Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17973


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO L. NUMEKO 436 *T3f.
i'
ft


V.
{
PARA A CAPITAL E LUGARES 0\DE NAO SE PAGA POfllTE.
lor tres raezes adiantados................ 6WQO
for seis ditos idem................,.. 129006
lor urn anno idem.............-.. 24#000
Oida numero avulso................. 9320
* -
tjUARTA FEIRA 17 DE JUNHO DE 1874
PARA DEXTRO E FOB! DA PBOVWCIA.
Por tres mezes adiantados.............
Por seis ditos idem.................
Por nove ditos idem.................
Por urn anno idem...................879000
. ,*
PR0PRIEOADE DE NANOEL FIGQEIROA DE FARIA 6 FILKOS.
Of 8rs. 6rardo Antonio AhesA Filhos.no Part; Goncdye* & Pinto, no Maranhao; Joaquim Jose de Oliveira dFilbo, no Ceari; Aa^nio de Lemua Braga, no Aracatj ; Joio Mria Jnlio Chares, no Ad; Antonio Marqaes da Silya, Natal ; Jose Justiao
Pereira d'Almeida, em Mamanguape ; Carlos Auxencio Monteiro da Franca, aa Parahyba ; Antonio Joae" Gomes, na ViUpia Penha; Be'armino do Santos Bulcio, em Santo Antio ; Domingos Jose da Costa Braga, emSaxareth;
Antonio Ferreira de Agoiar, em Goyanna; Joao Antonio Machaeo, no Pilardas AlafAas; Ahes A C.na Bahia; e Lehe, Gerqoinho A C. no Rio Janeira-
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
>. tiO.Pernambuco. Reparlicio das obras
publicas, sro St de abril de 1874. -Illm. e Exm.
jr. Depois de ter miuuciosamente examinado as
condigdes era que se acha o servigo das ooras pu-
blicas da provincia, e depois de ter tornado indi-
ridualmente as informagoas dos eDgenheiros de
districtos, eheguei as conclusoes que tenho a hon-
ra de subraettcr a consideracao de V. Exc. no fi-
nal deste relatorio, tendentes a organisagao do pos-
tal technico de conservacao, de estndos e de
obras novas, qae esta dividido pelos differentes
districtos.
Nao me occupo neste trabalbo do pessoal cen-
tral da direcgao, escripturarios, pagadores edese-
n'.uslas.
0 pessoal activo dividido peloi districtos com-
prehende actualments :
5 engenheiros, sendo am intenno.
o conductores, seaJo qualro interinos.
6 guardas no 1 districto, que estio encarrega-
doe : t da conservagao dos ediflcios, e os ontros
3 da conservagao das ruas, estradas e pontes do
mesmo districto. Estes erapregados recebera 73*
MT BBSS.
0 novo regulamento de 24 de fevereiro do cor-
rente anno conserva os com os mesmos venci-
mentos (art. 61), dando-lhes o titulo um poueo
eomplicado de cabos de guarda de conservagao
de 1* classe > ; 21 cabos de guarda de conserva-
cao de 2' clas3e para o 2s, 3, 4 e 5* di3trictos,
tmdo cada um delles 3 serventes sob a sua di-
recgao (art 7" do mesmo regulamento.)
0 numero de 21 cabos resulta da hypothese,
adnuttida pelo art. 6, de um cabo para cada 12
kilometros pouco mais ou menos.
A extensao total das estradas em conservacao
( de:
2/> districto 59,3 \
3.* 63.2fKiIom.
4. 59,8? 247,1
ja as queixas tor-
de ruina das nossas
este estado de cou-
5. 61,6 J
0 que da um total de 63 serventes, pagos men-
salmente a raiao de 30*000 (art 81).
Convem notar que o numero dos trabalhadores
necessarios em uma estrada varia muito, segundo
as estates ; e preciso, pois, em todos os caso3
completer o pessoal com trabalhadores auxiliares
em numero variavel : este numero resulta da ex-
penencia dos chefes e da condigio especial de ca-
di spccio de estrada, e nao e susceptivel de uma
regra uniforme.
No actual estado das cousas o quadro dos 5 en-
genheiros, 5 conductores e dos 6 guardas do 1
districto esta completo.
Porera nao acontece o raesmo com o quadro in-
ferior dos cabos e dos serventes, que esta muito
1 oege de ser preenchido.
A suppressio do3 guardas do 2., 3., 4." e 5."
districtos, feita subitamente em o 1 de julho de
1S73 corao medida economics, deixou as estradas
privadas de um pessoal de conservacao que tinha
;idquirido uma cerla experiencia. Essa experien-
cia ficou perdida para o pessoal chamado para
substituilo.
Podiase prever que um empregado que recebia
75*000 mens2.es nao acceitaria uma mensalidade
de 35*000.
Nao se conseguio, pois, no 4. e 5. district03
lormar um novo pes-oal ; no 2. districto fazem-se
as nomeacoe;, porera as demissoe3 succedem-se
pouco tempo depoi3, desae que a industria parti-
cular offerece melhor remuneragao. 1
No 3. districto 0 engenheiro foi maiz feliz; pode
Bompletar 0 sen quadro de modo a obter resulta-
hem satisfactonos.
E preciso, por6m, reconheccr que este distric
10 e?ta agora pouco sobrecarregado de trabalhos,
e que 0 engenheiro podc assistir continuadamente
as obras de conservacao ; 0 que nao se pode e3-
perai de um engenheiro que se occupa de eslu-
dc? graphicos ou Rscalisa obras novas.
0 serrleo passa, portanto, por uma crise, cuja
scluqio importa grandemente ao bom estado das
estradas.
0 inverno agora comera. e
namse gerae3 sobre 0 estado
estradas.
Estas queixas sao justas, e
bas pjiorara necessariamente de um raodo muito
inquielador, si se nao proceder sem demora a reor-
.^aniiacJo conveniente e permanente de um pes-
ioal de" conservaeio.
Tendo assumido a directoria desta repartigao no
Uia 2-"> de fevereiro proximo pass&do, postenor-
jnente a organisacao do novo regulamento, nao pu-
df- ate agora emittir a minha opiniao sobre as mo-
diticaroes ou additamentos de que elle e suscepti-
vel, v'isto qu? tive occasiao de le-lo pela primeira
vez no dia 28 de marco, epoca de sua publicacJo
no Diario de Pernambuco.
Julgo-me agora, porem, habilitado a tirar con-
c.usoes amadnrecidas, e apresso-me a faze-lo por-
que, repito, ha urgoncia.
0 novo regulamento trata nSo so de obra3 novas
j da simples conservacao das estradas.
Para n5o fallar muitas vezc3 em uma mesma or-
aaaisa^So, e necessario que eu examine tambem
duas questoes que dizem respeito a disposicao ge-
jal do servic/t. Tratirei successivamente dos se-
sruintes poutos :
1." Proporho que se adopte uma nova divisao
d03 cinco districtos; 0 que nao occasional aug-
mento alguni do pessoal ;
2." Que se regularise as folhas de ferias, as
coutas de fomecimento3, as pequenasempreitadas,
segundo preicripc5es unibrme3, e que sejam en
carregados di3to empr?gados chamados apontaio-
res, em cujo quadro serso in:luidos 03 seis guar-
dis actuaes do l. districto.
?. Que seja destinado para fiscalisacae perma-
nente da conservacao um certo numero deste3
apontadores, que ficarao sob as ordens do enge-
nheiro 0 do conductor do districto; havendo uma
subdivisao definida 'e formando acima dos cabo3 e
- .-antes 0 |uadro de sargentos, que absoluta-
ii:ente nlo e:cinem, e sem 03 quaesnSo se pode di-
T.zir trabalhadores, como nao se poderia dirigir
y.'lados. .
Rom divisao dos districtos de engenheiros.
irt. 10 do novo regulamento esta assim con-
ccbilo : a A provincia sera dividida em cinco dis-
trictos de cbras publicas, sendo a coropreheasao
de cada um determinada por acto da pre3idencia
da provincia. sobre proposta do engenheiro che-
fe ; podendo esti comprehensao ser alterada pela
prasidencia todas as vezes que assim 0 exigir a
conveniencia publica.
Convidado a apresentar alguma propo3ta com
este flm, retonheco que a divisao actual dos dis-
trictos de e genheiro3 offerece effectivamente cer-
toi inconver.ientes, faceis de remediar por um ar-
ranio muito simples.
>) Os districtos foram primeiramento orgamsa-
do3, tendo- se somente em vista as quatro estradas
principaes tiue partem do Recife: a estrada do
norte para .guarassti, Goianna e Pedras de Eigo ;
a estrada de Pai d'Alho e Limoelro; a estrada de
Jaboatio e da Victoria, prolongando-se para Gra-
vala ; e Gn< lmente a estrada do sul.
Estas quz.tro estradas tem extensao bem analo-
gas para conservacao. Porem as extens5es em
ronstruccao sao muito differentes; e debaixo des-
te ponto d: vista 0 2.* districto, e depeis delle 0
i?, tem made mais servijos do que 0 3." e 0 5.
E', pois, natural que se. trate de augmentar 0
0 melhor possivel os ulentoi e a actividade dos
tmgenheiros que estao a testa dalles
b) alem diss^, 0 i.' e 5." districtos lera 0 Incon-
venieate de nao corresponJer. como 0 1 e 4.*, a
uma zona de terreno pouco mais ou menos rec-
tangular, onde 0 engenheiro possa esladar todas
as questoes technicas que se aoresentam, quer
quanto aos trabalhos municipaes, cuja fiscalisa-
gao Ihe pode ser confiada, coma no Rio Formoso,
Serinhaem, etc., quer quanto as fuluras estradas
transversaes as granles estradas actuaes e dos
caminhos de fsrro executados ou projectad03.
Ora, a proxima execucao do camioho de ferro
do Recife a Limoelro e do Recife a Victoria apre-
senta na actualidade um intere.'se mcontestavel
parao estudo destas estradas transversaes, que
c mmunicarao as estagSes desses caminhos de fer-
ro, levando lhes ao mesmo tempo os productos do3
engenhos.
fc' preciso, portanto, que 0 engenheiro estude
de perto 0 terreno comprehendido entre duas es-
tradas vizinhas ; 0 para isso e bom que 0 seu dis-
tricto nao offereca a forma de facha eslreita, pa-
rallel a sua unica estrada. A proposta que to-
mo a lib?rdade de apresentar a V. Exc. obvia este
inconveniente.
c) Cada um do3 districtos prolongando-se era
ponta ate os arrabaldes da capital, resulta que os
reparos urgentes ou os accidentes que tem lugar
nas paragens mai3 concorridas das estradas sao
necessariamente 0 objecto de avisos dados ao en-
genheiro chefe, muito antes qne 0 engenheiro do
districto,cujaresidenciaachasedistante, seja pre-
venido. Isto occasiona demoras inconvenientes.
d) Este prolongamenlo dos districtos at6 os ar-
rabaldes da capital e pouco fivoravel ao estudo
do conjuncto das medidas que estes arrabaldS
reclamam; estudo que um engenheiro, concen-
trando 0 servico dos mesmos arrabaldes, poderia
emprehender em proveito do municipio do Reci-
fe e da provincia.
Todos estes motives, segondo a minha opiniao,
devera fazer adoptar a disposigao seguinte, que
consiste em conservar no I." districto a propria
cidade do Recife com suas freguazias centraes ;
constituinrto-se porem, um distri:to suburbano
correspondente aos arrabaldes, cujos limites ex-
teriores sejam os do proprio municipio do Recife
e do municipio de Olinda.
0 districto suburbano comprehendera deste mo
do a estrada do sul desde a ponte dos Afogados
ate a ramificacao de Muribeca e a do Boa-Viagem,
a estrada do3 Remedios desde a ponte da Magda-
lena ate Afogados, e a estrada da Victora desde
este ultimo ponto ate 0 limite das freguezias da
Varzea e Jaboatao ; a estrada de Pao d' .Mho des
de a Magdalena ate Caxanga e desde Caxanga ate
a ponte de S. Joao, na direcgao da freguezia de S.
Lourenco, que faz parte do municipio do Recife ;
a estraaa do norte desde a pon'e dos Arrombado3
ate 0 engenho Paulis ta, !imi!e do municipio do
Olinda.
0 districto suburbano tera pouco mais ou me-
nos 60 kilometros de estradas para conservacao,
tanto quanto tem um dos districtos actuae3; po-
rem a disposicao divergente das mesmas estradas
a partir da capital, onde residira o engenheiro,
tornara a fiscalisacio notavelmente facil e efflcaz.
0 engenheiro, tendo seu gabinete no Reiife,
sera 0 primeiro a ser prevenido de qualquer ac-
cidente ou reparagao urgente.
As suas occupagoes estender-se-hao somente aos
dous manicipios do Recife e Olinda; ficando, por-
tanto, com facili lade ora relag5es ofllciosas com as
camaras municipaes, de modo que podera entrar
em um acordo vantajoso para muitas pequenas
questoes do utilidade publica.
Emfim, 0 para mim e isto razSo iraportante, a
lacilidade com que far-se-ha este servigo de con-
servagao deixara a di?po?icSo do engenheiro uma
grande parte do tempo, conflando-lhe eu, sob
minha constinte direcgao, os estudosa emprehen-
der-se sobre 0 rio Capibaribe.
As suas occupagoes leval-o-hao constaniemente
aos differentes pontos do Capibaribe, que as estra-
das do districto suburbano cortara na ponte de
S. Joao, na do Caxanga, na da Magdalena e na de
Afogados. 0 pessoal sob suas ordens achar-se-ha
em todos estes lugares. Sera, pois, facil a este
engenheiro realisar uma serie continuada de ob-
servac5es sobre 0 nivel das aguas nas differentes
pontes e sobre as alturas das eheias nos differen'.es
lugares da bacia, e fazer por occasiae das m-smas
eheias 0 trabalho indispensavel antes da realisagao
do qualquer projeclo sobre melhoramentos hy-
draulicos, assim c'omo 0 que nunca f6ra feito: a
jaugeage do Capibaribe nas grandes eheias.
tudo isso far-se-ha em occasiao opportuna, por
quanto fara parte do servico ordinario, 0 niosera
um servico extraordinario feito em commissao, e
que deve-se fazer em todo 0 caso em um tempo
aprasado, ainda mesmo nSo havendo enchente do
rio no praso mareado.
Aecresce que 0 Baberibe merece por sua yez
uma altengaj constante, quer sob 0 ponto de vista
do despccamento dos pantano3 que elle atravessa,
Suer quauto a agua que podesse fornecer a cidade
0 Recife pa-a a irrigagao das rua3, lavagem dos
esgot03 e extincgao dos inceudios.
0 Beberibe scha-se totalmente comprehendido
na circumscripcao do districto suburbano.
Oi lugares escolhidos provisoriamente para 0
raatadouro do Recife e para os logradouros do
gado trazido para 0 consurao acham-se tambem
nesse districto.
Admittida a creacao desse districto suburbano,
dou-lhe a numeragio de 3*, porque e do 3 ac-
tual que elle lira a maior extensao da estrada
( 18 kilometros) e porque essa creagao permittira
reunir 0 resto do 3* districto ao o.
0 2* districto conservara todos as suas attri-
butes, salvo a primeira parte da estrada do sul,
desde a ponte de Motocolombo, seu"Iimite actual,
ate a bifurcacio para Muribeca.
versaea, que sera necessario primeiro estudar *
eonsiruir depois, logo que um dos caminhos de
farro, do Limoeiro ou da Victoria, estiver era exe-
cucio.
0 4* districto conservara suas attribnigoes, salvo
a part* da e'trada do norte desde Olinda ate 0
engenho Paulista.
Mas a iraportancia desse districto esta no aca-
bamento da estrada entre fguarassd e Goianna,
entre Goianna e Pedras de Fogo, na construcgao
da estrada de It&pissama a Nazareth, da qual acha-
se apenas aberto 0 1* lango de Itapissoma a es-
trada do norte, na fiscalisacad do3 trabalhos do
canal de Goianna e estudo dos meios que podem
tornar mais efflcaz esta obra, destinada a dotar
aquella cidade de um veTdadeiro porto maritimo,
e na fiscalisacao dos trabalhos de encanamento
d'agua e de gaz para a mesma cidade.
Esse districto flea sobrecarregado de trabalhos
que reclamam toda a actividade de um engenheiro.
0 3* e 5 districtos, diminuidos de 28 a 30 kilo-
metros, terao juntos menos de 100 kilometros de
estradas para a conservaglo; os prolongamentos
da da Victoria e Gravata e da Lagoa do Larro a
Limoeiro acham-je apenas principiados; os tra-
balhos da ponte do Tahyba estao absolutamente
suspensos pelo arrematante, a quern a flscaluagao
incommoda e a quern faltam alem disso os meios
pecuniarios.
Nestas condigoes, iulgo jue um engenheiro en-
tendido. e activo como 0 que 3e acha actualmente
encarregado do Jr* districto, com a residencia em
Jaboatao, dirigira sem difflculdade os dous dis-
trictos reunidos, com a numeragad de 5* districto,
anxiliado pelos conductores que estao actualmente
na Victoria e em Pan d'Alho.
E* moito facil ir a cavallo da Victoria a Pan
d'Alho e de Jaboatao a S. Lourengo. As visitas
do engenheiro farsehJo, pois, sem difflculdade.
de uma estrada a outra, e com a utilidade de near
Nao insistirei mais sohre esta nova divisao
cujas vantagens ja enumerei minuciosamente.
Institmcao de apontadores e fpnecoes destes <*,
contabitidadt technica.
Quando am documento destinado a servir de
base para 0 pagamento de alguma despeza feita
por admioistracao, taes como : folha de ferias de
trabalhadores, conta de foraecimenlos, documentos
de empreitadas, etc., chega as maos do thesourei-
ro, com 0 visto do engenheiro chefe, 0 the-
soureiro pode fazer a verificagio aritbmetica, que
ensiste em certificar-se por exemplo : que 60
raetros cubicos de obra de alvenaria a tantos reis
0 metro cuoice importam realmente era reis.....
Esta verificagao arithmetica pode ser repetida
pela thesouraria provincial; mas 0 quo nJo pode |
ser verificado pela thesouraria e : 1 que esse
volume de obra de alvenaria da na realidade 60
metros cubicos ; 2 que essa obra de alvenaria
foi realmente feita com tal argamassa, taes mate-
riae3 e taes condicoes de execugao ; que 0 preco
da applicagao por metro cubico seja com efleito )
declarado.
E' sobre os proprios elementos de que consla
um documento de despeza que deve ser feita a
a verificacao technica de contabilidade, que em
Franca tem sido levada ate os mais minuciosos
detalhes, desde que se poz em execugio 0 bello
regulamento de contabilidade, de 1819, devido ao
illustre sabio marquez d'Andiffret, e que ( com
pesar notei) nao existe nesta repartigao, nera
como uma realidade, nera como nma recordacJo.
En'retanto 0 nisto que consiste a Gscahsaciio, e
na falta desia verificagJo todas as contas de em-
prezas sao absolutamente chiraericas.
Essa veriGcagao deve, portanto, ser organisada
no servico das obras publicas desta provincia.
Para esse fira e necessario que haja ura verifi-
cador especial junto ao director. Espero accommo-
dar ura empregado a essas funcco's ; esi naojo con-
seguir, terei nlteriormente de fazer uma proposta
especial a V. Exc. Mas, para que a veriGcagio
repouse sobre uma base solida, convem que haja
para qualquer despeza um empregado qne n'um
Uvro diario, devidaraente rubricado,; inscreva a
despeza, com todos os es bocos cotados e outros
documentos auxiliares, proprios para a verificagao.
Os documentos feitos e assignados por esse empre-
gado serito simples extracto3 de seu Uvro diario,
escripto em ordem chronologica, sem lacunas nem
raspaduras.
Esses documentos serSo dirigidos ao enge-
nheiro do districto, 0 qual, depois de veriQcalos e
conlrontaios com 0 diario todas as vezes que 0
julgar ntil, langal-os-ha em seu proprio livro de
contabilidade, escripto, nao em forma de diario,
mas sm tivro mestre, com uma serie de contas
abertas conforme os diversos artigos principaes
de despeza.
Emfim, no gabinete do director esses documen-
tos passarao por uma nova confrontagSo, nao s6
com relgao aos jarnaes dos empregados, mas_tam-
bem com as provisoes dos orgaraentos, e entao re-
ceberao 0vistoe far-se-ha 0 pagaraento.
0 empregado responsavel, primeiro encarregado
da despeza, eu 0 chamo-apontador,como se ch-
ma em Portugal; era Franca esse empregado ,
segundo os casos, um piqueur (terrao correspon-
dente a apontador) on conductor.
Aqui os conductores sao em mui peqaeno nu-
mero (um por districto), para que se possa admit-
tir que elles examinem tedos os artig03 de des-
peza; serivn obngados a louvar-se nas palavras
ou nas notas imperfeitas de cabos pouco instrui-
dos, e alem disto muito mal pagos, para que pos-
sara inspirar muita conGanca.
E' necessario, pois, uma classe intermediaria de
empregados, representada nesta provincia somen-
te pelos 6 guardas do 1. districto, os quaes preen-
chera as funcgoes de que trato : sao verdadeiros
apontadores, e 0 servico fon:ciona bem neste dis-
tricto. Convem que hpja tambem nos outros dis-
trictos.
E' escusado dizer que elles deverao ter a seu
cargo, nJo s6 as inscripcoes de despezas e verifi-
cacio das folha9 de ferias e fornecimentos, orga-
nisadas pelos cabos. como tambem a direcgao dos
trabalhos de conservagao e autoridade sobre os
cabos e serventes.
Em uma seccao de obras novas 0 apontador sera
0 representante permanente do servigo provincial;
organisara ura livro diario em que relatara todos
os factos dignos de ser raencionados em qualquer
tempo sobre reclamagoes de empreiteiros ou arre-
matantes, ou sobre o estado da fundacao de uma
ponte, etc.; vigiara sobre a execugio das obras
de alvenaria, preparo da argamassa, e tomara dia-
riamente nota do numero de operarios.
Gracas a essas precaugoes 6 que na Eumpa uma
admioistracao, que trata com um empreiteiro para
a execugao de uma obra d'arte, tem os meios de
defender-se contra as allegagoes erronea3 e recla-
magoes injustas. Uma pequena daspeza com a
Gscalisacao torna-se, pois, a fonte de grandes eco-
nomias.
Emprego dos apontadores nos trabalhos de con-
servagao.
Considere-se um dos districtos exteriores, cum
cinco nta a cem kilometros de estradas a conser-
var, vinte a trinta kilometros de estradas em cons-
truccio e outros trabalhos accessorlos. Admitta-
se que 0 conductor, cujas attribuigoes serao
determinadas pelo engenheiro segundo as cir-
cumstaacias, esteja occupado em estudo? e traba
lhos novos. Nesse cso 0 engenheiro tera como
auxiliares na conservagao 03 apontadores.
iff|f5|l
s-5 B s frits 2-
S- S-oB" :
. v *3 r* b Si*.

-i
1
C1
Iff-!
57
3"i e-

c-
o
9
e:
a
M. N
S3
SO
R8
Po
a
J
" &
S5
I nicipio do Recife e no municipio de Olinda, e sera
limitado interiormente com 0 1 districto nas pon-
Ites de Afogados, Magdalena e Arrombados. e ex
leriormente na estrada do sul pelo ponto de bifur-
cagao do ramal de Muribeca, na estrada da Veto-
ria pelo limite dos municipies do Recife e de Ja-
boatao, na estrada de Pao d'Alho pela ponte de S.
Joao sobre 0 Capibaribe, e na do norte pelo limite
dos manicipios de Olin -a e Iguarassu.
0 4. districto cotnprehendera as obras qua cor-
rem por conta dos cofres provinciaes na aona do
norte, limitada ao norte pela provincia da fara-
hyba; ao sul pelo municipio de Olinda, que per-
tence ao 3* districto ; ao oeste por uma linha que
passara por Nazareth e abrangera 0 municipio de
Itambe, de sorte que a estrada projectada de Ita-
pissum* a Nazareth fara parte deste di>tricto, as
sim como 0 que ha de demandar Pedras de
Fogo.
0 5 districto comprehendera as obras a cargo
da provincia na zona que so acha entre os 2, 3* e
4" districtos, e sera I mitado ao oeste pelos pontos de
Gravata e de Limoeiro, comprehendendo este dis
tricto a freguezia de Gravata e 0 municipio de Li-
moeiro.
Art. 2." Em additamento ao art. 5 do regula-
mento de 24 de fevereiro do corrente anno, flea
creado para a GscalisacJo ie conservagao das es-
tradas e das obras novas um quadro de quatorze
apontalores, que ficarao sod as orden3 dos enge-
nheiros e dos conductores de districto. Os seis
guardas dos edificios e dos trabalhos de estradas e
ruas fexistentes no 1 districto ficam corapre-
hendidos no quadro dos apontadores, com 0 mes-
mo titulo destes destes, e exercendo as suas func-
goe
c5
f
a
a
u
>-
O
o
3
s
E
i
2.

a
?
v
-z
I
er
is
o ft

IS
p
1
I
i dis-
elo no
Ora 0 numero actual dos guardas do
tricto, que so differem dos apontadores
me, 6 de 6, pelo que se v6 que so faltam
Observarei, porem, antes de tudo, que um dos
tres apontadores encarregados do 2* districto, e
igualmenle um dos dous encarregados do 3 es-
tao desinados a 6scalisagao das obras novas.
Redtzem-se por conseguinte a 6 os novos em-
pregados a nomear-se para a conservacao.
A eitensao de uma snbdivivisao de apontador
nao ddxa de ser importante.
0 termo de cabo tem uma extensao limitada pe-
la distancia, e um homem pode percorrer a ca-
vallo em am dia, a pa3so, paraodo a cada instan-
ts pira examinar a estrada e indicar os trabalb03
quedevam ser feitos.
Attendendose a estas reflexoes ve-se que 36 ki-
lometros constituora um limite extremo.
A media proveniente do quadro supra nao at-
tingira a 30 kilometros.
0 apontadores do 1 districto nao necessitam
de cavallo.
Esta vantagera faz com que elles se conservem
eom vencimentos mensaes de 73*000 ; os ontros,
porem, por causa de accrescimo de despezas deve-
rio oerceber 100*.
Oi novos apontadores serao tirados d'entro 03
mellores guardas que foram despedidos em julho
de 1873.
Beste raodo compor-se-ha um excellente pes-
soal
Os apontadores formarao assim, repito, porque
julgo a comparagao adraissivel, 0 quadro dos sar-
genios, absolutamente necessario para con3tituir
umi tropa firme.
Aquelles que quizerera transforraar grupos de
horoens apanhados algures para formarem eorpos
fixoi, sem possuir previamente este quadro inter-
mediario, sabem como nestas circumstancias 0
chele esgota debalde todos os seu3 esforgos na edu:
cacio de cabecas rebeldes, certo de que sera
abandonado ao primeiro alarma ou nas pnmeiras
fadigas. .
Oraesrao acontecera com ura engenhcro quo te-
uha sob a sua direcgao immediata 8 a 10 cabos e
24 1 30 serventes ou conservadores, quando ou-
tras occupagSes nao lhe permittera estar, ao me
nos de dous em dous dias, em cada um dos ter-
Cada apontador tera uma subdivisao definida,
com uma residencia fixa ; tera sob sua direcgao
uma ex len5o de estrada maior ou menor, segun-
do as difficuldades de conservacao e importancia
de trabalhos, mas que contera ura oerto numero
de terinos de cabos.
0 regulamento de 21 de fevereiro do corrente
anno admitte como terrao medio um cabo por doze
kilometros. Acceito esta premissa, 0 nesse caso
acho que am apontador deve ter uma subdivisao
compo3ta de dous on tres termos24 ou 36 ki-
lometros.
Deste modo havera em um districto',* ou 3 sub-
divi?o>s de apontadores para os trabalhos de
conservaeao.
Si as obras novas prosegujrera vagarosamente,
e 0 conductor tiver por conseguinte tempo dispo-
nivel, 0 qne acontecera muitas vezes, tera uma
subdivisao era qne desompenhara as funcgoes de
apontador, fara 0 ponto -diario e dirigira os cabos.
Desta maueira 0 numero de apontadores, que
serSo noraeados e que virjo onerar 0 orcameato
da provincia, sera pequeno; tao somente oito,
Eis a distribuigSo do pessoal effeetivo, que tomo
trabaJho 8*tes ultimos districtos, e que se utilise'elle coohecendo perfeitamenj! os caminhos trans-
mos.
Entendo que se procedera convenientemente
conservando a media de 12 kilometros para 0 ter-
mo de um cabo conservador ; porque nao se deve
de modo algum augmentar esta extensao, que ja 6
grant'e- A
0 salario de um conservador, porem, nao deve
ser tao limitado. "
Realmente 0 regulamento destina para 0 serven
le ou conservador, pago raensalmente, a quantia
de 308, podendo ser elevada a 35JI como gratifica-
cao, e para 0 cabo 35*, podendo ser igua'mente
elevada a 40* pela mesma razao. A differenca nao
6 muito grande.
Um conservador nao tem interes3e algum era
ser promovido a cabo por este precp, estando su-
jeito a marchas mais penosas, a maiores cuidados
e despezas de alimeulacSo, e a pernoitar fora do
seu domicilio.
Prjiponho, por conseguinte, a formagao ^de tres \
class'es de cabos, comecando a perceber 33.5 men-
saes (3* classe); no flm de seis mejes 0 cabo po-
dera perceber 40* (2* classe) ; e no flm de dou3
annos de servigo 45* (t* classe).
Esias eventualidades favoraveis sao necessanas,
segundo a minha opiniao, para attrahir e conser-
var bons trabalhadores.
Tomarei agora a liberdade de apresentar a v.
Exc. as conciusSes a que cheguei, sob a forma do
artigos regulamentares, que poderao ser conside-
rados como um simples complemento do regula-
mento de 24 de fevereiro do corrente anno.
Art. 1.* Na conformidade do art. 10 do regula-
mento de 24 de fevereiro de 1874, a provincia fica
dividida em 5 districtos de obras publicas, sendo
a comprehensao de cada um determinada do modo
seguinte : ...
0 1 districto comprehendera as obras a cargo
da provincia, na cidade do Recife, e sera limitado
exaclao3eute pela estrada do sul na ponle de Afo
gados ; pela de Pio d'Alho na de Magdalena e pe-
la do norte na de Arrombados sobre 0 Beberibe.
0 f districto comprehendera as obras provin-
ciaes na regiao sul. limitada ao norte pela estrada
do sul no ponto da bifurcacao do ramal de Muri-
beca, ao sul pela provincia do Alagoas, ao oeste
pelos perimetros da freguezia de Muribeca e rau-
nicipios do Cabo, Ipojuca, Esoada, Bopito, Agua-
Preta, Barreiros, que pertencem a este districto.
0 3 distristo comprehendera tambem as obrsi
Art. 3. Os apontadores serao nomeado? pelo en-
genheiro chefe, sob iroposta do engenheiro do
distrielo, devendo ser preferides os ex-guardas,
que, tendo bastante pratica desse servigo, mais se
distinguirem pela sua intelligencia, zelo e activida-
de, e nao tenham soffrido pena durante 0 seu li-
rocinio ou todo 0 tempo era que servirem.
Art. 4.* Iucurabe ao apontador :
|. Acompanhar os engenheiros e conducto-
res quehouverem de exarainar 0 servigo das es-
tradas na extensao de sua subdivisao.
I 2." Vigiar na execucao das orden3 que 03 ca-
bos e conservadores receberem oirectamente do
engenheiro ou por seu intermedio.
3.' Correr toda a extensao de sua subdivisao
tre9 ou quatro vezes por semana, para verificar a
assiduidade dos cabos e conservadore3, e ver si
cumprem eiactamente os seus deveres, e si 0 ser-
vico e feito com a regularidade que convem e se-
gundo as instrucgoss que receberem, fazendo cor-
rigir os defeitos que encontrarera.
4.* Apresentar ao engenheiro do districto no
fira de cada mez um relatorio sobre os trabalhos
executados na sua subdivisio durante a quinzena,
sobre 0 estado da estrada, bombase pontes, si hou-
ver ; 0 bom ou raao comportamento dos cabos e
conservadores seus subordinados, especificando to-
das as faltas em que estes incorrerem.
5.- Organisar as folhas para pagamento da fe-
ria no tempo competente, era vista das notas que
tomar sobre a assiduidade dos conservadores e do
trabalho por elles executado, onvindo a respeito
os cabos dos respectivos termos.
6. Nas occasioes em que sobrevier em algum
do3 termos de sua subdivisao algum estrago ex-
traordinario, que seja necessario reparar com
promptidao, reunir 0 pessoal do3 seus termos para
esse fim, dando parte immediatamente ao enge-
nheiro, para que este providencie "a respeito.
7.' Tomar conta por inventario e assignar a
respectiva carga de todos os objectos perlencentes
as obras. .
Art. 5 0 apontador tera umlivro diario -ru-
bricado pelo engenheiro do districto, no qual se
rao lancados em ordem chronologica, e sem lacu-
nas nem raspaduras, todas as despezas feitas era
sua subdivisao ; as pegas justifuativas (folhas de
ferias de trabalhadores, contas de fornecimentos,
documentos de pequenas empreitadas, etc.) serao
enviadas por elle ao engenheiro nas epocas que
lhe forera marcadas.
Art. 6 Os apontadores de 2" classe vencerao a
mensalidade de 75* ; os de i a de 80. Aquel-
les que, sendo encarregados do servigo do fiscali-
sagao de estradas, forem obrigados a ter um ca-
vallo, perceberao corao ajuda de custo uma gra'.i-
ficacSo raensal de 203- -. _
Art. 7. Os cabos de cada conserva jao de J
classe vencerao a mensalidade de 3o* ; os de V
405 ; e os de 1" 45*. Os cabos poderao ser pro-
movidos da 3" para a 2a ciasse depois de seis me-
zes de bons servigos, e da 2- para a 1" depois de
dous annos de exercicio effeetivo. Em cada d is
tricto 0 numero dos cabos de 1* classe nao poae-
ra exceder a terga parte do numero total. A clas-
siftcagao dos cabos sera revista annualmente pelo
engenheiro chefe. ,
Art. 8. 0 conservador que deixar de compare-
cer ao servigo sem causa participada perdera 0
jirnal, si a falta for so de um dia na quinzena ;
dous e meio jornaes si for de dous dias, e quatro
si for de tres ; senflo despedido si continuar. Pro-
vada, porem. a ausencia por molestia que1 0 prive
de trabalhar ate tres dias perceberametade do jor-
nal, sendo depois substituido por outro mterina-
mente. ,
Art. 9." Quando, em virtude das funccoes attri-
buidas pelo engenheiro ao conductor, nao tiver es-
te apontador sob suas ordens, encarregar-se ha
por si mesmo em sua subdivisao do livro diario de
que trata 0 art. 5
Art. 10. 0 engenheiro do districto tera a seu
cargo um livro de contabiliiade, em que serao
lancadas todas as despezas do seu districto. Este
livro comprehendera para es trabalhos por admi
nistracao : 1 os salarios raensae3 dos apontado-
res, cabos e conservadores ; 2 salarios dos traba-
lhadores auxiliares; 3 fornecimento' diversos ; 4*
trabalhos por empreitada. Para os trabalhos exe-
cutados por arrematagao 0 engenheiro 3b-ira uma
conta paia cada empreza, e outra para as despe-
zas de fiscalisagao ou trabalhos acces3onos a cus-
ta da provincia. .
Art. 11. A conta trimensal, que 0 engenheiro
de?e apresentar, dc conformidade com 0% 13 de
art. 15 do regulamento de 24 de fevereiro de 1874,
sera strictaraente feita segnndo estiver langada no
livro de contabilidade. Deus guarde a V. Exc
Illm. e Exm. Sr. Dr. Henrique Pereira de Lucena,
Prancisco da Srtva Miranda.Cmcedo ao sup*
plicante 0 prazo de trinta dias, conta Jos desta data.
para entrar no exercicio de sua nova cadeira.
Padre Juvencio Virissimo dos AnjosEncami-
nbe-se, estando em termos. *
Januaria Maria da Conceigao.Indeferido.
Padre Joio Augusto do Nascimento Pereira.
Legalise 0 supplicaate 0 attestado que exhibio.
Joaquim da Silva Costa.Indeferido.
Jose Pinto Ferreira.Satisfaea 0 supplicante os
requisites do regulamento.
Manoel Gomes da Crus. Passe portaria conce-
dendo a licenga pedida.
Theodoro Just. Reroetti lo a thesouraria provin-
cial para que attenda ao supplicante.
Comniando das armai.
3UARTEL GENERAL DO COMMANDO DAS ARMAS
DE PERNAMBUCO, EM 16 DE JUNJO DE
1874.
Ordem do dia n. 828.
0 brigadeiro commandante das armas em vista
do offlcio da presidencia de 15, referente ao do
Exm. presidente da provincia do Maranhao do !,
tudo do corrente, do qual consta que o Sr. tenente
da companhia de infantaria das Alagoas, addido ao
2* batalhao da mesma arma, Francisco Miguel de
Souza.se apresenta'ra flada a licenya que alii go-
zava, o fora addido ao 5* batalhao, por haver dado
parte de doente, comprovado em inspeccaode sail-
do a que foi .ubmettido, declara sera effeito nao so
a sua ordem do dia n. 824 de 3 do corrente, que
considerou ausente o referido Sr. tenente, como
o respectivo edital de charaameoto.
0 mesmo brigadeiro faz publico que a presi-
dencia, por pcrtariade 13 deste mez, sobre inspec-
ao de faiide, concedeu ao Sr. tenente honorario
exercito addido ao sobredito batalhao Jose
8
Francisco Paes Barreto tres raezes do lieenga para
tratar de sua saude, com vencimentos na forma
da lei.
(Assignado.) Manoel da Cunha Wanderley
Lins.
Conforme.0 major Jose Bonifacio dos Santos
Uergulhuo, ajudante de ordens encarregado do
detalhe.
Repartigao 2." secgao__Secretaria de policia de Pernambuco,
16 de junho de 1874.
N. 733.Illm. e Exm. Sr.-Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos a casa de detengJo,
os seguintes individuos :
A' minha ordem, Joao Jose Vieira, conhecido
porJoao Mulatinho, de quern tratei na parte
diaria de hontem, criminoso de morte no terrao
de Iguarassd.
A' ordem do Dr. juiz de direito do commercio,
Joaquim dos Santos Lessa e Marlinho Jose de Fa-
ria, por estarem pronunciados corao incursos nas
penas do artigo 263 do codigo criminal.
Deus guarde a V. Exc.-Illm. e Exm. Sr. cora-
aiendador Henrique Pereira de Lucena, digno pre-
sidente da provincia -0 chefe de policia, Anto-
nio Francisco Curreia de Araujo.
a liberdade de proo&r iv Vic 3 seia J < aisinsw cowpicuonu^.- ..... ---"--
adoptado p.o novo mtemat: l cargo da provinc.a na zona suburban* do rau-
presidente da provincia.
V. Fournie, engenheiro chefe.
DKSPACHOS DA PRBSIDBNCJA, DO WA 15 DE JUNHO
DE 1874.
Anna Joaquina de Castro Lins.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Adolpho de Almeida Guedes Alcoforado.Inde-
ferido, a vista da informacao.
Alexandra da Motta Canteo. Passe portaria
concedendo a prorogacSo requerida.
Andrade & Mello.Nego provimento ao recurso
interposto pelos supplioantes, em face da terminan-
te disposigio do art. 47 da lei n. 832, de 5 de ju-
nho de 1868. '
Antonio Caetano de Andrade.AguarJe o sup-
plicante a reforma quo tem do ser realisada no
pessoal do corpo.
Carlos Luiz de MagaMes.Deferido com offlcio
desta data a thesouraria de fazenda.
Francisco Antonio de Sa Barreto Junior. _i;on.
cedo a permi3sao solicitada.
Frjncisco Augusto Per'".., a~ r^. .;...a
Ferreira de Albnqaero^. '$}"-' ?,*%??
Sr. engenheiro citefe .,.aoimeuto.-In'orme o
blicas ...... ua repartigao das obras pu-
REVISTA DIARU.
Promotoria publica. Por portaria da
presidencia da provincia, de 13 do corrente, sob
proposta do Dr. juiz de direito da coraarca de Na-
zareth, foi exonerado do cargo de adjunto do pro-
motor publico da mesma o bacharel Elisio da
Cuuha Moraes Pinheiro.
Boubo. Na noite de 15 pwa 16 do cor-
rente penetraram os ladrSes no escriptorio do?
Srs. Johnston Pater & C, ao largo do Corpo Sinto
n. 9, e d'ahi, tendd arrombado diversas gavetas,
levarara 130*003 em raoeda de cobre e ura relogio
de parede.
Cabo siibmnrino para a Europa.
Procedente de Londres por S. Vicent6 chegou
hontem pela maniia o vapor inglez Investigator,
ura dos da esquadrilha que vem collocar o cabo
lelegraphico, que deve piir em communicaglo o
Brasil com a Europa e Asia, trazendo a seu bordo
a parte do Go que deve ser assentada desde a
estacao a rua do Torres, no bairro do Recife, ate
0 lamarao, onde sera unido com o que vem da
Europa.
Segundo cartas do engenheiro em chefe, de 23
a 23 do corrente devera aqui chegar os outros
navios da esiuadrilha, um dos quaes vem collo-
cando o fio. Hoje pela raanha, comeeara o tra-
balho.
vapor uahia. Chegou hontem pela ma-
nha ao porto de Maceio, e sahio a tarde para o
nosso. Deve aqui amanhecer hoje.
Dinbciro. 0 vapor Cearu levou de no3sa
pragapara: ,.Q.,.m
Bahia 2:91J*80ti
Rio de Janeiro 177:000*000
sendo desta parcella 170:000* em sedulas lnulili-
sadas para o thesouro nacional.
Telcgramma cambial. Em 15 di
corrente dizem do Rio de Janeiro que o eambio
sobre Londres era a hi cotado: a 23 d. bancario e
23 1/8 d. particular.
Santa Casa de Misericorilia.Peran-
te a junta administrate desta corporacao vai ama-
nha a arrematag.te o fornecimento, no trimestre de
julho a setemhro proximo, de generos de estiva,
de carne-verde, de pao e bolacha e de assucar,
fornecimento este bastante avultado, quo 6 pago
mensal mente.
Na mesma occasiao concluir-se-ha a arre-
raatacao da ilha do Nogueira, excellente proprie-
dade rural, pelo tempo de um anno, e pela quau-
tia de 1:000*.
ImposloM proviiciaci.E no corrente*
mez que devem ser pagos, livres de muitas, os ira-
postos provinciaes da deciraa nrbana, de 3 % de
corporacdes de mio raorta, e sessenta reis. por li-
tro do aguardente, correspondente ao 2 semestre
do exercicio de 18731874.
Companhia do Beberibe.Hoje pro-
cede-sj a arrematagao dos diversos chafarizes e
bicas desta compania, pelo tempo de um anno
vapores esperados. Hoje, o brasileiro
Bahia, dos portos do sul do imperio; a 21, o in-
1 glez illimam, da Europa; a 24, o francez Ville de
I Rio de Janeiro, Idem, e o brasileiro Marquez Caxias, da Bahia e escalas; de 25 a 27, o inglez
Boyne, da Europa.
vapores a sabir. -No dia 20 do corrente,
o Mandahu, para Mamanguape ; a 2J, o Ipojuca,
para o Acaracu pelas escalas; a 30, o CHrurtpe,
para Aracaju pelas escallas; e no 1 de julho, o
Jaguaribe, para Feraando de Noronha.
Correccdeat neceariasNo traba-
lho sobre prisBfts, que esiamos publicando na 8
pagina, tem so dado 'gus erros de composigao,
mas no que publim>08 hontem deu-se um, qua
cumpre corngir em tempo.
Na I' columna em pnncipio, Unlu 18,. onde se
[6 coneertos e reparos iaa pessimas pns3es pro-
postas, ainda raesmo, <\W custom maior somma
hop-,, am salto, deve ler so concertos e reparos
da;pPS mat prisoes do intorior da projuwia, re-
colheceremos que convera a. oonsirnocao das pr-
s?es propostas, ainda mesmo, eto.
Knipreza funebre^;inamM a atten-
pao de nossos ienore3 para um protesto que os re-
presentantes dessa empreza fazera publicar no la-
gar compelente.

>
"i
f
{ ILHWa 1


n tM&l II^PW de Pornamhuc/> Quarfca feira 17 de Junho de 1874. ;,-j o:i iff!/
/iA
*
>o\o lrilian Jjeve reuotr se hojeY
in sessao orduw^. no 1* andar do sobraud n. 'J
flo paleo dVlSrino, as 4 -tot-as da tarde, -Ordem
do dia : parte, disctissao dos eslatuUs; 2% des
eovolvimenta pete Si-. Moraes Rego da these :
Qual a essencia d'ahna.
Obran jttabltiSas. -As 9argelas da rua t
de Marco esiao obstruidas, a ponio de nao dnrem
eseoamento as ngrtas. Qb sejamos aiiendidos.
Prepagadurn afa lniiruora* k'lildi.
ca.-Producto dos Mlhetes passadiis para ots
pectacalo havtdo em 4 de mango no theatro -Ptie-
nix Dramatico-a ueaeficio. do conselhu superior
dessa associacao.
Transports
Srs. Barao de Santa Crux, 1 oadeira
Joaquim Francisco d Medeiros, 4
cadeiras
Dr. Francisco de Paula Penna, 1 dita
Narcizo Jose Monteiro, idem
Luiz Leopoldo Gnimaraes Peixolo,
idem
Dr. Elysoo de Souza Martins, idem
Dr. Geciliano Mamede Alves Ferrei-
ra, idem--------
Francisco Lemos Daarte, idem
Antomo Correia de Vasconcellos, idem
Dr. Francisco da Gnuhi Castello-
Branco, idem
Joao (Juiraaraes Peixoto, idem
Dr. Francisco Feweira Martin? Ri-
beiro, idem
Walfrido de MeHa Rego, idem
Dr. Antonio Paulino Cavalcante, idem
Dr. Manocl Juse de Campos Barboia,
idem
Dr. Antonio Estevao de Oiiveira,
idem
Joaquim Tranquelino Lemos Duarte,
appellante.
6665003
105009
iujioo
5*800
SjSOWi]
S5000;
55000
55008
5500O
A 5!0
i^OO
.wooo
a 5000
idOOO
Idem
55000
55000
35000
737*000
Qww *? religiosat. mo Ce.ati>a. Come-
cantos hoje i publicar em nossa 8* pagina um-im-
pcirUute trabalho liUerario do Sr. Dr. Jose Aveline
G.irgel do Amarai sobre o Direito do pl"cel, ur.i
dos ponlos sobre que tern versado a questao -reii
giosa tao debalida no Brash1. O palpiuola inter-ease
qne tem>Cud) quanto ae refere a seuielhante ques-
tao, levamos a recoinmendar ;a leitura desse in-
balho.
?!;* iiun'.iiah da iirisiuriw. Sob
a rubric* Goccnii da Procincia publicamos hoje
nia extenso relatorio do Sr. eugenheiro Victor
t mrais, chefe da repariicao da< obras publicas
desta provincia, satire o estado et que se atefeam
os Irahaiaos desse ram o de adiniui traeio, o sobre
os iiierhoramenlos e reformas iudis.iens.iveis de se-
icm fei'os. R commeodamos a sui leitura.
laitci'aiiii.i. Ua Naci) traussreverais lio-
je, en nossa 8' pagina, u ua liada pies'a, quo 85-
se jornal pre-ele das seguintes etfevras:
<: Sao ili festejado po>:a Rosen Jo .Vanis, as lin-
Dos titulos Jituranos que ja Ihe destiar.m am
-iugar na galeria dos aossis mais esperanjosospoe
las nao e do< do menor valor -o saave cantico com
ijue Itnon lo Muniz a.;aba do roiinosear-no*, por-
raiitind i-nos que o demos ao public > em primeira
man.
Sib a mosma rnbrica vai tamh.m uma on
tra pnesia, que foi poMicada pel i Itrfonai, com a
seguinte reeommendacao:
I'ulilicamos em wgiaiJa uns bellissimos versos
do rnuit "distincio p'-la liahiauo, A. A. de Men-
donca. intitnlados Ecamjei'mn, a inspirados pela
leilnra da excellenta tradu:-..;:io qo -dip ii-mi fot
.> nan menos distioeto poeta, Dr Frank!.ti Doria.
n I'.< angelina nasCeu debaixo de bous auspicio?.
r.iuiada originariamenie na lingua de Milton e
WTuflhsword por uin pocta de vordadciro eslro e
.Tili.-n, foi Iransplantada para a bella tiii^u i d- Joao Francisco Xavier; 'appellante' L
ijm5es e G-incalrca Dias, por dous poetas Hicioa Campos e utros. appeliada a jostka.
da in-t nccao e talent-i. Franklin I) tria e Gcnti'
'i)o n!l^.-A^*1anes-MTircrttJ 4 C, appel-
(a !o Nior'jn MiB&Wo. ImprocoAenta.
Ua P.o-atiyaa.T-Appellajite n fTOinotT, ^ppcHaf
do Antonio Marlins Marauds.-L-apiwertante.
De Flores.Appellante Francisco Jose de Luna,
appeliada a Jtistiea.Improceddnte.
Do Sobral.Appellante Dionizio Pereira deMat-
t0S,apneHada ajusliga. Pcrenipia a accao.
De Nacareth.AppeHnte a justica, appellado
Jose dos Santos Ferrein. -A novo jury.
Do Recife. -AppeHanto Jos6 Soares da Silva>
appelHada a jaslica mpro.edente.
f>e Itamhe.A^pellanloo juizo, appellado Ma-
aool Nery Tuixena Bo ba. A novo jury.
Do Bonito.Appellante Galdino BeBnardo da
SHva, apptillada a justica.-A novo jury.
Ba Madre de Ueos. -Appellant a justtga, appel-
lado Francisco Jose da Fonceca.A novo jury.
De Peneds.Appellante o promoter, appellads
Antonio dos Sants Lima.A novo jjtry.
De Pesqaeira.Appellante a jnstija, appellafla
'Maria Magdalena.A novo jary. *
De Itambe. Appellante a jusiica, appellado
9f0M "Francisco Ignactodo 8ailes.Improcedente.
De Pedras de Fogo.Appellai*e o jurzo, ap
pellados Manoel Rodrignes Tavares e oulro3.
Improeadente.
Araanha harera sessio especiai para os segnin-
tes feitos:
Aggravo de instrumento.
-X. 2. Aggravante Jorge Gatzmayer, agaravado o
juuo (Josfeilos da farenda. ilator o Exm. Sr.
conselhei'o presidente. Adjuncts sonteados os
srs. desembargadores A. Atbaierque e Motti.
Prorogacao de iaventario.
N. I. Inventariante D. Rosa Maria ie Oiiveira
Hires. Relator o Exm. Sr. conselheiro presidente.
Adjintos sorteados os Srs. desembargadores Al
meida Albuquerque e Accwtt.
Aggravos de peticao.
N. 6. Aggravantes Liz Goacalves da Sil & Pinto, aggravado o juizo especial docommorcio.
Relator o Earn. Sr. conseiboiro presidente. Ad-
ionctos sorteados os Srs. desembargadores Accio-
li e Domingues Sil/a.
Ag^ravanto Joao Maaricio Vieira de Lacerda,
aggravado o juizo especial do cammercio. Re ator
oExm.Sr. onselbeiro presidente. Adjunctos sor-
teados os Srs. desembargado es Bomiugues Silva
e Soaza L ao.
PASSAOBKS,
Do Sr. desembargador Silva Guimar'tes ao Sr.
desembargador Almeida Albuquerque :
Appella^oes crimes.
Da Victoria.Appellante a justica, appellados
Mantel Caetano Ribeiro e outros.
Do Bom-Conselho.Appellante ajasti'Ca, appel-
lado Autonio Firmino do Carvi.iho,
Appellacao commercial
Appellante Manocl Zeferino de SaWes, a^pella
dos liarlholomeu & C.
Appellajoes civeis.
App>-lianie Hyppolito Robert e ontres, appeliada
Eliza lianki do Miranda aSOfl inarido.
Ao Sr. desembargador Santa Leia :
Appellacao commercial.
Appellant** Tasso Irinao, appellado Joaquira Se-
vi-riano Nognair*.
Do Sr. desembargador Almeida Albuquerque ao
Sr. desembargador M >tta :
Appcllacoes civeis.
Appellante U. Thereza Adelaide de Siqueira Ca-
valcante, appeliada D. Fianci-ca da Cnnli.i Uandei-
ra de Hello ; appellantes Roberto Caroll e outros,
appellados Joao Carroll e outros.
De Porto-Calm Appellante Manoel Gomes da
Silva. appeliada Fdiciana, por seu curador.
Ao sr. desenibarsadur Accioli.
Appcllacoes crimes.
De Bom-Jardim.-Apiicliaiits o juizo, appellado
" uiz de Barros
Offlcms :
I) i Kxm. prc^feoti \x nrnvincuv, satiffawode
-n |ik>. n-ticitoB* a c? ji'a mnaici.oil a ii-cflliMade
^ ao.arj|it'>.Vnir tiuJo, tern x di/.ec, ipl0 psla
dinojiyfh4* tiaras vablica* *'i desigindd en-
genlicirro fuaojwni ikmes de Oiiveira Silfe para
fazer o exrne liss obras d lose. -Intei ada e quo se offlcie ao dito enge-
nheira. ~ui_ -
Dole.-nio, oonlmanisaqdo quo em anso do 6
*do cornVnte deeiaroa oExm. Sr. iniB^tro data
teaia (car appTiKado oacto pele qua! aquoUa
presideocia maroon a foz do riaeto Paroameirim.
cowio lunite eiire o doninio HMatiino e ftarial
das t-errenos dc marinia, situadwa margem V*
rio Capibari|e.Ifiteiradae qiw ae conmiuaiqae
ao enganheato.
Do director ds banco do Brasil, 1'azendo recia-
ma(des acerca do' modo pele qua! se tem (e*o o
pagamento dos jnros do emprestmio edatrahide
com o inosmo banco.A' commissao de policia.
Do adtmaastradfir do cemitorio publics, coaimu-
oioaado que o cemlterio dos acatboiicos acba-se
em estado lal de alagamento, que em alas de
chuvas nao -se pode eavar sepulturas.Ao- eage-
nbeiro para informar coin urjeucia.
Do ongonheiro cordeador, daado informacio
acerca do esiado do cano de esgotq, existenie no
eaes do Capibaribe.Arclive-se.
Do procurador, remettendo a relacao das multas
impestas pelos Hscaes, a contar dj t* a 17 do
curraute mez.Ao mesmo procurador.
Bo conleder, mformando a peticSo do Joao de
Oiiveira Saraiva.Deferio-se.
Do liscal da froguezia de S. Fret Pedro Gon-
calves, remettendo a relacao das [multas isnpostaa
por aqu-lla (iscalisacio, do dia 20 do corrente ao
dia 27Galdino Barbosa, 10 ancoras sen aferi
cio, arligo 188, titulo it, 2W000-Lap4 & C,
peso na concha da balanca, artigo 190, S^fOO.
Ao proenrador.
Do fiscal da fregueiia de S.|fose, remettendo.
duas elacoes de multas impostaa por aquella tis-.
calisagao, de 22 a 26 do corrcateJoaquim An
tonio Carneiro, como infractor do artigo 41 da lei
n. t,t29 de 26 da jnnho de 18W, por vender vi-
nhc falsHkado, em 84OOO-O meumb, como infrac-
tor do artigo 188, por usar de pesos sem estarem
aferidos, em 25000 -Antonio Jose I ereira da Cu-
n!ia, como infractor da artigo 42, por vender cafe
I'alsiffcado, em 85OOO =ilva & Ribeiro, como in-
fractor do artigo 18S, por usar de pesos falsifl-
jados, em :<05000Suva & Santos, como infrac
tor do artigo 43, pi r falta dc isseio em sua taver-
na, em 45000-Joao Marques Pinto & C, como
infractor do arligo 42, por vender vinho falsilica-
do, em 850001). Anua Mai.a da Conceicao, como
infractora do arligo 43, por falta de asseio em sua
tavcrna, em 45UOOBellarreino Lourenco da Silva,
como infractor do artigo 42. por vender bacaihao
corrnpto, em 85000-Luiz Moreira Reis, como in
tractor do artigo 42, por \cnder manteiga corrup-
ta, em 85OOJ -.Man... I Gancs Braga, como inf. ac
e
II 'Win de Almeia Braga. Agora outro pocta, que
;-/jii jmbos compete, aaiigo cunapaaheiro dos ear-
lamens pnetieos d) Muni'. B-rceti, Lturindo e
A?rario, trav.-i ita lyra harm o.'iiosa que possue. a
tlittl a leliii:.sa etegia de tanta singelesa. me-
!an 'ilia e gra-.a que m Ldtorej va > ler.'
I.0K-1 ia. A que se achaj a veniJa e a 104.*
a benetfcio da nutria do Palmares, a qua! corre
j dia 20 do correnie.
Ceaaiterio (tublica. Obituario do dia 15
junho de if-71 :
Maria da O.nceicao, parda, Pernambuco, 26 an-
tm, rolteira, S. Jose ; herysipela cerebral.
Rasa, preta, Pernam' uco, 'iO mezes, Recife :
convulsocs.
Ant .nia Maria da Trinlade, preta, Pernambuco.
42 annos, vinva, S. Jose; dor pasmosa.
Francisco Rodrigues dos Santos, pardo, Parafaf-
ba, 49 annos, solteiro, Boa-Vista, hospital Pedro
II; fpilepsia.
S l.a-ii.io Raymundo da Cruz, pardo, Pernam-
bue 1, 21 annos, Soiteira, Boa-VUta, hispital Pedr-i
II: tnbcrcnlos palm mares.
aria, p.irda, Pernambnco, I anno, Recife ; lu-
berculos pulutonares.
Antonio Delgadj Vieira, branco, Pernambuco,
fi annos, cas.i lo Boa-Vista ; variolas.
E n'rosina Miria Lopes, preta, Pernambuco, 42
annos. soltiora, Graca ; luberculos pulmonares.
Flora Josefin 1 Pereira de Carvalho, braaca, Per-
nambuco, r9 annos, solteira, Santo Antonio; tu-
bercnlos pnlmorjares.
Manoi-i, pardo, Pernambuco, 15 mezes, 6. Jose ;
-er.tero-coiite.
Joaefa Maria do Carmo, branca, Pernambuco.
2.". annos, casada, S. Jose ; desinteria.
Oasa de ietencao.-Movimento da casa
de deteBffio do dia 15 d;: joaha de 1874.
Existiam presas :jj6, ealraram i, siliio I, exis-
tex :3i9.
A saber :
N'acionaes 266. mulheres 8, estrangeiros 20
escravos 45,es.rravas 4. Total 349.
Alimentados a custa dos cofraa pubiicos 27C.
Movimento da enferraaria n> dia 15 de junho dc
1^74.
Tiveram baixa :
Manoel Vicente Fcrreira, febre.
Qaudino Rufino dos Santos, syphilis.
Tiveram alia :
Amaro Gomes do Sant'Anna.
Antonio Tertuliano do Xascimento.
Lucindo de Gouveia Ferraz.
Manoel Chave? "amello Lima.
* HRtfMi'A JVmi\lL\L
IBIBI^VL DA RKL.tC.MO
SESS.^0 DE 16 DE JUNHO DE 1$74.
I-KESIDENCIA BO EXM. SR. CO.\SELHi:!ll
CAETANO SANTIAGO.
Secieiario Dr. Virgdio Coeiho.
Aa 10 horas da manha, presentes os Srs. des-
embargadores Silva Gnimaraes, Louremjo Sanlia
go, Almeida A ^buquerque, Motia, procurador da
coroa, Accioli, Domingues Silva e Souza Leao,
deixando deomparecar 0 Sr. desembargador Reis
e Silva, por presidir 0 jury desta cidade, aurio-se
a sessao.
Deram-se os eeguintes julgamentos :
Habeas corpus.
Paciente Franeisco Manoel do Carmo. Relator
0 Sr. conselheiro presidente.Ficon adiado para
a sessao extraordiuaria que devera ter lugar ama-
nha pelas 10 horas do dia, aatento o impediraento
dos Srs. desembargadores.
Bccurso de falleacia.
Recorrente 0 juiz especial, recorrido Bernardi-
no Poutes Coeiho. Relator 0 Sr. de.-embargador
Almeida Albuquerque. Sorteados os Srs. desem-
bargadores Accioli e Domingues Silva. Deu-se
provimento para jnlgar casual.
0 Sr. desembargador Aceioli declarou nao poder
hoje relatar um reenreo de fallencia que lhes fora
dis.ribnido na se&jio anterior, nao so per ser mni-
to volamoso 0 proceiso e eslar sobrecarregado de
outros ranitos feitcs, como tambem por ser obri-
gado a compareiier pelo novo regulameato nas
sessoes durias durante a semaaa.
AppellacSes crimes.
De S. Jose de Ang cos.Appellante 0 juizo, ap-
pellado 0 menor Jose.Improce-lente.
Da Imteratria.Appellante 0 juuo, appellado
Joao Marinho da Silva e outro.A noTO jury.
Da Fortaleza.Appellante 0 juizo, appeliada
Francisca Gomes da Silva.A novo jury,
De Souza.Appallante 0 juizo, appellado Pedro
1-ernaodes do Regc.A novo jury.
De Itarnbe.Appellante Joaquim Correa de Oii-
veira, appellado Virginio Horacio de Preitas.a
novo iory.
Do Villa Bella.==AppeUante 0 jnizb, appellado
Jzidro, escravo.Iinprocedenie.
De Pesqaeira.Appellante 0 juizo, appellado
Joao Alexandre da Carvalho.A novo jury.
De Bom Gonselho.Appellante 0 juizo, appella-
do Laurent no Beterra Leite.A novo jury.
De Ouncu: yAppellante Agueda Maria de Je-
sus, appeliada a juiti$a.-A novo jury.
DePesqueira. Appellante Francisco Joie do
Rosano Branco, appeliada a Justica.- A novo jury
DfAM'Hii-Ap.Mllante Pedro de Barros de Cas-
tro Mello, appellado 0 promctor.Absolveram 0
l)e ltambe. Anpellante Scverino Bezerra Ca-
valcanle, appeliada a justica.
Do Sr. doM:mbaig:idor siotta ao Sr. desembar-
gador Accioli:
Appellacao commercial.
Dj Recifi-, Appellante Antonio Joaquim de Vas-
concellos, appeilado Cardoso IrinAo,
Do Sr. desf mbargador Accioli ao Sr. desembar
gador Domingues Silva:
Appellacoes commerciaes.
Appellante Jose Pereira da Emilia 4 C, appel-
iada a viuva de Joaquim de Albuquerque Mello ;
appe lante Jose Antonio Moreira Uias, appeliada a
Caixa Filial do Brasil.
Appellacao civel.
Do Recife. Appellante Franeisco Marques da
Silva Mendes, appellado Jose Joaquim Alves.
appellacoes crimes.
Do Alagoa .Novi. Appellante Francisco .Pereira
da Silva, appeliada a ju.-tica.
Do Pilar.Appellante Bernardino Rodrigues
Marques, appeliada a justica.
Do Sr. desembargador Domingues Silva ao Sr.
desembargador Souza Leao :
Appellacao crime.
De Paulo Affonso.Appellante fompeu Cedrao
de Siqueira Torres, appeliada a jusliga,
Ao Sr. desembargador Silva Gnimaraes :
Da Victoria.Appellantes e appellados junta-
mente, Goncalo Jose de Barros e Man -el Gom-s do
Rego.
no Sr. desembargador Souza Leao ao Sr. des-
embargador Silva Guimaraes :
Appellacao crime.
Appellante 0 juizo, appellado Manoel Marcos
dos Santos.
Ao Sr. desembargador Loureuco Santiago :
Appellacao civel.
Appellante Antonio Ferreira da Rocha, appella-
do Jose Gomes Rodrigues d'Albuquerque.
Ao Sr. desembargador Silva Guimaraes :
Embargos reraellidos.
Embarganle Jose Joaquim Pereira, embargado
Antonio de Souza Rego.
Diligencia crime.
Ao Sr. desembargador promolor da justica :
Appellante Baroabe Pereira da Rosa Calheiros,
appellado Paulino, escravo de Jose da ttocha Lins;
appellante 0 juizo, appellado Manoel Jose Ferreira
de Gusmao; appellante Antonio Francisco de
Lima, appeliada a justica ; appellante 0 juizo, ap-
pellado Carlos Jose Vercosa; appellante 0 juizo, ap-
pellado Jose Ignacio Pereira de Lima ; appellante
0 juizo, appellado Galdino, escravo do Dr. Feiippe
de Souza Leao ; appellante 0 desembargador pre-
sidente do jury, appellado Manoel Soares de Luna.
Diligencia civel.
Ao Dr. curador geral:
Do Recife.Appellante Bellarmino Alves d'Aron-
xa, appellado Manoel, alricano, por seu curador.
Ao Dr. curador geral e ao Sr. desembargador da
procurador da coroa:
De Limoeiro. Appellante 0 juizo, appeliada Ma
ria e seus filhos, escravos de Manoel Florentino
Be:erra Cavalcante.
Ao desembargador procurador da coroa :
Do Acaracii.Appellante Jose Gomes da Silva,
appeliada a africana Florinda e seus filhos.
Appellacao commercial.
Appellante Leopoldo Ferreira Muniz Ribeiro,
appellado tenente-coronel Manoel do Nascimento
Vieira da Cunha.
Aasjgnou-se dia para julgamento dos seguintes
feitos:
Da Parabyba. Appellante D. Antonia Gome*
da Silveira e outros, appellado bacharel Dario Go
mes da Silveira e outros.
Appeilacio commercial.
Appellante Antonio Joaquim de Vasconcsllos,
appellado Cardoso k irmao.
Appellacao crime.
De Pesqueira.Appellante 0 juizo, appeliada
Maria Magdalena.
DISTBTlBUICOES.
Appellacao crime.
N. 9.Ac Sr. desembargador Souza Leao:
De Nazareth.Appellante 0 juizo, appellado
Manoel Paula da Silva.
Reeurso de fallencia.
N. 6.Ao Sr. desembargador Domingues Silva:
Recorrente 0 juiro, recorrido Francisco Antonio
Pereira.
Appellacao commercial.
N. 14.Ao Sr. desembargador Molta :
Do Recife.Appellante Francisco Antonio de A.
Mello, appellado lube Schmettau & C.
Appellacao civel.
Ao Sr. desembargador Accioli :
M. 13.-lDga.-Appeliant8 Bernardo Gomes de
Moura Coutioho, appellado Jose Pereira FiJguei
MS.
Encerrou-se a sessao as 2 horas da tarde.
f.IMARA MUNICIPAL,
SESSAO EXTRAORDL\AWA EM 27 DE MAIO
DE 1874.
PRBS1DE.NC1A DO SR. REGO E ALBUQUERQUE.
Ao meio dia. presentes os Srs. Gameiro, Cesa-
rio de Mello, Theodoro Silva, Rego Barros, e Dr.
Moscoso, abrio.se a sessao.
Foi lida e approvada a acta da anfacedente.
Leu-se 0 seguinte
EXPEDIENTS :
tor do artigo 42, por veneer cafe fal-iiicado, em
85 000 mes no, como infractor do artigo 43,
por falta-de asseio em sin taverna, em 45000-
U mesmo, como infractor do artigo 43, por falta
de asseio, cm 4J000J maraes, como infractor do artigo 168, por usar di
peso sem eslar aferido, em 250 0 -0 me?mo, como
infractor do arligo 42, pir vender vinho falsilicado,
em 8^000- 0 mesmo, c#m > infractor do artigo 42,
por vender cafii falsil'cado, em 85000 -Miguel
I'ires Branco, como infactor do arligo 42, por
vender vinho faUifiealo, em 85OOO O mesmo,
como infractor do ariig* 43, por falta de asseio em
ua taverna, em 45000 Francisco Torres da Cos-
ta, como infractor do iriigo 42, por vender cafe
falsiOcado, em 85000 -0 mesm.i. como infractor
d.i-artigo 42, por vender baealhaa- podxo, cm.
8i0U0 -Abel da Rich; Pereira, como infractor do
artigo 42, por vender manteiga corrnpta, em
8500O -Maaoei Auguao Ferreira, como infractor
do artigo 42, por v-n.ler cafe falsilicado, em
85^00 -0 mesmo, po- vender banha de porco
c rrupt., 85OOOPmt & Gooeahat, como infrac
lor do artigo i!, por filta de asseio em seu esta-
beiecimento, em 4500J -Mauoel Joaquim da Costa
Barros, como infractor do artigo 4'2, por vender
tigos podres, em 85OOO-O mesmo, como infrac-
tor do artigo 42, por vender manteiga corrupts,
em 851 00. Ao procurador.
Do fiscal da freguezii da Boa-Vista, communi
cando que no dia 21 do corrente inultou a Do-
mingos Nunes Ferreira, como infractor dos artigos
75 e 91 da lei n. 1,129, por estar construindo duas
casas sem a alinra marcada oa inesma lei, em
305000 e ao mestre pedreiro Hypolilo de Oiiveira,
na mesma quantia, como infractor dos mesnios
artigos.Ao procurador.
Do fiscal da freguezia de Nossa Senhora da
Grata, remettendo a relicao das multas Unpostas
por aquella lisealisagao desde 0 dii 20 a 27 do
corrente-Manoel Antonio dos Passos, cono in-
curso no arligo 188, em 45000, ancoras sem afi-
rii;aoAlbino Jose Ferreira da Cunha, cono in
fractor dos artigos 75 e 91, em 305000, per estar
construindo uma irapeira.-Ao procurador.
Do heal da freguezia dos Afogado*, participan-
do que .'ose Ferreira Campos ja recolheu ao co-
fre da camara a quantia da 605000, imporlaucia da
multa, que lhe foi imposta por aquella fiscilisa-
f.io.Ini-airada.
Fui a inforixar pelo fiscal 0 requerimeno do
Dr. Chiistovao Xavier Lopes.
Pela commissao de pelicoes foi apresentadoo se-
guinte parecer acerca da peticao dos negoeiinles
de carnes verdes : t 0 artigo 12 do regulaiuento
das bferiejSes prescreve que as medidaa e pesos
sio sujeiios as revisoes, qua custarao ametade :
todos os pesos e medidas aferidos pela primeiia vez
ficam sujeitos a mais ametade da afericao pres-
cripla. 0 artigo 13 do mesmo regulamento narca
0 tempo em que lerao comcco as aferigoes erevi-
soes, estas de abril a junho, e aquellas em tutu-
bro. No final deste artigo acha-se uma exctpcao
com relacao aos acougues, que sao nbrigados a
revisao dos pesos de 3 em 3 mezes. Por esta dis-
posicao sao os donos de acougues obrigados ao pa-
gamento de um duplo imposto. Sao estas as dis-
posiQoes do regulamento. Pace da camara nuni-
cipal do Recife, 23 de raaio de 1874.Jose Maria
Freire Gameiro, Jose Cesario de Mello.
Sendo approvado semelhante parecer, foi elle
remeltido com 0 requerimento a commissai de
policia para fazer a reforma do dito rerula-
mento
Foi apresentado 0 requerimento seguinte : Re-
queiro que se consulte ao Exm. presidente da pro-
vincia, se, a vista do disposto no artigo 79 da lei
do 1 de ouiubro de 1828, combinade com os de-
cretos n. 745 de 10 de outubro de 1830 e n. 1,569
de 3 de marco de 1833, que approvou 0 reqaeri-
mento de custas judiciaes, aos secretarios das ca-
maras raunicipaes cabe emoluments pelos regis-
tros dos tiiulos, papeis, ou quasquer documentos,
que a secretaria forem apresentados aQm deserem
registrados alii. I'aeo da camara municipal do
Recife, 27 de maiode 1874.Bellarmino do Rego
Barros. Approvado.
Foram despachadas as petjeoes seguintes :
De Antonio Marques da Costa Soares, Aiolpho
UypoJito da Silva, Albino Jose Pereira da Silva,
Bellarmino da Silva Lopes, Dr. Bento Jose da
Costa, Chfislovao Xavier Lopes, Elias Jose Jero-
nymo, Francisco Alves de Mello Tico, Francisco
Pereira da Silva, Francisco Joaqnim Pimentel da
Silva, Francelino Olympio Pereira de Oiiveira,
Guilberme Augusto de Alhayde, Guilherme
Augusto Rodrigues Sette, Jose Marcelino Paes
Barreto, Jose Francisco do Rego, Joaquim
Francisco da Silva, Jose Francisco Parades
Porto, Joao Francisco do Rego Mala, Joao Thomaz
de Aquino & C, Jose Vieira Lima, Joaquim Mar-
celino de Carvalho, Joao de Oiiveira Saraiva, Jose
Francisco Goncalves Orem, Jose Bernardino Al-
ves, Jose Antonio Goncalves Pires, Joao Pires de
Carvalho, Maria Eugenia Alves Cavalcante, Ma-
noel Marques de Mello Castilho, Manoel Maria Ro-
drigues, Miguel Arohanjo da Cruz Muni,Piriandro
Francisco do Arauje Valente (2), Paulina Antonio
Ramos, Ricardo Jose" Gomes da Luz, Vicente
Mitt
.Vada mai? havendo, o.Sr. presidente enderrou a
ses>sao as duaa horas da tarde.
Eu, Francisco Augusto da Costa, secretario, a
escrevi. Manoel Joaquim do Rego Albuquerque,
presidente. Joti Cetario de Mello.-Theodoro Ma-
ckaio Freire Pereira da Silva.bellarmino do Re-
go Barros.Joao da Cunha Soares Guimaaaes.
Jeronymo de Souza Leuo.Jote da Silta Loyo
Junior.Dr. Pedro de Athayde Lobo Moscow.
m
HHElSSMC^S
PASTE POLITICA
PIBTIDO C 0\KItVAIMUt
REaFE, 17 DE JUNHO DB 7*.
E' altatnente vengonhoso estar a Provincia to-
dos 03 dias a dar provas de requintada ma fe e da
mais crassa igDorancia, ainda mesmo em seus ar-
tigos de fundo, que devem ser, presnme-se, a flor
do qne eserevem 0* seus redactor?*.
Prova exuberanle, qtjs fi vem jonOr .a moitas
fwtras, do que ditem is, o o artigo editorial honjem,
publ-o-vdo no organ liheial.
0 artigo de que fatlainos, -Uttdo-a ares 'Ie in
tiarcial, priur.ipia pelas sefcuiiKes-palavra-vjue bom
itonniam 0 tariufisino queeivolviHa ;
rVfti-wos impost >o ijavi- de ceHsvrar *s' W>
sos e violencius das autoridudes puilicas, fuses-
quer que sejam as circumstancias que possam ser
mcocadas para altenml as
Proscgumdo, fa I la 0 efCfipter procincMifo mil
uma vezea da violacd* dmlei e ciU ate H'Aues$e**
ptn chegar i conclusafde que 0 Sr. Ok Correa
de Araujo, elgno chefe. de polieia, detrespeiton a
fei.violen-a, despnesou a poaoecasjao da prisaode
Jose Chacon,- prisao que fo^ qualmcada, do am
mode burlescameute serio, de illegal, arhitraria e
violeata.
Cousas-ata fmvincia f-
E aqui nao pode.mos War de tornar fri.aete
que tude no anigo de fnndo da Prmincia, a qne
respondents, denota que nelle trabalhou penna de
jurlsta movele inoxperto, com ltgeirai nutaras das
maierias com que quiz jogar, e ao mesmo tempo
muita fumaga de saber. Pois, aquellas considera-
cees sobre a ohservaneia das formulas do proc*sos-
tabelecidas como garanlias aos direitos individuals,
aqueUas poderouis reflexdes sobre 0 respeito devi-
do as disposicoes de diretlo, que regulam 0 proces-
se, que garantem os iireitosjios rios, como os da
sociedade. e 0 torn em que foram expos las, nao es-
tao a dar-nos arrhas da acerto depios*a conjectnra I
Mas vejamos 0 fundamento da accusaeao f ila
ao Dr. chefe de pofiela pelo eseriptor provinciano
criminalisia de meia boia.
0 Dr. chefe de policia e acensado de ter iliegal-
nieute elfectuado a prisao de Jose Cnaooo, por isae
quo a executou sem expedicao de n.audado ou re-
quisicao de autoridade competente para formar-
lhe a culpa.
A disposicao de lei violada, no dizer do eserip-
tor prii-inci'nno, pelo Dr. chefe de polieia, foi a do
art. 13 -2. da lei de 20 de setembro de 1871, que
assim eslaluc : A' excepcao de ftagrante delicto,
a prisiio antes de culpa formada to pode ter lugar
nos crimes inaffiancaveis por mandado escriplo do
juiz competente para formacuo da culpa ou d sua
requisifdo.
Aflflrmandolo artiguista da Pryvincia que 0 Dr.
Correa de Araujo prendera illegalmente a Josd
Chacon, por isso que o fizera sem expedicao de
mandado ou requisicao da autoridade formadora
da culpa, accrescenta que isto se evidencia do offJ-
cio do Dr. juiz substituto de Iguarassii, datado de
10 e publicado neste Diarioi 12 do corrente, offl-
cio em que aquelle juiz se limita a fazer communi-
cacao do attentado impntado a Jose Chacon e a in-
formar que 0 delegado de policia pr-cedia a in me-
rito e outras diligencias aecessarias e teodentes ao
descobrimemo do crime.
Ahi Sea 0 transnmpto do libello accusatorio do
eseriptor provinciano contra 0 integro e digno ma-
gislrado, Dr. Corrda de Araujo. Agora mostre-
mos em poucas palavnis a miseria de semelhante
aceusacao e a ineptidao de quem a formulou.
Reconheccmos a existencia do preceito legal ci-
tado pelo eseriptor provinciano, qua exige pira
i|ueseja legalmente clfectuada a prisio, antes
ia culpa formada e fora do caso de flagrante de-
licto, quo haja expedicao dejnandado escriplo do
juiz compeicute para (onnacao da culpa ou requi-
si;ao do mesmo; e por outro lado .-omos tambem
oi prmeiro a reconhecer a conveniencia do cumpri-
mento dessa disposicao legal.
Eatao. parece que estamos ouvindo gritar-
nos 0 eseriptor provinviano, 0 Dr. chefe de policia
esta indcfezo, porquanlo oao cumpr.u a lei. Nao ;
diremos trauqnillamente nos : vos e que estais in-
defezo cm vossa igaorancia. Provemo-lo :
Pela novissima reforma judiciaria (lei e regula-
mento respectjvo) esta fora de duvida que na
questao Chacon 0 juiz competente para formar a
culpa u 0 juiz de diieito, por isso que a comacca
de Igmrassu, que foi theatro do crime, e especial.
Aos juizes substilutos dos juizes de direito das co-
marcas especiaes, segundo dispoe a lei de 20 do
set,; nbro de 1871, no art. 8., assim como -us sup
plentes d s juizes municipaes, apenas compete a
cooperaijiio na forma^-ao da culpa nos crimes coin
muns exclusivamente ate asenteu^a de pronun-
eia ; e para que e?sa cooperavao tunba lugar se
faz preciso, segundo 0 ait. 3." % l. do regulamen
to de 22 de novembro de 1871, que nos primeiros
rei|uerimentos para quaesquer accoes ou.diligen-
cias judiciaes declare 0 juiz de direito, quando
alarefado por aftluencia de trabalho, queseja
presente ao substituto.
Send0 assim, so d ahi em diante 6 que se torna
0 juiz substituto competente para a fjnna.-ao da
culpa aid a jironuocia exclusivamente.
Na questao Chacon, ao tempo era que foi feito 0
ofli.-io do Dr. juiz substituto de Iguarassii, a que
se-refere 0 eseriptor provinciano, ainda nao se U-
nha esse juiz tornado competente pjra a formacao
da culpa, por isso quo nao consta houvesse 0 juiz
de direito da coraarca, que se achava em exerci-
cio, praticado 0 acto de que falla 0 citado art. 3."
2. do regulamento, e podemos assegurar que
nao 0 havia praticado pelo proprio offlcio do Dr.
juiz substituto, cm que diz este juiz que 0 delega-
do de policia procedia a inquerito e outras dili-
gencias, sem as quaes nao podia ser dada a de
nuncia pelo promotor public 1, occasiao essa em
_ue por seu despacho 0 Dr. juiz do direito podia
abrir a competencia do Dr. juiz substituto na causa
Chacon.
Vislo 0 que flea dito, como queria 0 eseriptor
provinciano encontrar no otficio do Dr. juiz substi-
tuto prova de requisicao para a prisao de
Cnacon ? Nao denota isto ignorancia do illustre
jurista ?
Por certo qua sim.
Agora mostremos que houve para a prisao de
Chacon requisicao do Dr. juiz de direi 0 de Igua-
rassii, autoridade competente para formar-lhe a
culpa.
Para isso basta-nos transircver a seguinte
passagem do ofDcio do Dr. chefe de policia
datado do 11 e publicado a 12 do corrente neste
Diano :
t Pouco depois dessa minha resolucao, recebi 0
ofjicio, junto em original, do Dr. juiz de direito
daquella comarca, e em virtude da requisicao
que me (oi feila, mandei capturar 0 alferes Cha-
con, que se acha recolhido a fortaleza do Brum
desde 0 dia 9. o
t Note-se que este offlcio do Dr. chefe de poli-
cia, d'onde transcrevemos 0 trecho acima, foi pu-
blicado a 13 do corrente, e quo 0 artigo do es-
eriptor provinciano traz a data de 14.
Dissemos que 0 juiz de flireito de Igoarassd era
a autoridade formadora da culpa na questao Cha-
con, e aqui devemos fazer sentir que assim nos ex-
primimos para significar que era essa autoridade
para tal competente ox-vi do proprio facto e sem
dependencia de alguma outra circumstancia por
forca da lei, difTerenteraente da competencia do
juiz substituto, que como ja notamos, so pedia orb
ginar-se de um facto, que ainda nao tinha nem
podia ter tid j lugar em te.rpo ao qua este ultimo
juiz escrevia 0 olflcio, que servio de ponto de par
lida ao eseriptor provinciano.
A competeaoia do juiz de direito de Iguarassii e
no caso em questao, alera de incondicional, de tal
sorte natural e absolula, que para expedir manda-
do ou dirigir requisicao para a prisao de Chacon,
nemprecisava essa autoridade esperar que peran-
te si fosse pelo respecitvo promotor publico apre-
sentada a competente denuncia. Assim o diz cla-
ramente o art. 19 g !. do regulamento de 22 de
novembro de 1871.
Foi justamente 0 que se deu : 0 Dr. juiz de di-
reito de Iguarassii, julgando necessario ou conve-
niente, logo, antes de requerimento de parte ac-
cusadora ou de representacao da autoridade poli-
cial, requisitou ao Dr. chefe de policia a prisao de
Jose Chacon.
Ousara, em face de tudo quanto fica exposto,
negar 0 eseriptor provinciano a crassa ignoran-
cia, de qne deu copia em sua infundada e aerea
aceusacao contra 0 Dr. chefe de policia ? Estu-
de 0 illustre eseriptor um pouquinno a reforma
judiciaria para melhor velar por sua execucao.
Sem isto prestara desservico a si, a seu partido e
a sociedade.
Para 0 eseriptor provinciano a reforma judicia-
ria 6 mina muito ponco expleradora. Para elle a
competencia do juiz de direito de comarca espe-
cial para requbilar a prisao do indiciado em crime
inafflancavel era cousa m:eiramente desconhecida.
Se assim nao succedesse, por certo que 0 illustre
eseriptor nao se basearia em um offlcio de juiz
substituto, em que este, dando conta de um crime'
nao declare ter requiaitado a prisao do criminoso,
I para afflrmar tot is tiribus que a autoridade poli-
| rial, que effectuou a prisao, o fez sem a compe-
tente requisicao.
Ja ve", pois, 0 eseriptor provinciano qne, mnito
ao eentrario do que afflrma, e nesta benelica e fe-
lin situapao 0 respeito a lei, qne serve de norma
de conducta a aquolles que sao seus executores, e
que foi so depois de haver recebldo requisicao da
autoridade competente, qne 0 Sr. Dr. Correia de
Araujo efTectuou a prisao de Jose Chacon.
Sob uma administracao moralisada e raoralisa-
dora, tudo recebe 0 baptismo da Jegalidade, para
garantla da ordem publica, seguranca dos direitos
tndivjduaes, progresso o deenvolvimento .da so-1
att*.^rf4fca
u sob a ailminialracSo do
eeita tudo procure e ftores-
cij sob 0 ponto de nta-tocil pro impcrto da W,
moralidado e ioteirBza do seji-. i.\ecaiors.
mmcACOEs a mm.
Questla> de rapaaa e tatia|uo
alo ciigenlao tl'A^uii.
E'tempo qne eo fompa 0 silencio, que mui
propositalmente hei guardado.
Emquaato a actfsiaado da famiha Chacon li-
mitou-se ao foro, drcumscrevend i-so a esphe
ra dos recursos legaes, enlendi nao dever in-
quietar-me. Via erguida sobre minha cabeja a
egide invulneravel da justica defeadida pelos hon-
rad.s caracteres que corapoe a magistratura su-
iM-ema desta tetra, a descaneei.
Nao me enganei. A iliustrada e recta relacao'
cewaado oa ouvidos a* suggestoes da prepotencia,
dietribnio, como coatuasa/Vmais stricta justica.
Nada tinha en pois qud*qizer. 0 silencio de-
via ser minha conducta. .
Agora, porem, que essa familia arrancou a mas-
cara hypocrita, sob a qual occullava sua indole;
agora que tricas do fdro ella passou para a calum-
nia, unica arma que sabe jogar; agora qua ella
resolveuse publicamente a collocar acima da lei
0 bacamarte e 0 punhal do assassmo ; agora que
acabo de Jescapar, qua-i por milagre, a sanha
feroz dos sicarios aqnera ella tinha pago 0 pre-
mio de minha cabeca ; agora, linalmente, que
flla acaba de encher as coluranas de um jornal
de grande circulacao fJornal do Recife de 11 de
junho deste anno) de mentiras e calumnias, em
que nao duvida offender 0 que uma familia tern
de mais sagrado, nao e mesmo possivel que eu
me conserve em silencio.
A familia Chacon vai ter uma resposta, se nao
tal qual ella merece, porque a propria dignidade
me prohlbe descer tao baixo a ponto de hom-
brea la, ao menos quanto me perraittir 0 decoro.
Mas, antes de comecar a responder 0 artigo do Sr.
Lavino Chacon, inserto no Jornal do Recife de 11
do corrente, devo apreseniar ao publica um esbo-
Co do barbaro assalto do engenho d"Ag.ua, onde 0
publico veralretratar- sa fielmeute a indole dessa
gente.
Tranquillo a socegado dormia eu a sombre da
lei. Inexperiente, suppunha que a palavra da
justica leria forca bastante para conter 0 caracter
v-ndalico dos Chacons. Imprevidente, nao vi que
quando um homem se deixa domiaar pelo ambi
cao, e capaz de tudo. Jose Chacon, por nma il
liisao fatal, tmha-se persuadido que minha irma
ia ontrar na posse de uma grande fortuna. Por
outro lado, via prestes a escapar lhe 0 mesquinho
ordenado, que percebia jielo mao estado de seu
palrao, e sentindo-secar'ecedor de qualidades que
0 recommendassem, via proximo um futuro pouco
lisongeiro Nest as circumstancias sua resolucao foi
inabalavel; a furtuna que elle julgava pertejeer a
minha, irma devia|[ser sua.
A sua conducta garantia Ihe uma recusa certa
0 infallivel da parte de minha familia ; mas'minaa
irma e crianca ainda e elle c nllou 0 boai exiio
de sur empreza ao ooder que a seducja 1 exerce
sobre os 13 annos. Nao se enganou ; a dasacau
telada menina deixou-se illudir llluJio se, pa-
rem, n'um ponto quando suppoz que cu dormia.
Aos triuraphos da seducca 0 oppomos os dicta-
tes da razao, c os precei:os da justica, e vence-
nos. Mas, a fera, a quem arrebataram a preza
nao descanca emquanto do novo a nao empolga,
principalmente se sentio 0 che.ro do sanguo. Jose
Chacm, 0 caixeirinho, sem presente e sem Cuturo,
tinha julgalo ver 0 reliuir do ouro; tinha sonhado
com a posse de uma bonila fortuua, e nao pflde
soffrer, que lhe arrebatassem a vinima da sua
ambicSo. 0 ataque ao engenho d'Agua, a minha
morte, e 0 rapto, a forca d'arraas d minha irma,
foram resulucoes que nao se lizeram esperar.
No dia 4 do corrente apresentaram-se Josd Cha-
con, Coraelio e um preto conhecido pelo nome de
fetticeiro em um lugar deniminadj Maria feia,
terras do engenho d'Agua, tod.is perfeilameute
armados. Ahi trataram com um morador do
mesmo engenho -Manoel Feitur -aura de que es-
te o.auxiliasss no rapto que preraeditavam. Offe-
recerara-lhe 2005, se elle ibes facilitasse a realisa-
Cao do seu intento ; nada, porem, eonsegairam.
A forca armada era por conseguute 0 ultimo
recurso. Eutrelanto, apresentava-se a dilfieuldado
de prevenir a menina, sem pJr de sobreaviso a
famdia della. A astacia suggerii-lhes um meio
e este produzio todo 0 effe'ti desejado : maodou
Jose Chacon dizer a minha Jirmaa, que esticesse
prompta, que',elle vinhi tira-li em a mite de sabba-
do ou domingo, com uma forca de HJ praras de
linha.
Eueosdemaij membros da familia, certosde
que um simples caixeiro, sem a minima impor-
tan:ia jaraais conseguiria mover trinla praras de
Imha, julgamos que isto nao passava de uma sim-
ples bravata, corn 0 lim de molestar-nos, enunsa
nos veio a idea de quo Chacon se atrevesso a
alacar-nos. Mai sabiamos nos 0 que ja rugia en
torno aos nososs lares, e quem ria se da facilida-
de com que a nossa iuiprudencia nos ia eutregar
ao assalto.
EHectivamente, as 9 horas, pouco mais ou me-
nos, do dia 7 do corrente. quando conversavamos
na sala de visita da casa do vivenda do.c-ngenho
d'Agua, eu e os Srs Luiz Gomes e Jose de Moura,
foraos brsucamente iuterrompidos pelo estrepito
de um grande tropel de cavalbs. Corremos a
porta a ver 0 que aquillo era, e dos 10 a 12 Ito-
mens que, perfeitameote armados, voavam dos
cavallos a terra, o primeiro que conhejo 6 Corne-
lio, 0 qual botando-me urn rewolver aos peitos,
bradava-rae que -nao fizesse acctio.
Oque entao se seguio 6 indescriptivel. A casa
foi immediatamente invadida por uma li ria de
barbaros, que de rewolvers e facas de ponta em
punho, saudaram-noscom uma descarga cerrada.
A nada pouparam os vandalos. Uma debil e de-
licada moga, Olha da dona da casa, uma pobre ve-
lha cega e alquebrada pelos annos, foram barba-
niente maltratadas pela sanha dos a-sassinos.
Uma matilba de raivosos lobos nao entra com
mais furor em raal guardado aprisco.
Eu mat podia defender-me dos repetidos tiros
que a porfia disparavam sobre mini dous dos ban-
didos, que nao ousando aproximarse de mim,
quer>am ganbar sem perigo 0 premio promeltido.
Nao fomos todos victimas, porque felizraenle tao
violento foi 0 ataque, qnao prompto 0 soccorro.
Alguns raoradores do engenho e negros da fabrica,
mal ouviram os tiros, voarara ao lugar do con-
flicto.
Foi horrivel a luta. Aqui erara os tiros dados a
queima-roupa, alii era a luta a ferrofrio ; aqui era
0 punhal que abria no peito de um larga passa-
gem, alii era a fouce que fazia de uma cabeca
duas; aqui ouvia-se 0 estertor do muribundo qiie
se afogava no proprio sangue, alii a imprecacao
do ferido, e por toda parte sangue. 0 quadro era
horrivel. Elles foram os fautores de toda, essa car-
nelkinia, e niuitos dos nossos as victimas.
Durante a luta, em vao procure! com os olhos a
Jo3e Cnacon : 0 cobarde tinha mandado os espo-
letas, mas nao tinha lido a coragem de acorapa-
nhal-os.
A carnefieina durou hora e meia, pouco mais
ou raenoi. Afiaal osassaltantesretiraram-se, ata-
cando por onde passavam as casas dos raoradores,
arrombando portas, etc
0 Sr. Levino Chacon, a respeito deste aconteci-
memo, quer fazer crer na sua correspondent
duas consas : que seu mano nao autorisou violen-
cias, e que os seus enviados cabiram n'uma cila-
da. E' fazer-se muito simplorio I
Quem conhecer 0 engenho d'Agua, a sua posi-
cao, as circumstancias locaes em que elle se acha,
facilmente vera que, realmenta sa livesse armado
um cilada aos 10 homens do caixeiro Chacon, to-
dos tinhara alii ficado vivos ou mortos. Mas 0 que
torna irrisoria essa insinuacao, 6 ter eu prepare
do a minha eilada de roado que deixasse ser inva-
dida por 10 assassinos armados de punhaes e re-
wolvers a casa, em que estava toda a familia.
Que Jose Chacon mandou directamente matar-
me, provam todos os antecedentes do facto. Jose
Chacon teria acompanhado sem duvida alguma a
expedicao, se esta nao livesse outro flm, sen 10 rap-
tar minha irma sem fazer violencia aquelles que
a guardavam; pois que nao se comprehends uma
P.ar wntflr* ainda auwerte assassinar me ?
Dens in-.- ha it; l.vra.- das garras dille. i: n
(fi'anto iiwr sfenfiis lii vida, liei Je repePir qua
i|o*r aggn-ssao e rlctflluer-nle' a todo transe. fp.
pois dc mori >,' uin ma cttiHideram defunto ttm
choro, *
Quando Jose Chacon nao quiz aeompanbar a
qua Jrilha, teve em vista duas cousas: i" satisfa-
zer ana feminil cobardia, cm ervando-se longe do
perigo ; 1> lirar de sobre si a rthpoosabiiidade da
minha morte que elle tinha conweousa certa e in-
fallivel, pois a gana em-qua os mandatarios me
procuravain, t>m oiostrou a instancia com que eu
lhes tinha sido recommendado. llludio so, porem,
quanto a segunda parte: 0 publico conhece qual
foi 0 seu papel na negra Iragedia do engenho d'A-
gua, e todos 0 aponiara eemo a mandante e prin-
cipal responsavel de tfo- tenebroso crime.
Volio agora ao artigo do Sr. Levino Chacon, in-
serto'no Jornal do Recife de 11 do corrente.
Sinto ser obrigado a empregar algumas expres-
soes improprias de mim e do publico, para quem
escrevo, mas & preciso dar um nome as cousas que
lieluionie as (raduza.
A primeira assereao do Sr. Levino, a re3peT;o
das relacoes de amisade entre meu finado pai e a
familia do igualmente finado Dr. Francisco Joao
Carneiro da Cunha, 6 uma meutira descaradissi-
ma. E' certo, que meu pai linha questao civel
com aquelle doutor ; mas essa pequena desaven-
ra deaappareccu iuteiramente ainda em vida d)
Dr. Francisco Joao.
Meu pai foi visita-lo muitas vezes antes de sua
morte ; e foi ainda men pai em pessoa quem Ihe
collocou a vela na mao, quando elle exhalava 0 ul-
timo suspire
Invoquc a es3e respeito 0 Sr. Levirio,-o teste.xu-
nho da Exraa. D. Carlota Xavier, e de muitas pe<-
soas gradas, que nessa occasiao se acliavam 1^:1*
casa daquella senhora.
Julgue agora 0 publico se taes acto* sao ou uao,
de quem esta era biias relacoes de amisade, e que
fd merece um escriplo que comega p sidade inanifcsta.
De;la pasaa 0 Sr. Levino para outra mentira
nao menos revoltante. E' f lso; que meu pai ti-
vesse feito a minha niai, ou a qualquer de nos, 0
pedido a que alluio 0 Sr. Levino. Assisliram a s
ultimos momentos de meu pai os Srs. Jacinth? Ja
Hora Pires, Gnilhermina Santos, Jose da Motla a
0 ex-ci.nsul portuguez Domingues Maria Goncal-
ves 0 os seus filhos.
Quo digara essas pessoas se jaraais tiveram no-
ticia dc semelhante pedido.
Meu saudo;o pai morreu de um ataque cere-
bral, e na hora extrema nada disse : prova. 0-
heraos. se for preciso, com 0 testeraunuo jurameu-
tado daquelles senhorea.
E como teria polido meu pai faze-lo? Os Srs.
Jose Canedo do Rego Barros e Dr. Pereira de Mel-
lo, podem dar leslemunhc das raaneiras delicadr.-
coui que meu pai tratava a familia do finado Dr.
Francises Joao, do desejo que mostrava de prote-
?e-Ia, e do maito que elogiava as virtudes e bias
qualidades do seus dous filhos, e a boa edu.-a.'
que haviam recebido.
Ora, como e cruel que raeu pai fizesse uma
proliibicao tao formal a sua filha de casar com
aquelle mesmo que elle mostrava estimr ?
0 qua elle leria impedido com todas as (orcas,
com todo 0 estremeciraento d'alma, Sr. Levino.'se-
ria aentra la dos Chacons pare 0 seio da sua Euzjilia
e ale mesmo na cozraha de sua casa, seria que suas
tiihas nao se casas em com gente obscure, prole-
tarios daquella ordem, porque a panella deve pre-
rurar seu texto.
Blasona 0 Sr. Levino da intimidade que allirma
ter existido entre a sua e a minba familia. Seria
realmenta um titulo de justo orgullio para os
Chacim, se fosse exacto 0 que diz 0 Sr. Levino :
mas e qua essa intimidade nunca houve.
E' verdade que os Chacons conseguiram por
todos os meios que & astucia lhes suggario, ate.
pela mais baixa adutagao, iutndu irem-se em
nossa casa ; sendo que ja prcmediladamenie es-
forcaV&m-se por fazerem crer a visinbanca que
havia entre as duas famiiias intimas relacSes de
amisade, qua ido a vardade 6 que a nossa so, peia
boh Bosnia que Ihe e propria, e pela delicadeza.
qua adopt ou por lei, os supportava.
Como a serpente iotrodu<-se no seio desiicau-
telado que elia pretente ferir, assim eiisiuuara 1-
se insensUrel e desapercebidamente os Chacons
em nossa casa; e no--, pouco conhecedores dos
refolhosdo coracao humauo, arraslrados pelo me I
de suas palavras sem recordar-nos que 0 astuto
seduclor do Paraizo costuma tomar tambem a
forma de homem, nao'tivemos animo para re-
pelli-ios e os supportamos.
0 Sr. Levino mesmo deve estar convencido
de qu3 de nossa parte havia somente uma sim-
ples tolerancia em supporta-los e nunca amisade.
Demais, ainda que isto verdade fosse, aiuda
que minha familia dedicasse a familia Cha a
essa amisade, da que ella tanlo blasona, ainda
mesmo que nos fossemos devedores aos Clmconx
da uma gralid.io eterna, 0 que so concluina dahi:
Seguir-seia d'ahi que no julgavamos aquelles
senhores dignos de ligarem seu nome ao nosso .'
Porque preceito da logica ?
N.io eouiprehendem os Srs. Chacons amisada
de superior a inferior ?
Figure 0 caso que um escravo nosso livesse
por um desses actos extremosoi de uma dedica-
Ciio sobreliumana, collocado a nossa familia em
eterna gratidao para com elle. Que nos, era re-
tnbui'>ao, Ihe concediamos a iiberdade e a nossa
amisade, assigualandolhe proximo da nossa pro-
pria mesa um lugir de honra. Supponha qae
esse escravo era, mais ou menos, branco, map,
elegante, bom walsador, etc. Supponha depois
que, dUpondo desse3 dotes physicos, e perito na
arte da seduccao, elle tivesse conseguido perlur-
bardetil modo 0 espirit'* de minha irma, que
ella se quizesse casar com elle. Tulo isto por si
so repulsivo, e asqu.eiroso I Diga nos, deviamos
nos consenlir t Nao, f ;i 0 que lizemos.
A vida de Jose Chacon, os sentiraentos que 0
caracterisam, 0 conceito de que goza daquelles
que 0 conhecem, ea falta absoluta de meios para
sustcntar uma familia, sao eou-as que eslao no
dominio do publico, todos sabem disto.
Quanto a falta de moralidaia respondau Jose
Chacon oppondo atlestados gratuitos. Mas todo
inunlo sabe 0 que vaiem na nossa terra esses
atlestados graciosos, que tao depressa sao pedidos
como logo sao passados, muitas vezes por simples
inlormacio, sem se conhecer 0 individuo, cuja
conducta se abona. Com atlestados .dessa natu-
reza 0 Sr. Chacon podia provar ate que era um
santo. Quanto ao iugar de 2- secretario, que e]!e
exerce, nao sei ondo, e realmente uma posicao
brilhante, capaz da fazer a inveja das famiiias
mais bem collocadas desta cidade e a felicidade
de uma moea I
E' irrisorio 0 modo porque Jose Chacon, e 0 seu
extreme e delicado advogado 0 attencioso Dr.
Olympio Marques que teve a amabihdade de por-
me pelas escadas abaixo, como se despede qual-
quer lacaio, qjiando a sua casa fui, em compe-
ndia do escrivao do juizo da orphaos, quo levava
0 respectivo mandado para d'ahi tirar minha
irma, alii immediatamente recolhida, depois do
rapto, 0 quo por muita prudencia de minha parte
nao custoulhe serem-lhe quebrados os ocnlos
que trazia, procuraram ccntestar a falta de meios
de subsistencia. A unica fonte de sua receita
era um patrao, que em tao boas circumstancias
se achava, que tinha pedido, como provamos
com nma certidSo do tribunal do commercio,
junta aos autos, uma moratoria, sendo que pottcos
mezes da concessio della, obteve pagar a seus
credores 0 que devia com 70 .por cento de abate !
E e depois que esses negociantes declaram-se em
tao criticas condlcdes, que augmentanm de nm
conto de r&s 0 ordenado ao seu caixeiro, segundo
0 regislro do mo3mo tribunal. De dnas uma :
ou a insolvabilidade dos Srs. Bastos & Silva, pa-
troes de Jose Chacon c verdadeira, ou fingida :
se e falsa, nenhuma fe merecerao as palavras de
um homem que usa da fraude ; se 6 verdadeira,
elle nao podia augmeatar de um conto de reis (!!)
0 ordenado de seus empregados. 0 negociante
que na"o pode pagar 0 que deve e augmenta tao
descoamunalmente as snas despezas, qne titulo
merece T
Logo, aqnelie augmento de ordenado foi uma
-/
alma tio vil, que mande raplar por um trogo de
canalbas em lugar loogiquo, alta noita e atraves
de oscuras mattas, a moca com quem quer casar.
Logo os emissarios de Jose Chacon tinham outra
incumbencia que nao era a de um simples rapto;
e essa nao podia ser outra senao livrai-o daquella
em quem elle sabia estat eoncentrada grande par-
te da resistencia ao sea projecto. E isto mesmo
declarant mui positivaraeute os capangas do Sr.
Chacon, com 0 cercarem todos os Garros que
eneontravam no seu trajecto do Recife a Iguaras-
sd, em busca do fllho mais veUio do finado major
Marcelino Jose Lopes. 0 que queriam couiigo os
assassiaos do Sr. Chacon ? Bale facto nao Dode
ser negalo, elle acha se comprovado pelo taste-1
muoho do Sr. Btasiliano, proprietarlo do engenho
Campina, e, eq$o me engano, pe|o escriv*n da-
fjplla villa, 1
mera llccao, com que se pretendeu illaquear a
boa fe dos juizes, e isto ainda mais se evidencia,
quando se attende a que 0 tal augmento foi feito
depois de comecada a questao e provada a ralsi-
dade do attestado dos mesmos patroes, 0 que beat
prova que isso nao passou de um arranjo.
E' chela de inexactidoes, e apresenta cores.ver-
dadoiramente ridiculas, a narrajao que faz 0 Sr.
Levino do em barque de mfaUa irrai para 0 enge-
nho d'Agua. 0 c irro foi alugado por mim mesmo,
partio desta cidade para nosso sitio as 4 horas da
tarde; foi d'aqui e entrou no nosso sitlo com a
maior pnblicidade ; nem precisava minha m5i oc-
eultar a pessoa alguma que ia mandar sua filha
passa r alguns tempos em casa de um parente e
amigo 1
Minha irma foi para 0 carro com os seu3 proprio?
ads, e nao como 0 afflrma 0 Sr. Levino, agarraia
por qnatro homeas, como se, crianca fraca e de-
7L

**

1





i
J


\
t&bkiobdmtmfkn&uffi ^ QwfaM'&i tfudto -jtoAo^tooWi
3
I
bi! com.) tftjo Itcosttrfb o e hone** <&u/tt pra euel*_t> O Sr. Leviiw tem propenslo para tragtco.
Nao f()ram qualyt Jtomens pnseantes e armadoi
quern nirote niiht irata pin o carfo em qu<
tmha deaegtttj >,aV; d>im--.a aeompauhou at el-
e foramumf moci tao delicada como ella, mi-
nha senhon e om moco que so por ser irmao era
2?jS'6rSf/Vro^e.?m 'atamento e respeito,
&reefHio Jose Lepes Pflbo.
Minh2 irraa foi acornpaohada ate o engenho por
mini, raea .'.rmao Henrique e por sua prima D, Ma-
ria.
Pratando as pessoas qta aoompanliaram minha
inna o Sr. Levjoo foi demasiado audaz. Dou-lbo
ver de apreciar a repntarao de uma mor^a de fami-
D. Maria naj precisa provaf a sua bonestidade.
e o quiz?sse finer, alii estariam muitas familias
noaradas desia capital e de loda a villa de Iguaras-
su, que a boaram com sua amisade e sompre Ihe
tributaram subido respeito e consideracao; alii es-
tao o seuhor do eagenho Campiaa, o senhor doen-
fenno do Cunha do Baixo, o Exm. Sr. barao do
.io Formoso, a Exm. mii do barao de Vera Cruz,
o sentwr do engenho Araripe, o senhor do enge-
aao Jardim, o senhor do engenho Mussupe, todos
's homens honest de Pa d'Alho, etc. Mas D
Minanio precisa do testemnnho alheio ; eila tern
em si propria titulos basutntes que a recommen-
dara ao respeito de quantos a conhecem.
E uma pura inwencio do Sr. Levino o sequito
de homens armados, e as sevicias porque pas-on
minha irmJ, cuiM vordadeira impudencia. Mi-
nna irml foi conversando todo o caminho, e darnos
gnris a nossa fortnna por terem crido cs Srs.
Chacons que iamos com offeito rodeados de guar-
ds costas, p0h que souBemos depois que foi devi-
do a isto o nad termos sido victimas delles e al-
guns capangas que pretenderam seguir-nos.
Actinia-w neste estado as cousas.
Cuotinu) aiada a descancar na proteeeao da lei
t na jostir a das au'oridades de toda epecie, quer
adrainisirativas, quer judieiarias, que nao consen-
tirao que a. iniquidade prevaleca nein o crime fl-
que impune.
Cono o Sr. Leriuo conclue appeilaudo para o
processo que ja se esta instaurando, eu tambera
appellarei para elie afim de melhor o desmascarar,
tamo mais quanto quern o conhece bem sabe que
nao pode por si mesrao escrever qualquer corres-
pondencia de duas linhas epor isso as-igoouape-
n aquellj. oatra sem iuiputacaoa Iguraa.apeiar de
estar no 5' anno da faculdado, e de baver sido em
pregado na secretaria do governo, e daui baldeado
para a thewuraria onde deixou exuberantes tradi-
ccGes sobro sua pericia.
Recife, 13 de junho de 1874.
Jose Pope da Silva Lopes.
f> TJw-directof do am eoHegid, esta-cnrta-ifiiaf-
gioarjio de am meHtaoaio 6 ufflclente para sab-
Jugar am pe<(o bamano ?l
Oh j)?br rriaa'AWe, fpguel as prases** AttMi-
mo para i'a:(af immodiatamente de vosso lado tal
bomem. ,
Serri iiesitar, o pobfrtroho! segb'ra para osjaeop
publieos acompabhado it bra sol dado docorpo He
policia, o o malrado aprazia-ee com tal scena.
Qaio negras nao serao as consequencias- I Que
setta nao traspassara o cora;io daquelle pai que
vrj dm la?os pubiicos lancade sea firbo, so par unt
vil capricho tl
Que magoados solucos nao sabirio do peito do
infeliz director que nem ao meaos presenle ea>
tava !!!
Qae negra mancha na rida daquelle obr'e-
zinho II
Que titulo nio merece o homem que para cadi-
gar um menmo precisa chamar a forga de mbde-
legado, podendo com palavras amaveis abrandar-
fhe o coracao t
E' verdade, meu senbor, V. S- oobicoso dos m*-
les de outrero, pode por esta vez recolher aqaella
crianga ao quartel ; mas eu afflanco qae o re-
morso esta Ihe perseguindo, e bos, eomo espeela-
dores.lhe enviaraos peto Diario o mlardlo de sua
obra.
Finalmette dberrros, qae ir ami crianca a ea-
deia, por um facto praeicaflo denlro de um collegia,
6 um facto tio perigoso, quao terrivel foi para se
presenciar.
0 moeo foi posto na ievite hberda4e depois de
completar aiaa bora de prisao, poi3 o nosso delica-
do, amoroso e demasiadamente digoo delegadd,
sem signaes de colera e quasi mostfando conlra-
riedade na pratica da apprehensao, mandou que
Ihe fosse restituida a devida liberdade.
NSo podo V. S. de modo nenhura ter o posto de
vice-director de um collegio, pois o sen cora$o 6
demasiado perigoso e duro.
(Querera rebaier-me?)
Padre Gc. Francisco dw flefo Habi.
Capitirj Tiburcio Hilario daSirta WMrJttu.
Capitao de fragata Coelrro Netto.
____ Juizai ppotectofas".
*r*-toM.!SrJ*;
D. Anna Pinheiro Jacome; esposa doSr. Antonip
Joap fteaVRpii.
EsposlrroSr.etfdnihbJos^^Roir.
Esposa do Dr. Barbalh* Gavokante.
Esposa do Sr. Gabriel Arolianjo de Azeredo.
Procnradores da festa.
Iiaymuodo Celwtno de Barros.
Juvino.
Bncarregado. I r.
Polycarpo Ramos de Jesus.
Fr. Filrppe de S. Luiz Paim,
Regeole da capolla.

4*-aanw com
/J/^ara o Rib
'rtrfoC-'
mesmo fyafa! no dia 17 do cotfttte, kii\ hc1!*3 t*a Btringuer, avaliado" pw. damanhi se' reuairem na saja.das audfefr.''3*ka a requeriinento dj Dr. curaJor d inAii'o
destejuizo, a rua da/ideia n. 4f,
ter,
_fr nacioria!
^.JVa>flJbjreofios,(ii-uj-
700 sacc<>3 com 42,000
tin
Paj#b fffd
Ca4sar>if-: AT^i'ia.
ta) ; Amorim A Cardoso
kilos de.assucaf brapco.
*- Vari o Pa*4. i barca DcrltflJaaja Arabtltn,
arfgou : J. C GbiMMves 80'.Wf1,IaiDba com
W,l2Sktos de asairear bnw*; J. J. floncalveg
Beltrao 50 pipas cjm Vttm btros de agnardent^.
Para o Ceara, no MUBJMeiona1! flova Es-
P.ea?29a> ca"e8U Co?,a *"' <*barrca3 com
i,o4J kilos de assucar refinado.
Para o Rio Grande do Njtte, no liiate n^cio-
nal ;o* Vattt, carregon : J. Barfos Plr& A
G. 2 ban-iea*1 eora f 30 ItrloS de assaear refinado "
da^adeia n.il, pafft noroe*-
rein deposiiaria* qua-towem coota dos bens io
fallidu, adw'rtioJe qae neohum crcdor sera ret
preseatudo per procurador se et.te oio liver pode-
res especraes, para o act, e, qae a procurajao
ns node ser dada a pessoa qae seja devedOra do
fallido, nenham mesrao procurador reprentar por
dons diYc'rsbs tTedofes na conformidade do art.
842 do God. commercial.
R p;ra Cunstar rrftrodei passar e presente e
afflxar um exemplar aa porta da casa das au-
diencfas deste /oho,- cvttfo na porla exterior da
casa do fallido, e publicalo ,-jor uma das folhaj
publicas, de que^aaiaofera fcertidao aos antes.
Dado e passado ena oidade da Escada, aos 12
dias do niez de junho de 1871.
Estava sellada com duas estaropilhas no valor
de 1^200, inutilijadas pe(o escrivao abaixo assi-
espolio.
h oara queebegue ao certieelilieato de todo
nmda .afflxa,r ? Presenle no iugar 4,agtame V
pnbtealtfpa'^wpww. iAil
OliuJa, 9 de ;!"0 Je 1874. Ea, bacharei
Fraucisco Lias Caldas, pseiivio. o escfbVI. '"
Delfinq AuguHo Gacalea& He AMiiqueique.
BE
la.
O official de justiga ilanoel Joaquim do Nasei-
meato veio !nnt!: iutimar-me urn despacho do
Dr. juiz <1> eomflaereio, por me suppor advogado
la Sra. D. Elizabeth Garolina Barrellier, minha so-
ara.
Declaro que uao sou' mais aJvogado dossa se
nhira ; e Daos me livre que aiada venha ase Io,
mormente depois que ella, dispondo alias de recur-
s s'. nao devidoa arrastar aos tribunaes e a im
prensa, ten Jo antes iiijuriado em cartas um irmio
men'por causa de restos de juros do um e meio
p>r cento ao m:z, sem ao menos me ter prevenido
>\* que ia linear mio dos meios judiciaes.
Muita cou-ase tem vis to ; e portanto nao e de
a lmirar qce aquella, que a meus esforfss (na
iriaiorparr) conseguio ha 12 anno?, quando mor-
rea-lhe o rnarido, pagar aoj seus credores somen.
te !>' por cento do principal com o prazo de 6, 12
- 18 ineze*. persiga hoje um irmao meu por cau-
sa de pagamento de juros; e sem duvida me per-
.-.-p'uiria tarnbern, so eu tivessc a iufelicidade do
:-er seu devedor.
Nao desejo lembrar-me das amarguras que tra -
quando live de enienier-ine com alguns dos
seus ex-eredoraa.
As exejacoes que quaesjuer, estranhos a mim,
i'-romovam contra meu irmao, ser-niehao sem du-
vi ia causa de dissabor; ma;, sen lo promovidas por
minha sogra nas eireumstancias expostas, impor-
tam uma ternvel morliacac;2o e produzem uma du-
ra situagao na farailia.
Se aao visse publicado, a reo;uerimento della, no
il do Becife de hontem, e em um edital.o no-
me do dito meu irmao, o qual entretanto tinha de-
ver de poupar-me tao summo de.-gosto, eu ainda
me conceutraria, sulfjcando assim a violencia, que
;;nto ao escrever estas linhas.
Recife, 1(! de Junho de 1874.
lnwencio Seraphico de Assis Carvallto.
Declaro que nenham outro ioimigo teaho de
quern possa resaltar o miuimo mai do qae a fa-
milia do Sr. Francelino Chacon, a vista dos factos
ultimamente occorridos, relativamente ao rapto -e
casameato de minha irma, bem como ao a.-salto
a forca amada em o oogeaho^d'Agua para de
uovo rapul a, pelo que a realsar-se qualquer
maleficio ou offeuta em minha pessoa, que me
dizem estar ameacada, s6 deve'rei attribuir a
aquelles senhores que ainda se acham sedentos de
vinganca contra mim, e pelos meios legaes pro-
metto tomar-lbes o devido desaggravo.
Recife, 16 de junho de 1874.
Jose Poppe da S. Lopes.
Gratidao.
aos
0 abaixo assignado agradece cordealmente
Films. Srs. Dr. Fraacisco do Miranda Curio, e frei
Nieo'ao. aquelle como medico e este coma regente
do Hospital Portoguez de Beneficencia, o zelo, o
tnteresse, e finalmente as maaeiras urbanas que
iispensaram durante um inez e poucos dias do
n tratameato no dito hospital.
Aceitera os mesmo3 Illms. Srs. a presente decla-
MQlo como signal do mais subiio aprer^o e reco-
imento, desoulpando se oor ventura a mesma
>ffdnder as suas reconhecidas modestias.
Recife, 1C de junho do 1874.
Manoel Jose Carneiro Pinlo.
Protesto.
Doagii'czu iiieichrc.
Lendo a Provincia de hontem (16 do correnie)
lUrprendea nos a noticia inserida na chronica, so-
bre a rescisio do aosso coatrato com a Saata
Casa, pois nio e exacto que pretendamjs seme-
Ihante resci-ao, e ao contrario persistimos no ani-
ran de darcumprimento a aquelle contrato, reque-
rendo ja a Santa Casa, e ja ao poder judiciario,
providencias no sentido de ser garantido o nosso
direito.
ReeHet 17 de junho de 1874.
Agra & C.
Apprelicnsito do uin collcgial.
Em vista do facio que hawmos presenciado na
p rta de um collegio, nao poderaos passar sem
manifestar 03 nossos sentimentos ao publico, que
talvez se ache na ma fe ou na ignorancia do pro-
cMimeoio do vice-director daquelle collegio.
Passamos a conta-lo tal qual se passou :
Estavam de recreio 03 alumnos, quando de re-
pente am delles atira-se contra o outro que o io-
-ullava com palavras, e da-Ihe uns empurrSes ;
m-jderando-se na occasiSo em que nra dos censo-
re? Ihe fez aceno para isto. Ainda nao havia dous
minutes quo estivessem pegados, quando, levados
apresenpa do Sr. Jos6 Virgolino, que figura como
Tice-director ou mordomo, um delles nega-se ao
i-astigo imposto que fiiraprisio na cafua.
T.rapo ja havia que o estudante andava desgos-
tuso entn os compaaheiros pelo bom tratamento
qae os collegiaes d'alli, segundo dizem, recebem da-
quelle bem preceptor, pois eaptivo da soberba, nao
pode eacarar ninguem como amigo.
O Sr. Jose Virguliuo ataca com imperiosissimas
aggravaates palavras o estudante, e com voz de
algoz diz que ou elie iria a cafua (pena barbara)
iu a marinha.
Vendo-se assim injuriado perante os seus ir-
maos, priraos e companheiros, cobra animo e apro-
xima-se de uma poaca de pedras, dizendo que so
sahiria d'alli para a casa do seu correspondente,
ou que cederia S3 o Sr. Jose Virgolino cessasse
de dizer o que dizia.
Emfim ceden ao pedido do seu repetidor de in-
?iez, dizendo sempre que iria a casa do corres-
pondente tratar de sua sahida do collegio e com-
rmmicar Ihe o passado.
Xeste carlo espaco de tempo o Sr. Virgolino
sahe pela porta fora nos trajoe de casa, sera cha-
p-io e de sapatos, e vai ao visiuho subdelegade e
pede-lbe que conduza comsigo prajas para condu-
-"em o estcdante a cadeia. Ao ouvir fallar na
realidade da amea?a, o mojo toma o chap6o,
um fraqae, os botins, e dando adeas a todos, sane
pahlicamente.
Ao dobrar o becco, foi vergonhosaajeate agar-
rado e levado para o collegio.
Em presencja de todo o pessoal e mats especta-
dores pablicos que acudiram a ver o qua nunea
riram, o Sr. sobdelegado branda o carinhosaraonte
procoroa app aca-lo,quereado ir em pessoa condu-
xi-lo i casa do correspondente ; rnas ja o Sr. Vir-
golino exigia prisao, prisao, prisao e mais nada.
Cancou o moco de pedir qae maadassem proca-
rar o pal, correspendente, ou mesmo director, mas
nao cederia a vontade daquelle censor.
,,.An^0S0 de offender ao mojo, exigia o Sr. Josd
Virgolmo a apprehensSo, pois medroso receiava
que a crianca o esbordoasse.
Oh 1 tempos I oh I costumes I nio houve qnem
cantrrtase as Iagrimas quando o rapazinho, depois
de algans minataa do silencio lagabre, disse:
Termel algoz I... manchas aa paginas do
mea nwiro ; mas...> e pendendo-lhe a faca em
mew desatoti era triste pranto par demais iawr-
rompiao. ^^
Eleigao
DOS JCIZI-S E IVUA&j F.SCRIVAES E ESCRlVAS E
MAIS MOHDOMOS QUE H.iO DE FESTEJAR N06-
SA SE.NUORA DA SOLEDADE DA IGREJA DE
XOSSA SENBORA DOS PRAZERES DOS MOXTES
GLABARAPrS NO ANNO DE 8751.
Jnizes por eleicao.
Os Illms. Srs.:
Joao Feneira Baptista.
Galdino Estores da Foncec.
Antonio Gongalvc Costa.
Commendador Jose da Silva Loyo.
Frei Joao de Santa Tbereza de Jesus.
Francisco de Medeiros Raposo.
Joao Carneiro.
Juizes por devocao.
Os Illms. Srs.:
Jos6 Antonio Moreira.
Jose de Scnza Primo.
Tito Li vie Scares.
Dr. Joaquim Jose da Fonceca.
Joao Jose de Carvalho Moraes.
Felix Pereira da Silva
Jose Tavares de Medeiros.
Escrivacs por eleicSo.
Os Illms. Sr<.:
Trajano da Costa e Mello.
Antonio Lopes Braga.
Alvaro Pereira Moulinho.
Major Jose Gomes Leal.
Joao Jose Marques.
Antonio Goncalves de Azevedo.
Escrivaes por devocao,
Os Illms. Srs. :
Antonio Correia da Silva.
Antonio da Silva Brum.
Francisco Santos Neves.
Francisco Antonio de Brito.
Bento Jose' de Macedo Poc.as.
Joio Fernandes de Almeida.
Juizas por eleicao.
As Exmas. Sras.:
Esposa do Sr. Rodolpho Mamede Amaral.j
Esposa lo Sr. Dr. Felippe de Figueiroa Faria.
D. Rotmna Jovina do Espirito Santo.
D Maria Felicia da ConceicSo Bastos.
D. Maria Bernardina Ramos da3 Cbagas.
D. Maria do Carmo de Azevedo Botelho.
D. Amelia Jesuiua de Oliveira Pernambuco, espo
sa do Dr. Pernambuco.
Juiza encarregada da bandeira.
A Exma. Sra. D. Filomena Loyo Amorim.
Juuas por devicao.
As Exmas. Sras. :
D. Francisca Rosa Pacheco da Nazareth.
D. Maria Januaria das Merces.
D. Maria Josepba da Silva Debourcque.
D. Senhorinba Maria do Rego.
D. Isabel esposa do Sr. Vasconcellos.
Esposa do Sr. Manoel Alves Barbosa; Sobrinbo.
Escrivas por eleicSo.
As Exmas. Sras.:
D. Maria Archangela do Espirito Santo.
D. Luiza Maria da Conceigao.
D. Maria Barbosi Rlbeiro, esposa do Sr. Antonio
Alves de Souza Fradique.
D. Emilia Angelica de Andrade.
D. Umbelina, viuva do Dr. Sabino.
Esposa do Sr. Th maz Ferreira da Cunha.
Escrivas por devocao.
As Exmas. Sras.:
Esposa do Sr. Alfredo Garcia.
D. Finfa.
D. Thereza, esposa do commendador JoSo da Cu>
nha Magalhacs.
D. Josepha Alexandrina Ferreira da Silva.
Esposa do Sr. Nogueira.
D. Isabel, esposa do Sr. Jose Alves Caxias.
D. Rosa Catlurina da Conceicao.
Mordomos.
Os Illms. Srs.:
Manoel Baptista do Nasciraento.
Antonio de Alleluia Padreco.
Joao Marques Correia.
Joao Lourengo Pereira da Costa.
Jose Pereira da Costa.
Francisco de Paula Mattos.
Paulino Alve3 de Mendonca.
Fructuoso Thomaz de Aquino.
Joao Jose Elesbao.
Bernardino Pereira Ramos.
Jose Carpinteiro da Silva.
Jose Domingues do Carmo e Silva.
Joaquim Fernandes do Moate.
Pedro de Leraos.
Clementino de Farias Tavares.
Manoel Goncalves Ferreira e Silva.
Commendador Antonio Gomes Netto.
Affonso do Rego Barros.
Henrique Burle.
Antonio Francis jo Corla.
Francisco Jose Leite.
Antonio da Cruz Ribeiro.
Jose Antonio Moreira Dias.
Miguel Archanjo Mindello.
Leonidas Tito Loureiro.
Antonio Augusto dos Santos Porto.
Mordomas.
As Exmas. Sras.:
D. Theodora Maria da Conceigao.
D. Maria Suteria pa Penha.
D. Josepha Maria da Conceigao.
D. Maria do Rosarfo da Conceigao.
D. Etervina Maria da Soledade.
D. Antonia Maria da Lira.
D. Lauriana Maria do3 Prazeres.
D. Rita da Natividade Magalbaes.
Esposa do Sr. Gaspar Antonio Vieira Guima-
raes.
D. Anna Santos Viegas.
D. Joanna, esposa do Sr. Joaquim Antonio de Car
valno.
Esposa do Sr. Dr. Joao Maria Seve.
D. Anna Umbelina Rosa da Farias.
D. Joanna Victoria de Brito Cunha.
D. Maria Igaacia da Costa, esposa do Sr. capita*
Joaquim Jose da Costa Fajozes.
Baroneza do Livramento.
Juizes protectores.
Os Illms. Srs.:
Modesto do Rego Baptista.
Jos Joaquim Aflonso Guimaraes.
Manoel Francisco Pdeas.
JoSo Baptista Monteiro.
Joaquim Martins de Barros.
Antonio Carneiro Macbado Rios.
Jos4 Lopes de Meira.
0 N"or6 Mtindo
pcriodico hnislleiro. publicad*
cm Now-York.
Contewdo do n 44 chegado pelo South ;
America.
Texto.
Lord Derby : -Tracos biographicos.
ToBieos do Mez : -A situaeao polilica no Brasil,
Estados unldos, Suissa e Hespanha. A fome na la-
ma e na Asia Menor.
A Franca :-Crise ministerial.
Nova perspettiva polilica :0 partido bberal no
Brasil.
ImraigragaV) nos Estados-Unidos.
Divertimentos publieos.
Monumento a memoria do poeta bras ileiro God-
galves Dias.
0 Sr. Dr. A. H Leal: o ideiador da estatua
erecta a memoria do primeiro poeta marauhense.
0 Fabrico da L'arveja : o sea preparo e distil-
lacao.
Sciencia :Soapira-Ganneau : a supposta fraa-
de archeologica que occorrera na Jude"a.
A Aatiguidade do Gavallo.
Segrelos da Loogevidade.
Litteratura : -0 grande diccionario portuguez
de Fr. Domiagos Vieira, e outras obras receato-
mente pnblioadas.
La America Illustrada : a sua consolidagSo com
o maito acreditado jornal iilastrado El Muntitr
Nutvo.
0 Sr. Varnhagen e alguns eriticos portuguezes :
earta do illnstre histonador brasileiro.
0 Papa era Conselho.
Notas em geral.
Voeabulario da Lingua iadigena Guana ou
Chane.
0 Marquez d'Avila.
Descripgio de gravuras do numero.
Gravaras.
0 Conde Derby, ministro do negocios estrangei-
ros da Gran-Bretanha.
Brasil: Monumento a Gongalves Dias, na cida-
de do Maranhflo.
0 Sr. Dr. A. H. Leal.
0 Fabrico da Cerveja -Vista de um grande es-
tabelecimento.
Heidelberg : os sens melhores ediBcios e lugares
de passeio.
0 Papa em Conselho :0 pontifice presidindo a
um conselho.
Uruguay :Vista do porto e cidado de Monte-
video
Estado3-Uaidos: -0 primeiro Baffalo (Bisao) da
estacao.
Portugal:0 Sr. Marquez de Avila e Bola-
ma.
Sellando uma promessa.
Cora este numero e distribuida gratuitamente
aos Srs. assignantes uma riquissima gravura em
folha separada, intitulada -No Lagoobra custosa
e de grande raerito artistico.
Assignatora annual 10S-Livraria Franceza.
Pede-se ao Illm. Sr. subdelegado ou a quem
possa competir que lancem suas vistas para dous
estradeiros hespanhoes qae sem piedade alguma
vivem illadindo a humanidade com charutos de
contrabando, segundo dizem elles, pelos quaes pe
dem o preco de dez mil reis o cento ; mas que
nao vai nem um mil r6is ; por cooseguiute, pre-
judicaodo assim as casas de porta aberta que pa-
gam seus respectivos impost's e mesmo aquelles
que o fabricam, com o que susteolam suas nume-
rosas familias.
Um prejudicado.
rernanJes A Frmao 4 aacco3 com 308 ditoj de dfti [gnaflo, Joao Damasceno e Sifra.
5--.!2 Ba,r,boloniOT 4 C. 1 barrtf com 5 lirro* I Ao sello 300 ris, valha sem sem sello ex-caasa.
: J. J. Orajalves Beltrio & C. 6saeco$FAlfredo Affonso Perreira
com 499 kilos de assucar br?neo
p o Rio Grande *> iiorte, na barcaca
ii/wma, earregoa : J. J. Goncalves Beltrao & G.
a barricas com 175 kilos da assnear braaco.
Para Mowor6, na barcaca Hayde. earreaoa :
J. B. de Cartaliw 3 barricas com 353 kilos de
assucar branco; A. P. Gomes 3 barris com 240
htros de agoartfente.
Para a Paraihyba, na barcaga Flavia, carr*
gou : J. S. das Neves t eaisa eom 30 kilos de docec
Brftholomeu A C. f bftrrH Para Macao, na bareaoa Dous Amiga*, car-
teijott f J- A. Costa Skwerra 2 barricas com 169
kuos de assucar refinado.
GAPATAZIA DA ALPA."DEiiA
Rsodimento Or. dia 1 a 15. 9-007*2:16
'd* do dia l 475/432
i: 4:"i^
VOLUMES SAHJ90S
No dia 1 a 15 ...
No dia 16
.*nmeira poria.....
>egaada porta .....
(Veelra porta.....
o^uarta parta......
?i*ick Ccncaigao ,
7,142
tio
21
52
532
7,862
SERYJGO MAR1TIMO
voartngss descarregadas no trapiol* da
alfaadeca :
iNodial a 2 15 ....
No dia 16.......
to trapie&s tioacakcao .
-2.1
rlKCEBEDORlA 08
RAES DE
teadiraento do dia 1 i
dam do dia 16
tl
RSNDAS INTiRNAS GB
PKRNAMBUC
15 34:276*840
i-.871*995
36:148*835
CONSULaT-0 PROVINaAi
Rsadimento do dia 1 a lo
(lea do dia Hi
63:962*598
7:1534049
71:215*647
Enrcrinitlarle sem iiomo.
Milhares de pessoas padecem, as qaaes nio teem
nenhuma molestia especiflca. No entretanto sen-
tem-se apathicas, insensiveis e differentes, coraem
sem'vontsde, dormemsem o desejado descango, e
no todo sentem-se miseravelmente desvalidas sem
causa plausivel. A causa apparente de tudo isto
provem d'uma retardada digestao, do estaJo semi-
torpido do figado, da inactividade dos intestinos.
AQm de se restituirem os orgaos inertes a um es-
tado de salutifera actividade, aao tem mais do
quelangarem raao das pilulasassucaradasde Bris-
tol. 0 Dr.'Benjamin Wallis, de Boston, 6 de opi-
niaoj que a nao ha nada que com ellas se possa
compaiar, para os casos onde ha falta de energia
vital no estomago, e suas dependencias, e onde
existe uma debilidade geral e depressao apparent*
sem comtudo apresentar uma distincta forma de
molestia qualquer. Todo3 es que padecem de
prostragao physica acompanhada ae abatimento do
espirito acharao q_ue as pilulas assucaradas de
Bristol Ihes ser'irao de imroenso beneficio. Como
se achem mettidas dentro de frasquinhos de vidro,
ellas conservam-se perfeilas em todos os climas.
Em todos os casos aggravados ou proveuientes ,de
Impurezas do sangue, a salsaparrilha de Bristol,
devera ser usada conjunctaraente com a3 pi-
lulas.
^aViMtNTO DO PjjRTg
Navio enlrado no dia IS.
Loodres por S. Vicente 2J dias, seado do nlti
mo porto 8, vapor inglez Investigator, de 360
loneladas, commandante E. Cole, .equipageoi
58, carga o cabo electrico; a Edward Fenton.
Havios sahidos no mesmo dia.
Portos do sul Vapor nacional Ceani, comman-
dante J. de Paulo G. Alcoforado, C3rga varies
generos.
1DITAEI.
Satide publica.
Por ordem do Him. Sr. inspector da saiide pu-
blica, commendador Dr. Pedro de Attahyda Lobo
Mo3coso, faz-se publico que o mesmo senhor exa-
minou a pharraacia normal, sita no largo do mer-
cado publico, em S. Jos6, perieaceate ao pharraa-
ceutico Jos6 Elias de Moura, e achou-a provida de
medicamentos novos e de superior qualidade, as-
sim como de todo3 os utencilios necessarios para
o bom desempenho do seu servigo. Do que para
constar annuncio.
Inspecgao da saiide publica de Pernambuco, em
6 de maio de 1874.
0 escrevente,
Jose Eduardo de Souza Landim.
JUNTA DOS CORRETORES
Praca do Recife, 16 de junbo
de 1891.
AS 3 HORAS DA TARDE.
COTAgSES OFFICIAES.
Algodao da matta sem inspecgao 7o00 por 15
kilts, hontem.
Gambio sobre Londres a 90 d|v.2o 1[8 d., 23
1[4 d. e 23 3|8 d. por 14000, hontem.
Gambio sobre o Rio de Janeiro a 15 d[v. ao par,
hontem.
Jito sobre dito a 15 drv. 1 0|0 de desconto,
hoje.
Desconto de letras 9 0[0 ao anno, hontsm.
B. de Vasconcellos
Presidente.
Antonio Leonardo Rodrigues.
Pelo secretario.
aLFANDRGA.
Rendimento do dia 1 a 15. .
Idm do dij 10 .
293:889*056
30:119*396
324:0084452
Descarregam hole 17 de junho de 1874.
Lagar portagaeE uidral rinho, vinagre e
areite para deposito no trapiche Cunha, e
pedras para o trapiche Conceigao, para
despachar.
Patacho iuglez S. JV. Collymore kerosene pa-
ra depc-sito no trapiche Vieira.
Vapor nacionalBaWa(esperado) generos na-
cionaes para o trapiche Companhia.
15 Dl
DESPACHOS DE EXPORTACAO NO DIA
JUNHO DE 1874.
Para os portos do exterior.
No patacho americano S. C. Evans, para
New-York, carregou : J. Brano 1,200 saccos com
99,000 kilos de assucar mascavado: S. Brothers &
C. 2,803 ditos com 210,225 ditos de dito.
No nark) americano Agust Sue, para Nova
Orleans, carregou : A. F. Balthar Sobrinho 1,200
saccos com 90,000 kilos de assucar mascavado.
Na galera portaguea JEtmiipa, pan Livar-
0 Dr. Alfredo Affonso Ferreira, juiz municipal e
do commercio desta cidade da Escada. coraarca
do mesmo nome, por S. M. o Imperador, a quem
Deus guarde, etc., etc.
Convocagao dos credores. Fago saber aos quo
o prestnto edilal virem que por parte de Antonio
Pedro Gomes, negociante nSo matnculado, mora-
dor a rua da Cadeia desta cidade da EscaJa, me
foi apresentada a petigao do theor seguinte :
Petigao. Illm. Sr. Dr. juiz municipal e do
commercio. Antonio Pedro Gomes, negociante
nao matriculado, residente ne3ta cidade onde e
estabelecido com commercio de fazendas, vem
ante V. S. em virtude do que dispoe o art. 803 do
God. commercial combmado com o art. 184 do
Reg. n. 738 de 25 de novembro da 1830, declarar
que se acha em astado de fallncia, visto como
.cessou seus pagaaentos, e quer salvaguardar ao
lado do direito dos credores, ao meaos o direito
que Ihe resta de ser tido em couta do que sempre
foi, negociante honrado e hoje iudubitave^mente
victima de sua boa fe.
Nao e estranho que o commercio ha mezes des-
ta parte luta com uma crise horrivel cujos finaes
resultados causa espanto prever e aquilatar.
0 supplicante a despeito de todos os esforgos
veiotambem a experimentar o grande mal da si-
tuagao, nio podendo em tempo satisfazer as suas
obrigagoes pelo facto bem notorio de se acharem
seus devedores, quasi todos agricultores, e como
taes mais que outra qualquer elasse, entregues
aos embaragos da crise em circumstancias pe-
nosas, a ponto de nao darem igualmente cuin-
primenlo aos seus corapromissos.
Assim logo que vio-se na impossibilidade de
solver promptamente suas dividas, o supplicante
recorreu aos seas credores apresentando-se a
elles o pedindo-lhes qualquer benevolencia no
sentido de facilitar-lhe os meios de adquirir com
mais desafogo o que tem espalhado por grande
numero de devedores, afim de melh:r por a
salvo os iateresses dos mesraos credores. Um
delles Gratuhano Vital, residente no Recife,
tendo-se encarregado de promover o accordo dos
demais credores, como provam os documentos
juntos, illudio por tempos a sinceridade do sup-
plicante, ate que liaalmente no dia 13 deste mez
pode arrancar do supplicante como de facto arran -
cou a mao armada, a importancia integral do sea
debito de 2:0004000, forcando o supplicante sobre
a press5o de resolver a fazer o que nao devera.
0 supplicante por motivos jastos nao podendo
aqui j up tar a copia fie I do balanco de sua casa,
protesta juntal a nos tres dias determinado3 pelo
art. 817 do Cod. commercial. Como instractivo de
seu reqaerimento, olTerece a relagao nominal de
todos seus credores.
Isto posto, o supplicante reqner a V. S. se digne
mandar que auloada esta, se declare aberta a sua
falleneia, a datar de 13 do corrente ou de outro
qualquer dia a qae haja por justo retrotrahil-a a
sabedoria e integridade de V. S. Pede a V. S.
deferimeato, espera receber raerce1.
Estava sellada com uma estampilha de 200 rs.
devidamente inutillsada era 23 de maio de 1874.
0 advogado, Tobias Barretto de Menezes.
Era a qual dei o despacho do theor seguinte :
Auloada com os documentos apresentados, ve-
nham coaclasos. Cidade da Escada, 8 de junho
de 1874.Affonso Ferreira.
Em virtude do goal se me iizeram os autos
conclnsos com os documentos, e, eu nelles pro-
feri a seatenga do theor seguinte:
Seutenga. A*vista da petigao de follias duas
apresentada pelo negociante nao matriculado An-
tonio Pedro Gomes, bei por declarada a falleneia
do mesmo a datar de 13 de maio do corrente anno
em que cessou os sens pagamenlos como se acha
declarado em sua dita petigao, nomeio curador
fiscal ao cidadfio Jose Lucio Monteiro da Franca,
a quem se inthnafa para prestar o competente ju-
ramento e proceder nos termos da lei, uma vez
qae o fallido nio junton a sua petigao a relagao
nonnnal de seus credores. E vistb que se podem
iaveutariar os bens em um dia, proceda-se quanto
antes a assa diligenoia, eom am depositario pro-
visorio que para esse Cm nomearei, dispensando a
apposieao de sellos na forma do art. 809 do Cod.
commercial.
Faga-se publica par editaes no Iugar do cos-
tume e coovcquemse o*.credores para se reuai-
rem no dia 17 do corrente, as 11 boras, na sala
das audiencias deste jalxo, afim de procederem a
nomeacSo rje depositartos qtte hao de receber pro-
visorta'mente a massa lallwa na forma do art. 812
do Cod. commercial, Cidade da Escada, 11 de
junho de 1874.Alfredo Affonso Perreira.
E por Unto fago publica a falleneia do nego-
ciante Antonio Pedro Gomes, a datar do dia 13 de
B*ta conforme om o original1, do qual foi ex-
trabido a presente couia. Sabscrevo e assigno
em testemanho da verdade.
Cidade da Escada, ie junho de 1874.
0 escrivSo,
__________________Joao Damasceno e Silca.
Affendega de Pernambuco
Edital com pra-zo de 30 dias numero 177.
Pela inspectors da alfandega de Pernambaeo se
far. punlleo,- qne achando-se as mercadorias conti-
das nos volumes abaixo mencionados, no caso de
serem arreinatadas para consuaio, nos termos do
cap. 6 do lit. 3* do regulamento de 19 de setem-
bro de lseo*, os seus donos ou consigaatarios de-
veTao despacha-Ias no prazo de 30 dias, sob pena
de, Undo elie, serem veadidas por sua eonta, sera
que Ihes flqne eompettaxto allegar eont'a os effei-
tos rfesta venda :
9:482*868 Armazern n. 1.
Marea A & Ma. 9.rjma caixa vinda do Havre
no vapor franeez Htmry IV, descarregada em 25
de oumbro de 1873 e coasignada a Amaral &
Mota.
DitaC G & C contra marca R n. 308.Uma dita
idem idem a Garvalho, Guimaraes 4 C.
Dita J LM&C ns. W4e 4I5.-Duis dilas idem
idem a Lopes Maehado & C.
Dita J L M- contra marca G ns 135 e 136.-Daas
ditai idem idem a Joaqnim- Lopea Maehado A C.
Dita L M & C n. l.-Oma dita idem idem idem.
Dita P S &C contra marca L B> n. 1875.Uma
dita idem idem a Pereira da Silva & Caseao.
Dita J L M & C n. 421.Uma dita idem no na-
vio franeez Fedilite, descarregada em 19 de no-
vembro de 1873 e consignada a Joaquim Lopes
Maehado & C.
Dita C & M contra maroa F ns. 116, 117 e
119.Tres ditas idem idem em 22 idem a Cunha
A Manta.
Dita G 4 M ns. 118' e 120. Duas ditas idem
idem.
Dita CltC contra marca F ns. 117 e 119.Duas
ditas idem idem a Cunha 4 C.
Dita C & E ns 268 a 275 Olto ditas idem idem.
Dita C & M n. 119. -Uma dita idem idem a Cu-
nil a & Manta.
Dita C G 4 0 contra marca R ns. 316, 520 e
323. -Tres ditas idem idem a Carvalho Guimaraes
4G.
Dita G G n. 471.Uma dita idem idem a D. P.
Wild 4 C.
Dita H H n. 347.Uma dita idem idem.
Dita JLMACm. 423 e 426:- Duas dita? idem
idem a Joaquim Lopes Maehado & C.
Dita T T n. 3,975. -Uma dita idem idem a D. P.
Wild 4 C.
Dita L L ns. 35 e 36Duas ditas idem idem.
Dita 0 0 ns. 213 e 214.Daas ditas idem idem.
Dita dita n. 223.Uma dita idem idem.
Dita P S & G contra marca A L n. 2,297.Uma
di:a idem idem a Pinto da Silva 4 Cas:ao.
Armazem n 2.
Marca C & E contra marca T ns. 97 e 98Duas
ditas vindas de Liverpool no vapor inglez Fire
Queen, descarregadas em 18 de outubro de 1873 e
eonsignadas a Cunha A C.
Dita quadro 73 e J J C M no centro ns. 101 a
150.Cincoenta ditas idem no patacho nacional
Ormyenda, descarregadas em 5 e 6. de novem! ro
de ;h73 e consignadas a J. J da Carvalhi Moraes.
Dita dita ns. 58 e 61. Duas barricas idem idem
em 6 idem.
Dita dita ns. 59 e 60.Duas ditas idem idem em
13 idem.
Armazem n. 6.
Marca C & C contra marca F ns. 108 e 109.
Duas caixas vindas de Bordeaux no vapor franeez
Mendisa, descarregadas em 9 de outubro de 1873
e consignadas a Cunha 4 C.
Dita T B B sem numero. Uma dita vinda de
Liverpool no vapor inglez Puno, descarregada em
13 de outubro de 1873. Ignora-se a consignagao.
Dita Din. 123.Uma dita vinda de Soutampton
no vapor inglez Douro, descarregada era 27 de
outubro de 1873 e consignada a Duarto Irmao?.
Dita L 4 V contra marca L D ns. 1,863 a 1,886-
Quatro ditas vindas de B rdeaux no vapor franeez
Enjmanthe, descarregadas em 8 de novembro de
1873 e consignadas a Lvra 4 Vianna.
Dita L 4 V contra marca NSCn. 1. Uma
dita idem idem idem.
Dita C C contra marca A L ns. 2,272 e 2,274.
Duas ditas idem idem a Gomes de Oliveira & So
brinho.
Dita W & S n. 103. Uma dita idem idem a
Walfredo & Souza.
Dita D I ns. 139 e 140. Duas ditas vindas de
Southampton no vapor inglez Neva, descarrega-
das em 26' de novembro de 1873 e consignadas a
Duarte Irmaos.
Dita M D as. 3 e 4. Daas ditas idem idem a
Pinto 4 Bastos.
Dita M A 4 C contra marca L L n. 21. Uma
dita idem idem a Meades Azevedo A- C.
Dita Johnston Pater & C. n. 522.Uma dita idem
idem a Johnston Pater & G.
Alfandega de Pernambuco, 12 de junho de 1874.
0 inspector,
_______________Fabio A. de Carvalho Reis.
Edital n. 183.
Pela inspectoria da alfandega se faz publico, que
as 11 boras da man ha do dia 19 do corrente se ha
de arrematar, a porta desta reparticao, livres de
direitos e sujeitas ao imposto da capatazia, as mer-
cadorias abaixo declaradas, abandonadas aos di-
reitos por Frederico Herbert.
Armazem n. 2.
Marca C H F.-N. 210.Uma caixa vinda de
Liverpool no vapor inglez Arbitrator, descarre-
gada em 16 de agosto de 1873, contendo o se-
guinte :
HI duzias de tesouras de ferro para costuras
ate 18 centimetros, no valor de 466*200.
76 duzias de canivetes peqaenos para penna,
cabo de madreperola, no valor de 1:0644.
41 duzias de ditos de cabo de osso, no valor de
114*800.
4 duzias de ditos para fructas, cabo de osso, no
valor de 11*200.
1 pistola ordinaria de dous canos, no valor de
74000.
Diversas amostras de botoes, fivelas e ferragens
miudas, no valor de 28$.
Alfandega de Pernambuco, 16 de junho de
1874.
0 inspector,
Fabio-A. de Carvalho Reis.
Edital n. 181.
Pela inspectoria ds alfandega se intima ao dono
de 30 camisas de Banella, apprehendidas em 24
do mez passado, qae por decisao de hoje foi jul-
gada procedente a apprehensao das referidas ca-
camisas.
Alfandega de Pernambaeo, 16 de junho de
1874.
0 inspector,
F. A. de Carvalho Reis.
Edital n. 182.
Pela inspectoria da alfandega se intima ao dono
de dous barris de quinto, apprehendidos no dia
12 do corrente, defronte da porta desta alfandega
para vir com sua defeza dentro do prazo de 15
dias.
Alfandega de Pernambuco, 16 de junho de
1874.
0 inspector,
____________ F. A. de C. Reis
Olinda.
0 Dr. Delfino Augusto Cavalcante de Albuquer-
qae. official da ordem da Roaa, e juiz de diraiw,
orphaos e aosentes da comarca de Olinda, por
S. M. o imperador, a quem Dens guarde, etc.
Faco saber aos qae o presente edital virem, que
no dia 18 do corrente mez, a i bora da tarde
C depois da audiencia), sera arrematado por ven-
da am sitia em Paratibe, pstrada da Mirueira,
maio do corrente anno, e conweo os credores do'pertenceiite ao espoiiolto.n^o\e^
SANTA CASA DA MiSERICCmDU DO
RECifit.
A Hi ma. junta adrainrstrativa da aata casa da
Misericordia do Recife, manda fezef publico qn
aa sala de suas sessoes, no dia I* da Juatitr pa-
las 3 horas dfr tarde, tem, de ear arrematadas a
quem mais vamagean offerecer, pelo tempo de err?
a tres annos, aa readas dos predios em seguida
leclarados.
ESTABELEC1MENTO DE CARI>
Travsssa de S. JosA.
Gasaterrean.il......SW#000
Rua de Santa Rita.
Idem a. 32 ....... tfJO&WO
Ciaco- Peutas.
asa terrea n. 114......3620500
Rua da Viracae
Wemn 74........2414009
Ponte Veffia.
Mem n. 31......-. I564O0O
Rua de Antonio Henrique?.
[d n. 26...... 9940OO
Rua do Vigario.
!. aadar do sobrado n, 27. 32*4000
Eojaflem.........3754080
PATRIMOWIO DOS OAH&ttK.
Rua da Somalia veifca.
Casa terrea n. 16....... JW4OOO
Becco das Boias.
Ssbrado a, 18.......44*4000
Rua da Cruz
Sobrado n. J4 (fecbade).....- *:6O0Jfi
IRua do Pilar.
Caia terrea a, 100......4414000
Rua do Amorim.
Idem m 341........12240CO
Rua da Guia.
Idem as 29 ........3014OOO
RUa> das Larasgeiras.
Casa terrea If......3t'400C'
Os pretendentes- deverao apresentar ns acto da>
irrematagao as saas fianeas, oa compareceren>
icornpaahados dos respectivos fladores, devendc
pagar alem da renda, 0 preaaio da quac'ia em>
iue for segnro 0 prsdio que eeativer estabeleci-
nento commercial, assim come- 0 servigo da Una
peza e precos dos apparelhos.
Secretaria da santa easa da oaserieorda do Ra-
5ife, 17 de maroa 0 d1874.
0 escrivao
____________Pedro Bbdrigues de Souza.
SANTA CASA* DA MISERICORIHA DO
RECIFE.
A junta admin-istraliva da Santa Casa da Mise-
ricordia do Recife precisa eontralar 0 fornecimen-
to dos generos abaixo declarados, que teem de
consumir os estabeleciraentos pios a seu cargo,
exceptuando 0 hospital. Pedro II, ao trimestre da
juho a setembro viadouro. Recebe propostas ha
sala de suas sessSes, pelas J horas da tarde dia IS
do corrente.
Aletria, kilogramm?.
Agnardeate, litro.
f Azeite doce, idem.
Arroz, kilogrammo.
Bacalhao, idem.
Banha de porco, idem.
Batata, idem.
Cha hysson, idem.
Cafe era grao, i 'em.
Came ?ecca, idem.
Cebolas, cento.
Farinha de mandioca da terra, litro.
Feijao, idem.
Farello, idem.
Fumo do Rio, kilogrammo.
Gaz, lata.
Mil ho, sacco.
Manteiga, kilogrammo.
Potassa, idem.
Rape, idem.
Sabao, idem.
Sal, litro.
Tapioca, kilogrammo.
Toucinho, idem.
Velas de carnaiiba, idem.
Veias stearinas, maco.
Vinagre de Lisboa, litro.
Vinho tinto, idem.
Vinho branco, idem.
A Junta administrativa da Saata Casa da Mise-
ricordia do Recife precisa coatratar 0 foraecimea-
to de pao e bolacha que teem de consumir todos
o< cstabelecimentos pi s a seu cargo, no trimestre
de julho a setembro, e recebo propostas na sala
de suas sessoes, pelas 3 horas da tarde do dia 13
do corrente.
A junta administrativa da Santa Casa da Mise-
ricordia do Recife precisa coatratar 0 fornecimen-
to de assucar relinado, que teem de consura r to-
dos os estabelecimentos pios a seu cargo, no tri-
mestre de julho a setembro, c recebe propostas na
sala de suas sss oes, pelas 3 boras da tarde do dia
18 do corrente.
A junta administrativa da Santa Casa da Mise-
ricordia do Recife precisa coa.ratar 0 fornecimen-
to de carne verJe que teem de consumir todos rs
estabelecimentos pios a seu cargo, no trimestre de
julho a setembro, e recebe propostas na sala de
suas sessoes, pelas 3 horas da tarde do dia 18 do
correnie.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia
do Recife, 8 de junho de 1874.
0 esGrivao
__________Pedro Rodrigues de Souza.
Consulado provincial
Pela adrainistrpcao do consalado provincial se
faz publico aos respectivos contribuintes, que do
1 de junho viadouro por diante comeca a correr
0 prazo de 30 dias utei3, marcados no artigo 21
do regulamento de 16 de abril de 1842 para a
cobran^a a bocca do cofre, do 2" semestre dos im-
po3tos da decima urbaaa, 5 0(0 sobre bens de mao
morta, e 60 rs. por litro de aguardente eonsumtda
na provincia, no corrente exercicio de 1873 a,
1874, incorrendo na multa de 6 0/0 aquelles dos
contribuintes que os nao satisQzerem nesse prazo.
Cansulado provincial de Pernambuco, 27 de
maio de 1874.
0 administrador,
Antooic Carneiro Maehado Rios.
Armazens da companhia per -
nambucana.
Seguros contra e foso
A companhia pernambacana, dispondo de ex-
cellentes e vastos armazens em seu predio ao for
te do Mattos, offerece-03 ao commercio em geral
para deposito de generos, garantiado a inaior con
servaeao das mereadorias depositadas, servir.
prompto, precos modicos, etc.
Tambem recolbera, media-te previo accordo, ex
clusivamente os generos de uma so pessoa.
Estes armazens, alem de arejados e commodos,
sao inteiramente novos e aspnaltados, isentos d
cupim, ratos, eta., etc.
As pessoas que quizerem utilisar-se destes ar-
mazens, pederao dingir-se ao escriptono da com-
panhia pernambucana, que acharao com qaeu>
tratar.
COMPANHIA
DO
BEBERIBE
No dia 17 do corrente, pela* la hows
da manha, terd Jga<" no escriptorio da
conpjDhia rua do Cabugi n. 16, a arre-
matagao doe chafarizes e bkas porbairro,
nao se.adnaittirj.do propostas que compre-
hendam mais de um bairro, e nem por es-
paco maior de om aauo. Os Srs. licitan-
tes podem comparecer eom seus fiadores ou
declargQao dos raesmos no menciooado din.
ou antes do respective escriptorio, onde me-
lhor poderao informar-se das oondigoes do
contrato d'arrematagao ; derWlo ser essas
propostas em carta fechada. Doclara-se aos
Srs. licitantes qae 0 pagameotQ ser^, feito
em sedulas.
[_ ILEBlWEl


Diario de Pernambuco Quarta feira 1? de Junho de 1874.
BASES SOBRE AS QUAES
LANQAR. I
Bairro do Recife.
Chatarii 0 bica do caes do
Apollo. Dito Jens. Dito ;da praca dp 7-e-
dro I. Dito e bi ^ do Forte
do Matt*... -............ 18:5009000
* Bmtrre de Santo Antonio.
Chatarii 4b Inrgo do Car-
mo. Dito do largo de Pedro
II. Dito do largo do Para'zo.
Dito da rua do Marquez de
Herval Dito da rua da Con-
cord*................... 23:500,5000
Baitro de S. Jos6.
Chafara do larjro da Ribei-
ra. Dito da rua de Vidal de
Negreiro*. Dito da rua Im-
perial. Dito -da en trad a da
Cibanga. Bica do extremo
da polite dos Afogados..... 28:0169000
Bairro da Boa Visla.
Cbafariz do caes do Capi-
baribe. Dito da rua d'Aurora
Dito da cidade nova de San-
to Amaro. Dito da rua do
Principe. Dito do largo da
Soledade. Dito da cma d'a-
gua dos Pires. Itrto da praca
do Conde d'Eu. Dito da rua
de S. Goocato. Dito de San-
to Amaro das Salinas...... 19:502^000
Passagem da Mag&alena.
Cbafariz do largo do vivei-
ro. Dito entre duas pontes. 459^690
Capunga.
Cbafariz da rua das Per-
nambuoauas............. GO 1^200
Monteiro.
Chafariz dessa povoacao. 20l#900
Apipucos.
Cbafariz dessa povoacao.. 133^000
Escriptorjo da companhia do Beberibe,
*9de Junho de 1874.
O secretario,
Luis Manoel Rodriguas Valenca.
SE DEVEl-em :lla0 estado.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 15 de junho de 1874.
O official -maior,
Miguel Affonso Perrelra.
Pela jubdelegac a do primfeiro liistriclo dos
Afogados se declara que se aoha depoiitado um
burro ; quern pois se julgar com direito ao mes-
mo, se apresente neste juiio, que lhe sera enlre-
gue.
Afogados, IS de junho de 1874.
O subdelegado,
________ Joao Chrisostomo de Albuquerque
Correio
Imperial Sociedade dos Ar-
tistas Mechanicos e Libe-
raes.
Tendo re>olvido a sociedade proceder a eleicio
** membros da directoria que ha di lunceionar
no anno social de 1874 a 1875, no dia 28 do cor-
rente, seientifico em tempo a todos os socios, par
que aquelles que se acham airazados em suas
mensalidades se ponham em dia, aQm de poderem,
de conformidade com a constituicao, tomar parte
na referida eleicSo.
0 1 secretario,
_______________________P. P. dos Santos.
A Uusouraria de tazenda tendo de contratar
o fornecimento de otijectos para o seu expediente
durante o semo^tre proximo futuro de julho a de-
zembro, convida os pretendentes a aprestmtarem
na secretaria da mesma suas propostas em cartas
fachadas, devidameote selladas, ate o dia 20 do
eorrente n.ez, em que serao as mesmas abertas
porante a junta desta reparticSo e em presenca
dos preteodent-s, que deverao prestar fianja para
garantia das multas em que incorrerem a vista
3e respectivo contrato.
Secreuria da thesouraria de Pernambuco, 9 de
jusho de 1874.
0 2.* eseripturario, servindo de secretario,
_______________Carlos Joao de Souza Correia.
Obras militares.
Convida-se as pesscas que se quizerem encarre-
5ar dos concertos das 2 eseidas do hospital mi-
ta/> orcados em 38;i5'o0, a se apresentarem com
suas pr pisas na reparticao das obras publicas
a 18 do coi rente, ptlas 11 boras da manha.
As propostas dcvora ser em cartas fechada; e o
tfcamento e" enconi.rado na mesma reparticao.
Pernambuco, II c,e junho de 1874.
0 engonheiro das obras militares.
________ Chry:-solito F do Castro Chaves.
Companliia Fidelidade
Seguroa marilimos e tcrrestres
A agenda de.-ta companhia toma seguros rna-
ritimos e terrestres, a premios razoaveis, dando nos
altimoso s segurado.
Feliciano Jose Gomes
Agente.
51 Rua do Apollo 51
Tendo-se de contratar o fornecimento de ca-
pim, farello, mel e milho para a cavalhada da com-
panhia de cavallaria, para o 2 semestre do eor-
rente anno, convido aos senhores que se quizerem
nropTir a fornecer os generos acima mencionados,
a comparecerem na secretaria da companhia, no
dia 17, as 10 boras da manha, com suas propostas
feefcadas, advci tindo que o capim sera pelo precu
de cada kilogramme, o milho, mel e farello ao li
tro; nao se aceiianclo proposta com cendicao.
'Juartel no Campo das Princezas, 15 de junho dc
1874.
Jose Joaquim Coelho,
Commandante.
As pessoas que deitaram na caixa do correio
desta cidade cartas para os Srs. Antonio Ramos
de Amorim, Joaquim Francisco Torres e lmporto
Xavier Coutinho, queiram vir a esta reparticao,
afim de darem as mesmas cartas a precisa di-
rec;ao. Correio de Pernambuco, 17 de junho de
1874.-0 2 efflcial,
Agnello Pernambuco.
Wciencla c ProjrreK*n
Havera amanha sessao ordinaria desta socieda-
de a hora do costume, na praca do Conde d'Bu n
21, Is auiar. Defenderao these OS Srs. Mendonca
UchGa e N'avarro Lins.
COMPANHIA RR ANIL K IRA
DE
NAVEGACiOAVAPOR
Portaa do nri
ADMIJXISTRACAO DOS C0RRE1OS DE PER-
NAMBUCO, 15 DE JUNHO DE 1874
Relaco da correspoudencia registrada (sem
valor) recebida de diversas-procedencias
ate esta data, e que nao tem sido entre-
gue por ignorar-se as residencias dos des-
tinatarios.
Antonio Gomes Leal, Berthe Leitenberger, Ber-
nardino Candido de Carvalho, Constancia Bellar-
mina de Souza Lins, Domingos da Silva Barros,
Fernando Lobo Leite Pereira, Francisco Antonio
da Rosa, Guilherme Raymundo da Costa Leite,
Joanna Porcina das Neves, Jeronymo Jose Telles,
Joao de Barros Silva, Jose Soriano de Souza. Jose
de Barros SimSes, Jose Alves Barbosa Junior, Jose
Aotonio de Souza, Jose Cruz, Jose Bernardino da
Rosa, Jose Goncalves da Silva Brilo, Jose Antonio
Saraiva Sobrinho, Jose Maria L. da Motta, Luiz
Affonso Pereira Rangel, Manoel Pessoa de Siqueira
Campos, Miguel Bernardo, Manoel de Carvalho e
Silva, Octaviano Augusto de Figueiredo, Victorino
Lopes da Costa, Jacintho A. das Neves.
0 official encarregado do registro,
lose Candido de Barros
THEATRO
Santo Antonio
Quarta-feira 17 de junho
Benefbio do bilheteiro do theatro.
0 importante drama em 5 actos e 6 quadros:
19
Principiara as 8 1|2 horas.
0 beneficiado espera do publico a mesma bon-
dage que tem dispensado aos outros que a elle
recorrem.
Havera trem ate Apipucos.
COSSELUO DE COMPRAS DO -ARSENAL
DE MARLNHA.
0 conse ho contrita no dia 18 do eorrente mez,
a vista de propostas recebidas ate as 11 horas da
manha, e sob as cundicoes do estylo, o fornecimen-
to no trimestre proximo vindouro de julho a se-
tembro, dos seguintes objectos de fardamento :
Para aprendizes artifices.
Bonels do uniform'-, bonets do servico, blusas
de brim branco, blusas de algodao tzul, blusas
de panno azul, calcas de brim branco, calcas de
algolao azul, camisas de algudaoiinbo, cobertc res
co invernisado, calc-is de panno azul, colchoes de
Jinho cheios de pallia, fronhas de algodaozmho,
(encos de seda prela para gravalas, lencoes de al-
godaozinho, sapatocs, saccos de guardar roupa,
iravesseiro* de linlu chejos de palha.
Para artifices avulsos.
Blusas de panno azul, blusas de algodao azul,
calcas de brim bran-a, calcas de panno azul, ca-
misas de algodaozinlio, cintos de couro branco in-
vernisado.
Para imperiaes marinheiros, aprondizes ditos e
marinhagera.
Bocets de panno azul ferrete. eal^s de panno
azul ferrete, calcas de flanella azul ferrete, cami-
as de panno azul frrrete, camisas de flanella azul
i'errete, camisas de panno azul ferrete, camisas de
brim branco, calcas de brim branco, calcas de al-
pdao azul, camisas de algolao azul, coicboes de
linho cheios de palh.i, cobertores de la, farJas de
pan.io ami ferrete, lencos de seda preta para gra-
vats, sapatoes, sac^is de lona de marinnagem.
Tambem contrata o conselho no mencionado dia
18 do eorrente mez, a vista igualmente de propos-
tas recebidas ate" as 11 horas da manha, o forne-
cimento aos navios da armada e estdbelecmentes
de marinha, no dito trimestre, de bois vivos com o
P*? de 8 a 9 arrobas e de pasto para os mesmos,
assim como de cimeuto e carvao cok.
Sala das sessoes do conselho de compns
de marinha de Pernambuco, 13 de iunho
de 1874. J
0 secretario
Alexandre Rodrigues doe Anjos.
THEATRO
SANTO ANTONIO.
EMPREZA
V I C S3 Iff T E
Quiula feira 18 de junho.
BeneQcio do bailarino hespanhol D. Jose Perez.
Comcdia drama em 3 acots :
Os estronas.
Passo a dous pelo beneficiado e sua senhora
Li-Perez :
El Torero e lagdeu.
Nesto passoa dous estreara a Sra. Li-Perez,
que pela primeira vez dangara em publico, pelo
que pedo que a desculpem das faltas que possa
comraettcr.
Terminara o e?p?claculo com a comedia em 1
acto :
Os medrosos.
Priocioiara as 8 1|2 horas.
O beneficiado pede a proteccSo do lllustrade
publico desta capital.
9i\
Rio de Janeiro
pretehde seguir com muita brevidade o brigue na-
cional Isabel, tem parte de seu carregamento en-
gajado ; e para o resto que lhe falta, trata-se com
o seu consignatario Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo, rua do Bom Jesus n. 57.
Commandante lnterlno A. Isaac,
E' esperade doe portos
do sul ate o dia 17 do
eorrente e seguira para
os do norte, depois da
demora do costume.
C01PAMMA PERNAMBUCANA
DE
VavctacJ. costelra a vapor.
Fernando de Noronha.
0 vapor toiUQribe. com-
mandante Julio, segui-
ra para o porto acima
no dia 1* de julho proxi-
mo ao meio dia.
Reeebe carga ate o dia
30 de junho, encommen
das, passageiros e dioheiro a frete ate as 11 ho-
ras do dia da sabida : escriptorio no Forte do Mat-
to* n. IS.
COMPANHIA PERNAMBDCASA
DE
Mavega^Oa costelra a vaptr.
MACEI6, E9CALAS, PMEDO B ARACAJU'.
0 vapor Corurip*, comman-
dante Santos, seguira para
os portos acima no dia 30 do
eorrente as 5 horas da tarde.
Reeebe carga ate 0 dia 17,
encommendas, passageiros e
dioheiro a frete ale as 2 horas do dia da sabi-
da : escriptorio no Forte do Mattos n. 18.________
Companhia de navefaci* a va-
por bahiana, Umitada
.Maceio, Penedo, Aracajii e Bahia
E' esperado dos portos
do sul ate 0 dia Si do
eorrente 0 vapor Marqvez
dtCoxias, 0 qua] sanira
para os portos acima no
dia seguinte ao da sua
chegada.
Recebe-se carga, passageiros e dioheiro a frete
Agentes.
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
57Rua do Bom JesusS7
Libras esterlinas.
Vendem Augusto F. d'Oli-
veira & C.
Rua do Commercio n. 42.
Ceara, Macao e Sissoni.
Para os referidos portos pre tende seguir com a
possivel brevidade 0 hiate Rival, por ter alguma
carga engajada e para a que lhe falta, trata-se
com os consignatarios Joaquim Jose Goncalves
Bellrao it Filho, a rua do Commercio n. 5.______
Para 0 Rio Grande do Sul e Rio de Janeir
recebe-se carga a frete no veleiro brigne naciona
Arroio Mallo, navio de 1* classe : a tratar com
Silva & Cascao, a rua do Marquez de Olinda n 60.
Rio de Janeiro
Para e indicado porto segue com poucos dias
de demora a barca portugueza Feliz Uniao por
ter a maior parte de seu carregamento engajado,
3 para 0 resto que lhe falta, trata-se com os con-
eignatarios Joaquim Jose Goncalves Beltrao dc Fi-
sbo, a ma do Commercio n. 5.
Parl
15 ditas de ditas de 3 ditos.
15 ditas de ditas de S ditos.
15 ditas de gira-sol, com booba.
15 ditas de dito sem bomba.
QUARTA-FEIRA 17 DO GORRENTE
As' II boras em rvonto.
No 1. andar da rua do Vi.gario Theriorio
n. 11.
ao correr do maftetto
______Agate Testana
hWM
DOS
salvados do vapor Potengi
Quinta-feira 17 do eorrente
A's 11 horas.
Em o ultima sobrado no ediflcio da companhia
pernamtracana
Por intervencio do agente Dias, que competen-
temenle autorisado levara a leilao, no dia e hora
acima designados, os referidos salvados, a saber:
porlas de oamarotes, grades, portadas, gnarda co-
pos, caixilhos, frente de madeira para camarotes,
caixoes para lavatorios, 1 escada de portalo, 1 es-
pelho, 1 mesa redonda e 55 portas de pinho ame-
ricano._____________________________________
Grande feira
DE
mobiliaSj pianos, mesas elas-
ticas, aparadores, quarti-
nheiras, 1 easal de cana-
rios do imperio, transpa-
rentes parajanellas, guar-
da roupa, cabides, camas
francezas, carteiras para
escriptorio, objectos deou-
ro eprata, relogios deal-
gibeira, miudezas, copos
para agua, cadeiras de ba-
lan^o, quadros diversos
espelhos, 1 banco dejmar-
cineiro, com ferramenta,
grandequantidade detras-
tes avulsos e immensos ar-
tigos do uso domestico,
erne serao vendidos
ao correr do marieUo
Quinta-feira 18 do eorrente
as 11 horas
NA
FEIRA SEMANAL
Iti-Rua do Imperador-16
ARMAZEM.
pelo agente Martins.
cio, 1 mobilia de amarello, nova e completa, guar-
da'vestidos, gaarda-roupa de amarello, camas
francezas de jaearanda e amarello, 1 toilette de
jaearaaia, mesa eiastica de 18 palmos, ditas pe-
quenas, cadeiras avulsas, consolos, marquezas,
marquezoes para easal e solteiro, lavaiorios de
mogno a amarello, bancas para jogo, eadeira de
faia, ditas de bracoa, ditas de balanco, ditas para
creaacas, secretarias, carteiras, mesas para es-
criptorio, 1 aparador de mogno, 1 bagatela com
pertencas, cabides, mesas redondas, 6 im por [an-
tes pedras marraores, com 5 l|S palmos de coin-
primento, 4 1|S de largura e 1 ii2 pollegadas de
grossura, e uma de nove palmos de comprimen-
to, 4 i|S pollegadas de grossura e outros moveis
que estarao patentes no dia do leilao.
Em cobtiooacao o meimo agente Pinho Borges
vendera joias de ouro de mnito gosto, como brin-
cos, adefecos. alflnetes, anneis, relogios, 1 ?alva
de prata, e outros artigos do mesmo genero.
0 agente Pinho Borges, autorisado pelo Sr. Joao
dos Santos Coelho, vendera os moveis acima men-
cionados ao correr do raartello.
0 agente convida aos seus freguezes amigos a
concorrerem a este leilae.
Segue em poucos dias ao porto acima a barca
portugueza Arabella, pode ainda receber alguma
carga a frete : a tratar com Antonio Ferreira de
Almeida : na ma da Mad re de Dens.___________
Rio-Grande do Sul.
PATACHO
IK FR.19TCISC4.
Reeebe eargi a frete para o referido porto : a
tratar com Amorim Irmaos & C._______________
COMPANHIA PERNAMBOCANA
DE
iX'iivegacffo costelra a vapor.
MAMANGUAPE.
0 vapor Mandahu,
commandante Mari-
nho, seguira para o
porto acima no dia
20 do eorrente, as 5'
horas da tarde.
Reeebe carga, encom nendas, passageiros e di-
oheiro a frete ate as 3 horas da tarde do dia da
sahida : : escriptorio no Forte do Mattos n. 12.
Maranhao.
Para o referido porto pretende seguir com pou-
ca demora o hiate Olinda, por ter a maior parte
da carga prompta : trata-se com os consignata-
rios Joaquim Jose G .ncalves Bellrao & Filho, a
rua do Commercio n. 5.
LEILAO
DE
moveis, lou$as, vidros, pianos, chapeos do
Chile, ditos de feltro, e diversas miude-
zas para liquidacao do contas
QUINTA-FEIRA 18 DO CORRENTE
A's 11 boras em ponto
KO agente Dias fara leilao, por conta e risco de
quern pertencer, de mobilias de jaearanda, guar-
das-roupa, guarda-louga, commodas de jaearanda,
secretarias, mesas elasticas de 4 e 6 taboas, di-
versas obras de marcineria por acabar, 9 jogos de
pedra marmore para consolos, 1 dito para jardi-
neira, porcao de parafusos para guarda roupa,
vidros para espelhos, marquezoes, marquezas,
bercos, bancas, cadeiras para pianos, ditas secre-
tas, consolos de amarello, lavatorios, cadeiras de
balanco, ditas de bracos, santuarios, de jaearanda
cabides, quartinbeiras, e muitos outros artigos que
estarao patentes no acto do leilao.
No armazem n. G8 da rua do Bom Jesus (antiga
rua da Cruz)
avisos DVERSOS
rr~ "'- i---------------r~amr
Senhores bispos.
Encontram-se retratos novissimos do Exm. Sr.
Biipo do Para, na photographia Villela, a rna 0%.
Cabuga. Idem do Exm. Sr. Bispo de Pernam^'cee
e do Sua Santidade Pio IX.___________
Alugase um sitio na Capoof a rna das
Crioulas n. 59, sendo que o dito sitio, aldm de
moilo boa easa, possue grande qoantid de de fruc-
teiras, cacimbas, tanques, rmbu, etc.: a tratar
na rua larga do Bosano 0. SO, S.< andar.
ill
LEILOES.
GCHABEURS HU\m
COMPANHIA FRINCEZA DE NAVE-
GACAO A VAPOR
LINHA* MENSAL ENTRE 0
Havre, I-islioa, Pernambaco, Rio de
Janeiro, (Santos Nomente na vol-
ta) Bfontevideo, Bnenos-Ayres,
(com baldeacao para o Rosario)
STEAMER
VILLE DE RIO DE JANEIRO
Commandante A. Fleury
Espera-se da Buropa ate 21
do eorrente, seguindo depois
da precisa demora para os
portos do sul de sua escala
ate o Rio da Prata.
Relativamente a fretes, encommendas e pas-
sageiros, trata-se com
OS CONSIGNATARIOS
AUGUSTO F. D'OLIVEIRA 4 C.
i2Rua do CommercioEntrada pela rn*
,do Torres.
Pacific Steam Navigation Companj
ROYAL MAIL STEAMER
LEILAO
LEILAO
hotel
DO
das columnas, da rua das Larangei-
ras n. 30
huse
as 11 horas da manha
0 agente Martins fara leilao de todos os moveis
do no:el acima, constando de uma mesa eiastica,
bancas, cadeiras de amarello, gua da-lonca, apa-
radores, louca de mesa, trem de cozinha e bem-
feitorias; achando-se tudo novo e bem tratado.
Garante-se a casa ao comprador do estabeleci-
merto.
LEILAO
IRMANUAUE
do SS. Sacramento da matriz da Boa-Vista.
Em virtude do di: misso, convidoa s nosos dignos irmaos, tanto da
mesa regedora, enjo mandatu esta a expirar, co-no
da novamente eleita para reger a irmandade, no
anno compromissal jj i874-i875, a se reunirem
no dia 18 do eorrente, pelas 7 horas dl noite, no
coosistorio da matrii., afim de effectuar se a posse
da nova mesa reged ira
Coosistorio da u-m.tndade do SS. Sacramento da
matriz da Boa-Vbta, 15 de junho de 1874.
______OjuizAntonio Carneiro Machads Rios.
Pela thesourar a provincial se faz put
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
da proviaci'i, de 3 de marco nltimo, tem
a aa* anematado no dia 18 do eorrente, peran-
le a junta da mesma thesouraria, 101 armacSes
de lampedes, 101 bombas para azeite e 101 gan-
cfees de ferro, achando-se parte dezses objectos
Espera-se da Europa ate o
dia 21 do eorrente e seguira
para Babia, R.o de J-.neiro
Montevideo, Buenos A y r e s
Valparaiso, Arica, Islay e Cal
lao, para on de recebe< a pas,
sageiros, encommendas e dioheiro a frete.
N. B.>'ao sahira antes das tres boras da tar
de do dia da sua chegada.
AGENTES
Wilsan Rowe A C
14RUA DO COMMERCIO-14
COMPANHU PERNAMB11CANA
DE
Navega^ao costelra a vapor.
PA*AHTBA, NATAL, KACiO, MOSSORO', ARACA-
TT,CEARA, MANDAHUE ACARACU'.
0 vapor Ip juca
commandante Houra
seguira para os por-
tos acima no dia 29
do eorrente mez, is 5
boras da tarde.
Reeebe carga ate o dia SO do eorrente, encom-
mendas, dinheiro a frete e passagens, ate as 2 ho-
ras da tarde do dia da
no Forte do Mattos n. It.
DE
moveis, miudezas, perfumarias, ouro, prata, bri-
lbantes, 86 globos para candieiros a gaz, 20 cai-
xas com massas para sdpa e 1 cofre mglez, pro-
va de fogo
QUARTA-FEIRA 17 DO CORREiNTE
as 11 horas em ponto.
NO 1. ANDAR DA RUA DO VIGARIO THE-
NORIO N. 11.
0 preposto do agente Pestana fara leilao dos
objectos acima mencionadas
Hoje
as 11 horas em ponto.
No 1." andar do sobrado da rna do
_______Vigarto Thenorio n. 11.
Agente Pestana
LEILAO
DE
uma factura de fogo especial, vinda do Rio
de Janeiro, a qual sera* vendida em um
ou meis lotes, & vontade dos Srs. com-
pradores.
DE
3 caixag com ISO grozas dc phos-
plioros
QUINTA-FEIRA 18 DO CORRENTE
As 11 horas da manha
No trapiche da companhia.
0 agente Dias, competentemente autorisado, le-
vara a leilao, por conta e risco de quern perten-
cer, no dia e hora acima designados, os phospho-
ros acima mencionados, avariados a bordo do na-
vio dinamarquez Faveur, em sua recente viagem
para este porto.______________________________
Leilao
DE
fazendas avariadas
afbordo dos vapores inglezes Oberon, Fire
Queen e Arbitrator
Sexla-feira 19 do correnle
A's 11 horas da manha
No primeiro andar do sobrado da rua do
Bom Jesus n. 53, 1. andar.
A SABER:
0 agente Pinho Rorges vendera em leilao as fa-
zendas avariadas acima declaradas, por conta e
risco de quern pertencer.
Madapolao, cambraia Victoria, regutas e outras
muitas fazendas.
Leilao
A'S 11 HORAS EM PONTO.
No primeiro andi>r da rua do Vigario The-
norio d. 11.
0 preposto do agente Pestana fara leilao, por
conta e risco de quern pertencer, dos fogos se-
guintes :
15 duzias de pistolas de 12 tiros.
15 ditas de ditas de 10 ditos.
15 ditas de ditas de 8 ditos.
DE
caixas com machines egypcias e de ou-
tros systemas, para descaro^ar algodao
SEXTA-FEIRA 19 DO CORRENTE
as 11 horas em ponto
no trapiche do Sr. Cunha, no Forte do
Mattos
0 preposto do agente Pestana fara leilao por
conta e risco de quern pertencer, das machinas aci-
ma mencionadas.
SEXTA-FEIRA 19 DO CORRENTE
AO CORRER DO MARTELLO
Grande
es?
sabida : escriptorio 115 ditas de ditas de 6 ditos
115 ditas de ditas de 4 ditos
continuaqao
DE
moven novos para liquidar, no armazem
do Sr. Jcao dos Santos Coelho, a rua do
Bom Jesus n. 44
Sexta Tcira 19 do eorrente.
A's 11 horas
Um rico piano, 1 mol ilia nova de jacarinda,
composta de sofa, consolos, com tampos de mar-
more, 4 cadeiras de bracos, 12 ditas de guarni-
LEILAO
DE
Convida-se ao respeitavel publico a ir no paieo
IdoTerco n. 59 faxer su-s encommendas dos sa-
| borosissimos bolos de S. Joao Garaote-se o asseio,
'a pericia nece-saria e commodtdade nos precos.
Na rua Nova n. 50, primeiro andar, noua
thesouraria das loterias, precisa-se alugar um
criado para casa de familia___________________
Da-se terra bem estrumada para planUcd.se
na obra que se esta a fazer oa rua do Leao Cor: i-
do (outr'ora Mangueira).
Ill V I E I N
na importancia de 6:931^918
Hassa taillda de doiSo Hygino de
Sonza
SEXTA-FEIRA 19 DO CORRENTE
0 agente Martins fara leilao, por mandado do
Illra. Sr. Dr. juiz especial do commercio, das di-
vidas aetivas da massa fallida de Joao Hygino de
Souza, na importancia de 6:931*918. Os preten-
dentes podem examinar a relacao dos devedores
em rnao do referido agente.
Mo armazem da rua do Impe-
rador n. 48.
as 11 horas da manha.
Leilao
DA
escuna nacional Georgiana, forrada de cobre e
prompta a navegar
SEGUNDA-FEIRA 22 DO CORRENTE
na porta da Aesoclacao Commercial
Os Srs. pretendentes podem desde ja examina-
la, na volta do Forte do Mattos, defronte do trapi-
che Loyo.
N. B.Vende-se tambem era particular, a tra-
tar com Tasso Irmao & C.
Gaixeiro
Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica de
loja de calcados a tratar na rua da Imperatriz
n.70.
Ha mais de nm anno fugio desta cidade do Re-
cife, e se suppde nella occnlto ou ter seguido
para a provincia da Parahyba, o escravo Jote, com
os signaes seguintes : cor preta, de altnra regu-
lar, com 25 annos de idade, pou o mais ou menos,
tem falta de denies na frente, sendo porem o sig-
nal mais sensivel uma excreseencia na palpebra
que parecc cego de um olho : quem o capturar,
traga-o a rua Direita o. 119, ou da Sau ade n. 32,
que sera generosamentc recompensado pelo sen
senhor, e protesta-se contra quem o liver occu!,
pelos prejuizos.
Permuta-se um sitio, uma legoa distaste des-
ta cidade, com uma casa que tem 2 salas, 2 quar-
tos, cozinha e grande terreno, por outro das mes-
mas proporfocs, p >uco mais ou menos, que nao
diste desta cidade mas de meii legoa, dando-se de
volta at6 1:5001, valendo: a tratar no becco do
Ouvidor, offlcina de corrieiro.
ESS1NOA CQNCENTRADA
K
DE
Premiada nas expo-
sicoes de Pernambuco
e Rio de Janeiro.
MEDALHA DE PRATA.
^^^^kl
AWTOaORS
Pharmaceutico
Pela esrola de Paris
Successor de
$Z
Premiada na expo-
sifiio de Vienna d'Aus-
tria.
MEDALHA DE MEI1ITO
ARISTIDE SMSSET E. J. SOUM
Tratamento puramente vegetal verdadeiro purificador do sangue. sem raercurio.
A Esscncia tie Caroba e um remedio heje reconhecido como um poderoso depura-
tivo e especial para cura de todas as molestias quo teem a sua origera na impureza do sangae,
como sejam : as molestias Syphiliticas, Boubaticas e Escrofolosas, Rheumatismo, Emplvgens, D^r-
tros, Ulceras, EaupgeiES, etc. etc.
Os prodigiasos effeitos que tem produzi'o a Egsenria de Caroba, por toda pane
onde ella tem sido apropriadamente experimentada, a tem feito adoptar como um dos medicamen-
tos mais seguros e mais encrgicos para a cura de todas as molestias de natureza svphilitica e
boubatica.
A cada frasco acompanha uma instruccao para a maneira de usar.
Pomada anli-darlrosa
Contra as affeccoes cutaneas, darthros, comieboes, etc., etc.
Inguenlo de laroba
Para cura das boubas, ulceras, chagas antigas, etc.. etc.
UNICAMENTE PBEPARAUO POU
ROOQOAYfiOL IIiMAuS, SDGGESSOBES
Butica Franccza
22 Rua do Bom Jesus
99
( ANTIGA RUA DA CRUZ )
3
$&i m
^fl

IAB0P]
^v>
'""V i-i-1*--

<
[TOBAL JAMES
OPTIMO REMEDIO CONTRA
TOSSES, MOLESTIAS de PEITO e PBTYSICAS
ensaiado e approvado nos hospitaes de Lisboa,
legalmente auctorisado pelo Conselho de Satide Publica,
auctornsacao que se acha reconhecida pelo
Consul geral do Imperio do Brazil.
UNICO DEPOSITO EM PERNAMBUCO
ISAIrHWyDKy (2 Rua lax-g-a do Rozario
PASTILHAS PEITORAES
OE SUCCO DE ALFACE e LOURO CEREJA
De GRISIAl'LT e C*, pnarmaeeotleM em PARIS.
Todas as pastilhas pectoraes, hoje de grande reputagSo, con teem opio e por conseguinte sa
irritantes. Os de AUace e de Louro-Cereja nao contem opio, sSo ao mesmo tempo mala calmantet
que todas as outras e nao exercem accao nenhuma irritante nas criancas nem noa adultos.
CurSo rapidamente a coqueluche, a tosse, os defluxos, o catarrho pulmonar, as lrritaooet
do peito, a falta- de respiracao, e aliviam a asthma e as rouquidoes.
FERROHBGIRARD
APPROVADO PELA ACADEM1A DE MEDICIHA DE PARIS.
^A-'Academia de Medicina de Paris he urn dos corpos sabios o mais avaro do recommenda*
ooes e de estimulo, e tanto ho que ja ha algums aruios que nenhum mddicamento novo
recebeo a sua approvacao.
_Dovem logo serem accolhidas com toda a beoevolencia, pelos Senhores medicos, as prepara*
coes que merecerao al distinccSo, e cremos prestar-lhes um verdadeiro servico, extrahinda
o seguinte do Boletim da Academia : '
A Academia julga que o protoxalato do ferro apresentado pelo doutor Glrard 6
destinado a prestar os maiores servicos a therapeutica, posto que tem a propriedade de nao
dar prizSo de venire, e sendo quasi insuiso, e tornado com gosto pelos doentes; cura radk
calmente em doses de 10 a 20 centigramnias diarias, a chlorose, a anemia, ohysteriamo a
todas as affccc.ocs que tem por origom a pobreza de sangue.
Alem do que acabamos de dizer ne elle um regonerador heroico e rapido das lorcas perdidaS
nos convalescentes, ou nas debilidades de c<>mpleico,
Depositos em Pernambuco : FERREIRA, MAIA 0; M.-A, BARBOZA, 0 OU priBi
cipaes pharmacias de Portugal e do Brazil,
/j
.
v




[
*_._,.

3*no da Fernambueo -u] Quarta feira 17 de Junho de 1874.
Fugio do dia Ide abril proximo passado o
escravo Beoedicto, crioulo, de e6r preta, tern 22
annos de Idade, t.ouco mais ou menos, & de esta-
tora regular, nao tern barba, tem as costas eorta-
lM de antiges casflpA* qne soffreu, tem sHo vfatu
ran a bandis da Eucr-jziWiad^ Ber.eriba e ih'
Recife: rogavse a i j>ias ft''R decamp a sua pjjranpp.^tQ, e re-nnttclo a r'la
>irata n. 22, qiie .-eric ffentjr^meaie re H.mjiea-
sadoe.
-------
S. CARLOS
Ved se m tmada-se o eBgeubo S. Carlo*, em
Ipoiuca, moente e corrente, com todaa as obm
em perfeito estado de consemqao, e muito bom
d'agaa ; a iralar na travessa da rua Duque de Ca-
xiast. 3, andar, com Gabriel Antonio de Castro
Quintaes.
ALUGA=SE
o terceiro e quarto andares do predio da rua do
Bario do Trlnmpho, antlga do Brum, n. 8i.
Alii|;a-se uma boa casa com exoellentes com-
modos a nu do Coronet Suassuna n. 160: a tra-
v na BKisma raa n. 171.
**00
COHSULTORJO
MEDICO-CIRURGICO
DO &
Dr. Pedro d'Athayde L. Moscoso I
PARTEIRO E OPERADOR
do ViHconde de Alluiuer-JP
que n. 4ft. jfc
ESPECIALIDADE
Molenttae de senhoras e 9
mcninos. jat
Cmrsultas das 7 as 10 horas da ma- 5
Ml, todos os dias. 9
Dai6 as 8 danoite,nas segundas, quar- <*
tas e sextas-feiras. ~
Ob doentesqae mandarem os sous cha- 9
W mados por escripto at 10 boras da ma- <_
S ba serin visitados em suas casas.
***** ******-***
JARDI1 DAS PLANTAS
A run da Ventura n. SB (Capunga)
Abi se encontram:
Larang-iras celecta e de umbigo enxertadas a 3 j
Sapotissiros e sapoteiros em vasos, de 1 a 11
pakoos e ate ja com flores para dar fructo, alem
dt seguiotes plantas de ornato e de fructo por
-preco muito coramodo.
BWWHWACM
mmnn I commercial I
Mir!!'.!" ito'-i? | ;f
N. 37 flu.* /)- v ue (fe i> i:ws N. 37,
Ni'fle el*be:'M*,i' i'(il\ til c .iprn;, e
fevM M i-1'.-ii'-, bnhit* i peifei>;ao,
desde o mais simples ale os mais pri-
ENGOM>;OEIRA.
Lava Se, e engocua.se, com
rua iln Nocuiira g. 18.
perf -icJo
PiA:
mais simples ate os ..
morosos trabarhos de setime e vellndo.
Paota-se e risca-se pape! para livros
s em btanco, tantn para o ewiinwfcto, como
/ pira repartiroes publicas, m'n>ra so, H-
vros. executa se tudo quanto erelativo a (\
gammographia. [\
Miranda & Irmao, muuidos de boas
machinas, bone artistas e excelleutes ma-
teriaes, jnlgam-ae habilitados para servir
W[ satisfactoriamente as pessoas qne quize- \
I rem trabalhos tao perfeitos como os que
Tea do estrangeiro.
Ti
Aluga e o armaiem da rua do Torres n.
8, proprio para deposito, escriptorio ou qualquer
estabelecimeoto : a iralar na rua do Marquez de
Olinda, casa n. 1, seguodo andar.
AVM
Abacati.
Acacia.
Ariticum a vk.
CanelU.
Casuarina.
Carolina do principe.
Condeca.
Coracao da India.
Pigueira.
Flamboyact.
Frucu-pio.
Inga do Para.
Jamba
Jasmim laranja.
Laranja da China.
Uita do ceo.
Dbaia. e oulras mvitas.
Laranja cravo.
Dila de doce do Para.
Dita branca.
Dita tangerina.
Lima da Persia.
Dita de umbigo.
Limao francez.
Dito doce, enxertado.
Oiticor6.
Palmeira imperial
Parreiru.
Pinheiras.
Romeiras.
Rozeiras.
Rozeda.
Ubaia.
K outras plantas : na Capuoga a rua da Ven-
ura n. 28.
S frastes.
Compra se e vende-se trastesnovos
e usados no armazem da rua o Ira-
perador n. 48
Aluga-se
o sobrado de um andar, sito na Ponte de Uchoa,
jm bastantes commodos, agna, gaz, estribaria,
:ocheira e (juartos fora: a tratar na ma do Viga-
rio n. 31.
N5o se prestando o pequeuo espapo do armazem
n. 10 A', a rua da Madre de Deo?, para nm abaste-
cido deposito das diverias mareas de furao, que o
abaixo assignado almejava ter, achase d'ora em
dtante aberto outro es abelecimento sobamesma
denominacao de
ARMAZEM DO FUMO
A' rua do Amoriru n. 41
eon todas as proporcdes desejadas, e onde pode-
rio os senbores freguezes dingir-se, certos de que,
como ate aqui, ach-rio sempre a par da modici-
dade dos precos, a maior sincsridade po9sivel. En-
tre as differentes mareas de fumo da Bahia e Rio
de Janeiro, que tem sido annunciadas, acaba de
chegar uma encommenda especial, que muito deve
conviraos senhores freguezes. Conscieote o abai
xo assignado de que neste genero de negocio nao
esta sem compelidore-, fara_ muito por evitar que
tambem o- tenha com rela^ao ao pequeno lucro
que procurara obter da dita mercadoria.
Jose Domingues do Carmo e Silva.
***-***00*-*<&*
BACHAREL MIGUEL AMORIM A
Advogado 7
Rua do Imperador n, 71. 9
^^^w\^9\^^. ^^K^9^^9%^9\^9\^9\ J8\J8^^W^K
0 MoDte Lima
tem um completo sortimento de galio e franjas de
ouro e prata verdadeiros de tod^s as larguras,
abotoaduras douradas para ufflciaes, canutilhos e
enfeites para bordado. Tambem se encarrega de
todo e qualquer fardamento, como seja : bonets,
talins, pastas, espadas, dragonas, charlateiras, ban-
das, abotoaduras lisas e douradas para criado,
etc., assim como, um completo sortimento de fran-
jas, galao falso para ornamento, cordao de la com
borla para quadros e espelnos (conforme o goslo
da encommenda) tudo por muito menos preco que
em outra qualquer parte : na praca da Indepen-
dent n. 17, junto a loja do Sr...\rantf s.
s
Joao Joaquim da Costa Leite, cautelista das lo-
terias da provincia faz sciente ao publico, que
mudou o seu eslalielecimenlo para a mesma rua
do Barao da Victoria, casa a. 30.
\!a particular de instraexftoJ
i



elementar
Para o sexo feminino
A professora, infra assignada, tendo-
se habiliiado na foima da lei, pretende
no dia 8 deste mez abrir a sna aula par-
\ ticular na rua do Marquez do Herval, ou-
' tr'ora ila Concordia n. 139, onde pode-
ra ser procurada ; as aluranas, al6m de
se iustruirem nas materias que consti-
tuem i. mstruccao elementar, se habilita-
rlo na arte de agulha, bordados de todas
as especies, obras de la e de flores, me-
diante gratificacao razoavel.
S. Jose, G de junho de 1874.
Esmenia Jenuina Dias.
Para escriptorio
Aluga-se a sala da frente e dous quartos do pri-
meiro andar do sobrado a rua do Imperador n.
81: a tratar ao pavimento terreo do mesmo.
Aiugj.-se o segundo andar do sobrado n. 86,
sito a rua de Lomas Valentinas, com os commodos
>eguintes : 2 salas bastante grandes e frescas, 3
quartos, co;:inha fora, quintal com portao para a
rua de Hortas e cacimba com boa agua. Aluga-
se mais os l. e 2." andares do sobrado sito a rua
dos Expostos n. 28, com commedos parapequ^na
familia: quem pretender dirija se a rua Nova n. 17,
que achara com quem tratar.
luuifiiininuiii
FftHCKZES
Pergunu se ao Rvra. Fr. Felix, actual prior do
convento do Carmo desta cidade, se e costume ou
lei irrevoga iei do mesmo convento, franquear-se
i pedido, celas d'elle a padres do matto, com a
negra condioio de serem constantemeute ridiiola-
risados nas pragas publicas, com" esturdias dos
moleques, a sua ordera, assim como de serem
aperriados coti obcenidades e malcriagoes das ma-
iheres prostituidas que moram ao redor do edi-
flcio (assim me explico porque duvido que as se-
nhoras honradas se prestem a islo) sendo ao mes-
mo tempo ajuiadas pelos moralisados habitantes
delle, ou se este seu procedimento se entende s6
om o pack ute que Ibe faz esla pergunta ?
Se assim 6, o abaixo assignado, por intermedio
destasjinha.3, desde ja solemnemente assevera-lhe
que nao obstante ser pobre, quando veio a esta
praca tratar de sua saiide trouxe dinheiro suffi-
cients para despender darante os dias, mezes ou
anno qua lhe fdr preciso e convier-lhe deraorar-se
aqm ; assim como que nao veio someale confiado
em suas ordens, morraente na actuahdade com
lao mesquinios interesses que mal satisfaiem aos
saeerdoles do lugar, ou somente aquelles que com
V. 11 vraa, cencordaram este iofame procediment)
tao contrario a civilisacao da a-tualidade.
Saiba mas V. Rvma. que se procurei habitar
no seu conv.jnlo foi por julga Jo mais proprio do
men estado, e por vd-lo tao hospitaleiro para com
os steerdoteii do lugar; assim como para evitar
as infamias com que o mundo costuma brindar
aquelles que o nao satisfazem. Revm. Sr., esta pa-
recendo-me i|ue achou bonitoo que ba pouco tem-
po acootecec ao clero da capital do imperio, e quiz
agora reprodnzir comigo, attribuindo-me maluqui-
:e semelban:e aquella que lhe e affecta.
Qae lhe faca bom proveito a forca moral que
acaba de otlenUr para com os instrumenlos d
que valeu-se, afim de expellir-me do seu convento.
Tenho dito quanto e basUnte, e dado uma sa-
isfacio publics.
Recife, IS de juobo de 1874.
Padre Severino Jose Villa Nova.
Alugam-se quatro armazens no caes do Ramos
e dous no becco do Carioea : a tratar na rua da
U*iao n. 17, das 3 horas da tarde em diante, ou
depots de 10 hora9 da manba, a ma do Imperador
.a. 67,-1* andar.__________
* Vende-se um lindo casal de pavCes, sendo o
aacho todo branco, e a feraea rajada. Sao bo-
oitos I na raa das Cal^adas o. 38.
Vinho dc Este vinho preparado com optimo vinho de
Malaga e o melhor dp todos os tonicos reeonsti-
tuintes na convalescenca das molestias graves, e
se recommenda para a cura dos padecimentos
do estomago e intestinos, febres de toda a espe-
cie, com o caracter intermittente.
\ iniin c xarope de lacto pliosphato
de cal do Dr. IiCconle-Recommen-
dado pelos medicos como o melhor agente re-
constituinte para favorecer a nutricio, a for-
macao dos ossos nas crian^as e enriquecer c
sangue.
Vinbo de Boldo e elixir.da mesma
planta preparado por Frimault. -
As folhas do boldo sao empregadas no Chile
como remedio domestico, mnito efficaz, para a
cura dos padecimentos do figado, de que e o
antidolo, como o qninino e das febres.
Vinho e elixir de cacao da Bolivia,
de Griinault.Tonico fortificante, diges-
tivo e' reparador das forijas exhantidas.
Vinho dc qnina ferruginoHo de Cis-i-
niault. Preparado com vinho de Malaga e
pyrophopphatn de ferro e soda, constitue um
precioso agecte therapeulico para a cura da
Chlorou, dos padecimentos do estomago, po
breza de sangne, chlorose e as diversas moles-
tias das senhoras.
Xorope de t-hloral bydralado do Dr.
Lcconte.- Os medicos e aconselham com
successo contra a gota, as aphalgias, vertigens,
hystona, insomnia, epilepsia, nevralgias, tosse
asthmatica, coqueluche, etc.
Creme de bismutlto de Cirimault.
Contra as gaslrites, diarrheas, gastralgias, dy-
senteria.
Varope de bromurcto de potassa de
Cirimault.Anti nervoso o appllcado com
optimo resultado no tratamento da gota e rbeu-
matismo.
Inga da India de ferintault.-Cura ins-
tantemente as enxaqueeas, dores de cabega,
nevralgias e dyarrheas.
Ferro de fcirard.Protoxoto de ferro. 0
melhor de todos os preparados de ferro para o
tratamento das molestias que reclamam este
ajrente therapeutico.
Pasiilhas de mannila de Grimault.
Empregam se como laxativas e purgativas
contra os catarrhos mucosos, falla de appetite,
catarrho pulmonar.
Oleo de flgado de bacalbaO, ferru.
Kinoso, de Grimault.E' um medica-
mento de uma efflcacia constante contra a
chlorose, pallidas cores, anemia, phtysica, todas
as molestias dos pulm5es, lymphatismo, es-
crofulas, etc.
Po rerro manganieo de Burin du
Buisson. Agradavel ao tomar-se, dotado
de propriedade digestivas mui activas, 6 o re-
medio por excellencia, na leuchorrea, anemia,
gastralgi,, etc.
PitHtilha dc lactato de ferro de Bu-
rin du HiiiMMcn. Digestivas e optimas
no tratamento das menstrnac5es difflceis, flores
brancas e todas as affeccoes nervosas do tubo
digeslivo.
(Ivronina Michel. Linimento muito su-
perior aos cerotos, pomadas e unguentos para a
cura das ulceras e ferid is de toda a especie.
Capsulas de Apiol de Crimault.
Sao recommendadas pelos medicos para recu-
lansar a menstraacio, prevenir as colicas, dissi-
par as dores dos rins e ainda para as febres
iottermitentes rebeldes.
Pilulas de podopbyllna de CSrl-
manit. Para a cura de todas as molestias
do flgado, para combater as prisSes de venire
rebeldes, etc.
DEPOSITO
.NA
PHARMACIA? E DROGARIA
~DE
Barlholoitieu
34 RUA LARGA
2-------.--------------
\ ''f.m :< jn.eHruiH'l') Ion-: piat?o* (o:t: e de
iiiice-' :* faferiotitiKi; c;ino lejam : ,'.ipli-n*i Ri
' :i t, rtT.,"j Hen e ('level W, ||T \ c : nfi \ f,;,,i
Van'-.. '. ma d<> I:::t5o ii fl/itria, outi'.ra No-
v L- ~i. a ji:'oyos inbilo cciiiuiodua.
Perfumarias.
Finot extractos, banhas. oleos, oplata e p6s den-
niHce, Agua de flor de laranja, agua de loijete,
divlna, florida, iavande, pos de arroz, salioneles,
crosmelicos, muitos artigo delicados em perfmna
ria para presentes em frascos do exlractos, caixi-
nhas soi liJas e garrafas de differentes' tamanhos
d'agua dc Cologne, tudo de primeira qualidade
dos bem conheeidos fabricanles Piver e Coudray,
No armazem do Vapor Francez, a rua do Barao
da Victoria, outr'ora Nova n. 7.
Quinquilharias.
4rtIgo de .liiTerrntes gostoai e
phantajEiaa.
Espelhos, leques, luvas, Jolaa d'ouro, teeourinhas,
canivetes, caixinhas de oosiura, album, quadros,
e caixinhas para retratos, bolsinhas de vellndo,
dita.de couro, e cestiuhas para bracos de meninas,
chicotes, bengalas, eculo, pencinez, ponteiras para
charutos e cigarros, eseovas, pentes. carteirinha de
madreperola, lapete para lanternas, maias, bolsas
de viagens, venesianas para janellas, esterioco-
pos, lanternas magicas.cosmoramas, jogos da gloria,
de damas, de bagatella, quadros com paisagens
globos de papel para illuminacSes, machinas de
fazer cafe, espanadores depalhas, realejos de veio,
accordaos, carrinhos, e bercos para criancas, a
outras muitas qninquilharias.
Brinquedos para meninos.
A maior variedade que se pode desejar de to
dos os brinquedos fabricados em differnies partes
da Europa, para entretimentos das criancas, tudo
a precos mais resumidos que 6 possivel : no ar-
mazem do Vapor Francez, rua do Barao da Vic-
loria outr'ora Nova n. 7.
Caicado francez
A 9$
Botinas para homem
Acabam de chegar grandes jaeturas de botinas
debezerro,de cordavao, de pelica. de duraque
com biqueira, de bezerro com botdes, e com ilho-
zes a 9jS0O0 (a escolher) por ter vindo grande
quantidade por conta e ordem dos fabricantes;
ao armazem do Vapor Francez, a rua do Barao de
Victoria (outr'ora Nova) n. 7.
Para senhora.
BOTINAS pretas, brancas e de edres. diflerentes
lisas, enteitadas e bordadas.
SAPATINHOS de phantasia com salto, brancos,
pretos e de cores differentes, bordados,
SAPATOS de tapetes, chariot, castor e de tranca.
Para meninas.
BOTINAS pretas, brancas e de cflres differentes,
lisas, enfeitadas e bordadas.
ABOTINADOS de diversas qualidades.
SAPATOS de tranca portuguezes.
Para meninos.
BOTINAS de bezerro, lustre e de cordavao,
A BOTINADOS e sapatoes, de bezerro, de deversas
qualidades.
SAPATOS de tranca.
Botas de montaria.
Botas a Napoleao e a Guilherme, pen(r..i
meias perneiras para homens, e meias perneira
para meninos.
No armazem do Vapor Francez, a rua do Barao
da Victoria n. 7.
Para noite de S. Joao.
Sortes francezas mnito interessantes, hoje adop-
tadas nas melhores rennides de familias.
Baloes aereostaticos de 8 a 10 palmos, para sol-
tar se facilmenle com espirito de vinho.
Globos de papel de cores para illuminacoes :
vende-se ludo muito barato, no armazem do va-
por francez. rua Nova n. 7.
rua m
DO BOWMAN
12
(PasRaudo
4*1 f\i%
0
uplfi1
ebafam|
PtufcM \HS f^h(\r- d* crw^flb'1'* ;'tr< igri<" .r.'_j, # rDpffpt.*) >r^ -ie j;
- m 'i2*0 V Pi"i vc*iB o tr.ivj ?Oititnent(
otn^W) qne ah-, ten; $^aio tudo superior em qaalidade e rortidSo; o qne com a iu?
*ctfo pMfeuai. pote-aa vwificar.
E&PKif AL ATTENgAO AO NUMGP.O E LUGAR DE SUA FUNDigAO
Y&IfOr'tl& A roHftft rlfor/no dos m'* moderno* lystemas eem ta
* ^w* g O rUUttB U tt^Ua manb08 conveuieDtes para at diversas
JTCpmitancias do tenljoref proprietaries e para descaro$ar algodlo.
&061ld&S d6 GED.I1&I de.todos tamanhos, as^melhores qae aqm
Eodas dentadas par*,nimaM'agni e vapor-
Taixas de ferro fundido, batido e de eobre.
Alambiques 9 fdndos de alambiqaes.
Sachinismos
Bombas
para mandioca e algodSo,j
para f errar madeira.
Podeadoj todos
ser movidos a mio
por agna, vapor,
de patente, garantidai........ | oa animaes.
Todas as machinas p*0" d*qDfl *cottamt prflc'*r.
de macbidismo, a preco mui resamido.
no mer-
Paz qualquer concerto
Formflg dfi ferrO tem me^orea e ma'* baratas eziatcutes
SnCOmmfindAfl 'ncombe-se de manuar vir qnalqaer manbioismo a von-
uiiuguutMi tade dos ciientei, lembrando-lhei a vantagem de fazerem
aai compraa por intermedio de peasoa entendida, e qne em qnalqner neceaaidade p6de
a preeUr aoxilio.
trades americanos e inl^QnaeDU,, *&*<*
RUA DO BRUM N.
PASSANPO O CHAFARIZ
ODILON DUARTE k IRMAO
CABELLEIREIROS
Premiados iia! exposicao de 1872
24-I.ni'^ Barocei de OliiidaM
Esquina do hceco largo
Participa a seus freguezes e amigos que mudou
o seu estabelecimento de rdojoeiro para a mesma
rua n. 24, onde encontrarao um grande sortimento
de relogios de parede, americanos, e cima de me-
sa, dos melhores gostos e qualidades, relogios de
algibeira, de todas as qualidades, patente suisso,
de ouro e prata dourada, foleado (plaquet), relo-
gios de onro, inglez, descuberto, dos melhores
fabricantes, cadeia de ouro, plaqnet e prata. lunetas
de tod?s as qualidades, tudo por precos muito ba-
ratos.
RDA^p
DAJ
i
IMPERATRIZ
N.fc82]
!. ANDAR.
Alcgria sexlupla:
Comer e beber,
Sortes tirar,
Fogos soltar,
E' ter prazer I
Manifesta^ao franca
Dos acepipes ossabores,
Dos vinhos asalegrias,
Dos fogos as lindascores,
Dos santos os quatrodias:
E' um immenso prazer
Que todos devem gozar,
Sem ter medo de peccar
E de ao inferno irem ter I
Exposi^So todo dia I
Entrada gratis e agua fria 1
Vante'gera ext'aordinaria
20 0\0A dinheiro
Realidade:
Venliam ver se querem crer
A verdade do exposto,
Quem nao vier nao tem gosto
E tristeza ha de soffrer ;
Pois 6 facto : esta provado
Do Campos a geral fama
De vender bom e barato
Como se ve" do programma I
Liberdade deescolha I
Igualdade nas-qualidades t
Fraternidade nos- precos I
fewioc Ms-!
RUA
DA
IMPERATRIZ
N. 82
l. ANDAR.
Acabam de reformer o seu estabelecimento, collocando-o*"nas"rmelhores con-
dicQfies possiveis de bem servir ao pubUco desta illustre capital, e a"s Eimas. Sras. n'a-
quillo que for tendente i arte de cabelleireiro.
Fazem-se cabelleiras tanto para homens como para senhoras, tupete, chignon,
coques modernissimos, trangas, C8chepeign, tecidos, desenhos em cabellos, quadros tu-
mulares, flores, bouquets e todo e qualquer trabalho imaginavel em cabello.
0 estabelecimento acha-se provido do que ha de melhor nos mercados estran-
geiros, recebe directamente por todos os vapores da Europa, as suas encommendas e figu-
rinos de modas, e por isso pode vender 20 /, menos que outro qualquer, gnrantindo
perfeigao no trabalho, agrado, sinceridade e prego razoavel.
Penteam senhoras, tanto no estabelecimento como fora ; vende-se cabellos em
porclo e a retalho e todos os utensilios pertencentes & arte de cabelleireiro.
Girdeiro Sissiocs t C.
Acabam do receber pelo vapor Mendoza :
Riquissimos cortes de girgurao de seda lisps e
com listras achamalotadas.
Ditos de liuho para vesiidos, contendo catla cor-
te, o necessario para seu tnfeite, como seja :
franjas, trancas, lot5es, livellas, etc.
Riquissimos ehapeos para senhora, ultima moda,
a rua Primriro de-Marco n. 7 A.
Cflsu!torio medico $
DO 0
E)r. NurSZIo.
RCA DA CRUZ N. 26, 2.' ANDAR.
Recem-chcgado da Eurepa, onde fre
quentou os hospitaes de Paris e Londres,
pode ser procurado a qualquer hora do
dia ou da noite para objects de =ua pro-
fissao.
Consultas das 6 horas da inanliS as 8 bo-
ras, e do meio dia as duns da tarde.
Gratis aos pobres.
ESPEQ ALIDADES.
Molestias de senhoras, da pelie e de
crianca.
1

I
Gratifica-se a quem levar nas ofDcinas, ou Z-.i
noticia cerla Aq uma trouxa de roupa que desap-
pareseu no dia 22 do corrente, da estacao da So-
ledade.
LU5A-S!
a casaterrea n 133, na rna Vidal
outr'ora Imperial, com excellontes
tratar na rua Marques de Olimla,
mero Sf
%
de Negreiros,
commodos: a
aimazem "nu-
PHARMACIA NORMAL

DE
JOSi: ElilAQ HE MOURA &
17Largo do Mercado Publico17
(Antiga ribeira de S. Jose,)
Acaba de ser aberta e achase a disposicao do respeitavel publico esta nova phar-
macia e drogaria, completamente provida do indispensavel a um estabelecimento dessa na-
tureza, sem excepcao de productos chimicos e medicamentos preparados no estran-
trangeiro, tndo novo e o melhor possivel.
As receitas dos Srs. medicos serao sempre despachadas com a mais seria alten^ao,
e sempre sob as vistas do pharmaeeutico que compoe a nossa firina social.
As pessoas que se dignarem de honrar o nosso esatbelecimento com a sua conflan-
i;a, podem estar certas de que serao conscienciosamente servidas, nao so relativamente ao
que pedirem, como tambem a modicidade dos precos.
H&tK/ai m ^z Mi, /e^ *a^. *A ,^f* a as*.
^

DO ROSARIO 34
Attrac^ao!
Pyrotechnia I
Gastronomia I
28 Rua do Imperador 28
Armazem do Campos
Extasis maravilbosos I
Sorpreza e prazer
Ver para crer
Sanlo Antonio
S. Joao
S. Pedro
Sant'Anna.
Fogos:
Fabricantes peritos 1
Cures cambiantes I
Vistas rutilantes I
Effeitos prodigiosos I
Resultados inoffensivos I
Preyos diminutos I
Generos:
Qualidades superiores I
Sabores agradaveis I
Cheiros embriagantes I
Propriedades excitantes
Influencias nutrientes I
. Precos resumidos I
importacao directal
Variedade ccmpleta!
Verdade I
Sinceridade I
Especialidades I
Raridades I
Cabelleireiro francez
Rua do Marquez de Olinda n. 51
i. andar.
Pedro Routier, official de cabelleireiro e gerente da casa de Gustave Hervclin, cabel-
leireiro francez; tem a bonra de prevenir a"s Exms. Srs. familias que acaba de fazer a ac-
quisi^ao de um perito official vindo ha pouco de Paris, o qual estd hebililado a desem-
pennar qualqcer encommenda de sua arte, e se acha a" disposicao d8s pessoas que deseu
prestimoyse queiram utilisar. Outro sim scientifica que em seu estabelecimento encon-
trarao stmpre a Monitor dos cabelleireirm, onde seacham descriptos e desenhados todos
os penteados modernos, para soires, casamentos, bailes etc.
Finalmente previne is mesmas excellentissimas senhoras, que re< ebeu um completo
sortimento de coques, cachepaines, bandds, crescentes, etc., e vende tudo pelcs precos
abaixo mencionados:
Coque de cabello de 15$, 20# a 50^000.
Trances de dito 109t 12,5 15$ a 200< 0.
Cachepaine de dito 15$, 2( > a 30:;000.
Crescentes de dito 200, a SCJOCO.
Tambem encontrarao um completo sortimento recebido ha pouco, de cabellos de todas
as cores e comprimento.
N. 5!.Rua do Marquez de OlindaN. 51.
Cheshire condensed Milk.
Leite condensado novo.
Cerveja de Norupga.
Keller & C.
Feitor
Preci'a-se de um feitor : a tratar na rua
Bom Jesus n. 45', segundo andar.
do
Pede-se ao Sr. encarregado das acgues en-
tre amigos, que faca a extraccao delta no dia 20
deste, com a loleria 104', pois que ja 6 a terceira!
Estalos
Massa fallida de Joaquim
Jose Gomes de Souza.
Os administradores da massa fallida de Joaquim
Jose Gomes de Souza, convidam aos respectivos
credores para apresentarem os seus titulos, afim
de serem classilicados, e dizerem acerca da venda
em leilao dos debitos a referida massa : dirigirem- uma casa com tres quartos e um pequeno sitio, na
para sortes, a o'CO rs. o cento :
Caxias n. 37, loja.
na rua Duque de
Aluga-se
se a rua Duque de Caxias n. 46,1* andar, das 10
as 3 horas da urde.
Abreu & Veras, em liquidacao,
Administradores.
M
Casa Forte
mero 8t.
a tratar na rua da Ponte-Yelha nu-
Precisa-se alugar um moleque de 10 a 12 annos,
para vender na rua : a tratar na rua da Aurora
n. 5, loja.
------,__. quanto antes, para
Pede-se ao caixeiro,- que no dia 12 do cor-
rente, veio com um bilbete do Sr. Dr. Benigno M.
L. Sicopira, a pbarmacia Oriental rua estreila do
Resario n. 3, buscar um caixao com a direccao
Siara o Passo de Camaragibe. e que p"1" eogano lhe
w entregue, e obsequio de manda-lo """"'ul''
Cozinheira
Precisa-se de uma cozinheira para casa de fa-
cilia de dnas pessoas : na rua da Uniao n. 67.
de meios que lhe sera desairoso.
0 abaixo assignado
que sen dono nao lance mao

MB
m
t. -
i
fix
Xa cravessa da rua
dasCruzes n. 2, pri-
meiro andar, dd-se
dinheiro sobre pe-
nhores de ouro, pra-
ta e brilhantes, seja
qual for a quantia.
Na mesma casa
compra-se os mes-
mos metaes e pedras.
4 GA a
Ci-d.-GC
150|000.
ESCRAVA FUGIDA
Fugio da casa de seu senhor a escrava Felicia,
de cOr parda clara, cabellos corridus ate os hom-
bros, baixa, cheia d.i corpo, rosto redondo, falta-
lbe um dento do lado direito, foi acompanhada
p ir um homem (praja de cavallaria) o qual se o.ha-
ma Francisco de tal Vasconcellos, tambem pard:,
da mesma cor da escrava ; consta terem seguidi
para osertae, donde sao ambos naturaes : recom-
menda-se as antoridades e capitaes de campo a
apprehensao de dita escrava, remettendo-a a
Camboa do Carmo n. 3.
AGUAS M1NERAES NATURAES
DE
Yichy-Cossct
Preferlveis aa de vicliy-Vit-li.v
por serem as nnicas que conservam todas as suas
proprie'dades depois de transportadas.
Fonle S. Marie, e a mais efJQcaz na anemia, na
albuminaria, na chlorosis, no empobrecimento do
sangue, e nas febres intermittentes. Os resultados
obtidos nas diabetes sao muii notaveis.
Fonle Elisabeth, nao.se altera nunca e i a mais
rica das agw>s de Vichy em bicarbonate- de soda
em magnesia e recommendada pelos senhores me-
dicos pela sua efflcacia no3 engorgitamentos do
figado, do baco, nas affeccoes do estomago, des
rins, da bexiga, nas areias e na gotla.
EXIJA SE
o no mo da fonle ua capaula
Vende-se era caixas e a retalho, no unieo de-
posito
PHARMACIA AMERICANA
n
Ferreira llaia 57 RUA DUQUE DE CAXIAS 57
Aluga-se
o armazem e 3* andar com sotSo, sito a rua da
Praia n. 59, tendo bastantes commodos, e pintado !
a tratar na rua do Vigano n. 31.
O tenente Pedro Bezerra Cavalcante Maoiel
acha-se encarregado de algumas cobrancas do
armatem de molhados de Sr. Bernardino Campos,
e se offerece para ootra qualquer cobranca,
-'- -..- --,-.sendo nesta cidade e 5eus suhurbios : node ser
3M!J?h?u Tl* I corrida -W nfa' ^Pow Pfecurado nesta typograpbia, oa na rua treita
veja apoUcia, pot* nio queira iliadir aoa amigos. I do Rosario n. 36, andar.
Toda attencao.
Desappareceu da rua estreiu do Rosario n 41 !fJfli'^a<,0i Sr Bernard^o Alves
Poarte Antonio de Miranda.
- participa ao publico e an
corpo do commercio, que o Sr. Bernardino Alves
Ferreira deixou de fazer pa,te da firma, Duirte
Antonio de M.randa A C, desde o dia 30 de mar
co do corrente anno, ficando todo o acUvo e nas-
la mesma firma a cargo do abaixo as^n^,
Ferreira de
Recife, 15 de
Antes de casar-se
Appareca.... lembre-se daquelle dinheiro que lhe
emprestemns quando o senbor com o maior jesui-
'-no nosrecorreu. Estou qne Vmc. on quer ver
no.... ^nT eX(eng0 ou espera que o mesmo
o seu nome ,,. -niteiro de cobranca desse
qne o empregon spj. 0 c- "3 hate no B... I E
oinheiro para com agoelle quo. og outros
com o maior cynisnw ainda tazendo quo **"e
gfstem o seu uinfieiro naquella lista....! e Vu.^
nella assignado/! I
terceiro
os signaes seguintes : "idade de 10 annos, bem
prato e tem uraa cicatriz na testa, junto do cabello.
u moieque levuu vestido, uma cam.sa de algodao-
tmho branco, umo calca de panuo azul velho com
souber que o apprehenda e o leve ao lugar acima sal kW-i a?a" ,d.e Paraam*irira, com 2
dito, Isto^doXelleltagla^ Julgt se q'ue o mot ffftK*2?J?nK^ "?"** ** "^
lequeesta acoutadp em algum loear dasu ci. a. fmM. F. ?e ,erreo com,Iguns arvoredos
4 V ^ ^^ g 0e8ta CI i SJ f"cto : a nnr na praca da'Independencia n.
39j PQ oa rua da UniJo n. fe.
Casa para alugai
Aloga-se
Dias n. 79,
lecimento :
n. 53
Loj
a.
a loia do sobrado a rua de Marcilio
muito propria para qualquer estabe-
a tratar na rua Duque de Caxias
Alugua-se
casa terrea a rua de S. Joao n. 43, era es-
a.. ^T1 com &z e cambrone : a tratar
em F6n de Portas, rna de S. Jorge, casa n. 153,
1


l


%nk de 3K3*ialbu6o) -m Qiiaria feira 17 d# Junto 4e 1674.



FUNDICAO DE FERRO
k' m do Bara(r do Triumpho (rua da Bruin) bs. 100 a 101
CARDOSO AVIS\M aos senhores do engenhos e outros agricultores e ao publico em geral qua
eontinuam a receber de Inglaterra, Franca e America, todas as ferragens e machina* ne-
cessanas aos estabelectmentos agricolas, as mais modemas e melhor obra qoe tern vindo
ao mercado. n
apores de forca de 4, 6, 8 e 10 cavaUos, os melhores qoe tem vindo ao merado
UaldeiraS de sobresalente para vapores.
MoendaS inteiras e meias moendas. obra como nunca aqoi veio.
TaixaS fimdidaS e batidas, dos melhores fabricates.
Kodas d agua com OTbaje de ferr0t fortes e hem acabadas
Kodas dentadas de todos os tamanhos e qotUdades.
Relogios e apitos para vapores.
OOITlbaS de ferro, de repucho.
Ajad08 <\e diversas qualidades.
Formas para assucar^nde, e pequenas.
Varandas de ferro fundido, france,aS de divert e bonito* gostM.
*OgOCS (rancezes p3ra iePha e carvao, obra superior.
Ditos ditos para gaz.
Jarros de ferro fundido pnra ardim.
res ce ferro parfl mesa e banco.
Machina para geiar ,,gaa
\ alVUlaS para bomba e banheiro.
Correias inglezas para machiniSmo.
BanCOS e Softs com tiras de madeira, para jardim.
ConcertOS con:rtani com promptidao qualquer obra on machina, para 0 qus teea
sua fabrica bem montada, com grande e bom pessoal.
EnCOmmendaS man para o que se correspondem com uma respeitavel casa de Londres
com um dos melhores engenheiros de Inglaterra ; incumbem-se de mandar assentar
tasmaehmas, e se responsabilisara polo bom trabalho dasmesmas.
Rua do Barao do Triumpho (rua do Brum)ns. 100 a 104'
FUNDICAO DE CARDOSO d IRMAO.
Precisa-se de uma ama de leite, escrava ou
na rua do Imperador n. 52, 2* andar.
Tf# to 41a #tek* k fura.
Roga-se ao*'IUm. Sr. Ignaclo Vieira de Hell
escrivao na cidade de Nazareth desta provineia, iivre
favor de Tir a rua Duque de Caxias n. 36, a eon-
-lair aquelle negocio que S. S. se comprometten a
realisar, pela terceira chamada desie jornal, em
flns de dezemhro de 18/1, e depois para Janeiro, e sadia : a tratar na theeootswfa, das
passou a fevereiro e abrfl de 1872, e nada cuniprto; 9 boras da manha as 3 da tarde.
por este motivo e de boto chamado para dho; "~^T
flm, pois S. S. e deve lembrar que este negocio
de mais de oito annos, e quando o Sr. sen tuho w
schava nesta cidada
SAQUES
Carvalho & Nogueira, na rua do Apollo
$0, accan| sobre o Banco Commercial
Est^-inooura tule eai pedra dura
Empreza do'gaz
A eropreza do gaz tent a tion'ra de' aununciar ao
pubfico que recebeu nliimamente am esplendido
, sortimento de lustres de vidro, candieiros, aran-
delas e globos, cnjas amostras estao no escriptorio
> a rua do Imperador n. 31, e serao vendidos ao*
sens freguezes pelo preco mais razoavel possivel.
Ama d* leite
Precisa-se de uma' ama de leite que seja moca
loterias, da
frecisa se alugar uma ama
a cozfnhar para casa de pouca familia
tratar na rua do Imperador n. 30.
para comprar e
a
A mn Aluga-te uma para cozinhar :
-fV1Iia Direitan. 93, andar.
na raa
Aluga-se
D.
de Vianna e suas agendas
dades e villas de Portugal,
por todos os paqnetes.
em todas as ci-
a vista e a prazo
uma ama que saiba cozinhar e engommar prefe-
rindo-se escrava : aa rua do Imperador n. 28,
armazem do Campos.
i Precisa se de uma ama para cumprar e co-
zinhar: na rua da IniperaWz n. 40", sfgnodo an-
dar. .tAllii)..
Consullorio niedico-cirnrgico
DE
A. B. da Silva Maia.
Raa do Visconde da Albuquerque a
11, outr'ora raa da matrix da Boa-Visu
n. 11.
Chamado* : a qualquer hor*.
Consultas: Aos poSres gratis, das 2 is
Ik horas da tarde.
Affi
Precisa-se comprar uma negrinha de 9 a
10 annos de idade, qne seja sadia e sem vi-
cios: quem tiver e quizer vender dirija-se ao
3. andar desta tjpOgfaphia para tratar.
Ha para alugar,
escravo, crioulo, mojo, muito
do para qnalqnir serrigo.
a rua da Aurora n. 65, urn
robasto e habilita-
49 Rua do Imperador 49
Ha neste estabelecimento o melhor sortimento de pianos dos mais afamados aatores,
como suo : lUrz, ricycl, Flap, etc. Offerece-se tambem uma qualidade de pianos supsv
riore?, mandulos expressamente construir para este clima, o qual os amadores dos
.'ins piano? :;6 encontrarao nesta casa.
Recebem-se pianos usados em troca.
Concertam-se e afinam-se pianos.
Tambem avisa-se aos Srs.
Engenho
Vende-se o engenho. S. Pedro, situado na pro-
vince de Alagoas, comarta do Porto Cairo, a
menoi de uma legoa distante do porto de mar do
Gamella, tem oxcellentes terras, matas, e safreia
regularmente 2.C00 paes : a tratar na rua do Vi-
gario-n. 3L- n **
Alnga-se o terceiro andar do sobrado n. 4a
a rua do Barao da Victoria, com grandes coro-
modos : a tratar na loja de ioias do mesmo pre
dio.
AMA
Precisa-se de uma para co-
zinhar, para casa de familia,
pagase bem : a tratar na
rua do Hospicio n. 46, casa terrea de bolas ama
Telia's na cornija.
AIA
Precisa-se de uma ama para
casa de uma pequfna familia : a
rua Duque de Caxias n. oi.
Precis*-se de nma ama para
casa de rapn solteiro : a tratar
na rua do Lima a. 4, em Santo
Amaro das Salinas, ou na ma da Praia n. 42.
AMA
AMA
Cruzes, n. 8.
Preoisa-se de uma para casa
de peqnena familia : a rua
Duque de Caxias, outr'ora das
Precisa-se de uma ama
forra ou mesmo escrava, que
saiba lavar e engommar : a
tratar ni rua de Hortas n. 13, ou na rua Duque
de Caxias n. 111. .
AMA
Precisa-se de nma ama na rual)ireita n. 10,
refinacSo.
Precisa-se
de uuma ama que coaipre e cozinlie para peqae-
na familia : a tratar na rua Nova n. 21, loja.
-v Precisa-ae de uma ama para c/inhar, qne
seja forra ou. mesmo escrava : a rua .la Cruz n.
iej;
!4,
2,'3. andar
Ama de leite
Cozinhar e engommar.
Precisa-se alugar uma escrava qne saiba cozi-
r e engommar ; 6 para casa de pequena fami-
lia : na rua do Vigario n. 16,1> andar.

ha sempre o
: cepos, folha
irfim, etc., etc.
concertadores de pianos
mais completo sortimento de materiaes para concertar pianos, como
para os mesmos, cravelhos, parafusos, castor, camursa, cordas,
DO IMPERi S20K 49
Aviso,
Roga-se a" pessoaque comprou, ou to-
mou do penhor, talvcz ha mezes, uns objec-
tos de prata, como talheres, etc., obra do
Porto, com as iniciaes P. A. S. em cadeia,
que querendo restituil-os ao seu proprio
dono, de quem foram subtrahidos nSo mui
- <;i'.. re e u um criado para copeiro ou para | recentemente, e s6 agora conhecida essa fa-
externo de uma casa, dando fianca a sua ltf, dirija-se em carta fechada com aquel-
uucta : quen precisar dirija-se a rua da Ponte las iniciaes & rua do Cabugrf n. 7, loja de
Na rna larga do Rosario n. 16. ven1e-se um
le armarto, eom excellent vozes e de pou-
e an i Oaota da ebano, apparelliada de
com S chaves, e do mplhor autor.
VeHo, euira o n. 6 e 8, casa nova.
0= abaixo as^ipnados fazem sciente ao publi-
que nesta t'ata dissolveram amigavelmente a
-.c.edade que nesta cidade gyrava sob a firma
' J Haymundd Uorg.'s da Costa & Irmaos,
lotodo ac ivo e passive do respectivo nego-
a cargo de todos.
Cidade Jo Ico, 31 de maio de 1873.
Jose Raymundo Borpes da Costa.
Raymundo Borges 'da Costa.
__________ Jose Joaquim Borges.
ourives, que garante-se boa recompensa.
Rua dc Beniflca n. 9H. na 6 as-
sagetn da Hagdalena
Uma senhora franceza, discipula dos melhores
professores de Paris, deseja dar licoes de piano,
canto e francez : a tratar na sua residencia aci-
ma iodicada.
Cozinheiro ou eozinlieira.
Na rua do BarSo da Victoria n. li, primeiro
"Jar. precisa-s3 da um cozinlieiro ou cozinheira.
ll:t ama ama de leite, escrava :
>jrdirija sea rua Glona'n. loi.
quem preci-
Aluga-se para casa d-> familia uma escra-
vmha de 13 an:ios, com principio de cozinha e
serviyo do ^sa : na rua de S. Jor^e n. 74.
casa da mm,
AOS 4:000#000.
BUBETES GARANTID0S.
4' rua Primeiro de Marpo (outr'ora rua dc
Crespo) v.. 23 e casas do costume.
O abaixo assignado, tendo vendido nos seus fe-
lisei biihetes um inteiro n. 797 com 4:000*, um
meio n. 2835 com 700, dous meios n. 323 com
200, um meio n. 3310 com 100*, e outras sortes
de 40 e 205 da loteria que se acabou de exU-ahir
f!03), convida aos possuidores a virem receber na
^onformiJade do costume sem desconto algum.
AcLam-se avanda os felizes bilhetes garantidos
da 3' parte das loterias a beneScio da igreja
matriz de Palmares (10i*), que se extrahira no
,U)ado, 20 do corrente mez.
PRECOS,
Bilhete inteiro 4/000
Meio bil bete 2*000
1M FORglODE 100JJ000 PARA CIMA.
Biluete inteiro 3*600
Heio bilhete 1*750
Manoel Martins Fiuza.
-Fugio do engenho Ajudante, freguezia da Es-
cada, no anno de 1872, o escravo Guilherme, com
os signaes seguintes : pardo, com idade de 25 an-
nos pouco mais ou menos, altura e corpo regular,
olnos grandes, cabellos cachiados, pes compridos
e secco3, rosto comprido, alguns signaes de bar-
ba, nariz comprido e um tanto arqueado, umas
sardas pelo rosto, faz algum movimento no andar,
desconfia-se que esteja na cidade da Parahyba.
Roga-se as autoridade3 policiaes e capitJes de
campos a apprehensao de dito escravo e ser en-
tregue ao seu senhor Emilio Pereira de Araujo,
no engenho Ajudante, e receberao por casa
3005COO. i
CftNSlLTORIO
Medico-cirurgico
DO
Dr. Jnm'- Felix da C'nnlia He-
nezes. g^
Medico operador. ^a
RUA ESTRS1TA DO ROSARIO N. 3. Bv
Da consultas todos os dias das 9 ho- ^J
ras da minha as i da tarde, dessa hora Wt
em diante acba-se prompto para qual- rf*3
quer chamado, em casa de sua residencia f'-t,
a rua da Princeza Isabel n. 4, junto a Si
estagao dos trilhos de Olinda. jgf3
Das 7 as 9 horas da manha da consul- B
tas gratis aos pobres. f^
ESPECIALIDADES Ef
Molestias syphiliticas, via digestiva e fe {*$
bres. t-->
Alleiicilo.
Vende-se uma casa terrea n. 17, a rua de S. Pe-
dro Martyr, ou Ladeira da Ribeira, em Olinda,
cbao proprio, oitoes dobrados, tendo 38 palmos de
frente, 50 ditos de fundo, quintal em aberto, em
forma triangular, \ situatao e sufflcientementa
vantajosa, para qualquer estabelecimento por ter
tres frentes : quem pretender pode procurar em
Olinda, na supracitada rua a Luiz Pinto, e na
Recife a Antonio Francisco, na botica da praca
da Boa-Vista de Joaquim Ignaclo Rlbeiro, que di-
rao quem se acha eompetentemente habilitado pa-
ra effeetuar essa venda.
Ama
Na rua da Alegria n. 40, precisa -se com ur-
gency de nma_.de ei>r escura, que lenha bom e
abundant"? leite.
Precisa-se do uma ama para todo o
servico dc casa de pouca farailia : na rua
da Aurora n. S, 1 andar.
O Sr. major Lara Paulino Vieira de Hello,
eserivao do Limoeiro, teBha a bondade de mandar
ou vir a rua do Cab'oga realisar o negocio que
V. S. fez em confianca.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. 47
da rna da Imperatriz : a tratar no segundo andar
do mesmo sobradd.
Fugiram do engenba Ajudante. no anno de
1870, os escravos seguintes: 1. Francisco, erioulo,
preto, com idade de 28 annos pcuco mais ou me-
nos, altura regular, corpo regular, olhos grandes
e brancos, dentes perfeitos, cabellos carapinhados,
pes grosses, barba a cavaignac, bigode e pera,
uma cicatriz por cima do olho esquerdo, mnito
conversador e risonho. 2. Antonio, cabra, com
idade de 2a annos pouco mais ou menos, alto,
secco, ofhos grandes e vermelhos, pouca barba,
cabelios um tanto soltos, dentes perfeitos, pes
compridos e seccos, ambos comprado3 ae Barao
de Nazareth. Roga-se portanto aos capitaes de
campo e as autoridades policiaes a captura dos
mesmos escravos, visto haver desconDanuii que
estao occultos na comarca de Pajeu de Flores,
ou Rio de S. Francisco, que terao a paga de 609*
a quem os levar ao seu senhor no engenho Aju-
dante, ao Sr. Emilio Pereira de Araujo.
Alberto Forster Datfi^i
Tai ao Rio de Ja?iro, d4i-
xando na sua ausencia, como
procuradores de sua casa
commercial^ Matheus Ausiin
& O.j aos Srs. William James
Haynes e Nicolao Hartery.
Aluga-se o segundo andar e sotao com bone
commodos, fresco, salas e alcvva forradas d* pa-
pel e todo bem preparado, contendo 7 quartos,
cozinha, saleta para engommado, 3 salas e quin-
tal ; na rua do Rangel n. 73: a tratar na the-
sonraria das loterias, com Antonio Jose" Rodrigues
de Souza.
Attencao
Furtaram na noite de 27 para 28 de feveteiro
ultimo, do cercado do engenho Santos Mendai, os
trot seguintes animaes : um burro todo preto,
grande, com a sarneia ralada de cangaJba e
calo, com dotis no espinliaco e ignorando-se &..
ro do mesmo; ontro de cdr mellado snjo, de me,
e estradeiro, tem signaes de cangalha, uma das
juntas dianteiras e mais grossa, e as vezes man*
queja ; e fiualmente uma burra de cdr castautw,
muiio nova, com um calo de cangalha em um dor
encontro3 da pa, fucinho e rodas dos olhcs bran-
cos. Os dous uliimos teem o aeguinle ferro Q :
quem os apprehendeF, ou der noticia certa bo
mesmo engenho ou na praca do Corpo Santo d.
19, no Recife a Oliveira, Filhos k C, recebera a
gratificacao de 150*, ou 50* por cada um. Recife,
3 de marco de 1874.
100$000 de gratigcacao
Engenho Santos Mendies
Fugio no dia 20 de dezerabro, do engenho San-
tos Mendes, comarca de Nazareih, freguezia de
TracunnSem, a escrava Maria, criodla, 56 annos
de idade, pouco mais oa menos, baixa, gross*, oof'
preta, rosto alquebrado, pes secco3 e espanados,
dedos curtos, cabellos brancos, canellas finas, tem
dous signaes cabe!ludo3 no qoeixo, e e bem ladi- que "agra3a"ao paladar" e preferivei a todos
Engenho em Seriohaen.
Vende-se duas partes do
engenho Novo, sito na fre-
guezia de Serinhaem, distan-
te da estagao de Gamelleira
3 leguas, moente e corrente,
cpie safreja cerca de 3,000
paes, com optimas teiras,
movido a agua e bem obra-
do, por preco oommodo : a
tratar eom Dr. Felix gueirS&, a raa das Calqadas
it. 14, ou no arsenal de
guerra.____________
Engenhos em Mamam-
guap.
Vende-se os seguintes :
Pregulca,
. e Patricia.
A trttar com seOs proprietarbs nesta cidade.
para informacoes eom Joaquim Pinto de Mei
ftea Pflho na rocsma cidade aa Mamamgnape
_______________T&sto Irmaos AC.
Bsoeeiatidftde'
e jc-
na : a pessoa que entregar esta escrava on ao sea
dono, que 6 o senhor do engeDho acima, Lauren-
tino Gomes da Cunha Pareira Beltrao, ou no Re-
cife, largo do Corpo Santo n. 19, 1 andar, sera
recompensada com a qnantia de 100*.
Francisco do Lima Coulinbo pariicipa ao
respeitavel. publico e com especiahdaae ao corpo
do commercio, que vendeu o seu estabelecimento
de fazendas da praca da Indepencia n. 2, aos Srs.
Soares Braga & C, e que por coaseguhtte ficou
desonerado de quaVjuer responsabiRdade relaii-
vamente ao mesmo estabelecimento desde o dia
29 de maio da 1874.
Recife, 16 de junho de 1874.
AVISO
Precisase comprar dons escravos, pedreiro e
carapina, paga se bem : a tratar na thesourairfa
das loterias, a rua Primeiro de Marco n. 6.
Compra-seum Vade-meeumao Dr. Sabino, em
meio uso : nesta typographia se achara com
qnem tratar.
W
Leite.
Leite de
comprador
da Concordia, n. 64.
vacca e de cabra, tirado a vista do
a rua do Marquez de Herraf, antiga
VEMM-AS VANTAfiBNS.
J;i ImiIos '?
Ja fogos ? Jii sortes'
E' somente uma preveacao para o proximo fu-
ruto Santo Antonio, S. Joao e S. Pedro.
3
O abaixo assignado tendo de retirar-se tem-
porariamente para o interior da provineia, deixa
como seus procuradores, encarregados de todos
os seus negocios a seu pai o Sr. Antonio Jose de
Souza e ao Dr. Innocencio Seraphico de Assis
Carvalho.
Recife, 13 de junbo de 1874.
________ Augusto OcUviano de Souza.
Alugam-se duas casas reedilicadas, sendo
uma na rua Imperial n. 13, e outra na rua do Co-
ronel Suassuna n. 103 : a tratar na rua Direiia
numero 8.
Bom
negocio.
Vende-se ou arren-'a-se o grande predio
de um andar e sotao, sito na rua do Bispo
Coutinho, proximo da igreja da Misericordia,
na cidade de Olinda, tendo duas toas salas
de Trente, um salao no sotao, seis quartos
espafosos e frescos, uma grande cocheira,
quintal todo cercado de noyo, e com diver-
an arvoredos, uma boa fonte d'agua, e
tendo gaz canalisado. Achando-se prepara-
do com todos os moveis indispensaveis i
uma grande familia, sera" assim vendido ou
sem os moveis : a tratar nesta typographia
ou na rua da Uniao n. 49, sobrado, atraz do
pacfl da assembled. _________'
Naofca mais cabellos
brancos.
TimHIUU JAPONEZA.
So e unica approvada pelas academiai de
sciencias, reconiiecida s perior a toda qne
tem apparocido ate hoje. Deposito princi-
pal 4 rna da Cideia do Recife, hoje Mar-
qoex do Olintit, n. 51, l.o andar, e em
todas u boticas e casas de cabellei-
rerOs.
Marcelina Maria da Caaoei^ao.
Manoel do Nascimento e Silva, Izidio Pio de Oli-
veira, Ireneu Brancacio da Silva, Faustino Manoel
de Siqueira, Justina Marcelina de Alcantara, Fe -
lismina Loduvina de Jesus e seus filhos, agrade-
cem cordialmente a todas as pessoas que se dig-
naram acompanhar ao cemiterio publico, os res-
tos mortaes de sua presada mai, sogra e avo Mar-
celina Maria da Conceicao, e pedem o favor de
assistir as missas do setimo dia que terio lugar na
matris de S. Jose, sexta-feira 19 do corrente mez,
e antecipa seus agradecimentos.

Ainda esta para alugar a loja do sobrado n
41 da rua do Rangel, a qual tem armacJo e pres-
ta-se para qualquer negocio : a tratar no segundo
andar do mesmo predio.
Precisa-se de duas amas, uma para comprar e
coznhar, e outra para engommar, que sejam am-
bas peritas : quem quizer dirija-se ao terceiro
andar desta typograhia, para tratar.
CASA
Aluga-se a casa n. 20 da rua da Conquista, na
Boa-Vista, a chave esta na casa junto n. 5 : tra-
ta-se na Recife, rua da Cadeia n. 3.
CASA CAIADA
E
JRio Tapado
Alugam-se estas propriedades, sitnadas passaa-
do Olinda, e antes de chegar ao Rio Doce : a trao
tar com o sen proDrietarto. o eommendador Tass
D. Emilia G. de Morses Ferreira e Jose de Mo-
raes Gomes Ferreira, filhos e netos, agradecem
a seus parentes e amigos, que se dignaram assis
tir ao enterro de sua enteada, irma e tia Emilia
Gomes Ferreira, e-pedem-lhe o obsequio de as-
sistir a missa que se tem de rezar, quinta-feira
18 do corrente, as 8 horas da manha, no conven
to de S. Francisco.
i>. Emilia Ferreira.
D. Emilia Constanca de
Moraes Ferreira e Jose de
Moraes Gomes Ferreira,
agradecem por este meio a
todas as pessoas de sua
amisade que acampanha-
ram os restos mortaes de
sua presadissima enteada e irma D. Emilia Fer-
reira, ao cemiterio desta cidade, e convida-as no-
varaante para que se dignem assistir aos suffra-
gios que por alma da Qnada terao lugar na pro-
xima quinta feira 18 do corrente as oito horas da
manha, na igreja de S. Francisco, ficando sem-
pre de eterna gratidao tan tas provas de reconhe-
clmento qne receberam. _____
ssn^decSlveiraBorgeS^^
Manoel Rodrigues dos Santos
Moura, pelo presente agradece a
todas as pessoas que astutiraat ao
enterro do seu presado cunhado
Martinho de Oliveira Borges, falle-
cido no dia 13, a convida aos seus
parentes e amigos para assistirem
a nma missa, que pelo.eterno repouso de sua als
ma, manda calebrar no dia 19 do corrente pelas
8 boras da manha, no convanto do Carmo desta
._ raavHM de Santa 'Rita ft. 57, prectsa-g*
alagar wna preta para vender com taboleiro.
areceu no dia 12, do poder do abaixo
assignado, duas lettras da quantia de 50* cada
uma, aceitas por Jose Bruno de Lima : a pessoa
;ue as tiver em seu poder, pode entrega-Ias a rua
oo Fogo n. 33, visto achar-se o aceitante preve-
nido e ficar desde ja sem nenhnm effeito qualquer
transacQao que com as mesmag fafam.
Recfe, 13 de junho de 1874.
Lauriado Gomes de Silva.
Aluga-se por 25*000 mensaes uma preta de
boa eondacta, lava bem e engomma liso, entenda
pouco de coanha, porem e muito habil para o ser-
vipo interno: quem precisar, dirija-se a rua de
Paysandu n. 33 C, esquina do hospital portuguez.
Escrava.
Precisa-se de uma para o servico de uma casa,
mas que saiba vender doces na rua: a tratar
na travessa dos Expostos n. 16, 1* andar.
Aluga-se uma casa na Capunga com commo-
dos para familia, a tratar no mesmo lugar a raa
Crf
das Crioulas n. S.
Aluga-se uma escrava
Triumpho n. 70.
na raa do Barao do
C'aixeiro
Precisa-se de am menino de boa eondacta : a
tratar no Progresso do caes 22 de Novemhro na
mero 38.
Ao oommeroio e a quem ^
convler.
Jose Domingues do Carmo Silva tendo neeea-
sidade de seguir ao dia 16 do corrente para o Rio
de Janeiro a negocio de sea iateresse, faz publico
qne deixa oa gereacia de taa casa conwsfoial
nesta praca, e com plenos poderes, a sea* irmios
Manoel Domingues da Silva e Daminsoi Aatoaie
da Silva. Recife, 15 de janho d 1874,
- Aluga-w urn* easNVa part todo o servico":
a tratar aa raa da Gteria n. H6.
E' na confeitaria do Campos que se deve pro-
curar tudo quanto 6 necessario para divertir-se o
moral e conforiar-se o physico. Isto e :
O espirito e a materia.
E seMo vejam
Alem de termos tudo prompto para que qual-
quer familii mande nas taes noites acima nomea-
das alii comprar o necesssario para festejar
lina noilo inteiro.
CTemos tambem accessorios para o fabrico das
Sortes e dos bolos.
A saber :
Amendoas confeitadas.
Papeis picados com estalos.
Folhas com versalhada nova.
Massa flna, secea e alva, para bolos.
Duzentos mil ovos.
Manteiga fina.
Tudo isto
Na confeitaria do Campos.
S-l Imperador -24
N. B.A confeitaria do Campos foraecera vasos
gratis, a quem comprar pelo menos as ameadoas
para as sortes.
CASA DO OURO
Aos 4:0OO000
Bilhetes garantidos
Rua do Barao da Victoria (outr'ora Nova
n. 63, e casa do costume
0 abaixo assignado acaba de vender aos sens
muito felizes bilhetes a sorte de 700*000 em um
meio bilhete de n. 2835 alem de outras sortes me-
nores de 40*000 e 20*000 da loteria que se aca-
bou de extrahir (103*) ; convida aos possuidores
a virem receber, que promptamente serao pagos.
0 mesmo abaixo assignado convida ao respeits
vel publico para vir ao seu estabelecimento com-
prar os muito felizes bilhetes.que nao deixarao de
tirar qualquer premio, como prova pelos mejmcs
annuncios
Acham-se a venda os muito felizes bilhetes ga-
-antidos da 3.1 parte da loteria a beneflcio da
igreja matriz de Palmares, que se extrahira no dia
29 do corrente mez.
Prepas
Inteiro 4*000
Meio 2*000
lOOftOOO paraeima.
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Recife, 13 de junho de 1874.
Joao Joaqutm da Cotta LeiU.
Vende-se massa para bolos
Pedro n. 26.
no pateo de S.
i ofres de ferro
Vende-se em casa de JIawkes & C, a rna da
Cruz n. 4.
Chafariz de ferro
Vende-se em casa de Hawkes & C, a rua da
Cruz n. 4.
Vende-se na rua do Commercio n. 4, cerveja
Naruega, marca M f. :
Bitter Augustura.
Rum de Jamaica.
Armacao deamarello
Vende-se uma armacao de amarello, envidraca-
da, com balcao, por commodo preco : a tratar na
rm do Cresno n. 20, loja das tres oortas.
Sal do Assu'
A bordo da escuna Georgiana, ancorada no
Forte do Mattos : a tratar com Tasso Irmao3 & C.
Mobilia
Venie-se uma linda mobilia de jacaranda, mas-
sico, entalhada, por muito commodo preco : a
tratar na. trave;sa da matriz de Santo Antonio
marcineria da Joao Cancio.
Para principiante.
Vende-se a taverna bem afreguezada, sita a
rua de Mariz e Barros n. 4, antiga do Cordoniz :
a tratar na mesma. 0 motivo se dira aos preten-
denies. ___________
Tamancos do Porto,
>ende-se tamancos do Porto proprios para ori
oujaAuma da Senza gna Nova n, 1.1
Sedas a 1^280 o covodo.
Vende-se bonitas sedas de listras de lindas co-
res pelo baratissimo preco de 1*280 o covado,
aproveitem que esta se acabando na rua do Du-
que de Caxias n. 88, loja de Demetrio Bastos.
Vende-se a taverna sita na rua de Vidal de
Negreiros n. 21, antigo peteo do Terco : a tratar
na mesma rua n. 16.____________________
Massa para bolos,
Vende-se massa para bolos da melhor que tem
apparecido, no largo da Carmo n. 4, e fogos de
tcdas as qualidades para S. Joao e S. Pedro, tu-
do por preco commodo.
Ylnlto particular, puro
nutna.
Acaba de chegar ao mercado alguns barrfe de
yinho do Alto Douro, especial e naicamente pre
parado do extracto da uva e isento de quarter
confeccio, sendo muito mais brando qoe o da Fi
gueira, oque o torna recommendavel pelo mnit
qne agrada ao paladar e preferivei a todos os ou-
tros vinhos de pasto.
Acha-se a venda nos armazens de Joao Jose Ro-
drigues Mendes, Souza Basto & G. e Fernandes da
Costa A C_____________________ ^
Bacalhao de Korucga.
Acaba de chear um pequcno lore 6*6 caixas
deste desejado bacalhao : no caes da alfangega,
armarem de Tasso Irmaos A C.
R1
DE
CARNAUBA.
De qualidade superior : aa rua do Amorist n.
37, armazem te Tasso Irmaos & C
, MVIDADE
Baratissimo!
Papel oitavo, liso, pautado, e para luto.
Lindas secretarias, contendo :
50 folhas de papel.
50 envelopes.
Prec,o-1*090
WO folhas de papel.
100 envelopes.
Preco2*000
0 papel marcado gratis com aa iniciaes do com-
prador.
Livraria franeeza.
Wilson Rowe & L. vendem no seu armazeiu
rua de Commercio n. 14 :
verdadeiro panno de algodao azul amencano.
Excellente flo de vela.
Cognac de 1* qualidade
Vinho de Bordeaux.
Carvao de Pedra de todas as qualidades.
Popelinas niodcroas a 800
rs. e \$ o covado.
ror este preeo bo na lo.fa rta Ame-
rica a rua do Canada n. SO.
Dao-ge amostras.
E' haralo.
Um vestido branco de cambraia fina por 3*.
S*ias bordadas a 5* qoe valem 10*.
Alpacas de linlio e la com listras de gase, boni-
tas, por commodo preco.
Mad.polao francez, superior, pega 6*.
Bramante de 4 larguras, muito bom para len-
ctes a 1*600 a vara.
Crelone francez para colchas, lindos desenhes,
cores garantidas, covado 400 rs., e fazenda de
1*000.
E' ver e comprar, na rua do Cabuga n. 10, loja
da America.
TAGHAS TACHAS
BATIDAS FUNDIDAS
Qualidade superior
Syslema novo
Mais barato do quem em qualquer outra parte
NA
FondicuO da Aurora
C. STARR A C, EM LIQU1DACAO.
Yendem
Wilson, Rowe & G.
Em sea armazem a rua do Trapiche n. 14, o se-
guinte:
Algodao azul americano.
Fio de veia.
Carvao de pedra de todas as qualidades.
Tudo muito barato.
De
Machinas para cortar fumo.
Vende-se em casa de Hawkes G. : rua do
Bom Jesus n. 4.
0 abaixo assignado faz ver ao respeitavel pu-
blico. que tendo autorisado a sua raulher Laura
Cavalcante Lins, por uma pracuracao para poder
dispcr dos escravos Elias, Benedicto, Gaspar e
Maria, faz sciente que desta data em diante flea
sem effeito dita procuracao, porque ditos escra-
vos elle os houve por doacao e como tem de se
proceder o inveatario da finada sua sogra D. Jo-
sephs Cavalcante de Melto, eitaa escravos teem de
ser inventariados.
Engeaho Linda Flor. 15 de junho de 1874.
FMneisco Anacleto de MeUo Llns.
Desappareceu.
Uma cabra preta com a barriga hranca, mocha
eom ama orelha cortada : a quem der noticia
oena se gratiacara, a ma. da Concordia n, W, I*
andar.
1^ Armazem da es-
"^ mill.
Unico deposito de cal bran-
ca de S. Bento e Jagua-
ribe.
N. 6 -Caes do Ramos-. 6
0 dono deste armazem de materiaes coatrata
em grande porcao cal preta, pela medida dos for-
nos, mediante ajuste, mandando botar no Ingar
competente, garantindo seriedade neste negocio.
Attencao
Aos deas util! !
Covados de las Unas com listras de seda a 240
ra, o covado; assim como am completo sorti-
mento de fazendas por precos que admira, que
so i vista o comprador pedera apreciar : na rua
do Livramento n. 26,
________ Loja das 3 estrellas.
Vende-se qoatro escravas, uma preta de 24
annos de idade, engomraadeira e cozinheira com
muita perfeicSo; outra parda, de 20 annos de Ida-
de, engomma e cozinha bem, de excellente eon-
ducta ; outra de 35 annos, sadia, vinda do matto,
sem habilidade; outra de idade 22 annos, pos-
same, com alguma habilidade, e vende-se por
700* por ter uma fllha livre, de idade de am
anno: no pateo de S. Pedro n. 26,
Sal do Assu
Tem para vender Joaqnim Jos6 Goncalves Bel-
trao dz Pilho, a bordo do hiate Weal; e para tra-
tar, no sen escriptorio, a rua do Commercio p. 8.
ALERTA
Com o n. 43, a rua do
Queimado n. 43
Defronte do becco do Pelxe Frito.
on junio a loja da Magnolia.
Chvgnem f'tic-srucm I
Lazinhas de quadras pretos a 240 rs. o covado.
Ditas de quadros e de cores a 240 rs. o covado.
Granadine de listras, a parisiense, a 160 rs. o co-
vado.
Ponpelina de seda de furta cores a 1* o covado.
Cambraia Victoria tea a 3*000 a peca.
Dita transparente iMe 2*000 a peea.
Lencos ehinezes con versos a 1*800 a duzia.
Chales de chita a escoceca, por 9* nm.
Chitas de cores a 240 e 280 rs. o covado.
Brim pardo fino a 400 rs. o covado.
Colcbas para cama a 2* e 3* uraa.
Lenepes de bramante a 2*.
Cobertas adamascadas forradas a 3* ama.
Meias para bomem. sendo de cores a 4* a duzia.
Toalhas muito grandes o 5*880 a duzia.
Metins de listras a 360 rs. o eovade.
Madapolao avariado a S*S0O a peca.
Camisas inglezas a 2* e 3* nma.
Ditas de cretone a 3* uma.
Aproveitem que estamos fazendo grande ahati-
mento, nnnca menos de 40 por cento. Dso-se
amostras com penhor. ___________
em camisas de Uiiho.
Vende-se camisas inglezas de linha, naito fi-
nas, para homem, pelo baratissimo preco da 98*
a dozia; quem davidar venha ver e cononrar :
aa raa do Duque de Caxias n. 88, loja de De.-
metrio Bastos.
/

Is
rf.


ffinfti de Itatefihidtf -^^uPte Ainr W*4**4mfto<>&r4#fo.
=

DE
fazendas finas
"Rut Primeiro de Marco n. 7 A
DE
Cordeiio SimoesefcC.
ff asu ami. 4as casas que ooje pode corn pri-
nuia offeMcer aos sens freguezes um varadissi-
otortiraeoto de fazendas finas para gj and* toi-
'ette, e bem tisim para uso ordinario de todaa a*
classes, e por precos vantajosos, das quaes fez um
sequeao resume
Mandam fasendas as casas dos pretendentes,
oara o qae ten pessoal necessario, e dao amostras
nedianle pent or.
Cortes de seda de lindas cores.
"Jrosdenaples de todas as cores.
Gorgurio b.-anco, lizo, de listras, preto, etc.
Setira Macac, preto e de cores.
Grosdeaaples preto.
Vellndo preto.
Granadine de seda, preta e4de cores.
Popelinas de iindoe padroes.
Fi!6 de seda, Lranco a preto.
^icas basquinas de seda.
Casacos de merino de cures, la, etc.
Ifantas brasileiras.
Cortes com sambraia branea com lindos borda-
Hicas capellas e mantas para noivas.
lliquiisimo sortimento de las com listrai de
teda.
Cambraias de cores.
Ditas marip-oas, brancas, lizas e bordadas.
Naoraques de lindos padrSes.
Haptistas, padroes deiicados.
Percalipa ce quadros, prctos e brancos, listras,
*tc, ele.
Brins de linlio de cdr, proprinc oara vestidos,
:n barra e listras.
Ricos cortes de vestido de linho. c eites da
tnesma cor, uliiraa mod?
Ditos de cambraia de cores.
Fostio de lhdas cores.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas boi-dadas para scuboras, de linho e al-
fMH,
Sortimento de lavas da verdadeira fabrica de
avia, par- homens e senhoras.
Vestaar' ^i.va meninos.
niio para bap&ado.
Chapeos para auo.
Toalhas e guardanapos adamascados de o de
i.para mesii.
Ootehas de It.
Cortinados tiordart-s.
Grande sortimento de camisas de linho, lizas e
virdadas, para, homens.
Meias de eCres para homens, meninos e meni-
a
Oitas escoceias.
Ccmn'sto so.umcpU> de chapeos de sol para ho-
uses e seaooris.
Mprice da >* psra vestidos.
Oito preto, trancado e dito de verao.
*'.->iiia lo (!; nbo e algodao para to
%toalhado pardo.
Damasco de la.
Brias de ttoho, branco de Cores e preta
Setira de lindas cores com listras.
Chales de m.;rino de cores e pretos.
Ditos de casemira.
Ditos de sedi preta e de o6res.
Ditos detouqnim.
Camisas de chila para homens.
Ditas de flanella.
Ceroulas de iinho e algodao.
Pannos de crochet para sofa, cadeiras e consc-
Lencos bord.idos e de labyrintho.
Colehas de crochet.
rarlatana dt todas as cores.
Ricos cortes de vestidos de tarlatana bordados
ara cortes.
EsparUhos lisos, bordados.
Foalard de seda, liddas cores.
Meias de seda para senhoras e meninas.
Kicas faclias de seda e la para senhoras.
Rico sortimento de leques de madreperolas e
sso.
Damasco de seda.
Casemira preta e de cores.
Chitas, madapolao panno fino preto e azul, eol-
arinhos, punhos delinho e algodao, gravatas, la-
>as de fio de Eseossia, fapetes de todos os tama-
oho*. bolsas dc viagem, peitos bordados para bo-
xens, lenps de linho branco e de cores, toalhas,
cuardanaoos. c, etc.
E'barato.
Magnolia
Na i"j* d Magnolia, a rua Ruque de Caxias o.
to, enevmtrara sempre o respeitavel publico am
compreto sortimento de perfnmarias flnas, objecto*
depbaotasia. luvas de Jouvin, artigos de moda e
miudBcas finas, assim oomo modieidade nos pre-
cos, afrado e siuceridade.
Anneis electricos
A Magnolia, a rua Doqne de Caxiaa n. 45, act
ba de receber os verdadeiros anneis e voltas ekc-
trica*. proprios para os nervosos.
Meios adereqos
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 15, re-
cebeu am corapleto sortimento de
i Meios aderecos de tartaruga.
Melos aderecos de madreperola.
Meios aderecos de seda bordados, (ultima moda
e de muitas outras qnalidades.
Botoes de ago
A Magnolia, a rua Duque du Caxias n. 49, tem
pira vender os modernos botoes de aco, proprios
para vestidos.
Golinhas e punhos
das mais modernas que ha no mercado ; a ellas :
na Magnolia, a ma Dnque de Caxias n. 45.
Lenqos chinezes
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45, re-
cebeu uma pequena quantidade de fencos de seda
chinezes, com hndisslmos desenhos, fszenda intei-
ramente nova.
Leques
Lindos leques de madreperola, de tartaruga, de
mar tiro, de osso, e de muitas outras qualidafles :
recebeu a Magnolia, a rua Duque de Caxias nu-
mero 45.
Atten^ao.
A loja da Magnolia, a ma Duque de Caxias n.
45, acaba de receber os seguintes artigos :
Manual de madreperola, tartaruga e marflm.
Ricos albuns com capa de madreperola, cha-
gren, madeira, velludo, couro, etc
Lindas caixas com finissimas perfumarias.
Ligas de seda, brancas e de cores.
Voltas de madreperola.
Pulseiras de madreperola.
Ricas caixas para costura.
Vestuarios para baptisado.
Toocas e sapatinhos de setim.
Modernos chapeos de sol de seda para senhoras.
Lindos port-bouquets.
Gravalinhas de velludo, etc., etc.
Ultima moda.
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45, re-
cebeu um Undo sortimento de bicos de guipure
de cores, apropriados aos vestidos chiques fla ac-
tualidade.
BARAfEISO M
A *

Rua da tmperatrfOi^^2
_. i __ .__ _
k__
DE
MKNDF.S GU1MARAES fe IRMAOS
Acsliain de iazor um grandc Sbatimeato nos prer^ds (fe suas fazendas atten-
j a grnii'de fa ha que ha hnje de ditiheiro,^ por Uso creio que o pre$o -que vai raen-
d p ngradarrf ^o respeit vcl publico.
fHOCRES A 1^500.
Vende-se crodbes para cedeiras

di'iido
cionad i ng
CHAPEOS DKSOL DE SEDA A 45^000.
Vehdo-se chapeos de sol do seda para se-
nhoras e meninas 3 W,"ditos de alpaca fi-
nos com 12 astcs a 45P, ditos do cnertn6 ie
duas cores a 5$, ditos de seda para homem
a 6?5, ditos inglexes com 12 astcs a 8$ e 9$.
BRIM PAftDO A 400 rs.
Vendc-se brim pardo escuro a 400 rs. o
covado, dito de coTes com quadrinhos a
500 rs. o covado

a 10500
cada am.
LAZINHASA200REIS.
VendVse Jazhihas para vestido a 200,
320, 400, e 500 rs. o covado.
ALPACAS DE CORES A 500 REIS.
Venders alpacas de cores a 500, 640, 3
800 rs. o covado.
GRANDE S0RTD1ENT0 DE TAPETES A 49.
Vende-segrande sortimento de tapetes para
59,e 69
CORTES DE C1SEMIRA A 59.
Vende-se cortes de casemira de cores para' todos os tatnanhos a 49, 49500,
calca a 59, e 69, ditos de dita preta para e*da am.
MrCBRli*l>?ANGOLA7 A 29 0 CORTE. GRAJjDE SORTIMENTO DE ROLPA FEITA
Vende-se um pequeno silio perto da esta-
*o do Salgadinho, tendo de frente 150
;almos, e de fundos mats de qaatrocentos,
om uma elegante casa de taipa, acabada de
proximo e bem asseiada, tendo 2sal s, 2
quartos ecozinha f6ra. 0 terreno 6" pro-
jirio o bom de plantacfles, tendo algumas
irvores de sructo, agua de beber e todo cer-
?ado.
Para ver e mais explicates, no mesmo si-
mo a qualquer hora a entender-se com Tris-
:ao Francisco Torres, e para tratar, na the-
souraria das loterias, rua 1.* de Mar^o
ATTEHGAO
a pechincha
% loja da Borbolcta, a rua do U-
i-Mmeiit i n. 5, esta queimaudo.
Cbeguem fr iguezes antes que as cbammas de-
>rem tudo.
Botinas para senhora a 3&.
Ditas ditas a 2 Li para bordar a 4i*a libra.
Enlremeios e babadinhos a 600 rs a peca.
Oleo Philoccmc a 300 rs. o frasco.
Vigor dcTCabello
DO
Dr. Ayer.
Para a renovacao do ca-
bello, restituicSo de sua cor
e vitalidade primitiva e nat-
ural.
O Vigor do Cabeixo 6 um preparaeSo ao
mesmo tempi) agradavel, saudavel a efficaz para
oonservar o cabello. Por meio do sea uso o
cabeDo ruc/>, grisalho, e enfraquccido, dentro de
pouco tempo revolve & cor que lhe e natural e
primitiva, e adquire o brilno e a frescura do
cabello da juventude; o cabello ralo se torna
denso e a avlvicie muitas vezes, posto que nlo
em todos os case* e nentralizada.
Nio ha nada que pode reformar o cabello
depois dos folliculos estarem destrnidos, o as
glandes cansstdas e idas, mais se ainda restarem
algums podem aer salradas e utilizadas pela
applicacao do Vigor. Libre de essas subetancias
deleterias que tomam muitas preparacoes de este
genero tarn nocivas e destructivas ao cabello, o
Vigor someite lhe e beneficial. Em vez d
sujar o cabello e o fazer pegajoso, o conserva
bmpo e forte, embellizando o, impedindo a queda
e o tomar-se ruco, e por consequinte previne a
calricie.
Para uso da toilette nlo ha nada mais a dese-
jac; nio contendo oleo nem tintura, oio pode
manbar met ao o mais alvo lenoo da cambraia;
perdara an cabello, lhe da am lustre luxurioeo,
e am perfnme maito agradavel.
Para reformar a cor da barba, 6 necessario
man tempo de quo com o cabello, porem se pode
appfestar o efleito, envolvendo a baxba ,de noite
cam am lenco molhado no "Vigor.
PKEPASASO POB
Dr. J. C. ayer & ca., Lowell, Mass.,
f Kstadoa TJnidoe,
i1
VBJNDBJ era
JPOR
PREDILECfA
\' rua do Cabuga n. 1 A.
Os proprietaries da Predilecta, no intuito dt
conservar o bom conceito que teem merecido dr
respeitavel publico, distinguindo o sen estabeleci-
mento dos mais que negociam no mesmo genero
veem scientificar aos seus bons freguezes que pre-
veniram aos seus correspondentes nas diversas par-
cas d'Europa para lhes enviarem por todos os pa-
quotes os ubjeetos de luxo e bom gosto, que se-
jam mais bem aceitos pelas sociedades elegantes
daquelles paizes, visto aproximar se o tempo de
festa, em que o bello sexo desta linda Veneza
mais ostenta a riqueza de suas toillettes ; e co-
mo ji recebossem pels paquete francez diverso
artigos da ultima moda, veem patentear algun?
cPentre elles que se tornam mais recommendaveis.
esperando do respeitavel publico a costumads
concurrencia.
Adera^os de tartaruga os mais lindos que teem
vindo ao mercado.
Albuns com ricas capas de madreperola e d
velludo, sendo diversos tamanbos e baratos pre-
08
Aderecos completes de borracha proprios para
Into, tarabem se vendem meios aderegos muito bo-
oitos.
BotSes de setim preto e de cores para ornato dt
estidos de senhora ; tambem tem para collete
palitoL
Bolsas para senhoras, existe um bello sortimen
de seda, de palha, de chagrim, etc., etc., por
barato preco.
Bonecas de todos os tamanhos, tanto de louca
como de c^ra, de borracha e de massa ; chama-
fflos a atteafio das Exmas. Sras. para este artigo,
pois as vezes tornam-se as criancas um pouco im-
pertinentes por falta de urn obiecto que as en-
tretenham.
Camisas de linhc lisas e com peitos bordado?
para homem, vendem-se por preco commodo.
Ceroulas de linho e de algodao, de diversos pre
ccs.
Caixinhas com musica, o que ha de mais Undo,
com disticos nas tampas e proprios para presen
to
Coques os mais modernos e do diversos forma-
tes.
Chapeos para senhora. Receberam um sortimento
da ultima moda, tanto para senhora, como para
meninas.
Capellas simples e com veo para noivas.
Cahjas bordadas para meninas.
Entrerneios estampados e bordados, de Undo*
desenhos.
Escovas electricas para dentes, tem a proprie-
dade de evitar a carie dos dentes.
Fran j as de seda pretas e de cores, existe am
grande sortimento de divercas larguras e barato
preco.
Fitas de saria. de g-rrgurao. de setim e de cha-
plo'.e, de diversas larguras e fconitas cores.
Fachas de gorgurao nuito lindas.
Fl. rm artificiaes. A Predilecta prima em con-
ervar sempre um bello e grande sortimento des-
as flores, nao so para enfeite dos cbellos, come
tarabem para ornate de vestido de noivas.
Galoes de algodao, de la e de seda, brancos, pre-
os et de diversas cores.
Gravatas de seda para homem e senhoras.
Lacos de cambraia e de seda de diversas cores
para seonora.
Ligas de seda de cores e brancas bordadas para
aoiva.
Uvros para onvir missa, com capas de madre-
Cerola, marflm, 6so e velludo, tudo que ha de
om.
Pentes de tartaruga e marfim para alisar os ca-
bellos ; teem tambem para tirar caspas.
Port bouquet. Um bello sortimento de madre-
perola, marnm, Osso e dourados por barato preco.
Perfumarias. Neste artigo esta a Predilecta bem
nrovida, nio so em extractos, como em oleos
banhas dos melhores odores, dos mais afamados
fabricantes, Loubin, Piver, Sociedade Hygienica,
Coudray, Gosnel e Rimel ; sao indispensaveis para
a festa.
Saias bordadas para senhora, por commodo
preco.
Sapatinhos de la e de setim bordados ,para bap-
tisados.
Tapetes. Recebeu a Predilecta um bonito sorti-
mento de diversos tamanhos, tanto para sofa co-
mo para entrada de saias.
Vestimentas para, baptisado o qae ha de melhor
gosto e os mais moderno recebeu a Predilecta
de or ar&to preco, para near ao alcance
qualquer bolsa.
Rua do Cabugan. 1
Vende-se cortes de brim de Angola para
calr;a a 2$, dito rnoito finos a 3$.
ABKUTURAS PARA CAMISAS A 200 REIS
Vende-se aberturas para camisas a 200 rs,
ditas mais Unas a 400 e SOU rs. ditas de
esguiao a J5>, ditas bordadas a 2$.
CHITAS A 240.
Vende-se chitas para vestidos a 240, 280
e 320 rs. o covado, tem escuras e claras.
MADAPOLAO A 3JS.
Vende-se pecas de mad polao enfestado a ,
3$, ditas de dito inglez a 4*500. 5)5. e 69,!
ditas de dilo francez fino a 7<3, 7$i00, 8$';
95000. '
E
0 BAMTEIRO
contra
mimigo
a
accrrimo
carestia I
NA
Cura dos eslreitamento d'uretra
pela facil applicacao das
SONDAS OLIVAES
DE
GOIMA ELAST1CA
As mais modernas e aperfeigoadas de todas
as conbeefdas
Vendeio-se
NA
PHARMACIA E DROGARIA
DE
Bartholomeu & C.
34 Rua larga do Rosario 34
Gorgprao de seda.
Gorgorao de seda em cortes para eolete1 e em
peca para vestido^ fazenda inleiramente fina e se
vende pek) diminnto prego de 3,000 re.'s o covado:
na rua do Creapo n. 20, loja das tres pr>r!as de
Guilherpw A C, juntQ 4 loja da esquina.
Rua Priuidro de llmto si. 1
Ontr'ora rua lo Crespo, defrou-
te do nrco de Santo An-
- toiiio.
BAPTISTAS, temos grande sortimento desta fa
zenda e vendemos muito barata, < 360 e 400 rs.
o covado.
ALCA3SIANAS de bonitos desenhes e cores fl-
xas, a 400 rs. o covado. So no barateiro, venham
apreciar.
METINS tran^ados, franceze?, fazenda superior
e de bonitos gostos, a 210 e 280 rs. 1 Quem riva-
iisa?
CHITAS de bons gostos e de cores fixas, a 240
e 260 rs. So aqui.
LAZINHAS escocezas, padioes bonitos, a 180 e
2O0 rs.
DITAS de linho e las, padrSes inleiramente no-
vos, a 240 rs o covado, fazenda que custou seal-
pre 400 rs. So no barateiro I
CRETONES escuros e claros, fazenda superior a
400, 440 e 480 rs. o covado.
POPELINAS de seda e linlio a 900 e If; apres-
sem-se a mandar vcr.
DITAS de linlio e algodao a 700 e 800 rs. o
covado.
BRIM par-io trancado a 2C0 e 280 rs. o covado.
So no barat- iro !
DITO de cores, fazenda muito boa, a 800 rs. a
covado.
CAMBRAIA transparente e Victoria a 3*500 e
."800 a peca I Aonde tem ? No barateiro I
BRAMA3TE du linlio de daas largnias, i200
a vara ; admira i e exacto.
ESGUIAO de linho e algodao de 10 jardas, por
45000 !
DITO de linho puro a 8 a peca. Ao barateiro,
ao barateiro I
MADAPOLAO francez fazenda superior a M e
6* ; sempre custou 8|.
BOTINAS para senhora, muito superiores, a it
o 45300. Se aqui.
TOALHAS alcochoadas a iloOO e 5*000 a du-
zia. A ellas, a ellas.
CORTES de creton francez; bordados 3*o0O
e 65 II
Ditos (uso da co: te) Jo cambraia a 10*. Sem-
pre custou 135.
SORTIMENTO de chapeos de sol de seda a 75,
85 e 95. Venham antes que se acabem.
DITOS cabo de marlim de supeiior qnalidade,
a 115300, para acabar.
DITOS yara senhora, a 35300 I Sempre cus-
taram C5 ; estao se acabando, venham a elles, a
elles l
GRANDE queima para acabar de camisas fran-
cezas e inglezas, por todo o prego a 175.185, 205,
305, 335, 405 e 485 a duza. E' no barateiro que
tem.
GRANDE sortimento de grosdenaple de cores,
a 15, 1520O e 15 110 0 covado. So no barateiro I
Quem ousa dizer que nao e barato ? por cerlo,
ninguem.
CHALES de casemira com listras, 0 mais mo-
derno que ha a 35500 e 45, fazenda que costa
em qualquer parto 6;. Venham a elles antes
que se acabem II Ao torn torn I
Ale"m destes, outros muitos artigos que deixa-
mos de especiGcar, para nao massar nossos fre
guezes, mas estarao patentes a vista dos compra-
dores. Avista do expost', ticamos convictos de
que virao fazer acquisicao de boas fazendas por
pouco preco.
Ao barateiro 1 I t
Na rua do Crespo n. I.
Augostinho Ferreira da Silva LealC.
NACIOSAL.
Calcas de riscado para traba.ho alifOOO
e 19400.
Calcas de brim pardo a 19000,29, 20500.
Calebs de brim de Angola de cores a 29
e 39.
Calcas de casemira de cores a 59500, 69
e 79.
Calcas de casemira preta a 39300, 59500
e .79
Palitots de riscado a 19.
Paletots de alpaca de cores a 29.
Paletots de a paca preta a 39, 39500, 49
---------------.------------------------------------------
Chapeos de seda.
Chapeos de seda para homem, i roprios de pas-
seios, forrnas molernas e bem armsdos, com um
pequeno dtfeito a 25300 e 35000, e pechincha e
esta se acabando : na rua do Crespo n. 20, loja
das 3 portas, de Guilherme &. C, junto a loja da
esquina._________________________________________
Asunicas verdadeiras
Bichas hambnrgnezas one vem a este mercado
rnr Marnudz daoimda n. St
Muito barato
Caixas de fogoj chinezes a 10*000 : na rua do
Bariio da Victoria 11. 39, outr'ora rua Nova, jola
de ferragens de Souza & GuimarSes.
Aos Srs. fogueteiros
Para os fogos de S. Antonio
S.
Joao e
S. t'edro.
Limalha de aco.
Limalha de a?o d'agulha.
Liir.ali a de ferro.
Limalha de cobre.
Limalha de zinco.
Salitre rellnado, barbante e enxofre.
Artigos lodes de primeira qualidade.
Vende-se muito barato
Pliiiriuaeiit e drogaria
DE
BARTHOLOMEU & C.
34-^Bna Lar^a do Rosario34.
no Sal-
Casa e terrenos haradis
gadinbo.
Antonio Jose Rodrigues de Souza, na tbesbara-
ria das loterias a rua do Crespo n. 6, vende sua
casa de taipa e terrenos de seas sftios no lugar
do Salgadinho : a tratar somente com 0 mesmo.
1IMWAL
Rua do Barao da Yictorfa n. 2
DE
Cameiro Vianna.
Machinas de descarogar
algodao.
Machinas de cortar fumo.
Machinas a vapor.
Machinas para limpar fa-
cas.
Deposito de ferro para
garrafas. ]
Macaco de estivar ou le-
vantar pesos.
Cemento Portland.
Salitre.
Limalha de ferro fran-
ceza.
Esses artigos vendem-se
na rua da Cruzn. 4, arma-
zem de Hawkes & C.
Trapes chinezes
99O00 a eaixa
18 rs. a earta '
So na rua do Barao da Victoria n. 39 (outr'ora
rua Nova), loja de ferragens de Souza Si Guima-
raes; as?rm como recebem encommendas de logos
proprios para 09 festejos das noites de Santo At- j to* artigos qae aauito devemagradar a todos
tonio, s. Joao e S. Pedro, todos de boas qnalidades qua niritaanin ante grande estabelacimento
ISL SSSfi m'agica^eT. *"* "^ h sde 6 *
A' este grande estabelecimento tem che-
gado am bom sortimento de machinas para
costura, de todos os autores -mais acreaita-
dos ultimarnente na Europa, cujas machinas
sao ga rant idas por am anno, e tendo am
perfeito artista para ensinar as mesmas, em
qualquer parte desta cidade, como bem as-
sim concerta-las pelo tempo tambem d'nm
anno sera despeudio algutn do comprador.
Neste estabelecimento tambem ha pertenoas
para as mesmas machinas e se suppre qual-
quer peca que seja necessario. Estas ma-
chinas trabalham com toda a perfeigao de
am e dous pospontos, franze e borda toda
qualquer costura por fina qae seja, seus
precps sao da segumte qualidade : para tra-
balhnr a mao de 3O9000, 409000, 459000
e 509000, para trabalhar com 0 pe sao de
809000, 909000, 1009000, 1109000,
1200060,1309000, 1505000, 200000 e
2509000, emquanto aos autores nio ha al-
teracio de pretos, e os compradores poderao
visitar este estabelecimento, qae muito de-
Terlo gostar pela variedade de objectos qae
ha sempre para vender, como sejam : cadei-
ras para viagem, malas para viagem, cadei-
ras para saias, ditas de balanco, ditas para
crianga (altas), ditas para escolas, costurei-
raa riquissimas, para senhora, despensaveis
para criancas, de todas as qualidades, camas
de ferro para homem e criancas, capachos,
espelhos dourados para sala, grandes e pe-
quenos, apparelhos de metal para cha", fa-
queiros com cabo de metal e de marfim,
ditos avalsos, eolheres de metal fino, condiei-
ros para salt, jarros, guarda-comidas de
arame, tampas para cobrir pratos, esteiras
para forrar saias, lavatorios completos, ditos
> objectos para toilette, e outros mui-
fazexbas \mm
NA
LOJA IMI PAViO
NA
Rua da Imperatriz n. 60
PARA LIQLTDAR
Granatlinu preta a 500 rs. o
covado.
0 Pavao vende granadina preta e lavrada
pelo barato preco de 500 rs o covado.
ALPACAS PRLTAS A 500, 640 E 800 RS.
0 Pavao tem um grande sortimento de
alpacas pretas, qne vende a 500, 640 e 800
rs. o covado, assim como grande sorti-
mento de cantoes, bombazines, princezas
pretas, merinos, e outras muitas fazendas
proprias para luto.
CAMBRAIA VICTORIA A 49000, 49500,
g3 09000 E 79000.
0 PavSo vende um grande sortimento de
cambraia Victoria e transparente com
8 1/2 varas cada pega, pelos baratos precos
de 49000, 49500, 59000, 69000 e 79000
a peca, assim como, ditas de salpico bran-
co, a 7)*kJ00, 6" pechincha.
CAMISAS FRANCEZAS A 20000, 29500
39000 E 39500.
0 PavSo vende um bonito sortimento d
camisas francezas com peito de algedao, a
29000 e 29500. Ditas com peito de linhc
de 39000 a 69000. Ditas bordadas muito
Tinas de 69010 a 109000: assim como
grande sortimento de ceroulas de linho e dt
algodao, por prec,os baratos, e tambem tern
completo sortimento de punhos e collarinhos
tanto de linho como de algodao, por pre^oi
em conta.
CORTINADOS BORDADOS PARA CAMA *
JANELLAS, DE 79 ATE' 259000 0 PAR
0 PavSo vende um grande sortimento de
cortinados bordados, proprios para cama t
janellas, pelo barato prego de 79000,89000,
100000 ate" 259000, assim como : colxai
de damasco de U muito Gna de 109000
129000 cada uma.
BRAMANTES A 19800, 29000 E 29500
0 Pav5o vende bramantes para le*ic.6es,
tendo 10 palmos de largura, sendo o de
algodao a 19800 e 29000 a vara, e de linhc
a 25*00, 29800 e 39000 a vara: e" pecbin
cha.
Grande pechincha a 4$000
e 5#000
CORTES DE CASEMIRA.
0 PavSo recebeu uma grande porfSo de
cortes de casimeras de cores para calcas, e
vende pelo barato prego de 49000 e 59000
Casa terrea. "'^
Aloga-se a da rua de S. Joao, defronte do por-
lao do gaz, con 6 quartos, coahiha fora e grande
quinlal : a tratar a rua do Pedro Affonso n. 8.
GRAisADIiWS .
Grnnadinas de seda pura, preta com listras
de cdrese padrOes os mais bonitos que tem
vindo ao mercado e que se veude pelo di-
minuto prego de 500 rs. o covado, por ter
um pequeno toque de mofo, e fazenda de
29000 o covado ; e pechincha. D5o se
amostras.
Brim branco
Rrim brrnco muito fino, fazenda de
29500 a vara, que se vende por 19400 a
vara, por estar com um pequeno defeito ;
pechincha.
Melins francezes
Metins francezes, fazenda muito fins, pa-
dr6es modernos, fazenda que jd se verjdeu
por 500 rs, a 300 'S. 0 covado ; 6 pechin-
cha. Dao se amostras.
Cretonesdelistrss
Cretonosdelistras,fazenda aculchoada, pa-
drdes muito lindos a 400 rs. 0 covado ; dr.o-
se amostras.
Madapoloes
Madapoloes com um pequeno toque de
avaria, de 3)5500 a 59000 a pega ; e pe-
chincha.
CHITAS PERCALES
Chitas percales avanadas a 240 rs. 0 co-
vado; e pechincha.
SO' 0
IV. SO da rua do Crespo
Loja das 3 portas
DE
(iulherme H.
Junto a loja da eNqulna
Para as noites de Santo An-
tonio e S. Joao.
Amaral, Nabuco 4 C. acabam de receber com-
pleto sortimento de sorles francezas e allemaes,
para brinquedo das noites de Santo Antonio e S.
Joao ; e o que se conhece de mais engracad) e
atTopriado para brincar-se nessas noites.________
VENDE-SE
uma casa na villa de Barreiros, na rua do Cote-
lercio, nor preco raodico: a tratar com 'Fast 3
'rmaos A C.
Vende-se tambem a loja de funileiro, tem
afreguezada, da rua da Imperatriz n. 79 : a tratar
cada corte, na rua da Imperatriz n. 60, loja Da me^ma.
de Felix Pereira da Silva.
ESMERALD1NA A 800 RS.
0 Pavao recebeu um bonito sortimento
das mais tlegantes esmeraldinas com listras
de seda, sendo em cores e padroes as mais
novas que tem vindo ao mercado, proprias
para vestidos, e vende pelo baratissimo pro- j
go de 800 rs. o covado, a" rua da Imperatriz
n. 60.
6 Pavao queima os artigos
seguintes:
Cortes de combraia branea, transparente,
com enfeites bordades de la a 5)5000.
Dit s todos brancos bordados a 125000 e
15#000.
Ditos muito ricos a 259000.
BoDitas lansinhas para vestidos, com lis-
tras de seda, covado a 800 rs.
Ditas ditas transparentes e de muita fan-
tasia a 500, 6 tO e 800Jrs.
Cintos de setim de todas es cores a 52000
Punhos com gollinhas de esguiao a 500 rs.
Sedinhas de cores, sendo de listras e Ia-
vradas, com toque de mofo a 19000.
Ditas de dita ditas seen mofo a 19600 o
29000.
Diversas lansinhas para vestidos, de 240
ate 500 rs.
Colchas de fustao brancas para cama a
29500.
Ditas de dito de cOr a 49C00.
Cambraias brancas, abertas, para vesti-
dos, corte a 89000.
Cortes de cambraia branea com bonitos
enfeites bordados, de cOr, com figurino a
69000.
Pegas de madapolao com pequeno toque
de avaria a 43500.
Ditas de algodaosinho muito encorpado,
com leve toque de avaria a 4^500.
Madapolao enfestado com 12 jardas em
perfeito estado a 3^000.
Pegas de madapolao com 20 jardas a
455CO.
Brim pardo para roupa de homem e me-
ninos, covado a 400 rs.
Cobertas de chita para cama a 2#500 e
30000.
Bramante de linho com 10 palmos de
lagura, vara a 2)5600.
Atoalhado com 8 palmos de largura, vara
a 1,5500.
Espartilhos branccs e de cores a 4)5 e
5,5000,
Cortes de casimira a 4,5 e 5,5006.
Pesos e medidas decimaes.
Veudem.ge no arrmttem de ffawiea & C, rua
fit fjrpz d, 4.
nba aste as 0 boras da noute a
Rua do Barao da Yictoria n.
22.
JAZI60.
Arnazem pintado de preto
confronte aalfandega
Vende-se a retalho e a dinheiro, muito ba-
rato, para liquidar.
Fcgo chinez com lindas vistas para queimar em
saias.
Caixas com 40 csrtas de traques superiores.
Batatas por arroba.
Caixas ccrn latas de 5 galoes de gaz Devois.
Manteiga franceia P L G de 1674.
Arroa, cafe, cha, e mais generos de primeira ne-
eessidade, para os ricos e pobres, oomo ja indica-
ram, fazendo censora ao administrador-C.
Cortes deseda
Com 21 coyados, a 40$,
sem defeito algum
Cores liudas e de gosto apurado, primaodo eatre
ellas, a eflr de perote, Bimarlc-Lyria, awl celeste
e outra*. Aproveitem, porque valem o duplo i na
loja da America, a rua do Cabugi n. 10-
Aos dignos macons
Amaral, Nabuco & C. tendo era vista a grande
e pomposa testa qae fazero os dignes masons ao
padroeiro desta respeitavel eorporaclo M soite de
S. Joao, participam aos mesraos Srs. BMeons que
acabam de receber iosigniai de diversos graos, e
vendem no bazar Vittorla, rna do Barto da "
ria n. J.
icto-
Salsa parrilha.
Nova remessa, exeellente qualidade; venH&$
na rua do Vigario n. 16, andar.
Galcados baratos.
Loja (hfAranirs.
Botinas de pellica inglOzas com salto,
para senhora 5,000
Ditas de dita, francezas, com salto a
Luiz XV, para senhora, a 3,000 e 6.'
Ditas de duraque dc cor, canno a'.to,
a 5,000 e 6.00C
Ditas de duraque preto, para se-
nhora X)Q
Ditas de duraque, gaspeadas, de ver-
niz, canno baiio, a 3.0C0 e 4,000
Ditas de duraque, gaspeadas, ordi-
narias 2,000
Ditas de brim branco, canno allo 4,000
Ditas de brim branco e duraque.
para meninas 2,000
Sapalos de duraqus de cor, para se-
nhora 3,000
Ditos de chagrin, idem 3,000
Botinas de cordovao, para homem C,000
Ditas de beierro, solla forte, ingle-
zas 8,000
Praca da Idependcncia ns. It, 13 e Ij
Algodao azul
Algodao azul amcricano, o quo ha de melhor, a
320 rs. o covado ; aproveitem, que se esta acaban-
do. Previneseaos senhores deeugenhes.
Fustao branco
Fustao branco trancado, propno para vestuarios
de meninos, a 320 rs. o covado, pechincha; upro-
veitcm, que se esia acabando _______________
Na rua do Marquez de Olinda n. 35, ra quem vende uma loja, muito bem localisada,
com uma armacao muito boa.
SORTIMENTO
MED IEG IRA
Preparado por
Lanmand K;md
para thisiact
toda a qualidad-
dedoengas, quer
seja na garganta,
peito ou boi'es.
Expressamer.te
escolbido dos me-
lhores figados dos
quaes se extrahe
o oleo no banco
da Terra Kova
purificadochimi-
calmente, e suas
valuaveis propri-
edades conserva-
das com todo o
cuidado, emtodo
o frasco se garan-
teperfeitamen-
to puro.
Este oleo tem
sido submettido
a um exame mui-
to severo, pelo
chimico de mais
talento, do go-
verno hespanhol
em Cuba e foi
pronunciado por
elle a center
MAIOR PORgAO D'lODINN
do que outro qualquer oleo, que elle tem
examinado
iodino e umpoder Salvador.
Em todo o oleo de figado de bacalbio, e na-
qaelle no qual conte'm a maior por<;5o desta
invaluavel propriedade, 6* o unico meio para
curar todas as doencas de
GARGANTA, PEITO, BOFE8, FIGADO,
Phtysica, bronchistes, astfaraa, catharrho,
tosse, resfriamentos, etc.
Uns poucos frasoos di carnes ao muito
magro quo seja, alarea a vista, da" vigor
a todo o corpo. IJIenhum outro artigo co-
nhecido na medicina ou sciencia, da tanto
autimeuw ad systema e iafommodando quasi
nada o estomago.
As pessoas cuja organisac,8o tem sido des-
truida pelas affeccdes das
ESCROFTJLAS ou rheumatismo
e todas aquellas, cuja digestao se acha com-
pletamente desarranjada, devem tomar
0 0LE0 DE FIGADO DEBACALHAO
*LANMAN dtiKMP
\


8
.4/W0 de Pernambuoo Quarta feira 17 de Junho de l*U.
LITTERATPRJL
FiVHii^elinM.
(Vi.is leitura da traducgilo fcita pelo
mer. aiiugo It. Franklin Doria--do poema
Evangelinade H. W. Longfelow).
I
Ah pobre Evangelina !
Inda o sol, inda a lua t- pnnteia
0 miseran.lo amor, a negra sini
Passando pel) vsll tao saudoso
Da tua, outrWa, tno risonha aideia I
Inda f genio soturoo da floresta.
Ao descabir da tarde, atti vagueia
Buscrmdo a tua imagem peregrins
Por entre as raras flores
Da estenle campma.
Com tua !arg< ausencia
A feiticeira aideia
Tornou-se u:na ruina !
t as sombras da Iristeza povoaram
0 teu ninbo da infaneia e dos amores,
Que tao.serenns brisas embalaram I
Que sorte, Evangelina !
Ceio fechoo-sf a rosa de teus dies,
Todos da cdr do iris da bonanza,
0' alms que subias-
Xas BUS dtf esperanca
Ao seio das divitias harmonias I
< ?aio da dessrraga fulrainou-te
Do alto da veutura
"nostrando-te na areiaa sepultura
Do \aIho pai: e no baixel traigoeiro,
! praia jd distante,
Da '.u_i doco iufaucia o companheiro...
Teu desterrado amante !
jfese fatal momento,
A to pobre Evangelina !
i'clo teu ooragao suave e terno
Passo'u r. ipidamente o proprio inferno :
Et totua do torraento,
Revelavas *id? p-lo pranto,
Que tJo de dentro d'alma te cabia,
E D sas abenooava,
E o teu anjo da guarda confundia
Com prantos Q11'3 tambem por ti chorava !
Depois. omo acordando
De lim sonlto n li'l) Que anoiteceu-te a mente
E desvairados o. 'aos -alongando
Agora int 'tilmente
Aos teus s urnidos lares,
Senu'ste de terror tremer tu'alma,
Cumda, a 'mprimida
Eotre a meionha s
E a solidaj
>lidao dos mares
la vida !
Como a leva an dorinha
Que vai de dim .> china
Euiprocuradosoldap. ^avera,
l Que 05 prados tt '"".
Eiing* d-ouroeamloo. ar e a esphera :
Tu misera e me squinha .
Erraste longes ^"as-proc^iraudo
0 suso'uaao sol dos teus am ores
So^lsempredistaute! Q, untas ddres
Kesuraidas na in.ima sandade
o tefere.elearrancadafenda
Em copiosas Ugriuias-melade
Da amortaluada vida 1
Chegas, slum, c'roada
De lao profuudas ddras
Ao omo do cal^ari0 ^ue t0 efpera-
0' martvr do destmo I
__Ue_quc, a'rosea luz da pnmavera
Podeste apenas ensaiar o bymno
Da perfumada lyra dos amores!
Ah pobre Evangelina 1
it sstro. que buscavas, }cessante,
ocaso a fronte inclina.
m
luta
Ja no mundano
0 desditoso amante
No leito da agonia anceia,
Por cmtrastar a sorte;
Mas o cansado alento lh'o disputa
Instante por instante
A inexoravel mofte.
Uumilde e ajoelhada ante esse loito
(Tao perto da cavada sepultura)
Foras o proprio archanjo da piedade,
Se uao fdras a imagem da amargura
Envolta na orphandade 1
Desiallecida a voz, e contra o petto
Nas convulsOes extremasaperlando
Aquelle rosto araado,
Sentes, fibra por fibra, ir se quebrando
Teu cora^ao em lagrimas banhado :
E ao derradeiro beijo que pousaste
No gelido semblante
Do ji BXtineto amante,
Da terra, Evangelina, aos ceos voastes
Ao clarao d'uina estrella rutilante.
Mas inda o sol que te sorrio 4 infaneia ;
Mas inda a lua errante \& pranteia
Teu miserando amor e nogra sina
Passando pelo valle
Da tua pobre aideia 1
Inda o genio soturno da floresta
Ao descahir da tarde, 14 vagueia
Buscando tua imagem peregnna
Por eiitre as raras flores
Da esterile campina.
Indaaos seroesos rudes lavradores .
Rcferom, de memoria,
na tua vida a lutuosa historia :
E o murmurio da trepida corrente,
E os echos magoados,
iarece que repetem tristemente
N'uma toada simplice e divina
A ienda dos teus sonhos mallogrados,
E" teu formoso nome, Evangelina I
Bahia, abril 74.
A. Mendonca.
\vp. Marl*!
I
Nas livres azas da prece
<{ue ao tbrono innnito vda,
caia a noite ou surja o dig,
j imais a crenga arrefece
do inundo em quern tanto fohda
e.:ia hosanna : Ave, Maria !
Ave, Maria& o hymno
que do terrestre murmurio
se destaca;Ave, Maria
e sempre o mote divino
que, no pago ou no tugurio,
ternos ipeitos extasia.
Ave, Maria Ia dilecta
phrase da viva esperanga
que, de almo lume repleta,
ante revezes, nao cansa ;
exclamajio derradeira
d labbsque a morte esfria,
almas leva ao c6o fagueira
esta idea Are; Maria I
Ave, Maria (.- E' o canto
d'escravos ledos do altar
que friiem celeste encanto
na paz do templo ou do lar.
Ab qiie enlevo! E para tanto
basta s6 pronunciar
na mais suave barmonia
este sacro -Ave, Maria I
II
Salve, Mai de Jesus, Virgem superna,
Kainha das rainhas,
pomba da U, cheia de graca eterna,
que li no ceo te aninhas !
Tbesouro immaculado, que concentras
mil glorias infinitas,
com que docura irresistivei entras
nas almas que visitas-1
0 peccador quo em culpas mil se mancha,
so alGm te reconnect',
mil castellis satanicos desma.ncba,
armado peia prece.
Sr. Dr. Soares, nas duvidas que pairam enj povo recoociliado com Deus, que navia sido
T..nU fifinintft A AHA nn iiKmollim ki: I- __ i: -. __ r ':
0 nescio atheu, nas-v, se o teu nome aoletra,
senle n'alma r..iar-lhe a eterno dia,
e assim no ceo penetra. -
Desta vidaatravez de agroa escolbos
do mil ante as proeeftas,
mais aclara urn volver s6 de teus olhos
que esses milbdes d'estrellas.
Refugio da innocencia, mao piedosar,
um s4> de teus accenos
burla dos grandes a cubica irosa'
contra a paz d is pequenos.-
Ah quanto alcannas, divinal caricia,
da orpbatidade em proveito !
Rosa em casto vergela pudicieia
medra em virgineo leito.
Cresce a engeitada, que a esmolar periga
neste asylo de abutres,
mas, de belleza veste-se a mendiga
sob a graga em que a nutres...
E logo escravos supplicas disputam
a pobre encaatadora,
e pela pobre os opulentos lutam
na paixao quo os devora.
Gloria a teus dons, 6-Mai das mais cleuaente,
que velas, noite e dia,
pela honra da misera innoeente I
Gloria ao pudor, Maria I
Roga porn6s ao Martyr do Calvario,
teu Fillio tao chorado
que teve o teu regago por sudario
nos antros do peccado 1
Roga porn6s, amor que nos deixaste
seraphico luzeiro
nas lagrimas desangue que ajuntaste
ao sanguo do Cordeiro!
Se em deicidio envileceu-se a terra
Na barbara judua,
s6 porque estds no ceo, ]& nio aterra
os homens esta idea.
Basta um suspiro teu de condolencia.
em prol da humanidade,
para que em ondas e ondas de indulge; acia
se ban he a christaodade.
Rosa divina e perennal de maio,
que perfumas o empyreo,
toma dos creates no ultimo desmaic.
os prantos do martyrio 1
Recolhe as doces lagrimas que saltam
dos olhos peregrinos
de anjos da terra que a teus pes se exaltam.
em fervorosos hyainos 1
Tua constancia em nossas almas entre
sentinella da cruz,
pelo bemdito iructo de teu ventre
pelo amor de Jesus!
HI
Gloria & prece 1 Ao terreo brado
responde a eterna harmonia i
Gloria ao antro do peccado
que murmuraAve, Maria 1
CIO* espirit, e que fo aubmetier a sen
esclarecido criterio.
Qfilacet tern Comeff^ito aorigem histori-
ca que S. S. Ihe assjgnala, ista t, o scisma
do occtdjntet terminado com a ascengfio
de Martin ho V ao poatiicados e deposigio
de Joio XXIII e Benedicto XIII, candidato,
que em AviahSo ] e Roma se disputavam a
cadeira d- S. Pelro.
Mas, a idea, suggerida por uma crise re-
Jigiosa aos gavernog, no inluito de evitar
jinvasdes descismas em seus estados, foi a
, semente langada no terreno, e da qua! mais
! tarde devia sUrgir um principio indisputa-
; vel da soberaoia dos povos, isto 6, sua au-
I toaomia e capacidade para reger so in de-
pen lent.; da intervengao estranha de qual-
jquer ouln poder.
0 conciiio de Constauga nao podia dei-
xar de aflirmar a doutrina em voga na ida-
de media, em relagSo & sopremacia absolu-
ta do papa sobre todas as cousas temp jraes
e espintuaes.
Essa supremacia era nesaes tempos tao
justa< qnanto legitima, por que, segundo
Bolnad, os papas eram superiores a todns
pela sabedoria e dirigiaro toda scieocia exis-
tente: a forga das cousas os investio, por
si mesmo. e sem opposig5o, de uma sope-
rioridade il'imitadf.
Alem disso, o principio moiko verdadeiro
de que toda soberania vem delMus, como
aboliJo, eom a religiao, qua foi Couside-
rada uma cousa de mera phantasia.
0 I." consul, NapoleSo, propoz e fez a-
doptar pelo corpo legislativo, s >b o titulo
de artigos organicos da concordata, uma
serie de disposicdes que tinham por Qm re-
gularisar o culto catholico, e os differentes
cultos restaurados com elle.
N3o passavam esses artigos de instrucgdas
que deviam regular o modo pratico de
eaocutarvse a concordata, na parte concer-
nente is materias mixUs; mas Pio VII en
tendendo que elles eram ua verdadeiro so-
phisms da concordata, reclamou em termos
peremptorios, e dahi os dee'retos de 28 dp
fevereiro de 1810, que modiflcou e suppri-
mio os arts. 1.% 3.% 26 e 36. Os arts. 12
e 23 nunca foram exeuutados; e o art. 23
foi implicitamente derrogado pelas consti^
tuigoes posteriores, que consagravam a li-
berdade dos cultos. Oo arts 56,^64, 78 e
74 foram modificados pelo decretro de 6
de novombro de 1803, e pela lei de 2
de junho do 1815. Ifjje, segundo o pu-
blicist* de que me tenbo auxiliado, nlo se
acbam em vigor seoao aquelles ortigos que
mais 8e cio^iram & concordata, s leis da
igrejai de que elles s>oa applicagSo, e is
cousas e.iteriore da relsgiao.
0 fowgo exame que temos feito atravez
da historia, nos o-invocamos na conclu;fio
deste eslodo para mostrar ao illustrado Sr.
fonte primaria e universal, resontia todas as Dr. Soares quo o placet denou do ser me-
Maio de 1874.
llozendo Moniz.
Questao rellgio^a noteara.
0 DIREITO DE PLACET.
I
Na Tribuna Calholica, de 24 do corren-
te, deparei com um artigo do illustrado Sr.
Dr. Manuel Soares, no qual se propoe re-
futar minhas opinioes sobre a prerogativa
do placet imperial, contida no art. 102
14 da constituigfio, emittidas na reuniao de
catholicos havida no consistorio da Se, e
de novo por mim sustentada no artigo que
escrevi para o Futuro, por occasiao de a-
gradecer elogios, que nSo me desvanecem,
da folha magonica desta cidade.
Suslentei entSo, como hoje, que nSo po-
dia admittir nem comprohender, como o
Sr. Dr. Soares, brasileiro de origem e de
patriotismo, aceitando a doutrina consagra-
da no art. 5. da constituigSo do imperio,
repellia ou combatia a doutrina consagrada
no art. 102 14 da mesma constitoiQ&o.
Valido o nosso codigo fundamental, ao me-
nos em appparencia, no art. 5.deve sel-o
ate o art. 179, salvo o caso de reforma.
Voltou o Sr. Dr. Soares a combater-me e
disse em resumo :
1. Que o placet foi um remedio aconse-
lhado pela polities de alguns governos con-
tra os scismas dos anti-papas, e que pelo
que dispoz o conciiio de Constanga celebra-
do em 1414,5(e nao em 1817, como por en-
gano, sem duvida, se 16 na Tribuna) nas
sessdes de 17 e 31, revelou claramente seu
poder sobre os principes e soberanos da ter-
ra, para nao adtmttir-lhes o direito de
placet.
2." Que entre nds o placet nio 6 uma
prerogativa da oorda, emanada como enten-
do, do principio da soberania, mas omero
effeito de concordatas celebradas por Portu-
gal, como o affirma Mello Freire.
3. Que o placet s6 era conveniente e
necessario contra as bullas dos anti-papas e
os decretos dos concilios tornados conven-
ticulos, mas n8p contra o* papas legitimos,
como agora sepretende.
Pelo simples enuociado desles argumentos,
se comprensnde lgo
ideas antigas, e se forraou umaepiniao
ralmente aceita, que attribuia a>s papas
competencia para deeidir questoes de sobe-
rania.
Citaremos em prove disso algune factos,
referidos pela historia.
Em 1209 Otbon de Sase tendo-se langa-
do sobre as terras da Santa Se, e excom-
mungado. 0 rei da Fraoca e toda ABema-
nha tomou partido contra elle, e e deposto
pelos eleitores, que nomeiamemseu lugar
Frederico II.
Esse mesmo Frederico II, tendo sido de
posto em 1228, S. Luiz fez representar ao
papa que se o imperador mereceu realraen-
te ser deposto, ossa'dcposi(do so se podia
effectuar por um conciiio geral, istoe, pelo
papa melhor informado.
Em 1225 o mesmo Frederico II, excom-
mungado, e deposto pelo conciiio geral de
LySo.
Voltaire, em seus Ensaiot sobre os costu-
mes, falla de um rei da Dinamarca, queem
1329 dizia ao papa, Este reino, como
vos sabeis, santo padre, nao depends senSo
da igreja romana, a qual elle paga um tri-
buto, e n3o do imperio.
Em 1275, Demetrio, batido do throno da
Russia, appellou para o papa, como juiz
de todos os christaos.
Finalmente, para dar um prova das ideas
mais frisantes em voga, lembrarei o facto
referido por Bacon, passado ao seculo XVI,
com Henrique VII, de Inglaterra, pediado
a confirmagao de seu titulo, a Innocencio
VII.
Taes eram com effeito as doutrinas em vo-
ga na idade media, e que soffreram profun-
da modifieagao no fim do seculo passado.
Antes de 1798, diz um publicista moder-
no, nosso direito publico religioso em Fran-
ga, era como nosso direito publico politico,
um composto incoherente de elementos per-
tencentes a systemas diversos, algumas ve-
zes mesmo oppostos uns aos outros. Nos
tempos da fd e de fervor religioso, o syste-
ma do direito publico quo oatabelecia a su-
premacia do espiritual sobre o temporal,
do papa sobre os reis, tendia a prevalocer
no mundo christao.
Os bispos, que segundo refere o historia-
dor Gibon, tinham fundado a monarcbia,
gozavam de attribuigSes politicas importan-
tes; as dignidades ecclesiasticas, as ordens
religiosas, tinham recebido todos os direi-
tos de soberania temporal. Os beneficios
necessitavam de legislagao, para a applica-
gao da -qual concorriam os dous podere3.
Os tribunaes ecclesiasticos tinham recebido
pela extensao de suas luzes, pela equidade
de seus julgamentos, uma grande superio-
ridade sobre os juizes leigos,
Fdra longo enumerar a serie de negocios
temporaes, nos quaes a igreja intervinha
decisivaraente, fazendo valer todo peso de
sua autoridade e todo prestigio de sua in-
fluencia.
Entretanto sabe-se que esse estado de
cousas provocou uma reacgao no seio dos
mais dedicados adeptos de Roma ; e des-
de entao a IntervengSo da autoridade foi sen-
do gradual mente limitada aos negocios es-
pirituaes, ou de caragter mixto, para os
quaes o seu concurso entra como elemento
indispensavel d uma solida edidcagao dos
costumes.
Observou-se nessa reacgao o extremo op-
posto, diz oabb3de Fleury; emquanto nos
seculos precedentes os juizes reaes podiam
se queixar de-ter sido despojados pelos ec-
clesiasticos de sua jurisdiccao temporal, fo-
ram depois os poderes que se queixaram
de terem sido quasi despojados de sua ju-
risdicg8o espiritual.
- A Pragmatica Sanccdo, attribuida a S.
Luiz, assim como as reformas de Carlos
VII, em 1438, foram uma prova disso. Es-
tabeleceu-se, diz um escriptor, sobre uma
multidao de pontos puramente espirituaes
ou mixtos, regras propagadas pelos juris-
consultos, adoptadas pelos parlamentos,
confirmadas pelos reis, admittidas mesmo
algumas vezes pelo clero, que nao s6 es-
tuiam sobre relagoes da igreja com o esta-
do, mas ainda deflniam e limitavam a au-
toridade pontificia.
Veio ainda a declaragao do clero de Fran-
gi, reunido por ordem de Luia XlV.Jem
1682, e proclamou as liberdades galicanas.
Em 1790, o rei Luiz XVI, achando-se
em frente a uma assembles composts de
adversarios do ehristianismo, teve de pro-
i^mulgar um decreto sob o titulo Conttitui-
cdo civil do clero. que desligava a igreja de
Franga do soberano pontifice. Essa cons-
tituigao foi repellida pela quasi unanimi-
dade do episcopado ; sdmente Talleyrand,
bispo de Autun, o bispo de Lyda e o car-
deal Brienne, lhe prestaram apoio. (Ca-
bourd Hist, da Revol.)
A constituigSo demagogica supprimio
completamente a igreja nacional, pelo reco-
nhecitnento do livre exercicio de todos os
cultos, consagrados na declaragio de direi-
tos.
lal era c"verdadeirVsituag5o da igreja em
Franga, quando Napoleao, 1.consul, com
prehendeu que nenhuma restauragSo da
sociedade era possivel sem a restauracao da
igreja catholica.
Veio, pois, a concordata estabelecida
com Pio VII, e a nova face da sociedade,
o valor das questoes
que elles suscitam, e o desonvolvimento que resuscitada de sua^propriaa ruinas e des-
exigem. Procurarei asclarecer-me com o' gragas, apresentava o doce aspecto do am
dida de occasiao, para torimr-se uma con-
quista de.razao esdarecida dos povos, da
revolugao das ideasr e das tendencias que
a sociedade foi apreseatando para sua reor-
ganisaga,) sobre principios mais autono-
ra'cos.
, A idea da soberania, as divisas de sepa-
ragao de nagao & nagao, o- conhecimonto
mais perfeito e immediato das relagoes que
prenoMin os estados & religiao, a emancipa-
g|0 da liberdide, a extincgao da vSntSi feu-
dal no taundo, podera ser as.ignulados'como
causas dessa transformacao, que t'rouxe
como consequencia- a permaneocia do jus
cav end ii circa sazra.
0 conciiio, foi impotento para impor se-
questro & conquista quo nasceu no mejo
dos perigos que corria a religiao. Func-
g3o magestatica dos povos, o placet era
nada attenta contra a liberdade e indepen-
dencia da igruj.i, uma vez queseja conser-
vaios como um lago de barmonia e am
penhor da paz entre e'la o o estado.
Deus nie livre de querer uma religiao
que seja uma instituigao nacional, de idolos
que se abatem e se elevam, como os do
paganismo, e ainda mais de querer attri-
buir aos reis, como diz o P. Veutura, em
materia de religiao, a infallibilidade do
pensamentoe a independencia de acgao, em
u.na plenitude, que s6 compete a Deus.
II
0 segundo argumeoto de que se serve o
illustrado Sr. Dr. Manoel Soares. para pro-
var que o placet e uma mera creag3o de
certos reis antigos, e que nao tem o menor
valor como emanagao da soberania dos po-
vos, e o seguinte, copiado da obra Liber
singularis, de Mello Freire :
Concjrdiam Petrus Helvensi in civi-
tate cum Antistibus habuit ana. i399; in
qua, inter alia constitutum cap. 32 ut
nulla leges ecclesiastics, nullum rescrip-
turn et mandatum curia romana, sine
placito regio executioni mandarentur : quod
postea et quidsm signifkationibus verbis
firmatum otiam fuit in concordia Joan-
nis I&.
Deste texto do prof undo jurisconsulto
reinicula, se infere logo um argumento
coutrario ao Sr. Dr. Soares, e e\ que mes-
mo antes do conciiio de Constanga, o di-
reito publico dos povos comegava a apre-
sentar uma nova face de resistencia ds dou
trinas inteiramento om voga na idade feu-
dal.
Com effeito embora na idade meMia os
reis se reputasserr. outros tantos representan-
tes immodiatos de Deus sobre a terra, fun-
dados na theoria do direito divino, comtu-
do sempre se acreditavam mandatarios da
felicidade dos povosMinister del in bo-
wum
0 direito publico antigo era com effeito
bem diversoj dos prrncipios sobre que re-
pousam as sociedades modernas. Outr'ora
os pnvos eram instrumentos dos reis ; hoje
a inversao desta maxima e um dogma poli-
tico de verdade inquebrantavel.
Mas, ou fosse uma prerogativa pessoal
da reateza, ou um negocio de exclusivo in-
teresse dos povos, o quo e certo e que o
placet comegou a existir, segundo a afflrma-
g5o de Mello Freire, em 1399, istoe, mes-
mo antes da reuniao do conciiio de Cons-
tanga, cuja primeira sess3o foi convocada
em 1414.
Pouco importa para a discussao que tra-
zemos, o modo ou a forma material do pla-
cet. Sera isso uma questao especulativa,
que nos obrigaria a estudos sobre a civili-
sagao de cada epoca, e ao modus vivendi
de cada povo. 0 que 6 essencial saber-se
6 se o placet existio ounao.
A antiga monarcbia portugueza conservou
uma posse immemorial deste direito, o o
facto de Mello Freire nomear o nome do rei
D. Pedro, com quem foi tratadaja con-
cordata, nao importa dizer que o rei tra-
tasse de um negocio para si, exclusivamen-
te seu. Representantes directos e immedia-
tos de> Deus sobre a terra, a missao dos
reis n3o podia ser partida ou dividida A
unidade e a indivisibilidade eram da sua
essencia.
Mas admittamos que a concordata dc El-
vas fosse depois revogada pelo conciiio de
Constanga, quo, reagindo poderosamente
contra as tendencias emancipaddras de to-
das as nagoes, procurou concentrar ou re-
vigorar nas maos do papa a omnipotencia,
que elle chegou a exercer sobre todos os
reis da christandade ; pergunto :
Em Portugal, depois de 1814 o direito de"
placet deixcu de existir ?
Nio. Sem o beneplacito e previo exame,
os decretos dos concilios, lettras apostoli-
cas, e quaesquer outras constituigfles eccle-
siasticas, nao podem ser publicadas nem
executadas em Portugal; e tal e costume
antiguissimo deste reino dirivado da natu-
reza do poder magestatico, diz o eminente
civilista Borges Carneiro.
Com effeito a hi est8o as L. L. de 3 de
outubro de 1578, 5 de setembro de 1760,
6 de maio de 1765, pf.,""28 de agosto de
1767 14; D D. de 4 de agosto de 1760,
5 de julho de 1728, 16 de agosto de 1663;
Lj L. na Ord. Alfonso IIT. 9.
Algumas destas leis revogaram expressa-
mente breves e lettras apostolicas, emana-
dus de Roma. E' assim que o breve Apos-
tolicum pascendi, nao foi admittido em
Portugal, pela lei cit. de 6 de maio de
1785; o Breve Animim tiluti, pela de 88
de agosto >U 1776 13; o Bravo de Cle-
mente XIV, so^re o jubilou das Ermidas do
Senhor do Monte, pelo Edict, de 22 de
abri! de 1774, a Bail Sancliuimo Do-
mini pela L. de 3 de abril de 1768 ? os
Indices expurgatorios, e a Bnlla da Ceia,
pelas leis de 2 de abril de 1768 e 4 de
dezembro de 1769,
Por jqui ve o Sr. Dr. Soares, que, lido
comj 6, deixou de tomar era comideragio
factos desta ordem, que se oppoem aberta-
raonte d proced-ucia de suas assergdes.
N5<> foi o placet entao estabeiecido,
como agora se quer, n^ra o podia ser, diz
o Sr. Dr. Soares, porque as ideas e serrti-
mentos religios-w Jesses tempos eram mui-
to differentes dos desses nossos.
Concordo corn essa apreciagao muito ex-
acla do mau illustre contendor ; mas per-
gunto-lhe ainda : apezar das ideas- religio-
sa em voga na idade media, nao lemos to-
das essas leis que citei, uao existem1 abi a
Pragmatica Sanccao de S. Luiz, win 1212,
antes do conciiio de C>nstanga a Pragvna-
lico Suncgdo do Carlos VII, em 1438, jd
depois daquolle conciiio-; Pragmatica Sanc-
cdo do imperador Carlo* VI (austriaco}, de
1713; a de Carlos III, de Hespanh*,. de
1767 ; a concordata eoncfaida entre Fran-
cisco I e Le8o X, depois inteiramente modi-
ficada sob as iuspiragoes de Luiz XIV, pel
Declaracao do Clero de Franga na assem-
bled em 1682 ; o Edilo de Nantes, pu-
blicado por Henriqoe IV, em *5t8 em fa-
vor do* protestantes ; a concordata de Na-
poledo I com Pio Vfl e os Artigos- organi-
co;o que s5o todos esses e outros* actos
sendo valiosas tentativas dos reis para que-
brantar a influencia papal e dos ooncilios
na direcgao interna dos povos ?
A decomposigao rapida d ) imperio ro-
mano-e a fun lacao dos reinos barh-iros que
retalhara quasi na Ja do q/ie compuoha o mundo-anti-
go : s6' igreja sobreviveu e se engrandeceu
no tneio da tantas ruinas. Emquanto ospri-
meiros imperadores enviavam contra os
barbaros exercitos desmoralisados e vemi-
dos, os bispo? fuziom penetrair no seio del-
les seus apostolos. que derramavam por
toda parte as doutrinas do Evangelho. A
igreja ganhava mais fieis do quo Roma
subditos. Uma doutrina simples, uma mo-
ral pura. a superioridade das- luzes, um de-
vo'amento heroico, asseguraram o-triumpho
dos primeiros missionarios que levavam
com o Evangoluo preciosos fragraentos da
civilisagao. A autoridade espiritual que
elles exerciam sobre seus cathechumenos,
se juntou logo, por uma consequencia na-
tural, uma influencia de ou-tra ordem, e
at^ chegaram a tomar junto aos- reis- barba-
ros o lugar que Constantino Ibes bavia as-
seguradb na c5rte imperial. Mas os tem-
pos estavam mudados, a igreja nao estava
em presenga de um poder unico, ellas ti-
nham di-n'.e de si reis independentes uns
dos outros, e to los- reconhecendo sua mis-
sao espiritual, f cilmente morriam para de-
fende-lo com aquello dentre elles, que ton-
tassem offende-la. Ella mesma se tin ha
fortificalo, ficando s6, de pe, no meio do
esboroamento geral...
Chegou-se, pois, por um facto logico
a considerar seus privilegios como mais le-
gitimos que todos os autros, e seu poder es-
piritual como a fonte geradora de toda a
autoridade temporal. 0 papa, tornado rei
por uma concessa) gratuita, tornou se de-
pois rei dos reis. Resultava daqui que os
papas chegaram a ter o direito de elevar e
depor os principes, era nome de Deus, o
que implicava a fjrtiori o direito de diri-
gir os reis era sua politica e no governo
dos imperios.
Os proprios* soberanos se reconheciam
seus vassallos; os conquistadores e os po-
vos appellavam para elle contra seu rei le-
gitimo.
Entre os jesuitas a opiuiao era voga, e
aceita como um dogma, era esta mesma.
Em Franca, no tempo de Henrique III e
Henrique IV, os ligueiros o sustentavam em
seus sermoes, em seus pamphletos e nos tra-
balhos dogmaticos... 0 (papa, sustenta
Boucher, era seu livroDe justa abdica-
tion Hsnrici lerlii) ou seus representantes
podem abrogar as leis, mudar as constitui-
goes, com tanto quo desliguem os povos do
juramento de obediencia, e-que acertera em
coufiar a um guarda mais seguro o reba-
nho bumano, salvo por Chxisto.
Pergunto agora ao Sr. Dr. Soares, o di-
reito publico das nagoas barbaras ; a situa-
gao da sociedade antiga depois das guerras
de conquista, das guerras religiosas do se-
culo XV ; das doutrinas dos reformadores
na Franga, na Suissa e na Allemanba ; os
fundamantos sobre que assentavam as velhas
monarcbias europeas^contiauaram aapresen-
tar a mesma face depois da revolugao fran-
ceza de 1789 ?
Nao, por certo : a sciencia politica hoja
e outra ; o principio da soberania dos po-
vos substituio ao regimen theocratico; el
atheocracia cedeu o passo d democracia, e
esta torn completado todos os grandes pro-
gressos la humanidade, d luz fecundante e
civilisadora do evangelho e da cruz.
Tdo certo estd o Sr. Dr. Soares disso,
que me abalango a aflirmar, que S. S. ja-
mais consentiria, como catholico e como
brasileiro, em subordinar-se ao canon III do
4 conciiio de Latr3o, assim concebido :
a Os hereticos serao entregues ao poder
secular, para receberem a punigao conve-
niente ; se forem clerigos, serao antes de-
gradados. Os bens dos leigos sor3o con-
fiscados, e os dos clerigos applicados
ds igrejas, de qua recebem retribuigSes.
Aquelles que forem somente suspeitos de
herezia, se justificar5o, expurgando-se oon-
venientemente ; serao excommungados, se
permanecerem um anno nestes estados, e
condemnados como hareges. Os poderes se-
culares serao advertidos, e se for necessario,
constrangidos, por censura de prastar jura-
mento publico de que expellirao de seus do-
minios todos os hereges condemnados pela
igreja.
Que se o Sr. Temporal, sendo admoestado
pela igreja, despresar e deixar de expurgar
suas terras, serd excommungado, e se nSo o
fizer dentro de um anno, o papa serd ad-
vertido disso, afira de declarar seus vas-
sallos desobrigados do juramento de fideli-
dade, e expor seus dominios & conquista
testemo^Aaa, faxer testamento, au receber
uma sucCetsdOd
Ninguem aeri obrigado i respcnder-lhes
em joatiga ; elles porem, responderio aos
outros. Se for um juiz. sua seqtenga serd
nulla, e nem se levardo causas A sua au-
diencia ; se fdr advogado, nio seri admit-
tido a arrazoar ; se for tabelliSo os autos
escriptos por eHe serdo nullos, e assim o
mais... Os clerigos nao Ibes darao nem
sacramentos, e nem sepultura ecc esiastica.n
Ora, por mais respeito que votemos as
decisdes de um conciiio, ndo podemos
deixar de ver neste canon do coueilio latro-
nicio, uma doutrina impregnada de todo?
os erros e defeitos da civilisagSo antiga.
Molelada a sociedade por outros principios,
sendo o direito politico antigo bem diver-
so do que impera nas sociedad-s roader-
nas, e facil de ver-e que o conciiio lefis-
Fou'para uma epoca dotermrinada da biso-
ria>r em que era preciso reagir fortemeote
cowra as berezias dos Manicheus e Albi-
genses-, para nao deittar que religiao ca-
tholica, que era entao o unico fuoiamento
solido dos estados e a unica base da moral
o do respeito dos povos, nao perdesse seu
grande prestigio
Ndo soltaremos por isso o brado- ie es-
panto Cweanl consules-, com que'os ma-
gistrados romanos eram ttespertados1 no mo-
mento supremo, em que a patria corria o
perigo de invasoes devastadoras.
Entre pedir remedios contra as perturba-*
iostituigdes do catbolicismor vai uma-grao'
tie differenca.
Bemeliar um mal, n8o e envener.ar o
doente. E actualmente trata*se antes de
tornar a religiao uma cousa odiada, doqae
de evitar que ella conturbe as consciencias.
0 papa, o bispo e o simples, padre, s5c
I'ulmina los como inimigis do genero huma-
ne. Dupuis nao os- injuria tanto em seu
livro sobre Os cultos. Deus pareee actual-
mente uma cousa insupportavel aos conven-
cionaes do Brasil.
Em eonclusao acredito que o Sr. Dr. Soa-
res, fervorosamente sebmisso, como eu, ao
poder da igreja, n8e deixard de reco-
nbecer, nos tempos que correm, a ne-
cessidate do placet, contra um conciiio
que, por n3o achar muito ortbodoxo um
membroda commuohao brasileina o pri-
vasse de seus direltos- politicos e eivis, de
exereer sua* hobre'proTissao de advogado,
e. de legar sua successae, o fructo de seus
labores, a seus filhos.
Nio fago a minima recriminagao 4 igreja
citando o conciiio de Latrao ; entenda bem
o Sr. Dr. Soares. Es*u firraemente con-
vencido de que a igreja foi na idade me-
dia a salvaguarda da humanidade, e-que ao
seu immenso prestigio se deve a civilisagao
do occidente.
Cada epoca, cada phase da histcria, apre-
senta phenomenos partieulares, que> ndo p6-
dem ser desentranhados da cadeia dos fac-
tos d que pertenceram, para soffrerem hoje
formal condemnag8o. .
0 que era entao o resultado da logics
e da raz2o dos povos, seria boje um absur-
do e um ataque d civilisagao.
0 que n8o seremos n6s, quando formos
julgados pelos vindouros ?
Ill
Analysaremos hoje o terceiro e ultimo
argumento do Sr. Dr. Soares.
Diz S. S. :
< O placet s6 e conveniente e necessario
contra as bullas dos anti-papas e os decretos
dos concilios tornados conventiculos, mas
n3o contra os papas legitimos, como agora
se pretende.
Chego finalmente d applicagao dos prin-
cipios estabelecidos anteriormente, e d de-
terminagao positiva e ciara do modo por-
que entendo o direito dejplacet, entre n6s,
Diz o nosso legislador constituinte no j*.
14. do art. 102, que compete ao podar exo
cutivo :
Conceder ou uegar o beneplacito aos
decretos dos conciiio e lettras apostolicas e
quaesquer outras eoBstituigoes ecclesiasticas,
quo se nao oppozerem d constituigao, epre-
cedendo approvagao da assemble"a, saconti-
verem disposigdo geral.
Da simples redacgSo da lei constitucional
se conche, que o placet so se refere ds ma-
terias mixtas, isto o, s6 diz respeito ds bullas
e lettras pontificias que ssoppozerem d cons-
tiluicdOm '
Ora, ndo sendo a constituigao do imperio
urn livro de moral e dogmas religiosos, mas
um codigo politico de interesses puramen-
te temporaes, e avidente que o legislador
constituinte somente se refere dquellas bul-
las que por venture contiverera alguma al-
teragao ou modifieagao ao nosso direito pri-
vado.
Entender o contrario, e combater uma
doutrina verdadeira e logica, por amor da
pureza da crenga catholica, que em nada
soffre com a permanencia d'essa prerogati-
va salutar e benefica d harmonia da igre-
ja com o estado.
Todas as concordatas quo citei, as tradi-
goes invocadas, os costumes seguidos entre
todos os povos catholicos, tinham por fim
mostrar, que n'aquillo que e temporal, na-
quillo que diz respeito a vida civil, e im-
possivel deixar d discrigao das innovagdes
da curia romana.
Em prova d'isso ainda poderei invocar
um facto historico para provar, que os esta-
dos catholicos em relagao com a Santa Se,
nada mais pretendem do que manter um
direito que decorre da origem do poder pu-
blico.
Para mostrar que o estado n8o quer ir
alem dos interesses temporaes propriamente
ditos, lembrarei o seguinte facto :
Quando o conciiio do Bale, em opposigdo
ao de Florenga, pretendeu restringir a au-
toridade pontificia, um novo scisma esteve
imminente, om consequencia do coofli-
cto suscitado entre o mesmo conciiio e o
papa Eugenio IV. Desde entao Carlos VII,
tendo jd de seu lado os elementos prepara-
dos pelas assemblers de 1374 a 1406, re-
solveu organisar o direito publica francez
sobre outras bases, no que era relatiro ds
materias mixtas, e couvocou em Bourges
uma assemblea que, na phrase do historia-
dor Henri Martin, era ao mesmo tempo
uma assemblea e nm conciiio. 0 papa Eu-
genio IV fez-se representar n'essa assem-
blea, tendo o conciiio de Bale pedido para
te depois de ter expellido os hereges.
N6s excommungamos tambem os que
acreditarem em herezias e os que occulta-
rem os hereges, da sorte que, se nao satis-
fizerem dentro de um anno depois que ti-
verem sido adinoestados, serao declarados
infames de pleno direito, e como taes ex-
cluid.os de todos os officios ou conselhos
dos catholicos, para os possuir pacificaraen gue fossem adoptadas suas decisdes. A
assemblea, sem aitender d essa solicitag&o,
adoptou, com modificagdos, aquillo que lhe
pareceuser desuajjompetencia, e os arti-
gos assim modificados, foram approvados
pelas cartas patentes do rei, datadas de
1438, que tambem tomvi-am o nome de pra-
gmatica sancgao.
( Continuar-se-ha )
i

-
:


I
1
j.
t
p-ublicos, de eleger os officia.53, jurar comQlTYP. CO. 51'-.; .. :;V>. "DUQ^E t>K f.AXiaa


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ED84SRY2A_9MTUC0 INGEST_TIME 2014-05-29T19:14:18Z PACKAGE AA00011611_17973
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES