Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18241


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Full Text
AMO LIIII IOIBBO 62
i


\
PARA A CAPITAL E LUGARES OMIH XA O SE PAGA PORTE
Por tres roezes adiantados............... 60000
Por seis ditos dem.......... ...... 120000
Por um anno dem................. 230000
Cada numero avulso, do mes-no dia............ ICO
DIARIO DE
de mfK
PARA DEKTRO F#R A DA PROVISCIA
Por seis meses adiantados.............
Por nove ditos dem................
Por um anno dem................
Cada numero avulso, de das anteriores..........
130500
20^000
270100
100
NAMBUGO

|)r0ptieltai>* ttt JHattoel J\fpic\x6& ht Jara 4 Sob
O Srs. Amede I*rlase A C.
de Parla, ai <* os nossos agentes
exelaalvos de annanclos e pu-
blcaos es na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAHHS
32S7IJ5 sa mm sms
(Especial para o Diario)
MONTE VIDE'O, 16 de Marco.
Den te ana conflicto na frnniplra
entre ni san* soldado* braallelrosi e
uruguayos1, sendo morios tres ho-
naena.
lo burdo do rnronrarado BAHA
bou ve nontem urna bonita renta em
bonra de M. H o Imperador do Bra-
sil.
SANTIAGO DO CHILE, 16 de Marco.
Oe nontem para boje deram-se SO
<>!>i i o de bolera-morba* aun i. e em
val a raizo l easos novo* e bi-
tos.
MADRID, 16 de Marco.
O governo pedio 4 Cmara dos De-
patados o laneamento de novo* Im-
poatoa. entre os quaea o de 1 % -
bre a renda Interna bespanbola e
-sobre diversos oafros valores he*,
panbes-
S. PETERSBURGO, 16 de Marco.
O Jornaea ruaao eonllana ane >
grande* potencia* da Europa ae re-
aolvana a libertar a Bolearla do es-
tado de anarcbla em que ella se
acba. viato rom, no eaao contrario,
a Buasla eseolhera amo oeeaslao
propicia para taterclr eflleaanaente.
BERLIM, 16 (fe Marco.
O Sr. r. de Lcnivi*. proferanlo ana
discurso n'um banquete deelarou
que todo o perlgo de guerra desap-
pareeeu .completamente.
Ag?a:ia Ilavaa, filial
16 de Marco de 1887.
em Pernanibuoo,
INSTBUCCiO POPULAR
(Extrahido)
DA BIBLIOTIIECA DO POVO E DAS ESCOLAS
PARTE SEGUNDA
K.Vit* MEDICAS
(Coittt nuagao)
liii'vu nameutfts
o tabico sao applicaveU
quentes aroma!ivas, OS al-
.Ispliyxla
No rigor etimolgico, asphyxia quer dizer pri-
vaco do ar neeessario respiracao
A asphyxia pode ser devida a duas causas di-
versas :
1* NSo penetrar o ar nos polmSes, o que se v
sacceder nos individuos que fo iufrcadoi, estran-
gulados, soterrados e afogados ;
2* 0 ar que se respira estar viciado de diverso
modo, tormndo-se improprio para a respira.o e
hematose. E' na realidade isto urna especie de
inveaenamento.
O tratainente geral da aspbyzia consiste em fa-
zer cessar as causas que a produziram e depois
reanimar e activar as /anceoes respiratorias fr
necendo ar bom ai aspbvziado e excitando as anas
funecoes circulatorias.
Os primeir s soccorrss que se devem dar aos
individuos inforcadoa ou estrangula os sSo : cortar
as cordas ou outros vnculos que Ibes apertarem o
pescoco, tirar todoa os obstculos lvre respira-
ro e circulacSo, conservar a cabera mais elevada
que o re-to do carpo, etc. Depois conveniente
tazer friccoes seccas on com agurdente, vinagre,
etc., as extremidades e ao longo da columna ver-
tebral. Se mais tarde a sangra fr indicada, s
o f icultatlvo o poder decidir.
Nos desastres em que um ou mais individuas sao
soterrados raro que e posaam a tempo tirar de-
baixo das pedras, da trra ou dos outros materiaes
(que os aspbyxiam, nao e impedindo-lhes a en-
trada do ar pela bocea e nariz como tambera aper-
tando Ihes o tronco e impediado os movimentos
indispensaveis respiracao) ; e por isso nestes
casos os soecorros propriamente mdicos s) qmsi
sempre infelizmente tardos e imporfienos. Entre-
tanto s no caso de ter decorrido muito tempo que
de todo julgaremos intil emprego dos meios que
cima indicamos. Particularmente nos aspbyxia-
dos por submersao (afogados) ha exemplos nota-
veis de baverem sido chamados vida individuos
que pela lonja permanencia debaixo d'agua j
eram considerados raortos e que viveram aps
longa persistencia da applicacao da respiracao
artificial.
Os soecorros aos submersos estilo boje bem re-
gularisados e simplificados, Cesaaram as barba-
ridades que o costume a tradieao e um falso conhe-
cimento das leia pbysiologicas e naturaea da rea-
pira? o, haviam tornado indispensaveis (!). J
se no suspendem os afogados pelos pea ; nao ae
Ihes comprime o ventre com forca para expellir a
agu'i engulida; em summa, nao se praticam as ver-
daderas torturas que n'outro tempo .eram de baa
regra nem oa procesaos para chamar i vida os afb-
gau'js na; tic coepiieados que qualquer os nio
poasa prestar, como suceodia antgnsente.
(Continua.)
() Posiclo do corpa era que o dorso e a cabe-
ca se acham fortemeuta dobrados para traz forman-
do um arco-convexo para a parte anterior.
No invenenvn*!i"i i
oa emticos, a iniujo
cooUcoi, o caf.
Chauutm-se narcotic s os venenos da quarta clas-
. Os principaes venenos desta, classH cuja aeco
principal o nareitisrao ou adormecnr.ento inven-
civel silo os gniotes :>p, ludano, uorphina,
efe.
No invenenamento pelos opiados m*nifesta-se
;c le, vmitos, difficuldade ou impossibilidade de
urinar, somnolencia, outraccao das pupillas aba-
t i ment geral, prarido na pelle.
Administra-se nos inveoenamentos pelos opiados
i tartaroemetico na dje de 10 a 25 centigrammas
em um copo de agua tepida ; provoque-se o vomi
to pela titilacJo da garganta. Depois dos vmitos
terem expulsado o veneno, occasiio de adminis-
trar o caf forte em abundancia e impedir por todas
aa formas que odoente adormeca. A agua aeidu
lada com vinagre oa sumo de limao proscripta
nestes casos.
A quinta classe dos venenos, constituida pelos
nevrostbenicoa, comprebende venenos enrgicos e
perigosissimos. Perteneem a esta classe a strr-
chaina, a nos vmica, o acido prussico. as cantha-
ridas.
A accao destea venenos parece dar-se nos centros
nervosos, proJuxindoagiUcao, espasmo contraccoea
tnicas, nj.-za muscular, opisthotonos (). SJo
anda symptomas de inveneuamento nestes casos :
a palhdez, a eonservacao das faeuliades intel-
lectuaea, a impsasibilidade de abrir a bocea, os
abalos convulsivos.
No invenenamento pelas cantbridas para no-
tar a seosacAo de queimadura que o paciente ex-
perimente na bocea e rsophago, e a contraccSo ou
apeit-i das fouces, as dores nos ria e na bexiga, a
reMnco de orina, as syucopes, etc.
Os meios tentados para curar o invenenamento
pela stryehnina ai) inutoia. Recommcoda-se a
tintura de iodo, o tannino, o chlorotormio, etc.
iar combater os rffeitos do acido prussico, ad
unnietrem-M oa emticos, aa affuses tria, e o sul-
phato de ferro.
Contra o invenenamento pelas cantharidas, pro-
voque-se o vomito pela titiliacao da garganta, pela
agsa albuminosa e agua moma, pelo trtaro eme-
rtieo, eto. Nio ae devem dar prepjridoa oleoi>os
i por exemple, o aseite), que aggravriam a accAo
do venene.
Parece-nos ter dito o necesaaro aceica do inve-
n-'uaineato no curto retomo que acabamos de apre-
senUr aos busos leitores. O assumpto bastante
extenao e difficil, mas nao cabe na iodole deste
lif riiiho entrar em mais minuciosos pormenores.
Vamos agora dizer algumaa palavras sobre eutra
eepecid de lovenenamento, i asphyxia ; e depois
indicaremoa quaea sejam oa primeiros soecorros
aue sedavasa dar aos afogados, inforcadoa e es-
irangsaSBB. B-.
?ARTE OFFlClit
Ministerio da lasaiea
Foram expedidos os eguintes avisos:
Minieterio dos Negocios da Jnstica 2a seccao.
Rio de Janeiro, 2 de Marco de 18S7.
Illm. eExm. Sr.Em aolucao a duvida suscita-
da pelo juiz municipal do termo da Gloria do Goi-
t, no otficio junto ao deasa presidencia n. 27 de
29 de Janeiro findo, declaro a V. Sao. me, qou-
'o por Buipeico ou impedimeoto do juiz munici-
pal de do tormo e de todos os seus suplientes e
vereadores da cmara municipal, tivor a causa de
ser proposta ou continuar perante o juiz munici-
pal do termo m-.a viafuho, deve aer Jad* a au-
diencia no loro das partes litigantes, fuoccionan-
do no proceaso o easrivio e omeacs do mesmo fo-
ro, visto que o substituido o juiz e nao o juizo,
conforme a doutrina dos avisos ns. 531 de 28 de
Setembro de 183G e f6 de 17 de Agosto de 1838.
Deua guarde u V. Exc.Joaquim Del tino Ki-
beiro da Luz, Sr. presidente da provincia de Per
nambuco.
Ministerio dos Negocios da Justina. 2a sacoSo.
Kio de Janeiro, 2 de Marco de 1887.
Ctm referencia ao offioio de 8 de Novembre ul
timo, declaro a V S. que nao ae funda em pre-
ceito legal a pratica geralmente admittida de re
salvareis os tabclliea os poderes impressos tanto
no livro espeeial, autorisado pelo art. 98, 1 do
regulamento n. 5,737 de 2 de Setembro da 1871,
como no instrumento dadb ar partes.
Uomquanto a falta desta resalva nao torne me-
nos valido o instrumento, porque sem ella preva-
locem intactos todos os poderes ahi mencionados
quer manuscriptos quer impressos, pide todava
ser miutida semelhante pratica; o que, porm,
nao deve sar tolerado que se ratifiquem os pode-
res impressos no traslado entregue as partes qlian-
do nao tiverem sido ratificados na foih* Jo livro
especial.
DeuagurJe a V. S.Joaquina Delfino Ribeiro
da Luz.Sr. coueelheiro presidente do Tribunal
da Reluci de Belm.
Ministerio d Fazenda
Por decretos de 26 de Pevereiro :
Foram nomeadoa :
1* racripturario da Receb'doria da Bahia o 2
Alcibiades Goucalves de Senna; 2* dito o 3'
Francisco Joaquim da Silva Senna.
Foram aposentados:
O 3 esenpturano da Alfau lega da capital da
provincia do Espirito-Sauto, Jos Joaquim Car-
los de Oliwira e o otficial de descarga da mesma
alfandega, Francisco de Almeida Brandao.
Foi demittido Antonio Firmo Das Cardoso do
lugar de 'J escripturario da altandeg* do Pari.
Ministerio da Agricultura
Por decretos de 26 de Fevereiro foram promo-
vidos na directora geral dos cerreios a 1* offieial
9 2* dito Joilo Jos Ccutinho, a 2* ofHcial o 3-
Augusto Cesar da Cmara, a 3- offieial o pratican-
te Francisco Genelicio Lopes de Araujo.
Por portaras de 4 do eorrrnte foi concedida a
permuta pedida pelos engenbeiroa JoSo Jos Diaa
de Pana e Jos Joaquim Rodrigues de Saldanha
Jnior dos cargos de chefe do trafego do prolon-
gan!) nto da estrada de ferro de Pernambuca e en-
genheiro residente da de Recite a Caruar.
Foi expedido o seguinte aviso :
Ministerio dos Negocios da Agricultura, Cora
inercia e Obras Publicas. Directora do Comnier-
cio 2* seccao. N. 14.Circular. Rio de Janeiro, 4
de Marco de 18 7.
Illm. e Exm. Sr.S;ndo urgente proceder-ie a
rigoroso eatudo tobre >>a causas da decadencia da
industria de mineracao, que, apezar das innme-
ras concessdes feitaa pelo governo imperial, nao
tem offerecido van'ageoa apreciaveis aos que se
dedicara a trabalhos desea naturesa, nem tiopou-
eo tem c inseguido attrahir es capitaea nectasa
rio, qu.ndo e.liaa nenhuma outra industria pode
ser mais remuneradora ; rogo a V. Exc. se sirva
prestar-me minuciosas informacoes, nao t rinan-
to ao estado actual da rainera?ao neasa provincia,
indi:and) me quaesas explorat;<>n e lavras que se
achsrem em effectividade da aervici, quars
aquellas que tiverem sido abandonadas, bem como
em rrlacao as providencias que no couceito de V.
Exc. devam ser tomadas no intuito de auxiliar-se
o desenvolv ment dessa foate la riqueza publica.
Parecen lo que o mal que todos lamentamos nao
provin nicamente da deficiencia da legislacio
em vigor, mas anda de outras causas, couve
niente, para mais ampios esclarecimentos, que V.
Exc. oupa os respectivos concessionarios sobre os
procesaos einpregtdos as exploraces e lavras e
suas vantagena, sobre a possenea das minas, iu
portancia da produccao de cada urna d'ellas, nu-
mero de trabalbadores ao servioo da mineracao,
importancia dos seus salarios e, finalmente, sobre
quaeaquer obstculos quo porventura toaham im-
pedido o successo de taes emprtz is, afim de que,
levados ao conhecimento da Aas^mbl i Geral Le-
gislativa, possim eiles ser combatidos e remo
vides.
Deus guarde a V. Exc. Antonio da Silva Pra-
do.--Sr. presidente da provincia de...
Ministerio da Marn ha
Em 4 deste mez foram ongados :
Joio Frederico Gluck, offieial de 3.a classe do
carpo de fasenda d armada.
Claudio Jos de Oiiveira, eacreveote do encou -
rajado Aquidaban.
Foram nomeados: secretario do chefe da
flitilba do Amazonas, o 1. tenento Jos Fructuoso
Monteiro da Silva ; para servir na mesma flotilha,
o 2. tenente Artbur Alvim ; para servir de offi -
cial effectivo da escola naval, o 1.* tenente Emilia
de Miranda Ferreira Campello; para escrevente
do encouracado Aquidaban, Claudio Jos de Oii-
veira ; para a escola de aprendises-marinbeiros
da provincia de Santa Catbarina, o 1. enfermeiro
Eoxebio Leo de Gouvi Faria, e para a canho-
neira Lamtgo, o 1. enfermeiro Antonio Jersino de
Miranda.!
Tiveram ordem de passar : do encouracado
Riachuelo para o cruzador Imperial Marinheiro,
dsus guardas-marinha ; do Vapor Amizonas, des-
tacado para a escola naval, o 1.* tenente Francisco
Flaviano de Cantalice ; do patacho Aprendiz lia
rinheiro para o encouracado Bahia, o 2.* cirurgiao
Dr. Albino Moreira da Costa Lima.
Tiveram ordem da desembarcar : do vapor
Madeira, o.capitao-tenente Irincu Jos da Rocha e
o 2. tenente Bernarda Silveira de Miranda ; do
encouracado Javar), o 1. tenente Emilio de Mi-
randa Ferreira Campello, e o 2. tenente Artbur
Alvim ; da corveta Nherohy, o 1 tenente Jos
Fructuoso Monteiro aa Silva e o 2 tenente Seve-
riaoo Antonio de Castilho; do cruzador Imperial
Marinheiro o 2. tenente Bartholomeu Francisco
de Sonsa e Silva ; do patacho Aprend* Marinhei-
ro, o 2." cirurgiao Dr. Albino Moreira da Costa
Lima e o enfermeiro ; do cruzador Quanalara, o
2 tenente Francisco de 8ouzi Pinto ; do encou-
recado Solimdes, o capitao de fragata Manoel Lo-
pes da Cruz, e do cruzador Almirante Barroso, o
guardlao Raymundo Jos dos Santos.
Ministerio da Guerra
Foram transferidos : para o 3.* regiment de ar-
tilharia o 2.a tenente do 4. batalhao da mesma ar-
ma Antonio Fras de Castro Menezes e para este
batalhao o 2. tenente daquelle regiment Alvaro
Pinza de Castro ; da gnarnicJo da provincia de
Pernamboco para a das Alsgas o 2.' cirurgiao do
corpo de sads do exercito Dr. Artbur Imbassahy,
e desta pa*a aquella o 2.- cirurgiao do mesmo cor-
po Dr. redro Delfim de Aguiar : da guarnicao da
provincia de Goyas para a do Rio-Grande do Nor-
te, o 1.' cirurgiao do mesmo corpo Dr. Francisco
de Paul Alvelos, e desta para aquella o 2.' cirur-
giao, anda do mesma corpo, Dr. Jos Olivio de
Uzeda ; do 1.' batalhao para o 2.' regiment de
artilharia foi transferido na qualidade de addido,
e 1.* tenente do 2.- batalhao da mesma arma An-
tonio Pedro Pompea de Barros; do batalhao de
engenheiros para o 9.a de infantera o soldado Jos
Antonio dos Res, conforme p dio sua m3i, e da
companhia de infanta.-ia da provincia de S. Paci
para o 16 batalhao da mesma arma, o anspecada
Ildefonst Augusto da Silva.
Trocaram de corpos entre ai os alferes Joa-
' quim Elias Peixoto e Francisco de Albuquerque
1 Fajuaha, e este da companhia de infaotara da pro-
i vine i a das Alagdaa e aqnelie do 10 batalbSo de
infantera.
Governo da Provincia
FUJ, a que .issembla Legislativa Pro viudal de Pernamuiico
no dia de ana InstalIaeSo de Marco de 188 9, dirigi
o l sin. Sr. presidente da provincia Dr. Pedro Vicente de
Jizevedo.
(ContinuasSo)
FINANCAS PROVINCIAES
j EECETTA
/ A srrecadacao das rendas da provincia, no ezercicio prximo fiada, de
1885 -1886, cDmprehendida a iaiporncj*_de 1^022:5830146, que lhe estrsnha,
attiogio somma de 3.467 -.835,51778. ~~~ -- -______.
Excluid, porm, aquella quantis, verifita-se que a renda prpriaraeils or-
dinaria do mesmo exercicio monta a 2.445:252<>63}.
A quantia eliminada, que constitue recuteos do anno financeiro, com appli-
cayao s despazas decretadas, discriminase da forma seguinte :
Producto do imposto addicionsl de 5 /si desti-
nado aos estabelecimentos a cargo da Santa
Casa de Misericordia .
Supprimento a caixa do exercicio de 181586,
por emisaZo de apoliues de 7 %, sos ter-
mos da le n. 1868 .
Producto das rendas de algaosas collectoriss. .
RestituicSes e reposicSea f
Do exposto se v que a renda ordinaria do exercicio de 188586, orgada
em 2.714:829^695 apresenta urna differenca para menos de 269:5770063.
Comparada a arrocadacio da renda, propriamente ordinaria, do exercicio de
1884-85, no valor de 2.171:8420994, com a do exercicio de 1885 86, que impor-
ten em 2.445:2520632, d-ae nesta ultima um accrescimo da receita, no valor de
273:1090638.
Contribuirn! para a receita ordinaria do indicado exercicio de 188586, as
fontes de renda seguintes :
Direitos de exportco.....625:9420061
Imposto de consumo ..... 212:7020581
Imposto de transmissao de propriedade 222:8290153
Imposto sobre industrias e proiissoes 74:5710903
Impostoa lsncados.....356:3040605
Impostos nao Janeados. .... 137:4130971
Gyro commercial. ... 431:6880434
ContribuicSes de empresas o de empregados pro
vinciaes ......
EKCEITA DO 1.* SEMESTBE DO ExEBCIOIO DE 1886-1887
No 1. semestre d> corren te exercicio de 1886-1887 prodtizio a receita,
m sua totalidade, a somma de 2:217:3870199, assim descriminada ;
Receita ordinaria 1,088.6.90908
Receita addicional decima urbana 212:9570199
Receita de depsitos 915:8100092
2,217:3870199
A receita ordinaria asssenta nos ttulos seguintes;
Arrecadagao propria do semestre 1,040:7900189
Producto do imposto addicional de
58/,..... 47:8290719
.
Resulta do expendido baver chagado sanente
propria do exercicio no Iludido semestre.
Esta quantia deriva se dos seguintes pro Judos;
Direitos de exportacSo
Impostos de coasumo.
Transferencia de propriedade.
Industrias e profissSes inclusive
342:6960410 do imposto de gyro
Outros impostos lancados .
dem nao lancados .
Contribuic5s8 diversas
Renda eventual
dem nao classificada. .
Multas .....
Bens do evento
Juros .
Divida activa ....
1,088:6190908
a 1,040:7900189,
296:0250165
88:5960198
72:0480152
344:5600410
64:7090129
42:6740634
27:0350910
14:2020192
4-3600729
9:5750262
580137
1900434
75:9860997
renda
1
L
I
108:9810291
.
892:2000000
2310168
21:1700387
1.022*5830146

Multas
Emolumentos
Juros
Divida activa
Beus do evento .
Receita eventual .
Auxilio do cofre geral .
Renda nao classificada.
Calcamento. .
'
112:9270837
30:4650926
27:0160500
1:5110703
146:3350256
3440433
7:3190250
4O:86Q0O28
2910641
16:7270350
2.445:2520632
DESPEZA
A despeas total do exercicio de 1885-86 roportou em 3.462:4360658,
inclusive a quantia de 109:2020919, oriunla do algumaa verbas de despeas, de natu-
reza ordinaria, mas nao propriamente do exercicio. ^
Esta importancia tem a seguinte proveniencia :
Restituirles de despezas teitas no exercicio an-
terior por collectoriss, cujas coutas foram
liquidadas no de 1885-86 2210628
Applicagao especial do producto do imposto ad-
dicional de 5 % .... 108:9810291
1,040:7900189
Comparada a renda propria do 1. semestre do actual exercicio, na dita
importancia de 1,040:7900189, com a de igual semestre do exercicio anterior, no
valor de 790:9100311, apresenta urna differenca para mais, em favor da primeira
de 249:8790878.
DESPEZA DO 1.* 3EME8TBE DO EXEBCIOIO DE 18861887 .
A despeza total do 1, semestre do corrente exercicio alcancou o algarisuio
de 1,535:9110849 distribuido pela seguinte forma:
Despeza ordinaria 1,087:6250399
Despeza addicional decima 131:7510315
Despeza de depsitos 316:5350135
1,535:9110849
A despesa ordinaria cima deacripta, no valor de 1,087:6250399, classili-
ca-se deste modo:
Ser rijos decretados na le do orca-
--. ment .....
"eTB-de.collectora8 m anno anterior
Movimento\!s. fundos para a caixa
de depsitos eenfSg*.do producto
do imposto addicional de o "/,
Santa Casa de Misericordia.

1,042:7220363
970250

"~N 44:8050781
^--------
i,6UTTrj25^S
Executou-se entretanto a despeza ua parte exclusiva do anno, segundo .*
seguintes verbas :
Assembla Provincial. 17:5460996
Secretaria da Presidencia 32:1910357
Instrucco PuWioa 282:3980739
Culto Publico 0660056
Obras Publicas .... 41:4920918
Seguransa Publica 268:6220002
Saude Publica .... 2:5410855
Arrecadayao e fiscalisscao das ren-
das ..... 116:0550467
Pessoal inactivo. 45:2400943
Divida provincial 202:0870765
Uluminaclo publica 3:7450306
Publicares e mpressSos 7:5590998
Soecorros de beneficencia 10:1210848 -
Despeza nao classificada 12:1510518
1,042:7220 68
Comparada esta despeza com a de 793:0320875 de igual semestre do exer-
cicio anterior de 18841835, ha um accrescimo de 249-639J493.
Da confrontagao da receita orinara do 1." semestre do corrente exercicio,
na importancia de 1,038:6190908 com a respectiva uespeza correspondente a.....
1,037:6250399, venfica-se um saldo de 9910509.
Segundo pondera o Tbesouro, o resultado exposto refera-se apenas A dca-
peza satisfeita durante e semestre, ficando por pagar, atienta a iuiuffi;iencia da r-
recadacao, quantia nao pequea.
[Contiuuarte-ha )
A despeza ordinaria do exercicio de 1685
com as disposicSes ornamentarias absorveu a quantia
pelos ttulos aoguintes :
Assembla Provincial .
Societaria da Presidencia
InstruccSo Publica
Auxilio Industrial ......
Obras Pablicas .
Seguraaca Publica .....
Illuminayao Publica .....
Soecorros do Beneficencia .
Arrecadacao e tiscalisajao das rendas .
Pessoal inactivo ......
Divida provincial. _
Culto publico .
Publicares e impressSes ....
Saude publica ......
Eventuaes .......
RestituicSes .
3.363:2330749
Confrontando se esta despeza com a de 3.432:1770282, que foi decretada,
e com a de 3.337:6150201, era que fora oreada, nota-ae um decrecimento de......
78:9430533, com relasSo, primeira, e um augmento de 15:6180518, quinto a -<
guada.
Da comparacio da receita, sommando 3,467:8350778 com a despeza, na im-
portancia de 3,462:4360668, resulto um sallo de 5:39J0llO, na data do encerra-
mento das operacSes do exercicio de 18851886.
Alguraas verbas do orcaraanto do refjrido exercicio foram acerdscidas por
crditos supplementares, equivalentes a 103^71248, djs quaes se despenleram
apenas 67:9560172.
109:2020919
86 executada de coniormidade
do 3.353:2330749, discriminada
124:4110489
78:7580432
i 883:7250474
24:OOO0OUO
227:5530993
7O4:5860i28
'198:8200810
123:8430222
342:2410741
128:8970114
475:6800380
6:3740805
19:8840996
7:9520061
4:2130972
2:2880432
se-
DESPACHOS DA PBE8IDESCIA DO DIA 15 DB
MAB90 DE 1887
Antonia Borges da Funseea.Concedo a licunca
pedida para ser gos-ida fr* da provincia.
Aurelio dos Santos Coimbra.Certifijae-se o
que constar.
Antonio Joaquim Casca).Informe a Cmara
Municipal do Becife.
Cariolano de Paiva e M.-llo e ontro.Prejodi
cado por nto ter sido approvado o contracto da
Cmara a que se rtfre.
Domingos Alves M.theus.Informe o Sr. ins-
pector da Thesouraria de fasenda.
Joaquim Galeno CoeirnInforme o Sr. inspec-
tor do Tbesouro Provincial.
Jos Alves de Soui-i Bandeira.Junte o titulo.
Jos Ribeiro Ponseca Braga. -Apistiile-se.
Joo Jos Pereira Siin, sjn ordenado j-
mente.
JoSo Bodrignes de Moura.Informe o ir. direc-
tor do Arsenal do Craerra.
O mesmo.Siin me liante r.-cib).
Jos Augusto Porto Carreiro.Sim, sem onus
nem obrigacos por parte da provincia.
Manoel Cordeiro Cavalcante tJalvilo.Picam
dadas aa providencia reclamadas pelo supplcante.
Maneel Alves Pereira.Sim, pagando as coroe-
dorias. ..
Porfiria Jesuiua Baptista da S Iveira.Inde-
ferido. Nio se pde contar para a jubilafo da
supplcante, que ja eati jubilada gratifieaca 1 que.
alm de nao comurehendida na lei (art. 15 l" da
lei n. 1810) aino a supplicaute nio provou que a
ella tivesse adqnerido direito, dettingwndo-ie no
magisterio, revellando dediuacio nao cornmum no
exercicio de suas funeces e prestando servicoa
relevante e extraordinario* (art. 157 do regula-
ment de 6 de Fevereiro da 1685).
Sesretaria da Presidenci* de Pernam
buco, em 16 le Marco de 1887. .
O porte iro,
Francelino Chacn.
Keparico da Polica
Secjao 2.'-N. 267.Secretaria da Po-
lica de Pernam buco, 16 de Maryo de
1887. -Illm. e Exm. Sr. Participo a
V. Exc. qne foram recolbidos Casa de
DetencSo os seguintes individuos :
A' ordem do sub lelegado de Santo An-
tonio Jos Antonio da Silva, preso em fli-
grante por crirae de furto e ferimento ;
Olindina Jos da Silva e PanUlilo Fran-
cisco da Costa, por disturbios.
A' ordem do do Io iistricto de S. J >&
Manat-l Francisco Cesarii de Mello. CaetEO
Luiz da Sil/a, po- crime de furto ; Ild-
foa?o Gronjalves. de Siqueira, por uso ae
armas defezis, e Joaquim Pereira Lm ,
por disturbios.
A' ordem do do l' distri;to da Bo .-Vis-
ta, Candido Gomrs do Franca e Jos dr-
cia da Silva por disturbios e offsusas a
moral publica.
A' ordem do do Io dstricto da Graca
Severino de Barros Pereira, por distur-
bios.
O Dr. d'-lega'lo do 1 distric'o da capi-
tal, em afficio desta data,- communicou-me
que bentoin' depois de 7 horas da noit",
na oc-asilo em que passava p.lt na do
Barita da Victori 'K fregaezi* de Santo
An'onio, o boad n. 24 da liaba do F?r-
nindes Vieira, foi abalro>do por um cirro
da cocheira de Jos da Cruz Freita, rjua
era guiado plo bolieiro Joaquim Teixeira,
e ae acbava embriagado, o qual sabia da
ra de Santo Amaro.
No eocontio suoueJeu uabir o coc'aeiio
que segurando as releas f i arrastado a
certa distacoia por ti-rem diapara''oi 08
animaos, fia. o do gravemente ferido.
Coiduzido a pharoaci.i de Jo-. \nto:i
Pinto, ald compareca o Dr. CoPio L^i'e,
qne proceleu vUt-ri e p*nsoa es t>ri-
nentos.
Participou-me o subdelegado do Peres,
que bontem pe .s 11 loras ds manba, aa
lugar Cogulb daquelle dstricto, Manofl
Francisco da Hora, travando se de razSes
oom Manoel Nogueira, resultou Shir es'o
oom ama facada d* qual veio a fallecer
qnasi iastantanaamente.
O assasan? tratou de se p6> em fngS
mas sendo iocontinxnri perseguido, fri *ti-
nal pr tricto.
O referido subirl^gado tomou conheci-
mento dtf f*Cto o prearfguio Qja t-tuiOS u
Isi. ""


Diario At ernambucoQuinta--.eir 17 de Marpo de
d-
na
i
y
7
y
r i
19
i D3-
Se-
nor-
No
184
Paelfleo
Dates de joras** at 12 o telegrsphica* at
de Fevereiro:
Oa diarios ebilenoa nao adiaotam neahuma
tcia iirportanto daa repblica do Pacifico,
guodo toleg'ammas de Sanitago expedido* a 19
pibcad., na Nado, do Bueno Ayr<, no dia
17 houve no Issareto do departamento de San-
tiago 9i) eaioa novo e 65 bitos de cholera-a
bas o fra do. lasareto 91 casos e 32 bitos.
ata *egumte decaa se no ditj departamento
e-iso* e 103 bito.
ti* a Praia
Data* de Bueno*-Ayre. mi 20 do Fevereiro :
Na eapital da Repblica Argentina cnntiuua-
vam o* e mmeotano* e eonjeetnra., maisou mena*
fandado*, sobre o estado d caa carmina ti & C.
Os er.dore, que a principio esforcarasa.se pera
cuidar do as.aropto pri/admente, evitando os tra-
mite judcieee, afiaal e de cominam aecordo, re-
querer am ao tribunal do c-mmerce qae fbsse de-
clarada a falleocia mraediatameute afim de serem
tomadas sem dilaco as medida de segnnnca re-
clamadas pelo caso. Assim f.ii resolvdo.
Segundo coma uui'ou ao citaio diario porteeho
o seu eoiregpondenle em Montevideo, reuoo-ss na
noite de 18 o partido colorado e elegeu presidente
da commissao provisoria do mesmo partido Fer-
nando Tarrea e fice presidente Pedro Buita-
mante. ..
Noticia ainda a eommunicscio a que noi ref'ri-
mos qae do Cerro lirg i aununciavam aovas tro-
pelas de torcas brasUei.a cm territorio Oriental.
O governo dra instruecoe ao Sr. 8agastume para
reclamar contra seioelhan'es actoa.
Diz ainda o correspondente que J,aqaim San-
tos vira reunir se no Rio de Janeiro ao ex-presi
dente, general Mximo Santos.
Foram retirado* o* cordoeu aauiUrios da costa
oriental para as pioceJencias argentinas.
Rio tirando do fetal
Datas at 25 de Fevereiro :
__ No da 23 ebegara ao Rio Grande o briga-
dero Euas alvio, que nrsse memo dia seguio
para a capital.
Em Santa Victoria no dia 12 do pasaado, ao es-
curec.-r, quando rgressava de urna veada de iomi-
nada Venda do Pao Fincado, para a casa de Fio-
risbino Miranda, onde parava, foi assassinado o in-
dividuo Frank'iu Ferreira,ignorando-sc quem fra
o autor ou autorej do criuie
Tinha ciaeo fen'mentos teito* por arma de fog",
diversos por tastrumentos cortaste e perfurante, e
rstava degolado.
No districto de Taum, onde resida, suici-
dou-se no dia 19. Tbomaz Jos Cadaval, que
alli exerceu o cargo de fiscal ds cmara muni-
cipal.
L-se na Qauta di Algrete:
O Sr. presdeme da provincia tendo denuncia
de que o revolucionario Nico Coronel reuma pes-
soal em ana casa, no manieipto do Quaraby, afim
de invadir a Repblica Oriental, expedio oraeus,
em telegrammas ao Sr. delegado de poheia Gal-
dine Freitas Noronha, para que as transmittiase
ao delegado d'aquelle municipio, r.comraendaudo
activa* providencias, que dUpersem onjuntainento
i e evitem a invatio.
N'esse sentido tambem prevenio s autonda-
i des militares e policiaes de t-onteira, afim de qae
: prestem o apoto que r neee.sario.
O delegado de Qnaroby resp-ndendo ao oftici'.
I do Sr. Galdino em que se traasaailtio as orden*
' da presidencia, e dando couto do assasaiuato de
um filbo de Nico Coronel, de neme Marcos, victi-
mado ha das na piopria casa de seo pai, di* que,
! tendo comparecido a faser auto de ora* de delicto
1 ny assasaioado, vio em casa do Sieo pessoaj
iosuipeiUs e osnbecidas daquella delegacia, do
| que dedus ser falsa a aenuneia dada pnmeira
autoridade da provincia. *
Fallecern); em S. Sebastin, o Dr. Her
; mann Steinkipf, que alli riereis a medieina e era
o idjlo da populacio do Cahy ; em S. Leopoldo,
D. Kanira Dieter; no Rio-Grande, D. Mria
Ciara de Jc*us, e en. Pelotas, Josqoim Gomrs dos
Santos.
Piranfc
Datas at 24 de Feverairo : -
L-se no Daenove de Deambrc:
No quarteirio do Ulnbar tem apparecido di-
verso* caso* de bexlgas.
Consta os que os doentes acham-sc situados
justamente m* parte Dais habitada e frequentada
do quarteirio ; e, portanto, facilima a propagacio
do mal. ,
Informan) nos que parti par o Umoara o
Sr. Antonio Ricardo do Nscimeoto, membro da
commissao de hygiene da cmara municipal, afim
de establecer um lasareto onde possam ser conve-
nientemente tratados o* variolosos, M quaes fica-
rao a cargo do Dr. Jos Joaquim Franco |Valle,
que para alli tambem segnio.
a Cm o Sr. Nsscimento aegoiram 10 pravas
psra o estabelecimento de um cordo de modo a
interceptar a cummuoieacao entre os enfermos e a
visinbanca.
Nao podemos deixar de applsudir o aeerto de
taes medidas, gracas s qnaas bem posaivel que
a noaaa eapital nao reseba Uo ineommoda quanto
i^&mam'-'ros tambem que *e achavam alli
carga proceda se n aquella occas.ao. 8ffec,ado. de bexigaa urna menina, o pai desta e,
Foram-lbe prestado, immedi.tamente todo, os ~g J SJE-sl da mol..t.a, Maria Mau-
toscorros afim di o salvar .cla Que .manhecera com tuuita febre. .
Ao deitarem o c*rpo sobre aquella ponte o m-1 r,ci* 1W .,7.-, camarina
feliz Leopoldo tinha deixado de existir. .. SL-rfsn
- S-> 0,;o laS>r Larangeira, districto^e %** J2S" 1 refere o se-
ltxpicur, os indios Andr Avelino da Silva e Pe- i y "
dro Amaral, armados de espingarda, de. doaii c- j g| correte, das 7 para as 8 hora,
no. e u-resdo americano, **#**,<**> sV^MaXdSl. Coqueiro., deu se
commercante _Porfir.o Francoco d Alta, no in- ,j 8 VictnU ^r|oi da ^
PArcipou-iue o delegado do termo
Limoeiro, om ofSo de bootem, ter
rxiesmn data feita remessa ao Dr. iui inu-
aicipal, do inqaarito policial procedido con-
tra SebastiSo Joa de Sant'Aaua, par ter
na tardo de 16 d Fevereiro ultimo ferido
gravemente a JoZo (L-leatin j da Silva.
Houtem, pelas 3 1(2 liarla da tarde, uo
estabelecio-ento de Vieira e Silva 4 ra
de S. Francisco, da fraguezia de Santo
Antonio, o individen de norae Jos Anto-
nio da Silva, entrou no referido eatabeleci-
mento no intuito da comprar, e depoia de
haver bebido agurdente, proenroa altir
urrateiramente conduzindo o copo de que
ae servia e, como feaae issojpresenciado pe
caixeiro Ricardo Guerra, do dito estabe-
lecimento, correu este e.u perseguicao do
fugitivo que, arreroessanfo-lhe o copo, re-
iultaodo ticar Gurr.t com um ferimenlo
na regiSo ponto temporal orquerlo.
O lelinquente foi presa ero flagrante e
ejnduzido a preaenc do subdelegado da
fregutzia lavrou se o competente termo,
sendo em seguida reedhido Casa de De-
ten .lo.
O offeoiido foi valoriado p3lo Dr. Jos
Joaquin de Souxa, que consiierou leve o
feriuiento.
DoU8 guarde a V. Exe,Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, rauito
digao presidente da provincia. O ehefe de
polica, Antonio Domingos Pin'o.
Til es o uro Provincial
despachos do dia 16 de mab0
de 1887
Delmiro Sergio de Faria. Facam-se as
not.s da portara de licenca.
I^bel Xavier Peixoto de Albuquerque.
H-qa vista o Sr. Dr. pro jurador fiscal.
Pret da guarda cvica. -Examine-s?.
Joaquim Gabino Coelho, Birao de r*e
trolina, Joao BaptisU Telles, Rrowns &
' ., Domingos Alves Matheus. H. Burle
4 C. e confiara da Soledadc. -Informe o
Sr. contador.
Maria Joaquina da AnnuuciajUo e Silva.
Ao consulado para attender.
Pret da guarda civica. Pague-se.
Alfredo Santos. Ao Dr. procurador
fiscal para attender, nao havendo inconve
niente,
DIARIO DE jggAMjjg
RECIFE, 17 DE MABgO DE 1887
Noticias do norte do Imperio
O paquete nacional Pemambuco, entrada boo-
tem do norte, trouxe as seguintes noticias:
Amaionex
Datas at 5 de Marco :
Houve no no Negro um brbaro assassinato per-
petrado cima de Tapuruquara, no districto de
Cabtanheira.
Nove bomens srmados de relies o espingardas
de dous canos a^grediram e amordacaram a Mar-
eo* de Almeida Pinto, e o levaram para urna praia
deawrtas, onde o aasassiaaram.
Dep>8 de consumado o crinr, esquartejaram o
oadaver que assira mutilado foi laucado ao rio 1
Fel directora da Ccmpanhia d; Manaos foi
aomnalo o 1 teaente Manoel I. Pires de Camargo
para ommandar o vapor Japur, em substituidlo
"do Io lente Arouca.
r Ficava a sabir de Mau4os com destino ao
Para o npor Buallaga. ___
Raterio o imosoiio :No dia 2? Je Feve
Miro ulamo naufragou em frente i Iba do Marre-
eo um/jateiao do Sr. Prudencio Jos Mattos, qe
SbIh r'-ir'L_et^ _ejpitsj, .estregado de castanhas,
fallecendo, por nio saber nadar, Jos M. Cavallero
s um tripalaute de nome Francisco Neves, sal
Taodo-se as tres pessoa. que restaram da tripola-
oao.
__ Falleceu o major Pedro Henrique. Cordeiro,
eouferentc da Alfandega da capital.
A recebedoria provincial rendeu em Feve-
jeiro121:089*676.
rara
Datas at 9 de Marco :
No His 2, pela volt* das 11 horas da manha, es-
tando % trabalhar no guindaste da Alfandega, o
pardo Leopoldo, acontecen cahir au rio, tendo ba-
tido a cabeca na borda da alvarenga a cuja des
tuito de asaassinal-o de emboscada.
Os delinqnentes foram presos em flagrante de
Iretc por diversos cidadaos e remettidos nontem ao
luielcgsdo de policio, que os fes recolber 4 ca-
daia publica.
No dia 7, pela manbi foi cendosido ao Beeeo
da Miranda, o cadver de um homem de cor preta
o qual fra visto fluctuando em fronte ao littorsl.
Procederam a esame cadavrico os Srs. Drs.
Oeminiano e Fernando Costa, os quacs declsraram
ter sido devida a morte aspbixia por submerso.
A Alfandega renden em Fevereiro.........
725:745*476.
Mnranlmo
Datas at 12 de Marco :
As noticia* sao destituidas de intere.se.
__Falleceram em Bority o tenente-coronel Mar-
celino Goncatve Machado, e em Gaimaraes o ma-
jor Jos Joaquim Das Vieira.
Rendeu a Alfandega em Fevereiro.........
144:404*789.
Piaaky
Data, at 26 de Fevereiro :
Carecem de interesse as noticias desta provin-
cia.
Ceara
Data, at 18 de Marco :
Foram removidos os seguintes promotores p-
blicos :
D. omarca da Granja par* de Maranguape,
qne se acha vaga, .o bachsrel Pedre Gomes da
Frota;
Da de S. Benedicto para a de Granja o bacbarel
Adolpho Corde'm de Moraea CampeliQ, icaado
sem effeito a portaria de 21 de Janeiro ultimo jk
qual dora removido para a do Ico.
Foi nomeado promotor publico desta ultima co-
marca o bacharel AntTnio Thomsx de Lnna Freir.
Lemos na CoiwtwefJo de 11 :
. Estes ltimos dia., sontinuando & tnazer-jioj
chava, regulares, tm offerecido agradavel es-
peranca de nm invern bom e productor.
. Animadoras noticias, vindne de ovarios pon-
to do interior, e que publicamos com grande ant-
ier, robusteceos mais aquella eaperanca e dio-nos
motivos de jnlgar dissipados completamente o. ce-
eeio. de um invern minguado.
Lemos na mesa folha de 18 :
t Ante hontess tarde, o mar manifostou a na
furia, u'un transbardamento imatenso alm dos
limites de suas praia*. A roa-da praia fioon com-
pletamente alagada e do viaducto em constraceao
foram laucadas ao mar algumaa pesadas chapas de
ferro, alada nao cravadas.
a Os bonds paesavam cosa as redas mergulhadas
e aleuus armazens foram iavadidos pela* aguae.i **)'
n -_ a. tace -. i________-;. J. is. -._ JJaDtl
i am crime, praticado por Vicente Carlos da Costa,
de eombinscao cosa sen irmio Antonio Carlos da
Costa Loureu-o, na pessoa de Ramiro Damasi j da
ailv, moco trabalhador e que era o arrimo de sua
pobre ini vinva e dnas irnaas.
Vicente, depols de ter tido luta eorpiral com
Remiro, no lagar denominado Palhoca, viera para
o engenho de farinha do Sr. Victoria, ende reside
nm sen tio Manoel Jos dos Santos, e ahi, juntan-
do-se com o* dous j mencionados, trmaram se de
faca e ccete a espera de que pasasse o referido
Ramiro.
Este, nio *apponio semelhaate emboscada ao
pa.sar, ouvio s voz de Vicente que Ihe disia que
esperasse porque o quera matar, e saltando por
cima da cerca que divide o meamo engenho com
a estrada publica, com os dous mais Antonio e
Joao, j mencionados, corren atrs de Ramiro que
enveredjn pelo eamiubo da casa de D. Felicidade
Maria da Silva ; apanharam fcilmente no terreiro
da referida casa e ah den lhe Vicente urna ta-
cada na regio dorcal do lado direito. Alm
desse terimento fizeram-lhe miis ama contnsSo na
regio pe toral direita abaixo da clavicula.
inan tteraea
Datas at 3 de Marco :
Referen as folhas de Fevereiro :
No da 9 do correte, 11 horas da noite
mua ou menos, em S. Scbas So de Herval, foi
nssassiaada com urna facada a crieula Eva pelo
pury Justino de tal; parece que o motivo docrime
tai o cime, visto que ambss viviao amasiados,
ospectacnlo.
O assassino premeditara o crime, porqne ho-
ras antes, tomara emprestada a faca de Joo Ber-
nardo, genro e viainho da assa.sinada, dizt-ndo
qne, tendo perdido ou esquecido a sua, por isso
precisava para faier um cigarro !
O assassino csmmetteu o crime e evadi se.
O assassino de Eva foi preso no dia 12 em
S. Miguel do Anta e remettido ao subdelegado
d'aqui, o qual j o interrogon e inquerito diversa,
testemanha., e Justino segac para a adeia da Vi-
c.ss.
assistir ao interrogatorio do reo.
No lugar denominado Padre Doutor, urna
legua distante da cidade da Formira, houve um
grande conflicto, resultando delle a morte de Fran-
cisco Luiz Syldnaid e ferimentos, cm Severo e
Candido Pinto de Viaeu.
Da cadete de Oaro Preto, evadiram se os
gales Salvador de tal e Adao.
Na freguesia da Lage, provincia do Rio, no
denominado Limoeiro, Maaoel Antonio
Depois de 1866 nao lia memoria de te gtaa-
des mares.
Blo trande do Korte
Datas at 14 de Marco :
Constam aa noticia da carta do nosso coepo-
dente, publicada na rubrica Interior.
Parahyba
Datas at 15 de Maroo:
Os jetases nada adiantam ao. indas pelo Psrn-
pamo. ^. ______________
MotlelM do Pacifico, Ro da
rrala e sal d imperio
O paquete mgtas Afondes, entrado hoatemao
sol trooe as seguintes noticias e a. que constam
das rubricas Ptre Otfetoi e Interior :
Baptista. assassinon sua mulber Anua Feliz de
Sonsa com urna facada no ventre. O motivo da
morte foi a brisa entre os dous.
Ao Crrete do Norte deram de Janoaria| a
aeguinte noticia:
c O re.peitavel e pacifico eidadao major Jos
Lopes da Reces, nm dos bomens mais bemfazejo
qne a Januaria possoe, acaba de ser victima de
aova tentativa de assassinato em sua faienda de
Tat, prxima a esta eidade. Anda ha pouco no
ticiou-se urna bem caracteriseda tentativa de
morte contra este importante fasendeiro, e a re-
petico deste crime prova qae ha alli o proposito
de riscal-o do numero dos vivos.
> Entretanto nio se pode desconfiar de movel;
pois o major Lopes nao tem em sen paseado facto
tlgum que o recommende a faria dos sicarios. >
Do BarpendyoMii de 27 do paseada extrahi-
mos as seguintes noticias :
> Na Varginha foi assassinado com nm tiro, em
cam'iibo, de volta para sua casa, onde efasgou fe-
rido o tiseadeiro Joc Antonio Pcoha de Andrade,
que, apesar doa cuidado* do medico qae f >i cha-
inaJo para medical-', (uceumbio so tiro, recben-
os s'ic jorros epintaaes do vigario da Varginha
padre Aurelia i Deolato Brasileiro.
A polica el i mcmi looalidade, auxiliada pelo
prumjtor publie-. da comarca de Tres Poetas, al-
feres Custodi > Vieira de Brito, que pra alli foi,
aaegni-i captarar o mandante e mandatario do
crime, M -u -i J jaqnim, Q liosote e Libo, constan-
do do inqwtttii que fot o ultimo quem matoa o in-
fea PeuKa e pela quantia de 120*!
A esposa de Peona, .inconsolsvel com a morte
de sen maride, recarea tomar alimento, fallecendo
8 dias depass, edeixaado libert por seu testamen-
to oa eacravo que Deseis.
O eapitSo Antn i) Moreira da Costa pro-
jecta fundar un Diamantina um asylo para enfer-
mos e mendigor.
Na fnzenda das Podras, Taboluiro Gran-
de, um raio cahio em am eito de 40 tr>balbadores,
cabindo os mesmos com o ehoqae, e s fiesndo in
colame e regente d) servieo.
Morrea em dos trabalbadoies, os quaes foram
medieados pelo Or. Bernardo Ctndido.
Morreo desastrosamente' no districto do
Pomp(> o e.timavel eidadao Theopbilo'da Soasa
.Machado, por Ibc havsr penetrado do ven're um
cstilhaco de sua espiugarda, que arrebentou ao dar
elle um tiro.
Huprds-se qne s arma arrebentoa por baver
dentro umi casa de barro feita por maribondes,
que costomam fazel a. no cano das espingardas.
O 8r. Thir, lente da escola de asina., eom-
prou em Sab ir a lavra da Boa-Viste-, pertencente
ao. berdeiroa do tenente-eorenel Francisco de As-
is Jardim.
Diz o Americano, de Santa Luzia de Caran-
gola, que esteva extincta a epidemia da varila,
que app*re%era as proximidades de 8. Matheus.
Em trejo-Alegre, o fazendeiro Bellarinino
de Paula Vieira, em um .rio em san casa, dando
ama silva com urna garrucha que estava carrega-
da de chambo, a carga foi ampreg-ir-se em seu
canhad) Joaqirm Honorato, om qoem viva na
maior harmona e qne falleceu uoucoa minutos de-
pois.
Na villa de Brejo-Alegre, nm individua, ne-
gocisnte de gneros alimenticios, tem um cao que
j tem atacado 9 pessoas, das quaes a ultimo fal-
leceu e algumaa das outras est) aleijada*.
Estiveraui na Abbadia do Bjm Successo, em
rxploraco-s para o proloogamento da Mogyaoa, os
engenbeiro* Carlos Escubir e l >ilanda Cavalcan-
te, que depxs se retiraraui para .Monte-Alegre.
Na matriz de Santo Antooio, s da Diaman-
tina, toram roubado* vario* objectos e joia. de va-
lor elevad}, entre ella, a cor i do oure eom um
diamantj de Nosaa Seuhora da C inceicio e a ba-
1 lucinha, tambem de ouro, eom qae S. Miguel pe
sava as almas.
< Algum devoto a levara para ser aferida ? *
pergunta o Sele de Sele-nbro ; deacobriram-se os
autores e as j Corra cm Sinto Antonio do Machado qae o
povo amotinado pretenda attear a cmara muni-
cipal por causa dos novos topistas.
O alferes Murta, delegado de polica, providen-
eava para prevenir a desordem.
O Pombense reclama sobre a grande agzlo-
n-raeSi de presos, em n mero de 70, as duas
uaieas euzovia* da eaiei i da cidade.
Eos S. Jos do ParMO, uaorreram mordido,
decobr um filho do lavrador Joaquim Mogyano, e
um menor da fazenda do Sr. Jos r*ereira Goulart.
Foi kasassinado no arraial do Rio-Verde,
municipio da D.amantina, o camarade Joao Gu-
des Leal ; o. criminosos passeiavam iivremeate
pelas ras da povoacilo, o que diz urna folha de
Diamantina.
No dia 28 do passado deu se, a mei legua
da Formifra, ua conflicto, do qaal resultaram a
morte de Francisco Luiz Sydnaid e ferimentos em
Francisco Scv.ro c Caodid Pioto de Visea.
,_ O fallecido era casado, mas ha aneo, abandona-
ra sua esposa e servia de official de juatica.
m. Paulo
Datas at 8 de Marco :
Em Campias tem tido muita aceitacio a So-
eiedade Cooperativa do* interesse da larour,
achando-8e tomdo grande numero de aeces.
Sobre este assatsapto refere o Correio de Cam -
pinas :
Consta nos que tem sido tomado grande nu-
mero de accoes, sendo de esperar que dentro em
pouco tempo estejaemi tido todo o capital.
Algans iswadmes abracaram a idea eom ver-
dadero eutbasiasino, eferecendo-se espontanea-
mente para coadjuvar o* incorporadore* na pasea
gem das accoes. *> *#
Em Campe Limpo suicidou-se a 21 do passa-
do Celestino Marechal Signor, de aaciooalidade
SUSSa.
No dia 2 do curreute suicidou se com om tiro
na cabeca, em Bragaaca, o fasendeiro all resi-
dente Albano Franco de Godoy. Este acto era at
tribuida a desarranjo saeotai.
Foi descoberto no municipio da Franca um
terreno diamantino que, segundo pensa o seo des-
cobridor, offerece vantagens extraordinarias.
No dia 27 de Fevereiro deu-ee um desastre
no ramal do Amparo, na* proximidades da eetacao
de Coqueiro..
Um velbu .urdo que caminbava pelo centro da
linha foi a andado pjla machina e atirado a urna
valleta, onde ficou prostrsdo, iroseguiudo a loco-
motiva seu camrabo comoee nada hauvesse saece-
dido.
Na tarde de 25, depois de urna chuva tor-
rencial, o rio BananI enchea de modo a causar
inundaces em militas fazendas.
L-se no Correio Paulietano :
Augusta Hashlr, nao tendo podido vir para
o Brasil com eu marido, que ha 7 unnos aqu le
side, deixou se fiear na AUemanha, na trra natal,
d'onde se correspiodia com elle, que, embora po-
bre, nao se esquecia de mandar mensalmente ama
mesada mulber.
Ante-bontem, estaolo o marido na plata-fr-
ma da eataeao do norte, na occasio em que des-
embarcaram algn* immigrantes, sorprenden-a .8-
hindo do tragn pelo braco de um allemo.
Pergnotando-lbe quem era o individuo que a
acompanhava, teve em re.posta que era leu segun-
do marido, com quem casara j algans sanos, cir
camstaocia qae sempre occaltara!
Nao conseguindo o pnmeiro marido que elia
o acompanbass, deu queixa ao subdelegado de
Santa Ephigenia, pelo qaal foi presa a bigama e
depostala em ama casa da ra dos Guayanaze,
depois do termo de respooeabilidade assigeado
pelo respectivo morador. >
Na -Villa de Mariaona foi no dia 5 ferido
gravemente no peto, do lado direito, eom ama
bala de rewolver, o allemo Jos Hoeller.
Foi o facto queOtto Kiefel, tambem allemSo,
estando a examinar um rewolver, veio este a dis
parar. Houve o exame medico. Otto evadib-se.
O Diario Popular publiea o seguinte :
Escrevem-no. de Saut'Auna do Parnahyba,
em 8 do pass,do :
Por aqu eontinuam es conflictos e mortes.
E' o Cbi .ue-CbiquB de Matto-Grosso.
Ha das mataram um escravo de J os Martins
Rodrigues.
O inspector, snspeitando de am outro esersvo,
amarren-o, mas soltou o depois, porqne pertencia
a urna sua irroS.
A cheia do Tiste causn extraordinarios
estragos na coLnia de Itapnra, e a nSo serem as
providencias enrgicas e prompta tenadas pelo
director, gjandes prejaisos teriam havido.
Os jornaes de Campias eontinuam a regis-
trar com urna abundancia admiravel as proezas
de audaciosos gatunos, ltimamente aboletados
n'aqaella cidade
Nio ha da em qne ellea nao ponham em pratica
suas habilidades e nSo se apossem de propredade
alheia.
At j quizerem, s 6 horas da noite, tomar a
urna preta o cavallo de um medico, que apelara
para ver urna doente.
O Correio de Campistas aponta polica os
seguintes chefs : v
Barotinho, Fre "as. Chumbinho, Camote, um
tal Quirino, mulato; um tal Fcrras, etc.
Dis o Iguapense qae ha mais de anno que
na* comarcas de Iguspe e Xiririca desenvolveu-se
peste de deaoadeirameoto nos animaes cavallaires,
que tem matado cerca de 5,090, aSo tendo aiada
sido, descoberto o mere de tratsment para a
cura.
Fazendo pela media de 50*, o preeo de cada
ara animal morto pela predicta peste, tem soffrido
duas ce marca, o prejuiso de 250:000*000.
Blo de Janeiro
Datos at 9 de Mareo:
Donata aa principa* noticias da carta do nosso
orrespondentc, publicadas na rubrica Interior.
Deliberou o minsterio da agricultura ser appli-
cavel o abatimento de 50 */0, a que sa refere o
aviso de 20 de Desembro ultimo, aofrete do carvto
que houver de ser transportado pela estrada de
ferro do Becife a S. Francisco para as obras obras
de censtruccfo da linha projeetada do Ribeirao ao
Bonito, oa provincia de Pexnambuco. Foi cora-
municada a deliberacio presidencia daquella
provincia.
Foi publicado o decreto n. 9,728 d 19 do mes
ultime pelo qual foi adiado para Setembro prximo
futuro o prsso marcado 4 Norlh Brcsilian Sugar
para comeco da moagem no engenho con'ral de S.
L'iurenco da Matta, da provincia de Pornamb-ico.
Caotinnar suspensa, entretanto, a garaatia de
juros at que toda. a. obras se sebea) oaclui las
e sejam acceitas pelo governo, nao pudendo a com-
panhia, por nmhum pretexto, exigir pagamento de
j ni os relativo* ao periodo da .uspeotdo, e obrigan-
do-se a (Insistir de qnaesqjaer reeanmaote* peo-
dentes.
Em sesale o dia 2, o Tribunal de Theswwe
Nacional deferia os recursos :
De Bernet St -lomp., dos despachos pelos quaes
o inspector da Alfandega de Pernambaeo maudoa
considerar como bretanha de algudo estampada
com o preparo de cambraia imitando basptiste, a
toercadoria submettida de.pai.'brf oomo norim es-
tampada nio especificado ;
De Marques da S.lva & C-, contra o despacho
do inspector da alfandega do Cear4 qno os mul-
t.iu em direitos dobrados pela diflerenca de qua-
lidade verificada na mercadoria submettida a des-
pacho pela nota n. 205 de 4 de Julbo ultimo.
Lemos no Jornal do Commercio de 2 :
m Desveloa-.e bontem 4s 6 1/2 da tarde, como
baviamsa noticiado, a estatua em bronze de fina-
do eoaselheiro Manoel Baarque de Macelo, le-
vantada no centio do jardim froit-iro 4 estacJo
de S. Diogo, da estrada A's 6 hora* o 10 minutos parti um trein es-
pecial da eataeao da corte, le7ando a banda de
msica do 10* batalhoo de lutantaria, a familia
do fiando, a adrainistracao superior e amitos em
pregado* da estrada e da ecretaria de estado dos
n "goeios da agricultura, varias familia*, pessoa*
gradas e representantes da imprensa.
Cheganoa ao referdo jardim, o Sr. Dr. Jos
Evrbank da Cmara ouvidou o Srs. Bardo de
Capaoema e Or. Mauotl Bnar^-i- de Mauedj para
puxarrm as b'rlasd-is veos azul e ver>i>', core*
pymbj4ica. da eugeuharia.
Ficando deseaban* a estatua da qnal j foi
feita a descnpe&o nesta folha, faltaud ap?na.
diaerqne tem 2,65 d altura a asaen'a sobre o
fuste de urna o'-r ana de granito de 2",52, cujo
pedestal tem 1",7J, seud i a altura total do monu-
mento de (S,87, o Sr. Dr. Carvalho de Sonsa,
chefe do trafego, I.-u o seguinte discurso :
Miabas senhoras, meo* entures.En duas
palavra* p na cu reserairia tudo o fie se poli
di*T do bomem que eoucretiaoe em si quanto de
iuvejavel e rauJioao ousa aspirar a legitima am-
bicio humana, prona teiandj o nome do Buarque
de Macelo, e eugrioaldaado-lbe a froate com a
ori esplendida, urdida com o* caracteres ind-
leveis daquellas duas pilavrasInvictas labore!
O trabaibo foi a sua eoii de gloria. : pelo
trsbalbo subi, e zar da luca titaaiea de todos os dias, pois nunca
de.sa arena se afiatoa !
No estrangeiro, servindo 4 patria, ua patria
como engeubeiro, legislador, estadista, consumi
44 aaaos de urna ecisteaeia gloriosa qae promet-
tia tal vez novo marco, mva serie de assigaaladoa
servicia!... Ms detrve o a fatalidade I O i n
possivel qae ningsem ttanspe, foi-lhe a barreira,
e elle baqueou, as baqueou uo trabaibo, serviudo
patria que o estrema^ia !
Coincidencia mysteriosa 1
O ultimo suspiro de Buarq'ie de Macedo, o
atbkta do engrandecimeuto do paiz, perdeu se em
oeio, eouiou-iie-M com o .ilvo etrilente da lo-
comotiva que ha pouco o transportara 4quellas
Kngquas paragens.
E pelo trabatho cabi.i ans-ca: posto',
firme, despresada a dr ; o b *mem do progresso,
e tombavM exauime, fazia do cheque pmdustdo
pela qu la di sea torpona trra que tanto ama-
va, arrebentar urna seutelba alli tomeu a forma do mais importante uv.-ihora-
lueato de que a patria eiciaa estrada de ferrro.
Eztinguia-ne a sua existencia, cessava de tra-
balhar essa machina presante... mus rodava
al o a locomotiva e a ljcom.it i va era o futuro da
patria !
Que trista oiocidencia a fatalidade engen-
drara i
Hoje eommemoramjs aqui a vida e a morte!
A vida, porque ba cincuenta annos neste mes-
ai o dia, a l de Mares de 1837, nascia Buarque
de Macedo l
A morte, parque-apena* ara rastro paludo da
lus .que esclareca esse grande homem e que ex-
ti.guio-:*W 29 de Agosto de 1881, ba seis annos,
vem hoje resplandecer, Iluminando este distico
que o terna hoje aqai quasi vivo para todos nos :
uveueivel ne trabaibo. Que perdure tanto quan-
to este metal a memoria do benemrito da patria,
do filh i dilecto do trabalho
O Sr. Pauta Barros pron'mciou um discurso
recordando as virtudes e os aereos do Ilustre
finado, e os Sr. Drs. Manoel Buarque de Macedo
e Maaoel Cyndlo Baarque agradecer em no
me de toda a familia a homenagem prestada
memoria do activo e intelligerrte ministro da agri-
cultura.
< O jardim estove por e.paco de daas horas
chelo de gente das vizinhancas.
Um feco de luz electcca assestado sobre
estatua, que tinha aos ps ama gran le coros de
flores artificiaes, cau.ava magnifico effeito.
A's 8 horas regressou o trem especial 4 esta-
cas da corte. *
Bata
Dataa at 14 de Marco :
Lemos no Jornal de Noticias deesa data :
A esiorcos do Dr. delegado de hygiene se
caudado por diversas pessoas acha-se extincta
n'aqulla villa a epidemia de varila.
De Novembro at esta data deram-se alli 34
casos d'aquella molestia, asado d'estes somonte 9
fataes.
" Na freguezia da Vera-Cras, porin, a 5 le-
guas da villa, contina a graasar con intensida-
de a peste, qae j tem feto victimas.
Coaiorme escrevem-nos d'alli nao he por hora
providencias neahumas no sentido de ser delei-
tado o mal.
Pois j era tempo de serem soccorridos os po
bres habitantes d'aquelle lugar, em favor dos
quaes a imprensa tem redamado por mais d<
urna ves a attencao da bygieue e do governo da
provincia *
Receiam-se serios conflictos no lagar deno-
minado Poco, do districto do Angical, tormo do
Remanso, em coosequeacis de um en ne que alli
foi perpetrado, no da 3 do mes de Fevereiro ul-
timo.
O negociante d'aquelle lugar Joao Rodrigues
do Matta nao estava de boas relacOcs com os seas
rmeos Joao u Tbomaz -Sosres de Oiveira, que
periencem ao grupo capitaneado pelo celebre fac-
cinora Norbert Nunes da Silva ; e no referido
dia travando sede razes corneales foi barbara-
mente assassinado a tacadas.
Os criminosos eacaparam de ser presos, mas
a autoridade local pioaegue as diligencias pjli-
ciaes a ver si consegue captaial-os /
< Em 25 de Fevereiro foi assassiuado no dis-
tricto do Bonito, termo de Caetit, um official de
juetica, cujo nome nao sabemos por hora.
Os assassinos sao dous individuos d'alli cha-
madas Rufino e Bu re, os qaaes evad rain se de-
pois de consummado o crime.
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambuco
RIO DE JANEIRO -Corte, 9 de MarSo
de 1887
Summa io :A molestia de que foi accommettido o
Imperador.loquietaco que o aconte
cimento eaasou no animo puolioo.As
alternativas da molestiaDedicacao da
Imperatriz.Manifestacae geral de in-
teresse pela saude do augusto enfermo.
Telegrammas expedidos para Pe-
tropolis.Solicitude do general San
tos.Conceitoa do Poe sobre a ener-
midade de Sua Magestade.O general
Santos ?e s reportere joroalisticoa -
Saa sabida do lasareto e ebegada aqui.
Viagem para Petroaolis. Seu en-
contr oom o Sr. Cotegipe.A comiti-
va e bsgagem do general.
A molestia porque acaba de pasear o Imperador,
molestia cuja gravidade procuron-ae dissimular
nos olhos do publico, foi o aconteeimento que na
ultima semana oceupou a attenoio do publico ; e
nio obstante annuaciarem os boletn dos mediis
se-ni nanos qae o augusto enfermo j4 acha-se em
plena convalescenca e as mais desejavels con-
died 's, nio cei.sram ainda o. cuidados, e a pri-
meira coa.a que se procara nig jornaes da manha
sao os telegrammas de Petropos.
Foi ne dia 28 do passado, como j sabido em
todas as provincia a qae chega o servieo tele-
graphioo, que Saa Magestade foi acommettido da
enfermdadi qae o prostou no leito,facto este
que constitue, na verdade, um* excepcio no vi ver
de Sua Magestade, qae nio eostuma adoecer, que
ap;i irenta boa saude e muito vigor.entregando se a
una continua e excepcional actividade que, j nio
coaduna com a sua ldade, e a trabalhos e esta-
dos de gabinete qae seriara para fatigar 4 gente
muito mais moca.
Acontece nao raro que easss nataresas robusta,
quando accommettU. de molestia que as leva 4
eama, dfficilnvmte. reagem e reeistem ao mal.
Dahi a preoecupscio e iaquitaoio que a todo* do
minou.
Na ve.pera 4 noite, o Imperador achaodo se no
tbeatro em Petrop ilis, sentio-se indisposte c reti-
nu-se. Na manha seguinte, nao querendo dar-se
por doente, levantou-se e parece que at sabio
cedo. Mas pouco depois recolheu-se e foi para a
cama, com um aeeesso febril.
Os medico* de semana, eonse.lbetro Alvarooga e
Bara > de Motta Maia verificaram urna coogestio
hepathica, que trataram de combater com a maior
promptidao e energa, applicando bichas e vento-
sas. O figado apresentava grande volume, e o
augusto eofermo senta auciedad* e muita dffiuul-
dade em respirar. Divido, porm, aos cuidados
scientificos, o mal foi cedenio gradualmente eom
alternativa, manifestando-se ni segundo dia sui-
fuso ictrica com reapoarecmeulo da febrn que
logo desappareceu. Ao quarto dia os medico,
qae tinham prohibido que Sua Magestade conver-
aasse ou recebesae visitas, p?rrai'.liram que t -
sem recebidos nio s ntute os ministros, que desde
oe pritneiros dias *e haviam apresentado no paco
para nforrairera-se do estado do augusta doente,
cerno as pessoas a quem este quizeesse receber,
nao pira tratar de mgicios, mas para cumprimeu-
to de de ver de cortezia.
No timo dia, ante-bontem, annuociaram que
Sua Magestade havia entrado em c invalescenc i,
e li ,nt.y.n di-clar iram que esta era tranca, e que
dentro em pouco espera vam o restabcleciuiento do
augusto enferm; peto que (icavam sisoensos os
boletins.
Durante o periodo agudo da molestia e em-
quanto as inelhorus nao se manite.taram decisivas,
a I noeratnz consirvou-se ao lado de seu augusto
espjao, velando dia e noite, aera attender ao con-
seibos e reclamacoes quer dos mdicos, quer mes-
rao do Imperador, para qu repouzaase e nio se
eutregas.e a fadiga. que poieriam ser lhe preju
diciaea. Cim sub ima estorco do dedieacio con
j'i^al, uitavel em urna sao hora de avancata idade
e aliquebrada por croe) soffrimento deasraatu,
ella nao affastuu'ie do pisto que o aeu coracio
lhe dicta va J
Dos sustos, i.ffl j; -a e niimmidis qu eutio
carlio, cimpensa-a agora a alegra de q'i < se acha
pissuida e nio uccnlta a quanto a eumprimeutam
pelas melboras do Imperador. L'-se lhe ui pin
si momia bor.losa oque de ciuteutamenvo !lie vai
n'alma,
A molestia d i Sua Magestad offoreeeu mais
um i oppii'tuiini id- para avaliar-se qu-irit > o ac-
tual imperante presado e apreciado, j como
ceefe de Estado, j coiro h m m privado, e quoe
i', votos que pe: i pruloiigara-uto d) *: faz a nact", representada pela corte, a liereica c
d*de de S. >S.basta, do Rio d-i Janeiro e que,
cuno j foi dito e pusou em ju'gado, o cerebro
do Imperio.
Mas nao foi s da corte que partfram a man-
feetuede ezpontaneaa e sinceras, em o menor re-
sabio de coavenciunaes.
Em Petropoli* logorx:-- castra que o imperador
estava doenie- a noticia correu cora rapidez
e foi immediatamente transmettida para aqai
aorebsarain -ae todos, grandes e pequenos, naci
na '3 e estrangeiros, inclusive o corpo diplomti-
co que alli eostuma pasear a esfacio calmosa,
em dirigir-se ao oaeo imperial pra inljrmarem-
se do estado do augusto enfermo e n.creverem
seas uomes no livro das visitas. E isto repeta-
se dianaavwta, p->de-ae di-r, at aae t J* mm-
ciada a ;ouvalescenca. Daa provincia., onde a
n*ticia chegau, vmham conacautemenle tolegram-
ma., pedindo noticia*.
Aqu n crts, nao se oontentavaia eom a* bo-
letn, publicados uos jornaes. Nio houve asso-
ciacio de qaakquer eaturesa, eoiporaeio, socieda-
de ltteraria, beoefieeiste ou theatralexcepto as
carnavalescas, e.tacao publica representada pelos
seos ebefe. oa directores, etc, que nio expedisse
telegramma para Petropoli, dirigidos ao morde-
nw ou camarista de semanaa este priueipal-
meete, o Sr. Paranaguipedindo noticias. Pes-
soa* graduadas tkziam outro tanto, emquanto nao
iam pessoalmente ; e logo qae constou qne 8. Ma
gestado j estava em estado de ser visitado, nos
seu. aposentos, pertiram para 14, geoeraes de mar e
trra, assim como altos fnaecionarios, conselhciros
de estado, senadaiei, etc., nio fallando no* mi
nistros qae desde es primeiros das, tinham seguido
para Petropoli, donde desceram para tornarem a
ir. O* Srs Prado e Belisario, que l j estavam,
iam diariamente ao pac.
Da Europa, onde o telegrapbo tornou eonhecida
a molestia de S. Magestade c Imperador, nio so-
mente o* nossos diptoinatas, como a raiaha Vi
ctoria, o rei D. Luiz, de Pectugal, telegrapharam
pedindo noticias sobre a saade de S. Magestade.
Finalmente, at o general Santos, de qoem
adianto tollarei, achando-se no lasaretho da liba
Qreode, quando alli constou qae o Imperador llu-
via enferm uto, immediatamente telegrapboa para
Petropoli, solicitando informa^oes, fazendo votos
pelo restabelccimento de S. Magestade, e mos-
truu-se muito satisteito com a reaposta animadora
qae recebea do Sr. Paranagu. Chegando a Pe-
tropoli*, onde fixou residencia, foi o general no
mesmo dia ao paco visitar Magestade.
Nio passarei a outro assumpto sem censignar
aqui, como prova do que cima disse, as seguintes
palavras com que o insuspeito Paiz, pela penna
do Sr. Bocaynva, reterio-se em artigo espeeial 4
molestia de S. Magestade, quando foram recebidos
os primeiros telegrammas :
0 estado do augusto enfermo, observou o I -
lustre republicano, com quanto nio seja grave na
opioiio dos mdicos, cemtudo bastante serio
psra inspirar, como geralmento insp-ou, pesar e
inquietacio.
Por tal modo se condensara a vida publica
e a existencia nacional na pesioa do augusto che-
fe do Estado que a mais ligeira perturbacio da sua
saude abala todo nosso organismo poltico e social.
Nio admira, pois, que o triste evento fesse hou-
tem s exclusiva preoocupacie do animo publi-
co..........
Aps varas coosideracoes sobre a robustez
do Imperador e a impressio qne no animo do pu-
blico causn a noticie, nos termos em que ella foi
dada pelos telegrammas, cooeluio :
A anciedade geral grande e pode-se affir-
mar que todos os brasileiro, sem diatincoo de
partidos, fasem votos pelo prompto restabeleci-
tnento do augusto chefe do estado e pela conser-
vacio de sua preciosa existencia .
Nio se pode prever quando o Imperador estar
cm condicoes de vir a corte, e por isso ja se sabe
que nem aqui, nem mesmo em Petropolis hovera
recepcio no da 14 do correte, anniversario nata-
licio da Imperatriz.
Fallemos agora do general D. Mximo San-
tos, qae est4 psrecendo vir ser para os reporters
dos jornaes desta capital urna especie de Sarab
Bernhardtsalvas as difieren cas de sexo. Sabe
o leitor que aquelle general, banido do sen pas
por aquelles meemos a quem elle elevou e engran-
deoeu, daodo-lhea posicio e tortuaa, e que ainda
ba pouco s curvavam submissamante sua auto-
ridade, escolbeo o Brasil para estabelecer a sua
residencia, sentiudo-se agora feliz por vir passar
os tristres dias de seu exilio neste paiz privile-
giado .
expressoea delle, segando o Pai. Tendo de
taser quarentena na liba Grande, d'alli providen-
ciou psra que se he preparasse casa para passar
a estacio em Petropolis, para onde seguena com
saa familia e fmulos, ao cahir do lassretto, sem
estacLnar aqui na corte.
Em um bello predio novo contiguo ao hotel de
Braganca e a este prrtenceate,-n aquella eidade,
fizeram-se a toda a pressa regios preparativos
disse o j2*o de Janeiro, regosijando se por ter
a bella cidade de Petropolis de receber mais
este contingente, que augmenta os seas crditos e
ao. mesmo tempo lisongeia o nosso bom nome de
povo hospitaleiro.
Tendo a quarentena de terminar no dia ft, e
sendo o dia 6 domingo, esa que ba um vapor o
trem para viagem de recreio de ida e volta na
mesmo dia, partindo aquelle d'aqui 4. 7 horas do
mauhi, foi por ordem do general Santas frotada
aqui e vapor Victoria para o traser eom toda e
sua comitiva e bsgagem, psrtindo da liba Grande
i noite, afim de chegar aqni a horas de alcanca-
o paquete p ra Man, para o qual se transportar
ria, sem descer 4 trra.
Sabida esta resolacio, assanharam-se o rep'-
ters e bem assim certos curioso que queriam ser
do primeiros a ver e coubecer o celebre exilado;
e por laso choveram os pedidos e empenhos ao
proprio, taut) por cartas como por telegrammas,
para obtrrem ir no vapor que o tinha de con-
de condusi. Vendse asiim objecto de curiosi-
dad e, eome se osse avis rara, somonte a um dos
pedidos, alm de algans amig.a e do sea corres-
pondente, atienden D. Mximo Santos. Foi a um
Sr. Itezende, que por infelieidade nio se utilisou
do favor, por ter chegaio tarde ao porto do embar-
que e perdido a sabida do vapor.
Nio se sabe, porm. porque arto* consegaio o
reprter do Pan metter-se no paquete e ir nelle.
Disem os outros reporters qae elle Introdusio-sc
furtivam ate bordo, e s se mottrou depois de
estarem barra fra. Quer sim, quer nio, foi
aquelle jornal o nico que den noticia das horas
em que chegou o VtUoria i ilha, do modo porque
o general, < correctamente trujado a, recebeu os
que iam a bordo, do qae disse a respeito do Bra-
sil, e como referio-e ao seu exilio, nio pidendo
dominar a emocio qne experimentou na occasiio,
dos discursos que pronunciou o general muito
expansivo e fluente conversador brindando o
Brasil no momento emque tomou o vapir, fa-
zendo dUtribuicio com champagne pelas pessoas
presentes. Emfim, nada cscapou, que nio fosse
minuciosamente descripto, nem mesmo a figura do
general e a do seu secretario paitieal .r, am Sr.
A. Corraln.
Do primeiro diz o Paix que se lhe puzerem
um sombrero de larga abas ornado de oxtensa
pluma, manto negligentemente laoc d> pira o la-
do, corapnda espada e bota de couro de bfalo,
sena am bonito specimen de cavalleiro de Aragao
ou de Castella do XVI seculo, tio inagstralmente
isa nortalisado por motivo de Velasquez.
O rosto do general, accrescenta elle, tem urna
pequea deforraaci, era eonsequenca dofermen-
to que ha tempos recebeu em M ratevid*. Auti-
gamente usa va cavaignac, mas, para eueobrr a
cicatriz deixou crescer a barba, que Ihi vai muito
bem.
Uo segando, bospanbol de inscimento e cid.i
dadiio oriental naturalitado, iafor na-nos qua por
mutos nnnos foi um dos mais activos c brilhantes
jornalistas do Kio da PraU, e hoje aeorapahi o
' geueml, de quem se moBtra rauito afficoado, ten-
| do abandonado a imprensa, que Iho acarretou
maitos descosto e alguna ferimentos conforme
elle mesmo confessou.
Corraln baixo, gordo, maior de 50 auno i.
Tem muito espirito, falla o francez correcta-
mente e daquella* aaturezas invejaveis, hoje
em da raras, qu-, seja em que meio estiverem,
j; se logo 4 volitad;;, faz;ndi com um engeho-
ao trocadilho deapontar um sorriso uos labios do
mais aterrado mysantbropo. a
Ao retirar-so D. Mximo Santos dirigi urna
carta muito lisongera ao director do lazareto, o
Dr. Cotrim, agradecendo o bom tratamento que
retebeu, louvaudo em phrasoado elevado o modo
porque o servieo alli feto e manifestando as gra-
tas luipre.sso'. que lhe produziram a b-llezas e
encanije eom que a natureca dotou a loealidade
em que eit o lasareto, e que -.ltum aos ostabe-
Ircimentos de igual classe que visitou na Europa.
En resumo, o reperter do Paii acompanbou D.
Mximo, sem o perder do vista ate que o Vid ria
deu funjo, recebeu a visita do porto, e elle pas-
sou-se para urna laucha vapor e foi tomar o va-
pir de Man.
Alii, dizem,outro* reporters, por feliz coinciden-
cia, se acbava o Sr. Cotegipe, que seguia pira
Petrop ilis, e a quem foi o general apresentado e
com quem travou logo cerrada conversa. E de
eiti-j -per diarie-/wam jsaaes.. mesms ~ rtporm, --""
qae tornaram a s dizer nos que Santo leva com-
sigo, alm da familia, de que fazem parte oito fi-
Ihos, o mais velho dos quaes urna menina de 11
para 12 annos, lida como os unjo, Joua eunha-
dos, seu medico, seu secretario particular, o cita-
do Corraln, creseila criadagein, etc., ao todo 29
pess-ws.
luforinarau nos ainda que a Sra. D. Thereza
Santos, que tendo embarcado diente em Montevi-
deo, ainda nao se acba de to o restab^lecidn, tra-
java rico vestido de gorgurio e chapeo preto, ti-
nha duas magnificas bcbas de brilhantes e um
riqmssimi chapeo de sol com castio de ouro mas-
8ico, todo era vejado de brilhintes, que o general
vesta de preto, svbr.casaca e chapeo baixo, tra-
zando dous lindos solitarios, am no dedo mnima
da mi esquerda e outro no oHarraho ; que a
conversa com o Sr. Cotegipe contiouou at qae
elles reporters do trra, perderam de vista o va-
sar ; qae dos 100 voluntes de bagagene, segundo
un., e de 79, segundo outr >s, a alfandega so con-
sjotio que desembarcassem e fossem em ama lan-
cha rebocada para Man, 39 volames maiores e 20
menores ; fi ramente que um trem especial espe-
rara o general em Mau4, para leval-o a Petropo-
lis.
Deixd de parto varios incidentes, para fechar
esta, pois que sa a hora de maadal-a para o cor-
reio.
E j agora nao me reata mais tempo para fallar
deoutra coosa.
Picar para outra occasiio.
E' peesivel que ainda aproveite o piquete bra-
sileiro que parte amaubi, mas nao certo-
corrcspondcncla do Diario de
Pernambuco
RIO GRANDE DO NORTE-Natal, 14
de Marco de 1887
Como o qae mais interesa actualmente e pren-
de mais a attencio sio os trabalhos da Assem-
tic a Provincial, comecaremos p ir noticiar o que
tem occorriio n'estes ltimos dias, na Sallinha.
Desde 28 do passado que discutem os filustres
Lycurgos oorcamento provincial, em 2* discussio,
tendo gasto, emente na do art i, quatro das de
aess&o.
O art. 2, que trata da receita, j tem consumi-
do cinco dias de setsio, e as coiendas apresenta-
das at agora, aos dous artgis, j se eleva ao nu-
mero 53 I
O encerramento deve ter lugar am*ubi; pois
j se v que indispensavel .'ma prorogacio, que
e para desejar nio exceda de poneos dias. Esta i
demora na passagem de ama lei do mais impor-
tancia e confiaoca, forca confessar que, nao ,
devdo propramente 4 opposicio, senio principal^'
mente, 4 um Sr. deputado, que se diz conserva-
dar, e que tem mais tempo do que toda a opposi-
cio reunida.
S este ilttustre Lycurgo, que crenca geral;-
soffre de Zoouaci'iwte ou tagarelice chronica, tem
teito perder sesses inteiras, com discursos verda-.
deroa caettes, (a expressio tornoa-se parlamen-
tar^ e tem apresentado nio menos de 35 a40emen-
das, sendo que, smente n'uma sessio justificou
ou pretendeu justificar 27!!!
A serem aceitas e upprovadas suas emendas, a
provincia se redusiria a verdadeiro estado de in-
digencia, porque suppri ne todas as verbas princi-
paes de receita, sendo para notar que, se trata de
mposiooes, que desde muito figuram nos orca-
mentos votados. E ao pssao qae supprime taes
verbas, nada apresante de novo para substituir, e
diz qae quer equilibrar a receita cim a dcs-
pesal!
Suas id&s sio de ordem tal, que a propria op-
posicao, nio lbe presta seu apoio, e assim 4 que,
smente por urna condescendencia bem natural, e
desculpavel mesmo, o nobre leader da iraioria,
apenas declarou prestar sen voto, a um numero
limitadissimo, das 27 que foram apreseotadas
n'uma sessio!
Nio ba negar, qae se trata de um phenomeno
carioso.
Felizmente este filustre Lycurgo est completa-
mente solado, e as votaces de suas medidas
tem succedido que, inutas vuzes s tem o seu
voto!
E isto em ves de servir de correctivo e fasel-o
mudar de rumo, ao contrario, as vezes o desvanece
mais, tendo ebegado a declarar n'estes momentos
qne, nio mais conservador, nem tambem liberal,
e apenas rio grandense, qae est prestando e de-
fendendo interesses de saa provincia !!
Rudis indigataqut moles.
O projecto de oroamento, j tivemos occasiio
de disel-o, consulta os verdadeiros interesses da
provincia, e eremos mesmo qae as actuaes cir-
cumstancas, nao poda ser outro o proeedimen-
to da Ilustre commissio qae elaborou este traba-
lho, de aecordo com o plano de economas, do hon-
rado administrador da provincia.
A opposicio mesmo, bateado certas imposicoes
novas e algumas providencias tomadas no projec-
to, o fas por urna natural coherencia politice, sjas t
acreditamos que at certo ponto, considera-as jus-
tas e reconhece come todos, que necessario cui -
dar seriamente de noesas financas.
Contina com aproteitavel celeridade a obra _






:'\
i-


Diario de Pcrnamboco(luiuta-leira 17 de Mareo de 1887
que se est faxeodo no quartel de linha, grabas | {dea, porque foram aufficientemente refalad
aos esforcoe e iaezcedivel lo dj Ilustrado pre- pelo meu presado amigo, o Sr. Dr. 1.* secretario ;
i1
f
:
idate Dr. Pereira de Carvalho, que por ai mea
mo observa diariamente aquel le atrinco.
Consti-nos que 8. Exc aguarda a passagem do
orcamento provincial e outraa lea, para desenvol-
ver toda sua nvejavel sctivid*.de e cuidar de ou-
traa palpitantes necassidadea da provincia, que
em boa hora Ibe foi confiada pelo patritico gabi
rete 0 de Agosto.
Encalhou n'estes ltimos das, ao sahir da
barra, o lugre iuglcx Lord Tredegar, carrcgado
pelos negociantes Fabricio t C, com 6.300 sac-
eos de asauctr. Ten Jo o navio batido no ponto
da Baixinha em tundo de pedra, pode safar d'abi
para eucalhar na corda de areia, abrindo agua de
tal modo, qns apenas se poderam salvar 633 sac-
eos de assucar.
Coosidera-se cate navio completamente per-
dido.
O patacho injez Emilia'., em viagem do porto
de Guararapes para este, com carga de asaucar
dos meamos negociantes, encalbou tambem, puden-
do satar maii tarde, e est tazendo c -rea de 1 o
1/4 de poiegada u'agua por hora.
E' natural, portento, que nao possa proseguir
visgem ueste ea til i).
At agora tem sabido d'cate porto para o cs-
trangeiro, 50 navios carregados com 180,155 sac-
eos de asancar e 31,012 de al5odo. Ezistem car-
regados no porto in >ia dou, cun 14,90J saceos de
asiucsr a 3 caiga, dos quaes doas rato carre-
gando careos Aeha-sc n'-iata cidade umacompanhia eques-
tre da familia Palacios, de que temos as melhores
noticias e que comecar a trabalhar u'eates di.3
A populaco em geral rst satisfeite com esta
visita, e isso bem natur. 1, n'uma trra como a
noaaa, balda ioteiramunte de distraccoes.
Acreditamos, pois, que o Sr. Palacios far orna
boa recita.
PEENMBCO
Assenibli Provincial
3 SESSO EM 11 DE MAR*;0 DE 1887
I'BESIOENCI DO EXM. SU. DB. JSS MONUEL DI BABBOS
ffUMUT
( Concluso)
O Sr. Prxedes Pilanca -Sr. presiden-
te, animoaidade da miuha parte entrar em ama
discussao em que o direito deve3ervii-lhe de base.
Esta vi disposto a encetar esta discussao, e por
isso multo me vanglorio de que rompesse o debate
ornea Ilustre amigo o Sr.Dr. Costa Ribeiro, pon
que teudo-mc adiantado o seu p;ooameoto acerca
deste pont >, me animou com mais coragem a en-
trar no aisunpto.
O Sr. Gaspar de Drummonlf. Exc. soldado
velho. ,
O Sr. Costa RibeiroConhece pe faltamente o
regiment.
O Sr. Prxedes Pitanga Hontem eu havia de-
clarado que o procedimento da mesa era irregular,
que nao se baseava nem na pratica da casa, nem
na le que a dirige, e que, portento, nao devia
passar sera os reparos da minoria, que a sent-
nella viva das ofensas feitas lei que nos rege.
O seu procedimento nao se basa nos preceden-
tes da casa, porque dos Anuaes desta Assembla
consta que deixandode ha ver besai tenba-se apre-
sentado projecto algam a nlo ser de redacco e
leis para imprimir.
Sorsrr heodeu-me b&> a prstese com que
commisso de orcameuto s. m que tivesse sido ain
da apresentado a esta casa o relatorio do Tbesou-
ro Provincial, que lhe deve servir de base, na
forma do Acto Addicional, art. 6 1, apreseutou
o projecto, como pela irregulandade com que a
cammiatao antecipou-se a apreaentar o sen trab-
Iho, de modo contrario ao rgimen establecido.
.Na i pode servir de argumeuto mesa, pan
justificar a pubcaco e a aprcaentaco do projec-
to O'catncntaiio, adiaposico do art. 110 do reg
mente, porquauto no art. 143 do meamo regimeoto
est indicado o modo porque deve ser apresen tad
o prjecto de orcameuto, quando funeciona a As
sembles.
O Sr. Rosa e SilvaO art 143 pro va contra a
opinio de V. Exc.
O Sr. Prxedes PitangaDiz o art. 14S do re-
giment que se, 30 dias depois da abertura da
Assembla, c presidente da proviucia nao lhe hou-
ver reinettido o vicamtuto que deve ser organisa-
do pelo Thesouro Provincial, com os documentos
relativos despeza, a commisso ter o direito de
apresentar desde euto o sen projecto, tomando por
base a lei anterior.
i Ap nados da bancada liberal)
O Sr. Rosa e Silva Leia a final do artigo :
se a commisiau nao apresentar dentro de quioze
dias..._
O Sr. Prxedes PitangaEsta a consecuen-
cia ; l irei. Por ora, quero aprisa provar que a
commisso pral'cou um abuso, julgaudo-se auto-
risada a virapn-aeutar a esta casa um projecto de
orcameuto, s- ui que honvesse sido distribuid na
Assembla o prjecto confeccionado pelo Tueaou-
ro. Se do Acto Addional que o orcameuto das
despezas da provincia faite sob proposta do The-
souro, remettida Assembla por Intermedio da
presidencia, e o orcamento das despeas rauuici-
pa.es sob proposta das respectivas cmaras, 6 con-
sequencia inevitavel que a commisso, nao tendo,
como nao devia ter, conhecimento do orcameuto
do Tbesouro, ornamento que 5 h jetoi distribuido
nesta casa, acompanhado do olficio --ora que o pre-
sidente da provincia nol-o remettia, nao poda
apresentar o projecto, como abusivamente o fes.
Portanto, o seu acto irregular e coutr o Acto
Addicional.
O Sr. Gomes ParateCoutr o Acto Addicio-
nal, nao apoiado.
O Sr. Prxedes PitangaA questo nao s de
ordem, a questo nao s de forma.
A mesa infringi a formula regiuae tal aceitan-
do o projecto e mandando ll-o em urna simples
reunio da Aisembli, contrae disposicio exprs
aa do art. 68 do regiment e contra os precedentes
da casa; mas a c uiunissU praticou um verdadei-
ro abaso.:.
O Sr. Jos MaraE aso um simples relato-
rio; nem propoata.
O Sr. Piaxedes PitangaA proposta de orea-
ment vem no fiui mandando apresentar mesa o
aeu projecto de orcameuto, sem que bouvesse tido
para base desse trabalho a propoata organiaeda
pelo Tbesouro.
L)em ii.j, nao pertence commisso amente o
direito de conhecer es elementos necessarios para
a confeeco do orcamento, nao ; a cada um de
us comp te o direito de cstudar, de ter previa
noticia do C6tado da provincia, das suas neceasi-
dadrp, para bem conhecel-as quando a commis-
so formular o seu projecto, e assim, armados co a
essesdadoe, poder aceita!-o ou impagaal-o.
Mas a mesa infringi o regiment, mandando
lr o orcamento em urna reunSo, em que nao se
lem aenao simples officios c pequeas commum
cacoes, na forma do art. 66, como bem disse o il-
lnstrad i amigo, Sr. Dr. Costa Ribeiro.
Porta ato, parece -me que este projecto, est incompleto e informe (apoiadis da baucad >
liberal), por nao coater as cifras aromaras para
as despeaas d*e diversos xamos da adastnstraco,
nao poda ser aceito pela mesa, e moito menos
lido em urna simples reuuio de d -putados mov is
apoiadoi)
Agnardando-me, pois, para voltar materia em
occasio apxopriada, porque ella nao pode ser en-
guada, tomo toraai us ii'.ho de Saturno, fato O
meu protesto, uo a contra o procedimento da
mesa ui aatite^s\j e leitora dj projecto, como
contra a precipitadlo e falta de bse ora que a
cjinmisiil' de orcameuto formal..u o pr.jecto, aa-
turalm.'Ote n i intuito de eoncorrer pira que a C-
mara d,s deputiioi provincia s se encerr da
uoite para o da, atlm de nao absorver a fortuna
da pr iviuvia. embora seja gasta em despesas pou
co proveitosuj, como se a Assembla, fiscal da ad
iflimstracao, nao tivesse outros direitos eobriga-
evea, sanio os que se r.ferem 4 formaco dos or-
camentoa e recbimento de ordenados...
O Sr. Jos MaraApoiado.
O Sr Prxedes Pitanga... como so a ella
nao correase o dever de fiscasar minuciosamente
o uroc-Jmeuto da admioistra^to, a saarcha do
orTici, coacorrpr par* melborarcn-se et reeureoe
e que pie laecir mo e a mam-ira por qne p fazer suas despezas, no intuito de facer benecios
provincia ; como se o papel de deputado previn-
fossn qu il o do convidad i_para o banquete :
sentar-s^ i8*^fl^^heraftifr'ga.' *-
r ir-so i po^a i-: saal ir o don > da eafefc-.^^^
levautand) este proterte, que rtf*.v
diaposto a fazer, af nardo par esv
sii da materia quau i ella fr dada
. prdem do-da.
O sr. Suncalvec Ferretra r. preei
dente,* u3> acimp inh-iro: u nobre depntad*, juo
acab aa prneirs pnrte e uas obierva-
e, se 8. Exc se limitaste a ellas, por eerto que eu
n> tea neeessidade de oeeupar a attenco da
casa neste momento. 8. Exe, pora, creou cas
tellos para ter a aatisfaeo de derrubal-os.'
O Sr. Praxed-s PitangaIsto faxem sempre os
que tallam em upposico : deaagradam geral-
mente.
O Sr. Ooncalves PerreiraS. Exc., pelo fasto
de ter a commisso de orcam ;eto apresentado <-m
poneos das o seo tiabalho a exams da Assembla.
enicndeu que a commisso peosa que s de/e a
Assembla tratar do orcamento. Isto nao foi dito;
nem a commisso, nem memoro algom- do partido
conservador, com asaeuto oeste casa, fes aeme-
Ihante deetaraco. Onde, pos\ foi S. Exc. ver
que nj conservadores eutendemos que aqu b
devernoa cogitar de orcamento ?
O Sr. Prxedes Pitanga d um aparte.
iHi diversos outros apartes.)
Sr. Gronoalves Perrer* Ouvi ao nobro de-
putado pelo 12. dislricto sem diier urna palavra ;
permttam-me, pois, que explique o proeedimento
da commisso.
Dicia en que, do facto da apresentacaj do or-
caLento, n'um prazo breve, nao se poda inferir
qu* a commisso euten ieise s dever a Assembla
tratar de seraeihante assumpto.
Nao menos injusta a acensa;Jj feita pelo U-
lustie deputado de que o orcamento tiuha vi ndo
sem que estiresse distribuido o trabalho do Tbe-
souro. Devo dar noticia S. Exc. e casa, de
que a r-rmmisso nao fez o trabalho sem ter todos
os bataneles e orcimeatos em sua preseoca.
O Sr. Prxedes PitangaEu creo qne a com-
misso t p Je tel-os quando tambem os tem a
Assemb a. Affirmo isto firmado na lei. Eutao a
cominaao de orcamento .ole prescindir da pro-
posta ?
O Sr. Groncalves Ferrcira Os membros da
commisso de orcameuto teem o direito de nao
apresentar o trabalho, antes de vrem Assem-
bla as ioformacoes do Tbesouro : mas nao ae p
de contestar que a commisso -que quizer en ten-
der-ae com o inspeetor do Tbesouro e com a ad-
ministraco, usa de seu direito e pode estar infor-
mada antes da Assembla, e foi o que fes com-
misso. Se S. Esc. quizer verificar qne nao es-
tou contando urna historia, far o obsequio de
acompanbar-me ao sahir d'aqui e eu mostrar-lhe-
hei em meu gabinete todos os documentos ailu-
didos.
O Sr. Prxedes PitaugaE' disneceawrio ; bas-
ta o testemuuho de V. Exc. Mas o que exacto
que semelhaute procedimento vai de encontr ao
acto addicional.
O Sr. QonoalvesFerreira.Nao houve violaco
alguma ao acto addicional, desde que a commisso
nao formou e seu trabalho, sem ter es vista as
ioformacoes ministradas pelo thesouro.
O Sr. Jos Maiiad um aparte.
U Sr. Goncalvss Ferreira Eu nao dsse tal, e
sim que tuilia ouvido a administraco, e dVIla
obtido as iuform9es que precisava para a elabo-
raco do orcamento.
Em todo o caso este ponto que acabo de terir,
ser liquidado em occasio opportuns, agora, to
smente, estou dando explicacoea ao Ilustre depu-
tado pelo 12* districto na critica que tas a commis-
so por ter aoreseotado o seu trabalho, sem cata-
ren) na assembla as informacoes do thesouro.
Dadas eitaa explicacoea, a que me julgava obri-
gado em respeito assembla, sento-me notando
que teuho ouvido censurar as commissoes de or-
camento pela demora em apresentar o respectivo
projecto, mas nanea por se mostrar solicita em dcs-
empenbar-se o mais breve possivel desse dever.
Passa-se
ORDEM DO DtA
Sao eleitas as seguntes commissoes :
Coatas e despezas provinciaet:Os Srs. Hercu-
lauo Ban leira e Rosa e Silva, 19 votos cada um,
e Joo Alves 17, seguindo se os Srs. Amoria e
Ratis e Silva com 4 cada un, Augusto Franklin e
Reg Barrss com 2 votos, a com um voto cada um
os Srs. Drumond, Barros Barreto Jnior e Julio de
Barros.
Commercio, Agricultura, Artes, Estradas, Na
vegaco, Colojiisac&a e Obra Publica : Os Srs.
Joo de S e Constantino de Albuquerque, cem 20
votos cada um, e Rogoberto com 1"; seguindo-se
os Srs. Drumond, Costa Gomes, Domingues da Sil-
va e Hereulano Baudeira, que obtiveram um vot>
cada um.
Foram recibidas 28 cdulas, sendo 6 em branco.
O *r. Jone Mara(Pela ordem) declara
que nao muito conbecedor das preseripcoes re-
gimenteos, mas suppoa poder aventar a idea de
dar Assembla ao seu presidente, em quera a
maioria deposite toda a eonfiaaoa (apoiados) a at-
tnbui^ao de nomear por s mesmo as convmasoss
da casa, por isso que final de co:tas todas as
commissoes hlo de ser reeileitas, e intil estar
gastando tempo com urna cousa que nao seria,
com urna verdadeira tarea como tudo quanto
neata casa se do.
Asaim propoe que o Sr. presidente designe os
membros das commissoes.
O Sr. Campar de Drommtad-Nao se
oppde ao requerimento que por irona acaba de ser
apresentado pelo Ilustre representante do 2* dis-
tricto; aceita mesmo a dea de S. Exc. que apoada
por todos os seus collegas da maioria ; quer,porm,
fazer-lbe apenas urna restncco, e que a attri-
buieo dada mesa para nomear as cimmissoes
se faca effectiva smente depois de eleitas as com-
missoes principies, como a de Rendas Municipaes,
Forca Policial e outras, o que mu compativel e
consentaneo com aa normas parlamentares.
Nestai ondices votar pelo requerimento do
Ilustro deputado.
Encerrada a discuaslo, o requerimento do Sr.
Jos Mara posto a votos e approvado.
O Sr. 'aspar do Drummiiid-*lPela ordem) r-quer
e a easa concede a retirada do seu requerimento.
O Sr. PreMldeaieDeclara que, em vista
da decso da Assembla, nomea para as commis-
aoes abaixo indicadas os Srs. depurados :
Redacco de leisSrs.Qaspar de Drnmoni Fi-
Ibo, Ignacio de Barros Barrete Jnior, Joo Fran-
cisco do Amara!.
Instrucco publica e eatebeleeimentos proprios a
promovel-aSrs. Joo do Rogo Barros, Francisco
Antonio Regoeira Coste, Angosto Franklin Morei-
ra da Silva.
Estatistca e dviso civel e ecclesiasticaSrs.
Jos Zaferino Ferreira Velloso, Antonio Vctor
Corris, Joo Alves Becerra Cavslcante.
Justica civel criminalSrs. Sophronio Euti-
qniniano da Paz Portella, Pedro Gaudiano de Ra-
tis e Silva, Jos Domingnes da Silva.
Negocios eccleaiaaticosSrs. Augusto Franklin
Moreira da Silva, Dr. Manoel Goacalves loares
de Asnera, Julio Maria do Reg Barros.
Ex ame das posturas, represeotacea e negocios
de cmaras municipaes-Srs. Manoel Rodrigues
Porto, Augusto Ceibo de Moraes, Manoel Goncal-
ves Stares de Ainori ji.
Rendas municipaes, orcamento e exaine de con -
tasSrs. Joo do Reg Barros, Manoel Rodrigues
Porto, Joo Francisco do Amara!.
SadepublicaSrs. Prxedes Gomes de Souza
Pitanga, Joo de S Cavalcaute da Albuquerque,
Augusto da Coste Gomes.
PeticoesAngosto da Coste Gomes, Julio Maria
do Reg Barros. Jos Zeferino Ferreira Velloso.
LegistacoAntonio Jos da Costa Ribeir,
Sopbromo Entiquiniauo d* Pac Portel!*, Jos Do-
saraguee da Silva.
OrdeoadosSra. >ntanio Goncalves Ferreira,
Visconde de Tabanga. Hereulano Bandeira de
Mello.
Fixacio de forca policialSrs.Gaspar de Drum-
mond Pilbo, pHjro i^audano de Ratis e Silva,
Luis Autonio de Andrade
Entra em discussao o parecer n. 6 de 1885.
E' lido, apoiado, e eatra em discussao um reque-
rimento do Sr. Jos Maria, podando o adiaaeuto
da discussao por 48 horas.
Posto a votos o requerimento, regeitedo.
Prosegue a discussao do parecer.
emenda k. 1 sutesTrrirrrva ao projecto
n. 34 de 1886
A assembla provincial de Pernambuco resol-
ve :
Artigo nico O presidente da provincia fica
autorisado a cootraetar com um* pesso ou com
panhia a llominaclo publici a gac da cidade do
Recife e seos arrabaldes, para cootinuaco do
servioo feito pela actual empresa do gas, qnando
terminar o contracto em vigor, sob as coudicoca
seguiutes :
| 1* Dentro de um anno, a contar da date des-
ta lei, o presidente da provincia miniar prece-
der 4 avaliaco da ndemnisaco das obras da ac-
tual empresa d > gaz, nos termos da clausula 13 do
contracto de 26 de Abril de 1856, norneando para
esse fin pessoas qua est'jam oas eoncdes de co
nhecer, nao s o preco do material mpregado,
como da mo A avaliaco ser detalhsda e especificada para
que se p -ssa conhecer qualqner dimnuico de va-
lor entre u epocba da avaliaco e a da entrega;
atienden'o-se a deterioraco do material e obr-is
durante o praso do privilegio.
5 2* Nos 3' s meces seguntes a terminaco da
avaaeo de que trata o piragrapho antecedente,
se abrir c mcurrencia publica uos joroaes de
maior circulaco porespaco de cinco meses para
celebraco do novo contracto, gue s poler ser
feito com quem melhores vaotsgens offerecer na
concurrencia.
3 O praso do privilegio ser da 30 annos.
g 4 O proco da illominaco tanto publica como
particular ter um abatimeuto do actualmente es-
tabelecido, de, pelo menoi, vio e por cento, deven-
do ser do padro monetario do paix de valor
fixo.
5* A ntensidale le lux corresponder a 14
velas de esparmacete, de 6 em libra, consumindo
120 graos de espermacete por hora, sendo a quan-
tidade de gac queimad i igual a 5 pi cbicos por
hora na distancia de 1 1/2 kilmetro da fabrica.
6 O gaz ser fornecido tanto noite como
de da, sendo das horas da tarde meia noite com
ama presso gual de urna columna d'agna de
0,n>02 e no mais tempo corresponder a 0,"0I5.
7 A luc ser clara, brilhante, sem con ter su!
pburuto de liydrogeneo.
8' O coutractante se obrigar a introducir no
fabrico de gaz e moda de Iluminar 03 melbora-
mento qae se forera desc jbrindo, inclusive o ays-
tema de Iluminar.
9' Nao haver lmtaco de numero de Um
pedas, nem de coua a illumiuar, nao sepermittin-
do, poim, iotercepeo de contiouidade.
10. Sero estabelecidos tantos gazometros
quaotbs is necessarios para fiel execuco deste
contracto, em um ou mais logaras.
11. O coutractante ser obrigado a fornecer
gas aus particulares pelo prv(o do contracto, e
as condicoes do regulameuto que para este fim
for organisado de accordo entre o presidente da
provincia e o coutractante ; e aos esta beleci meo-
toe da Santa Casa com o abatimento de 50 por
cento.
12. Os registros de gis para as oasas part
colares, nerio forueeidos pelos proprietarios, sob
a inspeceo do coutractante e eBgmbeiro fiscal,
ou pelo coutractante mediante aluguel e neste
caso ser' responsavel pelas faltas ou defeitos que
se encontrem oos registros, salvo o caso de estra-
go proposital, o que ser provisto em regulamen-
to.
jj 13. Nenhum registro de gas ser eolloeado
sean ser aferido pelo engenheiro fiscal.
14. Haver um engenheiro fiscal esm os ven-
eimentos d 12:400|000 pago* pelo contractante
para fiscalisar a execuco do contracto,
15 O presidente da provincia fica autorisa-
do a estabelecer as penas, multas e mais condi -
coes no intuito de garantir a execuco do contra-
to, quer com reluci illuminaco publica, quer
aos particulares.
Revogadas as diaposicoee em contrario.
3 de Decembro de 1886.Ferreira Jocobina.
Dr. Pitanga.
5es sobre
ariaFas largas considera-
parecer.
O Sr. Joo de Ollvelrareqawr o adia-
mearto da diacusao por 24 horas.
Indo proceder se voteco, ae veri dea nlo ha-
r* mero, acbandwse ausentes o* Srs. Leis de
Andrade, Ratis e Silra, Jnlio de Barros, Joo de
Si, Dominguas da Silva, A. Victor, Portella,
Amara!, G. Parate, C. Ribeiro, Drum mond, F.
Velloso, P. Pitanga, Rogoberto e Baro de Caiar.
Fica pois, encerrada a disalo adiada a vo-
U ce-
te itra em 1> discosso,, que ica adiada, pro-
a. 82 de 1896.
O gjyj'rasidente teraete a sessj, designando
a aaainte (Nem do a'* ;
l.tnuacio%aantefed^te,8 Vit: }1 d'TaZ-
slo dos proj^ctosV 4 e 80, i do n. 84 e 3 do
de n. 5, todos de ljB86.
Emenda n. 2 ao substitutivo do projecto a. 34
de 1886.
Art. 1.a O presidente da provincia fica auto-
risado a contractar, com quem melhores vanta-
gens (fferreer, a illuininaclo publica a gas, da
cidade de Recife e seus arrabaldes, sob as condi
(,-os seguiatca :
Art. 2. Dentro de trinta dias, a coatar da data
da presente lai, o presidente da proviucia manda-
r proceder a avaliaco do material e obras da
actual empresa do as, aoueaudo para esse fim pos -
soas competentes. A avaliaco dever ser detalba-
da e especificada de conformidade cim as facturas
das fabricas e os despachos de Alfaodaga desta
cidade, afim de que se possa conhecer os precas
de custo das machinas, apparelhos, carros, colum-
nas, bracos, etc.. e a dimiauiga de valor, entre a
epocha da entrega e avaliaco de material e obras ;
attendendo se a deterioraco do material e obras
dorante o praso do privilegio.
Art. 3.o Findo o praso da avaliaco, de que
trate o art. antecedente, se abrir concurrencia
publica por espacn de 90 dias, publicando-se edi-
taos nos jornaes de mai. r circulaco, convidando
proponen tes celebraco do novo contracto.
Art. 4. A empresa actual nao ter em caso
algum, preferencia a qualquer proponente, afim
de oo prejudicar a concurrencia publica ; deven
do a lei, ueste parte, ser clara e nao deica em
duvida a clausula 14 do contracto em vigor cujas
iisposicoes se referem iiluinimcao de qualquer
cidade ou villa durante o praso do privilegio.
Art. 5. N en huma proposta ser recebida sem
que o proponeate com ella aprsente documento
de baver feito no Thesouro Provincial deposito da
quantia de.incoenta, coutos de ris em diaheiro
oa apoiiees da divida publica, para garantir a
acceitaco do contracto ao caso de ser preferida a
sua propoata.
Art. 6.* O contractaute ficar obrigado a mu-
dar e substituir o actual aystema de tibricaco e
iliuminaco de que se serve a actual empresa para
e srstemamalrieoo mais aperfeieoado qne se
usa na Europa ; devendo tambem ficar obrigado a
collocar e construir, a sua custa, um ou mais ga-
smetros, alem do permetro da cidade, noa luga-
res que o presidente da provincia designar.
Art. 7.< O contractaute ter obrigodo a forne-
cer urna toe clara, brilhante, da intensidade qae
o governo marcar e sentar de substancian eatra-
nhas que possam prejudicar a fabricaco, iliumi-
naco e a brgieao publica.
Art. 3.' O contractante, cuja propotta for ac-
ceita, ser ubrigado a inderanisar a actual em
presa o valor da avaliaco feita peros arbitros,
60 das aates da entrega do material e obras n
nova empresa.
Art. 9." O preco do gas ser inferior ao actual
estabelecido para com o go teroo como para parti-
culares, e a medica a ser por metros cbicos.
Art. 10. O privilegio nao exceder de trinta
annos.
Art. U. O coutractante se obrigar a intro-
ducir todos os inelhurameuco* de fabricaco e il-
iuminaco qne forem descobnmio dorante o praso
do nova contracto.
Art. 12. O presidente da provincia eatabele-
cer as penas, multas e mais eoudic m, no intuito
de garantir a boa execuco do contracto, quer
com r particular. S. B.
Salo das acose-, s, 15 de Marco do 1887.uta
de Audrada.
Termo de contrato yarj. a iUuminaelo gas da ci-
dade do Recfe, por tempo de 30 armo, celebra-
do em 26 de Abril de 1856
ContratantesO Dr. Felippe Ltpea Netto, Ma-
noel de Barros Barreto e Henry Gibson.
Aos 26 dias do mes de Abril de 1856, 35 da
Independencia e do Imperto, nesta Tneaouraria
Provincial de Pernambuco, em sessdo da junta de
fasenda, estando presente* o IlUn. Sr. contador
Jo:4 Maria da Crus, servndo de inspector, e os
Sra 1* escripturario Francisco Antonio Cavalcan-
te Coucoire, servndo de contador o Dr. procura-
dor fiscal Cypnano Feuelon Guedes Alcoforado,
comparecern] o Dr. Felippe Lopes Netto, Manoel
do Marros Barreto e Heiir/ Gibson, e fsi-lhe de-
clarado pelo mesmo lllin. Sr. inspector, que o
Exm. Sr. presidente da provincia, por officio de
24 do corrrente, mandn contratar com elles a 1
lumiuaco gas da cidade do Recit", sob as con-
dices seguintci :
1 A iliuminaco compreheodei a cidade do
Recifa e seus contornos, limitados pelo permetro
seguinte : todo o bairro de S. Fre Pedro Goncal-
ves, Santo Autonio, S- J"s, Atierro, ponte e po-
voaco de Afogad.s at ponte de Motocolombo,
e gri ja de8. Miguel. O bairro dn Boa Vista li
mita da pete Punte Vetba, hsspiul Pedro II, esqu
na do Moudego poca o Cbora- Menino at a ponte
grande da Mag iaiena, esquina da ign-ja da Sole-
dade, estrada do Olfio do Boi al esquina do
Pombal, a extressi lade da ra da Aurora at oa
do actolaoute existe a lumiuaco.
2." Dentro do referido permetro eoUccaro os
emprecarics, ana ouste, mil combustorea, distri-
buidos polas roas e pracas as distancias que fo-
rem posteriormente determinadas pelo governo,
pagandj este pela los de cada eombustor 3 ) ris
por hora.
3.a Ficam taiobea os empresarios, abrigados a
auginontar esse numero com os eombostores que
o governo julgar uecessar03 pela mesma forma,
preco e Onsnlicj* contratadas para os m.i.
4. Cada eomboator fornecer um i los equiva-
lente em deuaidade a des velas da ps per mcete,
consumiodo cada urna 120 graos de espermacete
por ora.
5.* A officina para a produeco do gac, a eollo-
caco das machinas, apparelhjs, canos e tudo o
mais que fr concern nte completa e efficax il-
iuminaco da cidade, bem orno o forueciraent
custeiameuto doa oombustores das ruaa e pra^aa.
correrlo por co.ta dea empreiarits.
6.* Os emprezarios obrigam se igualmente a il-
lutniuar os edificios e eatabelecmentos pblicos
mediante ajuste foito com o giveruo na rasi de
preco estabelecido n'este contrato, e tendo em vis-
ta as despesas da collocaco dos combustos* <
respectivos tabos ie derivaci. Igualm ate s^
obrigsro a contratar com os part culares, mis
nunca por maior preco de que o estipulado para
governo.
7.* Os eombqstorea se c inservaro accesos du-
rante tola a parte escura das noites, segando o
termo medio de 6 horas por noite, ou 170 por mez
de 30 das. O tempo de 6 horas poder ser ele-
vado a 10, pelo preco de 25 rois por hora por ca-
da combuator, se a Aasembli Provincial assim
resolver na pioxima sesso.
8.*. O governo sar ouvido na escolba do local
para o eatabelecnnenCo das offijias, ou gasme-
tros, e colloeacio de manometroi para indicar a
presso supportadi pelo gas e o lmite entre na
quaes pode ella vasiar.
9.a. Os empresarios comecaro a perceber o pre -
co da iliuminaco na raco do numero de combas
tures que segundo concordar posteriormente com
o governo acender por districto, quarteiro, oa fre
guecia.
10 *. O proco da iliuminaco ser regulado pelo
actual padro monetario del, poroitava de euro
22 quilates.
11.a. Os empresarios obrigam-se dar coioeco
aos trabalhos respectivos uo praso de 6 meses, e
coucloii-os no de tres anuos para oque se sujei-
tam a ama multe do 20:0004. no cato de falte de
qualquer doa dous praaos. Eutende-se por comee)
ae trabalho a orgausaco da planta da cidade
para a iodicaco dos gasmetros e canaliaaco
geral.
12 a. Para garanta da condico antecedente, os
empresarios obrigain-se a depositar na Thesouraria
Provincial a quantia de 50:0004, entregues no
acto de assignar o presente contracto, quer em di
nheiro, quer em apoiiees da divida provincial ou
geral, eu em accoas de compauhias publicas, tea -
d-se attenco ao valor que na occasio de depo
sito tivrrem. Este deposito str levantado dous
meses depois de concluidos todos os trabalh is.
acbando-se os ser vicos contractados da illumiaa-
co em regular e completo andamento.
13.a. U presente contracto durar por espaco do
30 annos que sero contados para cada districtos,
quarteiro da freguezia, do da em que principiar
a iliuminaco respectiva, e findo este praso o go -
verno provincial, caso nao seja renovado o cou-
tracto pagar aos empresarios o valor da empresa,
conforme a avaliaco feita por arbitros, o quando
esta nao possa ser immediata e totalmente paga u
governo o far por annuidades, segundo as foreaj
do cofre provincial, pagando com juro do 6 % da
quantia que reste at a extineco da divida.
14.a. Os empresarios ourigam so igualmente a
Iluminar qualquer cidade ou villa da provincia
garantiudo o governo em cada urna 500 combus-
torea sendo nesses lugares o preco da iliuminaco
e outras coadicoes antecipidameate coavecionadas
entre o governo e os empresarios, ficando garan-
tidos estes as mesmas vantagens concedidas para
a iliuminaco d capital. Os empresarios tero sem-
pre a preferencia a qualquer outro emprebeodedor.
15.a. O governo se obrigaaceder p;r aforara -ti-
to quaesquer terrenos devolutos ou do marinh,
que sejam precisos para o estabeleciment da offi-
cina, gasmetro!) e mais d.-poudeuciaa, etc.
16.a. As despezas foitas coinalteracoes ou des!o-
caco no material da iliuminaco em coosequeuoia
de trabalhos pblicos, correro por conta do go-
verno.
17.a. O governo provincial obriga-se a solicitar
do governo geral a iseuco de direitos dos raachi-
nismo, uteocilios, apparelhos, tubos, combustoret,
e materias primas,que tor-in precisas para a illu-
minaoo, filando oa empresarios perante a 'lhe
souraria de Fasenda a porcao de materias prmas
annualmeute.
18. Pur cada eombustor que se encontrar com
lux amortecida pagaro o empresarios 180 ris po,
noite e o dobro por cada um que nao estiver aceso
por noite,
19. As ditas multas sero descontadas mensal-
mente na importancia do que tiverem de rrceber
os empresarios da thesouraria, onde serio tambem
feitos.mensalmente os pagamentos aos mesrnos em-
presarios.
20. No caso de paralisaco da iliuminaco por
culpa dos empresarios correr por corita 'Jos meamos
o exces.o de despeza que o goveruo fizer com esse
servico.
24. Os emp. esarios respondero pelos prejuisoa
que resultarem a tereeiro jiroveuieites de omisao
ou deleixo de seus empregados, ou propostos no
servieo da compendia.
22. O governo ter um oa mais agentes incumb
dos de examinar o estado do machinismo e cana-
liaaco para evitar aiuistros presteodo-se os em-
presarios A todas as requiaicoes.
23. Fies reservado aos empresarios o direito de
transferrea a ontrera o presente contracto, appro-
vando o governo provincial a transferencia. Bata
approvac-j importar para os transferentes a sua
inteira desobnga, paseando assim para o novo em-
presario todae qualqner resp-'nsabilidade, e van-
tagens ou previlegoa derivados do contracto.
24. Os empresarios extrahiro o gac das sub-
stancias que recommenda o estado actual da scien-
cia, para seobtor ama luc brilhante, serena e not-
feuoiva, e venlieaudo-3t no perodo da duraco
deste contracto, aperfeicoameuto, oo deacoberta
scieutifica de outro agente producto de luz, ie que
possa resallar melhorameoto notaval no desempe-
an deste servieo podiirao os empresarios lancar
mo delle, obteudo previo c maeotimento do go-
verno .
25. Toda* as qu'.'stoes suscitadas a cerca do pre-
sente contracto sero decididas sem recurso algum
por dous arbitros Horneados pelas partes, os quais
no caso de discordancia nomearm um desempata
dor, e se nao convierem nesse desempatador ser
elle nomeado pelo presideute do tribunal do com-
mercio.
E sendo declarad pelos mesmos Drs. Felippe
Lopes Netto, Manoel de Barros Barreto e Henry
Gibson, que aeeitavio dito contracto e se obriga-
vam a cumpril-o com todas os condicoeo nelle ex-
pressadas ; a que nao cumprindo em parte oo no
todo augeita-rain-se a pigar toda a pcrdaqae a fa-
senda publica receber, por todas os seos bens mo-
vis, e de rais havidos e penbores os quaes para isao
obrgavam e qne mais reauneiavam eiles seus socios
(se os tiversm) allegar pardas e daranos, nem usa-
rem de encampaco alguma para o que fasem re
nuucia de todos os casos fortuitos, ordinarios e
extraordioaiios, solitos, ou inslitos, cogitados e
oo cogitados, porque todos e cada um delles Sea-
rao sempre obrigado sem delles, se poderem va-
Jher, nem oa poderem allegar em tempo algum
para algum etieito, e por qualquer noli vo que seja.
Mandn o mesmo I.lu. Sr. inspector lavrar este
termo em que otaigoou o Eiin. Sr. conselheiro
presidente da provincia, Dr. Jos fie ito daCunb .
e Figueiredo, os membros da junta, os contra talas
e as testemunhas Francisco Antonio da Silva Ca
volcante.Antonio Pernnades d* Cunt* Avillar.
Antonio Ferreira da Aonnueiaco, secretario o
escreviJos Beato da Cunba o Figueiredo. Jos
Mara da Cruc.Francisco Antonio Cavalcante
Coosseiro. Jypriano Fenelon Guedes Alcoforado.
Dr. Felippe Lopes Netto.Manoel de Barros
Barreto. Henry Gibsen.Francisco Antonio da
Silva Cavalcante.Antonio Fernandes da Cuaba
A villar.
Hearque Bernardas de Oliveira, Joo Jos Ro-
drigues Mendos, Joaquim Alvea da Silva Santo,
Jos Domingues Maia, Jos Ferreira Marques, Jo-
s Mjru da Silva Fernandes, Lus Djp-at, Ma-
noel Gomas de Mattos, Maia 4 Rcenle, Maooel
Joo de Amorim, Sebaatio Lipes Guimares, VV.
W. RobilliarJ \_ e, legalmente represontados os
accionistas Antonio Hearque Ridrgues, D. Au-
na Emilia Maia dos Ruis, Conde da S. Salvador
de Mattosiuhos, Hanrqui Ventura dos Santos
Res, Jos Fernandes Lima, Jos Antonio Fer-
nandes, Manoel Ferreira Birbos i Juojor. Manoel
Veotura das Santos Ra, D. Maruoua Ventura
dos Santos Reis, total 27 accionistas representan-
do 315 aec. ; touiou a presidencia o Sr. Cari >s
de M. Gomes Ferreira secretario da assemb i
geral, na falte dos respectiv >s presidente e vco-
preaideute ; convidou paia tu: .-iooar como se-
cretario, a accionista Joi Perrera Mirques e
abri a sesso.
A leitnra da .cta da ses&o anterior foi dispen-
sada visto ter sido publicada em devido tempo e
uo baver reclainieao sobre ella.
Paaaando ordem da sessi o Sr. presidente fez
constar que a udoiiuistraci da eompanhia temo
aatisfeco as diapoaicoea do art. 2," u. 1 e 2e do art.
50 o. 9, convocou a presente reunido :
Primero para aassimbli geral deliberar so
bre o inventario, baUsrSO e coatas relativas ao
anno social de 1886, que apresentava com o pa-
recer da coumiaao fiscal.
Seguudo para a mesina assembli pricoder aa
eleices auuual da comraissi fi>eil u oeoual do
presidente, vice-praaideule, I* e 2' secretarios da
mesa e dos tres administradores.
tinpresso e distribuido o relatorio f;i dispen-
sada a leitura; sendo lido pelo secretario o pare
cer da commisso fiscal, que sem diacussi foi
aporovado bem como o balauco e contas do no i.
Em seguida foram pelo Sr. presidente convida-
dos os accionistas a preparar as cdulas para a
votaco nos tennis dos artigos 3t e 35 dos esta-
tutos; convivanlo igualmento ao accioaistt o Sr.
W W. Robilliard para escrutiador.
Feita a chamida pela lista foram encontrad a i
27 cdulas represeutaudo 63 votos c com a apura-
co seguiute:
Assembl* geral
Presidente, Francisco RiKeiro Pinto
Geimares 03 votos.
Vice-preaideute, Joo Jos Rodrigues
Mendos 59 votos.
Io Secretario, Carlos da Moraas Go-
mes Ferreira 61 votos.
2 Dito, Fraocisco Gurgel do Amara! 63 votos.
Commisso fiscal
O Sr. Autonio Fernandes Rbairo 63 vo va.
O Sr. Jos Nogueira deSous 57 votes.
O Sr. Manoel Jone da Cunhu Porto 53 v>t s.
Administraco
O Sr. Luis Duprat 59 votoi.
O Sr. Manoel Gomes de Mattos 59 votos.
O Sr. Manoel da Silva Maia 59 votos.
fsmii -m obtiveram votos os accionistas seguiu-
tes: para vicepresidente Minoel Joio de Ara i-
im 4 votos; para 1 secretario Joaqura Jos de
Amorim 2 votos ; para a cnnraisto fical Fran
cisco Guedes da Araojo li) e Francisco Ferreira
Bailar 'i votos; pira adiomistraloras Jilo.l .-
Rodrigues Meodes9 votose Jos Domingues Maia
3 votos.
Proclamado pelo Sr. presidenta o resultado itas
clt-icdes, sendo urna e meia hora da tarde e na-ia
mais biveodo a tratar f> eicerrala a sesso'
Eu servndo de secretario aubs.-revi o assg iei.
Jos Ferreira Marques.
Presidente
Carlos de Moraes Gomes Ferreira .
HtviSTA DIARIA
Acta da aeooo ordinaria da aooean-
bla Keral dos accionista aa com
panhia de oegaroa saatilisnuM e
icrn-sirea Pfeeolx Perombucana.
Presidencia do 8r. Carlos de Moraes
Gomes Ferreira.
A'a 12 1/2 horas da tarje do dra 3 do Marco
do 1837, ua de da compauba de 3egaros mar-
timos o terrestres Phsuix Pernambucana, ra
do Commercio u. 38, presentes os accionistas An-
tonio Ferreira de Carvalho, Autonio "Jos Ferrei-
ra Moutiiiro, Auxilio d#s Santos Coi abra, Carjo
de Moraes Gomos Fbftttr, Francisco Ferreira
Baltar, Francisco Joa m Paasos Guimsre.
Assembla Provincial. Funccionou
hontem sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley, tendo comparec n
28 Srs. deputados.
Foi lida e approvada sem debate a acta da ses-
eo anteceden.c.
O Sr. 1- secretario proceden a leitura do se
guinie expediente:
Urna petic io da mesa rege i ora da irman irle
do Senhor Bora Jess dos Marrjrios, ereets na
igreja de S. Joo de Olinda, requereodo a c mee.-
ao de urna lotera de preferencia a outra qualquer.
A' commisso de peticoes.
Outra de Thom Joaquim do Reg Barros, 1.'
escripturario do Tbesouro Provincial, reqaereu lo
6 aiezos de liceo;* com todos os veacimeatos para
tratar de saa sade.A' commiceo de peticoes.
Adiou-se por ter pedido a palavra o Sr. Prxe-
des P!tanga, um parecer da commisso de ins-
trucco publica, udeferiudo a p:tico de Paulina
Maicelma de Almeida, professora publica da Es-
tancia.
Approvaram-se : um parecer da mesma cora
iniaso pedindo informacoes sobre o requerido pola
professora publica da Magdalena, Francisca Ame-
lia de Albuquerque Praceres ; e ontra da de or-
camento municipal aobre o requerido por Manoel
Gomes doa Santos.
Foram julgados objecto de deliberaco iodo a
imprimir os segunt-s projectos 5
N. 7. Probtbindo, so o aa penas da apprehenso,
a venda de bhetes de outras provincias ou de
pais estrangeiro.
N. 8. Elevando a cidade a villa de Taqnare-
tinga.
N. 9. Concedeodo dua* loteras de 120:000o'J00
para as obras d* igreja de Nossa Senhora do Ro-
sario de Pao d'Alho e daaa para as da matriz da
paroebia de Nossa Senhora da Los.
N. 10. Ampliando a con sesso da lei n. 535 e
art. 32 da de n. 1,860 ao pagamento integral dos
impostos a que be refere aquella e ao prazo de 15
anoos para todas as casas que a eompaohia de
edifica^oas fizer e a contar da respectiva edifica-
cao.
Approvouse depois de orarem os Srs. Viscon-
de deTabatinga e Goncalves Ferreira am reque-
rimento daquolle Sr. deputado pedindo que o Exm
Sr. presidente da provincia informe sobre o des-
tino quo tem tido o 'nheiro sibseripto para o
Instituto Agrcola, creado por 3. M. o I operador
em 1879.
Passou-se erdem do da :
Ap?rovou-se em 3' discusio e foi rem.'ttido
commisso de redacco o projecto n. 5 do 1886,
que sujeita Santa Casa de Misericordia do Re-
cite a de Goyanna.
Em Ia diacusao foi approvado o projecto n. 3
deste anuo (isenco do pagamento de qualquer
imposto provincial ou municipal ao Banco de Cr-
dito Real de Pernambuco) sendo dispensado do
intersticio a requerimento de Sr. Ferreira Jacobina.
Adiou-se a reqoerinteuto do Sr. Prxedes Pi-
tanga de novo a 2a discussao do projecto n. 34 de
1881 (iunovaco do contracto de iliuminaco a
gas do Recife) sendo apoiada urna emenda sob n.
2 doSr. Luis de Audrada, a qao.1 eom a de n. I
e com o contracto da conparohia, foi o imprimir
no jornal da casa.
Kegeitou-se o requerimento dos Srs. Joo da
O.'iveira, Jos Maria e Prax des Pitanga de ada-
mento por 24 horas de Ia discusto do projecto n.
2 deste auno.
Continuando a discussao eucerru-se depois de
orarem os Srs. Prxedes Pitanga, Gomes Prente
e Ferreira Jacobina, sendo approvado n dispensa
do do intersticio requerimento do Sr. Gomes Pa
rente, haveudo sido rejeitados : um requerimento
do Sr. Ferreira Jacobina para que fosao-.i ouvidos
oa Drs. juite3 de direito e municipal da comarca
de Taearat o outro do Sr. Prxedes Pitanga pa-
ra que fosse ouvida a commisso de estatistca e
dviso civil e occlesiaatica, arabos sen pn-juizo
da referida i" commisso.
Eneerr-u-se a 1 discussao do projecto n. 80 de
1886 (transferencia da s le da freguezia da Nos-
sa Senhora do Poco da Panella para a capella de
S. Puntal o do Monteiro) tendo sido rejeitsdo
um requerimento do Sr. Ferreira Jacobina de
adiamento por 8 dias para aer oovido o Exm. Sr.
bispo diocesano e oo se votando pir falta de nu-
mero outro das Sra Jos Maria, Loureuco da Si
e Joo de Oliveira, de adiamento pir 4i horas. \
Sobre este projecto orou o Sr. Jos Maria.
Adiou-se a Ia discussao do projecto u. 105 de
886.
A ordem Jo da : 2a diacusao dos projectos
ns. 74 o 88 de 1886 e 23 deste anuo.
Ketscrai de IfaaauDi scretara do
gov -rao nos foi rematado para publicar o seguinte
officio :
N. 4016. Quartol do coeamanio do carpo de
polica da Pernambuco, em 15 de Marco de 1887.
Illm. o Exm. 8r.Comprimi as ordeas de V.
Exc., transuiittida em officio de boje, cabe-me
cominuiiiear a V*. Exc. que j provideneiei para
qne seja substituid, seraperda d- tempo, srnNB-
maudante do destacamento do 1 tamb, por um fur-
riel, que nesta data segu para all, aso qua! ordeaei
quo taca recolher presas a eete qoartil aa pr>cas
insubordinadas a qne se ref-re o tel-gramma do
jais de direito e promotor publico dsoaell comar-
ca, sendo o respectivo destacamento subatitaido
por prscas estacionadas em Timbeaba o Cario,
que sao as mais prximas. Dona guarde a V.
Exe.Illm. e Exm. Sr. Dr. Pedro Vicente de Ase-
vedi, dignisoimo presidente da provnola.Ma-
noel Goncalves Pereira Lima, teaente-eoronel
c ominando nte.
Trinan*! ae Jury de Recife Hon-
tem entro em julgamento oeste tribual oreo
Delfino Correa Braga, acensado de ter ferido gra-
vemente a Manoel da Silva Loyo, no da 8 de Jn-
lho do anno passado, e pronunciado no art. 205 do
cdigo crimina1.
A' har em qae esc revemos, 8 da noite. anda
preaeguem os trabalhos do julgamento, que pro-
Vkvelineuie so terminsro pela madrugadaT
Presidio o tribanal o Sr. desembargador Jos
Manoel de Freites ; oceupa a eadeira da accasa-
Co o 1<> promotor publico, Sr. Dr. Joo Joaquim
de Freites Henriques ; e patrono do reo o Sr.
Dr. Joo Francisco Teixeira.
O tribunal conservou se sempre chcio de espe-
ctadores.
Vaeatre Santa Jnaael-Cautou ante-
bou tem a Companha de ZirzoellasHespanhola a
opereta O Barbeiro de Lavapis, letra do poeta D.
Luis Larra e msica de Barbieri.
O libreto e a msica sao corxo o de outras zar-
zuelas j cuitadas, puramente hespanhes. tor-
nand >-se saliente no lib-eto a cadencia do verso
e a critica aos governoa e na partitura, alera de
outros trechos, ama aria, o do do segundo acto
e os coros, pri icipalmente os do ultimo act-.
Pdde-se, porra, em rigor dic-r que a sarzut-lla
de qne tratamos a tem duas partea importantes
relativamente ao canto, que sao : a de Paloma e
a de Lamparilla.
Este, que protagonista, foi cora toda bizarra
deaetnp.'nbada pelo Sr. Garrido, que cautou e re
preaeutou o barbeiro, coro geral uceitaco, tazn-
d> as tranBcoes do canto como artista que bem
conhece a arte. <
Aquella foi igualmente bem interpretada pela
Sra. Pl, que consegua applauaoa, coran o. seu
noivo, em quasi to las as veces que cantou ariae
e concertante.
A essas partes seguem-se a da Marquesiti, de
que se mcumbio o Sra. A. Saeanelles, que *o -x-
torcou para bem canter, e a de D. Luic, que coa-
be oo Sr. Manso, o qua!, alera de estar catando
urna parto de um tenor fraco, esteva u guia. cou
sa, conforme nos dias.-ram, constipado.
Os coros andaram bem, pois, alm de outras ve-
nes, cantaram com bravura es dos do ultimo ac-
to, do paasarinho e das camisas, pelo que recebe-
ram applausos.
A' Sra. Pl e ao Sr. Garrido, foram eflorecidos
alguna ramos de flores.
Facaailade de UlreitoAmanhoo ha-
ver actos dos diversos annos, porque contina a
defeza de thesee do bacharel padre Assis, que foi
ioterrompida por impedimento deste allegado pe-
rante a cougregaco.
Fv. I esto o resultado dos actos de hontem :
3." anno
Joo de Arau.o Lima, plenamente.
Samuel B-mvindo Corroa de Oliveira, simples-
mente.
4 reprovadoa.
Asaoclaco don Voncclonnilos Pro-
viuciaea de PernaxabiacoNo da 15 do
cerrente reuoio-se em sesso otdiara a assem-
bla geral d'essa Associaco aob a presidencia do
Sr. Dr. Witruvio Pinto Bandeira.
Aberta a sesso, foi lida e approvada a acta da
anterior.
O Sr. presidente facendo o sea relatorio, de-
clarou que o conselho deliberativo, durante o es-
paco contando da ultima esta sesao, funecio-
nara em seasoes econmicas nos dias 17 e 4 de
Fevereiro ultimo 3 e 10 de Marco corrente ; e dea-
rendo detalhes, den conhecimento aasembie
d que na primera d'aquellas sessocs foi indicado
pelo Sr. Silva Fragoso para socio o ptolessor Joo '
Baptiata do Espirito Santo, cuja proposta f. a ,
commisso de syodicancia ; da qual foi appiovado
na mesma sesso am parecer no sentido ae sercm
admittidos > professores Miguel Archai.jo da
Silva Braga, Luic Marques Vieira e Benedicto
Marqui's Vieira, qae foram declarados socios cm
resu tado da votafo a que se proceden sobro ellos
singularmente, o de que oa segunda os trabalhos
limitaram-se ao simples exped nte.
Expox mais quo na terceira sesso indicada,
preai nte o parecer da commisso de syodicancia
s- b; e a admisao do professor Joo Baptiata do
Espirito Santo, fora approvado e declralo bojo
o meamo protessor, sendo tambera presente e lido
o parecer da mesma commisso a respoito da con-
ceaso do auxilio social, requerido pelas Gibas de
finado consocio Vicenta Malangunso Tibnrci i'or-
reira, parecer qae seria presente deiberaco da
assembla na parte competente da spsao. Final-,
mete declaren, que na quarta e ultima sesso do
conselho deliberativo do mee social, cujos traba-
lhos relata va, foram apreentadas e remettidas a-
commisso de tyudicuneia nao a na proposta de
Sr. Silvino Rodrigues indicando o Dr. Jos Dinix
Barreto para socio, como urna petico de D. Ale-
xatidriua Mara de Barros, viuvs do crnsocio
Francisco de Barros Falco de Lacerda, reque-
reodo a c-oncessao do auxilio social, votando-ee na
mesma sesao o parecer da referida commisso
eoncernente a admisao do professor J aquim Pe-
dro da Rocha Pereira, que foi decralo socio era
eonsequencia do resultado da mesma vutaco.
Terminada esta exposco, e entrando-so na or-
dem dos trabalhos, foram approvadoa nao s uu
parecer da commisaao de syodicancia, como duas
propostas dos Sra. Dr. Autonio Pernambuco e Silva
Fragoso, coocedendo o auxilio social as filbas do
finado consocio Vicente Malangunso Tiburcio Fer-
reira, a 'uva do finado consocio Francisco de Bar-
ros Falco de Lacerda e viuva e futas do falle-
cido consocio Joo Jos Rodrigues.
Em seguida abre-se a discussao da proposta
adiada sobre a creaco desde j de am montepo
voluntario, e sendo-lbe otiereeido am substitutivo
pelo Sr. S>lva Miranda no sentido de nomear aa
ama commisso para dar parecer sobre se ha con-
veniencia de crear-se desde j um montepo para
os aasociados, entrn conjuntamea'e em discussao,
na qual tomam parte os Drs. Almeida Cunba e
Antonio Pernambuco em mpuguaco ao substitu-
tivo porin eonsideraram-n'o oppoato a lettra do
srt 72 dos estatutos, e es Srs. Silva Miranda e
Felippe Menna em substituico do mesmo demons-
trando que se nao dava a incoociKabilidade ar-
gida, urna ves que o disposto no art. 72 cogitara
de nm montepo geral ligado a todo o funccional6m i
provincial, ao paaso qae o compreheodido no subs-
titutivo limitava-se aos aasociados e na falta d'a-
quelle.
Encerrada a disenseo foi regeitada a proposta
adiada e approvada o teu substitutivo, sendo pelo
Sr. presidente nomeada a cimrmsso qae ficn
composta dos Sra. Dr. Almeida Cunha, Silva Mi-
runda e Felippe Menna.
E nada mais bavendo a tratarr-se, o Sr. presi-
dente levanta a sesso.
Dr. Uemocrito Cavalcante No pa-
quete Pernambuco, entrado hontem do norte, veio,
como se esperava, o noaso amiga Dr. Democrito
Cavalcante de Albuqu rqae, que, com licenca e
por doentc, deixara o exereeio do cargo de procu-
rador fiscal da Thesouraria de Fazenda do Para.
O Dr. Uemocrito te ve urna mauifestaco de
apreco em Belm a i tomar o paquet.-, at onde foi
acompauhado por inuitoa amigos; e aqii foi hon-
tem igualmente recebido por muit a atuigos, que o
acompanhararn at a casa de saa residencia, em
Olind.
Joraurimentando ao noaso amigo, folgam08 que
esteia rnelhorado dos seua incommodos, e deaeja-
rao qae era breves dias Be restabtleca completa-
mente.
Em mageni.No referido paquete Pernam
buco passaram hontem para o sul o Sr. commen-
jdador Foutoura, inspector da Alfandega fo Para,
qne all teve tambem, ao embarcar, ama bonita
manifestacn do commercio, eoSr teiente-coro-
nel Tuda Soares Neiva, coramaodaotc do 9 bata-
Iho de infaoteria, que em commisso fra c roa-
mandar o 5, e agora regresaa Baha.
Ambos desembarcaran! aqu para ver amigos, e
foram por estes visitados.
.anal nato. A'a 11 horas da noite de
ante-hontem e no lugar Cogullo do districto do
Peres, travaram-se de raaes Manoel Francisco da
Hora com Manoel Nogueira, recebendo este afina!
ama focada, qoo lhe deu soortc instantnea.
O aasasaino pos se em fuga, mas sendo logo per-
seguido, foi preso e n Giqoi. _
A respectiva aotoridado p Mal tomn ccnheci-
mento do tacto o prosegue nos termos da lei.
Auxiliadora da Agricultura O Sr.
engenheiro H. Mllet dirigi-nos as egamtes li-
nhas : _
Soctedade Auxiliadora da-^gnculUtra dt Per
nambnco, em 16 de Marco de 1887. S.-s. Reda*
tores.Rogo-lhes obsequio da pub'icar na fie-
vfa Diaria os dous offioa inclusos, que S. Exc.
.
w


.
'

II II II


Diario de Pernaiubuco(tuini-fcira 17 de Marco de 13S7
sr

'

I
o Sr presidente da provincia foi servido dirigir
a esta Sociedade em 98 do mes prximo paseado e
9 do correte. ,
Disem elle* respeito aos avisos expedidos, em
14 de Oatubro do anno findo, dla Secretaria da
Agricultura, Commercio e Obras Publica, em or-
derade promover a adopto, as nossas estradas
de ferro, quer custeadas, quer de juroi garantidos
pelo Estado, de tabellas de trotes e passagens
niais de accordo que as actuae* com es reenrsos
da nossa populaclo, valor venal de nossos gene-
ros e mais circumstancas peculiares de nosso
Satisfactorias no que dis respeito as passa-
gens, as bates dada nos citados avisos par* a
organiascio dan novas tabellas ainda esto longe
de sat'sfaaer ao exigido pelos nossos gneros de
iportojao, e especialmente para o assucar ; pois
a taxa de 100 ris por tonelada-kilmetro ainda
exorbitante, quando comparada s que regulan) o
tiansporte do mesmo genero as vias-ferreas
francesas (16 ris) e allems (24 ris)._ Com tudo,
effectividade das projectadas redueces de tari-
'i nio deixarA de traser algum allivio aos nossos
Droductores e motivo para esta Sociedade congra-
:uiar-se eom elles.
Infelizmente, si ha toda a probabilidad^, que
o aviss relativo s vias-ferreas custeadas pelo
Estado, at hoje lettra mor'* n'eeta Provincia,
acabar menos dias mais dias por ter execucao
m proloogamento e via-ferrea de Caruar, de
recear-se, que o relativo s de S. Praneisco e Li-
inoeiro tenha o meama sorte que o expedid) om 8
da Janeiro de 1881 pelo finado conselheiro Buar-
que de Macedo, recuaodo hoja o Goyerno Imp-
rial, como recuou n'aquella poca, diante da op-
p icio das Directoras das cima mencionadas
estradas, que recnsam-lhe o direito de exigir no-
difieacoes as tarifas por elle approvadas.
Dar-se-hs, _porventura, que semelhante pre-
sencio das taes Directoras de Londres, represen-
tantes de accionistas, que de facto nao tra nem
teiio tio cedo interesse algum no resultado pecu-
niario dos respectivos trafegos, encontr firme
nase em sena contrtoe lealmente interpretados?
Nao posso crel-o, e em relacio nossa via-ferrea
de 8. Francisco, ou mais exactamento de Palma-
res, as consideraos g*raes do relatorio, que ua
qualiaade de engenheiro fiscal interino da mesma
estrada dirig em 31 de Janeiro de 1877 ao Exm.
Ministro da Agricultura, sapponho ter mostrado
claramente, que com o facto nao esperado de nao
ch.gar a renda liquida para pagamento dos juros
garantidos, baqueara o systema dos Decretos ein
coja lettra estribase a pretencio da Directora
de Londres ; e toca ao Etads, nico interessado
na boa ou m gestSo dos negocios da vas frrea
e cujos cofres ten de supprir qualquer desfalque,
uio se limitar ao papel di apurador de contai e
pelo intermedio de seu delegado o Exm. Presi-
dente da Provincia e mais agentes que lhe sio
subordinados, tomar urna parte activa na almi-
nistracio, para que nio continuem correndo re-
velia os seas interesses e os do publico.
Son com estima etc. etc. Henrique Augusto
Mtlet. '
Palacio da Presidencia de Pernambuco.Em
28 de Fevereiro de 1887.5. SeccSo.Com nuni
co a Vv. 8s. que o Exm. Sr. Ministro da Agri-
cultura, Commercio e Obras Publicas, segundo
declaran em Aviso de 15 d'este mes, sob n. 7, e
em solucio a representacao dessa Sociedade, au-
rorisou desde 14 de Outubr do anuo passado, em
Aviso-Circular dirigido ao chefe da estrada de
ferro do Recife a Caruar, nica n'esta Provincia
de propriedade do Estado, a reduccio pedida nos
COMMERCIO
B'iUa eommerclal
COTAyOllj OFF1CIAE8 DA JONTA DOS CO-
BECTOBE8
Recife. 16 de Mari de 1887
Apolices da divida publica de 5 0(0 do valor de
1:0001000 ao preco de 90* ca ia urna.
Cambio soore Santos, 90 d/v. com 3 1/4 0|O da
descont, hontem.
arubio sobre o Rio de Janeiro, 3 d/v. ao par, do
banca.
Dito sobre dito A vista, ao par, c"o banco.
Sa hora da bolta
Veuderam-se :
1 ayoiiee da divida oublica.
O presi dente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
Moiimrnlu nanearlo
BEC1FE, 16 DB S1ABCO DE 1887
A taxa offieial dos bneos contiuuou a ser de
22 1/8 d. sobre Londres.
Vigoran, portento, as seguintes tabellas :
Do London Bank :
Sobre Londres. 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
Sobre Pars, 90 d/v 429 e A vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 632 e 4 vista 538.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e A vista 243.
Sobre Italia, A vista 433.
Sobre New-York, A vista 21290.
Do Englieh Bank:
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e A vista 21 7/8.
Sobre Pars, 90 d/v 429 e A vista 433.
Sobre Italia, A vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v (82 e A vista 538.
Sobre New-York, A vista 2*290.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 240 e A vista 243.
Sobre as principaes cidades de Portugal, A vista
248.
cobre liba dos Acores, A vista 251.
Subre liba da Madeira, A vista 248.
Herrado rile aanucar c algodo
BSCIFB, 16 DB MABCO DB 1887
Asnear
As entradas dette artigo foram ainda rega-
lares.
Os precos, pagos ao agricultor, continuam fir-
mes aos algarismos seguintes:
3> laxo, por 15 kilos, de 2*000 a 21100.
3 regular, por 15 kilos, de 2*100 a 21200.
.'!. boa, por 15 kilos, de 21200, 21300 e 2*400.
3.* superior, por 15 kilos, de 21500 a 2*600.
iraneo turbina pulverizado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Sueos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
Mascavado, por 15 kilos, a 1*200 a 1*800.
Bruto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
Relames, por 16 kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou mnimo dos piecos sio obtidos
conforme o sortiment.
Algodio
O de Pernambuco e boas procedencias, em tr-
ra, foi cotado a 6*250 por 15 kilos.
Entradas de assucar e algodao
MBS DB MASCO
ESTBADAS
Barcscas.....
Estrada de ferro de Dun-
da ......
Estrada de ferro de Ca-
ruata .....
Animaos.....
Estrada de trro de S.
Francisco ....
r.-trada de trro de Li-
moeiro.....
1 A 15
1 A 12
1 A 16
1 A 16
1 A 12
1 A 14
32.935
2.200
6.792
5.220
33.170
4.899
84.216
2.298
2.266
57
5.100
Vapor nacional Peruamnaco
S' guio hontem para os portes do sul, conduzin-
Ui a carga seguinte :
Para Rio de Janeiro:
l j-j saceos eom assoca brsnco.
2 jai xas com cajurubeba.
ceos com cocos seceos.
Para Porto Alegre :
300 saceos com assucar brsnco.
toa sa dito masca vado.
precos de trtnsporte de assucar. Deas guarde a
Vv. Ss.Assignado Pedro Vicente de Atevedo.
Srs. Membros da Directora da Sociedade Auxi-
liadora da Agricultura.
Palacio da Presidencia de Pernambuco.Em
9 de Mareo di 13875 Seccio Declaro a Vs.
Ss, em sdditameots ao meu offieio de 28 de Fe-
vereiro ultimo, que o Exm. Sr. Ministro da Agri-
cultura, Commercio e Obras Publicas, segando o
Aviso de 24 do mesmo mes, sob o n. 12, expedio
crdem-circular em 14 de Ojtubro do auno passa-
do aos engeaheiros fiscaes dss estrndas do norte
do Imperio que guzam do garantas de juros quin-
to ao pedido constante da representaeio d'essa
Sociedade relativa A redcelo das tarifas de taes
ferro-vias n'esta Provincia.Deas gnardb a Vv.
Ss.Assigna loPedro Vicente de Atevedo Sr.
Presidente e Membros da Sociedade Auxiliadora
da Agricultura em r*erna nbaeo.
Ras (ranalto. O paquete Mondego levou
hontem para a Europa 282 passageiros, sendo 13
tomados em Pernambuco.
Kciro regados de dirigir, por parte da empresa, os tra -
balhos i", enstruccilo da ferro-va de Ribeirao ao
Bonito, os Srs. engenbeiros Soasa Res e Manoel
Bandeira.
Oe e circumvisinbas quexam-se di que durante a
noite o ar que respiram tilo infeccionado, que se
torna necessario, ueste tempo de tanto calor, que
a Junta de Hygiene Publica providencie no sent
do de remediar o mal.
Lameuiavel leaaalre Ante-hontem,
pouco depois dos 7 horas da noite, quando em
trente da ra de Panto Amaro passava o bond n.
24, da linha de Feruandes Vieira, deaembocou
pela referida ra um carro dirigido pelo boleeiro
Joaqum Ferreira, qae, estando embriagado, nSo
soube evitar o choque dos dous vehculos.
Do accidente resultou eahir Joaquim Ferreira,
sendo arrestado pelo carro, cujos animaes dispi-
raram, ficando bastante contuso e gravemente fe
rdo o mesmo Joaquim Ferreira, qn', de.oois de
medicado pelo Dr. C:lh> L?ite, na pharmacia do
Sr. Pinto, foi eondusido para a casa de sua resi-
dencia.
ImprentaRecebemos hontem da corte :
O n. 4 do Brasil Mostrado, que continua a me-
recer u apoio de todos.
,0 n. 2, do 4o anao, da IUuslraco, impressa cm
Pars, e que tras sempre esplendidas gravuras.
Um folheto sob o ttulo Molestia dos cafexaes,
complacSo de artigos eseriptos pelo Sr. Jeronymo
Joaquim de Oiiveir, e piblicado na EoolueSo, de
Campos.
Agradecemos.
Directora daa ubraa de eonserva-
cao dos porto*Boletim meteorolgico do
di i 15 de Marco de 1887:
o
ES o
o T,
floras gS2
v o ao
*
6 m. 24'5
9 284
12 29'6
3 t. 293
i 28-2
Barmetro a
0
753*68
75982
75958
75777
757*49
Tcasao
do vapoi
20.44
22.26
21.28
21.64
20.05
o

o
1
s
a
89
76
69
71
70
Temperatura mxima30,"25.
Dita mnima24",50.
Patacho nacional Marlnno vi
Sahio hontem, para Pelotas, com a seguinte
carga :
175 saceos com assucar branco.
1,350 barricas com dito dito.
250/4 ditas com dito dito.
400 ditas com dito mascavado.
10 pipas c- m agurdente.
Banco de Crdito Beal
At o da 31 do correte mes de Marco, devem
os accionistas do Banco de Crdito Resl de Per-
namburo realizar a lerceira entrada do valer no-
minal de suas aecrs, na rasao de 10 0/0, levan-
do-a sede do banco, na ra do Commercio n.
34.
Calxelro* denpachantes
No prazo de 15 dias, contados de 9 do eorrente
mes de Marco, os caixtiros despachantes da Al-
tandega devem apresentar-se na 3. aeccio deesa
repartirn, afim de renovarem auas fiancas, sob as
penas do art. 163 da cons^lidacAo das leis das Al-
fandegas e mesas de rendas.
Notaa do Theaouro dilacerada*
O recolhimeuto de notas .ilacerada* est sendo
fcito na Thesouraria de Fasenda, as tercas e
sextas-feiras, das 10 as 12 horas da mauha.
SalMitltuleo de notas do Theaouro
Em 31 do eorrente mes termina o prazo mar-
cado para reeolhmeoto, aem descont, das notas
de 2*00J da 5- estampa, 10*000 da 6* e 5*000
da 7a.
A substtuicao est sendo feita na Thesouraria
de Fasenda, nos dias otis, das 10 As 12 horas da
mauha.
Pauta da Airandeaa
SkMABA DB 14 A 19 DB MABfO DB 1887
Alcool (litro) 218
Algodao (kilo) 353
Assucar refinado (kilo) 151
Dito branco (kilo) 131
Dito mascavado (kilo) 067
Borracha (kilo) 1*26S
Cacao (kilo) 400
Cachaca (litro) 077
Caf bom (kilo) 460
Cafrestolho (kilo) 320
Carnauba (kilo) 366
Careos de alrodao (kilo) 014
Carvo de pedra de CardiS2(toi. 16*000
Couros secos e*pichados (kilo) 585
Ditos salgados (kik) 500
Ditos verdes (kilo) 275
Farinha de mandioca (litro) 050
Fumo restolho (kilo) 400
(enebra (litro) 200
Mel (litro) 040
Milho (kilo) 040
Taboados de amarello (dusla) 100*000
Evanoracio em 24 horas so sol: 5,n>2 ; A som-
bra: 8.-1.
Chuvanulla.
Direccao do vento : E\E de meia noite at 2
horas da tarde, com iaterrupeao de 1 hora e 30
minutos de timara ; E at meia noite.
Velocidade media do vento : 2,m27 por segundo.
Ncbulosidade media: 0,42.
lariueilss ilespannola-Eis o trecho
da opereta, qoe vai ser caqtada hoje no Santa
Isabel :
A tempestad*
Pe rson agens
Angela.
R jberto.
Margaridu.
Urna aldea.
Simio. "
Beltrlo.
Matbeus.
O Juis.
O Prucurador.
Um Pescador.
l. Marnhciro.
2. dito.
Mulheres do povo, marinheiros, pescadores, etc.
A ac^o passa-sc em um porto da Bretanha-
Acto 1.Sala da hospedara de Simao
Ao levantar o panno as mulheres pedim Vr-
elo, o que tmente aceito pelo marinbeiro de-
pos de muita hesitacAo. Voltando Simio, Bol-
trio lhe cientfica a resoluco que tinha a res-
peito de Roberto e Aogela em caaal-os, resolucio
esta que t .foi tolerada por Simio depois que o
naufrago garanti qae dolara duplamente a Ro-
berto, scientes do que os npaixouadas uamorados
bemdizem o seu protector.
Acto 2.' Exterior da hospedan, vendo-se
o mar
As mulheres e os pescadores vCm acordar a noi-
va, mas Matheus, que apparece, lhe dis que nio
era preciso aquella alvorada, porque a noiva nio
tinha dormido, entilo ecnta a riquesa de Bdltrio,
protector e padrinho dos novos, e ficando s che-
ga Margarida, que o vem reprehender pir nio ter
feito aioda o servico da hospedara, ao que elle
responde que nio quer ser mais criado do mo e
usurario Simio, pas vai ser criatdu dos novos,
ganaande o dobro, cr*que, seado ouvido por Simio,
te irrita contra Matheus.
Beltrio entrando, dirige-se a !-imio, mas este o
recebe mal por dizer que elle Beltrio pareca que
havia aportadj al para lhe faz-r mal, pois desde
Angela at Mathjuj, tolos elle procurava tirar
de casa.
Appareceado os novos cercados de rapares e
mjlheres, segundo o autigo costume, cada um
d'elles procura dar os seus conselb^s aos novos,
gem Mara que proteja aos navegantes na tempes- que estes promettem cumprir. Beltrio traz o of-
tade, c Matheoe entrando lhes dis que a carga e
os pasa igeiios do bergatim toram salvos, e appa-
recendo os marinheiros, que vinham tomar um
cpi de genebra, travam conversa com Matheus,
que confesas o mi lo que tinha do mar.
Chegando Roberto, logo dopois Margarida, sa-
dam os marinheiros aquello como o mais valente e
uudz ni salvameuto de bergatim, os quaes se re-
tirando deixam Matheus e Margarida, a qnal diz
que bem merece aquelle mancebo quu Angela Ihu
rem amor.
A pr.-tenc i do juz e ao procurador poe termo
1.0 dialogo de Margarida, cujo juis tiaha viodo
para assistir a urna execucii, e tendo-se travado
conversa, lastiman) que at all nio houvesse a
juitica prendido ao assassino d'aquelle negociante
de Plohcrmel, que ha vinte aunes ainauhecra as-
sassinado na praia,
Encontrando-Be Roberto com Angela tallan; dos
scus amores, e esta diz que j fizera sciente ao
naufrago, que fra elle Riberio quem lhe sal-
vara a vida, o que parece contrariar um p >uco
uo rapaz ; e, quando os dous continuaran) a fa-
ser os'seus protestos de amor Ibes apparece
Simio que, surprehenddo, exprobra o proced-
monto de Roberto e diz-lbe que elle i pretenda
casar com Angela para com o seu dote viver sem
trabalbar, mas que se desenganasse que Angola
o.io seria sua mulher, pois elle era nm mendigo.
Exasperado Rjberto pelo insulto, dis A sua apui
TOnsns que vai partir pira as Indias o que s
voltar quando for rico, para entio casa<*-se.
Appireceud Beltrio, indaga de Angela o mo
tivo ao saas lagrimas, e essa, depois de alguma
exbortacie, eoufessa ao naufrago os seus amores
com Riberto, e a recusa e insulto dirigidos o este
por seu pai adoptivo Simio, bem como a resolucoo
cm que esteva seu no'v.j de partir para as Indias,
o que tudo sendo ouvido por Beltrio diz que ella
ui se lastime, que nio ser mulher de Roberto, e
que U( i ella que quanto antes o seu apaixonado
venha sua presenca.
Chegando Robr:o, Beltrio lhe dis que ia do-
ta!-' ; afim de que elle fosse casar eom Angela,
oao como pagameuti de ha ver elle Roberto lhe
salvado a vida e a fortuna, mas como pura affei
Ituportafo
Vapor lnglez Plali entrado de Liverpool em 15
do correte e consignado a Sannders Brothers &
O, manifestou :
Agua mineral 1 caixa A ordem.
Amostras 5 volantes a diversos.
Atpista 10 saceos a Goncalves Rosa & Fer-
nandos, 10 a Domingos F. da Silva & C, 10 a
Domingos Cruz & C, 10 a Souza Bastos Amorim
& C, 10 a Fernandes &Irmio, 5 A ordem, 5a Jco
F. da Costa, 10 a Araujo Castro & C
Arroz 25 saceos aos meamos, 125 a Domingos
Cruz & C, 180 alordem, 100 a Paiva Valente & C,
50 a (oDcalves Rosa 4 Fernandes, 50 a Gomes
& Pe reir, 50 a Domingos F. da Silva c C.
Arcos de ferro 200 teixes a Antonio Duarte Car-
ueiro Vianna, 170 a Albino Silva & C. 310 a An-
tonio dos Santos Oliveira 4 C 163 a Miranda &
Sonsa.
Ac 11 feixes aos meamos.
Barrilha 200 tambores A ordem,
Biscoutos 10 csixas a Domneos F. da Si'va &
&, 6 a Jos J. Al ves C, 5 a Carvalho & C.
Balitas 67 caixas aos consignatarios.
Barras de torro 352 e 25 feixes a Reis & Santos,
146 e 87 a|W. Halliday & C.
Canos de Ferro 269 a Recife Draynage Com-
pany.
Ditos de chumbo 4 barricas a Samuel P, Jobns-
ton & C.
Crsvos da India 5 saceos a Sousa Amorim C,
8 a Fernandes & Irmio.
Cerveja 100 caixas tB.de Druzina & C, 30
barricas A ordem, 80 a Sonsa Bastos Amorim &
C, 20 a Fernandos da Costa 4 C, 20 a Carvalho
4 C-, 10 a Joaquim Felippe & Aguiar.
Cabos 81 rolos A Companha Pernambaesna, 23
a Csetano C. da Costa Moreira.
Cha 26 grades a ordem.
Cominhos 2 saceos A ordem.
Chapeos 1 caixa a Ssmarcos 4 C, la Adolpho
4 Ferrad.
Conservas 10 caixas a Jlo Joaquim Alvos 4
C, 5 o Paisa Valente de C
Calcados 2 caixas A ordem, 6 a Albino Cras 4
C, 1 a Tbomaz Carvalho 40.
Cartas de jogar 4 caixas a Gomes de Mattos
Irmios,
Cravo da India 5 saceos a Souza Bastos Arao-
oim 4 O 3 a Fernn Jes cV. Irmioa.
Canela 10 caixas a Souza Bastos Amorim & C,
5 a Araojo Castro 4 C. 2 a Joaquim Felippo 4
Aguiar.
Chumbo de mumcio 80 barcas ordem, 85 a
Samuel I'. Johuston 4 C. 100 a VV. Halliday &
, 20 a Antonio Duarte Caruciro Vianna.
Cidra 50 caixas a Fernandes "x, Irmios.
Chap3S de sol 1 caixa a Manoel da Cuaba
Lobo.
Cobre 18 voluines a Fereira Guimaries 4 C.
Drogas 4 volumes a Francisce Manoel da Silva
i C. A ordem, 2 a Rouquayrot Freres.
Estaiihc 20 barricas a Samuel P. -Johnston & O,
10 a Prente Vianna 4 C, 5 a Ferreira Guina
raes 4 C 2 a Antonio dos Santos Oliveira & C,
1 a Viauua Castre 6c C
Krvilhas 9 caixas a Su za Kauffman.
Euxadas 110 barricas a Parete Vianna & C,
40 a Samuel P. Juhnston 4 C, 40 a W Halliday
4 C, 34 a Miranda 4 Soasa, 30 a Gomes de Mat-
tos lniiios, 10 a R> a & Santos. 4
Estepa 15 fardos ordem, ,10 a Lua Antonio
Sequeira, 6 a Prente Vianna t C, 4 a Antonio
de Oliveira Ma.a 4C.
Eux> ir 4 barricas a Francisco Manoel da Si'-
va4C.
Folbas de ferro 63 a Ferreira Guimaries & C.
Ditas d.' ilindres 65 a Vianna Castro t C, 50 a
P..va Va leu te & C., 60 a Ferreira Guimaries
te C, 20 a Samuel P. Johuston X C.
Far'uha de milho 112 caixas aos consignata-
rios.
Fio 4 fardos a Samuel P. Johnston & C.
Ferragens 12 voluioes A ordem, 11 a Antonio
Duarte Carueiro Vianna, 1 a CaeUnoC. da Costa
Moieira, 12a Ferreira Guimaries 4 C, 1 a Nu-
nes Fonseca t C, 23 a W. Halliday C, 4 a
Guimaries Cardoso ce C, 17 a Parate Vianna
4 C-, 27 a Albino Silva 4 C 14 a Miranda te
Sousa, 8 a Gomes de Mattos Irmios, 15 a Sa-
muel P. Johuston i C-, la Antonio dos Santos
Oliveira, 1 a Antonia Rodrigues de Sonsa & C,
1 a Adolpho Nanmann.
Folies 12 a Antonia Rodrigues de Sousa 4 C-
Geoebra 25 caixas ordem, 10 a Jos Joaquim
Alves 4 C.
Louca 12 gigos a Joao Ferreira da Costa, 150
e 1 baxrica A ordem, 60 e 1 barrica a Sonsa Bas-
Bastos Amorim & C, 1 barrica a Paiva Valeate
4 C.
Le te eondensado 5 caixas a Carvalho 4 C, 1 A
ordem.
Lona 2 fardos A ordem, 2 a Samuel P. -Johuston
4 0.
Cinha 31 caixas a Nunes Fonseca 4 C, 3 a H
Nuesch te C, 2 a Prente Vianna 4 C, 2 a F.
Launa 4 C, 1 a Gomes de Mattos Irmaos.
Materieas para engenho 25 volomes e pecas a
Cardoso te Irmao. Ditos para esgoto 8 volumes
aRcifd Drainage Compaoy. Ditos para gas 5
volnmes a Empresa do gas. Ditos para encana-
meatos d'agua 379 volumes e peuas a Ccmpanhia
do Beberibe.
Macbiuismos 8 volnmes e pecas a S P. Johnston
te C, 3 a Vctor Neesen.
Movis 6 volumes ordem.
M.rcad0ias divereas 2 volumes a Manoel da
Cunha Lobo, 2 a Guimaries Cardoso 4 C, 2 a
Companha de Fiacio e Tecidos, 3 a Guimaries
Cardoso 4 C, 1 Gomes de Mattos Irmios, 1 a G.
Laporte 4 C, 1 a Sebastiio de B. Barretto, 6 A
ordem, 2 a Antonio Jos Maia & C, 1 a Antonio
D. Cirneiro Vianna, 1 a W. Hal.iday 4 C, 1 a
Nunes Fonseca & C.
Oleo de linbaca 25 barrs a Francisco M. da
Silva 4 C, 10 a Faria Sobrinho & C, 5 A ordem.
Pregoa 4 barricas a Antonio D. C. Vianna.
Pedras de fogo 10 barricas a Reis 4 Santos.
rmente da Lidia 10 saceos a Gonoalves Rosa
6 Fernandes, 20 a Soasa Bastos, Amorim & C,
20 a Fernandes 4 Irmio, 10 a Joaquim Felippe te
Agoiar, 10 a Gomes 4 Pereira, 10 a Paiva Va-
lente 4 C, 21 A ordem.
Presuntos 1 caixa a Gonoalves Rosa & Fer-
nandes. Ditos e toucuho eaixas aos consigna-
tarios.
Porcelana 1 caixa A ordom.
Phosphoros 20 eaixes a J. Duarte Simpes 4 C,
15 A ordem.
PAs de ferro 60 feixes a Prente Vianna 4 C,
10 A ordam, 20 a Miranda & Souza, 20 a W.
Halliday, 43 a Francisco Manoel da Silva te C
Perlences para ponte de ferro 16 volnmes a Do-
mingos H. Perdeneiras.
Papel 9 caixas A ordem.
Provises 3 caixas a Domingos F. da Silva
fcC.
Queijos 25 caixas A ordem.
Sal refinado 10 caixas a Jos Joaquim Alves
4&
Saboaetes 2 caixas A ordem.
Silindro de seo a Vctor Neesen.
Tintas 30 barricas a Caetano Cyriaco da Costa
Moreira 4 C, 25 a Faria, Sobrinho 4 C, 18 a
Francisco Manoel da Silva 4 C
Tijolos de limpar facas 50 caixas a Fernandes
4 Irmio, 0 A ordem.
Tecidos diversos 159 volnmes ordem, 62 a
Machado & Pereira, 128 a Luiz Antonio Sequei-
ra, 18 a Rodrigues, Lima 4 C, 22 a Cont San-
tos 4 C, 8 a Mendes 4 C, 8 a Francisco Lanria
4 C, 7 a Silveira & C, 4 a Rodrigo de Carvalho
4 C, 1 a Figuerlo & C, 15 a Olinto, Jardm 4
C., 7 a J. Alves Fernandos, 5 a Souxs Nogaeira
tereco um colar A noiva, sua afilbada, agradecen-
do esta nio t ao seu protector o presente, com 1
ao juis, que acaba de ebegar, a hoara de vr assis-
tir ao seu casamento.
Ten lo B-.iltrio inania.! > dar de bober aos bo-
rneas e malheres, "oltam estes o fizem com que
Simio cante urna canea 1 para ti'ar-lhs a tristeza
que pareca ter, cuja cancio acaba por entris
tecer a todos, mas ess 1 tristeza Matbeus procura
desvanecer, iuventando una dsusa.
Beltrio conta a historia de sua vida, que cifra-
se em dizer que ten Jo nascido all, viven sempre
na indigencia quando crianca, e que ao tornar ee
homem buseon a India, isto ha muito tempo, afim
de tazer fortuna, o qua conseguio, e que seu nomo
era Claudio Beltrio, cuja historia faz Simio tre-
mer por certas record neos, retrando-se Beltrio
logo depois, a chamado dos novos. Simio eup
poudo occasiio propria de vngar-se de Claudio, dis
ao jui que aquelle homem era o assassino do pai
de Angelo, assassinato este praticado ha muito
tempo, como aabia o juz, o nual diz achar-se en-
tio Beltrio condeuiuaJ j morte, e que vai tomar
providencias.
Ni momento em que os noivos e o cortejo se di -
rigiio para a igreja, apresen)a-se o juz e a poli-
ca e prende a Beltrio, o qual, interrogando o mo-
tivo de assim procederem, o juis lhe responde que
elle se achava condemnado A morte por ter ha
2) annos paseados assassinado o pii de Angela.
Este protesta pela sua innocencia, dizendo que ha
de confundir o seu vil aecusador, que o juz ha de
ser quem proclamar a sua inocencia, o que faz
Simio tremer de medo ao ouvir taes palavras.
Acto 3.o -Sala
Horneas c mulheres esperara que Beltrio passe
para o tribunal, e quaudo esse apparece seguido
pelos guardas, todos lastimam a saa triste sorte.
Matbeus procura reauunar a Roberto, qu como
elle susteuta que Beltrio inucente, dizendo o pri-
meiro que tcm um meio de arranjar a tuga de
Beltrio, pois, com o fim de salvar a esse, se cod-
servou como criado de ^imio, qae quem serve
de carcereiro ao preso, cuja prisao te coinmunica
por all, e que Roberto espera na praia para levar
o seu protector ao bergantim, que mmedata-
& O, 1 a Manoel da Cunha Lobo, 1 a Eugenio
G. Cascio, 17 a Narciso, Maia c C, 23 a A. Viei
ra 4 C, 4 a Bernet 4 C, 7 a Goocalves Rosa &
Fernandes, 4 a B;ruatdinj Maia C., 2 a Guer
ra 4 Fernandes, 3 a An iraio Lop:a c C, 2 a
Alves de Brilo 4 C.
Trapos 1 fardo a Miranda 4 {onza.
Tinta 3 barricas a Miguel Isabella.
Varoes de ferro 3J feixes a Albino Silva 4 C.
Vidros 6 barricas i r ie a.
Velas 2 eaixas a Companha Farro Carril de
Pcruainbubo.
>TM SI eslas aos consignatarios, I barril a
Niemeyer Cahn te C.
- Whisky l barril a Torres 4 Irmio.
Vapor nacional Pernimbrco, entrado dos porto <
do norte, em 17 do 001 rente e consignado ao Vis-
coode de Itaqm do Morte, manifestou "
Barris vacos 2(0 oniem.
Feijio 50 saceos a Luiz Goocalves da Si|va.
Goinma de mandioca 3J encapados A ordem.
Vapor austraco Tibor, entrado de Trieste em
17 do cerreutee couaignado a J. Pater 4 C, ma-
nifestou :
Ac 50 cuuhctes a Autouo Duarte Carnero
Vianna, 160 a I rente Vianna & O.
Cerveja 40 caixas a Sulzur Kaffmanu 4 O, 6 i
ordem.
Farinha de trigo 4,936 barricas A ordem, 1,141
Machado, Lo es te C, 400 a Lipes Irmios.
Fructas seccas 5 caixas A urdem.
Papel 15 eaixas a Antonio Duarte Carneiro
Vianna, 10 a Gomes de Mattos Irmios, 10 a Pa
rente Vianna te C., 6 a Nunes Fonseca 4 O, 4 a
Maia & Silva, 1 a Sulzer Kauffmauu 4 C, 1 e 23
fardos A ordem.
GxportacSo
BBCOT 15 DB MABCO DB 1887
Para o exterior
No vapor inglez HtrscheL carregaram :
Para Liverpool, S. Brothers 4 C. 508 saccas
com 39,456 kilos de a I odio.
Na galera inglesa Lorenzo, carregaram :
Para Liverpool, N. Cah 4 C 2 0 saces com
18,776 kilos de algodio.
=m Na barca inglesa Beta, carregaram :
Para Halit/.x, J. Pater 4 C. 2,500 saceos com
187,500 kilos de assucar mascavado ; P. Carneire
t C. 300 saceos com 22,500 kilos de assucar mas-
cavado.
Na barca ingleza Dttnstajfuage, carrega
ram :
Para Boston, Julio & Irmio 757 saceos eom
54,500 kilos de assucar mascavado.
= No vapor inglez Moud*q>, carregaram:
Para Lisboa, P. Carnoro & <\ 706 couros bsI-
gados com 8,472 kilos.
No vapor americano Finanee, carregaram :
f ara New York, H. Nuesch & C. 60 couros sal-
gados com 350 kilose 18,718 courinhos de cabra.
Para o interior
Na escuna norueguense Reform, carrega-
ram :
Para Pelotas, P. Carneiro C. 575 barricas
com 55,590 kilos de assucar branco e 50 ditas com
5,205 ditos de dito mascavado.
No patacho inglez Plymiuth, carregou:
Para Santos, F. A. ae Azevedo 1,000 saceos
com 60,000 kilos de assucar branco e 400 ditos
com 24,000 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Pernambuco, carrega-
ram :
Para o Rio de Janeiro, J. A. Costa Medeiros
160 saceos com 9,600 kilos de assucar branco;
A. F. dos Santos 13 volnmes c:n viobo de jara-
beba.
No vapor nacional S rgtpe, carregaram:
Para a Babia, Andrade Lopes 4 C. 92 saccas
com 6,220 kilos de algodio.
No vapor americano Fi'nauoe, carregaram:
Para o Para, E. Barbosa 200 barricas com
12,983 kilos de assucar branco ; F. A. do Azevedo
40C barricas com 24,025 kilos de assucar branco ;
J. A. Costa Medeiros 35 barricas com 1,620 kilos
de assucar branco ; I Amorim Irmios & C. 600
volumes com 38,408 kilos de assucar branco, 400
saceos com 24,000 ditos de milho e 120 cascos com
38,400 litros de agurdente ; A. Babia 30 pipas
com 14,400 litros de agnardeute ; Gomes Senna
4 C. 800 taceos com 17,700 kilos de milho.
Para Maranhio, 8. Guimaries & C. 100 barr-
cas coas 8,715 kilos de assucar branc ; Viuva de
Manoel F. Marques 4 Filbo 300 barricas com
30,782 kilos de assucar branco.
Na bsresca 8. Lum, carregou :
Para Macei, F. da Silva Braga 1 barril com
90 litros de agurdente.
Navios 4 carca
Barca inglesa Dunstofuage, Estados Unidos.
Brigue allemio J. O. JPichte, Montevideo.
Brigue allemio Bruno & Mane, Hall.
Galera inglesa Lorenso, Liverpool.
Lugar ingles Solana, New-York.
Lugar nacional Logo, Rio Grande do Sal.
Patacho noraegunse Reform, Kio Grande do Sul.
Patacho ingles S. Joseph, Santos.
mente largar para Inglater.a; no que Roberto
concorda.
Angela dis a Roberto que por maiores que te-
jara as provas contra aquelle que ia ser padrinho
de seu casamento, o seu coracio diz-lbe que elle
nio fof o assassino de sen pai e que tem a esp-
ranos de que a sua innocencia ser reconhecida.
Matbeus dis tambero qua est perdida toda espe-
ranza, e Beltri* apparecendo declara aos novos
seus projectos que vai morrer e qno lhes quer dar
o ultimo adeus.MutafSoUrna alcAva. Simfto
sent remoraos roer-lhe auna e a noito tempes-
tuosa lhe fas Icmbrar u:ni igeal ha 2J annos
passados, na qual elle astassnou o pai do Ange-
la, coja confissio escripia elle trazia sempre ao
peito, para que narrando, nio contiouassem a cul-
par Beltrio, que todava ia morrer.Vise ao fundo
a tempestadeMatbeus entrando se certifica de
que Sim9 dorme, e trata de aproveitar a occa-
siio para dar fuga a Robrto, que terminante-
mente recusa, preferindo morrer.
Desengaado Matheus, ia retirar se, quando
ouve Simio sonhando coofesaar o crime, coja de-
claracio tem junto ao peito, da qual Matheus con-
segue se apoderar e corre a entregar ao juiz.
Scena do tribunal.Accoraando Simio e dando
por falta ao documento, suppe ter Alberto o rou-
bado e quando quer com nm punhal forcar a es3e
entregar-lhe a sua confissio, apresenta-se o juis e
Matheus, que prendem a Simio que nao ousa mais
negar o crime, e o juiz proclama a innocencia de
Beltrio.
Angela e Robe.ito felizes por ter sido reconhe-
cida a innocencia do seu protector, bem dizem o
sol d'aquella manbi que ein vez de illuminar o
ultimo da de Beltrio, Ilumina o primeiro de sua
telicidade.
tiellfteEirectaar-so-ho:
lioje :
Pelo agente Burlamaqui', l 11 horas, ni ra do
Imperador n. 22, de p irte do eu^euli > Brum.
Pelo agente Stepple, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 22, de predios.
Pelo agente Martins, s 11 horas, na ra de
Rangel n. 58, de movis, lou;as, vidros, etc.
Aman ni :
Pelos agentes Burlamaqui e Gusmao, i s 11 horas,
na ra do Imperador n. 30, de assucar mel e
agurdente.
PeZ-o oyente Martins, s 11 horas, na ra do
Bario da Victoria n. 21, Ia andar, de movis e
toncas.
PcZo agente Unto, s 11 horas, na travessa
do Corp) Saut n. 23, de coaros.
Peo agente Bruto, s 10 1/2 horas, de movis.
Pelo agente Alfredo Guimaries, s 11 horas, na
ra do Bom Jess n. 49, de urna vacca tourina,
garrote e carnoiros.
PaaatrelroiiCbegados dos portas do norte
ne vepor nacional Pernambuco :
Godofredo Burlamaqui, Kloy Simoes, Dr. Luiz
F. Codeceira, sua senliora, 2 fiibos e 1 sibrinhs,
Leonardo O. da Silva, Joaquim C. B. Pinto, Dr.
Dmocrito Cavalcaute de Albuquerque, Joio Bap-
tistii, Edonard Logc, Antonio P. Carneiro da Sil-
va, Joaquim M. P. da C>stu, D'. Manoel S.Tlo-
dri^ues Antonio Monteiro do Nascimento Filho,
Or. Manoel F. de n An.unes, Foreste B. Ea-
glisba, Tneophiio F. de Paula, M. A- Syeney, as
sentara u 2 fi'hos, >agaato Dias Mateas, **ra
(criada), Marcelino P Lopes, Jos fidoar lo Tor-
res Cmara, S. Sampaio, Geneeo Garca, Dr.
Behniro Milanez Loyola, Jos Lucas Corte, D.
Mara Neiva, Jos Vnrandas de Carvalho, Joa-
quim Garca do Cistro, toa seuhora e 3 filhoa.
Augusto Romano.Dr. Alfredo Montenegro, Leo-
vegildo B. Hollanda Santos, Placido Serrano P.
de An irade. D. Amelia Baitar o Emilia Bailar,
Aprgo F. Carneiro da Cunha Espinla, Daniel
Hesmiger, Joio P. dos Santos Farofa, Flix de
Bello, Benevenoto Castre, Victor Cesar e seu ir-
mo Joio Cesar, JeroDymo Ferreira e Filomeno
de Seinom e sua senhora.
Chegados do snl ne vapor ingles Mondego :
A. J. Andrade Pinto, Haus Wikscb, Samuel B.
Lima, sua senhora e 2 fiibos, Cetario M. da Ga-
ma, Alfredo Almcida Sampaio, Deondo Cardoso,
Miguel Ferreira, Joio Pedreira de Franca, Joio
Alfredo Silveira, a. L. G, Wlliam, Mr. Gildes
naster e Ant nio Fragosa de Mello.
Sabidos para a Ejropa no mesmo vapor;
Manoel de Almeida, Joe de Medeiroe, Joio de
Souza Arruda Vivtiros, Antonio Francisco de Fi-
gueiredo, D. Thereza de Jess C. de Mendonca,
John Toprjio, Fraocisco Alberto, Antonio da Sil-.
va Aguido, Joaquim Martins dos Santos, Jos
Benito Valeiros, Jos de Souto, O. R H. Bury e
Manoel Jos dos Santos.
Sabidos para o sul no vapor nacional Per-
nambuco :
Dr. Dario Cavalcsnte de Albaquerqae, Amelia
Carolina da TrinJade, Cyrl'o Alnes Praieiro,
Josofa Maria da C mcecio Cordoante, Conrado
Cabra) Filho, Sebastiio (criado), An;omo T. Ri-
beiro Seares, Guiseppe Scariat', Jos Henriques
Severa Cosma, Francifco Iand, Manoel Alves
Guimaries de Oliveira, Cemente Ignacio da sil-
va, Sebastiio L'ns Wanderley, 1 cabo e 1 praca
de polica, Rain ro A. Monteiro, Pedro da Araujo
Licia, Francisco Joaquim da Costa, Jos Flix do
Reg, Francisco Fontan, Salvador Pires, Honor
Camello, Pedro Joaquim dos Santos, Jovino Bap-
tista Leitio, Joio Reges, Constantino Souto, So-
ter Caio di Souza, D. tvangelina de Vasconcel-
los C, >s!a, Tiburtioo A. lo Carvalho, D. Rita Pi-
res Portel la Tamarindo, conselheiro Luiz Gonza-
ga de Brto 6ar', Amaro de Mosquita, Dr. Ao-
to.-io Mendes e Herculano Bandetra de Mello.
Casta do neteneoMovmcnto dos pre-
sos do da 15 de Marco :
Existan) presos 345. entraram 11, sahiram 7
Existem 349.
A saber :
Nacinaea 319, muiheres 6, estrangeiros 14, et-
cravos sentenciados 5, ditos de correccio 5To-
tal 349.
Arracoados 313, sendo: bons 293, doeutes 14.
Total 313.
Movimento da enfermara:
Teve baixa :
Jos Jeronymo Cesar.
- Tiveram alta :
Mara Evangelista dos Santos.
Raymundo Guodes Alcoforado.
Josu Jos ce Santa Anna.
Antonio Francisco Borges.
CiOteriu da edrteA 203 loteria da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de....
39:O0OjO0O jera extrahida hoej 17 de Mar-
co.
Os bilbeies achum-se A venda na praca da In-
dependencia ns. 37 39.
Tambera achauwu venda na Casa da Fo;-
tona ra Primeiro de Marco.
Lotera para 'sacio de emanci-
pa^ ittA 15a parte desta lotera cujo premio
grande de 6:000000 terA extrahida no da 18
de Marco, s 2 horas ia tarde.
Os bilbetes acham-se venda na Roda da Por-
ua A ra Larga do Rosario n. 36.
Pataebo dinamarqus Amir, Montevideo.
Patacho inglez Plymouth, Santos.
Patacho dinamarqus J. P. Larsen, Ro Grande
do Sul.
Palhabote nacional '- Bartholomeu, Porto-Alegre.
Vapor inglez Vol, Balco.
Vapor ingles Herschel, Liverpool.
Navtoa a descarga
Brgiif inglez Canasl. acslhao.
Barca dinamarquesa Mftea, earvio.
Barca hespanhola Francisca Vla, crvio.
Barca norueguense Sperama, earvio de pedra.
Escuna inglesa May, bacalbo.
Escuna nacional Marietta, varios gneros.
Escuna inglesa Bella Rosa, bacalbo.
Hiate bratileiro Deus le Guarde, vanos gneros.
Hiate nacional Adelina des Anjos, varios gneros.
Hiate naciooal Apudy, sal.
Hiate nacional Aurora II, varios gneros.
Hiate brasileiro Deus te Guarde, sal.
Hiate nacioual Flor do Jardn, aal.
Lagar naciooal Maia 1, varios gneros.
Lg-r noruegueuae Alrana, earvio.
Cgar ingles May, earvio.
Lugar norueguense Ideal, variot gneros.
Lugar ingles Aureola, bacalhAo.
Lugar ingles Luuie R. Wtlee, bacalhAo.
fatacho ingles Buda, earvio.
Vapor ingles Plato, varios gneros.
Vapor austraco Tibor, varios gneros.
Vapor nacional Sergipe, varios gneros.
lMnbelro
O paquete Mondego troaxe hontem do sal para :
London Bank 500.000*000
O paquete Pernambuco trouxe hontem do norte
para :
Silva Guimaries & C.
London Bank
Francisco Irmios 4 C
Carlos L. Goocalves a C.
Francisco Xavier Ferreira
Dr. J. A- da Silva Moreira
Moobard Hubert 4 C.
Francisco Goocalves Torres
Joio H. de S. G. Almeida
Henduieotos pblicos
Renda geral
De 1 a 15
dem de 16
ES DB MABCO
Alfandega
387:3234526
41:676*111
54 tainos a 14
2 telhoa a 600 res
l>eve ter sido arrecadada neste di
a qnantiade
Rendimcnto dos dias 1 a 15
Foi arrecadado liquido et heje
54*000
1*000
216*700
3:001*900
3:218*600
a 480 reis o kilo.
PreeM do da
Oa*u _
CannM de
Sainos de 500 a
farinha da i)) a 24(1
Milho de 260 a 320 ris idera.
fejo de 560 a 1*000 dem.
Vaporea e navios esperado*
VAPORES 1
Finaneedo sul hoje.
Montevideode Hamburgo hoje.
ParAdo sul hoje.
Rosariode Hamburgo hoje.
Al Heneade New-Port-News aman ha.
G-Ondedo sul a 21.
Ville de Rio de Janeiroda Europa a 21.
Bojavistade NtwOCoik a 22.
i Vi.
Nevada Eurcpa a '
Babiado norte a 26.
Espirito Santodo sul a 27.

Renda provincial
De la 15
dem de 16
7J:567*594
5:456*833
De 1 a 15
dem de 16
Becebedoria
Consulado Provincial
navios
Amandade Hamburgo.
Apotheker Dirsende Santos.
Aldwathde Terra Nova.
Ameliado Rio Grande do Sol.
Albanade Cardilf.
Bernardos Godelewus do Rio Grande do Sul.
Cometade Porto Alegre.
3:081*470 Cysnedo Rio Grande do Sul.
2:933*000 Cameliade Terra Nova.
1:000*000 Diudado Rio Grande do Sul.
1:000*000 Dovrede Rio de Janeiro.
800*000 Enjertado Rio Grande do Sul.
700*000 Erutede Hamburgo.
519*000 lite de Tena Nova.
500*000 Eugeniade Terra Nova.
318*0.0 Evorado Rio Grande do Sol.
Guadianade Lisboa.
Glitnerde Liverpool,
Hapnusdo Rio Grande do Sal.
Helenede Hamburgo.
Jelanthede Santos.
Joaquinado Porto.
Jote Genebrade Liverpool.
Li dadorde Rio de Janeiro.
Marco Polodo Rio de Janeiro. -
Marinho VIdo Rio Grande do Sal.
Meta Sophiade Hamburgo.
Metede Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Marydo Rio Grande do Sol.
Moss Roesdo Rio de Janeiro.
Nordsoende Liverpool.
Noruega Ainode Cardiff.
NautiluBdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenos-Ayres.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Sophiade Santos.
Vareo da Gamado Rio de Janeiro.
Withelminede Hamburgo.
428:999*637
78:024*427
507:024*064
59:571*018
2:598*943
Del
Idam
a 15
de 16
62:169*961
27:669*289
193*215
De 1 alS
Iden de 16
Redje Drainage
27:862*604
39:278*812
5:426942
44:705*754
oreado Municipal de doae
O movimento deste Mercado no din 16 de Marco
foi o seguinte:
Entraram :
33 bou pesando 4,760 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 21 e 1/2 ditos de 1.a qaalidade,
5 de 2* dita e 6 e 1/2 ditos particu-
lares.
945 kilos de peixe a 20 ris 18*900
12* cargas de farinha a 200 ris 24*800
11 ditas de fructas diversas a 300 rs. 3*300
11 taboleiros a 200 ris 2*200
13 Sainos a 200 ris 2*600
Foram ocenpados:
24 colomnai a 600 ris 14*400
25 compartimentos de farinha
600 ris. 12*600
22 ditos de comid a 600 ris 11*000
77 ditos de legantes a 400 ris 30*$QQ
18 ditos de suino a 700 ris .12*608
11 ditos de fressnrat a 600 ris ./ 6*600
10 tainos a 2* r- 90*000
2 ditos a 1* / 8JO00
A Oliveira Castro 4 C.: /
/
Movimento do porto
Navios entrados no dia 16
Manos e escala11 olas, vapor nacional Per-
nambuco, de 1999 toneladas, commandante Pe-
dro Hypolito Duarte, equipagem 60, carga va-
rios gneros; ao Viseoade de Itaqui do Norte.
Santos e escala9 diss, vapor ingles Mon-
dego de 1464 toneladsB, cemmandante G. M.
Hiks, equipagem 72, carga varios gneros; a
Adamaon Howo 4 B.
Terra-Nova32 dias, brigue inglez Canad, >
de 156 toneladas, capitio John W. Leve, equi-
pagem 9, carga bacalhAo ; a Johnston Pater
Jlsce6 dias, hiate nacional Deus te guarde
de 90 toneladas, mestre Antonio Alves da Silva,
equipagem 5, carga sal: a Bartholomeu Lou-
renoo.
Rio de Janeiro6 dias, vapor ingles Herschel
de 1273 toneladas, commandante G. Bren-
thuveiite, equipagem 30, em lastro ; a Sannders
Brothers 4 C.
Navios sahidos no mesmo da
Southampton e escalaVapor ingles Mondfgo
commandante G. M. Hiks, carga varios ge-
PelotasPatacho nacional Marinho VI, espi-
tad Francisco Liborio DSret, carga atsucar.
BlticoBarca- noruegaeo&Q Eikundastrod oe-
pitio .- Brthuminson, carga algodio.
Rio,4"Janeiro e escalaVapor nacional Fer-
nambuco, commandante Pedro Hypolito Duar-
te, carga vbtob gneros.
Parahyba-Lgar ingles Celedonia, capitio
F. HofEmeyer, em lastro.
Porto-Alegrescona sueca Loreley, eapitao
Q. F. O. Lundguitte, carga assucar,
i

I
-

f =====


Diario de Pcrnambuco(|u;uta-feir 17 de Marco de 1887
E
j

i

i
i
PliBlMCOES A PEDIDO
Ao Egregio Tribunal da Rea
cSo e Justlea d Fo d" llho!
ASSASSINATO DE FKASC18CO XAVIER
CBNEIBO DA CUNEA
Acaba de se corsurnmar um escndalo judicario
aa comarca de Pao d'Aiho!
Pedro Daniiio, que h-vi sido preso depois de
ter- m junido 10 testemuahas na inquerito policial
(2 deviat) e arequiaca do delegado, e diapacho
do Dr. juii municipal, art. 29 do regulamento o.
4824, de 22 Je Novembro de 1871, foi solt por
habeas-corpus, concedida pelo Dr. juis de dir.ti!!
Est provado do inquerito de modo inecuaavel,
a curoplicidadc, s:ao ca-autoiia de Pedro Da-
mia ncsae medonbo eriine, e conseguintemente a
priso de Pedro Damio era legal, e o habas cor-
pus tornou se umacto arbitrario do juis do direito.
Para prova dista fauserevemos o offiio dj de-
legado, e o despacho do Dr. juis municipal :
Delegacia de Pao d'Alho.Oidade do Espirito
Santo, 10 da Marco de 1387. -R saltando ao in
3 liento policial ix offiio, que proced contra Pe-
ro de Araujo Pinheiro, conhecido por Peidro Da-
mio, morador na povoacJo di L'jz, vehemente* in-
dicios de culpab lidade do mesina, como cumplice
no assadsinato praticado na uoite de 27 de de Ja-
neiro findo, ua peasoa do Francisco Xavier Car-
neiro da Cuuba, na inesii'ii p.vaieao, como provam
oa dcpoitm ntos das testemuuhas presenciaes, Joo
Ignacio dos Santos o Umbelina Jos pha de Santa
Anua, represento a V. S. acerca da oecessidade da
pribaa preventiva do referido Pedro Darnio, visto
o dir posto no art 29 do decreto n- 4824, de 22 de
Novembro de 1871; e vogo-lhe, se digno remet
ter-me o insudado de priso en dupcata coutra
o mt'suio, afim deque s Deus guarde a V. 8.lllm. Sr. Dr. Elysio da
Cuuhi do Moraes Pinheiro, iouio digno juis mu-
nicipal da termo.O delegado de polica em exer-
cici". Jos Francisc} Pinheiro Ramos.
Despuli do juiz inumcpal:Em visla da re-
quUicSo do delegada pasee mandado.
Cidade do Espirito Santo de Pao d'Alho, 11 dj
Marco de 1887.Elysio Pinheiro.
Em vista deatcs documentos fora de questo
qne Pedro D.irrio se acbava legalinen'.e preso,
em face da lei, e s pelos rneias ordinarias poderia
promover a sua defesa.
Portaiito, o recurso extraordinario, do hateas-
corpus, foi "id abuso de pader, um erro judiciario,
que o Egregia Tribunal, na regiao serena em que
gyra, tornando-se o baluarte inxpuguavel de ga-
ranta de vida e liberdade doj cidadas, com cer-
teza dar provimento a- recurso, mandando aren-
der o criminosa o ch-unaudo ordena o juiz de
Pao d'Alho.
Assim o espera
O inimigo do erime.
O que a [ eptona, esta palavra scientifiea,
qne est boje na ordem do dia ? Vamos explcal o
os nojeos Icitores. Quando os alimentosa, carne,
O pene, os ovos, chegnic ao estomago, ah soSrem
sob a influencia da pepsina do sueco gstrica, urna
tranaforuiaca >, que os loma em parte soluveis e
aptos a peii trarein na circulacao. Foi sobre este
pbeuomeuu canliecid d- tolos oa sabios que fir-
mou-se o Sr. (Japoteaut pHra peptouisar a carne,
isto torual-a aoluvel e aasiiaildvol sea auxilio
do estomaga. As analyses as mais eonscienciosas
do vioho de p p'ona de Cbapoteaul xeitas por chi
micos notaveis de Pars provaram que um calix
dcate producto contm 10 graramas de carne de
Vacca luteirain- nte digerida e assimilavcl. Sendo
ssid, v-se logo o partido que se pode tirar do
seu uto ua anemia, dyspepsia, cachexia, na debili-
dade e atona do estamigo e dos intestinos, as
cocvalescencas, na alimeutaedo das amas de le te,
das criaucas, dos veihas, dos tyaicos e das diabe-
tiecs.
EDITAES
Pao d'Alho
Manat G senhores da casa o. 9 ra da Matriz, cidade de
Pao n'Alho, para vender, reeeber o preco e dar
quitacao.
Qjem a pretender dirija sa ra do Prdre
Piaran a n. 32.
Viscoode de Guararapes
Attesto que tenho um mulato queja tendo sof-
frido 4 annos de Berbre; o estando omito ocha-
do, e cansado, appliquei-lhe o Cajurubb ein do-
ees regalares, ficou de todo reatabekcidn, e tem
paasado sempre bem.
Tenho nm outro qne soffria de asthma, com o
mesm> remedio est inteiramente curado, e aei
que outras pessoas que soffrean da rresma mo-
lestia de asth na tstao curadas e com o mesmo re-
medio. I
E' o que posso affirmar sobre o Cajrubba, e
rsto por me ter pedido urna peasoa de minha ami-
sade.
Engcnho Velbo, 9 de Marco de 1887.
Visconde de Guararapes.
A firma esti reconhecida pac tabellia pu-
blico.
Attemjo
Respndese a Um in!eressado que por tan-
tas veies se tem patenteado no Jornal do Recif*
d'esta cidade, qne para cumprr Cum os seus de-
veres, as autoridades judiciarias da Escada, nao
precisara de suas advertencias, nem tio poor-o, que
lhes ettejam ensinaudo como devam elh.s proce
ceder no inventario do finado Jos Luis da Silva
Potte. Indubitavelmente eaaas respeitaveis auto-
ridades podero, em seu tempo, descriminar o falso
da verdadeiro, o embuste da sinceridade sem o
auxilio de quem quer que seja.
Se este interessado tanto se interesa* por aquelle
inventaro, apresente-se de viaeira erguida, atsigue
o seu nome no cartel de seu desali, mas nao,
como o c5o que ladra i la, ou infame qae se oc-
culta no escondrijo immundo do anonymo, para
atrassalbar a quem nunca p.-ocedeu como ello,
pois, ambes, na esphera cm que pyrsm, so bas-
tantemente coohecidoj nao s na Escada como na
cidade do Recife.
Nao portanto com bravata* ou com as astu-
cias do vil corarde, que elle se desembarcar das
ti as em que est emmaranhado.
Isto lhe affirma. .....
O verdadeiro tnterasado
N. 8. Na tiaica pulmonar a potencia
da EmutaSo Scott como remedio mara-
vilhosa. Restaura o sangue ao seu esta-
do normal. Sana as inflammacSes de gar-
ganta e dos pulmSes. Calma a tosse e a
rouquidSo. D cor 3 faces e aumenta a
carne e as forcas.
t Van remedio efllcaz (2)
BES NON VERBA
Aos que soffrem do peito recommendamos a lei-
tnra da segunte pubiieacao do Sr. Jos Maria
Lopes, morador na liba dos Marinbeiros, em frente
cidade do Rio Grande :
Ha quiltro annos que fui cnido de nma
omito grave enfermidade, resultante de um res
friado. .' ,
Senta dor agudssima do lado eaquerda do
peito, toase secca e urna fraqoesa exce*aia em
todo o corpa.
Em oito meses de tratamento com varios me-
dicamentos, nunca consegu obter allivio e cada
vez a molestia augmentava a ponto de me julga-
rem perdido.
Encontrando-me com mea primo e amigo Sr.
Manoel Joaquim, residente no Povo Navo, elle
aconselhou-me o oso do Peitorai de Cmm-
kar, do Sr. Alvares de 8. Sosres, de Pelotas,
elogiando-me muito este preparado e com effVito.
em deus meses de sen uso constante, restabeleci-
me de urna molestia quu uie levava sepultara !
que digo verdade, e toda esta ilha o pode
affirmar, pois nella vivo ha mais de trinta annos,
onde tenho chcara e familia.
__O leitor poder encontrar outro* muitos at-
teaUdos nos folhetos que acoiupanham eada fras
Dc>oiito, unicot agentes e depositarios geraes
em PernambucaFrancisco Manoel da Silva i
C-, 4 r la Marqoea de Olinda n. 23.
Medico
O Dr. Joaquim Correia de liveira Anirade, juia
de direito de orpbass e ausentes do R-cire e
tea termo, provincia de Pernambuco, por S. M.
o Imperador, a quem f-'eua guarde, ete.
Faco sabsr a quem iateressar passa, que tendo
se arrecadado por este juizo o espolio de Saly
WolrT, que nao deixou testamenta, sao chamad ,a
os seus legtimos succeasores a se habiliUrem
heraoc, perante este jaito, nos termos do art.
32 do regulamento n. 2433 de 15 d Junbo de
1859.
E para constar mande passar este edital. que
ser publicado pela imprenta e affixado no lugar
do coetume.
Dada e paasado neata cidade da Recife de Per-
nambuco, aoa 23 de Fevereiro da anna do nasci-
mento de osso Senhor Jess Cbristo de 1887.
Eu, Lua da Veiga Peesoa, escrivo, o subs-
crevi.
Joaquim Correia de Oliveira Audrede.
Juizo dos fcil ns da fazenda
nacional
Escrivae Reg Barros
Perante o Sr. Dr. juia substituto dos feitos da
fazenda se venderao em praca publica no di 18
do corrente, depois da audiencia, os bens seguin-
tec :
Urna casa terrea n. 15 sita nos Coelbos, fregue-
sa da Boa-Vista, pex'encente a Luiz Antonio Pe
reir, avallada por 1:5.0/000.
Um di'.a tana bem terrea n. 10 sita no becco do
Espinheiro ra de Nanes Macha lo. fregucsia da
Graca, pertenceute k Marcelino da Silva Lima,
avaliada por 4004000.
Duas ditas p?quenaa na. 2G c 28 na travesea do
Bandsira e ra Imperial, freguezia de S.Jos, edi-
ficadas no terreno forciro da marmha n. 169 A, per
tencente a Manoel Cypriano Fcrreira Rabello, ava-
liadas ambas por 2UO000.
Odominio uiil do teneuo do maiiuba n. 169 sito
ra Imperial, travesa do Martina da freguezia
de S. Jos, entrara pertenetnte a Francisco Jos
Martina da Costa e h.ije viuva do Thomas An-
tonio Coimbra, avaliado o dito dominio til em
120*000.
Urna c-isinha com um terreno ao lado, n. 304 na
ra Imperial, freguezia de S. Joa, eendo 0 terreno
da caaa f reiro de roarinba com a numetacao de
224, perteneente aos herdciroa de Z:ferino Amaro
dos Prazercs e avallados o terreno ao lado e a co-
staba em 250*000.
Todoa estes bens lo vendidos para pagamento
daa execucoea da fazenda nacional coutra oa seus
poasuidoreagacima indicados.
Recife, 5 de Marca de 1887.
O solicitador,
Luiz Machado Botelhi.
do
Juizo dos feitos da fazenda
Escrv3o Cintra
No da 18 do corrate depcis da audiencia pu-
blica do Sr. Dr. juiz substituto da fazenda se ha
de arrematar a quem mais der.
A casi te;r.a n. 83 i ra de Hortas, com 4 me-
tros de largura e 12 metros e 40 centmetros de
fundo, prrta e janelia de trente, 2 salas, 2 quartos,
coa-nha fra, quintal com cacimba ineeira, avalia-
da cm 800*000 para pagamento do que deve a
mcsuia fazeuda Francisco de Souza Reg.
Boa-Vista
A casa terrea n. 3 ra de Payasan-l, cm 9
metros c 84 centmetros de fio e 19 metros o 96
centmetros do fundo, com 3 jane las de frente, 2
portas n > oito, 2 salas, 4 quartos, 1 saleta para
eragommado, cosinba 1 quarto interno, quintal
grande todo murado, parti de madera, jardim so
lado e algumss arvores d fructo, avaliada em
3:003X000. cujo predio penhorado para paga-
mento do que deve a inejina fazenda Mara Can-
dida de Oliveira.
Afogados
O* alugueis do predio a Estrada do Geqai a
Jaboatao (Barro), avaliada em 8*000 meneaos para
pagamento do que deve a mesma fazenda, Ignacio
Esteves Moreira da Costa.
A casa terrea n. 45 roa de Matocolomb, de
taipa e tijollo, com 3 metros e 13 centmetros de
vao, 4 metros e 10 centmetros de fondo, com 2 sa
las, 2 quartos, porta e janella de frente, quintal
murado, cuja casa se acba bastante estragada e
avaliada em 50*000, penhorado contra Jos da
Silva Santo*. ^^^^
Varzea !H**1
A tasa terrea n. 4 Bruna ?rzea), coa 48 me-
tros e 40 centmetros de trente, 12 metros e 93 cea-
tmetros de fundo, 3 portas, 4 janellas de frente,
4 salas, cosinba interna, quintal graade todo mu-
rado com porto e gradeamento de ferro na frente,
e jardim, avaliada em 6:000*000, para pagamento
do que deve a mesma fazenda, Joo Pereira dos
Santos Farofa.
Poco.
Os alugueis do predio n. 3, ra do Rio, ava-
liados em 10*000 mensaea, para pagamento do que
deve a mesma fazenda, Jote Jacome Tasso.
frAtai
Urna armaco de madera de louro cem todos os
seos pertences, avaliada em 150*000, cuja arma-
cio existe no estabelecimento n. 37 roa da Pal-
ma, penhorada para pagamento do que deve a mes-
ma fazenda, Joaquim Coelho Netto.
Recite, 9 de Mareo de 1887.
O solicitador da fazenda,
Luna Freir.
Saztfa Casa de Misericordia
Recife
A Illma. junta administrativa de.ta Santa Casa
contracta com quem melhorea vantagens offerecer,
o fornecimento doe gneros abaixo declarado?,
para o consumo dos estabelecimontos seguales,
durante o trimestre da Abril a Junbo do corrate
anuo : Hospital Pciro II, dito das Lszaros, dito
de Santa gueda, Hospicio de Alienados, Casa dos
Expostos, Asyle de Mendicidadc e Collegio dos
Orpbaos.
Aletria, kilos.
Arroz, dem.
Agurdente, li'ros.
Azeite doce, dem.
Ararnta, k.lcs.
Bacalbo, dem.
Bar lia de porca, dem.
Batatas, dem.
Cb verde, dem.
Caf em grao, dem.
Carne secca, dem.
Cbala, ceoto.
Fariuha de mandioca da provincia, litro.
Feijo, dem.
Fumo do R:o, kilo.
Gaz, lata.
Dito inexploeivel, i4em.
Milho, kilo.
Manteiga frauceza, iden.
Potassa, idem.
Pi e bolacha, dem.
Dito e idem para o Collegio das .Orphs (em
Olinda, idem.
Rap, idem.
Sabo, idea.
Sal, litro.
Tapioca, kilos.
Toucinbo, idem.
Velas de carnauba, idem.
Ditas stearinas, masao.
Vioho branco, litro.
Dito tinto (figueira) idem.
Dito do Porto, idem,
Viuagre, idem.
As propostas deverSo ser apreseutadas na sala
de suas sestoes, era cartas fechadas, devidamente
selladas, at a 3 horas da tarde do da 22 do cor-
rente, declarando os proponeutes ujeitarem-se a
urna multa de 5 a/0 sobre o valor total do forneci-
mento, se no praso de 3 dias, nao comparecer, na
para assiguar os respectivos contractos.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia
Recife, 15 de Marco de 1887.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Souza.
do
BECLARACOES
Lotera de 4000 con tos
A grande lotera de 4000 coutos, em 3 sorteaos,
fica transferida para o dia 14 de Maio vindooro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exas. Sr. presidente, dehoje.
Thesounrris das boteras para o fundo de
emancipacao e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Deaembra de 1888.
O thesonreiro,
Francisco Goncalves Teires.
Banco de crdito real de Pernam-
buco
Nos termos dos artgos 5o e 6 dos estatutos,
sao convidados os Srs. accionistas realitar at
dia 16 de Abril prximo, na sede do Banco, ra
do C ommercio n. 34, a terceira entrada de 10 /0
valor nominal de cada accSo.
Recife, 14 do Marco de 1887.
Os administradores,
Manoel Joo de Amorim.
Jos da SiUa Loyo Jnior.
Luiz Duprat.
Gompanhia de edificayaO
Cammunica-se aos senbores aceionstas, qne por
deliberacSo da directora foi resolvido o recolhi-
meoto da sexU preatacio, na raso de 10 0/0 do
valor aomioal das respectivas aeces, a qual de-
ver realisarse at o dia 12 de Abril prximo
futuro, oa sede desta ccnpauhia, praca de Pe-
dro II n. 77, 1- andar.
Recife 12 de Marco de 1887.
Gusat Antunet,
Director secretario.
Estrada de ferro do Ribeiro ao
Bonito
De ordem da directora sao chamados os Srs.
accionetas desta empresa, para no prazo de 60
das, a contar de hoje, recolherem ao Loodoa Se
Brasliau Bank, a 5* entrada de 10 0,0 de suas
aeces, nos ter nos do art. 9 2o dos estatutos.
Recife, 9 de Marco de 1887.
O secretarle,
Jos Bellarmino Pereira de Mello.
Abastecedora d'asrua e
gaz em Olinda
AVISO
Aos Srs. consum-
midores de agua e g*az
da com. j>anhia, que em
seus pagamentos se a-
cham em atrazo, lem-
bro o presente artigo
do regulamento ap-
provado pelo governo
a 12 de Agosto de
1873, e que se aeha
copiado no verso das
contas entregues.
O pagamento da
importancia da agua ou
gaz fornecido em cada
mez, se fr naprimei-
meira quinzena do mez
seguinte e na sua falta
Ipoder a Compatihia
interromper o respectivo
supprimento.
Escrip torio do ge-
rente, Olinda 3 de
Marco de 1887
A. Pereira Simes.
Dr. Antonio Cavalcaate Pina abrilo aeu con-
sultorio medico-eirurgico na cidade de Nasareth,
roa do Payssnd n. 5, onda pode ser procurado
pan os misteres de sua profisso.
VENERAVEL CONFRARIA
Santa Bita de Cissia
De ordem do conselho administrativo desta ve-
neravel confraria, convido a todos os irmos da
mesma, para que, paramentados com seus hbitos,
comparecen) no consistorio da noaea igreja pelas
2 1(2 oras da tarde do dia 18 do corrate, afim
de apompanuarem a procissSo do 8enhor Bom Je-
ss dos Martyrias. para a qual fomos convidados
pela respectiva commisso admioistrativa.
Consistorio da veneravel confraria de Santa Ri-
ta de Cassia, 15 de Marco de 1887.
O secretario interino,
Manoel Bandeira Filho.
arsenal de Guerra
De ordem do lllm. Sr. major director, distrilsue-
se costuras nos dias 16,17 e 18 do corrente mez,
s costuraras de ns. 431 a 450, de coaiormidade
com as disposices dos snnancios anteriores.
Seccao da costaras do Arsenal de Guerra de
Pernambaco, 15 de Marco de 1887.
Feliz Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto.
Thesouro Provincial
De ordem do lllm. Sr. inspector desta repart-
cao, faco publico que no da 17 Jo corrente mez,
paga-se a classe de 1* eutrancia de profissofes,
relativamente uos veoeimentos do mes de Janeiro
prximo findo.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 16 de Marco de 1887.
" O escrivSo da despesa,
Sil vino A. Rodrigues.
Companhta Nauta Thereza en
presarla to abasteciniento
Tagua e de luz cidade de
Olinda.
Assembla geral
De ordem do Sr. | residente da assembla geral
e por nao ter o Sr. secretario eleito acceito o cargo,
convoco a assembla geral des Srs. accionistas
para o da 24 do correarte, afim de ser lido e jul-
gado o elatoro e o parecer fiscal e apreciadas as
contas do anuo findo, e aubmeltida a cousiderac&o
dos Srs. accionistas urna mocao do Sr. presidente
da directora.
A sessao ser aborta ao meio dia n'um dos sa-
ldes do edificio da Associacio Commercal, para
case fim delicadamente cedido.
iecife, 9 de Marca de 1887.
O gerente,
A. Pereira Simpes.
Compiihia pe nambucana
DE
\'avegae3o eostelra por vapor
Pelo presente sao convidados os senbores accio-
nistas a reuuirem se na sede da companhia, no
dia 23 do corrente, ao meio dia, afim de Ibes ser
apresentada o relatorio e balaceo do anno findo, e
elegerem a commisso de exame de ccotaa e con-
selho de direceo.
Recite, 5 de Marco de los7.
Manuel Joo de Amorim.
P.P.Sauuders Brothers & C
Arthur B. Dallas.
W. W. Robillard.

Loteras para o Fundo de Eman-
cipado
A 15.J parte deatas loteras acha-se exposta
venda para ser extrahda sexta-feira, 18 do cor-
etnte, ao meio da, no consistario da igreja da
igreja da Concei,So dos Militares.
Thescuraria daa loterias para o Fundo de Eman-
cipacao, 12 de Marco de 1887.
Francisco Goncalves Torres.
MARTIMOS
UBiied States Sail Brasil S. S. C.
0 vapor Aloca
Espera-se de New-Port
News, at o da 17 de Mar-
co, o qual seguir depois
da demora neccesaria para a
Baha, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encommendas e dinbeiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster C.
N 8- RA
DO COMMERCIO -8
!. andat
ani
aipfsehiTfaliHs-GeselIschafl
O vapor Rosario
Espera-se de HAMBURGO,
por LISBOA, at o dia 17 do
corrate, seguado depoi da
demora necessaria para
Recebedorla de Pernambuco
Matricula de escravos
O adainistrador da recebedora faz publico qne
finda-*e na dia 30 do corrente mez o prazo para
a nova matricula e arrolamento dos escravos exis-
tentes neste municipio, devendo os danos e pos-
suidores dos mesmos apresentarem al aquelle
dia as relacoes em duplicata contendo e nome do
escravo, nacionaldade, sexo, filiacao. occupacSo
ou servico em que fr euipregado, idade e valor,
alm do numero da nrdem da matricula anterior,
sendo o valor dado por extenso pelo senhor do es-
cravo oa eeu legitimo representante, nao exceden-
do o mximo regalada pela idade do matriculando,
que ser tambera escripta por extenso conforme a
seguinte tabella :
Escravos menores de 30 annos 900/1000
. de 30 a 40 > 300*000
> de 40 a aO > 600*000
de 60 a 65 400*000
de 55 a 60 200*000
O valor das escravas ser regulado pela mesma
tabella com o abatimento de 25 dos precos
nella estabelecidos.
A inscrjpcSo t ara a nova matricula sera ftita
a vista das ielac5es, que serviro de base a ma-
tricula especial ou de averbacJo effectuada de
conform dde com a le de 28 de Setenobro de
1871, ou de certdo da mesma macrcula, ou a
vista do ttulo de dominio quando contiver a ma-
tricula do escravo.
NSo sero dados a matrcula os escravos rnuo-
res de 60 annos, sero paris inscriptos em arro-
lamento especial.
Sero considerado* libertos os escravos, que no
prazo marcado no tverem sido dados a nova ma-
tricula.
Pela inscripce ou arrolamento de cada escra-
vo pagar-se-ha 1* de emolumentos, cuja impor-
tancia ser destinada ao fundo de emancipacao
depois de satisfeitas as despesss da matricula.
Recebedora, 2 de Marco de 1887.
Alexandre de Soasa Pereira do Carmo.
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta e com os
CONSIGNATARIOS
BorstelmanB & C.
RA DO COMMERCIO N. S
1* andar
CHARGEIRS REUNS
Companhia Francesa de navega-
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
a, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santo a
0 vapor VI o R:o ie Janeiro
Cotnmandante Foaesnel
' esperado da Europa
at o dia SI de Marco, se-
gumdo depois da indispen
savel demora para a Ba-
lita. Rio de Janeiro
e Maatoa.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p -lot
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarenga, ,ua!-
quer reclamace concemente a volumes, que po-
ventu h tenham seguido para os portos do sul,afini
de se poderem dar a tempo as previdencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos. .
Para carga, passagens, encommendas e dmheiro
a frtte: trata-se com o
AGENTE
Angoste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9-
iavega
conpanhla llahlana de
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 vapor Sergipe
Ccmmandante Pedr Vigna
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 17 de
Marco, as 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1 S
diado dia 17.
^Para carga, passagens,
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7Hua do Vigario7
Domingos AI ves Hathens
encommendas e dinhei-
CONPAXHI,! PERHAMatCA.-V*
DE
avegaeSo eostelra or Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mosaor, Ara-
caty, Cear, Acarahu, e Camossim
O vapor Pirapama
Commandatite Carvalho -
Segu no dia 22 do
corrente, s 5 horas
da tarde. Recebe
{carga at o dia 21.
neommendas passagens e dinheiros itffrete at
s 3 horas da taide do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae* da Companhia Pemamiucana
n. 12
Conk^uiilla lirasIlelra de Mave-
gseao a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Cotnmandante o 1 tenene Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos portos do su I
at o din 18 de Marc-, e
seguir depois da demora in-
dispetiaavel, "para os portos
do ncvte at Mansos.
Para carga, passagens, cneoromendas valeres
tracta-se na agencia
PRAgA DO CORPO SANTO N. 9
(OMPA^BIE DB MBB
RES HARITIHEN
IJNHA MENSAL
O paquete Oironde
Commandair.e Miaier
E' esperado dos portos do
sul at o dic 21 do corrente,
seguindo, depois da demora
do coetume, para Bordeaux,
tocando om
Dakar e Lisboa
Lcrubra-sa aos senhores- passager.as de todat
as classes que ha lugares reservados pura esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Fas-se abatimento de 15 /0 em favor das fa
milias composta de 4 pc-ssoas ao mekos e que pa-
garem 4 pastagens inteiras.
Por excepeo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, goaarn tambem d'cste abati-
mento. *
Os vales postaes s ae Ja at da 19 pago
de contado.
Para carga, passagens, eu .oinmendas a. d a h c r
a frete: tracta-se com o
AGENTE
Le!Io
Na
Mignsle Labilie
RA DO COM ERCIO-9
UMU
Agente Burlamaqui
Leilo
Quinta-feira, 19 do corrente
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 22
De nma pane do eogenha Brum da freguezia
da Varzea, no valor de 12:559/212.
O agente cima, por mandado e assisteocia do
Exm. Sr. Dr. juiz de orphos, requerimeuto da
viuva do finado Dr. Graciliaao de Paula Baptista,
vende em leilo a referida parte do cugenbo
Brum, da freguezia da Varzea.
Leilo
hucas, e vidros
Dd urna vacca turinu, 1 garrote, 2 car-
ne ires de seili, 1 ovelba e carneiro de
raca.
Sexta-feir. 18 do corrente
A's 11 horas
Por ntervencad do agente
Alfredo Guimaraes
porta do arruazem da ra do Bom-
Josus n, 49
Leilo
De urna caixa triangulo CV dentro e B em
baizo, n. 272, coui i 2 duzias de corda-
vSo preto e 24 duzias de cameiras ama-
relias, descarregada com averia d'agua
do mar, de bordo do vapor francez Ville
de Pernambuco, entrado em 9 do cor-
rente.
*exta-felra. i8 do corrente
A's 11 horas
No arraaz?m da Iraveasa do Corpo Santo
n. 23
O agente Pinto, levar a leila por aotorisacao
do Sr. cnsul de Franca em presenca de sea dele-
gado e por conta e risco de quem pertncer a csixa
cima mencionada, avariada d'agua do mar.
Eni contlnuaco
Urna caixa marca OR&C, 1954 com 40 duzias
de marroquim tambem avxriada e descarregada
de bordo do vnpor francez Ville de Cear.
Leilo
De movis, espelhos e louea
Constando de urna mobilia de pau-carga com
tampo de pedra, 1 espelbo, 2 quadros, 2 pares de
jarros, 1 cama franceza de Jacaranda, 1 dita de
amarello, 1 marquezo, 1 goarda-veatidos de ama-
relio, 1 commoda, 1 lavatorio com pedra, 1 cabida
de columna, 4 etageres, e 2 cadeirao de bataneo
de juuco.
Urna mesa elstica de 4 taboas, 1 mcblia pret,
1 apparador grande cem pedra, 2 ditos de colum-
nas, 1 gaarda-louca pequeo, 1 mesa graade de
jantar, 1 taboa e 2 cavaletes para engommads, 2
venesianss com caixa, louca de jantar, vidros'e
mutos outros movis.
Sexta-fcra. 18 do corrente
A's 11 horas
No 1." andar do sobrado n 21 da ra do
Barao da Victoria
O agente Martina competentemente autorisado
por urna familia far leilo dos movis existentes
no referido sobrado.
AO CORRER DO MARTELLO
Leilo
De movis,
SENDO:
Urna mobilia de pao carga com pouco uso, teado
12 cadeiras de guainicc, 5 ditas de bracos, l eok
2 consolos com pedra, 1 bonito candiciro de gaz,
4 pares de jarros, 4 quadros oleographia, 1 meza
com estante, 2 cadeiras de balanco de jaeai anda.
2 cadeiras para barbeiroe, 1 mesa redonda ,de Ja-
caranda com pedra,, 1 l&ntema, 1 tapete, 1 com-
moda preta, 1 dita de amarello, 1 esprigacadeira
e 2 almofadas.
Urna cama francrza, 1 lavatorio com espelbo, 2
marquezes, 1 cabide do culdnna, 1 dito de pa-
rede, 1 meza granle de amarello, 2 aparadores, 1
sof de amarello, 1 guarda-louca, 8 cadeiras
de amarello, 3 candisiros de pared-', 6 mezas,
1 berco com colxSo, 1 c.mi franceza de amarello
com cclxo, 1 encarado grande para meza, 1 quar-
tiobeira de amarelle com qn irtinha e outros inuitos
movis.
Quuinta-feira 17 do correv.te
AS 11 HORAS
No 1 sndar do sobrado n. 53 da ra do
Fangal
O agento MartiuB autorisado por ama familia
que mudou de residencia fui IcJiV do mtrreie
mais objectos existentes do referido sobrado.
Ao correr do marlello
Leilo
De dous sobrados, sendo um de 3 andares
n. 25 ra do Livramento e outro de 2
andares ra dos Martyrios n. 144
tilinta feir, 19 do correte
A's 11 horas
RA DO IMPERADOR N. 22
O agente Stepplc, por mandado e assi tencia do
Exm. Dr. juis de direito privativo de orpbaos e
ausentes a requerimeuto de Jco Goncalves de
Souza Beiro, pertencente ao espolio de Joo Ma-
ria Ferreira da Caoba, levar leilo o sobrado
de 3 andares u. 25 ra do Livramento, em solo
foreiro, rendendo mensalmente 165.
Em seguida o mesmo agente vender outro so-
brado de 2 andares n. 141 ra dos Martyrios,
junto igreja, rendendo mensalmente 106 ; as
chaves acham-se na ra Direita n. 112, primeiro
andar, para qualquer pre'endente examinar.
Os Srs. pretendentes desde j podem examinar
es ditos predios e psra qualquer inforjnaco o mes-
mo agente as dar. X
AGENTES BURLAMRQUllfQUSMAO
TERCA-FEIRA 22 DE MARgO
Ter lugar o leilo do lugar inglez Lord Tre-
gedar, de 251 toneladas, capito John Tbomas,
seus apparelhoa e nteacilios ; assim como prova-
velmente cerca de 600 saceos de assucar salvos
do mesmo lugar, naufragado ao sabir junto ds
barra.
Ro-Grande do Norte no Nata1, 14 de Marco
ds 1?87.
O agente,
Manoel Joiquim Amorim Garda.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 84000 no becco dos Coe*-
lios, junto de S. Goncallo : a tratar na ra d>
Cmperatriz n. 56.
a Precisa-se de um perfeito csscheiro ; a tra
tar na ra do Brum n. 5.
AMA no largo do Corpo Santo n. 19, 2 andar
precisa-se de urna ama boa cosinheira e que dur-
ma em casa._______________________ _______
A'uga-se o 2- andar do sobrado n. 7 na
Passagem, com agua, prreo eommodo; a tratar no
meemo, com Lanreiro & C.
Arrenda-se o sitio das Jaqueiras, com graa-
io om da rivenriq. todo cercado b mais ties pe-
quenss no mesmo correr, servinde perfeitameate
para pensio ou bote! : a tratar no mesmo sitio.
Aluga-83 por 8/000 a casa n. 22 na Encru
zilhada de Belem, est caiada e pintada, tem
quintal e cacimba; a tratar na ra da Imperatri*
numero 56.
Precisa-se de urna ama
tratar na roa Nova u. 57.
para cosinhsr ; a
Aluga-se na ra do Imperador n. 39, o 1'
audar e arm*zem ra Vidal de Negreiros n. 20;
o 2- esoto e loja do mesree predio; a tratar
com Luiz de Momee Gomes Ferreira.___________
"COS^TRERA Offerece se urna perita
para toda qualidade de costuras, s para casa de
familia ; na roa do Kan ge I n. 53._______________
Aluga se a casa terrea da ra dos Martyrios
n. 162, com grande quintal murado, e tambem
2- andar da ra larga do Rosario n. 37, esquina,
detronte da igreja ; a tratar no pavimento terreo
deete, loja de cabelleireiro.______________________
Precisa-se de urna ama que saiba lavar, Oa-
gommar e cosinhar para orna pessoa, na ra Bella
a. 45.
Leilo
No
Sexta-feira, 18 do corrente
A's 11 horas
armazem ra do Impera-
dor a. 30
De assueares mel e agurdente
Os agentes cima por mandado e assistencia do
Exm. Sr. Dr. juiz do Commercio, a requerimento
do Visconde de Campo Alegre e outros, venderao
em leilo o que se segu: 10,800 kilos de assucar
de 1 qaalidade, 320 de segunda, 15 touelladas de
assucar de 1 e 59 de Segunda; 4,148 litros de
agurdente, 20,000 ditos de mel, cuja venda ser
effectuada pelas respectivas amostras, e a entrega
pelos referidas agentes na Fabrica Central de
Santo Ignacio no Cabo, precedendu as formali-
dades da lei: vender r.-,a3 38 toneladas de assu-
car bruto, grande quantidade de assucar rtame
em 5 tanques, litros de mel cm 2 1(2 tanques, 187
saceos de assucar, 40 dos de 60 kilos, 81 pipas
de agurdente, qne aerr.o entregues ao compra-
dores com ss meamas formalidades ao engeoho
Central Bom Gosto, cm Palmares, mais arrobas
de assucar de 13 depositoa 466 saceos de assucar
de 50 kilos cada um, 52 ditos de 80 kilos, 15,000
kilos de assucar ensacado, litros de mel em 2 tan-
ques, ditos de agurdente cm 4 cubos grand s, no
engeubo Central Cuiambuca, e finalmente 250 sac-
eos de assucar branco, 180 saceos de assucar mas-
cavado, 50 barra de agurdente, 1,000 litros de
mel de 1, 10,000 de 2a existentes na Fabrica Cen-
tral Firmesaua. Escada, tndo ser entregue de con-
formidads com as respectivas amostras, correndo
as despezas do frete por conta da massa
sendo o leilo eflertuado como cima tica dito
ra do Imperador n. 30 pelas amostras que esta-
ro a vista dos Srs. compradores.
LEILO
P\HA 1AQ\3YOVCAO
De 2 pisos, mobliae, gaarda-louca, commo-
dss, secretaras, 1 rnsrda comida, toileta, camas
francesas, marquezes, 1 caiteira. aparadores,
1 sanctuario, cadeiraB de junco e de amarello,
i cadeira para advogaoo, mesas grandes e pe-
queas, 11 elogio de parede, 1 lustre de gaz car-
bonico, 1 carro de 4 rodas, machina de costura,
cabides, quadros, jarrea, rspelhcs, fazenuas, miu-
dezas, joias, loucas, e outros aitigos existentes no
armazem ra de Pedro Affoo3o n. 43.
Sexta-feira, 18 do corrent
A's 10 If. hora->
Agente Brito
Aluga-se a casa terrea com sota no pateo
do Terco n. 82, e da ra Imperial n. 196 ; a tra-
tar em Fra de Portas, ra do Pilar n. 56, taver-
na, at as 11 horas da man ha oa depois das 4 ia
tarde._______________________________________
Club Concordia
JSSechstes PreUkegelo
&
Vertheiluog der Durcbscbnittspreise
Sooptag dea 20Marz 1887.
Nachmittags 2 uhr.
Das drectorium.
Ao commercio
O abaixo assgnado participa ao rospeitavel
corpo commercal, que comprou aos Srs. Joo Al-
buquerqoe & C o seu estabelecimento de molba-
dos sito ra da Paz n. 2, livre e desembaracado
de qualquer debito : se alguem se juigar com di-
reito ao mesmo, aprsente suas contas com o pra-
so de tres dias.
Recife, 17 de Marea de 1887.
Felippe Nery GuimarSes.
Ao commercio
Os abaixo assignados participara ao corpo com-
mercal qu3 vender_m o seu estabelecimento de
molbados sito ra da Paz n. 2, ao Sr. Felippe
Nerv GuimarSes, livre e desembaracado de todc
e qualquer onus, quer neata praca ou fra della ;
e quem julgar-se credor dos mesmos abaixo as-
siguados, apresente-se legalisado, para ser pago.
no mesmo estabelecimento nestes tres das, a con-
tar da data deste.
Recife, 17 de Marco de 1887.
Joo Alhnqnerqne & C.
Ao publico
Constando ao abaixo assignado que seu irmo
Manoel Ferreira Pontea, fallecido no da 16 do
mea prximo paasado, por arranjas particulares,
fizerrm testamento por elle, pois publico e no-
tario que dito seu irmo soffria ha tem pos desar-
r__joB nss tacuidades intelec'uaeS; se tal factose
deu, nao tem tffeitos jurdicos, j pela acapaci-
dade do testador, que sempre foi bom irmo, j
pela ausencia do abaixo assignado e dos mais ir-
mos existentes na Europa ; par tndo isso o abat-
i assignado protesta pla nulldade do testamen-
to, fazendo valer sena direitos em juizo compe-
tente.
Recife, 11 de Marco de 1887.
Henriqne Ferreira Pontee^_______
ff
I'
v

Prfcisasc
\*
de iaaj amas, urna para engomwar e oulr* para
. ; na ruado RiihttcFle B. 17.



>

6
Diario e Pemanibucotyuiota-fcira 17 de Marfo de 1887
<'
't.

ra <
^
y
y -&/$>*
Aluga se barato
Ana dos Guararapes n. 96.
Ra Visconde de Itaparica o. 43, armuen.
Roa do Tambi a. 5.
Boa do Visconde de Goyaona n. 163, com ogna
ega.
Largo do Mercado n. 17, loja com gas.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2.* andar.
rraU-se na ra do Coinmcrcio n. 5, 1' andar
seriptoria de Silva Guimariles & C. ____
Alug
a-se
o 3* andar do sobrado n. 35 i travessa de S. Jos ;
o 1* e terreo do de n. 27 roa Vidal de Negrei-
ros; o 1 do de n. 25 i ra velba de Santa Rita ;
o 1- do de d. 34 roa estreita do Rosario ; todos
limpos : a tratar na ra do Hospicio n. 33.
Aluga-so
urna casa com commodos par* grande familia, s
sitio a-rborisado ; na Ponte de Ucha n. 10.
Al
Casa com sala, 2 qaartos, cacimbs, ttgao, ap
parelbo e quintal, ra do Dique n. 3 (outr'ora
ra das Catrocaa).
Sitio com casa ptra familia, arvoredos, tedo
murado, a ra de S. Miguel n. 99, cm Afogados.
Casa com 5 quarlos, 2 salas, quintal e portSo
ra de S. Jorge n. 26, perto da eotacao do Li-
moeiro ; a tratar na ra de Santa Tbereza nu-
mero 38.
Ama
Tricofero de Barry
ac&nte-s que faz nas-
car eereseer o cabello anda
sos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remore
todas as impurezas do cas-
co 4a oabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de oahir ou de embranquo-
oer, e infallivelmente o
torna espesso, inacio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no-mun-
do que tem a approvacSo orBcial de
nra Govermo. Tem dnas vezes
mais fraeroncia que qualquer outra
ednraodobro do tempo. E'mnito
mais rica, suave e deliciosa. E"
muito mais fina e delicada. E'
mais per ranente e agradavel no
lenco. 9" auae rezas mais refres-
cante no b.111.10 ^ ac ouaito do
doente. E' especifico contra a
frouxid&o e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os canaacos e os
I denmaios.
larope ie Via Je Bnter No. 2.
asma di ttsIi-o. dipois de us_-a.
Cura positiva e radical de todas as formas de
ecrofulas, Svphilis, Feridas Escrofulosas,
Affsccoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
encasdoSangue^Figado, e Rins. Garante-as
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangut
restaura e renova o aystema inteiro. #j
Sabao Curativo de Reuer
Prcciss-fe de urna ama : na rus da Aurora nu-
mero 137.
Ama
Precisa-se de nma ama para comprar e eosi-
nhar, para casa de pequea familia i a tratar n
ra ile Marcilio Das n. 64, 2- andar.
Ama

Precisase de urna ama para cosinhar em easa
de pouca familia ; na ra da Imperatriz n. E6,
segundo sndsr.
Ama
Precisa-se de ama ama para cosinha, para casa
de familia de duas pessoss ; na ra Duque de
Caxias n. 81, 3a andar.
Ama
Preciia-.se de urna cosinheira ; a tratar no large
do (Joipb~Santa n. 17, 3- andar.
Ama
Precisa-se de urna Dos cosinheira para casa de
pouca fatrilia, prefere se escrava; na ra do
Riacbuello n. 13.
Pora o Banho, Toilette, Crian.
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Precisa-se de unta apara
lavar, engomniar e faze raais
alguna sen/icos de casa de fa-
milia : menos comprar e co-ei-
oliar : na ra do Hiachnele n.
13. Deve dormir em casa.
Ama
Precisa-se de urna boa cosinbeirn, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companhia
a. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
Ama
Precien se de urna psra casa de familia, a ra
do Cabnga n. 3, 3 andar.____________________
"AMAS "
Precisa-se de diversas, tratar das 8
horas da roanha a 8 da noite, na ra das
Florea n. 18, porta larga.
Ama
Precisa-se de urna ama para eaaa de penca fa-
milia, para cosinhar c rngcmmar : a tra'ar na
ra do Capito Lima n. 32.
Ama
Precisa-se de urna ama pira ser vico interno de
casi de fumilia ; na la dus Pires n. 35.
Cha preto superior
Receben o Carlos Linden nova remosaa do cb
preto superior, e avisa aos seus fregueses que
v na ra do BarSo da Victoria n. 48, para se
Bcpprir,________'__________________________
Arrenda-se ou vende-se
um sitio c.im slguns arvoredos de frocto, planta
de capim e ortalices, ra de S. Miguel n. 148 :
qnem quiser diiij*-sc ra da Iropiratriz n. 13,
loja.
Sabao de alcalro
Acaba de receber nova r meses deste aubao
medicinal, cuja taita nrst'- menudo trm sido rio
.RCivel ; A csa dr 7. ferino alailiue C-, pC*
do Conde d'- u n. 18.
PILULAS
JMRUBEBA
BARTHOLOMEO C"
Phtrm. Parnambuco
[Carao as Ses&M, e todas as Fas
Internamente.
S ANNOS DC 8UCCCM0I
"BK'"** a\ a.nisrnai.tiira\,
Dcpoaito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Jalroph
Manipoeira
Ene medicamento de un eficacia rrccnbecida
noberiberi e outrhS tnnltstias era que predomina a
hidropesa, scha-se modificado em sua prepara-
cao, tracas a urna nova formula de um diitincto
medico deeta cidade, srndo que tornele o abaixo
assignndo est habilitado para pr.paial-c de modo
a melnoiar Ihe o gosto e chriro, sem to'Javia alte
rar-lbe as propriedsd s medicamentosas, que se
conservare c. ui a mesm* actividad**, se nao maior
em vista do nodo por que elle tolerado pe)
es t mago.
miro deponUo
Na pharmacia Conceiclo, ra do Marques Je
linds n. 61.
_________ afierra de Mella__________
S. 80O|O6O,
Pede se an Sr. Antonio Coelho Ribeiro Boma,
ande sst ffarer o momo cima, c in mais o n.
19^^000, j,i A r..o (oiu J>, qilallJj n&a. ..
bem sabe onle
A joia.
Professor de msica
Gabru I Archaiigelo de A se vedo, professor de
msica, propoe-se a leccionar cm casas particu-
lares por precos roo.icos a arte que profossa, po-
dendo ser procurado a rus do Laldeireiru n. 12,
1- andar, ou a rus ds Jardiin n, 19, fabrica de
calcadrs. Telrphone 122.
Distribuidores
Precisam-se na Livraria Fluminense la dj
Bario da Victoria D. 9.
Prerlsa-se rasas isrgenrlai de per-
felis. inu II pn-.cniar o.e mi es-
taan nes roniii* -, psga-ae
besa. Atelterde ndame i'snny, run
do imperador n. 50 I nn lar.
Compras por atacado
O rclK.rul de tamhar
tem precos etpecines pura a -tiles que compra -
rem graudes por\;4an. Distribotu se imi-ressos
qu< m is pedir, contundo as coudicces de vendas :
na r..a <1j Marques de Olinda v8 drogara dos
nicos i gentes e depositarios 3 .raes
Francisco M. da Silva & C
Cosinheira
8<)000
Pag*-* 20000 |v.r mes a urna rerfril.i c si-
r, (jii.i cus de p- px-na familia, prefernido-
se de meia 1 adn n ue ej 1 ie boa mora!, 4 rus
do Pajsanc 11. 19, p*san a ponte do Cbora-
ict-iiino : qu(B nao eslivrr em condicOes esrusado
oentar-s .
B'a occasio
Alnga-sn tu srrenda-ie o predio ra Pnmeiro
de Marco n. 12, e vende se nma boa arm 90 en-
vidracada, na loja do uh'sit.o : quem pretender
dirija se ra di Marques de Olinda numero 47,
loja.________________________________
Alu^a-se
o primriro andar de sobrado ra da Iuipfr!ris
n. 89, cura acni, g>z bons coinin id.18 para fami-
fa ; a tm:ar na Itja. ^^
\ couimercii)
O absiso siigiiiido declara a quem interessar
poasa, tur u o unloo prrprietario e responsave do
estabeletiuK mu uto ra Bardo da Victoria n.
, que yra aob n firma de
s
Na ra da Madre d Oeus n. 5, srmasem, se
precita e um criado para casa de familia, que
saiba ler e (terevir : a trslar dus 9 s 4 huras
da tarde. ________
Algtse
a cssa tern a 1 ir. M qtfts < -i sala?, n com ou-
tra casa unid que di la para a na una de San-
ta Ki'a, 10111 nrttna d'aga, bi.lifci-o 1; grande
quintal, luda ri ixliu >l 1 < Rutada de i-.ovu, sita
tua de .Hnta H-c >r. W : >i traiar 1 h rila de Do-
mit'gos Ji>6 Mai'11 11 : __ _
Rapbr.el l>i e que *eiu paoala procur.-.co a seu cirpiegado
8r. Manoel Litio Marques, para, em sua -asennis,
faaer as sua anana R*-cif--, 16 de Marco de
1887.
snanl Baptitta Marques Das.
4lliH
Precias s ami pars c lidar de una
crianza na ra da Aurora, n. _
FERRO GIRARD
Approrado pala Aocdemia de Medicina de Paria.
Approrado pela Juncta Central de Hygiene publica do BrnaU.
O Profesaor Hrard encarregado do Relatorio Academia demonstrou 1 que i
fcilmente acceito pelos doentet, bem tolerado pelo estomago, restaura as
[oreas e cura a afiloro-anemia; que o_ que distingue particularmente este
novo sal de ferro, que nao causa priso de ventre a qual combate, 9 elevn-
dose a dse, obtm-se dejecces numerosas.
O FERRO GIRARD cura anemia, cores paludas, caimbras de estomago,
empobrecimento do angue; fortifica os temperamentos ft-acos, excita o
appetite, regulariza aa rega e combate a esterilidade.
Deposito em Paria, 8, ra Vivienne i nai principan Drogadas i Pharmscu
EMULSAO DE SCOTT
de OLEO PURO
DE 0
FIGADO DE BACALHO
COM
HYPOPHOSPHITOS
DE CAL E SODA,
To agradavel ao paladar como o lete.
O grande remedio para a cara
radical da TSICA, ESCBOFULA,
ANEMIA, KACHITIS, DE-
BILIDADE EM GEEAL e todas
as enfermidades consumptivas,
tanto as enancas como nos
adultos.
Nenhum medicamento, at hoje
descoberto, cura as molestias do
peito e vias respiratorias, ou rea-
tabelece os debis, os anmicos e
os escrofulosos com tanta rapidez
como a Emulsao de Scott
_ venda nos prinpaes boticas e
drogaras.
Depsit .-m P in.o 1 n na r'rogaria de Pranciaco Manoel da Silva
& i!., ra (I Mmii|iic 'c Oliri'iii n. sy.

\M&
KtIS & SANTU, t'-ri'io obti dadeima H:>cli!n;is tmcrleairas para descaroyar algodn, esto vendando a
11*000
por serr, com 4/ de descont, a
lina do Mrquez de Olinda n 56 A
! lili w
Fiimlicit de sinos bronze

DE
LUZ M CRUZ MESQUITA
66- Ra do Barao do Triumpho66
(Antiga do Bruui)
Neste estibelecimento encontraro os
Srs. agricultores e seus correspondentes
todos os objectos tendentes a agricultura,
como sejam :
Machinas para fazer espirito, de destil-
lar e restiPar, alambiques do antigo e no-
vo sistema com esquenta g-arapa, serpenti-
nas e carapu^as, tachas, tachos, bombas de
bronze, de cobr** e de ferro, de espirante e
de rcpuxo, para agua, mel e garapa, tor-
ne, ras de bronze, de madeira e de todos
os taannos, canos de cobre, chumbo, fer-
ro, de todas as dimenses, cobre picado,
fundos para alambiques, repartideiras, pas-
sadeiras e e.cumadeiras de cobre, de fer-
ro galvanisado, arruelas e len^cs de co-
bie, boml>as con*inuas, sinos de 1 libra ate
110 arrobas, sola ing'cza e do Rio, cadi-
nhos patentes e de lapis.
Fazein se concertos de todas as qualida-
des ecom toda presteza eperfei^o apresos
mdicos
Vcndem-se a prazo ou a dinheiro com
sL
desc mo.
TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHO.r.JOHANNO
DO
'DOTOR!
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito
Xecommendio-no nos casos que nccossltao tonteo para rocoostltnlr e recenerax
o organismo arruinado por molestias, eicessos, natureza do clima. Anemia, cnloroaia.
Aaseaorrknn, Caeheila, rinxo nraneo, que tanto arrulnao a saudo das mnlberes.
rahreaa da Sanrue, Fraganaa aassJ. ISaMUdade, etc.
S. V1VUUT, Srorsta, 60, Boolevard de Straabof, em PABI8

Reducto absoluta de preco
Bramante de algodSo, com 4 larguras, a 1000 e 15100, o metro.
MadapclSes, a 45000, 4,5500, 55000, 55500, 65000 e 85000, a peca.
A'godSts, a 35200, 45000, 55000 o 55500, a peca.
Crotones e8curoa, de superior qualidade, a 320 e 360 ra., o covailo.
Ditos claros com novos desenhos, a 280, 300 e 320 rs., o covado.
Percuda de cores, fhzenda superior, a 240 rs., o covado.
Setinetss, lisas e com rnrn.'igjm/a 320, 3d0, 400 e 440 rs.. o covado.
Creps do r5res, de prejo de 800 rs. o covado por 360 o dito.
Coutelines de cores ruatianins, a 360 rs., o dito.
Lioons do .Gres claras e escuras, a 500 ra o cova J.i.
Batistes de c6res, a 140, 160 e 300 rs. o dito. .
Etaa.oe8 de 13, (acida r.ndado, de preyo de 15800 oiovado, por 600 rs. o dito.
Alpaits do cores, lisaa, de preco de 600 rs., o -avado, pur 280 rs., o dito.
QranJe sortiment de las para vestidos, n 200 <; 240 rs., o :ov..(i>.
Cambraia brancu, bordada, a 55500, a peca.
Pao da Cota, do liatras, a 15200, o covado.
Dito dito, de qnsdro?, a 15500, o rito.
Atoalhado bri.mo, ce linlm, n 15300, n metro.
Brins de tGres, para calca, a 260 rs., o covado
Ksguiao pardo, para vestidos e vestuarios de criancas, a 380 rs o dito.
Brirn branco de linho, superior, 25' 00 e 25-100 o dit..
Casomiras de coi es, para costumes, a 15800, o dito.
Cobertas de dous pannos, ferradas, a 35000, uiui.
Lengdes de bramante, a 25000, um.
Colchas brancas, a 15900, urna.
Chambres psra hornera, a 55000, 65000 e 85000, um.
Toilbas felpudas para rosto, 35500 e 55000, a duzia.
Ditas para banbus, a \ftbd'), urna.
Espartilhos finos para senhora, de todoa os nmeros, a 55000, um.
Bordados tapados, a 500, 600, 800, 15000 15500 o 25000, a peca.
Fichs, de imho, rendados, a 15000, 25000 e 255(0, uro.
Ditos, de la, felpudos a 55000, um.
Magniteaa mallas, para viagem, de 155000. 205000 o 255000, urna.
Saceos de lona psra roupa auja, de differente3 precos.
Costumes de banho de mar, para senhora, a 105000 um.
Ditos de dito, para horaens, a 85000.
Ditos de dito, para meninos, a 55000.
Sapatos para o meFmo tiro <'e diferentes tamaitos, a 25500, o par
"ara a quaresma
Merinos pretos, a 800, 15200, 15500 e 25000, o covzrfo.
Dito assetinado, a 15200, o dite.
Setin pret>i, a 1500'*, o oito
Sedas pretae, 1800 25000, 25400 e 35000, o dito.
" Cheviots pretos e azues, a 35000, 45000 e 45500, o dito.
Panno preto fino, a 25500 35000 e 45000, o .lito.
Lindos cortes do cssemiras nota liitraa de sed.., n 105000 e u-uitoa outr-s arti-
goa que s pode rao ser leinbrados preseoca d'aquelles que nos honrar com suaa
visitas.
i *
4' ra Prineiro de Marco 11.20
AMARAL & C.
(^AROPEnSEIVA^PINHEIRO MARTIMO
40 LAGASSE, Phannaceatlco de Bordeaax
Approido pela Jnnta de Hygteae do Rio-de-Janeiro
Oa medcoa francerea mandio para Arcachon, perto de Bordeaux, os
doentes fracos do peito, aflm de que respirem o ar embalaamado dos seus
pinheiros e bebao a selva que se extrae do pinheiro martimo. Estes
admiraveis principios balsamicoa aao os que o Sr Lagassk concentrou no
seu Xarope e na Pasta de Selva do Pinheiro Maritireo, excellentes
petoraea receitados constantemente contra a Toase, os Resfriamentos,
oa Cataxrhos, a Bronchite, a Rouquidao, e Extinoco da voa.
Ctdi frttoe Um a miro tfa rsftr/os, s fnss o o stllo s/sf dt soiss sass.
Deposito em FARIS, 8, Roe Vlvianne, e as princlpaaa Pharmaolas.
CAPSULAS
WIathey-Oaylus
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
Aa Capsulas Mathey-Caylus com Emolucro dlgao de Gluten nao fatigao nunca
0 estomago e s5o recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londrea e New-Yerk, para a cura rpida dos :
Gorrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
du Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgaos genito unnariot.
ltJt Urna txpliciSo dttalhada acompanht cada Fraseo.
Exiair o Verdadera Capsulas Mathey-CayluB de CLIN & O, de PARS,
que te uchao em cata dos Droguistas e PharmaceuUcot. ___.,
Si
"'<

r
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
1
O Uneuento de Hollowsy um remedio infallivel para os males ds pernas e do peito ; tambenpj*
Z SSn^HTchagas e ulceras. E lamoso pata gota o rheumahano e par. todas as enfermi-
-~b t, dadeg de peito rJ se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchltes resfriamentos e tosses.
Tumores nss glndulas e todas ss molestias da pelle nfto teem semehante e para os membros
contrahidos e juncturas recias, obra como por enesnto.
asas medicinas So prepuradas aimente no Esobetc!ment do Professor Hollowav,
Tb, HEW OXFORD STBBKt (aatst 688, Oxford Street), L0HT_S,
E Tendese eni toda as pharmac do uniris.
_-0.(pr*do!~cividarMpatoMa^ caiaa Pote, e no team a
" direcoao, 5 OifordSeett. atofchancafloai. ,__
n
API'ROVACO DA ACADEMIA ok medicina de pars
7'-
O quinium Lahrtaque um Viabo eminentemente tnico et febrfugo desdnado substituir toda a
ootrss prepiraces de q.ii:u.
O quinium Labarraq_ contcm todos os prii-.c'r.iios activos dos viuhos mais generosos.
O BUfotaS l.abirraquc prcscriiuo com vantajreai dos coavaicscentes de doencas graves, as partunentes e
a todas as pes.^uas tracas ou debilitadas por urna ttbre lenta.
T01
/voovt* (i aiao w viv.*V**.*a*i'* ** .*...._.
ornado com as verdjeiciras pilufas de Val'ct, sao rpidos effeitos que produz nos caaos de chlonte, tu-
rnia, cores paludas.
Em raeao da efficecia do Quinium Labarraque, prefervel _,//* C^? rf
tamal o em copo de licor, no fira da refeicio c as pilulas de Vallet antes. ^t&Xta f*l*taqt*** **&S
Vende-se na mor parte das pharmacias sobe a assignatura : 7""^
\_
Fabricaoo e atacado : Casa L. FRERE
19, rae Jacob, Parta.
Cosinheira
Precia-se de aran cosinheira ; n roa da Au-
rcra n. 137.
Eiignnniadeira
Precisa -se coa urgencia na ra da Soledade b .
94 (Principe).
i
TINTURA POMADA
NICA I TNICA .
DE FILLIOL.
IHST ANT ANEA pu .
M um ":lro, um pnaaiieSa 1
E FII.LIOS.
MMaitMII
a. l.ri( r prto--"
*w:t~.I re rta' ra.X101V 17, ri Ir. I ?*_
Wvjhj.fl.c ri_ as. *s wiiv
r


Diario de Pernamboco ([uiiita-fcira 17 de Marfo de 1887
.

'


Aula mixto particular
Guilhermina Piros Doradla de Lima partielp*
o publico que es 4 ubi rt a su aula particular
mixta de nstruccao elementar, desde o da 15 de
Janeiro do correne anuo, 4 ra Direita n. 60, 51"
andar. Na dcmm enaioa-se a msica, Unto vo-
cal como instrumsntal. _____
Tisiui lian
PARATINOIR A
barba e os cabellos
._ tintara tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, dando Ibes uina bonita cor
matura), inofensivo o seu uso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rooqoeyrol Freres, suecessorea de A
CAORS, ru do Bom-Jesu* (antiga da Crut
n. y______________________________________
Ao commcrcio r $ re-
partidos publicas
O abaixo assignado decUra a quem interesear
posea que nao se responsabiliza por qualquer
coaprs ou debita coi tinhidn em nome da firma
Tavires Martms & C. a nao ser poi bilbete assig-
nado on por si propri -, e bem assim s o mesmo
abaixo assignado poder i cobrar qualquer impor-
tancia devida a mesm* firma, em quslquer repar-
t9ao publica.
t, Recfr, 8 de Marco de 1887.
lanoel Te vares da Costa Martina.
Sitio
A!nga-se oro sitio coro cass, e outra boa casa,
no Ati-rr;nho do Giqui ; a tratar na roa do Im-
perador n. 50, lerceiw sftdar.
Solicitador
J^t Ferreira de Paula, provirionado pelo Tri-
bunal da ReUco de Peiusn,bnco, offeiece-te a
2uem precisar de trpbnlhos inherentes eua pro*
ssao na cidade de Prsqueira da comarca de Cim
brea, onde foi su resid ocia, c tamberc trabalba
as cemarrae do lirtjo da Madre de Deas, Carna-
r, 8. licnt i e Escada.
Acabaro-se as Cas
tniiai o; Cabelloi Jar
Cor natural
prl urna i fui A3 tocto lem Larifsi nva P erara
35 AMNOS DE XITO
I B. SALLES tila; J. MONEGHETTI. suoceaaor
Psrtumista-CUBlcs, 11, ru Tiri'4. PiEII
I rmirn-m tm t.Ju trlntlttn PwKmtrlu Onirlu
l^lsswltsrhsfa Pernambvct I TrtSfM fj SILVA C.
Para cosinhar
Frccisa-sc de urna
ama para cosinhar,
mas que cosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da ra Duque de
Caxias, por cima da y-
pographia do Diario.
de poperi, vende-se, grande* ; a tratar na
da Moeda o. 9, ou na ra da Boda numero
taveroa.
ru
Velocipede
Por barato preco vende se um veloeipede novo,
da tres rodas, para menioo de 12 irnos, ou troca-
se por utro, etnbora usado, porin menor, para
urna crlauca de 8 anuos ; a ver e tratar no depo-
sito do cat Java, ra do Vlscoodc de Inhama
nuroiro 41.
Fabrico de assucar
Apparelbf3 econmicos para o coziraen-
ts e cura. Proprio para engenhoa peque-
os, srndo mdico em preco e cf
fecilvo em operelo.
t ode-se ajuntar os engenlios existente!
do systciaa velim, iotltivr<.udo ruuito a
qualidade du assucar u augmentando a
quantidade.
OPERAQO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhoa centraes,
majhinismo ap-rteicn lo, systeroa moder-
no. Plantas completas ou roacbinisruo
separado.
Especificarles e informacBes cura
Browns v.
5RA DO COMMERCIO-5
Precisa-se de nma boa engommadeira e que
eosaboe tambem, para casa de ppquena familia :
a tratar no Caes da Companbia o. 2. Prefere-ae
escrava e de ve dormir m casa.
Engomniade.ra
Frecisa- se de urna bo eogcmmadeirs, que en
saboc tambsm, para casa de pouca familia, prefe-
re-se escrava : na ra d > l >cbuello n. 13.
Oleo para machinas
Superior qualidade, a 6*400 a lata em cinec
gsloei ; venie-se na fabrica Apolle e de seui
depsitos._________________________
Armag o
Vende ee a arrancio da ra deRangel n. 10 c-
dendo-se a casa ae comprador.
r>.>iMy>-,
s PILLAS do Dr CROKUa
dtinvmn de uto $ TtUBfTA asTMOSfiboBi xito ua
MMSSSji lioontitM- d'alu PUula. qa* M
USES m Itmnlot fWIWJSjSa re/t-el sf SSSJ
Kf s propctedile S*Si mm"*'^.
o xoDrraxTO s vmtii Qtnan'a
OSMdiounentC h vjUto camn u
Nra* tt f*forigo fhfrom imttmta
Psrtf rf* appefftt
ftswssfs fmsy)onac irTscfei sc-ofu/osa, t&
SSSttt SsrJl: S. m t 6'MtUfWl-*Kma. TIMO,
te f-r%tmtMO : PR1N- M. cU SITA
1WHB ic^'i^afc>r,w'*isar
Criado
Precisa-se de um bom criado ; no boteldo Ca-
minho Novo n. 118-C.
Cosinheira
Precisa-se de urr.a cosinheira ; no sbralo n.
30 da praca do Conde B'Eu, 2 andar.
jiSixa
S3QV3UIS1V
J'BTJXIODBOCT
oooooooooooooooooooooooo
ou*.*iu oa
sviovjtwTHj sv evaox Ka sousojaa
otivan o sol iwJ> Sis*
'SOjpfA tO tOpO) V
*oiJd o oiwjq OifOJtai o i|fipc ei-a
OjpiA pe
opM/Oiivs if4 iwb eu oodsc.d o W
.i).< 'enjeme ojqoj
tsoisoBipai I jeto op ooluj
S60IT03 eiefoio
seje i j 1 eix9[dodv
: thinoo
Beq.TT9tniBO eop
aossaoong ooixixi
USAOS
svinMYD sop vssrnw
xa
ooooooooooo
VENDAS
Vmde-se urna carroca piopria pura cavallo,
com tnios cus utensilios : a tratar na ra Pedro
Affonso n 47._________________________
Vende-so barato duas grade de ferro, tendo
12 palmos de altara c 5 12 de largura ; a tratar
no acoogoe do pateo do Terco eom o 6r. Clarindo
Qraciano da Silva, das 2 boras as 6 da tarde.
Peehinchas para acabar!
59 Ra Dupa do Caxias 59
Naneos cores firmes a 160 e 180 rls o eovs-
do.
Crttones claros e escaros a 240 ris e dito.
Fustes com palminhas de cores a 240 ris 0
to.
dildem branco finos a 320 e 400 ris o dito.
Popelinas com listras de seda a 300 ris o
dito.
dem branca para Exmas. naivas a 500 ris o
dito.
rietinetas brancas bordadas a 6('0 ris o dito.
Satina de cores, branco, e preto Macaj a 800 e
1/ o dito.
Combraia de forro preta a 14200 peca.
EsguiOes de linbo de l jardas a i e 44500 a
dita.
Madapolao pelle de ovo de 20 ditos a GJ5O0 a
dita.
Algodoes superiores a 3*500 e 44 a dita.
Brim de cores, lindos padrSes a 400 e 500 ris
o covado,
dem pardo superior a 360 e 400 ris o dita.
Angolas finas, cores firmes a 560 ris o dito
Cambraia branca bordada a 54500 a peca.
dem Victoria fina a 34'200 a dita.
Bramantes de algodfto superiores a 900, 14200
e 14500 o sasta.
dem de linbo puro, do melbor, a 24 o dito.
Lences de dito para cama de casal a 14800
um.
Colcbns de ganga idem a 34 orna.
dem idem para telk-i'os a 24500 urna-
Colcbocs franceses, grandes, a 154 um.
("croulai de superior braoaate a 124 e 1^4 a
ducia.
Meias inglesas, cruas, a 24800 a 84500 a dita.
Lencos braceos e de cores a 24 a dita.
Meias rar enancas a 24500 a dita.
Guard apos bordados de linho a 24400 a dita.
Camisas francesas superiores a 36 1 a dita.
Cortes de meia casemira a 14800 e 24-
dem de casemira superiores a 94000, 44500 e
64000.
Para a quaresnia
Merinos preto, sortimento sem competencia,
preoos de 14000, 14200, 14500, 24000 e 24500 o
covado
Grs de aples, verdadeiro de Lion, a 24500
e 24800 o covado.
Cachemiras preta com salpico* a 24000 o co-
vado.
Veludilbos lisos e bordados a 14000 a 14200 o
dito.
Mantilbas brasileira a 54 ama.
Fil de sede bordado a 24800 o metro.
Ficbus, idea, grandes a 74 um.
Cheviots superiores a 24&00 e 34000 o cova-
do.
Casemiras, pannos, Sedans, merinos e todos os
artigos para o uso domestico te encentra na acre-
ditada casa de
Carneiro da Cunha & G.
Vendas em grosso damos
destontos
9 Una Duque de Caxias 50
THESOURARIA DAS LOTERAS
PARA
0 fundo de emancipado e ingenuos
COLONlTlSABEL
i de Marco de 1887
Tendo o Exm. Sr. Ministro da Fazenda por acto de 7 de
Fevereiro ultimo, prohibido a extraeco de loteras por seres,
acha-se exposta 4 venda a 15.a lotera para o Fundo de Emancipa-
gao, que ser extrahida no dia 18 do cor rente s 2 horas da tar-
de no consistorio da igreja da Conceipo dos Militares, sob o
seguinte:


PLAN
.ooo bilhetes a 4 5ooo
Imposto geral de 15 |0, sello, beneficio
e porcentagem ......
2o:ooo$oo *
5:95o|ooo
Allenco
Vende-se ou permutase urna casa terrea sita
na travesea do Falcio n. 12, com 2 salas, 3 qnar-
tos, cosinha tora, grande quintal e cacimba, par-
ti dando sahida para a ru* dos Ossos ; a tratar
na inesma com a proprietaiia, e esta fari todo
negocio por j ter o despacho do juiz, at para
botal a em leilJo. podendo apresentar os decu-
mentos aos permutadores, desejando tambem urna
por troca, ainda que seja pequea, porin que es-
teja nova e bem construida.
1 premio de .
1 .
1
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14:o5o|ooo
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l:ooo|ooo
5oo$ooo
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oo-Sooo Soolooo
ao^ooo 4oo|ooo
2o|ooo 32o|ooo
loooo 55o|ooo
SSooo 4:58o|ooo
l,oo 4

0 tbesonreiro,
Francisco Goncalvcs Jorres.
14:o5o$000


Vende-se
O estabelecimento de molhados sito ao largo
da Casa-Forte n. 48 proprio para principiante,
por dispar de poneos iuados ; tratar na inesma.
Vend do terreos
Vende-se em grandes e pequeos lotes os ter-
renos do sitio que na estrada aos Aflictos fica
junto a capella e defronte da estacao da linha
frrea do Arraial : quem os quizer comprar diri-
{'s-se ae IV. Portella en sea eecriptorio ra do
mperador n. 65, 1 andar, ou casa de sua resi-
dencia, nos Aflictos.
ALOJA


Aos 1.000:000000
200:000*000
100:0001000
IIIUB, LOTERA
DE 3 SQBTEIOS
Ero favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica|lsabel
DA
PROVINCU DE PERNAMBUGO
Mac 114 Se Maio t 1887
0 thesoureiro Francisco Genial ves Torres
Molestias das Creancas
XAROPE DE RABIO IODHO
de GR/MAULT e Ca, Phannacentioos
Approrado pela Junta d'Ejgene do RJo-de-Jasein.
Este Xarope que, pela sua reconhe'jda effian.ia, figura na Pr>3rmacor>a lraecesa
KdifSo de 884J, goza da melbor ruputa^ax en're os mdicos de oo.^s os pair.ee.
Substite o oleo de figado de baca'' iopeJaiulelligentecombiiiaoo intima do iodo ocal
o sueco de plantas antipcoibutic/, romo o agriac,-o rabio c a eochlearla, bom
eonbecidas na medicacao dos adultos e das creancas pelo iodo e o ensofre que ellas
floatm. Este xarope convni s ciean^as paludas, iraca?, sem appetite, predis-
poatas a certas molestias, como a ozagra, ascco*tr<* da loite, o enyorgitameato
asta glndulas do pesclo, que dcsuppareutsii ucUiixo da sua accan.
Essensial mente depurativo e inoffen^ivo. n caiu-i.c: como o toitinvlodepotassio
e o iodureto de ferro, mas imo est"s tiop--trJ'l*) panifoi .i!i.-.iioste>nuernTnentos
debis e para jou.baler a ti3ica. as toaaes o:tn-: haee. o infarte c>. -j. ,.
os mos humores, as molestiar- :> peUo e lodus as que **<; d<-vd*s ;
do sungue.-------------------
Deposito em PARS, 8; Ru Vivicnae, e w ',, paes I rof*r--.
*-3<3-SC>JS-fs>133^3->i~V:>Cw -->--v- ^- ^ *_, *0*l
Das Listras Azues
DE
Jos Augusto Das
RA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Telephone n. 22!
Receben grandes pechincha de fazendat
fina e de lindosgostos as quaes vende pelos
seguintes preco*:
PERCAL1NAS de lindas cores a 240 ris
MERINOS PRETOS e de todas as cores infes-
tados a 800 ris.
8ETINS PRETOS e de todas as coree a 800 e
1*000. .
ESGUIAO pardo enfeetados par vestidos a
400 ris.
BRIM pardo liso fino para roopa de meninos a
320 ris.
LANS ESCOSSEZAS lindos padres a 160 ris
CHITA.S muito finas a 240 ris.
PUSTAO de lindas cores matisadas (tanteis) a
200 ris.
FOLARDINA de lista imitacao de seda a 360
ris (fantasa).
CORTINADOS BORDAD08 a 6, If, Si.
l.OLXAS DE DAMASCO com borlas de seda
a 80*.
GKINALD.VS com ricos veos de Blond de seda
a 8*. 10* e 12*.
LEQUES DE SETIM brancos bordados para
neivas a 7*.
LEQUES A JOANNITA com esmalte ultima
novidade a 500 ris.
BRAMANTE FRANCEZ com 4 larguras a 900
l*20ue2*. .
MADAPOLAO AMERICANO igual ae ver-
dadeiro camiseiro 6*.
ALQODAOZINHO a 2*600, 8*200, 4*000 e
5*000 a peca, do melbor.
tJARGELIM FRANCEZ largo de qoalquer cor
a 240 ris.
MEIAS de urna s cor para meninos a 400 ris
(qualquer tamaoho).
CAPAS DE LA para meninas a 2*000, para
senbora a 4*000.
E entras muirs iazendss existentes de alta no-
vidade que se vendm muito barato.
As Exmas. Sras. que nao possam vir na loja
queiram pedir as amostras e listas com preeos mais
baratos de qualquer fasenda desejada.
- Lola ilas Liste Azi
Vende-se
a taverna sita rus de S. Jlo n. 17, com urna
bonita anaac&o e gneros, tambem se faz negocio
com armacao ; a tratar na mi'sma.
Piano
Vende-se um b m piano francs, autor Bord : a
tratar na ra da Ruda n. 52, 2 andar, das 7 i
9 boras da manhS e das 4 s 6 da tarde.
A REVOLUTO
0 48 ra Duque de Caxias
Chamamos a uttencao dss Exmas. familias para ura expleadido sortimento de
fazeniias que vendemos por preces sem competencia.
VER PARA CRER
GoarnicBee de yeiudilfao bordadas a vidrilbo, 7<5000, ama.
Gacbemiras prstos, 1*000, 1^200, 1*400, 1*600, 1*800 e 2*000, o covado.
Ditas de cores, 900 rs., 1*000 e 1*200, o dito.
Dita broch bordada a 13 e seda, 1*500, o dito.
Lidas las roescladas de seda, 600 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas de seda, 560 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas e quadrinhos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradas, 320 rs., o dito.
Setim damass, no vidade; 320 rs o dito.
Dito dito com listripbas, 320 rs., o dito.
Dito Macau, 800 rs., 1*000 e 1*200, o dito.
Dito preto, 1*200, 1*400 e 1*800, o dito.
Merino-setim preto, 1*500 e 1*800, o dito.
Groa de aples preto, de 3*003, 3*500 por 1*800 e 2*000, o dito.
Fusto branco, fino, a 400, 560 e 800 rs. o dito.
Dito de cor, phantasia, a 320 rs o dito.
Colchas bordadas, a 2*500, 3*500, 5*000 6*000 e 7*000, um.
GuaroicSes de crochet, 8*500 e 12*000, urna.
Cortes de caxberaira para vestido, 20*000, nm.
Punbos e colerinhos para penhora, a 2*000, um.
Fecfas de 12, 1*800, 2*200, 2*800 4*500 e 6*000, um.
Ditos de peluda, pretos, 6*000, dito.
Voludilhos lisos e bordados, 1*000, o covado.
Ditos borJados a retroz, 2*000, o dito.
Leques de pao, muito finos, 500 rs., um.
Ditos dito, 1*000, 2*000 e 3*000, um.
E muitos outros artigos gue se lembrarSo na presenca das Exmas familias.
Henrique da Silva Moreira.
A' Florida
Ana Duque de Caxias n. loa
Chama-ge a attencSo das Exmas. familias par-
es prucos seguintes :
Cintos a 1*000.
Lnvas de pellica por 9*500.
Lavas de seda cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Alburie de 1*500, 2*, 3*, at 8*.
Ramea de flores finas a 1*500.
Lavas de Escossis para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 rr, 1*. 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. nm.
Anquinhas de 2*, 2*500 e 3* orna.
Plisis de 2 a 3 ordene a 400, 500 e 600 rs
Espartilho Boa Figura a 4*500.
dem La Fignrine a 5*000.
Pentes para coco com inscripeSo.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 12*000
1 eaixa de papel e 100 envelopea por 800 ris
Capelia e veas para noivas
Sospencorios americanos a 2*500
La para bordar a 8*800 a libra
Mi de ptpel de cores a 200 ris
.11! IIIESE i
Ra V de Narco n. 0.
Participan ao respeitavel publico que, tendo augmentado seu
estabelecimento de JOJAS com mais urna seceo, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos de ELECTR-PLATE, convidara as
Exmas. familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimento, onde encontrarlo um riquissimo sortimento de oas de ouro e
prata, perolas, brilhantes e outraa pedras preciosas, e relogios de ouro,
prata e nikel.
Os artigos. que re cebe m directamente por todos oa vapor sjo
executados pelos mais aforados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias de subido valor acharUo urna grande variedade
de objectoa de ouro, prata e electro pate, proprioa para presentes de
casamentos, baptizados e anniversaries.
Nem em relacJo ao preco, e nem qualidade, os objectoa cima
mencionados, encontrarlo concurrencia n'csta praca.
MEDALHA DE HONRA
0 OLEO CHEVRIER
t SMiafaoudo bcio Alcitrio,
Hnicc blumico, o qur muito
tugmuita f* fyropritdtaet Ja
sW.
0 OLEO is FIGADO
DE MCALA0 FERRUGINOSO
unia pnptrcio que gtrmMe
dml.titrir o Ferro um pn~
duztr Prlsfio de Vente, r.tm
lacomiDodo-
MfOSITO |-rTi m Tkti
ll.ru M rsslr'-flMBcttrt. Jl
i.icKNCiMtea,
isU
DIPLOMA DE MOMIA}
'SHmmS
\%-
MCF.ITDO POB TOD3 u
Cclobridadei Medicas |
da rRAc* s da Kvaor
MOLESTIAS 00 PEITO, .
AFFECCES ESC0FL0SS J
CHL0R0SIS,
ANEMIA, DEBM.IBAM,
TSICA PULMOMM,
BRONCHITES, UCHITISflO
" %SZ3ZZ&1 Vinho de Coca
iOBIA W. HVII.NK U IMI'fcHIQ DO B*>Z
Estojos para crochel a ($000 rs.
Bieo de cores 2, 3, e 4 dedos
da largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Para a qnaresaa
Leques para menina a 200 ris.
Linha pare machina a 800 ris a dnsia, (CBK|
Bordados com dois dedos de largura 600 ris,
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1*200
Cambraia tapada.
GalSo de vidrilho metro 1*.
Franjas de vedrilho a 1*,
Lavas pretas de seda e Escoca.
Franjas e gales finos a 2*500, 3*e 4* o metr
Alta novidade
Leques transparentes a 3*000
dem preto a 2*000
Lindos Broxes a 3*000 1*000 e 500 ris
BARBOSA dk SANTOS
Viveiro para passaros
Vende-se dous glandes e bonitos viveiros po
pieeo commodo, sendo o motivo da venda ter o
dono acabado com os passaros que possnia ; a ver
e tratar na roa do Imperado: n. 22^__________
Cabriolis
Vende-se dous cabriolis, sendo um descobertc
e outro coberto, em perteito estado, para nm ou
dous ca vallas; a tratar i roa Duque de Canias
n. 47. __________________________________
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIADO
Este excellente Whisky Escesses prererive
ao cognac on aguardenie de canna, para fortrficsv
o eorpo.
Vende-se a retalho nos m lheres amasena
nolhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cojo ac-
te e emblema sao registrados para todo o Brast
_________BttOWNS & C, agentas__________
Pinho de Riga
MATHUE3 AU8T1N & C, receberam nltima-
xaante um completo sortimento desta madeira,
como seiam: prancbes e tabeas para assoalho,
da melbor qualidade e de diversas dhnensoes, e
que venden por preoos comosedos, 6 redolidos,
oourortne os lotes ; o* araaaem do caes do Apolla
,a. 51, ou 4 roa do Commcrcio n. 18, 1 andar,
, :-----------------------------------r "
Doce de caj secco
t Esn latas de duas e austro libras, asaim eoaao
latinhas eom jsla e latas coa doce de goiaba,
tem continuadamente para vender a preoo coauno-
do; na ra dslBom Jess o. 36, artsasem.

I
I -'*
I.
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I v
5TT
D
^y


8
Diario de Pcrnanibucotyuiuta-fcira 17 de Mar^o de 1887
UTTERATlit


<


JOMA BEKTiilER
POR
MARIO UCHARD
-(*)-
XIII
(.Continnac&o)
Apre menina, responden o lio,
sentado sua secretaria, e que se lavan-
toa cortezmento para recebor a sua Vi-
sita.
O Sr. Sarrazin era homein do crea de
setenta annos, rauito alto, muito magro,
mas bein construido e de vigor pouco cora-
mum, posto que goatasse de dizer que era
um velho tsico ; uno pouco currado,
como se eativesse aborrecido as alturas,
tinha uou-03-.o expressivo, barba aparada
escovinha, fronte ora que se lia a ener-
gia da vontade; tuio uso cora o ar fro e
calmo que nao deixa a maginago andv
tuna.
Nao se raoatrou admirado de ver Rober-
to chegar polo parque, levado pela meni-
na Jocunda. Olhou o por um momento
por cima de grandes oculos redondos que
parecam estar no nariz s por ornamento.
Feito o seu exarae :
- O senhor o Sr. Gurin ?... disse
elle em voz, vibrante, cujo timbro pareca
abafar por precaugo.
Sim, senhor!... E o Sr. Cbevrau,
eu, te ve a bondad e
um dos amigos, creio eu,
de dar-me urna carta da recoraraendago
para o senhor.
Perfeitaraento !... varaos ll-a.
Lida a carta, eraquanto a menina Jocun-
da, cada vez roais atarefada, offerecia urna
cadeira a Roberto.
Ento o senhor vem como prente da
Sra. do Conlray ? disse o Sra Sarrazin.
Ella era irm do mea av, e por con-
sequencia minha tia av, respondeu Ro-
berto ; porra quanto ao mais, confesso que
venho, princpalmrate, porque um tabellio
mandou-me procurar em Paris, pos ignoro,
absolutamente, se tenho o menor direito a
qualguer heranca dessa parenta, que nun-
ca vi em minha vida.
O seu norae de solteira era Gunn,
cono o seu, en todo o caso, disse o Sr.
Sarrazio, como so v da sua ceidlo de
bito, que mandei passar, na minha qua-
lilade da maire... O senhor chegou hoje 7
Sim, sonhor, e, depois le ter me in-
formado no Hotel do Cysne, vim logo
sua cisa.
Bom!... fez beral... vou mandar
buscar a sua bagagera...
Jocunda, accrescentou elle, dirigrado-se
sobrnha, dza a Jio Luis que aprorapte
o carrinho.
diseernir a vantagem de chorar a desgra-, exactament s o moderador
5 da sua vida em um estado de bae-
tanca que lhe perrattisse consagrar-so co n-
pletamente ao seu lute.
Comquanto tambera distrahido pelas es-
calas da menina Jocunda ao aea piano,
que subiam da sala at o seu quarto, nao
podia deixar de pensar uessa conferencia
sobre negocio, a que devia ir no dia se-
grate; e era ora anciedade singular que
esperava o momento de conbeeer a impor-
tancia dessa legado, qu 5 afinal de contas
poda ser panas urna dessas lembrangaa
de fanlia, que um santiracnto de decoro
nao deixa extraviar. Lerabrou-se de que
era, justamente, a essa velha tia que pre-
tenda deixar, por testamento, as pouoas
miniaturas dos bous, que possuia.
Como a menina Jocunda se deitassa i
9 horas, Robarlo, note, achou-se a sos
com o Sr. Sarrazin e polo afinal, intorre-
gal-o sobre aquelle ramo da sua familia,
que confassava ingenuament) nao conhe-
cer.
Oh respondeu o Sr. Sarrazin, ti-
rando urna fumaca do seu cachimbo, com-
qumto contem rautas historias... a res
peito da condessa bem orno do conde...
o segredo de tu lo isso serapre foi para mim
to" claro como o segredo de Polichinel-
h 1...
Dizendo isso, fazenio urai paus, olhou
para Roberto por cima doj oculos, como
bonera que s-be qua depoiitario de urav
verdade importante.
A condessa t nha mais quinza annoi
do que o marido !. -. accrescontoa elle,
accentuando casas palavras, como se dis-
8es9em tudo .. Quinze nonos I..
Parou outra vez, como para deixar a
Roberto terapo para sondar a profundidade
de alguno abysmo.
E' horrivel I respondeu Roberto, nao
podendo deixar de sorrir.
O Sr. Sarrazin contiouou :
Quinze annos, senhor I... NSo .
pois, para admirar que, inda moco, quan-
do a esposa j esta va perto dos ciacoenta,
o Sr. seu tio to-nassa gesto pelas viagens!..
Ficou ausente vnte e dous annos ; legiti-
mando, talvez assira, devo dizel o, algum
descontcntamento d oondessa que ento
estabeleceu-se em LvGrange. Se ella por
isso inanifestou algum zedume, dizendo
delle muito mal, devemos ser indulgentes...
Entretanto, o onde raos'.rou-se bom para
elli, reaolvenclo volt ir, quanlo soube que
ella ti.:cu pandytica.
Foi urna simples lieroiplegia, de que re-
sultou ficar ella ixa e que em nada alta-
rou o seu humor, sempr* oceupada cora
demandas e quesees. Ella tev o quatorze,
sendo cinco co o a communa... a ultima
ainda est pndente... e elh permittia que
ella se entregasse chicina. Era um
hornera (quero diz ir o Sr. sea tio e nSo a
condessa) que nao tinha igual nesse seu ti-
men to subtil de aroheologia que exige es
tudos profundos ; era um sabio de priraei-
.-------._... do que ella pre-
cisava ..
Perraitta rala minha ignorancia
completa das cousas urna pergunta...
Quera essa Sr. Boisdesnier T Ohl ha de
coahecel-o, porque elle est installado no
castello co n a senhora e a menina... O
Sr. de Boisdesnier, ex cnsul, tobrinho
do fallecido conde, que fez delle ama espe-
cie de administrador ou de rendeiro... de-
pois das suas desgragas; o que quer diz t
que elle est aqui ha ans dezesete annos.
Homem rauito capaz o perspicaz... Um
diabo de casimentojcjra ama actriz, dizem,
fel-o perder una posigao que promettia na
diplomacia... Tu lo isso, complicado com
urna especia de naufragio da urna compa-
nbia fioanceira... Nunca se soube bem co-
mo foi isso I
Mo grado seu, Roberto ficou um pouco
pensativo.
Mas esse sobrioho, perguntou elle,
nilo tem direito fortuna do tio ?
Pareca que dSo pelo menos segun-
do os documentos que cttao em poder do
Sr. Poinsinet Laroze, que recorreu a mira
para a apposigo dos sellos. Tudo fez erer
que, se desse lado do Coudray existase a
menor pretengo admssivel, ha muito tem
potera apparecido... Entretanto, por cer-
to, nao lha ha de tMtar vontade de propr
urna demanda...
N2o ha nada como duas paixSes contra-
rias para variar os cuidado*. Roberto ad-
mirse de levantar-so no dia aeguinte em
um estado de nervosidade singular, no meio
da calma dos campos, perguntando a si
mesrao o que tinha ido fazer all, no f de
im tabellio que pro:urava um Gurin
qualquer, qua o habilitasso a esc ever in-
strumentos publios. Esfriando considera-
velraente qaanto s probabilidades de h?.-
ranca que o carcter da defunta nao per-
mittia mais admittir, como justa reparacao
aos seus, reduzia o quo tinha feito a um
incommodo estpido, para ir representar
era Tours o papel sempre rediculo da>um
desses porent-s de comedia que os compar-
sas figurara... E, com a idea de que talvez
Ihe tivesso chegado casa urna carta de
Cbristiana, exprobava Rival que o tinha
instigadado a faz?r a viagera... A's 9 ho
ras o Sr. Sarrazin voltou da sua maift.
Mandei previair ao Sr. Poinsinet,
disse-lhe elle ; se quizer podemos l ir an-
tes do almoco.
Umi caleca muito ac^iada estava promp-
ta. Partiram.
XV
ra ordem ; a obra, que elle publico j, sobre
Mas, senhor, toroou Roberto reooio j08 tj0|os ae Niniveh o colhcou na priraei
ra linlia; e quanto aos seus conhecimen'os
do e8thetica geral, a collecco espantosa
abusar...
O senhor nao vai morar no hotel,
comquanto o d-i Bonneuil tenha fam \!...
Fui amigo d> Con ledo Goadray, e afinal
de contas o senhor sea sobrinho neto,
comquinto nilo o tivesse conhecido... A-
Mbu eu o levarci a Tours.
XIV
Urna hora depois, R>berto, commoda-
mmta installado em um quarto firrado de
chita da Persia cor de rosa, entregva-se
s suas refl vez, de sentirse mais distrahido das suas
provac3es trueis, do que esperava. O sin-
gular acontecimento que perturbava a sua
dor, bem que de ordem inferior, despsrta-
va-lhe vagamente pensamentos nebulosos
atrav dos quaes, sera entrever uraa con
solaceo iropoesivel, parecia-lhe, ao menos,
F0LHET1M
qua reuni, livros raros, qaadros do mes
tres, tapetara, movis e objectos de arte
de todos os tempes... a sua colleccSo,
digo, tinba pegas dignas de Cluoy ou do
Louvre... Mas, veio o diabo da guerra e
toi preciso salvar tudo isso das garras dos
Prusaianoa Eu mandei a minha eollee-
530 para Paris afira de pl a em seguran-
ca... elle fez o mesrao... Infelizmente, a
d'lle nilo voltou... o qu; lamentet mu
to... Elle morrea tntes da paz.
- E minha tia?
A senhora sua tia viveu at a idade
de noventa e um. Tevo Uto de admiraval
que, at o seu ultimo dia, coaservou todas
as MM f.cukUdes.. Na ante-vespera da
sua morta baten o guarda campestre. .. O
que obrigou rae a processal a... Daro ac-
crescentar que o Sr. Boisdesnier nao era
O Sr. Poinsinet Laroze, tabellilo de par-
te da aristocracia do departamento mora-
va em Tours, em urna bella casa. na pra-
ca do aroebispado. A' primeira vista, Ro-
berto comprehenlou que era umcarlorio
serio; concluio quo o seu negocio siria ex-
pedido logo e que poderia voltar para Pa-
ris no mesrao dia.
Tinha cerca de sessenta annos, era cal-
vo, vermelbo, de ar affavel, um desses ho-
mens profissionaes que atrafadm a confian-
9a ; assira era o Sr. Poinsinet.
Feita a apresentagiio pelo Sr. Strrazin,
que pareca ser muito donsilerado all, o
negocio ficou assentado era poocas pela-
vras.
Recebi, ha pouco, a carta do meu
collega, Sr. Cbevreau, disse o tabellio.
Annuacia-me para amanhi, extractos de
diversos doeumentos que elle sabe nos se-
ra o necessaros.
- E' muito inconmodo, tornou Rober-
to, desejando desda logo mostrar ama au-
sen i-i de pretencSes que avaliava do moa-
mo modo que o seu desapego vida.
De modo nenhnm, toroou o tabellio;
preciso livantar os sellos e proceder ao
inventaro.
Mas, realmente, o senhor filia como
se algum testamauto me declarasse herde-
ro universal, replicoa Roberto com ar as-
ptico.
A fallar a verdade, faltan s esse do-
cumento, mas temos o usa mclhor, tornou
a tabrllo, porque o senhor herdeiro di-
recto... Ora, at agora pelo menos, tudo
faz presumir qua a Sra. condessa nao dei-
xoq nenhura documento regulando as suas
ultimas vontadas... Ella era de um carac
ter um pouco inflexivol o os conselhos era
sempre erara facis... Mas seja isso orno
for, .b formalidades sao aqui das mais ele-
mentares... Salvo, entretanto, o caso as-
saz improvavel da ter o senhor frito a va-
gera para assignar uraa renuncia... aceres
centoa elle rindo.
Roberto comegava a commover-se.
Ser indiscripjSo pedir lho algumas
ioformacSes sobre essa heranga de que
nao sci nada ? disse elle em tom mais se-
rio.
Oh vale a pena abaixar sa para
apanhal-a respondsu o Sr. Poinenet. E
comquanto eu nao seja mais depositario
dos ttulos que estavam outr'ora na minha
caixa e dos quaes podi que rae desobri-
gassem, durante a guerra, posso dizer ap-
proximudamente a importancia dessa he-
ranga, que nada tem de complicidade o
que consiste: primeiro, as trras de Cou-
dray, cujo valor fcil estabelocar, era
consequencia de urna proposta de venda
que fez a condessa ha dous ann.03 e de-
pois estirn... Havia comprador qiatro
centos e buarenta rail francos ; segundo,
em bons movis...
Aqui, o Sr. Poinsinet parou um pouco
tem em valores moves, repetio elle,
duas in8cripc5as nominativas do Estado,
de tres e cinco por cento; uraa de qua-
renta mil francos o outra de viote e qua-
tr o mil franeos... Ao todo sessenta e
quatro mil francos de rendimento, asm fal-
lar cm urnas cincoenta a-ecocs da estrada
do ferro de Lye e outras obrgae5js de
menor valor. .. Tudo, ao prego do dia,
importara, na minhi opiniao em um m-
lnao e quiahentos mil fran ios Mas,
continuou o tabellio, cora um sorriso cada
vez mas malicioso, note bem qua cu em-
prego aqui ura condicional, porque tom
decorrido alguna annos desdi qua fui de-
positario dessas titul 13... A Sra condes-
sa de Cou Iray nao passava por prodiga...
o Sr. Sorranzin pode confirmar isso..
Resulta... que pode bom ser que ella te-
nha f;ito eoohoraias... E.. ento.. -
Urna boa risada con .duo essa perorago,
depois da qual s restava entendereui-se
sobre a marcha das formalidades legaes.
Creio que vai installar-so em La
Grange, uissa o Sr. Poinsinst ; e l que
lha mandarei os papois pira assignir...
Domis, all estar em familia, com o Ha-
r o de Boisdernier, o proprio sobrinho do
fallecido conde.
Mas... dase R>berto hesitando.
A qualidado do herdeiro directo con-
stitue-lhe de alguma forma a necessidade
do estar l, tornou o tabellio ; sa os ou-
tros competidores so apresentassem, porta-
dores de ura testamento, at agora gaora-
do, inda nesse caso o senhor daveria es-
tar presente, por occasio do levantaraen-
to dos sellos. Depois disso, o tribunal
mandar dar posso.
Roberto Gurin sahio do cartorio ator-
doado, quasi espantado com a noticia ex-
traordinaria que o Sr. Poinsinet Laroze
tinba-ltie dado. Tea Jo i lo a Tours por des
cargo de consciencia, acreditando quando
muito era algum legado magro, fallavam-
lhe de repente ora um castello, em trras,
em urna fortuna '
Tratou se, entilo, ento do partida que
devia tomar.
Em todo o caso, dis3e o Sr. Serra-
zn, serapre bim ir mostrarse ao Bois
desnier, quanlo nao aeja senao para affir-
mar a sua presenga em tirra. Comquanto
o barSo seja un tiaori > muito vivo e mu
to capaz de fazer alguma, sempre ser
obrigado a deseobrir um poaco o seu jogo,
dando o senhor esse posso. O que
preciso s ber se algu.n testamento, de
que ejla tinha noticia, nao est escondido
algaras.
Mas, nao teria elle j declarado a
existencia do tal documento ?...
Isso depende das vantngens particu
lares qua elle tivesse de colber.
Da volta Barraca, Roberto raprea-
sionado por tudo sao esoraveu logo a Ri-
val, contaniolhe o que havia; e avisando
que ficari era Guitry, palia quo Ili,e re-
raetteasa as su i cartas.
O flORCUNM

POR
TAL3 ?S7AL
SEXTA PARTE
O rSSIiMH. 2: .131.13
(ContinuacAo do n. 61)
II
O debate
Eu que o pe segu sera descanco desde
a noit do crime, sei de todas as suas ac-
c5es ; tinha apenas fundado sobre a posse
da criaug* a esperanga de urna grande for-
tuna.
Forano mesrao ob meus esfurgos que o
levaram a mudar de bateras.
Comprebendeu em breve, pela mane-ira
por que eu lhe dar caga, que qualqaer
traDsacgao desleal era impossivel. Passei a
fronteira poaco tempo depois delle e alcn-
celo nos arredores da cdade de Venasco,
na Navarra. Apesar da auperioridade do
uosso numero, cooseguio escapar, e, to
mando m nome supposto, internou-se na
Hespanha.
Nao lhe contarei era d talhe os encon
tros que tivemos juntos. A sua Jorga, a
sua coragem, a sua agilidade, se verda-
deramente proligiosas. aIi> do ferimen-
to quo me fez no fossos de Caylus quando
t u defeodia o poso dosgragado amigo...
Neste ponto Gonzaga tirou a luva n
n>08trou igual da espada de Lagardere
- Alera deste feriraento, continuou ello,
tenho em mais de um lugar vestigio da
sua mo Nao ha niesrre d'arraas que lho
possa fazer frente. Tinha a meu sold um
verdadeiro exercito, porque o meu atento
era agrralo vivo, atirn de certificar por
elle a identidade da minha j'iven e querida
pupilla. O meu exercit era composto dos
mais afamados prebostes da Europa : o ca
pitfto Lorrain, Joelde Jugan, Stauptz, Pin-
to, >aldanha e Faenas ; morreram todos. ..
O regente fez ura aioviraentc.
Morreram todos, repetio Gonzaga o
raorrerara s suas raaos.
- Sabe que tambera elle, murmurou
Felippe de Orleaua, que tambera elle diz
que reesbeu a misso do proteger a filha
do Nevera e de vingar o nosso desgragado
amigo?
S :i, pois, j disse, qua ura impos-
tor au i.-z e hbil, filspero que o duque
de Orleans, a sangue fro, ten lo de es-
colber entre duas jfErmag5es, attender
aos ttulos de cada um.
Assi n farei, pronunciou lentamente o
regente. Continu.
Passsram-sa annos, prosegu Gon-
zaga, e note que esse Lagardre nunca
procurou fazer chegar viuva do Gonza-
ga nem urna carta, nern uraa mensagem.
Faenza, que era ura hornera esperto e que
mandei a Madrid para vigiar o raptor,
voltou o fez me urna narrago bizarra para
a qual chamo especialmente a attongo de
Vossa Alteza Real Lagardre que em Ma-
drid se chama va D. Laiz, tinha trocado a
sua captiva por urna pequea que lho ce-
deram a peso de ouro una ciganos de Leo.
Lagardre tinha maii de mim ; senta me
no s -u encalco quera dar-me o troco, a
gitanita foi educada em sua casa a datar
daquelle momento, emquanto a verdadeira
herdejra de Nevera, roubada pelos bohe-
mios, vivia com elles. Davidei. Foi essa
a causa da minha primeira viagem a Ma-
drid. Fia-rae eneontra do como3 ciganos as
gargantas do Monte Baladran, o adquir a
certeza de que Faenza nao roe tinha en
ganado. Vi a moga, cuja memoria estava
ainda fresca. Tomarais todas as medidas
para nos apoderar della e trazel-a para a
Franga, Estava muito satisfeit* com a
idea de tornar a ver sua m. Na note
fixda para o rapto, os raus nomens e eu,
ceimos na t nda do ebefe, afira de nSo
inspirar descondangas. Tinharoos sido tra-
bidos. Aqudlles bandidos possuem extra-
ordinarios segredos ; no meio da ceia a vis-
ta perturbou-se-noa, o sorano 81 apoderou
de nos ; quando despertamos no outro dia
pela mauh estavaraos duita-ios no oblo,
ra garganta do B.ladrn; nao havia mais
em torno de nos nem tendas nem acampa-
mentos ; os fogos meio oxtnetos apagavam-
se sob > cinz s ; os ciganos do Leo ti-
uhara desnpparecido.
NesU narrativa, Gonzaga procurava sem-
pre cotejar a verdade, do maneira que as
datas, os lugares e os personagens eram
exactamente iudicados. A sua mentira ti-
nba aasim a verdade por moldura, de tal
sorte que, se ioterrogassem Lagardre ou
Aurora, as suas reapostss nao poderiam
de contacto
alguna pontos
Arabos, Lagardre e
deixar de tor
cora a sua versito.
Aurora, eram, segn to diziam, imposto-
res ; por isso tioham interesse era desnatu-
rar os factos.
O regente continuava a ouvir, attent > e
fro.
Perdeu-se urna bella oocasiXo, prin-
cipe, proseguio Gonsaga com aquella ox-
press3o de sincerdade que o toraava to
eloqaeote. Se tivessemos sido felizes,
quantas lagrimas evitadas no pasaado, quan-
tas desgragas conjuradas no presente 1 Nao
fallo do futuro que portence a Deus. Vol-
tei para Madrid. Nenhura vestigio dos
bohemios ; Lagardre tinha partido para
urna viagem ; a gitanita que tinha posto no
lugar da menina de Nevera estava sendo
educada no convento da EncarnagSo. Prin-
cipe, a sua vontade nao deixar transpa-
recer as impressSes, que a irioha narrat
tiva lhe causa. Desconfi desta facilidade
de palavra de que outr'ora tanto gostava.
Procuro ser simples e breve. Coiatudo,
nao posso deixar de interromper-me para
dizer que as vossas desconfiangas, e raes-
mo as vossas. prevengo i8, nada farlo. A
verdade mais forte do que isso. Do mo-
mento em que censentio em escutar me a
causa estjulgada; tenho muito com que
coovenoer-vos.
Antes de proseguir na seria de' factos,
devo fazer aqui urna observagao, que tem
a sua importancia.
No comego, Lagardre fez urna substi-
tuigo de crianga, para engaar as minhas
pesquizas; evidente. Mas tinha tara
bem a inteogao de ir buscar a herdeira de
Nevers, em um momento dado para ser-
vir se della, segundo o interesse da sua
ambico. Mas as suas vistas mudaram.
Vossa Alteza comprebeader este revira-
mente com ama s palavra; apaixonou-se
pela gitanita. Desde ento a verdadeira
Nevers foi eondemnada. J nao se tratava
de obter resgate ; o horizonte alargava-se ;
o aventureiro, deitado, concebeu o sonho
de sentar a sua amante no solio ducal e
ser assira marido da herdeira de Nevers.
O regente agitou-se debaixo dos lengss
e o seu rosto exprimi uraa especio de mal
catar. A plausiblidade de um facto vari a
segundo os costuraes e o carcter de quera
os ouve. Foppe de Orleans nio tinha
tal'ez dado grande crdito aquella roraa-
nenca dedicago de Gonsaga, aquellos tra-
bslhos de Hercules emprehondiob para
cumprir a palavra dada ao moribundo;
mas este calculo de Lagardre saltava aos
olhos, como vulgarmente se diz, e cega-
va-o. A natureza do regente ropugaava
as concepgSes trgicas; mas a come lia de
Quando voltava com o Sr. Sarrazio, ao
chegar ao alto de urna colima, ouvio estas
palavras :
Olhe, est ven lo, l era baixo essa
parque grande e os bosques qua seguara ?
E' o Coudray, oom o seu caststlo de La
Grange.
Ah! disse Ribsrto, rindo, o lugar,
parece agradavel.
intrigt assimilava-se a elle muito natural-
mente. Ficou impresionado a ponto de
uo ver com que habilidade Gonzaga tinba
hincado as premissas daquelle hypothatico
argumento, impressionado de nao corapro-
Uender que a troca operada entre as duas
criangas entrava nestes factos romanescos,
que nao tinha a Imitado.
Toda historia sa colorio ds repente para
dar-lhe um tora de realidade. Aquella so-
nho do aventureiro Lagardie estava ti)
lgicamente indicado pela situaglo, que fez
raiar a sua probabilidade sobre todo o
resto.
Gonzaga perfeitamente notou o effeito
produziJo. Havia mais de urna hora tinba
conviego de qua o ^regente sabia minuto
por minuto tudo quo se tinha passado na-
quelles dous das. Desviou, por conse-
quencia, as suas bateras
Felippe de Orle Ans tinha a reputago de
manter uraa polica que estava sob as or-
dena do Sr. Machault; e Gonzaga suspei-
tou multas vezes que as fileiras do seu
batalho sagrado, podia haver um ou mais
secretas. A p davra secreta estava parti-
cularmente em moda sob a regencia. Hoje
esta palavra est bamd 1 do vocabulario das
pessoas da bem.
Goozaga usa va de toda a prudencia.
Fazia o seu jog<> como se o regente lhe ti-
vesse visto s cartas
Vossa Alteza, proseguio elle, ple
persuadir-se de que nao ligo a isto mais im-
portancia do que merece. Attendendo in-
telligencia e audacia de Lagardre, a
cousa devia ser assira. E assira Tinha
as pravas disao antes da chegada de La
gardre a Pariz ; depois da sua chegada, a
abundancia de pravas novas torna as anti-
gs completamente snparfiuas. A Sra.
princesa do Gonzaga, que nao suspeita
de pr star-rae muitas vezes o seu auxilio,
informar Vossa Altaa a este respeito.
Mas volteraos ao3 nossos factos. A via
gera de Lagardre durou dous annos. Ao
cabo de dous acnos, a gitanita, educada
pelas santas filhas da Encarnago, nao era
a raes na. Lagardre, venlo-a, concebeu
o projecto do quo fallamos. As comas mu-
daram. A soppoita Aurora de Nevers te-
ve casa, ura givernante e u n pagara, pira
salvaguardarera-Be as apparencias. O mais
curio o quo a verdadeira Nevers e a sua
substituta conheciem-se e eram amigas.
Nao posso erer que a amante de Lagard-
re esteja de boa t; entretanto possivel ;
elle bistante esperto para ter deixado
aquella forraosa criaog 1 t >da a sua canda-
ra. O qua oerto que ello apresentava
difficulda tes para reoeber em sua casa em
Madril, a verdadeira Nevers, a que pro
XVI
Quer que mande por o dogeart? dis-
so Sarrazin no dia seguinte, quando Ro-
berto ia partir para visitar o seu castello.
Muito obrigado respondeu Roberto.
O senhor disse-me-que daqui l ha s dous
kilmetros. E ura paaseio.
Nao sei como vai ser recebido acoris-
centou o maire. En todo o caso seja pru-
dento.
Pe fe 'amante informado pela menina
Jocunda, que abundou em iudieagSos pro
ciaaa, como para uraa viagem de longo
curso, sahio da Barraca.
A estrada era raagoifia, por essa ma-
nila de Maio e. ao sabir da vilia, atraves-
sou bosques ten lo aqui o all olareiras
cultivadas, em pastagons ou plantadas de
trigo; vaccas, deitadas na horva alta, ru-
minanio uosol; atraz de aerea de espi-
nho, camponazes, rapazas e mogas, traba-
Ibavam nos o .rapos. Parisiense at rae-
dula dos 08303. Riberto nao pode deixar
de la.nbrar-se das Buclicas, e. nao sen
sorpraza, notou que alguna ballos versos
latinos passavam-lha pelos labios... Era
seu sonho, a loura A naryllea ou atravesaa
Galata tomavara as feigSes de Christiana.
Ao al de contas, 0330 claro no seu desti
no, que lhe vinha por to eingular capri-
cho da corte, j modificava consideravel-
mente as suas il. Os pirfuraes saos e vivifijantes do cam-
po subiara-lhe ao cerebro ; nesse canto do
Touraine, que via pela primeira vez, tudo
parecia-lho familiar. Depois de atravessar
a villa entrar era um bonito caminho co-
brto, que a manioa Jaeun la tinha lhe in-
dicado, chegou a ura montculo, de onde
vio o seu castello de Li Graoge, cuja raas-
aa iraponante destaeavs sa sobre um fundo
de verdura copada.
Cousa singular, a primeira impres-
sao de Roberto foi ainda uraa espacie de
present ment triste ; no que o sitio e a
morada tivesscm nada de selvagem, longo
disso ; mas, ou pels volta inconsciente aos
hbitos do seu scepticismo de oatontago,
ou pelo 8eutiraento natural de receio e di
descontianua, que se msela com a felici-
dade muito brusca, pareceu-lhe confusa-
mente qua urna sombra paasava por sobro
a sua alegra; como sa alivinhasse quo
esaas trras, que lhe affirmavara serom
suas sem contestaco, tiveasem de ser-lhe
dispatadas.
Maa isso nao foi seno una fraqueza
passageira ; quanto previso de aborre-
cimento, que o notario e o Sr Sarrazin
lha tivessem j annunciado, relativamente
aos Boisdesnier de pesie do seu titulo, era
homem para chamar essa gente razSo e
faxel-a sahir da sua casa, so fosse neces-
sario, por prooessos summarios, urna vez
armado dos seus diretos O importante
era ter logo certeza se algura testamento
ignorado et agora nao ia ser apresentado
de repente por algura depositario deeeo-
nhecido. .
Refleotodo, porem. Roberjo tranquili-
soa-se logo. Cora effeito, que probabilida-
de havia de que, durante os tres raezes de
pesquizas para descubrir um herdeiro para
tal fortuna, tivesse um competidor fi:ad
oeculto ?
Assira pensando, chegou a ura porto
monumental, d<-. bailo estyl", fltnquiado
par urna especie de pavilbo de Suisso ou
porteiro. Urna avenida larga em que o
mato e os espinhos abuadavam, deixava
ver o castello... Ura fio de rame penda
ao longo do pilar da dircit?, Roberto o pu-
xou p. fez tooar ama sinata, cujo sora fa-
chado _pareceu-lhe perder se no ospogo,
porque ninguera se raoveu. Depois de ter
tocado a sineta mais tres ou quatro vezes,
tratava de procurar outra entrada, quanlo
afinal, vio urna oamponez 1 velha eutrar
na alamoda cara um sacho na mo.
Ento! para que est puxando a si-
neta? perguntou ella tranquilamente atra-
vez da grade.
Para voce vir abrir, respondeu Ro-
berto.
Para 8sot era preciso ter a chave,
roplicnu a velha admirada.
Ento, por onda se entra ?
Ora pelo buraco no muro... !
para baixo !.. Siga direito por ahia.
O c buraco no muro que Roberto
achou, suppria ".ora effeito, a vaidade do
servgo de um porteiro. Sulcos cavados
nossa abertura moatravo que mesrao car-
ros passavao por all. O facto do entrar
em sua casa por urna brecha pareceu-lhs
de bim presagio. Entrou no bosque espes-
so, seguindo uraa trilha que ia direito ao
castello. Um verdelho, quo cantava, pa-
reca saudal-o ao passar.
O caminho dava para ura taboleiro im-
menso de relva inculta, na frente do cas-
tello. De ada lado, ura grande tanque
d'agua cora boira de podra No todo, a
despeito da phrasa da menina Joeunda,
que o chamou de edificio delapidado, a
casa nao deixava de ter certo ar senhorial
de muito bora effeito, comquanto quasi to-
das as venezianas eativessem fechadas,
como era casa abandonada. O estylo Luiz
XIV, ura pouoo guindado, reinava all
completamente ; as janellaa, muito altas,
com vidros pequeos, do andar terreo, o
peristylo de balaustre de marmore, para o
qual subia-se por alguns degros es verdea-
dos, em tudo alli^estava impresa a gran-
deza magestosa do tempo.
Ante a solido dessa morada fechad?,
que nao deixava de ter alguma semelhan-
ga com o castello da BeUa dormente do b:s
que Roberto teve, ainda urna vez, de pro-
curar uraa entrada. Ao vo'tar o ngulo da
ala direita, vio urna habitante do lugar,
quo entrava por uraa porta. Ella parou,
quasi aasustada. ao vl-o.
Alta, morena, de feig5es bonitas, um
poueo fras, talvez, por sarem regulares
de mais, a joven pessoa pareca ter cerca
de vrate e dous annos. Negligentemente
vestida de cabellos em desordeno, do cor-
pinhn do vestido meio aberto, deixava ver
um pouco do alvo busto; notava sa nella,
primeira vista, desmazalo.
Ao /er Roberto Gurin, coberto do p
da estrada, ella tornou um sr de desleal.
Que quer? perguntou ella.
Procuro o Sr. de Boisdesnier, respon-
den Roberto coaoprimentando.
Ella o examinou um- instante e parecen
procurar um moto di despedil o.
Queira mandar-lhe dizer, que venho
da parte do Sr. Poinsinet Laroze, noioha
senhora, ac rescentou, pouco lisongeadn
com o acolbi rae rito.
Ento, entra por aqui, disse (.lia, in-
troduzindo o em urna grande pega mal ar-
ranjada.
hibio sua amante re.'sbal-a, porque ella
tinha urna conducta muito leviaoa.
Aqui Gonzaga sorrio com tristeza.
A Sra. princesa disse peraoto o tri-
bunal de familia : c So minba filha tivesse
por um instante s esquocido o orgulho da
sua raga, eu cobrira o rosto disendo : Ne-
vers morreu de toda! Sao as suas pro-
prias palavras. infelizmente a pobre crian-
ga acreditou que eu escarneca da sua mi-
seria quando pela primeira vez lhe fallei da
su 1 raga : mas Vossa Alteza ha de aer da
minha opinio, e, sa nao for, a lei nao lhe
dar razo : nao pertenco a urna raai ma-
tar o direito de sua filha por vas delicade-
zas. Aurora de Nevera pedi para nascer
em fraude da autoridade paternal ? A pri-
meira falta da mai. A mili ple chorar
o passado, nada mais: a filha tem direi-
tos e Nevers morto tem um representante
oeste mando... Dous quera diz-r dous!
Interrorapeu-se neste lugar Gonzaga.
A sua physionomia altera-se, meu se-
nhor. Deixe-rae dizer-lhe que o seu cora-
go estampa-so no seu rosto Deixe-rae
supplicar lhe que rae diga que voz calum-
niosa pode fazer-lhe eaquecer em um dia
trinta annos de leal araizade.
Senhor prncipe, interrompeu o du-
que de Orleans com urna voz que quera
ser severv, mas que trahia a eniogao e a
duvida, s tenho que repetir-lhe as minhas
proprias palavras : Jusfique-ae e ver se
sou seu amigo.
- Mas de que me aecusam T exelamou
Gonzaga, fingindo um arrebatamento sbi-
to. E' de ura crime de vinto annos ?
de um crime de hontem? B'elppe acredi-
tou, urna hora, um minuto, ura segundo,
quero saber, quero acreditou 9 principe ?
qua esta espada...
Seo tivesse acreditado... murmu-
rou o duque de Orleans, fraozindo o so-
br'olho, emquanto o sangue lhe suba ao
rosto.
Gonzaga pegou-lhe na mo com forga e
levou a ao corago.
Obrigado disse elle com as lagri-
mas nes olhos ; S, Felipp?, estou redun-
do a dzer-fhe obrigale, porque a sua voz
ci se reuni dos outros para me aceu-
sar de urna infamia I
Ergueu-ae como se tivesse vergonha e
d do seu enternecimento.
- Perdoo-rae Vossa Alteza, proseguio
elle, esforgando-se para sorrir, uo mi es-
quecere mais junto delle. Sei quaes sao
as aecusagroes levantadas coutra mim, ou
pelo menos a liviaho-as. A minha luta con-
tra esse Lagardre alo me arrastou a ac-
tos que a lei reprova. Defender-ma-hei, se
a l-:i me ataca. Al n disso, h a presen-
(Continua)
ca da menina de Nevers em urna casa con-
sagrada aos prazeres. Nao quero antici-
par, meu seahor ; o que me resta a dizer
nao fatigar por muito tempo a attengo do
Vossa Alteza Real. Vossa Alteza Real
lembra se sem duvida que reeebcu com es-
panto o pedido que lhe fiz da embaixada
de Madrid. At ento tiuha-me conserva-
do afastado dos negocios pblicos. J
d83emos bastante para qua o seu espanto
tenha cenado. Quera voltar para Hespa-
nha cam um titulo offieial, que puzesse
minha disposigo a polica de Madrid. Em
pouco8 das descobrir o asylo da quorida
crianga, que a esperanga de uraa grande
raga. Lagardre tinha a decididamente
abandonado. Que se havia de fzer della ?
Aurora de Nevers ganhava a vida a dan-
gar as ragas publicas. O meu intente
era agarrar ao mesmo tempo as duas rapa-
rigas e o aventureiro. O aventareiro e sua
amante esoaparara-me : trouxe a m-raina
de Nevers.
__ Aquella que o senhor diz ser a Jroe-
nina de Nevers, rectificou o regente.
- Sim, meu senhor, aquella que digo
ser a menina de Nevers.
I*0 nao basta.
__Permitta-me acreditar o contrario,
pois qua o regente me deu razo. No pro-
ced levianamente. Corralo o risco de
me repetir, dir-i: ha viuta annos que tra-
balho I Qu era preciso ? A preseng de
duas mogas e do impostor. J a temos :
estao reunidos era Pariz...
Nio por obra sua, interrorapeu o re-
gente.
Por obra minha, meu senhor, unici-
mente por obra minha. Em que poca
Vossa Alteza Real recebeu a primeira car-
ta de Lagardre *
J lhe disse isso ? comegou o duque
de Orleans cora altivez.
Se Vossa Alteza nao quer responder,
fal o hei por b. A primeira carta da La-
gardre, a que pedia o salvo-condu.to e
que era datada de Bruxellas, chegou a Pa-
riz nos ltimos das de Agosto, e havia
perto de um raez que a menina da No ver
estava em meu poder. Nao rae trate
peior que ura roo ordinario, meu senhor,
'leXe-rae pelo menos a vantagem da evi-
dencia.
(Continuarse ha.)
.I
:
-
'*-iJ
I

Tjp. do Diario ru Duque de Cazias n, V* )
II


Full Text
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