Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17971


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Full Text
mm L. MJHEHO \ Z4 ^
.
PARA A CAPITAL E LU61 IRE* O.IDG XE SE PAG A PORTE.
Por tres mezes adianUdos................ 60000
Por seis ditos idem. ............'...! 12JJ000
for um aiii.oidem........... ...... 94$000
Cada numero avul.w................ j>320
- r .5
SECUNDA FEttA 15 DE JUNHO DE (874
PARA l>i;VI KO E FORA DA PROVINCIA.
For tres meaes adiantados................ 65750
Por aeis ditos idem................. lS95o0
Por nove ditos idem "................ 909350
Por am anno idem.............. 979000
PROPRIEDADE DE MANOEL FICUEIR0A DE FARM FILH0S.

* ft*, fenrdo Antonio Alve.<* Filhos, no Para; Goncalve. d Pinto, no Maranhao, Joaquim Jose de OUveira 4 Filho, no Cer.; Antonio Let** jfcaga, no Aracat, ; Joio Maria Julio Chaves, no Assn; Antonio Marque, d. Silra, Katal; Jose Jostiao
Pereir. d'Almeida, em Mamanguape ; Carlos Auxencio Monteiro da Franca, na Parahjba ; Antonio Jose Gome., na Villa da Penha; Be'armiao do. Santo. Bulcio. em Santo Antdo ; Domingo. J<*e da Corta Brag., *mKax*reth,
.-._______________________________________Autonio Ferreirade Aguiar,em Gojanna} Joao Antonio Macnaao,noPilardasAlagoa.; lire, d C.tw Bahia; e Leite, Cerquinho d C. no Rio Janeiro-
PARTE OFFICIAL'
Ciovera. da provincia.
lllm. e Exm. Sr.Apresso me em respondcr ?.o
offlcio deV. Exc, com data de hoalem, era que
me pede informajSes sobre o alientado havido na
woile de 7 do corrente, no engenho d'Agua desla
camarea.
Nesse dia 7 do corrente, pelas 8 haras da nou-
i-' e?palhou-se nesta villa o boato de que baviara
passado em direccao ao engenho d'Agua nit > intli-
viduos encarregados p >r Jose di H.llanda Cha-
con de raptarem uma Jsobriaha da proprietaria referido engenho, com quern Chacon pretendera
casar-se abi, nesja capital, por autoridade da ju-ti-
ca. a que em uma estalagem desta villa estavam
mais seis individuos destinados a conduzila para
o Recife, eotre os quaes se reconheceu Ernestino
da tal, fiscal do bairro de-S. Jose do Recife e Uus-
todio de tal, porteiro da assemblea provincial.
Immediaiameate a vista desta noticia dirigimo-
noa o Dr. juiz de diraito e en ao lugar indicado, e
la encontramos com effailo taes individuos, send)
qua aquellm dous em um carro, a pretexto de pas-
seiarem pela villa.
Ferguntou-lhes o Dr. juiz de diraito o que pre-
tandiam, sam obter resposta satisfaatoria, a vista
d3 que, e das suspeitas que pairavam a respeilo de
uei individuos instou-lhes que se ratirassem, o
que pOde falizmeate conseguir, tomando alias o ca-
miuho do Recife.
Ho iia seguiote pela raanha, tive noticia de que
se achavam no hotel, a que me refiro, dous indi-
viduos vindos da engenho d'Agua e foridos, para
la raa dirijo com o Dr. juiz de direito, que verifi-
cando ser isso exacto, manda avisar ao delegado,
que mora a legua e meia da villa, afim de vir fa-
zer as necessarias investigacoes sobre o facto.
Neste interim e preso Antonio Alpieri, vindo do
masmo engenho, e que foi encontrado armado de
rewolver, a vista do qua, prevent ao delegado. afim
da vistoriar a roupa dos feridos, onde encontrou
eile mais dous revolvers, lavrando-se termo de
achada de ditas annas.
Passou o mesrao delegado do termo a interro
gilos cada um de per si, e colligio-se deste inter-
rogatorio qae os tres pertenciam ao grupo, que
fora assaltar o engenho d'Agua, para o rapto quo
pretendiam fazer, declarando clles que fora Cha-
con quern os fizera munir de armas e cavallos pa-
ra aquelle fim.
Tarminado o auto de perguntas dirigio-se o de-
legado comigo ao engenho d'Agua, onde encon-
tramos vestigios da luta recente.
Ha via nodoas de sangue nao so no terreiro em
frante a casa, como no pavimento, estando as pa-
redes e portas internas crivadas de balas. Encon-
trou-se uma bolsa de viagem tendo dentro dous
tangoes, um dbs quaes cosido em forma de cinta e
com a firmaF. Chacon.
Faz-se o auto de corpo de delict) em um cada-
ver de individuo do cor parJa, que depots verifl-
cou-se ser um dos assaltantes; bem como em um
inJividuo, tambera daquelle numero, qne se aclia-
ya com um horri vel eolpa de fonce na parte pos-
terior e interior ua cabega, um uuiro gorpe iuauui
no alto da cabeca e bagos de chumco nubaixo ven-
tra e parte interna da coxa, vindo a fallacer hou-
tem pelas 8 horas da noute, como foi communica-
do ao delegado hoje peto rcspeciivo subdele-
gado.
Procedeu-se em seguida ainterrogar a Sra. do
engenho, a um filho desta, a um sobrinho, irmio
da moc> que pretendiam raptar, um morador de
nome Manoel, e Gnalmentc a masma moca.
Do que colhemos que oito individuos, guiados
por Cornelio Targiuo de Amorim Souza, que ha-
via sido empregado daquelle engenho, e e um dos
que se achara feridos, e aqui presos, estireram do-
mingo 7 do corrente na casa desse morador Ma-
noel, ate que as nove horas da noute, indo em tro-
co, aceommetteram a casa de vivenda do engenho,
onde entraram a viva for^a.
Me parece nao ter havido a principio grande re-
sistencia, pois que as senhoras correram e3pavori-
dis e gritando soccorro, e os homens que havia em
casa nao estavam bem armados nera so esperava
o ataque nessa noute.
Quando acudiram porem, os moradjres a escra-
vos do engenho, e qne a luta se tornou mais seria,
hivendo vivo tiroteio de parte a parte, em que veio
3 fallecer o inlividuo, que mencionei a principio, e
sahindo mortalmente feridos Joaquim Antonio de
Araujo, cujos ferimentos descrevi tambem, e mais
tres escra vos do engenho, que apresentaram tiros
de arraa de fogo, seguado a vistoria a que se pro-
cadeu-
Durou a luta cerca de uma hora, depois do que,
vendo os assaltantes que nao conseguiam seu prin-
cipal intento, pois que a moca se havia escondido
e temia apparecer, bateram em retirada deixando
os objectos que mencionei, bem como quasi todos
os cavallos em que iam montados, os quaes foram
hoje entregues a seus respectivos donos, sendo es-
in devidamente interrogados,
Continuamos com todo o empenho e a possivel
presteza ainvestigar das circumstancias do facto,
e manna (onze), virao as testemunha* do inquerito
policial dar o sea depoinento, conforme foram no-
tiilcadas, e como constou estar preso nessa capi-
tal, como mandante do crime, Jose de Hollanda
Chacon, foi requisitada a autoridade competeute a
sua presen^a para os demais termos do inquerito
policial, ate aqui feito com o raaior escrupulo e
exactidao.
Aproveito a opportunidade para offerecer a V.
Exc. os protestos da mais alta estima e conside-
racao.
Deas guarde a.V. ExcUlm. e Exm. Sr. com-
ruendador Henrique Pereira de Lucena, presiden-
ta da provincia. Iguarassii, 10 de junho de 1874.
0 promotor publico da comarca, Francisco de
Paula Cavalcante Lacerda de Almeida.
INTERIOR.

Rio dc Janeiro, 9) dejanhode
1874.
A SUPP0STA CRISE FINANCEIRA.
Uj qae conhecem e os que nao conhecem a si-
luarao fln.inceira ter-se-bao maravilhado ao ver
encabe^aflo um artigo da Reforms por esta desola-
dora rubrica ; cats, fina.nceira.
Lendo-o, porem, com attencao requerida por tao
gtaye assumpto, uns a outrosdevem ter-se aper-
cebido de" que o facto, indicado como symptoma de
pbantasiosa crise, muito explicavel como 6, nao
somente nao se presta as .conclusoes que dalle se
quiz mferir, como esta longe de attestar um estado
menos prospero.
A situailao do thesouro nacional nada tern de
embaracosa.
0 falso rnmor de uma crise flnanceira nio tern
o mais ligeiro fandamento ; e uma noya arma de
guerra corn que implacavjia adversarios do gabi-
nete tentam crear iiiflculdades a sna politica fi-
nanceira, a ^da mail do qae isto.
mm^, na rAIXA do throjjo foi annineiado e
Consta demonstradameute do relaterio apresentado
ao parlamanto pelo illustrre Sr. ministro dos nego-
cios da fazenda, as mais fundadas provisoes prc--
mettem excessos de receita no corrente como no
anterior exercicio, nio obstaute as grandes uespe-
zas autorisadas por actos legislativoj e as que por
bem enler-dida previdencia, foi *
lira a renovr-*
As previsoes da fniurn exrrcicio, embora a dif-
faranca de renda qae devern trazer a diminuicao
de imposlos de exportajao sobre varios generos e
a suppressii > a respeilo de outros, encerram-se
com am salJoprovavel.
Ve-se que, se nao e uma idade de ouro a que
atravessamos, taes sa pelo menos as condiQoes fl-
nanceiras que, ao tempo em que e abre uma no-
va verba de des?eza para a garantia de ;juros a
egtradas de ferro, e outros servicos sao creados e
desenvolvidos, pode ser proposta uma reduccao de
impostos qua deve trazer a renda uma diminui-
pao superior a 2,000:00i)rf e trata o governo de
garantir juros de 2 0/0 ao capital empregado em
emprastimos a lavoura ate a somma de.......
60,000:000*.
Esta so reflexJo bastaria para tranquillisar o es-
pirito publico, so os dados do thesouro, lucida-
menle expostos no relatorio a que acima nos refe-
rimas, nao estives3em ahi para provar que, tanto
como e de confiar em previsao de algarismos, o
nosso estado flnanceiro, ao envez de caminhar a
passos largos para uma crise, lende a melhorar
pelo augment) progressivo da renda.
E' certo. entretanto, que o thesouro acaba de
elevar a 5, 5 1/2 e 6 0/0 a taxa dos jnros doi seus
bilhetes, que nos dons annos anteriores fora re-
duzida a 4, 4 1/2 e 5 para os prazos de 4, 6 a 12
mezes.
Porem nada Ira de mais explicavel. Existindo
em circulacao 16,104:000* por titulos dasta natu-
reza emittidos ate ao fim de abril, e devendo essa
somma, nos termos da autorisatao legal applicarel
a3 despezas da estrada de ferro, ser elevada a....
20,000:0004000, nao poderiam ser mantidas as
anteriores taxas inferiores as dos bancos, quando
a de mister acudir a despezas que motivaram a
autorisac-ao.
As circumstancias do momento ainda influem
nesta operacao, que deve ser realisada nos ulti-
raos dias de maio e durante o mez de junho, isto
e, na quadra em qne as cnmpanhias recolhem os
fundos necessarios ao pagamento dos dividendos,
d'ahi provin io, em regra, a escassez de numera-
rio, que ja coueca a manifestar-se.
Ao que nos parece, tal e o facto com as cir-
cumstancias qae o determinant e explicam.
Se uma sabia politica financeira pode fazer mui-
to, nao pode todavia fazer milagres.
Nada tendo em si mesmo de inquietador, que
nos deva fazer annunciar a aproxima^lo de uma
crise, o fa&to da elevagao dos juros dos bilhetes
do thesouro nao pode ser causa das perturbacoes
que a Refurma indica como provaveis.
A baixa das apolices, que alias ainda se coa-
servam acima do par, pode ter outra causa, qual
a de maior offerta 3e seas actaaes possuidores ;
mas nao sera grande, dado que a hvpothese se ve-
rifique, porque esses titulos serao procurados por
muitos que preferem uma collocacao certa e segu-
ra para os seus capitaes.
Esta razao exclue tambem a idea de qae a taxa
dos bilhetes possa produzir a depreciacao qua se
receia, Mais elevada era essa taxa, quando as
apolices ja tendiam a subir e subiram acima do
par.
argumentac5o.
0 que se seguira d'ahi ?
A baixa das apolices nao pode ir senao ate um
certo ponto.
Esta baixa tem um termo previsto e natural, e
e aquelle em que se ajustem as condicoes dos no-
vos titulos.
A diminuicao de valor dar-se-ha portauto, sobre
o premio porque taes apolices sao cotadas, sem
influir no sea valor nominal.
Mas 03 bancos que aceitam apolices em cau^So,
nao as aceitando pelo valor cotado na praca, nada
ti5m que ver com uma pequena deapreciacao do
premio.
Dissemos acima que, so por hypothese aconse-
Ihada pelas boas regras de arguraentaQao, admit-
tiamos o facto da baixa das apolices.
Quem sabe, com effeito, que sobe a..........
255.503.900.000 o valor da3 apolices de 6 0/0,
estando localisados no Rio de Janeiro.........
24i.793.90O.O0O, experimental uma verdadeira
surpresa ao ler na Reforma que a emis?ao de 2
ou 3,000:000$ de bilhetes do thesouro pode tra-
zer em resultado a depreciacao daquelles titulos, e
produzir liquidacoes forcadas, e inevitaveis fallen-
cias.
E' preciso conBar muito pouco nas previsoes
dos capitalistas, suppor que o bom senso fugio das
nossas relac5es commerciaes, para acreditar que
uma tao grande massa de titulos, podendo de um
momento para outro ser depreciada |por um facto
de tao peuca importancia, e tao repetidf como e
a emissao de bilhetes por antecipacao de reeeita,
tenha merecido e ainda mereja uma cotacao tao
snbida.
E', por oatro lado, formar um tristissimo juizo
da praca do Rio de Janeiro o suppor que a reti-
rada de dous ou tres mil contos de r6is, para as
ne'jesidades do servico publico, possa produzir
uma tao grave perturbacao nas relacoes commer-
ciaes que os bancos se vejam obrigados a exigir
liquidacoes ruinosas, a que se sigam fallencias
e outras taes alteragoes que cauze assombro pe-
za las.
Tudo isto e, no fim de contas, trivialmente ri-
diculo.
Ja tendo explicado a razao pela qual o thesouro
elevou o premio dos novos bilhetes, inutil e asse-
gurar a Reforma que nao e alguma possivel gaer-
ra que determina pelas alturas umas taes urgen-
cias.
As solemnes e repetidas declaracoe3 do governo
sao. ainda uma vez, confirmadas no importante
relatorio do nobre Sr. ministro da fazenda.
A emis3ao de bilhetes do thesonro nao 6 uma
medlda qne as contrarie, e deva causar pasmo e
consternacao a quem quer qae seja.
Tranquillise-se a Reforma. Nao ha o mais li-
geiro fundaraento para as sua3 dolorosas conjectu-
ral.
0 que cuftpre a espiritos bem intencionados e
nao dar curso a falsos boatos industriosamente
explorados pela especula^ao.
Servindo, como Jalga ser vir, aoa interessos pu-
blicos, a Reforma pode, sem o querer, fazer-se o
orgao de sentiment as menos eonfessaveis. *
(2ac3o).
" Bem hajam a Ihes faga bom proveito!
" Nestes dias fatlecaram dous individuos, ambos
oacionaes e estabelecidos nesta capital, aos qua**
os parocbos e eomittanies padraria nio prestara^
as ultimas encommendacdes do ritual.
" Um, por se acnar revestido do babito da vena-
ravel e interdict a ordem 3* de S. Franciieo da
Penitencia; eutro, por ser macon e conseguinte-
mente excommungado, Jiante de cujo corpo, nera
o capellao do cemiterio, quiz reear sequer um pa-
die nosso e uma ave marta, ao baixar a sepuliara.
" Note-se mats que o primeiro, horaem ateas
devoto, fez testamento com iispo&icSes caridosas,
confessou-se e recebeu todos os sacramenlos to
ultimos momentos, e falleceu com o ministro do
catholicismo junto a sna eabeceira; entretanto,
pelo facto de estar amortalhado com o babito da
irmandade a que pertencia. hoje como disse inter-
dicta, retiraram-se os padres, ao depararem com o
fallecido, vestido por semelhante modo no acto do
enterro.
" Santo Deus ; nio sei onde vamos com estas
consas ; ja nem ao menos se pode morrer christao
no imperio da Santa Cruz, porque ate nega-se ao
morto, por vontade dos padres, tudo quanto ba de
mais intimo e supremo, as oracoes I..
" Alem disto sargio nos dias 3 e 4 uma quoilao
entre o vigario geral governador do bispaao e a
camara municipal desta cidade, por causa dos con-
vitas que esta corpora^ao dirigio a varias irtian-
dades tambem interdictas, para a procissa* de
Corpus Chrxsti.
a Effectivamente nao pode ter lugar a procis-
sao, visto o governo do bispado a isto obstar1, da
clarando n'um aviso, que fez baixar e imprimir
nos jornaes mais lidos, o segninte :
a Motivos gravissimos obngam o clero a nao po
der aeompanbar a soiemne procissao de Corpus
Christi, e conscguintemente nao tera lugar esse
acto do culto catnolico no dia 4 deste mez, oomo
foi annunciado.
Os obstaculos, que impedem a procissao nao
poderam ser removidos pela autoridade ecclaias-
tica, e procedem da desgraca dos tempos, em que
vivemos.
a Em lugar da procissao convido os iieis a as-
sistirem com verdadeira devoqao a bencao dij S3.
Sacramento, para qae nosso divino Salvador nao
fique sem adoracao em dia tao faustoso em todo
o orbe catholico. Para, 3 de junho de 1874. 0
governador do bispado. Conego Sebastiao Btrgis
de Castilho .
a Como sabe, a procissao de Corpo de Deut e,
em todas as nacoes catholicas, uma das ma. so-
lemnes e populares.
Harmonisam-se e combinam-se os dou3 poderes,
o civil e ectlesiastico para a sua magaificenoa e
apparato.
Aqui esta a cargo da camara municipal, se-
melhante incumbencia e todos os daspendios \ou-
dos por lei.
t Ao episcopado e ao clero compete o auiiliar
e aeompanbar este acto, com todo o sen pessoal
sacro e segundo os ritos cathoUcos.
a Diz-se qae a camara municipal metteumao
em seara alheia, isto e, fazendo certos coovites
8!ilsIP ^a exclusiva attribjiicSo, rt^. do
ispaao, especiamieuie os aingidos as venrvov.
ordens terceira do Carmo e de S. Francisco da
Penitencia, ao presente suspensas de suas func-
Coes religiosas, com a pena de interdiccSo.
Estas duas trmandades contam aqui na capi-
tal tudo quanto ha de mais distincto e mesmo po-
pular, sendo grande numero d'irmao3 flliado3 nas
differentes lojas maconicas.
do olBcio. Importa n acto do Rvd. governador do | e recusando se o clero pertiaawnente a esse ser-
bispado uma infraccao da lei. A camara nao pode vico da religiao e do estado, e visto que ni, pode-
' municipal este- anno satisfazer as
a A occasiao era opportuna e aproveitavel, por pUS Christi
autorisar semelhante iafraccio e pur isso tem de
rcorrer a autoridade de V. S. como juiz provedor
das capellas, para que se digne dar as providen-
cias que estiverem em sua alcada.
< A Toveita a camara este ensejo para scientift-
ear a V S. qae nesta me*ma data levou o oceor-
rido ao conhecimento de S. Ex:, o Sr. presidente
da provincia. Deas guarde a V. S. film. Sr Dr.
Joao Florentine Maira de Vasconcellos, digno juiz
de direito da 1* vara e substitute da provedoria
dai capellas. loao Lourenco Paes de Souza, pre-
sidents Antonio Theodorico da Silva Penna, Fre-
derico Cnlos Rhossard, Joao Augusto Dias Guer-
reiro, Jose de Deus e Silva.
Juiz > de direito da provedoria de residuos e
capel as, Para 2 de junho de 1874.lllms. Srs. Re-
cebi o officio de Vv. Ss. datado da hoje, acompa-
nhado de outro por copia do Rvm. governad r do
bispado, em que este communica ao Sr. prasiden-
te da camara municipal, qae nao tera lugar a pro-
cissao Corpus Christi no dia 4 do corrente, por
se achar o clero impossibilitado de assistir por for-
ca maior.
A esse respeito me pedem Vv. Ss. providen-
cias como juiz provedor e de capellas, visto como
sendo a camara encarregada pela lei provincial de
9 de setembro de 1839 de solemnisar esse acto
religioso, nao podia autorisar semelhante infrac-
cao.
t Tendo Vv. Ss. levado essa occurrencia ao co-
nhecimento do Exm. presidente da provincia, se-
guni. me communicaram e sendo elfe o compe-
tente para providenciar nos tercros da menciona-
da lei provincial, para qne a referida procissao
fac> sua sabida com as solemnidades do estylo, e
nao se tratando de negocios relativos as irmanda-
des e as capellas que*devam provocar minba juris-
diccao como j uiz da provedoria, nada me incum-
be providenciar por ora, salvo so occurrencias
posteriores vierem Srmar minha competencia pa-
ra o caso. Deas guarde a Vv. Ss.Illms. Srs.
pres dente e mais vereadores da camara munici
pal da capital. Joao Florentino Meira de Vascon-
collos. B
Governo do bispado, 3 de junho de 1874.
111m. e Exm. Sr.Accuso.recebido o officio de V.
Exc. com data de hontem, no qual me pede o in-
forme do motivo de forca maior que impede a rea-
lisagdo da procissao de Corpus Christi.
a Comraunicando a V. Etc em officio de 2 de
julho, qae a procissao de Corpus Christi nao po-
deria realisar-se no dia 4 deste mez por forca
maior, nao tive em vista reconhecer a competen-
cia da antoridade civil na regularisacao das pro-
cissoes, mas apenas dar uma prova de deferencia
a pessoa da primeira autoridade da provincia,
que cost uma com as demais aatoridades civis as-
sistir a essa soiemne procissao.
Entendi dar conhecimento deste facto a V.
Exc, como o mais distincto convidado, sem jul-
gar-me obrigado a declarar o motivo de forca
maior, maxima nao sendo da ordem daquelles
qae a autoridade civil possa resolver, posto que
reconheca em V. Exc. os raelhores descjos em ga-
rantir a livrn mnitaafiQin d.->oiilin<>ithnlii>n riaa."
guarde a V. Excfilm, e Exm. Sr. Dr. Pedro Vi-
cente de Azevedo, digao presidente da provincia.
Conego, Sebastiao Borges de Castilho.
a Governo do bispado, 3 de junho de 1874.
film, e Exm. Sr.Accuse recabido o officio de V.
Exc da 2 deste mez, no qual me pede com ur-
gencia informacao acerca de uma representacao
da camara municipal, relativa a procissao de Cor-
DIARIODEPERNAMBUIXJ
RECIFE, 15 DE JUNHO DE 1874.
Vapor Merrlmack..
Chegou hontem pela manhs o vapor americano
Merrimack, .trazendo datas: de New-York 22 de
maio, e do Para 8 do corrente.
Nada adiantam os jornaes americanos as noticias
que recebemos por via de Lisboa.
PARi.
Em 8 de corrente escreve nosso correspon-
dente da capital:
" Comeoo esta por assamptos clericaes ; nio
digo ecclesiasticos, ainda menos religiosos, porque
considero a religiao e a igreja de Christo, acima
das miserias, vaidades e resentimentos humanos.
" Depois da retirada, sob prisao, para a corte,
do reverendo bispo D. Antonio, os negocios eccle-
siasticos no Para, teem assaraido caracter mais
grave.
" Os padres na generalidade, e em particular
os que se acham a frente do governo do "
conseguinte os chefes da igreja paraense, explora
ramo ineidente do convite da camara municipal,
para provarem ao povo ignaro e credulo, a des-
graca dos tempos em que vivemos I
Deixo de fazer maiores consideracoes a tal
respeito, porque a qoestao terminon, depois de lar
ga corre3pondencia, entre as autoridades civis e
ecclesiastical, pelo nao sahiraenla da referida pro-
cissao ; aqui pois transcrevo as paries officiaes pu-
blicadas nos periodicos, para a opreciagao dos seus
leitores :
< Governo do bispado, 4 de junho de 1874.
lllm. Sr. presidente da camara municipal de Be-
lem. Estando o clero impossibilitado do assistr a
procissao de Corpus Christi por forca maior, nio
tera lugar no dia 4 deste mez esse soleranissmo
acto do culto catholico, como e costume; o jue
levo ao conhecimento da lllm. camara municipal
de Belem, para os fins convenientcs. Deus guarde
a V. S. lllm. Sr. Dr. Joao Lourenco Paes deSotza,
presidente da camara municipal de Belem.0 so-
nego, Sebastiao Borges de Castilho.
a Paco da camara municipal de Belem do Para,
2 de junho de 1874.lllm. Exm. Sr.A camara
municipal de Belem reunio-se em sessao exlraor-
dinaria, convocada pelo seu presidente, para to-
mar conhecimento de um officio que ao mesmo
presidente enderecou hoje o Rvdm. conego f over-
nador do bispado, e de que junta copia antben-
tica.
Como V. Exc. se dignara ver pela mencioia-
da copia, aquella autoridade dispoe absolutameite
que onao tera lugar (imperativo) no dia 4 da cor-
rente a imperial procisso de Corpus Crhistiuna
instituijao legalpor c caso de forca maior
(sem especialisalo) por estar a todo o clero im-
possibilitado de assistir a mesma procissao.
A lei provincial n. 15 de 9 de setembro de 1839,
cemmette em seu art 1 as camaras municipals a
obrigacao de fazerem esta procissao, estabeleiida
pela antiga legislaclo e immemorial costume da
igreja, isto e, diz a legislacao : A procissao wd
lugar. 0 Rvd. governador do bispado, porem, de-
roga ou infringe a lei e em iinguagem imperativa
diz agora a camara municipal de Belem : A pro-
cissaa nao tera lugar. Bem dosejava a camara,
qae se uiana de confessar-se aoimada dos mais
onbodoxos sentimenlos, segair a palavra da auto-
ridade ecclesiastica, e desejava ainda mais, qae es-
ta antoridade, em vez de.ordenar, convencesse-a ou
persuadisse a com razoes logicasde que nio con-
vent ter lugar a ja citada procissao, em vez de
abroquelar sua resolucao em allegacao de caso de
forca maicr, que nao se digna declarar qual e, a
impossibilJade de todo o clero assistir a este so-
iemne acto do culto catholico.
a A obeiiencia ao acto do Rvd. governador do
bispado e uma flagrante infraccao da lei e pu'e
ale acarretar responsabilidade criminal. Assim
na dolorosa alternativa da, ou infringir a lei ou
obedecer ao Rvd governador do bispado, a camara
entende que deve, antes e apezar de tudo, curt-
prir a lei; todavia nao estando nas suas attribu]-
coes dar outras providencias, alem das que ja tee
dado, nara que se faca a procissao imperial, pede
a V. Exc. se digne esclarece-la se tera ou nao It-
fir a procissao, cabendo-lhe commanicar a ?
xc que em sessao permanente aguarda a resi-
lucSo de V. Exc, a quem Deus guarde. lllm. p
Em attencao a pessoa da primeira autoridade
da provincia, e nao por julgar-me a isto obriga
do, passo a fazer algumas ponderacoes sobre o as-
sumpto.
A camara municipal nao tem o direUo de jul-
gar da opportunidade ou nao opportunidade da sa-
hida da procissao de Corpus Christi, cousa da ex-
clusiva competencia da autoridade ecclesiastica,
estando apenas a seu cargo as despezas que se
costumam fazer por essa occasiao.
< Outra extensao nao tem a lei provincial n. 15
de 9 de setembro de 1839 ; e nem podia ter em
face da lei geral de de outubro de 1828 (regi-
mento das camaras municipaes), a qual nao da as
camaras attribuicJo alguma sobre prociss5es, e3-
pecialmente sobre a de Corpus Christi, nem tao
pou :o o acto addicional de 12 do outubro de 1834,
artigo 10 4 e 7, concede as assemblers provin-
ces o poder de legislar sobre semelhante ma-
teria.
Portanto a lei provincial citada encarrega so-
mente as camaras municipaes da parte material
da procissao de Corpus Christi, como ainda hoje
incumbe ao prioste da Se de fazer a festa de N. S.
de Belem, fornecendo para isto os meios neces-
sarios.
a Qualifier outra interpretacao seria absurda,
desde que os membros da. camara municipal nao
sao padres, e que estes nao sao obrigados por lei
a aeompanbar prncissoes, embora se faeam a cus-
ta da municipalidade
Se os padres nao estlo obrigados a acompa-
nhar procissSes feitas por irraandades, como V.
Exc. reconheceu no caso da confraria do Senbor
Bom Jesus dos Passos, a mesma senao maior razao
milita na questao presente
a Exm. Sr., ha prescripts lithurgicas, que
devem ser observadas nas procissoas. e principal-
mente na de Corpus Christi, onde se expoe a ado-
racao publica o SS. Sacramento do Altar. Ora,
ninguem ousara negar a competencia exclusiva da
ijrreia era materias lithurgicas. Portanto, sea au-
toridade civil pretender resolver questoes lithur-
gicas, tornar-se-na impossivel d'ora em diante o
exercicio do culto catholico entre nos.
< Em conclosao direi, que se a camara munici-
pal jalga ter obrigacao legal imprescindivel de fa-
zer a procissao de Corpus Christi, empregue os
meios a seu alcance, para realisar esse intento.
i Aeho-mer porem, na impossibilidade de auxi-
lia-la neste empenho, enao me consta haja nesta
capital sacerdotes que possam aeompanbar a men-
cionada procissao no dia 4 deste mez.
c Nio derroguei, nem infringi lei alguma, ao
menos conhecida, pois ate agora nao ha legislacao
vigente no imperio que regule as procissoes, e a
litburgia do culto catholico.
a Entrego estas consideracoes ao etclarecido
criterio de V. Exc, deixando de parte as argui-
coes da camara municipal acerca do men torn im-
pevativo por reputa-las descabidas e sem valor.
Deos guarde a V. ExcDim. Exm. Sr. Dr. Pedro
Vicente de Azevedo, presidente da provincia.Co-
nego Sebastiao Borges de Castilho.
1" seccJo.Palacio do governo do Para, 3 de
junho de 1874__Em aolucSo ao offlcio de hontem,
que me dirigio a camara municipal da capital, e
em que pede providencias para a procissao anoun-
ciada de Corpus Christi, lenbo adizer que, ouvin-
ra a camara municipal este-
prescripfoes da lei provincial a. 15 de 9 detetera-
bro de 1839, que a autorisa a fazer as despezas
necessarias com e-sa solemnidade.
< Declaro a camara qae pela parte civil e mi-
litar foram dadas com tempo todas as ordens para
o espleodor da dita festa, e qae, sem enlrar na
lithurgia do culto catholico relalivamente a pro-
cissoes, levarei toda essa oecarrencia ao conheci-
mento do governo imperial para o fim de evitar
que se reprodaza no futuro.
< Pica tambem assim respondido o segundo offi-
cio da camara sobre o mesmo assumpto, de hoje
datado, e que neste momento aeabo de receber.
Deos guarde a camara municipal da capital. Pe-
dro Vicente de Azevedo.
Deixando as lutas do clero, passo as novida-
des, por assim dizer, politicas.
a A' vista de cartas e occurrencias suscitadas
a_a camara dos deputados, em referencia a situa-
pao e negocios publicos desta provincia, corre
depois da chegada do vapor Merrimack, que o
actual presidente Dr. Pedro Vicente de Azevedo e
transferido para Minas Geraes, em substituicao ao
presidente Venancio Jose Lisbea, nomeado, se-
gundo talegramma, para a Bahia.
(i Se assim nao for e succeder ao menos, sao
estes os votos, as aspiracoes da situacao que tem
por chefe o reverendo conego Manoel Jose de
Siqueira Mendes.
ji Se por ventura, a situacao da politica central
nao mudar, com a conservacao do actual gabinete,
parece-me mais prova vel a substituicao do presi-
dente ; porque acredito que a deputacao d) Para,
embora limitada a tres deputados ha de por sua
conveniencia acorapanhar o rainisteno, e portanto
este tambera convira em annuir a algumas pre-
toncoes concernentes a fortalecer e assegurar os
alliados paraen3e3, que lbes prestar o seu apoio.
< Hoje tado sao conveniencias e interesses qde
se debatem na roda viva da chamada politica ;
as transaccoes estao em dia por toda a parte, e
nao admira que depois do barao de Villa da Bar-
ra, Drs. Cunha Junior e Pedro Vicente de Azevedo,
ainda tenbaraos este anno, mais um administrador
de quatro ou seis mezes I
Ja esta entre n6s, o novo chefe de policia Dr.
Samuel Felippe de Souza Uchoa, que toraou posse
do seu cargo no dia 6 do corrente.
a Espera se a todo o momento que o Dr.
Quintino de Castro Leao, ha muitos annos, juiz
de direito da comarca dos Breves, veoba toraar
conta da vara do 2* districto desta' capital para a
qual fora recentemente nomeado.
Aguarda-se tambem a nomeacao do juiz sub-
stitute dos orphaos, visto o Dr. Joao Maria de
Moraes Junior ter conclaido oseu quatriennio.
t E' de extreraa conveniencia que os magistra-
dos nao sejam distrahidos para outros lugares ou
commissdes.
< Ainda agora, com a nomeacao do Dr. Uchoa,
para desembargador de Matto-Grosso e a demora
da chegada do chefe de policia, houve certa para-
lysacao e embaracos no foro.
" Vnltmi n Fir Jni PranrJuvi An Aranin Lima.
qua estava na chefatura de policia, a occupar o
seu lugar de juiz subslituto do 1* districto, assim
como o Dr. Arminio Adolpho de Pontes e Souza, e
o substitute do juiz de orphaos e ausentes.
_ Acabam de ser condemnados a gales es ir-
maos Araadores, assim como seu pai a 20 annos
de prisao, pelo jury da Cachoeira, em Marajo,
como autores do assassinato do capitao Manoel
Jose de Mello Freire Barata, de que ja lhe dei
noticia, sendo o escravo daquelles, indigitado
complice, absolvido.
< Este processo attrahio aqui a attencao pu-
blica, por ser o capitao Barata, capitalista e fazen-
deiro rico, alem de ter familia importante tanto
nesta capital como em Marajo.
a Seguiram varios advogados para aquella
comarca a tomar parte na defeza e accusacao,
auferindo nao pequenos provent03 ds parte a
parte ; afinal a questao esta em grao de appel-
lacao no tribunal da relacao e os reos condem-
nados recolhidos a cadeia publica da capital, por
nao haver a conveniente seguranca na da Ca-
choeira.
Ao amanhecer de 28 de maio ultimo foi en
servador, depotado e iaspector da saude publica
da provincia..
Falleceu de repente, hoafem as tres boras da
tarde.
E' a epoca das mortes instant-aneas e de diffe-
rentes molestias. com a mudanea do inverno, sem -
pre cbuvoso e bumido para nro verao abrasador I
PERNAMBUCtt
ASSEMBLEA PROVINCIAL
SBSSiO ORfMXARCA EM 8 DP. MAIO
Exm. Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito dig- j do o reverendo conego governador do bispado a
no presidente da provincia. Joao Lourenco Pah
de Souza, presidente, Frederics Carlos RhossarS,
Jose de Deus e Silva, Joao Augusto Dias Guer-
rtiro, Antonio Theodorico da Silva Penna. >
c Paco da camara municipal de Belem do Pfr-
ra, 2 de junho de 1874.lllm. St.0 governador
do bispado, Rvd. conego Sebasiiao Borges de. C-
tilho, acaba de eoderecar um offlcio ao presidelie
desta caman, dattdo de hoje jeclarando que nio
tera lugar no dia 4 do o^wiife a imperiai precis>.
%*J&rS f"S -*", estabeieoida pela antiga to-
gKia^ao e ^memorial costume da igreja e de qne
. .ei provincial n. 15 de 9 de setembro de
aXdo raSalldimb,9r' realisar IfSaSffiJSS^ tol9ran^' COm' 1**39,'foraPm encarregadas ai carams mnmcipaes.
a5ao do material de gserra. o respecltvo prelado. v | A camira -jiim araa,sCOpla au,henttca do precila-
esse respeito, e sobretudo para que me doclarasse
quaes os motivos de forca maior que impediam o
clero de se apresentar para essa solemnidade, afim
de remove-las, caso eslivesse em minha alcada,
respondeu ma aquelle reverendo, sem declarar
quaet os embaracos que eucontrava, que eram
elles de natureza que nao podiam ser removidos
pela antoridade cWU, e quo achando-se impossibi-
litado de auxiliar a camara municipal de Belem
nesse empenho, tambem nao lhe constava qne
houvesse sacerdotes que podejsem aQompannar
procissao no dia de au^'anha.
c Em vista, pqy, de uma semelhante declara-
contrado na Travessa da Gloria, porto denominado
Cantao, o cadaver de um preto, cuja idade
andava por cerca de 30 annos.
a A epiderme do rosto, peito e pernas estava
de3tacada e em paries empollada; suppoe-se ser
a morte causada por exteosa queimadura de al-
gura liquido em effervescencia.
a A policia procedeu a corpo de delicto ; e na
supposiglo de haver um crime, fez varios inqueri-
tos e deu algumas buscas em differentes casas e
localidades.
< Nas diiigencias effectuadas descobrio um con-
trabando deserabarcado para a casa de Antonio
Martins, official da fundicao existenta no Reduc
to, pelo que foi preso, sua amasia e Manoel Jose
de Freitas, que se lhe tinha associado.
< 0 contrabando exislia n'uma especie de sub-
terraneo, para onde se descia por um algapao,
0 qual tinha era cima, para vedar as vistas, uma
commoda.
a Dizem alguns jornaes que este facto nenhuma
ligacao tem com a morte do preto, em face das
averiguacSes e diiigencias havidas ; foi apenas
um achado accidental, constando o contrabando
do seguinte :
< 13 caixas com 103 pecas de renda de linbo lino,
1 sacco com "51 toalbas e 27 fronhas de linho fine
bordadas, i amarrados com 13 duzias e 9 lencos
encarnados, 1 caixa de folha com 5 macos de cor-
da para violao, con tendo 50 duzias cada mace, 31
mac.03 com pec,as de galao e espeguilhas douradas
e prateadas, 1 caixa de folha com 2 pecas de seda
roxa para chapeos de sol, 240 chapeos de feltro
sortidos, 1 sacco com 91 grosas de botoes de seda
preta, 1 dito com chouricos, 3 caixas com garrafas
com vinho do Porto, 4 garrafoes e 2 barrilinhos
com vinho, 1 caixao vasio, 1 caixa com polvos
seccos.
i Os envoividos neste negocio ja se_ acham sol-
tos, do que resulta que nenhuma ligacao tem com
o apparecimento do cadaver no porto do Cantao.
c S. Exc o presidente da provincia, querendo
visitara ilha Tatuoca, ceiebre nos annaes da bis-
toria desta provincia, para alii seguio no dia 21
do passado na canhoneira Henrique Dias, acom-
panhado do commandante do districto naval, do
inspector do arsenal de marmha e do da alfandega,
dos Drs. Cantao Freire e tenente-coronel Jose
doO\
a Dirigio-se primeiramente a freguezia do Mos-
queiro, onde desembarcou e percorreu o povoa-
uo, visitando as esoolas de ambos os sexos e a ma-
triz da fregaezia, demorando se nisto ate as 11
horas da manha.
resto do dia, regressando as 5 horas da tarde, tea-
do aqui desepibarcado as 7 horas.
Em 27 do mez findo entrou neste porto o va-
por Uooper, conduzindo o cabo submarino, que tem
de ser immergido entre esta capital e S. Thomaz, e
segundo dizem, tocando em Cayonna e Demcrara.
c 0Booper deve safcir amanba ou depois-; as
sira em breve est^remos em rapida communicagao
com a America do Norte e a Europa, completan-
do-'se por este esforco humano a grandiosa obra
iniciada em fins do anno passado na America do
Sol .
a Baixara hoje a sepullura os restos mortaes d^ n0Ya
:. Marcello i---;v f mmn o
PRKSIOEMCIA DO SR". FKRR8IRA DE ACUIAR.
(Cenclu-sao.)
t> Hr. Guu(;uit(>ii Fen-eira s-Sr. pre-
sidente, compulsando o orcamento de receita da
camara municipal e reraettido a esta casa, e fa-
zendo um calculo a respeilo da porcentagem que o
projecto da ao proenrador da camara municipal,
venfico qua ha equivoco bo mesrao projecto, que
devia tomar por base a receita orcada para 1874 a
1875. Acabando de fazer o calculo, vejo qae a
porcentagem do procurador, em lagar de ser....
5:4714062, como esta no projecto, deve ser......
6:896*689. Ja ve, portanto, V. Exc, qae o orde-
nado do procurador da camara nao e s6 5:471*
O Sr. Olympio Marqcbs :Nao 6 ordenado.
0 Sr. GonqvlvesVerreira :A porcentagem.'
Fazendo ainda o calculo da $ per cento sob a
mesma base, vejo que o procurador flea com....
5:172x517. A' vista disto voa offerecer uma emen-
da reduzinJ) essa porcentagem de 4 a 3 por
cento.
E' finalmente lida, apoiada e eotra igaalmente
era discussao eeta emenda :
a 2* do art. 2*Era lugar de porcentagem
do procurador da 4 por cento etcdiga-se 3 por
cento das renda3 que arrecadar.Goncalves Fer-
reira.n
Sr. oiympio Marquea s Sr. presi-
dente, julgo conveniente fazer algumas considera-
coes em resposta ao nobre deputado pelo 2." dis-
tricto, que apresentou a apreciacao da assemble..
o orcamento remettido pela camara, calcalando
por eile em 6:000* a porcentagem que percebera
o procurador.
Nesse calculo nao deve entrai* o saldo dos exer-
eicios anteriores, e creio mesmo que ha diversas
parcellas da renda da camara, muito poacas^e
verdade, que nao entram na totalidade de que se
deduz a porcentagem.
Alem disto a porcentagem nao e calculada so-
bre o rendimento do futuro exercicio. Como sa-
be-se, os calculos em orcamento sao feitos pelo
termo media dos tres ultimos exercicios.
0 Sr. Go.vqalves Ferreiba : 0 termo medio e
exactamente 172:000^.
0 Sr. Olympio Marques :Mas tem se de de-
duzir os saldos dos exercicios anteriores que nao
entram na porcentagem, tem-se de dedazir alguma
renda de que se nao lira porcentagem.
. Alem diatn prAiia(\ attandAr a Aota fiirfJlDlSlan-^
cia, de qne ja fallei : o procurador tem necessi-
pade de gastar com pessoal qae o auxilie no ser-
vico da arrecadacao da renda da camara munici-
dal. Por conseguinte a sua porcentagem, que 6
toda eventnal, dependente da eobranca, ainda que
se eleve a 6:000*, nao pode deixar de dear redu-
zida a 4 contos e tanto.
Pergunto : 6 este um vencimento superior para
um homem que tem a responsabilidade do procu-
rador da camara municipal, que arrecada centa-
nas de contos de r&s ? Nao e Se se qaer que os
empregos de responsabilidade sejam exercidos
com as necessarias garantias, com vaniagens, 6
praci-o que a remuneracSo corresponda a essas
garantias, a essas vantagens.
0 Sn. Gonqalves Ferreira : Isto era these e
assim, mas vejo todos os empregados mal pagos.
(Ha outros apartes.)
0 Sr. Olympio Marques : -Alem disto ha outra
consideracao a attend;r : quasi todos os annos,
por proposta da camara, os ordenados de seus
empregados sao augmentados.
Um Sr Deputado : E nao sao mal pagos.
0 Sr. Olympio Marques :Nao sao mal pagos.
Entretanto a porcentagem do procurador e sem-
pre a mesma.
Ha ja alguns anno;, tendo a camara proposto a
porcentagem de 4 por cento, a assemblea a reduzio
a 3 ; mas a camara reclamou, foi attendida, e
continuou a proporos 4 por cento.
Ora, creio que a camara que tem procedido as-
sim e a assemblea que tem sanccionado o seu
proeedimento, tem 'tide para isto muito boas ra-
zoes, e nos nao podemos ser melhores zeladores
dos interesses da camara do que ella propria.
0 Sr. Tiburcio db Magalhaes : Accrescc mais
3ue o procurador da camara tem responsabilidade
os dinheiros que recebe.
0 Se. Oltmpio Mabquks : Sem dnvida
nenhuma, e um emprego de grave responsabili-
dade, e nao pode ser exercido senao por quem te-
nha uma compensacito equivalente.
Um Sr. Deputado : -Entao, a vista deste princi-
pio, e nobre deputado deve votar contra o aug-
mento de todos os empregados.
0 Sr. Olympio Marques : Em geral en vote
pelo augmento da vencimentos dos empregados
publicos, porque reconheco que sao mal pagos, e
entendo que e dinheiro bem despendido aquelle
que se paga aos empregados publicos, camtanto
que estes cumpram bem os seus deveres.
Na boa escolha e aptidao do pessoal esta tudo.
0 nobre deputado pelo 5 districto offereceu um
requerime to de adiamento ao 4., que trata de
enstas judiciaes, e dan como razao precisar ver a
resposta da camara a um pedido de informacoes
que fez a respeito de despezas, qae a assemblea
em annos anteriores autorisou a camara a fazer
com o pagamento de custas judiciaes. O nobre
deputado attribuio a camara o proposito deiibera-
do de protelar a resposta para eximie-se ao paga-
mento des;a divida.
0 nobre deputado esta bem informado. A as-
semblea provincial em diversos annos anteriores.
tem autorisado (nao poderia roandar) a camara a
fazer taes e taes pagamentos de custas judiciaes, a
que a mesma camara tem sido eoademnada; mas
a camara tem deixado de usar dessa autorisaQao
em relacao a certas pessoas, porque allega que as
custas estao prescriptas.
0 Sr. Tolxntwo dr Caeyalho : Depois de
mandar a assemblea pagar, oessa a prescripcao.
0. Sr. Oltmpio Marqjjes. : Estas pretencoes
teem sido examinadas por diversas commissdes da
camara municipal, e aflnal tem ella reiolvido em
sessoes publicas...
O Sb. Toukntino de Carvalho :Contra o pa-
recer do advogado.
- 0 Sb. Olympio Marques : Nla dttviao ; mas a
camara resolveu nao nsar da antorisacao que a
assemblea lhe deu.
0 Sr. Tolbntino dx Carvmjm :ilas se a as-
semblea autorisou 1
0 Sr. Olii* Maaquw :Dasde qae a cama-
ra nao reconheca a legalidade da divida, a assem-
blea nao p6de mandar pagar.
0 Sr. GosgALVEs Ferreira da um apatt*.
0 Sr. Oltmpio Mabques : A assemWea no
pode reconhecer a procedencia de uma divioa,
que a, camara nao reconhece. ._, -
0 Sr. Go.n-qalyej; Ferreira : ~ E doutH"'
.act
f lltM--1
ao, nao seqao possivel a procissao sera -padres J?r. Marcello" "** o Sn. Olympjo Maboi" M, ,. .
quecgndaHmo^^oSaerwemodoW,! ^ 1^STS5^Siw dopaxtido COfllciso qua catnap j^l$&&

k.


divida dara a.*9, recobeada anlorisscao da assem
elea, a eagae; assemble* nao poor, onn-
gar a camara a ser devedow, quando ftlla e-sta
convencida de que nao 4.
A camara, proeedsnda assim, podo.ranter raa
zio, mas inconlestavdmea* usa de n direiu -
nein e a assemble qoera ha do, resolver esta
quesiao : sad os triBanaes. Os iuteressados recorram a elles. Dearfs que os Urkauses )ttli|a:
rem e senten:iarenveniao a camara nSotera ottro
remedio sen to cote%nar quota para o pMga-
mento.
0 Sa. GoNCU-vts. 1f.riiriba : A assemwea tao
pode, porque nio lem a conecio, nao e tribunal
judieiarto ; mas pooVcoagir com a forca moral.
0 Sr. OLYsne IaimK'ss : -<* mais qae a assem-
bled pode anloriir as despezas propostas pela
camara ; mas desda que esta drc qne aao deve e
nao propoe a oWspeza,1 nio 4 ebrigada faze-la.
Por estas ratdes jnlgo qae o reqaerimento nao
esla no case de ser approval, tadto mais quanto
a assembles pode exigir e reeeber as informacees
que pede a 3.*. ____
0 Sr. Tolkntino be Carvulho :Nao doixo
para amentia o que posso fazer hoje.
0 Sa. Olympio Makqdbs : EntreSanto para mim
indifferente que seja on nao appcovado o mesmo
requerimento.
O Mr. Acs Cavaleaaar faz largas con-
si deracoes.
r. Hunori a Reo t -Sr. presidente,
quero demonsirar, co.no pronetti em aparie ao
rware deputado reiaflir da commisstio, que confec;
cioaon o projecto de sreamento muuicipal, que foi
meeos justo para com o actual amanuense que
serve de porteiro da camara.
O Sr. Goes Cavaicaktb :Nao fui 010033 jus-
to; eu nem conheeo esse erapregaio a que o no-
bre deputado se refere.
0 Sa. Makobl oo Hhoo ; -Esse funcoiouario, ze-
loso cumprilor de s-eus deveres, accumula actual
mente dous lugares e percebe a mesma retribui-
cio que os ouwos raaauense, teoio alias am
trabalho duplo. 1st) e eertamento uma injustice,
porqno cada urn deve reeeber a retribuicao em
relacao ao trabalho qne faz.
0 Sa. Goes C*t*ix\*te da urn aparte.
O Sa. Masobx do Rego : Foi p >r iso que eu
disse em aparte que o nobre deputado nSo leu o
relatorid da camara, e vou deaioostrar o que
est iU dizendj chamando a attenca> da as.-emblea
para o mesmo relatario : (16) consiste na ereacao
do urn porteiro; actaalmenie este servico c
feito por m amarraense.
Diga agora o n8l*re deputado se o ania- uense
aocumul ou uio dous lugares ?
0 ^R. GorsCavaixakte .-Logo ei!e tern o dom
0 Sn. Manoei. oh Rbco: Ellc esta senlado em
uma sala junto teiro, e ao mesmo tempo preenchcnlo as suas
ftinccoes de amanwense. Este < o facto e vou
prova lo com o relalorid da propria camara : (Itf)
alem de repugnarem entre si as duas cathego-
rias de porteiro e amanuense em am s6 indivi
duo...i
Que me diz o nobre deputado ? E' ao me teiii!"! p>ri.;iro e amanuense ou nao ?
0 Sr (jobs CatalcaJW* : A quesiao e do ".ra-
balho ; oSo Tac.a qnestab dj ntme.
0 Sit Mx.NOELDrt R:;ai :-l>-f (raWho, sin : se
nao lute amanuense era ->'i p iri-'iro, e eotao nao
seria ao mesmo tempo porteiro e amanuense.
( :oiiiitii'n a lei): ... accres'c- que send) indis-
peu>avel a crea^an de u n amanaense arohivis-
ta, o actual porteiro, que tainbem i irma*ue*v,
passara a servir na secrenria este lugar, accu-
inulanlo as func.iies de archivisia ; e eniao so
tt-ra a camara de nonvar um porteiro, e com
. isto ha ecmiiiinia, d que sc livesse um ama
nu-ne archivisia, e-imo e de reconhecilaiie-
CtfisiJid*, ftintinuaudo o porteiro a ser ama
nuens*- tatub-in.
V5 sc. portant", que a ratnara julga nece-saria
a creaijao de um aichivisia anianueuse. (Ira, se
f sse creadi este iutrar, devia este ctnprogado per
eher pelo rnenos 1:700*, eomo os demais ama-
nuenses, e ficando o outro amatiuense, que serve
actualmente de p irteiio, teria a camara de dej-
panler 3.iOO*. IVIa emenda que apresentci, a
aitiara econiiutsa !(Kli, porque passa o actual
amanuense porteiro para amanuense archivisia
com 8:000*. e crea-se o lugar le porteiro com
i-.2'X)*, vinuo a caiiiira a Jespender ,1:200* e nao
3:lfK)i. corao gastaria no outro caso, porquanto
ella jolga necessana a ere.ieio de um amanuense
arct ivista.
0 Sr. G6b8 Cavalcantk : -Nao julga indispen-
savel c lanlo assim que pede somente a Cfeacio
d) porteiro,
'ia
)o\auim loseGwaes
Aut'inti l. Furtado & C.
lul o YloTissa* de Faria
S sres do Amar.U & ''
ftireira Vvanna & C.
7:%6|jt50
1:0004000
3 68ii80
:i:02S*SM
S.3t')40(|i
thvii.-r.ni Rev. ..- \Sn senhOT, julg:
lambem necessana a creacao do atnanueue aT
. hivisia, w.m provei com o seu proprio rela-
tofio.
Assim, pois, como ja demonstrei, fara a camara
uma econ mia de 200*090, admundo-se a miaha
emenda.
0 Sr. Gobs Catalcantb : -Nao, seubor, leii me-
:h ir o relalorio.
0 Sn. Hanoel do Rboo :-I.eia melhor o nobre
deputado; eu na i tenho nenhama duvida de que
t^ste e o pensamenl> di camara.
Como ja disse, o vencimenlo que na euieida os-
tipulei para o amanuense. quo passa a servir de
archivisia esti era relacao a importancia desse
emprego.
Attenda se para os arcbivistas de lodas as re-
I'.articoes ; alguns tetm a eathegoria de chefe de
seecao, com) o da secretaria da presideneia, e ja
mostrei que sao mnit > hem retribuidos.
OSr. Lackrda :Entlo augmente-se o venci-
mento de official maior, porque o d.v presideneia
^aniia mais.
0 Sr. Hanoel di I\kgo : -0 official-maior ja li-
ve augmento e depots elle e simples official maior,
entralanto que o empregalo a que me reOro, de-
ve accumular dous empregos, amanaense e ar-
chivist*.
O Sr. Gobs Cavaixante :Mas a camara ja pro-
poz am augmento.
0 Sb. Hanoel do Rego :A camara julga ne-
cessana a creacao; eu ja o demonstrei, nao sei
como nio me tenha feito comprehender pelo no-
bre depntado ; basta ler o sea relalorio, para ver
se que a camara julga ate indispeusavel a crea-
cao do amanuense archivista.
0 Sa. Goes Cavalcante : Mas nao se cr oa.
0 Sr. Manoel do Rego : -Eu proponho a crea-
cao do lugar de porteiro, economisando assim a
camara 2004000, porque 0 amanuense que serve
aetnalmente de porteiro, passara a servir de ar-
chivista, continuando, entretanto, a ser amanuense.
Ora, se ejle ficaera peiores conJicoes do q ie os
outros amannenses, porque flea com maior traba-
lho, que muito e que tenha mais 3004, pelo en
cargo que tem de um archivo importante como o
da camara municipal ?
Julgo, portanto, ter juslificado a emenda, tins
trando que a camara ainda economisa 200*.
Qaanto ao amanaense da contadoria, tem este
muito mais o que fazer do que os amanuenses da
secretaria. A secretaria tem o official-maior e 3
amanaensee, ao passo que a contadoria tem o eon-
tador e am amanuense ; este so faz o servico
quasi correspondente ao dos tres da secrelaria.
Acbo, portanto, de jastica que esse amanuense te-
nha mais I00J do que os outros ; o sea trabalho
k muito mais penoso, porque consiste em fazer
contas, escrerer os livros de taloes, etc. Esla 6
a minha opiniio ; a assemble resolvera como
entender de justica.
Jurgo ter demoDstrado que eitoa de accordo com
o que propoe a camara em sea relatorio, e en-
tendo qne a assemb,'ea nao deve ser mais zelado-
ra dos cofres di camara do que ella propria, dei
xaado de attender aosseas reclamos.
Ninguem mais peiindo a palavra, encerra se a
discusgao do artigo, menos a do | 4* e procede-se
a votacio.
E" approvado o requerimeoto do Sr. Tolentino
de Carvalho sobre o adiamento do $ 4.*
Sao depois approvados os IJI'.re 3* em par-
te, a emenda do Sr. Hanoel do Rego em ambas as
Sarteg, e rejeitadas a do Sr. Tolentino de Garva-
to, a do Sr. Hauoel do Rego ao t* parte 2*, a do
Sr. Gonealves Ferreira e a do Sr. wympio Mar-
ques.
Reconhecendo-se nao haver numero para conti-
nuar a votacio, Sea esla adiada.
0 St. presidente designa aordem do dia seguin-
te e levanta a sessSo.
RBVISTA DIARIA.
Jrr Beclfe.Deixou e^te tribunal da
funcciooarao sabbado ultimo porque ao sortear-se
o conselho de sentanja, foram taatos os recusados,
que esgotou-se onusaero dot compaecentes, ape-
zar de ser este saffleiaata, sem que Qcasse aquelle
complato; do que resultoa a aecessidade de se-
rem sarteados mais dez juizes de fact >.
ninbeira. 0 vapof Memmack troute
para:
Amorim Irmios & G 18:380*000
Joaqaim JM G, BeltrJo & Filbo 10.000*000
. ^ 'm
Roe* Hdchia'] d Moraes. Gaivao, wtr'We.J
la SSva Pa-.io.
. .. i .:- i___.. .1.. *. t.^ T .--...... u--;- '
Para o Rio de Janeiro levou o mesmo vapor,
do hossa' praja, 27:ii004(SrJ0. '
Para o sal d taporl. Com i recebi
dos em nosso porto levou o Uemmxck 26 passa-
ge iros.
Atrtigtae Heeaanicos e Uneraes.
A imperial soeiedaieiMsitii denominada, devenro-i
ceder no dia 28 da coarente. a oleigao da directo-,
ria que deve fanccionar uo anno social de 1874,
t875. Aquelles sacios, que .e acham atrazados em
os pagamentos Se mensaiidades, devem quauto an-
tes pOr-se em dia, afim de tomarem parte na elei-
cao.
Patsamcnto.-No sabbado, pela manhi.Toi
eticontrado morto, no meio da rua de Lorn as
Valentin's, o Sr. MarUnho de Oliveira Borges, vie-
tima de uma congestao pntmonar.
Quostao r'liloa. -Uecommendamusaos
I ieitores a raissiva do nos o correspondente da ci-
'dtde de Rel6m, na qual vim relatados com minu
ciosidade e clareza os ultitnos ac ntecimeatos ha-
vi Jos nessa cidade, capital da provincia do Para,
em relacao ao enterro de dous aleptos da maco
naria, e a i>r >;i?sao de Corpo de Deos.
Bialar|iicSeguio honlem n) vapor ame
ricano Merrimack, com destino a corle do imperio
o nosso amigo o Sr. Dr. Joso Tiliurcia Pereira de
Magalhaes, capitSo Co corpo de engenheiros, com
o fira de obter do governo imperial uma licmca
para ir aperfeicoar na Europa e aos Estados-Uni-
do> os sens estudos sobre i ortos de mar e obras
hydranlicas.
E' justo e louvavel o empenho do nosso com-
provinciano, tanto mais quanto teaciona applicar o
fructo de suas Iocubracoe3 theoriias ao porto des-
la cidade, sobre cujo assumpto acaba de pnblicar
nos numeros de 21 do passado e 5 do correnle
desle Diario, um importante escripto, o qual re-
vela muito esiudo e applicacao a e se gene o de
trabalho, quasi novo para o nojso oaiz.
Far.emos votos para qne consiga do governo im
perial a realisacao de tao importante e razoavet
preteacao e volte, amestrado pelas li;2es da prati
ca experiencia, prestar ao seu paiz os servico?, que
se Jevem esperar de sua intelligeacia e reeonhe
cida applicacao.
Outro.Seguio hontemtambem para a cdfle
c distincto membro da tachigrapphia do senado, o
Sr. Antonio Lais Caetano da S Iva, sob cuja direc-
i^.io immediata tao excellento correu a de nossa
assembl^a legislativa provincial, no corrente anno.
Talentoso e de uma actividade a tjda prova, o
?r. Caetano ejustamente reputado um dos primei-
ros da classe.
Ao retirar-se folgamos era assegurar qne aqui
deixa o Sr. Caetano hem lirmado seu nome, quer
por suas habilitates profissionaes, qner pelos do-
tes moraes, que recommeniam seu caracter.
B ins venlos o conduzam.
Xavio eiieoiilrado. Por communcieacao
do capitao d. patacho inglez S. A'. Collymnre. pro
cedente de New-York, saoe-se que no dia 2 de ju-
nho do Ciirrente mez, na lat, 4." 20" S., long. 27"
20" W., commaniwra esse capitao com a e^cuna
americaita Nmcy Smith, qne nn viagem de New-
York se destinava a Hontevideo, contaodo 26 dias
de vmem. Tado ia bein a bordo.
Ville Havre, que dovia tocar em nnsso porto. tendo
comp'elado sea carregmienio no Rio de Janeiro,
seguio d'alli em direiiura para l.isboa e Havre.
Xntas puUlicacoeM Do Para recebe-
mos itoritem dous peinen s foihetjs assim deno-
miindos : Din i sew pre o m'smo, por Conrado
Rolandew, vertido para portog-ez pelo Sr. Carlo*
Seidl; c E.Tposicdo de process) crime do Rem Jose
Htm iqm I'elix de Dacia.
Agradecomjs ambas as remessas.
Aurora hraHlletra.-Recebemos o n. 8
d jnrnal assim deiiominado, que se publica em
New York, e serve de orga dos esttfantes brasi
leiros e.n Cornell.
Desse nnmero extrahinms o seguinte :
UiiiversiJtide. de.Cnnell. -A genorosida le do
banqueiro. de New Y >rk, Sr. J isepii S-I:gnnn, e
atnigos deve esta liberal instituicao a creaQ.io e ma-
mitoncao de uma cadeira do hebreu. hisioria o lit-
teratu'ra orienlaes, para reger a qual foi convida-
do e hoje o esta fazendo o Dr. Felix Adler, gra-
duado com dislincfio no collegio Columbia, e d
pois em philosoplua em Heidelberg.
a Uiiuersidade de Micliingan. -No num-ro dos
alumn is ha pouco graduados nesta universidade,
contam-se otto senhoras em me licina e outras em
varios ramos de onhecimentos.
Agussiz, mestre.EeA este o nome porqao pre-
f^ria <.>r chamado n mcaode sahio. A Miimic.ia f.ii
semj)rc singeffa e moaesta quando aisim persoai-
llcada; nas maos dos Agassiz e que tem prospe-
ralo. ,
Trata-se de perpetuar a memoria do mestre
Hanoel
rina da
HipoHl lao bopes de Casiix T BmN. Waaiwrtey.
Eiayivdio (iaiepurm de Moraes, c ..n Friit*!iaa
Hertr*;negildi fa Pigaeiretor ^^
Uailhermo Fraacuco Ozark), com Eugenia Cla-
riada Ferreira.
Petronilio Can-do Nasciment-j, coin Mafia da
C0ncei5.au e silva.
Antonio da Peiites Mafinho, Chm Traaquilina
Augelica Antnae.'. f I
Henrique W S| Leitao, com Anna lab.l de
Barros Campello
Ulegario Jojc da Hora, com Haria Marianiia do
Sacramaoto.
Ilanoel Antonio Pinheiro, com FeUapa do Sa
Albuijuarqiie.
1* denunciaeao.
Manoel Lourenco d* Silva, com Anna Maria
Baixa.
Hanoel Antoaio da Silva, com Maria Amelia
da Silva.
Geroncio dos Santos Ferreira, eom Anna Caroli-
na de Goarera.
Ricardo Fernandas Catanho Vascoacellos, eom
Elvira Maria de Alencar.
3.* denunciaeao.
Amaro Joaquim do Espirito Santo, com Olindi-
na Francisca Joaquina de Oliveira.
Pedro Gome's da Costa, afrreano llberto, com Flo-
riana Maria da Gpneaicaa.^
Baeharel Alexandre de Smza Pereira do Car-
mo Junior, com Mathilda da Conceicao Cu-J
aba.
Jose Henrique Gomes Yieira, com Fabrioiana da
Silva.
i.oti-ria A que se acha a venda e a 104.*
ha beneUcio da matriz de Palmares, a qual e,orre
dia 20 do corrente.
Casa .de detencao.Movimento da casa
de detenoao do dia 12 de juniio de 1874.
Existiam presos 348, entroa 1, sahiram 6,
existem 343.
A saber :
Nacionaes 263, mulheres 8, esirangetros 23,
escravos 43, escravas 4. Total 343.
Alimentados a casta dos cofres publieos 274.
Movimento da enfermaria no dia 12 de junho de
1874.
Tiveram alta :
Matioel Jose Barboza.
Jose Aogelo de Souza.
Joao Bapliata de Carvalho.
Jose Fernandes de Souza.
Domingos, oscravo, sentenciado.
Antonio, escravo, idem.
Vi** -xsn'ivnm. -Chegados dos portos do nor-
le no vapor americano Sautli America :
i laquim Jose Pereira e E. Meyer.
Ccnaiterlo pobllco. Obituario do dia 12
de junho de 1874 :
Fiancisca Maria da Silva, braica, Pernambuco,
:18 an nos, 8)lteira, Boa-Vista; queimadura.
Emilia Gomes Ferreira, brauca, Peruambaco,
02 anriiis, solteira, Boa-Vista ; bronchite.
Isabel, prela, Pernambuco, 60 annos. solteira,
Boa-Vista ; paraly.-ia.
Joanna, parda,' Pernambaco, 2 annos, S. Jose;
culite aguda.
Riymundo, escravo, preto, Africa, 80 annos,
solteira, Graea; melite.
Felismina, escrava, parda, Pernambuco, 20
anrios,, solteira, Recife; bexigas confluentes.
Caetano Pereira, pret>, Africa, 50 annos, S.
Jose; diarrhea.
Jose Joaquim S >ares, branco, Pernambuco, 30
annos, S. Jose; phtysica.
Rodolpho, pardo, Pernambuco, 2 annos, Graca ;
asthma.
,Pi>bws procinr.ianis ne Bio
(>eJfti*f-' Tenham is deiles compaixao i(ue os
politics hem formados lambeirf feetn cbra^iu
aBpniroiieio emlio-a os pr c,ncianQ$:k at.iCar 0
^Bp^r. Dr. Ii'icen.'i a propose..* do pa>adico,
eomo de outras quejaudas cousas.
Basla por hoje 0 que Qca ahi dilo, limitando-aos
a accrescuntax que, quando S. fee, 0 Sr. Dr. Lu
ce.na teve notio a do oafrato da poate da Boa-
Visti, ja celebra lo, dwigio-se ao mmMerio da
agricultura, lazendo scn)r a .oonveaiencia da
construecio de um pas^diao nas proximidades da
loli
por piis por latfaHciat cituiantet, wv> fiz
vigo-
< hromca immimiu
IWiHl \ Vi. 01 UKIACit)
SESSA ) ESPECIAL EM 13 DE JUNHO DE 1874.
PRESIDENCY DO EXM. SR. GONSELUEIRO
CAETANO SANTIAGO.
Se-retario Or. Virgilio Coelho.
As 10 h >ras da man ha, Dresent os Sn. des-
emba gadores Almeida Albuquerq ie, Accioli, Do-
minwues Silva e Souza Leao, abrio-se a sessao.
Deram se os seguintes julgamen'.os :
Aggravo de hsirumento..
Aggravante Jose Alves BarDjza, a gravado 0
juizo de Porto Calvo. delator 0 Exm. Sr. presi-
dente. Adjuoctos sorteados os Srs. desembargado-
res Souia L aoe Domingues Silva..Negaram pro-
v mento.
Aggravu de peticao.
N. 4. Aggravante padre Albino de Carvalho Lcs-
sa, aggravaio 0 juizo e herdeiros de Jose da Silva
iiiivoiro Fluliinr n Pvm Sr i-onsi-lheiro press
dentj. Adjunctosso teados os Srs. desembargiao
res Accioli e Almeida
provimento.
Albuquerque. Negaram
edificando sobre forte e duradoura base o traba'
Ibo, a que devotou sua vida-o museu de Znolo-
gia Comparativa.
t Busto a Gjttschalh.Vii breve mente ser col-
locado um de marmore na acadenia de musica
de Now-York, como veneranda memoria a este in
signe e d cantado pianisla.
Canal de Suez.E' hem conhfiiida aos leito es
a quesiao do canal de Suez. Segundo Leroy Beau-
lieu, eminente econornista do jornal les Debats, a
cjmpanhia de Suez nao recebe nein sequer juros
ao-passo que as outras, envolvidaa na questio re
partem pelas accionistas dividendos de 8, 10 e ate
12 por cento. A commissao de Constantinopla faz
a companhia perder nada menos qae 40 por cento
das receitas, a que se julgava com direito a con-
tar para 0 futuro. Prove que a quesiao muilo in-
fluira para esfriaro enlhusiasmo da iniciativa par-
ticular que tem tanto feito pelo bem commura.
Golfo Stream. Monsieur Pastes da acaie
mia de sciensias, apresentou em se;sao de 9 de
fevereiro 0 seguinte esiudo da iofluencia do golfo
Stream sobre a temperatnra:
Pensa que sendo a Franca situada junto ao
centro da grande corrente atmospherica, que pro-
ximamente segue 0 mesmo curso que 0 golfo
Stream, uma varia$ao em longitude por parte da
corrente atraospherica pode cau3.r em Franga
grandes differencas climatericas, segundo a posi-
nao da ultima for proxima ao centro ou a margem
do grande rio aereo.
Attribue-se 0 nao rigor do ultimo inverno ao
facto de ter 0 centro da grande corrente aerea
lido seu curso ju si por sobre a Franca.
o VMas na Franca.A phyloxera contintia a
mal, n )s districtos francezes em que se cultivam
vinhas e 0 ministro da agricultura e commercio
offereceu 20,000 francos a quem descobrir meio
effioaz de exterrainar 0 nocivo insecto.
lmpoHantes arlistas.Sob a diresc4o do Sr.
P. T. Barnum apparecea, a 7 do corrente, nesta ci-
dade uma grande companhia equestre e gymnas-
tica, acompanhada de am interessante museu e
grande quantidade de animaes ferozes : a fama
em que e tida e 0 bom name qae possae 0 seu di-
rector fez affluir ao espectaculo uma multidao im-
mensa.
c Nenhum trabalho, entretanto, esteve alem do
qae geralmente 6 conhecido e executado por ou-
tras companhias, alias, aao tao consideradas corao
esta. 0 qae, porem, com loda a jastica mereee
especial raencao e a rica e curiosa colleccao de
animaes, entre os qnaes notam-se soberbos ledes,
rhinocerontes, camellos, dromedarios, zebras, ele-
phantes, phoeas e um tUustrado poico branco.;
illustrado, sim, pois conta perfeitamente, joga -
conhece os factos mais importantes da vida de ale
alguns presidentes da Uniao : 0 que na realidade,
nao e muito poaco para tornar-se famoso, muito
principalmente, quando sua raca, 6 geralmente
conhecida, ser destituida de intellecto t
Nio ficou tambem a qaem de nossa a^tencao
algumas curiosidades racionaes como a Sra. Hal-
lean, completamente barbada; dous irmaos idio
tas d'America Central com a circamferencia da
cabeca igual, seoao inferior a de um recem-nasci
do. e 0 almirante Dot, assim vulgarraente conhe
cido.
0 ultimo < um anao ou melbor pigmea natura
de S. Franciseo, Califoruia.eonlando dezescis annos
da idade tendo vinte e cinco pollegadas de al-
tura e pesaado arenas dezenove libras, 0 que po-
demos afflaacar, da lhe os fdros da fraectu de ho-
mem reduzida a exprassao a mais simples possivel
em todo 0 giobo civiUsado I... E' quairo vezes,
poaco mais oa menos, menor que 0 celebre gene
ral Tom Thumb, a quem os francezes cogiomina
ram le petit poueet e sendo dolado de espirito e
intelligeacia muito mais superior, mais attractivo
e jovial tornose aquelles qne 0 veem oa com elle
conversant
a Tendo falUdo, pois, sobre uma creatwa-ponto,
nada mais vem ao.caso qne um oatro ponto e es-
se.,. advinhem. a
proclamas.Foram lidos na igreja do Ro-
sario, qua serve de matriz da fregaezia de Santo
AQtonio, no domingo 14 de janho, os seguin-
tes:
1." denawiajio.
Esievao Francisco Gomes, com Antonia Aqaili-
na do NascimenO.
SESSAO EXTRAORDINAH1A EH 13 DE JUNHO
DE 1874.
PRESIDENCY DO EXM. SR. CONSELHEIRO
CAETANO SANTIAGO.
Secretario Dr. Virgilio Coe ko.
As 11 horas da manha, presentes os Srs. des-
embargadores Silva Guimaraes, Lourenco Santia
go. Almeida Albuquerque, Motta, procurador da
coroa, Accioli, Domingaes Silva e Souza Leao, e
osjuiiesde direito Oliveira Maciel, Quintino de
Mil andae Barros de Laeerda, convocad s para 0
julgamento do habeas corpus, abrio-se a sessao.
Habeas corpus.
N. 2.1 Paciente 0 vigario Joao Luiz da Silva
Reis. Relator 0 Sr. desembargador Silva Guima-
ries, p'esidenle interino.Provando se dos docu-
ments juntos aos autose infermacao altimamente
pros ta la, que 0 pelicionario vigario Joao Luiz se
acha am^acado de constrangimento illegal, visto
como a sentenca que 0 condemnou por crime de
desobediencia, foi profenda por autoridade incom-
petente como dos mesmos autos consta, mindam
q ie em favor do mesmo vigario se passe ordem
afim dd que nao seja preso por virlude da referida
sentenca condemnatoria que julgam nulla por in-
compel ncia do juiz que a proferio.
N 8. Paciente Augusto Paulino de Figueiredo.
Relator 0 Sr. conselheiro presidente da r.lagio.
Concedeu se a soitura requerida pelo presidente
Encerrou-se a sessao a 1 1|2 hora.
PARTE POLITICA
1MB I IlaO COV^GUVADOlt
RECIFE, 15 DE JUNHO DE 1874.
A PONTB DA BOA VISTA.
Ate a demolicao da ponte da Boa-Vista havia de
ser assumpto para iutprecacoes contra 0 Exm. Sr.
Dr. Luceoa, cootra quem nao canca 0 odio prooin
cianol Uesgracada paixao partidaria, maldita
ignorancia das cousas, qae ao eampo da Provin-
cia sempre se dao as maos para a obra da decla-
m?f.ao balofa e despresivel contra 0 actual admi-
nislrador da provincia 1
Em primeiro lugar, perguntaremos :
Ja estao esses provincianos, verdadeiros tarta-
fos politicos certos e convencidos de qae a popula-
coo da cidade vat ficar privada do transilo n'a-
auella paragem (entre a rua Nova e a rua da
lmperatriz) por dous annos f Como dar por car-
to e inabalavel qae nao havemos de ter am passa-
dico, que substitua a velha ponte da Boa-Vista,
quando demolida?
Saibam os Srs. provincianos qae se trata de re-
mediar a falta, qae vai caasar a populacao desta
cidade a demolicao da actual ponte, que liga pela
rua da lmperatriz e pela rua Nova 0 bairro da
Boa-Vista ao de Santo Antonio ; e qae para qae
islo acoateca mostra os melhores desejos e empre-
ga esforcos 0 actual presidente, a quem nSo ces-
sam de doestar impelltdos pelo odio, que lhes ias-
pira a frus'racio de seas pianos de desordem,
bem como a excellento marcha administrativa qae
tem sido dada aos negocios desta provincia pelo
seu digno administrator.
Ao depots, demos como verdade qae nio have-
mos tar, durante a construccao da nova ponte da
Boa-Vista, um passadico que a subsutaa, fazendo-
se todo 0 transito entre os dous bairros pela ponte
de Santa IzabeL Qual a razao para ser disso accu-
sado 0 Exl Sr.Df. Luceoa, como 0 aecasou a Pro-
vincia em seu nnmero de hontem ? Nenhuraa
outra senao a ignorancia do eacriptor provinciano
apimentada pelo sea virus partidario.
Eis as palavras do escriptor chronista: Ma
conlrato do matadouro entrott a clausula de des
contos para 0 asylo do Sr. Lucena ; e porque na
cantrato da ponte n/to entrou 0 passadico t
Ora, be"-, se ve qae os termos em qae d feint a
accusaqao, mostram a sua aenhuma procedencia.
Pois ignoram oa sabichdes provincianos que 0
Exm. Sr. Dr. Lucena nada teve com 0 contrato da
nova ponte da Boa-Vista, qae e obra geral e corre
pelo ministerio da agilealtara f Nao sabem qae
0 Exm. Sr. Dr. Lucena nio foi quem eontcatou a
ponte em quesiao e que por eoasaguiate nio podia
razar incluir no reapectivo contrato a clausula da
jfactora de am passadioo?
victoria recolhida pelo
um iriumplio assignala-
ponte quo tem de ser demolida.
CAMARA DOS DtPLTAOOS. _
A situ^clo^anha terrenf e apressuta-se
rosa e cheia ie vida aol ohios do paiz.
Cobra ammo nas lutas do parlamento, e demons-
tra assim qae nao teme a dovassa, ou a publici-
dale de seu* actos.
Proseguindo hontem a discussao da resposta a
fa!la do throno, coube em primeio lugar a pala-
vra ao Sr. Marunho Campos, representante da
idea liberal.
S. Exc. coufirmou um jnizo correute: 0 parttdo
liberal nada tem que incropar lealmenteao gover-
no, e vive a explorar, no intuito de enfraquecer a
aeiualidade, augmentando a dissidencia.
Foi esse 0 pensamento capital do orador, Indo
de provincia em provincia a compeniiar corres-
pondencias anonyraas, nnicas provas produzidas
centra os amigos do gabinete.
Odiscurso do nobre deputado por Minas nao
oflerece 0 menor interesse; na eleicao directa
repisa argumentos muito sedicos ja, e qae foram
vietoriosameote controvertidos; no que e attinente
a polilica interna, S. Exc proferio proposicoes es-
tranhas. entendendo que uma miaoria tem 0
direito de crear siluacOes e intimar ao ministerio
a retirada so porque 01 ministros nao Iheinspiram
confianca I
0 paizesperava ouvir grandes accusacSes, aguar-
Java provas de crimes e actos condemnaveis, e so
esculou, entretanto. allusoes sobre os esgotos da
Baltia e 0 quinino de Caraeta.
No meio do mais respeitoso silencio, 0 nume-
roso anditorio que ensbia a camara vio levantar-
se 0 vulto grave e sympatbico do Sr. ministro da
guerra.
Foi mais uma brilhante
gabinete : em cada dia
do I Hontem era 0 respcilavel Sr. visconde do
Rio Branco obrigando 0 Sr. Paulino a depor as ar-
mas; hoje 0 Sr. conselheiro Junqueira amordaca
a opposicao, deixa-a perplexa e indecisa sobre 0
caminho a tomar.
0 illustre senador bahiano, antes de tado, rei-
vindica os bons fores de sua heroica provincia, que
sempre tem marchado na vanguarda do progresso:
S Kx:. lembra as tradicoes gloriosas da Bahia
nas armas e nas leltras, e assevera que honra-se
de ler alii seu berco.
- Foi esse um bellu lance de eloquencia e a satis-
facl) de ama divida de gratidao, pois qae S. Exc.
conlessa dever tudo a sua nobre terra.
Realmente uma heroica proviucia nao pode
ser condemnada pela rapacidade de alguns ho-
mons.
Vallan lo-sn para a dissidencia, 0 nobre Sr. mi-
nistro da guerra a fez recuare eminudecer. Vi-
veroos constiluctonalraente, disse S. Exc, e podeis
destie ja verifica-lo ; temos maioria parlameatar,
e sem ella deixaremos estas cadeiras, qae sao
de tspinbos e nao muito macias, como muitos as
scrditam.
A dissidencia balbuciou uma evasiva : confessou
que 0 governo tinha maioria, mas que nao inspi-
rava-lne conlianca; que tinha ideas e principius
iden'.ieos aos seus, mas que deviase formar um
min'sterio de qne ella nao fosse excluida I
0 notavel orador foi depois ao exame das pra-
licas parlamentares da Inglaterra, para mostrar os
errcs das assereoes do deputado (jue 0 precedera
na libttna.
S. Exi, com palavras judiciosas e eloquenles,
defuio 0 que sao os chefc3 dos pariidos, paten-
teou a conveniencia de estarem taes homens a
freote do poder, nos conselhos de esiado, ou diri-
ginJo as opposigo:s, e encarando 0 Sr. presidente
1I1 tonsclho, para exemplificar quanto tinha de
dizer, perguntou a camara se alguem alii exisiia
que pndesse disputar a S. Exc. 0 bastau de chefe,
a c|ie ftzera jus por longos e relevactes servicos,
oor grande experiencia dos negocios, por tua alta
illunracao e por seu acrisolado civismo !
Applausos geraes cobriram a voz do orador, e
0 venerando Sr. preisidente do conselho nao podia
deixar de eatar contente, lestemunhando as mani-
festacoes da camara dos Srs. deputados.
Aques^o religinsa, deli:ada como e, e grave,
nao podia passar desapercebida ao orador, muito
iik.i- nnndo the fazem injustas imputacoes e
,,uTi'in a foroa urawui n i------<- .. procedimento Jo hoje e 0 modo por que se houve
quando simples deputado.
S. Exc. mostroa se um catholico fervoroso, e
deu testemunho de sua fe orthodoxa; mas nem
por isso como ministro ha de permittir que a 10-
berania nacional seja derespeitada, e que a consli-
titui.'ao polilica fique desacatada.
Nos verdadeiros e legilimos interesses da igreja
S. Exc. sera sempre fiel a seus sentimentos, 0 que
nao imports a exclusao de seus deveres de ciladao
s de bomem de esiado.
Os bispos foram processados pelo tribunal com-
petente; isto nao e acto sea e sim do supremo tri-
bunal de justica, a quem incumbe 0 julgamento
do3 prelados.
Onde esta, pois, a incoherencia de seus actos ?
Com 0 criterio que 0 caracterisa, 0 Sr. senador
Junqueira encarou outras muitas questoos com
proiiciencia e elevacio, e ao deixar a tribuna
vio-se feliciiado por grande numero de seus
amigos, qae 0 foram hoarar naquella hora de
triumpho
E 0 gabinete vacilla, e 0 gabinete 6 impossivel,
dizon os liberaes I 11
Cuem podera no paiz occupar melhor aquellas
ca*iras 1
due 0 diga a consciencia publics.
bamos remate a estas linhas, eumprimentando 0
illustre Sr. senador Junqueira pelo brilhante dis
curso com qae hoarou a ttibuna da camara tem-
poraria na discussao do volo de gramas.
(Jornal dos Debates, da corte()
'UBL1CACQES k PEPiPO.
Ainda as calumniaa do Sr. beanldaa
Tito Loureiro contra o 1.* promo-
tor pnblico do Becife.
Encerra 0 artigo hontem publicado pelo Sr.
Leantdas a confisslo implicita de qae elle calum-
niou-me.
Em sua publicacao de 26 do mez Undo 0 Sr.
Lecnidas disse 0 seguinte :
1. Qae 0 Sr. Dr. Alves da Silva, juiz su^sii-
tuto do 3. distrieto, remettaa-me am auto de
corpo de delicto, qae provava ter sido ferldo
grave e mortalmente elle Leoaidas.
2 Qae 0 mesmo jaiz remetteu-me nessa oc-
casao um rol de testemunhas.
3.* Qae, tendo recebido esses documentos para
dar denuueia contra a antora dos ferlmentos, eu a
nao quiz dar.
4.* 1 Qae, nao tendo eu dado a denuneia, elle
Leonidas instou constantemente comigo para qae
lhe restituisse a auto de corpo de delicto, afim de
qae elle podesse desaggravar-se com a lei, jd que
a justica publica por seu orgSo nSo 0 fasia.
5.*- Qae, apesar de suas instancias constantes,
eu raetii em mim 0 auto, e nao ib'o quiz resii-
tuir.
Em prova de que tado isto era falso e calum-
nioso, publiquei inlegralraenle (no Diario de 27 )
quatre documentos, e 0 trecho mais importante de
urn outro.
Foi 0 primeiro 0 reqaerimento, qae eu tinha di-
rigido ao Sr. Dr. jaiz' substitute, pediado a re
messa do resultado do exame, a que se procedera.
0 segundo documento por mim publicado foi 0
oBcio, qae, era resposta, me enderecoa aqaelle
jaiz, dando as razdes porque me nio mandava 0
auto de corpo de delicto. Consta do offleio, que 0
3r. Leonidas, a enja casa se dirigio o Sr. Dr. juia
sabstiiuto, afim de proceder *o mesmo auto, nio
quiz prestar-se a ser examinado, e ate 0 tratou
poaco dellcadamente ; e que, tendo se lavrado 0
auto pelas informacoes lo medico assistente, elle
jaiz 0 julgara improcedenle por isto.
Alem da pablicacao desses documentos, aeon-
ticea qae no mesmo Diario de 27, fez 0 Sr. Dr.
jaiz substitute do 3.* distrieto um protesto contra
as allegacoes do Sr. Leonidas, e conduia assim :
Julgando improcedenle 0 corpo de delicto,
nao 0 podia remetter ao Dr. promoter puelieo, e
sfca delial-o no cartorio, onde 0 St. Loureiro 0
aodara procurar. *
Ficon inteiramentejpulverisada a cakimnia.
Sendo falso, qae 0 Dr. juiz substitute me tivesse
remettido um ante de corpo de Aphcto e um rol
de testemunhaij era cousa revoltaule diaer 0 Sr.
Leonidas, qae instou constantemente comigo para
.qua eu, ao menos, restituisse taes documentos,
afim de desaggravar-se elle por si mesmo; e n5o
eu, a|iear de snts
essa restititi'.'io.
Vinto novamente a i-iipreii-a. o Sr LeSni ISs
nft-i aniraoa-s* a repetir o qi-; iitsiti ; a rep"ti-
cao sejia iaseasati.
Nao diz mais, que ea recbi it'Sr'. Dr. juiz
subsutulo um auto de corpo de delicto I
Nio diz mais ter eu recebido, na mesma oc-
casiao, um rol.ae testemunhas !
Nio diz maw, qae eu meltt em mim esses docu-
mentos !
Nao diz mais ter instado constanUnunle comigo
para que eft lb'os restituisse I
Nao diz mais, que eu recusei-me a restiluil-os,
apesar dessas instancias!
Em sea artigo de hontem, aecusa-rae 0 Sr.
Leonidas (vede Ieitores I ) de nao ter procurado 0
auto de corpo de delicto, para proceder com) fosse
de direito I
Essa transformacao das primeiras allegacoes do
Sr. Leonidas iraporta a conlissao implicita de que
ollas eram calumniosas.
? aropociao de iransformar'to, notarei per ac-
cident, qae no sea primeiro artigo 0 Sr. Leonidas
transformou em um punhal a tesoura, com que
foi ferido I
Diz agora 0 Sr. Leonidas, que eu dormi 0 somno
da indijjersMca desde a pralica do crime, em l-> de
dezembro, ate dias do mez de fevereiro.
Ousa elle negar qae um ou dous dias depois do
acontecimento dirigi me por carta ao Sr. Dr.
chefe de policia, afim de que 0 subdelegado. a
qnom incumbia 0 iaquerito, procedesse desde
logo as deligencias legaes ? Oasa contesiar, que
recebi d'aquelle digno magistrado uma resposta
inleiramente tranquillisadora ? Se isto ousar,
appellarei para 0 testemunho dos Srs. Drs. Anto-
nio Francisco Correia de Araujo e Gomes Pa-
rente.
Ousa negar 0 Sr. Leonidas, qae a men pedido
foi a sua casi proceder a um auto de corpi de
delicto 0 Sr. Dr. jaiz substituto do 3. distrieto ?
Se isto negar, appellarei para 0 testemunho de3se
honrado fuuecionario.
Como, pois, dizer que eu dormi 0 somno da in-
diffeienqa, desde o dia era que foi comme'.tido 0
crime ?
Pela communicajao do Sr. Dr. chefe de policia,
fiquei certo de que 0 subdelegado do 2." distrieto
da freguezia de S. Jss6 tivera alguma demora, por
motivo just 1; mas ia proceder as deligencias le-
gaes.
Esperei que 0 resullado de tae3 deligencias,
juntamente com 0 auto de corpo de delicto me
fossem remettidos, ao Sr. Dr. adjuncto.
Em sea offleio publicado no Diario de 27 0
saBdelegado de S. Jose explicou os motivos pelos
quaes deixou de fazer 0 inquerito. Es;es resu-
mem-se aos seguintes topicos : 1. recusa da pro-
pria familia do Sr. Leonidas ; 2. ter-se julgado
illegal a prisao, sendo a offensora solta em virtude
de habeascorpus ; 3. ter 0 Sr. Leoaidas reque-
rido a> Dr. delegado que se procedesse a um
exame, em virtude do qual os ferimenlos foram
julga Jos leves.
NSo admira que 0 subdelegado solfresse re-
cusa, quando 0 proprio juiz foi desattendido I
Quando verili |uei nao ler tido validade 0 aulo
escripto em casa do Sr. Leonidas ; e que nao era
admissivel allegar-se a flagrancia, visto como a
prisao fora julgada illegal pelo Sr. Dr. Sebasliao
Lacerda; procure! reeeber 0 auto feito pelo Sr.
Dr. Costa, a quem fallei dUas vezes na secretaria
de policia.
Segundo promet'eu-me ,em seu requerimento,
0 subdelegado requesitmi ao Dr. delegado 0 auto
de exame, afim de 0 remetter-rae, mas 0 Dr. de-
legado respondeu-lhe te-lo ja entregado a mim.
Isto consta de uma cerlidao que 0 Sr. Leonidas
requereu, mas nfn quiz publiear.
Recebendo esse auto, queem seguida publico,
reconheci serem leves os tres ferimenlos, que uma
mulher fizera com uma tesoura no Sr. Leonidas
(por motivo que elle ainda nao disse).
Tendo, ao que porece, motivos .para nao pro-
ceder por si contra a delinquents, 0 Sr. Leonidas
deixoa ficar no cartorio esseaulo, feito a seu pe-
dido, e cujos emoluments nao pagou.
Em grande parte 0 artigo, de que me tenho oc-
cupado, e a injusta apreciacao de actos pratica-
dos por outros funccionarios, que nao eu ; a elles,
mais do que a mim, Icompete responder, se enten-
derem valer isto a pena.
Tudo 0 que diz 0 Sr. Leonidas a rcspeito de
endeosamenlo do crime e pueril, e s6 com 0 fim
de injunar.
Elle nao ousara affirmar que consentio era ser
examinado ; os teslemunhos do Sr. Dr. juiz sub3-
titutr, do escrivao, do Sr. Dr. Pitanga, e talvez
de outra3 pessoas.odesmentiriam immediaiamente.
Portanto 0 auto foi feito irregularmente, e 0 juiz
fez bem era nao ratifica-Io. em nao juljtn-lo pro-
ceueuto.
Ao menos per agora, basta 0 que tenho dito.
Recife, 13 de Jjunho de 1874.
Oliveira Fonceca.
AUTO DE CORK) DE DKI.1CT0 PROCEDIDO NA PESS0A
DE LEONIDAS TITO LOUREIRO.
Aos trinta e um dias do mez de dezembro do
anno do natcimento de Nosso Senhor Jesus Cristo
de rail oitocentos e setenta e tres nesta cidade do
Recife em a delegacia de policia, presente 0 Dr.
delegado de pclicia Jose Augusto Teixeira da
Costa, e comigo escrivao abaixo assignado, teste-
munhas e panto* notilicados Drs. Jose Joaquim de
Souza, e Joaquim Jose Alves de Albuquerque, to-
dos moradores nesta cidade o delegado deferio aos
mesmos peritos 0 juramento dos Santos Evange-
Ihos, de fiel mente e com verdade declararem 0
que encontrarcm e entenderem em sua consci-
encia, e encarregou-lhes que procedessem a exame
era Leonidas Tito Loureiro e que respondessera
aos quesitos seguintes : Primeiro, se ha ferimento
ou offensa physics; segundo, se e mortal; ter-
ceiro, qual 0" i as t rumen to qae 0 occasiooou ;
quarto, se houve ou resultou mutilacao ou des-
truicao de algum membro ou orgao ; quinto,
se pode haver oa resultar essa mutilacao ou des-
truicao; sexto, se pode haver ou resultar inha-
bit itacao de membro oa orgio sem que fique elle
destruido ; setimo, se pode haver alguma defor-
midade, e qual ella seja; ottavo, se 0 mal re-
SULTANTE DOS FERIMENTOS PRODUZIO GRAVE INCOM-
SIODO DE SALDE ; No.NU. SB INHABIUTA DE SERVigO
fob mais de trinta dias, o linaluiante em quanto
avaliam o damno caasado.
Em consequencia passaram os perilos a proce-
derera o exame ordenado concluido o qual res-
ponderam o seguinte : que examinando Leonidas
Tito Loureiro, que se diz ter ha dias soffrido al-
guns ferimentos, representaprimeiro na face la-
teral esquerdi da regiao cervical em o ponto cor-
respontente ao musculo externo cleido mastodeo
MM crosta da grandeza de um centimetro e em
forma linear, de consistencia molle e eor verde
escura. Se;and>, naface palmar do polegar da
mao esquerda umacicatriz bem formada e de re
cents data na pelle e com a forma circular. Ter-
ceiro, na coxa direita no seu extremo inferior em
o ponto correspondente ao mu?culovasto exter-
no-uma crosta do tamanho de vu centimetro,
de consistencia molle, cdT verde eseura e gotejando
pus por meio da pressao digital; qae o individuo
nao andava desembaracjadamente em consequen-
cia de nio estar ainda sarada a ferida da coxa, e
qae respondem os quesitos seguintes: ao primeiro
sim ; ao segundo, nao; ae terceiro perfurante ;
ao quarto, quinto, sexto, setimo e oitavo. nao ;
ao nono, tambem nao; por bastarem mais oito
dias para sea inteiro e complete restabelecimento,
visto a lesao da coxa nao se achar no todo cu-
r'ada, e avaliam o damno caasado em duzentos mil
reis, e que sao estas as declarac,5es que sob o
juramento ptestado tem a fazer.
E por nada mais baver deu-se por fin do o exame
ordenado, e tado se lavroa o presente auto qae
dai rabricado a asslgnado pelo delegado, peritos
v testemunhas. Ea, Olympie Sebasliao de Hollan-
ea Chacon, escrivao o escrevi, e de tado doa fe.
Jose Augusto Ferreira da Costa, Dr. Jose Joa-
quim de Souza, Joaquim Jose Alves de Albuquer-
que.
Sentenca.
Julgo pr cedente o pre-enle corpo de delicto
para que possa produzir- todos os effeltos legaes.
Delegacia do 1* distrieto da capita), em 31 de de-
zembro de 1873.
Josi Augusto Ferreira da Costa.
Mnmanguape.
AINDA OFAUJDO PB0R0 LOPES OB MSNDONgA.
femosjareceio de enfadar o puMico com nm
assumpto sobre o qual a opiniao dos homens sen-
satos que nos hoaverem liae deve estar formada.
Entretanto, como aqaelle senhor entendeu que
devia exhibir-se ante o ptrblico com nm estrrado e
mentiroso artigo, que fez pablicar neste Diario n.
122 de 30 do met passado, justo e qae nao dei-
xemosde dar a respjsti qae o sea artigo esta
reclamando.
0 nosso afortunado devedor assim affronta a
opiniao publica porque esia segnro da impunidade
do crime que commettea ; enganase, porem, se
pensa que a opiniao pode ser corrompida como
aquelles a quem o Sr. Mendonc-a comprou com oa
uo!8os capitaes para consegair a impunidade do
en crime.
0 baianc-i o a >y.i o fallido apreseuta-se e do
qual iledu'zio argil iieiilis' para ionocnlar-se ':
tiro lecido do f.ilsidade. E aqui cabe perguntar-
ilie qual dos u->u lialanois t o verdad-iiro, o que
apreseatou aqui iw Itecife aos ereiores ou o que
juntou aos autos, di.s depois de estar aberta a
falleacia ?
Ja a puhlieooaphece a razao de existencia de
dous balances. l%ndo o juiz municipal, segundo
dizem, para protager u fallido, nomeado um cu-
rader fiscal estraalio inleiramente aos interesses
da masta e dos credores, maa muito do petto e
interesse do fallido, apezar de ter em suas maos a
precatoria onle eslavam no balanco real os nomes
dos verdadeiros credores, muitos dos .qnaes apre
sentados por proouradores presences e pessoas de
consideragao em Mamangnape, era preciso asse-
gurar a eleicao de um deposilario tambem de casa.
Por isso o numero de credores foi augmentadj
Opm cinco ; e nao obstante os protestoi do advo-
gado dos verdadeiros credores, o juiz consentio
que esses, arranjados nosteriormente a fallencia,
lambem votassem. E de feito o deposilario no-
meado veio a ser o proprio guarda-livro3 e ciihha-
do do fallido 1
Tratando-se do exame de livros do fallido, o
primeiro perito nomeado, A. Barbosa de Araujo,
creatara do fallido, assignoa o parecer que lhe
apresentou o advogado do--fallido, obra de sua
propria lavra.
0 2 perito foi o Sr. Jose Lima ( unica pessoa
que nesta falleacia foi imparcial, e com quanto
em seu parecer mostrasse desejos de nao fazer
muita carga ao fallido, todavia no que disse sem-
pre teve a verdade por divisa e o qua disse seria
bastante para determine a pronuncia do fallido e
de seu guarda-livros peranie qualquer jaiz. que
tivesse alguma dignidade.
Faltava, porem, o 3 perito, e o jaiz que entao
ainda era o celebre Sr. Manoel Juvenal, dizem,
mandou coasaltar quasi todas as pessoas de Ma-
raanguape, advogados, commerciantes de fazendas,
de molhados, de carue secca, guarda-livros, caixei-
ros de balcao, ninguem se qaiz prestar. Ate pro-
eurou-so pessoas que andava m por alii em co-
brancas, mas ninguem queria pdr-se em contacto
com um proce3so rle fallencia, principiado e con--
tinuado de proposito para proteger um fraudtt-
lento ?
Alinal achon-se quem se encarregase da tarefa,
um lal Joao Baptista de Aguiar, oalro qaebrado, e
este de natureza tal qae so juer pagar aos ereio-
res 10 % I segundo dizem.
Foi neste ponto que o nos30 respeitavel Dr. Ma-
noel Juvenal largou a vara de juiz. Desse modo
tudo estava arranjado e a todo o tempo podera
dizer qae nao foi elle qaem julgoa o fallido lonc-
cente I
Verdade 6 qae o mesmo podera dizer o Sr. Dr.
juiz de direito, a quem saberia dar a ultima pala-
vra em virlude do recurso exof/icio, e que enire-
tanlo entendeu dever por-se fora do negocio /-
rando suspeicdo, sustieicjlo da qual ninguem e ca-
paz de cogitar o motivo I
0 Sr. Juvenal foi substituido no exercwio de
juiz municipal per outro fallido de nome Jose Cae-
lauo Fiuza de Lima, oqulnio tardou *m no-
mear 3'perit) o tal Joao Bapti ta eesteimmediata-
mente assignoa o parecer com escandalo tal qua
entre o momento da noraeac^o e aquelle em que
o parecer assignou. nao havia tempo paft o escre-
ver, quanto mais examinar livros e os outros dous
pareceres I
Apos taes indecencias, foi a quebra julgada ca-
sual ; nem outra cousa era de esperar de am
juiz, de moralidade- igual a do reo, daas vezes que-
brado, uma era Pedras de Fogo, outra em Ma-
mangnape, sendo aqui seu juiz o mesmo Dr. Ma-
noel Juvenal, que ainla nessa causa fez um inte-
ressante papel !
Subindo o process^, em virtude de recu-so ex-
officio ao Sr. Dr. juii de direito effeclivo, averbou-
se este de suspeito. Respeitamos ao Sr. Dr. juiz
ds direito Victorino do Rego Toscano de Brito ;
mas S. S. nos permitlira que lhe digamos que faita,
ao sea dever o juiz que averba-se de suspeito sem
motivo lcgiiimo I
Provavelmente ao Sr. juiz de direito causon re-
pugnaneia p6r-se em contacto com essa gente de
quem nos tenos occupido, o fallido e os que no
processo intervieram era seu favor ; mas se em
cada comarca existe urn juiz de caihegoria supe-
rior que tenha ja dado mais ou menos provas de
intelligencia e moralidade, nao e senao pela nece--
sidade de reprirair os raalfeitores e velhaeos. ,
Infeliz da sociedade em qae os magistrados fc-
girem ao cumprimento do dever pelo desejo de
nao desagradir, de nao ma'quistar-se I
Averbado assim de suspeito o Sr. Dr. juiz da
direito, correram a todos os seu* supplentes e
nenhum guiz sanccionar a primeira sentenca. to-
aos juraram suspeicae i
Nao houve quem quizesse emporcalhar as maos
nesse immundo processo, no qual a excepcao do
parecer do perito Lima, a dos arrazoados do advo-
gado dos credores, tudo o mais e um teeido de f-.'-
sidades, parto de urn conluio de tratantes para o
lim de defraadarem a propriedade alheia !
Foi preciso correr a lista dos vereadores, entre
os quaes achou se um Sr. Fran;isco Polcherio
Gonealves de Andrade, que menos escrapaloso
que "tanlos outros que se recusaram a sanccioDar
aquelh cscaadalo, nao duvidoa faze lo sem quo
lhe tremesse a mao I Esse senhor que veio a
desempenhar as funccSes de juiz de direito, cargo
para o qual a lei exige um tirocinio e mais de um
titulo de habilitacio, e conhecido como fabricante
de escripturacOes desde o tempo em qae a casa
de Marques Barros & C. perdeu em Mamangnape
nao pequenos capitaes 1
Assim completada a historia desta celebre fal-
lencia, assim suppridas as notaveis omissoes de
que S3 resente a exposiclo do Sr. Lopes de Men-
donga, passemo3 a demonstrar a proposicSo qne
acima deixamos consignada, isto e, que o balan;o
eom que o Sr. Mendonca argumenla, nio passa de
um teeido de falsidades.
Por exemplo, o fallido falla do prejnizo de.....
1:04If havido nos escravos que possuia. Enue-
tanto a historia desse prejuizo e a seguinte :
Dos escravos que possuia o fallido, diz ter ven-
dido dous que sao os melhores, ao seu proprio
cunbado e guarda-livros que com elle vive, por
menos de metade do preco que por elles deu, sen-
do a escriptara passada a 30 de dezembro, mas
figurando nos livros a venda como realisada desde
e dia 17, talvez porque no dia 19 venceu-se uma
letra que o fallido nao pagou I Cumpre notar, o
qae e publico e notorio, que o comprador mora na
mesma casa do fallido, o que siguilica que ao ser-
vico desta ainda hoje estao os escravos I
As despezas do fallido sao outra ticcao. Naquel-
la localidade am commerciante que nao tem ala-
gaeis de cisa a pagar, que nao educa filhos, pois
os que tem sao criaocas, e qae trata vase do modo
por que, como e sabido, vivia o Sr. Lopes, nao
pode gastar annualmente dez contos de r&s I Isto
s6 se explica ou por perdas era jogo oa pela ne-
cessidade de classificar sob am titulo qualquer as
quantias retiradas da caixa.
0 prejuizo de 6:810*810 em fazendas e outra
fab idade, pois o fallido nao da nenhuraa razao de
tao grande prejuizo em um periodo de tempo mui
curto. _
Os devedores da massa, consta-nos que sao nc-
ticios, pois o fallido nos ultimos tempos vendia fa-
zendas, segundo dizem. por metade de sua im-
portaucia, com tanto que recebesse dinheiro ; e se
vendia a credite nada aereditava em seus livros.
Foi por isso qae tudo se alropelloa para qua fi-
casse de curauor fiscal um amigo, o de deposilario
o proprio cunhado e guarda-livros. Cumpria difP-
cultar aos creddre3 o conhecimento de taes Iran-
cancias.
Agora, antes de coocluir, perguntaremos ao Sr.
Mendonca, que tanto blasona de honesto, ao passo
que de nos se queixa:
NSo sera verdade o que dizem, que em outubro
ou novembro de 1872, jogando o lasquinet, per-
deu cinco ou seis contos de rdis t Se o e, nao
nos assiste o direito de dizer qae o Sr. Mendonca
sustentava vicios 4 nossa custa ?
Ser* verdade, segundo dizem, que ainda apre-
entou-se com brilhantes de subido valor no bail*
em que deu-se essa Jogatina ?
Qae fim levaram esses brilhantes, porque nao
foram invenlariados Y
Perqne nao dent ao inventario de seas bens
aquelle gado qae de alguns de seus devedores re-
cebea em pagamente T Sera verdade que os
mandou ferrar com o ferro de um sea irmio, si-
mulando pertencer a este t
Sera verdade qae ao tempo da deaaracao aa
fallencia diria S. 8- em fazendas 18:000,ao
passo que no inventario apena* se ve 6:342#7W t
Sera verdade qae em ana beua noite parte das
fazendas Usteate na loja sabiram por ama o
aortas d oitio par* & casa de um amigo ?
V PadroLoaes 6> Mendonca, quem pelavu)-
lencia on por raefos astuciosos, talvez ma npci-
voa do qae aqaella, apropria-se do que aos outros
pertenee, nio tem o direito de apresanter-sa em
puwieo como homem *e ^i.
Fomos roubidos, desde muilo contamaf eonf '
prejuizo total ; mas aerediURnos qne <* ^uco fi-
cara. tendo o Sr, Mendonca no ,",jUCeit0' a que pelo


r
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.*H>iui* i^lHtaiiiMfaO'''^ Sdgunda feira .15 de Junlio (fe 1874
sea proeedimento fez jus, bem conio o Juiz (}ue
nao duvidon constituir-se sea complice.
Alguns credotet.
Sis. redacloits.Na G-izetilha de hoje sob a ru-
brica Scenas da escravidio -oieaciona se uin fac-
to, em que de alguma forma se suscitaf o odloso
sobre mim, pelo que cnrapre-me opporrfhe alga-
mas considerasdes para restabelecer a verdade.
0 escravo de que alii se tratou, pertaaee-me, e
yerdade, e 6 casado, mas a menina, a quVe allu-
de, naoe fllha da malher, e creio quo oem mesmo
delle, pois, maito depot's de esiar dito escravo com
fsua uJher era minus eorapaniiia e que appare-
<*u tot KBohlpa, a qual elle foi buscar na Estrada
Nova, ijeulaauio-a omo soa (Hha natuftal.
Coroprei tai eacravo a instancfm do mesmo. Ao
principle emaref uti-o no servico do meusitio ; de-
poij, e para eoooender Com l)e, coosenti qe
pagasse semana, cujo salario concorria para pagar
o servico de um homem forro, que o substitute.
Mais adiante deixou'de cumprir ease daver, nem
queria prestar-se a outfo servico, floando por isto
um escravo iaut'I para mim. Isso e o/acto de-
ter espaacado, ainda quo I'evemeate, a u$ home/JL
livre, roe obrigou a nao querer mai^fossHi lo. '
Del He a competente atitorisacSoTjars'procurtr
f escolher um senhor a sua vuqtade. Nunca
aohou, pe lo que ajiistei vende-Io ao Sr. Aprlgje Jo-
se da Silva. Has o escravo fiogio taes molestias
ao ser apresentado ao comprador, que nao serea
lisou a venda.
EntJo entregoel o ao corretor Cruz, o qual nSo
o podehdo ter com seguranca em sna casa, o ro-
eoliieu a casa de detencSo, onde ainda se acha,
sem que en tenha ate agora dado passo algum
para embarca-lo, o que entretaoto talvez aiada ve-
nha a fazer, se por venture nao puder vende lo
aqui por pre;o que me convenha.
Nao lenho, portanto, empregado vexacuos contra
o dito escravo? JAra esse e meu costume. Nunca
Hie inflingi o menor castigo corporeo. Tenho sido
sempre humano com os meus escravos, c princi
palmente com aquelles que me servcm bem. Ain-
da ha cerca de doos annos libertei gratuitamente
a um para evitar que elle sofTesse a pena de acoi-
tes, por causa de um Bonaicidlo que casualfflente
commelteu, e de qae obteve absolvicSo, todas as
vezes que foi submettido ao jury, sendo que ja
se acha no gozo de sua libcrdade. Isso Gz por
commiseracao a por me ter elle prestado boos
services. 0 mesmo farta com o de que se trata
se tivesse tad bom procedimento.
Peco, portanto, aos Srs. redactores, que publi-
quem estas liiriiis para minha defeza.
Reife, 13 de junho de 1871.
Francisco Antonn de Albuquerque MJlo.
Suave |ioriia poderoso.
Apezar do vigor e promptidao com que a salsa-
parrilha de Bristol, luta contra as mJestias as
mais. pec/inhentas, com tudo sua accao e suave e
seus eomponentes vegetaes, eminentemente curati-
vos e forlificantes, na) seachun desvirtuahsados
pjr nenhuma substancia mineral. Poie-se admi-
nistrar com toda a segaranca as criancas e a3 se-
nbora3 delicadas que padecem as molestias e des-
ordsus physicas inhjrea'.es a) seu sexo, e acharSo
que e o unio remedio, para seus padecimentos e
dibilidale. Todas suas tendsneias 3io salutiferas.
Abre o appetite,. fortiSca o estomago, regula o li-
gado e o veutre, cobre o corpo magro e extenuado
com caruss novas e Grmes, da torn aos nervos, re-
fresca os musculo3, da elasticidade ao corpo e sua-
visa o espirito. Basla dizer-se que deatro do cs-
paco de 3) annos, nun.vi coastou que falha so vez no curativo das enfermidades ulcerosas o
. eruptiveir.
ti>
mm,
JUNTA DOS CORRETORES
Praca do Recife, 13 de juuho
de 1894.
AS 3 IIORAS DA TARDE.
cotac5es officiaes.
Algodao de 1* sorte 8^200 por 15 kilos, hontem.
MgodiO mediano "5300 por 15 kilos, livre de
despezas^ hontem.
GambiO sobre Londres a 90 djv. 2o l|i d. por
11000, hontem.
U. de Vasconcellos
Presidente.
A P. de Lemos
' Secretario.
4LPANDRGA.
f.'aiimento do dij 1 a 12. .
idea do dia 13 ,
263:439*636
10:oi34229
273:982/865
Descarregam hoj 15 de janho de 1874.
Lugir portaguez Cidral vinho, vinagre e
azeite para deposilo no trapiche Cunha.
Palhabole americano S. C. Evans farinha de
trigo jS despachada para o caes do A-
polio,
r.tlacho iuglez S. JV. Collymore farinha ja
despachada parao caes do Apollo.
\LTEtl.Vgl0 NA PAUTA DOS PREQOS DOS GENEROS
SUJEITOS A DniEITOS DE EXPORTAQAO, NA SEMANA
DE 15 A 20 DF. II Nil) DE 1874.
Algodaoem rama ou la 496 rs. o kilo.
Assucarmascavado 91 rs. o kilo.
I'.arvio de pedra e3lrangeiro, tonelada metrica
20*000.
GaroQO de algodao 20 rs. o kilo.
Iriaa-animal em bruto 300 rs. o kilo,
Alfandega de Pernimbueo, 13 de junho de 1874.
0 lconferenteJ. Ribeiroda Gunh.a
0 1 conferente A. C. de Pinho Borges,
Approvo. Alfandega de Pernambuco, 13 de
junho de 1874.
0 inspector
Fabio A.deCarvalho Reis
DEJPACHOS DE EXPORTACAO NO DIA 12 DB
JUNHO DE 1874.
Para os portos do exterior.
Na galera portugueza Europa, para Liver-
pool., carregou : T. Christiansen 10,000 pontas
de boi.
Na barca portuguaza Admiratel, para Lis-
loa, carregou : J. S. Carneiro da Cunha 700 cou-
ros salgaios com 4,800 kilos.
No brigue portaguez Maria Helltna, para
Lisboa, carregou : S. Guimaraes & C. 200 saccos
com 13,000 kilos de assucar branco.
No navio nacional Marinho IV, para o Rio
da Prata, carregou : A. F. de Oliveira & C. 50
pipas com 24,000 litros de aguardente.
Para os portos do interior.
Para a Bahia, no vapor nacional Bahia, car
regou : F. A. de Barros 30 barricas com ,3,338
kilos de assucar branco.
Para llaeeio, no vapor nacional Jaguaribe,
carregou : S. Junqueira (St C. 8 latas com 14 kilos
de doce.
Para Macao, na barcaca Haydi, carregou
B. J. Pereira & Irmao 1 lata com 30 kilos de doce
- 3 volumes com 183 ditos de assucar refinado.
CAPATAZIA DA ALFANDEGA
H.sndimento do dia 1 a 12. 8:194*813
dam do dia 13...... 347*003
8:341*816
VOLUMES 8AH1D0S
No dia la IS.
No dia 13
Pruneira pom.....
Segunda porta.....
Twceira porta.....
Quarta porta ......
ftapiche CcncefcSo
6,286
99
47
143
397
6,972
SERVICO MARITIMO
eJ^arengts descarregadas no trapiche da
alfandega :
No dia 1 a 2 12..... 16
No dia 13....... 1
Ho trapiche Conceicio ... 1
"l8
KKGEBEDOBJA DB REND AS INTERN AS GE-
RAES DE PERNAMBUCC
Rendimento do dia 1 a 12 27:890*330
Idem de to 13...... 1:578*108
29:468*438
CONSULADO PROYDiOAL.
Readimento do dia 1 a 12. 48:731*191
Idea do dia 13. ... 5:320*115
54:051*306
Aoguslo F. d'Oliveira i t
A casa commercial e bancaria deAufnsto
M d'Oliveira & C, d rua do Commert?* ns
42, encarrega-se de esecutjdo de ordfejw
para embarque de prodoctos e de todos o-
mais negocios de commissao, quercomrrier-
ciaes, quer bancarios.
Deconta lettras, e toma dinheiro a ire-
mio, compra cambiaes, e saca A vista e a
jazo, & voatade do tomador, sobre as se-
guintes pragas estrangeitas nacionaes :
Ijondrcs. Sobre o union iamk of
LONDON, 0 LONDON AND BANSSATIt BANK,
limited^ e varias casas de 1." cldsse,
Paris. Sobre os banqueiros foold
4 C, MARCUARD ANDRE & C. 6 4. BUCQOE,
vigNal de c.
Hautburgo. j Sobre os Srs. sblp
SCH0 BACK & FILHOS.
Lisboa. Sobre os Srs. fonsecas,
SANTOS & VIANNA, e SEBASTlAO JOSi DB
ABRBD.
Porto. Sobre o banco uniAo do po&to
0 Sr. JOAQUIM PINTO DA FONSECA.
Para. Sobre o banco commercia-
do para, e os Srs. FRANCISCO gaudencio da
COSTA & ESIHOS.
MaranhtCo. Sobre o Sr. jose fer-
REIRA DA.^LVA JUNIOR.
Cear'a.' Sobre os Srs. j. s. de vas-
concellos & sons.
Bahia. Sobre os Srs. marinhos & c.
Rio de Janeiro. Sobre o banco
industrial e mercantil, banco nacional e
BASQUE BRASILIENNE FRANgAISE.
COfflPANHIAALLIANCA
ieguros maritimos e terree-
tres estabelecida na Bahia
em 15 de Janeiro em 1870
CAPITAL 4,000:000JS000.
Toma seguro de mercadorias e dinheiro
i co maritimo em navio de vela e vaporei
para dentro e f6ra do imperio, assim come
contra fogo sobre predios, generos e fa
rondas.
Agente : Joaquim Jose GoncalvesBeltrao.
rua do Commercio n. 5, 1* andar.
Dito sobre Perto *0 ^|v
GUROS
tuniTinos
E
CONTRA O FOGO.
A companhia Indemnisadora, estabelecida
aesta praca, toma seguros maritimos sobrt
aavios e seus carregamentos e contra fogc
em edificios, mercadorias e mobilias: ni
rua do Vigario n. 4, pavimento terreo.
COMPANHIA
Phenix Pernambucana.
Toma riscos maritimos em mercadorias,
fretes, dinheiro a risco e finalmente de qual-
jaer natureza, em vapores, navios \& ela oc
barcacas, a premios muito raodicos.*
RUA DO COMMERCIO N. 34.
Banco do Minho.
Joaquim Jose Goncalves Beltrao & Filho sacam
por todos os vapores" sobre
Anadia.
Aguida.
Aveiro.
Beja.
Ghaves.
Elvas.
Amarante.
Guimaraes.
CovilhS.
Melgaco.
Portal'egre.
Arcos do val de vez.
Celorico de Bas'to.
Caminha.
Mangualde.
Ponte do Lima.
Povoa de Lanhosa.
Evora. Monsio.
Fale. Ovar.
Faro. Porto.
Guarda. Tavira.
Leiria. Rcgoa.
Lisboa. Vizeo.
Bareellos. Figueira.
Coirabra. Laraego.
Miraudelia. Estarreja
Penafiel Valenca.
Villa Real.
Gibeceiras de Bastos.
Cistello-Branco.
Espozende.
Oliveira de Azemeis.
Povoa de Varzim.
Vianna do Castello.
Villa-Nova de Portiraao. .Villa-Nova de Famalicao.
Villa do Conde.
lias iihas.
Madeira, S. Miguel, Faial e Terceira.
Segyro coolra-fogo
THE LIVERPOOL & LONDON & GLOl
INSURANCE COMPANY
Agentcs
SAUNDERS BROTHERS & C.
11Corpo Santo11
Capital,
fundo
NORTHERN.
de reserva.
20,000:0009001
8,000:000900C
Agntes,
Mills Latham <& C.
RUA DA CRUZ N. 38.
OE BRAGA
Jorge Tasso
TV. 3) Rua do Amoi'im IV. 39
Saca por todos os vapores qualquer quantia a
prazo ou a visti sobre esse Banco, ou suas res-
pectivas agendas nas seguintes ciiades, villas de
Portugal e ilhas adjacentes e Hespanha.
A saber :
- Portugal e tlhas.
Aguida. Famalicao.
Amarante. Faro.
Anadia. Figueira.
Arcos. Couvea.
Arco de Baulheim. Guarda.
Aveira. GuimarSes.
Barca. Lagos.
Barcellos. Lamego.
Beja. Lisboa.
Braganca. Louie.
Cabeceiras de Basto. Mealhada.
Caminha. Melgaco.
Ghaves. Mirandella.
Coimbra. Moncao.
Coura. Oliveira de Azemeis.
CovilhS. Ovar.
Elvas. Penafiel.
Extremoz. Panel.
Evora. Ponte do Lima.
Fafa. Povoa de Lanhoso.
Funchal. Port'Alegre.
Fayal. Portimao.
Porto. Povoa de Varzim.
Regoa. SUves.
Tavira. Thomar.
Torres Novas. ^'alenca. Villa do Conde.
Vianna.
Villa da Feira. Villa Real.
Villa Real de S. Antonio. Villa Pouca d'Aguiar. '
Vinhaes. Vizeu
Villa Nova da Cerveira.
Hespantaa.
Madrid. Barcelona.
Vego. Cadiz '
Itevista
Da semana de
commercial
8 a 13 de junho de .
1874.
Cambio sobre Londres. 3 div 24 3ii d. 90 div
23 d. por 11000, banco.
Dito dito, 00 d[v 25 1/8 23 111 d. por 1J000.
DiD BObfe Paris, 3 djy 388 rs. o Craaco do

q assucaN
asucar.
jfer 15 Moff
banco.
Dito subre
marck do ban
Dito
banco.
Dito sobre Lf boa 90 d# 1(| e 111
Dito sobre o Rio de Janeiro, 8
deseonto.
Desoratos de leilrag 9 Om ao
^i ogl pa ItRevifWorl|Pl |f
NovaOrleaO* 38 sflO]
'Alga'dio, d% aceto, mediano, 8*3
7i8 50\o.
Dito da Parabjba, I' sorte, 8{550, por 15 kilos
Dito !ia dita, 1* terte 8#30dl >^tr'1^'kilN/ l'1
5 0|0- -
Dito da dita dita, 0*510 por 15 kilos 5[8 S 0p>
Dito de Goyaaoa, 7#190, 7A*X) em iuspeqeao.
Dito de Pernambueo, 1* sorte, 8*200 por 15
kilos.
Dito de dito, mediano, 7^.100-por 13 kilo?, li-
vre de despezas.
Entraram 1,28ft saccas.
Auucar em saccos de algodSo, 2s aorte, 4*000
a 4*05X1 por 15 kilos.
Dito, em ditos 3* sorte, 3*80G' a 3*850 por 15
titos.
Dito em ditos, 3* sorte, boa, 3*600 a 3*700 por
15 kilos.
Dito, em ditos, 3* sorte, regular, 3^300 a 3*400
por 15 kilos.
Dito am ditos, 4' sorte, 34600 a 3*100, po
15 kflos.
Dito em ditos, 5' sorte, 2*630 a 2*800, por 15
kilos.
Dito en ditos, mascavado, flno, 24380 a 2*350,
por 13 kilos.
Dito em ditos, mascavado, bom, 2*200 a 23250,
por 15 kilos.
Assucar em saccos de estopa, nurgado, 2*000 a
2*050, por 15 kilos.
Dito em ditos de ditas, americano, 1*800 a
1*880, por 15 kilos.
Dito em ditos de dita, Canal, 1*300 a 1*400
por 15 kilos.
Entraram &,42i saccos.
Aguardente.Cotamos a 58*000 a pipa.
Couros seccos salgados. Chegaram 1,046, co-
tacao nominal 560 o kilo.
CourinhosChegaram 630, sem venda9.
Came secca saigada. Retalha-se a do Rio-
Grande de 2*600 a 4*200, os 15 kilos; em de-
posito 6,800 arrobas.
Dita dita do Rio da Prata. Retalha-se de
3*800 a 4*200, os 15 kilo3; em deposito 48,000
arrobas.
Cafe. Chegaram 490 saccos, venda 8*600, os
15 kilos.
Bacalhao. Chegaram 356 barricas da Bahia, e
retalha-se de 16*000 a 18*000 a barrica.
Deposito 3,500 barricas.
Farinha do trigo. Chegaram 3,604 barricas e
retalha so aos pregos segointes :
Hungria de 31*000 a 32*000.
Trieste de 28*000 a 29*000.
Americana 3e 22*500 a 23*300.
Saccos, 10,000, a 10*250, cada um.
Em deposito 17,400.
Milho. Chegaram 500 saccos, vendas de 95
reis, o kilo.
Arroz. Sera chegala, cotamos a 3*200 por
15 kilos.
Manteiga franceza. Sem chegada, cotamos
de 1*850 a 1*960 o kilo.
Farinha de mandioca. Sem chegada, cotamos
de 3*000 a 3*500 o sacco.
Canela. Sem chegada, cotamos de 750 a 800
reis o kilo.
Feijao. Sera chegada, cotamos a 8*000.
Manteiga ingleza. Sem chegada, e cotamos a
2*614 o kilo.
Dita dita em latas. Sem chegada, vendas de
2*505 o kilo.
Banha de porco. Chegaram 50 barris, co-
tamos de 871 a 958 rs. o kilo.
Toucinho. Chegaram 250 barris, vendas 12* ;
procurado.
Sal. Chegaram 1,330 alqneires, cotamos a
1*200 o alqueire.
Velas stearinas. Sem chegada, cotamos a 520
rs. o maco.
Azeite doce. Chegaram 50|5 barris, e cotamos
a 2*400 o galao.
Cemento. Sem chegada, cotamos a 8*000.
Cebola3. Sem chegada, retalho do 8*000 a
10*000.
Queijos flamengos. Chegaram alguns que ti-
nham seguido para o sul; o retalho pelos impor-
tadores e de 3*000 o queijo.
Cerveja. Sem chegada, e cotamos a Bass,
Ash a 6*500 a duzia, e 7*500 a duzia das meias
garrafas. .
Dita. Ihlers Bell, cotamos a 7*200 a duzia, e
8*200 a duzia das meias garrafas.
Louca ordinaria. Sem chsgada, 380 por cen-
to, nominal.
Kerozene. Chegaram 1,400 caixas, nominal,
5*400 a 5*500 a lata.
Breu. Chegaram 417 barricas, sem vendas, e
cotamos de 14*000 a 16*000.
Sabao inglez ordinario. Sem chegada, 210 rs.
o kilo.
Dito da terra, cotamos de 310 a 360 rs. o kilo.
Genebra. Sem chegada, as frasqueiras cora-
muns cotamos a 4*500.
Dita de laranja.- Frasqueiras comraun?.. nomi-
nal a 7J200. ...
Dita era botijas. Sera chegada, nominal a
3*300.
Cha. Sem chegada, conforrae a qualidade,
vendas de 3*484 a 5*010 por kilo.
Cognac- Sem chegada.cotamos de 8*000 a
16*000 a duzia, conforme a qualidade.
Vinagre.- Chegaram 16 pipas, 80[5 barns,
vendas 115*000 a 125*000, conforme a qualidade.
Vinho tinto.- Chegaram 158 pipas e 7p bar-
ris, e cotamos aos seguintes precos :
De Lisboa, sem chegada, de 220*000 a 22a*00,
da Figueira, de 230*000 a 240*000, do Estreito,
sem chegada, a 212**000 a pipa.
Vinho branco.-Chegaram 105(5 barris, vendas
de 240*000 a 250*000.
Farello.- .Chegaram 1,430 saccos, cotamos a
4$ 100 por sacco.
Fumo.-Cuegaram 14 caixas, 21 encapados, 4
surroes, 144 latas, 284 rolos, 10G pacotes e 82
pacotinhos; nao consta vendas.
nada
a apresentaremi
corapetaatemen
diencijs das re^pej
in?tancia, do
k p^derSo ver e b**
escrava, na casa da" residencb do
precilado inventariante, a rna da ImpoCMrit n. 86
E para oonsttr, mjBlei jussar o presents, que
*pra alBradonjllugVlB do costume e publicido
frla imprensa ^1
Ifcdo e pas** sob tneu signal e scllo, cx-vallia
sem seffo ex-caosa, 'nesla cidade'do Recife de Per-
nambueo, aos If de mono de 1874.En, Florlano
Correia 46 Brito, esrjvio, o flz escrever e subs-
erev^JIJ
Francisco de Ams Oliveira Maciel,
T >\Bi
DECt^BAOES.
De ordem do Him. Sr. inspector da thesou-
rarli de fazend desta provtacia-se faz public,
para conheciraoBto de quem interessar, qne no
dia K de julfao proximo future-, pelas Slr-ras da
tarde, ira a praca, perante a juoa da' mesma the-
souraria, para ser arrematado por quem maior
lanco'offercer, o barraeao, proprk) nacional, sito
em Santo Amaro da* Salinas, que servio de qnar-
tel a companhia de cavallaria, o qual se acha ava-
iadaem 4:000*; podeado^desde ja ser exa ninalo
!oa preWBdenlaa. M
Secretaria da thesouraria de fazeada de Per-
nambuco, 12 de junho de 1874,
0 2*escripturario servindo de seer etario
_________Carlos Jaao cfe Souza Corrla.
SANTA CASA DA M1SERICORD1A DO
RECIFE.
A Hlma. junta administrativa da santa casa di
Misericordia do Recife, manda fazer publico qu*
na sal a de suas sessoes, no dia 4 de Junfeo pa-
las 3 horas da tarde, tem.de ser arrematadas a
pem mais vantagens oflerecer, pelo tempo de urn
a Ires annos, as rendas dos predios em seguid."
leclarados.
ESTABELECIMENTO DE SARrDADE.
Travessa de S. Joss.
Casaterrean.il.......201*000
Rua de Saaia Ritu-.
Idem n. 32........250*000
Ciuco Pontas.
asa terrea n. 114......362BT508
Rua da Viracao
Memn 74........241*000
Ponte Velha.
Idem n. 31.........156*000
Rna de Antonio Henriques.
[dem n. 26........99*00f
Rua do Vigario.
!. andar do sobrado n, 27. 325*000
B.jaidem.......... 375*000
PATRIMONIO DOS ORPHAOS.
Rua da Senzalla velha.
Gasa trrea n. 16.......209*OOX
Becco das Boias.
sobrado n. 18.......42l*00C
Rua da Cruz
Sobrado n. 14 (fechado).....1:000*09
(Rua do Pilar.
Caia terrea n. 100......24I*00(
Rua do Amerim.
Idem n. 34........122*00i
Rua da Guia.
Idem n. 29........ 201*X
Rua das Larangeiras.
Casa terrea n. 17. ...... 36i*00t
Os pretendentes deverao apresentar no acto dj
irrematacao as suas Bancas, ou comparecereu
wompannado3 dos respectivos fladores, devendt
oagar alem da renda, o premio da quantia en
ra.e for seguro o predio que contiver estabeleci
aento commercial, assim como o servico da lim
?eza e precos dos apparelhos.
Secretaria da santa casa da misericordia do 1U-
;ife, 17 de mar^o o de 1374.
0 escrivao
Pedro RodrigiKS de Sonza.
MOViMENTO
Dia 13.
NJo houve entradas e nem sahidas.
Navios entrados no dia 14.
New-York por S. Thomaz e Para-21 dias, sendo
do ultimo porto 6, vapor americano South Ame-
rica, de 2,050 toneladas, coamandante Tenkle-
pangh, equipagem 66, carga differentes generos;
. a Henry Forster & C,
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio Grande do SulPatacho portuguez Judith, ca-
pitao Antonio Primo da Costa, carga assu-
car.
Porto e Lisboa-Brigue portuguez Maria, capitao
Custodio Ribeiro Paiva, carga assucar.
Rio de Janeiro e Bahia.Vapor americano South
America, commandante Tenklepangh, carga a
mesma que trouxe dos portos do norte.
EDITAES.
Edital n. 176.
Pela inspectoria da alfandega se intima aos do-
nos ou consigualarios dos volumes com amostras,
cuja relacSo acha-se afflxada a porta da mesma
reparticao, para virem despacha-los no prazo de 30
dias, sob pena de, Undo elle, serem vendidos por
sua conta, sem que Hies fique competindo allegar
contra esta 7enda.
Alfandega de Pernambuco, 11 de junho de 1874.
0 inspector,
Fabio A. de Garvalho iteil.
Hospital militar
0 hospital militar desta provincia contrata, com
quem melhores vantagen> otlerecer, para o tri-
mestre de de julho a 30 de setembro vindouro,
03 generos alimenticios abiixo declarados, para
dietas dos doentes e racoes de seus empregados :
Aletria, kilos.
Araruta idem.
Arroz pillado, idem.
Assucar refinado, idem.
Batatas inglezas, idem.
Bolachas, idem.
Bolachioha de araruta, idem.
Biscouto3, idem.
Cafe em caroco, idem.
Dito moido, idem.
Carne verde, idem.
Carnede porco, idem.
Carne secca, idem.
Cha perola, idem.
Doce de goiaba, idem.
Farinth", tie mandioca, litro.
Feijao mulatinho, idem.
Gallioha, uma.
Lenha em toros, cento,
Leite, litro.
Macarrao, kilo.
Manteiga ingleza, idem.
Marmellada, idem.
Ovo, um.
Paes, kilo.
Sal gro3SO, litro.
Tapioca, kilo.
Toucinho de LisbGa, idem.
Vinagre de Lisboa, litro.
Vinhido Porto, idem.
Todos os generos sao de primeira qualidade e
no peso da carne nao se admitte mais do quinto
de osso na porcao que se pedir.
As pessoas que quiscrem fazer dito fornecimen
to, no rtferido trimestre, apresentem suas propos-
tas fechadas na secretaria do mesmo hospital,
pelas 10 horas do dia 17 do corrente.
Hospital militar de Pernambuco, 12 de junho
do 1874.
0 escrivao,
Avelino Pereira da Cunha.
0 desembargador Francisco de Assts Oli-
veira Maciel, official da imperial ordem
Rosa, cavaHieiro da de Christo, e jaiz
privative de orphdos e ansentes da cida-
de'do Recife e seu termo,- por S. M. o
c Imperador, a quem Deos guarde, etc.
Faco saber aos qne este virem, qae o bacharel laf ioia, kMegrammo.
Francisco Ferreira Martins Ribeiro, inventariante
e testamenteiro dos bens que ficaram por failed'
mento de seu irmao Leopoldo Ferreira Martin
Ribeiro, requereu-me para vender am basta pa
blica a escrava Izidra, parda, crionla, de 26 anno:
de idade, com algumas habilitacoes, e que perten
cendo ao espotio inventatiado, foi avaliada em
1:000*.
E, pois que, annnindo a semelhante prttencao,
pelo presente firmado no que dupde o dacreto
1869, convido a, todos quanto qaizerem lancar so-
Santa Casa de Misericordia
de Recife.
De ordem da Hlma. junta administrativa vai de
novo a praga de renda," no dia 11 do corrente, pe-
las 3 horas da tarde, perante si, a ilha do Noguei-
ra, pela quantia de 1:000*. sendo o arrematante
obrigado a fazer os concertos de que precisa o
viveiro alii existente.
Os pretendentes deverao apresentar-se muni-
dos de cartas de flancas.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do Re-
cife, 5 de janho de 1874.
0 escrivSo,
..- Pedro Rodrigues de Souza.
SANTA CASA DA MISERICORDIA DO
RECIFE.
A junta administrativa da Santa Casa da Mise-
ricordia do Recife precisa contratar o fornecimen-
to dos generos aoaixo declarados, que teem de
con3umir os estabelecimentos pios a seu carga,
exceptuanda o hospital Pedro II, no trimestre de
jutbo a setembro vindouro. Recebe propostas na
sala de snas sessoes, pelas 3 horas da tarde dia 18
do corrente.
Aletria, kilogrammo.
Aguardente, litro.
Azeite doce, idem.
Arroz. kNogrammo.
Bacalhao, idem.
Banha de porco, idem.
Batata, idem.
Cha hysson, idem.
Cafe em grao, i iem.
Came secca, idem.
Cebolas, cento.
Farinha de mandioca da terra, litro.
Feijao, idem.
Faralla, idem.
Fooao do Rio, kilogrammo.
Gaz, lata.
Milho, sacco.
Manwlga, kilogrammo. .
Potassa, idem.
Rape, idem. !
Sahao, idem. \
.SaElitro.
iuho, idem.
"eta's fle carnadba, idem.
Veias staarioas, maco. r
' tfei de Lisboa, litro.
3ti8to, id/m-
Vinho branco, idem. k J
A junta ^mLaiauati^a oa Santa Casa da Mise-
ricordu do Recife precisa contratar o fornecimen-
to de pao e bolacha que teem de consumir tdooa
03 estabelecimentos pios a sen cargo, no trimestre
dejuTno a setembro, e recebo propoataa na sla
(de ipss sessSes, priasC hjras -da tarde do dia 18
Jiita adpvinijtrab'va da Sacli Casa da Mise-
rfeprecisa contratar o fotnecimen
to do essudar rclhsr^i), que teem de consnm t to
dos os es'tal)efeehen njestre de julho. a setembro, e recebe proposes na
sala de suas sss oes, pelas 3 horas da tarJe do dia
13 do orrente.
i junia admiMstretivi da Santa Casa da Mise-
ricordia do Recife precisa contratar o fornecime-
to de carne verde que teem de coosuniir todos c s
estabelociaientas nios a s-:u cargo, no trimestre der
julho a fetembro, e recebe propostas na sala de
3uas sessoes, pelas 3 horas da tarde do dia 18 do
corrente.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia
do Recife, 8 dejunbo de 1874.
0 escrivao
Pedro Ilodrigues de Sowsa.
Consulado provincial
Pela administrpcao do consulado provincial se
faz publico aos respectivos contribuintes, que do
1" de junho vindouro por diante comeca a correr
o prazo de 30 dias uteis, marcados no artigo 21
do regnlamento de 16 de abril de 1842 para a
cobraaca a boeca do cofre. do 2 semestre dos im-
postoa da deciroa urbana, 5 OjO sobre bens de mao
morla, e 60 rs. por litro de aguardente consumida
na provincia, no corrente exercicio de 1873 a
1874, incorrendo aa uiulta de 6 0/0 aquelles dos
comribuimes que os nao satisfizerem nesse prazo.
Cansulado provincial do Peroambnco, 27 de
oaaiode 1874.
0 administrator,
Antonio Carneiro Marbado Rios.
i Imperial Spcieda^ dos Ar-
! tistas MechaDw**e4ibe-
Armazens da companhia per
nambucana.
Seg11r&s contra o fogo
h eompanbia pernambucana, dispondo de ex-
ceHeWes e vastos arroazens em seu predio ao for
te do Mattos, offerece-os ao commercio em gerai
para deposito de generos, garantlndo a maior eon-
servacao das mereadorias depositadas, service
prompto, precos modieos, etc.
Tanibem recolhera, mediante previo assordo, ex-
clusivameate os generos de uma so pessoa.
Estes airaazens, alem ae arejados e coaimodo&
j5o inteiramente novoe e asphaltados, isentos d
cupim, ratos, etc., etc.
As pesso&s gue quirereta utilisar-se destes ar-
mazens, pederao dingir-se ao escriptorio da- com-
panhia peraambucana, que acbarao cojn quem
Ira tar.
A- thesonraria de faaeBda tendo de ceMtfai
o fornecimeato de objectos para o seu expedienle
durante o semestre proximo futuro de jullio a de-
zembro, convida os pretendeules a apresoatarera
na secretaria da mesma suas propostas em cartas
fechadas, devidamente selladas, ate o dia 20 do
corrente net, em que serao as mesmas abertas
porante a junta desta reparlicao e em prsseu;a
dos pretondent s, que deverao prestar fianca para
garantia das multas em que iueorrerem a vista
de respeclivo contrato.
Secreiaria da thesouraria de Peruambuco, 9 de
junho de 1874.
0 2. escripturario, servindo de secretario,
Carlos Joao'de Souza Correia.
Obras militares.
Convida-se as pesscas que se quizerem encarre-
gar dos concertos das 2 esctdas do hospital mi-
litar, orcados em 383^550, a se apresentarem com
suas propos'as na reparlicao das obras publicas
a 18 do corrente, pelas 11 horas da manha.
As propostas devem ser em cartas fechada; e o
orcamento 6 encontrado na mesma reparticao.
Pernambuco, 11 de junho de 1874.
0 engenheiro das obras militares.
Chryssolito F de Castro Ghaves.
Companhia Fidelidade
Seguros maritimos e tcrrestres
A agencia desta companhia toma seguros ma-
ritimos e terrestres, a premios razoaveis, dando nos
ultimos o solo livre, e o setimo anno gratulto ao
segurado.
Feliciano Jose Gomes
Agente.
51 Rua do Apollo 51_________
COMPANHIA
DO
BEBERIBE
No dia 17 do corrente, pelas 12 horas
da manha; terd lugar no escriptorio da
compsnuia rua do Cabugd n. 10, a arre-
matacdodos chafarizes e bicas porbairro,
nao se admittindo proposta3 que compre-
hendara mais de um bairrd, e nem por es-
paco maior de um anuo. Os Srs. licitan-
tes podem compartcer com seus fiadores ou
declaracao dos mesmos no mencionado dia,
ou antes no respectivo escriptorio, onde me-
lhor poderao informar-se das condico&s do
contrato d'arrematagao ; devendo ser essas
propostss om carta fechada. Declara-se aos
Srs. licitantes qua o pagamento serd feito
em sedulas.
BASES SOBRE AS QUAES SE DEYE
LANCAR.
Bairro do Recife.
Chafariz e bica do caes do
Apollo. Dito da rua do Bom
Jesus. Dito Jda praga de Pe-
dro I. Dito e bica do Forte
do Matto................. 18:3009000
Bairro de Santo Antonio.
' Chafariz do largo do Car-
mo. Dito do largo de Pedro
II. Dito do largo do Paraizo.
Dito da rua do Marquez de
Uorval Dito da rua da Cou-
cordia.................. 23:500^000
Bairro de S. Jose.
Chafariz do largo da Ribei-
ra. Dito da rua de Vidal de
Negreiros. Dito da rua Im-
perial. Dito da entrada da
Cabanga. Bica no extremo
da ponte' dos Afogadbs..... 28:O165J0O0
Bairro da Boa Vista.
Chafariz do caes do Capi-
baribe. Dito da rua d'Aurora
Dito da cidade nova de San-
to Amaro. Dito da rua do -
Principe. Dito do largo da
Soledade. Dito da caixa d'a-
gua dos Fires. Dito da praca
do Conde d'Eu. Dito da rua
de S. Gon$alo. Dito de San-
to Amaro das Salinas...... 19:502)5
Passagem da Magdalena.
Chafariz do largo do yivei- 000
ro. Dito entre duas pontes. 4590690
Capunga.
Chafariz da rua das Per-
nambucanas............. 601J&200
Monteiro.
Chafariz dessa povoac,ao. 2010000
Apipucos,
Chafariz dessa povoacao.. 1330000
Escriptorio da companhia do Beberibe,
9 de junho de 1874.
0 secretario,
Luiz Manoel Rodriguds Valenca.
Tendo-sa de contratar o forneounento de ca*
pim, farello, mel e milho para a cavalhada da com-
panhia de cavallaria, para o 2 semestre do cor-
rente anno, convido aos senhores que se quizerem
propdr a fornecer os generos acima mencionados,
a comparecerem na secretaria da companhia, no
dia J)7.as iOhflrascU manha, com suas propostas
fechadas, adverqnqo'que o capim sera, pelo preco
de cada kH&erammo, o milho, mel e farello ao li-
tre ; nao se aeeitindo proposta com condlpio.
Uaartel no Campo das Princezas, 15 de innho de.
1874. ^^
Tosfi Joaquim Coelho,
Commandaute,
^B 1
eiaf a eleigio
_dd fuoccionar
dia 28doccr-
os socios, para
trazades em snas
raes.
Tendo resolv'do a soHodad
dos merabros da dlfectbrta* iJ
no anno social de 1874 iAtft,
rente, scieafilico em temco..;*
qne aqneMcs que se acmnt
mensalidadcs se ponham eia dia, alim de poierem.
de c uformida*! com a coibfifuicao, toraar part?
aa referida elertjio.
0 1 seewtario,
-__________ r. P. dos 9-ntos.
Juizo de proredoiia.
Por este juizo, escrivao Guim,ir*e3, vao a pracs
por venda, bo dia 18 dt> corrente, tnte a andien-
cia do Dr. job: substitute da provedbi ia, as divi-
das activas descriptas nc inventari) da tinada Ko-
sa Maria FJancisca, casato qne foi com Jos* d*
Costa Oispo, e a reqaerirtwmto deste. Os preten-
dentes enconSario em pfc&r do porteiro dos aa-
ditorio* a rela^o dos devedbres e suas- quantise.
Recife, 13 oejnnho de 187*.
O escrivao interim),
JoSo Tiburcio da 9ilv* Gaimaraes.
Massa falWa.
ADMKvISTRA AO DOS 0OMIBIO5 DB PER-
NAMBUCO, 15 DE JflNHO OE 187%.
Mains pxprdlrM hojo (>
Prlo vapor nacional Jagucribe, para Maceio em
direitura, Penedo e Aracajd,
Pelo vapor Caruripe, para f!tePormoso, Taman-
dare, Barra Grande, Porto de fcdras, Camaragibe
e Maceio.
Recebem-ee jornaes, imprc?sw e cartas a regis-
trar, ate 2 horas da tarde, cartas ocdinarlas ate 3'
horas, e estas- ate 3 l)i, pagando- porte duplo.
Alfonso do RAfO Barros,
Admini5trador.
Santo Antonio
vac*iflMXjE.
Quarta-feira 17 de junho
Beneficio do bilbeteiro do tbeatro.
0 impottante drama em 5 ados e 6- quadros :
19
Priocipiara as 8 1|2 horas.
0 bene&ciado espera do publico a mesma bon-
dade que tern dtspeusado aos cutros que a elle
reeorram.
.Havera trem ate Apipucos.
mm; sriftsi
o
Rio de Janeiro
pretende seguir com muita brevidade o brigue na-
cional Isabel, tem pane de seu carregamento en-
gajado ; e para o resto que lhe falta, trata-se com
o seu consignatario Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo, rua do Bom Jesus n. 57.
cciiARHins m;i \l*
COMPANHIA PRINCEZA DE NAVE-
G.lf.iO A VAPOR
LINHA*MEN'SAL entre 0
Havre, Lisboa, Pernambuco, Rio de
Janeiro, (Santos somente na.oI-
la) Montevideo, Buenos-Ayres,
(com baldeacao para o Rosario)
ste\iii:r
VILLE DE RIO DE JANEIRO
Coniuiantlante A. Fleury
Espera-se da Europa ate 24
do corrente, segnindo depois
da precisa demora para os
portos do sul de sua escala
ate o Rio da Prata.
Relativamente a fretes, encommendas a pas-
sageiro?, trata-se com
OS CONSIGNATARIOS
ACGUSTO F. D'OLIVEIRA & C.
42Rua do CommercioEntrada pela rna
do Torres.
Pacific Steam Navigation Compaoj
ROYAL MAIL STEAMER
Espera-se da Europa ate o
dia 21 do corrente e seguira
para Bahia, Rio de Janeiro
Montevideo, Buenos A y r e s
Valparaiso, Arica, Islay e Cal
lao, para onde recebera pas,
sageiros, encommendas c dinheiro a frete.
N. B.Nao sahira antes das tres horas da tar-
de do dia da sua chegada.
AGENTES
Wilson Rowe &. C
14RUA DO COMMERCIO14
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
liaregacui) costeira a vapor.
PARAHTBA,NATAL, MACAO, MOSSORO', ARAC-
TY.CEARA, MANDABU E ACARACO'.
0 vapor Ip juca
commandante Moura
seguira para os por-
tos aeuna no. dia 22
do corrente mez, as 5
horas da tarde.
Recebe carga ate o dia 20 do corrente, encom-
mendas, dinheiro a frete epassagens, ate as 2 ho-
ras da tarde do dia da sahida : escriptorio
no Forte do Mattos n. 12.
rJiPAliS
MESSAGERIES MARITIMES.
I.inlta measal
ERYMANTHE
Espora-se dos por-
tos do sul ate o dia
li do corrente, se-
guindo depois da de-
mora do costume pa-
ra Bordeaux, tocan-
do em Dakar (Goree) e Lisboa.
Para fretes, encommendas e passageiros : a tra-
tarCm OS AGENTES .
Harismendy A I.abille.
9 Rua do Commercio;- $
COMPAMHIA BlkJUSllVBIR 1
DE
NAVEGACAOl VifOR
Porto,d noe ,
lri\i<.
Commandante in
E' esperada dos portos
do sul ateVo dia 17 do
corrente e seguira para
os do BWte, .depois da
mota do 'costume.
1
9e ordem do Illm Sr. Dr. juiz copectai do- com-
mercio, sao pelo adrnioistrador da' tuassa Cvilida
de Joao Baptista Gonealves Iiaslos, coo^da'dos 09
Srs credores da mesu;e massa, par no praz- du
oito dtas contados desta> data,|aBrefntarem seus
titulos e serem classiQcxJos, a rua' Marquez it*
Olindan. 16.
Recife, II de junho de 1874.
Fraacisco Radick,
Administraftr.


V'
I----------1


Diirio de Pernambuco Segunda feira 15 de Junho da 1674.
COMPAMJIA PERNAMBUCANA
DE
ftiwec*?** (eira a vapor.
Para Macei6 em direitur*.
gj^
0 vapor Jaguaribe jegue no
dia 15 do corrente as 5 boras da
larde em direilara a Maceio e
dahi a Penedo e Aracaju.
Pan o Rio Graade do Sul e Rio: de Janet v
recebe-se carga a freteno veleiro brigne nation a
Arroio Malto, navio de 1* classe : a tratar com
Silva & Cascao, a raa do Uarqnez de Olinda n 60.
Rio de Janeiro
Para e indicado porto segue com poncos.dias
de demon a uarea portoguera Feliz Uniao por
ter a maior parte da sen carregamento engajado,
s pan a resto qne Ihe falta, trata-se com os con-
eignaUrtos Josqoim Jose (ioncalves Beltrao & Pi-
sho, i r^a do Comnwrcio n. 5.
Parii.
Segno em poneos dias ao porto acima a barca
portogneu Arabella, pode ainda reeeber alguma
arga a tola : a traur com Antonio Ferreira de
Almeida : pa rna da Hadre de Dens.
Rio Grande do Sul
Segoird em poneos dias o patacho portuguez
Judith : pan o rttto da carga, trata se am Pe-
reira Vianna & C, a rna do Vigario n. 7.
Libras esterlinas.
Vendem Augusto F. d'Oli-
veira & C.
Rim do Commercio n. 42.
Ceara, Macao e lossort.
Para os referidos portos pretende seguir com a
possivel brevidade o hiate Rival, por ter alguma
:arga engajada e para a que Ibe falta, trata-se
com os consign* tarios Joaquiro Jose Gon$alves
Bellrio & Fifco, i raa do Commercio n. 5.
Rio-Grande do Sul.
PATACHO
IK FR1XCIC *
Recebe earga a frete para o referido porto : a
traur coin Amorim Irmios & C
LEILOES.
?
da ta-
DA
armacao, geueros e mais pertenijas
verna n. 61 da rua do Barao da Victo-
ria
TERCA-FEIRA 10 DO f ORRENTE
as 11 Is or as.
0 agente MartiDS fara leilao para liqnidar, d'ar-
macao, geoeros e mais pertencas da taverna acima,
em nm on mais lotes, a vontade dos compradores.
Leilao
DE
17 barricas com genebra, com 48 botijas
cada barrica, 24 ditas com 72 ditas cada
uraa e 5 latas com 125 kilos do tinta do
imprimir
Tcrca-feira 16 ilo corrente
A'S 11 HORAS EM PONTO.
No armazem do Sr. Annes, defronte da al-
fandega
0 preposto do agente Pestana fara leilao por
contae risco de quern pertenoer, dos objectos aci-
ma mencionados, em um ou mais lotes, a von tade
dos compradores.
Terca-fcira &tt do cor rente
is 11 horas em ponto
No armazem do Sr. Annes, defroonto da al-
fandega.
Agente Pestana
LEILAO
DE
300 barricas com bacaliiao, vindas da Ba-
hia pelo vapor Julio Diniz
TERCA-FEIRA 16 DO CORRENTE
as 11 horas ecu ponto
na porta do trapiche Conceicao
0 preposto do agente Pestana fara leilao, por
conta e risco do quern pertencer, de 300 barricas
com bacalhao, vindas da Bahia no vapor Julio Di-
niz, em um on mail lotes, a vontade dos" Srs.
compradores
TERCA-FEIUA 10 DO CORRENTE
us 11 horas em ponto
no trapiche Conceicao.
(e Pestana
Agente
DO
hotel das columnss, da rua das Larangei-
ras n. 30
QUARTA-FEIRA 17 DO CORRENTE.
&s 11 boras da manna
O agente Martins fara leilao de todos os rooveis
do notel acim?, constando de uma mesa elastica,
bancas, cadeiras de amarello, guada-lotfca, apa-
radores, louca de mesa, trem de cozinba e bem-
feitorias; achandose tudo novo e bem tratado.
Garante-se a casa ao comprador do cstabeleci-
mecto.
DOS
salvados do vapor Potengi
Quinta-feira 17 do corrente
A's 11 horas.
Em o ultimo sobrado no edificio da companhia
pernambucana
Por ictervencao do agente Dias, quo competen-
lemente autorisado levara a leilao, no dia e hora
acima designados, os rereridos salvados, a saber:
portas de camarotes, grades, portadas, gnarda co-
pos, caixilhoe, frento de madeira para camarotes,
carxoes para Javatorios, 1 escada de portaI6, 1 es-
ino, i mesa redonda e 53 portas de pinbo ame-
espelhos, 1 banco demar-
cineiro, com ferramenta,
grandequantidade detras-
tes avulsos e immensos ar-
tigos do uso domestioo,
que serao vendidos
ao correr do marteUo
Quinta-feira 18 do corrente
as 11 horas
NA '
FEIRA SEMANAL
16Raa do Imperador16
ARMAZEM.
pelo agente Martins.
AVISOS DVERS0S
Precisa-se de uma ama
para cozinhar em casa de
pequena familia, preferin-
do-se escrava : na rua do
Capibaribe n. 40.
Senliores bispos.
Encontram-se retratos novissimos do Exm. Sr.
Bispo do Para, na photograptaia Villela, a rua do
Cabnga. Idem do Exm. Sr. Bispo de Ptrnambcce
e de Sua Santidade Pio IX.
Bom negocio.
Vende-se ou arrenda-se o grande predio
de um andar e sotao, sito na rua do Bispo
Coutinbo, proximo da igreja da Misericordia,
na cidade de Olinda, tendo duas toes salas
de frento, um salSo no sotao, seis quartos
espagosos e frescos, uma grande cocheira,
quintal todo cercado de novo, e com diver-
sos arvoredos, uma boa fonte d'agua, e
tendo gaz canalisado. Achando-se prepara-
do com todjs os moveis indispensaveis &
uma grande familia, sera" assim vendido ou
sera os moveis : a tratar nesta typographia
ou na rua da Uniao n. 49, sobrado, atraz do
paco da assembled.
" CASA DA F0RT11A.
AOS 4:000#000.
BILHETES GARANTIDOS.
1' rua Primeiro de Marco (outr'ora rua d<
Crespo) n.23t casas do costume.
O abaixo assignado, tendo vendido nos sens fe-
lizeB bilhete3 um inteiro n. 797 com 4:000*. nm
meio n. 2833 com 7002, dous meios n. 323 com
2003, um meio n. 35lO com 1004, e outras sortes
de 403 e 20fi da loteria que se acabou de extrahir
(103), convida aos possuidores a virem reeeber na
confefmidade do costume sem desconto algum.
Aciiam-se avenda os felires bilhetes garantidos
la 3* parte das loterias a beneficio da igreja
matriz de Palmares (10i*), qne se extrabira no
sabbado, 20 do corrente mez.
PRECOS,
P.ilhcte inteiro 000
Meiobilhete 23000
EM PO?.?AODE 1005000 PARA C1MA.
Bilhete inteiro 33500
Mc-io bilhete 13750
Manoel Martins Fiuza.
mm
JTA
ncano.
Grande feira
DE
mobilias, pianos, mesas elas-
ticas, aparadores, quarti-
nheiras, 1 casal de cana-
rios do imperio, transpa-
rentes parajanellas, guar-
daroupa, cabides, camas
francezas, carteiras para
escriptorio, objectos deou-
ro eprata, relogios deal-
gibeira, miudezas, copos
para agua, cadeiras de ba-
lanco, quadros diversos,
)b pii
NA
Rua da Imperatriz n. 60
TARA LIQUIDAR
Granadiua preta a 500 rs. o
covado.
O PavSo vende granadina preta e lavrada
pelo barato prego de 600 rs. o covado.
ALPACAS PRETAS A 500, 640 E 800 RS.
O Pavao tem um grande ~sortimento de
alpacas pretas, que vende a 500, 640 e 800
rs. o covado, assim como grande sorti-
mento de cantoes, bombazinas, princezas
pretas, merin6s, e outras muitas fazendas
proprias paraluto.
CAMBRAIA VICTORIA A 4000, 4500/
05000 E 7JS000.
O Pavao vende um grande sortimento de
cambraia Victoria e transparente com
8 1/2 varas cada peca, pelos baratos precos
de 45000, 45500, 55000, 65000 e 78000
a pec,a, assim como, ditas de salpico bran-
co, a 7(5000, e pechincha.
CAMISAS FRANCEZAS A 20000, 85500
35000 K 35500.
O Pav5o vende um bonito sortimento dt
camisas francezas com peito de algadao, s
25000 e 25500. Ditas com peito de linbo
de 35000 a 65000. Ditas bordadas muito
finas de 65000 ,a 105000: assim come
grande sortimento de ceroulgs de linho e dt
algodSo, por precos baratos, e tambem tem
completo sortimento de punbos e collarinbos
tanto de linho como de algodSo, por precoi
em conta.
CORTINADOS BORDADOS PARA CAMA 1
JANELLAS, DE 75 ATE' 255000 0 PAR
0 Pavao vende um grande sortimento de
cortinados bordados, proprios para cama e
janellas, pelo barato preco de 75000,85000,
10^000 ate 255000, assim como : colxai
de damasco de la muito fina de 105000
1^5000 cada uma.
BRAMANTES A 15800, 25000 E 25500
0 Pavfio vende bramantes para lenc6es,
tendo 10 palmos de largura, sendo o de
algodSo a 15800 e 25000 a vara, e de linbi
a 25400, 25800 e 35000 a vara: e pectin
cba.
Grande pechincha a 4^000
e 5^000
CORTES DE CASEMTRA.
O Pavao recebeu uma grande por^ao de
cortes de casimeras de cores para calcag, e
vende pelo barato preco de 45O00 e 55000
cada corte, na rua da Imperatriz n. 60, loia
de Felix Pereira da Silva.
ESMERALDINA A ,800 RS.
0 PavJo recebeu um bonito sortimento
das mais elegantes esmeraldinas com lirtras
de seda, sendo em cores e padrdes as mais
novas que tem vindo ao mercado, proprias
para vestidos, e vende pelo baratissimo pre-
co de 800 rs. o covado, i raa da Imperatriif
n. Q9. ^
41 Rua do Imperador 41
0 novo proprietario dette acreditado e bem montado estabelecimento, com o fim de
conservar os creditos de unico neste genera, tem reformado e melhorado completamente
o mesmo em ordem a poder satisfazer qualquer pedido para as provincias do norte e in-
terior desta, garantindo perfeigao em todasas prepjra^oes, aceio e medicidade nos precos,
compativel com este genera de drogas.
Espera a todo momento uma grande remessa de pharmacia homeopathica de J.
Epss & C, de Londres, composts de medicamentos, carteiras, pocolotes, Opodeldock de
Rhus, de Buvonia, de Arnica e de pos especiaes para dentes.
Tem A disposicio do* amantes da homeopathia a excellente, obra do Dr. Mure a-
dlco da povo, jd em 3.* edic^o.
Tem carteiras de globules e tiotoras de 12 medicamentos ate 120, i escolha do com-
prador.
Plumeria, para mordedura de cobras.
Seracena I
I Para bexigas como preservatiwo.
Vaccina (
Chocolate homeopathico.
Cafe homeopathico.
Elor d'araruta.
P6s para dentes, inglezes.
China cruzeiro, para intermittentes.
Schynus, para anginas.
Calendula, para queimaduras.
Taranlula, para paralysia. Jer,c0 Pra rneumaitsmo.
Tintora mSld-arnica, para contustes, cor. Malta-mattaoujaboti, para losses.
tes, etc.
Jericd, para rheumatismo.
Espirito
ra.
de Hahereman ou de campho-
Cactac grande fldrus, para pneumonias
tnolestias do coracdo.
as pre-
A CHEGAREM
Opodeldock d'Arnica.
DitodeRhus |
>para rhematismo.
Dito deBryoniaj
Acha-se constantemente a testa do estabelecimente e inspeccionando todas
jararoes o Sr. Dr. Jesuino Augusto dos Santoa Mcllo.
C0NSULT0RI0 HOMEOPATHICO
DO
Dr. Santos Mello
Consultas pela manha, e anoite at6 9 horas
Gratis aos pobres.
IS
PHOTOGRAPHIA
IMPERIAL
LOPES &C.
ESTABELECIMEMTO DE PBIHEIRA ORDEM
Rna do Barao da Victoria n. 14, sobrado
(ANTIGA RUA NOVA)
Trabalhos premiados na ultima exposi^ao
DO
RIO DE JANEIRO
Acha-se montado sob as melhores condic.6es de arte, e aberto a
concurrencia pubiica, este estabelecimento, o primeiro, semduvida,
desta provincia, no qual se liram retratos pelos melhores e mais
modernos systemas, empregando-se somente material de primeira
qual.dade, e garantindo-se
Semelhan^a, nitidez e duracjio.
Trabalh*-se todos os dias uteis e de guarda, desde as 10 horas
da manha a's quatro da tarde, nao prejudicando o tempo de chuva
ou nublado a perfeigao dos retratos.
Faz-se toda a qualidade de copies, augmentando-as ou diminuin-
do-as.
Uma duzia de retratos de uma so pessoa, em cartSes para al-
bum.
Para os retratos esmaltados, colloridos, grupos,'e augmentados ha
uma tabella de precos.
Tiram-se retratos ate tamanho natural.
EXP0SICA0 DE NQITE
INJECCAO DO DR. MALTERRE
Da faculdade de medicina de Paris, cavalheiro
da legiao de honra
UNICA
SOBERANA E INFALLIVEL.
A blennorrhagia, on purgacao, e ama iDflammacao do canal da uretra, occasionada a maior
parte das vezes pela cottmunicacao impura. Nao 6 uraa affeccao geral, que d<5 lugar, como a syplis a
accidentes iecundanos. E' uma affecsSo purameute local. Effeclivamenle, os aedicamentos que ha
muito tem sido applictdos interiormente contra este mal, taes como a copahiba, cubebas, etc., nao pro-
duzem effeito senao communicando as onrinas algomas das suas composjeees, qne, pela sua passagera
atravez do canal, se tornam uma veidadeira injecjao. *
Para que sera necessario carregar o esiomago com ess3s preparacoes nauseabundas e repug-
nantes ? para que e preciso fatigar os intestinos com a sna accao irritante 1 A resposta e simples :=
Mo se tinba ainda descoberto nmamistora qne, introduzida directamente no canal, produzisse osmes-
mo9 effeitos sem temer maos resultadog. As injeceffes tao fa ladas at6 aqm, conseguem fazer parar a
purgacao, porem pela irritacao eonsecotiva qne produzera no canal, sao nma ameaca permanente de
aperto, affeccao muito mais teriivel que o mal que se pretende curar. Eis aqui porque a maior parte
dos medicos, recusam, com razao, de as empregar.
PresentemeDte, este fnndado temor nao existe. A injeccao qne nos apresentamos ao publico,
que conta dez annos de bonsresultados, nio interrompitfos, nao e irritante. E' antibleunorrhagica
em toda a extecsao da palavra. Queremos dizer i a causa do mal, que ella destroe, decompondo os
elementqs da purgacao e tonificaodo a mueoza o as glandnlas d'onde provem a sua origem. A sna
applicacao nao 6 dolorosa, e se uma ligeira iropresao se segue a sua introducpio, essa impressao
e de pouca dura, e segne-lhe uma sensatio immediala e nao desagradavel. 0 sen tratamento nao
precis* fle nenhum outro "auxiliar para fazer parar em mnito pouco tempo as purgacoes. ainda mais
rebeldes.
Quasi sempre basia um so frasco para a cura. pois nao nos consta que houvesse purgacao que
resistisse ao emprego de dous. (
SUNffOM AS
Ha muito tempo que as Bores brancas, leucorrheas, etc., tem sido censideradas nas sfnhoras co-
mo causal, a constituicao anemica, qne na lingnagem vnlg*r Ihes cbamam pallidas cores, quando el-
las sao ao contrario.a causa do enrraqnecimento, e pobreza do sangue. D'ahl provem o erro que
moitos medicos commettem ainda, de tratar do estado geral, em lngar decnidar do estade local, qne e
a causa dos symptomas geraes. Nio 6 lugar proprio este de tratarmos theoricamente o facto que
avancamos, mas acreditamos que bastaaponta-lo para que,todo omodco consciencioso reconhecao
eu valor.
A nossa injeccao tende sempre a snspender esses corrio-ectos sempre rebeldes a qualquer me-
dicamento; mas para obter ease resnludo i prec>so que seja dada com o maior culdado, e que pe-
netre Me nas mais pequenas pregas da mueoza, pois qne 6 ao fondo da mueoza que esta a causa da
affeccao. Nos convidamos as pessoas qne recorrfrem a nossa injeccao, a servlrem-se, de preferencia
a outra qualqner, da seringa direita, foimada de um tubo de vidro do qual a exlremidaae redonda
tem alguns bnracos.. Estas seringas tem sobre is outras a vantagem de abrir largamente a vagina, e
por toda a mueoza em cootacto com o liquido injeetado, condicao indispensavel para a cura.
Duas colberes de sopa da nossa injeccao lancadas n'uma quantidade d'agua sufflcieole para en-
cher a seringa, bastam para oma injeccio, que deve ser repetida ires vezes por dia.
A nossa injeccao e propbylatica, isto e, evita o mal. Uma so injeccao basta, depois de nm con-
tacto suspeito, para por ao abrigo de todo o reefio de doeoca.
SEFCSXTO UOBSASIL
. BARTHOLOMEO & G.
34 = Mm larga do Eosario=34
PERNAMBUCO.
PREPARADO POR
BARTHOLOMEO & G.
Pharmacentieos da casa real de S. M. F. cl-rei de Portugal
Premiados em diversas expoticoes com o primeiro pre-
mio de sua classe.
0 xarope vegetal americano, garantido puramente vegetal, nao contem em sua composi^ao
umso atomo de 0mente succos de plantaa indigenas, cujas propriedades beneficas na
cura das rnolestias que pertencem aos orgaos da respira^ao, tem sido observadas por longo tempo pe-
los medicos mais dislinctos que ore:ommendara e prescrevem todos os dias no tratamento das bron-
chi tes, tanto agudas como chronicas, asihma, tossss rebeldes, escarros de sangue, pbtysica no primeiro
grao e contra as irritacdes nervosas.
DEP0SIT0 GERAL
34 = Rua larga do Bosario =
PERNAMBUCO.
34
ARISTIDS SA1SSET E. J. SOUM
Tratamento puramente vegetal verdadeiro puriflcador do sangue. sem mercurio.
A Esscncla de Caroba e um remedio hoje reconhecido como nm poderoso depura-
tivo e especial para cora de todas as rnolestias que teem a sua origem na impureza do sangue,
como sejam : as mtlestias Syphiliticas, Boubaticas e Escrofulosas, Rheumatismo, Empingens, Dar-
tros, Ulreras, Erupcoes, etc. etc.
Os prodigiosos effeitos que tem produzi fo a Easencla de Caroba, por toda parte
onde ella tem sido apropriadamente experioientada, a tem feito adoptar como um dos medicamen-
tos mais seguros e mais energicos para a cura de todas as rnolestias de natureza syphilitica %
boubatica.
A cada frasco acompanha uma instrucc.ao para a maneira de usar.
Pomada anli-dartrosa
Contra as affeccoes cutaneas, darthros, cr.miclioes, etc., etc.
Inguenio de faroba
Para cura das bouba?, nlceras, chagas aniigas, etc.. etc.
UNICAMENTE PREPARADO POR
ROHOOAYROL IBMAuS, SUGGESSORES
Bolica Frauceza
22 Rua do Bom Jesus
__________( ANTIGA RUA DA CRUZ )
22
INJECCAO E CAPSULAS
AHEGETAES ao MATICO:
GRIMAULT E G'-A PHARIWACEUTICOS EM PARIS
w^i^K-^?--^00 r^modio csscncialmentc anodino c conhecido, cura rapidamente as
S ? w^1*8 recentes.' antigaa e chronicas, sera dores, seni possiLilidadc alguma
nlnhumaa^ko"cclSosiva?810"" estreitamcnt0 dc ncnhura ****>. posto que doS
*? Pf?^8 de Matico. diffcrcm completamenle do todas as outras empregadas a
S!L3U?S C' comm,ercl wntcm a copahiba hquidae causao enjoo, arrotos Ivomitos
KSSafSfiS?"? noMton^SO ; m nossas ao contrario cobcrLis com uma capa de gluten
fcrf^otor^iS^^^ remcdio im-^SSS
a i^rt^tf^tt^^SZg. rCUnldaS Uma mCdiCac5 & e inoffens*3

ii.ES1taST?i,uias^5 resu,tad0TaLde M an"03 de experiencias e notaveis estudos feitos pelo
Kstiasto enfenaV6' n Hospitalde S' Luiz consagrado especialmente ao tratamento ^aa
Podem logo os SRrs medicos rcccital-as e os doentes tomarem com a maior conflanca,
Beguros de obterem em pouco tempo e sem possibilidado alguma do recahida, o restabele<4
mento o mais completo dos eczemas, prurigos, empigems, tinha e em geral do todas aa
exmpcoes e rnolestias da pelle por muito graves que sej5o,
Depositos em Pernambuco: FERREIRA, MAIA eC'j- M.-A. BARBOZA, e nas pruK
cipaes pharmacias de Portugal e do Brazil. *
DOENCAS das CRIANCAS
XAROPE de RABANO 10DADO
deGRIMAULT e C* pharmaceuticos em PARIS
BiS}d2^nhSSm 7?nw Sleo de f'=ad0 de bacalhSo- 'em sobro este as scguintes
S?adaw?^TV?lAn m^ni0868. 'W Con^em mais iodo : 2' Seusaborhesumlmente
^,m TS.V i,;L 1? muml e so.bre tud?as ?rianCs o tom&o sem a menor repngnancia.
hc^Trnrl ^4i? er?? &Montea conhecidos para modificar os temperamentof lympha-
S/n S:SaMlS'lM af raole4s"as que tirSo sua origem nos vicios do sangue.
S222 Lrachitismo, pallidez, etc.... A sua efficacia he cxlraordinaria nos cuidados tad
dehcados que exigem a saude das criancas, e sua acgao curativa he prodigiosa nas moles-
tias do peito, e da pelle nos enfartes das glandnlas.
.
DOENCAS DO PEITO
XAROPE d'HYPOPHOSPHITO
GRIMAULT e C'f pharmaceuticos em PARIS
Hojo e sabido que o phosphoro e a cal biio as bases essenciaes de qualquer producto desti-
nado a reconstituir o organismo e a cicatrizar os toberculos dos pulmocs.
Com tudo ha que notar que, para que estas preparacoes produzam o effeito descjado he ne-
cessario que sejSo absolutamente puras, condicao que nenhuma casa pode reaUzar melhor do
que a nossa, cujo o director scientilico he o illustre chjanico D'Leconte, professor da Faculdade
de Medicina e preparador do curso de physiologia de Claudio Bernard, no CoUegio de Franca.
Os fanrs medicos e os doentes que quizerem comparar o nosso xarope com os demais
conhecidos ate hoje nos darao certamente a preferencia sendo a sua efficacia superior a de
todos os outros, no curativo das affeccoes pulmonares.
Elle calma a tosse, faz desapparecer os suores noctHrnos, oura a bronchites, os catarrhos
pulmonares, a hsica, e corta a febre lenta que destroe as forcas do doente. ,
Depositos em Pernambuco: FERREIRA, MAU G: M.-A. BARBOZA, e nas pxiat
cipaes phar; ->acias de Portugal e do Brazil,
PHOSPHATOdeFERRO
e I. IK AS. iilurmiteuiiet. DOUTOR EM SCIENCIAS.
J^S,^L!erriiginosos ou porqueo estomago nao pode supportal-os ou entao he que necessitao do succS eastrico
So*^'Sost^nem ST,0^^ ^commendamo^ao pubto he^XSo*^
SSS^^Ji ns^,^! if "I0' n2 ennefirece os dentes, e eomo se assimila imme-
a *^me^te' n5 produz nehum d08 maos eHeitos que acabamos de citar ^*uuua -
cXoeeaPindAaevl^rTA na8^ PAUJD"' ^^Tdbb,lS, ella regulariza a.
OB^d^^a^ttntefa/nen*to "" ""^""t" dUficeis: n ra P** panacea
mmrim nara tUni^i Vl%tem por origem a pobreza do sangne, e o remedio mais
energico para reaiuinar as forcas debiUtadas pelas laUgas ou peii ardores do clima.
J
i
CURA RAPIDA
PBL0
EnxaquecaB, Doroa do Cabega, NeTralgiao
~ De GRIMAKLT e C,
PHARMACEUTICOS BM PARIS.
INGAda INDIA
R*?ta provar uma vei este medicamento para se near convencido da sua efficacia. Uma
so dose, diluida em um pouco d'agua com assucar, faz desapparecer as mais das vezes a
mais violcnta enxaqueca ou nevralgia. E' por este moHvo que elle foi admittldo na nov
pharmacopea franceza publicada pelo geverno.
Depositos em Pernambuco: FERKBIRA/jMAIA t C-; M.-A. BARBOZA, 0 DAS prit
apaes pharmacias de Portugal e do Brazil,



BBSMUbh
i
Diario de Pernambucu Segunda feira 15 de Junho de 1874.
Frjgio bo dia t de abril proximo paw ado o
escravo Benedicto, crioulo, de cor preta, tern it
annos de idde, r. ouco mais ou menos, e de esta-
tara regular, nao tern barba, tem as costas corta-
das de antigos casligos riue soffren, Uin sido vinto
Eara as hands* da Euoruwlhada, Ikberibe 9 no
ecile : roga-te a todas as autond dos e eapiu>
de cimpo a sua appreletm:>, e remett*-iu a nil
Direiia 11. ii, que >c,-uo gcnerosamente re:om|>eu-
sa-ios.
S. CARLOS
Vende-se on arrenda-se o eogenho S. Carlos, em
Ipojuea, moijnte e currents, com todas as obras
en psrfeito estada de copservaeao, e muito bom
d'agua : a tratar na travessa da ma Duque de Ca-
xiaaa 3, 1* andar, com Gabriel Antonio de Castro
TJuinues._________________________
COPEIRO.
Um rapaz pprtuguez, chegado ba pouco, dando
fiador i toa condacU : 1 tratar na rua do Rangel
n. I, tavern*.
Aloga se 0 armazem da ma do Torres n.
8, proprio para deposito, escriptorio on qualquer
estabelecimento : a tratar na roa do Marquez de
Olinda, casa n. I, segundo andar.
Bolos de S. Joao.
Na roa de Santa Rita Velha n. 73, preparam-se
bolos propriM deste dia, com loda delicadeza, per-
feicao e commodo preco.
ALUGA=SE
0 terceiro e quarto andares do predio da roa do
Bario do Triumpho, antiga do Brmn, n. 84.
Aluga-se uma boa easa com excellentes com-
modoa a roa do Coronel Saassona n. 169: a ira-
ax na mesma roa n. 171.
MEDICO-CIRURGICO
00
Dr. Pedro d'Athayde L. Moscoso
PARTEIRO E OPERADOR
do Vigconde die Albuquer-
que a. a.
ESPECIALIDADE
Molestias de lenHoraa e 9
menlnos. t
Consnlcas das 7 as 10 boras da ma- ~
nha, todos os dias. &.
Das 6 as 8 da noite, nas segundas, quar- A
tas e sexras-feiras. ?
Os doentesque mandarem os sens cha- jjk
mados por escripto at 10 boras da ma- 3ft
K nha serao visitados em suas casas.
***** *********
NS'i s (irerliiido r> i-Hijntn^ ofiv/i ^ nun/cm
ti. 1(1 ., a ma da Madi (if hm>. \mri ritu il.>t--
i-tilii djSMirilf- da* dirnii)- in r-;i '.* I -mi.-. <;i;.- u
h.ixu ssin:ul-i al.uojav.1 i.r, .; .i .-6 dVra oj~
dlaote abtrto outro es abelecimento sob a mesma
denomioacao de
ARMAZEM DO FUMO
A' rua do Amorim 11. i 1
com todas as properties dfesejad.i?, e onde pode-
rao os senhores freguezes dingir te, cedes de que,
como ale aqui, ach rao sempre a par da raodici-
dadedosprecos, a inaior siciceridade possivel. Eu-
tre as differentes raarcas de famo da Bahia e Rio
de Janeiro, que tem sido annunciaddF, acaba de
cbegar uma emsommeuda especial, que muito deve
conviraos senhores freguezes. Consciete 0 abai
xo assignado de que neate genero de negocio nao
esta sem competidores, fara muito por evitar que
tambera os tenba com relacio ao pequeno lucro
qne procurara obter da dita mercadoria.
Jose DomiDgues do Carmo e Silva.
Na roa velha de Santa Rita n. 57, preeisa-se
alugar uma preta para vender com taboleiro.
Casa para alugar.
Na roa do Nascente, qne fica por detraz da rua
Imperial n. S27, aonde se podera tratar.
Cozinheiro ou cozinheira.
Na roa do Bario da Victoria n. 14, primeiro
andar, precisa-se de um cozinheiro ou cozinheira.
Cozinheira
Precisa-se de nma cozinheira para casa de fa-
milia de duas pessoas : na rua da Uniao n. 67.
JARDIM DAS PLASMAS
A rua da Ventura n. S5 (Capuoga)
Abi se encontram:
Larangeiras celecta e de umbigo enxertadas a 3
Sapotiseiros e sapoteiros em vasos, de 1 all
palmos e ate" ja com flores para dar fructo, alem
das seguintes plantas de ornato e de fructo por
preco muito commodo.
Abacati.
Acacia.
Ariticum a pe.
Canella.
Casuarina.
Carolina do principe.
Condeca.
CoracSo da India.
^igneira.
Flamboyant.
Fructa-pao.
Inga do Para.
Jambo.
Laranja cravo.
Dita de doce do Para.
Dita branca.
Dita tangerina.
Lima da Persia.
Dita de umbigo.
Limao francez.
Dito doce, enxertado.
OiticorO.
Palmeira imperial.
Parreiras.
Pinheiras.
Romeiras.
Rozeiras.'
Rozeda.
Ubaia.
Ubaia. e ootras mvitas.
E outras plantas: na Capunga a rua da Yen-
ura n. 25.
Jasmim laranja.
inja
Dita do c6o.
Laranja da China.
tt.
Trastes.
Corapra se e vende-se trastesnovos
e usados no armazem da rua 0 Im-
perador n. 48
A lug
m
:a-se

0 sobrado de um andar, sito na Ponte de Uchoa,
com bastantes commodos, agua, gaz, estnbaria,
cocheira e quartcs fora: a tratar na rua d:> Viga-
rio n. 31.
Chapeo de sol
N5o se querendo fazer era publico uma vergo-
nha ao senhor..., que era a noite de 7 do correnie
(domingo) estando em uma reuniSo familiar na
rua de Ilortas, dahi levou um chapeo de sol de
3eda, novo, de cabo de marfim e castao de metal
branco, que nao Ihe pertence, roga-selhe 0 obse-
quio de restitni-lo ao sen dono, podendo faze-lo
nesta typograpbia, aQm de ficar e;se facto em per-
petno silencio, 0 que se garante ao dito senhor.....
lAila particular de inslrnecoj
eleineiitnr
B Para o sexo feminino
A professora, infra assignada, tendo-
se habilitado na foima da lei, pretende
no dia 8 deste mez abrir a sua aula par-
ticular na rua do Marquez do Herval, ou-
tr'ora da Concordia n. 147, onde pode-
ra ser procurada ; as alumnas, alem de
se instruirem nas materias que consti-
m. tuem a mstrnccao elementar, se habilita-
) rao na arte de agnlha, bordados de todas
a as especies, obras de la e de flores, me-
dia nte gratificacao razoavel
S. Jose, 6 de junho de 1874.
Esmenia Jennina Dias.
Para escriptorio
Ahiga-se a sala da frente e dous quartos do pri-
meiro andar do sobrado a rua do Imperador n.
81: a tratar no pavimento terreo do mesmo.
Aiuga-se 0 segundo andar do sobrado n. 86,
sito a roa de Lomas Valentinas, com os commodos
seguintes : 2 salas bastante grandes e frescas, 3
quartos, cozinha fora, quintal com portao para a
rua de Hortas e cacimba com boa agua. Aluga-
se mais os 1.* e i.* andares do sobrado sito a rua
dos Expostos n. 28, com commodos para pequ na
familia: qnem pretender dirija se a rua Nova n. 17,
que achara com quem tratar.
Alugam-se quitro armazens no caes do Ramos
e dous no becco do Carioca : a tratar na raa da
Bniao n. 17, das 3 boras da Urde em diante, ou
flepois de 10 boras da manha, a rua do Imperador
a. 67, 1' andar. ___________ r
Na raa Nova n. 50, primeiro andar, nona.
tnesonraria das loterias, precisa-se alugar um
criado para casti da familia
Da-se terra ben estrumada para plantaf5.se
na obra qne se esta a fazer na raa do Leao Coroa-
^0 (ontr'ora Mangueira).
SAMUEL CHOURITO.
Este bem coobecido artista alfaiate parti-
cipa aos seus numerosos freguezes, quer
particulars, como de lojas, que transferio
sua ofBcina do andar da casa n. 58 da
rua Duque de Caxias, para 0 andar da de
n. 88, por cima do estabelecimeoto de fa -
zendas do Sr. Demetrio Bastos, cuja officina
de alfaiate tambem se acha aos seus cuida-
dos e onde 0 publico 0 encontrara* sempre
prorapto a satisfazer toda e qualqner en-
commenda tendente a sua arte, para 0 que
no mesmo estabelecimento se pode prover
de boas e escolhidas fazendas de gosto, ga-
rantindo, como sempre, a perfeita execusao
do trabsibo.
***-******-****
m, BACHAREL MIGUEL AMORIM m
Advogado 2
Wt Rna do Imperador n. 71.
Sitio para alugar
Alnga-se 0 sitio do commendador Rabello, no
Caldeireiro : qnem 0 pretender, dirija-se a rua do
Comraercio n. 48,1* andar._______________________
0 MoDle Lima
tem um complete sortimento de galSo e franjas de
onro e prata verdadeiros de todas as larguras,
abotoaduras douradas para officiaes, canutilhos e
enfeites para bordado. Tambem se encarrega de
todo e qualquer fardamento, como seja : nonets,
lalins, pastas, espadas, dragonas, charlateiras, ban-
das, abotoaduras lisas e douradas para criado,
etc, assim como, um completo sortimento de fran-
jas, galao falso para ornamento, cordao de la com
borla para qnadros e espeltios (conforme 0 gosto
da eneommenda) tudo por muito menos preco que
em outra qnalquer parte : na praca da Indepen-
dencia n. 17, junto a loja do Sr.Arantes.
ENGOMADEIRA.
Lava-se, e engoma se, com
ma do Nogueiri n. 18.
perft'igSo a
Joao Joaquim da Costa Leite, cautelista das lo-
terias da provincia faz sciente ao publico, que
mudou 0 sen estabelecimento para a mesma rua
do Barao da Victoria, casa n. 30. _____
MM MEDICAMEIXTOS
Vinho de quiniiio do Dr. I^cconte.
Este vinho preparado com optimo vinho de
Malaga e 0 melhor de todos os tonicos reconsti-
tuintes na convalescent a das molestias graves, e
se recommenda para a cura dos padecimentos
do estomago e intestinos, febres de toda a espe-
cie, com 0 caracter intcrmilteute.
Vinho e xarope de laclo plsospbato
de cal do Dr. Lecontc-Recommen-
dado pelos medicos como 0 melhor agento re-
constituinte para favorecer a nutricao, a for-
magao dos ossos nas crianeas e enriquecer 0
sangue.
Vinlio de Boldo c elixir.ila mesma
pi an ta preparado por Frimault. -
As folhas do boldo sao empregadas no Chile
como rc-medio dome?tico, mnito efflcaz, para a
cura dos padecimentos do figado, de que e 0
antidoto, como 0 quinino e das febres.
Vinho e elixir de cacao da Bolivia,
de CirimauK.Tonico fortiflrante, diges-
tivo e reparador das forces ejehauridas.
Vinlio dc quina feryusriiioso de Ovl-
luault. I'reparado com vinho de Malaga e
pyrophosphato de ferro e soda, constitue um
precioso asente therapeulico para a cura da
Chlorou, dos padecimentos do estomago, po-
breza de sangne, chlorose e as diversas moles-
tias das senhuras.
Xorope tie chloral hydratado do Dr.
Lccoiiie.- Os medicos e aconselham com
successo contra a gota, as aphalgias, vertigens,
hystona. insomnia, epilppsia, nevralgias, tosse
asthmatica, coqueluche, etc.
Cremc de uismutlio de Cirimault.
Contra as gaslrite?, diarrheas, gastralgias, dy-
senteria.
Xarope de hroinureto de polassa de
urimauit.-Auii nervoso c applicado com
optimo rcsultado no tratamento da gota e rheu-
matismo.
Inga da India de CirimauK.-Cura ins-
tantemente as enxaquecas, dores de cabeca,
nevralgias e dyarrheas.
Ferro de Ciirard. Protoxoto de ferro. 0
melhor de todos os preparados de ferro para 0
tratamento das molestias que reclamam este
agente therapeutico.
Pastillias de manniia dc CirimauK.
Empregam se cemo laxativas e purgativas
contra os catarrhos mucosos, falta de appetite,
catarrho pulmonar.
Oleo de figado de bacalhaO. ferru.
uinoso. de Cirimault. E' um medica-
mento de uma efflcacia constante contra a
chlorose, pallidas cores, anemia, phtysica, todas
as molestias dos pulmocs, lymphatismo, es-
crofuUs, etc.
1*6 rerro mangauico de Burin du
Buisxon. Agradavel ao tcmar-se, dotado
de propriedade digestivas mui aclivas, e 0 re
medio por excellencia, na leuchorrea, anemia,
gastralgi., etc
PiiHtiilin dc lactato de ferro de Bu-
rin du Buisson. Digestivas e optimas
no tratamento das menstruaQoes difflceis, flores
brancas e todas as affeccoes nervosas do tubo
digestivo.
cijronina Michel.Linimento muito su-
perior aos cerolos, pomadas e u^iguentos para a
cura das ulceras e feridas de toda a especie.
Capsulas de Aplol de Cirimault.
Sao recommendadas pelos medicos para reau-
lansar a menstruacao. prevenir as colicas, dissi-
par as dores dos rins e ainda para as febres
iottermiientes rebeldes.
riluian de podophyHna de Ciri-
mault. Para a cura de todas as molestias
do figado, para combater as prisoes de ventre
rebeldes, etc.
DEPOSITO
NA
PHARMACIA: E DROGARIA
DE
Barlholaiiicu & C.
34 RUA LARGA DO ROSARIO 34
Perdeu-se um alfinete de peito com duas
pedras verdes, da ribeira a rna da Penha : quem
e achou, querendo restituHo, dirija-se a raa Direi-
ta n. 4i, que sera recompensado.
Feitor
Precisa-se de um feitor : a tratax na rua do
Bom Jesus n. 45, segundo andar.
PIANOS.
A-vbiUtt ilt- i-iitfc.r muilo bons pwin-s lM-s c de
'!(*l-..nil's n:i-iVii-i>, (lu t:ra^s nolavcis n linn en
iilTid-v !::|:rti'antt'> ; cuiio sejaai : Altih>n 1' ii I, Il.iin Hew e I'leyil Wulff A C. : no \*\m
\w*t. a -ua i lUiio iU Victoria, uuirVra Sfl-
v.. ti. 7. .ipicij* muitu ci'iniiiudos.
Perfiimarias.
Pines extractos, banhas, oleos, opiata e pos den-
irilice, agua de flor de laranja, agua de toilete,
iiivina, florida, lavande, pos de arroz,.saboneles,
iTosmelicos, mnitos arligo deiicados em perfnma-
ria para prcsentes em frascos de extractos, caixi-
nbas sortidas e garrafaa de difCerentes tamanhos
dagua dc Cologne, tudo de primeira qoalidade
dos bem conhecidos fabricantes Piver e Coudray,
No armazem do Vapor Francez, a rua do Barao
da Victoria, ontr'ora Nova n. 7.
Quinouilharias.
% rtlgos de tliflereatea gomtmm e
phantazfa*.
Espelhos, leques, luvas, joias d'ouro, tesourinhai,
canivetes, caixinhas de costura, albuns, quadroa,
e caixinhas para retratos, bolsinhas de vellude,
dita.de conro, e eestinhas para bracos de raeninas,
cbicotes, bengalas, eculo, pencinez, ponteiras para
charutos e cigarros, escovas, pentes. carteirinba de
madreperola, tapete para lanternas, malas, bolsas
de viagens, venesianas para janellas, esterioco-
pos, lanternas magicas,cosmoramas, jogos da gloria,
de damas, de bagatella, quadroi com paisagens
globos de papel para illaminacoes, macfaJnas de
fazer cafe, espanadores de palhas, realejos de veto,
accordaos, carrinbos, e bercos pan crianeas, e
outras muitas quinquilharias.
Brinquedos para meninos.
A maior variedade que se pode desejar de to
dos os brinquedos fabricados em differntes paries
da Europa, para entretimentos das crianeas, tudo
a precos mais resumidos qne e possivel : no ar-
mazem do Vapor Francez, rua do Bario da Vic-
toria outr'ora Nova n. 7.
Calcaiio francez
A 9$
Botinas para homem
Acabam de chegar grandes jacturas de botinas
de bezerro, de cordavao, de pelica. de duraque
com biqueira, de bezerro com botoes, e com ilho-
zes a 9^000 (a escolher) por ter vindo grande
quantidade por conta e ordem dos fabricantes;
ao armazem do Vapor Francez, a rua do Barao dt
Victoria (outr'ora Nova) n. 7.
Para senhor*.
BOTINAS pretas, brancas e de cores, diflerentes
lisas, enleitadas e bordadas.
SAPATINHOS de phantasia com salto, brancos,
pretos e de cores differentes, bordados,
SAPATOS de tapetes, chariot, castor e de tranea.
Para meninas.
BOTLNAS pretas, brancas e de cores differentes,
lisas, enfeitadas e bordadas.
ABOTINADOS de diversas qualidades.
SAPATOS de tranca portnguexes.
Para lueninos.
BOTINAS de bezerro, lustre e de cordavao,
ABOTINADOS e sapatoes, de bezerro,de deversas
qualidades.
SAPATOS de tranca.
Botas de montaria.
Rotas a Napoleao e a Guilherme, perhir,.:
meias perneiras para homens, e meias perneira
para meninos.
No armazem do Vapor Francez, a rua do Barao
da Victoria n. 7.
Alegria sevlupla:
Comer e beber,
Sortes tirar,
Fogos sollar,
E' ter prazer I
Manifesta^ao franca
Dos acepipes ossabores,
Dos vinhos as-alegrias,
Dos fogos as lindascores,
Dos santos 03 quatro-dias:
E" um immenso prazer
Que todos devem gozar,
Sem ter medo de peccar
E de ao inferno irem ter I
KxposigSo todo dia I
Entrada gratis e agua fria !
VanUgem ext'aordinaria
20 0[0 & dinheiro
Realidade:
Venham ver se querem crer
A verdade do exposto,
Quem n3o vier nao tem gosto
E tristeza ha de soffrer ;
Pois e facto : esta provado
Do Campos a geral fama
De vender bom 0 barato
Como se vd do programma!
Liberdade dc-e3Colha !
Igualdade nas-qualidades I
Fraternidade nosprecos 1
AttracQao!
Pyrotechnia t
Gastronomia I
28 Rua do Imperador 28
Armazem do Campos
Extasis maravilhosos 1
Sorpreza e prazer
Ver para crer
Santo Antonio
S. Joao
S. Pedro
- Sant'Anna.
Fogos s
Fabricantes peritos I
Cores cambiantes I
Vistas rutilantes I
Effeitos prodigiosos I
Resultados inoffensivos I
Precos diminutos I
Generos :
Qualidades superiores I
Sabores sgradaveis I
Cneiros embriagantes t
Propriedades excitantes
Influencias nutrientes I
Prejos resumidos I
ImporUcao directa I
Variedade ccmpletal
Verdade I
Sincendade 1
Especialidades!
Raridades I
Cheshire condensed Milk.
Leite condensado novo.
Cerveja de Noruega.
Keller & C.
Aluga-se
0 armazem e 3* andar com sotio, sito a rua da
Praia n. 59, tendo bastantes commodos, e pintado :
a tratar na rua do Vigano n. 31.
0 tenente Pedro Bezerra Cavalcante Maciel
acba-se encarregado de algnmas cobrancas do
armaiem de molhados de Sr. Bernardino Campos,
e se offerece para outra qnalquer cobranca,
sendo nesta cidade e sens suburbios : pode ser
procurado nesta typograpbia, on na rua eitreita
do Rosario n. 36, i* andar.
Moleque
FUNDlfjAO DO BOWMAN
RDA DO BRDM If. 52
I'KHKM \.S
imirtQo 0 fiu>:
(Rissando o chafariz^
Htt|AfH* d* MtfTOto.' t u I'O* KJ'"I "i'-t, tuiprni
de uma viaiu a sea estabelecitDtnt><, p;n vtrea* 0 uu
V I
.firlirueoli
omplat) qo ahitm; aendo tado cperior era qaalidsde e tortiillo; 0 qne com J in
ccio pestoal pode-ae verificar.
ESPECIAL ATTENgAOAO NUMERO E LUGAR DE SUA FUNDigAO
f apuros 0 rOUUS a gaa maDh08 convenient para as diveria*
itrcnmstanciai dot aenhorei proprietariot e para, deicarocar algodio.
Hoendas de canna dfl.todo' 0i tan,nbo Sodas dentadas p '' ^~p-
raixas le ferro fundido, batido e de cobre.
ilambiques e fandos de alambiqaes.
Sachinismos
Bombas
para mandioca e algodio,! Podendo" todoa
e para terrarmadeira. f ser movidos a mio
/por agaa, vapor,
da pateote. garantidaa....... \ ou aaimaes.
Todas as machinaa e mit d*q06 "*C0Bta,n, pf^uir.
de machiaismo, a preco mai retnmido.
Precisa-se alugar um moleqne de 10 a IS annos
para vender na rna : a tratar na rua da Aurora
n. 5, loja._______________
Vende-se um Undo casa! da pavdes, sendo 0
macho todo branco, e a femea rajada. Sao bo-
nitoa I na rua d Calgadaa p. 38.
?as qualqner concerto
Porm&fl dfl ftHITO icm a> me^orea e mail Dar,tas existentea no mer-
SnCOmm ATldfl.ll ^canbe-M de mandar vir qailqaer machinismo i vod-
uuuiuiuouuao* tatde dos clientes, lembrando-lhes a vantagem de faierem
nas compras por intermedio de pesaoa enteodida, e qne em qualquer necessidade pddc
toi presUr anxilio.
Arados americanos e iD,t^Dmenlo *&**
RUA DO 5RUM N.
PASSANDO O CHAFARIZ
ODILON DUARTE & IRMAO
CABELLEIREIROS
Premiados
rua *js
1
IMPERATRIZ
1.* ANDAR.
na^ exposiqao de 1872
\
i-JI~ -Ij
PFERsftQJf^r
RUA
DA
IMPERATRIZ
N. 82
1. ANDAR.
Acabam de reformar o seu estabelecimento, collocando-o'rnas'melhores con-
dic^des" possiveis de'bem servir ao publico desta illustre capital, e as Exmas. Sras. n'a-
quillo que fdr tendente & arte de cabelleireiro.
Fazem-se cabelleiras tanto para homens como para senhoras, tupete, chignon,
coques modernissimos, tran$as, cachepeign, tecidos, desenhos em cabellos, quadros tu-
mulares, flores, bouquets e todo e qualquer trabalho imaginavel em cabello.
0 estabelecimento acha-se provido do que ha de melhor nos mercados estran-
geiros, recebe directamente por todos os vapores da Europa, as suas encommendas e figu-
rinos de modas, e por isso pode vender 20 % menos que outro qualquer, garantindo
perfeicSo no trabalho, agrado, sinceridade e preco razoavel.
Penteam senhoras, tanto no estabelecimento como fora ; vende-se cabellos em
porcSo e a retalho e todos os utensilios pertencentes a" arte de cabelleireiro.
PHARMCI4 NORMAL
rww*
DE
JOSE KlilAS E HOVRA & C
17Largo do Mercado Publico17
(Antiga ribeira de S. Jose,)
Acaba de ser aberta e acha-se a disposicjio do respeitavel publico esta nova phar-
& macia e drogaria, completamente provida do indispensavel a um estabelecimento dessa na-
tureza, sem excepcao de productos cbimicos e medicamentos preparados no eslran-
trangeiro, tudo novo e o melhor possivel.
As receitas dos Srs. medicos serao sempre despachadas com a mais seria attcn^ao,
e sempre sob as vistas do pharmaeeutico que compoe a nossa firm a social.
As pessoas que se dignarera de honrar o nosso esatbelecimento com a sua conflan-
ca, podem estar certas de que serao conscienciosamente servidas, nao so relativamente ao
que pedirem, como tambem a modicidade dos precos.

;:j
mm # mmmmmmmB m
Cabelleireiro francez
Rua do Marquez de Olinda n. 51
I.0 ANDAR.
Pedro Routier, official de cabelleireiro e gerente da casa de Gustavo Hervelin, cabel-
leireiro francez; tem a henra de prevenir ds Exms. Srs. familias que acaba de fazer a nc-
quisi$So de um perito official vindo ha pouco de Paris, o qual esia* habilitado a desem-
pennar qualquer eneommenda de sua arte, e se acha a" disposic.5o das pessoas que deseu
prestimo' se queiram utilisar. Outro sim scientifica que em seu estabelecimento"encon-
trarSo sempre a Monitor dos cabelleireiros, onde seacham descriptos e desenhados todos
os penteados modernos, para sore's, casamentos, bailes etc.
Finalmente previne is mesmas excellentissimas" senhoras, quererebeu um completo
sortimento de coques, cachepaines, bandtis, crescentes, etc., e vende tudo pelos precos
abaixo mencionados:
Coque de cabello de 15$, -0.-> a 50000.
Tran^as de dito IQ, 12?? 155J a 20^10(0.
Cachepaine de dito 153J, 20^ a 30#000.
Crescentes de dito 2C#, a 50$OCO.
Tambem epcontrarSo um completo sortimento recebido ha pouco, de cabellos de todas
as cores e comprimento.
N. 5!.Rua do Marquez de OlindaN. 51.
40 PUBLICO
CRIADO.
Preejsa-se de um para to !o service de ca?a de
pequena familia e que ja tenha pratica, dando
Nao valena a pena responder a um aviso do sr. | tiador de sua conducta : a tratar na rua da
Agostinho P. Raposo, inserto no Diario de Per- imperatri* n. 13, 1 andar.
nambuco a. 108 de 13 de maio proximo passado, DaBmnHK^aw
em que previne ao publico para nao fazer negocio
comigo sobre nma letra de sen aceite, por mim
sacada, da quantia de 1:000, sendo que ha uma
outra de 1004, procedente do mesmo negocio, ven-
cida em 19 daquelle mez, por ser aquella letra,
cemo essa outra, proveniente de um ajuste de
contas qne tem de ser verificado em juizo, se nao
allegasse o Sr. Raposo nao saber ler nem escrever.
E' esta a nnica oircumstancia que me obriga, em
attencao ao publico, dizer simplesmente ao Sr. Ra-
poso, que 6 no tribunal competente que eu espero
Mi
_ Brsnmomm
Antonio Francisco M de
randa.
D. Alexandrina Maria de Carvalho Miranda,
Jose Ferreira M. de Miranda e Anna Julia de Mi-
randa, mulher, genro e lillia do linado Antonio
Francisco Martins de Miranda, fallecido nC ^'a ?
do corrente, agradecem a todas pessoas que "e
dignaram assistir aos ultimos snffmS3 qUe je
fi.eram aos restos mortaes daquelle flnado no dia
16 do corrente, na igreja do Carmo, e aprovei-
tam a occasiao para de novo as convidar a assis
.j$*fiu%
24-Rua do Maiqitez de 0!hsda-2i
Esqulna do becco Largo
Participa a seus freguezes c amigos que mudou
o seu estabelecimento de relojocTo para a mesma
rua n. 24, onde encontrarao um grande sortimento
de relogics de parede, americanos, e cima de me-
sa, dos melbores gostos e qualidades, relogios de
algibeira, de todas as qualid.i es, patente snisso,
de onro e prata dourada, foleado (plaquet), relo-
gios de onro. inglez, desc.iberto, dos melhorts
fabricantes, cadeia de euro, plaquet e prata, lnnetas
detod?s as qualidades, tudo por precos muito ta-
ratos.
loja do nm
GfTdciro SLWes C.
Acabam do rcceber pelo vapor Mcndoza :
Riquissimos cortes de girgutao de seda lisos e
com listras achamalotadas.
Ditos de linho para vesiidos, coctendo cada cor-
te, o necessario para seu enfelte, como seja :
franjas, trancas, rolSw, fivellas, etc.
Riquissimos chapeos para senhora, ultima moda,
a rua Primeiro do Marco n. 7 A.
C< nsiiltorio medico
%
SI
DO
3$r. !3auriIlo.
RUA DA CRUZ N. 26, 2. ANDAR
Recem-ehegado da Eurepa, onde ire
quentou os hospitaes de Paris e Londres,
pode ser procurado a qualquer hora do
dia ou da noite para objeeto de sua pro-
Cssao.
Consultas das 6 horas da manhi as 8 bo-
ras, e do meio dia as duas da tarde.
Gratis aos poLres.
ESPECIALIDADES.
Moiostias de senhoras, da pelte e
crianja.
de
Gratifica-se a quem Icvar nas oflicinas, ou itt
noticia certa ie uma trouxa de roupa quo desap-
pareseu no dia 22 do corrente, da estaySo da 5>
ledade.
a casa terrea n i']3, na rua Vidar* de Negreiro?,
outr'ora Imperial, com excellentes commodos : a
tratar na rna Marques de Olinda, aimazem nu-
mero '
or.:'." -|jsffiffiaoan
j JL .ju.1 iMUXLLiK.'
Na cravessa da rua ;
dasCruzes n. 2, pri-
meiro andar, da-se
dinheiro sobre pe-
nliores de onro, pra-
ta e brilhantes, seja
qual for a quantia.
Na mesma casa
compra-se os mes-


:
i V I
r i
>
Dal
BI
'mos motacsc pedras.
1
>

0- .
Si^ iS<25S S^sSfes ZS&&?&-
150^000.
ESCRAVA FU6IDJ
Fogio da casa de sen senhor a escrava Felicia,
de cor pan!a clara, cabellos corrides ate os hom-
bros, baixa,'chcia dj ccrpo, ro.-to redondo, fa!::.-
Ihe um dento do Iado direito, foi acompar.'
p. r um homem (praca de eavallaria) o qual se cha-
ma Francisco de tal Vasconcellos, tambem pard.\
da mesma cor da escrava ; consta terem seguido
para osertao, dende sao ambos naturaes : recom-
menda-se as autoridades o capitaes de campo a
apprchensao de dita escrava, remeltendo-a a
Camboa do Carmo d. 3.
que elle prove se houve dolo ou mi f6 neste ajuste tirem a missa de setimo dia, que mandam rezar
de contas, e se este dolo on ma fe partio de quem as 7 horas da manha, na mesma igreja. '
nau sabe ler nem escrever, ou de quem sabe as-
signar seu nome. Depois disto o publico ouvira
uma b'storia curta e certa, e fara eniao um juizo
tambem certo de quanto e capaz quem na,i sabe
ler nem escrever. Recife, 5 de junho de 1874.
______ Jos* Bezerra de Barros Cavalcante.
Massa fallida de Joaquim
Jos6 Gomes de Souza.
Os administradores da ma?sa fallida de Joaquim
Jos6 Gomes de Souza, oonvidam aos respectivos
credores para apresentarem os seus titulos, afim
de serem classiGcados, e dizerem acerca da venda
em leilio dos debitos a referida massa : dirigirem-
se a rua Duque de Caxias n. 46,1* andar, das 10
as 3 horas da tarde. -
Abreu & Veras, em liquidacao,
Administradores.
Eslaios
para sortes, a 500 rs. o cento
Caxias n. 37, loja.
na rua Duque de
Aluga-se
uma casa com tres quartos e ura pequeno sitio, na
Casa Forte : a tratar na rua da PonteVelha nu-
mero 8i.
Aluga-se uma escrava :
Triumpho n. 70.
na rua do Barao do
(Jaixeiro '
Preeisa-se de nm aaeninp de boa canducta: a
tratar no Progresso do caes 82 de Novembro nn-
mero 38.
AGUAS MIMRAES NATURAES
DE
Vichy-Cosset
Preferiveis as le VicUy-Vicfty
por serem as unicas que conservam todas as sua3
propriedades depois de transportadas.
Fonte S. Marie, 6 a mais efflcaz na anemia, na
albuminaria, na chlorosis, no empobrecimento do
sangue, e nas febres intermittentes. Os resultados
obtidos nas diabetes sao muitD notaveis.
Fonte Elisabeth, nao se altera nunca e 6 a mais
rica das aguas de Vichy em bicarbonato de sAa
em magnesia e reeoremendada pelos senhores me-
dicos pela sua efflcacia nos engorgitamentos do
figado, do baco, nas affeccoes do estomago, des
rins, da bexiga, nas areias e na gotta.
EXIJASE
o nome da fonte na capsula
Vende-se em caixas e a retalho, no unico de-
posito
PHARMACIA AMERICANA
Ferreira llaia <& Compauhia
37-RUA DUQUE DE CAXIAS-57___
Antes de casar-se
... lembre-se daquelle dinheiro que lhe
Appareca.. -,nci0 0 9enhor com o maior jesui-
emprestemos qu. Estou qne Vmc. ou quer ver
tisme nos reeorreu oo espera que o mesmo
o seu nome por extenso ,;ro de oobranca desse
que o empregou sej* o caixt. bata no B.- I E
dinbejro para com aquelle quo nuataoutros
com o maior cynismo ainda tazendo ,. 0-Vrac.
g: stem o sen dinheiro naquefla lista.....
nella assignado I *
Loja.
A!uga-e a loja do sobrado a rua de Marcilio
Dias n. 79, mnito propria para qualquer estabe-.
lecimento : a tratar na rua Duque de Caxias
n. 53
Escriptorio.
i WT\
Aluga-se a sala da frente do primeiro andar do
sobrado da rna do Duque de Caxias n. 96, bas-
tante fresca e bem coliocada para o fim-que se
deseja : a tratar na loja.
,..


t^Sric tie ?eiDmbu? Scguiuk feira 15 de Jun!io t

FUNDICAO DE FERRO
4' roa do Barto do Triiiiiiplio (rua do Bram) ns. 110 a W
CARDOSO IEMlO
AVISAM aos senhores de engenhos e outros agricultores e ao publico em geral quo
continuum a receber de Inglaterra, Franca e America, todas as fierragens e machinas ne-
cessarias aos estabelecimentos agricolas, as mais modemas e melhor obra qoe tern vindo
ao mercado. *
V apOreS de for.Qa de 4t 6, 8e 10 cavallos, 09 ntelhores qoe tern vindo ao merado
OaldeiraS de sobresalente para vapores.
JMOGIlCiaS mteiraS e meias moendas, obra como nunw aqni reio.
TaixaS Ifundidas e batidas, dos melhores fabricates.
KOClaS (1 aglia COm cubaje de ferro, fortes e bem acabadas.
RodaS dentadaS de todos os tamanhos e qualidades.
RelogioS e apitOS par* vapores.
oOIIluaS de ferro", de repucho.
AraQOS de diversas qaalidades.
Formas para assucar,grnde8 e jwquenas.
VarandaS de fenO fundido, franceias de diversos e bonitos gostes.
rOgOeS IrancezeS para lenha e carvao, obra superior.
Ditos ditos p8ra gaz.
Jarros de ferro fundido
Pes de ferro
Machina
Valvulas
Correiaa inglezas para machinismo.
>anCOS e SOfaS com tiras de madeira, para jardira.
Concertos concerl8!11 com promptidao qualquer obra ou machine., para 0 que teen,
sua fabrica bem montada, com grande e bora pesaoal.
EnCOmmendaS mandam vir por encommenda da Europa, qualquer machinismo,
para 0 quo se correspondem com uma respeitavel casa de Londres
com um dos melhores engenheiros de Inglaterra ; incurabera-se de mandar assentai
iitas machinas, e se responsabilisam-pelo bom trabalho das mesmas.
Rua do Barao do Triumpho (ma do Bram) ns. 100 a 104
FUNDICAO DE CARDOSO & IRMAO.
ardim.
para
para mesa e banco,
para golar *gua.
para bomba e banheiro.
para machinismo.
m
R
Esla eicpura^ado !! !
4*aa mdjt M pedra dura
Tnnto da at* qoe a fura.
Empr^za do gaz
A empreza do gaz tern a bonra de accunciar ao
publico que recebeu ultimamente am esplendido
sortimento de lustres de vidro, eandieiros, aran-
delas globos, ctijas arnstras estao no escriptorio
a rua do Imperador n. 31, e serSo vendidos aos
sens freguezes pelo preco mais razoavel possivel.
Mall
_:a-se ao Mm. Sr. Ignacio Vieira de
ascrivao na cidade de Nazareth desta provincia,
favor de vir a roa Duque de Caxias n. 36, i con-
eluir aquelle negocio que S. S. se comprometteu a
realisar, pela tereeira chamada deste Jorhal, em
tins de dezembro de 1871, e depois para Janeiro,
passou a.fevereiro e abril de 1872, e nada cnmprio,
por este mou'vo e de novo ehamado para dilo
9m, pois S. S. ae deve lembrar que este negocio
de mais de eito annos, e quando o Sr. sen
achava nesta eidado.
Precisase de uiua ama de leite, escrava ou
livre : na rua do Imperador n. 52, 2* andar.
Ama dp leite
Precisase de uma ama de leite que seja moca
e sadia : a tratar na tbesouraria das loterias, da
9 boras da man ha as 3 da tarde.
Precisa se alugar uma ama para comprar e
ajudar a cozinhar para casa de pouea familia : a
|U|0 tratar na rna do Imperador n. 30.
Carvalhc

SAQUES
o & Nogueira, na rua do Apollo
a. 80, accam sobre o Banco Commercial
de Vianna e suas agendas em todas as ci-
dades e villas de Portugal, A vista e a prazo
todos os paquetes.
A rna Aluga-.'e uma para cozinhar: na rua
iUIld, Direita n. 93, andar.
Aluga-se
una ama que saiba cozinhar e engommar prefe-
rindo se escrava : na rua d) Imperador n. 28,
armazem do Campos.
j iiM. Precisase de uma ama para comprar e co-
zinhar : na rua da Imperatrit n. 40, segundo an-
dar- -
Coisallifio toefieo-ctairgico
I A. B. da Silva Maia.
Rua do Viseonde da Albuquerque n.
11, outr'ora rua da matriz da Boa-Vista
B. it. ,
Chamados : a" flnaltjuer fcora.
Coosullas': Aos poiies gratis, das as
bars da tarde.
ATTENCAO
Precisase comprar uma negrinba de 9 a
10 annos de idade, que seja sadia e sera vi-
cios: quem tiveTe quire? vender dirija-se ao
3. andar desta typographia para tratar.
49 Rua do Imperador 49
Jbam
Ha neste estabelecimento o melhor sortimento de pianos dos mais afamados autores,
como sao : llerz, Pleyel, Plap, etc. Offerece-se tambem uma qualidade de pianos supe-
riore?, mnndndos expressamente construir para este clima, o qual os amadores dos
bons pianos s6 enconlrarao nesta casa.
Recebem-se pianos usados em trocai
Concertam-se e afinam-se pianos.
Tan,bem avisa-se aos Srs.
concertadores de pianos
joe ha sempre o mais complcto sortimento de materiaes para concertar pianos, como
slo: cepos, folba para os mesmos, cravelhos, parafusos, castor, camursa, cordas,
; arfim, etc., etc.
4 RgJ.% DOHlPEBilNNI 49
Ha para alugar, a rua da Aurora n. 63, urn
escravo, crioulo, moco, muito robasto e habilita-
do ^ara ttaaliyaer aenigo._________________
Engenho
VeOde-se o engenho S. Pedro, situado na pro-
\1acia de Alagoas, cooiarca do Porto Calvo, a
menos de uma Tegoa distante do porto de maY do
Gamella, tem oxcellentes terras, matas, e safreja
regularmente 2,C00 paes : a tratar na rua do Vi-
gario n. 31. ______________________>
Aloga-se o terceiro andar do sobrado n. m,
a rua do Barao da Victoria, com grandes com-"
modos : a tratar na loja de joias do mesmo pre
dio.
Precisa-se de uma ama
der n. 30, loja.
na rua do Impera*
Precisa-se de uma para co-
zinhar, para casa de familia,
paga-se bem : a tratar na
rua doHospicio n. 46, casa terrea de bolas ama-
rellas na cornija.
AMA
AmoifclPreoiaj-sede uma para cozinhar : na
XXUIOj rn, Hn< Pirm n '
rua dos Pires n. 3i
AMA
AM As
Amaro das Saliaas,
Precisa-se de uma ama para
casa de uma pequcna familia : a
rua Duque de Caxias n. 54.
Precisa-se da uma ama para
caui de rapaz solteiro : a tratar
na rna do Lima n. 4, em Santo
ou na rua da Praia n. 42.
AMA
Cruzes, n. 8.
Precisa-se de uma para casa
de pequena familia : a rna
Duque de Caxias, outr'ora das
_ Sr. major Luiz Paulino Vieira de Mello,
escrivSo do Limoeiro, tenha a bundado de mandar
ou vir a rua d Cebuga realisar o cegocio que
V. S. fez em eorifianc.a.
Aluga se o primeiro.andar do sobrado n. 47
da rua da Imperatriz : a tratar do segundo andar
do mesmo sobrade.
Cozinhar e engommar.
Precisase alugar uma escrava que saiba cozi-
nhar e engommar; 6 para casa de pequena fami-
lia : na rua do Vigario n. 16, 1.* andar.
Aviso.
3Se*ssi^ rs^j.Hjcifll
Xa rua larga do R^sario n. 16, vende-se um
Je armaria, com excelientos vozes e de pou-
VD!0, enraa Bauta de ebano, apparelhada de
com 5 chaves, e do melhor autor.
S\L.SxVPA1IBlL.HA
DE
RBIST0L
ALUGA-SE
o segundo andar do sobrado n. 37, sito a rua da
Aurora, o terceiro dito do sobrado n. 13 da rua
do Bom Jesus, e o sobrado n. 131 da rua Impe-
rial : a tratar na rua da Aurora n. 51.
Do poder de Luiz Jose da Josta Amorim,
como procurador de Domingos Jos& da Costa A-
morim, extraviaram sftsete apolices dedivida pu-
blica, ao segando perlencentes, sendo uma de n.
1,043 do valor nominal de 400*, vencendo o juro
de 60(0 ac anno, emittida no anno de 1828, e seis
de ns. 6i,023 a 6i,028 do valor nominal de l:000j
cada uma, vencendo o juro de 6 Op ao anno, emit-
tidas no anno de 1863, achando-se pagos os juros
das mesmas at6 o 1 semestre da 1871 a 1872 ; o
que tudo se faz publico, nio so para que alguem
que as tenha achado as restitua, do que sera gra-
tificado, como pela necessidade de promoter pe
rante a fazendi nacional o processo de sua subs-
tituicio por oulras.
Fugiram do engenho Ajudante im anno de
1870, os escravos seguintes: i. Franri >, crioulo,
preto, com idade de 28 annos p^nco n nls ou m--
nos, altura regular, corpo regular, elli s grandes
e brancos, dentes perfeitoj, cabellos cariprnnados,
p6s grossos, barba a cavaignac, b'gode e pera,
uma cicatriz por cima do olho esqaerdo, muito
conversador e risonho. 2.* Antoni \ cabra, com
idade de 25 annos pouco mai3 ou menos, alto,
secco, olhos grandes e vermelhos, pouca barba,
cabellos um tanto soltos, dentes perfeilos, pes
comprido8 e seccos, ambos comprados ao Barao
de Nazareth. Roga-so portanto aos cnpilaes de
campo e as autoridades policiaes a captura dos
mesmos escravos, visto haver desconfian.a que
estao occultos na comarca de Pajcii de Flores,
ou Rio de S. Francisco, que terao a paga de 6C0J
a quern os levar ao seu senhor no engenho Aju-
dante, ao Sr. Emilio Pcreira de Araujo.
Aluga se a casa terrea n. 41, a rua 2i de
Maio, aatiga praia do Caldeireiro : na rua de S.
Francisco n. 6, 1." andar.
IRA OS CASOS MAIS DESESPERADOS
A SAFSAPARRILHA DE BRISTOL purl
tica a massa do sangue, expelle para for
todas as materias e fezes viciosas e impuras,
regola todas as secrecies, dd vitalidade e
norgia a todos os orgaos e da* forga e vi-
gor ao systema afim de poder melhor resis-
tir a todos os ataques da enfermidade. E'
pois este um remedio constitutional. Elle
nunca distroe afim de poder curar ; por^m
^OHstantemente assisle a nalureza. Portanto
em todas as doencas constitucionaes e em to-
ils as molestias locaes dcpendenle d'um es-
iadovicioso eimperfeito do systema em ge-
ral, achar-se-ha que a Salsaparrilha de
Bristol 6 um remedio seguro e efficassissi-
rao, possuindo inestimaveis e incontestaveis
Trtad.es.
As curas milagrosas de
f'jscrofulas,
Cltngns antigaa,
ENFERMIDADES SYPHlLI'fiCAS
ERYSIPELAS,
RHEUMATISMO,
NEVRALGIAS,
ESCORBUTO,
ETC., ETC., ETC.,
que torn grangeado e dado o alto reuome
Salsaparrilha de Bristol
r..-r todas as partes do universo, s8o tao so-
mente devidas d
LNICA LEGITIMA E ORIGINAL
Salsaparrilha de Bristol
PHARMACIA CENTRAL
DE
Miranda & IrniAo
|)N. 37Rua Duque de Caxias N. 371;
Neste estabelecimento encaderna-se
com toda presteza, nitidez a perfeicao,
desde o mais simples ate os mais pri-
morosos trabalhos de setime e velludo.
Pauta-se c risca-se papel para livros
em branco, tanto para o commercio, como
pra reparticoes publicas, numerase, li-
vros, executase tuao quanto drelativo a
gammographia.
Miranda & IrmJo, munidos de boa3
machinas, bons artistas e excellentes ma-
teriaes, julgam-fe habilitados para servir
j satisfactoriamente as pessoas que quize-
V rem trabalhos tao perfeitos como os que
vem do estrangeiro.
Roga-se & pessoa que comprou, outo-
mou de penhor, talvez ha mezes, uns objec-
tos do prata, como talheres, etc., obra do
Porto, com as iniciaes P. A. S. em cadeia,
que querendo restituil-os ao seu proprio
dono, de quem foram subtrahidos n3o mui
recentemente, e s6 agora conhecida essa fa-
It* dirija-se em carta fechada com aquel-
las iniciaes & rua do Cabugd n. 7, loja de
ourives, que garante-se boa recompensa.
Rua de Bemfica n. 38, na Pas-
sagem da Hagdalena
Uma seniiora franceza, discipula dos melhores
professores de Paris, deseja dar licoes de piano,
canto e francez : a tratar na sna residencia aci-
ma indicada.
Medico-cirurgico
DO
1 Dr. Jose Felix da Cunlia 31c-
nczes.
Medico operador.
! RUA ESTREITA DO ROSARIO N. 3.
Da consultas todos os dias das 9 ho-
ras da mnhi as 4 da tarde, dessa hora
em diante acba-se prompto para qual-
quer ehamado, em casa de sua residencia
a rua da Princeza Isabel n. 4, junto a
estacao dos trilbos de Olinda.
Das 7 as 9 horas da manha da consul-
tas gratis aos pobres.
ESPECIALTDADES
Molestias syphililicas, via digestiva e fe
bres.
Atteicfto.
Fogos artificiaes
A camponeza, loja de miudezas de Campello
GalvJo & C., a rua de Marcilio Dias n. 82, recebe
qualquer encommenda de fogos e por precos mui
commodo; prevenindo ao respeitavel publico quo
ditos fogos slo fabricados pelo bem conhecido
artista brasileiro, Lino Joaquim de Santa Anna.
Alberto Forster Damon
vai ao Rio de Janeiro, dei-
xando na sua an^encia, como
procuradores de sua casa
commercial, Matheus Austin
& 0., aos Srs. William James
Haynes eNicolao Hartery.
Aluga-se o segundo andar e sotao com bone
commodos, fresco, salas e alcova forradas de pa-
pel e todo bem preparado, contendo 7 quarto!,
cozinha, saleta pra engommado, 3 sala e quin-
tal ; na rua do Bangel n. 73 : a tratar na the-
sonraria das loterias, com Antonio Joed Rodrigues
de Souza.
"COMPBAS.
AVISO
Precisase comprar *>u escravos, pedreiro e
carapina, paga se bem : a tratar na thesouraria
das loterias, 4 rua Primeiro de Marco n. 6.
EiimIio em Serinbaen.
Compra-seum Vade-mecum do Dr. Sabino, em
raeio uso : nesla typographia se acbara om
quem tratar.
Compra-se uma casa terrea bem cenptroida
quo teaba bom quintal, chio proprio, e qne sea
preco nao exceda de 5:000/, na rreguezla de San-
to Antonio ou Boa Vista : a tratar no pateo do
Carmo, bolica._________________
Compra seutna cabra (bicho) qua tenha bom
leite : na rua Duque do Caxias n. 87.
mmmnmm
m
Vende-se duas partes do
engenho Novo, fcito na fre-
guezia de Serinhaem, distan-
te da estacao de Gamelleira
3 leguas, moente e corrente,
jjque safreja eerca de 3,000
paes, com optimas terras,
movido a aguae bem ofera-
do, por preco commodo; a
tratar com Dr. Felix de Fi-
gueir6a, a rua das Clal^adas
n. 14, ou no arsenal de
guwra._________________
>Engenk>s em MamB-
m
Compra-se
Pes de coqueiros bons para plantar
s quem os tiver annuncie.
s
Leite.
Leite de vacca e de cabra, tirado a vista do
comprador : a rua do Marquez de Herval, antiga
da Concordia, n. Gi.
Vende-se
Pedro n. 26.
massa para bolos : no pateo de S.
Salsa parrilha.
Nova remessa, excellente qualidade; vende 8
na rua do Vigario n. 16, l* andar.
lofres de ferro
Vende-se em casa de Hawlces 4 C, a rna da
Cruz n. 4.
Chafariz de ferro
Vende-se em casa de Hawkes 4 C, a rua da
Croz n. 4.
Casa e terrenos baratos do Sal
Antonio Jose Rodrigues de Souza, na thesoura-
ria das loterias a rua do Crespo n. 6, vende sua
casa do taipa e terrenos de sens sitios no lugar
do Salgadinho : a tratar somente com o mesmo.
ASViWfTAffl.
J;i bolos 1
Jii fogos ? Jii sorles ?
Nao.
E' somente uma prevoncSo
ruto Santo Antonio, S. Joao e
E1
lara o proximo fu-
5. Pedro.
curar tudo quanto 6 necessario para divertirse o
moral e confortar-se o physico. Isto e
Grande fabrico demarmore
deBelvoyscfe Sampans
(Jura) Franca
Esta grande fabrica executa qualquer encoal-
menda deste genero, como sejam : ornamentos,
chamines, balcoes e ladrilhos de qualquer nata-
reza e desenho : os concurrents deste genero po-
derao ver, precos correntej, explicac5e3 e dese-
nhos, e as encommenda* a traur em casa de Kel-
ler & C, rua do Bom Jesus n. 53.
Fngio do engenho Ajudante, freguezia da Es-
cada, no anno de 1872, o escravo Guilherme, com
os signaes seguintes: pardo, com idade de 23 an-
nos pouco mais ou menos, altura e corpo regular,
olhos grandes, cabellos cachiados, pea compridos
e seccos, ro3to comprido, alguns signaes de bar-
ba, nariz comprido e um tanto arqueado, umas
sardas pelo rosto, faz algum movimento no andar,
desconna-se que esteja na cidade da Parahyba.
Roga-se as autoridades policiaes e capiUes de
campos a apprehensao de dito escravo e ser en-
tregue ao seu senhor Emilio Pereira de Araujo,
no engenho Ajudante, e receberao por paga
oUOpUUU.
Vende-se uma casa terrea n. 17, a rua de S. Pe-
dro Martyr, ou Ladeira da Ribeira, em Olinda,
cbao proprio, oitoes dobrados, tendo 38 palmos de
frente, 60 ditos de fundo, quintal em aberto, em
forma triangular, a sitnacao e sufflcientemente
vantajosa, para qualquer estabelecimento por ter
tres frentes : quem pretender pode procurar em
Olinda, na supracitada rua a Luiz Pinto, e no
Recife a Antonio Francisco, na botiea da praca
da Boa-Vista de Joaquim Ignacio Rlbeiro, que di-
rao quem se aeha competentemente habilitado pa-
ra effectuar essa venda._____________
Ainda esti para alugar a loja do sobra do n
41 da rua do Rangel.a qual tem armagSo e pres-
ta-se para qualquer negocio : a tratar no segundo
andar do mesmo predio.
M. B. V.
Nao ha mais cabellos
brancos.
TINTURASIA J1PBIEZI.
S6e unicaapproTada pelas academias de
sciencias, reconhecida s perior a toda qne
tem apparecido at^ hoje. Deposito princi-
pal a" rua da Cadeia do Recife, hoje Mar-
ques de Olinda, n. 51, l. andar, e em
toda* as boticas e casas de cabellei-
rerto.
Pergunta-seao Sr procurador e 2' thesoureiro,
uando annuncia V. S. o programma da festa do
irago, que tant) sacrificio tem feito V. S., e diz a
todos que 6 festa superior, com tanto que seja
apreciada a musica de sua composicao, cantando
V. S. um solo e um dueto; desejamos saber qual
o nome ou titulo desta composicao; pobre igreja.
Deseja saber o seu amigo
A alma da viuva.
na confeiiaria do Campos que se deve pro-
"J
O egpirito e a materia.
E sendo wjam
AlCra de termos tudo prompto para qne qual-
quer familia mande nas taes noites acima nomea-
das alii comprar o necesssario para festejar
I ma noite inteira.
gjTemos tambem accessorios para o fabrico das
Sortes c dos boloe.
A saber :
Amendoas confeitadas.
Papeis picados com estabs.
Folhas com versalhada dova.
Massa Dna, secca e alva, para bolos.
Duzentos mil ovos.
Manteiga Cna.
Tudo isjo
Na confeitaria do Campos.
2-1 Imperador94
N. B.A confeitaria do Campos fornecera vasos
gratis, a quem coraprar pelo menos as amendoas
para as sortes.
Vende-se na rua do Commercio n. 4, cerveja
Neruega, marca M L :
Bitter Augustura.
Rum de Jamaica.
Vende-se um terreno com 100 palmo3 de
frente e 600 de fundo, em Bebenbe de Baixo, a
rua da Regeneracao: a tratar na travessa das
Cruzes n. 4.
Vende-se
bouquets de flores de cra,
brancos e de c6res, para bolos,
a todo preco e de muito bom
gosto, tambem de cravos
brancos,velas enfeitadas com
flores de c&a, para baptisa-
dos, por bar^to preco: na rua
do Livramento, loja de cera
n. 36.__________________
Armacao deamarello
Vende-se uma armacao de amarello, envidraca-
da, com balcao, por commodo preco : a tratar na
rua do Crespo n. 20, loja das tres portas.
Algodao azul
AlgodSo azul americano, o que ha de melhor, a
320 rs. o covado ; aproveitera, que se esta acaban-
do. Previneseaos senhores deeugenhos.
Fustao branco
Fuslao branco trancado, proprio para vestuarios
de raeninos, a 320 rs. o covado, pecbincha ; apro-
veitera, que se esta acabando
guape.
Vende-se os seguintes :
Barrn.
Pregnlea,
e Patrlelo.
A tratar com sens proprietarios nesta cidade,
e para informacoes com Joaquim Pinto de Mei-
relles Filho na raesma cidade da Uamamfiuape
Tasso Irntoe 4 C
.

Especialidade
Vinho particular, para
nuino.
Acaba de chegar ao mercado ajguns. fbflhs de
vinho do Alto Douro, especial eunicihiei pre-
parado do extracto da nva e isento de qualquer
eonfectao, sendo muito mais brando que o da Fi -
gueira, o nue o torna reeommendavel pelagmuito
que agrada ao paladar e preferivel a todoPos ou-
tros vinhos de pasto.
Acha-se a venda nos armazens de Joao mf Ro-
drigues Mendes, Souza Basto & C e FernaWes da
Costa & C.________________________,
Bacalhao de Noruegi.
Acaba de chegar um pequeno lote de eaixa.'
deste desejado bacalhao : no caes da alSBMega,
armarem de Ta3Q Irmaos & C
CJEftJL
DE
CARNAUBA.
De qualidade superior : na rua do Amorim n.
37,,armazem de Ta^so Irmaos 4 C.
NOVIDADE
Baratissimo!
Papel oitavo, liso, pautado, e para luto.
Lindas secretariat, contendo :
SO folhas de papel.
50 envelopes.
Preco -11000
100 folhas de papel.
100 envelopes.
Preco-2JOOO
O papel marcado gratis com as iniciaes do com-
prador.
Livraria franceza.
Wilson Howe & L. vendem no seu armaxeiB
rua de Commercio n. 14 :
verdadeiro panno de algodao azul americano.
Excellente fio de vela.
Cognac de 1* qualidade
Vinho de Bordeaux.
Carvao de Pedra de todas as qualidades.
Precisa-se da duas amas, uma para comprar e
cozinhar, e outra para engommar, que sejam am-
bas peritas : quem quizer dirija-se ao terceiro
andar desta typograhia, para tratar.
CASA.
Aluga-se a casa n. 20 da rua da Conquista, na
Boa-Vista, a chave esta na casa junto n. 5 : tra-
ta-se na Recife, rua da Cadeia n. 3.
COMMERCIO
O abaixo assignado participa ao commercio
desu praca qqs tem iusto e contralada com o Sr.
Jose" Rodrigues Lanfcoto a compra de ana taverna
ita no lugar da Torre, livre e desembaracada de
qoalquer onus ; porem no caso que alguem Se
julgar com direito a mesma, appresente-se no prazo
de 3 dias.
Recife, 11 de junho de 1874.
. ______Josd Luiz Goncalves.
0 abaixo assignado tendo de retirar-se tem-
porariamente pata o interior da provincia, deixa
como sens procuradores, encarregados de todos
os sens negocio* a seu pal o Sr. Antonio Jos6 de
Souza e ao Dr. Innocenclo Seranhico de Assis
Carvalho.
Recife, 13 de junho de 1674.
_____________Aogmte flcmiaao de Sooia.
T
Alugam-se duas casas reedificadas, sendo
uma na rua Imperial n. 13, e outra naru* do Co-
ronal Suasstma n. 103 : a tratar aaruaDireiia
ntunero 8.
C4SA CAIIM
E
Rio Tapado
Alugam-se estas propriedades, situadas passan-
do Olinda, e antes de cnegar ao Rio Doce ; a;lrao
tar com o sen proprietario. o commendador Tass
Desappareceu no dia 12, do poder do abaixo
assignado, duas lettras da quantia de 504 cada
uma, aceitas por Jose Bruno de Lima : a peisoa
qua as tiver em seu poder, pode entrega-las i rua
do Fogo n. 33, visto achar-se o aceitante preve-
nido e floir desde ja sera nenhum effeito qualquer
transaccao que bom as mesmas faca'm.
Recife, 13 de Junho de 1874,
______________Lanrifcdo, t^qipes de Stlva
CASA DO OURO
Aos 4:0009000
Bilhetes garantidos
Rua do Barao da Victoria (outr'ora Nova
n. 63, e casa do costume
0 abaixo assignado acaba de vender nos sens
muito felizes bilhetes a sorte de 700*000 em um
meio bilbete de n. 2835 alem de outras sortes me-
nores de 40/000 e 20/000 da loteria que se aca-
bou de extrahir (103*; ; convida aos po?3uidores
a virem.receber, que promptamente serau pagos.
0 mesmo abaixo assignado convida ao respeita-
vel publico para vir ao seu estabelecimento com-
prar os muito felizes bilhetes.que nao deixarao de
tirar qualquer premio, eomo prova pelos mejmcs
annuncios
Acham-se a venda os muito felizes bilhetes ga-
'antidos da 3' parte da leteria a beneficio da
igreja matriz de Palmares, que se extrahira no dia
29 do corrente mez.
Precos
Inteiro 4/000
Meio 2/000
De lOOjjOOO para cima.
Inteiro 3/500
Meio 1/750
Recife, 13 de junho de 1874.
JoSo Joaquim da Costa Leite.
Na rua do Marquez de Olinda n. 35, se di-
ra quem vende uma loja, muito bem localisada,
eom uma armacSo muito boa.
AtteiiQao
Calcados baratos.
Loja do Arantcs.
BQtinas de pellica inglezas com salto,
para senhora 5,000
Ditas de dita, francezas, com salto a
Luiz XV, para senhora, a 5,000 e 6.000
Ditas de duraque de c6r, canno alto,
a 5,000 e 6,000
Ditas de duraque preto, para se-
nhora s,000
Ditas de duraque, gaspeadas, de ver-
niz, canno baixo, a 3,000 e 4,000
Ditas de duraque, gaspeadas, ordi-
narias 2,000
Ditas de brim branco, canno alto 4,000
Ditas de brim branco e duraque,
para meninas 2,000
Sapatos de duraqus de cor, para se-
nhora 3,000
Ditos de chagrin, idem *rJ 3,000
Botinas de cordovSo, para homem 6,000
Ditas de bezerro, solla forte, ingle-
zas 8,000
Praca da Idependencia ns. 11,13 e 15
Popelinas modernasa 800
rs. e \$ o covado.
Por este ii'0 rica a rua do Cabnga n. 10.
Dsio-se ambstras.
' krato.
Um vestido branco de cambraia 6na por 3/.
Saias bordadas a 5/ que valem 10/.
Alpacas de linho e la com listras de gase, bom-
tas, por commodo preco.
Mad, poliio francez, superior, peca 6/.
Bramante de 4 )argura3, muito bom para len-
foesa 1/600 a vara.
Crelone francez para colchas, lindos desenhos,
cores garantidss, covado 400 rs., e fazenda de
1/000.
E' ver e comprar, na rua do Cabaga n. 10, loja
da America.
TACHAS TACHAS
BATIDAS FUNDIDAS
Qualidade superior
Systema qoyo
Mais barato do quem em qualquer outra parte
NA
Fiimlicao da Aurora
C. STARR d C, EM LIQUIDACAO.
Yendem
Wilson, Rowe & C.
Em seu armazem a rua do Trapiche n. 14, o se-
guinte:
AlgodSo azul americano.
Fio de vela.
Carvao de pedra de todas as qualidades.
Tudo muito barato._____
Sal do Assu
Tem para vender Joaqnim 'Jos6 Goncalves Bel-
trao & Filho, a bordo do hiate Rival; e para tra-
tar, no sencscriptorio, a rua do Commercio n. 5.
ALERTA
Com o n. 43, & rua do
Queimado n. 43
ao respeitavel
o Sr. Joao da
Aluga-se por 25/000 mansaes uma preta de
boa condacta, lava bem e engomma liso, entende
pouco de cozinha, porem 6 muito habil para o ser-
vifo interno : quem precisar, dirija-se a rua de
Payttndii n. 33 C, psquina do hdsfftaljorf^rj^.
Atugua-se
uma casa terrea a rua de S. Joao a. 43, em -es-
tado de aiseio, com gaze caanbroae: a tratar
em For* de Porta*, Wia de 8. Jorge, casa n. i,
! andar.
' 0 abaixo as9fgnado faz sciente
iiiblico que tendo por noticia que
SflTa Santos pretende vender o estabelecimento
da rna de Vldal de Negreiros, outr'ora Cinco-Pon-
tas n. 148, que n3o podera vender senao os geqe-
roa qua tiVar no mesmo estabelecimento, porqne
a armacao de amarello com todas as suas perten-
aa e pipas, esta hypothecada ao Sr. Francisco lose
da Costa Ribeiro, por Ihe ter fornecido a quantia
precisa para a eonstruccao da dita armacao e mais
fwrteooas e ficando o dito Sr. Santos pagando-lhe
ojuro de_ um por cento ao mez j e como o Sr.
Santos ainda nao cumprjo com o seu compromis-
so do principal e jnros desde wtembro de 1872
g^ftpartp,por isso vem prevenir ao publico e
jW.?Wpo do commercio, que ninguem se engaae
com a annacao e pertencas.
Recife, 13 de junho de 18:
I'iroenrajprduSr.
, Costa Rlbelro,
Almeida.
- *' ii-
fi muito barato
Cortes de gorgorao de seda para eolletes, em
perfeito estado, a 2/ : vendem Goes & Basto?, &
ma Duque de Caxias n. 88._________________
Vende-se a padaria da rua Imperial n. 204, a
qual se acha bem an-eguezada, tanto para a praca
como para o mato, e montada com os melhores
ntensilios, e o motivo da venda se dira ao compra-
dor : a tratar na mesma._______
Vendem se tres casas, uma na praca do Con-
de d'Eu n. 13, com 5 quartos, 2 salas, quintal,
cacimba, rende 30/ ; uma dita no largo de S. Josd
de Riba-mar n. 35, com 2 quartos, 2 salas, coei-
nha fora, quintal, cacimba, rende 28/ ; uma dita
na rua dos Pescadores n. 4, com 3 quartos, 2 sa-
las, cozinha fora, quintal, cacimba, rende 21/ : a
tratar com Candido Guedes Cavalcante, na rua do
Viseonde de Coyanna n. 16, outr'ora Cotovello, das
6 as 9 horas da manhS.
Para noite de S. Joao.
Sortes francezas muito interessantes, hoje adop-
tadas nas melhores reunides da familias.
Raises aereostaticos de 8 a 10 palmos, pJra sol-
tar-se faeilmente com esplrito de vinho.
venfle-se tudo muito barato, n<
por francea, rria Nova n. 7.
armazem do va
Defroute do lierco do Pelxe Frllo.
ou Junto a loja da Magnolia.
Cncgucni t Chtgncn I
Lazinbas de quadros pretos a 240 rs. o covado.
Ditas de quadros e de eyres a 240 rs. o covado.
Granadine de listras, a parisiense, a 160 rs. o co-
vade.
Poupelina de seda de fur ta cores a 1/ o covado.
Cambraia Victoria Una a 3/000 a peca.
Dita transparent^ a 2/ e 2/500 a peca.
Lencos chinezes con versos a 1/800 a duzia.
Chales de chita a escoceza, por 2/ um.
Chitas de cores a 240 e 280 rs. o covado.
Brim pardo fino a 400 rs. o covado.
Colchas para cama a 2/ e 3/ uma.
Lencoes de bramaate a 2/.
Cobertas adamascadas forradas a 3/ uma.
Meias para homem. seudo de cores a 4/ a duzia.
Toalhas muito grandes o 5/500 a duzia.
Matins de listras a 360 rs. o covado.
Madapolio avariado a 3/500 a peca.
Camisas inglezas a 2/ e 3* uma.
Ditas de eretone a 9/ ama.
Aproveitem qe astamoa fazendo grande abati-
mento, nunea menos de 40 por cento. Dao-se
amottras oom penhor.
.i' -j '
em camisas
Vende-se camisas
nas, para komein, p
fi-
preode35/
Globosde papel de cores para illuminasSes : a duzia; quem duvidar veoha var e comprar
na rua do "Duque de Caxias fi. 88, loja de Da-
metrio Bastos.


('.



f
mm
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Dittio de Pernambubo S^iittda-ferira 15 Otf Jtalie'idft lfc<4/v

--' -^
RE
fazendas fmas
Rua Primeiro de Marco a, A
DE
Oordeiro Simoest&C.
Magnolia
^rai.^wndeseda puW.preta com hslros 4^ en^,rara sempre o resneilavel publico uro
GRANADINAS I
' esta unu das casas que boje pode com pri-
nosorfhMMO de fazendas (mas para frande toi-
lette, e ben assim para uso ordinario de todas as
classes, e par precis vantajosos, das quaes fax sa
oeaaenoresomo.
Handam fazen oara o <|ne tem pessoal neeessario, e dSo amostras
mediante penhor.
Cortes de seda de lindas cores.
Grosdenaples de todas as cores.
Gorgurito branco, lizo, de listras, prele, te.
Setim Maoiu), preto e -de cotes.
Grosdenaples preto.
Vellado preto.
Granadine de seda, (ireta e4.de cores.
Popelinas de lindos padroes.
Pilo de seda, branco e preto.
Aieas basquinas de seda.
Casacos de merine de cores, la, etc
afantts brasileiraa.
Cortes com sambrala branca com lindos borda-
Ricas capellas e mamas para nokts.
Riquissimo sortimento de las com listras de
eda.
Cambraias de cfires.
Ditas maripozas, brancas, liza* -e bordadas.
Nanzuques de :lindos padroes.
Baptistas, padpoes delicados.
Percaliuaa d quadros, pretos e brancos, listras,
<:s., etc. jvado; 6 pechincba.
Bnns de hnno de cor, proonoe para vestidoe,
com barra e listras.
Ricos cortes de vestido de folio, c eites da
a-.esma cor, ultima mod?
Ditos de cambraia de cures.
Fustao de lied as cores.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas bordadas para senhoras, de linho e-fli-
sodirt,
Sortimento de luvas da verdadeira fabric* de
uvin, para fcomeas e senluxas.
Vestuay' o Barameninoa.
^uw para fc2ptizado.
Chapeos para auo.
Toaihas e gnardanapos adamascados de
rjiara reeea.
Colchas de la.
Cortinados bordafi- s.
Grande sortimento de easiisas de linho, lizas -e
: nrdadas, para homens.
lieias de eores para homens, meninos e meni-

Uitas esceaezas.
Comnlsto so^iimecto de thapeos de sol paFa-ho-
itae se&fior&s.
Merino de-3res para vesfcdos.
Dito preto, trancado e dito de verao.
'nlhado del oho e algodao para to
Atoalhado pardo.
Oamasco de la.
Brins de linbo, branco de cores e preto.
5>etim de lindas cores com iistras.
Chales de merino de c0re9 e pretos.
Ditos de casemira.
Ditos de seda preta e de ceres.
Ditos de touquim. >.
Camisas de caita para taoroens.
Ditas de flanella.
Cereula9 de linho e algodao.
Pannos de crochet para sofa, cadeiras e cohbo-
LenCos bordados e de labyrintho.
Colcbas de crochet.
Tarlatana de todas as cores.
Ricos cortes de vestidos de Urlatana bar-dados
ara cortes.
Espartilhos Uses, bordados.
Foulard de seda, Uddas cores.
Meias de seda para senhoras e meninas.
Ricas fachas deseda e la para senhoras.
Rico sortimento de Icques de madreperolas e
i. o.
Damasco de seda.
Casemira preta e de cores.
Chitas, madapollo panno fino preco e azul, ed*
irinhoa, punhos deliaio e algodao, gravatas, le-
va* de fio de Escossia, tapetes de todos os tamt-
Qhaa, bolsas de viagem, pcitos bordados para ho-
mens, lene.as de linho -branco e de cores, toaihas,
gnardanapos. etc., etc.
da cores* padroes os rtreis bonitos que tem
vkido ao nrcrcado e^ue se veade pelo di-
mirmto pre^o de 500 rs. o covado, por tcr
urn pequeno to^u-e de mofo, v fazenda de
*W)00 o covado ; e pechiiicha. DSo se
anostras.
Brim branco
Rrim branco muito fino, fatenda de
29500 a vara, que se vende por 19460 a
vara, por estar com um pequeno defeito ;
pechincha.
Melins francezes
Metins francezes, fazenda tnuito fins, pa-
droes modernos, fazenda que ja" se vendeu
por 400 rs, a 300 rs. o covado; e pechin
cba. Dao se amostras.
Cretonesdelistn-s
Cretonesde Iistras,faeoda scokhoada, pa-
dres muito lindos a 400 rs. o covado ; dao-
sa amostras.
Metdapoloes
Madapoldos com m pequeno toqeo de
avaria, de 3^500 a SJOOO a peca ; d ;pe-
chmeha.
CH1TAS PERCALES
Chitas percales avariddas a 240 rs. o co-
SO' 0
N. SO !a rua do Cresp*
Loja das 3portas
DE
G#erme ^C.
Junto it loja da esqufata
Aos Srs. fogneleiws
d Para os fogos de S. Antonio
S. Joao e
S. Pedro.
Limalha de aco.
Limaiha it 950 d'agulha.
Limalha de ferro.
Limalha de cobre.
Limalha de zinco.
Salilre reflnado, barbante e enxoffe. -
Artigos todos de priraeira qualida<-e.
Vende-se muito barato
NA
Pharmacia c drogacia
DE
BARTHOLOMEU & C.
34Rua.-Larga do Rosario3fc.
E' barato.
Vende-se um pequeno si'.io perto d* esta-
;ao do Salgadinho, tendo de frente 150
palmos, e de fundos mats de quatrooentos,
eon umaeJegauie casa de laipa, acabada de
proximo e bem asseiada, teodo 2sal;6, 2
quartos ecozinha f6ra. 0 terreno e pro-
prifi 0 bom de pl&iitallies, teitdo algumas
erToees de iructo, agua de beber e todo cer-
cado.
Para ver e mais expiica^Ses, no mesmo si-
tio a qutlquer hora a entender-se com Tris-
-ao Franeisco Torres, e para tratar, na the-
60urria das loterias, rua 1.* de Jtarco
L. 6. I
Chapelada economiea
P^RRoaJirpilii u. 42
Neste estabeiecimento encontra-se um variado e
liadissimo sortimento de chapeos de pail.a, seda e
veLudo, para senheras, sendo dos feitios os mais
modernos. Tamfeem-se concertam chapeos de to-
das as qualidadee, para senhoras e homeas, ^aran-
tindose a perfeigao-dos concerto?. Keeebem-se
lequcs para conoerlar, assim como ba um lindo
sortimente de floras para penteados, le^ues de san-
dalo imitacao, e graade quantidade de^briaque-
dos para criancas, tudc.por prejos Attencao
A loja das seis pert as em frente do Livrameato,
conlinua-eomo sempre, a vender barato que ad-
mira, o para que tea sempre um completo-sorti-
mento de pechinehae, como abaixo verao : .-a-
nadines de listras eem paiminhas de cor a 320
rs. o covado, ditas de fistra a 240, chitas eeeoras
e elaras a 240 e 280 rs. e finas a 300 rs. o cova-
do, madapolao a 4,800, S,5O0 6,000 a i eca, dito
francez a 6,060, 6,500 e'7,00fl uma, completo sor-
timento em nameros de ehaneos de seda fina, co-
pa alta, para bomera a 7^000 r*., brim Angola a
400 .. dito pardo Uno a 3i0 rs. o covado.
completo snrrimenio rip perfiirtiftriss Unas, ohjectos
de I'hai.tnsia, luvaj ile i uvin, nrtigos de mod e
miiidezas Unas, asM^ii rpaap modicidade nos pre
fos, ayrado c i:ict I id;i3v'.
Anneis e'ectricos
A Magnolia, a ma Dti<|ue de Caxias n. 43s-ac '
ba de rewber os verdadvii'us anueis e volias elec-
tricas. proprios para cs nervosos.
Meios adere A MagnoKs, s raa Duque de Caxia* n. 45, re-
ceb*-u um noi['(4eio sortimento de
Meios aderecos de tartaruga.
Meios adervcos do madrerierola.
Meios adetecos de seda bordados, (ultima m?da
e de rnuiias outras quakdades.
Botoes de ago
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45, tem
para vender os modernos botoes de aco, proprios
para vestidos.
Goliahas e punhos
das mais modemas que ha no mercado ; a eRas:
oa Magnolia, a rua Dnque de Caxias n 45.
Lenqos chinezes
A Magnolia, a rua Duque de Caxias a. 45, re-
cebeu umapequena quantidatfe de reoc/)S de seda
chinezes, com lindissimos desenhos, Isxenda tDtei-
ramente nova.
Leqjoes
Lindos leques de madreperola, de tartaruga, de
martim. rie osso, e de irmitas mifr.is qualidafies :
recebea a Magnolia, a rua Duque de Caxias uu-
mero "43.
Attencao.
A leia da Magnolia, a rua Daque de Graias n.
45, acftba de receber o sguUes artigos :
Manual de madreperola, tartaruga e marfira.
Riees albuns cotp capa de madreperela, cha-
greo, madeira, veltedo, coure, etc.
Lmdas caixas com fini'simas perfumarias.
Lifas de seda, brancase-de cores.
Voltas de madreperola.
fcseiras de mdreperols.
Ricas caixas para costura.
Vestuarios para baptisado.
"Toueas e sapatnhos de setim.
Modernos clHuteos-de-ael de seda p*?* senhoras.'
Lindos port-bouquets.
rava'.inhas de veftwJo, etc., etc.
Ultima moda.
ft "Magnolia, a roa -Dsque de Casias n. 45, re
ebeu um iiodo sortknento de bices de guipur*'
fle-c-jres, apropriades aes vestidos -efckpies dac '
tufiidade.
&
0
\
Asunicas verdadeiras
Rictus hamburgaezas one vem a este mercado
ma Marcnidi de olinda n. 51___________
,0W iibras sterlinas : veodem-se a rua do
Amorira o. 60, annazem de Antonio Alberto de
Souza Agutar.__________________
Casa terrea.
Aluga-se a da rua de S. loao, defronte do por-
tao do gaz, com 6 quartos, cozinha fora e grande
quintal; a tratar a rua de Pedro Affonso n. 8.
Veade-se
orrta casa na Torre,-com bons coonaodos, tendon,
salas, 3 quartos, cezioha fora e am alpendre da'
parte de detrae, 1 quarto para criado, quintal mu-
rado, em terreno proprio, com 18 palmcs de
fronte a fundo, por preco commode : a tratar cor.
Carvalho A Fraitas,.rua do Raogel-a. 9, padaria.
Machinae de descaro^ar
algodao.
Machinag Machinas a vapor.
Machinae para linear fa-|
cas.
Deposit de ferr paraj
garrafas.
Macaco ^ estivar ou le-
vantar pesos.
Cemento Portland.
Salitre.
Limalha de ferro fran-
ceza.
Esses artigos vendem-se
na rua da Craz n. 4, ama-
zem de Hawkee & C.
mimigo acernmo contra
a'carttStia!
NA'
ilHa PrkcinMlc toco n. I
Oatr'ora run do Crespo, defron-
te do arco de Sauto Au-
mm*
BAPTISTAS, temos grande sortimento desta fa
zenda e vendemos muito barata, a 360 e 400 rs.
o covado.
ALCASSIANAS de bomtos desenhes e cores fl-
xas, a 400 rs. o covado. So no barateiro, venbam
apreciar.
METLNS trangados, francezes, fazenda superior
e de bonitos gostos, a 240 e 280 rs. I Quem riva-
llsa?
CHITAS de bons gosios e de cores flxas, a 240
e260rs. So aqui.
LAZI.NHAS escoceaas, padroes bonitos, a 180 e
200 r.
DITAS de linho e las, padroes inteiramente no-
vos, a 240 rs covado, faaeuda que costou sem-
pre 400 rs. So no barateiro 1
CRETONES escuros e claros, fazenda superior a
400, 440 e 480 rs. o covado.
POPELINAS de seda e linho a 900 e i; apres-
sem-se a maodar ver.
DITAS de linbo e algodao a 700 e 800 rs. o
covado.
BRIM pardo trancado a 260 e 280 rs. o covado.
So no barateiro I
DITO de cores, fazenda muito boa, a 500 rs. o
covado.'
CAKORAIA transparente e Victoria a 3*500 e
31808 a peca I Aoude tern ? No barateiro I
BRAMANTE de nho de duas largnras, 1*200
a vara ; admira 1 e exacto.
ESGUIAO de liaho e algodae de 10 jardas, por
4*000 I
1TO de linho puto a 8* a p ao barateiro L
MADAPOLAO francez fazenda superior a 5* e
&c; sempre costou 8*.
BOTIN'AS para senhora, muito snperiores, a 4*
eiaoOO. Seaqut.
TOALHAS alcochoadas a 4*500 e 5*000 a du-
sia. A ellas, a ellas.
CORTES de creton francos, bordados 3*300
-e 6* I
Dilos>(usoda co:te) Je caaibraia a 10*. Sem-
pre costou 15*.
SORTIMENTO de chapeos de sol de soda a 7*,
8 e 9*. "Venham antes que se acabem.
DITOS cabo de martim de superior qualidade,
a 11*500, para acabar.
DITOS wra senhora, a 3*500 I Sempre cos-
taram C* ; estao se acafcacdo, venbam a elles, a
dies'I
GRANDE queima para acabar de camisas fran-
cezas e inglezas, por todo-e preco a 17*, 18*, 20*,
30*, 35*, 40* e 48* a duz a. E' no barateiro que
tem.
GRANDE sortimento de grosdenaple de cores,
a 1*. 1*200 e I *500o> covado. So no barateiro 1
Quem ousa dizer que nto 6 barato t por cerlo,
ninguem.
CHALES de casemira -com listras, o mais mo-
demo <|ao ba a 3*500 e 4*, fazenda que costa
em qoaiquer parto 6/. v'enham a elles antes
que se acabem I Ao torn torn I
Alem destes, outros muitos artigos que derxa-
mos de espeeificar. para nao massar nossos fre -
guezes,>Bs eslarao patentes a vi9tados oompra-
dores. Avista do expojt ticaroos convictos de
que virio fazer acquisioao de boas fatendas *or
pouco preeo.
Ao barateiro t I
Na rua do< Crespo p. 1.
Augos'.mho Ferreira da Siiva Leal & C
>
Irallies chinezes
S?000 caixa
1 WO rs. a cart a
So na roa do BarSo da Victoria n. 39 (outr'ora
rua Nova), iw'a de ferragess de Sonza. & Guima-
xaes; assim earao recebem-encommendas de fogos
proprios para os festejos das noites de Santo An-
tonio, 3. JoSu-ti S. Pedro, um'ik de boas uualidades
prejos eooMOodop, e UfMtcm livros de sortes,
bavalhos. tarjeias, magicas, -etc.
Cortes de seda
Com 21 cova^es, a
aem defeito algum
Cures lindas e degosto apurado, primando eotre
eilas, a-eOr de perole, Rismark'tyrio, azul celeste
e outrac Aproveitem, porque valera o duplo : aa
loja da America, a rna do Cabuga n. 10.
Chapeos de seda.
Chapeos de seda para homera, i roprios de pas-
seios, furmas moiernas e kin armados, eom um j
pequeno defeito a 2*500 e 3*080, e pechincha e] Caixas de Sogot chineies a 10*000 :
esta se acabando : na rua do-Crespo n. 20, loia J.Rarao da Victoria n. 39, outr'ora rua
das 8 portas, de Guiiherme & C, junto a loja da. de ferragene de Souza&-Gaimaraee.
eequina.
Muito barato
na rua do
Nova, jola
Vende-se tambem a loja de fnnileiro, beta
afreguezada, da rua da Imperatriz a. 79 : a tratar
na me-'-ma.
Pesos e medidas deeimaes.
Vendem-se no armazem .de Hawke* & C, rua
da Cruz n. 4.
Arn azem pintado de preto j
confronte dalfandega
Vend-se a retalbo e a dinbeiro, muito ba-
rato, para liquidar.
Pogo chinez com lindas vistas para queimar em
saias.
Caixas com 40 c rtas de traques snperiores.
Batatas por arroba.
Caixas ccn> latas de 5 galdes de gaz Devois.
Manteiga franee, a P L G de 1874.
Arroz, cafe, cba, e mais generos de primeira ne-
cessidade, para os ricos e pobres, como ja indica-
ram, fazendo censora ao administrador-C.
Para as noites de Santo An-
tonio e S. Joao.
Amaral, Nabuco & C. acabam de receber com-
pleto sortimento de sortes francezas e allemaes,
Sara brinquedo das noites de Sante Antonio e S.
oao ; e o que se conhece de mais engracado e
apropriado para brincar-se nessas noites.
Aos dignos macpns
Amaral, Nabuco & C. tendo cm vista a grande
e pomposa testa que fazem os dignos macons ao
padroeiro desta respeitavel corporac^ao na noite de
S. Joao, participam aos mesmos Srs. masons que
acabam de receber ins'ignias de diversos graos, e
vendem no bazar Victoria, rua do Barao da Victo-
ria n. 2.__________________I____________
(j Pavdo queima os artigos
seguintes:
Cortes de combraia branca, transparente,
com enfeites bordados de la a 5^000.
Dit s todos brancos bordados a 12$0OO e
1558000.
Ditos muito ricos a 25JB000.
Bonitas lansinhas para vestidos, com lis-
tras de seda, covado a 800 rs.
Ditas ditas transparentes e de muita fan-
tasia a 500, 40 e 800|rs.
f*intos de ielim de todas es cores a 52000
Punhos com gollinhas de esguiao a 500 rs.
Sediobas de cores, sendo de listras e la-
vradas, com toque de mofo a 15J0O0.
Ditas de dtta ditas sem mofo a 1.2600 a
23000.
Diversas lansinhas para vestidos, de 240
ate 500 rs.
Colchas de fustao brancas para cama a
295500.
Ditas de dito de cor a 4$(00.
Cambraias brancas, abertas, para vesti-
dos, corte a 8^000.
Cortes de cambraia branca com bonitos
enfeites bordados, de cor, com figurino a
6*9000.
Pec,as de raadapolSo com pequeno toque
de avaria a i500.
Ditas de algodaosinho muito encorpado,
com leve toque de avaria a 4^500.
gpiadapolSo enfestado com 12 jardas em
perfeito estado a 3000.
Pegas de madapolao com 20 jardas a
4o5O0.
Brim pardo para roupa de homem e me-
ninos, covado a 400 rs.
Cobertas de chita para cama a 2/5500 e
35000.
Bramante de linho com 10 palmos de
lagura, V8ra a 2#6CO.
Atoalhado com 8 palmos de largura, vara
a 1*500. .
Espartilhos brancos e de cores a 4$ e
5/JOO0,
Cortes de casiinira a 4(5 6 o.->0O0.
ATTENCAO
a pechineba
A loja da Borboleia, a rua do U-
tramenla h. 5. esta queimando
Cheguem freguezes antes que as chammas de-
vorem tudo.
Botinas para senhora a 3*.
Dius ditas a ifJJO.
Li para bordax a 4* a libra.
Entremeios e babadmhos a 600 rs a peca.
Oleo Philocome a 500 rs. o frasco.
VENDE-SE
uma casa na villa de Barreiros, na nra do.Cbm-
jercio, por preco modico : a tratar com Tasio
'rtnaos It C_____________________________
Mobilia
Veule-se nma linda mobilia de jacaranda, mas-
sico, entalbada, por muito commodo pre;o < a
tratar na traves-a da matriz de Santo Antonio,
marcineria <\i Joao Cancio.
t.niuni*
Gorgorao de seda.
Gorgorao de seda em corles para eolete e em
peca para vestido?, fazenda inteiramente fina e se
vende pelo diminuto preen de 3,000 rets o covado:
na rua do Crespo n. 20, loja das tres portas de
Gnilherme & C, junto a loja da esquina.________
BAZAR HYEItSAL
Roa do Barao da Victoria n. 22.
DE
Carnciro Yianna.
A' este grande estabeiecimento tern che-
gado um bom sortimento de machinas para
costura, de todos os autores mais acredita-
dos ukimamentena Europa, cujas machinas
sao garantidas por um anno, e tendo um
perfeito artista para ensinar as mesmas, em
qualquer parte desta cidade, como bem as-
sim concerta-las pelo tempo tambem d'um
anno sem despendio algum do comprador.
Neste estabeiecimento tambem ha pertengas
para as mesmas machinas e se suppre qual-
quer pe^a que seja necessario. Estas ma-
chinas trabalham com toda a perfeic,ao de
um e dous pospontos, franze e" borda toda
qualquer costura por fina que seja, seus
pretos s3o da seguinte qualidade : para tra-
balhar a m&o de 309000, 40CC0O, 45^000
e 50JJ000, para trabalhar com o pe sao de
805000, 905000, 1003008, 110$000,
1205000, 1303000, 1503000, 2003000 e
2503000, emquanto aos autores nao ha a!-
tera$So de pretos, e os compradores poderao
visitar este estabeiecimento, que muito cle-
verSo gostar pela variedade de ohjectos que
ha sempre para vender, como sejam : cadei-
ras para viagem, malas para viagem, cadei-
ras para salas, ditas de balance, ditas para
crianc,a (altas), ditas para escolas, costurei-
ras riquissimas, para senhora, despensaveis.
para crian^as, de todas as qualidades, camas-
de ferro para homem e crian^as, cspachos,
espelhos dourados para sala, grandes e po-
quenos, apparelhos de metal para ehi, fa-
queiros com cabo de metal e de martim,
ditos avulsos, colheres de metal fino, condiei-
ros para sala, jarros, guarda-comidas de
arame, tampas para cobrir pratos, esteiras
para forrar salas, lavatorios completos, ditos
simples, objectos para toilette, e outros mui-
tos artigos que muito devemagradar a todos
que visitarem este grande estabeiecimento
que se acha aberto desde as 6 horas da rca-
nh8 ate" as 9 horas da noute k
Rua do Barao da Victoria n,
22.
Cura dos eslreitamento d'nrelra
pela facil applicac,ao das
SOHDAS OLIVAES
. GOMMA ELAST1CA
As mais modernas e 8perfeicoadas de todas
as conhecidas
Vendem-se
NA
PHARMACIA E DROGARIA
DE
Bartholomeu & C.
34Rua larga do Rosario 34
4/
105
a
DOS PREM10S DA fi PARTE DAS LQTERIAS COSCEDIDAS TOR LEI PROVINCIAL N. 828, A BEWEFICIO DA IGREJA DE SANTO AMARO DE SERLNHAEM, EXTRAHIDA EM 13 DE JDNHO DE 1874.
s. p REMS. Mk PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. ,NS.
i 44 282 U 537 U 797 l-.OOOj 1084 40 1438 40 1649
7 83 40 819 40 89 47 52
20 86 50 23 92 48 54
23 311 55 44 1105 56 56
28 23 aoo 57 47 15 57 57
37 38 43 62 56 28 1O0 59 58
44 46 67 *,* 60 37 . 40 64 63
51 47 69 40 72 42 65 70
59 UK 49 A 92 80 53 74 " 84
60 45 64 *,$ 602 81 59 79 0 92
62 -* 65 40 3 94 64 81 40 95
67 70 4 99 66 93 96
89 74 15 911 67 1513 1709
91 . 75 20 13 85 27 11
92 76 24 15 92 O0 28 15
91 78 42 35 1200 40 29 17
124 88 . 47 37 12 0 32 18
26 406 ^ 75 4 54 18 40 35 20
33 27 82 58 19 36 29
35 d 30 87 69 26 49 31
37 40 41 89 73 34 50 33
51 43 92 78 39 - 52 39
52 49 96 too? 82 ^^" 64 53 63
55 56 713 40 91 1321 58 AO0 64
56 67 19 92 0 27 67 40 65
Th 79 22 1004 m 28 73 M 66
81 82 29 i 7 31 .78 d 68
t5 _ 84 30 " 9 41 _ 84 40 70
86 4. 87 4 i 32 13 48 _ 86 __ 73
87 93 40 37 15 52 -_ 93 85
91 94 42 17 5 35 _ 1601 91
92 *r 504 50 . 22 40 60 6 , 97
93 4* 4 52 37 _ 70 w 7 , ; 99
99 - 8 0 54 40 76 40 10 1806
Hi 14 45 70 _ 47 79 12 19
31 18 ' 74 54 90 14 '. 23
32 25 75 67 4O0 1406 16 1O0 24
63 27 80 77 40 7 45 U 26
77 31 94 I 78 23 48 28
40
1845
64
77
79
80
87
94
1909
12
18
21
23
28
54
63
65
83
89
97
2023
24
28
43
56
59
62
63
71
81
82
86
96
2108
16
19 ,
21
24
34
40
40
PREMS.iNS. PRBMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS.
0
40
0
0
40
2150
55
59
64
91
92
93
98
2217
18
27
28
40
44
45
46
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92
94
99
3301
13
30
1O0
0
40
1O0
0
40
NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS.
3366 40 3588 40 3817 40
67 - 95 18
71 97 20 __
73 S9 27 __
75 3601 28 _,__
89 4 32 ....,
3401 16 34 MM
2 18 54 _
10 23 ._. 64
12 25 _J 78 _
14 30 __ 79 1O0
18 60. 36 88 40
28 45 39 96
30 43 - 99
47 45 3902 _
49 _ 47 _ 7 ^M
55 79 8~ i^M
56 0 93 13
58 40 95 14
84 97 13 fim.
97 98 18
98 O0 3709 20
3500 45 10 27 X
2 20 O0 29 _
10 1OO0 23 40 30 .
17 40 28 31 Mi
19 44 37 __
22 46 1O0 60 -_
34 64 40 61
.38 v 66 63 _
40 81 73
47 84 74 160
52 88 76 44
55 91 78 4
62 IO0 94 79 44
76 44 3801 _ 81
78 7 85 "
85 10 96 ~~


L


8
Jiwio de Pemambuoo Segunda feira 15 do Junho de 1874
ASSEMBIEA CEBAL
CAMARA DOS DEPUTADOS.
MSCURSO PROFERIDO NA SESSlO DE 20 DE
MAIO.
(Conelusao J.
O nobre deputadj pro urou todas asar-
mas para fer;r q governo, mesmo diinte
da diminuicao do direito de cxporlagdo so-
bre o algodai e o assucar, q io certamentu
<>ao dous pro Juctos de grange valia para
nos, e qua estdo em pasi$ao m >nos vantnio
s* doqae o cafe, ndoquennl > reconhecer
egrawfcbenot.il proposto pelo nobre mi-
nistro famida, quando promette a sua
cooperagao e cousellio para quo a assembled
gc-ral dimmua Mmelhante imposto de forma
ta!, qoe 2.^09:0109, polo menos, rovertam
annualmente para as algibeiras dog agricul-
tores.
Quem sabe, como nds, que essas indus-
trias nio estao em moito boas conriigdes,
ua de reconhecer que esta proposta do
nobre. ministro da fazenla presta um im
portante servigo ao paiz. Mas, parece que
o nobre leputado ndo ao'ia boa esta idea,
so porque partio do actual minister io.
Eu admiro como o nobres deputa los c^n-
auram essts impostos, e dizem qio todos
elles sao odiosos. e no mesmo tempo enten-
deni que devtmos d-itar o paiz com gran-
der meihoranen!os, fazer estradas de fcrro,
sbrir canaes, bem-ficiar os portos, etc I Eu*
t? parece gun queriam chegar ao op'.imis-
iej de que o crgmiento so CQmpuzosse s6
menu aw does gntiitos e de bens do even
to, sera qui a bolsa do rontribunto despcn-
Isto, Sr.
do governo, assim omoftambem queremos cumpriria os actos do poder competante
que nesta casa a minoria tenha sempre houve d* facto uma collisio, e 0 governo,'
garantido o sea direito de tribuna, dentro nio transpondo as raias legaes, disse :os
das raias do regimento. (Apoiados.) jtribunaes quejulguem.
5r. presidente, usando da palavra, eul Qual seria o procedimento dos
poe-
nlo posso deixar de dirigir-me ao nobre
deputado pela provincia do Rio do Janeiro,
leader da opposigio. S. Etc., honteni no
correr do seu discurso, duas vezcs se diri-
gio ao orador que *gora occupa a attengio
da casa. S. Exc. qu-z enchergar alguma
con'.radicgdo no meu pro edimen o de hoje
com o'meu procedimento de outr'ora. em
relagTo d questio que se agita no paiz e'
que so denomina-questio religiosa. Ndo e poesia, 6 verda'de, e da qual sou ftel
lleclamoi em aparte e disse qua quando interpret* neste momento : os nob'es depu-
nesto reemto defendi as irmas de caridade tados comprehendem. ( Apoiados e apartes.)
em 1804 vfa-me quasi so. Nessa oc-asifo, Mas, senhores, se erramos, ajudai-nos ;
em que se tratava do dar a um pobre pa- n6s nio queremos persistir no erro ; dai-
dre irancez alguns palmos de terra para e-'nos a chave dour-da para abrir a porta de
a catuohca juuto ao morro uma solugao mais acertada; dai-nos essa
de sustentar uesta chave com que a nobre dissidencia, quando
. nobres
deputadosera circumstaiw'asidenticas? Fal-
tariam ao seu juramento, de defender a
constituigio e as leis, desprezariam o seu
brasileirismo? Seria uecessario dizer:-a
constituigdo morreu, as leis nao existem
mais t
0 Sr. Diogo de Vasconcellos :E'
sia.
0 Sr. Juxqueira (ministro da guerra :
a quasi unanimida-
Naquclla occasiio defendi,
HB
Ooaan um real para o thesouro.
presidente, e uma Utopia
Jie um grandebeneficiopara o pobra a-
gncultor do assucar e do algoddo fazer com
que reverUm-lhes para a bolsa os.......
2,000:0 J 3qu)*lhes eram tirades neste ex-
-so de impostos.
As iustituigoes de credit) territorial tam-
bea mereceram os ap6 Jos do nobre d-nu-
tado; eutendeu S. Exc. que era um manan-
cul para a agiotagem, para os especuladores.
Todos nos Sfbemos quo o mior mal com
qoe luta a lavoura das provincias e, a gran-
ge alta do dinheiro.
Desde que uma instituicao, auxiliada pelo
governs, p-!ssa diminuir a taxi dosjuros,
t-rc-mos o maior beneficio com quo nesta
quadra se pode dotar a agricultura,
Tortinto, coasiderando-se a questao por
t idos esles lados, considerando-se a polili-
ca do min'sterio, ja em relagao nos nego-
gios exteriores o inte-iores, ja" em re'agao ao
des:-nvolvimeuto quo se procu a dar a" la-
voura, ao commercio e i industria, e ainda
99k o panto de vi ta da instruccao popular,
; nos tern mere.ido tao acrisolada dedi-
cagao : pergunto ao nobre deputado por
Minas se pode ser mantida a SU3 condem-
i.a^ao ?
Se o actual ministerio tem procurado
crguer tao rlto o paiz ; se tem melhorado
?,j legislagSo tudo quanto eacontrou de
mio, e se mesmo na reforma eleitoral, pro-
curamos dar expansao a"s minorias, como
| :ierd o nobre deputado sustentar suas ac-
nagSes ?
M*s,;Sr.'presidcnte, calii das nuvens, por-
I ouvi o nobre deputado dizer que o go-
verno tratani de melhorar a situagao das
minorias, e deixara sem garantia as maio-
-' -.
Estavaacijstuaiado de longa data a ouvir
dizer qse as maiorias entre n6s eram tyran-
nicas, eram soberanas de mais, que o vo-
te minorias era suffocado, que desap-
cia diante da prepotencia das maio-
rias. Agora, que se trata de dar remedio
a este mal, que e occasiao asada de melbo-
rarmos este systema, fazendo com que a esta
casa venham sempre as vozes eloquentes da-
quclles que estao em minoria, que quere-
ir.os evitar o espcctaculo das caraaras com-
j-actas, espectaculo que tem sido sem duvi-
da neubuma nocivo aos interesses publicos,
i a que n6s desejamos quo, diante dos
comicios, ao Iado das maiorias, apparega
sempre o voto da minoria, para que todos
m pesados, representados e aquilatados
:rande congresso da representagao nacio-
nal, nao yejo razao para que o nobre depa-
venha hoje cobrir este projecto de um
j riJiculo, dizendo queelle apresenta a
questao de turmas e outras de igual jaez,
que o torna menos digno da consideragao
a paiz.
Jfao, a reforma eleitoral, que nos propo-
Btts submetter d delibaracao desta casa, con-
sulta nao s6 os interesses da maioria dos
ileirjs, como tarabem os interesses,
muito at.eniivcis sem duvida, da minoria
aWa nossos coucidadaos.
Nao era licito que se reunisse uma v ma.
^a expressando uuicamente o voto da mai0.
. ia; porque, comquanto respeito muit0 0
voto da maioria, como representar t0 ^& SQ
bcrsnia nacioual, comtudo re' J{
romto culto ao voto da raza- e esta Jde
ser representada por um, r or'a] *
uiuitos inaividuos. (Apo> 5. r
E-mister que es!a voz da ra^0 se f
>vir no recinto da rer ,resentagao naciond,
...a quando a ma.or ia inter^rete da SJDe.
rania.dec.ida ao c ontrario ^ necessario
que esta voz di m moriase fa ouyi
ue Ma voz dev< t merecer do honrado ^e.
pjtod., sem i- iUvida um dos mtis nobres
ua i jC-a i,Deraj maior applauso, e
'Zfy aa que lhe langou.
,: aRtiniio Campos :Qucro primei-
J *** jito das maiorias.
' .. Junqueira (ministro da gaerra) :
-j >bre deputado nao deve merecer cui-
i a sorte das maiorias. Todo o mundo
. ^niprehende que a maioria e" por si a forca,
i iria por si rege, por si governa. 0
umpreresguirdar e garantir eamino-
fit : e se eu neste momento quizesse ser
Mat* generoso e usar do argumento do no-
laputado por Minas, recordaria d ea-
rn -rt que ainda ha pouco S. Exc, seferin-
co nosso digno presidente, dissa que
i. iiic. estava collocado naquelle lugar
para garantir a minoria. Portaato. se o
nobn.- deputado entende que a minoria deve
ser sempre garantida aqui nesta casa, por
que .u iivo nao ha de querer que, com a
mesma razao, se garantam as minorias, que
ae se apresentam perante os comicios popu-
lare- 'Apoiados.)
Conseguintemente noto uma grande in-
coherencia entre o que S. Exc. quer que se
pratique nesta casa com o que S. Exc.
quer que se pratique diante das urnas elei-
toraes.
Hds queremos que diante das urnas elei-
toraes a "naioria vote pela sua pujanga e
grande forca ; mas queremos tambem que
as minorias nio sejara suffocadas nem pela
. ntervenglo das maiorias, nem pelo arbitrio
grej
de Santo Antonio, JtiYe
tribuna o debate contra
de desta casa.
como defendo hojo," as evangelicas filhas de
S, Vicente de Paula. Entendo que tem pres-
tadu e hSo de conlinuar a prestar d haraa-
nidade (s mais relevantes servigos.
Achei-me quasi sd, Sr. presidente, por-
que a onda dos adversarios dessas dignas
r.nSs, a onda daquelles que entendiara que
nio S3 devia ediflcar tomp'os e igrejas, era
grande, era muito grando.
Passaram-s; tempos, e eu, vencido pelo
numero, mas nio couvencido, voltei em
1809 a esta tribuna, e, quando se tratava
da reuniao do coacilio ecumenico que teve
lugar em Roma, e para o qual se dirigiam
os bispos brasileiros, pedi a esta camara que
votasse um subsi-Jio para que podessem os
dignos prelados fazer tal viagem com de-
cencia e mantor-se na capital do catholicis-
mo, sem necessidade de recorrerem a hos-
pedagem estranha. Isto nao s6 exigia o
decoro da igreja, mas o do nome brasiloi-
ro, para qu -. nao fosse menosprezado na-
quella grande capital, vendo seus bispos
arrstando uma triste pobreza.
Este projecto passou nesta casa, 6 verda-
de; mas passou contra o voto do honrado
deputado, entao digno ministro do imperio.
0 Sr. Paulino de Souza :Estd enga-
nado.
0 Sr. Juxqueira (ministro da guerra) :
0 nobre deputado oppdz-se.
0 Sr. Paulino de Souza :-Nao me op-
puz.
0 Sr. Juxqueira (ministro da guerra) :
Ahi estdo os Annaes, e elles o dirao.
Conscgui que o projecto passasse nas tres
dijeussoes desta casa ; mas ainda aa ultima
redacgio, o nobre deputado procurou em-
baragvlo. Indo o projecto para o senado,
o nobre deputado, que entao era ministro,
conseguio com a sua inQuencia fazer sepul-
tal o nas pastas das commissoes, de fdrma
que nunca veio d luz dos debates.
Ora, eu que sempre me tenho manifesta-
do desta maneira, e, que ainda hoje, me
pronuncio do mesmo modo, que sou tao
bom catholi;o-apostolico-romaao como o
nobre deputado ; eu, que ndo pertenci,
nao pertengo e nem pertencerei & magona-
ria, sem que disso faga carga dquelles que
sdo uella filiados....
0 Sr. Dioco De Vascoxckllos dd um
aparte.
0 Sr. JcNQtJElRA (ministro da guerra) :
... eu, que ndo fui mombro dossa assoe.ia.
gao, como o nobre deputado, que ainda ndo
sei se jd pdde levantar o seu julgamento...
\0 Sr. Diogo de Vascoxcellos dd um
aparte.
0 rS. Juxqueira (ministro da guerra) :
....eu, Sr. presidente, que ndo estou neste
caso, eu, que por nio ser iuiciado nessa so-
ciedade, ndo comprehend! o aparte do no-
bre deputado por Minas, que usou neste
momento de uma expressao magonica, se-
gundo acabam de esclarecer-me; eu, Sr.
presidente, como o nobre deputado pela
provincia do Rio de Janeiro, illustre leader
cla opposigao dissidento, se recordard, que
sempre votei nesta casa contra a sua medi-
da obnoxia, convertendo os bens dos con-
venes, os bens monasticos, em apolices
da divida psblica, nao posso ser suspeitado
de menos dedicagao aos interesses da igreja.
Votei contra essa medida,'Sr. presidente,
porque era contra a independencia da igreja
brasileira, votei contra ella, porque todos
os religiosos se lovantaram, impugnando-a ;
mas o nobce leader da opposigao, entao
ministro do imperio, para conseguir que
essa me.dida passasse, calcou sua mSo de
ferro f fez pesar a sua espada de Breno, e
au>.ial venceu, traduzindo-a em lei; abaten-
rao de:t'arte os conventos, e sendo tal me-
dida considerada geralmente como o maior
golpe desfechado sobro as^ordens monas-
ticas.
0 Sr. Paulino de Souza :Mas nao foi
executada.
0 Sr. Juqueira (mini-tro da guerra) :
Nao foi executada porque o nobre deputa-
do deixou de ser ministro do imperio ; por
qne so fosse, a executaria em todo o seu
rigor e dureza. (Apartes.)
Esbogado o procedimento do nobre de-
putado pela provincia do Rio de Janeiro,
em relagdo aos interesses religiosos, per-
for governo abrird caminho por sobre todas
as diflicul lades. 0 que fird a nobre dissi-
dencia ? ( Cruzam-se apartes. )
A questio e decisiva ; os bispos estdo pro*
cessados, a questdo 6 de dizersim ou
nio.
0 Sr. F. Belizario : Quaes as raedi-
das que o governo pretende da camara ?
( Ha outros apartes.) >
0 Sr. Juxqueira ( ministro da guerra ) :
Sr. presidente, deixeimo-nos de pretextos
para a opposigao. (Reclamagdes.)
0 Sr. Diogo de Vascoxcellos: A re-
coroa. (Apoiados e apartes.)
Consiguint.-mente, Sr. presidente, eu
quasi que proferia a palavra, que 6 a pho-
tograpbia do estado em que estd a nobre
dissidencia nesta questd), 6 a palivra em-
broglio (apartes J : porqua a dissidencia
compde-se de opioides que se repellem e
que ndo podem ter fac 1 oxplicagio : uns
querem a supremacia ecclesiastic! ; outros
querem a supremacia do poder civil, al-
guns querem a allianca dos poderes, mas
nonhum apresentou ainda o caminho des-
e nbaragado e limpo para chfgarmos a taes
resultados. ( Apoiados. )
Sr. presidente, eu ndo desejo prolongar
este debate, mosmo porque, naturalmente,
muitos bonrados deputa los aspirardo a su-
bir d tribuna, eeuos ouvirei com attengdo,
que Ss. Exes, merecem. Mas, resumindo,
direi qual 6* a nossa situagao presente : 6* o
ministerio 7 de raargo que se apresenta
diante desta camara, para receber seu jul-
gamento ; 6 este ministerio que, sendo tra-
ziio d barra desta augusto tribunal exbibe
seus titulos para conservar a direcgdo dos
negocios publicos. ( Muito bera.) Se nao
achais esles titulos valiosos, manifestai-vos
de um modo clero e explicito; porque ndo
dJo temos amor ao poder, mas considerai,
que este ministerio, que tem percorrido o
longo- estadio de mais de tres an nos, ado o
tem feito, tolavia, com perda do deseavel-
vimento moral e material do paiz ; conside-
rai, que este ministerio insereveu no seu
portico o grande mote da h* de 28 de se-
los
ligido de nossos pais foi quem nos collocou j tembro, que deternamou que ainguem ma
neste lugar. ( Hai outros "apartes.)
0 Sr. Juxqueira ( ministro da guerra) r
A celeuma que se Ievanta 6 porque os
nobres deputados sen tem-se feridos no cal-
canhar de Achilles (Apartes.) Duvido
que a illustre dissidencia possa fazer um
prugramma serio dcerca da questdo religio-
sa, alienando medidas, que sao a expressao
das leis rigorosamente cumpridas, e ndo sei
como o nobre deputado por Minas se com-
binard com esse programma, tdo ardente
como se mostra no seu novo zelo.
0 Sr. Dioco de Vasconcellos- :Novo
zelo, ndo.
0 Sr. Junqdiira ( ministro da guerra ) \-
Ndo ha offensa na expressdo- : erapre-
guei as palavrasnovo zelopira differir
do estado autigo ; e dizia, Sr. presidente,.
que ndo sei como o nobre deputado, que
se mostra tdo zeloso, p6de alliar-se com o
nobre deputado pelo Rio de Janeiro, que
quer o recurso d coroa, que susteata a dou-
trina do placet ? ( Apartes.)
Ndo sei, Sr. presidente, como poderiam,
empregando os mesraos meios, chegar a
fins oppostos; ndo vejo como se podem
colligar.
0 Sr. Diogo de Vasconcellos Se nio-
hover rfllha, fallarei
0 Sr. Juxqueira (ministro da guerra) :
Julgo impossivel, Sp. presidente, queestes
nobres amigos possam alliar-se sinceramen-
te com aquelles que admittem apo.sibili-
dade do placet, que admittem o recurso &.
nascesso escravo n Brasil ( muitos apoia-
dos ) ; considerai, qtte aos gritos e ds recla-
magdes de todos os angulos do imperio con-
tra a inturvencdo indebita da poiicia, n6s
respondemos^ reformanJo a lei de- 3 de de-
zerabro edandoao cidatlao todas as-garan-
tias precisas, de modo que a gu3rda- nacio-
nal, instituida para a defeza da iutegridade o
da honra do imperio, estd3 de tal modo alli-
viada, que o cidaddo brasileiro s6 e hoje eha-
mado a prestar servigos em' casos extraordi-
narios (apoiados) ; considerai, que tamos
escriptoem nossoprogramma-a reforma da
lei eleitoral e a reforma do recrutamer.to ;
considerai, tambem, que n6s recebemos es-
te paiz com um certo acanhamento, em re-
lagdo aodesenvofcwmento da industria e do
commercio,. e que hoje, como o attestam os
dados estatistioos, nosso solo- vai-se ee-
brindo destas communicagoes tfio rapidas,
como sejtm as estradas de ferro o o telegra-
pho electrico, que pee em communicagae
mstantanea todos os-povos; considerai tu-
do i-to, e dizei, se um ministerio eomo es-
te, que nao quer o poder pelo poder, e que
6 apoiado por uma maioria distiocta e pa-
trio tica, deve retirar-se desta asa com a
cabega curvada, ou;se, pelo contrario, deve
merecer o-vosso applauso.
Vozes :^-Muito bam, muito beta.
(0 orador ecumpctmentado por muito&
Srs.depatados.)
LITTEBATURA.
gunto, Sr. presidente, se S. Exc. tem hoje
o direito de fazer reconvengdes e julgar que
aquelles que entendem ser tdo bons catholi-
cos como V. Exc, nao devem persistir no
juramento, que prestaram de manter a cons-
tituigdo e as leis, e todas as vezes que a
constituigdo e as leis forem violadas, ndo
serdo obrigados acumprir os seusdeveres?
(Apartes.)
Ninguem mais do que eu lamenta o es-
tado actual das relagoes entre o governo e
o poder espiritual; ninguem mais do que
eu lamenta o incidente que contrista a to-
dos os bons catholicos; e se fosse possivel
qualquer sacrificio da minba parte em bem
desta questdo, eu de certo o faria, porque
desejo que a igreja catholica nio soffra no
seu caminho glorioso o raenor embarago ;
mas, por uma extrordinaria fatalidade, agi-
tou-se essa questdo, e, para nio resolvel-a
pelos meios queja prudencia tem aconse-
Ihado, seria necessario que nada valessem as
nossas leis ; que 'a constituigdo do imperio
fosse um papel rfito e imprestavel. (Apoia-
dos, apartes e reclamag03s.)
0 Sr. Presidente:Attengdo I
0 Sr. Juxqueira (ministro da guerra
Se o nobre deputado por Minas, que me
Estado actual das prisoes da provincia do Pernanabueo.
RESPOSTA AOS QUBHIQS PR0P06TOS PELA DIRECTOWA.. GERAL DO MINISTERIO DA. JUSTigA..
( Continuarao. )
N Hgoira riaita que flz Prussia, d'Austria* da Hungria e da Italia verifiquei, que aopinido, emittida.no Coa-
gresso, comegavad ser aceita pelos gowrnos daquelles paizes.
Em Pentonville, em Cold Bath Fields (a mais moderns e melhor prisdo de Londres)
na velha Newgate^ na Inglaterra ; era Mazas, na Sante, em Paris; na detene.no de Gand,.
na prisio central da mesma cidade,. na penitenciaria cellular, e na detencdo de Lou-
vain ; na pxisio cellular civil e militar de Liege, na Belgica ; na prisdo cellular e na
penitenciaria- (ainda ndo concluida) de Berlim, na detengdo o penitenciaria de Stein, na
Austria ; e. fmalmente, na prisdo tudiciaria, na casa penal para mulheres, de Turin,
na prisdo Mlirati, e no carcere d Santa Veridianna em Florenga, na Italia, em todas
ellas oucoutrei, admittidos ou em ensaios, os dous systemascellular reformado de
Philadelphia para a prisio. preventiva e condemnacdo de curto pfazo a o mixto. que
geralmente denominam Anglo-Irlandez, mas que nao e" senao o de Auburn raodificado
e aperfeigoado, para as penas de longa duragio.
Estes dous systemas nio sdo executados d risca ou segundo o rigor primitivo : sof-
frem modificagoes, quanto a duragdo da separagdo ou isolamento.
_Assim, na Austria e na Italia, a separagdo ou systema cellular c admittido para as
prisoas preventivas e para as condemnagdes de um dia ato 3 annos, e o systema mixto,
para as penas maiores ; precedendo neste a vida em cellula nos tres primeiros annos
da pena.
Na Belgica, a prisio cellular vai ate o praso de 5 annos, e d'alli em diante passam
os condemnados para o systema mixto, sendo lhes permittido continuar no primeiro, se
isto lhes aprouver.
Na Inglaterra, o praso do encerramento em cellula e de 9 mizes, como ja disse,
qu3ndo tratei da serviddo penal e do systema Crofton.
Observei, pore"ra, em Pentonville e em Cold B-*h Fields, que esta reclusao se pro-
longava, quando a pena ndo altingia o praso necessario para a applicagSe di serviido
penal.
Em Newgate, simples detengdo e deposito de condemnados, em quanto nao se lhes
dd destino para as penitenciarias, segue-se o systema de sepdragdo noite e dia, e reunido
em silencio para a oragdo e passeios.
Ndo ha trabalbo, nem escola.
Na Prussia, ensaiam-se os dous citados systemas pira os condemnados, parecondo-
me, pelo qoe ouvi aos directores das prisons, que visitei, inclinar-se a opinido dos en-
tendidos na materia pelo systema Irlandez.
A sumptuosa penitenciaria, que se esta construindo em Berlim, parece comprovar
esta assergao.
Quanto a prisio preventiva e" aceito o systema cellular ou de separagdo absoluta.
Em um trabalho sobre o estado actual das prisSes na Prussia, em resposta ao q iesr
tionario apresentado pela commissao organisadora do Congresso penitenciario de Londres
em 1872,'li, que as prisoes da Prussia, podem conter 26,500 presos : que o numero de
prisoes destinadas ao systema de isolamenu, dia e noite, e de 47, das quaes uma e
prep&rada e destinada especialmente para a execugdo do systema de isolamento absoluto :
Nas outras o systema e mixto.
0 numero das cellulas e de 3,247, sem contar 2,000 destinadas a separagdo tao
s6mente a noite, numero este insufficiente, pelo que trata-se de augmental-o todos os
dias.
contra-mestres.
A opinida publica na Suissa pronuncia-ae, cada vez mais, pelo systema penitencia-
rio gradual Irlandez, com a tiberdade rovogavel.
0 systema cellular exclusivo deve ser reservado para as casas de detengdo, preven-
tiva.
E' esta a opinido dos homeis mais eminentes da Suis-ai, e que de coragao e pa*
tnoticamente so dedicam ao estudo da reforma penitenciaria.
Pelo que ouvi aos directores'e aos inspectores geraes das prisdes de Paris, do Reino
da Belgica, da Prussia, do Imperio Austro-Hungaro, e do Reino da Italia, nSo esti
longe o dia, em que defmitivamente serd resolvido este raagno problems, pois que a
opiniao publica nos citados paizes cad a dia mais se inclina, pelo parecer da maioria dos
membros do Congresso do Londres, do qual jd me occupei,
Bern longe vai o tempo, em que se pensava ter a sociedade o direito,- por bem da
sua segiirangw, de inutilizar para sempre o criminoso, considerando-o membro grangre-
nado, cuja amputagao era de abeolota necossidade.
Hoje a doutrina 6 outra.
Si tem a sociedade o direito de, om dofeza propria, sequestrar de seu seio v cri-
minoso. tambem lbe corre o dever da eorregi-lo, de regertera-lo, de fazer delle, aelo
auxilio do Christianismo, pela educagSo moral e professional um homem novo, utn d
si e aos semelbantes.
0 trabalho methodico, a educagao moral e religiosa, uma judiciosa animagio 4
pcrseveranga no arrependimento, eis as foigas moraes, de que devemos langar mdo, para
a obra da regeneragdo do culpado, e ndo o criminoso abandono e desprezo, de que
ate hoje tem sido elle victima entre nos.
Que se transformem as nossas prisons, fontes inexgotaveis de males para a sociedade,
em escolas, aonde os milhares deinfelizes, qne alii vegetam nos mais asquerosos vicios,
encontrom a iostrucgdo moral e religiosa, .jue l-.es falta ; aonde aprendam um officio
e d elle se habituem, tomando assim amor ao trabalho e horror a occiosidade ; aonde
encoatretn o alimerrto doespiritoy que nunca tiveram, e d'onde, afinal, saira homens
uteis d> si e d sociedade, e ndo moootros sedentos d-3 sangue e de vinganja,- eis 0 meu
sincero desejo.
A actual Casa de-Dttengdo pode' ser transformada em uma ctetengao preventiva1 cel-
lular para duzentos presos, sob o regiraen de Philadelphia reformado.
No espaco actualmento compreheadido pelas ouiralhas conviria construir-se ama
enferroariar com capacidude para 40 leitos, divididos por quatro salas.
Os presos atacados de molestias passageiras, ou das que nao sdo contagiosas ou
emdemicas, aeriam tratadbs nas proprias-cellulas.
A leitura,- o trabalho, o-ensino religioso e moral, as visitas de pessoas de bem e das'
familia do pres>, do Director, do CapellBo, da Professor e do Medico ; a oragio e os-
actos religiosos, os passeios ao ar livre, tndo isto, bem rega'ado, concorrerd para- toroar
mais suave este systema, quo em principio parecerd excessivaraente rade.
Da boa diaposigdo do edrficio e da escolha do pessoalda administragao depeaderdor
certatnente, os bons resultados' de qualquer systema, que se inicie.
Os salutares e adrairaveis effeitos do systema Crofton' na Inglaterrai e dos systemas
adopt&dos na Belgica, 'sao attribuidos, em- grande partey ao pessoal administrativo da-
quellas prisdes.
Sobre este ponto servi-me*4iei da palavra autorisada do>Sr. Voucher Cremieuso :
T'ratando das vantagens do systema mixta ou Anglo Irlandez, considerado palo Gon-
gresso de Londres, como o melhor para os condemnados d pena superior d um anno,
diz elle-:
Para que este syste.na produza salutares effeitos 6 precise, que o-edificio seja do
c construcgao apropriada d maior e mais prompt-. vigilancia ; qus o Director se dedi-
que seriamente ao-seu otHcio, e-que disponha de empregados especialmente edueados
para isto : quo sejam homens- robustos, intelligentes, moralisadissimos e dedicados
a ao servjgo. *
Entende este escriptor, que um dos principaes elementos, senUo o maior, para a
rerforma moral do condemnado, reside nos guardas da prisio.
Continuando a occupar-se deste ponto, assim se exprime :
Todos os directores de prisdes reconhecem as difliculdades que ba-na escolha dos
guardas.
Geralmente o emprego de goarda e proeurado por homens sem- educagao, sem
instrucgao, *e de moral e de iotelligencia mui ioferiores.
Frequentemente julgam-se autorisados a empregar a forga bruta para com os presos,/
querem fazer-se timidos delles, mas nio se lembram nunca de ganhar-lhe a confianca
pela sympathia.
Na Inglaterra o governo escolhe os guardas para as suas prisdes entre os officiaes io-
feriores do seu exercito, como succedi na Prussia e na Austria.
Estes guardas sabera, sem brutalidade, fazer-se temer, respeitar e obedecer: esi-<
gem a exeeugao restricts dos regulamentos e ordens, e mantem^ diseipHna.
A importancia dos guardas nao pdde ser desconhecida e nem deve ser desprezada.
Sao elles que estdo constantomente com os- presos, que podem melhor estudar-lhes-
o caracter, encorajai-os, reprehendel-os com firmeza, ganhar-lhes a aifeicio e ter sobre
elles uma influengia nociva ou benefica.
Para que esta influencia se tome beneQca^ e preciso que o guarda seja de uma hotir-
radez astoda prova, que seja dotado de perspicacia e de perseveranga :
Mas como eocontrar ou forraar hompns taes ?
Eis um problems d reso'.ver.
Entende Voucher, que se os tempos permittissem, seria de giande utilidade e vanta-
gem a- creagdo de um instituto religioso, d'onde sahissem os guardas das prisdes, uns
quasi missionaries ; mas, nao sendo isto possivel, conviria muito deste fin a creagdo
de uma escola ppeparatoria dos guardas, dirigida por homens devotados, que conapre-
hendendo, que uma pena savera 6* necessaria para a intimidagSo do culpado e scguran-
ga da sociedade, quizessem,eDtretauto, procurar rehabilitar o infeliz cahido no crime, oon-
vencendo-o de que, com o soccorro de Deus, pdde toroar a ser um homem honrado e
quem a sociedade -hdo repellird.
Edueados nessa escola e nutridos com taes pensamentos, os gnardas sentirio toda a
grandeza e toda a belle^a do seu papel e serao para os presos verdadeiros sustentaculos e
amigos.
Os resultados obtidos na penitenciaria deGenebra, no institutode Organd em Du-
blim e em outros estabelecimentos penitenciarios da Irlande, provam, que o preso acei-
ta os conselhos e de boa vontade so submette d dtreccdo do homem, em quem depositou
conQanga.
E quem serd, diz o citado escriptor, o homem, quo mais depressa adquire esta
conQanga, senao o guarda que, sem eessar dia e noite, se occupa do preso e que de
alguma sorte se torna seu companheiro de captiveiro ?
Ora, se este guarda for um homem de bom coragSo, desejoso da regoneragdo do cri-
minoso, quo do bens nao resultarao para este mesmo criminoso ?
Os capellaes tem um nobre papel a desempenhar junto dos presos.
Nas penitenciarias modernas morara elles no estabelecimento e visitam frequen-
temente os presos : mas isto nao e sufficiente, se o guarda ndo procurar fazer germinar
a boa semente deposta por aquelles no coragao do preso.
Os directores, diz ainda o mesmo escriptor, sendo responsaveis por tudo quanto diz
respeito d prisao, ndo podem dispor de muito tempo para visitar os presos ; e aldm disto
a sua posigdo de juiz ndo se pode facilmeote conciliar com o caracter familiar, natu-
ral d pessoa que vive em contacto com o preso.
Portanto, aos guardas, sobre todos, deve caber o ouidado da rehabilitacdo do con-
demnado, de encorajal-o, e leval-o ate os pes d'Aquelle que, unico, pode perdoal-o a
restituir-lhe a pazd'alma.
Para que o lugar de guarda seja aceito por homens honrados, accrescenta Kau-
cher, e" preciso quo se lhes dd salario, que seja sufficiente.
E' certo que para a verdadeira dedicagdo ndo ha recompensa bastante ; mas cer-
tas vantagens, certas recompensas lhes devem ser dadas, e, mais que tudo, se lhes deve
garantir a sua posigdo.
Entre nds o pessoal dos guardas das prisdes, e rado. Em geral sd procura este em-
prego individuos nas condigdas dos descriptos por Voucher Cremieux.
Quem dispde de intelligencia e actividade, acompanhada de boa conducta civil e
moral, encontra emprego melhor retribuido, que o de guarda da detengdo, cujo orde-
nado 6 de 549000 mensaes.
Sem bons empregados, repito, difficil sendo impossivel, sera qualquer reforms no
sentido da regeneragao dos condemnados.
Nao me foi possivel visitar as prisdes da Suissa.
Em Vienna d'Austria, porem, conversei a respeito da questdo penitenciaria com al-
guns disunctos e instruidos cavalheiros da Coramssio da Suissa na Exposigio, os quaes
pozerara a minha disposigdo importantissimos trabalhos de notaveis escriptores Suissos
sobre o assumpto.
Entre outros me foi confiado um trabalho, ainda inedito, do Sr. Waucher Cre-
mieux, Commissario da Suissa no Congresso de Londres, e umoutro, jd impresso, do-Dr.
Guilherme, presidente da sociedade Suissa para a reforma penitenciaria.
Respondendo este ultimo escriptor ao questionario da commissao do Congresso peni-
tenciario de Londres sobre, qual dos dous systemas (isolamento e prisio em commum) se
deveria preferir, escreve :
Reconheceu-se que o systema de prisio em commum, durante o dia, era favoravel
< ao trabalho industrial, toleravel, quanto a disciplina interior, mas incompativel com a
reforma moral dos presos ; a reclusio em commum, durante a noite, tem sido conside-
rada perniciosa, e encarado, como illusorio, tudo quanto Ubermaier e outros disseram
sobre a innocencia e, ate* mesmo iulluencia talutar deste systema.
c A prisio em commum, noite e dia, foi condamnada na Suissa, e teria jd des-
apparecido completamenie, se alguns Cantdes nio tivessetn, por embaragos financei-
ros, adiado esta reforma.
Mr. Kuhne, director da penitenciaria de SaiQt Gall (Auburn), admitte como principio,
aMndividuahsagio e, como systema, o mixto, combinado com diversos elementos do sys-
tema gradual Irlandez.
A edueagio penitenciaria exige imperiosamente a reclusio cellular, aomenos.no
interrompe (dirige-se aorSr. Diogo'de Vas-' principio, para que os presos,^apneentrando-se, possam fazer um estudo salutar sobre
concellos) nos accusasse de empregar meios si mesmos, o que nio seria possivel sob o contacto e influencia de certos companheiros-
violentos extra-legaes, dudaria razio as seu de prisio.
grande zelo ; mas se o nobre deputado nio I Depois do estadio cellular, considera-se, como racional o trabalho, em commum
apresenta facto alguin ; so o governo neste' dos detentos.
ponto estd coberto pda lei com um broquel \ Nestas condigdes a reclusio em commum existe na Suissa nas penitenciarias de
de ago ; se dissomos :eis um conflicto, os Lenzbourg, Barle, Zurich e Neuchatel.
tribunaes que os julguem ; se houve uma j Ao contrario das outras, que possuem grandes officinas, Neuchatel nio tem se
forga que se levantou para.dizer que nio nio pequeqas, em que somente pdclem trabalhar de tres d quatro presos, vigiados pe-

Transformada a actual Casa de Detengdo em prisio preventiva cellular, dever-se-hia
construir no terreno devoluto, entre a mesma casa e a fabrica do gaz (ao sul), uma pe-
nitenciaria para 300 condemnados de um a cinco annos de prisdo simples ou com tra-
balho, adaptado ao systema mixto, Anglo-Irlandez, com as modificagdes, que os habi-
tos e costumes do nosso paiz aconselharem.
Escolhi o local entre a fabrica do gaz, e a actual prisdo, pelas segaintes razdes :
1.* 0 terreno nada custard ao governo, por ser terreno de marinha que, segundo
me informam, ainda ndo foi cedido a ninguem ; e, quando jd o tenha sido, pouco se
despenderd com sua acquisigdo.
2.* Serd de grande utilidade e conveniencia a collocagdo destes estabelecimentos, um
ao lado do outro.
Conseguir-se-ha por esta forma grande economia no pessoal da administracio e
nas despezas com a alimentagdo dos presos e conssrvagdo dos edificios.
Bastard um sd director, um sd capellao, um sd medico para as duas prisdes, um sd
destacamento detropa, uma sd arrecadagio, etc., etc.
E se se tratar da construcgio da penitenciaria antes da transformagio da actual pri-
sio, far-se-ha grande economia, aproveitando-se na nova obra o concurso do trabalho
dos presos recolhidos d esta e vice-versa.
Foi assim que se procedeu na Inglaterra, na Franga e na Austria por occasido da
construcgdo das melhores e mais modernas prisdes daquelles paizes.
Ao lado da adtiga prisio de Cold Bath Fields, de Londres, constru!o-s uma nova
prisio cellular que ligada d primeira, represente umsd edificio fechado por alias mu-
ralhas.
Os servigos dos sentenciados existentes na antiga prisdo, foram aproveitados na nova
construcgio.
Em Paris seguio-se o mesmo piano na edificagio da nova prisio Same.
Ao lado da antiga levantou-se uma out.-a prisdo de systema cellular.
Em Stein, n'Austria, tambem o mesmo se fez. _
De sorte, que sendo e>tas prisoes compostas de dous edificios separados e dd tor-
mas distinctas (um em quadro e outro em raios), constituem um sd, sob uma sd di-
reccio. .; "?
(Continuar-se-ha.)
TYP. DO DIAPfO. -RUA DUQU T'B <

l



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