Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18029


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AjS SS\J A
i> U
9o
i
..

DIARIO DE
NAIHBUCO
PARA A CAPITAL E LUGARES ONDE NAO SE PAGA PORTE
Propriedade de Manoel Pigueira de Faria dte Filhos
PAPA DENTRO E FORA DO ESTADO
!"
Por tres mezes adantados. .
Por seis ditos dem......
Por um anuo dem. .
Cada numero avulso, do mcsmo da.
6,5000
12)5000
23^000
0100
Os Srs. Arnede Prince & Q.
de Pars, sao os nossos agentes ex-
clusivos de arinuncios entabl ca-
les na Franca fi ngl
rlal
Por seis mezes adiantados. 130500
Por nove ditos dem...... 200000
Por um anno idem...... 260000
Cada numero avulso, de das anteriores. 0100
TELEGRAMAS
s:s7i;c pabticuub so iiasic
RIO DE JANEIRO, 26 de Abril, s 3
horas e 40 minutos da tarde.
Foram nomeados:
Commandante das armas do* Estado de
Pernambuco, o brigadeiro Bento. Jps Fer-
aandes Jnior;
Commandanfe da Escola de Aprendaos
ItWinbeiros 1 Peroamhin-o/'- tonent
Candido Flor'ano-da Costa Caireto;
Mdicos adjuntos do ejercito, em Per-
nambuco, os Drs Trajano de Carvalho Ro-
drigues e Agostinho Oliveira. -
SESTEO IL A&SSCU 2A7AS
STRASBURGO, 26 de Abril.
S. M. o Imperador Guilherme acaba de
partir para Darmstadt para visitsr S. M. a
Rainha Victoria.
ROMA, 26 de Abril.
S. M. o principe herdeiro da Italia che-
gou hontem em Samarcanda.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
2o de Abril de 1890.
IHSTRDCqO POPDLAR
essaio BiaLi::s:ra:::
DA
UTTERATURA BRAZIUURA
KOS
TEMAOS m&3
XVIII
(ContinuacSo)
Depois de applicadas experiencias e pacientes
investigages, feitas sob absoluto segredo, Bar-
tbolomeu chegoo ao resaltado da descoberta
do aerstato, cojo probl.ma nao era novo mas
al entilo nunoa realisado. Commuoicando a D.
Joo V a sua idea, tal ealhusiasmo encontr.: da
parte deste, que custa do bolso real executou
se, sob direcgo immediata do inventor, urna ma-
china em forma de passaro, dizem os conlempo
^-ranees, que effectivaroeBte subi aos ares no pa-
teo da casa da India no dia 5 de Agosto de 1709.
Assistiram experiencia o ret, ministros, toda
a corte e moito povo, mas, oa porque a machi-
na se damnificasse batendo na cornija do edincio
ou porque o ar quente de que estava torneada
nao fosse sufficiente, o certo que o balo nao
i-assou da altura do telbado, veltando trra de
tai modo enfraquecido que nao poude subir no-
tamente. Nio obstante a ascengo realisrase,
a probabilidade da navegacao aerea estava p-
ticamente demonstrada.
. A admirago foi geral, diz Macedo, (1) os
appUusos foram unnimes. Os pcetas do tempo
mltiplicaram sonetos, dcimas, composicoes
poticas em honra de Bartholomeu Lourenco de
r.usmo. a quem deram a gloriosa alcunha de
Voador. ...
Mas nao Urdou a vir a supera ti cao por em
sobresaltos e em perigo o Ilustre Voador, sus
peito de feiticarias e de relages cerno demo-
proprio rei insinuou a Bartholomeu Lou
renco a necessidade de adiar novas experiencias
da sua machina, a qae este quera dar melhora-
mentos, que ja tinha engendrado.
A supersiigo do povo suffocon o genio do
sabio.
Adiando para melhores tempos a renovacao
das suas experiencias, Bartholomeu dedicou se
ao agisterio e tribuna sagrada, impondose
admirago publica e assim fazendo calar por
aigum tempo a calumnia da superstigo, que
a peior inimiga da bumanidade.
In3tituindo D. Joo V a Academia Real de His-
toria Portugueza, Bartholomeu de Gusmao fot
incluido nalista dos primeiros cincoenta acad-
micos que a constitoiram sendo logo encarre-
^ado de varios trabalhos entre 03 quaes avulta a
Historia do bispado do Porto, que Ihe valen a
qualiricacao de escriptor classico
A to alto grao de estima attingio este illusre
brazileiro no espirito de D. Joao V que, por urna
graca especial, rara, seno nica, galardooo os
?ervicos do filho concedendo o foro de fidalgo ao
pai de Bartholomeu, o cirurgio-mor do presidio
de Santos, Francisco Lourenco de Gusmao.
Mandado porm a Roma para alcancar da San-
ta Se a elevago da capella real deLisboa ao grao
natriarchal e destruir certas divergencias de bis:
nados, revelou-se mo diplomata, pelo que ro
substituido por seu proprio irmao, mais mogo do
ueelle, Alexandre de Gusmao que conseguio
da curia romana o que o grande inventor nao
* oW*" (Contina)
i Biographico, tomo II.
PARTE OFFICAL

Thi-,uro do Estado de
Pernambuco
DESPACHOS DO DIA 25 DE ABRIL DE
1890
Jos Manoel de S e Joaquim Ferreira
de Carvalho & CSim.
Portaras de licenca de Antonio tartos
Ferreira da Silva e Vicente Ferreira de
Araujo Lima.Ao Dr. contador para fa-
ser as devidas notas.
Joaquim Cavalcante de Albuquerque,
officio do jai de direito de Panellas, idem
do collector de Pao d'Alhp e idem do
Inspector da Instrucclo Publica, sob n.
69.Informe o Dr. Contador.
Andr Alfonso Ieabel.Informe o admi
nistrador da Recebcdoria.
Amelia Maciel Sonto Maior, conta do
collector de Agua Prela, referente ao
exercicio de 1888 e Manoel do Carmo
do Nascimento. Haja vista o Dr. Procu
rador Fiscal.
r-- 26 -
Motta & Pinto, Angosto Jos da Costa,
Antonia Ferreira Prente, Maria Clara de
Mello Figueira, Alculina Josepha Lobato
e Joao Fauatfniano das NeveB.Deferido.
Antonio Duarte Campo e Francisco
Alejandrino de Paula Rocha.Restitua se
em vista das Informales.
Sociedade dos Artistas Mecbanicos e
Liberaes de Pernambuco, contas do col-
lector do Cabo, referentes ao exercicio
de 1886 -1887, indusive o 3/- semestre,
idem do mesmo relativas ao exercicio de
1^68 e dem do de Jaboat'o, referentes
ao exercicio de 1888.Approvadas.
Antonio Francisco Cordeiro de Mello.
ReBtitua-se, em vista das informales.
Engeuheiro Antonio Carlos de Arruda
Beltrao.Registre-se e fatam-se as devi-
das notas.
Jos Belisario Marinbo FalcSo.Sim.
Recebedorla do Estado de Per-
nambuco
DESPACH08 DO DIA 24 DE ABBIL DE
1390
Joaquim Bernardo dos ReisInforme a
1.* seccab.
26
Joao Pereira de Lima, Maria Augusta
Pereira Magalhaes e Virgilio Lopes & C.
Informe a 1.a secjo.
Vicente Ferreira Baptista.Recorra ao
Thesouro do Estado.
Venceslao Henrique Teixeira e outros,
Jos Pacheco da Silva e Anna Carolina
da Silveira Miranda.Cumpra-se.
Carlos Sinden e Jos Manoel de S.
Certifique-se.
conflicto nao terminar, e quem sabe se nao
ficar sendo o ponto de partida para lata3 apai
xonadas e por ventura mais decisivas.
Nao tardara que apparecam em scena elemen
tos e que podem de novo laucar a Hespanha na
anarchia e guerra civil, sendo o principal factor
da desordeni a forga militar.
J tem3 completa noticia do discurso pro-, .--------
nuociado no senado pelo general Dauban. e das ppapito general e Madrid,
respostas dos ministros da guerra e da justtga- Segundoos^ornaes conservadores, se o ge-
rmn n niioi.-v n;,nhan i1-dp cranrtp. imnortan- neral DabaniOr condemnado os Srs. Martnez
Daban, em que lhe diz que, se o exercito est
fual, |rorque nao conta boje com um orvaz,
um O' DonwaU, nm Espartero, ou um Prim, e
aconselha lhe que o seja elle, e corra 03 pergos
de um combale.
Esla carta proiuzio grande sensaco, e o go*
verno ordenoa!q|e o general Salcedo seja sub
Gardee gil, e SOoutras de primeira clas3e,
modelo 126.
,0i typos escolhidos pelo ministro da uannha
'" dado excellentes resultados e representam
_j estabilidade, sodez e velocidade o que ha
lp mais aperfL'igoado at hoje.
'conatruc;ao destas machinas de guerra de-
veruo uruuuowiK o general suiceao seja sud ;. r^A con*ti'uc;ao destas ir
ineltido a om pnfeesso summario, dirigido pelo. Ve ceinejar quanto antes.
rjnitao se neral df- Madrid j Ornnwlhn do mini
EUROPA -
O paquete inglez Turnar, honiem chegado da
Europa, trouxe datas que de Lisboa alcancam
14 do correble, adan ando oito dias s trazidas
pelo La Plata.
Alem das de Portugal, constantes da carta do
nosso correspo idente, publicada na seceso com
ptente, eis as demais noticias trazidas pelo re-
ferido paquete :
Uenpnniia
Sobre este paiz escreveu o nosso referido or-
respondente: ...
Assumio nltlmameute rauita gravidade a ag-
laclo em Valencia contra os carlistas.
Nao se sabe aqui ao certo, a cansa dos motins,
suspeita-se, porm, que proveio de conflicto
entre liberaes e carlistas, em virtude das mam
festac5es, que estes fizeram. ha das, ao conde
de Cenalbo, enviado de D. Carlos.
0 governador civil entregou o governo da
provincia ao general comnandante da divisao.
E3te interveio com as tropas para restabelecer a
ordem, o que, aiaal, conseguio depois de a
populacSo ter deitdo fogo mobilia do centro
carlista, e de ter tentado atacar o convento dos
padres da Companhia de Jess.
Sexta-feira (11) correram em Lisboa boatos de
um pronunciametUo militar em Madrid, e de que
em oalras cidades hespanbolas se tinham mani-
festado grande agiteco.
Acerescenta7a-se que a revolta era puramente
militar, tendo por chefe o general Cassoli, e que
fra promovida pelo incidente da censura feita
ao general Danban, que lo violentos debates tem
provocado no senado.
A Iegaco de Hespanha em Lisboa, recebeu,
todavia, informaces que, de todo, desmentem
semtlbante verso.
O incidente Dauban, apezar do seu carcter,
incontestavelmente grave, nao motivou ainda
nenhuma demon3traco extra parlamentar.
No coogresso dos deputados, no dia 11, o
Sr. D. Garca Alix, fallando sobre a3 desordens
de Valencia disse que os amotinados estiveram
senhores da cidade durante seis horas. Respon
deu lhe o Sr. D. Trinitario Ruyz y Capdepon,
ministro do interior, declarando que o governo
lamente os acontecimentos; mas que os nao
poude evitar. Accrescentou que as noticias dos
iornae8 sobre o assumpto foram exaggeraas, e
que se acham presos alguns dos incendiarios.
O Sr. Alix annunciou nma interpeilacao para
o|dia seguinte a respeito dos successos de va
lencia- ..- A W .
E comtudo, a contenda que all se debate
reve8tio um carcter agudissimo, e representa
mais um elemento de perturbado, e grave, a
complicar a situagao da Hespanha.
O gabinete Sagasta v se attrahido por duas
correntes oppostas e igualmente ameacado por
pilo i
Por um lado tem de defender a liberdade sera
dar alelos revolucSo ; por outro lado, esfor-
ca-se por sustentar a ordem e a monarchia, sem
restaurar velhos processos Je governo pessoal e
oppressor. ..,.,,
Tem feito prodigios de habilidade para se man
ter neste equilibrio. Mas, por quanto tempo
poder ainda prolongar a sua resistencia 1
A migar, pelos acontecimentos, que se preci
pitam, o gabinete Sagasta defende se j nos
ltimos entrincheiramentos. Um assalto mais,
e ser vencido.
E o que vira depois da situacao actual ?
Para ceder a urna das correntes, o Sr. Sagas-
ta apresentou o suffragio universal, terrivel ar-
ma de dous gumes, que tanto serve para o cesa
rismo como para a democracia, mas sempre
peng03a nos seus golpes. .
Agora, tem pela frente o militarismo ; cujo
predominio poltico pareca ter definitivamente
terminado em Hespaaha, e que resurge recla-
mando arrogante, a sua antiga preponderancia.
O caracterstico desta audacia sao os cariis
de varios generaes hespanhoes desafiando os
iornalistas europeos.
A disciplina militar, os bons principios de
governaco estiio, de nm lado, a favor do gover-
no ; de ontro, est urna verdadeira colligaco de
geieraes, e, por tanto, urna seria ameaca de
violentas perturbagOes da orden publica, e a
recordaclo dos Bervijoa por ete prestados
legalidade existente.
A contenda assum entraor-
dinaria intransigenc c desen-
lace, e penda par "'na, o
Como a questao Dauban de grande importan
cia pelas consequencias que ainda pod "\irv a
ter, parece-me interessante tor natmC ra?'3
circumstanciada do'que se passou na primeira
casa do parlamento hespanhol, *na Sesso de 7
do corrente.
Presidia o Sr. Mosquera. "ilB
O general Dauban pedio a palavra lago depots
de lida a acta da sesso anterior, e cpraeCou
dizeodo que. an'es d^ntrar no assumpto espe-
cial do debate, quera esclarecer a maneira
equivoca como tinham sido entendidas e expli-
cadas algumas palavras que elle pronunciara
n'uma das sessOes anteriores.
Quando dissera que desobedeca ordem do
governo, para que fosse detido, fallara como se-
nador. Como militar, nao precisava que pessoa
alguma lbe indicasse os seus deveres ; e, se o
ministro da guerra lbe tivesse dado ordem para
que se sujeitasse pena imposta, elle tel-a-hia
cumprido logo.
O ministro da guerra disse que elle tinba
transgredido os dbveres militares. Protesta
contra tal insinuacao, pois que a sua consciencia
o nao acensa de ter commettido falta alguma
Se a fatta fo3se to gravo, e se lhe tivesse ins-
taurado processo, teria r nunriado ao cargo de
senador, para responder 3 accusagOes que con-
tra elle formulassem.
Cr." que a quadaie de tenente-general 6 su-
perior a todas as outras investiduras. (Murmu-
rios). Podiam, disse, murmurar quanto quizes-
sem : er qua, n5o a qualidade de tenente gene-
ral, mas at a de alferes superior de senador.
(Murmurios.)
E' questo de predilecces.
O ministr da guerra dissera que essa ques-
to se tinba tornado pcssoal. Estima, elle, ora-
dor que assim seja, e que a questao fique entre
elle e o ministro. (Rumores.)
Quanto quebra de disciplina, nao foi a sua
carta que a violou, mas antes o procedimento do
ministerio da guerra, pois que nao applicou logo
o castigo.
Visto fallar-se tanto da sua falta como militar,
recorda que o ministro da guerra fez urna excur-
8o poltica pela Andaluzia, valendo-se da sua
investidura de deputado.
Seanalysasse aquelles actos, tal vez encontrasse
faltas mais graves do que as que lhe sao atri-
buidas.
O ministro, da guerra fignrava entfio no hvro
dos suspeitos."
Urna vozSuspeitos de que ?
E nao basta que o ministro da guerra diga que
pedio autorisaco ao ento ministro da guerra.
Todos os generaes polticos commetteram fal-
tas de indisciplina.
Apesar das denegsces do ministerio da guer
ra, quanto aos casos de Aleles, o orador insiste
em dizer que elle, ministro, estando no ministe
rio da guerra, satura a encontrar-se com o ge
neral Serrano, ao saber do triumpho alcancado
por este.
Diz que o ministro nao pode ne^ar cousa al-
guma do que affirma; que elle, orador, estava
entrada da ponte de Alcoba.
Ao dizer que fra em Sagunto que se pronun-
ciara a ultima vez, houve risos e murmurios.
Ento o orador dirigi se ao senador Fuem-
mayor dizendo que nao admitte que este se ra,
nem aqu, nem l fra. (Levaote-sc Incidente.)
Diz que jogou a propna cabeca, e que esses,
que eram entao republicanos, lhe devem tudo
quanto sao.
Affirma que se distingue de Sa^sta, porque
n3o lhe pesa o ter feito derramar o saogue dos
sargentos.
Em resposta \& este violento discurso, o mi-
nistro di guerra disse, entre outras phrases vi-
vas, em que defooden a sua attitude, que o ge
neral Daban fizera a apologa da insurreicao.
O ministro da justica, em seguida, comecou
por dizer que, como homem publico e como
membro do governo, se achava autorisado a en-
trar na questo, e defender o procedimento do
governo, que quiz reprimir e castigar um verda
deiro a:to de insurreicao, pois que a carta do
general Da Dan poda considerar se como urna
excitago contra a ordem, e como urna inlisci-
plin\
Depois de fallar o ministro da justica, Sr. Lo
pez Piogcerver, demonstrando a prudencia e a
paciencia usadas pelo.governo at ao ultimo
ponto, e dizendo que a approvaco dos seus actos
pela maioria significara que se respeitaram as
mmunidades parlamentares, interveio o gene-
ral Martnez Campos sustentando que o ministro
da guerra faltara ao seu dever, n5o levando o
caso do general Daban ao conselho de euerra de
ofliiae8 generaes. A discnsso deste incidente
continuou oo dia 8.
Na sesso de 10 o general Daban increpou
acremente 'o Sr. Sagasta, queixando-se dos ata
ques que lhe dirige o governo, e do procedimen-
to que elle segu neste caso. Censurou o Sr.
Sagasta por haver convertido o debate em ques-
to pessoal, negando-se, porm, a dar-lhe satis-
faces fra do parlamento.
Levantou se tumulto e gritara, e houve pro
testos, e depois reciificaces aclaratorias, at que
terminou o incidente, continuando a discusso.
Na sesso de ,11 no senado foi rejeitada por
114 votos contra 57 urna moco de censura ao
governo, continuando os debales sobre a ques-
to Daban.
O parecer em separado do general Marti
nez Campos, contrario autorisaco qbe o go-
verno pede para fazer cumprir o castigo disci-
plinar imposto ao general Daban, foi rejeitado
por 108 votos contra 63 na sesso de 11. A jis-
cusso do parecer da commisso continuar a
12.
No senado surgi um incidente pessoal entre
os senadores Mrquez de Sardeal e Abarzura.
Inlervieram qualro amig03 e."o as3ump o ficou
para ser removido no dia seguinte.
Na sesso do tia 12 o senado approvou o pa-
recer da commisso autorisaodo o governo a tor-
nar effectivo o castigo disciplinar de dous mezes
de detenco n'uma fortaleza, imposto ao general
Daban
Os generaes bespanboes, vista da firmeza
do govern, que por modo algum se quer deixar
dominar pelo elemento militar, continuam a pu-
blicar cartas acquiescendo ao procedimento do
general Daban, mas nao tendo tambem a cau-
tela de se nao assignarem.
E' assim a carta publicada no Paiz, reclaman
do para es governadores do ultramar um poder
dictatorial absoluto.
Cassola, um dos generaes que mais atacaram
o governo nesta questo, vai fazer em sua casa
urna grande reunio dos seus collegas, arim ae
discutirem a conveniencia de awignarem um
protesto collectivo, dirigido regente contra o
procedimento do gorerno em toda esta questao.
Afirmase que o general Daban, por meios
Indirectos, procurava;crear urnauniojniutar
que se impozesse aos aovemos. .
No jornal El Paiz, orgo do Sr Ruiz, Zoril-
la, que nos ltimos dias, na questo Daban se
collocou em opposico a todos os jornaes pepu-
blicahos e liberaes, appareceu urna carta do ge-
neral D. Joo Salcedo, respondendo do general
neral Dabanjr condemnado os Srs. Martin
Campos eJpellar iris ao palacio rea] para"pr
dir 5 rainba o perdi para elle, fundndose ?m
que o Sr. Daban foi um dos que "nzeraT a re3-
tauracSO em Sagunto, da qual se *wiga o Sr. Sa-
gasta na pesoa delle.
- Segundo sonancia um telegramma de^Madriq
para o Dail^Ntxs, esoito generaes bespanhes
enviariam CWt?fc aos jornaes franceses, regieses
e Italianos^ JO' ?e teem ocenpado da disciplina
dosofficiaes sup?rores do exercito hespanhol, a
proposito da questo do general Daban.
O Noticiero, de Barcelona, pnblicou urna
carta, qae o El Paiz inserio, escripia por um
general nonymo, publicando logo depois a se-
guinte carta, que lhe foi levada em mi pelo
signatario :
Hontem noite publicou o seu peridico,
transcrevendo-a do El Paiz, de Madrid urna car-
ta de um general, que exerceu um commando
superior em nossas.colonias.
Ntfta carta ha dous paragraphos em 03
quaes esse general trata de manchar-nos a todos
quantos temos sido ministres do ultramar'
Esse general um calumniador, pelo menos
pelo qae me diz respeito; pois sahi do ministe
rio por minha livre vontade e limpo de mos.
(Assignado) F. Lint^y y Capdevilh.
Responder o calumniador anonymos ?
' A conferencia industrial internacional co-
mecou no dia 7 a tomar as suas deliberaces de-
pois de doas eloqdentes discursos pronunciados
pelos ministros de estado marquez de la Vega de
Armijo e duque de Veragna, e de urna allocugo
do representante italiano.
Grapas aos esforcos do governador de Bar-
celona, o Sr. Antunes, e do presidente da depu
lacio, o Sr. Maluquer, est em via de soluco a
questao ao encerramento das fabricas.
Di i se que os donos destas, na sua maioria
conservadores, procuraram promover um con-
flicto con o governo com o facto de encerramen-
to ; mas a opimao publica collocou-se contra l-
ites e por isso entraram em negociaces com os
operarlos que prometteram aos Srs. Antunes e
Maluquer nao se prestar a satisfazer os desejos
dos coniervadores, e permanecer tranquillos.
Depois de largo debate no Circulo Militar,
foi resolvido por 119 votos contra 29 enviar ao
goverod o parecer da commisso encarregada de
informar sobre 03 direitos aduaneiros, e sobre os
tratados de commercio.
Como aquelle Circulo livremente cambi3te,
na sna maioria, o carecer est formulado neste
sentido ; porm, como nao intransigente, re
solveu que o citado parecer seja acompanhado
da opinio proteccionista do Sr. Rivas Moreno,
para que a commisso offisiat e o governo a co-
nhecam. -
-- Urna decutago de estudante3 da umversi-
dade de Coimbra e das escolas superiores do
Porto foi passar as ferias da Paschoa Hespa-
A recepto em Salamanca foi muito affectuosa
e deshimbraotc.
Nj dia 10 o corrente chegaram os estudantcs
portuguezes a Madrid, sendo recebidos com en-
thosiasmo.
. Foram postas sua ordem um inspector de
polica, 3 quatro agentes de seguranga publica.
A' tarde saiiirain do hotel processionalmente,
dlrigindo sfr escola de S. Carlos, acompanba
estudantes
O tooselho de ministros fixou as eleie3
muaicipaes para 27 de Abril.
Dj o'Sicle que a Franca nao renunciar
vacuago do Eypto pelos ioglezes, como nao
renunciar a rehaver a Alsacia Lorena.
A'Franca exige a retirada das tropas inglezas
do Egvpio, para dar o seu consentimento con
verso*da divida.
E' esperado vinda do Cairo, urna commisso
egypcia oem o Bm de discutir com o governo as
bases 4 nova coverso.
ltstlia
as regies governmentaes italianas coraega
a maoifestar-se urna certa inquietaco no; causa
dos negocios da Alleraanba, commentando se
muito, sem comtudo merecerem f, os boatos de.
socego entre a Franca e a Allemanba.
Crisp conferenciou com lord Hartingtoo, que
parti em seguida para Cannes, onde se deve
encontrar com o principe de Galles e com lord
Salisbury.
A uuio nacional das sociedades de tiro de
Franca toma parte no concurso que em Maio se
rea I isa em Roma.
Por toda a Italia andam agora bastantes sal
teadores. O principe Jeronymo foi vicima de
um roubo de 4,000 francos, que lhe desappare-
ceram de urna peque na mala que t razia con-
sigo.
Corra nata das ultimas noticias na bolsa de
Roma, que muitos capitalistas e financeiros se
encootravam em conaiges criticas.
Os italianos esto descontentes com o seu
exeroito.
Na revista militar de 14 de Margo ultimo as
tropas apresentaram se por forma a suscitar cri-
ticas acerbas. Falta de uniformidade na caden-
cia, m execugo dos movimentos, squecimen-
to das prescripges regulamentares, alterago
das distancias., impedidos de officiaes montados
com toda a especie de vestuario, todo cootribuio
para esta m impresso.
0 Exercito Italiano diz que a culpa do mi-
nistro da guerra, que se nao preoecupa seno
com o que se passa ou vai passar no parlamen-
to, e dos generaes, que s veem as suas tropas
nos dias de parada.
Alguns jornaes, mesmo dos oficiosos, consi-
deran! opporluno reduzir as despejas militares,
em vista das tendencias pacificas da Europa.
O Sr. Magliani, conversando com um jornalis-
ta de aples, pronuooiou-se contra a renova-
go da trplice aUianga em 1892, porque a situa-
gao mudou desde a celebrago da alhanga.
O general Menabra, embaixador italiano,
informou o Sr. Ribot, ministro dos negocios es-
trangeiro3 de que seria enviada urna esquadra
italiana a Touloo, para cumplimentar o presi-
dente da repblica, Sr. Carnot.
O Sr. Ribot respondeu agradecendo ao general
Menabra a sua communicago, e assegurando
lbe que aquelle acto de espontanea cortezla in-
ternacional, causar viva satisfago ao presiden-
te da repblica fraaceza.
O Sr. Crisp expulsou de Italia o Sr. La-
valette, correspondente da agencia Havas, e o
Sr. Crunswald, correspondente da Francfurtzei
tung, com o pretexto de que propagavam boa-
tos prejudiciaes ao crdito publico italiano.
As autoridades italianas, ao expulsarem o
Sr. Lavalette, recusaram dar-lhe qualquer expli-
cago, e impediram lhe mesmo que fosse em-
baixada de Franga. Os jornaes independentes
italianos acham excessiva a medida tomada pe-
lo goveruo, e os jornaes allemes, principalmen
doVpor centenas de estudantes hespanhes, e te a National zitung, acham que o acto do
levando na frente a bandeira Iportugueza ornada governo, com o pretexto de prejuizo para o ere
com lago das cores hespanbolas.
Seguiam os estandartes e bandeiras das ncul-
dades de direito, sciencias e philosopbia*, letras
e medicina, da escola superior, diplomacia e ou-
tras omitas. .
Levantaram se vivas a Portugal, He3panha,
Serpa Pinto e Carofles.
Depois foram para a praga do3 toaros assistir
a urna tourada. ,,
O governador civil, o alcaide e outras autori-
dades, prometteram apoio aos estudantes hespa-
nhes para obsequiarem os portuguezes.
Estes daro oo sabbado o seu ultimo concert
no theatro do Principe ArTon30.
Os atheneus Hispano Portuguez e Antropolo
gico preparam festas musicaes e scientificaB.
Refere a poca que o flm da visite dos es-
tudantes portuguezes dar conta aos estudantes
hespanhes da Aasociago acadmica portugue-
sa, e convidal-os a que formem outra aasociago
escolar ibrica. ; ,
A Evoca nega que a visite dos estudantes te-
nha um fim poiitico, como teem dito alguns Jor-
naes republicanos de Madrid.
A Juventude Federal e a Lnio da Juventude
Republicana celebraram noite, no Cassino Fe-
deral um comicio em honra dos estudantes por-
tuguezes, ao qual assistiram os Srs. Salmern e
Pi v Margal!. .
O directorio dos estudantes portuguezes foi vi-
sitar o Sr. Labra, que se lhe offereceu para de-
signar os professores de instruegao que os acom-
panhem a visitar os monumentos nacionaes e as
dependencias do estado.
Os estudantes portuguezes annunciaram que
desistiam da viagem a Barcelona e a Pars, e
que tornariam a partir para Lisboa no da 13.
No dia 9 noite recebera m canohosas demoa-
stragCes no theatro Eslava
Foram tambem ao theatro Apollo.
Tem-Be preparado grande i banquetes.
O atheneu Hispano-Portuguez publicou um pa-
tritico manifest, dando as boas viudas aos
estudantes portuguezes, e advogando a estrena
unio dos dous povos irmos.
_ Os estudantes portuguezes visitaram a es-
cola polytechnica, a armara e o museu de pin
turas; indo depois ao congresso e ao senado.
iso da i o siudantina portugueza deu um
concert no theatro do Prinsipe Affouso para
corresponder ao acolhimento que lhe tem sido
feito pelos estudantes madrilenses.
Na reuniao celebrada pela Juventude Federal
Republicana, no Cassino Federal, em honra aos
estudantes portuguezes, ro muito grande a con-
currencia dos partidos republicanos. .
A commisso do3 estudantes portuguezes toi
recebida com urna prolongada salva de palmas.
O presidente da reunio pronunnou um longo
discarso, afirmando que a federago entre a
Hespanha e Portugal dever ser feita pela Hepu-
Um estudante portuguez fez um discurso mui
correcto, agradecendo o affectuoso acoini-
meoto que Ihes tem sido dispensado. Foram le-
vantados vivas Hespanha e a Portugal.
As festas continuam em Madrid, em honra aos
nossos compatriotas acadmicos.
P. S Em alguns centro3 polticos de Madrid
falli-se com insistencia n'uma prxima mudan-
ca da actual situagao, por um ministerio presi-
dido pelo Sr. Alonso Martnez ou pelo general
Martnez Campos.
Franca
O ministerio da mannha da repblica france-
za. por meio de concurso-, encommendou a dr
versos constructores, cont de crdito de 5
milhes de francos, votado pela cmara de 1889 .
10 torpe lelras de alto mar, modelo Avant-
dito de Italia, rebaixao prestigio do Sr. Crisp,
antigo apostlo da liberdade, que assim renega
o sea papado.
A 13 de Abril os socialistas genovezes as
sistiriam inaugurag} de um monumento que
elles elevaram por meio de subscripgo, a Fer-
nando Lassale, na communa de Bopey (Alta Sa-
boya). onde o chefe do socialismo allemo foi
morto em duello, em 1864, pelo romano Ra-
ckowitza, que era o noivo de madsmoiselle He -
lene Deenniges.
a entreviste do chanceller de Capnvi com
o conde de Kalnohy e o Sr. Qri3pi ha de effec-
tuar-se em Carlsbad no fim de Maio.
CORRESPONDENCIAS
Do Diarlo de Pernambueo
PORTUGALLisboa, 14 de Abril de
1890
Os nimos em He3panha teem andado n'estes
ltimos dias muito agitados.
As desordens de Valencia, tendo por alvo os
carlistas foram suHocadas pela forga publica.
Por outra parte, a violencia dos debates, no se-
nado hespanhol, por causa do castigo disciplinar
5ue o ministro da guerra inflingi ao general
oban, senador, attingido as ultimas raas do
descomedimento.
Muitos outros generaes tomaram o partido do
seu camarada e a campanha do militarismo con-
tra o gabinete acha-se travada.
Circulavam ha poucos dias em Lisboa rumores
insistentes de que urna revolta militar havia re-
bentado em algumas cidades do paiz visinho e
at mesmo em Madrid.
O ministro portuguez celebrou logo nmu reu-
nio que foi longa. Entretanto as noticias com
municadas ao governo pela legaco de Hespa-
nha em Lisboa desmentem os boatos, e os tele-
grammas da ;Agencia Havas nao os vieram con
firmar.
Tanto melhor. Julgava-se, porm, muito pro-
vavel que estes desmentidos na legago e o si-
lencio da Havas fossem valores entendidos, para
que se retardem para aqui, o mais que fosse pos-
eive, noticias que poderiam encontrar echo en-
tre nos, onde tambem a agitego dos esplrtos
de3de o dia 11 de Janeiro nao tem sido pouca
Seja somo fr, a nos portuguezes que nao
pode ser indiferente a situagao do paiz visinho,
com o qual cada dia se vo estreitando mais as
relages de interesses, de tendencias e afini-
dades. .. ...
E' por 830 que o procedimento d03 estudantes
das nossas escolas superiores em Hespanha nao
lem recebido geral applauso.
Como se pode ver mais circumstanciartamenie
na seceo de Hespanha, elles tem sido alvo em
Salamanca e em Madrid de grandes obsequios e
demonstrages, nao s dos seas collegas hespa-
nhes, mis da populago em' geral, e dos repu-
blicanos em especial.
Entretanto aquellas passeiatas com a bandeira
portugueza enfeitada de filas e lagjs edm as
cores hespanholas, ao som de vivas unio-
iberica, sobre tudo n'uma opportunidade to cri-
tica para aquelle pai e para o nosso, tem sido
objeclo de censura de folhas de diversos matizes
polticos. ,.
O Jornal do Commercw (regenerador) e o
7Vmpo (progressista), ambos, ante hontem allu-
diam com alguma severidade a esses tactos, por-
ventura procediios da leviaodade propna da ju-
ventude. ,. ... ,
E3crevia o Tempo n3 seu artigo editorial:
0s estudantes portugueses que foram a Ma-
drid, ostentando as lapllas dos casacos as
cores nacionaes juntas com as cores hespanholas,
nao constitu m urna revellago, e nem mesmo
um symptoma, porque estamos certas de que a
sua visita foi nicamente inspirada por um sea-
timento de confraternidade acadmica, mas nem
por isso deixa de ser um symbolo, ou se qui-
terem, um avisj. Hi tantos pontos de contacto
na situagao de cada um do3 dous paizes, to se-
melliantes sao a3 correntes que 03 impulsionam"
e pertarbam, to jguaes os seas destinos, que
quasi pode dizer-se que urna s crise os abrange
a ambos. D'esta identidade de situagao resalta
naturalmente a communidade de esforgos e a
concordancia das pessoas, que trabalhara na
mesma orientago. Nao temos factos espsciaes
para firmar este nosso juizo mas deve ser as-
sim, plo que todos podem ver. E nao neces-
sario pre3ciutar muilo nos mysterios da poltica
europea, para descobrir um ponto de appoio a
essas machinages .
No mesmo du,.' tundo *
Jornal do Comme ...
frpreciso selar '
Temos agar;* i. "*''
dantas, em hfc
e ao Sr. Salmen.-, ,.:. >,
uacional, syml*.'! j .\ ?..<
hespanbolas.
Compreber ,.- _j,cuie s
manifestantes, cujo credo e o republicano, sejam
tambem ibricos. E' lgico, porque s mediante
a fuso ibrica, Portugal poderia reger-se algum
dia em repblica. Mas o que se nos aflgura
tambem, que os Cetarios deveriam por mais
alguma discripgo e pudor nos^seus sentimentos.
Acaso nao perceberam o que ha de humilhante
para Portugal em urna tal iniciativa ?
A demonstrago que os estudantes portu-
guezes esto fazendo com os symbolos" nacionaes
assume nm desconsolador carcter de incon-
ecieate rebaixameuto, que nao este as tradiges
da nago portugueza, e qae bom qae nao passe
sem reparo.
Querem a 'unio ibrica ? E' o seu direito,
e nao s2o os primeiros que se deixam embalar
n'esse pensamento poltico. Mas,est modus in
rebus, e se ningtiem em Portugal estara disposto
a deixar-se conquistar pela forga, menos ainda
pode aceitar como legitimas as ingenuas provo-
cages que alguns jovens, em ferias, ah esto
fazendo, com manifest sacrificio do nosso altivo
sentimento de independencia.
Nao se incommodem os Srs. estudantes.
Nao imaginera emparrar os acontecimentos. Se
a fuso das duas nages tem de fazer-se, ha de
fazer-se ; mas tro tal fuso, como n'um verda-
deiro matrimonio, pelo menea, decente que a
frgil e ingenua donzella se nao renda e aban-
done sem vislumbre de pudor, e, menos ainda...
antes do sacramentos definitivos.
E termina :
> Com a bandeira da patria nao se brinca.
O Commercto de Portugal, progressista, protes-
tava tambem hontem com energa contra a le-
viandade es cholas tica da commisso de acadmi-
cos.
Ha cousa de oito dias que os ministeriaes
espalham nos circuios politices, com certos ares
demysterio, que as negtp^oes com a Inglater-
ra esto em muito bom W. que se conseguio to-
do e muito mais, ou queTSPconseguio muitissi-
mo para o que se esperava.
Quando se lhes pede, porm, que dem infor-
mages precisas, respondem que ainda cedo,
que a seu tempo se saber, e apenas fallan n'um
tratado de limites, que poderia muito bem ser
apenas a sanego dada por Portugal usurpago
dos seus territorios.
A serem reaes as boas novas que se annun-
ciam, pena que se nao pubtiquem por urna vez,
para satisfago de todos e para atalnar nao me-
nos as noticias pessimistas que se espalham na
Europa, com prejuizo certo para o nosso crdito
politico^e tinanceiro.
Um dos ultimas nmeros da Franco diz:
Ioformages serias asseguram que se aggra
vou o conflicto com a Inglaterra. N'um artigo
intiluladoA'yossaiirelativo a urna confe-
rencia que houve entre brd Salisbury e um mis-
sion^rio inglez, affirma-se que o governo oritan-
nico est resol vido a considerar como seas todos
os territorios em litigio, que nao admittir em
caso algum a arbitragem, e pedir, a titulo de
inderanisaco, urna quantia elevada, para que es-
te pedidoforneca ensejo Inglaterra de se apo-
derar do caminho de ferro de Lourengo Mar-
ques. >
Observa urna folba de Lisboa que este tele-
gramma, pelas ioformages que d, conjuncta-
mente com estas, parece multo suspeito.
Ao nosso governo cumpre destruir boatos des-
ta ordem, se que tem recebido lisongeiras no-
ticias de Londres.
O certo que ainda se nao sabe quando re-
fressa a Portugal o Sr. conselbeiro Barjona de
reitas, nem os seno proprios ntimos eslo ao
facto do que este estadista, como nosso plenipo-
tenciario, tenha porventura conseguido no des-
empenho da sua patritica misso junto ao go-
verno da rainha Victoria I
O governo acaba de contrahir um empres-
umo, cujas condiges sao j conhecidas. O em-
prestimo de 123,300 obngages de 4 /, amor-
tisaveis em 75 annos e com o coupon a correr
do 1* de Abril. Foram estas obrigages vendi-
das a om syndicato bancarlo francez a 415 fran-
cos e sao emittidas, antecipando-se os pagamen-
tos, a 435 francos.
Na opinio do Diario Popular, jornal do Sr.
Marianno de Carvalho, (opposigo progressista)
estaoperagab foi contractada em boas condiges.
O testemunho insuspeito e competente:
Entretanto certo que os contracladores ga-
nham 20 francos em obrigago, o que na totali-
dade das obrigages perfaz i,526,000 francos de
lucro, ou 451.680003 fortes,o que, sendo o
empre3timo de 9,300 contes, fortes, equivale
quasi a 5 "/ de gauho, o que j nao mo para
esse grupo de capitalistas.
Consta que urna das propostas de fazenda
que sero apresentadas pelo governo s cortes,
tem por fim tributar a fabricago e venda dos
alcoofs e aguantantes.
A abertura dO parlamento a 19 do corren-
te mez. J se publicou o respectivo programma
no Diario do Governo.
Qualquer dia destes, quando menos se es-
perar, chegar a Lisboa o Ilustre explorador
Serpa Pinto. Diversas associages, e entre ellas
a dos Logistas de Lisboa, teem manifestado &>-
ciedade de Geographia desejos de se en enderem
com ella sobre a recepgo que se ha de fazer ao
heroico africanista. .
A direceo de ha muito que lem considerado
este assumpto, posto que Serpa Pinto parega
querer, como Antonio Cardoso, evitar minus-
tages, oceultndo o dia da sua ebegada a Lis-
E' natural que governo lbe mandasse dizer para
aples, onJe elle esteve alguns dias, no seu
regreso d'frica, que seria inconveniente para
a ordem publica, vir ser alvo em Lisboa de ova-
ges ruidosas.
Na minhj ultima lhes contei o que se passou
com a esqaipatici recepgo do benemrito A.
Cardoso, de qoem a polica tomou conta na gare
de Santa Apotema, furtando o apressorada
manifestago affectuosa que 03 seas amigos par-
ticulares e muitos outros patriotas se dispu-
nham a fazer-lne.
*
#
O decretos dictatoriaes de 7 do corrente vie-



-
S**



2
Diario de PernambucoDomingo


ram operar ama iraasformagio profunda na po-
ltica portuguesa.
Desta vez nao espern o goverao pela data ne- ypegrapojes sao responsaveis tambem pelo que
______J._ ,^.*_ Ma. baIiIb n&a liknm^n .._________________ i n
%> de 7, pela pre-
j foi publicado
da inatrucgo
porm, para
tuda o cor
ihts a reorga-
. .i>'.f!eric.
lo forera le-
jera1 ie instrucgo
fasta de il para dar oais um golpe as liberda
des publicas I
Estes decretos forana pablreedos orto diaa de-
pois das eleigoe* geraaa e quinte dita antea da
abertura do parlamento, o que tena prodatido
acerbos commeatarios sobre o proposito firme de
desconsiderar o parlamentarismo, cuja deoaden
cia actual visivel em quaii tolos o* paizeaque
ee regem pelo syttema representativo.
O decreto n. i versa sobre o dwmte de reuma
eassociacSo.
O decreto a. 2 tero por objecto os espectculos
pblicos.
O decreto o. 3 eslabelece as incompatibilidades
das fnnecoes de ministro e secretario de estado
com as de administrador ou fiscal de empresa
ou aociedaie mercantil ou industrial, que teoba
contracto com o Estado, ou delle leona obtido
qualquer concesso.
Falta la logge, falta la malizia, dizem os ita-
lianos. Isto ja se illudia, antes de ser precepti-
vo, e continuar a i I ludir se. O fiscal ou admi
nistrador, larga o lugar emquanto exerce as
fun:ces de ministro da corda, e logo que as
abandona, retoma o seo antigo lugar na empre-
sa ou companhia que lh'o guardn cuidadosa-
mente.
Por este decreto nao vira mal so mundo.
O decreto n. 4 regula a lei da im prensa.
E' co ara este, a que chamam a le das rolkas,
que maiores clamores se tm levatado em todos
os campos da opposigo.
0 decreto n. 5 trata da reforma iudiciaria.
0 n. 6 reorganisa os servidos judteiaes.
N n. 7 fixa os vencimentos das magistrados
judiciaes, que melhora e augmenta, como que
para o goverao o ter do seu lado para a trete
de repressao que lhe commettida seru a in-
tervenci do jury.
O decreto o. 8 manda crear juizes criminaes
auxiliares. E' a resurreigo das antigs alfadas
do rgimen absoluto 1
O de reto o. 9 manda crear em cada comarca
om tribunal commercial
.o Dian-
aki. :oase!i 1e ic
reto. r -o
" z
Effi:
I
twbica ttsara coustituluao a nova secretaria
'Estado, passando para o servido dessa secre-
taria os empregados menores que serviam na
referida direcgo, ficaodo portasto reduzido, nes-
ta conformidade, o numero dos empregados me
ores da secretaria de estado dos negoc:os do
reino.
O novo ministerio ter 3 direcces geraes,
orna para o ensillo primario, outra para o se
undario e outra para o superior.
Diz se que passa para o novo ministerio a di-
reccao do eosino. especial a cargo dos minis-
terios da guerra, marinba e obras publicas e
das escolas primarias a cargo das municipali-
dades.
Vae ser ampliado o conselrio superior.
Em consequencia deste decreto, foi exooe
rado de ministro dos negocios da marlnha e ul
tramar o Sr. conselbeiro Joo Arroyo, sendo no-
meado ministro da instrucco e publica bellas
artes.
O cargo de ministro da marinha e ultramar
foi prvido no Sr. conselbeiro Julio de ViUieoa,
fue n'uma situago regeneradora, presidida pe:
lo ootavel estadista Fontes Pereira de Mello, ser;
to n'aqoella pasta revelando profundos conhe
imentos das necessidades das nossas vastas
aolonias e deixando vestigios importantes da
soa gerencia.
Parece que o Sr. Julio de Vilhena tem tenco
de naodar continuar as explorages africanas
Ora, a acreditar no que diz unnimemente a
imprensa da opposigo, o mesmo que se diz do
Sr. Julio de Vilbena que jamis se poderia li-
tar dizendo do Sr. Joo Arroyo, cuja ingenuida-
de em cousas ultramarinas assombrava os seus
proprio amigos, sendo inteiramente ali.eio aos
tonbecimentos protissionaes relativos a admi-
aiatragao da armada.
E como os seus collegas reputassem um de
taire pol o de parte, alijando-o da barcaca m-
isterial, crearam al boc o mioistrio da in-
strucco publica e bellas-art ;s, oude, disem, o
erilhante orador parlamentar revelar tanta in-
competencia cono no da marinba onde se acba-
va... como Pilatos no Credo.
Isto dizem as ms-linsuas edil-o tambem a
grossa collecgo do Daro das Sesses da cma-
ra dos deputados onde per orrendo se os m
aumeros discursos do Sr. Arroyo, nenbura se
encootra onde se mam fes lera connecimentos es
peciaes sobre qualquer dos ramos que (icara
mencionados.
Foi muito curioso o incidente que se deu ha
pouco. O Sr. Arroyo fra na Pascboa ao Porto
com grande comitiva de amigos e partidarios,
quasi todos deputados eleitos, agradecer ao*
teus eleiiores e manifestar-Ibes em colorado dis
curso que apezar de estar agora as culminan
las d> poder era empre o mesmo hotnem e, co
Bao miuistro da marinba visitn o navio de guer
sa surto no Djuro, sendo saudado iVessa visita
na*al com as salvas da ordenaoca etc. etc.
Ora o decreto publicado a 7 e que tinba a da
ladeo exonerando o de ministro da marinha
trava-lhe o direito de se andar ^presentando a
bordo dos navios do Esta lo n'essa qualidade.
e emquanto aquelle seohor andava por l a os
tentar se as culminancios navaes, o Sr. Julio de
Yilhena subia por c, as escadas da secretaria
da marinba para tomar posse do seu lugar, por
modo que nen ao Sr. Arroyo foi concedida a
coneolaco de fazer testamento, como da pra
xequando os ministros separada ou collectiva
ente delxam de o ?er !
Nao para os estreilos limites de urna
correspondencia a analyse das principaes dispo
ffi-'s destes decretos dictatoriaes.
Bisti. porm, olhar de relance para as suas
disposigoes, para se perceber qu; sao destina
dos, menos a defender as leis e as instituirles,
do que a proteger contra as aecusagoes e as
censuras da opiaio publica, os abusos do po
der.
E* a continuaco systematica 'da repressao.que
serve de lemma bandeira do actual gabinete
inti'ulado regenerador, mas que to flagrante
mente tem renegado daa tradicgOes de liberda
de e tolerancia de grande partido acaudilbado
eir largos annos de paz por Fontes Pereira de
ello cujas iradieces o ministerio presidido
pelo Sr. Antonio da Serpa, ttlvez aiais arresta-
do polos seus fogosos collegas do que por ndole
do seu temperamento pessoal, tem despresado,
fazendo di?to urna verdadeira situago cabra
lina, dos ominosos temos a que urna espanto-
sa guerra civil poz o remate llavera 43 ou 44
aonos.
Para inaugurar o comego de um reinado que
realmente carece das sympatnias de todos o
partidos mooarchicos militantes e at dos indifs
lereotes, parece umaloucura.
Para reduzir impotencia a propaganda do j
milito numeroso partido- republicano, diga se a
verdade, o syst mi contra producente, pois
muito fnaior importancia ganharo os adversa-
rios das institnictes sendo perseguido, com os
teas centros e gremios de propaganda fechados
dissolvidos, como, em vinude do decreto n. 1
ja te detenuinoo em portara posterior aos go
vernadores civis dos distnctos que o fizessem
execuia-, quanto antes. Parece que at a pro-
pria macoaana ser incluida na rede varre-
doura.
A I-i represtiva da impreosa e a da cen-
sura para os teatros taem mereeido a geral re-
pro vaco dos diversos orgaos doa partidos da
PMoxicao, desde ae folbas legitimistas at as re-
pobiieanu. SO as Noadadm to lempo, pro
fresisias, sao miit benvolas, argmndo apenas
goverao pela inopportunidade da promulgago
dectes decretos.
Da probibico dos espectculos aiada ha re-
clino para urna commisso de bomens de lat-
irs, presidida pelo minittro,' creio aneo da
Jostrocco publica e bellas artes; mas das poli-
coas ceireedeotes a.qne serbo sobatetdcc
Maonmameate os reepoasaveis dos artigos
marmiom peto Ministerio Pabiico, 6 la appcirtcjD neo. aomvo. Aa molat sao
eocc^fi*flDMIStot* vPMa.do prrto,
dwrer-te-fea o uaxiia, uj* sames na* r
nivel. E' muito elstica a bata dai nmiriiM
alo : a offnua
O Sr. coubelbeiro To imas Ribeiro, lireetor po
Milco do Imparaal, n'uma longs carta crtica a
nal, Sr. Diogo de Freitas Britoa cessar a publica
cao delle, porquanto oa let nova, os donos das
wescreva nos jornaos qoe dallas sahem, e assim
te fez, ceceaqdo no dia icf iritn de appareoor o
Imparaal. Esta carta piaosio sensaco e in-
eocemodou devaras o govtroo, se que elle
tanda te incommoda com estas demonstracOes
liberaai.
O Dia (folba progreasitta do Sr. Antonio En-
Bes), ioterio desde logo esta declaraco, em
grosso normando :
A redacco do jornal o Dia, considerando o
decreto que em data de hontem restringi o
exercicio da liberdade de imprensa, como urna
infraeco do art. 13 e dos g 3 e 34 do a:t. 145
da carta constitucional da monarchia reputa il-
iegaes e abusivos todos os seus preceitos que se
nao conformara com a lei ds 17 de Maio de 1866
e com o cdigo penal, emquanto essa lei e este
cdigo nao forem revogados ou alterados com
petentemente pelo poder legislativo, e declara
qub so se Ibes submette por falta absoluta de
meios Iegaes e jurdicos para se oppor sua
execuco.
De varios ttulos e distineco^s honorficas de
que se tem feto merc oestes ai timos das, a do
titulo de viananda de 8a da Baadaira, confeiWo
ao 8r. Ayrcad S Nogu'eira Abren de Vascon
cellos, scccno do heroico marquez da S da
Bandeira, i* fallecido, a qoe tem merecido
malor applauso.
id*
N'um artigo brilhanle da penna de Aotoaio Ea
ne?, sob a epigraphe de Rew/ufdo, lia se no mes
mo jornal :
Recuamos para alm de 1814, e anda ha-
vemos de recuar ruis, porque o poder ha de
agora defenderos seus attentados contra o un
co meio qtfe a nac/io niud tem de os castigar, o
sufragio eleitoraf. Nao tardaro as restriC6es
do suffragio e as liminacOes do principio electi-
vo. Depois, ou o povo se submette ou reage ;
se reagir, como de crer que succeda porque hSo
de iocital o os interesses econmicos compromet-
tidos pelas despezas ruinosas da poltica de for
ca, comecaro as persiguigOes pessoaes. J pa
ra isso se prepararam as aleadas. Pelos decre-
tos de hontem, juizes noneados adhoc podem,
sem intervenco do jury,arruinar, desterrar.p-e i-
der por muitaa vezes seis mezes, os cdados
que a escrever na imprensa ou .a filiar em
reunioes ojfenderem alguma entidade official.
desde o soberano at ao clarim do exercito e
desde o conseibo de Estado at junta de pa-
rochia. Gomas leis illegaes da dictadura nin
guem, que tenha vida publica, est seguro da
liberdade e do llreito, porque as suas disposi
cOes foram calculadas para deixarem o mais am-
pio arbitrio ao poder. E essas dsposigrjes nao
se fizeram para ser leltra mora ; fizeram-se
para armar o goverao de ponto em branco con-
tra os protestos e as resistencias, e babilital-o a
ir, at onde se pode ir com a espada do exer-
cito n'nma das maos e a vara da justici na ou
Ira, no caminbo das reacj jes polticas, que sao
as revoluces do poder. Esperara-nos, pois,
provacoes e combates, que jt se julgavam arre
dalos para sempre do nosso bortsonte poltico.
Vai ser necessario que as opiniOes sejam cora-
josas e que os caracteres relemperem a firmeza :
mas, em compeosaco, fica-oo3 a esperanca de
que a necessidade de defender a sua dignidade
moral, os seus dreitos e os seus ulereases,
despertar no povo portuguez virtudes e ener-
gas cvicas que a inercia bavia obliterado, e
que elie aprender a apreciar a liberdade sen
lindo lhe a falta I
Dana para volumes o que se tem escripto de-
pois da publicaco dos ltimos decretos dictato
riaes. O que se nota, porem, que algu.-'s jor-
nai s, a comecar pelo Diario Popa'ar, do ex
cellencia aos gatunos e patifes, e sempre
acbam desculpas irnicas para os seus crmes
ou delictos. E' de um cmico piccaresco.
Q uando se oceupam dos actos dos ministros
ou de boatos que correm, como por exemplo o
de que vai elevarse ao dobro o ordenado do-
rainiftros da corda, procuram razOes especiosas
para justitical-os, tudo isto, dizem elles sarcasti
ca nenie, para nao offenderem os senhores dicta-
dores.
INDUSTRIAS t HITES
Man do u se reconstruir com artividade, o
palacio do Calharro, que ardeu ha dous ou tres
annos, para nelle se alojar o novo ministerio d<
instrucco publica e de bell s artes. Por ora, o
novo ministerio fuocciona no 2.a andar do minis
terio do reino, no Per eiro do Paco, e tudo isto
tem servido de gaihofa mansa aos papis da op-
posigo.
As folbas mais desbocadas tm se moderado
immenso, para nao pagarem os taes 5004*100
nem irem os articulistas para a cadsia. Entre
tanto, se o M. P. quizesse procurar offensas no
que ellas vo dizendo, motivos para querellas,
tinba o j feto duzias de vezes nestes 8 das.
E' que por ora nao convm, porque as disens-
ses sao apenas doutrinari s e por assim dizer,
platnicas. Se se tratar porm dealgum escanda
lo em perspectiva, como houvera 9 annos a ce
lebresalamancada, bem de crer qne os de-
legados accordem e os juizes ad hoc exergam o
seu mister de littores do gabinete, condemnado,
multando e aferrolbando os jornalistas mais se-
veros, poiqne nes-e caso o silencio da imprensa
que ser conveniente. E' assim que se com
menta a actual longanimidade do ministerio pu-
bh -o em retacao a impreosa.
Aflirica se que brevemente ser decretado o
desdobra nenio do ministerio das obras publicas
peosamento qu* tiveram j os progressistas,
mas que se nao chegou a levar a effeito. E' ca
ro que tudo isso trara augmento de despezas,
mas o que mno ta se preciso contentar ami
gos ambiciosos ?
Est no Tejo urna esquadra al lema O cou-
racado Irene trouxe a seu bordo o principe lien-
nyade Prussia, irmSo do imperador Guilber
me II, da Allemanba. 0 principe o comman-
dante do couracado. Pouco se demorar em
L sooa, e durante esses poucos das, pernoitar
a bordo.
S. M. a rainha D. Mara Amelia entrn em
convalesceoca de uai pleuris que a atacou.
A rainha viuva, nao continua bem ; so est
levantada de urna as qnatro da Urde. Defiaha
a olhos vistos, nao recebe, e apenas se distrabe
lendo.
O directorio da Liga do Norte, no Porto, re-
uni ba das para resolver sobre a aititude que
lhe enmpre t >inar em presenta dos recentes de
ere tos acerca dos dreitos da reunan e de liber-
dade de imprensa.
O goverao continua negociando a compra
das linbas frreas do norte e leste. Os accio
nistas receberao o prego nominal das acgdes,
perdeodo o premio com que as adquirirara, e
depois as lionas sero cedidas novamente a urna
companhia que para isso 'Be est formando, se-
gundo se afroia.
Um artista habilissimo de bicago, Mr.
Bretty, termino a a execugao de nm relo
gto, que se exhibir na futura exposigSo
dos Estados-Unidos, em commemoracSo
do centenario da descoberta da Americe.
O moderno relogio de formato dos ac-
tuaos relogios de parede; no quadrante
sao indicados os dia, mee e auno, e tam-
bem as variag3es thermomtricas e bar
mtricas. Urna substancia especial,, en
vernisanio o m*)8tr,.dor, torna luminoso o
relogio, podendo assim verse as horas de
noite sem auxilio de la.
O mais extraordinario, porm, nm
phonographo adaptado ao maohiniamo,
substituindo os bordoes ou oampanhias dos
relogios.
Eftectivamente, o invento do Sr. Bret
ty, annuncia as horas, nao com badaladas,
mas sim como o faria um boat. termo em
pleno Madrid, gritando em vos clara e
distincta : .
SSo tantas horas.
Alm desta reforma, que realmente
importante, pois vem cortar a confusSo
proveniente de qualquer equivoco na cen-
tagem dan horas, o relogio poder convi-
dar, para as differentes oceupagoes domes-
ticas, a familia da casa, dizendo por
exemplo : ,
SSo onze horas, vSo almfar.
as casas, onde costume re&rz-se,
pode o relogio associar se oragao, reci
taudo-a pausadamente, com a solemmdade
propria e entonagSo digna.
O inventor conta arranjar urna boa for-
tune com o seu relogio, de que j obteve
privilegie de invencSo.
*
Alguna correspondentes para jornaes do
Porto annunoiam que o goverao resolveu
adquirir as linhas da companhia real dos
caminbos de ferro portuerueze, que por
este facto fcar dissolvida.

Annunciam de Nova York que se con'
stituio urna sociedade tinanceira com o
fim de construir um tunnel, que tornar
possivel a utilisagSo d'uma parte da forga
das quedas do Nigara.
A sociedade possue o capital de 2 mi
lhSes de dollara (1 800 con toa).
Segundo os contraotos fetos, os traba
Ihos estarSo concluidos no dia Io de Ja-
neiro de 1892.
Os engenheiros calculara que cbterio
pelo menos a forga de 110,000 cavallos
de vapor.
frrenles da opinio nos Beguintes. grupos : li-
noraai goverastas, qoe acoropaohavam e sus
teDtanm cegamente o Visconde de Oaro Preto
bberaoa dissidentes, que o combatiam, aecusan-
do-o.eom pbrenesi de traigao s ideas; conaer
vadoree em opposigao; republicanos dem e in-
dilBjrentes
De todos esses agrupamentos, s um vio com
horror a Repblica; so um n5o perdoir jamis
que lee teobam feito voar o poder das maos e
sem diser : agua vai I Esse foi a victima in-
fausta e inepta da propria cegueira e da Drooria
loucura. r

As reclamagfies inglezas e americanas so-
bre o caminbo de ferro de Lonreogo Marques, e
que se elevam a urna somma fabulosa de indem-
nisages qoe o tbesouro portuguez ter de pa-
gar com hngui de palmo, diz se que daro tam
bem grossas gratibcacOes a vanos individuos
portuguez -s (!!!) altamente collocados. E' urna
nistona to embrulbada que, sem mais funda-
mentos de qoe os boatos que se tm espalhado,
nao ooso contil-a. Em resumo, affirma se que
o acto enrgico da resciso do contracto com a
companhia ingleza constructora, foram valores
enten lidos, sendo ezpressamente feta a resci-
so para servir de pretexto a leonina reclama
gao da3 iodemnisagoes.
Sendo assim, a comedia foi bem representa
da. Mas quem sabe se nao sao pe adversarios
dos progressistas, que inventaram esta insinua-
g*o?
Fazem-se preparativos para nma prxima
digresso da familia real ao Porto.
Hoje que os collegios distrlotaes e scien-
tilicos elegem os pares do reino, e que o vulgo
chama de galo branco. por nao serem heredi-
tarios.
Consta qne ser nomeado presidente da ca
mar dos pares o Sr. conaelheiro Telles de Vas
concellos.
Para a presidencia da cmara dos deputados
Indicase o Sr. Pedro de Carvaiho (chancellei
ros), qne j servio como vicepresidente d'aquet-
la cmara. Diz-se qoe, sera vtee presidente o
Sr. Antonio de Azevedo.
Foi exonerado de ministro plenipotenciario
de Portugal, que era ha 18 annos, em Vienna
d'AUBtra o Sr. conde de Valmor (Fausto Oae-
des) e nomeado para aquello posto diplomtico
o Sr. conde de Vateneas (L'utr Jardim).
Tambem foi exonerado o Sr. marquez de Pe-
DttteP que ba muitoe annos representare-este
paiz na corte de Berlim, sendo tratHerrdo para
esta legado o Sr. Henrque de Maeedo, noeao
ministro em BruxeUat.
Para a corte deBruxeHes ser* nomeade oeBr.
i de imprenta, que todos oc joraaec oppoccio-1D
aistas reprodiBlram, aconielnaTa o dono do jor- deptadoda^3o. ^^ *rw'
antigo
A Associagao Promotora da Industria
Metallurgica, de Portugal, ole ou ao go-
verao, pedindo que foaae facultado in-
dustria nacional concorrer as propostas
para a con&truccao, no paiz das 16 torpe-
deara que o goverao delibero a adquirir
para o material da defeza.

Urna commisso de fabricantes de sa
patos da liga parti para a Beira Alta,
atim de contra ctarcom os fabricantes de fio
de 13 o fornecfmento deste artigo para con
sumo da sua industria.
TKAYS( RIPEES
KUU14, certo
(Diario de Noticias, do Rio de Janeiro)
Ojiando, ha cinco mez'8 e dous das, o en
tbusdsmo e o neroisrao, dando seas mos,Fun-
daram a Repblica Brazihira, de centenas de
boceas parti urna appeaco cruel para o futu
ro, condensa la na segulnte pbrase: O que se
lez pouco vale; o que queremos ver o que
acontece d'aqut a irnc ou quairo mezes I
Para todosos que tinham um interessequal
quer antagnico revolugopois que em ideas
o nosso povo foi sempre muito adiaotado -a obra
ingente do patriotismo nacional nao poderia re
sistii aos embales das paixoes e da ioexperien
cia dos novos directores da poltica brazileira.
Em numerosos e preponderantes circuios havia
a iieliberaco assentada de deixar os acontec
raen tos correr, na j se precisando de interven-
gao de ninguem para que a situagao se cotnpli
i.-asse e se esboroasse por si. mesma. J em
lempo, um ou outro estadista, em face das difli
cu'dades queapresenUva a nossa poltica, havia
dado o Brazil como agoveroavel. As organisa
ges miuisteriaes mais fortes e melhor auspicia-
das, ao flra de mezes estavam sempre descoo-
juntdas e cahindo aos pedag s. E todos os que
nao olhavam com amor a Repblica, acreditavam
que as mesmas indisciplinas haviam de dar-se e
que a nova forma de goverao seguira a sort-
constaue dos ministerios que haviam aoompa
ubado o Imperio no seu lo To geueralisada era a coovicgo de que o fu
turo, novo Saturaj, devorara o proprio tilbo,
que, a cada passo, os republicanos tinham de
aceitar o repto impertinente dos vencidos do
da, para os mysterios e as sorpresas de ama
nb.
A sanego do tempo era por elles agentemen-
te desejada, para infl gir assim um desmentido
a todos os recalcitrantes do progresso. A cada
passo, das boceas contrabidas pelo despeito, vi
nha a ameaca desesperadora, a que s o tempo
tinba o poder de responder. O mesmo pega-
mento se exarava no manifest Ouro Preto,
quando, acensando a Repblica de ser feita pela
traigao, aflirmav que era obra da niquidade e
que, como tal, nao poderia subsistir. O proprio
ex imperante, comparMIhando desse pensamen
to, declarava na Europa que voltaria ao Brasil...
quando o cbamassem.
Passaram-se os dias.pas3arnm.go oe mca"S,
c, a uroporgao que as difficuldadea iam surgin-
do, o goverao e aopinio publica iam n'as vei,-
cendo e aniquilando, urna a urna. A cada boato
que corra, todas as cassandras polticas julga-
vam approximar-se a hora da sai consagraos >
como piophetas, at rjuc afioal, forga de de-
cepg<5e8, foram-se desalentando e perdendo a f
na estrella amortecida que os allcmma. Ao Um
de cinco meses de pratica do novo rgimen, boje
a maiora da nagao e o esiraogeiro crm que a
nossa aprendixagem republicana esta feita, e que
toda a tendencia dos acunteclmentos para a
simplificago, para a ordera, para um desenvol*
vimento normal do progresso.
Passado o periodo dimeii do inicio de um po
ro em uma-ttnaa de goverao que lhe era des jo-
nhecida, con vem esto dar com criterio a situaco
e ir ao encontr das diflleuldades, levando em
maos a certeza completa do sea desbaretamifito.
As tempestades nao duram eternamente. No
fim de neo metes de embate das ondas altero-
sas>do passado contra as do fntero, a tormenta
fatigoo-ee e eetfamaiaeda. O mar revoltado
da paixes e daa deceeitoe esta calmo, a soa
superficie lisa e o olhar do observador ple
travestal o, pode ir ate ao toado e eer, ento,
eeeete povoado de moaalroe, atjtceaeamadae
de leda oa tea apenas deaeeiaaaoa4taa. .
Desee eetado depeade, nao poticou o aecso fu-
toro e a necea traacaitUiaade^ M^etampto,
poit, nlrdee eer jerteneaido '?
A 15 de Rovembro podamos definir oe parti-
do* existente* em noata patria e classificar aa
Perdeu tudo e foi mystiflcado. E' o bolso e o
amor proprio, que em partes iguaes sahiram
affectados da contenda. Apelados do poder e
ac8ados de inepcia, jamis podero olhar para
os acontecimentos, sem que um despeito enorme
e invencivel os domine inteiramente. Esto es-
tomagados e humilhados; ardem em sJe de
vlnaaaea.
Nada de bom se pode esperar delles, antes
que o tempo (e nao deve ser pouco) Ibes permit
taum estravasamento completo de bilis e a vol
t s foocgoes regulares da vida.
Tirado, porm, esse grupo, todos os outros ti-
nham razo para olharem os acontecimentos
com sympathia e esperanga : aos conservadores
a Repblica anniquilou Ihes um inimigo polico,
com quem se degladiavam vista; aos iberaes
dissidentes. a revolugo trouxe a confirmgo de
tudo o que prediziam; para os republicanos, foi
a luz de joelbos implorada; para os indiferen-
tes, urna novidade attractiva.
Para todos e8sjs grupos, excepgo feita do
que estava no poder, a Repblica nao trouxe nem
buniilhagoes nem incompatibilidades invenci-
veis. s um elemento perdeu tudo com ella ;
s um foi exhibido em situago bumilhante ; s
um, alm dos prejuizus de toda a ordera, vio-se
am..ldigoado e coberto de ridiculo. Esse, o
que chamaremos o elemento Oaro Preto.
Assim, pois, naturalmente o paiz acha-se di-
vidido em dous campos : um o que quis e o que
receben com sympatbias a Repblica; outro, o
que s tem urna asplngao: apunbalal a.
Unamo-oo8, pois, todos quaotos viram as suas
opinifies consagradas, os seus trabalhos coroa
dos de xito, as suas sympathias victoriosas I
No combate contra o ministerio ulico de 7 de
Junho as forgas adiadas formaram tambem urna
trplice alliangae compunhira-se de republica-
nos, de conservadores e de liberaos dissidentes.
O lago que os prenden, no momento do perigo,
deve subsistir, intacto, na hora da victoria, e
quando a unio mais necssarla, para aorgani-
zago definitiva da patria, anda em face do ini-
migo pro8trado e vencido, mas fremento e sol
tando imprecares.
Demais, nesses cinco meze3 de vida nova
que temos passado, verifl ou-se sufficientemen
te que o iuimigo oapitulou, mas nao perdaon.
Em toda a parte,- tanto aqui como nos Estados, o
elemento Ouro Preto nao tem cessa lo de conspi-
rar, de accender todas as raras paixes e de ex-
plorar as divi8es republicanas. Aora, ento.
em vesperas de eleiges. os vencidos do dia 15
de Novembro procuram levantar a cabega e con-
quistar os postos que perderam sonhando lou
cam -nte a revanche.
Raro ser o Estado em que nao se note certa
efervescencia e certa animago desse elemento
fatal, que congestionou a patria, e que, por um
tnz, nao derramou caudaes de sangue brazileiro,
espalhando o luto e a aesolago no seio das fa-
milias. Emquanto tempo, unamo nos todosos
que tm inieresse na ordem pnblica e na boa
marcha dos negocios, contra o inimigo commum,
que pela politicagem assalt m o poder e contra
nos assestou todas as suas bateras I Unamo
nos, qaaotos aspiramos a entregar s gerages
novas urna patria restaurada e feliz, onde o m-
rito tenha direito a tudo I
Contra o inimigo commum, contra o liberalis
mo falsificado, que ja nos ameagou as vidas e
cooflagrou a nagao, atiremo-nos unidos, expul
sando-o dos nossos arraiaes polticos.
A qu.idra de branlura e de despreoecupago,
destinada a dar tempo a cada um para a sua
oriealago definitiva, passou. Hoje. os campos
esto definidos e as arregimentgoes comple-
tas.
Deum lado, o goverao provisorio, com os re
publcanos e com todos os que, pelas sympatbias
ou interesses communs, se toraaram irmos; do
outro, os que nao se resignara, os que nao per-
ddam Repblica a humtlhago que Ihes nflin-
Sio, os qoe querem apossar-se das nossas forti-
cages... para d'ahi nos metralharem von-
Ude t
No periodo novo em que entramos, um grave
dever se impbe ao goverao: substituir por bo
mens decididos, que teuham o espirito poltico
da actualid se r-"(-ominendavara para os cargos de respoo-
sabilidade, no periodo melindroso dos primeiros
mezes de vida da Repblica. Hoje preciso que
a acgo se faga sentir, que as vistas do goverao
sejam secundadas com energa, qne nos altos
postos da adrainistrago sejam collocados bo-
mens que, pelo pronunciamento das suas ideas,
raspirem cooBanga opioio republicana, e nao
deixem duvidas aos adversarios de que nada
mais podem esperar delles. alem da justiga.
Em vesperas de eleiges o goverao preci.-a
accentuar a sua poltica pela escblba, de pessoal
republicano, bem pronunciado, e deflidir-se, in
teirament-4, a dar forga aos seus amigos. SO
com esses se tem acbado nos cinco mezes que a
Repblica vai contando de vida e s com esses
se achara nos momentos dfficeis.
Forialega-se, pois, fortalecendo os que ao seu
lado se eocontraram, quando a situagao era pou-
co convidan va, os que pelabombridade das suas
ndoles, resistirn) s sedueges do poder omni-
potente e s araeagas e terrores das pocas que
precederam a Repblica. D forga aos seus
amigos, se quer que a patria se salve e que os
eup adversarios o nao devoreml
A siiuucao est definida e o caminho a seguir
bem determinado.
Io vice-presidente,
Peregrino da Silva.
2o dito, monaenhor Joaquim Arcoverde
de Albuquerque Cavalcsnte.
3 dito, BarSo de Souza Lelo.
Io secretario, Dr. Joo Baptista Re-
gueira Costa.
2 dito, major Jos Domingues Code-
ceira (reeleitos).
Supplentea do 2o secretario :
Io Francisco Augusto Pereira da Costa.
2o Augusto Cesar da Cunha (reeleitos).
Oradores Drs. Maximiao Lopes Ma
chado (reeleito) e Jos Isidoro Martina
Jnior.
Thosoureiro, oommendador Antonio Cro-
mes de Miranda Leal, (reeleito).
CommissSo de contaa:
Dr. Paulo Jos de Oliveira.
Dr. Manoel do Nascimento Machado
Portella Jnior (reeleito).
Dr. Esmeraldino de Torrea Bandeira
(reeleito).
CommissSo de redacgSo :
Dr. JoSo Baptista Begueira Costa.
Dr. Jos Hygiuo.
Dr. Cicero Peregrino.
Dr. Esmeraldino Bandeira.
Finda a eleicSo o consocio coronel Fe-
lippe Benicio communica que no dia 19
de Janeiro ultimo fallecer o Sr. Flix
Fernandos Portella, autor de* uns Apon-
tamentos para a historia patria ,* que of
fertava ao Instituto.
Foi recebida com pesar a infausta no-
ticia.
Com referencia ao que publicou a Ga-
zeta da T-rie de 17 de Fevereiro ultimo,
relativamente ao lugar em que morreo
Nunes Machado, o Sr. Dr. Lopes Macha
do leu um trabalho sob o titulo -O lugar
da morte de Nunes Machado.
Nada mais haveno a tratarse foi le-
vantada a aessao.
sentado em conselbo. A prmeira, ao mando da
caprio Pedro Im, seguio pela-estrada do Reme-
dio, com ordem de atacar a cidade ao sol pe-r
netrando peloa Afogados; e a outra ao mando da
major Joo Roma atravessou o Capibaribe na
Poco da Paoella, d'onde seguio investir a
Boa-Vista.
ASSOCIAgOES
lUNtltuto ircheologlco e Cieo-
graphlco PernamiuMoo
SESSAP SPECIAO DE EL.EI5X0 Elt FEVE-
NEIRO DE 1890
Presidencia do Exm. Desembargador Ma-
noel Clementio
A' urna hora da tarde, presentes oa Srs.
)ri. Cicero Peregrino, Baptista Begueira,
Io secretario Lopes Machado, conaelheiro
Pinto Jnior, Paulo de Oliveira, Epami
nondat Pinto Bandeira, Pessoa da Costa,
Portella Jnior, coronel Felippe Benicio,
Augusto Cesar e major Codeceira, 2o se-
cretario, abri se a sesslo.
Lida a acta da antecedente, foi appro-
Tada.
O Sr. Dr. primeiro secretario mencio-
na as seguintas offbrtaa:
Pelas respectivas redaoedes diversos
jornaes deste e de outroe Estados.
As offerta8 foram recebidas com agrado
e mandou se agradecer.
O Sr. Dr. Lopes Machado commuuioa
que a commisso, de que fez parte, incum
bida de apresentar ao Exm. governador
do Estado os agradeeimentos do Instituto
pelos servicos prestados por oocasifto de
sua festa anoiversaria, bem como urna das
madelhas de prata com memorativas da ex
tinccSo da eBcravidSo no Brazil, e o di-
ploma de soci-i honorario ^que lhe fra
conferido, decempenhara-ae de sua incum
beacia, e que S. Exc raapondera agrade
ceado ao Instituto titulo de socio e o
offerecimento da medalha, declarando que
faria oque- fosee possivel bem detta
ansoeiaoJb) cuja utiliiade foiga va de reoo-
nheoer.
Pteaaaio ta a tratar da eleicle da moca
administrativa que tem de dirigir os traba-
lhoa do lattituto ao ano social de 1890
1S91, foram eleitot;
Preeidaoce o Exm. Sr. decembargador
Manoel Clementio
(reeleito).
O logar da atorre de Vuaes
Machado
Tem-se espalhado uliiraamente nesta cidade,
que Nunes Hachado morreu no sobrado, que ora
se repara no largo da Soledade, nico que ah
existe, pertencente hoje ao Sr. Joo Raptista de
Oliveira.
A Gazeta da Tarde de 17 de Fevereiro deste
anno repetio o boato, accrescentando que all em
Fernandes Vieira alU no Corredor do Hispo n'uma
nafta casa que se reedifica, morreu assassinado
Nunes Machado pelas balas raonarclucas.
O escripor assegura isao fundado, segundo
diz, em dictos de contemporneos vivos do aisas-
sinado, e anda jporqoe, passando por all, ouvio
de um cidado qualquer affirmar: Foi naquella
janella que cabio Nunes Ma liado I
E com e3ses rumores e falsa informaco en-
tendeu qne devia censurar o Instituto Archeolo
gico, por nao ter mandado collocar um pedaco
de pedra naquella casa, por onde o povo poasa
ier a pagina mais bonita da nossa historia.
A historia, porm. nao essa; o que dizem
contemporneos anonymos nao pro va a verdade
do facto, porque, alm disso, oceultam que es-
tivetsem presentes no logar. E na falta de tes-
temunaos preseuciaes e carencia de outras fon-
tes, a critica histrica o meio pelo qual se
descobre a verdade, ou pelo menos o que .ha mais
digno de crdito.
O artigo nada disso fez, e at pareceu por em
duvida a affirmativa daquelks contemporneos,
iela obscuridade em que envolveu o logar do
acto, quando o seu fim era desigual o e na sua
colera melanclica censurar o Instituto, come fez,
pela falta commettida.
Os que ieram o artigo, terio comprehendido a
impossibilidade de satisfazer os desejos do es
criptor, quando mesmo o Instituto estivesse con-
vencido da falta de que aecusado.
'ole ira collocar o pedaco de pedra para o
povo Ier a pagina mais bonita da nossa bis
loria?
Si procurasse no Corredor do Bispo a casa ve
Iha que se reedifica, diz-lhe o artigo: all em
Fernandes Vieira; e se ah fosse ter, diz-lhe aiu-
da o artigo : volle, all no Corredor do Bispo I
E assim, de um lado paia outro, retrocedera
por falta de orientago sem fazer a vontade do
escriptor.
Em nenhuma dessas ras ha actualmente casa
velha em constru gao. e o sobrado do largo da
.Soledade, onde os contemporneos anonymos di-
zem que morreu Nunes Machado nao se edifica
novamente, mas se concerta, alm de nao estar
enllocado as mas designadas no artigo.
A denominada, amigamente. Corredor do Bis
po, tem a direcgo de leste oeste e termina no
largo daquelle nome, e Fernandes Vieira princi-
pia dab, da face opnosta, na direccao de sul a
norte. Sao, portanto logares differentes.
Na prmeira ba um antigo sobradoe o ni-
coreparado de novo, recolhido e com gradil de
ferro no alinhamento. Na segunda, o uos Qua-
tro Lees e um outro bem antigo, que foi lemo-
lido, de forma que, si os vindoiros com a Gazeta
oa mao pretenderen) erguer algum monumento
que assignale o local da morte de nunes Ma-
chado, construil-o ho em algum delles onde
certamente nao morrea.
Sis o servigo que a Gazeta acaba de prestar f
Ha individuos que se deleitam em referir
factoa arriscados e singulares, inculcando-be en-
volvidos n'um golpaao de perigos, para satis-
fazerem a sua vaidade pela admirago dos ou-
tros.
Aquelles contemporneos vivos esto neste
caso, e se nao dizem que acompanharam Nunes
Machado e issistiram a sua morte, affirma o ci-
dado qualquer que elle cabio na janella indi
cada, o que faz suppor que foi sen companheiro
de jornada.
Mas si lhe perguntarem : o qoe foi fazer Nu-
nes Machado nessa janella? com que fim expr-
se de to perto ao fogo nutrido do convento da
Soledade, transformado em praga de guerra?
Nao responder; porque s o lonco pode des-
prezar o risco mminente de mais de cem fuzis
de i.* linha, dirigidos por nm vigilante e valente
capito, e entregar inconscientemente o peito
morte.
Nones Machado era destemido, mas essa qua-
lidade nao o arrastava qnelle logar, porque abt
s serveria de alvo aos tiros do convento, ha
poucos passos e quasi fronteiro ao sobrado.
E' evidente, pois, qne repugnando razo e
ao bom seoso a affirmativa dos que assim falam,
outro por certo foi o local da sua morte.
Bem sabemos qne essa questo de logar de
pouca importancia, desde qae a morte realisada
a vate oa trinta passos a aireita ou esquerda
nao altera a verdade histrica. Mas urna vez
que se quer impor urna falsidade como verdade
provadi por testemunbos inconcludentes, sem
autoridade. c deprimir utr.a insti uigo respeita-
vel pelo seo patriotismo e desinteresse, dedicada
ao es tudo da historia e arcbeologia e relvindi
cagao do esplendor do nome pernambucaoo,
desta trra de hroes de tres scelos, obscure-
cida nestes uftimos lempos de abandono, dire-
mos alto e bom som:
Nunes Mi hado nao morreu dentro de casa,
como orrem os enfermos, invlidos e cobar-
des ; nao foi assassinado por ninguem ; cabio
sobre a trra na, vigoroso e forte, em acgo
continua da guerra; cahio, co no cabem os bra-
vos, sem voltar costas ao pengo.
Para melhor sermos comprehendidos, segui-
remos a marcha dos revoltosos deS. Lourengo
da Jferta; esposemos o plano de ataque a cida-
de; e acompanharemos ao deposito na capel-
la de Belm o cadver do grande patriota.
Esperava-se de Olinda um forte contingenta
que devia varrer a parte de Santo Amaro das
Salraas e guardar a estrada do norte.
Na prmeira diviso ia Borges da Fonseca,
membro da commiBso directora do movimento
e na segunda o chefe, Nunes Machado, e com
elle Villela Tavares e outros que a acompunham.
Ao chegar ao Maoguinho, Joo Roma volveu a
esquerda, e marginando e ala/to que all ex-
iste, fez'alto na volta de Fernandes Vieira, onde
Nuaes Machado e os outros entraram na casa
do coronel Francisco Joaquim Pereira Lobo a
tomarem informaces. Souberam. que alm de
sitio dos Qnatro Leoes havia urna trincheira, e
outra na estrada de Joo de B rros, um pouco
adiante da actual Etago do Prin ;ipe.
Nones Michado fez oceupar a travessa do
Olho do Boi, e ordenou o ataque da prmeira
trincheira fazendo desembaragar a sua marcha
pela Soledade.
Rompen o fogo de parte a parle e informado
da resistencia vigorosa qae ella apresentava,
reforgou os assaltanles, segurado co o contin-
gente auxiliar.
A trincheira foi tomada por um moviaiento de
flancos e quando cania morto o bravo capito
Amenco, seu commandante.
Passou adiante, mas foi contido na marcha
pjlo fgo do sobrado que se reedifica, e onde
morava o Dazembargador Joaqutm Ayres de AI-
meida Freitas, invadido por soldados do gover-
no, e pelo fogo do quartel da Soledade, que erp,
ento no convento.
Exposto aos tiros certeiros de aliradores que
nao via, recuou e fez oceupar por alguma forga
o sobradoactualmente demolido no qual re-
sida um certo Joo Algarve, sendo este ponte
confiado ao Sr. coronel Luiz Cesario do Reg,
que anda vive, d'onde nrincipiou a botiior
aquelle sobrado que alinal foi abandonado ao*
gritos de incendio.
Luiz Cesario, enearregado*depois, de atacar
e tomar a trincheira de Joo de Barros, parti
para esse lugar, o Nunes Machado pretendendo
desalojar do quartel as forgas do capito Rocha
Brasil, intejtou assaltal o pela retaguarda apo-
derando-se do porto, que anda ahi existe.
Tomou a estrada de Joo de Barros, na direc-
go opnosta de Luiz Cesario, e eatrou na casa
de urna senhorajiogleza, do seu conhecimento
que ah moraya.
Esta casa, e mais outras duas contiguas, todat
fronteiras ao muro do sobrado de Almeida Frei-
tas, foi demolida e em seu logar existe acinal-
meute optra, espagosa e de bella perspectiva,
recolhida, com jaidim e gradil na frente.
O fim de Nunes Machado, seguido de algn*
companheiros, era explorar a passagem para
aquelle ponto.
Do quintal, e n ngulo recio, passou para oa
das ca as do Corredor do Bispo, e descobrinde
um pequenino quadro, fechado por um muro a
porto no aliuhamento da ra, e que devia fi-
car mais ou menos fronteiro ao do quartel, en-
trn nellee... cahio, fugindo lh; com a vida a
imagem da patria/
Um projectil, d'entre os muitos que vomita-
vam as satteiras da Soledade, traspassou lhe e
cerebro atlingindo lhe a fronte e desapparecea-
do pelo lao posterior.
A morte foi instantnea e a aurora desse dia
nefasto a ultima na mais bella estago da vidaf
Jos Sabino, que o acompanhava, foi ferido,
os outro3 carregaram o cadver, cobriram-n'o
com um capote e le va ram o'o piadosamente de
estrada cima para a c .pella de Belm, onde
depositaram n'o entre a parede e urna pilha da
taboas que existia no corredor.
Apeza de se guardar todo segredo sobre essa
lamente vel acontecmento. soube-se que Nune*
Machado havia suecumbido. As cornetas tocaran*
a reunir, e a diviso contramarchou quasi s f
horas da tarde, pela estrada dos Afiliitos e foi
peruoitar na malta do Catuc, d'onde s guia
depois para Goyanna.
Eis o lugar, pois, em que cabio e morreu a
hornera mais popular que tem tido Parnambuce,
o patriota e arrojado tribnoo que viva no cora-
g5o do povo e cujo nome repetido com vene-
i aguo de bocea em bocea ba mais de quarenta
annos.
Oahl se v que elle n;V-> foi osaassiuado, mor-
reu quando explorava o lugar por onde tinba de
dirigir o ataque ao quartel; morreu, por conse-
guinte, em acto de guerra que nao se faz com
sicarios mas com soldados encarregados pela
sociedade da deleza nacin 11 e das instituigec
que jurara manter a cusa do sangue e da vida.
O quartel dispara va defendendo o seu posto, a
assassmo procura a victima ; no caso vertente-
dava se o contrario, nao bavia victima dte-mi-
nada, mas inimigos a coabatur. Foi- o que se
deu
Ao anoitecer de 31 de Janeiro de 1849 acam-
nou o exercito ao* engenho Capibaribe, eutle
pertencente aoDr. Olinda Campeflo, a meta le-
ona leste da povoago de S. Lourengo. Ah per
ooitou e descangou o dia seguinte1 de Peve-
Resol vida a divisan das forgas em doa* colem
as, contra o que ae oppo* Pedro ira, gu eje
aoa a offerecar a sua cabega, se rreute tfetta*
em um s corpo nao submette^se a cidade
da
f^JtTaVrvIk- poocas boras, pot-se de marena "^ "^ dif^4tteieBa* d* ros da mam. I
uafaetro da ouuna 0lWt eao romperodaf, na*to**J*'* 'anovidadedo aasaanatonao tem valor,
' ro, dividio-te em daa* columnas, como tora ai
Tomei parte no movimento armado, fui ferido,
preso, processado e amnistiado, e se nao me
achei com Nunes Machado na occasi&c da sua
morte, soube que se dra do modo refordo.
A profunda impresso produzda pelo inespe-
rado aconiecimento excitou, como natural, a
cunosidade de saber as suas particularidades.
O espirito, que vacilla e padece, compraz-se con*
isso, parecendo descubrir alguma cousa que a
fortifique. A marte j era condecida, e os por-
menores desejados vieram depois por informa-
ges de Luiz Gonzaga, testemunha presencial.
Nao houve, portanto, duas opinies.
Os novelleiros crearam muito posteriormente
outras versees ; dissenim uns, que Nunes Ma-
cnado fra assassinado por um bolieiro do Paca
Episcopal, disparando d'ahi um tiro de pontara;
outros depois destes, que cahira na janella de
sobrado, como relata a Gazeta.
A prmeira verso nao contesta o lugar, o que
corrobora a ioformagao obtida, e at ento inda
bitavel; mas inventa o assassinato, qoe alia*
por si mesmo se destroe. Nunes Machado se-
gurado na direcgo do muro, s poda ser ferida
pelo tiro do bolieiro no lado posterior, por detraz,
attendendo-se collocago do edificio, onde se
dizia estar o assassino. Mas a vistoria feita na
seu cadver descreve um ferimento penetrante
de bala, na dii ecgo da fronte parte posterior
da cabega, evidentemente a verso falsa.
A segunda do mesmo modo falsa, porque
Nunes Machado nao estove no sobrade. Oepoar
deste abandonado, e seguindo o coronel Luiz Co-
sario a desalojar o inimigo da trincheira cima
referida, entrava aquelle na casa da ingleza, com
as pessoas que o acompanhavam ; o qne poda
talvez saber o honrado coronel e os que porveu-
tura aioda existam desse t empo e all estiveram.
A* excepgo das pessoas que conduztram o ca-
dver para Belm, ninguem soube do facto sene
pouco depois. Isso quer dizer que se elle brea-
se cnido no sobrado, os que permaneciam na*
suas proximidades, espera de ordens, sabel-t-
biam logo, pelo menos quando sabisse o cadver
cujo traiecto para Belm se faria necesariamen-
te pelo fundo do sitio.
ora se Nunes Machado nao esteve ahi, se nao se
demorn em Fernandes Vieira, e seguio pela es-
trada de Joo de Barros casa daquella senhe-
r dicado, quando explorava a passagem, pela qual
pretenda surprehender o quartel, por nao Iba
convir deixar forgas inimigas na sua retaguarda.
O facto tem por si o testemunho dos que o le-
varam capella e de muitos qae ouviram a triste'
narrativa do seu trgico fim. E se infelizmente
muitos j nao existem, alguns qne porventura
aioda vivem, nao contestarlo o que tica expe-
dido por ser essa a expresso da verdade.
As cautelas tomadas em desalojar o inimige
das suas trincueiras, e guardar a columna reve-
lucionaria de surtidas e sorpresas, o isolanrnte
etn que rieoa o quartel da Sotcas*!* raostraav
que o obfeeth de ausa MBcBaderaufazel-a
renier por um golpe deeisivo. Este, porm, ea-
podia ser dadotpelo porto e a sua praticaaTHdaaa
pelo logar reconbecido por elle, responsavel pela
resultado do commettimento.
A dednegao natural, lgica e necessaria da
conjuncto de todos os pormenores vem ainda
fortalecer o que corren na occasio, sea excep-
tuar mesmo os oovelleiros da prmeira venia.,
os quaee, seo alterarem o local da morte e 8*'
pela novidade do homicidio, espalharam o qae
sabemos, supaoado tatvex qoe Nanee Macea-
do, respailado at-aili-petas bata Bimigt*> s*
poderia cahir ao tiro certeiro de um '"H%
Ira,-com effeito, urna novidade qae para afr
aceitaf coue verrhae, couvtana nao alterar, a tr*.
, Pda
-
i-
. .
*~--'
i"*

1
-
-

i
f

\


LPIaJ
110
ci tiauuu
f^J

i
I
fue Bcoa dito, a tradico respeitada augmenta o
tIot da prava.
Assim. poia, 6 neablvel a ceomra ao Instituto
por nao ler mandado collcar om ptdaco de pe-
ara oo casaro que se reediliea, all no Corredor
do Bupo, all em Fernanda Vieira lugar aponta-
do da marte de Nanea Machado por um cidadao
qualquer.
O Iostituto nao se lera por informaces vagas
e aem nexo Nao quer, nao pode, nem deve,
passar ao futuro (actos de qualquer ordem sem
os ter vinculado a s: com os meios seguros
memoria dos posteros, Esta a sua misso.
Marco, de 1890.
M. Lopes Hachado.
Aeto lmvwei-Applaudimo8 o acto que
acaba de praticaro honrado Sr Dr. Albino Meira,
digno governador uo Estado declarando sem ef-
feitoo de 19 ao crrente, referente vitaliciedr.de
dos fnnccionario3 pblicos do Estado de Peroam-
buco.
Apreciando em rpida synthese a administra-
c&o qoe findou, apoDtamos esse acto como urna
de suas.fraquezas ; e elle o foi, com effeito ; mas
nao duvidamos um instante de que o honrado
marecbal Jos Simeo, se aqui permanecesse,
sentira oecessidade de revogal o.
Esse acto cerceava completamente a liberdade
da adminislraco. Nao fazendo dislToccOes entre
cargos de confianca e de nao conflanga, estatua*
ao reara geral, que abrangia at os promotores
pblicos e juizes municipaes, ferindo d'esta arte
disposices de leis geraes, sabia da legitima es-
pbera de acco dos poderes locaes, e panba a
administracao nos'mais serios embaraces, dei-
xando Ihe apenas, em dadas bypoibeses, urna
nica sahida: a aposentoslo toreada, isto a
aneraco dos cofres do Estado, j to sobrecar-
regados na verba do seu orcamento que se in-
screve pes.oal inactivo.
Taes erauj as perspectivas do acto de 19, agora
declarado sem effeito pelos solidos fundamentos
da seguinte portara:
4.' Seccao.Palacio do Governo do Ettado de
Pernambuco.Em 26 de Abr de 1890.
O governador do Es .alo, considerando que
o momento actual de reconstruccao que o Bra-
sil atravessa altamente impoltico e perigoso
ambaracar a liberdade de aecao do governo com
privilegio e garantas que mal cabem em um pe-
riodo normal e tranquillo;
Que a lei suprema a que sobre todas, o go-
verno deve obedecer no momento.actual, 6 a con*,
olidacao da Repblica, e qne para isso elle deve
onsei var sua actividade livre para que possa ser
rpida e elficaz;
Que presupposta a moralidade e a recudi
administrativa, o empregado publico ter no el
umprimenlo dos .-< us deveres a mais solida se-
guranza de sua vitaliciedade, e que, supposta a
desidia do funccionano, nao deve a acco correcti-
va do governo ficar peiada e sujeita aos azares
de um processo disciplinar de resultado sempre
duvidoso ;
Que finalmente para decretar a vitaliciedade
dos empregados pblicos falta absolutamente
competencia aos gobernadores dos estados em
vista do disposto no 9 ao Decreto n. 7, de 20
de Novembro de 1889, do governo federal, que,
attendendo s razoes cima expostas conferio aos
mesmos governadores a attribuico de nomear,
uspender e demitlir libremente os empregados
pblicos dos respectivos Estados, excepco dos
magistrados perpeUios.
Resolve declarar de nenhum effeito, por in-
conveniente e Ilegal o acto de 19 do corrente,
relativo vitaliciedade dos funcionarios pblicos
do Estado de Pernambuco.
Dr. Albino Goncalve Meira de Vasconcellos. >
El o mel Estamos informados conve-
nientemente de que o Ilustrado Sr. Dr. Albino
Mein>, digno governador do Estado, cogita de fa-
cilitar aos empregados pblicos de Pernambuco
os meios de conslituirem o sea Monte Pi, de
respectivas familias para os casos de invalidez,
decrepitude ou morte.
Esse, e nao outro, o meio pratico de coaee-
guir o que se teve em vista talvez no acto de 19
do corrente me*.
Amparar os faucconarios para as eventuali
dades do infortunio, garantindo-lbes a subsisten
ia e a de suas familias por meio de om Mon-
te Pi, acto meritorio, que s1" pode merecer en-
comios, e que, 3em prender a acco administra-
tiva, pe a clas3e dos funeciooarios recato de
desgracas, sem Ihe offender os justos melindres.
Leve o Sr. Dr. Albino Meira avante o sea ia-
-tuito. e ter feito mais e melhor pela referida
classe, digna sem duvida de proteceo dos po-
deres pblicos, do que o acto desfeito de 19 de
Abril corrente.
Faculdade de Dlreito Eis O resultado
dos actos de hontem:
1. anno
Jorge Gomes de Araujo, llenamente.
Antonio de Paula P-ssoa Pigaeirdo, idem.
Tbomaz Miranda de Paula Pessoa, idem.
Jos Jorge de Oliveira Paz, idem
Julio Ban eira Vilella, simplesmente.
Jos Luiz Gomes, dem.
2 anno
Francisco Apolcroio Jorge, plenamente.
Francisco Gomes Ferreira Velloso, simplesmen-
te.
Joo Ignacio Cabral de Vasconcellos, idem.
Dous reprovados.
5 anno
Arthnr Tbeodulo dos Sanios Porto, plenamente.
Jos Ignacio da Cunha Rabello, idem.
Jos Sizenando de Miranda Henriques, idem.
Estes rceberam o gr. o de hachare! em scien
cias sociaes e jurdicas.
Amanh haver pruva escripta do3 estudantes
fue teem de fazer exames extraordinarios do Io
anno.
Ferrovla do Beclfe aoS. Francisco
No pr.quete ingles Elbe, esperado amanh do
sal, embarca com destino Inglaterra o honra-
do cavalheiro Sr. Wells Hooi, digno soperinlen
dente da f.novia do Reare ao S. Francisco, que,
no goso da l.-enca que Ihe foi concedida, vai vi-
sitar sua Ilustre familia.
Desejaaos-lhe prospera e feliz viagem.
O artista Publicou se o n. 9, do 3o anao,
do Artista, urgo da respectiva classe em Per-
namiwo.
ervlco militarHoje superior do da
a cidadao capfio Leoncio, e faz a ronda de vi
ita o cidadao atieres Mascarenhas.
O 14 batalbao dar a guarnico da cidade e o
comman Jante da guarda de Palacio, que ser
dada pela batera de ar.ilharia.
Dever tocar noje. no jardim do Campo da
Repub iea, da 5 bora3 da tarde s 9 da noite,
a msica do 14* de iofantaria.
Amanh superior do dia o cidadao capi-
to Geta.-o, e far a ronda de visita o ajudan-
te do 14 -
O i batalbao dar a guarnico da cidade.
> ruldo ou ouira causaAcerca da
local que sob este titulo demos, o Sr. Dr. admi-
nistrador do Cemiterio dirigi nos a carta se-
guinteem explicaco do tacto que cooslituio
atera ua mesura local.
Esta, no entretanto, fot tracada por informaco
de pessoa qne nos procurou e expoz nos as cir
cumstaocias, como foram desenptas ; e nao
tinijamos razo de consideral-as meaos exactas
M adulteradas para recuaar-lhes crenga.
Por nos metmos nao tivemoa coobeclmento do
fac e aesim, sea motivo
para anotar a de da loca', nem para
recusar a atseveraco do Sr. Dr. administrador
do Cemiterio. cuja palavra malta consideramos,
ficar qualquer cootestaco conta do infor
mante.
UJustre cida lao redactor do Diario de Per-
nambuco O fado occorrido no Cemiterio Pu-
blico de Santo Amaro e do qoal vos ocrupastes
na Revuta do vosso jornal de 25 sob a epigraphe
Descado ou oatra cousa- nao leve a impor-
tancia que Ihe attnbuio o vosso informante nem
merece a cenanra que accommodastes no final
da vossa noticia
E' verdade que no dia 23 do corrente um
carneiro, acossad > por um cao, parti a corda
que o prenda e ebegou at entrada do Cemi
terio o .de atrop llou a ama criaoca.
EoxnUao unmeaiaumente, elle foi accom
metter a outra enanca que esUva na estrada
velha de Santo Amaro em f ente casa de seu
pi que o coveiro Manoel Tavares.
N-nhuma dessas enancas soffreu leso que
Ihe di-teriuinasse a perda da falla ou a impossi
bilidade de caminhar. Conbecedur do facto, eu
dei as providencias ao raen alcance para que elle
se nii reproduza. Nao verdade que no recin
to do Cemiterio andem aoimaes, e disto podem
dar testemunno todas as pessoas que mais fre-
quentemente o visiiam.
om a publicagao destas linhaa muito obri-
gan is ao vosso atiento venerador e criado.
Jos Mana d'Araujo
Cemiterio Puolico, 26 de *bril de 1890.
Recreativa Ampttlonea-Hje, s ho-
ras e lugar ordinarios, funeciona essa sociedade
extra irdinariamente.
Castro AlTcaEsse gremio luterano reu
ae-se boje pelis II horas do dia.
Essa sesso tem porobjecto negocios de inte-
resse social, cuja resoluco urgente.'
Euterpe-U cIud commercial assim deno-
minado d hoje aos seus associadoi um recreio
de divertimeoto duplo.
Prlmelroa castosE' um folbeto de poe
sias do joven Samuel Marques da Silva, que Ujve
a bondade de orerecer-nos.un3 exemplar dessas
suas primicias luteranas.
Agradecemos a oflerta.
Varilas A respeito dess assumpto diz o
nosso informante do t-ecife:
Os arligoete8 sobre varilas minantes nesta
freguezia do Re:ife sempre alcangaram alguma
cousa do que desejavamos que se Szesse.
D'antes s se vaccinava duas vezes por se-
mana e n'um ponto nico. A?ora passou se a
fazel-o diariamente e em duas partes.
. Bem baja a providenciaantes tarde que
nunca.
Club He pun lea no 99 de Jullio-
Amauha, as 7 1/2 horas da noite, rene se esse
club extraordinariamente.
O fim dessa sesso assentar-se nos festejos
que devem executar se na recepcio do chefe re-
publicano, ci ladio Dr. Martios Jnior.
aiintamento em Itamarac -Por in-
compatibilidade pessoai que emergi da existen
cu do subdelegado Alexandrino na commisso
districtal, deu se o facto de ab-derera se os alis
tandos {do uso de seu direilo de qualiticarem-se.
Assim o lizeram, at que o imperio das cir
cumstancias affaston daquella commissio o rtfe
rido subdelegado. De sorte que um dia depois
deste facto, apresentaram se logo 78 cidados
commisso em cumprimento de seus deveres po-
lticos e j m dia 20 tinham se alistado 314 ci-
dados.
Por este modo v seque a contianca restabe-
leceu se com a ausencia do exercicio le umaau-
toiidade, a qual attribuiam abuso da forca auto-
ritaria em pasto a caprichos, resentimentos e
desmandos.
A commisso districtal flcou por tim composta
dos Srs. Theotonio Carneiro Tarares de Mello,
Antonio Ferreira Guede Sidronio. Francisco
Martiniano da Costa Lima. Francisco Joo do
Pilar e Dr. Francisco V iraniano de Oliveira.
latra da Boa-Vista Xessa igreja ce
lebrar se-ho os pie losos exercicios do mez de
Maria, na forma do3 annos anteriores As 6 1/2
horas da manb.
Em outra sergo vo publicados os nomes das
pescas encarregadas de promover esses actos.
(inl) Republicano Federalista da
racaAmanh, ra de Sanio Elias n. 4, no
Espinheiro, rene se esse club em assemblea
geral para discutir o seu manifest.
o BlnoeuiaPublicon se houtem o n. 17,
do deci no anno do Binculo.
EmbarqueNo paquete inglez Tamir se-
guic hontem para a capital federal o Dr. Jos
Emygdio Gongalves Lima.
Desejamos-lhe feliz viagem.
Vacelna publicaHontem, na inspecto-
ra de hyfiene, foram vaccinadas 67 pessoas, tra-
balhando nesse servigo os Drs. inspector da hy-
giene e Lepes Pessoa.
Revista de Portugal Recebemos o nu-
mero de Margo prximo Uodo da tevista de Por-
tuaal publicada no Porto, sob a direcgo de
modo a garantir os mesmes funccionanos e as gga de Queiroz
____. F. -.i I i ji > un i-i-i n -\ i-i-i r%r\ rln innnlinOV r* .________ >J
Eis o summario desse numero da excellente
revista :
I Tendencias geraes da pbilosopnia na segun-
da metade do seculo XIX -Aotero do Quental.
II. O liscipuloMonis Brrelo
III. A pnilosophia de ToLtoi- Jayme de Ma-
galhes Lima. .....
IV. Os lilhos de D. Joo IOliveira Martins.
V. As minas de Salomo Rider Haggard.
VI. Carlas de Fradique Meodes (l sene) -
Eca de Queiroz.
Vil. A dictadura no Brasil. Tratados diplo
malicos e creoito tinanceiro (com doa* mappas)
Frede'rico de S.
Tribunal do Jury do Recite A
falta de juizes de facto em numero legal deixou
de haver hontem julgamsnto.
Comparecern! 33 jurados, sendo multados
em 20* os que deixaram de comparecer, e sor-
teados os seguintes supplentes:
Freguezia do Recife
Jds Francisco, dos Santo* Neves.
Jos Salvador Pereira Braga.
Freguezia de Santo Antonio -
Francisco de assis Castro e Silva.
Manoel Antonio da Cunta.
Dr. Andr Das de Araa.o.
Freguezia de S. Jote
Francisco de Araujo Cesar.
Antonio Jos da Silva e Souza.
Francisco Canuto Emerenciano.
Heliodoro Candido Ferreira Rabello.
Antonio Peregrino de Mendonga.
Freguezia da Boa- Vista
Joi Affonso de Araujo.
Francisco de Paula Prudencio Machado.
Augusto Pereira Ramalho Jnior.
Arthur Gongalves Ferreira.
Freguezia de Afogados
Luis Bernardo Cabello Branco da Rocha.
A sesso ficou adiada para amanh s 10
horas. -
Nova Hamburgo-Acaba esse grande e-
tabelecimenio cominercial e industrial de addi-
cionar um mjlhoramentoasua economa de di-
vertimeutos, que proporciona, ao publico.
Nesle sentido s teigas e quins-feiras, eab-
bades e domingos tocar urna msica perma-
nentemente nos divertiment03; e para isso j
foi couirucuda a banda marcial do 2o batalbao
de infanUria. .
Es=e novo re,creio inaugura se hoje e o publi-
co tera occasij Je aprecial o.
Commisso acadmica Reuuio-se
hontem, i m sessio, ess i commisso, tomando
varias medidas coocernentes realisacao das
festas promovidas pela academia em honra do
Exui. Sr. Dr. Albino Meira, digno governador
deste Estado
A sua segunda reuniSo ter lugar na prxima
terga-feira, s 11 horas do dia, na Faculdade de
Direito.
aborte grandeMais urna vez ro vendida
nesta capital, pela casa do Sr. Santos Porto, a
sorte grande da lotera do Estado do Para.
LeiloesEfiectnar-se-hao os seguin.es :
Auiauh:
Pelo agvnte Pinto, 1/1 hora, no armazem
Livramento, de 56 naris com vinho.
Terga-feira :
Pelo agente Pinto, s 10 1/2 horas, ra do
Bemfica, n. 17 A, de movis, porcelanas e mui-
tos ohjectos de gosto.
Pelo ageaie Martine, s 11 horas, no hotel da
roa estrella uu Kosano n. 45, de todos os acces-
sorios do mesmo.
Mlssas fnebresSero celebradas :
Amanh :
A's 7 horas, na matnz do Corpo Santo, pela
alma de Clemente Gaocalves Neto.
Terca feira: _... w ,
A't 7 (Jt horas, na matrii da Bda-Vista, peta
aJjRa de Joaqaim Jovino Honorato Bastos, a 8
horas na mesara matriz, pela alma de Antonio
Gomes de Oliveira e Silva ; s 7 horas, no con-
vento do Carme, pelo alma de Joo Marcelino Ri-
beiro.
assageiros-Cbegados da Europa no va-
por inglez Tomar:
Hennque Meodes Monteiro, ugleno de Bene
detto Tosoi, Lourenco Martins dos Santos, Lou-
reoeo Alves, Jos Vieira, Bernardino Alves e
Antonio Alves.
r-ahidos para o sul no mesmo vapor :
Mario E. Martins, Bernardo C. Sampaio Euge-
nio Tourioho, Amaro Mesqoita, Olympio Costa,
Cari Stjlzb, Luiz Filgueiras, major Francisco
Jos da Silva ecilia Amalia de Mello, Joo R.
Mello, An orno Carneiro, Henrique EckhotT, Joo
C. Leucht. Angelo H. M rtinelli Jnior, Dr. Luiz
Ta.ares de Macedo, Franck E-lwards, Augusto
Xavier, Joo Ramos, Pereira Reg, Antonio da
F. Asevedo, Dr. Jos E. Gongalves Lima, Dr.
Affonso Lustosa, Dr. Aurelio Rimes, Gustavo de
Oliveira e Silva, Baujamin A. Mello, Dr. Vicente
A. Soccorro Jnior, Franck Zoessenbein e_A- Car-
los Silva.
S nidos para o snl qo vapor nacional Es-
pirito Santo:
Antonio J. P. de Assumpgo, Dr. Manoel Vic-
torino da Costa Barros, Adi, Joaquim Gomes
Porto, 1 soldado, Francisco Duarte Guimares,
Jeronymo. Francisco A. de Mendonga, Julio Ma
cbado, Maria Amelia Queiros, Manoel dos Santos
Neves. tenente Alcides A. Teixeira de Freitas, 1
soldado, A. Caliam e sua senhora, Joo Francisco
Andr, Mana A. Beserra, c-ipito Theolindo A.
do Reg e sua senhora, Dr. Alfredo C. Correia
de Araujo. Amelia e Lily Res, Antonio e Anoa,
Jos Pacifico Rufino, Dr. Manoel Florentino B.
Montenegro, marecbal Jos Simeao de Oliveira,
sua senhora e 1 sobrinho, tenente Eugenio Bit
tencourt, Dr. Martins Francis:o de Andrade, te-
nente Joo C. U. Ibiapioa e 1 criado, los, Fran-
cisco P. da Silva, Dr. Cesar de Amonm, E. Silva
Gomes, Joaqiim Silva, Piragibe Hagiss, 1 sar-
gento, 3 cadetes, 4 cabos, 2 anspegadas, 7i pra-
gas de llnha, 8 mulberes. Joo Medeiros de Souza
Rocha e fre Jos de Santa Julia.
t'ireciuria uas aura* de conserva
e*o dos portos de PernambucoReci
fe, 25 de Abril de 1890.
Roletim meteorolgico
Horas III
iz*
6 m. 25\0
9 26 ,9
12 28, 7
3 t. 27,9
6 26,3
Barmetro a
0o
Tenso
do vapor
759-44
;60'62
759"67!
758~34
759*09
20,61
22,47
21.75
19 24
21,78
-s
Itl
3
a
88
86
74
68
86
emperaiura mxima29,"00.
Dita minima4,"75.
Evaporagao em 24 horas : sombra-2,_4.
Chuva-14",0.
Direcgo do vento : E de meia noite at 11
horas e 12 minutos da manb ; ENE at 3 horas
e 20 minutos da tarde ; ESE e E alternados at
9 horas e 20 minutos ; ESE at meia noite.
Velocidade media 4o vento1,"19 por se
gando;
Nebulonidade media0,"63.
Boletim do porto
ill . Dias Horas 747 da manh 2 -39 da tarde 8-33 249 da minh Aliara
P. M. B. M P. M. B. M. 25 de Abril s 26 de Abril 1-93 0-.88 1-79 1-.03
Operacoes cirurglcasForam pratica
das no ho.-pital Pedro II as seguintes :
. elo Dr Silva Ferreira :
Amputago da mama indicada por adenoma
Pelo >r. Berardo:
Ablago de um pterygio em cada olbo, pelo
processo de Arlt
Eoucleaguo ao globo ocular pelo processo de
Bonet, indurada por ophta ma sympatica.
Intendencia Municipal do Recife -
Rendimeoto de 1 a 25 20:222*577
Da 25 :
Mercado de S. Jos 228*160
Matadouro 181*260
omite rio 54*Ju00
Diversos impostos 726*310
21:412*307
P
Casa de DetencoMovimento dos pre
eos da Casa de Det> cao do Recife, Estado de
Pernambuco, em 25 de Abril de 1890.
Existiam 442; entraram 5 ; sahiram 3; exis-
ten] 444.
A saer:
Nacionaea 415; mnlherea 18; estrangeiros 9 ;
-Total 442.
Arracoados 394.
Bons 369.
Doentea 21.
Uraco 1.
Loucas 3.
-Total 383.
Movimento da enfermarla
Tiveram baixa:
Januario Jos da Silva.
Manoel Armandi da Silva.
Tiveram alta :
Joo Zacnarias Ferreira.
Joaqun) Jos dos Santos.
Joo Jos Nunes.
Francisco Beserra de Lima.
Hospital redro II -O movimento deste
stabeleciniento decaridado, oo dia 24 de Abril,
foi o eguinte:
Entraram !-
Sabiram 5
Falleceram 0
ExiBtem 462
Foram visitadas as respectivas enfermarlas
elos Drs.:
Moscoso s 8 1/2.
Cysneiro s 10 1/1.
Barros So >nahos 7 1/4.
Berardo s 8.
alaquias s 10.
Pontual s 9 1/2.
Estevo Gavalcante s 8 3/4.
O Dr. Simoes Barbosa nao comparjeep.
O cirurgio dentista ama Pompilio s 8 1/2
horas.
0 pbarmaceutico entrou s 8 1|2 da manb e
;,i:os 5 1|2da tarde.
O ajadante do pnarmaceutico entrn s 7 1/4
esnios 2 horas da tarde.
Matadouro Publico da Cabanga
Foram ab tidas para o consumo de hoje 43 re
zes, pe-tencentes a diversos marchantes.
Lotera do rao Para-Eis os premios
da 6.- sene da 35.1 lotera do Grao-Para, ex
trahida em 26 de Abril de 1890:
7i05 60:000*000
, 5087 6 000*000
914 3:000*000
245 1:200*000
7488 1:200*000
APPROXntACOKS
7t04 600*000
7106 600*000
51)86 300*000
5088 300*000
913 180*000
915 180*000
Esto premiados com 600*000 os seguintes
nmeros:
3468 4951 7173 7740
Esto premiados com 300*000 os seguintes
nmeros:
886 2469 3789 4316 7322
Esto premiados cora 120*000 o seguintes
nmeros:
7101 7102 7103 71t4 7106 7107
7108 7109 7110
Esto premiados com 60*000 os seguintes nu-
meras :
5081 5082 3063 5084 5085 5086.
5088 5089 5090
Esto premiados com 30*000 os seguintes ha-
rneros :
911 912 913 915 916 917
918 910 920
Todos o nmeros terminados em 05 esto pre
miados com 60*000, except o da sorte grande.
Todos os nmeros terminados em 87-esto pre-
miados com 60*000, excepto oda sorte imme-
dlta.
^^^^^B terminados em 14 esto pr*
. TO*O00.
Todos os nnmeros terminados em 5 esto
pramudos com 30*000, excepto os terminados
Todos os nmeros terminados em 7 esto
premiados com 30*000, excepto os terminados
em 87.
A seguinte lotera corre no dia 3 de Malo
com o plano de 250:000*000.
Lotera do ram-ParaA 12a serie da
31' lotera cujo premio grande de 250:000*,
ser extraada no dia 3 de Maio, (sabbado).
Al* sirte da 16*loternTcojo premio gran-
de de 120:000*000 ser extrahida no dia .. d
corrente.
A 2* serie da 35* lotera cojo premio gran-
de de 60:00X000 ser ellrahida no dia .. do
corrente.
Lotera do Maranh&o Esta lotera,
cujo premio trahida no dia do corrente.
Cemiterio PublicoObituario do dia 25
de Abril :
Francisco Seraiaao de Vasconcellos, Alagoas,
21 annos, Recife ; varilas confluentes.
Jos Sabino Beserra, Pernambuco, 45 annos,
casado, S. Jos; varilas confluentes*
Augusto, Pernambuco, 3 meses, Boa Vista ;
atbrep8ia.
Joaona Maria da Conceig3, Alagoas, 20 an-
nos, 8olteira, Boa Vista ; varilas.
Francisco Valerio de Oliveira, Pernambuco, 20
annos, solteiro, Boa-Vista ; varilas.
Domingos Jos Luiz Rio Grande do Norte, 23
annos, solteiro Boi-Vista ; varilas.
Luiz GertrudesdoNascio-.ento, Pernambuco, 26
annos. solteiro. Boa Vista ; plenio supnurado.
Joaquim Cassiano dos Santos, Pernambuco, 37
annos, casado, Boa Vista ; gastro hepatite.
Balbina Maria da Conceigo, frica, 80 annos
solteira, Boa Vista ; diarrhea.
Sabino Gongalves de Qaeiroz, Pernambuco, 17
annos, solteiro, Recife ; varilas.
M POCO DE TUDO
Na cidade de Buenos Ayres, durante o mez de
Dezerabro do anno prximo passado, consum-
ram-se 19.137 bois, 11.662 vitellos, 22,468 novi-
Ihos, 13,692 carneiros, 845 porcos, 266 bacori-
nbos, 49,495 gallinhus, 63.617 frangas, 6,352
gallmholas, 3,780 pat03, 1,511 coelbos. 7,429
casaes de pombos, 2,359 gansos bravos, 453,977
kilogrammos de fructas, i.038539 kilos de ver-
dura, 55 279 kilos de queijo, 141,952 kilos de
peixe. 16.777 kilos de manleiga, 12,934 kilos de
moluscos, 39,i00 kilos de tripas e 192,923 ovos
a
A's resumidas noticias, diz o Times, que de-
mos do abandono em alio mar da galera Are-
thusa, de 1272 toneladas de registro, e das aven
raras e soffrimentos posteriores da tripolago
nos escaleres, temos a accrescentar os porme-
nores fornecidos pelo mestre-velai da dita ga-
lera, William E. Oliver, um dos sobrevivenles,
qne de Valparaso conseguio regressar Ingla-
terra, no paquete Oruba capito Massey, da com-
panhld do Pacifico.
Oliver declarou que a Aretkuta sabio de New
castie para Valparaso, co.n carregamenlo de
carvo, no dia 13 de Julho ultimo.
Levava 23 pessoas de tripolago, inclusive os
officiae8, estava em perfeito*Btado, e era com-
mandada pelo capito JobrrHamilton, de Lon-
dres, que tinha parte no navio.
Tudo correa bem at Domingo 29 de Fetem
bro. calculando elles estar na altura das ilhas
Falkland.
Notou se durante dous ou tres dias que do
poro sabia gaz carbnico, e o capito Hamilton
iratou de ventilar o mais possivel a carga, man-
dando abrir todas as escotilhas.
No dia O de tarde vio-se sabir fumo do poro
de proa, nao restando duvida que o fogo era de-
vido a combusto espontanea.
Recorreu-se ao auxilio das bombas, a ver-se
se consegua extinguil-o, porm sem resultado
Na terca-feira de manh (1 de Outubro), tor
nou se a fumaca mais donsa e quasi suffocante,
e vio se sabir por urna das escotilhas alguma la
bareda.
No dia seguinte de manb, em consequencia
de grandes labaredas que ougmentavam na
prda, vio-se a tripolago forgada a largar as
bombas.
- O capito reconheceu nao Ihe restar outro ex-
pediente seno abandonar o navio.
Mandou gar signaes pedindo soccorro, fez ar-
rear os escaleres e fornecel os de provisOes.
Foram encarregados destas o co3nheiro e o
dispenseiro (James Moody), que desgragadamen-
te s metteu em cada escaler pequea quan
tidale de agua.
De tarde o capito mandou a tripolago emirar
car nos escaleres. -
i O piloto, John Mac Clement, tomou conta de
ara com onse homens, entre os quaes eslava
Oliver ; e o capito tomn no seu escaler, que
deixou o navio meia hora depois do outro, o se-
gundo pilota um praticante chamado Rigby, e
oito marinheiros.
Cada escaler levava o sea veame e urna bus-
0 capito Hamilton veriScou estar 26 milhas
Oeste das ilhas Falkland, e fes o rumo que Ihe
pareca dever condusil-os no dia seguinte ilha
Stanley.
Pouco depois de terem abandonado a Acethusa
vio-se o fogo r-se estendendo para a r, e algu-
mas horas depois forte estampido, denotou a ex-
ploso, sumindo-se o navio.
Separan a noite os escaleres, e quando rompeu
a aurora, o do capito nao era avistado pelo do
piloto: ,
Julga-se que a bussola deste ultimo nao regu-
lava, e que elle estava seguindo rumo opposio,
que o afastava em vez de approximat-o da costa.
Possuiam tres baldes d'agua doce, um barril
de kerosene, algnma bolacha e poucas latas de
1 kilo com carne salgada.
Visto nao poder saber o rumo que tinha a se
guir, decids Mac Clement por a tripolago a pe-
quena rago d'agua. Estavam mal agazalhados
para to fra latitude, tendo perdido,quasi toda
a roupa, e j senliam muilo lrio.
No terceiro di qneixavam-se alguna de estar
quasi gelados. .... .
No dia 7 de Oulubro, ciaco das depois de te-
rem abandonado a Arethusa, j nao havia mais
agua doce e senliam as torturas da sede,
Depois de estarem dous dias sem agua, Moody,
o cosinbeiro, (icn desesperado e mislurou em
um balde agua salgada com kerosene, bebendo
elle e o piloto abundantemente desta mistura.
Pareceu Ibes durante algum pouco tempo que
tinham mitigado a sede ; porm era s para vol-
tar logo depois com muito maior intensidade.
No dia seguinte dous cachorrinhos, que esta-
vo no escaler, morreram de sede, e o cosinhei
ro e dous marinheiros abrirn os corpos destes
animaes, emquanto estavo quentes, e beberam
Na uiesma noite o cosinheiro Moody ficou em
delirio e falleceu no dia seguinte (11 de Outubro)
com as mais dilacerante sdres.
rre3 horas depois o piloto, Mac Clement, que
linha j mostrado signaes de loucura, licou to
furioso que foi necessario amrralo aos trave3
Oes do escaler.
O restante da tripolago estava mais ou menos
em delirio.
Durante a noite um rapaz, Housby, ficou-mu
to doente, e decidiram ento que se atirarim
todos pela borda fra, aflm de porem cobro a tao
terriveis agonas.
Pouco depois das 6 horas da manh do da \
de Outubro, surgi urna vela pela proa, e, me-
dida que a clandade augmentava, com grande
alegra e allivio, observavam os nufragos que o
navio navegava para elles.
Nao tinham icado vela durante das, porque
todos tinham as mos to inchadas que nao po-
diam manjala, e tioham deixaio o escaler an
dar quasi que a merc das ondas.
Quando viram a vela puzeram um lengo na
ponta de um croque, e ento dous dos homens,
com grande fraqueza, procuraram erguel o ao
Este signal pedindo soccorro foi visto do na
vio, que era a barca Lady Octavia, de Gree-
nock. .
Foi arreada urna lancha e os marinheiros ao
Lady Octavia trouxeram o escaler do Are
tbusa ao lado do navio, e carregaram os bo-
rneas para cfma quasi exhaustos e sem movi-
mento.
Foram mettdos na cama ; prestndose espe-
ciaes cuidados ao piloto, ao rapaz Housby. Scho-
ffield, Nehten, Miller e Oliver, que estavam qua-
si geladoa.
Os nufragos foram apanhados em latitude
wvtnrw*, v-
rante ai das das que esti
nham sido tenidos pelas correntes at 156 mi-
lhas de distancia das ilhas#Falkland.
A barca Lady Octavia, que ia de Hambnrgo
para Valparaso, coalinuou enlo a sna der-
rota.
Na noite seguate em que tinha sido salvo,
Mac-Clement falleceu doido furioso, e no dia se
guinte o rapas James Housby expiran.
A Lady Octavia chegou a Valparaso ao da
20 de Outubro, desembarcando all os nove so
brevivenles, rendo a maior parte delles coodn-
sidos para o hospital naval britannico. Todo i sof
friam de coogelago e foi julgado necessario am
putar ambos os ps a um dos homens e os dedos
de um p a outro.
O bote do capito ebegou a salvamento a
Stanley Point, ilhas Falkland, no dia 9 de Outu-
bro, tendo estado sete dias agoitado pela tempe-
tade, e a sua tripolago soffreu igualmente gran-
des privag6e3.
O capito Hamilton fallecen dou3 das depois
de desembarcar em Stanley, de coogelago, e o
praticante Rigby teve o p esquerdo amputado,
em consequencia de congelacao.
O restante da tripolago soffreu severamente.
E DONIM. A DiHIMO
Quando em 17 de Novembro do anno prximo
lindo, noticiando e commentando o phenomeno
operado a 15 d'esse mez, dissemos que a Rep-
blica Brazileira para subsistir e marchar regular-
mente necessitava de ser conservadora e conci-
tamos o governo provisorio a adoptar o lemma
3ue a razo, os principios de ordem, as regras
a poltica, (que se, anda nao hoje urna scien
ca completa, possue largo manaaeial de nor-
mas juslissimas e verdadeiras), impuoham so-
beranamente, nao longe estavamos de suDpor
que a anarchia, amordazada, agrilhoada, subju
gada (mas nao extracta) pela tranBformacao for-
mogenica realisada as instituigoes que nos re-
giam, alcana, em um lapso de tempo bistaote
resumido, a cabega e pretenderla dictar leis, so-
lapando, minando toda a obra de reconstruego
pacifica para a qual dedicada e desinteresada
mente pugnamos nos os representantes da or-
dem, nos os sectarios da escola conservadora I
Os elementos deleterios, oceultos desde aquel
la memoravi'l data em que assegurmo.- politi
ca e internamente a liberdade que j possuia nos
externa e civilmente com o 7 de Setembro e (3
ae Maio, explodiram. gracas a demasiada pru-
dencia de um cidadao que, por seu carcter,
nao contiena as artimanhas do pseudo-boulan-
gismo brasileiro.
Homem nobre e leal, o Exm. Sr. marecbal Si
meo nao acreditou que podesse haver aqui em
Pernambuco individuos prfidamente intencio-
nados que tentassem a destruigo da seguridade
publica.
Designado pelo patritico govorna provisorio
para assumir as redeas da governamentagto des-
te Estado, na vagado Exm. Sr. marechal Si-
meo, justamente escolbido para ajudante gene
ral do exercito,lugar onde ir atlestar os seus
mr ritos e oquestionavels conhecimeulo* tech-
nicos,c Dr. Albino Meira entra sob os melhores
auspicios, pois vai cercado da conOanga dos
seus antigos companheiros de lu '.tas, d'aquelles
valeutes e incorrupliveis cidados que defen-
dan], neste torro, os principias santos e puros
da democracia, e que desejavam para o seu paiz
urna era ae felicidades inestimaveis I
Experimentado as pugnas polticas onde o
jogadpr tem necessidade de prever os golpes do
adversario e de estar em guarda para prevenir
os botes secretos.feducado sob a luz vivificante
do ideal republicano, o actual governador deve
constituirse, como o declarou em urna carta en
deregada imprensa,o que veio iniciar um
bello e fecundo exemplo de poltica repblica-
na.fjque sendo nm rgimen de opinio precisa
da mais ampia responsabilidade por parte dos
poderes superioreso maior inimigo da anar
cbia.
E nos esperamos que o ser, para bem desta
esperancosa trra onde derramou-se o sangue
de tantos martyres I. .
O Exm. Sr. Marecbal Simeo ao retirar-se des-
te Estado, onde teve a grande felicidade de re-
ceber as agradaveis novas de duas elevad, s pro-
moces, foi alvo de manifestagoes daquelles que
admiravam e apreciavam o valoroso militar que
ao servigo da Patria, havia posto os seus mritos
e as suas aptidOes.
EmDora distanciados desse digno brasileiro,
por circunstancias superiores, felicitamol o d'a-
qui, d'esse escuro canto donde a nossa fraca voz
se eleva.
Seguio tambem para o sul da Repblica urna
individualidade Bufiicientemente ronhecida no
mundo Iliterario e poltico, por sua intelligencia
e por sen encendrado civisma.
Possuidora de urna energa e forca de vontade
msenlas, que servem Ihe de armadura, a Exraa-
Sra. D. Maria Amelia de Queiroz vai aos Estados
da Babia, Rio de Janeiro e S. Paulo conbecer o
que de mais importante conteem esses tres gran
des centros de vida e alargar o circulo dos seus
conhecimentos.
Justamente apreciada por todos quantos co-
nhecem-lbe a Ibaneza de trato e devidamente ap-
plaudid pela inprensa da Repblica, ella ir,
certamente, encontrar nos nossos collegas dos
referidos Estados o apoio que precisa para seu
encaminhamenlo.
E nj concitamol-os a isso...
Agitase de novo, entre nos, a questo da
emancipago de mulher deviuo a um aviso do
Governo Provisorio que negou, por falta de dis-
posigo legal, os direitos polticos parte mais
bella da humaoidade.
Antes de tudo precisamos accentnar que o go-
verno nao sahiria fora das raas da jusiiga, nao
transpuria os limites do direito, se ad instar de
outras medidas urgentes e tambem imprescindi
vei3, decretasse que. mesmo por nao haver dis-
posigo em contrario, as leis polticas que nos
regem, e no silencio dellas (odiosa restrin*
genda et benigna late interpretanda,)a facul-
dade eleitoral s mulberes.
#
A questo da emancipago feminil, hoje est
completa e radicalmente resolvida, pelo seu lado
theorico e philosophico. -
Ja actualmente ninguem vira fallar-no3 em pre-
tenca desigualdade physiologica, attenta a certe
za de que relativamente ao corpo o cerebro da
mulher peza mais que o do homem.
Ja hoje ninguem atrever se ha a contestar que
aquella tem as mesmas aptides que este.
Toda a divergencia hoje ou pratica, isto e,
oriuuda de certo transtorno, de certa alteraco na
constituico de familia, ou legal, isto prove
niente da interpretago das leis.
No primeiro caso a materia fcil de ser elu-
cidada.
Pois nao ser mais conveniente boa ordem
da ia3tituico familiar possuir urna mulher edu-
cada e p rtanto ap'a para discernir com facilida-
de sobre qualquer emergencia da v'da e ajuizar,
na maior amplitude, dos interesse3 adstnctos
aggreminagao de qne ella directora, do* que
reger se pela vontade urna de mulher ignorante e
sem urna certa orieotago social r
Cumprir esta melhor seus de veres do que
aquella?
N5o, mil vezes nao.
A legislago do povo latino, oriundo, quasi n-
teiramente, da remana, cujos preconceitos trans
plantaram se par aquella, ainda hoje oflerece
um trisli8simo espectculo porque ou nega ex
plicitamente a capacidade civil e poltica da mu
Iher, ou cala se, fazendo com que o seu silencio
sirva de pretexto a que juizes e governos ne-
guem direitos a quem naturalmente os devia ter.
Nesse ponto, sobrepujando os paizes latinos,
esto a Allemanha, a Suecia e at a propria Rus-
sia t...
Sem nos querermos alongar, concitamos as
vietmas do odioso jugo emanado de ferrenhos
e estultos preconceitos sociaes a trabalharem
forteraente pela sua completa amancipago.
Pois possivel que o paiz que liberta pacifi-
camente, o escravo e as consciencias, deixe que
gema, na mai revoltante escravisagao, a parte
mais gentil da humanidade, e que quer queiram
quer nao, ser sempee urna-forca propulsora
no tempoe no espaco?..-
Aps o 13 de Maio e 15 de Novembro cumpro-
nos trabalhar pela emancipacSo da mulher.
Carlos d'Aubmlle.
SPORT
lterfc-r Chib e PeratHav-w
Baalisa-se hoje a corrida armonciad*
datas sociedade sportiva.
8er por corto coacorrida pelo nonas
publico.
E' devido esse preito a nm boro pro-
gramara e a ama inscripcSo correspoa-
dente.

Eis a ultima patarra sobre a raoa La>
pi :
Na criacSo de sua eminente familia da
puro sangue, M. Lupin Deas e DoUat
6 o seu propheta.
Como na ordem da natureza tudo pa-
rece comprazer-se a marchar em trindade.
nao se deve esquecer o fiel servidor,
vigilancia e aos cuidados do qoal, todas
esses poros sangues tm sido confiados
desde 1859.
Chama-se Fanor.
Elle va nascer Dollar em 1860, aeoa-
panhou os seus successos nos hippodromos
e tem saboreado a longa satisfazlo de ver
a descendencia de um tal reproductor
manter se digna delle."

Crowberrv, o animal das esperanoas
dos inglezes, que foi batido no Grande
Premio de Pariz de 1880 pelo cavalla
francez Stuart, nunca mais appareceu no
prados depois dessa derrota e foi agora
destinado a garanhao pelo aeu proprie-
tario.

A'gumas palavras noticiosas sobre a
vencedor do Grande Premio Estado ds
Rio de Janeiro, desputado uo Hippodroma
Guanabara no da 9 de Margo ultimo.
Blitz, cavallo alazio de quatro annos, -
francez, chegou capital federal com a
idade de dois annos, e correa sob o nome
de Eclair urna ou duas vezes, fazendo fi-
gura abaixo da critica.
Aos tres annos foi visto apparecer com
o nome de Blitz. ainda reputado inferior
pelos seus propietarios, que quasi sempre
o inscreviam com Eilc para servir Ihe de
uapanga.
Urna vez, n3 Jockey-Club, Strugnell,
que o montn, aproveitando se do cre-
psculo, e n'uma sahida falsa, esconden.*
ae em meio camioho, partindo com grande
vantagem sobre os adversarios e ganhand
a corrida no meio do assombro geral.
A directora, porem, deacobrio a esper-
teza do jockey e annallou a corrida.
D'ahi por diante, como por emeanto,
o cavailo foi melhorando extraordinaria-
mente, e nos ltimos mezes do anno pas-
sado fez corridas soberbas, levantando nSt
poucos premios., e tornando-se talvea
cerack da Hannoveriana.
Franzioo, pernas desproporcionadamen-
te compridas, e gozando, justa ou injus-
tamente, da reputac&o de 'castrado, um
dos poucos senoes que se observam hoje
no Blitz, como parelheiro, -a pequea
resistencia de que d provas ua lucta.
*
Honora, a m&i do invicto Hugueuotte,
deu luz ltimamente um potro, que a ,
primeiro filho do celebre Monarque.
JDR1SPRDDERC1A
Junta Commercial do ivsiad jde
Pernambuco
ACTA DA SESSO DE 24 DE ABRIL DE
1890
PRESIDENCIA DO CIDADAO DEI'L TADo JOAQUIH OI.l.NT*
BASTOS
Secretario, o cidadao Dr. Julio Guimares
A's 10 horas da manh declarou se aberta a
sesso, estando presentes os cidados deputa dos :
Beltro, Hermino de Figueiredo e supplente
Paula Lopes.
Lila, foi approvada a acta da sesso anterior
e fes se a leilura do seguinte
EXPEDIENTE
Ornaos:
De 16 do corrente, doDr. juiz especial do com-
mercio, solicitando que nao se d baixa na an-
ga prestada pelo ex-agente de leiles desta pra-
ga, Modesto do Reg Baptista, sem que seja pa-
ga a quan ta de 1:3864977 massa fallida de
Alberto Rodrigues Branco, producto de leiles
procedidos pelo dito ex agente, dos quaes dei-
xou de prestar contas.Accuse*se a recepeo,
scientiQcando-se que se tomn nota desta recia-
macao para ser attendida opportunamente.
De 19 do corrente, do Dr. juis de direito do
commercio, em resposta ao que se llie dirigi a
17.Archive se.
De ii do corrente, da Associaco Commercial
BeneQcente de Pernambuco, declarando, em res-
posta ao que se Ihe dirigi a 17, que se acha
disposio desta junta o salo de honra de sea
edificio para a reunio do Collegio Commercial.
dem.
De 23 do corrente, de Antonio da Silva Fer-
reira Jnior, communicando nao poder tomar
parte nos trabalhos desta junta.Oicie-se aa
immedlato em voto?.
De 22 do corrente, da Junta dos Corretores
desta praca, remettendo o boletim das cotacoes
officiaes de 14 a 19 do mesmo mes.Para o ar-
chivo.
Nmeros 1, 2 e 3 do boletim postal, remetB-
dos pela administracao dos correios deste Esta-
do.dem.
Diarios officiaes de ns. 92 a 100.-Archi-
vem-se.
Foram distribuidos rubrica os seguintes U-
vros :
Diario de Emilio Roberto, dilo de Castro, Le*
mos & C, dito do Banco de Pernambuco. Co-
piador de Mendes Lima 4 C, dito de Costa Cam-
pos < C.
DESPACHOS
Petiges :
De Ramos Geppert & C, successores de H.
Nuesch C., para que nao se de baixa naan-
ca do ex agente de leiles Modesto do Reg Ba-
ptista, porque este Ihes 6 devedor de 115W70,
producto de leiles ae mercadorias que Ihe en-
tregaram.Tome se nota desta reclamaco, para *
ser attendida opportunamente.
De Christovo Pugliesse e sua mulher, para
que se registre a escriptura. que apresenta de
autorisaco, para commerciar em seu pronrio
nome, concedida sui dita mulher.Adiada a
pedido do cidadao presidente..
De Bartholomeu Lourengo, para que se facam
notas na carta de registro do biate Deus te Guar-
de, que do porte de 49 toneladas mtricas,
como demostra a cerlido da arqueago, que
apresenta.-Como requer, satisfeito o parecer
riscal.
De Cupertino de Magalhes Bastos, commer-
ciante matriculado, para que se facam as com-
petentes notas na sua matricula, da mudanca da
seu domicilio para este Estado,dem.
De Caetauo Cyriaco da Costa Moreira 6.,
para que se registre a nomeaco de seu caixei-
ro Alfredo Leo de Cattro.Registre-se.
De Fonseca & C, de cuja firma eo socob Ma-
noel Rodrigues da Silva e um commanditario,
idem, com o segredo recommendado na lei, s
contracto que celebraram para o commerch de
ferragens nesta praca com o capital de....*
12:7615360 sendo o fundo em commaudila toda
o capital.dem, com o segredo recommendado
na lei.
De Avila & Irmo, rara que seja archivado
contracto de sociedade em nome conectivo, qua
sob dila firma, celebram Jos Ignacio Afila
Antonio Victorino Avila com o capital de...
57 :295t!560, para o commercio de compra e ven-
""

'*

, -*



i


1

:
i

11 a*.
dade madeiras e tado quaoto tean a ser-
r#la nesta praga, a ra Nova de Santa Rita ns.
fe 51. Archvese na forma da le.
De Joaquim de Ohveira Borges. de- 34 anuos
de idade, natural do Balado do Cear e socio da
firma Mora, BorgesA C domiciliado e estabele-
dilo com casa de commis-es e causigoagOes de
santa propria nesta praga ao largo do Corpo
nto n. 19 pedindo carta de commerciante ma-
Irienlado. Sao attestantes do crdito commer-
cial do impetrante Joao Jos Rodrigues Mendes,
Jos Adolptio Rodrigues Lima e Carlos de Paula
Lopes.Passe-se a carta:
Foi encerrada a sessao s 1111 horas da raa-
otaa, depois de ter verificado o cidado presiden-
te nao haver mais nada a despachar.
IHD1CAQ0ES UTEIS
O Dr.
das 12
Mdicos
Alcibiade Velloso d consultas
2 horaa da tarde, na casa da
aoa antiga residencia, ra do Bario da
Victoria n. 45, 1. andar.
Dr. Joao Paulo especialista em par-
toa, molestias de senhoras e de enancas,
oom pratica eos hospitass de Pars e de
Vienna d'Austria, d consultas de 1 s 3
horas da Urde, ra do BarSo da Victo-
ria n. 63, l. andar, e reside na estrada
dos Aflictos n. 30, junto estocSo do Es-
pinheiro. Chamados a qualquer hora. Te
lephone n. 467, na residencia.
Dr. Cerqueira Leite, tem o seu escripto- !
rio ra lova n. 32, onda pode ser en-
contrado do meio dia s 2 horas e fora
destas horas ra do BarSo de S. Borje
b. 22. Espe jialidadesmolestia de crian-
cas, aenhoras e parto. Telephone n. 326
a casa de residencia.
Dr. S Pereira, ra da imperatr n. 8
a consultas medico-cirurgicas todos os dias
das 8 ao meio dia, menos nos domingos e
dias santificados.
Dr. Freitas Ouimaret, medico, tem
du consultorio na* ra Duque de Caxias
se 57, 1." andar; di consultas nos dias uteis
as 11 1 hora da tarde e reside no Ca-
jueiro n. 4, onde attende a chamados em
qualquer hora do dia e da noite. Telepho-
ne n. 292.
ODr. Simplicio Mavignier.Clnica me
dicb-cinirgioa. Especialidades: mole*a.af
Slimonares e partos. Ra do Marque* df
linda n. 27, 1. andar. Consultas uas 1J
s 2 horas e na Casa Forte (Poco da Pa
nella) das 6 s 9 horas da manha e i
tard*. Telehone n. 392
Dr. Joaquim Louteiro medico e partei
ro, consultorio ra do Cabug u. 14,
1. andar de 12 s 2 da tarde 5 residencia
no Monteiro.
Dr. Castro Jess medico e operador.
Pratica a lavagem do tero quando e co,
330 aconselhada. Consultas das 11 t
3 da tarde em sua risidencia ra de
Bom Jess (antiga da Cruz) n. 23, 1.'
andar. Telephone n. 389
Dr. Ribeiro de Britto d consultas de
orno dia 3 horas da tarde, no 1." an
dar'a ra Duque de Caxias n. 46, puden-
do ser procurado para chamados, na sua
residencia, a ra do Hospicio n. 81. Te-
Jephone n. 303.
Advogadoa
O hacharel Bonifacio de Aragaa FarU.
Rocha contina a advogar. Escriptoric
roa do Imperador n. 46., 1. andar.
O baeharel Joaquim Ihiago da Fonseca
tem seu escriptorio de advogado ra do
Imperador n. 14, l. andar.
Occulista
Dr. Ferreira. com pratica nos princi
paes hospitaes e clnica de Paris e Lon
dres, consultas todos os dias das -
horasdao meio-dia. Consultorio e resi-
dencia ra Larga do Rosario u. 20.
Dr. Barreta Sampaio, occulista, di con-
sultas de 1 s 4 horas no 1.* andar da
casa roa Bario da Victoria n. 51. Resi-
dencia a rus, 7 de Setembro n. 34, entra-'
da pela ra da Saudade n. 2.
Drogara
Faria Sobrinho A Cf! droguista por ata
aado, ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Francisco Manad da Silva dt C, deposi
tarioa de todas as especialidades pharma-
ceuticas, tintas, drogas, productos chimi-
cas e medicamentos homeopticos, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
Tinta de escrever
A melhor a tinta Victoria, .vende-se a
500 rs. meia garrafa e a 800 rs. urna gar-
rafa inteira na Livraria Comtemporanea
de Ramiro M. Costa, ra Io. de Marco n.
2, loja de ferragens de Albino da Silva
dk C, ra'da cadeia n. 42; loja de ferra-
gens de Brandao 4 C, ra Duque de Ca-
xias n. 46.
Idolatra ou especulado
ni
Da ebullicao ou fermentacXo dos ele-
mentos diversos, de que, como de um
processo chimico, tem de surgir os prin
cipios a cujo impulso ha de prosperar
o
paz, nao se comprehende que saia ven
cedor o passado com sus erros c erros,
que, como tomos, que se desprendem de
um corpo a purificar-se, tem de ser em-
pellido pelo jorro da grande caldeira so-
Nao se comprehende que a Naci, apor-
tan io as plagas da Repblica depns de
urna travessiade seculo, atravs dos es-
combros que as brutalidades do depotimo
produziram, por forca de um processo
histrico demoradamento trabalhado e de
condicSes ethinicas, a que nao poda
furtar-se, se entregue s mSos do emp-
rico, que teda vez que ouoiam pronunciar
as palavras democracia, liberdade, huma
nidade e progresso se deitavam PLAT
vestre e se atiram a lyra di povo, can
tando como Horacio a Augus'o : Que
outr Deus, (o Conde), ^poien o povo
chamar em sociorro do imperio amcacado
de ficar aluido ?
Repugna ao espirito a prorogacSo dos
vicios do pretrito, da mentira official,
das jogatinas do cambio, da rhetorica ba-
nal, da advocacia administrativa, dos con
tractos, c mo o do gaz, dos convenios,
como o da Copa-Cabana, das patuscada?,
como a Xing, que os homens da mentida
e contradiccao produziram a sombra de
urna bandeira, cujo moto erareforma ou
revoluco.
Nao penetra no largo paito da mocilade,
que tnhela e aspira os bellos ideaes do
futuro, que se ennobrecs pelo estudo e
pelo talento, a necessidade de procurar
casamento* ricos e fidalgos para ter car
fao de ngresso na poltica, na magistra-
tura e na diplomacia.
Nao se inocola na grande alma do
povo, de um povo americano, j no occa
so dcste seculo esplendido, a insania da
distribuico de dc>ns gratuitos, que os cj-
zares caricatos apregoam, porque ete
mesmo povo, que nao a plebe romana,
t quer a instrucjao gratuita, que o es-
piritualise, e o trabalho que o eunobreca.
Nocffuscamhoje o espirito essasphrases
balotas, cssas palavras tetumbantes, que
servem apenas de bandei a para esconder o
contrabando.
Federa caoeis a palavra mysteriosa
invocada para oceultar o que simples-1
mente idolatra ou especuladlo.
A Federaclo- tem, felizmente, cabellos
brancos; os hebreos e ismaelittas a tiveram
como um contracto fundado sobre a con-
sanguinidade e na Grecia existi em prin-
cipio.
Na Allemanha coexista com o Imperio
e se compunha de principado* absolutos e
ecclesiasticos, entrando somonte em seu
organismo o espfRlo rovolucionario de
89, levada pelo sopro da guerra, como
com a propria Amrica Inglesa e a Suissa
acoa eceu, dando-lhes urna tendencia mais
liberal e descentralisadora.
Com o augment > das populares, das
relacSss de campanario campanario, de
couimuna communa, ao pa^so que os
povos foram sahindo da infancia, de um
certo idealismo enthusiastico, que fazia
concentrar o poder, como as dictaduras
romanas e de Bonaparte ou mesmo as
monarchias temperadas, o poder central,
que tudo absorvia, mesmo os negocios pu-
ramente locaes, tornou dolorosa a degra-
dacao das mesinas comtntinaj e a escra-
visacao do cidadao ao governo.
Nestas conucos, a Federoslo q le era,
como vimos, um pacto puraaeute poltico
para fortalecer o despotismo de Estados
absolutos, pelas conquistas da liberdade
converteu se em meio de diffundir a adni
nistracSo, dando a cada campanario a
sua, sob immediata fiscalisacao.
A Suissa comprova esta verdade, conso
ldando-se por sua ConstituicXo de 12 de
Setembro de 1818, depois de loogaa luc-
as por confundirle Federacao com aris
tocracia e privilegio.
Em o nosio paiz, o parlamentarismo
com seus emperros nao curava os vicios
e abusos da centralisacio ; os antigos p
tidos despedacavam se de encontr a mole
do poder central que, novo Saturno, devo-
rava insaciavel os ministerios; as stua-
^538, que se succediam vertiginosamente,
eram esteris e incapazes de conter a onda
rivasora, e a unidale nacional perigava
pela rie de autonoma das antigs pro-
vincias.
Nestas condijoej, o partido republicano
proclamou sustentar a unidade nacional e
a descehtralsacao administrativa, urna au
toridada central, ma:s iniciadora do que
executora, deixando a cada Estado sua
propria adminstracao, o que a Federa-
gao, unios meio de manter a unidade,
ameacada pela legitima soffreguid^g de
autonoma.
E* tambein isto o que aspirara os que
pregam contra os republicanos ?
Nao, elles nada querem ; urna palavra
Ihes basta, como bandeira, para iludicn
povo ; elles querem finalmente governar,
porque em sua escola" o poder urna
abundante fonte de receita particular.
A sua doutrina em realidad" idola-
tra ou especula?2i; por st lindamos di-
zendo : cao at, popiUui !
15 de Abril de .1890.
COMERCIO
Revista do Mercado
RkCIFB, 26 DR ABRIL DR 18S0.
flouve transacedes nos mercados de cambios
e no de algoaao.
Bol
sa
c3rayCR8 officiars da junta dos cor-
re tobes
Btsft, 26 (U Abrd de M-0
AJgodao 1,' soite, M200 por 15 ki.es, em 23 do
correte.
o oresidente,
Antonio Leona-do Hodngues.
Pelo secretario.
Aususto P. de Lcinos
Ca mbio
PRAQA DO RECIPE
Os bancos adoptaram pela nianh a lasa do 20
0^8, saccando. r>orm, mais tarde a 20 3/4, dan-
do o Englisb 20 7/8 ale 3 horas da tarde, quanlo
oticias do Rio lizeram os bancos retirar do mer
jado, que fechen com laxa nominal a 20 5,8.
PRACA DO RIO DE JANEIRO
O mercado abri firme a 20 5 8 nominal, su-
oindo logo para 20 3 k baocario e nouve nego-
cio a 21 particular.
Ao fechar, os bancos retiraram do mercado,
em taxa.
, lgodo
O mercado conlioa lirme,' com bstanle pro-
:ara- b, _
A exportaGio fele pela alfaniipga oeste met at
j dia 21. constoude 483.200 kos, sendo 402.700
para o exterior e 80.500 para.o interior.
As entradas verificadas at6a data dehoje, so
xm a 12.0.0 iaccas, 3entio por:
aarcaca*. W15 Saccas
Vapores .... i-272
Aoimaes.....
Via-errea de Garuar.
Via-errea de S.F.-ancisco.
/ia-frrea dejimoetro
H. S.
?$r;
o
Scmma.
12 090 Saccas
Assucar
Os precos pagos ao agricultor, por 15 tiles, se-
gando a Aseociaco Commercial Agrcola, foram
es seeuintes:
Usinas .*....
ranco .....
Sxnenos.....
iscavado purgado .
3*utos .....
A asme.....
3700 a 40JO
330 a 349.0
6J0 a 28ii0
(tioo a U8J0
1*300 a 00
i'Q0 a U3W
Aexportaco feita pela alfancega Deste mez at
o dia 24 constoude 5.127.818 kilos, sendo.......
l.Jn.809 para o exter.or e3 2J.OJ9 para o in-
tener.
As entradas verificiuas al data de boje, so
oem a 80.523 ? accoa sendo por :
Sarcacas
'epores.....
Animaes.
tfia-ferrea de Caruarfl.
fia-ferrea de S. Franciaro.
ia-errea do Limoeiro
Somma.
3342;t Sacco
2 28
V 03 i
37 319
1.4
80 52] s em
Conrom
Couroa salgados 403 ris, e os verdes a 230
res.
Agurdente
Cota-se a 86*000, por pipa de 480 litros.
AlCOOl
Cota-se a 185*000 por pipa de 480Jitros.
Mel
COta-se a 55*000 por ploa de 480 litro-.
Pauta da Alfandega
l'J'S DI 28 DE ABRIL A 3 DE MAIO O 18D0
Assucar renado (kilo) 300
Assucar branco (kilo) .... 23
ssucar mascavado (kilo) ... 106
Agurdente........ 170
Alcool (litro)....... 370
Arroz com casca (kil.o .... 80
lgodo (kilo) ...'-... 546
Bagas de mamonas (kilo) 120
Borradla (kilo)...... 960
Crneos de algodo.....
Couros seceos espichados (kilo) 420
Couros seceos salgados (kilo) 360
Couros verdes (kilo).....
lacio (kilo)....... 400
CBf bom (kilo)...... 800
Caf rcstolho (kilo)..... 000
Carnauba (kilo .' 260
(arocos de algpdiUMkilo) ... 20
("arvo de pedra de Cardiff iton.) 16*000
Farinlia de mandioca (litro) ... 70
Kolnas de jaiioraniiy (.kilo/ 300
Genebra (litro) ...... 200
Graxa.......... 350.
ahorandy........ 2L0
Mel (litro)...... 80
Milho(kilo....... 100
Pao Brasil (kilo) ....... 35
Sola (meios;....... 2*500
\avIos a descarga
Barca porluguezi oco Silencio, varios gneros.
Barca norueguense or, carvao
arca norteuocase Fulo, carvio.
Barca norueguense IMona, carvao.
Barca uoruegutnse Speranza, carvao.
Barca norueguense Morgenyry, carvao.
Burea ingleza Laoinia bai luso.
Brigue hcllandtit ileidem, xi.-qoe.
ilngui; norueguense Egden. .arvao.
Lugar portuguez Temerario, xarque.
Lugar inglez Floreare, bicalho.
Patacho norueguense Ceres j.rque.
Patacho francez Geneial berge, xarque.
PaUclio nacional D. Anna, LtfrHo.
Importaco
Vapor inglez Tamar, entrado dos porlos da
Europa em 26 do undante e consignado a Ama
rim Irmaos A C, manifeslou :
Amolris 43 caixas a diversas.
Armas 5 caixas a Ferreira Guimaraes 4 C.
Apparelho para telephone 11 volomes a Anto-
nio de C. Almeida.
Bisceutos 10 caixes ordem.
Ct-fvtja 110 caixas a ordem, 00 a Solzcr
Kauffinano & C
Cand eiros 7 ca'.xas a Azevedo 4 C 1 or
detn.
Cha 23 volumes ordem.
Ferragens 1 volums a Albiao Silva 4 C.
Unos 1 caixas a Miss Jane, 1 a Western
Brasian. _
L'.lia 1 Ciixa i Parenie Viann4 L.
M-rcadorias diversis 1 volume a Miranda 4
Souza, 2 a Salazar 4 C, 1 a Alvos Una 4 C 22
a ordem, 2 a Prente V:anca 4 C, la ll. H.
Conully. 1 a J. R^gly.
Ob;ectos para chapaos de sol i cana a Fian-
cisco"Xavier Ferreira.
9r. Jos Marlanno e a sua
conferencia
(VIVER S CLARAS)
IX -
A incoherencia sob lodos os pontos de fifia,
pela falta de convicto a isabalawis, fysthcma-
usa um programim de occastao de que o cot-i
renciador sempre lem usado, langando i
todo e qualquer meio, rom tamo que
Um que, de momento. Ihe aponiaui
sUncias.
oblenba o
as rcum
i que, depois de procurar contradizer
> tradiccional do r.osso altruismo de
sentimeato americano, declaruu que nao seria
capaz de amesquiohar nem de desmentir
as antiquissimas tradieces republicanas de nos-
sa patria ; mas que nao devendo concorrer
para a adulterrgao da verdade dos fados (?!),
Ihe cwpna assignalar que o glorioso movimento de
15 de aovembro, s por cha falsa filiacao bis
tobica, ti pode considerar ligado s tendencias e
aspiracoes republicanas que o antecederam.
Jamis acreditaramos na pronunciaco de
laes palavras tao malditas, perante um numeroso
auditorio de todas as classes que, como factores
anonymos, contribuiam com o seu contingente
relativo para es louros dessa conquista de or-
dem o de progresso, si a respectiva audicSo e
leitura nao attestassem n'o.
Nao pelo nivel das conveniencias de tos
calculados que os acontecimentos poltico-sociaes
devem entrar no conjuncto harmnico das apre-
ciares histricas : os prismas, conforme o ro
e qualidades, podeni, na centemplaci do obje
c'o observado, produzir differentes effeitos optl
eos ; em quanto que a materia sendo urna e
inalteravel se conserva sem eoffrer a mnima
iransformac&o de substancia.
Ha casos en que o defeito naj provm do
nsirumento, mas do observador que, desconhe-
cendo o modo technico e pralico de applicsgao,
jamis alcanza o resultado que ambiciona ;
querendo, ao en vez de ludo- is30, aparentar
senso analytico e acce?sorias habilitac.63s,
Assim, consegue, nao obstante, convencer a
maioria, pela geral inconsciencia, que a sua
descoberta Ihe assignala prestigio, empresta-lhe
renome e colloca o em summidade superior a
do3 esforcados e conscienciosoj obreiros cuj )s
antecedentes, as luctas por essa causa, Ibes con
quisUram, da fado e de direito, as primeiras
posig^s.
Decorre se o tempo : novas tentativa3 de am
blgo reproduzem-se, e a verdade que, no-en
anto, fora sempre oceulta, se demonstra ci
plena luz do dia; pois thega a cemprehenso
de lodos a existencia de lousas tramas urdidas-
A imagem que figuramos reprsenla Helmente
a attitude do Sr. Jos Marlanno : se desenvol-
voslo as sua3 vistas o resultado da ioauguracao
do rgimen republicano, deseDfreiaram se Ihe
os iutenlos das posijCes que '.he rogiram das
maos a Ihe deixar, immerso em desespero, ape
as a lembranca do poder, como terna mirageo-
que o arrasta a divagar por invios trilbos, de
ronsequencias em consequencias.
Por isso nao duvidara manejar as armas que
de repente, julgou ofiportuaas, chegando mesmo
a sfrmar, de nm modo implcito e claro, que s
, enrco e a armada cooperaran) para a obra
u*e 15 de Novembro ; parquea naci, nao se re
publican'sando. eslava ainda disposta a manter,
conservar e defender a raoaarchia entao encar
nada ni pessoa de um principe audaz, ambi-
cioso, expatriado e tao venal que seria capaz de
nos vender aos inglezes, apenas por urna qups!o
de preco
Ioiciador das grandes recepces aqui [citas, a
18 de Junho do anuo prximo lindo, ao cnto fu-
turo imperador do terceiro reinado, o orador foi,
de certo, muito coherente com o seu passado.
Refutadas essas theorias ouro pretitus, nos ar
tigo3 6o e 7o desta serie, tornemos de passagem,
bem patente ainda esse contra senso histrico,
am Je que nao se va iniciando com o dcienvol
vimento cousequente desses e de outros inventos
de tristissiraa celebridade de que, por aulicismo
e estreileza de vistas c de senliinento3, a nossa
tnstoria anterior est toda choia. V
Pois bem. Se a actualidade republicana nao
tem antecedentes histricos (!!!): porquanto
no se filia s nossa3 tendencias easpiragOcs de-
mocrtico populares, lgico : ou que o ex?r-
cito. e i aruiadi brasileirj, desmentidlo o civis-
mo1 e a abnegagao de scus anlepassados de clas-
ge, praticarara urna indisnidi.de patritica ; ou
que sempre distanciaram-se de toda a populagao
civil, incompatibilisando se hoje com os intuitos
do nro, essaeotidaie que representa as u/
timas daos cunadas dos habitantes da naci bra
seira, segundo o mo pelo qual o concebe-
mos.
sUbeledas essas duas proposigOes cm di
lerama, cuja procedencia racional utn corona-
rio inevitavel das ideas do orador, deixariames
de ser sincero, republicano e da rude altivez do
uo=so carcter de moco resoluto e inaccessivel
s 6UggoslOes adversativas que adveuhain da
nossa forma de pensar e de sentir, te, desta tri-
buna da ooiniiio publi.-a, nao o denuncissemos
como um sehismatico da actual communidade
brasileii a, cm divergencia a esse grandioso com-
mettimento.
Procurando lisongear a classe militar, para des
se modo, chegw a relabelecer o pirnicio c
seu predominio oe oui'ora, o Sr. Jos
offendeu, in xtremis, os brios civicc sde urna
^orporagao intemerata e patritica ; rorqoanlo
as premissas esto para as suas conclusOes logi
cas, bem como as causas para os cffoitos corre-
lactivos.
Reflicla o Sr. Jos Maranno, em seu gabinete
por algumas horas, com a recta, isenco de espi-
rito de um juiz : e se aprsente ao publico e es-
pecialmente briosa classe, a quem o bsu dis
[arcado e inconsciente orleanismo tentoa procu-
rar offender, e peca Ihe umperdo ; pois
que a sua proverbial generosidade In'a conce-
der. :
NSo pense que o seu silencio artificiosamente
estudado tenha signiflcacao positiva para retirar
de si o peso que ihe adveio- das iujusticas e do
erro do leso patriotismo, pronuociando-se da-
quella forma.
Ao contrario : mnitas vezes, elle 6 o reflexo da
culpabilidade consciente.
Recite, 2t: de Abril de 1890.
Licimo de Macedo.
Incendio
Vicente Ferrer de touvcia &m auto
ridadea deste Estado e aopabllcj
Promptuario da lei
DOCASAMRHTO CIVIL
Acha-se prestes a sahir do prelo esta obra se-
guida da lei anotada onde se discutem diversas
questoes pralicas e faz se um estudo compara-
tivo com o direito antigot
Como appenso3, traz d" livro as instrueces
biixadas para a execucSo da lei e mais actos
publicados a seu respeito e bem assim o regu-
lamento do registro civil, como materia que se
prende ao assumplo.
O livro que se compor, mais ou menos, de
200 paginas, offerece utilidades quelles qne se
dedicarem ao estodo e execugao oa mesma lei,
bem como ao publico em geral.
Sendo a tiragem de ppucos exemplares visto
nao poder seu autor accarretar com despezas
superiores, se dar preferencia aos pedidos que
forem feitos, para o que se indica a livraria
Parisiense ra Io de Margo n. 7.
Prego do volume, pagavel entrega deste :
Brochura 2*000
Encadernado J00J
Pariz Mondain
Est agora de moda o collete Leoty, a
primeara casa de Pariz, que todas as Pa-
rizienses tem adoptado.
Para rejeber urna maravilha artstica e
elegante, seja collete de cambraia de gaze,
de seda pjra os calores fortes, d brocado
ou de setim, basta mandar casa Leoty
8, place da la Madeleine, um corpo que
assente bem, ou as medidas tomadas por
*.-
Victima da malevolencia dos proprietarios do
eogenho Serra, que limitrophe ao meu enge-
nbo Agua3 Finas, venbo protestar do alto da
imprensa contra as tropelas que me tm feito,
nao s O-actual proprietano Domingos Gongal-
ves, ex reneiro do dito engenho, como do seu
predecessor Dr. Laurino de Moraes Pioheiro.
O Dr. Laurino querer sem duvida dizer que
nao mais proprietario daquelle engenho, que,
i o vendeua Dminos; mas pre:iso que sel. rftlI. a r-nUeta ser moldado
saiba, que Domingos foi rendeiro do engenho, C1a da rouPa' e coete, mldar
commtente d'aquelle doutor, e que foi escomido, sobre o corpo, urna verdadeira obra de
a dedo para succedel-o naquella propriedade e gosto e de elegancia,
perseguirme coto tto visinho, para assim
vingar se aquelle Dr. do mo resultado que te ______
ve na questo que <;contra mim sustentou por
quasi doze annos (!). com o l'un de apropnar-
se de urna magnifica e importante porgao de mi-
nh:is trras.
Felizmente ainda temos juizes em Berlim, e
o Sr. Dr. Laurino, apezar do seu dinheiro, nao
poude supplan'.ar o meu direto.
Assim oatido, chanoo enr seu auxilio a Dj-
niagja e este, varianlo de meio, continua a
fl igcllar me.
Ha poucos das fui aleado fogo em mioha cjsa
de hagago, com o tlm,' sem duvida, de queimar
o meu engenho; requer vistoria, que tai feita e
procedeu se a inqueri'.o.
Agora ,su novameiite victima de incendio
ateajo as cannas do meu engenho fl
Vou tratar de nova vistoria e novo imuerito
mas, liquem certos os meus per seguidores duj
que ainda temos juize3 em Berlira.
Basta. Mais tarde virei contar a bi3toria da
minha questo com o Dr. Lau.-ino fla qoal nem
as costas ainda recebt, por embargos da chicana.
Resta me, por agora, somente agradecr s
dignas autoridades da amarra de Palmares a
sollicitude e zelo cem que ten procedido as
pesquizas feitas para o deseobricuento da verda
de, principalmente ao digiu delegado cado
Jo-Alvesda Silva.
Rccife 26 de Abril 1890.
l'icfii Ferrer de GjHveia.
Mananno
com 7iO kilos de
Presuoto 3 caixas a U. Forswr 4 C, o a Julo
Fernandes de Almeidn.
Pimenta 15 saceos ordem.
Pa, clao 16 fardos a Manoel Joaquim de Miran
da. VrovisOes 167 caixas ordem.
Q'jeijos li c-ixas a Joao Fernandes de Almel
la. .
Roupa l caixa a P. S. Comber.
Tecidos diversos 14 volumes a Monbard llu-
ber C, I a Manael da Cunha Lobo o a Joa_
quim Gongalves 4 C, ii a Machado 4 Pereira /
a Guerra 4 Fernandes, II a An jrade aia 4 Gr
8 a Loureiro Maia C. 9 a ilvcs de Brillo 4 C.,
3 a N. Maia & C. 10 a Gongalves Cunha 4 L., II
a A. Vieira 4 C. 18 ordem, 2 a Joaquim Agos
tinho i C, 8 a Bcrnet C, 2 a Olmto Jardim
4 C, 2 a Andrade Lopes 4 C.
Vidros 3 volumes a Francisco Gomes a C, a
J. A. Veiga, 10 a J. da S. Aguiar.
Velas 23 caixas a Das Fernandes C, 4 a
ordem, 10 a J.o Fernandes de Almeida.
iDoriacfto
BKCUTB. 25 DB ABKILx l> 1890
rara o exterior
No vapor inglez Lcmuna, para o Bltica,
carregaram : ,_., .,
Boiatelman 4 C, 5 fardos com 8/3 Kilos de
algodo.
?ara o tnurior
iNo vapor nacional Espirito Santo, para Rio
de Janeiro, carregaram: .^ .
P. Alves 4 t., 400 saceos com 24.000 kilos de
assucar branco. nn .. ,
Burle 4 C, 218 saceos cora 13,080 lulcs de
assucar brauco e 286 ditos cora-i ,160 ditos de
dito mascavado.
Para Villa Nova, carregaram
P. Carneiro 4 C, 10 saceos
assucar branco.
No vapor nacional Jacuhspe, para Babia,
carregaram :
M. Pinto* C, 70barrit com 5,400 litros de
mel.
Para Villa Nova, carregaram :
. Borges 4 C, 100 saceos com farinba de
mandioca
No vapor francez Colonia, para Santos, car-
regou :
A. Labille, 20 pipas esm 9,600 litros de agur-
dente. .
No hiate nacional Coireio de ^atal, para
o Natal, carregaram :
M. Menezes, 50a sacco3 com farinha de man
dioca.
G. de-Mattos Irmo, 200 saceos com farinha
de mandioca.
No hiate Co'reio Parahybnio, para Parahy-
ba, carregaram :
P. Alves 4 II, 25 barricas om 1,5.0 kilos de
ssucar refinado.
o hiate J?om Jess, pira Mossor, carre
gou :
M. Menezes, 500 saceos com farinha de man-
dioca.
Na bareaga Elisabeth, paraMatabybi, car-
ruvou :
J. t> l.eite, 13 saceos com 373 kilos de So de
algodo.
Na barcoga Constanca, para o Natal, carro-
gou :
M. G. da Ros., 150 saceos com farinha de
mandioca.
.Na bareaga Xazinha, para Maraaoguapr,
carregou:
J. F. Lei'.e, 6 saceos cora 150 k,bs de lio de
algod&o.
nlnheiro
RECEBIDO
Pelo vapor nacional Espirio Santo. do norte
para:
Machado Lopes 4 C 13.O0OJ00O
London Bras.lian Bsck 11.4973000
Seixas 4 Iimo 4000/lOO
Mende? Lima ft C. 1 2H7 0
EXPEDIDO
Pelo mesmo vapor para: ,nnor>*nnr.
Ro de Janeiro 100005000
. Pelo vapor nacional Sergipe,. P:
?ene"o OOAOO
Pelo vapor nacional Jacuhype, para
Pencdo
20.000000
' intendencia
Pergunta se se o proprietano das obras- que
se eslo fazeado ra do Bario la Victoria, es
quina da ra dasTrincheiras, p le arrumar jun
to a calgada do passeio da me:ma roa, as um-
breiras depdra^vellus que tirou das mesraas
demligoes, dando lugar a %" diversas pessoas
lenliam lavado forraidavels quelas e at fataea.
Esta intendencia mpito bm poderia mandar
intimar a dito propietaria de mandar retirar
ditas pedras. pois que aa-ftaj o devem servir
de deposito, principalmente om lugares que es
lo fra oo perimetro da obra era construego.
Recif, 26 de Abril de 1890.
Ai J. d'Azevedo.
Assoc'acao lledico Pharmaceu-
tica Perpoibocana
Lendo a acta de 13 de Margo do anoo fluenle,
fot ajradavelmete irapressionado, e pois felici-
to a.
E' verdade a influenza reveste formas dioi-
cas raulliplice3syocopal, meningitica, typho-
*a, pulmonar, dermatosica rbeusatismal, etc.;
e por isso molestia infecciosa.
O elinico o'ausencia da diffuso de casos mais
ou menos parecidos nao tem presentemente ele-
. mentos que o lovem a aflirmar a oatologia mor-
biJa.
O que a influenza ? Urna infecgo aguda.
Nao llevemos, porque nao podemos, adiantar
por ora mais do que a resposta cima.
O caso cirurgico da menina de 12 annos de
idade, vista dos progressos da sciencia hp-
dior.-u, mportanlissimo.
A rnenina curar se hia, se o diagnostico exa-
cto pudesse ser feito era tempo. E' praticamen-
i te notavel a resistencia que s vezes o organis-
mo nao desrepito oppe a septicemia. Seria pos
sivel o diaguostico aates da decomposigo p-
trida do pus ?
Pensamos que sim.
Aps a diffaso do p; era licito esperar a
cura ?
Talvez.
Racife, 23 de Abril de 1S90.
i
:~t\
r
t
Advogado
O cidadio Ismael Marques da Silva encarre-
ga se de defesas peranle o ju'y da cidade do
CABO.
MEZ DE MAIO
Liverpool..... Merchant......
Sul.-
Europa...
Eurona.......
New-York.....
Eqitateur
Nertke.....
Potos.....
daranheuse
3
i
i
4
13


.

Dr. Castro Jess.
A commisdSo acadmica, abaixo assignada,
encarregada da raanifestagao ao Ilustrado mes-
tre D-. Albino Meira, convida a todos es alum-
nos dos i, 2o, 3a 4o e 5 annos a comparecerem
no edificio da FaCulJade, 03 tres primeiros ter-
ca feira 29 do corrente, s 11 horas do dia, e os
dous ltimos quarta-feira, 30, a mesma hora,
alira de proceder se a eleigi dos respectivos
oradores para representarem-n os naquella testa.
Almeida Jnior.
Costa Neto. **R
Placido Serrano.
Raymundo Miranda.
Cssiano Lopes.
Ferreira Lima Jnior.
Jo) Honorato.
Alberto Magno.

m




Itendlmentoa publico*
HEZ D ABB1L
Alfandega
Renda geral :
Do dia 1 a 25
dem de 26
634.137*109
30.984M4J
713:12I251
Renda do Estado de Pernarabuco
Do dia 1 a 25
dem de 26
118:6654229
4 446*10J
123 111*332
Somma total 838:232*583
Segunda sccgo da Alfandega dePcTnamWico,
26 de Abril de 1890.
O ItiesoureiroFlorencio Domingues.
O chefe da secgoCicero B. de Mello.
iiecebcdorla do Estado de
- Pcrnasnbuco
Do oa la25 12:793*473
dem de 26 999*985
13.793*458
i co le Uralnage
Do dia 1 a 25
dem ce 2
I3 5IO420
28i*77i
15:796*196
Mercado Municipal de S. Jos
O movimento deste mercado no dia 23 de Abril
foi o segrale :
Entraran! :
33 beis pesando 4,566 kilos.
1039 kilos de peixe a 20 ris 20*780
21 cargas" com farinha a 200 rs. 4*200
6 ditas de fructasJdiVersas a 300 rs. 1*800
33 columnas a 600 rs. 19*800
93 taboleiros a 200 rs, 18*600
5 suinos a 200 rs. 1*000
1 escriptorio a 300 rs. 300
63 compartimentos com farinha a 500
rs. 31*500
29 ditos de comidas a 300 rs. 14*500
98 ditos de legomes e fazendas a
400 rs. 39*200
16 ditos de suinos a 700 rs. 1 l*2oO
9 ditos de fressuras a 600 rs. 5*4' 0
25 ditos de camaroes a 200 rs. 3*000
34 tainos a 2* 6S*000
Rendimento de i a 23 do Crrente
241*180
3:515*300
5:756*580
Pregosdodia:
Carne verde de 240 a 480 ris o lulo.
Suinos de 520 a 50 ris idem.
Carneu-o de 640 a 800 idem.
t arinha de 560 a C40 ris a cuia.
Milho le'500 a 540 ris idem
Fciio de 1* a 1*280 idem.
Tapares a entrar
HEZ DE ABRIL
Ful.......... Elbe.............. 27
Sul........... Mondos..........
Europa....... Colonia..........
sul.......... Alagos..........
Vapores a sahir
UEZ DE ABRIL
Southampton. Elbe.............. 27 as 11 h
Sorte........Afondo*........... 28 as 5h.
pantos eesc. Colonia........... 30 as 3 b.
Norle........ Alagos........... 30 as 5 a.
HovintenCn do porto
.Navios entrada no dia 26
Southamptom e escala. 16 das Vapor
ingles, eTamar, de 1706 toneladas,
commandante C. Rgaud, equipagem 99,
carga varios gneros, a Amorim Irm2os
dC
Rio Grande do Norte, 3 diusHyate na-
cional tGr.quity-2.0, de 45 toneladas,
mestre Joaquim H. da Silveira, equi-
pagem 4, carga varios genens, a Ma-
noel Joaquim Pessoa.
Mossor, 11 dasHyate nacional Apu-
dy, de 60 toneladas, mestre Francisco
A. de Sonsa, equipsgem 5> carga varios
gneros, a Antonio da Silva Campos.
Navios sabidos no mesmo da
Buenos Ayres e escala Vapor inglez
t Tamar, commandante Rigand, carga
varios gneros.
BlticoVapor ingles tLemuria, com-
mandante W. Potinger, carga algodo.
MacauPatacho nacional D. Anna, ca-
pito Antonio Jos de Azevedo Moreira,
em lastro.
Barbados=Lgar ingle Florence, ca-
pitfo Samel Facey, em lastro.
-
BANCO SUL-AMERICAInO
Sede no Rio de Janeiro
Capital de responsabilidade.
Capital realisado.
2O.OO::0OOiJOO0
4.000:000j>000
Transige em saques e remessas e abre crdito sobre as se-
guintes pravas:
Brazil
Sanqueiros e correspondentes
Rio Janeiro. Caixa matriz.
Manos___ Rodrigues Vieira & C.
Para....... Banco do Para.
Maranhao.. Bauco Commercial do MaranhSo.
Cear...... S. R. Cunha &C.
Macelo___ Tiburcio Alves de Carvalho A C.
Bahia..... Bnco Mercantil da Babia.
Campos...
Santos....
S. Paulo..
Campias.
Curytiba...
S. Camarina
R. G. do Sul
Pelotas.....
P. Alegre..
Banco Commercial e II jpolhecario.
Banco de S. Paulo.
Jos Fernandes Loureiro & C.
Trompowiky 4 Helme.
Albino J. da Cunha as C.
Concelgo & C.
Banco da Provincia do R. G.do Sul
Europa

Banqueiros e correopondentes
Londres..........The City Bank. Limiled
Paris eas mais im-j
gPasr daD FranS" Crdt Ly0nai8-
bruxellas........)
Berlim...........P. W Krause & C.
Ham burgo........Joh Berenberg, Gossler & C.
Franckfort e/va... Deutsche Effecten 4 Weck-
Bank.
Lisboa...........'
Porto e diversas
localidades d e
Portugal, i 1 b a s
dos Ayo:e3 e Ma
deira...........
i
) Banco de Portugal.
Recebedinheiro a juros, em couta corrente ou por
letras a prazo fixo
Desconia letras de cambio e da trra, notas promissorias e outros

Adianto dinheiro sobre cauc3o de ttulos c mercadorias e abre contas correntes
com garanta dos mesmos effeitos. b
Faz todas as demais operaces bancarias
38Ra do Commercio38
30


V



te
r
i
J
:
f
'isrio qc Mr ernairiDiicu

..
Matriz da Boa-Vista
Eucarregados do mea de Mato na Matriz
da Boa -Viata, no crrante anno de
1890
Provedora da primeira semana, D. Inercia de
Jess Reg do Barros.
Zeladoras
Baronesa de Campo Verde.
D. Pbilomeoa Candida d'Oliveira Fonseca.
D. Amelia Mathildes Lopes.
D. Mana Malhildes Lopes.
D Oliodina Carnciro da Cunha.
D. Phelippa de Ohvlra Andrade.
D. Rila Cintra.
D. Benemrita do Reg Barro?.
D. Evelina Augusta do Rcgo Barros.
D. Olympia Aira de Mendonga.
D. Mananna Peretli.
D. Anna Maa de Medeiros Reg.
D. Emilia de Mindonca.
O. Raymunda dos Santos Alraeida.
Esposa do Dr. Jos de Miranda Curio.
Esposa do desembargador- Quintino Jos de Mi-
randa. -
Esposa do Sr. Affonso Lucio
D. Margarida Machado Ros.
O. Angela Bandeira.
D. Isabel Santiago.
Procuradora da segunda semana, D. Adelaide
Figueiredo.
Zeladoras
. Maria das Mercs Bezerra de Menezes.
Baroneza de Souza Leo.
Barooeza da Soledade.
D. Maria das Merc* Pootual.
. Maria Pacheco.
Esposa do Dr. Joaquim da Costa Ribeiro.
Esposa do Sr. Julio Cesar Paes Barreta.
D. Prxedes de Souza Pitanga.
D. Constaoca Dantas.
O. Remetera de Carvalbo e irms.
Esposa do Dr. Joao de O iveira.
Esposa do Sr. Gaciliano Martios.
O. Maria Emilia Soares Vianna.
B. Maria Anglica Lacerda de Menezes.
D. Maria Eugenia do Carmo Figuiredo.
D. Pbilomeoa, esposa do Sr. Lemos.
0. Olinina Franco de S.
^Procuradora da terceira senjana, D. Lenidas
Ferreira Coelho.
Zeladoras
t. Flora Gongalves Lima.
O. Francisca Millct.
t. Adelaide Bastos.
D. Carolina Moreira.
t. Mara Cleineotina M. Portella.
O Francisca Viei'.a de Souza.
t. Zulmira Bastos Mootciro.
O. Josephiua Adelaide uas Neves.
!). Emilia Pcssoa Baplista.
D. Francelina Brazilina Basto?.
D. BellarminaCynlla Fernandes.
D. Obdulioa Manaya.
Ksposa do Sr. Alfredo Lopes.
O. Olivia, tiiba do Sr. Jo.- Caelano.
. Francisca Meirelles Bastos.
D. Amelia Morisson Marinho de Souza.
1). Maria do Carmo Paes Lacerda.
Esposa do Sr. Odiloo Duarle.
Esposa do Sr. Jos da Costa e Silva.
Esposa do Dr. Ciin; de Lima.
Procuradora da 4' semana
D. Argen'.ina Araripe da Silva.
Zeladoras
O. Laura Salazar da Veiga Pessoa.
. Amelia Ucba Cavalcante.
D. Mar a da < oaceigao Ucba Cavalcante
D. Anna do Reg Medeiros.
Esposa do Dr. Maooel Gomes de Mattos.
D. Hrmelinaa Coelbo de Monea.
D. Anna Correia de Araojo.
D. Rosa da Silva Reg.
D. Olvmpia Mullet.
D. Rita Ucha Comea de Mattos.
D. Thereza Leal.
D. Ricarda Paiva.
1). Emilia Barros Gaimaraes.
D. Amelia Galvo.
Esposa do Sr. Joo Raposo.
Esposa do Sr. Antonio de Almeida Pernambu:o.
D. Cecilia Amelia da Cuoha.
D. Maria Thom Cardse de Castro.
Tbesoureiro
D. Ma.ia Campello.
Encarregadas da festa
D. Lenidas Ferreira Coelba.
D. Maria Maia.
Esposa do Sr. Francisco Graca.
Promotores da festa
Demetrio Accacio de Souza Basto.
Major Jeronymo Emiliana de Miranda Castro.
Dr. Manoel Barbosa de Araujo.
Dr. Carlos Alberto de Menezes.
Manoel Jos Soares de Avellar.
Joaquina (Hiato Bastos.
Antonio Gomes d Mattos.
Francisco Olympio Seraphim da Silva.
Jos Carlos de Souza Lobo.
Jolio Cesar Paes Barreno.
Prograwioa da festa do patriar
cha H. los da Agona, erecto
no convento do Carmo desta
eldade.
A mesa regedora da irmandade de S. Joto da
Agona erecta no convento do Carmo tendo de
fazer a sua festa no dia 27 do correte, a qual
coastar de vesperas e dia; no dia 26 ao meio
dia sero soltadas diversas girndolas de fogue-
tes, tocan io nessa occasiio a msica do 2. ba
lalho de infantera; no dia 27 s 5 boras da
maoh ser rosada urna misa em teaga dos
devotos que concorreram para dita festividade.
locando nessa occasiao a mesma banda e mu-
sica.
A's 10 horas entrar a missa solemne, sendo a
orebestra confiada ao insigne maes.ro, nosso ir
nao Lydio de Olivcira. que far executara missa
denominada Nossa Seubora da Soledade, do
maestro J. B. Rabetti e o Credo do maestro Cas-
sessa ; s 4 horas da larde sahir a solemne pro-
cisso, orando no Evangelho e no Te-Detm o
Rvarn. Frei Augusto da Immaculada Conceigo
Alves ; antes do sermao ser executada a ouver-
tura de Nossa Senbora da Victoria.
Itinerario da procisso : Pateo do Carmo, Cam
oda, ra das Flores, ra do Sol, ra Nova, Trin-
cheira, Estreita do Rosario. Larga do Rosario,
Pateo do Paraizo, ra 8. Francisco. Imperador,
Becco do Ouvidor. ra das Cruzes, Djque de Ca-
xias, Bangel, Pateo da Penha, roa da Pentn. ra
do Livramento. Direita, travessa e paleo de S. Pe-
dro, Hartas o Paleo do Carmo, a recolher.
Pa segunda feira. s 7 noras e no referido con-
vento e a convite da refeiida irmandade, ser
cantada urna misa ao Senbor Bom Jess dos
Passos.
Recife, 2j de Abril de 1890.
O secretario,
Manoel Francisco dos Sanios e Silva.
Rhum St. Esprit
Precisa se de agentes para vinhos e
aguardentes.
E. Parenteau ain & Louis Langrelat.
Brdeos.

Paranagn
O honrado cidado Sr. Joaquim Soares
Gomes, vice-consul de Portugal e Ingla-
terra, em Paranagu, tratando da cura de
urna bronchite ds mau carcter, em sua
esposa, diz o seguinte:
... Miaba naulher acha-se perfeitamen-
te restablecida de sua grave enfernaidade,
com o uso de quatro vidros do Peitoral de
Cambar, tendo antes experimentado, seraa-
pre intilmente, talvez cincoenta remedios
diversos.
Joaquim Soares Oomet.
(A firma est reconhecida.)
Culto Evanglico
Ha culto publico com leitura e explica-
c2o do Evangelho, todos os Domingos s
11 horas da naanhS e s 7 horas da noite,
e as quintas feitas s 7 horaa da noite,
na roa do Imperador n. 71, 1." andar. A
entrada franca.
Aula publica
ENSIO PRIMARIO E SECUNDARIO
SEXO lltSdMM)
Ra da Penba n. 23, 2' andar
O professor publico Landelino Cmara tem sua
aula aberta ra cima, onde pode ser procu
rado. Lecciona particularmente portuguez, fran-
cez e antnmetica.
Prestase nas.haras vagas do encino a escri
plurar livros commerciaes por partidas dobradas
esimples.
Advogado
O Dr. Gomes Prente mudou seo escriptorio
para o pateo do collegio n. 77.
O bacharel
Moreira Alves, tabelliSo de notas.
18Ra do Imperador 18
Curativo de Seigel produz um effeito m-
gico em esta elasse de padecimentos dando
um allivio quasi mmediato. O Medica-
mento vende-se por todos os Pharmaceu-
ticos e Boticarios do mundo inteiro, e pe-
los Proprietarios, A, J. White (Limited)
17, Farringdon Road Londres E. C. In-
glaterra. J
Depositarios napa-ovincia de Pernanaba-
co por atacado : Francisco M. da Silva & C.
na cidade de Pernambuco.
Vendedores retalho, na cidade de
P vnambuco, Bartholomeu C, J. O. Levy
L O. A. M. Vcraa & C. Rouquayrol Fr;
res, Faria Sobrinho C. e T. S. Silva;
em Palmares, A. C. de Aguiar; e em S.
Jofio da Igreja Nova, J. A. da Costa e
Silva. ?*!
DECLARARES
de
commen-
Lacerda,
Sociedade
Auxiliadora da Agricultura
Pernambuco
Assembla geral
(2.* convocaco)
De ordem do respectivo presidente,
dador Francisco do llego Barros de
ticam convidados lodos os membras effectivos
desta sociedade para, constituidos em assembla
geral na sede social, no dia sexta feira 2 de
Maio prximo vindouro, pro:ederem a eleico
dos membros do consclbc administrativo e raais
fuoccionarios electivos.
Sendo esta coavocaga motivada pelo tacto de
nao ter comparecido no dia 28 de Marco o nu-
mero de socios exigido pelo art. 29 dos (jtala-
tos da sociedade, constituir se ba a assembla
geral nesta segunda reunan com a presenea da
terca parte dos socios effectivos, como manda o
art. 54.
Reclft, 25 de Abril de 1890.
Ignacio de Barros Brrelo,
Secretario geral.
Associacao
Commercial e Agrcola de Pernambuco
De ordem da directora, coavido os senhores
socios para a assembla "geral que deve ter lp>.
gar no dia 28 do correte, s 10 horas da manha,
na sala das sessOes desta associagao, aflm de
oovirem a leitura do relatorio, parecer da com-
missn fiscal e elegerem a nova directora, con
forme preceita o art. 29 dos nossos estatute s.
B. Pontnal,
2- secretario.
RestaurantPortu cuez
O prlmelro em Pernambuco
2123BA DA8 LABANGEIRAS 2123
COSINHAS
BraBileira, Portuguesa e Francesa
Proprietarios: -Otarles Rozier & C.
QUE
ENFERMIDADE E' ESTA QUE
NOS ACOMMETTE?
Como o ladro que nos ataca noite,
Convidara se as familias e o publico em e][a acommette-nos s oceultas. Os affigi-
geral a atsistirem.
< Examinae as escripturas, pois julgaes
ter nellas a vida eterna; e ellas mesmas
s2o as que dSo testemuuho de miin
Evan.de JoSo, cap. 5." ver. 39.)
Os mdicosdo mundo inteiro re
jommendam o Crme Simn contra todas
as affeccSes ligeiras da pelle.
A sua acolo de um effeito maravilhoso
contra os ardores do so), as mordeduras
do vento ou as mordeduras de mosquitos.
Dcscoutiar se das falsificacoes.
Exigir a marca da fabrica de J. Simn,
ru de Provence, 36, Paria.
Vende-se em todas as pharmacias, dro-
garas, perfuman as e mercearias
isolina e Silvlna
Eis o que atiesta um conhecido mora-
dor de Pelotas com referencia a dous ca-
sos de asthma :
c Attesto que as minhas filhas Isolina e
Silvina soffriam, ha mais de tres annos,
horrivelmente de asthma, qns lhes vinha
por accessoa amiud dos e t8o fortes, que
en julguei em muitos d'elles, ter se appro-
xfcado o termo fatal de suas pobrejs exis-
ten ;ias. Depois, porm, que usarara do
Peitoral de 'Jambar, preparacSodo Sr. J.
Alvares de Souza Soares, s Silvina foi
aacada, ha quinze dias, de um novo ac-
esso, que cedeu promptamente ao mesmo
peitoral.
< Miguel Antonio dos Santos. >
(A firma est reconhecida.)
Joaquim Gon dos Santos
Para tranquillisar a urna pessoa da
Baha, que deseja ter noticias exactas do
idadao Joaquim Goncalves gdos Santos,
vindo daquelle para este Estado, ha pone
tempo, pede se a esse cidadao que venha
ao escriptorio do Diario de Pernambuco,
2. andar do predio n. 42 da roa Duque
de Caxias, entre meio dia e 5 hora da
tarde, que achara quena deseja ter Dar
transmittir noticias exactas de sua pessoa.
i
dos desta doenca tm
lados e, algumas
dores de peito, de
de costas. Nao
vezes_
3uerem fallar, e sentem necessidade de
ormir. Percebe-se na boca um sabor d's-
gradavel principalmente pela manha. Os
dentcs cobrem-se de urna especie de ma-
teria viscosa; e o appetite desaparece. O
paciente sent cmo que um grande peso
no estomago, e, s vezes, urna censaeao
de vazio no mesmo orgao. Na boca do
estomago ha nauita fraqueza; e a nutr cao
nSoproduz satisfacao alguma Os olhos
empanam-sc ; e as mos e os ps esfriam,
e tornam-se viscosos. Algum tempo depois
principia urna tosse, secca no comeo e,
em seguida com urna expectoracSo esver-
dinhada. O doente queixa-se de um can-
caco interminavel, c, quando pnoenra dor-
mir um pouco, nenhum allivio sntT Logo
depois, o enfermo torna-se nervoso e iras-
civel, e o sen espirito nao v senlo tristes
presagios. Elle sentc vertigens urna es-
pecie de tontura na cabeca quando se le
vanta sbitamente. Ha prisSo de ventre
a pelle torna-se secca e quente alternati-
vamente ; o sangue acha-se espesso e iner-
te ; a cor do branco dos olhos e amarelien-
ta: e a urioa quasi nenhuma e muito
corada, deixando um deposito no vaso. O
afHigido muitas vezes -abrigado a vomi-
tar os alimentos que toma, c estesvomitos
deixam-llae na boca um gosto urnas vezes
amargo e outras vezes adocicado. Este
estado de coisas frequentemenle seguido
de palpitacSes do coraSo. Enfraquece a
vista do doente, e elle parece ver nodoas
diante dos olhos, sentindo um grande can-
caco e debilidade. Estes symptomas ap-
parecem cada um por bu vez. Dizem
que o terco da nossa populacSo soffre da-
quella enfermidade sob alguma das suas
formas. Indubi avelmente, os mdicos sem-
pre s'enganaram sobre a natureza da cita-
da molestia. Alguns trataram-n-a como
affecsao do figado ; e outros como doensa
dos rins; mas nenhum tratamento conse-
guio cural-a, porque o remedio devia sej
susceptivel de obrar hannoniosamente so-
bre cada um daquelles orglos, e tambera
sobre o estomago. Nos casos de Dys-
pepsia (sendo este o verdadeiro nome da
enfermidade) todos os citados orgaos desor-
denara-ge ao mesmo tempo, e procisam do
urna medicina que possa obrar sobre to-
dos elles simultneamente. O Xarope
CDULAS
DO
Banco Nacional
Troca-se, pagando bom premio, cedolas da
emisso pagavel em orjro, do Banco Nacional :
no armazem n. 4, ra do Commercio.
Primeira praga
* Editalnumero 36
Pela inspectora dUfa Alfandega se faz publi-
co que s 11 boras do dia 28 do correte mes,
serao vendidos porta desta reparti^ao. dous
botes usados, um de n. 81 e outro sem numera,
e 32 camisas decnella de algodao, appreben
didos pelo auxilio do guarda Joaquim. Nepomu-
ceno de Siqueira, no da 17 de Fevereiro do cor-
rente anao, quando se achava em gurniedo a
bordo do vapor ailemao Hamburgo.
3. seceao da Alfandega de Pernambuco, 23 de
Abril rie 1890. Servindo de ebefe da seceo,
M. A. Rodrigues de Amorn.
Companhia Usina Pinto
De accordo com o que preceita o arl. 15 dos
estatutos, sao convidados os senhores accionis-
tas para a reuniSo de a sembla geral ordina-
ria, que de.era iffectuar se no dia 12 de Maio
prximo viadouro, na sede da compannia, ra
do Imperador n. 83, s 12 horas do dia, atina de
serem apresentad03 o rclatoiio, balaogo, contas
e parecer fiscal do anno social lindo em 31 de
Margo prximo passado, e bem assim elfger-se
a commissao fiscal, de conformidade com o art.
U do decreto n. 65 de 17 de-Jantiro de 1890.
Recife, 27 de Abril de 1890.
A. de Souza Pinto,
Secretario.
Contraria
do SenhorBom Jess da Via
Sacra da igreja da Santa
Cruz
MEZA GERAL DE ELEICO
A mesa regedora desta confraria conviia a
todos os seus carissimos irmos para compare-
cercm em o consistorio da mesroa igreja, no dia
30 do corrente mez, pelas 6 horas da tarde, afim
de reunidos em numero legal, como determina
o art. 40 do compromisso que nos rege, proce-
der se eleigao da nova mesa regedora que tem
Lee dirigir a nossa confraria no futuro anuo com
promissal de 1890 a 1891, de conformidade com
os arts. 24 31 do mesmo compromisso.'
Consistorio da confraria do Senhor Bom Jess
da Via Sacra, 26 de Abril de 1890.
0 escrivo interino,
M. D. da Silva.
NOVO E
O
o
STCKNEY E DONOYAN


m
^

A's 8 e 12 horas da noite no largo do
THEATRO SANTA ISABEL
OS MELHORES E MAIS CELEBRES ARTISTAS DO MUNDO
9 bellas e svmpalliicas di* as americanas
o
CP
o
CP
:- 1
VENHAM POIS
AOXOTO K CHANDE CIRCO VMEIUCAXO
DE ;1.
STIGKHET A DOHOYJLS 0
Para presenciar espectculos- de primeira ordem

Dia
A REALISAR SE NO
27 xk Abril de 1890
Noaei
a
e
i
relio*
Satura
1M.

i
Cor da ei-
mrnlB
Proprlelarlo
1 Pareo-Cooieo-800 metrosAnimaes de Pernambuco que nao tenham ganho em
maior dUta'ncia nestes 4 mezes nos prados do Becife. Premios: 200* ao Io,
40* ao e 20i ao 3.
Talisphcr....
Doblin......
Pombo Preto.
Fox.........
Bonaparte...
Ja-parte.....
Maurity......
Piulan.......
Marangnape.
Hcrisonte....
Gerfaut......
Malange.....


Cas tan lio
*

Castanbo ..


Zaino......
*
57
57
57
55
55
55
55.
55
55
55
55
35
Branco e encarnado.
Verde e amarello.....
Branco e preto......
V. e branc. em listras.
Encarnado c branco.
Encarnado e branco.
Preto br. e encarnado.
Azule rosa...........
Encarnado e branco.-
Verde c rosa........
Encarnado eazul...
Jos N. da Silva.
Henriqne Gibson.
Condelaria Victoria.
Coud. Esterlina.
Joaquim L. da Silveira.
Jos L. Souza Filho.
Francisco H. do Valle.
Coud. Xerundio-
Benlo B. da F. Filho
Jos B. da Costa.
Coud. Independeote.
Albino Jos Maia.
2 o PareoPrado da Estancia1.609 metrosAnimaes uacionaes at meio sangue
mos : 31)0*000 ao 1., 60*000 ao 2." e 30*000 ao 3-
Pre-
em todos os seus ramos
Ao Circo! Ao Circo J
Admiren, os grandes e bellos artistas americanos
PRECOS j
Camarotes com 4 assentos......105OC0
Cadeiras .......20000
Plateas..........Ii5000 i
Sempre que houver espectculo liaver trena "ate Apipucos. e bonds.
para todas as linhas e espeoial para Olinda >
Os bilhetes serSo encontrados venda durante o dia em casa do cidadSo l
Francisco Xavier Ferreira, ra Io de Margo n. 41, noite no Circo. (
AO CIRCO AO CIRCO !
Vejam o .celecto e nove programma.
Atila......
Galilo ....
Fluminense.
Minerva----
Tordilho
Alazo..
Douradilha..
S. Paulo... 54
57
> 55
- 53
Azul.brancoeencar.. Ctud. Venturosa
Preto e ouro.
Ouro c preto.
Azul c ouro.
Coud. Fratemidade.
Joaquim da Bccha.
Coud. Cruseiro.
3.'
oareoProperldade-850 metros.- Animaes de Pemambuco que nao tnliam ganho
em distancia superior a 900 metros no Derby, em 1890. Premios: 200*000 ao l',
40* ao 2 c 20*000 a 3fc
Villige....
Tupy.....
Phariseu.
Cacby
Melado...
Baio.....
Castanho
55
a 57
57
57
Azul e encarnado
Encarnado e branco..
Preto ene. e ouro
Azul e encarnado
Antonio F. da Costa.
Francisco C. Besende
Eduardo F. do Paiva.
Alfredo Marques.
4 PareoBalado de Pernambuco 900 metrosAnimaes pungas.
ao !.. 40* ao 2. e 20*000 ao 3.'.
Premios: 200*
Pindaro.....1 lAlato.....
Faceira.....\ |Bodada....
Bertoleza i IZaina......,
Ttmplar.....1 |Bodado.....
Pern.
55
55
53
57
A. branco e encarnado
Lyno e ouro.........
Preto e ouro..........
Azul egrenat........
Coud. Venturosa.
Joaquim S. C. Cunba.
Coud. Fratemidade.
Carvalbo & Pereira.
o.'
Pareo-lnteraaeonal-l.eOO metros-Eguas estrangeiras'e cavallos estrangeiros que
nao tenham ganho nestes cinco mezes nos prados de Recife. Premios : *w*uw
ao 1., 80* ao 2. e 40* ao 3o.
I! Zngara..
2 Alfrcd ...
3! ladiator.
4 Dondon..
Castanha
Alazfio.
Preta..
Inglaterra. 54
* 5
54
49
Grenat e preto....
Branco...........
Grenat e preto....
Escarale e curo.
Coudelaria Temeraria.
H. J. Permann.
Coudelaria Temeraria.
Coud. Allian^a.
0."
Pareo -Experienela-1.000 metros.Animaes de Pernambuco que nSo tenham ga-
nbo em distancia superior a 800 metros nos prados do Recife em 1890. PremiOB :
200* ao !, 40* ao 2* e 20* ao 3.
liMaurity......
2 Maranguape.
3 Cupido......
4:Transclave...
51 Bonaparte...
6|Esculapio
7 Vivaz.......
8IPetit-maitre.
Castanho.
Alazo----
Busso-----
Modado .
Rus. pedrez.
Castanho
Rodado .....
5J
a 53
m 55
55
55
i 55
55
55
Encarnado e branco..
Azul e rosa........
Encarnado e preto ...
Branco e encarnado..
Encarnado e branco..
Lyno e ouro........
Azul e grenat........
Ouro e verde........
F. H. do Valle.
Bento B. da F. Filho
Salvador Pttgro.
JosN da Silva.
Joaquim L. Silveira.
Coudelaria S. Jorge.
Frankhn R. Ramos.
Lemos Duarte. -
7.'
Pareo -Animacao-OCO cietros-Animaes de Pernambuco que nSo tenham ganho em
maior distancia em 1890. Premios : 200* ao !>, 40* aore 20* ao 3.
Tupy.......
Village......
Phariseu
Cauby.....
Baio........
Mellado......
Castanho
58
89
57
a 59
Encarnado e branco...
Azul e encarnado
Preto ene. e oaro.....
Azul e encarnado
Francisco C. Rezende.
Antonio F. da Cota-..
Eduardo l'.,H%'Pf(;j
Alfredo Maques.
*
*
tarde.
OBS3S3a-VJV.gCl33S
Os animaes inscriptos para o Io pareo devem achar-se no ensilhainenlo s
9 Ii2 horas da manha. -. -
Os forfaits e iero recebidos at eabbado 26 do corrente, as 3 horas da
desta corrida encerrar-se-ha sabbado, 26 de Abril de 1890
O SECRETARIO,
Manoel Medeiros.

s 3
O expediente
horas da tarde.
Instituto Benelicente dos OBciaes
da Cnerda Nacional
De ordem do cidado presidente da asembla
geral, convido a todos os socos para compare-
cerem na terca-feira 29 do^corrente, s 6 horas
da tarde, afim de tratar-se de negocios urgentes
do referido Instituto, sendo que funecionar a
sesso da assembla geral com o numero que
comparecer.
Recife, 26 de Abril de 1890.
O 1." secrelario,
Joaquim de Medeiros Raposo.
Arsenal de Mariana
lascrlpfo para concurso
De ordem do cidado capitao lente Frederi
co Guilberme de Souza Serrano, inspector deste
Arsenal, faro publico que acha-se aberta nesta
repurlico, durante o improrogavel praso de 15
dias, a contar da data deste edital, a iuscripcio
dos candidatos ao concurso para o provimento
effectivo dos cargos de amanuenses da secretaria
desta inspeceo e de escreventes das directoras
de construccao naval e de machinas deste Arse
nal de Mariana, de accordo com o disposto no
art. 64 do regulameoto que baixou com o decreto
n. 5.622 de 2 de Maio de 1874.
As materias exigidas para o concurso serao as
meaiionads nosli Io, 2, 3 e 5 do art. 30 do
decreto n. 4.174 de 6 de Maio de 1868, que sao
as seguintes:
Io Leitura e analyse grammatical escripia
de trechos em portuguez.
8 2o Orthographia.
s 3o Verso das lioguas ingleza e franceza.
5o Exercicio de composicSo e eslylo dos
actog officiaes.
Secretarla da inspeccSo do Arsenal de Man-
nha de Pernambuco, 2J de Abril de 1890.
O secretario
Antooio da Silva Azevsdo.
Sociedade Refinaria e Diti-
o de Pernambuco
la^a
Sao convidados os sen liares accionistas a rea-
lisarem at o dia 30 do corrente mez a 5.' e 6.
entradas de 10 0/J equivalente a 40* por c;da
acgo, relativo a duas prestagOes, por ter che
gado todo material da fabnc conforme os arts.
8 e 9. dos estatutos, no esciiptorio do Exm.
Sr. thesoureiro Baro de Pelrolina, entrada pela
ra do Torres n. 48,1- andar.
Recife, 15 de Abril de 1830.
O presidente,
Joo Fernandes Lopes.
Venerav-el
irmandade do Senhor Bom Jesns dos
Passos
Convido pelo presente todos os no;sos caros
irmos a xomparecerem na matriz do Corpo
Santo, domingo 27 do corrente, pelas 3 boras
da tarde, para encorpo -ados, acompanharmos a
procisso de S. Jos d'Agonia, do convento de
S. S". doCarmO, para a qual foraos convidados.
Recife, 24 de Abril de 1890
O escrivo,
Odorico da Cmara.
Gabinete Portuguez
de Leitura
Nao tenda-se reunido no dia 21 do corrente o
cenaelbo deliberativo por falla de numeio, no-
vamenle convocado para segunda feira 20 do
correnle, s 6 1/2 boras da tarde, na sede do
Gabinete, afim de tomar conhicimento do rea
.torio Ha directora. r
"., RedHfc,; 2S-.de- Abril/.de 1SS0.
Joao.fBaMendes,
f *- Presidente.' ;. -
tfr;
Vnrvel '. ,
orden* 3. de TV. do carmo do ..,
Recife % ".*; .
Conivido.'de ordem do carsfimo irmo prior,
a todos os carissimo3 irmos a cotnprecerem
em'ndssa igreja no dia 27, do corj^ott meZf.pt las
3 1/2 bors da tarde) atiqrde* acoropafibrmas a
procisso'de S.'Ios d'Agonia que sahir do res-
pectivo convento. Rara a^ual t|ve.rnps convite.-
Screla'riada veneravel ordem 3." de N S. do
Carmi do Recifef 24 de Abril de |890.-
O secietano,
Joo G. doi Santos Juai.r.
2
28*750
24*150
48*000
28*750
35*650
42*550
28*750
46*000
281750
37*375
69*000
251875
39*100
28*750
51*750
28*750
51*750
51*750
de Fa-
Alfandega de Pernambuco
IMPOSTO PREDIAL"'
Segundo o decreto n. 9766 de 14 de Julho de
1887 previne se aos con tribuintes que at o dia
30 do corrente se proceder nesta reprtigao a
oobranca bocea do cofre do Io semestre do
imposto predial relativo ao exercicio corrente de
1890, passando impreterivelmente a ser feita
depois desse prazo.com a multa de 10 %-
5 de Abril de 1890> v
Bara&M Souza Leo.
Por esta seceo se fa* publico, que tica
marcado o prazo de oito dias, eontado^d^gj^
da presente declaraco, para os deveuTeS do
imposto de industrias e profissOes, relativo ao
exercicio de 1890, virem pagar os. seus "dbitos
amigavelmente; certos de qne se o nao fizerem,
sero as respectivas certides enviadas ao juizo
dos feilos para a cobranza executiva
Reiago :
Dr. Affonso Arlhur Cjsneiro de Alba
querqne
Alcides & C.
Ai ton i o Barbosa da Fonseca
Dr. Antonio de Lellis e Souza Pontes
Carvalho & C.
Cardoso a C.
EJuardo Coelho Lemos
loaquim Ferreirajde Barros
Jeronymo Joaquim da Silva
Jos Gongalves de Barros
Manoel Campos Jnior
Marcellino M. da Cruz
Maooel Dias Santos
Oliveira Castro 4 C.
Rodolpbo & C.
Dr. Rodolpbo de Paula Lopes
Souza Miranda & C.
Viuva Adolpho Marques da Silva
SeccJo do contencioso da Tbesouraria
zenda de Pernambuco, 27 de Abrii de 1890.
O 1- escripturaiio,
Jos Gomes da Silva.
Colonia Orphaologica Santa
Isabel
De ordem da directora
desta colonia, previne-se s
mais ou tutores dos menores
despachados para srm re-
colhidos n este instituto, de
nao os apresentar senao
quando forem chamados por
annuncio publicado nesta
mesma folha. .
Colonia Orphaologica
Santa Isabel, 15 de Marqo
de 1890.
O secretario,
Francisco das C. C. Campos.
SANTA CASA
CASAS PARA AJLtTSAat.
Restauraco casa terrea n. 25
Bom Jess n. 29, loja -
d*m idem dem. .1." andar/ :
dem iiemn. 13. i'. a.ndar
dem do Amorira n. 23> idem
'dem idem idem, 2*,andar.
dem idem n. 64 armazem
dem do.Vigano n. 25.1." andar
dem idem idem i," andar '
,dem idem n. 27, Iota < -
Bispb Sardioha nU Io, andar v
Idem idem n. 3. 2 andaresn1 toja, ,
D.,Maria Cesaf n. 118'terrea..
Idm n. 16, terreo ,
C'ompanha Pernambucaa'5.,30, loja
Madre de Deus n. 2, arma'zem-.
-Burgos n; 21, terrea
Imperfal n. 153, loja.
Quadro da Detenco n. 2, terrea.
dem n. 2, idem.
15*000
13*080
16*660
16*660
15*000
-160C0
" 25*000
25*000
204000
' 15* oro
16*660
33*330
1*000
,20*000
15*000
. 12*500
14*000
10*000
8*000
6*000
-.
, ..
*' :
k^-r^
%
L^&d^
. r-. I
l


f
r

de Beaettleto. ereeU eMTeato
< rM(l* frelco o E
Uio le rer*il
Deortem da mesa redora fcc sciente toe
dignos lrm&os desta corporecio que compare
am do domingo t" do correte mei, em nowo
consistorio, 6 J l/* oorM da tarde., afim de no*
eocorporar para acornpannarmos a procissao do
Pitriarcba Jos d'Agonia, que sahira do con
rento do Carmo.
l Recife, 26 de Abril de 1890.
Bibiano do Monte,
Secretario.

HARITinu^
Companhie de Messageries
Maritimes
LINHA MENSAL
O paquete Equteur
Comandante Moreau
E' esperado dos portos do
sul no da 3 de Maio
seguindo depois dademo
ra de cos'ume para Bor-
deaux, tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes qne ha logares reservados para esto
agencia, qne podem tomar em qualquer tempo
Tai-se batimento de 15 OjO em favor das fa-
milias compostas de 4 pessoas ao menos e qne
pagarem 4 passagens inteiras.
Por excepco, os criados de familias qne to-
maran bilhetes de proa, goiam tambem deste
aba tmente.
Os vales postaes so se dao at o dia 1 de Maio
cp pagos de contado.
Para carga, passagens, encommendas
nheiro a frete : trata-e com o AGENTE.
O paquete Nerthe
Commandante Lecointre
E' esperado da Europa ni
dia 4 de Maio e segu
i r depois da demora ae-
' cessana para
BaMa, Rio de Janeiro, Buenos-Ayres e
Montevideo
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas ai
classes qne ha lugares reservados para esto
agencia, que podem tomar em quatquer tempo
Prevme-se aos Srs. recebedores de mercado
as que s se attendera a reclamaces por fal-
tas, nos volumes, que forem reconhecidas na
oxasio da descarga, assim como deverao den
Ir o de 48 horas a contar do dia da descarga da>
a'.varengas, fazerem qualquer reclamac&o con
gementes a volumes que porventura tenham se
cuido para os portos do sul, afim de poder-se
Jar a tempo as providencias necessanas.
e di-
tes paquete
las elctrica.
ao .iluminado a
Para carga, passagens, encommendas e di
heiro a frete: trata-se com o
AGENTE
Auguste Labille
9 Ba do Commercio 9
Pacific Steam Navigation
Compaixy
STRAITSOFMAGELLAN LDE
O paquete Potosi
.ISIS K
____-m
Espera-s da Europa at o dia
,4 de Maio e seguir de
.pois da demora do costme para
"Valparaso com escala por
Babia, Rio de Janeiro e Montevideo
Para carga, passageiros, encommendas e di
oheiro a freve: trata-se com os
AGENTES
Wilson, Sons k C, Limited
14RA DO COMMERCIO14
Royal Mail Steam Packe
Company
O vapor Elbe
y.
E' esperado do sul no dia 27 de Abril
segumdo depois da demor neces-
aria para
Lisboa, Vlgo, e ttonthamptoD
Reduelo de passagens
Ida Ida e volti
k' Lisboa 1 classe SO 30
A'Southamptoni'classe 4 28 42
Camarotes reservados para os passageiros dt
Pernambuco.
Para passagens fretes, encommendas. rata-s
com os
AGENTES?
A morir 11 lrmos & C
N.3Ra do Bon JessN. 3
coHPAXHiA wwSSSSSSST
DE
Varegaco costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Tamandare Rio Formse
O vapor S.Francisco
Commandante Pereira
^Sm^v Segu no dia 28 de Abril s
Bffiz'huras da maoh. Recebe carga at
SCRDPTORIO
Ao caes da Companhia Pemambucana
12
DE
XaTefacio a Tapar
Lnh quinaenal entre o Havre, Lisboa,
Pernambuco, Babia, Bio de Janeiro *
Santo.
O valor Colonia
Commandante Brant *
E' esperado da Europa at o dia
29 e Abril seguind o depois
dispensa vel demora para
Kio de Janeiro e Santos
.loga-se aos Srs. importadores de carga peto
vapores desta linha, queiram apresentar dentn
le 6 das a contar do da descarga das al varengaf
(ualquer reclamaco conteniente a volumes qu-
wrreutura tenham seguido para os portos di
ul afun de se podei dar a tempo as pro vi
lencias necessanas.
Sxpirado o reierido prazo a companhia nao
esponsanilisa por extravos.
Para carga, passagens, encommendas e di
4-eiro a frete: trata-se com o
AGENTE
Aligaste Labille
9RA DO COMMERCIO-9
Companhia Brasileira de
Navegacao Vapor
PORTOS DO NORTE ,
O vapor Alagoas
Commandante Joo Mara Pessoa
E' esperado dos portos do sul
at i dia 30 de Abril e se-
guindo depois da demora indis-
eosavel pare ot portos donor-
ate auuouB.
is encommendas s serao recebidas na agen
i i at 1 hora da tarde do dia da sahida.
Para carga, encommendas, passagens e valo
es trata-se com os
AGENTES
Pereira Carneiro & C.
6=Rua do Commercio=6
1 andar
Sricfiateau. con-u! da Italia, lendo
de faser ama viagem Europa com sua familia
fas leilao por inlervencao do agente Pinto dos
movis e mais objectos existentes em casa de
sua residencia, roa do Bemflca n. 17 A.
Os concurrentes que tocnarem o bood da linba
da Magdalena das 10 e 6 minutos, terao passa-
gens gratis.
O leilao principiar
As 10 li2 horas
Leilo
LEILOES
S-gunda feira i8, s 11 horas na porta da
Alfaodega, de differentes volumes abandonados
pelos iiindios de ronformidade com o edital n.
23 de 27 de Margo.
Ao meio dia na Guarda Mora de 2 botes e 32
camisas de flaoella, edital a. 36 de 23 de Abril.
Meia hora depois de meio dia no armazem
do LivrameDto junto a Guard Mora de 56 bar-
ris com vinho tinto servindo de base a offerta
obtida.
Terca feira 29, de movis e mais objectos
da casa em qoe residi oSr. C nde de Brichan-
teau, na Magdalena.
Leilo
l'm <-ontinua<-o
Da artnacao, 1 cofre prova lie fogo, orna bom-
ba nova, loueas finas e ordinarias, serpentinas,
redomas, lustres para velas, telbas de vidro, cha-
mines e muitos ootros objectos de louca e vidro
ao correr do martello para acabar.
Segunda-feira de Abril
A's 10 1/2 horas
Brito
gente
Ra da Imperatriz
Leilo
n.
13
De mobilias de janeo e mogno, espeiho
oval, quadros, objectos de metal, bucas
e vidros.
tuarta-feira. SO de correte
A's 11 horas
No 1." andar do sobrado ra do Imperador
0.4*
CONSTANDO
De 1 mobilia de junco a medalho com 12 cu-
deiras de goarnico. 2 ditas de bracos. 2 ditas
de balanco, 1 sof, 2 consolos, 1 jardineira, 2
descansos para ps, 1 espeiho oval, 4 quadros
com moldura dourada. 4 etageres, 3 pares de
jarros, 2 escarradeiras, 4 tapetes para portas, 2
candieiros para kerosene, 4 casticaes com lan -
ternas, 1 cama franceza de Jacaranda, i guarda-
vestido de amarello, (obra de gosto) 1 toillete
com pedra, 1 commoda de mogno, 1 cama de
dito, 1 berco de faia, 1 lavatorio de amarello
com jarro e baca, 1 cablde de ferro de columna
1 banca rom gaveta, 1 mobilia de mogno com-
pleta com tampo de pedra, 1 guarda louca, 1
mesa elstica com 4 taboas, 2 aparadores tor-
neados, 12 cadeiras de junco, 1 quartinbeira, 1
relogio de parede, 1 cadeira e carro pera enanca
1 mesa redonda, 4 qoadros, 1 marquezao. 1/2
cemuioda de amarello, 2 espelhos pequeos, 2
cabides de parede, 1 importante machina para
rolhar, loucas para almoco e jantar, copos gar-
rafas, clices, lalheres, eolneres, bandejas, 8 ba-
cas de louga pioladas, 21 tijellas, 10 buhes, 8
latas com bolachinhas. 48 garrafas com vinho do
Porto Uno, e amitos outros objectos de dispensa
do oso domestico, que se acham patentes no
acto do leilo.
O agente Gusmao, antorisado pelo Sr. Jos da
Silva Pereira Lisboa, que retira se para a Europa,
far leilo dos movis e mais objectos cima
mencionados os quaes foram transportados para
o referido sobrado.
o deposito de seceos sito roa da Baixa Verde
n. <8, e o motivo da venda se dir ao compra-
dor.
Criado
Precisa se deum criado que d flanea de sua
conducta ; a tratar na ra Direta n. 69, an-
dar, das 7 s 9 horas da maoh e das 3 s 8 da
tarde; paga se bem.
Gompra-se
(ualqner quantidade de olbos de craveiros 'i
airados ; na ra Formosa n. 33.
dez vezes, oito vezes
Leilo
De predios na cidade do Recio o na de
Olinda
Sendo: *
Urna meia agua na roa Imperial n. 294. -
Duas meias aguis as. 1 e 3 no becco do Ma
cedo.
Urna casa n. 2 travessa do Commercio em
Olinda.
Urna dita n. 8 na mesma travessa em Olinda.
Urna ditan. 12 ra do Aljube em Olinda.
Quarta-feira, 30 do crrente
A's 11 horas
Na porta da sala das audiencias na cidade
de Olinda
O agente Mirtins, antorisado por mandado do
cidado Dr. juiz de direito de orpbos da cidade
de Olinda, far leilo em sua presenca dos pre
dios cima, a requerimento da viuva inventa-
rame dos i.ens deixados psr seo finado marido
capio Florentino Nunes de Mello.
[se dissipam as enxaquecas na*
tvralgias em algns jninutos com
prego das Parolas de terebiuthina de
D^aertan.
Trea en quatro d'estas parolas prodosea
a aUvio qoaat instantneo, de modo tal qe*
aa a prisMin dote nao flzer effeito
taMUl repiUl-a.
Ceda frasco contm 30 perolaa,
pees insignincante o preco do curativo
sea nevralgia ou enxaqueca.
Como a eesencia de terebintbina
asaUflceda com o maior cuidado,
eoanar dea imitacoes e exigir
ganaUa de origem que em cada vidro se
trma de Qertan.
Cm Part, casa I*. Frere, ra Jaeok, t*
Elixir M. Morato
PROPAGADO POR D. CARLOS
Depois de 6 annos de atroz s"ffrimento
de rheumatismo, estando verdadeiramente
descor-9oado, sarei completamente usando
o==Elxir M. Morato=que declaro ser o
melbor e nico anti rhenmatico at hoje
S. Paulo, 2 de Novembro de 1889.
Cesario Rodrigues Alvim.
e RADICAL
no cuadro de todas os affeccOes bronchiaes :
Mal de Garganta, Tese e Tilica
o
PECTORAL
De ANACAHUITE
Remedio Vegeta! da Natnreza para o all,
vio e cura de todas as molestias
Do Peito e dos Pulmos.
AVISOS DIVERSOS
De 56 barris de quinto com vinho tinto, vindos
de Lis boa, no vapor allemo Corrientes e exis
tentes no armazem Livramento, junto a guar
da mcn.i.
ttrgunda-feira 3 8 do eorreue
A' meia hora depois de meio dia
O agente Pinto levar novamente a leilo (ser-
viudo de base a maior offerta obtida) os 56 bar-
ra com vinho tinto, existentes no armazem Li-
vramento. junto gaarda-moria da Alfandega.
Leilo
Do hotel da ra Estreita do
Rosario d. 45
Constando de mesas, sendo urna elstica, ca-
deiras de junco, ditas de amarello, bancas para
caf, empanadas, guarda comida, fiteiro, conso
los de amarello candieiros belgas, ditos amen
canos, quadros, relogio de parede. cabides, bal
cao grande de amarello. lampeo com letreiro,
.parador de amarello, lavatorio de ferro, louga
de jantar, dita de almoco, galbetetros, copos,
garrafas, talheres, bacas e tremde cosinba.
Terca-feira. 29 do corrate, no mesmo hotel
O agente Mariios, far leilo dos movis e
mais objectos do hotel cima, s 11 horas.
Ao correr do martello
n.
COMPANHIA PEHVH1BI CAMA
DE
tlfavegacao coatelra por vapor
PORTOS DO NORTE
tarahyba, Natal, Maco. Mossor, Araca
ty e Cear
O vapor Una
Commandante Monteiro
Segu no lia 29 de Abril s
2^
horas da
dia 28.
tarde. Recebe carga at o
Encommendas, passagens e dinheiro frete.
ai s 3 horas da tarde do dia 29.
ESCRD7TORIO
Ao Caes da Companhia Pernambeanh
n.12
Porto
Segu com brevidade para o Porto o brigne
portuguez Adelina ; pra o resto da carga tra
It-se couj Silva tiuimait-s & C, ma do Co.i:-
ercio n. 5.
Para Lisboa e Porto
Segu com bievidade para os portos cima a
arca portngoeza Novo Silencio : para o resto da
sarga que falta, trata-Be com Baltar Oliveira &
a\, a ra do Vigario n. 1, primeiro andar.
Grande e variado
Leilo
De bons movis, crystaes. porcelana fina e
dourada, tapetes forros de salas, vinhes
finos e muitos outros artigos
A saber:
Sala de viaiin
Um piano forte e qoasi novo, nma mobilia de
Jacaranda com 1 sof, 2 consolos com pedras, 2
Bastaras de bracos e 12 de guarnico, 2 cadeiras
de balanco de Jacaranda, 1 dita com encost de
l verde, 1 mesa oval com pedra, 1 dita de
bamb, 2 dita redondas, 1 rico biombo de case-
mira bordada a ouro, 1 espeiho madeira mosaico,
5 vasos com plantas, 7 langas com cortinados de
cretone e^setin ta, cant neiras de velludo e l, 1
sof de junco, 6 cadeiras de guamio, 2 ditas
de balanco, 1 tapete avelludado grande torro de
sala e 1 tapete no corredor.
ala da centro
Urna mobilia de vime branco, 1 mesa de
mogno com abas, 1 dita para jogo, 2 etagere3, 4
pannos de mesa, sendo nm grande, 2 tapetes gre
gos e 6 cadeiras de junco.
sala *- Jantar
Urna mesa elstica com 4 taboas, 1 aparador
com armario, 1 guarda comida, 2 aparadores
enfeitadod com cretont, 12 cadeiras Je guarn
cSo, 1 dita alta para crianca na mesa, 3 langas e
oninados de cretone, 1 relogio de parede e 6
vasos para flores.
Um rico apparelno velho Sirasbonrg.
Um lindo appareIho para cha 1. Imperio, gar
rafas, copos, clices, -compoteira?, 6 descancos
para garrafas, 1 salva de electro pate, 12 pralos i
chinezes, viubos finos, 2 estatuetas, mesas de
cosinha e de engommar e trem de cosinha.
Primeiro andar
Urna linda mesa secretaria. 4 etageres. 1 caixa
para charutos. 2 pares de cortinados de cretone,
1 caixa para (.oslara, 1 machina de costura de
Singer e 1 porta lencos.
Urna cama de ferro*1 e lato com estrado de
rame, 1 cama para ii.enino, 2 cabides de pa
rede, 1 guarda-vestido e guarda roopa, 2 mar
quezes, 2 commodas, 1 toilette, 1 espeiho, 4
casticaes para velas.
Urna mobilia de quarto com 1 guarda-roupa
com espeiho. 1 commoda, 1. lavatorio e 2 ce-
deiras tudo igual e obra de gesto.
Okjectoa aiulio*
Precisase de urna ama cosiaheira na es-
trada de Joo de Barros n. 27, coIlegio.Pry
tano.
Precisa se de urna rapariga para cuidar de
criancas e que entenda alguma cous de costu-
ra ; a tratar no Caainbo Novo defronte da es-
taco.
Alaga-se urna casa com bons commodoi e
quintal, em Sant'Atina de dentro n. 6 ; a tratar
na praga de Pedro 2.* n. 2, escriplorio.
Aluga-.-e urna reflnaco prompta a traba
Ihar, com muito boa freguezia, na ra dos Gua-
rarapes n. 70 ; a tratar i a ra do Brum n. 82.
Alugam-se casas caladas e pintadas nos
idos de S Goncalo, a 8*000; a tratar na ra
a Imperatriz n. 76.
Arrenda se o engenho^Dourado, em Ipoju-
ca, muito bon. de plantaco de cannas, moeote
e correte, a vapor ; quem pretender dinja se
ra Duque de Caxias n. 30 a fallar com o seu
I. roprietario Loiz Pereira de Farias, que dar
todas as n brmacftes necessanas.
Vende se 40 a 60 palmos de terreno arbo-
risado, no Camiuho Njvo n. 128 lugar muito
ameno, entre os trena e bonds ; a tratar na mes
ma casa. Pode all fazer-se urna casa muito
bem col locada.
Mugase o 2- anuar do sobrado o. 18 da
ra do Fogo ; a tratar na roa Direita n. 31, ar-
nazem. -.
Aluga-se o sobrado da ra Baro de .
Borja n. 28, com commodos para grande familia,
tem agua e gaz en -anados ; a casa terrea n. 18.
no mesmo correr, e o sobrado da roa Velha n
75, com commodos para familia, tem agua e gaz
encanados ; a tratar na ra de Santo Amaro nu
mero 8.
Excel lente morada
Aluga-se t grande casa e sobrado do Dr. Ay
((Gama, na estrada de Joo de Barros, peno
das estacOes da En :ruzilbada, das ferro-vas de
Ohnda e deLimoeiro, com immensas accommo-
dacOes, jardins, arvores frnctifer.s da melhor
qualidade e vasto terreno, quer para plantaces,
qner para criagao ; a tratar no mesmo sitio.
Vfagdalena
Aluga-se a casa tarrea, sita ra de Bemca
n. 60 ; a tratar junto. ___________^__
Costureiras
Preclsa-re de peritas costureiras ; na casa de
Madame Paul Jullien, ra Baro da Victoria
numero 50.
"especficos
DO CELEBRE
Dr. Humphreys de Nova York.
Em uso mala de SO annos, simples. Gemiros, effl-
cazee e baratea. A venrta nos Drogaras e Phar-
rowTlHB pricpaeae mala garautiUaa do Mundo.
' lo. Cl'EA
1. FcbTe, Congesioo, InflammacOe............
i Callen causada* por Loinbrlgas....
< e Tnsom"! das Crianzas......
__Criancas o Adultos..............
5. Uyaeaterla,DCreR de Barriga, CollcabUlosa
6. Colerina, Colera-Morbo, vmitos............
7. Tome, OonaUp,ao. Rouquldao, Bronchlt..
8. Mor 4e Dente e de Cara, c Kev'"
Torquato Laurentino Ferreira de Mello,
professor jub lado na 2. cadeira do Recife, lec-
:iooa pnmeiras 1' ttras, portuguez e francez, por
precos razoaveis : no pateo de S. Pedro n. 3,
primeiro andar ________________
P eclsa ^e de urna boa cosiaheira e paga se
bem ; na roa do Vigario n. 5, armazem.
O Sr. piphaoio da Rocha Wanderey man
da ou nao entregar ?
i laga-s a casa da ra do Bartholomeo a.
58 aa praca da Independencia n. 7:
Prensa se de um criado
Joo de Barros n. 27, collegio.
na estrada de
Boaacquisic,o
Vende-se um bom esiabelecimento de mercea-
rias ; a tratar na ra Coronel Saassuna (antiga
de Hcrtas) o. i.
Manteiga franceza
fina, em barril de lO'kilos, a 18*000 cada barril;
em ca.-a de Charles Pluym & C.
Recife
Caixeiro
Precisa se Je um rapaz com pratica para ta
verra, que d connecimento e provas do seu
procedime to ; na ra de Hurtas n. 15.
Urna linda espingarda Blgica de 2 canos, 1
Eeca de fazenda de paro lioho, viubos finos, 1
anco de jardim, 1 rp|n,,ipede) 1 carro de m5o e
trem de jardim.
Terca-feira, 29 do crrente
Ma chcara da ra do Bemflca
o. 19 A, Magdalena
Administ'acSo : PARIZ. 8, Bouhiard Montmartrt.
-...j, wvvMvyvv.' -ni- HU ..- (4,4 I>lir, I
HOPITAL. Afle^rAdas ras tli.Tsliras.Ineomino-
no do estomago Digeslao dfui!, Ina|inctiica,
Gasiraljjias. Dy-prpija.
CLESTINS. AtTee.*! dos rins. da besija, Arelas,
(.onen-ffiss .las ourinas.Gola, Oiabetof, Albuminuria. I
HAUTER1VE.- Aircocsdorin.da betRa. Ar>ia=,
| ConcreeSes 'las ourjis.Gota Oiaec;, Albumini ia. |
EM-SE 0 Um da F0:i7E na CAPSULA
l)or de Cabecn, Enehaqeca, Venlgem-----
19. Oiitpepsla, liidigesto, FrfsA'> de \ entre.
11. Sapnreasfio da Hesra. Escassa onDemo-
rada....................................
13. I.earorrhea, Flores Brancas, P.ecra profusa
15. Croan, TeseRoui-a. DOIctilcladedc Respirar
4. Herpes, Erup6os,I'.rjpcl.................
15. .'thcunmtlsn.o, Dora recama ticas..........
le. Sezoes, Halelta, Febre Intcrnilltento.........
17. HenjorrholdaN, Almorrelnias. Internas oa
externas, simples cu sanerentas............
18. (Tphlbalmla, Olhos rracos ou iiilainniado.
13. Catarro, agudo ou ebromeo, Ocfluxo-........
2a Coouelo-lie, Tosseespimodlce..............
31. Afina, .* HttMStt dtwcaltosa.................
22. SappnruviO dos C Jo** Surdez ...........
28. Itaerelulus, Inchaeocs el leers.............
51. Debllidadu sera., ou fysica..............
25. Hyclroiieia, A'*'imula'?oeH t?uldaa...........
26. ("ujoo de 9Iar, ,.au?ea- Vmitos....._;......
27. Mo!ritia8 0oii>inras, Clculos ou Peora
nafiextea................................;-
S. Impotencia, Dehllklaile nervosa, seminal..
29. Chaouf naas na Borra, ou Apbta
80; IncoBtinencia de Ouriaa. Ou
--* Gama,...'. .....................
31. Mcnatraaclo dolorosa, Prurito
52. Molestins do Ccracilo. Palpltac.
38. EpylepHia, Mal caduco. Uottacoral.
84. DIphtheria.Miimailirnoclc'oareant......
o5. Cougestor? Chionlcus, DirdeCabeca .
O Manual do Dr. Hamphreys. 141 paginas sobro
as Enfexmldadese o mododecural-as.seda gratis,
pede-se ao seu boticario ou &
HDMPHBBYS' MEDICINE OO.
109 Fulton Street, NEW Vlt K.
nico deposit o para vendas em
grosso na imperial droga ra de F.
Manoel da Silva & C, ra Mr-
quez de Olinda n. 2B
L>uiinarse i
des. etc..
Baile do
Gompra-se
nm cylindro americano (osado) para padara ; a
ratar na padara Pombal u. 1
Aluga-se
no pateo da igreja do Poco da Panella orna casa
com 4 quartos, 2 salas, cosinba fra e copiar : a
ratar na roa da Imperatriz n. 76.
Alug
a-se
urna boa casa com bom sitio, no Arraial, prxi-
mo Casa Ama re I a (becco do Bartholomeo n. 1) :
a tratar na ra de Pedro Alfonso n. 1*2.
Ama
Para casa de pouca familia precisa-se de urna
ama que saioa cnsinhar; a tratar oa ra Conde
da Boa-Vista n. 68.
Ama
P cisa-se de nma ama para casa de familia :
na ra da Palma n. 80.
ama
Precisa se de urna ama pira andar cem nma
crianga e tratar da roupa desta ; na ra Mrquez
do Herval n. 61, sobrado.
Precisase de nma cosinheira ; a tratar na ra
do Cotovello n. 271.
Ama
Precisa-se de orna boa cosinheira para casa
de pequea familia, que durm* em casa dos
patrOes e sej matriculada ; na ma de Fernn-
des Vieira n. 29. _______
MHUII
non ais
* OLERY
Yenda-so em toda a nar'

Clemente Goncalvea \'Uo
Antonio Joaquim Casca vem dar nm publico
tes tura un no de reonhecida gralido a cada urna
das ppssoas de sua smizade e de seu fallecido
amigo Clemente Gongalves Netlo, e mais -jorpo-
ragOta. que honraran) com suas presentas as
exequias daquelle indiuigo ioado, que tivram
usar no ia 23 do crrente, e de novo as con-
vida para as missas e memento, qne se hao de
celebrar por alma daquelle finado, segn a-fei-
ra 28 do correte, pelas 7 horas oa manhii. na
matriz do Corpo Santo, stimo dia daquelle pas
samento. Anda mioha sempre giatido aquel
les que poderem comparecer a este acto cari
t
Joo Marcellino Bibelro
Delpbina das Chagas Ribeiro, Marcellino Cie-
lo Ribeiro, Andr A. Ribeiro, Ernestina .M. Ili
beiro, Joanna Kibeiro e Mura A Ribeiro" agr
decem do intimo d'alma s peasoas, irmaudaies
e ao Club Marcellino Cleto. que fizeram a canda
de de acompanhar o restos monaes de seu pre-
zado esposo pai e sogro, a ut ima morada ; e
de novo convidara aos eeus amigos-- e prenles
Ijiara as.aistirem as mis?as que bao de celebrar-
se por sua alma no convento do Carmo, s 7
horas da manh do dia terca feira 29 do corren-
te, por cuja attencao se contessam eternamente
gratos _______________________________
Em Perr.tmbuco, s Aguas 4a<'Pontea de Vichr,
arima nomeadas, icbo-se e.a casaa de
I OLZER%KOECHUH,K.ruadaCrar;-Aaa.LABIIJJL|
Precisa-se
de nm menino para criado ou caixeiro
na ra Mrquez do Herval n. 441.
a tratar
Patacoes velhos
Juaquim Jtilno Honorato
toa
Leopoldina Alexandrina PimrnteJ Bastos e
seos filhos Mara siaximina dos S otos Bastos,
JoB Vctor da Silva Pimeotei e seus filhos gra-
deara profoadtmenl aos seos .pan>nt s e pe?
soas de sua amizade que acn.panharam ao ce-
miteno publico os restos mortues dt seu Sttmpri-
lembrado esposo, pai Rlho, eenro e cunhado,
/oaquim Jovioo Honorato Bastos ; e de novo o
convid^m e aos demais paredes e au ;os do
flnado para assistirem a missa que ser rezada
por alma do mesmo. s 7 1/2 horas da maoh
na nutriz da B/a-Vista terca-feira 2? do'cor-
rente, stimo dia do seu pasxaunento. Pam es e
acto de religio e caridade sero eternamente
agradefidqa.________________________________
^Cotnpra-se na reiojoaria David, ra do Cabu j nai
Antonio fcome de Olheirr. e Walww.
Emilia de Oliveira e Silva e seus filhos agr
decem do intimo d'alma s pessoas e irmanda-
H-c que lizeram a caridade de acompanhar os
i .os mortaes de seu prezaao esposo e pt.i ul-
tima morada, e de novo convidam a s< us amigos
c prentes para assistirem s missas que se Lo
de celebrar por ana alma na matrii-da Boa Vis-
ta ds 8 boras da manha de terca-feira, 29 do
I correte por cuja attencao se considerara eter-
A's maes de familias
QUERIS V08SOS FILHOS SEMPRE SADIOS
Adminstrae-lhes o xarope ou as
Pillas Vermipurgativas
DO DR. C1ALAS.AI?
ptimas preparagoes de mastruz
e rhuibarbo, para a expuisao completa, se:
dores nem incommodo, dos vermes
intestinos ou lombrigas
(das cbeancas e dos adultos)
SEIS ANNOS DE SUCCESSO
c Estas excellentes prepara(5es nao nr
cessitam de purgativos como auxiliare
visto serem purgativas por si mesmas.
As pessoas que tem vermes sentem ce
licas, tem constantemente diarrhas, indi?
posicSo, sensaclo de corpos que se move
nos intestinos, endurec ment do v entre,
s vezes, vmitos. Rangem os dentes, qnax
do dormem, algumas e pessoas expeller
vermes com as fezes ou com as materia
dos vmitos. As criancas apresetam ai
pupillas dilatadas e napetencia.
As pilulas levam impresso o nome a
DR. CALASANS e sSo c6- de rosa.
1 caixa de pilulas 1*9201
I vidro de varope 1)520<
MAS PRINCIPAES DROGARAS E
___________PHARMACIAS_____________
Bom eng-enho
Arrenda-se o engenho Sipo, sito na freguezia
de Una, comarca do Rio Formoso, movido por
agua, moente e correte, com espacidade pa-a
boas safras; a tratar no Recife, rna Mrquez de
Olinda n. ia______________________
ZJBJ8S
Para frente de casas, banhairos
corredores, agringues, sendo de lindas
cores, vendem-se por 6O$000 o milhei-
ro, por i er um saldo, na I raga da In-
dependencia o. 40.
Al ugue I barato
Visconde de Pelotas n. S
Pedro Affonso, armazem n. 46.
Largo do mercado loja n. 17
Ra dos Guararape n 96
Ra do Bom Jess 2o. andar n. 47
Ra Aguazinhas em Beberibe n. 7
Ra Coronel Suassuna N. 141, qu
Ra luparica o 43 t> andar.
Visconde Goyanna n. 163 com agua e gaz
Travessa do armo, loja n. 10.
Becco do Tarabi n. 21.
A tratar ra de Commercio o. 6, l* and;
asenntono de Silva Guimares A C.
MEDALHA E OURO
DA ACADEMIA NACIONAL
rrVIEX>A.T^HC A. X>E
DA ACADEMIA NAC
DO D0UT0R
VINHO
VIVTEM
com EXTRACTO de
FIGADO de BACALH&O
Mais efflcaz anda do que o oleo escuro. De tahor
multo agradare!. Sem delxir lerceber o menor mc gosto. f
receitado p^r todos os mdicos ptro
Hachitismo, Escror.huas. Anemia, Tisloa,
Catarrho Pulmonar. Contlpaea,CliIoros.
Molestias do Pslto, et>:-
Jim todcs as fharmaciaa
PARS, Boulevard de Strasbourg,
BO
Iujec^ao
'Se nao morri desesperado, solrendo
muito tempo urna molestia chronica que
ninguem poda curar; fo por encontrar o
santo remedioInjecjao M Moratoque
insta t. nexmente poz termo ao mea hor
rivel sofiriment.
Taubat.
Augusto Cintra Magalh&es.
Agentes depositarios em Pernambuco :
Francisco M. da Silva & C roa Marquei
de lOinda n. 23.
PEITORALdeJDEREJA
Do Dr. Ayer.
As enfermidadea mais doloroaaa da rarmi
t doa pulmSi-a, ordinariamente deacnvoiTmj
tendo por principio bates pequeas, cojos resulta!
dos nao sao dimcels de curar se promptameote aa
tratao com o remedio conveniente. Oa Resfri-
ados e as Toases dio reciprocamente o resultada
de Laringitis, Asthma, Bronchitln, Affec-
cao Pulmonar e a Tsica.
Todas as familias que tem erlancas devem ter o
PeitoraJ de Cereja do Dr. Ayer
em oasa para o usar em caso de necessidade.
A perda de um s dia, pode em muitos casos
accarretar serias conwqaencas. Por tanto nlo
se deve perder tempo precioso, experimentanda
remedios de efficacla duvldosa, emquanto qu
a enfurmidade se apodera do systema e se arralgm
profundamente, entilo que se neoessita tomar
nesse instante, o remedio mais certo e activo em
eu effeito, e este remedio sem dutida nlgum*
o r*rTD.i-u. e Cereja do Dr. Ater.
PREPARADO PELO
DR. J. C. AYER & CA,
.Xaowell, Mass., Est.-Unidos.
saroarro oekal
.
Para engenh os
GIMARAES & VA LENTE, partec-
pam aos seus freguezes e Illms. Srs. do
engenho que, como sempre, tem grande
deposito dos artigos abaizo mencionado*,
garantindo tudo de primeira qualidade e
presos sem competencia a saber :
Cal nova de Lisboa,
Dita de Jaguaribe.
Cimento portland.
Oleo de mocot.
leos americanos
especiaos para machinismos.
Azeite de coco.
Dito de carrapato.
Dito depeixe.
Pixe em lata.
(5ugal5es.)
Kerozene inexplosiveL
Graxa em bexigas.
Gaxeta de linho.
Potassa do Russta.
(em caixas, barriquinhas, latas grandes
e pequeas.)
Formicida Capanema.
6--Corpo-Santo-- 6
Arlhur & Desiderio
cootinuam a comprar ouro e prata velhos, e
bem assim libras sterlnias e ontras mot-das de
aurore de prata, e paga se bem ; na rna do Ca-
bug n, 3.

-
I
I





-
Copie.
ro
Precisa-se de um copeiro que seja fiel; u
ra de Pays; nd n. 19.
Engenho Brilhante
Arrenda-se o engenho Bnlhanle, era Seri-
obem, moente e correte ; a tratar na ra do
Bom Jess n. S3,_annajEem_decal;_ _______^
Professora
Urna eenhora habilitada offerece-se para
leccionar em casas particulares, na cidade
ou seus arrabaldes, as segnintes materias:
portuguez, francez, italiano, thecrico e
p-tico, fallando as liaguas correctamente,
geographia, trabalho de xgnlha inclusivel
flores, msica e pi no.
Interessa-se pelo adiantsmento de suaa
discipulae, do que servirSo de prova as
que actualmente ensina ha mais de annos.
Pode ser procurada na Livraria Con-
tempornea, ou ni ra da Ponte Velha
n. 19.
Morada excellente
Aluga se barato na ra do Hospital Pedro t-
lugar do3 Coelbos) ,uma casa assobradada,
:om agua, muito (ratea, prximo do banh
calzado, grande quintal commodos para familia
numerosa ; a tratar all das 8 s 10 horas da
manha, com Joaquim Hoieira Res, qae alli alu-
3a tambem casas de r5, 8<> I0000.
Para cosinhar
precisa se do urna pessoa habilitada ; na estrada
de Joo de iiarros n. i6, sitio.
-#
?*i
JEo ommadeira
Precisa se de urna engorrmadeira para cas*
de pouca familia ; no Pago da Patria n. 5,"
quinia casa.
CURA CERTA
A o ic438 as ATeopoes palmiMres
Todos aquelies que soflrem i
Ido peito, devem experimentarl
|as Capsulas do Dr. FouRNin.f
IlepoalUriOS em Hrnimbuao:
PHAHCISCO M. da SILVA X
I j


lario de Pernambiieo-Bomiiiga 27 de Abril de 1890

v

-
i\

jV-
9
I


-
9
-I

LOJA DO POVO
tRa l, de Marcot
Oom este titulo acaba de se abrir, roa 1. de Marco n., 11 ama loja de fazen
das e seu proprietario convida o publico d'eita cidade e de (ora a apreciar o seo
BELLO Bortimento. Muitaa de suas fazendas sSo recebidaa directamente.
GRANDE WOVIDADE
Descont de 10o/0 en compras de 200'KX) para cima.
Granadino, pura seda, de 15800 a 80o rijo aovado.
Toile, pura 8eda de (}600 a 650 rs. o covado.
L5a com listras, preparo de cachemira, a 200 rs. o covado.
Las com preparo de cachemira a 240 rs. o covado. ,
Chitas de 2, 22^ e 240 rs. o covado. *
Setinetas de cSres lindas a 300 rs o covado. ^
Zephyr largo de 800 rs, a 320 rs. o covado.
dem idem a 200 rs. o covado.
dem idem a 160 rs. o covado.
Cortes, costumes de Cdsemira inglesa, a 12000.
Ditos de casemira ingleza de 341500, 40000 e 60:00.
Ditos de fustao para collete de 600 rs. e 20400
Cheviot de 305-0, a 20030 o covado.
Casemira cor de caf de 30000, a 10000 o covado.
Casacos de Jersey para senhora a 300^0 e 60000.
Merino preto a 50D, 700 e 10200 o covado.
Dito de c8r a 400 rs. o covado.
Casinetas finas de 500 is a 360 rs. o covado.
Colchas de crochet de 8000 a 3050 .
Cortinados lindos a 6000o.
Bramante de 10 palmos a 10400, a vara.
Ver para crr s na
LOJA DOPOYO
a. vapor
--------*---------
FABRICA DE LIVROS DE ESCR1PTURACA0
COABEMAfAO + fAUTAOAO 1&

C$ANOEL J. DE (QlRANDA
39 RA. -*- DUQUE -*- DE CAXIAS -* 39 .
NUMERO TELEPHONICO 194
5N&MktfK>
(Aviso aos (regaezes
Os PRODUCTOS da
PERFUMARA oriza l. legrand
207, ra de St-Honor, PAJRIS
Taescra ORIZA-OIL, ESS.ORIZA, ORIZA-LACT, CRM E-ORIZA
ORIZA-VELOUT, ORIZA-TO^ISA, R1ZALWE, f A39-0RIZA
OEVEM 0 SEU GRANDE XITO JEM COMO 0 FAVOR 00 PUBLICO :
1* Ao cuidado perfeito com que estao sendo fabricados;
2* A'sua qualidade inalteravel e suavidade do seu perfuma.
MSS, COMO SE FAZ ClWTfnFflC''F.<; BR1B pnnnur.Tn ni
com uiiiinu o v/ver zssun a c ista da fama de que gozam,
pomos de sobreaviso os freguezes no fim que se nao
deixem engaar.
Os VERDADEIROS PRODUCTOS se vendem em tedas as Mas cazas de Perfumarla e Gregaria.
MANDA-SE DE PARS O CAL ALOCO ILLUSTRADO FRANCO DB PORTE
PBCHINCRAS!!
L com s Exilias. Familias
Voiles e cores para vestidos a 240 rs. o covado.
Setins maco, verdadeiro, a 700 rs. o dito
Merinos pretos, garantidos, a 10200, 1050 >, 10800 e 20000 o dito
Bandas de Hespanha, tudas as cores, a 25400, o metro.
Percales finissimas a 20 e 240 rs- o covado.
Sargelins, completo sortimento.
Metins, novidadea em padroe-, a 300 e 320 rs. o covade.
Man timas modernas a 10000 e 10500.
Cambraias Victoria, fina, a 20500 10 jardas.
dem transp rente a 30000, idem.
Guardanapos com franjas, duzia, a 10800.
Meias inglesas, superiores, dnzia. a 30000.
Lences de bramantes a 10800.
Cobertaa de ganga, f iradas, 2 pannos, 205CO.
Colchas francesas 20000.
Cortes de fustao de cores a 100'0.
dem de casineta para calca a 10000 e 10200.
Bramantes de 4 larguras a 800 rs. o metro
dem de puro linho a 10600 o dito,
Brins pardo e de cores a 240 rs. o covado.
Pegas de madapol&o superior, 24 jardas, 50500.
Caxemiras, duas larguras, a 180 o dito.
Cortinados bordados a >05CO o par.
Panno de cores para mesa a 10600 o covado.
Atoalhados bordado, a 700 rs. o metro, duas larguras.
Toalhas felpudas para banho a 10000 urna.
dem de labyrintho para baptisado a 250000 e 300000.
Redes de cores a 30000 urna.
Todos os artigos de nossa casa sSo vendidos em confianca.
As vendas em grosso teem o descont da praca.
|59Ra Duque de Caxias59
Loja de
PE RER A R- M \GALHAES
d PICADO FRESCO da BACALMO, MA TUNAL MEO/CIMA,
tm taac. ttiglif i. ~
NEVft.ALa.IAS
Pilulas do Docteur Moussette
As- VERDAimiRAs Pilulas Moussette aeahnto- cwto as
N-n-algias mais rebeldes, a Enmq*4ca, a Gastralgia, a Saatiea, as Affmftm
rhmmmtman agudas e dolorosas que resistirs a qualquer- ostro rssnadia.
^s _VERDADEIRA8 PlLULAS MOUSSETTE deveaa ser tomadas na
~ >* primeiro dia tomar-se-ha tras pUulas-, pala sasnbaa SiSIBP sat>
>ntar. Si ote se Uver experimentado adllrio toroe-aVqnatro.pgaIastao.ss*mjd
* PgV^y. "* D0 ***"** s atra oo frotar. V praalaa wM %4mu.ma
* P"**** stoossBtfs; por dia.
* cu a c*. u rasa
Asrstesss. ____-
Cambraia branca bordada a 40000.
Atoalhado pardo de linho com matizes
brancos a 30000 o metro.
Cambraia Victoria a 20800 a peca
EsguiSo de algodSo a 105 0 a dita.
Crep de algodto a 240 rs. o covado.
Sahida de baile a 10000, 10500 e 20000.
Cretone voile-a 400 rs. o covado.
Casacos Jersey a 60000.
Vestidos para meninos a 40000 um.
L5 Amazonas a 400 rs. o covado.
Cheviot preto a 20500 o covado, duas
larguras.
Bramante de linho, quatro larguras, a
10600 o metro.
Ceroulas de bramante a 140000 a duzia.
Cortes brancos bordados a 180000.
Loques transparentes a 20500.
Colcha de c res a 20000, 30000. 40000 e
50000.
Meias para homem a 50, 60000 e 70000.
Flanella azul para roupa, duas larguras, a
20500 o covado.
Linn de cores a 500 rs. o dito.
Creps matisados a 440 rs. o dito.
Gazes arrendadas a 500 rs. o dito.
Zephyr de quadro a 200, 240 e 280 rs.
Brim pardo a 280, 320, 400 e 500 r.
Camisas de flanella de 20000 at 50000.
Cortes de metim, em cartSo, a 70000.
Cortes de zephyr, bordado, a 140000.
Extracto Rita Ssngale a 20000.
Opiata de Gosnell a 10000
Pasta Bymodonl a 800 e 10000.
Extracto Kil-lo do Japao.
Extracto Houbigant.
leos de todas as qnalidades
GuarnicSes para camisas de ouro
cano a 10500 e 20500.
Guarda-p para homem a 60000.
Guarda-p para senhora a 100000.
Temos de casemira para menino, de
por 90000.
Bicos branco, creme, pardo, lisos e matisados.
Fichs, meias, collarinhos, punhos, fitas, toalhas
setins e caaemiras.
20Ra 1. de Marco-
Casa de confianca
DE
Esguilc pardo a 360 e 400 rs. 2 larguras-
Cachemira de listra, duas larguras, da
20000 por 10400 o covado; de II.
Bramante trancado, duas larguras, a 500 e
600 rs. a vara.
Corte de collete, de fustao. '
Seda palha para vestido.
L5 escosseza a 240 rs. o covado.
Percales a 200 rs. o dito.
Zephyr, o que ha de mais fino, a 400 rs.
o dito, muito largo.
Guarnicio de crochet, branco e matisado,
a 70000 um.
Espartilhos Cornete a 60000 um.
Espartanos True fit a 50000.
Baleias a 40 rs. a duzia.
Toalhas felpudas a 305CO, 50000, 60000 e
70000 a dito."
Toalhas para banho a 10800 urna.
Madapolao trancado a 100000._
Popelina branca de reda.
Alpaca branca lavrada.
Camisas allemSes a 360000 a duzia.
Fustao branco a 360 rs. o covado.
Lencos, meio-linho, em ca xa, a 20500 a
duzia.
Flanella branca de 1S a 400 rs. o covado.
LS mesclada a 4' 0' 500 e 600 rs. o dito.
Cortinados bordados a 60500 o par.
Tapetes grandes e pequeos.
Panno da Costa a 10200, 10500, 10600 e
10800.
Variedades
Extracto Porte Veine.
Extracto Flores Andinas.
Extracto Violeta de San Remo.
Extracto Cruz Vermelha.
Extracto Fleur de Lotus.
Impermeaveis a 500 rs. um.
Sabonetas de diversas qualidades.
Luvas de seda a 20000 e 2*500.
Re upas para banhos salgados para homem
80000, senhora 100000, menino 60000.
Colchas de damasco de 1S.
Bordados e entremeios.
ameri-
180
de efires, visitas de seda,
r-20
Amaral & C.
r*U tMfiWH si lTct si tasa* t* kisU.
EQUINA E FERRO
Chlorose, Anemia, Debilidade
Piara d..s Fabrss
tmM
1 VJWHOS LJDIISSSIAN HENRY
tc-cto cattmtM U Jbcim ii trfi, t*U ctibtiiettcc m Vcflf w Jiw
A feliz reuni3o. n'cstc preparado, dos dous tnicos por excoilencla, a QWXWA
e o
sjassMI
> tes.ho, consume um precioso medicamento contra a CtUorome, ~Xt
lUtaa, Anemia, Flore* brancas^ CotutituteOes fracam, etc.
PARS, BAJN AFCUBNIFR. 43, ra Wmiitml"'
EVA O.

FUNDIliO IIERA1
ILUKFATEBSONaC
44-414 B4R40 UO TRIUNPH-44
fachinas a vapor
Moendas.
Rodas d'agua.
Taixas fundidas e batidas.
Taixas batidas sem cravacao
Arados -
inu IHAIS DORES de DElw*^
Elixur, JP e Pasta dentifricios ^&t;
_RR. PP. BENEDICTINOS
Palo Prior
Marre BOVBSATO

daABBADIAde SOTTL.AC (Gironde)
DOM aVAOUELONNE, Prior
S Medalhan de Ouro: Bruxtl/es 1880^-Londm 1864 |
AS MAIS ELEVADAS RECOMPENSAS
XXVEJTTADO IMNA
O ANUO IW W <9
O ueo quotidiano do Elixir Dentifricio
dos RR. pp. Benedictinos, coa doce da
algumas gottas com agua, jirerem e cura a carie
dos dente*, embranqueceos, fortalecendo e toi-i
nando tu gengivas perfeitamente aadiaa. J
8 Preatainos um verdadeiro servico, assifrna-l
lando aos nosaos Initorea esto antigo e utilia-"
simo preparado, o melhor oorativo e o nico
preservativo costra at> AttoecSea dten-
Agente geral: SEGUIN, BORDEAUx)
Acha-se em tedaa u Perfomulaa, Pharmaclae c Drogaria do mnn'lo inteiro.
AiS MENTES
Queris cu^ar-vos prompta e radicalmente de vossa enfermi-
dade pulmonar, bronchite, asthma, rouquidSo, defluxo ou de qualquer
toase ? Tomai o remedio garantido
0 Peitoral de Cambar
de Sonsa Soares, de Pelotas, que se acha venda as principaes
pharmacias e dragaras desta cidade, a 20600 o frasco e 240000 a.daa.
Os agentes e depositarios
Francisco M. d* Silva & C.
RA MRQUEZ DE OLlNDA
TINTURARA
25Roa de Mathias d'Alboquerque, antiga roa das Flores2S:
Tinge e Iimpa com a maior pereicBo toda a qualidade de estofo e fazendas en
pacas ou em obras, chapeos de feltros ou de palha, tira o mofo de fazendas todo 0
trabalho feito por meio de machinismo'aperfeicoado, at boje conhecido.
Tintara preta as tercas e sextas feira, tinta de cores e lavagem todos os dial*
OS MDICOS SUBSTITDEM COM XITO
o OLE de FIGADO de BACALHjOjs&im como o VINHOde QUINA
ELIXIR DUCHAIYIP
COI EXTRACTO DE FI6A00 DE BACALHO COI QUINA E CACAO
HJte CBJEMK de CACAO um ewderomo Depurativo
e incompuravcl Corroborante.
^VERDA POI ATACADO : DOHAMP, 16, RU DE POITOU, rARIS
fes^. DeposiUrlos em ^wmsiIscb .- WMMM- SC Sa su.va v. mm^k
240 rs. o cebado
Oetones lisos, francezes, cores fixas, pechincha! por 240 rs. o covado.
Cambraia de eGr, florzinhas e ramagens, a 240 rs. o dito.
Cambraias com menos larguras a 160 rs. o covado.
Lautines de cor, padrees lindos com um metro de largura, a 320 rs. o dito.
Cachemiras lisas e achamalotadas para vistido a 200 rs. o dito.
Variedade de artigos que se vendem por todo prego.
21RA DO CRESPO--21
#
OUVEIA CAMPOS & 0.

500.800 e %m o covado
21RA DO CRESPO21
Merino preto trancado, duas larguras, 1S pura, de 500, 8(0 e 1(5000 o covado'
Dito lavrado, preto, com ramagem, padres de voe a 1|$200 o dito; fa-
aenda de 24400.
Cachemira preta para casacos, duas larguras de 25000 e 25500 o dito.
Na-RA DO CRESPO N. 21
Oliveira Campos & C

ADS EMPRECADOS
HO
COMMERCIO

Descobriu se as mattas dos sertSes de S. Paulo, um vegetal com que fez-ss
um preparado, que conhecido por=Elixir M. Morato=propagado por D. Carlos.
Este remedio indgena tem feito curas que espantam e que mais parecem milagrea.
A syphis de qualquer natureza, e por mais inveterada que seja, desapparece com 0
uso d'este preparadoo rheumatismo quer novo, quer chronico, cura-se com esta
remedio, e com urna felisidade espantosa. Contra factos nao ha argumentos, e, 01
beneficios operados, sao j tantos, que nSo ha mais o direito de duvidar. Procurar:
Elixir M Moratopropagado por D. Carlos.
Agnico dof-oot>rioe em rernambuci: Franscico M. da Silva & C. ra io
Mrquez de Olinda n. 23.

CAPSULAS THVENOT
Tratamento das doencas do paito
a todos os degros.
I Alcatrao.
Alcatrao Creosotado e Tol.
lOO'ormiO (Ether iodoformado).
I Creosota ioaoformada.
Creosota e rala.
, Oleo de fgado de bacalhdu creosotado.
I Balsmicos creosotados.
-
B.litDKO.JHiK-
Ra Mrquez de Olinda n. 13
Armazem de cerveja, vi-
nhos, champagne, licores,
cognac, agua mineral, con-
servas, etc., etc. nico
deposito da afamada, cer-
veja Phoenix de Dortmuud
e do chocolate Ph. Su-
chard de Neuchatel pre-
miado com a medalha*de
Ouro na Exposicao Univer-
sal de Pariz em 1889.
Agencia da grande fa-
brica de charutos Danne-
mann & C, S. Flix (Bhia).
Vendedores
Precisa-se de pessoas para vender sabao, 'gaz
e outros artigos, paga-se tbem ; na rea de Ale-
crn} n. II.
Cosinheiro
Precisa se de um cosinheiro : na ra de Paj-
sand n. 19.
Esmolas
As almas cariciosas soccorram, pelo amor ds
Deus, a viuva pobre e doeote, Senborioha dos
Saotos Coeibo Bastos, ra das Carrocas n. 4.
Etsa infeliz vive na maior penuria, e merece
obulo dictado pelos generosos sentimenios de
caridade.______
O a vallo s de corrida
Diz pessoa entendida que o catarrbo nos ani
mae8 devido ao capim verde, cujo mal se pode
evitar, dando-Ibes alfafa ou fi-no, que se vende
por baratissimo preco, a 60 rs. o Kilo ; no ar-
mazem da ra da Madre de neus n. 10.
Para quem gostar
Pao qnente (trigo) as 8 bjrss em ponto da
Doite ; na pactara Pombal.
Sitio na Magdalena
Aluga se um, com excedente casa para gran-
de familia, toda pintada e forrada a papel, com
gaz, agua boa latrina e bond i porta ; trata-se
com Antonio Gomes de Mallos ra a Cadeia
numero 25.
tJBL*X_: a
11 abaja
nna
> i
>-,.
'<
Pataces
e outras moedas de ouro e prala. compram-se
pelo maior preco, na roa do Commercio n 4.
Pmisa-se
De nm criado de 12 a 15
annos para o 3. andar da
typographia do Diario de
Pernambuco.
Acha-se nessa villa urna diligencia com os re-
quisitos desejaveis para proporcionar aos Srs.
passageirus um meio de viajarem commodame i
te de Timbauba Itabayanna e ao Pilar, e vice-
versa, facilitando Ibes assim rpido transporte
do Recife Parahyba. sem os incommodos e pe-
rigos das viagens martimas.
No Recife. roa Mrquez de Olinda n. 58 em
Timbduba, no bolei Emilia, em Iiabayanna,
no estabelecimento de Mello & C, e na Pa-
rahyba, botel Parabybano, encontrarse-ba com
quem tratar.
I
Ao commercio
Os abaixo aseigoados participam que em 31
de Marco do corren te anno, dissolveram a so-
ciedade commercial rae gvrou nesta praca sob
firma Saladar & C, aa relscaa socla com-
manditaria Di Mara Joanna Finia de Souza, que
retirou-se paga e satisfeita de sea capital e la-
cros, ficando o activo e ptsaivo da citiocta firma
a carao dos deanis socios.
Recife, U de Abril de 1690.
Antonio Jos Rodrigues de Sonsa.
enriqne Rodrigues de Sonsa.
Fabrica de Luvas
Declaracao ao commercio e
ao publico
Germain Oaudin cortador da casa J.
Grerard, desde de sua fundacSo, declara
ao commercio e ao publico, que tem con*
prado ao mesmo Sr. a fbrica de luvas, a
ruado Cabug n. 1, como consta da es-
criptura de venda pasaada no cartorio da
tabello MergulhSo.
Aproveita a occasilo para solieitar do*
seus numerosos fregueses, a ana boacoad-
juvacio, garantindo-lhes ao mesmo tompa
modicidade nos pracoa, agrado e siBoeri-
dade, e o artigo mais ora a fresco
gauene.
Aguarda, pois, as suas ordens.
Recife, 2 de Abril da 1890.
OermatH Qaudm.
~\:
u
9B


8


.i


A o commercio
Os abaixo assigoados participara que neeta data
comprara livre e deneiubaracado, ao 8r Anio
nio Alves Pacheco o 8eu ettabel>'cirfjeDlo de mo
Ibadoe sito ra Marquei do Herval n 141.
Recife, M de Abril de 1890.
Francisco Marcos & C.


Vendem-se osseguin-
tes livros
Lourecco, romance Matoneo por F.
Tavora, 1 vol. ene.
O Matnto, dito dito, pelo mesmo, 1
vol. ene.
Oj Cavalbeiros do Amor, romance em
4 vols. enes.
Echos de Roma, pelo padre Guilher-
me Das, 1 vol ene.
D.ccionano Biographico, por F. A. P.
Costa, i grosso volme ene.
Vos Icaros, versos por M. Brrelo, i
-vol ene.
Flores Fluctan tes, versos, i vol. ene.
Vo& e quedas, versos, i voj. ene.
Guimaraes, poema, l vol. nc. 9
Sons que passam, versos por Tb. Ri-
beiro, 1 vol. ene
Alberto Pimentel, Cantares, versos,!
vol. ene.
Evangelius e Syllabus, drama, 1 vol.
ene.
Julio de Castilbo -Livraria Classica,
Estudos biograpbicoe e luteranos,
3 vols. enes., linos
Castrioto Luzitano, historia entre o
Braxil e a Hollando, i vol. ene.,
fino
A India ChristS por Pinto de Campos,
1 vol. brocli.
Bibliotheca do Povo, 15 vols. enes.
Horte de D. Joao, romance, 1 vol.
ene.
Contos de Pedro Ivo, romance, 1 vcl.
ene.
0 abandono por Julio Verae, 1 vol.
ene.
Os juramentos dos bomens vermeipos,
romance, 2 vol. ene.
O Processo Lerouge. romance hist-
rico, 1 vol. ene.
Gabriel Malagrida romance, 1 vol.
ene.
Neto do Acortado, romance histrico,
1 vol. ene.
Viagem no dorso de urna baleia, l
vol. ene.
Cbiquinlio, Encyclopedia da Infancia,
por G. Bruno. 1 vol. ene.
Vinte leguas submarinas, por Julio
Verae
Caricaturas em proza, por Luiz An-
drade, 1 vol ene.
0 Pastor e a ovelba, obra rara e es-
goiada, 1 vol. ene
Obirajara, lenda. 1 vcl. ene.
Arnaldo Gama- L'm motim ha cem an-
nos, i vol. ene., obra rara
0 Da de S. Nuoca, romance, 1 vol.
ene.
Duro Caramuru. poema, 1 vol. ene.
Alfarrabios, por J. de Alencar, 1 vol.
ene.
Escricb Manuscripto Materno, 6
vols. enes.
P. de RockJoSo, 1 vol. ene.
As mil e urna mulheres, 2 vols. enc3.
0 rei i'andla. romance. 1 vol ene.
" s a Ninon, por E. Zola, 1 vol.
a de um baronato.l vol. ene.
Ido Gama0 Gibo do Baldai, 1
I. ene.
tria moral das malneres..! vol.
c.
erdeiros de Caramuru, romance
jtorico, 2 vols. ene., finos
os da historia de Pemambuco, 1
)1. ene.
;reia e o Estado, por Ganganelli,
vols. ene.
la PintoComo atravessei a Afri-
i. 2 vols. enes, linos, com gravu-
3*00fr
3*000
104000
MOO
10*000
3*000
2*1U0
2*000
3*000
3*000
3*000
3*000
15*000
5*000
2*0 0
25*000
2*500
t
4*000
3*000
2*500
2*500
2*00
3*000
1*500
3*000
10*('00
2*000
6*000
2*0tO
2*000
3*000
10*000
2*0(KI
5*000
2*000
2*000
1*500
3*000
2*000
6*000
2*000
10*000
12*000
Attenga^
Os proprietartos do aogo e acreditado arma-
jem do Lima, eitc ra Bario da Vi :toria n. 3,
participara ao respeitavel publico e aos seus
distinctos freguezes, que tnnsferiram tempora-
riamente .seu armazem para a mesma ra n. 9,
conti uando da mesma forma a receberem suas
oroens para lhes servir com o costumado e ha
bitual desempenho.
J s Fernandes Lima f,
Ra Baro da Victoria n. 9
Telephone323
VEHDAS
Rendas
pretas, brancas, creme, beige e de cores
Cbegou um explecdido sortimento deste artigo
para a
R a i iilia das Flores
Ra Baro da Victoria n. 41
Na mesma casa encontra se urna variada col-
ercao de fitas de seda (mais'de 500 nmeros),
bordados de cambraia, espartilhos, luvas, per-
fumara, objectos para presentes, etc., etc.
Precoa baratos
RA NHA DAS FLORES
itua Bario da Victoria n
41
1#800 o covado
Na loja do Campos
Gorgoro preto, seda pura, fazeda nova, a
i*800 o & vado ; na ra do Crespo n. 21.
Alfafa
Vende se a 70 rs. o kilo, fardos pequeos; na
ra do Amorim n. 39. _____
Vinho puro de Santarem
Da quiis do Barral
Os proprietarios do Armazam Central, 4 ros
do Cabuga n. 11, avisam aos seus distinctos fre
uezes e ao respeitavel publico que recebera_
nova remessa ueste especial vinho, o qual st
recommenda por ser puro da bva, e s se reta
iba em seu armazem.
Jnaquin Cbristov2o & C.
Telephone 447
Eligen ho Cumbe
Vende se ou arrenda se o engenho Cumbe baixo, um dos melhores da freguezia de fgua-
ras.-, com boas trras para safrejar aanualmen
te trr? mil paes, com motor d'agna e estrada de
rodgt m para o Recrfe e para o porto de Tapis-
-uma tres legoas da estrada de ferro de Li-
moeiro. Quem desejar fazer negocio dirija-se
a Jahoain, largo 13 de Dezembro, onde achara
com quem tratar. .___________
MYIDADES
Xa loja di LEatras Azncu
A BA DDQE DE CAXUS N.~61
Mosquiteiros americanos com armacSo a
10*000, 12*000, 15*000 e 20*000.
Estantes de msica, para amadores, fe-
cham-se como urna bengala, a 5*000.
Relogios espertadores com movimento a
6*000, 8*000 e 10,5000 e par orna
ment de sala a 20*000.
Lapis Je caetas de ouro fino a 1*500 e
2,5000.
Espartilbos inglezes com elsticos de seda,
ultima novidade, a 7,5000, todo de se-
tim branco a 10*000.
Surah de lindas cores e gasea de listras a
1*400.
Setins com listras largas e lindas c3res a
1*200.
Tecidos de linho fino, fazenda muito lar-
ga, a BOO rs.
pega com 10 varas,
fino, a 5*000 e
a 1*200 e de li-
Libras
Vendem se ra de D. Mara Cezar n. 26-
Gui-
Um mysterio de familia por F. Tava-
;ca de QueirozO enme do padre
aro
tello de Grasville, romance raro,
vol, ene.
.or, D. Ambroise, 1 vol, ene.
obras de Julio Verae,-42 vols,
COC8.
?s Poemas em proza, e verso por
jomes Jnior, 1 vol, ene.
po3 de cara dura, 1 vol, broch.
.. viagens de Guliver, obra critica
ejocoza (rara,) 1 vol, broch.
Voz-'S da historia pelo Padre
lberme Dias, 1 vol, broch.
my
ra, vol, brocb.
Um casamento no arrabalde, 1 vol.
brocb. (mesmo autor)
Os martyres l*erna_bucanos victima
da liberdade. 1710, e 1817 1 vol.
brocb. (obra rara)
Guarrigues breve leitura sobre sci-
encia, 1 vol, ene.
Biblioteca do Povo 31 caderninhos
brochados
Paulo de Koke Barbeiro de Pariz 1
vol.
Amulber fatal o Io. vol s.
0 matadouro, historia da Lavadei-
ra Gervazia o Io o vol s6.
Pausoo do Ferrail A beraoca myste-
riozao 2o vol so ene.
Repostas consisas e -miliares por
Mr. Sepur, 1 vol, ene.
Carta sobre a Cempanhia de Jezus,
1 tul, broch.
Carta a Pae Tobas, 1 vol. broch.
o escriptoho deste Diario se dir quem vt-n-
de todas estas obras, e faz-se grande abati-
mento a quem comprar todas juntas
-"""
2*000
2*000
1*000
30*000
3*000
1*000
3*000
2*500
2*000
2*000
5*000
3*000
4*000
3*000
1*500
1*500
. 2*000
1*000
2*000
2*000
Livraria Contempora
nea
iiinirumeoio de amalea
Bomoardao, bombardino, barytono, tromp
rombone, helicn, saxaphone. carrilon, bombe
taixa, pratos.clarmtas. flautas,rabecas, violfici
ealejos, caixas de msica, etc., etc.
Papel pintado
oara forro de salas, quartos, gabinetes, corred
-es.
Molduras
louradas, pretas e douradas para quadros.
Malas
para viacem, diversos formatos, especialmen^
Dar roupa de senhora e camarote.
Novi para presentes, escriptorio, toucador, etc., etc
RAMIRO M. COSTA & C.
Boa Prlmelro de Hareo b. 9
Coqueiros
Vende-se 500 ps de coqueiros de ptima qua-
lidade : em Olinda, ra de Mathias Ferreira nu
mero 53, taverua.
Vende-se
om terreno sito na Torre, estrada do Rio, com
200 palmos de frente e 800 de i'uodo, com qua-
tro quartos a eias aguas c excellente cacimba
com agua potavel ; na roa do Hospicio n. 59.
FareLdoRioda Prata
A 1*600, dinheiro prompto
Vende se no trapiche Companhia, largo do
Corpo Santo n. 19._______________________
FOLHETII
OMO MTIGRE

POR
mu tsssiss
TBRCEIR PARTE
A PANTHKRA NKGRA
Vende-se um piano
le transposi^o do au-
tor Vignes, que preci-
sa de concert. No
escriptorio deste Dia-
rio se informa quem
vende.
Morim lavrndo,
3*200 a peja,
MadapolSo americano,
6*000 com 20 varas.
Bramante de 4 largaras
nbo a 1*600.
Cortinados bordados para cama ou janella
a 5*800.
Cortinados de crochet de lindas cores para
janeUas a 1*600.
Atoalhados oom lindos desenhos a 1*000.
Guardanapos tinos a 1*800 a duzia.
Toalhas pequeas a 1*500 a duzia, gran-
des a 4*0C0.
Cseas de cores, desenho em matiz, pe-
cas com 9 metros a 1*600
Bordados largos para saias de enanca a
5*000.
Babados bordados, 'lindos patroes, a 440,
500, 600 e 800 rs.
Bicos Drancos com ponto, novidade, a
3*080. *
Fitas de cores, todas as larguras, melhor
sortimento, a 320 e 500 rs.
Baleias fortes a A80 rs. a duzia.
Arco de ajo a 100 rs. o metro.
Cortes de vestidos bordados de. cures, em
car tic, a 9*000.
Tecibs "de quadrinhos a 100, 200 e
400 ra.
Percales claras e escuras a 200 rs.
Grampos para tranca novidades] a 600 rs.
Sovaqueiras de borracha para vestidos a
400 rs.
Sabonetes finos a 500 e 600 ra.
Extractos nos todos os cheiros a 2*000.
Espartilbos courassa 3*500,4*000 e 5*0C0.
Meias cruas alcoxoadas para senhoras a
8*000 a duzia.
Meias de cores para meninos de 6 mezes
at 8 annos a 400 rs
Casacos Jersey bordados pretos e de cores
a 5*000.
' Para noivas
Setins brancos, lisos, lavrados e de listras,
a 1*000, 1*200 e 1*500.
Grinaldas com lindos veos de blond a
7*000 e 10*000.
Meias de seda e de renda a 3*000- e
1*500
Espartilbos de setim, ultima novidade, a
10*000.
Lencos de cambraia de linho, embainha
do largo a 9*000 a duzia.
Panno de linho, muito fino, para toalhas e
fronhas a 1*500.
_u... J:p,lft UicA26000 e 2*500.
Colchas de crochet a 5*500 e oduO:
Colchas de damasco com borlas a 35*000.
Leques de gazes, bordados e de renda a
6*000.
Ligas de seda enfeitadas a 1*000.
Camisas bordadas, finas, para senhora a
5*000.
Casacos bordados, penteadores, a 2*500 e
3*000.
E muitos artigos que se vendem muito
barato e d se descont a quem comprar
de 20*000 para cima.
Novidade americana
UM LINDO RETRATO DE FAMILIA
Por tsoOOO
Qualquer familia pode ter um retrato de
um prente ou amigo em sua sala de
visita, mandando um pequeo retrato em
cartSc de visita nao importa que seja
antigo, bastante mandar dizer a cor
dos olhos e do cabello para chegar um
lindo retrato desejado. Reeebem-se en-
comendas na
LOJA DAS LISTRAS AZES
Libras sterlinas
Vndese i ra do Commercio n.'44.
WB1SIT
Boyal Bleod arca VIAD6
Este excellente Whisky Escocez pro-
ferivel ao cognac o agurdente de cana..
para fortificar o corpo. -w
Vende-se a retalho nos melhores arma
zens da molhados.
Pede floral Bleod marca Viado
cujo nome e emblema sao registrados pan
todo Brasil.
________ BROWNS A C, agentes.
Cautelas do Mpnte de Soc
corro
Compra-se Cautelas do Monte de Soc-
corro de qualquer joia, brilhantes e relo-
gios, paga-se bem na ra do Cabug n.
l4. n.Loja de relojoeiro.
Superior vinho de Al-*
cobaya
O acreditado e antigo armazem do Lima par-
ticipa ao publico e aos seus freguezes que acaba
de reeeber' urna nova remessa deste especiad
vinho, escoliiido propriamente pelo chefe desta
casa, lornando-se recommendado por ser, purc
e de boa qaalidade. Jos Fernandes Lima & C.
ruaBarao da Victoria numero 9, Telephone313
Agua maravilhosa
Com a appiicaco desta agua, quem sorer de
espiahas, pannos, sardas, femdss e vermelbida
do rosto, firari perfeitamente curado, rtconhe
cendo a, desse modo, como nico especifico
eficaz. Alem desses effeitos, tem ella a pro
ptiedade de, tornando a cutis limpa, dar-ine a
cor natural. Acida vidro quecusta It, acom-
panba a respecti7a indicago do uso.
Abaixo as pomadas
Vendem Farias Sobrinho & C, rua Mrquez de
Oupd n.. .
Etamines a 280 rs. covado
^a loja do Campas
Etamines brancas e de cores, arrendadas, pa-
iroes 1 ndos, a 280 rs. 6 fazenda de6-0rs. ; na
ra do Crespo d. 51.______________________
JPo centeio
Mello & Biset tendo recebido nova remessa de
farinha centeio, avisa aos seus freguezes que
coutinuam a fabricar este delicioso pao centeio
tedas as tercas e sexlas-feiras ; na ra larga do
Rosario u. 40.
*.
Novidade.
lindos desenhos jo covado
Voile de algodao,
140 rs.
LOJA DO POVO
Alerta
com a Revoluto
48Una Duque de Caxlas1*
E' BARATISSIMO
Sur de linho a 400 rs. o covado.
Etamines de todas as cores a 300 e 400
rs. o.covffdo.
Zephros finos' a 120, e 160 e 200 rs. o
covado.
Merinos de cores om duas argur as
400 rs. o covado.
Cachemira com quadros^de seda para ves
tidos a 1* o covado, faCenda de 2*000.
Ditas com toque de mofo a 800 rs. o co-
Lindo sortimento de fas verdes n. 5, 9 e
12, padrSes o que ha de modernos.
Fitas lavradas com um palmo de largu-
ra a 2*000 o metro.
Grande sortimento de galSes, palmas, ro-
sas, ping'entes guarnieres pretas de
vidrilho para vestido.
Lindas costureiras de velludo proprias
para presentes.
Lindas boleas com estojo para costura.
Grande sortimento de caixinhas com es-
tractos proprias para presentes a 2*000,
3*000. 4*000, 5*000 o 6*000 urna.
Livros de missa, de madreperola e de
velludo.
Lindos objectos de crystal para presente
como sejam : porta-relegio, parta-extra-
cto, porta-p de arroz de 4*500 at
12*000. .
Finos alfinetes para gravatas.
Qrande sortimento de broches americano
para senhoras.
Caixas com msicas a 2*, 3*000. 4#000
at 120003.
Pegadores de prata de tranca a 1*500.
dem de tartaruga a 1*000.
Grande sortimento de galSzinhos brancos
Muito barato
1000 um par
Ka ra do Livramento ns. 19 e 21, tem urna
grande quantidade de spatOes rinos de vaqueta
branca, obra muito forte e propria para o inver-
so, e por prego baratissimo, 11000 8 par, e em
porcao ter descont.
VOIL VOILE !!
A 240
Grande e variado sortimento de voile
de algodSo e 12n, acabam de reeeber,
Bernardino Campos & C* e vendem pelo
insignificante preso de 240 reis o co-
vado.
APROVEITEM QUE E* PECHINCHA
Ra l. de Hareo n. i
AO PUBLICO
O abaixo assignado resolveu participar
aos seus amigos e freguezes que contina
a ter sempre o mais completo sortimento
de:
COGNACS destacando o afamado
jPno, que um dos que mais se pres-
tare a tomarse coa leite.
VINHOSO Pcdhete sern prejuizo das
outras marcas, especialisando tambem o
magnifico Bordeaux Republique BrsU-
lienne.
LEGUMESem conserva, especialida-
des como nSo se encontram em qualquer
casa.
CARNE 3 em conserva, especiaes como
nunca vieram aqui.
PEIXEStambem o que ha de mais
vaGIRV_JASonue se unuM _, i.-
conhecida e digna de celebridade Paulino
Bier.
CHARUTOS nm grande sortimento
das melhores marcas, e por precos muito
commodos.
Alem destes artigos acha se o sen esta-
belecimento sempre supprido de tudo
quanto se possa desejar d'um bom esta-
belecimopto d'aquelle genero.
Ra do Imperador n. 28.
Paulino de Olivara Maia.
Alfafa
(ContinuacSo do n. 93)
XXI
Um florim at noite, e tantos fio
rins quantos das eu precisar de ti, se for
por mais'de um. Queree"?
Sobe coicluio o coebeiro.
Nao, vem commigo, reipondeuTang,
seguir.do rpidamente o mesmo caminho
que trouxera. '
Chegando ao cruzamento de duas ras,
fez eigual ao maUio para que parasse e,
oom toda a ptiecauc2o, estendeu a cabera
de forma a ver o que se passava junto
oasa do advogado.
O Dr. Z_ndoi deacia a escada aportan
do a mSo .a .Van Stade e pareca agrade-
cer-lbe effusivunente.
Depois subi para a caleche, fea um ul
timo gesto de despedida e os cavallos ptr-
tiram a toda o galope.
Teng saltn kgo para a sua carroagem
e, en vol vendo-se muito bem na tnica, gri-
tn para- o cocheiro :
A galope! Segu me essa caleche
quechi vai adianto e toma cautela, nao
m'o percas de vista !
O malaio chicoteou vigorosamente os seus
dous poneys, e o ligeiro vehculo desappa
recen a todo o galope, do meio de urna nu-
vem de poeira.
O Dr. Zandog regressava a B?ntairJ, de-
pois de ter encarregado o Sr. Van Stade
de prevenir a ua clinica de que se au-
sentara por alguns das e de responder s
perguntas que aquella ausencia poderia
mutivar, que partir com o fim de desane-
jar Emmy.
Ora, a distancia de Batavia a Bantam
era de urnas vinte leguas ; teve, pois, que
parar durante as horas de calor.
Tendo partido s nove horas da m_nha,
a despeito dos esforcos do cocheiro, que
guiava com toda a pericia, nao tinha an-
dado a terca parte do caminho, quando os
ardores fulminantes do sol o obrigaram a
esperar que refrescasse o tempo, n'uma
pequea aideia.
l'ang deu gracas' aquella paragem, sera
a qual os seus poneys nao poderiam conti-
nuar a seguir o doutor, o, imitando a ge-
nerosidade daqueile, prometteu a seupezar,
ao seu coebeiro, urna molhadura, se os ani-
mses des ancassem a tempo de poder par-
tir quando o caleche continuaBse.
O malaio assim lh'o prometteu, porque
coahecia a tundo as boas quahdades dos
cavallos javanezes, e oom cffeito conseguio
nSu perdr de vista at ao termo de via-
gem o t em do doutor, que cerca de urna
hora da man ha entreva ruidosamente na
antiga capital da ilba de Java.
Tang tomou nota do nome da ra e do
numero da casa para onde o Dr. Zandog
entrara, e decidi-se, finalmente, a esco
/her um hotel, depois de ter, suspirando.
Azulejos
" Vende-se solta qualquer quantidade a 40 rs. o
kilo ; na ra do Amorim n. 52.
satisfeito os compromissos tomados para
com o cocheiro.
Na manhS seguinte, muito cedo, j elle
atravessava Bantam com o seu passinho
miudo, perguntando a um e outro, e, sob
pretexto de negocio, fazendo fallar os com-
merciantes mais visinhos da casa onde elle
sabia que ficara o doutor.'
Tendo, emfim, obtido os esclarecimen-
tos que desejava, voltou alegremente para
o hotel, pedio o necessario para eacrever,
e em letras de meia< polleg-da de altura
conseguio tracar legivelmente' estas pala-
vras: fc
Caro Sr. Harm'ad.Dipae o senhor a
Tang, quando parti, que visse o que ta-
siam o Sr. Van Linden e o Dr. Zandog e
a senhorita. Van Linden morreu, envene-
nou-se na prisSo, como ver pelo jornal
que mando junto. O doutor levou comsi-
go a viuva para fra de Batavia, e eu se
guio o at Bantam.
a O Dr. Zandog e a tal senhora estib
aqui, em casa do Dr. Ben-Larah, medico
rabe, ra do Governo, 26.
a Tang est contente. Se o senhor est
tambem contente, escreva ao velho Tang,
que far o que seu amo Harmad ordenar.
Tang. >
t P. S.Tapai eBt no subterrneo,
sempre a comer e a dormir. Come muito
e faz bastante despeza.i
Depois de concluir, a suar como um boi,
aquella curiosa carta, o chinez tirn da al
gibeira da sua sebenta dalmtica um nume-
ro do Jornal de Java, do qual recortou um
pequeo artigo assim concebido :
PROCESSO V_fT LEKDEN
" A nstrucao deste processo, que co-
mecara e fra seguida com urna habilida-
de consummada pelo Sr. Van Sathader,
acaba de^er bruscamente encerrado, por
Com lindissimas cores e desenhos variadissi
mos, encontra-se para vender um grande sorti
ment desse artigo, proprios para frente de ca-
sas, corredores, cosinhas e banheiros ; por pre-
cos sem competencia na ra do Visconde dt
Goyanna n. 45.___________________________
Cachimbos inglezes
A fabrica Vendme receben um sortimento de
cachimbos patentes de madeira.Free and Basy ;
a vantagem nao communicar a saliva ao fumo,
e o farro bocea. __
Vt)ILE!! VOILE!! VOILE
O que pode haver de melhor e gostos
lindissimos, acabam de reeeber, Bernardine
Campos & C.a e vendem sem competen-
cia de prejos.
Ra 1. de Marco n.
vado. __ 7jtf_vi e de cOres para enfeitar casacos e roupa
Cortes para vestidos, ultima moda a 7#OUU criancas.
um.
Ditos bordados a 10*000 um.
Ditos bordados brancos e creme a 13*000,
14*000 e 15*000 um.
Casacob de seda franceza a 2*000 um.
Cort-nados bordados, a 6*000 o par.
Ditos de crochet a *000 e 10*000 o par.
Ficns de retroz prateado a 1*000 um.
Colchas de todas as cores a 2*100, 3*000,
4*000 e 6*000 urna.
Cobertas forradas a 2*500 urna.
Bramante com 4 larguras, trancadb e liso
a 800 e 1*000 o metro.
Toiletts para baptisados a 8*000, 9*000
e 10*000 urna.
Pannos da Costa para mesa a 1*200 o ce-
vado.
MadapolSo americano a 6*000 a peca com
24 jardas.
Camisas de meia a 1*000 urna.
Ditas de linho e algodao com collarinho a
2*000 urna.
Toalhas para crianca a 120 e 160 rs. urna.
Fust&o de cores para costumes a 500 rs. o
covado.
Pannos do crochet para cadeiras a 500 n
um.
Ceroulas francesas, a 1*000 urna.
Atoalhado de linho com toque de mofo a
2*400 o metro.
Dito de algodao a 1*200 o metro.
AlgodSo trancado para toalha a 1*000 o
metro.
Espartilhos couraca a 4*,-5*000 e 6*000
Lencos de algodao brancos e com barra
1*200 a duzia.
Ditos de linho a 2*500, e 3*000 a duzia.
Nansuk fina a 120, 160, 200 e 240 rs. c
covado.
Cretones claras e escuras a 200 e 240 rs.
o covado.
Organdis a 400 rs. o covado, fazenda de
800 rs..
Setineta lisa de todas as cores a 240 rs. o
covado.
Di nnrtaa ImrrlarJnR a seda Tiara Vesddo.
de 61 *000 por 25#0OO e 30*0()0.
Costumes de Jersey para criancas a 7*000
um.
Voile de algocUto a 240 rs. o covado.
Merinos bordados, de c8res, a 600 rs. o
covado.
Crep, ultima moda, a 600 rs. o covado.
Cambraia de quadros para vestidos a 1*800
a pega.
Brim pardo trancado a 240 rs. o covado.
Casemira de cores para roupa de homem a
1*2C0 rs. o covado.
Para a quaresma
Merinos pretos a 800, 1*000 e 1*200 o
covado.
Manteletes pretas a 5*000 e 7*000.
Fichs pretos a 1*000.
Ricos cortes de cachemira preta bordados
de vidrilhos a 30*000 um.
umitas outras fazendas pretas como
sejam gorgorSo, setim e cachemira que se
vendem com o abatimento de 50 /0.
NiO esqueeendo
que em sua officina de alfaiataria aprcm
pta-se qualquer costume e em 24 horas
assim como tem um completo sortimento
de brins, casemiras de cores e pretas, que
vende por precos sem competencia.
A Revolucao
HENRIQUE DA-SILVA MORED1A
*> r
causa de um incidente devras dramtico.
O aecusado, o Sr. Henri Van Linden,
matou-s na prso por meio de urna agu-
lha embebida em curare, e a missSo da
justica limitou-se,, portanto a verificar o
bito.
O caso que este processo, que se
calcula va ser de sensacio, mor re na. casca,
e nem por sbo temos' pena. Perante a
morte, todas as opniSes devem estacar
para ceder o lugar a um nico sentimento:
pezar.
Depois Tang metteu o fragmento do
jornal dentro da carta, e em seguida tudo
n'nm enveloppe, e com urna paciencia dig
na dos seus congeneres conseguio copiar
textual o fielmente o seguinte endereco,
inscripto por Toby n'uma folha de sua car-
teira:
enancas.
Caixinhas com sabonetes a 500, 600, 700
e 1*000.
Grande sortimento de bengalas finas a
1*000, 1*500, 2*000 e 2*500, o que ha
de mais bonito.
Lindas chapelnas para crianga, gosto mo-
derno.
Porta-retratos a 200 e 300 rs. um.
Grande sortimento de lencos de seda a
1*000, 1*500 e 2*000 um.
Guarnieres para toilet a 6*000 e 7*000.
Lindos porta-pos de arroz a 1*500, 2*000,
3*000, 4*000, 5*000 e 6*000 um.
Finas ligas com ramo de flor de larangeira
proprias para noiva a 1*500 o par.
dem de todas as cores a 1*000, 1*200,
1*500 e 2*000.
Rendas hespanhola de todas as cores.
dem pretas com e sem vidrilho.
Grande sortimento de bicos matisados e de
urna s cor.
Sabonetes perfumados a 500 rs. a duzia.
Lindos desenhos para talagarca.
Qrande sortimento de biccos pretos de
seda, algodao e de la com e sem vidri-
lho. \
Mantilhas de seda e de algodao pretas a
de cor de creme, proprias para moga.
Franjas pretas com e Bem vidrilho.
Collarinho para homem a 3*000 e 4*000
a duzia.
Bordados de cambraia tapada a 500, 600,
800, 1*000, 1*200 at 2*000 a pega,
dem com 3 e 1/2 metros, de qualquer
largura, a 1*200.
Lengos de linho a 3*000 a duzia, em ca-
xinha.
Meias para hemem a 4*000 a duzia.
dem para senhora a 4*000 a dita.
Grande sortimento de pulceiras ameri-
canas' onn
Cortinados de crothet para cama a 12*000,
17*000 e 19*000.
Ditos para janella a 7*000.
OuarnicSes para cadeira a 6*000.
1*000.
Capellas com veo para noiva a 6*000,
8*000 e 10*000
Panno de crochet para sof a 2*000.
Lindos enxovaes para baptisados a 8*000,
10*000 e 12*000.
Grande sortimento de luvas finas para se-
nhora a 1*500, 2*000 e 2*500 o par.
dem para menina a 800 e 1*000.
Grande sortimento de espartilbos para
moga a 4*000, 4*500, 5*000 e 6*000.
Linha de machina a 700 rs. a duzia.
dem idem a 60 rs. o carritel.
Espartilhos para crianga a 4*000 e 4*500.
Toalhas para banho a 1*500.
dem para rosto a 300 rs.
Babadores eom inscripgSo e paisagem a
500 e a duzia a 4*000.
Grande sartimento de espelhos finos ovaei
e de canto redondo a 4*000, 5*000 e
6*000.
Be n gal las de flauta a 1*500.
103RA DUQUE DE CAXIAS103
Barbosa & Santos




1

das is pessoas da casa, restabelecia se len-
tamente de todos os soffrimentos que a
haviam perseguido.
Paseara j porto de um mez sobre a
morte de Van Linden, e nem urna pala-
vra, nem um olhar, nem a mnima inadver-
tencia fra perturbar a serenidade d jo
ven, cujo refugio em Bantam ninguem co
nhecia, a nao ser o pessoal javanez
casa.____
Por isso, o Dr. Zandog, persuadido de
da
N
V
Feijo mulatinho
a 900 rs. a cuia: no largo do
Mercado n. 12.
"~'_T"
A criada, assustada, voltou im mediata-
mente, e por sua vez soltou Um grito de
soccorro, ao qual acudiram a Sra. Zandog
e o Dr. Ben Lerah.
Levantara Emmy e levaram-a para a
cama.
O medico rabe, julgando que se trata-
va de urna simples syncope, prodigalisou-
lhe os mais affectuosos cuidados ; mas o
desmaio degenerou em ataque to grave,
que, aps algumas horas de tratamento in-
ror isso, o ur. ^anaog, persuaam ,ructf comegava Ben-Larah a inquie-
queja nao hayia pengos a receiar, voUa- d cherou o Dr. Zandog.
HARMAD JNIOR.
Pesia restante.
SINGAPDRA.
Feito isto, resfolegou, sorrio, pagou a
sua conta,correu repartigao postal, dei-
tou a carta-na caixa, tomou de novo a ca -
ruagem para Batavia.
Desta vez/como o^cocheiro precisava vol-
tar casa, obteve urna diminuigao de me
tade no prego da viagem.
Esfregou as mos de contente e subi
para o trem, murmurando :
Bem empregado dinheiro. Deseo-
berto o ninho do passaro. Mestre Harmad
pode agora |apontar e fazer fogo, quando
quizer. Tang bom cao e uSo larga a
caga.
XXII
Emmy, tranquillisada acerca da saude
de Henrique, pelas informagSes do Dr.
Zandog, e bem longe de suspeitar a lou-
vavel mentira que o medico ensinara a to-
ra ao exercicio da sua clnica em
tavia e nSo ia para Bantam senSo aos sab-
bados, passando all os domingos com as
duas mulheres.
E de cada viagem inventava um novo
pretexto para adiar a nova visita de Emmy
a seu marido, o que a infeliz reclamava
com urna insistencia e umaemog3o cada
vez maiores-
Ora, certo domingo de manha acabava
Emmy de levantar-se, quando a malaia
que lhe servia de criada de quarto, lhe
apreaentou urna carta chegada pelo cor-
reio.
A joven, ao pegar na carta, nao pode
reprimir um como movimento de terror.
Pareca lhe que ia reeeber urna noticia
m.
Reagio contra aquelle sentimente instinc-
tivo e rasgn o enveloppe, mas sem pro',
curar adrvinhar quem poderia ter-lhe es
cripto.
A letra era lhe desconhecida, e, segundo
o carimbo, a carta fra deita caixa em
Singapura.-- *
Desdobrop, pois/lentamente a folha de
papel e leu.
De subiitvergpau-ae livlda, transfigura-
da por uroajajjafiJBO dessspero, e, exha-
lando ua
mente no
p I tar se, quando chegoc
c&
hprpvel, eahio redonda-
Zandog.
duas palavras _
advinhou
conhecimento do
Sua mulher pl-o em
corrente da situagSo e o medico
logo que Emmy tivera
suicidio de seu marido.
Mas como ?
Informou-se.
Interrogada a malaia, confessou ter tra-
zido urna carta senhora, e Zandog achou
logo esaa carta amarrotada e aperlada ua
mo gelada da joven. **
Depois de reiterados esforgos conseguio
extrahir de entre os dedos, crisj
doente o fatal papel, que continha apenas
estas linhas de um laconismo Uto h rrjvel
quanto infame:
c Seu marido matou-se, isto |. cu-
se e puni se. A senhora concebente um
negro e dar luz um mulato. ^Sr a*
seu castigo.
__Oh O miseravel! mnrmurou o Dr.
Zandog, aterrado. O seu castigo, pobre
anjo I

J
bem e
vam ?
De que ? Que fez ella, senao o
a felicidade de quantos a rodea-
Continuar-* ha)
Typ. do Otario, Ra Duque de Caxias n. 42
1


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EYLO7MPLA_ES2BER INGEST_TIME 2014-05-29T21:28:29Z PACKAGE AA00011611_18029
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES