Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18232


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Full Text
AMO HU IOIH10 53
PARA A CAPITAL E LUGAHJB OSDE SAO SE PACA PORTE
Por tres raezes adiantados......,........ 6000
Por seis ditos dem.......... ...... i^OOO
Por ara anno dem................. 235000
Cada numero avulso, do mes do dis............ 0100
BOMMO 6 DE MABQO DE 1887
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por leis meses adiantados............... 13,5500
Por nove ditos idem................. 200000
Por um anno idem................. 27,5100
Cada numero avulso, de dias anteriores............ 4100
Proprirtafct te Jttatwrl Jxgpitkfa t>t Jara & Mtyos
j
O* Sra. A mu Jes aviase A C.
de Pars, h os nasaoi agentes
exclusivos do animado* o pu-
blicacSes na I'ranea e Ingla-
terra

I i
TELEGRAMMAS_____
SSS7I50 FASR37LA3 SO 2IASI0
RO DE JANEIRO, 5 de Mar$o, A
1 hora o 15 minutos da tarde. (Recebido
s 2 Loras e 10 minutos, pelo cabo subma-
rino).
H. M. o imperador eata em boa
eoiidlc&e*.
Hoje 8. M. nao despachar.
Fallecen o medico Dr. Joo Joa
da Silva.
PARAHYBA, 5 de Margo, os 35 mi
utos depois do meio dia (Recebido s 4
horas e 45 minutos da tarde, pela linha
terrestre).
Tea convido copiosamente no In-
terior deata provincia..
Orlo Paranyba den'nota grande
ebeia.
'
-''>
I r


*
mW B- A&STCIA HAVAS
^Especial para o Diario)
ROMA, 5 de Marco.
O Sr. Deprecia fol novameate In-
canabido da mltmio de formar o ao-
vo gabinete.
aa incumbencia, naa actnaea
conjunciurn*. offerece aerlaa dlOI-
caldadea, e reeela-ae que o 8r. De-
pretla ao leve a ezYelto a ana nala-
aaa-
A, 5 de Marco.
Xa Bnlgarla relaa anualmente a
miiior deaordem.
A delegaco auatrlaca volon por
unaalmldade o a credlloa pedidoa
para o Ministerio da tuerra.
SANTIAGO, 5 de Marco.
Oe nomiezn para boje bou ve 35 obl
loa de ebolera naorbna.
Oe Valparalao asalgnalam caaoa
aovoa e S obltoa da epidemia.
BERLIM, 5 de Mar$o.
O antis prealdente do Belcbatag.
Mr. de Wedell Pleadorf fol reeleito.
Aa elelcce nao modlflcaram aen-
alvelmeate a compoaico do novo
Belcbatag.
ROMA, 5 de Mrc.
Fallecis unerlor don Jeanlta*.
COMMERCIAES
LIVERPOOL, 4 de Marco.
ASSUCAR: aterrado ponco activo,
maa preco* anatentadoa.
O de Pernambnco n. 9. vende-ae por
IO chillas d. por quintal (Sotes
A o cambio de 11 / d. par 1SOOO).
ALG0D0 : TranaaecSea actlvaa.
preeoa firme*. Ha mulla procura.
O FAIR de Pernambueo vende-ae
a 5 e S/IO d. por libra (SOY rla ao
cambio citada).
Vendo do da 101000 fardo.]
NEW-YORK, 4 de Marco.
AS8UCAB:Calma* preco laalsera-
ment, espirros frequ^nte? coryai (*); m con-
junctivas njectam-se, a face tumefaz-sc; e hi urna
tosse impertinente, esultado da inflmamelo da
mucosa da larynge ; a voz torna-oe rouca ; a ex-
pectoradlo pouca ctu mcBmo nenhuraa.
0 periodo da ernpci > uppatece a coineca do fim
de 4 a 5 dias depois dcstes phenoraenos.
Em geral a empelo coineca pela face, passao Jo
depois succcsivamentc ao pescoco, tronco e mem-
broa. Esta empelo foronda por manchas pe-
queas, cor de rosa, pouco salientes, e com dimen-
soes variareis. Desapparecem pela prsalo que
se Ibes faca com os d- Jos, re-appareccado poneos
instantes depois. Em geral a empelo mais con-
fluente (isto mais abundante) na face. Os ca
racteres da empelo appreadem-se melhor vendo-
a de que taiendo qualqoer descripcio della.
O catarrho das mucosas nasal e bronchica con-
tina dorante o appareeimento da empelo, e s
veses torna-se mais intenso.
O desapparecimeotodaerupcio coatuma faxer-se
pela ordem da saa apparicab- As manchas ter-
nam-se, a pouco e pouco, menos coradas, toman-
do as vezea urna cor amarellada.
0 aarampo nem s< mpre segu a marcha regular
qae ora acabamos de estadar. Sobrevem s vezes
ccmplicacaoou na empelo propriaraente ditaou nos
pbenomenos concomitantes. Pode, p->r ezemplo, a
bronchite tornar-se intensa e at capillar () ; po-
rm como estamos dando nocoes muitissimo breves
acerca deata doence, parece-nos nao dever insistir
n'isto pois qae em semelbantes casos j o medico
devo t 0 sarampo, como as outras febres eruptivas de
que haveiooa de fallar, nao tem s vezes no sea
comeco signaes tio claro*, que o seu diagnostico
se possa fazer com seguranca nos primeiros dias
da doeuc/a. Como veremos, offerece caracteres
communs s bexigss e tambem escarlatina.
Os doeotes com sarampo deverlo ser (especial-
mente nos bospitaes infontis, nos collegioa, noa
asylos, etc., onde h juver muitas creancas) cuida -
desmente Lutados, principalmente se a doenca
tem carcter epidmico e se ataca individuos que
soffram ji d'outraa enfermidades, nos quaes as for-
eas para resistirem i nava doenca se acham por
iaso diminuidas. Devs baver sobretodo cuidado
em a Jar as creancinbaa dotenra idade, ou aquel-
las cuja couatitmcao fdr iraca.
No sarampo regular, (nrmente no comeco desta
doenca (e desto casjque fallamos com mais par-
ticularidades o trataownto deve ssr o mais simples
possivel. Os doentes devem ser eoHocados em
casas bem arejadas (evitando, porm, fortes corren
tes de ar), e nao deve haver accumalacio. Evte-
se o ^estimo costme, que ha em geral, de facer
usar aoa diente* ex cen va porfo de roapas com
o fim de provocar o mor. A temperatura da casa
onde se acbarem deve ser suave. Nao se deve
dar aos doentes excesaiva quantidade de bebidas
quentca, tac* cao chas de fldr de sabugueiro,'de-j
borragens, etc.
O leitor, nao medico, deve attender a esta regra
simples no tratameoto de sarampo :E' melbor
nao inter vir activa ..ente na evo lucio de urna do-
enca, queem geral se aprsente regalare benigna
em sua marcha, do qae pretender aprensar lhe a
marcha ; e, logo que apptreca complicaco, o me-
dico qaem dever acjsaelhar o qae compre tazer,

(ContioBAi,
{*) Inflimmaclo da macota do narii ou antea
da* fosaas nasaes.
() Bronchite das ultimas ramificacSes do* bron-
cbios, doenca extremamente grave.
ARTE 0FF1CUI.
O FAIR REFIN1NG de Pernambnco
vndese ll/t cent, par libra-----
(SS.t rla).
Agencia Havas, filial em Pernambueo,
5 de Marco de 1887.
\
INSTRCCO POPULAR
MEDICINA DOMESTICA
(Extrahido)
DA BIBLIOTHEC A DO POVO E DAS ESCOLAS
PARTE~8EGUNDA
OEMV'aS aaaCMCAS
iC ont mu a t&o)
Sarampo
Muitas veses no comeco do sarampo, e com os
primeiro* signae* da febire, sobreven Isgriroeja-
Governo da provlaela
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 4 DE
MARyO DE 1887
Abaixo assignados presos pobres da cadeia d
Brejo da Madre de Djas.Nao possivel o qae
requerem, em vista da informacao do Thesonro
Provincial.
Anua Joaquina de Jess.Informe o Sr. Direc-
tor do presidio de Fernando de Noronha.
Bacharel Antonio Sergio Lopes Lima.Enca-
minbe-se.
Antonio Feliz da Cilva. Informe o 8r. juis
commiusario de farras publica* do termo de Pal-
mar?*.
Augusto Goncalves da Silva.Nao i possivel
o que requer.
Cario* Borromeu Coelho da Silva.Concede 9
mezea tmente.
Camillo Lina do Amaral Aragio.Como re-
quer.
Clemente o Andreas, escravos.Infoime o Sr.
Dr. jais de direito do civel da comarca do Re-
cite.
Francisco Themoteo de Andr-ide.Informe o
Sr. Dr. juiz de direito do '' districto criminal da
comarca do Recite.
Francisco Jos Quintarle*. -Informe o Sr. Dr.
jais de direito do 2- districto criminal do Be-
sm
Francisco Tbeauteo de Andrade.Informe o
Sr. Dr. jais de direito do 2- districto criminal da
comarca do Recife.
Goilbermina Adelaide Bandeira de Castro.
Sim, satisfeito* o* direito* facae* e procedidas as
diligencia* do estylo.
Irmandade do Senhor Bom Jesns dos Pasaos da
Graca, erecta na igreja do Carmo da cidade de
Ohnda.Informe o Sr. Brigadeiro C mman lante
da* Arma*.
Jos Emiliano Cavalcante de Alboquerque.
Ni* procedente o recurso, desde que dos pro-
prios docameoto* e informacao da Cmara consta
qae foi sapprida a falta do juramento. O vena-
dor do qoatriennio findo, sendo reeleito, pode, no
acto da pre*tacio do juramento dos novamente
eleitos, coutinuar a fser psrte da Cmara, com
tanto qae compra depois com esta formalidade
(aviio n. 109 de 16 de Fevereiro de 1869.
Capito Joio Pereira do Nascimento. Neg
proviraento ao recurso ; attendendo a* informa-
coes da Cmara e ao faeto de ser deliberaoio re-
ferente a assumpto inteirameate de *na economia.
(art. 66 da le de 1- de Oatubro de 1828.
Joao Joaquim de Siqaeira Varejo.Espere
completar os ano ja de ser vico a que se refere a
lei n. 1682 de 21 de Janho de 1882. Nao ser
vico o gozo de licencas, a exemplo do qae, em re-
lacio a aposentadoriaa, dispoem o art. 1- da lei
n. 82 de 1840, art. 1- da lei n. 246 de 1849, ar-
tigo 1- 2- da lei n. 276 de 1851. artl- da lei
n. 8*7 de 1868 e art. 2- 8 l- da lei n. 1,114 de
1873.
Jos Leodoldo Bourgard.Informe o Sr. admi-
nistrador do tbeatro Santa Isabel.
Luis Felippe do* Santos Porto.Satisface a
exigencia do Thesonro Provincial para o sea pa-
gamento.
Manoel Francisco Tavare*.Providenciado.
Manoel Jorge da Canha.O pagamento a que
.linde o supplieante, tem de aer effectoado no
presidio de Fernando de Noronba.
Capitao Maooel Benigno da Silva.Informe e
Sr. eommaudante suprior da gtarda nacional
das comarca* de Oaricary e Boa-Vista.
Padre Manoel Pereira da Ciuz. Remettido ao
Sr. inspector do Tbesouro Provincial para atten-
der ao peticionario, ama vea apostillada a ioclnsa
proviaao e feito o competente registro, no* termo*
da su infatni-cio de 23 de Fevereiro findo, sob
o 454.
Thorass, Manoel e Matheus, escravos Informe
com urgencia o Sr. juis municipal e de orpbios do
teimodeS. Beot>.
Valerio Francisco Reg*.Informe o Sr. Dr.
juia de direito do 2* districto criminal do Recife.
W'aldi tiudoa Primitiva da Foaseca Telles.
Apostille-se.
Se retara da Presidencia de Pernam-
bueo, em 5 de Margo de 1887;
O porteiro,
Francdino Chacn.
Reparcico da Folela
Seccjto 2.'N. 224.Secretaria da Po-
lica de Pernambueo, 5 de Margo de
18S7. -Illm. e Exra. Sr. Participo a
V. Exc. que forano hontem recolhidos a
Casa de DetencSo os seguintes individuos :
A' mioha ordem, .Toanoa Benedicta do
Carmo, como alienada, vinda de Olinda,
at que t-ulia destino conveniente.
A' ordem do subdelegado do- Recife,
Po, ou Jo5o Martias, como alienado.
A'' ordem do de S- Jos, Manoel Fio-
riano da Fonseca, por disturbios; e Abilio
de Carv.ilho Saldanha, por offensas mo-
ral publica.
A' ordem do do 1. districto da Boa-
Vista, Laz Francisco de Oliveira, por em-
briaguez e disturbios,
Porticipou-ma o administrador da Casa
de Detengjio em offiuo d'esla data que
pelas 4 1/2 horas da inijii-it, a bojaoM]
eeeu na enfermara oSMelle esta
ment o sentenciado Afl irdo da
Silveira, sendo a causa de
rasmo senil. .
Deus guarde a V. Exs. Illm.
Sr. Dr. Pedro Vicente
digno presidente da pro
polica, Antonio Domin
Thesonro Provioelal
DESPACHOS DO DIA 5 DE MABCO DE
1887
Anua Francisca Soares Pacheco.Certifique se.
Adolpho Jos de Araujo.Pague-se.
Coatas do thesoureiro das loteras de ingennes.
Examinen! se.
Maria Franklina de Medeiros Cavalcante. Volte
ao Sr. contador.
Ponto da Secretaria da Assembla. Ao Sr.
pagador para es devidoa fias,
Anounciada da Mello Montenegro.Facam-se
as nota* da portara de licenoa.
Vicente Ferreira de Albaqaerqae Nascimento
Marco lino Pereira Sjaroj.Informe o conten-
cioso.
Officio do commandante do corpo de polica.
Ilaja viata o Sr. Dr. procurador fiscal.
DIARIO DE PERMaBliCO
RECIFE, 6 DE MARCO DE 1887
\oficias do norte d Imperio
O paquete nacional Mauos, entrado boatem do
norte, troaxe a* seguate* noticias :
t mozona
Datas at 22 de Fevereiro :
As noticias sao destituidas de interesse.
-- Suicidara-se 16, em frente casa commer-
cial Suhrainm & C, o subdito ailemio Ado Eber-
wein.
Par*
Datas at 26 de Fevereiro:
Tambem nao teein maior iuteressa a* noticias
desta'provincia.
No sabbado 19, dera-se um aovo conflicto
eatre 6 pracas de linha e um polica, ficando este
morto.
Fora nomeada urna commisso para s/udicar
do* facto* oscorridos entre pracas de linha e de
polica.
Maraahio
Data* at 1. de Marco :
As tolhas desta provincia uada referem digno
de menelo.
Consta
Datas ald 2 de Marco :
No dia 26 de Fevereiro foram sorteadas no The-
soaro Proviacial, para aerem tesgatadas, 171 apo-
lices da divida da provincia, que venciam juros de
8 */ ao auno.
Le moa na Gazrtto do Norte de 25 :
No Piauhy a 8 de de Janeiro, cabio um raio
na casa do vigario de Jaicos, Exm. cooego Claro
Mendes de Carvalbo, estimado chefe liberal. O
Ilustre sacerdote fieou sami-morto, com paralvsia
na hngua e ps at perto dos joelhos, dr na pei-
'ok, enfraqaeeimento em todo o corpo, daas reta-
doras ni coida e na cabeca, contus&o na* costas e
hombro.
Soccorrido em tempo, ficoa felizmente livre
do perigo. >
Leraos na mesma iolba de 1 do corrate :
Dorante madrugada da hoje e noite de hon-
tem trowjou ao longe, para o noroeste e poente.
Na manbi de aute-bontem trovejou no mesmo qaa-
drante entre, 7 e 12 horas na manhl.
< Consta-no* qae em alguna pontos da provincia
reappareceram aa chovas, que ha mais de um mez
haviam desapparecido.
Em multas partes o desanimo do lavrador ji
<>ra grande, por ver quasi perdida* a* plantacoea
fetas em Janeiro
O mes de Fevereiro foi seco. O pluvimetro
recolheu nesta capital 71 milmetro* d'agaa de
chova.
Kendeu a alfandega em Feveieiro. ... .
123:2^5*697
mio-firaade do Norte
Data* at 3 de Marco :
Nada adiaotam a* fol has a* noticia* trasidas
pelo vapor Ipojuca.
Parabvba
Data* at 4 de Mareo :
Escreveram de Pianc, em 18 de Feversiro, ao
Diario da Parahyba:
Na parochia de Santo Antonio ds Pianc se
deram aa seguintes manu niases :
< O coronel Tibartino Leite Ferreira dea carta
de liberdade ao sea escravo Manoel Cabrinba, sem
onn* algum. Cabrinha era um seu servidor de
confianca, sendo oficial de carpina, e anda ro-
busto, capaa de vi ver por *i e s-r am homem de
bem.
A Exma. Sra. D. Anna da Coneeiclo de Jo
sua, digna sogra do* nosso* amigos coronel Ti-
burtin i Leite Ferreira e teoonte-eoronel Abilio
B. dos Santos de aecordo com seo* dignos genros,
libertou, sem onas algum 6 de seos escravo*.
Na mesma freguesia a Sra. D. Lueinda de Jo-
sas dea, som onus algum, carta delibetdadea
saa escrava Laisa, nica, qua possnia.
Pasemos votos para qae se reprodusam actos
tio dignos de loovor, e que o PiancO se compe-
netrando da vergonha, qae tanto o acabranha
c* eacravoeratasse faca livre em poneos tem-
aos.
ilontem chegou a esta villa o cadver de nm
homem qae suieidou com am tiro de pistola.
i O iufelis era natural do Buique d'onde viera
em companhi t de tea patrio Jos Afro de Albo-
querque Maranho,
Com sorpresa do patrio o inditoso Candido
Brasileiro Tata juba Macambira ( o nome do iu-
telis) ao liieruio quero mais vi ver, mea com-
padro disparoa contra seu peito esquerdo ama
pistola, e morrea ama hora depois .
Hotlcla* doa EMadoa-Ualdoa
Naa fbUiaa di Pnri eacontramos as seguintes
noticiasrda3 das folhts de New-York at 20
de JanelasT: findo :
O chefado aervico le sigaaes nos Eitadoa-Uai-
dos, genersl rlozeu, morreu em 16, em Washing-
ton, victima de orna coostipaclo que apanhara por
occasilo drecepclo dada pelo presidente ai car
po diplontsttico.
Naserfcm Hartford no anno de 1830. Sahira
da escolaIfi'ar de Westpont em 18 Foi pro-
movido tBeneral de brigada por occasilo da
guerra, deaois da batalha de Stoue River, e a ge
neral de divislo depois da tomada de Fort-Mac-
AJIister, qae eonquistou de assalto, em 1861. No
afino segpte, foi nomeado commandante do 15
corpo da flarniclo. Durante a guerra russo-tur-
ca foi adap* militar a legarlo dos Estados-Uni-
dos em VsStna, em 1876-77. Foi em 1890 que foi
elevado ao posto de chefa d ja sigoacs.
Umsformidavel oxploslo, que muitoa toma-
ram por on terremoto, deu-se em 15, a boira-mar
perto ctof Franaiaco. La Cliff Houxe e a eata-
clo dos swnaes, foram, eatt completamente des-
truida ejasjuella, to fortemente abalada, que tor-
nou-se neansaria a sua, dermliclo.
eu casas ao sinistrao navio Parallel qo
partir da S. Francisco com destino a Astoria
(Oreion)^Jom mais de lOO.OOO libras de plvora
entre o carregamento, as quaes ji haviam sido
descarregadas na praia. No momento da explo-
slo, ji o novio fraabandonado pala equipagem,
^riecm escalerea fra para a margem.
-^AcoatSiimeato algum digno de nota se tem
dado a^esplito qlas greves dos descarregadorea
de carvsaj entretauto as compaohiaa continuara a
admittir aOvJ| tiabalhadores.
Um nero,"*jire no condado de Meriwetter (Geor-
gia), tentara tea vezea successivamente contra a
honra de, tres Apir igad Braoj.s, acaba de expiar
seus cria** emircumitaiicii3 bastante dramati -
cas. ."
Este aiiaeravel, teudo encontrado em um cami-
nho pouco" frequeotado u na menina do 9 anuos,
que vinbtffla escola, aura-se a ella e forja que-
ra Ctndol-a para um bosque. Algumas pes-
soas qae de longe haviam assistido a esta scena,
seguiram gro, o qual, vendo as, largou a presa e fugio- Mas
rsaas pessoas, que o haviam reconhecido, esta-
vam to exasperadas, que zontinoaram a perse-
guil-o; e4Vo alcancaram depois de lhe haverem
dado caca" toda a noite. O negro foi remettido i
Greenvilla. condazido por um p>!icia, para que o
maadassaf encerrar na prialo para depois fazer
proccssal-e; mas na occasilo em que o constable
i entrar com o prisioneiro em Greenville, sahi-
ram cinco borneas masearados ao seu encoetro,
os quaes, tomando o negro, entorcaramu'oen urna
arvore.
Em Nova Orleans um francs, Dominique,
Febrique, leiteiro, ferio com um tiro do espingar
da ao seu patricio Jean Mario Tilomas., negocian
te de carvio, a quera surpenleu na aleova de sua
espesa, n adulterio. Thomaz fieou gravemen-
te feridsfrcom urna perna fracturada. Apeaar de
haver sido ella amputada, c/4 se que o ferido nlo
escapar
Apoereceu de dovo a strpente do mar em
HuJsoa,yerto de Nyack.
<\ iJvMartiot^Jua de pas em Carlisle (Pen-
sy!vania)IrW declarado suspenso no cxerctcio de
saas fancfOea, por haver condemnado am menino
de doa* annos, a trabalho forcado* e prialo du-
rante 30 dias, por crime de vugabunJsgem.
Urna violenta tempestado de nev cabio, em
19, nos arredores de I intreal; dixm os em pre-
gados lo camioho de ferro que ha mais de 16 an-
uos nlo cahia all Unta nev.
=a Em 18, teve lugar ama grande cacada de
lobo* em Sargent (Illindio). N'ella tomaram par-
te mil e quindenios cacadores Foi cercado todo
o territorio de Sargent, que estava infestado por
mais de 60 lbis.
Na manhi desso mesmo dia, deu-se um tei -
rivel accidente perto de Oatucha (K-ntuety) na
linha do Ckesapekke, Ohio and Southern Rail -
w*y. Um trem de mercadorias, composto de 19
vwgons carrcgidoa de carvio, approximava-se
de Patncah. qaando perceberam qua am doa wa-
gn* estava-se incendiando. Irainediatamente o
machinis'.a fez parar o trem e todos os emprega-
dos trataran) de apagar o fogo ; apezar de todo o
qua fizeram, s eons'geiram impedir qae elle se
communicasse aos demais carros. Alguna instan -
tes depois, qu ando revolviam as ciazas, encontra-
ram quatro cadveres terrivelmente carboniaados,
doa qaaes nao foi possivel reonhecer as leicoes.
Sappoe-se quo elles sejam de vagabundo* qao por
occasilo do fogo se introduzissem furtivamente
no wagn e perecesaem as cbammai.
O grande jury de New-York, denunciou a
poHcemun William Rourke, qae disparara um revol
ver no toa superior o roundsman .Slontgomory. O
julgamento de Rourke realisor-se-ba O mais pr-
ximamente possivel.
Em Big Wigly Rim, (Virginia Occidental),
foi descoberto am vald> em ama pequea m>ota-
nha.
Charles Burke, homem de cincoenta ann03,
guarda-bareira no caminho de ferio de Long Is-
land, foi victima de am violento ataque de bydro-
phobia ; em Uloomtield, urna menina de nove an-
nos tambem fora victima da ternvel molestia.
Ambos haviam sido mordidos por dea hydropho-
bos-
M. Livinzaton Joumana, fundadar e redactor
do Popular Scienne Monlly, e autor de varias obras
scientilicas de mrito, fallecea era 19 lo pistado
era N-w-York. O fiaado naseera em CoHymaus
em 18 l c consagrara tola a sua vida sciencia.
Lloyd Bigham, o conhecidj npoatadir de
New-Votk, qae con ata va h ver-so suicidado re-
cantemente atirando-se no Nigara, acha-ae
actualmente em Brooklim, em compauhia Jo urna
gentil rapariga, qae diz -se haver praticadS va-
rias trafioaucia* no* armazens onde fora empre-
gada.
Os cocheiros di Bastn tiseratn greve, alle-
gando que as ras da cidade olo podem *er per
corrida* actualmente, pir causa do galo.
A manhi de 20 do passado era New-York
foi tio fria, qne o thermoraelro deseen is 6 li2 a
5 graos Farenheit abaixo de zero, o que equivale
a 15 graos centgrados abaixo de zro.
Peter Onn leraon, pescador de Clifton, pe-
quena iccalidale situada na ribeira G-lumbia,
p-rtodo Asteria (Oregon), foi feil com am tiro
por u-na rapariga de 15 ai.nos, Era raa Friachkorn,
cujo pai aquelle tentara assassinar.
Em Lapelle-Island (Georgia) um rapaz de
12 annos, Anthony Handy, ferira tambem cora um
tiro a ama pretada sua idade, Elsie Walker, om
qu m ti vera urna pequen* altercado ; os negros
all residentes, tentsram cnforcal-o, porm nio o
conaeguiram por haver o povo impedido.
__ Oj numerosos passageiros qae se achavam
em a noite de 19 no trem pocaminho ,'ao ferro de
Pensylvania, que partir de New York por Pitts-
burgo, fiearara atterrados por ama exploslo de
dyuami'.e, que se deu no carro das bigagens.
Q.iando o trem paroa na estacio de Harvixon,
ama caixa de forma ordinaria foi collocada com
outras no carro daa bagagen*. Q'iaodo chegou
em eguida a Duncaanod, o eocaregado da ba-
gagena, Heury Mengo, de PaiUdelphia, queren-
do collocar eisa caixa sob a* outras para arru-
mai-as, dea lagar i explosio. A coizo e sea
eontheudo, voaram em estilhaca; o tecto do wi-
ron foi arrancado soffrendo o trem todo um vio-
lento choque. Qmndo este parou, vio-se que
Mengos, estava grave, se nio mortalmeote ferido.
Os pa*aga iros, j ligando que haviam tentado f-
ser saltar o trem por meio do dynamite, foram as-
soltado* por terrivel p nico.
INTERIOR
Correspondencia do Diarlo de
Pernanbaco
PARAHYBA, -4 de Marjo de 1887
A' partir de 28 de Fevereiro ultimo para c te-
mos tido algumas chuvao que, om as preparacoes
havidas, e mudanza de tempo, a que temos obser-
vado, rus indicara, senao o inicio do invern, ao
menos a sua approximacao.
No sertao tambem tem chovid \ segundo somos
informado. Asaira, estamos mais animados e des-
vanecidos, cooseguiatemaote, do receio de ama
nova secca que, as actuaea circumstaacias em
que nos aehamos, seria urna perfeita calamidade.
E' certo qae o rio Parahyba que, segundo o val
go, o cotreio do invern, aioda nlo desceu com
suaa eoxurradas, mas iaso nlo vem ao caso, por-
que teodo elle sua nasce ica nos Carirys Velhos,
temos observado, de alguns annos para ci, qae o
comeco do invern naquellas regioes serta lejas,
coincide, mais ou menos, com o do littoral
Entretanto, taes e tio freqnentes tem sido os re-
lmpagos em as ultimis noites para o lado daquel-
las paragens ; que nlo tardar o dia, em que to-
nhamos de ser surprendidos com a agradavel no-
ticia de alguma cheia.
Reauscitou afinal Francisco Victoriano do Nas-
cimento que, na opiniio ituutpeita e autorUada do
Diario da Parahyba, redigido pelo neutro Dr.
Francisco Jos Rabeilo, havia fallecido em conse-
quencia dos terimentoa recebidos no acto da prialo,
a que assistio o subdelegado de Santa Rita, Jlo
de Mello Azedo e Albuqierque.
O neutralitmo do Dr. Rabeilo levon-o at ao
ponto de indicar no seu conceituado peridico, no
intuito tal vez de auxiliar a polica, o lugar em que
fora sepultado o cadver desae aovo Castro Malta,
seguudo o chrismou a popnlaca.
Alcanzado o rtsustado pelos esforcos do subde-
legado aecusado e dos seus amigos, foi coadasido
presenea do ch fe de polica, Dr. Freir qne se
fizessem as diligencia legaes para o descobrimen-
to da verdade, bem como o exame de identidade
do pessoa.
Sano exame figura, alm de outros nomes, o do
tenente coronel Domiciano Lucas de Soaza Rangel,
chefa liberal na parochia de Santa Rita, que de-
clareo ser o retuteitadt, o proprio Victoriano do
Nascimento, por ter delle perfeito conheoimento !
Em vista, pois, de semelhante acontecimento s
nos resta perguotarmos aos homeos de bem qne
valor e merecimento podem ter as censuras d'um
tal orgio de pubhcidade ?
Entretanto nada disto nos admirou, admirando
-ic, porm, a emoerimonia, leviandade e indiscul-
Cavel indiacricao, cem que o Dr. Ribello, em um
doa ltimos nmeros do seu impagavel Diario, veio
dizer-no'. maia ou meaos o seguinteque sabia
nii ter Victoriano tallecido ; qua tudo quanto disse
e escreveu foi para que elle resnscitasse antes de
trinta dias, e nio depois quando oa ferimentos re-
cebido s j eatavara cicatrisados e olo podia mais
ser precisamente qualificada a sua gravidade !.
A severidade realmente ama grave enfermi-
dade.
Segu para a Babia, sua provincia natal, o
Sr. Dr. Joaquim Simo ;a Daltro e Silva, que, por
mais de ara onao, ezcercsu aqai o cargo da chele
de polica, smpre com proveito para a causa da
jnstica.
Desejamos a S. S. a mais feliz viagem, bem como
que tenha om breve alguma outra importante cora-
missio, a que tem incentestavel direito pelos seas
dote moraes u intellectuaes.
Na estad telegraphica da Conde d'Eu, em
Mulung, cahio, no dia 28 de Fevereiro findo, ama
faisca elctrica, fulminando nm trabalhador da con-
servado da linha que all se achava. O apparelbo,
segundo nos informaran), ficoa completamente es-
tragado, ten lo sido remettido para esta capital,
afim de vr se era susceptivel de algum concert.
PERNMBUCO
Assembla Provincial
REUNIO EM 27 DE FEVEREIRO DE 1887
PBESIDB1CCU. DO EXM. SR. DB. JD3 MANOEL
DE BARBOS WAaDBBLBY
Ao meio dia, eita a chamada e verificando-se
estarem presentes apenas os Srs. Costa Ribeiro,
Goncalves Ferreira, Ratis e Silva, Barros Wan-
derley, Barros Barreto Juaior, Laiz de Anirada,
Rosa e Silva e Augusto Frankn, o Sr. presiden-
te declara que, por falta de numero, nio pele ha-
ver sesdo preparatoria.
O Sr. Io secretario declara haverem communi-
cado estarem promptos para tomar parte nos tra-
balhos os Srs. Reg Barros, Drummond, Costa
Gomes, Prxedes Pitangt, Bario de Caiar e Lou-
ronco de S.luteira la.
Em seguida o Sr. presidente convida os Srs.
deputados a coraparecerem no dia seguinte, hora
re {mental, para so proceder de aecordo com o
a 110 do Regiment Iaterno, e declara dissolvida
a reaniii.
I SES8A0 PREPARATORIA EM 23 DE
FEVEREIRO DE 1887
P.BSIDENCIA DO BOV. DB, J03 MANOEL DB BABBOS
WAHDBBI.BT
Ao m;io dia, frita a chamada e verficando-se
estarem presentes os Srs. Julio de Bairos, Ratis e
Silva, Andr Dias, Laiz de Aadrada, Domingues
da Silva, Prxedes Pitanga, Barros Wanderley,
Jos Maria, Costa Gomes, ..ornes Prente, Roaa e
Silva e Gongtlves Ferreira, o Sr. presidente de-
clara aberta a sessio, convidando o Sr. Luis de
Audiada para occapar a cadeira de 2" secretario.
O meamo Sr. presidente declara que,'havendo
apenas 19 Srs. deputados promptos para tomare
parte nos trabamos, de conformidade com o art.
10 do Regiment Interno, vai oficiar se ao Exm.
Sr. Dr. presidente da provincia, communicando-so
lhe nio pnder effectuar se a abertura da sessio
ordinaria no dia de Marco, por falta de nu-
mero.
Em seguida lavautada a sessio.
2 SESSO PREPARATORIA EM 1 DE
MABQO DE 1887
PBESIDBSCIA DO EIM SE. V10ABIO AOOSTO nUBKLIH
MOREIRA DA SILVA
Ao meio da, eita a chainai: e verficando-*e
estarem preseate o Sr. Viscondo deTabatin.a,
Jlo Je S, Lourencj do Si, Luis da Andrada,
Rodrigue* Porto, Ratis e Silva, Antonio Vctor,
Ferreira Velloso, Bario de Itapissuma, Drum-
mond, Augusto Franklin, Affonso Luatoaa, Prase
des Pitanga, Barros Barreto Jnior, Goncalves
Ferreira, Domiogue da Silva, Rosa e Silva e Cos-
ta Gomes, o Sr. presidente declara aberta a sea-
do.
Em seguida o meara i Sr. presideote commumea
qae, havendo numero de Srs. depotadu para ser
iostallada a sessio ordinaria, vai offieiar-se ao
Exm. Sr. Dr. presidente da provincia, afim de de-
signar dia e hora para a insultad', e suspende a
sessio at chegar a respjsta da S. Exc.
A' 1 hora da tarde, haveado comparecido os
Sr* Sophronio Porte la e Barro* Wauderley, re-
abra eate a sessio e o Sr. 1* secretario 16 o se-
guinte :
EXOBDIEBrB
Um otficiO do secretan) do governo, communi-
cando que o Exm. Sr Dr. presdante da provincia
designara o dia 2, 1 hora da tarde para a aber-
tura da sessio e que providenciara afn de ser ce-
lebrada a mis* votiva do Espiito-Santo, 11
hora* da manhi do referido dia, na igreja matriz
do Santissimo Sacramento da Boa-Vista.Intei-
rada.
Em seguida o Sr. presidente levanta a sessio.
1. SESSO EM 2 DE MARCO DS 1887
PBESIDEKCIA DO EXM. SB. DB. J0S MANOEL DE BABBOS
WAB EBLBX
Ao meio dia, feita a chamada e verificando ge
estarem presentes os Sr. Ratis e Silva, Luiz de
Andrada, Rodrigues Porto, Sophronio Portella,
Goncalves Ferreira, Aftonso LusUsa, Bario de
Itapissuma, Drummond, Rosa e Silva, Visconde de
Tabatinga, Ferreira Velleso, Augusto Fraoklin,
Julio de Barros, Prxedes Pitanga, Barros Wan-
derley, Costa Gomes, Joio de S, Gomes Prente,
Domiogues da Silva, Soares de morim, Joio de
Olivera e Andr Das, o Sr. presidente declara
aberta a sessio.
Comparecem depois os Sr. Barros Barreto J-
nior, Reg Barros, Bario de Caiar e Jos Maria.
Faltam os Srs. Clona Ribeiro, Amaral, Hercu-
culano Bandeira, Rogoberto, lourenco de S,
Coeiho de Muraos, Regueira Costa, Ferreira Jaco-
bina, Juvencio Mariz, Costantino de Aibuquerque,
Antonio Vctor, Jalo Al ves e Solonio de Mello.
O Sr. presidente nomeia urna commisso ccin-
pistados Srs. Visconde de Tabatinga, Goncalves
Ferreira e Ratis e Silva para receber o Exm. Sr.
Dr. presidente da provincia, c suspende em se-
guida a aesaao at a chegada de S. Exc.
A' 1 hora da tarde reaberta a sessio, recebido
S. Exc. a sala das sessoes, cem as formalidades
do esty'- e, temando assento direita do Cxm.
Sr. presidente da Assembla, procede a leitara de
sua falla, linda a qual, declara instalada a 2*
sessio de 26* legislatura.
Em segu.da retira-se S. Exc, preenchidas as
mesmas formalidades.
Lida e submettida a discuasio a acta da reuniio
de 27 do mes proximo^findo, encerrada, deixan-
do de ve ar-se por falta de numero.
Proceden lo so a chamada verifica-se terem-se
retirado oa Srs. Affonso Luatosa, Bario de Ita-
pissuma, Visconde deiTabatiaga, Prxedes Pitan-
Joiode O iveira, Andr Dias, Bario de Caiar, e
Jos Maria.
Em seguida, o Sr. presidente levanta a seido
designando a seguinte ordem do dia : eleicio da
mesa e das comtnistoes.
REUNIO EM 3 DE MARCO DE 1887
PRESIDENCIA DO EXM. SB. DB. JSSB M0N0EL DB BABBOS
WAKDBBLtT
Ao meio dia, feita a chamada e verificando sa
estarem apenas presentes os Srs Ratis e Sil ve,
Barro Wanderley, Luiz de Andrada, Joio de -,
Dominga s da Silva, Julio de Barros,'.Ropo Bar'os,
Sophronio Portella, Augusto Franklim, Gonealvea
Ferreira, Drummond, Costa Gomes, Barros Bar-
reto Jnior, Antonio Victer e Gome* Prente, o
Sr. presi lente declara nlo havor sessio.
Faltam os Srs. Joio de Oliv. ir, Bario de Ita-
pissuma, Visconde da Tabatinga, Ande Dia,
Jos Maria, Affinso Lnttcso, Ferreira Jacobin,
Soares de Amorim, Prxedes Pitanga, Bario de
Caiar, Costa Ribeiro, Amaral, Hercnlano Ban-
deira, Rogoberto, Lourenrio de S, Coelho de Mo-
raes, Regueira Costa, Juveocio Mariz, Constantino
da Aibuquerque, Joio Alvea, Solonio de Mello,
Rodrigues Porta, Rosa e Silva e Ferreira Vel-
k>s<>.
Em'seguida diss6tlfi-se a reuoiio.
s&ngllsh Bank of Ro de Janeiro
(Limited)
Capital do Banco em 50,000
aeces de & 20 cada urna 11.000,000
Capital realisado...... 500,000
Fundo de reserva...... 190,000
BALANgO DA CAIXA FILIAL EM PEBNAMBUCO,
EM 28 DE FEVEREIBO DE 1887
Activo
Letras descontadas....... 129:038,$990
Emprestimos e coritas caucio-
nadas.............. 35:624^440
Letras a receber......... 143:065^250
Garantas e valores depositados 263:806280
Mobilia, etc. do banco..... 2:400,1000
Diversas contas.........1,302:4595640
Caixa............... 503:0810450
Rs. 2,379:4765050
Passteo
Coatas correntes
simples .... 231:807*950
Deposito a prazo
fixo com aviso
e por letras 1,518:672*110
1--------------1,750:480(1060
Letras a pagar......... 3.-277J590
Ttulos em caucao e deposito. 263:806*280
Diversas contas......... 361:9120120
S. B. & O.
Rs. 2,379:476*050
Pernambnco, 5 de id arco de 1887.
Henry K. Gregory, manager.
/. K. Eddoiees, accountant.
jjgJjgTA DIARIA
Aaaembla ProvincialNio boove hon-
tem sessio por terern comparecido apena 7 Sr.
deputados
A reuniio foi presidida pelo Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley.
Ni) bou ve expediente.
Autorldadea policiaca Por portara
da presidencia da provincia de 4 do corrate e
proposta do Dr. chefe de polioia da 28 de Feve-
reiro ultimo e 3 do corrente foram nomeado* :
Sabdelegado do districto de Cruangy do termo
de Tiinbaoa, Mane el Heuriquu da Canha Ra-
helio ; .
1* supplente do mesmo subdelegado, Luiz Bar-
bosa Cordeiro ;
2* supplente do referido subdelegado, Feliciano
Barbosa da Silva ;
Subdelegado do districto de Pindobo do termo
de Timbaba, Antonio Correia de Aranjo Limo ;
1 supplente do subdelegado do districto de
Alaga do Carro, Francisco Apoionio de Asis
Pereira ;
2 supplente do mesmo subdelegado, Jos* Si-
moes de Souza ;
2 supplente do delegado de. Altinho, Alezan-
dre Ferreira da Silva ;
3 supplente do referido delegado, Manoel Fia-
rencio da silva Jordio.
Paaaelo milllar A vista da copiosa cha-
va qae cahio bontem duiaute o da, S. Exc. o Sr.
general commandante das armas, mandou near
sem effeito i ordem relativa ao passeio militar,
que devia ter lagar hoje ao oovoado de Bebenbe.
Caceada -Devem chegar hoje, no paquete
francez Gironde, o Sr. Dr. Antonio da Silva Fer-
reira o S. Exma. Bfuhora, em regresso de saa vuy
gem Europa.
O Dr. SIvp F.rreira, tendo choleado durante
algum tempo na cidade du Cabo, foi apereicoar-
.e e especialiearse nos curso labres e grandes
bospitaes e alas de maternidad* de Londres, Pa-
rs e Vienna.
Comprimentaraol OS.

*v


o
Diario dt fernambucoDomingo 6 de Alargo de 1887

'.
v

.
Al fan ciega de Pernambueo-Damos em seguida o mappa demonstrativo do rendinienj >
a* Alfaniicga de Peruambuco, durante o mtz da Fevereiro de 1887, comparado com o db Igual inez do
anuo de 1886. .
DEIOMINACAO DAS REXDAS
Importadla
Direitos de consumo .
Add.ccionacs de 50 /
Augmento de 10 %
Expediente de 5*/o-
Armazenageni.....
Capa t azi a.....' .
imposto de 40 % sobre fumo.
Despacho martimos
Imposto de pliaroes....
Dito de deas.....
Exportando
1887
1886
Direitos de 9%.
dem de 7 /,. .
dem de 5 <"/ .
Interior
Sello por verbas.....
Dit) adhesivo.....
Imposto de transinissao de 5 /.
Extraordinaria
Multas.......
fundo de einancipagao. .
Depsitos
Depasi:i de diversas origens.
Contribuigao de caridade .
Somma.
374:0374894:
186:9*2*185.
37:3844198-
4:4534372!
6:9355484!
2:54440*7
5142001
5:0404000
2:0794300
10:083*.51
747281
45:0044708
250)0
2254000
10*000
274835
30:9945037
4:2514160
3:3464115
DIFFEHENCAS
3062#ttl
l75:9924S80f
3:10s#521
5:1394623
6:4974468 |
8:1954116,1
4
4:4804000
9534100
8:806J18
324.143
54:7194990
713:9045024
354000
9934000
1154dO)
1:2884819
2:S185013
2:9124115
654:2395104
Para
22:1754463
10:9294895
2:1854977
J
4385010
3484941
51430*1
5604000
1:1264200
I:2774S6
4
i
i
i
4
30:9945037
1:4364147
4345300
Para menos
4
4
t
GSJ251
4
4
4
4
4
4
245415
9:7154282
33*000
7635UO0
109*0113
7605974
4
f
I
71:7574842. 12:0925922
RECAPITULAQAO
DEXOMUTAgAO DAS EENBAS
Importagiio .
Despachos martimos
Exportagao.....
Interior ...:..
Extraordinaria ....
Depsitos......
Total ....
612:3284990
7:1195300
55:0965287:
2374000,
31:521487z
7:6004575!
713:9045024
577:0854749
5:4334100
63:5584318
1:1434000-
J :288 S09
5:7385128
654:2394104
35:2434211
1:6864200

#
30:233*06'
1:87144*7
li'.y. 032 59)1
t
4
8:46z5031
9065000
4
peridio Fcrreira Mouteiro, E. Hirculano da Sil-
veira.
Cbejrados dos portos do norte no Tapir na-
cional Mandos :
Fernando l)ias de Meilo, Jos Ferroira Tei-
setra, Luiz M. Cerquairu, Francisco O. de Lyra
Ataliba Lima, 30 pesseas da companhia Zarzuela.
Mano 1 Ignacio Merina d* Ciata, Antonio Lamber-
to dos Santos, Joaquim A. de Aodrade Freitas,
JoSj Nery da Costa, JuSo E. Pereira, Dr. Justi-
niauo de Serpa, Rtyraundo da Iticbi Saropaio,
L. A. Jacob, Luis Diogo d Silva, Moy=s Cor-
rea do Amara), Ablio P. de S .usa Lima. Abax
M. Pe'reira, Francisca X Ar gao, Antonio Luis
D. da Cista, Manos! Domingaes do Monte Silva e
?% senhora, Mii-mi .-sar, Joaquim F. Pmti de
Aliaoila Casn-o, L da Freitas, Francisco B>m
m. II r :ei-> Kanes, Antonia F. Das Cerdosa Jn-
uisr. .JO'.ajaua Biita lacles, -lulio Brita dos <%w-
tot, O.-. PraBsisco Rose i Jnior, Dam sirio Tos
paral, si-i acabar 2 itrio*, Francisco M. R>sra
Barros. Jo.io Augusto O. Barroca, Jas U. da
Silva aues, Francisco Corlo* Cavalcante de Al-
buquerqu.t, Ca los Francisco, r^lscitoj de
15,-a ja, Francisco de Qauveia N ibrep, E. Mi-
uett.-, Caraillo Cali, B-roardo C. de A'meida Al-
buqnerque, J i- da Guia Piros da Nobreg*. B;r-
mr : > .1 .a 'I Mella Albuqaerque, tit-wl BVaga,
Panu^io Paspart, Bmto Braulio Baiu, Livss >u
Stomb-m S "hurviler.
Cana H* Helenrollonm-uto dus pre-
t is do da 4 de Alare > :
Eiiatiain presos 364, entraram 5, saturara 17
Existen) 352.
A saber :
Nacional 321, muiheres 9, ctringoiros 14, ee
travos sentenciados 6, dito do cirreecte'2To
tal 352
Arraeond* 3 id. sendo:, boa 303, Mato 18,
To -411326.
Movimente da entermaria :
Tiveram alta :
Joto Jof.6 da Silva.
Folijiie S-rj- Aprigio da Cruz.
0 .iist-.ntini Hereuldiio Paes Birroto.
Premio0 estabelecimonto tatarisa A rm do
Cabugi n. S, vendeu ua lotera do liio, estrahi-U
h >at -in 5 do correte, o bilbete n. 13,983 c >:i o
premio Je 100:0)05,
Ijoierln li eArlePor telegramma recebi-
do pela Casa da Fortuna, sabe-se teremoido cstei
jsjnumeros premiados d* 3 parte d* lotera 366
extrabida no dia 5 de Marco :
100:00051)00
20:0005000
5:0005000
9:3685031
2* secco da Alt'audega ie Pernambueo, 3 de Margo de 1887. O cete, Dominas Joaquim da
Fonseca.O escripturario, Odon Coelho da Silva._____________________________________________.
l-nmiflnde de Direil Eis o resultado
des actos de hontetn :
3' auno
D. Maris O.eihj da Silva Sobrinba, plenamente.
Jos Coelho da Silva, simplfsmcnte.
4' atino
Francisco Chateaubriand Bandeira de Millo, ple-
namente.
Joo Miciado di Silva, idein.
Manoel Cyrillo Waiiderley Filbo, idem.
Antonio da Lhs e Salsa Postes, idem.
Gustavo Julio Pinto Pa;a, idem.
Belisariidi Cunht Mello, siinpteim&ate.
Joao de II no Sampiio, idem.
Antonio Vicor Mireira Braudio, idem.
Un repr^vado.
Tra Kictli iii .jurtiMto L
Provimia do Para :
Os Srs. Barros t Vianna compraram
nestes
salees do palacete, foi lo/o posta por obra, sendo
recolbida a quant'a d 505000
Es8S quaatia nos foi rem-'ttii* psli Es:n :. Sra.
D. Mara do Reara Bairoi, digni'irma do Sr. Af-
fonso di R-go BirroJ, pira ser entregue f imi-
llas pobres.
Agcadecend) c:idialinente a prova d'. confiuga,
fizeraos a liiatctbsifisl pelo mu > segtnatfl :
A' D. Aloiandriaa Maria i* P.iui >,
Pateo d> Terco n. 16 55000
A' D. Miqoilini, ra do Noga ira
n. 12 550C0
A' D. Maria Jos das Dore3, ra di
(Juia n. 34 55000
Viuva do Becco do Bernardo 5SO0O
A* D. Ricarda ?to*ke, em O.inda 5J090
j A' D. Joanna Pires, ra Pedro Af
fonso n. 76
, A' D. Mana Autrau, ra Marq es
___ das ais -r. Elias Jos uo;8 da Silva ( do ij,rra[ n 137
4C. a borracha que esta respeitavel casa r.-c- --| A- D M4riarlul Pires de Souza, rUA
beu pos vapores Elias eJca, corc de 28),0Ui das Carrocas o. 3J
salda] importando, om os respectivos direitos em !
ir de 1,000:0095000. .
ImprenaRecebemos e agradecemos uin
fo!hi-to seb o titulo Ligeira apreeiaedo sobre o
privilegio solicitado Asnembla Vrovincij.l do Rio !
Grcmae do Norte por Jos de Mactdo.
R.-fcre se a um privilegio para explorar a in-
dustria dn sai.
Ajustn coala Na Cas de Dotencao
lleeeu boateso, s 4 e 1,2 horas" da manh, o
sentenciado Antonio BeruarJo da S:lverra, victi-
ma de marasmo senil.
><>a Tuli.i Esta sociedadd dramtica
trausferio pura hoje o espectculo que devia ter
daio bontem no seu theatro, u> caes do Capibari-
be n. 40. Deu causa a isso a copiosa chuva que ,
*c;i'em rahio. ,
1'reliilUUaro eiM OIluJa-Hoje, s ,
Melpomene
550 JO
5J.00
5 090
540 W
55000
A' D. Laura Vctor, roa do Manjue
ti. 26
A' L). Hermelinda Sette, roa Vis-
conde i Albuquc.-que n. 61
IxruuiCcc **Ua hoje as segua-
te s :
Do Instituto LiUers/io OlinJens-, eons:iho ad-
ministrativo^ i* horas o 1 luitar do costuine.
Da Uasao Comoiercial Beiicfieento dus Moteioi-
fos, ao mio dw, para assuiapto'de ialeiesse so-
cial.
Urna ptopbeelA reallzutlaTraduzi-
mos de nma f >lh estrangeira o seguinfe :
a As memorias diplomaticts esto fizendo
furor.
Depois das do cmle de Bmsf. 1 impren? ^'
tranjcena tem comp^ehendido isso om h publica-
?ao de extract s nao menos intereasantrs d is do
? horas Ja noite, haver no thi-airi
Otwdaaaa, uor-variado .espectculo de prestidigi- | nafa* i-. Broglie e do con!; Vik him
tapio dado pelo beu coahecido amador Sr. Fran-j J staeo Batallar. j dO'a :
Comecar i 7 horas da noite. Quando na Exposici Universal de Londres,
Companhia hepaolioIa de i de 1862, o eojbaixador tussj, bira) Brunu-w, djit
.locllas -Che?ou huntem do norte, no paquete u.n |_|tar em bonra das pessoas reaes que havi.nn
"aacioaal lajio, a companhia deZ irsuellas,_ qu ,' aL.add0 A capital inglraa,
eom geral 8pplius3 trabalhou uo Para o no Mara-
ahao.
Unsta de 7 damas 9 cavalheiros cao toreo, 14
eonstas e mai 8 empregados, ao todo 38 pesso&e,
sera c.nt .r es Jireu'ores, qu sao os Srs. 1>. Va-
leatim Oatrido e Antonio Val--.
No luco ha artistas de mrito, coma as Sias
D. JiBta i';, Mauo-la e Antonia Sacanelles, e
as Srs. Cecilio Maus, Jos Duran e Jo* Rimes.
O rcp;rt.rij va=to, e conten operas a opere-
tas deacunheciJas do uus6o publico.
Acoir.pmhia deve estrear hoje, noiheat.o Santa
Isabel.
Locomotora PernambucanaEm as-
aemola g.-ral reOoea-ao amaub, pelas 11 horas
do di 1, iua Viatonde de Itaparica u. 7, os accio-
Mas da Companhia Locom .tari Prnsuibacaua,
afim de tomarcm eooh cimento das eoutas do anuo
findo, do parecer fiscal o do relatorio da adminis
tracio.
toniversario-Ni serpa-Jaira, 8 da cor .
tmt*, faaom 387 aooos qui Pedro Alvareo Cabral
aibarcou com o Sin da descobrir u Americi do
, ,Cbutaa c ebeia no CnpibaribeDes-
de aute-bant-un noite quu chove, e hontem o dia
jn'.eirofoi de chuvas quasi consecutivas, sem pau-
sa.
Parece que elia3 se estenderam agrande ion
pelo interior, pois a rio Capibaribe desceu huntem
anitu avolomado em agas barralas, denuncian-
do que a sua hacia foi bim regada nestes ltimos
diss.
Seja esse o comee 1 do averno, to suspirado, e
xada se perder das Kvouras.
Ifirectoria da obras de tonserv*
i dos porloaBoletim racteorologica d
U 4 de Marco de 1887 :_______________________
V 1
S-5 0
0 c -o
Horas 98g
_r
H
6 a. 26-3
9 28"-2
12 288
S t. 3o0
6 27-8
Barmetro a
Oo
75903
76021
759>87
758-57
758-66
Ttaso
do vapor
20.64
21.54
21.07
22 00
22.00
a

a

80
75
71
69
*')
Temperatura mxima31,0.
Dita miaima26",25.
Evaporacio em 24 horas ac sol: ft",6 ; i som
ara: 3-,6.
Chuvanulla.
Direccao do vento : E de meia noite at 1 hora
a 28 minutos da tarde ; EE, SE e E alternados,
predominando E at 3 horas e 33 da tarde ; ENE
a E alternados com iotervallo de ES& at 8 horas
da manba ; E at meia noite.
Velocidade media do vento : 2,B'73 por segando.
Nebalosidade media: 0,75.
Centro nepublleanoEsta associsco
eommimora hoje, com asna sesso solemne, o ao-
aiversario da revohipio de 1817.
CeaerSMIh^erao-No domiago ultimo, por
occasiao ^^^^Kida no palacete da Etna. Sra.
Cndessa da M'isva, festa offereoida pelo 8r.
aos empregados da ana
q-jando el lee o faram ofaso-
1 4 ole, lembrou-se o er.
Aesis Balhes, 3' offieial
j no tm dessa fasta, de tirar
__ja as poucas peasoas entio
fim de distribuir um obulo por
Aff uso do Kego:
japarticibo O
enfar com o s>
Estanislao A
daqui-lla re
ata tubicril
reentesl
tamilias pobrssl ^
Tio leiiz IembrM& que pena foi nao I be ti-
^asae oecorriaV) quaWo ustavam cheios o grsndes
Entre os convidados activa se o ctnbaixador
da Prnssi.i em r'aris, qno cntAo nao era inai do
que o Sr. von Bismarck-
O fatoro arbitro da Europa n:t:ibil>u coa-
versacio com Disraeli fl dis^c as se^amies pala-
vras, qun ficarsm profundam;ure gravadas na
memiria do conde de Vik'.huui.
Dentro d5 poaco ver-me-hel abrigado
encarregr-me da ebefatura do govr.rno-da Prus-
sia. 51 uha primeira empresa t.;r raofgaiWMt o
exercito, com ou sem assistencia do Ltndt&g. O
rci pensou j nisto ; pjrm nao posao realizar <)
eeu propisitu com os scus actuaes ministros. To
d -piisa o rxercito tenha ciicga lo pefeiyao
que ne proponho, aproveitsrei a primeira occa
sil 1 para declarar a guerra Auslra. Imme-
diatam-nte deslrairei a Cuafxterac] Germnica
astual, subjugarri os Estados pequeos e me
danos, e por ultimo craarei a unidade nacional
.i.lem, piado 1'rutsU a cabera d'e'li.
Bismarck cumprio ao p da letra tudo q-.ian-
10 disse entao.
La; tima grande que a prophecia nio alean-
Vate maior periodo Porque saberiamos desse
nudo o que ee propoe Bismarck a fazer aiada.
_ell*!Efteetaar-ae-ho:
Amanh:
Pelo agente Finio, s 101|2bo.as, na ruad
Imperatriz n. 20 de 10 piano e, m;veij e um ca
briolet americano.
Peio ajenie Critto, s 11 1/2 horas, na ra do
Imp rador n. 16, de parte do cngenhi Brum.
Terca-teira :
Pe/o agente Pinto, s 10 horas, na ra Vis-
conde de Albuquerquc n. 25, de miveis, loucas,
vidros, etcn ete.
Hlataa raaebres.Berao celebradas
Amanh :
A's 8 horas, na espella de Uruc aiirim, por
a ma de D. Eaedina Augusta Serrano Travassos;
s 8 horsf, no Corpo Santo, pela alma de Custo-
dio Francisco Maitios ; s 7 horas, na ui itriz da
Bia-Vista, por alma de D. Euedina Au-justa Ser-
rano Travassos.
Ter^a-feira :
A's 8 horas, no Espir.to Santo, por alma de
D. Maria de Figueiretloe Bilva ; 8 horas, na
ordena tereeira de 8. Franc-iaco, p >r almi de D.
Tbereaa da Costa Nogaeira.
Quarta-feira :
A's 8 horca, a igatja d. Bam JarJim, por al-
ma de Leandro Fraaeisco Borges.
l'SMaaagetroa-Chegados dos portos da nor-
te ao vapor nacional Ipojuoa :
Joo Neaei, Alfredo Pereira, Dr. Jas Estevao
Pereira, Jovino O. de Carvalho, alferes taliun
Jos da Silva, Antonio Marques da Silva, Ed-uno-
do Lopes Mendooca, Manoel Seve Filho, Affooso
8. Maranoio, Arthur, Jos Ignacio Ferrc>r e a n
criado, Dr. Jos A. Costa Barros, Carlos Bi-tis,
sua seohora usa filho, Manoel Medeiros Rocha e
sua seuhora, Zsnaoroca A. Raseli, Dr. Aotoaio
de Sousa Filho, Henry S. Gernerd, Dr. Vicente
L Pereira, Celestino C. Weaderley, Antonio Je-
rnimo d* Carvalho, Jos Lopes Davina, Carlos
Faleo, Joao Martins, Maria Mac i), Maooel Too
a., Francelina Marc Kraose, Jacintho Pe 1ro de
Mello, Fre Venancio Capuchino.-, Maria E. do
Reg Barros, Vietoris ff. da Rzgo Araujo e um,
criado, M. Pater, Adolpbo E. Soares, um Qaho de
esquadra, orna prsta de cavaaria, Joaaiu Ame
lia das Naves e ama ttiha, Argemiiv A Ferreira
da Siles.
Chegados dos partos do sul no vapor nacio-
nal Jttfuiribe:
Maria Bai boia de Sonsa, B. R. Blanca, Joo
Dia* da Silva, Amaro Petes de Azeveda, Joao F.
de Aodrade, Fernando Raogel de Mello, Di. Es-
13.983
13.612
6.579
Locera da rrte
te, pelo nov plan 1, cuj 1
JOd 1.000 .cr extrah
eo.
Os bilhetcs scham-se a
dependencia ns. 37 e 39-
Tamb'i acham-so
t'jna rus rVtsneim deMar
laotrla lio fioI
lote o 36, do novo pa
10O:O >04fX)i>, mi extrabt
Os bilhetes aeham se w
pendencia ns. 37 e 39.
Tambem achain-se vn
aa ra 1 de Mir^o n. 23
b. 2 C
Lotera para o fu
pa^io A 7 parte desta
grande de 6:0005000 ser'
de Marc, s 2 horas Ja tarle.
Os bilhetes achara-se venda na Roda da For
bina ra Larga do Kosario n. 8a.
Ceoaiterlo publlno. Obituario do d a 4
de Marco :
Cosme Cypriano de Soua, Pernimbued, 20 an-
uos, casado. S. J is ; tubarcuios palia 'nares.
Joaquim, Pernambne, 4 in:', Bia-Vista :
marasmo.
Manuel Jo3 de Sonsa, Pernambneo. 21 aauos,
S. Jos ; tubeeulos pulmonares. -
t.hrispinians, Pcriismbcco, 4 mtse;, 8. Joe ;
ti tano.
Anua Mari da Cmceieao, Pernainbmo, 27 an-
ii.s, solteira, Gra^t ; tubrculos.
r i-xtrahid>u dia 10
Correio geral
Manifestaba i ao adotluia^iclor
Oa eiopregidis di replrtico do C-irrI-, ieadO'
se cotejado pua dai-em ao seu digno brf.1-, o Sr.
Affniao do 11-go Barro.', urna significativa man
fStacio da entina e apreco, que Ihes ha Conquis-
tao'o, pela reetidi e criteriota coufraterniJade
om q-ie 01 d rig?, resolvraro offerecer-lhe o pro-
pr o retrato, oleo, e em tamanho natural d-j meio
corp ?, em re 1 moldura
No domingo proiiae pisstdo levarain a ctTaitO
esse proposito como garbo e gentileza, dicta lis
pel cs-pautaueiiado da aegao. A's 6 lj2 bor-is
da tarde, sahindo da roa Direita um carillo de 23
earroa, eaeaninbaraai eo ao p lcete da ri.a da
Aur.ra, onde resid.-m 8f. Affniso e suas mui
respsitaveis mai iem, as Exma^._ Sr.s. C-ondee-
sa da Boa-Vista o D. Mana do llego Barros.
Olegario, ente aa h-irinoiius di msica do 14-
b.talha) abi pstala, torito recebis p loi ebM-
juia.l-ji e urna s-dcota siete I i de amigos, e de
Familiasdistioetaa, que binlosamsntesediguiram
de abiilhantar aquello acto.
O Sr. Atf'jiHo il It\;o Barras havia proparudo
aos (flurt iutt3 am-i r.-oeocio espen ii; 11 tob todos
os pontos, fazcudo recordar a muitos, d is que all
m acliavauj, as fa-istasas recepcojs do sea A'c-
meuido p-ii, o bjnemerito Cond* da Bja Vista ;
que poasuiu o segredo de ptea'o. os ai.igo nos
.11!. 103 d* pirticular estima e re3pit.ia eoaside-
mcao p-la magia di m'-is Ihana canviveaeia,
par Jomis apurado cavaiheirisrao.
Intro luzidas toiis no salo de bonri, que ce
ai-h..a mi ido C)mga3to e primor, caoba 1:0 S:.
Joc Aftint 1 ..Jas Sauto Lima, o-amo interprete de
sem ennpanheir.is, entregar a cff:rta m'diaute
um'bV-ve discurso, que abaixo va pablicaJ), in
cumben.-ia de qae se deseinpengou eom vantagem
pela epressSo e colorido da phrise.
O Sr. AITanso, tomado de profunda commo
9X0, reapoadea agradecen lo, pelo malo b.iixo
pjblica fo ; i em segaid faram offercei los Sra.
Caudossa o a sua gen'il filha dom lindos bou-
quets do fl ires n-ttaraes, orandi na oocasiao os
empregados Alpiaiaio Javaleanlo Marques, Spcn
c -r X^it o, Vicr ir i tn o B.-rges Pereira c Olympio
Correia de Meneaos.
Aa retrato arompanhou um maguifica lbum,
oade eifao assRnados tolos os offertantes.
l'a-a ;Jos 03 momentos do officiosos .e delicados
cumprimentos, o Sr. Aftmso do Reg Barros ejtt-
vidou aos seus empregados para um sarao dan-
tanto, que :orrea na mais cordial e prasenteira
convivenoia, iutermeiado de primorosos refrescos
e finas morondas, at meia noite quando teve
lugar urna oppara ceia, cuj aervioo e variodade
nuda deixavam a desejar. Abi trocaram-sa di-
versas brindes, c, somente s 6 horas da madru-
gada deu-se par terminada a festa, sabiudo todos
caotivos a amabilidade d'aquea nobre e resp.ei-
tabilissim't familia.
O.mas ao Sr. Affinsa sinceros p>rabeos por
esse kc intecia :nta, tjo bo iroso para si, quanto
para cu empregadss de sua repart?! >.
inuato na cora^o da bumanidide, que nao se cx-
tiogne, qun nao fenece.
Batid piba Utegaa da inveja ella 'pola em
peqneninas oscillacos arrefeeer um instante ; mis
com> a Fnix fabulosa que renasse d( suas pro-
priascinzas, ella a irmS da caridade do amor e
daj'istica re urge mais bella ainla, mais ch;ia
de 8eiva e vigor. E' eima a hylra de Lsrna
itoita aqui, reviv aleo, erguendo-j; cein vezes
mais forte qua d'aaces.
Foi assim que, em corto tempo, que felizmente
vai longe, quauio alg.ius destes nucos so levan-
tiram pira dar a V. S. um* prava de sympith a
e agralo caes que o recebiaa oa cadeira de
chefe, u-a elemento discordante, imprem 1 de
invej* o do dsspeito coaseguio eoafaadil-os e dis-
sipar a realsaac.Xi desse empreheasoin') gnu-
dioso que os nob.litar.
A aspisas) w na 1 morreo, p-irat; e 1 'je qae a
fl iiiimi isapirsiori desse sentim-isti so rdmuimoa
impetuosa, a so irradia esp4aa-I> en nnsai
alosas ; sjse .1 ili daspwtcfa m ee.fbro do a n
achou echa e:n ti lis o ujsjjS norato;d, q 11 a
amisade, a syjspithia e o resoe.to u'un evolu-
Vili insappn-av-l csuia,-iu tidos os presoneeitu,
ni vimos contentos e orgulh isos pigar a V. S
estctnbut) sgralo, e depr em san raloiun
m >decto pendor tiesta maoifsstacjfo sin en.
Sim, Sr. adoiiHistr.il ir, as nossas ai-.msd' m -
COI ni) sai iuiffore it>s a> b.-m nern refractarias
aos boas e puros satliatos 1 ueste momiti
s)l-'n:i! ujs i'XUemimeute K-"'to d.'sJenar ai
trevas do obscurausisin 1 acabi-u.ihi lor, que mi
tornara ing.atos, e dar u n t-stomunli 1 saciaia-
de di que aabamis ser j istos, louvaudo a vrtulo,
saud-.ndo a hiara n drgoida.tc, rendenda, em
fim, u 11 ureito a mrito daeaasHl qua aj presa-
ni 3 como ehefe.
A pro va inlestrn^rivo; de qua um 1 m voni 1 le
nos lig.iu ni mellnr hinn.ni-i a est 1 manifesti
co que lodos n, cmoregalis da eorreio sem
diiiecao de elasses, c-ua a a'.=f n,-l> que irau*
parece em noss -s semblantes, eo n os eoraojs a
transbardarem de cint<_taincuta, ompirecema
aqui no lar da illiistre familia de V. S., neste ti-
beruacnto das affeicoos miii paras da vi la
d'alina, par reiler esta hunenig-'in di apreo e
i E de V. S, n) ji-i'-in is e.n reaouipi sM a caa-
viegao inbal*vel de q-ie. n'n ti 1 o m.'twr vislum-
bre de affectasSmem ae constran;iineuto nocan-
priineutu destederer que o coaelo boj dictm ; e
assim queremos pira ni 11 la a (finia do aco.ru -
ment quo V. S. Ihe de.iicir.
No lugar resp-.toso um que estamis, Sr. adui
aistrador,que tambero urna homenage n de eterna
grat'iiilo ; aqu n Lr da liustre familia d V. S.,
que temos 11 satisfaca da ver pMl,
o maie valioso, de ap.eca nussa m idala miu>.
fastaeiij ; ueste momento, Sr. adminstralo^ en
3J( distas eft'iijs d 1 enchusinini em qu- o i-
fii'itc unk-.-va-ss an'iuatetnplacia de t>ia a gran
dczie aubliuiij ide di bsm, un reeird.ig.ti 91-
gcada. nos s^nsibilisa a lm<, e o caracia enter-
necido elev 1 p^os -una prece d; s ludag 1
memoria de uai verdileiro apaitola da Bam ; le
am boncuu'rto da patria > sempre pranteado
on le da Boa-Via'.a, ejso filho oil-cto que Per-
ambuco ivnl* veoera agradMJ l.
V. S. m' perdoar so illa avive no c iracila a
.- u a sauJaio ; mis na p-Sso.i do V. S. nos ee-
s a reeueamaejto ds virtules de sea venara 1-
a pai, e como a elle us lomamos em V. S os
scnlimcut s mus ehiVasVs d- amar ar lento pir
tudo quanto iubr.; e bim, o lo resp.'iti o mus
profiiado pela sociedaie.
ICst vencida, Sr. alministrador, a n >ss 1 aspi-
racii; esta a 11.su tnaailestaga 1, fia.ici I sia-
Oera cmio a amisade o respe: :o que devotamos,
a V. S.
B, be am aulla ao echoar la lora os so 13 dcsti
fata, n cilussnia tentar micnlar esti sentiinsuto
que us impellia aqui ; se p;op st iliaenie o des
l'Cto proaarar m-uoseabar de uiaisa romana, i><5*
temod no caragaa os elunant s repulsores, dassa
ignubilidafJV que ser o pruDiio phi'tro venenoso
para desesp-rar os s dios, ni temos a nos*a
cansciuiwia iinpolluta que aos mantera ni nossa
pisto de h aira, com V. i. tem sab;do conservar-
se altivamente no seu.
Sim, a eonseiencia, esse cryst-.il I inpi lo e bri-
Ihante onde se r*e -eU-in as acgss humanas, i.-sse
'.olio q:.! acompanhou Can no alto da torre ou aa
amaga da trra, como dase o i.-nm o-tal Viatir-
Hugo ; esse sol esplendido de luz que oos iluimni
a trnvessia esaabras 1 da vi i 1. nos salvar das
traigO^s da inveja.
Terminando passo as nraos de V. S. este albu a
noque', de proprio piuii >, ii3:ie-sM4t3 asiigna-
tuias, eom que firmamos e aut-araca ujs eite 11 'Si
pr testo.
Exm. Sara, coulessaeiixma. Sara.'Jinsintam
Vs. Excs. que nesta uiineot > de tai grand.i satis-
fscao, para tolos n), Ibas offr/cunia estes sim-
plas ramalhetea, em signal de raeiti csosiJraci
estima.
Meus charos eoliegas, agral vo-vas o licorosa
encarga, 'que baud^zamcute me conliastes, e peg1-
vos me desculpeis se nio palesatisfazer fielmente
(-0 visso mandato, a dia paito da mcllior vantale
qun mu uuimoa.
Ea vosabrag immcuiainaute psuhorada, o pira-
phrazeaudiao graudo pensalur E. PelietaaVis
i(ru: aoubestes cumpriro vosaa de ver.
1887.
.--., ^......^ w ui'i',a 101 um iia cu:-
i03 que. d.-tengiTiHio de se paler fiugr
s.lepares nter pluribns, foi d-j Alexud.-e,
Eis os dcuisos :
Illm. Sr. AtTouso do Reg Aarros. Os meus
collejas empregados da repartigiXo dos eorreios
que V. S. tio sabiamente dirige-ha j 16 anuos,
por um esmero de fineza que nao mereco. mas que
muito me honra, escolberani-me para o deseupe-
nho da urna missa qua recaobi'co superior &t cni-
nb i= farcas, mas qae me mmensameote agra-
davel, e que respailo e preso como um dever sym-
pathica.
Eu nao padia negar-me a aceitar tao elevado
encarga porque a idea que oa anima grandiosa,
santa ; e parque precisavu de- testemuuhar-lhes
tambera a estima .e apreco que ellos me merecen).
E para salvar a miaba incapacidaleamparo-me
benevolencia de V. S. e de tos Ilustrados e
dignas convivas.
Assim. Sr. administrador, venha, em nome das
meus collegaa empreados do Correio desta pro-
vincia, significar a V. S., como nosso mui to digno
chele, o jubila que nos innuuda as almas pela rea-
lis .gao feliz da uaii idea qua nascera espoutauea
de um s-ultmenlo uabr; que nos auc como irmios
pelo coragai).
Sim, Sr. administrad ar, nos vimos aqui anima-
dla de. um t sentir, guiados par am ineatno que-
rer, apieaentar a V. S. um protesto solemne, que
desejamss nunca sejaesqaucida, da mais sincera
e lutims ^ratido que Ibe dev mis cama amigos
seriamente dedicados.
A gra-ido um sentimento sublime, um lllapsa
Roeife, 27 de Fevereiro de
Jo Affons dos Sant s Lima.
Meus amigos e ao 11.1 iuh:ros dj trbiliii.
Nesta occasiao expenmonta o eSeita das grandes
emogoe de jubilo e de rcosuheaimeat.
A esp iniiui i iade com que viulea fazer-me
tai expressiva quinto honrosa manfestaga de
vorsa estima, por meio dasta preciosa oSerta, est 1
spontaneidade, repito, sai de hoje em diaute
p-.ra mim o titula do mais u.bre e justo orgu'hi.
E.i a to item.ilare ssoipru eoiao o espirita anima-
dor desta primor ma tia.
Este momento, teubores, o mais solemne e
mais feliz da inioln vida: elle fiear gravado em
minlx memoria e mu gdaerasa -remuaerago, que
nuuei Hw, nos meus constantes eslorgos no
dei'inp-uBo do servigo puilico, por estro as i.g.ai-
ras de func.oes to especiaos e diffeioutes das
outas repartios*. -
Oa vosaos sdiitimentos para commigo sao o c r-
re'ativo doa meus para cunvosco.
ae as urgencias imperiosis da sarvigo, e a sua
espeeialidaaeiutraasi^uuti.', me tem levada alguma
vi z ao desagrado de :algum, e mesma a severas
po videncia, va meamos reeonb-ccis, que elles se
impOem aa modo irretudavel, e Ocus sabe quanta
rtpuguauea o pesar me t irttiraui a alma.
Eutretanto. sanhari-s que uitluer sompensacao
poleria eu ambiciona.-, cloque a de ver em torna
de mim, uiai fraternal amplexa, a tutaiidada das
meus compaubeirog'lt repartigao, afgana dos quaes
lidam commiga all ha mtis de 17 anaos V
Obi gado, e muito obrigado.
J vas disse que as em gow de minha grattdao
eatibiam meus labios.
Esta manieataga tanta me honra quanta vas
enuobrece. Sirva ella de tstimulo a todas ni
para continuar.nas em nosso espinhaso traoalho,
tenda sempre em mira o bom deiempenha do ser-
servigo publica e por bussola a r.asaa propria
di^uidade p**s Nesses intuitos fag eu consistir a gloria de ser
vosso companheiro e ohefe ; com oilea en vol-o
asseguro, meceris sempre ao vesso ldo, emquanto
approu?er ao Govcrno Imperial osnfiar de mim a
dirccoSo geral dos Correios de Peraambuco.
Recife, 27 d. Fevereiro de 1887.
Ajjonso do Reg Barros.
O Sr. Jos Maruuu
XXI
Adeus rei!...
Adeus imp rador!..
Como s falascs as esperangas da vida !..
Como a minha alma est triste 1...
Adeus chancellara, adeus IJUmirkida Uo rei
do norte, abicaiido imperador. Para Nabuca nao
sirvo, ppis eu j eslava todo pasitvista com oex-
rei do norte e Nabuco ni-a o ao meaos anda
nao o manifeslo'j neui par obras nem por pa-
lavras.
Poi-se tuda como a lalh.i sacc 1, desprendida da
arvore por um 1 rajada A: venta u laucada tr-
ra para servir de estreo. f\ i Nabueo, que coma
Eolo, b com ti_ sopra fez tola esta desgraga.
Adeus rei, aJeu^ imperio, aleus dymaastia
nova !...
Nem mais d-j louga grassa, nara da fina .'
O nosso hainein simplesm mto Nsbuquista e
de iutiina ordem eomo de publico e em preseaca
dellc, infinitaiueute abiij cqufdssou-sfc, con ap-
pravago tacita de tado aquelle taa grande audi-
torio, cqmi maior nao caba aili.
O ex-rei era rei, a ciuiinhava a pasaos largos.
para o imperio, porqua tiulia payo, e tinha pavo|
principalmente porque divaemprega, o muil 1 mais
ainaa ae esperava dalle, e parqua ar/anjava ban3
arraujis para os amigas: e Cinba e sustenta va
fausto, pirqu- 'ii'11 amgaj, pas ui passue h-
raug, uaa reala de industria pira tanta, e tai)
aeabiu-se quauda s aspara va nonos
Ah N'ioa.-o! AdJ N'ibaai! qaa mi) v.n
trouxo u agora, para om outr 1 venta de tai boc-
ea desmineUares to bmitos castellaa, cuinos
da cartaa das brioaas iufaatis ?
Ni ha han.'m s.-m hamam, dissi mi umi vez
um amigoge it 1 grassa (\1j 9. aimirem qua
o ha pira tolaios ge ae ros de obj-ctivos), e ea
respon li : 111 uissa trra Eelle retorqaio-
in.1: em tala a pirte a. E >u c.i!ei-ms penan-
do no cisi, p ir |'J 1 ello miito lijo e o disse om
tanta se^urauga, qae desoufio ds m'm
E pausan lo ni casi o que aah-i foi qu-s 03 pa-
trio as de n >331 trra, com o sau orgulba de seren
braz i iros, o gateme ton li defin imiMii un la
i i a o isaa puna uttribiir os soh d fj.toj e ai
H9 Utlserias ; tilu ui oa'ru paizjs. E assun
aehe porqu : vi n> manda tmt) homea qu? f i
haneins.-in h.n-m, eusipir ex-mplo Maomet,
M -met, All, iple!) I, Lineolin, Frank'im, Ga-
b ea, wtaii, Pascal entre milhciroj aelles sem
liu". So pirm hi muto hanam qas se levauti
s m na 10 ter kamem q-ie lh dease ralo, ni
hi v lente qus nli eiteontre outro valeute.
E' assi n qua aalav o m'u rei t) graude, tio
valeuti), bitaiiii tu 11 abnxi, e foi um da cha
g N
u-nn e
o so ebagando a elle e eom geito o acariciando, pas
aiulliM porui, e eis h: o mea re foito o s"U
8u-^ephlo m lit) f !iz e aitisfeito de sti3'outal o
Sa seu dos", levan ia-o pira ouii o qaeira, mul-
to n-abre e girbisi aeate. S nao val p ira L la-
dres com o sea amo. pirque n;lo enfeude o inglaz
a asj.rn fiea aqoi eou 1 o sea lugar tesante, com
in1 miando o libaraea ro-npidu eom os outros qui
sao esorav ierats.
Ii 1 1 io i--;. 11 1 mea rei, futuro iinp'ralor de
lou,-a de eaaa, ca n geita ora ot l'os, sen ousar
dupat ir s para si o mu lia qae fin^ii ver cam
gisc-a repartid 1 ei-n eli^s, ciniihuilo assim a
nanas altos ti s, no quilquer di 1 dibaioc;:a-
iia> da.-ii un s.lta so no 1 taran) d)inpri),e
si o-s o alorarnm. Mai eis qia chegi N.bj
ca e mi! i :
Nem mi..i un .i,t.nt; le al.imgi a'gi.ni
eo n asta omaa Ii Je .scr.ivaj.ata-, impiasiv.l de
caavergiii que s6 quar a aaiaa di pirtid para ese
e-Jar s p ider e perpetuar a eioravilio
U j ri, ; ii:!u-i!i, tili aa'sf-ji'>. Icixia-
se miiitir e, reau lA illa ii ao.di), sujjt',1 se a
tu di.
0 i ib) foi qjuiii o tj-> piva tata eheia de
s ru tribu 10 ni, eii un .a -O tlli e tova iuajcau-
cemeate a cru illijj Je f izer orir, d opa s da Ni
buco.
Si emi i-iu.'o hin'm e'l: f d sempre desmiute-
Irl 1 111 tribun 1, roluzida a bucaphili do Sr. N'i-
wio), que liria v "s liqi! lli b.-ilhan-inonte
lo isi; cssa d )S m ns distuciis das orad >ros can
ti mp iraaeo ?
1 >U que torturas !. ..
. O bac pbal 1 ge-nou, qi -ixaa s-1, e filcau cho-
rar i! I.-i f,i soltiu !o p.Uvras d-s canacrC lis c
eoii.-ort. .udi as .a; nprii cmSm caafjssou-se su
jito aa S.-. Nibueo, uini'ala c nS n, a-iu nibre
ti 1 cp'iala.
Eodi.ibi c ija -, mejiT) lmeephilo, e!l 1 fiea
a |Ji O lugtrij ntie lo Sr. Nibui, qa-a sega
p>r 1 L ai I reo.
O a. o liiuami pe 1 pilivri dase n.-fitaio,
ijula 1 ie 1..I1 Ctin fi 1 10 alg i.:i, nen polo ganio
I) qiiil i lia brota, d) proprio iicult), con da di
Mihnnet, nem da estu io. quj elle nao ten na
uhun. S u t ilent) nico & le repasteiro, p-la qu*l
i-lie i-oi-u-gi" emprego* u arra "j is para oa ami-
gos, iu o -01 qae e>u;iste o sen patritica trab-
Ibo, a que s?o gratas os uiejinos ou outros amigos
qu.! o sabeu; r. e inpausar sustentan la o 11) "4rs-
;ido fiU3^o ior tanta dedieagaa patria. Mas
Je 11 : que ramp; om o Sr. Liiz Kelippe, U yssea
ii V do siqueira e reliqua liberaes da paufa e
fiea s cam a matera s-c:i do abilcianisni,
adeus resputeira, adeu; talent) s.'u sem imis oc-
cupagi),' a feus amigis da 0:111 que livi a ou'ra
ma, adeus thuso ireiroa t$aa estilo todos arroben-
r, id 13 !
l>Ls tbranos ji aii se fa.la, que com o que es-
t ni naii singa i) e ri.it. depais daquellas tai
bollas cspran,-ai do B sinarun id 1 qu > v j pira
sempre pardilas E dase a ^entai l em iii.neus
sem Coahaaer bem a sua cjiiaiiaia.
Eu que fui tao cintra elle depais qua soff.i
aquella sua branqninha \\its ji temo contada, taa-
t contri ede que me presentei disputaud >-lb : a
iVputaea) p4* Jutrtot, yunda os eleitoros es-
f..vam ti iu licalos delie? 0.1 qu ) voltei-ma a
lie, ao aaoitivisaio q-aa id.e profassa, qu iada elle
iiorcsentou sui 0:1 lid.itura aa throi), pira r
seu Bismarck e viug: -ms d-ste pavo que m? dea
uto rotas depois de tanta pr un-ass 1 so 11 eu pe-
J las, ver o mea rei e imperador futuro agora ca-
v l^aj 1 piiip r, i Jjuao, u io p ira d)aOina__- ?
Est.-.u po's uiu'to z nig id ) com o raeu e:-rei,
v n la-o convertido em bucepbalo.
y 10 lim tarta che ae-tauJo o f'reio do Sr. Na-
b.ieo, :i |'i-lis m.-sino Nab ico cujas i:iuOdS a res-
p:.:i di m.naivii ai uli tinha, coma uao tiaba
da repblica, uiobstmtc ser republicano ; elle
jue s admittia a monarch a com ou ra dy ai a is-
tia do louga da casa, da aun familia, agir rom-
per, declarar gu.rra aos leo .'a e deixar-sa buce-
pla ar pea Sr. Nabuco.e s par eiusa do abalicio-
ii.sm 1 que nao bata mais amguu.n pira dianto ?
( laula ehegaroin as cluicSas, sa os leoas apra-
scuiarem outro can Ii lata, coma necessariameute
a faro, quem sostena mais o rei qus nao mais,
e qae pela systema da transformismo viruu buee-
plialo ? A gente qaa o aompiuhava por causa
dos em pregas, nao vai mais eom elle; os amigas
desinteressadas que o uccmpanbavam pala posit'-
vismi 011 descrenga de Deus, vendo o liara-.-iu des-
au.paialo da maita lazaroni, esraareeem ; os leoes
o guerrearlo com tudas as torgas, c essas todu
nao 6 preais) qun s jam militas.
E 1 rei in-uviJopa!) Sr. Nabuao, transformado
a bucepbalo, iado-se embarn o seu Alexandra e
0 deixano'o quasi apenas com os positivistas esmo-
recidos, cam qua forgas hitar contra os lees ? Se
1 -sti's nao cm o d .ni da palavra, por sua parte o
rei bucephilo per. tu o paucoquo tinha, desde que
o Sr. Nabuco passou lh; a perna. Que far, pas
para utar contra os leaos ? s Ibe resta urna
arma, aquella nica de que dispoe todos os buc-
p hatee,
O Sr. Nabuc.i ou na caabeca beut anda o re
do qual fes ecu bueephalo, ou foi c-rail para com
aquelle a quem cbirna amigo.
A'exaudre q lio io parti s suas aravilhosas
Conquistas no Oriente, foi montaioj& seu buce-
pti i qae, sob ou oatre suas peina* era sempre
garbosa e val-auto; no SOtaato que V Sr. Nabuca
vai s-as'.nho para L indias e deixa o rei bueephalo
s, coma barata em terreiro da gallinhae.
Ua de ser muito 1 r.p.rtaur-a espectculo que o
ver quem na inorrera como desempenbar o
ex-rri a misso de que o deixt incumbido o Sr.
Nabuco d-a brigar roaiper at vencer os leoes.
Na entantodevantam clamares e odios pirque
fallo as proezas e friquesas do rei bucephate.
Oeixemos para tratar disto n'outra artigo, qae
ueste se tamara o discurso uiuils>longo.
K oife, 4 Affonso d'Albuquerqite Mello.
0 refeitino d,a meninos franqueada a todos em
quiesquir das refeteo.-a, as offi.-inas, os dormito-
rios e aa a alia a sai de i^ual manrjira; a Mordo-
mia e saus.depMicos sai abortos a todas qUe qui-
zarem os visitar o a todos do-se as expdcago.-s
qua lhe aprouver da pedir : os meninos podem fal-
lar a todos a'.m o menor estorvo ; a Secretaria
igaalmjnte franqueada, assim como tolos oa seus
livros, que se acham limpamepte escriptos e sua
escripturagl) en dia, a-;hsn lo ie sempre presunto
quem pai dar 03 esclarecmentos qus exigirem.
Tauta laterasse tomou em oecaltar b descalabro
em qie vai eita Colonia, qae em fim de m z, or-
fg.uijidt a Ciixa, o proprio Secretaria, que nao i
frade di Penha ooaa morra da amires por elles,
quem onf.-re oa saldo?, presentes a Di tactor e O
Eaaaom 1; e a vitta da tu io is'.a a m ds doe balan-
gas qae auaualmeote sao apresentada aa Tuesouro
Provine al uco opaa _dos pdos respeativos doca-
ineiitas ce dasp-za, e que nunca, at h .je, mereee-
r tm ii) raesuio Thasoura nem si-quer urna obss va-
;i; sano b)n aaba o pieliso anonymo; so palera
aceus ir hau-.stam sute esta a I niuistragi 1 de uudca
ter prestad comas d 13 ceatoia* de canos q-te lhe
firam canfitdos? IuJamiis; tinhamos pir cos-
tame, autos le caviar os ditas balaugis ao seu das-
tia>, apresental-os ai p.-ssaas competente'meute ha-
bilitadas pira oa jutgir, as qtuss s unpre es appra-
varam sem conteitagi), cam) tal vez i.fi) giareo
piadoso etdadda qu;, qaal ,-! J ve-nias, lase lata
ch )ianla o descalabro en que es.'a Colunia vii !...
A 8egoada aecusieo versi aabre umi histar-a
de um pequen? Barrozu que sz fui queixir 00
dii da i ii auguragjo ao Sr. Jr. Fraaeiso Laeerda
(n) aei su pai ou filho, ficou isto na peuua do /10-
n sto ciladdo, autor do eommunicado e que pn-
sojieou cita abena) de castigos immoderados que
nio s elli com muitos dosaens compinheirs* eram
vic ima*, sojfrewte pricacoes e, causa at hoiror es-
ttrever, sotVania fue.
Muiti tarta a dizer a este respeit>, capaz do fa-
aer subir o rubar es t..ces de piedoso commnnicanle,
aa isto fossa possivel ; nao querendo, porm, Ma-
lar o leitor, enaaM a sua ut'engiia p ira as duascartas
abaixa transcriptas dos Srs Drs. Francisco da
u-gi Oirroi Cavalennto de Liccrda, pai e filho.
que par si t bastam para refutar o acervo de
uieutiras e calumnias quo vea no citada commu-
uiei io.
Observa.-ei tmente que, na ezpasigao desta his-
toria, o pie-Uso coramuneaute quiz mostrar ter ba-
b:l tag.'S eminentes p .ra folhetinista
So ha nverdado patente o maiiit -sra justamen-
te q 11 to o cadoso commmvcante diz a respeita
la t i:n que si.ffrem estes educand >s.
Asrefeicois ordinarias estabeiicidas nesta Co-
lonia p.ra ai seas ulucaudas, sao qntra; a sa-
bir : a primeira As 6 horas.da maiihu, comtanio
d u n 1 ch ivan 1 de caf com hilacha ; a segunda
s mjv. hiraa constando de um prista com rara,
os mus d.a dial de csrne fresca, farofa, cat, bo-
laeha ou pa>; a lercra as daas e um quorta da
tard-, ooiiatanlo de um .-ata com carue, farofa,
arr 1 u f.-ij01 i, e rui-t is qu in lo aa ; a qua.-a
13 aate o iiima da naite, constando de urna cha vena
Je uaf, pi un bolacha.
D.-v : ae nitai- de jas^agem que os mais das dias.
a .bretu lo quauda os colmas tee.u deseapoiihid >
sitiifiton.in-uto otrabah) qae se lli-s orde.1011,
bi mais umi -iierenla; ora, um meniui que come
abu idanrum ate qaatra ee_M par d 1 p .de- sof-
fre privago s a t na-. ? Pranvra Deu3 que tivosfcm
m-tide d-ssa omi ia tant -a pobres orplias agg.-e-
gn los a certas familias, que somonte praiuram es-
peeular sobre o mor d'elies !
Sofireui privaedbs es alumnos dest... colonia, mas
cm que? Ser esa ronpa para se vestir 011 para se
a^isathar? Jada aiiiman deste Instituto receb;
pan sen agisalh) um expeliente cobertor de lil de
lgida; pira o vario que substituido pir outro
de IX de .arneiro para o iWerna, um lengol e um
travess-iro om a ompetente frouha. mudanuo-s.:
troutia e lengol o mais tardar de tres ern tres se-
ininis e de mea cm m z o cobertor.
^Cada alumno desta Colonia alin da lardamento
1 .miiiiaaJ, tesa, duas mulla da raupa sua uispo-
sigi-i, remendada sim qun I, v.-ilia airea liiupa,
sin lo umi pira o servigo, ou'ra para ign-ja, aula
e d irmida, qu-i em canas de mi leira com muito
aisoio; calgam duramente seas eliinclos e ne-
iihum Julles an 11 p ir ahi mostra 1 lo a uu lez como
eu inasma preseuoei no ntlncto oegio, onde
mi) haviim e rtamente/rades da Penha O tr-
camnto que aqu s^ d'sp:sa uestes manaos
t) sadio qae muito raras Vezea apparccem entre
ellos ra.l.-stiaa graves; to il-andinte que va-
rias peasoas que t;em aqu estado, e tal', ea o mes-
m piedoso ewiptou do comnihieaio tem-no acha-
do demasa io, a pomo de no "conaaIb'fenr a
siioprimir peto menos o caf e a bolacha da atmo-
g>, conselbo qu 1 uii aeoeit^i; euppriini apaos a
aaa ao jaotar, porqna a maior pirte aelles nao a
cania par falta do castum", dmJo-lhe3 em sub-
8tituigao arraz para caar om Cune.
Salfrem tanto fime 03 educandos Jesta Colouia,
Colonia Orplianologica
Isabel
Sr. Redactor.Sraeat-a no dia 20 de Fevereiro,
uve noticia dotalhada do am eommunicado, com
a epigrapho cima, que vem impresso na jorna
Provincia de 15, porque nao assigno, nem pessa
alguma acata Colonia assigua cs3e jornal; pois
hoje somente que passo responder ao anonymi que
ataca trnigoeiramente, esparando qito Vmc. dar
em seu onceituado jornal lugar a esta resposta.
Deveriamos deixur sem resposta as aousagoes
que vem mencionadas nesse eommunicado, nao t
porque, conhecendo por ellas a pessoa do calum-
niador, a melhor resposta fra nao dar resposta,
como parquo nao ha pessoa algumi das qua team
visitado este estabeiecimentc que nao tenha encon-
trado prrfeitamente o cantraria de quanto em dito
eommunicado se assevra.
Deveao9, porm, urna satislagao aqueles que
eonhecem esta Colonia somente por iuforraagoes, e
unicatneate em respailo a estes que nos resolve-
mos a responder a um ser humano qae, esquecido
da sua diga^dade, encbrese com a mascara da
anonymo para'ferir a quem jamis lhe tez mal
clgum.
A prjmeira falsida le que aeou3a o artiga citado
i o tnteresse que ha nefta Colonia em occuar o
veriadeir* estado "ella e o descalabro em que ella
v*i-
Dizamol-o com aatiefagao : nano, em occasiao de
festiviade, ou em outra qualquer cm que apparega
algcum vesitar este estabelecimcnto, sj tomou
prec ugoes para se uceultar o seu estado, como
betn cdnhece o autor do artiga a que respondemos :
qua hus raras vezes acabara a v.goqio recebem
tanto no almog) com na jauta, e as mais das ve-
zes guardam as bilaebas pura eom-r fora da hc-
ras : ora, qu-.m soff.-a nio guarda comida.
.z o mato' do eommunicado que envolveu-se
em um rninta to trauspirente que ticou campleta-
iri'icc eaahecida que fulizm-'ii*t3 fistola 'usfa pro-
yocia peasoas que team acienca destes fictos e
qua podera declarar si ha iaverdude no s:u n-
irioeiado.
Nos apenas lh; responderemos que felizmente
ni faltara psss >as r'speitaveis c acuna de toda
susppita que teem visitado este Instituto oui das
mo festivos e teera eximuado tuda eom a mais
acrtrpaloaa mnoeiosidade, fleando dtairna, nio
s pela boa ordem aseeto e limpeza, mas ( que
cerunaate hi do doer aa cari Jaso anonymo) so-
bretu ia da abundaaca di alimentaglo feita com
a mxima ecanoroia e da regnlaridade da trabalho,
e tamos certe-i que, faz-ado un 'Jpptl.'o a estes
ORValleiros, nao deixira 1 de responder 11 quinto o
anooymi avan;a s para v-r ss pode sr r acredi-
tado.
O quo uma felicidad", e um dia quig poder
ser a rama di-ste In;tituto e que, luetanda esta
Col .mi* com immensas difteuldades para poder
auliiiitir c prosperar, 0 nao abysmsr-se como de-
a'jam certas almas caridosas, veja-so hoje a bre-
gas cam militas outras dilfiauldad-s de natureza
diversa. Cam o estabalecmeuto de um novo en-
foulD.despcrtarum-se as preteugo-s desarrazoa-
,s .i-' quem quer-concertar suas finang'.s c m i.s
resui'idoj qao aquuil-.' pide dar; on pretende
empregos mais rendosas para si ou seus p ireutes
afim d pasaarem mais commodameute sua vida e'
ebegou sua audacia a ponto de querer, como que
iinpa a oreagao destes lug.i'es.
su se far quando aa frades da enha nao es-
tiverem mais na adrainistrago desta Colonia a
qual palas seus trabalhos desdo o primeiro de Ju-
Iho irle anuo passado subministra apenas ros mes-
iuj-i o necessario para comer e vestir.
O caridoso communicante, mostra se esciindali-
B-aio por nos t, r esforgido da tratar o melboi- po--
eivel uestas alturas os cavalheiros que honrarais
a nos^a festa d* inaaguragSa, teria-o igualmente
feto, Be tal nos nao fizeraos, parque elle io nu-
mero daquelle8^qne condeminm por ter cao e eon-
demnain par na telo.
Ii' at oiido pode chegar a cegueira causada
por iiitert'S8es incotifessaveis !.. .
.\iuitas 'itra8 causas poJeriamos dieer, porm,
esta artigo ja vai longo e .nao nossa vciitade
cangar o leitor. Najo nademos camtudo daixar
tem respasta urna n3uuagio maligna que o pie-
doso folhetinista digna-se fazer, dizendo qu-i e-
nkun vesuUado pratico lem at hoje apreutado
esta Colonia em q'ie se tem gasto centenas de conloa
.8 incita o Exm. Sr. presidenta da provincia a re-
farmal-a na intuito de ooter-se 'fim a que foi in-
stituida.
Ningaemmi3 io qae nos desej too arJeuo-
meute esta reforma, nao no papel, mas na re'afisa-
co ; perm diga-as o piedoso folhetinista onde
podamos haver at agora os meios para pader-se
contraciar o pessoal e material uecessaroa a esse
fim? Elle que riostra couhecer perf.-itauente os
transes porque (g_ passado ata lustitigao, sa-
ber dizer-uos onda 03 poJeriamos encostrar'r
Nos apenas lhe diremas qua com muitos sacrifiaios
esta Colonia at hoje ponda ipenas pagar dous
prafessores de insti ucg-iaprimaria o am de desenlio
e geometra, .e como pagara a outros que corta-
mente njo vU'jam des:or,rar-5e cestas mateas par
iOOOOO mensae3 ? Antea de soltar estas propsi-
goes o piedoso anonymo que s mostra tao conheee-
dor do descalabro em que vai esta Colonia deveris
,pezal-as.
A Calania nao dan ninda resultado algp.m pra-
ctico, diz elle, e nos accrescentnremos mais que, ee
elle entende como -rcsultalas praticos dar agricul-
tores instruidos, nuno.idal 03-ha pem para o futu-
ro, porque mis 3 nove decimos d'este3 alumnos
sao filhos d'essa c&pital qiu', com preferencia sao
[admittidos, nao obstante a disposigo do artigo 12
do regulamento em vigor, c estes nao s nao qae-
rem se applicar a aprender cousa alguma com re-
lac agricultura, coma sedzem os poucds qao
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Diario de PenuboiMDom
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aqu temos, filho3 de aj;rieultore, par despreza-
rem-u'a. ... .
U.-rao o pidos} autor do Commwucaio bem pode
cara irelKU ler, uem eat* Cotona nein o Beu direc-
tor sa> os culpado* d'eata verdadeira desordem, e
aun o patronato eacand iluso, qu cn toda a parte
se eocuntra. .
E ser realmsat-i vrrdade que neabom resulta-
di tenba dado cata Colonia, MM piedosamente
lastima o caridoso anonvm ?
Se uok fosso permitido expender a noasa humil-
de opinio peraote o eminente cidad&o aut ir do
Caaiinunicado, ihe-dirianos que na tanto assim,
pirqie se outra cou-a n) tivessemoa obtido, te-
riamos pe* minos o prazr da dizer que sempre
m-pir.imoa oos educandos qua aqu f arain recolhi- (
dos. am-n- ao trabalh.', que n'eate piiz nao 6 piuca i que d'ella estio eucarregadoa.
couaa, e a prora d'irto temos na seguate! cifra | Poder V. Rvina. tazer desta miaba resposta o
que elle pide txamiaar e v.rilL'ar pira nos auhar luso que loe convier. ____ i;D
2w taita Con muita estima e consideraba poco l.eeoc
paraassignar-m-.-DaV. Uva, criado obr.ga-
diasimo.Francisco do R'ga Bsrrss de LicerJa.
roo ver u queixa da pobre enanca.. preciso que
V. S. digue-se declarar ao pe deta se estas as-
ierro ; s5o ou nao vedaderr8 e que me autrise
a faser d8 8oa resposta o uto que me cos'ifr.
Aradecendo a V. S. a'antemao esto favor te-
nho a honra de declarar-mo. De V. i, humilde
servo e respeitad ir.fre Fidetia Mura de Fogo*-
n>, Director.
Recife, 26 de Fevereiro de 1887.
Illm. e Exm. Sr. Fre Fidelis Mana de F.*g inno.
Nao vi o eirosnunicUo a qua V. llvma. se re-
fere. ,
Se alifara dos edcanos dessa Col311 se chama
Birroxo e se a alguem fes qaeixas nia fna mim
nem d'iataaoub?. De tu lo quan.o vi na Culona
s tenho motivo para louvar e inesao aimirar aos
A'
Gukermiaa Lint Vitira
courtxummt.
nata-
Desde a inatiilacAo d'eata Colonia farsa reco-
lhidos 315 menores: d'estes existem presentemen-
te 130; 20 faleceram o'estes 12 anuos, sendo 16
uo anuo da epidemia de cmaras de Bangue, 17
sshirum com a educacao cainp eta, 92 toram ret
i-'ido: pelos prenles antes de cimpletarem o seu
tirocinio, tendo alguus d'ellea mal c-omecado a sua,
educacao; 56 finalmente, expu sos cjino iosubordi--
nados e recalcitrantes. .
Chamamos toda a attenco do piedoso anonymo
para estao cifras, afim de elle ee couveacer de que,
se csti Colonia nao deu inaiores resu't atRsy a cul-
pa nit > o'ella nem da sua direccao, e sin dos
inos hbitos do certa elaaso da populacao que
anda nao compreheod'i o que edueaeSo.
Deixaremos de fallar as primviras duas catb-a
Mxsl de meninos cima, e relativamente tercei-
ta, i to ao limitado uumero dos que coinpletam
a sua educado nVsta Colonia, observaremos ape
ua3 que do 17 d'elles, nicamente mu desviou-ae.
entregando so bebedera, principalmente pelos
indos exemplos e ms suggestes da propria mi,
mulher de vida livre; es outros 16 estilo honesta-
mente vi vendo casta do proprio suor. serviudo -
se para isto do que aprenderam nVsta Colouia.
A respeito da quarta cathecoria, isto dos ma-
nles retirados pelos proprioa larentes antes de
completaren a sua edueaci >, chamaremos nao s
a attenclo do piedoso anott/nio, mas da ausma
presidencia da provincia: o numero d'estes so-
hremaneira exorbitante, e se o2o h mver um pa-
radeiro methor t-a fechar este eatabolecimento,
pjrque gastam-se centenas de- cootos sem resultad
algum, Tiatoc.mo alo retirados ineuores que, pe .sua
tenra idade, nao esto ainda em estado de coa
prebendar coasa alguma; ainda asaim nao nos
consta que d'estes alguem tenha desviado; per
guato, pois, ao piidoto anonymo que culpa tem
esta Colonia e sua direccio, se d'e3tes 92 meuores
poucos ou nenhuns ba que apresentem os resultados
que se pretendem d'eata instituico? Antes que
accumular em sea Commanicado tantas mentiras
e calumnias, o piedoto anonymo Ievantasse a sua
voz contri eat abuso, que elle talvex nao ignora,
que preteuJe con verter esta Colonia em urna casa
de criacao, e 6 oausa d-* se gastar as centenas de
contos que elle chora sem resultado a'gum.
De modo particular chamo a attencao do piedo-
so folhetinisla relativamente quarta cathegona, i
isto doa 56 menores expulses d'esU Colonia por
dS:v _
(Eslava recinhacida a firma).
Ao St*. Herinenegildo Coelho da
llva. che fe da estaco das
Cinco Pontas.
Prometti dir boje a devida resposta a 8. 8., mas
antes de tudo prenso esclarecer o publico sobre a
origein doi motivos, que torcam-me a recorrer
impreusa
Seguramente ha viate aunas que frequento a
estaclo das Cinco Pontas, sem que nunca fosse
commettida para commigo a minima falta de eivi i-
dade ou polidez por parte dos empregados d'a-
quella estscao; porm de uns dous anuos para c,
p>ea en que o Sr. Hermenegildo deixou de f.-e
quentar o meu estabeleeimento comraercial, fez
este senhor o firme proposito de tr*tar-me mal todaa
as vezes que alli vou levado pelos uffazcrea de
ininba profitsSo.
Assim nao ha dia no qual o Sr. Hs menegildo
nao tenha uro motejo ou um improperio para d-
zer-roe, eomo costuma tazer com os serventes la
estacao.
Este procedimento reprovavel, sobreudo da
parte de um hornea, que j tem bastantes nooe
para p ssuir um pjuco de educaclo, levava-me a
evitar, sempre que podio, eacontros eom o Sr. Her-
raencgildi, para qua deste modo nunca houwsso
oecasiSo para algum conflicto.
socio sen anoiversano
licia seu irmao
:N
fi^f>'
A. V.
Cabo6-3-87. A,

H
*
:*''-'-
Custodio Francisco Hartlos, ja
nao existe!
Fazem boje tete das que o anjo da mor te, sem-
pre destruidor e cruel, arrebatou-o do meio das
alegras e dos gesos da familia para encerral-o
para sempre n'uui tmulo, ^nde e ha a mais com-
pleta eacuridao e o mais aterradjr silencio.
Sete dias de verdadeira dV e da muior cooeter-
nacio para p pranteam e priintearao, durante muito tempo, e
a ni justa razao, tao seosivel quanto irreparavcl
perda !
O quadro desclador e tristissimo que nos apr-
senla a morte ceifaado com o maior indifferentia
mo vidas que nos sao caras, que nos sai asis pre-
ciosas, um facto que todos os dias se est dando,
se esta repetiedo ; oque, quante mais se repete,
quanto mais se reproduz elle, maior a ddr que
nos causa, maior a aS ceo que nos fas experi
ltimamente, porm, o Sr. Hermenegildo mulou mentr ; principalmente quando o prente e amigo
que nos arrebatado, pelas suas virtudes inveja
veis e pelo seu carcter distinctissimo tinha iuteiro
direito nossa dedicacao e ao nosao respeito.
O amigo, cuja morte de presente sinceramente
1-tatimo, de justica diser-se, aehava-se em taes
conco-s!
Encarado debaixo de qualquer ponto de vista im-
punlii-ae estima e consideracao de todos.
E>poo, sabendo compiehender perfeitau-.ente a
sublimidade do sen estado, viva sempre n'uma
uoio feliz e invejavel! Pai, sendo sobremodo* .deste tyranno ?
extremoso e dedictdo para com os fiihos. sabia ao.
o seu procediraeuto mas para tomar urna attit^de
aggressiva c brutal.
Comecou por exigir-me que comprasse na es-
taco um bilhete de passagem no trem para alli
poder entrar; depois que tomasse o trem a me diri-
gase at Afogados, lugar para onde comprava a
pasiag m, sendi que cmquanto me conserva va na
plataforma da estacao exigime urna, duas, tres e
mais vesos, a apresentacao do biloete com o fim
unice da encommodar-me e provocar-me.
Aote-hjntem, porm, levou ao cumulo a a.'gres
sao e a brutahdade tendo eu despachado um vo
lome, cujo dono devia seguir no trem, bavia ne-
ceisidade de entregar-lhe o conhecimento, pira o
que comprei um btlhte de pissagem at Affoga
dos.
Satistaiendoasiim a exigencia do Sr. Herme
in'suborXnadorrrecalcirantes, pois estes provm i negd-io,- esUva muito longe de suppor quj eate
que sempre a Colonia produs algum beneficio, urna senbor, perd udo a cabeea, quizesao tomar-m; o
vez que n'ella permaoeca por algum tempo o me- bHhete, ameacsse p3r-me fra do re
or que n'ella se recolho.
tes menores foram cxpulsos como insubordi-
nados e recalcitrant 'S. e assim mesmo, ainda que
nos conste, neuhum d'elles deu trabalh> polica j gr.nde numero de pissageiros
ou a quilquer outra pessoa, pois esli elles viven- estacj.
cao por meio de soldados e outras selvagerias.
Todas estas seenas de bestialidade da parte do
Sr. Hermenegildo tem presenciadas por um
c (mpreg idos da
do, alguna pelo poaco que aprenderam aqui. ou-
tros aggregaram-se a alguus a&ncu'tores, outros,
emfim, ou assentaram pr*c* na marioha, no exer-
cito ou as msicas militares : diga-me agora o
piedoso anonymo se isto uao sera um resultado
qualquer om vista do que succede a aggregados
de certas familias qua nao deixam do dar poli-
ca oa aous trabilhos?
Perguat&remos por ultimo ao piedoso anonymo
se oeasa por ventura que os frades da Penka pro-
curassem da qualquer modo a dirocc-ao d'egie ins-
ttuto e tenham intercsse em couserval-a
S.' tal fosse como parece, temos a satsfacSidc
dixer-lhe que engaoa-se de um modo nao muito
honroso pela sua >-lta intclligencia. Ah est
ainda o Exm. Sr. deseinbar,rad.ir Henrique Pan-i-
ra de Lacena, para diser Ihe quanto custoudhe
resolver-nos a acceitar tao ardua misse. Anda
deve conservarle ua secretaria do governo um
officio pelo qual o Bvm. prefeito de ento fre
Venancio Maria de Ferrara, communieando ao
mesmo goveruo que acceitaria, declarou-lhe
que o fasia pbovisoiiia b iHTEBrHAisNTB, isto ,
.jac a presi^eucia encuntraase um ho-
mem, como o caridosoauouymo, que quiaesae au-
jvitar se a tao pesada tarefa. Ainda mais uo
longo periodo d'estes doxe anuos, pelo menos duas
vezes pedimos officUl apute a uossa exoncracao, e
repetidas vezes particularmente instamos e mesmo
rogamos afim de serem satisfeitos estes nossos pe-
odos; porm, sempre inultimente.
V, pois, o piedoso folhetiaista que u> csta-
mos-he muito cima para elle nos alcancar com
os s<*us cauces.
Pelo sacrificio que fazemos, dizemol-o com toda a
franqu za'nao esperamos do candoso anonvmo e
mais gente da laia dalle outra recompensa alm
da calumnias e insultos com que nos quiz honrar
na op-niao dos homens de be 0 que admira, porm, que o -"r. Hermenegil-
do que tao delicada e polidamente procede para
commigo, que, eomo j dase, alli vou smente pjr
uecessidade de miaba profiasSo, deixe entrar na
estaca > vad03, que nada vilo faser, mas que o Sr.
Harm ccgi'do nao se atreve a deitar fra, ou por-
que gosta de conviver con eilee.
Urna mulher de espirito, sendo perguntada por-
que r-zo queria viver muitjs aunos, respondeu :
para educar me sempre.
O Sr. Hermenegildo, porm, parece que quanto
mais vive, menos deseja ser humano e educado.
Que Ihe faca bom proveito o seu carcter..
ttecife, 6 de Marco de 1887.
Jos Lopes Ferreim Maia.
Rio Grande do Norte
Privilegio sobre o sal
Sob esta epigrapae appareceu no Jor-
nal do Rf-ife de 2 do corren te um artigo
no qual o sea autor qualificaaao da privi-
legio o pedido feito por Jos de Macedo a
A.sanobla daquell provincia, procura a
falsa f convencer quo contrario a Con
stituieo do Imperio, art. 179 24; e co-
mo tal nao pode ser sanecionado.
"Se o articulista attendesae aos termos da
peti^Zo de Jos de Macado e ao projeuto
da iltustre comrnissao da Assembla, nos
quaes expressamente se fz sentir quo nao
fijara privados aos particulares da conti-
nuadlo da cultura da industria salina a que
desvanecemos. Fzemos aqui o bem que I so teta detoad., ao contrario ae pro :ura
dar araplitude a ella concedendo-ae trro
nos gratuitamente aos individuos que
a inesina industria se queirara dedicar,
por carta n > a van,'aria aquella proposi
(So, pois que como o alludido pedido res-
peitou-se excrupulosamente a referida is-
posiclo constitucional.
Oittr* tanto, tal vez nao suc ;eda com va
ras pretencSes sujeitas a delibcraco u'a-
quella Asseintoa I
Concesso:s cono a que solicita Jos de
Macedo nao silo privilegios, muito eiauora
vulgarmente assim sejam denominados,como
pansa a secgao dos negocios do Imperio de
eenselbo de Estado em seu parecer abr
9 qual foi expedido o Av. n. 8 de 4 de
Janeiro de 1S60-
Km ties casos, accroaocnta a dita sec-
jo, a irregularidade est propriaraeoto oo
enprego da palavra (privilegio), e nao no
.iro do direito. Desde que portanto a pe-
dido de Jos de Maceda ora de leve of-
feade a Constituirn nlo restringa, e menos suspende faculda-
d que todos a Iei concede no ex tc :io
tra iadustria, cruente que o projecto me-
reja o apoio da patritica Asssmbla do Rio
Grande do Norte e do seu mu digno ad-
ministrador.
5 de Marco efe 1887
Nm<*.
Asfalto aos cofres
Pede-se ao Exea. Sr. presidente da provincia
para ordeuar que a compra do fardwarento para o
corpo de polica, qao tem de ser lisad no dia
11 do'corrente, sej* feita ere hasta publica e eom
quem maiores vantasreas offereeer sobre o precJ
das amostras que furem preferidas pelo eonselho,
como de costme, evitando assim que seja seo-
Ihida de pretereacia qualquer proposU menos van-
tujosa, allegando M depois perante V. Exc. que
se teve em vita a compra de boa fazenda e por
sao se rejeitaram p ropos tas asis vantajosss em
prego.
Pede-ae tambem a V. Ex.:, de ordenar que a
rutrega d* respectivo fardatmeoto aeja em duas
prestacoes de gestenta q oentoe vinte das, por-
que nio ser p issivel manufacturar em triut.i dias
2,lo pofas de frdamento, alvo a hvp.Jthes de
ja eatarein manufacturadas.
Asaim, V. Exe. juaticeiio como per o con
itiatU ao aUaose de todos qae querem prjpor-se t
vitax mais um acallo ao cofres.
Moralidade.
Todos iahem que o oleo de figado de baca-
lao deve suas prapnedades ao iodo i toles sabem
igoa mente, a repugnancia que inspira oleo e
eumo se digere uai. e natural que todtia os do'li-
tes preiraia Xarepa de raaio iadsdo de Gri-
raiult & C, pois coutm o Lodo uasociado aos
sueco* deuusatiuos do thao, da roe hfnfii e do
agrio e de sabor sgradablissimo. Ho ha me-
Mor remedia para as enancas paludas, lymphsti-
caa p-a todas as moleitias quf provea do vicio
de saogue.
nos
podemos com aspiracoes inteiramente eatrauhas
ao nobre coracode tao caridoso cidado. .
Se o pieaoso anmymo sentiose abrasado em
selo pelo interesse piblieo, u3j Ihe faltava certa
mente por ah materia para desabafar-se sem ir
inconmdar quem, para resalvar aquelle, sacrifi-
eou ana mocidada e suiie: erroa o caminho como
aempre suceede a quem serve-se do manto do in-
teresa publico para eneobrir as mais ignobeis as-
pirae6es
O pubiiei que nca julgue.
Conekiinlo esta al minia resposta, declara-
mos ao publico e ao caridoso aaoiiymo que nao
voitaremos a imprensa sem elle arraaoajr a masca-
ra e tomar a responsabilidad.! do que escreve, per
<|ue podereuioe eoto ujanitasUr ao pablieo os moti-
vos iaconfeseavnia que a isto o- le-vitin.
Cotouia Orphanblagiea Isibel, 3 de Mareo de
O director
Frei Fidelis.
Illm. Sr. Dr Fr^uciseo do Reg Barro* Caval
ante de Lneerd i Jnior.Colonia UrpaanosogicH
Isabel, 21 de Fe\-erero de 1887.
Tsndo appare.ido no peridico A Provincia
de 16 do carrate usa eommuoicado contra teta co-
lonia e seu director, diieudo-se que aa doa edu-
cando, a quem Ihe chama a pequeo Barroso,
qusixou-se ao Dr. Lacer e aeudo noine de V,
. humouymo ao do Sr. seu pai,a quem igualmen-
te sse dirijo, e para evitar emhsvravos preeiso que
V. S. se digne declarar le vcrdade tero referido
menor dito a V. Ef, por occasiao da ioausjaracio
dests engenho, que nao s elle como milites comp-
uheiros eram victimas de uastigoaomoderados ps-
nodo pnvacoes e soff rendo tome eque...V. S.
Uir;gio se a mim e fez-me ver a queixa da pobre
rienca ; autorisandome a iaaer d aua respos-
ta o uso que me aprouver.
Agradecendo a V. 8. d'ante saan eate Uvor, te-
nho a honra de declarar-me
L)e V. S., humilde servo e loapeitador. Fre
Fidelis Mara da Foguea, director.
Recife, 26 de Fevereire de 1887.-Dlm, e Rvm.
Sr. Frei Fidelis Varia de Fo^uano.
Respondendo a cirta supra de V. Rvana. tenbo
a diser que, nao s ala eovi qnsua alguma con-
tra os encarregados da direc^ad dessa Celoeia,
como at mesmo ignoro quo ah exista algum edu-
cando de nome Barroso^ portanto nao pode ser ex-
acto o communicado .que appareceu uo peridico
A Provincia.
De todo quanto ah vi s me permettido leu-
va r o zcr e dedicacao dte V. Rvma., dignamente
auxiliado. peW* deanaia ooapanbtx>.s.
pudendo V. Rvma. faser o uso que Ihe convier
dessa mie-ha reapesea, peco perntissdo para assig-
nar-me
De v\ Rvma., serve muri respeitadore aviga
rjo Franeiseo do Rege Barre.
(Betava e firma reeehciH).
Cetonia Orpstaoolegiea Isahvl, 2t de Fevoreiro
de 187.
Illm. 8t. Dr. Praaeise* do Rejo Bsnos de La-
eeru. Tesado apparecido no peridico < A Provin-
cia de 15do comnteesB commuoicad^eoatraeat
Caleaa e seu Dieeeter.es q*a se dis qae ao aia
tta sasMSsrnrntn re FleaTanh i "itr"* isa bel asa dos
edniaaa i apa* Ike eaaaaa peo/ieno Barxoao sir-
go u se a V. s. e relatou-ihe que nio so ehe eomo
aisassa dos aesm cerntasasosaraa eresa xicusaas de
castigos immoderados, pasaeodo privare** #of-
frendo toan, e que V. 8. dirigio-se a mim e fes-
mesmo tempo impor-ae ao respeito de todos 1 Ami
go, era sincere e de um cavalheinsmo ineieedivel
para com todos aquellos com quem enfrotinh rea
cues de amizade, dispensan Jo a todvs constante-
mente, quer estivesse satisfeito quer estiv sse por
qualquer circunstancia contrariado, attencoes e
agrado, que fcilmente punbam em relevo a bon-
dade do seu coracao e a xcellencia da sua "alma
flomem de negocio, finalmente, os seos-tratos erai
de urna lealdade aempre provada, o que eta resul
tado de urna probidade nunca desmentida !
Nao obstante as peregrinas qualidudes que fc*_
navam to rerpeitavel a estatura moral de (Justo
dio Francisco Martins, falleceu elle apenas com
46 aun is da idade e api nm softrimento constan-
te e acibrunbador de miis de cincoenta diaa. A
mor'e zoinbou de todo e de todos Foi por de-
mais cruel !
Infelizmente nao conseguiram imped-r o sea aca-
bamento prematuro, e geralmente lastimado, nem
as supplicas cheias de angustias de ama esposa
virtuosa e extremecida, nem os gemidos aflictivas
de filos dedicados, nem o pesar e sincera conater-
ii-.cao de parantes e amigos verdadeiros e nem,
finalmente, os recursos da scienoia hbil e preci-
samente empregados par um distincto apostlo da
mesma, que pos em acedo dorante todo o decurso
di molestia, nao semeote o cuidado de medico,
mas s dedicacao de nm verdadeiro amigo.
Tado foi baldado, pois, a Provideaeta inqne-
brantavel nos seus designios Os diaa do amigo
sineero deviam ser terminados como efiectivemente
o toram, pagando elle assim o tributo a que todos
estamos-obrigados, mas que fugimoa sempre de sa
tisfaaer!
Diz a religiSo, preciosissimo balsamo para oa
crentes em transes ti- aflictivos, que ioeondaveis
sao os designios da Providencia ; sendo portanto
a creatura humana inmensamente frgil e incom-
petente para desejar prescrutal-oa. Querer faael o
ser tentar o impossivel t
Assim, sirva de lenitivo incsnsolavel espo-
sa, aos tlhos e aos demais prenles e amigos de
Custodio Francisco Martin a quasi certeza de
que os justos, quando morrem vao immediatamente
bater 6s portas da eternidade, etherea morada
destinada aquellas que, durante toda a vida, como
elle, esforcaram-se na pratica da mais nvejaveia
accoes!
Duas paltvras mais para concluir : Amigo de-
dicad j e sincere daqaelle, cuja separaoao muito
me tem entristecido, pois convivendo com elle do-
rante longos annos eonheci perfeitamente a aob i-
midade do sea carcter e a bondade do sea cora
cao, eu nSo poda deixar de vir hoje, stimo dia de
sea fallecimento, eoviar-lbe n'estas poncas linhas
um sincero e saudosissimo adeas, ungido da mais
vivo pesar; pesar este to duradotiro, quanto
grande ser sempre o respeito que guardarei
sua memoria.
G de Marco de 1887-
L. J.
Roa do Bario da Victoria u.
11. 9- andar
A proprietsna deste eatabelecmento, ja bastan-
te eonheeido pelos trsbalhos alli exeeutados com
mestria e bom gosto, como tambem peta lbanesa e
cavalbai/ismo que coatoma-se dispensar iquelles
que digosm-se de honral-o com a sua visita c
confianca, previne ao publico que, com a acquisi-
a:io que fes de machinas as mais aperfeicoadas,
eat o mismo eatabelecmento em condices de
tirar retratos inalteramis por preeos iaferiores
aos dos que teem ultimasnents vindos dos Esta-
dos -Unid a, e assim que una retrato de uteie ta-
manho natural tira-se pelo costo de 15^000.
O atner, modificado e reformado como aeaha
de ser, tornon-se o mais perfeito posaivei para dis-
tribuicAn de luz, de modo que pode ae Irabalhar
sempre, com bom ou mo tempo, de 9 horas da
mantia s 6 da tarde.
A essas oiroum itancias accresce ser 0 peasoal
leuhnico habilitadissino e delle tazer parte o pbo-
tographo lieepanlul O. Jou-juim Caulas de Cas-
tro que trabalbou nos melbores eatabelecimentos,
dessa genero, em differentea pais98 da Europa, e
a respeito de quem j os divera a joruaes desta
provincia trataram.
Do que fie* dit v-se que eat o referido esta-
belacimento em eonicSes de executar com pericia
qnaesqner rrahames de phofogrepMH.
Al eocontrar-sc-ba sempre eipestae eendu
grande numero de vista da nigua* asiieios
pblicos, pracas, ras dests cidndw sea arra-
balde*.
es incrdulos
O abaixo assigoado, atiesta e jura, so
for preciso, qua soffreu rouitos mfzes de
rheumatismo, ome^ado no pesclo e que
em piuco tempo estendea se por todo o
corpo at oa pu, ficando entrevado e ser-
vi lo por outras pessoaa : tratou se eom es-
mero sem poup-ir nada, e, \i deeantroado
com o muito soffrer sem esperanza de a-
rar, resolveu tomar o Anti-rheumattco Pan-
listano, especialidade do pharmaceutioo
Luiz Carlos que telicidade ha maia de
quatro mezes que niio sent o mnimo in-
comnodol Desecando que o bem ebegue
pira tolos, o motivo real porque d est
nttestalo.
Joaquim Diniz Valois.
do Llnlial, 22 de Dexombro
S. Carfos
do 1885.
Depositarios Francisco Manoel d* Silva
A C, drogaistaay ra Marqae* de (Miada
n.
tima nnvcm escura encobre a
luz do sol da nossa exJstaneai
A' incerteza da vida junta-se o inysterio
tenebroso da morte Em quanto que, por
urna parte, ease primeiro grito infantil que
nos annuacia que outro ser acabado unir-ee
A nossa especie, inspira urna alegra profun-
da, por outra parto trememos do espanto no
ouvir o bater horrivel das azas do anjo ex
arminader A voz omnipotente da in-
fluencia suprema, que governa o univers"
decrotou meso destino, a sentenca fatal fu
pronunciada e tolos os homens estilo con-
demnadoe a morrer!
Sem duvida alguma, a morte inevita-
vel. Nto poieraos, porm, retarda]-a ?
' esta uma que tilo quo seria ae urna m
portancia inoalcula /el, ainda se tratasse s-
raente de ganhar uma hora de vida, pois,
animados d'eaee sentnm-nto sublime que se
chama instincto, estamos sempre resolutos
a dar batalha com um valer inlomavel ao
nosso inimigo mortal em favor Jo glorioso
privilegio da existencia Aquello sent
ment a voz espontanea da natureza, e o
nosso dever consiste em obedecer. Va-
mos, pois, a ver; possivel retardar a
morte Indubitavelraone o pois que o
mundo est sujaito a certas leis, e quem
as cstuda coavence se que n'ellas so com-
prebende a dita aossibilidade.
Os que ae acharo dota 'os do valor e
uizo necessarios para se cobrirem com o
escudo qua a propria natureza lhes propor-
ciona para este effeito, poderao repellir os
ataques incendiosos do inimigo da vida, at
que as facultades vitaes vao poaco a pou-
co em decadencia em ama velhiee madura
e ditosa, e at que o anno da iuz se lhes
aprsente com aspecto risonho e sem ter-
ror, para os conduzir, como n'uma via3o
deliciosa, a essa regulo rosplandecente que
brba mais alm das trevas do sepulchro.
O destruidor toma diversas formas, mas
d a preferencia a de um inimigo moral que
devora actualmente as partes vitaes da so-
ciedado moderna. Martyrisou j e mar
tyrisa ainda quasi todos os habitantes deste
paiz.
Que inimigo esta t Quer o leitor sa-
ber se tambem victima da crueldade
Pergunte a si proprio so
atormantado por algum dos symptomas
que vamos numerar: dores do cabeca,
costas e d)a espaduas; falta de appe-
de uma lama viscosa,
roda das gengivas o
o-se simultneamente
el, especialmente pela
descabimento ac npa-
cia; uros 8 vezes a sen-
g.t pesada no estomago,
les na boi ca do mesmo
er.d "isfacl) alguma em
alimento j asp;cto tristonho e cSr
araarellenU os ol s ; estado fri e poga-
joso daa mos e do ps ; uma tosse secca
ao principio, acomp 'hada, porm, depois
de uma expecoracao de cor esverdeada ;
cansaco ooostante son que o somno pareja
proporcionar descanco algum; enervaQao,
irritado e raaos presentimentos; deliquios
e vertigens ao levantarse de repente ; pri-
sti de ven tro; esta io secco, e veces, ar-
dente, tda cutis; coodicao espessa e em-
botada do Bangue, escassez e cor muito
tinta da urina, que deposita um sedimento
depois de permanecer por algum tempo em
repouso; devolucjlo frequente do alimento,
urnas vezes com gosto acido, o outras ve-
zes algum taato doce; palpitacSo do cora-
gao; manchas apparentes nos olbos; e no-
tavel prostragSo e debilidade do paciente.
Toitoa estes symptoraas costumam apre-
sentar-se por seu turno Acredita se que
quasi uma terca parte da nossa populacao
est anectada da dita enfermidade em al-
guma das suas variadas formas Como
regra geral, oa mdicos se equivocara a
respeito da natureza desta doenca, cujo
verdaieiro nome dvspepsia ou iuuiges-
tSo; enfermidade que se cura infalhvel
mente por meio do Xarope Curativo da
Mal Seigol. Este medicamento tem obtido
em ambos os hemispherios uma reputayio
justificada incontestavelmente por suas
grandes virtudes. Vende-se em todas as
bonicas, e pharmaeias e na casa dos pro-
prietarios, A J. Whit, (Limited), 35, Far.
MMB. SI00N4 SPBIffl
Profesora de canto
Tendo resolvido fixar. residencia nesta
cidade, propBe-se a dar licSes de cantoria
em easas particulares, promcttenlo esfr-
far-se o mais possivel pelo aproveitsmento
do suas discipulas, podendo ser procura ta
ra do Imperador n. 44, 3. andar
Consultorio medico-
eirurgico
O r Castro Jess, contando mais de 12 annos
de escrupulosa observacao, reabre cons jltorio n-s-
ta cidade, 4 roa do Bom Jess (antiga da Crus
n. 23, l.o andar.
lloras de consultas
De dia : das 11 as 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as demais horas da noite ser encontrado no
ito i travesea dos Remedios n. 7, pr-n'-iro por-
to esquerda, alm i porto do Dr. Cosme.
Leonor Porto
Hna do Imperador a 45
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
fi^urinoa recabdos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em pi'rfecode costura, em bre-
vidade, modicidade em preeos e fino
gosto.

orgao,
tomar
Clnica medico-clrnrea
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de senhoras e
cr i ancas.
Residencia Ra da Imperatrii n.,4, segunde
andar.
Antonio a'AlmBiaa Estrolla
con
Oflicina de csculplor e enta
lliadi-.remmadeirii
85-RUA DO BOM-JaRDIM-87
POtVO
Encarrega-se de todas aa imagens em \
qualquer tamanho, altares, sancluarios, tu-<
cheiraa, casticaes, jarras e sacias, bem co-1
mo tarimbas funerarias, figuras allegori-1
cas e serpentinas, tudo pertencente s di-,
tas artes. Tambem se enearrega de pintu-
ras e pratiis para imagens.
Grande dopnwlto de redamasi e .
pianba paraaa menmasi
Faeuldade de Direi'o
De ordem do Exm. Sr. conaelheiro director in-
terino f^o sciente que no dit 7 do correte, te-
gunda-feia, se tara a chamada para a psova
escripta dos examea extraordinarios do 2 anoe;
e concluidos estes comecaro no dia seguate ae
provas nraee, primeramente dos crdinarioe e de-
pois os dos i'Xtraordinarios.
(Assignado)
\) secretario,
Jos Honorio Beterra da isVacscs.
Edial u. 4
Alfundega de Fernambueo
Por ordem da inspectora se cemmunica que asi
dia 10 do correte, s 11 horas, as portas do tra-
picheConccicoserio vendidos em hasta pu-
blica is seguintes voluntes:
Um sueco contendo uma lata com doxe litros de
azeite dooe.
Um dito contendo doze latas com < ten! kilos
de fumo dxafiado, nacional quu for .m, o primiico
apprehendido em 17 de Noveuibro e o segundo esa
18 de Dezembro do anno pasando.
3 seceo, 5 de Marco de 1887.
O chefe,
___________________Cicero B. de Mello.______
2. CccSo.Secretaria da presidencia de rernut-
buco em 5 de Morco de 1887.
De oHem d.. ".s.n. Sr. pteaiiente da pioviucia
c em observancia do arti-o 167 do rerjnIxrccnte
anmxo ao decreto n.'JtO. de 28 de Abril de 188i
faco publico quo ao provimento dos i.fficios de 2*
tabelliao do publica judicial e notas, esenvo da
civel e annexos do termo de Rom Censeltio coa-
eorreram, no praao legal, es Srg. Nemesio' Carlos
Soaree Vilella e Anauias lago da Cuuha.
O secretario,
Pedro Francaco Cortea ce Oliveira.
*
Editaln.20
Di. Goellio UM
ringdon Road, Londres, E. C, Inglaterra^
N. 11. A Emulsao de scott restau-
ra a saude aos tsicos, purifica o san
gae, afasia do organismo toda sorte de
affecc3es sscrofulosas e fortalece aos de-
bis e eufraque .'idos.
Excita o appetit, estimla o organismo
e augmenta as carnes e as forja.
Tremenda a fnl enfermidade (4)
A tosse apparece traca e passageura e o doente
despresa-a ; nao a eaida...
D.pois, o enfraquecimento do corpo, algumaa
dores no peiio eas costas, vio augurado esos tosse,
que augmenta, e per fim o doente v se claramente
a bracos cora o grande flagsllo d hasaanidadea
tsica pulmonar !
Esta tremenda e fatal enfermidade to sagaz,
que para melhor conseguir sena funestos fina pnu
eipia disf&rcando nos n'uma tosse despreaivel I
Mas ella nao realisari sen* nefastea intentos se
fr usado em tempo op por tuno o remedio principal
e e que tem conseguido curas reaea da tsica pul-
monar, que o PEITORAL DE CAMBABA', im-
portante descoberta de Alvares de S. oares, de
Pelotas.
Os interessadoa polero encontrar no opsculo
que acooipanha cada frasco valioeoa attestadoa de
curas obtidas em gravissimos casos, nao s de t-
sica como de bronchites, asthma, coqueluche e ou-
traB molestias do apparelhorespiratorio.
nicos agentes e depositarijs geraes em Per-
nambneoFrancisco Manoel da Suva iC.,i ra
Mrquez de Olinda n. 98.
Advocado
O bacharel Julio de Mello Filho tem o
seu escriptorio de advocada i ra Primei-
ro de Marco n. 4, Io annar, onde pode
aer encontrado drs 10 horas da manhS s
3 da tarde.
Agradavel nolic a para os pe
soffrciD
Nao soffre mais ecnteataco os boas resultados
da electricidade, e por isto bem antorisados expo-
mos a venda com a maior confianca os bem co-
nbecidos aunis elctricosospeciaes para nevralgiaa
e enxaquecas, es quaes vendem-se a41O0O os don-
rados e a 2 Tamhem as prodigiosas m teem ieito grande revolucao no mundo civilisado.
E para as innocentes erisnoaa um ndispenaavel
celar eectrico para faciKtar a dentioao. Realmente
um martvrio para as carinhosas mes quando
verm as pobres criancas estorcereBn-se na teaia
horrivel ddr das convulcoss Deve-se prevenir o
mal anrea o'e.le vir.
Vendem-sc na casa de confianca de Pedro
Aut sanea c* C.
63 RA DO DUQUB DE CAXIA8 5
Medico, parieirn operador
Residencia ra Bardo da Victoria n. 15, 1- andar
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 horas da inann a 2 d
tarde.
Attende para oa chamados a qualqner hora
' 'ej.'hone n. 445.
'^, aliSUl
Dr. Ferri/a da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
liosario.
Advogadd e professor de linguas
O bacharel Eduardo Alfredo de Oliveira tem
aberto o seu escriptorio de advogado 4 ra 1 de
Marco n. 4, onde tambem poda ser procurado para
leccionar o ingles, francez e ailemao, pratica e
tbeoricameute, nos coll.-gios e casas de familia.
Tambem para a comincdidade dos estudautes
e empregados do eommercio, resolveo abrir um
curso nocturno das ditas linguas. A tratar no
escriptorio cima refer Ip.
Dr. Curpira Lie
HEDICO
Tem o sen eaeriptorio ra Duque de Caxias
n. 74, das 12 4a 2 horas da tarde, e desta hora
em diante em sua residencia 4 ra da Sauta
Cruz n. 10.
Especialidadesmolestias de senhoras e cran-
cas.Tolephone t. 32G.
Gollegio Meira
Esto collegio abri suas aulas desde o
dia 15 de Jan.iro prximo findu.
Ensinam-se n'elle todas as matrias que
constituem o curso preparatorio as F.-icuI-
dades do Imperio, endo o pessoal docente
o mais habilita lo que se pdc desejar.
Contina a fuoccionar a aula primaria,
.que poder receber alumnos da m >is tenra
idade, pois dirigida pnr duas tillias do
director, das quaes uma almona do tr-
ceiro anno da Faeuldade de Direito do
Kccife.
Do dia I." de. Marco em dinnte abrir se
ha uma aula da Itogua allemil, em que ac
ensinar a traduzir e a fallar cesa ling.ia.
O professor respectivo ser o Sr. Al-
germon Silm-y Schiefler.
Os estudantes, quo quizerem fr-'quentar
esta aula, pagal-a-hilo separadamente da
mensalidade do Collegio.
O director do COLLEQIO MEIRa -
espera o mais decidido apoio dos pas de
familia, que (tosejara o real aproveitamen-
to de seus fillius, pois que tem sempre
tido por programma dar aos dlumnos, que
lhe-sao confiados uma verdadeira instruc-
yito a par de uma boa educac~io moral.
0 resultado dos exames Jeitos no fin do
anuo passado o doquente attestado era
favor do COLLEGIO MEIRA.
Dos dezesove alumnos ana foram su
geitos exame, apenas DOUS foram mi>l
succedidos.
Reeebem-se alunaos internos, meto-pea-
sionistas, o externos. -
Ra da Imperatriz a. 63, 2 ndar.
Recife, 26 do Fev. reiro de 18&7.
O director,
Ascencio Mineroino Meiret de Vatconcellos
Dr. Joao Paulo
HEDICO
Especialista em partos, m .lestiaa de sentinas
de criancas, eom pratica as prineipaes materm-
tatoo o hoapitaes de Pars e de Vie-ina 'Austria.
fas (odas as operacocs obsttricas c crur^itas
concernantea as suas especialidades.
Consultorio e reaidencia na roa dj B*i:I> tat
Vietora (antiga ra Nova) n. 13, 1 andar.
Consultas das 12 s 3 horai i tarde.
Telephone n. 467.
^)e ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, fac publi-
co que no dia 11 do correte, peina 11 horas de
dia, ir de novo A praca peraute o conseibo de
compras do corpo de polica, conforme ordenou a
Exm. ir. presidente da provincia em officio de 2S
de Fevereiro ultimo, o fornecimeuto d tardamente
manufacturado dnque!!e cerpe, constante dus pe-
cas seguintes : 850 bonete de paouo azul, 1,708
blusas de brim pardo e 3,400 calcas dp rr.i ams
panno, 800 calcas ce panno azul e igual a j ere
de blusas do mesmo tcei i >. .
Outrosim, oa corcurreutes devena fazer tu, suac
propoatas, que aero eutregaes ao conseibo, acorn.
panhada9 daa amostras que deverSo conter o 20"
de la-gura ubranger o da fazt-nda : e bem assim
npreaentar um exeicplar da peca mar-ufacterada
para amostra da mao de obra.
O foroi'cimento do mesmo tardamente dever
ser realieado nos jiras as de 30, 60 e 90 das, nos
termos do ctalo officio da presidencia.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernass-
buco, 3 de Marco de 1387.
Serviudo de secretario,
Linlo'pho Campe!!-'.
Editaln. 11
O administrador do Consulado Piovincial fas
publico a quem intereasar poasa, que, em cumpr-
mento da ordem constante da portara n. 5'JO, ex-
pedida era 23 do correte pelo Illm. Sr. inspector
do Thtsouro, fica prjragaJo t 15 do Marc-i pr-
ximo vindouro a arrecadacao, livre de multa, das
unnuidadea e mais servidos da Recife Draraage
Company, relativos ao primeiro semestre do exer-
cicio de 1886-87.
Consulado Provincial de Peraambuco, 25 de
Fevereiro de 1887.
F. A. de Carvalho Moura.
2 jufzo dos f el tos da fazenda
nacional
O Dr. Joe Manotl Freitas desembargador
honorario offi :ial da impeiial orlen da
Rosa, e juiz privativo dos fcitos da fa-
zenda denla provin-ia de Pcrnambuea
etc etc.
Fmco saber a todos que o presente virrm o deHc
tiverem noticia que a ic uerimento do Dr. procu-
rador fia ni dus teitoa da fazenda nacional me foi
r> querido que fosse citado poredital o Dr. Niculs
Rodrigues da Cunha para em vinte e qnatro horas,
pagar a quantia de 6250 de lio do terreno da ins
rinha n. 25 J, a ra de J; ao do Reg, deata cidade
do Reeife, do exercicio de 18831884. Visto come
hcha-sc o mesao deredor cin lugar nao sabid. sob
pena de proced^r-se a penhora e oa demais termos
da accao executiva a sus revelia ; e em viata do
requerimeoto mandei pasaar o presente edital para
ser publicado e atusado no lugar do costume.
Eu Jet Francisco do Reg Barros, csen vilo i
escrevL
Jos Manoel de Freitas.
Edital n. 21
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector faco publica
que no da 10 do correte ir praca o forneei-
ineut> da alimentacao aos presos pobres da Casa,
de Detencao, lelativo ao trimestre prximo fiado
de Abril a Junho, de accordo com aa tabellas esc
vigor, e serviudo de base a diana de 420 lis.
Secretaria co Thesouro Provincial de Pernam-
baco, cm 4 de Marco de 1887.
Servindo de secretario,
Lindolpho Compeli.
A scelo do contencioso do Thesouro Pro-
vincial convida ao proprietario da c;-ea n. 10
ra de D. Mara Cesar, fregaezia de S. Frei Pe
dro Guncilvca, para dentro do praae de oito das-
contados da data da publicacao do presente, pa-
gar a importancia de 166*233 pelos seivcos fei-
tos pela companhiu Recite Draiuage na referid*
casa.
Scelo do eonteucioso da Thesouro Provincial,
4 de Marca de 1887.
O 1 offi.'al,
Manoel do Nascimento S. Bastos.
DECLARAGOES
Instuio Utterarlo Olindensc
Domingo, 6 do corrente, s horss e lngar_ de
costme haver aesiAo do Conalho Administrativo.
Secretaria do Instituto Litterarlo Olindense, i
de Marco de 1887.O 1 secretario, Samuel efe
Lima Botelho.
Rerebedorla de Pcrnaubuco
Matricula de eaeravos
O adre inistrador da rrcebedoria faa publico que
finda-se na da 30 da corrate mrz o prazo para
a nova matricula o > rrolnmento dos escrav.s exie-
tentrs neate municipio, de vendo os donos e pss-
anidores doa meamos apresentarem st aquelle
Oa aa relacoe8 em duplicata contendo a neme de
escravo, nacionaldade, sexo, filiacao. occupacac
ou servco em que r empregado, idade e valor,
alm do numero da ordem da matricula nterier,
sendo o valor dado por extenso pela senhor do es-
cravo ou seu l'-gitimo representante, nAo exceden-
do o mximo regulado pela i indo do matriculando,
que sera tambera escripia por extenso conformo a
aeguinte tabel'a :
Escravos mei.ores de 30 annoa 90Q#tJ0O
de 30 a 40 800*000
de 40 a 60 600*000
de 50 a 55 400*000
de 55 a 60 200*000
O valor das eacravas sera regulado pela mesma
tabella com o abatimento de t /. dos precoe
nella eetabelecidns.
A insciiFvao t *rrt a ltjVa matricula aera ttita
vista das lelatoe, que serviro de base a ma-
tricula especial au de averbacao (ffectuada de
conform dido 1871, oude certidaa da mesiua macncula, ou a
vista do ritote de damiaio quaudo cuntiver a ma-
tricida do escravo.
Nao si-ro dalos a matricula oa escravos nikio-
r.s de 6 i anuos, aero pnra naerijitje em arro-
li.menio i apela!
^eraa cousuierados libertos oa eseravo, que nc
pr^zu mareado nao tiverem sido dados a n iva ma-
tricula.
Pela inscripcao oo arrolamento de cad i escra-
vo pagar-se-ni M de emolmnentos, cuja imp-r-
tancia ser destinada 0 fundo de e-i.aneipaeit
li.-nois de sat afritaoaa despezaa da matricu'ii.
UecebedoriH, 2 de .\Urco m 1887.
Alrzaudre de Souaa feteira do Carao.
1
-


MUTILADO




Diario de Per Domingo 6 de Mar$o de Y ~


)
i
i
i
i
1
P
i
Banco de crdito real de Pernam-
buco
Eatcumprinvnto do. 9 l* d "*\M.d"
estatutos e das dposicoe da le n. 3,150 de 4 de
Novetnbro de 1882, convocamos os isrs. accionista
areunir-ae em asaemblea geral ordinaria no da
15 de Marco proxim> vindouro, o meio da, etn
urna das salas di ,'sociacao Commercial Bene
fcente, afim de Ihes ser presente o relatono das
oper.co* do anno bancario rindo em 31 de Desem-
bro de 1886, acampanhado do parecer da commis
lo fial e proceder se eleicfto desta e bem as-
sim do presidente, vico presidente, 1- e 2- secre-
tarios da assembla geral.
Recite, 28 de Fevereiro de 1887.
Os admioiitradoret,
Manoel Joo de Amorim.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Luir Duprat.
Correio geral
administrador fas publico que do dia 6 do
corrente por diante, a expedicio da corresponden
ca para a cidade d Victoria e ostacio de 8.
Joo dos Pembo, ser feita diariamente pelo pn-
meirj trem da mauh da estrada de ferro de Ca-
raar, codo as malas fechadas u'esta repartico,
as 8 horas do dia da partida.
Administracio dos correio de Pernambuco, em
4 de Marco de 1887.
Affonso do Reg Barro.
m
Kelrospect commercial do aiez
de FeTerelro de 18*
Compendiando neste pequeo retrospecto o mo-
vimento mercantil do mea que vem de findar, nao
temos outro intuito seno fjrnecer elementos ao
commereio para, em globo, poder julgar da sua
sitaacao.
Pensamos que essa situacao em nada melhorou
relatiTamente aos mesas finaes do auuo passado.
Ao contrario a baixa, embora pequea, que, em
media, soffreram os precos do algodo e do assn-
car, causaram sggravacio do mal inveterado de
que softre o commcrcio.
Nem ha que estranhar nisso, pois que, qnando
se abalam os alicerces, os edifcioj ameacam rui
as ; e niugucm pJe contestar que o algodo e
o asuear sao as bases, os fundamentos do com
mercio de Pernambuco.
Entremos, porm, na exposico d >s algarismos e
fictos :

No mea de Fevereiro finio, comparado ao de
Fevereiro de 1886, renderam as estacoes publi-
cas :
Alfandeqa : .
Fevereirode 87 709:246*886
b6 657:127*524
Mais em 87
Recebedoria Geral :
Fevereiro de 87
de 86
Menos em 87
Correio :
Fevereiro de 87
de 86
Mais em 87
Consulado Provincial :
Fevereiro da 87
. de 86
Mais em 87
52:119*362
48:753*960
48*66*226
212*266
13:406*500
11:439*620
1:966*880
183.573*650
1*7:712*076
55:861*574
Sob a rasponsabilidade das companhias de va-
pores que servem a praca do "Recife, esta
Receben em Fevereiro de 87 316:467*38J
, de 86 732:461*455
Menos em Fevereiro de 87 885:994*075
Expedio em Fevereiro de 87 679:191*517
de 86 407:730*430
Mais em Fev.reiro de 87 271:461*.87
L' claro que, em referencia a Fevereiro de 86,
praca teve no mes findo um desfalque de......
657:455*162.
A expedico em Fevereiro ultimo foipara :
Cosafrarla lo Sestbor lu
Veaeravel Ir-Mandade
rica aeafcora san Auna da vl* ^cX?
Igreja da Santa Crw
De ordem da mesa regedora convido a todos os
nossoj caros irmo a cbmparecerem em rosso
consistorio no domingo, 6 do corrente, s 2 horas
el/2 da tarde, afim de eneorporados acompanha-
nbarmos a procissao do Soohor Atado, da igreja
do L vramento, para a qual tivemos convite.
Consistorio, cm 3 de Marco do 1887.
Antonio Raphael Alves da Cosa,
Secretario.
fesmsj da
sala
Inglaterra
Rio de Janeiro
Baha
Sergipa
Alag*
Fernando
Parabyt
Uio G. do Norte
Cari
Maranbo
Para e Amazonas
1:116*300
18:500*003
3:500*000
25:023*320
389:740*000
12:637*651
11:100*00)
122:103*856
40:670*390
42:400*000
12:400*000
Seguudo aa iadicaces officiaes da Bolsa, os
descont* de letras da praca regularan) no mes
findo de 9 a 10 /, ao uoo. Fra da Bolsa, po-
rm, esaes descont, alcm de serem diminutos o
diffioeis pela falta de numerario, foram fetos por
taxas de descont mais elevadas. ,

Sobre aa pracas do imperio ce n quem a de Per
nambueo entretem relaccs mercautis, os premios
de saques foram anda muito elevados em Feve-
retio, devido ttm duvida referida falta de nume-
rario.
Conforme os prasos dos saques, as transucces
(ffectuaram se : sobre Rio Grande do Sal a
2 1/4 /. ; sobre i. Paulo de 1 a 2 1/4 / ; ro-
bre Rio de Janeiro a 3 /.', e sobre Para de
la31/4a/..

Para o estrangeiro os precos extremos do cam-
bio furam estes :
Londresde 21 3/4 a 22 7/16 d por 1*010.
Parisde 427 a 436 ris por franco.
Hamburgode 529 a 642 ris por r.-ieks.
Portugalde 137 a 151 / de premio.
Em fevereiro findo foram sacadas sobre Lon-
dres 820:000
Ignoramos o valor dos asquea aob> o as demais
pracas estraogeiras.

O mercado de ttulos esteve ponco animado.
Venderam se no decurso do mea :
Apolices gerses : 18 de 1:030* e 16 de 500*,
juro de 6 / com o descont de 2 >/..
Apolices provinciaes : 10 de 1:000*, juro de
7 /., ao par.
Letras hypotbecarias : 250, do valor de 100*,
com o descont de 5 1/2 "/,.
Accoes de empresas : 20 dos Trilbos Urbanos
de Olinda, valor de 200* a 210*, ou com 5 /0 de
premio ; 20 da Amphitritc, do segaros, valor no-
minal 200*, a 150* on c m o descont de 25 /# ;
e 20 da Companhia Locomotora, valor realisado
de 100*, a 30* ou com o descont de 70 /*

O porto do Recife teve em Fevereiro o seguinte
movimento :
Entrado* do Exterior
14 Vopores, lotando 19:843 toneladas.
28 Navios de vela, lotandc 7:263
Entrado do porto do Imperio
23 Vapores, lotando 28:176 toneladas
44 Navios de vela, lotando 12:572
Total entrado
37 Vapores, lotando 48:019 toneladas.
07 Navio de vela, lotando 19:835
Resamindo as entradas e comparando:
Fevereiro 87
104 embarcacoes, lotando 6S:854 tons.
Fevereiro 86
106 embarcacoes, lotando 63:214 tons.
----- Fevereiro 87
Menta 2 embarcaedes, lotando mus 4:640 tons.
De ordem do nosso irado provedor, emvido a
todo os nossos carsimo* raaos confrades, para,
paramentados de seus hbitos, comperecerem em
nossa igreja domingo 6 do corrente, pelas 2 horas
da tarde, afim de acompanharm:s a procissao Me
N. 8. da Soledade do Livramento, para o que fo-
mos convidados.
Consistorio do Seuhor Bom Jess da Via-Sacra
4 de-Marco de 1887.
Adalberto Jos de Paiva,
Escrivo.
ClPANHIi SiNTA THBREZA
Abastecedora 'anae
gaz em Olinda
AVISO
Aos Srs. consum-
midores de agua e g*az
da com panhia, que em
seus pagamenios-se-a-
rham em atrazo, lem-
bro o presente artigo
do regulamento ap
provado pelo governo
a 11 de Agosto de
1873, e que se acha
copiado no verso das
contas entregues.
O pagamento da
importancia da agua ou
gaz fornecido em cada
mez, se far naprimei-
meira quinzena do mez
seguinte e na sua falta
Ipoder a Companhia
interromper o respectivo
supprimento.
Escriptorio do ge-
rente, Olinda 3 de
Marco de 1887
A. Pereira Simes.
Club Concordia
Viertes Preiskgeln.
Sonntsg den 6 MXrs 1887.
Nachmittaga 2 Ulir.
Da* Direetorium.
Sahidcs para o Exterior
12 Vapores.
23 Navios de vela.
Sahido para o porto do Imperio
25 Vapores.
51 Navios de vela.
Tetal lahic'o
37 Vapores.
74 Navios de v.la.
Resnmindo as sabidas e comparando : _
Fevereiro de 87 111 embarcacoes.
de 86 106
Fevereiro de 87Mais 5
as 'entradas comprehende-so um vapor de
guerra dos portos do imperio e as sahidas um de
guerra para os portos do Imperio.
EXPOBTAClo
No obstante terem baixado, etn media, os pre-
ces do atsacar e algod&o reUtivamentu aos de
Janeiro, canaervou-se animado o cjmmcrcio de ex-
portaclo em Fevereiro findo.
Entrarara pare o mercado nesse mes :
Assucar243:881 saceos, contra 151:813 em igual
mes de 1886, ou 92:068 mais.
Algodo36:811 saceos, contra 16:029 em igual
mes de 1886, ou 20:782 saceos mais.
Agurdente1.114 pipas, contra 570 em igual
mes de 1886, ou 544 pipas a mais.
Alcool 32 pipas.
Courcspor mar 1:999.
Regularam ss reodas:
Afsucar Por 15 kilos
Braaeo3' superior
3 > boa
3.a regalar
a 4.a sorte
So menos
Mascavado purgadj bom
regular
> americano
BrutoRegular
Do cinal
AlgodSoPor 15 kilos.
1.* sorte
< Mediano
2. sorte
AguardintePr pipa.
De
AlcoolPor pipa.
De
CourosPor kilo.
* Espichados
SecoiDe
Verdes
MelPor pips.
De
2*300 2*900
2*100 2*600
2*000 2*100
1*800 2*300
1*500 2*100
1*300 1*650
1*200 1*550
1*150 1*300
1*000 1*100
*800 1*000
6*100 a 6*50)
5*500 5*5:4)
4*100 450i
55* 000 56*000
112*000 115*000
650 ris.
555 i 570 r:s
320 ris
40*000 45*000
A exporUcio foi a seguinte p las notas adua-
neiras:
Aasucar-Etterior 7:943:239 kil.
Interior 8:589:026 .
Total 16:532:265
Em Fevereiro de 1886 11:961:774
Mais em 1887 4:569:491 .
% =^=-s. : :
AlgodioExterior Interior 1:096:817 kil. 239:714
Total 1:336:521 .
Em Fevereire de 1886 751:292 .
asasa
Mais em 1887 582:239 a
== ^=
A gurdenteExterior 816 litros
Interior 484:251
Total 485:070 .

Em Fevereiro de 1886 192:289 .
Mais em 1887 285:761 s .
AlcoolInterior wrwmmmam
906 litros
Em Fevereiro de 1886 5:371 >
Menos em 1887 4:465
2=:= asa
CoarosExterior 210:588 kil.
Em Fevereiro le 1886 197:52G .
Mais em 1887 18:062
MelExterior 15:360 litros
Em Fevereiro de 1886 113:380
Menos em 1887
98:020
AbacaxitInterior 40
BorrachaExterior 1:669 kil.
CafExteiior 240
Carocos de algodoExterior 631:976
Cera de carnauba Exterior 11:949
CigarrosExterior 4:000
Cocos-Interior 64:500
Courinhoa e pelles--Exterior 60:528
Interior 170
Total
60:693
DocesInterior 160 kil.
ExpanadoreaInterior 24
Fai inha de mandiocaExte-
rior 1 barrica
Interior 3:417 saceos
MideirasExterior 15 pranchoes
Interior 8 tabeas
Medicamentos e drogasInterior 290 volumes
MilhoInterior 875 saceos
Passaros seceosExterior 1:100
PoivilhoExterior 600 kil.
RapInterior 397

Calculado pelos precos medios do mes, o valor
dessa exportacao o seguinte :
Asiocar 1.930:968*550
Algodo 472:240*600
Agurdente 56:088*300
Alcool 215*650
Couros 96:637*500
Mel 1:360*000
Abacaxis 20*000
Borracha 2:112*'60
Caf 152*000
Carocos de algodio 50:558*080
Cera de carnauba 4:182*500
Cigarroa 24*000
Cocos 3:870*000
Coorinhot e pellee 42:486*100
Doce 460*000
Eepanadorea 48*000
Farinba de mandioca 8:570*100
Madeiras 680*000
Medicamento; e drogas 4:640*000
Milho 2:358*500
Pastaros seceos 700*0 0
Polvilbo 120*000
Rap Valoi approxmado 794*000
2.679:285**90
IMFOBTACAO
No u (2 de Fevereiro findo, nao foi mi o movi-
mento do mercado iinportapor. N
Na rubriea importaeo a AlfandW arrecadou
012:328*990 contra 577:085*749/m igual mes de
1886, o qne mostra que bouve /augmento na m-
portaco J y
Eff-c?uaram-ae as vendas dfc8 geguiajscartigoa,
salvos os deacontos ordinarios^ p|r -precos abal-
lo: (
Albos120 ris por roannea.
Arros *500 a 2*600 por sueco.
Azeite diUliveira3*100 a 3*700 por galio.
Bacallao -19* a 19*500 por barriea.
Batatas 4* 4*500 por ca, eM 2*500
por gig >.
Caf8*500 a 10*500 por 15 kilos.
Canclla1*500 a 1*550 por kilo.
Ceblas14*500 a 17* por caixa.
Cervej* 7* a 10*500 por duzia de garrafas ou
botijas.
CM3* a 6* per kilo.
Comtnhos17* a 18* por 15 kilos.
Fritilia de mand;oca2*803 a 2*900 por sscco.
Farinba de-trigo americana de 18* a 19* por
b irrita, e de Trieste e Ungri.i
de 21* a 25* por barrica.
FeijSo9* por pceo.
Goma de mandioca2* a 2*900 pw 15 kilos.
H-rva doce16*500 a 17* por 13 kilos.
M\8siB alimentaresS* por caixa.
Maniclg tianceaa em b rril 1*613 por kilo;
diversas c:n latas, de 2*398 a 2*800
p r kilo.
Milho45 a 60 ris por kilo.
Paseas7* a 9* por eaixa.
Pimema di Indi1*500 a 1*5'<0 por 15 kilos.
Queijus3*800 cada um dos imengos.
Sardinhas320 a 300 tis a laU de quarto.
Sal050 a 750 lis por 100 litros do nacional.
Too.iiiiio-10* a 10*500 porl5ki'.os.
Vin-crc160* a 190* por pipa do de ba,
100* por pipa do nacional.
Viaho235* a 250* por pipa do de Lisboa, 240*
a 250* e de 130* a 160* por pipa do nacional.
X.rqnc4* a 7* por 15 kilos do nacional.

Alpina 5*200 a 5*300 por 15 kilos.
Kren9* a 12* por narrica.
Curva i de pidra<5* a 20* por tonelada.
Cer de camauba4* a 6*500 por 15 kilos.
Cemento5*400 a 7* por barrica,
Couricho40* a 112* o cento, conforae a qua-
lidade.
Fumo10* a 21*800 por 15 kilos.
Gaix-i5* por 15 k'loe.
K. rotene3*600 cada laU.
Lou(,h85* a 125* o gigo da ordinaria.
Papel de embrulbo600 a 1*500 a resma.
Soto6* por 15 kilos. .
Sol l.i5* um meio.
Velas- -320 ris um mateo das naeionaet, e de 510
a 900 ris um masso dts estrangeirat.
Foram importados pela Alfandega ot tegnintes
gneros al:menticios, condimentos e bebida* alcoo-
licas e fermentadas : .
Absinibo22 eaizat.
Alhos10 eanastras.
Ameixas8 csixas.
Arros1.151 saceos. I
A-iite de oliveira24 barra e 345 caixai.
Asei tonas1 barril.
Bacalhic-.25.826 barriese, 10.391 meiaa, 128
caixas e 20 tinas.
Banha de porco 718 barris.
Batatas-619 caixas e 700 gigas.
Bifcoutos45 caixas.
Bitter45 caixas.
Caf3.802 saceos.
Cimaroes4 volumes.
CineiU30 v< luir.es.
CrM de c- nserva-3 volumes.
Uitnha2 Volumes.
Ceblas849 caixas e 58 saceos.
Cerveja189 caixas e 52 barricas.
Cevada10 barricas.
Cb79 volumes.
Chocolate5 caixas.
Cbouricis 1 caixa.
Cidra115 caixss.
Cocos-13.900.
Cognac 162 caixas.
< ominhos -15 saceos.
Conservas153 caixas.
Doces 9 caixas.
Ervilbas6 volumes.
F.rinhade mandioca3.516aaccos.
Farioha de trigo14 973 barrica.
F. ijo75 saceos.
Gembra30 caixas.
OerimuB50.
Gotnma de mandioca51 saceos.
Grao de bico1 sscco.
Legumes32 volumes. ?
Leite c ndensado10 volumes.
Lingoa5 volumes.
Maiiena-432 caixas.
Maoteiga915 barris, 1-879 meios e 90 caixas.
Maesas alimentares83'caixas.
Mostarda 3 ciixss.
Passas5 volumes.
Pimenta da India60 scs.
Presuntos3 caixas.
Queijos470 caixas e 4 tinas.
Rbum10 caixas.
Sal111.200 litros.
Salame2 caixac.
Salpicoes10 caixas.
Sardinhas861 barris e 170 caixas-
Tapioca52 volumes.
Toucinbo44 barris.
Vinagre 20 pipas e 25 quintos.
Vinho325 pipas, 3 quart-B, 560 quintos. 491
decimos, 219 barris e 211 caixas.
Xarque-6.796 isrdoB.
Xarope10 caixas.
Witkey6 caixa.
Foram mais importados o tegniptet artigo :
Agua-rar50 caixas.
Repartido das Obras Militares
De ordem do Illns. Sr. capilo de engenheiros
Dr. Gregorio Thaumaturgo de Aaevedo, encarre-
Eado das obras militares desta provincia, faco pu-
lieo que no dia 14 de Marco vindoure, as 10 ho-
ras da manh na Repartico das Obras Militares,
no Palacio do Governo, se receber propostas em
cartas fechadas' dos negociantes cu firmas cam
mereiaea desta praca, que quixerem contractar no
corrente anno o fornecimento s obras militares
dos materiaes constantes da relaco existente na
repartico, 4 disposico dos prctendentes, para
ser examinnda nos das uteis, durante o expe-
diente.
Repartico das Obras Militares em Pernambuco
24 de Fevereiro de 1887.Jos Armando da Cu
nba, 2a cad< te 2 sargento amanuense.
Companhia Locomotora Pernam-
bocana
Nao tendo se reunido no dia 29 de Janeiro em
assembla geral os Srs. Accionistas desta Compa-
nhia, sao novamenti convidados a se reunirem no
da 7 do corrente, e 11 horas do dia no eeu es-
criptorio ra do Viseonde de Itaparica n. 7,
afim de ser apresentado as contas do anno findo,
o parecer da commisso fiscal e o reUtorio da
administracio.
Em virtude da le a sesso [iunecionara com
qualquer numero de accionistas que compa-
recer.
Etcriptorio da Companhia Locomotora Pernam-
bucHiu, 1 de Alar? de 1887.
S. Barro Barreto,
Secretario da ajiuistrac$<.
i Limited
Ra do Oommercio a. 32
Sacca por todos os vaporea sobre as es-
as do mesmo banco em Portugal, sendo
ai Lisboa, ra dos Capellistas n 75 No
Porto, ra dos Ingleses.
Alpiste -121 volumes.
Alvaiade1 barrica.
Aceite de palma40 caixas.
Aseite de peixe30 barris.
Barricas e barris vasos3.985 c mais 207 vo
lomes desmane; ajos
Barrilna70 tamborea.
Barro prova de fogo1 caixs.
Borracha24 volumes.
Cabos42 volumes.
Cal540 barricas.
Calcados27 caixas.
Carocos de algodo24 saceos.
Carrapato32 saceos.
Carvo de podra-3.843 toneladas.
Ceras diversas179 volumes.
Chapeos48 caixas.
Charuto11 caixas.
Chumbo- 207 barris do de munico e 10 barr-
eas em cannos.
Cigarros-1 caixa.
Cimento3.010 barricas.
Cobre91 volumes.
Colla12 volumes.
Courinbos13 caixas e 224 fardos.
Couros de bui1.999.
Cr26 barricas.
Drogas e medicamentos459 vJumes.
Dvuamite 70 barricas.
Euxofre30 barricas.
Estaobo63 voluu.es.
Esleirs19 volumes.
Estopa108 fardos.
Farelloa- 500 ssccos.
FerroEm ac, 6 barras c 41 feixes ; em arcos,
119 feixes; em barras, 5.600 e 760 feixes; ero
cannos, 501 e 7 feixes ; em cuxada, 118 barricas;
em ferrsgeos di verana, 523 volumes ; tm foguea,
fogareiros, etc. 241 volumes ; em folhas, 96 ; em
folbas de Flundres, 105 cunbetes ; galvauisado,
15 volumen ; er formas, 9 volumes ; em ps, 49
feixes ; em pesos, 140 ; em pregos, 13 barricas ;
etn rodas, 12 parts; em taxas, 23 ; em tiilhos,
412; em machinas, apparellio-*, etc., 2.315 volu
mea e pe.ns.
Fio do linho e algodo126 volumes.
Fumo872 volumes e 18 fardos.
Garrafas, garrafoes, etc.112 volamos e 3.659
avulsos.
Graixa 32 barris e 2 caixas.
Jang'ia14.
Kerosenel.2l0 Caitas.
Linhas142 c*.
Linhacal b irrica. -
Luna17 fardo*.
Diuca394 volumes.
Madeiras-81 prancliOos, 83 travs, 194 encba
n is, 226 remos e 10.400 achas de lenha.
Marmores e pedraa 72 volumes, 903 pedras de
amollar e 3 bar neis de ppdras de fogo.
Mereadorias diversas685 volumes.
Movis70 volumes.
leos73 volumes
Papelf-6 caixas e 975 fardo.
PerfumarasIOS caixas.
Penna o'aves2 volumes.
Phosphoro115 caiioes.
Piano e orgos21 volumes.
Piassava370 motaos.
Pipas via198.
Plvora400 barris.
Suecos vasi.s27 volumes.
Salitre25 barricas.
Sebo50 barris.
Soda'20 tambores.
Sola529 meios c 12 volumes.
Tamaueos1 fardo.
Teeidos-" 1.666 volumes e mais 876 de algodo
do paia.
Tijollos467 grades e 51 caixas do para facas.
Tinta 70 volumes.
Typos 1 caixas.
Vellas277 caixas.
Video- 1 220 volumes.
Bilv <<> ni inercia I
COKA^ES OFFICUK8 DA JUNTA D08 COB-
KECTOKE8
Recife 5 de Marf de 1887
Algadao de Mossor Ia sorte, 5J200 por 15 kilo,
em 1 do corrente.
Dito de dito mediano, 5|20 per 15 kilo, em 1
do corrente.
Dito de dito 2* sorte, 44200 por 15 kilos, em 1
do correte.
Cambio sobre Londres, a 90 d(v. 22 1[8 d. por 14,
do banco.
(i presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
Movimento balneario
aacirs, 5 na masso di 1887
Os bancos mantiveram no balcio a taza de 22
1/8 d. sobre Londres.
Continuam, portento, a vigorar oficialmente as
seguintes tabellas :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
Sobre Pan, 90 d/v 429 e vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 632 e 4 vista 538.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e vista 243.
Sobre Italia, vista 433.
Sobre New-York, vista 24290.
Do Englith Bank:
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e 4 vista 21 7/8.
Sobre Psri, 90 d/v 429 e A vista 433.
Sobre Italia, A vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 532 e A vista 538.
Sobre New-York, A vista 24290.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 240 e A vista 243.
-obre a principaea cidade de Portugal, A vista
248.
Sobre liba do Acore, A vista 251.
Sobre liba da Madeira, A vista 248.
Mercado de aaancar e algodo
accira, 5 na masco d* 1887
Auoar
A entrada foram menos regalares.
Oh precos continuam a regalar aos algarismos
seguinte ;
3.a baix, por 15 kik, de 94000 a 24100.
8.* reaular, por 15 kilos, de 24100 a 24200.
3. boa, por 15 kilo, de 24200, 24300 e 24400.
SEGUROS'
VIARITIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phelx Per-
aambucana
Ruado Commcrcio u.
IS MU
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RUA DO BOM JESS-N.
Seajuron marillaaoa Irrreslre
Neate ultimo a nica conpinaia aesta praca
ave concede vos Srs. segurad)s iseap^ode psga
ment de pr-mio em cada stimo aaao, o fia
equivale ao t""nto de cerca, d 15 par oj *;j
avor do sguraJos.
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelclda em is.
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Uaritinios..... !,(IO:000$000
rerresires,. 516:000^000
441Roa do omiucrelo
3 a superior, por 15 kil^s, de 24500 a 24600.
Braoco turbiua pulveriaado, por 15 kilos, de 24300
a 24400.
Smenos, por 15 kilos, de 14600 a 14700.
Mascavado, por 15 kilos, a 14200 a 14300.
Bruto, por 15 kilos, de 14100 a 14200.
Relames, por lo kilos, de 840 a 14000.
O'mximo ou mnimo dos piecos s5o obtidoa
conforme o sortimonto.
Algodo
Catase o de Pernambuco e boas procedencia?,
em trra, a 64-0'J por 15 kilos.
Entrada de assucar e algodo
MEZ DE MAIig
XSrRADAS 3 .5 *- da ii
9.415 ^
Barcocas..... 1 A 4 1.048
Estrada de ferro do Ulin-
da...... 1 A 5 1.000 1.691
Estrada de ferro de Ca-
iu,ii ...... l A 4 1.966 4
Aiiimaes..... 1 A5 1.900 2.338
Estrada de teiro de S.
Prniicisc .... l A3 6.511 394
Estrada de trro de Li-
1 4 1.916 2.162
- -
22.738 7.637
t Cumuicrclsl
Eutrou de semana o director H. Suser.
Companbia de iesuros ladetSnlMa-
dora
Esta comp uilii.i esU pagando dividendo de
suas uceo relativo ao ultimo semestre vencido
em 31 de Dezembro prximo passado, na rizo de
124U00 por accA j ou 12 0/0 ao auno, sobre capi-
tal iffectivo. _____ .
Votaa do Ttsiaouro dilaceradas
O recolhimeoto de uota dilaceradas eatA sendo
feito na Thesourai ia d- Pasenda, naa tercas e
sextas-feiraa, daa 10 as 12 horas da manhi.
iiiholiluieao de nula do Theaonro
Em 31 de Mjrco vindooro termina o.prasu mar-
cado para recolhimeuto, eem descont, das notas
de 24O0J da 5a estampa, 104000 da 6a e 54000
da 7a.
A sabstituieao es ti sendo feita na Theaouraria
do Faseuda, nos dia uteis, das 10 As 12 horas da
manh.
Barca nacional Marlnbo IX
S>hio hontem para PeloUs, c m o segainte car-
regamento :
600 accos com assucar brauco
1,000 b.rricu c^m dito dito.
30u ditas com dito mascavado.
12"','4 dita con dito branco.
Pauta da Airaad*a
stMANA ds 7 a 18 na Miaeo m 1887
Alcool (litro)
Algodo (kilo)
Assucar refinado (kilo)
Dito braneo (kilo)
Dito mascavado (kilo)
Borracha (kilo)
Cacao (kilo)
CaChsca (litro)
Caf bom (kilo)
Cafrestolho (kilo)
Carnauba (kilo)
Carsco de alrodio (kilo)
Carvo de pedra de Cardifi (toi.)
Courcs seceos e>pichados (kilo)
Ditos salgados (kilc)
Ditos verdes (kilo)
FarinUa de mandioca (litro)
Fumo restolho (kilo)
tenebra (litro)
Mel (litro)
Milho (kilo)
Tabeados de amarello (dasJa)
218
843
151
131
067
14265
400
077
460
820
866
014
164000
585
500
275
050
400
200
040
040
1004000
I ni por Ufa o
Brigue allemSo J. Q, Fiekte entrado do Rio de
Janeiro no dia 5 do corrente, e consignado a Pe-
reira Cameiro, manifeetoa:
Fsrello 4,160 aocoe sos coaiguUrio.
Vapor nacional Mana, eatrad dea portes do
norte na mesma dau, e coaaignado aos visconde
de Itaqui do Norte, manifestoa :
Bacalbao 125 barris a Amorim Irmao Carnario 8 encapado a Gaimaraea & Valente.
Fumo 4 paco:cs A ordem.
Mercaderas diversa 14 volumes A ordem.
KxporU?5o
EECIFE 4 DE MASCO BE 1887
Para o exterior
No vaper ingles Maurier, carregoa :
Para Liverpool, M. J. da Bocha 700 saceos com
54,600 kilos de assucar mascavado.
No vapor allemio Tijuea, carregaram
Para Hamburgo, H. Nuech ft C. 883 saceos
com 52,980 kilos de cera de carnauba.
Para Lisboa, P. Valente & C. 60 sacca coa
5,286 kilos de algodo ; O. de Mattos Irmaos 1
barril com 45 litro de agurdente ; P. Cameiro
& C. 100 saceos com 7,500 kilos de assucar braneo
e 509 ditos com 37,500 ditos de dito matcavad.
Na barca portuguesa Herma, carregoa:
Para Lisboa, 8. O. Brito 837 couros salgados
com 19,044 kilos.
Na barca norueguense Ogir, cairegaram :
. Para New York, P. Cameiro & a 301 saceos
cem 22,575 kilos de assucar mascavado.
No patacho allemao WUhen < Jottph, car-
Para Montevideo, Amorim Irmaos & C. 885
barricas com 88,910 1|2 kilos de assucar branco.
^Difama dgseuDBOu
CONTRA FOGO
Nortb Brilish I Mereantile
CAPITAL
(ooo.ooo de libras sterllna*
A O EN 1 ES
Adomson Howie & C.
Companhia
Jmperiai
SEGUROS contra FOGO
_ EST: 1803
Edificio e mercadoria
Taxas baixa
Prompto pagamento de prejuiso
CAPITAL
fia. 16,000:0004000
Agente
BROWNS & C.
N. r Ra do Commereio N. 5
(OMP4\IUA DtS NEGUROS
NORTHERN
de LOndrc e Aberdeen
Poalco flnancelra (Oezerobro 1S8S)
Capital oub3Ciiptc 3.000.000
Fundos accumulad os 3.134,348
ssecelta anntsal i
Di premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGENTE,
John H- Boxwell
BA COHMEKUOCIO IV. 6 AND4U
No patacho dioamarquez Exprese, carrega-
ram :
Para Montevideo, Amorim Irmaos & C. 30 bar -
ricas com 3,577 \\i kilos de assucar branco.
Na barca inglesa Dunstaffnage, carrega-
ram :
Para Boston, Julio & Irmo 82 saceos com
6,150 kilos de assucar mascavado.
No vapor francs Ville de Bahia, carre-
gou :
Para o Havre, Rouquayrol Frres 1 caixa com
medicamentos.
Para o interior
No patacho nacional iarinho ", carrega-
ram :
Para PeloUs, P. Cameiro 4 C. 200 saceos com
15.000 kilos de as3ucar branc >.
' No vapor ingles Starligkt, carregaram :
Para Sutos, P. Carneiro &C. 1,400 saceos com
84,000 kilou de a'sucar mascavado e 700 ditos com
42,000 ditos de dito branco; A-aia & Rizeude
liOJ saceos com 36,000 kilos de assucar mascavado
u 110 ditos com 6,000 ditos de dito branco ; P.
Alves 4 C 65 volumes com 3,900 k'los de assu-
car refinado e 15 saceos ora 1,125 ditos de dito
branco ; C. Beitrao 4 Irmo 30 barriea. com
i 800 ditos de (lito refinado.
Para o Rio de Jan iro, F. de Morsas 21 barris
mu 4,0 W litros de mel.
No vapor nacioual Afanaos, carr -garam:
Para o Rio de Janeiro, Costa 6c remandes
5,000 cocos, tructa : P, Pinto 4 C. 10 pipas com
4,80J litr -a de agurdente ; rt. Valente 1 sacco
cum 80 J kilos de resina de batata.
Para a Babia, J. F. Santos Miranda 2 caixoes
com 120 kilos de doce.
Na bareaca Felit Sociedade, carregoa:
Para Mamaoguape, A. R. Branco 10 barricas
com 500 kilos de assucar branco.
llcndiiucatos pblicos
MES DB MAUCO
Alfandega
Renda geral :
O 1 a 4 110.694*557
dem de 5 18.698&0l
---------------- 129:393*461
provtncfart :
Otltl
dem ce 5
20:368*546
2:701*6^:6
Recebedoria
te la 4
dem de 5
23:0701232
152:463/693
10:5431347
2:7624189
13:305/536
Del
Id-un
a 4
du 5
o 1 a 4
Ide-a d 5
Consulado Provincial
liecije Drainage
10.192*722
130*654
10:323*376
5:131*727
915*949
~6047*676
Mercado Municipal de M. Jos
O movimento deste Mercado no dia 5 de Mar-
co foi o seguinte:
Entraram : .-, --.
391/2 bois pesando 5,181 kilo, sendo de Oi-
veira Castro, 22 e 1/2 de 1.a quaUdade, 8 e
1/2 de 2a dita e 8 e 1/2 ditos particulares.
336 kilos de pene a 20 ris 6*780
15 cargas de farinha a 200 ris 3*000
12 ditas de fructa diversa a 800 rs. 3*600
9 taboleiro a 200 ris 1*800
91 Sainos a 200 ri 6J20O
Foram occapado: ___
21 columnas a 600 ri 14*400
24 compartimento do farinha a
5007i. 12*000
22 ditos de comida a 500 ris 11*000
781/2 ditos de legumes a 400 ru 31*400
18 dito de saino a 700 ri 12*606
11 dito de Iressuraa a 600 ris Jj*6**
10 tainos a 2* a0*51
5 dito a 1* 5*900
A Oliveira Castro 4 C.:
54 talhos a 1* 54*99
2 talhos a 500 ris U0C0
Dere ter sido arrecadada neste di
a quantia de 189*320
Rendimento do da 1 a 4 828*420
Foi arrecaiado liquido st baje 1:017*740
Precos do dia :
Carne verde 200 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 500 a 640 ri idem.
rarinha de 200 a 320 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ri idm.
Feijao de 640 a 1*000 idem.
Movimenfo do perto
Navios estirado no dia S
Mano o escala 10 1(2 dia, vapor nacional
Manos de 1999 toneladas, eonunandante Qni-
lberae Waddington, equipagem 60, carga va-
os gneros ; ao visconde de Itaqui do Norte.
liba GrandeRio de Janeiro, 25 dias, brigue W-
lemao J. G. Fichte de 290 tonelada, capito H.
Gunhoff, equipagem 8, carga farello; a Pereira
Carneiro 4 C.
Navio sahido no tnetmo da
Liverpoolvapor ingles Jorge, eonunandante K.
Saundslr, oirga assucar. m
Ro Grande do Bulbarca nacional Martnho IX,
capitlo Jos Maria Loareiro, carga assucar.
Maeaolugar norueguense Courier, capito C.
Sand, em lastro.
Maceio barca noruegnense ZVestod, capitio F.
Semonsen. em lastro.
i
'4
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J

2
I


Diario de PernarabucoDomingo flW^Marfo de 887
m

i

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XT
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/
CONTRA FDG&
The Liverpool k London & Globe
INSURANCE COMPART
&C.
Soeiedade
Unio Commercial Be-
nefcente dosMer-
cieiros
AS3EMBLA GERAL EXTRAORDI-
NARIA
D? ordem do lila. Sr. presidente convi-
do ob Srs. socios a comparecer ra era nos-
sa sede, domingo 6 do correte, ao meio
dia, afim de se tratar de assuraptos que
ssrao presentes mes na assembla pela
directora, os quaes roerecem o comparec-
meato de todos, por seren de grande in-
teresse pi>ra os asso ;dos.
Racife, M-rcode 1837.
M Capitao,
Secretario
Lotera de 4000 eontos
A grande lotera de 4000 eontos, t-m 3 sorteios,
fica transferida para o da 14 de Muio vindouro,
impreterivelmeott", nos termos (lo despacho de
Exm. Sr. presidente, de boje.
Tnesouraria das Loteras para o fundo de
eu aiicipacio e ingenuus da Col.na Isabel, 14 de
Dccembro da 1886.
O thesourcro,
Francisco GonealvesTeire?.
(onfraria de H. Ctirinpim e 8. Chrle-
piniauo o convenio to Carino
do It.'-f.-
De ordem dj juz provedor convida a seus ca-
rissimos irmaos coafrades p- comparecerem ein nocsj consistorio paramentado
de hbitos para acompanhn-in a procis> da So-
ledade na igreja do Livrauv-uto pelas 2 horas da
tarrfe evo ponte.
BeeiiV, 4 de MurcJ de 1887.
Eloy Martuiiauo L"pes Galvao,
seeu tari <.
u
tricoraia
Por esta secretaria sao chamados os pareutes e
protectores das menores abaixo declaradas, para
at o dia 28 do eorrente apresental-as no collegio
das irplias, aflm de seren ahi adinittidgs, visto
serem as primeiras inscriptas no respectivo qua-
dro.
1 Carolina, protegida de Augusto Manta.
2 Illuir-nata, filna de Maria Florencia Barbosa
dos Santos.
3 Lanrinda, filha de Sincletica Lins de Vas-
concellos Araujo.
4 Maria, fi.hr. ja tn<-srna.
6 Adelnde, filha de Mtria Jos da Coneeicslo.
6 Maria, fiiha de Maria Joe da Enearnaco.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Rccile, 8 de Fevereiro de 1887.
O eicrivao,
Pedro Rodrigue de Sonta.
Comi g$ral
Malas a espedirse hoje
Pelo vapor nacional tianot, esta administradlo
ezpede malas para os portes d> tul, recebendo
imjirettos e objectos a registrar at J hora da
tarde, cartas ominaras at 2 horas ou 2 1/2 com
porte duplo.
irlnintHflt. dos rarrwio le rerWBnibmPj 4
3e Marco de 1887.O administrador,
Affoiuo do Reg Barro.
N. S. da Conceifo dos
Militares
esa geral
De ordem do irmo vtee presidente, de novo
sao convidados todos os nossos raos para se
reunirem em mesa g ral no consistorio da nossa
igreja no dia ) do corrin'c (qoarU frira) afim de
se proceder a tleicio para presidite e tbesourei-
ro, em virtude dos leitos nao terem aceitado ;
pede-se o eomp>recimento dos nossos irm&os para
evitar as transferencias.
Recite. 5 de Marco de 1887.
Oeroncio Santos Siqueira,
Secretario.
THEATRO
DE
GRANDE COMPANHU DE ZARZUELUS
HESHIHDIi
Domlrgo, 6 de Mareo
ESTEA
A cornpanhia dando seo primoiro espec-
tculo, sada a autoridades, itoprensa,
comraercio e habitantes de Pernarabuco.
PK0UKAM.MA
Subir a scena a mnito applandida zarsuella
em 3 actof !
A Mascota
PERSONAGENS
Betina..................
FiammetU..............
Juanita ................
Angelo, pagem...........
Lorenzo XVII...,.......
Pippo, pastor............
J alian, lavrador.........
El Principe Frittellinf.....
Mateo, pouaadeiro........
Pararan, sargento........
Tambores..............
Aldeas, aldeei, pageni,
(A.)
Sra. Pl.
SU. Sacanelles (M.)
Sta. Sacanelles
Sta. Consuelo.
Sr. Ramos.
Sr. Doran.
Sr. Garrido.
Sr. jdanso.
Sr. Snchez.
Sr. Jordn.
SU. Ruiz.
damas, soldados e coro
^ C. C. E.
Club Coiumereial Euterpe
Scientifico a todos os senhores socios, que foi
a'mittido para continuo o Sr. Jos Antonio Das
de Fgueiredo.
Secretaria do Club Cemmercial Eaterpe, 5 de
Mar?) de 1887.O- seereUrio,
F J. Amorim.
A commissSo administrativa da irrnandade
do Seuhor Bom Jess das Dores em 8. Groocalo
da Boa-Vista, convida a todos os seos irmaas
para compar?cerem no domingo 6 do eorrente, s 3
boras da tarde, afim de enorporados irmos acom-
panbar a procissio de N. S. da Soledade, erecta
na igreja de N. S. do Livramento, para a qnal
tomos convidados.
Consistorio da irmandade do Senhor Bom Jess
das Dores, em 4 de Marco de 1887.
Urbano Fernandes da Rosa,
SeereUrio.
lomp^hia pe nainbuciina
DE
Xavegaco coatelra por vapor
Pelo presente sao convidados os senhores accio-
nistas a reunirem se ca sede da companhis, no
dia 23 do correte, ao meio dia, afim de lhes ser
apresentada o relatorio e balaceo do anno fiudo, e
elegerem a cominisso de ezame de ccnUs e con-
seibo de direecao.
Rtcite, 5 de Marco de 18&7.
Manoel Joao de Amorim.
P.P.Haunders Brothers ir C.
Arthnr B. Dallas.
W. W. Eobilard.
MRMS
<'OJIP WIIIE DES HEKM.IVE-
RES U.IKITI.UEM
LINHA MENSAL
0 paquete Gi ronde
Com mandan te Mnier
Espera-se da Eu-
ropa at o dia 6 de
Marco seguin-
do depois da de
mera do costume
para o Rio de Ja-
ro, tocando na
Bahia
Lembra-ee sos senhores passageiroe de todas
as classes que ha lugares reservados para esU
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Previne se ao seenhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as reclamacoes por fal-
tas nos volumes que forcm reconhecidas na occa-
tsiao da descarga.
Para carga, passagena, eucommendas t dinheir
trate: tracta-se com o
AGENTE
iugnste Labille
9 RA DO COMMERCIO-9
l)K
%avr-Kat'\o <'ile!r;i por Vapor
Fernando de Xoronha
O vapor Giqui
Cu mandan te Lobo
Segu no dia 10 de
Marco, pelas 12 ho-
ras da inanhii.
Recebe carga at o
lia 9.
Passagi,^s at as 10 hars da manha do dia da
partida.
ESCruPTORIO
( ae da Companhia Periaabn
cana n. 1> -________
BOYAL NAILSTEAH PACKET
CMPANY
0 paquete Tamar
E' esperado da Europa no dia
11 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
apara
Macei, Bahia, Rio de Janeiro e Santot
0 paquete Mondego
esperado
do sul no dia 14 de
cerrente seguinlo
depois da di mor
uecesaaria para
8. vrente. Lisboa, Vlfo e Son
Ihampton
Redcelo de passaqem
Ida Ida e volia
A Southampt m 1* classe 28 42
Camarote reservados para os passageiros He
Pernambuco.
fara paasagens, fretes, etc., tracta-se ^ os
CONSIGNATARIOS
Adaiuso ii Howic & C.
Companhia Uahiana de navega
rao a Vapor
Macei, Villa Nova, renedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
Principe do Grao-Par
CommandanteJ. F. Teixeira
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 10 de
Marco, a* 4 horas da
[Urde. Recebe carga
'nicamente at o 1
dia do dia 10.
Para carga, passageus, encommendas e dinbei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7iitta do Vigcrio7
Domingos Alves Malhens
lmied Slaes Msil Brasil S.S-C.
0 paquete Finance
Camarotes de 1' ordem
dem de 2*
dem de 3<
dem de 4 *
Galeras
Cadeiras de 1 ordem
dem -ie 2
PUtas
Paraso
Os bilhetee vendem se no theatro.
T(rj?a-fera, 8 de Mar^o
Segando fcspeeUculo com o opera com 3
CAMPANONE
12*000
12*000
8*000
6*000
2*000
3*000
2*000
1*000
*500
E' esperado dos partos do
sul at o dia 15 de Marco,
depois da demora necessara
seguir para
aranhio, Para. Barbados, S.
Thomaz e Xew-l'ork
Para carga, paasagens, e encommendas tracta-
e com os
AGENTES
0 vapor All
COHPA>III4 PRONAMBUCAIVA
DE
ftavegae&o Costelra or Vapor
PORTOS DO NORTE
Paraht/ba, Natal, Macan, Mostor, Ara-
caty, Cear, Acaruhu e Camossim
0 vapor Ipojuca
Commandante Costa
Segu no dia 9 do
corrente, s 5 hora*
da Urde. Recebe
carga at o dia 8.
Encommendas paasagens e dinheiros afrete at
s 3 horas da Uide do da da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Periambwstia
n. 12
M
E2 HPAKHU PEH>AHKKI\A
DE
\avegaco costeira por vapor
Macei, Penedo e Aracy
O vapor Jaguaribe
Commandante Baptisia
Segu no dia 8 d
Mnrco, s 5 horas da
tarde.
Kecebe carga -.t o
dia 7.
Encjmmendas, passagens e dinheiros frete at
'.s 3 horas da tarde do dia 8.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Pemambucana
__________ n. 12
t'oru|K...:ia Hrailleira de Xave-
aeo a \ apor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Cear
Commandante o 1.' tenente
checo
OuUherme Pa-
E' esperado dos portos do su
at o dia 7 de Marc-, e
seguir depois da demora in-
diBpenaavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens. encommendas valeres
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
CilARGEIJRS KEIINIS
Companhia Franceza de Xa vega
eo a Vapor
Linlia quinzenal entre o Havre, Lis
00a, Pernambuco, Bahia, K' de Janeiro e
Santoa
0 vapor Ville de Bahia
Comroandanto Delios
Espera-se des nortos do
sul at o dia 6 de Marco,
seguindo depois da indis
pensave! demora para o Ha-
vre.
Conduz medico abordo, de marcha rpida
e offerece ex ccllcntes commodos e ptimo passa-
dia
As passagens poderao ser tomadas) de anteas ao.
Recebe carga encommendas e paesageiros para
os quaes tem execi lentes accominodacoes.
0 vapor Ville ie Prmico
Commandttnte Chancerel
E' esperado da Europa
at o dia 8 de Marco, se-
guindo depois da indispon
savel demora para a Ha-
bla. Klo de Janeiro
t- Mansos,
Koga-se aos 8rs. importadores de carga p nos
vapores dcsta Iinha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarengu. inal'
quer reclamacSo concernente a volumes, que po-
vi ntn. k tenham seguido para os portos do sul.atin.
de se poderem dar a tempo as previdencias neces-
aariae.
Expirado o referido prase a companhia alo se
reeponsabilisa por extravos.
Para carga, patssgens, encommendas e dinheiro
frite: trata-se com o
AGENTE
Augusta Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
LE1L&
Segunda-feira 7, deve ter lugar o leilo dos
movis da casa d' residencia do I)r. llottas, ra
da Imperatris n. 20, bem assim um cabiiolet ame-
ricano, qaasi novo.
Terca-feira 8, o de bous in .veis, ciystaes, es-
pelhos, quadros e mais cbjectoa da casa em que
resida o Sr. Dr. Manoel Claudino de Mello, ra
do Visconde de Albuquerque n. 25.
Lcilao
Espera-se de New-Port
News, at o dia 18 de Mar-
co, o qual seguir depois
da demora neeessaria para s
Baha, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracU-se com os
AGENTES
Henry Forster k C.
N 8- RA DO COMMERCIO -8
!. anda
Leilo
De mobilias no?as de jararand e pao carga
LuizXV, comtampo do podra, 1 piano quasinovode
Blondel & Vignes, 1 espelbo oval, quadros moldu-
ra Honrado, guarda-louca, camas novas e usadas
de Jacaranda e amarillo, lindos ctageres doura-
dos, pecas de encerados finos para mesa, relogies
de parede, esp eguicadeiras de junco, cantenriras
com espelhos, diversas qualidades de miudezas,
chapeos de sol para horceus e senhoras e muitos
cutros objectos.
Tercj-feira 8 do corrente
A' 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
Por iiitcrvcnrao do agente
(jiismao
Leilo
l)e 1 piano firte de Pelipp diiiri Hers, Nev.u
& C-, 1 mobilia com 1 sof, 2 cousobs com pedra,
4 cadeiras de bracos e 12 de guarnici", 1 cadeira
de piano, 1 menepiana de eaixa, 2 quadros a oleo,
jarros para flores, tapetes, escarradtiras, 1 cande-
labro, 2 cadeiras de bilanc 1 e 2 quadros.
Urna cama frauceza, 1 lavatorio, 1 espelho, 1
sof, 1 mesa com estante para livros e 2 cadeiras
de balance
Urna mobilia de taia com Urapos de pedra, com
1 sof, 2 consoles, 2 cadeiras de bracos e 12 de
gusroicao.
Urna mesa elstica, 1 guarda-comi a, 2 apara-
dores, 1 relogio de parede, 2 quadro*'. 1 quarti-
nheiro, trem de cosioha emais accasonos d- c.sa
de familia.
Wegunda-felra, 9 do corrente
No segundo andar do sobrado da ra da
Iaiperatria u. 20
O Dr. Maniel Arvello Bottas, tendo de far-'r
ama viagem, taz leilo por uitt-rveu^o d.> ag ut--
Pinto, de um excellenU piano, quasi novo e mais
objectos da casa du ana residencia ra da Im-
peratriz n. 20.
Principiar s 10 e meia hiras.
Leilo
De 1 cabriolet americano, coberto, com 4
rodas, UutTnas., clicote e arreios para
um cavallo, e urna tarda, tudo em pti-
mo estado
segunda felra. 9 do eorrente
A' 1 hora da tarde
Em frente ao sobrado da ra da Imparatriz n.
20, por occasio do leilo dos movis da casa de
residencia do Dr. BotUs.
4a leilo definitivo
Da parte do engenho Brum da quantia de
12:5594000 e urna terca parte da casa
ra de S. Francisco.
Agente Britto
O agente cima, a mandado do Illm. e Exm. Sr.
Dr. jais de direito da provedoria em ana presenca
e a requerimento do nveoUriante doo bens da
finada D. Tberesa Carneiro Lins de Miranda, le-
var leilo a parte doengenhoBRUM, da quan-
tia de 12:5594000, servindo de base a offerta de
7:5004 e a terca psrteda casa terrea i ras de S.
Francisco, servindo de base a offerU de 6004,
tudo na fregnesa da Varsea.
Segunda felra, 9 do eorrente
As 11 1\2 ftoros
I Ra do Imperador n. 16
De ons movis, finos crystaes, quadros,
cspelhc, objectos de electro-pinte, livros
e muitos outros rcov>3.
A saber: s
Andar terreo
Sala de entrada
Urna mobilia dn Jacaranda com 1 sof, 2 con-
solos com pedras. 2 cadeiras de bracos e U de
guaruico, 2 cadeiras de balance, 6 pares de cor-
tinados, jarros para flores, castca?s e mangas, 1
candieiro a gaz, pannos de crccbet, escarradeiras,
tapetes, alcatifa forro de sala.
Sala de jantar
Um guarda-louca envdracado, 1 aparador gran-
de, 2 d'tos torneados, 1 mesa elstica, 12 cadeiras
de rmrnicle, 1 relogio de parede, 1 spp para cha, 1 dito para jantar, fructeiras, copos,
eslices, garrsfas e glob:s de vidro.
Objectos de electro-plate
Um apparelho para cha, cuberas para pratos,
porU.biseotos, faese, garios e colneree, psliteiros,
salvas, galheteiros, letreiros para garrafas el 1-
eoreiro.
Vsfos com plantas, banheiros, bacins e trem de
cosinha.
Um binculo, l gamo, 1 guarda-vertido e 1
gaarda-roupa.
Andar superior
Sala de visita
Urna mobilia de Jacaranda estufada forrada de se-
da, 2 dunkerques dourados, com tampos de pedra, 2
lindos espelhos dourados, i piano forte, 6 san !-
douradas, 2 quairos (pratos), tapete de carne i .
escarradeiras, jarros finos, l cadeira para piano,
1 lustre de erystal, 6 tapates, 1 alcatifa forro de
sala e panni^S de crochet.
j 1. quarto
Urna amarillo, 1 lindo toilete, 1 commoda, cpula, cor-
tinados, 1 guaruicao para lavatorio, enfeites de
mesa e 1 gum-da-roupa.
2 o quarto
o, 1 cabide, 1 sof, 2 cadeiras, 1
nsparente, cadeii-as de baliic<-,
ivros de direito e literatura.
?.* quarto
Um toiley, jvaterio, 1 cabid-, 1 cama de
amarelloj S't nsoioa/1 mesa?, 1 santuario, 1 guar-
da-vestldo/p i cun*.
A~ Sala de detrs
Urna mobiii* de junco, tapetes, quadros, 1 re-
logio, ettageres e esteira para sala e 1 secre
tarta.
TERgA-FEIRA, 8 DE MARQO
O Dr. Manoel Claudino de Mello, retirando se
com sua familia para o sul do imperio, faz leilo
por intervenco do agente Pinto dos movis e
mais objectos existentes em casa de sua residencia,
ra do Visconde de Albuquerque n. 25, (outVr
matris da Boa Vista).
O leilo principiar as 10 horas em ponto p r
serem muitos "S lotes.
Os referidos movis sao bons e bom conserva-
dos.
0
*.
8
0
m
LTjj marque
jar.tineira, 1
mesa, estn
AVISOS DIVERSOS
Alga-se casas a 84000 no becco dos U e-
ihos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra d>
Imperatris n. 56.
= Precisa-se de Uui perfi itj> osirhi-iro ; a ira
tar na ra do Brum n. 35.
'Precisase de urna ama para todo ser vico
de casa de famil a de tres pessoas ; no oitib do
Crpo Santo n. 25.
Aluga se o sobrado n. 2t ra da Uuio,
a eutender-ae na ra da Imperatris u. 19.
Urna senbora do conducta ex raplar e apta
para o magisterio primario, offerece seos prestim. t
para qua'qui r engenho perm da estaco, u casas
particulares : ra Imperial, junto ao o. 146.
AMA no largo do Corpa Santo n. 19, 2U andar
precisa-se de urna ama boa cosinheira e que diu-
rna em casa.
Alaga-se o -' andar d > Sobrad n. 20 ra
Diriita. i-jn os e nninn los iigiiiinis : 2 salas, 3
qnnito. niiao < quintil. iwiVi (OPet) de 254 men-
sa' : a ti>t r m rm ti i \w\* ratrix I). !4, ter-
cciro andar, das M i '.I h ras -ta inHilia, e desta
hoia em dian'r iin i>mI i-io e mi o > j idan'.e de
oriem da pietidttuii.i.
. Off-rece-se urna ainliora para ciigcmmados
ou gorernante ; h tr-ur na traveasa do Pocinbo
num ro 5.
Arrendi *h o sitio das Jaqueiras, cjm gran-
de casa de v venda, tuda cenad.' o mais tres pe-
queiias no u.eain > torrer, tiv nj.i pe feitameate
para pensio ou hjiel : a tratar w> iiav-mo sitio.
Precisa-sede urna mu i imm c itmbar ; na
ra V'elha n. 7. __________
J s Joxquixi ii'- Saiii'Aiuin pirticipa ao
respnilavel publicj e c m wrneet*ldade a todas ss
piss>as do seu conhecim-nto, que ten lo encontra-
do mu'as ppssnas eoin uoine igua1 a.i sen, desta
data em liiaute assignar-se ha p >r Jos Josquim
de Maraes.
IViloral de Cambar (3)
Descoberta e preparacSa de AlvorbS de S.
Soarcs, de Pelotas
Appnvado pela Exma Junta Central de Bygie-
ne Pabcajauctorisado pelo gnverno imperial, pre-
tniido cmn us medalhas de ooro da Academia Na-
cinuiil de Pars e Expoaico Brasl.ira-Allem de
1881, e rodeado do valiosos atteatados mdicos e
de muitos outr s do p-'ssoas curadas de : totses
simples, bronchites, asthma, rouquido, tsica pul-
monar, coqueluche, escarns de sangue, etc.
Procos as agencias : frasee 24500, meia
dusia 134000 e dusla 244000.
Precos as sub-agencias :Frase} 24800, meia
dusa 154000 e dus 284000.
Agentes e deposiUrios geraes nesU provincia
FRANCISCO MANOEL DA SILVA & C,
ra Marques de Olinda n. 32
'PEHFUMAMA DO HUNDO I6AMTS
DELETTREZ
64, 56, Ra Riohar, 54, 60
CREAC0 PARIZ NOVA
SUAV1DADE
9CREME^08MHEDIA
sbonetb, bxtbaotol
o do toucador
pos di arroz
cosme tic o, brujan tina.
OZjSO, jpommada, vinaore
E
Permmaria OSMHEDlAassegura aos
PtIKTB f IBIS
matad tttn l (6r ta ifntl
^rw!!S!!!ZT*HZ*F77uM*t
JOSEPH KRAIJSE 8: C.
Acaban) de augmentar o sen j bem conhecid
uiporlane eslabelecimenlo rna Io
de marfo n. 0 cora mais
nm salo no \ andar luxuosamente prepa-
rado e prvido de ama exposi-
*i* U Iras de prafa do Porte eelfof lit*
dos mais afamados fabricantes do
mando inieiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos .amigos e freguezes a visitaren,
o seu estabelecimento, afim de
apreciarem a grandeza bom gosto com que
nao obstante a grande
despez, o adornaram, em honra
desta provincia.
ACM A.BERT0 DAS 1 A'S DA MTE
DOIVITI
*
DE

m
WOLFF
R4~llfli DO
& C
'-1.4
IV'eiste multo l ouliecido estabelecimen-
lo encontr r o reapeitavel publico o uials
vuriaili completo (sortimento de JOiAS
receftldas sempre directamente do niellio-
res flirteantes da Furopa, e qii priniam
pelo apu alo gtrte lo muudo elegante,
ISIcos adereeos completos, linda* pnlsei-
ras. alinetes, voltam de uro cra%"ejadas co
brtlhantes, ou perolais, anneis, cacoletas>,
botoes e outros niaitos artlgos propios
dea te genero.
ESPECIALIDADE
Ha relogios de pora Esassteu.s, m-uhoras s tueninoa dom inai.
acre litados fabrican!* s da Europa e Ame-
rica
I' ira todos oa artigoa desta casa 5 ran-
tc-se a boa qualidade, asaiaa como a luodiei-
dade nos preces <|a- sAo sesn compete neia.
.Ve*I a casa tambem eoncerta-so |iial-
quer obra de ouro on prata e tambem r-r lo-
gios de qiialqurr quiltdade qua> sejo.
4liuii do iliiigii\

DOMESTIC
Sao rcciicci&as ser as JttSto
elegantes. t> rain dnrarelt
tiu todos CS f 'i' K.
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e de 0. M. a Rainha de Italia.
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Ozea Saclist.
Ozea Esseneia.
Ozea Agja de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para es dente*.
Ozea Pasta para os dsntes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabio.
Ozea Pomada
Ozea Fixativo 4
Ozea Cosmtico.
Ozea Brmantina.
Ozea Cold Cream.

Estas exquisita* preparaces sao naito apre-
ciadas na mais distincU soeiedade pela deli-
cadexa do sen perfume.
W^ RIECER'S
TRANSPARENT CRYSTALS0AP
(Sab'> transparente cristalino)
recebeotdo como ~> maw perfeito d? todo3 es sabao3 de toilette pelas suas
ptapieda lo ceu arorja e pela sua larga d; v.i<\io.
, 1 'crfiuauia*. Farmaci, *co.
1





Tnico
Oriental.
v/; .o
/>

Aluga se barato
tua dos Guararapes n. 96.
Roa Visconde de Itaparica n. 43, artaazci.
Becco Campello n. 1, i andar.
Largo do Mercado n. 17, loja coro gas.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2.* andar.
Frata-ae na ra do Cowmcrcio n 5, Io andar
'riptorio de Silva Guimarus & C.
Alug
a-se
j 2> andar do sobrado n. 35 4 traversa de S. Jos ;
o 1- e terreo do de n. 2? ra Vidal de Negrei-
roa; o 1- do de n. 25 ra velha de Santa Rita ;
o Ia do de n. 31 ra cstreifa uo Rosario ; todo
lisapos : a tratar na ra do Hospicio o. 33.
Alugwe
o sobrado d azulejo n. 82, no-Caminho Novo,
muito fresco pela posicSo, e tem commudos bas-
tantes, est em estado de limpeza, que o pretn-
dante nao precisa fazer despeza para morar.
Alujase
a cas* do largo da Detenco n 23, defronte da
nova estaeao da linba frrea, cim grandes ac.oio-
raa_aees pra familia, quintal, banbeiro, etc. : a
.ratar na roa larga do Rosario n. 31, pharmacia.
Aluga-se barato
aa caa~h*s do becco da roa da Pala-a n. 10, 12,
14 0 18, pintadas e catadas h_ penco ; na roa do
Vigajio n. 3!, 1* andar.
Aluga-se
o segando and>,r do sobrado o. 17 no largo do
Corpo Santo, (toito iieseo e eosa cmri modos para
graade familia ; a tratar no 3- andar do mesmo.
Ama
Precia-se de rima cosinheira ; a tratar no largo
do Coi po Santo n. 17. 3- andar.
Ama
Precisa se de duas amas, orna para coainbar e
entra para lavar e eng mmar ; ua travessa dos
Pina n. 5 (Qiriqvfrr).
Ama
Precisa-se de cma ama para todo servico de
tasa de pouca familia ; na ra da Palma n. 29.
Ama
Precisa-ac de urna boa cosinheira para casa de
pone familia, prefere se escrava ; na ra do
Riaebnello n. 13.
AMA
l*rrcisa-se de urna amspara
lavar, eogommar e faz*- i__ais
alcona servico* de eaaa de f-
milin : menos comprar e eozi-
akar : na ma o Riachuelo _.
1S. Heve dormir em rasa.
Ana
Precisa se de urna ama para oosinha ; o* raa do
Dr. Joaquin Nabuco n. 3.
Ama
Pjcioa-ee de urna boa cosinheira, para casa de
pequea familia ; a tratar so Caes da Companbia
a. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
Ama
Precisa se de urna psra casa de familia, ra
do Cabug n. 3, 3* andar.
Ama
Precisa-se de uaia asa que coeinLe e engcssue -.
na ra do Kaagel n. 41, 2- aadar.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinbar e lavar :
a tratar na ra de Pedro Alfonso n. 58 (aaliga da
PraiaJ.______ _________
i ii i Preciaa-se de urna, para comprar
\ II \ caDar P*ra casa de peqnena
___"X t familia ; a tratar na ra de Mar-
cilio Das n. 64, 2- andar.
AMA
Pr-ecisae de urna au.a para o servico domesti-
co de pequea familia ; na ra do Hospicio n. 27
t jnm. m or j_o_ v
Precisa-se do urna ama que saiba cosinbar bem ;
na ra do Livraroento n. 8, loja.
Ama de le te
Precisa se de ana ama de lerte, aadia e sen
filbos, papa-w besa ; a tratar na roa da aa-
gueira n. 16.
11
ji O '.< Gini..nlll, autor da .eeceee.:. _*s
.fStuYnjade* c:j_tKa- _i iphitos no traia-aerie
tem a honra da participar aos se_> eollegas
medico;, qus? os artera Hy)*>r espuito.;
reconlisiUtue o recon'imer'.-alos por cito
sao os jue -nsc< o 8r fc-~nn. afear-
macetiix, f-, roa Cetigaona. Par
i Oh :_ .rafia A Mjlap-aaphitoa de
(Soda., emi e Parre ve ni ip en fraaoo*
tquadrada* to_>e t*_k Jo* ChurcMli.
jo vic"-o. ans aatp?i*''ra ao envoltorio e,
aa tira io papal cornado .ue cobre aro__
, Cada f-aacr. variaue..,;- _v_ alcm (fisto a)
aw d. faf/nemda ~_a*n_ _a Swasa!
Tricofero de Barry
i que faz as
cateeacerecabelloa-Eda
aoe otis calvos, cura a
tinha e a caspa remeve
todas aa impurezas do cas-
os da cabeca. Positiva-
mente iinpede o cabello
da cahir ou de embranque-
eer, e infallivelznente o
torna eepeeso, macio, lus-
troso e abundante.
U ^-ailr -
*_Uk_--
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacao official de
um Govemo. Tem duas vezes
mais fragrancia qns qualquer outra
eduraodobrodo tempo. E'muito
mais rica, suave o deliciosa. "
muito mus fina e delicada. '
maia pe-rsnente e agmdavel aa
lenco. rit, 7-zas mai3 refres-
cante no bail o JC cuarto do
donte. E' especiare contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
desmaios.
laroje ie Vida Je Beiter No.
*jrr_s na t__-o. capoia de ttsal-*.
Cura positiva e radical de todas as forreas de
scrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
AAscoSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo comperda do Cabello, e de todas as do-
ancas do Sangue^Fi gado, e Bina, Garntese
qae purifica, enriquece e vrtalisa o Songas
e restaura e renova o systema inteiro. 0 4
Sabao Curativo de Reiiter
Para o Banho, Toilette, Criar*
as e para a cura das moles-
1 da pelle de todas as especia*
m todos os periodos.
Deposito ern Poroambuco casa ie
Francisco Manoei da Silva & C.
Profcssora
Cma sen aera coBapetentemeote hbil irada, s*-
p6e-se a Irccionar en/ cplicgios e casas particola-
es, as seguinfes otaferias : prlngurz. francs,
uniKi 1 pimo ; a tratar na raa do Mhrqoea 4i;
Herval n. 10.__________________________________
Vinfco da Moorica
- Esse importante vinlio de q'ie tnico
importador Jlo Ferreira d Costa j
puro de uva eaeolhida a capricho, e pro-
pino para mesa, pelo seu mereciruento tero
obtido a ruelhor a .-eitacSo n s lugares para
onde tem aido exportado: acha se ven-
da a rotalho no PstabelecimcDto dos Sr. Po-
cas, Mendrs A C.
Freguczia do 'Rocife
A luga-re por prceo rmrito eommdo metade do
1' andar ti ai-brado da roa do Visc.'nde da Ira-
parira, antig* d-> Apollo n 35, no mesmo precisa
se do um men-no que aej fiel parn mandados,
di-se renpa rbn ordenado.
Jafropli
Manipocira
Ei-se mi-dicaimnto de urna efEcacia conhaeida
no berib'Ti e nutras mobsiias em que predomina a
hydropeaia, acha-M rnooificido em sua prepara
c:in, -racaa a nina nova formula de ant distiacto
medie deata eidade, s-ndo que oni-ii'e o abaiio
assigimdoeal habilitado oara p>paial-o rlemoCo
a inr-lhoiar Ibe o gnsto e i-h-ir., acm todava alte
rar-lbe ai propriedad a medicamentosas, que s>-
conservaui cma MffWa actividad?, se n4o maioi
em vista do modo sur que elle tolerado peb
esttnHigu.
I MlOS llepOKild
Na pharmacia Cum.-ici-i, ra do Marques de
Ir>*'rr le 11i-lli>
Cosinheira
AMO
Paga-fe 20*000 por ae a una petf.ila c:si-
ek ir, para eaaa d<- p^jaaata familia, preterindo-
se de meia 1 lade e que te}* de be sacra!, rra
do Payeand n. 9, passando a poute do Cbora-
:nioo : qu* ado esliver em condieoes escusado
apreteatar-ae.
Advogado
Domlato F. a Monaai l.r
Daa 10 taras da suaM aa 4 da tarde, ra
do Imperador o. 16, 1* andar.
Precisa-te de pertritas costureirss ; na ra da
Aurora n. 39, i" andar.
$
Ymdmn-f e--i tosbc f>U-,n d^
PbIio de Riga
MATHUE" A.STIX A C, receaeram oltin*-
111 uto uin c mpiet sartimeuto des:a maUeira,
como sejain : prancbes a tabea* para atsoalbo,
da melbor qualidade e de diversas dimenses, e
que vendem por preeoe eorntoedos, e redusidos,
arme os btei 00 arowaem do caes da Apollo
11 51, ou ra do Uwnmcreio n. 18, 1 aadar,
Novo Porto do Carvo
Ra do Marque* do Herval n. 27
Jada Kasa, visa *>aa freguezes que ja se
aefcs abeireoartt >s*asaliu>entodecaivo,e cen-
traata a cnVrrerr as taraasar wantngeus j bem co
aeeeidae dspnUwo.e a 1 aralo prreo de C40 ris
a fcsxsiaa ; tauWra lev* m> co. h ci.iit-i.to de tedoa
que tea carne verde do Ia qualidade, portanto na
tregnezpa re dera-i lser ea seas peddi., que eia
muito bem servidor, e alisa dis.'O nilo 1 a carao
fretce.
Becife, 20 de Fevereiro de 188T.
^_______Joo T. F.za Lima
Para cosinliar
J'recisa-se de urna
ama para cosinliar,
mas qnceosinhc bem;
no 3. andar do predio
h. 42 da ra Dinjiu- de
Caxias, por cima da y-
pographia do Mario.
Pechincha
Maeie.ga diaaetarqaesa a 700 r. a sta de
urna libra ; vndese na casa de AntoniolDuarte
4 ruu da ITiiiJo n. o4, Anhur Macaes ruada
Aurora n. 85, Purto HibeirO & C ft roa da Roda
n. 44, de priacira qu.lidadc.
REME M wUTE
aos Consumm dores
PERFUMARA oriza
PARS 207, Ra Saint-Honor, 207 PARI3
OS PROau.CT.S DA FEfifUM'ABfrO' GRMN0
decena mk sueceitto e facmr jroUiea /
.1!*.CE,i,*"trs1a)conrae i 2'liu uSmI Isaitsnml
sis isrtaiasi. J i uiaviiii i% ui lerliae.
ERAS SE IMITA OS PRODUCTOS DA PERPUHARtA ORiZA
em attloglr ao ac gran da delicadeza e perfeicAo.
A appargncia exttrtor dest-is imiticSes sendo idntica aos Fertta- efe
. ii'im frotturtos Oriza, Os coitsummtdores svero te Jk W
:^W. precaver contra este comuurc: -.ilcito e considerar como T^
^'-^v contrafmcedo Qualquer probado de qualidade inferior jJ^r
'f^aV vendido por casas pouco honrada*. ^ Hemcssa fio Catalogo illnatr.-. do & pedido franqueado.
EMULSAO DE SCOTT
de OLEO PURO
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FIGDO DE BAGALHAO
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DE CAL E SOPA.
T3o agradavel ao paladar como o leile.
O grande remedio para a cura
radical da TSICA. ESCRFULA,
ANEMIA, RACHITIS, DE-
BILIDADE EM GERAL e todas
as enfermidades consumptivas,
tanto cas crianzas como nos
adnltos.
Nenhnm medicamento, at hoje
descoberto, cura as molestias do
peito e vias respiratorias, ou res-
tabelece os debis, os anmicos e
os escrofulosos com tanta rapidez
como a Emulsao de Scbtt.
A venda as priiicipaes hoticat t
drogaras.
Deposito pin p.-tn'irhii na Hroguria do FrDcisco Manoei da Silva
& ()., ra d> Mawjiicz de> linda n. 39.
PO
PURGATIVO
OE
ROG
PODRE PRGATIVE DE ROG
APPROVACAO DA ACADEMIA DE MEDICINA DB PARS
Nenhum purgativo tem gasto t3o agradavel nem produz
effeito mais certo. Numerosas observacbes nos hospitSes de Pars
demonstraram que os seo; effeitos sao constantes.
Com o P DE ROG qualquer pessa
pode preparar urna bebida purgativa,
laxante e refrigerante. Conservase e trans-
portase fcilmente.
O PO DE ROG nico e aut lien tico i
vendido em vidros envolvidos em papel co/
de laranja tra\ a aisignatura
e o sitete do inventor em frente :
ALLAN PATE1.SU N C
N.44--Ru 1 do Brum--N. 44
JUNTO A E i AfAO DOS B0NDS
Tem para vender, por pre mdicos, aa seguintes rragoas :
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacJies. de diversos tata!-, >s.
Rodas de espora, dem, idona:
Ditas angulares, ideni, ide-.n.
Kancos de ferro com serra circalar
(rrat!':a:nento para jardim.
Varandas de. ferm batid.
Ditas de. dito Fundido, da (indos aslelo
Portas-i fornalha.
Vapor* de *brya d* ?, 4, 5, K i 8 cav.do*
Moetidaa de 10 a 4U pellegaao -le panacior-
Rodaa d'agua. aystema tataHaipafa
Encarregam-se de con-.ertos, a asautiUineo' He taachinisinA traballio-i-om perfeici" e prestes-t.
^lMle^^V^^VVV>%%ai>^^r^VV^^r>rVVVVr>V^^e>rVV>
VINHO MARIANI
DE COCA DO PER
O VTJfHO MABtaxi que fot ei pcnuienlado nua hospitaea Je Parla,
preacrlpU) diartuiicnlc cun xito pora-mbater a Anemia, Onloroae.
Dieoatocs ms, Molestias 4aa vlaa respiratorias e aatTsaaNfci
manto do < rtio vocal.
Oa Utdtou n wommcmrimm no eU Petmit fiweu-e deiteadaM. asASMalai peta nrtttm.
ao Viihos a Crlancas.
E" o Reparador daa PertorbacSea dlgeatjvaa
FORTIFICANTE por BSCGZIU^BZaOl^A.
O VINHO MARIANI as UfCOJTTBJ, av CASA DB
Hr. MABXJUrx. n- Marta, 41 .tealetira EuuaaaaD; Vew-Toek, t i, lut, t ltrt
Em Pernatnbuco : rraaclaeo M. da SUVA A C~.
1 ejA^saaearaeaa^as^s^rWAaa^a^^^jis^^MaA
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E. LZEIOY, FbamiaGH.0 de f Classe, 2, na flanoii, PARS
&BTKOVKKEO pan t BMraliftiaat31 a laitki Criasen, sastra sacaMisaai a THIirM sai
a Beeemmeodaroos esteXaa-ope aisMctllDOseaosDoentes. deum sabor agradavel, de assiml-
lago fcil e mil veze< siti>.Ttor a lod* os xaropesde laclo uhosphalo iuvctitadospiila'especu-
Hajsto. Todos sao cidos ao paasu qnc o Ptees<>ba,so OaU csaiaitinoso nao o
O Sar. i>ruau.ar Bocearr. AUdico na Mospu-a Ou Cnupi (OtntU dw Heitmix, 19 da auto da Safa.)
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akca ixea, ooiva;*^ x>jb viohv
SS PMacUa acut ha-aa aai c- a HARISMEWKT a LABOaJ. t, aa Ciiai :
r SUlita Jt KOECHLIN. & MI da Cas.
mmmwmmmmmtmwmxsrm*-ntma*zmmiM^mmm
A riso
0 bacbar- I Klii-.rdo Alfredo de Olivcrag tfDi
aberro n a* aaesipti'WO ^le ad Vi gmin ra Io do
Maico ii. 4, i luir t ;ii'<,< in pode atr prncur.ida para
CCti nxr n ingles, fr^titi^a e alleini pratiua e
tlic- r.ta : ente, m O-iOegiua 'tai d^ fainiMa.
Cozinhjir
Precisa-fe du um aoaxinerru que saiba destn
penli-'T a an.' eu'marii ; na rio 0.
Tintar i wfliai
PARA TINGIR A
krba e os cabellos
EXPOSITION
Mdaille d'Or
J.tli tiutura tinge a barb-i e''8 cabellos ios-
t.m'sneair.eiifr, dando Ihea uina bonita tr
e untural, uuiensivo o aiu uso simples e
rpido.
Vndese n BOTICA FRAN'CEZA E DRO-
GARA de Ruuqucyrol Fre-rp, snecesaorea de A
CAORS, raa do lioui-Jesua (autiga da Cru
n. 2.
'CroidsChetalier
LKS PLUS HifeS RECOMPENSES
AQUAlHVIIlAi
E. COUBRAY
DITA All* IE tAL'DF
Preconisads para 4 toucsdat, cma eoisemoiie
consinictaente u tita 2t fluctuada,
s preservando da pesto e do cholera moras*.
Artigos Recommedaoos
PERFUMARA DE LACTEINA
taaaasalaaa pelas Clerkailes MtiCAs
GUAS CONCENTRADAS para o lenco.
OLEO COME para a belleza dos cabellos.
ESTES ARTIGOS ACKAM-SE NA FABRICA
CARIS 13. rae d'Enghies, 13 pars
1 leposiUs em tosas as Perfumaras, Pharmacias
s Cabelleraros da America.
clcWHcH
Geographia
Um acadmico acb>.mlo-se liabilitaii > a leccio-
aar geograpbia, acei i chatnadi s para cnsinar em
casas particulares, e pJe ser procurado no hotel
oriental.
Cha prcto superior
Receben o Carlos Lid Jen nova n m si do cha
preto superior, e avisa aos seus Iresuezes que
v na tua do BarSo da Victoria n. 48, para se
supprir,
Arrcnda-scou vende-se
um sitio om alguna arvoredos de fructo, planta
de capim e oitalices. na de S. Miguel n. 148 :
qcea quizer di-ij.-.-e ra da Imp< rutriz n. 13,
loja._________________ :
Engoinmadetra
Precisa-8" de urna b > engfmmadeira, que en-
saboc tamb.in, para cajn de pouca facnilia. prete-
re-se escrava ; na iii.i d' l'-i cliUi'll > n. lo.
Colees prova de fago
O Carlee Linden tere dous noves em folbu, e
vende muito barato por s r d nnstgnacao ; na
ra do Baro da Victoria n. 4S.
Rctalha-se
um excelieotc terreno conten lo divaiss fruciei-
rss, cqiu-iros e cacimba, direita da entrada da
travessa do Peitoaa, cm frente para a linha do
Limoeiro, precj comineo : a tratar ao usccm.
sitio.
Cosinheira
Precisa se de urna perita de 40 a 50 araos de
idade ac fumada a strvir em eaaa de familia,
paga-be bem, em Santo Amaro daa Salinas, portao
encarnado jun.to a capella.
Casas
Calada e plncattam
aluga-se a de n. 57 i ra doa Guararapes, tem
corredor independente, 2 salas, 4 quarros, eoto
corrido, cjsjnha fra, quintal, cacimba, banheiro,
e pre^o eauawda.
MEFA -AG
Aluga-se a da travesta do Corpo Santo n 17,
por preco Ciinmodo ; a tratar coro Siqueira Fer-
raa Si. C ra do Aroorim p. 66.
Creencia
Precisa se sera demora rallar com o Sr. Anto-
nio Victorde Sa Baneto, .rna. dj Ranjel nume-
re 65.
Cai.xeiro
PiecisH-ee de um merino de 12 a 14 anuos de
idade cun pratica d.- molhadws. a tratar ra de
Gttvabio Pires n. 4<).

se
PAST1XHAS
De AMGELIIII & MENTRUZ
^t'
as

53
ai
as

O Remedio mais effcaz e
Ce/uro que se tam descoberto ate
hoje para expe lir 09 Lon trigos.
ROQRIAYOL FRERES
3J
C-
&
Para 03 t'AViOF,
SCPPRESSAO
do F050
e aa
QELA
do PELLOi
a pabb:c4
SUBSnTt'i
o FOGO
a
tedas 5 sus
APPLKA^ES
A cura fat-se com c un o em S limito*, '
sem dor e sem cortar, ne..i raspar o pello.
\ Pbarm' GNEAU, 275, Ra St-Huaor.PARIS |
TODAS S PT-IARMACIA9
Criada
Ofiereoe-be urna tcnhorn de 1 iade regular dan-
do rianya de sua cni-.locti, p r' azompanbar al-
guma familia que quciiti se retirar para qualquer
provincia do Bruti', )fra(ij por 6 vzes, a tratar
na ra de Hortus n- 48 Io audar, prefere-se para
Corte.
Ama
Precisase de urna ama para andar c>m orna
erianca : na ra do Deiilj Paria n. 49.
km
Prceisa-se de urna ama que coeinbe e compre
na ra do Isaacrador n. 42.
Ao commercio
FrancifC Ciclbo G.'n^ilves encarregu se de
cubraiicaa ncsti praca e tora della ; a tratar na
tua do Alecritn n. 10. _____________
Amas
Na ra da Uuiito 11. 31, precisarse e urna ama
para cosinhnr e 1P113 servi; iS, e de outra para
andar cun menino.
D. Therexn al. da Coaln Kogoelra
Antonio BaplisU Nogueira onvida a todo
os seus pircntea c amigos p..ra assistirem as mis-
sas que manda mar na ordem 3" do S. Fran-
cisco, terca teira H do corr.nte, As 8 horas, tri-
gsimo da do fallecimento de sua idolatrada
esposa, D. TWreaa J da Cita Nogueira, anteci-
pando desde j seu agradeciinen:o e grntidie.
Hnelllnll AUgu-S-i a m**
Antonio Sette Jnior, Enediit' Sette e Bemve-
nuto de Suza Travassos, convidam seus paren-
tes e amigos a aasiatere-i as misaas que per alma
de sua cuuhada Ha e prima, Enedioa Augusta
Serrano Trava?sos, mandam Jcelabrar n\ matris
da Boa-Vista, eeguuda-feira, sai 1 horas da
manb, trigsimo dia de seu pasamento, antici-
pando seus agradn
_?
. a 4 Tv>
Sitio
A'uga-se um sitio com casa, e outra boa casa,
no Aterr.nli do Giqui ; a tratar 11a ra do Im-
perador n- 50, tereeiro atujar.
Grande vanlagem oflerece o lalho
e carne verde de Noto Porto
do Carvo
RA MRQUEZ DO HERVAL N. 27
O freguea que eomp'etar o numero de 360 kilo-
grammas du carne, ecebet tita. nuineracio para
corresponder eo:n a msior lot :i que entao esli-
ver na cireul_5_o dVsta tiMaoV. e eonber a
sorta grande em dita BauMtrarilo, >> cciisumidor,
ter, pelo espaco de 6 meses 5 kilos de carne dia-
rios ; os eotisumid'jrea, de 5 i 1 k lo, h5 terso o nu-
mero de kilos que. il'..i.te consumikn diariamente.
O coiiduciur do feliz c usuinidar str tambem
gatificado com 50/0 O.
N. B.Toda, a cima ser entregue no talb^ aos
portadores des fregiu ara,
Beeife, 27 de Fv. retro de 1887._____________
Thereza fTAssuHipflo res so e
So tiza
Jcs dos Santos Soasa e seus filbos, mindam
celebrar urna misas pelo descanco eterno de
sua sempre eborada sp. sa, mai e madrasta,
Thereta d'AssumpcSo Pessna c 3uz*, na igreja
matriz de 8. Jo., terca-feira, 8 do crrente, s 7
horas da ianhi, seiimj di* 4a sea fallecimento.
Para assUtir este acto do religio a caridsde,
convidara a todos es prenles e pebsoas de sua
i'O-tzade, ccufessiiudo-a. d Ju ji eirraameate
agradecidos.
Bnchnrcl Lenndro Franriiro Borje
No dia 9 do correute, _* niiiwersario do talle-
cimento do bacharul Leaudr j Francisco Borges,
ser celebrada, na inatris de Bom Jardim, urna
missa em suffragto de sua alca*.
_a_.j_s__v;.:.^... -> ia IIK*--'-*'- -J
Sitio
Aluga-se cu vndese muito barato um sitio
com casa, tendo cinco j^nelias de Irente, na Pedra
Mu I pv-to da estari, na v> lta du L'tnio ; OB-
tra c-iaa no la2-i i'a itfujt Ue Appn-.i n. 26 ;
outr* casa Cks iMaiiu.n e. i.h iiu N.v* n. 8, i
d-us tcin-no ui E-pi Ne>Ii|| oitl'r.>ii> un eh-l
rio Sr. engenhiiro Peitui-a ; a tratar no Camtnho
Novo n. 7H.
Eiiieira
Preeina-ro de i.uu. a ciiRotmi d. ira e que
WH'* timbar, pura ci*a tie p qn'iia familia :
a tr-tnr l-oCtM d. L'oiupaitliia n t lJie.teroC
es^ritvn e deve dormir em esa.
HISTORIA
F.nsdlnn tu:itln KerranoTm-
vaasos
0 mj r Marcolmo de Soasa Travaisos e seus
filaos coa vidala a todos aa atas psenles e amipos
a atiistireui aa mistas qna par atina de saa sem-
pre lembrada espsta e mJf, Kmrfn Angosta
Serrano Travassos, man Inm celebrar na niu'riz
da Boa-Vista, segunda t< ira 7 dw Bstente, s 7
horp.s da manb, trigsimo dia da seo passamen-
to. antecipaulo desde j os teus agradecimentos
por este acto de religio e caridade._____________
D E
VCTOR HUGO
Custodio Franelsco Jfar.i_s
Mara H' n aria M o ti .s. e e genr-, prefondtUMtn'" i;r-t >s a. t "les as o-ssoaa
que acompanliaraia o rvarna w-ia- s de seu sem*
re lembrado ech iradi marido, p-ii, g-uro, cu-
nbadn e sopro, de novo os c-nvidatn |ur;i ussistir
a Biissa qi.e por sin i.lmu mandam vi-zar na
matriz do Corpj San:.', -< guni i-feia 7 i.: il-iroo
s 8 horas d tnunlii, petiuio da de seu passa-
neaio. Pur e&te acto do ivi:gi_o protestara desde
j ana eterna g-Htiri:ln
TA^rs^^eV^eYreAo^en^A
Patricio da Silva RaiaUo ou asulber te ido re-
cebjdo de Portugal.a iofau-ia noticia de ter falle-
cido tua prtaada -oo a ogra Mara de Figuei-
redo e Silva couvidi a pe*" !* 908 parenteso
amig s a obsequio rfe is.isliiem as > usas que
mandam rezar no dia 3 dj cimiitr. Ai 7 hora- da
manba, na igreja de D-vini Lspirii.-S >i,t> rrige-
sirao dia de seu passnntMitv pelo qou desde )\ se
contassam gratos. ___________^_^________
a '1
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MfTILABO


V
Diario de PernnnibiieoDomingo 6 ,1c Marpo de 1887
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Fnndco de sinos brome
DE
LUIZ U CRUZ MESQUTA
66Roa do Barao do Triumpho66
(Anliga do Bruui)
Neste est ibelecimento enontraro os
Srs. agricultores e seus correspondentes
todos os objectos tendentes a agricultura,
como sejam :
Machinas para fazer espirito, de destil-
lar e rest'ar, alambiques do antigo e no-
vo systemacom esquenta garapa, serpenti-
nas e carapue,as, tachas, tachos, bombas de
bronze, de cobre e de fgrro, de espirante e
de rcpuxo, para agua, niel e garapa, tor-
neiras de bronze, de madeira e de todos
os tamanhos, canos de cobre, chumbo, fer-
ro, de todas as dimensoes, cobre picado,
fundos para alambiques, repartideiras, pas-
sadeiras e escumadeiras de cobre, de fer-
ro galvanisado, arruclas C len bie, bombas coii'inuas, sinos de 1 libra at
110 arrobas, sola ing eza e do Rio, cadi-
nhos patentes e de lapis.
Fazcmse concertos de todas as qualida-
des e com toda presteza c perfei^o a precos
mdicos,
Vendem-se a nrazo ou a dinheiro com
desc mto.

llcnciio
Vinde-se on permuta-ee urna casa terrea sita
aa travPBSH do r'uko n. 12, com 2ea>, 8 qunr-
toB, coeinha trn, grande quintal c cacimba, por-
to dando sabida para a ra dos seos ; a tratar
na meswa com a proprietaiia, e esta tara tjdo
negocio por j trr o despacho do juiz, at para
bi-tal a m leilo. podende apr<-aeiifar os deeo-
mnntoa aos permutadores, Ceaejinrio tambero orna
por troc, ainla que % a peqnjua, porm teja nova ebem constiuid.
THESOURARIA DAS LOTERAS

;r^=r^f?3i
de GRIMALT & G>s, PUannawuticos sm Pars, 8, P.na Yivienne
Adnittido na nova ph&imacopa ofcal de Franca.
Approvado pela Junta central de Hygiene do Brazil.
Fazem 25 annos que o Ferr, elemento principal do sangue, a Quina Real, Ionio
superior do systerna nervoso e oPhosphato reconstiluinte dos ossos, foram combi-
--.dos intimamente pelo Sr GHiMAULTemumxarope de cor lmpida e sabor agradavel.
saas qualidades tnicas e reparadoras ao escolenles resultados na anemia,
chlorose, leucorrheat, irregularidades de menstiuaco, caimbra de
estomago consecutivas essas enfermidades. lymphatHwao e todas as molestias
provenientes de empobreoimento do sangue. Excitando o appetite, estimulando
o organismo e leconstituindo os ossos e o sangue, o XAROPE de QUINA e
FERRO de GRIMALT & O, desenoolve com rapidez as creancas debis e as
raparigas paludas e abatidas. Este xarope corta os ligeiros accessos febris, humidad*
da* maot e smret nocturnos; efficaz na* dtarrheas rebeldes, facilita as eonvaJescencas
difeeis e sustenta as pessas idosas.
VIN1IO de QUINA e FERRO de GRIMALT te O* poosue as
mesmas propriedades do XAROPE, preparado com um vinho Je Malaga, rico
e generoso preferivel para as pessoas que nio toleram xaropes.
Deposito em Pars, I, Ra Vivienne, e as principa! Phamaciai e Dragarlas.
Solicitador
Jos Ferreira de Paula, provirionaio pelo Tri-
bunal da ReUco de P<.\iiiau.bueo, cffeicc*-?e a
Saem precisar de trsbalhos inherentes a au\ pro-
ico na cida le de Pesqui-ira da comarca de Cira
brea, oode foi sua resid ncia, e tamben: trabalhn
as c'marcas Jo Ur.-jo da Madre de Dea, Carua-
t, S. Bento e Escuda.
VENDAS
Vende-se 1 junta de b;is, grandes e gordos,
bons de csrres e carrees, Da MagaVena, sitio do
commendador Barraca, defronte do chafan.
Superior carne di.s sertes
\ rnde-se nos srirazens de Frf.neisco Cardoso da
Silva Pmto, ra da Itcperafriz ns. 23 e 84 o gne-
ros de primeira qualid-.de por preco mdico.
aloja"
Das Listras Azues
A' BA DUQUE DE CAX1AS N 61
Tciephone u. 3 11
Reebeu granis peckinehas e fazendas
Jias a$ quaes vende pelos seguintes presos
CAMBRAlA SUISSA muito 6na com 9 palmo
de largara, 8 o corte.
PER ALINA de cores com bolinha3, faxenda
muito Ytm'.y, a "240 rs.
MERINOS netos e do tedas as coree da melbor
qualidade a 800 rs.
BBTIX preto de Maca) e d toda us efires a
1*000.
BRIM esguiao pardo enastado pasa vestido a
400'is.
QL^S ecc3xas lindns crs h 160 rs.
CHITA 'i escuras u claras, algumas cores finas
a 200 rs ,
FUSTAO de c .rdosinho fdteada fantazi cores
lindas e segures 200 rs.
CORTINADOS bordado a 6/000, 7/000 e
8/0CO. M
ORN ALDAS com ricos voido Blond bordados
a 8/000-
COLXAS de Damasco com borla par casa-
mento a 30/UC0.
ftlElAS arrendadas fio de Eseoia a 800 r.
MADAfOLAO aujericano muito superior,Ca-
iciteirca 6/0O0.
tARQELIM fr4ncea qualquer cor do melbor a
240 r?. .
LEQUE Juanita com emalte u.lima novi-
dade -500 r*.
CA SACOS pretos com vidrilhoa e rendas fioas
forrados de seda a 15*000 (fstes casacos verdem-
ae ni outrai casa p^r 30/OCO)
E outras moitas faienda existentes, que se
vende muito barato.
As Eioihs. oras, qu.' W possaui vir na lojn
queiram pedir auusiras e lista dos precos.
^ Loja das Lislras Azues
Meto e obras e
Ven.'.fm-fce azulejos fraocezes para caaa, o que
ha de milbor, a
80$i,(10 o niilheiro
(O quo custa grralmente 120/000)
J. DEA. VEIGA&C.
H. 26 UUA LAROA DOEOBAI "'6
Peeliinclias paira acabar!
59 EiDupileCXl 59
NHnsoes cores firmva a 160 e 180 res o cova-
do.
Cretones claros e esenros a 240 ris o dito.
Fustoes com Daltninb ae core a 240 ris o
to.
dil-tem branco finos a 320 c 400 ris o dito.
Popeiin>:8 com listras de seda a 300 rcis o
dito.
dem branca para Exmas. noivas a 500 ris o
ditj.
Setineas brancas b;rdadns a 5'i0 ris o dito.
Svtins de cores, branco, e preto Mac> a 800 e
1/ o dito.
Combraia de futro preta a 1/300 prca.
Esgui'a de linuo do 10 jnrds a 45 o 4/500 a
dita.
Madapolau pcile de ovo de 20 ditos a 6/500 a
dita.
Algodona superior? a 3/500 e 4/ a dita.
Brim de coree, lindo3 padi.a 4'X> e 500 ris
o covado,
dem pardo superior a 3S0 e 400 r o dito.
Angolas tinas, coros firmes a HU ri o dito,
Caubrai.i brauc.i bardada a 5/500 a pe^a.
Id.m Victoria fin a 35200a diin.
Bramantes de algodao superiores a 900, 1/200
e l/50) o metri.
dem de liuho puro, do melbor, a 2/ u dit).
Laces de dito para cma de caaii 1/800
um.
Colcha de ganga idem a 3/ ama.
I km idem para selleiros a 2/500 urna-
CcUrlio s francezee, grandes, a 15/ um".
Ceroulal de superior brmiauto a 12/ e 16/ a
duzia.
Meias inglezas, cruas, a 2/S00 e 3/500 a d:ta.
Lencos brancos e de core a 2/ a dita.
Mria fara criaocas a 2/500 a dita.
Guaidanapos bordado de linas a 2/400 a dita.
Camisas francezas superiores a 36 a dita.
Cortes de meia casimira a 1/800 c 2/-.
dem de casemira tuperiores a 3/000, 4/500 e
6/000.
Para a quaresma
Merinos preto, sortimenio sera competencia,
precos de 1/00O, 1/200, 1/JU-', 2/00 e 2/500 o
covado
Grs de aple, verdadeiro de Lion, a 2/600
e 2/800 o covado.
Cachemira preta com lpico a 2/000 o co-
vado.
Veludilho lisos e bordado a 1/000 a 1/200 e
dito.
Mantiihas brasileir a 5/ ama.
Fil de sede bordado a 2/800 o metro.
Ficbuf, idem, grand.-s a 7/ um.
^Cheviots superiores a 2/500 e 3/000 o cora-
do.
Casemira, panno, Sedaos, merino e todo os
artigo para o uo domestico te encontr na acre-
ditada casa de
Ca. ueiro da Cuaba & ,
Vendas 901 groas damos
descont
S9 Ra Duque de Caxas 39
AHevoluco!
Eeaolveu vender oa seguiot -s artigos com
30 / de meaos do que em outra qual-
quer parte.
u-irnico-s de velludilbo bordado a vidri'ho para
vestidos, a 7/000 urna.
Tfetaa de com-s a 300 rie o covado
Cachemira bordada a 1/500 o covado.
Dita pr. tas a 1/000, 1/200, 1/400, 1/600 e
1/800 o ovado.
Ditas de cores a de 900 ria e 1/200 o dito.
La mesclaOas a 600 ris o dito.
Ditas com listrinba a 560 ris o dito.
Ditas com bclmlias a 600 ris o dito.
Ditas de quadrinb< s a 4(0 ris o dito.
Lindas alpacas a 360 ris o dito.
Gorgurinas a 320 ris o dito.
Si-tim darnassS h 320 ris o dito.
Dito Maca* a 800 ris r 1/200 o dito.
Dnmass de seda a ljS300 o dito.
Grid.-naples preto a 1/800 2/000 o dito.
Gaze com loliubaa a 800 ris o dito.
Fusto branco a 40-', 480, 560 e 800 ris o dito.
Velludbos lisos e lavrados 1/000 e 1/200 o
locado.
Dito b rdado a retroz a 22004 o dito.
Cambraia com salpicos a 6/000 a P'C*.
Camisas para senhora a 30/000 a duzia.
- Eitia de mrio para bomem a 800 ri, 1/000,
1/200 e 1/5(0 unja.
FicLs de la a 2/, 3/000, 4/000 e 5/000 um.
Dito prateados a 2/(100 um.
Ditos de retroza 1/000 um.
Lindos Collarinhos e punbos para senhora a 2/000 um.
Ditos de cor, idem idem a 1/000 um.
Cortes de casinira finos de 3* a 5/000 um.
Ditas de 1S e seda para collete a 6/000 um.
Di! s de cachemira de cor para vestido por 20/
UBI.
Cachemira de cor de 6/ por 3/000 o cavado.
Damasco de c-flr a .700 ris o covado.
Panno da Coeta a 1/400 o dito.
Cortinado bordsdo a 6/0 ) e 7/000 o par.
Colcha bordadas a 5/, 6/, e 7')0 uma.
detones finos a 320, 360 e 4C'0 rie o covado.
Chitas finas a 240, 280 e 300 ris o dit,
Zi'phin s finos a 500 ris o dito.
Setineta eecosseza a 440 ris o dito.
Ditas de quadKnhos a 320 r. o dito.
Cbal> s Je mirin a 1/800 um.
Ditos estampado a 3/000 e 4/000 um.
Ditos de cachemira a 2/, 2*800 e 4/500 um.
Cobertores de l a 4/5ot) e 6/500 um.
Esguiao pardo e amarello a 500 ria o covado.
Brim de linho de cor a 1/200 a vara.
Dito praieado do linho a 1/oOC a dita
Colchas de crochet a 8/000 ama
Anquinbas a 1/800 rs. urna.
PARA
0 fundo de 'ipiicipacao e ingenuos
DO.A.
0 48 II
C
Henrlqiie da Wllva Moreira
Vivciro para pausaras
Vcndc-se dous gi andes e bonitos viveiros po
p.eeo commodo, sendo o motivo da venda ter o
dono acabado com es paesaros qu" poseuia ; a ver
e tratar na ra do Imperador u. 22.
Sem competencia
A V'jm conici a loia flas estr8l*s
Ra Duque ie l'axias a. *
Recebes um comolrto sorlimento de taseoda
para oactos da semana pauta.
COMO SEJAM:
Gorgurao de seda preta a 2/000, 2/500, 3/000,
3/500 4/-
8ftins preto tuperior qualidade a 1/000, 1/200
1/509 e 1/800 o covado.
Merino preto eom duas larguras a 700, 800, 1/,
1/200 e l/400-o ovado.
Cnchenura lisa e bordada a 2/0 0 e 2/500 o
covado.
Renda prea hespanhola 4/000, 5/ o 6/000 o
covado.
Manteletes decaiemru. etamyne c renda, rica-
mente bordada a viirilho.
Pelerinas ultima innitada.
Capa de carimira lord'dasa vidriih).
Assim como ura ompleto Sortimento d; guarui-
c6--8 bordadas a vidrilho, p.ra enfeites de vesti-
dos tanto de seda, coma --as-mira o merino.
Leques a Joanita a 500 ris um.
"~
Itoui ii gocio
Vende-se uma caa de molhados, propria para
principiante por ter poueos furHos ; quem 3rcten-
der dirija-se refinaco da ra do Li-na, em San-
to Amaro das Salinas.
SASMA
^** ^LEBY Vende-js sm toda a parta
Vende-se
urna ree de pescar viviiro, ro bom estado, com
1.8 bracas de comprim-oto e 4 e largura ; a tra-
tar na ra de Fernandas Vieir u. 68.
Cabriolis
Vende se dous cabnotc-ts, eendo um descoberh
e ootro coberto, em perf.-itc estado, rara um_orj
doas cavallos; a tratar ra Duque de Caria
n. 47.
Doce decajsecco
Em latas de duna equt>tri libras, v.ssim cerno
latinhas com jalea e lu'.ia e im doce de goiaba,
tem continuadamente para vendar a preco commo-
do ; na ra do Bom Jess n. 35, armaaem.
Vende ie a araacSo da ra d Rangel n. 10
Alienen
Urna Lmilia offence agaalho e commodsa com-
pntiveis a urna' ou duas raparigas h mestas para
se encarregarem de criancas : a trstar na ra
Duque de Caxiua u. r6, Inja.
WHISKY
ROYAL BLEND u.rca VlAIX)
IBatc cxcellente Whisky Ksceasc* prteriva
to cognac ou agurdenla de cauua, para fortifica
i corpo.
Vi-nd-se a rotaiho nos tu Inoren armasen
uoihados.
Pede ROYAL BLEND marco VIADOcujon.
jdc e emblema sao registrados para todo o Braat
BROWNS t C, agentas
CAPSULAS de GRIMALT i C1'
MATICO
lipionlta sela Juu mMnI I Irilta
atUei t BruU
ComHnsfio it Silencia i Untes
com o Baliamt ie Cofhisa
Remedio lnfallivel para cura a
Oonorrhea, sem embaracar o
estomago, nem provocar repu-
ganclai effelto que serapre jo^
duzem todas as capsulas ae co-
pahlba liquida.
Dmpomito m PAMIB '
Ph GRIMALT C, I, tu Trrlnae
ni* pr/io/paai Phtmsolu i Drofirlt:
COLONIA ISABEL
2 de Narco de 1887
Teudo o Exm. Sr. Ministro da Fazenda por acto de 7 de
Fevereiro ultimo, prohibido a extraccao de loteras por series,
acha-se exposta venda a 7.a lotera para o Fundo de Emmwipa-
gaO) que ser extrahida no dia 10 do corrente s 2 horas da tar-
de no consistorio da igreja da Conceico dos Militares, sob o
seguinte:
PLANO
5,ooo bilhetes a 4Sooo
Imposto geral de 15 |0, sello, beneficio
e porcentagem.....
2o:ooo!oo
5:95o$ooo
14:o5oSooo
1 premio de . a . 0:ooo|ooo
1 > a IroooSooo
1 . a 5oo$ooo
1 . a 2oo^ooo
5 - a . . loo$ooo oo^ooo
8 a a 5oooo -loo-$ooo
16 . 2o-5ooo 32o.Sooo
55 .... a lolooo 55oooo
916 $ a 5^ooo 4:58oooo
l,oo 4

0 ibesooreiro,
Francisco Goncalves Torres.
I^:o5o$000
Mfi
Artigos para k exeellenlissiinas seoboras
Ciipaa de, cachemiras com vidrilhjs de difFrcntes preoe.
Sedas pro tas, lisas, suporiores, chegadas ultiiuamenta a 2(Jt00, 2^200, 2(^400,
3^000 e 3(J500 o covado.
Ditas lavr-das a 3)5200 e .'i^BOO o-sovado.
Setins pretos, lisos, a I0OOJ, 1*200, 1/500 e 2*000 o covado.
Etimine do seda, teci-io uberto, a 2i400 o 'ovado.
Cacliemiras bordadas a 1*300 o ocommIo
Merinos, betn pretos, a 800, 1*200, 1*500 e 2*000 o ovad.
Dito assetinado a 1*200 o covado,
Sitinetn francoza, lisa, a 500 rs. o covado.
Luvas preta, de eda, de 3, 4 o bot5ea a 2*000, 2*500 e 3*000 o
par.
Artigos para horneas
Cheviots pretos a 3*000, 4*000 e 4*500 o covado.
Casemiras diagonal de 2*300, 2*500 e 5*000 o covado.
Panno fino de 2*500 a 6*000 o covsdo. Aproveitcra I
A'ra Primeiro de Marco u. 20
ff U r- TT M-^ MJ WE
AMARAL & C.
Aos 1.000:000^000
200:000^000
100:000|000
ROfil LOTERA
DE 3 somos
Em favor dos ingenuo da Colonia Orphanologicaitsabe!
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extraccu a 14 Se I Se 1881
!) fliesoureiroFrancisco Goncalves Torres
GOTTA, E.HEUMATISMO, DORES
SoLugo do Doutor Clin
Laureado da Faouldado de Medicina de Pars. Premio tont/on.
-----------
A Verdadeira Solu^So CLIN ao Salioylato de Soda emprega-s* para curar:
As Aflacooas Rheumatismaas agudas e chronicas, o Rheumatiamo gottoao,
as Dores articulares e lAUSuiares, e todas as vezes que neoessario calmar os
sofTrimentos occasonacV>s por estas molestias.
A Verdadeira Solugo CLIN o melhor remedio contra o Rheumatiamo,
a Gotta e as Dores.
4j Um explioscio detalhad acompsnha oada frtsco.
Exigir Verdadeira SoluoAo de CLIN & Cie, de PARS, que s encontr tm
cata dos Droguistas e Pharmaceuticos. ___
A' Florida
Ra Duque de Caxlas n. loa
Chaina te a attruco dna Esmae. familias par
i'prx eos seguintes :
Gotosa 1^000.
Luvas de ppiiics por 2500.
Luvas de soda cor graoada a 2, 2^500 e 3
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, a. 5 a 400 rs. o
aaetro.
lbum de 1/500, 2/, H, at 8.
Ramee de flores finas a 14500.
Luvae de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e t*J o par.
Porta-retrato a 500 rv, 1/, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 c 800 ra. um.
Anquinbas de 2*, 2/&00 e-Sfi uma.
' Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 ra.
Espartilbo Boa Figura n 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
Pentes para coco com inscripcSo.
Enchovaes para batisados a 8, 9, e 12*000
1 eaixa de papel e 100 envelopes por 800 ri
CapelU e veus para noivas
Snspeocorioe americanes a 2*500
L3 para bordar a 2*800 a libra
Mi de pipel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a .$000 rs.
Bico de cores 2, 3, e \ dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Para a paresia
Leques para menina a 200 ria.
Linnn para machina a 800 ria a duzia, (CB K)
Bordados com doia dedos de largura 600 ri,
3 dedo 808 ris, 4 dedo 1*200.
Cambraia tapada.
Galio de vidrilho metro 1*.
Franja de vedrilbo a 1*,
Luvaa pretas de seda e Escocia.
Franjas e galSes fines a 2*500, 3*e 4* o metr
BARBOSA & SASTOS___
Novdade!
A fabrica Vendme, reeebeu directamen-
te de Ha vana, Cigarrilhos de la Bella Ha-
banera, em bocetinhas com 10 ditos cada
uma ; chamamos atteccao dos fumantes
apreciadores da fu maga, e reno remenda-
mos tambera as aenhoritas: veubara ve*-
para comprar.
39-Baro da Victoria3d
Vacca
Vende ae uma vacca nova, costeada, com ama
magnifica becerra tourina ; na ra do Dr. Joa-
quim Nabnco o. 3, Capanga.
"Oleo para machinas
Superior qualidade, a 6*400 a lata em cinco
gal5ea; vende-se na fabrica Apolle e de seo
deposito.
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
fainada ha auis ie um Melo; lia lo4u
ai oUfaspclo lea perfume delicado eiooisiw.
Tnu MatiLHAs d Orno
PAR1Z 1878, CALCOTTA 188
Ma t xtra-Baa eicllend it ana qaalldatla.
EStUCIt BE WHTE MJE
FRiSalPUBE i mu^UM
ncruions I orttmx ,
a antros malvas perames cohet--i*a fe ni
qualidade a e4or delriUTel e oiqmsito.
Afama]
Mi M WMU H ATXIISM
conif rael pelo a perfuma eoncafliratlo.
Superior aoa producios siratUres Tendido,,
sob o mesmo nome.
anal ii mIiii ti MamilarliHanfctelmia
J. E. ATKINSON
34, Oa" fead Streat, Londres.
Mared* Fabrica- Uma "Bou braoo"
L Ljt do Orno.
|> -.

-s?
MU h


8
Diario de PcrnambocoDomingo 6 de Marco de 18S7
LITTERATlv
r
1
)
0 AMIGO DO MARIDO
POR
JULE3 MA.RY
(Contimtacao)
XII
Mme. Barbarain havia respondido ao
Sr. du MoDtJoney, quo ia consultar a
filha. NSo tinba ainda dado a resposta.
Assim, tendo Thereza declarado aceitar
com prazer o pedido do-Sr. du Montdo-
ney-disse-o to tristemente que foi pre-
ciso toda a cegueira de sua m, para nada
verficou combinado que Mme. Bar-
barain escreveria ao joven magistrado,
autorisando-o a fazer a corte joven,
assim que o luto, demasiado recente,
permittisse a esta reapparecer oa soee-
dade. ,
O serlo passouso no meio de todos es-
tes projectos de futuro.
Catharina, nervosa, ria-se por qualquer
pretexto.
Holgan e Tbcreza paredao
uin ao outro, tal era o cuidado com que
evitavam dirigir-se a palavra. ..
Receiavam que a emoco, manifestndo-
se por um tremor na vuz, os rahis3<3. S
Mme. Barbarain era feliz-
Holgan, com um olbar, deu o a enten-
der a Thereza. Esso olbar quera di-
zer :
Olhe para sua mii... nio est j
recompensada ?
Mas Thereza conservava-se seria e con
tinbe as lagrimes.
XIII
Bertha, sua filha, era a nica conso-
larlo, a nica esperanca de Catharina,
Tinhaa desprezado um pouco. Amava
aquella crianca, mas consagrara a prin
o teropo a tantas frivolidades,
estranhos
com
cipio
de brilhar nis
tantas loncuras, ao desejo
saloes!
Esquecia-se outr'ora do que tinba urna
lha e s lerobrara se d'isso quando urna
filha
dessas indisposicoes frequentei na infancia
levava cama a pequea. Entlo nio
-: lhe sahia dn cabeceira e nao dcixav a
pessoa alguma o cuidado de tratar della.
Assim que Bertha ficava boa, Catharina
ontregavase de novo acs mesmos praze-
Deppis veio o amor de Gilberto consu
inir-lhe A vida. Bertha, cada vea mais
despresada, quasi que nio tinha occasio
de ver sua roai.
Agora que via-se solada, repellida por
todos que a tinham amado. Catharina
senta de novo despertar com sbita vio-
lencia o amor materno. Mas at n'isso
soffreu amarga deeepcio.
Foi talvez a maior er que experimen-
tan ; a perda de Gilberto, a aversio que
inspirava a Holgan, o ciume que tinba de
Ther za, tudo desappareceu. S fieou o
desespero sombro, irremediavel, profundo
como um abysmo, negro como um tmulo,
de ter se tornado estranha filha.
Um dia, verificou que Bertha oceupara
pouco lugar om sua vida de mulher bonita,
om compeneaclo tambem ella oceupava
agora pouco lugar no coracio da crianca ;
Holgan e Thereza sempro Thereza -
'tioham-se apoderado de toda a affeclo da
Bertha, durante aquelles cinco anuos.
Bertha, estando um dia a brincar, ca-
bio e ferio-so no joelho. Sobreveio um
pouco de inflammaclo. O Dr. Tavera^y,
chamado immediataraenta por Holgan, re-
ceitou varios r medios, mostrou se in-
quieto o tornou a voltar todos os das.
Tinha passado era volta do joelho nina
fotejigadura, por cima do urna carnada
de algodao", "destinada a preencheTTS-os-
vidades e nivelar as prouinueneus da ar-
ticulaclo.
Apezar de tolas as precaucSes t-moaJas,
formeu seum utumor ; tornou-se nenessaria
uuia operaco dolorosa e na qual dovia ser
empregado o ferro em braza. Bertha defi-
nhava. Tinba enmagrecido. O rosto esla-
va macilento, os olhos febris, brilhantes.
O Dr. Tavorney declarou que a menina
tinha apenas a forca Bufficieote para au-
pportar a operado; que, se demorassem
mais tempo a operacio, esta tornar-se-hia
perigosa, nio teria talvez resultado e que
Bertha poderia fijar coxa ou morrer.
Catharina levara a filha para o quar-
to l.-lla e ol a deixava um instante.
Nos primeiros dias, Bertha, prostrada
por um tebre ardente, delirou e no deli-
rio pronunciavj sampra os nomes de Hol-
gan e do Thereza.
F. C tharina debru9ada sobre a filha,
Huracandc-1, cbriado-a, de beijo, dizia
lhe :
-Teu pa, est junto de ti, meu anjo,
e tua mai tambora... tua mii que tanto
te quer !
Quando Cosaos o delirio, B >rtha olhou
ao relor, n'oonl.cceu a Holgan e Cathari-
na. Depoia, estendeu as mSos ao pai e per
gdntou :
Thereza, cu le est miaba amiga
Thereza ?
Mas eu estou^aqui, minha filha, eu,
tua roai... eu que te amo e que cuidarei
.le ti, quo nun:a te abandonarei...
N8>, eu quero Thereza, quero s
Thereza I repeta teimosamente a menina.
E coroeeava a chorar. O pjoprio Hol
gaa nao consegua oonsolala.
Todos os dias, hoave a mesma insisten-
cia da parte de Bertha.
A me .na est rauito narvosa, disse
o medico que assistio a urna dessas criaos.
Os ervos influem tanto sobre ella, por
que esi fraquissima. A presenca de Mlle.
Thereza Barbarain seria til e acilraa
la-bia...
Quando o doutor sabio, Catharina rom
peu em solucoa ; Bertha, com sua cruel
dade inconsciente, observou a curiosamen-
te, mas nao se mostrou commovida.
Holgan disse:
Est chorando, Catharina, por que
perdeu a affeiclo de sua filha? Bertha
nao mais do que urna crianca... a vida
longa... tornar a conquistar-lbe o co-
rceo!
Bertha escutiva, procurando compre-
bender.
Catharina coutinuava a solucar.
- loo, 80U muito desgracada Nao
teta compaixao de mi a ?
Holgan abaixou a cabeca. Era a priraei-
ra vez, desde a morte de Gilberto, qne
ambos dcixavain escapar estas allusoes.
Nunca, entre elles, havia sido pronunciada
urna paUvra que recordasae o passado. Ti-
nham levado, ao lado um do outro, uma
vida de silen o.
E do repente um acaso fazia os abando-
nar aquella reserva.
Sim, Catharina, soffre... vejo quo
soffre... Lamento-a, porque nio tem, como
eu, a consolacio suprema de dizer, que nao
merece ser acabrunhada assim.
Ai da miml
Depois, com um mevimento rpido, dei-
xou-se cahir de joelhos, diante do marido
con o rosto bauhada de lagrimas e mplo-
rou-o, de mos postas:
- Joio, todos me abandonara... at
minba filha___supplico lhe, Joao... te
nlia compaixio de miro, d-me ao menos
uma esperanza de perdi... Nio quero
que me pedos j, nao.
Ponha me i prova durante muito tem-
po... e, quanio tiver visto quanto sin-^
cero o meu arrependimento, quando se ti-
ver convencido do amor quo tenho mi-
nba filha... porque eu amo a, Joao, e se
nao me tenho oceupado com ella, at aqu,
nio a deixarei mais .. quanio tiver acha-
do que soffr ban'anto em&m, diga, JoSo,
nio me perdoar?
Nio posso responder pelo futuro, Ca
tharina .. Prometter perdoal a mais tar-
de. .. perdoil-a desde j... e isso, nio
o poiso fazer, superior 3 minbas for-
cas...
Jlo, dUae ella arrastando-se lhe aos
p$, tem-se mostrado to grande, tio su-
perior aos outros horneas, nio seja impla-
ca vel !... PerdSeme, Jo3o... Nio v
que morro de susto ao p de si?... Quo
ha uma cousa que nio ouso dizer-lhe.. .
que me queima oa labios... Joio, fui
muito culpada, verdade... oh I nio me
defendo... ao contrario, fui mais culpada
at do que pensa, porque, quando eu ia
encontrarme com meu amante.. depois
do naufragio da Esperanza, ia sem amor,
infeliz j, porque era isso contrario ao meu
coracI>, porque uma falta arrasta outra,
porque, quando eu eslava ao p delle, s
pensava no senbor, Joio; porque emfira ti
nha vin lo o amor... eu amava o! ....
demasiado tarde, sim! demasiado tarde I
Est me esputando ?...
FOLHETIM
O flORCUNM
POR
mu nui
QUINTA PARTE
O C0S1SA73 DS CASAIEUIO
(Continuacio do n. 52)
X
Trlumpbo do CtrcuDda
Visto que foi elle, interrompeu D.
Cruz, que quiz entregarme miaba roai I
Minba pobre Flor, nio poderemos
explicar tudo, bem o sei Somos crian-
cas, e Dons coaservou os nossos coracoes
puros ; como sondar o abysmo das perver-
sidades ? E para que? O que Gonzaga
quera fazer de ti, ignoro o ; mas eras um
instrumento naa auaa mies. Deade hon-
tem que comprehendi ato, e, agora que te
fallo, tambem o vs.
E' verdade, murmuroa D. Cruz, com
m palpebras meio cerradas e as sobrance
lhaa franzidas.
S hontem, continuou Aurora, Hen-
riqne confessoa me que me amava.
S hontem ? interrompeu a gitanita
no cumulo da sorpresa.
E porque foi isso ? continuou Aurora.
Hvia um obstculo entra nos ? e que
obstculo poda ser ease, senio a haura ru-
do e escrupulosa do homem mais leal do
mundo ? Era a nobreza do meu nascimen-
Escuto-a, Catharina, porque ouvi-a
dizer demasiado tarde !...
Ali 1 nunca mo perdoara Pesa so-
bra mim uma maldiclo I ...
Joio, lossa vida comeca agora, somos
jovens, podemos ainda ser felizis... Pro-
cara esqufeer S) nio o conseguiros sem-
pro ser tempo para eu morrer!...
Nio posso squecer, Catharina !...
Est lavrando minha sentenca dis-
se ella, resignada, depoi3 d? una pausa.
Bertha, na cama, olhava.. o qui esta-
vam dizendo era superior sua compre-
hensivo. De repent", Catharina lavantou-se
e correa para a filha, como louca.
Bernia, eu te amo minba querida...
sou tua mai... Pede & teu pai, por mim...
Dize-lhe : Pai, perda a mamii, se nio
queres que ella morra I
A crianca nem seqaer pareca commo
vida.
Repete, queridinba, repeto o que es-,
tou dizendo! dizia-lhe Catharina desvai
rada.
Mas a menina calava-se.
Entlo, nio ousando insistir, Catharina
recuou at extremidade do quarto, sen-
tou-se, e com as mos cruzadas sobre os
joelhos entregou-se a pofunda meditafio.
Holgan sabio sem que ella o notasse. Por
muito tempo permaneceu ass;m, immovel,
semelhante estatua da dor, do desespero.
Bertha tinha adormecido.
Acordou-se em sobresalto e comecou a
gemer. Catharina ouvio-a. Aquelles ge
midos repercutiara-lhe doloroBamente no
coracio de mii.
Aproxi nouse da cama.
Minha pobre filha, ests soffrendo
muito ?
Muito, 8m, mas parece-me que se
Thereza estvesse ao p de mim eu nio
sofFreria ta?to... Por que que Thereza
nio vem ?
Tens-lhe tanto amor assim?
Tenho sim...
E a mim, querida, nio rae amas
tambem um pouco?... Sou tua mii...
tua m, coraprehendes bem isso?...
Amas teu pa;, nio assim ?
Oh papai tio bono I j
Entlo I nio me amas como a teu
pai?... Eu tambem nio sou oda? Fa-
te algara da o menor mal ? Se assim
fosae, pedira que me pordoassea... Res-
pondo, minha filha. Coraprehendes tudo
que te estou dizendo ?
Comprehendo; nunca rae fizeste mal.
Nesse caso, me amas ?. ..
Bertha nada dizia. Olhava, abrindo os
olhos, que a tebre tornava ainda mais bri-
lhantes que de costume.
Nio tanto como a papai e Thereza...
Emfim, um pouco ? perguntou a pc-
.bre mii, cuja voz alterou-se.
Bertha nao respondea. Estava reflec-
tindo.*Sem duvida aquella inteligencia
infantil estabelecia uma compareci. Do-
bragada sobre a cama, Catharina devorava
a filha com os olhos.
Nio, sei, mii, respondeu afinal a me-
nina.
Catharina exhalou um profundo sus-
piro.
Seu coracio sangrava. E espalbou-se-
lhe pelo rosto uma exprsalo de tal soffii-
mento qoe dir se ia que a vida ir fugir-
Ihe.
Proseguio, entretanto, querendo esgotar
at a fezes aquello calx de amargura.
Entlo, amas mais a Thereza? Se-
rias feliz se pulesses viver ao lado d'ella ?
Sim... mii; mas porque nio est
ella junto de mim... ella que tanto me
quer?
Consola-te, ha de vir. E logo, log
nio te deixar mai i, minha querida filha,
e podera chmala de mii, como a mim...
E as lagrimas cahiam uma a urna sobre
a fronte de Bertha.
Est chorando, rali, causei-te algum
pezar ?
Nio, lien aojo... tornaste-me bem
feliz at... bem feliz...
Chora-se tambem quando se feliz,
mii?
Ests vendo que sim, minha filha...
Mas que Deas te preserve sempre de se-
melhante felicidade!
Bertha fechou os olhos. fatigada, sem
d vida, e Catharina afastou se na ponta
dos pea, julgando que ella ia adormecer.
Thereza e Mme. Barbarain, entrando
d'ahi a alguna minutos, encontraran] a jo-
ven sen hora na posiclo que j descre ve-
mos. Pareca tio abatida, o olhar vago E de ficto, quando sentiu que Thereza
exprima tio bem a desordora quo ia n'a- pegava-lhe as ralos o va, perto de si,
o rosto da amiga, que dirigia-lho palavras
carinhosas, a caprichos i menina submit-
teu-se.
quella alma desolada, que Thereza sentio
inmensa piedade.
Precipitoa-se para ella e tomou-lha as
mos.
Catharina, Catharina, nio deves des-
esperar-s* assim: Bertha nio est em p-
rgo. O doutor disse-m'o; a operacio ter
bom resultado, elle nio duvid* disso nem
um momento : haveraos de talval-a.
Catharina ergueu lentamente os olhos e,
litando Thereza, murmuran... poda fal-
lar em voz muito baixa to prximo esto-
va o rosto de Thereza.
Thereza, nada mais sou aqui...
roubou-me meu marido... So elle roe
amasse ainda eu teria uma esperanca de
perdi.. E nio tudo... acabo de ver
que roubou-me tambera o coracio de mi-
nba filha... Thereza, odoio a ah I oleio-a
rauito I
O Dr. Tarverney fez sua visita quoti-
diana. Depois de ter desatado a ligadura,
que envolva o joelho da menina, depois
de ter observado miniciosamente o tumor,
foi ter cora Holgan.
Se nio quer correr o risoo de per
der sua filha ou conserval-a aleijada, pre-
ciso que seja operada boje raesmo...
- Estar em estado de supportar a
operaglo ?
Julgo que sim. Vejo-a sorrir, olhan-
do para Mme. Barbarain. Est, pois, com
uma disposijlo de espirito expelante.
Vou convidar um collega para vir aju-
dar-me. A operacio melindrosa, mas
nada receie: ter bom r soltado.
Soffrer muito a menina ? perguntou
Catharina era voz baixa.
Pouco. Havemos do chloroformi-
sal-a. Animo, pois. Fallera com ella,
para que nio desconfie... e vejo queja
est olhando para c com inquietado...
Rodeiem-n'a e promettam lhe brinquedos,
tudo quanto quizer, erafim.
O Dr. Tarverney sabio apressado. Meia
hora depois estava de volta. O Dr. Ed-
mundo, amigo intimo de Tarverney, muito
conhecido em Pars e quo estava desde
laJgUQS dias em Dieppe, prestara-se a
acompanhal-o. Haviam trazido ferros pro-
prios para xautersarbastes delgadas,
com cabo de madeira e cuja extremidades
terminavam era angilo recto. Tiveram
todo o cuidado em esconder de Bertha
aquelles instrumentos. Forara pira um
quarto visinho, onde mandaran) acender
fogo n'um fogarero.
XIV
Logo adormsceu <*, quanio j a per-
ainda murmurava, com
E as bastes de ferro iam passando do
vermelho ao branco, em cima das brazas.
Mme. Barbarain, demasiado fraca para
supportar semelhante espoctaculo, retirou-
se para outro aposento, afira de esparar
que se acabasse a operacio.
Holgan teria preferido padecer tilas as
torturas a ver sofFrer a filha, por menos
que fosse.
A vista de Bertha doscorada sobre a
cama, depois a vista daquelles ferros que
iam averraelhando ao calor das brazas, ti
zeram-n'o desfallecer. Enxagou a testa
banhada de suor e sahiu cara baleando.
Nestes momentos terriveis as senhoras
acham nos ervos a energa que falta aos
hemens.
Catharina o Thereza ficarm, rindo e
brincando com Berthaemquanto os m-
dicos conversavam perto de uma janella.
Logo depois, o Dr. Edmundo sahiu e
tornou a volUr:
Est tudo prompto, disse elle.
As duas senhoras estremeceram, ao mes-
mo tempo de dor e de susto.
Taverney chegou-so a Bertha, sorriu-
lhe, fez-lhe caricias. A crianga olhava-o
com terror, adivinhando instintivamente
que lhe oceultavara alguma cousa.
Tenho molo, disse ella, e poz se a
chorar.
Taverney quiz tapar lhe o rosto com
uma especie de mascara de paonj azul,
propri i para a aspiradlo dos anesthesicoj,
e coraecar a cloroformisacio, mas Bartba
debateu-se e quasi teve urna <:rise nervo-
sa. Catharina, debrucada sobre a cama,
procura va em vio aooegal-a. A meni-
na continuava a gritar ; entlo Catharina
voltou-se para Thereza e disse-lhe em voz
baixa :
Vamos, Thereza, veja se consegua
fazel a ti car quieta, j que s a snhora
que ella ama e nio quer attender rao 1
dendo os sentidos,
voz abnfada :
- Thereza, ests ah, nio vais deixir-
rae, Thereza.
Taverney levantiu o bncol e a colcha
e dracobria a joelho dosnte ; "depois, fez
signal a Edmundo, de quo estava prom-
pto.
Catharina drigiu-se a Thereza o sen-
prc era voz biixa, mas impsriosa, dsse-
lhe:
Dixe-rae s... Bertha est doman-
do... portanto nio a conhece mais. .. Eu
sou sua mii.
A joven obedecen e foi f<*zcr compaahia
a Holgan.
Catharina ficou segurando a peni da
filha, mas cada vez quo via o ferro em
braza approxiraar-se do joelho e oavia o
crepitar da carne queimada... que sentia
estremecer e torcer se aquella carne, que
era feita com sua carne e seu sangue, fal-
tava-lbe a oragjn e brotava-lhe o suor
na fronte, ten lo de morder os labios para
nio gritar l Estava mortalmente pillida e
tinha manchas vermelbas as faces, como
se o sangue houvesse parado em differentes
lugares.
Emfim, terminou a operaco. Catharina,
deitada, depoz um beijo sobre aquella per
ni, que acabava de s :r assim martyrisada,
depiis ergueu-ae, deu alguns passos e foi
cahir desmaiada nos bragos de Holgiu que
entrava.
Esta senhora mostrou muita coragera!
murmurou Edmundo.
Berta ficou, at noite, n'um estado de
somnolencia quo inquietou bastante os dous
mlicos. A' noite, acordou-se, mas foi ira-
mediatamente acomraeMida por uma febre
violenta, qua manifestou-se logo com sym
ptoraas assustadores.
No delirio nio ossava de chamar a Tne-
reza. Catharina, installada cabeceira d)
leito, resolvida a nio descansar emquanto
a filha estivesse doante, Catharina quando
ouvi-a delirar assim -dizia :
Thereza est junto de ti, quirida
filha... olha bem para mim... cu sou
Thereza... que te ama., a quem amas...
qua ri i ir ao p do ti sempro- ..
A's vez-s Bartha calava-se, socegava.
E Catharina chorava.
Passou-se assim um mez no meio de
crueis alternativas, de terrores continuos.
Por dez vezes Bertha escapou de morrar.
Catharina nunca se quiz ir deitar. Dor-
ma parto da cama sobre urna poltrona, se-
gurando, por baixo das corbertas, a mo
da filha, afim da poder acoriar-se, ao pri-
meiro movimento que esta uzease.
Macilenta, com os olhos fundos e brilban
tes, a tez cor de chumbo, os labios desbo-
tados, pareci que sua vida estava ligada
dafilha. A mortho de Berta teria arrasta
do a della.
Taverney disse a Holgan :
Tome cuidado ; sua mulher prese-
me muito debilitada; nio poder suppor-
tar tantas fadigas ; nio se poupa, nem um
pouco.
Holgan tinha'repetido isso a Catharina,
pedindo-lbe tomasse mais cuidado em si.
Catharaa respondeu-lhe apenas com um
sorriso triste.
O que estava fazsndo nio era seu de-
ver?
Emfim, o doutor polo garantir a cura de
Bertha. Estava salva.
E' a senhora, a quem ella dove a vi-
dadisse elle a Catharinasem os cuida-
dos, as vigilias prolongadas, a inalteravel
paciencia de que deu mosteas, sem a sua
affeiclo sublime, esta crianca teria mor-
lido.
Holgan estava ouvinlo. Abaixou os
olhos, porque instinctivamente va que a
mulher diriga-Iba um olhar. Catharina
pedia a esraola de una palavra. Holgan
nala disse. Ella suspirn.
Apezar da certeza dada pelo medico
sobre o estado lisongeiro da menina, Ca-
mento e aquella rosto aflicto de m, in-
clinado sobre ella, quanio dormitava, ha
via-lhe parecido muito triste e suave. O ,
reconhoci oento tinha sobreviodo.
Entlo tu rao amas, mii ? disse ella...
Tu mo amas tanto como Thereza ?
Oh meu anjo, muito mais.'.. pois
sou tua m I...
Bertha estn leu lhe os bracos. Cathari-
na abracon-a, chorando. Desta vez era de
alegria.
Muitas Vezes, quando via a filha ador-
mecida, cedendo fadiga, pagava tambem
no somno, cora a cabeca encostada ao es-
paldar de uma poltrona.
Um dia, em que a^bas estovara dor-
mindo, entrou Holgan. Vendo-as assim,
approximou se de vagar, com reoeio de
Acordal-as. Contemplou-as, alternativa-
mente. Catharina tendo feito um movi-
uento, Holgan julgou que ia vel-o... ella,
porcm, ulo abri os olhos; apenas, a ca-
to e a opulencia da minha beranca que o
afastavain de mim.
D. Cruz sorrio.
Aurora olhou para ella de frente, e a
expressSo do seu rosto encantador estara
de ama altivez severa.
Devo arrepender-me pnr ter fallado
como fallei ?
Nio me reprehendas, disse a gitani-
ta, que lancou-lhe os bragos em torno do
pescoco ; sorna pensando que nio tena
adi'inhado este obstculo, eu que nio sou
princesa.
Prouvera a Deus que me tivesse
acontecido o mesmo, exclamou Aurora com
lagrimas nos olhos ; a grandeza tem ale-
gras e soffrimentos. Eu que vou morrer
aos viote anuos, da grandeza s conheci
lagrimas.
Fechou com nm gesto de caricia.* bocea
da sua companhei, que ia protestar ainda,
o continuou :
Estou calma. Tenho f na bondad o
de Deus, que nio nos experimenta alm
dos limites deste mundo. Se fallo em
morrer uio reoeies que eu possa apreasar
a minha ultima hora. O suicidio um cri-
me que nio se pode espiar e fecha aa por-
tas do co. Se nio fer para o co, onde
poderei espial-o ? Nio ; outros terlo o cui-
dado de se encarregar da minha morte. Isto
nio adivinho ; sei.
D. Cruz estava muito paluda.
Sabes o que ? interrogoa ella com
voz alterada.
Estava aqui s, respondeu Aurora ;
refieefia em tudo que te acabo de dizer
em outras ousas mais. As pravas abua
dam. E' porque son a menina de Nevera
que me raptaram hontem, e que a princesa
persegue com o seu odio a Hearique, o meu
amigo. E abes, Flor, foi este ultimo pen-
samento qne me tirou toda a coragem. A
idi da me acbar entre minha mii e ello,
ambos inimigos, tUravesaoa-me o coracio
como ama punbalada. Chegaria a hora
era* que seria preciso escolher. Desde que
ei o norae de mea pai, posauo a alma de
mea pai. O de ver apparace-me pela pri-
meira ves, e a sua voz, a voz do dever,
j para mim tio imperiosa com a voz da
propra felicidade... Hontem nio sabia de
cousa alguma neste mando que fosse ca-
paz da me separar de Henriqae ; boje....
Hoje I repetio D. Crui, vendo qae
ella se interrompera.
Aurora voltoa a cabeca para enxugar
una lagrima.
D. Cruz olhava para ella muito com-
movida. D. Cruz abandonava aquellas bri-
lhantes illuses que Gonzaga fizera nascer
em si mesma, sem esforco e sem pezar.
Era como a crianca que aorr, na hora de
despertar, com as cnimeras donradas de
um lindo sonho.
Minha irmi, continuou ella, tu s
Aurora de Nevera, oreio-o ; nio ha mui-
tas duquezas que tenhara filhos como tu.
Mas pronunciaste ha pouco palavras que
me inquietam e fazera medo.
Que palavras ? perguntou Aurora.
Disseste, replicn D. Cruz ; Ou-
tros se encarregario da minba morte. >
, Esqueci-me, disse Aurora. Estava
aqui b, com a cabeca a arder ; foi a febre
sem duvida que me den coragem : sahi
deste quaito, tomei o oaminho que me ti-
nbaa mostrado, a eacada ooculta, o cerra-
dor, e achei-me de novo no gabinete em
que tinhamos estado ambas pouco antes ;
approximei-me da portaj>or |trs da qual
aquelles homens ta chamavara. O raido ti-
nha cessado. Espiei pela fachadnra. Nao
estava all mais nenhuma mulher em torno
da mesa.
Tinham nos afastodo, disse D. Cruz.
. Sabes posque, minbt querida Flor ?
Gonzaga disse nos... comecnu a gi-
tanita.
Ah I disse Aurora, estreraecendo ;
aquello homem que pareeia ordenar aoa ou
tros era Gonzaga ?
Era o principe de Gonzaga.
Nio sai o qae elle te disse, conti-
nuou Aurora, mas dere ter mentido.
Porque jolgas isso, minha irmi ?
Parque, se te discesse a verdade, tu
nio virias buacar-me, minha Flor.
Qual entlo a verdade ? Tornas-me
louca 1
Houve um silencio, durante o qual Au-
rora pareca sonhar com a fronte encosta-
da ao seio de a ia companbeira.
Viste, disse ella, aquelles ramos de
flores que ornara a mesa ?,
Vi, sio flores liadas.
E Gonzaga nio te repetio : < Se re-
cusar, ficar livre.
Slo as suas proprias palavras.
Pois bem. proseguio Aurora, collo-
cando a mi sobre a de D. Cruz, era
Gonzaga que tallava quando eu espiava
pelo buraco da fechadura. Os convivas o
escutavara immoveis, silenciosos, com a
pallidez na fronte. Colloquei o ouvdo na
fechadura. Ouvi ..
Um ruido ouvio se do lado da porta.
Oaviste ? repetio D. Craz.
Aurora nio respon lea, O rosto paludo
e risonbo do Sr. de Peyrolles mostrava-se
na soleira.
E entlo, minbas senhoras ? disse
elle ; esto sua espera.
Aurora le^aatou se immedatamente.
Acorapanha-o, disse ella.
Snbindo a oseada, D. Cruz approximou-
se della e disse muito baixo:
Ao ba I o qae dizias tu das flores ?
Aurora apertou-lhe a mo meigamente e
respondeu com um sorriso calmo :
- Lindas Adres, disseste. O Sr. de
Gonsaga tem galanteras de fidalgo. Re-
cusando, nio s ficarei livre, como terei
um ramo de lindas Adres.
D. Croa olhou para ella filamente ;
oomprehendia perfeitamente que bavia atra-
vs das palavras alguma cousa de araea-
cador e de trgico, mas nio adivinbava.
Bravo I Corcunda 1 Ser* aoelsmado
rei dos borrachos l
Toma, cuidado, Chaverny I Firme !
firme I
Chaverny acabava de virar uma taca so-
bre aa rendas da camisa.
Trouxaram os copos grandes pedidos
pelo Corcunda.
Houva um longo grito da segr*. Erara
tharina voltou a oocupor san posto, ca-
beceira do leito.
Ber.ba nio deixara de chamar Threza
e esta tinha vindo todos os dias. Mas, no
fundo do coracao, tinha-se-lhe despertado
um outro sentimento. Tinha sempre visto
Catharina ao sea lado as horas de sotTri-
beca escorregou-lhe da poltrona para cima
da cama, onde conservou-se ao lado da ca-
beca de Bertha, misturando se os cobellos
de ambas, e fioando a pequonina mi da
crianca na mi emmagrecida e diaphana
de sua mii.
Collonadas assim uma ao lado da outra,
ambas doentes, arabas fatigadas, parecan:*
ae de um modo estranho.
Bertha como qua havia envelbecid(|
com o soffrimento.
Holgan pasBOu para tras da poltrona,
onde estava Catharina. chava-se nesse
lugar muito prximo cama.
Este espectculo nio o fazia sorrir. Bri-
lhavam-lhe as lagrimas nos olhos e estava
cam o rosto contratado por incalculavel
tristeza.
Iocliaou-se um pouco e beijou a filha na
fronte,
Catharina tinha o somno to leve, que
acordou-se, vio o marido e tornou a techar
os olhos, sem ter dado a conhecer a Hol-
gan, pjlo menor movimento, que j n?o
dormia. Os labios deste, depois de pousa-
rera sobre Bertha, passaram a dous dedos
da fronte de sua mulher. Catharina, por
eutre as palpebras mal fechadas, via Jlo,
que a estava contemplan lo... O coracio
cessou de bater... Julgou que ia morrer...
Holgan estava tio perto, que ella sen-
tia-lhe a respiracio nos cabellos... E essa
respirarlo era penosa, oppressa. Tra-
vava-se nm combate naquelle coracio fe<
rdo... Por duas vezes, elle ainda mais... seus labios quasi tocaram a
fronte da joven senhora... esta sentia-se
attrahida... por uma foaca rresistivel...
teria dado, por aquello beijo, todo o san-
gue que lhe corra as veas... estava
n'um estado nervoso tal que a vida tinha-
se-lhe interrompido- .
Mas Joio afastou-se. nio tendo cedi-
do. ..
Atravessou o quarto e sahio, sem voltar-
se, sacudindo a cabeca, como se aquello
gesto experimentasse o grito de seu amor
revoltado :
Nio, nio, nunca, nunca !...
Catharina continuou a fingir que dor-
mia. Somante, intumeceu-se-Ihe o seio, oa
labios crisparam-se e de seus olhos sempre
cerrados, cahiram dous fios de lagrimas
sobre a .cama, onde dormia a filha.
Oecorr ram dous dias, durante os quaea
Catharina nio se deitou. Em fim, todo pe-
rgo desappareceu. Bertha, vacillante,
pide levantar se, e encostada mai, dea-
cea aojardim.
Dir-se hia, aa vel-as, que eram duas
oonvalescentts, tio magras, to fracas pa-
reciam. Catharini de facto estava muito
fraca; nio pode supportar o sol. Teve de
voltar para casa.
Holgan substituio a, ao lado de Bertha.
Quando o pai e a filha entraram, acharam
Catharina na cama tiritando.
Nio oonsentio que mandassem chamar
o medico, mas sobreveo-lhe durante a noi-
te-urna febre ardente.
Holgan mandou buscar o Dr. Tabarney.
Este nio manifestou a menor inquieta-
co.
Repouao, "tranquiilidale do espirito,
disse elle...; lepois distraccSas, viagens.
Fez muitas imprudencias ; mas nada ha
de grave. Em primeira lagar, vamos
cortar a febre...
E receitou sulfato de quinina.
(Contina)
dous copos de figura da Bohemia, de que
se serviam no verlo para as bebidas gela-
das.
Cada um delles contiaha uma boa ca-
ada.
O Corcunda deitou no seu ama garrafa
de champagne.
Chaverny quiz iraital-o, mas a mo tre-
mia-lhe.
Queres que eu perca as minbas ne-
tas, marques, exclamou Nivelle.
Como ella pronunciara bem foi-se !
esta Nivelle, disse Navailles.
Com a breca I respondeu a filha do
Miss8Bpi, custa muito a ganhar-se dinhei-
ro 1
Houva grande quantidade de apartes no
circulo, e todos eram da opinio de Nivel-
le. Fleory, qae nio era jogadora, arriscou
a opinilo de qao era tempo de acabar com
aquillo, o que levantou um grito geral de
reprovacio.
Estamos apenas no cornejo, disse o
Corcunda, rindo ; ajudera o Sr. marquez
a ench r o copo.
Noce, Choisy, Gironne a Oriol estavam
em torno de Chaverny. Encberam-lbe o
copo at transbordar.
E entlo I suspiroa Cocardasse J-
nior, perder o vinho do bom Deus I
Quanto a Passepoil, seus olhos brancos
admiravam cada uma per sua vea a Ni-
velle, Fleury, Desbois. Murmurava em
vio palavras ardentes. Certamente aquella
organisacio rica e terna era feita para ins-
pirar muito interesse s damas.
A' sua sande, meus senhores, disse o
Corcunda, que levantou o sea enorme co-
po.
A' sus ssade t balbaciou Chaverny.
Gironne e Noce amparavam-lho o braco
tremnlo.
O Corcunda continuou, saudando a as-
sembla :
Esta champagne deva ser bebido de
um s trago e sem tomarse a respiracio.
E' uma joia este picaro disse Co-
cardasse.
Vio mtalo I disseram algumaS vo-
zes do mulheres.
Firme I marquez, firme firme I gri-
tn Nivelle.
O Corcunda approximou o copo dos la-
bios e bebeu sem se apressar, mas de um
s trago.
Bateram palmas com furor.
Chaverny, amparado pelas suas teste-
mnnhas, absorveu tambem o seu copo;
mas poderam augurar que era o seu ulti-
mo esforco.
Mais um propoz o Corcunda, dis-
posto e alegre, estendeado o copo.
Mais dez I respondn Chaverny cam-
baleando.
Tome cuidado, marquez exclamaram
os apostadores, nio olhe para o lastro.
Chaverny teve um sorriso idiota.
Fiquem tranquillos, balbucion elle,
pare ni o bataneo e nio deixem a mesa an-
dar a roda.
Nivelle tomou immediatamente nm gran-
de partido, era valent.
Meu thesouro, disse ella ao Corcunda,
era um gracejo. Prefera qua me estran-
gul ussem a apostar contra ti.
Guardou a oarteira no bolso o afastou-
se, (aneando a Cbaverny um olhar desde-
nhoso.
Vamos, vamos I disse o Corcunda ;
quero beber, tenho sede I
Quero beber, repetio o marquez ;
beberei o mar I Parem o bal anjo.
Os copos encheram-se.
O Corcnnda pegn no seu com mo fir-
me.
A' saude destas senhoras I murmu-
rou Passepoil no ouvdo de Nivelle.
Chaverny fez um esforco supremo para
levantar o copo. O copo cabio lhe da mo
trmula, com grande indignadlo de Cocar-
dasse.
Com mil bombas! resmnngou elle ;
deviam prender aquelles que estragara
vinbo.
(.Continuar-ie-ha.)
Typ. do Otario roa Dvqoe de Caxiaa Jn. 4fc
-

A
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