Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18242


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Full Text
hig tiii
RIEBO
03
PARA A CAPITAL E LIGARE OMDK MAO B PAGA PORTE
Por tres mezes adiaotados............... 6)5000
Por seii ditos idera................ iitfOOO
Por ura anno dem................. 23000
Cada numero avulso, do mes-no da............ j$100
SH-Mi 18 DB11159 DE1887
PARA DESTTRO E PORA DA PROT0CIA
Por seis mezes adiantadoi..............
Por nove ditos dem.........,......
Por uio anno idem................
Cada numero avulso, de das anteriores..........
134500
20,5000
270COO
100
Proprielrale frc JHanct Jtgnra be -tarta 4 \ot
Os Srs.
Amo J a S'rlnoe A C.
de Pars, & os nassos agentes
exclu i vos de annanelos e pn-
blieacSes na Franca e Ingla-
terra

A

T
4
TELEGRAMMS
iim# u S-Ka sata:
(Especial para o Diario)
VENEZA, 16 do Margo.
n. Cario, pretndante da coros de
neapanha. embarcos para o Cnile.
ROMA, 16 de Marco.
A gaarnlcao Italiana de Masaonan
occnpnr Sanoti.
S. PETERSBURGO, 16 de Marco.
O Jornal oOlclal annancla que a
polica deacobrlo ama conaplraco
contra a wlda de 8. t*. o Imperador
da Uuaala.
Forana preso* tres ealndantea co-
mo prlncipaea antorea da conspira-
falo.
SANTIAGO DO CHILE, 17 de Marco.
i&lVaa altlmaa ?l horas deramae
aqu 15 obltoa de ebolera. e em Val-
parlao IO caaoa novo e 41 obltoa.
BUENOS-AYRES, 17 de Marco.
Toda a Imprenaa argenilnaa cen-
sura vivamente o governo do Braall
por cauaa da peraiatencla da qua-
rentena de 15 dlaa Impoata aa pro-
cedenelaa de Bnenoa-Ayrea.
Agea-ia lia vas, filial em Pernambuoo,
17 de Margo de 1S87.

NSTRCCO POPULAR
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
PARTE SEGUNDA
nOEXCAS MEDICA*
( Continuado )
Aapbyxla
Estes saccorros cinsistem nasoguinte :
Logo que o submerso ebegar a trra, ou a logar
onde possa ser soocorido, deve ser despido e mili-
to com pannos quentes.
Depois seguir-ae ha o methododeHenrique Sjrl-
vestre, o qual consiste em imitar ama profunda
reapirac natural, que se obtem {sendo entrar
em exereicio os proprios msculos que a naturexa
emprega para este fim. Ora nas inspiracoes am-
pias is costellna ei-vam-se, bein coino o esterno,
pela ae-jao do msculo grandepcitor.il a dos ootroi
que do peito vio inserir se na castellao Eates
sncscaU.s pern-sa em acci* art'ficialmenti, exten-
den i) vigorosamente us brac>t do paciente alaos
lados da cabeca. A expiraoio cbtem -se pila com-
presa! j Ja*pire lea lateraea di tborax eita tambem
COm 04 brai; -a do p acicate.
Experiencias taita era cad i veres, com appare-
lboi inioa-lorei, cuja deacripci nao poderaoaJ
aqu faser, provamm que eate meth ido tas entrar
des veses mais ir do que o proeesso de Marsahll
Hall, o qaal consisto em obter a in piraco e a
expiraco artificiaes por meio de mi vi ment rpi-
dos e repeti los pp'icado* ao carpo do paciente.
O proeesso de Hennque Sylvester comiste nas
quatro regras seguintes :
1-Collocar o corpa do paciento deitado de cos-
tas, eom a eapaduas nm pouco elevadas e assen-
tes sobre um c >rpo qualquer (por exemple, urna
pouea de rcupa dobrada, ama almofad, etc.)
2'Limpnr rpidamente a bocea e as narinas.
i?uxar para lora linguado paciente e mantel-a
tora dos labios. Os proprios deotes poderlo servir
para conservar ne.ta posicio a lingua quando se
levante ligeiramente o maxiilar inferior. Se for
preciso, segurar-ee-ha a liogoa eom um lenco que
se atar na parte superior da cab-ca.
31__Levantar os bracos aomesmotempo at aos
dons lados da cabeca e coaserval-os oesta posicio
com firmes durante pcoeo mais ou menos espa-
50 de daus segundos (esta aecao produs a inspira-
ci, levantando as costellas e alargando a oepac-
dade tboracica.)
Baixar depois os bracos e apertal-os com firme
sa, dorante o mesmo espado de tempo, contra aa
paredes latentes do peito (este movimeoto dimiaue
a cavidade do peito, produaindo a expiraco for-
cada).
Repetir estes movimentos alternadamente, coa
firmeza e perseveranea, pouco mais ou menos 15
veses em cada minuto.
4 Excitar a circulacio e a respiracio, e pro-
mover o calor,o que se obtem friccionando os
membros d.sde os seas extremos at ao coracao
sabstituiodo os tatos molhados por outros enxutos,
e laucando dequandoem quando ama ponca d'agu
fra sobre o rosto do paciente. lato pode faxer-se
8imnltanea mente com os movimentos descriptos na
regra 3. As frieces continuarlo a ser teita' por
bateo da rcupa que eobrir o paciente, ou sobre o
a tato secco que se lbe tiver vestido.
Reaoima-se o calor pondo sobre o paciente fla-
aellas qoentes, botijas com agua mai quento aos
ps e nas axillas.
(Conous.)
?ARTE UFFIClAi
Ternn ds Prsvlncla
anaDisurra dOsuIm hiboo db 1887
Act __O presidente da provincia attendendo ao que
reqaereu Iria Nognelra da Canoa Leite, prsfes-
som contractada da adetr da ensiao primario da
Jatob, teodo em vista a isdarsaaoio a 65 de 14
de Fevereiro findo do inspector gcral da Instrnc-
c5o Publica, resovle, nos termos do art. 7' 5o do
regulamento de 29 de Janeiro de 1884, conceder
peticionaria 3 meses de liceu^a, para tratar de sua
sai i onde Ihe coovier, a qual caducar se antes
diseo fiadar o respectivo contracto.
O presidente da provincia attendendo ao que
requereu Anglica Mara Roberto de JVsus, pro-
fessora da cadeira de ensino primario de Quinta-
das, tendo em 7ista a iutormacio n. 57 de 17 de
Fevereiro fiado do inspector geral da Iastruccao
Publica e o parocer da junta medica provincial,
resolve conceder peticionaria 90 dias de licenca,
com ordenado, para 'ratar de sua sade oode lbe
conviar, devendo dita liccnfa decorrer de Io do re-
ferido mex de Fevereiro.
Oficios:
Ao presidente da provincia de Alagdas.
Digne se V. Exc. de providenciar no sentido de
seren fornecidos ao director do Arsnal de Guerra
desta provincia os dados de que trata o incluso
officto, por copia, de 25 de F. vereiro fiado, sob
n. 902, relativos ao fornecimento de faldamento e
mais artigos companbia de infataria dessa pro-
vincia.
Mutatii mutandU ao presidente da provincia
da Paraliyba.
Mutatit mutandit ao presidente da provincia
do Rio Grande do Norte.
Mutatis mu'andis ao pretidente da provincia
do Cear.
Ao Exm. Sr. hispo diocesano.Devendo ter
lugar anmnha a abertura da Asseinbla Legisla-
tiva Provincial, rogo a V. Exc Berma, se digne
de providenciar para que a missa votiva do Es
pirito Santo, que precede quelle acto, s brada as 11 boras do dia na matriz do Santissimo
Sacramento da Boa Vista.
Ao brigadeiro commandante das armas.
Sirva-te V. Exc. de dar suas ordens para que ama-
nhJ, 1 hora da tarde, se acbe postado em frente
ao paco da Assembla Legislativa Provincial um
batalho afim de selemoisar a abertura da sesso
ordinaria da mesma Assembla Legislativa Pro-
vincial, providenciando tambem para que a For-
talesa do Brum d por essa occasio a salva do
csiylo.
Ao mesmo.Com a informacSo junta, por
copia, do engenbeiro das obras militares, de 28 de
Fev. reiro fiado, sob n. 113, raspn lo ao officio de
V. Exc, dd 19 do mesmo mes, sob n. 96, relativo
falta d'agua no quartel do 2* batalbio de infan
taria.
Ao Dr. ebefe de policio.Em vista das n-
forntac-.s do Tnesouro Provincial, n- 434 e 43S de
12 da Fevereiro fiado, aqu juntas pjr copia, de-
claro a V. 3, em soluco doi seus orBcios ns. 79 e
85, de 23 e 29 de Janeiro ultimo, quo nao podem
ser approvados os contratos de locae/io das casas
deque tratam os citados otficios, para servirm de
cadeia e quartel aos destacamentos de Timbaba
e Ribeirao.'Jom^unieoo-ae ao inspector do Tne-
souro Provincial.
Ao mesmo. -Conhece-so peo offijij de V. S,
sob n. 195, de 26 de Fevereiro findo, e documen
tos que o auompanbaa, quede facto o Ia suppl-n-
te do delega lo de Bom Jardim, Nicolao Antonio
Duarte, a pretexto de tomar couhecimento de urna
questao relativa a um acude no lugar Tambor, da
freguezia de Surubim, tes vir su* presenQa, no
engeuho em que reside, um dos contendores para
aJmoestacoea.
E porque, sendo o assumpto da competencia do
poder judiciario, e a. elle estando e devendo ser
affecta, uada tinha que ver a polica, recommenio
a V. S. que faca sentir a aquella delegado a con-
veniencia de se limitar ao que pertence exclusiva-
mente s suas attribuic.is.
Ao mcsm>.Coui o officio de V. S. sob n.
192, de 25 de Fevereiro findo, e documentos que o
acompanham, neo certo de haver o 1* supplente
do delegado de polica de Bom Jardim, Nicolao
Autonio Duarte, feito Alexandre de Lima assig
nar terror de seguranca a requerimento de sua
ex-amasia Leopoldina da Paixo.
E porque dos meamos documentos tamb *m cons-
ta que aquella antortdade conservon cin priaJj de
4 a 6 de Desembro o rrferidj Luna, sob pretexto
de corrigir duobedienca que pratieou, conforme se
expressa a aa* ordein ao carcereiro, ntervindo
anida em n-gocio de partilhas de baa entre o
uieami Lima e Leopoldina, canvem lembrar a
aquel le delegado as dispoaicoes da Beferma Ju-
diciaria, segundo ai quaes uo licito prender
sem culpa formada e maud ido escripto da auton-
dade judiciaria, salvo o caso de flagrante delicto,
n a anda dar carcter official a quesles cstra-
uhaa &* snas attribuicdss de autoridade policial.
Ao inspector da Tu -souraria de Fasenda.
Para os fina convenientes eommanico a V. S. que
Mar cal Pinto de Campos assumio no dia 18 de Fe-
vereiro findo o exereicio interino do cargo de pro-
mo'or publico da comarca de Garanbuns por no-
mea^tlo do respectivo juiz de direito.
Ao mesmoBemetto a V. S. copia do aviso
circu ir de 5 do corrate expedido pelo Ministerio
da Fazenda, afim c qua se air/a de ministrarme
os dados median'o os quaea dero indicar ao refe-
rido ministerio as auppressods de empregos que
se poilem fazer nas repartido :s de fasenda nesta
provincia, sem prejuiz> do seryifO publico, com de-
claraces dos empregados que por avftofada idade
e invaldales devam ter aposentados.
Ao mesmoBemetto a V. S. para os fins
convenientes copia do aviso circo lar de 15 de Fe-
vereiro ultioi >, sob n. 3., em que o Exm. Sr. mi-
nistro da agricultura coinmer. io e obras publicas
declara que, nos termos do aviso circular ie 19 de
Mai do auno pssado, de ver cessar, encerrado o
arrolaotento dos antigos escravos sexagenarios, a
publicaco pela mprensa dos editaos, a que se re-
fere o mesmo aviso visto como ter-se-ha cutio de
preceder pelo modo previsto nos 2, 3 e 4 do art.
11 do regulamento u. 9317 de 14de Novembro di
18S5 ; e recommenda o maior zelo na execooie das
providencias estabelecidas pelo mesmo regulamen-
to, no intuito de salvaguardar os direitos conferi-
dos por lei aos libertos sexagenarios.
Ao Dr. juis de direito das exeeaces crimi-
uaes da coaarca do BecifcProvidencie V. S.
para que opportunamente seja remettido para o
presidio de Fernaudo de Noronha, contorme re-
commenda o Ministerio da Justica em aviso de 1
de Fevereiro fiado o reo Jos Paredes Garcia, que
alli tem de camprir a pena a que foi condemuado
por crime de moeda falsa.
Mutat'i mutiniis ao director do presidio de
Femando de Noraoha.
Circular aos juis municipacs e de orpbios
Declaro a Vine, para os fias convenientes, conforme
detormina o Exm. Sr. ministro da agricultura com-
mercio e obras publicas, no aviso circular do 19
de Maio do anno paseado, dever cessar, encerra-
do o arroiamento dos aatigos escravos sexagena-
rios, a pubcaco pela imprensa dos editaes a quo
se refere o mesmo aviso circular, visto como de
entio em diante dever proceder-se pelo molo
prescripto nos 2, 3 e 4 do art. 11 do regula-
mento n. 9517, de 14 de Novembro de] 1885 e que
dove haver o maior selo na execucio das providen-
cias reeommendadas pelo dito reculamente no in-
tuito de salvaguardar os direitos conferidos pir
lei aos libertos sexagenarios.
53 Ao jais municipal e de or. hilos 1." supplea-
ta esn exereicio no termo de Bar'eiros.L> posse
do officio de 19 de Fevereiro altimo, em solueio ao
d'esta presidencia, de 3 do mesmo mes, remetto a
V. S. para sua aciencife e direc?, Ao, copia do que
dirijo hoje ao respectivo col lector gara I, acerca
dos precos dos esersvos libertados por eonta da
stima quota do fundo de eosancipacio.
Qoanto ao offiaio d'esse laiso, de 27 de Novem-
bro do anno paseado, a que esti anoexa em du-
plcate a rslacio dos ditos escravos, o qaal foi
remettido ao sea antecessor para informar a res-
paito do cese de rapiego da quota disponirel,
convem averiguar oode se acha, para ser devolvi-
do a esta presidencia.
Ao promotor publico di comarca da Taqua-
retingaDeclaro a Vmc. que, sobn o cssuapto
de seu officio do 21 de Dezembre ultimo, sent
ouvido o juiz de direi'o d'essa comarca, este ex-
plicou satisfatoriamcute o motivo da alteracio da
ordem dos processos ; tendo sino, entretanto, ob-
servado o art. 21 I 6.* do decreto n. 4,824 de 22
de Novembro de 1871, o art. 317 do coligo do
proce3so.
Ao engenheiro chefe da Beparticio das
Obras Publicas.Becouhecendo Vmc, segundo o
seu officio de 26 de Fevereiro ultimo, sob n. 50,
que a casa da guarda do palacio desta presidencia
presta-so a servir de armazem de deposito de ma-
terines e utensilios d'essa rcpartico, autoriso-o a
faser a devida mudan ca.
Ao inspector de bygiene Informe Vmc.
sobre o pedido, aqu junto, de medicamentos e di-
versos artigos destinados pharmacia do presidio
de Fernando de Noronha.
Ao director do presidio de Fernando do No -
ronba. Recommen lo a Vm i, em solucao do sea
officio n. 69,vdo 1. do Janeiro ultimo, que faca
regressar para esta capital, se j estiver reatabe-
lecido, conforme requisita o Dr. juiz de direito do
2. districto criminal do Reclfe, o sentenciado
Jos Ignacio da Costa. Communicou-se uo Dr.
juiz de direito.
Ao collector das rendas geraes do municipio
de Panel I aa. Tendo exigido do juiz de orphlos
desse municipio, informaces acerca do qu: Vmc.
expc no officio de 16 de Fevereiro ultimo, afim de
resolver a respeito, declaro-Ihe, em solacio ao de
26 do mesmo mez, que dever Vmc. dar cumpli-
mento ao art. 37 e seguintes do regulamento n.
5,135, de 13 de Novembro de 1872, logo que teve
conbeeimeato de estar approvada a classificaci<>
de eacra/os por parte desta presidencia, depois de
esgoiado o prazo do art, 34 do dito regulamento.
Ao collector das rendas geraes do municipio
de Barreiros.Tendo recebido hontem o officio de
23 de Fevereiro ultimo, no qual em reapoata ao
que Ihe dirig em data de 3, iniorma que, tendo
requerido ao Dr. juis municipal e de orpbos sup-
plente em exereicio, novo arbitramento dos valores
dos es travos libertados por conta da 7* quota do
fundo de emancipacio, foi o requerimento inderi-
do, por allegar o mesmo juis, que tees escravos
havian sido judicialmente avaliados, declaro-Ihe
que esta presidencia nao pote autorisar o paga-
mento de precia tai exagerados, com os de 600j,
700i,;8(-0*T. e 900*.
Con vera attender que, a quota consignada para
a emancipacio, nao para que se fa$am favores a
um ou outro senhor de escravos, mas para que
pelo sen justo valor sejam libertados o maior nu-
mero destes.
A' vista disto deve Vmc. requerer ao jaiz com-
petente, reforma nas avalaoes, no sentido de se
rem reduzidos os precos, se tiver havido sentenca
e nio estiverem findos os presos regulares par
embargos; e, caso eatejara, requerer o beneficio de
restituicio in inlegrum, de que gosa a fazenda
(PerdigaoProc-sso dos Feitos 44, e Iustruccoes
de 10 de Abril de 1851, art. 17) pira, em virtude
desso beneficio, embargar as sentencie, mesmo
tora do prazo; devendo, quer embargue dentro do
prazo, quer fra delle, appellar das sentencas para
os jnlses ou tribonaes superiores.
A' Cmara Municipal do Recife.Commu-
nico a Cmara Vfunicipal do Recife que, havendo
numero legal de depurados para a abertura da As-
sembla L gis ativa Provincial, ter lugar esse
acto amanhi, i 1 hora da tarde, e recommen Jo a
mesma Cmara, expeca as convenientes ordens
afim de ceiebrar-se a missa votiva do Eapirito-
Santo, as 11 horas do di, na igreja matriz do SS.
Sacramento da B*- Vista, o que 6s constar ao
Exm. hispa diocesano.
Portaras:
O Sr. superintendente da estrada do ferro do
Recife ao S. Francisco mande, conforme requisita
o Dr. chefe do polica, em wfficio de boje, dar pas-
aagera dd 3a claaae, da estacio de Cinco-Pon tas a
de Uoa, por eonta das gratuitas a que o governo
tem direite, aos officiaes de justica Joio Soares e
Dionisio Jos Corroa.
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco sirva-ae de mandar dar
paasgeos em carro do 1 classo, da estacio das
Cinco-Poatas a de Una, por couta das gratuitas a
que o governo tem direito, no primeira trem d
amanbi, professora publica de S. Benedicto, seu
pai o urna irmi, e transporte bagagem at 50
kilogrammas.
O Sr. superintenlente dieatnli de ferro
do Recite ao S. Francisco m>nle dar pissagein
em carro de tereeira classe, da estacio das Cmco
Puntas 4 de Una, por conta das gratuitas a que
o governo tem direito, ao soldado do corpo de po-
lica, Jlo Antonio da Silva, que vai destacar em
Cinhotiubo. conformo requisita o Dr. chefe de po-
lica, em inicio de boje.
axeaoruTS no skcbbtahio
Officios :
Ao desembargador Francisc de Assis OI-
veira Macel.De ordem do Exm. Sr. piesidente
da provincia ommuuico a V. Exc, para os fina
coavenientes, que nesta reparticio est o decreto
de 15 de Janeiro ultimo, nomeando V. Exc. pro-
curador da corda, soberana e fasenda nacional
da Ralacio ao Recifd.
Ao r. 1.* secretario da Assembla Legis-
lativa Proviueial.O Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda commanicar a V. S., em resposta
ao sea officio de boje datado, quo amanbi, 1
hora da tarde, comparecer para a abertura dases
tilo d'essa Assembla, e que prevideuciou afim de
ser celebrada a missa votiva do Espirito Santo s
11 boras do dia, na igreja matriz do Santissimo
Sacramento da Boa-Vista.
Ao Dr. juis das execuc3es criminaes da co-
marca do Recife.De urdem de S. Exc o Sr. pre-
sidente da provincia, commumeo a V. S para sea
conbecimento, que em seus offieos ns. 117 e 118
de 17 de Fevereiro findo, exaroa-se o seguinte
despacho :
Ao Sr. director do presidio de Fernaudo de
Noronha para satisfaser a requsicio, devolvenio
eate officio
Ao inspector geral ds Instruccae Publica.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda com
manicar a V. S., para os fins convenientes e em
resposta so seu officio n. 58, de 18 de Fevereiro
fiado, que no requerimento da professora contras-
tada, Francisca de Mendonca Pinto, proferio boje
o seguate despache :
Nos termos da inforra (io de inspector geral
da instruccio Public i, nio pl-j ter deferimento
o que requer.
Ao engenh"iro chefe da Reparticio das
Obras Publicas.O Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda declarar a V. S. que, no reqoeri-
meato de Francisco Avila de Mendonca, a que se
refere a sua informacio de 26 de Fevereiro fiado,
tob n. 47, foi ixsta data proferido o seguinte des-
pacho :
Indefirido, em vista do art 62 do regulameu
to de24 de Fevereiro de 1874.a
Ao promotor publico Sa comarca de Toca-
ra'. S. Eia. o Sr. presdeate da provincia
manda declarar a V. S. que, pelo seu officio da
10 de Fevereiro fiado, fica inteirado de trr sido
capturado o criminoso Marcolino, couhecido por
Cacimba-secca.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 16 DS
MARCO DE 1887
Caetano Ignacio de MsdJurM Reg.
Concedo.
Epaminonda Serafirs da Mello.Infor-
me o Sr. jaiz de direito da comarca de
Timbaba.
Franselina Maurina da Silva Albuquer-
que.Informe o Sr. nspactor do Thesouro
ro Provincial.
Geminiano Joaquina de Miranda.In-
forme o Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial.
JoSo Antonio Pessoa Guerra.Informe
o Sr. commandante superior da guarda
nacional dai comarcas de Olinda e Igua-
rB8
Joio Ferreira Vilella de Araujo.Nio
tom lugar o quo requer.
Jos Bento de Oliveira.Requeira a
autoridade judiciaria.
Licurgo Jos do Mello.Deferido cora
o officio desta data Thesouraria de Fa
zenda.
Martioho Jos de JessSin, sem
onus nem obrigacio por parte da pro-
vincia.
Manoel Costa do Nascimento.Informe
o Sr. Dr. chefe de polica.
Pedro Alvos.Inform j o Sr. comraan
dante supsrior da guarda nacional da co-
marca do Rocife.
Secretaria da Presidencia de Pernam
buco, em 17 de Marco de 1887.
O porte ro,
Francdino Chacn.
Repartico da Polica
Seccio 2.'N. 269.Secretaria da Po
licia de Pernambuco, 17 de Mar$o de
1837. -Illm. e Exm. Sr. Participo a
V. Exc. que foram recolhidos Casa do
Detencio os seguintes individuos :
A' ininha ordem Generino Jos dos San-
tos e Herculano Simio Florencio, vindos da
Esc ida como sentenciados.
A' ordem do sub lelegado do Recife Ma-
no 1 Luiz de Franca, por oso de armas de-
fe zas.
A' ordem do de Santo Antonio Manoel de
tal, Jos Feliciano de Oliveira, Jos Anto-
nio Dias, coahe mo por Jos de Braga, Al-
pho Xavier de Oliveira e liara Thoraa-
zia da Conceicio por disturbios.
A' ordem do do Io districto da Graya
Maria da (Jonceicio, cono alienada at quo
teoha destino.
A' ordem do do Peres Manoel Francis-
co da Hora, por crime de morto.
No l* diatricto pdicitl do termo de Jo-
boatio, no dia 12 do correcle, Joio de tal,
conlieci lo por Joio Caboclo, e Joaquim
Eruinio da Luz, travanlo se de razi 33,
resiillo;i sahirom ambos feridos.
Os delinquontea tentaram evadir 8a, sen-
do por.n parseguidos, foram presos em
JaboatSo.
O respectivo delegado tomando coahe-
cimento do facto, prosegue nos termos do
inqueriti policial
Comrouuicoa mi o delegado de Naza
reth, que no dia 2 do corrente, em trras
do engenho Ga-ntl-ira naquelle termo,
Jos Martius de Sjuzi, desfechou um liro
era Francisco Pereira Lisia, produziado-
lbo grane terimonto.
Contra o delinqucnte que foi preso em
flagrante proseguo-se nos tormos da lei.
Deu-me sciencia o cidadio Igaacio Ves-
pasiauo Augusto Ferrer*, ora officio de
13 do corrente ter na mesma data assu-
mido o exereicio do carga do delegado do
termo de Correntea.
Comraunicou m o Dr. delegado do Io
districto da capital em offi-io desU data,
ter feito reraessa ao Dr. juiz de direito do
2o distric'o criminal, do inquerito policial
proc3di'o contra Cypriano d Souza Vie-
gas, oonhtcilopor B.-xi, pelo crine pre-
visto no art. 20 do cdigo criminal.
Deus gu.rde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, amito
digae presidente da provimiin. O chefe de
polica, Antonio Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 17 DE MARCO
DE 1887
Alexandrina Carolina da Canba.Defe-
rid J, ficanlo isenta da contribuifio da de
cima a casa n, 69 ra do Visconde de
Albuauerque, por achar-se nas condicSes
da lei'n. 1,544 de 3 de Maio de 1881
ThoraaZ Ferreira de Carvalho e Joa-
quim Alvaro Barbosa da Silva. Certifi-
que-se.
Francisco Manoel da Silva & C. e Faria
Sobrinho & C Nega-se provimento ao
recurso, e vistadas nforraaySss do .Con-
sulado.
Celiaa Baptista dos Santos.Ao Consu-
lado para attender.
Hermano Lundgren & C. Deferido,
dando-se baixa nos termos de responsabi-
lidade e por conseguinto annullado o de-
bito exigido, visto provar-se o desembar-
que das meroadorias no porto do destino
cora a certidio da Alandega.
Augusto H^rmenegdJo Pedrosa e Lopes
, O Deferido por provar se nio haver
succaasio.
Landelino de Luna Freir, fiscal da
Recife Draiooge, Joaquim Pires da Silva,
officio do engenheiro chefe das obras pa-
blias, Gerainiano Joaquim de Miranda,
Flix Pereira de Souza e Francelioa Mi-
nervina da Silva Albuqnerquo. Informe
o Sr. contador.
CarJoso Ayres Deferido, ficando irr s-
ponsavel pelo debito anterior do novo in-
quilino que estabelecer-se na loja do prt-
dio n. 45 ra do Marqujz ue Olinda,
cuja desoecupacio se provas.
Officio do Dr. procurador dos feitos.
Iof. rme o contencioso.
Manoel Francolina de Medeiros Cava!
cante.Deferido, nos termos das iniorma
c3es da oontadori.
Francisco Cordeira Falcio Brasil.
Cumpra-se e facam-se as notas da porta
ria de licenja.
Hermelinda Brigida Canuto de Lima.
Deferido, dando-se baixa na fianca presta-
da em garanta do emirato da illuminacio
publica de Goyanna no anno de 1866.
C- lina Baptista dos Santos. Ao Consu-
lado para t tender.
Luiza Eudoxia Baptista.Deferido, nos
termos da ordem da presidencia de 28 de
Janeiro ultimo, de accordo cora a qual se
proceder em condicSes idnticas.
Joio Climaco Correia de Aranj o. De-
ferido, nos termos das informacoes da con-
tad cria.
Joio Francisco de Mello Reg. -Defe-
rido, pelos funda-neritas do julgado de 28
de Junho de 1883, procedendo so no3 tor-
mos da informacio da 2' seccao da conta-
doria de 9 de Dezembro ultimo.
Baltar Oliveira & C. Restitua se.
P. Candido de Oliveira, Josepha Ma-
ria da Conceijio, Urbano Jos Caraeiro,
Lauria d C Jo de Azevedo Maia e S 1
va, Joaquim Pereira de Miranda. Haja
vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Inspectora geral da Instrncco
Publica
DESPACHOS DO DIA 15 DE MARCO
DE 1887
Francisco Silverio de Faria3, professor
publico.Em vista do que informa o de-
legado Iliterario, justifico a falta dada pelo
supplicante no dia 19 de Fevereiro ulti-
mo.
Manoel Jos Martins, professor contra-
tado. Juntase a peticio inicial.
- 16
Maria da Natividado Ferreira, professora
publica. Venha por intermedio e com in-
formacio do delegado luterano.
17
Manoel Ferreira Guodes, professor pu-
co. Encarainhe se.
Anacleto Publio ds Moraes Carvalho,
professor publico.Cumpra-se e registr-
se a apostilla de 15 a.o corrente.
Monoel de Siqueira Passos Sobrinho,
professor contrata-'o. Opportunameote
sr attendido.
Secretaria da instruccio publica de Per-
nambuco, 17 de Margo de 1887.
0 porteiro,
J. Augusto de Mello.
DIARIO DE FERNAiaBDCO
RECIFE, 18 DE MARQO DE 1887
Modelas do Norte
Pelo paquete americano Alliancc, entrado hon-
tem do norte, apenas recebemos tolbas do Para,
um dia posteriores s viudas pelo nacional Per-
nembaeo.
rara
Datas at 10 de Marco :
Prestara juramento peraute a cmara munici-
pal, do cargo de l* vice-presidente da provincia o
conaelheiro coronel Francisco Jos Cardoso Ju
nior.
Lomos na Prooinoia do Para do 10 :
Foram imponentes as demanstrecoes de esti-
ma, que recobeu hontem o Sr. commeodador Fon-
teora, digno inspector d'alfandega desta capital,
por occasio de seu embarque para o su!.
Acompanhiram-n'o ao bjta-fra grande nu-
mero e pesaoas, entre as quiea vimos o Exm.
Sr. general comman Jante das armas, commandan-
tes e officiaes dos eo pja da guarnicio, magistra-
dos, advogalos, mdicos, representantes do com-
mercio e funccoiiarios pblicos de diversas cate-
goras.
O embarque teve lujar no trapiche da Em-
presa de Mar aj >.
Modelas do Sal
O paquete americano F'nance, entrado hontem
do sul, trouxe as seguintes noticias :
m. Panlo
Datas al 9 de Marco :
Eieuteno do Amar.il, questionou com sua mu-
Iher e deu-ihe urna facada cutre os setos, deixau-
do-a em perigo de vida.
Na noite d 6 do corrente, nas cabeceiras do
Ypiranga,emc.sa de Francisco Andrad-*, deu se
um conflicto entre Cndilo de tal, Antonio Tbere-
za, Joio, nlh i de Candido, Ignacio de Aodrade,
Quilherme, filtra de Mauoel Paea, e o dono da ca -
sa, ficando ferdos o primero na cabeca, o segun-
do com urna chumbada em urna das mi*, e o tor-
ediro com ama chumbada que ioteressou um dos
braco* c as costellas.
A companbia do Engenho Central de Lore-
na dea comeoo aos trabtihos para o asseutamen-
to da liaba frrea que pretende levar at a rais
da serra o Quebra-Cangalbas.
Em Lorena, no pasto da fasenda do cora
raen dador Cust .dio Vieira, foi accommettido por
urna vaca um menino, filho de Porfirio de Castro,
a qual rasgn ihe o ventre com os cintres. Apesar
dos esforcos mdicos fallecen poucas horas depois
da cataatrophe.
O jury absolveu o reo Eusebia Borges de
Camargo, accusaJo do crime de morte na pessoa
de Francisco Vargas Dias.
nio de Janeiro
Datas at 10 Je Marco.
Alera do que consta da carta do nosso corres-
pondente, publicada na rubrica Interior, pouco
maia dio as folhas.
Lemes no Jornal do Commercio de 10 :
Foi publicado o decreto n. !,730 de 26 de Fe-
reiro ultimo pelo qual obteve permissio Ouilherma
de Cap mema para, dentro de dons annos, e sem
damno dos direitos de tereciro, proceder a expo-
rauio e pesquisas, por qualquer dos methodos re-
commendados pela sciencia, para descobrimento
de mineraes ao territorio comprehendido entre as
cabeceiras dos sfflueates da margem direita do rio
Pina, na provincia do Para, bem como margem
eaquerda do rio Turj-ass, na provinsia do Ma-
ranhio.
< Dentro do refer lo praso dever o concessio-
nario apreseatar plantas e perSs que demonatrem
a superposico das carnadas mineraes bem como
r> latorio minucioso que indique a passanes o ri-
queza das minas acaso descobertas, distancia a
q-ia so acbarem dos povoaJos mais prximos, meios
uctuaes de cora-nunica^io, rea hacessana mi-
ne raco, e meios apropriadoa ao transporte d.s
productos.
* S-.routroaira obrigalo a remetter amostras
dos miue<*aes encentrados, a indemnisar os dain-
nis que resuluremdos trabnlhos da exploracao, a
restabelecer o corso das aguas que desviar, a dar
direceo s que brotaren) dos pocos e galeras e a
desseccar os terrenos que ficarem alagados .
Em Campos, no dia 5 do correte, s 9 no-
ras da noite, na freguezia do Caraogola, Frunc-
co Dias, aggregado da fazenda da Conceicn. de
Jos Tinoco, assassinou Francisco Gomes, ;>,. ter
este ido exigir-lhe o pagamento da insignifieenta
quantia de 500 rs. t
Jos Tinoco, logo que tve coohecimento -do fac-
to, e aabendo que o assassino se refugiara em ca-
sa de um irmo no Ribeiiio de S. Lomenc?, pa-
ra l se dirigi em compaahia d? mais trez pes-.
soas e eSectuon a prisao delle.
A autoridade local tomn conhecimento do tac-
to, procedendo ao respectivo corpo de* delicto.
O assassino cem o maior cyoismo, confessou o
crime, disendo mais que a cadeia nao foi feita
para cachorros .
A Gateta de Capivary do dia 6 publicou tob
esta epii?raphs o seguate :
No dia 4 do corrente deu se nesta cidade um
pheaomeno um tanto carioso, nada menos qee urna
chuva de bichos, na madrugada daquelle dia se-
gundo o nosso infirmante.
Efiectivamenti*, indo com mais pessoas veri-
ficar o fuete, vimos urna enorme quantidade de pe-
quenas lagartas, em tu io semclbautes aos rryria-
podes, coohecidos vulgarmente peio norae de pio-
Ihos de cobra, semeadas nas sargetas da calfada,
em dona qaarteiroes da ra Tiradentes e parte
dos adjacentes, formando rastilhos compactos e
sem nenbuma solucao de continuidade em varios
pontos.
Tal era a multidlo lesses estrabos hospedes,
que nio seria difficil apaohal-os as alque res !
De onde vieram elles, nao o sabemos.
" Diz se que, j outres vezes tm se visto nas '
ras, bichos em grande quantidade, provenientes
dos Deciros ; pa-ece-nos, porm, que no sao os
mesmoB.
Os dr 8 boeiros e cloacas, vermes muito co >he-
cidos, diflerem djs de que se trata, que ato pr-
vidos de articula 1,oes *.
Babia
Datas at 15 de Marco.
Nada referem as folhas que mereca meocio.
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambuco
RIO DE JANEIRO Corte, 9 de Marco
de 1887
Sommabi :Ttriciiiaeao da ap'iracao do 2* escru-
tinio da elcico mnnicipal. A doutrina
firmada pelo accoido da Relacio sobre
o principio qne deve prevalecer na elei-
cSo para preenchimente de vagas. Quea-
to incidente. Termo da polmica do
Sr. AfLnso Celso e Ceaario Alvim.Sa-
tiafacao de que cada um se acha possui.
do.Qoem fieou euxovalbado. O Sr.
Cesario Alvim nao quiz ser matta-mou-
roa.Urna carta do Recife.Esperancas.
Anda o general Santos, para concluir.
Fui forjado a interromper o que escrevi esta
Qiauh para nao perder a m la do Mondego. Ve-
rei se pisao aproveitar a da Pinance ou a do Para,
quo se lecham, ambas mesma bors, amanbi,
muito cedo.
Est finalmente terminada a questao da apura-
cio do 2 escrutinio da eleico municipal, e auu-
nhi devem ser empossados os vereadores a que
foram expedidos os respectivos diplomas, assiin
como o Sr. Wnkensjde Mattoa. E aqui rectifica-
re! o que disse na anterior com relaco demora
havida em dar se posse ao mesmo Sr. Wilkaus.
Comquanto a Cmara se nao tivesee leauidomais
depois da deciso da Kclaci^, a verdude que o
accordao nio foi logo expedido e s foi recebido
quando j a Cmara transacta tuha sido chama-
da a faser a nova spuracio.
Esse accordao quo ranito extenso para ser
aqui transcripto, firma a doutritaa de que, no pre-
enchimente das vagas de vereadores que tenham
fallecido ou perdido o lugar, nio tem applicacao
o principio de maioria abaoluta. Eati dourina
deve ser igualmente applicavel s vaga occorridaa
em idnticas condvoea nas assemblas provin-
ataca.
c Da exigencia da maioria absoluta, eita pela
ldi para a eleico do deputados geraes, diz o ae-
cordo, nao se pode concluir, como pretende c juiz
a quo que em tojas aa eleicoes nninommaes o*
principio dominante s--j i o da maioria absoluta, e
aiuda menos qu>>, sendo omisso o art. 206 do re-
gulamento de 13 de Agosto de 1881, deve esse
principio ser applicado eleico do vereador qne
de.-e substituir ao que fallece. A regra geral ee-
belecida pelas leis, regularaentos e estatutos que
re gein as elei^-as das corporayoea e associacoes
publicas e particulares a da maioria relativa. O
principio da maioria absoluta para a cU-icle dos
deputados geraes, c o do quociente para a dos de-
putados proviucinciues e vereadores sao excepces
daquella regra, ( applicavcis sos casos em que a
I-i expressamecte o determina; portante, .evi-
dente que, nos casos omisaos, deve predominar o
principio gem da rraioria relativa, tanto mais
que, anda mesmo ua < leieai de vereadores, orde-
na a lei qu-', na hypoihese do art. 183, 5a do ci-
tado regulamento, predomine a maioria relativa,
caso em que, c-nio no art. 206, pode-se votar li-
vreracDte em qualquer cidado.
A improcedencia do fundamento da decisio
do juiz a quo torna te anda mais manifest, con-
siderando-se que a eleico para preenchimente de
vagas de vareadores fallecidos, esensos ou muda-
dos pode ser, nio smente de um, mas tambem le
dous ou maia membros e, nesse caso, o exped.cn-
te descoberto pelo ju'z a quo para preeneber a
omissio do art. 206 citado, nao pide ter applisa-
cao, desapparecida a paridad* eutre esta e a elei-
co de deputado geral. O predominio do princi-
pio mixto, isto o Jo quociente m ivel e da maio-
ria absoluta, dividindo-se o numero total dos vo-
tantes palo numero de vagas a preencher peto qaal
pugna o contestante de II, nio pede ser aceito,
nao s porque a lei de 9 de Janeiro de 1881, ar$.
22, e o regulamento de 13 de Agosto do mesmo"
sano, mandara expressamente que o quociente na
eleico de vereadores seja procurado, dividindo-
ss o numero total dos elcitores que concorrerem
eleico pelo Rum-ro dos qae deverem compor as
cmaras dos municipios, e nSo pelo numero de va-
gas, e mais tambem porque de sua applicacio so-
guearse absurdos, que tornara esta regra inexequi-
vel; pirquanto, sendo s urna vaga e nao podendo
haver quociente de divisio de qualquer numero par
um, subsistira inteiro ojnumero que se devesse di-
vidir, e seria preciso que o elegeodo reuuisse a
unanimidade de votos ; sendo duss as vagas, da-
ra em resultado a electo de um t, porque os
dous nio poderiam ter ao mesmo tempo a maioria
absoluta ; e sendo tres ou mais, seria ueceasario
rcpctir-se a eleicio tantas vezes q lautas iossem
as vagas, o qus nio se confirma nem com a letra
uem com o espirito da le. Se fosse permittido
applicar aos casos omissos a reg-a exceepcional
do quociente, deveria este ser precurado pela di-
visio do numero de eleitores compareceutes pelo
numero de vereodor^s qae ciiupoo a Cmara Mu-
nicipal da crt ata por 21, e uii pelo nume-
ro de vagas, e aiuda ne ,e caao.'ii rererrente fe-
ria sido m-nitiramcuto e oito em 1* escrutinio,
por ter obtido mut.ss vezes o quocient*'.
Esta deciso foi loma-la unnimemente, haven-
do divergencia soaieuto quanto a urna prelimi-
nar aventada pelo juiz, o sr. erafira Mans, quo
eoteniia ni se dever t mar >ouh-cimenio do re-
curso p>r tr sido iuterpa to aut-s de tem jo,
visto diapor a I. i que o So admisa.veis recur-
sos depois de defintti v.me. te ter concluido a elei-
cio > cato que se nio dava, porque anda faltava
o 2* escruptiuio.^Foi relator o Sr. desembargadt-r
.
------
itr '






Diario dt ^ernambncoSexta-feira 18 t Marpu de 1887




t-
r

\
Sertori'. A preliraiunr teve tres'vote*.a {asar *
n >* e ('"ntrt.
__ Outra questio qu, emfim, esti terminada, <
a que ha tnuis da mes sustentan) na imprensa ci
Sra. Affmso Celso e Cetario .Alvim. e de que j
dei noticia. O ultimo artigo que aquello publica
conclua rom esta* palavraa :
O Sr. Jote Osario de Paria Alvi n fes jas ro
salvo conducto da impun dade dar Isa pancada
a ge ite enxovalbar-se.
Na da inmediato, om articulista que ac diaia
amigo do honrado senador mineiro, pedio-ibe pet
Joml do Commercio que naacentnaasse n/aques-
la p lemica iuutil e qua j soa torna nd) inecnvo-
^|, visto como, fniiiuD-b todoa a devtda jus
tica,sendo como era o Sr. Cesario Alviaa muito
coubtciiio na proviue. de bes.
Este, por ten lado, viada dono dias depois A
imprensa, concluio:
Ueponho a penna-de coaaeencia tranquilla.
Pelo que se v, ambos te ochara contentes, e
n ci pode dexar de ser assim, i acreditar se na
smsendade cem que cada um comecava quasi sem-
prc es sena artigo, ufaoandc-ie de Ur na vespe-
ra etnasgado o oatre.
o que incontestavel que, si dar pancada
D3 Sr. 'rasrrio Alvim enebovalba, o Sr. Aff aso
Celso ficou n.aito euchovalh .do, porque, realmen
te, dea i val r no teu adversario ; e acreditariam
todos que eite tiveise ficado mudo at os o so?,
genio o vk-ssim vir affirmar que est de con-
sct ncia tranquilla, nao sendo outro o met "o por
qne depoa a pe na.
Desviada a questio do terreno poiitioo, en que
ha vi.a comecado, e em que se d- ram algans episo-
dios intereseantes, e levada para n campo das per-
sonalidades, o Sr. Aff.nso Celso foi de usaa v.lie-
mencia cruel, tratando do suicidio do engenheiro
frunces Dupuy e dos negocios que teve com o S .
Cesario, Atvim, assnmpto a que dedicou longos ar
tigos, n* intuito de mostrar a falta de probidade
do era contendor, ao qual aecnsou at de subtra-
bir-so doiarosaiseuto, de parceria com o seu irir.ai.
juiz de direto, ao pagamento de direitos devidos
fa renda publica.
Accresca que, etqaecido da prcmeisa que fizera
no seu primeiro a tigo, de que discutira sem in-
sultar o seu adversario, o honrado senador, por
miia de urna vea, o fui tratando de btre, pelin-
tra, o paspalho, trampolnciro, infame.
O Sr. Cesario Alvim, cumpre dizel-o, respon-
. dtu com energa, embora com ruis commedimen-
to, ic-m fazer uso dos meamos termos.
O Sr. Affjuoo Celso comee, u a perder as estri-
beins desde que o Sr. Cesario Alvim publicou
urna carta que elle Ibe escrevem por occasiio da
Sr. Sarava orgamsar o sea primeiro ministerio
em 1880.
N'cssa carta diaia o Sr. Celso que tendo o
Sr. Saraiv* Ibe perguntado quem devia, por
M oas, faxer parte du ministerio, elle indicou ao
Sr. Alvim, ao que o mesmo Sr. Sarava objeetra
que nao. queria desgostar o Cotegipe de quem
precisa para iaser passar a eleics directa ; e
que elle retrocara pergantande, si por ter pres-
tado usa tervic > ao sea partido, devia o -r. Al-
vim ficar condemaado. A carta conclua com es-
> tas palavras: rasga esta, coaea que, apeztr
da intimidade e confianca reciproca queligava-os,
o Sr. Cesario absteve-se de facer, gaardands, pelo
contrario, a carta com o maior cado, pelo qae bo-
je se felicita,, dase elle, tendo verificado poste-
riormente que o Sr. senador nao e nio o indicou,
como at animen a conspiraeao que se formou em
torno de seo nome, para rmbaracarein a sua en -
trada pare c ministerio.
Da publica^io de tel carta, escripia na confian,
ca da mais intima amisade e con recoinmen laca >
pira que iesse intil iaada, tiroo o Sr. A Soaso
Celso argumento contra o carcter e sentimentcs
do sen a I ver sari o, afirmando por fi:n qae nunc i
'tere conhecimento de tal conspiraeao, se qae
existi e nao mais orna iuvencao do Sr. Alvim.
E' cerlea e tem mu o seu que de especiosa a
respesta dada per este increpa?* > que Ibe diri-
gi o Sr. Celso, de ter sj conservado na ultima
sessao retrabide de certas discusses fl procuran-
do agredir ao Sr. Belizario, deqoem se inculca-
va intimo- desde os bancos acadmico:, com o fim
de ssostrar-se agradavel vil ao Sr. Cotegipe e as
sim alcaacar a escolba du senador.
A minha attitode na cmara era frente ao Sr.
Cotegipe, dase elle, foi a que amito pensadamen-
te me aennseihou a conseiencia e a dignidade.
O nobre distriito, que me mandou como re-
presentante psra cuidar dos seus e interesse* da
provincia, o que fiz com toda solicitado e vigilan-
cia, me nao perdoaria a ridicula attitude de u? lla-
mearos, em frente a um homem. mais que septua-
genario e st rapre enfermo.
E entrando na demoastracio de que Ibe nao
passou pela cabera ser escolhido, atiron cem muita
firmes* daas ferinas settss aos Srs. Ignacio Mar-
tina e Candido de O'.iveira. ambos escolaidos em
lista* de que elle iasia parte.
E poda c impelir, accreaoentoa ell-, com os
djirs illustres cellegae, um do mea tempo o oatro
mais moderno, mas, ambos, emquaato sou agri-
cnitor con poucas lettras ja das qae aprendemos,
lio elles luseiros no foro da corre, coroadot de
conquistas em latas, na pela innssencia peisegai-
da, oa pela probrtdade suspeitada f >
O leitor nao precisa qae eu Ihn diga que esas
innoaencia pentguida e essa probridade lutpeitada
sa< Francisca de Castro e o ex-tbeaoureiro, 11 ,u-
veia, do Bmeo Ingles.
E' de nstar que aqaelle homem mais que sep-
tuagenario e seropre enfermo, ante o qual sa a,ie-
dou o Sr. Cosario Alvim, o mesmo que nos
rtig-is anteriores este qualificava de poderoso
^ministro, hcincm que tudo pode actualmente, a
quem o Sr. Aff.nso Celso bajnlava !
E-n todo caso o qae est parecendo qe aa
gloriad ha des annos conquistadas pelo Sr. Cezario
Alvim, glorias que elle procurou engrandecer e
tornar coebecidas em todo o imperio, por cuja su-
perficie fes eepalharsegundo affirmoa um auxi
liar do Sr. Alfonso Celso qae tambsm veio a im-
prensavinte mil exemplares do sen discurso im-
presso em avulso indo acompanbados em grande
parte do sea re'rato : eA& i murch-.m Jo e amea-
cadas de ficar esquecdss, conjunctjrnonte com o
retreeto.
E aqui s-j dito sem offnsa, que a idea do re-
trato nao foi feliz ; por que se ha criatura huma-
na qae se nio recoinmendd pela vernica o Sr.
Cesario Alvim.
Urna carta escripia dessa cidade e publi-
cada no Jirnal do Commere'o, noticiando qae o
Sr. Joaqarm Nabuco aguarda uhi o paquete ingles
do da 14, para seguir para a Europa, aceres-
C nt:i :
Os sectarios du illnstrado tribuno esto um
poacsr* desgostosos eom a retirada delle para Lon-
dres na presente quadra, em qae ee et pe ram to
agradareis madanoas .
Si ess^s mudancas referem-se politiem, espe-
ren), mas nio desesperem no fim da esp-.'ra. Para
que ta'-s illusdes ?
E' cede anda.
Para concluir ; anda o general Mximo San-
to*.
O Paz noticia nos aoe o seoratario Corraln
decea de i'e tropel i s para visital-o.
O,illu=trado jornalista, dis elle, cem a aparada
cortoaia qve o distingue, dignoa-se de agradecer
^o. aeoibiiaento leito pe' O Paix ao ex-presidente
Sf Estado Oriental, em conceitss os mais lisonjeiros
parar esta fo'ha.
c Res lb'os agradecemos, penborados e obri ja-
dos envidar mainresj eslorcos para justifieai-os.
O Pa receben os hospedes do Brasil como enm-
pna imprensa braxileira rec- b'1-os .
No mesmo numero refore elle a seguate) anedo-
ct, oceorrida no vaper era que o general seguio
para Petropofis no domingo, o transcrevo por conta
de-sea dono :
No ratattranl da baica de Petropolis () dis-
eutia-se hontim. eom o calor da oceasiio a vida
par tico lar e a vida publica do ge%ral D. Mximo
Santos.
C-ida conviva era um acensador ; daqoi sa-
hiam cobras ; lagartos dalli; um destempero ago-
ra ; ama injuria depois ; at que, quando ia mais
aeeesa a palinodia, ergne-se de urna mesa osa
caralheiro, eocaminba-se grave o coleme aos
irados discursadores silencioso, apresentaaeada
ara del les o sea cartio de visita.
Lratn todo a om tempo :
A. Corraln, secretario do general D. M-
ximo Santos !
Tab/eau !
O.a, eis abi um mata-mi uros, que nao se d
com o temperamento do 8r. Cezario Alvim, como
tambern nio se den com o dos convivas, pas qne
nao consta que nenhum acontaste o desalo.
PERNAIBCO
AsrMiU i Provincial
4a SESKAO EM 12 DE MAECO DS 1887
PraSSSSSSCI DO EX*. SB. DB. JOS UAKOBS. DE BAB*-
BOSt WAKDBSLBT.
Sumiarsrio : biasss a sestil,L-itura da acta*
Eoitnda e discurso do Sr. Jote Ma-
ra.L-se o exp< diente. Reqtirri-
sassatiiii'ii Sr.ssmfs de Aiasssim No
meaoao d cosBSBsaoao-da las ni o saae-
clonadas. Rrqutrimonto e discurs
do Sr. J. Muria. Requerlmento do
Sr. G. Fcr.'cira.Discurco do Sr. Ama-
rsl. K qurimento e discursos do Sr.
Boiao de Itapissuma. Ordem do da.
Begeicao do parecer n. 60 Approva-
cio des projectos u. fT'e 74 de 1888.
Discumsio do projecto n. 5 da mesan i
anuo. Discurso e requerimento do
Sr. Cesta BibeiioDiscurso do Sr.
JlIo de Barros. Enoerrsmento da
diicuso do projeoto. Chamada
Adiamento da } discussao do projecto
n. 80 de 18S6-Levantase a sessao.
Ao raeiu dis, feita a chantada e vonficando se
est> rera presentes oa Srs. Aroarnl, Luis d.- Au
drada, Uatis o Silva, Soares du Amnrio., Julio de
Barros, F.rrerra Velloso, Antouio Vctor, Barros
W'-nderley, Goncalves Ferreira, Loureuco de S.
I) mingues da Silva, Bario de Iep8sums, Rosa
e Silva, JoJc de Oliveiea, R goberto, .Itio de S
Augusto Prank'in, Hrculano li-.nd- ira, Drnm-
ii.'nd, Reg Barros, Gomes Prente-, Costa Goiars,
Ccelho de Moraes, Visconde de Tabatnga, So
phronio Portells, Jcs Mara e Prxedes Prtangu,
o Sr. presidente declara aborta a sessao.
Comparecen) depois o- Srs. B-rros Barreto J-
nior, Costa Ribeiro, Andi Oas, Bario de Caia-
r4 e Ptrrtra Jacobina.
Faltam os Sis. Constantino de Albuquerque,
Joao Alves, Juvencio Muriz, So.'oniw de Mello,
R goera Co:ta, R .drigues Porto e Affonao Lus-
tosa.
E' lida e entra era disctalo a acta.
O Ur- Jun Mnrla-Sr. presidenta, dis a
acta que, h ntera, quando eu orava, f > por 5 mi-
nutos suspensa a a*ss2.
Oita a cousa simpiesoiente por ostas pUavras,
parece que eu provoquei a saspenso da sessio,
levantando tumulto cu tornanio-me inconvenien-
te; inaa a cass tesieirtunba. de qae nao foi esto
o xotio qae levou V. Exc. suspender a sessao.
Attendcndo V. Ei". a reclanitcio, que eu fazis,
de nao poder rleixar a t.ibuna, attenra a iaip>r-
tancia da materia em discusesVo ; nem poder n'ella
mauter me sem f.izer urna pequea refeici', visto
o rncu estarlo mrbido, att- atado p-lo mea nobre
amigo, distincto facultativo Sr. Or. Pitangs, V.
Exc. se dignou de faiT-me a graca, que sutnma-
mente me penborou, de suspender a sessSo piral-
gnns mim nt.is.
Para que de futuro nao se diga qne fui una de
putado qne provuesva tumultos, obrir/ando assim
V. Exc. a suspender a sessi >, porque e o que s?
deprihende do modo pelo qual a acta est redigi-
da, vou man Jar a s'guinte emenda: ( ;
Creio que a casa, qae sabe que esta a verla-
de, nSo se recusar a aceitar a inhiba emenda.
O Sr. Gaspar de Diuinm nd ?arecc-me que
lSo foi esse o motivo.
O Sr. Jos Mara Foi; a > menos, ioi o qne o
Sr. presidente deu.
O Sr. G*epar de Drummond O-mo'ivo foi ter
V. Exc pedido um regulamento qne se mandou
buscar no secretaria. E a sessao f- suspensa por
10 minutos.
O Sr. Jos MaraE' veriade; foi pir 10 mi-
nutos, mas o injtivo nio foi este, mas o que- ve-
nbo de dar.
Tenho assim frito a miobi reetiSeacio aett.
Vera mesa, lida, apoiada e entra em disc.is-
sio com a acta.a seguiute emenda :
Onde dizQujndo orava o Sr. Jos Mara
foi, por 5 minutos, suspensa a sessao, accres-
cente-se : para q-ie pdeme o orador fazer ama
reteicio, attentj o seu estado -Dorbido.Jos Ma-
ris.
Nio havendo mais quem peci a palavra, encer-
ra-se a disessio.
Pesia a votos a seta, apprcvada, sendo rej.-i-
tada a emenda, dupois de verificar se a votacao a
requerimento do Sr. Bario de Itapisauma.
0 Sr. 1* secretario procede a leitura da se-
gainte
BxrZDIXHTE
HtiviSTA DIARIA
AsmerntUsi Provlnrlnl. Punceionou
houiem sob a prcsid.-iieia do Exm. Sr. Dr. Jos
Mr.noel de Barrea Wanderley, tendo comparecido
29 sre. depatados.
Foi lija e approvads sem debate a acta da ses-
sSo antee denle.
O Sr. 1 secretario procedeu a leitura do se
gui'ite expediente:
Um officin do Secretario do gover o remettendo
copia do aviso de 6 de Noverabro de 1886, em que*
o Eiin. Sr. consclbeiro presidente do consolbo de
saBistros ncorctaenda que se procure iaser coia-
cor o asm i fiuaneairo com o civil.A' commis
sao de (recree-uto provincial.
Qu'ro do mesmo, remettendo um ofneio do ins-
pector do 'Ubvoaura Provnola I e mais papis, asav
cisasasstes aa pedav I i umdiisi ns iiiiiilsasssai
dsi 536l*WM, assss as verba* d*m%f=9, 5 K
19.33, 72 e 79 do art. 1 da lei do orcameuto pro-
Outro do rceimo, transmittndo o qua 1ro da di
vida passiva para o execcieio de 1887 a 1888, for
necido pelo Thesooro Piovinctsl, no valor de
61:1454417A' commissio de orcameuto provin-
cial.
Una p?tic3o de Mano I Soares de Alh-rgaris,
x-profsss-.r contractado do poviaao Olbj l'Agua
da Ouca, requerendo er nomeado para a r.fenda
cadeira cojo contracto fra com lle rescindido, ou
outra qnaiquer de 1" entrancia.A' commissio
de instruccao publica.
Outra de Jos Gomes Fcrreira Maia, requeren
do que sej votado o projeeto n. 86 de 1886, apre-
sentado pela commissai de peticoes.Inteirada.
Oatra de Tacisna Aiexandrina Mooteiro Lipes,
professora pblica de inatruccao primaria em Ja-
qaeia, rrquereudo coosignaejo de qaota para pa-
gamento de seus veneinfntos de Janeiro-a Pwve-
reiro de 183A' commissio de orcamanio vi-
gente.A' cuoimisso d: orcameuto provincial.
Adiou se por ter pedido a palavra o Sr. Plaxe-
des Pitanga, um parreer da c ni nigilo de ins
truccao publica, indeferindo a peticio de Jes-nba
Flora Torrea.
Approvou-se um parecer da co amissao de orca-
ir.ent municipal, solicitando'informaooes sobre a
petici i de Joao Aff uso de Albuquerque.
O Sr. Gomes Prenle propos que se consignasse
na acta um vuto de rcgosij pelo rustabeleciuien
A cris? porque est passando a industria as-
sucareira do paiz. crise que se nSo for combatid*
aniquilar completamente este importante ramo do
trabalho nscional, que tanto tem concorrido para
sustentar o nosso organismo financeiro, despertou
a idea de crear-se nesta capital e Centro da In-
dustria e Commercio de Assncar, de cuja direccao
fomos inmerecidamente incumbiHos.
Na circular j inta temos a honra de levar ao
conhecimento dessa Ilustre redaccio o programaba
e as bases orgnicas da norsa associacio, e sendo
a imprensa o mais poderoso agento do progresso,
a cuja propaganda e lases dse o pas o descoco!
vimento dr sua civilisacao e em grande parte a
solacio dos-seos mais graves problemas economi
eos, veesa os ab uxo assignados pedir a essa illas
trada redaeei') o seu valioso apoio em favor desta
grande qaeatio ecosMmica, quo s* relaciona inti-
immene. asan a ti nnslni insaji i aosxl pac ajena
.piiz estsasBassatndo.
Oj rmfin sssig.-iados, cerwrj%qne easa iftirr-
trada redaccio attender a este pedido, desde j
agradcelo o s*n valioso concurso.
Cosa toda a considerseio e estima, snbscre-
vemo-nos. Multo attentes, veneradores, criados e
obrigados.Angelo Eloy da'Camara, presidente.
Hiarr nn Jispsit, visa-presidente. Malvina da
Silva Reis, I." secntario.Antonio Ferreira da
Silva, 2." secretario.Bernardo Belisario Soares
de Sousa, thesoureiro.
t Centro da Industria e Comriereio de Attucar.
Rio do Janeiro, 18 de Fevereiro de 1887.
A lavoura da canna e os productos que d'ella
proveem estio actualmente passando por ama crise
geral, que ameaca anuiquilar esta antiga indus-
tria, a primeira cstabeleeda no Brasil, nos tempos
da sua maior prosperidade colonial. Diversas
causas actuam para esta crise geral, e a de mais
vulto o desequilibrio entre a produccio nos
pases tropicaes e o consumo, diminuido este pela
coocurrencia do assucar do beterraba e agur-
dente du cereacs. Entretanto, os especialistas deste
enero de estatistica industrial per.sam, com al
guia razio, que, augmentando cada ves mais o
c nsnmo de assucir nos p tidos-U lijos o Australia, pelo desenvolviment) do
bein-estar das populacoes, e sendo a produce > da
beterraba muito desigual e fallvel,.o futuro da
lavoura da carina ainda pdc ser lisonjeiro e lucra-
tivo pira os productores. Em rclacio especial-
mente ao Brasil, nota-so qua em algans lugares
to da S. M.-0 Imperador, euviando a mesa um te-|og fv.p;)g de assucar que vectn dos mere idos do
legramma iib te sentido. Depois de orar o Sr. mtoral nao conespondem iquelles que sao requeri-
Jos Mtrrs, foi approrada a proposta, procedeo-. do pelo, gandes refinadores da America e Eu-
do-se a requenment" do mesmo Sr. depotado I rop e eal o,,^, 0 ^ocar bruto que exportado,
veriacAoan da votaban .___ ... L .,-a. f,.' ,n*
l>\ri agna na fer'ura des eathosiasmos ; bonve
silencio profundo em to lis as mesas ; s o gareon
do i artusniif, mirando os discursadores, m a om
jucd gjstou da cus :
xe morro pela bocea.
Um orfioio do secretario do governo, remetten-
do a iaformacio do inspector do Thesonro Provin-
cial e mis dicumeotos, relativos despesi de
57600 de passagena concedidas i'in vapores da
Companhia Pemambucana, no me.z de Janeiro ul-
timo a sentenciados que segu-am pira o presidio
de Fernando de Noronba.A' commissao de oro-:-
meato provincial.
Oatro do mesmo, remet ndo a informacio do
inspector do Tneseuroeos documentos da desp.za
de 446100 provenientes de pasaagens concedi-
das em vapores da Companhia P< ruambucana em
etembro do anuo paasaio, a p.-.-sos e escoltas
qae seguram psra o presidio de Fernando.A'
commissio de orcameuto provincial
Oatro do mesmo, remettendo a aforar.cao do
inspector do Tbesoaro e mais docaavutos relati-
vos dtspcza de 230O provenientes de passa-
gens datas por conta da provincia nos carros da
estrada de ferro do R-cife a Litnoeiro em Seteui-
bro do anno fido.A' commissio de orjameoto
provincial.
Oatro do mesmo, remetiendo B iiif .raiacio do
inspector do Theaouro e as coatas c documeutos
concernentes despexa de- 40JI210 de paisagens
nos carros da rstrada de ferro d-> Kecifea Limoei-
rj em Agosto do anuo fidio. A' couimissio de
oroameuto proviucial.
Outro do mesmo, remetiendo urna inf.irm.acio,
do inspector da Tnoaour-.', contaa e doeursnaitos
referentes i despez, de 114200 de passagena eou-
eedidas por conta da provincia nos carros da es-
trada de ferro do Recite a Limo, iro em Agosto do
anno fiado.A' uommissia de ornamento provin-
cial.
Oatro do-mesroo, remettendo a informacio do
inspector do Thesouro, aeonspaabada de contase
documentos relativos a despesa.de 500d de p-is-
sogens concedidas nos carros da estrada de ferro
ao Recife ao S. Francisco em Desembro do anuo
passadokA' commisaao de orcamnto provincial.
Ontro do mesmo, davolveodo informada a peti-
cio de Jos Goncalves Ferreira Guimares. A
quem fes a reqaisioio,
Peticio de Sebastio Brrelo de Mello Reg,
requerendo ser nomeado para o lagar de continuo
que se acha vago ou ontro qualqner qua vagar par
accesso.A.' commssao de polica.
Outra de Rodrigo Jacoma Martina Preira, 2*
esoripturario do Consolado Provincial, requeren-
do a.ifratificacio, por mais da 30 aoaos de ser-
vico como empregsdo. pablico.A' commissio de
peticoes.
Outra de Alheiro, Oliveira & C, requereudo que
a sos contribaicSo seja equiparada a de Paule-
Jos Alves & C. A' commissio de orcameuto
pro vi acial.
Outra da Francisca, Amelia de Albuquerque
Presens, professora publica da cadeira uo sexo
femeniao da Magdalena requerendo a transferen-
cia da sa* cadeira para a freguexia da Boa-Vista
ou de Santo Antonio do.Recife.A' commisse de
instrnecio publica.
veric icio da votacio.
Adiou-se p-la h'ra a disenssio de um requeri-
me ito d) br. Jote Mara, pedindo iuf irmaco bre qoo le p rmittido o tronco n-s priso s pu
bliexs de tolas as comarcas da provincia e at
n- a quartris da suarda cvica, rendo orado oa
Srs. Josa Mara, Goncalves Ferreira o Prxedes
Pftangs.
Passou se ord 'in di dia:
Entrando em 2" ducusso o projecto n. 2 d'es-
te auno (transtsrinda a. cede da comarca de Ta-
caran! pira a povoicio de Jatob, que Sea eleva
da 4vill*J fonm ajaiadas 12 emendas, orando o
Sr Pr.ixt-d- s Picanea.
O Sr. J..a > Alves, pela ordem, requeren o en-
cei Lmenlo da cisciissi >, nao se votando por falta
de numero, tendo timbera erado pela ordem o Sr
J .t Mara.
Adion-se a 1 diseasso do projecto n. 1* de
1886.
A ordem do dia : 1' discussao do projecto n.
7 u'cite kono e continaacio da antecedente.
Oxtraas geraesj ila lirainleso-Di se-
cretaria do g.veroo nos foi remettido para publi-
car o segunte otKcm:
N. 167.Thesouraiia de Faaenda da Per*
UHinbuco, em 16 de Mirco de 1887.Illm e Exm.
SrEm resposta ao otfico de V. Exc, de 8 do
corrate, em o qaal pede que Ihe informe se
exaot qre oa mais de 6 meses- no sao pagos de
seas salarias.os operarios das obras geraes da Al-
fandega, segundo se dis em ama publicacae axte-
dido, na Provincia d'aquelle da, cabe-me deca
rar a V. Exc- que real nio se ter effectuado dito
pagaocuto, em consaquencia de nii hiverem sido
apresentadas a esta repartoio as. respectivas fo
Ibas, o que e boje t ;ve lugar.
Deus gaarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. Dr.
Pedro Vicente da Asevedo, presidente da provin-
cia.Servindo de inspector, Mantel Antonio Car-
doto.
aiiniveratrioAmanhi completa 21 an
nos de idade S. A. o principe D. Pedro Angosto,
filbo da finada princ sa D. Leopoldina.
Tribunal do jury do Ueea>.Termi-
nou a 3 huras da madrugada de boatem o juiga-
meut > do reo Djltn) Jorreia Braga, qae ioi absol
vido por pereinpcio.
Era aecusado^ de h'.ver, rm 8 de Jalho do anno
passado, no sobrado n. 27 da ra d'Aurora, tend
gravemente a Manool da Silva Loal Liyo, pelo
que acbava-se pronunciado no art. 205 do Cdigo
Criminal.
Terminada a necio promovida pelo Dr. 1* pro-
motor publico, em qae poo so jury a condemaa-
e-io do reo as penas do grao mximo do aseneio
nado artig, por baverem.concorrido as circu-ns-
tancias agravantes dos 6 e 15 do art. 16 lo
mesms Cdigo (jnperioridade em armas e sorpre-
za) f*ram, a requerimento do aecusador tomador
os depoimentos dos Drs. Jos Flix da (Janha Ma-
nezes e Prax-'des Gomes do Sonsa Ptanga, mdi-
cos estes, que fuacciooaram como peritos no corpo
de delicto, oroceJido logoapa ao facto delictowo.
Em seguida o patrono do reo, o Dr. Joo Frsn-
ciaoa Ti-ixeia, dedusio a defes.i, negando a-gravi-
dade dos ferim .uitos praticados por sea constituin-
to e a fligraucia. Allegou anda haver o r) pra
ttcado o crime em defeza de sua irmi, espoia do
ofivi-.dido, e tendo obtido a palavra s 6 horas da
tarje, termnou o seo discurso s 11 horas e 40
innuto3 da noite. >
Seguiran-s replica e treplica, depois do que,
rccolheu se o jury sala secreta d'onde voltoo com
auas res postas escripias, em vista das que\ o
prest-lente do tribunal escreveu e publicoo su1
senteuca jilganda perempta a ajcosacio.
0 Iribuaal conservoo-so sempre replecto de es-
pectadores.
O jiry do sentones compoz-se dos segointes
seah ires:
Or. Jeronymo Materno Pareira de Carvalbo, pre-
sidente.
I>r. Manoel Fraueiseo de B.rtos R*^o, secretario-
Jo..o Goncalves Torre
Or. Luiz Rodrigues Villares.
Fredetico Lnia Vierr. ,
Ernej'.o Areelino du Barros Franco.
Genuino Jos da Rosa.
Pedro Antnnes Ferreira.
Jetonymo Odn Ferreira Cabral.
Jaronymo Jos Ferreira.
Luis Pereira de Farias.
Joo Baptista Slmes.
illreeloria ss obris de conaens
c ii4 16 de Marco-de 4887 :
por sua baixa qualdade, s obtem precos iasuffi-
cientes dos expertadores.
" O consamo interno do Iinprri', qae grande,
e importa em parceWa consideravel da pro iuey ',
tem at agora altenoado estes inconvenientes;
mas qaerendo e Brasil voltar grande concur-
rencia no exterior como j ooteve nos seculos XVII
e X VIII, ser neunasatio qae colluque eite genero
de produccio em condicoes de pre-c>s e qualidades
que p iaium convir nao s 4 lavoura esnio aos c n-
tumi lores. Para dificultar mais estas condic s
desfavoraveis cm qne nos adiamos, contribuem oa
pesados impostos geraese prorinciaes, que de ma-
neira alguma cao aotorisados pelos precos acioaee
A qoestio consiste em dar-lhe desde j fin pra- ._*. ^._*. ;_ u
ticos, excqaiveis. de resultado, mmedatos, que ^^f^f*. ?<*F?** ""P"6"". t
..hi.nh^A,..^^. ^.. __.___'i., o eondemoavel intuito de acensar sem Drovar
obtenham o concurso dos poderes pblicos e dos
interessados.
E' sob este ponto de vista que offerecemos as
segointes bases para os trabalho da associscio:
1* Promovsr da parte dos toleres pblicos a
extinecio on consideravel reduceio dos direitos de
exportacSo geraes e provinciaes.
2* Solicitar a rednecao das tatifas de trans
porte as estradas de ferro do Estado, as que
tem garantas de joro, e mesmo as de proprieda-
de particular, nao t para os productos da canoa
aomo para a propria materia prima.
3 Crear premios para a prodnecio e expirta-
o/l o.
4 Diligenciar que os poderes pblicos obte-
nham tratados das naco.-s era qne o nosso assncar
sobrecarregado de direitos, pnacipslraante da-
;qsjelles rm que o consumo deste genero superior
ai que ellas podera produzr dt) lavoura pro-
pna.
5o Promover especialmente am tratado reci-
proco com os Estados Unidos, pelo qoal se pDssa
alargar all o c;nsumo do n:sso xssacar, pois
aquella repblica esf as condieos de peder tor-
nar-ve o primeiro mercado de*te genero/
6 I romover expjsicSes destes productos na
capital do imperio e as pracaa eatrangeiras onde
convenha introdazir e alargar o consum, obten-
do-se, tambera, por esta firma o coafronto dos
productos e dos melhoramentos succeasivamente
renlitalos.
7* Impetrar do governo imperial aa provi-
dencias precisas para que os cnsules mandera
relatnos indicando o juizi formado as diverssa
prHQ is consumidoras sobre o nosso assucar, e
quaes os meios maia acertados para aagmentar-
Ihe a aceitacio.
8o Obter favores esp?ciacs pan os engenhss
centraes montados S'm garanta de juros o qae
pela falta de renda e consequente deprecscio dos
ca pitaes nelbs rmpregados esti verem em dfficul-
dado de se p?derem manter.
9 Alcancar dos podereo pub icos a creico de
ora laboratorio ao alcance de todos os int-rc-ssados,
onde se estudem os progressos realisad s no es-
tranguiro e se facam experiencias cbimtcas sobre
os meios de obter a maior qaoatidide de materia
saecbarina.
10. 'r.ar em centros agrcolas escolas prat-
cas p&ra preparo de pessoal de-tinado a fabrica-
cao do ussucar o ao aperfeicoamento da cultura da
canna.
t 11. Diligenciar que as fabricas onde s secm
pregaren) lraba'hador?s lvres obtenham diminui-
do do impasto d toda a natorea.
12. R unir todos os dados estilsticos sobre
produccao nacional deste genero, com indicares
sobre precos, qualidades e origens, fasendo o coa
fronto da exportacio dos annos anteri res com o
actual.
13. Colleccionar em um deposito tecbnologico
os typos de producco.-s de assucar dos div.-r.v s '
paizes, corn inforinaces sobre os> procesaos de f.
brico, quantidades produzidas, precos nos ir.e-o-
dos exportadores e nos de consumo. Eira (o'lec-
cSo sei franqueada aos associados e servir da
base aos nu-lhoramcutos da industria saccharina
dos productos : quando a lavoura, as provincias do paiz e s transaecea do commercio que se de-
de grande produccao apenas obtem 800 a 1 j.'OO
pr.ut arroba de assucar broto, precos que nem pa
gam o custeio da produccio, nio te coneeb como
o E>tado pie exigir na- totalida.de de direitos 8 a
10 por cento que j seriam um lacro muito impor-
tante para urna industria prospera.
O governo de Cuba o o das Ilhas H llacde- j
zas, dianto da crise actual fisorsra enneessoes nos |
impostos, as tarifas da transporte, e at favore-1 canna, conmisssrios e negociantes, engeiibi iros
dicar a exportacao deste genero.
Er.as bases f iram approvadas pela asscmbla
geral da fundaco do ('entro da Industria e Com-
mercio de Assucir, que teve lugar no sali do
Banco Industrial e Mercantil em 18 do correte
mez. Pela raesma assembli foram approvadas
as seguintes bases organiets para a associacao.
Socios.Formar se-bi dos -agricultores de
cvr.-iui a industria saecbarina com auxilios de
crdito, qne at agora obstaram a sua roma.
Estes exemp'os nio podem ficar indiflVreotes
para nos, pois se nao os seguirmos, seremos earaa-
gados pela concorrencia. Accresca que a lavoura
do cal, principal sustentculo do Estado e da
rqu -za nacional, es' entre as ameacada de urna
ense.de produccio, e a nniea industria agrcola
que tsti preparada para sub.-tituil-a e poder sus-
tentar o crgansmi financeiro do pas, a do as-
sucar, se desobstrur-se o sea ouxtinho d >s obstacu
los qae o embaracam.
At aqui o auxilio mais serio que o Estado
quiz prestar lavoura de assucar, foi o de garan-
tir joros a engenhos centraes; todava, por cir-
cumstanctas que nao cabe aqu aoalyaar, essas
coneesso em granda parte ap 'as serviram aoa possnidores
de privilegios e ioteraiediarijs da venda dos on
tractos.
Distas irregularidades resuKou qun os onus
e dedueces dos capitaes obsorveram a maior
parte do dinbeire das emprezss, e annuilaram a
vantagem das garantas de juro, sem qoe a la
voura colhotse resultados, antes sotfe ssse decep-
co s crueis, por faltaren -ihe as safras os enge-
nhos com que contava para aproveitar as auas
plantaees.
< Emprezas nacionaei e sisudas moatraram que
sem auxilio do Estado, podiara manter tngsahos
centraes com vantag-un, cmq'iaoto a baixa dos
precos nio os traostornoo, apesar da absorpeo da
miior parte dos lacros pelos impostos geraes e
provinciaes.
Se a remoco destes obstculos nao se fizer
mechanicos e fabricantes de assncar aleo -i e agur-
dente, estabelecimeotas banearios, espitalitas e
administrad .res de engenhis cjn traes, proprieta-
rioo de nsinss particolares, autores oa editores
de lvro3 redactores de jornaes que se eccopem
do assumpto.
Administracsto.Ser dirigida por urna direc-
tora composta de presidente, vice-presidente, pri-
meiro e segundo secretarios, thesoureiro evogaes.
Fundo social.Ser constituido pela entrada
de 504 de cada socio.
Fina.R-Minir os elementos dispersos pira
dar direccao uniforme s providencias tomar,
servindo de centro as associaces j creadas e qoe
se crearem as provincias en qoe te cultiva a
canna de assncar, despertar o interesse de todas
as classes, procurando o apoio da i aprensa pela
propaganda e do poderes pblicos pela adopcao
do medidas necessarias a elevar a industria sssn-
careira de seo actual abitimento.
A directora ficou composta dos abaixo assig-
nados.Angelo Eloy da Cmara, presidente.
Hermano Joppert; vice-presideatetfalvino da
Silva Res, 1 secretario.Antonio Ferreira da
Silva, 2 secretario,Bernardo Belixario Soares
de Sonsa, Thesoureiro.
Vogaes.Pedro Gracie, Honorio Angosto Ri-
beiro, Bario do Rio Bonito, Eugenio Magarino
Torres, Joio Jos dos Reis Jnior, Janoario Can-
dido deOiiveira, Pedro Disb Gordilbo Paes Leme,
Jos ArthuT de Mnrinelli, Antonio da Costa Chi-
ves Paria.
(inran&nntEscrereo nosso corresponden-
te em 14 do corrate:
Nette momento fdez horas da noite) acaba-
promptamenta o paiz est ameacado do ver arrui- | mos de ebegar da sala das seseoes do jury, oudc
nar-se fabricas, cnge.mbos e lovoaras, qae sosten- realson se o jolgamento de Francisco Dias da
tam a mais antiga industria agrcola do Brasil, e Rocha, autor do assassinate do infeliz meco Luiz
qoe aquella om que o trabilho livre e nacional: Jos Mendes Bastos, na noite ds 10 de Agosto do
tarea das vbbbbbbmIi
muito -b -m
cr- o para Petra-
is ssrsrtnealo% ba bote-
janta-se aa
trasodo preco. Com isto
e serem estpiada ao
.idade.
O tir. Moar de Amor i na (pela orden)
presidente, havendo diversos projectos de
lea nio sanccionalas, en reqaeiro a V. Exc. qae
se digne nomear a commissio respectiva, para
qoe sabia ditas lea d quanto antes o sea pa-
recer.
O Sr. presidente nomsia para a commssao de
leis nio saoscioaadas os Srs. Luis de Aorada.
Soares do Amorim, Reg Barros, Costa Gomes e
AmarsL
Vera mesa, lido, apiado e posto eo. discos -
sio o segninte requerimento :
Requeiro que -pelos canaea competentes se
informe que providencias foram tomadas no sen
tido de ser ponido o subdelegado de Maricota, qoe
preadeo o juis municipal de Iguarass e be as-
sim o eidadio Lnsdgrro de Souza Magalhios, para
por este ocia impedir qae sanos votassea na
e le ci fisrt naris eso 26 da mea- ultimo. Jos
a
{Contiuto)
Horas Isa
|oft
6 m. 24'-8
9 290
12 812
3 t. 3t>8
6. 28-9
Barmetro a
0"
753*80
75978
7r>942
75805
758>15
Teasio
do vapor
20.44
21.43
21.07
20.51
20.24
o
39
o
1
89
71
61
62
69
Teasporaiura mximaB,\).
Dita mnima24",75.
Evaporacio em 24 horas ac sol: 5, bra; 3,-7. '
Chuva0,^8.
Direccao do vento : E de meta noite at 1 hora
da tarde ; ESE at meia noite.
Veloeidade media do vento : 1,>51 por segando.
Nebulosidade media: 0,58.
Ambas feridoa---No dia 12 do correte,
em Jaboatio, Joo de tal, conhecido por Joio Ca-
boclo e Joaquim Herminio da Luz, travaudo-se
do rszoes, paasaram a viaa de facto, ferindo-se re-
ciprocamente.
Feram ambos presos e es15osendo inqueridos.
TiroNo dia 2 do correte, em trras do en-
Senho Gamelleira do termo de Nasareth, Jos
artins de Soasa desfecboo am tiro em Francisco
Pereira Lima, que ficou ferido gravemente.
O delinquente foi preso cm flagrante delicto e
estsva sendo inquerido.
Centro da Indaaatria e Consssarclo
de AssasarNa corte, como pnblieo, orga-
nisoo se urna ass ciacio coa o titalo qae nos serve
de epigraphe. Os seas fins constara das seguio
tes circularos, qae gustosamente publicamos :
Centro da Indtutria Commercio de Astu*ar.
Rio de Janeiro, 8 de Marco do 188? A' illas-
trada redaccio do Diario de Pernambuco.
pode acbar mais fcil emprego cootribaindo para
a traosformicio social qoe. geralmente deaejida
Sem.medidas promptas e emeases, os immensos
captaes empregados nos engenhos centraes e as
antigs fabricas acanto qu>.ai aniquilados, e o
t abalho nacional, que nelle ja effectivo, desap
parecer no meio da voragem destruidora da
actual crise.
< E' sobre a base destaa consideragoes que joi-
gamos iudispeosavel a creacio de ama associa-
co protectora dos ioteresses ameacados, e o ex-
emolo de nst!ueoes ideticas aqui e em outros
pases nos mostr- que nao serio inutea nem
ociosos os nossos esforcos.
A questao consiste cm dar-lhe desde j fins
praticos, exeqoroeis de resultados imm?diatos, que
obutihiin o concurso los poderes pblicos e dos
interessados.
E' sob este ponto da vista que cffdrecemos'as
sognintes bos-a para os trabalbos da asaociacio.:
i 1. Promover da parte dos poderes pblicos a
extinecio ou considera ve I reducfio dos direitos de
exportacio geraes e provinciaes.
2 Solicitar a redaccio das tarifas de trans-
porta as estradas de ferro do Estado as qoe
tera garantas dejar; e mesmo as de proprie-
dade particular, nio s para oa productos da caa-
ua como poca a propria materia prima.
3.a Crear premies para a prodaccio e exporta-
cio.
4. Diligenciar que os poderes pblicos obte-
nham tratados das nacoes em qne o nosso assucar
sobrecarregado de direitos, principalmente
daqulles em qae o consumo deste genero supe-
rior ao qne ellas podem produzr de lavoura pro*
pria.
6." Promover er-ecial mente um tratado reci-
proco com os Botados-Unidos, poro qual se pos-a
alargar all o consumo do nosso ssroear, pois
aquella repblica est as condicos de i'j?r
tomar-se o primeiro mercado deste genero.
6 Promoverexposices destes pnduetoi ni
capital do imperio e as praca ernngeir .3
eom tanto desacert, que em grande parte npenas
serviram aos possuidores de privilegios c inter-
mediarios da venda dos contradi?.
i Dcstaa irregularidades resultoa qa? 03 ooas
e dedaccoes dos espitaes obsorveram a maior par-
te do diobeiro das emprezas, e annuilaram a van-
tagem das garantas de joro, sem que a lavoura
colhesae resultado, antes soffresse deeepfoes
crneB, por faltarem-lhe aas safras os engeubos
com que contava para aproveitar as soas planta-
ees. Empresas naconaes e sisadas mostraram
qoe, sem auxilio do Estado, podiam manter enge-
nhos centraes com vantagem, emqaanto a baixa
dos precos nio os traostornoo, apesar do aba rp -
cin da maior parte dos loeroa peros impostos ge-
raes e provinciaes. Se a remocao dsstaa obsta-
culos iiio se fizer promptamemte o paiz est amea
Cada de ver arruinar-se fabricas, engenhos a la
vooras, que sustentara a mais amiga industria
agrcola do Brasil,' e que aquella cm que o tra-
balho livre e nacional pode achar mais em-
prego contribulado para a transformacio social,
que geralmente desejada. Sem medidas promp-
tas e efficases, os immensos capitaes cmpregado3
nos engenhos centraes e as atigai fabricas, S
carao quasi aniquilados, e o trabalho nacional,
que nelle j efectivo, desapparecer no meio da
voragem destruidora da actual crise. E' sobre a
base destas consideracoes qua julgsmos indisp?n-
savel a creacio de ama associaca protectora dos
interesses ameacados, e o ezemplo da instituicoes
idnticas aqui o em outres paiztjs noa mastre que
nio serio atis nem ociosos as nossos esforcos.
anno prximamente fiado.
E, como sejs este facto o mais importante da
altima qainzens, apressamo-nos em dar-Ibes del-
le prompta e circumstanciada noticia.
A's 10 horas ds manbi estando o tribunal lit-
teralmeate cheio de espectadores, e avaluado en-
tre as pessoas qae o oceup ivam, todos os advogo-
dos do f6.-o, engenheiros e muitas ontrss pessoas
gradas, comparecea o reo acompanhado por sea
advogado o Sr. alferoa Joaquim Correia Brasil
Jnior, notando-se em saas pbysionoraias de pro-
fuuda commoco. a
Em s'gaida foi sorteado o conselho de sen-
tonca, que ficou compoato com os segointes jara-
dos : Manocl da Costa Campello, Isidro Vieira
Naziazeno, Tobas de Souss, professor Manoel
Clemente da Costa Santos, Joio Florentino de
Arauj i Miranda, Laurentino Ferreira de Araujo,
Maaoel Buzerra de Vascoocellos, Jos Paos de
Barros, Jcs Domingos dos Santos, FraociscoFer-
reira Chave, Joio Jos de Medio e Jos Correia
Paes la Rocha.
Por oceasiao dos debates o illnvtre represen-
tante dft justica publica, Dr. Lydio Marianno de
Albuquerque, compenetrando se da alca e imperr-
taate misso de qne se acbava investido, fez ama
importante e longa aecuaacio ao reo, mostrando
at a evidencia as terriveis peripecias da horrivel
tragedia de 11 de Arostp, em qae figaroa como
protagonista Francisco Dias da Rocha, e em qae
foi victima o inditoso poeta Luiz Jos Mendes
Bastos, que desarmado e em positiva inferiondade
para com o sen adversario, foi emfim trucidado
por seu proprio canbado.
E' fcil de imaginar esm qoe interesse era
ouvido o aecusador, quo por muitas vezea foi ap
plaudido pelo nameroso pablico que eichin o tri-
bunal.
Em seguida, f*zendo-s9 ourir o advogado do
reo, puogio-Dos e surprebendea nos notavefmente
as iaverdades, talvez involuntarias, mas samara-
mente injustas con qua S! S. procuroa apreciar
os precedentes da victims.
Sitn, surpreh5ndco-n33, taato mais qnanto
julgavamos o Sr. Correia migo dv infeliz morto,
com quem sempra priy-'U !
A's 7 horas di noite rocolh;nd>sc o conse-
lho saJa secreta, dahi voltou ia 8 1[2 e o seu
v'ereiiclum foi condemn'torio, jaleando o i> in-
curso no grao mnimo do artigo 193 do cdigo cri-
minal.
0 1 questto foi respondido affirmitivementa
por uaanimidader-b-'ai Cjiui o da justificativa ne-
gativamente, sendo os demais, com relacio s cir-
cumstaacaa sggravantes, respinddos par 6 e 8
votos negativamente.
O re appellon.
O tribunal cooservoa-se. sempre ebeio de es-
pectadores at ser proferida, a senteuca, que abai-
xo publioamos.
Nanea tiv m.-s oecasiio de assistir nesta ci-
dade a ama sessio lio solemne ; pareca que a
nossa aociedade tio atrozmente desrespeitada com
o brbaro crime, espera va com impscienola a re-
lirselo jurdica ds tio cruel affronta.
E, com etf-.ito, ella nio se es esperar, aprzar
da b 'nignidade da sentenca.
E, no eulaoto, um correspondente desta cida-
de psra a l'rouincia, diza com toda, a inaenoates
qae Ihe peculiar, que Roeba era alta e esesnda-
loaameote protegido palas autoridades superiores
da cossaroa !...
E fui assim qoo sem um criterium anteceden-
te, sem um ponto da partido seguro, soin metoJo
e sea edacaeio, o coliega da Pnmaeta, na aosoa-
cia de todos esses elementos, se atirou perniciosa-
i cus
acensar sem provar I
* Eis a sentenea :
Em conformidade das decses do jarv quanto
ao reo Francisco Dias da Rocha, julgando o dito
reo ineurso no mnimo do artigo 193 do cdigo
criminal, o condemno a seis annos de prisio com
trabalho, qae, segando o artigo 49 do mesmo c-
digo, comuvito em 7 aoaos de prisio simples ;
para cumprimento da qual egigno a casa de Je-
tencio da cidade do Recife ; pagas as castas pelo
mesmo reo, as quaes o csudemno.
Sala das sessoos do jury do termo de Gara-
nhuns, 14 de Marco de 1837 Bernardina Ma'a-
n/i do. *
c Foi o segando julgamento da actual sessio,
havendo comparecido 44 jurados.
A deciaao do jury tem sido conmentada com
cesto calor, e anualmente o assnmpto de todas
as conversas, de toda as discusses.
CanhotlnhoE;crevem nos em 15 do cor-
rente :
Fstd pequeo lagar quasi sempra sozegado
torna-se as vezes replecto de aeontecimentos es-
tranhos o dignos de commentarios.
Desde hontem at estas horas, (cinco e maia
da tarde) tem estado esta localidad em.alvoroto;
os vai vem dos transentes, as reunios aqui e
all, tudo emfim, indica aos observadores -re al-
gam caso extraordinario est se passando por
aqui. E de facto, a agitacio le se observa no
povo provenieute de um roubo praticade por um
typo que, depois de ter sido admittido ao servioo
do seu bcmfritor, tendo am ordenado sumoiente
para as su-is despezas quotidianas, procuroa can-
sar grande dissabor e contrariedad quelle qae
tio b. m o acolhea.
Manoel Ramos, tal o nome do nosso homem,
ebegou aqui ba mais de um anno, e durante este
lapso de tempo, tem so intitulado solteiro, procu-
rando assim illodir ojfragl espirito das pobres don-
relias, que o olhacc com certa diffrenc.
Ultmamete nstevo prwstesa casar-sc eom tres,
quando sabe se qoe casado em outra paragem.
Vejam que tal o heraem.
Estando empregado n'uma fabrica do Sr. Por-
tella Filht, onde ha um vapor de descarocar a'-
godo, pedio ao Dr. J. io Machado Portella, digno
chefe da terceira seccau, neite prolongamento da
e trada de ferro do Recife ao S. Francisco, 809)1
para comprar algodao para o Dr. Portel!. Rece-
bendo o dinhe;ro pedido retiron ser vindo depois
dase qoe j tinha empregado o cobro em compra-
de atgodio, tendo compradj em urna s' mi
seis cargas do la, acrescentando que ficaram ao
sen dispor urnas quatro carga?, alera das seise
O Dr. achando a cousa um pouco imposaivel
perguntou aos empregados se tinham visto ebegar
o algodao; ao que .he respondram negativa-
mente.
Um doa empregados, querendo saber as era
exacto a historia, ioi ao logar iudicaao, afim de
verificas; voltou cm segoida trazendo a certeza de
ser falsa a historia de Ramos.
Qiicrendo evadir-se procurando escapar a vi-
gilancia da polica, seguio ateo Angelim, purera j
ten lo noticias do occorrido o Sr. Portella Filho, fe
vir soa presene* Manoel Ramos. Este contou o
mesmo que j i tinha dito mais de urna ves, isto ;
ter comprado o algodio a Manoel Leandro.
O-Sr 1 orlella, que nio apota vaibacarias, trou-
xe-o BtssBBjW para elle justificar soa innocencia.
Ligo que ach lu-ee naprescoca de Manoel Lean-
dro, do delegado c de urna massa coropicta de
espectadora, o homem tornou-se lvido como um
cadver.
Eutio perguntou-lbe o delegada, persiste em
dizer quo comprou o algodio a Manoel Leandro ?
Sim, senli t ; responden com o maior cy-
nisrao.
E como Manoel Leandro dissesse qne elle f.il-
tava a verdad, contando urna historia muito di
versa, o quidam coniessoa-sc vencido, declarando
eom muita philosophia que tinha comprado com o
diaheiro ama casa por 284L um cavalls por 50 e
mai3 urnas fasendas no valor de 82.
O Dr. Machado Portella, como delicada ni) o
aecusou depois de declarado o roubo, deixando
disposicio do delegado o fim da queslo.
O delegado, cumprindo dever quo Ihe impoa
a le, mandou recolhel-o a prisio para logo ajustar
suas coatas om elle.
< Temos tido fortes e abundantes trovoadas,
como ba amitos annos nio vemos iguaes.
A trra cooserva-se molhada, a ponto de f .zer
rebentar qualquer sement que em si contenba.
Nos annos anteriores, commumeote, tinhamos
trovoadas or1 teupea'proprios-; mas nanea produ-
ziam o eff.-ito que tem s observado esto auno
L go que as nuvens expargiam os agoaeeiros
coutidos em si, brilbava am sol asphixiante, abra-
sador mesmo no periodo de um mes e muito mais ;
o contrario tem sneeedido no presente anno de
1887.
Quando desappire:eu o primoir mez, deixou
a trra bem ensopada, conservando-se at o tempo
presente no mesmo. Ao arvorss brotam S'us ga-
Ihos e as plantas saas Aires, annaaciando j o
risooho reinado do verde.
Se fiodar-se o mes de Abril, com a mesma
qnan:idade de chovas que temos tido, ser nm
prenuncio de boa eolheita para os agricultores, e
de abundancia de leite e qutijos para os serta-
nejos.
As feiras teem sido abundantes de gneros
alimenticios, sendo considerados quasi todos oa
productos por aqni exportados.
A farinba tem regulado sempre de 320 400
reis, o feijio de 900 1*200, o milho de 180 200
res, fava de 500 600 ris por 10 litros de cada
genero.
O sal nos custa 50 60 ris o litro.
A carne varde tem regalado de 400 a 440 reis
o kilo, a do serto a 800 ris, o saino de 360 a 400
ris, o charque de 480 a 640 e o bacalhaa de 360
a 480 ris. *
lOterla do CraaParO novo plano
dessas loteras, marca 20,00) bilheles 5*000
cada am, sendo os premios 2,426.
A distribuicio dos premios esta
1 premio de
1
1
1
2
5
11
99
4^:000*000
5.000*006
2:000*000
1:000*000
500*009
200*000
100J000
para a centena do 1.
ptemio 4-7J0C0-
99 para a centena do 2.*
premio 20*( 00
200 para todos os nmeros
cujes daos ltimos al-
garismos sejam iguaes
aos do 1." premio 10*000
2.030 para todos oa nmeros
cuj ultimo algansmo
seja ignal ao 1." pr>
mio
2 approxmaco:'s do l. pre-
mio i
2 approximacss do 2. pre-
mio
2 approx'mac's do 3. pre-
mio
D<>sniuio agrcola-L-sa no Pricurteur
do Antuerpia :
O mais vasto dominio agrcola qae se cultiva
na superficie do globo aoba-se, como era do espe-
rar, nos Esiados-Uu Jos, no sudoeste da Luiziania.
Per'ence a um syndioato de financeiros de Nova-
York. A sua extenaio do 160 k'lom.troa do
eomprido sobre 40 de largo. E' quasi tres Vtszcs
a saperficie do famoso dominio de Dalrymp'p, no
Dakrta.
< O director ger*l desta enorme fazeoda, J.
Watkins, conta no Mtouri Republicano que- foi
ella constituid* em 1883 com trras ompradas si-
muitaneameote ao governo dos Estados-Unidos e
ao Estado- da Luiziania. Todas estas trras es
avaro entio entregues ao pasto e oceupadas pelos
rebanhos d s cradoredas proxitaida-les : reba-
nbos mcio selvageas de bois, carnearos e ca-
vallo, que eram calculados em cerca de 30,000 ca-
bceas.
O primeiro cuidado da Companhia Coioes-
sionaria ioi dividir esta immenaa extiosao em
pastos do dmensoes redusidas o susceptiveis de
vigilancia. Estacos ou ranchos f. rm ei>a!*>Ieci-
doa a nove oa des kilmetros de dis'ancia as dos
cairos; e as palicadas de clausulas custaram
mais do. 250,000 francos (cerca da 125 conloa.}
A trra, examinada com euldado fu' r e nhrcida
propria para a cultura do arroz, do asquear, do
algodio e do tugo. Meios de acgai approprlados
i grandaza-da tsrefa f ram onti) o-toj era obra,
e estes meios sao.ainda emprejados no cultivo cor-
rete.
Assim qua as vallas sao caradas por.vapor,
a lavra fas-s pela accio da .merma forea, como
taubaa oa trabaihoa: complementarios da grada-
dura, da debulba, et.
Tem-se, por exemplo, de lavrar am campo de
, 1
I
)
i
-



5*000 400*000 y
50*008 j
ricurteur % i flr

1


Diario de PcroambiiGnScxta-lcira 18 de Marco de 1887
*?. >-.
1
I
- -T
.
.
k>
' -,
.f*
60 hectates ( a medida tudi) ; dispo.-m-se de
dous Indos perpendiculares am ao oatro duna ma-
(ihiii e por movis, etn commuaicVo com
um eabo guarnecido de quiltro arados. Estas duaa
machinas, manobradas por tres boinens, bastam
para lavrar 10 hectrea par di, trabslho
acabar-se-ha pota n'umn-semaua
A gradadura, a aementeira, eolheita, tudo
80 fas por meios anlogos; de sorte que nao ha
esa todo o dominio nm ai boi ou es vallo de tiro.
O t mmi sumaca empregadna cuno auxiliares
aio oa cavallos que s-Tvext de eavalgadura para
N pastores guardareis e conduzro;n as 16,003 ca-
beoas do gado amainadas no dominio.
Encontrara ae j* all varios estabeleciroeutis
que permittem ao numeroso p-ssosl encontrar as
coasas necessarias vida ; por exeuipl, am moi-
nhot am nrmascm geral, urna .neveira, uro banco,
um estaleiro de coustruceo-'s de madeira, corrcios
e telegraphos.
Aliaba do Southern-Pacific-Kailroad atra-
vessa no dominio u'umaextenso de 57 kilmetros :
duas estaedes especiaes e numerosas linhas fer
reas de traecao animal fazem o ser veo. final -
mente, tres vapores pertenceutes comp&nhia op >
rsm aobre as proprias aguas, que aroresentam am
deseavolvimeuto navegavel do 480 k lometros.
Estas cjusas nao tai nicamente para nos
interesse de curiosidad?. Explicara ein grande
parte a que concurrencia se acbam d'ora avante
expostos os nossos agricultores, no combate para a
produccio barata, isto e, pi-la vida.
CompHc-lhes ver ae podem razoavelmente es-
perar niauter a luta, serviedo-se dos metbodos e
instrumentos do passado. Compete-Ibes estudar
e a cuitara cm grande escala, a associaco ap-
plicada aos trabalhos dos carr.pos, cerno j o aos
trabalhos da utilidade publica, uio para clles a
anisa porta de sal vaca o.
O dominio de que se trata aqui ama ex-
ceptan, seno duvida, ra.'saio nos Estados-Unidos,
pslas su is propor^oes gigantescas. Mas os grandes
dominios, cultivados com capitaea asso.-iados, ten-
dera cada vx m.is a tornarem-se a regra, e as-
sim que a Uuio Americana produx as enormes
quantidades dtj cereaes, fructos e carne, com que
j innunda os mercados europeus.
Hadan.Do Mundo Elegante, jornal de mo-
das que ae publica em Paria, extractamos o se-
guate :
< As flores perdem cm pouco na presente esta-
eao, e assim nos chapeos nao se eucoatra o mais
leve veatigio desse enfeite.
As proprias toilettes de baile participam um
pouco deste despreniimento, e a maioria das suas
guarnicoes sao compostas de fitas estreitas dis-
postas em bonitas rosetas e enormes lacadas. Es-
tes boaitos enfeites collocados sobre as saias e
corpioho?, bem eomo as extremidades dis tni-
cas, aio de um gosto e distinecio admiraVKs, sen-
do ao mesmo tempo um adorno elegan'-e e de ex-
trema nevidade.
Aa flores, s quaes as plomas e as lacadas de
fitas vieram tirar a sua primazia habitual, at na
parte quo diz respailo aos endites para a cabeca,
bao de reapparecer com todo o scu b-ilho seductor
e inebriaute ao desabrochar da primavera.
Eutre a socied ide elegante feniuin i foi ulti-
msinente ud. piado o mesmo uso que seguem os
eavalheiros, quando vo faxer visitas de eomiri-
mentes e que consiste em deixarcm es saus par-
dessus na ante-sala.
As teuboras approvaram para si esta comino-
did&de, que Ibes permitte de se vestirem com toda
a elegancia, e assiua, antes de estarem no sa'o,
despeen igualmente os enormes casacos, sob os
quaes se esconda a sua 'ligante toilette.
De di, a na > ser para urna matinie dan ante,
nao se uaain vestidos decotadas, e mesmo -que
abram levemente, sao guarnecidos na parte inte-
rior por urna ruche em tulle.
E tambera preferivel para este gen- ro d; toi-
lette um vestido redondo a um vestido do cauda.
Farei, eomtudo comtudo, observar u e.se o ineu
conselhs, que esto systema melhor que o geral-
inente establec 1', porque algumas senhoras, as
maia elegantes, fazem as suas visitas de invern
com eses vestidos de enorme canda em velludo e
pellucia, que do um certo ar de pparencia, quan-
do asados p.r seuhoras habituadas a restirein t'n
ricas toilette, e, sobretulo, s que procuram pro-
duzir um certo efiei-o.
Familiar reaes europeas.A dotaco
das familias reaes da europa ileva-sc a perto de
162.50J.-0 0*000.
A Aem.nha vem em pr'm:iro logKr. Este m-
p.-no com urna pipuUuio tes, subvenciona 22 familias reaes, que cuatam
4:1.250:000030.
Vem depois a Turqua, m quem o sulto e a sua
familia absor?em anoualmeate perto de......
4O.(00:CO3*0 0
A familia imperial da Russm euata na-
ci 30.625:010. sob forma de rendineato dos
dominios da cora, sem contar as minas de ooro e
prata.
A familia imperial da Austria acba ae tam-
bejo von'ad.' com urna renda de.........
11.6O0:CO00DO.
Vem cm seguida a familia real da I iglaterra,
que recebe da naci cerca de ll.250^)JO*O0J.
A Italia paga familia real 8.20:O0i) e a
Hespanha desembolsa .000:00000J.
Passando as monarchias meos importantes,
vemos que as familias reaes receben aommas
asss avultadas. A Blgica paga ao rei 1.664:750*
por auno o Portugal 1.587:5JC-i. A maaarchia
eusta annualmeu'.e Suecia e N Jruega l .468;750;
Dinamarca, 775:000*; Hollaoda, 7j7:OV)*;
Bumania, 5lO:!.K)a*; i Grecia, 525.-003*. dos
quaes 150 sao pagos pela Inglaterra, Franca e
kussia.
A repblica francesa d ao seu presidente.....
450:030*, dous tercos sob lrma de sold e noi
terco para os gastos de repreaeatacao.
laetl *!Euectuar-se-ho i
oje :
Pelo agente Burlamaqui i s 11 horaj, aa ra do
Imperador n. 30, de assucar inel eaguardente
Velo d'/enle Martin, s 11 horas, na ra do
Bario da Victoria n. 21, 1 andar, de movis e
loucas.
Pcio agtiUe linio, s 11 horas, na travessa
do Oorpo Saato n. 23, de coaros.
PeZo agente Britto, s 10 1/2 horas, de movis.
PZo agente Alfredo Quimar&es, s 11 horas, na
roa do Bom Jess n. 49, de urna vacca toara*,
garrote e caro ei ros.
Pelo agente Gaimao s 11 horas roa do
Mrquez de O.inda n. 19, de movis e vinhos.
Amanha :
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, aa roa do
Imperador i. 22, de urna pa: te do eaganho Brum
s e am sobrado.
lauta* fouebrea. Sero celebradas:
Asaauh :
A's 8 horas na eapella do cemiterio publico de
Santo Amaro por alma de Am lia dj Azevedo
Se ves.
Segunda-feira :
A's 7 horas, i.o Li7ramento, por alma de Jos
Ignacio do Monte ; -s 7 horas ua greya -o Es
pnito-Santo por alma de Vanovl Joa Perrira.
PAssaceiros Cofgidos do sal u-o vapor
saericaoo /'manee:
Beato (i> Lotera la c6rtePor tolegramma reeabi -
do pela Casa Petis, sabe-se terem sido estes
os nmeros premiados da lotera 203 extrahida
no da 17 de Mareo :
9.887 80:000*000
8.620 10:000*000
Lotera da corteA 204* loteara, da cor-
te, pelo novo plano, eujo premio grande de------
30:000/. 000 ser extrahida no dia .. de Mar-
co.
Os bhetes acham-se venda oa praea da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se 4 venia na Casa da Por-
tona ra Primeiro deMarco.
Lotera para o rundo de eaaasiel-
paris-A li' parte desta lotera eujo premio
grande de 6:000*000 ser oxtrabida hoje 18
de Margo, s 2 horas Ja Carie.
Os bilhetes acham-se 4 venda na Boda da Por
tuna na Larga do Rosario n. 36.
Lutcrla dotiro-Par-A lotera desta
provincia, pelo novo plano, eujo premio grande
40:000*000, ser extrahida no dia 26 de Marco.
Bilhetes 4 venda na Casa do Ouro, roa do Ba-
rio da Victoria n. 40 de Jlo Joaquim da Costa
Leite.
Tambem acham-se venda na Casa da Por-
tuaa ra Primeiro de Morco n. 3.
Cemtlerto publleo.Obituario do d a 15
de Mareo :
H-rmiua Eduarda Themula Lesea, Pernambu-
co, 37 annos, casada, Boa-Vista ; tubrculos pul-
monares.
Clara Evangelista da Costa e Souis, Per&am -
buco, 30 anuos, solteira, Boa-Vista; cancro do
reto.
Rogaciaoo, Pernambuce, 7 anuos, Boa-Vita ;
febre perniciosa.
Jlo Grualberto Ramos Chaves, Pernambuco, 50
annos, viuvo, Boa-Vista ; bronchite.
Clotilde, Pernambuco, 2 dias, 8. Jos ; ttano
espontaneo.
Balcia Maria da Costa, frica, 50 annos, soltei-
ra, Olinda ; paralysia.
DamiSo, Pernambuco, 18 meces, Graca ; pelo
subdelegado.
ra P. de Serqu'-ir Lima, Dr. Aatonio da C.
Pinto, fsniii'1' ii Duarte Qawaatiif, J"s de A
Velloso, H rique B. Pragua, Amonio P. Ser
afir. Jo5* M- da Silva Fran, Salvad r L-iis de
M. Sozi,C. P. Rodrigues, A. Prancisc >Tava-
r-.-s, E. Goncilves Toarinho, A.I lio da V. Mo-
reira e JoSo M Leitio.
--- Obelados de N w Yakuo vapor americano
MianQi :
r. J.fc L. Lima, Dr. H. V. F. k Romano,
su isenboa e 3 fibos, Dr. Aatofo liamos J. .>u-
n'or.
pera^oe" crurgseaForam pratica
das no hospital Pedro II, no dia 17 do correte, as
sejuintes:
Pelo Dr. Malaquias:
Ligadura pelo catgut da arteria fesnular iodica
da por n> crosf.meuto do aeco aaesu-isaal da cru-
r 0 te'ido so a 14 d as ligado a iliaca externa :
abri #e o saco
Djhs poeth-tomras pilo-proeesso d: Sicrd, in-
. pot phimosu
Extirpafo de um kisto sebceo da fcu.
IMo Dr. Berardo:
Extrnceo pelo proeesso a retalho linlar de
W-ckuT, de catarata cura.
Pwpili'i irrtrficiatyuJjiada pjr nrtnrha da comea
CaU 4*e Uciivu-.iuilo.-iiUlU dtS'pro-
I > da 16 da Ma:
Existiam presas 34'J. en'.raraai 13, tal:rain 14
iaes 318, mtbheres 7, sstAngeiros 14, et
teiiciado 5, ditos de correccao 4To-
4S.
Arraoo% 13.
Nao bou ve alteracao na enfermarla.
1NDICAC0ES TEIS
Mdicos
O Dr. Lobo Moscoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conntia De
oxercicio de sua profissSo. Consltuas das
10 s 12 horas da manh. Especialdades
epera^'foes, parto e molestias de s^oboras e
ajeniaos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Brrelo Bampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra n Barao da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sote de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess teta o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jess n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par
teiro, residencia raa do Hospicio n. 20.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da marina s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e operu-
ySes dos orgaos genito-urinaros do homem
e da mulher.
Dr. Joaqaim Liureiro inodioo e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1..
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro.
Dr. Virgilio Tacares de Oliveira, d
consultas ra do Ratigel n. 35, 1. andar,
ond: ple ser procralo das 11 horas da
manlia s 3 horas da tarde, dos dias uteis.
Especialidade molestias internas. Gratis
aos pobres.
Consultorio llomieopallfo
O Dr Miguel Themudo, tnediuo ho-
rcos opatico, tem o seu consultorio ra do
Barao da Viotoria n. 7, 1. andar, onde
d consultas diariamente das 12 s 3 ho-
ras. Chamados por esuripto a qualquer
hora do dia ou na noite.
O bacharel Virginio Marques, enoarrega-
84 de quesUL-s civis, co.nmeroiaes, criini-
naes o orphanologicas e dofeza porante o
jury d'esta e das comarcaB prozimas. Es
criptorio a ra 1. de Margo 18. 1. andar.
Residenciara do Hospicio a. 83.
Driiarla
Francisco Manoel da Silva stanos de todas as especialidades pharuifc
ceticas, tintas, drogas, productos chimic?
t medicamentos hotmeopaticos, ra do .Mr-
quez de Olinda n 23.
Drogara
Faria Sobrinho & C, droguistas por at-
taoado, ra do Mrquez de Olinda n. 41
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor oficina de campia
de Francisco dos Santos Maccdo, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, comprarse e vende se madeiras
de todas as qualidades, serra-so madeiras
de conta alheia, assitp como ae preparam
obras de carapina por machinas e por pre-
go sem competencia Pernambuco.
COMMUNICADOS
A violencia policial le Igna-
ras*
A Provincia, de h.je, servio-se desta epigra-
phe para, mais urna vez, atacar a administraco
do honrado Sr. Dr. Pedro Vicente de Asevado, 4
proposito de um ridiculo episodio dado us mateas
do engenho Ultinga, na comarca de Iguaras.
O episodio burlesco, em o qaal figjrou de vic-
tima o ex-juiz substituto d'aquella comarca, Dr*
Teiesphoro de Araujo, f.i por este relatado ao
administrador da provincia, indicando ana sup-
posta victima tres pricaa do destacamento de Ma-
nes;* eomo testemuuhas do .occorrid', e pedindo
para que tossern ellas cuulas.
S. Exc. o Sr. Dr. Pdro Vicjnte, sem peria de
tempo, (.ffloiou ao Dr. cuete de polieia para que
provideuciasse respeito ; e o Sr. Dr. Antoiio
Dom'ngos Pinto maoiou cavjr ao subdelegado de
Maricota, fez reco.her ao corpo da polica as indi-
cadas prucas, c uterrogiu-as logo dopois.
A respesta ou uforuoacao do subdelegado de
Maricota, bem cono os depoimentos das trez pra-
cas foram pib'.icidos na Parle Oficial deste
Diario. Sao documentes ccordes, e que mostsam
que o Sr. Dr. Telestohoro de Araujo ni o foi victi-
ma de neohuma vileneia.
A historia verdica a que relatam cases docu-
mentos e foi contada na Asaembla Provincial pe
los illoscres diputados Joao Prsneisco do Aasaral
e Dr. Gaspar de Dramxnooi. Ella so resume
astira :
A" 25 do passado, cerca de 7 horas do dis,estando
o subdelegado de Maiiaota i porta de sua residen-
cia, beira da estrada que condus de U.indi pora
Iguarass, aprox marasn-so dalle o Sr. Dr. Telis-
phoro de Araujo e um outro individuo que o
acompanbava, ambos & cavallo, e perguuUu-ihe o
primeiro qual o csw*o par* a casa do ekitor
conservador Jos Mailiias, proprietano do enge-
nto Uttiga,i quem pretsodia o Dr. Ti-leephoxo ir
pedir o voto on a abtteacSo do pleito que no refe-
rido dia se devia realisar em Iguarass para nm
vereador da respectiva samara oMampal.
O eubd iloga lo Thsotouio Ca aleante moatro'i [
Ihes o cam-nho que ci/ndur para o referido enge-
nbo, c aeerawentou qae, as es dsos viajantes as-
sim o quiseasem, servir lhes-hia de guia urna pa-
trulla que ia ioimediatamentc seguir n'aquella
direecao em diligt neia.
Aceito o i Sjreciment, segnio a patrulba aeom-
panheda dos djus eavalheiros. Estos, porm, su
porque suspeitassem estarem aendo desviados, ou
por outro qualquer motivo ignorado, aff.istaram-sc
da patrulba, que proseguio no sea itinerario.
O que sucredeu, fcil de comprehouder. Nao
coubi'C-nJo os camiahos, os dous eavalheiros per-
deram-se uas maltas, oa propositalmente se des-
viaiutn ; de torte que nao chegaram temp o em
Iguaraii para darem os seus votos no pleito.
Oude est nisso um crims ? Onde a violencia ?
Nao, uao bou ve crimo nem violencia ; e, pois,
nao podiam as autoridades superiores da provin-
cia, devidamente informadas, demittir o subdele-
gado de Maneota.
Era seo, porm, o que pretenda a Provincia
por odio poltico a essa aortoridade e como desa-
bafo aos maodoes de Iguarass, useiros e viseiros
na pratica do crime qus attribairam ao Sr. Theo-
tonio Cavalcante.
A administracao da provincia que nao poda,
nem devia ser connivente com esae odio e oom
squelle desbao dos mandoes. O que poda e
devia ella fazer, o fes apenas teve sciencia, pelo
Dr. Teiesphoro, da supposta violencia : Mandou
colher iotormacoes.
Ningucm condemna o culpado sem ouvil-o. An-
da suppondo se reo o subdelegado de Maricota,
nSo podia o presidente da provinsia demitt'I-o
sem primeiro ouvir-lhe a defesa.
S. Exc., porm, fez mais do que ouvil-o. Man-
dou inqacrir as testeinnbas oerecidas pelo Sr.
Dr. Teiesphoro.
Epergunta-se : sendo contestes essas testemu
nbas e o subdelegado em retexirem o facto tal como
quai o relatamos, poda o administrador destituir
o subdelegado de Maricota pela simples allegacao
da Provincia, sem urna prova sequer de culpabi-
lidade dessa autoridade ?
Niuguem o dir de boa i. S o dis, embora o
nao pense, a Provincia, por que precias, para os
seus nos polticos, atacar a honrada administra-
cao do Sr. Dr. Pedro Vicente de Asevedo.
Convenca-se, porm, o orgSo da opposicao que
nao conseguir abrir brecha na opiniao publica
contra o Ilustre administrador da provincia, so
bretudo contando historias, que s primam pela in-
verosimilbanca, e adubando-as com insultos e
deestos que felizmente nao attiagem o alvo.
S. Exc. o Sr. Dr. Pedro Vicente um homem
fjito e bjuo conhecido no paiz. NJo precisa de
louvaminbas, nomo nao se iuoommoda com as de-
traccocs. Quauto mais Ihe morderemes ca'.canhares,
mas crescer a sua estatura moral e poltica.
Marda-o, pois, a Provincia, seu bel praser.
cima dos conceitos do orgo da opposicao, est
a opiniSo iiis'ispcitada popuiaclo de Pernambuco,
que sabe fazer justica aos mritos -da adminis-
traccao actual, ao sen criterio, sua pendencia, ars
seus utuitos elevados.
O proprio Sr. Dr. Teiesphoro de Araoj o, ex juis
substituto de Iguarass, estamos certos, nao dcs-
toar do juizo que externamos. S. S. satisfoz-se
tanto com as providencias tomadas pilo honrado
administrador da provincia em relaco ao facto
que foi objecto dos simulados furores da Provincia
que, dias depois desse facto, dirigiu-se aorridente
palacio, e ptuliu e obteve do Sr. Dr. Pedro Vi-
cente paasagem para si e sua Ilustre familia no
paquete que o devia levar Macelo, com destino
comarca para onde fura removido.
Cndo o primeiro e immediato iatereisado no
case assim procede, d que vem os vmitos negros
da colera partidaria ?
A' qua vem dicer a Provincia que ninguem
ignora que a comarca de Iguarass tem, mais do
que teahoma outra, attrahido as vistas do vanda
lismo dominante ; a loealidade, cm que o guante
da oppressao governamental mais se tem feito
sentir > 1
Nao bassa airmal-o; preciso provar essa affir-
raacao com documentos que mereeam f.
E' falso, falsissimo que tenha havido em Igna-
rass qualquer especie de oppressao. Nem havia,
nem h mister disso, e menos verdade que a po-
lica auxiliasse com nm braco forte ao honrado
chcfd poltico d'aquella localidade na ultima elei-
cio de veraader.
All tem o partido conservador maioria no elei-
torado, cunto tem em Itamarac. A prova tem a
Prorncta uas tres ultimas elciepes ha vidas na co-
rnaca para deputado geral e na eleicao de verea-
dores rcalisada em Junho do anno passado.
Em todos esses pleitos ganhou sempre a victo -
ria o partido conservador cm ambas as parochiaa
da comarca. E se a perduu em 25 do mes fiado
f j gracas absteoco de alguna amigos, que, ous
por desguato*, ontros por otuggestoe de amisade,
deixaram-se ficar em casa, aio feram votar.
Essa perda, pois, e asas absteucoes s provam
que as taes oppreatoos deusiociadas na Provincia
sao pura phautasia, sao um triste invento de es-
pintos obsaccados pelo odio partidario.
Demsis, como base para essa eeasacao.a Pro-
vincia s allegou a ridicula occurrcucia das mal-
tas do eogeaao Uttinga. Essa inesma, entretanto,
ficou tieoroostrado uao ser procedeute. O que fica,
pois, para jusiixlcar os vomito* negros da Pro-
vincia f
E chama ease jonud deipre*tigiado,demoraUsado
ao lloarado chele do partido conservador de Igua-
HMfiWfl i agftWfl
O Mr. H<
oa b llva
XV
( Conclusao)
Picamos no uhimo artigo na grande diffieuldade
em que se a cha o Brasil .p tra converter o nosso
meio cireaktnte, papel, em ooro, aa vppnrente im
possibiliisde defazel-o; porquanto se retirarm >s
o papel ou deaan ves ongraau*lineute,eooso tem
inunado o Hr. B^sario, vai sninudo o ivulor dos
rit at mais de um terco, a os develon's, a api-
cultura, vem a pagar ou a dever an ama quaoti-
dade dos ris som nsuto maior vtia do que tu haui
os mesmo ris quaudo conlr .biram as dividas.
ItetiranUo-se pipal em quai]ii-r qu.und i i
sensivel, immediatamente sbs o cambio na bise
dd suas oscillacoes e si era preciso Sai aa Bus-
bisa 1290l>para ter urna libra s:crl na'i'in Lo:i
dres, deoois de subir o cambio, que pela retirada
do papel permanece alto, j bastara dar onze ou
des mil rii para ter a inesma libra uaquella pisca
Assim o assucar, o caf etc., que se compra all
com ama libra e'queo agricultor venda ant:s d--
sabir o cambio por doze mil rii, subndo este
vende por dez ou onze mil ris. Aasim estes dez
ou oltz'i mil ris depois da subida do cambio, tem
o mesmo valor qne tinham os dote mil ris, porq:n-
compram aqai a mesas quantidsde de assucar
que compra vam os doze mil ris, po.que pigam
para ter-se na Europa a incsmi quantidade de
ouro que 120C0 psgavam, porque esta mesma
quantidade de ouro que cuse i 11)00, compra o
mesmo assucar que comprava quando nos custava
124000 pelo cambio bix.o.
E' a mesma qnantade de assjcar ou de caf
que custa a mesma quantidade d i ouro na Europt,
que custa a mesma quanti ia le de curo aqu, a
mesma quantidade que custava quando o cambio
esta va alto.
Mas estes lOjOOO pelos quaes o agricultor ven-
den certa quautidade de assucar e eom qu; com-
pra urna libra sterlina, como a comprava com os
12(000 que elle apura va na mosma quanti-
dade de assucar quando o cambio estava baixo,
estes 10(000, portanto, que tem tauto valor como
os 12(000, nao pagam como doze aos credores da*
dividas contrahidas no tempo do cambio baix >.
Como os ttulos de divida resano tantos rii, e
nao ha moeda de rii eom valor certo, o credor
exige o mesmo numero dos ris que se lh o deve
sem differcnaa do maior valor que elle teem c o
devedor obrigado a pagar mil ris ou dous mil
ris demas em cada dea mil ris, e tres e quatro
e cinco a proporco que o cambio se tor approxi-
mando ao par.
Ora, se os proventos ia agricultura sio anual-
mente quaai nullos, e ella nao pode pagar as suas
dividas com o cambo baixo cm o qual alcanca
mais ris na venda de seus productos, a qua des
graoada condicao ficar reluzid, sindo obrigala
a pagar mais 2, 3, 4 e 5(000 em c*da 10(003 que
deve?
Segue-se que impossivel a cooverso, seno
houver outro modo de fasel a. Por isto j se ou-
vein tantos clamores contra a a'ca d o cambio.
E no eintauto a baixt do cambio urna calami-
dade.
E nao snr s este o desastre qu3 necessaria-
ments resultar da con'A -sao por este modo; ou
tro igual desastre o acompanhara. E' o sfguinte :
Oom a retirada do papsl on de una voz ou por
parodias annuaei, ir faltauio o diubeiro pira as
transaeges.
No tempo das safras a f .Ita ser muito m iior,
como agora mesmo com a pequea letirada, d'ou-
de se levantara tantos clamores pela falla de
dinheiro, mesmo agora quaudo a safra j est no
fin.
Se o nosso meio circulante fosse do ouro, elle
Vflicta se, calcule se e se achara que esta reti-
rada pira alflanaar este fim, uao seca da menos de
1.0 a 14 J mil coates e mais es 20 mil do Banco do
Brasil, para ficar aiula nos 90 000 eootea de pa-
pel em ercnUco, coja insuficiencia abrigara a
entrada do ouro necessario as transacoes rom i
preeo das census rebaixada ua raza o do rebaixa
manto das dividas, do valor nominal dos contrae-
eos, dos importo* que nao forem de p ireeatugeus,
dos ordenados, das castas, cellos, saldos, onuolu
montos, gratifica,oes, etc.
Com tata decrctacSo descea mesma propavsio
o pr-'co de todas as ontras cousas.
Aira por este meio enta-sc o-reguud desas-
tre que resultara da retirada da inucda sem rsta
medida, iato a csnstaueia do preco das outra^
cousas que t.mam insufficiente o dtiheiro cm cir-
culaoSo para as trausaccoes ordiuarias.
Nao ha uesta medida meio aigum artfficioo,
mas sim todo natural, que coasista em summa m
darse otScialmente ao uiuheiro o valor real e uni-
forme que elle vem a ter com a retirada-de pacte
do p-ipol moda, para que nao so d tSo grande
quauto el i morosa leso paia umi parte e maior
da sociedade, em favor de outra meuor.
Se nao ha exemplo do se ter usado em paiz al-
gn dfst meio, tambem nao ha exemplo de ficar
urna uacao s com pape! por s-u nico meio cir-
culante com um systema monetario cuja unidade
ua* corresponde a quantidade alguna de metal
precioso e que portanto varia de. valor segundo a
quantidaded.'sse psp-^l em eirc'acsl-).
fin a I manto, srja visto ou nao visto esse meio
em alguma parte, elle e nao os toldo da Sr
Rosa s Silva, o uaico pelo qual se pode fazer a
cooverso do rgimen do ouro no do papel.
Com este artigo tcmoB concluido ete e=tud>, se
algaem nao tiouxer alguma ideia ou critica que
possa ser aceita ou combatida.
Reaife, 13 de Marco d-1887.
Affonto d'Albuquerque Millo.
Pao d'aiho
Manoel G .mea Pinto tem proeuriicSo dos con-
senhores da casa n. 0 raa da Matriz, cdsde de
Pao o'Alho, para vender, receber o preco e dar
quitacSo.
Quem a pretender dirija sa ra do Prora
Floriano n. 32.
Visonde k Guar afuf es
Attesto qoo tenho nm .rnu ato queja tendo sof-
frido 4 annos de Brribre, o estando muito mena-
de, e cansado, appliquei ihe o t'ajrubbi em do-
ses regulares, ficou de todo reslabelecidn, e'tem
passado 8' mpre bem.
Tenho um outro que soffria de asthma, com o
mesmo remedio est inteirainente corado, e sei
.que entras- pessoas que torTrcraoj da mesma mo-
lestia de asthua csto curadas e cem o mesmo re-
medio.
E' o que posso afirmar sobre o Cajrubba, e
isto por me ter pedido urna pessoa de miuba ami-
sade.
Eo/rcnho Velho, 9 de Marco de 1887.
Vitconde de Guararapr
A firma est reconbecida por tabelliSo pu-
blico.
Ao publico
Essrs qaalifieativos oasuntam bem no chefe li
bsntJ u'alli. Elle, sim, que appareuta prestigio
palo terror que iafuodj. &\U, um, quo iinpoe-se
pelas violencias, de que dio tcstemuubo os aunaes
de Iguarass.
Uajam em Iguarass autoridades policaese ju-
dicianas enrgicas e fortes, e o chele liberal car
rcduzido s suas modestar porporces de cavalheiro
da triste figura.
O chrte consetvador all querido e resp. iludo
pela sua probidade, psl* sua isitciligsucia, pela
sua illuatraeco, e pelo seu criterio, como nao ha
muit.s das o affirmou na Asaembla Provincial o
Sr. Baro de Itapiasuina.
Ao jtttso ala r'rowaeij aatpouioj case o o da
comarca in^sira, que le^peita c i.ca'.a o h.uraco
chefe conservador, como sao sempie acatados e tes-
peitades os horneas de bem.
Ataqac-o, pois,at Provivcia, jjutatj e como qui-
zer. Nao Ihe faruossa, tal o,ua! acontece aos go
os que iudram La, seus lograr attiugil-a.
E teuha sempre ante os olhos o orgSo da oppo-
sico esta famosa seotenca : Quem detemlainha a
upada do odio, dirige-a contra a propria cabeca
Mamo.
entrara na occasiao das safras, e sahh-ia quand-.
nao tivease tanta oceupacao, o que tivesse entra-
do ; mas com a grande abundancia do p'apel, e
tao grande que se tem deprec'ado tanto, nao p le
elle entrar em tal occasido, porque antes de tirar
lucro para pagar as despezas de ida e volta, p le
ficar sem oceupaco.
O commerciante que recebe na Europa os nos-
sos productos nao mmda ouro para pagamento a
um paiz do qual o ouro todo tecm sahido ; remette
saques para Be p priendo contar com a duruco da falta de dinhei-
ro para a compra das safra*.. Procedeudo se por-
tanto retirada do papel assim lentamente, o ouro
nao entra enguanto o cambio nio chegar cima
do par, isto emqusnto houver faoto papel que a
libra esterlina custe man de 8(890 do mesmo pa-
pel ; porquanto, emquanto era ese o seu preco,
aqu anda havia onro em circulaeio.
Mas por que h-orrivel, e, quisa, ir.su oeravel
transe passaremos at chegar-se retirada de
tanto papel que d lugar en'rada do onro ?
O preco dos gneros de exportacao vai bailan-
do immediatamente e na proporeo da quantidade
do papel retirado ; os agricultores vo imurodia-
tamente soCTrendo a lezo de pagarem mais do
que devem, como temos visto, e vo levaut .udo os
seus clamores como ji comecaram, e cala vez
mais altos e dori los ; mas es procos de tolas as
outras cousa, os salarios, os arreud mantos, os
alugueres, os ordenados, os emolumentos nao se-
guem seno com muito grande lentidlo ete mo-
vimento, nao baixam seno muito vagarosa-
mente, em muitos aniua.
A falta da baixa inmediata do preco de todas
as consas na proporco da retirada do papel, a
lon^a permanencia cu couservacao des prucos da
maior parte das consas, esneendo de oceupur
sempre a mesma qnautidad-o de diuheiro para as
respectivas transaeces, a retirada de toda a par-
celia de papel coostitnem falta immediata e real do
meio circulante, o que bflectando directamente ao
commercio, mai .res fario os seus clamores do que
hi.je pelo tempo das safras contra a falta do di-
nheiru, juntaud^-ie com es clamores da agr i cul-
tura e dos que directamente depender d'ella con-
tra a baixa apparente de seus productos em pro
veito real de seus credores.
Toda esta calamidade vem da unidade de nesso
systema. monetarioes ris, pelos quaes se ajus-
tara todos os contractos, variando to profunda-
mente o seu valor pela alca on baix-i do cambio,
ou segundo a qoantidide do p^pel cm circulaco.
A pritneira medida portanto a tomar-se, ou simul-
tneamente com a r- tirada do papel, a reforma
do nosso padro monc'.aiio, isto de sua uni-
dade.
Essa unidade polo muit o bem ser a gramma do
ouro, cerno multas v raaudo.se tambem o cunho de nossas moedas de
ouro e prata, sendo ks de ouro de 10 e 5 grain
mas, com correspondente peso, as de prata com o
peso de 28, 13 1/8 e 6 8/* gramraas e com o valor
as primeiras de duaa grammus de ouro indicadas
re!a inscripco, as segundas e terceiras corres i
pondentemente.
As moedas de cobre poJem couservar os nomos
de viutem ou dous, valendo os primeiras 2 centi
rammos indicados pelo iuecripco, e as segundas
de 4 ceutigrammos com a udiccao correspon-
dente.
As de nickel podein continuar a ter o valor
de 10 ou 5 vinteus ou 50, 100 e 200 tentigrarn -
mi s.
Se o maior valor que deste modo tomara as
moedas a'estas anterias, der lugar faUiticaco,
proceder-se-ha ao recunho com maior quantidade
de cada urna das materias para os mismos va-
lores.
Mas cerno se substituir o r-iaoen do papel
pelo ouro, se esta eubstitui^ao ras todos este h.i-
roroses desastres e coui; nao substituil o, se o pre-
sente rgimen de pape!, caiLra mono?, tio horri-
wlmente desastroso e cada ve* mais?
Sim, a retirada do papel, de (unto qusnto foi
ueces3urio para dar lugar a eutrada do ouro, de
urna calamidade iuqualiticavel, mesmo antea de se
ebegar a substituicd-o e por isto nao se che ja;
ella, se nao fotom proveui ios estes resultad.'?,
Ci-mo j.dein e di-vem ser.
Onae est a causa do iu-., ah se procura o re-
medio de reraOVel-u.
O mal coasiste no s-guiute, como temos visto.
Com a retirada do pi^el p r parccllas unuuaes,
vai subindo o caaibio, os ge; eros de exportacao,
com o ineaino valor t.m ouro, veude-se por menos
preco esa ris, os agricultores vem a pagar mais
Oo que dtveui, e. couio o prc^o J-J OUlras .OUI'ic
tusta a deccr vem a Comprar u;ais caro, c ni
prabdo pelas ris de ui-tior uor as ouirus SoOasas
que uecessitam.
O euieJ.10 p-i taato cro : Como a retirada d
papel augmenta o valor dos l s, psra que os >, ri
-cultores uao qucm obrig idos por maior divida Oo
4U0 devem, oecitu.se o ubalimeuto na quauti-
dade d s icis de todas as divids, extractos, u
.liuad.?, salario;, na rizlo do mgnwats do val .1
dea meemos lis ; m;s c.idi saMa esta aatna(aV>
to complicada, rm suas e, ut- qusntts com a re-
lirada fcita p.r parcelas annuoe, o no'-io c fa-
Zer-su a retirada de utri vez de tauto papel qoaiit
se julgue suficiente a dar lugar a entra la do onro.
No Jornal de hout. m, o noticiador de Ribciro,
iufsrmado sem duvida, pelos perversos que tanto
so esforcum para me domolircm, conoluio a sua
missiva diaendo :
So e.igenho Lobo. 1 districto de Gimeilcira,
consta nos est seudo m-irtyrisado o sem duvida
morrer dos poucos, um cscravisado que jaz pri-
sioneiro em um quarto obrigando-o seu humanita-
rio tenhor a um j^jum quotidiano de pao e agua
depois de acoites que lde iufliuge diariamente
t:mbem .
E' mais urna calumnia com que pretende me min-
char a horda de perversos difamadores industriosos,
que com o seu distincto chvfe testa, tanto traba-
lh..m para me auiquilarem trilbando cites um 1
senda neterrompidameu'e juncada de cri-nes ;
nao Ihes comportando os meios, com tanto que con
aigam o fim !
Camiuhae perversos Decorai com mais esta
10- da infamia a nossa fronte e espera; que mais
tarde chegar a vu.-sa recompensa !
Se as autoridades deremcielito aos pervcis-s,
poderlo fazer as mais rigorosas indagaejs porque
uada receio.
Nao tenho tal escravo preso ; nem martyi isad 1
f..l=o, calumui i, mentira !
Iufamio8 e crimea devem ser punidos, verda-
de, porem, deesa maldita horda de proaedimento
to reprovado.
Desde a historia de propaganda com que se pre-
tende claquear a boa f de um Ilustre advogado,
at o assassinato praticado por envenenam nto
nesta cidad--, u'um portugus, que foi feitor no
engenho Lobo, onde por infelicidade de mea pai e
de seus filhos residi como rendeiro o perverso em
chefe, ha de se fazer a luz, e dep is de todo tirado
a lirapo se ver ento que sa os horneas de bem
upertam a raao de certos entes, porque nao se
costuma fazer sobre elles urna ana'ysa detida,d-os
quaes as eutranhas jaz.m em um estado de ver-
dadeira putretaeco moral.
O publico me disculpe a liaguagem aspra e
rude, pois filba dos dissabores e desgostos que
me opprimem.
Reaife, 17 de Marco de 1887.
Joaquim Dmaso de Araujo Lima.
Quando as enancas, que nao podem expli-
car-se,-csto c;m a testa ardente, o pulso acele-
rado e todo o corpo esqnentado, indicio rerio de
grave enfermidade latente. Urna machia i vxpor
se detem com ama simples chave de f rro, do mes-
mo modo, um purgativo dissipa o mal que pedera
produzir a morte. Porm nem todos os purgativos
con vera s enancas e o nico que aceitara, com
prazer a Pructa Julien, que cometa como um do-
ce e que purga-os sem irritar seus delicados es*-"*
gcs.
Im remedie eOlcax (2;
RES NOM VKBBA
Aos que soffiem do peito recommendames n lei-
luru da seguinte publicaco do Sr. Jos Maria.
Lopes, morador na llha dos Marinheiros, em frente
cidade do Rio Grande :
Ha quatro anuos que fui curado de urna
muito grave eof.rmidade, resultante de um res-
friado.
Senta dor agudissima du lado esquerda do
peito, fosse secca e urna fraqueza exceasi :a em
todo o corpo.
Em oito meses de tratamento com varios me-
dicamentos, nunca cons<>gu obter allivio e cada
vez a molestia augmentava a ponto de me ju'ga-
rem perdido.
Encontrando-me com meu primo e amigo Sr.
Manoel Joaquim, residente no Povo Nvo, elle
aconselhou-me o uso de Peitoral de Cam-
bar, do Sr. Alvares de S. Soares, de Pelotas,
elogiando-me muito este preparado e com (ffeito,
em dsus mezes de seu uso constante, restabeleci-
me de urna molestia qou me levava sepultura !
O que digo verdade, e toda esta ilha o pode
afirmar, pois nella vivo ha mais de trinta annos,
oude techo chcara e familia.
O leitor poder encontrar outros muitos at-
testados nos fo!hetos que acouipanham cada fras-
co.
Deporto, nnieos agentes e depottarios geraes
em PernambuceFrancisco Manoel da Silva se
C, ra Mrquez de Olinda n. 23.
Medico
i proposito de um inventario
na cidade da Escada
Esses interessados que se apresentam
masjarados em publico, esqueeoendo-se do
respeito deviio s autoridades judi.-iacs:
supponhoque tratain apenas deazcrinarem
a paciencia dos l-;itores, onin as buss ms
fundadas denuncias, afirn do, por esse mei >
co:nplicareai os trab.lhos de qa;m quer
que a-ja, o qual 3 -gao marcha de frontes
erguida o etn orl-.-m com os vistos da justi-
Bal...
Mudamos de as3umpto, fin?... capi-
tao teaente alferea sargento cbo aDspccA-
da, ou o dialoo que o carregue, no sei com
quem lal!o, t- lvcz seja algum judas, embo-
ra tambem eu me aprsente mascirado, e
assim, vou t atar-to por collega.
Olha!... o meu trajo vestido preto,
e a mnsoara branca, ouviu I ?
Caro co'lega, desdo j te convido para
iruios ao bail-, no sabbado de lUluia :
porm tona cuidado o te previno de urna
cousa, tu nao uto tisnes cora a tua cara
pr 11, anda bem direitinho cemmigo, so
quizeres andar eogommado.
At -'ogo.
Urna interessada.
Attengo
Emquanto O inleressado do Jornal do
Refe nSo assignar o seu nome as inju-
riosas c Inanias e filsidades, que tem pu-
bl-'c-ido naqui lie jornal cerca dos negocios
do finado Jos Luiz da Silva Potte, ser
scroprc desprez*do, como se despreza e se
teme dos individuos da companhia do olha
vivo, que, segundo dizem, j O interes-
do partenceu cm elgum tsmpo na cidade
tio R cife, e assim pode continuar a c r o seu acostumado ofBcio.
Nao qu ira ser valeote nem calumniador
sob a capa do anotiyino, isto t .roprio
dos infames, e nE> dos Lotnens da bem,
como quer se iuipingir.
O verdadeiro iiUtressado
PBOSTJUDOS AITS o tmdlo de sua
QUERIDA E 8EMPBE LEMBRADA 1BMA
'f hereza de #ieuC'osia ^"u
guelra
tfulbam urna grinalda de pallidaa c sentida
audadef, verdadeiro e sincero emblema d
i-mbranca eterna, -.cus aectuos-s rrmios.
Baymuudo e Varia Viiibar
No dia 6 de Vareo, trigsimo di* de seu W
ui-ta passimento.
Vanos, Marc 1 lSSTj__________________
N 9. A EmuUao de Scott onifiea e
dcscovolve o systema osseo e nervoso oV
enancas debis e rachitun, O nao hi toa la
que poesa so comparar esto remedio ta>
bgr-davcl roooaUi.-iinto para a cura Jas
doegss devidas a in condicito do sanguc
e debdade do orpo.
Dr. Antonio Cavalcante Pina abri o s.-u con-
sultorio medico-eirurgico na cidade de Naxareth,
ra do Payssnd n. 5, onde pode ser procurado
p ;ru os misteres de sua profisso.
Aos portnguezes
A satisfaco coa que hoje vivo pela saude re-
cuperada, fas eom que venha impronsa agrade-
cer aos cos, de vir encontrar o verdadeiro e ni-
co remedio que curou-me da terrivel enfermidade
que ia meconsumindo ha mais de 20 annos, em
Portugal, oude fui tratado com esmero e rempre
doeate; vimpirae ai siasass 4a saude, que
recuperei tomando os verdadeiros pos nnti-ne-
morrhoidarios do pharmaceutico Luiz Carlos, e
que se vendem na corte, na drogara de Silva Go-
mes & C.
A minha terrivel doenca era toda hemorrhoidVs
e fizenlo esta pubKcaoSo, guiando os dsentes para
verdadeiro remedia, creio ter cumprido u;n dever
da gratido a Oeus pela minha si.ude recuperada,
Santa Rosa, 28 do Janeiro de 188 .
Jos Lopes Estoves.
Deposito: francisco Manoel da Silva & C
droguistas ra Mrquez de Olinda n. 23.
Advogado
O bacharel Julio de Mello Filho tem o
seu escriptorio de advocacia ra Primei-
ro de Marco n. 4, Io annar, onde pede
aer encontrado drs 10 horas da manha s
3 da tarde
elisia
Dr. Ferrvtira da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 xua Larga do~
Rosario.
(Consultorio medico-
cirurgico
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 annop
de escrupulosa observaco, reabre consultorio nes-
ta cidade, ra do Bom Jess (aotiga da Cru>
n. 23, i. andar.
Horas de consultas
Da dia : daa 11 s 2 da tarde.
Oo noite : das 7 s 8.
Mas demsis horas da noite aera encontrado no
sitio travessa dos Remedios n. 7, primeiro por-
teo esquerda, alui 1 portao do Dr. Cosme.
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico eeta-
litta, ex-ehefe de clnica as Dr. de
Wecker, d consultas de mais dia s
3 hsTas da tarde, no 1. andar da casa
n. 51 ra do Bario da Victoria, ex-
cepto nos domingos c dias s-iotificados.
~ddenca -ma hete de Setemb n.
Entrada pela ra da Saudado n. 25.
Hcepto 1
Resi
34. En
l)r. Joo f'aijki \x
NEOIC4)
Especialista cm partos, m .lestias. de senhoras
de cnanc is, eom pratica cas principaes loatrrm-
dades e hospitaes de Paria e do Vieona d'Austria,
faz todas as operacoes obsttricas e cirurgicas
coucernentes as anas especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Baro da
Victoria (antiga ra Nava) a. 18, 1 andar.
Consultas das 12 s 3 horas is tarde.
Telephone n. 467.
iiiil'Miia Estela j
Oficina de fisculptor eeata-
Ibadir era uiadeira
85-aA DO BOM JaBDIVI-
, PORTO
i Encarregaae de t-das *s i-ragens em
Vqualqoer tamsnh -, hltarus, saiictoarm, t.;
cheiras, dstic.es, jarras e s.cias, I
no tarimbas funerarias, figuras al:-
cas e serpentinas, :uio perteu\vjit8 as 1
tas artes. Taiuttuo se iitorr ga de pinto
ras e pratas para uiageus.
tiran f drn> nito e roansaa r
piaaatant psrn aa aacsissiaa

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B=-
Diario de PernambocoScxta-fcira 18 de Mar^o de 1387
j
Professoro
t senhora competentemente htlitada
pt-o a leecionar em oellegios e casas particula-
res, ai seguintes materias : portugus, francs,
msica e pmuo ; a tratar aa rui do Marques do
Herv! 10.
pro
Dr. Goeltio Me
edleo. pnrtelro e operador
Redeneia ra Bario da Victoria n. 15,1- andar
Consultorio & ra Daque de Caxias'o. 69.
Di consultas das 11 horas da manbi is 2 *
tarde.
Aitende para os chairados a qualquer bor
telophone n. 449.
Clnica medico clrurca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de senhoras e
crhncas.
-i lencia Ra da Imperutria n.,4, segunda
andar.
.Dr. Mello Gomes
Medica clrurglo partelro
Ra d-. Paulino Cmara (amiga da CambSa
do Carrao u. 36), onde pie sor pro-
curado 4 qualquer hora do dia e da noite.
Consulta! :10 ao meio dia
Chamado por escripto.
Especialidades ;Febrcs, molestias de peito e
das seuhoras, sypbilis e soffrimentos da urethra.
Acode a qualquer chamado para fra da ca-
pital.
Tambem pode sr procurado, de meio dia s 3
hen, na Pharmacia do Povo, & ra do Rangel
n 34.
MEDICO HOMEOPATHA ) I
Dr. Baithazar da Silveirai
Advogado e professor de linguas
O bscharel Eduardo Alfredo de Oliveira tem
aberto o seu esinporio de advogado 4 ra 1* de
Marco n. 4, onde tambera podo ser procurado para
lecciooar o ingles, francs e allemao, pratica e
theoricamente, nos collegios e casa* de familia.
Tambera para a commedidade tos estudantes
empregados do commercio, resolveu abrir um
curso nocturno das ditas lioguas. A tratar no
escripturio cima referido.
Leonor Porto
lina do Imperador a
Primeiro andar
Contiua a execatar os muii difficeis
figurinos recebidos de Ijondres, Pari,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima e:n p-rfci'^lode costura, em bre-
| vid.de, modicidado em precoz e fin
'gosto.
j
\ \ Especialidadesfebrcs, molestias das
| V riancas, dos orgios respiratorios c das
j s^nhoras.
i ( Presta-se a qualquer chamado
jfori

para
, da capital.
AVISO
)
1
Todos fs chamadas devem ser dirigi-
dos pharmacia do Dr. Sabino, 4 ra da
Bario da Victoria n. 43, onde se indicar
sua residencia.
Gnrso tbBorlco b ortico e allemo
DO COLLEQIO
O director deste estabeleciment, avisa ao pu-
blico, que, para propagar o gosto pelo cstudo das
lioguas, abriu um curso de allemao. onde os alum-
nos podero appreodcr esta liugua tanto pratica
como theoricamente.
A referida cadeira regida pele Dr. Eduardo
de Oliveira, que tendo residido quatro annos
e meio no mui conhecido collegio BREIDEN-
STEIN, na Suissa, scha-se perfeitameote habili-
tado para bem desempenhar essa incumbencia.
Aquclles que quiserem se matricular no dito
curso, queiram entendrr se com o director do col-
legio, ou como Dr. Eduario Alfredo de Oliveira,
na ra 1 de Marco n. 4.
Jott Ferrara da Crju Vieira.
COMMERCIO
B Isa commcrclal
COTACOk- OFFICIAES DA JONTA DOS COB-
HBCTORE8
Recife 17 de Mari de 1887
ADOlices geraes de 5 0/0, valor de 1:0001000 a
990J cada urna.
Accoes da companhia de seguros Phenis Pernam-
bucana, do valor de 2CO/.000 a 320*000
cada urna.
Accoes da companhia de 8eguros Ittdemnisadora,
do valor de 2004 a 335 cada urna.
Accoes da cumpajbia dos trilhos urbanos do lie-
cife Dunda e Beberibe do valor de
2004 i 21O caria urna.
Cambio ubre Londres, a 90 d|V. 22 1(8 d. por 1/J,
do banco.
Dm sobre dito, i vista, 21 7/8 d. por 1*000, do
banco, hontem.
Sa hora da bolsa
V'cnderam-so :
,_lLapolices geraes de 1:0004.
1U accoes da companhia de seguros Pheniz Per
uamuueana.
10 acodes da co-npanhia de Seguros Indemnisa-
dora.
18 accoes das trilhos urbsuos do Recite a
Olindt e Beoeribe.
fl presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
Dr. Ma Lie
medico
Tem o seu eseriptorio ra Duque de Caxias
n. 74, das 12 4a 2 horas da tard', e desta hora
em diante em sua residencia 4 ra da Santa
Crusn. 10.
Especialidadesmolestias de senhoras e crian-
isa.Tolepbone n. 326. %
Collegio Dleira
Este collegio abriu suas aulas desda o
dia 15 de Janeiro prximo paseado.
Ecsinaro so nelle todas ss materias qun
constituem o curso preparatorio na? f'acul
dades do Imperio, seado o p.'ssoal do ;en:o
o mais habilitado que se pode desej >r.
Contina a funecionar a aula primaria,
que poder receber alumnos da mais ten-
ra idade, pois dirigida por i.uas fllias do
director, das quaes una almona do ter-
ceiso auno da faeulladc do dircito do RI
cife.
Do dia 1.' de Marco em dianta abrir se-
ba urna nula da lingua alloma, ooi qui se
ensinar a traduzir e a fallar essa lingua.
O professor respoejivj ser o Sr. AIg<;r
non SiJney S.ddtfl-r.
Os estudantes, que quizaren frequentar
esta aula, pag^l-a-hao separadamente di
raensalidade do collegio.
O director do OOLLEG o meiiu espera o
rasis deidido apoio dos p.is de familia,
que desfjira o real aprmeitatnento de seos
tlbos, pois que tem sempre tido por pro
gramma dar aos alumnos, que lhe sao con-
dados urna verdadeira instruccSo a par de
ama boa educacSo moral.
O resultado dos exames .feitos no fim
do anuo passado o cloquate cttestado
cm favor do COLLEQIO MEIBA-
Dos dezenove alumnos que foram oiijeitos
a exame, apenas dous foram mal sucedi-
dos.
Becebem-se alumnos otemos, meio pen-
sionistas, e externos.
Ra da Irnperatriz n. 63 2 andar.
Recife, 26 de Feverviro de 18S7.
O directo!,
Ascencio Minervino Meia de Vaiconcellos.
CIEBHO DENTISTA
Patricio Moreira
(Ri discpulo le Frederlco Mala)
Consultas e operaedes das 9 horas da mauhi 4s
4 da urde.
57 -RA DUQUE DE CAXIAS-57
MMB. SIDOA SFHIM6EB
Profesara de canto
Tendo rc-snlvi lo fixar residencia nesta
ciddc, propfji so a dar Iic3es de cantoria
em < asas particulares, promattendo eafor-
far-so o mais possivel pelo aproveitamento
le sui riiscipifUe, podendo ser procurada
ra do I np:ralor n. 44, 3." andar

PITAES
2,200 caizas com sab-,
952 saceos com milho.
150 barricas com assucar branco.
285/2 ditas com dito dito.
250/4 ditas com dito dito.
10J barris de quinto com aguardante.
2 encapados com vassouras.
falacbo Ingles Joticpti
Sabio hontem, c>m a seguinte carga :
1,900 saceos com assuca braoco
3,300 ditos com dito mascavado.
50 ditos com cojos (fructa).
60 pipas com agurdente.
Entrada* de asisiacar e algodao
MEJ DE MABCO
Kdital n. 69
De ordrm do Iilm. Sr. Dr. inspector so fz pu-
blico que achandd-se as mercadorias centidas nos
vi lumi s abaizo declarados, no caso de sarem ar-
rematadas para consumo, nos termes do capitulo
G titulo 3* do regulamento de 19 de Setembro de
1860 (titulo 6o capitulo 5o da consolidacao) e art.
18 do decreto de 3i de Desembro de 1863, os
gees danos ou consignatarios deverSo despchal-
as e retiral-as no praro de 30 dias, sob pnna de
fiado elle screm vendidas per sua corita, eem que
Ibes fique direito algum de alleg-r contra os effei-
tos desta venda :
Armazem n. 1
Mnrca B A 8 L Uuua caizaB ns. 82>J e 829,
vindas de Hamborgo no vapor allemao t Para-
nagu eutradas em 19 dj Abril da 1886, cou<
signadas ordem.
Dita DAttSeTHem baixo Urna dita n.
4859, dem dem idem.
Dita J P P Urna dita n. 1549, idem idem
idem.
Armazem n. 2
Dita dita diamante B entro e V ao ao lado
Um cetto n. 113, vindo da Liverpool no vapor in-
gles Varricp, idem tm 26 de Abril idem, idem.
Armazem n 3
L tteiro Antenio Francisco BrandSoUm paeo
te u. 36, idem de Liverpool no vapor ingles B.s-
sel, idem em 8 idem idem, idem a A. P. Bran
dio.
Armazem n. 4
Marca triangulo M dentroUrna caira n. 14,340
idem do Havre no vapor francs ViHe do R o de
Jan'iro, idem em 7 idem idem. idem a A. Duar
te Calneiro Viauna.
Armazem n. 7
Dita J. B Quinze grades n, 741, vindas do
II ivre no vnpor francs .Ville de Macei, en
irado 21 de Maio idem, idem a Francisco Manoel
da Silva & C.
Dita A J & L PARA em baixo' Vinte e acia
vergas do ferro, urna barrica e tres atados de
lerroe.
8' a- evo da Alfandega de Pcrnambueo, 17 de
Marco de 1887.
O chefe.
Cicero B. dn Mello.
O Dr. Joaquim da Costa Hibairo, juiz de
direito do civel desta cidade do Recife da
provincia de Pernambuco, pot Sua Ma-
gestade o Imperador, a quera Deus
guarde, etc.
F y i saber aos que o presente edita! virem ou
ou drllo nsticia tivercm que depois de 20 dias de
prega i e 3 de praca, na audiencia de 14 de Mato
oo corrente anno, sera arrematado por qurm mais
1er e maior lance ifferecer, c. bem seguinte, pe-
nh irado na ezecucao que movem F< mandes da
C' ra Ai C. a Antonio Jos Pereira e sea filbo u:e
nor do ignal nome :
larxADis
Barcscas ....
Estrada de ferro de Olin-
da.....
Estrada de ferro de Ca-
ruata ....
Animaes ....
Estrada de trro de S.
Francisca .
Estrada de trro de Li-
moeiro.....
Movtmenio nanearlo
bkcife, 17 na M4BCO DI 1887
O English Bank abri hoje o merca Jo de cam-
bio cem a taza de 22 1/8 d. sobre Londres, a qoal
fui depois substituida pela de 22 d.
O London Bank nao ettabeleceu tabella pela
manhS e cernete depois de 11 horas foi que auop-
:ou a taza de 22 d. sobre Londres.
Vigoram, portanto, officialmente aa tabellas se-
gantes :
Do London Bank:
Sobre Londres, 90 d/v 82 e 4 vista 21 3/4.
obre Pars, 90 d/v 431 e 4 vista 435.
Sobre Hamborgo, 90 d/v 535 e 4 vista 541.
Sobre Portugal, 90 d/v 243 e 4 vista 245.
s ..bre Italia, 4 vista 435.
S.bre New-York, 4 vista 2*300.
Do EngUh Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 e 4 vista 21 8/4.
Sobre Pars, 90 d/v 431 e 4 vista 435.
Sobre Ttalia, 4 vista 435.
Jjahte llimburgo, 90 d/v 35 e 4 vista 541.
re Ntw-Yoik, 4 vista 2A3O0.
s .bre Lisboa e Porto, 90 d/v 243 e 4 vista 245.
8br aa principaes cidades de Portugal, 4 vista
250.
Sjbro liba dos Acores, 4 vista 253.
S;brc liba da Madeira, 4 vista 250.
.8
<5
1 4 16
1 4 16
q
1 4 15
1 4 15


I
x
35.335
2.200
6.259
5.220
42.172
5.764
96.950
2.498
2.382
67
5.100
2.801
2.768
15.606
Mercado de assacar e algodae
serra, 17 db masco ds 1887
Astucar
Foiam regalares as entradas,
faga-se ao agricultor, confirme aa qnalidades,
rasao dos algarismos seguintes :
iauo, por 15 kilts, de 2*000 a 2*100.
regular, por 15 kilos, de 2*100 a 2*200.
por 15 kilos, de 2*200, 2*300 e 2*400.
superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
irbina palveiisado, por 15 kilos, de 2*800
100.
-, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
ido, por 15 kilos, a 1*200 a 1*300.
or Ib kilos, de 1*100 a 1*200.
, por 15 kilos, de 840 a 1*000.
mo ou raimo dos piceos sao obtidos
ib osortimeuto.
Algod&o
. w artigo foi de 6*25 por 15 kilos,
mbuco boas procedencias, em torra. ,
Uinro de Cndllo Real
At o dia 31 do corrente mez de Marco, devem
os accionistas do Banco de CreJito Real de Per-
nambuco realizar a lerceira entrada do valer no-
minal de suaa accors, na razo de 10 0/0, levan-
do-a 4 sede do banco, na ra do Commercio n.
34.
Catxelros) deapacnante No prazo de 15 dias, contados de 9 do corren to
mes de Marco os caizeiros despachantes da Al-
tandega devem apresentar-se na 8.* seclo dessa
reparcao, afim de renovarem suas fiancas, sob as
penas do art 163 da cons.lidaeao das leis das Al-
fandega e mesas de rendas.
.Mota* da Tnenouro dilacerada*
O recolbimento de notas dilaceradas est sendo
feito na Thesonraria de Fazenda, as tercas e
seztas-feiras, das 10 as 12 horas da manha.
sJabulllnlru de notas do Theaonro
Em 31 do corrente mes termina o pruso mar-
cado para rccolhimento, sem descont, d .s notas
de 2*000 da 5- estampa, 10*000 da 6* e 52000
da7.
A substituicao esli sendo feita na Thesouraria
de Fasenda, nos dias uteis, das 10 as 12 horas da
manh.
Alfandeca
DB MASCO DB 1867
Miae nacional Lsurearo
te shio oo d:a 12,
?cm
Paala-da
S1JUBA DB 14 A 19
Aleool (litro) 218
Algodio (kilo) 358
Assucar refinado (kilo) 151
Dito branco (kilo) 131
Dito mascavado (kilo) 067
Borracha (kilo) J26S
Cacao (kilo) 400
Cachaca (litro) 077
Caf bom (kilo) 460
Cafrestolho (kilo) 320
Csrnsba (kilo) 366
Careos de alrodo (kilo) 014
Carvo de pedra de Cardifi^toi.) 16*000
Couros seceos empichados (kilo) 585
Ditos salgados (kilc) 500
Ditos verdes (kilo) 275
Farinba de mandioca (litro) 050
Fumo restolho (kilo) 400
Geaebra (litro) 200
Mel (l'tro) 040
Milho (kilo) 040
Tabeados te amarello (dosis) 100*009
laiprla;o
* fliate oacisnal Adelina dos Aitjot, i.trad de
Micu, cm 16 do c n rente, consignado a Manuel
Joaquim Pesos ; mamfeslou.
Algodio 10 saccas a Rodrigues Lima & C, 284
a Gomes de Matlos Ircnoe, 31 a Cunha Inn-
o & C.
Cira de carnauba 20 sacos a Gomes de Mattos
Irinoa, 86 a Cuaba rmos & C.
Sal 6:400 litros 4 ordem.
Hiate nacional Deas te Guarde, entrado de Ma-
c4u, em 16 do corrate, e couaiguado a Bortholo-
meu Lourenco ; manifeston.
Sal 500 alqueires ao consignatario.
rigu iogl.s Canad, entrado de Terra- Nova,
em 10 do coneuto e consiguado a J. Pater & C,
rnaaifeatcu .
Bac.lb4o 1277 barricas e 619 tinas 4 ordem.
Vapor amanean.) Finance, entrado dos purtos d'>
sul, em 17 do corrente e consiguado a H-urv
Forster & C, manifestou :
AIMa 200 tardos a Costa Fernandos.
Caf 40 saceos a M-iieiru Irma is, 70 a Jio It >
gerio, 60 a Carlos E. Gomes, 50 a Gomes dt Pe-
reira, 830 a Domingos Cruz & C, 404 a Sc-uza
iiastos Amorim 4c C, 165 a Soares do Amaral
Irmios, 50 a Arauju C istro & C, 100 a Joaquim
Duar te Simoes ib C, 341 a Manoel dos Santos
Araujo, 100 a Paiva Valente & C.
Fumo 15 volumes aos meamos, 4 a Silva Mar
ques & C, 105 a Xavier de Simas Irmios.
Panno de algodao 100 fardos a Luis Antonio
Sequeira, 21 a Ferreira & Irmio, 2 a Machado &
Pereira, 1 a Amonio DJarte C. Vianna.
*'eb j 110 barricas a Joaquim da Silva Car-
ValtlO.
Vinbo 10 caix s a Manoel M. de H. Cavalcan-
te, 15 a Moreira lrmao, 5 a A. Ribeiro c C.
Carga da Baha
Fio '0 saceos a Joo Francisco Leite.
Fariuha de trigo 800 barricas aos consigna-
tarios.
Panno de algodo 50 fardes a Ferreira & Irmio,
45 4 ordem. /
Xarque 400 fardos a Ma a & Resende 1000 a
Amorim Irmios & C.
Vapor americano Allianca, entrado de New York
e escala, consiguado a H. Forster & C, mani-
f.'ston :
lli. ii 100 barricas a Fiar.cisco Manoel da Sil-
va ot U
Banha 150 barricas 4 ordem, 50 a Domingos
F. da Silva, 50 aos consignatarios, 50 a Goneal -
zcs liosa* Fernandes 30 a Carlos Al vea Bar
Ooss, 25 a Silva Marques i 0.
Drogas 26 vorumes a Francisco Manoel da Sil-
va & C, 8 4 erdem.
Ervilhas 10 barricas a H. Lundgren t C.
Ferragcns 1 volume a Fraucisco Manoel da
Silva & C.
Graza 6 barricas 4 ordem, 1 a Qoncalves Rcsa
& Fernandes.
Kerosene 150 calzas 4 ordem,
Louca de ferro 5 caixas 4 ordem,
Mercadorias diversas 14' volumes 4 ordem 6
a r-arente Vianna & C, 4 a J. Krause & C
Maiaena 80 saceos a Domingos F. da Silva
4 C, 35 a Silva Marques & C
Machinas de costura 9 erizas a H. Stolsen-
bach & C.
Retratos 1 caiza a J. A. Dias.
Tecidos 10 caixas a Machado & Pereira.
Toucinbo 10 barris a Ooncalves Rosa & Fer-
nandes.
Yidroa 46 volumes Ferreira Guimailes & C.
Exprtafo
BECira 16 DB MASCO DB 1887
Um sobrado de 2 andares, sotas edificado cm ter-
reno que presumes) ser toreiro, na rus da Moeda
n. 28 da frtguezia de & Fre Pedro Goncalves
com 4 metros e 45 centmetros de largura e 3 me-
tros 80 centmetros do cumprimento, compondo-se
o andar terreo que tem 3 portas de frente, sendo
urna de entrada para os andares superiores, de um
grsnde aotio, oceupado por urna venda, com quin-
tal pequeo, cercao* de madeira ; compondo-se o
Ia andar que tem duas portas de trente com va-
randa de ferro, de duas salas, 1 quarto e cosinba
interna ; compondo-te o 2o andar que tem 2 ja-
nellas de frente, de 2 salas, 2 quartos ; compon-
do-se o sotio que em aberto de um sali para
cosinba e sala de juntar, em mo estado de con-
servscio, avaado em 2:5:.0*000.
E Rssim ser dito bem arrematado por quem
mais der e msicr lance i ff-r. cer.
Dado e passado netta cidade do Recife ss 16 de
Maico de 1887.
Subscrevo e assigno eu escri vio Toomaz Ferreira
Maciel Pinheiro.
J quim da Costa Ribeiro.
Edtala. 1
0 administrador do Consulado Provincial faz
pnblico a quem .kiteressar possn, que fica proro-
gado at o ultimo do corrente mes o pagamento,
livrede mults, das annuidades c mais scrvicoi do
Recife Drainag.) Company, relativos ao l" semes-
tre do exercicio de 1886-87, conforme a portara
do Illin. Sr. Dr. nspeetor 'lo Thesouro s b n. 635.
Consulado Provincial de Pernambuco, 17 de
Marco de 1887.
F. A. de Carvalho Moura.
Jiiizo dos feilns da fazenda
nacional
EscrivctoRego Barros
Perante o Sr. Dr. juiz substituto dos feitos da
fazenda se vcndeiio em praca publica no dia 18
do corrente, depois da audiencia, os bens segua-
te :
Urna casa terrea n. 15 sita nos Coelbos, fregue-
sa da Boa-Vista, pe,rencento a Luiz Antonio Pe-
rer, avallada por 1:5.H)*000.
Um di'.a tambein terrea n. 10 sita no becco do
Espinbciro 4 ra de Nunca Machado, freguesia da
Graca, pertencente a Marcelino da Silva Lima,
avahada por 400*000.
Duas ditas pequeas na. 26 c 28 na travessa do
Bandeira e ra Imperial, freguezia de S. Jos,edi-
ficadas no terreno forciro di mantilla n. 169 A, per
reticente a Manoel Cypriano Ferreira Rabello, ava-
hadas smbas por 200*000.
O dominio til do terreno de marinba n. 169 sito
ra Imperial, travessa do Martina da freguezia
de S. Jos, eotrYra pertencente a Francisco Jos
Martins da Costa e hije 4 viuva de Thomas An-
tonio Coimbra, avahado o dito dominio til em
120*000.
Urna casinha com um terreno ao lado, n. 304 na
ra Imperial, Ireguczia de S. Jos, sendo o terreno
da easa foreiro do marinha com a nuuietacao de
24, pertencente aos herdeiros de Z .-ferino Au.aro
dos Prasercs c avahados o terreno ao lado e a co-
sinba em 250*000.
TodoB estes bens ti) vendidos pira pagumento
das execocoes da fazenda nacional contra os seu.3
posuidorea'aciina indicados.
Recite, 5 de Marc > dt 1887.
O solicitador,
ios Machado Botelho.
Juizo dos feitos da fazenda
EscricSo Cintra
No dia 18 do corrente depcis da audiencia pu-
blica do Sr. Dr. juis substituto da fazenda se ha
de arrematar a quem mais der.
A casa terrea n. 83 ra de Hortas, com 4 me-
tros de largura e 1 i metros e 40 centmetros de
fnndo, porta e jauelia de trente, 2 atlas, 2 quartos,
cos'nba fra, quintal c>m cacimba meeira, avaha-
da em 800*000 para pagamento do que deve a
mesma fazenda Francisco de Sousa Reg.
Boa-Vista
A casa terrea n. 3 4 iua de Pajssand, com 9
metros c 84 centmetros de vio e 19 metros e 96
centmetros de fundo, com 3 jane las de frente, 2
Para o exterior
Na barca noruegaoose Aino, carregou :
Para Hull, C. P. de Lemos 300,000 kilos de
carocos de algodio.
Na barca portuguesa Hersilia, carrega-
ram :
Para Lisboa, P. (Janeiro Se C. 467 caros sal-
gadas com 5,604 kilos.
Para o interior
No patacho ingles Plymouth, carregou:
Para Santos, F. A. aa Asevedo 1,800 saaecs
com 60,000 kilos de assucar braoco e l,80t f!m
com 60,000 ditos de dito saaseavado.
No patacho ingles S. Joteph, carregararr :
Para Santos, Maia & Resende 200 saceos com
12,000 kilo de estacar] branca.
? No vipor nacional Ptrnambuco, carr.ga-
ram :
Para Puto Alegre, Amorim Irmaos & C. 100
sacc s com 7,500 kilos de assucar maseavado'e
#0.i ditos cora 22,500 ditos de dito branco.
Para o Rio de Janeiro, J. F. Minteiro 8 saceos
com 480 kilos de assucar branco e 1 caixio cora
30 tlitoi de doce.
No va jor americano Altianca, carregaram:
Para o Rio de Janeiro, V. T. Coimbra 1,000
sxecoa com 60,000 kilos de asquear branco e 1,0(X)
ditcs com 60,0"K) ditos de dito mascavado ; R. G.
Brito 1,00) sacc s com 75,000 kilos de assucar
branej.
Ko v-.p ;r americano Finauce, carregaram :
Para o Pari, P. Pinto & 0 10 pipas com 4,860
litros de gurdente ; A. B.hia 5 pipas com 2,400
litros de agurdente ; Affooso Taborda 30 pipas
eom 14,400 litros de agurdente ; L. M. Pinheiro
48 pipas com 23,040 litros de agurdente ; F. A.
de Asevedo 100 barricas com 8,025 kiloa de assu-
car branco ; E. C. Beltrao i. Irmio 100 barricas
com 4,498 kilos de astuc.ir refinado ; V. da Sil-
veira 300 barricas com 19,994 kilos de assucar
brane a.
Para Maranbio, V. da Silv. ira SO barricas com
2,38j kilos de assucar branco ; 8. G. Brito 20
barricas com 2,300 kilos de asssuear branco ; B.
O veira & C. 200 barricas com l.'.OOO kilos de
assucar brsuco e 20 ditas com 1,240 ditos de dito
refinado.
No hiate nacional Aurora, carregaram :
Para Mossor, H. C. (uimaries 5 saceos com
375 kilos de sssuear branco.
Para Mac4o, J. Pies de Oliveira 10 barricas
c un 1,050 kilos de assucar branco.
Na barcaca Francisca Octavia, carregou:
Para Alagoas, M J. de Sant'Anna 10,000 litros
de sal.
Navios & carga
Barca ingleza Frineiner, Ruasia.
Barca portuguesa HeriUia, Lisbaa.
Barca ingleza Beta, Estados-Unidos.
Barca norueguense Aino, Hull.
Barca inglesa Dunttoffuage, Estados-Unidos.
Brigue allemao 1. O. Fente, Montevideo.
Brigue allemao Bruno A liarte, Hull.
Galera inglesa Lorenxo, Liverpool.
Lugar ingles Solana, New-York.
Lugar nac-onal Logo, Rio Grande do Sul.
Patacho noruegu ose Beform, Kio Grande do Sul.
Patacho dinamarqus Amir, Montevideo.
Patacho ingles Plymoulh, Santos.
Pal ha bote nacional 8. Dartholoineu, Porto-Alegra
Vapor ingles Vol, Bltico.
Vapor ingles Herschel> Liverpool.
Navios a deseara
portas no oitio, 2 salas, 4 quartos, 1 saleta para
emgommado, cotinha 1 quarto interno, quintal
grande todo murado, portio de madeira, jardim ao
lado e alcrumss arvores de fructo, avahada em
3:00J*0O0, cujo predio penhorado para paga-
mento do que deve a mesma fazenda Marta Can-
dida de Oliveira.
Afogados
Os alugueis do predio a Estrada do Gequii a
Jaboalio (Barro), avahada em 840J0 mensaes para
pagamento do que deve a mesma fazenda, Ignacio
Este ves Moreira da Costa.
A casa terrea n. 45 4 ra de Motocolomb, de
taipa e tijollo, com 3 metros c 13 centmetros de
vio, 4 metros e 10 centmetros de fund, com 2 sa
las, 2 quartos, porta e janella de frente, quintal
murado, cuja casa se acba bsstanto estragada e
avahada em 50*000, penhorado contra Jos da
Silva Santcs. _____
Varzea ""SRS
A casa terrea n. 4 Brum 'Varzea), eom 18 me-
tros e 40 centmetros de frente, 12 metros e 93 cen-
tmetros de fundo, 3 portas, 4 jmilas de frente,
4 talas, cosinba nterin, quintal grande todo mu-
rado com portio e gradeamento de ferro na frente,
e jardim, avahada em 6:000*000, para pagamento
do que deve a megma fazenda, Joio Pereira dos
Santos Farofa.
Peo
Os alugueis do predio o. 3, 4 ra do Rio, ava-
hadas em 10*000 mensaes, para pagamento do que
deve a mesma faz nda, Jote Jacome Tasso.
B.*cs
Urna armacio de mac'-.s. de louro cem todos es
leus pertcnces, avahada em 150*000, cuja arma-
cio cx-s'.e no estabelecimento n. 37 4 ra da Pal-
ma, penhorada para pag ment do que deve a mes-
ma fazenda, Joaquim Coalho Netlo.
Recife, 9 de M*rco de 1887.
O solicitador da Nzcndn,
Luna Freir.
O Dr. Joaquim Correia de Oliveira"rade, juiz
de direito de orphos t ausentes do Recife c
leu termo, provincia de Pernambuco, por S. M.
o Imperador, a quem "cus guarde, etc.
Fac:o sabjr a quem ititcrcssar pjssa, que tendo
se arrecadado p r este juiso o espolio de Saly
Wolff, que nio deixou testamento, sio chamadas
os aeui legtimos sjecessores a se habilitarem
hera'n,M, perante este juiso, nos termos do art.
32 do rrgulamento n. 2433 de 15 d/ Juobo de
1859.
E para constar mandei passar esto edital. que
ser publicado pela imprenta o affixado no lugar
do costume.
Dado e pasaado nesta cidade do Recif d Per-
nambuco, aos 23 do Fevereiro do anno do nasci-
meuto de Nosso Senhor Jess Christo de 1887.
Eu, Luiz da Veiga Pessoa, escrivio, o subs-
crevi.
_______Joaquim Carreja de Oliveira Audred.
O Dr. Juliio Tenorio de Albuquerque, juiz
raunicipal o do conmeroio do termo do
Bonito, por Sua Mag-s'ade o I operador
a quem Ddus guarde, etc.
Fac saber aos que o proaente edital virem e
delle couhecimeuto tiverem que fiado 08 dias da
le ser levad. a praca p r arn ndainento d-. 5
ann.-s ocngnho d fazer assucar denominado Gu
laudy sito neste t. nno, moente e corrente com tu-
das as suas pericona, maltas, serradores, etc., e
p-rteucente a Antonio Frauciaco da Silva Vital c
sua mulher, s?udo a renda auuu il do 500t00,
conforme tora avhala, porexecocio commercial
que contra as ineimas inove e neste juiso Joio de
Aseve.to Pereira, para pagamento da quanti de
2:197*728. valor da mema execuco ; devendo os
pretendeutes comoarecerem competentemente ha-
bilitados com es seus fiadores.
E nia appareceudo licitantes ser arreu J..do
com o abatimento da le.
E para que chegue ao couhecimento de todos
mand i passar o presente, que v.i por mim at>ig-
uado, alh-ado no lugar do costume e publicado
pela impiensa.
Dado e ptasado nesta villa do Bonito, aos 4 de
Marco de 18?7.
Subscrevo e assigno o escrivio Sergio Clemon-
lioo de Souto-maor e Albuquerque oo imped'
ineii',0 do escrivio coirpmheiro.
Juliao Tunsrio de Albuquerque.
Reuda provincial
Del a 16
dem de 17
78.0J4J427
5:507/818
83;5324245
Oe 1 a ;6
dem Je 17
De 1
Id-un
s 16
d 17
Recebe loria
Consulado Provincial
>e 1
I Je a
a 16
u. 17
Rtcije Drainage
550:?46851
62:1694961
2:2774276
64.4i7^37
27.8624501
273,989
28.1364493
44:7054754
2534338
Estava sellado com ama estampilla de 200 reta
lega I mente inutilisada.
E mais se nio contiuha em dito edital aqu bem
e fielmente copiado do proprio original ao qus.1 me
reporto e dou f.
Subscrevo e essgno. Bonito, 4 de Marco de
18S7. O escrivio, Sergio Clementino de Sonto
Maior e Albuquerque, no impedimento do escri-
vio companheiro.
DECLARAG6ES
IBMANDADE
DB
X. S. da Luz
Di ordem do irmio juiz c de accordo com o
art. 27 Io, convido aos irmios provectos a com-
pareceris em nosso consistorio domingo 20 do
corrente, ao meio dia, pira delibranos sob as-
sumpto de interesa?.
Secretaria da irmandade de N. S. da Luz, 17
de Marco de 1887. O secretario,
Brandio Jnior.
Contraria do Senhor Bom .1 sos
da Yia-sacra
De ordem do itcsso irmio provedor, convido a
todos os irmaos da metma, para que, paramenta-
dos cem seus hbitos, coicparccam no consistorio
da nosa ignj* pelas 2 1|2 horas da tarde, nos
dias 18 o 20 do corrente. afin de acompanharem
iis procisses do Senhor Bom Jess dos Mi'rtyros
c 8enhor Uom Jess dos Pobres AfH ctoa de 8.
Goncalio.
Consistorio da confraria do Senhor Bom Jess
da V-sacra, 17 de Mareo fe 1887.
O secritario,
Adalb.rto Joe Paiva.
Arsenal de Guerra
Em virtude da autorisscio do presidente da pro-
vincia datada de 15 do corrente, a directora do Ar-
senal de Guerra contracta no da 22 do corrente,
pel.is 11 horas dan-nnha, com quem mclbores van-
tagens ofForecer o transporte, tauto por mar como
por t -rra, dos artigos destinados s differentos f s-
tacoca militares, devendo os proponentes dirigirem-
eo a secretaria deste Arsenal para os eeclaieci-
mentos que lha forera necesaarios.
As prop"stas deverio ser em carta fechada de-
clarando o propouente que so aujeita a multa de
0 0,0, por quulquer emiasio no cumprimento de
seu contrcio.
Societaria do Arsenal de Guerra du Pernambu-
co, IT de Marco do 1887.
O secretario
Jos Francisco ttibeiro Machado.
(ioieriade 4000 contos
A grande lotera do 4000 contos, im.3 sorteios,
Sea transfeiida para o dia 14 de Maio viudouro,
impretcrivelmente, nos termos do despacha do
Exm. Sr. presideiite, de hoje.
Thesouraria das Loteras para o fundo de
iii-ancipacil'i e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Desembro de 1886.
O tbesonreiro,
Francisco Genual ves Teiree.
Banco de crdito real de Pernam-
buco
Nos termos dos artigos 5o e 6 dos estatutos,
sao convidados os Srs. accionistas 4 realitar at
dia 15 de Abril prximo, na sede do Banco, roa
Jo Commercio u. 34, a terceira entrada de 10 */
valor nominal de cada accao.
Recife, 14 du Marco de 1887.
Os administradores,
Manoel Joao de Amorim.
Jos da Sh a Ley o Jnior.
Luiz Duprat.
44:9594092
Mercada Haaleaal e 9. +)*
O mo vi ment deste Mercado no dia 17 de Marco
foi o seguinte:
Bntraram :
401/2 bois pesando 5,664 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 22 e 1/2 ditos de 1.* qnalidade,
7 de 2* dita e 11 ditos particulares.
365 kilos de peixe a- 20 res 7/300
93 cargas de farinha a 200 res 18*600
10 ditas de fructas diversas a 300 ra. 34000
9 taboleiros a 200 ris 1*800
18 Sainos a 200 ris 24600
Foram oecupados :
21 columnas a 600 ris 144400
26 compartimentos de farinha a
500 ris. 134000
22 ditos de coraid a 500 ris 114000
77 ditos de legumea a 400 ris 304800
18 ditos de suino a 700 ris 124600
11 ditos de fressuras a 600 ris 64600
10 tallaos a 2* 204000
6 ditos a 1* 64000
A Oliveira Castro & C.:
54 tainos a 14 544000
2 talhoa a 500 ris 1*000
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantiade
Enjettado Rio Grande do Sul.
Erutedo Hamburgo.
lite -de Tena Nova.
Evorado Rio Grande do Sul.
Guadianade Lisboa.
Glitnerde Liverpool.
Ilapnusdo Rio Grande do Sul.
Hornetdo Rio de Janeiro.
Helenade Hamburgo.
Jdlanthede Santos.
Joaquinado Potto.
Jos Genebrade Liverpool.
Julietado Rio Grande do Sul. I
Juvcnalde Santos.
Lidadorde Rio de Janeiro.
Latimrrde Terrs N-va.
Ladvberdde Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sopliiade Hamburgo.
Metede Hamburgo.
Malpc de Brunswick.
Marydo Rio Grande do Sul.
Moas Rosado Ro de Janeiro.
Nordsoende Liverpool.
Nautilusdo Rio de Janeiro.
Our Annede Bueuos-Ayrea.
Oseardo Rio de Janeiro.
Paragerode Terra Nova.
Premierdo Rio de Janeiro.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sal.
Sophiade Santos,
tpaikde Terra Nova.
Vareo da Gamado Rio de Janeiro.
Withelminede Hamburgo.
202*700
Brigue inglez Canad, bacalho.
Barca norueguense Progress, carvo.
Barca inglesa Christiani Serivey, carvio.
Barca dinamarquesa Anca, carvio.
Barca bespanhola Francisca Villa, carvio.
Barca norueguense Speranta, carvio de pedra.
Escuna inglesa May, bicalhao.
Escuna nacional Siarietla, varios gneros.
Escuna ingleza Bella Rosa, bacalhio.
Hiate brasileiro Deus teQuarde, sal.
Lii-.tr amerirano Eduard A. Sanchei, farinha de
trigo,
Lugar nacional Mata 1, varios gneros.
Lg-r norueguense Alrana, carvio.
Lugar ingles May, carvio.
Lugar norueguense Ideal, varios generes.
Lugar ingles Aureola, bacalhio.
Lugar ingles usz*e R. Wtlce, bacalhio.
Patacho ingles Eugtnie, bacalbo.
Patacho ingles Aay Flovtr, bacalhio.
IPatacho ingles Buda, carvio.
iVspor ingles Plato, varios gneros.
Va,ior austraco Tibor, varios gneros.
Dlnhelro
O paquete Pernambuco levon antehontem para :
Alagoas 42:000*000
Baha 3.010*000
Rio de Janeiro 52:855*000
nendi.aes.toH pblicos
US DB MASCO
Alfandeya
Readimento dos dias 1 a 16
Foi arrecadado liquido at neje
Procos do dia :
Carne verde 280 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 res idem.
Sumos de 500 a 640 ris idem.
farinha de 20J a 240 ris & cuia.
Milho de 24') a 320 ris idem.
Feijio de 640 a 1*000 idem.
Maiadonro Publico
3:218*600
3:421*300
56
Renda geral
O? 1 a 16
dem de 17
428:9894637
87:8244969
46814460t
Foram abatidas oo Matadouro da Cabanga
retes para o consumo do dia 48 de Mareo.
Sendo: 45 rezes pertencentes a Oliveira Castro,
Se C, ell a diversos.
Vaporea e navios esperados
VAPOBE3
Pardo sol hoje.
Rosariode Hamburgo hoje.
Girondedo tal a 21.
Ville de Rio de Janeiroda Europa a 21
Bouavistade New-York a 22.
Nevada Eurcps a 24.
Babiado norte a 26.
Espirito Santodo tal a 27.
HAVIOS
Amandade Hamborgo.
Apotbeker Diraende Santos.
Aldwathde Terra Nova.
Ameliado Rio Grande do Sal.
Alhenade Cardiff.
Anne Catharineda Babia.
Andaluzado Rio Grande do Sal.
Brodrenede Cardiff.
Bernardas Godelewus do Rio Grande do Sal.
Brothersdo Rio de Janeiro.
Cometade Porto Alegre.
Diadado Rio Grande do Sol.
Dovrede Rio de Janeiro.
Uovimeno do porto
Navios entrados no dia 17
New-York e escala 22 dias, vapor
americano Allianca, de 2,205 toneladas,
commandante James R. Beers, equipa-
gem 65, carga varios gneros, a Henry
ForBter C.
Rio de Janeiro e escala7 dias, vapor
americano Finance, de 1,919 toneladas,
oommandaote E. C. Baker, equipagem
61, carga varios gneros, a Henry Fors-
ter & C.
Terra Nova 38 dias, patacho inglez May
Flmoer, de 185 toneladas, capitao W.
G. Cross, equipagem 8, carga 'jacalho,
o Saunders Brothers & C.
Iupemirin (provincia da Victoria) 24
das, barca irjgbza Minstrel King, de
495 toneladas, capitSo John Birminghan,
equipagem 14, em lastro, ordem.
Alifax -32 dias, patacho ioglez Eugenie,
de 145 toneladas, eapitao Daniel Munro,
equipagem 6, carga bacalbo, a Saan-
ders Brothers & C.
Baltimore 34 dias, lugar ame ricino
Eduard A. Sancher, de 463 toneladas, ca-
pillo I vez Jobnson, equipagem 10, car
ta farinha de trigo, a Machado Lop*s
c.
Navios sonidos no mesmo dia
Santos e escalaVapor americano Allian-
ca, commandante James R. Beers, car-
ga varios gneros.
SantosPatacho ingles Santa Joteph, ca-
pitao A. Saugelier, carga assucar.
Rio Grande do Sul Patacho dinamarqus;
J. P. laen, capitao J. C Jensen, car-
ga carvio de pedra.
ParahybaHyate nacional Flor do Jar-
dim, BMstre Joaquim Jos dos Santos,
carga varios gneros.
Mrcei -Lujar inglea Linda Parle, ojpi-
tao Thomaz Skiner, em lastro.
OosertnoSo
Fundearam no Lamaro um vapor in-
glez e urna barca norueguense por nio
communicarem com a trra.
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P.
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* W. *


Diario de PernarabucoSexta--teira 18 de Marco de 1887

4
*
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r

* <*
Saata Casa de Misericordia do
Reclfe
A Illma. junta administrativa de.-U Santa Casa
contrete com quem melbores vauUgens cfferecer,
e forueeimento dos gneros abaixo declarado!,
para o consumo dos estabelecimentjs seguiotea,
durante o trimestre de Abril a Juuho do crrante
aono : Hospital Pedro I, dito d>s Lasaios, dito
do Santa gueda, U>spcio do Alienados, Cisa do*
Expostos, Asylo do MendicUado e Collegio des
Orpoios.
Aletria, kilos.
Arroz, dem.
Agurdente, li'ros.
Aseite doce, idem.
Ararnta, k los.
Bacalbo, idem.
Banba de porco, idem.
Batatas, idem.
Cha vfrdi', idem.
Caf em grao, Jein.
Carne seuca, idem.
Cebla, cento.
Fariuba de mandioca da proviucia, litro.
Feijo, idem.
Fumo do R:o, k'b.
Gaa, lata.
Dito inexplosive!, rlein.
Milho, kilo.
Manteiga'fraoceza, idem.
Potasas, idem.
Pao 6 bolacha, idem.
Dito e idem para o Collegio das Orphas (em
Olioda, idem.
Rap, idem.
Sab j, idea.
Sal, litro.
Tapioca, kes.
Toueinho, idem.
Velas de carnauba, idem.
Ditas stearinas, masfO.
Vinho brmico, litro.
Dito tinto (Ggueira) idem.
Dilo do Purtu, i.lcm,
Vinagre, idem.
As propostas deverao ter apresentadas na sala
da anas ses:oei, em cartas fechadas, Jevidamcnte
selladas, at d 3 horas da Urde do da 22 do cor-
rente, declarando os propsneute-s sujeitarem-se a
um* multa de 5 / sobre o valor t->tal do tcrneci-
mento, so no pr*so de 3 das, nao comparecer ra
para assigaar os respectivos contractos.
Secretaria d* Santa Casa de Misericordia do
Hecife, 15 de Marco de 1887.
O etcrivSo,
ledro Rodrigues de Soiaa.
S. M. Q. M.
oeledade X. Quatorze de Mareo
Eleie.3o
De ordem do 8r. presidente tSi convidado os
Srs. socios a reunir*-se cm asscmbla geral na
sede social p: las 6 horas da tarde de 12 de Abril,
preximo futuro, para elegerem os novos funeciona
ros para o aono social de 1887 a 88.
OutroMn para conhecime.ito do Srs. asseciados
aqu traoscrevo o art 32 :
Para que es socios gosem do 1* do, art. 6o
(votarera e ser votad s) nio poderij dever mais
de 3 00 a rociedde.
Recite, 18 de Marco de 1887.
O secretarlo,
Antonio do Castro Leo.
COMPANHIA
Jmperia
Devoro de Nissa Scnliora da
Coneeifo
Approvaco de compromlsso
Do ordem da mesa ntged m convido a todjs o
iruiacs a comparec-rem em djsso Consistorio pelas
9 horas da maubl do dia 20 do corrente, afim de
ser discutido e approvado o novo compromisao.
Consistorio da Devocio de Noasu Senhsra da
Couceicao, erecta no C invento de Santo Antonio
do Recite, em 17 de Mar*o de 1887,
O escrivao interino,
Ue liviano Monte iro.
NEGIRON costra FOtO
EST: 1803
Edificio* t meroadoriat
Taxai baixai
Promplo pagamento de prejuisos
CAPITAL
fls. 16,000:000*000
Agente .
BROvVNS & C.
N. SRa do CommercioN. 5
(OUIMMII1 O NEGI'HON
NORTHERN
de Londres Abcrdeen
raxlcao Oonnrelrs (ricmbro ISS6)
Capital oubsciipto
Fundos accumulados
Heceifa annual i
D premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
3.000,000
3.134,348
(!. C. C. L.
tiul> Jama vlese Cavalhelr
da lipot-lia
De ordem do Sr. presidente saj convidados os
Srs. sccios a coruparecerem na sie dcate club, no
prximo domingo, 20 do eorrinfe, 3
tarde, afim de reunidos tratar-se
4 horas da
de materias Bo-
cines.
Recife
17 de Marco de 1887.
O 2* s cretario,
S .',.ii Silva.
Club Concordia
Eochstes Preirk-geln
&
Vertheilung der Durchscbnittspreise
Soi.i la* den 20 Mari 1887.
Nachmittags 2 ubr.
Das directorium.
Estrada de ferro do Ribeiro ao
Bonito
De ordem la directrri* s3o chamad s os Srs.
accionistas desta empresa, para no praso de 60
das, a contarde b.'.je, recoiherera ao London 6s
Brasilian Bank, a 5 entrad A- 10 0,0 de suas
acfcVs, nos terjios do srf. 9o % 2o dos estatutos.
Recife, 9 de Marco de 1887.
O secreta ri,
Jos Bellarmino Pereira de Mello
GWPlMT^STFTHEREZA
Abastecedora d'agua e
gaz em Olinda
AVISO
Aos Srs. consum-
midores de agua e gaz
da com |)anhia, que em
seus pagamentos se a-
cham em atrazo, lem-
bro o presente artigo
do regulamento ap-
provado pelo governo
a 11 de Agosto de
187% e que se acha
copiado no verso das
contas entregues.
O pagamento da
importancia da agua ou
gaz fornecido em cada
tnez, se far naprimei-
meira quinzena do mez
seguinte e na sua falla
poder a Companhia
interromper o respeetivo
mpprimento.
scrip torio do ge-
rente, Olinda 3 de
Marco de 1887
A, Pereira Simes.
Recebedorla de PernaMbueo
Matricula de estravos
O adn inistrador da recebedoria fas publico que
fioda-se ni dia 30 do corrente mes o praso para
a nova matricula e trrolamento dos escravoa exis-
tentes neste municipio, devendo os donos e pos-
?.aidores dos mesmos apreseotarem at aquelle
Ha as relacoes em dnplicata contendo a nome do
tscravo, naciouaiidade, sexo, filiacSo. occopaco
oa servico em que fr empregada, ida3e e valor,
alm do numero da ordem da matricula anterior,
sendo o valor dado por extenso pelo senbor do es-
travo oa sen legitimo representante, nao exceden-
do o mximo regalada pela iasde do matriculando,
que sera tambera escripta por extenso conforme a
seguinte tabella : ^^
Eecravos menores de 30 anuos DCOJiOO
de 30 a 40 800J000
de 40 a 80 600*000
de 00 a 55 400*000
de 56 a 60 200*000
O valor das escravas ser regulado pela mesma
tabella com o abatimento de S5 / os precoa
nella estabelecidos.
A inscripcSo (ara a nova matricula seta teits
a vista das lelacoea, que eerviro de base a ma
trkula espeeial oa de averbacSo ffectuada de
conform.dade eom a le de 28 de Setembro de
1871, oa de certidao da mesma macricula, oa a
vista Jo titulo de dominio quando contiver a ma-
tricula do escravo.
No serao dados a matricula os escrmvos miio -
rea de 60 annos, serao parea inscriptos em arro-
especiaL
rio considerados libertos os escravos, que no
prazo marcado nio tiverem sido dados a nova sta-
icula.
Pela inscripeo oa arrolsmento de cada escra-
>agar-se-ha 1* de emolumentos, coja impor-
i destinada ao fundo de emancipscao
dt taa ar despesas ala matricu'a.
Hk reo de 1887.
ouca Pereira do Carao.
Companhia de edificado
C ^mmuniea-se aos aenbores accionistas, que por
deliberaca da directoria foi resolvido o rtcolbi-
menlo da texta prestacio, na rasSo de 10 0/0 do
valor nominal das respectivas accOes, a qual de-
ver realisar se at o dia 12 de Abril prximo
futuro, na de desta co-upanhia, praca de Pe
dro II n. 77, 1- andir.
Rceifc 12 de Marco de 1887.
Giutaco Antunes,
Director secretario.
577,330
191,000
; 132,000
O AGENTE,
John H- Boxwell
OVA OHMEHDOCK) y. O 1* A.\U It
%
SEGS6
CONTRA F06i
Fhe Liverpool & London & Giobe
INSURANCE COMPANY
&G.
COMPANHIA DE MOS"
COXTH.i FOGO
i\orlb Brilish & Mereanlile
CAPITAL
t:OOO.OOo de libras slerlioas
A GEN JES
\domson Ho wic & C.
VENEBAVEL CONFARIA
na
Santa Rila de Cassia
De ordem d conselho adanistrativo desta ve-
neiavel confiara, convido a todos os irmaos da
meeoii, para que, paramentados com seus hbitos,
eoroparrearo no consistorio da nossa igreja pelas
2 1(2 baras da tarde do dia 18 do corrate, afim
de aeompanbarem a procissSo do Senbor Bom Je-
ss dos Martyrias, para a qual tomos convidados
pela respectiva commisao administrativa.
Consistorio da veneravil confraria de Stnta Ri
t de Cassia, 3 5 de Marco de 1887.
O secretario interioo,
Maooel Bandeira Fiiho.
c-ompa oh la Manta The reza em
presarla do abasteclniento
d'agaa e de luz eldade de
Olinda.
Assembla geral
De ordem do Sr. f residente da assembla geral
e por nao ter o Sr. secretario eleito acceito o cargo,
convoco a assembla geral dos Srs. accionistas
para o dia 24 do eorrente, afim de ser lido e jul-
gado o i el < torio e o parecer fiscal e apreciadas as
coritas do anno fiodo, e submettida a cousideracao
dos Srs. accionistas urna moc&o do Sr. presidente
da directora.
A sesslo ser aberta ao meio dia n um dos sa-
lVs do edificio da Associacio Commercial, para
esse fim delicadamente cedido.
Kecife, 9 de Marca de 1887.
O gerente,
A. Pereira SitnSei.
Conipi.nt.ia pe nambocana
DE
X-;regarn enstelra por rapnr
Pelo presente sao convidados os ssnboros acco
uiitis a rtuoiieui se na sede da companhia, no
dia 2d do eorreute, ao meio dia, afim de Ibes ser
spresentad* o relatorio e halanco do anno findo, e
elegerem a comrnisso de exame de centas e con-
t! bo de dirercio.
Bscite, 5 de Marco de 187.
Manoel Joio de Amorim.
P.P.Saunders Brothers V C
Arthur B. Dallas.
_____________W. W. Robilliard.________________
Loteras para o Fundo de Eaan-
cipa^o
A 15.* parte deltas loteias acba-se expasta
veada para ser extrahida sexta-fairs, 18 do eor-
ernte, ao meio da, no cons;st>rio da igreja da
igreja da Coiiceiyo dos Militares.
Tbcsc-uraria das loteras para o Pondo de Eman-
cipscao, 12 de Marco de 1887.
Francisco Goncilvrs Torres.
THEATRO
EHPREZ4 ARTSTICA
:0MPMH[A QE ZARZUELLIS
HESPAHHOLA
Director de acea
D. Valentn Garrido
Maestro-d rector
D. Antonio del Valle
Sabbado, 19 do corrente
8.a Recita
Subir a scena a grandiosa ssrsnela cmico-
lyrica em tres setos, dos distinc'os dramaturgos
(arrioii e Pina, msica do notavel maestro
Caballero, denominada:
JLswcVtO
PERSONAGENS
La Princesa de Monaco... Sra. Pa.
Marelta................ SU. Sacanelles (M.)
Angela.................. Srs. Alvares.
El Principe de Monaco.... Sr. Duran.
Antn, hostelero......... Sr. Garrido.
El intendante............ Sr. Ramos.
El general............... Sr. Manso.
Un ministro............. Sr. Jordn.
El governador............ Sr. Snchez.
Espinaca................ Sr. Manleon.
Un aingaro.............. Sr. Ruis-
Una mascara............. Sra. Caballero.
Damas, caballeros, singaros, singaras, msscarss.
Coro geral e scompanhamento.
cena en Mooat U8
A* a horas,
Prcfos do costme
Xota Ha ver tiens para Apipacos eOlinds,
e bonds para todas at linhas.
Hatera trem p ra Gazang pago pelos
passsgeiros.
Brevemente : As bellas zarzuellas
Madgyares, Catalioa, Jugar con fuego, e
Huaica Clasaica.
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
EstalielcSda em A96&
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
li 31 de dezenbro de 18H4
Hariliiuos..... 1,IIO:000$00
rerreslres... 3I6:MW0
Si Hua dn fominerelo
i.t>
don and Brasilian Ma
Limited
Ra do Commercio n. 32
Saoca por todos os vapores sobre as ca-
as do mesmo banco em Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Capcllistas n 75 No
Porto, ra dos Inglezes.
euros
MARTIMOS
AGENTE
Higiel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESS-N.
tejaros mar-itlae>a e lerreslres
Neetes ultimo a anica soaspankia aeaU praca
qne eancede os Srs. seguradrs isesapelod* paga
ment de premio em cada stimo anno, o ce
oqnivale aa descanta de eerca^da li por oeatj
svor dos segundos.
"SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenlx Per-
nambaeana
Ruado Commercio n. 8
( OnPWIHi: DE* MEttSACE
res haritimem
linea mensal
0 paquete Gironde
Cora mandante Minier
E1 esperado dos portes do
sol at o dia 21 do corrente,
seguinde, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Llaboa
Lembra-se sos senbores passageiros de todas
as clasees que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqner tempo,
Fas-se abatimento de 15 % em favor das fa
milias composta de 4 pessoas ao met.os e que pa-
garem 4 pasiageus inteiras.
Por excepcSo os criados de familias que toma-
rem bilhe'.es de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se di* at dia 19 pago
de contado. ... -,
Para carga, passagens, encommendas e dinbeiro
afrete: tracU-se com o
AGENTE
(.agoste Labille
RA DO COM ERCIO-9
CMRGEERS HCMS
Companhia Franeza de Mavega-
can a Vapor
Linba quincenal entre o Havre, Lis
a, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santo*
0 nw VI i R:o Sil Janeiro
Commandaote Foaesnel
E' esperado da Europa
ateo dia 21 de Marco, se-
guindo depois da indispeu
save) demora para a Ha-
bla. Rio de Janeiro
e Manto*.
Eoga-se aos Srs. importadores de carga p -los
vapores desta linha,auciram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvarengu.
quer reclam&cae concernente a volumes, qu) po-
vcntni a tenham seguido para os portes do sul,afin
de se poderem dar a tempo as previdencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia alo se
responsabiliaa por extravos.
Para carga, passsgens, encommendas e dinbeiro
a frttr: trata-se com o
AGENTE
Aupsle Labille
9 BA DO COMMERCIO 9
CoRxp&BiQaa lira.*. Ileira de Xave
g&cn a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Commandante o 1 tenente Carlos An-
tonio Oomes
E' esperado dos nonos do sul
at o dia 18 de Harc-, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portes
do norte at Mansos.
Para carga, passagens, encommendas a valoree
tracta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
lellSo o sobrado de 2 andares e sotSo em chao pro*
pro, sito a ra de Mreilio Das n. 121, antiga
ra Direita, e rendando annaalmente a quantia
de 840.1000.
Os Srs. pretendientes desde j poderao ir exa-
miDar o nfarido sobrado, pelo que tara boa acqui-
sicSi qem comprar.
Leilo
Agente Brito
De axa\ casa terrea sita em Olinda ra de
Mathias Ferr.-ira n. 65, com 3 portas de frente, 2
calas, 1 gabinete e 4 quartos, cosioha fra, quin-
tal grande, murado, em terreno proprio, reode
2b l mensaes.
Os Srs. pretendentcs podem ir exammal-9, en-
Ircgando-se pela maior oflerta.
Segunda-feira 21 do corrente
A's 11 horas .
Ba do Imperador n. 16
Leilo
De movis
A SABEB :
Um piano novo e forte de um dos melh:res fa-
bricantes, 1 linda mebilia de jacar .nd com tampos
de pedra, 4 jarros para fl ires, 2 lindos candieiros
a paz, 4 qaadros.
Um guarda vestidos, 1 cama francesa, 1 toilet,
1 lavatorio com pedra, 1 cabide, 1 marquesao, 1
commoda.
Urna mobilia estufada, 1 mobilia de junco para
gabinete, vasos pera flore?, guarnicoes.
Urna mesa elstica, 1 guirda louca, 1 apparador,
12cadciras, 1 relogio, 4 quadros, 1 lindo apparelho
para cb, copos, clices, mesas, cadeiras e outros
movis de casa de familia.
TERC V-PEIBA, 22 DO COBBESTE
A o commercio
Maooel Julio Soares do Amara), sacio da firma
Amara! A IrmSo, e-tabeiecidos ra do Visoonde
de Iohaais (antigu do Bangel n. 46), r
te pava a Europa, por ncomnv d'js de ta!'', dei-
xs, durante sua ausencia, enea:regados de eeus
negocies cr-in lugar ao Sr. Jos Gjmes dn Oiveirs Piedade, e
em segundo uo Sr. Po;tunato Ji.-s Scurcs do
Amara I.
Becite, 28 de Marco de 1887.
Manoel Julio So; r s do Amara).
Despedida
Leilo
De 1 piano quasi nevo de Flecr, mobilias, ca-
mas, marquezoes, aparadores com tampo de pedra,
mssas cm dita, guarda louc, 4 quadros da guerra
de Napoleo, rcl'gior, garrafas com vinho Bor-
deaux, ditas com cognac, ditas com sgusrdente,
ditas com vinho do Porto, ditas com cerveja e
muitos cutros objectos.
Sexta-felra, itdo eorrente
A's 11 horas
No armazem ra do Mrquez de Olinda
n. 19
POB INTEBVENCO DO AGENTE
Gusmo
Agente Piolo
Na ra do BarSo da Victoria n. 45
Em continuaco
Diversas miudezas em pequeos lotes para par-
culares. _____
Leilo
TERCA-FEIRA 22 DE MARgO
Ter lugar o leilo do gar ingles Lord Trt-
gedar, de 251 toneladas, espitio John Tbomas,
seus apparelhos e ntencilios ; assim como prova-
velmente cerca de 600 saceos de assmv.r salvos
do mesmo lgsr, naufrugado ao sahir junto ds
barra.
Rio-Grande do Norte no Nata', 14 de Marco
de 1887.
O agente,
Manoel Joiquim Amorim Garca.
AVISOS DIVERSOS
LEILIO
PARA AQVUVVCAO
De 2 pianos, mobilias, guarda-louca, commo-
dss, secretarias, 1 "uard* comida, toilets, camas
francesas, marquesoes, 1 ca'.teira, aparadores,
1 sanctaario, cadeiras de junco e de amarello,
1 cadeira para advog4o, mesas grandes e pe-
queas, 1 elogio de parede, 1 lustre de gaa car-
bouico, 1 carro de 4 rodas, mach'na de costura,
cabidos, quadros, jarros, espelhos, fasendas, miu-
deas, joias, loucas, e outros artigos xisteutes no
armazem k ra de Pedro Affonso n. 43.
Sexta fVira, 18 do corrente
A's 10 fi horas
Agente Brito
Lc'lo
de urna vacca turini, 1 garrote, 2 car-
neiros de sella, 1 ovelha e carneiro de
ra^ja.
Sexta felra. 18 do corrate
A's 11 horas
Por intervenjao do agente
Alfredo Guimar&eg
Na porta do armazem da ra do Bom-
Jesus n, 49
Leilo
De urna caixa triangulo C V dentro e B em
baizo, n. 272, com 12 duzias de corda-
t&o preto e 24 duzias de carneiras ama-
relias, descarrgada com avaria d'agua
do mar, de bordo da vapor francez Ville
de Pernambuco, entrado em 9 do cor
rente.
e\ta felra. t do corrente
A!s 11 horas
No armazem da fravessa do Corpo Santo
n. 23
O agente Pinto, levar a leilai por autorisaeao
do Sr. cnsul de Franca em presenc* de sen dele-
gado e por conta e risco de quem pertencer a caixa
cima mencionada, averiada d'xgua do mar.
Em coninnaeo
Urna caixa marca 0R4C, 1954 com 40 duzias
de marroques tambem avariada e desearregada
de bordo do vapor francs Ville de Cear.________
CO>rANHU PRBMAslBtJCANA
DE
avegaco Costelra or Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macdu, M6ssor,Ara-
caty, Cear, Aearhu e Camostim
O Yapor Pirapama
Commandante Carvalbo
Segne no dia 22 do
corrente, as 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 21.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
as 3 horas da tai de do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemamtueana
n. 12
Agente Burla niaqni
Leilao
Sabbado l do corrate
- A's 11 horas
No armazem di ra do Imperador n. 22
De urna parte de engenbo Brum da treguezia
da Vanea, no valor de l.':559J212.
O agente, cima por mandado e asistencia do
Exm. Sr. Dr. juis de orphos, requerimenta da
viuva do finado Dr. Graoiliaoo de Paula Baptista,
veude em leilo a referida parte do engenho Brum,
da frguesia da Varaea. _______^^^^__^
Leilo
De movis, espelhos e loop
Constando de urna mobilia de pan-sarga com
lampo de pedra, 1 espelho, 2 quadros, 2 pares de
jarros, 1 esma francesa de jscaranda, i dita de
amarello, l marquesao, 1 guarda-veatidos de ama-
relio, 1 commoda, 1 lavatorio eom pedra, 1 cabiae
de columna, 4 etageres, e 2 cadeiras de balance
de junco.
Dan mesa elstica de 4 tabias, 1 mcbiia prets,
1 apparador grande com pedra, 2 d'tos de co!um-
UB8, 1 guarda-louca pequeo, 1 mesa grande de
jantar, 1 taboa e 2 cavaletes para engommada, 2
venexianas com caixa, louca de jantar, vidros e
muitos outros movis.
Sexta fera, 18 do corrente
A's II horas
No 1. andar do sobrado n 21 da ra do
BarSo da Vi;toria
O agenta Martina competentemente autorisado
por urna familia far leilao dos movis existentes
no referido sobrado.
AO CORBEB DO MARTELLO
Agente Burlamaqui
3 e ultimo leilo
SABBADO, 19 DO CORRENTE
A's 11 horas
No armazem da ra do Imperador n. 22
O agente cima por mandado e assistencia do
Exm. 8r. Dr. juis de direito de orpbios a raque
rimento do inventarianto dos bens deixados p jr
seu pai Candido Tnomas Pereira Dutra, levar a
Alnga-se casas a 84000 no becco dos CoS
ihos, junto de a. Uon^allo : a tratar c& ra ds
Imperatris n. 56.
= Precisa-se de um perfeito CDsicheiro ; a tra
'ar na ra do Brum n. 35.
AMA uo largo do Corpe Santo n. 19, 2 andar
precisa-se de urna ama bja cosinheira c que dur-
ma em casa.
A'uga-se o 2 andar do sobrado n. 7 na
Passagem, com agua, prreo oommolo; a tratar no
mesmo, com Loureiro tt C.
Aluga-s} por 8J0O0 a casa n. 22 as Eucru
silbada de Belem, est caiada e pintada, t ro
quintal e cacimba; a tratar na ra da Imperatri
numero 56. ___________________
Aluga-se na ra do Imperador n 39, o 1
andar e arrrr zem ra Vidal de Negreiros n. 20 ;
o 2* esotao e loja do mesu:e predio; a tratar
com Luis de Moraee Gomes Ferrt-iraj______^^
C0STU8EIR"^"0ffrrece se um* perita
para toda qualidade de costuras, = para casa de
familia ; na ra do Bangel n. 53.__________^^
Aluga se a casa terrea da ra dos Martirios
n. 162, com grande quintal murado, e tambem a
2- andar da roa larga do Bjsario n. 37, esquina,
defronte da igreja ; a tratar no pavimento terreo
deete, luja de ccbelleireiro.
Precisa- se de urna ama que saiba lavar, en-
gemmar e cosinhar para umapessoa, na ra Bella
n. 45._________________________________
Alnga-se a casa terrea com sota uo pateo
do Terco n. 82, e da ra Imperial n. 196 ; a tra-
tar em Fra de Porta, ra do Pilar n. 56, taver-
na, aleas 11 horas da manb ou depjis das 4 la
tarde. ______________________
Alnga-se o sobrado u. 21 ma da UuiaV
ein agua e gas, e bois accommodaces pira fa-
milia ; a entender-se na ra da Imperatris nu-
mero 19.
Vende-se barato dous hbitos de irtnao ter-
ceiro franciscano, com os compeetntes cordoes, j
usados; na ras veiha de Saota Rita n. 14, sobra-
do, das 9 horas do di a 1 da tarde, se dir quem
os vende.
P.eciea-fe de urna ama para andar com duas
enancas ; na roa d* Aurora n. 1- andar.
Precisa-se de urna ama para cssinbar em
casa de pouca familia, ua ra Direita n. 31, ar-
masen!. _______________________________
Precisa-se de urna ama secca para tratar de
um menino, i tra ar na ma Direita n. 33, 2
andar.
O abaixo assignado fas aliento aos oonse-
nhores do engenho Junco, sito na provincia de
Alagoas, mnoieipio de Maragogj, da sna rasi-
dencia, que nao quer continuar no arrendamento
do eogenho. Bevendo fiodar-se a ultima colbeita
dos seis annos do seu arrendamento em Maio de
1888, abre mSo das trras descceupadas para as
novas plantaces, que em eeus dovidos tempos
tenham de ser feitaa por mando de quem o succe-
der. Resalva, porm, o a< u dominio as obras ne-
cessarias feitas em dito engeuho no decurso do
su arrendamsnto.
Marrccas, 12 Je Marco de 1887.
Joio da Rocha.
Ven'lfm-se atul--1'"? franceses para cssas,
ha de milher, a
80&0 i milheir
(o que custa gernlmente 12OJ00O)
J. DEA. VEIGAeC
3. 26 KA LARGA DO BOSAF
o que
\rma(o
Vende-se a armaco da casa n. 10 da ra do
Rangel cedendo-se casa ao comprador._______
Urna professora
Preciaa-se de urna senbora, da conducta afian-
cada, para leccionar, em um cullegio, portugus,
francs e msica; informarse na ra Marques
de Olioda n. 8.
triada
Precisa se do nma criada que cosinhe cam per-
feicSo e limpes, para casa de familia ; a tratar
na ra do Barao da Victoria n. 7, 2- andar.
Ama
Precisa-se de urna ama que compre, aaiba co
sinhar e durma em casa \ na ra do Bario da
Victoria n. 15, 2a andar.
3341
Pedcse Sra. Mara Joaquina da Conceicao
Ferreira a decifrscio do numero cima, de certa
casa i roa de Hortas em qne morca, da qual aa
bioaa 9 horas da noite. clandestinamente.
Urna visinha.
Cosinheira
O abaixo assignado, retiraudo-se temporaria-
mente para a Europa por incoinmodos de sade,
e nj pidendo, pela prestesa de sus viagem, des-
pedir-se pessoalmeiile de toJas as pcesoas de ua
amisade, pede-Ibes deceulpa e offereoe stu limi
tado prestimo em qu ilquer lupnr onde se ache.
Recif 18 da Maicn de 1887.
Manoel Julio Soaree do Amara!.
Mt
Preci*a-Me rom urgencia de per-
feiinN, Ido til apreaenlar se nao es-
tando oe-.Mii condic: fie, pagarse
beni. Atelierdc tnadame Fanny. ra
do Imperador n. SO I mar,
II a occaMao
Aluga-se ou arrenda se o predio roa Primciro
de Marco n 12, e vende se urna bea arin cao en-
vidracada, na loja do in- airo : quem pretender
dirija se ra do Marques de Oliuda numero 47,
loja.
t>S
t>S>
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
e
Precisa-se de urna que sej* boa e fiel, cjainhan-
do soraente nos dias uteis e podeudo dormir
lhe couvier: i tratar na roa Nova -; 13
CO
o
as
se
=
I
i
so
5
06
S
0 Remedio man efficsi e
Seguro que se tem descoberto ale
hoje para axpe'lir as ton trigas.
ROQRIAYOL FUERES
XAROPt
VINHO deJURUBEBA.
BARTHOLOMEO a C
Pharm. Pernambuco
nicos preparados de JURUBEBA ro-
commendados pelos Mdicos contra as
Soencas do Eitom&^o, rifado Bapo
e Intestinos, erd do Appetlte.ctc.
i 5 A-nnos de bom xito!
EXIGIR A ASSIOHATUR/.
Peitorai de Cambar (3)
Descoberta e preparacSa de Alvares de S.
Soares, de Pelotas
Approvado pela Eirna Junta Central de Hygie-
ue Publica,auctorisado pelo governo imperial, pre-
miado com as medalhas de ouro da Academia Na-
cional de Paria e ExposicSo Brasileira-AllemS de
1881, e rodeado de valiosos at testados mdicos e
de muitos outr< s de peesoas curadas de : tosses
simples, bronchites, asthma, rouquidao, tsica pul-
mooar, coqueluche, cscarros de sangue, etc.
Fncos as agencias : Frasee 2500, meis
duaia 13000 e dusia 24000.
Preces as sub-agencias :Frasco 2#800, meia
dusia 15/000 e dusi i 28/000.
Agentes e depositarios geraes nesta provincia
FRANCISCO MANOEL DA SILVA & C,
ra Marques de Onda n. 32
Manoel Joa Pe eir
Joao Jos Perrira, Maooel Jos Pereira Filho,
Rufino Oiyrapio Ctvalcante, Luisa Rosa Pereira
Cavalcante, Mari Rosa Pereira, Januaria do
Carino Pereira, Mara Oesideria Pereira, Mara
Magdalena Barbosa Pereira, 1'fieIioniJia Olympia
de Almcida Cavalcante, Olegina O'ympiaaeAl-
meida Cavalcante, Ambrosina Olympia de Almei-
da Cavalcante, filhi, gfnro, ora e netas, ngra-
decem do iotiino d'ulma todas as p-ssoas que se
dignaran) acompanhar 01 restos mortaes desea
presado pai, sogro c svo, e com esptcialidade
irmaadade do Diviuo Espirita Santo pelo muito
que se prestou ; e de uovo as convidas par* as-
sistir as missas q e por alma d> mesmo finado
mandam celebrar na girja do Espirito Santo, s
7 horas da mauha do dia 21 de Mar?', trigsimo
do seu passamento. Per. este acto de religiSo e
caridade confessam-se sommamente grato3.______
'4
U-

Asaella de Acrelo \eves
Antonio da Silva Neves convida a todos os seu3
ptrentes e amigos para assistirem as missas qog
manda ressr na capilla do cemiterio sabbado 1?~
do corrente, pelas 8 h ras da manh, trigsimo
da do fallecimcuto de sua idolatrada esposa Ame-
lia de zevedo Nevs, pelo que desde j manifes-
ta-se profundamente reeorheeido._______________
tmriia de Asevedo Scies
^Antonio Jos de Asevedo, Anna Lina de Ase-
vedo, Jcao Jos de Asevedo (ausente), Antonia
Jos de Aieveio Jnior, Zulmira Candida de
Azevedo, Olympia Rosa de Azevedo, 01 indina
Ssnta de Azevedo Pinta, Anna Rosa de Aae-
vedo, Francisca M. do Azevedo (ausente) e
Francisco de Souzn Pinta, pai, m3i, irmaos e
eunhades, de AMELIA DE AZEVEDJ NE-
VE8, convidam a seus parentes e smigos para
assistirem a urna missa que por alma da finada
mandam resar amanh sabbado 1!>, s 8 horas do
dia, na matris beu fallectmenfo: polo que de antomo ficam sum-
mamente grato?._
Manoel Jone Perelrsx
Joaquim Gomes Pereira, sentidissiroo pelo in-
fausto passsmento do seu intimo amigo Maaoel
Jos Pereirs, manda resr urna rnissa pelo des-
causo eterno d sn- alma, tin igreja do Espirito
Santo segunds feira 21 de Marco, s 7 horas di
mauh ; e para esse acto do relig'o convida a
familia do finado o a tods os seos amigos, prc-
testando desde j sua i-te-i a gratidaj.
^^^wuva^Mllwi u nuaflo b'raueisco
des Santos eonvil.im as pfssoas que 1 be
estima para MUistircas a u
su falleeimeato ua n
ras do da 21 do corn
mmmsmsmsmmmamammi imjfiBinwn




Diario e Peruaibuco- Scxti--feira 18 de Marfo de 1887
CUIDAC
FALSIFICARES!
Tricofero de Barry
Garante e que tas as-
oerecrescer o cabello anda
aos mais calvos, cora a
inha e a caspa remoTe
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positivs-
mente impetra o cabello
de cahr on de embtanqno-
eer, e innlliTelmente o
torna espesso, macio, los-
troao e abundante.
PARA
O LENCO O TOCADO
E O BANHO.
Aluga se barato
Ana doa Qaararapes n. 96.
Roa Visconde de Itapariea n. 4?, arnazem.
&M do Tambi n. 5.
Roa do Viscondc de Goyanna n. 163, eom igna
e mu.
Largo do Mercado n. 17, loja com gas.
Largo do Corpo Santo d. 13, 2." andar.
frata-se na rua do Coinmercio n. 5, 1' andar
criptorio de Silva tiuiraaraes k C.
luga-se
o 2 andar do sobrado n. 35 traversa de S. Jos ;
o 1- e terreo do de n. 2? 4 rua Vidal de Negrei-
roa; o 1* do de n. 25 rua velba de Santa Rita ;
o I- do de n. 84 roa estreita o Rosario ; todos
limpos : a tratar na roa do Hospicio o. 33.
Aluga-se
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original osada pelo inventor em
1829. E' o nnico perfume no mun-
do que tem a approvacao official de
nm_ Governo. Tem duas vezes
mus fragrancia qusqnalquer ontra
.-(liirnodobrodotempo. E'muito
naja rica, suave e delicioso. E"
milito nais fina e delicado. E'
uiais permanente e agrodavsl no
lenco. 1.U6 79aas mais refres-
cante no banho ao emito do
doente. E' especifica ontra a
frouxido e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
denmaios.
Xarope Je Tiia Je Eeiler Ho. i
esfriam,ento, gosse, tjgatarrho, Risica
XAROPEobHYPOPHOSPHITObbCAL!
de GRIMALT & C,a
ApproraU poja Junta d'Hygiene do Rio de Janeiro
Fteendo-se uso deste Xarope, calmao-se os accessos de tosse, desap-
parecem o suores nocturnos, goza-se de um somno reparador,
aesperta-se o appete, e o doente, augmentando suas forcas, apresenta o
aspecto de quera gosa.*)asade. Os mdicos recorr mentso que se tome lf-
ao mesmo tempo as Pastilh:.s peitor/aes de sueco de alfaoe e
agua delouro cerejo de GRIMALT e C. que coustuem os g
dois calmantes mais mo'ensivos da materia medica.
Os frascos erran, que contm esta Xarope, So da ama bel! er da roam Itrao
marca da fabrica, } asilo e a firma da sosia casa.
DipuiU Ru Vivienne,
e as principes Pkarancias e Drogaras.
1
^SS^^^^r^a^^^^^<
urna casa con commodos par* grande familia,
ntio arbomado : na Ponte de Ucba n. 10.
A luir-se
o priinciro andar do sobrado a roa da Iuiperafrix
u. S8, com agua, gaz e bens commodos para fami-
lit ; a tratar aa loja.
Aloga-se
a casa terrrn eom 8 qaartos e 3 salas, o com ou-
tra casa unida que delta para a roa nova de San-
ta Rita, com penca d'agna, bsnbei.-o e grande
quintal, toda reedificada e pintada de novo, sita
ina de Santa Rita n 89 ; a tratar i,a rua de Do-
miogos Jos Martics n. 50.
Ama
Precisante do ama ama : na rua da Aurora nu-
mero 137.
Ama
Precisa-se de urna ama para comprar c easi-
nbar, pra casa de pequea familia : a tratar na
rua de Marcilio Dias n. 64, 2- andar.
Ana
Precisa se de urna ama para eosmbar em casa
de pouca familia; na rua da lmpcrat> n. E6,
segundo andar.
Ama
Precisa-se de ama ama para rosinba, para oesa
de familia de daas pessoes ; na roa Doqua de
Cazias n. 81, 3- andar.
Ama
Precisa-se de urna cosiuheira ; a tiatar no largo
doCoipo Sanfb n. 17, 3- andar.
Ama
Precisa-se de urna boa cosinbeira psra casa de
pouea familia, prefere se escrava; na rea do
Riachuelio n. 13.
airan SBinair-a dipoisdxusaih.
Cura positiva radical de todas as formas de
acrofnlas, Sjphilis, Feridas Escrofulosa,
AffeccSes, Cutneas e aa do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
snoasdorangne^Figado, e Rins. Garante-se
que purifica, enriquece e vttalisa o Sangua
s restaura e reno va o systexna inteiro. 0 *
Sabao GnratiYO de Renter
Para o Banho, Toilette, Criar*.
Ka para a cura das moles-
s da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
AMA
Prfcisa-sedeuma amopuiv
lavar, entornillar e faze r ni ais
alguna ser vicos de casa de fa-
milia : menos comprar e eozi-
ahar : na rua do Riachuelo n
tS. Deve dormir em casa.
Ama
Precioa-so d.- urna boa cosinbcir, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companhia
n. 2. Prefere-se escrnva e deve dormir em casa.
Ama
Precisa te de orna psra casa de familia, roa
do Cabuga n. 3, 3* andar.
AMAS"
Precisa-se de diversas, tratar das 8
horas da romha s 8 da noitc, na rua das
Flores n. 18, porta larga.
Cha prcto superior
Receben o Carlos Sinden nova rrra'ssa do cha
preto superior, e. avisa aos seos fregufzes que
v na rua do Ilaro da Victoria o. 48, para se
supprir,
11 i *^
Jalroph
Manipoeira
Efin medicamento de urna cfficacia rrconhecida
no beriberi e oiitras m;il sfias em que predomina a
bydropesia, ilia-te tnodifictdo em sua prepara
cao, >rscas a urna nova formula de um distincto
medico desta cidade, s-ndo que tmente o abaixo
assignado raa hahilifado twra p.-> paial-c de modo
a uirlhiiar he gosto e rar-lbu as prapridd s me tic imciitoeas, que se
consrrv.'tti c m a metma actividade, se nao maior
em vista do irodo por que elle tolerado peb
es t' mago.
('ico dt-iiosiro
Na pharmHcia Cirrc-ici-', i rua do Mrquez de
Olindc n. Gl.
Rrscrra de Helio
EMULSO DE SCOTT
de OLEO PURO
-DE- 0
FIGADO DE BACALHAO
COM
HYPOPHOSPHITOS
DE CAL E SOPA,
To agradavel ao paladar como o hile.
O grande remedio para a cora
radical da TSICA, ESCBOFULA,
ANEMIA, RACHITIS, DE-
BILIDADE EM GERAL e todas
as enermidades consumptivas,
tanto as enancas como nos
adultos.
Nenhnm medicamento, at boje
descoherto, cora as molestias do
peito e vias respiratorias, ou res-
tabelece os debis, os anmicos e
os escrofulosos com tanta rapidez
como a Emnlsao de Scott.
A venda nos principae$ boticas e
drogaras.
Deposito"em P-'inambuco na r!rogara do Francisco Manoel da Silva
& C, rua do Mrquez de Olinda n. 39.
PERFUMARA
par*
Segredo da Jtnrentude
PARIZ
Segredo d* Jnventude
AGUA LAFERRIERE M OLEO LAFERRIRE
Part o Toucador. ^V^H Para o Cabellos.
POS LAFERRIRE JT ESSENCIAS DIVERSAS
Pmra o Ututo. ^_ ^^H ^0^ Para o Lenpo.
PRODUCTOS HYGIENICQ8 para conservar a Belleza tfo Kosto e do Corpo.
_ DpoIUrloeemftnamte.-Fltajf Mda8TLTAlD Mi principa- Perfumarla Calwllereiroi.
I
Huiiw niuui.iufiniv;
Et 6ATOS, t>-ridt) obtido gianiic reducci nos prfQ03 das ver-
dadeiras H achia as Interlcairas para descargar algodo, e*lo veudendo a
1^000
por serra, coro 4 /0 de desmonto, a
ia do Mrquez de Olinda n :>0 A
S MES DE FAMILIA
Para remediar a fraqueza das criancas, dcaeo-
o ver suas forcas, sea crese; ment e preser-
tbI-oe das niololias coraanuns idade ten-a,
s priD'.ipaes Mdicos elterskro* da Acadcuiia
de Medicina raeeMn, cm piando xito, o verd
deiro HoaboiitdH rabes flo De'c:yrenir,
de Pariz. Este uliaiento muio agraitavei com-
posto fortJnrnr!teb, se espante |xir ^oda a economa
e era vista 4e suas pror.ric-rtades analeiiiicau,
nelhore a camr^siro do leite das senhoras
r erijo, e redara as forcas furattuocidas
istooiago.
*m*tot *n torfat uCidida! do ttifimUerto Portrical.

Fiindcjio de sinos linnze
DE
LUIZ
66-
A na
Precisa-se de ama ama para ser vi 50 iotfrno de
casa de familia : na rua dos Pires n. 35.
Ama
Preeisa-se de urna ama para cuidar de urna
crianza de doua annos o de mais algnin servido :
na rna da Aurora n. 23.
Arrenda-se ou vende-sc
um sitio com alguns arvoredos de fracto, planta
de capim e ortalices, rua de S. Miguel n. 148 :
qnem quixer dirija-se rua 'Ja Irop< ratriz n. 13,
8j________________________________________
Safio de alf alro
\ Acaba de reeeber nova rra.essa deste sabio
diciual, cuja U11.1 nr-sto uienado tem sido t&o
eivrl ; .1 ct.sa dr 7iferino Martina C-, prsca
do (Joodf d' u u. 1S.
Cosinheira
2ocoo
Paga-te 20000 por iboc a orna perfrila c si-
nii irn, pura casn dt- pr juona farrilis, prpferindo-
se de mem riade e que tej di' boa atora!, rua
ln Paysar.-ii ii), passando a poule do Cbora-
i'jfniuu : ' presea tar-s.
Professar de msica
Gabn. 1 Arubaiigt-ls de Azeved>, prifessor de
musir, pro|,o.j-ee a !ecci"iiiir eai emua purtica-
lares per precos mo ico! a arte que profesas, pu-
dendo ser procurado a rua do Cldeirero n. 12,
1- andar, ou i rua do Jardim u. 19, fabrica de
calcados. Tetepbone 122.
Criado
OflaWK;:A" CHROMCAS, RACHir'SMO,
caflfULAs, ebiaiaAoc,
*a*VALESCIKAS Oe FEERc3 TYPHCIOEAS
E OS tOLESr.'AS ORAVZ8, ETC.
' otu ;. J. t. /^fftrnafam
Wfawstliii a MU VS (?(), Flilfa.
booo :
LVA fk C*
Na ma Ha Madre de Dos n. 5. nrmazcm, se
precita ;'e um criado para cura de familia, que
chiba l< r e cscrevi r : a tratar das 9 as 4 bcras
da tarde.
Compras por atacad
O Peifnrnl d- Cambar
tem precos especiaes p^ra acuelles >jue compra-
resi graciet portot-s. Distribu m e iinorewae a
qu m os peair, eantendo as cnndicees de venda* :
na ra do Marques de Olinir. ,v3 injuria dos
nicos : gentts e depo:ilarios s, r^s
Fraiicisc.' M. d* BUva 6; C-
Ao coumercio
O hboix. nE.-ignad.1 piirTic'pa 1.0 rrfwtevd
corpo ewnoTehd, qii- proa na Sro. x&n Al-
buqurrqur i Q. ,, u 1 tLr!ecii 1 tifo da molh -
dos sito 4 rta da Cas n. 2, liviv o d.sii:ib^nicdo
c qoalqncr debito : >c H'girm < ju'g-r cun di-
reit'j ao n:> sTi, sfiMul 5'3 c. iius'coir. o pra-
iO de ties di; s.
ltccif-, .7 d:- Mwrc Ji^ t."87
'slijpv -,.-iy ("i.iaurJu.
Ao connercio
O a%arco xssigndn rictrrn n t(upin incrpssar
poasH, i,u. t- j 11 mu u: fri-tari i- h-jh nsuv-l do
estabeli-iiui uro 1 ir., ua Hi a Victoria n.
2, qiH'j-i* ,b lisBa d
|{n|)h;.cjl)i.,8c{: e qop; 'cui patta lo prociirif.) n ten iiiprpgado j
Sr. Manoel L-i iu Mairpitis, jj~i, m tu;i ausencia,
bzpi- i.g tuna vi'r-_a. t-c 18S7.
______ fafliH! JtpHsta Marques Dias.
Ao cnamer ci
Oa abaixo assignado* pjrtoipsm ao corpo com-
mercial qn; vender n seu 'ttab letimoio de
molbados sito rua da Paz 11. 2. no Mr. Flipp>-
Ny GainsaisVa, livre e deEia.l)n(,i:da de todo
qualquer ono?, qutr DSta pricn om fra dJIa :
C quem julg-rr c credtr doa inrm.as i.buixo as-
signados, sprerente-ae lf^a'iaado, para ser pago,
00 mesmo t-atabelceiaunto oeit'g Ur. 1 das, a "un-
tar da data deste.
Retire, 17 de Mareo de 1867.
Jeto Albaquerque t C.
DA CRUZ MESQTA
Rua do Barao do Triumplio06
(Antiga do Bruin)
Nest estfthelecimento enontraro os
Srs. agricultores e seiis correspondeates
todos os objtctos tendentes a agricultura,
como sejam :
Machinas para fazer espirito, de destil-
lar e resti'Par, alambiques do antigo e no-
vo ^stemacom esquenta garapa, serpenti-
nas e carapucas, taclias, tachos, bombas de
bronze, de eobr* e de ferro, de suspirante e
de rcpuxo, para agua, mel e garapa, tor-
neiras de bfouze, de madeira e de todos
os taannos, canos de cobre, chumbo, fer-
ro, de todas a* iliiriens&c*, cobre picado,
fundos para alambiques, repartideiras, pas-
sadeiras e escumadeiras de cobre, de fer-
ro gafvanisado, arruclas c lenc/)Cs de o-
bie, hornijas c o.'inuas, sinos de libra at
110 arrobas, sida ing'eza C do Rio, cadi-
nhos patentes r de lapis.
F^zrm se coneertos de todas as quidida-
des ecom toda presteza e prrfei^o apresos
mdicos
Vendem-se a pi*azo ou a dinheiro com
dse #fite.
Reduccao absoluta de preco
Bramf-nto de algodSo, com 4 largura?, a 1000 e 1(5100, o metro.
MadapoISes, a 4W00, Ub00, 5^000, 5,J500, 6^000 e 8,J00O, apeja.
Algoeoes, a 3*200, 4iJ000, 5)5000 e 5*500, a pega.
Cretones es.uros, de supericr qualidade, a 320 e 360 ra., o covado.
Ditos claros com novos desenhos, a 280, 300 e 320 rs., o cov ido.
Pcre.lf8 de cores, fi>zei>da superior, a 240 rs., o covado.
SeiinetS8, lisas e com rartiBgeiri,a 320, 3'30, 400 e 440 rs.. o covado.
Creps de cores, de preco do 800 rs. o covado por 3G0 o dito.
Coutelines de rSrea matzalas, a 3f0 rs., o dito.
Linons de i Gres claras e escuras, a 500 rs o covado.
Batistes de (ores, a 140, 160 e 300 rs. o dito.
Etamioes <"rj II, tocido rendado, de prego i-'c 15800 o covado, prr600rs. o dito.
Alpasss dt cores, lisas, de prego de 600 rs., o cevado, por 280 rs., o dito.
Grande sortimento de las para vestido?, a 200 e 240 rs., o covaoo.
Cambraia brsncp, bordada, a 5(500, a pega.
Pao da Costa, de listras, a 1*200, o covado.
Dito dito, de qoadros, a 1|$500, o dito.
Atoalhado branco, de linho, a 1*300, o metro.
Brins de torea, para caiga, a 260 rs., o covado
Esgui&o pardo, para "estidos e vestuarios de enancas, a 380 r& o dito.
Brirn branco de linho, superior, n 2*C00 e 20100 o dito.
Caaomiras de cGres, para costumes, a 1,5800, o dito.
Cobertas de dous pannos, forradas, a 3J000, orna.
Lfnges de bramante, a 2)J000, um.
Colchas brancas, a 15900, urna.
Chambres ptra hor em, a 5*000, G*000 e 8*00", uro.
Toalhas felpadas para rosto, 3)5500 e 5*000, a duzia.
Ditas para banhos, a 1)5500, urna.
Espartilhos finos para senhorar-de todos os numero?, a 5^C00, um.
Bordados tapados, a 510, 600, 800, 1*000 1,5500 e 2*000, a pega.
Fichs, de bario, rend ios, a 1*000, 2500C e 2*5:0, um.
Ditos, d la, felpudos a 5(XK), um.
Msgniieas msllas, para viagem, de 15,5000, 20^1000 e 254OOO, urna.
Saceos de Ion* psra roapa suja, de differentes pregts.
Costumes de banho do mar, para senhora, a 10,5000 um.
Ditos de dito, para horoens, a 8,5000.
Ditos de dito, para meninos, a 5,5000.
Sapatos para o raerao fiu de differentes tamanhos, a 2)5500, o par
'ara a quaresma
Merinos pretos, a 800, 1*200, 1*500 e 20000, o covado.
Dito assetinado, a 1,5200, o dito.
Selin preto, a 1,5000, o dito
Sdaapraas, 1/800 2^000, 2*100 e 3^000, o dito.
Cheviots pretoa o azues, a 30000, 45000 e 40500, o dito.
Panno preto fino, a 20500 30000 e 40000, o dito.
Lindos cortes de casemiras cora listras de seda, a 100000 e nixitOB outros arti-
go* que s poderlo aer lembrados prescoca d'squtlies quo nos honrsr cora suas
visitas.
Af rua Pfiuieiro de Narco u. 20
Ji MJ l^TT KM ML^^ U ^T Wk E
AMARAL & C.
/

.*.
NDALO
Avprorado pe Junta d'Hjgiono do Rio-do-Janeiro
Snpprime a Gopahiba, as Cubebas e as Xnjecgoes.
Cura em 48 horas todo e qalquer corrimento. E' da maior
eficacia as aftecedes da beziga, torna as urinas claras por mais
turvas que sejao. Deposito m Pars, 8, roe Vivienne.
f Se
3 aptros, Chavos
Virus, Ulceras
PELO
DEPURATIVO CHABLE.
^Jm Udas u raaruMbs < OalTino
Ono* < ttieontre gratis a
lotida Cle.
36
^e Vv\e^
CHABr.
PAR/S
io
.000 Da,
**.
tarados it ^9
Gontnmtm, FL0HES brancas,
Perdas SEmiHlES,
ESGOTAmEHTO, etc., ef.
PELO
CflllTO BE FEM CflBLE
Em todas as boas
' Ptiarmacias
U o adrwse
\
f' ^
aira certa em 3 dias sera outro medleaaianfo
4>XB7S 7. Poulevtmr* tmnai-u V JPAJUIM
< *
CPPffiSSO
roa
UffUa-iTLOI
Wll6"3'
;1 m-a :\mii cs-,v
Iscra-ae a tep-7* (rae penetra ao jeito *t^l::a o )-tr.ploD:a ier-oo, (acfu
a es#ectori>;i e /arorlsa as funches aos vr^as resi/iraiorlo.
Mwustad* ea tama fe S. Mate. IN,iw tn-loar-r e. w farU
*awegrwig.^ f-
grageas de Ferro Rabnteau
Laureado do Inttitute de Frene. Premie de Thertneatita
O empifgo em medicina do Ferro Kabateau bascado na Scrcnoia.
As Verdadeiras Grageas de Perro Rahutean ?5o racommendadis nos casos de
Chlorov.,A>icn\iii,i',UUlus Cores,Corrinentoe, Debilidad*,EsgoUiwcnto,CoHvolc3cencia,
Pruqueta das criancas, l)epuiperan*etito e Alterando do eangue em consecuencia de
fatigas vigiilias e excesos de toda a nalureza. Tomar 4C grageas dor dia.
tieen (JomttifKicSo nem Diarrhea, AiiirmlacSo completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nfio podem engur
engnlir as grageas. Un caiix de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as crianoas.
itai lime etplioaiio deUlhede scompenht cede truco.
Exigir o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN 4 0a, 4* PAR,
_.____________enontro em aaea dos Droguietae Pkmrmaeeutice*.
que ee
ELIXIR EPEPSiCOdeT.
(MHgren%90 ovm Pepsinm, MMaataae ChU>ruretoa alcalin)
CONTRA AS)
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
Mi iMtt.se WGMsss mostrara i siotrmet deste msJicamento een excitar o ispetite e f>ur dijerlr- (UM :
DY3PEPSIA i VMITOS i DY3ENTERIA
OOt-ICAB T ACIDEZ PQ ESTOMAGO T DIARRHCA
-^j M'o HtilUor r*Q4>natlt tiltite para ma JPe en/ifaclii. ffr-
VAJtTT., PU-. 9. roa Ls FalsUcr. lipaitariM < Peraembuco : FRAN M. da SCVA (


-jsarvn c

Diario de Pernamfctico---Sexta-fcira 18 de Ufarlo de IS87
f
Asia mixta particular
femlherajina Pites ^rnell de Lint partierp*
ao publica que es ab. rta > aula particular
nixta de nstroec,5o elementar, desde o da 15 de
Janeiro do correne ano, ra Direita n. 60, S"
andar. lia meen-a cntius-sc a mu no, tanto vo-
ta} como instrumental.
Tiiiri iffl
PARA TIKGIR A
barba e os cabellos
Esta tintura tinge a barba e os cabello* ins-
tantneamente, dando Ihe* uina bonita cor
e natural, inofensivo o sen uto simples e
rpido.
Vende se na BOTICA FRANCEZAE DRO-
GARA de Rouqucyrol Fre-es, successores de A
CAOR, ra do Bom-Jesus (autiga da Crut
. y. ___________________________
Ao coiumercio e sre-
partifocs publicas
O abaizo assignado declara a quem interessar
possa que nao te rcspoasabiliaa por qualquer
compra ou debita coi trahidn tm nome da firma
Tavares Martina & C. a nao ser poi bilhete sesio-
nado ou por si pr.'pn.-, e bem assim s o mesmo
abaizo aesigimd) poder.V cobrar qualquer impj:-
tancia devida niesma firma, tm qualquer repar-
tifio publica.
2Recife, 8 de Marco de :887.
.M'tnoel Tf Tares da Costa Martina.
Frifo elssucar
Apparelbos ccononiieda'psra o coairoen-
tj e rs. Propria pafl engenhos peque-
os, sendo Mdico tm prero e ef-
ectivo em operaco
i'ode-se aj untar ao* engentas existentes
do systema velho,.nellioraudo muito a
qaadade dq assuaar e augmentando a
quantidade.
OPERACl*) MUITO SIMPLES
Usinas grandes ou engenhos centraes,
mashinisroo aperfeigoa io, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
EspecificacSes e informacSae oom
Browaa C.
5RA DO C'OMMERCIO-5
i
Sitio
f
'K '
Aluga-se um sitio com casa, e ontra boa casa,
no Atcmcho do Giqui ; a tratar na ra do Im-
perador n. 50, lerceirr andar.
Solicitador
Jos Ferrcira de Paula, provitionado pelo Tri-
bunal da RtIc3o de Peinan.buco, cffeiecc-ea
quem precisar de trubnlhcs inherentes su., pro-
nssao na cidade de Peeqoeira da comarca de Cim
bres, onde foi eua resid ocia, e tamben: trabalha
as comarcas do lir. jo da Madre de Deus, Carua-
r, 8. Beot i e Escuda.
Para cosinliar
Prccisa-se de una
ama para cosinliar,
mas que cosinhe bem;
no 3. andar do predio
4i. 42 da ra Duque de
Caxias, por cima da y
pograplua do Diario.
mmiT
"^ Kedilha de Oaro na Expsito anireraal 1878 "
Preoisa-se de una boa engommadeira e que
euaaboe tamben), para casa de pequea familia :
a tratar no Caes da Companbia n. 2. Prefere-ae
eseruva e deve dormir em casa.
Engoroniadeira
Precisa- se de urna bia engemmadeira, que en-
saboe tamb-~m, para cas de pooca familia, prete-
re-se cacrava : aa naa do K .cbuello a. 13.
fROfiCTTsliTGLfliiCOi
LTSSe ROY, em Poifers Btaafsl
imite POUST, Stwr & Genr*
9 BRDEOS (FRANCA)
-4t Depsitos em todas u tendis Comestibles. #
3
k Perfume enanttooooaYlaaaa MKkaj______
d l-.1oc.................o 19 tranwt
'- Xaatc mi Ucencia MGcryaa *a 100 trucu 500 a.
' riitiiii minnnil iinTswa inn fimun SOOV
lSaOBiad*RB*moad*Ta^ia.fa!SbiMoa 600ti
Depositarios asn frriiniatHa /
*aij .rumen -m stltta ?
Cosinheira
Prccisa-se de una cosinheira ; aa ra da Au-
rora n. 137. ______________________^____
Eiigt mmadeira
Precica-se com urgencia na ra da Foledare n.
94 (Principe).
Ao publico
Constando ao abaizo assignado que sen irmo
Mano* 1 Ferreira Pontea, fallecido no da 16 do
mea prximo paseado, per arranj >s particulares,
fierrm testamento por elle, pois pub'ico e no-
tario que dito seu irmo sofiria ha tempos desar-
ranjos as tacuidades inteleetnacs ; se tal tacto se
den, nio tcm tffeitos jurdicos, ja pela incapaci-
dade do testador, que eeaspre foi bom irmio, j
pela ausencia do abaizo assignado e dos maia ir-
maos existentes na Europa ; p ir todo isso o abai-
zo assignado protesta pela nnllidade do testamen-
to, fasendo valer seus direitos em ju;ao compe-
tente.
Recife, 11 de Marco de 1897.
Hennqns Ferreira Pontea.
Pr. cisa-se
de daas ansas, urna para engonraar e ontra para
cocioha ; aa ra do Rachuello n. 17.
oooooooooooooooooooooooooo
DE
MELISSA Im CARMELITAS
BOYER
Tnico Successor
dos Carmelitas
14, Ba de l'Abbaye, 14. -
CONTRA :
Apoplexia i Flates
Cholera Clicas
Enjo do mar | Indigestoes
Febre amarella, etc.
Ler o prospecto no qutl >*/ enrolrida
Cid* vidro.
i Deve-sa exigir o letreiro bresco e preto,
? \\y>>\. i* I *> y^O / o1 todo oe vdroi.
X >^ ''^^^_^r-^.'/f ) T>el Mr o lanunho.
i ^^4/? A1l>^r DErosrros em topas as phaemacias
ocooooooooooooooooooooooooooo
4os 1.000:0003000
200:000*000
100:0001000
GRANDE LOTERA
TEMAS
Venda-su barato duas grade* de ferro, tonda
12 palmos de altura a b 1(2 de largura ; a tratar
ao acougue do pateo d.) Tercj com o Sr. Clarindo
Graciano da Silva, das 'horas s 6 da tarde.
Pcchinchas paracabar!
59 Roa Dop de Caxias 59
Nansoca cores firmes a 160 e 180 rls o cov.i-
o.
Cretenes claros e escuros a 240 ris o dito.
Fustoes com palminbas de cores a 240 ris o
to.
dilJem branco finos a 320 e 400 ris o dito.
Popelinas com listraa de seda a 3C0 ris o
dito.
dem branca para Ezmas. naivas a 500 ris o
dito.
Setineta8 brancas bordadas a 5( 0 ris o dito.
Setins de cores, branco, e preto Maej a 800 e
lo dito.
Combraia de forro preta a 1J200 peca.
Eaguioea de linho de 10 jardas a H e 44500 a
dita.
Madapoln pello de ovo de 20 ditos u 650O a
dita.
Algodoes superiores a 3i500 e 44 a dita.
Brim de cores, lindos padio.-s a 400 e 300 ris
o covado,
Ideas pardo superior a 360 e 400 ris o dito.
Angolas finas, cores firmes a 5ISO ris o dito
Cambraia branca bordada a 5*500 a peca.
dem Victoria fina a 34200 a dita.
Bramantes de algodo superiores a 900, 14200
e 14500 o metn.
dem de linbo puro, do melhor, a 24 o dito.
Lences de dito para cama de casal a 14800
um.
Colchxs de ganga idem a 34 urna.
dem idem para sellei-os a 24500 uma-
Colcboes franceses, grandes, a 154 um.
Ceronlas de superior bra oante a 124 e 164 a
duna.
Metas inglezas, cruas, a 24800 e 34500 a dita.
Lencos braceos e de cores a 24 a dita.
Meiaa [ are criancas a 24500 a dita.
Guardan&pos bordados de linho a 24400 a dita.
Camisas francesas superiores a 36 i a dita.
Cortes de meia casemira a 14800 e 24-
Idem de casemira euperiores a 34000, 44500 e
64000.
Para a quaresma
Merinos preto, sortimento sem competencia,
precos de 14000, 14200,14500, 24000 e 24500 o
covado.
Grs de aples, verdadeiro de Lion, a 24500
e 24600 o covado.
Cachemiras preta com salpicos a 24000 o co-
vado.
Veludilhos lisos e bordados a 14000 a 14200 o
dito.
Mantilbas brasileira a 54 orna.
Fil de sede bordado a 24800 o metro.
Ficbue, idem, grandes a 74 um.
Cheviots superiores a 24500 e 34000 o cova-
do.
Casemiras, pannos, Sedans, merinos e todos os
artigos para o uso domestico te eacontra na acre-
ditada casa de
Cii; iioiro da Gunba k C.
Vendas em grosso damos
desceios
S9 Ra Duque de Caxias 59
Alleiicao
Vende-se ou permnta-se urna casa terrea sita
na travesea do Falco n. 12, com 2 salas, 3 qnar-
tos, cosinha tora, grande quintal e cacimba, por-
teo dando sabida para a ra dos Ossos ; a tratar
na mesma com a proprietaiia, e esta tara todo
negocio por j ter o despacho do juiz, at para
butal a em leilao. podendo apresentar os docu-
mentos aos permutadores, desejando tambem urna
por troca, ainda que se ja pequea, porm que es-
teja nova e bem construida.
THESOURARIA DAS LOTE
PARA
0 fundo de eipucipacao e ingenuos
X3.A.
COLONIA ISABEL
1 k Narco de 1887

Tendo o Exm. Sr. Ministro da Fazenda por acto de 7 de
Fevereiro ultimo, prohibido a extrac9o de loteras por seres,
acha-se exposta venda a 15.a lotera para o Fundo de Emancipa-
cao, que ser extrahida no da 1S do corrente s 2 horas da tar-
de no consistorio da igreja da Conceico dos Militares, sob '
segrninte:
PLANO
5,ooo bilhetes a 45ooo
Imposto greral de 15 \ sello, beneficio
e porcentagem.....
2o:ooo^oo i
5:95oooo
*
Vende-se
O estabelecimentj de molhados sito ao largo
da Cesa-Forte n. 48 proprio para principiante,
por dispor de poneos toados ; i tratar na mesma.
Venda do terrenos
Vende-se em grande* e pequeos lotes os ter
renos do sitio que na estrada dos Aflictos fica
junto a capella e defronte da eatacio da linha
frrea do Arraial : quem os quizer comprar diri-
jase ao Pr. Portella em sen escriptorio ra do
Imperador n. 65, 1 andar, ou casa de sua resi-
dencia, nos Aflictos.
ALOJA
Das LislrasAzues
DE

DE 3
Em favor dos ingenuos da Colonia OrphanoiogicaUsabel
DA
PROVJNCU DE PERNAMBUCO
El rete 114 li Mulo m 1887
i) thesoureiroFrancisco Goncnlves Torres
Non PERFUMARA ExtmJna ^
COpYtOfSSBOlAfAOl
------ '* MI +*
Wm...., .mmn8WlSiiJlPS/ir.4.uM...siC0RYl()PS!BsJAPl|
sjbjb.....mWBYWPSISMJ!JOEijiiijni..MCORyiOPSISiiJi
ssaAiCiiOis.C5BTI0PSISdJAPA0 j Km........siCflEYLOPSISdi JAP
..ssMBTMPSlSfcJAPifliPHAl......a.WEYWPissJAPil
Jos Augusto Dias
RA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Telephone n. 22!
Recebeu grandes pechinchas de fazendas
Jias e de lindos gostos as quaes vende pelos
seguintes pregos:
PERCALIN AS de lindas cores a 240 ris
MERINOS PHEIOS e de todas as cores infes-
tados a 800 ris.
8ETINS PRETOS e de todas as cores a 800 e
1*000. .
ESGUIAO pardo enfettados para vestidos a
400 ris.
BRIM pardo liso fino para roupa de meninos a
3-20 ris.
LANS ESCGSSEZAS lindos pndroes a 160 ris
CHITAS muito finas a 240 ris.
FUSTAO de 1-ndas cores matizadas (fantazis) a
200 ris.
FOLARDINA de lista imitacao de seda a 360
ris (fantasa).
CORTINADOS BORDADOS a 6f, If, 8*.
COLXAS DE DAMASCO com borlas de seda
a 30/.
GRINALA-S com ricos veos de Blond de seda
a 81, 10* e 12*
LEQE8 DE SET1M brancos bordados para
noivas a Tf.
LLQUES A JOANNITA com esmalte ultima
novidade a 500 ris.
BRAMANTE FRANCEZ com 4 larguras a 900
1 *20t' e 2f. .
MADAPOLAO AMERICANO igual as ver-
dadeiro caniizeiroa 6*.
ALOODAOZINHO a 2*600, 3200, 4*000 e
55000 a pee, do mellftr.
t ARO ELI M FRANCEZ largo de qnalqucr cor
a 240 ris.
MEIAS de nma s cor para meninos a 400 ris
(qnalquer tamanbo).
CAPAS DE LA para meninas a 2*000, para
senhora a 4*000.
E entras muitas fazendas existentes de alta no-
vidade que se vendein muito barato.
As.Ezina8 Sras. que nio possa m vir na loja
queiram pedir as amostras e listas com precos mais
baratos de qualquer fszenda desejada.
Loid flas Listras Azub

1 premio de .
1 .
1 ..
1

16
55
916

1,00 4
100O00
ao^'ooo
2oooo
lo-iooo
55ooo
0 tbesonreiro,
Francisco Gongalves Torres.
14:o5o|ooo
fioooSooo
l:o oo^ooo
5oo$ooo
2ooSooo
5oo|ooo
4ooSooo
32olooo
55oooo
4:58o|ooo
H:o5o#ooo
A nCVOLUCAO
0 48 ra Duque de Caxias
Cbatoamoa a attengao das Exroas, farailias para ura ezplendido sortimento de
fazendas que vendemos por presos sera competencia.
VER PARA CRER
Guarnieres de veiudilho bordadas a vidrlho, 7^000, ama.
Cachemiras preta, 10000, 10200, 10400, 10600, 10800 e 20000, o covado.
Ditas de corea, 900 rs 10000 e 10200, o dito.
Dita broch bordada a IS e seda, 10500, o dito.
Lidas las mesnadas de seda, 600 rs., o dito.
Ditas ditas com strinhas de seda, 560 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas e quadrinhos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradas, 320 rs., o dito.
Setim damass, novidade; 320 rs o dito.
Dito dito com listrinhas, 320 rs., o dito.
Dito Macan, 800 rs., 10000 e 10200, o dito.
Dito preto, 10200, 10400 e 10800, o dito.-
Merio-setim preta, 10500 e 10800, o dito.
Grs de aples preto, de 30003, 30300 por 10800 e 20000, o dito.
Fusto branco, fino, a 400, 560 e 800 rs. o dit>.
Dito de cor, phantasia, a 320 rs o dito.
Colchas bordadas, a 20500, 30500, 50000 60000 e 70000, ana.
GnaroicSes de crochet, 80500 e 120000, urna.
Cortea de caxbemira para vestido, 200000, ura.
Punhos e colerinhos para senhora, a 20000, um.
Fechs de la, 10800, 20200, 20800 40500 e 60000, um.
Ditos de pelucia, pretos, 60000, dito.
Voludilhos lisos e bordados, 10000, o covado.
Ditos bordados a retroz, 20000, o dito.
Leques de pao, muito tinos, 500 rs., um.
Ditos dito, 10000, 20000 e 30000, um.
E muitos outros artigos gue se lembrarSo na presenca das Exmas familias.
Ilenriqie da Silva Noreira.
Piano
Vcnde-se um b m piano frsncez, autor Bord : a
tratar na ra da Rjda n. 52, 2 andar, das 7 s
9 horas da manbi e das 4 s 6 da tarde.
Oleo para machinas
Superior qualidadc, a 6*400 a lat em cince
gales ; venle-se na fabrica Apolle e de sen
depsitos.
Esleirs
de peperi, vende-se, grande ; a tratar na ra
da Moeda n. 9, ou na ras da Roda numero 11,
tavema.
Illffl IIIE l
Rui I de Narco n. 0.
Participam ao respeitavcl publico que, tendo augmentado seu
estabelecimento do JOIAS com m-iis ama secao, no pavimenta terreo,
com especialidades em artigos de ELECTRO-PLATE, convidara aa
Exmas. familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimento, onde encontrarlo um riquissiroo sortimento de oas de ouro e
prata, peroles, brillintes e outras pedras preciosas, o relogios de ouro,
prata e nikel.
Os artigos que recebara directamente por todos os vapor sao
executados pelos miia af usados especialistas o fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias de subido vlor acharao urna grande variedade
de objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
casamentos, bnptisados e .*nniversarios.
Nem em rtlajio ao pre^o, e nem qualidade, os objectos cima
mencionados, encontraro concurrencia n'esta pra93.
mu e
Cetra rapUM e certo pela
-DOC
ARSENIATOdeOURO DYNAMISADO
do Dcmtor AX>DISOlV
' da Calorte, Anemia, tota u Molestias j Systama nervoso,
ask rebelde, Zf olestiaa hronicae do* PulmBea, etc., te.
rea Ulastreftw madloas Uta ettasteda o poder onretrro derte medlcemeee
o prmxiro o nuil enrgico dos rtconsutuinxm.
O rWABCO : FfiANCOB (EM FRAW5A]
\ TtO frmex om nOc treuxer a Marca de Fabrica registrada s
Clava e*r rigoroeatnanee reposado.
a,thi
Dsposho
i Pentaxnxmoo : FRAN IM. da SILVA 4k O".
JsOEX
A' Florida
Ra Duque de Caxias n loa
Chama-ce a attencSo ras Ezmas. familias par-
os precos seguintes :
Ciatos a 1*000.
Luvas de pellica por 2*500.
Lavas de seda cor granada a 24, 2*500 e 3#
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 ra, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 2f, 3*, at 8*.
Ramea de flores finas a 1*500.
Lavas de Escossia para menina, lisas e borda-'
das, a 800 el* o par.
Porta-retrato a 500 rs., 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anqninhas de 2*, 2*500 e 3* nma.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 52000.
Pentes para coe com nscripcao-
Enchovaes para balizados a 8, 9, e 12*000
1 eaiza de papel e 100 envelopes por '800 ri
Capella e vens para noivas
Suspensorios americanos a 2*500
La para bordar a 2*800 a libra
Mao de ptpel de cores a 200 ris
Estojos para crochel a .#000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
da largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Para a qnaresia
Leques para menina a 200 ris.
Linha para machina a 800 rila a duzia, (CBK)
Bordados com dois dedos de largura 600 ris,
3 dedos 808 ris, 4 dedos 1*200.
Csmbraia tapada.
Galio de vidrlho metro 1*.
Franjas de vedrilho a 1*,
Luvas pretas de seda e Escoca.
Franjas e gal oes finos a 2*500, 3*e 4* o metr
Aita novidade
Leques transparentes a 3*000
dem preto a 2*000
Lindos B ro es a 3*000 1*000 e 500 ris
BARBOSA di SANTOS
Viveiro para passaros
Vende-se dous glandes e bonitos viveiros po
pieco coDimodo, sendo o motivo da venda ter o
dono acabado com os passaros que* possuia ; a ver
e tratar na ra do Imperado: n. 22.
Cabriolets
Vende-se deus cabriolets, sendo nm descobertt.
e ontro coberto, em perfeito estado, para nm on
dous cavallos; i tratar ra Duque de Czias
n. 47._________________________________________
WHISKY
KOTAL BLEND marca V1ADO
Este ezcellente Whisky Escasee preferive
ao cognac ou aguarden, de canna, para fortifica
j corpo.
Vende-se a retalbo nos i Iheres armasens
oihados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cujo no~
me e emblema sao registrados para todo o Brasil
__________BROWNS ce C, agentes___________
Pioho de Riga
MATHUES'AUSTIN & C, receberam ultima-
monte um completa sortimento desta madeira,
como sejam: pranendes e tabeas para assoalho,
da melhor qualidade e de diversas dimensoes, e
que vendem por precos commodos, t reducidos,
conforme os lotea ; no armazem do caes do Apollo
o. 51, on roa do Commcrcio n. 18, 1 anoVu
Doce de caj secco
( Em latas da daas a quatro liaras, asatm como
latiaaas eoaa jalea e latas com doce de goiaaa,
tem conlinuadtmente para vender a preco commo-
do; na roa doJBom Jess n. 35, armaiem.
m


-.



o
Diario de PernambocoSeAtaieira 18 de AIar$o de 1887

i
"<
INDUSTRIA E ARTES
Va terrea do Heclfe a .
I'raneiseo
EXTRACTO Df> BKLVTORIO DIRIGIDO EM 31
' rM|r" i 1S77 A0 EXM- MIiiI8TB<>
^bRKU/rUKA, PELO EN'OESUEIR'O FIS-
CAL INTERINO H8NKIQUE AUGUSTO MI-
'i-ET.
" Consideraos geraes
Aarantia la jur.>s -la 1 % 8,,or, oa'
piudde 1.200:009, b, da 1870 para c,
a de 5 /, 8obra mais 485>G(i0' a lra,t"
tidaa pelo Gevo: no Imperial como despen-
didas, bonafide, co.n a construegilo desta
va frrea o inslailagao do trafego, tra feto
pesar sobro os cofres pblicos onus annual
superior a 500 coatos.
Por maior que seja serai-lliante quantia
foi, a raeu ver, mais qua compensado, pelo
rpido incremento da prodcelo cm toda a
aona atraveasada peU via frrea. Duplica-
ran! e tiipliearaai alli as safras, levanta
ram-se ittnumeros engenhos ; o logo que
foi aberti a> trafego a l* afCjlo, a ronda
da provincia qua nunca attingira mil con-
t de ris, apresentou augmento inmedia-
to do 50 / e depcis de pequea retrogra-
dacaa na criso de 1861 a 1864, reassuroio
sua marcha ascendente, sendo hoja o tri-
plo da de 1857.
Urna progressao anloga verificou-se tam-
bera as reeeitasg-raes ; e, embira o aug
meato d.s rendas publicas taaha sido ga-
ral era tolo o Imperio, sob a influencia de
duas caus ;8 enrgicas o crediio dispena*
do peh Banca do Brasil e suas tiliaes ea
baixado cambio oocasoiada pela guerra
contra Sol.no-Lipes, nao sa pode em
inju3tiga, n'umaprovincia onde quasi todos
os rendimentos provm da cultura da cari-
na, r casar a influencia preponderante sobre
o augmento da riqueza publica, a urna era-
prez* que, barateando p transporte o am-
O leit<*, vende-se aqu por mais qua am
Paris ou em Loadres, o oem urna *^&-
nada do hite circula pelos trilhos. Ri
bemos dos Estados-Un ios e da E#ropa,
milho, feijSo o at 1-ite em eons;rv*, e
quanto lenb, cuja coasumo representa
para os 70 000 habitantes *da Recife urna
despzt de 3 oa 4 c ratos p ir da. breve
chegar tempo em que, esgot los es man-
gu* do littoral, nos ser traillo do Cana
d e outros paizes longiquos, uo passo qm
todos os annos derrubara se >ie arabos os
lados da va-forrea immenso i rogados alii
mesrao reduzidoa a cinzas.
N'aquella mrsnia parto da provincia,
atravesada pelas trilbos, a saa zraa de
actividade limitidissina. Na l.".e2.
secgJas, nao p is?a do 2 at 3 loguw de
Existe, pa;tanto, vasto campo aberta s interesse em promover o augmenta da re-
largura total; e na 3. e 4.*, ao passo que
pelo lalo do naacenta a oonourrencia dos
portos fluviaes nao a deixa estender se
muito alera de 2 leguas, pelo lado do cen-
tro s excede de 4 a 5 l>guas nas 2 ulti-
mas ostacSes, o tao smenta para paqu:n
porgiio de gneros do mais valia caf,
fumo o i>lg. d'aquallas distancias de 4 i 5 leguas, s
vem assucares das qualidades regulares:
os mais inferiores, o retama, a aguar len-
te, nao podera em lempos normaes, car
regar coin os altos frates, boje exigidos e
pariera se os rceis.
N'esta zana do actividade, tao reduzida,
e inferior com que contavam os inicia-
dores da empresa, a via-f rrea est tam-
bera tonga de monopolizar a otalidade dos
transportes: 75 [ do3 passageiros e 85*[.
da carga vSo do Recifo para o centro ou
viceversa, eo movimento intermedio nao
se utilisa dos trilhos. O transporte de an1-
maes insigaiic inte ; ps waggoes nao re-
cebora no decurso do anuo numero da ani-
maos equivalente ao qua podara trazar
em dous mezas o Horse-boxes,quefaz parte
de cada trem de passageiros. O movimen
to de mel e gurdente viudo das estagSos
tambom nao guarda proporgaa com o do
assucar, o qua prora que era todo elle
proveitosamento utilisado, e o de passagei-
ros s avulta alguma couaa nas duas pri-
r eformas e raelboramantas, quer em vista
do augmento do trafego, e renda da es-
trado, quor do das facilidades a ministra'*'
rem se ao publico; o que todas redundara
em accrojeiraos para a prodcela e ron-
dimentospublivOs e particulares.
Entretanto, nenhuma ha sido tentada
at hoje; a administrado da estrada de
farro da Pernambuco o typa perfeito da
ratina; a, exceptuando apenas o trem
mixto, estubelocido por.ordem do governo
a daspeito da -reluctancia dos agentes da
companhia, nenhuma modieacao, por raais
insignificinta qua fossa, ha sida introduzi-
da, di 1861 para c. nas disposigo''58
inaugralas n'aquella poca. Nem pelo
menos cuidou se em restituir nos passagei-
ros, como praticau so nas mais estrada, o
direito qua Ihes assegura o art. 85 do Ra-
gulamonto gerl das vias-terreas do Impe-
rio e cujo raeoospreza afuganta a muitos e
o nplica o servigo, sera Irazer vantagem
pliando a zooa da prolnccao do assucar,
chegou a triplicar a exportagao do mesura
genero.
Dar-ce-ha entretanto, que aquelle onus
seja destinado a pisar fulmente sobre ob
cofres pblicos, o nao haja possibilidado meiras sec;oes.
de minoral o ? A exorbitancia das
Dar-se-ha tambera, qua a va frrea do
Rccife aa S. Francisco esteja prestando a
Pernambuco e ao Imperio todos os servi-
dos que os mis paizea auferera da estoba-
bcimento das vas raetallicas ?
A arabuB as qacstSia respondo pela ne-
gativa, e accrescenurai, qua as providen-
cias tendernos a promovi-r com o augmen-
to da recita a dimmuc2> do onus prove-
niente da garanta de juros, sao as mesmas
que tfira de'ampliar a so-urna dos servicos
prestados ao p-iz.
Em a,ualquer parte do mundo, o mais vi-
ivel dos resultados que trouxeram as vias
frreas, ha sido alargar o r>.io do abaste-
cimento dos gr^nles centros de populacho
e foi o quo perottiu-lbes dnpb ;r o nu-
mero d s respectivos habitantes. Fructas,
legumes, lcite, ovos, lenha etc., vindos pe
los tiilhos, da distancias swzas excdea-
tes de 50 leguas, affluem em todas aa gran-
de cidsde3 da Europa e Estados UuiJos,
e alli conservara os vveres e mais gne-
ros de primeira nocessilale com prejos
razoaveis, aera os quaes nio seria p>ssivel
a permanencia de'papulac5es agglomera-
rada, que N-.w-Y)ik, Berlira, Pars, Lm-
drs, e outras .raaitas cidades aprosentam
do 2 at 3 railhSes de habitintcs-
Ora, trists dizel-o; mas os nossaa 125
kametros de estrada da farro nao tea am-
pliado de forma alguma o raio de aba3te-
timenta desta cidala do Bacife, que, na
direccao seguiJa p.las trilhos, no excedo
da Escada, hoja como antes de 1858- A
quantdade da leohi, cirvao, farinha, le-
gumes e mais objectos da primeira neces
iiiado transportados na via frrea tao
nao merecen a honra
tarifas, que anda
sao as mes mas de 1864, a, como j o de
clarei na parte relativa ao trafego, a cau
sa principal e cffijiente de tao deplora veis
resultado*.
A falta de estradas perpendiculares
via-ferrea, de accoraodujS.'S nas estarcas,
de poatos de parada, a de carras apropria-
dos a certo genero de condcelo a espe-
cialmente do m-1 e agurdente, lerabra-
das pelo digno "befe d'esta reparticao no
s5U relatorio de 31 lo Janeiro do 1875, e
a inconveniencia do horario concorrera
apenas para aggraval-a.
As tabellas de transporte de passageiros
sao taes que, alm da certa distancia, ex
cedem as posses dos proprios senhores de
eoganh, e com>, todos o habitantes do
interior possuera oavall s, d'ellos sarvera-
se era vez de procurarem a va-forrea.
A tarifa n. 4 quo regula o transporta
dos cavallos, assamelhando-cs, quanto ao
prec", a passageiros de l.* elasse, afugen-
ta os completamente, cara grande prejuiza
da randa da estrada, os thoraab^xes
andara vazios e ha dias de nito sor trans-
portado era toda a linha nem ura animal
se quor!
(uaoto ao freto do millia, feijao e ma3
leguraes, sahe raais c^ro traael-os de Una
que do Genova, Himburgo ou Baltimore.
S da Escada edi^gam m quantidade
apreeiavel; QamelUira e Una, o pr^co do
transporte absorvo todo o possivel lucro.
Por motivo anloga lonha nao poda vir de
estaco :s distrate mais
ransp
insignificante, quo nao merecen a
de m divisao especial nos assentos da
trafego.
FOLHETI
de 30 ou 50 kilo
pecuniaria equivalente.
Da quera devora partir a inciativo das
allu lilas reformas e raelhor amento) T Sem
duviJa alguma in nimbe a quera mais in
teresse tem na questao. Ora essa alguem
o governo, j como garanta dos juras,
j camo representante da sociedade brazi-
leira, e nao a companhia exploradora da
via-ferrea, que nenbuin prajuizo soffro com
a dirainuicao.
A' primeira vista parece ^semelhanto as-
severa^o verdadero paradoxo, pois um
dos argumentos mais serio apresentado
contra a exploracao das vias frreas pels
eitaJo, reside na falta de iniciativa que
supp3:-se inseparavel das admiuistrayoes
publicas, e das tendencias progressvas
qua o nteressa de seus accionistas deve
desenvolver nas companhias.* Entretanto
c, estilo trocados os papois, e tanto a di-
rectora do Londres como os seus agentes
em Pernambuco, acrrimos partidarios do
statu quo, alera de nSo iniciaren! reforma
alguma, lm apresentado opposicXo cons-
tante a qualquer ionovaySo.
A causa desta anomala apparente
obvia, pois a companhia so achava eolio
cada precisamente nas condicSes que ge-
ram nas adrainistrato;s publicas o espirito
de rotina o immobilidade.
A receita bruta da estrada de ferro de
Pernambuco, no anuo da sua maior pros
perilade, ha sido de 931:317^610, e por
por consoguinta inferior sarama devida
annulmeute companhia em virtude da
garanta dejaros que de 9d2 515#556
Admittindo que cora o augmento do trafe-
go possa a proporcao^ da despeza com a
receiti, que serapre excedeu da 5'J[0, s-r
reduzida a 40 [0, aiuda assim, para nulli-
car o onus da garanta fora preciso que
dito rendiraento bruto chegasse a .....
l:604.192d?94 e excedessa de 2:600 con-
toa para que, recebando os accionistas 8 [0
priocipiasso a amortisacSo, prevista pula
20* das cndigoes annexas ao Dacr. a.
1,030 de 7 de Agosto de 1852 o art. 15
Jo Decr. de 13 de Outubro de 1852.
Saraelhanto resultado nilo de suppor
que se possa realisar nos nossos dias, nem
raesrao cantando cora o accrcscimo de tra-
fago resultante do prolongamento, quando
esta etiegar ao 8. Francisco, e cara maioria
de razio nos piucos annos qie altara para
que o governo, usando da faculdade que
lhe concede a 25* das supracitadas coodi-
S3es e o artigo 16 do Dccr. da 13 de Ou-
tubro de 1853 possa tomar conta da estra
da, procedendo ao resgato a qu tera-ae
negado at hoja a companhia.
Entretanto, foi neasa hypathese do urna
receita tripla pelo meaos da actual, que
basoaram se todas as cstipulacSes relativas
ndministrado da estrada, ao reorabolea
ceita e diminuido do custeio, em z lar
material fizo e rodante durante o tempo
do seu uso-fructo, j com vistas era divi-
dendos maiores, j para no da do rsgate
ou entrega receber maior soraraa de-'fun-
dos pblicos, pois esta lhe deve propor-
cionar um rendnoeoto igual ao termo me-
dio dos cinco anuos mais rentosos dos l-
timos 7 (art. 16 da Decreto cima citado).
Ora, com o que se deu, e do que nao
haviam cogitado os concessionarios, nem
os agentes do governo, que tomara.n parte
aa oonfeccito dos Decrs. n. 1,030,1.245 e
1.629, com o facto de nao chfgar a renla
liquida para o pagamento dos juros garan-
tidos, baqu'ou todo o systama dos men-
cionados Decretos.
A companhia nSo tem interesse algum
era que augmento a rauda liquida da via-
furrea, porque nao ha possibihdado de aug-
mentos taes que delles resultem maiores
dividendos, nao tera interesse em zeiar as
obras, nem o material, porqua ambos per-
tencem ao governo, e ao dia do resgite ou
entrega na > hilo de ser avahadas e aira re-
cbidos no estado em que se acharem.
Basta-lhe raanter o trafego, grande ou pe-
queo, econmico ou dispendioso, para,
emquanto administrar a estrada receber
3eus 962:515j$556 annuaes ; e, depois da
entrega, aplices que lhe dea igual rendi-
raento.
Resulta de tudo aso, que nao tendo a
companhia interesse algum, nem prosente,
nem futuao, nos bons ou raaos resultados
de sua administracao, nao tem incentivo
algum para innovar. As consoquencias do
qualquer medida s aflectam os intoresses
do Estado, cujos cofres hao de supprir qual-
quer desfalque, pelo quo aconsel.ia a lgi-
ca, que em circumstancias. tao diversas
das previstas nos contratos, o governo im-
perial nao se limite uo papel de fiscalisa-
dor de contas, e pslo intermedio do seu
delegado o Exm 8r. presidente da provin-
cia e mais agentes, que lhe sao subordi-
nados, tome urna parto activa na adminis-
tracSo da via-terrea, para que nao coati-
nuem cerrendo revalia os seus intereases
e os do publi.o.
Interpretado cm boa f, e attendendo-se
mais ao espirito que letra das suas esti-
pulabas, o art. 14 do Daar. n. 1:245 de
13 do Outubro de 1853 d lugar a seme-
lhante ingerencia, cuja opportunidade e
justea ionegavel.
4ez tninotoa. Era hornera da uns cincoen
de
LITTRATfP
met os, e para o assucar as barcacas fa- do capital e inderanisago das quantias
zom via-ferrea urna concurrencia seria,
qje desappcrecera quasi totalmente, se ella
cautaotaase-se com exigir para o transpor-
ti de semelhaote graero com qne cobrir
cinc) ves-s as despezas de traccao.
0 flORCUNM
:a:ls
POR
nm
.*
SEXTA PAUTE
o issi;n2j do mm
(dntinuagio do n.
II
O debate
62,
Lagar-
de vi-
adiantadas cora a garant
Verficando-se urna receita de dous a
tres mil contos, em lugar da real qua nao
ebega ao termo medio de 800, t tes estipa-
lagoes seriam lgicas ; a companhia teria
Durante perta de vinta annos,
dre consorvou se Bem dar signaos
da. Julga que nao lhe foi preciso um
motivo para se lembrar do volt.r Fran-
ca, precisamente nesta occasiaoT e julga
que esse motivo nao foi o rapto da verda-
deira Nevera ? Se preciso por os pontos
nos ii, Lagardre nao podia fazer senao
este raciocinio : Se deixo o Sr. de Qon
zaga installar no p -Ueio de Lorraine i
berdeira do tinado duque, l se vio as mi-
nbas esperances ; e que hei do fazer desta
fdrmosa raparig, que valia milhS.'s hon-
tem e que aiaanhS ser apenas urna cigana
rai* pobre do qua cu ?
- Podase inventar o argumento, ob
jictou o r-'gente.
Podia-se dizer, nao verdade, dissa
i&onzaga, que L'garJre, vendo que eu ia
fazer reconoeeer Urna falsa berdeira, quiz
apresentar a verdadeira ?
O regente inclinou a cabaja aifirmativa-
laeate.
Poi bem, raen senhor, proseguia
Gonzaga, ora por Uso fcar menos pro-
vado que o regres^o de Lagardre teve
lugar por obra miaba. Nada mais desojo.
Eis effectivamente o quo eu disia : Li
gardre ha de querar seguir-me, custo o
qua custar : ha do cahir nas raaos ajus-
ti;a e a Justina e a luz se far. Nao fui
eu, meu senhor, que dei a Ligardre os
tneos da entrar am Franca a de arrostar
a accao da jaatca T
Sabia qua Ligardiro estava em Pa-
rs, perguntou o duque de Orieans, quu-
do me solicitau pcrmissila para convacar o
tribunal de familia ?
Sabia, meu senhor, responden Gon-
zaga, sem hesitar.
Porque n&o me prevenio ?
Perante a moral philosophica e per-
ante Dous, replicou Gonziga, affirmo que
nenhuma culpa tanbo. Perante a lei, meu
senhor, e por consequencia perante vos, so
vos apraz representar a lai, a miaba espe-
ranza dimioua. Com a I tra que mata,
um juiz iniquo podia ondomnar-me. Eu
devia reclamar os voseos conselbos sobre
tudo iatd e o vosso auxilio tamben, parece
evidente : mas perante vos qua devo Jus-
tino r certas repugnancias ? Pensava qua
poria um termo a> desgranado antagonis-
mo qua tem existido serapre entre a Sra.
princeza e eu ; pensava vencer forja de
beneficios aquella replalo volm.ta, qua
uenhum fundamento ten ; jurai-o por mi-
alia honra julga va poder concluir a paz
antes que a guerra fasse sasp-itada. Eis
abi ura grave motivo, e com certeza, raeu
senhor, eu, que conheco melbor que nin
guem a delicadeza d'alma e a profunda
sensibilidad que se esconde sob a voss
apparencia de scepticismo, passo fazer va-
lar junto de vos semelhaote razao. Mas
havia outra, urna razao pueril tal vez, so
alguma cousa, qne se prende ao orgulho do
dever cumprido, pode parecer pueril. Ti-
nha coraecado s aquella grande, aquella
santa cruzada, continuai-a s durante mo-
tado da minha exis enca, no momento do
triumpho, hesitei en repartir, com quem
quer que fosse, at comvoaio, meu senhor,
a minha victoria. No conselho da familia
a attituda da Sra. princeza fez-me compra-
hender que ella estava prevenida. Lagar-
dre nao espern pelo meu ataque ; atirou
primeiro. Nao me envergonho da confe-
sar, meu ffnhor ; a astucia nao o meu
forte. Lagardre fez fogo mais nao: Ga-
nhou. Crea que Voss* Alteza j sabe
que eso ha nem dissimulou a sua presenca
entre nos por raeio de um audacioso disfar-
co. Talvsz fassa tuesmo a grosseria da as-
tu ia qua lhe deu ganho. E' justica con-
fe3sar, obsrvou Gonzaga com desdm, que
o antiga ofi :io desse parsonagam lne dava
facilidades que nem todos tem.
No sti qu>l era o offio dello, dsse
o regente.
Era saltimbanco, antes do sar assas-
sino. Aqu debaixo das vossas jan-lia i,
no pateo das Fontes, nao vos lem oraos de
um desgranado pequeo, que ontr'ora ga-
nhava a vida a tasar contorsSss, a desla
car as jautas a que, com grande habiiida-
de, arremedava nm oorounda ?
Lagardra I murmurou o regenta,
mmn bertuier
POR
MARIO UCHARD
-()-
XVI
{Con tinv.a$&o )
ta anuos, estatura mediana, mas aa urna
obesidado'qua lhe dava granda ar de im-
portancia. A sua roupa, mal abotoada, suja
e cheia de nado a, o desmaselo do seu todo
ontrastava com as raaneiras quo revala-
vo o homaro da boa sociedade.
Qua quer o senhor? perguntou elle
com altivez a Roberto, em voz da biixo
profundo, com um comprmanlo protector
dos que ten exercido autoridade.
Oh! pouaa conaa, respondeu Rober-
to Guarir-, soffrivelmente aborrecido e que-
rendo da urna vez bastear a sua bandera.
Venho simplesraenta ver o castello, que
por emquanto mea.
E'seu?!.. Como assira?...
Simplesmeote, o a minha qualidade
de herdeiro de minha tia!... Meu norae
Roberto Gurin.
Roberto Gurin !... exclamou o ba-
rao, cujo rosto illuminou se sbitamente
com urna alegra pura, devia tl-o dito logo,
primo... porque somos primos por affini-
dado... emquanto nlo o frraos por elei-
cao... Ml', d-lbe um beijo depressa e
vai chamar tua mai, qua fiear muito aa-
'.isfeita.
Mlia nao se fez rogar duas vezea, b9-
jou o primo com effusao tranquilla e sahio
sem se aproasar.
Mas entre para a sala tornou Bois-
desnier. Espero que aiada nao almocou...
E, domis est agora em nosso poder! ac-
crescentou elle.
A baronesa, belleza raadura, alta e raa
gra, chegou levada o litilha, em um desa-
linho que em nada ceda ao do barao, e
recomecaram aa etfusois.
Roberto era versado de mais no reper-
torio classice para ser embahido pela scena
banal das coraonstraces, entro hordeiros,
de que era objecto e quo aceito va como
bom moco. Cadendo sem esforco a esse
instincto, adquirido na escola e aperfeicoa-
do na vida de atelier, elle exagerau os
transportes de algria, como acbando pra-
zor om rovstifcar aquelhs quo julgavo
enganal-o... Aconteceu, porm, que por
seu lado elle tambera forcou um pouco a
nota, porque percebeu que o barSa pers-
picaz pz tim scena, de repente, como a
urna brincadeira m.l preparada e como
hornera que nSo hesitava em recoohecer o
effeito de urna manobra falsa.
Basta, senhores, disae elle, basta de
tagarellice '... O primo nao almocou. En-
tretanto, ella vai ver os meus passaros,
accrescentou elle
Fez Roberto entrar em urna especio de
estufa, onde tres ou quatro viveiros immen-
sos, ebeios da passaros communs ou ex-
ticos, estavam collocades em cima de ca-
valletes.
Aprsenlo lhe a minha genta e os
meus amigos! ... disae o b.irao, prazau-
teiro como se a sua visita nao tivesse ou-
tro tim senao o praser de fazer o seu re
conheciraento.
numero de primaveras, que ella pareca
Dopoi-i, sahio, sem dizer mais palavra;
e logo depois, do vestbulo do primeiro
andar, Roberto ouvro oste olloquio :
Pap, esto ta procuran lo.
Quem ? perguntou urna voz ronca.
Nao sei! Provavelmentc algum ea
crevente de tabelliSo de Tours.
Anda I... Que quor elle?
NSo dissa.
Que o leve o diabo!... Emfiro, l
vou.
A joven pessoa voltou.
Espere!... dissa ella a Roberto, to-
mando um trabilho o sentndose parto da
janella, sem prestsr-lhe raais atteogao.
Elle esperou, examinando os movis ;
urna mesa redonda com pos de esphyoge,
poltronas velhas de velludo de Utrech, que
o tizerao augurar ml do resto da casa-
O Sr. Boislesoier appareceu ao cabo de
em quem se despertava urna vaga record-
(So ; ainda Moisieur era vivo I
Nos o vamos da janella : o pequea
Lagardre !
Prouvosse a Deus que essa recorda-
cSo voa tvessem vindo ha dous dias I (J on-
tinu'o. Desde que susneitai da sua pre
senca em Pariz, ratomei o meu plano onde
o tioha deixa lo. Procurei apoderar-me dos
dous impostores e dos papis que Lagar-
dre tiahs subtrahido do castello de Cay-
lus. Apezar de tola a sui esperteza,
Lagardre ou o Corcunda nao pode irope-
dir-rao de executar urna boa parte deste
plano ; s conseguio evadir se : agarrei a
rapariga e os papis.
Onde est a moja ? perguntou o re^
gente ?
Junto da pobre mai Iludida, junto da
prinoHza de Gonzaga
E os papis i Pravno-o de que aqui
que est o verdadeira perig> para si,
Sr. principo.
Perigo, por qua, meu senhor? per-
guntou Gonziga, sorrindo com orgulho.
Nunca podara craceber qua se podesse
sor, durante um quarto da sculo, o cora-
panheiro, o amigo, o irmao da uro homaro,
de quem se forma tao miseravel oniaiilo !
Julga que j falsifique os documentas ? O
euvolucr.i fechado com tres carimbos, to-
dos tres intactos, responder-lhe-ha pela
minha probiiade posta em duvida. Os do-
cumentos esto em meu poder. Estou
prompto a deposita! 03. contra nm recibo
detalhado, nas raaos de Vossa Alteza Real.
Esta note os reclamaremos, dissa o
duque de Orieans.
Esta noite, como agora, estarc prom-
pto. Mas psrmitta-me concluir. Depois
da captura que fiz, Lagardre estava ven
cido. Aquella disfarce maldito raudou com-
pletamente a face das cousas. Fui eu
mesmo que introduzi o inimigo em minha
casa. Gasto do que nao Gomarais, bem
o sabis, e a este respeito fai o gasto de
Vossa Alteza Ral qua fez o raeu, no tem-
po em que eramos amigas. Essa Carcun-
da alugou-me a caaa do meu cao, por urna
so n na enorme, esse Cornala apparoceu-
raa como um ente phantastico, 00 urna pa-
lavra, fui lu libriado, para qua negal-o ?
Lagardre o re los pslotquoiroi. Urna
vez na sua jaula, o lobo mostrou os den-
los : eu nada quera ver, o foi uro dos meus
neis servidores, o Sr. do Peyroll s, quo to
mou a si a miasSo de preveauir secreta-
mente a princeza da Gonzaga.
Pode provar iaao ? psrguaton o re-
genta.
Fcilmente, meu senhor, com o tes-
tomuabs do Sr. de Peyrolles. Mas oa
guardas francezes e a Sra. princeza chega-
Meia hora depois, na sala de jantar,
abertas as janellas, Roberto Gurin estava
sentado entra as suas dita primas, meta-
noorphoseadas ambas a de vestidos que,
por nao s-rero proprios para a man ha,
nem por isso real^avam menos os seus
euontua. Ura perfume de p de arroz ex-
halava-sa o mesclava-se com os perfumea
campestres, mitigados palo cheiro/ de ca-
balas de urna oroek-tta, denunciando o bom
habita dos goaras sinples e rustico. A'
primeira vista, Roberto comprehendeu que
a senba, quanto sua rocepcao, tinha sido
mudada. Coucluio dahi com satisfagao in-
tima que j nao o consideravam como um
simplorio.
Sendo occasiao da refeigao propicia para
as conversas de escaramuzas- foi-lhe fcil
peroeber que o barao o apalpa va, antes
de oomecar outro jogo, ao que prestou se
de boa vontade, dirigindo madrigaes ba-
roneza, que pareceu-lhe logo de primeira
forja nosso terreno, a despeita de bom
alma. Este acabava de dar urna batalha
carregar caiu coragem rara e certez ares
de grande coquetto exp rmenla por anti-
gos tuccessos de theatro. O meio decota
do seu vestido dexava ver um principia
de hombros pontudos. Variando hbilmen-
te as nflexSis da sua voz, vibrando com
perfeicSo classfi'a, brincando com o gar-
io, como com o loque do Colimcna, mes-
clava as grandes altitudes com o desemba-
rago familiar. Ainda nao tioha decerrdn
um quarto de hora e, como em ama das
suas pegas do Gymnasio, ella j havia,re^fir
petido varias vezes a Roberto qua ella era
uma mulher de boa sociedade.
A menina Mlia Boiadesnier, da vestida
branoo, fita de luto ramilbete ao peito e
toda sorrisos para o sea novo primo, pire-
cia-sa extraordinariamente com a mai o
vibrava como olla quando fallava. A es-
se alrooco de tamilia, o Sr. de Boisdeanier
presidia como patriarcha, apreciando as
raaneiras de mulher e da tllia, para as
quaes olbava coro ternura paternal e oom-
movida. Entretanto, duas oa tres vezes,
coro certo olhar, certo gesto, chamando a
eua gente ordero, Roberto comprehendeu
qua o primo era um desses bonachoos com
os quaes n3o so brinoa.
Emquanto corresponda s attencSss da
baronesa, continuava a observar.
Tendo quasi cincoenta annos, o Sr. de
Boiadesnier era un hornera de boa presen-
ca. Tinha sobretudo um ar quo revelava
logo primeira vista, esse fundo de edu-
aacao fina e acabada, que subsiste sempre,
a despeijj das desgracas, nos grandes das-
cla8sifcados e reapparece na primeira oc-
casiao. A sua voz insacula toroava in-
flexoos acariciadoras e brandas e elle ex-
primala cora rara facilidac'e. Com o ges-
to unctuuso de ura bspo de bom humor ;
o seu olhar risonho, como o seu rosto pa-
reci cahir do alto sobre as mulheres ao
mesmo tempo que sobre os seus passaros,
que ella excita va da vez em quando, c em
um pequeo susurro dos labios figurando-
uro ruido de um beijo. Deixando quo o
servissero, com ares de strapa, bata na
face da baronesa, a qual chamava 1 bella
menina ou com a nao alliava os cabel-
los da filha, qual chamava sua lobazi-
nha t
No correr da conversa, tratoa'-se, do
passagem, do negocio qua lha proporcio-
noa essa boa visita do primo a La Grange.
Pens que vera installar se j aqui,
dase era tom serio e paterno o hamem de^-^
negocios ; aqui estar mais mao dos ta/
belliaes e dos horaens da lei.
Esse conselho foi-lhe dado com tanta'i
franqueza o com accento tao desintereasa- \
do, quo Roberto quasi fcoa admirado.
Ainda nao Bei quantos dia8 podere.i I
ficar ausente de Paris, respondeu ella. \
Fosso como fosse, as attengSes da baro-
neza e da menina Mlia pareciam tao na- 1
turaes e faziam as prevencoos de Roberto
esoorregar por um declive tao suave que,
no tiro do alraoco, j se tioha estabelecido, '.
sem nenhuma defficuldade, ama familiari-
dade encantadora de parentesco.
XVII
Depois do caf, a menina Mlia propoz
urna visita ao parque do primo, mis a ba-
roneza, em vista do calar, achou mrlhor
mostrar priraeiraraente o castello.
Vamos comecar polos aposentos da
primeiro andar, dsse ella; o prrao esco-
Iher logo os seus quartos.
Puzeram-se a eaminba o subiram a osea-
da principal, de aspecto quasi grandioso,
que dava no primeiro andar para um pa-
tamar central no qual havia, direito e
esquerda, os corredor s compridos das atas
da casa. No meio do patamar ella abri
urna porta.
E3 aqui o granda aposento quo a
nassa pobre tia oceupava, disse a harone-
as com am suspiro de melancola, e aqui
que o primo ficaria melhor.
{Continuarse-ha)
rara muito tarde para os meus dous pobres desesperada.
companheiros, Albret e Gironue. O lobo
tinha mordido.
Lagardre estava s contra todos ?
Eram quatro, meu s-rahor, oontandi-
com o Sr. marqusz do Chaverny, meu pro-
mo.
Chavarny repsto o regente admi-
rado.
Gonzaga respoadou brusesmeate :
Tinha coabacido em Madril,no tem-
po da minha emb tizada, a amante desse
Lagardre.tDavo diz-r a Vassa Altaza que
solicitei e obtiva esta raanhl do Sr. d'Ar-
gen ion un miniado do prisaa contra Cha-
verny.
- E os ontros dous ?
Os outroi dous estilo igml nante pre-
sos. Sil i apaas dous prebostes conhoci-
dos por teram sido outr'ora companheiros
das orgias e das fayanhas de Lagardre.
Resta explicar, disse o regente, a
attitude que assumio esta noite para cara
os seus amigos.
Gonzaga Uncou oobre o duque de Or-
ieans um olhar de sorprezt admiravelmen-
te representado. Estove algum tempo sem
responder. Depois disse com um sorriso
irnico :
O que me contaram tem eatSo algum
fundamento ?
Ignoro o quo lhe contaram.
Historias da csrochinha, meu senhor ;
accusacSos por tal forma loucas!... Mas
tica bem ao alto tino de Vossa Alteza
Real e minha propira dignidade ?
Um pouco tenio o meu alto tino, Sr.
principe : poohamol-o por um mtanta de
parta com a sua digaidado.
E' ama ordeno, obedego. Emquanto
eu estiva esta noite com Vossa Alteza
Raal, parece que a orgia attingio era minha
casa proporg3;s extra vagantes. Forgaram
a porta dos inaus aposentos particulares,
onde estavam as duas moga, afira de as
entregar, pela raanha, Sra. princeza.
Nao preciso
dizer a Vossa
erara os instigadores desta
Alteza quaes
violencia, os
asa, que
de Ne-
meus amigan ebrios, auxiliaram-n'os. Um
duello bacchico, teve lugar entre Cha/erny
e o supposto Carcunda. O prega do tor-
nera devia ser a rao daquella cigao
querera fiz-r passar pela menina
vers. Quando abeguei encontrui Chaverny
cahido no chao e o Corcunda triumphante
ao lado da sua amante. Tiuhara redigido
um contracto ; estava coberto de asigna-
turas, entre aa quaes a minha firma falsifi-
cada.
O regente olhava para Goasaga e pare-
cia querer penetrar at ao intimo de sua
Entrando em casa do duque do Orieans,
esperava talvez encontrar alguma frbza da
parte do seu protector e amigo, mas nao
contava absoluta ra ente com aquella terrivel
e longa explcagSo. Todas aquellas men-
tiras hbilmente reunidas e toda aquella
enorme velhacaria dorara, pie dizer-se,
arraojadas da improviso. Nao s Gonzaga
se fazia victima do seu proprio herosmo,
como nallificava de prevengao o testerau-
nho das tres nicas passoaa qua podiara
depr contra ella : Chaveroy, Cocardasso
e Pasaepoil.
O regante tirita estimado esta hornera
tilo teruaracnta quinto sa podia estimar;
o regante viria na sua intimidado desda a
adolescencia. O quo nao era para Gonza-
ga urna condigno favoravel, porque este
longo conjuncto de infrmag3es intimas da
via ter posto o duque de Orieans om guar-
da contra a profunda habilidade do aeu
amigo. E ABsm era, effectivamente. Tal-
vez que, sondo dadas por urna outra bocea,
hs respostas, na apparencia tao exactas,
de Gonzaga, bastassem pira tirraar a con
viegao do regent9.
O regante tinha o sentimeoto da jastiga,
apezar da historia censural-o, com razao,
de innmeras iniquidades.
E' dado o acreditar que nesta circums-
tanca o regente encontrava, por assiro di-
zer, toda a nobreza natural do seu carc-
ter, por causa da solamne e triste recorda-
gia, que paira va sobre este processo. Tra-
tara se definitivamente de punir o assassi-
no de Nevera, que F.-lipps de Orieans
amara como irmao ; trata/a-se de dar um
norae, urna fortuna, urna familia filha
desherdaiade Nevera.
O regante estava tentado a dar crdito
spilavraa de Gonzaga.
Se resistase, era ura acaes30 de virtude.
Nao quera nunca que a sua consciencia
podesse oensural o com relaglo a esse de-
bite. Todo o seu pensamento estava re-
sumido nestas palavras pronunciadas no
comego da entrevista : Jusitiqua se e ve-
r 3e o estiras Ai dos nimigos de Gon-
zaga, so olle se justiticassa !
B'elippo, disse elle, depois de um cur-
ta silencio, e coro urna especie de hesita-
cao. Deus testemunha de quo sere fe-
liz em conservar aro amigo !
A calumnia pode ter se encarnigado
contra ti, porque tens muitos invejosos.
__ Davo-os sos banetiaios de Sua Allo-
za, murmurou Gonzaga.
E's forte contra a calumnia, coati-
pego te, a urna ultima pargunta. Que sig-
nifica esta historia do conde Anaibal do
Canozza ?
Gonzaga collocou-lhe a raSo sobre o-
brago.
Alteza, disse elle, com um tom serio
e rpido, meu primo Canozza uorreu,
quando Vo3sa Alteza Raal viajava commi-
go pela Italia. Creame, nao v alm dos
limites, onde a infamia chega ao absurdo a
s mereco o desdora, apezar de sabir da
bocea de um poderoso prncipe.
Peyrolles disae-me esta manhS :
Juraram pordel-o; fallaram a Sua Al-
teza Real de tal modo que todas as velha
aecusagoas Ungidas contra a Italia vSo re-
cahir sobre o senhor. Tornar-se-ha um
Borgia. Os pecegos envenenados, as flo-
res, em cajos clices introduziram a mor-
tal aequa toffana...
Alteza, interrompau-3B Gonzaga, se pre-
cisa do um confrouto para aba olver-rae,
condomne-ino, porque o desgosto feeha-ma
a bocea. Limito-me a dizer, deixando-o
na preaenga dnstes tres factos : Lagardra
est era poder de vossa justiga; as duas
mogas estilo junto da princesa; possuo aa
paginas arrancadas do registro da capella
da Caylus. Sua Alteza o chefe do Es-
tado. Com estes elementos a descoberta
torna se to fcil, que nao posso reprimir
um sentimenta de orgulho, dlaendo :
i Fui e 1 que fiz a luz nestas trovas.
A verdade ser descoberia effectiva-
mente, disse o regento ; presidir! esta noi-
te ao conselho de familia.
Gonzaga apertou-lhe as m5o vida-
mente.
Vira aqu para pedir-Ihe isso, disae
elle. Em anco do hornera, a quem dedi-
quoi toda a minha existencia, agradeco
lhe, Alteza. Agora, tenbo que pedir-lbe
perdao por ter fallado rauito alto talvez
diante do chefe de um grande estado; mas,
acontega o que acontecer, o meu castigo
est muito prximo. Felippa de Orieans-
e Felippe de Gonzaga serio vistos esta
noite pela ultima vos.
O regante abragou 0. A3 velhas amiza-
des sao robustas. ^^
Uro prncipe nao so aba xa nuuca,
confassando o seu erro, dissa elle ; no cas
presente, Felippe, espero que aa desculpas
do regente lha bastarlo.
Gonzaga meneou lentamente a cabega.
Ha chagas, dase elle cara voz tr-
mula, que nenbum balsamo poder cicatri-
zar.
/
t
'
\!
(Coninuar-M-Aa.)
nuou o regstte, pela tua poaigSo elevada el __^---------------------^ __i **. W
tambes fel tua intelligenoia. Respoada,&Ty^ do Dimr* raa Duqu. de .CSaztaa -.m. mA
,


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