Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18236


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Full Text


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I!
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^
A USO LIII IDIfifiB S?
PARA A CAPITAL E LlfilllRI OVIi; \iO PAGA PORTK
Por tres meies adiantadot............... 65000
Por seis ditos dem.......... ...... l^^OOO
Por am anno dem................. 23J000
Cada numero avulw, do mesmo da............ 0100
DIARIO DE
SEHEffiA 11 DE MABOQ BE I
PAMA Di:\TRO B PORA DA PROVINCIA
Por seis mezee adantadoa. ...........
Por nove ditos idem.......^^F.......
Por um anno idem................
Cada numero avulso, de dias anteriores..........
13^500
200000
270COO
0100
NAMDUGO
|)r0priri>ai>e >e iHattoel fxgncixfa ht -tana 4 ffyos
Os Nrs. Amede l'rlnee *1 O
-
de Pars, au nossos agentes
exclusivos de annunolos e pu-
blieacdes na Franca o Ingla-
terra
TELEGRMMAS
:SS7SS SA AS2NCIA 2A7A3
(Especial para o Diario)
PARS, 10 de Marco.
0
O Sr. F. de (jesaepa eleve ir prxi-
mamente 4 Rerllm.
Oa Jornaea sllernae* arolheram fa
vor ai-el mente eaaa noticia.
MADRID, 10 de Margo.
Tendo dado ua denaisa&o o minis-
tro da guerra, o ten en te general Can
ola y Fernandez rol designado para
ub ti tul! LONDRES, 10 de Marco.
O marque, de l.otliiam fol nomea
do aecretarlo de enfade da Enconis.
SANTIAGO, 10 de Marco.
Hoja forana aqu aaalgialadea 95
obltoa de cholera-morbo.*.
De Valparaso dliem que all ae
dira apena* 13 eaaoa novo e
obltoa.
Agenoia Ha vas, dual em Peni am buco,
10 de Margo de 1887.
IHSTRBCCiO POPULAR
MEDICINA DOMESTICA
(Extrahido)
OA BIBLIOTHKCA DO POVO B DAS ESCOLAS
PARTE SEGUNDA
DOEXCAS MEDICAS
(Contnuaco)
Vaeelna e vseelnacao
"A immunidade centra as bezigas ganba pela
vaccina nao como algum tempo se penara, in-
definida. Por iato o oso das revaccinacoea iudia-
pensaTel. As revaccinacoes sao boje citaa com
todo o rigor noa exercitoa. Geralmente o periodo
de 6 a 7 annos passa por ser aquelle emqae a vac-
i_qc2'> garante os individuos de sere.ii atacados
de varilas.
Esta mmanidade nao absoluta ; mas as pes-
soas vaccinadas, quando teein bezigas, sao ataca-
cadas com mutissimo menor intensidad-'.
Sao totalmente destituidos de fundamente os re-
ceios de que a preservado das bezigas traga com-
sigo a apparico de outras doeocas graves, como
febres typboides, tsicas, etc.
A possibili 'ade de ioocnlar-se, juntamente com
a vaccina, o virus eyphilitico, ios nascerreceioa.da
vaccinaco. Oa tactos de syphilis vaccinal mais
eonhecidos sao os sucredidoa em Lupara (aples)
e em Rivalra em 1856 e 1861 ; porin estes desas-
tres nao devem ser imputados vaccina, mas t-
mente ao desleiz) e poaco cuidado que bouve nesta
operaco.
A vaccinacio em algnns paises, com toda i
juatica, um co ubngatorio. O argumento de que
se nao deve tolher a ninguem a liberdade de se
deizar atacar por moa doenca e ra >rrr, nao colhe
ueste caso; alia* tambem se devena deizar a cada
nm a liberdad de formar um foo d doeocas e
espalbal-as a s-'u gusto. O mal do nm pode em
certoe casos s*r rigera da perda de milhares de
vidas, e alberdade mdividual dve ser justamente
limitada quando da sua aceito resultara e po lem
resultar males gsraes. A vaccinaco deve pois
ser obligatoria, como impedindo a propagado da
urna doenca eminentemente perigosa e contagiosa
em eztremo.
Entre ni nao anda obrigatoria a vaccinaco.
Kurarlatlna
Chama-se escarlatina ama febre eruptiva cera-
cterisado por um* augina (*) especial e por am
exanthema {*) de cor escarate, o qual seguido
por deacamacao em largas e extensas placas.
E' menos contagiosa de que as b--xigas e o sa-
rampo ; propaga-sa pelas vias naturaes ; a at boje
r^em sido iraproficuaa as tentativas esperimentaes
para a inocular.
A escarlatina ataca mais as creancas no periodo
la segunda infancia (pueiicia) e na adolescencia.
' bastantes vezes epidmica, e mais frequente no
outomno do que no invern oa na primavera. Em
jeral nao apresenta recidivas.
Na escarlatina normal ha a considerar os perio-
dos seguintes :incubaco ; invaaao; deacamacao.
A incubacao na escarlatina menos bem conbe-
cida de que as ostras febres eruptivas de que j
tratamos. Ha tactos que parecen demonstrar que
a incubaco pode durar apenas am da.
Em geral o comeco desta febre brusco e repen-
tino. A's vezes os adultos -entera um violento
calet'rio ; as creiis*s, convuUjt. A pell* est
seces, queute; o pulso frequente ; a s le, arden-
le. Em geral ha prito de vrotre ; os vmitos
raras vezes apparecem. Ao passo que ae apresen-
tam es ngnaes da febre, mostrara se symptomas
de aagiaa. O vea do paladar, as amygdalaa e a
pliarynge, turnan se de am vermelho intento o tu-
inefazem-te ; ha dr principalmente no acto de
eoeulir. Este periodo dora, termo medio, 2 das.
No fim do segando di a, oa no terceiro, vem a
erupcao cutnea, a qual, ao contrario do que tuc-
cede no atrampo e as bezigas, comeca em grrtJ
pelo tronco, pescocoe membras(nolado da flezo).
Em um da chega a erupcao em geral ae sea auge ;
a apreaents-se urnas vase em placas largas, dti -
laudo entre si es pacos em que a pella normal,
outraa vezes disseminada p>r todo o corpo, pare-
cendo que este foi pintad j coa vermelho.
A angina augmenta dorante este periodo ; e na
superficie da lingaa a erupcao torna iavisivau as
papillas nataraes, dando a esta orgo orna appa-
rencia completa-nente lisa. A tabre acompanba a
erupcao. A bronchite e a laryogite sao maito me-
nos frequentes de que nss uutras febres eruptivas.
A erupcao dura de 4 a 6 dias.
A deacamafao comeca em regra aos 9 dias de
doenca ; faz-se por largas placas, muito espeasas
principalmente as extremidades, separando-se a
vezes a epiderme dos dedos, como se fosse urna
luva. A pe le fca vermelba e, por algum tempo.
extremamente sensivel. A deacamacao dura de 4
a 6 dias ; e nao raro, no fim de 15 dias de doen-
ca, ver anda as ojio3 e ps vestigios da epider-
me ecea.
Se vimos a varila e o sarampo terem as suas
complicacoes as membranas mucosas, vamos en-
contrar as complicacoes da escarlatina as serosas.
SSo commuas na escarlatina as pleurites, pericar-
dites, meaingites, etc.; e estas infiammaces fre-
qaentemente supparam.
A ioflammaco dos ros (nephritt) urna das
mais commons e fataes complicacoes da escarlatina
A anasarca, independente da Dflammacao dos
rins, e cham da a friqore (conseqaencia de res-
friamento), tamben trequentissima.
A propbylazia da escarlatina est sujeita a re-
gras idnticas as que se apontavam para as outras
febres eruptivas. Devem ser solados os doantes
atacados. Especialmente as creancas devem ser
com todo o cui lado afastadas dos lagares oode ap-
paroca esta doenca.
(Continua.)
JARTE OFFICIii.
() Inflammacao de garganta.
(*a) Erupcao.
Ci ver no da provincia
EXPEDIESTB DO DA 16 DE FKVBBBIBO DE 1887
Actos:
O presidente da provincia, attendeodo ao
que requere, o Dr. Pedro da Cunba Soato-Maior,
Erofessor de lingua italiana do Grymnasio Pernam-
acano e tendo em vista a nformac&o do respec-
tivo regedor, resolve conceder ao peticionario, a
contar do Jia 3 do correte, tres meses de licenea,
com ordenado, para tratar de aua saude, onde lhe
convier.
O presidente da provincia resolve, de con-
formidade com o disposto no art. 168 do regula-
mento annexo ao decreto n. 9420, de 28 de Abril
de 1885, nomear Juao Barbosa de Soaza, para ser-
vir provisoriamente os officioa de tabellid e an-
nexos da comarca de Taquaretrnga.Comnani-
cou-se so Dr. jais de direito.
O presidente da provincia considerando que
o disposto no art 222 do regalamento de 6 de Fe
vereiro de 1885, manifestamente exorbitante da
antorsacao contida no art. 5o da lei n. 1810, de
26 de Junho de 1884, estando, demaia, em antago-
nismo com os art. 10* e segaintes do proprio re
gula-nento nae eatatuem o mi do da considerar-a e
a vitaliciedade dos professores ;
E aiada que, como bem observa o inspector ge-
ral da instraccio publica, em seu relatorio de 1886
(pag. 8) prejadicialissimo instruccao o estaba
leciinento da vitaliciedade geral, sem tirocinio
nem eondicoes definidas, acaoando com este esti-
mulo para o professor bem camprir seus deveres,
e garantindo at metmi individuos nomeados ille-
galmente e sem habilitces para o magisterio;
E mais que, aa dele^acoea do poder legislativo,
em rrgra inadmiati veia ante os principios fonda-
mentaes do direito constituciunal, nio sao tolerados
senSo com interpretagio restrictiva, nunca enten-
dendo-se que utsublador se subattttu pera admi-
nistraco faca amplameate estatuir, revegaodo at
preceitos cipitaes de le ;
E que o tacto de notneaedes sob essa esperanc
de vitaliciedade, em desaccordo com a lei (cit. art
5* da lei n. 1810) nao creoj, a nem poda crear
aos nomeados mais do que am direito eveatual,
dependente de eondicoes que nao exstiam oa qae
nao se realisariam, a nunca direitos adquiridos
equivalentes a patrimonios, qae nao poaaam nais
ser tirados por aquelles meamos os qae foram re-
cbidos ;
Resolve determinar que seja supprimido do re-
gulamento de 6 de Pevereiro de 1885 o art. 222
que diz :
O* professores nomeados por occasiio do pre-
sente regalamento serio desde logo considerados
vitalicios para que o nao sejam, e sim demisai-
veis ad-nutum, conforme o art. 205, emquanto
nao boaverem satiafeito aa condicas dos arta. 105,
II, 106 a 110 do memo legulamento :
O inspector geral da instruccao publica faca or-
(-anianr am oiappa com os nomea destes professo-
res, lugar da escola, numero de alumnos matricu-
lados e frequentes, acompanhado de declai acao do
que souber sobre a indoneidade de cada prefessor
para o entino, conveniencia de sua conservacao oa
destituico, pedindo, ueste caso, a supproasio da
cadeira (art. 215 do Reg.) oa nao provimento (L.
n. 1810, art. 23) ama ves qae nao baja prejuizo
para a instrucelo publica.
Os fuocciouarios a quem conhecimeuto e exe-
cuco dcste acto pertencer qae o cumpram e fseam
camprir tao inteiramente como pella se contera.
Oficios :
Ao presidente da provincia de Minas Geraea
Pilo officio, a qne respondo, de 4 do corrate
mes, fico inteirado de haver V. Exc. na mesma
data pre-tado juramento e asanmido o exercicio do
cargo de presidente deasa provincia.
Apresento a V. Exc. o- meas protestos de es-
tima e coosideracAo.
Ao presidente da provincia do Rio Grande
do Sul.Pelo officio, a qae respondo, n. 146, de
25 de Ji neiro findo, fico intirado de haver V.
Exc. na rossma data prestada juramento e assu -
mido o exereicio do cargo de presidente desea pro-
vincia.
Apresento a V. Exc. os meus protestob de estima
e conaideracao.
Ao Bario Nogoeira da Gama, mordomo da
casa imperial.Passo as mos de V. Exc, em res
posta ao sea officio de 13 de Desembro d> anno
pastado, a iuiorinagao, em original, n. 51, de 10
do correte mez, prestada pelo inspector geral da
instruccao publica, sobre o requerimento em que
Ti-,o Hygino de Miranda pede a 8. M. a Impera-
triz um auxilio para eatudsr msica no conser-
vatorio de Paria
Ao juis de direito da comarca da Boa-Vista.
Para exeeucio do incluso aviso, por copia, da-
tado de LO de Dezembro ultimo, compre que Vmc.
providencie no sentido de ser apreaentada na ae-
cretaria desta presidencia a certidao do processo
de Jos Dias dos Santoa, condemnado em 1863,
pelo jury do termo da Bna-Yitta a 12 anaes de
priso com trabalha.
De conformidade com ca avisos do Ministerio
dos Negocios da Jastica ne 28 de Junho de 1865
e 22 de Outubro de 1886, sob ns. 287 e 25, deve
a referida certidao ser acampanhada de informa-
cao por Vmc. prestada.
Ao director do Arsenal de Guerra.De con-
formidade com o aviso do Ministerio da Guerra,
de 7 do correute, mande Vmc. fornecer, com ur-
gencia, compauhia de infantera da provincia da
r'arabyba, aa 4 caldeiraa de ferro de que trata o
aviso do mesmo Ministerio de 26 de Agssto do
anno passado, destinado ao rancho d tquella com
paohia.
Ao mesmo.Mande Vmc. fornecr i con-
paubia de infantera da provincia da Rio Grande
do Serte, conf rine determina o Miuiaterio da
Guerra, em aviso de 26 de Janeiro findo, em aub-
stituici j de outrot que foram dados em contamino,
o artigcs constantes da inclusa nota, organisada
na re^articao de quartel mestre geueral de 14 do
inesmo mea. Commanicou-se Tbesouraria de
Faaenda.
Ao inspector do Tbesouro Provincial.-Em
additamento ao officio de 10 d" correte, com re-
lacio ao contracto de arrendameoto do predio em
que funeciona a Escola Normal, declaro a Vmc.
qae o alagael o mesmo do contracto qae findou,
iato dous contos de riae mais 316/800 annuaes
ou 2:316/800 sondo aquella quantia, porin sepa-
rada como compensaco ou jaros do augmento o
novas despenas que foz no predio o proprietaro, e
porque reacindindo o contracto, caso a provincia
venha a pausar a Escola para outro predio de sua
propriedade, ficar obrigada annnuidade de...
316/800 pelos 6 seis annos que deveria durar o
mesmo contracto, tudo nos termos j ostatnidos,
com a suppressao da clausula 7.', contida na pro-
poeta feita pelo director da mesma Escola.
Oatrosim, o contracto novo, ser submettido
approvacSo desta presidencia, comecando a vigo-
rar do dia em qae terminoa o antigo.
A' jnnta classilicadora de cscravos do muni-
cipio da Escada. Nao pode ser approvada a
classificaco suplementar feita por Voies., em vir-
tude de ordem desta presidencia de 13 de Janeiro
ultimo, e annezo por copia ao sea officio de 9 do
corrente.
Sabem Vmcs. qae preferem as olsases de con-
jugas da condic-ao desigual aquelles que tiverem
maior numero de albos livres menores de 8 annos,
e, na falta destes maior numero dos menores de
21 annos conforme o aviso de 31 de Maio de 1884,
estabelecendo-se anda a preferensia entre cada
ama dessas classes pelo maior peculio realisado.
Neste sentido deve ser a nova claasificaca que
determino, declarando a j est esgotada qualquer
classe que tenha a prelac&o sobre ootra; por
quanto na classificaco por Vmcs. enviadas
achaam-se em 1 e 2* lugares urna escrava casa-
da com hsmem livre e um filho menor escravo, e
aos 4 seguintes escravos da mesma classe com filaos
livres aera declaracao da idade destes. Remet-
teu-se copia ao juiz municipaes.
Portaras:
Para evitar o damno que deve causar salu-
bridade publica 3a cidade de Caruar segundo
foi representado a esta presidencia, recommendo
Cmara Municipal da mesma cidade, qae de
accordo com o juiz de direito e delegado de poli-
ca respectivos e de conformidae com a informa-
9&o, por copia, inclusa do engenheiro do 3." distr-
cto da Repartico das Obras Publicas, anneza ao
officio do engenheiro em chefe de 12 do correte,
sob n. 29, faca sustar qnanto antes as obras de
reparos urgentes que se esto procedendo no edi-
ficio publico que serve alii de caa de cadeia, so-
mente na parte relativa aos depsitos de mate-
riaes fecaes e encanamento a estes inherentes,
providenciando igualmente para que sejam ob-
struidos os fossos existentes, exCinguindo-se intei-
ramente os focoa'de miasmas delctenos naqnelle
recinto.
Neste sentido me dirijo nao e aojis de direito
da comaica, camo fiscal daa ditas obras, mas tam-
bem ao Dr. chefe de polica para providenciar de
modo a sarem d'ora em diante removidos como
melbor convier, para lugar proprio, os residuos de
qualqoer naturesa no interesas do asaeia e boas
eondicoes do mencionado edificio.Fizeram-se aa
communica^oes.
O Sr. gerente da Compaabia Pernambucana
mande conceder passagein de re, at a Babia a
Innocencio Bacallar, por couta das gratuitas a
qae e governo tetn direito.
EXPEDIESTB DO SECBETAKIO
Officios :
Ao marecbal de campo quartel mestre gene-
ral do exercito.S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia manda acensar recebido oavfficio n. 132, de
1 do crrante, eia que V. Exc. pacteetpa haver na
mesma data aasumido o cargo de quartel mestre
general do xoruito.
Ao inspector da Tbesouraria di Faaenda.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda remet-
ter a V. S. a inclusa ordem do Ministro da Guer-
rt, de 7 do corrente.
Edital:
De ordem do Exm. Sr. presidente da provincia
e em observancia do disposto no art. 171 do Re
gnlamentoannexo ao Decreto n. 9420 de 28 de
Abril del885, faco publico qae por portara desta
data foi nomeado o Sr. Joo Barbosa de Souza
para servir provisoriamente os officios de tabellio
annezos da comarca de Taqoaretinga.
EXPEDIENTE DO DIA 17 DE FETEREIRO DH 1887
Actos :
O presidente da provincia resolvo exonerar o
major Francisco Dorotheo Rodrigues e Silva do
cargo de juiz commissaro de trras publicas no
municipio de Serinhem, visto ter feito opeo pelo
de vereador da Cmara Municipal de Gamalleira,
segundo declarou a esta presidencia em officio de
27 de Janeiro findo.Coraraunicoa se a cmara e
ao exonerado.
O presidente da provincia de conformidade
com a proposta do Jr. chefe de polica em officio
n. 148, de 14 do corrente, resolve exonerar o al-
feres Porfirio Poppe Giro do cargo de delegado
do terina de S. Bento. o nomear para sabstitail-o
o cnente Francisco Xavier Camello Pesaos.
O presidente da provincia de conformidade
com a proposta do Dr. chele de polica em officio
n. 151 de 15 do corrate, resolve ex nerar, a pe-
dido, Antonio Matbeus Rangel do cargo de 2* sup-
plente do subdelegado do 1* dstricto do t :rmo de
Rom Jardim e nomear para substituil o Antonio
de Paula Hornera.
Officiot;
Ao brigadeiro commandante das armas.De-
feriado o requerimento do soldado do 14* batalhio
de nfantara, Joo Jos das Santos, aatoriso V.
Exc. vista de sua informaco o. 89, de 15 do
corrate, a concedor-lhe baixa do servico do exer-
cito, mediante substituto.
Ao inspector da Tbesouraria de Fazenda-
Remetto a Y. S. para os fina convenientes, as in-
clusas notas do gas consumido no mes de Janeiro
findo, com a illuminacao dos quarteis dos batalhoes
de intentara 2* e 14, da companha de cavallara
e na enfermara militar; e bem assim a informa-
cao junta, por copia, do engenheiro encarregedo das
obras militares, de 15 do corrente, soba. 111, re-
lativa ao mesmo consumo.
Ao mesmo.Cimmunieo a V. S. para os fias
convenientes, qae por aviso de 1* do corrente n.
1, deelaroa-me o Exm. Sr. ministro dos negocios
estrangeiros ficar approvadoo crdito de 373/368,
aberto por esta presidencia em 19 de Janeiro ul-
timo para occorrer ao pagamento do vencimento do
Dr. Luis de Carvalho Paes de Anlrade consol ge-
ral era Barcelona licenciado nesta provincia con-
cernente ao perodo decorrido de 1* de Outubro a
a 31 de Desembro do anno prximo passado.
Ao BMsmo.Remetto a V. 8. para os devi-
dos fias, copia do Aviso de 31 de Janeiro ultimo,
n. 129, em qae o Exm. Sr. ministro da marinha
declarando haver concedido augmento de crdito
diversas verbas do actual exereicio, recommenda
o ettorno de despesas da verba Eventaaes e a
incluso dos crditos abortos por esta presidencia
em 3 e 7 d' aquelle mes para pagamento de ven-
ta pe jury do termo de Bezerros am 28 de Ou-
tubro de 1S83.
A referida certidao deve ser acompanbada da
informaco do juiz da condemnaco, precetuada
pelo aviso circular do ministerio da jastica n. 287
de 28 de Junho de 1885, tendo-se m vista o dis-
posto no aviso-lio ministerio, datado de 28 de Ou-
tubro de 1886.
' Ao mestne.Com a informadlo junta, por
copia, do brigadeiro commandante das Armas, de
15 do corrente, sob n. 88. respondo ao officio de
Vmc. de 3 deste mez, relativo ao individuo de
nome Jos Eleaterio dos Santos.
Ao juiz municipal e de orphos do termo de
Goyanna.Para resolver sobre o pagamento dos
10 escravos libertados nesse termo por conta da
7* qnota do fundo de emancipadlo, conforme a
relacao em dapicata anneza ao seu officio de 11
do corrente. oumpre que Vmc. informe por que
nao foram igualmente alfornados, os escravos
Laurentino e Manoel, 6- e 9- da classificaco ap-
provada.
Devolvo lhe a mesma relacao para qae aa co-
lumna competente seja dec'arado o saldo da 6a
quota, na importancia de 260/168, conforme o sen
officio de 17 de Dezembro de 1885, e nao.......
360/168, como nella se 18.
utrosim, compatindo a esta presidencia pro-
videnciar sobre a rennio das juntas classificado-
ras de escravos nos termos do art. 3- do Decreto
n. 6341 de 20 de Seterabro de 1876, nao pode ser
approvada a classaificaco supplementar, que
acompanhou aquelle officio, a qual, alias, retnte-
se de irregularidades, porquanto, alm de nao
constar della acbar-se esgotada a classe das es-
era vas casadas com bomens livres, foi clsasiticado
em primeiro lugar um escravo com molber livre,
tendo filhos escravos, quando a elle e a eutros as
mesinas eondicoes preferem os que tiverem filhos
livres maiores de 8anaos e, na falta destes, maio-
res de 21 annos, nos termos do aviso do ministerio
da agricultura eommercio e obras publicas de 31
de Maio d 1884.
Nesta data determino qae se rena a junta
clasaificadora, afira de que opportunamente tenha
applicaco o residuo de 1:653/083.
Ao director do Arsenal de GuerraCom a
informaco, jauta por copia, da Tbescararia de
Pateada, de 14 do corrente, sob n. 86, respondo
ao officio de Vmc, de 24 de Janeiro findo, sob
o. 837, relativo ao quantum consignado na lei do
orcamento geral para o pessoal de marinhagem
desse Arsenal.
Ao commandante do corpo de polica.Ao
Dr. chefe de polica mande Vmc. apresentar no
dia 19 do corrente urna escolta do tres pracas
afin de condesar para o termo de Bmque o crimi-
noso Manojl Francisco de Brito Chicote que tem
all de responder ao jury.Commancou-se ao
Dr, chefe de polica.
A junta clssscadora de escravos do muni-
cipio de Goyanna.Teado sido libertado por con-
ta da 7' quota ds fondo de emancipadlo por Vmcs.
os escravos claarlficados em 30 ds Agosto do anno
passado, o restante da dita quota o residuo de
1:653/083, rceotnmendo a Vmcs. que se reanam
quanto antes, aftm de classificar, segundo as pre-
ferencias legase tantos sscravos, qaantos possam
ser alforrados com aquella quantia, mediante os
devdos acordoa e arbitramentos, na forma da lei,
aluzando os competentes editaea.
Psrtarias :
O 8r. engenheiro ehefe do Proioagameoto
da estrada de ferro do Recite ao Fraucisce, e
da do Recfe a Caraar, mande dar transporte da
estaco central cidade da Victoria, por conta
da provincia, em carro de 1" classe ao 2' cadete
2* sargento Goncalo Uchda de Ssaza Leo* e em
corro da 3* classe ao anspecada Jbo Ribeiro da
Silva, que vo substituir no destacamento, all
existente, o 2* cadete 2- sargenta Crescendo Pe-
reira Nuoes e anspecada Caetano Pereira da Sil-
va qne devem ter tambem passagem na mesma
estrada de ferro para esta cidade. Commanicou-
se brigadeiro commandante das Armas.
O Sr. superitendente da estrada de ferro do
Rocfe ao S. Francisco sirva se de mandar conce-
der passagem de 1* classe da estaco de Una a
Cinco Pontea ao promotor publico da comarca de
Garanhuut bacbarel Lydio Marianno de Albu-
qjerque sua nuilber e 3 filhas menores, por conta
das gratuitas a que o governo tem direito ai se-
gundo trem do dia 18 do correte.
O Sr. superitendente da estrada de ferro do
ttecife ao S. Francisco faca transportar pur conta
dos paasej gtalaitos a qae o governo tem direito,
da estaco de Cinco Puntas a de Uua 6 pracas
providei ciando igualmente sobre o regresso das
inesmas e de 4 presos que teem de ser transferi-
dos da cadeia da cidade de Palmares para a Casa
de Dnten(o.
O Sr. supentenden'e da estrada de ferro do
Recfe ao 8. Francisco mande dar transporte em
carro de 3* classe da estaco das Cinco Pautas
at a de Palmares, por conta dos pasees gratuitos
a qae o goveruo tem direito a 3 pracas do Corpo
de polica e ao criminoao Manoel Francisco de
Brito Chicote.
0 Sr. encarregado da estaco de Palmares
do prolongamiento da estrada de ferro do Reeife ao
8. Francisco mande dar passsgens em carro dr 3'
classe, da estaco de Palmares at a de Canhoti-
nho, por conta do provincia, a ama escolta com-
posta de 3 pracas do corpo de polica e ao crimi-
noso Manoel Francisco de Brito Chicote.
DE
IXrEDIEKT DO SCCBETABIO
Officios:
Ao brigadeiro commandante das armas.
8. Exc o Sr. presidente da provincia manda com-
muaicar a V. Exc. ter aatorisaao o Arsenal de
Guerra a satisfazer o pedido qae veio annexo ao
seu oficio n. 85, de 15 do corrente.
Ao agente da C >mpanhia Brasileira de Na-
vegacao a Vapor.O Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda aecusar o. rece bi meoto do officio em
qae V. Exe. participa que o vapor Pernambuoo,
chegado hoje.es 6 horas da raaoh dos portos do
sol seguir para os do norte amanh a 6 horas da
tarde.
Ao director do Arsenal de Gnerra8. Exc.
o 8r. presideate da provincia manda aecusar re-
cebido o officio n. 878, de non tem datado, em qae
V. 8. participa haver Hermino Jos de Ate vedo
Pedra reassumido o emprego de coadyuvante de
primeiraa lettras desse Arsenal, renunciando o
resto da liceaoa le gosava, sendo dispensado So-
lidonio Athico Leite qne o snbttituia interina-
mente.Commanicoa-se a Tbesouraria da Fa-
aenda.
Ao 1.* secretario da Assemblea Legislativa
Provincial.De ordem de Exm. Sr. presidente da
provincia transmute a V. S. para os fins conve-
nientes, o bataneo da receita e despeza do ezer-
cicio de 1885 a 1886 e orcamento para o de 1887 a
DESPACHOS DA PBE8IDENCIA DO DIA 9
MABCO DE 1887
Antonio Fernandea da Silveira Carvalho.En-
tregense este requerimento ao sopplicaote.
Abaixo asaignado de presos na cadeia do Bre-
jj da Madre de Dcus.Prejudicado, com o des
pacho de 4 do corrente mez.
Abaixo asaignado de moradores da Varzea.
A' vista das infermacoes do gerente e do engenhei-
ro fiscl da estrada de ferro do Recite a Caxang
os suplicantes nao podem ser attendidoa.
Cecilaoo Jos Ribeiro de Vasconcelos__8m.
Eustaquilino Paulo de LimaeoutrosInforme o
Sr. Dr. juiz de direito da comarea de Timbaba.
Dr. Francisco Jaeintho Pereira da Motta.Pi-
cara dadas as ordena no sentido qae reqaer o sap-
plicante.
Galdino Al ves Pontea, Joaqaim Ferreira Lima
e Manoel Magdaleno da Costa.Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Henrique Deocleciano Tavares dos Santos.
Sim.
Capito Ignacio Pedro das Neves.Neg provi
ment ao recurso. Se pertcnce cmara nomei&r e
demittir, livremente, seus empreados (art. 79 e 83
do seu regiment) nao se lhe pie negar o direito
de removel-os de una lugares psra outros, quando
assim o entenuer conveniente ao servio", tanto
mais dando as razes do acto como fes em suas
infoimaces. A questo de apostilha ou novo ti
tulo, diversa : se a deliberaco perder o carc-
ter de provisoria e por tempo limitado, plee de-
ve a cmara lega'isar os ttulos de seas emprega-
dos. Mesmo peranto a doutrna da seceo do im-
perio do conselho de estado, que acompanba o avi-
so n. 49 de 22 de Fevereiro de 1872, devem os pre-
sidentes de provincia, em casos semclhantes, pro-
ceder com a maior prudencia, nao dando provi-
mento aos recursos seoo quando seja notoria a
injustica por nao se dever converteruma attribuieao
dada como correctivo contra abasos, em modo de
mais enfraqaeccr aiada, a autonoma e aitorida-
de das cmaras mameipaes.
Bacharel Joo Alfredo de tfedeiros.Informe o
Sr. inspector da Tbesouraria de Fasenda.
Leocadia Al ves Pontual.Releve-se.
Secretara da Presidencia de Pernam-
buco, em 10 de Marco de 1887.
O porteiro,
Francdino Chacn.
' Baque, 22 de Fevereiro de 1887.Illm. e Exar
Sr.Lendo na parte official do Diario de P$rnam-
buco do dia 9 do corrente um officio de informaco
do tenante de corpo de polica, Bellarmino Pinto
de Puiva enmpre-me, em abono da verdade e da
miaba digoidade to vil a traicoeiramente offen-
dida, dar a precisa informaco sobre o facto de que
se oceupa no referido officio. Na manh do dia 25
de Maio do anuo passado, apareceu em miuba casa
Phlomena Marinha da Hilveira dzendo que sendo
sorprehendida pela mi na note do dia anterior
conversando com o teneate Paivs, ausentare-as
ds casa e se esconder no mato, e qae demadru-
gada viera para o mea quintal esperar que fosse
aberta a porta para pedir-me proteceo.
No mesmo dia convidei para vir a minha caaa
o Dr. Paulo Caetano de Albuquerqae, juiz muni-
cipal e o Dr. Jos da Costa Doarado, promotor da
comarca, e, perante elles proced a am auto de
perguatas a Pailomena, documento n. 1. At ah
o Si. Paiva diaia que tudo issso ng^paasava de
am 'trama* cora o flm de detmoraliaal-o, atas di-
vulgando-Be que exstiam urnas cartas suaa diri-
gidas mofa, mudou logo de opinio, e, julgar.do-
sa perdido porqne eu havia declarado que a
levar o facto ao conhecimeuto do Extn. Sr. presi
dente da provincia, procurou amigos aos quaes
ped.'o que interviessem para que eu nao o fizesse,
porque sobre ser-lhe desairse, podia trazer-lhe a
deuisse, prometiendo ao mesmo tempo dar 200/
sua victima, em reparo do damno e para a u
dote. Em vista deata promessa acced ao pedido
aue me fizeram, principalmente porque, nao ten-
o prevunco algunia, s tinha em mira o benefi-
cio da pobie desvalida, alm de que, sendo ella
maior de 20 annos, tinha a convicca de que nada
accedera ao sea seductor, o que me era indife-
rente. Finalmente tenho a declarar qne a refe-
rida Philoinena, desde 25 de Maio at 10 de No-
vembro, ostev recolhida em minba cata em com-
panha de miaba familia, composta de mulher e de
S filhas mo^as, passando os meaea de Julho e Agos-
to no povoado de Gamelleira, para onde levei a
minha familia em consequencia de minba mulher
acbar-se soffrende de rheumatismo, e terem estes
meses muito fros na aerra.
Submetto a apreciaco de V. Exc. os documen-
tos sob ns. 2 a 6, pelos quaet V. Exc se convence-
r verdade do qae acabo de expor.
Peco a V. Exc que mande publicar este men
officio com todos os documentos.
Deus guarde a V. .'xcIllm. e Exm. Sr. Dr.
Pedro Vicente de Azevodo, muito digno presiden-
te de Pernambuco. O juis de direito, Joo Carlos
de endonga Vasconcelos.
Kepartico da Polica
cimentos dos offieiaes da canhoneira Guarany 11^ ^ fjamara Municipal de Limoeiro.
e do cruzador Imperial Mariabeiro as verbas
corpo da armada e Forca Naval de que trata a
ultima parte do alladido aviso.
Ao mesmaPara os fins convenientes, com-
munico a V. S. que o jais municipal e de erphos
dos termos de Granito e Ex, bacharel Augusto
Frederioo de Siqueira Cavalcante entrn no da 3
du corrente no goao da licenea de dous meses con-
cedida por esta presidencia.
Ao juia de direito da comarca de Bom Jar-
dim.Sirva-ae Vmc. de informar-me con urgen-
cia, si proedeu-se no dia l* de Julho do anno pas-
sado eleicao para vareadores e juizes de paz do
municipio de Boca Jardim.
Ao Dr. juiz de direito da comaica de Beaer-
ros. Coiivom que Voto, providencie para qae seja
ministrada a certidao do procesto de Cosme Jos
Barbosa, qae internos recurso de graca da pena
de 14 anaos'de prisio simples, qae lhe foi impos-
Ao director da conservacao dos portos.O
Exm. 8r. presidente da provincia manda aecutar
o reoebimento do officio n. 19 em qne V. S. parti-
cipa que o engenheiro Arthnr de Lima Campos
ajudante dessa directora reasaumio o exereicio de
sea cargo no dia 15 do corrente tendo terminado
no dia anterior a licenea de 2 meses que Iba havia
sido coneeaido por acto de 13 de Dezembro ultimo,
para ser gosada dentro da provincia.Commoni-
coa-se a Tbesoarara.
Ao engenheiro fiscsl da estrada de ferro do
Recfe ao Caxan }.De ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia rera-.tto a V. 8. 171 pasara
gratuitos impressos em pagamento de iguaj nu-
mero de passagens concedidas nos carros d.esea
estrada de ferro por diversas autoridades policiae
dorante o mes de Desembro ultimo, segundo os
documentos que acompanharam o sea officio de 10
do corrate, sob a 154.
SeccSo 2. N. 242.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 10 do Marco de
1887.-Illm. e Exm. Sr.Participo a
V. Exc. que foram bontem recolbidos
Caaa de DetencSo os seguintes individuos :
a.' minha ordem, Jos Paredes Garca,
viudo d j Rio de Janeiro como sentenciado,
com destino ao presidio de Fernando de
Noronha ; Franossos de Lemes Vasconoel
loa, vindo de Palmares cora o criminoso de
morte, aim de ser convenientemente fra-
udo. r
l ordem do Dr. delegado do 1 dstri-
cto da capital, Groncalo Jos Baptista, JoSo
Baptista do Sacramento e Martiniano Josa
Baptista, presos em flagrante, por crime
de tentativa de morte.
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio Mano ;1 Correia Carneiro, por em-
briaguez e disturbios.
A' ordem do do l9 dstricto da Boa Vis-
ta, Francisco Jos do Usgo, Francisco Au
tonio da Silva, por disturbios e uso de ar-
mas defezas ; Eloy, estravo de D. Mara
C. de Brito Carvalho, por embriaguez e
disturbios e Jos Rodrigues da Costa,
como alienado at qne tenha destino con-
veniente.
Hontem pelas 5 horas da tarde no lugar
Estancia, no sitio denominado GirSo, per-
tencente ao 1 dstricto policial da Graca,
foi a casa do tenente coronel Theotonio de
Santa Cruz Oliveira, assaltada por um
grupo de individuos armado* de faea e
pistolas, com o fim de o assassnar, con
forme me declarou o mesmo tenente coro-
nel.
Os assaltantes nvadindo a casa investi-
rn} sobre aquelle tee i te-coronel, qua sa-
bio ferido, beta orno Silvano Ignacio de
Mallo que se apresentou na oecasiao.
Preseoiando o conflicto pelas pragas do des-
tacamento da Magdalena, estas correram
em socoorro dos atacados, assim como o
subdelegado respectivo que tambem che-
gou a tempo de perseguir os assaltantes.
Chegando o facto por aviso telepbonico
ao conhecimento do commandante geral
interino da Guarda Cvica, immediatamente
para l se dirigi este com urna forca sob
seu commando, e ao chegar ao lugar Cho-
ra Menino ao lado da ponte pequea, que
all existe conseguio prender um individuo
de cor preta, que vinha perseguido por
pessoas do povo, e levando-o a cssa da-
quelle tcnente-coronel foi por esse reco-
nhecido como um dos aggressores, e cha-
marse Joao Baptista do Sacramento, co-
nhecido por Joao Grande.
O referido commandante geral all che-
gando cercou alguna pontos das immedia-
cjiea e conseguio prender aos individuos
de nomes Goncalo Jos Baptista e Marti-
niano Jos Baptista, que tambem fizeram
parte do grupo. Tendo eu tambem noticia
do facto, para all me dirig, e tomei as
providencias necessarias para serem visto-
riados os offendidos, e bem assim a casa,
da qual os aggressores tinham arrebentado
urna janella e dado machadadas em um-i
porta, tendo esta vistoria sido logo feita pelo
subdelegado da Graca que all compareceu
por sua vez acompanhado de seu escri-
vao.
Os assaltantes residiam no sitio visiuho,
da propriedade dos herdeiros do com man-
dador Manoel Goncalves da Silva, de quem
foram escravos.
A causa desse grave attentado, digno
da maia severa punico, foi terem es ag-
gressores Martiniano e Goncalo seduzido
urna mulatinba ingenua, cria do tencote
coronel Oliveira, a seduzido os escravo3
deste para o abandonarem, e como quer
que fosse, esse procedimento exprobrado
pelo senbor a Martiniano, este juntando-a*
com seusirmaos Goncalo e Autonio, e maia
dous individuos, feram aggredir o referi-
do tenente-coronel Oliveira, em eua casa,
conforme cima tica dito.
Os offendidos foram vistoriados pelo Dr.
Coelho Leite, que meotos. Tres dos aggressores, Gonab
Jos Baptista, JoSo Baptista do Sacra-
mento e Martiniano Jos Baptista, fo-
ram presos e recolbidos Casa de Oe-
teocao ; e o Or. delegado do 2* dstricto
da capital procede nos termos ds inquerito
policial
Deus gu.trde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digne presidente da provincia. O chefe er>
polica,. Antonio Domingos Pin'o.
-
Thesout-o Provincial
DESPACHOS DO DIA 10 DE 3A.UQO
DE 1887
Joaquim Tranquilino de Lemos Duarte, Dr. Fe-
lippe de Figueiroa Fara, Luis de Franca Pionero-
e j'eronymo Odn Ferreira Cabral.-Informe o Sr
contador.
Baltar Oliveira & C, Alfredo Ferreira de Gua-
rni, Manoel Frauklin de Medeiros Cavalcante,
Augusto Hermegildo Pedrosa, Hermano Loodgren
fe C., Alejandrina Carolina da Cnnha, Luiza Eu-
doxa Baptista e Joo Climaco Correia de Arai'jc.
Hja vista o Sr. Dr, procurador fiscal.
Mara dos lartyres Tavares dos Santos, Jos
da 8 Iva Loyo & Filho e Pereira Carneiro 4 C
Restitna-se.
Miguel Joaquim de Carvalho Seara e Capitalino
Pereira da Costa Cumpra-se e iacam-ae os assen-
tamentoa.
Antonio Valentina da Silva Barroca.Junte co-
nhecimento de decima do ultimo semestre.
Clementins de Moraet Sarment e Z .ferino Loo -
renco Martina.Ao Consulado para attender.
Antonia do Rosario Prudencia dos Santos S :
Justino Pereira AlveaEntregue-ae pela porta.
Coatas do ex-thesour-iro das loteras ordinarias
da provincia.Examin-'m-se.
Medeiros Silva & Martina.Deferido, ficand
irresponsHveis os supplicautes pelo debito anterior
do estabelecimento travesea do Duque de Caxias
n. 1, visto provarem nao succeder no mesmo esta-
beleciment'*.
Jos Muniz Teixeira Gumares.Deferido, fi-
cando approvado o calculo da penao de inactivi-
ade a que procedeu-se pela Coatadoria.
Pedro Jos Pinto.Ao Conteecioso para atten-
der ao supplicante de aecurdo com o officio do ge-
rente do ttecift Draiuoge.
Comas dos collectores de Nazareth e Victoria.
Approvadas.
Jos Candido de Moracs.Ao Sr. Dr, procura-
dor fiscal para attender, i o haveodo inconve-
niente. i
Manoel Jos Pereira -V>lte ao Sr. Dr. admi-
nistrador do Consulado para satisfazer a requisi-
BSH
Joaquim Martina Moreira Jnior, Jos Elias d
Oliveira e Alfredo Ferreira de Gusmo. Deferido,
podando licitar.
Rodolpho Olympio Goedas de Lacerda-De-
ferido, voltando a Contadoria para as competent *
notas.
Antonio Fernandes da S.lvelra Carvalho.Cer-
tffaw-ae.
Consulado Provincial
E3PACHOS DO DIA 9 DE MAftCO DE 1837-
Manoel d Passoa Gomes, Manoel Gomes de>
Mattos, Mano-i Collaco & C. e Francisco Cypria-
no da Silva SantosInfortnn a i* seceo.
Gomes de Mattos t Innoa. Informe a fr
seceo.
Jlo Francisco de Souza Bandeira e Anglica
de Jess Borges A 1* seceo para os devidot
fins.
Viuva Maria Joaquina de Medeiros Ringel e
hrrdeiras de Manoel de P ulo de Souza Kingsl.
Prove a jiipplieante o seu direito de dominio
sobre o predio a que aliada
Modesto Coelho do Reg.- Dinja-ao so Tbe-
souro Provincial.
- 10 -
Manoel do Amaral Monis, Manoel Jos Vcea-
te." Informe a seceo.
Jo Joiquim Saiuarcot.A 1* teceo para at-
tender.
Joo Ferreira 4 C U .drigr.es Saraiva U
Al* aec^o par* os de vicios fin.
-^ *


- *
1


INTERIOR
RIO, 26 DE FEVEREIKO DE 187
aeUuu.in lo "" l-slM'
(Do tio de Janeiro)
Os jinaes i.oti'.aram ha poneos dias ter e Cot-
Kjlho de EiraJo dado parecer contra a i-rtiauca
do honrado Sr. c-oiiselheiro Alunear Aranpv, quask-


Diario de fernambucoSexte-fcira A de Marpo de 1887
I



to o direito que julga competir-lhe, ou de aecu-
mular as funches de membro do poder legislativo
sotn de membro do poder judiciano, oa quali-
dade da miuitro do Supremo Tribunal de Jnitica,
oa a de renunciar o mandato legislativo, sendo lhe
peimittido voKa ao exercicio de suas funcce de
magistrado.
Anda que o Conselho de Estado carece de com-
petencia para couhecer desee grave objecto, eom-
todo o governo prestara um bom ser vico mandan
do publicar a coasult i e o partear para servirem
de base e elemento de disio.
Da renuncia do mandato legislativo so a cacsara
a que-pertence o desatado a sonador reaig ater o
pode conheeer. O enasto j teve exemplos de
renuncias; a cassara o teve recente, no easo
Mau.
Tanto a lei eleitiral vidente, como a que vigo-
rava quando oocorraa o conflicto entre doos depa-
tado rio-grandeasss, de qoe resuitou a consulta
aos eleitores, sao omissas sobre a hypothes; da
mandato legislativo. A cmara dos deputados em
primeiro parecer, entendea qae nio lhe competa
receber a renuncia ; mas, permanecendo o Vis-
coa le de Maua, que ers o deputado signatario, na
definitiva reaolucio de sao occupar mais a tua ea-
deira depois do veredictum dos seus eleitores, a c-
mara foi obrigada a reconsiderar a materia, por en
tender qae alo lhe era licito deixar vaga unta de
suas cadeira, eatabelecendo alias a lei formas im
perativu para o preenehmeato das vagas que oo-
correrem.
A lei presereve os casos em qne se considera
vaga urna cade ir a na cmara dos deputadrs, e es
tes sao : a nomeacio de senador, a de- ministro,
morte; mas o precedente estabelecido tem grande
forca. A cmara nao recebe a renuncia ; preen-
che um dos sens lugars, vago por formal e defi-
nitivo abandono do proprietario.
O caso dt renuncia do mandato legislativo offe-
rece gravissimos perigos nos pases em que a*
funcces parlamentares sao remuneradas ; toda
va o mandato legislativo nao sendo um emprego
mas urna funccio poltica, a renuncia consuma um
facto, que a lei considera caso de nova eleicao : -
avaga. Os perigos que resultam de urna ou de
mutas vagas indefinidas, em qualquer das cama-
ras, nao sio menores; o desequilibrio das forca*
parlamentares pode provir d'ahi : as consequeo-
cias desse accidente sao obvias e inevitavelmente
fataes ao funccionamento normal de systema re-
presentativo.
Si o caso da renuncia conduz a estas ooserva-
ccs e solucoes, o da aecumulHcio das doas func-
ce* parlameniares as judciaras, nio_ pode nem
mcsmo ser cceto com bsse dedis^ussao.
E' certo que a lei ds 9 de Janeiro, art. 11 2a
mencionando as classes de empregoa que incoav
patibiiisan para a eleicao as provincias em que
essas mesmas classes exercem juridiccio, nao
falla dos ministros do Supremo Tribunal de Jus-
tica.
Poder-se-ha argumentar, em sentido contrario,
com o art. V da lei de 18 de Setembro de 1828,
onde o legislador declara que o nico cargo que o
ministro do Supremo Tribunal de Justica pode
exercer o de membro do poder legislativo. Mas
a citada lei de 9 de Janeiro de 1881, precita ser
entendida em seu systema : no art. 11 ella define
as incompatibilidades eleitoraes; no art. 12 de-
fine e prohibe as accumulacoea de empregos com
as funcces legislativas, pela seguinte forma :
O funccionario publico de qualquer classe
que perceber pelo cofres geraes, proviaciaes ou
municipaes, vencimentos ou pircentageas, ou ti-
ver direito a custss por actos de offieio de justic*,
se acceitar o lugar de deputado Aeeembla Ge-
ral ou de membro da Aaaembta Legislativa Pro-
vincial, nao podar, durante todo o periodo de la-
gislatuia exercer o emprego ou cargo publico re-
munerado que tiver, "nem perceber vencimento ou
outra vantagens que d'elle provenham, nem eonv
tar antiguid.de para aposentacao ou jubtlacio,
nem obter remoc&o ou accesso em sua car. eir,
salvo o que lhe competir por antiguidade.
Tal o texto da lei, cojos corolarios sao :
Bespeitar no funccionario o direita de cida-
dao;
Destruir esse iatcresse especial que out ora pos-
suim os funccionarios pela deputacao ;
Restringir o numero daquelles por quem essa
funccao deve ser procurada ;
Assegurar a independancia daquelles que a tive-
rem de exercer ;
Elevar o nivel da experieacia e das luzes na
cmara.
Estes corolarios sao os que enumera um distincto
publicista autor de um livrinho notavel sobre Jn-
compatibilidade parlamentar, no qual lemos estas
palavraa e grande valor moral e poltico :
O que se deve fazer antes de tud em urna
lei eleitoral, asteeurar a indepeoieaeia do func-
cionario eleito representante da naci pondo-e
em p de igualdade com seus collega, subtrahin-
do o aos capricho dos seus chefes, e finalmente
regulando sua posicio durante o tempo do man'
dato, no que poder ha ver de antagnico como bera
publico. .
Diacatiado a these e passaudo a bypotuese, s*
nos reata formul ir um voto :
8i a renuncia do conselheiro Alenear Araripe
fr presente cmara dos 8ra. deputado, esta
deve recusar lhe o seu aaeentimento.
Tal recusa ser um appello ao patriotismo d
um brasileiro de grande saber a virtudes, e a
conaervacio de um ceareose Ilustre no tbeatro
onde ha tradcea de um nome glorioso, que neos
todos poderlo manter com igual brilbo e proveito
para a provincia e a patria.
PERNAMBIJCO
Assembl;, Provincial
1887PROJECTON. 1
Parecer n. 1.A Commssao de Pazenda e Or-
eamento apressa-se em dse npenhar-ge do seu
principal dever, apreseatando consideracao da
Assembla o projecto relativo a despesa e re-
ceita para o exercicio de 1887 a 1888.
A situacio financeira da provincia, at certo
tempo, aeolo lsongeira, ao menos regular, come
cou a aggravar-se com o inslito attentado, nunca
asss verberado, da sospensao da cobranza do iai-
posto denominado doconsumo.
Tal foi o golpe cutio vibrado as rendas da
provincia, que de 14 para c nao mais possivel foi
estabelecer-se o equilibrio finaneeiro; urgindo
para a liquidscao dos exercicio subsecuentes re-
correr se ao fatal rgimen dos ero prestimos, qne
accumuladoa elevam a divida consolidada da pro-
vincia, pelo ultimo bataneo a 7,639:100*000.
Ainda no ultimo exercicio, nao poude o thesou-
ro subtrahir-se ao emprego do semelhante meio
extraordinario para fechar as suas contas, apesar
da decretacao do impasto do gyro e da provi-
dencia postas em pratica para a respectiva ar-
fe recadacio, que difficii ao principio, passou a fa-
cer se regularmente, nos ltimos meses do exerci-
cio, pela Alfandega, de accordo com as ordefa do
Ministerio da Pazenda.
o correte exercicio, sob o rgimen do mesmj
- imposto e sem aquellas alternativas na sua arre-
cadaclo, a taxa da imposicio tem sido e prov* vel-
mente continuar a ser cobrada em toda a sua in-
tegridade; o que reunido a algumas economas,
ainda que pequeas, realisadas pela administracSo,
diminuir considera velrn nte a cifra do dficit,
correspondente ao exercicio.
Nao possivel passar de repente do estado de
perturbadlo em que se acham a finauets da pro-
vincia, para um outro prospero, nem mesmo relati-
vamente satisfactorio.
Para conseguir inmediatamente semelhante de-
sidertum, poderiam os que dentis confian no re-
cursos da provincia suggerir o alvitre, alias muito
commum, do augmento dos impostos.
A commssao, porin, reputa temeraria a em-
presa na difficii quadra econmica que a pre-
vineia atravessa, e abstem-se de aconselhar
Assembla a seguir para essa vereda.
Ao contrario, desejaria propor a supressao dos
onus que sobrecarregam a sabida dos principaes
genero de prodcelo, da provincia; e felicitar-
e-hia por baver concorrido por sua parte para
tornar menos sensivel a depresiacao a que elle
attiogiram, especialmente na ultima safra, nos
mercados consumidores.
** Nao so anima a assuosir tamanha responaabili-
dade pelo grande desfalque que snffreriam as
renda da provincia; alera de que affigura-ae-lbe
qae a medida e produziria um resultado aprecia -
vel para a prodcelo da provincia, se por ventura,
a necessidade da adopcio d'ella fosse tambem re-
conbecida no oreamento geral do imperio.
Ainda mais : Attingindo ja a urna enorme
Cifra a daspeza ordinaria, na qual certamaot se
podem fxar reduccoes, sem entretanto conseguir-
a dimiatil-a consiravelmente, ob pena da desor-
ganisaoao do servico, a suppresso do imposto
de exportacao, ao er;amento da provincia, para
estabelecer-se a compensacio ao desfalque, nao
poderia dispensar urna nova foate de renda, oa
aggravacao daa taxaa aos deaisAs imposto,
n'ama eiteaaio inconveniente e odiosa.
Assim, a-acaaanissao mantem, em geral, as mes-
mas taxas ielaiposicao da lei vigente.
Mas, para qne a receita de tal modo oreada
possa faxer face aos comnromiuo resultantes da
despesa ordinaria, tambem filada, forcoso alo
crear despesas novas e mesmo coavm redas a
menores proporces a j estabelecida, tanto qvan-
to for pjssivel, aatoriaando a presidencia da pro-
vincia a rever o diversos servico da adminiatra-
eaa, resrganiiac-os com menor dispendio dos
disaseiroa pablieos.
Sao da sais eatcarecrr a necessidade da bbsjot
parciiouia na decretacao daa despecas puMisan o
da sinceridad asa sua execucao ; iem o qua nao
era possivel o reetabelecimento do equilibrio or-
ea saantario.
Entretanto, operado este peta accao coosbiaada
do legislador e do ex ecutor, fcil aera eatrar de-
pois na va dos melhorameutoa pblicos, preferi-
dos os reproductivos, de que tanto carece a pro-
vincia, sobretodo o seu interior nunca esqoecido,
, certo, mas parcamente contemplado na tempes
de nrosperidade.
Expoitos, como fieam, em ligeira synthese os
intuitos da commssao, no que se sent inspirada
pera patriotismo desta llastrada Assembla, sub-
mette o seo exame e dscasso o siguite projec-
to de le:
1887 PROJECTO-N. 1
A Assembla Legislativa Provincial da Per-
nambueo resolve:
Artigo 1. A receita para o exercicio do 1887 a
1888, oreada do seguinte modo :
8 1.a 3 % sobre o aasucar exportado.
2. 2 "/ obre o algodao dem.
$ 3." 8 /, sobre agurdente, aleool e^genebra
dem.
| 4. 20 % sobre cauros verdes idea.
| 5.a 7 "i, sobre couros seceos, espichados e sal -
gados dem.
S 6.o 3 o/o sobre sola e couros idea.
| 7. 6 % sjbre couros verdes ou espichado,
sola e counuhos exportados para out ras pro viadas
pelas collectorias iimitrophes.
8.* 100 res por sacco de assuear em faaeada
nao fabricada na provincia e em barrica de ma-
deira estrangera, que fur despachada ou desesn-
baracada no Consulado Provincial, sendo 50 ris
quando em meia barrica e proporciona/mente na
subJivifoes d'esta.
9.a 10J ris Dor cauro procedente de outraa
provincias e que ior reembarcado.
10. 4 por carga de algodao exportado para
as provincias visnhaB pelo interior.
11, 10| por carga de faxendas importada das
provincias visinhas pelo interior.
12. 5 por carga de miudesas importadas das
provincia viaiahas pelo int?rior.
5 13. 2j por carga de quaesqoer outra merca-
dorias importadas das provincias viaiahas palo in-
terior.
14. 50 res por alqueire de sal, pagos ao sau-
do navio
15. 350 por cada res abatida no municipio
do Rccife.
% 16. 30 / sobre o valor do fumo de produceao
nacional introducido sob qualquer forma, bem co-
mo seus preparados.
% 17. Imposto do gyro, nos termos dos 12 a
15 do art -" da lei n. 1,860.
18. 20 / sobre o valor locativo dos predios,
onde se exercerem na cidade do Recife quaesqoer
industrias ou profisdes nao comprebendidas na
diapoaicao do parsgrapbo anterior.
19. 10 /o sobre as casas de commerco, in-
dustrias ou profissoes, fra da cidade ou em seas
arra baldes.
g 20. 1:500i por joalheiro que mascatear na
provincia, anda que pague a imposto por estahe-
leciasento ou casa de vender joias.
| 21. 200 por pesaoa que eropregar caprtaes
em descont de letras, exceptuados os commer-
ciantes estabelecidos.
22. 1:000* por caa de garanta de bilhetes
de loteriaa ou fraecea destea.
23. 1:000 por casa de vender bilhetes de lo-,
tenas de outra provincia, ainda que pague o im-
posto do paragrapho anterior.
21. 12 % sobre escriptorio de advogado, soli-
citador, cartorio e consultorio medico na cidade
do Recife, e 8 a/. fra da referida cidade.
5 25. Imposto de repartieSo, conforme a tabella
annexa.
26. 5 % sobre os premies superiores a 200*
de todas as loteras da provincia.
27. Sello de herancas e legados de todos os
herdeiros al intestato oa testamentarios, inclusive
os filhos espuno, regulado do modo segrate:
15 o/, at o terceiro grao inclusive, 20 '/, d'ahi
por diante, inclusive os estranhos.
A taxa de 10 / que de conformidade com as
leis em vigor se cobra sobre o valor dado no in-
ventarios aoa bens legado em usufructo, paasar
a ser de 3 a'0, cobrada do mesmo modo se o asn
frueto for vitalicio; quando, porm, for tempora-
rio, a mesma taxa ser cobrada de urna t vea so-
ore o valor do rendimento de um anuo do ben,
multiplicado por tantos annoa quantos torem o do
usufructo.
S 28. 10 */o sobre doacoib de qualquer especie,
exceptuadas as feitas em liona ascendente ou des-
cendente, que pagarao 1/2/., as menores de 200*
e os legados e doa^es destinados emaneipacao
dos escravo; sendo que as escripturas dotaea se-
rio regulada pela legiilaco geral applicavel
especie. Os sellos das doacoes mortie causa pode-
rlo ser pago por occaslo da transferencia da pro-
priedade doada e os das outras na occasiao do
contracto, sob pena de multa para o tabellilo que
o lavrar sem constar o respective pagamento.
29. 1/2 'o sobre herancas e legad 38, meamo
consistentes em usufructo, entre berdeiros neces-
sarios.
30. 2 % sobre o valor dos predio rsticos ou
urbano, cuja alenselo se verificar por quaesquer
raeios, pagos antas de lavrar-se o respectivo titulo
de dominio.
31. 1 '/o sobre o producto de qualquer leilio
particular de movis e immoveis, com excepeao
dos predios rsticos ou urbanos, quando pagarem o
imposto do paragrapho antecedente.
32. 50 por venda de escravo e 75 quando
ella for feta por procuraclo.
33 1 ";. sobre o valor da venda de aeces
de companhia e 2 /0 pelas transferencias ou ven-
das de qualquer contrato com o governo da pro-
vincia.
34. 21500 por tonelada de alvarenga, canoa
de carga ou descarga, conforma a arqueadlo ou
matricula.
| 35. 25 o/f sobre a renda dos bens de raz das
corporacoes de mo morta, que nao mantiverem
estabelecimentos pos.
36. Decima urbana, ficando d'ella isento o
Lyco de Artes e Oficios.
37. 200 ris por tonelada de todos os vapores,
navios mercantes e embarcacoe de coberta enxu-
ta, naeionaes ou estrangeiras, que descarregarem
no porto do Recife, na conformidade da lei n. 1872
de 1886.
S 38. 10 / de nevos e velhoe direitos dos em
pregados provinciaes por aomeacio, aposetadorias,
nomeaclo en accesso, sendo ueste caso taita a co-
branza sobre o excesso dos vencimentos, descon-
tado em todo o casodurante o anno.
39. 10* por escravo recolbido a Casa de De-
tenelo requermento de seu senhor ou por depo-
sito at um mes, e d'ahi por diante 6 measaes.
S 40. Pedagio de pontee e estradas.
I 41. Emolumentos das repartieres provinciaes,
cobrados esm o accrescimo de 30 /o sobre a ta-
bella.
42. Imposto sobre o calcamento, de que tra-
tan as lea na. 350 e 596.
43. Disimo do gado vsecum, cavallar e muar
cobrado por arrematadlo nos respectivos campos
de criarlo. ,
44. 2 "/ sobre a porcentagem dos thesoure-
ros da loteras extrabidas na provincia.
8 45. Oontribuiclo das empresasFerro Carril
e Locomotora.
46. Producto dos emolumentos das patentes
da guarda nacional e do impoeto pessoal por con-
cessao do governo geral.
g 47. 5 */. de cootribuiclo dos empregados
provincias qo forem titulados, razio de 5 a/
sobre os respectivos vencimentos, comprehendidos
oa aposentados, jubilados e leformados, bem como
os membro da Assembla- Provincial pelo que per
cberem de subsidio, e os fiseaes da companhia,
emprezas anonymas e os empregados geraes que
recvborcm porcentagem pela arrecadaclo da di-
vida activa do sello de beraoca.
f 48. 100 rs. diario dos sidos das prasas do
corno do polica a guarda cvica, como ndeatni-
sacao de fardameato.
49. Auxilio dos cofres geraes.
50. Saldo do exercicio anterior.
i 51. Malta* por infraccio.
g 52. Juro de 9 >/, pan iadevida retselo da
renda.
53. Bear do evto.
54. Beneficios e premios de bilhetes de lote
rihi que prescreverem no dominio desta lei, re*
tituices, reposces e outraa quaesquer indemni-
sacoes provenientes de pracesso judicial.
. 55. Reada e venda do proprios provinciaa
56. Divida activa proveniente dos Impostes
provinciaes.
57. 5 */0 addicionaes a todas as imposcoes,
cujo producto ser entregue junta administrati-
va da Santa Casa de Misericordia para auxilia
dos estae I euiasentos cargo da mesma, guarda-
da a disposicio da art. 10 da lei n. 1860.
Tabella a qtte se refere o 25 do or. 2.
Casas de comroiasoee, de conaigna-s,
ces, e d-i comxaissrs e consig-
nacoa 10:000*000
Dita oa deposita de vender em
grossa earvao de pedra em ter-
sa o obre agua 3:000*000
Lijas de vender joias lmente eu
joia e relogio / 9:000*000
Ditas de vender relogios smente 7l)J*0J0
Dita de vender pianos, msicas e
instrumentos musicaes 1:000*000
Fabrica de rap Meuron 1:000*00")
Dita de cabio, inclusive a que
acha na freguesia de Afogadoa 6:000*003
Ditas de cerveja, vinagre, vinhos,
atenebra, licores e limonada ga-
sozas 4:000*000
Ditas de gaz 2:000*000
Ditas agencia e deposito da rap 5:000*000
Empresa anonymas ou agencia
destas 800*000
Companhia de Beboriba 2:000*000
Bancos, agencias Clises e repre-
sentantes dos mesmos e casas
nanearas 10:000*000
Companhas, agencias ou casas de
seguro ou qualquer pessoa qne
no carcter de agente de com
panhias de seguro fizer contrae.
to d'eata natureza ou promo-
vel-os, com excepeao da que
tem ade u'esta provincia 10:000*000
Armasens alfandegados, de de-
posites ou de recolher 5:000*000
Casas de jogo de buhar 4:000*000
Art. 2.a A despeza para o meamo exercieio de
1887a 1888 fizada em.............
Assembla Provincial
1.a Subsidio e ajuda de costo
dos deputados 36:938*660
S 2.o Empregados 37:200*^00
I 3.a Expediente o asseio da
casa 2:500*000
4. Apauhamento e publica-
Co do debates 22:342*000
Secretaria do governo
5.a Empregados, inclusive a
gratificaelo do ofEcial de gabinete
6.a Expediente, e asseio da
casa
Instruccao Publica
% 7.o Empregados
$ 8.a Expediente e asseio da
casa
Oymnasio Pernamcucano
g 9.9 Profeasores, inclusive o
aduido e ea.pregados, de accor-
do com os arta. 51, 113 e 122 do
regnlamento de 6 de Fevereiro de
1885
g 10. Expediente e asseio da
casa
Escola Normal
g 11. Professores e empregados
g 12. Expediente, aaseio da ca-
sa e compra de urna mobilia para
o sallo annexado ao curso
g 13. Alague! da casa
Bibliolheca Provincial
tr 14. Empregados
g 15. Expediente e asseio da
casa, remonta e compra de livroi
Instrucc&o secundaria
g 16. Aula de latim e francez
na cidade de Pesqueira
17. Aluguel da casa e expe-
diente
Instrucio primaria
8 18. Professores
g 19. Aiugnel de casa para es-
colas, expediente diurno e noc-
turno
g 20. Fornecimento de movis,
e compra do livros para oa alum-
nos pobres
Auxilio industrial
| 21. Subvencio ao IntittS*
Archeologico
g 22. dem sociedade dos Ar-
tistas Mee han icos e Liberaes
g 23. dem Companhia Per-
uambucana
Obras publicas
24. Empregados, inclusive o
administrador de tbeatro Santa
Isabel a guardas dos jardiaa pu-
blico
g 25. Expediente e asseio da
casa
26. Reparo e conservacio de
obras
g 27. dem dos jardins
Seguranca publica
28. Empregados da Casa de
Detenelo
29. Expediente, asseio, illa-
mioacao e fornecimento d'agua da
mesma casa
30. Alaguel de casas para ca-
deas e quartes, inclusive os da
guarda cvica -
31. Sold dos officaes e pra-
cas do corpo de polica, inclusive
ajuda de custe e gratificacoes de
que trata o ari. 4.a dsp leis ns.
982 e 1,802
32. dem idem da guarda c-
vica
g 33. Expedienteo livros para
o corpo de polica, da guarda cvi-
ca, inclusive o da Casa da Ordem 350*000
34. Faldamento, armamento e
equpamento do corpo de polica e
guarda cvica 105:000*000
g 35. Agua e luz para os quar-
tes da polica e guarda civica 9:000*000
Illuminaco publica
- 8 36. Cidade do Recife 121:549*000
g 37. Differenca de cambio 30:000*000
8 38. Vencimentos dos guar-
das 10:000*000
g 39. Cidade de Olinda 29:810*000
| 40. Dita de Iguarass 1:153*000
Dita de Ooyanna 7:884*000
Dita da Garuar 903*009
Culto publico
g 41. Congrua aos coadjuctorts 10:000*000
Soccorros de beneficencia
42. Auxilio ao recoibimento
de Bom Conseibo 4:000*000
g 43. dem Casa de Benefi-
cencia de Becerros, inclusive a es-
cola annexa 4:000*COO
44. dem Casa de Caridade
do Gravat | 2:000*000
g 45. dem aos religiosos capn-
chinbos do Recife 2:0 0*000
46. dem ao recoibimento da
Glora 2:000*000
8 47. dem Ca=a de Caridade
de Caruar 1:000*000
g 48. dem ao Recoibimento de
Iguarass 1:500*000
g 49. Ilem Casa de Benefi-
cencia do Triumph 2:000*000
g 50. dem ao recoibimento de
Olinda 1:000*000
8 51. dem dem de Goyanna 1:200*000
g 52. dem ao Hospital de Mi-
sericordia do Goyanna 1:000*000
53. dem determinado no art.
1* da lei n. 1,6651 de 10 de Jnnho
de 1882 1:200*000
54. Pagamento das annuida-
des devidas pelo servico da Recife
Drainage nos termos das leis ns.
1,543 e 1,594 de 1881, inclusive
600* para o de iguaes annuidades
relativas aos predios do patrimonio
do Convento da Gloria. 1:800*000
g 55. Alimente e curativo dos
presos pobree m 98:000*000
laiBCADlCO B FISCAIJSAcIo DA8 BEBDAS
7%wouro
i 56. Empregados, na forma do
g lo do art. 10 da le n. 1713
g 57. Expediente, asseio da casa
e annuncios
g 58. Aiugnel da casa
74:203*000
4:5005300
17:060*000
1:000*000
76:920*000
300*000
37:000*000
2:000*000
2:316*800
10:000*000
1:800*000
1:600*000
200*000
655:360*000
67:777*000
5:000*000
i:0OOSn0O
4:000*000
24:000*000
*
900*000
120:000*000
7:000*000
39:920*000
4:800*000
7923*000
469:958*000
74:215*000
I17i573*900
4:500*000
3:000*000
g 59. Despesas iudiciaes e por-
centagem de cbranos 29:190*300
g 60. Empregados do Consu-
lado e da Alfandega, sendo a por-
centagem razio de 1 1/2 */ sa-
br a arrecadaclo destribuida de
conformidade com a tabella geral
que regula a gratificaelo dos taca-
rnos empregados 106:000*000
g 61. Expediente, asseio da casa
e annuncios 2:800*000
62. Em jregados das collecto-
rias, inclusive expediento a li-
vros 77:983*710
63. Aluguel de caa para bar-
reir 141*000
Pessoal inactivo
g 64. Aposentados e jubilada 130.821*700
PublicacSes e impmmte*
8a. Publcacoes e imasaaaisa
das rnenrticoes 17:385*030
Divida provincial
g 66. Juros das apolices 533:899*220
g 57. Divida de exercicio fia-
dos >
Eoentuccs
68. Eventuaes 5:178*000
Disposicoes geraes
Art. 3." Continuara em vigor os arts. 13, 14,
15, 24. 25, 26 e 40 da 1* n. 1810 de 1884, os arte.
27 e 28 da W n. 1713 de 1882, o art. 4o da lei n.
1860 de 1885 e o art. 8o da lei n. 1860 de 1885;
revogado o art. 23 da lei n. 1713 de 1882.
Sala das commisioes, 10 de Mareo de 1887.
Goncatves Perreira. Gome Prente. -Cocino de
Moraes.
KtviSTA DIARIA
(enibla Provincial Nao bouve
hontem sessio por terem comparecido apena 19
Ss. deputados.
A reunilo foi presidida pelo Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley.
O Sr. 1 secretario Drocedeu leitura do se-
guinte expediente :
Um offieio do secretario do governo remetiendo
urna peticao da Companhia Pernambacana com a
informaoao do Tbesouro Provincial acerca po pa-
gamento de 258*300, referida companhia.A'
commiasio de oreamento provincial.
Outro do mesmo remettendo a peticao da The
Great Wertern of Braziliam Rtihvay Company,
Limited, com a iuformaelo em original do Tbe-
souro Provincial acerca do pagamento de 31*850,
referida companhia.A' commiasio de oreamen-
to provincial.
Outro do mesmo, transmittiodo o oreamento da
receita e despeza para o exercicio de 1886 a 1887
das Cmaras Municipaes de ipojacs, Pedra do
Buique, Caruar. Victoria, Timbaba e Iguarass,
e o balanco de 1885 a 1886 das referidas Cmaras
e daa de Tacarat, Taquaretinga, Triumpho, Bar-
reros e Granito.A' commssao de oreamento mu-
nicipal.
Outro do mesmo, transmittindo o balaneo da re-
ceita e despeza do exercicio de 1885 a 1886, e o
oreamento para o da 1817 a 1883 da Cmara Mu-
nicipal de Afogadoa de Iugazeira.A' commissio
de oreamento municipal.
Outro do mcsmo, transmittindo o oreamento da
receita e despesa para o exercicio de 1887 a 188
da Cmara Municipal de Barreiros.A'.commis-
sio de oreamento municipal.
Outro do meamo, idem, o oreamento da receita e
despeza pira o exercicio de 1887 a 1883 da Cma-
ra Municipal de Muribsca.A' orntaissio de or-
eamento municipal.
Outro d) mesmo, idem, o balanco da receita e
deapeza do exercicio de 1885 a 1886 eo oreamen-
to para o de 1887 a 1888 da Cmara Municipal de
Salgueiro.A' commissio de oreamento muni-
cipal.
Outro do mesmo, remetiendo copias do contracto
da illu:nioaeao a gaz desta capital e do regula-
mento de 22 de Agosto de 1879.A quem fes a
riquisicao.
Outro de Aateno Luiz Caetano da Silva, tachy
grapho contractante da publicaclodoadeb .tes.com-
muoicando que se fes substituir pelo Sr. Jos Ja-
cintbo da Silva Nativdade.luteirada.
Foi a imprimir, sob n. 1, um projeeto, precedido
de parecer da commiasio de fazenda e oreamento,
oreando a receita e a despesa da provincia para
anno finaneeiro de 1887 a 1888.
Em seguida dissolveu-se a reunilo.
Tribunal do Inri- do saeoireHontem
neste tribanal nio bouve sessio, por s haverem
comparecido 35 juises de facto.
Foram multados em 20* os que faltaram, sendo
sorteados oa seguinte :
Freguezia do Recife
Marianno Eduardo Jayme da Silva.
Jos Joaqun) de Albuquerque Maraahio.
Frederico Luis Vieira.
Freguezia de Santo Antonio
Arsenio Joaqaim de Souza Bandeira.
Freguesia de S. Jos
Manoel Jos de Asevedo Santos.
Freguezia de Afogadoa
Jlo Goucalves Torres.
Henriquo Bemardes de Oliveira.
Freguezia da Boa-Vista
Gabriel Ildefonso das Neves Cardoao.
Theobaldo Alipio M. Saldanna.
Francisco Jos da Silve Suimaries.
Dr. Jos Nicolao Tolcntioo de Carvalho.
Francisco Gomes de Araujo.
Freguesia da Graca
Joaquim Pereira de Souza.
O presidente do jury officiou ao inspector da
Tbssourana de Fazenda, communicando haver
dispensado do servico aos jurados empregados
dessa reparticio, visto quasi nunca comparecerem
9 sessoes.
AnnlveraarloCompleta hoje 65 anno de
idade S. A. a Sra. Condessa d'Aquilla.
Por esse motivo ha ver salva a 1 horada tarde.
FallcclmenioConsta de telegramma par-
ticular, viudo do Para, ter all fallecido ante-non-
teni, s 9 horas da noite, o desembargador Jos
Quintino de Castro Lelo, presidente do Tribunal
da Relaclo de Beltn.
O finado eia natural desta provincia, de urna
familia respeitavel, e formado em 1839. Era
maior de 67 anno do idade, e contava na magis-
tratura mais de 40 annos.
Era um homem inteligente e um carcter serio.
Nossos pozames sua familia.
Aggreftao e fer ImentoaAlm de Jlo
Baptista do Sacramento, foram presos mais Mar-
tniano Jos Baptista e Goncalo Jos Baptista,
que faziam parte do grupo de cinco individuos
que, conforme hontem noticiamos, assaltaram a
casa de residencia do Sr. coronel Santa Cruz de
Oliveira, no lugar Estancia.
Esses presos j foram interrogados, e a autori-
dade policial prosegue na formacio do inquerito.
Os Srs. coronel Santa Cruz Oliveira e Silvino
Mello foram vistoriados pelo Dr. Coelho Leite,
qne declarou graves os ferimentos por ambos re-
cebidos no conflicto com os assaltantes.
Outro Ante-hontem, tardinha, falleceu
nesta cidade, para onde viera em procura de ali
vio aos soffrimtntos que das antes o aecommette-
ram, o Dr. Carolino de Lima Santos, jniz Je di
reito da comarca de Itamb.
Tinha o finado cerca de 42 anno de idade e 15
de magistrado. Era homem hbil e intelligente.
O seu corpo foi sepultado hontem no Cemiterio
de Santo Amaro.
Nossos psames sua familia.
Ferro*la de Blbelrao ao Bonito
No prazo de 60 das, contados de 9 do corrente,
os accionistas da ferrovia de Ribeirlo Bonito
devem realizar a 5* entrada de suas aece ra-
zio de 10 0|0, recolhendo-a ao London as Bra-
silian Bank.
O Poetllbao da Bloja-E' esta a opereta
que a Companhia Hospanhola de Zarzuellas can-
ta amanhi no tbeatro Santa Isabel.
O libreto de L, Olona e a msica de C. Ou-
drid.
O resumo do entrecho, segundo urna verBao do
hespanhol feta no Para, o seguinte :
Primeibo actoO pateo d'uma eatalagemCo-
mees a amanhecer. O esquadrio de Navarra, que
anda cata d'um sujeito alto, de cabellos negros e
com um signal perto da barba, bate na porta do
pouso, pondo em sobresalto as raparigas da essa,
as quaes, finalmente, recebem com agrado os sol-
dados e se prestara namoricos.
O tenente nio colhe indicio algum, consegue
apenas despertar urna velha, a baroneza de Olmo
que, vindo ao palco, acalma o eutbasiasmo da sol-
dadeses, fallando de amar com fingida severdade.
A septuagenaria faz com que es importuno
se retirem e, sentindo-se livre de toatemunhas im-
pertinentes, toma elegante ademanes e conversa
com o seu mordomo Rufo : a baronesa viuva e
est prestes, por vontade de seu to, a caaar.-se
com o marques de Alvarado. Deaejando conheeer
o aeu noivo antea de ser este oficialmente recebi-
do disfarea-se em anciio e val ao paradouro, para
ver sem ler vista. Abi sabe que o aeu futuro
marido tambem teve a mesma idea e que vira
dsfarcado em postilhlo, pois, antes de tomar um
compromiaio solemne, precisa saber que especie
de malher se lhe destina para compsbeira de
vida.
Entra D. Flix vestido de postillo. Val
em busca da frontora da Franca, fugindo s
autoridades. Por causa de urna dama batea-se
em duello com o seu coronel, fosendo assim juz
a nma punilo. Em eaminho, fes o marques de
Alvarado passar inos momentos e apoderou-se
distrahidameate da veste que o mamo trazia
ptra disfaroar-ae.
A velha toma-o pelo noivo que aspara. O
typo de Flix, aa maneirag, tndo agrada-a. Tra-
balha por surpreh>>nder o incgnito e acaba por
convencer se qae 0 postilhlo precitamente o
aeu futuro. Retira-M para concertar malhor a
cabelleira. Flix conversa com Baptista e, por
urna janella, v, no espoleo, a imagem da velha
transformar-se em urna linda j iven, exactamente
a mesma que era a causa inconsciente de andar
elle foragido, aquella que lhe enchia todo o ser,
pela quoi alimentava voraz paixao.
O criado eapanta-M ao saber que sen ama
est apaixouado pela v< I ha. Nio acha explica cao
para a exquiatice. Voita a velha que annue,
suppondo tratar com o marquez, ao pedido do ca
samento que Flix lhe manda faser, com conhe-ci-
mento de causa. D. Rufo, o escudeiro, apoa o ca-
samento eu apressa, pois est j seguro da pro-
tocolo do sea aovo amo, interessantes cenas de c-
micas declaracoee, entre a dama, o postilhlo e Ba-
ptista. Vai-se a chamar o tabellilo q ira lavrar a
escrjptura mat rime nial. Chega hospedara o
marques d'Alvarado e entra pela cosiuha, fazendo
estragos. Confunde tudo, porque surdo. Sa-
bendo do risivel consorcio, oflerdee-se para teste-"
inunha do bymeueu, sendo aceito.
Ao caber-lbe a vez de assignnar, depois dos
esposados, causs-lhe especie o nome da baruuess.
Diz quem A fidalga desmaia ao saber que li-
gou-se a um villo, julgando andar no vardadeiro,
trilho. Fclix vinga-se assim dos deapresos ante -
iores da orgulhoaa senhor. Iutontam prendel-o.
Consegue afastar os soldados e livrar-se com o
seu fiel servidor.
SasinTDj actoEntrada de urna casa de cam-
po. \ earruagem dos fugitivos quebrou-se perto
da quinta do conde d'Arcos.
Baptista trasido para a acea meio contun-
dido. Os akUoes querem tratal-o forca e elle
s prosa em por-se ao fresco. O enfermo, para
cortar diSculdades, cede s instancias dos campo-
nezes e deixa-se levar.
A baroneza vio o sea despsalo e, hfflictis-
sima, treme idea de um escndalo, da vergenha
a que irrefl-ctidamente se expuzera. I). Rufo
estorca-se por c. nsolal-a.
Apparece o cunde d'Arcos, oecupado com a
ana chrouica m.niaa explicaolo da batalha de
Lriaa.
Encontrando-se com sua aobrnha, d-lhe oa
parabena, mastrando se sabedor do casamento, o
que tortura a bella ; e purguntandn pelo seu novo
sobrinbo, responde-ae-lhe qujo Marques est na
quinta. O conde sabe para procural o. A des-
esperada ex-viuva d-se tratis mente para in-
ventar om recurso salvador ; oercebendo Bautis-
ta, sonda-o a ver s-) a reconhece, e que de modo
algum deseja, visca dos seas crditos. Despude
Baptista, que retido expansivamente pelo conde
que, suppondo afagar o verdadeiro marquez, dea-
mancha-se em delicadezas e come, a contar a
historia da celebre batalha na qual toreara parte,
trente do sea esquadrio.
O falaj cavalleiro fica estontesdo ; nio des-
faz, porm, o engao do conde, a pedido da divi-
nal baroneza. O velbo governador leva o seu
pseodo prente, continuando a contar-lhe o gran-
de episodio de sua vida.
Flix e a sua apaixonada encontram-se e, de-
pois de um pequeo e espirituoso tirotoio, meio
forca, consegue o falso postilhlo beijar a mo da
ex-velha, sendo surprehsndido pelo conde, que ad-
mira-se da trieza com que Baptista, marquez ante
os olbos do governador, aopporta o extraordinario
espectculo.
Surge o verdadeiro marques, que por nao
ouvir o que dixiam o outro, nio pode fazer-se
comprehender, dando lugar a risiveis engaos.
Baptista acha-lhe cara de doudo, opiniio qua
seguida. O marques eonta o que aasistio na hos-
pedara, aegnindo imperturbavelmenfc a sua nar-
racio. A baroneza fica su beodo que o eu ado
rador fidalgo e oificial. Muda-seiba o sent-
snento e deixa que eresca o embryoaario amor
que no paito agaaalbava.
c Decdese a salvar o sea querido; a este
pouco importa a vida se nio tiver de dedica I-a
joven. Expansoes. Sao pilhado pelo marques, o
qual, conscio de que nio era o preferido, de bom
grade desiste de usa pretenses, tomando-se fa-
voravel ao don. Entra o conde, que vem em
busca do posllbio para prendel-o, mas que muda
de peasar, assim que abe dts resolucoes ultimas
da baronesa de Alvarado. Consente no casa-
mente.
Alienada*Em virtude de offieio de hon-
tem datado, do Dr. ch.-fe de polica, foram trans-
feridos da Casa de Detenelo para o Hospicio de
Alienados os loncos Pi ou Jlo Martina, Joa-
quim Jos de Sant'Anoa, Joaquim Pedro da Cos-
ta, Luiz Francisco de Oliveira e Joanna Mara
daa Mercz.
Lanterna MgicaDstribnio-se hontem
o n. 182 d'este peridico livre e humorstico.
Ofteracdea elraiftlcaaForam pratica-
da no hospital Pedro II, no dia 10 do corrate, as
seguintes:
Pelo Dr. Malsqaias:
Castracio do testculo esquerdo indicada por
fuagu* syphiliticoe do testculo, ligadura do cor-
dio pelo catgut em quatro.
Pela Dr. Berardo:
Tarsorrbaphia dupla com excisio ovalar da pal-
le indicada por trichiatis.
Vapor (ijul Por ordem superior foi
transferida para o dia 14 do corrate a cabida do
vapor Giqu s para o presidio de Fernando de
Noronba.
Directora daa obra de eomaerva-
cao don porto*Boletim meteorolgico do
dia 9 de Marco de 1887 :
Horas fl Barmetro a 0 Ttaaio do vapor i a
6 m. 24a2 75945 18.89 85
9 28a8 760-45 20.08 67
12 291 760"0< 21.49 68
3 t. 30a4 75866 19.65 61
6 28-7 75842 J0.24 69 ?"a.
Temperatura mxima31a,50.
Dita mnima23,75.
Evaporacio em 24 hora ao aol: 5,5 ; aun
bra: 3,-7.
Chuvanulla.
Direccio do vento: E de-meia noite at 12
horas e 17 minutes da urde ; ESE at 1 hora e
56 minutos da tarde; SE at meia noite.
Velocidade media do vento : 1,"20 por segundo
Nebulosidade media: 0,43.
rimi -Lemos no Jornal do Commero da
edite :
c Temos feito sentir variss vezes quanto po-
deria ser-nos til a cultura desta preciosa planta
texil a cuja fibra tem dado a industria applica-
coes numerosas, chegand a empregal-a como
succodaneo da seda, ou, pelo menos, como seu im-
portante auxiliar na fabricaeao de tecidos. Nio
ha muito tompo, tivemos occasiio de referir-nos
introdcelo de aementea e mudas da hina-Orass
(variedade estimada da Bamie) na colonia do
Grao-Para, da provincia de Santa Catharina, por
iniciativa do Sr. Joaquim Caetano Pinto, organi-
sador deste importante estabelecimento colonial.
Asseguramos entio, segundo informseo fidedig-
na, existrem alli nio menos de 20,000 exemplare
constituindo valiosa sementeira que bastar a f un-
dacio de desenvolvida cultura, logo que se esta-
belecam machinas hpropriadas ao desfibramento
e decorticacio. A juiso de entendidos o solo ten-
se mostrado d'aquella vasta zona perfeitamente
idneo para semelhante cultura, tendo fabricantes
de Pars e Lyio considerado de ptima qualidade
a fibra extrahida da Ramie de Santa Catharina.
a Exposicio Internacional de Antuerpia mere-
cen a colonia do Grio-Par recompensa especial
pela auspiciosa iniciativa da cultura da Rarrie.
Nio desejamos indusir ninguem a experi-
mentaotis mais ou menos costosas, que corram o
risco de tornar-se infructuosas. Todo o ensaio
de cultura nova obriga divido ou deslocacao
das forca productoras de cada estabelecimento
rural, e, quando de toda a parte o aupprimento de
braooa reclamado como neceseidade mperioe,
nenburaa occasiio fra menos propria para acon-
selhar tentativas agricolus de semelhante carc-
ter. Aaaim resalvada a noaaa reapmaabilidade,
de maneira que qualquer possivel mallogro o-
mento aos interessados seja para attribuir, lem-
brar-lhes- hemos que, bem verificada a improprio-
dade do solo para as neasaa culturas priucipaes,
segundo occorre em varias regioes que baldada-
mente tem procurado desenvolvel-as, a plantelo
de Ramie e a ex trcelo da sua fibra poderiam
oftereoer-lhe oceupacio remuneradora, consti-
tuindo ramo de trabalho para o qual o europeu
ler"LS*rt,Cularente ''P^' eT?aa simplicidade
da cultura e promptidio do seus resultado.
Os lavradores de graude forca que, por suas cir-
cumstancias, poderem sacrificar algum trabalho
experiencia, tentarlo obra til segundo pensa-
mos, procurando acclimar a Ramie.
Da sua parto o* poderes publicA nio devem
a*aatrar-ae indifterentes a esta pfciativa. A
America Central produs excellente caf, em por-
cio relativamente avultada, e, no emtanto, est
tratando activamente de introduzr a cultura da
Ramie. Agora mcsmo acaba de fundarse em S.
Salvador ama associacio especialmente destinada
propagacao da planta. A previsio econmica
aconselba que tentemos estorcos em igual direc-
cio. Coliija c governo dados e nformaces que o
habilitem a caminbar com Beguranca ; faca orga-
nsar em colonias do Estado experiencias caltu-
raes ; introdusa machinas, e, se fr necessario,
alguna operarios afeito a meneial-as ; e mu
provavel que, logrando crear por tal modo centros
productores do novo artigo de exportocio, pro-
porcione lavoura mais um ramo de actividade
til.
Ha longos anno bouve noticia entre nos dos
lucros obtidoa em diferentes regioes do globo pela
cultura da Ramie. Parece-nos qoe exemplares da
planta foram introduzidos na nosaa denominada
Fazenda Normal. Ignoramoa o mais.
O que ah fica, quanti basta para avivar a
memera dos que devem velar por esta ordem de
interesses nem tomos outra ntencio. Quasi pelo
mesmo tempo em que importamos pela primeira
vez sementes de quina-calisaya, o governo ingles
introduzio-as as Indias. Ao passo que d'alli es-
to recebendo os mercados da Inglaterra suppri-
meolo annual do artigo, todo o nosso esforco deu
at agora como nico resultado a accliajaclo da
planta as encostas da serra de T^resapelis. \
quina exportada do Brasil a indgena, ufada
de qoalidade inferfor, e em porcao insignificante.
Oa eaforeoB da administracao, por teres sido des-
continuados, nada alcancaram.
O nucareEscreveram ao Jornal do Com-
mereio da corte :
Tendo Vmc na sua Gazetilha dado urna noti-
cia sobre o bueare da Venezuela, tomo a/tberdade
de accrescentar o que sobre esta planta obser-
ve! :
Ha vinte e quatro anuos, en 1863, indo se-
cretarii da agricultura, vi urnas sementes de ha-
care chegadaa de Venezuela; d'ellas tirei duaa
que plantoi uo jarriim de mioha casa, ambas nas-
ceram, porm s deixei ficar urna.
Depois de algum tempo notei que o desenvol-
vimento da arvore era rpido, e taes proporces
tomava que logo conbeci nio estar bem colo-
cada.
N fim de 6 aunes j era urna arvore que nio
comportava um jarditn, porm eu nao me animara
a cortar, foi sacrificando o gozo do jardim bel-
leza da arvore, podando-lhe 08 galhos quanto era
possivel para nio tomar grandes proporces;
porm, a torea da natureza supplantava os meus
deaejos, a arvore crescia e se desenvolva de sorte
qae aos 16 annos de idade, era nma arvore eolios-
sal, cujo trouco media tres metro de circunferen-
cia, e tio extraordinaria a sua raioagem, que nio
s cobria toda a rea do jardim, coma sobrepajava
sobre o telhsdo, e palo interior da torra a sua raz
atacava as alicerces da casa.
N'eatas condicijs nio era possivel levar a
condescenea de possuir urna bella arvore ao sa-
crificio da propriedade ; com o maor pesar foi re-
solvida a sua morte, e consummada por dous Do-
mea, que levaram quatro das n'este servico.
< A mairisa d'ess arvore que nio erve para
coMtruecio, pois que oflerece traca reitencia,
den para o servico da cosioha lenba para mais
seis mezas.
O bueare, como j disse, tem um rpido des-
envolvimento, eatondendo os seus grandes galhos
em sentido borisontal; a asa folhagem eopessa
e abundante; de Dezembro a Maio, de Juaho a
Agosto nio a perde de todo, porm torna-se nma
arvore despida ; em Agosto apparece a loraclo
em cachos tio abundante, que cobra toda a arvo-
re, a flor abre gradualmente do p para a txtre-
midade do cacho to moroso este trabalho que
leva todo o mez de Agosto, Setembro e Outubro,
d'essa grande Horacio apenas deita urna ou outra
vagem com duaa ou tres sement.
Depois da desfloreca principia a folhagem e
torna-ae urna arvore frondosa e tio copada qae
nio penetra o sol.
Para supprir a escasees da sement, a buoart
pega perfeitamente de estaca, e por este meio com
muito mais promptidio se consegue urna arvore ;
plantei umitas estacas na ra do Presidente Do-
miciano, onde moro, e no fim de 4 a 5 aonos tinha
arvore completas, que agora foram cortadas nie
sei pelo que e por ordem de quem, e nem o mal
que ellas faziam oa ra, que nio propriedade
de ninguem.
< Tenho ainda na chcara urna grande arvore,
de que poderei dar galhos a quem quiser.Dr.
Castro Carreira.
Urna aclencla novaTemos urna nova
gciencia : a do narizes, inventada por um dina-
marqus, commandante de exercito, pintor de his-
toria e anthropologo em seus momentos perdi-
dos.
Este dioamarquez, que se chama Schack, pu-
blicou um livro sobre a physionomia do homem e
dos animaes debaixo do ponto de vista da exprs-
alo das eirocoese do sent icen tos
Em sua obra estabelece e at quasi prova daas
theorias. Urna d'ellas, j conhecida, que as
analogas physionomicas que ha entre alguus ho-
rneas e alguus animaes, corresponder parecidos
de carcter e temperamento. a outra theoria,
a perola do livro, attribue ao nariz urna influen-
cia quasi decisiva no carcter, em o modo de ser
e at na sade daa peaaoas; descobrimento que
nio tinha feito at boje nenhum dos mestres na
aciencia physionomica.
Segundo Schack, aa formas diversas do naris
indieam claramente a naturesa physica e moral
de cada individuo.
Os narizes grandes esto, garalmente em rea-
cao com o desenvolvimento dos pulmoes e do pei-
to. E' rara o baixo (cantor) que tem o naris pe-
queo, pois a amplidio das cavidades nasaes
contribue dar volme voz.
Um naris dilatado revela forca e valor. Com
efieito, o exercicio, fortificando a respirarlo, dila-
ta-ae. Por aso oa artistas da antiguidade fasiam
narizes dilatados s estatuas de sena guerreiros e ,
imperadores.
Nos meninos, o nariz a parte mais insignifi-
cante e menos desenvolvida do rosto, parque crea-
ce e ae forma ao meamo tompo que o carcter. Na
poca da puberdade quando verdaderamente o
menino adquire aa linhaa que tem de diatinguil-o,
Quando, apezar dos progressoa da idade, o meni-
no conserva sua forma infantil, que o iuviduo a
quem corresponde tem o carcter pouco reeolvido
ou incompleto.
O nariz bem desenvolvido indica, pelo contraro,
firmeza, imperio sobre 31 mesmo, reflexao e carc-
ter.
A forma do nariz depende tambem do grao de
civiliaaclo. m realidade, este appendice fcil
poderia aervir de barmetro do progresaa.
As formas elegantes sio o privilegio das racaa
que teem chegado ao alto grao de cultura intel- '
lectual e moral. Os povoa grOaseiros e selvagens
teem no nariz ama maesa pequea e disforme, que
mais parece om emplasto ou o focinho d'um ani-
mal inferior.
Cada povo tem o seu nariz caracterstico, se-
gundo aa inclinasoes naeionaes. Os gregos, re -
presentantes do genio artstico e do bom gosto, ti-
nbm o nariz recio e elegante, emquanto que os
romanos, que representavam melhor a forca e a
razio, o tinham curvo.
A maiorta dos poetas e dos artistas celebren ti-
veram o naris recto do grecos. Entre outros po-
de citar-se Ptrarcha, Milton, Rbeas, Morillo,
Ticiano e Md. Stael. Em variacao Kichelieu, o
imperador Alexandre e Napoleao tiveram narizes
de forma composta greco-romana.
Alm das indicacoes qne antecedem, o autor da
nova aciencia, depois de ter observado urna varie-
dade immensa de formas de nariz e estudado o
carcter e & naturesa de seua denos, estabelece aa
8eguinte8 regraa geraea:
O naris arre bita do indica .atocia; o recto e fino,
gosto e delicadeza; o curvo, juizo, razio e egos-
mo ; o disforme e groseeiro, peaadume e falta de
tacto.
\
;'.
f
4

i-i




IMario de PernambacoSexta-fera II de Mareo de 1887
i
s*-

>

1
i
1
m coaeluao, os naiises sao nm orgo indiaere-
to por exeelleoca, e quantos aspiram a diesisoular
sea carcter ou saas piz5es teem que desconfiar
d'elles. De nada serve ocoultar o espalho d'alma.
Nao ha melhor barmetro das paixdes e do ca-
rcter.
. tellstaaEffectuar-se-ho:
Hoje:
Pelo agae Ousmao, as 11 oras, 4 roa do
Marques de Olinda n. 19, de nm garrote, piano e
movis.
Peto agente Modesto Baptista, is 11 horas no
trapiche Jos Luis, de arro* avadado.
Amanh :
Peto agente Peetana, s 11 horas, no armaseis
da roa do Vigario o. 12, de predios.
Peto agente linio, as 11 horas, na travesea
do Corpo danto n. 23, de tsenlas, miudesas e
ama armago.
11 Isaas fnebre*.-Sero celebradas :
Eoje :
A's 8 horas, na matris da Boa-Vieta, por alma
de D. Mara Philomena Mjreira Bastos; as 8 ho-
ras, no convento do Carino, por alma de D. Ma-
ra do Carmo Rodrigues de Siqaeira ; s 8 horas,
na matris da Boa-Vista, pir alma de D. Maria
Philomeua Moreira Bastos.
* Seganda-feira!
A's 9 h ji i.s, no convento do Santo Antonio de
Ipojuca, por alma de D. Maria Anna do Reg Ca-
vbante de Albuquerque; as 7 horas, na capella
de Beberibe e as 8 horas na matrit da Boa-Vista,
por alma de Jos Pedro Rodrigue) da Silva ; s
8 horas, na matriz do Cabo, por alma de O. Maria
Anna do Bego Cavalcante de albuquerque.
PawnageirosSahidos para os portos do
norte no vapor nacional Cear :
Manoel Antonia dos Santos, Nicolao Noveline,
Lou renco P. Perreira, Manoel da Silva Brando,
Honorio B. Ividane, Joaquim Pranciseo das Cha-
gas, sua senbora e 1 filho, Jo= Carvalho, Joo
das Neves Lima Brayner, Richard Jones, Carlos
A. da Silveira, Manoel Joaquim P. de Vascon-
cellos, Dr. Jos Luis Peizoto, 2 irraas de caridade,
Jos Justino Pereira de Almeida, saa seohora e 1
criado, Roberto Wat ty, Cbristiane Limiten, sua
senbora e 1 iruiii, Francisco de Olivjira Merao-
ria, Joao Di%s Moreira e sua senbora, Camillo
Cahn, Victorino Jos Pereira de Abren, Manoel
Baptista dos Santos Lobo, Jacintho Pedro de
Melb, Jos Barroca, Antonio Augusto Pereira da
Silva, Francisco de Goaveia Nobrega, Bernardo
Gomes, Dr. Jos Anselmo de Figueiredo San-
tiago, Antonio Horteacio.
Casi* ala llelenro-Movimtnto dos pre-
sos do da 9 de Marco :
Existan presos 349, entraram 11, sahiramll
Exstem 349.
A saber :
Naciomaae 319, mulheres 7, estrangeiros 14, ee-
cravos sentenciados 6, ditos de correccao 3To
tal 349.
Arracoadoa 321, sendo: bons 303, doentes 13.
Total 321.
Movimento da enfermara:
Tiveram baixa :
Josu Jos do Santa Anna.
Raymundo Guedes Alcoforado.
Teve alta :
Vicente Coimbra da Silva.
Lotera da corteA 203* lotera da cor-
te, pelo nov plano, cujo premio grande de.....
30:000^000 jera extrabida no da .. de Mar-
co.
Os bilhetes acham-se venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro deMargo.
Cemlterlo Publico Obituario do dia 8
do crtente :
Maria, Pernambuco 1 dia Boa-Vista ; espasmo.
Manoel Benedicto da Luz, Pernambuco, 25
annos, solteiro, Graca ; tubrculos pulmonares.
Claudina Maris Vi eir, Pernambuco, 25 annos,
solteiro, Boa-Vista ; dyarrhea.
Joao Toeophano de Mello, Pernambuco, 11
annos, solteiro, Boa-Vista ; febre palustre.
Jos Pedro Rodrigues da Silva, Parubyba, 47
annos, solteiro, Olinda ; sclerose.
Joanna Francisca de Paula, Pernambuco, 80
aanos, solteiro, Santo Antonio; hemorrhagia pul-
monar.
Manoel, Pernambuco, S. Jos ; congeato hep-
tica.
Oamazia Maria dos P.azeres, Parabyba, 34
annos, solteira. Boa Vista ; beriberi.
Francisca Maria de Jess, Pernambuco, 100
anuos, viuva, Boa-Vista ; velhice.
Jos, Pernambuco, jl auno, S. Jos, remettido
pelo ^subdelegado.
Josepha, Pernambuco, 1 anuo, Graos, remettido
pelo subdelegado.
9
Lauriana Francisca da Conceicao, Pernambu-
co, 33 annos, solteira, S. Jos ; syncope car-
diaca.
Tiburtino, Pernambuco, 13 meses, Santo Auto-
ato ; athreps a.
Angela Maria da Conceicao, Pirnainbuco, 50
annos, casada, Boa Vista ; dyarrhea.
Maria da ooeeico, 50 anuos, vinva, Boa-Vis-
te : tubrculos pulmouares.
Josepha, Pernambuco, 18 annos, solteira, Boa-
Viata ; tubrculo pulmonar.
Feliz, Atrio, 70 annos, solteiro, Boa-Vista ;
dyarrhea.
Josepha, Pernambuco, 92 annos, viuva, Graca ;
tubrculos*'.
Maria, Pernambues, 40 annos, viuva, Graca ;
dyarrhea
Manoel, Pernambuco, 2 annos, Boa-Vista : es-
pasmo.
Jos Luiz Gongalvea Peona, Pernambuco, 69
annos, casado, S. Jos ; encephalite.
Candida Maria da Conceicao, 77 annos, solteiro,
Recite ; seni lade.
errarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neate
genero, compra-se e vende se madeiras
de todas as qualidades, serra-se madeiras
de conta alheia, assim como se preparara
obras de carapina por machinas e por pre-
so sem competencia Pernambuco.
PlBLCiCOES A7EDD0
Atlenco
Constando-me que fra ^presentado ao juiz
de paz da freguezia de Santo Antonio, ama peti-
cao firmada por mim chamando i conciliacao a D.
Silveria Maria da Couceigo para pagamento da
qoaotia de 1951580, declaro que nSo e nao as-
aignei tal petieo, como ni > autorisei a quem quer
que seja ufar do meu nome para semelhante fim.
NSo tou credor de quantia alguma desta senho-
ra e bem assim do seu finado marido Francisco
Jos dos Santos.
Podendo apparecer outro papel, no qual se repita
a mesma graca oo se sirvam do mea nome para
outro qualquer fim, provino aos que me coohecem
e tem eoimnigo transaccoes commerciaes, assim
como a qualquer pessoa, que tenha cantella.
Protesto osar dos meios, jadiciaes se por ventu-
ra tornar-se necessario.
Recite, 10 de Marco de 1887.
Jos Cordeiro dt Sanios
Ao commereio
Fufado monetario do* bancos
A' falta de meios tem os bancos restringido
suas transaccoes. a ponto de n9 tomarm saques
sobre as provincias do imperio.
Ha casas exportadoras que por falta de toma-
dores de seus saques, nao tem podido dar cumpri-
mento as ordena de seus committentes, outras po
rm, ignorando a falta de meios dos bancos, e em-
barcaran os gneros, nao tm podido a mais de
urna qninzena passarem seus saques.
Soflre o commereio, soffrem os agricultores pela
baixa dos geoeros, tndo porque o Banco do Bra-
sil, cercad j de nmeros favores do governo, nao
tem nesta provincia urna caixa filial !
J urna vez as Associacoes Commeiciaes, Be-
neficente e Agrcola, solicitaram providencias do
governo, que loram momentneamente satisteitas,
e porque nao continua j, a solicitar ?
Antes prevenir do qme lastimar.
Um agricultor.
Agradavel notiea para os que
soTrem
NSo sofFre mais centestaco os bons resaltados
da electrcidade, e por isto bem autorisados expo-
mos a venda com a maior confianca os bem co-
nnecidoa anneis elctricos especiaos para nevralgias
e enxaquecas, os quaes vendem-se a 4*f000 os dou-
rados e a 2u00 os nickelados.
Tambem as prodigiosas medalhas elctricas que
teem feito grande revolugo no mundo civilisado.
para as innocentes eriangas um indispensavel
colar elctrico para facilitar a denticao. Realmente
um martyrio para as carinhosas maes qaando
veem as pobres eriancas estorcerem-se na mais
horrivel dr das convulcoes. Deve-se prevenir o
mal antes d'elle vir.
Vendem-se na casa de confianca de Pedro
Anlunc A C.
63 RA DO DUQUE DE CASIAS 63
Advogado
O bacharel Julio de Mello Filho tem o
sea esoriptorio de advocada ra Primei-
ro de Margo n. 4, Io annar, onde pode
Consultorio medico-
cirargieo
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 snaot
de escropolosa observacSo, reabre consultorio nes-
ta cidade, ra do Bom Jess (aotiga da Gras
u. 23, l.o andar.
Horas de consultas
De da: das 11 s 2 da Urde.
De noite : das 7 s 8.
as dentis hora d noite ser encontrado no
riti travesea dos Remedios u. 7, primeiro por-
tSo esquerda, aim i portao do Dr. Cosme.
Preparatorios
C0 abaixo assignado, antigo prof sssor do colle-
gio-Bon Jess-o mais acreditado de Alagoas,
leceona nesu cidade em casas de particulares oa
na sua residencia. Pode ser procurado na ra da
Concordia n. 73.
L. Lavenre
w-
ser encontrado drs
3 da tarde
10 horas da manh s
aSSK DSI1SIA
Patricio Moreira
(Ex discpulo de Frederlco Mala)
Consultas e operacoes das 9 horas da inauhS s
4 da tarde.
57-RA DUQUE DECAXIAS-57
Clialcamedlco-clrarca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadoPartos, molestias de senhotas e
eriancas.
Residencia Ra da Imperatris n.J4, segundo
andar.

Oculista
Embarque
Embarcas para o Rio no vapor francez VilU
de Pernambuco, Antonio Fernandes Benevides.
Recife, 9 de Marco de 1887.
Kx&um** WV1" *'"~ *v^'i
IHDICACOES OTIS
Medico*
O Dr. Lobo Hoscoso, de volt
viagem ao Rio de Janeiro,
de sua
conntia no
oxercicio de sua proBssSo. Consltuas das
10 as 12 horas da manhS. Especialdades
epera$3es, parto e molestias de s-d horas e
meninos. Ra da Glora n. 39.
Dr. Brrelo Sampaio d consaltas de
meio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a na h Baroda Victoria, n. 51. Re*i
daocia roa Seta de Setembro n. 34, en
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jetus tem o seu consul-
torio medico, roa do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia roa do Hospicio n. 20.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consaltas das 11 horas da manba s 2 da
tarde. Especialidado : molaatiaa e opera-
yoes dos orgaos genito-urinarios do horneas
e da mulher.
Dr. Joaqaim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1..
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro.
Consultorio Oomuiopsliro
O [Dr Miguel Ihemudo, medico ho-
rcosopatico, tem o seu consultorio ra do
Bario da Victoria n. 7, 1. andar, onde
d consultas diariamente das 12 s 3 ho-
ra. Chamados por eecripto a qualquer
hora do dia ou a a noite.
O bacharel Virginio Marques, encarrega-
se de questoes civis, commerciaes, erimi-
naes e orphanologicas e defesa parante o
jury d'esta e das comarcas prximas. Es-
criptorio a ra 1. de Marjo 18. l. andar.
Residenciara do Hospicio n. 83.
rogarla
Francisco Manoel da Silva & C-, dopo
sitaio3 de todas as especialidades pbarau
ceticas, tintas, drogas, productoa chimic*
e medicamentos hommopaticos, roa do Mr-
quez de Olinda n 23.
recaria
Faria Sobrinho <& C, droguistas por at-
Ueado, ra do Msrquez de Olinda n. 41
D. Mara de Carino Ro-
drigues) de Siqaeira
FALLECIDA A 11 DE MASCO DE 1886)
Como doce a lembranca
Dossa vida immortal em que banhado
De inetfavel prozer, o justo goca
D ) seu Deas a presenca magestosa !
(S. C.)
Epicedio
J nao vive!diz o pranto,
Que enturvar os olhos veni ;
J nao vive !assim repele
0 echo soando alm.
Completo, formal engao !
Nao, de certa, nao morrea :
Da fallas mautao protana
Para a disiua volveu :
Para a divina inorada,
V'eidadeira habitacSo
Da innocencia, da virtnde
Isenta da corrupeo.
F.C.
li ae nos Jornaea de Pelotas (5)
Nunca hodvb cobaobm !Urna pesssa muito
conceituada, moradora em Bag (Rio Grande do
Sul), acbou-ae gravemente doente do peito.
Foi chamado para a tratar o illuatre Dr. Pen-
na, e mais tarde tambem o Ilustre Dr. Albano.
O doente cada ves fiesva peior : a molestia,
zembando do tratament medico, segta sea fu-
nesto curso.
Urna pessoa da familia, tendo confianca no
Pe toral de Cambar descoberta do Sr. Alva-
res de 8. Soares, de Pelotas, iembrou ao medico a
sua applicacio.
Este, porem, qne talvez nao conbecesse por ex-
periencia propria os effeitos de to soberano reme-
dio, recusou-se a receital-o, continuando com ou-
tras applicacoes.
Vendo-se que o doente nada aproveitava e que
a morte era inevitavel, mandou-se, em seguida,
demprar um vidro do dito peitorai no estabeleci-
mento do honrado commercianto desta cidade, Sr.
Domingos Dame, que sempre o tem legitimo
venda.
O doente principiou a tomar o novo remedio e
a me horar, e no fim de aigum tempo acbava-se
completamente restabelecido.
-Yunc hoave coragem de declarar ao Ilustre
me.lico, que a cura realizada foi devida nica-
mente ao popular remedioPeitorai de Cam-
bar, do Sr. Alvares de S. Soares.
Um Baqrenit.
> <

Dr. Barreto Sampaio, medico ocu
futa, ex-chefe de clnica do Dr. de
Weeker, d consultas de rneio dia s
3 horas da tarde, no l.o andar da casa
n. 51 ra do Bario da Victoria, ex-
cepto nos domingos e dias santificados.
Residencia ra Sote de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.

-
Dr. Crol Lie
Advogado e professor de linguas
O bacharel Eduardo Alfredo de Oliveira tem
aberto o seu escriptorio de advogado ra 1> de
Margo n. 4, onde tambem pode ser procurado para
leccionar o ingles, francez e allemio, pratica e
theoricamente, nos ollegtos e casas de familia.
Tambem para a commedidade dos estudantes
e empregados do commereio, resolveu abrir nm
curso nocturno das ditas linguas. A tratar no
escripturio cima referida
N. 3. Milis se tendes flhos debis qne
dor falta de appitite estao dosntes, dae-
lhes a Emulsao de Scott
E' maravilhoso. come em pouco tempo,
ao tomarem-na, restabelecem-se e como
recuperara a energia e a sada.
E.
Profesara de canto
Tendo resolv Jo fixar residencia nesta
cidade, propSe-se a dar Lijo es de cantona
em casas particulares, prometiendo esfor-
(ar-se o mais possivel pelo aproveitamento
de suas diacipulas, podendo ser procurada
ra do Imperador a. 44, 3.a andar.
Leonor Porto
Ra do Imperador a. 45
Primeiro andar
Contina a executar os mais difSeeis
figurines recebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicaode costura, em bre-
[vidade, modicidade "em precos e fino
gosto.
(
Oficin de esculpir e enta|
Ibadflremmadeira
85-RA DO BOM-JaRDIM87
PORTO
Eocarrega se de ta ss imagens em
qualquer tamanho, altares, sanctuarios, to-{
chairas, easti^aes, jarras e saetas, bem co
no tarimbas funerarias, figuras allegor
cas e serpentinas,.tudo pertencente s di-
tas artes. Tambem se uBcarrrga de pinta-
ras e pratas para imageos.
Grande depsslto de redomas e
platinas para as saessaas
Medico, parteiro e operador
Residencia ra Bario da Victoria n. U, V andar
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 horas da mann* s 2 da
tarde.
Attende para os chamados a qualquer bor*
telephone n. 449.
Attencao
O abaixo assignado avisa ao repeitavel
pnbico, que ninguem est autorsado a pe-
dir nem receber esmollas para os actos do
do Apostolado da Oracao que se celebrara
na igreja do Racolhimento de Nossa Senbo-
ra da oaceiclo em Oiinda, porque asfesti
vidadea do mesmo Apostolado sSo feitas
casta dos associados entre si ; do mesmo
modo, que ninguem est autorsado a pe-
dir oem receber esmollas para o Mes Ma-
riano que se celebra na dita igreja, porque
agora ser o Mez Mariano feito casta da
mesma associacSo do Apostatado, e as pes-
soas que sahiram na eleicao do anno pas-
sado, querendo dar suas esmollas para o
Mez Mariano entreguem pessoaimente ao
abaixo assignado, oa enviem em carta fe-
chada pelo correio.
Olinda, 28 de Feerero da 1887.
Conego Manoel Joo Gomes, director
local do Apostolado da Oracao em Olinda.
Medico
Dr. Antonio Cavalcante Pina abri o sea con-
sultorio medico-eirargico na cidade de Nazareth,
ra do Pavssnd n. 5, onde pode ser procurado
pira os misteres de sua profissao.
Dr. Melle Gomes
Medico cirnrgiao parteiro
Ra de Paulino Cmara (amiga da Cambd
do Carmo n. 36), onde pode ser pro-
curado qualquer horado diae da noite.
Consultas :10 ao meio dia
Chamados por escripto.
Especialidades Pebres, molestias de peito e
das senhoras, syphilis e soffrimentos da urethra.
Acode a qualquer chamado para fra da ca-
pital.
Tambem pode ser procurado, de meio dia s 3
horas, na Pharmacia do Povo, ra do Rangel
n. 34.
Dr. Joao Paulo
NGDICO
Especialista em partos, molestias de senhoras
de eriancas, com pratica as principaes materni-
dades e hospitaes de Paris e de Vieuna d'Austria,
faz todas as operacoes obsttricas e cirurgieas
concernentes as saas especialidades.
Consultorio e residencia na roa do Bario da
Victoria (antiga ra Nova) n. 18, 1 andar.
Consultas das 12 s 3 horas da Urde.
Telephone n. 467. -
Df. Cerauera Lie
MEDICO
Tem o seu escriptotio roa Duque e Caxias
n. 74, das 12 s 2 horas da Urde, e desU hora
em diante em sua residencia ra da SanU
Cruz n. 10.
Especialidadesmolestias de senhoras
cas.Tolephone n. 326.
| tiverem e os relevem desse pagamento, sendo, no
caso contrario condeemnadoj a pagaram a quantia
indicada com os jaros e castas ; ftcan to logo ci-
tados para todas os termos da socio, at final, sob
pena de revelia.
Outrosim, reqserem es SBJspUeantes qu) seja
destribuida por dependencia do escrivo Dr. Cal-
das e que se proceda a justifieaco da ausercia do
supplicado Francisco de Moraes para ser citado
por editos.
Pedem a V. S. deferissento.E. R. Me.
Olinda, 2 de Mareo de 1887,Estevj de Oli-
veira.
Ektava sellada na forma da lei.
E mais se nao eontinha cm dita peticao uqai
copiada, depois den-Be o despacho do theor si-
guite :
Destribuida. Como requer, designando o es-
crivo dia para a justifieaco.
Olinda, 3 de Marco de 1887. Correia da Sil-
va.
E mais nao se eontinha em dito despacho aqu
bem e fielmente copiado.
Depon do que se via a destrboicSo do theor
seguate :
A Dr. Caldas. Olinda, 3 de Marco de 1887.
O destribuidor interino, Demetrio Amorim.
E nada mais eontinha dita destribuico, aqui
bem e fielmente copiada.
Depois do que se via a eertidao do theor se-
guinte :
Design j o da 4 do corrente para a oquirieito
das testemunbas do justifioante.
Olinda, 3 de Marco de 1887. Em f de verda-
do. O escrivo, bacharel Francisco Lias Cal-
dao.
Nada mais eontinha dita certido aqui bem e
fielmente copiada.
Depois do que tendo os justifioantes produzido
suas testemunha9, que depozeram conveniente-
mente acerca de allegado na petieo aqui tran-
scripta o respectivo escrivo fez sellar e preparar
08 autos, que conclusos, profer a aeotenya do
theor seguinte;
Vistos. Julgo provada a ausencia do justifica-
do em lugir iucert e miudo que seja citado por
edital, com o praso de 30 das, como foi requerido
a folhas.
Custbs ex causa.
Olinda, 7 de Marc de 1887. Jos Antonio
Oarreia dt Silva.
E nada mais eontinha em dita sentenca aqu
bem e fielmente copiada e transcripta dos mea -
cionados nutos, e por torca da mesma o respectivo
escrivo fez passar o presente edital, pelo qual e
seu theor, chamo, cito e bei por citado o referido
Francisco Xi vior de Moraes para no praso de 30
dias comparecer ante este este juiso, por si ou
por seu bastante procurador adegando e provan-
do tudo qaaato fer a bem de seu direito e jus-
tica.
E para que ebegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o presente edital que ser publica-
de pela imprensa e affixsdo no tugar do eos tu-
rne.
Dado e paasado nesta cidade de Olinda, aos 7
de Marco de 1887.
En, bacharel Francisco Lina Caldas, escrivo,
o sabscrevi.
Jos Antonio Correia da Silva.
providenciar sobre a ebstruccao das vias de eoes-
municacao da estagnaco e do escoamento das
aguas pluviaes, quando fbr possivel.
ni
O ser vico principiar ao mesmo tempo em eada
rregoesia, mea noite, de vendo terminar s 6
horas da manh, isto com rulacao s poutae, caes,
rampas e s ras designadas abaixo, podendo
porm, ser feito de dia quando as noites forem
ohuvosas. A limpeza das demais ras poder co-
mecar das 6 s 10 horas da manh.
IV
Todo o lixo ser removido em carrosa pozada a
burro ou cavallo, e devem ser cobertas.
V
A ponte de Santa Isabel ser varrda pelo arre-
matante da freguezia de Santo Antonio, as da
Boa t^ista e Recife pelos respectivos arrematan-
tes.
VI
No ser vico da remoco dos objectos que obs-
truam as ras, prac.s, caes e rampas nao se cm-
prehendem aquelles que pertencerem a donos de
obras ou empreiteiros, a quem os fisc-aes obrigario
a retirar, & nem to pouco a calica que da mesma
forma ser condusida por elles para os lugares
que a Cmara indicar.
VII
Obriga-se ainda o arrematante a arrancar toda
a ve^etacao expontanea que nascer entre oa sobre
o calgamento e o passeio das ras, e bem arsim a
derrubar todo o matagal que existir na freguezia
que arrematar, sendo que este s-rvico poder ser
feito de dia.
e crian-
EDITAES
O Dr. Thmnaz Garcez taranhos Montene-
gro, commendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
eio desta cidade do Recife e seu termo,
capital da provincia de Pernambuco, por
S. M. o Imperador a quem Deus guar-
de, etc.
Faz saber aos que o presente edital virem oa
delle noticia tiverem que se ha de arrematar em
basta publica deate juizo depois da respectiva au-
diencia do dia 31 do corrente, com as formalida-
des pregCes do estylo : nm sobra*) de 8 anda-
res sito roa Vigario Tenorio n. 21, freguezia de
S. Fre Pedro Qoncalvee, com as dimensoes se
guintes :O pavimento terreo com 5 metros e 85
centmetros de largura, 25 metros e 60 centme-
tros de enmprimento, 3 portas de frente e em ar-
mazem, o primeiro andar eom 3 varandas e sscca-
da de ferro, janellas para a travestt dos Burgos e
atraz com frente para a roa da mesma denomin-
oslo, tendo 2 salat, 4 quartos, cosinba interna e
todo forrado. Nos segundo e torceiro andares tem
as mesoias aceommodacoes, janellas nos oitoea e
peitoril as frentes, com apparelhos da companhia
Recife Drainage em todos os andares ; avaliado
por 12:000/000, e vai praca por execuco que
move Laurectino Pires de Carvalbo contra o sea
proprieurio Francisco de Paula Oliveira Villas-
Boas.
E nao havendo lancador que cubra o proco da
a val ia cao a arrematacao ser feita pelo preco pa
adjudicado com o abatiment) da lei.
para que chegue ao conhecimento de todos os
que qaelram lancar no referido predio se pasaou o
presente edita! que ser publicado pela imprensa
e outro de igual theor affixado no lugar do oss-
tume, do que se juntar certido aos autos.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 9
dias do mes de Marco de 1S87.
Eu, Jos Franklin de Alencar Lima o sabscrevi.
Ihomaz Garcez Paranho Montenegro,
( praca)
De ordem do ltlm. Sr. Dr. inspector se faz pu-
blico que s 11 horas do dia 14 do corrate mez,
serio vendidos em praca no Trapiche fonceieo,
os seguintes volumes :
Um sacco contendo urna laU com 12 litros de
aseite doee, 3 ditos contendo 12 latas com 80 k-
logrammas de fumo desfiado, nacional, que toram
apprchendidos, squelle em 17 de Novembro e estes
em 18 de Dezembro do anno passado.
3 seceo da Alfandega de Pernambaco, 10 de
Marco de 1887.
Ochef,
Cicero B. de Mello.
DO COLLEGIO
O director des te es tabeleci ment, avisa ao pu-
blico, que, para propagar o gosto pelo estado das
linguas, abra am curso de allemio. onde os alum-
nos podero apprender esta lingua tanto pratica
como theoricamente.
A referida cadeira regida pelo Dr. Eduardo
de Oliveira, que tendo residido quatro annos
e meio no mu conbecido collegio BREIDES-
STEIN, na Suissa, acha-se perfeitameote habili-
tado, para bem deaempenhar essa incumbencia.
Aquelles que quizerem se matricular no dito
curso, queiram entenderse com o director do col-
legio, ou com o Dr. Eduardo Alfredo de Oliveira,
na ra Io de Marco n. 4.
Jos Ferrara da Crut Vieira.
Italisla
xcxg
!
.Dr. Ferraira da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
HOMEOPATHA
Dr. Bailhazar da Silveira }
Especialidadesfebres, molestias das '
ranlas, dos orgaos respiratorios e das
senboras.
PresU-ss a qualquer chamado para
fori da capital.
aVMO
Todos chamadas devem ser dirigi-
dos pharmaeia do Dr. Sabino, ra da
Baro da Victoria n. 43, onde se indicar
saa residencia'.
i
^
O Dr. Juliao Tenorio de Albuquerque, jais
muaiaipal e do co-amercio do termo do
Bonito, por Sus Mag-stade o operador
a qaem Deus guarde, eto.
Fac saber aos que o presente edital virem e
delle conhecimento tiverem qne findo os dias da
lei ser levada a praca por arrendamento de 5
annos oengenho de fazer assucar denominado Ou-
landy sito neste termo, moente e corrente com to-
das as saas pertencas, mattas, serradores, etc., e
pertencente a Antonio Francisco da Silva Vital e
saa mulher, sendo a renda anoual de 500JUO0,
conforme tora avaliada, por execuco commercial
que contra as mesmas move e neste juizo Joo de
Azevedo Pereira, para pagamento da quantia de
6:1975728, valor do mesma execuco : devendo os
pretendentes comparecerem competentemente ha-
bilitados com es seus fiadores.
E ne apparecendo licitantes ser arrendado
com o abatimento da le.
E para que ebegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente, que vai por mimassig-
oado, affirado do lugar do eostume e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesta villa do Bonito, aos 4 de
Marco de 1887.
Subscrevo e assigoo o escrivo Sergio Ciernen-
tino de Souto-mbior e Albuquerque no impedi-
mento do escrivo eon-panheiro.
Juliao Tenorio de Albuquerque.
Estava sellado com urna estampilba de 200 ris
legalmente inutilisada.
E mais se nao contiuka em dito edital aqui bem
e fielmente copiado do propro original ao qual me
reporto e dou f.
Subscrevo e ssigno. Bonito, 4 de Mareo de
18S7. O escrivo, Sergio Clementino de Monto
Maior Albuquerque, oo impedimento do eacri
vo companheiro.
O Dr. Jos Antonio Correia da Silva, j uiz
de direito do civel da comarca de Olin-
da, por Saa Magestade o Imperador a
qaem Deas guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem, que por parte de Prente
Vianna seguinte:
Illm. 8r. Dr. juiz de direito do civeLPrente
Vianna & C, credores hypothecarios de D. Joa-
quina Kodrigues de Moraes por si e como succes-
sora de sua filba D. Maria Francisca de Paula
Moraes e de Francisco Xavier de Moraes que se
acha ausente em lugar incerto e nao sabid /, pela
importancia de 3:000500. alm dos juros, confor-
me consta da escriptura publica que se acha jun-
ta aoa autos de sequestro feito no predio bypotoe
cado, escrivo Dr. Caldas, requerem a V. S que
se digne mandar citar os supplicados para dentro
de 10 dias, qua lhe sao aaaignados na primeira
audiencia, allegarem as exccpcus e defezaque
O Dr. Tbomas Garcez Paranhos Montenegro,
commendador da Imperial Ordem da Rasa e
jais de direito especial do commereio desta ci-
dade do Re.ife capital da provincia de Per-
nambuco, por S. M. o Imperador, a qaem Deus
guarde, etc.
Faz saber aos qne o presenta edital virem oa
delle noticia tiv.-rem que por parte de D. Arce-li-
na Xavier Carneiro Campello, lhe foi dirigida a
petieo do theor aeguiute :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito especial do
commereio.D. Arcelina Xavier Carneiro Cam-
pello, eredora de Francisco Tnomaz de Barros
Campello, Antonio X ivier Rodrigues Campello e
Joaquim Tbomaz de Barros Campello aceitantes
da letra junta na importancia de 5004 ; e porque
teja a prescrever dita letra quer a sopplieanta
protestar para ioterromper a prescrpeo coman-
do-se por termo o seu protesto, que ser intimado
por editaes aos sappiicados visto se achar m em
lugar incerto e nao sabido. Requer portante a
V. Exc. que se digno de marcar dia e hora para
justificar a ausencia dos supplicados e feita a ci-
Uco seja entrego a supplicante a letra junta fi-
cando copia. Pede a V. Exc. deferimeotoE R.
Me. Recife, 5 de Marco de 1887.-Jos Lago.
Sellada legalmente.
E' o qse ae eontinha em dita petieo na qual
lia-se o despacho seguinte :
Como pede, designando o escrivo dia Reci-
te, 7 de Marco de 1887. Montenegro.
Em virtnde do despacho fra feita a distribui-
co do theor seguinte :
A Ernesto Silva.Oliveira.
E' o que se eontinha em dita distribuico aqui
copiada, depois via-se o termo dj protesta do
theor seguinte :
Aos 8 de Marco de 1887, em meu cartorio, pe-
rante mim e as testemunhas infra assignadas
comparecen a supplicante por seu procurador Jo-
s Lago e por este foi dito que reduzia a termo
o protesto constante da petieo retro, qne ofiere-
cia como parte des te, em que assign. Eu, Er-
nesto Machado Freir Pereira da Silva. Jos
Ignacio Pereira do Lago.Antonio Barbosa Cor-
deiro.Innoceneto Garca Chaves.
mais aenao eontinha em dito termo de pro-
testo, depois via-se que tendo a justificante pro-
duzido suas testemunbas, que depozeram conve-
nientemente acerca do allegado na peticao aqui
transcripta ; o respectivo escrivo fazendo sellar
e preparar os autos me os fel-os conclusos que
uelles via-se a sentones segninte :
Vistos. Hei por justificada a ausencia em lugar
iueerto dos justificados mando que el le sejam
intimados por editaes com o prazo de 30 dias do
protesto de folhas para intrrapeo da preecrip-
C&o do titulo de tolhas. Gustas ex-cauaa. Recife,
8 de Margo de 1887. Tnomaz Garcez Paranhos
Montenegro.
E mais seno eontinha em dita sentenca aqui
bem copiada. Em vista da mesma o respectivo
escrivo fez passar o presente edital pelo qual e
sen thaor chamo, cito e hei por intimados os jus-
tificados ausentes para que comparectm ante este
juizo dentro do prazo de 30 dias, allegando e pro*
vrndo todo qaanto fr a bem de seu direito e Jus-
tina.
E para que ebegue ao conhecimento de todos
mndei passar o presente edital qne ser publica-
do pela imprensa e aturados nos lagares do cos-
tme.
Dado e passado nesta cidade do Recife capital
da provincia de Pernambuco aos 8 dias do mez
de Marco de 1887.Subscrevo e assigoo Ernes-
to Machado Freir Pejeira da Silva.
Tbomaz Garcez Paranhos Montenegro.
Cmara Municipal de Recife
aJmpeza publica da cidade
A Cmara Municipal desta cidade, em virtnde
da le, que manda ser a limpeza da cidade feita
por arrematacao, recebe propostas em carta fe-
chada para o servico da referida limpeaa, at;o
dia 16 de Marco do corrente anno, as quaes de-
vero ser entregues pelos interess-los em seaso
da mesma Can ara do dia cima referido, de con
fonnidade com as bases que abaixo vo publica
das; chamanio-se especialmente a attenco dos
concurrentes para a clausula XIV.
A arrematacao do servico da limpeza publica
ser feita por proposta em carU fechada, nao
sendo permittido a nenhuoi concurrente arrematar
mais de urna freguezia, servindo de base para
cada urna, a quantia de oito coutos e qninbentcs
mil ris annuacs.
II
O arrematante obriga se a executar o varri-
mento diario de todas as ras, pragas, bccc-is, tra-
vesis ipoutes, caes, rampas, emtim, toda a fre-
guezia que arrematar; a remover para os lugares
atwixu determinados todo o lixo, materias orgni-
cas e inorgnicas, animaes mortos, qualquer que
seja o tamanho, que enterrar, sendo indemaisado
pelos donos d'aqnelles que forem reconhecidos, e
finalmente tudo qaanto se comprehenda ua pala-
vra immundicia. Obrlga-se ainda o arumatnnte a
VIII
Obriga-se tambem o arrematante a lmpar e a
desinfectar osmietorios e letrinas, lavando-os
coni preparaces chimiexs, trazendo-os sempre
aceiados interna e externamente.
IX
O arrematante se supprir sua casta, de todos
os utencilios necessarios para a boa execuc) do
servico.
X
O arrematante incorrer na multa de 10#, sem
pre que fr encontrada sem indicio de ter sido
limpa, qualquer ra, travesaa, becco, largo, pateo
rampa, caes, mictorio e latrina, que lhe ser des-
contada no pagamento semanal.
XI
O arremarante que houver ineorrido em cinco
multas, sem provimento de ecorso iuterposto pe-
ante a Cmara, perder o contrete e o valor da
flanea sem direito ainda a ser indemnisado de
qualquer interesse ou perda, que piovier do mes-
mo contracto.
XII
JSO servico da limpeza publica, alm da fiscali-
saco a que est sujeito por parte do fiscal, a
qoem corre o rigoroso de ver de velar pelo cum-
primento restricto das presentes clausulas, ser
tambem inspeccionado pelo respectivo commissa-
rio, que impor multas ao arrematante pela falta
de cumprimento de dever, com recurso para a C-
mara, nao podendo da deciso desta recorrer o
arrematante para qualquer autondade adminis-
trativa ou judiciaria.
xm
As reclamacoes contra o servico da limpeza pu-
blica dsvero ser feitas por escripto Cmara ou
a qualquer de 'seta membroa.
xrv
O arrematante prestar urna flanea de um cont
de ris em dinheiro oa apoliees geraes oa provin-
ciaes, para garaotia deste contracto, e a Cmara
8 receber propostas daquelles qne houverem
depositado a quantia de 200 em dinheiro, em po-
der do procurador, o que provaro com o respec-
tivo recibo, na accasio da entrega da proposta ;
sendo qne perdern dita quantia, se acceita sua
proposta nao vierem assignsr o contracto dentra
do praso de 8 dias. contados da approvacao do
presidente da provincia.
XV
A arrematacao ser feita por anno financeiro
municipal, isto do 1- de Outubro a 30 de Se-
tembro ; sendo que o presente dever vigorar da
data, em que for approvado pelo presidente da
da provincia, at 33 de Setembro do corrente
anno.
XVI
A Cmara pagar ao arrematante, por semana,
o servico de limpeza na respectiva proporgo da
importancia da arrematacao annual.
XVII
As ras, que nao forem calcadas, serlo limpas
a anciano.
XVIII
As propostss sero entregues pelos proponen-
tes em sesso da Cmara, designada para este
fim, sendo preferido quem melhures vantaaens of-
ferecer, e quem mais idonridade tiver.
XIX
Terminado eu interrempido o prazo do contrac-
to, nao fer a contractante direito a ser indem-
nisado de qualquer valor oa material, que tiver
empregado no servico, cujo material findo o con-
tracto, pertencer ao contractante.
XX
O contractante nao pode abandonar o servico
que tiver arrematado, salvo em caso de torga
maior provada, a juizo da Cmara ; mas se o fi-
zer fora desta excepeo, nSo e nao ter direitc
a indemnisago alguma, como tambem perder
o valor da flanea em beneficio dos cotres muni-
cipaes.
LUGARES DESIGNADOS PARA N'eLLES DEPO-
SITARLE O LIXO DA CIDADE
Fregu a de Santo Antonio.Praia de Santa
Rita.
Freguezia da Boa- Vista.Hospicio.
Freguea do Recife,Lado da mare pequea ao
noite da fortaleza do Brum, 100 bracas distantes.
Freguea de &. Jos. -Nos alagados ao cscen-
te e ao poente da ra Imperial.
ROAS QUE DEVEM SER VARR1DAS A* TOITE
Recife.Mrquez de Olinda, Bispo Sardinha,
Largo da Alfandega, Madre de Deas, Amorim,
Travessa da Madre Deus, Bom Jess, Commereio,
Torres, Trime de Souza, Mascates, Largo do
Corpo Santo, Vigario, Abreu, Travessa do Corpo
Santo, Visconde de Itaparica, Baro de Triumpho,
Caes do Appollo e Brum.
J3a- Vista. Imperatriz, Conde d'Ea, Largo da
Santa Cruz, Ra da Santa Cruz, Conceicao, Baro
de S. Borja, Visconde de Pelotas, Visconde de
Goyana, Aurora, Visconde de Albuquerque, Hos-
pieio, Caes de Capibaribe, Pires, Formosa, e Becco
dos Ferreiros.
Santo AntoniocBaro da Victoria, Cabag,
Praga da Iudependencia, Rosario (estreita), Rosa-
rio (larga), Imperador, Duque de Caxias, Primeiro
de Marco, Livramento, DireiU (parte), Penba,
Visconde de Inhauma, Pedro Affonso, Caes do Ra-
mos, Caes 22 de Novembro, Florentina, S. Fran-
cisco, Sol, Mar iuez do Herval (parte). Roda, Largo
do Paraizo, Pedro II (largo), e Coronel Suas una
(parte).
S. Jos.Largo de Mercado, Ras DireiU (par-
te), Imperial, Vidal de Negreiros, Assumpgo, Lar-
go das Cinco Pontas, Mrquez do Herval (parte) e
Coronel Soassuna (parte).
Pago da Cmara Municipal do Recife, 4 de Fe-
vereiro de 1887.
Presidente.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitonga,
Secretario.
Francisco de As sis Pereira Rocha.
'*


-
/
Juizo dos feitos da fazenda
Escrivo Cintra
^So dia 18 do corrente depcis da -audiencia pu-
blica do Sr. Dr. juiz substituto da fazenda se ha \
de arrematar a quem mais der.
Urna mobila completa envernisada de pretu
com 12 cadeiras de guaraigo, 2 consilos eom pe
drs, 1 sof, 2 cadeiras de braco existentes no
predio n. 20 ra das Trincheiras, avaliada em
i50000, penhorada para pagamento do qne deve
a fazenda provincial o Dr. Balthasar da Silveira.
A casa terrea n. 81 ra de Hortas, com 4 me-
tros de largura e 12 metros e 40 centi metros de
fnndo, porta e janella de trente, 2 salas, 2 quartos, .
cos'oba fra, quintal com cacimba meeira, avalia-
da em 80O0O0 para pagamento do que deve a
mesma fazenda Francisco de Souza Reg.
Ba-Vista
A cssa terrea n. 3 ra de Payseind, com 9
metros o 84 centmetros de vo e 19 metros e 9ti
centmetros de fundo, com 3 janellas de frente, 2 :'"f
portas no oito, 2 salas, 4 quartos, 1 saleta para
eragommado, cosinba 1 quarto interno, quinta'
grande todo murado, portn de madeira, jardim so
lado e aliramss arveres de fructo, avaliada em
3:0034000 cujo predio penhorado para paga-
mento do que deve a mema fazenda Maria Can-
dida do Oliveira.
A fugados
Os alugues do predio a Estrada do Gequi a
Jaboatao (Barro), ava'kda em 80000 meosaes pan


_^i



Diario de PernambucoSeita-feira 11 de Marfo de 1387
pegamento do que deve a meama fazenda, Igoacio
Ejteves Moreira da Costs.
A casa terrea n. 45 raa de Motocolomb, de
taipa e tijullo, oom 3 jietroa e 13 centmetros de
vio 4 metros e 10 centmetros de fundo, com 2 sa -
las,*2 qoartos, porta e janella de frente, quintal
morado, caja casa se cha bastante estragada e
avallada em 50*000, penhirado contra Jos da
Silva Santos.
Varsea
A cas terrea n. 4 Brnm (Vanea), com 18 me-
tros e 40 centmetros de frente, 12 metros e 93 cen-
tmetros de fondo, 3 partas, 4 janella* de frente,
4 salas, cosinha interna, quintal grande todo mo-
rado com porto e gradeament* de ferro na frente,
e jardim, avallada em 6:000*000, para pagameoto
do que deve a mesma fazendi, Joo Pereira dos
Santos Farofa.
P,>o
Os alogneis do predio o. 3, i ra do Eio, ava-
lladas em 10*000 menaaes, para pagamento do que
deve a mesma fasenda, Jote Jaeome Tasso.
S. Jos
Urna armaco de mae:ra de louro com todos os
eds pertence9, avallada em 150*000, cuja arma-
cao existe no estabelecimento n. 37 ra da Pal-
ma, penborada para pagamento do que deve a mes-
ma fasenda, Joaquim Coelbo Netto.
Recite, 9 de Marco de 1887.
O solicitador da fasenda,
Luna Freir.
Tfattdeara de Pernam-
buco
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, se faz
ecieute a todos os Srs. caixeiros-despachantes
que, em fice do art 169 da consolidaco das leis
das alfaedegas e mesas de rendas, devem, no pra-
so improrogavel de 15 das, a contar da data do
presente edital, se apresentarem n'esta seccao,
aflu d-.i renovarem suas naneas, sob pena de su-
jeitiirem-se ao que dispe o art. 163 da citada
consolida cao.
3 iceco, 9 de marco de 1887.
O chefe,
Cicero B. de Mello.
DECLARACOES
Lotera de 4000 con tos
A grande lotera de 4000 contos, em 3 sorteios,
rica transferida para o da 14 de Maio vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho io
Eiin. Sr. presidente, de boje.
Tbesouraria das Loteras para o fundo de
emane!pacao e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Dezembrj de 1886.
O tbesonreiro,
Francisco GonealvesTeires.
Estrada de ferro do Ribeiro ao
Bonito
De ordem da directora sao chamados os Srs.
accionistas desta empresa, para no pruzo de 60
dias, a contar de boje, recolberem ao London &
Brasilian Bank, a 5* entrada de 10 0|0 de suas
aecOs, nos temos do art. 9<> 2o dos estatutos.
Becife, 9 de Marco de 1887.
O secretar!,
__________Jos Bellarmno Pereira de Mello.
Junta Commercial
De ordem da meritissima Junta Commercial se
faz publico que toi registrada a escriplura ante-
nupcial celebrada entre Joo Das Moreira, sub-
dito portugus, commerciante estabelecido na pro-
vincia da Parahyba, e D. Mara Julia da Cnnha
Maia, tambem natural de Portugal, que, tendo
esntractado receberem-se em matrimonio pa forma
do sagrado concilio tridentino, nao quizeram toda-
va que, o seu casamento segoisse o rgimen da
communbao universal de bens e sitn qae a resp-ito
destes sejam observadas as clausulas seguintes :
1.* Que sao incommonicaveis os bens que cada
um dos conjuges poussue actualmente e com qne
entram para o casal.
2.* Qne a esposa entra para o casal com os bens
que houve por heranca patena e materna, a sa-
ber, 11:000*000, 4 parte do valor do predio n. 29
sito rna do Imperador desta didade ; 1:400*000
valor da casa n. 164 ra Vidal de Negreiros;
2:883*200, 5* pajte do valor da quinta denomi-
nadaCastroem Portugal; 3:600*000, 5 parte
do valor do sobrado de 3 andares eatre os ns. 78
a 90, ra da Bainhs do Porto.
3.* Que ficaio igualmente excluidos da commu-
nbao todos es bens que a esposa venha por ven-
tura a adquirir na constancia do matrimonio por
heranca ou por outrj qualquer titulo.
4.* Que serao communicaveis todos e qaarsqaer
bans que o esposo vier a adquirir na persistencia
da sociedade matrimonial.
5 Que os rendimentos dos bens serao sppli-
cados a satisfacao dos encargos matrimoniaes.
6.a Que o esposo ter a administraco dos bens
do casal quer pessoaes quer commune.
Secretaria da Junta Commercial do Becife, 10
de Marco de 1887.
O secretario,
Julio Guimares.
IRMANDADE
Unio Commercial Be-
neficente dos Mer-
cieiros
Assembla geral extraordinaria
Nao se tendo reunido em 6 do correte
camero sufficiente de socios, para se re-
solver os assumptos de importancia apre
tentados pelo director, os quaes entender
o Sr. presidente ser preciso maior numero
do que o qne dispon o additivo creado ao
art. dos estatutos, de novo sao convidados
os Srs socios acorsparocerem na sede so
cial, domingo, 13 do corrento, ao rneio-di ,
afm de definitivamente se deleberar sobro
o cima referido.
Santa
Caca da Misericordia
do Becife
X. S. da Luz
De ordem do irmo juis e de accordo com o art
27 1, convido aoa irruios provectos a compa-
recerem em noaso consistorio no domingo 13 do
correut ao meio dia, para em reunio de mesa
provecta, delibrennos sob assumptos de i o teres su.
Secretaria da irmandade de N. S. da Luz, 9 de
Marco de 1887.O secretario, v
Antonio Ignacio Brando Jnior.
luuipanhiu anta Taereza em
presarla do abasteclmento
I asna e de luz a cidade de
Olinda.
Assembla geral
De ordem do Sr. presidente da assembla geral
e por uao ter o Sr. secretario eleitoacceito o cargo,
convoco a assembla geral dos Srs. accionistas
para o dia 24 do correte, afim de ser lido e jul-
gado o lelatorio e o parecer fiscal e apreciadas as
contas do anno fiado, e snbmettida a consideracao
dos Srs. accionistas urna moco do Sr. presidente
da directora.
A sessao ser aberta ao meio dia n'um dos sa-
les do edificio da Associacio Commercial, para
esse fiui delicadamente cedido.
Becife, 9 de Mar?, de 1887.
O gerente,
A. Pereira Simoes.
Margo de 1887.
M. Capitao,
1. secretario.
Estrada de ferro do Ri-
beiro ao Bonito
Por deliberaco da directora sao convidados os
Srs. accionistas a realisarem no London ABrasi-
han Bank, no praso de 60 dias, a contar de boje,
a 4* entrada de 10 <>/ do vulor n mial de suas
acedes, nos termos do nico do artigo 4 dos
estatutos.
Becife, 7 de Janeiro de 1887.
O secretario,
Jos Bellarmiio Pereira de Mello.
Antonio latelo do Befo
edeiroa
A junta administrativa da Santa Casa, no da
16 do correte, trigsimo do fallecimento do seu
ez-vce-provedor e irmo bemfeitor, commendador
Antonio Ignacio do Beco Medeiros, far celebrar
pelo repouso de sua alma, na igreja de N. S. do
Paraize, reas 8horas da manh, urna mise so-
lemne de rquiem, cantada pelas educandas da
casa dos ex jos tos.
Para tao piedoso acto, pede o comparecimento
da Ezma. viuva, filhos, pareles e amigos de fina-
do, assim como o de todos os metnbros da junta e
dj irmandade.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia d >
Becife, 9 de Marco de 1887.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Souza.
COMERCIO
Bilsa r o tu inercia I
C'OTA<,'OES OFFICIAES DA JONTA DOS COB-
BECTORES
Recife 10 de More de 1887
A poli ees da divida publica de 5 0|0 do valor de
' 1:000*000 ao preco de 9s0* ca la urna.
Cambio sobre Liendres, a 90 d|V. 22 1(4 d. por 14,
do banco, bontem e hoja.
Dito sobie dito, a 90 d/v. 22 1/8 d. por 1*000, do
banco, boje.
Dito sobre dita, vista, 22 d, por 1*000, do
banco, boje.
Cambio sobre Lisboa e Porto, i vista 143 0(0 de
premio, do banco, boje.
Ka hora da bolsa
Venderasn-se :
2 aDoiices da divida publica de l:000f.
O prndente,
Antonio Leonardo Bodrigues.
O secretario,
Edm\rdo Dnbeuz.
Mov memo nanearlo
BieciFB, 10 na masco na 1387
O* bancos estabeleceram hoje a tara de 22 1/8
. sobre Londres.
As tabellas fficiaes, portanto, to estas ;
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
iobre Pars, 90 d/v 429 e 4 vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 532 e 4 vista 638.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e 4 vista 243.
ft,.bre Italia, 4 vista 432.
Hobie New-York, 4 vista 2*290.
Do English Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
Sobre Pars, 90 d/v 429 e vista 433.
Sobre Italia, 4 vista 433.
Sobi^Hamburgo, 90 d/v 32 e vista 538.
Snre New-York, 4 vista 2*290.
yfiobre Lisboa e Porto, 90 d/v 240 e 4 vista 243.
/-obre as principaes cidades de Portugal, 4 vista
248.
- /ore liba dos Acores, 4 vista 251.
- bre liba da Madeira, i viste 248.
creado de sacar e algodo
BECIFE, 10 DE MABCO DE 1887
Assucar
O mercado de assucar, cujas entradas foram as
r gslsres da poca, contiouou firme sos algaris-
tnos que abaizo notamos :
(.' baixo, por 15 kiks, de 2*000 a 2*100.
t regular, por 15 kilos, de 2*100 a 2*200.
boa, por 15 kilos, de 2*00, 2*300 e 2*400.
wpiwr, por 15 kilus, de 2*500 a 2*600.
" u turbina pulveiisado, por 15 kilos, de 2*300
* -/loo.
menos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
Man: vado, por 15kilos, a 1*200 a 1*00.
. por 15 kilos, de 1*Kkj a 1*200.
nes, por lo kilus, de 840 a 1*000.
iMiimo ou minjoio dos ptecos slo obtidos
: ;:m o sortiuicnto.
Conipjnhia pe nambucana
DE
X.iTegaco costelra por vapor
Pelo presente sao convidados oa senhoios aceio-
uiitas a reunirem se na sede da companbia, no
dia 23 do correute, ao meio dia, afim de Ibes se;-
apresentadj o relatorio n balanco do anno fiado, c
elegerem a commisso de exame de centas e con-
selho de direeco.
- Becife, 5 de Marco de 18s7.
Manuel Jo&o de Amorim.
P.P.Saunders Brothers & C
Artbur B. Dallas.
W. W. Bobilliard.
SANTA THEREZA
Abastecedora (Tagua e
gaz em Olinda
AVISO
Aos Srs. consum-
midores de agua e g-az
da companhia, que era
seus pagamentos se a-
cham em atrazo, lem-
bro o presente artigo
do regulamento ap-
provado pelo governo
a 12 de Agosto de
1873, e que se acha
"o piado no verso das
contas entregues.
O pagamento da
importancia da agua ou
gaz fornecido em cada
mez9 se far naprimei-
meira quinzena do mez
seguate e na sua falla
poder a Companhia
interromper o respectivo
supprimeato. <
Escriptorio do ge-
rente, Olinda 3 de
Marco de 1887
A. Pereira Simoes.
Mi Case ie Mis ricorfla de
Batracia* de aMMucar e aigoduo
HEZ DE MAB9O
Barcacas.....
Estrada de ferro de Olin-
da ......
Estrada de ferro de Ca-
ruar .
Animaes......
Estrada de ferro de S.
Francisco .
Estrada de ferro de Li-
moeiro.....
o
5
1 4 9
1 4 9
1 4
1 4
I 4 8
1 4 8
I
21.369
2.200
3.532
3.232
17.992
2.904
i
51.229
1.208
2.266
47
2.460
1.274
1.562
8.817
Algodao
;tina a eotar-se a 6*300 por 15 kilos, o
1 ernambuco e bsss procedencias, em trra.
de
Nota* do Tbesnuro dilaceradas
O recolhimeuto de notas dilaceradas est sendo
feito na Tbesouraria de Fasenda, as tercas e
seztas-feras, das 10 as 12 horas da manh.
Sabalttaico de nota do Tlienouru
Em 31 do correte mes termina o praso mar-
cado para recolbimento, sem descont, das notas
de 2*000 da 5> estampa, 10*000 da 6 e 5*000
da 7a.
A substtuicao est4 sendo feita na Thesouraria
de Fasenda, nos dias uteis, das 10 4s 12 horas da
manh.
Vapor Irancei Viile de Pernam
baeo
Seguio bontem para o snl, levando para San-
tos 3,950 saceos com assuear.
Vapor nacional Cear
Sabio bontem para os portos do norte, com a se-
guinte carga :
Para Maranhao :
10 fardos com xarque.
Para Para :
671/2 barricas com assucar branco.
600/4 ditas com dito dita
200 barrqunhas com dito dito.
35 pipas com agurdente.
150/5 de barris com dita.
1,100 fardos de xerque.
Para Manaos :
50/2 barricas com assucar branco.
50/4 ditas com dito dito.
10 pipas com agurdente.
45/5 ditas com dito..
40 barris de quinto com dita.
no fin do em 31 de Dezernb'.'o e do parecer fia sal, e
procederem 4 eleicSo da nova commisso fiscal e
dos presi lente, vice-presidente e secretarios da
assemMa geral.
Paula da
skii a. I Cande*a
DB MASCO DE 1887
Alcool (litro) 218
Algodo (kilo) 343
Asucar refinado (kilo) 151
Dito branco (kilo) 131
Dito mascavado (kilo) 067
Borracha (kilo) 1*263
Cac4o (kilo) 400
Cachaca (litro) 077
Caf bom (kilo) 460
Cafrestolho (kilo) 320
Carnauba (kilo) 366
Careos de alfodo (kilo) 014
Carvo de pedra de Cardifi (toa.) 16*000
Couros secse epichados (kilo) 585
Ditos salgados (kilo) 500
Ditos verdes (kilo) 275
Fariaha de mandioca (litro) 050
Fumo restolho (kilo) 400
ttenebra (litro) 200
Mel (litro) 040
Milho (kilo) 040
Taboados de amarello (duzla) 100*000
Importaco
Lugar neruegueuae Alrana, ntraio de CardifF,
em & do Ci-rreunj a cousiguaJo 4 ordem, manifes-
too:
Carvo de pedra 586 toneladas 4 estrada de
ferro do Caxang.
Exportaeo
1FE 9 DE MiRCO DB 1887
Por esta secretaria sao chamados os parentes e
protectores das menores abaixo declaradas, para
at o dia 28 do correte apresental-as no collegio
das orphs, afim de serem ah admittidas, visto
serem as primeiras inscriptas no respectivo qua-
dro.
1 Carolina, protegida de Augnslo Manta.
2 Illuvinata, filba de Mara Florencia Barbosa
dos Santos.
3 Lanrinda, filha de Sincletca Lina da Vas-
concellos Araujo.
4 Mara, filba ja mesma.
5 Adelaide, filha de Mara Jos d Conceico.
6 Mara, filba de Mara Jos da EncarnacSo-
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Becife, 8 de Fevereiro de 1887.
O racrvo,
Pedro Rodrigues de Souza.
CfliPAIIA DE EDIFIGACIfl
0 escriptorio d'esta
companhia a c h a s e
iutccionaiido no largo
de Pedro II. n. 77, V
anda.
Imcambe-se median-
te contrato e a paga-
mento em prstales,
de construccoes c re-
eonstrne(des de pre-
dios, cajos projectos e
ornamentos sejam ou
nao confeccionados
pela companhia.
No escriptorio se en-
contraro sempre, as
amostras dos produc-
tos da fabrica vapor
do Taquary. tendu sem-
pre venda: tijolts
massiros de al venara.
ditos para I a dril los,
diversos formatos, te-
lhas romanas, franee
zas, de capote com en-
ea ixe, de crista; canos
e curvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e fijlos fora-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas c en-
comendas. no escripto-
rio central.
Para o
exterioi
Xa barca noruegnenae Ogir, carregaram :
Para New-York, Julio & Irmo 69 saceos com
5,175 kilos de assucar mascavado.
Para o interior
200
Calselrea despachantes
N j praso de 15 das, contados de 9 do cor.-ente
mes de Marco, os caixeiros despachantes da Al
faudega devem apresentar-se na 3* seccao dessa
reparticao afim de renovarem suas flaneas, sob as
penas do art. 163 da consolduc&o das leis das al-
ia ndegas e mesas de rendas.
asco de Creaste Be al
A' 15 do corrate mes de Marco, ao meio dia
e em urna das salas da Associsco Commercial
Beneficente. devem reunir-se os accionistas do
Banco de Crdito Beal de Pernambuco, em assem-
bla geral, para o fim de tomarem conhecimento
do relato; io das operacoes do mesmo banco no aa-
So lugar nacional Tigre, carregou :
Para o Bio Orando da Sul, J. M. Dias
barricas com 18,525 kilos de assucar branco.
Na escuna inglesa Nellie H, carregaram :
Para Porto-AIegre, P. Carneiro & C. 400 sac-
eos com 30,000 kilos de assucar mascavado e
1,200 ditos com 90,000 ditos de dito branco.
No vapor ingles Starlight, carregaram :
Para Santos, F. A. de Asevedo 300 saceos com
18,000 kilos de assucar mascavado e 1,700 ditos
com 102,000 ditos de dito Wm ; H. Burle & C
1,000 saceos com 60,000 kilos de assucar masca
vado e 1,300 ditos com 78,000 ditos de dito branco;
S. GuimaraVs & C. 1,300 saceos com 78,000 kilos
de assucar mascavado e 400 ditos com 24,000
ditos de dito branco.
Para o Bio de Janeiro, J. A. C. Vianna 141
saccas com 12,335 kilos de nlgodao; Diogo A. dos
Seis 1,050 meios de sola.
No vspar francs Ve de Pernambuco, car-
regaram :
Para Santos, Baltar Irmaos A C. 700 saceos
com 42,000 kilos de assucar branco e 800 ditos
com 48,000 ditos de dito mascavado.
Para o Bio de Janeiro, Andrade Lopes ( C. 2
saceos com 83 kilos de cacao.
Na vapor nacional Cear, carregaram :
Para o Para, H. de Sousa Pereira & C Succes-
sores 6 caizas eligir cabeca da'negro ; B. Oli-
veirs 85 volamos com sois ; S. G. Brito 630 bar-
ricas com 40,850 kilos de assucar branco ; Viuva
de Manoel F. Marques & Pilbo 400 barricas com
26,634 k los de assucar branco ; P. Pinto & C. 10
pipas com 4,800 litros de agurdente.
Para Manaos, P. Pinto tx. C. 45 barris com
4,320 litros de agurdenlo.
No biate nacional B. Jess, carregaram 4
Para o Natal, P. Alves & C. 6 barricas com
360 kilos de assucar refinado.
Para Macabyba, M. A. Senna & C. 1 barrica
com 68 kilos de assucar branco e 2 ditas com 130
ditos de dito refinado ; M. Amorim 10 saceos com
600 kilos de assucar branco.
Na barcaca Aurora, carregaram
Para Maco, M. A- Senna fj| C. 5 barricas com
619 kilos de assucar mascavado, 5 ditas com 582
ditos de dito branco e 2 ditas com 190 ditos de
dito refinado.
Para Mossor, J. P. de Qliveira 2 barricas com
180 kilos de assucar refinado e 3 ditis com 317
ditos de dito branco.
No vaper nacional Ipojuca, carregaram :
Para Cauoasim, Albuquerque & Fiiho 5 saceos
com 300 kilos de assucar branco.
No hiato nacional S. Lourercp, carrega-
ram :
Para o Par, Bailar IrmSos & C. 1,000 saceos
com 30,000 kilos de milbo.
No hiato nacional D. Julia, csrregarasn :
Para Aracaty. Martina < Viegas 5 barris com
400 litros de mel.
No hiato nacional Joao Valle, carregou :
Para Maco, J. J. de Figoeiredo 1 caixa com
60 kilos de doce e 7 barricas com 780 kilos de
assucar branco.
No vapor nacional Principe do Grao Para,
carregou :
Para Villa'Nova, M. dos Sanfos 5 caizas caja-
rubeba.
Para Larapgeiras, M. dos Santos 2 caizas ca-
jurubeba.
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta reparti-
cao, fajo publico que no dia 11 do corrento mes,
paga-se a classe de aposentados, relativamente
aos veneimentos do mes de Janeiro prozmo
fiado.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 10 de Marco de 1887.
O escrivo da despesa,
Silvino A. Rodrigues^
EHPBEZ1 D (iAZ
Pede-se aos Senho
res consummidores que
queirain fazer qualquer
comunicaco ou recla-
macao, seja esta eita no
escriptorio desta empre-
za ra do mperador n
9, onde tambem se re-
cebera qualquer conta
que queiram pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Senhores
Hermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oli-
veira, e quando or pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
fas Carvalho.
Durante a auzencia
do abaixo assignado na
Europa todos o i recibos
dessa empreza deve-
ro ser passadosemta-
loes carimbados e fir-
mados pelo Sr. Samuel
Jones sem o que nao
tero valor algum.
George Wiadsqr,
Compito (i Segaros Met,
GOMPANHIA DE SEGEOS
CONTRA FOGO
Bortb British i Hercantile
CAPITAL
t:OOO.oo0 de libras sterllaat
AQ EN 1 ES
Adomson Howie & C.
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelcida em 1*55
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Martimos..... -2,110:1
Terrestres,. 3I6:(
44-Roa do Commereio--
Companhia
mperia
DE
SEGUROS contra FO0
JEST: 1803
Edificios e mercaduras
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuitot
CAPITAL
Ka. 16,000:000000
Agentes
BROWNS&C.
N. hRa do CmmercQN. 5
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenlx Per-
nambncana
Buado Commereio n.
8
CO.flIMXIUA D SEGUROS
NORTHERN
de EiOndrea e Aberdeen
PodifiH Hnancflrn (Uexcuiliro 1 SJ5)
Capital oubsciipto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,34tf
Beceila annaali
D premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000 .
O AGENTE,
John. H- Boxwe
UVA COMHEBDOCIO IV. 6 1-lBtB
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RUA DO BOM JESS-N.
*>t'ieiiro mariiieauo lrrflr
Nestes ultimo a umes oiapsnhw acata praca
que concede sss Srs. segurad fe isetnpcAods paga
ment de premio em cada stimo anuo, o ane
equivale so descont de cerca^da 15 por csatj
ayor dos segurados.
Lo don and RraslUan Ra
limite.:
Roa do Commereio n. 32
Sacca por todos os vapores ssbre as ca-
as do mesmo banco em Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Capelstas n 75 No
Porto, ra dos Inglezes.
CONTRA FOGO
The Liverpool & London & Globe
INSIRME G0HPANY
&G.
Lugar inglez Minnia, carvio.
Lugar ioglez Luaie R. Wilce, bacalho.
Patacho ingle Buda, carvo.
Vapor inglez Aunndole, varios gneros.
Rendimentos pblicos
Benda geral
O 1 a
dem de 10
ES DB HABfO
Alfandega
208:789i206
31:6744807
240:43*513
Beoda provincial
Dela9
dem ce 10
40.919J48S
6:813*100
47:7324686
288:196/099
De 1 a 9
dem de 10
Eecebedoria
Consulado Prooinal
29:9681998
2:0(34146
32:0124144
Del
Idm
a 9
da 10
18.0064931
8414387
\avlo a carga
Barca noruegnense Vega, Bltico.
Barca noruegnense Ogir, Estados-Unidos.
Barca inglesa Dunstoffuage, Estados-Unidos.
Brigne allemo Bruno & Marte, Hall.
Escuna sueca Loreley, Bio Grande do Sul.
Galera inglesa Lorenzo, Liverpool.
Lugar nacional Logo, Bio Grande do Sut.
L((ir nacional Tigre, Bio Grande do Sul.
Patacho ingles S. Joseph, Santos.
Pataeho dinamarqus Amtr, Montevideo.
Patacho Dglcz PlymoxUh, Santos.
Patacho dinamarqus Mercur, Bio Grande 'do
Sul.
Patacho ingles Viilhelmldi: Joseph, Montevideo.
Patacho naeional Marinho VI, Bio Grande do Sal.
Patacho dinamarqus J. P. Larsen, Bio Grande
do Sul.
Palbabote nacional & Bartkolomeu, Porto-Alcgre.
Vapor ingles Stargth, Santos.
>avlo a descarta
Brigue allomas 1. G. Pichte, farello.
Barca bespanhola Francisca Villa, carvio.
Barca noruegnenae speranta, carvo de pedra.
Barca norueguense Noatun, carvo.
Escuna norneguense Reform, zarque.
Escuna iaglesa Bella Rosa, bacalhio.
Iiate nacional Joao Valle, algodo.
H!ut brastleiro Deus te Guarde, sal.
Hiate nacional Flor do Jardim, sa).
Lg*r norueguense Alrana, carvo.
Lugar ingles May, carvo.
Lugar norueguense Ideal, varios gneros.
Lugar ingles Aureola, bacalhio.
Lugar ingles Nelly, bacslho.
le 1 a 9
Ides de 10
Becife Drainage
18:848*321
12:4994104
3:1634878
15:6624982
Mercada anlclpal de s. Jos
O movimento deste Mercado no dia 10 de Mar-
co foiosegninte:
Entraram :
42 bois pesando 5,716 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 21 ditos de 1.* qaalidade, 8
e 1/2 de 2* dita e 12 e 1/2 ditos particula-
res.
329 kilos de peize a 20 ris 64580
87 cargas de farinha a 200 ris 174400
9 ditas de fractas diversas a 300 rs. 2*700
9 taboleiros a 200 ris 1*800
17 Sainos a 200 ris 3*400
Foram oceupadoe :
21 columnas a 600 ris 14*400
24 compartimentos de farinha a
600 ris. 12*000
20 ditos de comida a 500 ris 10/000
771/2 ditos de legnmes a 400 ris 31*000
18 ditos de saino a 700 ris 124606
11 ditos de iressnras a 600 ris 6*600
10 talhos a 2* 20*000
6 ditos a 1* 6*900
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1* 54*000
2 talhos a 500 ris 1*000
Deve ter sido arrecadada oeste di%
a quantia de
Bendimento dos dias 1 a 9
Poi arrecadado liquido at hoje
Procos do dia :
Carne verde 320 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sainos de 500 a 640 ris idem.
Farinha de 200 a 240 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Ffltjo de 640 a 1*000 idem.
1994480
1:804*940
2:004*420
Repartido das Obras Militares
De ordem do Illm. Sr. capitao de engenbeiros
Dr. Gregorio Thaumaturgo de Azevedo, encarro-
ado das obras militares desta provincia, taco pu-
blico que no dia 14 de Marco vindouro, s 10 ho-
ras da manh na Bepartico das Obras Militares,
no Palacio do Governo, se receber propostas em
cartas fechadas dos negociantes ou firmas com-
merciaes desta praca, que qaizerem contractar no
corrente anno o fornecimento s obras militares
dos materises constantes da relaco existente na
reparticao, disposicao dos pretendeutes, para
ser examinada nos das otis, durante o expe-
diente.
Bepartico das Obras Militares em Pernambuco
24 de Fevereiro de 1887.Jos Armando da Cu-
ha, 2* cadete 20 sargento amanuense.
Mataduuru Publico
Foram abatidas no Matadonro da Cabanga SJ>
rezes para o consamo do dia 40 de Marco.
i Sendo: 63 rezes pertencentes a Oliveira Castro,
I & C, c2 a diversos.
Das 63 rezes pertencentes aos Srs. Oliveira Cas-
tro t C., 1 foi para a caldeira.
vapore e navio* esperado
VAPOBSS
Tamarda Europa amanh.
Paranagude sul amanh.
Pernambucodo norte a 13.
Sergipeda Baha a 13.
Mondegodo sul a 14.
Financedo sal a Id. '
Platode Liverpool a 16.
Monta ideode Hamburgo a 17.
Parado sal a 17.
Rosariode Hamburgo a 17.
Alliancade New-Port-News a 18.
Girondedo sul a 21.
Pie vada Eurcpa a 24.
Espirito Santodo sul a 26.
Babiado norte a 27.
vivios
Amandade Hamburgo.
Apotbeker Dirsende Santos.
Aricade Cardifi.
Aldwathde Terra Nova.
Ameliado Bio Grande do Sal.
Al baade CardifF.
Bernardas Godelewasdo Bio Grande do Sal.
Cometade Porto Alegre.
Cvsnedo Bio Grande do Sal.
Cnristiani Scriverde CardifF.
Caledonisdo Bio de Janeiro.
Cameliade Terra Nova.
Diadado Bio Grande do Snl.
Enjettado Bio Grande do Sal.
ratede Hamburgo.
EUte-de Tena Nuva.
Eugeniade Terra Nova.
Evorado Bio Grande do Sal.
Frinchnydo Bio de Janeiro.
Guadianade Lisboa.
Glitnerde Liverpool,
Hapnus do Bio Grande do Sal.
Helenode Hamburgo.
Jelanthede Santos.
Joaquinado Porto. /
Jos Genebrade Liverpool.
Lidadordo Bio de Janeiro.
'Linda Parckdo Bio Grande do Sui.
Maia Ido Bio de Janeiro.
Marco Polodo Bio de Janeiro.
Marinho VIdo Bio G'ande do Sal.
Meta Sophiade Hamburgo.
Mariettado Bio Grande do Sal.
Metede Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Marydo Bio Grande do Sal.
Moss Bossdo Bio de Janeiro.
Nordsoende Liverpool.
Noruega Ainode CardifF.
Oar Anniede Buenos-Ayres.
Movimento do porto
Navios entrados no dia 10
Nao houve.
Navios sonidos no mesmo dia
Manaos e escala -Vapor nacional Cear, cota-
mandante Guilheime Pacheco, carga varios g-
neros.
SantosBarca dinamarquesa Julius Sktrlc, capi-
tao C. Bondo, carga varios gneros.
Ssntos e escalaVapor francs Ville de Pernam-
htco, commandante A Chsncere), carga varios
generes.
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Diario de Pernambuco---Scxta-fcira 11 de Marpo de 1887
!
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<*
THEATRO
DE
EMPREZi ARTSTICA
:0MPaHHU OE ZARZELLS
HESPANHOLA
Director de acea
D. Valentn Garrido
Maestro-director
Sra. Pl.
Sr. Garrido.
Sr. Manso.
Sr. Ramrez.
Sr. Duran.
Sr. I-itn os.
Sra. Sacanellfs (A.)
Sr. Raz.
Sr. Jordn.
Sr. Monleon.
Sr. Gil.
Sr. Snchez.
D.
Sabbado, 12 do crrente
41.a Recita
(randio.NO espectculo
de gargalhadas
Subir icena a divertida e original zarzuella
cmica ero 2 actos, letra do Sr. Olaiio e msica do
distincto maestro Oudrid. denominada :
EL
Postilln d$ la Bioja
PERSONAGENS
La baroneza del Olmo, vie-
ja e joven.............
Baptista, criado de........
D. Flix.................
1 conde d..l Arco........
El marques de Al varo,surio
U. Rufo, maiordomo......
Juana, posadera..........
Un teniente..............
Un posadero eurdo........
Un lacayo...............
Un aldeano..............
Un notario...............
Aldeas, aldeoes, soldados, criados e coro (reral.
-cena no reino de Fellppc v
Em seguida represtntar-so-ha a festiva e or-igi
jiarilissima fantochada lyrico-dramticamacar-
rnicabuffa em 1 acto e 2 qnadros, msica dos
n .taveis maestros Bellini, Meyerbeer, Gounod, e
arranjada pelo Sr. Mangiagalli, inti'.ulada :
\ Comicci Tronaly
Persooagens
Antonina................ Sra. Paini
Rafael.................. Sr. Mansoini
Salvatore............... Sr. Garrido.
Bouifacio................ 8'- Duranini
El alcaide .............. Sr. Ramos.
Silvestre................ Sr. Jordn.
A'a 8 liorati.
1 Livor.i trens pata Apipucos e Olinda, e bonds
para todas as linhas.
Haver trem p ra Casanga pago pelos
passageiros.
&.' Recita
Domingo, 13 de Marco
Subir scena a sublime e viJtoriada zarzuella
m 2 actos, origiDal do reputado poeta Campro-
don, msica do notavel maestro Arrela t
MARINA
PERSONAGENS
Sr8. Pl.
Sra.. Sacanelles
Sr. Manso.
Sr. Darn.
Sr. Garrido.
Sr. Ramrez.
(A.)
Marina..............
Teresa.........,.....
El capitao Jorge.. ...
Boque, contra mestre....
Pascual...............
El eapito Alberto.....
l':n uiariueiro............ Sr. Rniz.
Pescadoras, pescadores, aldeas, manneiros e
coro geral. _
fc.A divertida zarzuella comico-bufla em um
acto, traduzida do francs por Amala, msica do
festejado maestro Offembaeh, denominada :
La Swrte de Gachupi
Persooagens
Emilia.................. SU. Sacanelles (M.)
Simphorosa.............. Sra. Duelos.
D. Canuto Cachupn...... Sr. Garrido.
Baltbazer Centellas....... Sr. Manse.
Pedro, gallego e ingles Sr. Duran.
1). Telespboro Porragaitas. 8r. Ramos.
O Sr. Duque............. Sr. Sanche*.
Convidados, senhoras, cavalbeiros e coro geral.
A'm Isoras.
PKECOS
ordem
12*000
1-*00
8*000
6*009
o090
3*000
2*000
1*000
*500
Camarotes de 1
dem de 2
dem de 3*
dem de 4
Galeras
Cadeiras de i" ordem
dem de 2
Plateas
Paraso
Os bilhetes vendem se no tbeatro.
" Xolt-Haver trene para Apipucos e Olinda,
e bonds para todas as linhas.
Tcrfa-feira, 7$ de Mar<;o
A muito applandida zarzuella de costu-es bes
panbes :
EL B4RBERILL0
LAVA-PIES
Rreveniente :As grandiosas zar-
zuellas -Tempestade, Duas Princesas, o
Madgyares e Msica Clasaica.___________
Uanco de crdito real de Peraam-
baca
Em cumprimento dos 9* el* do ?rt 83d.
estatutos e das disposices da le n. 3,150 de 4 de
Novembro de 1682, couvecamos os Srs. accionistas
*rennir-se em assembla geral ordinaria, no da
15 de Marco prximo vindouro, o meio da, em
nma das salas da ssociscao Commercial Bene-
fcente. afim de Ibes ser presente o relatorio das
operac>s do anno bancarioBndo em 31 deDezem-
bro de 1886, acompanhado do parecer da commis
sao fiscal e proceder-se eleieo desta e bem as-
si- do presidente, vice-presidente, 1- e 2 secre-
tarios da assembla geral.
Becife, 28 de Fevereiro de 188?.
' Os administradores,
Manoel Joao de Amorim.
Jase da 8il\a Loyo Jnior.
Luis Doprat.
Recebedoria de remanineo
Matricula de eseravos
O adniniatrador da recebedoria faz puolico que
firida-se no da 30 do correte mez o prazo para
a nova matricala e srrolamento dos esc.vos exis-
tentes oeste municipio, devendo os dono* e pos-
auidores dos meamos apreaenurem at aquelle
da as relceos em duplicaU contendo nome do
scrato, naciooalidade, sexo, fihacao, ocenpscao
a servico osa que fr empregado, idade e valor,
altn do numero da ordem da matricula anterior,
senda o valor dado por extenso polo senbor do es-
cravo oa sen legitimo representante, nao exceden-
do o mximo regulada pela idade do matriculando,
que ser tambem escripia por extenso conformo a
seguinte tabella :
Eseravos menores de 30 annos 900*000
. de 30 a 40 800*000
de 40 a 50 600*000
de 50 a 55 400*000
de 55 a 60 200*000
O valor das escravas ser regulado pela mesma
tabella com o abatimento de 25 "/ dos presos
nella estabelecidos.
A inscripcao para a nova matricula sera feits
a vista das elaces, que servirao de base a ma-
tricala especial oo de averbacao effectuada de
conform dide com a le de 28 de Setembro de
1871, ou de certido da mesma macricula, ou a
vista io titulo de dominio quando contiver a ma-
tricula do escravo.
Nao serio dados a matricula os eseravos mo -
res de 60 annos, sero porm inscriptos em arro-
lamento especial.
Serio considerado* libertos os eseravos, que no
prazo marcado nio tiverem sido dados a nova ma-
tricula.
Pela inscripcio ou arrolamento de cada escra-
vo pagar-se-b* 1* de emolumentos, coja impor-
tancia ser destinada ao fundo de emancipaeo
depois de eatisfeitas as despezas da matricula.
Recebedoria, 2 de Marco de 1887.
Alexandre de Souza fereira doCarmo.__
Jiiizd dos Fellos da Fazenda
ESCBIVAO TOBRES BANDEIRA
No da 11 de Marco prximo, ir praca por
venda as casas abaixo descriptas, penhoradas pela
Pasenda Provincial :
Casas sitas no Becco do Quiabo ns. 1 e 3, fre-
guezia do Poco da Panella, com 2 jan-!las e l por-
ta, portio ao lado, 6 metros e 39 centmetros de
frente, 13 metros e 6 centimetios de fundo, 4 quar-
tos. cosinha fra, quintal murado, cacimba meeira,
e a de n. 3 com 2 salas, 3 quartos, cosinha fra,
terracu, sotio interno, com 1 sali e 1 quarto, am-
bas arruinadas, e avalladas em 200*000 p?ra
urna, petecentes a Antonio Jos Piuto.
0 f asir Alliw
spera-se de New-Port
News, at o dia 18 de Mar-
co, o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forsler i C.
N 8 RA DO COMMERCIO -8
!. anda
MiHffiMOS
*.
copaihie de 1essawb
res jiahitihk
linha mensal
0 paquete Gironde
Coramandante Minier
E' esperado dos portos do
snl at o dic 21 do corrente,
seguinde, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos senhores passageiros de tudas
as classes qne ha lagares reservados para esto
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /0 em favor das fu
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens inteirag.
Por excepcio os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosnm tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se dio at dia 19 pago
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
afrete: tracta-se com o
AGENTE
U'psle Labille
9 -RA DO^COMMERCIO-9
BOYALllLSTIl PACET
COMPANY
0 paquete Tama r
E' esperado da Europa no dia
12 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
ra para
Macei, Baha, Rio de Janeiro eSantot
0 paquete Mondego
esperado
do ral no da 14 de
corrente segoinJo
depois da demora
necessaria para
Vicente, EJsbna. Vlgo e Son
Ihamplon
ReduccSa de passaqeru
lela Ida e volta
A Southsmpton 1- classe 28 42
Camarotei, reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens, trefes, etc., tracta-se cornos
CONSIGNATARIOS
AdamsonHowic&C.
Companhla Hablara de navega-
cao a Vapor
Maoci, Villa Nova, 1-enedo, Aracaj,
Estancia e Babia
0 vapor Sergipe
Ccmmandante Pedr Vigna
E' esperado dos ooric* acj
ma at o dia 13 de Marco
e regressar para es mee-
mos, depois da demora do cos-
tume.
Para carga, passagens, encommendas e dinhei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7Ra do Vigario7
Domingos Alves Maihens
Hamars-SaeamerikanisciB"
DampIschinTahrls-GeselIschall
O vapor Paranagu
E' esperado dos por-
tos d j sul st o da 12
de Marco e seguir de-
pois da demora neces-
saria para
Lisboa e Hambiirgo
Para carga, paaagens, encommendas, dinhoi-
ro e frete tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
O Vapor Rosario
Espera-se de HAMBURGO,
por LISBOA, at o dia 17 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCIO S
i* andar
LELE&
Terca-feira, 1. o de differeotes movis, no so-
brado da ra do Hospicio n. 10, c-ilegio de Nos-
sa Senbora das Victorias.
Sabbade 12, o de fazendas, miudezas e movis
no armazem da travessa do Corpo Santo n. 28.
Leilo
tniieri SUtes liil Brasil S. S- C.
0 paquete Finalice
E' esperado dos portos do
sul at o dia 15 de Marco,
depois da demora necessaria
seguir para
aranhio, Para. Barbados, S.
Thosnaz e Sew-1'ork
Para carga, passagens, e encoromendas tracta-
se com os
11 de margo
A'a 11 lloras
No trapiche Jos Luiz, junto Alfandega
O agento Modesto Baptista t*r leilo de 16
saceos cem arroz avariado, por conta e risco de
quem pertencer.
Leilo
De 1 garrote tourino, 1 piano de Pleyel, 1 dito de
Blondel, mobilias de Jacaranda e po-carga, ca-
mas pura casal e solteiro, aparador com pedra,
importantes quadros. chapeos de sol, velas steari
as, toilettes, guarda ouca, jarros, commodas e
muitos outros objectos, existentes no armazem da
ra do Mrquez de Olinda n 19.
Sexta-feira 11 do corrente
A's li horas
Por Inlerveneio do agente
Gasmo
Leilo
de duas partes de urna casa terrea de pe-
dra e cal sita Estrada de Joao de
Barros n. 6 J
SABBADO, 12 DO CBRENTE
A's 11 horas em ponto
No armazem da roa do icario n 1*
O agente Pestaa, competentemente aatorisado
por mandado do Exm. Sr. Dr. juiz de orphos e
ausentes, vender a quem mais dr, as duas par-
tes da casa terrea sita Estrada de Joao de Bar-
roa n. 6 J, peitencentes a docs orpbos.
Leilo
de fazendas, miudezas, urna armacSo in-
gleza, do us ti tt i ros, mesas para fazen-
das, jarros o outros muitos movis
Sabbado 12 do corrente
A's 11 horas
Agente Pinto
Travessa do Corpo Santo n. 93
Agente Pestaa
Leilo
Em eontinuaejio
Da armaco envernisada, baleo, registro, en-
canamento de gaz e candieiro, 1 fiteiro envernisa-
do e envidracado, 1 dito com espelho, 1 cofre de
ferro. 2 armacoes inglesas, 1 dita com armario,
chapeos de sol para homem e senhoras, leques, la-
vas, diversas miudezas, restos de fazendas e mui-
tos outros objectos existentes na loja de fazendas
sita ra do Mrquez de Oliuda n. 35.
SABBADOi 12 DO CORRENTE
A's 11 horas
POR INTEBVENQAO DO AGENTE
Gnsmao______
Leilo
De 7 casas terreas ns. 20, 22, 24 26, 28,
30 e 32, sitas ra Bella, amiga liba do
Carvslho.
Segunda-feira 14 do corrente
AS 11 HORAS
No armazem da ra do Imperador n. 22
O agente Stepple, por mandado e assstencia de
Exm. Sr. Dr juiz de direitu da provedoria de ca-
pellas e residuos, a requerimento dos interessa-
dos, levar a leilo 7 casas terreas em solo torei-
ro, tendo cada urna 1 porta e 2 janellas, 2 salas,
3 quartos, corredor independente, cosinha fra,
quintal murado e cacimba meeira, sendo que a de
n. 20 tem urna pequea sota.
Os Srs. pretendentes desde j podem exami-
nar ditas casas e para qualquer informa cao o mes-
mo agente dar.
Agente Pestaa
LEILO
Das ezcellentes casas terreas Bitas liba
de Carvalbo, ontr'ora ra Bella ns- 34,
36, 38 o 40.
TERCA FEIKA 15 DO CORRENTE
A's 12 horas em ponto
No atmazem da ra do Vigario n. 12
O agente Pestaa, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juis de residuos e cpelas, levar a
leilo, no da e hora cima mencionados, em pre-
senta do mesmo Sr. Dr. jais, ss excallentes casas
terreas abaixo descriptas, pertencentes ao inven-
tario de D. Anua Zurik Ramos :
A saber:
Urna excellente casa terrea sita liba de Car-
valbo, ontr'ora Bella, n. 34, tendo 1 porta, 2 ja-
nellas, 2 salas, 3 quartos, corredor independente,
cosinha fra, quintal murado o cacimba.
Urna dita mesma liba n. 36, com es mesmos
commodos.
Urna dita sita meema liba n. 38. com os mes-
mos commodos cima
Urna dita maior n. 40, com 1 porta e 3 janellas
de fie. te 2 salas, 5 quartos, corredor independen-
te, cesinha fr*, quintal mundo, e urna dita sita
a ra de Lommas Valentinas n. 4, com bastantes
commodos para familia.
Todas essas casas sao d-t pedra e cal e acham-
se livres e desembarazadas de qualquer onus.
AVISOS DIVERSOS
Alnga-se casas a 8J0G0 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Qoncalle : a tratar na ra da
Emperatriz n. 66.
es Precisa-se de um perfeito coeicheiro ; a tra
tar na roa do Brum n. 35.-
AMA no largo do Corpe Santo n. 19, 2* andar
precisa-se de -urna ama boa coainhsira e que dur-
ma em casa.______________________________
__ Alaga-se o 2- andar do sobrado n. 20 ra
Direita, eom os commodos eeguintes : 2 salas, 3
quartos, soto e quintal, pelo preco de 25f men-
saes : a tratar na ra da Imperatriz n. 14, ter-
coiro andar, das 8 as 9 horas da manh, e desta
hora em diante em palacio com o sjudante de
ordem da presidencia.
Arrenda-se o sitio das Jaqueiras, com gran-
de casa de vivenda, todo cercado e mais tres pe-
quenas no mesmo correr, servinde perfeitameate
para pensao on^ hotel : a trstar no mesmo sitio.
Aluga-se o 2* andar do sobrado n. 5 da ra
do Padre Fionano, com bons commodos, gas, sala,
e quartes t stucados ; para ver, a chave est na
loja, e pars tratar no caes do Ramos n.' 26.
Aluga-ae o sobrado n. 21 ra da Uniio
a entender-se na ra da Imperatriz n. 19.
Vende-se barato duas grades de ferro, tendo
12 palmos de altura e 5 1(2 de largura ; a tratar
no achongue do pateo do Terco com o Sr. Ciar indo
Graciano da Silva, das 2 horas s 6 da tarde.
Esleirs
de peperi, vende-se, grandes ; a tratar na ra
da Moeda n. 9, ou na ra da Boda numero' 11,
taverna.
para senhoras
Broches nikelados e dourados a 2i!000.
Bonites grampos dourados a 500 ruis o
maco.
Esplendido sortimento de gal.es de vidri-
lbo.
Grande variedad de leques de setim a
400.
Frizadores americanos para cabello a 300
ris o mago.
Setas de phantasia para cabello.
Bonita collecco de plisaos a 400 ris.
Brincos iroitacao de brlhnte a 500 ris.
Aventaes bordados para creancas a 2#000.
Chapus de fustlo e setim n&ra crean-
esa.
Sapato8 de merino e setim para crean-
gas.
Meias brancas e de cores o de Escocia.
Pomada de vozclina de diversas qualida-
des.
Sabonetes finos de vogelina e alface.
Extractos finos de Pinaud, Guerloin, e
Lubin.
Lindas boioas de coure e velludo.
Fichus de 13 para senhora a 1*$800.
Sapatos de casemira preta a 25000,
Thesouras para costura de 400 ris a
3000.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
liumensa variedade de botSes phantasia.
E milhares de objectos propros paro tor-
nar ama senhora elegante, e muitos ou
tros indispensaveis para uso das familias
tudo por precoa admiravelmente mdi-
cos
\a Graciosa
J Ra de Crespo-9
Duarte & C.
nuios me en!
Sem dieta esem niodifi-
cafdes de costiimes
Laboratorio central, ra do Viconde d
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Reqente .Rio' de
Janeiro
Especficos preparados pelo phar
maceutico Eugenio Marques
de Ilollanda
Approvados pelas juntas de bygieae da Corte.
Repblicas do Prata e academia de industria d<
Paria.
Elixir de imbiribina
Restabelece os disppticos, facilita as diges-
tios e promove as ejeccoes difficies.
Vinlio de ananaz ferruginoso e quinado
Para oa chlero-anemicos, debella a hjpoemia
intertropical, rtconstitue os hydropicos e beribe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
"Muito recommtdado na bronchite, ua bemop
tyse e as tosses agudas ou chroncas.
Oleo da testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante-peridicas, preparadas com
pererina, quina e jaborandy
Cura radiealmente as febres intermitientes, re
mittentes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambem fer
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazes as inflammages do fgado e bac
agudas ou chroncas.
Vinho tnico de capuana e quina
Applicado as eonvaleseencas das parturiente*
re tico antefebril.
Francisco Manoel da Silva & C.
RA MRQUEZ DE OLINDA-
PANCREATINi DEFRESNE
> Aioptti* tftUUlwunte nti BtfUmi Ptr
* m Jtsraas Franceta.
O mais poderoso d'entre todos os agssrtes
dlgesUvos conhecidos, a Pmt*er*tin* D-
frente emprega-se sempre com resultado
provado contra:
Tastlo I Oaatrttes
Ni aig-estOes CMatralglaa
VlatsUeaelna do estomairo
Semnoleacla apa aa rafefeoea
Vomito determinados pela fravldM
Enfermldadoa da atado
Tomada depois das refeicses desperta e excita
o appetlte dos convalescentes, combate e detem
o emagreclmento dos tsicos.
A l^tnereatina Defreane em (W e em
paulas vende-se em todas as pharmaclas.
Jos Jonqulm Goocalve* de Barro
Janior
Jote Joaquim Goncalves de Bairos e sus mu-
lher profundamente compnngidos pelo falleramen-
te de seu filho Jos, cenvidam a todos os parentes
e amigos para assistirem as inisses que farao ce-
lebrar na matriz de Santo An onio, segunda feira
14 do corrente, ss 8 hars da manha, stimo dia
Ja noticia recebida do reino de Portugal. _____
Marn nua do Reg Ca val cante
de ibuqaertjue
Florentino Cavaleante de Albu^uerque e seus
Slhos, Clarindo Uermeto Lins, seus irmics o cu-
nbada, D. Mara Isabel Rufina Ferreira, Manoel
Joaquia do Rege Barrete e sua mulher, Joao Ru
fiuo Ferreira Filho e sua mulher, agradecem do
intimo d'alma todxs as pessoas aue se dignaram
acompanhar ao cemiterio da cidade do Cabo os
restas mortaes de sua muito presada esposa, mu,
prima, cunhada e irm, Mara Anna do Reg Ca-
valeante de Albuquerque; e de dovs convidara a
todos os seus parentes e amigos assistirem as
missaa do stimo dia, qa mandam resar na ma-
triz da mesma cidade, uo,da 14 do corrente, pelas
8 horas da manh. ____________
HMBzSBiaasssCBB-*-**!*~~'" '*' malka insusta da Ponseea
Arroda
Manoel Jaauario de Arroda, seos filbos, pais,
irmaM e junhados, convidam seus amigos para
assistirem a inissa que por alm. de sua pranteada
esposa, mal, ora, ctiohada e irm, Amalia Au-
gusta da Fonseca Arroda, mandam celebrar no
dia 12 do corrente, na igreja matriz de Santo An-
tonio, as 8 horas da manha. i anniversario de
sen passamento, de cojo caridoso favor se con-
fessam eternamente gratos.__________
^*-^

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na impweza do sange devida a syphis.
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^BORATORIO^CUTBAl OC^BO0UCTOS,fOICIflAC^
Ra do Visco-da do Rio Bra-aoo 1
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WOLFF & C.
N. 4-Ba DO
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\e-.iii muito < onliccido. csiabelecimcn-
to encontrar o rcgpeitavef pablict o mita
variada e coospleto sortiniento de JO*i
recefiidas senipre directamente don mellio-
res r.tbricantes da Kuropa, e qu primam
pelo apu-ado %-iwto do niundn elegante,
Hicoa aderreos cotnpletos. Iludan pulsei-
ra. alflnetes, voltas le uro cravejadasi con
brtlfaantes, ou prolaa, anhela, eaeoletat,
botoes e outros muitos artigas propios
leste genero.
ESPECIALDADE
Em relogios de euro, prata e uickelados,
para hotnens, Rcnhorasi e meninos dos iiiai,
aereditados fabricantes da l-iu'opa e Ame-
rica.
Para todos os artgos desta casa g*ran-
te-se a boa qualidade, nssim come a modici-
ttade nos preces qu so sem competeneia.
IWresta casa tambem concerta-ae qual-
quer obra de euro ou prata e tambem rftBo-
gios de qualquer qualidade que srja.
iRii do Cabug4



4
Ozea P6.
Ozea Saciat.
Ozea Essencia
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os dentes.
Ozea Pasta para os dentes
Estas exquBitas preparacoes sao rasito apre-
ciadas na mais distinca aociedade pela deli
cadesa do sea perfume.
W ? RIECER'S
TRANSPARENT CRYSTALSBAP
(Sab'j transparente cristalino)
rcconl.cckio como ~> mais perfeito l^ todor- as sabaos de toilette pelas suas
des hj ;i.!.iica3, olo sou ororar. c pelr. sun lurga duraeo.
^ 0'.-|>i; : .i i.-fatft'F.. Perumfcrlaa, FarmacUt, dea.
'
' t:
PHOSPHATO CAL HELATINOSOl
de s. LEROY, Paraiaceutico de Ia Classe, 2, roa Oaoflon, PARS
OBTEOGKSHO sari s w07Miass t fcitips sat CriU(u, natrs s bckl(:uns 11 Mtlatia da Oua.
c Kecomraendaraoj este xaurope o aos Doentes. de um sabor agradavel, de asslsal-
lac&o fitcll e mil veces suportar a_> ,,,1 .s os x iropes de lacto-phosptialo inventados riela especu-
lacio. Todos sao ac.dos oo
O Sq:. Pntiut Boucuut
^L.'i>lliS .^ ,iiinin:3\i& it****v ^nj >r------=---------:~~
> Jm: o Phoaphat de cal Oatatlnoao nao o e.
r.MMiM uo Ho]>iul ia CMnjM. (8 dtt mpHmw, 1 de ->K> i 1
VINHO PHOSPHATAOO DE LEROY m^fSm,
intrniM, Comumpto. Sropchita c/iromcaTu/ca, Fraoaeza orgao/ca, Convalescencat dflJcois.
k Depositarios em Pa-uam?'!- :o FBAN ML___g____________________|rr



'
;

-S
6
Diario de Pcruambuco- SciU-cira 11 de Marfu de 1887
CUIDADO COM
AS FALSIFICACC-ES!
Trieofero de Barry
s
Aluga-sc barato
rtua dos Guararapes n. 96.
Rus Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
Roa do Tambi n. 5.
Raa do Visconde de Goyanna n. 163, com agua
e gis.
Largo do Mercado n. 17, loja coa gas.
Lugo do Corpo Sanio n. 13, 2." andar.
Trata-se na ra do Coinmercio n. 5, 1' andar
tcriptorio de Silva Guimarae & C.
Alug
a-se
o 2! andar do sobrado o. 35 traveesa de Si Jos ;
o 1- e toreo do de n. 27 raa Vidal de Negrei-
ros; o 1' do de n. 25 ra velha de Santa Rita ;
o 1' do de a. 34 raa estreita do Botarlo ; todo*
limpos : a tratar na roa do Hospicio n. 33.
4luga-se
* sobrado de azulejo n. 82, no Caminho Novo,
muito fresco pela posiefio, e tem eommodos bas-
tantes, est em estado de limpeza, que o preten-
dente nao precisa fazer despesa para morar.
Aluga-se
a casa do largo da Detenco n. 23, defronte da
nova estacao da linba frrea, com grandes aejom-
modacoes para familia, quintal, banbeiro, etc.: a
.ratar na raa larga do Rosario u. 34, pharmacia.
Aluga-se
o segundo andar do sobrado n. 17 no largo do
Corpo Santo, muito fresco e com cmmodos para
grande familia ; a tratar no 3- andar domesmo.
Alusa-se
urna casa com eommodos par grande familia, a
sitio arborisado ; na Ponte de Ucba n. 10.
Ahiga-se barato
a lojinha n. 117 da ra de Marcilio Dias ; a tra-
tar na roa do Rosario u. 31, 1* andar.
A lusa-se
a loja do predio roa do Mrquez do Herval,
travesea do Pocinho n. 33, propria para estabele-
cimento commercial ou officina, per ser de esqui-
na ; a tratar no largo do Corpo Santo n. 4, pri-
meiro andar.
Aluga-se
o segando andar do sobrado ra da Guia n. 62
caiado e pintado ; a tratar na loja.
Ama
Precisa se de urna ama que saiba cosinhar
lavar e engommar, para casa de bomem solteiro :
a tratar das 4 boras da tarde s 6 da manh, na
Baiza Verde, sitio n. 5.
Ama
Psecjia-se de urna cosinheira ; a tratar no largo
do Coi po Santo n. 17, 3- andar.
Ama
Precisa-se de nma bos cosinheira para casa de
pouca familia, prefere se escrava; na roa do
Riachuello n. 13.
AMA
Precisa-se de una amapara
lavar, engommar e faze roais
alguna serviros de casa de ra-
milla : menos comprar e co/i-
nhar : na ra do Biachuelo n.
13, De ve dormir em casa.
Ama
Precisa-se de ama boa cosinheira, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companbia
n. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
Ama
Precisa se de urna para casa de familia, ra
do Cabug n. 3, 3* andar.____________________
Ama
Precisa-se de urna ama qae cosite e engomne ;
na ra do Bangel n. 44, 2 andar._____________
Amas
Precisase de duas amas unta para cosinhar e
comprar, e cutra para eqgginjflar e fazer inaie
.ervicos domsticos de caga d pouca familia ; em
Fernandes Vieira o. 1.
Ama
'recisa-se de urna ama para cuidar de menino:
na Capunga, ra da Ventura n. 16.
Ama
Precisa-se de urna ama j idosa, que sirva para
nma casa de pouca familia ; na roa do Mrquez
do Herval, casa o. 182.
Cha prcto superior
Receben o Carlos Linden nova rm?ssa do cb
preto superior, e visa nos seus fregueses que
v na ra do Bario da Victoria n. 48, para se
supprir,
Arrcnda-seouvcnde-sc
uro sitio com alguna arvoredos de fructo, planta
dx capioi e ortalicea, rus de S. Miguel n. 148 :
quena quizer dirija-se ra da Impiratriz n. 13,
leja.
Garanta-sa qu faz nas-
esr ecresoer o cabejlo anda
aos ruis calvos, cura a
nha e a caspa remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cabir ou de embranquo-
cer, e infallivelmente o
torna espeaso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a fomula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume norann-
do que tem a approvar;io ornis! de
nm Govemo. Tem dos vezes
raaia fragrancia quo qualqner outra
eduraodobrodoterapo. E'maito
I oais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais pertinente e agradavel no
lenco. f' anas Tazas mais refres-
cante no bonbo e no cuarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacoa e os
I desmaios.
Xaroje Je Vifla le Renter No. I
ijrrBMmiiH). iwpois detmai-C
Cura positiva e radical de todas as formas de
sscrofulas, Syphiiis, Feridas Escrofulosas,
AffeccSea, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
eneas do SangneJFigado, e Bins. Garante-se
que purifica, enriquece e Vitalias o Sangus
e restaura e renova o systema inteiro. 0 4
SaMo Curativo seReuter
0 u/i timplu, s m '- : i. : Emctz do* KtYULSim
isasraua."v-ar< *,* ^mit ab mam vuljj
usado no muNOo inrruRO
MWOUjOT peda asa o.-. M~-.it., 1 a compradores qae edita 1
VERDADEIRO PAPEi HSOLLOT
tjmt em cada em
$ em cada folbe,
tra\ escripia
em finta incarnada
Ara;
3
EMULSO DE SCOTT
Para o Banho, Toilette, Crian,
cas e para a cura das moles-
tias da pee de todas as especies
em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Professora
" Urna senhora competentemente habilitada, pro-
poe-se a leccionar em cellegios e casas particula-
res, as segnintes materias : portugus, franeez,
msica e plano ; a tratar na rna do Mrquez do
Herval n. 10.____________________________^^^
Jalroph
Manipoeira
Esse medican i-to de urna eficacia reconbecida
no beriber: e outras molestias ero que predomina a
bydropesia, acka-se modificido em sua prepara-
cao, ixracas a urna nova formula de um distincto
medico desta cidade, sendo que aomente o abaizo
assignado est habilitado para preparal-o de modo
a iuelhorar lhe o gosto e ebeiro, sem todava alte
rar-lhe as propriedad:s medicamentosas, que se
conservam com a mesma actividude, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado peto
es tt mago.
t'ncn depoHilo
Na pharmacia Conceicin, ra do Mrquez de
Olinda n. 61.
Beterra de tt>llo
Cosinfwra
20/000
Paga-ie 20 000 por mez a urna perfeita c-si-
nhiira, para casa de pequea familia, preferinde-
se de meia idade n que teja de boa mora!, raa
do Paysand n. 19, pastando a poute do Chora-
menino : quara nao ealiver em condicoes escusado
presentar-se.
Sabio de alcatrao
Acaba de receber nova remessa deste sabio
medicinal, cuja taita neste mercado tem sido to
sencivel ; A casa de 7-ferino Martios & C-, praca
do Cob. d' n n. 18.
Para cosinhar
^recisa-sc de urna
ama para cosinhar.
mas quecosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da ra Duque de
Casias, pw cima da y-
pograpMft do Diaria.
Ama criad*
O Dr. Mello Qum.ea precisa de urna ama para
cosinhg, e de um rapaz ge 11 a 18 annos, para
mandados e ser vico'domestico ; na ina de Paulino
Cmara (antiga Camb* do Carmo) n. S6. "-
de OLEO PURO
DE m
FIGADO DE BACALHAO
COM
HYPOPHOSPHITOS
DE CAL E SODA,
Tio agradavel ao paladar como o lei/e.
O grande remedio para a cura
radical da TSICA, ESCBOFULA,
AN2EMIA, RACHITIS, DE-
BILIDADE EM GERAL e todas
as enfermidades consumptivas,
tanto as crianzas como nos
adultos.
NeuLum medicamento, at lioje
descoberto, cura as molestias do
peito e vias respiratorias, ou res-
tabelece os debis, os anmicos e
os escrofulosos com tanta rapidez
como a Emulsao de Scott.
A venda as principaes botica* <
drogaras.
Deposito em Pernambuco na drogara de FraDcisco Maaoe]
& C, ra do Mrquez de Olinda n. 39.
^sj
fiy^^0^^<^^^^^<-iv-->-v-v*v-v-v--^-v>v-^v-v>v-v-^y<
GOTTAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL THOMPSON
As Coras mais inesperadas sao deridas a este PRECIOSO MEDI-
CAMENTO, reparador por excelencia de todas ai perdas experimentadas
pelo organismo consecuentes a EXCESSOS da PR1ZERE3.
Ootta dio rigor aos orgaos teinacs dos dous sexos : enro infallivelmente todas as alfecooes
deaonisadas ESGOTAMENTO, Ues como Impotencia, Espermatorrhea, Perdas seminase, (te.
O yrsisco : 8 B"rscnoo8 (em. rranc;.) yO ^ r.r,^,...s.
rotfo fraseo sua lo trounr 1 Utrea de Fabrica reiittrda t a anlgnttun^^^L1"""' r*DrK*l'
deve Bjar rigorosamente recasado. ^Z5^ r**,tt
AJIIS, Pharmacia cnrr, roa Rochechouart, SS. ^/ Pretneto.
Depositarios em Pernambuco : FRAN m. da SILVA A C'.
.^^^^^^>^^v^V-^^^^^v^V.^<>>^^>V-s^^^s^^^^^^^^V>^-^^.
meiro andar.
pn-
Criado
O Dr. Barros Carneiro, medico, residente i ra
Baque de Caxias n. 88, l andar, preeiss de wn
criado para o seu consultorio e servicos de ra,
provande o seu comportsmento. Aproveita a oc-
casio para prevenir ao publico que despsdio desde
o dia 6 do corrente o seu criado de nome Sjrgio.
t
Joa Pedro Rodrigue* da Siln
Antonio Jnvencio Bodrigu<-s da Silva e sua mu-
Iber, Dr. Manoi-1 Ju venal Rodrigues da Silva e
sua mulher (ausentes), Dr. Tristao Henriques
Costa e sua mulher, cordialmente agradecero
todas as pessoas que acompanbaram o cadver
de seu presado irmo e cunbado Jos Pedro
Rodriguen da Silva, i sua ultima morada,
e de novo convidara aos seus prenles e amigos
para ouvirem as missas que mandam resar no dia
14 do corrente, stimo do seu passamenio, s 7
horas da manha, na capella da povoacao do Bebe-
ribe, e as 8 boras na matriz da Bea-Vista ; pelo
que desde j se confessam gratos aos que coucor-
rerem a este acto de caridade.
Mara do Carmo Rodrigues de
Slqueira
Ainda sob a pressao da mais acerba dr e san -
dade, eu e meus queridos filbinhos pranteaudo a
morte da tema e virtuosa esposa, e da carinboaa
e desvelada mae Mara do Carmo Rodri-
gues de Slqueira, supplicames a todos os
parentes e amigos para que assistam s missas
Jue, pelo repouso eterno de sua alma na Mansao
eleste, sero celebradas, s 8 horas, no Convento
de Nossa Senhora do Carmo, eexta-feira, 11 do
corrente, 1 anniversano de seu passamento.
De todos, por mais esse acto de caridade, conser-
varemos em nossee coracoes o mais sincero reco
nbecimento,
Hermino Rodrigues de Siqueira.
Maria Pbilomeua Morelra
Raaioa
Joaquim Olinto Bastos e seus filhos, mSi, ir-
maos e sobrinhos, Jos Joaquim Moreira, sua
mulher e filbos, cordialmente agradecidos todos
os seus parentes e amigos qne se associaram
profunda dor que Ihes eausou a separarlo eterna
desuapranteada esposa. Giba, mai,irma etia, Ma-
ria Philomcna Moreira Bastos, vem de novo rogar-
Ihes o .ridoso favor de assistirem as missas que
serSo celebradas na matriz da Boa -Vista, s 8
boras da manha do dia 11 do corrente, trigsima
do seu passamento.
?F. S3F.CCAR L30D2-0
RES <& SANTOS, tendo obtido grande redu958t> nos presos das ver-
dadeiras Haehlsas Asiericaaas para desesro^ar algodao, estilo vendendo a

I #000
por serra, com 34/, de descont, a
l.na do Mrquez de Olinda n 56 A
SNDALO de MIDY
pprorado peto Junta d'Hygiene do Rio-de-Jaoeiro
Snpprime a Gopahiba, as Cubebas e as n]ecg5e3.
Cara enj 48 horas todo e qalquer corrimento. E' da maior
effcacia as afecQoes da Lexiga, torna as urinas claras por mais
turvas que sejo. Deposito era Pars, 8, ru Vivienne.
Mara Auna do Reg cavalcanie
de Albuquerque
.Maria do Reg Barros convida a todos os pa-
rentes e pessoas de sua amizade para assistirem
a nma missa de stimo dia, que manda celebrar
por alma de sua parenta, comadre e amiga, Ma-
ria Anna do Kego Cavalcante de Alboquerqae,
na igreja matriz da Boa-Vista, segunda-feira 14,
s 8 horas ; e pjr este acta de religtao e caridade
deede j se coofessa grata.
jf'tlrn'ioa OL
rHOfiDCTOS ENGLOGICOsV
ie ULYSSE ROY, em Pofers Qtm&
WlePfOUST, Suc"- & Genn
HISTORIA
VCTOR HUGO
Precisa-se de urna bos engommadeira e que
ensaboe tambera, para casa de pequea familia :
a tratar no Caes da Companbia n. 2. Prefere-se
escrava e deve" dormir em cas.
Cosinheira
^Precisa se de nma ama para cosinhar e com-
prar ; na ru do Arago n. 14.

~9 Medalha de Ouro na Expsito universal 1878 V*
1 J.
-# BRDEOS (FRANCA) W
- Depsitos em (odas u (andas da Comestibles. #
Vaaotro
Na vaccaria da engenboca Bemfica ra Real
da Torre n. 23, precisa-se de nm habilitado.
Amas
Precisa-si1 de duas mas sendo urna para en-
gommar e outra para andar com crianzas : a ,ni-
tar ra do Livramento n. 24, 2<> andar.
Ama
Precisa-se do urna ama para cosinhar em casa
de pequea familia ; na ra da Imperatris n. 86,
segundo andar.
Professop de msica
Gabriel Archangelo de Azevedo, professor de
msica, propoe-se a leccionar em casas particu-
lares por precos mdicos a arte que professa, po-
dendo ser procurado ra de Caldeireiro n. 12,
1- andar, ou ra do Jardim n. 19, fabrica de
calcados. Telepbone 122.
Para o Rio de Janeiro
Urna senhora branca de bom comportamenti.
deseja fazer urna viageio o Rio em companbia de
alguma familia, offerecendo-se como ama : a jios-
soa que precisar dirija-so a ra do Ranrjel n. 25,
que entender-se-ha com a mesma senhora.
Cofre
Vende se um importante cofre do fabricante
Milncrs, sem ter defeito ; a tratar no pateo do
Paraizo n. 16, esquina da ra de S. Prancisco.
Velocipede
aaslsrai ___.
Wtaswl*0"
k yrrame nanttoo a
dSlS^M.........
A IUuic ^rdeenoiatCotrQan. ^ 100 frueca EOO a
* Parlusv os r*r tomoUoore 100 baaooi 300 t
> Ksisrjcla de Kham oo deTa'ia. oe '. 0 bseos 600 *
* t-
Eogoffiadeira
Pechincha
Manleiga dinamarquesa a 700 rs. a ata de
nma libra ; vndese na cssa de AnroniolDuarte
ra da Unio n. 94, Artbar Macr.es ra da
Aurora n. 85, Paulo Ribeiro & C. rna da Roda
n. 48, de primeira qunlidade.
licencia
Precka-se sem demora fallar com o Sr. Anto-
nio Victor.de S Barreto, ra dj Raogel nume-
ro 65.
mmm
ver esta quanti.i e quiser dal-a a juros,
hypotheca de maior valor cu boa
Ireca na botica do pateo do Carmo,
quero quer.
Precisa- se de urna boa engommadeira, que en-
saboe tambxm, para casa de pouca familia, prefe-
re-se escrava : na rna dj Biacbuello n. 13.
Peitora I de Cambar
PRESOS
as agencias : frasco 22500, 1(2 duzia 13# e
duz 4000.
as sub agencias : frasco 24800, 1(2 duaia
15*000 e duzia 8*000.
Agentes e depositarios geraes em toda a pro
vina* francisco AI. da Silva Se. C, ra do
Mrquez de Olinda n. 23
DOMESTIC
Sao reconheciaaa ser as nal
elefantes, as mais durareis
em todos os sentidos.
AS HBLH0B6S
Para presos, e circulares com
illustra^Bes de todos os estylo dir
jam se
^ Domestic Sewtog Machine & l
NEW-YOB, U. S. A.
Tetephone n. 158
Dep0Sltar03 em Pernambuco I
**ai.'ijwri SC. Asa SILVA. *-
Por barato preco vndese um velocipede novo,
de tres rodas, para menino de 12 annos, ou troca-
se por utro, embora usado, porm menor, para
nma crianca de 8 annos ; a ver e tratar no depo-
sito do cat Java, ra do Visconde de Iohama
numero 41.
Fabrico de assucar
' Apparelbos econmicos para o cozimen-
te e cura. Proprio para engenhos peqae-
dos, sendo modieo em preea o ef-
ferlvo em operaeo.
i Pode-se ajuntar aos engenhos existentes
do systema velho, melhorando muito a
qualidade do assucar e augnoentando a
quaotidada.
OPERAgiO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraea,
ma ;hinisino aperfeigoa io, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
Especificacoes e Dforma;o9B com
llrowns C
5-RA DO COMMERCIO-5

GPPRESSA
TOsK
UTiUIMIlXOU
m
tVBitfel
faln CliSOS cm
aaplra-te a f!iaj-> une penetra uo peito acalma o ayinpioina aervoao, faculta
a expectorado e arorlsa as funocOes dos orgaos respiratorios.
Tprfl c !< rm -n -*t BPVSO. s*a, ivst Si-Uun,
. gutasitaroeem ^ JOSEPH RRAUSE ft C.
Acabain de augmentar o sen j km conhecid
portante estabeleciraento ra i
de marfo n. 6 com mais
od salo ne Io andar .tunosamente prepa-
rado e prvido de nma expasi-
f-ie de kras de prata Porta eriMro-plal^
dos mais afamados fabrican.es do
mnndo inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, sens nume-
rosos ^amigos e fregnezes a visitaren,
o sen estabeiecimento. aini de
apreciaren, a grandeza bom gosto com qne
sito obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
ACHA-SE ABEBTO DAS A'S DA NOITB
En^oinmadeira
que engoran1 bem, para duas pessoas ; na ra
da Aurora n. 23.
Professor
Ei.sma p Ttugnez, francs e inglez theorieo e
pralico, eui casta parlicu'.irrs e collegios na ci-
dade ou ncs arrnbaldef. I;:f->. mac5esna livra-
ria Flnunr.euse e no Atben. u br:isilro.
Una pessoa que por ucce.-sidade tem de r;ti
rar-se at o fim deste mez p*ra tora da px&incia,
vende pr 1:3*K)VX)0 U csa tetre* n 24 da rna
do Na*cente,(frrguezia de S. Jos, coro 3 quartos,
quintal, eacimbn, coaiu^ txt, edificada a mdjr
na, em bom estado, Uvre des^baraflada ; a
tratar na ra do Caldeireiro o. lo, at afo Bo|s
da manha ou depois das 4 da urde, e ior d^sws
horas no cartorio do Porto Caireiro.
Licenciado pela Inspectora Geral de Hygine do Imperio do Brazil.
PREMIO NACIONAL
di 163 00 fr.
Grande Medalha de OURO
Laroche
Eaoerrando todos os principios das 3 quinas
APERITIVO, TNICO
Agradabilissimo e de superioridade pro-
vada sobre todos os preparados de quina,
contra a DepressAo de Forjas, as Af-
FseedES del Estomago, as febres Re-
beldes, etc.
e FEBRFUGO
0 mesmo FERRUGINOSO
Reconnneudado esar* o Depaperamento
do sangue, a Cbxorq anemia, e aa.
CONSEQENCIAS DO PARTO, etc.
Pars, 22, ra Drouot, e as prineipaes Pharmacias do Nuado.
Chaves perdidas
Quem achou urna argola eom chaves, perdida
no bairro do Recife, querando entregal-as, ser
gratificado. Na escriptono deste Diario se indi-
car quem a perdeu.
Aluga-se urna casa em Apipucos com bastan-
tes eommodos e por prejo mdico : a tra'ar na
ra do Kangel n. 31 -A._______________^__^
Ao comniercio c s re-
partees publicas
O abaizo assignado decUra a quem interessai
possa que nao se respocsabil'sa per qnalquer
| compra ou debito coctrabido em uome da firma
, Tavares Martina & C. a nao ser poi bilhete assig-
nado eu por si pr.>pn >, e bem asain s o mesmo
abaixo asaignado poder i cobrar qalquer impor-
taneia dvida mesma firma, eu qnajquer repar-
tico publica.
i Keoife, 8 de Marco d 1887.
M*noel TsTaret da Costa Maitins,


*
J



r




Diario de PernambucoScxta-feira 11 de Mar?o de 1887

.
*

fr.
V
I
1
rni i
Fundieao de sinos: bronze
LUIZ U CRUZ MESQUTA
66Ra do Baro do Triumplio66
(Antiga do Broui)
Neste estabelecimento encontraro os
Srs/agricultores e seus correspondentes
todos os objectos tendentes a agricultura,
como sejam:
Machinas para fazcr espirito, de destil-
lar e restil'ar, alambiques do antigo e no-
vo systemacom esquenta garapa, serpenti-
nas e carapu^as, tachas, tachos, bombas de
bronze, de cobre e de ferro, de aspirante e
de repuxo, para agua, mel e garapa, tor-
neiras de bronze, de madeira e de todos
os tamanhos, canos de cobre, chumbo, fer-
ro, de todas as dimenses, cobre picado,
fundos para alambiques, repartideiras, pas-
sadeiras e escumadeiras de cobre, de fer-
ro galvanisado, rmelas e lences de co-
bie, bombas continuas, sinos de 1 libra at
110 arrobas, sola ingleza C do Rio, cadi-
nhos patentes e de lapis.
Fazem-se concertos de todas as qualida-
des e com toda presteza c perfeicao a presos
mdicos,
Vendem-se a prazo ou a dinheiro com
descont.
Peptonas Ppsicas
db CHAPOTEAUT
harmacsutico do X
,
ApprOTAd' pela Junta d'Hygiene do Rio-de-Janeiro. EmpngSOt
Sospitaes de Pars e nos de Marnha
A Peptona o producto de digestfto da carne de vacca pela pepsina de Cbapoteadt
extrahida do estomago do carneiro e transformada em um alimento soluvel, imme-
diatamente assimilaveI, que rae ter a todos os pontos do organismo por meioda
circulacao venosa, e alimenta os doentes sem fatigar-lhes o estomago. ^^^
O Vinho de Peptona da ChapatMat p tem por causa as mis digestOes, as mtSmr^U* 4o tig*do, dos intestinos as
aastrites, na anemia, na ohlorose; as molestias do paito, na dysenteria
dos paizes cruentes, as digestbes diffiee e laboriosos. Este Vinho alimenta as
enancas, que nao supporto a comida, augmenta a secrecao do leite das pessoas
que cri3o e torna-o mai rico; fortifica os *!* levinta promptamente as torcas
A Conserva da Peptona da Chapoteaut, que poda ser empragada interna-
mente e em crfsteres, tem o poder de alimentar durante mezeg oa doentes mats
graves, como os tsicos, que nao possao tolerar aumento algum, os cancerosos, oa
que soflrem da bexiga, dos rins e da medulla espinhal.
r asasfaa neto eonfundir as PEPTONAS PC CHAPOTEAUT com outrms ftkrimit
com carne de cavallo e vegetase fermentado*.
Deposito em Paria, 8, Roe ViTianne a as principa Phawanlaa.



rvxpjirTLWAwnfran|vnri^^
BRONCHITES, TOSSES, Catarros Pulmonares,
DEFLUXOS, Molestias do Peito, TSICA, Asmas
CUBA RPIDA B CERTA PELAS
Gottas Livoniennes
toes
T K. OXJ E TTE -PEBRET
Com CREOSOTB de PAIA, ALCATRAO it NOBUBQA e BALSAMO de TOL
Este preparado, infallivel para curar radicalmente todas as Molestias das Vias
respiratorias, recommendado pelas Notabilidades medicas como o nico efflcaz.
t o nico medicamento que alem de nao fatigar o estomago, o fortifica, reconstitue e desperta
o appetite : duas gottas pela manhi e i tarde bastam para triumphar dos casos mais rebeldes.
DEVE-SE EXIGIR O BELLO DA TJNO POS FABRICANTES.
Deposito principal: TROUETTE-PERRET, 264, bonIeV Voltaire, PARS
Deoositos em Pernambuco : FHAM M. da SILVA o C- e as princlpaes pharmacias.
-swawa>nwssswi
Leite puro
Qoem precisar de leite poro e boa qnalidade,
Jas 8 J (2 horas em diante, qoeira apparecer roa
do Imperador n. 81, afina de contratar a quanti-
dade e preco. ____________^
Balanza decimal
Cempia-ee urna j servida :
a. 31, 1- andar.__________
na roa do Vigario
NOVO
?THF.RMnMETRO MDICOS
THERMOMETRO MEDICO
de Lon BLOGH
totilsoiadoJ
R/Systema eactm-ttennivel
Croa Dio experimenta variado alausa
devida acn ira c rao da vidro.
Adogtido peta Aestmn de Medicina $ Frtt
+ i 22 de septembro de 1SS5.
Biaba lislsutin: gT-^*1 ?
Aoa*> nal principa* Cmm d Iaftrnawatet
de Cirurga.
Tstii a Grato: 18, ru Albuj, Pili!
Caixciro
ltenlo
Vende-se oa permuta-s ama casa terrea sita
na travesea do Falco n. 12, com 2 salea, 3 quar-
tos, cosinba ira, grande quintal e cacimba, por-
to dando sabida para a roa dea Obsoi ; a tratar
na mesma com a proprietaiia, e esta tara todo
negocio por j ter o despacho do jais, at para
beta I a em leilSo, podendo apresen tar oa docu-
mentos aoa permutadores, deaejaodo tambem ama
por troca, ainda que se ja pequea, porm que es-
teja nova e bem construida.______________
AKevoluQo!
Resolveu vender os aeguintes artigos com
30 /0 de menos do que em outra qual-
quer parte.
Guarnicoes de velludilho bordado a vidrho para
vestidos, a 7*000 urna.
Tsfetas de cores a 300 rls o covade.
Cachemira bordada a 1500 o covado.
Ditas pretaa a 1*000, 1*200, 1*400, 1*600 e
1*800 o covado.
Ditas de corea a de 900 ris e 1*200 o dito.
Las mescladas a 600 ris o dito.
Ditas com listrinhas a 560 ris o dito.
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
Ditas de qoadrinhos a 400 ris o dito.
Lindas alpacas a 360 ris o dito.
Gorgurinas a 320 ris o dito.
Setim damast a 320 ris o dito.
Dito Maeie a 800 ris e 1*200 o dito.
Damass de seda a 1*300 o dito.
Grsdenaples preto a 1*800 e 2*000 o dito.
Gaxe com bolinbas a 800 ris o dito.
Fusto branco a 400, 430, 560 e 800 ris o dito.
Velludilhos lisos e lavrados a 1*000 e 1*200 o
eevado.
Dito bordado a retroz a 2*000 o dito.
Cambraia com salpicos a 6*000 a peca.
Camisas para senbora a 30*000 a duzia.
Ditas de meia para hornero a 800 ris, 1*000,
1*200 e 1*5G0 ama.
Fichas de 12 a 2*, 3*000, 4*000 e 5*000 um.
Ditos prateados & 2*000 um.
Ditos de retroza 1*000 um.
Linhos f scojsezes a 200 e 240 ris o covado.
Collarinbos e pannos para senbora a 2*000 um.
Ditos de cor, idem dem a 1*000 um.
Cortes de casimra finos de 3* a 5*000 um.
Ditas de la e seda para eollete a 6*000 um.
Ditos de cachemira de cor para vestido por 20*
nm.
Cachemira de cor de 6* por 3*000 o corado.
Damasco de cor a 700 ris o covade.
Panno da Costa a 1*400 o dito.
Cortinados bordados a 6*000 e 7*000 o par.
Colchas bordadas a 5*, 6*, e 7*000 ama.
Cretones finos a 320, 360 e 400 rie o covado.
Chitas finas a 240, 280 e 300 ris o dito,
Zephiros finos a 500 ris o dito.
etineta escoaseza a 440 ris o dito.
Ditas de qoadrinhos a 320 rs. o dito.
Chales de mirin a 1*800 um,
Ditos estampados a 3*000 e 4*000 nm.
Ditos de cachemira a 2*, 2*800 e 4*500 nm.
Cobertores de la a 4*500 e 6*500 um.
Esguiao pardo e amarello a 500 ris o covado.
Brim de linbo de cor a 1*200 a vara.
Dito prateado de linho a 1*000 a dita
Colchas de crochet a 8*000 ama.
Anquinbas a 1*800 rs. urna
0 48 m
Henrlqne daT Silva Morclra
Viveiro para passaros
Vende-se dona gi andes e bonitos viveiros po
pi eco commodo, sendo o motivo da venda tero
dono acabado com os passaros que possuia ; a ver
e tratar na roa do Imperador n. 22.
Sem competencia
A. Vsm conbBct la loia Aas ostralfas
Roa Duque de L'axlas n. 56
Receben um completo sortimento de iasendas
para os actos da semana santa.
COMO SEJAM:
Gargaro de seda preta a 2*000, 2*500, 3*000,
3|.5O0 e 4*.
Setins preto superior qoalidade a 1*000, 1*200
1*509 e 1*800 o covado.
Merino preto com duas largaras a 700, 800,1*,
1 *200 e 1 *400 o covado.
Cachemira lisa e bordada a 2*000 e 2*500 o
covado. ^^
Renda preta hespanhola a 4*000, 5* e 6*000 o
covado.
Manteletes de casemira, etamyne e renda, rica-
mente bordada a vidrilbo.
Pelerinas ultima novidade.
Capas de casimira bordadas a vidrho.
Asaim como um completo sortimento da guami-
les bordadas a vidrho, para enfeites de vesti-
dos tanto de seda, como casemira e merino.
Lequea a Joanita a 500 ris um.
THESORARIA DAS LOTERAS
PARA.
0 fundo de emancipado e ingenuos
a*JwCa*
COLONIA ISABEL
i de Marco de 1887
Tendo o Exm. Sr. Ministro da Fazenda por acto de 7 de
Fevereiro ultimo, prohibido a extraeco de loteras por seres,
acha-se exposta venda a 7.a lotera para o Fundo de Emancipa-
co, que ser, extrahida hoje 10 do corrente s 2 horas da tar-
de no consistorio da igreja da Conceico dos Militares, sob o
seguinte: >
*
Precisa-se de um menino para caizeiro;. na
raa da Florentina n- 32.
Cofres prova de fogo
O Carlos Linden tem doas novos em folbs, e
vende maito barato por ser de cansignaco ; na
rna do Bario da Victoria n. 48.
Sitio
Deposito en
FILAN-M.. da SILVA & O
as princlpaes Pharmaolaa.______j^
Aluga-se um sitio com casa, e outra boa casa,
no Atemnbo do Giqui ; a tratar na ra do Im-
perador n. 50, terceirc andar.
Solicitador
Jos Ferreira de Paula, provieionado pelo Tri-
bunal da Relaco de Pernau.bnco, offerece-se a
quem precisar de twbalhos inherentes sua pro-
fissao na cidade de Pesqueira da comarca de Cim-
bres, onde foi sua resid ncia, e tambem trabalba
as esmarcas do Brrjo da Madre de eus, Carua-
r, S. Bento e Escuda.
AttenQo
Grande e variado sortimento do novis de jan-
eo, ricas mobilias com encost de palha, cadeiras
torneadas cera asseoto de madeira e com pslhmha,
cadeiras para crianca jantar a mesa e para escola,
todo vende-ae mais barato do que em outra qusl-
qnor parte : na ra eitrt ifa do Rosario n. 28.
VENDAS
__Vende-te duas expelientes casas na cidade
da Escada, sita ra do Commercio, bem cons-
truida de podra e cal; a tratar nesta cidade do
Recife com Antonio Pereira Lopes, ra do Ale-
enm n. 74, e na cidade da Escada com Alfredo
& Companhia. ______________^__
nna$. o
Vende-se a armacao da roa dsRangel n. 10 ce<
dendo-se a casa ao comprador.
Superior carne de serlao
Vende-so no armasen) de Francisco Cardoso aa
Silva Pinto, ra da Imperatriz os. 23 e 34, e
gneros de Ia qualidsde por preco mdico.
Pechinchas para acabar!
59 Ra Dop 10 Caiias 59
Nansocs cores firmes a 160 e 180 ris o cova-
do.
Cretones claros e escures a 240 ris e dito.
Fustoes com nalminhas de cores a 240 ris o
te.
dildem branco finos a 320 e 400 ris o dito.
Popelinas com ristras de seda a 300 ris o
dito.
dem branca para Ezmas. noivas a 500 ris o
dito.
Setinetas brancas bordadas a 500 ris o dito. -
Setins de cores, branco, e preto Maco a 800 e
1 o dito.
Combraia de forro preta a 1#200 peca.
Esguies de linho de 10 jardas a 44 e 4500 a
dita.
Madapoln pelle de ovo de 20 ditos a 6*500 a
dita.
Algodoes superiores a 3*500 e 4* a dita.
Brim de cores, lindos padroes a 400 e 900 ris
o covado,
dem pardo superior a 360 e 400 ris o dito.
Angolas finas, cores firmes a 560 ris o dito.
Cambraia branca bordada a 5#500 a peca.
dem Victoria fina a 3200 a dita.
Bramantes de algodao superiores a 900, 1*200
e 1*500 o metit.
dem de linho puro, do melhor, a 2* o dito.
Lences de dito para> cama de casal a 1*800
um.
Colchas de ganga idem a 3* urna.
dem idem para selleiros a 2*500 urna*
Colches franceses, grandes, a 15* nm.
Ceroulas de superior bramante a 12* e 16* a
duna.
Meias inglesas, cruas, a 2*800 e 3*500 a dita.
Lencos brancos e de cores a 2* a dita.
Meias para enancas a 2*500 a dita..
GuardaDapoa bordados de linho a 2*400 a dita.
Camisas francesas superiores a 36i a dita.
Cortes de meia casemira a 1*800 e 2*.
dem de casemira superiores a 3*000, 4*500 e
6*000.
Para a quaresma
Merinos preto, sortimento sem competencia,
preoos de 1*000, 1*200,1*500, 2*000 e 2*500 o
covado. .
Grs de aples, verdadeiro de Lion, a 2*500
e 2*800 o covado.
Cachemiras preta com salpicos a 2*000 o co-
vado.
Veladilbos lisos e bordados a. 1*000 a 1*200 e
dito.
Mantilbas brasileira a 5# orna.
Fil de sede bordado a 2*800 o metro.
Fichas, idem, grandes a 1*\ um.
^Cheviots superiores a 2*600 e 3*000 o cova-
do.
Casemiras, pannos, Sedans, merinos e todos os
artigos para o uso domestico le encentra na acre-
ditada casa de
Carneiro da Cunha C.
vendas em groas* damos
descont

'
PLANO

5,000 bilhetes a 43ooo
Imposto geral de 15 |0, sello, beneficio
e porcentagem .
1 premio de
1 *
1 t
1 > *>
5 >
8
16
55 a >
916 B 3)
l,oo4
Ioo5ooo
5oooo
2o|ooo
loOOO
5|ooo
0 Ihesoiireiro.
Francisco Goncalves Jorres.
2o:ooo^ooo
5:)5oooo
14:o5oooo
(i.ooolooo
l:ooo^ooo
5oo$ooo
2oo5ooo
5ooooo
4oo|ooo
32olooo
55o|ooo
4:58o|ooo
14:o 5o ^ooo

im a mam
\rtigos para as excedentsimas.senhoras
para as excellentissimas.senhoras
Capa sde cachemiras com vidrilhos de differentes presos.
Sedas pretas, lisas, snperiores, chegadas ltimamente a 20800, 20200, 20400,
30000 e 30500 o covado.
Ditas lavradas a 30200 e 30800 o covado.
Setins pretos, lisos, a 10000, 10200, 1*500 e 20000 o covado.
Etamine de seda, tecido aberto, a 20400 o covado.
Cachemiras bordadas a 10800 o covado.
Merinos, beta pretos, a 800, 10200, 10500 e 20000 o covado.
Dito assetinado a 10200 o covado.
Setineta franceza, lisa, a 500 rs. o covado.
Lavas pretss, de seda, de 3, 4 e t botoes a 20000, 20500 e 30000 o

par.
Artigos para homens
Cheviots pretos a 30000, 40000 e 40500 o covado.
Casemiras diagonal de 20300, 20500 e 50000 o covado.
Panno fino de 20500 a 60000 o covado. Aproveitem !
K ra Prlmeiro de Marco n. 20
AMARAL & C.
4os 1000:0005000
200:000^000
100:000^000
...Itilf LOTERA

DI 3
Em favor des ingenuos da Colonia Orphanologiea! Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUCO *
Hx raccH a 14 Maio qb 1887
0 thesoureiro Francisco Goncalves Torres
59 Ra Duque de Caxias 39
ELIXIR EllPEPSICflde.
(MHicmtirt tm JPepminm, Manta* e CXUrureto* alealin)
CONTRA AS
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
Mi anuas de suecisw derawistm* t Mwrioriilide deste madlcmsiito pi-t oclr 9 taprtlte e fuer dlearir. WM :
DYSPEPSIA i VMITOS DY8SNTERIA
CLICAS T ACIDEZ OO ESTOMAGO PIARWHCA
S^Ck-o mrlhor recoimtituiitr para a* fessoaa enfraqnecida*. |fr-
Pbl", 9. ra Le PaleUer. fcposiUras ea Pernambuco : FBAN" M. da STJ.VA 4 (>.
A' Florida
Raa Duque de Caxias n. iO
Cbama-se a attenQ&o das Ezmas. familias pap-
os procos seguintes :
Ciatos a 1*000.
Lavas de pellica por 2*500.
Lavas de seda cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albnns de 1*500, 2*, 3*, at 8*.
Ramea de flores finas a 1*500.
Lavas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 rv, 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs, 700 e 800 rs. nm.
Anqninhas de 2*, 2*500 e 3* orna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 ra.
Espartilho Boa Figura a 4*500.
dem La Figorine a 5*000.
Pentes para eoe com inscripeio.
Enchovaea para batisados a 8, 9, e 12*000
1 eaixa de papel e 100 envelopes por 800 ris
Capella e veas para noivas
Saspencorioa americanos a 2*500
La para bordar a 2*800 a libra
Mi de pspel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a f$000 rs.
Bico de cores 2, o, e 4 dedos
de largara a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Para a quaresia
Lequea para menina a 200 ris.
Licha para machina a 800 ris a duzia, (CBR)
Bordados com dois dedos de largara 600 ris,
3 dedos 808 ris, 4 dedos 1*200.
Cambraia tapada.
Galio de vidrilbo metro 1*.
Franjas de vedrilbo a 1*,
Lavas pretas de seda e Escoca.
Franjas e galoes finos a 2*500, 3*e 4* o metr
BARBOSA & SANTOS
Oleo para machinas
Superior qnalidade, a 6*400 a lata em cineo
galoes; vende-se na fabrica Apollo e de sew
depsitos.____________________________

Boni DfgOCO
Vende-se ama casa de molhados, prepria para
principiante por ter poucos fondos ; quem preten-
der dirija-se refinacSe da rna do Lina, em San-
to Amaro das Salinas.__________________________
Cabriolets
Vende-se doas cabriolets, sendo un descoberto
e outro eoberto, em perfeito estado, para um ou
doas cavalk; i tratar roa Duque de Casia*
n. 47.__________________________________________
Doce de caj seceo
Em latas de duas e croatro libras, assim como
latinbaa com jalea e latas com doce de goiaba,
tem continuadamente para vender a preco commo-
do; na roa do Bom Jesns n. 35, armasem.
WHISKY
BOYAL BLEND marca VIADO
Este endiente Whisky Escesse preferiva
ao cognac ou agnardente de caima, para fortifica/
9 corpo.
Vende-ae a retalho nos iberas annaaens
Dolhados.
Pede BOYAL BLEND marea VIADO enjo no*
me e emblema sSo registrados para todo o Braafc.
BBOWNS & C, agentes_______2?
Pinho de Riga
HATHUES AUSTIN & C, receberam ni:
mente nm completo sortimento desta n
como sejam: prancbSea e tabeas para a _
da melhor qnalidade e de diversas dnensoea,
que vendem por precos commodos, e rednaidos,
conforme os.lotea ; no armazem do caes do Ayoo
a. 51, en 4 roa do Commercio n. 18, l
1 "

.

:


Diario de PemambucoSc\Ui--feira 11 de Marfo de 1887
m
UTTERATU,
JOCUNDA BERTHIER
POB
MARIO UCHAHD
I
nos pant*nos do
Roberto Quera
e oraejou a re-
Ao chilrar das aves
boulevard Maleaherbee,
acordou, abri os olhos
flectir.
A grande questilo era realmente saber
de que modo se suciJara.
Se nao tivesse que resolver esse ponto
capital, elle, com o corajao contristado, a
alma dilacerada, quasi que so teria indig-
nado por levantarse, como de Csiume,
n'essa manha, no nosao mundo degradado,
to c-heio do amargores e de dei epj3es.
Um bello sol hiain sobre a bella apegara de Flandres
que lhe cercava o leito, tiltrava, pela j-
nella, que ficara tulreaberta ; sobre a mesa
perto da lampada, que elle esquecera de
apagar, vio a earta, j fechada, que con-
ti'nba a sua ultima vontade, o lado de um
memorial, cujas folbas capareas attestavaro
os transportes de urna insprajilo desorde-
nada.
Discpulo ardente de Sehopenhauer,
aroargurado, vencido, revoltado, Roberto
Gurin tinba pasaado parte da iioito a mal-
dizer da vida, da deurepilude social, da
bumanidade decahida, da vaidade da glo-
ria. .. e sobretodo, do amor, fonto enve-
nenada de todas as miserias e de todos os
crimes deste mundo... Nada ficou de p,
senao as instituijois... Mas, neasas vio-
te paginas ioflam:aadas, que suppunba,
nao sem orgulho, deviam fazer algum ba-
rulho, teve o cuidado do nao escrever, era
ama s'5 vez, receiando tornal o rapereci-
vtl. o nome da indigna Christiana.
Ella chamavase Cbristiana Stanhope
Felsen, era filha da celebre actriz sueca
Thecla Felsen, morta, havia dez annos,
no incendio do' theatro de Stockholrao.
Encontraram-se pela primeira vez na
Suissa. Viajante consciencioso, elle tinba
subido o Righi e bebido leite eis Nossa
Senhora das Neves. Ao voltar. tinha-se
eucaminbado, sem guia, por urna quebrada
abrupta, em cujo fundo, vendo-se extravia-
do, tratava de procurar o caminho...
quando, de repentb ouvio estas palavias,
que dosciam do ci com um setaque lige-
ramente seandioavo.
Senhor !... sunhor !... pcjo-lhe que
venha ajudar-me 1...
Em p, em urna rocha que penda sobro
o caminho, Roberto avistou um joven ba-
chelor, que pareca ter-se amasado dema-
iadamente em urna es jalada de quebrar
costellas.
Esse backelor, trajando andaina elegan-
te, aqueta e knicker boot, era Christiana
Felsen... Oh! reeordajao !... Elle a
levou tia, que a esperava no hotel, um
poueo inquieta por causa do genio a ven-
turoso da sobrinha.
Christiana Felsen tinha dezenove annos,
era urna deesas bellezas exticas, singula-
res e perturbadoras, com esse perfumo es
tranho de excentricidade o essa temeridade
de emancipa jao peculiares s mojas no
rueguenses.
Filha de ma grande artista, dotada de
urna voz rara e j celebre na sua ierra,
ia a Pars, seguindo as pagadas das Jenny
i ind e das Nilsson, para ulli tomar lijSea
de um professor celebre.
Acolhido como salvador, Roberto Gu-
tuita, guiados nicamente pelo vento do
'capricho de Christiana, os dous corajSeB
ligaram-se. Ero Fuelen desposaram
se... A sua viagera os levou at Millo...
Depois...
Finalmente, au cabo d dous mezes ti-
nham vol ado a Pars.
Que projectos I... que sonhos I
No i omento em que corneja esta histo-
ria, tinha decorrido um anno... Naves-
pera, cm urna explica jao suprema e tra-
gi o, qu-i euccedeu a recriminares ciu-
inintas, que duraram um mez, a proposito
do um principe russo muito rico, demasia-
damente assiduo na casa d'ella e que a
j auompanhava por tada parte nos saloes da
colonia estrangeira. Christiana, esquecen-
do os seus juramentos, tirou a mascara ..
la casar com o principe Ivan Chermetf.
Consternado por esse raio, ante urna
iraicao tilo audaciosa, pareceu a Roberto
que o mundo dosmoronava-se, que elle pre-
ci pita va-so sbitamente era um abysmo os-
curo... O desgrajado s profiri estes
palavras :
Adeus I vou matar-me !
Eslava nesse ponto.
II
das suas acc8ss, ama Como simples idealista tinha commettido a
Roberto Gurin tinha vote e cinco an-
nos, essa idade da impetuosidade e do ar-
dor de viver, dos grandes enthusiasmos e
dos grandes impulsos. Sem nada ter de
um here de romance, todava attrahia a
attiigao por certa distinejao de iej'es,
um ar de raja, que o separava da chusma
e revelavam urna natureza apurada por
urna educajao pouco vulgar.
Dj maneiras elegantes sem a menor af-
fectajo, o seu olhar franco, joven e bran
do, contrastava com urna especie de dos
embarajo nascido dessa vontade adquiri-
da, dessa confianza em si, que o etFeito
natural do toda a verdadeira cultura do es-
pirito. Nascido entre os felizes, tudo lhe
tinha sorrido at o dia da terrivel catas-
trophe.
Filho de um alto runecionario poltico,
que morreu quasi arruinado pelas suas pro-
digalidades loucas, tinha sido mantido na
vida pelo ascendente de nm nome oonhe-
cido e, posto que tivesse perdido o pai aos
doza minos, as relajSes que lhe ficararo
abriram lhe de par em par todas as portas,
o prestigio da fortuna tinha-lho acompa
nhado os passos.
Educado por urna mai adrairavel, anda
joven com o seu luto de viava, a sua in-
fancia nao cooheceu o menor mcommodo.
Dotado, naturalmente, de iotelligencia vi-
va, tendo urna curiosidade ardente das cou-
sas, passou os annos de collegio sem raais
aborrecimento do que esforjo, e es seus
verdadeiros successos de concurso nao lhe
custaram quasi nada.
Entretanto, as tradicfos de familias, um
pequono patria) mi tudo impunha-lhe a
obrigajao de trabalhar e de ser algaem.
Entrou para a escola normal antes de es-
tudar o curso de direito. A nica dor que
soffrcu toi pe raorte da mai: tinha entao
vinto annos. Picando s. desanimando a
principio com esse golpe terrivel, rocobruo
animo e reso'veu, instigado por um sent
ment po, seguir o caminho que lhe ti-
nham trajado. Enrgico e dotado de for-
ja do vontade, a despeito de certo funde
de brandura que hertou da mai q'te lhe
fiera como um instincto, a passagem pela
esjolu o tinha ollejado.
Um pouco aborrecido, a principio por
corta cirodura nativa, acreditando no beo,
tinha-se lanjado s cgas neasa joven so-
ciedado aceptica, como faufarrJo medroso,
receiando at os motejos pelos seus modos
aristocrticos, de que difficilmente se des-
poja va.
Ao cabo de tres annos, concluidos os
Senhor absoluto
duz'.a de mil francos de renda, resto de
urna lquida jlo d'fficil, garantain-lhe a in
dependencia: aaaim entrou na vida.
Sofreg de chegar glora e mar vino-
samente armado para a luta, tinha corrido
ao aaaalto, abrindo logo brecha por ama
estra brilhante em um grande jornal po-
ltico.
Transbordando, cheio de fogo, e impel-
lido pelo nome, tinha-se arrojado no mcio
desse ruido litterario, com essa aspereza
de estylo e de vistas dos innovadores re-
centemente convencidos. Em poucos ar-
tigos virulentos tinha despendido a baga-
gem das theorias sobre o scalo, das criti-
cas governamentaes, das satyras sociaes,
de que se tinha naturalmente manido..
cahiodo de brajo aljado sobre os syste-
mas, como precursor de grandes obras,
prestos a concertar o mundo e retocar a
creajao... Ao cabo de seis mezes desco-
brio, com espanto sincero, que tinha des-
pejado todo o contedo de seu sacco e que
tinha chegado ao fundo do seu pojo de sa-
piencia.
Como am certc renome na sociedade s
prendesse, o emprego da sua erudijao nao
deixava de o embarajar. Demasiadamen-
te forte para retardar-se com um papel,
secundario e ambicioso de mais para acei-
tal-o, precisa va escolher um caminho; Poe-
ta, historiador, philosopbo, dramaturgo,
polemista, ou romancista ; a julgar pelos
diplomas, servia para tudo, por pouco
nao descobrio alguma veia nova em ama
regiao da arte inexplorada...
Voltando do sea primeiro impulso, e
a can toado, meditou, muit) perplexo quan-
to ao esforjo de tentar. Dotado de esty-
sua f, a sua vida, a sua alma, tinha ama
do, soffrido como urna crianja...
A' hora matinal em que corneja va esse
dia. Roberto Gurin sabia desse roman-
ce de amor acabrunhado, desesperado meio
arruinado. To ferozmente trahido, s
lhe restava morrer.
I!I
Morrer aos vinte e cinco annos ou mor-
rer aos noveuta annos, no momeuto oppor-
tuno, evidentemente a mesma cousa.
Que vale a va durajio de meio seculo no
curso eterno das cousas ?...
NeSse momento preciso em que a vida
vai deixar-nos, mojo ou volho, diante des-
se passo a dar violentamente, todo o ho-
rnera tem a mesma idade. Livre pensador,
Roberto, por outro lado, nao discuti o seu
direito de largar o fardo da urna existen-
cia perdida.
Imbuido dos principios mais paros do
determioismo comtemporaneo incapaz de
levantar um duvida sobre a nocessidade
do oncaiearaento dos effei.tos e das cau-
sas, bam convencido de que nada acontece
que nao deve acoatecer, o seu suicidio es-
ta va resol vido.
E de, oia, a verdadeira paixSo tem des-
ses desesperos violentos, em que tudo des-
morona e parece. Com que fim prolongar
a lata neste mundo corrompido, abjectivo
e vil 1
Um simples revolver, urna bala no cora-
cao, tudo esta va dito... e a calma do
Nirvana comejava para elle.
Entretanto, acabando de vestir se, sob
o peso dos seus pensarnentos, ordenou ao
criado que fosse indagar do porteiro se nao
tinha viaio alguma carta para elle...
victima de ama dessas mortes banaes que
sai a morte natural da vida... Estreme-
ca com a idea de perder a ana vinganja,
8 esse ultimo acto de tragedia que devia
deixar para sempre na fronte do' ingrata
urna mares de sangae.
(Continua)
lo, com o espirito hem ordenado e o sent-1 Tinha resolvido esperar della, at a tarde,
monto crtico agujado, teve de confessar um raio de arrependimento, ou em appul-
que faltava-lho a primeira faculdade; a
invenido, esse sentido superior que o pe-
dantismo, um pouco natural nos gradua-
dos universitarios, considera apenas como
cousa secundaria e, geralmente, trata com
dosdm. Ainda imbuido do espirito de
classe e, por consequoncia, habituado a
olhar am pouco por cima do hombro para
todo o mortal nao iniciado methodicamente
nesse celebre culto das humanidades, fra
do qail o seculo XVII nao admittia que
se podesse ser homem de bem, a su con-
trariedado foi viva qaando achou sa to
impotente, como outro qualquer, com as
suas humanidades. O desembarajo de al-
guna antigos da escola, que nanea coose
guiram oceupar senao lugares subalternos
nos jornaes, depois de ensaios mallogrados,
nao o lludia, quanto ao valer qoe' t-
nham... Esses sabiam grego tao bem
Eches Fluminenses
(Do Paiz)
A dormir
Ha prohssSss que enraizam oertos hbi-
tos nos individuos, que as exercem.
Vistam am marinheiro paisana, e elle
trahir se-ha logo pelo andar. Acostumado
ao movimento mais ou menos agitado do
navio, pisa a trra firme com o mesmo ba
lancear de corpo com qu3 anda sobre as
taboas do frgil lenho. Tudo quanto lhe
est a baixo dos ps, flucta. Para elle as
ras e as salas nao sao outra cousa mais
que um proloogamento do convez.
O padre pode distarjar-sa ; basta mudar
de trxjos, oceultar a coroa e p3r urnas bar-
bas postijas. Nada o comprometiera. Hou-
ve tempo, em que inultos frades assistiam
ao3 espectculos do theatro S. Pedro e
acompauhavam com ardor, no antigo S.
Francisco, as lutas entre Orsatistas e Mon-
tannistas, sem que os vizinhos de cadeira
pudessem sequer suspeitar que sob a toilette
elegante que trajavam eocondia-se o auste-
ro benedictino ou o modesto monge fran-
ciscano.
Com o marinheiro j nao econteceo mes
mo.
Alm do andar, alinguagem est o atrai-
joando a cada passo.
Joaquim Jos Ignacio, um dos nomes
mas brilbantes da nossa marinha, e que s
glorias do catavento reuna os loaros em-
murcheciveis do litterato ; Joaquim Jos
Ignacio, que o governo chrismou com o ti-
tulo de vis conde delnhauma para gal ardo
lo ao seu perdSo.
Nada tinha vindo.
Para dar occupajo ao sea desespero,
tratou de por em ordein os seus manuscri-
ptos, os seus papis ; poz na gaveta d i
urna velha secretaria Luz XVI, bem
vista, o seu testamento, que continba as
suas doclaraj3es supremas o at instrac-' ar-lhe os servijos importantes, que prestou
j3a8 para o seu enterro. Sem morrer ; patria, um exemplo frisante do que
como elle e talvez melhor...
para a galera, jalgava que devia a si mes-
mo, pelo menos, desapparecer como es-
toico. C.-nluidas estas disposijo'as, tendo
posto do parto dous retratos pequeos de
avs e algumas toteas de familia, que dei-
xava a urna velha paiviit-, que nunca ti-
nba visto, tirou de urna caixa de bano
um revolver muito benito, cujos fechos ex-
perimentou, carregiu-o, metiendo o no
bolso, na previsSo de qualquer successo.
E' o meu ultimo viatico !... disse
elle de si para si com amargor.
Um pouco fatigado com o seu primeiro ?eP8 8hi(> P.ar ir despedir-so do seu
esforjo, mas resolvido a vibrar um golpe amjg Hwl, nico confidente do sea so-
decisivo, lanjando ao mundo urna graade uh desvanecido.
obra, resolajio essa sempre fcil de to- A ra Murillo estave alegre, animada
mar, sentio a nocessidade do recolher se e j com o seu movimento matinal, e os perfu-
de refrescar as ideas longo da fornalha. { mes vernaes de lilas que vinham do par-
Foi entao que, permiitindo-lhe os seas re- que Moncoau. Roberto meditara vaga-
cursos esperar a sua hora parti alegre- mente na antithese do lugar, da hora o da
mente para a Suissa.
Comquanto tivesse frequentado a boa
sociedade, o a despeito de alguns annos
passados no bairro Latn, depois do que o
mais simples nada tem quo perder om ma-
teria de iug^nuidade, at esso primeiro es-
torjo, Roberto Gurin, realmente, ainda
acabo de dizer.
Um dia, vi-o portado senadoera elle
ent2o ministra -gritar para o cocheiro do
seu coupi :
Atraca.
Quando trouxeram-lhe a noticia do pri-
meiro acto de bravura alcanjado por seu
filho, o valente Mariz e Barros, que mor-
rea como um spartano no cornejo da guer-
ra do Paraguay, o glorioso pai desfez-se
em pranto, e depois limpando as lagrimas,
como que envergonhado, disse sorrindo aos
amigos, que o cercavam
sua posijao, entre toda essa gente que
sorria vida, que lbe retribua os sorrisos
emqaanto ella passava, con o desdu nos
labios, como urna dessas personagens ma-
cabras dos quadros de Holbain ; e pensan-
do, irritava a chaga do seu corajao.
Conhecia todos os desesperos de amor
rin ficou sendo o coropanheiro das duas aeU8 estudus, com o carcter fortemente
estrangeiras. Juntos tinham visitado to-
dos os lagos, livres, independentes, sob a
temperado as tontos dos antigos, como
Ajax teria desafiado o co, o muito admi-
direejao fcil da tia, pouco habituada a rad0 teria ficado so alguem pretenderse
descobrir-lhe no cerebrj algum recanto de
ingenuidade.
subir montanhas, que os deixava vagar
sos, vontade. N'essa camaradagam for-
FOLHETIM
0 OORCUNM

ttl
POR
nao tinha vivido. Com a ioiaginajao fati-' celebres, bam como as suas diversas ca-
gada sceptico refinado, os jornaes do es-j tastrophes. Triste Werthor, ia acabar
cndalos tinbam-lhe enaiaado tu lo da so- como tantos ouroa tinham acabado. De-
ca Jada das melhores e da vida galante,' pois, reminiscencias da morte voluntara,
que elle sabia as pon tas dos dedos. Mas, vinham-lhe ao espirito : O suicidio a
forcosament?, enclausurado na escola, theo- molestia dos puros e dos philosophos
rica subtil, s tinha assistido de longo a
essa coraodia social ; porque era platnico
o seu byronismo, esperando o dia da aejao.
Infelizmente, ao encontrar Christiana pela
primeira vez, theorias, scepticismo, brava-
ta, astucia, tudo esqueeia I... Com o co-
rajao virgem lanjou-se estontoado nesse
azul da paixao de quo tinha tantas vezes
mofado cruelmente do alto do sea orgulho.
!

QUINTA PARTE
0 SIEii: DE CASAMENTO
(ContinuajSo do n. 56)
xu
A faiclnnro
disse Ni vello, nao
faz-lhe a conta das
Com a breca!
dimcil de adivinhar e
acces que tem.
Mas vfjam dase Navailles ; quero
apostou cem contra nm ?
Ninguem, responden Oriol; s apos-
tara eincoenta. Queres vinte e cinco T
Nao. Vejam, vejam.
O Corjunda con'inuava de joelhoa junto
da poltrona de Aurora. D. Cruz quiz col-
locar-se entro elles.
O Corcunda afastoa-a dizendo :
Deixe-me.
Failava em voz muito baixa. A sua
voz esta va tao singularmente mudada que
D. Cruz affastou-so, mo grado sen, e
abri os olhos. Em lugar dos sons estri-
dentes e speros que continuaran) a sabir
daquulla bocc, era urna voz suave o inri-
ga, barmoniosa o profunda. Esta voz pro-
nunciou o nome de Aurora. D. Cruz sen geguio saffocar o seu primeiro "grito
to sua joven companheira estremecer-lhe, ser vou se immovel.
nos brajos.
Isto um sonho I
Aurora, repetio o Corcunda, sempre
de joelhoa.
a moja cobrio a cabeja com, as mao
As lagrimas corriam ie por entre os de-
j eos tremlos.
Aquellas que olhavara para D. Cruz pela
-jwrta entre-aberta julgaratn assistir a urna
-especie de fascinajao.
_ D. Cruz estava de p, com a cabeja in-
clinada para tras, a bocea aberta, os olboa
fixos.
Por Deus I exclamou Navailles, pa-
rece um milagre.
Cala-te 1 olha I a outra parece at-
trahida por am poder irresistivel.
O Corcunda possue um talismn, um
sortilegio I
S Nivelle deu um nome ao sortilegio e
ao talismn. Aquella moja immuta vel as
suas opinioes, acreditava no poder sobre-
natural das acjSas azues. Era verdade o
que .iziam por tras da porta. Aurora in-
clinavase mo grado seu para a voz que
a cbainava.
E' um sonho I um sonho 1 balbuciou
ella por entre os solujos ; horrivel 1 sei
que elle nao existe.
Aurora, repetio o Corcunda pela ter-
ceira vez.
E, como D. Cruz ia abrir a bocea, elle
impoz lhe silencio com um gesto imperioso.
Nao volte a cabeja, contouou elle
tneigainente, dirigindo-se menina de Ne-
vera ; estamos aqoi na borda de um abys-
mo ; um movimento, um gesto, tudo est
perdido.
D. Cruz foi obligada a sentar-se junto
de Aurora. As pernas vacillaram-lhe.
Dava vinte luizes para saber o que
ello lhe disse I ex daraou Navailles.
Com a breca! disse Oriol, cornejo a
acreditar.... E entretanto, nao lbe deu
cousa alguma a beber.
Cem pistolas pelo Corcunda, propoz
Noce.
O Corcunda proseguio :
Nao sonhas, Aurora, o teu corajao
nao te enganou, sou en.
Tu, murmuroa a moja, nao ouso
abrir os olhos. Plr, minha irmS, v 1
D. Cruz beijou-a na fronte para diser-
lhe em voz muito baixa' e de muito perto
- E' ello!
Aurora entreabri os dedos collocados
dianto dos seus olhos e lanjou um olhar.
O corajao saltou-lho no peito ; mas con-
Con-
Ella obedece 1
estupefacto.
Ella obedece 1
exclamou Navailles,
repetirn) todos os
disse algures Saint Mure Girardin, Ro-
berto tinba posto esta p*hraso como epigra-
phe as paginas amargas que deixava, por
despedida, neste mando. Entretanto, mo
grado seu. por momentos, sentio no cora-
jao aocessos lancinantes que o prendiam
trra por esse lado miseravel de dor. Sof-
fria tanto na alma, que inqueria de si mes-
ma se realmente, antes da njite, nao seria
Nao fajam caso, meus senhores,
um barco velho, qua faz agua.
Ha hbitos, pas, quo revostem diversas
formas e que indicam as profissoas dos in-
dividuos.
O habito, por exsmplo, de cochilar an-
herente e urna quantidade immensa de of-
ficioa e modos de vida.
Nao ha carniceiro que, das 11 horas do
dia em diante, nao esteja, porta do ajou-
guo, sentado em saa cadeira do pao, eom
a ca eja inclinada sobre o peito, a dormir
tranqaillameute, envolvida em densa nu-
vem de moscas.
Bastavam duas on tres moscas teimosas,
ou mesmo urna dessas que so assemelbam
na pertinacia a certoa aajeitos, que farejam
negocios lucrativos, para que qualquer de
nos, em semclhante poeijSo, nao pudesse
sequer fechar os olhos.
O carniceiro, porm, nao podendo con-
ciliar o somno noito, por conveniencias
do servijo, dorrae aos poneos por aquella
modo e tao commodamente como um sy-
barita em cama de rosas.
as mes mas condijoes est o padeiro.
O exemplo mais vivo, porm, de dor-
miahoo que conhejo o cocheiro de til-
bary.
E o facto explica-sa pela obrigajSo que
tem de esperar frognzes.
O somno do cocheiro de tilbory pesa*
do profundo. A's vezes, para acordal-o, b
preciso appellar psra a sacadidela, como
se custuma fazer com as enancas.
Dizem qu-3 a esperanja embala o homem
do berjo ao tmulo.
Pode ser que assim sja, mas esperar
urna cousa horrivel, e por isso os que nao
desesperan) esperando, principien! por abor- -
recer-se o acabam dormindo.
E' lgico.
Vfjam as parteras e os mdicos par-
teiros.
Passam a vida tresnoitados e a esperar.
E emquanto esperam dormem que am
regalo.
Dotados de grande dse de paciencia,
intereBsanta ver como elles sabefn conciliar
o cochilo com as conveniencias da posi-
jlo, respondendo a todas as pergantas im-
pertinentes que Ibes fazem:
Entilo, acba qne o negocio derde-se
hoje, Sr. doutor?
Parece-me que sim, .minha senhora,
Creio, quo n5o ha perigo ?
Qual!
O senhor est muito cansado... est
quasi dormindo.
Eu, dormindo? N5o, senhora, fechei
os olhos por causa da luz que est me in-
coo) modando.
Quer que tire a vela dabi? #
Nao precisa.
A'z vezes o cochilo mais forte, e a res-
posta pergunta am verdadeiro dispa-
rate.
Os cocheiros de praja, como os de til-
bury, sao tambera atacados de somno pro-
fundo.
Semi-estendido3 na dura almofada do
carro, tendo por traveaseiro o abrajo ou o
chapeo, e com o sol a dardejar-lheB em
cheio sobre a testa, roncam a fazer arre-
bentar de inveja os desgrajados que so-
ffrem do insomnias.
Oa nicos cocheiros que nao dormem Bao
os que conduzem defuntos.
,E> razao simples.
Nao esperam.
Os que tem o sou dofunto chorara.o-
muito e muito, mas tratam de pSl-o para
fra de casa o mais depressa posBivel.
O typographo tambem cochila escanda-
losamente.
E cochila no porque seja obrigado a
esperar, mas porque psssa a noite velando,
para dar nos no dia seguinte o pao do es-
pirito.
Dentro os quo esperam, exceptua-se um
que nao cochila.
E' o pretenden te.
Ser prdtendente nlo propramente urna
profissSo, mas equivale quasi a isso, pc9
ha individuos entre nos que atravessam a
existencia pretendendo.
O pretendento espera naa ant-salas
do ministro de olhos abertos, ouvido aler-
ta.. Nada se passa em redor de quo elle
nao tenha noticia. E' a essencia purissima
daactirdado.
.... Os msicos de theatro dramtico
dormem tambem ... extraordinariamente.
Apenas sobe o panno, comejam elles a
roncar, e a roncar de tal modo, que s ve-
zes chegam at a embarajar a representa-
cao. O rabecao dorme mesmo com o pan-
no abaixo, nos nter vallos, grajas ao com-
modo encost do instrumento.
Aqnelles homens que nao acreditara
no co, disse o Corcunda, depois de ter
lanjado am olhar rpido para a porta,
acreditan) no inferno ; sao facis de enga-
ar, comtauto que finjaro o mal. Obede-
ja, nlo ao son corajao, Aurora, minha
querida, mas como que a ama phantastica
attracjSo, quo segando elles, obra do
demonio. Fiqao orno que fascinada por
esta ralo que a attrahe...
Fez alguns pasees por eima da fronte de
.1 inclit
convivas.
E o gordo Oriol precipitou-se auffseado
para a balaustrada.
Perdo o melhor, Alteza I exclamou
elle ; com oa diabos, se isto nao vle a pe-
na ver-se 1
Gonzaga deixoo-se arrestar para aporta.
Cala te, cala-te nSo o perturbemos,
disseram no momento em que o principe
chegava.
Fizeram-lhe lugar. Chnzaga ficou ad-
mirado. O Corcunda continuou os aeua
paaaes.
Aurora, attrahida pelo sortilegio, iocli-
nava-se cada vez mais para elle.
O Corcunda ti a ha razao. Aquelles que
nao acreditara em Deus, tm umitas vezes
f nos contos da Carochinha que vinham
entao, principalmente da Italia, os phil-
tros, os encantos, os poderes occaltos, a
magia. Gonzaga murmurou, Gonzaga, o
espirito forte :
Este homem possue um sortilegio I
Passepoil, que esta va junto delle, affir-
mou ostensivamente e Couardasse Jnior
resmnngoa :
O patife tem as banhas de am. enfor-
cado I
- Dame a tua mao, dizia muito baixo
o Corcunda a Aurora ; muito devagar, co-
mo se um poder irresistivel te forjasse a
dar-m'a contra a tua vontade.
A mao de Aurora desprendeu-se do seu
rosto e deseen com am movimento auto-
mtico. Se aquelles que eatavam Da ga-
loria pedessem ver o seu aderavel sorrso !
O que viam, era o seio agitado, a sua lin-
da cabeja inclinada entre as ondas dos
seus cabellos.
Olhavam agora para
ama especie de terror I
Com mil bombas!
ella d a mao.
E todos disseram com
protunda :
Faz della o quo quer.
nio I
Com a -breca 1 accrescentoa Cocar-
dosse, dirigindo um olhar a Passepoil; es-
tas cousas preciso v! as para crr.
o Corcunda com
disse Cocardasse,
urna admirajio
Que demo-
Aurora, a qual inclineu-so
diente.
para
elle obe-
Qaando eu as vejo, disse o Sr.
de
Poyrolles por tras de Gonzaga, nlo acre-
dito.
Eh 1 com effeito 1 pro testar am de to-
dos oa lados; entretanto nao so pode negar
a evidencia.
Poyrolles me nen a cabeja co ar de
desgasto.
Nao nos descuidemos, continuou O
Corcunda, quo tinha suas razos sem du-
vida pira contar com a cumplicidade de
D. Cruz; Gonzaga e a sua alma damnada
esto agora all. Trata-se de enganal-os
tambem. Quando a tua mao tocar a mi-
nha, Aurora, preciso tremer e l.njar em
torno de ti um olhar estupefacto.
J fiz aquillo na Bea e a fera, na
Opera, disse Nivelle, que encolheu os hom-
bros ; ficava mais admirada do que aquella
pequea, nito verdade, Oriol ?
Ficavas encantadora como sempre,
rispondeu o gordo financeiro ; mas que
choque a pobre crianja soflreu quando as
suas raaos se encontraram 1
- Prova que elle tem antipathia e su-
periorid da diablica pronunc'ou grave-
mente Taranae.
O barao de Bata, que nao era um igno-
rante disse :
Ya 1 andibadia ; ya ya zuberiori-
dade tiapoliga 1 ya I ya !
Agora, continuou o Corcunda, volta-
te para roim bem de frente.
Elle levantou-se e dominou a com o
olbar.
Levanta te, proseguio elle, como am
automato.
Bem I olha para mim, d um passo,
e deixa-te cabir nos meus bracos.
Aurora obedecen.
D. Cruz continuava immovel como urna
estatua.
Houve do lado de fra da porta, que se
abri de todo, am grande ruido de applau-
sos.
A encantadora cabeja de Aurora encos-
tava-se no peito de Esopo II oa Joas.
Exactamente cinco minutos, excla-
mou Navailles com o relogio na mao.
Ter elle transformado a encantado-
ra gitaoita em estatua, perganton Noce.
A onda do espectadores invadi o salao
em tumulto. Ouvio-se o pequeo riso sec-
co do Corcunda, que disse dirigindo-se a
Gonzag* :
Alteza, nao tao difHuil como isso I
Alteza, dizia por seu turno Peyrolles,
ba aqui alguma cousa de incomprehensivel.
Este patife deve ser um hbil prestidigita-
dor ; desconfie delle.
Tena modo que te escamotis a ca-
beja? perguntou Gonzaga.
Depois, voltando-se para Eaopo II ou
Joas, accrescentou :
Bravo I amigo I D-nos a toa re-
cata ?
Est venda, Alteza, replcou o Cor-
cunda.
E isto dura at o casameoto ?
At ao casamento, mas n3o at de-
pois.
Por quanto vendes o teu talismn,
Corcunda? pergantouOriol.
Por pouco. Mas preciso, para ser-
virse delle, de ama mercadoria que casta
caro.
Que mercadoria ? pergantou ainda o
gordo financeiro.
Ter espirito, responden Esopo U. ;
v ao mercado, mea fidalgo.
Oriol envolveu-se na mullidlo. Bateram
com as mitos. Choisy, Noce, e Navailles
cercaran D. Cruz e interrogaram-na vi-
damente.
O quo te disse elle ? Failava latim ?
Tinha na mao algum vidro ?
Failava hebrea, respondea a gitani-
ta, qne se traoqoillisava pouco a pouco.
E esta linda moja comprehendia-o ?
Perieitamente.
Metteu a mao esquerda no bolso e ti
rou urna cousa que pareca.. como direi ?
Com um annel cora ellado.
Oa antes com am majo de acjSes,
emendou Nivelle.
Parecia-se com um lenco, responden
a gitanita, que voltou as costas.
Com a breca 1 tu s um homem pre-
cioso, amigo, disso Gonzaga, que coocou
a mao sobro o hombro do Corcunda ; ad-
miro te I
Para um estreante, nao verdade,
Alteza ? disse Esopo II, com am sorriso
modesto. Mas, interrompea elle, peja a
estes senhores que recuem am pouco para
tras, sa fazem favor, para tras, n3o me
assustem. Onde est o tabelliSo ?
Mandem entrar o tabelliSo real
ordenou Gonzaga.
XIII
A Sksatfnauura do contracto
A Sra. princeza do Gonzaga tinha pas-
sado todo o dia precedente no seu quarto ;
mas numerosas visitas tinham interrompi-^
do a solidio que a vinva de Nevera se
condemnara ha tantos annos. Pela manha
eacrerera militas cartas. As visitas apres-
sadaa trazam as respostas.
Foi 88sim quo ella receben o cardeal de
Brissy, o Sr. duque de Tresmes, governa-
dor do Paria, o Sr. de Machault, o Sr.
presidente Lamognnn, o tenente de poli-
ca, o vico-chancellr Voyer d'Argenson.
A todos pedio ella auxilio e soccorro con-
tra o Sr. de Lagardre, o pseudo fidalgo
qne Ihe.tinha raptado sua filha. A todos
oontou a saa entrevista com Lagardre,
Parece-me que escrevi este folhetim tam
bem a dormir
Est tao soporfero.. .
Paciencia, leitores; na prxima segn-
da-feira tratarei de fazer cousa melhor.

FrAugA Jukiob.
que, furioso por nao poder obter a extra-
vagante recompensa que sonhara, refdgia-
ra-se por tras de insolentes desmentidos.
Estavam revoltados contra o Sr. do La
gardres. Havja, na verdade, de quo. Os-
maia prudentea, entro os coDaelbeiroa da
Sra. de Gonzaga, foram de opiniSo que a
promessa feita por Lagardre, de apresen-
tar a menina de Nevers, era urna impostu-
ra, mas finalmente era bom saber.
Apezar de todo o respeito com que af-
foctavam cercar o nome do Sr. principe do
Gonzaga, era quo a sesaao da vespera ti-
nba deixado contra elle, em todos os espi-
rites ms recordaj38S. Havia em tudo
aquillo um mysterio de iniquidade que nin-
guem poda sondar, maa que dava a tjdoa
que pensar.
Existe sempre no zelo uma boa dso de
curiosidade.
O Sr. de Bissy foi o primeiro quo fare-
jou algum prodigioso escndalo.
O faro despertou pouco a pouoo para os
outros. E, assim quo estiveram na pista
do mysterio oomejaram as pesquizas reso-
lutamente. Todos aquelles senhores jura-
ran) nSo ter o desmentido.
Aconselharam primeiro que a Sra. prin-
ceza fosse ao palacio real, afim de esclare-
cer'plenamente a justija do Sr. regente.
Aconselharam-ihe principalmente nao acen-
sar seu marido. Ella tomou a oarroagem
ao meio dia, e dirigio-se ao palacio real,
oade foi racebida imraediatamente. O re-
gente esperava-a. Teve uma audiencia de
nma demora desusada. NSo aocusou o ma-
rido. Mas o regente interrogou-a, o que.
n2o tinha podido fazer no tumulto do baile.
E o regente, para quem a recordajao do
Felippe de Nevers, seu melhor amigo, sea
irmSo, despontara violentamente ha don
das, remontou muito naturalmente o cur-
so dos jannos e vfallou daquella lgubre
scena de Caylua, que para elle nunca for
esclarecida. Era a primeira vez quo con-
versava assim face face cem a viava do
sea amigo.
A princesa nSo aecusou absolutamente
seu esposo ; mas no fim da audiencia o
regente ficou triste e pensativo. E entre-
tanto, o regento, que receben duas vosea o
Sr. principa de Gonzaga, naquelle dia
na noite seguinto, nenhuma explcaoslo te-
ve coro elle. Para quem conhecia Felip-
ps de Ociosas este facto nao precisava do
oommentario.
(.Continuarse ha.')

i
Tjp do Diario roa Duque Oe Casias n. ia>


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