Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18083


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Full Text


.
I



AIMO LX\>
Douiinsro 4 de Xovembro de 1994
vi iii:ot< 959
PERNAMBU
B BE 5SAH0EL fI^SIB0Jl BS 3P&B& & SILBOS
PARA A CAPITAL E LUGARES ONDE NAO SE PAGA PORTE
Por tres mezes adiantados. 8$000
Por seis mezes adiantados. 15&000
1 or um anno adiantado .... 30&000
SAO NOSSOS AGENTES EXCLUSIVOS DE PUBLICACOES NA FRAN-
CA E INGLATERRA
Os Srs Mayence Favre C &.a, residentes em Pars18 rae de
La Grange atelire
PARA OS LUGARES-ONDE SE PAGA PORTE
Por seis mezes adiantados. 161500
Por um anno adiantado .... 335000
Numero avulso do mesmo da. 100
Numero avulso de chas anteriores. $200
LXSTRUCCAO POPULAR
m:m 21 ::::::::^:::
(Da Bililiothena do Povo c das
Escolas
ALIMENTOS E SUBSTANCIAS ALIMENTA-
RES, DIVISO E CLASSIFICACA, COM-
POSICU DOS ALIMENTOS, RGIMEN
ANIMA i. E RGIMEN VEGETAL, REGRAS
HYGIENICAS.
(Contimwco)
O habito i)e comer pouco, de ser sobrio,
tima excellente regra hyfcieniea. lia registra-
dos nos annaei da sciencia bastantes exemplos
de homeiis Lrem chegado a urna longevidade
consideravel pelasuasobriedade. Especialmen-
te nos paizei quentes esta regra da mxima
otilidade.
A mullitT geralmenle ponco dada a exerci-
Cos Basculares, tendo urna vida sedentaria, fa-
2endo poucos ou nennuns esforcos, precisa de
raenor qumtidade d* alimentos; e no su re-
gimen po lem entrar em maior*proporcj as
substancias vegetaes.
O rgimen alimentar considera-s em relacao
'ainttdi.de dos alimentos e relativamente
iu qualtduie; e d'aqui os nomes de rgimen
q antitdttn e rgimen quilitaivo. J dis^rno-
que o reducen alimentar pode ser, sob este
modo de o considerar, chamado : animal, ve-
getal, e mixto.
O rgimen .animal coasiste no uso quasi ex-
clusivo ue substancias amaes, entrando na
alimentario os vegetaes s j por excepcio e em
diminutas proporgesj
Este rgimen milito continuado determina os
ell'eilos segualas. Ha estimulo habitual no tubo
digestivo, o qual, comtudo, funcciona bem;
augmento de sede; priso de venlre, e raaior
cumero d: pulsares as arterias- O calor da
relie tornase inaior, parecendo tomar propor-
Qes do c:ilor febril. Em geral sobrevera o im-
magrecim ;nto.. O sangue modificase, augmen-
tando n'elie a proporgo dos glbulos e a da fi-
brina, e liramuindo a parte aquosa. A urina
em geral pouco abundante, menos aquosa. es-
cura ou carregada na cor, inulto acida e conten
do grandes proporciies de urea e de acido
rico. ||).
Convni este rgimen aos habitantes dos pai-
las fros,-qae se do em geral a vilenlos e re-
petidos exercicios. E' a*sim que o organismo
consegue resistir temperaturas excessivamente
baixas, produiindo-se onecessanocalor animal.
Em diiuas temperado, semelhacle rgimen
causara i. uando por longo tempo continuado.
doeocas e-peciaes. Alguraas substancias an-
maes altenuam de algum modo os effoitos pre-
judiciaes de um rgimen exclusivamente ani-
aial. O le He e os ovos estao n'este caso, prin-
cipalmente o leite, cujo assucar (o assucar de
hule) parece ter o effeito, na nutricao, de sup-
prr as substancias vegetaes.
(!) A urea e o acido unco s&o productos fi-
naos .las u -tainoi-pboses cbimico-vitaes por que
passam as subsiancias animaes dentro do orga-
nismo animal.
r1
(Conlmual.
PARTE OFF1CIAL
aula
I
ei
c, V
r
DSeB
Mi
Ministerio da Industria e Via^o
po aui xjuera.os: Luii Ixiiacu Peruames
de OHviia. a 'o pedo, do cargo de tnesourei
ra nuil.t .cao do., crrelos ao Esta 10 do
Bio-6#tnde du Norte, e romeado para o referido
ca-go o Cldaoao Mauoel C'je-bo de Sooaa Ovei-
.'a, o en..r.aelro Arlhnr Cesar Navarra, a s-u
peaid, flo ca ga de cnefe un oucleu colonial Vir-
gulo D .1a o, 110 Eiado da Babia, e ooi.eado
para o relerldti cargo c eageabeiro Jjaqoim fea-
haca.
, .Ministerio da Marinha
Foi exoue ado o capttio teoen.r Amabas
lsJorge, .io lo-ar de commaad.oie aa m-pt-
deira n-uro Atlonso. afiaa.de ter mira com-
Pol cumaiissionado no pesto de guarda ma
7inba, coui-.uuo antiguidade de 3 de sfa-co do
crreme anao, oasaira-ie a go^raa-ja ioba
Francisco M rqoes da Shvj.
to iiomeauo o caiitao de fragua Jos Joa-
M a Id .la L-sta para esercrr o loga: de
L.iat do encoorajaiio B bia. sendo
u o ca ,iUo de fragata An'..nio Fraoc s-
Ju'.ior.
omi adn Felippe Mu''o Kerreira ama-
s-cretaria da inspeccao do Arsenal de
o Sstatfo de Peroamboc.
I 1 <- redo Manoel da Josta ViMia pan
exe o btar de secretario da Capitaoia do
Porto d Bta .o de Pernaabnco.
Foi : o.timado Baltazar Jsa dos Res Filco
para ezercer o loaar >e escre-eote ia directoi
de cuadre ^(fB naaes do Arsejal de Manr.b >
doEsado o'e Pernatnbno.
Fa.an prcmivido para o qoadro extraor-
diaarij 1.o corpa detjzead', ^or servicos presia-
1 os em dtexa aa Repblica :
A coxiQissario de ulapse, capitao de fraga-
U,o ds V cajse capitao-tenente Jis francisco
da Conr.eicSo.
A conimis^arios de i* classe. primeiro teen-
tes, o de 41 cla'se kegu-dos Uoents Vanle-
lmoZiimo Ferreira da Silfa e Sebasiau Gomes
P rera.
E nora'ados commispartos de 3* clase, guir-
da-io-i ih-n, c.assiHcados em concu* o :
O aspirante a commUsano Joao P.nio de Fa
lia, esc rente Ocuv.'sno Jos Pinto e o bel Emi-
liano RiD'i'0 de Olifetra.
Foram promovidos co corpo de fazands,
per servidos em defeca da ftepblica:
A cou: mis-ario de 1* classe, capitao de fragata
graduado, o de 2* classe capilaa-tentnte Jaaoa-
rio Mioofl de Santa Tberexa.
A cotamisanos de classe, capites teoen-
tes o de 2' classe, eapilao-ttnenle graduado
J-ao Maria B*roei de Parranre e os de' 3* clas-
se, priaidros teaeates Jolio Machado de Oliveira
e Kiaccisco A agosto de Lima Fraoco.
A coramissario de 1* classe, capitao-tenente
gradadlo, o de 3 classe i" tenente Augusto Ce
tarEio) Cereta.
. A coinm guarios da 3 classe, primelros teosa-
tis, os le 4 ciaste, segondos teneuteK Joaqsiai
P.res Ptr-oira, Higoel Fortunato de Mello, Vi-
biano V .. ia Grox, 3alaiti:no Jos Alves de
Crtamo, Seoiuge Rivaldo, Joaqom Bartbolo
meo da Sil? Sa .ios e Bdmoado Vict r MscUI.
A comicissario de 3* classe, i* tenente grazna-
do, o de 3* ciaf&e lene-jte Jos Elueu Ceninio de
Almeida.
A coma, ssa.'ios de 4* ca-se, segundos tenen-
tes, os de 5a classe graduado, Praocisco Manoel
Bittencou'i, Luis Emilio Bellard, Alfredo Magno
Comei, Pedo Caettoo Doertis Nones, Jos Fer-
andei. Leal de Soasa, Felietwrto Daningoa Lo-
pes Jnior, Joao Mooteiro da Cros. Gentil de
Alenc stro Saboia, Alfredo Braga Mello, Jote
Bibiano de OHveira, Arlindo Lopes de Castro,
AMni'io OcUno de Frailas Castro, Elpidio Ce-
lar Bcii-ge e Maorlcie Hemold.
Par oa ros ne 1 te Oo ubro forana
'os para o Corpo de Fiii-nd.i, commissarijs de
cjaase, ina-das-u:iriiihi, - Nronjajo Qjnga.ves
5. clasitr, em con rniJa '
onmea- olica soda pelrS reoartlsOes lederaes no Estada
anginando a.inesOss, prono?endo dedica(68
lacondicioatas, snrvioiio por es- '.eresses do S-. velador Jo Be"ti^rn, cojo
ie S^n ia, snverio Jj' Pioles e Jos d.. Cosn ; I amigas canta ai seora a dnoo< ca do Sr. Pe ira
e os el itnin a:oi en cnm:Dig ao. aspirao es e VelOo par lOtermeJia da forc federal.
comroissa ios J.- J>^qaiii n Soletad e JoH*)
aa Conna Soota M o-, Joai IVros, Alfredo Cir-
ios da Conceicto lase Oon Vtlav-Boas Jnior,
Jota E .el Fiino, Ameriro E .eoio Ferreira'
Gsima se-, Joao Lnit ih Pa vb Jn-jor, Heonqoe
A bar p juno. Juno Qieiroi d^ S lias. Alfredo
RMingue* Tctxeira, Siomo S^raiva de F^ri
Cas.io e J.- L, i7, de Praieo L .lio ; m Cld-
iii... M roel JaMIBO Ja Siia Poriuka>. Jiaqou
M"iio 0 PrMt-s. Joa Clmaco Aieoli Lobao
R polpno de Olvela, lorilio ft-lhrl,' Ainerbil
ue (). in-ira NmM, Autoii" Caor.il de Ltcer
ih, Os'&r Pierna moer, F-iici8*imo Amaro da
SIU.I. Aatonio F^;n.-nde.a de Oluer* e Cesr
Alves.
-o
Mlnlaterio da l.u.-rra
Fa; romeada ceol-f Lene de Qailrj pan l* i Bor.ipa c ilner os
m^ioj qu- sirvam de oneatavo a reo'gaos'Qao
do na*sa estireHa* vi liando in os qo*rtei* e
esiabeiecimeoios militare* fazenao uaibem
estooi -obre bjaiemasne fariiflafiOes a empre-
ar na delesa jas ostag e ^ahu.
t- teene Ji).-e Fernando L-ite da Castro
foi ooxeado facetarlo do meamo gencal.
Foram cene ti las -s segoln.es horras de
P'i.a <-, e :> adunca i a,:a rv c >s D'e.-tadna em
del- 1a Repoh.lica, no Esta] > di RioG-aode
d i Sil.
U- tenent cnroie': ao tnen'e-',nr(>oi,l da
g a la nacional Joe F-r-e ra d- Oliveira ; aa ca
nao da mesma goaria nacional Jo- Jjo de
Cima.
D: majer: a)8 capilaes da goarla nacional,
Gi sjottai.
Je lipnt-co-on I : aos maJo" reformados,
Jaaqmm Mina de Sani'Anoa, P.ola Antonio
Fe. re-a L srioa e Erne*to Fe'rei'-. da Silva.
De majar: ao< cap is refo'maa0, y.noel
Hau i."io Lipes dma E-oiiuoa Gmcalves F-a-
lado, Frsn :w c de a-s* fenulra e Aibe i Liix
Ja Cacha e Crax.
Oe csoiiao : ao* i-ne-t-s hoiotsr", Jis Ri-
'ario .ta C'Oi e J 9q"im Montlrn S ".
Da l'M : a. ex .". sg no di voluntario*
1a osir a. B z Id atamo 1< Pandea.
Oe en-'ut .jroiiei. ai i-ontaaj- A.fedo A'-
thar da l*a Barre ra*.
D) in jor; ao Btoffl leg'C.4) JiSa Laos
Bas'o, ao tiesaareiro llanael Lait Perora de
Andr.nle
D- capitao ao 1 'ollial Antonia Correii Fe-
na.idi-s.
- iHOPOte: o< sego'idoi offlciaes Aato
mi. Go C/ilv-s de altea, Alara alaria* de
Seuas e Piolo dos Pas os F.-aaco.
0a i-neo e-coronei, aa mijar bono-ario An
temo E;ansta aa Rocha.
D- tenente oronei Mltcfl de 2.* classe ao
mijar m-d ca ie 3 clasie Donarano, B.Bir-
jar io TVnei a de Carvalo.
De majo-: aos majures da guarda nacional
Anua a Goncaivea Bar-nras, La.z Carlos Fre
lag Jocnor a Se?er;o i Po miga aa Capia, do
nati.^a 23 de Novnrooro Jaj Cov'rio Ga.ici'
vesLsnoa ao cap lia me'n B in Jasio Cfaic.ote, ao cidadao* Felip
pe L -uj'i.rdi. Joao Stancelista de Almeid* Jn-
Olar e J,^^ de Aieocar fiMCa** Barreto, olficUl
de g.oiae e do Mia s.'o da Funda.
i)- an'ta .xi:i co da 4 classe. ao Dr. An-
tonio Pedro Manteiro Je D.-ammond.
U capi.a.; so* capuei a* goarla nacional
Ibrrlo P-rira Goi n.raes, Olea- ae Oiveira
Nabrer, J)aa 3apt.ta Franco Viaooa e J .4a
Goocal-es Pereira Gar:u ; ao ctpu&o do bata-
in io J3 le N;remiro D-. R laia Ca.mil; ao t -
if aia:s del* clase* Ja'. da Caita Barros
Via n ae Lima qu leve e a s-rveona esla-
,aj .) i* >ria da Escala Militar; ao teoenie
iijmo ario M oo l Jos- Game> da Car val n .
De leneute; ao tei.ente* na guaraa uacio-
raal /otooio Alvea do Valle, JiasLiU 'Ordo-
nis Goce uves, JoH Vieira Macnido Janior,Cr
loa F-eae ico Pamplona e Galdino da Silva Bar-
oon; aexpac Ju Daialnao Benjamia Cins-
aot Oincnaio ue Saaia e Cauro.
D ai'rr-.* : aos alfares da gaafda niclooal
Alberto Jiyrn- SCDItD, AltOQIO JoarjuQ d Aran
|o, Samnei iPreire ueAInt-id.. Jalio Francis-
ca ou aiu'Aona, Fernaoio Ji dos SjqUU,
Antonio Canina Garca. Harona io dj Saaza
L i..-. Renata Rioeiro e Ali-edo A' aos i j-iii-in Adolpbo Jaaqom .." Almeda e
S Ira e Pado Lobo, ex-prac* do baiainao Ac
cem io do 8. Paolo.
O S-. sejador Ja* B-". nardo affi-aa qa* a
fui victoriae certa, que o gweraaaor do Rio
Gran le do Narte sera infailivelineota depasto.
Po qae ?
E' o Sr. senador aas Bs-oardo qo*m o asse
gnra. parqueo Sr. D'. Podeat? t> Maraes nao
assnmirl o goveroo do Dais; parque o Sr. ma
recOal Flonauo Peixalo aasamira adictidara,
d.s.-j vendo oCiOK'essa N'oual.
Allegaciaes^iie tamanOa grasiaada feitas por
om uiem.iro da seoado para conseca^ai da su-
p.-e'na adminislracao di Eaiado qual naa po
de ia ebegar pelo sufl'ragio jos Beo* concila
iij, de'uunsi.a u De i' c m que ele eoios elle
conu e que meios prei<-n e pO en praiica para
aiiema; contra a au.o.iam a da 1! > Grande do
Na te.
As manobras do Sr. senador Jase B-mirdo
>&} aaxiliauaa pelo o .mmanJaate da farca fede-
QARTEL GENERAL DO COMMANDO DO
2* DISTRICTO MILITAR NO RECIFB,
3 DE NOVEMBRO DE 1894
Ordcm do dia n. 75"
Tcndo de seguir amanha para a capital fede-
ral, afim de receber o grao de bacharel em ma-
thematica e sciencias physicas e naturaes, na
Escola Superior de Guerra, o Sr. tenente Alfre-
do Pretextato Maciel da Silva, conforme o deter-
minado em telegramma do mioisterio da guer-
ra de 1 do crrenle mez, concelo a sta data a
exoneragao que pedio o referido Sr tenente do
cargo de ajudaate de campo deste caminando,
onde se ti .uve com inteligencia, zelo, lealdade
e abnegajao pelo pubico servigo, qualidades que
lhe sQo peculiares.
Outrosim, fuco publico que o citado olficial
segu para aquelle destino sem prejuizo da
caramisso de auxiliar das obras militares des-
te Estado, conforme preceitna o referido tele-
gramma
(Assignado) Joaqun Manoel de Medeiros,
coro jel.
Conforme.O secretario, major Leobaldo Au-
gusto de Morae*.
Becebedoria do Kstaclo de Per-
iiamliui'ii
Despachos do dia 3 de Novembr de 1894v ,
Antonio Pereira de Aztvedo, Anaa FerreTra
de Araujo, Antonio Ucha & C, Justino Medei-
ros dos Aojos, Jaao Francisco Carneiro Montei-
ro, Manoel V- do Reg Va!enea, Joaquina. Al-
meida Queiroz.Informe a i' seccao.
Maria Julia Barbosa, Francisco Jos de Olivei-
ra Rodrigues, Manoel Menezes Schiappe.Certi-
fique-se.
O porteiro,
Custoii* B. da Suva Guiarme*.
ra'.
c* elle qaem boje io enta revisar extincti
qaea'Oes eaue os ea> soldados e prajn 1.1
corpa da sei n..j- se liga aqueiies me.in.a qae maua oxilia-
va u a revol'a e coniribue para qae o goveroo
geral 11 -a naaras de utfi taei da exe-cilo...
upre na. irj.na da 80''." 1
O aoaoiKuadja Ja revona de 6 de Selembro
sa :,oj- os mais dedicado* amigos da _ma:e-
coa1.
Nao sabe o v. Juiqueira Ay-es se aa poieri
eff.xiaar a depaaijao .'j Sr. Pedro Veloo o
q 1- -an- i qu- o mmdaij Je S. Exc. termiira
-m 1896, po- dispasicao sxpressa da consum
gao i-Biaooal.
Se a i^pasca se dir, p rm; esii ceno d
que o Eata'do do Rio Graaie da Narte ba de re
di-.ur euergica e valeolemeote.
Se o goveroador cabir oa copital, o partido
re -aDii-aao saDera levntalo oe iota tor.
paraissa lhe bao de un a- tu nam-m de ca-
rcter, de aVierett e de aegia, que passoe, e os
d,ua i-rcas que lem da corpa eletioral-
Aa S-. Jaaqampa Ayes segaio-se aa triDuoa
o Sr. A-inar O lando.
0 discurro do renresentaua do Ra G ande do
Sorte soffrea, porm, asa pes.U'nainurrup'.aj,
apraveiia a para vuiata da rodacclo dos pro
lelos de crdito para pagamento da lacj^ra-
'iaoiaVe t-uo-i nj aos -eaadores e depbtiios.
L >go depois a c una-a MOCO leu orna nara de
ordenla ao Sr. Lesviglla F.Wueiras, para qoe
na ars'Sade aaaauOa responua ao discarso aoie-
bOliem pronuncia 10 p lo S A- liur Ras.
O Sr. Artbar Oriaadeimpagaoa o provecta qoe
approva os acios da gjver.10 pratioaios par uaa-
iivo da revoit impu naqxrte que approva o aec elo ue ti de Fev..-
-eir,-, creauda os Irioaoaes militares para ja ga
aaeoio de Cifis. Ne88d panto, repula-a iocousO
toeioaai, opino qoe 6, alias, a do ato em se-
oa alo oUeresido aorespac i?o parece'.
Q'imto as uotras panes da proj-cto, o Sr. Ar
tbur O laodo oo davl-aria coojorrer nao com
o seo to'.o, mas com o sea slle -io, par* que o
marecnal F.o.-una livease a bil do laiemni
dade que ama parte dacaujaraineprileuje con-
ceder.
O desreto de 28 de Fevereiro, porem. offeade
at o principio cauaiuociooal qae veda a etroac-
nidade daB lea Po ness- aeotKa qae 8. Exc
des"ovoivea as soas constderQ6;.
Ni exoeaieuie o -. Milln jasutcoa on pro-
j^cio de lei a propos :o das duplcalas de assem-
bl^as e de govern lores oo p-esiaeites d >s Es-
tados, iojol o em outro logir O Sr. Urbano
de Sauvea pidi aepoio que fosse inda do na
ordi-m do Ha o projecta mandando -resener ao
Estado ds G> az oa popios nac.onaes abl si-
tuado, desa^cessanos a^s servtcaas da ntao.
O S-. F.aig Car7aino. presdeme da commissaa
a qos esse projecio fot remeitido espll-oa- be qae
anda nao dea oarecer soore t> assaop'a pir es-
perar ioformafiOei ja solicitadas di poderexa
cotivo. tat ou imano d* coma ssia fuer ama
le qae possa determinar a oaa. s epj a trans-
ferencia e todos os poprios oaemoaes para
tolos os respeciifO Estada. Par essa farma
se dar exe -acao aa dispasla no art. oi da -cou-
stiioicaa federal.
No Seaado :
E ibora un poaco extensa a ordem do 01a de
bonlem. os trabilbos naa se prolongaram, visto
o senado cooformar-se com 03 pareceres das
soas diversas commissOas e por sso nao h joe
disco zao.
Dasie molo foram approvadas depots de en-
cerradas as rsdacgdes dos projectos :
N. 33 de 1894. creaaio mais ama auditoria de
guerra ao Estado do Rio G.-aide do Sol;
N. 3i de I89i, cancedeodo aa offi^ul da sec.-e
tana da ind-t ia. viagao e ooras publicas, obc
Fernaudes Ribeiro da Coita om anno de Ueaaes
com ordenada para tratar de soa saude onde ine
C C\ 1VI fll* *
O proecto do senado n. 37 de i89i, reorgan.-
ando os estados-maiores do preaidente da re-
pn .lica, do ministro da guerra, do ajodaote ge-
neral do exercuo e do qaartel-mestre general;
As propasicOsa da cmara dos depatados :
N.4 de 1894, negando aooseotaacria ao ex-
ecretario do Arsenal de Guerra da B.blaJoao
Peiinto Alves da Silva _'___
N 77 de 1893, relevando a D. Mar a dos San-
tos Lacas a prescripcao en qoe incurren para
receber o mel sold a qae tem direito.
E aislo consisti a sessao de honlem no se-
ntido.
CONuBO MCON&L
Boltlna
(Gateta de NAiCias)
Da 18 de Ou-.ooio
A cmara onvio nooiem, por miado, a historia
de mda a campanba com qae ora se pretende
depar o goveroador do Rio Grande do Norie.
Fal-a o Sr. Janqoeira Ayes, as dnas horas
de urgencia qae antebontem Iba foram concedi-
das para o comeen da sessao.
Segocdo S. Bxc o nome do .Sr. marecbll
Flonaoo Peixoto posto, As escancjiras. a frente
do mofimento com qae oaqaelle Estado sa tenia
a inversao de toda a ordem legal.
Alguem, sem repoiaco e sem crdito, qoe se
dia emissario do Sr. Tice-presidente da Rspa-
EXTERIOR
EUROPA.
Auetrtst Haagrla
Regeifao de u-gencia requerida
na cmara para o projecto da refor-
ma eleitoralMeeiiogs favoraveis
ao suffragto universal e soas c n
sequeucias Nota a RoamamaVi
sitas principescasFrancisco Jos
em Budapest, e discord do car-
deal primas e a resposU do impe
rauofO relalono do Conde K .111 .-
ky as delegacoes, snas affirmacOes
e o qoe ellas saggerem no qae d x
respeito -. Tripii:e AiltaacaEa-
cerro das sessoes das dtlegacoe^
ausiro-hongaras e da cmara dos
depatados da Hone-ia laaagura
cao do Canat Eiba-FraneO jab
leo de Straass AnarcbUtas O
porteiro em ViennaO caolera.
4 cmara dos depatados regeltoo o projecto
de urgencia da reforma eleitoral.
Haave reaoies a favor do suff-agio universal,
niervndo a polica.
Deram-s deao:dens graves, (Lando feridas
muitas pessoas e sendo eUactuadas muitas pri-
aoea.
O Sr. Klnoky, presidente da Conseibo
Commum de Ministros, mandou ama nota a
Roamania, pedlndo expIlcacOes sobre a propa:
gsoda qoe o gabloete desta est tsenlo contra
o Sr. Crisp, ministro da Italia.
O memo ministro fai recebido palo g^o^u.
qaaJorge da Rassia, em aa passag m por V.-
e mi, com destina a Corl, .onle ia Tisiiar o
Csa".
Apesar doi desme tos offlaes, asegn-
ra-se -jne o imperador d'AO de
ca-roagem -a S'.menorunn, oide sa aeda em
riilesjmora, saff-ea um laotaiva Je assis-i
naic.
Au'esceva-se qae os ciminoao', borlados
ns aeda loiuitos, en raiaa da defesa ea-r^ioa de
Soa Magestae auxilalo por um das ses> aju
dantea de ordena, consegu'ram evadir se.
O re Alexmlre 1 la Serv.a veto visitar o
rnp-fa-ior P aucH o Joj saodo por esle rec
bido em anuencia paticniar.
Alexand e l p-etend- demarar-sa por algaas
das na capital anMnaci.
Tamoeo com Igual lim cn^goa o rei A^-rti
de S \-, s ido ainis'.osami ite aaotaida pela
cO'tc.
O lEpi-a lor F aocisco Jase,]camDanbado de
ea augusta b aspe le, ssgaio leu .1- pa-a cas
tello de Schaenb unn, 011 reii'ioa sa grane
rece^caa em bonra ao non r,:ii Sit>oio.
u i'Dperaior piriiolo oara Buiapest cb;gau
a -ap tal baogira oa e foi ca'arasamsate accla
mal. )
B^csraenlo ai delegagoes aastro-bonzaras.
S. M. prooanciua aaa ds:urso. ao qa I deelaroa
qae ten pleoa e inteira caati-. gi na manatecgo
aa pat europea.
4 a dieso, disse ser ore ciso aperfeicosr os
armatnenios o litares, aQm dees.-r prparado
para qualqaer eveotualldade.
Durante esta e-tila da imperador Franciaco
[j 01 Hingna, diram se don* factos qo: sao
Dije oojer.t de numerosos cimm-o arios, e
preadem-se Ss dsposiOas em que seachava o
episcopade nangaro de se ding.r aa mpe-ad r
e aos e-f r^oi do partido ulira-'leri al para
torear o cardeal-primas a tomar de:laradameaie
partido conira a le do casamento civil.
entrevista da e iscopada realison-se em
H.la-sa Grarmat, e na allaco. .. que dirigi ao
imperado!, o ca- ealprmu Vas-a y aliadlo
ca n effeil, as latas qoe receniemeuie liveram
lagar a p-oponta das leis oontico-reiigiosaB ;
mas av tai hibilmen.e proniaciar-se seme-
Ibante respeito.
Assim aisse elle :
Ka cumoa e espiritual qae havemoa sas-
teoiaiio Ba pauco tema defenlemas aaa direito
^manado dos dogmas da nossa igreja e exerci-
10 aura ote aove eecaios .canse u ivos, na con-
vicgao 1- qa- snrviima u>- esta [ mi os beo
- nea 11 las la'sresses da patria e do tbroao.
O de.appire :imeala deste dieita eachi 003
de tristea e prroccapa-nas, mis nao pide aba-
lar a no isa proluuda fllelidada de vassalos
toaos.
Sapphcimas ao Rei doi reis qae io dique a V.
M. o verdadeiro a-ninnt
Francisc Jas respood a em termes vagos a
esle diacarso, de ma 10 qae na foi possivel
j'riu-s- das mesmaa .ermas soasa oiguma ;
e certamente *er lbe-bia dirBnl responder a al-
1 >:-uc*o da eniscopa 10 co aa clareza sem sabir do
sea p p-l coasiitaciaaal.
A aeclitagia do cirieil-primix coasoanta
ao qoe se poda esperar do chite da epis op ido,
teottx^ o carcter de om orates'o alatonico e d*
pora p-inciplo ; e assim delxa a coma do sobe-
rano a --sp.iusaraill.iade da decisaa que tomar,
mas nao a c < oiiate- e BuOmjtterse-ba.
Est am das fados alia m ios, e o oa'ro dls
respeilo a re:epcao pela impe-ador da comino-
ni ia.le i-raelita, qas pela p imeira ves foi coilo-
cada n'iKBa pjsigao anloga a das ontras com-
mmidades.
Na discoreo de apresen.afio o imperador
resp ndeu :
< Peraue os meas vassalloi a diCT-renc de
religiao nao levanta no mea esp.rito am maro
de aepaacao.
Nis cir:amstanclas actuaes e em face das vio
leocias do m .vimeio antisemita esta decUracao
e.a'.a aesunada a produz'r irn'censa imp:esso.
po qae, no tocante a Haog ia, ella a procli
mago explcita da igaaldade das -acooflssoei,
qu-, corno se sabe, a base de am proj"io
i-oonattiao ao oarlamenta pelo gabinete We
It e, representa ama formal approvacSo a po-
tinca uaerai dease mioaierto, e coja solato
ap-eseala alio tolerases poltico.
Bale projecta, approvido pela cmara do' de-
parados, sabira a cmara nos senbores <>o Rei
cbstag hngaro, oo le enl'o eslava em discassaa,
a aclaalmeateja e-ii adoptado, e oor canse^aio
te esiabelecida a lioerdade completa dos callos,
laciasive o cu t) is-aelita.
U impeador Francisca iVe offerecea em
seu pa acia de Badapest banquete ao rei Ale-
xnd-e da Servia, qae a.li fai tambem
Ass stiram m miaros do mmisierio e altos
fonccionarios civis e millia*es.
f M. o imperador segoidameate parti para
Vagyjiaros, teado-se a aaa retrala effectoa'o
entre rotlosasa:clarxa;oes popu>ares ; e depois
de visitar diversos logares da Hnogia, regres-
soaaVunna.
O cende Kalncky, presidente do Conselho
Ca ..mua dos minis.ros e ministro dos negocios
estrangetro< do imperio, apre-eniou i delega-
(Oes un relalorlo socre a siiaacao externa : as
rol coes da momrenia austro haagi'o com to
das s grandes potencias 1S0 excrlleotes, as re
lagOes c^m a Servia teem melborado, e com
Bulgaria t>ermaoecem as mesmas.
a trplice allia ga, Bota elle, accmaloa-e
aa Austria-Baogria e lodos 09 seas auttgas iai-
migos desappareceram.
48 nassas relaOss com a Franca sao as me-
Inores possiveis, como o p ova em particular, a
recepcao futa ao imperado'- e lmpe-atns, por
occasiao da ana estada no sal daqnella ncao.
Sio iaalmente coas as nossas relaces cam
a Ruasia. ,
As que maotiobamos com a Servia estao me-
Ihoradas ba auno e meio, porque o goveroo r-
vio eacara com espirito pacifico a soa sitaacao
perante a Au-lr.a, e o joven monareba tem as
meloores ioieo$o28.
Pelo qoe -espeita a Bulgaria, devemos infehz-
mea e lastimar qne bonvesse all ama mudaog
oa p esidencia do eonself o de ministros; mas
nao temos o direlto de Baspeitar immediala
mente do novo ebefe do gabinete, nem ba a re
celar que as nossas relacae com a Bulgaria se
ojo utiiuem suoiiarnente.
O pavo balgaro tem ama tal conciencia de si
prapria qae nao se pade tappo- qae a linha po
linca da Salgarla se modifique fcilmente.
Tambem manteaos amigaveis relacOes com a
Roumaoia.
Esta n.-ao ama das primeiras qae se lg u
i trplice ailianca, e tem reconbectdo as gran*
des vaotagens qae dVii lbe advm .
O conde Kalaoiky iusiate principalmente so-
bre o carcter pacifico da Triplica Al.ianc,a, so-
bre as garantas q,e esse cojL.nac.au lipiom:.
ucaoffsrece sob o pono de vista de manotea
cao da pas a sobre as vantageos que ella iraa
em paticular a mooarcbu aasto bunga'a, ten
m aa desconbancas, qae por maito tempo pro
vacara, cedido ptraote as ouvLfiOea do sea ca
racer puramente defensivo.
Todo ibIo e deve STasslm, m', apesar de
sea carcter pacifico, os orcamen'.os uos E tada-
estao cada ves mais onerados com as despezas
milita'*"*, sendo toreadas a armarem se tambem
as naedes, qae mesmo como a Rossia, nada ti
veram com o atmamanto das potencias centrses.
Os soberanos cao psrdem eosejo de affi mar ae
oteocoes paciHcas qae noirem; mas rara a
occaello qne eftas tclcmnes declarares ato
coioci lam com a vo'.aci de na vos crditos pa a
e exer :ilo oa pira a mariuba, sendo que m -s.na
a pop-ia I alia gaarecarreg 'issima de impis-
toa. com am dficit orea ce nal medanbo, av i
gala a fazer ecaaauii- par aa a 11 e a ere r
uovos :ma >8tos par outro, pira ver se eqadiba
o ssu a i,a oe r.o, uio deixa de irabainar aot.-a
mente no aignenio de soa 1 torcas miln res e
agora mesma auonn -la a coostrueco ds novos
e possioies coaracados para eagraadecer a su
esd'iad-a.
E' p.r sso mesvo, si vis pacem, para bel-
luaa que o mio.atro dos negados estrangetro*
10 oL.iei" aastro-aaogaro a> receber as d-le
aa^es loc.ei deelaroa, entre oatrae cousas de
inte e.'ses ao pan, q j; a maouteocao da t 1p1.ee
ai.iaoca oecossaria tanto para a ,aco, como
para a paz da Europa, e que a mesma allian^a
era aiiua a garanta di paz earjp >.
As delegac5es aasiro-nangaras tendoadoa
talo o projecto de orgamenio e eacerrado o-
3 us l-ab.l.ios, vo.a-aa a dlssolucaa da as-e O
ole., depon de approvarem um voto de conliau*
fia ao ir. K.Iaa.lty.
Por ana vez a cmara das depatados, depoia
de apciovauo o orcameato geral, coja somata
asceoie a 1,0 m ii.-'.i. entroa em lenas; e
lalla-se que o Sr. Klmea Frjervary, presideute
iiocauselua de miuistrus, solicitara a dissolo^ao
da mesma cmara.
htsolveauo o goveroo transferir o sen mi-
nistro jda o ao goveroo 10 B-azil para Wasuing
loo, no iieoa para aq -tila pa:z OS'. Tivera.
Acoa se inaotiuraao o canal entre o Elba e
0 Traue.
l'em bavido em Vi^oua Imponentes fesias
em boura a S. aa oueu, projectaodo se ama expaai(ao dos traDa-
1 jos do maestro, a quen ama casa comxerclal
ua;tt- uaericaua offereceoo sea OUBlO de broaze.
Na ijpera teve logar bnlnaoie represeotecao.
e neila o maestro S.raoss dirigi a orebestra em
pessoa, receuuado da p ..-te do publico estrondo-
sa uaa jif-olacao.
A polica effecluou a pri-.o de 70 iodivi-
daos ridigitajos como auarcbstas. que em Vien-
na aixdvaaa e didtnu aaa pelas roas cariases
sediciosos, ia :itaado a tlisse operara a rebelliao
contra 8 auioiiiaits.
as minas de carvao de pedra de Troppao de-
claroa-se orna greve, reclamaado os oparanos
aug ut h.o de raiario.
f-ia exalujao dos nimos, faram para all en-
V.aJo reto (01
as car oei*as de Ania, comuato de E'asso-
azore iy oa agria, deu-se un expliao, em
coseqaeo:u d qual caram sepaiiados p>ra
mals de !0J trabaina lores.
a' principio snppoz se qae a explosio fosee
de gruou, mas, em resoltado de avengoacoea
po.-t -uj-es, coegoa a reuoabecer-se qua o sinia-
tro r ji aeviuo a urna ezpiosao de dyoamile e nao
de gnsuu, como se jaigra.
A palicia fai iii geacias para descobrlr os au-
tores uessa c(\iastropoe, cuja antora a tos pa
oiica at ritme a auarcnisias.
.i:m as not cus cuegadas do in-a'ro do acoo-
lec.aieuij, que era o eopeciacul1 aolorosam nie
commavedor 1 baa>e aceas ae desespero por
parte ae malheres e ae criaocis e ae toaos
aqaei.es qae tiv ram algam membro de aaa fa-
m.iia victima daquelia expiosao.
Lago depois aa caiastrcpne pedir n-se soc-
cor.os aos povaades visinnos; es.es i.ao se ti-
zera.n esperar e leut.u-.-e i;luj-.uiiara'aic ae
orga.izar os meios ae s Ivacao, soo a direccao
cas auionuaJes que tiuham ca-gauu ao logar do
siuisiro.
Tambem em PiLeo, cidide mannfactarena da
Binemia, aea-ae ireaien ia exploKo de dyaami-
e, cojos tffeito* umita ai se a imporlaotes est a-
gas aiaieriaes, nao coustanlo que bouvesse victi-
mas, t
A polica abno rigoroao ioqaerito sobre o ai-
tenta o, qae atiribauo amda aos aaachis-
tas.
Nao sera de todo inanl so coobecimeoto
dos 8ius leitares esta noticia, qae Deai ,.d' >
serv- opportaoap-aaie a alguem qae vea a a
Vieona, ama daa mais bellas e populosas capi-
taes na Europa, onde todava a classe dos por
leiros- soore ser omnipatente, aborrece solemne-
mente os estraogeiros.
A' pnmeirs piucaia das 10 no-as da caite, a-
po.-ias das casaa se fecOam, e quem qaizer en-
trar ,maiB tarde, na de oagar ao cerbero 1U
kvu.ze-e. lato uus 20) re.s, moeaa brazlleira,
e isi.a per cabfa.
tela el dracujiaoa de tal .ordena, que o*
proprios tneatros v.eonens s tiveram de amoi-
darte a ella; para terem fregoezia. abrem-s-
s 63/4 e lerm>aam os espectculos as 9 1.2
pira o publico voltsr stm maior vejme para su
casa.
Hi cinco amos Dassados. al prefeitora, de ac
cordo com o con-lbo mame pal, decre'-on qoe
as p irlas d s baOnacOej se 'ecOaasen as 11 ha-
ras. Pois toi debalde, porque os porleiros po
deram mais do qne a le, o Iriboio, nao das cena
virgens. mas dos 10 keatzera coatini a ser c-
bralo dos retardatarios da hora normal, zeana
rigorosa e inieressadamente peos ditos c-rbe-
ros.
Na Galicia, apeza' das medidas saniu
ras, prapaga-se a epidemia cholenca em g-ai;-
de escala
Todava, oa Ao-tria diminae a Inteisidade
devilo ao qoe parece a madnsa de tempera-
tura.
A popolaco m stra g-anne relccacc.a em
coosniir qae os doente* sejam traosportaao.
p.ira os bosp'.laes de leolaaiento .
En moi'os pootoa por esle motivo tem bavuu
J'K.a -o.fl cto.
Ago8toho da Silva Nevos a supplica dirigida
por intermedio de um jais de paz, para suspen-
der a transferencia da thesouraria de fazenda
para a villa de Macei, officiou-lhe a cmara mu-
nicipal convidando-o a deixar a administracio
publica, medida esta reclamada pelo povo e
tropa reunidos.
O dia 29 da Outubro amarillecer estando O
palacio cercado e o presideote preso e incom-
launicavel, arcedeu a intimacio da cmara,
passaado o governo ao 5.* vice-presidente Josa
Tavare8 Bastos.
A' 30, o 1." vice-presidente Joao Lios Vieira
Csusanco de -Sinitnb, em Macei declara as-
sumir as redeas da a'dminutragao, continuando
al i." de Novembro os dou3 a governar.
Neste ultimo dia tomou conta do cargo nova-
mente o presidente Neves, que se tt/.era trans-
portar para Macei e a 12 restabelece-se com-
pletamente a ordem.
Dure11 a sedico, diz Francisco Mtrtins Ra-
mos, em um trabalho que publicou em <883 na
Revista do Instituto Histrico de 29 de Ou-
tubro a 12 de Novembro, sem que houvesse uma
s gota de sangue derramado, um s furto, O
toque em um s real ds uns poneos de conto3
de ris que exisliam nos cofres da thesouraria
de fazenda e da mea de rendas provinciaes. (t).
1869 Assume a admioistragQo da provin-
cia o senador Prederico de Almeda e Albu-
querque.
ERRATAS-ODTUBRO
Na eph. de II as duas ultimas liahas nao per-
tencem a pph.
Na de 22 (865 liahas 1 e 2, onde se l: *
1.* butalbo da guarda nacional composta-
leia-se : o i.* batalhao da guarda nacional com-
posto.
Na eph. de 251821hnhas 2S onde sel;
como lhe ordenavam as ordens ; leia-se : como
lhe determioavam as ordens.
CHRONOLOGIA
COLLECCIONADAS POR
Mclchisedech de Albuquerqiae
Lima
Dia 4
ISS*-Pedro Lopes deixa Pernambuco, le-
vando as duas naos aprisionadas. (Vid. Eph.
de i de Agosto).i
I r f O -Joo da Molla, que fra encarregado
de ir a Santo Antao prender o capitao-mr Pe-
dro Ribeiro da Suva, por este derrotado. (Vid.
Eph. de 17 de Out).
1811 Manda Luiz do Rega reco'her ao
Tren uma pequea typographia por ella apprc-
hendida- O Sr. P. do Amaral suppe ser essa
typographia a mesma que imprimi o Preciso.
Dia 5
11839 O presidente da provincia de Per-
naubuco ordena ao brigue-escuna Sictheroy que
siga para a provincia das Alagoas conduzindo
alen do armamento e municOes de guerra, am
cotpo de tropas (de i.* linha e de polica) sob o
conmando do coronel Jos Joaqum Coelho,
afim de restabelecer a ordem alterada por um
movimento revolucionario.
Nao tendo annuido e presidente das Alagoas
(1) G..Palba.-Eph. Navaes.
KEVISTA DIARIA^
Inspeetoria de Hjrsiene Ao Exm.
Sr Dr. goveroador do Estado foi dirigido este
officio:
Iospectoria de Hvgiene Publica do Estado
de Pernambuco-Recite, 31 de Outubro de i894.
N. Hi..
Exra. Sr. Tendo apparecido no Diario de
Pernimbuco urna publicacio anonyma denun-
ciando qne na Usina Tiuma alguma cousa havia
capaz de comprometter a sauue publica, apiei-
sou-se o gerente daquelle estabelecimenlo em
solicitar do Governo a presenta de uma com-
misso qne verieasse o que havia de verdade;
para o que pz a disposigo da autoridade una
trem expresso que all conluzissa 03 mambros
da referida commiss5o.
Por determlnncao vossa para alli me derigi
boje :ts 'i 1|2 da manha em companhia do Sr.
Dr. Sal lanha, director das Obras Publira3 do
Estado, e verificamos que os residuos da Usi-
na, sao canalisados para um grande deposito
cavado no chao, nao communicando absoluta-
mente com o rio Capibanbe, que passa a miji-
tos metros distantes e muito abaixo do nivel
do deposita.
Igualmente notamos que este ampio depo-
sito tem apenas oceupaia actualmente uma ter-
ca parte de sua capacidade.
K' certo que laes residuos exhalam n u
cheiro pouco agracfavel que Ihes proprio ; mas
de tal cheiro nao licito concluir-se que ha pe-
rlgo, quando existe, provm de outras causas,
e nao do cheiro desagradavel, que quando muito
podena aer considerado incommodo, se se fi-
zesse sentir era uma cidade, villa, ou povoado
de cerla importancia, circumslanciaque no sa
verifica. n'aqiK-lla localidade, onde no existe
oenhum povoado regular e sim algumas casas
de"empreados da mesma Usina, as quaes de
nada se queixam e uozamde boa saude.
Assim para cancluir tenho a observar o se-
guinle :
1. Nao se observa na Usina Tiuma actual-
mente a pallu^So das aguas do rio que, por
alli"passam, facto que se deu no aono ultimo.
2." Os residuos sao dirigidos parr. um gran-
de reservatorio, especie de agude, nao commu-
nicando com o ri ..
3.* Taes residuo* nao podem deixar de ex-
halar o cheiro pouco agradavel que Ihes pro-
prio, mas esse cheiro nao se senie alm de um
pequeo raio, nao incommodando seuo aos qua
all trabalham, que alias .i' lie ni se queixam;
4.* Nenhuma alt ra&o tem se dado na saude
Jo p-ssoal da Usina, nico que poderia expe-
rimentar os effeitos de qualquer causa de in-
salubridade alli existente.aie e fraterni-
dade. -Ao Exm Sr. Dr. .Alexandre Jos Bar-
bosa Lima, mu digno governador do Estado.
(Assignado). O inspector Roiolpho Galvo.*
Estrada de NIazaretb Da secretaria
do governo nos foram lemetdos para publicar
os seguintes documentos :
Prefeitura Municipal de Nazarelh, em 8 de
Outubro de i89i N 22.
Exm. Sr. Em resposla de V. Exc. de 25
do passado e recebido com demora, tenbo a in-
formar o seguinte :
O emp;.inmenlo do Irecho da estrada a
qne se refere V. Exc, est se fazeodo com
regul tridade e presteza, unto que, pode consi-
der r-se prorapto cerca de 600 metros. NSo
sendo profissional, pouco passo dizer a respei-
lo da mi de obra que entretanto, me parece
regular, embera se note que ilgumas pedras se
tem desprendido, bem como que em muitos
logares exisiem depiessOes.
As pedras sao de granito e dizem todos
que de ptima qualidade, mas a carnada com
que esta sendo coberto o calcamento de trra
argilosa.
Procurando entender-me cora o encarrega-
do do 8rvso que hornera activo e habilitado,
e fazendo-lhe ver os defeitos cima apontados,
respondeu-me elle, que nao poda ser de outro
modo, attento ao grande traosito de carros e
crrogas que diarimente se faz por sobre o cal-
camento anda nao concluido e mesmo a falta
de chuvas que calcando a trra com que co-
berto o solidifique.
Devolvoav Exc o officio do Sr. inspec-
tor das Obras Publicas e orsamento a mim re-
mettido
Aprovieto a opporlunidadeT)ara significar
a V. Exc. os raeus protestos de subida estima
e considerado Saude e Fraternidade. Ao
lixra. Sr. Dr. Alexandre Jos Barbosa Lima.
M D governador deste Estado. Herculano
Oandeiro d- Mello, prefeito. ',' ...
. N. 1 '5 Directora Geral das Obras Publi-
cas Pei-nambnco, em 15 de Selembro de 189i
Illu'.re ridadao Dr \lexandre Jos Barbosa
Lima M- D- Governador do Estdo.
Tenho a honra de passar as vossas m&os,
por copias a planta orcatnento e officio que d;
ngiu-me o engenheiro do 3* districto Manoel
Pereira Brandao Jnior com r..-lac&o ao empe-
dn.mento do recbo da estrada de Nazaretb com-
preheudido entre o largo da malris d'aquella
cidade e a Varzea do Pedregulho. Saude o
Fraternidade. Jos Joaquina Rodrigues Salda-
nba Jnior, Director Geral.
3- districto dat Obras PtMtct, Jaboal*, tm (
14 de Selembro de 1894.
lllustre cidadao Dr. Jos Joaquim Saldatana
Jnior. D. Dirotor Geral da Reparlicao ase
Obras Publicas.


r
$
V






i-
;


Diario de Pernambnco Domingo 4 fio novembro de 994
Era cumprimento as vossas ordena eraraclag
em officio do Dr. SereUrio, de 8 do correte,
incluso remettu-vos oorcamente-para o ern*-
drarxenlo do trtae da airada da Nazaretb
comprehendido entre o.largo da matriz daquul-
la ciliada e a vapaea.de Pedregullo na ex le ti-
rio de 30j metros.
Cumpre-me dizer-\os que por ordem Eira Sr Dr Gawertador de ti do mez (te
Juuho esta obra Mil endo executada ndir.i
nistraiivam-nle ja eilando empedrados 330
metros correatas de estrada. Saude e frater-
nidade, Marroel i ereira Brundao Juator. Eoge-
nieiro do 3" distncto. Conforme. Secretaria
das Obras Publica, t5 de Setembro de i89i. O
Secretario, Migxui Nunes Vianno
Prnjeto de orcamenlo para tonstruego do e n-
pedrameno da etdada -ie Suzarelh
Discnpeaoeraodo de exerucao
Ssrcon.truido oiempedramento oa entrada
de Nazareili no treeno comprehendido entre o
larao da niatm e a varzea do Pedregulho
Ter .3u,"*> de cumprimento 3a60 de lar-
gura e 0,"3* de spesaura.
Ter ura abaliulamento de 0,-15 de flexa com
regular inclinaeao para os lados, como se re
no desenlio junto.
As pedras de bordo serao fincadas equidis-
tantes do i xo la estrada com a proluudidade
.de (VM e tero minimo 0,*i0 de extencao.
A forma ser sacca-'a a p'lo e nella uac se
pedir collocur pedra alguma antes da verifi-
cafao e approvacao do fiscal da obra
As pedras a empregar-se serao de granito,
quebradas de modo que seus fragmentos fis-
sera por um annel de U,"v6de dimetro.
Sern collocadas livres de qualquer materia
extraera, regularisadas, saccadosa pilo e co
bertas por urna carnada de trra arenosa J
0,-iOde espessura.
Medica
Cumprimentu i3UO-.)0
Largura 3,-60-U04,-5000
Piofuniidade 0,30.
Ornamento
i ,-JOOO de pedra .txtrai ida afogo
0,500 do plvora
1,00 de.estupim
l,'OjO de ornamento
Transporte em ca rocas t.-^OOO
\!ao dobra o,"J000
Rpgularisagao dos passeios lateraes
e aberturas das valetas. i,"
l Oo para ferrameata e eventoaes
le
SIMO
2*400
25.00
:itoo
Sel'JO
200
t90
i
Trilhoa Urbanos de Olinda A pro- freguezia da Graca, com D. Amelia de Paula
i ansa
tiO.-^OOde empedramentoa......
15x290 It.4o7*ltw
Jaboatao U de Setembro de 1894.
(Assignado) O engeubeiro do 3- dismcto,
Jonoel Pereira Brandao Juoior.
Conforme. Secretaria das Obras Publicas,
.15 de Setembro de i89i. O secretario. Mtguel
Atines Vianaa.
Directora (eral das Obras Publicas. Per
n.imbuco, tm 10 de Agalo.de 1894. -V. .?-*
lustre Cidado Dr Aiexandre Jos Barbosa Li-
ma M. D Govsrnador do Estado. .
Apresentovoi a inclusa copia do officio di-
rigido a esia Directora, pelo engenheiru do ?
Dislricto desta reparticao, relativo soostruc-
rao do empedramento no trecho da estrada de
Nazareth, entre a esiaao da Via-Ferrea e aquel-
la cidade.
Sade e Fratemidade. -Joao Clmdno
Oliveira e Cruz, director geral interina.
3- Distritlo d em 10 de Agosio de 1894.
Ao illustre Cidadao Dr. Joo Claudino de
OlWeira e Cruz, O. Director Geral das Obras
Publicas. Communico-Tos que, em cumprimsn-
to as vessas ordens de 6 do mea prximo lindo,
aiandei construir o enpedramento no trecho da
estrada de N'aaarelli coraprehendendo entre
aquella Cidade e a estaco da via-ferrea. O ser
vito est sendo feito cum toda a regulandade e
economa possivel, e por mim flsealisado dire-
ctamente ; mas sendo as pacta extrahidas a
fogo e a distancia a empedrarse mais de ura
kilometro.calculo que a despega atlinjaa quinze
cornos de ris approximadamente. Sade e Fra-
ternidad*. -O engenheiro do 3. Districto (As-
signado) ManoeJ Pereira Brandao Jnior. Con-
forme.Secretaria da Itepailico das Obras Pu-
blicas, era 10 de Agosto d 1894. -O secretario,
Migud Sanes Ktaiina.
Alfandefra-Hontem o Ilustre Sr. coro
nel commanaanie interin do a- disincto mili-
tar esteve durante alauuas horas na Alfande-
ga, onde conferenciou com o digno Sr. Dr. Ins-
pector de reparugao.
O que raouvou esua conferencia e sobre o
que versou ignoramos como eremos que totlos
i-noram, naoppssand) de conjeeiuras e boatos
oquesedis3e a respailo pela cidade, e que
nao queremos reproduzir.
Aseim, < claro, que, por ora nada podernos
referir cora visos de verdade o que fareiuno
quando nos forpossivel penetrar no segrede .
Deposicoes -Sob este titulo escreveu a
redaccao da Uaseta de Sotkiat, na Capital Pe
deral, a 27 de Outubro prximo rindo :
O Sr. Arthur Ros tecupou honteni a alin-
elo da ean-ira dos deputados com os telegram-
mas realmente inqaietadires que lffl sido re-
cebidos da Baha. Falla-se insistentemente
em 'deposicao do governador e infelizmente
esses boatos omecaram a circular desde que
chegou cipital d'esse Estado o novo chefe do
dretncto militar.
O seu collega de representacao, o S>r. ama
aproveitou o ensejo para declarar que, ape/.ar
de perlencer a ura partido que faz opposiao
ao actual ch fe do Governo Bi'ano, era iniei-
ramenle alheio e mesmo reprovava sssas ma
nobras, e que podia affirmar que os seu com-
panheiros de opposico pensavam do mesmo
modo. ..
. Era Pernarabuco, depois de idnticas aniea-
ras quando ctiegon ao Rerife o Sr. Jos Mari-
anno, araeagas que tio chegaram a traduzr-
se era factos, srayas atlilude enrgica do Sr
Barbosa Lima" os e^piritos estao de novo in-
quietos, vendo augraentar-se o effectivo das
torgas lederaes, setn que o go-verno localne-
nha pedido auxilio de qualquer orden). Se
accrescentarmos que conservado em Penam-
buco um orficial do exercito, que pubhcamenie
amcacou 0 governadur do Esi ido, ao passo que
chanado com urgencia a esta capital o cdih-
mandante do corpo de polica estadual, com
prehender-se-ha qu; ti'-ra razao as pess-as que
sj prejeiupatn com o que se est passando
n'esse Estado.
Ainda mais. Hontera espalhou-se na c-
mara a noticia que o governador do Rio Gran-
de do Norte linha si lo d':posto, e a todas estas
tristes noticias anda ligada a torga fed?ral,
caja presenta nos Estados tornouse assim urna
constante ameaga ao regular funecionam-jnto
dos poderes locaes.
Comprehende-se que urna ordem positiva e
enrgica partida do Governo federal bastara
tora acabar com esias intervences indebitas e
criminjsas, e eisa ordea nao pode mais faier-
ge esperar, sob pena de ja nao chegar a tempo
de evitar serios desastres.
O ficto de nao se ter j expelido tal or-
dem l lugar a supposiges de que nao nos
queremos fazer echo. Nao incriminamos nin
guem, fra do circulo dos que directamente se
acham envolvidos n'esses movimentos to con-
trarios ao espirito das nossas institoigies, tao
nrejudicices aos crditos do nosso pan, e que
dao to triste idea da disciplina das nossas
forgas armadas, e da comprehenso qae ellas,
ten da missiio que lina confiada; ma talvez
oo seja inopportuno lembrar aos que p leu e
e nao tm querido l agora impedir qae Ues
factos se reiiroduzam. que nao basta nao ser
lobo, preciso tambera neo lh veetir a pelle.
. O Governo federal nao deve nem ser sus-
peitode nao ver a gravidade do qus se est,
passando em algn* Estados do norte..
Pertsoso -Informaram-nosque perignso
o eaUdo do predio n. 40 da ra streita do B.o
sano, da paroenia de Santo Antonio, o qual
desde muito est condemnado para ser derao-
Jido.
Nao sabendo at que ponto, procede 3ssa n-
formagio, nicomraendamos aua veriticagao 4
competente autoridad* municipal, que de certo
providencial a como Or melhor caso julgae a
mesma informago procedente.
rrao EtanaamRealisase boje nessa
Prado a 15* corrida do erby Club bnco, conforme e v no progrmala publ cado
' n'oulra sesso desta folba.
Cada blhete de eatrada, tem dez nmeros que
habilitan) o frequeotador a tirar um pranno,
constante de urna duza de finas camisas e li-
nho, uma duza de punhos, urna duza de col |
lariahos e um corte de caeemira para cosame.
psito do que -naatetn escrevemos, como, opi
Di&o nossa, rehitivmete a essa compnma,
*irigio-noe^) Sr. Dr. Simes, senie gerente, a
seguiste carta em data de hontem, que sem
coramentar transcrevemos :
Illustre Redactor e Amigo.Ser Ihe-hei
eternamente grato pelo coaoaito lisosgeiro que
oa ana revista denoje fez de miuha adminisl a-
gio na C rapanbia l'rilhos Urbanos, pois vejo
ahi a medida de.suu grande generosidade para
mira.
Ha porm em stws constderages ura Donto
que absolutamente uma consquencia de sua
observagao particular e peAsoal modo de ver :
nunca rae foi bar reir o.iatareess mal compra
endido dos accionistas qae em grande maloria
tive ao contrario do meu lado at o ultimo dia
do meo mandato. E' certo que enconlrei diffi-
culdades a vencer e algumas que nao venc:
mas compre ende que jamis administrara com
orientagio que nao fosaeoiioha. Azradecer-
Ihe-hei.muu uma retificago n'este sentido-
O AmigoObrigado..4. P. Simes.
Dr. loaqulm Crrela de Araojo
De regresso da Europa, par on e fora por
motivo de molestia em pesioa de sua illustre
familia, deve chegar boje ao Recife o nosso
amigo e distincto senador federal por Pernam-
buco-Dr. Jsaquira Correta de Araujo.
Saudamoa o nosso digno amigo.
cartorio ds CommereioO carto-
rio do commereio ra 1* de Novembro n 46,
1- andar, ac a-se mudado paro a ra Bario da
Victoria n. 46, I* andar.
Falleciinento Victima de urna com
raogi cerebral, consequente a uma queda na
escada de sua residencia, falleceu no din i do
correla D. Anna Solana de Mello, viuva, de
77 annosde idade, e senliora muio respeila-
vel,
A' seu fllho o Sr. Manocl Clementino Cor-
rea de Meilo e a loda-sua familia aposenta-
mos psames.
Au i'aradis des Dame -E'rigorosa-
mente esplendido sortiraento da lecido eslofos,
modas e objeetos de phantasia existentes no
eslabelecimento Au Paradis des Dames, ra
do Bario da Victoria n. 31
\'3o vl-o os nossos leitores, ainda que g-
menle por curiosidad e fiamos que, como
nos succedeu. Hcaro deslumhrados ante a
belleza da escolha leita ltimamente na Europa
pelo intelligeirte chefe daquella respeilavel
casa
Bazar da Obra do Oatheelsmo -
Termina hoje, sem direilo reclainages a-en-
trega dos premios as pes*oas, que tem bilhe-
tes dessa obra, em favor dos meninos e iceni-
nas, que frequenio o cathecismo as matrl
zes das diversas freguezias e o patrocTno as
quinta fe iras.
Por ser o ultimo dia de distribuigo, a se le
da Socicdade de 8 Vicente de Paulo ra da
Auroran. 37 i- andar, estar aberta visila-
go publica, desde s 9 horas da manila s 9
horas da noile, tendo aindo o lUesooreiro al-
guns bilhetes venda.
Orenoque-Devido a engao na trans-
misso iele^raphica.esse paquete da Companhia
des Messagenes Maritimes, nao chegou hontera
conforme eslava annuncia lo, d vendo chegar
at o da 6 ou 7 do correntc a este porto.
Pela respetiva agencia neste Estado nos foi
enviada a presente comraunicagao.
Gymnaso Pernambueano-Come-
garu no da 3 do corren.e rae/, os exaraes des-
se Instiluio, pelos de portuguez, cuja banca fi-
couassira constituida Dr. Joaquim Pereira
da Silva Guimares, presideale ; Drs. Antonio
Justino de Souza e Alfonso Gongalves Ferrei-
ra Coila, examinadores ; Dr. Francisco Phae-
lante da Ganara Liraa, fiscal Federal.
Devero os exaraiuandos comparecerem as
9 horas da manh.
Irnaandade das Almas-A mesa re-
gedora desia irmandade erecia na matriz da
Boa Vista proceden ante-hontera a sua eleigo,
finando assim composta a nova mesa :
Juiz "Srbastiao Amaral.
EscrivoVirgilio A. da Silva Rebello.
Tnesoureiro- Adolpho Guimares.
Precurador geral Coraraendador ManoelA-
Cardse.
ProcuradoresManoel Silvino da Silva e An
tonio Francisco de Suuza.
Definidores -Jos Francisco de Figueiredo,
Luiz Jos Salgado, Dr. Jos Alves Cavalcanie,
canito Francelino omingues da Silva Jnior,
Antonio C. Borromeu dos Santo, Manoel B-
Andrade Pogge, Carlos Fonseca Carvalho, Ja-
cintho Manoel de Ponte, Francisco H. de Ol
eir Maia, Luiz Jos Antunes, Manoel H. de
Carv >lho Couto. Braz Januario Fernandes.
Olub C. Maxto dos Patriotas -
Essa associago 80lemniar no dia 10 do cor-
rente o V anniversario de sua fundago.
N'esse intuito renlis-.r urna sesso magna
aps a qual lera lugar uma soirie dansante.
Tribunal do Jury do Recife Nao
compareeeu hooiem nenliura dos jurados sortea
dos para a 6." sesso ordinaria deste tribunal,
pelo que foram multados era 5J.
Forain sorteados 03 seguinies supplentes :
Preg itzia do Recife
Eduardo Duarte Rodrigues.
Manoel Eslanislao da i.osta Jnior.
Freguezia de Sanio Antonio
Jos Julio de Souza Marlins.
Jlo Carlos Borges L-al.
Domingos Jos de Castro e Silva.
Julio Jos Rodrigues.
Jorge d > Rigo Baptista.
Jos Anlmio de Albuquerque Mello.
Jos Moreira Mendes.
Francisco Antonio Torres.
M.irianne Agripino da Costa.
Gomes Augusto Gaio de Miranda.
Jos Luiz de Mello.
Jos de Souza Carreiro.
Antonio da Silva Castro.
Francisco Amar.cio de Oliveira.
Freguezia de S. Jos
Vt'alfrido Nstor da Costa Souto-Maior. -
Antonio Severiano das Merrs Proto.
Elyseu Maximiao da silva Gusmo.
Dr. Joaquim Carneiro Nobre de Lacerda
Freguezia da Boa-Vista
Jos Maria de Leraos Duarte.
Jo Monteiro Pessoa.
Antonio Peregrino Cavalcante Albuquerque.
Octaviano Aristides Carneiro.
Herraito de Barros Piraentel.
Jos Joo Amorim Jnior.
RndolphoCorbeniano Aquino Fonseca.
Uivsses Fragoso AlbuquTqns.
Jfenrique Xavier Araujo Saraiva Mello.
. Freguezia di Graca
Eduardo Pereira l-eraos.
Joo Fernandes Juho.
Jos Bonifacio de Miraada Ribeiro.
Andr Mana Pinheiro.
Bento Leoncio da Silva Portella.
Freguezia ds Ahgados >^^>^
Innocencio Antones Farias Torres. ^^-
Freguezia da Vanea
Henrique Machado da C. Ferreira.
A sesso licou adiada para ainanh as horas
do costume.
Hospital Portuuep: -Entrou de sema-
na neste pi estabeleeimento o raordomo Snr.
Joo Pereira da Cosa Pinto.
Casamento rtTflO escrivo de casa-
mentos que funcciona dos aistricto.1 do Recife
Santo Antonio. S Jose -tfogados affixou na
repartig* do registro, ra do imperador n.
75, 1- andar, edital de proclamas <*e casa
mentos dos seguintes con trahentes.
Segunda publicago
Getulio da Silva Carvalho, cigarreiro, resi-
deote na freguezia de Santo Antonio, com Ma-
ria das Dores Moura, residente na freguezia do
Poco, solteiro? o nalnra^s deste Estado.
Silvino Jorge da Silveira, natural do Estado
da Paranvba, com Francisca Sarniento de Oli-
veira rtasios, natural do Estado do Cear, sotiei-
ros e residentes na freguezia do Recife.
Pnmeira publicago
Antonio Mana da Costa Alves, natural de
Portugal, artista, com Maria Emilia Marinho
Falco, natural deste Estado, solteiros e resi-
dentes na fregujsa de Santo Antonio.
O escrivo de caaaraunlos da Boa Vista,
Graga, P6co e Varzea affixou na repartigo do
registro a ra do Imperador n. 41, 1.a ailar,
edtaes de proclaramas dos seguiotes contra-
hsntes:
Segunda publicago
C-etulio da Silva Carvalho, rasidente na fre-
guezia de Santo Antonio com D. Mara das Do-
re Moreira, residente na freguezia do Po$e da
Panella. solteiros )
Francisco de Mallos Cammha, residente na
Ramos, solteiros e residente na freguezia da
Boa Vista.
Francisco Jos Gomes de Batios, com D. C-
tilda de Souza Nogueira, residentes na fregue-
zia da Graga, solteiros. -
Jos Carneiro de Souza com Francisca de A -
muida Rabello, solteira e esideetes na fregue-
zia da Boa Vista.
Primeira publicago
Manoel Jos de Azevedo Maia com D. Coai-
tanga Luiza Ribeiro, residentes na freguezia da
Boa Vista, solteiros
Casa de Deteneo-Movimente dos
sresos da Casa.de Detencfio do Recife, Estado
ate Peraaubuco, em 2 de Novembro de 1894;
Existiara
Entraram.
Sahio
Existera .
A saber:
Nacionaes.
Mulhexes .
Estraoaeiios
Total .
Arragoados
Boas
oentes .
Louco .
Louca .
434
3
1
436
403
9
24
436
4(18
387
21
0
C
406
Total .
Movimento da enfermarla
Teve baixa :
Manoel Justino Orestes do Patrocinio.
Tiveram alta :
Felippe de Souza.
Felismino Pereira da Silva.
Manoel Antonio da Silva vulgo Ribas.
Pedro Francisco da Silva.
Centiterio PublicoObituario dia do
de Ouiubio de I89>.
Jio de Souza Barro, Pernambueo. 35 an-
nos, solteiro, Boa Visla.
Adlierbal Augusto Tavares, 5 raezes, Boa-
Vista.
Prxedes Ferreira da .Silva, Pernarabuco, 62
annos, viuvo, Santo Antonio.
M iris, i'ernambuco, 3 mezes, S. Jos.
Antonia Eugenia de Melio, Periambuco, 40
annos, solteira, Graga.
Maria Jocob Hermenegildo da Silva, Per-
nambueo, 50 annos, viuva. S. Jos.
Emilia Francisca Amelia, Pernarabaco, 89
annos, solteira Graga.
Jos chrispia da Silva, Pernambueo, 3 dias.
S. Jo. *
Lucinda Maria da ConceigSo, Parahyba, 4'
anoos, Boa Vistn.
Salusliano Antonio da Silva, Parahyba, 20
annos, sol le ro, Boa Vista.
Carolina Maria da Conceigo, Pernambueo,
75 annos, solteira, Ba Vista.
Joo Paulo da Silva, Pernarabuco, 3 annos?
Boa Vista.
Dia I -
Luiza de Franca, Pernambueo, 3 dias, Si
Joa.
Adolpho, Pernambueo, 15 mezes, Boa Vista.
Antonio Martins dos Santos, Pernambueo,
35 annos, solteiro, Recife.
Maria Paes Barretto, Pernambueo, 29 annos
casada, B>a Vista.
Isabel Archanja da Conceigo, Pernambueo,
65 annos viuva, Uraga.
Pedro de Alcntara F. Rocha, 12 anuos, S-
Jos
Cain da Conceigo Oliveira, Pernaubuco, 3
dias, S. Jos
Julia Francisca de Oliveira, Pernanbuco, 10
mezes. Boa Vista.
Bellarraino da Costa, frica, 80 annos, vinvo,
Boa Vista.
Viciara Maria de Jess, Pernambueo, 68 an-
nos, solteira, Boa Vista.
Mana, Pernambueo, 1 anno, Santo Aitonio.
Evaristo Jos Lobo de Freitas, Pernarabuco,
6 dias, S Jos.
Matadouro PublicoNesse estabeleei-
mento foram abatidas 110 rees para o consuma
publico de hoje.
Lotera de Mina Geraes-Resurao
da lotera de Minas (eraes da 9* da 6* exira-
liida hontera 3 do csrrente :
26'4 25 0004000
6525 5.-000"OO
Lotera da Babia-Resuma lz* da 27*
lotera da B.dna extrahida hontem 3 do cor-
rente :
83571 15-000*010
81)90 :00)fWOO
Lotera de Minas Geraes -Essa im-
portante lotera corre amanh 5 d Novembro e
desperla a attengo o respectivo annuncio en
outra secgo publicado.
Os bilhetes esto a venda na casa 0 Sonho
de Ouro n?. 3 e 5 Praga da Independencia
onde se effectuam os pagamentos dos pre-
mios.
Lotera da Babia Corre no da 6 do
Novembro a i.* serie da 27 lotera, cojos bilhe-
tes esiiio a venda na casa O SoniiO de Ouro.
Lotera do Espirito Santo-Corre
no da 7 de Novembro a 23,' lotera, cujos bi-
lhetes eslo a venda na casa o Sonho de Ouro, i
Praga da Independencia ns. 3 e 5.
Inspectora do*.* districto mar-
timollecife, 2 de Novembro de 1894
Boletim metereologico
fora*. Term centi- Barmetro Termo do ffumi-
H. Pieard Traite des maladies des voies
unnairee, i vol. ene. :i89i> Sdooo.
U'Espiae et PleotMidadies de l'ei
fance, 1 vol. ene. 1^'om.
Jmala et .TerrierManuel de petite
chirurcie, i vol. ene. ( 988) >d>oeo.
A. Friedreieb Maladies du Coeur, i vol.
ene. ."diimi.
J. M. Charcot Maladies du foie et c es
relns vol. ene. fld oo.
G. See I)i-iie|i>ie3 gaslro-iDtestinales, 1
vol ene. ,300o.
A. Aodoii.ird Nouveaux lmnnts de
phaniM'-i, 1 vol. ene. avec 161 figures 6cJooo.
F. Cburebill M.iladies des femmes hora
.1USICIAAA
EPHEMERIDES LYRICAS
4 de Novembro
1734 La cleroensa di Tito, opera italiana,
de Melaste, rausicu de Caldara executada era
Vitnna.
1736 -Teraistocle, opera italiana, librelto de
Zeno, partitura de Caldara, representada em
Vienna.
,B 176'. Lucio Vero, opera italiana, librelto
178. Les auiours de c'hrubia*, opra co-
... m'ca em 3 actos, letra de Desfoniaines, msica
""Vfn,S Sla^A P dP Lou'3 ^'ccinni, ropreseniaJa na .Opera-Co-
iiuure-i Sooo. imiqut).
I'accbocheraent,
Mri'itOII.
1 vol. ene. avec 365 figures
eU Cliurpentier frail pratique des ac-
coucheinenis, 2 grossos vois. enr. deuxirae edi-
lione (<90 avec 553 figures ISlooo.
~W. Wundt Pli.yique medcale, i vol.
ene. ave 39o fluures 5 joo.
E. Soubeiran Traite de pharmacie, 2
ve-ls. enr. 7di 000.
ti. II. Bennett Legnns cliniques de m-
decn e. z vols ene 5-jooo.
Dr. Faiicon-Ciiniue chirurgicale, t vol.
ene. %d>ooo.
NiemeyerPalholoizi? interne, i von.er.c.
-jllll,
G. de Hussr Clinique medcale, 2 voli.
en- S..HI) .
Dr. Borras? et Winter Microbas po-
mantel el maladies, I vol. aoSi Bleoo.
M. Peter Ji.uiqa- iujiicjih, i vols. ene
104 -Ingenia in Aulide, opera italiana, de
Zeno, partitura de Trento. repr-'sentada era Na-
I poles, no thealro S. Cario.
j 1811 Le inagicien san* inagie, opera-comi-
I car em z actos, letra de R >gr o Creuz de Les-
te, msica de S'ieolo lionard, representada no
Opara-ComiqUKo.
1824- Leocadia, drama lyrieo em 3 actos,
letra de Scribe a Mlesvill", msica de Auber,
execuiada no Opera Comique..
1825 -Le nroject de pice, opera em 1 acto,
msica de Mi'lyu-Janin, letra de Blangn, repre-
j sentad* no Fejdeao.
1826 L'cole de Rome, opera-comica em 1
acto, librelto de Lassagne, Roctiefort e Vulpian,
partitura de Pauseron e Rol I, representada no
Odon.
lall Nascimenlo do celebre pianista Cari
l-j 100, .Taiisi"
Briand et Laud Maoue de m,i- 18^LEm Leipsig morra o celebre compenis-
** ta Flix .Mendelischn.
grado 24,-8
6 m.
9 > 26,3
u . 27,"3
3 t. 27,8
6 26,5
la 0l vapor dade-
759,-9! 20,13 85
761,-18 20,61 80
7dl,--37 2l,i6 79
761,-53 2,135 78
762,-09 20,95 84
Temperatura minima 24,00 Thermometro
desabrigado ao rae 10 dia.
Temperatura mxima 29,i5 Ennegrecido
51,^ -Prateado: 42,*4.
Evaporago em 24 horas ao sol 9,-8 a som-
bra 4,-3
Chuva 0,'".
Direcgo do vento : SN demeia noite at
h. 14 ra. da manh ; E al 1 h. 2l m. ; ESE
at 3 h. 12 m. ; SN at 3 h. 32 m. ; E al 5 h.
ESE al 5 h. 58 ra.; SE at 7 h. 08; ESE e E
alternados al 10 h. 01 ; ESE at 3 h. 03 ra.
da larde; ESli e SE alternados al meia noile.
jflVelecldade media do vento 6,-62 por se-
gundo.
Nebulosidade media 0,55.
Boletira do Porto
Pri-raaron Dias floras Altura
baixa-mar
B. M. 2 de Novembro 7 h. 45 m. da m. 1,-85
P. M. de 1 h. 55 m. da L 0,-70
Passaffeiros -Chegados do norte no va-
por nacional Jaboatao:
Angelo doNascimento e 2 filhos, Antonios.
Couto, r'rancisco R- Filgueiras, Cezario F. de
Olivera, Manoel de Barros e Silva, Antonio An-
tunes de Souza, Pedro Alexandrino, A. Olsao,
Maia Luiza de S Brunet, Altredo M- Viegas,
Paschoal Carriele, Generoza V. Ribeiro, 4 (1-
flbos e 1 criada, Joo Francisco de Mello, raajor
Alfonso A Maranho, *leixo Maraoho, Anna
Krause, Maria da (iloria e criada, Aurelio Ban-
deira de Mello e Melchiades B. de Mello, Joo
A. Garcia, AntonioLeite Filho, TiburcioNunes
de S, Francisco A. de Souza e sua senhora,
Joo G. Alves, Joo G. Salles Pessa, Antonio
L. de Carvalho, Dr. Alfredo Cunha, Dr. Deo-
clecio Duarte, Francisco A. Pereira e saz. se-
nhora, cadete Jaymede Lara Ribas.
Chegados do norte no vapor inglez Bour
bon.
Anna L Ferreira Santos, 2 filhos el criada,.
Antonio Joaquim B. Braga, Jos Brawenet e
i criada.
Chegados do sul no varpor inglez tColerid-
cine lyale, 2 vols. -me. di
Dcbove et Aehard Manuel de ine-de
cine, 2 grandes vols. ene. em chagrain (18J3
IH-iooo.
Dr. Paul Bloeq -Les troubles de la mas
che d;;n8 les maladies nerveuses (Bibliotheque-.
medcale i'.liare. >t Uebove). 1 vnl. ene. 3.
Dr. Ch. Luzet -La Chlorose (Bibliothe r
que ..harc.i -neu.ivf), 1 vol. ene. 3dooo.
Debove et ReiuoudLavage de Testo-
mac (meme HlbliOihequel i vol. ene. 3dooo.
Dr. Eloy de Andrade Tratado da
phthisica pulmonar, 1 \ol. ene. 9dooo.
F. Dutroulan -Meladies d >s Kuropens
dans les Pavs chauds, 1 vol ene "y^ooo.
Dr. A.' Malct De la spermatorrhe,
l vol. ene. :t 3000.
A. Courty -Maladies de l'utrus dae ovai-
res et des 1 rompes. I gross vol. ene. M#
E. Laacercaax -Trail d'anatomie pa-
thologique, iSO o 1. vol 4oon.
Dr. Cari Sehroder Manuel d accou-
e ements, 1 vol. ene. 5-jooo.
Gazeta Medica da Babia-4 vols.
1890 91 e 92 Sooo.
Dr. I. Grasset -Consultations medcale,
sur qu-lques maladies Irequentes, 1 vol. ene
(lb93i Cjr.oo.
Auvard, Brosq, Chaput, Delpeu-
ch, Desmis, Lubet-Barbou, Trous-
seau Guide de iherapeutique genrale et
speciale, (1893. 1 vol. ene. (dooo.
Ilenrv Thompson -Traite pratique les
maladies des voies unnaires el legons clini-
ques, l grosso vol. ene. ISooo.
Touvenaint et Caubet Memento de
therapeuiique obstetrteale ei gyncologiqne, i
vol. ene. (1892) 3<(ooo.
Tera permanentemente na taboa da pona,
uma colleegao de volumes, romances, litteratu-
ra ele MpO ris. ,_._ 1.
Laeassagne Prcis d-hygine pnve et
sociale, i vol. ene. 7di00o.
V. Paulet Bsurae d'anatomle applique,
vol- ene. e dooo.
G. Tardieu-Elude medico-legale sur la
folie 1 vol. ene. avec quinze fac-simiie d'ecri-
ture'd'alins. looon.
Wiirtx Legons imentaires de chimic
moderne, 1 vol. ene. Sdoo.
Dr. Antonio de Faria -Apontamenios
para o e.siudo de clnica medica, liges fetas,
l vol. ene. Sdooo.
Pnard et Abelin-Guile de I accou-
cheur et le la sage-lemra vol. ene. avec 2o7
dgures StSooo.
Littr et Beaojean*.:tionnaire uui-
versi I, t vol. ene. -adooo.
P. Yoon -Traite de l'art de forrauler, .1 vol.
ene. 3-'oon.
I'. Guttmann Traite du diagnoste, i
vol. ene. 4d>ooo.
Dr. Domingos Freir Recueil des
ravaux chlimques, l vol. ene. l-iooo.
Dr. C. Mhu Analyse >les uries avec 7
dgures, 4 vol. ene. -iooo.
Dr. F. de CastroJ invento Abe: P-
reme, 1 vol. ene. -Idlooo.
H. Fritseh Traite cltnique des opra-
tions obstetricales, avec 90 gure3, l vol. ene
1892) toooo.
Dr. Ch. Abadie Legons de clinique
opbttialmologiquo, 1 vol. ene. 3d!5oo.
Dr. Ch. Abadie -Traite des maladies
des yeux, avec 61 figures. 2 vols. ene. (1881)
A. Corre Traite des fivres des Pays
ehauds, i vol. ene dooo.
G. Hayem lm ^- ,0s da sanS-
avec 43 figures, 1 vol. ene. ViSooo.
L-.HArtlA ESCOLA DO P0V0
DE
PAZ t c.
18S6 -Era Verona, no theatro Nuovo, vae a
scena a opera Tutu i > Muchero de Pedrotti.
1863-No liieatro Lyrique de Pariz canta-sc
a opera l'royens de Uerlioz.
Uj9,_Vae"ascejiaem Verona no theatro Ris-
tori a Lucrezia Borgia de Donizetli.
1892 -Canta-se era Madrid a Otello de
Verdi.
5 DE NOVEMBRO
1801 -Pela primeira vez vae a scena em Fran-
ga a opera Camilla de Par.
1858 -Era Dresden,canta-se a opera Giudit
de Naumann.
18si Vera, opira de Roeder, vae a scena
em fiamburgo.
1885 Em Pariz vae a scena-o Aneilo d'Ar-
geolo do componista Deffez.
1891 -Eslra ero l'ur.m, na ^Lucrezia Borgia
de Dunizetti, o basso Donato Rotoli.
15 DE NOVEMBRO
O pTofetsor Arnaud Gouva acaba de compor
urna grande marcha sobre motivos dos hyranos
uruguayo, argentino e brazileiro, a qual ser
executada do Rio de Janeiro, a grande orclies-
tra, por occasio aos festejos do dia 15 de No-
bro.
MSICAS A PESO
Um jornal de Berlim annuncia que um esta-
beleeimento dessa cidade deliberou vender m-
sica. .. a peso.
Cm kilo de cangoneas custa 2 marcos ; o pre-
go de msica para piano mais elevado, sobe a
3 marcos o kilo A msica syinphonica a pri-
vilegiada, custa o kilo 5 marcos.
O EMPRSZARIO KONING
Falleceu em Pariz o conhecido emprezario Ko-
ninK. Era muito activo.
Gragasaelle foram atiradas a nolonedadc ar-
lisias de taleuto superior, como Jeanne Granier,
Jeanne Hading, To e ouiros. Cooseguio ter for-
tuna ; mas ltimamente eslava pobre, a ponto
de receber uma pens&o dos autores Blara e ro-
ch e do jortialisU Meyer cora essa penso pa-
gara a men^ahdade do hospital onde se achava
em tratamento.
SPORT
IOS tZA.
81RUADO IMPERADOR81
Compra e vende livros novos e tizados
OrEsens pepublioanas
eefutago ao livro do sr. dr. af-
fonso Celso o imperador no
EXILIO
Dr EricoA. D. de Oliveira, Alberto Maria,
Dr, ilanoel H. de Vasconcellos, Serafira G- do
Couto, Agricio de Oliveira, Euphrosino Tava-i
res.
Sahididos para o sul no vapor Belga Leibi-*
nitz-
Fancisco C. R. Roma e Francisco C da M.
Andrade.
Sahidos para o sul no vapor inglez Mari i
ner.
William Blackburn e Charles Bleckbur.;-
Pelo Dr. Felicio Bitarqite de Maculo
"estimo dos capitulos
CAPITULO I
Carta Sra. D. Isabel de Orleans -Critica
geral d'o imperador no exilio.Conceitos
da Gazeta da Tarde.
CAPITULO II
Origens e tradigoes republicanas.-Causas da
funlagao da Repblica.-Reformas realizadas
em pouco tempo. _____
v CAPITULO IIi
Sinthese da historia dos partidos monarch 1
tos.-ForniagSo e desenvolvimealo do partido
republicano alravez uas reaccOes oppostas a sua
marchaA excurso do Conde d En s pro-
vincias do norte. A eleigao de 31 de \gos
de 1882 A armada e o exercito nac>ial.
ConclusOes. _______
CAPITULO IV
O povo e o exercito como os maiores ccoin-,
buintes das aspirages nacionaesCircular do
Dr Sylvio Romero.A legenda impenal.Ma-,
ifeslo dos raonarchistas do Para..O sebastia-
D,8m0emaCCa0-CAPITULO V
As individualidades e os factos historiecs.
Origem da escravid&o no Brazil e seu desen-
volvimento.Primeiros tratados e leis relativas
aboligo do elemento servil at 1831.O bi
Aberdeen e a lei de 4 de Setembro de 1850. -
A le de 28 de Setembro e sua desvirtuado.
Accentuagao abolicionista de 1881-1881- 0
ministerio Cotegipe e a reaccao escravista.
Adecretago d a lei de 13 de Maio. Controver
CAPITULO VI
Dualismo entre o sul e norte do Brazil.ron-
siderages geraes-A Inconfidencia Mineira e
Tiradentes perante a historia. -Sua apolheose.
Theophilo Oltoni e a estatua equestre. -Con-
frontagoes. ^^ ^
A colleegao de escriptos no lbum offerecido
a D. Pedro- Estudo "synlhetico sobre o seu
carcter de hornera particular e ae hornera pu-
blico. -Consideragoes finaes-
A Livaria Escola do Poto, fez aquH
sigao da importante bibliorheca de um illustre*
medico, da oual destacam-se as seguintes obras1!
que vende por metns da oietade de seu valor
(obras quasi aovas).
_ J
Esta importante obra reconimenda-se a todas
que desejam sabsr o quanto custou a liberdade
e a independencia do povo brazileiro, at 15 dei
Novembro de 1889. **
Remette-se franco de porte a quem jnviar
MOOO
Francisco Soares Quintas
Editor
77Ra 15 de Novembro-77
Dcrby Clob de Pernambueo
O Praao d Estanca effeclua boje a sua 11*
corrida.
Avista do program na e da ns-.ilogao qo
couscgaio realisar, 'ete 33' umi ai?radBV.'l f^s-
t. a qoe propor.ioia ao punnca a aor.iedad
sportiva do uome que fdula isla concia
Al/n dos itraJ)" propriameote inrBJos,
inm a mesiaa tseta o eoeamo as ureotfa* con
qae a rt recio ia brinda aos concur-enttr, re*i
-1*8 por meio ae eorte.o e em sso de og rs-
ios cum d' z u o meros
As prendas coosuai de ucea dazia ae camisss
rias te llnno'; e UnalmeT- um corte de case-
mira pu-a la i>a-a costme.
O Prado u B-bocu, p)i-, convida ho|e a as
sGleocia, H'i- 00' certo M maoiteBWr UnlOar;-
ie pelo ooinero e pe* qualuale aa conc rrei-
ca.
Palpites
Para essi corridasao esies oa nossos prog-
nosuco : m
1* pareoTransporteUaaN 10.
2o pareo Far oso 8-too-y Vlnrtlor
3. pareoAvento'era- tomn Naoano.
4 pa-eo-Mt.aioFomag !Mascle.
5 paeoAveatortiroPiutaoTudj .
6* pareo-MascotieFomag 2-Tupy 2."
i* parej>et" 1 Derrg.mjBaiig.
ICarreiras Livres
S contara visoria o veuoeJor o nlttmj pa-
reo.
ilippodronao do Campo Cranie
Nd danrogo snDseqo-'O^e ao aeloal satemnisfe
a secWSBdeitpor.'iva doBiiipadroma do GMapo
Grande o seu aennesano com a oerriaa tjoe
otjaaa ul> reatis.ra eucj^projecto ja esta |K Or
cado.
Deste v-se que os premios eonegcados no
mreos saj rado auarai-otados do cdinai-io, h
vendo om de 8DM000, dom de MOIOW, um d^
lOOJOoO, am de 350*t.O e tres ds SWfWb-
Alm aua -. excepco leita do CojsoIi gao, 'o
d03 03 lemais pareos rao de di tancit superior
a mil metras, tun;in*o a mxima '^ae mi
- ao qual :.Heiio o oremm ie 8;M)<000, como .
carreira de honra da (esta commemoranva.
Eu ai a* excep lonai pelas m.enlfiw
prenias fferecl Jas em brinde ao poblico, avni-
tindi entreestas om novo e rico piano ailema ,
coia aeqoisicao foi e t^fOOCO, segundo Mu-
ta comp -iole que nos cnega ao cnunectrafato
alm de om tmooriaate rrtogio elctrico par,
mesa, um gyapouolo com 35 pegar nansicars,
om relOJde,oaro-encnapado par algoeira.
rmiumni PEBI
Estado de Sergipe
NAgO E AOS PODERES PBLICOS
(Contrirraaco do n. 251)
DOCUMENTO N. 2
Intendencia Municipal da Villa de
Itabaianinha, 2 de Agosto de 1894.
Exm. Sr.Julgo do meu dever levar
ao conhecimento de V. Ex que forao
obrigados a renunciar seus mandatos
os conselheiros municipaes coronel An-
tonio Emydio de Souza, que oceupava
o cargo de presidente, sob a ameafa de
prisao, e Joo Pedro de Souza Leo,
preso e ameafado de fuzlamento.
Ha dias que sou instado, como in-
tendente, para, segundo uma lista que
me foi apresentada, demittir todos os
empregados de minha secretaria, mdi-
gitados pelos agentes da forfa federal
aqui estacionada, e como nao me pres-
tasse, no todo, a essa exigencia, for-
cao-me tambem, com ameacas para re-
nunciar o meu cargo. O corpo de
guardas mnnicipaes, minha disposi-
9I0, foi desarmado pela forfa federal,
desde o dia em que esta aqui entrou
24 de Julho prximo rindo, e condu-
zido todo o armamento para o quartel
de linha. Em vista desta e de outras
aggresses, abandonaro os ditos guar-
das a cadea e se occultro para nao
soffrerem prisao e mais que quizes-
sem fazer. Nos dias/25 e 26 do mes-
mo mez forao preso/diversos cidadSos
nesta villa que, como msanos, devio
compr as mesas das secces para a
eleicao do dia 30, e s forao soltos na
noite do dia 28, depois de terminada a
mesma eleicao mandada effectuar pelos
agentes da forca federal na casa da In-
tendencia e na ausencia de quasi todo
o eleitorado. Peco a V. Ex. providen-
cias a respeito
Saude e fratemidade. Illm. e Exm.
Sr. Dr. Jos Calazans.O intendente,
Eduardo de Carvallw frontes.
Anlogos do Conselho Municipal e
do juiz de paz em exercicio.
DOCUMENTO X. 3
Intendencia Municipal do Lagarto,
em 3 de Agosto de 1894.
Exm. Sr. Cumpro hoje o penoso de-
ver de levar ao alto conhecimento de
V. Ex. na qualidade de primeira auto-
ridade deste Estado, as tristissimas
oceurrencias de que foi theatro esta ci-
dade do Lagarto durante a permanen-
cia aqui de um contingente do batalho
33 composto de '16 pracas de linha e
commandado pelo 1." sargento Firmino
Francisco de Almeida. Tendo aqui
chegado estas pracas no dia 23 de Julho
prximo findo, propalando q'ne vinho
fazer eleicao do coronel Vaado e que
havio de todos os eleitores deste mu-
nicipio votar nelle, quer quizessem,
quer nao, pois seria presos e espanca-
dos os divergentes desta senha, pren-
derlo neste mesmo dia e na feira desta
cidade o cidado Manoel de Souza V-
ctor, morador no populoso arrabalde
Coqueiro, pobre homem inoffensivo,
que nenhum crime havia commettido e
que foi arrastado pelas ras publicas
desta cidade, debaixo de pranchadas
que lhe arrancro da cabeca sangue a
jorros.
Nosatisfeitos ainda com este acto
de selvageria, amarrrao com cordas
novas o infeliz preso, que dorma, se-
gundo corrente aqui nesta cidade,
exposto crueldade do fri no mez de
Julho. Tudo isto Exm. Sr. foi feito com
o clarq intuito de afugentar das urnas os
numerosos amigos eleitores que no ar-
rabalde Coqiieiro contava o candidato
Dr. Jos Luiz Coelho e Campos.
No dia 25 do mesmo mez, sem outro
motivo que nao seja o da sinceridade
de suas conviccoes polticas, foi aggre-
dido em sua casa por oito soldados de
linha o Dr Liberno Monteiro, facto
este que nao produzio as mis lamen-
tareis consequencas devido inter-
venco de pessoas amigas, entre as
quaes o proprio Dr. Benildo Romero,
paladino do coronel Vallado, e s or-
dens de quem veio a forca de linha,
que prohibi absolutamente que os
ditos soldados atirassem contra a Cisa
daquelle cidadao.
Na tarde desse mesmo dia foi espan-
cado. por um soldado de linha, o elei-
tor meserio Marcos Luiz da Cruz, cujo
nico crime ser amigo do Dr. Coelho
e Campos.
A nos. Exm. Sr., que sempre con-
demnamos a revolta de 6 de Setemt
bro, por uma zombaria cruel os sol-
dados s chamavo revoltosos, de modo
que, para tal gente, a qualidade de re-
volucionarios e conspirador inherente
a todo cidado que nao d o seu voto
ao coronel Vallado, que s lembrou-se
do Estado natal para ,'perseguir por
esta e outras formas os seus patricios.
O cidado juiz de paz, major Domin-
gos Francisco de Oliveira, foi muitas
vezes aggredido em sua propriedade
particular, sendo obrigado pelos sida- .
dos a trocar dinheiro em miudos e ou-
vindo sempre grandes insultos porque,
dizio elles, era um revoltoso.
Que mais triste copia podia dar de
si esta forr;a que gritava desorientada-
mente pelas ras da cidade : Ouem
nao votar no coronel Vallado toma
faco e vai para a cadeia !
O commereio fechou-se inteiramente
e o Lagarto assemelhava-se a um campo
de vencedores e vencidos.
S faltavo impr aos amigos do Dr.
Jos Luiz os tributos da guerra. Nes-
tas condicoes e s para evitar derrama-
ment de sangue, foi que os amigos
deste distincto e prestigioso homem
poltico chegarao a um aecrdo, que s
traduz o desejo da paz, um resultado
imposto pela tropa de linha e pela forca
das circumstancias.
Porventura esta rrresma forca e os
apaniguados do coronel Vallado nao
diziam alto e bom som que cada solda-
do trazia 100 cartuchos e que estes ha-
viam de ser empregados no dia da elei-
cao nos eleitores que votassem no Dr.
Jos Luiz,?! Tudo isto, Exm. Sr.,
tristissimo e vem mostrar com uma
evidencia esmagadora que a Federaco
entre nos uma palavra va, os direitos
individuaes, uma cousa que s tem
existencia as lettras mortas das\ Con-
stituices Federal e Estadoal e que a
liberdade poltica nao passou na elei-
Co de 30 de Julho seno como uma
irona cruel. A'narraco de todos es-
tes factos, estou certo, constitue para
o espirito de V. Exc, to empenhado
em manter a autonoma do seu Estado
natal e eleval-o altura a que fazem
ius o carcter e intelligencia dos seus
melhores filhos-a convicio dolorosa e
seriamente deprimente de que Sergipe
rio passar jamis de um burgo podre,
hoje, para ignominia de todos os sorgi-
panos de coraco, amarrados s plantas
do coronel Vallado, um homem de
paixSes polticas inconfessaves. O co-
ronel Vallado, Exm. Sr., encarregotl-
se de mostrar aos sergipanos que para
elle a mais alta comprehenso da patria
k a do soldado que nos mette medo
e a do imposto que se nos cobra.
Nao vive mais o sergipano illustre en-
tre os illustres que atirou luz da pu-
blicidade esta verdade dura; mas eu
estou certo que, se a morte nao o hQt>-
.
i

T
< TJATft TCORRETAI


#7
Diario de Peraambneo Domingo 4L de Vovein bro de 194
vida de ensinamentos os seus cons3- dever de dizer a verdade como soe ella
Ihos elle diria agora aos conterrneos, ser, sem peas e 8em rebuco. Possao a
ao saber dos factos occorrids por 01:- adversidade destes ominosos tempos,

"\
casao da eleico de 30 de Julho e que
todos elles foram" praticados com as-
sentimento do coronel Vallado, que se
inculca um patrila sem jaca : Des-
confiai deste patriotismo de convencio
que tem empre mais de abdominal do
que de visceral. Sude e fraternida-
de.Ao Illm. e Exm. Sr. Dr. Jos Ca-
lazans, M..D. Presidente do Estado.
O intendente municipal, Jos Cyrillo de
Cerqueira.
DOCUMENTO N. 4
Juizo de Direito da Comarca de la-
garto, em 3 de Agosto de 1894.
Exm. Sr. Tendo atravessado esta
cidade do Lagarto um periodo excepcio-
nal de perturbaces e desordens," com-
pro o dever de levar ao conhecimento
de V. Exc. as oceurrencias que aqu se
deram por occasio de estacionar nesta
cidade um contingente do batalho 33.
composto de 16 pracas de linha coni-
mandadas pelo l. sargento Firmino
Francisco de Almeida. Esta forca, que
aqui chegou no da 23 do mez prximo
lindo, comecou por prender e espancar
brbaramente ao inoffensivo cidado
Manoel de Souza Victor, residente no
lugar denominado Coqueiro, deste ter-
mo, que nenhum crime havia commet-
tido e que durante a noite deste dia
permineceu amarrado e exposto ao
fri do mez de Julho, sendo no dia 24
pela manh apresentado ao Dr. Benildo.
Romero, que nenhum cargo aqui exer-
ce, para ser interrogado. O fim de to
vis arbitrariedades, Exm. Sr., era s e
nicamente afugentar das urnas os nu-
merosos amigos eleitores qne, no La-
garto contava o candidato Dr. Jos
Luiz, pois, conforme diziam aberta-
mente os soldados de linha, os eleito-
res que nao votassem no coronel Val-
lado, cuja eleico elles vinham fazer,
seriam presos e espancados.
O principio liberal de liabeas-corpus,
o remedio commum da liberdade op-
primida, nao pode ter applicacao nern
realidade durante estes tristissimos das
em que o Lagarto tornou-se urna praca
de guerra, onde domiaram, como leis,
as ordens emanadas de 16 pracas de
linha commandadas por um sargento
que em tudo e por tudo devia obedecer
nao aos impulsos de sua consciencia,
mastaos acenos do Dr. Benildo Romero,
representante aqui dos interesses da
candidatura do coronel Vallado que,
no dizer de seus partidarios, devia ser
eleito e havia de o ser, custasse o que
custasse. O incluso officio, em original,
do sargento commandante da forca,
mostra-at* um certo ponto as njustcas
da forca material e a facilidade que tem
esta do representar o papel do lobo
com o cordeiro da fbula. Emquanto,
pois, Exm. Sr. esta forca me tornava
responsavel pelos desatino^ que ella
estava commettendo, no claro intuito
de fazer vingar a candidatura impopu-
lar e antipathica do coronel Vallado
que, pelas violencias qu mandou pra-
ticar contra os seus adversarios politi-
Vesse roubado mocidade que bebia magistrado me impe antea.de tudo o res, cuja existencia aqui anunciava fal-
samente a Gazeta de Sergipe
A partir dessa data, comscaro as
ameacas e as tropellias de toda a espe-
cie. Logo no dia saguinte o referido
Dr. Heraclito e o coronel Sebastiao
Andrade fizero com que desertassem
do quartel da guarda municipal o sar-
gento Justino Gonzaga das Dores e as
pracas Jos Pereira dos Santos, Joo
Baptista de Jess e Genesio Justiniano
de Menezes, conduzindo o criminoso
de jnstica Joo Francisco de Andrade,
que se achava recolhido no mesmo
quarteL Tendo permanecido tres pra-
cas fiis.ao cumprimento de seus deve-
res, forao logo ameacadas de priso, a
qual nao se realisou pela coragem com
que se portaro, causando admiraco
at a propria forca de linha. Fui avi-
sado de que planos sinistros envolvio
o projecto de minha deposico, que j
se achava planejada antes da vinda da
referida forca, pelo que tive de acaute-
lar-me. Os mesarios que nao rao ade-
ptos da candidatura do coronel Valla-
do foro advertidos por adversarios
polticos, porm amigos particulares,
de que devio estar prevenidos, porque
estava asserrtada a priso dos mesmos
mesarios
Diversos eleitores de reconhecido
prestigio foro avisados de que serio
presos e espancados no dia da eleico
se nao votassem no coronel Vallado.
Nestas condicoes, o eleitorado tomou o
alvitre de nao se destacar, reunindo-se
todos no sobrado do coronel Jos Za-
charias de Car-valho, chefe.. do partido
republicano federal, de onde devio sa-
hir incorporados para a eleico, que
devia ser perante urna s mesa, visto
como as outras se achavo constituidas
fra das respectivas secces contra o
disposto no art. 57 paragrapho nico
do reguiamento eleitoral e em urna s
ra, pequeua distancia urna das ou-
tras, estando a forca de promptido
para que os eleitores all nao podessem
entrar. Conhecendo os partidarios da
candidatura do coronel Vallado que
nao tinho forca para repellir das ur-
nas to crescido numero de eleitores,
urna vez que estes nao se querio se-
parar, concebero o plano de mandar
espingardea-los dentro do referido so-
brado. Para este fim foi reforcado o
as injusticas, as crueldades e as perse-
guicoes, ordenadas pelo coronel Valla-
do, contra os seus adversarios polti-
cos, servir de lico no futuro a este
pobre povo sergipano e fazel-o compre-
hender que os seus direitos civis e po-
lticos escriptos no Estatuto federal de
24 de Fevereiro de 1891 devem passar
da lettra morta do papel a urna realida-
de ininterrupta e a urna affirraaco ca-
tegrica que nao possam jamis ser
abaladas ainda mesmo pelo fermento
de paixoes polticas e inconfessaveis.
Saude e fraternidade.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Jos Calazans, M. D. Presidente,
deste Estado.O juiz de direito da
comarca, Yhilomeno de Vasconcellos Hora.
Anlogas do Conselho Municipal e
Juiz de Paz.
DOCUMENTO N. 5
Commando da forca federal do bata-
lho 33* em diligencia nesta cidade do
Lagarto, em 25 de Julho de 1894.
Cidado Dr. juiz de direitoAqui me
achando por ordem superior para garan-
ta da populaco desta cidade, que se
acha invadida por urna horda de assas-
sinos do serto e desertores do exerci-
to, e aos quaes devemos todos nos per-
seguir os primeirose recrutar os segun-
dos ; e chegando ao meu conhecimen-
to de que uns e outros sao patrocina-
dos por influencias politicas desta lo-
calidade, vos peco que, na qualidade
de primeira autoridade da comarca, pro-
videnciis no intuito d3 retirar, quanto
antes, esses revoltosos, que se acho
debaixo do commando do individuo Jo-
s Cyrillo de Cerqueira, d tenente-
coronel Sebastiao d' Avila Garcez, do
major Felisberto da Rocha Prata, e, fi-
nalmente, do padre Possidonio Pnhei-
ro da Rocha. Podis confiar que a for-
Ca federal de modo algum quer e pre-
tende pertubar a paz, a tranquillidade,
o socego, a ordem e bem-estar das fa-
milias destas cidade ; porm ella conta
com vosso auxilio no intuito firme da
manutenco da ordem, a qual, muito
confio, ser por vos festabelecida.
Nao mister dizer-vas que, impossi-
vel se torna consentir a\ contnuaco de
tropelas nesta cidade, pela qual sois o
nico responsavel, como primeira au-
toridade.
Saude e fraternidade.Illm. Sr. Dr.
Philomeno de Vasconcellos Hora, mui-
to digno juiz direito da comarca.Fir-
mino Francisco de Almeida, 1 sargento.
. DOCUMENTO N. 6
Intendencia Municipal da cidade de
Simo Elias, em 30 de Agosto de 1894.
Illm. e Exm. Sr. Em obediencia ao pre-
ceito consagrado no art. 64 n. 8 da
Contituico do Estado no art. 31 n. 8
da Lei n-36 de 18 de Agosto deT892,
venho, na qualidade de representante
do governo deste mnnicipio trazer, no
vosso illustrado conhecimento as la-
mentaveis oceurrencias que aqui se tm
dado, as quaes, tendo como origem
eos, recolheu grande somma de odio de I eleico de 30 de Julho prximo findo,
momento mesmolferem de rente a autonoma do mes-
seus patricios; no
em que eu recebi este officio,para
cujas mentiras, capazes *ie fazer corar
a brancura insensivel das paredes,eu
chammo muito particularmente a at-
tenco de V. Exc. no instante mesmo
em que me sorprehendia o machia ve-
rismo revoltante do dito officio, espa-
lhava-se pela cidade a aterradora noti-
cia de que a casa de residencia do meu
collega Liberio Monteiro, sem motive
algum que nao seja o das convienes
politicas deste intelligente funecionario
publico, havia sido aggredida por oitc
soldados de linha, os quaes, voltando
desta empreza e reunidos ao restante
da forca, pretendam. entrincherados
as obras do mercado, bombardear a
casa daquelle cidado.
Essa aggresso indebita, grosseira.
selvagem e brutal nao produzio tristis-
simas consecuencias, devido inter-
venco de diversas pessoas amigas e
mesmo do Dr. Benildo Remero, que
nao consentio o espingardeamento da
casa de um seu collega.
Na tarde desse mesmo dia, 25 de Ju-
lho, foi espancado por um soldado de
linha o eleitor mesado Marcos Lins da-
Cruz, um pobre velho de uma-probida-,
de sem macula, mas-que tinha o gran-
de crime de suffragar as urnas a can-
didatura do Dr. Jos Luiz Coelho e
Campos. Os amigos deste candidato,
muitos dos quaes publicamente con-
demnavam a revolta de 6 de Setembro
e muitas vezes desmentam os perver-
sos boatos espalhados contra o mare-
chal F'oriano por aquelles que agora
mesmo no Lagarto tinfcam o apoio da
forca federal, eram, por urna cruel iro-
na do destino, chamados revoltosos
por esta forca.
Entre estes devo lembrar o cidado
juiz de paz major Domingos Francisco
de Oliveira, que soffreu baixos insultos
e foi muitas vezes atacado em sua pro-
priedade particular por alguns dos sol-
dados que compunham a vanguarda dos
interesses polticos do Sr. coronel Val-
lado, e o coronel Felisberto da Rocha
Prata, que recebeu dos apaniguados do
dito coronel Vallado recados de urna
torpeza impossvel de escrever-se.
Foi nestas deploraveis circunstan-
cias e para evitar o derramamento do
generoso sangue do povo lagartense
que alguns amigos do Dr. Jos Luiz
chegaram a accordo com o Dr. Benildo
Romero, accordo, porem, que s ex-
prime um resultado imposto pelas
bayonetas dos soldados do batalho
33. postas eloquentamente ao servico
da candidatura Ilegal, impopular e
antipathica do coronel Vallado.
Exm. Sr., ovo630 coraco de moco
que sonhou com a Repblica Federa-
tiva, com os Estados autnomos e n-
dependentes, com a mais segura e
absoluta garanta dos direitos indivi-
daaes, estou certo que se corrftartger
com a verdica narraco que fago-vos
dos acontecimentos que se 'desenrola-
ram nesta cidade, por occasio da elei-
co de -3"o de Julho proedmo findo.f
, mas a minha qualidade de brazileiro e
mo municipio, garantida pelo art. 58
1 da referida Constituico E sao de
tal gravidade essas oceurriencias, envol-
vem ellas;"tantos actos de violencia e
vandalismo que, por amor dos crditos
de Sergipe, me seria preferivel deixar
de registra-las em urna peca ofncial, se
nao fosse a isso impellido por forca do
cargo que oceupo. Tratarei entre- tanto, da exposco succinta dos factos, cesse inmediatamente a forca de linha
contingente do batalho 33. com as
quatro pracas da guarda municipal, que
desertaro, e diversos capangas, mui-
to i dos quaes se achavo arma-
dos com armas Comblain ; pois, alm
do armamento das pracas do referido
batalho, vieram tambem espingardas
e renes para os ditos capangas, que fa-
zio exercicios pelas ras, como se com
effeito represemassem urna forca le-
gal.
Ao amanhecer do dia 30 de Julho,
nao se fizero os movimentos bellico-
sos.
Logo pelas 7 horas da manh, appa-
receu o contingente de linha em frente
da case do coronel Sebastiao, que se
achava guarnecida de capangas e,
apontando as armas para o sobrado do
coronel Zacharias, retiraro-se inme-
diatamente para o quartel. Pouco
tempo depois, tendo sido soccorrido
por diversos amigos o major Joo Ba-
ptista de Carvalho por ter sido aggre-
dido pelos capangas do coronel Sebas-
tiao, na frente da casa deste, quando o
mesmo major voltava pacificamente de
seu astabecimento commercial para a
casa de sua rssidencia, foro disparados
dous tiros pelos capangas do referido
coronel Sebastiao, tiros que, servindo
e declaro que'para este fim tem arma-
mento e municao do batalho 33, ha-
vendo quem afirme que com effeito
existem 20 espingarda a Comblain em.
casa1 do Dr. Heraclito, assim como igual
mrmerode renes emuitamunico. Con-
sidero-me, peutanto, sem garantas pa-
ra agir e, por conseguinte, nao posio
presentemente satisfazer requisco das
auctoridades locaes. Entretanto os sol-
dados desertores esto ao servico do
supplente do juiz municipal alferes Dy 0-
nisio Jos de Andrade e de outras au-
toridades da parcialidade do coronel
Sebastiao, chegando a aadacia ao pon-
to de seguirem para essa capital com o
fim de conduzirem criminosos, segundo
me consta. Desertores conduzindo cri-
minosos de justica E' at onde pode
chegar o escndalo dos pretensos do-
minadores do Estado! Da narraco
exposta v-se que a autonoma do mu-
nicipio se acha offendida pela interven-
Cao indebita da forcagfederal, pelo que
rogo-vos digneis de providenciar para
que possa o mesmo municipio gozar de-
sassombradamente das prerogativas que
lhe sao garantidas pelo citado art. 53
Io da Constituico do Estado, tornan-
do-se como dantes autnomo e inde-
pendente na gesto de seus negocios.
Saude e fraternidade.Illm. e Exrii.
Sr Dr. Jos' Calasans, muito digno Pre-
sidente doJEstado. -O intendente' Ra-
pltael A rclumjo de Montalvo-
Anlogos do juiz de paz e membros
do conselho municipal.
Contina
9 e.peculMlreM
0 partido autonomista tem sido
ate boje e-julgamos que ser por
iiiuito tempo anda o partido da es-
peculaco.
0 defeito comeca pelo actual chefc
e attinge aos mais atrazados apren-
dizes da tenda de trabalho politiquei-
ro, administrada pelo mestre do juiz
districtral da Casa Amarella.
E' preciso que se esclareca ao po-
vo, oom a mxima franqueza aquiilo
que elle talvez nao tenha totalmen-
te atinado em vista de sua boa fe
Os poucos cidados ordeiros que
illudidos acompanham esse infeliz
partido devem desprezal-o a bem da
cranquilidade de suas consciencias;.
0 antigo partido liberal tinha o km
programma que defenda na. oppo-
sico e as veze? executava no poder
e sustentava ideas democrticas,mais
ou menos adantadas. o patriticas.
0 Sr. Jos Marianno sempre foi
um espirito atrabiliario, porm que
sabia resignar-se ao ostracismo, on-
de se reteinperava para de novo em-
polgar o
governo.
sem fazer commentarios a respeto.
Desde que constou nesta cidade que
era apresentado o notue do Ilustre co-
ronel Vallado, por parte do partido
demcrata, para o cargo de presiden-
te do Estado, os arautos dessa candi-
datura, nao contando com a maioria do
eleitorado, lancro mo de todos os
meios para obterem ganho de causa, j
ameacando os eleitores com prises, es-
pancamentos e deportacoes, j prome-
tiendo deposices s autoridades cons-
tituidas que nao se prestassem a suffra-
gar e auxiliar a referida candidatura.
E na sua faina de tudo ameacar e
amedrontar, nao poupro nem a pro-
pria dignidade do chefe da Naco como
se este illustre militar, alias cberto de
glorias, nao tivesse urna reputaco a ^e-
lar para impr urna candidatura, cujos
adeptos declara vo de ante-mo vence-
dores por contarem com as forcas fe-
deraes.
Sem que acreditasse que o proprio
candidato tivesse ao menos conhecimen-
to de taes ameacas, sempre suppuz que
estas nao passavo de manejos polticos
para afugentar o eleitorado das urnas.
Julgava mesmo impossivel que, em
pleno rgimen republicano, que veio
regenerar os vicios do passado, houves-
se quem attentasse contra a magna car-
ta constitucional, para cuja defeza subi
ao poder o emrito Vice-Presidente da
Repblica, fulminando..-o acto dictato-
rial de 3^e Noverbro de 1891, princi-
palmente quando esta Repblica foi
proclamada ha to pouco tempo que
nao conta ainda cinco annos completos-
Ora, a intervencdl da forca federal
em qualquer eleico e, principalmente,
em ema eleico estadoal, um attenta-
do directo coptra a Constituico da Re-
publica, que garante a autonoma dos
Estados constituidos como o nossos cu-
ja Constituico foi promulgada em 18
de Maio de 1892. Entretanto, aquellas
ameacas se foro cada vez mais accen-
tuando at que, com geral indignaco
da populaco pacifica desta cidade, aqui
chegou no dia 26 de Julho prximo fin-
do, pelas 5 horas da tarde, um contin-
gente de linha composto de 15 pracas
do 33o batalho de infantaria sob o com-
mando do sargento Coraero do Nasci-
mento Lubambo.
E o que mais para admirar que
havendo aqui autoridades constituidas,
por ser u> municipio autnomo, esta
fofea, sem a menor consideradlo s
mesmas autoridades, viesse consigna-
da a um particular, o Dr. Heraclito
Diniz Goncalves, declarando ostensiva-
mente que vinha fazer a eleico do co-
ronel Vallado e nao capturar deserto-
que cumprindo as ordens do Dr. Hera.-
clito, rompeu um grande fogo contra
os eleitores que se achavo no alludi-
do sobrado os quaes tivero de repellir
a agresso, aguardando a defensiva,
pelo que, depois de um tiroteio de
mais de duas horas, recuarSo os solr
dados depois de terem causado grandes
estragos no mesmo sobrado, cujas pa-
redes se acho todas crivadas de balas
havendo diversos ferimentos-de urna e
outra parte.
Quanto aos feridos da parte do coro-
nel Zacaras, se procedeu a corpo de
delito na pessoa do eleitor Angelo Mar-
tins Fontes, que foi ferido na mo es-
querda e na do cidado Manoel Jos da
Cruz, que foi ferido na regio toraxica
do lado esquerdo, sendo esses ferimen-
tos produzidos por projectil de arma
de fogo. Quanto parte do coronel
Sebastiao sahiro feridas cinco pracas
do 33. batalho de infantera, ptoce-
Jendo-se a corpo de delito no soldado
Sylrino e no cadver do soldado Mar-
tinho. que falleceu no dia 5 do corren-
te mez. em consequencia dos ferimen
tos que recebera em urna perna quan-
do atirava contra os eleitores, declaran-
do antes de fallecer que esse feri ment
fra feito por um dos campanheiros
cuja arma disparpu no acto de carre-
Procedeu-se tambem a corpo de do-
lito no sobrado do coronel Zacaras,
avahando os peritos o damno causado
em 2:oooSooo.
O que venho de narrar sobre os acon-
tecimentos de 30 de Julho, acha-se
comprovado pelas pecas que a este
acompanho sob ns. 1 a.
Entretanto, tendo passado a eleico,
suppuz que fossem restabelecidas a paz
e a tranquillidade publicas, porm, ao
contrario, parece qjie a anarchia se pre-
para para levar de vencida as institui-
coes que nos regem.
E' assim que, nao obstante terem t-
do baixa por serem consideradas como
desertores as referidas-pracas que eva-
diro-se do quartel da^guarda munici-
pal, continuo elas- armadas pelas
ras ; sendo para esse fim influenciadas
pelo coronel Sebatio Anrdade, que
tem cito coai que es arremataates de
diversos impastos municjpaes lhe este-
jao fornecerrtlo quantas para o paga-
mento das mesmas praca, que decla-
ro se acho garantidas;: por contarem
com a proteceo da forcas federal.
Tendo providenciado sobre o preen-
chimento dos claros deixados com aquel-
las desercoes, protesto os soldados
desertores rasgar as- fardas dos noaiea.
dos, entrando em combate com estes
Verdade que nesse tempo o aza-
fainado tribuno nao era o chefe di
poltica e se dizia shnplesmente um
auxiliar agitador de massas libe-
raos.
Um temperamento por natureza
conservador chefava o grupo.
0 3r. Jos Mr.annoera mais mo-
desto e nunca acceitou a direco que
os mais fanticos queriam entregar-
le.
D3sse tempo lhe resta uns quatro
amigos dinheirosos captivados pelas
suas constantes zumbaias.
Com a proclamaco da Repblica
jue tanto sorprehendeu e acabrunhou
o representante do Sr. Alfonso Celso
foi coagido a adherir com receio de
urna deportacao.
0 falso defensor da democracia
pernambucana andava aborrecido
da populaca e aguardava ancioso
urna cadeira no Senado vitalicio,
garantida pelo Sr. Ouro Prto, patro-
no e mentor do cacique do Poco da
Panella.
Pretenda entao muiar-se para o
Rio de Janeiro, viver em urna ath-
mosphera mais calma, segundo ex-
ternava aos mais ntimos
Sonhou por muitos mezes com
urna pasta de ministro, que nunca
obtevo, nem mesmo no gabinete
Dantas, apezar de ser abolicionista.
Frustrados todos os ses sonhos
desenvolveu-se-lhe mais a boca da
especulaba
Para toboa de salvamento e para
extrear-se na nova phase poltica
inaugurada, o Sr Jos Marianno de-
clarando-so vencido 'foi chorar aos
ps do Sr. Martins Jnior, aquem
offerecia os seus servicos com pro-
testos de regeneraco e'arrependi-
mento da perseguicao que por .or-
dem da corte fizera no denodado pro-
pagandista Silva Jardim.
D'ah principiou a sua desmorali-
saco poltica perante os homens al-
tivos dos partidos existentes.
Parecendo querer acreditar as la-
grimas piedosas do arrependido per-
seguidor da redaeco do Norte b Sr
Martins Jnior teve de mudar do
pensamento, bem avzado polos ci-
dados mais praticos e radicaes, que
o ajudavam com sinceridade e abne-
gaco desde a poca da propaganda
Engoitado o concurso autonomista,
o chefe pouco depois abragou o
Sr. Lucena, osquecendo o castigo
que soffrera outr'ora e considerava
merecido, e, com a promessa de gra-
tido eterna.
Cahio o Sr. Luaana com a resig-
nacao do general Deodoroe o Sr Jos
Marianno considerou-se immediata-
mente desligado do sol que baixara
ao poente e nao tinha mais calor
para aqueceF-lhe.a frieza das pesca-
i-hs a que o tribuno se aventura em
todos os mares.
Applaudio os primeiros actos do
Marechal Floriano no sentido de re-
primir a revol'a e cbegaBdo a Per-
nambucodeclarou-se revoltoso,quan-
do pareceu-lhe que Custodio venca.
Tendo feito tmstmg permaneate
foi cabimnial-o na Camasa como se
alguera pd-ssff dnvidar do ittusrre
republicano hiatorito que nos diri-
ge e tanta oontribuio para esmagar.a
rnallograda tentativa restauradora.
Agora mesmo que.o incongruente
tribuno, revoltoso confesso, escapu-
lio-se da prisSo por uin liabeas-cor-
pus errneamente" concedido, nao faz
opposicao clara as Vice-Presidente
da Repblica, fugindo do Cohgrosso
com os seus satlites para evitar
qualquer desagrado ou incompatibi-
lidade que de futuro possa appare-
eer, de accordo com as duvidas em
que laboram alguns insensatos, que
julgam possivel um, golpe de Estado.
E' muita especulaco !
Aquesto delles subir ao poder,
conquistar algurna cousa quando
nao podem conseguir tudo; para es-
banjarem sem medidas.
Isso o proprio eaefe quem con-t
fessa as agslomefa$oes! pelas esqui-
nas e hotois:
Todos os caminho8 vo dar a
Roma. Hontem o nosso interesse
era sustentar o Barboza, como des-
abafo nosio contra Martins hoje
guerreal-o systematicamento. Hon-
tem a nossa politica era evitar cor-
tos rompimentos definitivos com o
Floriano, hoje nosso dever ele brazi-
leiros apoiar o Prudente de Muraos.
Quem sabe se elle nao nos dar aL-
guma cousa.
Sempre o mesmo fitoospecular.
Desorientado, o Sr. Jos Marianno
vendo que ningucn mais acredita
em deposices e dictaduras vulve os
elhos ambiciosos para o novo presi-
dente.
Triste procedimento !
AmaLdicoados sejam os pernam-
bncanosque adoptarem por chele um
homem de taes ns'tinstos ambicio-
sos.
Famigerados especuladores!
Abreu Lima.
Acantelai-vos, povo !
Por mais esforcos rjue faca A l'rovmcia que
nao tem escrpulos de lancar mo de todas os
meios para inventar prendas ficticias que or-
oameaum o seu chefe, nao conseguir jamis
apagar da memoria do povo a trist: impresso
que em todo o p-uz produzco o chalissimo dis-
curso do cilebre tribuno de tarraga.
Como documento poltico, 'a anniquilago
lo homem que diz esiar identificado com os
sentimentos do pov.i a pedra. de toqua do
su.carcter poltico que afuidou-.se sob o peso
lo des preso du Nacao e do MCar&<*0 publico, e
prova do aesvio dos seus st-otmentos to re-^
tratados naquelle Inste discurso que valnu he
o stygma indelevel da ignominia. .
Corno peca oratoria, nunca um represenlante
da Nago se manifestou to infeliz, to parvo e
ignorante, to refractario as lides da tribuna.
Foi urna desilluso para aqmdle* que aioda
acre. !il iv,iin na vocacao oratoria do degenerado
pernaiubucano, aza negra desta ab^ncoado
slo.
Kntretanto, A Provincia compara esse dis-
urso, que se nao fosse preferid > por ura lio
mem que acabava de. fazer fachina por certo
nao tena despertad* a cunosidala publica,
com as celebres orac5es de Ueinosthenes e de
Mirabeau! orno se esearnec: assim do senso
Iliterario e poltico de um paiz nteiro !
Mas, A Provin<:ia sempre a mesma, e nesse
seu lidar continuo chega at a trocar a brilhan-
te vocaco trjbumeia do eminente jornal isla
com o obscuro talento do redactor chefe d'A
Provincia que s tem pruiuzdo chatos arligos
uleivoso e virulentos e discursos declamato-
rios, informes e vasios.
Mais do que a opinio fatua, inepta e tola di
Prjotneti que nao podendo ^nailiticar a sen*a-
go profa .da que causou no espirito publico o
monumental discurso, monstro de eloquencia,
do grande orador A. Guaoabara, tem o despu-
dor de dizer que faltam a esse luzeiro da tri-
buna brazileira muitos requisitos exteriores, so-
brtsaindo principalmente a voz ruuca, etc., mais
do que a sua nescia ouimo vaks a saneco au-
ihentica do paiz inteiro e da ucanimidade da
imprensa.
Impudentes e tolos Faltos de sinceridade
e de amor ao que justo, ultrapassam os limi-
tes da moral louvando aquella que s merece a
mais severa ceosura.
Monarcliis a enrag, o thnriferario do Conde
d'Eu corre pressuro*o al Palacio para dar vi-
vas estrepitosos a Repblica, dous das depjis
de sua proclamagao I
Povo pernambucano '. Urge que t9 conhe-
gais a fundo esse farfalhao da demagogia, es*e
que i: diz vesse idoto-e que confessou enmi-
uosamenle na Cmara ter preparado o plano
hediondo do derramamento do vosso sangue,
do sangue dos vossos fillus dos -entes que
vos s&o mais caros !
Mas, onde n buscar o falso tribuno aquel le
exercilo d 5000 homio* ? De certo nao seria
da vosso seio p rque todos ignoravam a Infame
cilada que elle ur lia contra vos nos subterra
neo i labregos da Provincia.
E' certo que a sua iffiagnaco alraoiliaria
geroa o .vesso assassinato, e os nomens com
que ella contava para cravir o punhal nos vos-
sos peitos generosos eram pobres ruslicos, tra-
balhadores de usinas que elle requisitou.
que se diz vossojidWo e, ue, eotretasta, tem
sido atefcoje o vosso tnaior 0 mais tenebrosa ini-
migo. 0 pude a sua nica amboe pa. al-
ciingai-o,.ella ail.versano ranooroso do Martclial
Floriaio ae-.DOiiniciodarevoita ao Ilanuratj
f-prestara sua -franca adtieso ; o seu-vohr na C-
mara favwavel ao ftoverno, mas, chegado
aqur e acreditando 00 triumpho o ax^lntiaute
Custodio, planeja as sombras nraa conspiragao
infame. Freso, nao obstante o imaginario exer-
cilo de; que dispunha, ecree ao Marecbal Flo-
nano implorando perdi, e apezar de todos os
trames por que passou. nao teve na Cmara
urna palavra de resentimeoto contra o Marechal '
K sabis a razo? E1 por,que tinha receio que
proferindo urna phrase contra o Marecbal est%
p^-a se vingar mandasse publicar a sua hurat-
iliantissi na carta!
Povo*! Limbrai-vos que elle quandcvfostes
pedir-lhe a sua intervengo no caso Chrispim,
elle oceultou-s de vos e violentamente venfi-
fcou praga e acorrentou aquelle a quem proteM
-gias e mandou-o, pobre victima quasi ma/ibUB- "
da de pancadas, para a ilha de Fernando.
Todo* esses facios sao idyllos cor *e rosa ao
p da multido de historias lgubres que ericam
os cabellos de todos que della> se recordam.
lisse mesmo commercio que fecbou as suas
portas do dia. da chugada delle, nao o fez por
sympathiaao.chefe, mas eom raceio^das arrua-
gas emolios que elies praparw.im lambrai-vos
que no dia it de Julho de 89, quando nmguem
oosava sonhar a queda da monarchia, elle
frente de urna malla de capangas que quera as-
sassinar Silva Jardim, apedrejando a casa onde
este eatava, passou pela ra Nova, e lodo este
comm?rcio apavoradj cam a fljr da gente que
provocava tumultos, fechou tambem bruscamen-
te as portas.
O maaaacve do jesutaso fwsasainato barba
ro de Bode, Aprigio e Km.ird > (ounaraes, o im-
posto de cotisu'oa, os 80r> conlos do.'Theaoaro *
consequente aggresso a um vulto saliente d
partido adverso, o empastellamenlo da typogra-
phia i'nido, os contractos inde-vntes, concess5ei
de usinas e muitos outros factos horrorosos que
comme'lidos era outro paiz tinhan exposlo o
seu sutor a execrago publica, devem estar ainda
bem vivos na memoria de todo?.
Por este rpido etonclio dos principaes faetoa
praticados por aquella que se diz vosso idolo,
veris qua elle ura reprobo, sobre cuja cabega
sinistra dever caiir implacavel a vossa mao
para faiel-e rolar mais depressa do penedo rea-
vaiailio ao fundo do precipicio, amaldigoado poi
vos e por vossos tlft8!
Povo : 0 eu, o,trrivel eu que Montaigne cha-
mava o lioso, 1 divisa delle.
Esse que se diz vosso idolo, pobre quando
proclamou-se a Repblica e hoje raillionario,
um cortezao da realeza que Itivanlou-se arro-
gante contra a liberdade, e o seu joelho que se
dobrava nos daaraus do solio, retusou, diante
da revolta restauradora que elle va triumphante.
a homenagem devida mageslade da Rep-
blica.
Acautelados conlra o vosso eterno
Recife, 3 de N'ovembro de I89.
Pedro Ivo.

irnmigo.
O discurso Z-iuarriano
Viram os leitores aquello celebre
discurso?que envergonhou at:
gente d'A Provincia ~ nao o leram ?
o discurso em que Z-marriano dis-
creveu os padecimentos e kuinilha-
coes por que passou na llha das Co-
bras ; em quo fallou da lavagem dos
tubos e depois disse que nao se quei-
xava do Marechal que se queixava
sim dos officiaes que estavam de guar-
da priso i
Pois aquiilo-dil-o agora A Provin-
cia e por bocea do proprio Z-marria-
no nao foi arenga de causar njo
nao, foi um discurso que produzio um
enormissimo effeito; de sensaco, ou-
vidocom religioso respeitoecoberto do
applausos geraes ; esteve por um triz
a provocar uma^nova revolta. Ora I
o do Alcino Guanabara, o do Bricio!...
nao prestaram para nada ; o Guana-
bara rouco e o Bricio, este fallou
apenas para a mesa e para os tachy-
graplios...
Alas... at "quando Catilina abu-
sars da nossa paciencia!
Nao houve ningnom, at os mais
indifferentes, que lendo a nojenta e
cobarde narraco dos soffnmentos
que Z-marriano disse lhe foram in -
ligidos s pelos officiaes que guardavam
m priso, nao acabasso dizendoou tu-
do isso mentira ou Z-marriano nao
so levanta mais nunca deste lodazal
de abjeceo e foi um dia o tribuno do
Poco da Panella.'
Que! apparecer na Cmara em con-
junctura to solemne em que o ho-
mem poltico nao falla para o presen-
te mas para a historia, para fazer se-
melhante figura pronunciando esse
discurso em que dos quadros vivos do
esvaziamento dos tubos derivou para
o jogo da pilheria... tribuno das du-
zias, dste o teu ultimo cacho.
Condemnou formalmente a revolta
quando votou pelo estado da sitio; fez
tentativas nao para conchegar-se ao
Marechal; e consta mesmo que foi
at a cartomantes para c msultar si
Ese contingente alh.ado ao grupo de capan- lne poda abrandar o coraco ; mas
disse: veio para aqu e aonou todos
os seus amigos com urna sympathia
bruta pela revolta, decidio-se; botou
manifest polo Custodio, mas... so-
monte de apoio moral.
Realmente, e vem de molde para o
caso aquello epigramma de Bocage:
quem com. a nido roen tanto, ficou roido na
mo.
O discurso como viram sahio a ca-/
da passo entrecortado de prolongada
kilaridade contina o riso \ e s faltaram
dizer em aparte que mais tinha soffri-
do o tio Judas. E todos se adraira-
vam de ver o discursante nedio e flo-
rescen'te, famoso cavalfieiro' enamo-
rado a quera a revolta dora tanto des-
gosto, mas sendo sempre por ella
bem tratado.
Tambem, era a ultima carta que o
tribuno tinha a jogar: armar a com-
placencia do Marechal... tental-o ;
recurso de quem compra Dilhete do
loteria e espera a sorte grande quem
compra e quem tira,
Vertas.
gas assalariados que elle sempre sustentou. de-
vena ejecutar o trama simstro de fazer jorrar
o vosso sangue para o bapsmo da anarchia
que ene re.reseota !
A patria pernambucana longa de sentir o
frenilo do enthusiasmo co.n a chegada do tribu-
no, como atfirmou A Provincii que assegura
pssuir 1 condo divinatorio de prescrutar o
mais rjcofldito do corago do povo, experi-
mentou amargos desgoslos e crueis apprehen-
ses com a presenga daquelle que contessaodo-
se na Cama/a um tksgragado a confessando ter
f;iio servigo de fachina, tem a estulta preten-
go de julgar-se o iiolo do povo, interprete
dos seus seniimentos e de estar perfeitamente
ideniicado com a sua alma I
Aquwlle festejo nao symbolisava affeigo po
pular ao chefe. As pessoas que se movara as
ras nao erjoi altraidas por elle.
Em urna cidade inspida e montona, sera
um centro de distrago, como a nossa, qual
quer festejo attrae a concurrencia do povo, vi-
do de divertiraent08.
E' exacto que urna pequea parte da popula-
go convu em alvorogo para ver o chefe. o ge-
nio do mal, pela mesma razo de sympathia
que obriga a mariposa a procurar a luz que a
consom, o espirito timorato a olbar instinti-
vamente para o lugar que lhe infunde terror, e
a cima tribulada pela saudede a acbar prazer
em folnearaa memoria os motivos da sua an-
gustia. ., ,
Em ludo que acabrunha o espirito do povo,
ha sempre urna attracco, um poder sympah
co que arrasta a curiosidade, anda do homem
mais esclarecido.
O povo leviauo mas justo. Os sen erros
elle mesmo os corrige e os expa I Decretam
os homens triumphos aquelles que menos 03
mere cera.
Asgera^es que succedem revogam porm
sem piedade as sentengas das contemparaeos.
A gloria ser amarina para os grandes ben-
fe lores da bumaoidade.
Povo pernambucano I E* preciso que nao vot
deixeis embahir pelas appareacias illusonaa
paa defeadeo' o- Dr Barbota Lima, de tum partido quo na feore da desesperago'
$ue alias- nuncar precisen cte auxi 1^IJUmo^^<%^X*
autonomistas para iazer respeuar a 10- ia8eraTel de enre(los com 0s seus effeitos oe
galidade e o cargo que to brilhant- intriga, *e eiladas e ards, *e carauiH a mais
mente JOeaupa. debafatadainoinlaito cobarde de da*iar a
Mais tarde nao podonde. obter des- ^e^^^admiZ^ SfvSorS
se. preota-(yTeBadOP os actos, in- -pemambuca,,,, que ta0 giorioameate dirgeos
justos com que caataKaa pagar aDH desaaoa companh.eiroe.os' arranjos eleitoraas;' JiPaasi E' praciw qua coaaosais aem aquello
O lr. Lopes Peasa
Avisa aos seus amigos e clientes que
mora temporiamente a ra de S. Gon-
calo n 20 onde pode ser procurado
para os misteres de sua profisso;
(jbem como na Phamacia Francesa).a
ru do Baro da Victoria e Companhia
de Bombeiros do Recife ; que ser en-
contrado.
Medico
O Dr. Barros Sobrinho, devolta de
sua viagem Europa, continua no
exercicio de sua ptofissio ao'setx anti;
go consultorio ra do Vigario n. 4 1.
andar : e residencia naTua Real da Torre-
n. 78.
____

-
I
-Ja
T3Sm"TNCDRRETA



1




Diario de Pernambnco Domingo 4 de Movembro de MS94
lotera nacional
Extractos diarias intransferiveis
LISTAS NOS SBSMOSDIAb
NAO HA. SERIES PRKMIOS INTEGRAES
E
P
Q
F
R
E
16/
22.
1*
15.
2/
17.
Lotera Premio-

c


c c
extracc&o amanh
Graude lotera

a.

a
t

6
7
8
9
5
de
<
<

Novembro

c

<
22 do Dezembro
15;000SOO()
24:000300(1
20:00-)8000
20:0008(100
20:oooSOOO
15:0008000
500:000$U00
Ckamanm a attencOo para eswes novo importantsimo
planos la
yurraa oim
BILHETES A VENDA EM TODAS AS CASAS LOTRICAS
Pasamento dos premios com toda a prouiptido
NA
CASA DA FORTUNA
3--Raa I. de HarQO93
Martins Fiuza & C.
Caixa do Correio1 55
TeiegrammaFIUZA
As3im, pois,
uestes sertOes
possando
le S. Benlo
cu
lima nova capella no sertfto Qeste3 ^ -^ g BeQl0 e (lQ Ainh0) ser.
es missionarios capuchiahos, cu;a missSo toes habitados por muitos fiis, os quas, pela
li'd-ir mus no bsm espiritual das almas do norme distancia das respectivas freguezias,
me ho desanvolTtuenlo material dos bens des- vem-se privados dos soccorros e consolarlo da
te mundo tratar antes do engrander.imento da religiao, projectaram e levaram a effdito, a con-
sulto de l)eus, do strucc&o de urna capella que dedicaram ao Pa-
triarcha S. Francisco de Assis-
Escolberara para isso u:n logar o mais pitto-
relisiao. do resplendor do
que do progresso Dbysico das cousas da trra,
anda quando se achavam frente da directo
da Colonia Orphanologica Santa Isabel, incum-
bidos, 'em virtude dos respectivos cargos, de
promover o material progresso do instituto, di-
rigindo usinas, prsidindo trabalhos agrcolas e
induitriaes, nao esquecerao sua ublitB ipissao,
tendo sempre em vista o progesso da religiao e
bem das almas; e emquanto procuravam no-
cular nos espiritos das innocentes enancas que
lies eram confiadas, o amor religiao, os prin-
cipios da f e da moralidada, afim de formar
delas moralisados cidadaos e adeptos do traba-
lho nao descuravam tambem de, entre os po-
yos que de alguma maneira Ibes eram sujeitos,
promover o engrandecimenlo da me
gi&o, a manifestacio da mesma f,
gao da mesma moralidade.
reli-
a manuten-
CbaKE&cio
e Pontana
alfa Caaaaaeralal
tonca
COTACOBS orrlCIABS D JONTA DOS COBBBTOBBS
rTf Htct/e, 3 de Notxmbr de 1894
Nao Douve cougao.
O presldene
Miar> Pinto *e L-osm.
O secretaria
alomo tieonaro ftoirigiM.
Cambie
Pnca do R>cifa
Os Bancos focetaram Ma >au opencO-f a
ti 7/8 sobre L-nires a 90 dian, t.ffectMoao-se
negocios. _
Ao fechar o arcano mostroa-> mnos nrie
e os B bcos rectisnaai saccar a ti 7|8.
Ltras paitiMlarea forana negociad a
15,10.
Cotacae de gearas
fra o agncuVfr
Acucar
0sina3 i.;- iS kilos.
firiaUliaado por l k.iot
Branco, iden dem.
SomeDOs. dem, !tem .
Mascavado, idara, i4em.
B-aio sec-os toca dem .
Broto bj ---)o, laem, mena.
Rtame, u?m, idea .
Algsdo
Nao codsIoo negocio.
64600 a
J* 0 a
6*000 a
44000 a
14000 a
4*00 a
4700 a
14300 a
reico possivel, uin oiteiro ao qual se sobe bran-
dronte, d'onde se aprecia utu horizonte lindis-
sinio, domioando-se urna redondesa immensa, e
apreciando o olhar mil, diffarentes e encantado-
ral vistas. L
Collocou-se a primeira pedra desla capella
nos principios do mez de Maio de 1893 e, com
o aux lio do povo no carreizamento de pedra e
mais m iteriaes, ficou concluida no fim de Se-
tembro deste anno, pelo que os dignos capucln-
nli >s, antes de se retirarem definitivame te da
Colonia, d cuja direcco foram dispensados, ti-
re rain anula a dita de inaugurar e abrir ao col
to publico a mencionada capella, nos deizaodo
este penhor. de sua dedicaco.
Foi no da Io de Outubro que o venerando
A. B. deO'.iveira, .0.0 seros com 110.00J
kilo* clH i.'rt' m.is av:l l.
o vapor iDglez Coony A., para Santos,
carregaram :
K. C. BrltrSo A C, 900 saceos com C4,0)'J
Kilos da a*'oca~ brando.
Par Rio de Jiaeiro. carregaram :
C. tiatauraea a nor. i 000 saceos com 60,000
kilos de as-ucar l^icavado.
J. da Cosa Perrera, SO pipas com 23.672 li-
tro* i] agoarteote.
Baltao A oot-iro. 1.000 saceos com 60,600
kilos de assuear mascavalo.
i. a. Lili". 500 saceos com 30 000 kilos de
assuear m<8Cavado.
No vapor (ranees Ville do Rosarle, para
Santos, carregaram :
i. Bailar & C, 10 pipas com & 807 litros de
Icool.
P. asOliv-ira llaia. BOO taceos com 30.000
kilas de assuear hraoeo, 8J pipis 'o ir S),69d
litros de alcoj e 30 di.as "coa I i 951 duos de
gnarjeote.
Para R'o de JanpirO, carretn :
E. Bs.ii me. o pipas sua 11,9*0 litros de
I alcool
No blate Oeus te.Gate, para Ara sty,
) Carr#ta-iiB :
3. A m-ral. 28 garra >es e 31 caixas com
672 lros de g^neora, 1 ploa e 2 barr: co u 560
.Uros iof 'e, i pipis. 198 oarrls e 30 calaos
com 8,8i6 litros de vioho de frict.s e 6 canas
coji '8 moa de coenac.
a. Viegas 3 Oarns 'OH 90 litros da vioagre.
frei Cassiano sahindo da Colonia veio este
ssrtao e a sua presenca reuni innmeros deis
que, tequiosos dos confortos da religio. procu-
ravam com afn qs Santos Sacramentos da con-
fisso e sagrada communhao.
Concluidos alguns trabalhos de ornamantacQo
que ainla fallavam ni capella, procedeu-ge, no
da 7 do referido mez, ao benzimeolo da mesma
e a trasladado e collocacao de urna bonita Ima-
gen) do Santo Patriarcha R Francisco, iraagem
construida as offlcoas de Pariz de i-,2 cen-
tmetros que o mencionado frei Cassiano Irou-
xe ltimamente da Europa e da qual nos fez
presente.
O acto foi^pralicado no meio do maior entliu-
siasmo do povo, que devoto acompanbou pro-
cissionulmente da casa do Sr. Jos Clementino
dos Santos, onde tmha sido depostala, al a
igreja a Sagrada Iraagem, soltando fogu*tes e
locando instrumentos musicaes propnos do ser-
Collocada a iraagem em logar provisoriamen-
te preparado no recinto da tgrej assomou a
tribuna sagrada o Revdra. padre prefeito da Pe-
nha frei Caetano de Messna, que viera para es-
te IOj'ar no dia antecedente, junt> aos irmaos
fre Clemente de Lenmssa, capellao do Collegio
de Nossa Senhora do Bora Conselho, e frei Agos-
tiiilio de BarbarinO, e com lindo sermao de-
monstrou a influencia de S. Francisco no mun-
do, quer pela sua prot:cgao valiosa, quer pela
diilusao e baneiicios que derramara entre os
povos, as suas ordens religiosas e, com especia-
dade, os capuchinhos no Brazil, de cuja in-
fluencia acabaram aquelles liis de rec;br so
lemne prova na conslrucco de urna capella
neste sino, outr'ora lo deserto e deshabitado,
e ranito mais na mmifeslacao, que reconhecia
sincera, da f, da religrao delles e da confinca
que demonstraram nepositar no patrocinio do
grande Patriarcha, do qual teriara sido sempre
correspondido e valiosamente protegidos-
Annunciou depois ura devoto triduo para ce
lebrar-se nos 3 das seguintes em preparacao a
solemnidade qu: havia de ter lugar no da II
le Outubro, oilava da festa do mesmo Patriar-
cha.
Durinte os 3 dias houve sempre 3-missas,
confissOes e communhOes, attingindo estas o
numero de 1,600 ; predica a noite, tergo e la-
dainhas, terminando sempre o acto com a bin-
cao do SS. Sacramento.
A posico, como dissemos, linda e encanta-
a Colonia f:izen'.as1,*ora tornava-se ainda mais imponente pelos
enfeiles de flores, bandeiras e folhagem que a
ornavam e importante peta afluencia do povo
das limitroph-s freguezias que para lili con-
verga, calculando-se em 4 rail pessoas as qu'-
visitaran! aquelle Alte de S. Francisco assira
icou se chamando o legar.
No ilia 11 urna salva pyrotechnica annun-
ciava alvorada do dia ndeote em que havia de
se agradecern Altissimo os favures singula
res que se dignava prodigalisar aos habitantes
daquella zona feliz e celebrar-se urna solemni-
dade era honra de S. Francisco.
A's 6 horas da raanha resou-se urna missa,
outra as 9 horas, conservando-se a igreja re-
pleta de liis a continuando as confissOes' al
11 horas do din, conlessando-se avultado- nu-
mero de homens.
A esta hora entrou a missa cantada em ter-
so, sendo officiantfi o Rvm. Fr. Cassiano e ser-
vin lo de diacano Fr. Clemente e de subdiacano
Fr. A;;ostinbo, ambjs ajudando no canto da
missa Gregoriana que se execu'ou com toda
perfeic&o e de conformidade com as rubricas
da santa igreja.
po icia do 3 districto de Gamelleira,- e
provinam as consequenoiaa dos factos.
:29dsOutnbro e 1894.
li
*le*ol
Per ina de 180 litros 2654 vena.
A(nardente
Por pipa e UO litroe 1404 venda.
Oonroa
Secces salgados na base de 12 kilos 660 ris
venda.
Verdes a 409 rii, dot.ib.I-
Carnauba
Cota-se a 204.por 15 kiio?.
Mel
Nat bi.
TABELLA D/x8 ENTRADAS DE AS-
SUOARE ALQODa')
Mez de Outubro
I
Barcacas .
Vapores.....
Aoimaes .
Estrada de Ferro Cntral.
den de S. Franciscs.
dern do Limoeiro.
01
ASQ-
car
6470
64 7( O
740HO
UMO
3*11X1
24400
11700 6c.lxaa com 60 llfjis decogoac, 16 garra(0:sje
18 calas com 3,390 ditos de geuebra.
l'ara mufli, carregaram :
J. Saigaelral & t, 40 barr .as com 3 7G0 kilos
ae aasocax refinado e 50 ditas com 1.8U0 ditos
r de t.io (tranco.
C. Pialo & '-., 30 ba- ts com 1,800 litros de
i vinagre, 4 ditos com 220 ditos de alcool, 30
i caitas o 360 ditos de cognac, 41 ditas com
460 ditos de vinbo de trucas e 10 ditas com l
unos de cidra.
Comoanbia de Estiva, 5 barris com 430 litros
e mel, 5 dios com 215 ditos de alcool.
Darcgt Paragoa88Q,>, para Parabiba.
carregaram :
C- Pnit i & C. 30 harriscom vlobo de froctis.
=m Darca(a Miriba, para Mamaoguapc, jar-
rtgi-im :
J d. C-irreia A C. 10 saceos non 750 kilos de
a'so'U' retinado e 6 daos com 450 duos ue diio
ora neo.
Ni b rcaca Cirrelo P-irahibino, para
Paramba, carregoa :
A. Falcao. Sb.r.is com 431 litros de vinagro.
No biaie Aurora, pra natal, carrega-
ram :
T. Lapa c C, 42 oixis com 336 liirostie
goebra. 3 b.rris com 270 ditos de vinagre e 2
caixas co.ii 16 ditos de capil.
3 ditos com camarOPS 100 rs. 4300
311/2 columna a 600 rs. |8r,oo
7 cargas com galliobas a 500 n. 4500
4 rissoaes com galliohas a 30) ra. t#i'X'
5 cartas com batatas a -i K) rs. 14500
1 carga com laran'as a 300 r. 4300
1 cartra com melaocia a.'lOOrs. 4ID>
t cargas com diverges a 300 rs. 460)
7 ca'gas coro tarfnha a 200 rs. I4'i
7.i lugares a 200 rs. 158K>
10 Sumos a 200 rs. 24000
11 como, com someros a 14000 11*00.'
8 comp. cok setoriros a 700 rs. 5460 11 como, oan fressarana 600 rs. 64601
34 comp. com comidas a 700 rs. 234800
54 comp. cok faxendas a 600 rs. 324400
49 comp. coro verduras a 3"K) rs 144700
88 uiiip. com 'anona a 400 rg. 364200
06 comp. fAim talhos 24000 1124000
2894000
freeoa do na .
Carne vr-de de 300 a 900 rs. o kilo.
Salaos de 900 a 14 dem.
i'-a -ifiro de 14000 a 14200 dem.
Pancba de 700 930 rs. a cala.
Miino de 500 > 609 r. a cata.
Feijo ae 14500 a 245 0 a cuia.
Gloria do Goyt
AO VICARIO JOAO DE CARVALHO
D;ixo da ma dirigir ao pobrj incon-
sciente signatario de inslita aggresso
que me foi dirigida no Diario de 30 do
corrente, para di jar algumas palavras ao
vigirio Carvalho, vardadeiro autor das
diatibres e insultos ahi exarados.
Cora, irona desfarcada, pr curou o Re-
verendo apontar-me como urna creatura
incosciente, qual o seu Sirineu, afim de
ir morder a furto meu compadre a amigo
Dr. Espiridiao Ferreira Monteiro, que,
ausente d'este muncipio, ha quasi d ;is an-
nos, nao procura imiscuir-se as peque-
ninas btelas d esta trra.
Dj aranzel a que me refiro, rae limito
a apanhar, vancendo a repugnancia, a
can'issEo calva do crime, o antes, a
prova da verdade do quo aflirmei em meu
artigo anterior.
A1 i eu contesta va os telegramraas ca-
lumniosos que tn apontavaru como chefe
ae tan grupo de malfeilores, que atacou o
pov.wdo de ChI d Alegra no dia jo do
mezpassado; ao passo que a;oradizem
qua eu l fui em outro dia soltar um mej
morador !
Quaaia infamia... tudo mentira: a con-
tosta^'j ;i coniemnaco ; eos factos
adulterado^ de ira \ f mostram que tao
indigna aggressao nao merece resposta.
Vou dar-lhe um oonselho pru ente, pa-
dre : trate de rasar seus responsos e pedir
a Deu juizo para essa cabeca ci; lem-
bra-sa qua. j escapou de ama. jua por
desvia, attingio um moco innoffeiisivo e
Ao evingelho occudou o pulpito o Rvm pa
dre prefeito que cora sua palavra fluente e per-
suasiva prendeu a alinelo dos numerosos ou-
vlntes, digcorrendo com proflei^ncia sobre as
virtudes heroicas rio prototipo da fesia, S
Prancisco virtudes que o tornaram retrato per-
feito de Jess Christo, coocluindo que s pela
pratica destas virtudes o christuo se aproxima
dj Jess Christo e por ellas s conseguir a
eterna felicidade. Finda a missi o povo cintou
versos ao Santo Patriarcha.
A tarde, feilos alguns baptisados, que com os
feitos nos dias anteriores subiram a 37, foi-se
benzer o grande cruzeiro qu erguese n vas-
to pateo em frente capella, canlando-se nesta
oecasio o hymno -Vexilla Rejis. En seguida
o povo recolheu-se capella, onde depois de
outro sermaj pregado pelo mesmo Rvm. padre
prefeito, enloou-se solemne Te-Deum laudtmw,
linalizou-se dando o referido padre prefjito a
bencao cora o SS. Sacramento.
O povo penhora lo e coramovido pedio ainda
que se benzassem obje;t03 de devo^ao para le-
varera para suas casas, cora) rosarios, imagens,
vernicas e cruzes; oulros r pgaram para que
3i Ihes dessem o cordi de S. Francisco.' ou-
tros, o in sino escapulario : todos foram satis-
feitos em seus justo* pedidos.
i.'ni gruo de saudade rompeu depois, do
meio da mullidao, quandj os raligios>s deca-
ramn que no dia seguinte liaviam de se reti-
rar, deixando o lugar e seus habitantes entre-
gues aos cuidados da divina Providencia e aos
desvelos do grande p.ii S. Fraiiciso de Assis,
grito que foi seguido por un espontane) e co-
pioso pranto sentilissimo que b;ra pater.iea-
vam a gratidao, a f a d;VJco que se asylan
n'aquelles corayOes ain la nao infecciootdos
pelo hlito pesliero da hodierna e mal infor-
mada civilisacii.
Efectivamente, m da seguinte os quatro ca-
pcennos, depois d tirela C;l<-liradoo santo
sacrificio da mis-a a abiiciado de ivo o povo
devoto e rente reliraram-se co nraovid a e sa-
tisfeilos de terera prestado bo is sorvicos -bu-
mildade ea religiao.
Drizas celestes 03 acorapanliam na gloriosa
(arefa de levarem aos povos deste abencoado
torrao da santa oruz os saluia es conforlos da
religiao recoohecidos bma.icios di sua divi-
na missQo.
Fazenda do Mndury da freguszia do Altinho,
16 de Outubro de 1894
Um catholico dt terldo.
Gamelleira
No dia 23 do corrente na estaco do
Bento, da linha frrea do Bonito, foi b.ir-
baramente espancado o marinista que
fazia o trem de passagero, pelo cnefe da
respectiva estaco. auxi iado por seu col-
lega caefe da estago da Ilha
Gritou a victima palojuizdo 3* dis-
tricto, aue morava pertinho da estaco.
Este ouvio os gritos, e entreabrindo a ja-
nella de sua casa, .ogo reco!heu-s8 couaoj
quem nao estava desagradado do servirlo trat:amento medico, porcm sem resul-
Que houve consent meato da polica ao j tado
espancaraento do machinista, nao ha du-; Vendo que o mal marchava para um
vida nenhuma; porque o Sr Severiano! desfecho fatal, resolv, por conselho de do ao artipru iue sobra a firma Manoel
de Siqueira tarbosa r.3o teve pressa emrpd&sda que me era dedicada, dar mi- Angeiras c GnsmSo em liquida9"io, pu-
comparecer no lugar do crime e nem pro-; nha. filha o Peitoral de Cambar, de bcou no raes:iu jornal de 23 do mez ui-
cedeu contra os delinquentes I Souza Soares, e com tanta folicidade o timo o meu ex interessado
Somante, quaudo souba, que o gerente j liz, que, depois do uso de alguns fras- Agora o eommercio e o publico que
da Estrada de ferro do Bonito tinha de- eos, a molestia desapparecia comple- 'me julguem
Ra do Baro da Victoria n. 25.
PERNAMBUCO
Tlephcnen. 398-EndereCO telegr
phicoAzevedo.
O Dr. Geminiano Costa
PARECER SOBRE O PEITORAL DE
CAMBAR^.
Tendo empregado por varias vezes o
Peitoral de tambar, do Sr Souza Soa-
res, de Pelotas, tirei sempre muito
bo;n resultado, quer na enfermara de
marinha, quer na minha clnica parti-
cular, pelo que aconselho sempre este
preparado aos que sffrem de bronchi-
te, principalmente asthmatica Dr.
Geminiano los da Costa. [ Belm do
Para ]
PliaraiacU Ameri-
cana
R^ceitas aviadas durante o mei de Ou-
tubro :
Dr Barros Carneiro 341, Dr. F. Gui-
mares 28 ), Dr. J. Loureiro 91, Dr. C.
Leao 78 Dr. A. Gaspar 63, Dr. M Go-
mes 9, Dr B. da Carvalho 5\ Dr. E.
Ooutinho 48, Dr. Jofto Paulo 46, Dr. R.
da Britto 4, Dr. St Barboza 12, Dr J.
Vel.ozj 4), Dr. Amelia Cavalcantj 38,
Dr. C. Leitfl S7, De Adrio 35, Dr. C.
da Canha 34, Dr V. da Cuulia 32, Dr.
3. Mavignter 31, Dr. Silva Ferreira 29,
Dr. B. Sarapaio 23, Dr. M. Carlos 25,
Dr. Pontual 2i, Dr. F. Leopoldo 20,
Dr. Barardo 18, Dr. Arn .bio 18, Dr.
Pareira da Silva t, Dr P. Pontual 16,
Dr. L Pesada 14, Dr G mas 12, Dr.
T. da Mello 1 ', Dr. S Pareira lU,-Dr.
daixa de 83 remexer c paramen lado... fi i.'ragoS 9 Dr. J. Rangal 9, -'r'M.
Assim vivar em paz, deixara de ser o Uo<.ta ;t> Dr ifju^0 g> ur. a. Wanderley
lobi trajsdo de pastor. 5> I)r pItftn;ra 4 e Dr. J. Barros 4
Basta por h-'je. 'potai
Antonio Eustaquio de Albupuerjue Pinto.
Pi tanga
10 3
Um cont de ris
Major Fernando Lobo
Fernando Jos da Gama Lobo d Eca,
major reformado do exercito, residente
em Jaguaro, certifica que, soffrendo
Da-se um cont de ris em moeda
corrente a quem provar a nao authen-
ticidade do attestado abaixo ; durante muitos annos de urna tosse as-
v Tendo sido accommetida de tubcr- thmatica, curou-se radicalmente com o
culose incipiente urna minha filha, de "uso do Peitoral de Cambar de Souza
13 annos de ida Je, sujeitei-a a rigoroso ( Soares. [Firma reconhecida ]
Ao couiniercio o ao publico
Na Provincia de 3 do corrente, respon-
mittido oschefes das referidas e-tacoes eltamente. iodo Antonio Pcreira San-
ia, ao Reciftt queixar-.se; fji que o Sr. tiago ( Soyo da firma Santiago, Irmo
Saver'ano fallou tm processar os autores \ & C. do Rio de Janeiro 1
do espancamento, 83 o gerente da Estrada i O agente Compau'iia de Drogas e Pro-
de Ferro desse a queixa !
Da modo que o juiz do 3.
INFLUENZA
Pregucas, 4 de Novembro de 1894.
Manoel Francisco Angeiros.
Para as mulheres pejadas, as amas de '
leita e as crijncas as quaes facilita a
denticao e o cresciment j, nao ha nada
superior ao afamado vinho de Quina-La-
' roche phosphotado (honrado com urna re-
a-ro
dao
its 8iPCM'Srca
J9 48331 i 801
i a 30 2563
1 1 31! 1350 782
i a 30 ISMj 877
i 31 5i95l' 7*1
t 31 108713 70i
ocmeairc pnhcos
Ubi de Novembro de 1894
Alfatutega
*ni eera.
Oo ilia 3
aoia 1. a*taao:
8omn;a
SI3691' 13854 Do da 3
Cxpnrtae&o
Recite, 3 de .N jveob-o ae 1894
para o exterior
paraLiverpiol,
cora 7,500
Na vapor iDglex Mara
carregariai :
?. da Silva tas'o, 900 saceos
fclbs de mocar masc>Tdo.
B; Wlllams & C, 28,500 palles de caira e
17,500 ditas de orneiro.
J. Kraose, 800 kilos de borr&cba de manga
o vapor ioglez Mary Anning, paraNew-
York, carrecaram :
J. Minombo, 1 000 lacooi con 75,000 kilii
de sacar mascavado. %
Jobo 4 G 3*0 necos com J3.360 k-.loi ds
asraca ai^savado.
B. Williams C, 7.103 pelles de cabra e
l.OCa rlUas de tiroriro --.
R. Eroraers, 1,115 pelles de cabra e 100 ditai
de canielro -
=*> a vapor francs Orenoqus, pan Bor-
deaos carre aram :
P. Carneiro 4, C, 3 barrica? com aba-axis.
__no vapor allemo Santos, para Lisboa,
carreg ram :
L. Allieiro G-, 149 laeeai efim 9,616 kiloi
de alROdao.
Para o laUrior
m. No vapor fraocex Con(?o, para Sanios,
TPleSveira Mala, 1,000 mecos com 60,000
kilos ile ocr ma cavado.
Tolal
91-6 4J068
16:14(4693
108:055* 61
uRnaa seccao da Allandaga da Paraamboco,
2 11 Novamaro i i?*i
O edefe da secc&o
J. Goocalves da Silva.
U tneaoarelro.
Floreoc'f Humingoes da Silva.
RSGKBLOR1A ESTADO
Do da 3
!:J521199
Do da 3
ECIPB OBALNAGE
Uovlmcato do porto
Navios entrados no da 3
Savaunah58 dias, barca nornegoeose Rex, >
do 488 toneladas, capitao B. S. ADderseo,
e;|aipagem II, carga brea ; a Fooseca Irmaos
A C.
B10 de Janeiro6 dias, vapor Italiano Alexaa-
da, de 684 toneladas, com viandante A. Nab-
b.itinio, eqoipagem 20, carga varios gneros';
a H. Borle ***! Navio sabido no mesmo da
Siduey -Lugar ingles Peggy capitao G. R.
BcwJen; em lastro.
nerea.de naalclpal de Joi
O movimento deste mercado 00 dia 1 de. No-
vembro (01 o segointe.
Bntrsram :
51 bois pesando 8.016 kilos.
(.10) kiloi de peixe a 20 rs. 2,1000
I compart. com mariacoaa 100 rs. 1200
t.avlo* euperadn?
Da B bia
Pul ha bote portogafi Luio 1 .
De Pellas
pitcbo alleroio Anije.
P^iacDO .-DHi-u 4-lmau.
Patai:bo ailemao Lina.
Luar argeotioo Ainerto.
Paucbo belga Em 1 .
Lu.'iir ii.)-'nnez M. 2'irHga ira.
Lagar no'apgoense Oaoce.
Luearn.lfZ Art'ur. '
Paiacbo naciooal Tofreia.
Barca 00 negoeose Haiva.
Lat^r 10. Ii z Ca'ilier.
Lugsr portoeopz M<"inbo Vil.
Patacbo all-oo Harold.
Lugar ingles Aurora.
De CardiB
Barca noruega Ata anta.
Bsrc noruega laNii^iDle.
B irea ingina G noti Pleece.
tve* nr-roega Dore.
Barca ooroega luperalor.
Birra coo'-ri, >. Jerti;C8.
Birca noruega Gtrtfffroy.
D: NtwPort
Barca noru ga Viva.
De B'ytb
Lagar P.usso Salme.
De Hambarxo
Laear aliemSo Sr.w n.
Luga'allerxao Axel.
LDRurallemo Jonaon. 1
Laear uu'aegaense Albntross.
Dj Porto
Logar portogaex Minti.
e Terra Nova
Lagar inglez Msry Jorras.
Lagar ingles B-.leof ib>- Esc.
Vapores a entrar
Mes de Novembro
Ei.tybn, do so', a i.
Paui n.j', do sal a 4.
Congo, aa Boripa, a 4.
Corrientes, da Ka-opa, a 4.
Amazonas, daEa'opa, a 4.
Pernambnco, dooorte, a 4.
Oreooqoe. 00 mi. a 6
Macedooia da Earop, a 7.
Vanaos, do so1, a 7.
Rrazil, ao norte, 8.
HiRtilaud P.iice, do Mediterrneo, a 8.
Mag Mexicao Pnnce, de mw-Yjrk, a 10.
L^s Palmas do sol, a 12
Tbames, da En opa, a 15.
DanobR, do eal.a 24.
Nlle, da Europa, a 28.
Vaporea a sahlr
Mes de Novembro
Europa, Ville de Rosario, 4, s 4 boraa.
Rioe esc, Pdrnambncc, 4, s 5 Doras.
dantos e esc, Amazonas, 5, s 4 boras.
Santos e esc, Corrientes 5, as 4 boras.
Blo e esc, B'azl, 8, s 5 boras.
Nott, Mnaos, 8, as 4 oras.
Bio Grande do Sal, M.c-ionia, 9, i 4 boras.
Esropa, Magdalena, 10, a 1 bora.
Santos eesc, Higblaod Prlnce, 11, is 5 horas.
Gal, Tbames, 15, s 12 borai.
Seoova e esc, Las Palmas. 12, s 2 boras.
Santos e esc, Mexlcan Prime, 13, s 2 boras.
Europa. Dannbe. 24. s 12 boras.
Sal, Nlle, 28, a 1 bora.
SEGUROS MARTIMOS CONTRA
FOGO
Comparta Phenix Pernambu-
cana
RUADOCOMMERCIO
duelos Chimicos.
districto de
Gamelleira, nao pune o crime se a victi-
ma nao se apresentar e dar a jueixa ; ela-
bora tenha elle testeraunhado todo facto
Hoje 29, um filho do Sr. Severiano e A bronchit, que sobreven a Influenza j ^^ QarQ ^ qq fraQCez
as duas pa as que esto ao seu servico as ^orysas (aihirxos) acornpanb.'t.las clej
fbratn provocar desordens na Uzina Pe- re-oc.10 febril, bronc/w-pneumona, cal liar-
droza ; alli ao-grediram a um trabalhador ro pulmonar cont febre elevada, tubcrcu-
da fabrica ; e o filho do juiz fez-lhe um ose em segundo periodo com catharros
ferimento no bra90 e as pracas esbordoa- san^u.nolentos, asth'iia, larangitc, molas
ram o pobre hornera. ***** da garganta, insomnias e tosses sujo-
O pessoal da Uzina, indignado, se cantes cedern immediatamente ao uso do
reuni e tal p licia fugio da Iiha, duran- X^I'O l Q LObelia llluti
te a noite.
compensa le O'JOJ ir. e de 7 meda'
213:07-2 (Vaos de Pei-
toral de Cambar em
Estes Tac os irostram o procedimetito |
violento da policia do Sr. Severiano, e!
ao mesmo terapo a prudencia, a calma e'
o soffrimento dos agricultores e nqgo-
ciantes do Progresso ; qua a tant terapo .
ja peden providenci -s cont'a a trealou-
cada polica de semelhante juiz
A semana passada o Diario de Pcmam
buco deu noticia de dous fa.:tos aconteci-
dos, um na estaco do Macaco, e outro
no povoado do Progresso, ambos promo-
Ethcr bromado
DE
ILDEFONSO DE AZEVEDO
.Pharmaceutico
ous afinos
Durante o anno de 1892 a fabrica do
Peitoral de Cambar expediu para os
Estados do Brazil 8 379 duzias ou ....
100:548 frascos e em 1893, 9:377 duzias
ou 112:524 frascos, como o provam docu-
mentos officiaes em nosso poder, que
pomos a disposico do publico, afim de
Formula de alto valor therapeutico, ap- que possa verificar a exetidao destes
provada pela Ilustre inspectora de Hy- algarismos.
giene do Estado, cona o parecer do insig- | Esta a melhor prova da efficacia do
ne clnico 'r. Martins Costa. [Peitoral de Cambar, pois que, sea
Os grandes resultados obtidoi pelo Xa- SUas virtudes se.no evidencia nos casos
n>pt do Lobelia nflala, 110 tratarnento da em que applicada, nao teria tamanha
vides pelos fllhos do Sr. Severiano de Influenza poleta sir attestados por cente e to crescente acceitaipo publica-
Sioueira Barbosa esta semana mais 2 as de pessois da maior excepcao, resi- o agente Compauliia de Drogas e Pro-
factos na vindoura o que teremos? dentes n'esta cidade. duelos C/iimicos
Os amigos do Sr Severiano olhem a DepositoPharracia Franceza.
Extractes no mez de Novembro de 1894
Chamando voa atesi^a para a nota aliaixo:
Lotera do Estado de Mias-Geraes






>



a






*
j
>


:>
do Espirito-Santo
de Minas-Geraes
>. 9.
do Espirito-Santo 21. loteria.
de Minas-Geraes 3. serio da
ID. >
10. i
2. )>
4.
do Espirito-Santo 2. loteria
de Minas-Geraes 11. serie da
9. serie da
2. 8. 15:0U0Sir00
23. loteria 12:0(l0000
1. serie' da 10. 40:000*000
6. 25:0O0S000 por 4S000 3 de Novembro
"i

:
:

))

7. 20:0008000
12:0008000
8. 15:00050(10
6. 25:0005000
7. 20:OO0S000
9. 30:0008000
8. 15:0008000
12:0008000
6. 25:000*000
800
1S600 7
18000 9
38000 12
1 Si 100 14
8800 16
48000 19
38000 21
28100 23
800 26
l#60d 28
48000 30




>

>


>
LOTERA D
1.a serie da 27.' loteria da Bahia 3 do Novembro
2.* . 27.* 6
3.a 27.a > 8
1.a 28.a 10
Vendas em grosso e a retamo
CASA. SOMO DE 0R0
Pa<*a da Independencia n*. 9 e *
Para pagamentos de premios e mais informacoes com
BSHatfDffla LOPES LB2IB3
Teleg. AlheiroPernambuco- Caixa correio 196.
<




Olympio de Oliveira
atacado de forte constipado com tosse
desesperadora, s conseguiu restabele-
cer-se tomando o Peitoral de Cambar,
OJarl
arlo tfe Peroamftoeo lloaninao -i w 3iovi.u^o c i*3H
est iva tido ora d'or:m Nit podi dor-
an r, revolvu-se na cama iem poder conoi-
O Sr. Olympio A.Jde Oliveira, sendo \,ur 0 ,0mno. Eile nao bavia oommet ido
> stiiiato algam e ttSo era perseg >id< por
ninhumi ama d> oatro mondo ; todava
pareca elle alo User cuto da vida. Por
de Souza Soares.
O agente Compon Ida de Drogas e Pro-
ductos titmicos
ces-
to-
rea-
Toado p e <1 i il o
d gx'aife represen-
tante da Compa-
nlfiia de Seguros
Pro^reso o Sr.
ftKSJgllilBl AlIft'US-
t <1b ABiiieida9de
lineal en era em-
preado. I e i v o
voiu 11 tar iamente
lie eoutinnar a
^pre$ar incas or-
vqb a mesma
coaiipaisa,
asado por is
da a siisilia
pensabiBidad
Aproveito a| oc-
ca*>iaopara agra-
decer a todo que
se dignaram ile
fazer secaros por
Bis^gi fiatenaaedio
eos aquella eom-
pasaSaSa e oaTere-
^o-Elies meus ser-
vi eos como ajla-
te representante
actualmente ta
Coinpanlaiade Se
sruros llaritimos
Terrestres Co-
l isalao.
lleeife, 8 de Mo-
tero de 1*9 4.
Dantas Bastos.
Agente represn-
tala te.
urna de ai de vze que elle peuaou era li-
v.nr ae a' el.*- Man* seato ba que vbe
h ah todos os das, tem q' amigos jmila o auapeit'nj. tudo uin
erro, mal oto na qoa cdinirar. Pois. do
ue s-r.o mrame ue v.vor qando d'es-i
V t se la tira praaer alg.nn a uooforto ?
O r borneo prosegua diseodo, que
xi repetidas dores da o*beca o a ora.tnt.i-
v m por tai forma, ou* pa acia que se Ihe
aLria ea. aigumus ocoa Se*, > lem de I-
< ii .'ivas dores em v^n partas do oorpo
l'u.liv a pene por tal fr.ra amorellada.
que mais se asomelb'-iva a eo r'u n pe-
-mi: bo velbo; > appctitn tinha Ihi dess-
pa-nc>di, d.i e a xjit*c5<> iba faaia
pe pi;ar o coragSa aem.-ih ik,)i a'um reto-
gio qo -udo ae Ihe lira a pndula. N:ogc-
em
in
podo vivi(r 8im eomer, bero cert.>;
obstante, c.d'. vez qoo eit.1 bomem
0 mi era pur tal oa punido, como ar
o utaer p^ra elle, f mee um crime O es-
t ia-go recebia td i os ai.m ntos que elle
EMjgsdMj nao b d ivid-i, mas nada mais ; o
pi-ifso que rrcusava d gtril o. '-'onta
ma. estn pobre hornero, se tornuu um
sepulohro vivo com a aua .ImeuUgo p-
trida dentro da ti. Oa cidos venenosos
e :;hb-b ezlados a'css masi* putrii a.
aubiam-lhe gargant*. caua-ndo vomit a
je iatroduaiam-Bo no >y4tema a cirojtagao
I w aatigae, kSec'aao iodos as o -r es tra
cas do org-i. :s i' .
Fot p a o effoitos d'.a'o sobre es ervos
B f .a > noa uang^i "reoeiar a noite."
A constar ci > de f\ :ea de ps e mis, o
estado de tadiga, a d;.r.':-s.". > da espirito, o
;aa paal-r, a tosse aecca, Cslatiii, tra-
|<-esa e tont ras, e out.-os muitos syrapio-
nas que agor< nos n3 re^or^e, 3os es e c.i8).ie:'c:.is d'um causa e umu
nicaodeg tilo e y pepsi^. N.Ja n'.-n-
ce mundo* m^.a ruMio a > corpo humano
a ao espirito ; ;>&d nos ie a^parecer mais
pn>iritaSmid, Paantdsmi'S,e vosoa e s< ns
. vterioB-.s, nada maia aSo do qae ecb.s
ja.i tom"S na in^gm-^So. Aq'ielies que
g 2; tural e quando a noite ebega dorm m vu-
a: ta ella.
O homam a que acab-moa de allod'r
no Francez '.i. mado Jttao Mane Sor v,
nabita^tti de Yvais, Catou da Ponpol, em
Franca. Dis eUe n'om-i recente carta, que
depois de te s^ffrido por alg ios aaooa, de
inaigestao e dyspepi^, se aoba aesuaimeo
te curado com o am do X'opa Oorati-
vo da M8e Seig.l Vejo m Ve.." da
alo, 'o meo beaife.it.t
sa
t u a 1 representante,
queros vencidos quer
os a vencer-se.
Oj Srs. seguradoH
que desejarem iofor-
macao com rea gao a
Companhia queirs m
deixar seus recados
na referida ra e nu-
mero cima
qualquer tempo nao
terem razo de quei
xar-se ou jul^arem-se
lezados em seus direi-
tos.
Recife, 29-10-94.
Representante.
ED1TAES
Teaho os ervos
i a noite j me o
completamente
cansa recelo."
Milhares de pe-soas em Inglaterra, que
j estiveram tao mal como qu.-lie, rego-
zijum ao h j lo ter o mirpj e espirit.) s2 i
mi-n b auxilio do Xa<- pe arativo d"
M2o Seigel."
, Engenho Calende
Protesto, d"clarando em tempo ao
Ilhn. Sr Dr. Wauderley que, consta-
me, acetona o Sr. Dr. "Fernando de
Castro, tendo-lhe embargado a saf:-a
de canna n'um terreno deste engenho
Catendu, de que 6 rendeiro ; que nao
sou lavrador do mosmo Dr, Fernan-
do e sim no vizinho terreno do mnjor
Felipie onde moro o planto cann 9,
etc.
Por offerecimento expontaneo do
mesnio Dr. Fernando, tiz ein uiii.
quadra do seu terreno arrendado,
contiguo a mesma morada, um plau-
p do carinas, comprando sement, e
rodo -o m.s servico s minhas ex-
pensas, e m nada sou dependente
do mes.no doutro sino de sua ami-
sade.
Por combinaco reciproca ficou es-
tipulad.) auferir elle vinte por cento
dorenduuonto'das mesinas cannas.
Priso ueVeiitre,P<$ Laxativa uVichy
\
Altenco
PROGRESSO
::a?isni d ssso
MUTUO COHIBA F3&0
Tt-rido apparecid)
algumas reclamages
de ApoJice, d'esta
ompanhia, convido
t .das as pessoas que
tiyeiem recibos e nao
tenham suas A poli-
IstJ observou-se na colheita pas-
sadar cono consta da respectiva es- ^gg a aDreSentareifi
cripturafao nesta usina Correa da
Silva pelo guarda-livros Jos Lima,
hoje na usina Lustosa, o outres, e
outros; figurando o socio gerente
Major Foiippe Paes, e proprietario
da mesma usina.
Engenho Catende, 30 de Outubro
de 1 [
Francisco Ser aplaco d'A. Vasconcdlos.
Cjselho (jicouo neo da Re-
parti^ao de MarDha
Dp ordem do Sr. rapU&o de fragata Jos Pe
pa GiiB, I syec or leste arseosl, fago
pnbii o qoe recetx-.-*e proposia* etn cartsg le
cbad s d.i da 7 df Noveuioro pr. ximo (atoro,
a- II hora? < mantia tm urna das salas da
secrpiaMa d% n^p'-ccao, para o fo'nf. imedio de
carvld de ppora a ea e ej'aDei^cimento snas
oeoe.'xe'iuiss >- ao na les da a-u-a .a naclousl
utai'iouados no poro lo-i E-tada, dcante o
loto o exercii-io >\r 1S95; onsersadas as d'Si'O-
8ici8 doaniRS I76ei78 t>"a* psragTi
lilu .1o mnstaflsrata qc bnvoo c m o dp
i la c.# 75 fle t dd SeteuDro de 1820, o^
qoaes tto abati transcriptas :
Ariii/o 176. Sao datares o.' propooen'.es :
I." Sncnrr ci.m preces por nifCto f -ai
diarismo a propofia iaip e-na aue !de fe-
of ida pp!o 8ecreiario do a mi. a qual daia-
'4 >eit;:jara para ser aprert-uiada ao conce-
bo peo non ico.
2* Eolret-ar pp83Dalraenip 'fl por seo le-
liao 'ep'tgentaote. cireciam-nie o cq seltin
e oso 80 s aoas propoa>as focuo as amurt'as coi-
re donantes.
% 3." Est-.i&ir alm da cpn\ contracto eo i I, qoaa.io iaildr flrma Indivi
dual oa decom. oos qoe p o-eoj fer oecnclsa
ih u.a'.'icula.io e baver pago 08 impotosde casa
comn erc"il relatlvca a.) ni ituo Ermetre.
88o dispenpado da ai>rp en'.sgao da
tn.incuh oa Jonta joimtrcial as (sbrn-as e
p'iab-lfci upnto iadaairi.-s da R'-poh'i:-, e tp
rSo e-i-s eaaopllps a pr-f-pni.ia s-jore o* cu-
tros coocorrtn'ei em uaald ou de coodi^Oes *
circnm8ian<* a dpri'.iamr&t- p'ovaoan.
A'UgO 178 paragrarrin nleo. Al'ua do prJso
Kstipolado, os f"rue id)>s cjntinoaro a 8i;
prir or roais 60 das oas icecmas toodigpa,
p Bim 'r jot ado npcesa-i-. e -eos oa- iio
eeoatl ua direo ptra a prorogaeao do contracto.
Oa propontDies oerero ap'perta' i s Joco-
(ipi>8 de baDili:acao aia ta-oe'a i^o cooe-
allm de taril f a- aa lora a'idade exi
KldtS fo"30i SS'.UIpSS.
St';rpia la d. Inppc c,> do Arenal dp tnari
nha de PerDamoooo, 29 dj Ooiobro t* 1894.
0 sewtarto
entumi da S-tva Azeveao
B'ita f ppiopooa de metal uia-eiio, 4i0.
Boi6ea raades prelos de 0830 para blusas,
6i0.
rtot6-!8 peqdPQoe pretos d) osao para binas
640.
Moldes pequeos pretos de osso para oleas,
30.
moio>* peqQeoos pretos de loaso para calca?,
310.
Bo 6ea pequeos di mi.dr pperola, 400.
Boria* de la para gorria, 80. ,
Col bpteg pretos pa-a gorras. 4 f0 pares.
Ccl b-re o'pioe para .ha, 80 dem.
Co'dao de | eocsro'da, S40 meiros.
Pelles de carael o SO.
ObservagOe*
0* proorn^otes dever&o apraaentar-ae devida-
mete habilitados e aprpa^oiar as roas propoa
ti era duplcala, cora referencia a cada especie
de artigo, devendo oaa m^smae cooter o oome
do p'opooeo a, a ln.iicac.Sj da casa commerclal,
o.' "lara-.a) expresaa d^ .e aojeitar as moltis ie
5 0,0 oo esa de reros-r asaigosr o termo de
opo Pili cootracio en oo lOe O 0(0 de qo" tratara o'a
rG,a ^**s artie >- 87 e 8 do rptdoumedlo em vigor c qua'
o i.r?z i H. iir.ro.Me para eatreta ossrligos
NSo atro aaHtsa a propoatas qo d2o vie
rcm acompaohadag < E nr no.ouarj no subscripto a espec e do ar-
tlu.j pri'psto, oa oomeroa e marcas das amoa-
traa B"eaeniadaa.
Sec-t da do Arsenal "p Gjerra de Pernara-
buco,30 dj Outob'o de 1894.
J s Praacisco Ribriro Machado,
_________________ Secretirio.
O Dr. Marcos Tollio d. de diraito da fait.nda municipal do Re-
oife, to.
Fxe saber pelo prosees < qce no da 5
de N'.vembro do "orran'e nnoof ae ba de
ar*ematar por veoda a quera ua:t der o
pr>Qa pohlica deste j liso a eaa de p dra
e sel n 164 a roa do Ci.rooel Saassuna,
ireguesia de S. J'c com porta o anella
de '.rt:i", 2 caas, 3 qusrtos. crsioba fr*,
mede de frente 4 m> ir.-s e 45 eentimetros
e da luodo 16 metros e 80 centimet'ca,
quiotl murado, cacimba e portio qoe da
"ara a ra do Caldereiro, avallada em...
2:500)5000. Pr;ence a Antonio Valeotim
d- 8ilva Barroca e vao t praga por ezeen-
ylo que ibe move a fasenda maoicipal.
E para conetsr pato-'-so edital, na fur-
nia da ei.
Dado e pi-saado nesta cidade do Recife,
de P?rambaco ios 23 de Outubro de
1*94
Ea Jos da Costa Reg Lima, eserivSo
o e-cn; i.
M.-.rc b Tclo da Reis Lima.
O Dr. barcos TuUio aos Reis Lm, jais
dos feitoa da Uz^ods municip! do es-
tado de Pornaaibuco etc.
F< e saber qte ndes os diss da le bo
bale arremaid" por vende a qnsm mais
itr'-m prsga puil c deste ja:ao codia 5
d Novombro pr simo vindourots bers
seguidos peohorados por ezecuco da fa
zenda.
S. J)6
Um teneno a roa Imperial, etns 44
metr. s di f ente, por 450, per ser 2.a
ir-c;a, pertencento a Fraccelinj 'AIbu
querqiie Mello,
Um terreoo a ra do M rqin % do ner-
val, com 21 metr is e 50 oeit-metros de
/
DEKBY-CLUB
DE
PERNMBUG0 4
!II9M!QQ&IA 15
QUE SE REAL1S kRM NO
Da 4 de INovembrode 1894
Terminando as 5 horas da
tarde com a entrega dos pre-
mios.
Extracco pela machina Derby-CuD
Momea
Cor da vesti-
menta
Proprietario)
Ods! n Oripa des Phalasnis ?
H aii da vlscem qcp> acredite em al-
mas a > mundo? T*lvoa q>ie r*
da idaaa* homem impvido oome Voe.
. N.o oh;tate, ae tiwermos que sitar
nm cimterio, sempre prtfe'imoe a tora do
dia para ease fin>. Porque? Sara porqau
de da ae poa ver meltior ? 8er esse o
nico motivo? Jilod oarle. A uuica ra
z2o q'io todos n'in excp3oUem receio
de t s;tar a msoiSo des morsas p-las tro-
vas da noi-*. Qaasi t-o tem; o .
qaa. se o Ssermos qnsndo c sel bril, M
se i rmoa p.ccajpabfcdv.8, vultos sempre
rasesicb dw maior aaimo. Nos nSo cn-
mps em oleimaaj pelo menos a*sim o i
ZO-0'.
Co uec btatoo, qo quando joven,
B t ansio com a i e di appari<;S<-
aoan
JliT
t'ess.s wppcat.a pbhnt'.sini, qa
perto r-u w-ca, Be
..,. a se podada* o..
oh/ al :1 i
t.v ifl slgaffl x'aui n
p,i.. o era MI br^vo e d!stl
oifon u. Qiando *!1' :
OittYl
aqne! i -.odIo, ei .-;>' '
i gii c rraa i}ne o d s"ieva:'
espado c dea atiaaloa, fui viotims o-.
vioh P '
gortr aalta co ti. h
Cj uwaperado me aa Ir-
mor s- mb'i eo
t>Ro iji c *nir, me i ar
Di i i _ue o v rvimur da noi-
te ir. lo.
, s curioso, qe sta mesma ex.
presnao a raspeito do reoeio da noite, fono
anda ta piooo tampo] ufada por et.tro
hojO'Hn. O se i i-yitema oorvoao dis ee,
9
se ou fazerem-se re-
presentar munidas de
seus competentes re
cibos, a ra Mrquez
de Olinda n. 15, para
tomarem-se as devi-
das provideocias que
o caso exigir, isto no
prazo de 10 das z
contar desta data.
Fago scieote ao res -
peitavel commercio
de Pernambuco, e ao
publico em ge ral, que
ida e qualquer trans-
ac^o a rea iar-se
cofia relacao a esla
Companhia ser fir-
mada pelo pbaixo as-
si^rnado; assim como,
D recebimento de an-
imidad ;s ueste Esta-
, no de Alag'as e
Parahjba do Norte.
Todos estes recibos
acbazn-se cem o ac-
Concelho Econoniico du Repar-
tiro le Harinha
De ordem do Sr. capitao de fragata
Jss Pereira Guimares, inspector deste
Arsenal, fco publico que recebe-se pro-
postas em cartas fechadas no dia 9 de
Novemoro prximo faturo, s 11 horas
da manbi em urna das salas da Secreta-
ria da Inspecco, para o fornecimento de
madeiras e outros materiaes a este estabe-
leciraento, suas dependenr-ias e aos navios
da Armada Nacional estacionadas no porto
deste Estado, durante o futuro exercicio
de 18J5, observadas as disposicoes dos
artigos 176 e 178 e seus paragraphos do
regulamentoque baixou cora o Dec. n
745 de 12 de Satembro de 189U, as quaes
vao abajxo transcriptas :
Art. 176. Sb deveres dos propouea-
tes :
1. Encher com procos por extenso e
em algarismo a proposta impressa que
li e sera fornecida pelo Secretario do Ar-
senal a qual datar e assignar, para ser
apresentada ao Conselho Econmico.
8 2." Entregar pessoalmmte ou por
seu legitimo representante, devidamente
ao Conelho Econmico no logar, dia e
hora annnnciados, as respectivas propos-
tas,
3." Exhibir alm da certidao do res-
pectivo contracto social, quando nao fin-
firma individual, os documentos que pro-
vem ser negociante matricu ado e haver
pago os impostas de casa comraercial re-
lativos ao ultimo semestre.
4.- Silo dispensad os de apresentaco
da matricula na Junta Commercial as fa*
bricas e os estabelecimentos industriaos
da Repblica, e tero estes e aquellos a
preferencia sobre os outros coucurrentes
em igualdacie de condicoes e circumstan-
cias devidamente provadas.
Art. 178. paragrapho nico. Alm
do prazo estipulado os fornecedores con-
tiiiuaro a supprir por mais 6J das as
msmr.s cond^Ses, se assim fOrjulgado ne-
cessario, e sem que isto constitua direito
para prorogacao do contracto.
Os proponentes deverao apresentar os
documentos de babilitaco at a vespera
do Conseibo, afim de so verificar se as
formalidades exigidas foram satisfaitas.
Secretaria da Iuspeccao Ho Arsenal de
Marinha da Pernambuco, 30 de Outubro
da 1894.
O secretario.
Antonio da Silva Acevedo.
f.-eot vahado uida ptlm em 5(5000,
cujo terreno pertence a Os3-r Destibeaox.
Seis caieiras de junco. 1 dita de ama-
relio 1 dita de brsc/i, 1 espelho de pare-
de com moldura docrads, t .do av*liado
nm 5C$ 00, cojos beos Sd acbam em pe-
der de A'ipio de Mello.
E para que chegne a noticia ao coohe-
cimuott do todos pa-Hou-ae o presente qan
s-r publicado e sflixudo.
Dado [. 88d ne-t cidade do Recife,
a( s 23 de Outubro do 1894.
E i Alfredo Diamantino de Torres Bac-
deirs, eBOrivIo.
Marcos Tollio dos Reis Lima.
1." PareoExperiencia 800 metros. ADimaes de Pernambuco qoe nao leuDam gaobo
nos prados dn H"C '> cnotanr'o oa oao victoria. Premios : 250W10 eo f,
5000 ao 2-. e ioiOQO ao 3..
J. B. Cavalc.me,
J. Maja.
J. C. S-queira.
A. F.
P. Carvalho.
I P.
J. L.
R. R.
I. Miranda.
2.* PareoH'ppodronsa do Campo'GrandeI 000 metro.Animaos de Pernam-
buco. Premios : 250/00j ao |A 504000 ao 2.* e 35#000 ao 3.
1 Soprano..... Castanbo----- Pernamb.. ol Encimado............
1 Vulcao...... Baio........ C 51 Eicaroado e Draoco..
i Nido........ Hado..... 51 a c
i Dos ........ Cas'.aobo..-- 51
:. T aosporte... 1 Rodado...... 51 Preto e encarnado
Alaac....... 51 Lisirado.............
7,D"8troyer... ...s'au'.'.... c 51 Azol e onro............
S Dante....'.. c a 51 Encarnado e preto
1 Dengoso..... c 51 Acuareilo e Draoco....
1 Poroso.....
2 Maiaoge...
3 Cardaba.....
4 Dtciarlor....
5 Talispber....
6 VinnOor...
7 G liante.....
Han itj2.v.
Traquiuas...
Btuiy......
Rodado......
c
Zno.......
Ro8llbo.....
Rjdado......
Castaobi-----
m
Baio........
Pernamb.
51 Atol e preto.
51
51
51
51
51
51
51
51
51
Encaro, e tranco.....
R.>is...............
Encarnado e azul......
Eocaroado e amarello
Azul e Draoco........
Braoco e preto.......
Verde e amarello ... .
azol e brando...... .
XidreZ.............
J. More ra.
J. Mdia.
(Joud. Cruzeiro.
G. E.
".ood. Oliveira.
'.ond. Purioenae.
J. R. Groz.
J. P. 8. Har.
A. Silva.
C.u Njcunal.
3.* Pareo Iilberdlaae1200 metrosAnima", de Pernamboco.
1, 60*J00 so 2 e 30*000 o 3*.
Premios : 300*000 a)
Camors.....
NaDdOO.....
Pir..m .n....
Todo .....
ANeotnreiro.
AlazSo......
'. .s'd'ir.u....
- Cdstaeibo....
Pe-namb..
59
50
eo
60
50
LyMo.................
Roa...............
U-am-o e amarello-----
Verde e amarello......
Cood. Chombo.
Coad. c-uz-'u
Cooi. Bella Vala
I. Moraes.
Ccui. Limited.
i. PareoPrado praaakucano- 1.200 metros Animaes de Pera?mboco. Pre-
mios : 250*000.ao 1.*, 50*000 Su 2.* 6 25*000 ao 3."
Edital
Revlflo de pesos e bataneas
Paz-fe puD'ico a qorm popsa loiereeear. qoe
doraoie o mtz crreme recebe-se sem multa o
io- i- de revif&o de pesos, Dilan^a-e medida
djs eiablecment08 commerciaes das fregoe'
z'as d^ a logados eGraga deste mao.cipm, oo
P co do Coa>elnn Municipal, nm nove e meta
horas aa m&nDl s tres da tarle.
P.iC' do Lo: c. loo Moni'- pal da cidade do Re-
cite, 3 de Novembro de i8.ti
O secretario,
Joaqoim Jj Perreir da Hoena.
e ordem oo Dr. soO'prefeiio laz se-po*
buco a qoem ioteressar possa, qoe ao mel dia
d 7 do crreme, oa porta no Paco Municipal,
I bo i prac*, p*ra sereo entreues a q em mais
oIT.-hc.t, doas vitelios tonrmod que serviram ua
vacclnacio.
Secetana da ?r?feitur* Municipal do Recilr,
ea 3 de Novembro de 1894.
0 sacre ario.
Joaqa co Jo^ Perr^ira da Rocha.
Escola Normal de Pernambuco
Pela secretaria desta Escola se faz pu-
blico qne o exame escripto as diversas
catleiras dos annos do curso, ser pres-
tado observando-se a seguinte distribui-
co :
Dia S
1. Anno1." e 3* cadeira.
2." b 5.a e 6 a >
3." > 2.a e 4.
Da 6
1." Anno 2.a e 6." cadeira
2. 1 e 3.a
3.- 7.' e 8.a
Dia 7
1." Anno Calligraphia e 8.* cadeira.
2." 2.* e 7.* cadeira.
3.a 5" cadeira.
Dia 8
2." -Desenho linear.
Secretaria da Escola Normal de Per-
nambuco, 3 de Novembro de 1894.
O secretario.
Francisco Carlos da Silva Fragoso.
Pirata........
fomac 2...
\I.-.. t -.....
I ja...........
Galante.......
Masaio........
,Jaicbooly....
Preto........
Z.ini).......
.asiaubo....
Rodado......
partan I)')....
aellado.....
Irtusso.......
Pernamb..
50
50
50
50
50
50
50
Eocaroado...........
Ouro................
Asol e ouro......
Hosa................
ranco e p'eio......
Verde e amarello.....
Maealb&es t C.
J S. P.
Cood M.uri caaa.
;cu1. Cruzeiro.
R. Groz.
J. Pigoelredo.
Goodelaria Campos.
1* PareoPrado da Eatancta1.800 metrosandcapAnimaes de Pernambuco. Pre-
mios : 500*000 ao 1.a, 100*000 ao e 50*000 ao 3.
Mau'ity.....
Hismar.k Io.
Todo ......
Ena........
Avenlurtiro..
Plu >.......
Caslanho....
Rodado......
Mellado.....
Jastanrio....
ftodado.
Pernaipb.. 46
fiO
c n
44
c 58
c 54
Encarnado e branco..
Verde e amarello.
Azol braoco ...
Listrado.............
A. T qnee.
P. C RezcD e.
J. Mj'..*.
i. S. M.
'ob. Limited.
Joud. era.dio.
6.a Pr0~Derbr Club de Pernambucs-l.OM xet'os Aoimaes de Perr.aohaco
qoe uao teobam gaoiio no Ucrby.
25*000 ao 3
P'emios: 250*000 ao l>, 50*000 ao 2.* e
1 Pon aga 2A,
Masroite ..
Tooy 2......
CriJUlO.....
loo........
Cingo.....
Zaino.......
.a Unbo. ...
Alazio......
(re'o........
Ueado.....
Preto........
Pernamb.
50
50
50
50
50
50
Ouro...............
Azol e ouro.........
Encarnado e branco .
Verde e amarello.....
Amarello e verde......
aro.................
J. S. P.
Coad. Moarlscana.
?. 0. R.
J. T. S. M.
J.o P'-Oredo.
1. a. P.
7 PareoConaolaro80 meirosAnirxaes i'e Pero-mhoco que nao tenham tido cas
8iUca(:ao oos
25*000 ao 3.*
Pradea do Recile. Premios: 250*000 ao 1.', 50*000 ao 2. e
Sonrano.....
Traripe.....
Jifcte.ro-----
Banj....-
0 KO'O ..
Ca9tanho....
Rozbo......
alazao......
Ir.ao'arhi..
Pt-rnamb..
51
Bl
N
B
51
Encarnado...........
Lyno......... .....
L airado.............
K-1 a -na lo e prt-to...
mafpo p hrnnco....
I. 8. CM-al.cB'.e.
J. F. rimo.
1. 9.
R. C.
A Y ranil-
0bsery^s
Ar-erfa ile idrnerra
OcooiMb onomlro dpsl .' 'eb?r
propcsii.8 para C' mn s dos 8"iiOf ab ps, no du 5 n mes Je N mo fetora, a 11 bo rana rrantS:
Faz>t>das
.n Bgetn, 40 rj tro .
r g "8., -44 Idm.
B im esc ro t'trciio. 378 idtm.
H .1 auda para fon., 200 Idom.
Panto aiul recular, 2t2 dem,
p. ni j encarnado, 4 80 i )?m
Ariigos para Nrimanio
BolOes grandes de metal amarello, 640.
BECLAhAyOES
Cantas alrnzatla
A Companhia Exploradora do Produ-
ctos Calcreos, pede aos sers devedores
em atrazo que venham saldar sem demora
as suas contas, sob pena de serem cha-
mados pelos jsrnaes.
Dedarago
D" ordem di Sr. D Jnit <.: D'reiio da Pro
venorla e aa-^eotes dfste municipio fol transfe-
rido p:ra o dia 7 do correte a P'aga oa casa
o. 8.00 Ingsr Mattim'O 'o > ;o da Madeira
em BenerlOr, ohre a b.->g de 1:800*000.
01 n;a, 1 de Niwenbp.- d 189i
0 scrftio.
D Fr.:nct5C0 Uns Cnldat
H.ospi:al Pedro II
Precisa se com urgencia centractar om pralico
de ibarmacla com babiiitscoe pira o servijo de
aboratorio. O eervico das 6 horas da manba
aa 6 da tarde: & tratar com o Dr. director, no
aeemo hospital, as Doras do expediente.
Tocsrdo a pesagem os animaos deverao estr.r janto respectiva c: .>& para
serem inmediatamente eosilhados e seguirm para o barracSo no cejtro da raa ondo
id poderSo estar os jockeyB o os tr-tadores oo criad s os qaacs dSo p.dcrao ter com-
mnnicacSo com pessoa alguma antes de realisar-se a ccrrida.
Os Srs. freqaentadores, manaos de seas competente bilhetes, & raeSo df
IrJOOO cada nm, terSo direito aos premios qua a sorte designar por meio da machina
Derby-Club, encontraudo-ae es raleridos bilhetea a veoda Da Livraria Francez* ra 1*
d* Marco, e na Secretaria do Derby Club ra Doqoe da Caxias n. 20 1* andar
das 10 horas s 3 da tarde, anterior ao da corrida, e, no dia seguinte nos portSes do
Prado da Estais.
Conlinuo era vigor lodas as resolucOos al hoje adoptadas pelas socieda*
des hypicas desle Estado, constantes de seus cdigos de corridas e LnslrjiecOes j?
publicadas.
Dentro da casa das apostas, na sala destinada a venda de poules, nao
lora iogresso pessoa alguma atan da directora, .coramissao fiscal e empregados
Os Sis. juizes so' lero iugresso_ na sala coutigua a da vanda de
p3ules.
Os Srs. empregados devera estar no Derby Club s 10. horas da manh
em ponto, sob pena de nao serem admitidos do servico.
Chama-so a atteocao dos Srs. apostadores para o horario qpn sera rs.'r.cta-
ente observado, techando o Ia pareo s 12 borae em ponto,
Os jockeys que nao so apresenhrem coavenientemente (rajados cora as
.fres adoptadas no programma por seus patroes, nao serao admittidos a pesagem
e serao multados de accordo com o art. 51 do cdigo de corridas-
Os forfaits serao recebidos at sabbado 3 do correle s 3 horas da
tanto na Secrelaria do Derby.
As poules qa) nao terem pngas no Prado da Estancia no. dia dj cor
rida so' serao pagas 3 dias depois na secretaria do Derby.
Os premios sero pagos 48 horas depois d'corrla na secrelaria do Derby
Club ra Duque de Caxias o. 20 1.* andar.
O expediente para esta corrida encorrar-se-ha no dia 3 de Novembro
3 horas da tarde.
A Directora chama a alteugo dos Srs. proprietaiios e jockovs para ogt
ft. 21 eseus %%, e o art. 40 que sao reetrictameie observados.
Sesretosia do DerbyOlnb ue Pernamboco, 31 de Oatubro de 18*4.
O gerente,
A. A; Gomes Penna.
MUTIIADB |

i
\

X



V

1.
"JIJ!" Vil-----------------------------------------
Escola NfOrmal d e Per-.
nambuco
EXAMES ANNUAES
Dj ordem do Sr. I)r. director, e em observan-
cia a disposicao do arl. 39 do regulamento de
17 de Dezembro de 1837, fafo publico a quem
intereasar que a congregagao dos profasaores
d'esia escola resolveu em sua sesso ordinaria
de Iwje, que os examei auuuaei das dmm
cadotras do curso coinev-asse vembro, s 9 horas da maahii, no 2 e 3. anno
e a 10 no I.* pela prova escripia, que, nos ter-
mos do art. 46 do mesmo regulamento, sera |fei-
ta d urna su Tez em cada cadeira, por todos os
alumnos do curso, lunccionando duas cadciras,
por da; seguindo-se a prova oral em turmas
de 8 examinandos em todos os annos, nos ter-
mos do artigo citado, observando-se em tudo as
disposicOes do Capitulo V do mesmo reguta-
mwito.
Serao rdrrittidos a exanca escripto os seguin-
tes alumnos:
3.* ANNO
Adelaide da Cunha Scuto-Maior, 2', 4, 5"
T, 8 e msica
Melania ue barros Femara, 2", 4', 5", 7, 8' e
Diario dePerpamlwco Pomingo 4
Amelia de Oliveira, 2a, 4", 5', 7', 8* e
msica,
e mu-
mufica.
Mana Amelia de A. Contino, 2', 4', 5*, T, 8"
e msica.
Antonia Christioa ia Costa Cardoso, 2', V, 5*,
7', fe" e msica. .
Mana Alejandrina de Freitas Pinbeiro, 2',
4\ B, 7a. 8" e msica.
Mara Augusta da Carmo, 2", 4", 5', 7", 8a e
Julia Silvina Joseplia de Soma, 2-, 4", 5*. 7,
8' e msica.
Mana Jos da Losla, 2-, 4-, 5-, V, 8- e mu-
Mana Clotilde de Medeiros Araujo, 2", 4*, 5",
7', 8" e msica.
Innocencia Augusta da Silva Santiago, 2",4a,
3a, 7*, 8a e msica.
Alexandrina M. Lopes de Mendonga, 2a, 5a, T,
8* e msica.
Elvira Maria da Concei(;ao, 2a, 5a, /*, 8a e mu-
" Francisca Candida Ferroira, 2a, 4a, 5a, 7a, 8a e
m1'lnlumena Alves de Souza, 2a, 5a, 7a, 8a e m-
sica.
Maria
""losa' Alexandrina Caneca, 2a, 4a, 5a, 7a, 8a e
""aum Candida Villarim, 2a, 4a, 5a, 7a, 8a e mu-
SC 1
Joanna Baptista Goyanna, 2a, 7a, 8a en
Mana Bessone de Mello, Ia, 4a, 5a, /\ 8a
dr'i
Jos Antonio de Miranda, 2a, 4a, 5a, 7a, 8a e
Luiz Mximo Pereira de Araujo, 2a, 5a, 7a, 8 e
* 2.. ANXO
Etelvina Cordeira da Rocha Pereira, i", 2a, 3a,
5 6a. 7* e deienho.
'Esther Alice dos Santof '", 2a ,3a e /.
Maria das Mercs Macedo de Oliveira, Ia, 2,
3a o' 6a, "a e desenho.
Maria da Pureza BarbOBa de Araujo, Ia, 2a, o,
K 6a e 7a
'Mana Isabel Ferreira Leite, 2a, 3a, 5*, t, 7 e
To'saJina Maria da ConceicSo, Ia, 2a, 3a, 5a, 6a,
7a e desenho. ..,,. i. .
Maria Francisca Spencer Netto, Ia, 2a. 3a, oa,
6a, T- e desenho.
Lupicina Candida Regueira Duarte, Ia, 2a, 3a,
*Bernurdina dos Res Spindola, Ia, 2a, 3a, 5a,
6a 7" e desenho.
Zulmira Leodegaria de Souza Cavalcante, f,
Ia 3" 5" 6a 7a e desenho.
Anna 'virtuosa de Hollanda Martins, 3a e 5a.
Josepha H. Ferreira de Castro, Ia, a, '', &a e
7"'Tenulina d Oliveira, Ia, 3a,-5a e 7a.
Luua Stepple, 5a e 7a
Claudina Pereira de Mello, 5a.
Mana d0 Dores Gomes de Araujo, '.
Maria Alexandrina Pereira das leves, 1 2,
3a 5a $* 7a e desenho.
'feria do Carmo Ferreira Bnlto, 3a e 7a.
Joa lilidio Domingues -Carneiro, Ia, 2a, 3a,
' 6a 7a e desenho.
Mael Estanislao Pires de Souza, Ia, 2a, ^ e
Jos Thimes Pereira Jnior, Ia, 2", 3a, E-, 6a,
Joaquim Pompen Monteiro Pessoa, Ia, 2a, 3a,
3a, 6\ 7a e desenho.
Pedro de Alcntara da Costa Lima, Ia, Z", a,
5a, 6a, 7a e desenho.
ly-io Ferreira Martins Ribeiro, 3a.
Francisco de Paula Pinto 5a e b.
Sebasliao F. do Amaral e Silva, desenho
"Amonio Ribeiro de Araujo, i, 3, 7a, e de-
8CntlU' PRIMEIRO ANNO
Julia Militana Gomes de Oliveira, 3a e 6.
Vicencia Elvsia Marques de Amorim, Ia, 2a,
3a. 6a, 8a, e cafligraphia.
Tbereza Eudoxia da Sva, 2a, 3, C.
Joanna Ramulpa de Migalbes, Ia, 2o, 3 e
Maria da Conceig Barbosa de Araujo, 1*.
2a 3a 6a 8*, calliu'raphia e msica.
Virginia Lopes Tavares da Silva 2a, 3a e 6a
Minervina do Monte Pereira da Cruz, 2a. 3a,
eEiifraziaP. Fredorinda. da Silva, Ia, 2a, 3a,
nabina Candida Dqz, 1", 2a 3a, a 8a, cal-
"ERSdoSS^deMoBr. Accio.y, Ia. *, 3a.,
6a 8* cal'Urapnia e msica.
'Joaquina Candida de Aimeida, Ia, 2a, 3-, e
fin
Maria Militana Gomes Ferreira, 2a, 3a, 6a, 8'
calligraphia e msica.
Mana Julia Chaves dos Santos, Ia. 2a, 3a, 6a,
8a calligraphia-e msica.
Anua Digna Pereira Machado, Ia, e 6a.
Cecia da Silva Vidal, 2a, 3a, 6a e 8a
Maria Francisca da Piedade, Ia, 2a, % 6a, 8"
cali i "rapia e msica.
Clotilde Mana Lacrela Cavalcante, 2a, 3a, e
6a
nna Coutinho de Oliveira Guimares, 2.
CerdolaMana Solme, 2a, 3a, 6a, 8a e msica.
Josepha Aurelia Cmaro da Luaha, Ia, 2'.
3a, 6a,
HSPPODROIVIO
DO
GRANDE
V, 6a, 8* calligraphia e msica.
Francelina Gomes dos Passos, Ia, 2",
8a e msica. ..
Mana das Neves Libania de Souza, 2a.
Maria .da Assumpcao Fsrreira, 2a, 3', 6a, 6'
calliirraiiii* e msica.
Auto Gomes dos Passos, Ia. 2a, 3a, 6a, 8a cal-
ligraplna e msica.
Martha Maria da Conceipao, Ia, 2a, 3a, 6a, 8"
calligraphia e mu ica.
Donatillade Meoezes Amorim Ia, 2a, 3a, 6a,
8 calligraphia e msica.
Julia Germana Ribeiro, 2a e 3a.
Luciila das Neves Marioho Falcao, I,
6>, 8a calligraphia e msica.
Celecina de Barros Ferreira, 2a, 3a.
alliKraphia e msica.
Alexandrina Mara da Conceigao, 2a
Maria das Dores Quaresma, Ia, 2a, 3a
msica. .
Possidonia Rosa Machado, 2". ,
Cecilia Leocaaia de Mendonga Siqueira, 2a
2a, 3'
6-,,
G"
i: 31
Ia. 2a, 3a, 6a, 8a
Luiza de Franca Oliveira,
calligraphia e msica
Francisco Augusto Alve, 2" 3a e 6
Olavo Joaquim de Sanl Anna Ia, 3" 6a e 8
Ravmundo Barbosa Esteres de Fpe.ta, l
, 3a, 6a, 8a calligraphia e usica-
AffbBso dos Reis Martins Ribeiro, 2a e 8a.
Secretaria da Escola Normal de PernambucD,
31 de Outubro de 1894 .
O seeretano,
Francisco Cario ia Suva Fragoto.
Industrial e commer-
cio de estira
GOMPAiHIA
no escriptoria deati MBpanbia. i ra dn>
Amorim n. 58, acbam-te a diapoalcio ios -
aores accioais'as a copia "o bataneo e m*i> de -
comentos exigt'toi por M, tetHosi.aa aooi,
ttocial rindo em 30 de Junto prozia pnaudo.
Recfe, 11 d Ouiur> de 48M.
A. D. Femawei.
Director secretario.
Projecto de inscripeo
Para a 23/ corrida arealizar-se na domingo
11 de Novembro de 1894
FESTA ANNiVRRURIA
1.* PAREO Prado Peraxahaeaie 1.600 motroa Animaos de Pt-
nambuoo que nao tenbam gaxiho n< a pradeg do Recite. PREMIOS:
4005000 ao primeiro, 80|000 ac Begundo e 40iJ0O0 *> terooiro.
Art. 5.-Omors.
2. PAREO Aaolveraario 2.000 metros. Haodioap. Aninaana de Parnam-
buco. pbkmios : 800*000 ao primeiro, 160*000 ao aegundo e 80*
ao teroeiro.
PesosBiamaik 2.-, 60kiloa; Camora, Aveutorairo, 53 ksi, Ploto, 53 ki-
los; Triampho, Piramon, 52 kiloa ; Pyrilampo, 48 kilos; Tuio-, Nt-
babo, Torco 2.-, Maarity, 45 k loa; e oa damaia o mnimo peso que
ooosegairem.
3." PAREOorl>y Clsib de Pensaasbaieo1.400 metroa. Handican.
Animaos d P-rnamDuoo. Pbkmios : 350*000 ao primeiro, 70*000 ao
aegundo e 35OGO ao teroeiro-
Art. 5.'Bismark, (Jamora e Arentureiro.
Pesos=Piramo-, 56 kilos; Patio e Triampho 53 kilos; Pyrilampo, Maarity,
Tado-, Nababo, Turco 2-., 51 kilos, Hrondelle, 50 kiloa e todoe os
demais 45 kilos.
4.a PAREOlllppodromo do Campo Gratade1.800 metros. Haadicap.
Animaos segando e 50*00'J ao terceiro.
PetosMximo 7U kil a, mnimo -1 kiloa.
5. PAREO Trilitos Urbanos- 1.700 metros Handicap.glAoimpeB de
Porno>bca. Premios : 500*000 ao primeiro, 100*000 ao Hegundo
e 50*000 ao terceiro.
Art. 5.,ub ao pareo Derby Jlub e Piramon, Platlo, Triampho, Pyrilampo,
Maarity, Tudo-, Nababo, Tnroo 2.
POSOS -Dabo, Berln, Ally Stopper, Pigmeo, Faniaao, Hirondelle 56
Maaootte, 55 kilos; Ptchoaly, Ibo, 52 kilos; MaUio, Pirata,
peiro, 61 kiloa; Caraana, Narciao, Tenor 2.-,50 kiloa, o oa
45 kiloa oada um.
o.- PAREO laapreosa1.250 metroa Animaos do Pornambooo. pksmios :
3-0*000 ao primeiro, 60f 300 ao segundo e 30*000 ao terceiro.
Art. 5.- Oa do pareo Trilhoa Urbanos o Oubhn. Berlim, Pigmeo, Faniano, Hi-
rondelle, Mascotte, Pathchouly, Ybo, Malaio, Pirati, Qanmpeiro, Ally
Stoper.
7. PAREOAos portmea 860 metros. Animaos de Paroambuco. pre-
mios : 3001000 ao primeiro, 00*000 ao segando e 30^000 ao ter-
ceiro.
Art. 5 Os do pareo Imprensa e Beij*-FI8r, Palbaco e Tapy 2.
8. PAREO- -11 de NoreMbro 1.100 metroa. Aaimaes da Peroambaoo.
premios : 30C*0O0 ao primeiro, 60*000 ao aegundo o 30*000 ao
tereeiro.
Art. 5.' Oa do pareo aia Sportman e C-raaia, Narciso, Mouro, CoIIjsso, Toa-
Ion, Teimoso, Frontn. Traquinas, Ten-*.- 2 Patropolis 2-., Fuaileiro,
Praasiano, Salante, Vi*, Enireb, Pnarioeu, Batury, O'iogo, Fom-sa
2.-, Baralbo, Diota^r, Pian Moarisoo, Taapher, Malango, Fatioso,
Ida, Qallet, Eaa e Vinganca.
Observaijes
S contar victoria o p Nenbam dos pareos ser ooosiderado rea u.do desde que rilo se inacrevam
e corram 6 animaes de 4 proprietarioa differeotes.
A proposta qmt nio ier aoompanbada da respectiva impor'oaaca nSo seta
Apos a pessgem os jokeys e animaes que tivarem de disput.r o parso serao
iiolados.
Os cavallos sospeneos no poderlo ser nacriptos.
Todos os propr otiri.ia que loacreverem os seus aaimaes reoabsrao
cada inscripc3o 5 oartSes namarados que darS diroito o aorteio e o numero e
tradss corresponden'es aos animaos inscriptos. ^
A inscripgSo encerrar-seha oa terga-f .-ira 6 do> Novembro, a 6 1(5 or
a tarde ra secretaria, i. roa Larga do Rosario n. 16 1. acidar.
Secretaria do Hppodromo do Campo Qrode, 30 de Outubro da 1894.
O secretario,
kilos ;
Garim-
demsis
mmziL so siBsniBE
Previne-se aos senho-
res concessionarios de
peanas (Tagua, que nos
termos da nova dispo-
sico do art. 56 do re-
gulamento de pennas
(Tagua e em vista da
certidao da junta dos
correctores, que decla-
ra ter sido de 11 3|4 d.
por 1^000 o cambio
medio sobre a praca de
Londres nos trinta das
decorridos de 25 de
Selembro a 24 de Ou-
tubro ultimo, o preco
d'agua s casas por
pennas, ser na razo
de 6^000 para taxa m-
nima e de 444 rs. por
metro cubico de excesso
no prximo mez de No-
vembro.
Recife, 30 de Outu-
bro de 1894.
Sociedade
DOS
artistas Mchameos e Li-
beraes
Aspamblea eral extraordinaria
De o*iem da dircto*ia cjmmnaico aos so-
cios effe-.ivjs (e--a assucib^ao que s sessde
<>e reto^ma >'e esia-utus em n otiO'.ugj as ef-
fectnara na" tercas ("iras as 7 oras aa o ate.
Secretaria da Soniedade dos Artistas Mechani-
eos e LiDeraes de Pernambaco, 2 de NuvemDro
de 189i.0 l- secretario,
Uaacio Lapes-
08
Para passageas, car<, (rete etc., trata-se com
AGENTES
POETOS DO SUL
O paquete Manos
Commardanto F. A. Aimeida

0 London & Brazilian
Bank Limited
Nacen sobre Lisboa e Porto
ean libras sterlinas, e v ista.
sendo o palamenta feite msi
occasiito da apresentaco do
saque ao cambio, pelo qual o
Banco estiver comprando pa
pe sobre Londres a noventa
das de vista naquellaa pracas.
Mossoro e Aracaty
Spgne para os partos tena o hiats Dos te
GDie recebe carga no 2 piotO : tratar na
roa da Madra de Dos a. 8.
de
en
Augusto Silva.
Companhia industrial IrmaidadedasAlmasdanla-
triz to Corpo Santo
Oficio
mesa reaedora da Veoerav?l I-mandade
Alma', e-u rnoip-iaienio ao art. 73 capito
ecommercio de es-
tiva
Sao convidados os Sra. accionlas a virem
reeeber no escripto-io desta ccaoDaobia roa do
Amorim o. 58, do da 5 de NoTembro prximo
em dame, o 3- dividendo os r>tao oe 15 0/0
sobre o capital reultpano.
Onirosim, preeicbido como foi oeste aooo o
fondo de ioiegracao roga ee aos mermoH Srs.
accionistas de aoreien'.arem ts caoielas fiesoas
rcoes para nelias se faser a respectiva uver-
baala.
Hecife, 16 de Oclnbro de <89i.
Alberto Das Femandes
Director secretario.
Gompanhia
Refinadora VLecantil Assn-
careira
Acbam se a-dlsposi^fta dos S-p. accionista
para serem eVamioados, no esenptono desu
(ompanhia. a roa 1o Dr. Jos Msriaooo n 66. os
irrutseolos de q e tratadi ce at. i 4 3 do Ar.
U7 Ai le das soc'edades anoi y ras, relativo ao
aooo social fiodj em 30 de Sembr ainmo.
Eftcript -r.o da Companbia, 25 de tictuiwo de
894 -Ouertnte
Manoel Ferrei* Cras.
Veneravel Ordeaa 3.a de
N. S. do Carmo
De aecrdo com a determinaco
de S. Exc. Eevdma. o Sr. Bispo
Diocesano, tem de proceder-3e a elei-
co da Mesa Regedora que h de ad-
ministrar esta veneravel Ordcm, no
anno compromissal de 1894 a 1895, e
para este fim a commissao adminis-
trativa convida pelo presente aos
carissimos irmos.que teem direito
de voto, e que nao fizero parte da
Mesa Regedora sipspensa, a compa-
reeerem em noaso Consistorio as 11
horas do dia 4 de Novembro, para
tomarem parte na referida eleico.
Consistorio, em 31 de Outubro Lde
1894.
Mano el Goncalvea Agr
Presidente
A
das
lo 15." do *t,-o coaipromiso deliberan mandar
celebrar nm officiu sulemoo p^la^ alma>, o iUj
ter logar do da 6 do correte s 8 boras oa
aiit, e para astistil-o convi.i.. aos Irma-'* des
ia iriuandade a comparecerem ai diio acto.
A mesa convida lambed .ao Ivms. Srs. sa>
cerdetes que oeste mesmo dia e oer* qoiip-pm
celebrar mirsa meaiaota a espoitala da 5*000
cocoparecereon nesta^matriz.
Conapanhia Haiiuf'aetora de
Phospboros
Sao convidados os Srs. accionistas a
realizarem dentro de 30 dias, a contar de
5 do corrente mez, a 8.a entrada de auas
prestacSes, razSo de 10 0{Q ^ ^P-1
subscripto ou 209 por accSo, em mao do
tbesoureiro, roa da Madre Deus n. 18.
Eecife, 3 de Novembro de 1894.
O director secretario.
/. P. Gortfa/ves da Silva.
53cvai
linpaDhia de Sania laereza
Aaraw la* <
Nfo senda posiatl reJiarnw Boji-a renniao
da aaaemolatfrerHi anorroclada ca adiada para
o da H do csrreo'e. k reooao effecn>ar-se
ba no i." *ndar ds casa o. 19 ds roa do Viga-
rio Tenorio sala de delrax.
Reeifc 3 de No remiro de 1894.
O gerente.
A- Pereira SimOei.
iKiiiMuu:
DO
S. Sac'Kimentoda Boa Vista
AVJSO
De ord m da mesa retadora da Irmandade do
3. Saerameoto da Boa Vista, convido se3 lrmes
e awis oesco**, qo lem *oi ovpo no n-su ira-
trtornas cea eesaiios pira, no pra.o de 30
dias, acontar da data dxsta, a train f-irem 9*'>
o deposite (eral, r.sto ex-siir dentre ella? gran-
de aoaotda'e que ba moito lempo esta em
compl-to absodcoo e ter a mesa regedora or-
avi.ie necessliade demandar ater obras ro
lugar onde as referidas ornas se ambaro colloca
na-> e alem de indo oao est de accordo com a
reweocte do cirHo.
Consilorio da i'asndade doS. Sseramenlo da
Boa Vista. 35 de Ootobro de 189i.
O fsenvao
Iiido'O Perrera.
Costura Arsenal
de Guerra
De ordem do creadlo- tcneole-coronel direc'O'
leste arsenal, distriboem-te ctnioras noadUs
5, 6 e 7 do correle mez, com as costarelra,
postBidoraa das .golas de os. 681 a 600, de
conformidade cem as orden s em vigor.
5ecco diaossitvaa do Arsenal de Goerri de
Estado de Pernambaco, 4 de Novembro oe 1894
Flix Antonio de Alcntara,
Capitao adjnnto.
8anta Gasa
Casas para alagir
Na aecrei^-ia da Santa Can alogam-te aa te-
solotes casaa:
Roa do Amparo n. 18.
Iuem Amlol n. 8.
i^.?.rr:j sagenes Mantes
LINHA ME NS AL
O paquete Congo
Commasdsate Rosaignol
E* esperado da Europa al
o dia
4 do .\sveaabro
spgoiodo dep-is daaemara oecessana para
Babia, Bio de Janeiro. Montevideo m Bue-
Boa-Ayrea
I? Estes paqnetes sao lilomiaados Ins. eltc
trica.
Previne-Be inda ao a Srs. reeebedares de mee-
adonas que se attendera a reclamac&es per
(ai -as, que forero reconneeida" na occasiao co
escarga dos volnmes; e que dentro de 48 ni-
as a contar do dia da descarga das avarengas,
everSo faier qualque? reclamajao coocemen-
ie a voinisea que por ventara tenbam seguido
para oa portos do sol, aiim de serem dadas a
empo as providencias neceasasias.
Roga-se aos Srs. passageiros de ae preseat;i-
em na vea pera da esegada do vapor para toma
em as anaa passagens.
os
Para carga e encommendas etc. tratar coi
AGENTES
H. Burle & C.
42-RUA DO TORRES42
1- andar
fctffft
PJRTOS DO KORTE
O paquete Brazil
Commandante A F. da Silva
Espera-se d o a
portos do norte
ai o dia O ie
No vembro se
'gamdo depol? da
!mo7T'indii*ensavel para
Macei, Baha, Victoiia, Rio
de Janeiro
As encommendas serao recebidas al 1 hora
da larde do dia da sabida, no traptebe Barbosa
Caes da CompinhiaPernamboeana d. 4.
Para passagens,
com os
eargg, trete
AGENTES
etc. tratarse
PORTOS !>0 NORTE
O paqaete
Pernambuco
Commandante
F. Ripper
E esperado lo
norte as o da
41 de NDwmbro
egolodo depois
a demora necia
E'esperado do
sol ai o dia
7 de Novembro
egolodo depo s
ia denJora Beresa*ia para
Parahyba, Natal, Cnar, Ama- racSo, M
ranhao, Para, Obidoa e Manos
As fncommeoJas serao recebidajat 1 bora
da tarde do dia d-. f ahila, no trap'Cbe Barbosa,
no caes da Companbia Pernambucaaa n. 4.
Aos Srs, carrenadores pedimos a soa alteocao
pi>ra a claosnia 10a dos caabecimeotoa qoe :
Pi caso de hiver algoma reclamacao contra a
cojipanhia po- avanza oa perda, deve ser felta
por escripia ao aven e respectivo do porto de
desearga, dentro de tres das depon de finali-
sada.
Nao precedendo esia (orjialidade, a compa
aO'a tita lseota de toda a r sp osaotli^ade.
Para passagens, fretes e encommeodas ira-
ta-sa com a
AGSNTES
Pereira Ganeiro G.
RUi DO COMMERCIO N. S
1* andar
Ptttao.ho allemSo
Otto
Para em direitara
J tendo encajado pa-'e de seo carregamento
poder anda receber om rcsio i!e carga para
segor oestes poneos a a- : a tratar com
Pinto Alves e Comp.
sarta para o
j^aoei. Bahia> Eafirito-Saato
Janeiro
e-Re aV
\ DATA INCORRETA
iBjlp)ps^a^=S-g-aa-== i aaae^BBBBBBBBBB. ,
As encommendas serao recebidas at 1 b ira
da tarde do da da sabida, no trapiche Barbosa
ctes da Companbia Pernambacana n. 4

CH.WGSUSS'UimS
Companhia Fraaceza
DE
NaTegafio a vaper.
Linha regalar entre o Havre, Lisboa,
Peroambaoo, Baha, Rio de Janeiro
e Santos.
0 VAPOR
Corrientes
Commandante Lainey
B' esperado da
Fu-opa at o dia
4 de Novembro
isegoindo depois
Va Indiapensa ve
demora para
Baha, Rio de Janeiro e San-
tos
ste vapor en rara no porto
Rvga-ee aos Srs. Importadores de carza pelos
vaporee desta linha, qoeiram astsenUr den-
tro de 6 dias, a coolardo da descargadas al-
varengas qoalqner reclamacio concemente a vo
Icsss 52e psrvecs^ tsstso: sar.i: ;trs or
portos do snl. aam de se poderco dsr a tem'o
as proviceucias oecessarias.
EiDirado o referido prazo acoapanna nao se
reapooBabllisa por extravos.
Recebe carga a tratar com o
AGENTE
A.ugTi8te Labille
9Roa do Commercio**
Pacifico Slean svigatidi Gom-
STRAITS OF MAOELLAM UNE
O paquete Orellana
E'esperado da Boros
at o da 1 4- Novaobro
seguiodo slepoi *" iadis-
|penavel demora,. : **'
"paraso rom escala *>
Babia, Bio Janeiro o M atevido
Para carga, passagens eacomaundas dinael
ro a freto trata- se com os
AGENTES
WHsftfl, Stss I C, Umita
O^RUA DO OOMMEROIO10
1* aadar
Rio Grande doSnl, Pelotas e Porto- Ale
gre
Para caraa e passsgei-os trata-se com oa
AGENTES
Pereira Girae.ro & 0.
Ra do Comassrcio n. 6
1.andar
A. G, de Freitas Gg C.
Sud Biasi' Dienst
o VAPOR
Ithka
E' eserai*o da Eoropa at
o dia ia >ie Novembro se-
goindo depois da demora
necegoari* para
Santos, Paranagoa,.Sant Citbarioa, R o Grande
do Sol. Pelotas e Porto Al-gre
Para ^arga, passagens, eDcommendas valo-
rea tratn-ae com os
. Agente*
Pereira Carneiro & G.
6RUADO COMMERCIO-6
1 andar
Hatoburg -uedamerikanis-
ebe Dampfschifffahrts-Ge
sellschaft/ ^S*
Vapor Amainas
Esoera-se da
Eoropa no da
4 oe Ncvembro
regou-.-o depois
da demera neces-
aria para
Babia, Rio de Janeira
Santos
Este vapor entrar no porto
'^uaesquer reclamacSes s serSo aten-
ddaa 48 horas depois da uitima descarga
do vapoi na Alfandega.
Este vapor illaminado lus elctrica
e offerece eptimas accommod&cSes aoa
Srs. caassgeiioa.
Para carga, encoumendas, passagens e fre-
tes trata-6a com os
Consignatarios
BorfttelmaD & C.
Rae do Commercio n. 18
1* andar
LEILOES
Terca fera, 6, deve ter logar o lellio ds
predioi, bem ;on> 20 cbapas cora pedras mar-
more, existen es no armazeic da roa do Boro
Jess o. U.
jeiio
De prancbes e taboas dn forro e apsoalbo de
amarellj, loo-o e cedro. Fas-se abamento dos
procos actoaes de tO a JO V. Para ver na ser-
rana da roa de S. Juao t a tratar na fabrica de
viabos de caj, de Jos de Macedo roa da Au-
rora n. til.
.Leilao
Do sobrado da esquina do larco da Pcnte Ye-
Iba n. i.
Urna casa terrea n. 3 em cbaos propHos.
Unas casas terreas com --o'aos a roa Vizconde
de Gojaoaa os. 119 e 121, as qa es rendem
840 010 annaaes,
Terc,a-feir, 6 de Novembro
A'S u HORAS
Agente Pinto
BA D BOU JBSC3 N. 43
Hamburg SuedameHkaois-
ebe DaD pfchiffabrts Gre-
sellscbaft.
O Jyapor Santos
E' esperado do sal al o dia
svembro e seguir depois da
mora necesaria para
Lisboa e Hamburgo
Este vapor iluminado lu elctrica
e oftereoe ptimas acoomoioda^Sas aoa
Srs. pasaageiroa.
Entrar co porta
Para passagens, carga, frete e etc., trata-Be
coa os
CONSIGNATARIOS
Borstelmaon &C.
18Ba do Commercio18
! andar
Lmha regalar de vapores
nacionaes e estrangeiros
O VAPOe INGLEZ
Shaftbory
P rae ent'm ente
cesie porto se-
eoiri dep3is de
breve demora
para os porto do
Rio de Janeiro e Rio Gran-
de do Sal
Em direitura
Para carga e va i ores tra's se com
E. S. Levy
Roa do Coaamereio n. 22
A. C. Freitte
Sud Braz Dieuset
O vapor
MBcedonia
I' eiHrcdo dea portes da En
r; i.....e o da T deNovembre
tegmra depois da demora ne-
BCta para
Agente Oliveira
Leilao
De bons predios
Todos bem localisados e com bons radimentoa,
SENDO :
Um sobrado de 2 andares sito roa Bella n.
4, f-cRoem da Samo Antonio, com quintal ma-
rido e cacimba, reodeodo aaooalroente 8I6JO0O*
Um cluo de 3 aodarea e soto sito i roa Mar-
qoex deOlinda n. 47. em terreno preor;o, ren-
dendo BBoalmeois i 200*000.
Urna casa- terrea sita a roa do R saiio da Boa-
Tifia o 9. em terreno p ron rio.
Urna dita sita i rna dos Percadores n. 32, com
parta e jaoalla de frente, 2 salas, 2 qoartos, co-
aoba, qototal morado, eie.
Um arando sitio bem plantado, no Zaaby,
com 165 palmos ni frente 365 de fundo,, com
grande casa terrea, l. 13, com acccmmodacoes
para grande familia, entre as esiaeoes do Z im-
by e i da Magdalena, rcra 2 grandss pocba-
daa aos lados, 7 qoartos, grande cosios exter-
na, jardlm na frente, cacimba o'agoa potavel,
com bomba, baobeiro, etc; e em terreno pro-
Po,
Terga-feira, 6 do corrente
As i\ horas
M
aranazem ras 15 de lo-
vembro a 39
OTR'ORA DO IMPERADOR
0 agente Oliveira, c< mpeimt mt-iit-' cutorisa-
do. levs' a iel. > es sobrados, casas terreas e
sitio cima mtctionadoc, livres e desemb- taca-
dos, podendo desde ja os Srs. compradores exa-
minalo.
Leilao
Da esea terrea n 316 sita roa Imperial, a
moderna, em perfi-ito estado de conservacao
com 2 salas, 2 qaaru>a, sala de copa, cosinba
todfpeodente, cacimba e qoiotal maraco.
Da casa terrea na roa Imperial o 188.
Terca-feira, 6 do corrente
A's 11 Iteras
No armazem a ra do Mrquez de Olinda
n..4S
0 agenta Gosto, aotorisaio, tari leilao das
casas cima mencionadas, livre e desembarace
da de qnalqoer ono9.
Os compradores poder) ir cximiaal as.
Leilao
De i gradea com 20 chapas de pedra mar-
more
Terca-feira, 6 do corrente
A'a 11 horas
Agente Pinto
RA DO BOU JESS NUMERO 15
AgefitB Oliveira
Leilao
rer^a-feira, 6 do corrente
A'$ 11 horat
N* imneai a roa l le So-
YCiBBbr* *
O agente cima, coapetememeote auloriaido,
lev^r* a leilao a caaa terrea a. 22 Uaxesaa do

MUTiunn
I


i
Diario de Peraambnco Domingo 4 de lovemhro Forte, fregara da S. Jas, com porta e j.mella
de frente, com i isla, :t qnartor e costana.
Ob Bri. pretendentes desde j poderlo texa-
naioar.
Leiiio
De boni raowis. ftooi cryaiaea, qoadro <,
espejes e mais oDje^iOB de cata de (amida
Quarta-feira, 7 do corrente
Agente Pite
O* .Diario* da le/ca-frira darlo t s posae o-
res e o logar em iik deve ae effectoar diio
eilao.__________________________________
LEILO ~
De movis, espetos, qaattros, porcelanas, toc-
ias, nata*., diversos hjecloa de lect/o-pla e
t maogoefrca para irriguco,
Quarta-feira. 7 do correte
A'S u HORAS
No 1 andar d>sobado a roa da Aurora n. 89
COHSTaMDO ;
De 1 i:ca mobilia de junco com 1 sof, ti ca-
deiras oe gnarnicio, i cutas de bracos. I di as
com bataneo, S conferios com pedra 4 ecpiho"
oval, i <\;. il-ii-. I etageres carado, 1 tere-e
para eolo, 4 ditos par puru, I eacarradeiras, 1
jardieira com pedra. 1 meta pa-a jogo com
panno Uno, 3 esp'Bgntcadeiras, jarros para flo-
res, 2 electro p'ate, < cama para casal, 4oilete, i la
latoriotocn pedra, I eftatoq&o para o neano,
i gnarda vesi'o, ( imprtame commoda, 1 ca-
bid de columna, meia (ommoda, I camas para
oJifi/o, com colso>s. i casas te loo, novas, 1
sof de amar ll<, t obide de paied^, 1 spenlo
1 lavatorio ae f no com )rrn e baca, 1 mesa
elstica com 4 tancas, i eoards looca. 1 apara
dor com pedra, Lutos rom colarroa, 19 cadei-
ras de janeo, 1 mGbilia de amarello con pi-ta, i
relogio de parede, i qaarttubeira do columna, 1
dita de parede, 1 mesinba de ferro, 1 dita de pi-
nna, l jarras para aena, porcelanas. I n{,ss, ti-
dros. ajanes, electro-plate e mattos oatro>
oojeetos ue casa de familia.
O sge.ii- Gosmn, notonaado p r ama familia
que reti-cu-ee : ara o interior do E'.o, fi a
leilSo dos roo>ei cima meorlooados, os cunes
36 acbam em h m teia<*t> de conKprvacSo

> ESCOLHIDOS # I
CO O O CO UJ tr O o < o u. J Q OLEO PURO DE FTGADO DE 2ACALHA0 DE LANMAN E KEiP RECOMENDADO por distinctos Doutoics que lhe dio a preferencia, o re-ceitam cada dia para todas as doen^as Pulmonares, Escrfulas, etc., c o considerara o mais puro e rico em PODER MLJUCINAX QUE ti tfMHNTA AO PUBLICO o CO > CO ZD O o CO
# E MAIORES *
AVISOS DIVERSOS
A Baroneza d'Herpent e seu filho o
Sarao d'Herpent, agente geral do jor-
nal L'EcIw du Breeil, tera a honra de
participar aos seus amigos e discpulos
que mudaram de residencia, achando-
se actualmente ra da Unio n. 1.
Fracasa se oe otss coiiDbeiras com U'seo
cia ; a tratar oa iaa do Apcl o n. 8, 1- mar
das 11 as 4 horas da tarec.
Urna qoesto degusto
Funeraes de 7* dia, anniversarios,
etc. na cidade e no interior : encarre-
ga-se o armador.
_________ PAULA MAFRA_____________
Cosinheiro
Proelsa-Ne de un bom co-
ainheiro ou cosrinheira para
caer de pequeas, familia, em
Oliiidia paga-se bona rdenado :
a tratar na ra do (oinmercio
n. *A.
Caixeiro
Precisa-se de m rapaz qoe teoba pratlca te
faiendas e dando attestado de seu bem compor-
tdmentr '. a tratar no Bazar de Afolados.
Jardineiro
~7Preciea-se de om j'din(i-o, preferado-se es
trangeiro; t a roa do Commercio.n 44.
Veod~89 portao de [Hrro oe 5 i 11 pilmos
de largora, gradea de ferro para cima de wa c,
terrago e ja'ni.n, p>-/iaco de rsdes : oinargo
do Feto das Cinco Puntas, tenda de ferreiro lo
mero 4.
Preciea-se de om copeiro ; a t'at r na roa
da Caceta n. 35.
m PteciM-se de nma costoreira qoe esteta
habilitada em i a?a de meduta, paga-se bem :
na roa U. S^na Cesar, aotica Seosal* Nova c.
98, fniar.
Precsa-ee ue un I- i.i..', u-eleriu 'j ee p jr-
tnpnez : a "a'g' na rna <1 Ca-itia n. 35.
Honauultle casaill* a* era
BMC SltO
tA meea ni;.dora daveneravel irman-
dade de N. S do Robarlo da Boa Vi.u.
manda rezar no da 5 ooco'rente m z.
6 7 boras da mano, orna miesa por
alma do rosso irmo bemfelt r Romu-
alao Camilo n Sacumemu, 30- da do su
failecimeoto ; para Siiat r a este acto coa vi da
se a familia do rioado e a iodos os a igos. A
mesa r'gedora desde ja ajreseaia os seas agr
tleclmeoios.
Secretaria da Veoravs! irmaodade de N. S.
do Posarlo da Bja Vista, 3 de Novembro de
1894.
O secretarlo
J. S. G. doR*pHto Sao'o
t
Maaaoel Huioiinu Perelra Gl-
t alafa m
Jlo Sabino Pereira Giraldes, sna malber e
filhos, cas Irmas, a o rpnbado e seos sobrl-
Bbos, agradecem do intimo o'alma a todae as
pessoas qneacoupanbaian at o crmiterio pa
iilico o cadver d-- feo mono prezado irmo, ce-
libado e lio, Mauoel Hogolino Pereira Giraldes :
e de novo coovidam a odoe o-i seo pareos e
amigas, b m como ao.Jdo finauo, praa'fisi reto
as Uii88as noe por saa aima serao retadas ea
matriz dpRiaVista, s 8 boras da caoba de
^Jlia aabbado 3 de Novembro. stimo da do seo
maoslo e inesperado passameoto, e desde ja
b;potbc.m sna eterna gratide a todos qoe
compare >rem a *-aie arto de reigiao a caridad)-.
Padre Juaquira Pereira Freir
I* anniveraano
tA familia do padre Joaqtiim Pe*etie
Freir convida ct pareles e tropos p;-a
assistirem a oma mi-ea do conv> nlo de 8.
Francisco, as 8 boras da manbl do oa 3
de Novcmb o, e.desde ja se coDessam gratos.
.dolpno de^inreifla udea A.I-
(ofarado
Qointo anniversi-rio
Flora de Maraes Goedes Alcoforado e seas
Glbos mandam rezar orna missa por alma de seo
cnoca eqoecido eepvo e pal, Ado'pbo de Al-
meida Goedea Alcoforado, no dia 3 de Noveoi-
bro, pslas 7 bcras da osaabi, na capeila dos
flirt's
tosmaera e criado
Precisa ee t a tralar na roa do Crmme*cio nti
mero 31.
O armador Paula Mafra
Continua no exercicio de saa
profisso
Rna Duque de Caxias n. 5
VVOIaaKT VI3VMHTHJ
eM!CB?S jwaaaS op3
s *n svixvd aa anona v
a3nraAax*7
aa
DHIEIIZYHH
OVNDOO
Ama
Precisarse de unto ama para costabar : aa roa
Duooe de Caxias b. 48. !oja
Ama
Para eagonimar, precisado
de una ama: t rna Duque de
Caxias 4*. 3.* andar.
Ama
Pr&:ipa se de orna ama, a tratar i rna do L
IWBMDlo o. 34, loja,
Comprasena
Pharmacia America-
na garrafas brancas de
litro:
Carvo cimal
Rerebe-se qoalqner eocommenda on pedido.
oa roa de BemOna n. 6, marcearla Looreiro.
^_________TelepooooWt
Exposicao para finados
Capellas, ooras e grinaldas de apu-
rado gosto tem
PAULA MAFRA & C.
Vende-se
O edgeobo atoo e-Pio, ooti'ora Birra de Jan-
gada, comarca de Amaragj movido por agoa,
com todo os peneiire* e pro or(0e; para aa-
frejar de 2 000 i 1800 pies, distaoie meta le-
gos da eeaco de Cortes atraiessacdo o cerca-
do a linba frrea de Bonito.
A tratar com o propnatarlo o Sr. Francisco
Mudiz Pootes no en eaoo Vera Cruz, comarca
'te Bonito, e a informar com os Srs. Wanderley
& Bastos a roa do Bote Jesas, o. 19 t andar
Caixeiro
Precisa-ee d om com ortica, de II 14 an-
aos de idadena roa do .Paysaoda n. 9
Ama e cozinha
Em Feroaodi-s Vieira siu o. 5 orecisa se de
orna molber p a cozinb'-i-a.
Aa nnm des nm
38Ra do Baro da Victoria38
^Especialidades em Sedas brancas, pre*
tas e de cores lizas, lavradaa e bordadas,
grande Yariedade.
SECAS E LAIT2
QUADRILLE'
Grande sortimento am lana eom sada e
de phantaeia.
ULTIMAS NOVIDADES
Sortimento em tecidob de algod&o
alta phant asi alevantinas, lmons e
cassa da INDIA.
iunnra
ricamente rdadaa em alto relevo a
OURO E A VELLUDO.
CORTINADOS
finissimos para cania e janalla, desenhos
inteiramente novos, o maior sortimento
que tem vindo a esta CAPITAL.
Telephone 59
AMA
Precisa-se alugar urna rapariga para
cuidar de urna crianca ; no 3 andar do
predio n. 42 da ra Duque de Caxias.
Caixeiro
Na rea da Resanracio o. 7 precisa-s? de nm
neoino de 1S a 14 araos, com pratica de mo-
Ibados, dando Haoor a soa conducta, preferiodo
se portognra.
Gavallo deeapparecido
Desapparecen da Torre, na tarde da II do
mez passado, om caballo ala So cachito, com os
segnintea eigotes : doas ps calcaros, orna er-
trella branca na testa, oabeca carneirada. Pe-
de-se a qnem delle : oticia eiacta der o favor
de leval-a I roa do Ct r^nel Snsssooa o. SOS, oo
na coebeira do Sr. Jlo Qoeiros, na Tone, qoe
aera generosamente recompensado-
Estupendo
Existe no becco denomiaado do Bernardo,
fregoezia de 9. Jos, doos apparelbes qoe ..-
bala nm cbeiro lio agradvvel por se arbarem
iD*.opldo8, qoe oao e irteatnmcdi 10 traoseoa-
tes como os mora ores dali da perto para
laso chama se atteocSo do digno Inspector da
byeiene para dar as soas enrgicas providen-
cias.
Attencao
Arroi de Ia qaalidade ; vende-se na roa do
Brom 0. 67, armaxem, aaccos de sele arrobas,
\>or prego razoavel.___________^_^^^
Ama de leite
' Precisa-sede ama ama de leite : no largo co
Mercado n. ti. _____________
Demarca^ao de trras
Pelo engenbeiro C. C. Carlini, residencia na
cidade da B>ceda, m* do Po n II. ,
Ccsinheira
Precisa-se de nma cosiobelra ;
Bomflm n. 1
ca rna do
Garro e nv i i a
Rovo sortimento de Ipolerm, cbicote e col-
la) ras ; na loja oe mancas e inet ornemos do
Paiva, raa Nava o. 1S.
Osi'PS'uJ.sts o
o qne serviu para as experiencrae feltas nos sote grrandes hospitaes de Pariz contra as Constipaces, as Bron- '
I chites, a Asthma, os Catarrhos dos bronchios e da BEXiOA, as Affec^e 5 da pelle e o eczema Por sua compo-1
sicao, o Goudron Guyot participa das propriedades da Agua de Vichy, sondo no entanto mais tnico a razo i
porque de uma notavel efflcacia contra as olbstias do estomago. Como todos sabem, do alcatrSo medicinal
que se tiram os mais efficazes principios antispticos; eis porque durante es fortes calores e quando grassa qual- '
quer epidemia, o Aloatrao de (iiyot uma bebida preservativa e hygien ca que refresca e purifica o sangue. As 1
Capsulas de Guyot nao sao oais do que o AlcatrSo de Guyot puro, no estado solido.
do esperar que esta preparco sefa, em breve, unversalmente adoptada. fatalUQK, atatk*ti Imm'uI L Lux, mth.
| ffecuie-e;j!omo sancfo fa/s/ffeapo, quilo/uer frasco de AJcatriO de Guyot (Licor ou Capsula) que nao leve o endereco: 9, m& Jacob, P&PZ.
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY

O Ungento de Hotloway um remedio infallivel pv ti lies de pernas e do peito; tambem para as feridaa
antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota eoi. "im* : se reconhec v>.-'
Para os males de garganta, bronc ^s resfriamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os membros cont/ahicoa a
juncturas recias, obra como por encanto.
Essas medicinas sio preparada? smente no Estabclecimemo do Professor Hoixoway,
78, JEW OXFORD STREET (antw SIS, Oxford Straat), LONDRES,
E vendenue em todas aa pharfnacias do univeno.
CI* Os ccoiprtdorts alo convidados respeitosamente a examinar os rtulos de cada caixa e Sote se nao teem a (Hreceac,
533, Oxford Street, sio falsicaooe*.
s
FERRO MARTIAL BCDSNsM^i
CoaTo agrada-rel toma A dar_com rapidez ao tangtie ana riqueza e forca. Nao d
priaao de rentrm nao ennegrece om dentem nao irrita o eetomago.
PIIS. 50, ra Bolina. Deposito em Pertsam batee .- V U BF0G15 4 rBMOCTOS OBUtata,
r*mmM3*mmmmmmmmmmmmm^i^^m^mr'^^mmm^mi^mm*
A. LA REINE DES FL"JRS
Ramalhetes Novos
L T. PIVEfem PARS
Mascotte
PERFUME PORTE-BONHEUR
%^ Attendite et vi
dte!
Jos Samuel Boteibo. fabricante de booqoets
ao mala aparado go.-io, para casamento, bapti
sada, oa ootro qaalqoer acto, pode ser procu-
rado roa da Cadeia n. 43, loja de selleiro. oc
na soa residencia, roa aa Conceiclo o. 3, Ro;
Vista._________________________________
Feitor
Precisa sa ae am feitor ; a tratar na praca
da Independencia, loga da Brisa.
Sao mugnificos
Moura & Costa previnem ao publico
que j se acham venda alguns produ-
ctos fabricados pelo conhecido indus-
trial Padre Moura de sua fabrica Pra-
zeres, como sejam : os puros vinhos de
caj e janipapo, e o finissimo licor.
As vendas sao feitas em grosso e a
retalho-em seu deposito.
Ra 15 de Novembros n. 45 A
Antigo imperador
Extracto de Corylopsis do Japo|
PERFUMES EXQUISITOS :
Bouquet Zamora Anona du Bengale
Cydonia de Chine
Stephania d'Australie
Heltetrope blanc Gardenia
Bouqnet de l'AmitiWhite Rose o Kezanlik Foly.lor oriental]
Brise de Nice Bonqnet de Reine des Pr, etc.
ESSENCIAS CONCENTRfiua
nS !rSX) QUALIDADE EXTRA
Stpaaitas Has ariaaipats i'eriumariaa, Pfaarmacias e Cabeilertiroa a* ""
Agua a MelissaCarmelitas
TJ-nico Buccessor dos Caj?aaQ.elita,s
14, Ba de l'Abbaye, 14 PARS
CONTRA -.
Apopleiia Hatos
Cholera Clicas
Enjo do mar| Indigestos
Febre ama/ella, etc.
ur o prospecto no ana/ mi emaltldo
eadt tldro.
DeTe-ee eagir o latreiro branco
e preto. em todos oe vidrea,
ae)a qual lar o tamanho.
DErosrroa nc todas aa r-BasMAOiaa
no Universo

T> esconfiar
fffllaifirflrnra
e exigir a signatura
de
Vende-se 2 vektcipe-
des novos de system^l o
mais moderno quem pre-
tender pode examnal-
os na Ra Baro da Vi-
ctoria n. 63 andar.
Cosinheiro
Precisa se de nm bom co-mbeiro. assim como
e om crian mo a tratar oa rna do Carmo
balpt n. 5R pbb Ohnda.
" FANTASAS
' l.ndo 9 sortimento de tecidos senda
impoasivel de ae deacrever a grande ?.
nadado de taedoa de fantasa, sedas,
lis, nansook, oambraiaa braneaa s di oo.
raa j pade-ao ao publico em geral o princi-
palmeEte aa Exmas. familias de visitarem o
CoDgresfo das Damas
Carvalho & AJmeida
RA DO CABDGa' n. 8 e 10
Telephone 196
Aviaam Conrado, Antunes & CM, que
recebaran, luvaa para este til diverai-
mento.
4' BRISA
PIJADA DA INDEPENDENCIA
Na. 4, 6, 8 E 10
B-'joutfria
Rosetas, broches, collares, grampos,
seltas, pulseiras, cbateleines, cadeiaa,
medalhoes, alfinetes para gravatas e abe-
toaduras o que se p de desejar de mais
chic e fino, novo eortimento receberam
Conrado, A tunes & O.
A' BRISA______
Espartilhcs
Receberam Conrado Antunes & C, ara
variado a-rtimento
Conrado Antunes ti C-
A BhIS/i
ques de Gze e Pronas
Ultimas novidadea de Pana receban o
Congresso das Damas
Frascos vasios
Compram-se f-a-cos de maene ia finida, va
sios, paea-se bem ; aa raa BarSo da Victoria
comer 37. _____________^
Cosoheira e copeiro
Precisa-se de orna boa cosiobeira por 3000(
oor mes. e de om bom copeiro : a tratar no pa-
eto do Co'legio o. 4, escr p'orio-
Grande modifica-jo
de presos
Estamos resolvidos a vndennos as fasea a
do oosso esta eleclmeoto com abatimeBto de i
0/0, isto faxemos devldo nao r a grande qoan
'i'aade de faseodas qoe tea os e caia e bem
como ao grande o espleBodo sortimento qoe a
cada momento esperamos de Paria, Inglaterra o
Allemaooa ; por tanto, casia poaco am paseis
a este bem motilarlo esisbelecimenio, onde todoe
eocootraro sinceridade na medida e oo qoe
cima fica dilo e bem ct-mo o agrado dos pro-
prieta'ios do mesmoe
sean eompellilore
Estrellas ^'Amrica
lt-l'de alarf* I*
Antiga do Crespo
Bardados e rendata
Lindo sortimento de finos bordados
brancos e mescladcs de todas as largaras.
Ver para crer.
Loja Nova Espbranca
63 Ra Duque de Caxias 63
PEDRO ANTUNES & 6.
BIC0S e rendas, completo e mimosa
sortimento desde o fino valenciano a
mais delicada seda, todas as cores e lar-
guras, precos 8em competencia
ROUPAS BRANCAS
Carnizas para noute e para o dia.
Tambem vende a NOVA ESPERANCA
FINOS CORTINADOS
Para camas e janelias, brancos crme e
meeclados, precos HmitadoB.
Uctntito pala /oaclona < M/|ien do Importo do trttil.
CAPSULAS oe SNDALO CITRIN
de Savaresse
Praswra^ao alfrasna mata flca tontra aa
MOLESTIAS SECRETAS
io que u fmmouu CaptuUt umirermmlm em te rfwamwaSKai pelor Memtemm.
uma alia (oom inatreootaa coaplaUi pan a tmmala) cara nmlmata dantio da ama a
ITAMB, mmWB l C, rnm UTMroou MVAMB, Utcnt ak wrMMM, aaa
^______________nrpoai^ow em todas Aa wwci*ab fAanacua.
Loannuat.
GRAGEAS
deCopahlb*. Cubeb
jBtaaaia farro, tismufho
Jtoatro. Terebenthina. *'
FORTN
IINJECQAO
Bagonimadeiras
Precisase na tinturara a rna das Flores nn-
Te o _______________ "___________
Servico deenterramento
Completo, a capricho e promptidao.
RA DUQUE DE CAXIAS N. 25
Directo do
PAULA MAFRA
yalanica rVeaarraaWli
sam aaasar
aecldanta aJaua.
As ORAQEAS fCftTIN, forlo aa primeiraa que obtreram a approra^Xe da Aemdmim I
slssaadirinn (1830) a que adoptaram-ae noa Hoapitaea. Curan os melasUaa secretas
ms! r^bsldss sam fatigar os estmagos mais delicados.
A IHIsTOQAo FOMTIN i aampre reooaunendada como e complaciente da raedicaeio
Paupotattorlosi m Parntmfcuoo : WS^A.JST" Itf. dai 8IX.V A*C".
AROPEPHENICADOIflLYCO PHENICO'
DO O' DCLAT
Antisptico poderoso, Hygiene do
tOucador, da Bocea, Curativos, etc.
Pharmaolae
DO O' DECLAT
Toase, Catarrhos, Grippe, Bron-
cbitea, Tiaica, Coqueluche, etc.
8, Avenus Victoria, Paria
6
Engommadlfirag
Precisa-se de engomma-
deiras peritas na Camisaria
IVacional ra da Imperatriz
n. 52.
Presos americanos
Vendem Henry Forster & C, em seos arma-
ienR de farratn de trigo, caes da Regennra^o
ne. 3 11, oa no seo escrlptorio roa do Com
"me ci___________^___^_^^^__i....1-.
Magdalena
Aloga-ae o rredio n. 8* roa de Bemfica, com
grandes commoios e goa encanada ; a tratar
loa roa Direila o.45, sobrado, oo na secretarra
da Santa Casa.
Fogoes Econmicos
Vendem Antonio Pinto da Silva &
C, Ra Duque de Caxias ns. 62 e 64.
Precos sem competencia
iinim^
Rodolpho Antones & C.
Galoes e Guarnicoes
Oom vidrilho e sem vidrilbo aoaba de
reoebar lindo sortimento o
SONfiRSSSO DAS DAMAS
Bichas de Hambnrgo
Vende-se em grandes e pequeas
por^oes applica-se ventosas seccas e
tarjadas ; na ra das Larangeiras n. 14
Brancos e de cores recberam
Conrado Aartun.es A C.
mn
AGUA
Minoro! ntturol Pur/itirt
RUBINAT
fFonte do Doutor LLOUACSl
1^ tntl/tli do teodomio to Modfctni do Par/ prora oua s I
\<"'Litaa COB'en' '03*814 do tubitanolo u, tf. ,uaa
1 SDIaCATO rB SODA j, P"'
asgaas f
jBCWATO DE MAGNESA
a aaa
E*r tobre o Utnln
**+t Souko !*
a^/*^-. ...*'*-'
ATKINSON'S
HITE ROSE
I O mala sna. ve de todos o* perfaftieft ataras j
A original e nica essencia ?erdodeira
a de ATKiysoN. Kritar as contraffteosoa.
ATKINSON'S
AGUA de COLONIA
bem preparada nm doc perfumea das i
I mais refrescantes. A ds Atkixson, de
fabricaofto infles*. 4 recoaltscida orno
a mais flan.
Vendem-se ent toC a a parta.
a* va. AnmriOaT,
24, Od Bond Street, Locdrea.
-AVISO legitimas lomcate eom o rotulo- .
scudo mu o amarello s marca de
labne- ana "Rosa branca" com
completo eneroco.
'orto de banho salgado
A'pg'-e om sobrado com^ bastantes commo-
dos caiado e pintado de no*o a roa Matbias
Ferrelra o. 43, Olinda; 4 tratar no pateo do
'Cs'mo n. 6. Ol'nd'j.
Ubb importanta sortimento acabam de
recaber *
Conrado Auluues 01 C.
A' BBI8A
Paula Mafra, armador
tem ra Duque de Caxias n. 25 (an-
tiga das Cruzes) ricos atades a o
mais necessario para funeraes.
COPEIRA E CHIADO ~
Precisa-se de uma copei-
ra habilitada e um creado
at 14 auno-* ra Duque
de Caxias n. 86 1. andar.
Attencao
Vende-se orna importa te co hsira com Tac*
cas toarinas, com ciias garrotas prenhe e nm
novilo e om bom cavado para ella : tralar
com Jos Pereira Doarte, nos Coelbot. defronle
de Hxpual Pedro II.
Cosin heira
Copeiro
Precisa-Be de um bom copei-o c ni-do p's
trrico de cara ; no becio do Pvdre Iue.ltz o.
1, pata-se bam.
|Ao cornmercio e ao publico
Rocha A C commoolcam ao cornmercio e ao
pabiico qae enajr.m o tea eBlabelecimenlo de
molbados sito roa B-rao "a Victoria n. 17, p
' que no 1 andar do mesmo pretiio (escripttrio)
fB^oBtrirao pes-oa coospelenle para resorrer
qoalqner oeeocio -ela.ivo a memo.
Baixa de capim
Vendes am terreno aa Agaasioba de Bebe
ribe, coro 1,830 palmos de frente e 800 de fon-
"o, pl piado de apio, com tre.! casas proprlas
para tablados, 23 ps re coqofiros e alcatra-
f acteiras, laraogeiras, fracta-?Sn. jaqoeiras
mancneiras e jambrelro ; a tratar Da roa doj
Roa.Ac. sitio defronte do sobrado grande, ini
ta3=T.P P-
Precisa-se de orna boa cosiobelra paraa Var>
tea : a tratar na ros do Crespo rr. 18, loja.
Engommadeira e co^iuheira
Precisa se de dos ama*, para eosipbst e en-
gommar : oa rea do Livrameato n. 38 segaudo
anclar.
Caixeiro
Precisa-ee de om caiieiro cora praca de
molbados; a tratar na roa de 8. Jorge o 91.
Cata
Vende-se on permn'a-se o sobrado da roa Di-
retta n. 3, a tratar no 2 andar do mrstxo.
Offici es de ch.'tei'o
J'ifto Pranri co Leite. roa
. 1, indica qoem precie a.
do Birpa Sar mita
Casa para aligar
Grasde caa no Largo dos Remedios n. 33,
defronte da Igreja ; 4 tratar na Magdalena, sitio
do commendador Barroca.
Vende-se
A casa n. 61 A roa do Padre Nob-ega : a tr*-
,iar na mal- Formas para charuto
Joto Francisco Lene, roa do Bispo Sardinoa
Q. 1, indica qnem tem par Tender.


I-
\
*
'i

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ILECtVH


Diario de Pcrnamhnco Domingo 4 de Movembro de 104
lli
I*

II

I

H
?313A D3 DCMXXS3
SOB A DIRECCXO
DO
JL J!0 2APTISIA BSSSIaA COSTA
8
a
Forte do Mallos (I)
Estava situado no terreno que hoje
comprehende a travessa que vai do
largo da antiga Assemblea para o
caes, uarte pelo extremo Sul do edi-
ficio da Companhia Pernambubana
e parte pelo predio do outro lado ; fi-
cando do primeiro a referida traves-
sa, como consta de urna planta do
bairro do Recite levantada era 1842
pelo e genhoiro L. L. Vautier.
O forte t'oi levantado pelo capito
Antonio Fernandos de Mattos, natu-
ral de Ponte do Lima, era Portugal,
hornera rico e emprehendedor e asua
construcco cumecou, sera duvida.om
Feveiv'iro de 1GS4, porquanto.por por-
tara do dia 16 do mesino mez e anno
ordenou o govornador D. Joo de Sou-
za ao provedor da i'azenda real- que
do dinueiro ai plicado para as obras
daserticaces desta praca desse ao
mestie Antonio Fernandos de Mattos
cuarenta patacas para se deitarera
na primeira. pedra do forte que no-
vamentesea principiar da Madre
de Deus.
O acto do assentamento da pedra
fundamental do novo forte foi cele-
brado cora solemnidade, e o govorna-
dor mandou fornecer plvora s for-
talezas, pira salvarem por essa occa-
sio, :> que consta das ordens que deu
respeito.
Para a construcco do forte foi ne-
cossario fazer-se um grande aterro
margem do rio, andando tudo era
quanlia superior a 60,000 cruzados,
2-1-O0OSOOO, sem contar com o traba-
lhodo administra?ao da obra, que lbi
feto pelo raesrao Fernandes de Mat-
tos gratuitamente; e concluido o
forte, offereceu elle a D. Pedro II de
Portugal.
O forte recebeu o nomo official de
Madre de Deus e S. Pedro, por ficar as
proximidades destas duas igrejas, no
bairro do Recife, mas predominou a
de Forte do Matos, dada pelo vulgo,
era homenagem aoseu fundador a
qual ainda conserva a locahdade
era que existia a forticacao.
O forte formava um simicirculo
pelo lado do mar, e tinha pelo de tr-
ra deis meios baluartes e urna corti-
na' e era guarnecido cora ba arti-
lham, composta de 21 canhoes de
bronze, artilbaria esta que foi monta-
da por ordem rgia.em fins do soculo
XVIi no governo de Caetano de Mello
e Castro.
O torte defenda o ancoradouro e a
povoacao do Recife e batia a praia
das Cinco Pontas.
Fernandes de Mattos recebeu em
remineragao do servico que prestara
a nomeagao de commandante da for-
taleza, por acto do governador da
Capitana de 22 de Marco de 1684,
quando comecra elle a sua construc-
co, o que foi confirmado por carta
regia, de 21 Margo de 1686 tendo el-
reirespeito ao particular servico
que Antonio Fernandes me tera feto
na obra de um forte a que deu princ-
no reinado de D. Pedro II de Portu-
Sal 9 demolida no de D. PedroJ II do
razil; foi construida por um Anto-
nio e um outro Antonio dirigiu a
sua deraoligo na qualidade de admi-
nistrador da obra ; foi foifci sob a
influencia de um governador que es
chamava Joao, e arrancados os lti-
mos testomunhos da sua existencia
polo inspector da Thesouraria de
Fazenda JoSo Goncalves da Silva !
P. A. Pereirada Costa.
*
POESAS
SONETO
(ARVERS)
Amor secreto, sbito nascido,
Arde em meu corado e abi perdura ;
Devo occultal-o, pois mal sem cura,
E de quem o inspirou desconhecido.
Passo ao seu lado, a sos, despercebido ;
E, solitario em minba desventura,
Levarei esse amor sepultura,
Sem nada receber nem ter pedido.
E ella tao meiga e pura quanto estranha
Ao frmito amoroso, que a acompanba,
Vai seu caminho graciosa e bella...
E fiel ao dever, ao 1er meu canto,
Quem o inspira ? Dir, sem que entretanto
Possa saber que quem me inspira ella !
f. B. Regiteira Costa.
pi u) Recife do Pernambuco, e era
que ten gasto rauito de sua fazenda
sendo de grande utilidade para a defe-
sa da barra e de beneficio ao porto, e
nes;a consideragao o baver prvido
o governador D. Joo de Souza no
posto de capito da dita fortaleza
com 4*000 de sold por mez ; e tendo
em consideragao os mais servigos
prestados pelo dito Antonio Fernan-
des da Mattos na dita capitana era
obr is de grande utilidade, reedifi-
cando i-rejas, fortalezas, pontes e
edificios" cora' grande dispendios
etc.
Fernandes de Mattos so conservera
nocomraando da fortaleza ato 28 de
Junbo de 1691, quando talvoz falle-
cen. ., .
Caldudo, annos decorndos, a for-
talez i em ruinas, representou o go-
vernador em carta de 28 de Julho de
1715 dirigida ao rei, que precisava
ella de reparos para a sua conserva-
r :>, sobro o quejuntou um parecer
do sargento mor engenheiro da capi-
tania.
Foi ento ordenado por carta re-
gia do 21 de Fevereiro de 1716 que o
brigadeiro Joo Masse examinasse as
otras necessarias.
Mas nada se fez; o edificio cada vez
maisse arruinava, e por lira foi man-1
dado demolir, aproveitando-se o que
foi possivel para armazens de reco-
lb-er gneros. O ultimo edificio que
resta va foi demolido para se levan- d'onde
tar o extremo sul do grande predio
da C mipanhia Pernambucana.
Menciona Fernandes Gama, que
xin um d'aquelles armazens, que por
' alguna tempo serviu de prensa de al-
godo se conservou intacto, at Fe-
vereiro de 1817, o arco cujas bases
sustentavo o porto da fortaleza, so-
bre oqttsi o seu fundador collocou
una pedra com 2m,09 de comprimen-
to sobre 0,"Gf> de altura, onde gra-
vo'u-se a seguinte insenpeao :
Esta fortaleza da Madre de Deus e S.
Pedro reinando o serenissimo re U.Pe-
dro II, e gobernando estas captamos D.
Jo ao de Souza, fez asua custa o copudo
A v.' Frs.de Mattos para fazer servico
a ..-.* .nagestade qne Deus guarde. Anuo
j'O -
O Diario de Pernambuco de 16 de Ja-
neiro le 1847, noticiando a domoh-
co dos ltimos vestigios do tone o
Mittofc, nota urna coincidencia nte-
essante : a fortaleza foi construida
MELODAS hebraicas
DE LORD BYRON
Iraducfo de Froncino Cismontano
Ao amigo Dr. Joo Baptista Regucira
Costa, em homenagem aos seus brilban-
tes talento c illustracao.
ADVERTENCIA
Foram as seguintes poesas escripias a pedido de
meu amigo o Sr. Douglas Kuinaird, para urna Se-
lecto de melodas hebraicas e orrem impressas, com
a respectiva msica dos Srs. Braham e Natham.
O autor.
THE WALKS...
Caminha a formosa, eaminha cercada
De gracas infindas, das grayas no veo,
Qual noite sem nuveus na esphera azulada,
Qual ebeio de estrellas diapbano co.
0 que ha de attractivos, o que ha de primores
Das trevas no manto, nos gazes da luz,
Resumem seus olhos gentis, matadores,
Resume seu porte que encanta e seduz.
Do todo elegante que tanto deslumhra,
Bem raro compendio de encantos e amor...
Acaso torrentes o brilho recumbra,
Que ao dia luzente recusa o Senhor.
Um raio d manos, que acaso faltaase,
De mais urna sombra, quo houvesse talvez,
Do mimo ineffavel da candida face
Metade offuscara turbando-lhe a tez.
Metade offuscara da graca que sua,
Da graca indisivel, gentil, singular,
Do negro cabello que em ondas flucta,
Do rosto fagueiro que brilha sem par.
Do rosto onde vemos com toda simpleza,
Gravada as meigas, serenas feicSes
A doce, ineffavel e casta pureza
De suas ideas, de suas accoes.
as faces mimosas, macias, rubentes,
De vividas cores iguaec ao carmim,
Bem como dds labios facundos, olentes,
Tao gro8sos e lisos, tao rubros assim.
Os brandos sorrisos gentis e engracados,
Que brilham, que attrahem com philtros s seus,
Recordam telizes momentos paseados,
Instantes bemditos de amor e de DeusJ!
Um ser, urna vida sem torpes malicias,
Um genio que exulta co'o bem que nos faz ;
Um peito innocente nadando em delicias,
Urna alma que vivd com todos em paz.
II
THE HARP...
A harpa do rei psalmista, do rei da humanidade,
Que a propria divindade presava tanto assim,
A harpa, que em si guardava da msica os segredos,]
Partiu-se-lhe entre os dedos, emmuleceu emfim.
Ah 1 corra o pranto agora,
Ah 1 corra mais e mais !
Quebraram-se-lhe as cordas
Sublimes, divinaes.
Homens de crus instinctos ella ameignr soubera,
Virtudes mil lhes dera, que elles nao tinham, nSo ;
sSeax houve ouca tSo surda, nem houve alna tao fra,
Que clica harmona nao se inflammasse entilo.
as mos do rei poeta,
Do bom David leal,
Maior que propriu throno
Tornou-se a harpa immortal. ,
Do nosso rei os grandes triumphos celebrando,
E as glorias exalcando, tambem do nosso Deus,J
Fez echoar os valles enchendo os horisontes,
K os cedros mais os montes curvar-se aos cantos seus.
Ao co as suas notas
Subiam sem cessar
Dos templos em o coro
Indo se misturar.
Erabora sobre a trra nio se ouca mais agnra
O echo seu, que outr'ora nos inspra7a amor,]
As almas piadosas ainda se embevecem,
Aos sons que rir parecem do seio do Senhor,
Em sonhos ineffaveis
De mystico prazer,
Que a luz do meio dia
Nao pode remover.
III
IF THAT HIGH WORLD...
Si n'este mundo incgnito elevado,
Que alem do nossorauito a'emse estende,
Supervive o amar;
E inda por nos suspira a nossa amante,
E os seus olhos nos volve, sempre os mesmos,
las sem prantos de dor :
Quo doce fura n'essas invisiveis
Espheras penetrar quilo d. ce fora
Mesmo agora morrer,
Fugir da trra, e l da Eternidade
Na luz perenne os nossos medos todos
Aniquilar, perder !
Tal deve ser. Nem por nos, de certo,
Que no transpor o abysrao nos trememos
Junto margem fatal ;
Sentindo-nos ainda a todos, presos
A' caieia fragibma da vida,
D'esta vida mortal.
Creamos no futuro e n'elle ainda
Tornaremos a ver os que viveram
OomnoBCo em unilo,
Juntos as agoas immortaes bebamos,
Sem mais teraermos da cruenta mona
A atroz separa^ao !
cope.faria babel. Mas o verbo blal sig- ras, quando transpozemos o limiar da
nifica tambem inquinare, embeber, -pprta.
NSo c fcil descrever o que n'aquelle
manchar, alterar, degradar ; mudndo-
se a. inicial b tva.p deste mesmo verbo
hebraico blal, tem-se o verbo pdlal que
significa igualmente i quinare, fingere,
impregnar, molhar, humedecer, donde
Palpel ou palpil, por contrago papil,
que a abreviatura de papilla, A tor-
re de Babel ou Papil, tem pois por sig-
nificaco verdadeira. A ruina ou o
estrago pela humidade.
Torna-se evidente .que s na poca
em que se completava a sua|destruic5o,.
cuja causa est indicada, recebeo ella
este nome e observaremos que isto nao
est em opposicao com a lembranga da
confuso^as linguas. V-se, pelo es-
clarecimento dos textos e dos nomes
bblicos que o kchua de urna utilida-
de incomparavel. Don Calmet diz que
nenhuma lingua, d'onde possa directa-
mente derivar-se o nome de Babel, se
conhece. Grotius acredita que Babel
urna palavra da lingua primitiva, que
nao veio de nenhuma das linguas usa-
das depois da confuso. Ora assigna-
lamos o kichua ignorado d.esses gran-
des sabios, por ter-se perdido esta lin-
gu. primitiva no tempo da confuso, em
consequencia da dispersao dos povos e,
segundo a nossa opiniao, foi ella falla-
da na Atlantida, d'onde penetrou na
America pelo curso do rio das Amazo-
nas;, e onde a tornamos a achar, assim
como no Per e no Equador ; fallam-
na igualmente na parte oriental da
Bolivia.
(Contina).
Descoberta do Paraso
tre e da liagua primitiva
fallada desde Adao at
Babel
Traduzido expres-
samente do francez
para a Pagina do Do-
mingo.
i para indicar tambem que as ribeiras
j serviam de limites. O verbo hebraico
_'plag significa, dividir, partilhar. O
i kichua pallac o que se escolho e to-
teares- mou, e pallca da mesma lingua c par-
tilhar, dividir, e o mesmo termo signi-
fica diviso, separaco, partilha ; final-
mente, pallca significa confluente de
ribeira e bifurcago de caminho. O
termo kichua pois contem os diversos
termos expressos pelo hebraico palag
ou peleg.
BABEL
POR
A. C. JA. P.
Continuaco
HBER E PALEG
A Biblia diz que Hber parti do
centro da Asia ou do Oriente e dirigiu-
se ao Occidente da Syria ao paiz que que ^ poVos vlndos do Oriente con-
Vejamos o que est dto#de Babel e
dos povos que contribuiram para a sua
construcco. O Gnesis diz que, par-
tindo de Oriente vieram elles estabele-
cer-se na regio de Sinndr, nome com-
posto de duas palavras hebraicas sin,
terra|argilosa e nr rio. Faremos notar
que o Euphates as escripturas de-
signado simplesmente por nr,* o rio,
a ribeira, e que foi em suas margens
1) Da obra indita Diccionario His-
trico e Geographico Ptrwmbucano, artl-
cFortificages.

habitou a raca de Canaan. Tendo
transposto o Euphrates e o Jordo ap-
pareceu como um estrangeiro no meio
de urna populado visinha do Mediter-
rneo ; destes tactos resulta o nome de
Hber.
Com effeito, o cananeo ou o hebraico
Hebir, significa vir transfluviwn, o ho-
rnera de alem dos rios. O verbo habar
trajecit flumen, atravessou o rio :
habar e heber, que significam
Paiz d'alem (regio ulterior). He-
ber tem pois por nome o homem d'a-
lem. ou mu simplesmente o Es-
trangeiro .
Por conseguinte elle nao foi assim
designado seno depois de sua migra-
pao, o que est evidente. O seu nome
corresponde no latim a super, alem, no
snscrito a upari e no kichua a upa,
Estrangeiro 4ue nao falla a lingua >
upa runa, pessa estrangeira de naco
e de lingua. Hber, em rabe Hu-
bar. Sabemos que o kichua n5o pos-
sue no seu alphabeto as letras e e 6 :
nesta lingua pois necessario dizer
Hupar, o que d ao nome nova signi-
ficaco ; porque hupari quer dizer ir ou
comecar a lavar o rosto : d'onde se
poderia concluir que foi Heber quem
primeiramente poz em uso as ablucdes
dos Orientaes.
O primeiro filho de Heber foi Paleg
ou Palag;' com os pontos vogaes escre-
ve-se o nome. Peleg, que tem as diffe-
rentes significaces de ribeira, par-
tilha, divisao. Foi elle assim chama-
do para lembrar que a partilha das ter-.
struiram Babylonia e a Torre de Babel.
Cap. XI V 4. Disseram entre si : Vin-
de: fagamos para nos urna cidade e urna
torre cujo cume chegue at ao co ; e
facamos clebre o nosso nome antes que
uos espalliemos por toda a trra. No-
temos que antes de construir a torre,
tinham elles resolvido dispersar-se; que
por consequencia nao foi confuso das
linguas a causa da dispersao. O ver-
sculo 3 diz que fabricaram tijollos e
delles se serviram para construir.
Eram elles feitos da terra| argilosa
chamada sin. As construyes faziam-
se perto do rio, nr ; m% a cidade e a
torre nao tinham ento nome algum,
como mostraremos mais adiante. Uma
outra etymologia applicavel a Sinnr
sin, desertum, deserto, solido, d'on-
de o latim sinus planicie, campo ; eis
porque se diz sinus inter Euphratem et
Orontem, a planicie entre o Euphrates
e o Oronte ; depois, nr exsecratus ou
exsecratum, maldito : o que se refe-
reria localidade onde verificou-se o
duplo acontecimento da confuso e da
dispersao Dissemos que o hebraico
sin significa va a solido : ora, o termo
kichua que a elle se refere chin, soli-
do, lugar deserto ; chin a raiz do
verbo chintti estar na solidin^chinniri, ir
ao deserto ou a solido. O^Sjebraico
sin escreve-se com o samech, que o
nosso s, emquanto que o kichua aftecta
a pronuncia articulante do chin hebrai-
co, mas, nestas duas linguas, estas le-
tras permutam frequemtemente; e tal-
vez Sinnaar, ha quatro mil annos, se!
que o kichua ara o que est aberto,
d'onde solido ou campo aberto, e o
kichua arou, calcar a argila ou a arga-
massa, seria a significacao mais prova-
vel juntando-a sin ou chin, que a
argila ou a planicie argilosa ; porque
ah amassavam a trra para tijollos
assim como argamassa para as construc-
fes.
Fallemos da torre de Babel que os
descendentes de Sem elevavam para se
tornarem celebres. L se no versculo 4
do Cap. XI Edifiquemos uma cidade
e uma torre para nos tornar celebres. >
V-se que essa cidade e essa torre ain-
da nao tem nome. Leamos no Cap.
XI versculo 7 : O senhor para con-
trariar seus designios dsse : Deseamos
a esse lugar e confundamos de tal sor-
te a sua linguagem, que nao ouca cada
um a voz do que Ihe est prximo.
Versculo 8. E desta maneira que o
o senhor os espalhou daquelle lugar
para todos os paizes da trra, e elles
cessaram d'edificar a cidade. > Ver-
sculo 9. E por sso lhe foi posto o
nome de Babel, porque nella succedeu a
confuso da linguagem de toda aterra.
Facemos primeiramente notar que
o Gnesis nao d o nome de Babel ao
tempo de sua construcco, da confuso
das linguas, da cessaco dos trabalhos
e da dispersao dos trabalhadores ; mas
diz, em razo destes acontecimentos,
qne ella foi chamada Babel, sem duvida
mui posteriormente ; o que vamos de
monstrar. A cidade babylonia e sua
celebre torre nao tinham nome, pois
que o senhor disse : Deseamos a esse
lugar, e o versculo 8 diz : E desta
maneira que o senhor os espalhou
d'aquelle lugar. At ento esse lu-
gar nao tinha nome, e o kchua que
vai confirmar que o nome de Babel foi
dado muto tempo depois da dispersao
dos povos. Lembrando que o alphabe-
to kchua nao possue nem a vogal e
nem a consoante b, e que esta ultima
letra nao mais que uma derivaco
do/, Babel torna-se Papil Ora o ki-
chua papi significa destruido pela humi-
dade ou pela agua; e o verbo papilla
ser continuamente arruinado pela humi-
dade ou pela agua. Por tanto somen-
te no tempo do estrago causado pelas
chuvas ou pela humidade das nuvens,
at onde chegava a torre que teve
ella a designaco de Papilla depois Pa-
pil, de que em hebraico se fez Babel.
Gesenius e outros hebraisantes fazem
derivar Babel do verbo radical blal,
confundir, misturar, d'onde balbel que
ROMANCE
ras fe-se no seu tempo, e sem duvida 'pronunciasse chinara ou chinaron, por- 'seria confuso j balbel, pela figura syn-,
0 HQHGE PE OilHDA
\ (Continuaco)]
-r-JO' negro, pois pelle de sapo ve-
neno ?
E' meu senhor e o mas,forte que
os pretos mandgueiros usanv
Julgai do meu desasocego em toda
aquella noite e no dia seguinte at a
preta chegar.
No bilhete eu avisava Carolina do
que tinha ouvido, e convidava-a para'
fugir d'aquella horrivel casa, offerecen-
do-lhe a de mnha familia.
Aqui monge comecou a delirar, e
mster foi retirarmo nos, o que bem
sentimos, porque estavamos desejsos
de saber o desfecho da historia.
VI
No dia seguinte/ estavamos hora
certa no conventa.
O monge apertando-me a mo disse
me sorrindo :
Espera va eu a preta Maria, nao
assim ?
Sm, senhor, e faco idea do quan-
to vosso coraco soffreria.
Oh soffri muto ; nao possivel
nem se quer esbocar a mnha dor.
A preta chegou emfim co u olhos
espantados, exhausta de cansago.
O que ha de novo > nterroguei
apressado.
Trago novas bem tristes, dsse
chorando a preta.
O pai Matheus j nao existe ; es-
ta noite l foi dentro da taxa do assu-
car.
A snhaznha est muto mal, custou
muto para responder.
Se trazes carta della d-m'a.
Apoderei-me della com rapidez in-
crivel, e li-a no maior auge da afflicco;
c.izia :
Agradeco-vos de todo o meu co-
raco a dedicaco que mostris por es-
ta infeliz.
< Conheco que pouco vverei; meu
corpo, j alquebrado mal pode balbu-
ciar preces para extinguir as nodoas
iadeleveis que a innocencia nao poude
prevenir.
Prestes estou a cahr no seio do
sepulchro ; a mnha vida fina-se sob o
peso d'um martyrio ardente e irascivel.
O delirio febril me arranca a exis-
tencia, e apenas a razo acorda rpida
ejbrilhante como o crepitar da chaiima,
que se apaga para ainda pedir a Deus
perdo para seu infeliz e desvairado pai.
Adeus, senhor^ a febre comeca a
entorpecer-me os dedos, a penna me
oahe da mo. Ora por mim
Quando acabei de 1er este fatal escri-
pto, pareceu me que uma nuve me
passava pelos olhos ; as inhas ideas se
transtornaram. Como dtstruirei, pen-
sava eu, este inimigo impalpavel como
o duende, intangivel como'a sombra e
subtil cmo o espirito ? como conjurar
essa horrivel tempestade que ameaca
submergir a minhu felicidade ? ,
Julguei ouvi\" uma voz como a das
Sibyllas, que*sahia da caverna;
Roubai o anj* dos vosso.' ionhos,
correi e nao olheis para traz, ara vos
nao acontecer o mesmo que a mulher
de Loth.
Comprehendi sbitamente o orculo,
esse echo repercuti com toda a forca
de um extremo a outro de sua peri-
pheria.
Boa gente, exclamei. Queris
ajdar me a salvar a vossa snhaznha ?
Queris associar-vos ao nosso desti-
no ?
Queremos ; responderam, e por
ella perderemos a vida.
Sabem como poderemos penetrar
3m casa, sem que sejamos presentidos ?
Sim, entraremos pela cozinha ; a
porta da sala de jantar apenas fecha-
da por uma tramela ; aberta, pode
correr-s a casa toda.
Vamos pois delinear o nosso'plano.
A's 11 horas da noite estaro todos
no melhor somno ; eu e Mara entra-
remos.
Tu irs a estribara, tirars o melhor
cavallo, arreia-o e leva m'o fra do
terreiro para o tropel se nao ouvir.
Seguiremos risca vossas ardaos.
Marchamos, o seriara asesora II ho-
momento se passava em minha alma e
a luta augustiosa que me contorsia.
O silencio succedia ao silencio.
Eu andava maneira do cgo, com
as mos as costas da negra, porque a
escurido era intensa e nao saba os
recantos da casa; entretanto reflectia
-Se a doente nao estver em estado
comatoso ser difficil o rapto ; se me
mo conhecer, e julgar serem ladroes,
gritando estou perdido ; emfim esta
uma das emprezas de grande risco, e
para a qual tomo por patrono o orculo
que me fallou da caverna.
Entramos na sala de jantar, e ah
havia uma lamparina quasi a apagar-se.
A preta tomou-a e drigio-se a um
quarto, dizendo-me por acenos que era
all o quarto de snhaznha.
Entre. O coraco se me opprimia
olhando para aquelle anjo em cujas fa-
ces se via a resgnaco, santa filha das
grandes dores.
As suas illusoes de innocencia havi-
viam-se escoado como a ultima es-
peranca do condemnado.
O estado comatoso era completo ; es-
tava deitada sobre a cama, parecendo
um cadver.
Tomei-a nos bracos, e segui a pre
ta, que adiante me guava com a fraca
luz da lamparina.
O negro esperava fora da oortera
com o cavallo; segurou banhado em la-
grimas o meu deposito, emquanto mon-
tei a cavallo ; colloquei-o em posigo
que me nao estorvasse o governo do
animal, despedi-me dos fiis pretos e
de-lhes algumas moedas de prata, d-
zendo-lhes a casa, em que ia morar em
Olnda, quando me quizessem procu-
rar.
Part com a pressa possivel.
De madrugada cheguei casa de mi-
nha ta; todos dormiam, como tinha
franqueza na casa chamei uma parda,
que havia sido minha ama, e colloc-
mos Carolina em um quarto dos melho-
res e que tinha janellas para o jardim.
Fui contar a historia de Carolina a
minha ta, a qual se enterneceu, indo
logo prestar-lhe soccorros.
Era mster um medico ; fui chamal-o;
examinou a doente ; estremeci, lendo
em seu rosto o desfecho que me espe-
rava.
Ha momentos em que a dr colhen-
do-nos de sbito paralysa as'faculdades
do sentimento, para que depois a ex-
ploso se manifest com mais forca.
N' aquelle momento nem lagrimas hu-
medeceram os meus olhos !
Que diz do estado da doente,
Sr. doutor ? nterroguei tremendo.
Eu nao posso ainda fazer um exa-
cto diagnost'co : entretanto os sympto-
mas sao assustadores.
Contei a suspeita que havia de um
envenenamento ; e que segundo indici-
os era a pelle do sapo.
Bem me pareca a mim, me disse
elle com ar triste, que me nao tinha a
haver com una enfermidade usual.
Vou empregar todos os meos, mas
bem a meu pezar lhe digo, que a me-
decina neste casos muitas vezes falli-
vel.
Receitou e prometteu voltar breve
para ver o effeito do remedio.
Nao houve mais um momento de so-
cego naquella casa; todos porfiaVam
em prodigalisar servicos enferma.
Logo depois das primeiras doses do
remedio, recuperou os sentidos.
Olhou com espanto para tudo que a
cercva, enca/ou-me muito, como que ;
parecendo-lhe imposiivel all achar-me,
e interrogou :
Que isto ? Onde estou eu ? Es-
ta nao a minha casa por que sin-
gular acaso me removeram do meu
quarto ?
= Senhora, murmurei reprimindo
uma impresso violenta ; vos soffreis
muito ; cumpre, primeiro que tudo,
prevenir o mal.
Era a primeira vez que um accesso de
dor insoflfrida se manifestava n'aquele
rosto celeste.
Crou com excesso ; balbuciou algu-
mas palavras intelligiveis, e tornou a
desmaiar.
Pouco depois o medico voltou e abai-
xou tristemente a cabeca.
Oh se n'aquella occasio a mnha;
dor se nao expandisse em lagrimas, eu
morreria instantneamente.
Doutor, exclamei desesperado, d-
ga-me com franqueza, nao tem'consci-
enca de salvar a doente ?
Os symptomas sd-" muito mos,
as faculdades intellectuaes diminuem
consideravelmente, respondeu. Este
estado de estupidez assustdor ; to-
dava a mocidade zomba muitas vezes
de todos os signaes precursores da mor-
te.
Minha tia estava aniquilada, pareca
esmagada ao poso de grande afflicco.
Senhora, disse o medico minha
tia, nao desampare, a sua jioente, por-
que sao mui urgentes os seus disvellos.
Toda a noite velamos ao p do nosso
anjo.
De manh as suas faces como que se
coloriram, abri os olhos, tornou a en-
cararme e fez signal para me appro-
ximar.'
Eu estava s Assentei-me n'uma ca-
dera bem junt d'ella; tomou-me as
mos, e levando-as ao peito balbuciou:
= Ainda que nada me dissestes a
respeito do transporte da casa de meu
pai para esta, advinho tudo.
Quizestes arredar-me da morte, eu
vol o agradeco, porque sei que s um
amor puro e uma alma bem formada po-
deria arrscar-e a tanto ; porem sin-
to profundamente que vos nao possa
recompensar to grande sacrificio.
O que pertence trra acaba breve,
e ella o reclama ardentemente, por is-
so o meu corpo nao tardar em pagar
lhe esse tributo, mas o sopro que Deus
concedeu nossa alma, ninguem tem
dominio sobre elle, nem se extingue ;
portanto ser sempre comvosco.
Contina

Typ, do Diario roa D. de Caxiaa, 42.
T
INCORRETA1
.
i '



Full Text
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