Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18239


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Full Text


illll KiEBO
PARA A CAPITAL K ULCJARJES OMDB WAO B PACA PORTE
Por tres raezea adiantados.............. '^000
Por seis ditos dem.......... ...... 23000
Por um anno dem....._...........* A100
Cada numero avulso, do mes-no da............ L
itt uu jniiy
W UU *V I
PARA DEUTRO PORA DA PROVIMCIA
Por hi meses adiantados..............
Por nove ditoa idem................
Por um anno idem................
Cada numero avulso, de das anteriores..........
130500
20,0000
270GOO
100

i-
]
RNAMBCO
Praptietabe *t Mmo iifiuctra ** iaria 4 lljo*
O* Srs. Ameil Prlnoe & C.
de Pars, aSo os nossos agentes
exclusivos de animados e pu-
bllcacSes as Franca e Ingla-
terra
gants, nauseas, vmitos, sede ardente, dor no epi
aastro, oephalalgia. altrselo de feicoas, syncopes
deDressodo pulso, dejeccoes serosas abuudantes das mencionadas empresas.
IH".. ...im, snam Na frmala- A semelhaute resolucao deram origem varias
peticoes dirigidas ao governo geral pela primeira
denominadas Camorira e Massiape, no qual se con-. mesmo fra do preso, ^wf\.Vu't^t^.
ciliem peritamente os interesses do astado e os | fra do praao, qoer dentro d ette, Lappellar_ das
TELEGRAMMAS
ssavxso umculj... so uuaic
RIO GRANDE DO NORTE, 14 de
Margo, as 2 horas da tarde. (Recebido s
4 horaB e 20 minutos, pela linha terres-
tre).
A arinu nefiQ da iwcmbita Pro-
vincial fol prorosada por olto da*.
Iqnl ctiegou boje do norte o pa
cete nacional PERNAHBUCO, que ne-
gu a tarde pora o sal.
3337150 IA A&S3CZA SA7AS
(Especial para o Diario)
MONTEVIDE'O, 14 de Marco.
<* jornaes uruguayos coaalderam
coa multo prejadlclae aosj nteres-
sea do pas as quarentessas de 15
das Impostas no alo de Janeiro as
procedencias do alo da IVata. e pe
dem ao governo do Uruguay aueflss-
terceda ao governo do Brasil qne
redas a mesma qaareatena.
ROMA, 14 de Margo.
O Parlamento fot adiado.
Xo rol Osada a data da prxima
sessao.
e involuntarias, caimbras cyanose. Na forma
tente nao h nem vmitos, nem dejeccoes ; a pello
apresenta-so fria ; ha tocego apperente e somno -
leis.
O invenamento lento pelo arseniej manifesta-se
quasi sempre cim fadiga geral, dores vagas por
todo o corpo, vertigesn, epistaxis (hemorrhagia pelo
naris), sensacito de aparto na garganta, vmitos,
nauteas, immsgreeimento pogressivo, manchas
pelo corpo e paraplegia.
Na forma qu nem for agudissima nem ehromea,
ha vmitos abundantes e repetidos durante um a
dona dias, sendo este estado seguido por melhoras
apparentes. Sobrcvm depois irregularidades no
pulso, oppressao, dyspona, insomnia, agitscao al-
ternando coca desmaios, erupcoes cutneas, etc.
Para combater o invenenamento pelo arsnico
devera-se em primeiro lugar empregar os vomiti-
vas, depois o leite cora magnesia calcinada, a agu
albuminosa em abundancia. O tratamento ulterior
perteace exclusivamente ao mediee administral-o.
(Continua.)
JARTE OFFICIA!
Agencia Havas, filial
14 de Margo de 1887.
em Pornambnoo,
STRCCiO POPULAR
" MEDICINA JOMESTIGa
(Extrahido)
da bibliotheca do povo k das escolas
parte~~equnda
DOENCAb MEDICAS
(Conttnuac&o)
inveaenamensas
Vejarais primeiro quaes sio os symptomas ge-
raes do invenenamento e quaes os meios de o com-
bater. ,
E' de presumir quebavera invenenamento quanio
depois da iugestio de bebidas ou de alimentos se
atacado por clicas rep atinas, ancias, vmitos,
alteracoes no pulso, na phyosionomia, e na calon-
ficacao. Poda hsver simplesmente indigestan ;
porra, esta raras veses Uo repentina na sua ap-
ptrico com o invenenamento, e alm o isso os
aienaeseommemorativos ajodama faser a distinc-
tjio. Muitas veses as circomstancias que cercara o
nwnenado auxiliara tambem o diagnostico.
Na primeira classa dos venenos entram, alm dos
que j apontaraos, algn cidos mineraes e nio
raineraes (como o acido chlorbyJrico, o aietico, o
oxlico), o chkrj e o ammeniaej. Entre os vege-
tas temos as coloquintidas.o euphorbio, o colohico.
Do reino animal ha a notar nesta cUsse as can-
thiriius, os inexilhes creados em eertos logares,
etc. .
Oj symptomis de invenenamento geraes sao .
sabor acre i ardor na bocea, guelas e estomago ;
vmitos diffi-eia o dolorosos, as veaes sanguinolen-
tos ; a la arJeute ; suorea trios; convubois.
A's veses o ebeiro earacteristeo da substancia
venenosa veui esclarecer o caso
Ha dnas inlicaces priocipaes o capitaes a sa-
tisfaser einqmlquer invenenamento, que. sao: eva-
cuar o veneaoe nutralisal-o.
A evacmew do veneno obten se por meio dos
vomitivos e Jos purgantes.
Se os vouto pparecem naturalmente, basta
ajudalos por meio de bebidas tepidas era abun-
dancia. Obten-te assim Umbem a diluicao do
venen. O vomita provoca-se por titilares as
guelas com os dodos, cora a rama de am* penna,
etc. O trtaro eaetlco na die de 10 ceotigram-
mas em um copo d'agna moma (em dnas ou tres
veses com 5 mioutos de intervallo), a ipecacuanha
na dse de 1 gramma, administrada de igual modo,
e at mesmo um pouco de aseite,constituem
bons vomitivos e facete de obter.
Se j tiverem paasado algmnts horas depois do
invenenamento, 6 do tac que a substancia ja se
uo che no estomago, ou qne pelo menos urna par-
te j. tonha passado aoa intestinos, e neste cjso
conveniente juntar ao trtaro emtico 30 grammas
(urna colher sopeira bem cheia) de sal aooargo, em
um litro d'agaa, para provocar as dejeccoes.
A neutralisaco dos venenos carece de coah;ci-
mentos especiaes, e r pode ser feiU pelo medico.
S.1 podemos sqoi explicar ao leitor como actuam
oa contra veaenot e antdoto, mas elevemos apoi-
tw-the signos muito oenhecidos e facis de obter
e administrar.
A agua albuminosa, ato a agua com claras
d'ovo diluidas na proporcSo de 10 grammas de
claras por 90 d'agna (2 a 3 claras d'ovo em um cupo
d'agna) e a magnesia diluida em agua oaproporcao
de duas colherinhascbeasdo magnesia para ara copo
agu), constituem dons contra-venenos facis de
obter. Urna colherada de amido (pos de gomma)
frvida nagua tamben as veses um bom contra
veneno.
Da acco dos venenos da primeira clasie (irri-
tantes) temos pouco a diser. O nome indica o
effeito qne el les determinara. 8io venenos enr-
gicos, rpidos na sua acci que em grande par-
te ama acySo pbysica e chimica. Destroera os te-
oidee, qaeimam-n'os, e bastantes veses nem da*
tempo a neutraliaal-os.
A sgna de cal e o leste, sao b)ns antdotos; mas
muitissimas veses revelam-se iosofflcientes.#
Contra os lcalis bom administrar as limona-
das de limas ou de vinagre, as pecos com oleo de
am< ndoas doces e muita agua morna.
A aecio dos venenos da segunda classe (hypos-
tenismes)caracteris*da pela depressij gsral
que operara no organismo. Tomem ja para esemplo
um dos venenos mais usados, o arsnico.
O arsnico pode in venenar de ama maneira lents
o Uteate, ou de um modo brosco S agudo. Na
f.-rma aguda arsnico prossove calor acre na gar-
Governo da provincia
BXPEDISHXB DO DA 23 D rBTBBEmODB 1887
Actos: ,
O presidente da provincia attendendo ao que
requereu o tabetlio da comarca desta capital Jos
Bonifacio dos Santca Mergulho e tendo em vista
a uformacSo do Dr. juiz de direito do civel, re-
solve conceder-lhe tres meses de liceaca para tra-
tar de sua saude, devendo o peticionario entrar
no goso da referida licenoa no praso de quinse
dias. .
_ O presidente da provincia resolve, de con-
formidade com o disposto no artigo 263, 5 do
reulameato annexo ao decreto n. 9.420, de 2S> de
Abril de 1885, nomear o escrevente juramentado
Pedro Alexandrino Rodrigues Lins para servir
de tabellio da comarca desta captol durante o
impedimento do respectivo serventuano vitalicio
Jos Bonifacio dos Santos Mergulho, que obteve
hoje tres meses de liceDca para trato r de sua
saude. ,
O presidente da provincia resolve nomear
Antonio Vasco do Nascimento para exercer o car-
gi de delegado do listrieto litterario de Parnaby-
ba.Communicou-se a> inspector da instrueco
publica.
Oficios: .
Ao inspector da Thesouraria- de Fasenda.
Communico a V. 8. para o* fina convenientes que
0 juis municipal e de orphiUs do termo de Bar-
reiros, bacharel Joaquim Cordeiro Alvim da Sil-
va, entrou em 15 do corrente no goso da hcenca
de 60 dias concedida por esto presidencia para
tratar de soa saude. ...
Na mesma dato assnmio o exercicio daquee
cargo o respectivo 2* supplente Andr Alves Oa-
valcanta Camboim.
__Ao mesmo.Em cnmpnmento do viso cir-
cular do ministerio da agricultura, commercio e
obras publicas, de 15 de Fevereiro ultimo, sob n.
1 sirva-se V. 8. de expedir desde logo, suas or-
dena hs reparticoea encarregadas da nova matri-
e^a pacana ^nto da meses denota deeacer-
rada ^Sa, remetOnf* esta preaidanela aa rstaops
destinadas a ser archivadas, na confjnnidade do
8 3 do artigo 13 do regulamento, n. 9M3, de 14
de Novembro de 1885; providenciando igualmen.
te qaanto ao resumo a que se refere o i% segun-
do os modelos Q e H.
Ao mesmo.Communico a V. b. para os nns
convenientes que o promotor publico da comarca
do Panellas, bacharel Jlo Baptisto Corre de
Oliveira deixou no dia 12 do corrente mes o oxer-
cicio de seu cargo par motivo de milesti.
_ Ao mesmo.Communieo V. 8. para os nos
convenientes qne o tenente Jos Ceciliano Besso-
ae de Almeida assumio no dia 15 do corrente mes
o exercicio interino d> caigo de promotor publico
da comarca.de Panellas por nomeacao do respec-
tivo juis de direito. _
Ao mesmo.Declaro a V. 8., para os nns
convenientes, que, segundo consto de participaco
do director do Arsenal de Guerra, de 21 do cor-
rente, sob n. 893, as tres seccoes do almoxanf ado
do mesmo Arsenal foram desde o da 19 deste mes
reduxidaa a dual, de conformidada cota o decreto
n. 7.561, de 6 di Desembro de 1879, que baixou
paraexecucao da lei n. 2,940, de 31 de Ontubro
do mesme anno, em virtnde de recomraendacao
do teoente-coronel inspector do referido Arsenal
pela competencia que tem em vista do % *
o 9 do regulamento de 20 da Marco de 1857, re-
citando de semelhante lteraoao ficar
antorisa esta presidencia a prprogar > ,enda.-Para sdevidos fins, declaro V 8. qae
" exer.c.0 pela quant.a iOWOW .^ ^ ^^^ d, Glirnhnns
j*TfffC&M deixado/por doente, o exercicio de seu c.rgo no
dia 17 do corronta mes, entrou na mesma data no
guarda
queprteciaja 2Jseccao extineta, Miguel Antonio
aa Cjsto e Silva addido ao mencionado almcxari-
fadj, conforme preceitua o artigo 4 do decreto oj-
udo at qno haja vaga.-Commumcou se ao di-
rector do Arsenal de Guerra.
Ao administrador dos crrelos. Bemctto a
V. 8. paia os fins convenientes, copia do aviso
n. 11, de 14 do corrente, em que o Eira. Sr. mi-
nistro da Agricultnrs, Commercio e Obras I
cas
do corrente exereicio
ananaes o contracto l.-----.
funeciona easa reparticao, e determina qoe V.
aprsente o alvitre que Ihe parecer mais acertaao
para garantir a estabilldade da reparticao, nesse
ou era ootro qualquer predio.
M'itati* mvtandu ao inspector da 1 nesoura-
ria de Faseoda. >_._
Ao director Jo Arsenal de Guerra.Mande
Vmc. satisfaaer o iujluso ped.do de artigos d
fardamento, que, par sen oto, tos o alferes do j.
batalhJi de iutautana, Jiaquira tiuinno Viiu-
rim.Commuuicou-se 4 Thesouraria da Fasenda
e ao coramandanto das armas.
Ao mesmo.Fica Vmc. aatorlsado, coator
me pele m seu officio n. 885, de 18 do corrente,
a comprar administrativamente pela quantia de
6000O folhss lythographadas para feria dos ope
rarios civis desse .Arsenal, visto a urgencia que ha
de taesfclhas. Communicou-se rhesourn
e Fasenda. _
Ao mesmo.O Ministerio da Guerra em
aviso de 11 do corrente declara ter, naquell data
expedido aviso a Intendencia, mandudo forneeor
a esse Arsenal fim de aerera entregues ao com-
mando das armas desta proviucia, pra exercicios o
evoluces da tropa aqai existente, conforme solici-
ta mesmo commando, ss barracas de que trata a
inclusa nota organisada na reparticSo mesUe ge-
nersl, em 10 deste mes; o que communico a Vmc.
para seu conhecimento e fina cdovenientes.Com-
municou-se ao brigadeiro commandante das > r
Ao jai de direito da comarca de Itamb.
Declaro a Vmc, em solucao de seu oficio de 6
deste mes, que o adminratrador dos csrreios, a
deaaas enr-rezas s quaes se refere s informa-
cea de Vmc. mini8tradas por aquello minis-
terio em officio de 30 de Novembro do anno
passado, n. 57 e a esto presidencia no de n. 3, de
19 de Janeiro ultimo.
Nesta data, faco igual incumbencia ai eng-
nheiro fiscal da estrada de ferro do Becife ao Li-
moeiro com quem ir Vmc. tambem de accerdo.
MutatU mulaudi ao engenhiro fiscal da es-
trada de ferro do Recife ao Limoeiro cora referen-
cia s informacors prestadas presidencia em of-
ficio na. 818 e 819, de 24 e 28 de Desembra do
anno passado.
__ Ao gerente da f. brica de Fiacao e tecidos
da Magdalena.Bemetto a Vmc. copia do aviso-
circalar do Ministerio da Agricultura, CommerciD
e Obras Publicas, de 4 do corrente, sob a. 6, afim
de que se sirva de informar a respeito oom o que
se Ibe appronver.
Por tt ras: .
__ Devendo ser remettido a esto pre8idencia, de
couformidade com o art 89 da lei n. 1221, de 21
de Junho de 1875, o orcamento do receit e des-
pesa para o futuro exercicio tinanceiro de 1837 a
1888, da Cmara Mnnicipal de 8. Jas do Egypto,
e nSo o que foi enviado com officio de 10 de Ja-
neiro findo, aoompanhado de um quadro e doca-
meutos que devolvo. recommeudo mesma Cmara
que faca organisar outro nos termos cima indioa-
dos e bem assim um bataneo do exercicio de 1885
a 1886.
Chamo a attencio da Cmara para as disposi-
coes dos arts. 75, 77,81, 90, 92 e 99 da citada le
1221 .-
__ O 8r. gerente da Coupauhia pernambucana
mande dar transporte corte, por conta do Minis-
terio da Guerra, ne vapor Espirito Santo, ao sol-
dado do 14* batalbo de infantera, Angelo Cerio-
lano da Motto, qne se acha solTrendo de benberi,
segundo declara o brigadeiro commandante das
armas, em officio n. 104, de hoje datado.
EXPBDIEHTI DO BECBBTABIO
Oficios:
Ao brigadeiro commandante das armas.o.
Exc o Sr. presidente da provincia manda commo-
nicar a V. Exc ter expedido ordem para o trans-
porte corte, no vapor Espirito Santo, do soldado
de que trata o seu officio n. 104, de hoje datado.
-a Ao 1 secretario da Atsembla Legislativa
Provincial.De ordem do Exm. Sr. presidente da
Drovincia tranamitto V. 8, para os fins conve-
nientes, o balanco da receita e despesa do exerci-
cio de 1885 a 1886 e o orcamento para o de 1887 a
1888, da Cmara Municipal de Villa Bella.
Ao director da directora da agriooltura da
secretaria de ettado dos negocios da agricultura,
commercio e obras publicas.De posse do oficio
de V. S., de 23 de Derembro ultimo, sob u. 293,
cabe-me dissr de ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, qae o saldo da 7* quoto do lando de
emancipacAo no termo de Naxareth deve ser de
681522 e nao de 61 522.
Ao promotor publico da comarca de Goyau-
na.De ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia communico a V. 8. que tev o conveniente des
tino a certdao que veio anaexa ao sea officio de
7 do corrente mes.
Ao promotor publico da comarca do Cabo
O Easa. Sr. presidente da provincia manda decla-
rar s V. 8. qne fica aerear* -a aosampto da-aaa,
officio de 18" do eorreote e recomraendar-lhe que
envi secretoria desta presidencia a certdao de
sea exercicio.Commonicoa-se 4 Thesourari de
Fasenda.
Editol:
Por esto secretaria ss fas publico, psra co-
nhecimento do Sr. Jos Laopoldo Bourgard, con-
ceasionario de linhas telephomcas nesta capital,
de ord -m dJ Exm. Sr.Jpresidente da provincia, que,
segundo o aviso do Ministerio da Agricultura,
Commercio e Obras Publicas, de 15 de Janeiro ul-
timo, deve o mesmo concessionario enmprir as
clausulas de sen contrato e todas as dispoaicSea dos
decretos ns. 8159, de 18 de Maroi de 1882, e 9273,
de 6 de Setembro de 1884; fisando por este modo
resolvida a sua reclamacao em offieio de 28 de Ju-
nho do anno passado, dirigido presidencia da
provincia, e requerimento ao governo imperial em
24 de Cetembro do mesmo nno, proposito do ap-
parelho gratuito mandado collocar no Arsenal de
Guerra.
XPBOIBHTB DO DU 24 DB FEVKBKIRO DB 1887
Actos
O presidente ds provincia, attendendo ao
que requeren o Dr. Joao Mari Seve, medico da
Colonia Isabel, resolve prorogar por 3 meses, coto
metade do ordenado, a licenca que ltimamente
lho foi concedida par tratar de sua saude onde
Ihe coovier.
Ao Dr. chefa de polica.Providencie V. 8.
para que amanbi, s 10 horas do di, e nos de-
mai dias sub*equentes, emquanto durar a respse-
tiva sessao, apresente-se no Tribunal do Jury a
escolta que deve condusir os presos da Casa de
Dutenclo para o referido tribunal.Commumcou-
ae ao jnis de direito.
AO inspector interiuo da Theaourana de r a-
favor do Rvd. Francisco Adelino de Bnto Dan-
tas.
sentencas para os juizos ou tribnnaes supe-
riores.
Ao jufa de paz de Barra de Jangada.Com
a copia iaclnsa, do officio que esto presidencia
expedio em 15 de Julho de 1884 aos juisea de di-
reito das comarcas de Palmares e Bonito, respon-
do ao que Vrao. dirigio-me em 17 do corrente
mes, sobre circnmscripcao territorial de Ma-
rsyal
fortunas :
__Tendo o 1. juis de pa* de Gamelleira re-
presentado qu3 8oroente a 13 do corrente receben
ordem par a eleicSo de juizes de paz, marcada
para 26 deste mes, nao havendo, portento, tempo
para a con?ocac&o legal de eleitorca, resolv p >r
iaao adiar aquella eleicao para 10 de Abril vin-
douro.
Compre que a Cmara Municipal de Qamelleira
expeca as iovid.s communicacoes e me informe o
modo por (jae foi retardada a expedijo d'aquella
ordem.Cimmanicou se ao juiz de pas.
Declaro Cmara Municipal de Villa Bella
que nao ocis ser approvada a deliberac&o cons-
de seu offieio de 29 de Janeiro findo, pjrquanto
aomente VAasembla Legislativa Provincial cabe
resolver store o estabelecimento dos ordenados de
empregadit- municipaes. (Art 10, 7. do Acto
Addcionst
Declaro Cmara Municipal de Correntes,
que ficaor approvadas as arrematacoes dos im-
postos constan tea do termo annexo ao seu officio,
a que resanado, de 10 de Janeiro findo.
BXPXDIEKTK DO SECRETARIO
Oficios]
A' Qompanhia Pernambucana. De or dem
do Exm. 8r. presidente da provincia acenso o re-
cebimento,' do oficio de hontem, noqnal V. S.
communio que o vapor Giqui seguir para os
porto do:Bio Formoso e Tamandar ao amauhe-
cer do di 26 do corrente.
Aojis municipal e de orpbos do termo de
Pao d'Alt. De ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, declaro a V. 8, em additamento ao
officio del? do corrente, qqe o saldo da 7.* quota
do fundo de emancipacao deve ser de 257^310 e
nao de 1W907, visto que a dita quota com o sal-
do da6.*4leva-se a 4:007*310 e adespesa das
lbertoca, incuida a do escravo Manoel, liberta-
do por coito da 1.* quoto, attinge a 3:750*000.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 12 DB
MARCO DE 1887
Ansuh lago da Cunha. Prejaiioado
qaanto a nomeacao provisoria.
AnasrFraaoeliaa de Miranda e Silva.
Informa.o Sr. inspector da Thesourari de
Fazend ouvindo os collectores de Olinda e
Ipojuea.
Faustina Maria do Espirito Santo. In.
forme o Sr. inspector da Thesourari de
Fazenda.
(ialiino Alves Pontes. J4 foi provi-
denciado.
Isabel Francisca Monteir de Quintal
Barros. Concedo noventa dias com me-
tade da ordenado.
JoSoJos de Amorim. Informe a C-
UMfe.
JoseLeopoldo Bargard. Sim, n te' do f
16 de Margo de
Heparlito da Palela
SecjSo 2.*N. 258.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 14 de Marjo de
1887.Ulm. e Exm. Sr.Participo a
V. Exc. que foram recolhidos Gasa de
Detengo os seguintes individuos :
No dia 12:
A' mioh ordem, Bernardo Alves da Silva e um
homein louco que nao diz o nome, aquelle por dis-
turbios e este at que tenha destino conveniente.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Genuioa Maria da Conceicao, Marcellina Manoel-
la do Nascimento, por oftVnsas moral publica;
Jos Guilherme Francisco do 8ant'Anna, Candido
Pereira da Silva, Salustiano Manoel Fdlsmi-
no, por disturbios; E'ysio Francisco da Costa.
por embriague e ofFensas moral publica.
A' ordem do do Io distneto de S- Jos, Manoel
Francisco do Nascimento, Antonio Alves da Fon-
seca e Kaphael da Coate Ferreira, por disturbios
e jogos prohibidos.
A ordem do do 1 distrieto de Afogados, ner-
oniano Pereira da Silva, por disturbios.
No dia 13:
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Benedicto Frsncisco de Souza, preso era flagrante
por crime de ferimentos leves.
A' ordem do do 1 distrieto da Boa-Vista, JoSo
de Lims, por embriagues e disturbios, Luis Anto-
nio Tavares, por disturbios.
A'ordem do do Io distrieto, da Graca, Alfredo Jo-
s de Mello, Joaquim Angosto Correiae Ludgero de
Barros Correia, por se encontrar quebrando os
candieiros da illuniinaco publica ; Antonio, es
cravo de D. Carolina F. da Silva, Rnfino Abion
de Mendonca, Valeriano Ferreira d Silva, por
aso d'armas defezas.
No dia 12 do corrrente, no jardim em frente
igreja do Espirito Santo, da freguezia de Santo
Antonio, o individuo conhecido por Ourives, por
motivos que so ignora, ferio com um compasso a
JoSo Jos de Araujo, evadindo-se aps o crime.
O subdelegado da fregaesia, tomando conheci-
mento da facti, mandn transportar o efundido
para o hospital Pedro II, sfim de ser tratado, e
proaegue nos demais termos da lei.
Hontem, pelas 3 horas da tarde, no becco da
Bomba, da mesma freguezia, Benedicto francis-
co de Souza, altercando com Antonio Pantaleo
dos Santos, frrio a este com duas tocadas.
O criminoso foi preso em flagrante e presenca
do respectivo subdelegado, que tomoa conhecimen-
to do tocto, fes lavrar o respectivo inquerito e
mandn em seguida recolhel-o Casa de Deten-
cSo.
O offendido t A vistortodo polo Dr. Jos Joaquim
de Souza, que considero leves os ferimentos.
No di lt do corrente e pelas 8 horas ds manba,
tendo embarcado em ama Iragil canoa, do porto
da Ja^ueir* para o da Torre, urna preta, idosa,
em companbia de un menor e um creado de Joo
Soares de Asevedo, com o fim de comprar fructas
no sitio do dito Asevedo, acontecen virar a canoa
e submergir-ss a infeliz preta, que nio pie ser
salva, nao obstaute os esforcos empregados pelo
canoeiro, que, precipitondo-se ao rio penai con-
seguio agarrar a infeliz e conduzil-a at a mar-
gem opposts, onde largou-a por se achar muito
cansado e nio poder continuar a tutor com a cor-
I renteaa da mar.
Dr. J. Joaquim Seabra. Informe .
l.o secc2o.
Claudino Fracisco de Souxa e Candida
Maria da Penha. Informe a 1.*. secjao.
Inspectora geral da Instrucco
Pablica
DESPACHOS DO DIA 14 DE MAEQO
DE 1887
Taciana Alsxandri.ia Monteiro Lopes,
professora publica. Informe o delegado
litterarij acerca das allegacoes da sup
plicante.
Mari i do Livramento Nonato, professora
publica. Encaminhe-se.
Martinho Jos de Jess, professor publi-
co. Encaminhe-se,
Maria Josephin* Vergueiro da Costa,
alumna mestra titulada pela cscoh normal.
Tendo a supplicante preferencia para a
nomja^o interina, em vista do disposto
no art- 17 2 n. 1 do regulamento vigen
te, soja esta petigSo remettida ao delegado
litterario competente que proceder nos
termos da disposicJo citada, si a cadeira
nao estiver j oceupada interinamente por
outra pessoa.
Secretaria da instrucco publica de Per-
nambuco, 14 do Marr;o de 1887.
O porteiro,
J. Augusto de Mello.
quem ouvi,
informon em data de 21 ter providen-
ciado para que os estel as, depois da entrega das
malas quo conduzlrem, se dem era duas horas
na agencia dessa comarca de vulto para estaca-
P' Ao engenheiro fiscal do 1* distrieto dos en-
eenhos contraes.Para enroprimeato do aviso do
?.. .._!_ j. i..niin>a Uoinnvrcio e Ubra
Ministerio da Agricultura
Publicas, sob n. 65, de 15 do corrento, convm
qno Vmc. de commum accordo com os represen-
tantes da* companhias North Brazilian Sugar Fa-
ctories e Great Western ot Brasil Bailwal Umpi-
nv Limited redij* e snbraetto a spprovacio do
irverno imperial, por intermedio deato presiden-
exercicio do referido cargo, o resspectivo juiz ma
nicipal e de osphaos, bacharel Bernadmo Mara-
nhao.
__ Ao mesme. Commnnico V. S., pr os
fins convenientes, qie ni dia 12 do corrente inez,
por motivo do molestia, interroapeu o exercicio
de sea cargo o premotor publico da comarca de
Panellas, bacharel Joao Baptisto Corre de Oli-
Ao mesms. Sirva-se V. 8. de mandar in-
demnisar aos-interessalos os valores de 10 escra-
vos, constantes da iuclusa relaco, libertados em
audiencia especial do juizo de orphaos do termo ie
Cimbres, de 11 de Janeiro ultimo, por conta do
fundo de emancipacSo. Commucicou-se ao juis
de orphaos.
.- Ao brigadeiro commandante das armas.
Sirva-se V. Exc. de dar suas ordens, nao havendo
inconveniente, par* qne boje, s 4 e meia horas
da tarde, se ache pastada em frente casa n. ,
roa de 8. Joio dtstocidade a forea precisa para
faser as honras fnebres devidas ao ente quar-
tel-meslre d guarda nacional, Martinh) Avelino
de Albuquerque, por occasio do sahisento da seu
corpo para o Cemiterio Publico.
_ Ao collector de rendas grraes do municipio
de Iguarass.Para reselvrr-se acerca do pag*-
mento dos valores dos escravos libertodoa nesae
municipio por conta d 7. qnoto do tundo de
einaucipacio, convem que Vmc. informe sobre a
lato porqae aceitiu a avsliaco ea arbitramento
dos ditos valores com os precos exagerados de
600J 700A, quando sabido que, coramummen-
te, ningaem d esia qoaatia por um escravo ues-
te provincia.
Convem attender que a quota consignada pira
emancipac3o nao par que se facain favores a
um ou outro senhor de escravos, mas para que por
ieu justo valor seja libertado o maior nnmero Oe
escravos possivel. ,
A' vista diito deve Vmc. requerer ao juiz eom
mos do regulamento de
1885, e da conoesslo feita por esto presi-
dencia em 17 de Janeiro ultimo.
Capitao Jos Gomes dos Anjos. Neg
provimento ao recurso. E* da exclusiva
competencia das Cmaras a escolha do
sena empregados. O aviso n. i 18 de 1.'
de Marfco de 1861 incompatibilisa as
fuocc5ea de secretario das Cmaras Muni-
cipaes eom as de escrivao de oollectorias,
como, porra, a lsi provincial n. 1869 de
15 de Maio do anno passado, permitte
taea accnmulaySes, s a mesma Cmara
ou ao Thesouro Provincial compete obri-
gar o empregado a faser op$ao por um
dos lugares, dado o caso de impossibilida-
de ou inconveniencia para o servijo no
desempenbo di ambos por um s funecio
nario.
Maria da Natividade Ferreira. Apos-
tillhe-30.
Manoel Alves Barboza. Informe o Sr.
inspector d Thesourari de Fazenda.
Manoel Maglaleno da Costa.- Nao po-
de ser attendido, nos termos da informajao
do Dr. ebefe de polica.
Nemesio Carias Soares ViUi.Paase
portsria nomeando o supplicaoU para ser-
vir provisoriamente.
Sebastiio Fliro do Reg. O artigj4.-
da lsi n. 982, de 2 de Maio de 1871, a
que so refero o supplicinto nio tem appli-
casSo senao a offijiaes ou inferiores man-
dados serviga para o interior da provin-
cia, e isto raesrao sosente nos casos em
que for expressamente autorisado pelo go-
verno e emquanto durar a diligencia.
Sejretaria da Praaideocu de Pernam
buco, em 14 de Marco de 1887.
Francelino Chacn.
O porteiro,
bdelegado da Torre tomando conhecimento
densa providenciasfsccisss pam o dea-
cobrimento do cadver da iutelia qne so foi e
centrado no dia seguinte pelas 2 botas da tarde,
na curv do rio, no Iagr Taquary.am pouco mais
cima do accidente.
Retirado o cadver d'agu e verifi cado ser o da
preta africana Maria Magdalena, residente a roa
da Gloria desta cidade, toi depois de vistoriada,
mandada inhumar no cemiterio da Varzsa.
Foram encontrados no cadver d infelis um
annel e uns brincos de ouro que ficam em poder
do mesmo subdelegado par serem entregues a
quem de direito for.
A referida aatoridade proiegae em diligencias
par chegar evidencia se O tocto foi tflecliva-
mrntecaaoal.como parece. ,,.,....
Commnnicoume o delegado do 1 distrieto
da capital, em oftleio da 12 do corrento, que na-
quella dato fea lemessa, ao Dr. jais de direitj do
Jo distrieto criminal, do inquerito procedido con-
tra Jos Soares da Silva, por ter furtadn, median-
te bilhete falso, um mala de visgem pertcncente
ao Dr. Arthnr Coste, n qual continha alera de
roupas a qnantia de 440>(K em dinheiro e di-
versos objectos de ouro.
Peus guarde a V. Exo. IUm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digna presidente da provincia. O ebefe da
policia, Antonio Domingos Pin'o.
The
DESPACHOS
Provincial
DE MARfO
Expediente do Blspado
FROVIMENTOS
De 8 a 14 de Marco
Carta de confirmado e collacao de vigano de
S. Lourenc da Matt, nesta provincia, a favor do
Rvd. Fausto Freir de Carvalho.
dem, dem, de vigario da fregus. designaras-
su', nesta provincia, a favor <
ro
DO DIA 14
DE 1887
Panto do G/nasio. Ao Sr. pagador
para os devidos rins.
Miguel Franeirv do Reg e Augusto
Ota ano de Souza. Informe o Sr. Dr.
administrador do Consulado.
Josephiua Dubeaux. Informe o oon-
tador. _,
Jos tonjalves dos Santos, Francisca
Arcelina dos Santos e Joaquim da Costa
Guimaraes. Registro-see fajam-se os as
sentaraentos.
Hermelinda Brazida Canuto de Lima,
Joaquim Tranquilino de Leuios Duarto e
LipeB de Souza.Reja vista o Sr. Dr.
procurador fiscal.
Ira Nogueira da Cunha Leit. **
cam se as notas da portera da licens.
Antonio Gonc.lves de Azevedo.Pro-
va a desoccupacTta e junte onheciment
de deciaao do ultimo semestre. >
Rvd. Francisco
Vieir das Cbagas.
llera, idem
na Paiahyba,
roz Coutinho.
Proviso de vigario para a fregues.a de%
ua, por temfo de ra -is um anno, a favor do Rvd.
Antera Estanislao Ourique de Vasconcelloi
llera, para a freguezia de Campia Grande, na
a favor do Rvd. Luiz Francisco de
era, idero, de vigario da freguesi de Traipu',
n* rVrahyb.: w? do Rvd. Flor.ano de Qaei-
Coasalado Provloelal
DESPACHOS DO DIA 12 DE MAE^O DE 1887.
Bacharel Manoel Ferreira da Silva, An-
tonio Francisco da Costa, Eugenia liara
da Conceicao. Virtuosa Maria da Costa e
DIARIO DE PEMAMBUCO
Retrospecto poltico de iStt
POLTICA PARTICULAR DOS ESTADOS
EUROPES
(Concluso)
A mudanga da situado poltica em Portugal,
isto 6, a queda do ministerio Fontcs e a subida
dos progressistas ao poder, teve por causas pr-
ximas o conflicto enre Braga c Guimaraes e as
propostas fazendarias do Sr. Hintze Ribeiro.
Braga quiz augmentar o numero das disciplinas
ensinadas no seu liceu cusa das rendas dis-
trictaes. Os representantes de Guimaraes no .
conselho de distrieto oppozoram-sc ao projecto
sob o fundamento de que o tal liceu, viveiro d P
aspirantes a dignidade ecclesiaslica, nao linha
necessidade de opulentar o seu programma de
estudos. Nao agradou a opposigo aos de Bra-
ga, e os delegados vimanerenses foram injuria-
dos e apupados na occasio em que regressavam
a tei ra. Acreditou-se que o governador civii, que
eraento o Sr. marquez de Vallada, longe de
eondemnar a irreverente manifeslago, havia
concordado de certo modo com ella. Como era
dv. esperar, lnuamnaram-se o nimos cui Gui-
maraes. Formaratn-se meetings em trae foi ar-
dentemente verberado o procedimcnto dos bra-
charenses. Coucordou por ultimo o povo offen-
dido que o seu conselho fosse desligado do dis-
trieto de Braga, para ser annexado ao do Porto.
Mas a desannexaso oppunham-sc os ofensores
que, n'ura comicio a que assistiratn mais de
quinze mil pessoas, resolveram mandar & Lisboa
urna commissao com o encargo de representar
perante a cmara dos deputados contra a prc-
tenco da gente de Guimaraes. Quando a com-
missao parta com destino i capital, o enthusias-
mo dos committentes elevou-se a um grao de ca-
lor excepcionalissino. Cantou-se a Maria da
Fonte e o arcebispo chegou a janella para aben-
goar na pussagem a gloriosa cruzada dos que
iam defender perante os alto? poderes naciouacs
a causa respeitavel da integridade districtal.
Demorou-se, porm, a deciso da contenda, e
com a demora cresceu a agitagao em ambas as
cidades. O ministerio Fontes cou hesitante e
irresoluto entre as asptragoes encontradas dos
douspovos. Attenderia a Guimaraes? Braga
ficaria descontente. Fana a vantade a Braga t
Os bros ofendidos de Guimaraes podiam dar
que fazer ao governo.
Estamm as cousas n'esle ponto, quando em 6
de Fevereiro o ministro da fazenda apresentou _
cmara dos deputados diversos proiectosdc le
alargando o systemajtributario de maneira a ar-
rancar couro e cabello aos contribuintes, segun-
do a hnguagem das fallas opposicionislas, que
abriram desde logo a mais ternvel campan!
contra os no vos impostes projectados. Urna
d'essas folhas escreveu:
As propostas Iributarias do Sr. Hintze Bi-
bairo sao como alguna grandes venenos tomados
em alta dse: nao matam. Sao to absurdas,
tao descaroaveis, to monstruosas que s scnai
approvadas se a nago portugueza houvesse per-
dido o ullimo vislumbre de bom senso, da prc-
visfto c da dignidade. E depois desta synthesa
(ulminadora, vinha a analysc miuda das propos-
tas mostrar que as censuras concepta > luan-
ceira do ministro regenerador,' posto que cm al-
guns pontos exageradas, eram, ne geral, per-
feitamente cabiveis. O jornalismo govcrnista
procurou defender os indicados projcct03, nao
sua redacto, mas tambem no ponsamento
Parahyb-,
Salles Pessoa.
Mera, de coadjutor da W
nh-m, nesta provincia, a favor do Kvd. Marco
liop Alves dos Prascres Lira.
deas. idem, da fregucsia do Inga na Parabyb
a favor do Rvd. Jos Alves Cavalcaote de Albu-
de Tracn-
petente reforma as avaliavoes, no sentido de su-
rera reduzidos os preces, se ti ver havidJ senten
oas, nSo estiverem bndos os prasos regulares para
embargos, e, caso estejam, requerer o beneficio
m contracto definitivo par o aervico de truw
erte d
lurenco d Matt e
restitucae ti integrum di que goa Fasenda ;
,, (Perdigan, Proceaso dos FeitOi, 44 elnstruc-
obo <*S5 de 8. U d I Abril .de 1851, art. 17) par..en,
*' v^___;.w.i..l.rinde desse beneficio, erabanesr as eateacas,
,"ntWM ep^rirt^MaVio^llrt^^ '"' ~'rt"^
ManTerj^Ferora!-Informe V1/ sec- qeostoni inspirado o governo quena extin-
defteit, um mons'ro que metle medo a
qUrdrera!idem, de Pi d'Alho, uest provincia, a
faver do Rvd. eonego An onij Domingos de Vas-
concellos AragSo. ,
llera, de uso de ordene a de eonfassor, a favor
ao Asi. Francisco Joaquim da Silva, residente
na p^rochia decanto Antonio desta "*"
I lera, idem, favor do Rvd. Jos Prudente Tal-
les da Costa, residente era Porto Calvo, Alagoa,.
llera, idem, a tavor do Rvd. Jos Januario Pe-
re. r.Lrm, residente era AUgo Grande, Tara-
byidess, de cpcllao e Fernando de Noronb, a
9 Jos Ansberto Lnpss & C. e Gonjalves
Coimbra dC.-Al.' secSao para os de-
vidos fins.
Joaquim Gincalves Cascao dk C. Cer-
tifiqese.
Fsbian da Costa Almeida Martina.- ^er-
tifique-se o que constar.
Vistor Joaquim de Mello e Victorino
Domioguos Al/es Maia. Informe a l.
seccao.
Joaquim Moreira Rds. Ctfrtihquo-tre o
que constar.
M 14 -
Bastos & C e Carvalho 4 C A
seceso par o8 detido fios.
1.*

gmr o
toda a gente cuidadosa do porvir nacional; era.
pois, necessar.o que a nago o auxiliassc, accci-
tono pacientemente o sacrificio. .A storespon-
diam as gaietas da opposico que o remedio da
situagao nanecira nao eslava no augmento do
tributos, augmente superior s tercas dos con-
tribuintes, mas na economa rigorosa dos have-
res naciooaes, na morliliade da administrar.*,
da fazenda publica! E accresccntavam que, de-
vendo o dficit orgamentario cle.ar-se no un do ,
exercicio a dez mil contos de reis, approwmada
mente, seria o producto dos novos imposlos v,1
absoluto insuficiente para equilibrar defin*" a-



*h
_ /



i'.
Diario At fcrnanibncoTerfa-fcira 15 de Mar?o de 1887


:

ojentc a receita com a ^^^Hpcrno, havia pouoo mais de ura anno,
fl|fc declarado que a siluago inanceira era
suficientemente desanVontada para nao inspirar
jeceios, que as receitas haviam crescido consi-
dera velmente, c que o paiz dispuhha.de recursos
de sobra para continuar a satisfazer os seus en-
cargos*. Ficava agora demon strado que o minis-
terio fra demasiado optimista ou eccuKava a
verdade nacao, quaaio cm 884 se exprima
tao lisongeiramente acerca das condi<;cs do the
souro publico. Estas eoutras centradiceSeB pos-
tas cm evidencia nos artigo* da imprensa anti-
ministerial, tornavam cada vez mais impopulares
as projectadas medidas orcamentarias. A opi-
nin publica manifesou-se em todo o reino in-
transigentemente contraria a adopsao de taes
medidas. As associacOes commerciaes c ban-
carias de Lisboa e Porto, bem como 3c outras
cidades menos importantes, resolveram imme-
diatamente representar contra os novos impos-
tos. No mesmo sentido se reuniram aqu e alli
assemblas populares e outras multas se annuo-
i'iavam.
E:n taes conduces entendeu o Sr. Antonio
Mana Fontcs Pereira de Mello que havia cliega-
do a occasiao de abandonar o poder, entregue
aos regeneradores havia cinco annos. O con-
flicto entre Braga e Guiniarcs serviu-lhc de
pretexto a una rerada airosa. Dirigiuse ao
re, e pediu-lhe o diamento das cortes, por
tcnder que era necessario resolver as diflicul-
dades creadas pela agltaco das paisoes. S.
M. raostrou-se pouco favoravel a csse expedien
' te. O ministerio viu que lhe faltava a contianca
da cora, e retirou-sc. Foi chamado ao paco o
Sr Jos Luciano de Castro para organisar nova
situaco, e satisfaz promplamente o encargo.
Ein 22 de Fevereiro, o novo presidente fez pe-
rante as cortes as seguintes declaracSes : que
os novos ministros eram todos homens condeci-
dos pela sua competencia para o exercicio da
vida publica e pelos servicos prestados ao paiz ;
que o governo seria tolerante com todas as
opinies, posto que estivesse resolvido a defen-
der vigorosamente os seus principios e a exigir
a maior respeito lei e s autoridades;
que seria justo na distnbuigo dos empregos
pblicos e procura'ia manter a mais austera mo-
ralidade em todos os seus actos;
que a principal preoclipaco do novo ministe-
rio sena o estudo e a soluco das questees de
fazenda sem renunciar s reformas polticas ;
que no momento actual era de toda a conve-
niencia a applicaco dos cuidados governativos a
promover o equilibrio orcaraental, pela mais se-
vera economa na adaiiuistrafao do estado, pelo
diamento de todas as despezas que nao sejam
absolutamente mdispensaveis, pela melhor fisca-
hsaco dos rendimentos do estado, pela pontual
cobranfa dos impostos em divida, por urna ra-
cional e prudente revisao das pautas e pelo in-
qucbrantavel principio de nao crear nenhuma
despeza nova, pur mais til que seja, sem lhe
crear logo a dotaco correspondente ;
que feitas estas reduccOes as despezas publi-
cas, eutendia o governo que poderia cnto ap-
pellar para a bolsa do contribuinte, exigindo- districtaes.
sabido que, apesar do lilho do principe de
Galles ter attingido a maioridade e desse prra-
cipe ser futuro herdeiro do throno, anda ne-
nhum governo se atreveu a levar ao parlamento
urna pronosla para-lhe ser arbitrada urna do-
tado.
Foi ainda na Inglaterra que se viu ha pouco
dous ministros, que erara deputados, sahir
lhe novos sacrificios para sustentar o crdito
publico ;
que o ministerio tinha de se oceupar de urna
larga reforma da legislaco administrativa, har-
monisando as fraancas locaes com as do estado,
bem como nao poderia deixar de tractar tambem
seriamente da maior diffusao e desenvolvimento
da inslrucco, quer geral, quer especial e pro-
lissional;
que tambem se nao esqueceria o governo da
questo colonial e sobre ludo da questo da co-
lomsaco e emigraco;
que para corresponder a urna instantissitna
necessiddde publica, se oceuparia da relorma
do cdigo commercial, e principalmente da parte
relativa as fallencias, apresentando oportuna-
mente as necessanas propostas cmara ;
que para acompauhar a evoluco da socieda-
dee as imperiosas necessidades publicas, ia
tambem o goveruo oceupar-se de assumptos
econmicos e sobretudo o'quelles que dizem res.-
peito a melhoramentos da sorte das classes ope-
ranas c das questoes de prodcelo e circulagao
da riqueza publica, fazendo tambem urna melhor
orgauisaco da circulaco fiduciaria ;
que seria Creado um ministerio da agricultura
e commercio, sem aggravo da despeza publica.
Como se v, nao poda ser mais promettedor o
programma da nova situaco ; e todava foi logo
censurado vivamente por alguns deputados re-
generadores. Nem o Sr. Luciano de Castro,
nem qualquer dos seus eollegas espera va encon-
trar apoio n'unia cmara em que a situagao de.
cahida dispuoha de consideravel maioria. Pe-
diam-lhe apenas as leis de meios: tudo o que
viesse a mais era ganho.
E ganbaram, se nao propriamente os minis-
tros, nem o paiz, ao menos as linancas da casa
reinante de Portugal com a proposta que o go-
verno apresentou ao parlamento, aim de que,
por estar ento prximo o enlassc de sua alteza
real, osesenissimo Sr. D, Carlos Fernando, fosse
a dotaco do principe herdeiro elevada de vinte a
quarenta contos de res annuaes, e se auctori-
sasse a prestaco de um subsidio a S. M. D. Luiz
para occorrer s despezas extraordinarias do
faustissimo consorsio de sen lilho,
Essa proposta s leve tres votos contrarios
na cmara dos deputadps ; na dos pares apenas
o Sr. Latino Coelho a impugnou. O illustre es-
criptor pronunciou no assumpto um notaDis
simo discurso ; porm muito mais que os bri-
lhos de um estylo admiravel e os raios pene-
trantes do bom seno apreciara os seos collegas
qs bvos esplendores da realeza.
J antes o Sr. Consiglieri Pedroso, como res-
posta indirecta ao pedido de novoj impostos,
tinha proposto cmara dos deputados a
redcelo da lista civil e a do subsio dos mem-
bros damesma cmara. O republicano disse
r que nao obedeca a intuitos partidarios, fazen-
do aqueila proposta, qne s a angustiada situa-
co da fazenda publica lhe inspirava. Lembrou
o que se passou na Prussia por occMio da
crisede 1813. O povo teve que impdr-se gran-
des sacrilicios.
quiz tambem supportal-os, tomando a si urna
parte dos encargos que iam recahir sobre sena
subditos. Citou como exemplo o que se est
da
cmara para nao vocasem as dotages das prin.
apea.
Nao obstantes todas essas razOcs c o terror
que o ieficit orcamentario inspira, a cmara nem
simples discussao quiz dmitr as proposta
do Sr. Consiglieri: limitou-se a lancal-as ao In-
dex das excomnmnhoes maiores come dee urna
folha de Lisboa, a qual accrescentava:
Saiba-se que no parlamento portuguer, que
parece existir principalmente para se poderem
debater entre si as .opinies em que se divide a
familia portnguera, est vedado discutir se o Sr-
D. Augusto deve ter utaa dotacao de 16 contos, o
Sr. D. U urna dotaco de 36o contos, a Sra.
D, Mara Pia urna dotaco de 60 contos, o Sr.
Carlos ama dotaco de 2C (hoje 40) contos i
Sr. D. Afroneo urna dotaco de 40 contos!
Apezar dessas consideracoes, que a muitos
tiguraram razoaveis, o censorrio do herdeiro da
cora portugueza deu lugar a testas magnificas
com as quaes se nao despenden de certo nica-
mente o subsidio de cem contos de res rotado
pelas cmaras-
Parece que o proprio papa quiz deLvar memo
ravel a data do auspicioso enlasse, assignando
no di a 22 de Maio a concordata relativa ao pa-
droado portuguez no Oriente.
Os altos negocios do estado nao deixaram, to-
dava, que o joven principe gozasse em comple-
ta despreoecupago a doce poesa dos seus pri-
meiros meses de casado. Seu augusto pae foi
em viagem de recreio ao estrangeiro, deixando-
lbe os encargos da regencia do reino. As cortes
runiram-se em 9 de Setembro para deferir ao
regente o devido juramento.
Antes disso, porm, tinha o novo ministerio
procurado demonstrar qne o parlamcuto no (
mola in dispensa re no grande mach mismo do
governo nacional.
Seguindo o exemplo da situaco decahida,
mas ampliando-o muilissimo, o Sr. Jos Luciano
de Castro c seus collegas assumiram a mais
franca dictadura, c no estreito periodo de 12
das, que tantos ella durou, decretaram tantas e
to extensas medidas governativas, que nao ha-
veria cmaras, anda animadas dos raelhores de"
sejos, que fossem capazes de produzil-as cm
dous annos de continuados trabalhos. Basta
enu meral-as, para ver que nao somos exagerados
no calculo.
Cumpre mencionar em primeira linha a re-
organisayo dos cornos administrativos, assim
como a nova classiGcaco dos municipios.
A introdueco, ou para melhor dher, a exten-
Co do principio da representacio das minoras
as administrad-oes municipacs.
A organisaco de um systema de linancas mu-
nicipaes.
A instauraco de tribunaes administrauvos
A reorganisaco do supremo tribunal admi-
nistrativo. ,AAAft
A exbpnso dos municipios de mais de iO.OW
a linas, que solicitaren!, do systema municipal
e special de que j gosa a capital do rcioo e em
que os principios desceniralisadores sao appil-
cados mais radicalmente.
A reorganisaco do machinismo des servicos
do thezouro publico.
A reorganisaco do systema de aposentaces
para os funecionarios pblicos.
A aboheo do imposto de sal. ___
A reorganisaco do ministerio das obras pu-
blicas, e em especial, a dos servicos daenge-
n baria civil e da administraco dos correios, te-
legrapbos e phares.
A reforma de mstrucco secundaria.
A refcrma judicial.
Por ultimo, a reduce50 do subsidio concedido
aos membros da cmara dos deputados pela da-
rago das sesses legislativas ordinarias.
Os jornaes de opposico censuraram acremente
a dictadura. Mas o pai, talve* um tanto farto
d a garrulice parlamentar, parece que a nao Ic-
vou a mal aos regeneradores: as leices
municipaes de Novembro, necessarias cm conse-
quencia da reforma administrativa, alcancou^o
no vo mimsterio a mais brilhante maioria em todo
o reino.
(Conhnu'a)
droso, todos os annos est augmentando o nu-
mero de deputados que votam contra a dotaco j
das principes e das prmcezaz.
Jfoimeamo eleito um depuUdo com o man- ^."0- TZti?^ 2L
dato imperativo de votar contra essas dotaces, e d, convocar ama Miembla geni eztraordinari

.'
PERNAMBBCO
ACTA DA SESSAO ORDINARIA D'ASSENBLA
GERAL DOS ACCIOHISTA8 DA eOMPANHIA
DE EDIKICA9AO EM PERSAMBUCO.
Pruidencia do Sr. commendador Luiz Duprat
A' 1 hora da tardo do di* 1* de Marc-i do 1837,
na ede da Comp nhia de dificsc&o de Pernain-
bacn, presentes varios accioaisUs, tomoa a presi-
dencia o respectivo srcretari da assembla geral,
noe termos do Brt. 37 dos estatutos e convidua eo
acaioDsia Sr. Jos Joaquim da Costa Maia p ira
exercer interinamente as fancees de secretaria.
Feita a chamada pela lista de presenea, verifi-
cou &' estarem reunidos 57 accionistas represen-
tando 1117 accoes, numero legal para constituir a
assembla geral, pelo que o Sr. presidente decla-
rju ubert a sesead.
Em acto continuo o Sr. Gustavo Antunes se-
cretario da direct< ra pedia pi 1er a acta da
itisao da mesma directora em 9 de Fevereiro
ptssado; ufim de instruir a assembla da ezecu-
cio que havia dado a penltima pirte do art. 13
das estatutos em roiaco s accoes do Sr. F. F.
Borges que acbava-se presente.
Lida a acta, o Sr. Borges obtendo a palavra fea
constar que tendo sido fi >d j pela directora o
praso para a entrada da 5a prestaco de capital ;
elle, ao terminar este praso pedio a directora que
o prorogasse at ser n-alisaii a presente reuma 1
da assembla geral.
Qje ltimamente, reconbecende a disposicilo em
que cstava a directora de, sem attender ao sea
pedido, tornar efieetiva aquella dispuicao dos es
tatutos, medida que prtjudicava gravemente os
seus intsresses ; den se pressa a, em 26 da Feve-
reiro paseado iato 21 das depois de fiado o praso
fizado pela directora, recolh-r a importancia da
5* prestaco do capital das suas accoes ao New
Londoo Brasilian Bank, Limited, estabslecimento
este que, como deprehendia dos recibjs das ante-
riores prestacoes, era e o baoqueiro convenci
nado pela companhia e a que se refere a disposi-
eo do art. 28 dos estatutos.
Assim que havia realisado a entrada da impor-
tancia da 5* prestaco do capital
como provava
- -. z o-----pelo recibo que apreseaU va e deposita va na meta
Mas o re Frederico Guilherme da assembla; concluindo por protestar e recla-
mar perante a assembla geial o seu direito de
accionista.
Os Srs. Drs. Bandeira e domes Prente, pro-
.aneiaram-se no sentido do quo a deliberaco da
. t- directora tendo sido baseada na dispoaico dos
passando na Inglaterra, pa monarchico por ^J ^dertT.m legal; que .PreoC.eJo
excellencia. Ahi, disse O 8r. Consigliere Pe- jeju, era assumpto estranho convocaco da pre-
sente assembla geral ordinaria, e portante, nao
e poda tomar della conhecimento.
No mesmo sentido fallou o Sr. Antonio C. F.
da Silva, acc.-esceotando que sobre esta incidente
pira tratar d'esse e de qaalquer outro particular
relativo a reforma drs estatutos ; porque bem po-
deri ser que nesaa reunio, com mais calata, entre
as reformas a faser, se reconheca a necessidade de
modificir o art. 13 des estatutos no lontidft da
reelamaco feita ; e, quando mesmo oia as mod
fique, nem por-issn o Sr. Borges deve, considerar
evgotados os meios de reclamar o sen direito de
accionista, p is lhe rivtam muitos.
Assim manda va ineii a seguate proposta :
1.a Que a aeseaibla geral ordinaria continu
naatrabalh.nl de iccorJo com s art. 31.
2. Q'ie sr ccasiste a directora, ou a eommissio
ftastrf a ccmvaoar isssa is^cmbla geral extraordi-
asia para ffnriaa dos estatutos e especialmente
sfessrt. 13 4os quo seoeham em vigor.
Dahmi-ttia* discuooio e votaco fji u ianime-
snase ppanstda.
Paosando-sc ordesB do da, lea -o secretario a
acta dsvaessSU do dia M de Deaembro satn*
que foi apprwvada sen diseaosSo.
Estando i upresso e distribuido o relatorio apre
sentado pela directora, dispenaou-se a leitura
O 8r. presidente, nos termos do art, 71 do de-
creto n. 8821 de 30 ia Deaembro de 1682, convi-
dou o Sr. Pacheco memoro da commiaso fiscal
para 1er o pireeer da mesma commisso.
Lido e aubin'ttiJo a discussao, pedio a palavra
o .Sr. Dr. Bandeira para substanciar a eeguinte
proposta que, mandou a mesa e foi peto Sr. presi-
dente lda :
Proponho que se iiiscreva um voto de louvor
a commissa> fiscal pelo modo porque camprio seu
de ver, dan lo-nos o parecer que acha-se etn dis-
casso e que seja o mesmo parecer approvado.
salvo na parte em que censura a directora atteo-
dendo se que da parte da mesma honve o maior
drsejo de cumprir o etu dever ; e se alguna falta
bouve, foi devida a motivas de forca maior.
Terminada a leitura o Sr. Dr. Clodoaldo de Son-
sa aprescutou a seguint emenda :
Priiponho que o voto de louvor a commisso
fical seja sem restriccio.
O r. Dr. Bandeira a vista desta emenda pedio
a attencii; da assemb'a, para a redaeco da sua
proposta a qual di vi ta se em duaa partes :
1.* Voto de louvor a cotnrniaaii fiscal.
2. Approvacio do respectivo parecer.
Era n'esta e nao n'aqnella a restnecao, pelo que
solicitava ; e a assembla concordou, quo a pro
posta toase apresentada a votaco por prtes.
SuboKttida a votado a primeira parte toi ap-
provada, salvos os votos dos membros da com-
misso.
Submettida a votaco a segunda parte fji ap-
provada por 23 votos contra 20.
Passnndo-se ao inventario, baianco e coatas do
anno, uo haveudo quem pedisse a palavra, forara
subinettidas a votaco sendo approvadas com ex-
cepcao dos votJB da directora.
Concluida esta parte di scssIj o Sr. presidente
convida us accionistas a prrpararera as suas listas
para a eleico da eommissio fiscal que tem de
tuoccionir no crrente anno ; convidando igual-
mente ao Sr. Francisco Augusto Pacheco pera es-
crutiador.
Pra^dendo-se a vjtaca) e spuracao fo-an elei-
tos :
Joo Rodrigues de Moura com 52 votos.
Dr. Antonio Carlos de Arruda Beltrio com 52.
Jo= Beierra de 8. Cavalcante com 50
Cb'endo igualmente votos :
Dr. .Man h i Martins Fiuza Jnior com 19.
Francisca Augusto Pacte com 18.
Julo Jos Rodrigues Meadcs con 18.
Dr. Antoiii Clodoaldo de Souza com 8.
Aurelio dos Santi9 Coinibra eon 7.
SebastioLipes (iuiuiares com 6.
Jos Mkna Carnerro da Cunha com 3.
Jos Joaquim da Costa Maia com 3.
Antonio (Jarlos Ferreira da ailva com 2.
Antonio de Souca Pinto com l.
A. J. F. Montero com i.
M. C. Soasa Baudeira com l.
Em branco 2.
Sommaodo2l3 votos.
Nada mais havendo a tratar e sendo 3 horas
da tarde o Sr. presidente eneerrou a sessao, e eu
secretario assigno, < tubscrovo a presente.
Becite, l de Marco de 1887.
Jote Joaquim da Costa Maia.
Luiz Duprat,
Presidente.
KLVSTA DIARIA
A hontein sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
.Vanoel de Barros Wanderley, tendo comparecido
SI Srr. deputados.
Fui lida e approvada sem debato a acta, dis^ses-
sao aotcedenle.
O Sr. 1' secretario procedeu a leitura do se-
gu ote expediente:
Um oficio da irasndade do Senhor Bom Jess
dos Pnssos do Corpo Santo, convidando esta A -
scmbla para acompanhar as procisto^-s do mesmo
Divino Senhor, no das 24 e 25 do correte, s
5 1/2 e 3 horas da tarde.Inteirada.
Urna peticao de Alfred Best Tugmana, reque-
rendo privilegio por 20 anuos, para montar urna
lubrica de cimento. A' commisso de constitu-
cao e poderes.
Outra de Philomeno Raymundo Nunes de Lima,
professor publico de Santa iJras do Brejo, reque-
rendo como premio de baver composto o Novo Li-
vro Methodico de Primeira Leitura, ser removido
para qualquer cadeira de 1* ou 2* entrancia, inde-
pendente de estar 5 annos na cadeira que rege.
A' commisso de iustruecao publica.
Outro do mesmo, requerendo pagamento do que
se lhe esta a dever de aluguel de casa e expedien-
te, de Fevereiro a Juaho de 1885, com) professor
publico que foi de Afogados de Iogaseira. A'
commisso de orcamento provincial.
Adiou-se de novo pela hora, que foi prorogada
por 10 minuto, a requarimento de urgencia do Sr.
Drummond, a discussao do requer meato do Sr.
Jos Mara, sobre duas prisoes effectuadaa pelo
subdelegado de Maricota, orauio os Srs. Prxedes
Pitanga, Jos alaria e Drummond, tendo sido
apja la um requerimento do Sr. Bats e Silva, pe-
dmdo o diamento da discussao por 24 ho.a.
Passou se ordem do dia :
Eucerrou-se, depois de oraren) 03 Srs. Prxedes
Pitauga, duas vezee, sen lo urna pela ordem, e
(ioncalves Ferreira, a 1* discussao do projecto n> 1
desto auno (orcamento provincial), nao se votando
por falta de numero um requerimento de adiaman-
to da discussao por 48 horas, do Sr. Jos Mara.
Adiou-se a 1* discussao do projecto n. 2 deste
anno (transferencia da sede da comarca de Taca-
rat para a po /oaco de Jatob), que fica eleva-
da a villa:
A ordem do dia : 1* parte, continuacao da an-
tecedente ; 2a parte, 1* discussao dos project js os.
7, 11, 32 e 5J de 1886.
Tribunal do Jury do Beclfe-Na ses-
so de hontem foi julgado o reo Canato Angosto
Can barra, o qual acbava-ee pronunciado no art.
201 do cdigo criminal, por baver em 13 de Julbo
do anuo pastado, na freguezia da (iraca, pratica-
do na pe-soa de Mara Francisca do O' diversos
feri meatos. |
Promoveu a defeza o advogado dos presos pa -
bres, Dr. Luiz tinygdio Rodrigues Vianoa, sendo
o r 1 absolvido.
Psatelo miniare exercicio em Be
berlbeComo tinhamos noticiado, o Exm. Sr.
general eommandante das armas, segua ante-hon-
tem pelas 4 horas da madrugada em passeio mi-
Jar para Beberibe, com urna brigada composta do
14" batalhSo de infantaria e um esquadrio de ca-
vallaria.
Durante a marcha foram observadas todas s
disposices recommendadas pela tctica, entrando
a forca no largo de Beberibe s 5 3/4 horas da ma-
uba, depois de feito o reconhecimento da posico
por urna seceo de cavallara e um poloto de' in-
fantaria.
Depois do descauco de meia bora, honre exer-
cicio de manobras at 7 1/2, quando a torca for-
mou em frente igreja para ouvir missa.
A's 8 1/4 boras segua o 14 batalbio para a li-
nha de tiro onde bivacou, ficaodo a cavallaria
logo adiante da antiga casa das machinas do En-
genho Campo Grande.
Tendo chegado as 8 1/2 horas S. Exe. o Sr.
Dr. presidente da provincia, toi as 9 horas percor
rer os acampamentos.
Os corpos formados receberam S. Exc. com as
continencias que lhe sao dividas.
8. Exc. depois de percorrer a linha, assistia ao
comeen do ejercicio de tiro ao alvo, lazando em
seguida com o Exm. Sr. general eommandante das
armas urna excurao por diversos pontos do po-
voado, reoolhendo-se, ama hora, casa onde fi-
cou hoapedado para assistir ao exercicio de fogo
tarde.
A's 4 horas, dividido o 14" batalbao de infanta-
ra em duas fraccoes consideradas iuimigas, collo-
eoo-se ama alea da ponto do rio Beberibe e outra
na praca em frente a igreja. '
Dpois de partir o toque de a vanear do quartol
geueral, eomecaram as hostilidades, tentando aquel-
la fraeco tomar a ponte, o que, conforme o pro-
gramma, coaseguiu depois de renhido log >.
Cootiuuou depois animado o tiroteio entra at li-
nhas de atiradores, que reforoaado-se e subititu-
indo-sc pelos reforcos e apoios, ora avancavam ora
recua vam, fazendo fogo de p de j Ihos e deita -
dos, at quo as 5 1(4 horas terminou o exercicio
por urna carga geral dada em omito bia ordem
A's 5 1(2 horas da tarde retirou a f>rca para a
capital na m-ama ordem em qoe fji feita a mar-
cha pela manila.
Consta-nos que 8. Exc. o Br. Dr. presidenta
da provincia jetirou se satisfeito pata loa ordem
? disciplina das praca, que tiverameomportaaten-
to digno de eiagio.
Pela miaba1 ao formar para a missa, apenas ama
praca toi antmsnottida a'uma ejasira eaiics.
Ss. Exea, os tira presidente da awaoiiia e ge-
neral coissaastdante das armas, bem eomo diversos
cavalheiroe que concorreram para assistir aos exer-
cicios foram generosa-nente tratados pelos Srs. ca-
pito Mello e major Antunes e pelo Dr. Simoes ge-
renta da companhia de Olinda e Beberibe qne
muito tem auxiliado ao Exm. Sr. general, no es-
tabelecimento da liaba d>> tiro.
Informam-nos que a munico das davinas ipen-
cer mi, dando logar a muitas falhas, attribuin-
do se esto esta io dos cartuchos 4 deterioracao da
plvora, por seren muito antigos.
C 11 femara publica Commuuicam-
oos :
Sr. redactor.Cono tem V. S. revelado sem-
pre louvavel interessa p-do pro resso do ensino
publico, nao levari a mal que Iha remetta estas
liabas para a sua Reeitta Diaria.
Domingo (13) asistimos, em nm dos saldes
da Escola Normal, a urna uteressante confe enca
feita pelo Dr. Carlos Porto Carr-iro, a convite do
Club LU'erario Ayres Gama. Esta sociedade de
mocos estudilosiluinoo* normalistasque pa-
rece uo pretender reduzir sua vida escolstica
presenea as aulas e nos exames, mis dedicara-se
a taina da assimilaco progresiva de onheci-
mentos seientificos que Ilustrara) sua futura car-
reira de mestrea,teve urna boa inspiraci') uo
chamar a seu gremio o illustre confereuciador.
Tendo comparecido cousi Jeravel numero de
espectadores, incluido) o inspoctor da Inslrucco
Publica, o director da Eicola Normal e o profes-
sor de matheaiaticas da m-uina escola, deputa^o das sociedades Club Litterario Pi uto Juoior, Ar-
tista! Meehanicos e L bera.-s e de outras, foi o
conferenciaJ01 ouvido com grande attencA) e in-
teresse, dissertanJo acerca da historia natural do
mar.
Moco inteligente e dos que 8-3 recotnraendam
pela sua de votaco ao traba'ho e ao estudo, o Dr.
Carlos Po.-to Carreiro, houvc-ae hor mo 10 que
que n o foi ouvir voltoa com eertezi de nao haver
perdido seu tempo.
Notou-c que tratando-se de urna associaci
de alumnos da EicoU Normal, apenas tivessem
comparecido o directore um nico Unte d'ella.
Dewin is crer que a ausencia nao quiz iizer pou-
co caio pelos mjcisquu compum aquella su-
ciafo, nem piuco caso pelos intoresses di ius-
truecao.
Seria curial que o Club Ayret Gama ioce-
tasee urna serio de conferencias sobre lioue de
eeimas, e u'ella se explicaste o systema e trama
desse ensino, accreaceudo a exeuplificaco imme-
di ata, fazendo aa comparecer urna classe de alum-
nos de nstruccao primaria que na occasiao se
lecciouassein. Fra cas-', um ensino muitissimo
proveitoso aos alumnos mestres, e l entre o seus
professores ha mais de um que so nao negar a
este trabalho. O proprio presidente da associac),
o professor do pedagoga, o da aula pratica, eata-
mjs certos nao te recusariam a tao proveitosa ta-
refa.
_ Com isso se mostrara o espirito moderno do
ensino peoetraud > vivamente, victoriosamente, na
velha escola normal e se prestara quelles boas
muero qae mostram querer aproveiur b^m o en-
sino, um aasignalaio servico. Ellea aohariam
tambem fra da Escola qu ui os ai.xliassc nisso,
caso toinasieiu a peito a suggesto que aqu fica
nestas linhss. Um de nossos melhores profess-
sores o Sr. Cyriilo Augusto da Silva Santiago,
u'uma conferencia publica quo fez ha poneos an-
uos no Club Gremio do* Professores Primarios re-
volea aptido e proficiencia em assumpto to .n-
teressante e publicou um bom programma de li
fin de comas. Entre es membros da mesma as
ssciaco ha outros que por trabalhos anterioras
se recommendaui como competentes e se fosse li-
cito destacar de entre elies o nome de algura, o do
professor Vicente de Moraes M-:llo acudira logo
a lembranca.
1 Como vimos naquellc ncleo d: ettadantos al-
guma cousa digna de aunico e pareoeado ca-
paz do commettimento que lhe suggerimos, toma-
mos a liberdade de escrever estas linnas, que el-
ies nao nos levem a mal e nao tem a pre;eueao
de dirigil-os mas apenas dar-lhes um simples
couselho de amigo.
Os mocos devem querer um entino tambem
moco, inspirado nos progressos da pedagoga mo-
derna, ensino, nao de palavraa, mas de realidades,
ensino que Ibes fortifique o espirito e os habitu
pela pratica dos metbodos prefsriveit,a distancia-
ren-se do typo retrogrado do antigo mostr, esco-
la. Perloem-me elle se termad uo eocom-
mendado e V. S. si com o qae fica dito por ven-
tura speaas lhe tenba roubado o tempo.
Tbeaaro Sanca IsabelCaat.u, no sab
bado da semaua prxima fiada, a companhia bes-
panhola, a sarzuella cmica O pottilh&o de Moja
e a fantochada lyrico-dramaf.ica Os comicoi em
quebradeira.
A letra da primeira das duas pecas do Sr
Olano e a msica do maestro Oudrid, sendo o mo-
tivo do libreto embora bastante inverosmil, mu-
sapportaveL
A msica, apexar de nao ser muito commum,
do mesmo genero da do rmao Balthazar, sto ,
msica hrspaubola ainda pouco eonhecida, porm
contendo trechos agradaveis e muito bellos.
Tres ss as partes mais i portantes na referi-
da zarsnella ; a de D. Flix, a da baronesa de
Olmo e a de Baptista.
A primeira tv o Sr. Manso para cantal-a, o
que elle regularmente fes o que nao para admi-
rar porque de partes muito mais difficeis se tem
esse.artista sahido bem.
A Sra. Pl, no papel da baxoaeza de Olmo, sa-
hio-se muito bem, e tanto mostrou no 1* acto sa-
ber fingir com o gesto e com a voz urna septuage-
naria, como no 2 ser urna moca contrariada e
apaixonada.
O Sr. Garrido foi um criado como as circuns-
tancias exig a in, agradando tanto na parte cmica
como na cantante
As demais partes sao quasi sem merecimento.
Os cmicos em quebradeira um verdadeiro dis-
parate cmico musical; mas disparate que s po-
de ser cantado regularmente e por bons artistas,
pas, dizendo-se que a msica um apachado das
operas italianas e at francesas, se tea dado am
juiso do que seja a msica do tal fantochada. em
cuja interpretado andaram bem a Sra. Pl, e os
Srs. Manso, Garrido e Ramos.
Como 5" recita cantea a cumpanhU ante-
hontein a bonita zarsnella jfartna decostumes e
msica puramente hespanboes.
O libreto do poeta Campradon e a msica do
festejado Airieta.
De am genero diferente das duas anteriores
operetas, a m tsica da Marina agrada mais ao pu-
blico, porque nos parece j estar mais habituado
a tal estylo, e assim, casa opereta ama bella
composico cujos coros, arias, concertantes, etc.,
predem a attencao e agrsdam ao espectador.
A parte de Marina, a protogoniata, foi cantada
pela Sra. Pl, qoe foi muito applaudida no do e
quarteto d 1 primeiro acto, no dueto da embria-
guez, no concertante final.
O Sr. Manso, comquanto, fosse pouco sentimen-
tal em algumas aceas, cantn entretanto com
bastante graoa e correecao a sua parte, principal-
mente a aria e o terceto do Io acto, como a aria e
o dueto com a Sra. Pl no segundo acto.
O Sr. Duran agradou na habanera e o Sr. Gar-
rido, alm de outros trechos, satisfez na serenata.
Os coros cantarao regularmente, e muito agra-
daran! peia belleza do msica, cujo bom deaempe-
nho devido ao regente da orchestra*
A comedia o Sotre de Cachupn na parte mu-
sical bastete attrahente, bastando dizer ,iuc a
msica do popular maestro Offenbach e no des-
empeoho da mesma alm doi artistas que toma-
ram, o|que disseram suas partes soiFri velmente me-
rece particular m nco a Sra M. Sacanellca qae
com bastante desembarace e vos firme cautou a
tua parte de Emilia, principalmente no dueto.*J|
Navio encontradoO Sr. Francisco Ber-
nardes de Joazs, oapito da escuna nacional Ma-
rietla hontem ebegada de Porto Alegre, commuai-
coa qae, no dia 2 do correte, e na lat. sal 13
40' e long. oeste de Greuwich 0 35' 30", enesn-
trou o lugar portuguez Vioente, que ia'de viagem
do B10 de Janeiro para a Georgia.
Trasia o Vicente 18 das de viagem, e tudo ia
bem a bordo, conforme o commamcoa ao Marit
ta, por tignaes.
K' fundada a qnetx Escrevera-nos :
Srs redactoresPecam providencias, por meio
da sua coaesitoada folha, contra o abuso qm se
est daodo ltimamente no tbeatro Santa Isabel,
na venda de bilhetes para os espectculos ds
companhia hespanhola. Ao pauso que de eerta hora
un diante nao se enoanham mais bilhetos venda
na bilhetaria, noite, por occase do eopecta-
cnlo psarece ama chusma de cambistas que a'm
de exigirem preces elevados pelos seus bilbetes
amito > recommendam pela adilicadeza com que
e comportam para com quelles que nao se querem
coafermar com o arto valor qne das sua merca-
doria.
Ainda mais : levam a tua ecpeculaco ao
ponto de impengiraza am incautos e pasteas de
ata f bilbetes falsificadas, quande ji nio foram
de espectculos anteriores.
Ora, como bem sabem Vv. 8s. expresas-
mente prohibido pelo regulameuto daquelle tbea-
tro venderem te bilh 'tes por preco superior ao da
casa, e o abuso de que tallamos tem o eff-ito de
impedir qae assistam aos espectculos as pessoas
que menos endiobeiradas, ni podem estar dando
deus e tros mil res por urna platea e cinco ou
seis por urna cadeira.
Nos parece que o Sr. administrador do tb.-a-
tro muito poderia concirrer para de aecordo com
o empresario e a polica, impedirem a continuacao
de semelhante escndalo, que tem feito voltar
muita gente da porta do tbeatro, pois nem todos
trazem nos bolsos dinheiro vadio .
Companhia de ZarzuelasEis o en-
tredi) di Barbeiro de Laoa-pis. que hoje can-
ta, no Santa Isabel, a Companhia de Zarzuelas.
, Personagens
Paloma.
Marquesita.
1* Mulher do povo.
2* Dito.
D. Luiz.
Lamparilla, barbeiro.
D: Joo.
D. Pudro.
Lapo.
a hornea do povo.
Estadautea, rapazes, costureiras, guardas, etc.
Acco em 1770 reinado de Carlos III.
Acto 1'Arre lores do real sitio do Pardo, du-
rante a romtria de S. Eugeuio.
Ao levantar o panno a soma est ebeia de es-
tndantrs, veudadores, raparigas e alguns guardas,
qu- entretem a animaco da testa com ditos e
cautos griciosos e fasem espirito una com os ou
tros. Entra Lamparilla que depois de aaudar a
todos e dizer as diversas profissoes que tem tido
at que cfaegon a ser o melh ir barbeH-j de Ma-
drid, se tnauifeatt contra alguns minis'ros, qu<;
uutros deteudem. Appireoe t-alotn 1 que diz se
conservar fiel n> nome que Iba deram, mas, qne,
entretanto, dse ja ter em marido, e que sendo ou-
vido por Ltmparilla se offereee para ser teu noi-
vo o pde-lne que o procure sempre ver em sua
luja ao qu : ella responde qne vai peinar, e am
b 4 se retirara, eutraudo euto a Marq-uesita a-
farcada, e D. Joo, que encontrando-se, li a
senha Florida blanca, e ambos, que anda vam em
servipi da Princesa e do Conde, se i-i^.-m para
porta quando Ihes apparece D. Luiz, que tuppondo
a Marquesita com a'guoi amante exproba o sea
procedimeuto, sendo per ella repellido, mas, ante
de retirar-te este ant-tac* D. Luiz, o qual diz que
a Marquesita fas mal se deixar aqu II1 hoaem
ir e-s, por ter iuirngo de Florida-blanca. Oses
tu lautes : raparigas te qu*itam de nao p idcr in
mais tolgar de cinyaljs e a Marquesi.ta vendo
Paloma chaint-a e pedi-lbe como favor arranjar-
Ihe nm homem de confian?a e discreto Dar ao re-
tirar cjm ella ao quj Paloma ofF^rece Lamparilla
que gostoso aeceita a incaa.beneia ; quando, po
rm, iam retirar-se aurge D. Luiz que os impede
e s deixa-ot pasear depeis de urna i xpcaco
eotn a Marquezila. Fcando D. Luis s, clvga D.
Pedro que o vem avisar da que naquella noitc seu
o Grtmaldi ser assassinado e que os assasinos
eatao alli. Tundo-se formado nm baile, pelos
tMteiros, ebega nesta occasiao a torca e prende
Lamparilla.
Acto 2A praca de Liva-pisOs guardas
dizem que rondara alli pira gamntrr a Ilumina-
cao e os rapazes sentem a priado de Lamparilla se
lastimara da falta qu: ibes fas e bom birbeiro,
at que apparecendo este canta qae fora preso e
ioterrogadu sem saber porque, mas, que emfim alli
est para os raisteres de suas profinso.
A Marquesita e com Palonri insiste para qne
esta faca com que Lamparilla i trente de alguns
borneas que ella rara apresentar, entre na eonspi-
raco nessa noite em favor de Florida-blanca e
u depois de algumas recasas, te atreve Paloma
a ir a tonda do birbeiro failar-lhe ; sendo que
Lamparilla a todos os ofiereennentos recusa, es-
deudo afinal com a promessa qae lhe fas Paloma
de que depois ser sua mulher.
A Marquesita tendo antes se encontrado com
D. Luiz, procara, pelo procedimeuto deste romper
a promessa qae lisera de com ello casar-se. D.
Pedro previne a D. Luiz da aova conspiraco qne
se prepara contra Grimsldi sen tio, e diz qae tem
ordem para prender a todos inclusive Florida-
blanca e a Marquesita, mas, a ebegada da torca
fas desconfiar Lamparilla e este e os conspirado-
res procedem de tal modo qae quando a forca
peosa poder prender a Marquesita e os seas, j
nao os eacontrs, dando-se depois ama grande
coutusao pela falta de illumioacu qae OS coaspi-
radores quebrara.
Acto 3- A scena represente a casa de Palo-
maAs costureiras cantam etrabalham eaqoanto
Paloma trata do 8>u passarinho, e quando entre-
gara as camisas, pedem a estas qae digam aos
seus donas qae ellas teera am corsead e sabem
amar, feito o que, se retiram ; ficaodo a dona da
casa s, at qae chega Lamparilla qae Iba falla
do sea amor e negocios polticos, concluindo por
noticiar a prxima fuga da Marquesita D. Luis e
convidados.
Entra a Marquesita ditfarcada em muber do
povo ensaia com Paloma a maueira de fallar
usada por aquellas dizendo qae ser muito ufe
lis se a reconhocerem com aquello disfarce, agra-
deceudo emfim a Paloma os riscos e o muito qae
por ella tem feito para livral-a da perseguicao de
seus inimigos, pelo que lhe offereee am anual
que a costureira recusa por ser de muito valor,
acceitando um insignificante como lembranca.
Apparece o barbeiro e D. Luis tambem ditfar-
cada em homem do povo e depois de algunas
gracas, promesaas da amor entre Lamparilla e
Pi.lmona, D. Luiz e a Marquesita, preparsm-ae
todos para fugir, quando o barbeiro sent tropel
na parte de fra, pelo que se jalgando perdidos
tratam de cscoader-se.
Entrando os guardas e as costureiras, pedem
quelles a essas qae Ibes ensiaem o refugio dos
tonspiradores.
S depois de muito procurar que descobrem
D. Luis a Marquesita e Paloma, nao eooseguindo
achar o barbeiro.
Quando os guardas se dispunbam a levar a
Marquesita e Paloma, chega Lamparilla que an-
nuncia a derrota de Grimaldi e asseneo do con-
de de. Florida-blanca ao poder, o que ao ser ou-
vido por D. Luiz, se apresas em querer ir se col-
loear ao lado de sea tio veacido, mas, qne impe-
dido pela Marquesita que, dis-lha, que ainda
mesmo vencido o sea amor por elle contina a ser
o mesmo, qae s elle ser sea marido. Paloma
ento faz Lamparilla jurar que a so poltica
dalli por diante ser cuidar nolla eomo sua mulher
e em suas navalhat.
Sal do ImperioTivemos hontem folhis
da Babia at 9, de Sergipei at 6 e Altgoas at
11 do corrrnte.
as da Baha apenas encontramos este lo-
cal no Vornal de Noticias de 8 :
Receia-se am transbordamento do rio Para-
fuase, devido s fortes trovoadas que teem ca-
do no centro da provincia.
As aguas do referido rio tm augmentado con-
deravelmente de volme nestes ltimos das.
Todos sabem o qae sao as cheias em cidades
como Cacboeira e Santo Amaro ; quando o vol-
me das a .tu as tal qae rolam em caixoes cem
urna impetoosiJade que nao conbece eatorvot,
submergiuUo einbrcaces, derrocando pontos e fa-
zendo victimas, o rio transbordando em teu leito
espraia-se por pracas e ruat, acordanit muitas
veses a populaeo sobresaltada, com a agua a cer-
car-Ihes as casase nd pequeosdamnos realisados.
Em vista disso os habitantes da Cachoeira
que j teem a experiencia dos prejuisos e incom-
modos que trazem as chelas, estilo justamente re-
celosos da immineBcia do phenomeno. >
O Jornal de Seraipe, de 23 de Fevereiro d
esta noticia :
a No dia 27, s 11 horas do dia, na villa de
Itaporanga, o Sr. Maaoel Felizardo Freir, aoom-
pannado dos Srs. Joo Peixoto e Jos Magarao
aggredirtm o tenente-coronal Antonio Coma, 1
propnetario do eogeoho Qulndong e descarre-
garam-lho algumas cacetadas.
O tenente-coronel Antonio Correia, tentando
defeoder-se e repellir a aggressio, toi agarrado
por Joo Peixoto e Magaro que o impossibilita-
ram de evitar os golpes qae lhe diriga Manoel
Felizardo.
J temos por veses chamado a attenco das
autoridades competentes para e estado em qoe
se echa a villa de Itaporanga quo sempre gosou
dos foros de tranquilla e respeitadora das lea.
Agora que a impuniaade anima a se atacar,
em plena roa, s II horas do dia, at am moco de
am i das melbrcrea familas, do termo, imperiosa-
mente reclamamos do Sr. Dr. Chefo de polica,
que parece querer mostrar se solcito em camprir
seas deveres, as mais immediatas e enrgicas pro-
videncias. \
t A pes so a qae de Itaporanga nos commoaicou
e meto do da 31 merece nos inteiro crdito.
As folhis de Alagas nada refercm digno da
neta.
Paranyba. 0 vapor Pirapama, entrado
hontem do norte, trouxe-noa folhas da Parabyba
at 13 do correte.
N'essas folhaa nada encontramos qae merece
prender a attenco dos nossos leitorea.
A Flor do Norte.A loja de manca do Sr.
Azevedo, ra do Bario da Victoria n. 13, acaba
de edictar para piano a bananera A Flor do
Norte que costuma ser tocada pela banda do 2*
batalbao de ufacteria. E' linda.
OresHlo Recrean Familiar. Na
quarta feira, 16 do corrente, lia ver sso de as-
sembla geral s 6 horas da tarde, para iratar-se
de assumptos diversos e urgentes, e no domingo
prximo luver recreio as mesmat horas em sua
sede ra de Marelo Das n. 91, primeiro andar.
Banco de Crdito Real- Ioje, segun-
do est annunciado, haver sesao ordinaria da
assembla geral dos Srs. accionistas do Banco de
Crdito Real de Pernambuco.
Vapor Fernambnco.^-Segundo um tele-
gramma do Natal, publicado na seceo competente
o paquete nacional Pernambuco, sabio hontem
tarde d'alli em viagem do regresso para os portee
do sal. Cargar* h >je Parabyba e amacha estar
era nosso porto.
Vcm nelle o nosso amigo, Sr. Dr. Democrito
Cavatcaute de Albuquerque.
Com um cumpatio-No sabbado e no
jar fim em frente igreja do Espirito Santo, um
individuo onhecido por Ourivcs, ferio com um
compasso a Joo Jos de Aranjo, evadindo-se logo
a pos a perpetracao do crkte, cujo movel se ignora.
A autoridade respectiva tonuou conhecimento do
faeto e mandou recolher o ferdo ao hospital Pe-
dro II.
Duaa facadanTantas foram ai que ante-
hootem, s 3 horas da tarde e no becco da Bomba,
deu Benedicto Francisso de Souza em Antonio
Pantaleo dos Santos, com quem altercava.
Ocriraiooso foi preso em figrante delicto e re-
colhido Casa de Detenco.
O Sr. Dr. J. J. de Souza, que vistoriou o oS dido. declarou serein leves os ferimentos.
arogada-A's 8 horas da maoM de bootem,
rmbarou cm urna frgil canoa do porto da Ja-
queira para o da Torre a prieta africana Mara
Madal.-na, bastante idos, e moradora na roa da
Gloria. Ia em companhia de am menor e de am
criado do Sr. Joo Soares de Azevedo, no sitto
compra de fructas.
Q un Jo meucs esperava viroa-se a canoa <
caln j a j rio a velha, que uo pode ser salva pelo
CHRoeiro, que apenas pJe agarral a e conduzil-a
marg-m opposta, on le teve de largal-a por estar
muito cansado e nao poder continuar a lutar com
a correnteza.
O cadver foi no da segninte, as 2 horas da
tarde, encontrado no curva do rio, no lugar Ta-
qaary c sepultado no certiterio da Varzea.
O Sr. subdelegado da Torre tomou conhecimento
do facto.
arovocaeio.Communicam-nos .-
No domingo s 3 1/2 horas da tarde, no becco
do Sarapatel u. 10, quando a Sociedade Carnava-
lesca Cambiada do Porto, eonhecida por Leao Ca-
riado, efitsetuava a sua eleiuo para a nova direc-
tora, coinpareceram alli quatro iodividuos eatra-
nhe mesma, chimados Augusto quebra-pralos,
Joo Antonio Neporauceoo, conhecido por Beraldo,
Gabriel Francisco de Souza e mu tal Benedicto,
armados de faca de pont*., e eomecaram a provo-
vocar os astociados proferindo palavras injurio-
sas, qua cffndiam as familias visnhas.
. A nao ser a prudencia dos socios teria havido
scenas deploraveie.
Para conter a furia dos desordeiros foi preci-
so que alguna visinhos apitassem, pois que nenbam
dos socios poda sabir para avisar a polica por
terem os cajos tomado conta da janella e porta.
Depois que oaviram os apitos, sahiram, sendo
ento perseguidos pelo povo.
Avisado, pelo dono da casa do occorrido o Sr.
teneute eommandante da 1.' estaoao den as devl-
das*providencias, capturando doas do grupo.
< Estes individuos j sao conbecidos quer pelas
desordena, qua costutmm praticar, quer por per-
tencerem a companhia do Olho- Vivo, e prineipal-
mente o tal Gabriel, qne consta ter am processo
por crime de ferimentos.
Dr. Carollno Santo. A-manb s 8 bo-
ras da manh, as igrejas matrises de Santo An-
tonio e Boa-Vista, mandam celebrar missas pela
alma do Dr. Carolino de Lima Santos, o Dr. J.
Juveucio Ferreira de Aguiar e padres Dr. Manoel
Goocalves Soarea de Amorim e Julio Mara do
Reg Barros.
Sao convidados para assistir ao acto os amigos
destet cnvalheiros e os do finado.
Aasoelaro do* funecionarios pro
vlnclaea de Pernambuco.Na forma dos
ettatutes, boje pelas 5 1/2 boras da tarde reune-se
esta associaco em assembla geral ordinaria, na
respectiva sede ra do Imperador n. 71.
Club B. Braallelro. Tendo.se reunido
alguns mocos, resolveram fundar am lab com o
titulo de Club Recreativo Brasileiro, caja direceo
ficou assim constituida :
Presideute, Olympio P. Dmaso.
V ice-presiden te, Thomaz J. Car val no.
l.o Secretario, Maaoel Leoncio Galvo.
2. Dito, Manoel dos Paasoa Silva.
Thesoareiro, Alvaro Lima.
^ Director, Alfredo E. Pereira.
'Orador, Manoel do Nascimento P. Jnior.
Procurador, Francisco A. de Atbayde.
rjFiscal, Leandro Francisco Guimares.
Manta Casa de Misericordia do Be-
elle Eis o pessoal soecorrido por esta Santa
Casa e existente em 29 do mez findo, nos se-
guintes estabelccimentos :
Hospital Pedro II
Dito dos Lazaros
Dito de Santa gueda
Hospicio de Alienados
Aaylo de Mendicidade
CoUegio das Orphs
Casa dos Expostos :
m creaco 134)
Em educaco 211)
Total 1.517
Directora das obras de eonserva-
co dos portosBoletim meteorolgico do
dia 13 de Marco de 1887 :
-v
510
41
8
235
174
204
345
Horas Barmetro a 0 Ttnsao do vapor o a o
6 m. 244 759*39 20.12 89
9 291 ' 76018 21.43 71
13 305 76901 22.73 69
3 t. 300 75773 33.42 73
6 280-6 75786 22.41 78
Temperatura mxima31".
Dita mnima24,4.
E vaporaco em 24 horas ao sol: 5,"l; som-
bra: 3,-6.
Chuvannlla.
Direccao do vento : NE de meia noite at 11
horas e 4 minutos da manh, com interrupcao de 4
horas de calmara ; E e ENE alternados com in
tervallosde NE at 5 horas e 35 minutos da tarde
ENE at meia noite.
Velocidade media do vento : l,m76 por segando.
Nebaiosidademedia: 0,26.
Becerro*Escrevem-nos em 9 do corra-
te :
Incetam s hoje nosso humilde trabalho, dando-
Ibes a grata noticia dos copiosos aguaoeiros que
teem banhado nossa comarca desde os ltimos das
de Fevereiro prximo findo at este data.
< O solo j em perfeito estado de humidade, e
os agricultores geralmeate oceupados as suas
plaatacoes, e nao obstante o baixo .preco por-
que eate sendo vendidos os vveres no nosto
iercado, as tnas plants;es novas, estn sendo

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m.


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Diario de PenasbicoTerca-teira 15 de Mate de 1887


i
4
%
*'
feites em grande escala, a invern for gra-
dando a colheita viadoara aera o duplo da pes-
iada.
A soltura de caf, qus nesta comarca ja ae
actas bem desenrolvida, muito prometa a safra
vindosra, devido ao immesao carrego dos arvo-
red s, e incontestavelmeate seri no futuro, o
principal rao de exportaoio deata comarca.
Todo terreno di comarca, 6 ubrrimo, tempe-
rado e salubre.
_ A' asna legua distante deata cidade, acha-se
situada a montauha denominada Berra Vegra.
Dessa montaoha dimanam innmeras u pere-
nes regatos, cuj aguas lmpidas o cristalinas,
consumitaue no vero, snedia&ta mil ris por.car-
ga, visto que as aguas do acude desta cidade, e
os caes a podem tragar aesta estaca).
A St-rra Negra para o Beserrensea o
sen oasis durante a verio, e muito totfreria a po-
pulaco da cidade, se nao tivesse ao p de si tssa
sublime abra do creador.
Entrando em outrao~considrricSes, principia
remos a narrar o estada llirescente danossa un-
versidade em miniatura-
m eessao ordinaria do dia 27 de Fe?ereiro
ultino, foruin propostos para socios honorarios os
sentares :
Capitao Manoel J. X Ribiro, Mauoel A. P. Li-
ma, Jovino Jos da Silva, (moradores nesta cidad.)
Commenc'ador Francisco Beuicio das Chagas, Ma
jor Francisco T. Paulino da Silva Mello, professor
Joao Braulio Correia e Silva, alfares Jos Francis-
co Soares, teuente Manoel Eduardo da Costa on;
teiro (moradores no Bonito), capitao Juvenci Ta-
ciano Maris, capitao Vicente Ferrer de Albuquer-
que Leao, Dr. Francisco Cavalcante do Barros La-
cerda, capitao Pedro Antonio de Queiroz Barros,
capitao JoSo Francisco Pontes, Srouio Pinto
Vieira, alteres Manoel Rodrigues Porto (morado-
res em Caruar), Antonio Avelino do Reg Barros,
tenente aaooel Besrra de Carvalho (moradores
em (iravat), capitao Antonio de Mello Vercosa,
Joaquim Florentino de Ges Cavalcante, Aut&o
Bernardino da Rocha Aragao, capitao Mauoel)
Mara de Hollanda Cavalcante, tenente-corone'
Severino Alexandrc Villarim (moradores na cida-
de da Victoria) Luis Felippe dos Santos Porto
(morador em Cha Grande).
Em seguida foram presentadas para socias
honorarias as Exmas. senboras :
D. Mara Messia de Meudonc i, Mara Nasa-
reth Apollonia e Silva, Jovna Elvira de Abreu
Peizoto, A ao* Philomena de Albrquerque Barros,
Mara Euedina Viiera de Mello, Mara Jos da
Silva, Mara Joaquina da Silva, Rosenda Tavares
de Medeiros, Jasmelina Tavares Medeiros, cujas
propostas passaodo eerem approvadas, tiveram
appiovacao por maioria de votos.
Eis a relaeao das obras ofterecidas a esta so-
ciedade, para sua bibliotbeca, durante o m--z de
Fevereiro fiado.
< Pelo socio Jus Meades B. de Albuquerque
Barros o seguate :
Dconsrio de Syuonimos, 1 vol ene.
Paulo e Virginia 1 vol. esc.
Historia do Brasil 1 vol. ene.
Pelo socio Jo3 Francisco de Figueiredo Li-
ma: *
Ligos de Poltica, 1 vol. ene.
Eloqucncia, 1 vol. ene.
Urna carta geographica de Franca.
Pelo socio Braz T. de Abreu Peixote :
Espumas Fluctan tes, 1 vol. ene.
Pelo socio tenente Manoel Joaquim de Men-
denca :
Historia do Brasil, 2 vol. ene.
Pelo socio Jos Lopes dos Santoj Luz :
0 Primo Basilio 1 vol. eoc.
Scintillacoes. 1 vol. brochado.
Pelo socio capitao Manoel Joaquim Xavier
Ribeiro :
< Um Atlas Geographico 1 vol. ene.
Pelo socio Apolomo Eduardo Becerra e Silva:
Filho do Povo 1 vol. ene.
Contestaco do conseiheiro Teodoro Machada
eleicd do 2- districto de Pernambuco, 1 vol.
brochado.
Polo Sr. Pedro Heracho Pereira BraynT, fui
crecido o seguinte :
Dicionario Portuguez c Fraocez 1 vol. ene.
- Grammatica Francesa 2 vol. ene.
Aventuras de Teleinaco (francs) 1 vol. ene.
Arithuatica 1 vi.l. ene
Pelo socio Joo Jos de Bruce Filbo:
- Urna rica estante enverosada para livres.
Pelo socio Tiburcio de Uliveirae Sonsa :
Retrato do conselheiro'Buarque de Maeedo.
o Aim das aulas que ezistiam de praseiras le-
tras, Portugus, Francs e Anthmetica, foram
pela directora criada em a meuas sesso ostis
tres cursos, sendo de Algebra, Geographia, o La
tim as quaes foram confiadas aos Srs.:
Ensino de piimeiras lettras; Jos M. Beserra
de Abulqucrque Barros, Jos Lopes dos Santos
Luz, Manoel Francisco de Amorim, Apollonio
Ednardo Beserra e Silui.
Eosino de Portugus da o pelos Srs.
Professor Manoel J:aquim Xtvier Ribeiro,e Jos
Fraa28CO de Figueiredo Lima.
O ensino de Francs pelos Srs.: Professor
Xavier Ribeiro, Figueiredo Lima e Jr. Joaepb
Gomes Netto.
O ensino de Latim pelos Srs. : Professor X i-
ver Ribeiro e padre Joo Tenorio Vieira d: Mel-
lo.
O ensino de Geographia, pelo Sr. Dr. Joaquim
Manoel Vieira de Mello.
O ensino de Anthmetica polo Sr. Dr. Joseph
Gomes Netto.
Chamamos attenco dos dignos representan-
tes do 6- districto para a cadeia deata cidade, que
alm de ser pequea para os presos que existem,
accresce que pela sua ma localiJade, torna-se in-
salubre e es pobres all detiJ s, vivera paludos,
cadavricos, sempre doentes. e em perfeito estado
de miserabildade, tornando-se dignos de commi -
soracad.
Victima de urna pneumona, faJIeceu nesta co-
marca, no 1* do corrente, o cidadao Jo&quim An-
tonio de Mello.
Dotado de boas qoalidadea, era o finado apre-
ciado geralmente, por todos quauto o couheca.
Deza 15 filhos na orphaniUde, e enviamos
noasos psames a sua inconaolavel familia.
At breve.
A venda des jornaes em PartsOs
j ornaos parisienses de 5 cntimos esto agora
passaodo por urna trsusformacao geral.
Todos osjornaes de alguuui importancia aug -
mentarim a su i Icitura. Uns tito cinco oatros
seis columnas como os jornaes de 10 e 15 centi I
uns.
Como natural, a imprensa de 5 cntimos quiz
que os vendedores contribuissem um pouco para o
augmeato iaevitavcl da despeza^que iam ter, e se
d'antei dava 100 ezemplsies por 3,40 trsncos, sgora
nio ou d por menos de 3,(0.
Os socialista julgarain que era boa a oecasio
psra explorar o descontentainento dos vendedores
e excitar os seus odios contra o capital. Per saa
nspiracio, reatisaram-se doas ou tr< srennios, em
que tomou corpo a dea da formarein no evadieato.
Como a eampanha era contra os praae, nao per-
mittiram que a essas eaesoos seeistisseai jerua-
listas.
Os vendedores suppoem que o novo sindicato
poder contar desde ja com 700 on 800 peesoaj
seguras.'
Para cinseguirem os seos Muj uo olham a me: n
Alguns sao de opiniao que todos os veadedorea se
devem delarar em grve; alguns ji-ute, disesa
elles, esperam pelo producto da venda do em da,
pira podiTvn f iser o numero do da se^ainte. O
aec ia 6 alcaiicr m ta le dos lauroa. O* joraae*
de 5 cntimos, que clles comprara por 3,Ti) transes
0 ceato, qnerem*os por 3 fruneos.
Os de 10 cntimos, que agora trm por 7^V) a 3
francos, exigem que Ihcs sejam vendidos por 6,50.
E quwAm par 9,9J fraaeas os de 0,15, que com-
pram por 12 ou 12,50 francos.
Ao mesmo tempo qae querem urna modificacJo
no preco da venda, exigem que o yitema de dis-
tcibuicio seja alterado e simplicado, e suppri-
mindo-se os ebefes de distnbuidires. PropSem a
crescio de uica offisina central, aearregada da
expedicao da jornaes, esquecendo-se de que este
systema ja toi experimentado esa Pars, daado
mau resultad').
P -lo que respeita aos precos, esqaecem-sa de
que a imprensa peridica 'em ontras conaaa a qae
atteader, mea dai iaterasses dos vendedores ; es-
queceui ee deque ba compositores, impressores,
radaatorese osa capital, que nlo yole ser dessu-
rado.
A dvaassHe drasssatleaComesre titulo,
publica o Fgaro, u um dos oltiincs di*, am artigo
humorstico, de Albert Millaud, a proposito do at
testado do qui, segando n;s eonsfou o felegrapho,
ia sendo victima a celebre Paf'i, n'um s tnsertr.s
da Aserie.
Diz as.Un o artigo :
At agora, t tiufuna sido victimas VJs atten-
tados p >r fceio da dynamite, os hotoens polirieoe e
os monumentos pblicos : porm, ne Kstedos-Uni-
dos, ja se eonaeea a faaar nao d'ella as represen
taeoes tbeatraes, e a Patti estere eos riscos de ser
victima de um dsaagradavel accidente. A critica
dramtica nunca levara tio loage a aaa severi-
dade e sea rancor.
O publico taat, por vesss, assobiado e, por vesee,
tea srovejado a eritica ; potasa, nem o espectador
nem o )orualitta se leosoraram nanea de empre-
gar a saelinite neos a robante, para manifestar o
sen desagrado a um artista.
A verdad", que asta reaeclo era da temer,
tem-se incensado de mais os artistas; teosa sido
conduaidos entre applausas, fljres e corda, e a
este excesso de enthusiasmo devia suceeder, como
rescelo natural, urna mamfdstacao de desagrado
tio tormdavel como a dyoasnite. *
Urna estreia era, at boje, urna batalba ; porm
urna batalba, agradavel, attrahente e iutereisaute.
O aoetor ou actor, mirtos on feridos, paasavam
sem novidadana sus sale, e corregindo os seus
defeitoe progrediam, sem duvida, nos asas trba-
los. De boje em diante, que a noticia de ama es-
treia sr ja em participacio em officio assigaado por
um general competente.
Hontem, dir o coronel encarregado da
critica theatrai, teve logar a primeira representa-
cao de... comedia de F...
Ao terminar o primeiro acto, o Sr. N. dispa-
rou dos tiros de revolver contra o actor M.
Felisu.ente, o distincto artista le'ava urna eou-
raea que amorteceu o choque das balas, e permit-
tiu que contiaaasse representand) o sen pspel.
No quarto acto, um critico radical airemessou
urna bomba para a acea. Temos que admirar a
serenidade da Sra. R... que supportoa o fogo sem
pestaear, e cootinuju disendo a sus parte sem
manifestar a menor commocSo.
O espectculo terminou sem nenbum incidente
desagradavel, nao metttnd em liuha de ennta o
terem sido feridos dos individuos, um nos queixos
e o outro nos bracos. Sabemos que para alguus
actores vao ser propostas condecoracas por dis-
rraccSo.
O camarote, onde oauctor assstia representa-
(2o da sua peca, estava minado, e a um acaso
inaudito se duve o nio ter rebeatado a mina.
Attnbue-se a um director de um jornal da tp-
poscao, este attentado, que amcacava a vida de
nm dos nossos mais applaudidoa anctores drama-
ticos.
Leilaei- Eaectuar-se-bao:
lioje :
Pelo agente PetCana, ao meio dia, na ra do Vi-
gario n. 12, de predio.
Amanha :
_ Pelo atiente Pinto, as 11 horas, na ra do Hos-
picio n. 10, de movis, loucaa, vidros, etc., etc.
Peto agente Modesto Baptta, s 11 horas no
trapiche Barbosa, de farinha de mandioca
Quinta-teira :
Pelo agente Burlamaqm,ka 11 horas, na ma do
imperador n. 22, de parte do engenho Brnm.
Peto agente Slepple, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 22, de predios.
Peto agente Martin?, s 11 horas, na ra de
Rangel u. 38, de movis, loueas, vilros, etc.
Mlamsssi fnebres).Serio celebradas:
Hoje :
A's 8hor8S, na matriz de Santo Antonio, por al
ma do conselh :iro Jos Qsintino de Castro Leao,
s 8 horas na Ordem Terceira do Carmo, por al-
ma de Genesindo Belisario de Vasconcellos ; s
8 horas, na matriz de Santo Antonio por alma de
Jos Luz Gcncalves Penna ; s 7 1/2 horas, na
Livramento, por alma de Joo Bsptista Correia,
Amanha :
A's 8 horas, no Paraso, por alma de Antoaio
Ignacio do Kego Medeiros ; s 8 horas, as ma-
tnzes de Santo Antonio, Boa-Vista, e Grapa, por
alma do Dr. Carolino de Lima Sautos.
I'nxinselro*Chegados dos portas do nor-
te no vapor Pirapama :
Conseiheiro Luz Gonzaga de Brito Guerra, 1 fi-
lbo e 1 criado, Dr. Mcnoel Xavier da Cuuha M.
Filho, coronel Este vao Jo.- Barbosa Moura, Ale-
xandrc Dancar, Stepher Hairis e Paul Francis,
Felippe Santiago, Dr. Eneas C. de Vaaconcellos,
Dr. Demostenes de Carvalho, Jos Teixeira de
Mello, Francisco Carvalho de Oliv&ira, Genesio
Garca, Floripes Rosas filh), Nicolao Artiny, Jo-
s Lopes Pessoa da Costa, Jos Thom Feliciano
Ribeiro Pessoa, Severo Bruno, Luixa Mara da
Cooceicao, Jos Martinbo, Arthur Ramos da Sil-
va, Carneiro da Conba, Hercuiano B. de Mello,
Augusto M. Cmara, Jos do Mello, Jenjamin
Coutinho, Antonio Coutinho, Julio L. da Silva e
Francisco Leira.
CssatSk ele ase te aessoMovimento dos pre-
sos do da 13 de Marco :
Existaos presos 349, otraram 9, sahiram 3
Existem 355.
A saber :
Nacionaea 321, muiherea 8, estrangeiro 16, ee-
cravos sentenciados 6, ditos de correcjo 4To
tal 355.
Arracoados 315, sendo: bous 300, doentes 15.
Total 315. <
Nio bonve alteracio na enfermara.
Lotera da corteA 203* lotera da cor-
eelebraram Joaquim Antonio de Araojo e Agoati-
nho Pereira L ;al, com e capital de l:600i paca a
eommereio do genero de estiva par grasa a a
re:alho nesta pra?-, & ros do Conde d'Eu n- 15
Archive se, na forma da Isa.
Da Isessjis Airas da. Sflva Saetea, para qae
ee registre o crdito naritimo que apresenta.
Registre-jo
Nada mais havendo a despichar, o Illm. Sr.
commendador presidente enoerron a eesaio ia 11
horas da manh.
IHDICACOES TEIS
atedeos
O Dr. Lobo Moscoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conntia no
ozercicio de sua profasSo. Consrtuaa daa
10 s 12 horas da manhS. Especialdades
epera^Ses, parto e molestias de s-oborss e
meniaos. llua da Gloria n. 39.
Dr. Brrelo Sampaio meio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra 1} Baro da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o scu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ma do Hospicio n. 20.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das i 1 horas da manhS s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
edes dos orgaos genito-urnaros do uomem
e da mulher.
Dr. Joaqaim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1..
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
fonteiro.
Dr. Virgilio Tacarte de Olivara, d
consultas ra do Raagel n. 36, 1. andar,
onde pode ser procurado das 11 horas da
manb a 3 horas da tarde, dos dias uteis.
Especialidade molestias internas. Gratis
aos pobres.
Consiillorlo Homieopatlru
O Dr. Miguel Themudo, medico ho-
rnee ipatico, tem o seu consultorio ra do
Barilo da Victoria n. lt 1. andar, onde
d consultas diariamente das 12 s 3 ho-
ras. Chamados por escrpto a qualquer
hora do dia ou a a noite.
O bacharel Virginio Marques, enoarrega-
se de questSas civis, cornmerciaes, crmi-
antes da depreciscao. Quem paga portan to ses-
tee eeasMcoas, paga meaos do que deve.
O grao da depreciacSo da noasa aceda se v
pelo valor do ouro em rela^So ao soaso papel,
pos qne orna libra sterliaa, q^e enstava antes da
depreciacio 8*890, asm castado depois d'ella
de 9000 a 15|000, para cuja variedade tamben
nflne a variedade do cimbro, que sempre baixa
depois da depreciacio da moeda, e cada vez mais
baixo pelas novas emissSes que vao sempre a de-
preciando mais, nessa b iixa oscilla sempre para
mois ou menos, segundo as grande compras d
saquea qne fas o nosao gaverno em certas poc.s
do anno para faser pagamentos aa Europa.
A primeira maniteatacS i da depreciacio sendi
a baixa do cambio, os pr>c,os das coueas sao regu-
lados por ene, aabrado quando elle bsixt ; ma
nao baixa q aado elle as suaa osciliacoes sobe,
porque o phenounm economiso d* baixa dos pro-
cos, e se pjdendo dar muito lcntaaeate, antes
da alca do cambio dar tempo a este movimento,
elle desee de novo e os precos ai sostentam alto?,
e sempre mais altos cada vez que se taz nova
enisso, porese o cambio logj baize mais, e com
a maiot baixa sssis sobem i s srecos d.s cousas,
sustentndole na maior altura a. que chegaram
sem mais descee.
Esta alteracio de pregeos que tem ido ba auitos
annos subindo sempre por oecasio das emissoes,
cooeca sempre pelos gneros importados do es>
trangeiro ; e como a maior parto do nosso con-
sumo des tes generes, logo o proco dos gneros
do paz sobem, comecando pelos de exportaco, c
chegando ao los predios, alugoeres, salarios e or-
denados.
Einquacto tem ido subindo o preco das cousas,
as dividas contrabidas em um tempo tem muito
menor valor real no tempo do pigamento ; por-
quanto se compro a crdito um predio psr des
cintos de ris em nm tempo em que a libra custa-
va 10*000, e pago no tempo em qae ella, subindo
de poueo em pouco, chegou ao preijo de 12000,
pago menas do que o que devia, pagando os dez
con toa de ris em papel.
Perde portauto o credor, como teem p;rdidu
sempre desde qae as novas em oes do papel teem
vindo abaixar o cambio e elevar o preco das
cousas.
Mas a perda dos credores nem levanta clamo-
res nem prodos os desastres privados e pblicos
que produs a retirada da moeda papel da ercu-
laco, a aubida do cambio, a consequent3 baixa
dos pri\os, que nao se dar logo a respeito de
todss as cousas, mas que se d immediatamente a
respeito dos gneros de exportacS >.
Se annualmnte se f3r retirando da crculaco
5 ou 10 mil contos, a base sobre a qnal e cambio
oscilla, vai bailando na mesma proporclo, e o pre-
to das cousas em geral de longe ai acompanhan-
do lentamente ; mas o preco dos gneros de ex
portelo acompauha par i patn, o movimeuto de
cambio dia por dia, hora por hora, minuto por mi-
nato.
A alea do cambio pela retirada do papel moda,
tanto on quanto, nSo effeito de urna causa trans
toria que com Ira passa; o effeito de urna causa
permanente que com ella fiea.
Se a retirada lenta do papel produz apenas urna
dente do Rio Grande do Norte o estabelecimen-
to de nm grande monopolio aa provincia.
Privilegio sefereo sal mossspolio sabr a cul-
tura de salinas, contra telas as dsposicoes de
le!
V. Exc. tem competencia para chasasc a aiten-
cSo da presideneia daquella provincia, evitando
assi-n que, talvea, p ir motivos de ord;m poltica,
commetta na erro grave. -
E' tempo, Exm. Sr.!
Salve a provincia e o sen admiaistradir !
14 de Mareo de 1887.
Uu rio grandease
subida lenta, no cambio, predus simultneamente
naes e orphanologicas e d-deza parante o L baix4 que, embira lenta no preco dos gneros
jury d esta e das comarcas prximas. Es- de exportacSo, nao por uto meaos fatal aos agn
criptorio a ra 1. de Marco 18. 1." andar.' cultores, qoe o quasi todos devedores e que s
Residenciara do Hospicio n 83 P~Picia credores; porqae toda a sub la de.
Urosaria cambio-angmenta na mesma raxo toda a divida,
M__j j' artL- jl r i mxime a dos sgricultores, enjas rendas vem dea
Francisco Manoel da Silva & C. depo- produetos que descem de preeo com a subida do
stanos de todas as especialidades pharam cambio
ceuticas, tintas, drogas, productos chimics | Se os titulas de divida determinando as quao-
e medicamentos homcBopaticos, ra do Mar- ""' "">-" "^'dl" <*< toaa*
quez de Olinda n 23. <"'aWM' Unt'- frane09'llb,M 00 doiara' CB-taD-
te, pelo novo piano, cojo premio grande de....
30:0004000 lera extrabida no da .. de Mar-
eo.
Os bilhetes acbam-se venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna rus Primeiro deMarco.
Lotera para o fosado de emanci-
pacio- A 15' parte desta lotera cujo premio
grande de 6:000^000 ser extrabida no dia 18
de Margo, s 2 horas da tarde.
Os bilhetes acham-se venda aa Roda da For
una ra Larga do Rosario n. 36.
Drogara
Faria Sobrinho & C., droguistas por at-
Ucado, ra do Mrquez de Olinda u. 41
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapina
de Francisca dos Santas Maccdo, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, compra-se e vende se madeiras
oitavas,
tas gramolas (de ouro) se as transaeces se fizes-
sein e o assncar e o cal se vendessem por tantos
i francos a arroba, por tantas grammas (moda de
ouro) ou tantos silings, a retiada parcial do pa
pe so produziria o effeito de ser recebido na cir
cnlacao por maior valor o papel do governo, mas
nada influira sobre o preco de todas as cousas
nem seria acompauhada iinmadiatamente pela baixa
dos preces dos gneros de exportaco, como eom o
nosso systema de tantos ris ; porqusnto quando
sobe o cambi *t da-se ao cambista menos ris para
i pagar nma Hora em Londres e assim d-se menos
de todas as qualidades, serra-se madeiras J2 pelo assuear ou pelo caf que I custa urna
de corita alheia, assira como se preparan)
obras de carapina por machinas e por pre-
co sem competencia Pernambuco.
GHR0H1CA JUD1CIARIA
sf unta C ouinaercJal da cidade do
ecle
ACTA DA 8ESSO EM 10 DE MARCO
DE 1887
rassmsaciA no illm. sb. coiocbsddob autoxio qo-
NES DE MIRAKDA LXAL
Secretario, Dr. Julio Guimardes
A's 10 horas da maohi deelarou-se aberta a
sesso estando presentes os Srs. deputados Olnto
Bastos, eommendtdor Lopes Machado, BeltrSo J-
nior e Hermino de Figueiredo.
Lida, foi approvada a acta da sesso anterior
e fes-se a leitura do seguiaU :
BxrBonuria
Offiffoa :
De 5 do ocorrente, da Junta dos desatores des-
ta praC/i, remetiendo o boletim das cotteoes offi-
eiaes e de transferencias de aceces, de 28 de Fe-
vereiro a 5 do presente mes.Archivc-se.
Os 21 de Fevereiro ultimo, da Junta Cesamer-
ctal da capital do imperio, acensando o secebi-
mento do que Ihe fr dirigido a 3 Archive-se.
Diarios o&Sciaes de ns. 51 a 60.Pasa e ar-
chivo.
sTsaam distribuidos rubrica oe sesraintes li-
Merio de R. de Drasina & C, dito de Ssseders
Brothers & C, copiador do Loadou aad Bsasilian
Bask, Limited, dito de Sonsa Basto Amorim &
C, dito de Gomes de Mattos Irsaaos, dito de Au-
gssto de Figueiredo & C, e 3 ditos de Englisb
Bank of Rio de Janeiro, Limited.
oasPAcaoa
retices :
De Dnarte t C para qae se d baixa no re-
gistro das uoeneaoSee de Augusto Carlos da Boa-
viag-un e Jos dos Sant.a Asvedo. Como pe-
sa e Silva
XV
A converaao do nosso meio circulante papel,
tem-se tornado evidente qoe s pode ser feita
pelo resgateretirada, da circulaco de grande
parte de todo papel qne circula como dinheiro.
Nesta idea est todomnndoque nao dos maniacos
ou interese-idos que sustentam qne insuficiente
o
libra.
O a -.-cultor portento vende suas mil arrobas de
assuear por menos tantos contos dos ris do que
vendera se nao tivesse sabido o cambio. Recebe
agora que sabio .ambio, os ris com mais valor,
mas vai pagar a seus credores os ris qne deve de
menor valor com os res que recebeu por maior
valor sem Ihe sarmentar o pagamento esse aug
ment de valor.
Se o cambio nao tivesse subido.^elle com as
suas 100 arrobas de assncar, pagara sua divida
de qaatro contos de ris, por exemplo, quaota que
custava aquella mesma quuntidade da assuear,
quando elle contrahio a divida; nio chegando
agora aquella mesma quantidade de assuear para
pagar a divida, elle paga mais do que deve pr
que oe ris eom que paga tem maior valor do que
quaudo contrahio a di /'da
A MEMORIA
-do
ssr. Manoel ele Fssjsaelroa Parla
| A' SUA SXMA FAMILIA, EU SlOXAL DE P .1 FCK
DO BBSPBITO E SINCBBA AMISADE
E' mister possuir muita corageai
O mortal infeliz nessa romagem
Que se chainaviver,
Para encarar a fra desventura,
Os golpes incensantes d'amargurn,
Q leca o fazom padecer.
E mis ter nma crenca audaz e f irte
Que dimin 1 o triste horror da morte,
O espectro fatal ;
E na hora sublime, derrad -ira,
Fitar a imagen terna e feiticeira
Da f;s8s ideaL
E' mister que nos eres procellosos.
Dos engaos fataes, dos falsos gosos,
Da ttrica illooio ;
Fito o nauta valente e destemiJo
O horisonte sem termo, indefinido,
ChamadoReligiid.
Quando anda na plena florescencia
Do nma boa e paeifiee existencia
Se v4 entao tombar
Um extremoso pai, um irmao querido,
Um amigo sincero, estremecido
Na lagea tumular ;
Urna inquieUcJo inunda se apodera
Uo espirito, quando nelle gera
N'a magua cruel
O mais duro e acerbo soffrimento,
N'um anciar profundo, enorme e lento,
N'um descosto revl.
Eis o pezar qae n'esses pobres versos
Qie aqu ficam, insulsos e dispersos
Q ler o vate zprimir
Pela perda de um ento que Ihe era charo
O a oigo leal, amigo raro
Que deixou de existir.
E soltaba lyra nns cantos lacrimosos
Uns preludios sentidos, pesarosos,
Repastados de dor;
Eas fibras sensiveis da ainisade
Parece que se estalam... ante a verdade
Do fim contristador!
A vida do homem honesto como o brilho
Que deixa em sen luzente e mago trilho
O cometa lugas.
Que passa no horisonte, pressuroso,
Porm brilhaote, claro e luminoso,
Sem esinorecer jamis.
E ejlepor norma teve em sna vida
A virtude essa crenca estremecida
Essa crenca gentil!
E justo que um preito I be rendamos
A' memoria, e contrieto ento digamos :
Detcanca, homem viril!
Maroo-1887.
Julio Soara de Azevedo.
nosso u-eo circulante, na constancia da depre- '""a2i SSV^! 'U1"la^ *& \ ""***
ciaco da nossa moeda, do alto preco do ouroTda retirada compleU da erculacio dT\lodo o metal descont da divida,
precioso "m wt0 trangol'' a agricultura, que nao
Nao obstante o Sr. Belisario tes nma grande PO^P**" 2.qne ** q" n>' **> do
preleeio em cada urna das cmaras para dlmons- 'ae i?".*1 w "*&***. .da ve como
trar esta verdade que sellas ninguem coatestou,, 8e ret,rada do PaPBl foMe fcIta de "" ve* ""*
afim de cbter o crdito de 5.000oatos, que com nece8Mno "teparo; mas estrangula-a pouco e
difficuldade consegaio para comeear a
do resgate, que deve ser continuada por este pro
cesso segundo tem aasentadu S. Exc.
Ser, porm, este proeesso o mais convenbavel,
ou ao contrario nao resultarlo delle os maiores
desastres ?
Se outras naces teem feito o resgate de sen
papel por este proeesso sem inconveniente, que
nao te d nellas urna eircumstancia que falacia
completamente o nosso systema monetario. Esta
circumstancia a propria base do systema, a saa
unidade, o nosso padrao monetario, o rea/.
O padrao monetario ingles, o americano e o
francs, por exemplo, a Ubre, o ostro o dolar, o
terceiro o franco. Qucm contrata e fica devedor,
o de tantos francos, de tantea libras e tautoa
schilings e penns, de tantos dolara e cntimos,
de tantos francos e cntimas; Uto de tantas
moedas de prata denm fraaco ou tea tas de ouro
que cootenba a quantidade de francos de vi do i.
Assim quauto as libras, assim quanto aos dollars.
Quando o papel destas ou de outras naeoes ae
deprecia por grandes enrsses dos seus goveroos,
como nos Estado3-U idos por escasitlo da ultima
guerra, os pagamentos do governo sao feitos com
o papel depreciado com o valor nominal; ssas to-
0 -relo i P31100' ue n* menos estrangular ; e Btoaao
eate nro.' ,er& am desastre para os agricultores, porm a
mais tremenda catainidade para o estado, euja
fonte uniea de prodoecio a agricultura.
Se urna calamidade to grande deve ser evitada,
e ella directa e inmediatamente resulta da re-
tirada do papel muda, ou lentamente ou de ama
ves, a cousequencia ser desistir se da empresa e
deixar-se perpetuamente o papel-moda, e a bsixa
do cambio ?
Assim parece.
Se porm da permanencia do papel moda e
baixa do cambio resultam outras desgranas, nao
deve elle ser retirado ?
Parece que sim.
Nao haver meio de aahir desta eontradrcao,
de conciliar estas duas conseqdenciae sppostas, de
ev'tar urna destas desgracia sem cahir na outra.
E' o que examinaremts no seguinte artigo.
Recife, 12 de Marco de 1887.
Affomo <'Albuquerque Mello.
i onselhelro afos <|uiutino de
Castro i.co
Hoje completa sete dias que fallecen na capital
do Para, o couselheiro Jos Qaintmo de Castro
dos os outrot pagamentos em todas as transafoss L?ao, onde exercia, a'guos anuos, com honradez e
Do* asesinos, para r. gstrar-se-lhes a nomeacao
qae paesaram a Eernanio Magalhiea da Silva.
stegiatre-se.
De Jos Joaquim de Carvalho & C, para que
se archive o contrato de eociedade d capital e
industria, nos termos do art. 318, ultima parte, do
Cdigo Commerciai, que sob dita firma celebra-
ran! Jos Joaqaim de Carvalho e Antonio Pereira
Ramos, eom o capital de 5:5004, para o eommer-
eio da hotel, nesta praca, roa Larga do Rosario
n. 25Archve-se.
De Jos Mara Feraaodea *t Diaa, para qoe se
archive odistsate da sociedade de dita firma, da
qual crasa soeies Jos Mara Fernandos a Joaquim
aa Silva Diea, fieende o ex-socio Feraandes con
o sstabeleeimento situada i villa de Ipofuaa,
desta provincia, de poase do activo e abrigado
pelo saeetvo, o o- seeio Diaa cesa o astabelecimen-
to da cidade do Cabo de poste do activo e obri-
gado pelo passivo.Stj archivado.
De Joaquim Duarts esoas A C, ssss fabrica
de lquidos espiri'.uosos ao l.-xgo da Aaseobla
n. 7, pira que se regieCre a snasea que a destaran
para os productos da saasraa fabrioa, sob a dsuo-
oiinafaoProgressive.Befistre-ee, deeosferml-
dade com o parecer.
De Araojo & Fersirs, tas store se Aeaujo
(J[ Maia, pasa qae saja tretrieade e cesas-. de
sociedade em nome colleeve, sjsc seis dita firma
sao feitos em ouro ou prata, pelo seu valer que nao
se alters, e, se em papel, pelo valor corrente, ieto
, abaixo do nominal.
Oeste modo se Pedro devedor de 100 dollars,
e s papel est depreciado em 80 */ nma nota de
100 dollars sd tendo o valor corrente de 80, o cre-
dor e recebe a nota per 80 doilare e es ;0 que
faltsm sao preeaehidos on em metal, ou em papel
com o mesmo abatimento.
D'ahi resolta qoe nem o preco das cousas, nem
o valor dos contratos, nem o cambio se arCeram
por causa da depreciacio do papel, como se d
entre nos.
To pouco produs ella a menor pertnrr> ceo-
mica quando o papel resg.itado ou p>r parcel-
las annuaes, on de uosa vez ; porquaato, a retira
da do papel depreciado e qae se face aova entra
da delle, nao altera o valor dos contratos, poia
quem deve 100 doHars, entense-se que deve sem-
pre 100 dollars en prata en ouro. NSo assim.
porm, entro nos; pois que, sendo a anidadedi
nosso systhema monetario oreal os contratos
e todas as dividas se tnencionam e determinain
pelos tantos ris, tantos mil ris, tantos contos
(milbocs) de ris.
Nio se referindo o real a alguna moeda de ouro
on prata, c teudo-se todo a ouro prata retirado
da circulac'lo pela demasiada emisso do'papel, a
sua depreciacio nao al tero u sea valor nominal.
A sedla de cem on de des mi ris, paga sempre
a divida ou o vslor do contrato de cem ou de dez
mil rir.
c, porm, com o nosso papel se piga sempre
pelo valor nominal, cosco que esta depreciado ?
Esta depreciacio se manifsat* de outro modo,
ieto a, pelo preco de todas as causas e de todos
es salarios.
Gesta o real nio determina qaastidade alguma
de metal precioso (e apenas vinte ou d s ris, sio
desees urna moeda de cobre que se deprecia jun-
laaste com o papel), e como o diuheiro em circo-
lacio de mais, se alteram os presos de todas as
censas qae silo pagas por este pipel m iategrda-
de de seu Valor nominal. Assira, quem contrahio
ases divida de 100#0"JO sutes da iteprsciacao da
moeda e retirada do ouro, paga nma m nota de
lOOOOO, e eom esta denominadlo ella fas toda a
circulaco ; mas com este dinheiro sio se eotnpra
a sanate quantidade de cousas qae se compra va
dignidade o cargo de desembargador no Supremo
Tiibunal da Relacio e sendo ltimamente noineado
presidente do mesmo Tribunal pouco loe servio,
poisajparcaceitou a vida de -im dos maiidistiuctos
magistrados.
O conselh i i ro Jos Qiintino centava mais de 6?
annos e o maior numero delles consumu na pres-
tseao de ser vicos re aea ao paz.
Era o eonselheiro JosQaiotioo estimado seria-
mente por todos os seus conciJada-s por seu ca
racter seguro e ntaneiras Ihanas que s elle sabia
dispensar a todos quantos delle se aproximavam, o
quenioprivava-lhedobamdstribuir justicaseguin-
da sem se aUstar Ju-.n pout -, as sacras palavras
u'urn escri^tor antgo, que assim disse: dii a
Cezar o que de Vetar e Den'o que de eui
O conseiheiro Jos Quntno dexa un claro dif
ficil d- preeuelier na rwaoo do Par, que embora
censervador, sabia betn distribu r jostica a quem
tinba direto.
Nio so o povo parense que deplora tao rude
golpe, tambem o povo psrnambncaoo o faz cm
todas na vaias de seucoraicio, o faliecimento)de um
nm fllho to distincto qae embora distante dej sua
pvtria, sonbe impr-ee a estima de todos o tornar
anda maia rospitade o nome do torra i que lbe
deu o berco. .
Dsxou o conseiheiro Joc Quintino urna prole
numerosa a qual pedimos veuia para rasociar nos
i sua doreapecialieanlo os seus.ILhos dos quaes so-
mos amig i.
Recite, 15 de Marea de 1887.
Interesante
pode chamar-se o aviso de fortua qne hoje nos
tras o Diario. O sSnunciants o Sr. Samuel Hj-
ckscber senr, em Hanrburgo pree misado assim
nesta como ase demais partes deste reino pelo
promptidio e diseripcio qne observa so paga-
mecto dos ganos, vera nos brindar ssaa lotera
patnteseos vantagens tio sobrepujantes que me -
reeero a atteneio dos nesaos leitorea.
.%.' Exc. o sr. conselhetro
Portella
Etti hoja depend-nte do arbitrio do Exm. pre-
Kii-ii o da mesa rexedora da ir man
Ustde de Nossa Seassora do Bosta
i'ario, erecta na Isjreja de H. fte-
bastUso da cidade de Olla Jn, para
o anno de 1SH a I8S8
Juiz por eleiclo
Emilio Antonio Soares.
Juisa por eleico
A Exma. Sra. D. Luisa Rosa das M erees Jansen.
Escrivo por eleieao
Antonio Rjmao do Sacramento.,
Escriva por ele^Io
D. Candida Mara da Conceicio.
Thesonreiro
Manoel do Naacimento de Jess.
Procuradores
Manoel Porfirio Ayres.
Manoel Arehanjo de Barros.
Definidores
Feliciana Candido de Agnar.
Florentino Pereira de Franca-
Samuel Botelho.
Manoel Francisco Ribeiro.
Manoel Renerio da silva.
Jos Caetano Sergio Ribeiro.
Jos Bento Machado.
Miguel Ilario Pereira de Aaevedo.
Joao Antonio Fausto de O.iv. ira.
Joaquim Candido de Sant'Anaa.
Eleico daa devotos qae bfio de fes-
tejar a Vlrgem Seabora do Bons
Purto. sao aano de I89T a 1898
Juises por devocao
Os lllms. Srs:
Revdm. padre Jjlio Mara do Reg Barros.
Kevdm. padie Joo Marques.
Francisco Xavier de Oliveira.
Luis de Franca.
Augusto F'ornandes Soares.
Irinen Marques.
Guilhcrme Gomes Pinto.
Escrvies por devocao
Os lllms. Srs:
Joo dos Santos Farota.
Americo Canato.
Innocencio Goyanna Netto.
Manoel Piocopio.
Joio Guabelto da Costa Braga.
Eleuterio Moateiro.
Juizas por devoclo
As Exmas. Sras :
D. Mara de Brito.
D. Luisa Magalhiis.
D. Julia de Gusmio.
D. Anna de Amorim.
O. Guilbermina de Salles,
i. Herme'inda Monteiro.
D. Mara Fernandas. ^ N
D. Antonia de Almeida.
D. Olindina Avelina.
D. Elisa Correia.
Esciivis por devofio
As Exmas. Sras :
D. Carolina Sampaio.
D. Olivia Tavares,
D. Claudios Collasso.
D. Anna Clementina.
D. Joanna Canuto.
D. Octavia de Oliveira.
D. Ignacia Muchido.
D. Severina deMendonca.
D. Joanna Ptta.
O. Amelia Serpa. .
D. Maltides Pintosinaire.
D. Aquilina Vieguas.
D. Mara Serpa.
D. Aiic-s deGusmao. ^
D. Mara Otalhia.
O. Henriqueta Pessoa.
D. Clesina Marques Bacalho.
Juisas protectoras
As Exmas. Sras:
D. Mara da Costa.
D. Anglica Leite.
D. Julia Serpa.
D Lyda de Paras.
D. Mara do Monte Alcanto.
Escrivis protectoras
As Exmas. Sras:
D. Mara A! ves.
D Ursulina Corris.
D. Luisa Lima.
D. Mara de Mattos.
D. Emilia Beserra.
D. Mana Otilha.
Mordomas
As ExniaaSras:
D. Guilhi'rmina da Slveira
D. Francisca da Nalividade.
D. F.ormda de Azevedo.
D. Ormida de Aquino.
D. Silveria Monteiro.
Conego, Joaquim Graciano de Arau/o,
Pro paroeho.
N. 6. Em casas de tsica no primeiro
segundo grao o poder curativo da EmulsSo
de 3cott surprebenileatn.
As si as propiedades sanativas e fortifi-
ca ates e as suas virtudes balsmicas e cal-
mante fczem-se sentir immediatamente ae
princ-piar a tomar o remedio.
Gal virgen de Jaguaribe
a 8000 a barrica
*9
vi Mi;n
SEBASTAO BEZERrfA
-Boa do Bota destas \. l
QUIMARAES VALENTE
l"ateo do Corpo Manto H.
LOPES ARAUJO
39Pateo do Liiramento X. 38
i


Atiesto que tenho usado da ca virgem de Ja -
guaribe, no fabrico do assuear e estou satisfeita
com o resultado. Eutendo que nao ella inferior
a de Lisboa, sendo de maior conveniencia que esta
pelo seu fixo preeo e mais barata em trau.-p rte
na estrada de ferro.
Engenho Cabusa, 22 de Fevererro de 18S7
Mara Lopes dos Reis Figueira.
ReSro-me ao attestado supra.
Engenho Antas, 22 de Fevereiro de 1887.
J. C. Soares Brandao.
liefiro-me ao attestado supra.
Engenho Bom Successo, 21 de Fevereiro de 87.
Francisco Manoel Wanderl'y Lina.
R firo me ao attestado supra.
Engenho Cuca, 23 de Fevereiro de 1887.
Joo Pires Goucalves da Silva.
Refiro-me ao attestado supra.
Engenho S. Jcs, 22 de Fevereiro do 1887.
Jos Braudu da Rocha.
Refiro-me ao attestado supra.
Eagenhu Santa Rita, 23 de Fevereiro de 1887.
- Manoel X ivier de Souza.
H-itro nc ao attestado supra.
Engenho Taquary, 23 de Fevereiro de 1887.
Joaquim Baptista da Conceicio.
Refiro-me ao attestado supra.
Eugenho S. Joo, 23 de Feveiero de 1887.
Manoel Jos Lsito.
Attesto qne fiz uso di cal virgem de Jaguaribe,
e reconheci nao ser ella inferior a de Lisboa. E'
certo que no fabrico do assuear se dispende maior
quantidade d'ella, mas isto compnsalo com van-
tagem pela difldrenca do proco e transporto mdi-
co. Sendo, pois, um producto nacional, son de pa-
rocer que deve ser preferido.
Engenho Camaro, 28 de Fevereiro de 1887.
Joio Machado T. Cavalcante.
R-firo-uic ao attestado supra.
Engenho Alegra, 28 de Fevereiro de 1887.
Jos Sancho Bizerra Cavalcante.
A testo que fis uso no men engenho, da cal vir-
gem de Jaguaribe, no fabrico do assncar e trrei
muito bom repollado, pelo que considero-a to boa
quanto a de Lisboa, smdo que ella preterivel a
esta pela modicidade de sen preco e ser nacional.
Engenho Tabatinga, 28 de Fevereiro de 1887.
Visconde de Tabatinga.
( Contina-)
i ______
Goltegio .Reir
Este collegio abriu suas aulas desde o
dia 15 de Janeiro prozimo passado.
Eosinam-se nelle todas as materias que
constituern o curso preparatorio as facili-
dades do Imperio, sendo o pessosl docente
o mais habilitado que se pode desjr.
Contini a funecionar a aula primaria,
que poder receber alumnos da mais ten-
ra idade, poia dirigida por dos filhas de
director, das quaes urna aiumna do ter-
ceiso auno da faculdade de direito do R-
cife.
Do dia 1.- de Margo em diante abrir so-
ba ama nula da lingua alleraa, em que se
ensinar a traduzir e a fallar essa lingua.
O professor respectivo Ber o Sr. Alger
non Sidney S-ihiefler.
Os estudantes, que quizerem frequentar
esta aula, pagal-a-LSo separadamente da
mensalidade do collegio.
O director do col leo o meiba espera o
msis de-idido apoio dos pas de familia,
que 'les'-jim o real apro^eitamentode seus
tilhos, pois que tem sempre tido por pro-
gramla dar aos alumnos, que Ihe sao con-
dados uroa verdadeira instrucciio a par de
urna boa educaQo moral.
O resultado dos exames ,feitos no fim
do anuo passado o cloquate r.ttestado
cm favor do COLLEGIO MEIBA.
Dos dezenove alumnos que foram aujeitos
a exame, apenas dous foram mal suscedi-
dos.
Recebem-se alumnos internos, meio pen-
sionistas, e externos.
Ra da Imperatriz n. 63 2 andar.
Recife, 26 de Fevereiro de 1837.
O director,
Ascencio Minervino Meta de Vasconcettos
lllm. Sr. pnarsastceatle* Lnls Carlos
tl Arrnila Mendos
S Carlos do Pinhal, 27 de Maio de 1833.
Presadissimo senhor.- -Acerca de 8 meses que a
miuha senhora suffria de horrives dores nos ou li-
aos acompanhsdau de corrimento, dedua que ia
deixando-a surda, e a'oi disto stffra d feridas
na garganta que j se va obrigada a alimentar-
se a caldos; pasaando noites sem dormir, e dias
sem poder cuidar dos interesses da casa. Todo
este tempo viven ella sempre em dieta de rigoroso
tratamento, sem oDter saude.
Desaninads, com^cou com os seus (santos) pre-
parados, o Licor Antipsorico junto com os Pos De-
purativos, e logo a saude veio chegando, e boje
gracas Providencia, posso com todo o prazer
annunciar a V. S. e a todo o mundo que minba se- "
nhora acha-se completamente boa dos ouvdos e
da terrivel ferida de garganta, e satoriso V- S. a
publicar esta a beneficio dos que soffrem igual en
ferinidade.
Sou com estima. De V. fcv amigo, venerador e
abrigado.Eduirdo da Siiva Tavares.
DepositariosFrancisco Manoel da Silva & 6.
droguistas, & ra Mrquez de Olinda n. 23.
Dr. GosliiB Leite
Medico, parteiro e operador
Rezideneia ra Bardo da Victori i n. 15, 1- andar
Consultorio i ra Duque de Carias a. 59.
D consultas das 11 horas daaianha as 2 ds
Attcnde para os chamados a qualqner bota
fcsspsrts c 449.

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Diario de fernambacoTcrfa-fcira 15 de Marco de 1387

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Se qnando cahitas nev, cbovesse ou fizesse
Tent tese possivel nao sebir-se de eaam aeria pro-
vavel que nioguems e resfriasse; perm como in-
dispensavel sabir-se para tratar de seus negocios,
- qoasi certo o constipar-se e por conseguate con-
ven) terse a mi o remedio efficss que consiste no
__Xarope e Pasta de Seiva de Pinto Martimo
sedativos de eficacia incontestavel que caraos em
pouco tempo os resfriamentos, bronchites o suas
dolorosas e fastidiosas conseqaencas, inchscio do
naris, olhos cborosos, cabera pesada, etc.
Professora
Uma aenbora competentemente habilitada, pro-
pde-ae a leccionar em eollegoa e casss particala-
rea, aa aeguintea materias : portugus, francs,
msica e piano ; a tratar na roa do Marques do
Tierral n. 10.
Advocado
O bacharel Julio dd Mello Filho tem o
seu escriptorio de alvoeacia ra Primei-
ro de Marco n. 4, Io annar, onde pode
ser encontrado drs 10 horas da raanh s
3 da tarde
Preparatorios
U abaxo aaaignado, antigo profsssor do colle-
gioBou Jess o mas acreditado de Alagoas,
lecciona neata cidade em casas de particulares ou
na aua residencia Pode ser procurado na ra da
Concordia n. 73.
L. Lavenre W-
Ao publico (1)
O Sr. Bernardo Jos dos Santos, residente no
Cerrito, irunicipio de Pelotas, provincia do Rio
Grande do Sul, querendo prestar uma homenagem
verdade, tornando publioo as virtudes do pei-
loral de cambar, preciosa descoberta do
Sr. Alvares de S. 8oare3, de Pelotas, fea publicar
o seguinte importantissirao documento, em diver-
sos jornaes da referida previncia :
Lev ao conhecimento do publico mais um
triumpho alcancado pelo popular remediopei-
toral de cambardescobeita e prepara-
cao do Sr Alvares de S. Soares, de Pelotas.
flavia seis annos que uma tese grave me
atormentav da e noite, fazendo ltimamente dei-
tar j abundantes escarros de saogue : os pulmes
coro certeza achavam-se afctalos e eu teria in-
fallivelmente de suecumbir terriveltsica pul-
monar t
Um amigo sabendo do meu estado, aconse-
lhoa-me o precioso pelloral de cambar,
e rnente com o uso ds 12 viros deste mporlan-
tissimo medicamento, consegu curar-me radical-
mente, sentindo me boje forte e podeodo j entre-
gar-me s lides de minba fazenda do Cerrito.
Depois deste caso, teob) aconeelhado a muita
gente o pelloral de cambara, e todos tm
oolbtdo resultados importantes.
Actualmente fas uso deste preparado, com
muito aproveitamento, minba filha Neufrides, que
tambem se acha soffrendo do peito.
Pasenda do Deacanco, no Cerrito, 24 de On-
tnbro de 1884 Bernardo Jos dos Santos.Re-
conheco como verdadeira a firma supra. Km tes-
temunho de verdade, o escrivao de paa Rolda o
S. de Gouveia.
nicos agentes e depositarios geraes nesta pro-
vincia Francia ro sfanoel da Silva di C
a roa Mrquez de Olinda n. 23.
Dr. Joilo Paulo
MEDICO
Especialista em partos, molestias de senhoras
de crianzas, com pratica as principaes materni-
dades e hospitaes de Pars e de Vienna d'Austria,
fu todaa aa operacoes obsttricas e cirurgcas
concernentes aa suas especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Bario da
Victoria (antiga ra Noval u. 18, 1 andar.
Consultas das 12 aa 3 oras da tarde.
Telephone n. 467.
r Dr. Mello Gomes
Medico clrurglo parteiro
Ra de Paulino Cmara (antiga da Gamboa
do Carmo n. 36), onde pode ser pro-
carado qualquer horado da e da noite.
Coniulai :10 ao meio dia
Chamados por eseripto.
Especialidades ;Pebres, molestias das sentaras, syphilis e soffrimentos da urethra.
Acode a qualquer chamado para fra da ca-
pital.
Tambem pode ser procurado, de meio dia s 3
horas, na Pharmacia do Povo, i ra do Rangel
n 34.
Si
Ollicina de escnlplor e enla
liiadcr em uiaiieira
85-RA DO BOM-JaRDIM87
PORTO
Eocarrega-se de todas as imagens em I
^qualquer tamaito, altares, sanctuarios, to-< >
[ cheiras, casticaes, jarras e sacias, bem co-
I mo ta Timbas funerarias, figuras allegori-
i cas-e serpentinas, tudo pertencente s di-
tas artes. Tambem se encarrega de pintu-
ras e pratas para imagens.
firande depHo de redamas e
planta* para aa menina*
Professora de caoto
Tendo reaolvido fixar residencia nesta
cidade, prop&Vae a dar lijcSes de cantona
era casas particulares, prometiendo esfur-
car-so o roais possivel pelo aproveitamento
de suas discipulas, podendo ser procurada
ra do Imperador n. 44, 3. andar.
IISMBI0DBIIS1A
Patricio Moreira
(Ex dlaclpnlo de Frederlco Mala)
Consultas e operacoes das 9 horas da inauh s
4 da tarde.
57-RA DUQUE DE CAXIAS-57
Leonor Porto
Rna do Imperador n. 45
Primeiro andar
<
Contina a executar os mais difficeis
figurinos recibidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfoicTiode costura, em bre-
vidade, modicdade em precoz e fino
gosto.
Advogado e professor de linguas
O bacharel Eduardo Alfredo de 01 iveira tem
aberto o seu escriptorio de advogado ra 1* de
Marco n. 4, onde tambem pode ser procurado para
leccionar o ingles, francs e allemio, pratica e
tb Bricamente, nos collegios e casas de familia.
Tambem para a commedidade dos estudantes
e empregados do commercio, resolveu abrir um
corso nocturno das ditas linguas. A tratar na
escriptorio cima referido.
Clnicainedleo cirnrea
DO ~~i
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de senhoras e
criancas.
Residencia Ra da Imperutris n.{4, segundo
andar.
O abaizo assignado visa ao repeitavel
pubico, que ninguera est autorisado a pe-
dir ero recebar esmollas para os actos do
do Apostolado da Oragao que se celebram
na igreja do Recolhimento da-Jossa Senbo-
ra da ConceicSo em Olinda, porque as festi-
vidades do oesmo Apostolado sao feitas
custa dos adsociados entre si ; do mesmo
modo, que ninguem est autorisado a pe-
dir oem roceber esmollas para o Mez Ma-
riano que se celebra na dita igreja, porque
agora ser o Mez Mariano feito custa da
mesma associacao do Apostatado, e as pes-
soas que sabiram na eleicfto. do anno pas-
sado, querendo dar suas esmollas pura o
Mez Mariano entreguem pessoalmente ao
abaixo aseigna Jo, ou enviern em carta fe-
chada pelo correio.
Olinda, 28 de Fevereiro da 1887.
Conego Manoel Joo Gomes, director
local do Apostolado da Oracao em Olinda.
Hiilista
Dr. Ferrara da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario. ^
DO COLLEGIO
INSTITUTO ACADBiCO
O director deste estabeleclmento, avisa ao pu-
blico, que, para propagar o gosto pelo cstudo das
linguas, abriu um curso de allemio, onde os alum-
nos poderlo apprender esta lingua tanto pratica
como theo ieamente.
A referida cadeira regida pelo Dr. Edaardo
de Olveira, que tendo residido quatro unos
e raeio no mu conhecido collegio BREIDEN-
STEIN, na Soisss, acba-se perfeitsmente habili-
tado, para bem desempenbar essa incumbencia.
Aquelles que quiterem se matricular no dito
curso, queiram entender se com o director do col-
legio, ou com o Dr. Eduarlo Alfredo de Olveira,
na ra 1* de Marco n. 4.
Jos Ferreira da Cria Vieira.
m:
COMMERCIO
B i Ka roiu lcrela I
CotacOes officiabs da junta dos cob-
KECTOBE8
Recife, 14 de Man de 1887
Cambio sobre Londres, a 90 d[v. 22 1(8 d. por 1/,
do banco.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeuz.
ovlmenlo bancarlo
ESC I FE, 14 DE MASCO DI 1887
O London Baok estabelecen hoje a taia de 22
1/8 d. sebre Londres, a qual continuou a ser man-
iida pelo Eoglish Bank.
As .tabellas cfficiace, portante, i So estas :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
Sobre Pana, 90 d/v 429 e vista 433.
Sobre Hamborgo, 90 d/v 532 e vista 538.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e vista 243.
Sobre Italia, vista 433.
Sobre New-York, vista 2*290.
Do EngUsh Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
Sobre Paria, 90 d/v 429 e vista 433.
Sobre Italia, vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 32 e & vista 538.
Sobre New-York, vista 2*290.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 240 e vista 243.
Sobre as principaes cidades de Portugal, vista
24\
Sobre liba dos Acores, vista 251.
Sobre lina da Madeira, vista 248.
Mercado de aasinear e alfada*
BSCITE, 14 DE Milico DE 1687
Assucar
As entradas continuaran] a ser regulares.
Os precos m&ntiveram-je a/>s algarismos se-
gaintes :
3.* baixo, por 15 kiles, de 2*000 a 2*100.
regular, por 15 kilos, de 2*100 a 2*2(K).
3 boa, por 15 kilos, de 2*200, 2*300 e 2*400.
''< superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
Branco turbina pulverisado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Syncnos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
alascavado, por 15 kilos, a 1*200 a 1*300.
Bruto, por 15 kilo, de 1*100 a 1*200.
Relames, por 16 kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou mnimo dos piecos sao obtidos
esnforme o sortimento.
Algodao
O preco foi de 6*250 a 6*300 por 15 kilos o de
I't-rnambuco e boas procedencias, em urra.
Ealradaa de asaltear e alfodo
mes de maco
EHTIUDAS
4}*: caca i ....
Editada de ferro ds Olin-
da ......
Es*r'ia de ferro de Ca-
x.....
.:es ... .
-ada de trro de 8.
. ranciso .
a da de trro de Li-
uioeiro.....
3
5
1 12
1 Vi
l 11
1 ll
("oiisultorio medico
cirurgico
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 aunot
de escrupulosa observaco, reabre consaltoro a-.s
ta cidade, ra do Bom Jess (antiga da Om
a. 23, 1." andar.
Horas de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as demais horas da noite ser encontrado m
sitio i travesea dos Remedios n. 7, primeiro por-
t&o esquerda, alm I." porcao da Dr. Cosme.
Patacho dlnamarqaex Mercar
Sabio hontem, com destioo a Pelotas, para onde
levou :
65 saccs com aasucar braaco.
1,350 barricas com dito dito.
50/2 ditas com dito dito.
100/4 ditas com dito dito.
Vapor lacles Slarllstit
Sahio Rtitehontein, com a seguinte carga :
Para Rio de Janeiro :
7,393 saceos com assucar.
10 bariicaa com mel.
1,829 secas com algodao.
42 rolos de sola.
Para Santos :
17,058 saccoa com aasucar.
65/2 barricaa eom dito.
60 aaccas com algodao.
30 pipas com agurdente.
Vapor allemao Paraoaiua
Seguio antebontem, couduiindo o seguinte car-
rega ment :
Para Lisboa:
310 saccas com algod.
16 ancoretas com agu irdeute.
5 barra de quinto com dita.
Para Hamburgo :
2.148 couros.
186 saceos com cera de carnauba.
Calxelraa deepaeamales
No prazo de 15 das, editados de 9 do eorrentc
mez de Marco, os caiztiros despachantes da Al-
tandega devem apresentar-se na 8.* seccao dessa
repartiere, afim de renovarem suas llancas, sob as
penas do art. 163 da consjlidaco das leis das Al-
fandegas e mesas de rendas.
Banco de Crdito Beal
Hoje, 15 do correte mes de Marco, ao meio dia
e em uma das salas da Aisoiiaco Commercial
Beneficente, devem rennir-se os accionistas do
Banco de Crdito Beal de Pernambuco, em assem-
bla geral, para o fim de tomarem cunbeciineu'.o
do relatorio das operacoes do ucsiuj banco nu au-
no findo em 31 de Dozenibro e do parecer fiscal, e
procederem eleico da nova commisso fiscal e
dos presidente, vice presidente e secretarios da
aasembla geral.
Notas do TncMouro dilaceradas
O recolhiiaeoto de notss dilaceradas est sendo
feito -na Thesouraria de Fazenda, as tercas e
sextas-feiras, das 10 s 12 horas da tnanhi.
Surtniituico de olas do Thesoaro
Em 31 do carrente mes termina o prazo mar-
cado para recolhimento, sem descont, das notas
de 2*00J da 5* estampa, 10*000 da 6 e 5*000
da 7.
A snbsttuicSo est sendo feita na Thesouraria
de Fazenda, nos das uteis, das 10 s 12 horas da
inanb.
( ) MEDICO HOMEOPATHA
uDr. Ballhazar da Silveira
Especialidadesfebres, molestias das
riancas, dos orgios respiratorios e das
geuhoras.
Prestase a qualquer chamado para
da capital.
I sent
P,
j fori
AVISO
Todos es cbamadss devem ser dirigi-
dos pharmacia do Dr. Sabino, roa da
Bario da Victoria n. 43, onde se indicar
sua residencia.
3*:rr:
Medico

Dr. Antonio Cavalcanto Pina abri 0 seu con-
sultorio medico-erurgico na cidade de Nasaretb,
ra do Payssod n. 5, onde pola ser procurado
p ira os mstetej de sua profisso.
do norte, em 14 do corrate, esons^nado a Com-
panhia Pernambucana, manifestou :
Alg'dio 107 saccas a Joi Vctor Al ves Ma-
theus & C, 81 a Borstelmann & C.
Couros seceos salgados 124 aos meamos, 78 a
H. Nuseh C.
Courinhos 58 fardos a Aber Stein & C, 1 a H.
Nuseh 4 C.
Chapeos de palha 4 fardos a Joo Ramas.
Esteiraa da palha 25 rolos a Joaquia Aguar,
20 a Ji'So Ramos.
Qomina de mandioca 86 saceos crdera, 6 a
Gomes de Matts Irmos.
Peanas do ema 1 caixa Joo V. Al ves Matbeus
ac
Sulla 1020 meios a Gomes de Mattos Irmos, 110
a Pernandes & Irmos.
Vrlas de carnauba 17 caixas a Joaquim Aguar
2 a Joio Ramos.
Hiato nacional Aurora II, entrado de Maco,
em 13 d> corrente e consignado a Carlos A. de
Araujo. manifestou :
Algodio 17 sacca ordsm, 13 a Machado &
Pereira.
Cera de carnauba 3 saceos a Machado & Pe
reir, 30 ordein.
.-! 33,280 litros ordem.
Vellai 8 caixas ordem.
:
Dr. Barrete Sampaio, medico ocu
lata, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, d consultas de ineo dia s
3 horas da farde, no 1." andar da casa
n. 51 ra do Bario da Victoria, ex-
cepto nos domingos c das santificados
Residencia rus Sote de Setembro
34. Entrada peln ra da Saudade n
1
ex-
dos. \
o n. >
.25. J
Dr. Cerpira Liite
MEDICO
Tem o seu escriptorio ra Duque de Caxaa
o. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e des! hora
em diante em sua residencia ra da Santa
Cruz n. 10.
Especialidadesmolestias de senhoras e crian-
cas.Tolephone n. 326.
EDITAES
i l m
O Sr. Dr. inspector geral da instruccSe publi-
ca manda fazer constar aos professores Francisco
de Paula Lina de Carvalho e Anacleto Pnblio de
Moraes Carvalho, este da cadeira de Pregui;as e
aquello da de Muribeca, que Ih-s fica marcado o
praso de 30 das, para dentro dellr-, entrarem no
exercicio das respectivas cadeiras, para as quaes
obtiveram permuta por acto da presidencia da
provincia de 7 do corrente.
Secretaria da instruccSo publica de Pernambu-
co, 14 de Marco de 18b7.O secretario,
Pergentno S. de Ara ajo Qalvo.
O Dr. Joaquim Corris de Olveira AnJrade, juiz
de direito de orphos e ausentas do li-cite e
teu termo, provincia de Pernambuco, por S. M.
o Imperador, a quem I cus guarde, ele
Paco saber a quem iateressar pj-sa, que tendo
se arrecadado por este juizo o espolio de Saly
Wolff, que nao deixou testamento, sao chamad .s
os sena legtimos suecessores a se hablitarem
heraoca, perante este juizo, nos termos do art.
32 do regulamento n. 2433 de 15 d-- J un lio de
1859.
E para eoustar mindej passar este cdital. que
ser publicado pela imprenta e llisado no lugar
do costume.
Dado e passado nesta cidade d > Recife de Per-
nambuco, aos 23 de Fevereiro do kiino do nasci-
meiito de Nosso Senhor Ji sus Christo de 1837.
Eo, Luis da Veig* Pesaos, escrivio, o subs-
crevi.
Joaquim Correia de Olveira Andrede.
O Dr. Joaquim Corris de Olveira Andrade, juiz
de direito privativo de orphos, nesta cidade do
Recife e teu termo, pir S. d. 1. e Constitucio-
.nal o Si-nbor D. Pedro II, a quem Deus guar-
de, etc.
Fac saber aos que o presente edtal virem ou
delie tiverem conhecimento, que no dia 15 do cor-
rete, depois da audiencia deste juizo, na respec-
tiva sala, ir prac* para ser arrematada por
rauta da Alfandega
M.1IANA DE 14 A 19 DE MARCO DE 1887
Alcool (litro)
29.464
2.200
4.669
4.424
13.460
4646
58.863
1.708
2.266
67
5.066
1.885
2.300
13.282
Algodao (kilo)
Assucar refinado (kilo)
Dito branco (kilo)
Dito mascavado (kilo)
Borracha (kilo)
Cacao (kilo)
Cachaca (litro)
Caf bom (kilo)
Caf restolho (kilo)
Carnauba (kilo)
Carscoa du alfodo \kilo)
Carvao de pedra de Cardifij(toi.)
Coaros seceos e pichados (kilo)
Ditos salgados (kilc)
Ditos verdes (kilj)
Pariuba de mandioca (litro)
Fumo restolhj (kilo)
Qenebra (litro)
Mel (litro)
Milbo (kilo)
Taboados de amarello (dazla)
218
353
151
131
067
1*26$
400
077
460
320
366
014
16*000
585
500
275
050
400
200
040
040
100*000
Vapor nacional Seryipc, entrado da Bahia e es-
cala, no dia 13 do correte, e consignado a Do-
mingos Alves Matbeus, inanifsitou :
Algodao 54 saccas a Meades Lima & C, 62 a
Jos de S Leito.
Courc s salgados seceos 17S a Pereira Carneiro
oc a, 107 a ti.. Nuesch 4 C 46 ordem.
flereadorias 3 volumes ordem.
Panno de algodao 20 fardos a Silva Guimaraes
a c
Pelles 57 atados ordem, 6 a H. Nuesch & C,
2 a Nunea Fonseca & C.
Sola 949 meios a II. Nuesch.
Tamaneos 6 tardos ordem.
Vapor alleuo Paranagu, entrado dos portes
do sul, em 13 do correte e consignado a Borstel-
mann & C, manifestou : ,
X'truuo 300 fardos a Ainorim Irmo de C.
Hiate nacional Apody, entrado de Mosser em
13 do corrente, e consignado a Antonio da Silva
Campos, manifestou:
Sal 200 alqueires ordem.'
Escuna nacional Marieta, entrado de Porto Ale-
gre rm 13 do corrente, e consignado Antonio de
Oliveira Maia, manifestou:
Ceblas 4,040 resteas a Maia & Rezende.
Farinba de mandioca 2,400 saceos a Pereira
Carneiro & C.
Tainbas em salmoura 21 barra a Maia & Re-
zende.
Escuna inglesa May, entrado de Terra Nora
em 13 do corrente, e consignada a Saundres Bio-
thers & C, manifestou :
Bacalbo 2,330 barricas e 500 meios aos consig-
natarios.
Barca norueguense Prcgress, entrado de Cardiff
omJM do corrente, e consignada a Wilson Sons
it C, manifestou :
Carvao de pedra 623
tarics.
Para Liverpool, N. Ch ft C. 190 s.cets cot
16,981 kilos de algodao.
=: No lgai inglez Roland, carregaram :
Para New Yoik, H, Forster 4 C. 11,000 saceos
com 825.C0J kilos de assucar mascavad j.
No vapor americano Finance, earregaram :
Para Ntw York, F. iralvio 22,211 courinhos de
cabra ; H. Stoisenbach & C. 76,838 couriuhos de
cabra.
Pora o interior
No patacho dinamarqus Mercar, earrega-
ram :
Pasa Pelotas, Vi uva de Mano I F. Marques &
Filbo 65 ssccos com 4,875 kilosde assucar branca.
No patacho dinamarqus A mor, earrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sul, J. S. Luyo & Filho
600 barricas com 63,158 kilos de assucar branco.
No patacbj ingles PUmauth. uarre ira rain :
Para Santos, P. Piuto 4 C. 5"> pipas e 100
harria eom 36,000 litros de agurdente.
No hiate nacional Geriquity, carregara r :
Para o Natal, M. J. Pessoa 2 K) saceos com fa-
rinba de mandioca.
Para Mori, J. Bsptsta 2 barricas com 120
kilos de assucar branco.
Navios a carca
Bares norueguense Vega, Bltico.
Barca inglesa Dunstoffuage, Estados-Unidos.
Brgue allemio I. G. Fente, Montevideo.
Brigue allemtlo Bruno & larie, IIu'l.
Escuna sueca LoreUy, Rio Grande du Sul.
Galera inejeza Lorenzo, Liverpool.
Lugar ingle* Roland, New-Yoik.
Lugar nac ooal Logo, Ri j Grande do Sul.
Patacho inglea S. Joseph, Sautos.
Pataebo dinamarqus Am >r, MonttviJo.
Patacho ingles Plymouih, Santos.
Patacho nacional Marinho VI, Rio Grande do Sul.
Patacho dinamarqus J. P. Laen, Rio Grande
do Sul.
Palhabote nacional 6'. Bartholomeu, Porto-Aicgre.
Vapor inglez Vol. Bal ico.
Vapor ingles Mariner, Liverpool.
Vapor ingles HerscheL, Liverpool.
quem maior preco offerecer, urna parte na casa a.
27 ra de. Luis do Reg, no valor de 1:171*012,
que servir de base ao preco da arrematacio, ten-
do a casa 2 jaoellas e 1 porta de trente, 2 portoes
nos lados, 2 salas, 5 quartos, cesinha fra, quar-
toa para criados, quarto para banho, quintal gran-
de e murado, diversos ps de fructeiras, portio de
ferro ne fundo, onde tem terreno alagado, at os
fundes das casas da ra da Aurora ; o soto tem
1 sala e 3 quartos. medindo a casa 7 metros e 30
centmetros de largura, e 17 m?tros o 55 cent-
metros de comprimente, e vai praca por forca
da sentenca de fl) 255 versa e pertencente ao me-
nor Carlos, filho Jo fina lo Jos Pereira Lemos.
E para que ebegue ao conhecimento de todos,
raatidei passar o pr. sent, que ser publicado pela
imprensa e afiliado no lugar do costume.
Dado o passado nesta cidade do Recite, capital
da provincia de Pernambuco, os 10 de Marco de
1887.
Eo, Manoel do Nasoimento Pontos, escrivao, o
subscrevi.
Recite, 12 de Marco de 1887.O escrivSo,
Manoel do Nasclmento Pontea.
2 aeecio.Secretaria da presidencia de Pe r-
namboco, em 12 de Marco de 1887.Dd ordem
do Extn. Sr. presidenta da provincia e em obser-
vancia do dispusto no art. 171 do regulamento
annexo ao decreto n. 9,420 de 28 de Abril de
1885, face publico que, por portara d'eata data,
foi nomeado o Sr. eneso Csrlos Soares VilelU
par* servir provisoriamente os officios do 2o ta-
oelliao do publico, judicial e notas e escrivao do
crime, civcl e execu^oes civeis do termo de Bom
Consalho.
O secretario,
Pedro francisco Correia de Oliveira
OjDr. Joaquim (Concia de Oliveira An-
drade, juiz de direito privativo deor
phos e ausentes, nesta comarca do Re-
cife seu termo, por Sua Magestade Im-
perial e Constitucional o Senhor D. Pe-
dro II a quem Deus Guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem oa
delle tiverem conhecimento que no dia 15 do cor-
rento, d'pois da audiencia deste juizo, na respec-
tiva sais, ir a praca para ser arrematada por
quem mais der uma casa de taps, sita a ra da
mariz de B beribe, n. 36 do valor de 1:000*, que
servir de base ao preco da arretnatsco.
E vai a praca a reqoerimento de D. Thcreza
Emilia dd Souza Gomes vuva do finado Eustaquio
Antonio Gomes.
E para que ehegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente que ser publicado pela
imprensa e affixado no lugar do costume.
Dado e psssado nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco aos 7 de Marco de
1887.
Eo, Manoel do Nascimento Ponten, escrivao o
subscrevi.
Joaquim Correia re Oliveira Andrade.
O Dr. Juli&o Tenorio de Albuquerque, juiz
municipal e do coumercio do termo do
Bonito, p>r Sus Mag-s'ade olnperador
a quem Deus guarde, etc.
Faeo saber aos que o presente edtal virem e
delle conhecimento tiverem quo fiado os diss da
le ser levada praca por arrmdamento de 5
aunos oeugenlu de fazer assucar denominado Gu-
landy sito ueste Urmo, moente e correte com to-
das as suas pertcncas, maltas, serradores, etc., e
pertencente a Antonio Francisco da Silva Vital e
sua mulber, sendo a renda annu-il de 500*000,
coDlorme tora uvalala, por execueo commercial
]ue contra as uiesmas move e neste juizo Joo de
Azevedo Pereira, para pagamento da quantia de
2:197*728, valor da mesma execucio : de vendo os
pretendentes oomnarecerem competentemente ha-
bilitados com es seus fiadores.
E uan apparecendo licitantes ser arrtndado
com o batimento da le.
E para que ebegue ao conhecimento de todos
mand-i passar o presente, que Vai por mim assig-
nado, ailirado no lugar do costume e publicado
pela imprensa.
Dado e pistado nesta villa de Bonito, aos 4 de
Marco de 187.
Subscrevo e assigoo o escrivao Sergio Ciernen-
tino de Souto-mior e Albuquerque no impedi-
mento do escrivao coirpsuheiro.
Julo Tenorio de Albuquerque.
lteudiiucntos pblicos
Renda geral
O 1 a 12
dem de 14
MES DE MASCO
Al/aniega
312:607*155
38:510*950
Estava sellado eom uma estampilha de 200 ris
legalmente inutilisada.
E mais se nao contiuha em dito edtal aqu b?m
e fielmente copiado do proprio original ao qual me
reporto e dou f.
Subscrevo e essigno. Bonito, 4 de Marco de
18S7. O escrivao, Sergio Clementino de Sonto
Maior e Albuquerque, no impedimento do escri-
vao companheiro.
Juizo dos feilus da fazenda
nacional
Etcrio&o -Reg Barros
Perante o Sr. Dr. juiz substituto dos feitos da
fazenda so venderao em praca publica no di 18
do corrente, depois da audiencia, os bens seguin-
te* :
Uma casa terrea n. 15 sita nos Coelhos, fregue-
sa d* Boa-Vista, pertencente a Lua Antonio Pe-
reira, avahada por 4:5?0*000.
Uin d:a tambem terrea a. 10 sita no becco do
Espioheiro ra de Nunes Machado, freguesia da
Graos, pertencente a Marcelino da Silva Lima,
avnliada por 400*000.
Duas ditas p;quenis ns. 26 e 28 na travesa do
Baudci.-a e ra Imperial, freguezia de S. Jos.edi-
ficidas no terreno foroiri da marinha n. 169 A, per-
tencente a Man i' I Cypriano Ferreira Rabello, ava-
lladas ambas por 2UO*000.
Odojiiuio u'til do terreno de marinha n. 169 sito
ra Imperial, truvcsja do Martina da freguezia
de S. Jos, eutr'ora pertencente a Francisco Jos
Martina da Costa o h jo viuva de Thomaz An-
tonio Coitnbra, avaliido o dito dominio til em
120*000.
U:na cisaha com um terreno ao lado, n. 304 na
rm Imperial,- freguezia de S. Jos, seodo 0 terreno
ds casa foreiro de marinha com a uuineaco de
224, pertencente aos herdeiros de Z ferino Amaro
dos Prazercs e av.aliados o terreno ao lado e a co-
sinha em 250*000.
Todos estes beiis tao vendidos para pagamento
das execuces da fazenda nacional contra os seos
possuidores cima indicados.
Recif', 6 de Marco de 18tt7.
O solicitador,
Luiz Machado Botelho.
J
Lotera de 400 contos
A grande lotera de 4000 contos, em 3 sorteaos,
fica transferida para o dia 14 de Maio viudouro,
impretcrivelmentej nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de hoje.
Thesouraria das Loteras para o fundo de
eii.aucipac.) e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Dezembrj de 1886.
O thesoureiro,
_ _____Francisco GonvalvesTeires.
Alfandega de Pernam-
buco
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, se faz
sciente a todos os Srs. caixeiros-despacbantes
que, em face do art. 169 da consolidars das leis
das alfaedegas e mesas de rendas, devem, no pra-
so improrogavcl de 15 das, a contar da data do
presente edital, se apresentarem n'esta seceo,
afim di: renovarem suas fiancas, sob pena de su-
jeitarem-se ao quo dispoe o art 163 da citada
cunsolidscio.
3 seceo, 9 de mar?o de 1R87.
O chefe,
____________________Cicero B. de Mello.
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta repart-
eio, fafo publico que no dia 15 do corrente mes,
paga-se a classe de 2* eutrancia de professores,
relativamente sos veneimentos do mez de Janeiro
prximo findo.
Pagadora do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 14 de Marco de 1887.
O escrivao da despeta,
Silvino A. Rodrigues.
Renda provincial
De la 12
dem de 13
60:893*583
6:448*426
351:118*105
65:8424009
De la 12
dem de 14
Del
Id^tn
a 11
ds 12
Becebedoria
Consulado Provincial
417:960*114
42:956/043
8:576,1940
51:532*983
21:034*462
4:557*658
I
IV 1 11
Idea ds 12
Recije Drainage
25.592*120
25:975*390
7:551*590
33:526*985
Mercado Municipal de Jes*
toneladas aos consigna-
Exportaeao
BECOTS 12 DE MASCO DE 1887
Para o exterior
vapor ullemo Paranagu,
issiporta?ao
No vapor ullemo Paranagu, earrega-
ram :
Para Hamburgo, II. N"ue:cb & C. 186 sacas*
cam 9,672 kilou de cera de carnauba e 429 couros
salgados ctm 5,14a kilos.
No vapor inglez Voh, earregaram :
Para o Bltico, Borstelmann o O 870 fardos
om 192,175 kilos de algodao.
No vap-.r ingles Mariner, earregaram :
Para Liverpool, Poblman & C. 588 saccas com
14,419 kilos de algodao
1 No vapor ingles Herechel, carrsgou :
Para Liverpool, J.H. Baiwell 5,700 saccas com
469,662 kilos de algodao;
Navios 6 descarca
Barca norueguense Progrese, carvao.
Barca inglesa Christiani Scrivey, carvao.
Barca dinamarquesa .4nca, carvao.
Barca bespanbola Francisca Villa, carvao.
Barca norueguense Speranza, carvao de pedra.
Barca norueguense ^foatitn, carvao.
Escuna inglesa May, bacalho.
Escuna nacional Marietta, varios gneros.
Escuna norueguense Reform, xarque.
Escuna inglesa Bella Rosa, bacalbo.
Hiate nacional Apvdy, sal.
Hiate nacional Aurora II, varios gneros.
Hiate brasileiro Deus te Guarde, sal.
Hiate nacional Fkr di Jardim, sal.
Lugar nacional Mti I, varios gneros.
Lugar nacional Maia, varios gneros.
Lugar norueguense Airona, carvao.
Lugar inglez May, carvao.
Lugar norueguense Ideal, varios gneros.
Lugar ingles Aureola, bacalho.
Lugar ingles Minnia, carvao.
Lugar ingles Lwuie R. Wce, bacalho.
Patacho ingles Buda, carvao.
Vapor nacicnal Sergipe, varios genero*.
O movimento deste Mercado nos diss 13 e 14 de
Marco foi o seguinte:
Entraran) :
90 bois pesando 12,978 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 52 ditos de 1.a qnalidade,
13 e 1/2 de 2* dita e 24 e 1/2 ditos particu-
lares.
390 kilos de peixe a 20 ris 7*800
56 cargas de farinha a 200 ris 11*200
18 ditas de fructas diversas 300 rs. 5*400
17 Uboleiros a 200 ris 3*400
30 Sninos a 300 ris 7*200
Foram oceupados :
48 columnas a 600 ris 28*800
42 compartimentos de farinha a
500 ris. 23*500
42 ditos de comida a 500 ris 21*000
159 ditos de legnmes a 400 ris 63*600
36 ditos de saino a 700 ris 25*200
23 ditos de tresraras a 600 ris 13*800
20 talos a 2* 40*000
15 ditos a 1* 15*000
A Oliveira Castro a C.:
108 talhos a A 108*000
4 talhos a 500 ris 2*000
Deve ter sido arrecadada nestes dits
a quantia de
Villa de Rio de Janeiroda Europa a 21.
Nevada Eurcpa a 24.
Espirito Santodo sal a 26.
Bahiado norte a 27.
Amandade Hamborgo.
Apotbeker Dirsende Santos.
Aldwathde Terra Nova.
Ameliado Rio Grande do Sol.
Albanade Cardiff.
Bernardas Gvdelewusdo Rio Grande do Sul.
Cometade Porto Alegre.
Cysncdo Rio Grande do Sul.
Cameliade Terra Nova.
Diudado Rio Grande do Sal.
Enjetta-do Rio Grande do Sol.
ratede Hamburgo.
Ehte de Tena Nova.
Engeniade Terra Nova.
Evorado Rio Grande do Sal.
Guadianade LUboa.
Glitnerde Liverpool.
Hapnus do Rio Grande do Sul.
Helenede Hamborgo.
Jolanthede Santos.
Joaquinado Porto.
Jos Genebrade Liverpool.
Lidadorde Rio de Janeiro.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Marinho VIdo Rio t'ande do Sal.
Meta Sophiade Hamburgo.
Metede Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Marydo Rio Grande do Sul.
Moss Rotsdo Rio de Janeiro.
Nordsoende Liverpool.
Noruega Ainode Cardiff.
Our Anniede Buenoe-Ayres.
Rosa Hilldo Rio Grande do Snl.
Sopbiade Santos.
Vareo da Gamado Rio de Janeiro.
Withelminede Hamburgo.
375*900
2:426*520
Vapor nacional fingan*, entrado dos porto* j Na galera iaglesa Lortnto, earregaram
Ointaelro
O vapor Pirapama trouxe :
De Aracaty para :
Luia Antonio de Siqueirs 5:600*000
Rodrigues Lima & C 5:549*660
Maia & Rezende 2:350*000
De Mossor para :
Martina Vieg.s A C. 328*000
E. C. Beltro A Irmio 453*500
De Maco para :
Rodrigues Lima fie C. 4:497*660
Gomes de Mattos a Irmo 7:590*310
Cramer Fray a C. 680*000
O vapor Qiqui levou para Fernando de No-
ron ha :
Da Thesouiaria de Fasenda para o
almoxarifado 4:935*912
2:802*420
87
Rendimcnto dos diss 1 a 12
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde 200 a 560 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 500 a 640 ris idem.
Farinha de 200 a 320 ris a cnia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijio de 640 a 1*000 idea.
Hatadoaro Publico
f Foram abatidas no Matadonro da Cabanga
resea para o consumo do dia 15 de Marca
Sendo: 64 reses pertencentes a Oliveira Castro,
& C, e23 a diversos.
Vapores e aavlos esperados
V1POBES
Pernambucodo norte boje.
Financedo sol boje.
Mondegodo sol smanba.
Plato-de Liverpool amanhi.
Montas ideode Hamborgo a 17.
Parado snl a 17.
Ras* riode Hamborgo a 17.
AUianoade New-Port.News a 18.
Girondedo rol a 21.
'Mov me uto do porto
Navios entrados no dia 13
Terra Nova34 dias, escuna inglesa May. de 156
toneladas, capito M. Collins, equipagem 8, carga
bacalbo; ordem.
Santos e escala11 dias, vapor allemio Parana-
gu, de 1291 toneladas, commandante F. Rohtfs,
equipagem 37, carga varios gneros; Brostel-
mann & C.
Porto Alegre-38 dias, escuna nacional Marieta,
de 172 toneladas, capito Francisco Bernardos
de Soasa, equipagem 9, carga varios gneros;
a Antonio de Oliveira Maia.
Bahia e escala8 dias, vapor nacional Sergipe.
de 411 toneladas, commandante Pedro Vignas,
equipagem 27, carga varios gneros ; a Domin-
gos Alves Matheus.
Mossor11 das, hiate nacional Apody, de 49 to-
neladas, mestre Guilbermino G. de Monra, equi-
pagem 5, carga sal; a Antonio da Silva Cam-
pos.
Navios sahidos no mesmo dia
Hamborgo e escalaVapor allemio Paranagu,
commandante F. Rohtfs, carga varios geeeros.
Santos e escalaVapor inglea Starleght, comman-
dante Joros A. Hindle, carga varios gneros.
Navios entrados no dia li
Cear e escala11 dias, 'vapor nacional Pira-
pama, de 360 toneladas, commandante Francisco
de Carvalho, equipagem 30, carga varios g-
neros; a Cempanhia Pernambucana.
Rio de Janeiro23 dias, lugar ingles Caledonia,
de 311 toneladas, capito F. Hoffineyer, equipa-
gem 8. em lastro; a Robilliard A C.
New Port34 dias, barca noruegaense Progriss,
de 437 tonelada*, capito T. Olsen, equipagem
11, carga carvao de pedra: a Wilson Sous AC.
Navios sahidos no mesmo dia
New-YorkBarca norueguense Ogir, capito Otto
Krabg, carga assucar.
Fernando de NoronhaVapor nacional QiqUi,
commandante Sonsa Lobo, carga varios g-
neros.
Rio Grande do 8ulPatacho dioamarques Aferw,
caprtio C. Tauro!, carga assucar,.
A
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Diario de PernarabucoTerca-feir 15 de Marco de 1887
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Banco de crdito real de Fernaoi-
buco
Em cumprimento dos S* e 12 do art. 83 dos
estatutos e das dispos^es da le n 3,150 de 4 de
Novembro de 1882, convocamos os Srs. accionistas
a reunr-se em assembla geral ordinaria, no dia
15 de Marco prozimo vindouro, \o meio da, em
urna das salas da .ssociacao Cotnmercial Bene-
fcente, afin de Ibes ser presente o relatorio das
operacflts do anno bancario findo em 31 de Dezem-
bro de 1886, acompanhado do parce r da commis
sao fiscal e proceder-se eleicj desta e bem as-
sim do presidente, vice-presidente, 1' e 2' secre-
tarios da assembla geral.
Recife, 28 do Fevereiro de 1887.
Os administradores,
Manoel Joao do Amorim.
Jos da Si Ka Loyo Jnnior.
Luiz Daprat.
Companhia Santa Thcreza em
presarla do abasteclniento
d'agua c de Inz eldade de
Olluda.
Assembla geral
De ordem do Sr. presidente da assembla geral
e por nao ter o Sr. secretario eleito acceito o cargo,
convoco a assembla geral des Srs. accionistas
para o dia 24 do correntc, afim de rer lido o jul-
gado o i el i tirio e o parecer fiscal e apreciadas as
coritas do anuo findo, e submettida a considerado
dos Srs. accionistas urna mofo do Sr. presidente
da directora.
A sesso ser aberta ao meio dia n'um dos sa-
les do edificio da Associaco Coinmercial, para
eese fim delicadamente cedido.
Recife, 9 de Marco de 1887.
O gerente,
A. Pereira Simott.
Banco de Crdito Real de Per-
nambnco
Nos termos dos arta. 5 e G dos estatutos, sao
convidados os Srs. accionistas reulisar at o da
31 do correte mez, na ede dj Banco, ra do
Commercio n. 31, a terecira entrada de 10 "/, do
Valor nominal de cada accao.
t'ernambnco, 11 de Marco de 1887,
Os administradores,
Manad Joao de Amorim.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Luiz Vuprat.
Wanta Casa de Misericordia do
Recife
A Iilma. junta administrativa de.ta Santa Casa
contracca com quem melbores vantagens offerecer,
o foriiocimento dos gneros ab-iixo declarado',
para o consumo dos estabelecimentos segnintes,
durante o trimestre de Abril a Junbo do correte
anno : Hospital Pedro II, dito dos Lazaros, dito
de Santa gueda, Hospicio de Alienados, Cisa dos
Expostos, Asylu de MendiciJade e Collegio des
Orpbos.
Aletria, kilos.
Arroz, idein.
Agurdente, li'ros.
Aseite doce, dem.
Araruta, k.los.
Bacalbo, idem.
Banha de poro, iJ> m.
Batatas, idem.
Cha verde, idem.
Caf em grao, idem.
Carne secca, idem.
Cebla, ceoto.
Fariul de mandioca da provincia, litro.
Feijo, idem.
Pomo do lito, kilo.
Gaz, lata.
Dito inczplosivel, idem.
Milbo, kilo.
Manteiga franceza, idem.
Pttaesa, idem.
Pao e bolacha, idem.
Dito e idem para o Collegio das Orphs (em
Olinda, idem.
Rap, idem.
Sabio, idem.
Sal, litro.
Tapioca, kilos.
- Toncinho, idem.
Velas de carnauba, idem.
Ditas s tea rias, masso.
Vioho braoco, litro.
Dito tinto (figneira) idem.
Dito do Porto, idem,
Vinagre, idem.
As propostae deverao ser apresentadas na sala
de suas sesses, em cartas fechadas, devidamente
selladas, ate as 3 horas da tarde do dia 22 do cor-
rente, declarando o* proponeutes sujeitarem-se a
una multa de 5 /<, sobte o valor total do torneci-
meoto, se no praso de 3 dia, ni* comparecer, m
para assignar oa respectivos contractos.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Becife, 15 de Marco de 1887.
O eicrivaO,
edro Rodrigue de Soutm.
|Thesouraria deFa-
zenda
De ordem do lllm. i-'r. inspector se faz publico,
que no dia 15 do correte, s 11 horas damaoh,
pagar se ha no Arsenal de Guerra as costuras
relativas ao mez de Fevereiro ultimo (segunda
quinxena).
Thesouraria de Fazenda de Pernambueo, 12 de
Marco de 1887.Osecretario,
Luiz En.ydi P. da Cmara.
Conip?nIiia pe nambocana
Santa
(ana da Hlsiericordla
do Becife
Antonio Ignacio do Rogo
Medelrusj
A junta administrativa da Santa Casa, no dia
16 do corrente, trigsimo do falleeiment do sen
ex-viee provedor e irmSo bemfeitor, commendador
Antonio Ignacio do Rogo Medeiros, fari eelebrar
pelo repouso de sua alma, na igreja de N. 8. do
Paraize, pelas 8 horas da manba, urna misas so-
lemne de rquiem, cntala pelas educandas da
casa dos ezpostos.
Para to piedoso acto, pede o comparecimeoto
da Exma. viuva, filhos, pareotes e amigos da fina-
do, assim como o de todos os inembros da junta e
da irmandade.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 9 de Marco de 1887.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Sonza.______
Companhia de edificado
Communica-se aos senbores accionistas, que por
deliberacao da directora foi resolvido o recolhi-
mento da sexta prestacao. na raiao de 10 0/0 do
valor nominal das respectivas aceOes, a qual de-
veri realisar-sa at o dia 12 de Abril prximo
futuro, oa sede desta co-npanhia, praca de Pe-
dro II o. 77, 1- andar.
Recife 12 de Marco de 1887.
Gustavo Anime,
Director secretario.
DE
Xavegacao cos el ra por vapor
Pelo presente filo convidados os senbores accio-
utaa a reunirein se r.a sede da companhia, no
dia 2i do corrente, ao meio dia, afim de Ihes ser
apresentad) o relatorio e balanco do anno findo, e
elegerem a commi.-slo de ezame de cautas e eon-
selbo de direecJo.
Becife, 5 da Marco de 18o7.
Manoel Joao de Amorim.
P.P.Saundcrs Brothers ir. C.
Artbur B. Dallas.
____________W. W. Rob.lliard.______________
OOIPiM SANTA THEREZA
Abastecedora (Tagua e
gaz era Olinda
AVISO
Aos Srs. consum-
midores de agua e g*az
da com panhia, que em
seus pagamentos se a-
cham em atrazo, lem-
bro o presente artigo
do regulamento ap-
provado pelo governo
a 12 de Agosto de
1873, e que se acha
copiado no verso das
contas entregues.
O pagamento da
importancia da agua ou
gaz fornecido em cada
mez, se far naprimei-
meira quinzenq do mez
seguinte e na sua falta
poderd a Companhia
interromper o respectivo
supprimento.
Escriptorio do ge-
rente, Olinda 3 de
Marco de 1887
A. Pereira Simes.
Recebedorla de Pernambueo
Matricula de escravos
O adre inistrador da recebedoria faz publico qne
rinda-te no dia 30 do corrente mea o praso para
a nova matricula e t rrolamento dos escravos exis-
tentes neste municipio, devendo os donos e pos-
suidores dos mesmos presentaren! at aquelle
dia as relacoes em duplcala contendo a neme do
escravo, naciooalidade, sexo, filiuolo. oceupacao
ou servico em que Idr empregado, dade e valor,
alm do numero da ordem da matricula anterior,
sendo o valor dado por extenso pelo senhor do es-
cravo ou seu legitimo representante, nSo exceden-
do o mximo regulad pela iaade do matriculando,
que ser tambera escripta por extenso conformo a
seguinte tabella :
Escravos menores de 30 anuos 9C0J000
* de 30 a 40 800*000
de 40 a 50 600*000
de 50 a 55 400*000
de 55 a 6(J 200*000
O valor das escravas ser regalado pela mesma
tabella com o abatimento de 25 ;. dos precos
nella estabelecidos.
A inscripcao para a nova matricula sei feita
a vista das lelagoes, que servir de base a ma-
tricula especial ou de averbaco tffectuada de
conform dide com a lei de 28 de Setembro d?
1871, ou de certido da mesma macricula, ou a
vista Jo titulo de dominio qusndo contiver a ma-
tricula do escravo.
Nao serSo dados a matricula os escravos mo-
res de 60 annos, sero porin inscriptos em arro-
lamento eepecial.
Sero considerados libertos os escravos, que no
prazo marcado nao tiverem sido dados a nova ma-
tricula.
Pela inscripcao ou arrolamento de cada escra-
vo pagar-se-b i 1* de emolumentos, cuja impor-
tancia ser destinada ao fundo de euiaacipaco
depois de satisfeitao as despezas da matricula.
Recebedoria, 2 de Marco de 1887.
Alexandre de Souza fereira do Carino.
DanipfsehiTfahrls-GeselIschafl
O vapor Rosario
Espera-se de HAMBURGO,
por LISBOA, at o dia 17 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagena, encommendas e din-
heiro a frete tracta-tecom os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERC N. 3
1' andar
ncao, 6 lavatorios com bacas, ol.j ctos pertencen-
tes ao Collegio de Nossa Senbora das Victorias.
QuarU-feira 16 do correte
A's ti horas
Agente Pinto
No sobrado da ra do Hospicio n. 10
Leilao
ques, ditos de agurdente em 4 cabos grand s, n
engenbo Central Cuiambuca, e finalmente 250 sac-
eos de assucar branco, 180 saceos deassucnr mas-
cavado, 50 barris de agurdente, 1,000 li'ros de
mel de 1, 10,000 de 2 existentes na Fabrica Cen-
tral Firmeaaa* Escada,tudo ser entregue de con-
formidad com as respectivas amostras, correndo
as despezas do Irete por conta dos compradoras,
sendo o leilao efiertuado como cima tica dito
ra do Imperador n. 30 pelas amostras que esta-
ro a vista dos Srs. compradores.
MARTIIOS
COHP4XII1E DE IIEDSAKG
RIE HAI11TOIEN
IJNIIA MENSAL
O paquete Gironde
Cotimandante Minier
Loteras para o Fundo de Eman-
cipa til o
r A 15. parte destas loteras acha-se exposta
venda para ser extra'hida sexta-feira, 18 do cor-
ernte, ao meio dia, no consistorio da igreja da
igreja da Conaeiyo dos Militares.
Thes< ciDAco, 12 de Marco de 1887.
Francisco Goncalvrs Torres.
THEATRO
EIPREZ4 ARTSTICA
IDMPANHU DE ZAflZUELLAS
HESPMHOLI
Director de scena
D. Valentn Garrido
Maestro-director
D. AntoniD i Talle
o. Recita
Terfa-feira, 15 de Marjjo
Subir secna a applaudida zarzuella em tres
ctos, representada por espaco de 2 annos em Ma-
drid, e causando um extraordinario xito nos thea-
tros de Lisboa e Porto, poema de D. 1.aiz M.
de l.mrrik e msica do reputado maestro Bar
biri, intitulada :
EL BaRBERILLO
LAVA-PIS
Estrada de ferro do Ribeiro ao
Benito
PERSONAGENS
Paloma.................. 8r. Pa.
La marquesa............ Sm. Sacanellcs (A)
Maja 1.a................. Srs. Caballero.
Maja 2.*................ Sta. Ruiz.
El barbeiro Lamparillo----- Sr. Garrido.
D. Luis................. Sr. Manso.
D.Pedro................ Sr. Ramos.
D. Juan.........,....... 8r. Duran.
Lope.................... Sr. Sanches.
Majos estudantes, costureiras, guardas, etc.,
coro, coro geral e acompanhamento.
Esta graciosa zarzuella de costumes puramen-
te hespanbes.
A ecena passa se era Madrid durante o rei-
nado de D. Carlos III
A'sj 8 Moras.
PRECOS
Camarotes de 1* ordem 12*000
dem de 2 12*000
dem de 3' 8#000
dem de 4 GJ000
Galeras 2*000
Cadeiras de i ordem v 3*000
dem :e 2 2*000
Plateas 1*000
Paraso *500
Os bilbetes vendem s no theatro.
>ot*Haver trens para Apipucos e Olinda,
e bonds para todas at linhas.
Quinla-feira, do corrente
Grandioso espectculo
Breveniente : As grandious sir-
mellaa Tempestado, Duas Princesas, o
Mftdgyarea e Msica Classioa.
E' esperado dos portos do
sul at o dia 21 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembru-se eos senbores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa
mil as composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garen 4 passagena ioteiras.
Por excepcito os criados de familias que toma-
rem bilbetes de proa, gosam tambem d'eate abati-
mento.
Os vales postaes s se da at dia 19 pago
de contado.
Para carga, passagena, encommendas e dinbeir-
a frete: tracta-se com o
AGENTE
fugaste Labille
9 RA DO COM EKOIO-9
ROYAlYaIL STEAH PACKET
COIPASV
0 paquete Mondego
esperado
do sul no da 16 de
corrente seguinlo
depois da demora
necessaria para
8. Tcente, Lisboa, Vlgo e ou
thampton
Reducqao de passaqens
Ida Ida t vola
A Southamptea 1* classe 28 42 M
Camarote reservados para os passagwitos M
Pernambueo.
Para passagens, fretes, etc^ tracta-se cea os
CONSIGNATARIOS
companhia Uahlana de uavega-
oho a Vapor
Macsi, Villa Nova, teriedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O vapor Sergipe
Ccmmandante Pedro Vigna
Segu impreterivel -
mente para os pnrtos
cima no dia 17 de
Marco, as 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/8
dia do dia 17.
^Para carga, passagens, encommendas e dinhei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7tina do Vigario 7
Domingos Altes Mathens
CHARGEURS REUIS
Companhia Franceza de Mavega-
cao a Vapor
Linlia quinzenal entre o Havre, Lis-
, Pernambueo, Bahia, Rio de Janeiro e
Santoa
lo R;o Se Janeiro
Com mandante Fonesnel
E' esperado da Europa
at o dia 21 de Marco, se-
guindo depois da indispen-
save) demora para a na-
uta. Hlo fie Janeiro
e Santoa.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p.'lot
vapores desta linha,quciram presentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarengai -)ual-
quer reclamcco concernente a voluntes, que po-
vr-utuia tenhajn seguido para os portos do suLafim
de se poderem dar a tempo as previdencias neces-
arias.
Expirado o referido prase a companhia nfto si
responsabilisa por extravos.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: trata-se com o
AGENTE
AugDSte Labille
9 RA DO COUMERCIO 9
0 yapor Tiln
LELES
A dainson Howie & C.
tniieil Slales M\ Brasil S. S- .
O paquete Finalice
E' esperado dos porto del
sul at o dia 15 de Marco,
depois da demora necessaria
seguir para __
naranho, Para, Barbados, .
Thomaz e .\ewlork
Para carga, passagens, e encommendas tracta
te com oa
AGENTES *>
0 yapor AlMfa
Espera-ae de New-Port-
News, ate o dia 17 de Mar-
ca, o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Bahia, Rio de Janeiro e Sanios
Para carga, passagens, encommendas e dinheir.
a frote, tracta-se com os
AGENTES
Benrj Forster 4 C.
8 RA DO COMMERCIO -8
!. anda
N
COMPANHIA PEB-%AMCA^
DE
Mavegacao Costeira or Vapr
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acaraku e Camotsim
O vapor Pirapama
Comrnandante Carvalho
Segu no dia 22 de
corrente, s 5 horat
da tarde. Recebe
(carga at o dia 21.
Encommendas passagens e dinbeiroa a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pertamiucaia
n. 12
Lirerpool Brasil & fiiM Piale
Vapor inglez Plato
Espera-ae de Liverpool at
hoje, o qual depois da demo-
ra necessaria seguir pa-
ra o
Rio de Janeiro e Santos
Para passageiros e carga a frete trata-se com os
Consignatarios
Sauders Bnlhors C.
Leilao
Quarta feira 16, deve ter logar um grande e va-
riado leilao de movis, quadres, vidros e muiros
autros objectos no sobrado grande da ra do Hos-
picio ii. 10, em que funeciona o collegio de Nossa
Senhora das Victorias, sendo parte d'aquelles ob-
jectos pertencentes aquelle collegio e maior parte
diverses e para all transportados.
ACENTE PhNTAXl
Leilao
De urna excellente casa terrea, sita ra de S.
Miguel n. 59, nos Afogados, completamente
nova,. tendo 2 salas, corredor independeete, 4
quartos, eosinba, quintal murado, com cacimba.
TERCA-FEIBA, 10 DO CORRENTE
A's 11 horas
No armasem da ra ao Vigario Tenorio n. 12
O agente Pestaa, competentemente autorsido,
levar a leilao no dia e hora cima mencionados,
a referida casa, que, pelo seu bem estado de con-
servacao, ti rna-se recommendavel.
Leilao
Agente Britto
De fasendas, miudezas, movis. loucas, vidros e
difieren tes arj'gos.
Na ra de Pedro ArTonso n. 43
Terga-feira 15 do corrente
As 11 lfi horas
Grande e variado
Leilao
De urna excellente mobilia de Jacaranda a
Luis XV, com 1 sof, 4 cadeiras de bracos, 2 con-
solos com pedra e 12 cadeiras de guarnicSo, 4
lindos jarros, castioaes e mangas, 4 escarradeiras,
2 cadeiras de balaceo, 1 mesiaha redonda e tope
tes de sof,
Urna cama francesa, 1 toilet e lavatorio de ma-
deira igual, 1 guarda-vestido, 1 comrooda, 1 mesa
de cama, 1 marquexao, 1 cabide.
Un a mesa elstica, 1 apparador, 1 guarda-louc,
12 cadeiras de guarnicao, 1 lindo relogio de
parede, 2 mesas, tudo novo, de gosto e bem con-
servado.
Um lindo apparelho de porccllana para jantar,
1 do para cb, 1 porte, licor, compsteiras, cepos,
clices e muitos outros objectos de casa de fami-
lia, tudo bom.
luarla-feira. t do corrente
Agente Pinto
No sobrado grande da ra do Hospicio a. 10,
por occasio de um outro leilao de mobilias de
junc:<, de smarello, de Jacaranda, mesas elsticas,
guarda-loucas, mesas, cadeiras e muitos outros
movis de casa de familia.
O leilao principiar s 10 horas em ponto, por
serem muitos os lotes.
LEILAO
De movis, louga, vidros, candieiros gaz
e objectos de electre-piata.
A saber :
Um piano forte, coberto e eadeira, urna molilia
de Jacaranda, 4 easticaes o mangas, 1 mesa re-
dund, 2 espreguicadeiras, 1 tapete, cadeiras de
balanco, 4 quadros, 3 pares de cortinados, jarros
para flores, 1 mobilia estofada c 2 espelhos.
Duas camas franee zas, 1 marquesa, 6 cadei-
ras, 1 cabide, 1 lavatorio, 1 guarda-vestido, 1 com-
moda, 1 berco, guarnieres para toillet, porta-
chuva, contooeiras.
Urna secretaria de Jacaranda, e um armario
grande.
Urna mesa elstica, 1 guarda-louca, 2 aparado-
res torneados, 1 quartinheira, 3 bandejas, 18 ca-
deiras, 1 relogio, 2 apparelhos para cha e jantar,
copos, clices, 1 galhetelro, mesas, cadeiras e
mjitoB outros movis de casa de familia.
Quarta-feira, 16 do corrente
A's 11 horas
No aobrado da ra de Hospic:o n. 0
Por occasiao do um outro leilao que alli deve
lar logia.
Agente Pinto
De 846 saceoa com iarioha de mandioca,
descarregada do lugar t Courier
Quarta-feira 16 dq corrente
A'e 11 horas
No trapiche Barbosa
Modesto Baptista
'Agente Burlamaqui
Leilao
corrate
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a S(X.O no becco dos t'ce-
Ihos, junto de S. Gon^atlo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 66.
Qaarta-feira,
A's
No
IV do
11 hor.is
armazem ra do Imperador n. 22
De nma parte do engenho Brum da freguezia
da Varzea, no valor do 12:559*212
O agente cima, por mandado e assistencia do
Exm. Sr. Dr. joiz de orpbos, requerimento da
viuva do finado Dr. Graciliano do Paula Baptista,
vende em leilao a referida parte do engenho
Brum, -da freguesia da Varzea.
=- Prtciss-se de um perfeito cosii-heiro
tar na ra do Brum n. 35.
a tra
Leilao
lou5aa/ e vidros
De moveis,
SENDO:
Urna mobilia de pao carga com poiico uso, teado
12 cadeiras de guaruico, 5 ditas de bracos, 1 sof
2 consolos com pedra, 1 bonito candieiro de gaz,
4 pares de jarros, 4 quadros oleographis, 1 meza
c m estante, 2 cadeiras de balanjo de jacaiand.
2 cadeiras para barbeiron, 1 mesa redonda ,de Ja-
caranda cotn pedra,, 1 lanterna, 1 tapete, 1 com-
moda preta, 1 dita de amareo, 1 espriguicadeira
e 2 alindadas.
Urna cama franceza, 1 lavatorio com espelho, 2
marquezoes, 1 cabide de colunna, i dito de pa-
rede, 1 meza grande de amarello, 2 aparadores, 1
sof de amarello, 1 gaarda-louc^, 8 cadeiras
de amarello, 3 candieiros de parede, G mezas,
1 berco com colxao, 1 c.-ma franceza de amarello
com el sao, 1 encarado grande parai:eza, 1 quar-
tinheira de amarelle com quartinha e outros muitos
moveis.
Quuintafeira 17 do corrente
AS 11 HORAS
No 1 andar do sobradu n. 58 da ra do
Faogel
O agente Martins autonsado por urna familia
que mudou de residencia far leilo dos moveis e
mais objectos existentes no referido sobrado.
Ao correr do marlello
AMA no largo do Corpo Santo n. 19, 2a andar
precisa ee de urna ama boa cosinheira e que dur-
ma em casa.
Arrendase o sitio das Jaqueiras, com gran-
de casa de v.venda, todo cercado a mais tres pe-
quenas no rr.esmo correr, eervindo perfeitamente
para penso ou hotel : a tratar no mesmo sitio.
Aluga-se o 2" andar do sobrado n. 5 d* ra
do Padre Piona no, com bens commodos, gaz, sala,
c quartes stucados ; p-.ra ver, a chave est na
loju, e para tratar no caes do Ramos n. 26.
Vende-su barato duss gradea de ferro, tendo
12 palmos de altara e 5 112 de largura ; a tratar
no r.c jugue do pateo do Terco com o Sr. Clarindo
Graciano da Silva, das 2 horas s 6 da tarde.
A'uga-sc o 2* andar do sobrado n. 7 na
PaBsagem, cem agua, prtco commodo; a tratar no
mesmo, com Loureiro & O
= Vende-se um bilhar c pertences :. trataj
na rna do Bom-Jesus n. 43.
Aluga-8: por 8*000 a casa n. 22 na Enera
zIba ia de Bclem, est caiada c pintada, t-m
quintal e cacimba ; a tratar na ra da Imperatris
numero 56.
Aluga-sc o 2 andar do sobrado n. 129
ra Direita ; a tra'ar na Carnuda do Carino nu-
mero 2.
Precisase de urna ama
tratar na ra Nova u. 57.
para cosinbar : a
De um sof, 2 cadeiras de bracos e 6 de (ruarni-
oo de junco pretn, 2 capiteis, 5 mappas, 2 pares
de cortinados, 2 figuras de gesso, 2 almofadas, 3
quadros, 6 plantas, 4 garrafas, 1 licoreiro, 1 lote
de louca para cha, 1 aprador grande com arma-
Leilao
De dous sobrados, sendo um de 3 andares
n. '5 ra do Livramcnto e outro de 2
andares ra dos Martyrios n. 144
tilinta feira. 19 do corrente
A'a 11 horas
RA DO IMPERADOR N. 22
O agente Stepplc, por mandado e assi tencia do
Exm. Dr. juia de direito privativo de orpbos e
ausentes a requerimento de Joo Goncalves de
Souza Beiro, perteneente ao espolio de Jo3o Ma -
ria Ferreira da Cuoha, levar leilao o sobrado
de 3 andares n. 25 ra do Livramento, em solo
foreiro, rendendo mensalmente 1655.
Em seguida o mesmo agente vender outro so-
brado de 2 andares n. 141 ra dos Msrtyrios,
juut i igreja, rendendo mensalmente 106 ; as
cliaves acbam-se na ra Direita u. 112, primeiro
andar, para qualquer pretendento ciaminar.
Os Srs. pretendentcs desde j podem examinar
es ditos predios e para qualquer iuformacao o mes-
mo agente as dar.
AGENTES-BURLMARQUrE"GL'SMO
Lei Sao
Sexta-feira, 18 do corrente
A's 11 horas
No armazem rna do impera
dor n. so
De assueares me e agurdente
Os agentes cima por mandado e asistencia do
Exm. Sr Dr. juis do Commercio, a requerimento
do Visconde de Campo Alegre e outros, venderao
em leilao o que se segu : 10,SOO kilos de assucar
de 1* qualidade, 320 de segunda, 15 tonelladas de
assucar de Ia e 59 de secunda; 4,148 litros de
agurdente, 20,000 ditos de mel, cuja venda ser
ffeetuada pelas respectivas amostras, e a entrega
pelos referidas agentes ca Fabrica Central de
Santo Ignacio no Cabo, precedendo as formali
dades da lei.: vender mais 38 toneladas de assu
car bruto, grande quantidade de assucar rtame
cm 5 tanques, litros de mel em 2 Ii2 tanques, 187
saceos de assucar, 40 ditcs de 60 kilos, 81 pipas
de agurdente, que sero entregues aos compra-
dores com ss mesmas formalidades no engenho
Central Bom Gosto, cm Palmares, mais arrobas
de assucar de 13 depsitos 456 saceos de assucar
de 50 kilos cada um, 52 ditos de 80 kilos, 15,000
kilos de assucar ensacado, litros de mel em 2 tan-
Aluga-se na ra do Imperador n. 39, o 1'
andar e armezem ra Vidal de Negreiros n. 20 ;
o 2- esoto e loja do mesme predio; a tratar
com Luiz de Montes Gomes Ferreira.
Precisarse de urna ama para casa de fami-
lia, para cosinbar ; na ra Vidal de Negreiros nu-
mero 71.
Vrnde-se urna carroca piopria para cavallo,
com todos seos utensilios : a tratar na ra Peo'ro
Affjnso n 47.
" ALOJA
Das Lislras Vzues
DE
Jos Augusto Dias
RA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Telephone n. 221
Receben grandes pechinchas de fazendas
finas e do lindos gostos as quaes vende pelos
seguintes presos:
PERCA LINAS de lindas cores a 240 lis.
MERINOS PREIOS e de todas as cores infes-
tados a 800 ris.
SETISS PRETOS e de tods as cores a 800 e
uooo.
ESQUIAD pardo enfettades para vestidos a
401) ris.
j BRIM pardo liso fino para roupa de meninos a
3;0 ris.
LANS E6C08SEZA8 lindos padroes a 169 ris
CHITA.S muito finas a 240 ris.
FUSTO de Indas cores matizadas (fantazis) a
020 ris.
FOLARDISA de lista imitacao de seda a 369
ris (fantazis).
CORTINADOS BORDADOS a 6, 7, 8.
COLXAS DE DAxMASCO com borlas do seda
a80.
QRINALDA-S com ricos veos de Blond de seda
a 8*. 10 e 12*
LEQCES DE SETIM broncos bordados para
nonoivas a 7. ...
LOQUES A JOANNITA com esmalte ultima
vidade a 500 ris.
BRAMANTE FRANCEZ 4 lorguras a 900 rea,
120.I e 2*.
MANDAPOLAO AMERICANO igual ae ver-
dadeiro camizeiroa 6*
ALGODAOZINHO h 2J600, 3*900, 4*000 o
5*000 a peca, do melhor.
SARGELIM FRANCEZ largo de qualquer sor
a 240 ris. ,
MEIAS de urna s cor para memnes a 4U res
i'qualquer tarnanho).
CAPAS DE L para meninas a 2*000, para
senhora a 4*000.
E eutra8 muitas fazendas existentes do alta no-
vidade que se vendem muito barato.
As Exilias. Sras. que nao possam vir na loj
queiram pedir as amostras o listas com precos mais
baratos de qualquer fazenda desejada.
Loaflas Listras Azaa s
DE
WOLFF & C.
N.4BOA DO CABGA'-IU
Ve te muito ronhecido estobelecimen-
to eoconti-H r o respeitavel publico o mais
variad reeorankas senapre directamente dos melbo-
res IT.' Brf cantes da Europa, e qu 9 priman
pelo -apura*io &~oto do mundo elegante,
SReos adereeos completos, lindas pulse!-
ras. a 'tete'*, voltas de ouro cravejadas com
brllhantes. ou perolas. annefs, cacoletas,
botspi desde genero.
ESPECIALIDADE
Em celegios do uro, prata e niekelados,
para bomens. senboras e meninos dos mal
.acreditados fabricantes da Europa e Ame-
rica
(Tara todos os artigas desta casa gran-
te-se a boa qnalidade, assim como a modioi-
tade aos preces que sSo sem competencia.
H quer abra de ouro ou prata e tambem r-r.lo-
gia de qualquer qualidade que seja.
4Ra do Cabug4
|
L'

consolos de amarello, 6 cadeiras de guar-


y
a*
V
6
Diario de PeruanibucoTcrfa-fcira 15 de Marfo de 1887
Tnico
Oriental.
0
YS&
f
A 0 <^
Aluga-se barato
toa dos Guararapea n. 96.
ttua Vigconde de Itaparica n. 43, armasen.
Boa do Tambi n. 5.
Roa do Viacondo de Goyanna n. 163, com agua
egu.
Largo do Mercado n. 17, loja com gaz.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2.' andar.
lYata-se na ra do Coiomercio n. 5, 1* andar
acriptorio de 3ilva Guimaraes & C.____________
Alug
a-se
o 2' andar do sobrado n. 35 traveeaa de S. Jos ;
ole terreo do de n. 27 i roa Vidal de Negre-
ros; o 1 do de n. 25 roa velha de Santa Rita ;
o 1- do de n. 34 4 rua estreita do Rosario ; todos
limpoB : a tratar na ra do Hospicio n. 33.______
Tricofero de Barry
Garante-se qnefaz nas-
cer ecrescer o cabello ainda
aos maia calvos, cura a
tinha e a caspa e lemove
todas as impurezas do cas-
co a cabeca. Positiva-
mente impee o cabello
de oabiroude embranquo-
eer, e infaUivclmente o
torna espeeeo, uiacio, lus-
troso e abundante.
//'MLiV
Agua Florida de Barry
Preparada segrmda a formla
original nsada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacfto oficial de
nm Govemo. Tem dras vezea
mais fragranciaquaqualquer outra
Cilnraodobrodotempo. E'mnito
iuuia rica, suave e deliciosa. E'
muito maia fina e delicada. E'
mais permanente o ogradavel na
lenco. H una rezas mais refres-
cante Bo banjo e nc cuarto do
doente. E' especifico contra a
freraxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
desmaios.
Xarope Je Vida Je Mer & l
Aluga-se
* sobrado de azulejo n. 82, no Caminho Novo,
muito fresco pela posicao, e tem commodos bas-
tantes, est em estado de limpeza, que o preten-
dente nao precisa fazer despesa para morar.
Aluga-sc
o b- gando andar do sobrado n. 17 no largo do
Corpo Santo, muito fresco e eom commodos para
grande familia ; a tratar no 3- indar do meemo.
Alusa-se
urna casa com commodos par grande familia, a
litio arborisado ; na Ponte de Ucba n. 10._____
Aliura-se
a luja do predio ra do Mrquez do Herval,
transa do Pocinb.0 n. 33, proptia para estabele-
cimnto commercial o* officina, per ser de esqui-
na ; a tratar no la-go do Corpo Santo n. 4, pri
meiro andar. _________ _
Ama
Procua.-se de urna cosinheira ; a. tratar no largo
do Coi po Santo n. 17, 3- andar.__________
AJCTES DB T/8AI/-0. DEPOIS DBtnUIi-*.
Cura positivas radical de todas as formas de
aacrofulas, Syphilis, Feridaa Escrofulosta,
AffeccSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
encas do Bangue^Figado, e Bins. Garante-se
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangos
e restaura e renova o systema inteiro. o a
Sabao Curativo de Reuter
Ama
Precisa-se de urna bos cosinheira para casa de
pouca familia, prefere se escrava; na ra do
Kiachuello n. 13.
AMA
Prccisa-se de ama amapara
lavar, eiigoiniuar e faze rnaais
alguna aervico de cas de fa-
milia : menos comprar e co/i-
nliar : na ra do Kiachuelo n.
13. Deve dormir em cas.
Ama
Precisa-se de urna boa cosinheira, para caaa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companhia
b. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
Ama
Precisa se de urna psra casa de familia, 4 roa
do Cabug n. 3, 3o andar.
Amas
Precisa-se de duas mas sendo urna para en-
gommar e outra para andar com criancag : a tra-
tar ra do Livramento n. 24, 2* andar.
Ama
Precisa-se de urna ama de boa conducta, para
casa de moco solteiro ; a tratar na ra Augusta
D. 258, taverna.__________^^^^^^
AMAS
Precisa-se de diversas, tratar das 8
Loras da ntaiiba a S- da noite, na ra das
Flores n. 18, porta larga.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, para cosinbar e 'ngiuimar : a tratar na
ra do CapitSo Lima n. 32.
Ama

Precisa-se de urna ama para, aervico inferno de
casa de familia ; na ra dos Wrea n. 3ft_______
Cha preto superior
Receben o Carlos Linden nova remeses do ch4
preto superior, e avisa, aos sena fregueses, que
v na ra do Barao da Victoria n. 48, para se
sopprir,
Arrenda-se ou vende-se
nm sitio com alguna arvoredos de fructo, planta
de oapim e ortalices, ra de S. Miguel n. 148 :
qoem quizer dirja-se ra da Imp< ratriz n. 13,
loja.
Pechncha
Maotciga dinnirsrqueza a 700 rs. a ata de
urna libra ; vrnde-se na casa de AntoniolDuarle
-roa da l'mo n. 84, Aitbur Macee ruada
Aurora o. 85, Paulo Ribeiro & C. a roa da Roda
11. 4i, (? de primeira quilidndc.
Urgencia
Precisa se sem demora fallar com o Sr. Anto-
nio V.ctorde S Baneto, ru cb Raogel nume-
ra 65. ____________;
Enonnaetra
' Precisa-se de urna boa engommadfira e que
a*aboe tambem, para casa de-p-quena familia :
a tratar no Caes da Companhia n. 2. Preferc-ae
eacrava e deve dormir em c*a.
EDronimadeira
H/ecisa-se de urna b;>-engimmadeira, que ea-
abot tamban, para casa de pouca familia, prefe-
ie-se escrava : na rua d Hi ichuello n. 18. ____
IMPORTANTE FABRICA
deTWGTAS,
I Tenues, Alawcega
para Vidreiros desoja um Agente. Exigen-as
referencias.
Escrever I3:E"W-A-BJIj
*rroTteee,n'ia3.AjrrgmaraA(ite.)
Criado
Para o Banho, Toilette, Crian-
cas para a cura das moles-
aa da pello de todas as especies
ero todos os periodos.
Deposito em Pernambueo casa de
Francisco Manoel da Silva A C
Jalropb
Manipoeira
Ease medicamento de urna eficacia recoohecida
no beriberi e ontrss molestias em que predomina a
hidropesa, acha-se modificado em sua prepara-
cao, liradas a urna nova formula de um distincto
medico desta cidade, sendo que comente o abaixo
assignado est habilitado para pr> paial-c de modo
a me Inorar lhe o gosto e eh-iro, sem todava alte
rar-lbe as propriedad s medicamentosas, quo se
conservara cm a mesms actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado peb
estomago.
t ni'i depoailo
Na pbarmac CuncncSo, 4 rua do Marques do.
li'idc n. (11.
[iicirs fie M*IIO
Cosinheira
20*000
Paga-fc 20000 por mes a nma perfrita c-isi-
nh ira, pora casi do pe nona fanil, prefenndo-
se de mo 1 a 1 lade e que ej 1 de boa mira!, 4 rua
do Paysanc n. 19, passandn a poi.te do Chora-
menino : quaoi nao aiver em condicocs esensado
apreseutar-so. _________^__^
Salino de alratrao
Acaba de rewber nova nraeesa deste sab&o
medicinal, cuja taita nrsto mercado tem sido tSo
eencivrl ; .-i casa d-- 7oferino Martins C-, praca
do Conde 't o. 13.
to
Casa com sala, 2qnirtos, cacimba, f-gao, ap-
partlb) e quintal, a rua do Dique n. 2 1 utr'ora
rua das Carrosas).
8itio a-ai casa, pi ra familia, arvoredos, todo
murado, 4 rua de S. Miguel n 9, un Afogados.
Casa com 5 quarlor, 2 salas, quintal e portSo
rua de S. Jorge n. 26, pcr'o da eetscio do Li-
moeiro ; a tratar na rua de Santa Thercta nu-
mero 38.
Vende-se
a taverna tita i roa de S. Joao n. 17, com nma
bonita armaco e geocros, tambem se faz negocio
com armaco ; a tratar na mesma.
N. 80O$O0O
Peda-as ao }r, Antonio Coelho Ribeiro Roma,
mande sat sfaier o mes ni u cima, c 192*000^ j. oais, quo tem po, quando nao- ....
rbem sabe onda
A joia.
immm
Quem tiver esta- quaolii e quizer dal-a a joros,
mediante urna bypotheca de maior valor cu boa
garanta, appareca na blica do pateo do Carino,
que la ae dir quem qur.
Profesor de msica
Gabriel Archangelo de Azevedo, professor de
msica, prope-so a leccionar era casas particu-
lares por prefos noicos a arte que profesas, pu-
dendo ser procurado rua do Caldeireirn n. 12,
1- aadar, ou 4 roa do Jardim n. 111, fabrica de
calcados. Telephone 122.
Professora de canto
D. Iberaa Levy, teado resolvido reHssu/nir a
uta profissfia, offerece-se pora Ic-ccionar canto as
casas particulares, pudendo ser procurada na
iharmacia Central n. 38, rua dj Imperador.
9!
Piec'aa-ae d nao b>m criado ; no hotel.do Ce
mineo Novo n. 118-C.
HISTORIA
D E
Vctor
alsificaffics
Para evitar flEificr,oes com referencia ae co
nhecido PE1TOKAL DE CAMBAR, davo exi
gir se este preparado com a firma do aujturAr-
varea de S. Soares em rotulo circulando axo-
Iba do frasco e a marca da fabrica nos involtorios,
iruUda pelo ame do* agentes o depizitarios
in-raca em Pernambueo Francisco Manoel da
Silva & C 4 roa. do Marques deOJinda n. 23,
Si>*
VERDADESRQ3 GRAOS heSAUOE do D'FBANCK
\* LICBNGIADOS PBLA INSPECTORA GKHAL DB HYOIBNB DO IMPBBIO DO BRAZIL
Aparlvntn, EalamaoMoea, Pwpgativea, D,pUrtvos
Jontra a raata O* nir-"-- a ObstmocAo, a Bnxaqueca, as Verttceins,
as Csacssnai, etc. Dote ordinarna : 4, i a I grSot.
Desconfiar as falsffloacf>cs Kxlirlr o rotulo junto imprimido em n-ancez
o >M].seio.. o Selle da i u FafcricaitM.
cada urna letra de una cor dlBerente e
n PARIX, Pharmacia UtBOT.
PlMlHil tM ttu U IIJBfItttl Pfc>m?fi'lt
EMULSO DE SCOTT
de
PURO
OLEO
DB 0
FIGADO DE BACALH10
COM
HYPOPHOSPHITOS
DE CAL E SOPA,
To agradavel ao paladar como o leite.
O grande remedio para a cora
radical da TSICA, ESCRFULA,
ANEMIA, EACHITIS, DE-
BILIDADE EM GEBAL e todas
as enfermidades consumptivas,
tanto as crianzas como nos
adultos.
Nenhnm medicamento, at hoje-
descberto, cura as molestias do
peito e vias respiratorias, ou res-
tabelece os debis, os anmicos
os escrofulosos com tanta rapidez
como a EmulsSo de Scott
A venda nos principaea boticas *
drogaras.
Deposito em Pernambueo na drogara de Francisco Manoel da Silva
& C.| rua do Mrquez de Olinda n. 39.
CAJIMJBEBA
PREPARADO YIMIOSO DEPIRATIYD
APPROYAO PELi JDNTA BE HTIHIB PUBLICA DA GOBTE
Aulorsado por decreto imperial de 20 de Janho de 1885
Gonipostiao de Firmino Candido de Figueiredo
KMPBBGADO COM A MAIOK EFFICACIA NO BBECMATISUO
DE QL'ALQUER TATCBEZA, EM TODAS AS MOLESTIAS DA PELLE, AS
LEDCOBBHAS OU FLOBES BBANCAS, NA ASTHMA
bionchites (molestias das va* respiratorias), nos soffbimentos
OCCASIONADOS PELA IUPCBEZA DO SANGUE E FINALMENTE
AS DIFFEBENTES FOBMaS DA SYPHILIS
PropagadorA. P da Cunha
As importantes curas, que este importante medicamento tem produziio, attes-
tadas por peesoas de elevada posicao social, fazeiu com que de toda parta s^ja elle
procurado, como o melbor e mais enrgico depurativo do sangue.
Depurar o sangue, como condigo de urna circularlo benfica e efficaz, eis em
que consiste principalmente o meio mais seguro de conservar a sa ie o de curar as
rxolestias que a impunzj do sangue occasiona.
O Cajrubba, pela sua ac^ao tnica e enrgicamente depurativa, 3 medica-
mento quo actualmenta poda conseguir esse resultado se o prejudar nem alterar as
funcc,ehs do estomago e dos intestinos, porque alo conln substancias nocivas, apesar
do vigor depurativo dos productos que conslituem a base priucipd d'estc medica nento.
As muitas curas qua tem feito, estao comprovadas pelo testemunbo dos dis-
tinctos e conhecidos cavalleiros que frmam os attestados, qu; este jornal tem publica-
do em sua seccSo ineditorial.
Deposito central, Fabrica Apollo, rua Hospicio 19
3P^B.3NrA.XWC3BXJGO
A' vmd em maltas) prarmacir do Bracll e do estruaiKelro

INJECQA0 DE GRIMAULT E C
Preparad oom as fblbM de Katico
Apprcrtda pe Junta fHygJeao io RJo-de-Janelr:
Esta injeccio preparada com as folnas do Hatico do Per para a cura
da blennorrhagia, adquiri em pouco tempo ama reputacao universal por
ser a nica innocente, contendo apenas vestigios de ses adatringentes, qne
se encontrao em outras em grande quantidade. Em poneos das ella acaba
com os corrimentos mais dolorosos e mais rebeldes.
Deposito em Paria, 8, Bu* Vivienne, 8
Cada trmmoo lava a marea de imbrica,, a rma e o mello da aoaaa oaa.
BIS & SANTOS, tendo obiiclo ""grande reduzca- nos presos das
dadeiras Machinas americanas para descarocar algodao, est2o
erleaoas para aescaroyar aj
mooo
ver-
veudendo a


a v
por serra, com 14 /0 de descont,
Roa do Mrquez de Olimla n

SADE PARA TODOS.
P1LULA5 HOLLOWAY
A8 Pitillas purlflcab o S*nua, ewrlgem todas as desordems de Estomago b
dos intestinos.

A REV0LU6AO
0 48 rua Duque de Cavias
Chamamos a uitencAo dis Lzmas. familias para um expLndido sortim^nto de
faz en Jas qua vendemos por pr coa sem competencia.
VER PARA CRER
GuarnieSes de veludbo bordadas a vidrlho, 74000, urna.
Cachemiras pretas, 10000, 1)5200, 10400, 10600, 10800 e 2.JOO0, o covado.
Ditas de cores, 900 rs., 10000 e 10200, o dito.
Dita brock bordada a la e seda, 10500, o dito.
Lidas ISs raes.'ladas de s da, 600 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas de seda, 560 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas e quadrinhos, 40 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradas, 320 rs., o dilo.
Setim damass, novidade; 320 rs o dito.
Dita dito com listrinhas, 320 es., o dito.
Dito Macan, 800 rs 10000 e 10200, o dito.
Dito preto, 10200, 10400 e 10800, o dito.
Meria-setim prt>, 10500 e 10800, o dito.
Groa de aples preto, do 3000), 30)00 p>r 10800 e 20000, o dito.
FustSo brinco, fino, a 400, 560 e 800 rs. o diti. "
Dito de rr, phaatasia, a 320 rs o dito.
Colchas bordadas, a 20500, 30500, 50000 60000 e 70000, urna.
Guamivo'is de crochet, 80500 120000, urna.
Cortes de caxhemira para- vestido, 200000, um.
Pasaos e colerinbos p Fechs de la, 10800, 20200, 20800 40500 e 60000, um.
Ditos de pelucia, pretos, 60000, dito.
Voludilhos lisos e bordados, 10000, o covado.
Ditos borlados a retroz, 20000, o dito.
Leques .ie pao, muito linos, 500 rs., um.
Ditos dito, 10000, 20000 e 30000, um.
E maitos outros artigas guo so lembrarSo na presenca das Esmas familias.
Fortalecer a saude das consttuepes delicadas, e sao d'um valor incrivel para toda* as enfermidades I
pecnliares ao sexo feruinino em todas as edades. Para es meninos as.im como tambem para as
pessoas de idade avmcada a sua cficacia e incontestaveL
Suas medianas slo preparadas stnente no Eslabelecimento do Professor Hollowav,
78, ItEW 0XF0BD STBEZT (antas 53S, Oxford Street), L01DRS,
E rendetnse em todas as pharraacias do universo.
SSB* O? comnradKca seo convidados respeitosamente a examinar a rtulos da cada caixa e Pota as nao Mem a ^
direcoao. 533, Oxford Street, sao ralsitcacoes. r-
I
PHOSPHATOde FERRO
de
Pharmaceutico, Doutor em Sciencias, Inspector da Academia
Appiovado pelo junta da Higiene io Bo-ds-Janairo
Esta solugao, que foi amittida na Pharmacopa Francesa (Edigo
de 1884), clara, lmpida, anloga a tuna agua mineral ferruginosa
concentrada, o nico dos ferruginosos, que, assemelhando-se
composico des glbulos do sangue, tem a grande vantagem de obrar como
reparador e reconstituinte dos ossos e do sangue. Sem fatigar
jamis o estomago, sem enegrecer os dsntes, sempre de grande van-
tagem para combater as dores da estomago, as cores palladas, a
anemia, a pobresa do sangue, a leucorrha, a irregularidade
da menstruago e outras ind isposicoes a que es to sujttas as senhoras,
as mocas na idade da puberdude e aa creancaa debis, atmicas e
sem appetite. m......
Deposito em Pars, 8, rua Tirlaana na principaea Pharmatciaa e Drogara.
OPPRESSiO
ixtoki-mina

i
ra ui'ii? utu.
vsplra-ce a faii~ croe penetra uo pallo ui-auua o aymplouw. uer^oso, (acuita
a eipecloracaO e nrorlsa as funbeoes aos orns reapifaiorto.
Tun ii mniriii aatj ata ate S. EMf\ ita.i-.a >-a.oiirr.
- tUTrntanet*m r t
Henriqie da Silva Morcira.
Premio
' principal
no caso mais
iortunado
ttarcos'50Q,000
AVISO
de
[ Os premios
sao
afangados
pelo
, fAIto Coverao.
loivite para tentar i fortuna,
na nova grande lotera de dinheiro de contado
Saneada pelo Estado de Hamborgo na qaai
eontorme o plano das loteras que contina va
liaao ba do rifar-se em todo caso
s aqui os premios dcsta vantajosissima lo
'cria era dinheiro de contado, que contina at
agora, conforme o plano nao mais de 100,000
bilhete.
O prsalo principal no caso mais afor
tunado
Mareos oo.uoo.
Premio: 300,000 M
I Ganho de 4200,000
GanhosdelOOOOO .
I Ganho de a 90,000
I 80,000 .
Ganhosdea 70,000
I Ganho de 4 '10,000
Ganbosde 50,000 .
I Ganho de 4 30,000
5Ganhosde4 20,000
3 > 4 15.000 >
> 4 10,000
S6 4 5,000
ALLANP
N.44--Ru i do Brum^-N, 4
just v m e\v& s mnds
Tm para vender, pir prei_ mdicos, a segaintos ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivayoes de diversos tamauLos.
Rodas de espora, dem, dem.
Ditas angulares, dem, idern.
Bancos de ferr-i com serra circular
lradeanMito para jardija.
Varandus de forro batido. 4b.-
Ditas de dito fundido, de liados modelos
Portasd fomslha.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 oavalos.
Moendas de 10 a 40 poUegadas de panadura
Bodas d'agun, systema L.'audro.
Er.carregam-se da con jertos, e assentameoto do macliiniamo e exesacam tua)
traballii' uooi perfeicao e presteza.
IOeUana.de3,0;0M
953 a .4 2,000
51 > 41,000
818 a 4 500
150 > > 4 300,200
150 M-rcos
3I9SO Gaubos de
145 Marcos
> Gachos dea 124,
100, 94, Marcos
88OGanhcade4 67.
40, 20 Marcot
Tota I idade: 50,5; 0 G.
Estes premies baja o qne honver, devem re
partir-se por eorteios dentro do praso de pou-
cos tnezes cm 7 claeees.
O premio princip il da primeira classe iir.p r-
ava-itf SO.fH'O, indo acresaentando na s<-gun-
Ida olas e M OO.0#O, na terceira 4 Ai.
90.00, na qoart* M 10.SOO, na quinta
a -1/: OO.OOO, na sexta 4 Al. I OO.UOO. nh
stima -X Ai. OO.OOO, e junto com o prt-mu
asual de ii. 300.000 4 S. SOo.UO.
A dispesicao do novo plano continua em per-
feita setnclnanc* com o predominante al agor.
I'araentrir nosnrteio Ja primeirarlaaoc
i|e ae verifica officialmente, estilo colados o*
icguinti s precos :
Para um bilhete original, o enteiro Marcos 6 ou
6 sh moeda ingieza.
Para meio bilhete or'gmai Marcos 3 ou 3 sh
moeda ingieza.
fPara um quarto de bilhete original Marcos 1!tj c
1 sh 5 p, moeda ingieza,
Esti bilhotes garantidos pelo Alto Governo
(oSo sSo promessas prohibidas) junto com o pla-
no original mando en para todos os logares por
maitos distantes que aejam contra remeaaa di-
valor porte adiautad j. L >go de terminada
rifa, cada um dos participantes recebar de
mim a lista ofllcinl da cxlracro em
que seja precia, retiuurcl a.
Os novos planea- de surtaiu, carimbad.ib com
aa Arman lo EMtadu. e doa quare cm
taro os premios e ana distribuico oas 7 claa-
>ea eu oa remetterei gratis antecipadamente. i
O (lagamenlo e a entrega doa respec
Ovoj quin! ojb t-ffectuam-ae setn intermedio di
aiguem aetn a snnl lutolnia demora
e aob toda cautell e disuripcao-.
SEir" Para ordinar bilhetca, queiram utiliaai
por carta regUirna que contenba a im-
portancia em cautos de banca ou ordeui su
ore nurburgo cu LjnJrfs.
X3* Al( uleudo a quo 84 ras apn>S'inud
i sorteio. queira-se, com toda a conauc u'.niui
era iliante
e cada di enderecar-mt asA-
l de Avril p. v
Cosinheira
Precisa-se de nma cosinheira ; po sobrado n.
30 da praca do Conde D'Eu, 2 andar.
Precisa-se
j fallar com o Sr. < ngenheiro da companhia Drai-
nage, Dr. Antonio Vctor de S4 Barrete, para ne-
gocio que nao ign .r i.
na rua do Eangel n. 65.
BU
Jos' Luiz fionfalves Penna
D. Hermelinda liosa Penna e Jos Luia Gon-
cahea Pcnna Jnior, mulbere filho, agradecen a
todaa as pessoas que so dignaram icompanbar ao
cemiterio os reatos mortaea do sen sempre chora-
do marido c pai Jote Luii G'oncalveg Frnna e de
novo convidam para aaai8tirem a miaaa do 7- dia
que tera lugar 4a 8 hortia da man ha de terca-iei-
ra 15 do correte na matriz de Santo-Antonio.
Desde j antecipam seus agradccimcuos per
este acto de regao e caridade.
-iiniiiai K^tTTrrUBin VJKUp
Samuel lecksclier senr.,
Banquciro e Cambista en HAJBUGO
(Allemaoba)
AmanhS, 16 do correte, as igrejas mitrizes
de Santo Antonio e Pos-Vista, As 8 horas da ma-
nan, miidam celeb.-ar misaas pela alma do finado
Dr. Carolino de Lima Sant s o Dr. Joao Javencio
Perreira de Aguiar o padres Dr. Manoel Gon;al-
veg Sjarss de Amcrim e Julio Mara do Rege
Barros.

Caairo Lefio
Leoncio.Quinrino de Cistro L'W, fitelvino de
Castro L-ao, D. Eponina Martins de Castro Leao,
Manoel Jos Martin", Leoncio Quintino de Castro
L-ao Piiho, Mauoel Jos Fernandos Birroae Joao
Bernarda do Re*;o Valcnca, filboe, genro e netos
do coiiselhero aloai Ouintino de Cancro
Leu", maodaui resar missaa na matriz de Santo
Antonio, s 8 horas da mauh de terca-feira 15.
stimo dia ib sea f.-illecimento ; c convidam aos
parentes e amigos da finado para asutirem a
este acto de reiigiao, coutessando-se desde j pe-
nliorados.
Or. ca lino i- Lima Mantos
Isibel Wand*riey de Linta Sautoa e o major
loHquim Aurelia Wand^rley, viuva e sogro do
finado Dr. Carotina de L roa Santos, convidam
aos pireatas, collegaa e amigos da mesmo, para
aasisiiip.n a missa dj stimo da de sen talleci-
i meu'o, a quai tem le ser c lebrada na matriz de
Santo Anton.t, s 8 h ras da msnhl de 16 do
corronte, e desde j coafessam eternamente
gr-t s par mais es=e carido^o obsequio.
Aproveitam anda a opportunidade para mani-
festar em publico o mais profundo lecanbecimento
4 todos qaantos to espontanea e deainteressada-
mento Iba preataram s us bons eervicas, desde
Itamb F-t rata cidad>-, na penosa i ifermidade a
que auccnmbio, e benv assim aas que o ae mpa-
nbaram ao ultimo jazigo.
Si
i


_
*

.
i






11

K
I
i
;i


I
Diario de PcrnaiubucoTcrta-feira 15 de Mar^o 4e 1887
Aola mi\U parlicolar
Guilhermiua Pires Dorncll* de Lima participa
o publico que es ab mixta de inutrncco elementar, desde o dia 15 de
Janeiro do correD'e anuo, ra Direit* n. 60, 2-
andar. Na mesma ensina-se a muiea, tanto so-
cal como instrumental.
Tutor i nina
PAEATINGIEa
barba e os cabellos
tintura tinge a barba e o cabello* ins-
tantneamente, dando-ibes orna bonita cor
e natural, inofensivo o sen nso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqueyrol Freres, successorea de A
CAOR8, ra do Bom-Jesas (antiga da Crui
o. 2?.________________
idmlnlttriftc : Pltl/, $, ioultrtrd Hontmtrfiv.
^BAITDE-OrUUX.-AlheelTB)phea,doB-
Ci das Tai d igestiras, jbstrnc(e do agido e do lujo
otelnecoes vitcraci,eoacrce> ralculuuida bil.
HOPITAj_. AfecfoetdaaTiaidigesiirasliieomato-
das do !oma;o, digwtio dicil, nappstcuda,
(astralgias thipepsia.
CLESTINS.Mfcctoe do r ins, da beiis arsia,
coneret^esdaiiMirina-.g U,diabeWt,al&'ju).naria.
HtuitnrV.- Afer(oVidori*.ai lt j*fa .arela
<>jncrecdeida.>o.iriii.i<, gota, iltales, albcniauria.
EXIJA-SE 0 ME da FORTE Da CAPSULA
de peperi,
da Moeda
taverna.
vrnde-se, grande] ; a tratar na roa
n. 'J, ou na roa da lioda numero 11,
Apolices provinciaes
Na roa de Maris e Burros n. 11, compra-Be at
tres oonlpa de tis.
XAROPE
VINHOdeJURUBEBA
BARTHOLOMEO a C
Pkarm. Pematnbiico
nicos preparados do JURUBEBA re-
commendados pelos Mdicos contra as
Soaacaa do Utomago, Hgailt maco
c Intestino, Pero* do Appetlte.ctc.
15 Annos de bom xito!
EXIGIR A A8SIONATUR/_
A comnicrcio e s re-
part*? oes publicas
O abaizo assignado declara a quesn interessar
possa que nao se respousabilisa por quaiquer
coupra ou debita coctrahidn em nome da firma
Tavares Martina & C. a nao ser ppi bilhete assig-
nado oa por si proprii-, e bem aseim s o mesmo
abaizo assignado poderi cobrar quaiquer impor-
tancia devida mesma firma, em quaiquer repar-
ticao publica.
Recife, 8 de Marco de 1887.
Manoel Te Tares da Costa Martins.
Na vaccaria da engeoboca Bemfica i rna Real
la Torre n. 23, precisa-se de uin habilitado.
Sitio
Aluga-te nm sitio eom casa, e ootra boa casa,
no Aterrinho do Giqui ; a tratar na roa do Im-
perador n. 50, tereeirc andar.
Solicitador
%m rVrnjmcwco, as Agria* *Jas Fon es te Vic&v,
svima rw^-.e'A5, 'hii-se eso cum le
IIUSHEN Y LASILLE, 9, rna do Cviumerae*
SUa-ZEB k KC1XIXZ.IN, tt, ra CrM.
Ensino pratico de lin-
guas novas
O profrssor Gustavo R. Poleni deseja preeneber
algomas horas anda disponiwu, reccionando em
atas de familia on a particulares, praticament" :
francs, ingles, italiano e allemo, junto com di-
versas materias em portugus, l meninos ou me-
ninas) ovrecendo : methodo acertsdissimo, era-
penbo summo e modicidade nos preces. Dirigir-se
A aigum d'M pontos segnintes : Livraria Indus-
trial. Frunces^, Econmica, ou entilo ra do Brum
o. 86. 1 andar.
Ao publico
Cooslando so abaizo a- signad < que sen irmao
Manoel Ferreira Pontea, fallecido no dia 16 do
mes prozimo passado, por atranjos particulares,
fizerm testamento por el e, pois publico e no-
torio qne dito en irmo sofiria na tempos desar-
ranjos as faenldades intelectual s ; se tal tacto
se den, nao Uta < fleitcs jurdicos, JA pela incapa-
cidade de testador, qne sempre foi bom irmao, jA
pela ausencia do abaizo assignado e dos mais
irmics existentes na Europa ; por tndo isso o
abaizo asaignado protesta pela nullidade do tes-
tamento, facendo valer seus direitos em juizo
competente.
Recife, 11 de Mares de 1887.
Henrique Ferreira Pontea.
Jos Ferreira de Paula, provitionado pelo Tri-
bunal da Reluci de Pernan.buco, cffiece--e a
Juem precisar de tr>balboa inherentes A sna pro-
seado ua cidade de Pesqueira da comarca de Cim
brea, onde foi sua resid neis, e tambem trsbalha
nug comarcas do Brejo da Madre de Dos, Carua -
r, 8. Bento e Eaoada.
Profossor
Vdocipede
Por barato preco vende se nm veloeipede novo,
da tres rodas, para menino de 12 annos, en troca-
se por ntro, embora usado, porm menor, para
urna crianca de 8 annos ; a ver e tratar no dep j -
sito do est Java, a ra do Visconde de Inbama
numero 41.
de issiiciir
XAROPE
D2 HTPOPHOSPfflTO 0 CAL
IEmnregados com tent ?i lo para curar a
pL-hisica e as molestias, toberculoaa,
|Veadern*3 nicamente en fiascos quadri-
jdo* cem o nome do doutor Chlbcbhx oUe
Ja lJr*
I 8ob a Influencia dos lljrpophoophtos a
Itosse diminuc. o appetite augmenta, as fo>
%as torno a vlr, os su ores nocturnos cesaSo,
e o (Jtrate goza de um bem estar desusado.
O hypophosphitos que levSo a marc*
de ,'abrica da pnarmacia SWANN,
IS, ru Castigltone. Pariz, to o uni-
* recoTjherido* e recommendado* ytlo
X>' CHURCHILL, autor da dtacobtrta
de aut* propriedades curativas.
Preco : 4 trancos por frasco e a nfttca. ,
Vtam-tt mu prWoset PAajhsi.
Apparelhrs econmicos para o cozimen-
ta e cura. Proprio para engenbos peque-
os, sendo Mdico em proco e e
fccllvo en operaco.
f*od8-se ajuntflr sos engenhos existentes
do systema velho, raelliorando muito a
quadade do assacar e augmentando a
quantidade.
OPERACO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos ctutraes,
ma:binisrao aperfeicoa-lo, pysteraa moder-
no. Plantas completas ou nmchinismo
separado.
Espec6cac3e8 e inforraajSss eom
|ijkm-||G "
5-RUA DO COMMe'rCK)-5
Para o Rio de Janeiro
Urna aenbora branca de bom comportamenti,
deseja fsser nma viageso ao Rio em oompaahia de
algoma familia, offerecendo-se como ama ; a pea-
sos, qne precisar dirjase a ra do Ran^el n. 25,
qne Ensina portugus, francs e inglez theorieo e
Sratico, em casas particu'sres e collegios na ei-
ade ou nos arrabaldep- IniormacSesna livra-
ria Fluminense e no Athenen Brasileiro.
Precisa-se
de nma aenbora de meia idade e boa conducta,
para servir de goveraante em um engenbo 'porto
da cidade ; a tratar na rna da Imperatriz n.J 88,
loja.
Cosinheira
THESORARIA DAS LOTERAS
PARA
0 fundo de enaacipaco e ingenuos
COLONIA ISABEL
2 de Narro k 1887
Tendo o Exm. Sr. Ministro da Fazenda por acto de 7 de
Fevereiro ultimo, prohibido a extracpo de loteras por series,
acha-se ezposta venda a 8.a lotera para o Fundo de Emancipa-
cao. que ser extrahida no dia IS do corrente s 2 horas da tar-
de no consistorio da igreja da Conceico dos Militares, sob o
segninte:
PLANO

Precisa-se do
Auroian.137.
orna boa cosinheira : na rna da
VENDAS

5,ooo bilhetes a 4|ooo
Imposto g-eral de 15 |0, sello, beneficio
e porcentagem .....
2o:ooooo 3
5:95o|ooo
.
KANANGAdoJAPAO
flQAUD y (y, Perfumistas
PAR 8, Ra Vivianne. 8, PARS
i ** *
I (A (Agua de gnanga,a iodomais rfrge-
rante, a que mais vigor da i pee, e que mais branques al
cutis, perfmandj-a delicatmente. |
^ztmeto de {Knng, uavissimo
perfume para o lenco.
160 di (Xnng, m o*
hanta, faz crescer e impede de cair.
bOH6 de (Knng, o mais agradarel
conserva i cutis sua nacarada transparencia.
fS di (Knng, branqueSo a tez dando-lbo elegante
edr mu e a preservio do santal.
Depsito na* principie* Perfumori**
mi iie k i
ha \ de Marco n. 6.
Participam ao respeitavel publico que, tendo augmentado sen
estabelecimento de JOLAS com mais orna seccSo, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos de ELECTRO-PLATE, convidara as
Exmas. familias e seus numerosos freguezes para visitar sen estele-
cimento, onde encontrarSo um riqnissimo sortimento de joias de ouro e
prats, perolas, brilbantes e outras pedras preciosas, e relogios de ouro,
prata e nikel.
Os artigcB que recebera directamente por todos os vapor sao
executados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias de subido valor acbarSo urna grande variedade
de objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
casamentes, baptisados e anniversaries.
Nem em relaclo ao prreo, e nem qnalidade, os objectos cima
mencionados, encontrarSo concurrencia n'esta praca.
-

GRAGEAS
deCopahlba, Cubeba
ftataffMa Farro, Bismutho
itcatrto.Trebenthina.f
FORTN
INJECCAO
Hygleaica i reservadora
%em cantar
accidente algum.
As QRAQELfl fOP*i. torio as primeiras que obtrenun a approv!o daAcadtmim
da assAema (1830j km < ptaram-sa nos Hospitaes. Curam aa molestiaa secrataa,
naais rabelde-.- *? fatigar oa estmagos mala delicados.
A INJECCAO FORTN e sempre recommendada como o complemento da medicaclo.
rvnsmks i man- M. da SILVA O, asa prinot:
M
Em casa de todos os Perfumistas e CaJjolle-eiros
da Franca do Extrangeirc
PARip, e,
CU
Z2-U.SV
s di tglrdt PKBPABADO COM BISMCTUO
Perfumista
de 1 Ivi3c, 9, IAT?.TB
Vndese dnas ezeellente casas na cidade
da Escada, sita rna do Commercio, bem cons-
truida de pedra e cal ; a tratar nesta cidade do
Recife com Antonio Pereira Lopes, rna do Ale-
crn] n. 74, e na cidade da Escada cosa Alfredo
& Companhia.
Pichinchas para acabar!
59 Rna Dqbb de Gaitas 59
Kansocs cores firmes a 160 e 180 rls o cova-
do.
Cretones claros e escaros a 240 ris e dito.
Fostes com palminbas de corea a 240 ris o
te
dildem branco finos a 320 e 400 ris o dito.
Popelinas com listras de seda a 800 ris o
dito.
dem branca para Exmas. naivas a 500 ris o
dito.
Setinetas brancas bordadas a 5(0 ris o dito.
Serias de cores, branco, e preto Maca j a 800 e
1 o dito.
Combraia de forro preta a 14200 peca.
Esguiea de linbo de 10 jardas a 44 e 44500 a
dita.
Madapoln pelle de ovo de 20 ditos a 64500 a
dita.
Alfrodes superiores a 34500 e 44 a dita.
Brim de cores, lindos padres a 400 e 500 ris
o aovado,
dem pardo superior a 860 e 400 ris o dito.
Angolas finas, cores firmes a 560 ris o dito
Cambraia branca bordada a 54500 a peca.
idem Victoria fina a 34200 a dita.
Bramantes de algodio superiores a 900,14200
e 14500 o metrt.
dem de linbo poro, do melbor, a 24 o dito.
Lences de dito para cama de casal a 14800
nm.
Colchas de ganga idem a 34 nma.
dem idem para selleiros a 24500 ama'
Colchen'a franceses, grandes, a 154 osa.
Ceronlas de superior bramante a 124 e 164 a
dosis.
Meias inglesas, croas, a 24800 e 34500 a dita.
Lencos broncos e de cores a 24 a dita.
tetas r*ra enancas a 24500 a dita.
Onardanapos bordados de linbo a 24400 a dita.
Camisas francezas soperlores a 36 i a dita.
Cortes de meia casemira a 14800 e 24-
Idem de casemira raperiores a 34000, 44500 e
64000. *""
Para a quaresma
Merinos preto, sortimento sem competencia,
precos de 14000, 14200,14500, 24000 e 24500 o
covado.
Qrs de aples, verdadeiro de Lion, a 24500
e 24800 o covado.
Cachemiras preta com salpicn a 24000 o co-
rado.
Veludilhos lisos e bordados a 14000 a 1*200 e
dito.
MantJlhas brasileira a 54 orna.
Fil de sede bordado a 24800 o metro.
Ficbos, Idem, grandes a 74 um.
Cheviots superiores a 24500 e 34000 o cova-
do.
Casimiras, pannos, Sedans, merinos e todos os
artigos para o aso domestico le encentra na acre-
ditada casa de
Carneiro da Cnnha k C.
Vendas em grosso damos
desceios
g Boa Duque de CgjM 39
Cofre
Vende-se nm importante cofre do fabricante
Milners, sem ter defeito ; a tratar no pateo do
Parsiso n. 16, esquina da roa de 8. Francisco.
-
.
^^"t^Bt ^ -
Allencao
Vende-se ou permuta-se nma casa terrea sita
na travessa do Falco n. 12, com 2 salas, 3 qnar-
tos, cosinha tora, grande quintal e cacimba, por-
tad dando sabida para a ra dos Ossos ; a tratar
na mesma com a proprietaiia, e esta far todo
negocio por j ter o despacho do jais, at para
botal a em leilao, podendo apresentar oa docu-
mentos aos permutadores, desejando tambem nma
por troca, ainda que seja pequea, porm qne es-
teja nova e bem construida.
Vende-se
a merciaria da estrada do Arraial n. 72,' que foi
do Marianno, prspria para quaiquer principiante
por ter poneos fundos e pequeo emprego de ca-
pital em vista da armacSo da casa e todos os uten-
silios ; a tratar na mesma. O motivo da venda
se dir aos pretendentes.
Oleo para machinas
Superior qualtdadc, a 64400 a lat em cince
ralees; vende-se na fabrica Apolle e de senr
[opsitos.
Armado
Vende-se a armscao da ra dsBangel n. 10 ce-
dende-se a casa ao comprador.
Venda do terrenos
Vende-se em grandes e pequeos lotea os ter-
renos do sitio que na estrada dos Aflictos fica
junto a capella defronte da estacSo da liaba
frrea do Arraial : quem os qoizer comprar diri-
ja-Be so Pt. Portella em seu escriptorlo 4 rna do
Imperadov n. 65,1- aadar, oa 4 casa de so* resi-
dencia, nos Aflictos.

1
1
1
1
o
8
premio de
55
916
-
l,oo4

0 tbesonreiro,
Francisco Goncalves Torres.
14:o5o$000
m
wmm
Artigos para as excellentissimas senlioras
Caps sde cachemiras com vidrilhos de differentes precos.
Sedas pretas, lisas, soperiores, ebegadas ltimamente a 2800, 20200, 2^400,
3 #000 e 34500 o covado.
Ditas lavradas a 3^200 e 3*800 o covado.
Setins prtos, lisos, a 10000, 1*200, 500 e 2*000 o covado.
tamine de seda, tecido aberto, a 25400 o covado.
Cachemiras bordadas a 1*800 o covado.
Merinos, bem pretos, a 800, 1*200, 1*500 e 2*000 o covado.
Pito assetinado a 1*200 o covado.
Setineta franoes, Ksa, a 500 rs. o covado.
Luvas pretas, de seda, de 3, 4 e t botSes a 2*000, 2*500 e 3*000 o
.
par.
.
Artigos para horneas
Cheviots pretos s 3*000, 4*000 e 4*500 o covado.
Casemiras diagonal de 2*300, 2*500 e 5*000 o covado.
Panno fino de 2*500 a 6*000 o covado. Aproveitem !
A ra Primeiro de Marco n. 20
AMRAL & C.

4os 1.000:000$000
200:000$>000
100:0005000
A'Florida
Una Dnque de Casias n. lo
Chama-te a attpncio das Exmas. familias par-
os procos seguintes :
Ciatos a 14000.
Lavas de pellica por 24500.
Lavas de seda cor granada a 24, 24900 e 34
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Aibuns de 14500, 34, 34, at 84.
Ramea de flores finas a 14500.
Lavas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 14 o par.
Porta-retrato a 500 rs., 14, 14500 e 24.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anqainhas de 2 j, 2/500 e 34 ana.
Plisss de 2 a 8 ordens a 400, 500 e 600 rs
Espartilho Boa Figura a 44500.
dem La Fignrine a 54000.
Pentes para coco com oscripcSo.
Enchovaes para batisados a 8, 9, e 13/000
1 eaiza de papel e 100 envelopes por 800 ris
Capella e veos para noivas
Saspenoorios americanos a 24500
La para bordar a 24800 a libra
Mao de pspel de cores a 200 ris
Estojos para crochel a .$000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largara a 34000,44000 e 5*000 a peca
Para a qnaresia
Leqoes para menina a 200 ris.
Linha para machina a 800 ris a duzia, (CBS.,
Bordados com dois dedos de largara 600 ru,
3 dedos 800 ris, 4 dedos 14200.
Cambraia tapada.
Galio de vidrilho metro 1/.
Franjas de vedrllho a 14,
Lavas pretas de seda e Escocia.
Franjas e galoes finos a 24500, 34e 44 o metr
BARBOSA & SANTOS
LOTERA
GRANDE
DE 3
Em favor dos ingenuos da Colonia OrpbanologicalIsabel
. DA
PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extraccao a 14 na 1887
0 (hesoareiroFrancisco Goncalves Torres
VINHO e GRAGEAS mm VIVIEB
Extracto natural di Figado de Bacalaao
jpola Academia XTa.ci0x3.stl
Ordenados nos Hospitaes de Franfa, America, Inglaterra, Russia, etc., etc.
Administrar sob forma mu facllc agradavcl todos os elementos curatlTOS do oleo evitando
asslm o cnelro v. sabor nauseosos (Teste; alera d'lsso esta preciosa preparac,ao tem urna
superlorldade Incontestavel sobre o Oleo porirue pode ser usada durante os grandes calores
em quanto o uso daqueile Impossivcl, tal o eminente servicp prestado pelo
vivlsuri a experiencia tem confirmado o bom xito d'este producto.
ExJflr a firma do Inventor m. vfliu em duas cores so redor do gargalo de cada
garraa com o Sello aa linlao dos Fabricantes.
TAM1U SO, BoHlerard de Htrasbourg, SO PABIS
Viveiro para passaros
Vende-se dous glandes e bonitos viveiros po
ni commodo, sendo o motivo da venda ter o
acabado com os passaros que possuia ; a ver
e tratar na rna do Imperador n. 22.
Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo nm deecobertu
e ostro coberto, em perfeito estado, para um os
dous cavallos; tratar i roa Duque de Carias
n. 47._______________________ __________
Superior carne de sertae
Vende-se no armasen de Francisco Cardoso aa
Silva Pinto, roa da Imperatria as. 23 e 84, e
gneros de 1 quadade por preco mdico.______
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este ezeellente Whisky Escesses preferir
ao cognac ou aguardese de eanna, para fortifioar
o eorpo.
Vende-se a retalho nos a iheres armasen
ssolhados.
Pede SO VAL BLEND marea VIADO cojo no
ate e emblema sao registrados para teso o Braati.
_________BROWNS & C^ agestes__________
PdIio de Riga
MATHUE3 ASTIN & O, receberam ultima-
msnte um completo sortimento desta madeira,
como sejam: prancboes e tabeas para a seal ho,
da melbor quadade e de diversas dimensoes, e
[ue vssieni por precos comnsodos, e redolido,
courorme os lotes ; no srmazem so caes do Apollo
a. 51, oa roa do Commercio n. 18, 1 andar,
14:o5o|ooo
6:000^000 ?",.
s l:ooo^ooo
5oo$ooo #
2oo|ooo J
ooooo doolooo i
aoooo 4oo~Sooo
2o^Sooo 32o|ooo ff
loSooo 55oooo wl.;;
5Sooo 4:58o>ooo
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Doce de caj secco
i Em latas de duas e quatro libras, assim coma
latinhas com jalea e latas eom doce de goisbs,
tem contiaaadtmente para vender a preco comino-
s; os na deJBom Jess s. 86, arras sus.



Diario de PcrnambncoTerpa-feira 15 de Margo de 1887

UTTRAT&
JOCIMU BERTUIPR
POB
MARIO UCHARD
VID
(Con ti af io )
E eu ? exclamou Reharto. Como !
foi assira que tu me defeadeste?...
Mea amigo, nSo neg que do teu
Escreve-lho, disse Rival, j que ella
i te mandou um b'ieti. Ni? ba nada como
EU*
ca do
chula.
cia.
meu
meu
,. contiauou
Quero
odio...
V-
rae diese que banhassc a mar-
chicote ; mas nd beide ba-
cila com fehamen-
conserval-a para alimentar o
Sim, eu o detesto, eu o de-
nt I... Elle!., elle!... compreUende
isso?... bater-me 1... bater-me!...
__Ab sou um miseravel I exclamen
Roberto.
Meu ca^-o, tornou Rival, sa preciso
dizer-te tudo : eu, qae conheyo as mulhe-
res e que vejo que te lamentas lembran-
do-te do teu crime, devo contessar que ao
cabo de dez minutos, que passei tentando
acalmar essa colera furibunda que te cahia
era cima devraa, pala insistencia era de-
clarar se batida, fique perfeitamente con-
vencido de que, intimamente, ella tinha
orgulbo disso, e que por muito nSo daria
etsa.chicottda.
Ah !. exelaroou Roberto.
Bo n tornou Rival com o seu terri-
vel sangue-frio,. indgnate como um sim-
plorio .. Se a tivo3ses visto na sua atti-
tuda trgica, soberba, c>m o seu ar de
Erznnia exhalando o san resenliraento !...
Cala te !... cala-te .. tornou Ro-
berto faoso.
Bom I bom contiauou Rival :rapas-
svel. Era todo o caso, o que havia de
tranquilisador nestas imprecaeSes, era qne
o diabo do tiro da pistola, para ella nao
A
1 vio... tenhaa agora a paga das tuas chi-
cotadas ; o que realmente, d te urna van-
tagem consideravel sobre o tea rival, em
vista da magn acSo de Christiana... Ella
quasi conveio nisso. porque nSo deixei
de te fazer dahi um prestigio... Mas,
que diabo, meu caro, precito ser razoa-
jvtl... A despeito do i m peto de orgulbo
| passagen, que urna mulher pode sentir
por 8so, tal tomeridade de amor s podo
produzir nella urna convced... Insist,
descreyendo o est ido de loucara em que
me voltasse, julgaado tel-a matado ; o teu
desespero, es teus proj;toa de susidio,
que le mettem um medo trrivel... de-
pois que ella vio-te positivamento disposto
a te im molares a seu s ps.
| En ti o, que responde u ella ?
Dcu um grande suspiro dizendo :
Poor dirling
E!l disso isso ? exi.hmou Roberto
pondo se de p, com o rosto sbitamente
Iluminado por urna chaaras.
Sim ... Quiz escrever-te, a despei-
to do ferimento no. brajo, Gertrude levou-
lhe a sua escrvaninha... Aqu est o seu
bilhete! accresceatou Rival tirando do
bolso ara punhal.
Dj c carras ;o exclamou Roberto
tarnando-o.
Abri e leu esta nica linha indecisa,
penosamente escript*
o dentista 1 Em todo o
ama expressdaiaha de
gritar quanio se arranca um doento laso
allivia e oocupa
caso, doveslhe
condolencia.
Comquanto nSo se trataste de nenhum
perigo inminente, Roberto, dssa vez, nao
recusou fijar por algum diaa na avenida
de Villiers. Fallar em Chriatiana, discutir
de
Se me ama, viva !... Eu o quero 1
Christiana.
IX
Posto que Rival tivnsse, em geral, deas
peculiares sobre a mulher e qae tratasse
o romntico sua moda, nao foi sem al-
gama satisfago, pelo papel que represen-
Uva entre Christianna e Roberto, que
concl.uio a sua narrasSo. Mettido, desde a
manhS, as peripecias reaes desse drama
de paixad, cuja carreira louca por um ido-
o aeu dosgosto, mesmo ouvir oa ditos sin
guiares de Rival, anda qie palpitar. Sen-
tou-se a urna mesa e coaiogou uma,,cart i
depois outra, depois fixou-so o seu pansa-
ment, descobria a sua voia o cxhalou o
grito da sua alma, os seus remoraos e a
sua verganha, implorando perdi. Os amo-
res de vinto annos t n todas aa ingenuida-
des nobres da .
Por ama detaas reviravoltas as siuta-
cSes loucaes era a si que aecusa... Asua
aeco abominavel tinha deslocado tudo as
peripecias desse drama em que a sua vida
estar em jogo. Laatiniava a sua victima,
invocando, para attenuar o sea c imo o
delirio da sua paixSo.
Escreveu oito paginas e lea-as a Rival,
que apreciou a pe(a litteraria, como cinlio-
cedor e como amigo se asi vil.
Sabes que isso est muito bom, meu
ciro ?... disse elle meneando a cabe$a
com ar muito serio. Abi ha um soproda
natureza >... E garanto-te que ell ba de
vibrar, accrescentou elle lavando os dedos
aos labios e tiran do-os como quem atira
um beijo. Mas sabes o que vejo de me
lbor na tua epstola, queres que te diga ?
-Que?
Encontraste a tua vea, o teu placer,
o tea ciminho de guerra !... Se nao a
um acadmico molla, vais j escrever ro-
mances !... Tens o instrumenta !.. O
romance a taa verdaleira carreara V '
passava de urna frieleira no negocio...
gente nSo vai ao jury por um explicacSo ^
de namorados... Deixei, poia, a *uamcnt0 perturbou o seu sangue fri, supe-
Chrstiana embe-lezar o seu thema, dando l^ e 0 commoveu verdadeiramente, nao
lhe a replica, indignando me com ella, ^^ ^ d(j recolher.8C) para 89 ver pas-
exagerando, para exprobrar o seu Proce-1 aar nessu atttU(je de sceptico calejado,
dimento inqualifieavel... E peco-te que
acredites que arranjei te boa cama
clarando roe3mo, que depois de seraelhan-
te delicto, havia de cortar todas aa rela-
jSas comtigo. t Nao.' nSo exclamou ella,
elle um desgrasado !... Pelo menos con-
serve-lhe a sua amisade
__Ella disse isso ? perguntoa Roberto
palpitante.
__ Sim! meu caro, no ha nada como
as amplificase is para obrigar as Brada-
mants a baixar a prosa, itrj, ora meu
lugar, teria estragado tudo, procurando
desculpar-te... Eu, depois de assim fazer
honra sua justa colera, acabei por esta
pbrase lisorgeira : < Enfim, minha pabre
Christiana, disse eu abanando a cabeca,
nem toda a mulher que quer batida!.
que affectava garal nento nos grandes oc
casi5ja da vid*. Livre dos seus recelos
mais vivos e voltando a si, admrou-se a
si proprio, conscio de ter pelo menjs, por
omquanto, afastado o perigo mais immi-
nente.
.De tolas as conseqaenoias humanas,
as coosequencias do coras^o, com certeza,
alo as maii facis de clasaifiear, disse um
philo8opho. Si da competena do alie-
nista. Com a carta de Christiana na
mSo, Roberto, agitado por ama psrturb*-
c5o indizivel, ficou mergulhado nos pensa-
mentos mais singulures : Sa me ama,
vive '... Eu o quero > E com os olhos
ardentemente fitos neasas palavras, como
se pro:ura8se decifrar algum enigma, re-
liaaa trmulo... Sj me ama, viva
Sim, bem aei, conUnuou Kival, noUudo p e lhe e3creva eHa ssa linha, a des-
, .=?/ Aa Rnh^rto. vais recomedar ai ..'* ,_________<___. j^: j
um gesto de Roberto,
iujuriar-tne... O fact)
qae Christiana,
pacificada pelo vrj caras de am dev-
nelo em disparada em presens de um
apreciador como ca, e satisfeito o seu or-
gulho, comesamos a conversar razoavel-
mente.
Que te disse ell*?
__ Ah 1 meu caro, entrando nesse capi-
tub, sabes que tomei o teu pertHo, como
advogado fiel; mas em que diabo queres
que a gents se apoia n;sso terreno movi-
dso que desapparece com o menor argu-
mento de boa logioa que se apresenta ?...
De um lado, a constancia aaor.. o
amor em toda a sm bdtesMu toda a
vida!... Dooutro, am tituttlmfnccza,
milhSes, palacios, carros, diuaurnto, urna
vida eapleudida, e eatraoos c*aa*dos p U
belleza em tod*s as edrtes da Europa..
com um talento de artista de primeira or-
dem : todos os triumpos. emfim !. .
Passou o dia immediato.
Aurora, que tinha entrado as cinfiden-
cias, garantida contra toda a tagarellice,
trata va Raberto com a boadade que era o
fundo da sua natnreza ; divrtiado-o ani-
mando-o con essa delicadeza rara que exi-
gem os corases ragoados, e que ella sa-
bia dcscobrir no seu sentimentalismo ro-
mntico de c)8tureira. Tendo fijado som
resposta a famosaa carta de Roberto, Rival
sabio a procurar noticias; o estado de
Christiana no inspira nenhum cuidado.
Era fcil explicar o seu silencio pela m-
poasibiltdade de escrever, resaltante do f)-
rimento. Dous dias" depois Roberto expedio
mais daas cartas ardentes, ommovidas,
humilles at a suppli:a- Ella onjurava
que Iba enviaase, pelo menos, Grtrude,
que por ell lhe mandasse alguna coisa,
que o tranquillisasse. --
No terceiro di*, Rival voltou da sua vi-
sita casa de Christiana coa um ar desas-
soc 'gado, qae o seu desemb tr&co nao
onseguio dissimular complstamsnte.
Christiana ? pergantoa Roberto, que
present* vagamente algama nova desgra-
9a-
Calma-te, disse Rival. Ella vai mui-
to bem.. tao bem que ple sabir... Com
o baaso ao paito, mais nada.
Viste-a?
Nao, s vi Qertrude, quo raa disse
que nestes tres ou qaatro dias Christiana
poder escrever e que recabars lima car
to.
Cono 7 Qae ba no fundo de todas
estas reticencias?... Anda, acaba conmigo
de ama vez !
Poia bem !ella parti on a ta.
Parti ?
O primeiro impeto de Robert) foi
partir para Loaires. Rival o impadio.
Tres di is depois chegoa ama cirta de
Chriatiana, digna e mesmo orgulboaa as
allasoas a essa scena iaolvidavel to cheia
de inci lentes tragieos.
A lombransa qae ccns;rvui do tea
amor, mea caro Robarlo, aiada nSose apa-
gou, dizia ella co n irona altiva e dolorosa.
A. mulher qae conserva taes prendas pre-
cisa apaziguar a justa revolta do sea co-
rasao e da sua razao, antes de saber-se,
oo desmoronamento de tolas as suas cren-
Ss e de todo o seu orgulho, ainda lhe res
(a i'lguraa cousa mais que ruinas.
Dos seas pecctlos, da sua traisao, da
sua cruellade oem palivra. A victima ex-
haliva a sua queixa. Cjmo mulher dos-
preocoupada da gbria, descrevia trsta-
mante um ensaio em que a orchestra a
tinha acclamado. Flhva, finalmente, na
sua volt dahi a duas semanas. Poiere-
moi anda nos rever? occrescmtavaella.
Roberto, trista, consternado, cecusava-
se.
Tul disse Aurora, se ella te escre-
ve, qua n3o si.b3 se poler tornar a ver-
te I... Po8 isso n.lo como se ella te mar-
cisse urna entrevista?
Fos3o como fosse' e por mais singular
que parecesse um desfecho inesperado qae
Rival considera orno um exomp'.o e como
um traso de carcter viril que simplificava
singularmente as discussSes romanticis en-
tre amantes, acrise aguda tinha passado.
Afinal de contas as cousas estao rea-
tadas entre voces. Mesmo essa viagem a
Londres, que veio muito a tempo, obriga os
dojs areflactir. Quando ella voltarterSogas-
to as suas quexas por correspoadencia...
No ha nada como urna saparas^o para
accalmar as coleras.
Dous dias depois chegou oufra carta.
Posto que ainda zangado essa carta do
de Christiana attestava pelo menos a pos-
sibilidade de am recurso de grasa. Rober-
to co nejou a esperar. Aurora resumi a
sitaayao nestas paltvras :
Sa ell i to diz que nao te ama mais,
porque quer qae lbe ontes os teas pe-
zares I
Esse thema tao verdadeiro foi repetido
no'.te no gabinete de trabalho ; Aurora
trabslhava perto da lampada e de vez em
quando dizia ama das sdas phrases pitto-
rescas.
VS tu, meu caro, dizia Ri rl, aquel
le quo algum dia souber explicir o que
a nulhar ser, um grande tinorio I... Di-
zer como Masaet, uu Gautier, oa oatro,
nao eu quem foi, qae um ser ondulante
e vario>, ou como Shakspeare que o sea
nomo verdadeiro Frailty*, ainda dar
fracaiia dessa mobilidade, que a a agarra
a tudo que brilba. Eia alti Aurora mesmo,
que a filha da natureza
E de Mantmartre, faz favor, excla-
mo a ella.
E de Montmarte, repetu Rival. Urna
tua Aurora, mea querido !... acorescentou
ella, mostrando os denles de parolas em
am bello sorriso de rainha.
Eis o qae o amor com casas crea-
taras!... Tantos parvos, quantoa guisoa
oa cabes t. Era n,l> em l> em wh em
/di... E nos, que somos o natrumen
to perfeito, afinado em tom nico e maor
da lgica, da sciencia e da Azao recta,
nos, que romos francos, sinceros, pacientes
na nosaa forei... devenios ser indulgen-
tes, devemos ter o equilibrio da brandara
engenho8a.
E' boa, a tua br-indura eng;uhosa...
com chicotes e balas de pistola, que que
bram as mas da gente. Digo que nao
possa exaltar a cabes i da gente ver-so
adorada assim. Oa homena que adoram a
ponto de quererem matar-se porque a gen-
te casa com outro... ou porque sa co
mida por um leSo feroz, como na gravura
de'Paramo e Jhisbe, de Nicolao Pousain,
sempre algama cousa... E nao s tu,
mea querido, qae me amaras a ponto de
te varares cora um dardo... sa encontras-
333 o mea veo ao p de urna amoreira
branca.
Vai procurar o leSo.
Nao vou, porqaa n5o gosto deases
animaes 1... Todo isso nao obsta que, se
a taa Sueca nlo a ultima... ou antes a
penltima das tolas, lia de largar o sea
principe russo para voltar a Riberto, qua
bom rapaz quando no fosse sen3o por
que elh est triste. Ea conheci um prin-
cipe russo, na loja da tira. Laforet, onde
elle ia com a ta... Offerecea-me am dia
fazar-me presante das suas p -lies... com
o homem que estava nellas... Mandei-o
passeiar.. Elle foi... Bem sei que para
a taa Christiana nao a mesma cousa.
Ella nao foi creada na miseria... Ella pre-
cisa de luxo... e toda a barafunda das
cortes... B'in sei que, coma estrangeira,
ella nSo pode ter o corasao francez... Mas,
podem dizer o que quizerem das mulheres,
por tudo qaanto Roberto lhe escreveu e
pelo que ella lhe cscreve, bem se v que
ella ainda o ama e que as cousas aiada
nao acabaram entre elles.

XI
peito do sea resentiinento. despeito do
seu ferimento, a despeito desse inolvidavel
accesso de bruUlidade de que ella fora vic-
tima?. E sorprendia-sa estremecendo
de esparanca e de alegra triste, como por
algara effeito de miragem do seu paraizo
perdido, Ella ainda amava !... Elle fi-
gurava essa scena singular... Nio sena
a exagerado dessa crueldade cvica, tSo
estranha sua natureza generosa e since-
ra, o esfjrso desesperado do seu coraso
revolta lo ?... Por momentos, nSo pareca
ella fraquear nesse papal que a aoabru-
nhava ?
A volta de Aurora, que chegava das
lojaa do Louvre com urna pjrsilo de em-
brulhos, que comec,ou a abrir no gabinete I Para Loadres, onde deve cantar em
ama secca de 16 francos por mez, n
cal-
FOLHETIM
de tr>b dtio, cortou a conversa. Rival com
prehendeu o resaltado triamphante da sua
tentativa de salvayto: morrer antes de
am grande fsstival. Ella s veltar nes-
tes quioza dias. Daqui at l se nao a ti-
veres reduziio a vir arrastar se a teus ps
Christiana ticar boa, era cousa em que Ro-1 por meia de litteratora ardente, porque
berto nao podia pensar.
O OOKCUNDA
POR
SEXTA PARTE
O TSSTE^U1TS3 SO MOSTO
,ContinuaQo do n.
I
59)
qua rio do rescate
Eram oito horas da manhl. O marquez
de Cost, o duque Bussac, o poeta La Fa-
ro e ti es damas, com as quaes o velho L-
Brean, porteiro do pateo de Ris, que jal-
goa reconhecer a duquiza de Berri, aca-
bavam de sabir do Palacio Real, pela pe-
quena porta de que j temos fallado mui-
t ia vezes. O regente estava s com o pa-
dre Duboi, no seu quarto de dormir, e fa-
zia na presensa do futuro candeal os pre-
parativos para deitir-se.
Tinham ceiado no Palacio Real, como
em casa do Sr. principe de Gonsaga, era a
moda. Mas a ceia de Palacio Real tinha
acabado muito alegremente.
Nos nossos dia>>, os escriptores de maor
mrito e os mais sirios procurara rehabili-
tar a memoria do bom padre Dabois, por
diversos pretextos : primeiro, porque, di-
zem clles, o papa fel o cardenl; mas o
papa nao fazia sempro os cardeaes que
quera ; segundo o eloquente e virtuoso
Massillon era sea amigo. Esta razao se-
ria a mulhor se estivesse provado que os
hoineus virtuosos nao podiam ter am fraco
pelos patifes. Mas, a historia quando falla,
diverte so em provar o contrario. Alera
disso se o padre Dabois era na verdade
um santo, Daos deve-lhe um bom lagar no
aeu paraizo, porque nanea hornera alguna
foi martyrisado por tantas calumnias.
O principe tinha o vinbo soranolento.
Dorm* dv p esta manbl, emquanto o seo
criado de quarto o accoraraodava, e Du-
bois, meio embriagado, (pelo menos na ap
parencia) contava-Ihe a excellencia dos eos
' turnes inglezes. O principe gostava muito
dos inglez-as ; mas ouva poaco, e apressa-
va a uiiasilo do sea criado.
Vi deitar-te, Ddbois, meu amigo,
disse elle ao festeiro prelado, nSo me ator-
des os ouvidos.
Vou irame listamente, replicou O pa-
dre ; mas sabe qul a diSsreosa que ba
entre o seu Misaissipi e o Granjea ? entre
aa suas esquadrilha* e a eaquadra ingleza 1
entre as cabanas da sui Luiziania e os pa-
lacios de Bangala ? Sabe qua as suaa Indiaa
sao nma mentira, e que elles possnem o
verdadeiro paiz das Mil e urna noites, a pa-
tria dos tbesonros inexg ata veis, a trra dos
perfumes, do mar cacado de parolas, das
montanhas, cajos flancos oc cuitara diaman-
tes.
Ests embriagado, Dubois, mea ve-
neravel preceptor, vai te deitar.
Sua Alteza Raal est sem duvida em
jejara, continuoa o padre, rndn-se, s lhe
digo urna palavra : estude a Inglaterra ;
estrene os lagos.
Viva Deas exclamou o principe
tens feito o qae era preciso e muito mais
para ganhar a pensad com que lord
Stair paga fielmente os atrazados. Pairo,
vai deitar-te.
Duboia pegoa no chapeo, resmungando,
e dirigio-se para a porta. A porta abri-
se para elle sabir, e um criado annunciou
o Sr. Machault.
Ao meio dia receberei o Sr. uhefe de
polica, disse o regente, com mo humar ;
esta gente graceja com a minha saude ;
matam-me.
Sr. Machault, insisti o criado, tem
coraraunicagSes importantes...
- Conheso-as, interrompea o regente ;
quer dizer-me qae Ceilemare intriga, qae o
rei Folippe de Haspanha est desgostoso,
qua Alberoni desojara ser regante. Ao
meio dia, oa ant-s, a ama hora, estoa in-
disposto.
O criado sahio.
Dubois voltou e veio at o meio do
qujrto.
Emquanto ti ver o apoio da Inglater-
ra, dita* eil>, poder gracejar de todas as
pequeas intrigas.
Com mil bombas I vai deitai-te I ex-
clamou o regente.
Dabois nao se mostrou contrariado. Di*
rigio-s de novo para a parta, e de novo a
porta abrio-sa.
O Sr. secretario de Estado, La Blanc,
annunciou o criado.
Com a breca disse Sua Alteza Real
qae eollocav* o p descalco sobre
para subir para a cama.
banco
nao passas do ultimo dos idealistas 1
O criado fechou a porta, mas aceres ce n-
tou : o Sr. secretario de Estado tem com-
manicasdes importantes.
Tm todos communicacSss importan-
tes, disse o regente de Franca, oollocando
a cabes* sobre o travesseiro guarnecido de
rendas ; divertem-ss fingind grande hor-
ror de Alberoni oa dos de Main*. Julgara-
se necessarioa, tornam-sa importttnos, nada
mais. A urna hora receberei o ir. Le
Blanc, com o Sr. de Machault, ou antes a
daas horas. Creio qae dormir! perfeita-
mente at essa hora.
O criado sabio.
Felippe de Orleans fechou ot olhos.
O padre ainda est abi ? perguntoa
ello ao criado.
Vou deitar-ms, aprasaou-aa em res-
ponder Dabois.
NSo, anda c, padre, vais adorme-
cerme. Nao urna cousa extraordinaria
que ea nao tenba am minuta para desean
Sar das minbasfadigast Nem um minuto
Vem no momento em que me deito. Mur-
ro de deagosto, vea, padre; mas isto nd
os inquieta absolutamente.
Sua Alteza Real, p -rguntou Desbois,
quer que lhe lea algama cousa ?
Nd, reflecti melhor, vai deitar-te.
Encarrego-te de me desculpares pulida-
mente para com estes eanhores. Passei a
noite a trabalbar. Tenhoenxaqueca quan-
do escrevo com a luz do lampead.
Soltou am grande suspiro e concluio :
Tudo isto me mata, positivamente, e
o rei vai ainda perguntar por mim quando
so levantar, e o Sr. de Fleury morder os
labios de velhas condessas. Mus com a me-
lhor vontade do mando, nSo se pode fazer
tudo. Com a breca I no um offioio de
vadio governar a Franca l
A sua cabeca mergulhou profundamente
no travesseiro. Ouvia se-lne a roapiras&o
igual e ruidosa. Dorma.
O padre Dabois trocoa aa olbsr com o
criado Comegarara ambos a rir. QuanJo
o regente estava de bom humor chamava
ao padre Duboia velbaco. Havia algama
cousa de lacaio naquella eminencia em
perspectiva. Dubois sahio, o Sr. de Ma-
chault e o ministro La Blaoe esUvara aia-
da na anta-camara.
A's tres horas, disse o atbbade, Sua
Alteza Real es recebar ; mas, se querera
acheditar-ma esperarlo at t qaatro.
Ceiaram am poaco tarde, e Sua Alteza
Real est um pouco fatigado.
A entrada de Dubois tinha intorrom pido
a conversago do Sr. de Machault e do se-
cretario de Eatado.
Qae patife insolente, disso o chafe de
polica, quando Dubois sahio, nlo sabe as
cou lhe desde o berco as virtudes domea-
icas da saa condiclo ; ella gosta do turn-
lo de saa mili, do seu bairro, de lagos-
ta...
E da repblica :
Tem por mim, por miabas pintaras,
o culto e o amor que estad ao sea alcance
E' feliz... Se amanhS eu dexal-a vuva_e ae
um osmanli millionarh, ou algam toarea-
dor pedir-lhe a m&d.
Oh j ea me vestira manla e teria
castanholas l...
Ests ouvindo, moa pobre Roberto !
tornou Rival, eis a mulber dos ps a ca-
basa 1... Desta fas minha Mona Lisa e
miaba Fornariaa... S com a idea de ama
basquine vermelha, guarnecida de rendas
pretas e de um par de oastanbolas, ests
vendo !... Ea poda mesmo batl-a para
fsol a pensar... Em vista da saa educa
S-ao incompleta...
Receberias longo nma boa licSo da
Os dramas de amor sao eomo todos os
accessas violentos da alma; a razio nao
toma parte nelles e o sentimento do real
annulla-se tilo bem, que parece qae nada
mais existe alera d palpitacEo da har.
Preso, levado atravz das peripecias sin-
gulares que o tinham, por assim dizer, des
vairado nos ltimos dias. Raberto tinha
vivido como asombrado por ama catas
trophe fulmmanta. Perdida para elle Chris-
tiana, o mundo pareca de repente vasio .
Recobrando urna esperaosa louca, foi-lhe
preciso reunir as ideas para sondar o sea
desastre. As V'zas voltava lhe a razSo,
face a face com a aecessidade de resolver
o futuro e de o formular, s vezes pergua-
tava a si mesmo, que seria dalle depois
da volta tilo desejada.
Comquanto se indignassa com os discur-
sos odiosos de Rival sobre o deslumbramen-
to natural que Christiana devia ter sentido
com a idea de ser princeza, Roberto, s
vezes, lembrava sa, mo grado sea, da
saa situaclo precaria, do sacrificio qae ia
aceitar della. A vida a vida disse
ella... repeta essa phrase desapiodada,
quo serve para cobrr tantas fraquezaa e
tantas covardias humanas. A vida a vi-
da 1... Cada um por ai Desanimado pelo
rigor implacavel do facto, procarava ator-
doar-se. Eatretanto, revoltavase com a
idea de tal injuria feita a Christiana rene-
gando oabuamor, para langar ae vivamen-
te em um sonho estupido de luxo e de ri-
queza!... Mas. vinha-lbe logo a concep-
Sao clara da verdadeira situado. Um con-
trato de sessenta mil francos por seis mo-
zos, fo-lhe offerecido em Vienna... Redu-
pouco mais ou menos cem mi'
francos do seu capitel, poda ella casar
com ella?.. Nao sera isso vver com ella
como marido, te tilo e mantelo?... Poda
mesmo acompanhal-o como amante ?
De repente acontecen ura facto extraor-
dinario. -
Urna manha, entre as cartas que ia bus-
car em C9sa, Roberto achou urna com o
carimbo de um tabellid, que o convida a
ir ao sen cartorio para negocio urgente de
8u interesse.
Roberto no sabia que tivesse ungocios;
e na saa disposisSo de espirito estava re-
solvdo a adiar para dia mais tranquillo o
incommodo de tratar de qualquer interesse
quo fosse alm da emoc^o la sua vida.
Entretanto, com a carta do tabellid no
bolso, veo-lhe idea, como oessa vaga
apprchens&o que suscita quasi sempre o I
chamado de um homem da lei, que sa tra-
tava talvez de algum negocio relativo a
Christiana. Lembrou-se de que, sendo
ella estrangeira, elle teve de iotervir e Bar
seu fiador em .diversas circunstancias...
especialmente quanto ao aloguel da sua
casa, feliz entae por poier garantil-a nea-
sas minudoncias materiaes estpidas. Para
que levar isso em conta, depois de resol-
vida a und dos seus destinos?... NSo
estava entilo em commum tudo quanto pos-
suiam ?... O luxo de Christiana nSo
reaheava o seu talento de artista, nessa so-
ciedade opulenta que ella dominava do
alto da sua independencia altiva e que via
a seus ps ?...
Impelldo por essa idea, que mplisava
a felicidade de occapar-se com ella, sendo
a hora indicada na carta justamente de
raanhi, tornou um carro e foi casa do
Sr. Chevreau tabelliSo, raa Louis-le-'
Grand.
Depois de declinar o seu nome ao em-
pregado, que talvez podesse informal-o,
Roberto foi convidado para esperar o fim
de urna conferencia em qne estava o Sr.
Chevreau. Esperou ; mas depois de al-
gumas palavras ditas ao ouvido entre oa
escreventes, psreceu-lhe notar que tinba-
se tornado repentinamente objecto da urna
attencSo singular, e que a sua presensa
causara sensasSo no cartorio. Entilo, nao
dnvidou mais de que se tratava de Chris-
tiana. S um incidente romntico podia
provocar semelhante commosSo. Sorrisos,
olhares de inveja, davam pro va, pelo me-
nos, de urna curiosidade intempestiva. NSo
tendo direito de iocommodar se com isso,
fingi nada ver ; ao cabo de um quarto de
hora ohegoa a sua vez.
O Sr. Chevreau era um tabellid de cer-
ca de quareata annos, daquelles que nSo
usam mais gravata branca.
E' o Sr. Quera ? disse elle a Ro-
berto, que lhe apresentava a sua carta do
aviso.
Sim, senhor.
__Ah I muito bem !... tornou o tabel-
lid,. procurando entre os papis, espalha-
dos na sua secretaria, urna nota, que achou
e releu ; depois tornou :
Um dos meus collegas, de provincia
pede-me informas5es sobre urna familia
que tem o sou nome. Achou, disse elle,
entre ttulos antigos, quo tem em ma> a
qae datara do mais do s'asenta annos, o
nome do meu penltimo antecessor nter-
vindo em varios arranjos de partilhas...
Foi por isso que dirigio-se a mim, suppon-
do que se essa familia continua a residir
em Paria, ainda faz parte da cliontella des-
te cartorio: a esse respeito enganoa-se.
Livre de todo o receio de algum nego-
cio ameagador para Christiana, Roberto
respirou.
O nome de Guria muito commum,
responden elle, e, a menos que decumen-
tos mais preciosos e mais modernos...
Confesso que quanto a mim,nunca ti ve ne-
cessidade de recorrer a ne-nhum tabelliSo.
sido
pouco
quer laucar um veo sobre as fraquezaa de
seu amo.
E' deste modo que Sua Alteza Raal
gosta dos patifes, respondeu La Blanc.
Mas sabe o qua ha de verdadeiro, sobre
este negocio da casa do principa de Qan-
zaga ?
Sei o que rao disserara os meus offi
ciaes. Dous bomens mortos: o cadete Gi-
ronn e o agiota Albret ; tres bomens pre-
sos : o antigo guarda real do corpo, La-
gardre, e dous mata-mouros, cujos nemes
pouco importa ; a Sr i. princeza penetran-
do furg* a em nome do rei, no antro de
seu esposo ; duas moyas... Mas isto
urna carta fechada, um enigma, para o
qual seria preciso a esphinge.
Urna dessas daas moyas certamen-
to hsrdeira de Estado.
Nd se sabe. Urna apresentada
por Gonzaga, outra por ssse Lagardre
O regente sabe deases aoontecimen-
tos ? perguntoa L i Blanc.
Acaba da ouvir o padre. O regente
ceiou at a oito horas da maaha.
Quando vier a saber, o Sr. de Gon-
zaga j estar prevenido.
O chefe de polica encolhea os hombros
e repe io :
NSo se sabe I de duas cousas urna :
ou o Sr. da Gonzaga conserv'ou o sea cr-
dito ou perden-o.
Eatretanto, interrompea Le Blanc,
Sua Alteza Real mostrou-se inflaxivei no
negocio do conde de Hora.
Tratava se do crdito do Banco ; a
ra Quincampaix reclamara um exem-
po.
Aqui temos igualmente interesses em
jogo; a viuva de Va vera...
Sem duvida ; mas Gonzaga amigo
do regente.
g A cmara srdente deve ter sido con-
vocada pira esta noite.
Por cansa do Sr. de Lgardre e das
diligencias da Sra. princeza de Gonzaga.
Pansa que Sua Altea* Raal est dis-
posto a proteger o principo ?
Eu que eatou diapoato, iuterroro-
peu peremptoriameate o Sr. de Machault,
a nao pensar cousa algama eraquanto nd
souber se Gonzaga perdeu alguma cousa de
seu crdito.
Tudo est uisto.
No momento em que cooclua, a porta
do quarto abrio-ae.
O Sr. principo da Gonzaga appareoeu
oa soleira.
Iiouve grandes cura prime ntos trocados
entra aquellas tres senhores.
Sua Alteza Raal nSo est ainda acor-
dado? perguntou Gonzaga.
(Contina.)
Aoabam de nos recusar a entrada,
respondern! La Blanc e Machault.
En tao, apressoa-se em dizer Gonza-
ga, estoa certo qae a porta eat fechada
para todos.
Broao chara ou o chefe de polica.
Um criado appareoeu.
O chafe de polica continuou :
V annunciar o Sr. principe de Gon-
za Sua Alteza Real.
Gonzaga olhou para o Sr. Machault com
descon Sansa.
Ests m o vi manto nao escapou aos dous
magiatradss.
Ter elle dado ordens particularea a
meu reapeito ? peguntou o principe.
Nesta pergunta havia urna evidente n-
quietacSo.
O chefe de polica e o secretario de Es-
tado, inclin&ram-se, sorrindo.
Ha simplesraonte, respondeu o Sr.
Machault, que Sua Alteza Real, cuja por-
ta est fechada aos seas ministros, s pode
encontrar descanco e prazor na companha
do sea melhor amigo.
Brean voltou e disso em voz alta, na so-
leira da porta:
Sua Alteza Raal consente em reoe-
ber o Sr. principe de Gonzaga.
Igual sorpreza, mas cujos motivos eram
muito differentes, mostrou-se nos rostos
dos nossos tres fidalgos.
Gonzaga estava commovido. Compri-
mentou os dous magistrados e scompanhou
Brean.
Sua Altoza Real ha de ser sempre o
mesmo homem I resmangou La Blanc, com
despeito ; o prazer ant;s dos negocios.
__ Do mesmo modo, replicou o Sr. de
Machault, que tinha nos labios um sorriso
folgazSo, pde-so tirar diversas conse-
quencias.
O que nao pode negar, pelo menos,
qua o crdito de Gonzaga...
Ameaya ruina interrompau o chefe
de polica.
O secretario de Estado fixou nelle um
olhar admirado.
A menos, proseguio o Sr. de Ma-
chault, que esse crdito nlo esteja no seu
apogeu.
Expliques?, senhor, meu amigo;
tem siibtilezas...
Uootem, dase simpleamente o Sr. de
Machault, o regenta e Gonzaga eram bons
amigos, e Gonzaga fez aute-camara duran-
te urna hora.
Concha ?
i Dcus me lvro de concluir Apenas
desde a regencia do duque de Orleans, a
cmara ardente s se tem oceupado de al-
garisraos. Dexou a espada para pegar na
ardo s a e no la pa. Mas eis que lhe ati-
rara ainda com o tal Sr. de Lagardre.
E' um primeiro passo. At vista, meu
amigo. Volto s tres horas.
No corredor que separava a antecmara
dos aposentos do regente, Gonzaga teve
apenas um instante para reflectir. Em-
pragou-o bem.
O encontr com Machault e Le Blanc
raodificou profundamente o seu plano de
conducta. Aquelles senhores nada dsse-
ram, e entretanto, deixando-os, Gonzaga
sabia qua urna nuvem ameacava a sua es-
trila.
Talvez tivesse reoeiado cousa prior. O
regente estendeu-lho a mSo.
Gonzaga em vez de a lovar aos labios
como faziam rauitos cortezds, aperiou-a e
sentou-ss cabeceira do leito sem pedir
permissSo.
O regente continua va deitado 6 com os
olhos meio fechados ; mas Gonzaga via
perfeitamente que o observava com atten
cSo.
Eotao, Felippe, disse o regente com
affactuosa cordialidade, tudo se descobre.
Gonzaga tinha o coracSo aperlado, mas
nao o demonstrava.
Eras infeliz e nSo sabamos nada 1
proseguio o regente ; pelo menos urna
taita de confianca.
E' urna falta de coragem, Alteza,
murmurou Gonzaga em voz baixa.
Cqmpreheudo-te ; nd gostamos de
por a n urna chaga de familia. A prin-
cesa est, pode-se dizer, ulcerada.
- Vossa Alteza deve aabej, interrem-
peu Gonzaga, qul e poder da calum-
nia. v^
O regente recostou-se sobre um los co-
tovelles e fitou de frente o mais velho dos
seus amigos.
Urna i.uvem passoulhe pela fronte ca-
vada por pregas precoces.
Tenho sido calumniade, replicou elle,
na minha honra, na minha probidade, naa
rrinhas affeisoas de familia, em tudo qaan-
to caro ao bom ara; mas nlo adivinho
por qua me recordas, Felippe, urna cousa
que oa meus amigos procurara fazer-me es-
quecer..
Prinoip*, reapondea Gonzpga, cuja
cabes te inclinou aobro o peito, pa$o lhe
quo me perda. O aoflfri raento egosta ;
pensara em mira e nao era Vossa Alteza
Real.
Perdo te, Felippe, perdoo-to com a
condigao de mo contares os leus soffri.oen-
t08.
(Continuarse ha.)
Tjp. do Diario roa Doqaa de Caxias a. i
i
i)

m


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