Silva.
Ao mesmj.Communico a V. S, para os fina
xou o exercicio do cargo de juis substituto da co-
marca de Iguarass, visto ter sido removido por
deeieto de 5 de Fwvereiro findo, para o logar de
juis municipal do termo do Pilar na provincia das
Alagdas. *
Ao mesmo.Para os fina convenientes com-
munico a V. 8. que o juis de direito da comarca
deOaranhuns, bacharel Joaquim Cardeiro Cintra,
no Ia do corrente mez, entrou no goxo da licenca
de 30 dias, com ordenado, concedido pelo presi-
dente do Tribunal da Relaco, para tratar de su
sade.
Ao mesmoCommunico a V. 8, para os fius
convenientes, que o juii municipal do termo de
Caruata, bacharel Antonio Pedro da Silva Mar-
ques, assumio em 23 de Fevereiro fiado o exerei-
cio interino do cargo do juis de direito da comar-
ca do mesmo nome, por ter o effectivo, bacharel
Agostinho de Carvalbo Dias Lima, entrado no go-
so de urna licenca de 3 meses, com ordenado na
forma da lei, para tratar de sua sade.
Ae inspector do Tnesouro Provincial.Em
solucao ao officio de Vmc. de 19 de Fevereiro ulti-
mo, sos n. 448, ao qual veio annexo o que lhe di-
rigi o brigadeiro coicmandante das armas, n'esta
data ordeoei ao engenbeire chefe da reparticao
das Obras Publicas, mandar executar nSo s os
reparos a que allule. em ditoj officios, como outros
carecidos na coberta do corpo da guarda d'esse
Thesouro, oreando tudo em 120*000, segundo in-
firma o dito engenheiro em officio n, 54 de 2 do
corrente.
Cumpre que Vmc. manda entregar ao thesourei-
ro d'aqaella repartici a mencionada quantia, para
occorrer a semelhante despeta. Communicou-se
J s Obras Publicas. ** -%.
Ao mesmo.Conforme solicita o engenheiro
emf da reparticao das Obras Publicas no officio
de 26 da Fevereiro ultimo, n. 40, mande Vmc. en-
tregar em termos ao empreit-iio das obras do
quartel de polica, Eleuterio da Rocha Wander-
lej, a quantia de 200*000, importancia dos con-
certos da parte da coberta da reserva do mesmo
quartel, aa quaes estao eoncluidas.Commupieou-
ee s Obras Public.is.
Ao mesmo.Declaro a Vmc. que as licen-
cas ltimamente concedidas aos protessores Cos-
me Augusto Pereira da Luz, Ephigenia Mara de
Almeida Gomes e Ira Nogueira da Cunha Leite,
di-vero decorrer dos dias, indicados no officio jan
to por copia, do inspector geral da Instrucja > Pu-
blica. Commuuieou-se ao inspector.
Devolvo i Cmara Municipal do Altinho o
orcamento enviado com sen officio de 25 de Feve-
reiro findo, afim de que seja organisado de aecor-
do com o modelo a que alinde o art. 99 da lei n.
1,221 de 21 de Juoho de 1875.
Declaro Cmara Municipal de Muribeca
que em vista da sua ioformacao d.: 16 de Feverei-
ro fiado, deixo de approvar e contracto de locacao
de casa para paga munieipal, celebrado pela ca
mar transacta a 20 de Desembro do anno pas-
sado.
Portaras:
i (fficio ao Sr. brigadeiro commandtnto
das armas.
Fielden Brothers.Deferido com officio
d'esta data ao Thesouro Provincial.
Idalino Izidio da Costa Vieira.Apes-
tille se.
Jos Casimiro Lopes Vieira. Jante o
talo.
Josephina Dubeux. Segundo a infer-
mac5es a casa, a que se refere nlo per
tence a supplicante.
Jos Candido de Moraes. Informe o
Sr. inspector do Thesouro Provincial.
JoSo Julio Pereira da Rocha.Deferido
cora officio ao -r. brigadeiro comnundan-
te das armas.
Jaao Rodrigues de Moura.Informe o
Sr. director do Arsenal do Guerra.
Mesa regedora da confraria do Senhor
Bom Jess da Vi Sacra da igreja da Santa
Cruz.Ao Sr. commandante das arreas
para attender como julgar conveniente e
possivel.
Bacharel Manoel Gomes Viegas. Infor-
me o Sr. inspector da Thesouraria do Fa-
zenda.
Padre Manoel Pereira da Cruz. Re
queira ao Thesouro Provincial direct--
mente.
Padre Marcolino Vieira da Silva e t.
Pusse portara na forma requerida.
Raymundo Jos de Oliveira.Deferido
com officio ao Sr. brigadeiro commandante
das armas.
SebastiSo Cyrillo Gomes Penna.Infor-
me o Sr. inspector do Thesouro Provin-
cial.
Secretaria da Presidencia de Pernam
buoo, em 23 de Marco de 1887.
O porteiro,
Francelino Chacn.
Reparticao da Polieia
Seccao 2.' N. 290.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 23 de Marco de
1837.-Illm. e Exm. Sr.Participo a
V. Exo. que foram hontem recolhidoa
Casa de OetencSo os seguintes individuos :
A' ordera do subdelegado do Recife, Jo-
sepha Mara do Espirito Santo, por offensaa
moral publica ; Johen Pearel, a requiai-
cao do cnsul inglez, Henry Sreth, Fran-
cisco Ferreira de Lyra, e Manoel Joaquim
de Sant'Anna, por disturbios e oso de ar-
mas d efe zas.
A' ordem do de Santo Antonio, Joa-
quim Manoel da Silva, Justino, escravo do
Dr. Bento Jos da Costa, Firmino Vieira
e Antonio Mondes da Silva, por distur-
bios.
A' ordem do do 1.* districto de S. Jos,
Maria Amelia da Silva, conhecida por
Damnada, Emiliano Jos dos Santos e
Luza Maria da Con^eico, por embeia-
O 3r. agente da Compauhia Brazileira man-.
de dar passagem corte, por conta do Ministerio ge* e disturbios,
da Guerra, no vapor liando, ao 2 cadete da A* ordera do do 1. districto da Ba-
companhia de ca vallara, Francisco de Paula de Vista, A ntonia de tal, por embriagues o
Albuquerque Salles, que vai frequentar a escola digtarD08 e Melchhdes Joaquim da Silva,
elle
do tiro do Campo Grande.Communicou-se ao ge-
neral.
O Sr. agente da Companhia Brazileira faca
transportar edrte, por conta do Mioisterio da
Mariuba, no vapor Manot, os voluntarios para o
airvico da armada, Francelino Manoel da Trin
dade e Joao Marques da Silva, que para alli se
guem disposicao do qnartel-meatre general. -
Communicou-se ao general.
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Ricife ao Limoeiro mande dar transporte d'esta
cidade at 4 do Limoeiro, por conta da provincia,
a duas pracas do corpo de polieia e nm criminoso,
providenciando igu lmente sobre o regreaso das
duas pracas.C>mmunicou-se ao Dr. chefe do po-
lica.
O Sr. gerente a C>mpanbia Pernambucana
mande transportar gratuitamente, com passagens
de r, at Penedo, no vapor que legue a 8 do cor-
rente, a Jos Novaes Avelino e Pedro de Novaes
Aveliuo:
BXPBDUUrrB DO DR. SECRKT.RIO
Ao 1* secretario da Assembla Provincial
O Exm. Sr. presidente da provincia manda devol-
ver a V. 8. os documentos que acompanharam o
aeu officio de 10 doDesembro ultimo, sob n. 191,
e] enviar as informacoes em original, prestadas
gilo Thesouro Provincial e pela repartido das
bras Publica, acerca do projecto do novo con-
tracto de illuminacao a gas para esta capital.
__Ao mesm.De ordem do Exm. Sr. presiden-
te da provincia transmiti a V. 3., para os fias
convenientes, o balanco da receita e despesa do
exercicio de 1885 a 1886, e o orcamento para o de
1887 a 1888 da Cmara Municipal do Recife.
Ao mesmo.De ordem dj Exm. Sr. presiden-
te da provincia transmuto a V. S., para oa fina
convenientes, o'novo ornamento organisado pela
Cmara Municipal da Victoria para o exercicio de
1887 a 1888.
Ao director das obras publicas. 3. Exo. o
Sr. presidente da provincia ficou inteirado pelo of-
ficio de hontem, n. 58, de haver V. 8. passado cer-
tificado de pagamento, a que tem direito, o em-
preiteiro da obra de reparos da ponte do Porto de pbbsioshou do bxs. sb. db. jos* maso
Podras, coronel Miguel Tolentino Pires Falcao, na wabdbri.bt
importancia de 1:I70>000, por conclusto de (Coneuao)
obras. ** STerrelra JacobinaSr.pesi-
A' sgencia de paquetes.8. Exc o Sr. pre- dente, nao pretenda oeenpar a aUeo{*o cas
sidente da provincia ficou inteirado prloofSoiode sobre a discusso diste reqnenmente ; ssopor-
V. Exc., de que u vapor Manot, entrado boje as
como alienado, at que tenha o conveniente
destino.
A' ordem do de Belm, Leopoldo Amo-
rico Trigueiro, por disturbios
A' ordem do da Turre, Benedicto An-
tonio Goncalves de Oliveira, por distur-
bios.
Communicou-ma o subdelegado do I.*
districto da Graca, em officio datado da
hontem, ter feito rcmessa ao Dr. jais de
direito do 4. districto criminal, do inqae-
rito policial procedido contra Manoel Cor-
rea da Co:t i, por crirae de ferimentos.
No dia 17 do corrente, na povoaeJo da
Luz do termo de Pao d'Alho, Affmao Fer-
reira da Silva trabalhando cora outros em
derrubada de rnadniras as mattaa da ea-
genho Tapaour acorteceu ser Alfonso
apanhado por ura dos paos, do que reaul-
tou a morte instantnea.
O respectivo subdelegado abri o com-
petente inquerito sobre o facto e fes delle
rernessa ao Dr. juiz municipal do referido
termo.
Deus guarda a,V. Exo. Illm. o Exm.
Sr. Dr. Pedr> Vicente de Azarado, mnito
digno presdante, da provincia. O chefe da
polica, Antonio J)omingo& Pina.
PERNAMBUCO
Assembla Provineiil
5* 8E8SO EM 16 DE MARCO DE 1887
6 hsras da manhi dos portes do norte, seguir
amanha, s 4 huras da tarde, para os do sal.
DB8PACH08 DA PRESIDENCIA DO DIA 22 DK
MARCO DE 1887
Antonio Jos Gomes dos Santos. De-
ferido com officio ao Sr. brigadeiro com
mandar'" ^e rias.
C*
-ionio Xavier. Deferido
que considere materia meaos importante,
alias disseram os nobres depilados se r**"***
defender o procedim ntj da autondade P**j***>
reunindo o deaprezo da materia ao ndiasto Sre
a victima e ostentando as galas de usa talento rae
admiramos, a mota e o desprexo para cosa *> al-
lega, e eudacsando procediment de sssiMs.
legado que, talves uaa tanto p;r si, qniian astas
autoridades superiores, nSo d'.'y''Jp> "tsar sata
graca na expresado do seu maior VtceasarasS
rector politice, emb rn confcssSHS) qo "Ssie
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Diario 4b feraarobnco---Quinta--(eir 24 de Mar-jo de 1887
5 cato O at groneira. Ma* porque
enca que maioria da caa vai
mar eeset acto* aelvagens contra ai
que nio coromuugam aa* violencia* e
deaacatos mai elevados, como j, nfeltemente te-
moa visto ; e nata menos boje pretenda fazer
parte daquellea oh oecupasse'm a aiteacio d*
Assembla sobre materia dosta ordem, Juanlo
Teja que a animacJo a esse acto d.u lagar a trar quaii para o recinto desta caaa abdelega-
do que nio duvidou prender e privar ata directo
de voto o juis mucifol te amarca te Igua-
rsssu*.
E, lenhorea, leuiten ne ajee o aono pastada,
quando fulminavano* aqui ura* e enmura*
juitifica.eia e muito procedMaM contra eproce-
dimento aelvagem e rininn lo telegado le Ca-
nhotinho, o noaao coitega alais ni uspeito pare,
os nobrea diputado, o Sr. Antonio Vistor, cha-
mou-me na antesala dte*e-me w ti*n reee
bido urna carta em que se ncannciav que eu ou
elle que all sppareceaetaos eriamos eabordoados
pela 'autor dade policial, que estava ncommoda-
disaim.e c m as censuras feitat neata casa.
O 8r. Joio Al veaA justica j disse quem li-
aba razio na quesea >.
O >"r. Ferreira JacobinaA justica coufircaou
a procedencia das n atas censuras; o Tribunal
do Jury, por unanimidad?, absoivra es aoeuaado
esa* rdoado* e victimas do bacamarte da polica.
Portanto. compreheode V. Exc. q'ie, alm de
que me aeabruuha o espirito o receto de ser eama
gado eom o ridicnlo manejado pito tal mo do ao-
bre deputado, que s coin o ridiculo reipondeu aos
que se levantaram em defeca das victimas, es-
quecendo es lacos de collegniamo que por tantos
annos nos prendera em urna academia da qual sa-
bimos mais ntimos amijros do que amigos nos fa
zimus peta poltica, aceresee que vejo aa ante-
sala esse valente subdelegad >, qae animado na-
turalmente pelas d.fe*as que aqu se loe tena tei-
to tal vez nio duvide pretender fazer na ante-sala
o mesaM cree ao I>r. Telespbcvo em Maneota.
O Sr. Jas MaraAb lie esta ah ? Vei.
faxer tui.
O Sr. Ferreira JacobinaE' prcvavxl.
O Sr. JosMaria-En quero ewrbeeel-o ; vau
pedir ao Sr. Amaral que faca o obsequio da apre-
sentaT-n'o.
O Sr. Goncalves F rreira Quema rerpedir
at a libardade de ir at aqai.
Parece qe subdelegado da Marieet pastas-
tar sendo aacnaado pelas nobrea deputadoe, nao
deve estar impedido de vir at aqui visitar alguna
amigos.
O 8r. Ferreira JacobinaEn nio o censuro por
isto ; digo apenas que tenho receio de qui aa
ante sata, on dentro des te recinto elle se anime a
praticar qualquar desacato, para o que facilneu-
te achara quem o deienda, acbaodo que isto
muito regular.
O Sr. Reea e SilvaO nebre deputado as tem
razio na censara.
O Sr. Gomes ParanteAquelle* que *o sss>
gados lm naturalmente curiosidade de ouvir aa
accasacSes que se Ihes rasero.
O Sr. Rosa e SilvaV. Exc. sabe qne i a**em-
blea vm os amigue da V. Exc. cacao sa de qual
quer entra deputado.
O Sr. Ferreira JacobinaEu apenas torno sa-
liente que, quande se apreciara os artos deesa au-
torietede violenta a aTbitraris^ justamente quan-
do elUs tm a corsgem de vir pasea aotr-saha da
assembla, lagar destinado aas deputadoe e onde
com mais facilidade estamos sujeitos a receber o
insulto ; e te esse subdelegado teve a coragem de
envestir centra um jota da sen comarca en tran-
sito na estrada publica e detel-o com o auxilio da
forca policial, somente cora o intuito de priva! o
de votar, imagine V. Ese. sob a presado de ama
accusacio, anda que imperfeita, levantada por
mhn, que abas nao estou dieposto a receber oso
insulto destes, imagine V. Exc. o que esse subde
legado nao tari e se ista nio um motivo para
que o meo espirito se acabrunhe.
Levantei rae, Sr. presidenta nao para traaer
hx ao debate, mas externar a ninfea opiniie e
l lufissni o trae tinha dit > maia ama. vea | en -
quauto neste paiz a policia for um instrumento
dcil testo poltica tacanh* e pequen que temos,
estes factos se bao de dar todos es das, porque,
wohores, a porrein neste pais todo e centra el!
n3o ha forca que possa moverse.
Ora, se a policia a primeira a esmagar, com-
primir a verdade, negar a garanta de direitas,
tentar contra a vida do cidado, o que se deve es-
perar desto pa'T (Muito bem.) Se n davida
nenhuma, aeanores, que o da de he je mo, mas
ode amanh ser pesaimo, porque is partidos se
filiam nos vicios uas des outrds para os requin-
tar, (.duito bem I
Porta ato, en ereio que o nobre deputado, honteui
ao terminar o sen discurso fes bem lastimando o
facto e pedindo ao altisaiuio paca que alguoa das
nobrea deputados as suas pessoas ou as dos
seus descendentes, nao se vejam torturados, eomo
anda b* pooco se vio o Sr. Dr. Tetesphoro; que
alm da tortura da conacieocia, alm da pr: vacio
de um direito, que om dos mais importantes das
te paiz, seoio o maia importante, foi coberto de
ridiculo por aquelle mesmo que commetteu o crime
dd o deter para nao votar.
E da scito, seabores, i e nao foste este o propo-
sito do subdelegado, a qua vinha emana nafacma-
cio fallar de que o juiz m nicipal havia temado
agurdente e cat em sua cata ou em ama casa
prxima a sao?
Quem nao v que tildo isio s o ridiculo e a
escampa victima ?
En nio com prebendo que a poltica vi apadri-
nban'ds e encampando actos dessa natureta. Os
nobres deputados devem rrflectir que etsas aato-
ridades, nssa ves asaim animadas, nao da coasti-
tuir serio pango, ni digo para o partido, que
am ser moral, mas para os propriee nobles depa
tados, que os suttentam e que en ten de m que seta
elle nio ha partid j.
Eu nio jiilgo possivel, nio admitto que o digno
presidente da provincia d providencias. O pre-
sidente da provincia para mira um reflaxo. Os
nobres deputados em sua maioria apoiam o arto,
dizem que muito boui; o nobre deputido pelo 3*
diatricto, chefe de partido, lastima que S- Exc. nio
Ihe tenha dado muito mais forca para meihorcom-
primir ; mostra sesma que os seus amigos esli
em dissidencia profunda, ao ponto de desorgani-
sarem o partido dentro da propria represeatacio
municipal ; S. Exc. rae director dalles compar-
t Ib dos seus seutiraentos.
Qml pois, o meio que tem o administradas
para approximar S. Exc. de si, quando precisa do
en voto de deputado para que veno* osen partido,
e ae desorganice tu um dos methores diatrietos
provincia?
O que um o presidente a fazer senio cruzar os
bracas e fazer se echo do hymuo que es nobres
deputados levautam a esse prestmoso subdele-
gado.
Mas, senhores, os nobres deputados sabemque
0 subdelegado por s> nio tomara a responsabili-
dade desse attentado. Digo que os nobres depu-
tados sabem n'o, porque toram Ss. Exea, que alle-
gara existir intknidade entre esse subdelegado e
o juia municipal.
Ora, repugna que existindo tal intimidade o
subdelegado commettease ara desacato contra um
seu amigo.
Os nobres diputados disseram qae o jais muni-
cipal re intimo do subdelegado, porque em um
processo o havia despronanciado.
Se nao existissem relacSes de emisade, segae-
se qae esse subdelegado ainda entio deveria estar
grato a esse mesmo juix que em neme da le Ihe
bavia dada urna tentenca favoravel. Logo nio
natural que este horneen fosse acorr 'u'ar iquelle
que con o aatoridade Ihe havia feito tao grande
beneficio. Logo o furto vein de ootras cabecas e
nio parti espontneamente do iudividao em qaes-
tio que sendo am hornera simples, morador no
campo est habituado a v >z de quem manda.
Nestas cizoamstancias elle nio teve remedio
senda ussdsonr anteadn natnralmeute fazer
menos do que se tinha mandado ; entendeu que
podia exuaprir a ordem de seas superiores, des-
viendo o jais municipal apenas para prival-o de
astar a hora determinada no lugar da eleicio,
quando tal ves fosse mais sinistro o plano engen-
drado.
Q-Sr. Goucalves Ferreira,laso muita phan-
tasia do nobre deputado.
O Sr. Ferreira JacobinaMaior phantasia di-
ser-se qae nio bouve all couta nenhama, preten-
dnsnln iaaer de um tacto anormal um U11 j na-
taraJ.
Q Sr. Goncalves FerreiraDsse-ss apaas que
a tnhrlrUgslT niU> era inimigo do juis muni-
cipal.
Jja^> iSr. Ferreira JacobinaE, senhores, sa qui-
naos avolumar factes sobre este, occorridos j
yadminiairacao, j ua admimstracio que pes-
_ no i pjdsrunos chegar a concluso da irapu-
nliliir dufiune por factos rio repugnantes e que
ss propria's autoridades tiveram scisncia.
btante de corridos muitos dias, eu nio
maia ate ac amar para Taesrat, onda
se deu urna verdad eir scena de sangue, seena
prevista j pela imprensa, e j por divereac pee
soas que teriaca i realisacio de semelbante trage-
dia, tragedia que se paasou c que devida por as-
sim diser a adtninistracio poblica do Sr. Pedro
Viecote.
O Sr. Gimes PrenteEutio o presidente da
provincia respooaavel pilos grup epe a*aa>j .v casa ac-aa ate angue asa Tace
ralif
-xer, Jsc prenHanue, mo o digno magzstr.ido te Mate Je Pandos
Palaaraj rrisas sai i1" t~ cna vida ha musMtannyousarei per
teensoi ea asaegne te S. S. tabas* rrawe reca.] t> n ste sjasarter nSj
mais
realisar
ti^ia,oosentsatto a qu
atarma ctaaB jusctaiii aasiiasr. Se pro-
ecransos aqui mtmma dentro da cidads, teseut
ver a cada momento essa policia que nio deten o in
dividuo, sera Ihe cortar as costas, com nettendo toda
a sorte de arbitrariedades, sem a menor pouici > dss
sens superiores. Pj iemos mesmo compulsaras faetos
de hontem e ver que os criminosos nio tei-m o m-
nimo escrpulo de atacar as casas, com* ha bem
poucos dras se den dentro d cidade, aa fregoesia
da-Grao^, s 8 lf horas d* noite.
O Sr. Rora e SilvaV. Exc sabe que esta c*sa
est situada em um lugor bastante erm >.
O Sr. Ferreira JacobinaEu creio que a impu-
n, a aatsaste a o o. aanaai giavi. em.-, ? > >-
i a negligencia en. gol aa peen de e deinar ma, porque ances--se a i
tro ateior attentaderde que aa tcctko tido no- smasotava a pie a ptssaan
.aminiaiitmlii aa rae laasa Jtihdtiaa publica nisaacerete juis de dtsntee
e a tanto uaiea desees eriiaes.
Poderia mismo notar, senborcc, qos dsntro da
freguezia da Graca, a 51 passos de ama ettaca
de va terrea, am grupo entrou en ucea casa de
toa raspetacel fainin e estaqaeon am pobre te
mem.
Mar, Sr. prcaideate, para qne estar avolumar
estes faetos de hontem que os nobres depotados
conhecem tio bem como eu ?
O 8r. Gomes PrenteE o nobre deputado ain-
da escuecen nicos antros oceorrMus na situaeao
pastada.
O Sr. Ferreira Jacobina Ainda poeieria lem-
brar, Sr. presidente, e tacto dado em 1885 na noite
d? 24 de Oesembro : a polica em numero de 20 e
tantos soldados renden qae davia cspUieirar a
torto e a direito e a victima foi um pibre odciio
que procurando reclamar, alm de esbordoad >,
ainda man foi preso at que as autoridad judi-
ciarias dealarassem que elle era innocente.
O Sr. Goncalves ferrare H* nao sauceio-
namas ceses exageros.
O Sr. JacobinaMas V. Exc. deve saber qne
qoem apprava o minino auterisa o mais ; iesde
que a auteridade eneontra aeolhimeato para os
seos desmandes, emboca estes sejam de pouca moa
tH, cjoveoeidos da isapuaidade, vio desassombra-
damenie par diaate. Isto orna verdade scieati-
fica que os nobres deputados nao podem conteatar
e que procurara encubrir constantemente com ca-
sas continuadas detesas que nvia significam, que
nada exprimen), mas que autorisam a imniinidade
das autoridades subalter ms.
O Sr. Gomes Parate -E V. Exc aecusa a toda
proposito.
O 8r. Ferreira Jacobina Se nos procnrssse-
mos accosar a todo proposito, eatio seria poaeo o
a
Dr. Pedro Vicente o responsvHpl jHtas factos
qae aqui se tem passado.
O Sr. AmaralA conclusio de V. be.
OSr. fiwti 'a JacobinaA couclusfa l-
gica.
O Sr. Jos MaraApoiado.
O Sr. Amaral Ni apoiado.
O Sr. Ferreira JacobinaE' por isso que em-
bota nio tenha talento pira vir fazer aqu am ro-
mance de destalos que sobam collinas e des-
cara vahea, aa cano apunas externar ojoeu
pans&raeaw pssasjae o jubdelegado d Mareota
r-pt caaes nSMn, e para que a a iministra-
ae conranc de que a uaiea
sr-iato.
me anima posiclo algu-
setcio pastada j en
na -comarca de nu>-
io d'alH, e mal saMa
quej te traman cus Palmarse contra am *
ciccaado arfado nepaso de aostoa de emiten.
(Apartes).
Cortan ti, profligando etses atintalos, apenas
estranho que o nobre deputado qae ainda boje
inicia va o debate para justi6car cm rqaenment<>,
dieses qae a magistratura est cheia de acelera-
dos homens impectuosos e apaixonados.
O Sr. ifcla Arres K .ama verlade memrtes-
tavel.
O 8r. Ferreira Jacobina\a apreciado do no-
bre deputado, porque alguos de que-n declinou o
njine sao magistrados ntegros e r^ap-itaveis.
Mas, senhores, o que se deve esperar desta 1er-
raraa da paixes polticas, quanio uo recinta
desta casa tem-se a facilidade de abocauhar cara-
cteres que em rigor sao apreciados p ir todos como
eerios e graves ?
Se pcis, licito a casa um da nos levantar sua
vos contra esses homens qae estio la tora oum-
priodo seus deveres eom sacrificio de sua propria
vida, acudo at insultados, o que re devo esperar
ci'aauell.-s que teem a ustica sua porta de qae
niiiiuem gasta ?
Mais te na ve tsnho dito : de vemos ser eom-
medidos uesta casa, nio sa deve facer praca de
ziaixes, nem deasas que a poltica cga l fra,
nem deesas que nio se justificara e que nem teem
o menor vislumbre de poltica.
Eu, portanto, pens que esses faetos repetidos
contra a magistratura o effico di desencadna,-
mento das paixo.-s polticas, de planos concebidos
c executados pela policia local. ^_
V's. Excs. podem eucommodar-se, mas d'.ste
jaiso ninjuem me arreda. Conheco bastante o
centro de minha provincia e faco-lhe justica.
Nio ha ah am s bornean que peU decisio do
magistrado se anime a ir tomar- Ihe urna satisfacio.
Mas a poltica todo justica, tudo acha bora e a
maior censara que fazera de um correligionario
diz t : foi um gracejo de rain guto. C >ra iaso
deveraot juigarmo-nos quites, pois, j nio pouco
conseguir couBsso de que foi um gracejo de
mau gosto.
O que certo que isso um cxemplo que ah
boa eariqu -orado aa paginas da aaaroata-c da des-
raosaiaaedo da sutoridade, e mus um recurso para
ser estaddo e, sob diverss formas, apreseutado
as futuras geraces. E como a trra de factos
cousruinmadoe bem provavel que esta licio per-
te mpo destinado para as oossas sessoes, a vista i maneen e diccipaaos mais ap?rteicjedae kbes dtm
da accumulacap de tactor criminosos que se dio i eelicpes u*ia completas correctas o aagmeutadas.
_ Foi grande a celeuma, a conteataci) foi imms
diata ; mandn-se ver a lei da oreaaento vigente.
O Sr. Gomas ParateO qae ea disse foi que
i|so nio era despea* ordinaria.
Trocara-se outros muitos apartes.)
Sr. Ferreira JacobinaVv. Exes. me bio de
facer o favor de responder : o qne foi que apre-
sentaram parante etti Assembla, para ser discu-
tido ? A lei d 1 orcamento qae corre ? E a isto
aninou-se a nebre cimraitai, incluindo n'este
projecto maia un artiga, que importa a
da novo mp-ieto!
Sr. pr.-srleata, diz-se qae a lei di o
ni teve tar yrinnira discuaci^.porjjae
cuja uccjitiriada se irapoj.
Mas t-dJ projecto da lei te nec
Um projeew, porai, ple eanker nt-cida
pala forma jpnrque se aprceciSW, nasas
lei
j no interior da provincia, j neata cidade, j no
proprio lar do cidado.
0 Sr. Jas MaraAnotado; esse que o
faeto. O mais querer-se negar a 1 jz do sol.
O Sr. Gonejalres Ferreira d um aparte.
O Sr. Ferreira Jaeobina -Estou vendo que o
nobre deputado i.ff:uaeu-sc moito, por que eu dis-
complexce cpse iiiclue, pia
jmpuguoasv*2;i na primate
Os precntenles desta casa fia mapre
tir o orearaento em primeira discaasio, nio tanto
por poltica, quanto pela pripria mitoria d'elle.
Hassadas aoaos, os Srs.daputados nos deram aqai
ejemplos magnficos de a discutir poltica desde
a primeira discassii at1 a ultima. Itso foi csta-
oelecido como procedente a nio vejo ah nenbum
ine inveniente.
Mas en perora -amda zato enlrei cen p ihtic i ;
estou f senda apreciacoes do qne se disse em refe-
rencia a nobre commisao deorcaments, estranhau-
do que ella apenas se limitasse a tranecreyer o or-
eara -uto vigente. Ss. Exea, nio quzcram' desde j
abrir o debata na parte principal da le, mais com
seus considerandos deixam ver a neocssi iade que
ha de dar-se facul iades ampias ao administrador
da proviocia, tanto assim qae em sea discurso de
houtera o uohre deportado, memoro relator da com-
missilo de orcamento deixou ver que essas autori-
saces baviajB de vir.
Mas poique uio vieram desde loga? Disse S.
Exc. porque a nobre commissio anda nio estava
preparada, habilitada para saber o modo e os liini
tea que devem ser tracados ao administrada. Mas
entio qual foi o motivo da spnsentar-se com essa
soffreguidio o |ire>jecto de orcamento, quando a
commissao ainda nio tinha eatudado, quando o
propria thesonro anda nio tinha fornecido os ba-
tanete* pronsettadoc em seu relatorio, e quando
e.-ses papis ainda nio fora.o distribuid js ? Os
nobres deputados sabem p-rfaitameiite que at os'.c
moraento os biUneet-s ao iesouro, que sao ele-
mentos do ornamento, ainda niervieram a casa.
E-.s o motivo, Sr. presidente porque eu dizia
hontem que s p.-ojeeto se descete contra urna dis
posico expressa do acta addicional que determina
justamente o contrario do qae fes a nobre maioria.
A nobre cGminissio entendeu bastante copiar a lei,
traze!-* a Aseorabi e dizer : diacurtam. E qoem
sabe se nio vira a rolh-i as primsrr occasiio, e
dig iaso porque vejo que os nobres depstados m is
tram se de algum modo surpreheadi los, porque
nds pretendemos discutir o projecto-em primeira
disaussio.
Pjs que venhaa ralba, esteosrnicipmaaiutar aos
nobres deputados, que a reap nisabilidxide ei i tudo
quanto p s/bre 8*. Eres. O qae certa porm, quo a lei
esl manca, o Ilustre relatar o confeesou fasendo
sentir que o prujewto preeicava de certas autorisa
cues aa presilente da pnvincia. Eu nio sed por
vico publico capitio mor, governador (eral,
nio ha davida.
Ea sei qae S. Exc. nio tem peisi para demet-
tir o fanecionalismo todo, e nio tem desde que nio
ha moralidade, nio ha juttica, ni ha dedicacio
.pelo servico publico (apoiados e apartes), mas o
que S- Ex. nio tem o direito de extinguir ama
reparticio a pretexto de demissoes.
Entretanto o mesmo digno presidente quem
dis nio con vir a deJagaeio do poder legislativo.
Aqui parece-ine qne 8. Ese. pcea eontra os
principios de ad-ninistrac2o; porque sempre ouvi
n'c dizer: o poder legislativo delegando ao poder exe-
sativo, p de este den'r* dea limites da delegacio
: proceder como miser.
O Sr. Gome* PrenteDentro dos limites...
O Sr. Ferreira JacobinaSeta davida. E tan-
estes limites foram fielmente observados que
l*cio urna lei p sterior cosfirmal as.
O S. Goraes ParateAh ame este engao
fte nobre deputado.
0 Sr. Ferreira Jaobina0 nobre deputado o
qae tem paixio poltica, e mais nada.
O Sr Gomes PrenteE V. Exc. rio tem !
O Sr. Ferreira Jacobioa Nio teuho ; e desejo
at qae S. Exc. acabe com todos os professores,
porque asta o ponto unieo que S. Eic. visa.
O Sr. Jas Mara dnm longo aparte m qae
declara que podem ser d.metidos todos os pro
fe3Sores, porque mais tarde nao de ter a compen-
taci'i dos prejuisos qae sofireram.
(Ha oatros apartes e o Sr. presidente reclama a
att ncio).
O Sr. Fe
E isto qae ea lastimo, que nos nio melhoremis que motivo, Sr. presidente, as camraia=.-;s de oreja
e que depots tentranras do reclamar a anidada da
accao admiaiatrativa, isto c, o geverus do general,
claco e tranca, de preferencia a-essas filigranas
que timos at aoje.
Sr. presidente, fis aquillo que eatavam em mi-
nhas forjas para justificar o rami voto. Sei que
se que o subdelegado de Mareota estava na ante-, e*te requerimento nao suri approvado, mesmo pee
sala. Se tenho peas aqui na tribuna desejo saber qae S. Exc. nao tem inormanoea a mandar aqu.
quem a mostr. S- Esc uto pode tomar outra deliberacia que o
O Sr. Goncalves Ferreira Eu nia pre'eod j nobre deputado pelo 3 diatricto nao tenha tomado,
dar liec a V. Exc. ; estou apenas emittindo a 8. Exc. acha que fai um simples graeejo, urna
minha opioiib. Digo que qulqu?r deputado tem cousa pequenin e que, poetante, o subdelegado
o direito de receber os soas amigos na anta-sala. | deve cantinear ac saetaoiou na vaca da palete,
O Sr. Ferreira Jacobinafcu nio a,nte;tei se-
meihante unta.
O Sr. Goncalves FerrairaEstou duendo que
fir de proposito esta obaervacio do nobre de-
putado nesta parte. V. Exc. pode receber qaal-
quer amigo na ante-sala, igual direito temas
nos.
O Sr. Ferreira JacobinaDireito tem os sobres
deputedos.
O Sr. Goncalves FerreiraAssim como V. Ese.
t es seus amigos.
O Sr. Ferreira JacobinaMas o reparo ra
de proposito por ser o bomem amigo do aobre de-
putado ou por ser conservador T
O Sr. Goncalves Ferreira d um aparte.
O Sr. Ferreira JacobinaNio fis censuras por
isto e ae sornei saliente este tacto, foi jorque nia
dispunha do espirita valeote que tem o aobre de-
putado.
O Sr. GoncaJves FerreiraV. Exc. ano pode
attribuir-me aquillo que eu nao disse. O nobre de-
putado quem est manifestando receios phanta-
10808.
O Sr. Ferreira JacobinaIsso apenas pode in-
dicar o temer de u iuha pesada e tornando este
facto saliente, o aobre deputad nio me pode ta-
lar de incoherente e nem de rxtranbar isso, par
que aqui mesmo se tem feito ustenfaea de forca e
eu me record que ainda a aeesio paastaa veio o
commai dan te da guarda cvica par a ante-sala de
rebenque na mi, tendo deixade os seas soldados
l fosa. Uso fot aqui autensado sea a minuta
cuntestacio por parte da illustre maioria. Se ne-
tei que o hornera estar na ante-sala rae parece
que nio commeiti nenhuma ineonrenieneta.
Eu o que imagino que a minha revelaoao oin-
commodoa ao aobre deputado (apartes), mas pee; >-
Ibe desenlpa disso, nio tive esse peasamente,
apenas o inedo de que eatou possuido (riso) de que
o bomem possa faser-me qutiquer cousa, pjique
eu nio tenho eomo os nobres deputados (apartes),
esta coragem, este espirito fo. te, e muito menos a
forca para me.guardar as castas, (iso).
E, Sr. presidente, neata oueasiio um antro mo-
tivo serio me t\z tambera tomar a palavra.
O nobre deputado pelo 3a diatricto, que se cao-
tessou chafe director da seu oartJo, o que eu dis
pensara ouvir de S. Exc, porque conheceudo bem
aquelle diatricto e o seu pessoal, nao preciso que
S. Exc. de o basti a outro, porque eu sei onde
elle reside, pois que at paasou aos proarioa ad-
versarios d'alli a direccio moral u utellectaal da
poltica...
O Sr. Asearal Hii eoinprebnadi o renrorfue de
V. Km.
O Sr. Ferreira JacobinaNio eapreguei nen-
bum, disse que V. Exc. eom a uuVencia de que
dispoe at aos preprio* adversarios dirige.
Porm, como la disendo, nio creio que fese o
nobre deputado, mas sim amigos de S. Exc, ral-
ves mesmo mais elevados na posicio social, os au-
tores deste piaao, que tiobam o dapla tira de evi-
tar mais um voto ou dous pelos quaes podesse a
oppoaicio veneer a eteiaio e ao mesmo tempo ferir
pessoa do magistrado, qae viva em urna rata j
antiga, e a qae a adiainistraeio nao ora estraaba.
(Ha um aparte do Sr. A.narai)
.u j havia dito o auno passado nesta casa: a*
influencias locara .deaeeoriram no tacto uio pre-
visto na lei para a asasajaAsj dos magistrados-que
nao Ihes agradsm, oblando asaim a seu talante
magistrados para as sua* causas.
Alguos Sra. Deputados da maioriaNeste pon-
to estamos de accordo.
O Sr. Ferreira JacobinaEa felicitme por es-
tar de acord eom o digno 1* secretario, com o
nobre deputado pelo 1* diatricto, e crea qu* at
com o nobre depntado pelo 3*; mas o que ver-
dade qae as factos se vio repetioda e que o go-
verno quem anima tudo isto ; parque os deaaca-
tos aos magistrados sempre pela polica, e esta
a expressio deste governo, que se desmarausa,
deamorasaado tambera a naci. (Apartes).
Ma* o qae noto este iudifferentismo da suto-
ridade por esses desacatos, araecam elles pelos
juises de direito, devem ir subiudo, e nio longo
estar o da em que o presidente da provincia
tsvasem pode ser desacatado e nao Ibe bio de-va-
ter, eamdavtd-t, a* bayonetas da, palteia.
O Sr. llosa e Silva (l" secretario)Tamben a
Carneradas Sra. O ^pasudos j foi demeatada.
Ottr. Ferretea Jacobinalaso uio admita, por-
que etla o rrflaxo das paixes publicas, que
admira que isto seaartea -com ums autorUadn
administrativa e poderosa, qae tem em seu tavur u
torca da bayoneta- do rafia.
oaa prove wod o aparte do .digno 1* sootetv*-
rio, deque a Caaaaa drsaeatada, eu direi qua o
, parque a autotisteda publica o.quer, o lotera e
o anima. (Apsiados).
0 Sr. Kosa e Silva (l secretario) Eutao o mi-
asttro da ganara do guteaute presuiido csoselheiro Dantas cumplice. das apupadas qu*
soffreu a 'Jamara?
Sr. Perreira JacobinaE qne davida ha que
o ministro Josas curaplice ei estas apunadas'?
(A| oiadoa e apartes.) Ns nao temo vuUo.taata
detteneracio ? (Apartes).
0 nobre deputado pele 3* diatricto disse: o Sr.
tal ve par mechares factos.
Assim, se ea tivesse de facer um pedido, ama
su, plica ao Exm. presidente da provincia, reaol-
ver-ie-hi* par n>.br-e depatad* e dir-nWte :
acnsela* e hwat; perde-lb* tmlm mfracclo,
ceasure. cerno n*cantramos.a gracejo, ma* peca-
Ihe qae nao repita o tacto em qualquer cidadio
que por aquellas paragens v, mesmo porque pode
acfasr um hornea desabasado e que faca uso da
Caca de pansa, eomo S. Exc, disse no recinto d'esta
cas tenha da sabir a golpe de faca, por um gra-
cejo ou animacao do am gracejo qne alma con
stitae am crime.
Espero, portanto, que os nobrea deputados sa-
tn contra o requ-n ment, am qsc-as. oltem
para o nobre drpntaedo, tn de qne reja indul-
gente U'esta ves, mas que ni) tolere ittn repeti-
cio do gracejo na Maneota, lugar celebre na nosea
bttteria das locta* da liberdade eonta despo-
tismo qae nio ee l um rgulo, am cptete
mor eb i sombra do nobre Qeputado.
Tenho dito. (Muito bem).
O Mr. Rail e Silva (pela ordem) pedo e a
casa concede a retirada de sea rsquerimento de
adiaatfnto.
Eocevnv* dtewiuin 6 poeto votos, e rejei-
tado o requerimeata do Sr. Jos Mara.
Pasca-se
C BDEM DO OU
Contina a 1* discassio do projecto n. 1 deste
anuo (arenaseato provincial).
E' rejeitado o requerimento de adiaraenta na
eessio anterior proposta do Sr. Jos Marta, e c n-
tina a direacsia do projecto.
sr. />> JatconinatSr. presi-
dente, unuca me vi em tij grande.cmharacn como
a'este momento.
Hontem, eacetavn o debate illustrado e o nn'ore
depntado pek 12 .littrteto, fasand urna aprecia-
cao do projecto de orcamento ora em discassio, e,
aupis de ana aneiyae extensa, j do* motivos, j
das disposiQes do projecto, tiveraos ocuastio de
ouvir o nobre relator da eoramisio de orcamento
de extero.ir-se de ama maneira clara e franca,
nio tanto sobre aquillo que est ne sen trabatbo,
qu into nbaa o qne nio est e qao foi, crea que
incidentemente, assentado e discutindo no seio da
c;mmiasio.
Assim tcamoeert03 de qae o n.bre relator da
coinmissio discuti eom seus collegas creaco
de nava* impostos ; qae, Ictnbrads a fonte j
muito conbeciia, da propriedade predial, 8. Exc.
sebea en era nem iniquidad* sobreaerregar
mento nio scceitara os precedentes du* eonrmia
0es do orcamento paseado En nia sei Sr. presi-
aeotc, porque motivo a iHvst re coinmissio nio pro -
curou completar a sua obra.
O nobre deputado disse hontem que o seu tra-
ba ho nio estava perfeito, que precisavu de tmv
cerro retewrues e derxja farer sentir % eceosida-
(te-de alguinas autorisaoaas ao presidente da pro-
vincia. Mas, Sr. f residente, S. Exc o nobre relator
da coinmissio ni) se lembrou de completar o seu
trabdho eom a reiacio das preferencias deloteriaC
por exemplo, principio que toda* a*eommtet5es do
ereacoenes- leu infringidoe que se atascando da
lei, deixando de offerecer essa reJacio com o res-
pective projecto.
Esta ceneura apanha me tambera, mas seja com >
ter en pensaome nc eemmtesdes de orewneuto sio
obrigadas a apreauotar o sen pr<>j*ctoo nait eetn-
pleto possivel.
Eu sei, Sr. presidente, qae este justamente um
dos pontos em que as commisees toda* de orca-
mento veem-se rolhidas. Mas aos nobres deputa-
dos era ssuito inats fcil tratarem de vne(r este
graade cachapa que se apreseuta, desde que teem
una malina immcns para fazer catar as praten-
ce* da minora acerca de qualquer preferencia.
Mes o qxie Sea evidente, Sr. presrrnste, qa te
do reja meato qaa desate, nia sita completa, e
imperfeita, rosante-se de deleitas que cterem
ser apostados logan ra Ia discussio.
A illostre commisBio, Sr. presidente, nio teve
eomo diese o nobre deputado memoro relatar d#-
sejos de melborar a eeadieaio do* eontribiiotes.
A i I lustra comicios lo nio aatisfeit de gravar a
eoodiyio desses oontribnintes, manda vigorar
certos artigos de lei de ua muito eondemna.ios,
m-.nda por eiemplorovogar oart. i3dteK. JT13,
d* 1862 en virtude do- qual os propswtarios terio
desprazer de ver ir em praca os seo* predies.
O Sr. G >sse Paren**laso aio agrada.
U Sr. JacobinaA commias>, Sr. presidente,
eomo j disse, fes restabelecsr ao aeu fscoject
artigo* de leis condemnados e de ha muito laucados
ao- olvido.
E' que entre nos, senhices, haaenpre o intnit*
de fazer-ae Jo thesonro una especie de are do
rea.
O* nubrss depntadaa eutenderam que era melhor
eren agradavei* so procarador dos ferte* do que
o* pequeos pioprietariot, entendern que ara
melhor vender a casa do proprietario do que pa
gar-ae a fasenda pelo valor locativo do mes no
predio, e enteoderam mais que isto era eoura sera
valer, cousa de pose monta eineigntfiaaute.
J que a* c jasas chegaran a este estado Sr.
presidente, o melhor seria ataoaro coat ibuinta na
estrada, se bem que o credor tenha o receio de
garantir o sen direito. Esta que a verdade
e eu desde j deixo consignada, antes do projecto
entrar en 2* discosto, porque bem psesteel que
a esse tempo o* Ilustres membros da eommisao
nio se queiram dar ao trabalho de vir a tribuna
explicar este faeto, o nos eonvenca de qae a Ca-
teada provincial deve continuar a each*r-*s de
privilegios pira pagar-se, nio Ihe bastando os que
j tem, qne a collocam no* condicoes muito mais
vantajosasdo que ten qualquer oatro credor.
semelbante
perseguicao, acbo mesmo que ama iniquidad*,
que talves t tenha por fim atrar mais predios
praca, os quaes fcilmente puderio ser adqueridos
por aquelles que tiverem capitaes de sobra.
Nioqnis alongar-rae, quero mostrar, porem, que
o projecto -d* orcamento alo est completo, e qae
devenios aguardar enxame de autorisacea que
S. Exc. o Sr. presidente da p.-ovinoia est
redtgindo para serem apresentados nesta casa, o
entis largo debate teri o commissio de sustentar,
s) por ventura algum de* nobres deputados da
maioria nao entender que quem tem presidente o
urna maioria ua assembla nOpreeiaade disciusio.
He, porm, assim o quiserem, t qae estejam fora de proposito, porque por mais de
ama vea se tem dito-quem maioria quem
goverua; e quando a maioria est em estator
co com capitio general o Sr. absoluto dos desti-
nos da provincia nio preciso mais nada do que
n forca de numere unir-se a forca da espad i e
reUlhar a quem n) abanar a cabega.
Mas a essa cireumstancia que adiantou a com-
missio ainda se liga o facto de nio querer sugei-
tar discusaio a prsiereucia das lateras, este
meio pelo qual nos podantes manifestar o zelo e
dedicacio que temos p- los nossoa diatrietos, cujas
igrejat esto abandonadas pelos cofres pblicos, e
uio tem s vetes nem os paramentos precisos para
a celebracio do caito.
O que noto, paren, qne o digno presidente da
provine o autor principal da tudo isto (apoia-
dos e apartes) 8. Exc. inimigo acrrimo das
loteras desta provincia e dos estabelecimeatos
pos.
O Sr. doa MaraMuito bem.
Sr. Ferteir Jacobina8. Exc. disso : que-
remos muta Adunca e pouca poltica,mas 8. Exc.
nio sabe que a boa poltica concorre para as boas
financia*?
S. E|c desoesbece isto e fez o contrari), e por
so cqinesou pela decrissio do tbesoureirn das lo
terias Davam as loteras para os estabelecimentos
pos, e Thesouro Provincial ama porci > de contos
doris, mas S. Exc. demiUo o thsoureiro das
Intmiindj.lajjo S. Exc uio sj inimigo das loto-
tiaj, como at do* beneficiados, e das fiuangas da
provincia.
Nao ficon nitto. 8. Exc. procurou um meioaim
** "renlleteNio havendo mais qoem
peca a palavra, encerra-se a discussio.
O Sr. Jcs MaraPeco a palavra.
0 Sr. PresidenteJ dai por encerrad a dis-
cussio.
O Sr. Jone Mari(Mi devolveu o seo
diteurso).
Posto a votos o projecto approvado.
Entra cm 1.* discussio o projecto n. 2 deste
anuo.
O Sr. don Maria(Nao devolveu o tea
discurso.
Nio havendo mais quem peca a palavra, encer-
r ae a iwcuseie, deixando-se de proceder, por
falta de numero, votacio d projecto.
Entra en 2. discussio, que, na irma do regi-
ment fica tdiada, o projecto n. 34 da 1886.
O Sr. presidente levanta a sesteo, designando a
seguinte ordem do da: 1. iltscuas&o dos projecto*
na. 31, 86 c 102 de 1886 e cor tinaaa&o da antece-
dente.
PBECIDEKCI

de aovaa pastos o proprietario ; qua, no pare
cer de S. Ex una da*.medidas que se deva oc- .
cupai esta Assembla e que o aobre deputado nio ] Nio me parece, portanto, rasoave
feria davida en agceHsr, era a diminuicio das
verbas destinadas manutencio dos estabeleci-
meatos de caridade, atiranda-se ra os pobres
iufelises qne esto asylados em catabetecimen: >s
publico* ou particulares subsidiados pela c&rfda-
de da provincia.
S. Exc revocan sai* da ma ves o principio de
que quem deve nia fas candado, uio da. esmolas,
equiparando asaim os deveres e condicoes indi-
vi iu ees ios deveres do poier publico e esqaeoen-
do que a soetedade reeretenta algunas oousa mais
de que a* peana*, e qae nia fio* han *dni-
niatracia de urna provincia eomo esta atirar para
a ra c* desvalidos e o* enfermos, para termos
o espectculo triste de ver a um d'ellea agonisan-
tea, a oBtao* perseguidos eatregua* ao r. fl;da
policia potos desatinos que paaswi conmetter na
conquista de um pie com que al.mentem o depau-
perado organismo.
S. Exc. entendeque isto nio dever do poder
publico; qae, atienta, a situa^io ditficil que a
Cvieta atravesaa, a medida mais justa c mais
sana acabar com os soccorros a esse- inte-
lize*.
fiis de una ves dase en em aparte que o no-
bre deputado ne pareca deabumano. Da feito,
tendo o prazer de conheeer ha muitos anuos tio
datincto carcter, de entreter cora 8. Exc. rela-
coes um pouco mais estreitas do que as de sim-
ples conheeimento, nunca ne havia passado pela
magusacjio qae o oobte depntado tinha un cora-
cio tio duro que preterisae esse triste espectculo
a continuar a provincia a despender com soccot-
ioj para o asylo, alimeutacio e vestuario desses
iufelises. Faiteneataan creio u a mioBtittw
la A*ethl*a deansito i%tpanio partdarw, ui<*
levar tio longe o seu desamor a humanidade,
que chegue a Buppriniir essa verba.
0 Sr. Gome HtrewNia se snpprknio nada \
toda* esas vasten cata o eotuaaada* no arca-
arcamaato.
0 Sr. Ferreira JacobinaE' o qae eu digo, qae
os pobre* deputado*, embora o seu, sentimento de
uniio parttdari, nao se animavam a arrancar as
pagnas qaw aaabavam te eaemver e cna fosan
das a'n* casa, *teae*te eu aat^cio o aodo
de peesai do nobr* jelator da ccunm.i**4a.
Diise-ie qae a nobre commissio bavia lUimina-
do a verba de quina* cont* d**tin*4a a coat- -pire 'de nabar com una repartiaao publica de
eatsaiada oatrutio da edaftete do aeyte te
alienado
Ss. Excs. en aparte coutpataram que na le vi
gente cstivesee expressa swmelhante verba.
grande iBtilidade qaalo iustituto vacciniea
Q* nflltre deputados justifican este facto di-
selo : uio precisa de autorisaoiopara demittr. I
Bem, neo* senhores, na* para extinguir un ser-1 horas.Jos Mara. >
'erreir JacobinaAcreditom os nebre*
deputados ; nio digo isto para molestar a Ss. Excs.
e muito menos para que o digao presidenta da
provincia se incomnode, por que sei qae-S. Exe.
aio s incommoda cora estas coasas, S. Exc. oSr.
presidente da provincia est tio altamente enlloca-
do, tem una maioria tio poderosa, que o echo fra-
co de minha vos...
0 Sr. Prxedes PitanzaNio apiiado.
0 Sr. Ferreira Jacobina... ni Ihe pode fe-
rit Beta mesmo constranger. Talves que'S. Exe.
se julgue tio adiautado nos principios da adrai-
uistracio e dirija a eom aquelle tino peculiar de
paalista, qae julgue que nesta trra todos os prin-
cipios se pidein sustentar, ainda que seja a casta
da inversio dos principios da scioncia.
Mas o que^ certo que 8 Exc.causou effectiva
m-rate um grande prejuizo a esta provincia cora os
a-'us actos e qua rasgn a le que creava urna ins
tit.iicao humanitaria tem trepidar perante ousa
alguina, por que eutendeu do *ua alta recrsacin
qne a vario a nio faz victimas acata trra, e mais
sea espirito chega ao panto de responder a urna
eiinmissia i h neos graduados e serios que vai,
m no.ne de urna erando iuatitai.cio, s dicitar ura
bolo para os iufelises disenio que quem nio tem
dmh"irn, nao d esmolas.
0S-. Praxed-s PitongaAosloucos d-sc toda
a accommodaca i.
O Sr. Gomes Patente Mas a provincia nio
ara hospital de misericordia.
O Sr. Ferreira Jacobina 'fas auxilia um hos-
pital do misericordia, sob pena de marchar na
retaguarda da civilis&cio.
Ora, V. Exe. camprehende euie S. Exc. o Sr. pre-
side ato da provincia externando o seu juizo por
sta firma, fes nffenaa e oflensa grave aos s'iiti
mentas de humanidade, que tem aemrc presidido
as administrarais, e q e, se ontiuuador da po-
litica do digo i S-. Ignacio Joaqun do Souza Leo
muito mais deahumaiio que este, mesmo pirque
r?o flM dista trra. O Sr. S >ui Leao aio tre
pi 1 u era auxiliar a continuacia doedicio para
aquelles desvalidos. Nio enloden qa" o laitc-a
aja ura destes infeliz s que possa andar nis roas
da cidade sem grave prejuisofpara a populacio.
Eu dirci que a creadlo de hospitaes para loncos
a continuadlo das prisooj, toado par fin a ee
gurauca publica, porque o lonco, senhores, sic
Sem impiitacio, e nio p le andar iacokima nos
entro* das cidades, e meio da* ras publica*.
Portanto, oa nobres deputad >a que quarens apoiar
os principias do Sr. presidente podem ser tuda
menos cautaliasas can a ssguranya. publica.
^Apastes.)
E nio seria ra .-lh*r qae S. Exc applicasae a
esse fim humanitario o dinbeiro que consom com
a alimeutacio das preso* pobre* e cara .s passa-
gens destes par Fernando, i.spesa feita em nene
da justioa publica e que deve correr por canta do
governo geral 1
O Sr. Gomes PareteA adrainistraclo nio tem
recursos par ato.
0 Sr. Ferreira JacobinaS- Exc, Sr. presi-
dente, inimigo da teeeita da provincia.
V. Exc sabe que urna foute de receita da pro-
viueia a aaaaeaeiVdd offisiaes da suarda nacional,
que d'ahi provm sempre reddtos para os
atsana
Ora, o partida do V. Exc, que nao fu a orga-
aisaijao da guarda nacional, tem immenaos amigos
que querera entrar as vagas.
Entretanto, nio as preenchendo, 8. Exc. ten
feito nal provincia, estensete cata fiante de
recaita.
N4 aeha V. Bac, Sr. pren fcate, qae isto *er
insntg* da provincia t
Acredito V. Ene que ea, no casa doadniBistia-
dor, para augmentar a receita provincial, nio pre-
eisava mais : nomeiava aos magote*.
Eu faria officaes da guarda nacional aos eentos
somente pelo gesto de distribuir essas graeas qos
redundam en ana fonte de rada paca a pro
vincia.
Mas o governo uao ae inporta, nio cura de gra-
tificar 09 eTVC08.
-' Nio conheco cidado mais prestmoso e que
prestaste servico* mais relevantes da que o Sr.
Dr. Jos Maooel de Barros Wanderley, senhor de
engenho daqui de lora, que, acompanbado por um
amigo, a Dr. Clementino de Mesquita alforriarara
todos oa reas eecravos seu cendic* nen onue
algum.
Parque o governo qae sabe disto nio distingue
esses ciaadioa.
Eu sei que o Sr. Pedro Vicente ten muito quem
Ihe solicite patente* da guarda nacional: porque,
pois, S. Exc nio abre o cofre das graeas e eacbe
de dinbeiro a* arcas da pro*neta ?
Eis porque en digo que o Sr. presidente da pre-
vi acia um iuraigo da receita desta tero, pa-
rece que se regasija con a aoasa pobreza, e as-
aba que com o tino particular dirige a adminis-
tracao desta provincia.
Toaba pareen paciencia : S. Exe. a quem-mateo
raspeito e acato, est ennpletanente fr das
priaeipio* que deve adoptar am administrador
sntsaat o qua procura por todos os nodo engraa-
decer a provincia, augmentar sua receita.
Os nobres deputados pensar di veo smente por
poltica; mas nio podem recasar os facto?.
Ea argumento com os faetos, e, nestas condi-
coes parece me qne 8. Exe. mais tarde recoohe-
cer que deixou de dar a receita da provincia de
cera a cento ciacoenta cont* de res, j por
effeto da demssio do thsoureiro das loteras, j
pelas exigencias feitaa ao outro thsoureiro das
loteras, e ainda mais parque 8. Exc. entende que
nio deve fazer officiaes da guarda nacional, qnau
do tanto conservador pimpio est ancioso para
envergar urna farda, ainda que seja de alteres.
O Sr. Prxedes PitongaHa vagas de eorjoeis,
de tenentes-coroaeis, najere* e at de comman-
dauti's SA^riore.
0 Sr. Ferreir JacobinaEsses officiaes pode-
riam em tempo opportuno marchar e fazer conti-
nencia ao digno presidente da provincia, mesmo
porque 8. Exo. que gosta de ir a exercicios mili-
tares, teria praaer em ser comprimentado pela no-
va otficialidade da guarda nacional, que se con-
fundira com os oatros officiaes militare* e assim
o cort'jo de S. Exc. seria muito maior.
Portanto, espero que V. Exc, multo digno pre-
sidente d'esta easa, cidado cheio de boas servi-
cos, nio tora davida de interceder junto ao Sr.
presidente da provincia, para qae elle abra at vl-
vulas da receita voluntaria, desse imposto que to-
jo* corren pagar, anda mesmo faxendo o sacri-
ficio de contrahir emprestimo. Faca isso 8. Exc.,
que pretenvel a mandar executar e vender en
praca publica a casa de pobre qae em tempe nio
pagou a decima.
Se, porm, nada d'isto consegairmoa, a respon-
sabilidado do oreara uto ser tuda da commissio,
e a culpa da falta de recursos da provincia pesar
na fronte de digno administrador, a quem os no-
bres deputados spoiaram e do qual faaera o mais
subido coneeito.
Sr. presidente, nio desejo prolongar mais g dis-
cussio; se nio poderia apreciar muitos outros fe-
tos do digno presidente da provincia, para mos-
trar qae 8. Exc nio foi telis e qae nio tem tido
a prudencia precisa pala livrar a aua ndministra-
vio de delegado*, cuja* actos nio se justifican, e
menos tem procurado angmentar os reddtos la
provincia.
Tenho concluido.
gE' lido e rejeitado o seguinte requerimento de
adiameuto:
Requeiro o adiameuto da discussio por 48
6." SES80 EM 16 DE MARCO DS 1887
DO EXM. SB. DR. J0S MANOEL DE BAU80*
WANDE&ISY
SmniABro:Chamada e abertura da sessic.
Approvacio da acta.Expediente.Re-
querimento e discurso di Sr. Visconde
de Tabatinga.Discursa de ir. Goncal-
ves Ferreira.Approvacio do requer-
ment.Ordem do da. Approvacio
dos projectes n. 5 de 1886 e 3 d'eate
anno.2" discussio do de n. 34 de 1886.
Substitutivo. Discurse e requeri-
mento do Sr. Prxedes Pitanga.Adia-
mento da discassio.ttejeicic do adia-
meuto e continaacio da 1. discassio do
projecto n. 2 d'este anno. Jiscursos
do* Sr*. Pitonga, Gomes Prente e Fer-
reira Jacobina.Rejeicio de novo adia-
meuto e approvacio do projecto n. 80 do
anno pastado.Rejeicio de um requeri-
mento de adiamento.Observacoea do
Sr. Jos Mara.Encerra-se a discuasao
do projecto n 105 de 1886.Encerra-
mento da sessio.
Ao meio dia feita a chamada' verificando se es-
tarem presentes os Sra. Ratis e Silva, Visconde de
Tabatinga, Domi.gues da Silva, Barros Wander-
ley, Laiz de Andrada, Barros Barretto Jnior,
Soares de Arnnrim, Julio de Barros, Augusto Fran -
klia, Herculaao Bmdeira, Ferreira Jacobina, Lou-
renca de S. Affonso Lustosa, Joio Alves, Coelbo
de Morae-s, Gomes Prente, Reg Barras, Sophro-
nio Portella, Ferreira Velloso, Amara], Regoberto,
Costa Gomes, Rosa e Silva e Goncalves Ferreira,
o Sr. presidente declara aborta a sessio.
Comparecer depois os Srs. Jos Mara, Prxe-
des Pitanga, Joio de Oliveira e Antonio Vctor.
Faltan o* Srs. Constsntio > de Albuquerque, Sa-
ln de Mello, Hegui ira Costa, Juvencio Maris,
R idriguea Porto, Bario de Itapiisama, Andr
Vias, Bario de Caiar, Costa Ribeiro. Joe de S
e Gaspar dei Druraraond.
E' lida e tem debate approvada a aeta da sessio
antecedente.
0 Sr. 1. secretario procede lei tara Jo e-
guiute
aresMftn1
Uiaa peticao da mesa regedora da irmandade
do Senhor l>ora Jess dos Mari/rio*, erecta na
igrej* de S. Joio de Olinda, re iiurendo a conces-
si> de urna lotera de preferencia a outra qual-
quer. V evmmisBuo ele peticoes.
Outra de Tnom Joaqaim do Reg Barros, 1.*
eserptnrurio do Thesouio Provincial, rrquerendo
t inszes de lcenca com todos es vencimentos para
tratar de sua sade.A' commissio de peticors.
E' lido e Sea adiado por t.r pedido a palavra, o
Rr. Prxedes Pitanga o seguinte parecer :
A commissio de instruccio publica, a quem
foi presente o requerimento de Paadina Marcelina
di Almeida, ,'profassora publica ca Estancia, no
qual pede que se Ibe conceda a gratificacid de
mrito por ter completado 15 annot de iffectivo
exerccio; consideranda cjwe as leis vigentes re
'guiara a preteacio da supolcan'e, e que ao poder
administrativo compete attend d-a dos termos das
mcamas leis, de parecer que seja elle iodeferido.
16 de Marco de 1887.Vigario Augusto Fran-
klin.Reg Barros. >
Sio lidos e approvados os seguinte* parecer*
A commissio de orcamento municipal- precisa
para dar parecer sobre a peticao de Msnoel Go-
mes dos Santos, que seja envida a Cmara Muni-
cipal de N'azareth.
Em 16 de Mar?) de 1887.Reg Barros.
Amaral. a
A commissio do iustiuccio publica requer
aun seja ouvido o inspector geral da Instruccio
rnWic* seSnm e reajuerMBfease* w r raneisea avczia
de Albuquerque Prazercs, proiegsora publica da
Passagem de Magdalena, na qual pede transferen-
cia para a freguezia de Santo Antonio ou Ba-
VittR.
Em 16 de Marco de 1887.Vigario Augusto
FraatatevReg Barro .
Sio tambara lidos, juagados objecto de delibera-
5S0, e vio a imprimir os segrales prefectos:
N. 7.A AssenrMa Lcgislatv Provincial de
Pernambuco resolve:
Artigo nico. Fica prohibida nesta provincia,
ab as penas de apprehenso e multa, a venda de
bilhetes de outra* provincias ou paiz estrangeiro,
quer em casas oa pontos determinados, quer por
vendedores ambulantes, c bem assim promover O
curso da* dita* lotera* por avisos, aununcios 00
oatro qualquer meio.
1 1 A multa ser de 5:000*000 para os qae
iafringirem a presente pruhibicio vendendo taea
bilhetes em casas oa ponto* determinado e de
2004000 par os vendedores ambulantes ou para
os que por qualquer recio promover tn o cuno da*
nencionadas loteras.
I 2 A apprehensio dos bilhetes poder ser
feita por qualquer empr gado fiscal, petes tuesou-
reiros das loteras da provincia ou pelas autorida-
-dadee polnisa*
3a A importancia das maltas e o premio do*
atbales apprehenddos reverterio em beneficio da
Santa Casa de Misericarlia do Recfe.
4* A nio satisfacio do valor da multa sujei-
tar os infractores pena de prisio por 5 dia*.
5* Os impostos sobre loteras da provincia fi-
can regulado* desda a decretacio da presente lei
do seguinte modo :
N. I. 5 /. sobre os premios superiores a 20J
de todas as lotera* da provincia.
N. 2. 10 % sobre os prenios superiores a
l^OOf de toda* a* loteras da previne!.
J 6 As loteras correrio de urna s ves, nio
sendo permittido a sua divisio em series.
7a A poreentagem pelo exame das cantas pelo
thesouro uio exceder de 1 %
J 8* O presidente da provincia expedir regu-
lamento para a fiel exeeucio da presente le, e se
nia obstante a probibicio continuaren a ser ven-
dida* nesta provincia, bilhetes de outra* provin-
cias oa pais estrangeiro, poder diminuir oa im-
postos sobre as loteras da provincia e augmentar
a poreentagem do tbesonreiro das loteras ordina-
rias, elevando os planos de forma a poderen catas
competir com as de mais loteras.
Revogam ee as Jispoaicoes em contrario.
Sala das scssSea, 16 de Marco dd 1887.Gon-
calves Ferreira.Gomes Parate.Coelbo de Mo-
raes.Vigario Augusto Frankiin.tF. A. Rasa e
Silva.
K. 8A Assemila Legislativa Provincial de
Pernambuco resolve :
Art. 1 Pica elevada s cidade a villa de Taqua-
retanga, com a oesmi denomiuacio.
Art. 2* Revogam se as dispasicoes em contrari.
Em 16 de Marco de 1837.Joio Alves.Vig;-
rio Augusto FrankiinGonrjalves Fereira.
N. 9. A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco resolve : ^*--\
Artigo nica. Picara conajidas^duas loteras
de 120.000sWX0 cada urna ara as ootras da igreja
de Nossa Senhora do RoBJrio da eidaaerfy^rvinv
Espirito Santo--de Pao d'Albo, e duas outras de
2U|4-u3tia para aa obras da igreja matriz da
Prochia de Noesa Senhora da Las.
Sala das sessoes, -
*naral. .
S. 10 A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco r*solve :
Ait. 1 A concessio constante da lei n. 53,5 e
pele. art. 32 da lei n. 1860, re.tabelecida om favor
dos inauguradorea da companhia de edificac&o
uest cidade, fica ampliada ao pagatceoto integral
do* teipostos a que a lei n. 535 se refere e as
praao de 15 annos para toda* as casa* qae a com-
panhia edificar e a contar da respectivaedificacie.
i Os empresarios serio oogados a receber
gratuitamente om suas officina* at 20 meninos
pobrCs mandadas presentar pelo presidente da
Provjneia, dentre os educandoa dos eatabeteci-
mentLg j0 cari iade ou quaeaquer outros, logo que
os nje4m0g tenham apreudidp o officto a qne se
destjjem, a companhia pagar-Ibes ha o salario qne
tbr^eationfedo com os seus pac* ou tatole*.
era 16 de Marco de 1817. -

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2 O governo da provincia firmar contracto
coa se empresario, no qual estabeleceri clausulas
qae garanta m a gol execuca* d disposto no g 1.
Ar. 8* Picam revogada* a* disposicoea em
contrario.
Sala dai sesso.s. 16 da Marco de 1887. -Fer-
reira JacobinaSophmoio Porella.
Vea mea, e lido, apoiado e entra a discos-
aio o seguinte requerimento:
Requairo que pelos eaaaes competentes ae peca
ao Eam. 8r. presidente da provincia aa seguales
iafarmacSes:
Que destuo toem tido os dinheiros subscriptos
para o loatituto Agrcola, creado por S. M. o Ira
pasador, em 189.Vis sonde d.< Tab i tinga.
Hr. Via -onde ale TabatingaSr. pre-
sidente, quanio me anintei a aprcaentar & Assem-
bla eato reqaerimento foi na tsperanc de qno elle
seria approvado; porque eu o faco nao como arma
de opoosicio ao governo da provincia, mu apenas
para obter alguna esclarecimentos a rcspeito do
estado em qae se *cha o Instituto Agrcola, que
foi oteado neat* provincia esa 1859 por S. Magrs-
tade o Imperador, e caja idea foi abracada por
diverja* agricultores, muitos dos quacs compare-
oeram em palacio a convite de o. Magostada.
Para esse Instituto concorreu S. Magestade com
10:000, e muitos agricultores subscrcreram cena
diversas qaantias, mas hoje nao ha noticia de se
melhante instituto, que tinha muit i utiiid.de para
a provincia, pois qae era a idea de 8. Magestade
que elle se oceupasse do estados para beneficio da
agricultura, sendo o presidenta da provincia o pre-
sidente nato do mesmo instituto.
Nio sei quetn foi n presidente do instituto qae
se creou, o qae sei que o thesoareiro era o falle-
cido viscondu de Camaragibe, de saudosa memoria
para esta provincia (npoiados), a qae eotregaei o
qae subscrevi tendo sido nomeado ura secretario
qae ganhava 200 por anua.
O Sr. Jos MariaO secretario ganhava 200i
por armo?
O Sr. Visconde de TabatiogaSim, senhor.
O Sr. Jos MaraEntilo ja se acaban o di-
abeiro.
O Sr. Visconde de TabatingaMas isto parou
logo, e tambera desmanchoa-se tudo, porque at
boje tem vndo aqai mus de cem presidentes de
provincia, e nonhum den andamento a esse traba-
Iho, i excepcio do Sr. Uiogo Velbo, que qniz em-
prehender algumi coas, mas afina! junton a
trouii e foi-aeembora. (Biso).
Ora, eu que desejo a prosperidade da minlta
provincia, o qae nao me fio s em eog.-nhos eeu-
traes, que nada tem feito, e pelo contrario tem
dado prejuisos enormis aos agricultores ( apila-
dos), desejava ver se lluvia nm presidente que sa-
hisse da l;a (iso), e tratasse de sber onde existe
esae dioheiro que foi doado ao Iustitoto. Hoje
eu tive a lembranca de ir ao Thesouro perguntar
ao Sr. inspector se tinha noticia desse dinboira.
S. S. respondoj : Pens qae est aqai no Tbe-
soaro. n'aim caita denomimda de depsitos, por-
que una diziam-me : esta no banco ; outros, na
ra, e ningnem sabia ao certo onde se achava tal
dioheirc.
Perguotei tambero a quanto montava esas quao-
tia. A 51 uu 52 coritos, resoon Jeu-n.e o Sr. iospec
tor.
Em vista disto, Sr. presidente, animei me a
apresen ar este r'queritnanto, pedindo inforuiacoes
ao presidente actual, afim de ver se aahimos desta
incerteza e do marasmo em que tem vivido o lu-
strn to.
K'um oeceso em que eative com 8 Mages-
tade o I aperador, pergantoa rae este o qae s ha-
via teito do Instituto que tinha creado em Per-
nambuco. Cousa algutn >, senhor, respond e ac-
creseentei:V. Magestade deve perguntar aos
presidentes, qae devem estar habilita ios a infor-
mar. Eu neos sequer fazia parte la directora.
Ura Sr. DepatadoMas V. Ksc. e.ucorreu
com ama boa quota.
. O Sr. v'iseonde de TabatinjraFui o 2" signa-
tario ; 9. Magestade, o primeiro. Mas nio isso
que leva me a indagar do facto, aenio o bem da
provincia, o bem commura.
J4 ha milito, devia tel-o feito; mas rsperei, es -
perei, e, eancaoo de esperar, sem encontrar qoem
d remelio a esta sitnaco, resolv reclamar da
tribuna da Assembla.
Na administraoio do Sr. conselheiro Dogo Ve-
lho, fui a pilacio fia l.-mbrsr isto a S. Exc, pe
diado-1 lie que levasse a effeito a idea de S. Ma-
gestade o Imperador, concebida em 1859. Dase-
me elle : e ha isso? Ha, foi creado, respond, e
nao sei onde paira o dinbeiro reoolbido para seme-
lhante fim. Prometteu me S. Exc. tamb.-m eeo-
vocar os agricultores, no intuito de dar andamen-
to idea.
Cas effeato, fes o mesmo Sr. conselheiro nm
convite os agrieu torea, convoca*-a para ama
reno i So : comparecern inuitis tro pa lacio. Con-
versa vai, conversa veos, e fleoo a eoosa no mes-
mo p.
Eu, e creio que o Musir Sr. Barato de Muribe-
ea, fomos de opiniSo que o melbir alvtre seria,
precedendo cousulta 8. M., qae foi o creador do
Instituto, ou nppliear o dinbeiro collcctado a
qnalqoer estebelecimento po, ou restituil-os aos
respectivos signatarios, ou, finalmente, taser d'el
le aqnillo que apruUTesee a 8ua Magestade o Im-
perador.
O Sr. Prxedes Pitonga Envial-o Santa
Casa.
O Sr. Visconde de TabatiogaSim ; a Santa
Casa um sorvedoaro de todo.
O Sr. conselheiro Diogo Velho lembrou anda a
idea de reabrir a eubscripcio, mas ficou em idea
at hoje.
Assim, afim de isto naa contioaar eternamente,
no mesmo estado, foi qae pedi a palavra. Se o
diuhei-o est no Th -souro, como acredito, ou ap-
plique-se a algom estibelecimento pi, ou resti-
tua-se aos seas donos.
O Sr. Prxedes Pitanga Lembro ama ontra
applicacao razoavel : ao fundo de emancipaco.
0 Sr. Visconde de TabatingaAssim, pois, Sr.
presidente, esporo que o meu reqaerimento seja
aceito pela casa, e qae S. Exc. o Sr. presidente
da provincia mande as informacoes pedidas, em-
bora nao lhe seja trabalho mimo tacil tirar a lu-
me o que est eoterra lo ha 26 auooa.
Tenbo concluido.
O Sr. Goacaliea sTerrelr (Mo de-
volveu e sen discurso.)
Eticerrada a discussio, approvado o requeri-
mento.
Passa-se 4
OBDSM no ou
E' approvado m 3.* discassao e remettido
Commissao de redseclo o projecto n. 5 de 1886.
tendo sido rejeitado o reqaerimento de adia-
manto.
E' tambem approvado em 1. discuseao e dis-
pensado de iDtersticio, a reqaerimento do Sr. Par
reir Jacobina, o projecto n. 3 deste anno.
Contina a 2. discassao do projeeto n. 31 de
1886.
Vem mesa, lido, apoiado e posto em dis-
cussio com o pr.jecto o seguinte substitutivo :
Emenla u. 2 ao substitutivo do projeeto n. 34
di 1886.
Art. 1' O presidente da provincia fica antori-
sado a c intractar, com quem melhores vantageas
offerecer, a lluminacao publica a gaz, da oidade
do Recife e seus arrabaldes, sob aa oondicoes ae-
guintes :
Art. 2- I'entro de trinta das, a contar da data
da preste lei, o presidente da provincia mandar
proceder avaliacio do material eobras da actual
empreza do gaz, nomeaodo para esse fim peasoaa
competentes. A avaliaco devart ser deulhada
e especificada de contormidade eam as facturas
ds* fabricas e oa despachos do iliandeg desta
cidade, afim de que se possa conhecer os precia
de cuito de machinas, apparelhos, carros, colum-
nas, bracos, etc., e a diminuicio do valor, entre a
epocha da entrega e avaliaco de material e obras;
attendendj-sa a deteriorado do matarial e obras
durante o prazo do privilegio.
Art. 3' Pind o praxo da avaliaco, de qae tra-
ta o artigo antecedente, se abrir concurrencia
publica por es paco de 90 das, pablicando-se edi
taes nos jornaes de maor circulacio, convidando
proponentes c^lebraco do novo contracto.
Art. 4- A empresa actual nao ttr em caso
algom, preferencia a qualqaer propoaente, afim de
sato prejudicar a concurrencia publica ; devendo
a lei, nesta parte, ser ciara a nio exar em du
vida a clausula 14 do contracto em vigor cuja* dis-
asaicAes se referem illuminacio de qualqaer ci-
dade ou villa durante o prazo do privilegio.
Art. 5- Neuhuma proposta ser recebida sea
une o propnenle com e'.a a presento documenta
da haver feito no Toesouro Provinoial deposito da
quantia decmcounta ooutoa de res em dinbairo
ou spolicea da divida pub ica, para garantir ac
aitacSo do contracU no caso da ser preferida a
ao* prop ata.
t. 8- O eentraeMkate ficar obligado a mu-
dar e aabatituir o actual svatems de fabricacia a
illuminacio da qao aa aarve a actual empresa para
o systemaTietrieo3 mais aperfeicoado que se
asa na Europa; davaado tamban ficar obngadoa
collocar e coaatroit, a ssjeu3t to ou mais ga-
zomatros, alm do permetro da cidade, nos loga-
res que o prdsidente da provincia designar.
Art. 7- O contrastante ser abrigado \ forae-
cer urna luz clara, brilbante, da intensidade que o
governo marcar o sentar de substancias estra-
nbaa qus possam prejidicar a fabricarlo, illumi
naci e a hygiene aablica.
Art. 8- O cj itractante, caja propsta for socei-
ta, ser obngado a indemniaar a actual evprosa,
o valor da avaliaco feita pelos arbitros, 60 das
antes da entrega do material e obra nova, em-
presa.
estabelecimento ptra o governo orno pata parti-
culares, e a medicao ser por metros cbicos.
Art. 10. O privilegio nio exceder de trinU
anuos.
Art. 11. O contractante se obrigar a intro
dusir todos os melhoramentos de fabricacio e illu-
minacio qae forem descobrindo dorante o prazo
do novo contracto.
Art. 12. O presidenta da presan* easabela
aera aa pt as, multas a masa eoadlcoas, na iotaito
de garantir a boa exeeneio do contracto, qacr
com relacio a illuninacii publica, quer eoea a
particular. S. R. v
Sil* das seasoes, 15 de Marco da 1887.mss
de Andrada.
Diario de PernanbiKt)ftniuta-ieira 24 de Marea de ih '
O Sr. Prxedes Pltaaxa (pela ordem)
Sr. presidente, importando este substitutivo ama
medida qae deve ser bem estudada por est i As-
sembla, nii devendo ser discutida de prompto,
sem que cada usa los senhores diputados possa
em sea gabinete apreciar as diaposicSes qae se
offerecom em substitaicio s do projeeto, requairo
a V. Exc maode imprimir no jornal da casa esse
substitutivo, para enlo ser distribuido a dado para
ordem do dia. (Apoiadoa).
O Sr. Rota e SilvaPodemos mandar pu-
blicar os dous substitutivos e o contracto.
O Sr. Prxedes Pitanga A qaestio do grande
importauca ; sobre ella tem de abrir-ae um debate
que deve ser ampio, a nos nio podaramos desde
j i manifestar-nos sobre um substitutivo tio longo e
qus apenas esnhecemos pela leitura que delle acaba
de ser feita.
?ec i ao Sr.'autor do projecto que me permita esta
coosideraco.
O Sr. Luiz de Aodrada d um aparte.
Vem mesa, lido, apoiado e sem debata appro-
vado o seguinte reqaerimento:
Requeiro o adiamento da discussio por 21
horas, at qae sejam impreasos os substitutivos e
o contracto actual. 16 le Marco de 1887.-Dr.
Prxedes Pitanga.
Procede se a votacio do requerimenU de adia-
mento da 1* discussio do projecto n. 2 deste anno.
Sendo o requerimento regeitado, eontiut a dis
cussio.
O Sr. Prxedes PitangaE' praxe, Sr. presiden
te, que a artibilidade do projecto seja demonstrada
por algaus doi seus signatarios- Mas os antcre
do projecto, constando cerrar de cima pela forca
numrica, nio deram importancia a minora, nio
vieram dizer o porque apresentaram este projecto,
quaesas raz.-e da conveniencia; se era o resul-
tado do um pedido de individuos residentes
naquella localidade, qa demonstrando a miihora
de sua topographia, a utilidads deasa mudanca,
el'es a desejassem, ou se era porque collacada a
hcalidade no centro daquellt comarca, ella off:
recia maiores vantageus aquelles encarregados da
distribuico da justica d'entre os seos concidadios.
Mas, Sr. presidente, os signatarios do projecto
contando com certeaa com a approvaclo do seu
trabalho, nio se digoaram vir a tribuna para dar
urna palavra sobre as vantagens que os induziram
confiscarlo desse projeeto.
Q lando nio toase isto juato, quando nio cor-
rease como urna obrigicio a qualquer dos signa
tarios mostrar o porque propuzeram a transferen-
cia da sle, pareca que os principios estabeleci
dos na poltica social exig i que para com os seus
adversarios a t'vesse eaaa deferencia, mostrando
qae a localidade i -recia os recursos necessarioa
para nella se estabeltcer a sede da comarca.
Nio conbeco a topographa de Jatob senio pe-
la historia de seus f -ito, pela historia dos tactos
que ltimamente se deram, no dominio d> polti-
ca actual.
Pens que de futuro, contando ella com os re-
cursos offrrecrd-'s pela approximacii ds urna es-
trada Je ferro, uVrecer ajcommodacio fcil pa
ra a sede de urna comarca. Mas de presente,
quando apenas all existe am nacleo da popula-
cho, ond a xa ha igrej i, onde nio se conbeee a
existencia de edificios qae se prsteos uio s ptra
funecioaar a casa da Caara, croo a cadeia, nao
danca a que antas oa poros devem raoabnr favores
por melhor colloca?io, nio poeso dar Iba o mea
voto ; porque quasi sempre aseas transferencias
de localidades ou si* rborea felUa a amigos cuja,
dominio se quer tasar irmar ski lagar onde se
procura est i balsear a soda da comarca, ou i>
concesses feitfcs aos magistrados que, nio que-
rendo ter o nnwisainiirln de collosarem-sa ao cen-
tro da comarra, procarasar sempre o oseihor ponto,
o que Ibes mais aaaasaival, o que mais faem n
te aa p le prestar ana chegada, ou retirar o do-
minio do adversario que i resp-iitad >.
E, portanto, oa as projecto devia acompanhar o
pedido dos povos a das aatoridades da localidade
com a dtmonstraco das vantageas da transferen-
cia e das acco nmoiaeos para os novo* situados
na localidade, sem inconveniencia doa queja ha-
bitavam o resto da comarca, ou devia ter sido
submettido i c.inmiseio de estatistiea civri e ec
clesiastica que no* devas diser a* isto importa
oa nio um ataque alguca do* dous poduraa, o se
a localidade est munida dos recursos precisos
p .ra nella.se oatentar a aabecada conaarea.
Portaoto, aguardando que algum dos signata-
rios do projecto vcuba diser o porque isto foi
demovido, que rasse houveram para a asta spre-
sentacio e se ba pedido da localidade mitivado e
explicativo da conveniencia desta transferencia
ou se pelo contrario isto foi um acto expontaneo
motivado por conversas oa cartas de amigos, da
manera que para eaaa transferencia a.tenda-ae
conveniencias amistosas, aiada qua dellas resulte
prejuiso para os demaia habitantes da comarca,
vou mandar a mesa um reqaerimento afim de que, {.
sem prejuiz) da 1* discussio, seja ouviJa a com-
missao de estatistiea civil e ecclesiastica aerea
deste prsjecto, afim de poder dar meu voto desas-1
sombrado.
Vsm mesa, lido, apoiado e entra conjuaets-
mente em discassao com o projecto o seguinte
requerimento:
< Requeiro o adiaasento da discussio por 24
botas. Eurl5 de Marco de 1887Joiode Oli-
veira.Jas Mara.Prxedes Pitanga.
O Sr .domes Parete(Nio devolveu o
sea discurso).
O Sr Ferreira Jacobina(Nio devolveu
o seu discurso).
E' lido, apoiado posto em discussio cem o
projecto o seguinte requerimento :
Requeiro que sobre o projecto n. 2, sejam ou-
vidos os Drs. juiz de direito e municipal e Cma-
ra Municipal da comarca de Timbsuba, sem pro
juizo la presente discussio. S. R. Ferreira
Jacobina.
Encerrada a disenssio, sao os requerimento
dos Srs. Drs. Pitanga e Jacobina poetoe a votos
e rejeitados.
Submettido a votos o projecto, approvado.
O Sr domes Parale (pela ordem) re-
quer e a assembla concede dispensa de intertti-
cio para o projecto entrar na ordem do dia.
Entra em 1" aisiussio o projecia n. 80 de 1886.
Vem i mesa, lido, apoiado e entra em dissau-
sio o seguinte requerimento :
Posto a votos o reqoerimeata, rejeitado e con-
tinua a diacusaao do projecto.
O Sr. Jos Mara fas diversas considera-
COes.
Vem mesa, lido e dexa de ser vetado por
falta de numero o seguinte requerir nto;
Requeiro que s bre o projeeto em discussio
seja ouvido o Exm. Sr. bispo diocesano.Ferreira
Jacobina.
Pica encerrada a discussio do projecto.
Entra em 1* discussio, que na forma do Begi-
mento, fica adiada o prerjacto n. {05 de 1886.
Or. Pre al dente levanta a staaio, desi-
gnando a seguinte ordem do dia: 2.' disonssio
dos projectos ns. 74 e 82 de 1S86, 2 e 3 deste
anno e csutinuaco da antecedente.
1 deste anao, art. L- (orea-
X
sei^ajij .porque se quer treaef-rir ieur. loca-
liJssfl *6ode a justica encoutra as accommoda-
ces necaasariaa para as fuaccoos do sea mister,
sle da coaarc, a nio ser porque se queira
faz-r essa transferencia com outro qualquer mo-
tivo que escapa minha percepcio.
O Sr GoTiea PrenteEu darei os m >tivos ao
nobra depatado.
0 Sr. Prxedes Pitanga A transferencia de
de urna para outra localidade da sede de urna co-
marca, importa sempre a obrlgacio da existencia
de edificios que off reoam aa aecommodnces ne-
cessarias nio s para eo41ocacio da casa da C-
mara como tambem para a cadeia.
Nio tive o praser de ouvir de nenhum doa sig-
natarios do projecto a af&rmativa de existir na-
quella localidade accommodacoes precisas para
cada um dos ramos da justica pub ica. Nio sei
a*o ncleo de populaeio superior ao que exista
de presente em Tacarat. Nio conh co a dis-
tancia deste centro popules) em relacio aos do-
mis pata distribuico da justica publica, por-
que nio basta que o lujar offreca mais commo-
didada para residencia doi ministrados; nio
baita qua esteja mais bem collocado para com-
muneacio entre o governo da provincia e o da
locali iade; nio basta que effereca mslhor trans-
porte aquel le que vio ezarcer esses lugares para
se estabalecer em ama localidade dada b lo da co-
marca. E' de oecessidade que o centro da comar-
ca esteja collocado no centro do diatricto, de mo-
do que nio posso offerecer difculdades aos co-
marcoes na procura dos direitos que lhe assiste.
E' assim que nos vemos que no centro da provin-
cia e em mutss com roas, asede nio est no me-
lhor lagar, nio est collocada oaquelle qae offere
ce melhores accommodacoes, mas est moitas ve-
zea situada em urna localidade que se presta
destribuicio da justica, tanto para uns como para
outros, na distancia em que se collocam.
Na sabemos portento que a sede da comarca
de Tacarat, que est no centro da comarca de
aeu nome, sendo removida para o Jatob. vira
crear seras difficuldades n t distribuico da jus-
tica, prejudicando-se assim aa seas habitantes,
porque se se spproxima da margara do rio S.
Francisco, sobre a qual est edificada esta plani-
cie, onde se projectn ama cidade do futuro ; se
oflerece maiores vantagens a vida mercantil, pelo
desenvolv ment rpido a que se presta em rela-
cio a diversas loc.lidades banhadas pelo mesmo
rio; se offere ce um futuro grandioso p>r poder
all estabelecer-se urna fonto de recurs >a de todo
o commerco qae parte das provincias de Minas,
Babia, Piauhy e Sergipe; dahi nio se segu, po-
rm, quejde.va preferirse para ser a sle da comar-
ca, porque^esta deve estar n'aquello ponto que'col-
locada no centro das diversas distancias que a
oonstituera, se preste distribuidlo da j istia*
co n igualdade, sem proteger a una mais do que a
autroa
Nio tendo, portanto, os signatarios do projecto
apresentado nem a planta da comarca, nem a es-
tatistiea de suas edificaces p"la qual se possa
concluir qae nio s ella tst collocada no centro
parallelo da villa de Tacarat, onde b j: a sle
da comarca do mesmo nome, como que tambem
tem a vautagcm de ser accessvel s viagens da
linda terrea e s viageos ribeiriuhas, podendo por
isso sem inconveniente ser para alli transferida a
sede da comarca, alm do templo e edificios qae
se prostem aos mistares indispeasaveis a locali-
dade onde as constitue a cabeca de comarca, nio
poho dar- lhe o mea voto.
Nio tenbo intencio feita nem proposital da m
oppor transferencia da s le da comarea; mas
em geral ella sempre o resultado de um abaixo
asaignado dos povos da seda actual de parceria
com as autoridades tambem alli resdentaa, que se
dirige a esta assembla, no qnai mostram que
al-n de nio haver inconveniencia para os demaia
comarcas com semelbante transferencia, ba pelo
contrario utilidad'; e facilidade off irecida? palas
vantagens resultantes nrlo s da collocacio local
em relami ao rio S. Frauciaco, co : o pelas que
resultara do estabeleeimenti de umt lmha fr-
rea.
Mas, desde que uto se nio deu ; desde qae a
autoriiade local nio pedio; desde que os povos
nio reclaman) esta medida, me parece que o pro-
jecto nio tendo sido submettido eommissJo de
estatistiea civil e ecclesiastica, doada aa deprehan.
desse que aem os direitos do eealasiastieo nara os
direitcs do civil loffriam alteracoes com esta mi-
HtvLSTA DIARIA
isembla Provincial. Fnnceionou
hontein sob a presidencia do Exm. Sr. I)r. Jos
Manoel de Barros Wanderley, tendo coaspareoido
32 Srs. deputados.
Foram idas e approvadas sem debate as actas
da sessio de 19 e das reooioes de 21 e 22.
O Sr. 1 secretario proceden a leitura do se
guinte expediente:
Um telegramma di Exm. Sr. Birio de (', tegi-
pc, presidente do onselho, datado de 1 a dirigi-
do ao Exm. Sr. presidente desta Assembla. nos
seguitrtes termos :
Levei presenca de Sos Magestade o teie-
graorma de V. Exc. O mesmo senhor agradece
os sentimentoa de regosijo da Asiembla, a qudra
V. Exc, como sea ergio, se dignar Iransmittir
esta aommunicieio.
Este telegramma foi recibido com esp-ciil
agrado.
Um officio do secretario di governo, transmit-
tindo o orcimonto para o exercicro de 1887 a 1883
da Cmara Municipal da Triumpbo. \' oommis-
sao de orrjamento municipal.
Outro do mesmo, remettendo 40 exemplares im-
prossos do orea ment da receita e despeaa pro-
vincial pira oexereieio de iS)7 a 1888, organtsa
do pelo Thaeouro Provincial.A distribuir.
Outro do meamo, transmittinds o balanco da
receita a daspesa do exercicio de 1685 a 1886 e
os orcainnto8 para o de 1887 a 1883 das Cama-
ras Municipaes da Bom Coaselho a Grvala
A' eommisrio de orcamento muoicip il.
Outro do mesmo, transmiUiado o balanco da re-
receita e despeja do exercicio de 1885 a 1886-e o
ercamento para o de 1887 a 1888 da Cmara Mu-
nicipal de Agua-Preta.A' commissao de orea
monto municipal.
Urna policio da J.oio Baptiata Esteves de Soa-
sa, requerendo de novo pagamento do tempo am
qae servio como 3 esariptarario da 2* seccia do
Consolada Provincial, le 11 de Fevereiro a 28 de
Maro* de 1880.A' commissao de orcamento Pro-
vincial.
Outra de Medeiros & C, requerendo conaIgna-
cio de quota de 2:536f 520, proveniente de objec-
tos foraecidos secretaria d'esta Assembla, nos
aaaos da 1882 a 1885. A' commissid de orca-
mento proviacial.
Outra dos meamos, idem, a de 117/470, dem,
Escola Normal, de Janeiro a Junbo de 1881.
A' commissao de orcamento provincial.
Outra da Companhia do Beberibe, reclamando
contra o imposto que Ih j foi tributado no projecto
n. 1 d'aste asno. A' commissao de orcamento
provin:ial.
Approvou-se um parecer da commissao de re-
daccio sobre a do projecti n 5 do 1886.
Adiou-ae por ter pedida a palavra o Sr. Drum-
mond, um parecer da oommiasia de instruccio
publica, indeterioda a peticlo do bacbarel Joio
Baptista Regoeira Costa.
Foram a imprimir os seguintes projectos, sende
o de n. 16 precedido de parecer da commissao de
consttuici i e poderes e o de n. 18 do. outro da de
fasenda e orcamento.
N 16. Concedendo privilegio por 10 anuos a
Jos de Moraes Gomes Ferreira ou a quera m j-
Ibor vantagems offerecer, para montar urna fabri-
ca de moer trigo.
N. 17. lsentando do imposto de industria a asi-
na denominaba Timb, assim como os engenbos
eentraea fundad ts oa que se fuudarem sem auxilio
dos cofres pblicos.
N. 18. Creando ama cadeira de nstraccio pri -
maria do sexo masculino no pavoado Cojos.
N. 19. lsentando do imposto de decima a pro-
pne iade da Sociedad* propagadora, sita ao Mon-
teiro, emquanto n'ella funccionar a escola.
O Sr. Goncaives Ferreira padio a palavra pata
fazer urna reclamacio.
O Sr. Jos Maria, pela osejem, enviou mesa
um requerimento, que esta na* aceeitou, para qui
fjssa felicitado o Sr. Duque de Bragan^a, pelo fe-
liz succesao de ana virtuosa esposa.
O mesmo Sr. depatado enviou mesa outro re-
querim rto para qua tosse felicitado S. M. o Irape -
rador, p-lo feliz sacceaso de sai viriuoas sobriaha,
a Si a. Duquesa de Braganca. ep,ia do orar o
autor deste requerimento, foi encerrada a diacus
sio, e procedendo-se votacio que o mesmo Sr.
deputado padio, mas nao obteve, qa; fosse nomi-
nal, foi regeitado dito requerimento.
Adiou-ae por 48 horas, a p-dido do Sr. Prxe-
des Pitanga, que orou peta ordem, a discussio do
requerim-'nto sobre o sublelegado de Tres Ladei-
ras, at comparecer o Sr. Bario de Iiapissuma,
o.utor do referido requeiimento,
Orou pela ordem, para urna explcacio, o Sr.
Drammond e, tambem pela ordem o Sr. Jos
Maris.
I'ajou-se 1' parte da ordem do dis.
Adiou-se, depoii de orarem os Srs. Luiz de Aa-
drada a Barrea Bair-to doaioc a 2'discussio do
projecto n. 84 de 1^86 (illuminacio publica da ci-
dade do Recife.)
Passou-se i < parte da ordem do dia.
Votou-so e toi .regeitado o reqaerimento do Sr.
Jos Mara du adiamento por 48 horas da 2* dis-
cussao
monto
Contraita a diacnsaio adiou-ae pela hora
Jepois da arramos Srs. Prxedes PiUnga a Gon
9nl.es Ferreira, teado sido -rrfdsit mais tres
emendas, sob as. 2 a 4 e nm reqeeriaanto da- ali-
mento da discussio por 49 horas, dos rs. Jos
Maria, Juveaeio Maris e Aadr Dina
A ordaan do dia : la parte : eantinuaoio da
antecedente e mais 1* disciissio do projeeti a. 8
deste anno; 2 parta: coaciauacab da anta ce
dente.
Tribunal do Jury sfa sBeeife Proco-
deu-se hontem ao sorteio dos 48 lagmates jrd"
que tem de servir na 2s lesaio ordinasia do Jury
do crrante auno convocada para o dia 18 de mes
prximo:
Fngnema do Beei/e
Gaid'na Jas da Silva.
Jesuiuo Al vea Fernandas.
Jos Francisco dos Santos Noves.
Francisco Maria dos Santos.
Felino D. sfcfrera Coelho.
Fnguema de Smnt Antonio
Jos Martieiana da Soasa.
Dr Chriatovio B. Vieira da Silva.
Manoel Joaquim de Miranda Sonsa.
Paulino Fraueisco da Barros.
Ant mi Jos Felippe Santiago.
Dr. Aadr Das-de Araujo.
Jos Goncalves de Barros.
Sebastio Jos Gimes Penna.
Celso Duperrom.
trtmema de S. Jmt
Manoel Machada Das.
Ciernen ti no dos Santos Lineo Siment.
Bemjamm Pereira de Q eiroz.
Breguezia da Boa Paste
Francisco Marcelino do Amaral.
Joaquim Antonio Moreira Jnior.
Canaido Goncalves F rreira.
Jos Isidoro Martina
Dr. Caetano Maria de Faria Nevea.
Justino Jos de Souza Campos.
Dr. Antonio Witruvio Pinto Bandeira Aceioly de
Vasconcelos.
Silvino Antonio Rodrigues. .
Julio Cesar Car Jo jo Ayres.
Pomp i Colono Casa Nova.
Jos Goncalves de Medeiros.
Florencio Domiogues da Silva.
Flavio dos Santos Silva.
Agnello II Kiono Bezerra de Meneses.
Antonio Gomes LaaL
Dr. Eutropio Pereira de Farias.
Jos Cesar Paea Brrelo.
Dr. Antonio Pereira Simss.
Manoel Jos da S.int'Aana Araujo.
'^3 Freguetia da Grata
Dr. Alberto de Oliveira Coelho.
Dr. Jos Francisco Ribeiro Machada.
Galdino Cicero de Miranda.
.Prepuesta de Afogaio
Jos Maria de Souza Araujo.
Evaristo Mendes da Cunha Azevedo.
Manoel Pelix da Silva.
Manoel Cae'ano Cavalcaote de Albuquerque.
Flix Ribeiro do Amaral.
Freguetia do Pofo
Dr. Jos da Silva Ramos.
Dr. Jos Francisco Gees Cavalcante.
Dr. Paulo Jos de Oiiveira.
Freguetia da Vanea
ntonio Uebda Carneiro Lf.ao.
raruidade de OlreltaEis o raeultalo
dos acto.i de hontem :
2* anno
Francisco Leocadio de Andrade Pessoa, sim-
ple smente.
Pedro Francisco Rodiigues do Lago, idem.
Alfredo Varella Villares dem.
3 reprovados.
4* auno
joio Fausto de Aguiar, simplesmmte.
Joio Carlos Pardal da Medeiros Mallet, idem.
4 reprovados.
Os a:toa oraea d> 5o anno principiarlo a 10
horas da maoha ; a se far a ultima ch imada dos
que restara do 1* anao para a prova eeeripta.
Hoje serio chamados exaae oral oa se-
guintes eatadantes. sendo que os que nio compa
recerem s serio de novo chamados, se justifica-
ren} ante a congregaci o motivo de falta :
Antonio Firmo Das Carioso Jnior.
Felismina Octaviauo de Mattos.
Horacio Cicero T.ivarea da Silva.
Domingos Bandeira Mendes da Silva.
Si seando Valente Carneiro da Cioh i.
Antonio Cardoso dos Santos.
Na taita des tes serio chimados os seguin-
tes : .
AlvaroWtibeiro de Si.
M'noel Candido de Oliveira Meadoeca.
Jos Dantas de Magalbies.
Joio Ferreira de Fara Oliveira.
Jos Antonio de B .atoj M-JIo.
Jos Dias Cardoso 8-brinho.
Serio chamados hoje para prova eacrpta :
3* anni
Abilio Pereira de Sonsa Lima.
Fortunato Raphael Alves de Carvalh).
Thomas Pompea Pinto Accioli.
Art bar Carneiro da Roeh.
Eduardo Estanislao da Costa.
Eloy Dias Teix-ira.
Alvaro Jefferson Uuedes Pereira.
Juvenal da Silva Pinto.
Manoel da Silva Lemoa.
Jos do Cunha Foutenelle Filho.
Na falta dea tea serio cha nados:
Sebajtiio de Vascor.cello Galvio.
Elpidio Martina da Carvalho.
Aaondino Lins de Albuquerque.
Domingos das Nevea Teixeira Bastos.
Jos Cesar de Alouquerque.
Theophiio Frederico do Reg.
Antonio Franco dd Lima Buarque.
Bianor Gadault Fonseca de Medeiros,
Joaquim Marianno Franco de S.
Fernando de Siqueira- Cavalcante.
Theatro Santa Iaabel Em primeira
recita de assignatura, cantoa a companhia de aar-
zuellaa hespanhola, na teroi feira ultima, a j co-
nbeeida e interessante zarzaella Briwiar comfogo,
cajos versos sio da peoaa de D. Ventora de la
Vega o a msica do maestro B irbieri.
Punco temo i a dizer respeito da msica da
sarsuella cima dita, aio s por j ter sido ella
aqu cantada por outras ompanhias de igual ge
oero, come porque nio temos a presencio de cri-
ticar qualquer autor, por menor que aeja a sua re
palacio como compisitor ; o que em tolo caso
nao nos exoluo o direito de louvar o que bello
a censurar o que nos parece mo.
Assim, echamos que a msica do jogar com fogo
, cimo todas as suas demais companheiras, pro-
dueces de Barbieri, digna de ser ouvidas com a
maor attencio pela belleza doa treihosv e saa-
vidade das transicss, uotaudo-se que esse autor
em suas eompoaicoss parece ter prediecio pelos
concertantes.
No prim :iro acto aeHite-ae alguma friese, mas
a primeira aria e o duelo seguate, cantado pala
Sra. Pl e o Sr. Manso, este na parte de Flix e
aquella na de duqueza de. Medina, dio vida to
da a acea ; o que repete-se no segundo seto no
dueto da musma artista o do Sr. Duvan, dueto
que f >i cantado com bstanle vida e graca pelos
referidla artistas.
O coocertante final desse acto, por.n. faz es-
qaecer tudo quanto so tinha ouvido precedente-
mente, eeudo cimo foi cantado pelos Sra. Pl, A.
Sacanelles, Manso, Garrido, Duran e Ramos, com
obrigatoriedade aos coros.
Foi tio agradavel a impressio causada pe'a mu
sica e palo in do porque os artistas cima caota-
ram o referido concrUnt, que o publico, depois
de muito applaudir, pedio que tossa repetido, no
qae tai satisfeito.
O teroeiro acto, tem como trecho mais impor-
tant i a romanza, que foi com seatimento cantada
prlaSra. Pl, e o coro dos loucos, que, se nio po-
de rivaliaiir com outros do m^amo autor, nio to-
dava desagra la val.
O mise en scuine e a ornamentacio do segundo
acto, foi o melhor qua temos visto n'eaaa peca e
que era possivel n'um thda'.ro que, sendo muito
bonito, ni* tem nenhuma decoraflio.
Para terminar, peumos ao puolieo, que, por
maor que seja o sea agrado em quilqner treeho
dd msica, nio exija que o artistas o repitam,
principalmente aqaelles qua como o concertante
dcmanlam grande esforco, por quanto isto por de-
mais fatiga os cantores, ainda que aeja levada em
coala a sua boa vontade.
Companhia PernamSmcaaaReun
ram-se, hontem, em assemb'a geral, os accionis-
tas dessa companhia e depois da haver sido pre-
sentado pelo g-rente, Sr. Ciesaeota Lima, o rela-
tori i do anno prqajmo irado, caja leitura foi dia
pensada visto acW-tc iajprssso e distribuido o
mesmo relatorio, foi approvado, sem debate, o pv
recer do commssio de exame d oontas proeede
ram-se as elei^ s do couaelho da direcio e
daquella commissao na forma doa estatutos e
que regulara a especie, dando o seguinte'
sultado :
Directores: os Srs. Manoel Joio di Amorim,
110 votos; W. W. ttebilasd, 99; Saimdiea Bro
tbers St C, 67.
Commisso de exame de contra : os 8ra. Tho-
mas Combar, 108 votos-; Juio Jos Rodrigues
Mandes, 103 ; John Roxwall, 107.
Anjlo ele ssresseMrsdtsatvi Sendo ama-
nhi, 25 do crtente, o 16* anuiversario deste es-
Ubeiecimeaco da caridade, naioroaa do sea regu
lamento aera franqueado aos vistaatca duraite o
dia.
Pera manhi, a 7 1/2 horas, celebrar-se ha na
respectiva cpela urna mas, orando ao svaugelao
o Bevm. Dr. Jeronymo Thom.
Teado sido eacolido esse da da praaente qua-
resma para a commuahi geral dos asylados, se-
r o acta feito com solemnidad*, sendo entoados
cnticos aoompeonados a har-noniun por dlatin-
las senboras, que alli vio prestar easa cari Joao
servco.
Depois da mise haver tambem o acto-da ben
ci solemne do Santissiau Hacrameat.
Cansara Municipal Por falta da ama-
re nio fuoeciaaou hmtem a Cmara Municipal
do Rejifo. Foi desiguado odia 28 do carrete
para a sasso segurte :
Desastre Nasmattas do engenho Taptou-
r da freguesa da Luz e comarea de Pao d'Alho,
no dia 17 do corrate, estando Afi raso Ferreira
da Silva, juntamente com uatros trabajadores a
derrabar mad iras, aconteceu cahir um pao sobre
o mesmo Affoaso matando-o instantaneam rote.
A autondade policial aa o competente iuqaa-
rito, qno foi remettidoaojuiz municipal do ter no.
fula de pas do Beetfe -Por ser amanhi
da sautificado a audiencia do jaiso de pas da
paroehia de S. Frei Pedro Goncalves do Reeife
lera lugar no sabbado 26 do corrate. v
Tuealro de Variedades Na prxima
quarta fuira, 30 do correte mez. f-zem beneficio
no theatro de Variedades os coristas da compa
ohia Lijrica Italiana, que all trabalhoa, temando
parte no espectculo a Sra. Sidonia Spriager.
Ser cantada a opereta A Bella Helena e re-
presentada a comeda O Saehristao e a Vela.
Tiro de emboaradaLmoa anGawetade
Goyanna, de 19 do corrente :
< Um doa italianos qae por aqu andavam a
alegrar o publico e entristecer as algibeiras cem
seus modernos instrumentos, e a quena e vulgo ap
pellidon por homem orchettra, de]viagem para Itam
b, acnde ia faaer uso de seu raeio do vida, rece-
Deu um tiro no braco eaquardo, na lugar Proa da
comarca daquella cidade.
Segundo consta, o criminoso estava de emboa
dada e evadise deixando a policia it apalpade-
las.
O ferido regressou a est cidade o d aqai ee-
guio para o Recife afim do extrahir a bala qae
lhe produzio o ferimento.
* O facto de que fasemos mencio dea se no dia
14 do emfrente
.-*irecori da* obras) de coaaerva
cao doa porteaBoletim meteorolgico do
da 22 de Marco de 1887 :
Consta terern sido os provocadores) do con-
os moradores no en^enho Araripe de
Bario da Itapissama e d se a nota
deneia de que parteneem A am a> fa-
milia eineo irmaos e nm primo.
ForajB presos tm fligrante decto pelo sub-
delegad d'aquela localidade, auxitrado pela co
ronel Tieirs da Cuaha, que, segando corre, de-
b ilde lentoo chamar ordem os cuaba.
O povoado Iupissama, ao lugar cheio de
homens de mi ndole e, nio havndo alli sanio
tres oracas de policia, con.iria muito qae as au-
toridades superiores desta provincia angmentas-
eee o numero da a.ldadoa, cenfiaado a subdelega-
cia um oficial da corpo de polica.
Se este fr um homem enrgico e de bom sea -
ao, muito poder fazor em prol da
Mica.

causa pu
horas, na rea do
movis, pian -a, v.:-
Horas
m.
t.

23'4
26^S
29'1
28'3
27-6

Barosaetro a
- 0
758^80
759H3
758"86
75726
757-38
T.asao
do vapor
19.65
21.32
21.95
20.39
20.02
o
a
a
91
80
71
71
73
Temperatura mxima29,*75.
Dita mnima23,0.
Evaporado em 21 horasao sol: 4,"8; som-
bra: 2,-6
Chuva12.4.
Direccio do vento : NE de meia noite at 6
horas e 22 minutos da manhi ENE at 10 horas
e 42 minutos da manbi ; E, com pequeos inter-
valos d- ENE, at 9 horas e 21 minutos da tarde;
ENE at meia noite.
Velocidade media do vento : l,m87 por segundo.
Nebulosidade media: 0,49.
Villa de I|aarass -Escrevem-nos des-
ta localidade em data de 21 do corrente mea :
Disse-lbe, ao concluir a ultima missiva, que
estava fauccionando a primeira sessio do jury do
corrente anno. E' o caso de fazer-lhe a narracio
de tudo quanto n'ella ocorreu.
< Nio teado comparecido numero suffioenta de
jnradoa no dia 7, o Dr. juis de direito fez novo
sorteio e julgou prudente dar doos dias aoa offi-
eiaes de justica para as notificacoes Ainda as-
sim, no dia 9 houve falta de numero legal e s-
mente no da 10 foi aberta a sessio.
Nio toado comparecido o promotor publico in-
terino, por se achar gravemente doente de uta do-
loroso callo na parte interna do cerebro, sede das
faeul Jades iut-.dleetuaes, 0 presdante do tribunal,
como j Ibe disse, convidou o professor Alberto
de Miranda para preencher o vacuo.
No referido dia entroa em jolgameoto o reo
Marcolioo Jos Ciutiobi, incarso as penas do
art. 193 do C 'digo Oriminaf.
" O infeliz nio tinha advogado e, acbando se
passeio nesta villa o depatado provincial Joio
Francisco do Amaral, qae viera a ce usar am i cita-
ci na audiencia do Dr. juis de direito, foi por
este officaimeote convidado par.a desenvolver a
deiezt.
Fel-o cim mestria, o o ri foi absolv do, ap-
psllando da decisio o mesmo Dr. juis de di-
reito.
< No dia seguinte foi julgado o segundo e ulti-
mo processo, noqual era crimiooso Manoel Ferrei-
ra da Silva, conbecido por Manoel Caboclo.
O 11 bello peda as penas do art. 193 do Cod.
Crim.
Foi c invidado o Sr. professor Manoel Hen-
riques do Miranda Aceioly, para encarregar-se da
defeza do reo.
ir O Ilustre advogado, fasendo sua estrs na
tribuna jadieiaria, hjuve-se oom muta habilidad.',
revelan Jo dotes oratorios.
Sereno e garboso, cooeervou-se por mais de
urna hora na tribuna, e, encarando a questio sob
diversos pontos de vista, procurou demonstrar a
innocencia de sea constituate.
Nio o consegua, apeear da seus esfbrcos :
Manoel Ferreira foi coudeinuado no grao medio
do artigo em que achava-ae incurso. A dafesa ap-
pellou.
Findos os trabalhos, o Dr. presidente do tri-
bunal, em breves pslavras, dirigi um agradec
ment aos jurados, animando-os ao cumprimento
de seus deveres e mostrando-Ibes a sublimidade da
instituicio do jury.
Responded o -Sr. professor Manoel Henriqus
em um breve discurso, no qual tornan saliente a
gratida de que estavam todos possui loa pela at-
tencio que Ibes dispensara o mesmo doutor.
No dia 13 do corrate mes tomau posse de
sea cargo, o Rvm. vigario Francisco Vera das
Cbagas.
E' de crr qae o distncto sacerdote, inspi-
rando-se nos bellos exemplos de seu antecessor,
seja exacto o seloso no enmprimento de seus da
veres.
N'eaae meami dia, se nio m falha a memo-
ria, retirou-se para 8. Miguel de Taip o Rvm.
vigario Fioriano Coutinbo. Bins ventos condu
sam S. itvma. ao seu destino.
Os negocios desta comarca, propasito da
telesphorada, hio sido discutidos era prosa e ver-
so na Assembla Provincial.
t Li com attencio o discurso do deputado Ama-
ral {publicado no Diirio de 19, e devo daer-lhe
q-ie apreeiei o summamente. Cousta-m: que, de-
pois d'elle, o mesmo diputado proferio outro, pon-
do cert s assnmptos em pratos limpos. Eatou an-
cioso por ll-'. ....
Hivia, con effeito, grande necessidade de
rasgar as bullas de um ceas* pontfice. Elle anda-
va de crista em p, ju(gando sem davida que o
dia do ajuale de con tas aio ehegaria,
Tivesae en assento na Assembla Provincial,
que o parto talve fosse mais laborioso. Por men
da eetariana eu havia de extrahir cousas do arco
da velha, tomando por bordio o espancamento do
Dr. Mart os Pereira
O paciente hava degemer-me debaixo do fer-
ro, que, se naocstou em erro, chama-so foroeps.
E depois eu havia do pergantat ao poltico
puro, isto ao ex-coaservador e demarata, se 03
advogados nio percebem honorarios pelos sena
trabalhos 1...
. Finalmente, eu diria Unta cousa, que arro-
Iharia o hjmem.
H uve hontem grande desordem oa feira do
povoado de Iiapissuma.
Nata lhe posso diser, seoio que tarde ch:-
garim cadeia d'esta villa sei; luiividuos, mais
ou meaos feridos.
Finis coronal opm.
P- S.Esqueei-me da dizer-lhe que, fiuda a
sessio do jury, o promotor interino dea parte de
prompto >.
bellAeaEffeetuar-se-hao:
Hoje :
Pato agente Brillo, s 10 1(2 horas, na ra da
Imperador n. 3i, de movis, Ioacae, etc., etc.
Peto agente Pinto, a 10 horas, na rea do
Bario da Victoria n. 28, do eetabelectmeoto ah
sito.
Peto agente Pestaa, s 11 horas, no armasom
Aune*, de gneros de estiva.
Pelo agente Gas nao s II
Marques de Oiinda n. 19, de
nhoa e outros artigoa.
Pelo agenU Alfredo Guimardes, s 11 horas, no
armasem do Anoes, de massas italianas.
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra Primeiro da Marco n. 12, de fazeedas e miu-
deaaa.
Sabbado :
Peto agente Brillo, a 11 horas, na ra de Pe-
dro Affmao n. 43, de predios.
Hiaaaa raneare*. Serao celebradas :
Hoje :
A's 8 horas, na Ordem Terceira de S. Fran-
cisco, por alma de D. Antonia Mana Cromes dos
Res ; s 11 horas, na matriz de S. Jos, por arma
de Martinho Aveliao de Albuquerque.
Sabbado:
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de D. Rila Emilia Rodrigues de Ameida.
Sejruuda-fcira :
A's 8 horas, no esnvento do Carino, por alma de
Luis Clementino Carneiro de Lyra.
Casa d Detencao-Movimento dos pre-
sos do da 22 de Marco :
Exstiam presos 352, entraram 16, sahiram 13
Existem 355.
A saber :
Naciouaea 31, mulherea 13, estrangeiros 15, ee-
era vis sentenciados 6, ditos de correccio 3To -
tal 355.
Arraeoados 309, sendo: bons 298, doentes 11
Total 309.
Movimento da enfermara:
Tiveram baixa :
Srafin Aagelo do> Santos
Rieardo Qemiaiano de Brito.
Jos Antonio de Maria.
Antonio Tranquilino Marques.
Tiveram alta :
Vicente Ridrigues de Lima.
Manoel Jos Oamelleira.
Jos Soares da Silva.
I.olera da eSrteA 204* lotera da cor-
te, pele novo pruno, cojo premio grande de....
30:000; 000 ser extrabida no dia .. de Mar-
co.
Os bilhetes scham-se venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem achara-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro deMarco.
Lotera dotiro-Par-A lotera desta
proviocia, pelo novo plano, cajo premio grande
40:t)00000, ser extrahida no da 26 de Marco.
Bilhetes venda na-Casa do Ouro, ruado Ba-
rio da Victoria n. 40 de Joio Joaquim da Costa
Leite
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna rea Primeiro de Mareo n. 23.
Iaotertss para o rumio da emanci
paca A 21 parta desta lotera cojo premio
grande de 6:000/000 ser extrahida no da 29
de Marco, s 2 horas da tarde.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da Por
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Cenalterlo PublicoObituario do dia 22
do corrente :
Frauciaco, Pernambuco, 1 hora, S. Jos ; debi-
liduce congeaita.
Felicio Pereira Cardoso, Pernambuco, 25 annos,
aolteiro, Boa-Vista ; calculo vesical.
Felijolina, Pernambuco, 3 meses, 8. Jos ; eon-
rasaSasi
Luisa Perpetua de Lima, Pernambueo, 31 an -
nos. sclteira, Boa-Vista ; ferimento do pulmio.
Pedro Antonio Soares, Pernambuco, 44 annos,
casado, R;cife ; bronchite.
Leoncio, Pernambuco, 10 meses, Boa-Vista ;
marasun.
Ura feto do sexo masculino, Pernambuco, Boa-
Vi s ta ;: remett i do peto sabdeieeado
A nto lia Mara da Cooceicio, Pernambuco, 30
annos, S. Jos ; congestao.
K
PIBL1CUMS A PEDIDO
Pao d'Alho
AO ECrlBOtO TRIBUNAL D\ RTLA9X0 E A
JUSTINA DE PAO D'ALHO.
F.' ger,.l.neate sabido, qae as 10 horas
da noite do dia 27 do mez de Janeiro do
corrente anno, no povoaio da Luz deate
termo, fra asaassinado o infeliz Francisco
Xavier Carneiro da Cunha.
Tambem geralmente sabido, que os
autores dease crime foram presos e se
achara recolhidos na cadeia publica desta
oidade ; assim como, qno as autoridades
foram solicitas no cumprimento de seas
deveres, proceden io nos termos da lei ao
inquarito policial e a forraacao da culpa
dos ini iados, cuja processo fra conclu
do no da 19 do mea ds Fevereiro fiado,
offerecenlo o advogad) da viuva o com-
petente libollo em data de 26 daquella
mez.
Pois bom, descancava a sociedade por
ver entregue justiga publica os autores
de semelnante crime, quando, contra a sua
espectativa, no dia 9 do correnta, soube
qu 1 o advogado da parte acabara de en-
trar neata cidade, acompanhado de 10 tes-
ternunhas a requerido ao delegado da
licia para tirar novo inquarito, contra
dro de Aranjo Pinhciro, testemunha que
elle preseatou em sua queixa e que mais
disse no summario crime, oontra os auto-
res do assassinato do infeliz Francisco Xa-
vier I 1
Feito o inquerito aonde depnzeram as
10 test^rnunhas, sem que tivessem presen-
te os autores da morte de Xavier, que se
scbam prezos ni cadeia lesta oidade, f-
cilmente se conheceu o grao de persegsa-
c5o quo se move contra Pedro de Araujo
Pmheiro ; porquanto das 10 testemunhas
constantes do inquerito duas apenas di-
j9tn qu > Podro estava prezente na occa-
sia > da luta, o agarrou ao infeliz Xavier,
eorno que do prepsito para Joao Carneiro
ass.issinal o Estes depoimentos n^o tira
o menor pezo, por ser o primeiro da mare-
triz Urabelina Josepha de Sant'Anna que,
tendo sido prezo pelo 00malandante do des-
tacamento ira mediatamente ao ciirae, como
dis >e o mesmo sargento em seu depoimen-
to, ntda absolutamente confessou deixan-
lo por isso d) depor no processo de Joio
Carnr-iro e aou pal. Antonio Caradiro, e in-
do, no entretanto, 42 dias dapois do tacto
criminoso, depor acerca de sua compK;i-
dadel!! Asegunda. JoSo Jgnaclo'doa
Santos, tsstemunha jurada n summario
crime, o que disse d requerimento do ad-
vogado da parte que Francisco Xavier luc-
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Mario de Pernambueo---(unta-feira 24 de .Marco de 13S7
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ten soaiaho coi -'i-
T8M* Pedro j Araujo pressi
Foi Uto aejeslario, para quo o aifaga-
do da parta requer sie a > delegado de po
y^ a priailo preventiva de Podro de
Araujo, randado no art. 29 do Regla-
noste n. 4,824, de 23 de Noverabro de
1871 ; prialo, que sendo requizitado ao
Dr. jais municipal do termo, foi offec-
taodo !
.Sanente a porseguiclo, ou ama m in-
terprot*oio |dada as disposic5es do artigo
cittio, pjdia eoncorrer para a prizao de
Peiro de Ar.iuj), como effectivamante se
ira porquanu, j se tendo iniciado o
p-.i -.edimento da formagao da cnlpa dos
mures da morte de Francisco Xavier,
n5o pedia ter cabimento sua prizSo, ainda
i amalo su cumpliciiade ficasae pravada ;
se na depois de pronunciado, visto que,
Jo se trata de om crime por elle recente-
mente commettido, e que a opiniao publica
o indigitasse a autoridade como su autor,
como cogita o art. 29-do Regulam .-ato ci
tedo.
IQegalmenta prezo na oadeia desta cida-
de, me oonstitnio seu advogado, e nestis
oondicSes requer em seu favor urna or-
den de habecu-eorpus ao integerrimo Dr.
jai de direito desta co nansa, quo depois
de 3 dias e de m estudo serlo e apurado
feito no processo dos autores da morte de
Francisco Xavier, e no inquerito policial
ltimamente tirado, eoncedeu-a: tendo
Sara isso ouvido o paciente, o subdelegado
alo de Siqaeira Paz e um dos autoras do
aasaasinato.
Aonde, pois, est o procedimento escan-
daloso do illnstrado Dr. jai* de direito de
Pao d'Alho, como bradou o iNUfiGO DO
CRDib pelo Diario de Pernambueo do 17
do correte, contra a espectativa daquelles
que faziam conoeio favoravel do seu cri-
terio e conhecimentos jurdicos?
Foi, portanto, inopinado o seu appareci-
nento, mxime, quando, tendo o illustrado
Dr. juiz de direito conceiendo a ordem de
habeos corpas, recorreu desse seu lamino
so despicho, para o Egregio Tribunal da
Relacao.
Ainda foi incorrecto o inimige do crine,
na publicagao qae fez, quando. transcre-
vendu o oflL-io do delegado do polica,
inutilou completamente o despacho do Dr.
juiz municipal, que do theor seguinte
como se acha nos autos : -Distribuido.
2 vista da requisicS-) do delegado, passe
mandado e opportun ente junte-te ao in-
qnerita ; e nao como so v de sua publi-
ca cao.
Do verdadeiro lespacho do juiz munici-
pal, fi;a provado que o inquerito policial,
feito contra meu construate,' nao lhe fora
r! netido com o oflicio da requisicao do
delegado, e que portanto a sua prizilo so
mente teve lugar por este facto.
T*nho dito o suficiente para convencer
ao OolUndo Tribunal da RelacSo, Ha in
Jaszica clamorosa que se desenvolve con-
tra meu constituinte, que passou de teste-
marida jurada no pruc;sao dos autores da
ino."t.i do infeliz Francisco XivUr ser
euwjl&t en referida morte, derido a ju-
rispVu lencia do invnigo do crime, que nao
pola .-onformar com o depoi.nento que
.t-u meu constituinte com relacXa ao tacto
ciiminoso I
Tot, pois, o Colleodo Tribunal da Re-
bojo de tomar conhaeimento da ordem de
habeas tarpus concedido ; conseguintemen-
ta, guarde-seo initnigo do crime para re-
ceber o veredictum, certo de qne, qual-
q-i-r que ello sja roe satisfar, animndo-
me para proseguir na deleza da causa de
mea constituinte. Esta a norma que
tenho segui lo, com a qual me tenho dado
perf itamente bem
Faco ponto, protestando nlo voltar a
COMERCIO
DrtUa < oiumerclal
KECTORES
Recife 23 de *fort de 1887 .
AKo-iio de Nnsareth 1* sorte, 6J500 por 15 kilos,
. i do corrate.
Dito de dito mediano, 5J5C0 per 15 kilos, em 21
da carrate.
Dito de dito 2a sorte, 44500 por 15 kilos, ea 21
do eorrente.
Anolices geraes de 5 0/0, valor de 1:0004000 a
9904 cada ama.
Letras hypothecarir.s do banco de crdito real de
Pernambueo da serio, do valor de 100*000 a
J2JO00 cada urna.
Cambio sobre o Kio Grande do Sal, i v tta 1/8
0,0 de premie, do banco.
Ka hora da bolsa
Veudtram-Se :
1 plice geral de 1:0004.
i63 letras bypothecarias.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeuz.
Movlmenlo bastearlo
becive, 23 dc mabco de 1887
.A, taxa official do* banco* contina a ser de 21
3/4 d. sobre Londres.
Aa tabellas eao est: s t
Do London Bank :
8.ore Londres, 90 d/v 21 3/4 e vista 21 1/2.
*.i-bn Pars, 90 d/v 436 e a vis-a 44J.
Bibre Hnmburgo, 90 d/v 541 e a vista 546.
Sabr Portugal, 90 d/v 245 a d vitta 247.
^bre Italia, vista 440.
S ,b:< Npw-YflTk, 4 vista 2*320.
'' i Engliih Bank :
fcvjre Londres, 90 d/v 21 3/4 e viata 211/2.
S .'rre Pars, 90 d/v 436 e vista 1440.
b. bre Italia, vista 440.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 41 e viata 546.
Sobre New-York, vista 24320.
Sjtwe Lisboa e Porto, 90 d/v 245 e i vista 247.
A Are as principaes cidadea de Portugal, vista
252.
Sobre liba dos Acores, vista 255.
Sobre liba da Madeira, vista 252.
Mercado de svasmear c alodo
HECIFE, 23 DB MARCO DE 1887
Astuear
As entradas foram regulares.
Os precas, para as diversas qualiJades, centi-
1..I/1 a ex os eeguintes :
9* han,, t-or 15 kiks, de 24000 a 24100.
Z re-alar, por 15 kilos, de 4100 a 24200.
a*., or 15 kilos, de 24^00, 2*300 e 24400.
^ao^-.jr, por 15 kilos, de 24500 a 24600.
>eo turbina palvetado, por lk.los, de 2*300
2440-0.
S -i^naa, por 15 kilos, de 1*600 a 14700.
M ,t<-.,vado, por l5kiloe, a 1*200 a 1*300.
, Ueuwea, por 1^ kilos, de 840 a 14000.
Omaiimo ou minimo dos piecos eSo bbtidos
esasVae o sortimento.
Algoddo
Oifon-se a 64O0 pr 15 kilo.', o rk Pernambu-
ias, cuo trra.
^Hrsnsa, pan fallar om semelhante cri-
salvo se a isto f8r arrastadi.
Pi d'Alho, 19 de Marco de 1837.
dos Francisco Paes Barreto.
Rio Grande di Glore
Nasirrsisjloa em Maceo
Os repetidos sinistros que tm tido lu-
gar no porto de Maco, provincia do Rio
Grande do Norte, conhecido como aquel-
lo porto, como am dos msis francos do im
perio, n.lo gor&m simplesmente, urna bem
fundada suspeita, uias quasi urna cortesa
de que todos nlo sao o result-do de forga
maior ou fortuna do mar.
Parece incrivel o que alli se tem dado
nestes ltimos lempos.
Em garal, alo hi nvvio alliailo, carra
gado naquelle porto, que chagua ao seu
destino.
O facto, em si, t&o caracteristic), que
urna seria prevencao j existe contra os
a..vio3 de procedencia alleroS.
Pois, se todes vio pique...
E escusado dizer que o seguro quem
piga toda a sorte di avarias.
A nlo haver, porou, urai providencia
que faga obstar o desembarazo com que
no porto indicado se fabrbaro naufragios,
grande ser o prejuizo pir.i o commorcio,
porque desacreditado, como lijar o ro-os-
mo porto, as companhias tillo turnio segu-
ros sobro as cargas.
A responaabtlida ie dos priti^os ni) dei
xa de implicar com o facto principal, a
que nos referimos.
Ella entretanto, parece quo nSo existo.
A capitana do pirto da provincia pois-
rd ser estranha a tass aoontecimentos ?
Certament-5, nao."
Sao elles tilo notaveis, prende^ tanto as
nossas nttencoas pelas tristes o Iamenta-
veis,circumstancias que os acompanbam,
que. pode-se dizer, impoisivel passarem
sem reparo, ainda os mais insignificantes.
HHo ha quem ignore as boas condicS-'s
do porto de Maco ; mas a verdade quo
nelle estilo a perder se, coostantomonte,
navios que all v3o oarregar, e a nao ser o
espirito publico, que j so mpulsinou com
tanta fatalidade, e nao deixa de aohar-se
revoltado, esse facto tilo depouente iri
passando desapercebilo c. tomando as
mais largas proporcSos.
Desperta-sp, pois, a nttenco da capita-
na do porto: respondam os.Srs* pratcos
sobro a casualidude de tantos sinistros
onde o mar semprc calmo; nao concor-
ra ra p-ra o descrdito de mais um porto
do Brasil.
Os dous ltimos naufragios das es vanas
Aurora o Oouvier, e, principalmente, s
desto toca ao escan lalo por una circuns-
tancia verificada, en terra, por aeto do
capitao.
Conhecidos os preco ient :s, en relacao
aos sinistros, a circumstamia qne vimos
de referir-nos, accentt a qualificacdo de
proposital quelle naufragio.
Mas esse estado, nilo pode continuar, e
verberando a desidia, de uns, a ignorancia
de outros e, finalmente, a especulacilo de
muitos, desojamos o restabelecimento do
crdito do part de Maco, a prosperida-
do commerco da cidade desse nomo e t
confianga que deve existir entre todas as
relacoes da vida sorial.
Lance, portanto, prra all as suts vistas
o Sr oaptSo lo port da provincia.
C'.udado com os navios allomas.
22-Marjo -87.
Jumas.
Ao publico
Constando-me que alguem prop .la que
o calcado fabricado em a minha officina,
para o fornecimento do Corpo d Polica,
no exercicio do 1885 1886 fra de va-
queta e nSo de bezerro francez, conforme
Kairae d<- macar e algodo
Mes be Miago
ISTSADA
Barcscas .
Entrada de ferro dc Ulin-
da .
Estrada de ferro de Ca-
ruar .
Animaes .
Carrada do ferro de S.
Francisco .
Estrada de trro de Li-
.8 5 i. 4-
1 21 46.514
1 i 21 2.200
l i 23 l 23 8.G92 6.744
1 81 58.894
1 91 7.865
130.909
;
I
-2> 1
3.196
2.382
81
7.881
3.867
3.475
20.882
Fre lamento
Foram frito os seguintes :
Barca toeca Margaretim, psra carregtr carocos
de algodio na Parabyba, com destino a Huir a
27/6.
Patacho americano J. W. Parker, para carre-
jar sanear em Macci*, com deatiu > aos itu s-
Unidos, a 15/.
Vapor ingles Boaatlata
Sabio hon'.em, condusindo a seguinte carg:
Para o Par :
1,450 barricas com assuear branei.
225 pipas com agurdente.
700 saceos com milho.
Para New-York :
14,431 saceos com aacncar mtscivado.
30 fardos com courinhos.
Vapor Ingle* Plato
A carga que condutio este vapor, foi a se-
guinte :
Para Rio de Janc 1,200 saceos com assucsr branca.
300 ditcs com dito masesvado.
Para Santos :
800 saceos com assuca branco
1,700 ditos com dito muscavado.
30 pipas com agurdente.
100/5 ditas com dito.
(alera Inglesa Lorenso
Levou a seguate carg* para Liverpool :
6,020 saceos com assuear masca vado. -
5,007 caceas com algod.
Vapor lales Marlner
Bhio com destino a Liverpool, levando a ear-
5a seguinte:
C0 saceos com assuear mascavado.
1,372 saeeas com algodao.
881 saceos com carolos de algodSo.
Banco le Crdito fteal
At o da 31 do eorrente mes de Marco, devem
os accionistas do Banco de CroJito Real de Per-
oamburo realizar a terceira entrada do valtr no-
minal de suhs acco 8, na rasSo de 10 0/0, levan-
do-a sede do banco, na ra do Uoinmercio n.
34.
Este banco e.st pagando o seu primeiro divi-
dendo rat&o de 44000 por necio ou 10 0/0 do
valor realizado de cada urna.
O pagamento fas-se na sede do banco, das 10
amostra que fiz, para, peto" forneceaor
ser presente ao Thesouro Provincial, afim
de sarvir de typo ao seu contracto ; apres-
so-m'o em declarar que 4 completamente
destituido de fundamento esse faeto, pois
que desde que o calcado contracta do foi re-
cabido pela Junta daquella repartico, de-
pois de examinado por urna commissSo de
conferentes da Alfsndega, ficou reconheci-
do ser todo elle daquella ultima qualidade
de couro, combinando com a amostra.
Nao presumvel que, se anda existir
do iuesrao calcado, na arrecadacilo do cor-
po, tenha elle se transformado em outro
do cabadal differenta, salvo se o ex-sar-
g-into quartel mestre que, em M Abril de anno passado, quando subtrahio
pecas do fardamento e do calcado para
trocar e vender em diversos lagares, pelo
que foi pro;essado, segundo consta da
Revista do Diario de Pernambueo de 6 de
Maio daquella mesmo anno, operou esse
milagre.
O fabricante, portanto, nem o foraece-
dor podem ser responsaveis por essas e
outrus mstficac3)8 que for-m realisadas
dep.is da entrega dos objectos contr ictados
e acitos com todas as formalilados l-
gaos.
A jerasce ainda quo a entrega desse cal-
gado o be.n assim do fariaraento, tuve lu-
gar no raesroo Tnesouro, onde achava-so o
coronel Decio, que mandou conduzir para
o quartel do corpo, sob o ssu cOmminlo
e por urna praca do mesmo corpo, todo o
fornocimento entregue.
Fui toatomunh* desso fasto,
Do onde vem agora a responsabili lado
minlia o do fornecedor do cil$ak> depois
do quo fica exposto ?
iispoadam os entendidos.
Recife, 23 de Marco do 183tV^
Manod Ferreir.
Dolores
A' "*'
A msica, a poesia da trra
Seu segredo n'ea en ierra.
Do piano as teclas gemiam nos seus dedos,
Liados tilo bellos, como ind'assim nao vi;
Das arterias e veias da madeiro i repousar all
Estalavam nevados sons da natura, lelos I
Mentira A natura nao falln ; eramndecia,
QuauJo em frente do piano ella assentava i
Eram cavatina) do co, que ella arraacava,
Tendo as lusidas maos a estrella da magia.
Era Dolores, que se acryi liando no teclado,
Sombra, no salo, assommava peregrina ;
Preudcudo o espirito aura estatuado,.
S'i : tristonbas arias d'harpa bysantioa.
E commigo ea exttico dizia de assombrado :
Mulher, mulhvr Tu s mu'her divina?!!!
Recife, 17 de Marco de 1888
Guennes Jnior.
Liberdade
OKFKltECIDA E DEDICADA AO EXILADO
O DI8TINCTO POETA GUSTAVO ADOLPHO
CARDOSO DE PINTO
Gustavo : tua prisa o troz-me a dr
, Da ver-to n'esta roasinorra
Soffrendo cruel pachorra
D'aquelles qua .ssitn quizran*,
Deixaram te no peto magua
Escureceram-te a vcrUde
Ncgaram-to a libardado
E8 o quadro que te fizeram i
' Form Deus I l das alturas
Ha de estender o ssu manto
Para enchugar o teu prauto
Iiepa8sado de tristeza ;
Desonza, portanto, Gustavo,
Que o coracao da humanidad o
Pede ao Deas da verdade
Que o Deus da natureza.
horas da mauha s 4 horas da tarde dos das
atis.
Calxelroa stespaenaaies
No praso de 15 dius, contados de 9 do correte
mes de Marco, os caizeiros despachantes da Al-
tandega devem apreseutar-se na 'd.' seccao desaa
reparliclo, afim de renovaren) snas Sancas, sob as
pcus do art. 163 da eonulidacio das lei das Al-
fandegas e mesas de rendas.
Votaa do Ttseaostro dilacera*
U rccolbimento de notas dilaceradas esta sendo
feito na Thesonrria da Fazenda, as tercas e
seztas-feiras, das 10 as 12 horas da manha.
autiMtiluicu de nota* do Thesouro
Em 31 do corrate mes termina o praso mar-
cado para recolbment, sem descont,, dns notas
de 2#X)J da 5' estarna, 10*000 da 6* e 51000
da 7.
A suWstituicao est sendo feita na Tbesourari
da Fusenda, nos dias uteis, das 10 s 12 horas da
manha.
rauta da Alfandeca
SLX-H DB 21 a 26 DK MARCO D 1887
Aleool (litro) 218
Algodao (kilo) 360
Assuear refinado (kilo) 151
Dito branco (kilo) 131
D:to mascavado (k;l i) 067
Borracha (kiloj 126S
Cacio (kilo) 400
Cachaca (litro) 077
Caf bom (kilo) 460
Cafrestolho kilo) 3i0
Carnauba (kilo) 366
Carocos de alpodlo (kilo) 014
Carvo de pedr de Cardifi (to i.) 16*000
Couros seceos empichados (kilo) 585
Ditos salgados (kilc) 500
Ditos verdes (kilo) 275
Fariuha de mandioca (litro) 050
Fumo restolhj (kilo) 400
Geuebra (litro) 200
Mel (litro) 040
Milho (kilo) 040
Taboados de amarello (duzla) 100OQO
Kxpoi-t.H'o
BBC IFE 22 DK MABCO DB 1887
Para o exterior
No vapor ingles Htnchel. csrregaram :
Para Liverpool, J. 8. Loyo ds Filho 600 sacci s
com 45,1)00 kilos de assuear mascavado ; N. Cshu
& C. 210 fsrdas com 19,257 kilos de algodao.
No vapor ing'es Afaron/jene, carregaram :
Para Liverpool, J. Pater i C. 4,000 saceos
com 30J,000 kilos de assuear mascavado.
No vapor ingles Vol, carregaram :
Psra o Bltico, Borstelmann t C 1,200 fardes
om 232,156 kilos de algodao.
No vapor ioglez Bonaoitta, carregaram :
Para New-Yoik, H. Forster ft C. 214 saceos
com 13,920 kilos de assuear mascavado; M. J- da
Bocha 14 saceos esm 1,050 kilos de assuear mas-
cavado ; Julio & Irmas 210 saceos com 15,750
kilos de assuear mascavado.
Na bar^a noru-gucuse Xoautn, carrega-
ram :
Para Liverpool, B. Olive-ira 4fl 400 saceos com
28,000 kilos a assuear mascrMo ; Julio 4 Ir-
mao 210 saceos com 15,750 kilos de assuear mas-
cavado.
No vapor ingles Nevo, carregon
Embora n'eeta masmorra
Nao descreas tu da vida,
Embora se ja sentida
Esta.demora infernal...
Tens paciencia .. espera I
Que do co ters a victoria
Acompanhsndo-te a gloria
No tea peto sem igusl
Nlo fujss da animscao
Nem da vida cheia da luz
Que a liberdade s traduz -
A coragem meu Gustavo...
Alegre, ebeia de flores
Que os alojos te trarao.
Tu, Gustavo d'anteroao
Tambero prepara o teu bravo 1
Que jubilo... Oh I meu Dus !
Para o exilado Gastuvo...
Que deizsado de ser escravo
Libertando o coracao I...
E'numa alegra infinita...
Esperou que a liberdade
Lhe tirasse a crueldade
Nosso Deus da Creacao.
Se n vida do carcere triste
Fosse inii'h, risonha, e bella
At eu, inH8ino p.r ella
Nmo cubcv- ser escravo..
M>8 n'est-w cdulas tristonbas
Onde tu nilo uncoutras gragas...
Onde s tu vs desgracas ? I ...
Brevcment! sers salvo.
Rocife, 13.ic ]\Iar$o de 1887.
Alpiniano Cavalcanti Marques.
. Gustavo delpho
I), claro a queui no Diario de bontem publicou
urna poesia firmada c.m as iniciaesA. C.
e dedicadas Exma. Si a. D. Isabel VV. Lima San-
tos, que a mesma poesia me foi offereoida no dia
22 de Abril de 18S6 por eccasiao da morte de mi-
nha mSe, pelo talentoso e infeliz poeta cujo nome
emeima estas lindas.
Admirou mo o confronto da imaginaedo I...
Senna Santos.
Recife, 23 de Marco de 1887.
Mafra
D'esta ves veio o pomadista-mr frente; nao
se encapou como no priiiieiro eommoicado, que-
rendo ainda embutir ao publico com as suas exa-
geradas pomadas, e ns, servindo-nos do g*n pro-
prio annuncio, em que convida ao publico a ir vi-
sitar as suas cfnemas, tambem pedimos que o fa-
c m, porque acharSo o inverso da medalba poma-
da e mais pomada; e verSo aquelles que l torem,
te mentimos, como o tal pomsda.
E' corajoso! uao ha duvida. O que vale,
que o publico j o conhece.
Ra do Baro da Victoria a.
11, 9 andar
A piaprietrria deste estabelecimento, j bastan-
te conhecido peles trsbalhos all ejecutados com
mestria e bom gosto, como tambem pela Ihanesa e
cavalbeirismo que coetuma-se dispensar qaelles
que dignam-te dc honral-o com a sua visita e
CLiifiancot, previue ao publico que, com a acquisi-
fo que fez de machinas as mais aperfeicoadas,
est o mesmo estabelecimento em condicoes de
tirar retratos inaUtraveU por precos inferiores
aos dos que tecm ltimamente vindos dos Esta-
dos-Unid, s, e assim que um retrato de meio ta-
inanho natural tira-se pelo custo de 15|000.
O atelicr, modificado e reformado como acaba
dc ser, tornou-su o mais perfeito possivel para dis-
tribuicao de luz, de modo qu-f pde-se trabalhar
sempre, com bom eu m j tempo, ds 9 horas da
maohS s 6 da tarde.
A essas ircum itaucias accresce ser o pessoal
tcchnico habilitadissimo < del le fazer parte o pbo-
tographo heepanol D. Joaquim Canelas de Cas-
troque trabalbou nos melhores estabejecimentos,
d<* genero, em difT-rente paisss da Europa, e
a respeito de quem j os diversos jornaes desta
provincia trattram.
Do que fica ditn v-se que est o referido esta-
belrcimento em condicoes de ezecutar com pericia
quaesquer trabalhosde pbotographia.
All encontrar-se-ba sempre expostas venda
grande numero de vistas da alguna edificios
pblicos, praoas, ras desta cidade e seus arra-
baldes.
' Para Montevideo, L. A. da Costa 5,000 cocos
fruets.
Pora interior
Na eeeaoH uactoDal Marittla, carregaram :
Para Pelotas, Msia & ttezende 10 pipas com
4,800 litros de agurdente.
No vapor austraco Tiber, carregaram :
Pera o Kio de Janeiro, Eduaido Barbosa 500
saceos com 30,00 ) kilos de assuear branco.
Para Stnto;, P. Carneiro e C. 450 saceos com
27,000 kilos de asracar branco e 550 ditos com
33,000 ditos de dito mascavado ; P. A. de Azcve-
do 400 saceos com 24,000 kilos de assuear branco
e 100 ditos com 6,000 ditos de dito mascavado.
No vapor ingles Bonavuta, carregaram :
Para o Pata, M J. Alves 700 saceos com 42,000
kilos de milho ; A. Babia 10 pipas com 4,800 li-
tros de agurdente ; T. de Asevedo Sonsa 200
barricas com 12,900 kilos de assuear branco; E.
Barbosa 200 barricas com 13,693 kilos de assuear
branco.
No vapor nacional Pirapama, carregaram :
Para Aracaty, Amorim Irmaos & C. 20 barri-
cas com 2,000 kilos de sebo.
No hiate nacional Deus te Ouie, carrega-
ram :
Psra Aracaty, Amorim Irisaos C. 80 barricas
com 10,005 kilos da sebo.
O earregamento de assuear despachado por J.
S. Loyo & Filho para o Rio Grande do Bul no
patacho dinamarqus Amor, foi pelos meemos
transferido para Uruguayanna.
j Navios a carga
Barca ingleza Frinehner, Bussia.
Barca portuguesa Hersilia, Lisboa.
Barca norueguense Aino, Hull.
Barca noruegueose Noalum, Liverpool.
Brigue allemio /. O. FicMe, Montevideo.
Palbabote nacional S. BarlhoUmeu, Porto-Alcgre.
Vapor ingles Maranhense, Liverpool.
Vapor ioglez Voto. Bltico.
Vapor ioglez HerscheL, Liverpool.
\avlus a descarga
Brigne ingles Canad, bacalho.
Brigue allemao Jote Qenebra, carvo.
Barca norueguense Brodrene, carvo de pedra.
Barca norueguense Progress, carvo.
Barca ingleza Chrtiani Scrivey, carvo.
Barca dinamarquesa Anca, carvo.
Barca hefpanbola Francisca Villa, carvo.
Barca norueguense Speranza, carvo de pedra.
Barca norueguense Qlitner, carvo.
Escuna inglesa May, bacalho.
Escuna norueguense Hapsnas, vsrios gneros.
Hlate brasileiro Deus te Guarde, sal.
Lar amerirano Eduard A. Sanchei, farinha de
trigo,
Logar nacional Maia 1, varios gneros.
Lugar norueguense Alrana, carvo.
Lugar ingles May, carvo.
Lgsr norueguense Ideal, varios gneros.
Lugar ingles Aureola, bacalho.
Lugar ioglez Luxe R. Wilce, bacalho.
Lugar allemo Helene, varios gneros.
pataca* ingles Euoente, bacalho.
Patacho ingles Buda, carvo.
Patacho ingles Aldwyth, bacalho.
Vapor inglez ralo, varios gneros.
nissnelro
Vaptr inelez Bonavista, levou :
ParaoCesri 10:J09*090
RcadlsUcatos pblicos
HEZ DB MABCO
Alfandega
Renda geral :
Ao publico
Acabo de ler na Provincia urna pubhcaco as-
signada pelo Sr. Thomaz de Aquiuo Silva Lou-
reiio, emque ale insulta em termos taes, que s
se acredita estsr eseripto por queest escripto,
Nao devo acompanhar o Sr.Loureiro na dis-
cossSo que desejs, e consegnintemente psro aqui.
Peco ao publico que suspenda o seu juiso, at
que eu volte imprenta, o que s f*ri depois
que chamar respousabililade o signatario da
alludida publicado.
Recife, 23 de Mu reo de 1887.
Dioqo A. dn* Re'.. *

,.s...
A' memoria de meu pal lenle-
coronel Thomsz Cavalennie da
Sllvelra vtnn. ranerillo a -l de
Mareo de 18S1.
Meu pai nascea no engenho Floresta (Scri-
nhaem) uo anno de* 1806; casou-se no anno de
1831, com D. Mara do Carmo Lamenha Lins a
qual falleceu cinco annoo depois; ptssou a se-
cunda nupcias a 13 do Pevereiio d 1841, com D.
Clara de Hollanda Cavalcanti de Albuquerque
(minh mi); tevo do primeiro casal quatro filhos
e urna filhs, e do segundo tres filhas e doze filbos ;
dorante os anno3 de 1844 a 1847, morou sempre
iio engenho Floresta (de meus avs), e no de Gur-
jah propriedade sua, termo de Rio Formoso, onde
vivia da agricultura, meio de vida qu adoptou
desd- os sena principios at o anno de 1881 quan
do fal.'ecea a 24 de Mareo.
Em 1832 foi qualifictdo ua guarda nacional, no
municipio du Scrinbem, sendo eleito capito e
nessa qualidade prestou os seus s?rvicos contra
os revoltosos de Panel las de Jaquips (Cabanadas)
coja revolta terminou em 1835.
Por patente de 31 de Maio de 1837, foi norma-
do capito da mesma gusrda nacional; por outra
do 21 de Norembro de 184*>, fji devalo ao poito
de major do 2 batalho do municipio do Rio For-
moso, e por patente de 18 de Marco de 1818 foi
lomeado tenante-coronel chefe do 3 batalho do
mesmo municipio e reformado no s.'u posto sem o
pedir, sendo reentregado nelle por ordem do pre-
sidente da provincia, e, depois novamente retor-
icado, sendo casas reformas as unieas interrup-
edes que te ve no exercicio dos seus postos.
Durante os annos du 1844 a 1848 oceupou os
cargos de subdelegado e de Juis municipal snp-
plente, no termo du Rio Formoso, composto da
freguezia de Una, tendo no primeiro destes cargos
prestido importantes servaos na represso dos
crimes, manutengo da ordem e tranquillidado pu-
blica que o coQstituiram merecedor de grandes
elogios e agradecimentos do Dr. chefo do polica ;
nos annos de 1847 a 1819 morou no eognho
Ilhctas (Uua). sendo porm, neste ulti.no anns re-
formado no seu posto e destituido dos cargos que
oceupava, retirou-se para o centro di provincia
das Alagdas, onde levant-ou o e.igenlio Ilha mar-
gem do rio Manguaba, e o Santa Clara as mes-
mas trras, ahi morando alguns, euoas at que
em 1860 transfer > sua residencia para o munici-
pio do Recife (Viirzea) onde requereu a reforma
de sua patente de teii>'iite-coronel afim de justifi-
car 1" caote um do3 seus filhos Antonio Caval-
canti da Silveira Lins, que fji um dos primeir s
voluntarios ds patria na guerra do Parauny,
onde o heroico e brioso cid-te fui baleado e se-
pultado no campo da batalha.
O tenvnte-coroncl Thomaz Cavaleanti da Silvei-
ra Lins, deixou todos os seus filhos educados e
amparados nao obstante ficarem pobres, por que
elle trabalbava mais pelo bem da nossa infeliz
patria e da desprotegida bumanidade que para
legar-nos urna porco de onro! No entanto, v-
veu sempre com decencia, tem nada ficar devendo
a p>'R8o>i iazondo assim respeitavel o eeu u.me
honrado.
Dos filhos do teoente-coronel Thomaz Caval-
canti da Silveira Lius, cm numero de vinto (entre
vivos e morto), o eseriptor destas linbas o mais
desditoso, sendo de todos, aiu Ja assim, o mais
feliz porque desilludido deste inundo engaoso,
porque tudo se reduz em nada...., conversando com
os que ja nao existem, afina a lyra e canta :
Neste mar atros, profundo
Chaos, terror, engao ou mundo,
Iiluso, souho, ou nada...
Saudaudo esse mysteno...
Chegarei ao cemiterio
Con u miaba lyra afinada 1...
Engenho Arara (Pao d'Alho) 1887.
Thomaz Cavalcanti da Silveira Lins.
li e non Jornaes ie Pelota* (5)
Nunca hodvb cobqbm Urna pesssa muito
couceituada, moradora em Bag (Rio Grande do
Bul), acbou-se gravemente doente do peto.
D 1 a 22
dem de 21
629^538*352
S6 136J395
Renda provincial :
Del a 22
dem < e 23
De la 22
dem de 3
Del a 28
dem da 23
De 1 a 22
dem de 28
115.222*409
5:027*967
665:674*747
120.2501876
Rteebeduria
Consulado Provincial
780:925*123
73:743*730
1:894*222
75:637*952
84.410*820
856*385
V 85:267*205
Recife Drainage
48:448*728
488*286
48:937*014
Mercado Municipal de Son*
O movimento deste Mercado uo dia 23 de Marco
foi o seguinte:
Entraram :
35 bois pesando 4,859 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 14 e 1/2 ditos de 1.a quali-
dade, 10 de 2* dita e 11 ditos particu-
lares.
459 kilos de peixe a 20 ris 9*180
86 cargas de farinha a 200 ris 17*200
20 ditas de fructas diversas a 300 rs. 6*000
11 Uboleiros a 200 ris 2*200
14 Sainos a 200 ris 2*800
Foram oceupados :
21 columnas a 600 ris 14*400
25 compartimentos do farinha a
500 ris. 12*500
23 ditos de comid a 500 ris 11*500
781/2 ditos de legumes a 400 ris 31*400
1 ditos de suno a 700 ris 12*606
11 ditos de tressnras a 600 ris 6*600
10 tainos a 2* 20*000
4 ditos a 1* 4*900
A Oliveira Castro C.:
54 talhos a 11 54*000
2 talhos a 500 ris 1*0C0
Deve ter sido arrecadada neste di%
a quantia de
205*380
4:415*380
4:620*760
Rendimens* dos dias 1 a 22
Foi arrecadado liquido at beje
Precos do dia :
Carne verde de 240 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Sainos de 500 a 640 ris ideut.
farinha de 200 a 240 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idera.
Feijo de 640 a 1*000 dem.
Matadouro Publico
Foram abatidas nc Matadouro da Cabanga 73
rezes para o eonannio do dia 23 de Marco.
Sendo: 55 rezes pertencentes a Oliveira Castro,
& C, e 18 a diversos.
Vapores e navio esperados
VAroaas
Nevada Europa hoje.
Babiado norte amsnh.
Sullyda Europa a 26.
Fci chamado para a tratar o Ilustre Dr. Pen-
na, e mais tarde tambem o Ilustre Dr. Albano.
O doente cada vez fica va peor ; a molestia,
tambando do tratamenta medico, segua seo fu-
nesto curso.
Urna pessoa da familia, tendo confianca no
Peitoral de Cambai- descoberta do Sr. Alva-
res de 8. 8oares, de Pelota, lembsou ao medico a
sua applicaco.
Este, porm, que talvez nao conhecesse por ex-
periencia propria os effeitos de to soberano reme-
dio, recusou-ae a receital-o, continuando com ou-
tras applicacoes.
Vendo-se que o doente nada aproveitava e que
a morte era inevitavel, mandou-se, em segnids,
demprar um vidro do dito peitoral no estabeleci-
mento do honrado commereante desta cidade, Sr.
Domingos Dame, que sempre a tem legitimo
venda.
O doente principiou a tomar o novo remedio e
a me horur, e no fim de algum tempe achava-se
completamente restabelecido.
A'unca lioave coragem de declarar ao Ilustre
me lico, que a cura realizada toi devida nica-
mente ao popular remedioPeitoral de Cam-
bar, do Sr. Alvares de S. Soares.
Um Bagrenst.
Viscoflde de Guararapes
Atiesto que tenho um mulato queja tendo sof-
frdo 4 annos de Beribre, o estando muito inoha-
do, e cansado, appliquei lhe o Cajrnbba em do-
8cs regalares, ficou de todo restabelecido, e tem
passado sempre bem.
Tenho um ontro que sonra de asthma, com o
mesmo remedio est nteiramenfe curado, e sei
que outras pessoas que soffreran da mesma mo-
lestia dc p.sth na csto curadas e cem o mesmo re-
medio.
E' o que posso alarmar sobre o Cajrubba, e
isto por me ter pedido urna pessoa de minha ami-
sade.
Engenho Velho, 9 de Marco de 1887.
Viseonde de Guararapes.
A firma est reconhecida por tabellio pu-
blico.
N. 2. A EraulsSo de Scott nao ama
remedio novo, pois ha longos annos que
est se usando na Europa, nos Estados
Unidos e muitos outros paizes e tem sem-
pre dado os melhores resultados na tsica,
as molestias do peito e da garganta e as
bronchites chronicas.
Aos portnguezes
A satisfaco com que hoje vivo pela saude re-
cuperada, faz com que venha mprensa agrade-
cer aos cos, de vr encontrar o verdadeiro e ni-
co remedio que curou-me da terrivel enfermidade
que ia me consumio ha mais de 20 annos, em
Portugal, onde fui tratado com esmero e sempre
doente; vim pira c em procura da saude, que
recuneroi tomando os verdadeiros pos anti-he-
morrhoidarios do pbarmtceutco Luis Curios, e
que se vendem na corte, na drogara de Silva Go-
mes & C.
A minha terrivel doenca era toda hemorroidas
e fazenuo esta publcaco, guiando os doentes para
verdadeiro remeds, creio ter cumprido um dever
da gratidito a Deus pela minha saude .recuperada,
Santa Rosa, 28 de Janeiro de 1886.
Jos Lopes Esteves.
Avisos aos incautos
Affonso Frreira da Bocha Leal, por si e
seus irmaos, avisa a quem quer que seja
para nao comprar bem algum Luiz Jos
da Costa o Silva, as viuvas e herdeiroB de
Antonio Jos da Costa e Silva, e Joaquim
Jos da Costa e Silva, representantes da
extiocta firma Costa IrmSos & C, por es-
tarem estes com seus bens sujeitos ao pa-
gamento d'uma divida coa'rbida para com
seu finado pai e de importancia superior
a 35:0000 suidor de m f e sem direito de reclama-
gao algnma.
Recife, 18 de.Margo dn|1887..
Affonso Ferreira da Rocha Leal.
Advogado
O bacharel Julio de Mello Filho tem o
sea escriptorio de advocada raa Primei-
ro de Marco n. 4, Io
ser encontrado drs 10
3 da tarde
annar, onde pode
horas d manh s
Vale de Ceardo sal a 26.
Espirito Santodo sul a 27.
Abril
Desterrodo sul a 2.
Nigerda Europa a 4.
Al liancado sul a 5.
Manosdo sal a ?.
Advaneedo norte a 8.
Trentda Europa a 10.
Tamardo sul a 14.
Parado norte s 14.
Pernsmbncodo sul a 17.
Ceardo norte a 21.
Msgellanda Europa a 21.
La Platada Europa a 24.
Espirito Santodo norte a 24.
AVIO*
Amandade Hamburgo.
Apotbeker Drsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade Cardifi.
Anne Catharineda Babia.
Andaluzaco Rio Grande do Sul.
Bernardus Godelewus do Rio Grande do Snl.
Brothersdo Rio de Janeiro.
Cometade Porto Alegre.
Diudado Rio Grande do Sul.
Dovrede Rio de Janeiro.
Enjettado Rio, Grande do Sal.
ratede Hamburgo.
litede Tena Nova.
Evorado Rio Grande do Sal.
Guadianade Lisboa.
Hornetdo Rio de Janeiro.
Jelantde be Santos.
Joaquinado Porto.
Julietado Rio Grande do Sul.
Lidadorde Rio de Janeiro.
Latimerde Terra Nova.
Ladyberddo Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Metede Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Marydo Rio Grande do Sul.
Nordsoende Liverpool.
Nautilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenos-Ayres.
Oseardo Rio de Janeiro.
Paragerode Terra Nova.
Premierdo Rio de Janeiro.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Sparkde Terra Nova-
Vareo da Gamado Rio de Janeiro.
Withelminede Hamburgo.
Movimento do porto
Navio entrado no dia 23
SantoE27 dias,-lugar nacional ./uweaa, de 204
toneladas, capito Jos Dias Netto, equipagem
8, em lastro ; a Antonio da Silveira Mais.
Navios sabidos no mesmo dia
Liverpool-Galera ingleza Lorenzo, capitc Geo
Williamson, carga ulgodo.
Montreal (America)Barca inglesa Dunslajfnage,
capito Isaac Fulton, carga assuear.
New-York e eseala'Vapor ingles Bonavista,
commandante Daniel Andereon, carga varios
gneros.
MontevideoPatacho dinamarqus Amor, capito
E. Jenseo, carga assuear.
New-YorkLugar infles Boland, capito W.
Fiolanyan, carga assucsr.
SantosPatacho ingles Plymouth, capito Job
Vine, earga assuear.
Hull-Brigue allemo Bruno & Marte, capito
Fredrick Wil, carga careos de algodao.
Santos e escalaVapor austraco Tibor, oomman-
dante L. Morovicb, carga varios gneros.

i

i

I
4




Diario de Pcrnanibcotyiinta-feira 24 de Mar?o de
I
Clinlcainedlco clrnrca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de senhoias e
crianzas-
Residencia Ra da Imperutriz n.,4, tegundu
sudar.
Dr.
Lie
MEDICO
Tero o sea escriptorio ra Duque de Cazias
a. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta hora
m diaote ero sua residencia ra da Santi
Crus n. 10.
Especialidadesmolestias do seahoras e crian
Jas.Tolephone n. 326.
Medico
Dr. Antonio Cavalcante Pina abri o seu con-
sultorio medico-eirurgico na cidade de Nataretb,
-roa do Pnysanl n. 5, onde pode ser procurado
para os mistoiC3 de sua profisso.
Dr. Goollio Leie
Medico, panero e operador
Residencia ra Bario da Victoria n. 15, 1- andar
Consultorio ra Duque de Caxias.n. 59.
Da consultas das 11 horas da manda as 2 d>
Urde.
Attende pam os chamados a qaalqr.er hor
telephnne n. 449.
3*
w
'\
alista
Dr. Ferreira da Silva, consultas
das 9 ao mel da. Residencia e
coosulturiu, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Medico
Dr. Suca P>mira, de volta de sua yiagem 4
Europa, con pratics nos hospital s de Pars, Vi-
eona t- Londres, onde dedicou-%e a estados de
parto, ni.1. alias de senhoras e da pello, ifferece
os secs temeos medicca so rcspeitavrl publico
desta cnpital t fra d'ella, podi nu ser procurado
no seu consultoriora da Cadeia n. 53, de 1 As
3 horas da (urde, ou ein sua residencia tempora-
ria, Pou;e d'Uchdi 55.
ED1TAES
O cidadao JEIyaio Alborto Silveira, Io juiz de pai
da freguezia da Bo-Viata, em virtude da lei,
etc. etc.
Paco saber a quem intercasar possa, que tendo
Manoel Joaqun; ijoines Perreirn feito penhora na
qaaatia de 160J000 p< rtcncente a D. Isabel de
-Mello e seus filho*, convoca pois sos credores in-
osrtos dos meamos par* que cimpiiree,am perante
cte juiso dentro dos 10 das que Ibes ficam sssig
4iados para a!egarem os embargos que liverem
a oppor ao mrsino levantameoto por parte do exe-
qaentc ou liabilitarem-se ao rateio da mesma quan
ta na forma da lei.
Dado c p-issado n'csta freguczia da Boa-Vista,
atoa 16 dias do mes de Marco de 1887.
a Alfredo Francisco de Souza, escrivao, es-
rivi, enbscrevo e assieno.
Elytio Alberto Silveira.
Esital ii. 776
Abandono de cadefra
Constando por officio do delegado litterario de
Cimbres, que a professora contractada do puvoa-
do de Cao de Assacar, Jeronyma Francisca da
Bocha Pauta, abandonou a referida ca'eirx, con-
vidada a mesma professora, de ordtm do tir. Dr.
iaepcctor geral, para dentro do praso de 30 dias
vir dar as razoes porque o fea.
Secretaria da Ioetrucco Publica, 23 de Marco
de 1887.
O secretario,
Pergentrao Sarsiva de Araujo Gilva o.
DECLARARES
voco de !. M. da concelco
erecta no convento de Fran-
cisco desta eldade.
De ordem da mesa regedora convido a todos os
irmos a comp irecerem em nosso consistorio pelas
2 horas da tarde lo da 25 do correte afim de
ocerporadoe acompanhar-mos a procisso de S.
Bes tesu dos r**esos do convento de N. S. do
-Caraio para a matriz do Jorpo Santo, para o que
loawa convidados.
f Consistorio da Devoc-i de N. S. da Cooeciao
recta no convento de S Francisco desta cidade
cas 21 de Marco do 1887. /
O escrivao interino, J
Ootavia.no Alve Monleir
Thesonrarla de Fazenda
SDBSTlTl^AO DE NOTAS
De ordem do Illm. Sr. nsp jetor se faz
publico que no dia 31 da Margo do cor-
rente roes termina o prvzo para a substi
taiqio, sera descont das notas do Thesou-
ro, dos valores de 2#000 da 5.* estampa,
10*000 da 6. e 50000 da 7., pelo que
fiado esse prazo as notas das estampas a
cflM mencionadas que forera presentidas
ao troco soffrerSo os seguintes descontos,
nos termos do art 13 da lei n. 3313 de 16
de Outubro de 1886 :
2 0i0 durante o trimestre de Abril a Ju-
oho vindouro ;
4 *(o nos outros tres mezes ;
6j. nos tres mezes seguintes ;
, 8 "(o nos outros tres mezes ;
10 [o no 1.* mez que seguir-se e mais
5 (, mensaes d'ahi em diante.
Thesouraria de Fazenda de Pernambuco
USl de Marco de 1887.
Servindo de secretario,
J. H. Olinda Amoral.
O-n-storio da irmaalada.de No Senln
ra do Rosario da matriz do Corpo-Santo,
em 14 de Marco de 1887.
Por ordem da mesa raedora, convido a todos
errerrt", is 2 1/2 horas da tarde, no respectivo
Misterio, afm de encerporados, acompauharetn
o reeresFo da Veneravel Imagem do Bom Jess
dos Paasos matriz o Corpo-Santo, em virtude de termos sido
para este fim convidados pela irmandade do mes
no Senbor.
Adolpho Coelbo Pinheiro,
Escrivao.
Faculdade de Direito
De ordem do Exm. Sr. conselheiro director in-
terino faco publico que, de conformidade cora a
resolueo temada peia Ciiigragaco, do Ia do coi-
reate, es actos oraes do 5 mino devi m ter lugar
sapretcpivelmeote As 10 horas da manh, couti-
SMindo a ser o Or. Joaquim Correia de Araujo o
4' lente designado para os meimos actos.
Secretaria da Faenldade de Direito do Itecife,
23 de Marco de 1887.
O secretario,
Jote H. B. de Metieses.
Contraria do Scnhor Bom Jess
dd Yiasacra
De or lera do nctao irrao provedor, convido a
toijs os nossos irmos para que, paramentad: s
osa scus habito, ciroparecam no consistorio da
a-lesa igr< i<, pelas 2 i|2 heras da tarde, nos dias
'b e 27 di correte, afim de acompanbarem as
rseissoes do Sensor Bom Jess ios Pasaos do
fe e a de encontr que sabe de nossa igreja.
isiatorio da contraria do Senhor Bom Jess
de Marco de 1887. P*
O secretario,
Adalberto Jos de Paira.
Companhia Santa The reza em
presarla do abasteelmeato
d'agua e de luz cidade de
Olinda.
Aasembla geral
De ordem do Sr. [residente da assembla coral
e por uao tero Sr. secretario eleitoaectitoo -.rgo,
Convoco a assembla geral dos Srs. acciouis'as
para o dia 24 do correte, afim de rer lido o jul-
gaJo o tela torio e o parecer fiscal e apreciada* as
contas do anuo findo, e snbmettida a conaideracio
dos Srs. accionistas urna moco do Sr. presideute
da directeria.
A sesa&o ser abi-rta ;.o meio dia n'jm dos sa-
ldes do edificio da Associaco Uommercial, para
esse fim delicadamente cedido.
itecife, 9 de Maroi de 1887.
O gerente,
A. Pereira Simdei.
Banco de crdito real de Pernam-
buco
Nos ti'rmos dos artigos 5" e 6* dos estatntoa,
ao convidados os Srs. accionistas 4 realisar at
dia 15 de Abril prximo, na sede do Banco, ra
do (Jommercio n. 34, a terceira entrada de 10 "/
valor nominal de cada aeco.
Recife, 14 de Marco de 1887.
Os administradores,
Mannel Jo&o de Amorim.
Jos da Silva Luyo Jnior.
Luis Duprat.
Irmandade das Almas da natriz
do Corpo antodo Hecife
De ordem da mesa regedora da irmandade das
Almas ccnido aos irmaos era geral, a acompa-
nhartm na matriz do Corpo Snto, na sexta-feira
25 do corrente, pelas 3 horas dn tarde, afim de
encorporados acomponharmos a procisso do Se-
nhor Bom Jess dos Pasaos, que tem de sahir di
igreja do convento do Carino em regresso para a
refmda matriz para o qual tomos convidados.
Sfcretaria da Irmandade das Almas da matriz
do Corpo Santo do Reeife, 21 de Marco de 1887.
O escrivao
Miguel Soares Moreira de Araujo.
Irmandade do Divino Espirito
Manto di Recife
De ordem do irmio juiz convido a todos os nos-
sos irmaos i comparecercm em o nosso consistorio,
sexta-feira, '/5 do corrente, is 2 1/2 da turde, para
paramentados acompanharmos a procisso do Se-
nhor Bom Jess dos Passes, em regresso do con-
vento de Nossa Senhora do Carmo para a sua sede,
matriz do Corpo Santo, para cujo acto fomos con-
vidados pela respectiva irmandade.
Consistorio da irmandade do Divino Espirito
Santo do Recite, aos 22 de Marc de 1837.
O escrivao,
Julio Ferreira da Cotia Porto.
Monte de Soceorro de Pernam-
buco
Pelo presente sao convidades os pcasuidores
das cautelas dos nmeros absixo, a virem resga-
tar as mesmas at o dia 4 de Abril prozimo, avi-
aando-se-lbes de que findo este prazo serao ellas
impreterivelmente Uvadas a leilio publico.
12.107 12.412 12.525 l.635 12.672 13.109
13.110 13.111 13.112 13 113 13.116 13 119
13.123 13.127 13.128 13.143 18.144 13.145
13.146 13.150 13.151 13.158 13.169 13.169
13.174 13.179 13.188 13.191 13 196 13.202
13.204 13.206 13.222 13.223 13.236 13.237
13.247 13.250 13.252 13.266 13.275 13.278
13.279 13.294 13.296 13.303 13.305 13.309
13.310 13.311 13.313 13.314 13.317 13.320
13.324 13.325 13.327 13.331 13.333 13.340
13.342 13.313 13.352 13.353 13.354 13.856
13.357 13.363 13.364 13.365 13.379 13.380
13381 13.389 13.391 13.392 13.393 13.394
13.395 13.396 13.399 13.401 13.402 13.404
13.405 13.4(6 13.407 13.4U8 13.409 13.410
13.411 13.414 13.416 13.417 13.418 13.419
13.422 13.423 18.424 13 425 13.427 13.428
13.431 13.432 13.435 13.436 13.443 13.444
13.446 13.451 13.455 13.458 13.461 13.463
13.46C 13.467 13.472 13.475 13 476 13.480
13.484 13.488 13.494 13.500 13.501 13.505
13.508 13.510 13.513 13.514 13.518 13.519
13.520 13.521 13.522 13.623 13.524 13.625
13.526 13.528 13.529 13.680 13.531 13.53
18.533 13.546 13.657 13.561 13.562 13.561
13.565 13.568 13.677 13.578 13.583 13.584
13.597 13.593 13.601 13.602 13.604 13.605
13.609 13.617 18.628 13.687 13.638 13.642
13.643 13.645 13.649 13.650 13.652 13.654
13.659 13.664 13.666 13.674 13.678 18.679
13.686 13.692 13.695 13.697 13.707 13.708
13.709 13.712 13.715 13.723 13.724 13.725
13.734 13 735 13.731 13.741 18.756 13.763
13.771 13.774 13 777 13.783 13.789 13.792
13.802 13.805 13.808 13.809 13.812 13.815
13.819 13.821 13.814 13.825 13.827 13.835
13.fS8 13.840 13.846 18.849 13.850 13.851
13.854 13.859 13.865 13.866 13.867 13.868
13.876 13.878 13.883 13.884 13.886 13.891
13.894 13.895 .3.897 13.898 13.899 13.903
18.9(i7 18.909 13.912 13.913 13.914 13.916
13.917 13.918.
Recife, 18 de Marco de 1887.
O gerente e gnarda-lvroe,
Felino D. Ferrara Coilho.
itcrebedorla de Peruambiico
Matricula de rscravo*
O administrador da recebedoria faz publico que
finda-ae no dia 30 di corrente mez o prazo para
a nova matricula irrolainento dos escravos exis-
tentes ueste muuicipio, devendo os dooos e pjs-
auidores dos. mesmos apresentarena_at aquelle
dia as relacoes em duplcala contendo 9 norae do
escravo, nacionalidade, sexo, filiaco. oceupaco
on servico em que (or rmpregado, iiiaJe e valor,
alm do numero da ordtm da matricula anterior,
sendo o valor dado por extenso plo senhor do es-
cravo oo seu legitimo representante, nao exceden-
do o mximo regulada pela ioade do matriculando,
que ser tambera escripta por extensa conformo a
seguinte tabella :
Escravos menores de 30 annos 900000
de 30 a 40 800*000
de 40 a 60 600*000
de 00 a 55 400*000
. de 55 a 60 200*000
O valor das escravas aera regulado pela mesma
tabella com o abatimento de 25 / -* precos
nella estabelecidos.
A inscrifeo jara a nova matricula si-i feita
a vista das idacoet, que servirSo de baae a ma-
tricula especial ou de averbaco effectuada de
eonform dide com a lei de 28 de Setembrt de
1871, ou de certido da mesma macricula, ou a
vista do titulo de dominio quando contiver a ma-
tricula do escravo.
Nao atrio dados a matricula, os escravos mija-
res de 60 annos, serio potra inscriptos em arro-
lamento especial.
Serao considerados libertos os escravos, que no
pfazo marcado nao liverem sido dados a nova ma-
tricula.
Pela inscripeo on arrolamcn'o de cada escra-
vo pagar-se-b* 1* de emolumentos, cuja impor-
tancia ser destinada ao fundo de e.-iuncipacao
depois de oatisftitas as despezaa da matricula.
Recebedoria, 2 de Marco dn 1887.
Alexandre da Souza fereira do Carmo.
Secretarla da veneravel ordem
terceira do eraphle Padre
'm. Francisco no Reeife, tde
Mareo de 1 **.
De ordem do carissimo irmio ministro,
convido a todos is nossos carissimos rtnos
em geral a comparecerem em nossa igieja no
dia de sexta feira 25 do corrente, pelas 3 horas
da tarde, para revestidos com seus hbitos, irmos
todos encorporados acompantiar a procisso dos
Passos do Senhor, que tem d- sabir da igrej* de
N. S. do Carmo para a do Corpo Santo uo Re-
cife.9 secretario,
Arthur Augusto de Almeida.
Secretaria da ordem terceira de N. S. do
Carmo do Recife, 22 de Marvo de 1887. De or-
dem da mesa regedora, couvido a todos os nossos
carissimos irmos para comparecerem na igreja
da nossa ordem no da 25 do corrente, pelas 3
horas da tarde, t arameo'ados com seus hbitos,
para encorporados, acompanharmos a procisso
ds Senhor Bom Jess dos Pasaos, que sae da igre-
ja do convento de N. S. do Carmo para a do Corpo
Santo, para a qual recebemos convite.
O secretario interino,
Miguel dos Santos Costa Jnior.
Companhia de edificado
Cimmnniea-se aos senbores accionistas, que por
deliberacio da directora foi resolvido o recolhi-
mento ds sexta prestaco, na razio de 10 0/0 do
valor nominal das respectivas sccOes,1 a qual de-
ver realisar-se at o dia 12 de Abril prximo
futuro, na sede desta corapanbm, praca de Pe-
dro II n. 77, l" andar.
Recife 12 de Marco de 1887.
Guttavo Antunet,
Director secretario.
Banco de crdito real de Per-
nambnco
Este estabelecimento, de accordo com o art. 54
das statutoi, paga e seu 1* dividendo a ra.So de
10 Vo ^ valor das entradas realizadas do capital
ou 44 por aeco, todos os dis uteis, desde As 10
horas da manh s 4 da tarde, em sua sie ra
do Commercio n. 34.
Recife, 19 de Marco de 1887.
O gerente,
Joo Fernandes L^pee.
VENERAVEL IRMANDADE
DA
Glorio Senhora SaiUMnos I* lre-
Ja dst Santa Crn
De ordem da mesa regedora, cenvido a todos os
nossos caros irmos a comparecerem era nosso
consistorio no domingo 27 do corrente, s 2 hars
da tarde, afim de encorporados, acompanharmos a
solemne procisso do Senhor Bom Jess dos Pas-
sos ao encontr com a Santissima Virgem, que
tem de sabir desta igreja, e para a qual tivemos
convite.
Consistorio, em 23 de Marco de 1887.
Antonio Rapbael Alvea da Costa,
Seeretario.
SANTA THEREZA
Abastecedora (Tapa e
gaz em Olinda
AVISO
Aos Srs. consum-
midores de agria e g*azj
da com ;>anhia, que em
seus pagamentos se a-
<*ham em atrazo, lem-
bro o presente artigo
do regnlamento ap-
provado pelo g-overno
a de Ag*osto de
1873, e que se acha
copiado no verso das
contas entregues.
c O pagamento da
importancia da agua ou
gaz fornecido em cada
mez, se far naprimei-
meira quinzena do mez
seguinte e na sua falta
poder a Companhia
interromper o respectivo
supprimento. *
Escriptorio do ge-
rente, Olinda 3 de
Margo de 1887
A. Pereira Simes.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 40n0 contos, em 3 sorteios. I
fica transferida para o dia 14 de Mio vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de boje.
Toesouraria das Loteras para o fundo de
emancipare e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Dezembra d 1886.
O thesour. iro,
Francisco Gonvwlvea Teires.
Loteras para o Fondo de Eman-
cipado
A 21.* parte deltas loteras acba-se exposta
venda para ser extrahida terca-feirs, 29 do cor-
rete, ao meio dia, no consistorio da igreja da
Oonceiyio dos Militares.
Thesouraria das loteras para o Fnndo de Emin-
cipaco, 19 de Marco de 1887.
. Francisco (Jone ilv?a Tcrres.
fias Pris Primarios
Seawao matna de anuivernariO
Tendo o conaelho deliberativo resolvido com-
memorar com urna aes o agna o 9 o annircraa-
rio da fundac. desta sociedade, no dia 25 do
correte, pelas 11 horas da manh, convido aos
asseciados iffcctivos, honorarios e benemritos.
aas>m como as assocates existentes oesta capi-
tal, funecionaros da instruco publica e particu-
lar, empregados pblicos e quaesquer ontros ea-
vaileiros que queiram comparecer, lara no dia e
hora mencionados acharem se na sede social,
ra de Pedro AfFonso, palecete da Et>cola Normal.
Secretaria do Gremio dos Profeesores Prima-
rios, 21 de Marco de 1887.
Servindo de secretario,
Cyril'o Santiago.
Veneravel Irmandade do Sen-
hor Bom Jess dos Passos
Pelo presente sao convidados todos os nossos
charos irmss a comparecerem no convento de N
S. do Carmo, Sexta-feira 25 do corrate, as3 hora
da tarde, para encorparados acompanharmos em
solemne procisso, a sacro-santa imagem do Nosso
Divino Padroeiro para sua sede Matriz do Corpo
Santo.
Recife, 20 de Marco de 1887.
O escrivao,
Francisco'. Antonio Correia Cardoso.
COMPANlaTA PERXtailCi^i
DE
Savegaco Costelra or Vapor
PORTOS DO NORTE
ParaJa/ba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Pirapama
Commandante Carvalho
Segu no dia 24 do
corrente, s 5 horas
da tarde. Recebe
rga at o dia 23.
Encommeadaa passagens e dinheiros afrete at
s 3 horas da tai de do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemamiucana
n. 12
(Jniied States & Brasil M- S.&C.
0 nw Alllanga
Ei. esperado dos portos do
sul at o dia 5 de Abril
depois da demora neeessaria
seguir para
Naraoho, Para, Barbados, 8.
Thomaz e XcwVork
Para carga, passagens, e encommendas trac ta-
to com os
AGENTES
O vapor Advance
Espera-se de New-Port
News, at o dia 8 de Abril
o qual seguir depois da
demora neeessaria para a
Leilao
De un cabriolet de 4 rodas, ceberto, com ag-
sento para 4 pessoas e arreios para um caval-
lo, lanternas e chicote, quasi novo.
Quinta feira 24, ao mei dia
AGENTE PINJO
Na ra do Baro da Victoria n. 28, cm frente da
toja de chapeos, onde baver o leilo.
Leilo
Soares do Amaral & Irmi, com deposito de
carvo de pedra, acham-so collectados para pagar
o imposto da 1 parte da tabella dos impostos de
r.'par :ico, relativo ao corrente exercicio, propor-
cional ao tempo da sua industria, na importancia
de 400*000.
1* seceo do Consulado Provincial de Pemam-
buco, 23 de Marco de 1887. O chefe,
J. H. C. de Barros Campello.
Veneravel eosfrarla de Sania Rila
de Cawsla
De ordem do conselho administrativo desta con-
fraria. convido aos nossos cariss'mos irmos, para
que, paramentados com seus hbitos, comparecam
no consistorio da nossa igreja, pelas 3 horas da
tarde dos dias 25 e 27 do crreme, afim de acom-
panharmos as procieto.-a do Senhor Bom Jess dos
Passos, do convento do carmo para sua sede, e do
Encontr da igreja da Sauta Cruz, para as quaes
aceitamos os respectivos convites.
Consistorio da veneravel coofraria de Santa
Rita de Cassia, 22 de M reo de 1887.
O secretario interino,
Manoel Bandeira Filho
THEATRO
S M. Q. M.
Sociedade M. Qnatorze de Marco
Efoiflo
De ordem do Sr. presidente sao convidados os
Srs. socios a renniretn-se em assembla geral na
sede social pelas 6 horas da tarde de 12 de Abril,
preximo futuro, para elegerera os novos funeciana
rios para o anno social de 1887 a 88.
utro-irn para coohecimento dos Srs. associados
aqu transerrvo o ftrt ^82 :
Para que os socios gotera do 1* do art. 6*
(votaren e ser votades) nao podero dever mais
de 3JC00 a sociedade. >
Recite, 18 de Marco de 1887.
O secretario,
Antonio de Castro Leo.
Thesouraria de Fa-
zenda
De ordam do Illm. Sr. inspector, aco publico,
que, de conformidade com o disposto no .art. 97 do
Regulamento que baisou com o decreto n. 9,370
de 14 de Fevereiro de 1885, devem ser apresenta-
dos nesta Thesouraria, at 31 do corrente os eou-
pons, por ordm numrica e acompanhados de
urna ralaco assicnada pelos portadores dos titulos
para pagamento dos juros do empri-stimo nacional
do trimestre de Janeiro a Marco.
Thesouraria de Prnambuco, 19 de Marco de
1887.
O secretario,
Luis Emvgdio Pinheiro da Cmara.
Estrada de ferro do Reci-
te ao 8. Francisco
Aviso
Em virtude dos a. ts. 76 e 97 do regulamento
desta estrada, s 10 horas da manh do dia 28 do
corrente, e na estaco do Cabo, se vendero os
seguintes objecUf, abandonados as eatftcoes : 1
caixo cem ferrage:^ e plvora, merca JC ; 4
saceos com aiaucar, AC ; 1 caixo com pedra de
amolar, etc, JP ; 1 dito com ferragens, MP8 ; 1
cabide e 2 c&iides com trens de cosinha, G; 1
embrulho de lona, ?L ; 2 atados arcos de ferro, 1
bab, roupa usada, 5 volu-nes objectos de gvm-
nistica e outros de pouco valor.
Cabo, 23 de Marco de 1887.
Wills Hood,
Superintendente
S. ti. J.
r Sociedade Recreativa Juveniude
Assembla geral extraordinaria requerida pelo
Sr. Reato de Aguiar o 20 socios.
Por deliberadlo desta presidencia sao convoca-
das os senhores associados a reunirem s" em nossa
sede social domingo 27 do corrente, is 4 horas da
tarde, para em assembla geral extraordinaria se
tratar da eliminaco dada ao Sr. Bentode Aguisr.
Seeretaria da Sociedade Recreativa Juventude,
23 de Marco de 1887.O 2* secretario,
Jos de Mediis.
SEXTA-FEIRA, 25 DO CORRENTE
Grande espectculo!
Imponente festa artstica era beneficio
do actor
drema sacro em
Subir scena o importante
quadres, intitulado
Angela,
O
A HBRAHC
Urna banda de msica tocar no jardim do thea-
tro, que estar brilhantemente decorado e illumi-
nado a giorno.
" O pequeo resto de entradas para o jardim e
salo venda na bilbeteria do theatro.
a inspirada
MALDITA
O beneficiado summanente agradece a todas as
pessoas que se dignaram aeceitar bilbetes para a
saa festa, e outroenni a todos os seus collegas
que obsequiosamente.se prestaram a tomar parte
nWla.
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommondas e dinheiro
freta, tracta-so com os
AGENTES
Henry Forsler 4 C.
N 8 RA DO COMMERCIO -8
.- anda
C.AIM.EIJRS KtlMS
onipanhla Franceza de Xavega-
cSo a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
boa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
' Santoa
0 vapor Vil! e de Cear
Commandante Simonct '
Espera-se des Dortos do
sul at o dia 26 de Marco,
seguindo depois da indis
pensavel demora para o Ha-
vre.
Conduz medico abordo, de marcha rpida
e offerece excellentes commodos e ptimo pasea-
dlo.
As passagens podero ser tomadas de smtemo.
Recebe carga encommendas e parsageiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
0 rapor Sully
Commandante Viel
' esperado da Europa
"" l^ at^ ^'a ^ t'e ^'arco' se"
guindo depois da indispen
savel demora para a Ba-
bia. Blo de Janeiro
e Sanio*.
Roga-se aos Srs. importa deres de carga fj.iot
vapores desta linha,oueirarn apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das aivareugur. -p-
quer reclamaco concernente a volumes, que po-
ventuihtenham seguido para os portos do sul,afin.
de se poderem dar a tempo as previdencias nece-
sarias.
Expirado o referido prase a companhiloa a se
responsabilisa por extravos.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a fr'te: trata-se com o
AGENTE
Angoste. Labilie
9 BA DO COMMERCIO 9
Da armagSo envidracada, balcSo, espelho,
fiteirc, candieiros a gaz, chapeos para
senhoras e meninas, formas, plumas, fi-
tas, veludos, bicos, rendas, flores, mo-
vis e mais perences da loja de chapeos
da ra do BarSu da Victoria n. &f^
Quinta feira. < do corrate
Eduardo Migliorini & C, tendo de retirar-se
fara Europa, faz leilo por intervenco do agente
into de um variado e completo sortimento de
chapeos para senhoras e meninas, fitas de (ds,
flores, plumas e mais pertences para eufeitar cha-
peos, tudo novo e vindo ultimsmeote da Europa e
existentes na leja da roa Nova.
Em contlnuaco
Vender-se-ha a armacao envidracada, caudieir, a
a gaz, eepe.hos e alguna movis.
O Lilao principiar s 10 horas
AftKXTli PKSTAX1
Leilo
Quinta feira 24 do corrente, s 11 horas,
no armazem
do Sr.Annes, defronte da Alfandega
De 5 quartolas contendo superior vinho Bordeaux,
tendo cada quartola cerca de 300 garrafas, 15
tinas com peixe salgado, procedente da Ingla-
terra, 400 libras de maesa de tomate, 12 caixas
com agua mineral, diversas obras de vime,
como sejam balairs de diversos tamanhos, etc.
O agente Pestaa, aut.risado, vender no dia
e hora cima mencionados as' mercadorias cima
descriptaa, para fechamento de contas.
LELUES
Brev mente :Beneficio
BBA.
do VELHO COIM-
MARTIMOS
r
Quinta-feira, 24, o da loja de chapeos para se-
nhora, na roa do Bara d% Victoria n. 28, por li-
quiiaco.
Leilo
EM CONTINUACO
Conpanbla ll rail le Ira de IVave-
xacoa Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Baha
Commandante 1- tenente Aureliano Izaac
E' esperado dos H.rtos do
norte at e dia 25 de Mar -
co e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
.os f-tnt do sol.
Recebe tambera carga para Santos, ^anta Ca-
tharina, Pelotas, Porto Alegre e Rio (irande di
Sol, frete modic .
Para carga, passgens, encommendas e v lores
trata-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTN 9.
ani
anipfscliTfahi'ls-liesellschafl
0 vapor Desterro
E' esperado dos por-
tos di sol at o dia 2
de Abril e seguir de
pois da demora neees-
saria para
Lisboa e Hamburgo
Para carga, pasagens, encommendas, dinhei-
ro e frete tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERC/O N. 5
1' andar
ROYALMAILSTEA PACKET
GOIPANV
0 paquete Neva
E' esperado da Europa no dia
24 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
ra para
de .Janeiro. Monte-
lluenov tyre*
fretes, etc, tracta-se ctm os
QUINTA-FEIRA, 24 DO CORRENTE
A's 11 horas
Na ra Primeiro de Margo n. 12
Da armacao, mindezsB, chapeos de sol, ditos
para meninos, fazendas, perfumaras, bandejas,
candieiros, jarros, boneeos, copos, talber- e.co-
Ihercs.
Agente Modesto Baplish
Leilo
De 188 caixas com batatas e 100 frascos
com mustarda
lltMI
A'* 11 horas
Por intervenc2o do agente
Alfredo Giro a raes
No armazem do Sr. Laes, (ouJtj to n A'fi'il-.g.i
Leilo
Em continua^o
De movis quadros, pianos, garrafas com vinho
do Porto, ditas com cognac, ditas com vinbo Bor-
deaux, dites com dito de janipabo, jarros, relogies,
espelhos, miudezas e muitos outros artigos,
Quinta-feira. 4 do corrente
A's 11 horas
No armazem ra do Mrquez de Olinda
n. 19
POR INTERVENCO DO AGENTE
Gusmo
Leilo
De 600 caixas com massas para sopa, sendo 3G0
marca 8N e 300 HR, avsriadas e descarregadas
de bordo da barca dinamarquesa Julius Skrike,
na sua ultima viagem de Genova a este porto.
Quinta-feira, U do corrente
A's 11 horas
No armazem do Sr. Annes, confronte a Alfandega
O agente Alfredo Guimares, autorisado pelo
Illm. Sr. coosal da Italia e com assistencia do mes-
mo, levar a leilo 600 caixas com massas; em
lotes vontada dos senbores compradores.
LBLA ~
De casas de taipa e de tena
Agente Brido
A mandado do Exm. Sr. Dr. juiz de direito de
orpbos e ausentes e a requerimento do Illm. Sr.
Dr. curador geral, levar leilo as seguintes :
Urna casa ao lado da estaco de Sant'Anna
com 1 porta e janella de frente; 1 caa na ra da
Casa Porte, n. 34, com 2 portas de frente ; 1 casa
junto de n. 34, com 1 porta e janella ; 2 casas
no becco que d para a campia da Casa Forte,
com porta e janella ; 1 casa prxima estaco de
Caldereiro, com 2 portas e 2 janellas de frente e
porta e janella no oito ; 2 casad perto estaco
de Parnameirim na estrada do Eneanamento,
com porta e janella, pertencentes ao espolio de
Domiogues kibeiro da Silva.
Sabbado ttt do corrente
A'8 11 horas
Na ra de Pedro Alfonso n. 43
Leilo
Leilo
Baha, Rio
?Ideo e
Para passagens
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
de granadines pretas lisas, lavradas e cora listi-as,
de cores, popelinas de s.'da preU e de cores e
sedas pretas, tudo proprio para o t"mpo da
quarrsma, 1 espelhi donrado oval grande, 1
espingarda di 2 can-is, 1 raobilu estoufada,
candieiros a gaz e 2 c.-rasu'ns douradea.
24 de margo
A's flt horas
Agente Pinto
Por oc.oasiSo do leilSo da loja de chspos
da ru Nova n. 48
Leilo
DE MOVIS
Agente Bruto
O agente cima autorisado pela Exina. Sra. D.
Marcelina Ferreira da Silva que stel;, para
Curuai; levar a leilo os seguintes ci; 'os:
urna mobilia de pao carga cora 1 sof, 2 cunados
com pedras, 2 cadeiras de brco, 2 de balanco e
12 de guarnico, quasi nova, 1 cuma franceza
nova, 1 lavatorio crin pedra, 2 aparadores, 1 mar-
quezo, 6 cadeiras de junco, 1 mobilia de amarellc,
1 espreguicacV ra, mesas, 1 b>ro. 1 commoda, 2
bahus de couro, cabidos, 1 cadeira do balanco|dc
jscarand i, jarres, quadros, espelhos, loucas, tapo-
tes, esteiras, Chuces, c >p-s, jarras, trem de cosinba
e outros artigos.
Quinta feira, 9 4 do corrente
A's 10 1(2 Wm
Na ra do Imperador n 31, 1 andar
De importantes movis, 1 rico espelho oval todo
de crystal, diversos quadros grandes a olee e fi-
nos crvstaes e 1 porta licor de prata, sendo :
Urna importante mobilia de Jacaranda cora t o-
nita talha, tendo 12 cadtiras de guarnico, 2 ditas
de bracos, 2 consolos, 1 jardineira com pedra e
1 sof, 1 rico e grande espelho oval todo de erys-
aal, 2 quadros grandes a cleo, 2 pares de jarros
finos, 1 cama franceza de Jacaranda muito selida,
1 guarda vestidos obra muito bem acabada, 1
guarda-roupa de amarello, 1 toilet de mogno, 2
lavatorios com pedra, 1 esma de ferro de arma-
cao, 2 ditas singelas o 5 porta flores.
Urna importante mesa elstica de mogno de 4
taboas e columna no centro, 2 ricos aparadores de
mogno c m pedra fiogindo mosaico, 1 sof de
mogno a Luiz XV, 12 cadeiras de junco, 1 gnar-
da-louca de amarello, 2 ectagers com bustos, 2
quadros de madeira entalhada e com pasearos, 1
machina de costura, 1 banca de abrir de pao so-
tim para jogo, 20 tacas de crystal para chsmpag,
ne, 16 cepos de dito com p de metal, 15 clices
de crystal, 5 garrafas de dito para vinho, sendo 1
com asa, 1 apparelho de metl fino para cb e 1
porta licor de prata de le e muitos outros mo-
vis.
TERCA-FEIRA 29 DO CORRENTE
A's 11 horas
No sobrado do patoo da Soledadc n. 58
O agente Martins, Mil irisado por urna familia
quemuji.ua sui reai>1<-icM, far leilo .ios rico
3 importantes moveis c m.-.is bjectes existentes
no referido sobrado.
O bond da lioba de P< inaud'-s Viei.-a pela ra
do Hospicio, guc parta da estaco ao Brum s 10
horas o 20 minutos, dar passagnn gratis aos
concurrentes do leilo.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se ci s B'.X-) no beceo dos Cce-
ihos, junto de S. i3(inca!lo : a tratar na ra ds
Imperatriz n. 56.
=- Precisa-se de um
tar aa ra do Brum
un pt-i
n. 35.
rfi i'.i CiiLhiiro : a tra
Aluga-se na ra do Imperador n. 39, o i"
andar armazem ra Vidal de Negreiros n. 20;
o 2" esoto e loj do meou-.e predio; a tratar
com Luis de Moraes Gomes Ferreira.
Aluga-se o sobrado n. 21 ra da Unio,
'.em agua e gaz, e boas accommodacoes para fa-
milia ; a entenoer-se na ra da Imperatriz nu-
mero 19.
P.ecisa-se de urna ama para andar com duas
criancas ; na ra da Aurora n. 81, 1' andar.
AMA Precisa-se de urna para o servico
interno de urna casa de fhnr.lia ; h tratar na ra
Duque de Caxias d. 77 A, cu no Entroacamento,
nitrada dos AflictoJ n. 3a._______________
Alugam se as casas da roa Direita dos Ato-
gados, com excellentes commod-s, canasada a
gas, e o oitio em^VlotocoIcmb, pertencentes a
Archias Mafra ; a tratar com o mesmo, no largo
da Paz da mesma treguezia. ___________
-^Precisa-se de urna ams, no largu do Merca-
do u 8. ___________________ '__________
= Quem ptecisar de urna professora para en-
sinar primeiras lettrap, tradaiir Lrun
liano, dirija-se ao Caminho **-
Precisa-se de una caixeirl
para taverna ; a tratar na
numero 27.
. --i
1
'I
fxl


6
Diario 6 PernanilHicoiunt> -fcira 24 de Marco de 1887
\
/
y*
Tricofero de Barry
Garao*e-se pnefac nas-
oerecrascer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
toda ai impurezas do oas-
oo da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranq uo-
cer, infallivelmente o
torna eopeaso, macio, las-
troao bundant*.
Aluga-se barato
Ana doa Guararapes a. 96.
Roa Visconde de Itaparica n. 49, armasen.
Ra do Tambi n. 5.
Rna do Visconde de (Soyaana n. 163, o* agua
_ > do Mercado n. 17, loja eom gai.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
TraU-se na ra do Comraercio n. 5, 1* andar
seeriptorio de Silva Quimarae fc C.
Aluffa-sc
ama casa eom commodos par grande familia, e
litio arboriaado ; na Ponte de Uchoa n. 10.
Aluga-se
casa terrea eom 8 quartos e 8 salas, o eom ou-
tra casa unida que deita para a ra nova de San-
ta Rita, eom penca d'agoa, banbeire- e grande
quintal, toda reedificada e pintada de novo, sita
ra de Santa Rita n. 89 ; a tratar na ra de Do-
mingos Jos Martics n. 50.
A luga-se
urna casa eom sitio na Torre, muito -prximo da
iinha de bonds ; a tratar na ra Duque de Casias
n. 54, andar. _^______
Aluga-se barato
nm pequeo armaxem na ra do Vicario, proprio
para deposito de faiendas ou mercadorias ; a tra
tar na mesma ra n. 31, 1- andar. .
Alusa-ee
o 1- andar e aotao ra do Fogo n. 85 : o 2-
ra estreita do Rosario .n. 82, tem agua e commo-
dos para familia, est Iimpo ; a tratar na ra dt
Imperatris n. 16, 1 andar.
Aiuga-se barato
As meia-aguas do becco Tapado da ra da P. 1-
ma : tratar na ra do Vigario n. 31, 1. an-
dar.___________________________________________
Ana
__ Prccisa-se para coainbar na ra da Unio n. 54
Ana
Precua-se da unta ama para tonar conta de um
menino de 18 meses, nao mama e nao tem mai :
na ra velba de Santa Bita n. 76, de 4 horas em
diante.
Ama
Precisa-se de urna ama que qnaira acempanhar
a ama familia que vai para fra ; trata-te na ra
doMarquez do Hervl, casa n. 182.
i ------------------------
Ama
Precija-ee de urna cosinheira ; a tratar no largo
do Oojpo Santo n. 17, 3- andar. ___________
Ama
Precisa-so de unja bou cosinheira para casa de
ponca fairiha, prefere se escrava ; na ra -do
Riachucllo n. 13.
AMA
Precisa-se de urna nuiupara
lavar, engommar e faze riis
alguna servicov de casa de f-
ailia : menas comprar e eazi-
nhar : na ra da Midmelo n.
1*.' De ve darssir eni e*a.
Ama
Preciaa-se de urna boa cosinbeire, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Compannia
xt. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
^~ Criado
Piecaa-se de um criado ; no largo da Proba
numero 4.
AMAS
Precisa-se de diversas, a tratar das 8
horas da manta s 8 da noite, Da ra des
Flores n. 18, porta larga._________ _
Pr* cisa-se
de duaa amas, urna para engommar e outra para
cosioha; oa rna do Rinchuello n. 17.___________
CONTRA
Deflux jS. Grlppe, Bronchlta,
IrrUao^a* do Pe lo. < XABOPE e a P ASTA pettoral
deNAT de DEL ANGRENIER sfto de amrtnci oert i
e TeriOrad por Mcmbroada Academia de Mf aiaad Franca. I
8em Ojio, UorfMna uein Codtina AL** aam receta s
criances affectadas de Tosse n Coqueluche.
" ra Vivieune, SS, PJ
4/SAXi^
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E'o nico perfume no mun-
do qne temaapprova^aoofficial de
nm Govsrao. Tem duas vezes
m ais fracrancia qne qualquer outra
c dura odobro do tempo. E'rauito
maie rica, suave *> deliciosa. E
muito niais fina e delicada. E'
mais per:r*nente e agrodavel no
lenco. nuaa T9zas mais refres-
cante no bani e no "uarto do
doente. E' especifico contra a
froraidao e debidade. Curo as
doses de eabeoa, os oansacos e os
denmaios.
IarmieieVitaJeBeitTSo.
UKTtB DS SAi-O. UKtOOi DUSAIr-0,
Orna positiva e radical de todas as formas de
ascrofnas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Aftseooas, Cutneas e aa do Coure Cabel-
ludo eom perda do Cabello, e de todas as do-
eneas do rtengue^Figado, e Rins. Garante-se
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura e renova o systema inteiro. a> j
Sabao Curativo de Reuter
PARS,
B EM TODAS
I'HAHHACIAS
DO HUNDO.
Aos Srs. projiriclarios e ediflea-
Na antiga e bem aenditada ciara de Bento dos
Santos Ramos, a ra do Visconde de Albuquer-
que (outt'ora da Gloria) n. 87 encontrarao os brs.
proprietarifS e edificadores, os eguintes obje-
ctos :
Tijolos de alvensria batida.
Ditos quadradoa de diversos tamanhos.
Ditas para forao de otaria.
Ditos de capa ment.
Ditos para cacimba.
k-Tenas.
0 proprietario desea conceituada olaria, sciea-
tifica aos intereesados que todos os seua productos
sao manufacturados e.;m o excellente barro d'agua
doce, do lugar Taqry, tornando-se por crase-
guiate recommrndaveis nao id para a saade, por
aio ser hmido, eomo o sio as d'agua salgada,
mais tabem pela duraco. Oatrosim, bcientifiea
gualaaente, que a ferma de auas telhs maior do
que qualquer outra, senio estas, ao mesmo tempe
atis leves por nao receberem durante o invern
grande quantidade d'agoa, como auaeede con as
de barro a'agua saleada. Preeos mdico*. 87,
roa do Viscoada de Albuquerqne, outr'ora da (ilo-
7. Entrada pelo lado do caes, defronte do
pasadico.
Para o Ba/iho, Toilette, Crian.
sata para a cura das moles-
tias da pella de todas as especias
em todos os periodos_______^^
Deposito em P^rnambuco casa de
Fraocieoo Macoal da Silva & C
Compra se un pequeo bilbar eom todos os
seos utensilios : a tratar na ra larga do Rosario,
fabrica de cigarros O macan.___________________
Mestres i& fcs e purijarios
Ven(!em-ae azulejos franecaes para cssae, o que
ha de mikW, a
80$00 o milheiro
(o que cusa geralmento llO000)
J. DEA. VEiGAc* C
.". 26 HIJA LABGA DO BOSA\ 6'*-
Precisa-se
de um caizeiro que tenha pratica de taverna a re-
talho, que d fianca de sua conducta ; na traver-
sa do Sirig'ido p. 1.
^ffla e cosinheira
Preeiea-se de urna ama e de urna cosinheira :
na ra d'a Aurora o. 137.
raieiro nacional
Precisa-fe de uir. mepipo de 12 a 14 annos de
idade, que '1 una rratica de ir.o hados ; a tratar
na ra do Vir'--.pde de (Vyanna, (qutro cantos),
nutrero 1.
Aca'axao-se as Cas
|(mui>:iica tot Cmbrlto e 1 Bar Bu
t Vmr umtufMl
,:Ba : tsa e eas Ao ipulft na or i a NmtM|
Z1 r-NOf de e:c.to
E. SAI LF.-i (:;s: f. fJBP*aoKETri. svcoeaaor
?:> laiisi-CaadM. *l. rat Un ji. PiBlZ
' ttr.tt" ti -.- -d,- > r/ft?/pe* Rzrf.n.'rU* 9 Cro3rlB
l^e---W :-?- r--':f ^"^*^RJ^*J^,.
Peitoral de Cambar
FRECQS
as agencias : frseco '/fSOO, l2duaia 18/ e
dusia S4JQ00.
as sub sgmcias : frasco 280O, 1(2 dusia
151000 e duzia 28/000.
Agentes e depositario geraes esa teda a pro
vincia Francisco M. da Silva & C, ra do
Marques de linda n. 23
Ao commercio
O abaizo assigaado tea justo e extractado
vender o sea eubelecinentj de molbadoe, sito
ra Imperial a. 56 C, ao 8r. Antonio de Albaquer-
que Machado, livre e aesembaracado de qualquer
onus que posea appareeer. pucm se alguem se
julgar eom direito ao jaesmo, preseate-se no
prse ^ 3 disi para ser asfeitc.
Recite, 21 de Marco de 18S7.
Moreira & Paira.
):--

Os empregsdos da fero-cja do Recife Ca-
ruar, mandam rrasr ana iniaaa por alma da eeu
sempre lembrado ebefe, Watii.ho Aveno de Al-
bnquer^ue no di i'4 do eorrunte, i.) 11 horas da
manhi, na matriz de Jj;, c para eaae acto de
religiio e canclade eonvidam aos seus amigos e
parentes, e desde jk se ejof.'tsam eternainonte
gratos.
D. Antonia Marta tumei doa
Heta
Aataoio Gomes Miranda Leal manda retar urna
missa por alma de D. Antonia Mara Oonses des
Res, m de st-i a.t.""- e cempadr-! o commenda-
dor Jos Joaqun V Paria Machado, fallecida na
cidade do Porto a 24 de Ka sciro prximo lindo
Para esse acto de rellgiSo e caridade, que tera
logar as 8 horas da manb de 24 do Corente mea,
na igreja da ordos teraelr* ds ti. FrancueJ, ana-
vid os prenlas e mm FnndiciJo de sinos bronze
DE
LUIZ DA CRUZ MESQUTA
86Roa do Baro do Trimpho66
(Antiga do Brum)
Neste estbelecinaento enconlraro o$
Srs. agric^to-res e seas correspondentes
todos os objeetos tendentes a agricultura,'
como sejam:
Machinas para fazer espirito, de destil-
lar e restilW, alambiques do antig, e no-
vo systema eom esquenta garepa, serpenti-
nas e carapu bronze, decobr^e de ferro, de espirante e
de rcpuxo para agua, mel e garepa, tor-
nearas de bronze, de madeira e de todos
os tamanhos, canos de cobre, chumbo, fer-
ro, de todas as dimensoes, cobre picado,
fundos para alambiques, repartideiras, pas-
sadeiras e escumadeiras de cobre, de fer-
r galvanisado, rmelas e tenijes de co-
bre, bombas con*inuas, sinos de 1 libra at
110 arrobas, sola ing'eza e do Rio, cadi-
nhos patentes c de lapis.
Fazcm-se concertos de todas as qualida-
des e eom toda presteza e perfeicao a presos
mdicos,
Vendem-se a prazo ou a dinheiro eom
descanto.
Morse, Anunla Catharro pulmonar, -Broncnm chrontca,
Catharro da Bexiga, Phtislca, Josse convulsa, Dyspepsia, Palidez,
Pardas seminaes, Catnarros antigs e complicados, ate.
Boulevaxd Seala, 9, asa PAJUZ, e aas principa* Pbarmaciaa.
Papoula&C tem
Capas nulas m ca mira, gvarM^ac damas-
cada, e de se u Uam, rasases, > y P'etu* :. de
cores.
Luva-" .le ri'lica. nda, caaeiora h fi > o'E?CO-
cia, voa de ti prefo. 1$, ra iln Cabugi.
Tttlephonc :>0C
Cozinhciro
Precia-'' de nm, na aaboari^ da Recite.
Ama
Precisa-fe !- umn nm pra <'0-i>ihr e eng m-
sr para ufan s iihura ; un raa ii** Ctuze* o. 20,
segundo andi.r. ________^____^^
imas
j
Precisa-se di amas para nosinher e engommar
na ra do Hospicio n. 81.
NAVIDADES
PAEA
OS ACTOS DI SEMANA SANTA
Capa para senhoras
de dama^s
cachemira
e merino.
Recbeo o bom March
1.81
Eseo'a mixla particular
Urna eenbDra esstsetentemente habilitada ten
aberto um curso primario ruu da Concordia n.
Hi3 Eu,itte n o laellior.ikw uttestados e apro-
veitamento immediate des sews diseipnlee.
Pode ser procurada a qualquer h-jra i-a meema
juu. I
|

n
Rilo Emilia Itudrlgui-n de
almeitln
Luix A:.ijuiu 1j-irigucs de Almeida,.aeus filboa,
geiir- e rieras, agradeeem eordiilmente aos sena
pareutes e amigos que se digoaram aseistir o en-
terro de suri sempre leinbrnd* fiha, Rita Emilia
Rodrigues de Almeida ; e de novo eonvidam aos
meamos para assistirem las miesas que mandam
cflebn r na matriz da Bua-Vista, a 8 horas do
dia 26 do corrate (aabbado) ictiuaj do seu paSM-
mento.

'X *
llciliiccao abslula k prec^
Bramante da aleada*, aro 4 larguras, a 10000 e 1*100, o metro.
Madapotes, a 4,JO0O, 40500, 50000, 50500, 60000 e 80000, a peca.
AlgodSes, a 30200, 40000, 50000 o 50500, a paga.
Oretoaes cacuros, de superior qualidade. a 320 e 360 rs., o covado.
Ditos daros eom novos desenhos, a 280, 300 320 T-, o covado.
Percle8 de c6rcs, faZenda superior, a 240 rs., o oovado.
SetineUs, lisas* coro ramsgdin,a 320, ooO, 400 e 440 rs.. O casad t.
Creps de orea, de pr>'eo da 600 rs. o covado p< Coutenes da cores matizadas, a 3<0 re., o dita.
Linons de efiree claras e escuras, a 500 rs., o covadn.
Batistes de cores, a 140, 160 e 300 rs. o dito.
Etan,ine8 ("a, .U, tocido rendado, de pre-^o do 10800 o covado, por 600 rs. o dito.
Alpaca d< cores, lisa*, de proco da 600 rs., o, corado, p-ir 280 ra-, o dito.
Grande sortimento de (Aa pnra vestisor?, a 200 e 240 rs,., o co'/aao
Cambraia branca, bordada, a 50500 a pav**-
Pao da Coala, de liitraa, a 1(5-00, o covado.
Dito dito, da quadros, a 10500, o ito.
Atoalaado braneo, de lindo, a 10300, o metro.
Brins de cores, para calca, a 260 rs,, o covado
Ksguiao pardo, para vestido* e vestaarios de enancas, a 38 rs o dito.
Brim branco de linho, superior, a 20000 e 20100 o dito.
Caserniras de cprea^ jpja. cost.arn.es, a 1A800, o dito.
Cobertas de dous paanos, forradas, a 30000, un.
Lenof s de bramante, a 20000, um.
Cokbas brancas, a 10900, ama.
Chambres para hornero, a 50000, 60000 o 8000^, am.
Toslbas felpudas para rosto, 30500 a 30000, a duzia.
Ditas para bandos, a 105IJ, urna.
Espartabas finos para serrhera, de todos os nmeros, a 50COO, nm.
Bordados tapados, a 500, 600, 800,10000 10500 o 20000, a peja.
Ficba, de buho, rend: ios, a 10000, 20000 e 205(0, un.
Ditas, de la, felpudos a 50000, nm.
Magnificas mallas, para viagem, de 150060, 200000 o 250000, una.
Saceos de lona para raupa soja, de differentes preeos.
Costantes de banbo da osar, para senhora, a 100000 um.
Ditos de dito, para homens, a 80000.
Ditos de dito, para meninos, a 50000.
Sapatos para o mesmo fim de differentes tamanhos, a 20500, o psr
Para a quaresma
Mermes pretos, a 800, 10200, 10500 e 20000, o covado.
Dita assettnado, a 10200, o dito.
Selie preto, a 10000, o dito.
Sedas prrtas, I800 20000, 20400 e 30000, o dito.
Cheviots pretos o azu^s, a 30000, 40000 e 40500, o dito.
Paano prcto tino, a 20500 30000 e 40000, o dito.
Lindos cortes do caserniras cero listras de seda, a 100000 muitos outros arti-
gos que s poderSo ser lejobrados preseaga d'aqurlles que nos hcnrsr coro saas
Attencao
Madame Fanny Silva, participa a todas as
Exmas. familias que Ibe te em honrado cem suas
ordene, e a quemdeve tanta protec^o, que f pode
encarregar-se de qualquer encotnmeuda concer-
aeate a sua profissao at o fim do correntc r*-.
visto partir no prximo mes para a Europa, ..uui
de comprar para seu atelier tudo quanto for novi-
dsde e de gesto, em Pars e Londres, concern i.tt
ao toilet de urna senhora, e bem assim chamas,
espartilbes, etc., e leede j aguarda as onlens das
meimas Exmas. familias, que queiram bjurul-a
cora qualquer enconrmenda, na eertesa de que
cumprir eom teda a lealdade e exactidio as or-
dena qne Ihe forem confiadas.
Ra do Imperador n. 50, 1 andar.
Hila Kmilla ILxIrisu-. de
Almcld
Jos Candidj de Moraes. saa roulher e seas fi-
Ibos, pjsouilos do mais pmfuudo pesar pelo fal-
lec'mento de sua preaadisairaa cunbada, prima e
commadre, Rita Emilia R-idriin'a de Almerda,
ouvidam aos seus pareutes e amigos ..para asis
tirrm as missas qne mandam celebrar na matrs
da I) >- Vista, no dia 26 do cor rente (sabbado)
peina 8 horas da miuha, stimo dia do seu talle-
cimento.
cl' aw- --'- v-ifflBB
Ii'itr CUmi'nlino Cnrneiru ole
1.* anniversarid
Qaiihermina da Coneeica > Bar ns Caroeiro, o
)r. Manuel Clprncatino ds Karros Cirueiro, Arara
do Carao de rWros C"rneiro, Jos Francisco Oar-
niro, Lucia Curneiro i!h Annunciacao. Francisco
de Paula Frreiia da Annuociacao, Tertuliano de
ruello Carneiro e Francisca Maria Gielb i pedem
aos acua amigos e aos de seu presado esposo, pai,
irmo e cunhado, Luiz Clementino Carneiro de
Lyra, o odsequi de aesietirem a algumas missas
que mandam celebrar por sua alma, m convento
do Cirmo do Rcc fe, s 8 horas da manhi ds se-
gunda feira '9 d j correte, l1 anniversario do
seu fdecimento.
visitas.
APKO VEXT3SM!
A* ra Priffleiro de Mar?o u. 20
AMARA!, & C.
n
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO H0LL0WAY
O Ungento de Holloway um remedio infallivd paia on males de pemas e do peito tambero pvja
1 as feridas antigs cangas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enfermi-
dades de peito na se recoubece egual
Para oa males da garganta, bronchites resfriamentos e tosaes.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os membros I
caotrabidas e juncturas recias, obra como por encanto.
F^W" o |smii1m rnente no Estabelecimeneo o frrfwer Koummp,
7S, m 0XF0BJ) STBUT (antes 6S, Oxfcw* ttioot), LOHBM,
E Yeodemse en todas aa pharmac i do uaivsMO.
Jtlr Oj compradores alo cooridadoa raap*itoaasMDte a exuaunc oa rotuka d cada causa Pota, ae alo I
direcsao, 513. Oxford Street, afo Adatficayoaa,
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EOGimO MARqUESDEflOLlABDA.
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-v fttieumatiemo. Cancros, Bobas, Impl^e-ns
etadaaaa molestias que terrhdo sua ort^em
n impuresa do aarige o>vida a svphis.
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Utrj> nq n m t caJA** anr, tn+ covr, AO^ct, iW o+~
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OSf'soitus aas nriaoipaes Pertumarias, fht-r.i, rali i otros

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"


Diario de Pernambocotytinto-Mra 24 de Marpo de 188?
I
-^
i
i
Caixeiro
Pireiss-s- de auv menino de li a 1* annos,
pasa atothadoa ; tr-trn w d el d a 1L
Para castellar
*rccisa-se de urna
ama para cosinhar,
mas qnecosinhe bciu;
no 3. andar do predio
n. 42 da ra Duque de
Cavias, por cima da y-
pographia do Diario.
Jalfoph
Manipoeira
E?te mvdfcami nto de ama eftieacia rccotibecida
uo seribwri e outras ror.k-Sbiaa esa qoe predomina a
bvdropesia, acba-se modificado ta ana prepara-
cao, fragas a nma nova frmala de um dictineto
medico deata cidade, srndo que comete o abajio
assignado eari habilitado pirra preparal-c de modo
a mtlaorar loe o es* e caeiro, sem t oa vi a alte-
rar-lbe aa propriedad s B>xiicaB>ento8a8, que ae
conservan) com a misma actividad*-, ae nao maioi
em viita do moda por que elle tolerado pt-Ij
est'nrago.
Marico depoalls
Na paarmacia Conc-ici-, a ra do XJarquex de
Olind n 61.
Becerra de Mello
Ao commercio
O abaixn asetgnado, teado .juito e eoutracUdo a
campear aoi Si a. Moreira Paiva, o seu estbele-
citaento de molhados, sito ra Imperial a. 65 C,
livre e desembaracado de qualquer onus que posea
appareeer e se algu'm ae julgar com o direito,
presente seos titulo uo praso de 3 diaa
Beeife, 21 de Mareo de 1887.
Antonio de Albiiqaerque Alachado.
TKINSON
PEBFMARIAINGLEZA
fuada ha mal a na acolo; etcede lodaa
MOBtnapeloiasrtaaMdili.a4oerx<|un.
Trez Medalhas de Oimo
PARIZ 18. CALCUTTA \-.H
a*U extra-Boa 'setUe&eiadflinaquxbdaSa.
spirst ruirm
JOCKETCLUB JiSMlI
atUBTIflPW BaMUJA
Agua afamada df
UVMDa INGLEZA DE TKINSON
ouro muaos cooh'-adcrs p>' .-im-^. yt ena.
(nautade e odor deleita' IOTA IIUITfU MU KNTCS DC ATIIISN.
tem rira! pera airejac e emW*r os denlos
mpenrtmt uaeng*.
Iwitri-tf eiCm4el#^-. uiustfilrieut*
J. A E. ATKIW30M
24, Od Bond Street, Londres.
Marca de Fabriea Una" Rosabnjaca"
aobre ama Lyra do (Juro."
Ao commercio
O baixo assigoado, ostabelecido na roa Impe-
rial a. 147 com podara, declara aa pub'ico e es-
eeialmente ao comicercio, que nao tem oem nanea
teve Uansaccosa com outras casas a nao ser a aci-
m* dita, e por isso nio ee responsibilisa por qual-
sroer debito que nio for feifo pot elle proprio.
Beeife, 22 de Maro de 1887.
Maaoel Gomes de Paiva.
Fabrico de assucar
Apparelhos econmicos par e eosimen-
ta eura. Proprio para etrgenho peqtre-
oi, aenda mdico em preco e ef
feeti-ro ent operacSo.
Pode se ayuntar o8 ntrennos oriatentea
do systema velho, melborando milito a
qnadade tro anaear e- augmentando a
quantidade.
OPERACSO MITO SIMPLES
Uxinas grande* oa engenbos eentraei,
trjaohinitrao aperfeicoado, systema moder-
no. Plantaa completas ou machinismo
separado.
EspecrficajS 'g e irrfoTmaso'is oom
II r o wat C.
5RA DO COMMERCIO-5
Preelaa-in coa* si rajen el a. tfe er-
feitase. e inu Jl aproenaar ae uio ea
lando aeaaas roudlnoea, paga-ae
besa. Airlier de madoaae Wmmmj. raa
ato Impera
1 amiar.
Arrenda-se ou vende-se
um sitio coas alguna avvoredo* de fracto, planta
de capion e ortaliees, a raa de Miguel a. 148 :
qnem qaizer dirija-se i roa da Imperntrix n. 13,
lija. _________
Cosinheira
80*000
Paga-se 204000 por mes a urna perfeita casi-
ahrira, para casa de pe.juena familia, prefenndo-
se de meia Hade e que aej de boa mora!, rraa
do Pajaaad o. 19, paaaaado a poiite do Cbora-
meoino : qaam nao eetiver em eondicoes escaaado
a presentar-ie.
1/
++*+>*+*.++++*+*+++*+*****
KAUNGAdoJAPAO
RIGAD & Ca, ParfniniaUa
PAJUB,;8, Roa VaVIsia, S, PAJUB
I
(Extracto di gananga
Xfast aattcaatt
perfume para o len-
ca, producto da
preciosa flor conhe-
H cida sob o nome de
Piras japnica.
0 sea delicado
aroma, de persis-
tencia aem egual,
refresca o ar que
se respira, eapar-
gindo a mesmo
tempe ae redar da
psate que o asa,
as sisares cmanacoes que reveJam distinecao
e elegancia.
Acla-te venda em todas ai Ptrfumariai
V>aV^eaWM'''>r>*a***a*ia*B>SataJ


Capas pira senhoras
Rao Baque de (axlaa ata. e 83
De seda e arrendadas, o que ba de mis mo-
derno, a 40/000, para concluir. _____ _____
Francisco da Rocha
Precisa-se saber, a bero de seua in'eresses, de
Francisco da Bocha, filho de Agostinho da Kocha
e Loira Tberesa, natwaes do logar de Caaaride,
freguesia de S. Domingos de Rana, Coaselho de
Cascaea, districo de Lisbia. Este senber veio
para esta cid'tde em flus de 1873, sonde exerceu
por alguna anaos o ofBcio de marmorista. Agr-
dece-se qualquer informaca" na roa Primeiro de
Marco n. 16.
-i
i.

Jlll'll ill k
Ru;i i" de Marco n. 0.
Partioipam ao respeitavcl publico qit, tendo angroeTjtado en
estabelecimento do JOIAS com maiei nma se com eapscialidades em artgoa de ELECTRO-PLATE, convidam aa
Exmas. familias e seas numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimento, onde encontrario um rquissimo sortimento de oas de ouro e
prata, perolas, brilhantes e outras pedrs preciosa, e relogios de ouro
prata e nikel.
Os artiges que recebe m directamente por todos os vapor sao
secutados pelos mai afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos. .
A par das joias de subido valor acharSo urna grande variedade
de objectiis de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
casamentes, bptisados e Miniversarios.
Nem era rclacao a prpco, e nem qualidade, oa objectos, cima
mencionados, encontrarao concurrencia n'esta praca.
____..'jUnMiiuiini' _
RLIS & SANTOS, tendo obtido 'grande redcelo nos preos das
dadeiras mtacbJisaa ?.aerloaeas para deecarocar algodao, estSo vendendo a
ver-
\
{#000
por serra, com 34 /0 de descont, a
Roa do Mrquez de Otnda n U A
l
DOMESTIC
S2k> reeooheciaaa ser as man
legalices, aa mate dura veis
em todos os sentidos.
AS MBLHOEBS
Para preces, e circulares com'
lustracBes de todos os estylo din
jaro se
Domestic SewiBglachifteH
NEW-YOR, U. S. A.
n..S8
.Tr. ..^*--*- f-
TONIOO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHOooSUOHANNO
m
'DOTORI
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito
ra nos casos que ne)cesitao-soasoB para reeasutatnlr e reaeaerar
o organismo arruinado por molestias, ezcesaes, naturejxa do ollna. Aoiislsa>OaSloraslai
daaiiij|aaa_ raiiliiiiia Finxo braaef, que tanto axrunao a saude das mulnaras,
acarea* de laniu, jrraqaeaa ttoreJ. piHJlUaa, etc.
S. YlVtt, rosTulata, 80 Boulevartl & Strasboartr, am PABIA
Urna professora
Precia*-se de asna aeobosa, da coadacU afian-
cada, para leeciooar, em nm collegio, portugus,
francs e aosica; 4 inforaar-ee aa raa Marques
de Oljnda n. 8.________________________________
Renda hespanhola
BA DUQUE DE CAXIAS NS. 61 E 83
Benda preta beapanbola, toda de seda a 40OO
a aovado.
Ao publicas e ao com-
mercio
O abano asaigaadi, ret rando-se temporaria-
mente para Europa, deiza eouio seus procurado-
oes os Srs. Jos daa Nevea Pedrosa, Henrique
Soncalves Bisa e Fortunato Pinto da Motta, sen-
de 1', 2 e B aa forma em que se aebam eolloca-
dea. Aprovei'a a oecasiae para despedir-se de
sgaos amigos qee o nio fiaesse possoalmente,
offereccndo-lhes os seu* limitados prestimos no
reino de Portagal.
Beeife, M de Mareo de 1887.
Jos OoBcaives Diaa.______
- Criado
Na roa da Madre de Deue n. 5, arnsasem, se
precisa de um criada para easa de familia, que
aaiba 1er e escrever : a tratar daa 9 as 4 horas
da Urde.

ipinllitn
Precisa-se de nsaa boa engommadeira e qoe
ensaboe tambem, para easa de pequea familia :
a tratar no Caes da Companhia n. 2. Prefere-se
escrava e deve dormir em easa.
Eigonnadeira
Precisa-se de urna boa engommadeira, que en-
saboe tambem,'para csaa de pouca familia, prefe-
re-se esciava ; oa raa do Biacbnello a. 18. ^^
ttenpao
Precisa-se de borneas ou meninos para Teader
na raa, paga-te btm : aa raa do Jardia n. 27.
Cha preto superior
Receben o Carlos Siaden nova renr88 do cha
preto saperior, e avisa aee aeus fregueses que
va na ra do Bario da Victoria n. 48, para se
snpprir, _________^_____________ .
Chegaram
Osretratos Americanos
Era expsito
Na Livraria Fmncexa a raa 1' de Mar-
go e na \Flwninenst a ra do BarSo da
Victoria.
POR *&O04
Um liado e perfeito retrato, pintado a ole), com
rica;moldura|dourada e eord&es de 12 oom duaa
borlas de seda, proprio para urna sala de visita,
oa mesms para um presente.
Os mesuras cosa maldura de luso 30 a 50*000.
Para eneommeodar bstantelo adar uui re-
trato em carto de visita nao importa que seja
antigo. dizendo a cor dos oihos e do cabello vem
um perfeito retrato desejado.
Ageirleem Pernamltuc i
Jos Augusto Dias
RA DUQUE DE CAXIAS N. 61
CeHuloid
CttEQOU OS COLLABIVH08, PEITOS E
FUNHOS
Poro homens e tenkoras ^
Eapeelaes
Para THEATB08, BAILES, PA8CEIOS -Jt
Birtieularmente a quem viaja em ESTBADA
E FEBRO, um collarinho dora sempre' limpo e
prompto para aso de 4 a 6 meses.
Deposito da
Gellnlotl Mty k C. de Kr-
Yori
A Loja das Listras zoes
RA DUQUE D NCAJUB 61
VENDAS
f4K EixiP,PePafltadeatilrios ^*!t/
RR. PP. BENEDICTINOS
da Abbadia de SOTJLAC (Gironde)
D0M MA&UEL0NNE, Prior
a Tia-wTaa,T.tWAe ee ouro
Brazelbi lili Loodri UM
Aa mai elevadas recompensa*.
INVENTADO | aSm*% Peo Prior
so auo I 9 # O uso quoUdtano do Blizlr
laenUrricio dos 8. rr. Be-
nedictinos, com dose de aigu-
mas goltas com agua, prevem
e cura a carie dos dentos, em-
branqueceos, fortalecendo e tor-j
naztdo as gezaglvas perfelta-
aieute sadias.
Prestamos um verdadelro
servlco,r.sslgnalando ios nossos
leltor'es eatc antigo e utilisslmo
Beparado, o tneTlter eutta-
vu o o imiiiu ireseiiattvo contra as
AJfeette dentarias* t
Catada taaaaada ata 1S07_________
^^SEGUIN3aoSx'3
Acht-st i todas as ooat ftrfumtrlu, PnirmaciMt
e Drogara.
' r>:\
contra

Vende-se barato doua hbitos de irm&o ter-
ceiro franciscano, com os compeetntel cordoes, j
usados; na raa velba de Sao Rita n. 14, sobra-
do, das 9 horas do di a 1 da tarde, ae dir qoess
os vende.___________________________ .
Vende-se ps de chrotous para ornar salas,
tres malas aovas para viagem, ama cadeira^ de
piano, obra muito bem feita e duas tulipas (Jar-
roa para flores) ; na raa do Marques do Herval
n. 23. loja. _________________________
Vende-se um pequeo sitio no lugar Campo
Alegre, com 350 palmos de frente e 800 de tundo,
todo cercado de cerca oativ, tendo boa baixa de
capim e diversas fructeiras, com casa de taipa,
pechincba : quem pretender di rija-se ao mesmo
lagar a tratar com Maaoel Joaqahn Al ves dos
Bastee._________________________________________
Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo nm descoberU
e ootro coberto, em perfeito estado, para oa oo
dous cavalloa; a tratar 4 ra Duque de Caziat
D-tt._______________________________________
Le m branca
Fantasa para crochet, em nos de 12 e seda, de
diversas cores.
Contas de pedra lapidadas, completa variedade
em cores.
Ouarnicoea de li e seda com bollas de madeira
pnlverisadss, para enfeitar um elegante vestido.
Bonitos bicos de cores, sortimento completo,
rendas bordadas para vestido, ditas em seda hespa-
nhola, creme e prcta.
Commodoa e elegantes espartilbos para senhoras
e meninas.
Tcdos estea trtigos emuitos outros vendemse
na casa do
Pedro Anunc. A V.
63-RUA DUQUE DE CAXJAS 63
Preces resumidos
NA
Nova Esperanza
Venda de terreos
TVendc-se era grandes e peqnrnos lotes os terre-
nos do sitio, qne na estrada dos Aflictos, fies jun-
to a capaila e defV >nte da estaefto da linba frrea
do Arrnial. Quem os quiser comprar dirija-ae ao
Dr. Portella em seu escriptori a ra do Impera
dor n. 65, 1 andar, ou a casa de ana residencia
nos AfHictos.______________,. .
Liquidacli]
PARA ACABAR
FAZENDAS ER0UPAS
T-Bia Dip ie Caas--7S
o HDV0LUCA0
0 48 ra Duque de Caxias
Chao): -<> a attencAo des Exmas. familias para um esplendido surtituento de
fasenda que vendemos por preces sera competencia.
VER PARA CRER
GaarnicSes de veradilho bordadas a vidrilho, 7000, ama.
Cachemiras pretas, 1,5000, 1,5200, 10400, 10600, 10800 e 20000, o covado.
Ditas de cores, 900 rs 10000 e 10200, o dito.
Dita broch bordada a la e seda, 10500, o dito.
Lidas las mescladas de seda, 600 rs., o dito.
Ditas ditas com listriobas de seda, 560 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinbas e quadrinhos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradas, 320 rs., o dilo.
Setim damass, novidade; 320 rs o dito.
Dito dito com listriobas, 320 rs., o dito.
- Dito Macau, 800 rs., 10000 o 10200, o dito.
Dito preto, 10200, 10400 e 10800, o dito.
Merin-setim preto, 10500 e 10800, o dito.
Grs de aples preto, de 30000, 30500 por 10800 e 20000, o dito.
Fustao branco, fino, a 400, 560 e 800 ra. o dito.
Dito de cor, phantasia, a 320 rs o dito.
Colchas bordadas, a 20500, 30500, 50000 60000 e 70000, urna.
GuarnicSes de crochet, 80500 e 120000, urna.
Cortes de cazhemira para vestido, 200000, um.
Punhos e colerinhos para sen hora, a 20000, um. ^
Fechas de 12, 10800, 20200, 20800 40500 e 6000, um.
Ditos de pelucia, pretos', 60000, dito.
Voludhos lisos e bordados, 10000, o covado.
Ditos bordados a retroz, 20000, o dito.
Leques de pao, muito finos, 500 rs., um.
Ditos dito, 10000, 20000 e 30000, um.
E amitos outros artigos gue se lembrarao na presenca das Ezmas familias.
Henrique da Silva Moreira.
LINIMENTO GNEAU
Para os Cavallos
I Empreado oom a matar xito as OBTalbarloas roaaa da 88. UM. o Imparedor do BrazU, o Ral da <
Blgica, o Ral doa Paixes-Badxos e o Ra da Baxonla.
TE DA QUEDA 1'O PELLO
SO este precioso xop.co o un Ico que
' sustuc o caustico e cura radicalmcu te
I em ooucos das as snsuaoaetnaa, novas
' e antigs, as Toreednras, ContuaSes,'
| Tamoret e Xnae8oe daa pernal,
'aUparsvrSo. aebre-Caaauts, rraquexa c En-
I a-org-ttamenso das pernos dos polrvs, etc., setn
'occastonar nenhuma cKoga, nem queda do pello
I mesmo uuranto o tratamasto.
M*ac*
D r.aaica
35 Anaos de cExito
SE3.VE RIVAL
Os resultados extraordinarios que tem'
obtido as diversas Aeecdeo do i
> Pelto, os C itarrtaoa, Sroncnltl,
azolestlae la Carg-anty.. Opbtal-1
ma, etc., cao dio logar a coueurrencia.
A cura faz-se com a mi em 3 minuto*, setn <
aor e sem cortar, nem raspar o pello.
ai Parlar: Phsraicia G&TSITEIATT, F.ua St-Honor. 275.a en U 1i: as HuraueUi.
4os 1.000:000$000
200:000*000
100:0001000
I..nl)B LOTERA
DE 3 SORTEIOS
En favor das ingenuos da Colonia Orphanologica|lsabel
0
PROVINCIA DR PERNAMBCO
lliti.ct.i a U k I le 1881
tiiesaarcroFrancisco Goncalres Torres
CAPSULAS
Mathey-Caylus
Preparada pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
----------
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nSo fatigSo nunca
o estomago e sao recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina
os Mdicos dos Hospitaes de Pars, Londres e New-Ycrk, para a cura rpida dos :
CorrimentoB antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagla, a CyatMa
da Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos oreos genito nrmatUi.
UM Urna axplieagSo detalhada acompanh cada Frasco.
Katigir na Verdaderaa Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & O, a PARI8,
que ae achdo em easa dos Droguistas e Pharmaceutieo*. >
HhMlUHIIIisftimalalItaifinilllllHtrtlIllllMI^
ANEMIA 8 VEBDADEIRAS CHLOROSC
PILLAS DE A^ALLET
NAO SAO PR'ATEADAS
Mbm VALLET e impresso em preto ri.a*C oada alala,
A moior parte dos mdicos concordio con a Academia de medecin* em qne,
i merecera a preferencia que se Ibes d sobre os uutro* ferriilnt-"
Existen numerosas imitaces das
PII.tl.4*t DE VAsLaLET
Exigir em cada exiremidvle do fras-
co tes* aillo imprtsao em auAtao cas.
trifer l
Ira coolaara, I
aaanutawiala I
./}#>/*..
irll Tvnaa
U d. atW.it.
.
Dsva-sa
a AstiGNATDBA ^/ UA*/^ II, Ifs Jacob, Paria.
Venda aa malar parta das pharmaoiaa.
A' Florida
Ra Duque de CasJas 10
Chamase a attencao daaEimas. familias par
os precos seguiotes :
Ciatos a 1*000.
Lavas de pellica por 2*500.
Lnvaa de seda cor granada a 2a, s0O S*
a par.
Pitas de velludo n. 9 a S00 rs n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albnns de 1.1500, Si, 31, at 81.
Ramos de flores finas a 14500.
Lavas de Escossia para menina, lisas e borda'
daa, a 800 ello par.
Porta-retrato a 500 rt., 11, 11500 e 21.
Pealas de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Aoqaiabas de 21, 215CO e 31 urna.
Plisses de 2 a 8 ordena a 400, 600 e 600 ra
Espartilbo Boa Figura a 41500.
dem La Figurine a 51000.
Peales para coco com aacripcao.
Enchovaes para batisadoa a 8, 9, e 121000
1 eaixa de papel e 100 envelopes por 800 rt
Capaila e vena para noivas
Suspesjeorios aareiieanes a 21500
Li para bordar a 21800 a libra
Uio de papel de cores a 200 ris
Estojos para crochel a .$000 rs.
Bieo de cores 2, 3, e 4 dedos
de largara a 31000, 41000 e 51000 a psea
Para a quaresaa
Leques para menina a 200 ris.
Linba para machina a 800 ris a dusia, (CBS)
Bordados com deis dedos de largara 600 ris,
Sdedos 808 ris, 4 dedos 11200.
Csmbraia tapada
Galio de vidrilho metro 11.
Franjas de vedrilho a 11,
Lavas pretas de seda e Escoca.
Franjea e galoea finos a 21500, 3 e 41 o mal*
lita novidade
Leques transparentes a 30OO
dem preto a 21000
Lindos Broxes a 31000 HOCO e 500 ris
BARBOSA & SANTOS

Armado
Vende-se a arma cao da easa a. 10 da ra de
Rangel eedendo-se a eas* ao comprador.______
WHISKY
ROY AL BLEND marca V1ADO
Este ezeellente Whisky Esceesea preferivs
to cognac ou agurdenle de canoa, para fortifica
} corpo.
Vende-se a retalho nos ha Iheres armaiens a
oolhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cojo aa.
me e emblema sao registrados para todo o Brasil.
__________BBOWNS r. C, agentes____________
Pinlio de Riga
MATHUES ATJaVriK & C, receberam ultims-
mjote um completo sortimento desta madeira,
como sejam : praneboes e tabeas pera assoalka,
da melhor qualidade e de diversas dimensoes, *
que vendem por precos comtnodos, 6 redosidos,
coutorme oa lotea ; no armasem do caes do Apollo
n. 51, ou na do Commercio n. 18, 1* andar,
Pechinchas para acabar!
59 BdiDIPuICaq! 59
Nbbsocb cores firmes a 160 e 180 ris o cova-
do.
Cretones claros e escaros a 240 ris e dito.
Fustoes com palminbas de cores a 240 ris o
te.
dildem branco finos a 320 e 400 ris o dito.
Popelinas com listras de seda a 300 ris e
dito.
dem branca para Exmas. neivas a 500 ris a
dito.
Setinetas brancas bordadas a 5(0 ris o dito.
Setins de cores, branco, e preto Maca.) a 800
11 o dito.
Combraia de forro preta a 11200 peca.
Eaguiea de linho de 10 jardas a 41 e 41500 a
dita.
Madapolio pelle de ovo de 20 ditos a 61500 a
dita.
AlgodSes superiores a 31500 e 41 a dita.
Brim de cores, lindos psdreg a 400 e 900 ris
o covado,
dem pardo superior a 860 e 400 ris e dita.
Angolas finas, cores firmes a 560 ris o dita
Cambraia branca bordada a 51500 a peca.
dem Victoria fiaa a 31200 a dte.
Bramantes de algodao superiores a 900, 11200
e 1*500 o metrt.
dem de litaho paro, do aaelhor, a 21 dito.
Lences de dito para cama de casal a 11800
um.
Colchas de ganga idem a 31 ama.
dem idem para selleiros a 21500 ama*
ColchSes frncezes, grandes, a 151 um.
Ceroulai de saperior bramante a 121 e 161 a
duza.
Meras inglesas, cruae, a 21800 e 81500 a dita
Lencos braceos e d cores a 21 a dita.
Meias r are criancas a 21500 a dita.
Guardanapos bordados de linho a 21400 a dita.
Camisas francesas superiores a 36 i a dita.
Cortes de meia casemira a 11800 e 21. r
dem de casemira superiores a 31000, 41500 e
61000.
Para a quaresma
Merinos preto, sortimento sem competencia,
precos de 11000,11200,11500, 21000 e 21500 o
covado
Grs de aples, verdadeiro de Llaa, a 21608
e 21800 e esvsde.
Cachemiras preta com salpicos a 21000 o co-
vado.
Veludilhos lisos e bordados a H000 a 11200 e
dito.
Mantilhas brasileira a 51 ama.
Fil de sede bordado a 21800 o metro.
Ficbus, idem, grandes a 71 um.
Cheviots superiores a 21600 e 31000 o ova-
do.
Casemiras, pannos, Sedans, merinos e todos os
artigos para o uso domestico te encontra na acre
ditada casa de
Caueiro da Cunlia SC.
Vendas m grosso dantos
descernios
S9 Ra Duque de Caxias 39
AKenco
Veade-se ou permuta-se urna casa terrea arta
os travesaa do Falcio n. 12, com 2 salas, 3 quar
tos, cosinha tora, grande quintal e cacimba, por-
tao dando sahida para a rna dos Ossos ; a tratar
na mesma com a proprietaria, e esta far todo
negocio por j ter o despacho do jais, at para
botal a em leilao, podendo apresentar oa doeu'
mentos aos permutadores, desejando tambem um?
por troca, ainda que seja pequea, porm que-es-
teja nova o bem construida.
Novidade:
,iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii'ii'ii
A loia das Estrellas roa Dnque de Caxias n.
66 receben pelo ultimo vapor da Europa mantele-
tes de cachemira 0 damace preto ricamente enfei-
tndos; renda hespanhola, cortes de gurgure de
seda preta e de'cor, aortidos, gnarnicoes de vi-
drilhos, cachemira 700 ris e 21000, setins pra-
tos a 11000 e muitos ontros artiges que se vende
dw barato preco.__________________________
Semana sania
Galio de vidrilho.
Franjas de vcllado.
Bico de seda com vidrilho
Por precos resumidos
Rus da Impera tris anote ro76
^j

'
I


Diario de Pcrnambucotyuiuta--fcira 24 de Marpo de 1887
UTTERATBR1

JQffiNI.4 BERTUIER
POR
MARIO UCHARD
-()- .
XXVII
Contin*ac&o)
- Ta I ta > ta dizia o Sr. Sr. Sarra-
zin, est certo, vizinho, de que sej araos
realmeute tloo desbordados ?... Est bem
certo, de que, ha diuentos anns nossa hn-
manidade tinha melhor terapo, do que o
noeso, costumes muis puros, ideas mai
elevadas, uso Bol mais quente ? Voc est
dizendo boas, con o seu fim do mundo e
a sua queda do homem, que se annunciam
pelo progresso mais espantoso da sciencia
que jamis se vio !... .
Por um rodeio e raesmo sem rodeio,
Roberto voltava invariavelmente ao objec-
to do seu odio persistente, perversidade
da mulher, sua trabjs>> vil, nos seus
delictos de instincto...
Como nomem desinteressado no negocio,
Sarrazin concordava coui tudo.
Entretanto, concentrado no segredo for-
jado da singular desgrana da sua vida, da
qual Rival e Aurora eram os nicos depo-
sitarios, e que um Bent ment de honra o
constrangia a envolver no despreso de um
esquecimento eterno, Roberto teve um dia
um susto bem singular que o fez
de repente.
Urna tarde, duraute urna deesas lijos
que o seu ocio permittia-lhe .dar a Jo-
cunda, mais aberto do que de costume, fi-
cou calado um instante.
Em que pensa ?... perguntou lhe de-
liberadamente Jocunda, que se tinba sp-
proxiraade, vendo-o encostado janella
com o olhar perdido no espago
. Marton sonbou I disse vivamente Ro-
berto ; urna velha estonteada que lhe
conta cousas dessas. .
Nio nSo nio queira enganar-me 1
tornou ella em tom convencido. E que
preciso provar lhe que sei tudo, fallare!:
ella chama-se Christiana !.. -
Roberto escuta va, cada vez mais per-
turbado por esa* bravura innocente. Ao
ouvir esse nom > pronunciado por Jocunda
ficou mudo, nao ouaando interrogar nem
responder.
Primeiraraente, nio bom a gente
esconder os seus pezares coutinaou ella,
e fallar sempre um gran i 3 allivio...
Quando nio sej a senlopara sosegar os quo
se atormentara ; accrescentou ella ora um
accento de comraiserajao to ingenuo
que Roberto ficou commovido, sentndo-se
ao raesmo terapo aborrecido por vel-a fal-
lar em tal assumpto:
Cuidado, minha querida Jocunda !
disse elle tentando rir, para desvial a de
semelhante assumpto; est abi com esses
grandes pensamentjs que seu tio Iba cen-
sura tantas vezes.
Tio Miguel ama-me de mais para
nao tratarme sompro como crianja, e eu
tenho ideas que nio cont nem a rsula,
que me trata do mesmo modo... Mas,
quando caso de um segredo do outro e
de um pezar oceulto... isso muito gra-
ve para eu tagarellar.
Nesse caso, est vendo, que tambara
oceulta pensamentos interrompeu elle.
Oh nio a mesma cousa I respon-
deu ella, porque eu nao soffro por mim...
Dapois nio me sinto s, como o senhor...
Eu tenbo mcu pal, tio Miguel!. .. Tenho
esperanja na vida, porque ensinarara-ma a
ter coragem... loriga de abafar tudo
quanto me passa pela cabeja, tristeza ou
contentamento, eu escrevo todos os das
para meu. pai.
No seu celebre livro de bordo, ac
crescentou elle para tentar essa diverslo.
Mas, ella contiuuou:
Sim, senhor, no meu celebre livro
da bordo, j "que sabe disso... Mis nio
zombe '. Eu tinba dez annos quando o
I* A despeito d admirajlo, i varias ve-
le vagamente sentida, havia tres mezas,
de umi mudaoja no carotar o na* ideas
de Jocunda, Roberto nio poda dcxar de
sentir um era barajo terrivel ante essa te-
meridade qire levanta va o veo em baixo
do qual julgava as suas miserias to bom
escondidas. Espantado por ouvir o nome
de Christiana pasa ir por esses libios inge-
nuos, exprobrava-sa ter dcixado comejar
conversa tilo singular. Nio seria faltar a
hospitalidad'.! fran ;a de Sarrazin ouvir Ues
palavras pronunciadas por urna crianca?...
O nico meio de apagar todo o vestigio
ellas, de tirar lha toda a importancia, era
desviar o sentido dessas perguntas impru-
dentes Apmhand,o pois, o pretexto do
celebre livro de bordo e insistindo por
vel-o, eoinejou a mofar dello como de um
exer.-icio de menina de esosla que quer
ensaiar as grandes ideas :
E' tudo isso, sim duvida disse ella.
Um exorcicio de menina de escola... me-
nos ... as grandes ideas, que abi silo inu
teis.
E' tal vez urna grande parda-'
- O Sr. mo !... Mas pouco im-
pjrta quo moteje... Dapois que aqui
estou. a despeito da minba tagarelice, o
senhor j sorrio tres vezes... bem cotiU-
das; e nio paosou... Eatretanto, agora,
accrescentou ella, se quer realmente ..
S'j quero o que?...
^o quer realmente ver o meu livro,
eu lh'o emprestarei; e crea que o senhor
ha de achar nelle cousas uteis... Quando
nilo tosse senlo aprender a nos conbecer
a todo3 e a ter confianja era nos, o que o
alimaa. Hi de sorrir com os primeiros
annos da crianca... mas aprender sobre-
tudo, senhor motejador, o qu ha de bello
e de bom nossa obrigajlo, que a gante se
impute, de um rotatorio fiel de todos os
seus actos e de todos os seas pensamen-
tos de cada dia, nesse livro de bordo de
que o senhor mota e qu9 ha da obrigal-o a
reflectir. Por isso, aupponha que o senhor
barque. Pap parte dapois de amannl. Terja-feira. A Sra. Rival sabia tu-
Livaram-rae s ragatas de Luynes Cao -1 do 1 Agradecm-rae com effaslo da sua na-
f Eutlo, a senho-
Eu disse que
rci. Achulaj disse-me :
ra nio un lnrae n?r..
sim. Mas noite tornei a chorar. Nada
de dovo. Marton ralhou.
Riberto saltou rpidamente bom nume-
ro de paginas e folheeu alguna annos. As
carapachas do almirante, as suas partidas
e as suas voltas oceupavara quasi todo o
lugar.
Domingo, 14 de Agosto.=0 herdei-
ro da velha do Coudray veio. Foi recebi-
do por mim, quando chegou ao pavilhlo,
meio afogado pela tormonta. Esse moco
chama-so Roberto Gurin. Sera melhor
quo nao affactasse essa frieza corapassada
dos mocos de boje. Falla pouco e parece
pouco instruido... Olhou-ma espantado ao
ouvir urna explicajo meteorolgica que
lhe dei sobre as nossas borrascas... Pelo
sen ar, eo.mprahendi qua o intimidei mui-
to e custou-me a conseguir que elle sa
apresentasse. Dave ter-me timado por
pessoa muito curiosa... Talvez um pouco
falltdeira. Marton resmungou por causa
do meu guarda sol.
tureza to cordial a confidencia importante
que recebia... Por sua vez revelou-me to-
do o segredo ua sua mais triste verdad*...
Roberto en noivo de urna joven estran
geira, bella como o dia, e clles adoravam-
ae... O pobre moco souba de repente qua
os pas, inflexiveis, queriam casal-o com ou
tra. .. Como era natural ella quasi morreu
por isso...
Eiio despertou, para Iludir essa per- comecei, depois de ter aberto um doB dea
gunta com alguma resposta evasiva
Em nada, respondeu negligente-
mente.
Sim, sempre se diz isso, quando se
pensa de mais !... Ah bem vejo que
est sofixendo, accrescentou ella com tris-
teza.
- Juro-lhe que nio, ternou elle um
pouco impacienta. Da qua estarei soffren
do?
Oh! quer illudir, tornou ella com
uma especie de exprobrajao. Eu detesto
esse desanimo de tudo quanto nao sabe
vencer e que tanto mal lhe fas...
E porque estarei cu desanimadoT...
disse Roberto, admirado, de uma gravida-
de de accento quo nEo lhe conbecia.
Porqui T replicou Jocunda. Sim,
vordado!... Porqus achar prazer em
pensamentos dolorosos ?...
-Robirto fi'.ou-a, admirado desea lingua
gem t2o nova para elle, quasi aterrado
com essa perspicacia da crianca, que pare-
ca ler-lhe na alma.
Engana-se, minha querida Jocun-
da. .. ou pelo menos exagera esse resto
de propin83o inconsciente para as ideas
tristes, que me dexou a molestia e que so
ha de apagar com o tempo.
NSo! nio o senhor n&> quer sarar,
accrescentou ella com esse ar de impor-
tancia que eostumava tomar. Mas, a mim!
podo contar os seus pezares ; porque co
nbeco a causa.. A gente soflfre menos
contando o seu segredo.
Um segredo i exclamou Roberto per-
turbado, mi grado seu.
__ Oh nSo negu !... intil !, .
Primeramente quando o trouxeram para
Guitry tio acabrunbado, Uto infeliz, adivi-
nhei logo que isso n3to era natural !...
Marton, mesmo disse : Isso nilo. pode ser
senao algum gr-mde amor I >
pachos do Atalanta. Um combate na
Coobinchna... isso pareceu-mo to bello,
essa vida de deveres, de perigos tSo sim-
plesmente consignados... Um tal tinha-
se prtalo bem... Um til tinhafraquoa-
do, faltando-lhe sangue-frio na sua bravu-
ra... A seu respeito, meu pai s es-
creveu uma palavra : Ferido I.. Ser
filha de um almirante, parejeu-me consti
tuir o dever de ser um exemplo... A mi-
nha imaginaclo de menina quiz que eu
tambera tivesse como elle um livro de bor-
do, onde, todas as noites eu lbe lesas os
acontecimientos do dia, as miaas lices
com rsula, as minbas discussSes com
Marton... Dapois, meu pai tornou a au-
sentar-so e eu quiz conservar-lha todos os
dias da minha vida para quo ella os pu-
desse rever, reviver, a ratomar-me ua vol
tambem tem o seu livro ; o senhor m o
tr >ria, e eu lhe dia : i Aqui, no tem
razio !... Aqui tam...
- Est me dando vontade de comecar
amanh mesmo, disse Roberto rindo.
Devoras ? Espere, entilo, accres-
centou ella satsfeita, vou buscar o meu e
o da Atalanta, que Iba servirlo de mo-
delos
Ella sabio correndo.
Um poico atordoado, quasi descontente
comsigo mesmo, comquanto nao tivasse
dependido dello illulr as ravelacues de
Jocunda, e co nquanto rasolvido, a princi-
pio, a recusar essa coramunicaclo de um
diario de menina, Roberto, ficando s, ra-
flectio que depjis da evocaco singular do
nome de Christiana era melhor conhecar
tudo deesa indiscripeo de filha de Eva
Penetrar a fundo n.sses pensamentos ro-
mnticos qua dabi podiam surg'r, era, ao
mesmo tempo, esclarecer se sobre o qua
baviam descoberto da historia deploravel
ta, como se ni > me tivesse deixado; para que at entlo elle suppoz to completi-
que elle pudesse amar a quem eu amo e mente ignorada.
FOLHETIM
O COKCUNDA
compartir as minhas dividas de coraclo...
Ao senhor, elle ha de estimar a despeito
dessa falta de coragem que elle sem duvi-
da ha de exprobrar-lhe assim como eu... e
elle ha de ralbar com o senhor:
- Como!... exclamou Roberto, cada
vez mais perturbado, a minha falta de co-
ragem tambem est no seu livro de bordo ?
Sem duvida !-.. A sua tristeza cau-
sa-me tanto pezar accrescentou ella com
a seriedade que poda dar a essa grave
pedido de coufidencia.
A amisade cordial de Sarrazin nilo o
obrigava a contar ao tio todos esses ditos
singulares de menina.
Tendo-lhe Jocunda levado o livro, elle
o tornou, a, noite, s, no seu quarto,
abrio-o. A forma era, com effeito, a de
um livro de bordo ; as primeiras paginas
eram em letra de uma crianca. Eis o que
elle leu :
* Terja-fera, 17 da Marco.Nada de
novo, brisa, norte ou nordeste,' na opini&o
de Uisula ; pap foi a Tours oom o tio.
Saguia, sera mais transigi, a narraclo
dos factes importantes do dia, referentes
ao papel de joven castellS.
a Quinta-feira, 2 de Maio. O tio 1 -vou
o parisiense para Tours...
Nio extrahindo do livro de bordo sano
aquillo que se referia a elle, Roberto saltou
ainda essa periodo... Afinal chegou a al-
guraas paginas interesa mtes; a su i volta
ne se triste estado, que ainda fazia ranaiar
pala sua vida... finalmente, dapois do mi-
nudcii-ias s;bre 03 primeiros dias da sua
convalessenca na Barraca :
t Quarta-eira, 10 da Junho.O Sr. o
a Sra. Rival, que o trouxeram, voltaram
h .ntem para Pars... Dia calmo, mas ain-
da grande fraqueza. Agora rsula est
certa de que o pobre homem ha de sarar.
Marton ainda quer faz -r quarto esta noite,
para Garloi descancar. E' o criado, qua
dorme perto do amo. Estas molestias de
debilidade exigam muito cuidado. Segundo
prometti, escrevarei to las as naites as no-
vi ladea uo dia Sra. Rival.
Quinta faira...Sei tudo I... Marton
intarrogou Carlos esta maohl; a quando
entra va no meu quarto, onde eu ainda es
tava com rsula, ella disse : < Slo histo-
rias de muihares 1... rsula fez lha um
signl para que ella se c disse ; mas eu de-
fend Marton e dissa logo que se elh fez
mal de interrogar o criado do Sr. Gurin,
era, pelo contrario, na boa intenco de
melhor trtalo, coahocendo a causa do
mal. Entlo, ora indulgencia, convidei-a
a iaformar-nos miudamente... Mas eis
que ella se coafuude e nao pola contir
mais nada.
c Entretanto eu souba hbilmente escla-
recer a historia. O pobre mojo tom um
grande pezar de amor...
i Essa desgra$a horrivel I ..
i Sabbado... Ella chamava-se Chris-
tiana 1... E nquanto elle dorma ba pouco
uo terrajo murmurou essa palavra como
sonhando. rsula ouvio como eu...
t Quiata-feira Estou muito inquieta a
respeito dos peznros de amor. .- Cnsul
tei... rsula diz que ousa muito perigo-
8a. Ella, entretanto, onheceu uma umiga
de uma das suas discipulas, qua sarOa ..
Mas era uma Ingleza... O tio diz que
ninguem morro disso.. O que ba de cer-
to, que Marton tem uma prima que, tpor
amor dexou se morrer tsicas. Mas diz
que era uma tola O importante seguir
as prescrpc3es do medio; restabelecer-
lbe as forjas o dar The vontade de viver.
Nao fitigar-lhe o espirito e distrahil-o dos
seus pensamentos fataas... Quanto a sua
vontada, encarrego-me disso, logo que elle
ficar mais forte.
< Domingo. Rilhei com Marton ; a se-
nhora o chama seu doente, como se os ou-
tros nio fosaera nada e s ella soubesae
tratar dalla... Quando voltei da raissa,
encontr :ia-a passeando com elle ao sol, no
fim do terrajo o tagarelando, tagarelaudo,
como s elh sabe tagarelar...
Mas, tornou elle, se Jguem abriese Com cerejaa na estufa... Marton resmuu
t Occorreume que Christiana talvez nio
esteja marta... Mas se elles esto separa-
dos apenas .por obstculos, agenta pota-
ra, oertamenta, cural o, restituodo lhe
aquella a quem ella ama... Tando deseo-
I berto essa importante sagrada, nio deve-
. jai eu revealo aos seus amigos, que tal
vez ignorem tudo ? Quo rasponsabilidade,
que ramorso, xse pelo meu silencio eu fosse
causa da desgraja da urna pobre menina.
POR
:l:i: fetal
SEXTA PARTE
o issiiSOTii: do mm
(Continuajlo do n. 66)
V
Curirao de mal
Queres defendel-o ? dissa a prnceza,
que lanjou lbe um olbar de desconfian ja.
Est do lado dclla T Vejo-o, continuou
ella, com um amargo desanime, tambem
tu gostas mais delle do que de mim 1
D. Cruz levautou a mo, que ella con-
servava junto ao seu corajlo.
Duas lagrimas rolar a m pelas faces da
princesa.
Oh esse homem I esse homem 1
balbuciou ella entre solujos. Sou viuva,
S me resta va o corajlo de minba filha.
D. Cruz conservava-se silenciosa diante
daquella suprema iujustija do amor ma-
terno. Ella compiehendia isso, aquella ar-
denta rapariga de prazer-s, aquella louca,
que quera brincar hontem oom o drama
da vida. Sua alma continha o germen de
todos os amores apaixonados e iovejosos.
A princeza acaba va de sentar-Be sobre
ama poltrona. Pegn as paginas do ina-
nuscripto de Aurora. Virava-as e revira-
va as, sonhando.
Quantas vezes, disse ella lentamen-
te, lhe salvou elle a vida !
Paraceu que ia percorrer o manuscrpto ;
mas parou as primeiras paginas:
Pitra que ? murmurou ella com um
tom abatido : eu s lha dei uma vez a vi-
da I E' verdade, verdade, contiauau ella,
emquanto que o seu olhar tinha lampejos
feroses ; pertence mais a
mim.
Mas a senhor a sai rali, disse mei-
ramentd D. Craz.
esse livro onde mette os seus segredos?
Est sempre aberto para rsula e
para tio Miguel,
E ... a mim ?... poderia tambem dei-
xarmd 1er o que escreve a meu respeito?
Oh o senhor, o senhor ficaria bem
castigado ; porque s vezes sou muito se-
vera.... quando o vejo demasiadamente
desanimado.
A princeza fixou nella o seu olhar in-
quieto.
O que queres dizer com isso ? per
gontou ella; ;qanres consolarme. E' um
dever, nio veriade, amar sua mli ? Si
minha filha me amasse por dever, sinto
perfeitaraente que morreria.
Minha senhor., minha senhora, tor-
ne a 1er as paginas em que falla de si.
Qu nta ternura, que respeitoso amor.
Souhava, Flor, meu corajlo Mas
ha uma cousa que me impede de tornar a
ler estas linhas que to ardentemente tenho
beijado. Minha filha austera. Ellas con-
tera ameajas. Quando chegou a suspoitar
que o obstculo entra ella a o seu amigo
era sua mli, a sua palavra tornou-se agu-
da como uma espada. Limos juntos isso ;
recordaste do que ella dii. Falla das
mlis orgulhosas.
A princeza teve um calafrio em todo o
corpe.
Mas a' senhora nio uma dessas
mlis, disse D. Cruz, que a observava.
Fui murmurou Aurora de Caylus,
ocoultando o rosto entre as mos.
Na outra oxtremiiade da sala, Aurora de
Nevera agitava-se na cama.
Palavras ndistinctas escapavam-lhe dos
labios.
A princeza estremeceu. Dapois levan
tou-se e atravesaou a sala na ponta dos
ps. Fez sigo al a D. Cruz para a acom-
panhar, como se tivesse sentido necossida-
de da ser acompanbada e protegida.
Esta preoccupajlo, que a persegua sem
cessar na sua alegra, esta crenji, essa re
raorso, esta escravidlo, qualquer qua saja
o nome qua queiram dar s exquisitas an-
gustias que opprimiam o corajlo da pobre
mli e destruia-lue a felicidade, tinba algu-
ma cousa de infantil e de doloroso ao mes-
mo tempo.
Ajoalhon-se ao lado de Aurora. D. Cruz
ficou de p junto da cama.
A princeza deraorou-se muito tempo a
contemplar o rosto de sua filha. Suffbcava
os solujss que queriam sabir do seu peita.
Aurora esta va paluda. O somno agita
do tinha-lhe desprendido os cabellos que
cabiam dispersos sobre o tapete. A prn-
ceza pegn os e levou-os aos labios, fe-
chando os o! nos
Ilenriquc, murmurou Aurora no seu
gou.
Quarta-faira, 18. -Sub no castanhei-
ro com Achules Rabaud, marido ue Mar-
ton : elle agora est condecorado e se-
segundo piloto do navio do pap. Rasguei
o vostido. Li a vida do Duguay Trouu
(1573-1736.) Massillon bem aborrecido.
Nada de novo.
c Sabbado, 21. -Chegou ordem da em-
< Esses pensamentos terriveis atormen-
taram-ma todo o da... Se mcu pai esti-
vesse aqui, arranjaria tudo logo e conse-
guira assegurar o seu casamento... En-
tlo que fajo I... Acabo de escrever
Sra. Rival uma carta muito seria, em que
lhe confio um grande mysterio, a entre mu-
lheres, o grave aoontecimento que pene-
tren..
c Sabbado, 17 de junho. Elle volcou a
installar-se era La-Grange, completamente
restabeleudo. Nio ha o menor receto de um
recibida e elle prometteu comejar a traba-
lhar. Entretanto, resta-Iba um estado de
espirito atormentado. O to diz que isso ha
de passar, ma3 declara que, por sua coa-
t, nunca teve pezares amorosos... Feliz-
mente, os dous conversam muito, o que
pelo menos distrahe Roberto da sua melan-
cola perigosa... >
xxvni
Se Riberto a principio assustou-sa, ao
ouvir o nome do Christiana pronunciado
por Jocunda, depois da leitura das grandes
reflfixuas do celebra livro de bordo traa-
quillisou-se.
Afastada a prmeira idea de urna deseo-
berta mais do que perturbadora para essa
alma de crianja e conhecendo o alcance
das conjecturas e os ditos que se limitavara
a essa historia simples de esponsaes rdtos,
elle respirou, alliviado do receto, que lhe
tinha assaitado o espirito, da ser obrigado
a fallar a Sarrazin a respeito.
Apreciando o tacto e a finura de Aurora,
que resumi to delicadamente, para uma
menina, a triste historia da sua vida, Ro-
berto quasi admirou-sa de nio ter pensado
ella mesmo nessa explicajlo, alias muito
verdica, que o tea livrado, desda muito,
Jas complicado is de uma situajlo falsa na
Barraca. Amizades dessas, com certeza, nio
mereciam essa dissimulajlo triste de um
desespero tenebroso, que poiia magoal-as
pelo seu mutismo dase jnalo. Eatretanto,
em onsequenoia, Roberto tinha resolvido
vagamente sabir do seu mysterio na pri-
m dra occasilo, quando urna manhl, ao
chegar Barraca :
Oh eu vou a Chanfourn, disse-lhe
Sarrrazin- Venha com migo, conversare-
mos. -
Partirara e chegaram a estrada pelo ter-
rajo, conversando sabr as noticias dos
jornaea da noanhS, Roberto como se fallas-
se da la, o Sr. Sarrazin com esse humor
do um temperamento pratico que fazia com
que em tudo tomassa o caminho mais cor-
to. As suas opiniSas polticas e sociaes re-
sumam-se de ordinario em um phrase ty-
pica: Governo de mais I governo de
mais 1
estonteadamontc sob as pern is do Sr. Sar-
razin, que o segurou pelo braco para im-
padil-o de cahir; mas parcabenio um hia-
to siogul ir que deixava sahir um pedaje-
de camiaa atra:
~ Criminoso I... Que isso?... disae-
l'ia elle, mostrando o rasglo.
E' minha calja! respondeu simples-
mente o pequeo com ar vivo.
E, como repellinio uma falta que ni
era sua:
Esse buraco se fez Lonteml
Pas bem! diza a tua mli qne se
amanbl esse buraco nio esti'er remonda-
do, tu nio sers recabido na escola!
Governa de mais !... dissa rindo o
cura, qua passava.
Distingamos I... responden o maire
com o gesto familiar, quo consista em por
o dedo ac longo do seu nariz comprido,
distingamos, Sr. cura I Nada da governo
central, mas governadores por toda a par-
te 1... Imagino que, quanto nossa fre-
guezia, o seu papa, do fundo do seu Va-
ticano de Roma, nio sabe to bem como
o senhor...
Meu papa, meu papa. deseja-lhe
bom dia e eu vou tratar dos meus afa-
zeres! replicou fugindo o cura, que sabia
que nunca dizia a ultima pdavra.
Est vendo, meu amigo, continuou o>
Sr. Sarrazin, tomando o brajo de Roberto-
depois de atravessarem a praja ueste
mundo tudo questlo de perseveranja e
de tempo. Ha des annos, era praciso o
guarda campestre, os carUzes e as multas
para enchsr apenas amatada da escola...
Hoja eu ameajo os pas de expulsar os fi-
laos, se elles os mandara rotos ou sujos..
E essa pona eu applico por quatro dias...
oitodias... inexeravelmente, a despeito
da gritan i do inspector e do prefeito
Bem sei que assim fazendo, inf injo a
le; mas quem lucra cpmsso... sa con-
segu qua a communa-se con/encesse de
que a excluslo da escola um mal que
lhes causo? Olhe, vizinho, o homem, so-
bretodo o camponez, tem por naturez. o
cuidado primordial a salutar do ten e de
meu. E' sobre tu do por ahiquo o governam.
Dave-se-lhe a escola, elle quer o que lhe
de vido !... E a occasilo de gritar con-
tra a autoridade ? O arbitrario nossas pro-
porj5es o obriga a discutir os seus direi- I
tos : porque, vizinho, preciso confessal-o,
caminhamos 1... Refticta que, a esta hora,
nio ha entre na um homom de trinta an-
nos que nio tenha feito o servio militar
obriga torio, qua nio saibi lar, qua nio te-
nha corrido mundo e que nio sa tenha sen-
tido oidadlo!... A gerajlo de crianjas
que est crescendo, prepara-nos uma clas-
8e de camponezes que nio terlo nada do
burro de carga da out'ora.
Ah! ham sei qua ha ot medrosos eter-
nos ou os grandes politicos... que dahi
ospsram todos os males. Os camponezes
sabendo ler... tudo est perdido! Ah!
maus amigos, acaso a educajlo, a instruc-
jlo os tornarlo peiores, quando voces s
pretendem ser superiores por causa da in-
teldigencia que a escola descnvolveu ? Que
perigo social esse? O perigo nao so-
querer comprebender que nio sa podo
mais embrutecer a especie humana desti-
nada a nos alimentar 1... Nio ha mais
ser vos! Elles tornaram-se homens. Tem
olhoa o vcm tem ouvidos e ouvem !
Vim como os Irhndezes, que morrom de
fome ao lado de seus lords qua tudo ab-
sorvera, que tal fez baja alguma cousa
fazer. V agora dizer-lhes .que o mundo
sempre andou bem assim O melhor 4
instruil os, primeiraraente, para depois de-
monstrar-Ibes qua a riqueza est om suas
mos, se souberem empregar todos es seus
esforjos reunidos em um trabalbo mais
bem organisaio.
somno ; Hennque, meu amigo.
A princeza tornou se to pallda, que D
elle do que a Cruz precpitou-se para amprala. Mas
foi repellida.
A princeza sorrio com angustia e disse :
Acostumar rae bei a isso. Se ao ma-
nos o meu oome lha acudase tambem aos
labios durante o seu somno I
Espera va. Essa nome nio foi pronun-
ciado.
Aurora tinha os labios entreabertos, a
sua respirarlo estava fraca.
Ter ai paciencia, disse a pobre mli ;
outra vez talvez anohar com migo.
D. Cruz poz se de joelhos diaota della.
A Sra. da Gonzaga sorrio-lbe e a re-
signajlo dava ao seu rosto uma belleza
sublime.
Sabes ? disse ella, a prmeira vez
que te vi, Flor, fiquei muito admirada, por
nio sentir o meu corajlo nio se inclinar
para ti. Entretanto, s bella, tens o typa
beapanhol, que panaava ser o da miaba
filha. Mas olba para esta testa, olha I
Afastou megamente as ondas de ca-
bello, que oceultavam o rosto de Aurora.
Tu nio tens isto, continuou ella, to-
cando na fronte da moja : isto Navers.
Quando a vi a aquella homem disse-me :
c Eis aqui sua filha,* o meu corajlo nio
hesitou.
Parecia-mo que a voz de Navers, des-
oendo do co de rapante, dizia com elle :
c E' tua filha >
Seus olhos vidos peroorreram o rosto
de Aurora.
Ella prosegua :
Quando Nevera dorma, as palpebras
cabiam lhe assim, e vi muitas vezes esta
lioha em torno dos seus latios. Ha algu
ma co isa aindamis semelhante ro sorri-
so. Navers era muito moj, e cenauravam-
n'o por ter uma belleza u n pou ;o afemi-
nada. Mas o que principalmente me im-
pressionou foi o olhar. Oh I o fogo das
pupillas de Nevera 1 Provas Fazem-me
compaixlo com as suas provas. Dens ool
locoa o nossi nome sobre o rosto desta
crianja. Nio nessa Lagardre que acre-
dito, no meu corajlo.
A Sra. de Gonzaga tinha fallado muito
baixo j entretanto, oom o nome de Lagar
dre, Aurora teve como que um fraco es-
tremecimento.
Vai acordar, disse O. Cruz.
A prnceza levantoa se o a sua attitude
exprima como quo uma especie de terror.
Quando vio qua sua filha ia abrir os olhos,
atrou se vivamente para traz.
Ainda nio I dissa ella com a vos al-
terada ; nao lhe d'ga j qua estou aqu.
E' preciso precaujSes.
Aurora abri os labios e depois o seu
corpo dbil enrijou-se convulsivamente, co-
mo muitas vezes se faz ao acordar. Abri
os olhos, peroorren o quarto com o albar
e o pasmo pintou-ie-lhe as feijoe*.
jxh 1 disse ella, Fl5r aqui I Agora me
lerabro. Entlo nio foi um sonh) 1
Lavou as mos cbeja.
Esta quarto, proseguio ella, nio o
mesmo onda es ti vemos esta noite. Foi so-
nho ? Vi minha mli ?
Visto tua mli, respondeu D. Cruz.
A princeza, que havia recuado at jun-
to do altar, tinha os olhos ebeios de lagri
mas de alegra. O primeiro psnsamento de
sua filha era para ella. Sua filha nio ti-
nha ainda fallado da Lagardre. De todo
o eorajlo rondo a graos a Dens.
Mas por que estou assim aanjada ?
perguntou Aurora. Cada moviaaento qne
fajo maga-me a raspirajlo. Rsgame o
paito. Em Madrid, no convento da In-
carnajlo, dopois da miaba grande moles-
tia, quando a febre u o delirio me deixa-
ram, lambro-me que fiquei assim. Tinha a
cabe ja ucea e nl sei que peso sobre o co-
rajlo. Tolas s vezes que queria pensar,
os olhos deslumhrados viara fogo e a oa-
beja pareca prestes a estalar.
Tiveste fabre, respondeu D. Cruz,
estiveste muito doante.
O seu olhar dirigise para a princeza,
como para lhe dizer : Chegou a sua vez
de fallar, venha. A prnceza conservava-
se no asir lugar, tmida oom aa mos pos-
tas, adorando de 1 raga.
Nio sei como dizer o que sinto, mur-
murou Aurora, como que um peso que
me es maga o pensamento. Estou cons-
tantemente quaai a romper o veo de tro-
vas que me cerca o espirito. Mas alo pos-
so ; nio, nio posao !
A cabe ja fraca cabio de novo sobra a
almofada, omquanto ella accrescentava :
Minha mli est agastada contra mim t
Quando disse isto, o olhar illuranou-se
lhe de repente. Teve quasi consciencia da
sua posijlo, mas foi obra de um instante.
A nevoa condensava-se diante do seu pen
samento e o olhar, qua acabava de illumi-
minar-sa nos seus bellos olhos, apsgou-se.
A princeza estremeceu s ultimas pala-
vras de sua filha.
Com um gesto imperioso fechou a bocea
de D. Cruz qu* ia responder. Approxt-
mou-se com aquella paaso ligeiro a rpido
qua devia ter nos dias em que, joven mli,
o grito do sua filha a chamava para junto
do berjo. Veio.
Pegou, por detraz, na cabeja de sua fi-
lha e depositou lhe um demirado beijo na
testa.
Aurora poz-se a sorrir. Foi entlo que
qua se podo advinhar a crisa singular por
qua passava a sua intelligenca.
Aurora pareca feliz, mas con aquella
Quando atravessavam a villa, ouvndo a
cada momento : -Bom dia, Sr. maire. Os
meninos da escola brnoavam debaixo das
arvores; um deltas, correndo, metteu-se
felicidade calma e meiga qua a mesma
da todos es dias e que dura de ha muito.
Aurora bejou sua mli, como a crianja
acostunuda a dar e a receber todas as ma-
chas o mesmo beijo.
Mas, murmurou ella, sonhei comtigo
e choraste esta noite inteira no meu so-
nho. Porque nio est FI8r aqni T Flor
nio tem mli. Mas quantas cousas podem
passar se em ama noite I
Era ainda a luta. 9 seu espirito fazia
esforjos para rasgar o veo. Cedeu, ven-
cida pela dolarosa fadga, quo a acabru-
nhava.
Quero ver-te, mli, disse ella, vem
para junto de mim, senta-me nos taua joe-
lhos.
A princesa, rindo e chorando, veio sen-
tar-se em cima da c ma e tomou Aurora
nos brajos.
Como dizer o que ella senta 1 Ha em
alguma lingua palavras para censurar ou
stygratisar este crime divino: o egosmo
do corajlo de mli ? A prnceza tinba o
seu thesouro toda inteiro : sua filha estava
sobre os seus joelhos, fraca de corpo e de
espirito: uma crianja, uma pobre crianja.
A principio va perfeitamenta Flor que nio
poda contar as lagrimas, mas a principio
estava satisfeitae louca tambara, embalava
a filha nos brajos, murmurando inoonscien
tmente nio sei que cantiga de uma doju-
ra infinita. E Aurora encostava-lbe a ca-
beja ao seto. Era encantador a era dolo-
roso I
D. Cruz desviou os olhos.
Mi, disse Aurora, tenbo pensamen-
tos em torno de mim e nSo os posao agar-
rar. Parece me que s tu que nio queres
deixar-me ver claro. Entretanto, sinto que
ha em mim alguma cousa. Eu devia ser
outra comtigo, minha mli.
Ests sobre o meu corajlo, querida
filha, disse com voz supplice: nio procu-
res nada mais. Repousa no meu seto. S
feliz com a felicidad- que me das.
Minba senhora, minha senhora, disse
D. Cruz, inclinando se lhe sobre o ouvido,
o despertar ha de ser terrivel.
A prnceza fez um gesto de impaciencia.
Queria embalar se naquella vaga voluptuo-
silade, que entretanto Iba torturara a al-
ma. Havia, pois, necessidada de lhe d-
zerem qua tudo aquillo nio paasava de um
sonho ?
Mli, se me fallasse, proseguio Au-
rora, tenho a certeza de qua a venda me
cahira dos olhos. Se scubassas quanto
padajo !
Padeces rape tio a prin -ezi de Gon-
(Contmu'a\
zaga, apertando-a apaixonadamenta contra
o peito.
Sim, padejo muito. Tenho medo,
homvelmonte modo, e nio sei, nio sei...
Havia ligrimas na sua voz ; as mo
passaram-lhe pela testa.
A prnceza ssntio como qua um choque
interior naquella peito que coUva ao sea.
Oh I Oh disse duas vezes Aurora ;
deixe-me. E' da joelhos que a devo con-
templar, minha mli. Recordme. Cousa
inaudita I Ha pouco pareca me qua nunca
tinba sabido do seu eolio.
Olbou para a prnceza com ornar dea-
v airado.
A Sra. de Gonzaga piocurou sarrir;
mas o seu rosto exprima horror.
Que tem, qua tom, miaba mli, per-
guntou Aurora : est contante por me tor-
nar a ver, nio vordade ?
S? estou contente, minha filha adora-
da I
Sim, isso; encontrou-me, eu alo
tiuha mli...
E Deus que nos reuni, minha filha,
nunca mais nos ba de separar.
Deus I dissa Aurora, fitando os olhos
no vacuo : Deus, nio poda faaor prece
neste momento, nio sei resar.
Queres repetir commigo a tua era-
co? perguntou a princeza, aproveitando
aquella diverslo com avidez.
Sim, miaba mli, Espere, ha outra
cousa l
Padre nosso, que estis nos cos.. -
comejou a Sra. de Gonzaga, pondo a
mos de Aurora entra aa suas. ;
Padre nosso, que ejs nos cos,
repetio a outra, como urna criancinha.
Santificado se ja o vosso nome, con-
tinuou a mli. .
Aurora desta vez, era lugar de repetir,
enrijou-se tola.
Ha outra cousa, mnrmurou ella ain-
da, emquanto os dados crispados aperta-
vam-lbe as fontes molbadas da suor. Ha
outra cousa, Flor, tu sabes, dize-me.
Miaba irral, balbuciou a gitanita.
Sabes I sabes, disse Aurora, cuja
palpebras bareram e ficaram hmidas ;
oh I ninguem quer entlo vir em man au-
xilio ?
Levanton-se de sbito e olbou para sua
mli.
Esta orajlo, pronuncio* eHa, arras-
cando as palavras, esta oraji nio foi
senhora quem me ensinou, minha t
CContinuar-i^^M

I
j*
S
V
1
Tjp. do Diario roa Duque de C*




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