Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17958


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Full Text
AUNO Ll/Ji OJlIfiO 145
PIRA A CAPITAL E IX'CSARrS
Por tres mezes adiautaios......
Por seia ditos dem........
Por un anuo idein........
Cada numero avulbo, do mes o o da.
ONIK XA *B
PAC PORTE
. fctfOOO
. 120000
. 23,5000
. 100
TiCHEIM 8 DE 0 DE 1881


PARA DENTRO FORA DA PROTIMGIA
mezea adiantados............
Por seia
Por nove ditos dem.
Por um auno idem.
Cada numero avulso, de
diaa anteriores.
130501
200000
270100
0100
V.
1
j)i-0}>rtfi>ai>e *t JHanoel f\$xxtvcoa bt Jara Styos
TELEGRAMAS
SOT50 ?ASIIC7f
aJaUU
DO SIABID
RIO DE JANEIRO, 27 de Junho, s 4
hor,.s e 20 minutos da tarde, (Recebido
s 5 horas e 25 minutos, neta linba terres-
tre).
O Senario approvon boje em .1 i*-
cun*uo o projeclo ilc lei conredendo
lirenra para s. M. o Imperador wablr
do imperio.
Foraui laxsifii a.los os r;-iiinli'
alferen da arma de infamarla i para
o 'i baiallio. Naiyro icio de o.
veira Porto e luguilo Fabricio i'er-
reira de M a (toa i para o II bata-
iiiao. Francisco de Paula Pernandea
de Itarroa o Joaqoim ilvini Polens}
Corpo
.it.i-.
KM
tai .. a. .. ;-
LONDRES, 2G de Junho.
>> caao que o aulliio nao raliliqne
a eonvencao anulo iiirea. a Inglater-
ro eal reaolvldaa retirar a menina
convenrao e continuar a orenpar mi-
litarmente o Egypto. recuaando a ll-
lar urna dala para evacuaro do
territorio exypclo pelaa auam tro-
paa.
RIO DE JANEIRO, 27 de Juuho, da 5
horas e 50 minutos da tarde.
O Senario idIuii dellni lli amen le o
projeclo de le cencedendo licenca
a M. m o imperador p ra auaentar-
ae do imperio.
o Senado o Mr. Eacragnolle lau
naj apreaentou urna propoata de
lei. pedindo a revogaco do artigo
aobre a prlao doa eacravoa faai-
doa e eatabelecendo a locaro de
aervicoa.
Mimos ofllclaea de mar e Ierra for
maram um gremio e elegeram para
aeu preaidente o Sr general Deodo-
ro da Ponaeca.
PARS, 27 de Junho.
.'aa Cmara doa Deputadoa conti-
nuando a diacuaao aobre o aervico
militar fei repellida a emenda ao-
bre a iaenco doa aeminarlataa.
Agencia Havas, Slial ?a Perraisbnco,
27 de Junho ci 1387.
HSTRCCiO POPULAR
BIOLOGA
a
(Extrahid)
OA BIrfl.au 111ECA DO POVO E DAS ESCOLAS
I tltlVIlMSM
( C o n t.n u a c a o )
Poroutro lado, o individuo ror.roduzindo-se traos
mitte aoa seus deseen ntesnaos ca caracteriseos
que Ihe sao proprios, mas tarnoem aquelles que
accidentalmente reeebeu na lucta da adaptac/io.
E' desta faculla.le que se aproveita o cultiva
dar dirigindj ii o raveuentemente no sentido que
deseja.
Ora, estes dous factos ; hereditariedade e adap-
tacjilo, sao, como dissemos, nicamente devidos s
accoes pbysicas e cbimicas do meio csmico.
Portauto, fca completamente banida deste phe-
nomeno toda a explicacSo sobrenatural.
Isto mesmoque o borneo; obtera conscientemente
e methodicamente, executa o a natureza, por meio
da a^eo lenta das leis do mundo physico.
Vimos j como das observacoes e leis de Mal-
tbus resulta conhecer-se que se realisa sempre e
em toda a parte a fatal lucta pela existencia.
Portanto, se os individuos teem que lactar (qoer
entre si, une com os outros, para ae apossarem de
alimento,quer contra o clima e accidentes do
mando exterior,) segue-se a necessidade de morre-
rem alguna, emqaanto outros trinmpbam pila pos-
sc de qualidades particulares noelhjr apropriadas
as condieoes da victoria.
' urna verdadeira superioridade de occasio
que Ibes faculta sobreviverem ao combate.
Houve pois n'isto urna escolba ou aeleccao na -
tural. Foram preteridos una e condemnados
outros.
Imaginemos nma especie de lobos que se alimen-
tan! de differentes animaes, sobre os quaes legram
alcancar victoria, quer pela torca, quer pela astu-
cia, quer pala sgilidade.
Se aobrevier ama fome ou outro qoalquer acci-
dente que apenas permita na regio a persisten-
cia do veado, vejamos quaes sero os resultados da
seleccao natural
' claro que, tendo os lobos de lactar na corrida
com o veado, p sobrevi veram aquelles que torem
dotados com maior agilidade.
Disto resultar por descendencia nma nova raca
de lobos de agilidade creacente pela aeco selecti-
va natural.
Continua
?ARTE OFFICUl
Ministerio da .tierra
Por decretos de 17 do corrente foram
promovidos nos corpos de estado maior de
2.a classe e de saude e naa tres armas do
exercito oa offieiaes, alfers-alamno0, ca-
detes offieiaes inferiores e soldados abaixo
declarado:
t
de estado-maior de 2.* classe
A coronel, o coronel gradalo Joan Evan
gelista Nery da Fonseca, por antiguidade ;
a tenente coronal, o tenente coronel gradu,
do Joao do Oliveira Mello, por antiguida-
de; a msjor, o capitao Leopoldo Pinheiro
tunes, por merecimento; a capitao, o te-
nente Antonio Seratim de Oliveira M.ll >;
a tenente, o alferes, Antonio da Silva Mat-
tozo.
Corpo de saude. A pnarmaseutieo-ta
nente, o pharmaceutico alferes Henrique
Joaquim db Avila.
Arma deartilharia. A segundos tenen-
tes da arma : Alferes alumno Fabio Patri
ci de Azambuja ('tem curso d'arma). No-
meado em 13 de Janeiro de 1833
Dito Antonio Flix de Souza Amo
rim tem curso d'arma). Nomeado era 12
de Janeiro de 1834 Soldado Joao Bap
tista Velasco (lera curso d'arma). Praca de
13 de Fevereiro de 1876. -2. cadete Joao
de Siqueira Menezes tem curso d'arma.)
Praca de 18 de Maio de 1876.
Arma de cavallaria A alfere3 da ar-
ma : 2 cadete 2.- sargento Odilon Pra-
taghy Brazilliense. Pra5a de 14 de Outu-
bro de 1883. 2.- cadete 2.* sargento Sa-
bastio Dias de Toledo. Prac de 26 de
Marco de 1874. 2.* cadete sargento-
ajudante LSo Antonio da Rosa. Praga de
23 de Abril de 1875. Soldado Gasparino
de Gastro Caroeiro L^ao (tem curso d'ar-
ma. Praca de 29 de Dezembro de 1875.
2.- cadete 2.- sargento Riy.nundo Nu
nes Pereira (idem.) Praga de 25 de Feve-
reiro de 1876.- 2.- cadete 2. sargento
Alfredo Pretextato Maciel da Silva (idem).
Praga de 12 de Abril de 1878.
Arma de infantaria. 4.- batalho : a
capitao, o tenente Pedro Paulo da FoQseoa
Galvao, para a 6." companhia, por estudo.
18 batalho : a capitao, o tenente Jos
Sabino e Brito, para a 7a companhia, por
antiguidade.
A tenentes de arma, os alferes Joao
Francisco da Silva Castro, por antiguida-
de ; Antonio Corre do Oliveira, idem ;
Joao Paulo Junqueira Nabuco de Araujo,
por estudos.
A alferes da arma', alferes alumno Cy-
priano da Costa Ferreira, nomeado em 12
de Janeiro de 1884 ; dito Camillo Bran-
dao, comeado em 8 de Margo de 1884 ;
dito Ral Germano da Silva, nomeado em
11 de Abril de 1885 ;dito Antonio Carlos,
Pereira, nomeado em 11 de Abril de 1885
Sargento quartel-raestre Manoel Vieira
da Proeoga. Praga de 6 de Maio de 1870.
Sargento /-judante Antonio da Piedade
de Muttos. Praga de 2b de Janeiro de
1872. Sargento quartel-mestre Bento
Joaquim Soares. Praga de 2 de Janeiro de
1^73. 2.- cadete 2." sargento Satyro
Ros de Oliveira Costa. Praga de 16 de
Margo de 1874. 2.' cadete l." sargento
Antonio Ferreira dos Santos Azevedo.
Praga de 14 de Abril de 1874. 2.-ca-
dete 1.' sargento Atonso Dias Uruguay.
Praga de 17 de Abril de 1874. 1.- ca-
dete 1.- sargento Juvenci de Souza Me-
deiros. Praga de 2 de Juuho de 1874.
2." cadete l.- cargento Joao Simoes dos
Reis. Praga de 5 de Agosto de 1874.
Sargento quartel-mestre Jos do Nascimen-
to Nunes. Praga de 26 de Noveuibro de
1874. -2.' cadete 1.- sargentu Rodolpho
de Castro Menna Barreto. Praga de 4 de
Dezembro de ,1874. Sargento ajudante
Bernardo Gusdes da Fonueca. Praga de 7
de Dezembro de 1874. Sargento quar
tel-mestre Carlos Augusto de Souza. Pra-
ga de 1 de Janeiro de 1875. 2.- cadete
1." sargento Francisco Baptista Torres de
Mello. Praga de 11 de Janeiro de 1875.
1." sargento Luiz Ferreira Prestes.
Praga de 15 de Janeiro de 1875. 2.*
sargento Luuio Alves ie Souza. Praga de
15 de Janeiro de 1875. 2- cadete sar-
gento ajudante Vicente Rabello Leite So-
brinho. Praga de 26 de Feverciro de 1875
2.a cadete Antonio Pedro Santarem.
Praga de 5 de Margo vde 1875. 1." ca-
dete 1,' sargento Jos Gesario Lopes de
Oliveira. Praga de 6 de Margo de 1875. -
2.' cadete 2.* sargento Marcelino Jos
Jorge. Praga de 18 de Margo de 1875.
1.* cadete 1.- sargento Joaquim Aboim
Potengy. Praga de 7 de Abril de 1875.
2.* cadete sargento quartel-mestre Joaquim
Vieira da Silva. Praga de 13 de Abril de
1875. 2." cadete 2.# sargento Luiz Fer-
reira Soarea. Praga de 13 de Abril de
1875. 1.* cadete 2." sargento Julio Au-
gusto de Mello e Silva. Praga de 14 de
Abril de 1875- 2.* cadete sargento aju-
dante Arthur de Lara Ribas. Praga de 19
de Abril de 1875. 2." cadete 2.' sargen-
to Francisco de Paula Fernandes B.rros.
Praga de 17 de Maio de 1875. 2.- ca-
dete aargenti quartel-mestre Manoel da
Silva Pires Ferreira. Praga de 1 de Junho
de 1875. Particular 2.' sargento Vicente
Cornelio de Campos. Praga de 16 de Ju
nbo de 1875. 2.* cadete 1.' sargento
Francisco Flarys da Cruz. Praga de 16
de Julho de 1875. 1.- cadete Marcos
Curius Mariano de Campoa (tem curso da
arma). Praga de 8 de Janeiro de 1876.
Soldado Jos Augusto Pereira Leite (idem).
Praga de 28 de Fevereiro de 1876. 2.-
cadete Manoel Rodrigues de Macedo(idem).
12 de Junho de 1876. 2.- cadete Ladislao
Telles Ferreira ( d -ra).Praga de 10 e Agos-
to de 1876. 2.- cadete Ignacio Antonio
de Menezes (idem). Praga de 25 de Setem-
bro de 1876. 1.' cadete Rufino Evange-
lista da Silva (idem). Praga di 17 de No-
vembro de 1876. 2.- sargento Frederieo
Guilherme Pinto de Goava (idem). Praga
de 7 de Dezembro de 1876. Sargento
quartel-meatre Sebastiao Francisco Alves
1 (idem). Praga de 18 de Dezembro de 1876
'
1.- cadete Fernando Jos de Faria
Oosta (idem). Praga de 3 de Janeiro de
1877. Soldado Arthur Prente da Costa
(idem). Praga de 12 de Janeiro de 18i7.
2. cadete 2." sargento Augusto Fabri
ci Ferreira de Mattos (idem). Praga de
11 de Abril de 1877.2.- cadete Joao
Emygdio Ramalho (idem). Praga de 1." de
Setembro de 1877. 1.- cadete Carlos
Germano da Silva (idem) Praga de 5 de
Novembru de 1877. 2." cadete Duarte
da Alleluia Pires (idem). Praga de 14 de
Novembro de 1877. Particular Jos Ao-
niano Bezerra Cavalcante (idem). Praga
de 24 de Novembro de 1877. 2.- cade-
te Adolpho Jos de Carvalho (idem). Pra-
ga de 14 de Dezembro do 1877- Parti-
cular Alfredo Fernandes daSilveira (idem).
Praga de 21 de Dezembro de 1877. 2.-
cadete Amador de Camargo Barboza. (idem)
Praga de 22 de Dezembro de 1877. 2.- ca-
dete 2.- sargento Benjamn da Cunha Mo-
reira Alves (dem). Praga de 9 de Janei-
ro de 1878. 2.- cadete Cassiano Pacheco
de Asss (idem). Praga de 5 de Fevereiro
de 1878. Particular 2.- sargento Alfre-
do Carlos de Iracema Gomes (dem). Pra-
ga de 9 de Margo de 1878. l.- cadete
Alcibadea Aristides de Azambuja Cabral
(idem). Praga de 24 de Maio de 1878*
1." cadete Candido Dulcidio Pereira (idem)-
Praga de 3 de Junho de 1878. 2.- cade-
te 1.- sargento Abilio Augusto de Noronha
e Silva (idem). Praga de 18 de Junho de
1878.
Foram no meados alferes-alumnos do ex-
ercito : soldado Tristao de Alencar Arari-
pe Sobrinho, soldado Luiz Acacio Lnyrand,
soldado Luiz Alberto Portella, 2.- cadete
Cassiano Pacheco de Assis Filho, 2.* ca-
dete Joaquim Dutra da Fonseca, soldado
Osonaldo do Nascimento Pacheco e 2.# ca-
dete Octavi Augusto G> ngalves da Silva.
Foi nomeado o alferes de infantaria Ig-
nacio Antonio de Menezes, para o lugar
de agente da escola militar do Rio Grande
do Sul.
Foi transferida pare o 1.- batalho de
infantaria o tenente do 5.a addido ao 10"
da mesma arma Joao Barbosa Pereira Es-
pindola.
Mnisterlo da Justina
Passaram-se diplomas habilitando os ha-
chareis Luiz do Reg Cavalcante de Al-
buquerque o Joao Carlos de Silva Guima-
res ao cargo de juiz de direito.
Coverno da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 25 DE
JUNHO DE 1887
Abaixo assignados proprietarios e mo-
radores na travessa doB Remedios.In-
forme o Sr. engenheiro fiscal da compa-
nhia de Beberibe.
Antonio Presciliaoo de Barros Marinho.
- -Deferido com offiio de hoje ao thesouro
provincial.
Tenente Antonio Jos Gongalves Pires
Ferreira. Informe o Sr. Inspector do the-
souro provincial.
Companhia The Great Westen of Bra-
sil Rilvray Company Limited. Informe
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
A mesma. Informe o Sr. inspector do
thesouro proviacial.
Carlos Julio Boulitreau. Informe o Sr.
collector das rendas geares do municipio
do Cabo.
Bacharel Carlos Eugenio Duarche Ma-
vignier. Dse.
He mies Dias Fernandes Sim, satisfei-
tos os dir-Mtos fiscaes e procedidas as di-
ligencias do estylo.
O mesmo e outros. Sim, satisfeitos os
direitos fiscaes e procedidas as diligencias
do estylo
Major Jos Joaquim Coelho.Sim.
Dr. Joao Vieira de Araujo.-Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Manoel Simao da Cruz. Deferido com
officio de hoje ao brigadeiro commandante
das armas.
Pedro Ramos Leutier.Submetta-se
inspeccliu da junta medica provinciale apr-
sente liquidago, feita pelo thesouro pro-
vincial do aeu tempo de servigo effectivo.
Rodrigo Carvalbo & C. Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Secretaria da Presidencia de Pernara-
buco, 27 de Junho de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Blspado de Peraambuco
palacio da soledade, 23 de junho
de 1887
Emx. Sr.A lei tura doa discursos que V. Exc
pronanciou no Senado, as sessoes de 21 de Maio
pretrito e de 7 de Junho corrente, collocou-me na
penosa necessidade de explicar o ineu procedimen-j
to, annanciando ao clero deata diocese de Olinda
a prxima abertura de concursos para provimento
de paroebias
Na sesso de 24 de Maio V. Exc. depois de de-
clarar que indispensavel a decretadlo da aber-
tura obngatoria dos concursos para provimente
das paroebias accrescentou que julga impres
cindivel qae o braco forte do poder legislativo in-
tervenba e fixe em lei os principios que devem vi-
gora i; que o ac ual estado de cousas nio pode
continuar ; qae o governo aceita sera restriccoes
mentaea o projecto suOstitativo. >
Depois, na setso de 7 de Junho, V. Exc, vol-
t-mi j a tribuna, declaroa a questo modificada e
disse : < depois que me pronuncie! no Senado, ein
ama das sessOes passad.i, j dous prelados decla-
rarais qae vao abrir concursos.
Cora certas nao foi iatenclo de V. Exc. attri-
buir quelle discurso esse snecesso, pirm oatro3
com certa raaj podero inferir que esses doaa
bispoa, vendo o perigo de pasaar o projecto de
cuaccao, aceito sem restncQoes mentaei pelo go-
verno, aterrorisados j com o peso do bra? forte
do poder legislativo, correram logo, e separndo-
se dos outros bispos, foram abrigsr-se fra do ter-
reno ameacado.
Como aapponho ser am dos bispos a qaem V.
Exc. aliadlo, cortamente por ter vialo publicad*
ama circular minba ao clero aobre ease assumpto,
para que ni iguem faca ao huniil.l b'spo de Olin-
da a injustica de o suppor convertido pela razao
di perig}, pep venia para declarar que d'-ste ra
primeiros Jias de ininha adrainistraco nao fiz
uyaterio da resolucSo em que eetava de abrircoa-
cursjs, logo que tivesse saf&ciente conheciinenio
da diocese. Neste pensamento, em 13 do Maio
findo, notifiquei offi^ialmante ao clero a prexima
abertura d) oncurso, sem poder prever que na
dia 24 surgira no Senado a discuss'to dease as
sumpte.
Explicada asaim a minhn posicSe em face da
questo, suscitada no Senado, n-i) pjiao deixar de
prevalecer-me deata npportunidade, iid pira exa-
minar a grave questo -se o poder legislativo bra-
zileiro tem competencia part fixar em lei os prin-
cipios que devem vigorar na observ neia das leis
geraes da Igreja,nem para escavar aa causas de
tamanba auimosidade centra os estrangeiros pa-
dres, ao passo que nao ha ftvor nem benevolencia
que se repute bastante para oa estrangeiros que
nao sao padres catholicos, porm, Exm. Sr., para
appellar, por minha vez, para o braco forte do po-
der legislativo, suscitando aqaellas medidas que,
no meu concoito, melb ir podem condutir ao desi-
derato do governo e nao menos dos bisposas
collacoes.
Se o Estado quer concorrer eficazmente para
melhorar o actual estado de cousas, em lugar de
lea coercitivas contra os bispoa, carece quauto an-
tes crear novas dioeeses no vista territorb brazi-
leiro, melhorar a sorte dos seminarios, augmentar
as congruas dos collados e estibelecer em favor
dos parocbos invlidos o direito de apo'entadoria.
Quasi todas as dioe.ses sac vastts de modo que
nao pedem ser curadas convenientemente. Alm
disto as subdivisoes multiplicarlo os semin irioa,
coneorrendo d'est'arte para o augmento do clero,
como nos cfferece cxemj.Io a diocese do Cear,
que tem hoje sacerdetes bastantes para os servi-
dos de todas as parochias, o que com certeza nao
succederia se aqueMa provincia pertencesse anda
a esta diocese di OlDda.
Oa semiaarios diocesanos reelamim proteec.So,
pois teem actualmente apenas quatro cadeiras de
preparatorios e pagas a coato de ris, quando es
cursos annexos s faculdades do direito teem dez
cadeiras, pagas a 2:4000)l).
E' mprcsciudiV'i, Exm. Sr., qae sejira creadas
nos seminarios ao menos as cadeiras de lingua na-
cional, de historia e geographia uni /crsaes e de
mathematicas, prepararon ja ueeessarios aos que
hi je se destinam ao s icerdocio.
Alm disto, sendo urna verdade que as familias
distim tas, looge de desejarem ter um filh: padie,
como noa paseados tempos, hoje querem smente
ter hachareis,como disse o venerando Sr. presi-
dente do conselho no discurso cora que verberou o
prsjecto das collaco:s toreadas,eumpre procu-
rar se vocacoes entre aquellas onde nao penetrou
anda esse pender pelo bachirelado.
Asseuro a V. Exc. que, nesia diocese, si em
lugar de 16 alumnos gratuitos, eu dispozesse de
meias para manter no seminario 50 ou mais, e3eo-
Ibidos entre os pobres, dentro de pjuco anoos te-
ria o clero necessario para os proviraentos paro-
chiaes, porm para isso necessario poasuir pa-
trimonio ou recebar subvencojs que o seminario
de Olinda nao tem.
Hoja o clero est reduzido ao ponto d: ser m-
possivel provr todas as parochias, anda mesmo
ocuupando os velhos e quasi invlidos.
Outra necessidade urgente, ioadiavel, o aug-
mento das congruas para dar aos parocbos meios
de subsistencia independenti dos benesses, queem-
bora parcos e devidos por justica, sao pagos com
a peior vontade, com a maior recutancia, eolio
cando o sacerdote na triste e penosa necessidade
de os exigir como se fosse um imposto velatorio e
insupportavul.
Depois disto, cumpre decretar o direito de apo-
sentadora em favor dos vigarios collados qae se
tornarem invlidos, afim de que naj so vejam 03
bispos na dolorosa contingencia de os substituir
no servido deixanndo-os oa miseria, ou de per-
mittirque coutnuem o:cupno o cargo sem cuna-
prir os dsveres.
Todos esses favores sao devidos por justica, mas
tambera porque o servico parochial to pesado e
ch.-io de agruras, que o evitam sempre os sacerdo-
tes que della padem livrar-se ; porque realmente
nao para de3ejir urna vida amotinada, que tem no
li n a miseria.
Se V. Exc. houvesse de recolber as confiden-
cias de todos os paroehos do Imperio, sem exceptuar
os collados, chegaria a conviccao de que quasi
todos conservam-se no seu posto por dever sagra-
do do ministerio sacerdotal, porm duvido que
encontrasse um s atado a tito pesado jug> pelos
favores que do Estado j recebeu o parochiato.
Cumpra o Estado os seus deveres para com a
Igreja, venha a forca do braco legislativo em justa
proteccio, que as leis ecclesiastieas hao de ser
pastas em pratica com zelo e rigor pelos bispos,
independentemente de I lia coercitivas, que afiual
nao terao outro preatimo senao o de perturbar aa
relacoes entre a Ijreja eo Estado.
N3, os bispis brazileiroa, temo, por dever de
consciencia faser cumprir, e cumprir nos raesmos,
as leis ecclesiastica3 Da dministi:!?! > di.eesan^,
nem. as pdeme deixar no olvido, de sorte que se
o p eceito do Concilio de Treuto sobre os pavi-
mentos parochiaes por coucurso nao tem si io posto
em pratica geral, tem sido por causas justa., de-
monstrada irrefragivelmente perante o Governo
Imperial, e ainda nao reputadas improcedentes
pela Santa S, que com certeza nao liga a esae
assumpto menos importancia do que o senado bra-
zileire.
Nem se pie tirar argumento do procedimento
de um bispo contra outros, por que as dioeeses,
no vasto territorio do Imperio, nao estilo todas
nasmesmas condices, como nem se pie deduzir
do provimento definitivo de algumas porochias a
conveniencia, utiliddade e pjssibilidade do pro-
vimento de todas, ao ponto extremo de coagir-se
o episcopado, e al pretenderse dispensar o que
ss disposjoes cannicas decretaran) para a va
lidade das collscoes, como faz o projecto substi-
tutivo.
N3, oe bispos brazileiros, somos tambm cida-
dios, e amamos a nossa patria, nao meaos estre-
medidos que os legisladores dopiiz, nem somos
indifferentes pelo b;m publico, de sorte que, sem
injnttica, ninguem pode nos considerar emperra-
dos cipriehosamente em nao cumprir urna lei de
utilidade dupla, porem temos antes o direito de
respeitarem os nosso3 concidos o sacrano da nos-
sas consciencias.
PeiU esta reclamac^ao decluro a V. Exc. que,
se nao passarem diaposicoes coercitivaa, nem con-
trarias as disposicoes cannicas, procederei ao
coucurso na forma j anuuncada ao clero, antes
de surgir no senapo a qnesto alluiida, obser-
vando restrictamente as disposicoes vigentes so-
bre os concursot entre us.
Dando cate passo estou bem lonie de esperar
prover definitivamente muitas parochias, porqu-
o Estado neja tem protegido os seminarios, nem
protege ao parochiato, como era mitter.
Concluindo esta reclamaco que tive necessi-
dade de fazer subir a picsenc de V. Exc, devo
accreseentar, que preato, como cidado, tanta obe-
dieneia, ao poder civil no qia temporal, quanto
Igreja no que religioso, como- catholco e
bispo ; e, se proeji urna s palavra que dea'e
destes sentimeutos, desde j a retiro porque nao
entrn em maha intenso.
Folgo do reconheeer em V. Exe. um filho da
Igreja, em qoem teuho achado juitija e tambem
benevolencia, pelo que rendo homenagem da gra-
tido e recouhecimentj a V. Exc. a quem Deas
guarde.Illm- e Exm. Sr Conselheiro Bario de
Manor, Ministro e Secretario de Estado doa Ne-
goeios do Imperio.
V Jos, Bispo de Olinda.

Thesoaro Proviacial
DE8PACHOS DO DIA 27 DE Jl-N'HO DE 1887
r_Companhia The Great Western of Brasil Rail-
wiy, Antonio Jos Goncalves Pires Ferreira, com-
panhia Santa Theresa e Francisco Furtado de
Mendon^a.Informe o Sr. contador.
Pedro Uamos Lii uthier e Rodrigues &C
Certifiquc-ae.
Joo Mepomuceno da Silva, Jos Cordeiro dos
Santos e Augusto Octaviano de Souza.Haja vis
ta o Sr. Dr. proourador fiscal.
Joaquim Verissimo do Reg Btrros. Iuforme
o contencioso.
Dias Si'va & C, e Margandi Mara d'Olivera
Figueiredo.Informe o Sr. Dr. administrador da
Recebjdoria Provincial.
iliAnlO U PERSAliJCD
RECIFE, 28 DE JUNHO DE 1887
\oli( i;is do Slll
O paquete nacional Para foi portador das se-
guintes noticias alm das offieiaes, publicadas na
seccao respectiva.
facilito e Rio da l'raia
Folhas de Santiago at 27 do pasaado e de Mon-
tevideo at 11 do corrente.
O Congresso Peruano foi convocado para 28 do
prximo mez de Julho.
O Ferro Carril de Santiago, noticia no seu
numero de 22 que eontinuava o inquerito sobre o
desfalque verificado na alfandega e que, por deli-
beracao da corte suprema, haviain sido preaoa qua-
tro negociantes cheles de importantes cisas es-
trangeiras.
A-'crescenta que dous empregados que se aeha-
vam presos, foram soltos mediante fianca.
Ketere a mesma folha que a varila estava fa-
zendo muitas victimas em Concepcin.
Pelos dados cstatisticos sobre o cholera morbus,
v-se que houv! em Santiago 899 casos, dos quaes
torsm fataes 628. Dos accommettidos eram : ho-
mens 468 e mulhcrcs 431.
Em Qulota deram-ee I 959 ee.sos, sendo fataes
1,002.
No departamento de Coelemu enfermiram 13
pessoas, que falleceram todas ; em Taleabuarro48,
das quaes talleceram 7.
Telegrammas reeebidos em Montevideo, com a
data de 10, referem o seguinte :
O deputado Escalante ap-esentou no dia 8 ao
congresso nacional um projecto, pelo qual ficarao
obrigados cada banco de emissao a queimar an-
nualmento a quantidade de bilhetes, cuja impor-
tancia equivalh aos seus lucros durante o anuo,
at dinoiuuir de 25 % a circula?!o do papel-
moeda.
Falleceu o senader 7, ivolla.
O novo director dos correos e telegraphos, Dr.
Cireano, reaolveu que as esta?oe3 tel 'graphicas
tiijuem abertas at meia-noite.
Dizia-se que eram exageradas as noticias da
secca no interior da repblica.
Di a Nacin de 1 que o ministro da mari
nha eslava reunindo nformacoea para formular
projecto de lei :io sentHo de melhorar as condi-
ces da marinba militar. Entre elles haver um
pedindo autorisacao para se augnvntarem as fir-
mas navaes da repblica, at formar-se ama esqua
dra completa da mar e outra especial de rios.
A base da primeira ser o ecoura^ado Almi-
rante Browa depois de artilbado com esnhoesde
maior calibre e melhorado na mircha, a qual ser
de quinze milbas por hora. Para isto ir o navio
pan os estaleros ingleses da Poplar, onde foi
construido.
A segunda esquadra ser comoost dos moni-
tores Andes e Plata das bombarleiras Re-
publica, Bermejo, Constitution e Pileomuyo dos
vapores, armados em guerra, Azopardo, Argen-
tino, Vigilante e outros, e da fortaleza fljetuante
Patagonia ndevidamente chimada cruzeiro.
Refere a mesma folba que vista da informa-
ca> f.voravel dada pela commiisao, officialmente
incumbida de estular as vantag'na do canillo de
tiro rpido, systema Nordenfelt, resolveu o gever-
no comprar 50 dessas boceas de fogo do calibre
correspondente bala de seia libras de peso, para
distribuil-as pelos nav s do guerra.
Da va-se como certa a nomeaco do coronel Spi-
k i para o lugar ie ajudante general do estado-
maior do exercit em sub3titui?ao do coronel Go-
doy, que fo: noraado commandante do Io regimen-
t de artilharia ligeira.
Diza-se tambem que o capitao de artilh iria e
engenheiro civil Arthur Orzabol, r brevemente
em commissao fazer estudos scientfieo3 era parte
do territorio das Miasoes, sendo para isto acom-
pauhado pelo pessoal militar, que julgar preciso.
No dizer da Nacin tae3 estudos iilo tero a
menor relago cora os de que se oceup* a commis-
sao internacional de limites.
Fieou assim constituida a commissao incumbida
dos trabalhis preparatorios para que a repblica
eoncorra a exposijao de Pariz : presidente D. Au-
tonino Camb iceres, 1" vico-presidente D. A'igua-
tin Silveyrra, 2 dito D. J. M. Jurado, theaourei
ro D. Lniique Urien, e commissario eepecal em
toda a r'publica D. Julia Vi;toriea.
Em substituicao do finado Olegario V. Ligarte,
foi nomeado inspector geral dos telegraphos D.
Martin Goycoechea.
Telegramma de Bahia Blanca, com a data de
10, noticiou que um grupo de individuos malcara-
dos assaltouo Banco Nacional, disparando tiros
contra es empregados do estabelecimento.
O Trlegrapho Martimo noticia que^ o go-
verno oriental ia pedir ao senado autorisacao para
nomear o Sr. Pedro Bustanante presidente do
Banco Naciooal eos Srs. Domiogos Ayagarrai,
Manoel Montano e Alcdes Montero membros da
directora do mesmo banco.
A diphteria e a varila etavam reinando com
caract'r epidmico em Montevideo.
i O Jornal do Commerci da corte publicou
os seguintes telegrammas :
Montevideo, 17 de Junho :
Tem augmentado a epidemia de varila, que re
na desde algans das nesta cidade. Os casos sao
frequentes, sendo j bastant- avultado o numero
dos bitos. A junta de hygiene tomou ss medidas
neeessarias afim do atalbar a epidemia.
Buenos-Ayres, 17 de Junho :
O estado 3anitario da capital mo. Dam-se
repetidos caso de typho, diphteria e varila.
O importante diario La Nacin lamentando
eate estado de cous.s, estuda o remedio que se Ihe
pie dar termina acoaselhando ao governo que
emprehenda grandes trabalhos para melhorar as
cond'ces sanitarias da cidade.
Montevideo. 18 de Juuho :
O governo dea ordem ao corooel Diaa, enviado
extraordinario e. ministro plenipotenciario do Uru-
guay, eo. Pariz, para partir inmediatamente para
Londres, afim de representar a Repblica Orien-
tal as festas do jubileo da rainha Victoria.
__ A colonia francesa prepara urna grande festa
para o da 14 de Ju'ho prximo. Haver um gran-
de baile, provavelmente no theatro Solis.
Buenos Ayres, 18 de Janho :
13As noticias recebidas de Tucuman continuara
ser maito contradictorias, e difficil formar juno
sobre a importancia do movimento.
O governo d mitto o gerenta da estrada de
ferro central do norte e o director do correio da
proviocia de Tucumau, que foram uns dos prin-
cipaea chefee da revoluoao.
Buenos-Ayres, 10 da Janho :
O senado e a cmara dos deputado reunidoa,
em congresso, autorisaram o governo federal a ia-
tervir em Tucuman, para restabelec.r a ordem e
m segurauca public i ameacadaa pela ultima revo-
luco.
lli (irande do lu
Datas at 9 de Junho :
L-se n9 hiario de Pdotas:
Por carta particular de Porto Alegre, sabe-se
que houve um desfalque na thesouraria de Faztu
da, de 14:000^000. wy
" A causa, segundo a mesma communicaco.
a seguinte :
0 tiferes Molina ia reeeber thesouraria a
importancia doa saldos pira o p-igamento das des
pezas do l> ulhai de qae officiale, c;mo praxe.
levava a folha do dito batalho para receber i
n^portancia. Essa folha er i examinada pelo c m
mandante, que a rubricava e a entregava ao r!
fendo alferes. E^fe. ento, rnspava a somma oa
algum algarismo necrescontava sempre mu
deus cu tres con'os de r:s. Sendo isto desc^b r
to, acha se piC3o no I m:.ior de s^u batalbS )
bem como suspenso um >r. Aguiar, empregado n .
thesouraria, por nunca ter conferido 9 dita6_r''i'i-
Aguiar empregado publico ha 1-) anuos.
Falleceram: em Pelotas, orusso Autonio Fre le
ri :o Retter, em Bag o 2" cadete de cavallari:.
Matheus Luiz Chaves e em S. Gabriel, o phar
maceutico Ernesto Francisco da Silva Chaves.
sama Catharina
Datas at 11 de Juuho:
Domingo do Espirito Santo, na Ilhota em I
jahy, li'gar pertencaute a eate municipio, d
um brbaro crime. Xarram aasim o facto :
vam diversos inlividuos em urna casa c.mmei
quando passava AJo Sabino, homem sup rior i
(50 annes de idade.
Ao enfrentar a dita cisa, um dos individuo^
Jisse: L vili elle1. O velho volta-se e p->
o que queriam dizer com isso, ao |ue elles na
responderam; coutinuava aquello -u i derr t.
quaudo novamente rep-tem a inesina pbrase.
Ento, Aii.io Sabino dirig '-se a elles e
de poltroes, pois que nao se aecusavam e
Dous filho i do mesmo Adao que chegavam p .
sa occasio, toraaram a defeza de seu pei, diza 11
qu' ellos respeitassem suas cana : eis que un I
gracejadores se aecuaa e trava-ae risa en re os
trea.
Um tal Manoel Eleuterio, que se acha va pi
d o brafo ao ,provocador e amb s ae diiigem i
margem opposta do rio, voltauJo logo depois, vio
do p>rm Manoel Eleuterio armado com urna foca
atira-se sobre um doa filhos de Adao, dand)-lh
duaa faca jas.
O psbre velho, que se achava ahi
em defesa de seu filho e J com um chicote no eri
minse, que se arroja sobre elle dando-ib
facada. O velho, as ancias da morte, atru
sobre o assassino, que o espera de faca em p
e enterra-a com tal impeto que eata desappai
prostrando morto o ancio.
A primeira facada atravessou o pu mes.
O assassino j se acha preio na cade a
tendo-se eutregi.io quaudo urna escolta o bu
Diz-se que os ferirnento3 do tilho na i sao m ir-
taes.
'J cadver de Ado Sabino t i transj
para a jui, onde se proeedeu ao nuto docorp i
delicto.
O valor da expirtacao do poito de Itajahy em
Maiofiudo foi de42:700, s-ndo 33:0004 para o-
portos do Imperio. 4:900i para a provin:ia
4:8u0/ para o eatrangeiro.
No mez de Abril a exportogao f i de m
70:00*000.
Falleceu na cidade da L'tguna o prono
publico Franeiaeo de Paula Sera.
Paran
Datas at 9 do Junh ) :
L-se no Dfzenove de Utttmbro le -
DeU'se ante hjntem de manb um ser
flicto entre soldados do 'i' regiment que se ai b i
vam recolhidos cadea desta capital.
i Por motivos que nao nos cab averiguar, le-
vautou-se calorosa altercaco entre elles, Beg .
do-se urna tremenda lu'a, da qual sahiram grave
mente feridos es soldados Felippe Santia_-
Soaza e Firmiuo le S tuza L:ma, qie, segn ;
consta, foram reeolhidos i enfermara miliur "
autor destes ferimentoa dizem ter silo o soldad
Pedro Gesario, ten lo como cmplice Firmino i
Soza, sou companheiro e pnsao.
Serviram de instrumenta do delictt um pe
dc,o de cabo de vasa1 ura ponte-aguda, urna fa i
de mesa, urna tesoura de unbas e uraa p.nta d
faca de um decmetro, presa a um pedazo de pi
a Informam nos que quaudo a guarda presen!
a luta, cumprio o aeu dever procuraudo impedil i
aendo-lhe, por.n, impossive! realizar o sen aten
to, por achar- se ausente o carcereiro, faci qu-
consta-nos, repete-se constantemente.
A nao ter sido o relaxamento do carcereiro
abandonando o seu posto, bem possivel qu i
se tivesse dado aa scenas djsangue que se deram
e que maiores poderiam ter sido, se nao f6.-a a
reaolncSo do commandante da guarda, que arma-
do de revolver, impoz respeito aoa criminosos.
arae3c;aodo matal-03 se nao se contivessem.
< Informara nos ainda qae 03 soldados autor. -
do delicto e os seus eorapiiiheiros de prisao acha
vam-8 no mais deploravel estado de embriui.' iez
Na tarde de 21 do Maio, na fazenda da Lagr-
de propriedade da Sra. 1) Maria Ayres Jungh i
v^uva do Sr. Matbias Junglea, distante core i '.
4 leguas da cidade de Gusrapuava, um escrav
de iiome Anselmo, de 20 anos de idade mais en
m us, deu urna facada em seu companheiro de
nome Graciano, ambos pertencentes aquella
senbora, quaudo com o meamo dcscarregava um
oargueiro.
Anselmo, depois de haver perpetrado o crime
deitou fra s faca e fugio, indo participar o occor
rido senhora, porm de modo diverso.
O ferido, achando se s, e como pouca d3
tancis. d'alli haviam alguns trabalhadores, para
l se dirigi, nao podendo, porm, alcancar o lu-
gar em que elies ae achavam.
Oa trabalhadorea, ouvindo latidos de caes e
desconfiando que houvesse em casa alguma novi-
dade, para 1 oram, nao encontrando pessoa al
guma.
Seguindo o rastro de sangue, encontraram Gra-
ciano estendido no chao, o qual narrou-lhes o oc
corrido, tallecendo de n adrugada.
O assassino foi preso pela polica na tarde de
22.
Falleceu em Guarapuava o professor de musiea
Joao Baptista Pereira.
H. Paulo
Datas : t 19 de Junho:
O Crrelo Paulistano de hontem noticia que
no Salto, freguezia prxima a It, j pereceram
de bexk'as vinte e tantas pessoas e o numero de
enfermos existentes nos lazaretos excede de i 0.
Os moradores so tem retirado para It ou ou-
tros pontos cireumvizinhoa, mas a parte di p^pa-
laco desprovida de bens de fortuna e composta
na sua noaioria, de operarios empregados em fa-
bricas all existentes, permanece sujeita a inf-c-
fo.
Eases estabelecimentos iudustnaes continuam.
entretanu, a tunecionar, embora com redoccao do
seu pessoal.
Em Piracicaba fieou horrivelmente quei-
mada, em consequencia de um desastre, D. Laur
Pinto de Campoa.
__ Falleceram : em Atibis, o tenente Isidoro
da Silveira Barreto, escrivo de orphos; em Pi
racicaba, o negociante Felippe Poncio e o facen-
deiro Manoel Ferraz de Arruda Camp;s, na idaie
de 70 annos, e sobre o qual desabra urna parede.
conforme ante-hontem noticiamos.
Em Piracicaba suecumbio Joaquim Cypriaoo
da Silva, victima do aegoiute desastre :
Indo na vespera de noite com dous companhei-
roa a urna casa em que havia urnas rezas, encon-
traram urna trave de perobs, e, por divertimentJ,
quiaeram carregol a. Silva col'ocou se no centro.




Diario de ernambucoTersa-f eir 28 de Junho de 1887
e, acontecendo un delles tronerar, cabio a travc
sobre o mesmo Silva, que veio a fallecer no d
seguiute.
Falleccram: em Piracicaba.. Mauoel Ferrar
de Arrnda Campos e o italiano F-lippe Poncio.
Foi encontrado no rio Tiet o cadver do
italiano Ferino, que marrera alagado as imme-
111, o -d da Penha de Frunza.
O Valor da producco das oficinas da fa-
brica de ferro de Ypanema, no anno de 1886, foi
de 141:822* e o custeio importou em 199:000*
Est designado o dia 19 do corrate para
un reunio de faaeudeira fim de crearem uma associaco introductora da
immigracio e iniciarem o ystema do trabalho
livre naquella lacalidade.
Os escravos que o commendador Manoel
Carlos Araiiha, farendeiro em Campias, preten-
de libertar a 24 de Junho de 1890, elevam-se a
erea de 3 JO.
O farendeiro de Mogy-mirim, Antonio Liite
de Castro, deu iiberdade a todos os seus escravos,
em numera de 15, com a clausula de prestaco de
servirs at 30 de Setembra de 1888.
No Ampara, conceden liberdade aos seus es-
cravos, cujo total de 47, o farendeiro Antonio
Ferrar Pacheco, ficanda ellea obrigados a servica
por espago de anno e meio.
O farendeiro de Pirateaba Manoel Ferrar
d< Arruda, saxagcnario, tieou gravemente offen-
dido por uina parede da caa de saa residencia,
%e sobre elle desabaa.
Kegressaraui ao Amparo o Dr. Miguel Joa
quim Itioeiro Lisboa, engenbeiro em chefe da
compaahH Mogyana, e o sen ajudande, o Or. Eu-
geuio Barbosa de Oliveira, que foram at Serra-
Negra faser o primeiro reconhecimenta para o
tratado da estrada de ferro que ten de ligar
aquello cidade eoai oprolongamento do ramal da
estrada Mogyana.
Coasta que o Mr. Dr. Lisbaa venticou que a
inelhor direccao a dar estrada pelo bairo do
Pantaleo a fazenda do Sr. capitao Tnsto da
Silveira Campos, e dah s fareudas do capitao
Eduardo da Cuuba Freim c da Sr. Francisca de
Araujo liosa, allegando assim Serra-Negra, cuja
eidade calcuia-se que ota 250 metras acim i da
Amparo. Os terrenos to bastante accidentados
e se estendem em um percurso de cerca de quatro
leguas. .
Falleceram : na capital, o Sr. Jos Porfirio
de Lima Filho, que por inuito tempa exerceu o
cargo de escrivao de paz da fregueria da S ; no
Salto de I t, D. Maa Goncalves da Casta ; em
S. Sebaatio, Benedicto Jos de Oliveira ; na Li-
meira, Loureoco Pinto Mouteiro de Carvalbo, e
em Santa Branca, Manoel Marques Saares.
Minas fieraes
Datas at 19 de Junha:
Do presideutc da provio eia recebeu na dia 11
o Sr. ministro Ja guerra estes telograramas :
. Nao exacto que o chela de polica expedisse
circular dando ordcm que assigoem termos de se-
gu.aHga us smibores que castigarem escravos.
Foram d.iuittidos tres collectores, os de _S.
Joa Nepoaiuceno, Itapecerica e Dores da Boa-
Esperanra.
Diz o Garimpeiro, da Bagagem, que uo mu-
nicipio da Urja-Alegre, um individuo conhecido
pelo nojie Joaquim Pelota, s'>ffria uma dar peri-
dica, cujas accessos eram combatidos fcilmente
por qualquer cha. Finalmente ella o sorprendeu
em um lunar erma de casa e cabia cm um eoarme
formigueiro.
No fim de ti es das encontraram no aiii n um
estado d. ploravel, mas ainda vivia. Pedio gua,
parcu, antea de bebe-la i xpirau.
O seu carpo esta va cnvado de formigas ; para
tirarem-uas, foi necesario raspar com faca.
Rio elf Janeiro
Datas at 0 de Junho :
i) Jornal dt Commercio d as seguintes uo-
ibre S. M. o Imperador :
Sua Magestade passou bem bont-m (17);
passeio nanteS do almoco, a p e de carro, >: a p
do ini io-dta s 2 horas, com S. M. a Imperatriz,
S A Imperial e piiocipe Anto.io, chefe Sal-
la Motta Mais, indo ao Lago das
Floresta.
Consta ue a proposta do poder executivo
para coja apreseataco cmara ds deputadaa
j foi maread) o dia de seguuda-leira, para umi
lici oca com que p-.ssa S. M. o Imperador auaeo-
[mperio. Nao esta nem podiam estar
; desudadas as pessoas que tm de acompaubar
S.S. MM Imperiaes.
Sua agestada passou bem o dia de hontsm
|18i. A' horas da tarde recebeu as eomras-
loeenadt-eda cmara das deputades, que
foram aprceentar felicitacoes pelo restabelecmeu-
m augusta senlior. epois da ceremo-
nia. S. M o Imperatrir foi tambern comprimen-
lunniasoee, S. M a Imperador pas
i antea da almoco, e depais at a 1 hora da
, cm companhia dea Sra. chefe d divis&o
Salgad B iro da Motta Mua c ouselhelro Albi-
no de Alvareoga.
Eis a reseuha dos trab.ilhoi legislativos :
No da 17, u-i senado, o Sr. TeiX'iira Jnior
:pre=entou e fuudamentou um projecto de lei
obre bancos de emissao, o qual ficou sobre a mesa
pura tei opp rtunameute apoiado.
S ba rul.rioi Interior publicamas nao s o dis-
Sr. I eir Jnior, como o projecto.
Fi i lid i para ser impresso e entrar na ordem
dos trabalbos outro pr jecto de lei, approvando a
clausula 17* do contracto p*ra o servn;- da nave
. ipir nis ras Tocantins e outros.
'. or l'in do da entroa em discusso a art. 1"
i de fixacao de forca de trra para o
V 9 mesae de 1888. Orou o Sr. Avila e ficou a
iiscusa ... pe i h ra.
Na i mar dos depurados, depois da acta e
do ex obre o qul fallaran os Srs. Af-
Juniore Laurcn^o ie .'ilbuquerque,
. i-se jrdem do dii.
_ N.i 3'diRCUssio da proposta do gaverno fi-
a rea nava! para o "i" semestre de 1888,
r,i, Srs. Alfonso Calso Jnior. Mac-Dawei
tr^ d.i justiga), Marcondes Figueir.i n
Lerajs.
A disemsa i S iu nc rrada, soud adiada a vo-
tacio | numero.
No o Sr. Ignacio M irfins
justifcau um requerimento pedindo nformi^-es
ao miniat-rij da justig sobre o acoutamento de
escravos no monicipi Cantagallo por soldados de
polica, e ao minict r0 la (aleuda sobre demi?; s
de exactores da fazenda publica.
Oraram os Sis. F. Belisario e Kibciro da Luz,
e fictu a dicusta adiada jiela hora.
Na urden do dia continen a diseussiio do pro-
jecto de fi cao de I trra para o 2" se
mestri' de l^^"1 ; oraram os Sra Candida de Oli-
veira e R^hciro da Luz, fican i tamb m pela hora
adi.da a discusso aa materia.
N i cim ira dos debutados nao h mve sessaa.
__ Ch gou no dia 17 o vapor > Thetiss da are
mada da repblica norte-americana, procedent-
de Nova-York com escala pelas Barbadas, de ou-
26 de M io ultimi.^
L' commandado pela capitao W. H. Euicry c
tem 100 homens de tripolafo.
Este vapjr shira breveme-ite para AUsba, on-
de vai fazer sondagena na casta da territom,
comprada pelos Eet idos-Unidas liussn.
Na dia l< enibare u pira a Europa, na pa
quete italiauo Matteo Brusro, o Sr. Dr. Race)
Cocehia, qne na corte dea mpenhaa o alto cargu
de internuncio apostlica em missia extraordina-
ria u Sunta S.
Na laucha do arsenal de mar uh, em que se
diriga para b ri foi S. Ex. aeompanhado pelos
Srs. cunde de Aijezur, vi=ondes de Silva e de
O irc 7.. bario da Villa da Barra, bispa e vigano
geral da diocese, varias autoridades das rdeos
religiosas, sacerdotes, seculares e inultas outras
essoas.
Sob o ti'uloJas Tinocolemos na supra-
itada falba a seguinte notuia :
Aos34 annos de idade coihido par to rpita
quo implacavel cufermidade, expiruu bontem, s
11 horas da maub, o noseo amigo e prestimos >
companheiro de trabalho Jos Nicolao Tinoco de
Almeida.
Por espaco de lt annos servio a esta emprexa
eam lealdade e ntelg -ucii, prestando bons e
eonatantes servicas. De quanto era g> ramente
estimado inda nos foi a prava a solicito;de com
que uestes ltimos di-s pessoas de todas as clas-
ses saciaos iseesaaotaateate mquiriao dus*progrea
sos da doen?a que devia ti* fim to doloroso. Das
saudades que deixa f-ill m quaotos o conhee io
que sao qumi todos que hauito esta ci ade ; e
ainda fora d. lia eootava elle innmeros amigos.
Avisado por telegrama, o Sr. Paulino Ti-
noco acndio pressuroso ao leiro do irmao infelix-
aiente j m'r.buudo. N<-ssa mesma nnite, aut--
hrmtem, alm dos mdicos assistentes, Drs. Joo
t'aula e Oliveira de Agair, que desvelitdoa acom-
panhrao toda a molestia desde comeco, o Dr.
Mooteiro de Atevedo vio e examinou o enfenao.
A (ciencia foi impotente para debelar o mal ;
quanto era humanamente possivel faaer-se para
sal var um amigo cercado de tantas afieicoes, todo
se fer; estava, porm, escripto que tudo fosse
debalde. Virinho, e amigo, o Sr. tenonte-corone
Francisco Antonio Pimenta Bueno foi incansavel
de desvelios e cuidados.
Tendo os mdicos declarado urgeate a inhu-
mac?.o do corpo, por ter sido de carcter conta-
gioso a molestia que causara a morte, forcoso foi
farer sabir da casa mortuarios o fretro s 5 horas
da tarde. Tao rpidamente, porm, se espalhra
a noticia e de tantas affeicoes goiava o fiuado,
qaa, iem Beeessidade de convite, grande foi o nn-
merode paasoasone se aprestntaram a formar o
o peeatito ranebre.
. Alli se aebarao representaatts de tedos os
natsos eollegas, aos quaes pela noasa parte apre
sentamos sinceros agradecimentos :
Paiz, .Gateta de Noticias,^ Novidades,.
Diaiio de Noticia, Rio de Janaite, Italia,
.Qaaeta da Tarde. Semana, Vida.Moderna,
Etouledu Sud e Diario Illustrado.
O caixao ficou inteiramente coberto de gn-
naldas, sobre elle depositadas pela Gaseta de
Noticias,- pelo Paiz. > pelo Diario de Noticias,
por esta iolha, da parte da redaeco des empega-
dos do escriptorio e reporters, alm de outras
de amigos do finado c um .ramo deposta por seu
irmai.
Os reparters da imprensa diaria deliberaram 11-
mar luto por oito dias e mandar celebrar um offi-
cia fnebre no 30 dia do passamento.
Repoasa em paz na carreira n. 76i, em que
foi depositado no cemeterio de S. Joio Baptista.
onosso para sempre saudoso companheiro.
Em sua fazenda em Cantagallo falleceu no
15 do corrente o tenente-Coronel Joaquim Luiz
Pinbeiro, na dsde de 46 annos.
Foi eleito por diversa veres juir le par da
sua fregueria c vereador da cmara municipial
em um quatriennio. Era fidalgo cavalleiro da
casa imperial e cammandante da 8" eorpo de ca-
vallaria da guarda nacional da provincia do Rio
de Janeiro e ririo do Sr. Bara de Aquino.
Babia
Datas ate i de Juaiw.
A bordo do paquete inglez Magellan
falleceu no dia 10 do corrente o engenhei-
ro Roland Perrier, que d'aqut argir para
a Europa, no dia 7, em buaca de allivio a
seus padecimentos.
O finado era, ha vinte a seto anno-", em-
pregado na estrada de ferro da Bahia ao
S. Francisco.
Gosava de gral estima.
Victima de padecimentos internos,
falleceu, no dia 11 do corrente, na fregue-
zia de S. Flix, o capitao honorario do
exercito M; noel'Faustino de Oliveira Kock.
O finado que tomara p^rte em toda a
campanha do Paraguay, exercia o cargo
de escrivo de paz na^uslU parochia.
Vi.-tima de padecimentos inveterados,
falleceu no dia 13 o cidadao Joaquim Soa-
rs Barbosa, que, por alguns annos fora
negociante na cidade da Cachoeira.
Falleceu no dia li) o negociante Luiz
Perora da Franca.
Contava 45 annos de idade.
Vi'tima de beriberi falleceu na ma-
drugada de 20, no hospital de caridade, o
artista italiano Cario Felice Zopegni, que
trabalhou ltimamente no theatro S. Joao,
fazendo parte da comp ;nhia Franco Nag
hel.
Finalmente victima de derramamento
cerebral falleceu no dia 20, s 6 horas da
tarde, e sepultou s^ s 4 horas da tarde,
no cemiterio da Quinta dos L zaras, o an-
igo e coaceituado prof-saor de msica rfr.
Louremco Jos de Aragao.
O finado era maior de 70 anno?.
Alagoaa
Datas ;.t ^(i de Juuho.
Encerraram-se a 23 os trabalhos da As-
sembla Legislttiva Provincial, teudo sido
votadas as leis annuas.
Por acto de 23 do corrente convocou
a presiden ia para o dia 1 do Junho de
1888 a Assembl* Legislativa Provincial
io biennio de 1883 ajl889, sendo designa-
do o dia 23 de Outubro para a cle^ao.
A Assembla Provincial, em sessao
de 22, approvou, como emenda ao or^a-
m'ntu municipal, as posturas da Cmara
Municipal sobre o regulamento para cria
dos de servir e outros, j approvado pre-
visoriamente por S. Exc. o Sr. presidente
da provincia, com as alterares feitas pela
commissao.
Foi tambem approvada a postura pel
qual foram mandadas fechar, nos domingos
dias santificados, as portas dos estobele
cimentas ccmmerciaes nesta cidade, con
:'.s restri. m1j8 feitas em urna fmenda.
Lemos no Alagos de 2G :
n S. Exc. o .Sr. pres d.nte da provincia
.'inbarjou ante hontem a bordo do paquete
Principe Jo Gram-Par, em direccao a P-
nelo, rt'onde seguir em visita s losalida
des da margem do S. Francisco, at a Ca-
choeira de Paulo ."iffonso.
At^mpanharam a S. Exc. o vigario
Espinosa, iospector do Thesouro Provia-
iil, pharraaceutico Duarte, Galdino Ta-
veirori, alm da Sr. Luiz Laao, que vai fi
car ero Piranhas, cun a Exna. familia de
seu irmo o Sr. commendador Leilo.
S. Exj. foi acoaip -nhado a bordo por
grande numera do amigos.
a Pretende < star de volta deatro em 15
dias.
Diz o Diario da Manha, de 23 :
< Registramos com satisfagao O acto hu-
manitario que acaba de praticar, na criado
do Pene-do, o Rvm. padre Verissimo da
Siiva Pinheiro, coadjutor daquella fregu
zia.
Aceitando romo apostlo da r-ligiaa
de Christo, o >>pp--llo feito ao clero pelo
prelado diocesano, nao s concedeu liberda-
de gratuitamente ao ultimo escravo que
ainda porsuia, de nonie Raymundo, com
27 annos de idade, mas ainda concorreu
g nerosamente com o si u peculio, para a
liberdade da escrava Joanna, de 2U annos
de idade, e que pertenceia a Manoel Te
uorio dos Santas.
6' destes ex'inplos que precisa a com-
muoha social.
No dia 10 do corrente mez tinou-se
na villa de Piassabuss o alferes Luiz Ta
vares dos Anjos, negociante.
Mergipe
Datas ot 18 de Junho.
O Kxm. Sr. presidente, em vista do que
disp3e o art. 7o 2o do regulamento de
15 de Navembro de 1885, oiii iou ao pro
motor publico da coman-a da Capella, re
commendando que proceda como for de di-
reito, contra ob em pregados da collectoria
da mesma villa, que deram lugar a nao ser
feito, na poca l'gal, o registro dos escra
vos perteucentes a Antmio Correia Dan-
tas.
Pelo subdelegadojde polica do distric-
to de Pacatuba, foi apturado no dia 4 do
corrente, e celebre eriaiinoao Uermenegil
do, pronunciado no termo de Vi'la Nova,
uo art. 192 do cdigo criminal.
Foi re ni et tido para o districto da culpa.
No dia 10 do vigente, o delegado de
polica, da cidade de Larangeiras captarou
o iadiviauo de nome Jos Claudio d'Arau-
jo, que est respondendo a processo no ter-
mo da Estancia, por crime de morte.
O Sr. Dr. chefe de policia mandau lou-
var a respectiva autoridade.
Diz a Reforma que aa
ltimamente cahiram sobre
tizer un geral inundado. O vale de Ja*
paratuba, principalmente, foi o que mais
agua recebeu, elevndose a enchente a
alturas de que se nao tem noticia ba muito
tempo. Por esta razao, cr-se que as
canas submergtdas es'.Jo todas moras.
chuvas que
a provincia,
INTERIOR
Senado
SESSa.0 DE 17 DE JUNHO DE 1887
BANCOS DE EMISSAO
O Sr. Texelra Jnior dia que deploravel
a pressao que, ba cerca de'dous meses, sofireocom-
mercio da capital do imperio, o que, entre outras
eousM, se attribue icuo di m**o eiraaUBt-'.
E' intil demonstrar que este mal, comquanto se
julgue transitorio, altamente prejudicial riquera
publica, porque, dificultando todas as transaccoes
e mallogrando muitas das mais prudentes e crite-
riosas, embaraza o desenvolvimento de todas s
industrias, impossibihta a aeco bem-fica da elas-
ticidade do crdito, e oque mais, deisa livre a
arena s especulares aventurosas, mais ou menos
aleatorias que, pela contingencia dos grandes ris-
cos a que estao expoBtas, teem a alternativa de
pingues resultados ou de grandes prejuisoa para as
seus interessadas. Em tal emergencia, incon-
testavel qu-> 60 estus aventurosas espe .lacocs
poodem ofterecer margempira compensar o grande
pr^co do dinbeira emp-egada.
E, de facto, bista attender-se s actuaos cir
cumstancias da principal prac do imperio, para
comprehender-se que todas as fontes de produeco
inclusive a agricultura, nao podem deizar de ser
affectadas, parquelo padem eacantrar os recursos
indispensa/eis aa seu desenvolvimento, seuaa
mediante sacrificios q'ie padem eagotar-lbes toda
a forja, todos os elementos de prospjridade.
A taza de juros, que ordinariamente regula a
maiorjparta das traua*cce3,'era de 7 e > "/ Causas
a que ba pouco alludio, elevaram a taza das des-
ceios a 10,11 e 12 ,o, sem tallar daquellas a que
tem de sujeitar-se os que presarem de obt-:r di-
nheiro, mediante cau^ao de ttulos cominarciaes' 0
at da apatices da divida publica, porque estes na
acham dinheiro senao com muitadiificuldade, a 15
e 18 o/..
O Sr. Dantas : E nestra prufi!
0,Sr. Tezeira Juuior observa que u'esta situaco
fcil compreheoder qua ezcepcionies e incon
venientes sao as caadi^oes em que se acham o
camoiercio e tudas as industrias: (ajoiados) procu-
rar attenual-as, snao remedial-as, dever dos
pjderes publicai ; e o fim a que se pro pos o
orador, convidando o seuadoa estudar este assumpto
e a resolvcl-o pelo modo que julgar mais edicas.
Estas ditfituldades, poi.'in, nao saa uma noci-
dade; ellas ) tomaram carcter peridica. Hi
inuitos aiiHjs que, em pocis quasi certas e pre-
vistas, da se o mesan facto. E' Uo attribuido,
cutre outras causas, liquidaao das safras de
algumas provincias do norte e s remejsaa de
avultadas tommas para o interior. Mas esta causa
s por si na i explica o facto)de qui deplora, porque
catas causas trausitorrias uuuca teem dur.dj mais
de tres a quatro ineres ; ao passo que a actual j
pasaa de seis merc; principiou .a manifestar se
em Dercmbro de 163, e tem se prolongada at
a.-ora. Parece, pois, que alguna outra causa
est actuando, ou (quea principal uao esta a
que ba pouca alludio. (Apoudos).
Esta situacia torna-se ainda mais gravo pela
ezistcacia de dtv<-rsos bancas de depadito uem o
taaelmo, o correctivo de um banca de emis^a.
Dado qualqucr panino que determine cjrrida sobre
estes cstabeleeim-.-ntas, a quem ba de elles r cor-
rer para pagar os milhares de cautos de ris que
receberam em deposita ? Esses depositas es j
empregdas, porque 6 claro que os bancos uaa os
receben) para conservar o dinheiro em suas
cairas. (Apoiados) Asum, difficil, sena
impossivcl, prever qual a somma que dovein ter
em cana, ufim de poderera satisfarer as exigencias
dos dep jditiut'-. At agora os ecouomistas nao
dcscabriram esse quantum, porque os factos que
ie nii as crias comjurciaea, sao todos auormics;
e nao c possivel providencia humana calcular
aic onde ebegara as necessidades de dinheiro.
Dab resultam as exigencias desarrasoadas, inspi-
radas pelo pnico, e assim se prejudieam os
proprios depositantes, prejudicando os estabeli-
cimeutoB, de cujas segurancas estao dependentes.
Foi para atteuuar, seno prevenir, as funestas
cjus-queucias dessas Clises peridicas da pr.i; i do
Kia de Janeiro que o poder 1 gislativo, e;n 1875,
prjinulgou, sab propasta da miuistra da fazenda
de eatao, o Sr. Viscaude do Rio-Brauco, de saudo-
sa memoria, a lt u. 2,503 do 29 de Maio d'aquelle
anuo, aatorisanda o goverao a emittir papel-moeda
at a somma de 25,000:00 ) p*ra auxiliar os es-
tabel.cimentcs da crdito, mediante deposite de ti-
tulas, da divida publica ju da outros que inspiras-
sem igual confianc*.
Esta providencia i iba carcter toda provisoria,
e nao podia s.-r medida permanente. Emittir papei
mj.da para emprestar aos bancas, basta o enun
ciada desta proposicSa para reouhcc r-se o que
ha de inconveniente e de anmala coi smelhaute
provideucia, se fosse deteruiiuada carne, medida
permaucute : porque, ae passo que augmentase o
iniqua imposta da papel inaja, acareca-se a im-
prevideucia das adm uistraces dos bneos, facen-
do c m que, confiadas ueste soccorro do Estado,
dcix-ein de prevuir-sc em tempo, patap>deretn fa-
zer face s exigenc peridicamente, em certa e determinada pjca di
anuo.
Oque acon"eceu f--i que manifestaram-se ambos
estes inconvenientes, e o pader legislativo em sua
saoedoria, resolvcu revogar aquella lei pelo art.24,
n. 2, da lei n. 2,940 de ol de Outubro de 1879, que
zou a despera e orc.ni a receita do Imperio pura
os ezercicios de 1B79 a 18SI. Ora, desde essa re-
voga^o at 1885 fcil explicar que a alludida
crise peridica pasBasse deeapercebida, ou tivesse
tti'eitos muito menos sentiveis, per qw deve se
ueste intervallo a emissilo de 40.1)00:U0J de pa-
pel-moeda c r alisaram-sc emprestimos externos
de grande importancia aagm utando-se assim os
reemsos da circu ijao. .
O Sr. Affonsa Celso A emisso fai antes do
1879, foi em 1878.
0 Sr. Teizeira Jnior ... ma fai uma razio
caa que o poder legislativo revogasse ..quella lei.
( Apoiadcs).
Em 1885, porm, sendo ministro da fazenda o
uobre senador pela Babia (o Sr. Karaivi), toi de
novo estabekcida a misma providencia, dccietan-
do-se a lei n. 3,2t3 de 18 de Julbo desse anno, que
aiitins U o gOV'eriiO a emprestar aos bancos at
2,l>JO:0V;0j atim de sanar as dificuldades que se
(juaessem dar na ctrcuiacSa.
.Vas qual a vantag'iu que se tem tira o destas
previd neias as-iin decretadas, revogadas e rehta-
belecidus? Abi estao os balau^js das bneos, inas-
traudo que tange de .aWa^iiardarem-se os deposi-
tas de moda a uabilituieiu-se a servir iu-;u>r ao
cnnmereio, uas dinieuldades dessas erises peridi-
cas, as administrncoes prescindem da neeessaria
previd' ncia, pjrque contain com o recurso da em-
prestiini feito pelo tuesauro, para acudir a qual-
quer emergencia de inaullicieucia de suas reservas
eiii ca xa.
1 em presente o resumo di balancetes mcnsae3
das bine..s d deposit', ezislenles nesta ca ital,
durante os mezes decorndos des le Janeiro do pre-
sente auno, e par elles se vi a imprevidencia es-
ses coiaoeicciinrutos : estas tabellas indicam, mez,
por nez, a importancia d.quelles depos tos.
Moniam ebes, eui Jxneiro, a 100,201:000^ ; em
Fevereiro, 107,801 :U0')# em Marco, 108.871:000*;
em Abril, 11,957:0.)0#; em Maio, 1U,428:000J.
Comparaudo estas sojunas com as que, em iguaes
lats, apreseulain os baiaueetes de 1886. v -s que
em Janeiro, m .. em Fev^reiro, 134,^34:0O0; em Marco,........
131,250:000*: em Abril, 1*7:982:00)*: em Maio,
126,308:U00*. H<, prtante, uma ilitf renca men-
sal, uj corrente anuo, de 15 a 2 i.O 0:000*.
Apresenta ag-ri o resumo das sommiS existen-
tes em caira nos mesm s bauc j-, durante o meres
do carreute auna : em Janeiro, 8:827:0 Kl* ; em
Fevereiro, 8,OJ8:00J* ; em Marco, 8:633:000* ;
em Ab-il, '0,399 000*; em Maio, 11,170:000*.
O r. Aliando CelsoSotando-ae que ubi ba du-
plcala de quantias ; uas calzas dos beos figu-
ran depsitos dos outros bancas.
O Sr. Teizeira Jnior por agora pretende ape-
nas demonstrar a prop irea das depsitos com a
importaooia da dinheiro em cana. Cid que a occa-
siao nao opportuna para tratar da procedencia
das respectiva verbas. Basta, porm. assigoalar
o facto de que alguns desse bancos teem grande
parte do seu dinheiro dispanivel em canta corrente
dt momenlo no Banco do Brasil; outros dizem
simplesmente: Caixa : em conta corrente de mo-
vitnento, quinhentos e tantos contos...
O Sr. Alfonso Celso Figurando como dinheiro
bilbetes do thesouro.
O 8r. Teizeira Jnior nao pode comprehender a
conveniencia dessa applicacae. Accresce ainda que
todas as contas correntes do Banca da Brasil es-
tao snjeitas disposicb terminante do 4 art. 41
do seus estatutos: O banco pader tomar di -
naeiro a premio por meio de cantas correntes, ou
paasando letras, nao podendo o praro, em nenfuun
do don casos ser menor de 60 dias. fia cader-
netas qne o banco d a seus oMtoarios declara, na
1* pagiaa, o seguinte: Ncnhuasa garanta ser
retirada em aviso previo de 60 dias. *
O Basco do Brasil, por conveniencia do cam-
ine re io, tam admittido posea cootas correte de
moviment, isto com retiradas livres d'aquella
eono'iclo. Mas n da em que o Btnco do Brasil
tiver de cumprir com os seus compromissos, ha de
tarer valer a csndicso de 60 dias de aviso : neste
caso, com) se movera an cantas correntes de mo-
vimento dos outros bancos ?..
Esta* e outras observaedes, que poder adduzir,
nao sao essenciaes aa assumpto especial de que se
est agora oceupando ; c se a ellas se referi, fai
para corresponder ao aparte com que fai honrado.
Como se vio, a difTarencia dos depositas ass&s
sensivel entre a actualidade dos bancos e aqueila
que, nos meemos mezes houve em 1886. Ficou
demonstrado que essa difirenos crea em 15a...
20,000:000* para menos, na corrente auno.
O papel-moeda onde est ? estar ainda as
provincias do norte e no interior da paiz, para acu-
dir iiquidaco das safras Na parece pravavel,
em face da catnparac,o da imp rtancia dos depj-
sitas bancarios em igual data de 1886.
Entre os vicios da papel-moeda, ni> o menos
prejudicial o de faltar-lhe o requisito essencial de
qualquer meio circulantei eiastiaidada, isto a
propriedade de restringir-se e ezpandir-se que, se-
gunda a apropriada camparacao feta pelo Ilus-
trado redactor da fietrospecto Commtrcial do Jor-
nal do Commercio, deve acompaobar os mavimea-
tos do meicado com a metma tidelidade cate que a
sombra acompanba os mivimcutoj do corpi.
E' evidente que naa teriamas de lutar e un estes
embarazas se tivessemos bancos do circula?o que
pudessem acompaubar o movimeota da marcado,
alargando ou restringi!) a emissa. de mida a
evitar as graves inconvenientes que affectam a to
das as fantes de riqueza publica expasta a essas
perfurbacoe peno ticas.
J se vio que a providencia ezistenre, a da euvs-
8o do papel-moeda pira emprestar aas bneos
at quantia de 25,0)0:0001, na satisfaz, na
r me lea o mal ; pode apenas attenual-o mjineu-
taneaoaente. Se, por um lado, tem a eficacia da
attenuafio, p ir outra lado, tem a graude d-nvan-
tagera de aggrav^r a circulac&o d) papel-moela,
ao pan'.o de nullificar as providencias d-. 1-is pelo
poder legislativa para resgate da papol-inieda.
O governo retira da circnlac) 5,090:0001,
as ple emittir at 2,0)0:00) para emprestar
os baneea O que qu-er isto dizer ? Sera novo
systema f Heder resistir analyse ?
N.i i precisa demonstrar os inconveniente da
permanencia de semeihante contras'e: easabv
doria do senada, dispensa esta caref*.
Estas c^usideracoes, que sueeintament-; tem ad-
duaida, dsterminaram o orador a estuiar quaes ae-
riam as moios de obviar os males iub 'rentes uos
sa circulado. Nessa nvestigaelo, reconbeceu pre-
ferencia que em uosso paiz deve mereeer a Ofga-
nisacao bancana dos Estalas-Unid>s, preveuindo
desle j ijue nao se refere aos binis que alli
i'zistiraui at 1861. E' ueceasario distinguir, por
que nao foi lido na hisioria, parque ordinallameot",
quanda se falla as beos djs Estados-Unidas,
apresentam-se lago ezemplas de falleaeias e de
descalabro que houve naquelle paiz. Assim acan-
teceu, com effeito, at 1863 ; pois at essa ep 111
podo diz"r-se que alli nao hivia urna orginisacioI
regular para taes estabeleeimentas. Cada Estalo
adaptsva o estabeluciin uto de taes institui;Oes,;
sem iicubuaia unif jrmidade das ondicae3 de ga-
ranta e segranos que devia fer: e bancas hauve
qne s realisaram o capital indspensavel para pi- ;
gar a impressaa dos bilbetes de sua emissau e o '
alugue da casa. E' evidente que, c.-a t^es coa li-
gos, naa podiam resistir menor diifieuldade.
Alm disso, as pertur'oaces pal.ticas que cuta
se deram uos Estad is-Uaidos, occasiauavain con-
fligra^oss de tal ordem que. pira bem dizer, dos
300 ou 400 baos que cuta) existan), poucas 'u
nenbum pajeril subjutir. Mas 4 era 1833 um di*
Estadas da Uaia, o de Nova-York, oatvera la
sua legislatura a promulgica) do uina lei orgaui-
sauda os bancas daquelle EiMdi. debaixi de ba-
ses solidas e muito diferentes das que at entaa
existiam. O nova systean, posteriormente alterad i,
deu t) bans resultadas, que outros Etalas, orna
o de Massachiissets, Ohio, Missouri, e ain la outros,
i.eguiram o exsinplo de Nova York ; e em 1861 o
ministro da f izeuJa da Sal -au Cnase, na persi
dencia de Lincoln, julgou conveniente substituir
as lea parciaes das divers s Estados da Umaa par
urna le geral que compendiasse, com pouca alce-
ra^aa a le do Eatado de Na va-York sobre o ban-
cos de emissao, viato que praticaaente hav.a de-
mmitrada a sua prefeienca durante 'i> luuga
periodo.
Esta propjsta encautrou muita reluctaneii na
cougressa, em consequ'ncia da partido que alvo-
gaos princiaios que denimicamos direitos do
Estados iusistindo, porin, nesse proposita, cin
1863, o presidente Lincoln fez daquelle projecto
assumpto especial de uina mensagem ao caugresao,
pedm la autorisacao para decretar uma le orga-
uis-indj sob as mesmas bases e uniformemente oa
estabtdecimentos bancarios. Essa lei fai a de 23
de Fevereira de 1863, que s pade entrar em pic-
a execucao, na anuo seguinte.
Qaaea foram os resultados desta lei ?
Sabe o senado que, eatao, as pravas de cim-
mereiodi Uuio Araejtcana aban lvame pa-
pel-moeda conhecido pela denominacao de green-
backs, isto dorso verde, porque ttnbam a verso
delta car. Entretanto, os Panos de emissa orga-
nizaram se e concorrerm efficazucnte para au-
xiliar o gaverno na patritica empenha da resgate
do papel-moeda e restabelecimeuta das suas tinai-
Sas. 0 papel-moeda tai gradual nente desapare-
ce nd), e o metal snbstituindo-o, coin o concurso
dos bancos inteiramente interessadas na progres
sa sorprendente daquella nafaa.
Em 1885 existiam cerca de 2,600 bancos na
Uuio, todos regidos pelo mesmo systema : al-
guns tm-se liquidado sem qu? os portadores los
bilbetes s ffressem o men ir prejuizo: e o resul-
tado para aquella nacao, o que se acnba de ver,
na ultima correspondencia de Nova-York, publi-
cada pelo Jornal do Commercio desta corte : o pre-
sidente convocou eztraordiuariamente o ongressa
para Outubro, isto deus mezes untes da legis-
latura ordinaria, afim de pedir Ihe que tstudo o
meia de reduzir a receita, visto que, no actual
ezercicio, o saldo ezcedia de 20J,000:0O> ao sal-
de ordinario.
Eis o resultado para o qual conc rreram e!B-
eazmente esses bancos, facilitando a incorpora-
qSo de emprezas, auxiliando o desenvolvimento
das industrias e dando incremento espantoso aa
commercio, o que nao possivel conseguir-se sem
a elasticidade do crdito.
O Sr. Dantas Apoiado
O Sr. Teizeira Jnior recouhece que se dir : l
nao ha a unidade baocaria,o monopolio da emissao,
io passo que entre us ainda ha a pr 'occupaeaa
de que essa uuidade indispeusavcl. Sem querer
entrar agora em discusso que mais tarde ter lu-
gar, desde j previue ao Senado que, para o ora-
dor, se explicavcl a controversia das las esco
las eD-aigutnas nacoes da Europa, onae as coudi-
(o sao muito diversas das do Brasil, essa anti-
nomia nao pade existir em um paiz ta vasto, pro-
vincias com territorios tai extensos, condicoes eco-
nmicas to difierentes e ditliculdades de coaimu-
uicaces rpidas.
J que tocau neste ponto, adduzir algumas ob-
sei v.ices.
A luglattrra, por ezemplo, pair que se apreseu-
ta como modelo em systema bancari:,d-nos triste
opia do monop lio da emissao. Sem remontar-a.
mais lone do que promulgaco do cele are acto
de Robert Peel, em 1841, denominado o triumpbo
da escola metlica, v loga depois, em 1847, assim
como em 1857-1866 etc., que aquella organisa-
cao uo pode obstar ao curao forgado e a outras
providencias contrarias letra e ao espirito da
que I le acto.
Quando apparecem as erises commerciaes jus-
tamente qnando maia evidentemente verifica se a
insuili acacia e a incouveuieuea da monopolio da
emissao, porque entao o proprio banco pr vile
giado que eoncorre para aggravar as diifieuldade
da oucasio.
Tambem nao minos inconveniente oque re-
sulta da differeoca de eztenso de territorio. O
territorio de Inglaterra muito menor do que
do Brasil; ovala em to grande escala, que nao
admitte compsraca ; coberto de estradas de ferro,
e, portanto, cam commumeaco-s rpidas e facis.
Em relaca ao Brazil, portanto, indiscativel a
diversidade de condicoes, por qualquer lada que
se aprecie os dous paire'. Concedida o monopo-
lio da emissao a qualquer estabelecimento no Rio
de Janeiro, seria d.tiicil dirigir sucursaes ou tilines
as cidades loaginquas do Para, do Amazonas, de
Grayaz, etc., a 18 e mais dias de viagem.
Pas bem figure-se os inconvenientes da uni
dade bancaria em materia de emissa. Uma crise,
uma corrida, uma perturbar) que paralyse as
operagoes d) banco, e o desastre ser geral, abran
ger todas as pracas do imperio.
Na bypotbese contraria, seno esse mesmo ser-
vico desempenhado por iO, 12 ou 20 estabeleci-
mentos or.anisados unitariaemeute, com toda as
garantas possiveis para a sua emissao, claro que,
dada a emergencia de aehsr-senm oaontro banco
embarazado, a crise resultante nao affeetar senao
a praca o os mutuarios que com elle tiverem
transaccoes.
E' par isso que a sciencia econmica recom-
menda que os principios reguladores da riqueza
das najoes nao devem ser pplieados sena de uar-
mooia com as ondicajs especiaos de cada ama, e
nao fatal e absolutamente como os principios abso-
lutos do direito.
N)8 Estados-Wnidos a emissa dos b .neos nao
pode ezceaer a 93 /, do valor depositado em t-
tulos do estaaa, e essa emissa est sujeita a se-
veras condicoes. A applicaca deste aystema no
Brazil parece que seria de grande vantagem, em
bara condemnado o TDnopolia d* emissao em qual-
quer hypathese...
Os Srs. Saraiva e DantasApaiado.
O Sr. Teizeira Jnior... porque a semelhante
hypothese se oppoe as coudices especiaes do bu
perio.
Accresce aiuda que, para b m dizer, na logia
torra nao ha sinente a bino privilegiada para
prever o mei) circulante com a ana emissa. All
est estabelecida, pela usa e costume geral de
toda a Inglaterra, a pratica de realiz-rem-se qua-
si tjdas aa transacc's por meio de cheques, que
am grand-e escala dispensam a intervenjao da bi-
lbetes da banca, ou de qualquer maeda. (Apoiados)
N i h i em L mdr. s habitauf.e alguin que, teudo di-
uheiro dispauvel, nao o deposite incontinenti em
algum cstaoeleciment* bancaria ; e este uao es:
ta ^eaeralisad), e chegou a elevar se a sunmis to
imp)rtantes, qus foi neeessaria crear se um esta
belecimenta espeeial, a Ctearittg-House, ande dia-
riamente se liquidara os cheques cmittiias ui cir-
cuiact) contra as unrnensia estabeleciracatos exis-
tentes na prac* de Lm lees.
Semelhante pratie-t srbstitae a nec issidade de
maijr emissa de bilhstes d) qu: t .n o banca d-
Inglaterra, o repara os inconvenientes que se da-
ara m baa distribuica de erudito e naaaaelis-
ticidade.
JoUiervoa que e aviiii l...tii_'i'r iais pi-
cas muito diversas ni organ'sv;*) oaaesria dos
Estadas-Uuil i ; m i3 Jes -j i picana: aiolujr este
pouta.
Ni) s' refere -n imeaa ji' a'li ezstam les
ie 1 771, lata > a q u se ton iau o p-: neir i b ui
o, lenomiDai) dos Estaias-UuiDs, ua cara :o
la presidencia de W.isbyagton, s-nla ministro aa
frenla o celebre H irailton, eatabelecim.atj (t
uo p le aa'er a renovac i de seu pr vieg o : iicji
timbera -i (ie pos'enorinmte tu orgiuisilo .
pus d> t.-itiii le land, etn 1816, e que. mais
intu .a d) qao o aut Tior, t -.' le liquidar-a e on
prejuizo l;lal de sus ecc'ouisias ; e iulica isiii
case i x-:m.)lo para demonstrar a fragilidade
rao lopalio da emiss >.
N) foi, paira, smente uis Estados Uaidos
que i caocurreacii les bneos de erais ;io, I i.i^'-
de diffieultar, auxiliou a resgate dj pn.-l ineeda.
A praoria Italia, quj d um bella ezemplo a to-
das as uicea cara o ingente e b.-ra merec ia es-
f)i\'i qie fez para regenerar auas tuaa^iS, apra-
veiiou-aa do s ivicj los seis bancos de circular)
alli existentes Estes btucas s.ia : o Bino Sa-
ciaiiil, o de Nipol's, o Nacional da I'oscan.i, O
de Credit) da Toscaui, o liara na c o da Sicilia. I
Alm deatis exesaplos, onvem uo esquecer!
urna outra nicio, ou le a appliCa^o do sys'ema
d)3 Bancas Niciouies des Eitados-Uiiidas est
dtula vantajis.s resultadas. Kefere-s; aa Chile.
Li ezistera 16 aancoi de etniss~<, m)deladas pe
las dos Estados -Unidos, sendo brigadas aa paga-
manto de auis na'as em maeda c rr tnt'
A' vista destas coasiderai;ojs e disexemolos
das outras nacoes, uo parece haver dilcildade
era catabelee t ae a Brasil o raeaina systema d-
bancos que, alera Jja beieficos resultados que pj-
dora dar, preatam-se tambera a s-erera es lat.ibores
auxiliares p ira o resgate do papel maeda.
E qual a diifieuldade ? A experieneia ? tae
meior experiencia o que os 21 aunas decarridos
uja Estados Unida, sobre e3se rgimen, e o ezem-
plo do Chile que ba tantos aunos, tenda carao nos
o vicio, d) papel-moeda, auxilia-se c nn esses bau-
cos de emissao, 'organisados p)r esse mesmo sys-
tema ?
Aiuda umi observaco, que talvez se suscite e
que deseja prevenir, a suppasico de que, em
quanto nao tiveruijs resgatada o papel in:
da, na se deve pensar cm bancos de era3s) :
mas acaba d! citar ezemplos de outras nacoes,
que demiaatram a possibidade e at a convcuieu-
cia de tal orgaiiisacio.
era preeiasmjs de ta-'S ezemplos : basta a
simples razo : pois porque temos um grande mal,
como o papel-maeda, deven.n aggravar cate
mal, privando uos das vautagens da elasticidade
da ere lita ?
Porque raza nao se podem fundar baneo3 de i
circulacia, obrigados a resgatar ou tracar os seus
bilhetes era maeda corrente 'i Esta maeda da
Estada, ser papel-moeda em quauta nao for res-
gatad. ; maa propa-Qo que se resgatar, a cir-
cular) metlica vira substituil-a sem prov car
essa escassez lo meio circulante, sem abalo para
todas as fortunas, porque a emisaa bancaria
ir acompannaado as ueccasidades da circulaco.
(Apoiados).
Se exacta suppr se que a pressao ou diifieul-
dade das transaccoes, que ora se seatera, e s
quaes acab de ref-rii-s-, provm da retirada de
15 a 20000:000* da circu-rao, como deraonstruu
pela coutro itara des balancetes de* bae
que nao ser quando se retirar 40 ou 6OOOJ0 0?
A retirada dj duplo au da triplo dos 15 a.......
20 OOO.OOO* que- actualment.s fazera falta s traus-
aecea ser muito mais sensivel, e seus effeitas
muito mais fuuest is.
Parece, purtauto, udspensavel prevenir teme-
Ihaute hypathese, que nao pode ser sena prejudi- ;
eial para a riqueza pnaliea.
Induzda par estas c^nsiderares ouveneeu-se
da preferencia dos Bancas Nacmuaes dos Estadas
Umdos, e naa canfiaudo uas proprios, Consultou a
dous alustrados s-nadores que nao podem deixai
de inspirar a maior confianza, uAo s como juris-
consultos e legisladoies, mas anda como estadis-
tas adestrados na alta adrainatrara da Estado,
eapccialmeute na pasta da fazenda, que iuteira-
inenre nteild com esc* assumpto.
Refere-se aos Srs. couaelbeiros Affonsa Celso c
fcalayette, Eucontrou da parte dcstes daus llus
irea aen.dorts a mais etfica cooperaejio, a mais
esclarecida coadjuvacao. Assira idea:ificados no
mesmo uensameuto organsaiara um projecto, de
pois de' d. m nado estado, e este projecto que
vai ter a boma de submetter a consideraco do
souade : i i : ,
Continua
HbviSTA DIARIA
l'iit>iiii.il lo JuryNao houve h ratem
sesso u'e3te tribunal por terem comparecido 25
Srs. juizes de facto. Recorreu-se urna dos jui-
zes de facto supplentes sendo sorteados os ssguin
tes senhores :
Freguesa do Rtfe
Autonio Luiz Vieira.
Frederico Silveira Saboya.
Jos Autonio,(ioi rles Penna Jnior,
Joaquim Olinto Basios.
Frcguez.a de Santo Antonio
Emiliana E. Mel a Tamaor.m.
Francisco Domingos Mor ira.
Dr. Joa Carlos Baithasar da Silveira.
Joa F'ancisc* Ferreira.
Joo Silveira Carueire da Cunha.
Fre.gue\a da Hoa Vista
Antonio da Silva Castro.
Autouio de Meder >s Mafra.
Elysio li. Miranda Franco.
Eugenio Lauro Maciel Monteiro.
Firmnio Candido de Figueiredo.
Jas Qanralves de Medeiros.
Dr. Malaquia Antonio OouOalves.
Dr. Mauoel F da S Antones.
Mauoel Bruno dos Santos Almeida.
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Freguetia da Qrmca
Dr. Bento Jois da Coata.
Joaquim Francisco das Chagas.
Lu Epiphanio Maurica.
Sabiuo Jas de Almeida.
Porto* do norteO paquete nacional Para
que hontem chegou do sui segu hoje tarde para
03 p artas do norte.
Club Internacional de Hea-atan
Para a naite de 23 de Ju ha prozmo acha se mar-
cado o sarao, que este club projecti realissr nos
seus saloes, ra da Aurora n 53.
Sao sempre attrahentea e brilhantes as reuuies,
que costuma offerecer este club aos seus envida-
dos e associados.
Muito nos penhorou o gracioso convite, qUe se
dignou enviar uos a commissa especial do mesmo
club.
Compaahia.de EdlOcacaoNa elei-
cao que teve lugar boutera foram eleitos :
Presidente da assembla geral
Commendador Luir oprat.
Io secreturio
O. Manuel Martius Fiuza.
2* secretaria
Eugenio Gau;aives Ciselo.
j Directora
Ootiverara maiaria de votos :
Dr. Antonio Ulodoalda de Souza.
Tenentj-coronel Manoel Martius Fiuza.
Commendador Jaao Jo3 Kadrigues Mendes.
Aurelia dea Santos Co:rabra.
Oereiiie
Obtiverain maioria de votos :
Dr. Antonio Carlos de Arrada Beltra.
Dr. Kiear !) Menezes.
tapoeirax-Aute-hautem pela manha, qoer
ao ir e qaer ao regress-r o 2 bstalho do linha
da missa, que fora ouvir mi igreja da Santa-' Iruz.
os c-tpaeiraa. que circuradavaw a i>)USca, fizeraa
as proezas do costume, ospecialineme na p ral
Santa Isabel, quando vol'ava o batalho, ch .
a pancada e c ccete, e trabalhanla a val-r as
navalhas, .os estoques e a facas de ponta, de que
i ara munidos e fizeram tero co
Na frente da grupa ia impvida o celebre Lib.a-
nio Jos de Sant'Aiini, ha pauea aosolvida pelo
jury desta capital por ter ferido a Antnuia (ual-
berta Gomes, denominado Vea-Azul, e a quem :.
nava ferio, gravemente na sezta-tcira ultima,
de que dein is aute-huntem noticia.
Ni) baver quem o prenda ?
CHi.-i O. JoxEs-e Club que tem sua
na cidade de Olinda, realisau n i I mingo
a sua primcira matinie.
Depois da conferenea abolicionista pronunciada
pela Hci'lemien Nylo P-'raiiha, que a
veu satisfactoriamente, seguioae a parte conc r-
taute, em que (orara applaudios as artistas que a
deaempenbaram,
Em seguimenta aa concert, t ii recitada al
ricamente pela actriz Apolonia Silva, a po sia i
P. Cbagas A fberdade,
A matinie terminou s 2 1.2 horas di .ri
a caun-'ciia comed i do ncaderaico ftibeiro da
Silva'Jouiet/ivnciax de um rap'o, sendo :
libada a eoi-iit) pelos ,-oios di Melpomene
Oimdeiis, que r.m applrtudidos.
*amhik-Pa:hrm-u a t publicaro
guite :
Pedim >s a qu m competir quj p. ,., -
tos cantu nlij sambas que castumam taz-r .
"i- ; 'rav ssa li K la, S. Fraueise i, ra
vussa dos ixpntos. li.tn Jes-is das Creral u.
das Patos, Calabauco e Caj
Estes si-iiii, i .._-,s caraecArara .,.>.
o d S J io c ontinuaram at doming
so d .'-i.-aiir ii: 11 p)ucas h)ras. S na tri\ .
li.i! in\t. tres, c par aqu imagine1 se
n) ira : ilude in m nado ira os visiuhjs.
A- : .1)0 -1
las da palavras nbscen u e oirulli is ; ua rr .
11 i a i da Itada especi.ilraeute onde hrave
fae i luante a d luya.
i Ubamados pir alguem dous guardas eiiij =
estes disseram que ala podiam fazer porqn>
sambistas ti abara dada ordem para l.o.n. qu
i Jai Pimenta estava t tnbera danriuj
tro n i ra 1 a (li.
ti esses dev ent'ir um -
ediego mais correcta e augmentado na
de S. Pedra, p ir eso pe limas a que.m
que n:i) caiisinta ?era-lhiiire diveriimento.
HaliNauenio Ua co.ia
a presidencia de l'eruaobuco para lespeule
quantia de 761* com a aequisi a de las un >-
e t-) l>rci de amarra, lestiuidas sega
baias |U:in lie iuj ni i u rl i : i m
nada la des e a :-.-dr-. c r i le (J ibega de ceo.
Nova matriculado* etiravo*--\
rameas das, carao tira de paupar a num
libertos do municipio neutro o anua do remut
rem age i tea >u procuraaores que se enea
de uber certidea a g tivas la matricula
exhibir era juiza taes certidoes para s guran
estado de liberdade, recordamos que,
do regul im :nt de 11 le Xo'*u nbr le !~^
vera tquell is.cierti lo-.-ser lomee i las gratutl
te e servir eorao tit il liberdade, sendo aceitos
e reconhecidas carao tics. A disnosi(
menarc terminante, uaudo assim estatu n
art. ~i" :
Fermn ido o pr.
(erados libertos, e g sarao desde loga da libe
de os escravos que na tiverem si .
ou arralados, in l p-.'-' / .
lidade. '' escravo assim bb.rtaao,
por elie, poler requ-rer e o nc
scripcao, tra a caigo de quera ficar ,. Iivroda n iva
raitricuia, fornecer gratuitamente cert ddo .
ua que servir de titulo de libeniwl<: <
ser aceito t > con
i' le lar iu( | t i os :rav > n i in i
triculado u.-sts municipio uro c
desta -.re: a cer'ido negativa nao llf
de lber lade. N ..
seuhor incumb o aaus le r var contra i
eumpro legal deducida da ceitidlo negativa, i
semelb inte prova n i pode ratr i s ?
meoto que mostr ter iido r.-matriculado o eset
mellante as for prazo
regularaeutar.
Quanto localidad utide pode .
regularmente rematricula I i p ir :e u >s r aquella
onde tenba sido fffectuadi a matricula
a e apeteufe avei-baci p >r ntrala n> raunicipi-a.
Centro BepaMic tno Em a ia sesso
le antc-houtem dciib rou o CeiUro ''
segui ute :
I.Aprsenla oina seu cana i*o & prazirai
eleico de ura ver id r par este municipio
dado Angelo Tavar- ;
2.Encelar uo di t 1-1 de Julbo p ixii pu
dil Repnblfl. revista meusal dcstiu !i
a ser orga) d .a ideas da Centro e a registrar, :,;
suas columnas, o movimeato republicano pie .'ai
pela paiz.
Mente nial comportada Pedeui-uos
para chamar a atteueo da respectiva aul
para indiv iuos, que, tu ra d i Mangue,
d'-m de mina muito reprehcnsivel, usan I .
lavras e gestos indeceutes. de modo tal que as
familias se achara privadas de begar s janellas
de suaa casas.
a febr> amarella no BrailU
nal clnleii) La Libertad Electoral com a tim.
talve* de desviar do Brasil iraraigr*co, p
ora -rtig lannunciando estar todo o licor!
sil invadan pela febre amir. :1a .'
Nosso il ustre comprovinciano a Dr. Alfredo de
Moraes O mes Ferreira, addidia legara brasilei-
ra n j Uuile, prestou-uos um relevautissimo servi-
9) dramciitnido tal noticia com a publicar : ,-
IiiiIms que abaixo transcrevemoa :
o Srs. redactores da Libertad Eltctoral.
No numera de houtera de seu acreditado diario
public u V. S. nin telegramma de Bunios Ayres
firmal i pe o 8r cnsul lo Chile, em que se diz :
ii febre amarella.
' Apczar do acatamiento que de vemos ao Sr.
consol, us parece, Srs. redactores que basta a
forma absoluta em que est concebido otela-
< grararan, para tornal-o suspeito.
Entretanto, embura uo teuhamos dados suf-
ficientes para couies'al-o posittvameote, permit-
i tara nos, que Ihes otfereramos algumas cuoside-
n raroea, que se nao o coutradizem, padem pelo
meuo- pol-o i m duvida.
i Tanto por cartas particulares como pelos
diarios do Brasil consta que a salubndade pa
blica e exedlente, e n > ultimo obituario nao ba
um o caso de/eore de qualquer nalurexa '. C
caao singular ae eiieontra no /ario de 2.1 d
inez animo que aparecenda cm Lisboa deefara-
cao aualaga, a reapeito da febre amarella, o mi-
uistro do iraaerio expeda a seu repieaentanle
seguintu telegramma :
. Queira V. sendo exacta aquella detlarats, rt-
clamar otnira ello afirmando nao haver aqu.
. ha meses, como inda hoje nao ha tato algum de
febrt amarella, ter tectlicnlt o atado tant-
rio. .
aeudo assim, Srs. creio redactores, poder ahur
J
-


Diario de PcrnambucTerca-feira *8 de JuhIio de 188?
B

que cousa um tanto rara, que no espago de 18
das a febre amarella teoha invadido todo o li-
toral do Brasil, sem que os representautes do
Chile, no Brasil, o comonunicassem a sen gover-
no. Vv. Ss nos honraras muito, e seremos
muito gratos se se dignaren) dar publicidade
estas Imitas que foram escriptas com o desejo de
restabelecei a verdade.
Imprenta entrangeira -Oa Europa re-
cebemos :
Reame du Monde Latn, tomo deste mez, cujo
SUmmaru este :
I.De l'art actuel eu lulie, seulpture, cra-
noique, nusaique, verterte et p iuture par M.
Litty Miiiiut.
II.Regina, simple hiatoire (auite), par M. de
St Syivestre.
111 L'olairage lectrique, par M. Alpbouse
Barrer.
IV.Variets : 1.Li posie populaire en Tos-
cane, par 11. H'nry C>cain.- 2. L: vivarais avaut
la revolution, par M. Lon V'iel.
V.Salou de 1837 (deuxirae article), par M.
Sesttt.
VI pjlitique et diplomatie: 1. Politiqu ita-
lienne, par M. Gusta ve Marcbal. 2. bulletin
mensu-l, pai- M. le crate de Barral.
VII.Le monde fioancler, par M. X.
VIII.Titeares, par M. A. de St-Ueorges.
IX. ISulletiu des socits : La soeit d'his-
toira diplomatique, par M. lliratius.
X.Livres.
Bevue Sul Amtricaine, peridico biraeusal, n.
llt, sendo eslu o sea surainario:
Avis du c-ramissariat general de l'migration.
L ejemplo es rapports de l' Augleterre avec l'Ara-
nque du Sud, ature l'attention des couomistes du
cootioent, pr P. S. Limas. L- paya des Pam-
pas, par Mariano A. Pelliza. Etala historique et
seieutifiqu>: .if ia Banque do la provinee, par
Culos Mara de Pena Aux emigrants pour la
lo,,ablique Argentiue, par Louis Gunaiue. Cour
rier d'Awrique. Revue Ecouoinique. Rjvue
Financiero.
Le Brs, u. lab de b do corrente, eujo sura-
mario o seguinie :
Tlgrainwes uu 23 Mai au 5 Juin. A Rio-de
Janeiro. (Correspoadauce particuliare). E;h>a
de partout. L:Climatrel du Brsil (suite).
Altred Marc. Chrouique pariaienne -Adrien
Desprez. Le systuie d'nnraratiou au lire .
(auitr).'Jora Luiz La Cuulrouce de \I
Wells sur le Brsil. AdjuJicatiou des travaux do
11 barro de ltio raide-Ju-Sud. Revue couimer-
ciale. -D. Noel. Tiragu dea a digations de Com-
paguic gurale des cbeu.ins do er ursiliens.
tievue hilandero. Mouveineut martimo.
DescarrilamenieO trem que f.'z a
i .lo 7 1/2 da uiite de sabbado, da Recife
para Olinda, oou com a locomotiva descarrilbada
na proximidade daestigao do \ arad juro, e igual-
mente o carro de 2-' classe a ella eugatado, em
Virtude de se t.-r atraves&ado na via-ferre:, na
momento da pasaaguin dj trem um cavalla, que
apez ir dos o= neos do macbiuista, foi upauhado
e esmagado.
rendo tieado perpendicular ao sentido da mar-
cha e taUiuieut lora dos carris a locomotiva, so-
bro a qual o primeiro carro deu lormidavol cho-
que, qu-: felizmente s teve par conseqneucia o
seu deterioriineuto e o grande susto que toioarain
os passageiros, tie-m desde logo inlcrroinpido o
trafego do Varadouro para o Carino, faseudo 03
outres treas estagaa no lugar o accidente.
Para collocar de novo a locomotiva sobre os
trilhos foi ueoessario trabalha todi a uoite de
sabbado e aiuda ao domingo at as 9 1/2 da ina-
nha, quando cju restab leoido o trafeo uo tro-
cho em quo cstava impedido,
Via li-rii-,i de OlindaO Sr. Dr. Aoto-
nlo Por--ira 5>ime3, gerente da (Jjm;iauhi.i d?
Trilhos Urbana do Kocif: a Dunda e Beberibc,
escreveu ujs houtem o seguiute :
Ni cirta que Ihe cscrevi ante-houtem. e qu;
V S. h uve par bsm publicar na Revista Diana
de tnntein, deu-se um engao typo^raphico no
ultimo periodj, relativo moditicacao fcita no
prego Jj nossaa puaagena, que me obriga a lbf
podir o obsequio de reproduzl-o na Neo'.sta D'u-
ria de amanba, atim de que se torno oinpreheu
sivel o nusso pensamento ; pa>-a esse fim tran3-
crevol-j-bt-i gnphando a pilavr mal interpretada :
c Nja uso levada (a Directora) por urna
exigencia exclusivamente fin-.nceira, pois os aeua
rendim-;ntos (dos transportes) teem sido sempre
augmeutad .3 ; iras innegavetmeitte vem essa me-
dida (as novas vauUgeus creadas para os pas-
sageirj:) satislazer urna neceuidade, que foi orea-
da torca de ae repetir ser preciso um ^batimen-
to dopreco das passagens em boneficis dos passa-
gelros constantes da linha.
A respeito desia mesma medida, devo tecrea-
centar squi quo, apezar de recouhecer como um
acto dejnaticae equidade a aua cxteuaao Be-
guada classe. nao quiz a Directora desde ja as-
sim consideral-a porque com multa razo ae arre-
ceia de iucoavemenUa de muito inaior mout.i, que
a ua pratica sero desengaados, e atteudendo
tambom cireumstancia deque n'essa claaae j
se viaja pir m;tad<', m'iia de metade, do prego da
primeua classe, resultaudo dahi custar 21U rs.
urna viagem para Olinda ou Beberibe c 120 rs.
ma viagem p ira a Lucruzilhada ; com a part-
cularidade de serem os frequentadores des;a ela-
8C por via de regra, joraaleiros, aos qua;s ponsjo
a convm a passagem avulsa.
Lata no uosso intuito, porm, crear logo que
se torne opportunourna assignatura ou sene se-
manal, com abate de prego, que eertamente vira
no futuro reparar a appareote deaigualdade, jus
tameute para cem aquelles que mus dignos sao de
tada a benevolencia, oa deaberdadoa da fortuna.
Itecife, 27 de Junho de 1887O Director-
Gerente, A. P. Simoea."
Elelc&o de irmandadeA irmandade
de S. Pedro doa Clrigos, reunida em meza geral
ante-nontem, - torio de sua igreja n;sta cidade, em cumprimento
ao art. 19 do s-u compromisso, procedeu ueleivao
do novo provedor, sendo reeleito o Rvdm. Sr. Dr.
Jeronymo Thom da Silva por unanimidade de
votoa.
liiMiiiiio Arctaeologlco e Geogra
pnico pernambucanoHiuve no dia 9 do
corrente aeasio ordinaria, aob a preaidencia do
Exm. Sr. cou8elheiro Pinto Jnior, 1 hora da
tarde, estando preaentes os Srs. Dra. Cicero Pe-
regriuo, Jos llygino, Lipes Machado e Almeida
Castro, majjr Codeceira substituiudo o secreta
rio que nao eompareceu, foi aber;a a sesso.
0 Sr. Dr. Lopes Machado oceupando a cadeira
de 2o secretario leu a acta da autecedente, que foi
spprovad e o Sr. i' aecretario mencionou aa ae-
guintcs offertaa :
Pelo consocio commendador Jos de Vaacon
cellos as aeguintes :
9 \olnmcs encadernados do Jornil do Becife dos
aeguintes anuos :
1 de 1862, Janeiro a Novembro ; 1 de 18tiJ, Ja-
neiro a Dezembro ; 1 de 1864, Janeiro a Junho ;
1 de 1861, Julho a Setembro ; 1 de 1869, Jaiho
Dezembro; 1 de 1860, Janeiro a Junho ; e 2 de
1871, Janeiro a Deaembro.
17 ditos encadernados do Liberal Pernambucano
dos annoa de 1852 a 1860.
Um dit', dito do Constitucional de 1861.
Dous ditos, ditos, do Lidador, de 1813, de 14
de Novembro a 12 de Agosto.
8 ditos, dito do Cruzeiro de 1829, de 4 de Maio
a 30 de Dezembro ; 1 de 1830, de 2 de Janeiro a
30 de dezembro ; 1 de 1831, de 3 de Janeiro a 5
de Maio.
1 dito, dito, do Diario di Tarde, de 1848, de 6
de Margo a 23 de Jnnho.
1 dito, dito do Aristarco de 1833 a 1836 de 15
de Abm do 1 anno a 20 de Abril do 3*.
1 dito do Amgo do Pono de 1829 (de 30 da Maio
a 18 de Deaembro.
1 dito, dito do Sele de Setembro (59 nmeros).
1 dito, dito Jo Annuncian'e de 1846, de 28 de
Agosto a 28 de Novembro.
1 dito, dito do Cidad&o de 1853, de 2 de Outa-
bro a 12 de Novembro de 18*4.
1 dito, dito do Excommungado de 1873, de 30
de Janeiro a 13 de Margo.
1 dito, d to do Formigo de 1850, de 7 de S-
tembro a 5 de D. sembr.
1 dito, broeuura, A Jmtica de 1858, de 16 de
Fevereire a 1 de Outobro.
1 dito, .lita A Unido de 1848, de 9 de Setembr
15 de Novembro de 1854.
2 ditos, dita O Bepattico de 1853 1855, de 5
de Jolhj do Ia auno a 19 de Dezembro do ter-
eeiro.
1 dito, dita O Brado do Povo de 1856, de 11
de Janeiro a 10 de Novembro.
1 dito, dita A Begeneracdo de 1857, de 31 de
Janeiro a 28 de Maic. .
^ dito, uto, 0 Amigo do Povo de 1829, de 30 de
Maio a 9 de Janeiro de 1830.
\jx rebato a olto do poeta Gsngalvea Das.
Pela secretaria da Cmara doa Srs. Diputa-
dos :
4,Daua volares brochura : Aooaes do parlamen-
to brasileiro, Io aoao da 4 legieUtura, seaao de
Um dito, dita Belatono e Synopaia das traba
ihos da Cmara dos Srs. Deputadoa na sesso do
anno de 1886.
Pelo Sr. tooente-eoroael Maaoel de Larvaino
Soares Brando :
Um pratoantigo.
Pelo Sr. Dr. Jos Jasquim Alves de Albuquer-
que :
Dous pratos de data remota.
Pelaa reapectvaa redacgsj diveraoa jornaes
deata e de outras provincias.
Paasauda-ae ordem do dia, foi propoato pelo
Sr. Dr. Cicero Peregrino e approvado para socio
cerreapondente do Instituto, o Sr. Dr. Jos de
Barros Albuqoerque Lima.
O lustitoto resolveu offieiar ao Exm. Sr. presi-
dente da provincia pedindo-lhe para faser mudar
do edificio em que funeciona o Instituto para o da
escola publica de ina'.rucgao pnmir.a da ru* do
Sol n. 17 a aecgo eleitoral qoc aqui funeciona,
visto correrem risco do ficarem deteriorados os ob-
jectos importantes existentes no salao, nos das de
eleigo, pela grande agglomeraglo de pessoaa que
ahi coucorrem.
Nada maia havendo a tritar-ae foi levantada a
eessao.
Tea loria a ramioCommunicam nos o
siguite :
- II.ms. Srs. redactores do Diario de Pernam-
buco.Pedimos obse-iuijs imente a Vv. Ss. para,
por meio de aua coneeituada foiha, caamarem a
attencio das companhiaa de seguros contra fogo
aobre oa grandea depsitos de algoiao existentes
no caes do Kamoa, juato s oficinas do Melhora-
meuto do Porto, as quaes, trabalhaudo e conser-
vando, duraute o dia e a noite, acensas as suas
forjas, provavelmeute podem oceasiooar lameota-
vtis iucendios, como os que tiveram lugar duas
vezes na prensa dos Srs. Neesen & C estabule-
cidos no referiio caes.
C no moradores desta localidade, o nosso de
aej.i zelar pela aeguranga publica e particular.
Basar de prendasE' umauh, a "o ho-
ras da tarde, que 8e ha de realisar em casa do
provedor da irmandade de S. Pedro, travessa
do Veras, sobrado u. 1\ o bazar de prendas em
beneficio das obras da igreja de S. Pedro.
ISS Pedom-nos a publicagao do seguinte :
i qualquer pessoa acbar a data do anuo
corren multiplica a aua idade pelo numero 2,
addicioaa ao resultado a data do anno em que foi
de-.cober:o o Brazil (150); e mais o numero 403 e
a data do auuo d> lei urea Rio Brancj (1871),
a omina c div:de pelo numero 2, subtr.be do pro-
ducto o numero da idade e o resultado ser o anno
corrente, isto 857 .
Fe*ia de ao Pedro Amanha, 29 do
corrente, com assisteucia do clero religioso o se-
cular desta capit.l, a irmaudade de S. Pedro dos
Clrigos celebrar com tidi a pompa a festa de
seu glorioso patrono o priocipj djs apostlos S.
Pedro na igreja di mesmo nomo.
Pontificar solemnemente o Exm. Rvm. Sr. his-
po diocesano, oceupar ao Evang-lho a tribuna
sigrada.o Rvm. Sr. conco Dr. Fraucisco do Reo
Maia.
A' noite, por occasiao do Te-Deum, pregar o
provedor di irmaudade padre Dr. Joronymo Tho-
m da Silva.
Coinegar o pontifical s 10 horas do dia, e o
Te-Deum s 7 horas da noite.
A orchestra ser dirigida pelo Sr. professor
Jeo Polycarpo Soares Rosis, e em ambos oe
actos tocar umi banda d- musxi marcial.
Acbam-sc convidadas as autoridades da provin
cia.
Nao ha girndola!.
K%pecular3e* em cafeLemos na Ga-
zeta de Noticias da corte de 15 do coi rente :
A praga do Rio de Janeiro est aob a presso
do mais um desastre causado pelas especulagoos
em cif, e cujas consequencias pidem acarretar
Drejuizos tao grandes oj maiorea do que os pro-
duzidos pelo celebre syudicato.
Os rebultados fihulosos obtidos pelas ultimas
oegociagooa em caf, e a teniencia que para alta
apreseutava este genero no mere ido Jos Estados-
Uuidos, levarain diversas pessis a fazerem, por
intermedio de duas casas coinmcrciaes da nossa
prag-i, avultada8 compras em Nova Yoik. Essas
compras subiram a 60.000 saccas ao prego de 22
c. por libra.
Sabbado pela manh.i baixcu o caf a 19 c. e dos
Estados-Unidos foi pedido o reforgo para fazer
lace baixi. Essa /eforgo foi maadado ante-hon-
tem'pela manh, porm quando la chegou, j na
bolsa da inanha havia o caf descido a 17.
Apanhad is de surpreza os representautes das
casas do Rio de Janeiro, e nao sendo possivel fa
zer no espago de 2 horas novo reforgo, fii aunun
ciado leilo das 60 mil saccas para a boisa da
tarde, por falta de pagamento.
Para augmentar anda mais a depreciago do
genero os especuladores americanos apreseotaram
em leilao roais 40 mil saccas. Esta abundan-ja
de cat fel-o baixar a 14c,90, prego parque foi ven-
dido nicamente o lote das 60 mil aaccaa perteu-
centes aos negociantes brasileiros.
Liquidada eata operag >, os meamos especula-
dores elevaram o caf a 17 ante hontem tarde e
hontem pela manb venderam-n'o a 17 c, 80 e 17
c, 95.
Este gutl-apens vem causar na noasa prag urna
verdu.deira criae.
Coaracado Babia L-se uo Paiz, da
Corte :
Aeha-se felizmente fundeado no porto do Des-
terro o couragado Baha.
Eram, portanto, prematuros, como hontem disse
raos, os boatos que corriam sobre o naufragio da-
quel'e vaso de nossa armada, que no dia 15, a
6 1/2 horas da tarde, ancorara na barra do sul de
Santa Catbanu, em frente ao pharol dos Naufra-
gados.
Quando naa ruaa desta capital se apregova o
naufragio do Baha, ha 24 horas que elie se acha-
va tranquilamente fundeado no porto, zombando
do tmpora! que roncava l fra.
Este acontecimento ao menos far com que,
para o fotnro, ae tenha mais cautela em propalar
certoa boatos, altamente prejudiciaea e que podem
acarretar accidentes desagradaveis e serios des-
goatoa a uouitoa dos mejibros de nossa socie-
dad,-.
7 horas, na matrii da Santo Antonio, por alio* do
Francisco de Paula Mindello ; s 8 horas, na ms-
tris da Boa-Vista, por alosa de D. Mara Eugenia
dos Santos Ferreira.
Qointa-feira :
A's 7 horas, na matriz de S. Jos, por alma de
D. Aona Amalia Barbosa da Silva; s 7 1|2 ho-
ras, na matrs da Boa-Vista, por alma de D. Cla-
rease de Aguiar Gesteira; s 7 1/2 horas, na ma
triz da Boa-Vista, pela alma de D. Isabel Mari
da Conceigao Mattos.
PawMagelroMChegados dos portos do sul
no vapor nacional Guahy :
D. Buch, Tharaaen, Thanson, Laraen, Jiao Ci-
dre, J. P. Falcas, aullado Pedro Jos Calatro de
Souza, Manoel Matbiaa, Hermina Bezerra.
- Chegados do aul no vapor naeional Pord:
Josepha Mara da Conceigao, S. da Silveira
Lios, Francisco Antonio C. Cardozo, Achules
Mmteiro, Jlo Francisco de O. Godoy, capito
Onofre Moreira de MagalhSes, sua senhora, urna
lidia e urna criada, Antonio de Almeida Pinta,
ArcelinoC da Silva, Francisco Antonio Correia,
Levino da Silveira, um cadete, Miguel Jos de
Almeida, Narciso de Magalhaes, Ramiro A. Mon-
teiro, Sebistia i F. Rocha. Ottoman Abrahan, Au-
di o Cbreate, Autonio Pinto, padre Antonio Soares
de Mallo, Dr. Arthur Pimental, Dr. Joao Combra,
Ceieatino Pedro da Costa, Mainel Adriano da
Silva, Anna R sa Francisca, Juvencio, Affonso
Freitas das Chagas, Luiz Gongalves, Generoso
dos Prazeres e 1 filho.
casa de DelencoMovimento dos pre-
sos da Casa de Detengo da Recife no dia 26 de
Junho :
Existiam 359 ; entraran) 9 ; sahiram 6 ; exis-
ten) 362.
A saber :
Nacionaea 328 ; mulheres 10 ; eatrangeiros 13 ;
Manoel Mara, Pernambuco, 15 diaa, Santo An-
tonio ; espasmo.
Joao, Pornambuca, 7 annoa, S. Jos; aaphitia
por aubmersao.
26
Melchades Francisco das Chagas e Silva, Per-
nambuco, 49 aunos, viuvo, Santo Antonio ; cancro
uo recto.
Oreates, Pernambueo, 18 meze8, S. JosS; ana-
zarca.
Joanna,Pernambueo, 18mez?s,B* Vista; dyar-
rba.
Bazilia Maria, Pernambueo, 30 dias, S.ato An-
tonio ; tebre paludosa.
l'ranciaco de Paula Borges Uch* Flho, Per-
Dambuco, 39 aunos. casadj, Graga ; tuberculoso.
Manoel, Pernambueo, 15 diaa, Grag ; eclam-
psia.
Amelia da Silva Caldas, Pernambueo, 26 aunos,
solteira, Suato Antonio ; bronchite.
Theodora Franciaca do Paula, Pernambueo, 70
annos, viuva, S. Joa; paralysia.
Maria, Pernambueo, 3 dias, Santo Antonio : re-
medida polo delegado.
CHRONiCA JUDICIARIA
Uireetoria da* obra* de ronserm
ciiu don porloHBoletim meteorolgico do
dia 26 de Junho de 1887 :
a o e o
Horas O f -3 3 3 Barmetro a Teaso do vapor O
o o no 0 a
m
6 m. 230-9 76202 17,99 81
9 245 76283 16,63 71
12 266 762"65 19,53 75
3 t. 273 76159 20,02 73
6 24*6 76i78 18.58 81
(serav'ia sentenciados 5 ; dem processadaa i]
dem de correegao 4.Total 362.
Arragoadoa 325.
Bona 303; doentea 22Total 325
Movimeato da enfermara.
Tiveram baixa :
Joa Amancio Bezerra Me irado.
Senb irinna Maria de Lima.
Tiveram alta :
Antoaio Alex'.udre Alvns da Slvi .
Jos Antonio dos Santis.
Jos Anto Camello Borba.
Joao Pedro da Costa.
Lotera do CearaEsta acreditada lote-
ra eujo premio maior de 15:0005000 ser ei-
trahida no da 29 do corrente.
Os bi hetes acham-ae venda na Roda da For-
tuna ra L irga do Rosarie n. 36.
Tambem acham-se a venda na Casa Feliz na
praga da Independencia as. 37 e 39 e na Casa da
Fortuna ra Primeiro de Margo n. 23.
Lotera da provincia No dia ..
do corrente, s 4 horas da tarde, se extrahir a
7 loteras, em beneficio da matriz da Boa-Vista
do Recife o, no consistorio dn igicja de Nossa
Senhora da Conceigao dos Militares.
No mesmo cousisrorio estarlo expostas as ur-
ie as espberas a apreciagai do publica.
Lotera da corteA 204 lotera da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de....
30:00>Ji000 eer extrahida no dia .. do cor-
rente
Os bilbetes acham-se venda na praga da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Margo n. 23, de Martins
Fiuza & C.
Liiieria Jo tiiiio-Para-A.'i' sciieda 10-
lotera desta proviucia, pelo novo plano, cujo pre-
mio grande 120:i)00000, ser extrahida ao dia
2 de Julho.
Bilhetcs venda na Casa do O -" -"a Ba-
ro da Victoria n. 40 de Joao Joaquim u -osta
Le te
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Margo n. 23, de Martins
Fiuza &, C.
Lotera do Espirito SantoEsta lote-
ra cujo premio grande 60:0005000, ser extra-
hida no dia 1 de Julho.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Tombem acham se venda na Casa Feliz na
praga da Iudep'ndencia ns. 37 e 30 e na Casa da
Fortuna ra Primeiro de Margo n. 23.
Lotera da provincia do Paran
A 17-1 lotera desta provincia,pelo novo plano, cu-
jo premio grande de 15:0005000, ae extrahir
no da 28 do Junho.
Bilhetes a vonda na Casa da Fortuna, ra
Primeiro de .Margo numero 23, de Martins Fa-
la & C.
Lolerla de .tlagoa A 18a parte dista
I iteria, pelo novo plano, cujo premie grande
de 10:0J05,>;K), ser extrahida no dia 3 do cor-
rente s 11 horas da manh.
Os bilhetea acham-se venda na Casa Feliz
praga da Indepcndeucia ns. 37 e 39.
Tambem acham-ae venda na Casa da Fortu
na ra Primeiro de Margo n. 23, Martins,
Piusa S C, e na Esmeralda, ra Larga do Rosa-
rio n. 24.
Lotera da provinciaA 7 loteric em
beneficio da matriz da Boa-Vista di Recife, aera
extrahida uo da .. do corrente, a 4 horas da
tarde.
Oa bilhetes garantidos acham-se venda na
Caaa Feliz na pr<.ga da Independencia ns. 37
e 39.
Tambem acham ee venda na Casa da Fortuna
ra Primeiro de Margo n. 23 de Marts F.u-
za& C.
Lotera da ParabybaEstaloleria cujo
premio grande de 20:0.1050 > ser extrahida no
dia 30 de Junho 's 3 horas da tarde.
Os bilhetes acham-se venda na Casa do Ouro
ra do Baro da Victoria n. 40 de Joao Joa -
qnim da Costa Leite.
Tambem acham-se venda na Casa da Fortuna
ra Primriro de Margo n. 23, de Martins Fiuza
Jiiuia t ouimercial da cidade do
Recife
ACTA DA SESSO EM 23 DE JUNHO DE
1887
PRESIDENC A DO 1LLU. Sil. C0MH3.NOAOH ST0N10 GO-
MES DE MIRANDA LEAL
Secretario, Dr. Julo Guimares
A's 10 horas da manh declarou-se aberta a
sesso estando presentes os Srs. depntaios Oliato
Bastos, commendador Lopes Machado, e Figuei-
redo, faltando com pjrticipieo escripia o Sr. de
putado Bcltro Jnior.
Lda, foi approvada a acta da sesso anterior.
Antes de passar-se a le tura do exp diente o
Sr. deputado Hermino de Figueiredo commuui-
cando o fallecimeuto da ex-deputado Antonio de
Moura Rilim propoz qu-: ae inserisse na presente
acta um voto de pezar, propoMa que foi approva-
da uuanimemente.
EXPEDIENTE
Oliieio de 13 do corrate da junta dos correcto-
rea desta praga enviando o biletim das cotagoes
oiciaes de 13 a 18 do presente mez.Para o ar-
chivo.
Doas exemplares do relatorio do Miuisterio da
Justiga, presentado a assembla geral legislativa
pelo Exm. Sr. eonselheiro S. W. Mac-Dowol.
Stjain archivados.
Diarios olliciaea de ns. lii a 160. Archi-
vein-se.
Foiam distribuidos rubrica os seguintes
livroa :
Diario de Emilio Soarea, dito de S Pinho oc C,
copiador de 6*muel l'ower John3ton c C dito de
Sulzel Kautlemannd: C, dito de Paiva Valcnte
o Compauhia.
Foi aasiguada a carta de matricula d- Fran-
cisco Pinto de Magalhi's, subdito partuguez, na-
tural do Porto, de 4'i anno8 Je idade, domiciliada
nesta cidade e estabelecido com p idaria a traves-
sa do Gervaz'a Pires n. 9.
DESPACnuS
Petigoes :
De Antonio de Souza Oliveira para que se d
baixa no registro das nomeag :s dos seus ex-cai-
teiros Thamaz d Aquiuo P.To.ra de Brito C o.'
rapio do Reg Barros Cuno requer.
De Joaquim Alvos da Silva Sacos, para que se ,
registre o crdito martimo que apreaenta.R:-
gietre-ae.
D i companhia de edificag < representada pelo
ga sem direito algum a isto, e havendo recebido
desta Cmara desde enti > at 31 de Marga de
1887 a quantia de 43:635500).
Esae trecho foi langado para produzir eeto,
causar impressao nao s entre os Srs. vereadores
como no publico.
Realmeate se eu tivesse um direito de uso/meto
anda de muito menor valor me considerara bem
feli e renunciara desde logo e de bom grado a
defeaa do miu verdadeiro direito que tanta me ha
castada do csfoiga e contrariedades.
Aquella verba parem representa o dispendioso
cu8teio com o pessoal e material do matadouro e
s o sald della couatitue o prego do meu traba-
Iba e da minha respous i'n.li la le, nao digo aim-
pleamenta moral mas econmica, porque garauto
as p t Jas e d i ni ua das interessados no aervigo,
j tendo pago de urna s vez 80)5 da cours
a.heios extraviados.
E quau lo maior fosse aquella verba m-llior se-
ria para a Cmara porque corresponde ralhor
renda do matadouro.
E rigorosamente sou eu o'origado a explicar por
miudo taes cousas quaud ao contraro do que
afSrma o parecer eu nao usufrUo o mataduuro
sem direito atgnm a isto ; mas all m i sebo era vir-
tude dos actoa aqu: rao tenha referido, em virtude
de prorogagao do meu cootrac'o ?
E' o meu direito qua exergo, senda a prorogagao
um tacto que creou direitos o obrigago o entre
mim e a outra parte previstos as clausulas esti-
puladas no contracto anterior que a prorogagao
revigorou, disseotiudo apenas nos mclh rament03
a realisar ulli, no obstante a minha insistencia
(que o parecer reconheceu), porque a Camari pen-
sa que Iba licito rasgar um contracto perfeito c
acabado qu; fez direito entre as partes sem ac-
cordo mutuo e sem fiear obrigada a perdas e dam-
nos como por triste ex lerieucia d tactos idnti-
cos e repetidos devi i sibel-o a Cmara Munici-
pal do Recife, pirque tem sido mais de umi vez,
conl mnada pelos tribuna-s.
E sea Cmara resolve o cumprimento 'do con-
tra, ti j.i executado, suppoo qu.-eu nao posso. pu-
le com sou tambem ne le apurar aa nfraego 's
por parte da cmara letra expressa del lo e i-
qui lar administrativa ou judici lmente a sua 'res-
pousabilidado mesmo pecuniaria, o que alias nao
devo despresar !
E cora a diierenga a meu favor de que alo re-
nuaciarej os meus direitos.
-Mus nao quero ir a!cm deste pinto.
Basta-me assentar coai o que fie u dito que o
parecer que servio de Lase ao rompimento do con-
tracto servira para o caso em que ae tratasae de
concedel-o uu uega!-o ; :a:ij na pira rescindi -o
porque a tanto nao chflga !omp;tcnci di C-
mara.
Proseguirei.
Recife 27 de Juaho do 1887.
Jos Eleuterio de Azevedo.
9o Prometter em suas circulares ou discursos
[algum beneficio a qualquer localidade de diatncto
ou a todo elle.
Art. 28. Tambem nlo permittido ao candi-
dato, sob pena de nullidade de sua eieieio, e in-
habilitagao perpetua para ser deputodo geral,
provincial e sanador, comprar o voto ou prometter
para obtel-a dinheiro ou uUtro qualqmr beneficio
inda mesmo para realiaal-o aefor eleito.
Art. 29. O que apreaentar-se candidato oa
convier na sua apreseotagao feita por torc iro,
fiea sujeito a apreciago de sua vida publica, pela
aprensa oa em publica reunio ou outra qual-
quer diacuaso a respeito de sua candidatura, sea
direito querella por taesjdiscuraos e escriptos.
Nao porm aasim os que declararen que nio acei-
tara a candidatura quaudo apreseutada por outrem
aasim como quando, teudo-a aceitado, ou ae tendo
apreaentado, se retira lo pleito.
Art. 30. E' nulla a eleico daquelle que uj
tiver aceitarlo a sua apreaeatacao, ou que.
de a haver aceitado, cu ae tiwr apreseutad ., a
tirar retirado.
Art. 31. Em sua defeza nio pode o candidato
usar da retaliaco contraj qualqmr que nao for
canil Jato por algum districro, fiean lo sujeto em
ciso contrario as diaposiedes do cdigo psual.
Art. :2. A aceitagio la cauidatura se pr'su
me. se dentro de 10 das lepiis de publicada, es-
tando o aprsentelo uo diatri i, e _'W sal in lo f ira
delle, mas na provincia, e !] I f i della, nao a r i
cusar por eominuoicag&j i-ita cmara m in
que recebr a apresentagSo, au a seu secrctai
qual recusa ser tamben publica 11 por e I r
pela iraprensa. onde a houver, e commu tica li \-
outraa secgSea do dis'ricto.
A't. 3J. O aprsenla do |uo se acbar <
estrangeiiv e na; tiver expressa o ;ut
sua apresentag.il por escripto a eam u
apuradora, uo tica sujeit o a ser aprec li
sua .ida piblica art. 29).
Art. 34. Em'aora o apresentalo Ti
candidatura ou a retire, o numero jue Ihe

.Idiaiueato c rcform;i da lei
eleitoral
Offerego Assembla Geral Legislativa a se
guite retorma eleitoral.
Recife, 7 de Junho de 1887.
Affonso de Albuq lerq (Contiouago di u. 13!')
irruiu iv
Uos dtrictos eleitorac
Ar;. 15. Feita a qualitcaglj em cada provincia,
e depois de deciduos os recursos que o deveri
ser com a preterigai de qualquer oatro trabilhi
(excepto o de habas eorpus) siri reine'.ti '.
della ao presideute da proviucia.
Art. 16. Pela diviso do uum-ro dos eleitores
da proviucia pelo num'ro de deputadoa que ul'.a
director secretario, para que sej. are ivada a" CO- \f' Prof ?" Pt* divso dos distric-
i da eleigao do3 deputadoa geraes, de mi lo que
pa da acta de sua sesso da asiemb'a geral ex-
traordinaria na qual foram approvados os uovos
estatutos nella transcriptos.Archive-se na forma
da lei.
Contiuuaj sobre a mesa as pet goes de Azeve-
do & C. e Santos & C, aobre a baixa e registro
de marca de commercio daquella firma
Nada mais bavcndi a despachar foi encerrada
a sesso as 11 3,4.
Temperatura mxima 27,50
Dita minima22\75.
Evaporago em 24 horas ac sol: 4,7 ; som-
bra: 2-,3
Cbuva4>,3.
Direego o vento: SE (com pequeas inter-
ropgoes de ESE) de meia uuitr at 9 horas e 46
minutos da maaha ; SSE (com pequeas interru-
pgoes de SE) at 5 horas e 45 minutos da tarde ;
SE (com interrupges ie 20 minutos E e 13 mi-
nutos ESb) at meia noite.
Veloeidade media do vento : 3^,47 por scguud ,
(das 3 s 6 horaa da maaha 5">,88.)
Nebuloaidade media: 0,58
Boletim Jo porto
- = -~ P. M. B. M P. M. 1!. M. Dia Horas Altura
26 de Junho a 27 de Junho 111 manh 225 da tarde 825 230 da manh 2,>38 05i 2, "25 0,78
t Hoje :
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas, 4
ra Estrena do Rosario n. 21, de 2 vaccas, 2 gar-
retes e urna beata.
Peto agente Britto, s 10 1/2 horas, ra da
Concordia n. 204, de movis etc.
Sexla-teira :
Pelo agente Pinto, s 10 horas, & ra da Mar-
ques de Olinda a. 52, de movis, crystses e vasos.
Vlaa* fnebre*. -Serao celebradas:
Hoje:
A's 8 horas na matriz da Boa-Visto, por alma
de D. Virginia Aurelia de Helio e Almeida ; ai
Cemiterlo publico.Obituario do dia 23
de Juaha :
Joaquim dos Passos Carvalbo, Pernambueo, 19
asnos, solteiro, S. Jos; pleur-zia.
Urna creanga du sexo masculino, Pernambueo,
3 dias, S. Jos.
Maria Rosa Ferreira, Pernambueo, 22 annos,
solteira, Afogados ; tuberculose.
Manoel, Pernambueo, 2 mezes. S. Jos; gastro
enterite.
Julia, Pernambueo, 2 mezes, Santo Antonio ;
bronchite.
Adelaide da Cuta Menezes, Cear, 23 annos,
viuva, Boa-Vista ; gangrena.
Josepha Maria da Conceigao, Pernambueo, 25
annos, solteira, Boa-Vista; cancro do tero.
IsgoJJaaquim de Carvalho, Alagoas, 29 annos,
solteiro, Graga ; anemia.
A exau Ir Aristides Epaminondas, Pernambueo,
37 anaos, solteiro, Graga ; paralysia geral.
Mana Balbina de Caatro, Pernambueo, 40 an-
nos, 8olteira, S. Jos ; cachera.
Amelia Francisca dos Santos, Pernambueo, 23
annos, casado, Boa-Vista ; tubrculos pulmona-
r- s.
Flix, Pernambueo, 1 mez, S. Jos; convul-
eoes.
Antonia Maria da Conceigao, 'Pernambueo, 55
anuos, solteira, Santo Antonio; hemorrhagia ce-
rebral '
Jos, Pernambueo, 2 1(2 mezes, S. Jos ; con-
vulsoes.
Augusto, Pernambueo, 2 mezes, S. Jos ; ver-
mes.
Th- reza de Jess, Pernambueo, 23 anaos, sol-
teira. Boa Vista: tuberculose.
24 -
Magarida Maria, Pernambueo, 35 annos, soltei-
ra, Gia.a ; tuberculose.
Antonia, Pernambueo, 8 mezes, S. Jos; dysen-
tena.
Nicacia Maria do Rosario, Pernambueo, 50 an-
noa, ignorase o estado, Bt-Viata ; hemorrhagia
cerebral.
Mana do Rosario, frica, 75 annos, solteira,
Boa-Vista ; entero-colite.
Asteria, Pernambueo, 6 mezes, S. Jos; entero-
colite.
Luiza, Pernambueo, 5 meses, 8. Jos; denti-
go.
25
Maria dos Anjos, Pernambueo, 28 aunes, casa-
da, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Bento Jos Baptista, Parabybs, 90 annos, sol-
teiro, Ba-Viuta; fraques senil.
Vi cenca Brigita da Conceigao, Pernambueo, 35
asnos, solteira, Boa-Vista!; infeegao purulenta.
Joao dos Res, Babia, 63 anuos, solteiro, Ba-
Vista ; h- meptisc.
Militan*,, frica, 70 annos solteira, Boa-Vista ;
leso mitra).
Manoel Barbosa Dinis, IPernwnbuco, 33 aunos,
solteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
PLBL1CAC0S A PEDIDO
A' iini poeta -brnociilo
V n poeta magrigo, Itdo e feio
Q::e do Binculo as paginas verseja,
Quer aeja um homem granle ou grande hornera.
Ou mesmo outra qualquer cousa aeja,
E' sempre um hypercriij ou inuihoso,
Que tem rabo de palha e falla toa,
Sem se lembrar que do Diario os poetas
Lhe aguardam em represalia cousa boa-
Tocou a tua vez Ledo Sael,
Que do Diario um Diario poeta
Desconfiado, altivo e nervorento,
A sua rebordosa agora enceta
Ttm paciencia, pois, meu verstrasto
L'bra-te a geito em teu desasocego
Que o d:to cujo com quem 'atas pegado
E' um versejador que nao pego....
Foi um da... modestia, mas, podera !
Se o meu intento me mostrar altivo
Ao mundo deixo o que no mundo fica
E' no num'ro ds vivos que eu vivo.
Nao sei se fiz-me a todos entendido,
Porm, pouco me importa, o que eu quera
E' o imigo das sogras, ou aographoba
Descrever em nm tom maia do que vero.
Poje, porm, me falt o tempa e o espago,
Sobretudo o dinheiro e isso pouco.. .
Nao exorbito as raias do dever
Nao quero aiuda mogo ficar louco.
Portanto, fijne um mais ou menos dito,
lima idea de leve como exordio :
O nosso hroe o nosso typo-verso
E no verao urna eapecie de n-gordio
Poeta-diario.
Servico do Haladotiro
IV
O parecer que servio de base delibvragao pela
qual a Cmara julgou-ae com autoridade e com-
petencia para romper par si s o meu contracto
por ella mesin > prorogado e que est sendo exe-
cutado por forg i da prorogrago concedida ha maia
da anno, improcedente em todos os seus pontos e
por quaqutr lado que se o considere.
Alem do que j expuz fundado nos proprios
actos da Cmara releva reduzir a seu justo val ir
outros motivos e fundamentos ae tao estranho pa-
recer .
O parecer infundada ou propositalmente deslo-
cou a quetto do seu verdadeiro terreno no pre-
supposto de poder examinar a vantag.-in ou des-
vantagem da prorogagao, como se a Cmara actual
houvesse deconcedel-a, ou negal-a, como se fra
urna pretengo minha ainda pendente de delibera-
-,o aua.
,-E' a razio porque maneja contra mim como
urna grande alavanca que cu nao udia requerer
prorogagao, porque me obriguei no contrata agora
prcrogatd, a nao fazel-o.
De aceordo, ae esaa clausula nao passasse de
urna formula tabellia emquanto contracto se faz
com a administrago, alias livre e iniependente
de proceder como melhor entende, menos na au-
sencia de clausulas semelhantes : de aceordo sin
ds, se eu houvesse requerido agora a prorogrago
e a commisso que deu parecer tratasse de apu-
rar a conveniencia da prorogagao pretendida.
Mas, mil vezea nao, se a prjrogagao um tacto
consummado por delibemgo da propria Cmara
em via de execucSo ha mais de anuo ; e admira
que o parecer con tenha um tal motivo como fun
damento para rescindir ex-proprio Marte a pro
rogago, quando em seguida tao improcedente
razo reconhece que ella meama em 10 de Feve-
reiro de 1886 a concedeu, notando ainda como j
o fizemos em outro artigo a nomeago de commis-
cada districto contouha iual numero de eleitores,
sendo sempre o respectiva t rritirio coutiuuado,
aiuda que parta freguezias, qu.rtciroes c ruaj
quaudo for preciso para qui tod js 03 distneis do
cada provincia contenham igual nume'0 de eleito-
res. A fraegaoda divso ser repartida pelos pri-
miroa districtos.
Art. 17. D acircacimo ou a deminuiga no nu-
mero il eleit r-'s que se q'.l ilife irem pelas revi
soes posteriores, nao alteram a diviso doa dis-
trictos assim constituidos durante 10 anuos, no
fim los quaes se proceder > nova diviso d i pro-
vincia em districtos, para que cada um de novo
canteaba igual uumero de eleitores.
Todava nao se proceder a nova diviso de
dislrictos quaudo se verificar que nenhum iistric-i
excede aos outros em menos de 21 eleitores as
provincias de Ia ordem, d; 16 aas de 2 no de '.0
as de terceira.
TITULo v
Dos candidatos
Art. 18. Ds candidatos de cada districto se de-
signarlo pelo numero que lhe competir, aegund > a
ord"in chronologica de sua apresentago, feita p ir
' si o" por qualquer eleitor do imperio a quem nao
! vedado fazel-o, que primeiro o aprsente.
Art. 19. Nao podem apresentar nem mandar
apreseutar caudidato nem recommaudar candida-
tura alguma, nem sustental-a ou defendel-a em
partieular ou publicamente, nem em reuna i 1
qualquer numero de eleitores, uera por carta ou
circular, o senador, e deputado de qualquer das
duas ultimas legislaturas, o ministro d-1 Estado, o
presidente da provincia, o commandaute das ar-
mas e chefe de polica e demais authoridades pi-
liciaes, os ofieiaes militares e os da polica, os d-
| rectores au as direegoes de partido ou qualquer dos
membros de ditos directorios ou direegoes, nem os
que sao txpressam nte excluidos da qualificao,
(arr.) sob as aeguintes pennas :
Io. Para o senador, ministro de estado, presidente
de proviucia e c^mmandanto das armas, le multa
de um a dous contos de ris, segundo oa seus ha-
verca, por cada candidato quo. aprsenteos, defen
dam ou recommeudem. Para os demais a multa se-
r de cem a qninhentos mil rci* :
2'. as meamas penuas acorrer todos aquellos
que em conversa ou discnsso sobre qualquer
candidatura apoial-a na authoridade d'aquelles
qu: nao podera apresen: ir candi lat.
Art. 20. A imprensa que publicar apresentagao,
defeza ou sustentagao ou cousa semelhaute de
qualquer candidatura em nome ou alludinde aquelle
que nao a pode apresentar, eer fechada durante
6 mezes, sendo depositadas a suas chsves.
| nico. 0 uso da imprensa assim fechada, d
lugar a seu sequeestro e venda em leilo, dividin-
do-se o seu producto liquidado entre a fazeuda
publica e o denunciante.
Se nao for conbecida a dita imprensa, ser preso
o distribuidor dos impressoa e sujeito assim como
o mandante a penna de 6 m-zes a 2 annos de pri-
sao, nao sendo permettida a tiauga.
Art. 21. As circulares respectivas s eleiges ou
qualquer escripto nestus condigoes impressas ou
nao, se forem assignada3 com falsas assignaturas
ou ae nao forem signadas, sendo remettidas pelo
correio, nao do lugar iraposi;ai de pena.
Art. 22. A aprestntagao dos candi latos ser
feita cmara municipal apuradora da districto
ou ao seu secretario, ou presidente por petigio
em que se declare o nome do apreaentado com o
titulo pelo qual conheeido, ou qualquer outra
desigoago que o dstiagua do outra pessoa do
mesmo nome, pediudo que se declare nella o nu
mera que compete ao candidato.
Art. 23. Ao pasao que forem sendo recebiJas
as jipresentagoes, serao ellas notadas em livro es-
pecial com a deaiguago do uumero que compete
ao candidato e do nome de seu upreseutacte, seu-
do entregue a parte com o seguiute despacho :
Cimpete ao candidato F. pelo ... districto, o
numero...
Ar. 24. Sem perda de tempo a cmara e o seu
secretario faio publicar por editaos cada urna das
spresentages na eonfirmidade das ditas notas e
pela imprensa onde a houver, e communicar as
outras manicipalidade do districto a apresentagao
do candidato, com a'deelarago de seu numero e
do nome do apresentante.
Todas aa municipalidades em tempa oppartuno
faro a mesmi communicagao a cada urna das res-
pectivas secges.
Art. i5. Os candidatos ou os seus a presentan-
tes at o uumero de 5 podem nomear oa aeua fia-
caee que aero apreaentadoa at o da da eleigo
e em qualquer termo della, padendo ser fiacal qual
quer cidado a quem nao expresaamente vedada
a qualifieagoou a apreaentago de candidato.
Art. 26. O fiaeal apreaentado pelo apresentaa
sea, urna nomeada por insistencia minha para en- te do candidato, se retirar quando se aprsente
trar em aceordo comigo sobre a preferencia f*03
melhoramentos a realisar no matadoura.
E' no falso presuppoato a que alludo qne o pa-
outra da nom--ago do candidato.
Art. 27. au per utido ao candidato, sob
pena de aerem revertidas oa votoa que obtiver em
votado
recer diz que a questo para a jcomaissao estova! favor do coupetidor mais votado :
agora em Abril ultimo no mesmo p que em 9 de 1' Pedir ao eleitor ou a quem lhe peg
agora
Fevereiro de 188o, quando no dia 10 me foi con-
cedida a prorogrago e desde enta se tem pas-
aado os factos que j descrevi.
Neste ponto nota o parecer :
Prorogagao esta que ha continuado at boje,
uiufruindo o contractante o matadouro da Caban-
. o seu vo-
1 to, verbalmente ou por escripto :
2 Visitar o eleitor, oceupando se de qualquer
modo de sua candidatura.
3 Visitar o eleitorado ou grande parte delle,
ou a influencias polticas dos diferentes lugares
do districto, sob qaalquerjpretexto.
Rca-lhe pert ucea lo para p ider ser v tad
eleitor que o queira fizer.
Ar. 35 Ds votos qu obtiver o can Iiditj j i
nao aceitou a apres-ntagao ou que a retir iu. le
vem ser apurados, mas nao produzinim ff-itj .:
gum, anda que decm maioria absoluta ho l.t
candidato, seudo eonsii ralos como nio
tes.
Ait. 36. Ds fiilios, netos, irra.
cunhados de senalir, de ministro de eatafi
depurado ou d-> que o tiver si lo na ultm i
tura, cim idade inferior a .)."> annos s
eleito deputado ou meml ia las isscnb
viuciaes obtendj 2/3 dos votis valido.".
ran'L-se cara raaioria absoluta
obtiver 1,3 n mais um d >s votos validos
Os que na mesma idade estiverem ia mi
relago de parentesco coai is individuos .
rem sido deputad ia u' utraa legislaturas, u
de 3/5 dos votos validos para serem o
eleitos.
Art. 37. E' gcralmenie pr^hibi I i :
Pedir de qualquer mau ira o veto u. j l
eleitor para qu U |U r c indid il >,'ou|r< com ue i
em seu nome ou no le ter eiro ou -i i
pirti i :
Perguatar ou de jualquer
tar fin que Candidato piten.
sob as saguintcs penas':
De eliminngo ua qu-tfieag pe
,-e o delmqunte for eleitor, i de suspensa I
ge retribuid) que t aba por dous m : .
mez de sess.I i la respt ctva C im ir i ou la A
bla Provincial, se deput i! i, sea .i l ti
bro de dita Asa m i : p ir i is qui uac
nenhum deatas con lig -j c m a mult i d 5t)
i 1 OJOjOOO; se for estrangeirj s.ri expu j
paiz.
S o delinquente for ministro i istad
i ute de provincia, commaniaotc das
chefe de policia, com a multa de ")0
Are. 38. Neohuma deatas rlisposig -
que se discuta ou sustenta i lo ou e jiu'i i'en i
qualquer candi latura, comanlo qu1 -' nao inv
que ,in s:'u ap lio de qualquer man.....
de cu valimento de qualquer terceiro pie a sus-
tenta ou ; tenhi designado ou
pena de seis mezes a um anu de prisa
titulo de eleitor.
Art. 19. Pdese porm sustentar i
modo propagar a caud
non partido ou dos seelaria le urna id
tenh 'in feifo.
Ait. 40 Par i isto d m cessario
1 Qje o esc ilhado candidato soja I
I i:.nes do partido ou da idea,
districto, convocados por anouocio con. .
ca de quiuzc dias onde h uver impreus.
mez nos outros districtos e que o uumi
tores reunidas n) seja interior a vinte
2. Qua ,\ eseolb i seja leita por escrul
creto dos eleitores do partido ou i l i
parecerem reunio.
Art. 41. E' pnhibido pedir \otoa para I _
ou eseolhcr candidato ou distribuir sedu i
nome de algum, sob as me3mas penas do
de votos para a eleigo ofBcial.
Art. 42. Tambem 6 prohibido
sentes a estas reuuioes todos os qu ni poderc
apresentar candidato, assim cuno qu en na for
eleitor do districto. sob pena de nullidade de
o que for procesando :
Art. 43. Poderlo pirra tomar parte ni II i para
sustentar a sua candi latura, sem atacar os outros
candidatos estejain ou na i pres>ri's. os can
tos do districto que e emquanto a reuna i o per-
mittir, com tanto que se retire n da casa antes da
votag-, sob peua de nullidade de sua eleigSo se
fr eleito ou peda de votagi que tiver o ira
entrar em 2." escrutinio na eleigo olfiual.
Ait. 41. A3 ditas rcumo-s pidem-se repelii
sempre que o queiram qualquer outro grupo de
eleitores dos partidos ou idea e sustentar ou lazer
a mudauga da esoolha do condidato, com tanto
que seja dita nova escolba ou n confirmagao da
primeira, feita nos termos destas dispjsiges para
se poder sustcn'ar em nome do partido ou da se-
ctarios da idea, qualquer doa candidatos assim
escolbido que mais agrade ao propagandista
Art. 45. Pode qualquer membro da reuna
par ii'ella para candidato, cuino qualquer ci-
em qu-ilquer reunio publica, e sust.-utar o nome
que melhorl he parega.
Art. 46. Na apresentaglo ou recommeni ., ;
nome escolhido deste modo, devem ser declarados
os nomes dos eleitores que tomaroin parte na vo
tago para o que cada um assignar o seu nome
em livro ou papel qualquer que ser remetti io em
orig nal Cmara Municipal a que perteaccr a
localidade em que tiver lugar cada urna d-lias
Art. 47. A apresentato ou recomineodagao do
caudidato em rome de terceiro, eacolhido lora
destas condigoes, ser considerada pedido de voto
e aujeita s mesmas penas.
Recife, 27 de Junho de 1886.
Contina .
S. R. Ja P. de S. J.
Tivemoa occasiao de assistir s testas
com que aSocielae Recreativa da Prao.a
de S. Joao, solemnisoa o dia do seu im-
mortal palroao, testas que prodoziram em
sos tal impressao o contentamento que- nao
potemos furtr nos ao desejo de dar ao pu
bli-0 urna Ja, embora traca, do que ellas
foram.
Conven dizer-se que a Saciedade Re-
creativa da Pr^a de S. Joo apenaa
composta de quatro membros, qua silo :
os Illms. Srs. Joa IHefocso le Souza
Rungel, presidente; Joaquim de Souza
Rangel, secretirio ; Jos de Jess Morei-
ra Sobrinbo, tbesoureiro ; o Manoel Anto
oio do Espirito-Santo, procurador.
A praj de S. Joao (antiga do Capim)
achava se esplendorosamente preparada.
GranJ.es arcos, ostentando ujj sem n
mero de bandeiras, lluminadas a giorno,
preduziram um eff-ito sorprehendente. No
dia 23, desde s 5 horas da tarde at as
11 horas da noite, em um coreto luxuosa-
mente ornamentado, uiuapbilarmonija par-
ticular executou lindas e escolhidas pejas
de seu repertorio, subiudo aos ares gr.nde
numero de aerostticos seguidos de um sem
numero de gyrandolas le foguetes.
No dia 24, s 5 h.ras da manha, ubi
salva de 21 bombas annun:iava aos habi-
tantes do lugar, que erachegado o grande
dia do festejado S Joae.


Diario de PernambtteoTerfa-feira 28 de Jiinlio de I3S7
A's 3 horas da tarde a sociedade, pre-
cedida da philarmoniea e s-guida de umi
inultidao de povo, que all alBaio a apre-
ciar os festejos, foi etn passeiata at s
Areias cumprimentar e off;itar un KoJai
bouquet ao presideuti de u u outra socie
dade, tambero festejante de 6. Joao; e alli
chegando, uro moco guarda livros, JjSo
Felinto de Oliveira Barro, proferio un
elegante discurso anlogo ao acootecimen-
to, sendo calorosamadte applaudilo. Em
seguida dirigio-se a passiata un lugar Pe-
res, casa de urna sentiura, ou to o Sr.
Jaao Felinto Jo mvo se c ouvir o ao ter-
minar o sou breve, mas eloquante discur-
so, depositou em noroe da sociedad?, as
maos de uroa pobre roulh r de nom3 Rosa
a carta de libardale, pois era ella escrava
da dona da casa.
Este acto produzio tl enthusiasmo na
Dultii.1i, qu irromp'U era clorosos vivas
Soei a le li jcreativa da Praca de S.
JoSo e liber iae.
Ualli sigui a passeiat, levando ero
sua oompanhi i i r',ca>n-b3rta, a; a eisa
do sub lelegado em exercicio o Sr. Anto
oio Costa, on-le irrorapeu em novos e ca-
lorosos vivas ; ejuntanio-se Iln este il-
iustre cavalbeiro ora suas ordenanc is,
voltoa praca de S- Joao :sa do pre-
silente ia sociedade o Sr. Rmgel, que of-
ler.ceu a todos uro lauto copo d'agua.
Vs 9 horas 'a noite qu -imou se uro
lindo fugo de artificio, subnio aos aros
quantidade de aerostticos e tocando a phi
larroonica particular no1.- .s o scolbidas
pecas. A.ssi.u terroiuou tao humilde quao
imponente t'-sta, reinando sampra a mv
lb r boa ordero, para qual, diz-mol-o scm
otfcnsa a quero quer qu^ sej-i, omito con
correu o bom polkiamento do Sr. Costa.
Terminando esta uotioia, faze nos votos
para que o Gloriosa S. JoSo conceda lon-
gos annos de vi la aos Ilustres merabros
da Sociedade Recreativa da Praca de S.
Joao, ao eloquentj orador JoSo Felinto e
io Sr. Coti, su'ol l->gido, pedindo des-
culpa a todos, s-, por/ atura houv;rroos
offen iido s sms modestias coro o que
vimos de dizer.
Praca de S. Joao, 2 de Junho de
1887.
Uin passeiante.
Trbulo de gratido
Os abaixo assigaados aiada d olorosa
meute feridos pilo fallec n^nto de seu
muito presado irrolo e cuahaio Arohiuoe-
des Cavalcante de Albuquerque, em Aguas
l'llas, vn pela imprensa manifestar o
seu protuudo recoohe roento ao distincto
:eneute--'oronel Constantino da Albuquer-
que a sua virtuosa e digno, consorte, ao
D.\ Mcdeiros e sua estiroavel esposa pelo
desvellado acolhimento, pelos attoneiosos
cuidados dispensados ao nosso earissirao
iroio. SobretuJo a nobilissima S.a. .
Jjscpha Isabel do Albuquerque Mar-
alo, em cujo seio maternal, o nosso indi
toso ir.nao exhalou o ultimo suspiro, e;n
cuja alma de saaU foi esta laorto preroa
tara fenr a fibra mais Benaivel ; a oda,
pois, enviaron a cJCp.-OsJj da oais acri-
solada grtido, da maii iatima o sincera
estima que j coube em peito humano.
Igualmente enviamos o nosso agradeci-
miento aos habitautes do Aguas Bollas pelas
syup itbijas do.uoostracd'.JS ao pr.int<*a lo
mirto.
Recife, 2" de Junho de 1887.
Francisco P. Boulitreau.
Z ilmira Cavulcauto de A. Boulitreau.
Cha (1 Curpiua
familia, licenca par* elogial-o aem que of-
feudam a sua reptala modestia ; all .'gan-
do que seus bonafioioa prestados desde Se-
terobro pissa-lo, na qualiti :ayao eleitoral,
at o dia '\i sua retirada, sao'" inexplioa-
veis; qu*. o seu ueii'.o, prestigio e crite-
rio reconocido o pro vado, iaspirou a con-
fianca para qu; loso ntervido em nego-
cios de tolas as elisses, dando conclusao
satijfactoril, son onus alguro ; tomando
por conseguinte os caracteres de juiz de
paz, medico, alvogili <> protector. Su a
carteira homeopathica caprichosamente pro
vida, minstrada a centonas de familias nos
tes suburbios coro resultados Mizos, con-
ceituou-se eternamente.
Olllro. Sr. De. Eduardo A- do Oliveira
n3o poda in;oromodar-se, nem infadar se,
porque o genio c uro divindade ; elle
uro genio.
Carpida, 26 de Junho de 1887.
Thololiio Cavbante de Albuquerqu?.
Jos Lino Marques Branco.
Clodoaldo Aristheu da Rocha Poreiri.
Christov2o 'o Birros Cavalear.te.
ejaroiro de PauU C iv-;lea-it.
Jao Gregorio Pereia Gomes.
Thomaz Jos de Mello.
Joaquim I. Goncatves da Luz.
Jos Carlos Vital.
Theopasio L. Rodriguos de Azevedo.
Minoel Francio de Aulrade Lima.
Autonio Moreira de Araujo
Julio Pereira Carrj ).
Francisco Vieira d< Mello.
JoSo R)drigues dos Aojos.
Antonio Marinho FalcAo.
.tgradeciuiento
N. 4 -RA DA IAIPERATRIZ -N._ 4
S.-ria deixar p.ssar em desapercebido,
se uao viesse do alto da iroprensa, dar uroa
prova de gr..tiJ-lo a todas as pessoas que
frequentararo o roeu estabelecimento, na
vespura do milagros > S- Jo3o.
Tendo uesse estabelecimento um grande
sortimento de fogos de varias qualidades,
tanto nacionaes como eslrangjiros, pelo que
fi:ou ello transfrmalo, ex dusivament) em
fogos, sortea e outros artigos conceroentes
ao festejo de S. JoSo, que me pare:ia im
possiv-d a shila de tantos fogos I mas
sinloell-fs t3o acreditados, atienta, a b>
qualidade, pre^o mdico e agrado quo ssm-
pre teoho dispnsalo a todos os mcus fre-
guezes que tambo n s'.npre foraro philau-
tropicos o benevolentes e ainda raa3 reuo-
nhe.ilo3 da luz da verdade me proligali-
garem esto anuo, coro maior forja de sus
grandiosa proteccao que vondi tuio, no qua
lhjs sou e ti .-o sun.mente agradec lo.
Agora passo (aoroveitando a opportani
dadj) a convidal o ao roesroo estabeleci
ment qu se acSa de novo munido coro
outro sortimento de fogos e sortes, para os
festejos de S. Pedro o espera >nesroa con-
curren ;ia ero o dito esubeleciroento ra
sua da Lnperatriz n. 4.
Mata.
Para o que nascem os burros
Lul do bceo nasceu ;
Aassim como os burros soffrera
Lul do buceo soffreu.
Para o que servem os burros
Lul do be oeo servio
Assim como os burros cahem
Lul 'i b ;co cabio.
Lendo m Diario do dia 26 do correte mes
na ::-' de polica o oome de Manoel Francisco
dos Res preso por embriaguos, declaro que na i Be
entende cjiq Mauoel Francisca dos Kjs morador
em eberibe.
Instituto 19 de Abril
O director deate estabelecimento de edu-
o .c" ) omrounic i aos Srs. pais dos seus
alumnos e ao publico em geral, que o raes-
mo rstabsbciroento acha-se mudado para
o pro lio d. 10 ra do Visconde de Ca-
(Ui.rsgibe (antiga do Hospicio) onda conti-
nuara a ser ministrados o ensino, tanto pri-
mario como secundario, e a educayllo mo-
ral, civil e religiosa.
A nova casa offerece muitos commodos
io ti a para que destinada.
O Insti uto recebo alumnos internos, se-
;ni internos e externos.
Ha timbero un curso especial de com-
mereio, a c .rgo do Sr. A-lolpho Guedes
Alcoforado.
R icife, 5 do
Luiz da Costa
Junho de 1887.
O director,
Ferreira Porto Carreiro.
Mbtixo .-.ssigaados faltariam
um de-
banetcios prestados polo
O
ver, calando
lllro. Sr. r. E luardo Augusto de Olivei-
ra aos habitantes desto po.-oalo, nos me
ze/a qu-: aqu estove coro S. Exn familia.
Sua retirada aos 22 do corrent foi um
dia assigaalado nesta povoac&o ; a saudade
..iiiiiiu-ia la nos olhos de todos, fixava no
coraclo de cada um a memoria de6t* po
:a sentimental.
Na occasio do seu embarque urna res
p.itaval commisso a^oropanhou-o at a es-
:acaj de Pao d'Alho, onde manifestaran!
... ia ie-i e fizeram suas despedidas, de-
monstrando reoonhecimento e gratidSo.
Pedem portanto,.ao lllro. Dr. e S. Jxai.a
COIMERGIO
Mercado do Blo de Jineiro
fLIlMA DATA 18 DE JUNHO DE 1887
CAFE'
lieposito no da 1 de Junbo
Entradas de 1 a 16. 103.561
Ijem em 17..... 7.178
Vendas de 1 a 16 47.066
Da 17 :
Estados-Unidos 1.913
Diversos ... 25 1.938
Sacca
78.486
110.739
189.25
49.004
Deposito no dia
17, A tarde 140.221
Durante a semana finda venderam se 35,297
caceas que inciuem 16,941 do dia 17.
As CJtaeoB sao n -miuaes.
Deposito nj dia 17, tarde, 129,000 saceas.
TELEGRAMMAS
DA ASSOCLA^O COSiMEBCIAL PARA NOTA-YCBK
( Eipeiido em 18de Junho de 1887, de manha)
Caf
xistencia verificada 148.000 saceas
Entradas no dia 17 7.OJO
Kntradds em Sauto3 5.000
Estado do mercado C. .^;.
Precoa nomiuaes, eem negocio.
A' tarde
RIO DE JANEIRO
Vendas para os Estados-Uni-
dos durante a semana 22.000 saceas
Vendas para a Europa e ou-
tros pases durante a se
mana....... 13.000
Embarques durante a semana
para os Estados-Unidos,
em navios de vela 10.C00
Embarques daraute a semana
para os Estados-Unidas,
em um vapor..... 11.000 .
Embarques durante a semana
para a Europa o mais pai-
, z*....... 6.C00 .
Frete para os Estados- Uuidos
por vapor......30 c. c 5 0/0.
Frete para os Estados Unidos
ela.......15 ghiJI.
As vendas avsalas lio anteriores.
SANTOS
Existencia t'e manha .
entradas durante a semana .
Venias par* a Europa duran-
te a semana.....
Embarques pia o Estados-
Unidos durante a semaua .
Embarques para a Europa
durante a semana .
Estado do mercado
Prejo do good averuge .
Modlnha que se canta na cldatle
tle Palmares
Para o que naseem os burros
Lul do beceo nasj u;
Assiro como os burros soffrem,
Lul do becoo soff:eu.
Comprou intrigis alheias,
De raanivclla servio ;
Todo povo de Palmares,
Acusta dclle se rio.
Para o que nascero os burros
Lul do bo.-o uas-.u,
Assiro como os burros soffrem,
Lul do beceo sotfreu.
Finezas coro i;igratd,o
Lul -u b:co pagou ;
Assim como um burro apanha
Lul do boco bpanhou.
Para o que nascem os burros
Lul do bceo nasceu,
Assiro como os burros soffrem
Lul do bjeo soffreu.
Agora se acha zto
Sem umigos, sem conceito,
Apesiir de sua toga,
Perdeu a houra, o respeito.
II 1 .*i. COTA9ES OFFICIAES DA JONTA DOS COB-
HECTBES
Recife, 27 de Junho de 1887
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 3 div. c n 14
0/0 de descont, eabbado.
Cambio sobre Londres. 9J d|v. 22 3(4 d. por 1|,
do banco-
Oito sobre dito, vista, 2 tt2 d. por 1OO0, do
banco.
( presiaente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario.
Eduardo Dubeux.
Moilmenlo baiirnrl
BECIFE. 27 DB JUNHO DE 1S8
PRACA DO EECIFE
A taxa official dos bancos fai ainda hoje de 22
5/8 d. sobre Londres, dando, porin, todos a 22
3/4 d.
Em papel particular fizeram-se transaeces a
22 7/8 d.
PRAyA D RIO DE JANEIRO
Os bancos mantiveram a taxa de 22 3/4 d. (fir-
me) sobre L*.ires.
As tabellas expostas aqu foram estas :
Do Intbbnacional :
90 djv vista
Em koiiienagcni verdade
\ u'e:ineuto3 se dao na vida humana que
mquauto relativos a um s individuo, interes-
sam, todava a todos, em geral.
Nesta ordem de tactos, est iodubitavelmeute
aisrict-i o di eousrrvaco da vida, istj 6, da vida
ccoi a'te.
II.1 quem diga, de s para si, que a u-iiea con
viccio t.me aquella que so faudj as prov.is
que 0411 un adquire p 'ssoalmeate e nilo aquella
que s" transmitte ao individuo por faetos que so
ili emn outrem. Ma-, essa asserco, sobre nao
ser mais 'io que um paradoxo iuacceitave, mais
do que aso, pos significa a expressao mais anti-
pathica do egosmo.
Pois justo e admissivel que s acreditemos
t.m n) ine.-inos? Pois nao haver, u'aquelles
que 11 >* roleiam, pessoas que merecaun tanta coa-
l 109a como a que temos no que experimentamos
ni n 1 ;ii 1 preseneiamo ?
A (Melles que lerem estas linhas, far nosho a
juatiya : crer u. sinceridade d'elias ; nao a3-
eim ?
P i thi estii a resposta mais lgica aos argu-
m"iiioi capciosos dos que nao ere-m nos eloquen-
!es attestados passados em favor dos prodigiosos
itf tus do Peitoial de Cambar, prepiracao cujas
materias compooeut s uao saj, cm u ida, nocivas
;i s.ie ', a'.D diso, permittein que esse reme-
d) B'ji o preferido pelas senhoras, creancas e
pessoas Em homeuagem verdade, pois, rigoroso dever
de queu), como no', sabe das innmeras curas
produzi !as pelo Peitoral de Cambar, apressar-se
.a fi.r publicas essas mesmas curas, afin de, com
iu. prestar relevante :,ervict a humauidade.
.1 voz da verdade.
Recife, 11 de Abril de 1837.
Collegio de i\os>i Se-
nhora da rulia
Pava o sexo fe minino
Como oabantia contra as falstcacoes, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman &. Kemp venham
estampados em lettras transparentes no papel do
livrinho que serve de envoltorio a cada garrafa.
Ene ntra se venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, flenry Forster & C,
ra do Commercio n. 8.
Ao povo pernaubu-
cano
Em tempos de S. Joo,
urna mesa ser reputada
incompleta, se nao tiver
cangica e bolo, mas tudo
feito p lo Zacaras.
Geohge Sand.
Ora vi varo roeua senhores,
Minh.'S senhoras tarobem
E' o meu maior 8nhelo,
Que todos passassuro bem.
C por miro, sempre doente,
Sem vootade do comer ;
Magro, triste, pensativo,
Sem gosto j p'rs viver.
Urna thysica fatal,
Des3as que vem s carreiras,
Penetren sem mais aquella,
.-utro s miuh.8 algibciras.
Sei qua nos, meus bous leitores,
Possuis remedio tal,
Que s tomando uroa dos?,
>ebello tamanho mal.
Fazei-me mil encororoendas
De bolos de 8. Joao,
De cangica, papos d'anjos,
E de pastis com cydrao
De semedo, fios d'ovos,
De pio-d^l, bom bocado,
Empadas, pastis de nata,
Toucinho do co.. nevado. ..
Fazei-me mil encommendas,
Para qualquer baptisado,
Para bailes, casamentas,
Dje p'ra ser exportado.
Fazei-me rail encommendas
P'ra mezas organisar ;
Ero tudo da rniha arte,
Me tratis de procurar ;
Cal de eal vi geni
O abaixo assignado avisa aos Srs. con-
sumidores da cal de Jaguaribe e S. Bento,
que o Sr. Vicente do Nascimento contina
a ser o nico que recebe a verdadeira cal
de Juguaribe e S. Bento, e as tero expos-
to venda nos seus srmaze s de mate
rims Praca da Concordia na. 11, 13 e
15 ; e toda a cal que nao for vendida por
iut-rmedio do inearoo sonhor, nao ser
vcrJadcira.
Assim como : que a cal virgero, de que
contratante e recebedor o niesmo Sr. Vi-
cente, contina a ser vendila pelo Sr. Se-
bastiao Bezerra ra do Bom Jess 11..
23, a G000 a barrica.
Jos da Costa Pereira.
Collegio Prjtaneu
Travesea da na da Concordia
u. 13, Io audar
1)0 dia 15 ci correte em liante acha-
: se aberta uroa casa !c educagao e ensioo
sob a denominado doCollegio Prytancu
travessa da ra da Concordia n. 13,
j Io an.L.r.
Nella sao ensinad^s as primaras lettras,
: todas as materias que constituem o curso
I preparatorio para a matricula nos estabale-
cimentos ;!c nstruccSo superior do Impi-
1 rio, c mais aquelles que estilo vulgarisa-
: dos, tomo allem.ao, italiano, sci-rocias natu-
] raes, etc.
Haver tambe.n uroa aula de eseriptura-
g5o commercial, sob ;. direc^So de um h-
bil guaria-livros desta capital, pelo que o
director chama a attencao dos Srs. pais
de familias que quoiraro seus rlhos para o
I commercio.
Os estatutos admittem quatro classes de
hlumnoa : internos, scroi internos, externos
e semi-ext' rnos.
O professorado !'ii escolhilo dentre os
irais habis c conhecidos profes3oreo tiesta
cidade, cujos ujnos vao abaixo indica-
dos.
A cas:, cffsrece o^ commodos
para um estabeleci
o director coa vida .
precisos
troto desto y .-ero, e
o r. sp'itavel publi o
para d&r-lho a honra ;ic 1 visar.
frofessor. s
Portugu^z Dr. Jo.- Diniz Barrito.
Laii! a francez-B'rc terico lllyssea d'Al-
ineida o Albupu-.-u
Dr. CoBlho Me
Medico, parleiro e aperador
ludeneia ra Bardo da Victoria n. 15, 1- andar
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 horas da man s 2 da
tarde.
Attende para os chamados a qualquer hors
telephone n. 449.
Leonor Porto
lua do Imperador u 45
Prmeiro andar
Contina a executar os mais diffices
figurines recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicaode costura, em bre-
Ividade, modicidsde em precos o fino
[gosto.
)r. Joao Pauio
MEDICO
Es eeialista em partos, molestias de senhoras e
de ermocus, com prat^-a as priiuipaes entum-
dades e hospitacs de Paria u de Vieana d'Austria,
faz tolas as operaeoes obsttricas e cirurgieas
eoncerueutes as suas especialidades.
Consultorio o residencia na ra do Baro lia
Victoria (antiga ra Nova) u. Id, 1- andar.
Consultas das 12 s ."i horas Ji< t-trde
Tilephone n. 497.
MEDICO HOMEOPATHA
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I
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Dr. Ballhazar da Silveira
Especialidadesfebres, molestias das
eriaucs. dos oreaos respiratorios c das
"euboras.
Presta-aO a qualquer cbninado para
fort da capital.
iVHO
Todos r>s chamados devem ser dirigi-
dos pharmaeia do Dr. Sahino, ra da
ta rao da Victoria u. 43, oud .
su I!
< \
>
i
~m
!"oit8uI(orio medico
i
FuoLciona
Fo.-mc;B.
ra da Aurora esquina da ra
kua I'lorida de Hurraj' e Lanman
I9S
Q i^ os pactas embora fallem dosares odorife
ro da balsmica Araba porcm, apesar de tudo
pode-se muitu bem por em duvida se jamis al-
jum desses floreso ntes bosques de canellelras ou
laranj i- a pruiuxiram ou derramaram iu enso e
p rfinne >uaia refrigerante e deleilavel, do que
aquelle delicioso delicado aroma que exhala e di -
mana desta admiravel essencia, colhida dos cam
pos virginaca ue Fiara. A atmcspbera, a qual rou-
ba e d:veste a fragrancia quasi todas as mais
aguas eh'irosas, parece pruduzr bem poueo effeito
sobre u exquisita rardade deate aroma, o qual
perteu e di- excelleueia A esta prej arars sublime
e refrigerante. Ella encerra em si, p r assim di-
ser, o c.ndensado respiro e vida das ti in-s as ui lis
exquisitas e odorferas do reino vegetal e sua fra-
grancia parece inexhaurivel, nesgotavel, niesmo
d' p lis de ter sido txposta urna prolongada eva
i r-.ri ou diffubo. A e3te respeito ella se asse-
idi: ii original agua da colonia de Faria, c
preferida por t 'a a America do Sal e naa Anti -
Ihns, nao ubatante j valor e custo dobrado daquelle
miro perfume.
E veris que n'u u momento,
D L:vo a thysica da algibein,
Para fra a cach-^ao !. ..
. ...
Rodrigues
>brc
sa,
fidalguia.
Os mcus 'tules da
Meus loros de
Sito servir da raelhor ior.na
Miaba honrada freguezia.
Eia, pois, meus bous fregueses !
Bate a porta ?. Joo.
B'tei me tambom a ella,
Dai-mo, pois, esto alegrSo.
J nao sabis onde moro ?
Nao possivel Sabis.. .
llua Augusta (antiga do liortas)
No numero ^^"Oitenta e Seis. ..
Ahi, no primeiro andar,
A'a ordens das senhoras,
Acharis todo inteirinho,
Vosso servo
Zacaras
S6-RUA DO CORONEL SJASSUNA--S6
Gcometiia li: -
iquorque G
Rhetori :a. Dr.
l'ili :ir ).
Phiio8ophi.> I);
va.
tur.
(lurso (spec.ial
i Aleioao e italiano Dr. Ayres Gama.
Soieneias naturaes -O director.
Escripturac3 > commercial Frederico
de Alniei la Albuquerque.
R--if-, 10 Junbo de 1887.-0 di-
reetor, o acadmico, Tranquilno Gradan-
no de M "i V'I /
r. Ayrea de Al
I io )el Just
Arthur Orlando da Sil-
ngraphia e arit'.roeti-aO diree-
rama.
i;.
t)r. IjOjies Peoa
Medico e operador
II si I sici.i -Rui L rg. do Rosario n.
JS Io aulur.
Consultorio Ra do Bom Jess n. 37
1 andar.
C rosultasDa3 12 j 2 horas da tar
de.
("hama los -A qualqu;r hora, por es
cripto.
Medico
coutiui a regular aos algarismos abaixo, por 15
kilos:
branco, os melhores que
apparecem no mercado,
regularo le ....
1.* serta boa.....
J.1 regular .....
tiumidos e baixo8
torneaos .
Masca vado
Bruto .
Rtame
22O a 240
1900 a 2100
1700 a U8KI
150 a 1/1700
I .'Mi a 1400
1040 a Uim
90J a lOOO
700 a 800
Londres .
Pars.
Italia. .
Hamburgo
Portugal
New-York
Do Lonoon Bank :
Londres .
Pars. .
Italia. .
Hamburgo
Portugal
New-York
225/8 22 3/8
420 4vl
421
520 525
235 237
2*230
90 djv vista
Do Enoi.iu Bank
150.000 sacras
37.000 *
11.000 .
10.000
14.000
Calmo.
Nominal.
40
Londres......
Parii........
Italia........
Hamburgo.....
Lisboa e Porto.....
Princpaes cidadee de Portu-
gal........
liha dos Acores .
Ilha da Madeira .
N'ew-York......
22 5/8
420
520
235
90 djv
22 5/8
420
520
235
22 3/8
424
424
525
237
2*230
vista
22 3/8
424
424
25
237
242
245
242
2*230
Algod&o
O de Pernambuco e boas procedencias, em t'-r-
ra, fci i-otado a 6*90 J por 15 kilos.
r.'otraiia* le iwnurar e aigodiio
KEZ l!E JU.NHO
Atsucar
Entradas Dias Saceos
Barcacas......1 25 18.764
Vapores ... ... ...
Va-terrea de Caruir 1 25 1.622
Anmaes......1 27 722
Via terrea de S. Francisco 1 25 22.362
Via-f-irrea de Limoeiro 1 25 871
a
Dr. Silva Ferreira, do volta de sua viagein A
Europa, com pratica nos hospitaea de Paris, Vi-
enna e Londres, onde dedicou-se a estu loa de
partos, molestias de senhoras e da pelle, ctierece
os seus servieos mdicos ao respeitavcl publico
desta capital e ora d'elli, pil nlosjr procurad j
no seu consultoriora da Cadeia n. 53, de 1 As
3 horas da tar le, ou em sua residencia tempora-
ria Ponte d'Ueha 55.
Dr. Costa Gomes
MEDICO
34 Ra do Mrquez d^ Oiinda34
Primeiro andar
Censo I tas de meio dia s 3 horas da tarde
Dr. Ferreira da Silva, consultas ^
das 9 ao meio dia. Residencia e / |
consultorio, n. 20 ra Larga do M
Rosario. J (
Dr. Cerpra Lsite
HEUICO
Tem o seu escriptorio ra Duque oe Caxias
o. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta hora
em diaute em sua residencia ra da Santa
Cruz u. 1.
Especialidadesmoestas de senhoras e crian-
cas.Tolephone n. 326.
cirurgico
O Di Castro Jess, cutaudo mais de 12 ..-'.os
:.' escrupulosa ob^ 'i lyo, r ibre cons iltoi
a cidade, ;'. ra i. _'. l.o and -..-.
filoraK de coishK s
De dia : das 11 s 2 ra tarde.
De uoit : das 7 8
as di-m-iis horas da note r. encontrado so
riti travessa dos lieui di is :i. 7, primeiro por-
.'.".'.<.-,:i.'i-da, .i.'-i o portao lo Dr C. me
^:-
n
Oculista
Dr. Barreta Sampaic, medico ocu-
lista, ex-chee de eliuiea do Dr. de
VVeeker, d consultas de aeio dia s
3 buru3 da tarJ^', no 1. andar da casa
n. 51 ra do BarAo Ja Victoria, ex-
cepto nos dominaos c dias santificados.
Kesi ieneia raa Site de Setembro n.
31. Entrada pela ra da Saudade, n. 25.
Somma.
44.341
Eutraiss
Algodo
Dias Saceas
Barcadas.....
Vapores.....
Via-feriea de Caruar
A iiiutej.....
Via-tenea Ue .>. Francisco
Via-ferrea do Liuijuiro .
25
27
25
*7
25
25
Somma.
2.826
4.598
151
4.016
2.219
2.575
16.385
Ueftpacuon de exporlacao
HEZ DE JUNHO
Nos dias 1 25 toram despachados na Alfande
ga os artigos seguintes :
Pura fra do Imperio
Agu.irdeute..... 72,
Algodo......1,110.
creado de aiinear e algodo
RBCUTE, 27 DB JOMO DB 1887
Astucar
A cotacao deste producto, para o agricultor,
Asaucar......3,829
Bagos de mamona ... 52
Borracha...... 2
Cajurubeoa.....
Carolos da algodV.
Cocos (frncta) .
C mi nli i c. pelleg .
Couros espichados .
Couros salgados.
Couros verdes .
Doce.....
Farinha de mandioca
Ipecacuauha '.
Ouro velho .
Prata velha .
Queijo do sertao
Para dentro do Imperio
Abanos de palh da car-
113
7
106
2
55
i 93
219.
138 litros
676 kilos
298
000
.3-8
50 caixas
.350 kilos
.020
.836
93
.516
,792
180 kilos
520 saceos
34 kilos
564 graos
160 *
16 kilos
^n.iba......
Agua medicinal.
Aguardeute.....
Algodo ......
Assucar......
Azeite de coco ....
Cajurubeoa.....
Carvo animal ....
Chapeos de palha de car
nauba ......
Cera de carnauba .
Ceos (fructa) ....
Couros salgados.
Doce.......
Elixir cabeca de negro.
Empacadores.....
Farinha de mandioca .
Graxa......
Milho.......
Obras de marcineria .
Oleo de mocot ....
-'leo de ricino ....
Palha de uricury .
Pennas de ema ....
Preparados de jurubeba
Preparados medicinaes
Queijo de sertao
Rap.......
Sal .......
Sebo.......
Sola.......
Tahuas de louro.
Vassouras de palha de car-
caba ......
Viuho de jurubeba .
BECAPITULACAO DO
Para o exterior .
Para o interior
Somma .
5.000
37 caixas
380 376 litros
171.979 kilos
2,251.769 .
110 litros
50 caixas
480 kilos
12
4t5
52.750
50
1.195
6
130
1.000
400
232
22
60
1.400
80
102
'5
59
100
258 e 1/2
20.C00
1.120
2.505
24
fardos
kilos
kilos
caixa*
kilos
saceos
kilos
saceos
volumes
kll :;
volumes
caixas
kilos

litros
kilos
meios
Consultorio niedsco
O Dr. Silverio Lagrcea tem aherto de
novo o seu consultorio medico, ra do
Imperador n. 14, Io andar, oale ser en-
contrado para os misterea de sua protissaa
e dar consultas das 12 horas da manha
at s 2 horas da tarde em todos os dias.
Clnica niedico-Cnirgica
1)0
Dr. Fernandes Barros
Medico aggregado ao hospital
' Pedro II
Consultas de 1 s 3 horas da tarde, ra do
Bom Jess (antiga da Cruz) o. 30 Residencia
ra da Aurora n. 127
Telephone n. 450
EDITAES
De ordem do Illm. Sr. Dr. io-pector convido
os Srs. arrematantes do dizmo de gado Jeronymo
Theotono da Silva Lmreiro, Augusto Octaviano
de Souza, Joo Nepomieeno da Silva, Jos Cor-
deiro dos Santos, Daro Jos Pexoto, Joao ttui-
2 atadoe
18 volumes
ASSUCAR
3,829.298 kilos
2,251.769
6,081.067 .
I
Vapor e na lo deapacbadoi
Vapor ingles Neto, sahido para o Canal, levou :
2.987 saceas com algod&o.
3.382 fardos com dito.
Carregaram Borstelman & C.
Lugar nacional Zequmha, sabir hoje, leva
para Montevideo :
1.906 barricas com assucar branco.
200/2 ditas com dito dito.
20 i/l ditas com dito dito.
100 ditas com dito mascavado.
>u Ion h carga
Esto sendo despachados os seguintes :
Barca norueguense Stanley, assocar, pata Mon-
treal.
Barca norueguense Meros, algodo, para o Bal-
tico.
Barca inglea J. B. D., carocos de algodo, pa-
ra Liverpool.
Lugar nacional Vieira, assucar, para Montevideo
e Rio Grande do Sul.
Lsar uglez Flora, assucir, para os Estados-
munidos.
Patacho portuguez I). Elysa, couros, para Lis-
boa.
Patacho nacional Rival, diversos artigos, para o
R:o Grande do Sul.
Patacho nacional Mara Augusta, assucar, para
Montevideo.
Vpo- nacional Para, diversas artigos, para os
partos do norte.
Yapa- nglez Orator, assucar, para Liverpiol.
Va ion & ileocarga
Brgue allemo Hoffnung, vanoa gneros,
l'area nacional Mimosa, xarque.
Escuua allem Fritz, xarque.
Escuua norueguense Reform, xarque.
Lugar nnconal Loyo, xarque e gorduras.
Lugar inglez Viola, bacalho.
Lugar norueguense Chrislina Elysabeth, carvo.
Lugar nacional Marinho Vil, xarque.
; Lugar iuglcz B'.anche, bicalb).
Patacho nacional joven Correia, xarque.
Vapor nacional Guahy, varios gneros.
Vapsr ingiez Autor, varios goueros.
Vapor uacional Ipojuca, varios gneros.
Vapor inglez Osseo, carvo.
Paula da Alfandega
8fcM Assucar refinado (kilo) ... 145
Assucar Drauco (kilo) .... 126
Assucar mascavado (kilo) 066
Alcool (litro) ..... 150
Arroz com casca (kilo) .... 65
Agurdente e ..... 056
Algodo (kilo)...... 400
Borracha (kilo)...... U066
Couros seceos salgados (kilo) 460
Couros seceos espichados (kilo) 585
Couros verdes (kilo)..... 275
Cacao (kilo).....c 400
Caf restolho (kilo)..... 320
Carnauba (kilo)...... 366
Carocos de alrodo (kilo) 014
Carvo de pedra de Cardifi (toa.) 16J000
Caf bom (kilo)...... 460
Cachaca (litro) ...... 700
Farinha de mandioca (litro) J. 037
Fumo restolho em rolo (kilo) 405
Fumo restolho em lata (kilo) 5B0
Fumi bom (kilo)...... ?20
Fumo em folha bom (kilo) 720
Fumo em folha ordinario (kilo) 400
Geuebra (litro)...... 200
Mel (litro)........ 040
Milho (kilo)....... 400
Taboados deamareo (duzia) OOJOJO
Memorial
Est marcado o dia 1 de Juiho prximo, para
a reunio da aasembla geral da Compa.shia do
Bebebibb, que tem de tomar conhecimento da ges-
to dos negocios da meema companhia no anuo
sccial fiado.
Western Brasi-
As notas do Thesouro de 2000 da 5. estampa,
5000 da 7. e lOjO da 6.a, sero substituidas
na Thesoubaria de Fazenda at o tiin do mez de
Junho com o descont de 2 0/0, o qual ser eleva-
do a 4 0/0 a contar do 1." de Juiho a 30 de Se-
zembro do corrente nnno.
lni|iurlB('ii
Vapor inglez Neva, entrado dos portos da Eu-
ropa, em 24 do corrente e consignada a Adamsoo
Hiwie ds C, mamfestou :
Amostras 31 viluines a diverses.
Alpiste 60 saceos ordem.
Balsas 1 caixa ordem.
Cha 1 grade ordem, 1 a J. A. Thoo.
Cerveja 20 caixas a CJ. Liport 4 C.
Cabo3 9 volumes a Western Braslian Telegraph
Company.
Esteiras 2 rolos ordem.
Eucerado 5 roios a Antonio Jos Maia & C.
Fio 4 fardos a Oliveira Basto & C.
Ferragens 6 caixis a Francisco Xavier Ferrei-
ra t C.
Materiaes para telegraph) 16 volumes a Wes-
tern Brasiliau Telegraph Company.
Mercadoria3 diversas 1 volamea Baltar Olivei-
ra & O, 3 oriem, i a Miguel Izab'lla Companhia do Beberibe.
Oleo de linhaca 9 tamoores
lian Telegraph Company.
Pimenta 50 saceos ordem.
Presunto 1 ctixa ordem.
Queijos 2 caixas ordem.
Roupa 1 volume a J. J. Ardrau, 1 ordem.
Tecidos diversos 19 vo'umes a Machado & Pe-
reira, 1 a W. H ,od, 82 ordem, 3 a Andrade Maia
& C., 2 a Narciso Maia & C, 2 a A. Vieira &
C, 11 a Joaquim Agostnho & C 20 a. Luiz An-
tonio Siquelra, 1 a Loureiro Maia & C, 1 a Gon-
catves Irmo & C, 1 Agostnho Santos 4 C I
a J. Cbristiani 4 C.
Tapetes 2 fardes ordem.
Vapor inglez Author, entrado de Liverpool
Lisboa em 24 do corr.-nte c consignado a Jobas
ton Pater 4 C. raanifestou :
Carga de Liverpool
Amostras 5 volumes a diversos.
Arruz 100 saceos a Paiva Valente & L., uO a
Fernandes 4 Irmos, 7 ordem, 30 a I'bomai
Times, 50 a Ferreira Rodrigues 4 C, 50 a Joao
Fernandes de Alineida, 200 a .~ouzi Basto, Amo-
rim 4 C.
Alpiste 25 saceos ordem.
Armas 5 caixas a A. D. Carneiro Vianns.
Arcos de ferro 203 feixes a V. Neesen, 160 s
Reis & Santos.
Ac 15 feixes a Antonio Rodrigues de Souza &
C., 60 folhas e 48 pedac.s Companhia Peruaos-
bucana, 1 barra e 5 feixes a Albino Silva & C,
50 cunhetes a Samuel P. J hnston & C.
Barras de ferro 100 a Antonio Rodrigues de
Souza & C, 44 e 21 feixes a Miranda 4 Soasa,
76 e 55 a Livramento & C, 25 feixes a Ferreira
Guimares 4 C.
I IVH I



Diario de JPernarabucoTcrfa-leira 28 e Junho de 1887


M"5?""!
lberme & Sobrinho, Aurelio dos Santos Coim-
bra c Antonio de Vasconcellos Florencio para
virem declarar at o ultima do correte mcz,
perante esto Theaauro, coaror Sr. presidente da provincia par offieio de 17 Jo
correte, se acuitara a onceeso da lei n 18 8,
cumpirado-lhes neHto caao provarem a importan-
cia doa prejuiros, que por ventara leuham soffri-
do, afim de ser liquidada a compensaco.
Secretaria do Tnesouro Provincial do Pernam-
buco era 20 de Junho de 1887.Na impedimento
Jo secretarioO offieial, Lindolpha Campello.
Kditnl n. 0-
O aduiinVrad.r da Riccbedoria Provincial, ora
curapriraento do despacho da Illma. junta do The
souro, proferido em 9 do corrente, sobre reclama-
0o de Manoel J^s Pereira, chuna palo prccute
ao Sr. Luiz Berm-rdino 'le Franca, para, no pra-
zo de oito das, cantados desta d.ita, reea'h -r aos
cafres desta repartiyo a importan -ia de 2*100 do
impasto de 1 0/0 e respectivos ad.liei.tuaes, c ibra
da era Jobeo, c informe a lu n. 149, era ;onse-
quencia d na ter av 'rbado a eocrptur.i do eam-
pra, que (in 17 de Fevereiro de 1881 fizeia ao
dito Pereira, da casa n. 8 sita ra da Esperan
ja, freguezia de -Vfogados, sob p-na de proccdcr-
se essa CoUrauya ejecutivamente.
ttec bedoria de Pernambuco, 21 de Junho de
1887.U administra ior,
Fran.-isco A.rjynthaa de C. Mauri.
Travessa duB Cruies
14 Mari* Petronitla de Sampaio
Larga do Rosario
28 Joaquim Antonio Pereira
1 Thomazia dadnceicio Cunha
e ontros
16 Ordem 3 de S. Francisco
23 LKlfiua Lopes da Cruz
Eatreita do Rosario
22 Dr, Francisco Gonyalves de Mo-
racs
28 Mosteiro de S Bento
32 Canuda Autrau de Soura
38 Irmandade do S. Bora-Jess
das Portas
39 Manoel (irayalves Ferreira e
Silva
Largo do Paraizo
6 Gomes Augusto G. de Miran
da
5 Dr. Silvino Cavalcaute de Al-
buquerque
1J Secca da Recebedoria, 2a
1887.
O chete,
J-ffersou Miraba i de A'.evedo Soares
Jo
630/000
3:0205000
855*000
300*000
5005500
675*000
666*00)
1:356*000
775*000
297*000
1:029.-5000
237*000
Junho de
V
i)iU,ARACOES
Recebedcria Provin-
cial
Mnte-Pio Aon TFGgrapios
D8 oriem do Sr. presidente sao convidados to-
dos os Srs. so. ios a se reunirera era sesso de as-
Eembli geral para eleico e posse da nova direc-
tora, ra do Nogueira n. 47. pelas 11 hars da
manha d quarta-teira 29 do corrente.
Secretaria do Monte Pj los Typagraphas de
Pernambuco, 27 de Juihi de 1887.
O secretario,
A'piniano c'j Miranda.
Heiacla das diFereiicas para n -i; ene nfradaj
no valor locativo dos predio* urbn s da fre-
guezia de Santo Antonio, que est "i i aujeito a
impasto do declina, relativo .0 ex- reieij de lor>7
["" s 1888, ])'la lancaJnr Joaquim T. d! Lemas
Duart- :
Ru:i Jo I npa:ior
N. 10. Sobrado 573*000
X. 32. Ilem 1:847/(0)
X. 11. I lem 1:912*0 0
N. 46. llera 2:085*000
X. 52. li ra 1:732*000
N. 23. II ra 1:847*001
N. 27. dem 1:717 ii i
N. 29. llera i:84S00.i
N. 57. I, u, 2:992*000
X. 75. llera 2:1 0*000
X. 83. Idera 4:219*0 i
Ra Daqu de (] ixias
X. 14. llera TTIiliil 1
X. 24. llera 450' O
X. 48. I i m 1: liiOOO
X. 56. ll-m l:5193')i 10
X. til. dem 946*000
X. 84. dem l:0iX)*i 0
N. 31. dem 0 o OJO
N. 35. llera 87^*000
N. 37. I lera 1 : < i .i i i
X. 51. Itera l:29i*0J0
N. 81. Iiera 2:710*0 0
Ra Jj >'. ibn
X. 16. llera 1:912*00 J
ku t do 1? ira i d i Victo: a
X. 12 I .era 1:917*110(1
X. 14. Idera 1:719*0 0
X. 42. Iiera 1:746*0)0
X. 49. llera 1:746 000
F.
O c .uta lar, servindo de inspector, de couforuii
dade cora a circular d) Miuisicria do? Negocios
da Kaz"nl i p. 11 de 6 do <*'-----1*' "n f">z pu-
blico para conhecimanto da omnetelo, que (era
vigor d>l- de Julho prximo vindonro a nava
irita nluhneira d is Aifao legas.
The80Uraria de Fazendu de l'ernambuco. 22 de
uuh> de 1887.
Mauoel Antonio Cardoao.
EiilT 1 o Janeiro
Li le!
Arsenal de Guerra
De ordem do Illm. 8r. major director, diatribue-
se costuras nos das 27, 28 e 30 do corrente mez,
as costureiras de ns. 452 a 507, de contormidade
com as diaposicoes dos annuncios anteriores.
Secy lo de costuras do Arsenal de Guerra de
Pernambuco, 25 de Junho de 1887.
Flix Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto.
x\viso
London & Brasilian Banek, liraited,
recebe dinheiro em conta corrente simples
cora os juros dc2(0 p.o anno, capitaliza-
dos de 6 em 6 mezes Juoho e Dezem-
bro.
Receba tarabem dinheiro em depoaitu.
co.n aviso previo de 30 das, ou fixo a pra-
zo de 3, 4, 6, 9 e 12 mezes, as taxas de
juros, que forera convencionadaa entre as
partes.
As c> nas j existentes, vmcendo juros
por differeutes taxas, feam sem alterooao.
Recite, 24 do Haio do 1887.
W. II. Bilton.
Santa Casa de Misericordia do
Hccife
Na secretaria da Santa Casa urrenda-sc os se-
guintes pre li s :
Ra d> Bom Jess n. 13, 3- sedar.
Uem dem n. 44, 1- andar e luja.
dem do Vigirio Thenono ti. 22, andar.
dem idem n. 25, sobrado.
1 lem do Mrquez de Oiinda n. 53, o- andar.
dem do Apollo n. 24, 1- audar.
Lie n da Moda n. 45.
Ipcm idem n. 47.
Mein idem n 49.
dem idem n. 37.
Idera da Liogoeta n. 14, 1- a'idar.
Becea do Ahreu n. 2, 2- andar.
Secretaria da Santa Casa de Misercordia do
Recife, 25 de Mao de 1837.
O escrivo intarino,
Francisco Gotnrs Castellaa.
Estrada de ferro de Ribe rao ao
Bonito
SecifB a Oltida i Wk
Preco las pas-at.-ns
Em vista de reclamacoes de passageiros mora-
dores uos pontos percorridos pela iinha, resalveo
a directora f-tzer, no preco das passagens era
beneficio dos raesa>os, as seguintes modificares
que vigorarao do 1." de Julho em diante :
1." Vender a 16*000 (dea e seis tu 1 risl series
intransmissiveis de viagens diarias de ida e volta
na 1.a classe, durante n rr'z, i rt'- i> nontos px-
tretcos da liu^a, e S*0J0 (^i:-. u,l rcio) cutic ijUil-
quer dessea pontea e a estae lo da Encruzilhada ;
2." Estender a caucessao dos billietes de perio-
do para os dias uteis, vendidos per 5*000 (cinco
mil ris) e 24500 (Inus mil a quinh'iitos), caufor-
me o Hecho d i Imha, feit-s hoje h ratudantes at
12 annos, aos mesmas de quelquer idade logo sob
a clausula nica dn ser m esludant-'s de prtpara-
torios ;
3. Conceder urna assignatura gratuita de um
ra z aos assignantes qae nominal e eonsecutiva-
meote o forem durante 11 mezes.
4." Fazer igual eoncesso e em iguaes condi-
coes aos portadores das series intrnsmissiveia e
diarias.
Sendo que continuarao de p, at segunda or-
rteui, conjuuctamente as presentes coucessoes es-
pontaneas todas aqulias at hoje usaim feitas
pela directora.
Recite, 25 de Junho do 1887.
O directer gerente,
Antonio l'ereira >>moes.
Associayo Commer-
cial Beneficenie
Concert de predio
A directora desta associaco recebe propostas
para a factuia dos concertos de que precisa o
predio em qn ella tera ana sede, cuj is concertos
constam da pianta que se exhibir aos pretenden-
tes. As propostaa sero feitas em carta fechada
e devero ser enviadas mesma aaaciacao at o
meio dia de 30 do corrente mez. Recife, 21 de
Junho de 1887.O secretario,
Joaquim Alves da Fonseca.
Arsenal de Guerra
preto, finas, '
7 '
--:>-~-V..'
Estrada de ferro
Capital do Banco....... 1.000,000
Capitel realisado......... 500,000
Fuudo de reserva....... 200,00c
A contar d-sta data e at ulterior reso-
lu';So, concedT-ae-ha juros de dous por
.ento ao anno, sobre os salios de
-positado era conta correte de uaovimen-
tca no 'oesnio Bunco.
Pelo presente faco saber aos Srs. accionistas
i'esta empreza, que apenas realisarara a 1' eo-
trada de 10 /0 de. suas accoea, constantes das
eautelias ns. ltj, 28, 32, 47, 59, 64, G e 69, G8,
7ii, 75, 77, 86, 101, 118, 120, 125, 126, e 127, que,
era face do dispoato no n. 1 do art. 9" dos estatu-
tos fica-lhea marcado o praso de 30 das, a contar
de boje, para realisanm a '* entrada com a multa
linlieiro de 20 /0.
Ontrusim, o accionista que nao realisar suas en-
tradas na frroa determinada, perder em bene-
, fieio da euipr za as entradas que j tenha feto.
R-5ceb--se t'imbam dinheiro era deposito | i;ce.fe, 15 de Junbo de 1887.
! sece.i i da Rec:b'dir!a Provincial,
ntio de 1887.
O chete,
Jillrsan Mirab au J" -Vzei'eJo Siares.
\!:eracla enco-itrada para raiis na dcima dos
pre los urbanas, na fregaezia de Nassi Senhora
da (iraca, ralativo ai ixercicio de 1887 a 1888,
p.:o Inncador J js de finha Birges :
Travessa da Iaixa Verde
N. 1. Francisco Marcelino Monteiro,
casa frrea, outr'ora cecupada pelo
proprietario, S.jef"rm i-.rrendada
p >r 240* 100
N. o. Joij J-.aqui.il O -. | i i* Va-
rejao. casa terrea, outr'o oceupada
pelo pr,prietario, hoje p rra arren-
dada por 216O<>)
N. 13. Joaquim Ferreira Rimas J-
nior, casa terrea arrendada pir 360/1MMI
N. 15. tnesmo, casa terrea arren-
dada por 3(.;ihi)
Travessa daVeutuu, h jo .'o^quira Nabueo
N. 2>i. II-nriqae Lisser, urna casa
terrea arreo iada por 600*0 1- seecao da Recebedoria Provincial, l' i de
Junho de 1887.
ch fe,
Jefforson Mirabexu de Azevedo Soarea.
Relaco das difforcne.ns para mais encontradas no
valor locativo dos predios urbanos da treguezia
de Santo Antenio, que esto sujeitos so imposto
a juros por p to \os determinados, ou su-
j' itn ao avisa |j:vio de trinta dias para ser
retira lo, mellante as condico?3 do. que se
dr canhei ment aos i trrssados.
P rnamcujo, 23 de Mar de 1387.
IIe>iry K, Gregory,
Or nte.
Companhia do Bebe-
ribe
Convida-se aos senhores accionistas dest* cam-
panhia a reunirera -se em ass< mbla geral ordina-
ria, no dia 1 de Julho prximo vindouro, como
jispoem os estatutos, afi n de tomar conheciraento
la ge tao dos negocios da e .rapan li a no anno
social prximo fiodr. A rcu liao ter lugar no l
audar da casa n. 71 da ma do Imperador.
Recife, 15 deJunh) de 1887.
Ceciliano Mamede A. Ferreira,
Director gerente.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
Jflizo dos Felos da Fazendj
Nacional
Encrlvo Reg BarroN
Perautc o Exm. Sr. desembargador juiz dos fei-
toa d. tazeuda, Jos Manae! de Freitaa, se ven-
der em praca publica, na dia l" de Julho pr-
xima viod >uro, pelas 11 hars da manh, depoia
da u-lieiici i, os bena seguiutea :
A casa terrea de tijoli e cal, sita ra do
Tambi u. r5, freguezia da Uoa-Vista, tendo a
me^ma porta e janela na fr> nte, 2 salas, 2 quar-
O secretarioda directora,
Jos Bellarmino Pereira de Mello.
Gil
DO
BRASIL
Capital '0,000:0004
dem realisado 8.000:0004
DE
A caixa filial d'es'e Banco fuuccionaado teui
poranamente ra do Commercio n. 38, saca,
vista ou a praza, contra os s'guintes correspon-
dentes no estrangeirj :
Landres......... a/N. M. R .thschl & Sana.
de decima relativo ao exereicio de 1887 a 1888, i tos, cosinha fra, quintal murado, e mais l qua-to
contiguo a casi, e cacimba raeicira, uvaliada por
1:203*001.
Urna outra casa terrea de tijolo e cal, sita ru
Irapeiinl n. '', f'fguezia de S. Jos, com porta
e jauella nfrente, 2 salas, 2 qoartos, casinha
fra, e miis 1 quarto contiguo, quintal em aborto,
avaliada por 1:200*000, todas pertencentes
maesa fallida de Joo Francisco Paredes Porto, e
penhoradas para pagamento de impostas devidoa
a fazenda n .conal pelo mesma fallido e custas-
Recite, 18 de Junho de 1887.
O solicitador da fazeuda nacional.
Luiz Machado liutelho.
celo iaucaJ'r Joaquim Trauquilino de L-mos
Duarte :
Ra das Trincheiras
Ns.
6 Jote Fer^andes Lima 333*000
26 Pedro Escolistico da Silva e
outro 261*00)
25 Antonio Simoes de A Ireeida 273*000
Ra das Laran^eirs
10 Ordem Tercera de S. Fran-
cisco 448*00
5 liarth doineu Francisco de Son -
za 015o >.()
Uiscoutos 5 caxoea a liracalves Rjsa & Fer-
nandes.
1 BarrilhaO tambores Camisas 1 caixa ordem,
Chocolate 1 ceixa a (Joucslvea Rosa & Ferun-
des.
Cha 23 grades ordem.
Oerveja 40 barricas ordem, 10 a Goncalves
Rosa & Fernandes, 40 a Francisca G. de Araujo,
11 a Fernandes & Irmaos.
CalCd-s 1 caixo a Costa C-mpos & C, 2 a
Thomaz de Carvalho Je C, 4 ordem.
Cidra 50 caixas a Fernaorles A li mao, 25 a Go-
mos & Pereira.
Cofre de ferro I eaixa -, Miran i i Alves & C,
2 a Wlliam Halliday S C 2 ord.ro.
Canos de chumbo 3 bairieHS a A tonio dea San-
tos Oliveira. Ditas de cobre 1 eaix i a Stean Ship
&C
Enxadas 20 barricas a Viaiiua Jaetro & C 10
a Gomes de Mattos & Irmao.
Eatanho 1 barrica a Vianca C'Stio 4 C.
Estopa 7 fardos ordem, 10 a V. Neesem. 10 a
Goncalvos Irmo & C, 5 a Lu-z Antonio Siquei-
ra.
Esteiras 1 lardo a Miranda & S uza.
Folh8s de fern 10 caixi.s aos mesraos, 40 a
Ferreira Guimares & C. Ditas de chumb/10
aos mesmos.
Ferragens 1 v'lume a Francisco Lauria C ,
27 ordem, 1 a Angelo R*paher4e C, 6 a Miran
da & Souza, 14 a Prente Vianna & C, 2 a Mi-
randa Alves & C, 18 a Carioso e Irmo, 8 a
Samuel P. Johnston & C 9 a Willam Halliday
& C., 88 a Guimares C, 8 a Albino Silva &
C, 2 a Vianna Castro & ', 5 a Gomes Je Maltes
Irmo, 1 a Manoel,RjJrigues da Silva, 2 a A. D.
Carneiro Vianna.
Folhas de Fiandres 140 caixas a Prente Vian-
na & C, 30 a Samuel P. Juhuston & C. 30 a
Vianna Castro & C 50 a Ferreira Guimares &
C., 30 a Antonio dos Santos Oliveira.
Farinhi de trigo 60 barricas a Alfonso Oliveira
Graixa 5 caixas a Salazar S C.
Iioj^i 120 gieos ordem. 10 a Jos de Araujo
Veiga &sC-
Linba 1 caixo a H. Nueaeh & C la Manoe
V. Neves, 4 a Nunea Fonaeca c C, 12 ordem
1 a The Singer.
Lampadas 1 caixa a J. A. da Silva Santos.
Lona 1 fardo a J. A. da Silva Santos, 2 a or-
dem, 1 a Ferreira Guimares & C 1 a Gomes de
Mattos Irmo, 2 a Antonio dos Santcs Oliveira.
Dita e fio 1 fardo ordem.
Materiacs para enganho e ferramenta 142 vola-
mea e pecas ac Herdeiroa Bcwmann.
Meias 1 caixa a Cramer Frey &, C.
Mere lorias diversas 1 volume a J. A. da Si va
Santos, 3 a Silzar t C 2 a Manoel Joaquim Ri-
beiro & C, 2 a Gomes de Mattoa Irmo, 9 a An-
gelo Raphael & C, 1 a A. D. Carneiro Vianna, 2
a Guimares & Permann.
Machinismo 23 velumea e pecas aoa Herdeiroa
Bowraann, 18 a Cardoao & Irmo. #
Materiaes para encanamento d'agua 14 volumes
i Compauhia do Bebenbe.
Movis 22 caixei a A. D. Carneiro Vianna, 8
Psris........
H unburgo.......\
Kerlim..........
Brmente........)
Frankfurt a/ Mam I
Antuerpia.......
Roma.........
Genova......
aples.......
Miio e mais 340,
cidadea de Ita-
lia..........
Madrd........
Barcelona.....
Cdiz.........
Malaga.......
Tarragonp ....
Valencia e outraaj
eidades da les \
pauh.i e libas I
Canarias......I
Lisboa.........\
Porto e mais ci- f
dades de Por-/
tugal e ilbas... )
Buenos-Ayres.... )
Montevideo.....)
Nova York......
De R.,:hsehild Frres.
Deutsche Bauk.
Bauque d'Anrers.
llano i Genrale e i
agencias.
Banco Hypatearia de
Espaa e suas agen-
cias.
Banco de Portugal
suas agencias.
Ri-
a Wlliam Hilliday &C, 10 a ordem, 4 a ilva
Fernandes Se C.
Machina elctrica c eutros artigas 7 caixas
i ordem.
I v!Materes pra entra la de ferro 7 vilumes
Great Western of Brasil Railw iy, 4 estruja de
ferro de Caxang.
Objectos para gaz 65 volumes empr< za. Di-
tos para chapeos de sol 2 volumes a Francisco
X-ivier Ferreira & C.
Peca de ferro 1 ao Dr. II. V*. PoJerneiras.
I "ertenees para trilhos de f-rro 420 volumes a
Cardosa c Irmo.
Pregos do lineo 5 barricas a Livramsnto a C.
Pimenta 5 aaccuS a Paiva Valente & C, 10 a
Gsufaives Rasa & Fernand-s.
Presuntos 4 caixas a Pmva Valente & C.
Papel 4 caixas a W. Halliday & C.
Freg03 10 barricas a Preme Vianna Se C 6
! a Albino Silva & C.
Presunto e touciuho 6 c.ixis a Saunders Bro-
thers & C.
6ardiubas 18 e.iix.s a Saiz-i Kauffinin & C
TijoLs par lirapir facas :'5 caxas a orera.
Tapetes 1 cuxaa Salazar &. C.
Tiata 6 barricas aos mcjtnos, 2 a W. Halli-
day S C.
Tintas 10 barricas a Ferreira Guimares i C,
Telhas de ziuco 10 caixas a Livramecto fe C.
Tecidos diversos 116 volumes a ordem, 1 a A.
Vitir>i & C 1 a Andradc Lapes (fc C 40 a Ma-
chado Se Pereira, 28 a GoBcalves Irmo C-, 2
a Francisco Lauria & C., 60 a Luiz Antonio Si-
queira, 1 a J. Coimbra, 7 a Cauto Santos ci C,
9 a Agostinho Sautoj & ('., 2 a Albino Amorim
& C, 2 a Rodrigues Lima A; C 2 a Joaquim
(i jui.il ves & C, 9 a Silveira c C, 1 a Liurairo
Maia & C, 7 a Rodrigo de Carvalho & C, 6 a
Figueiredo & C, 3 a D P. Will & C, 1 a Joa
quim Luiz Teixeira C 16 a Narciso Maia &
C., 7 a Olinto Jardim & C, 7 a Bernardino Maia
& C, 2 a Alves de Britto & C, la Francisco
de Azeveda & C, 1 a Monbard Huber & C.
Trilhos de ferro 1,982 a Cardoso 6t Irmo.
Vidros 4 barricas a B. Duarte Campos fc C, 1
a Miranda Souz*, 1 ordem.
Vinho 25 caixas a Paiva Valente 4 C
Whisky lo caixas a Saunders Brothers & C., 1
barril a forres fc Irraa.
Carga de Lisb i
Batatas 150 moias caixas a Paiva Valente <
C. 150 a Jote Fernandes Lima & C, 51 a Souza
Basto Amorim & C, 100 a Fe reir Rodrigues
4 C 50 a Goncalves Kosa i Fernandes, 20 a
Esnaty Rodrigues & C, 50 a Domingos Ferreira
da Silva 4 C, 180 a Francisco R. Pinta Guima-
res & C, 150 a Silva Guimares 4 C, 20 a
a Araujo Castro > C 60 a Silva Guimares 4
C, 'b a Joaquim Duarte Simoes 4 C.
Bagas 1 barrica a Antonio Maria da Sil vs, 1 a
Joaquim D jarte Sirco's 4 C,l a Martina Viegas
4 C.
Conservas 20 caixas a Joaquim da Suva Car-
neiro, 3 a Domingos Ferreira da Silva & C.
Ceblas 25 caixas a Paiva Valente 4 C, 50 a
Guimares 4 Valente, 150 a Ferreira Rodrigues
& C, 35 a Cunha Irmos 4 C, 20 a Goncalves
Rosa t Fernandes, 20 a Esnaty Rodrigues 4 C,
Eng'ish Bank of the
ver Pate, Limited.
G. Amsirk & C.
Compra saques sobre qualquer praca do impe-
rio e d estrangeiro.
Recebe dinheiro em cinta correte de movi-
raento com jurea a tazan de 2% "o auno e por le-
tras a prazo a juros convencionadoa.
O gerente,
William M. Webeter
15 a Araujo Castro & C, 50 a Domingos Ferreira
du Silva 4 C-
Calcada 1 eaixo a Albino Cruz & C.
Farelo 350 aaccos a Piiva Val.rate & C., 300 a
Siuza Basto Amorim & C, 80J a francisco Ri-
beiro Pinto Guimares 4 O, 100 a Ferreira Ro-
drigues fc C.
Fructaa 1 caixa a Joaquim da Silva Salr;ueiral.
Fariuha 1 lata a M. R. Praheiro.
Impressos 1 caixa a G. Laport & C la Andr
Santos
Livros 1 caixa a G. Lipvrt & C, 1 n. Joo W.
de Medeiros.
Peixe 20 caixas a Baltar Irmos s C.
Queijas 1 --ais a II. J. da Cunta.
Retiz 1 caixa a Antonia Jos da Matta Gui-
aiaiaes
Toucinho 20 barris a Francisca Ribeiro Pinto
Guimares fc C
Vinagre 25 barris a Ant-mio Maria ua Silva.
Vinh > 5 pipis e 30 barris a A'i'anu Miria da
da Silva, 5 e 30 Jit >a a Silva Gaimtrs.es ie C,
2 e 15 a Jos Feraandes Lima & O, 20 e 30 a
Francisc i Ribeiro Pinto Guioiares & C, 8 e 54
a J. G. Goncalves, 3 barris a H. .i. da Cunha, 20
a Cunha Iru.i s & C, 10 a Guimares t Val n-
te, 6 a J j: da Motta Guimares, 9 a Joaquim da
Silva Salgueiral, 2 a Palmeira & C.
Vapor nacional Guahy, entrada em 26 do cor-
rente e cousiguada a Uomingos Alves Mutheus,
matiife&too '
Algodo 238 saeeas a Mendes, Lima fc C, 110
a Pereira Carneiro ai C.
Couros salgados seceos62 a D. Alves vlatheus.
Charutos 1 eaixa a Alenla Machado & C.
Pelles 26 atados a J. H. Bawell, 5 a H. Lund
gren & C.
Sola 330 1/2 a H. Nuesch fc C.
Vapor nacional Para, entrado do Rio de Janei-
ro e i-sca.a em 27 do crrente e consignado ao
Visconde de Itaqui do Nort?, inauitestou :
Carga do Rio de Janeiro
Armscoaa 1 volume a Joa Pereira.
Phapia 2 caixo:a a Adolpho & Ferro, 2 a Au-
gusta Fernandes, 2 a Francisco Ramos da Silva,
1 a J. Christiam C.
Coueos 1 caixo a D. A. dos Reia & C.
Fumo 46 volumes a Gou.ee Serra & C, 10)
ordem, 10 a Jos Antonio ds Sautos, 11 a Almci-
da Machad o 4* C, 10 a Joaquim de^ Ol'veira
Maia, 40 a Joa V. Alves Matheus t 0.
Fazeudas 1 caixa a Rodrigues, Lima 4 C.
Machinas 3 volumes a Du t: & C.
Meivadorias 1 volume i ordem.
Meiaa 2 caixas a Cramer Frey Se. C, 1 a Luix
Antonio Siqueira.
Panno de algedo 40 fardos a Machado & Pe-
reira, 11 a Albino Amorim & C, 5 a RsJnguea
Lima & C, 13 a Ferreira & Irmo, 25 a Oiiuto
Jardim & C, 50 ordem, 6 a Gomes de Mattos
Irmos.
Tecidos de algodo 2 caixis ordem.
Xarque 1,564 fardos a Saunders Brothers 4 C,
500 a Pereira Carneiro & C, 450 a Maia 4 Re-
rende, 40 ordem, 518 a Joaquim da Silva Car-
neiro
iiibeirao ao Bou to
Por delibrsci da directora, sa chamados os
senhores accionistas desta empreza, para no prazo
de 60 dias, a contar de hoje, recilherem a 6' en-
trada de 10 /o de suas acedes, nes termos do art.
'.Io 2" dos estatutos.
Recife, 4 de Junho de 1887.
O secretario,
Jos Bellarmino Pereira de Mello.
Banco de Crdito Real de
Pernambuco
No sorteio a que se proceden n'este Banco em
data de hontem (22), para o resgate do 164 letras
hypothecarias disqii" ixistem era circuladlo 1,1.a
e 2.a series), dtsigu u i a ote hs de nmeros se-
guintes :
/ Serie(149 litros,
Nmeros
:tt 071 2.069 3.463 5.044 6- n
67 1.007 2.146 3.484 5 052 P> 515
02 I.035 2.213 3.526 5.119 6.633
208 1.178 2.273 3.669 ,"..170 O.l
242 1.234 2.293 3.836 5.326 6.791
332 1.241 2.402 3.850 5 311 6.800
366 1.298 2.456 3.918 5.348 7 009
372 1.351 2.487 3.935 5.417 7.110
400 1.358 2.622 3.> 5.430 7.228
416 1.398 2.656 1.015 5.705 7.240
422 1.439 2.816 4.127 5.733 7.340
486 1.445 2.835 4.170 5.745 7.389
492 1.-IOS 2.887 4.207 5.833 7.416
538 1.533 2.897 4.243 5.841 7.715
543 1.553 2.906 4301 5.889 7.733
546l.O*3 2.941 4 317 5.996 7.783
560 1.660 3.012 4.420 '1-090 7.830
671 1 72o 3.013 4.478 6.118 7.880
780 1.741 3.014 4.530 6 203 7.912
825 1.748 3.059 4.7J7 6.220 8.085
847 1.813 3 233 4.820 6.224 8.156
864 1.968 3.267 4.831 6 354 8.312
909 2.021 3 281 4.869 6.441 8.379
932 9.030 3.299 4.895 6.445 8.480
963 2.050 3.410 4.952 6.453
2" Serie !l5 Letras)
8.541 9.745 10.353 il.OIU 11.525
9.331 10.095 10.628 11.149 11.576
'. 717 10.260 10-918 11.326 11.651
Estas letras sero pagas pelo Banco a contar
do primeiro dia til do mez de Ju'ha prximo
vindouro, e, quer gejam on nao apresentadas, nao
vencera mais juros dopais do dia 30 do corrente
mez.
Em virtude da deliberaca do Banco sero pa-
gas: cem o premio de 100*000 a de n. 1.623,
cora o de 50*000 a da n.' 3.960 craj o de30*000
a de n. 1.468,e com o d* 10*010 cada urna
as de ns. 1 553, 2.030, 6 771, 1.035, 6.478, 11.019
e 4.015.
Recife, 23 de Junho de 1887.
O Gerente.
Joo Fernandes Lopes
Club Concordia
SARAO D A N C ANT E
Tercs-feira, 28 de Junho.
Cravites permittiios.
A directora.
Carga da Bahia
Charutos 5 caixoes a Almeid Machado & C., 1
a Joaquim Bernardo dos Res & C.
Chapeos 21 caixSes a Antonia Piuto Carneiro
da Silva.
Fia da a'godo 35 saceos a Jola Francisco Lei-
Panno de algodo 26 fardos a Ferreira & Ir-
njos, 6 ordem, 30 a Radrigu s, Lim 4 C, 20
a Machada & Pereira, 10 a S-verino & Irma, 5
a A. Vicira jC, 8 a Cir eiro Maia 4 O-, 25 a
Bernet & C.
liportjf.o
lUlCIVB, 25 UB JUNUO DK 1887
i-aro o exterior
No vspor inglez Orator, earregaram :
Para Liverpool, J. Pater & C 2,500 aceos com
197,500 kilos de assucar mascavado.
Na barca uorueguense Heros, earregaram
Para o Bltico, Borstelman C 100 saccas
com 0,78 kilos de algodo.
Na barca noruegueuse .Stanley, earrega-
ram :
Para N.w-York, J. Pater t C. 4,000 saceos
com 31 0.00J kilos de, assucar mascavado.
== No lugar mglez lora, canvga. ara :
Paia New-Yark, 1,00) saceos com 75,000 kilos
de assucar mascavado.
No puacho portuguez D. Eliza, carregou :
Para Lisboa, J. M. Dias 30 I saceos com 22,500
kilos de assucar branco e 4C0 ditos com 30,000
ditos de dito msseavauo.
No lugar nacional Vteira, earregaram :
Para Moatevido, Amorim Irmos & C. 450
barricas eom 52,426 kilos de assucar branco e 40
ditas com 4,971 1|2 ditos de dito mascavado.
tara o interior
No patacho nacional Rival, earregaram :
Para o Rio Grande do ul, Maia 4 Rezende 4
pipas con-. 1,920 litros de agurdente; T. de Aze-
vedo Souza 210 barricas com 17,950 kilos de
assucar branco.
No lugar nacional Zequinha, earregaram :
Para o Rio Grande do 6>ul, J. S. Loyo fc Fitho
106 barricas com 11,195 kilos de assucar branco.
Na vapor nacioual Manos, earregaram :
Para o Rio de Janeiro, C. Burle 4 C. 500 cocos,
fructa ; A. de Lemos Araujo 233 saccas com
17,752 kilos de algodo ; V. Neesen 50 cauros sal-
gados com 600 kilos : F. M. da Silva & O. 50
caixas medicamentos.
Ultilielro
RECEBiOO
..^Pelo vapor nacional l'ar, pira :
Bernardino Lopes Albeiros
4:000*000
Rendimientos publico
HEZ DB JUNHO
Alfaniega
Reuda ger.il :
L) 1 a 25 585:007*301
dem e *7 45:033^206
----------------630:040*607
Renda provincial :
De 1 a 25
dem de 27
i 'e 1 a 25
dem ue 27
84-224*338
5:746*724
Receledoria geral
89.971062
720 011*569
30:820*440
1:702/027
32.522*467
Receoedoria p.voinciai
De 1 a 25- 80:557*752
Idira de 27 10:8aX)*750
.','.-.; < Di ih iy
e 1 a 25
Uex Cb 27
O raoviment > deste Mercado ucs dias
Jjnbo foi o seguinte :
Entraraui :
81 boispesaolo 12,79Jkil -sendo
ra Castro, 57 ditos de 1 qual
ditos particulares.
630 kilos de peixe a 20 ris
69 cargas de fariuba a 200 ris
33 ditas de fructaa diversas a
SOO rs.
19 taboleiros a 200 ruis
23 Suiuos a 200 ris
Foram cecupados :
43 columnas a 600 ris
42 Compartimeutcs do farinha a
500 ris.
38 ditos de comida a 500 ris
181 1/2 ditos de iegnmes a 400 ris
33 ditos de suino a 700 ris
22 ditos de tressuras a 600 ris
20 talhos a 2*
17 ditos a 1*
A Oliveira Castro & C.:
108 talhos a 1*
Dcve ter sido arrecadada nee'es di-ja
a quantia de
Reudiraento dos dias 1 a 25
91:138,! 508
6:113*311
509*457
6:922768
Jue
26 e 27 de
di Olivei-
dade e 24
12*600
13*800
9*900
3*800
4*t00
28*800
21*000
19*000
72*600
26*60J
13*200
40*U
17*000
1080OC
290*900
5:236*560
Foi arrecadado liquido st hoje 5:527*469
Precos do dia :
Garu verde de 240 a 400 ris o silo.
Carneiro de 720 a 800 ris idera.
Sumos de 560 a 640 ris den .
rarinhu de 20 i a 240 ris a cuia
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijo de 640 a 1*000 idem.
Maiailoiiio Pabico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 99
rezes para o consumo do dia 24 de Junho.
A commisso de compras de.-te Arsenal precisa
pira o 2" semestre do corrente anno, na forma
dos arts. 95 e 96 do regulamento era vigor, do se
guinte :
Areia para moldar.
Argavio um.
Botoes grandes e pequeos de os3o branco, finos,
um.
Ditos grandes e pequeos de osso
um.
Ditos de maireperola, um.
Bandeiras imperiaes de filtlle com 2, 3, 4, 5, 6
e 8 pannos, urna.
Brochas de difl'erentes nacieres, urna.
Bandejas pequeas para copos, urna
Bacia de ouca, urna.
Bacia de ferro estanhada, urna.
Badames sortidos, ura.
Bilha de barro, urna.
Costado de araarello. um.
Dita de louro, um.
Dito de po-carga, um.
Costadiubo de smarello, ura
Dito de louro, um.
Dito de p carga, um.
Costada de aicupira, um.
Costadir.ho de sicupira, um.
Carvo de pedra pjra forja, kilo-
Carvo cok, idem.
Colcbetes para coz de calcas, par.
Cop^s de vidro para agua, um.
Compassos sortidos um.
Dobradifis de ferro, quadradas, par.
Dobradifis de lato, par.
Eoxadas encabadas, urna.
Enchadas Eera cabos, urna.
Enxcs i:e fuzil, uraa.
Eusains de msdeira de qualidade, um.
Fio de algodo da trra, kilo.
Fechaduras de ferio pora gavetas e armarios, umu.
Ditas de dita Je diversos t .miinh s para partas,
idem.
Ditas de lata para gavetas e armarios, idem
Fcrrollios pedreircs c diversos tamauhes. um.
Ditos do lato do diversas tamanhos, uro.
Fivelas de metal grandes e pequeas, pr.-tas, pa-
ra arriatas, urna.
Ditas de metal grandes e pequeas, brancas, pa-
ra arriatas, idem.
Faco para cosinha um.
Fouces ene. bidas, uraa.
Faeas e garios, talher.
Fita de cadafo, rastro.
Formoes de co, sortidos. um.
Ferio com capa para plainas, um.
Ferro sem capa para p ama-, um.
Goivos sortidos, ura.
Grozas meir.s cunas, sortijas, urna,
u rozas gran lea e pequeuas para ferrador, urna.
Jarro de louya. urna
Laminas de ayo para serrasj urna.
Lavatorio de ferro, um.
Murtclios com cab s de differeutes tamanhes,
um.
Mach'idiuhas encabadas, uraa.
Machado encabado, um.
Perafusog de lata de differentea tamanhos, um.
Puaausos de ferro com porcas, um.
Parafusos de ferro para inadeira de ditfercutes
tara .lili s. cento.
l'ranchoes do amarello. ura.
Pranct.*>s de pa csrga, ura.
Pranohoes de sieupir, um
Piuceis de differeutes nmeros, um.
Serrotes de p utas, sortidos, um.
Serraa bracaea, urna.
Serras de volta, sortidas, uma.
Serras de desdobrar, urna,
Serrotes fixos BOriidus, um.
Tornos de mo de differentes tamanhos, um.
Travadeiras de ayo, urna.
Tabeas de amarello de 0U1,35 0,m10 de largura e
de 5'" a 6"' de eoraprimento, urna.
Taboas de amarello com 0,'"35 a 0,mU) de largura
e de 5m a O1" de ompriment e com 0 '"27 da
gressura. urna.
Taboas de amarello de forro com 0"\35 0,m40 de
largura e de "1 a 6m de comprimento, urna.
Taboas de louro de assoaiho de O.^SO a O.1" 15 de
largura e de a 6 de c imprmenlo, urna.
T.iboas de louro de forro com ,in25 a 0,"'3O de
arga e de 5 a 6ra de cara primen: urna.
Taboaa de pa carga com 0,'"027 de grossura, de
0,m30 a 0m,35 de largura e de B a 6" no com-
primento, urna.
Vassourinhas de piassava para vasilbame, urna.
Vassourinlias de Timb ou m&tto, urna.
Varrumas sortidas, urna.
U forneeimento dos artigos cima ser feto por
pedidos parciaes couformo as exigencias do ser-
viyo, devendo sel-o de promptu.
Previoe-se que nao sero tomadas em conside-
radlo as propostas que nao forero feitas na forma
do art. 64 do Keg. cima, em duplicata, com re-
ferencia a ura so artigo mencionando o nome do
proponeute, indicayo da casa commercial, o preya
de cada artigo, o numero c marca d.s amostras
finalmeu'e a deelarayo expressa de tujeilar-sc
multa de 5 / uo cuso de recusar assiguar o con-
tracto e as demais de que tratara os arts. 87 e 88
do Reg devendo ditas propostas e amostras se-
ren apresentadas nesta secretaria s 11 horas da
manh do dia 30 do corrente mez e anno.
Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernam-
buco, 25 de Junho de 1887.
O secretario,
Jos Francisco Ribeiro Machado.
Corraio g$ral
Mala a xpedir-se hoje
Pelo vapor Para, esta administrayo expede
malas para os portos do norte, recebendo impres-
sos e objectos a registrar at 2 horas da tarde* e
cartas ordinarias at 3 horas ou 3 1, 2 eom porte
duplo.
Administrayo dos correioe de Peraarabu :o, 28
de Junho de 1837.O administrador,
Affonso do liego Barret
ASSOCI.U.Ao
Medico-Pliarmaceiitica
Pernanibiieana
Sao convidados os eenhores medicas n [ :
eeuticos que quizerem fazer parte da Associ -,". a
Mediio-Pharmaceutica Pernaubucana a aasigna-
rem os estatutos que ae acluiii na phirmacia tn.i-
ceza do Sr. Alfredo Ferreira ra do Baro da
Victoria, e a comparieereui no di;i 1 de Julho. s
7 hor.s da noito na ra d'. Lr.peratriz, e i.a sude
da inspectora de Higiene Publica rus d i Baro
da Vietcnaa n 32, atim deeleger-se a administra-
yo. Recife, 27 de Juoha ric 2887. Os cr
interino.
Dr. J. M. Cuno
ia fin Fisp i Tedios
A directora faz aciente aos Srs. subscriptores
da nova emis-olo de acedes para o levilfaui
da fabrica na Torre, que fiea marcado o pra::
30 dias desta data, para pigamento d>. prim ira
prestayo de 10 por cento, e autorisado o Sr. he-
soureiro Jos Joo de Amorim Jnior, para o re-
cabimento.
Recite, 27 do Juuho de 1887.
Os directores,
Manoei Jos da Si,va Guiraiir.".--.
Henrque Sareiva,
hi cretario.
Jos Joo de Amorim Jnior,
Thcsooreiro.

i lusmi i
EOUriNHIt DE EBIFICifS
0 cscriptorio d'esta
coinpanliia a cha- se
tunecionando no lar^o
de Pedro II, n. 77, I
anda,.
Imcuinbc-se median-
te contrato r a paga-
mento em prstales,
de construcfoes e re-
construefoes de pre-
dios, cojos projeetos c
ornamentos sejam ou
nao confeccionados
pela companhia.
Xo escriptorio se en-
contraro sempre, as
amostras dos produc-
tos da fabrica a vapor
do Taquary. tendo sem-
pre a venda: tijolus
massi^os de alvenaria.
ditos para ladrillios,
diversos formatos, te-
Sendo: 63 rezes pertencentea Ohvtira Castro,
Ac C, e 28 a diversos.
Voporea miIhi
Para hoje, s 5 horas da tarde, para 03 portos
do norte.
Taguaainanh, s 11 horas, para Lisboa e Sou-
tbampton.
Vaporea c natos eaperadoa
VAPORES
Elstonde Landres hoje.
Tigusdo sul amnnh.
AOvancedo sul a 30.
Julho
Argentina do sul a 2.
Pernambucodo norte a 3.
Britaoniada Europa a 3.
Nigerda Europa a 4.
Ville de Bahado sul a 5.
Ville de Saniosdo Havre a 6.
Espirito Santcio tul a 7.
Finaliceue New-Port-Xews a 8.
Treut da Europa a 10.
Camillado norte a 13.
T-iieardo sul a 11.
Mauosdo sul a 16.
Sant s de HamSurgo a 16
Congodo sul a 19.
Parado norte a 23.
L-i Platada Europa a 24
Pernambuco-do sul 11 27.
Neva do sul a 29.
NAVIOS
Anuidade Londres
Anne Mariedo Rio Grande do Sul.
Claudioa do Rio de Janeiro.
Camoesdo Porto.
noviuienfo do porto
Navio entrado no dia 2ti
Bahia e es.iala 10 l\2 dias, vapor nacio-
nal Guahy a, de 20 tiaeiac'as, coin-
mamlante Joaquim Martina dos Santos,
equipagem 24, carga varios gneros; a
Doraiugas Alvea Matheus.
Navios entrados no dia 27
Rio de Janeiro eoscal7 dias, v.por
naciooal > Para de 11-99 toneladas,
commandaute Antonio F> rreira da Sil-
va, equipagem 60, carga varios gene-
ros; aa Viscende de Itaqui do Norte.
Terra Nova34 dias, lugar inglez 1 Blan-
uh >, de 105 toneladas, capito Robert
Paltery, equipagem 9, carg bacalbo ;
a Saunders BrotherB & C.
Navio sonido no mesmo dia
Macei -Barca ingleza Meteor cap-
Lio Peter Currier, caga bacalho.
ObservaQoo
Nao bouve sabidas no dia 26.


6
*
Diario le Feruiuiibuc* Ter^a-lcira 28 de Juuho de 1887


t

Ihas romanas, france-
sas, de capote com en-
caixe, de crista; canos
e curvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e tijolos fun-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas c en-
i'omendas. no cscripto-
rio central.
THEATRO
QMPANHI4 LYHICA ITALIANA
OE OPEkAS _e operetas
KMPREZA ^N AGHEL
IMreccilo LUZ HLONE
HJE
T^a-feira. 28 do Junho
Esra Je ovos artistas
Subi: acea a importautissiina OPERA
MATICA >'m 4 actos, msica do immortal
v estro G. Donizetti :
FAVORITA
PERSONAGENS
f Cnstella, S-. L. Ciarblnl.
I' baryt.n.).Len ira, favorita, Sra. H. Da lili
Corla, mpio-sopp.no.Balduss-ir-', inquisidor-
ci-, Sr. ti. Clilrl. Io bftizo. Fernando, Sr.
Hruscli. Io tenor. Inez, dama de compa-
rjbia de Leonora. Sra. A. BoImlda> compriina-
ria. Don tiaepnro, escudeiro del rei, Sra. I.
<-i*ni. comprimira
Coros de damas, eavalh. iros, inquisidores, sol-
dados e pag-ns, etc.
poca uoo
O imp inte Beenario do 2o o3o actos, f.i pin-
tado expressamente para esta opera, pelo distincto
' uiarelii.
A'a lloran.
ra todas as linhas e trem para
Apipucos.
rompanhia BahJana de navega
f%o a Vapor
Maoei, Villa Nova, Penedo, Araoaj,
Estancia Baha
O vapor Guahy
Commandante Martins
Segu impreterive] -
mente para os portos
cima no dia 30 de
Junho, ai 4 horas da
tarde. Recebe carga
iinicamente at ao 1|2
dia do dia 30.
Para carga, passagens,-encommendas e diaherro
a frete tracta-se na agencia
7litta do Vigario7
Dominas Alvos Hatheos
COMPA.%K*&
Giqui
l'CHMHRIt > <.
DE
%'avegaco Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Rio Form< so e Tamandar
O vapor
Comandan te Lobo
Segu do dia '! J dt
Junho, pelas 4 ho-
-ras da manh.
Receba carga at o
Pdia28.
Encommendas, paasagens e diuheiros a frete
at s 4 horas da tarde do da 28.
ESCRlPTOKIO
rae* da Companhia Peraiaaibn
cana n. 18
Uniteri Siles & Brasil U C
Uika
De 2 casas terreas sitas rua dos (iuararapes ns.
10 e 12, freguesia do Recite, tendo cada urna
3 portas de frente e sedruo 27 1/2 palmos de
frente e 80 ditos de fundo eom accommoaacoee,
grande quintal, cacimba estao alagada*.
Ter^a feira 28 do crtente
\ s 11 horas
No arrnazem da ra do Mrquez de
Olinda n. 19
O agente Gusmi autorisado pjr mandado do
Exm. -r. Dr. juiz de direito especial do commer
ci e a requerimento de Antonio Luiz Baptista,
curador de D. Francisca Bernardina da Conceico
Carvalho, far leilo com assistencia do mesmo
juiz, das casas cima mencionadas, podendi os
Srs. compradores irem examnalas.
O
Ad vanee
E' esperado dos portos di
sul at o dia 30 de Junho
depois da demora necessaria
seguir para
Haranho, Para. Barbados. *
Thomaz e .\cwlork
Para carga, passagens.e-ie m-a^ndas jdinheir
* frete. trie t a n en '-
O paquete Finance
Espcra-se de N .. fon
News, at odia II c Julhu
o demora nec i* > ira
Bulla e Rio de Janeiro
Para carga, passageus, c encommendas tracta-
e com of
AGENTES
ilenrv Wstor i C.
.. -, RIJA l> ) COMMERCIO-N. tf
' 1 anda
MARTIMOS
rj|.4RI.ELRS REUNS
i ompanhla Franceza de Xaves
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Hvre, Lis
Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
(l vapor Villi ie Saltos
Commandante Hanry
E' esperado da Europa
at o dia 6 de Julho, se-
guindo depois da indispen
save! demora para a Ba-
bia. Rio de Janeiro
'e sanio
R ira-se aoe Srs. importadores de carga p '!>;
vapores desta inlia.queiram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng;e -.;.-
quer reclamadlo concernente a volumes, qus po
ve ntu a tenham seguido para os portos do sul.arinr
de se poderem dar a tempo as providencias neces
tariaa.
Expirado o referido praso a companhiaoa n se
-esponsabilisa por extravos.
Para carga, patsagdns, encommendas e dinheiro
i frete : trata se com o
O vapor Tille de Bahia
Commandante Sebirc
Espera-se dos rjortos do
sul at o dia 3 de Julho,
seguindo depois da indis
I pensavcl demora para o Ila-
re.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
.' offerece excellentes commodos e ptimo passa-
lio.
As pasf agens poderao ser tomadas de anteinao.
Recebe carga encommendas e papsageiros para
s q:iaes tem cxcellentes accommodacoes.
Pm cargo, passageus, encommendas e dinheiro
I : trata- se com o
AGENTE
Aujriisie Labilie
9 -RA DO COMMERCIO-9
KOYAl MAILSTEAM PACKET
COMPANY
O paquete Tagus
esperado
do sul no dia 29 de
corrente seguin ic
I depois da demora
necessaria para
Lisboa e Sonthamplon
Para passagens, fretes, etc., t.acta-se os
Consignatarios
\ da msoii Howie & C.
i. 3- RA DO COMMERCIO N. 3
1- andar
(OMPIXIHE DEM lIGMNAlbiK
riew iniiiTiniv
LINHA MENSAL
O paquete Niger
Conimandanie Baule
Espera-se da Eu
ropa at o dia 4 de
Julho, seguin
do depois da de
mora do eostuim
para Rio de Ja-
neiro, tocando na
Bahia
Lembra-sp aos senhores passageiros de todae
is classes que ha lugares reservados para esU
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Previuese aos senhores recebedores de merca
dorias que s se attender as ra lamac,'"^ por fal-
tas nos Tolumes que forem reconhecidas na ocea
siao da descarga.
Para carga, passagens. encommendas e duiheir
t'refi': iiaiTa-secom o
AGENTE
Agente Britto
O agente aciun, aut ; isa.lo por nma familia
que mudou de residencia, far leilao do seguinte:
1 mobila de amarello, 1 guarda roupa, 1 guarda
Iouch, 1 tocador coui esp-'lho, 1 meso elstica, 2
cadeiras de balanoo Je junco e amarello, 2 mesas
redondas com pedra, 1 quartinheira, 2 cabides,
2 espre^nicadeiras, I carro p*ra m nino, 1 relo-
gio grande, 1 conmoda, 2 aparadores, 2 gaiolas
de rame, 1 berco, 1 ecpelho oval, quadros, jar-
ros, candieiros, lantcru.s, cupos, facas, loucas,
trens de cosiuha e outros objectos, ao correr do
uiart.llo.
Ra db Concordia n. 241
Terca-Jeira, 28 do corrente
' A's 10 1/2 boras
Le'lo
De 2 vaccas, 2 girrotinbos o 1 bestinba
Terc>i feira 28 do corrente
A'S 11 HORAS
Na ra eatreita do Rosario n. 24
Agente modesto Raplista
Agente Burlamaqiii
Precisa-sc de urna ama para cosinhar ; na
ra do Marques de Olinda n. 50.
AB Preeioa.-re de ma, para casa de fa-
milia, para cosinhar e <>utros servicos internos :
na roa do Cabuga n. 2-C.
O proprietario do estabelecimeato de mo-
lhados sito ra de Luiz do Regt n. 19, em Santo
?maro, tendo de retirar-se para o mato, deseja
vndelo ; quem pretender dirija-se ao mesmo
estabelecimento.
AMA
Precisa-se de urna ama para lavar e en-
gomm Riachuelo n. 13 se dir.
FalsififafOes
Para evitar falsifJcacocs com referencia ao cc-
nhecido PEITORAL DE CAMBABA, deve exi
gir-se este preparado com a firma do au;torAr-
vares de S. Soares em rotulo circulando aro-
Iba do frasco e a marca da fabrica nos involtorios.
rulada pelo nome dos agentes c depuzitarios
geraes em Pernambuco Francisco Mauoel da
Silva 6c C ra do Mrquez de Olinda n. 23
Aluga-se
a casa terrea da ra do t'o-onel SuHSsun* n. 57
e o 1* andar da ra do Fogo n. 'ib : a tratar na
ra da Imporatriz n. 1G, 1' andar.
Casa para vender
Vtnde-ss urna p> quena casa contendo 2 salas e
2 quartos, ra do Al crim n. 9 ; a tratar na ra
do Bom Jess n. 38, 1* audar, ou na travessa do
Peixoto n. 53.
Ao eommereio
Jos da Silva Peni, esfabclecido ra do
Imperhdor n. 14, attendndo a haver outro de
igual nome, delibera desta data em diante fir-
mar-se Jos da Silva Pereira Lisb)a.
CUIDADO COM
AS FALSIFICACOES!

PARA
LENCO O TOUCADO*
E O BANHO.
-
O Vig'or
do
Cabello
do
Dr. Ayer.
Farelio flj caroco de agoaao |
a 400 rs. a arroba
Chegcu a primeira remessa do precioso larelfo
de carreo de aigodao, o m>iis barato de todos os
alimeut. s pira animis de raca cavallar. vacsum
suino, etc. O eareco de aigodao depois de ex-
trahida a casca e t'ido o oleo, o mais rico ali-
mento que se pode d.r aos auim.ics para os ferta- '.
lecer e engordar com admiravel rapidez.
Nos Estiidos-l'nidos d" America do Norte e na i
! Inglaterra elle em,>TPg>.do (com u mais feliz re- !
; sultado) de piefercucia ao milho e outros farell>6
' que sao mui'o mais caro e nao sao de tanta sus- '
' taucia.
A iralar no ile< if- s l.nrso do Cor
po Sanio. |o andar
Preparado Sob
Bases Scientiflcas
E Physiologicas,
jm para o
Toucador
0 Vigor do Cabello
Do D _
TVvoiv.-' c>m n brilh '. ...i
CAbello cri^iillio ou bramo un :i i; \ cor natu-
ral, castanho ou irct''. >ouu.> se ilcwja. P
.i i 11 r -"- v i f dar-M.' una cfli
escura. ;"- : a calvicie, i
li:.!>'!. a enfermo a cp i smente. Keprime o pro-
gresso c 3pa.cn
lenlas i eculiar*'- do |ericraiic Cosetl-
ro para aformnsrar > calillo ;i~ Sen horas
Vigor nS ni azeite ou tinta ul
appareucia, i
Dgraduel <
I'l:l I'AKAIK) l 1 .
DU. J. C. AYER i-: C
Lowell, Mass.. E. V. A.
A' veuda uus [H in ipaes [iharina^ ias u dru ir^.3.
A.,
Atleiicao
Ama
leilao

Do
Quinta feira 30 do corrente
um sobrado de dous andares ra do
M arcilio Dias n. 121
A'S 11 HORAS
Xo nrmazeui a ruado Imperador
i
0 agente cima por mandado e assistencia do
Exm. Sr. Dr. j iz de direito de orpbon, a reque-
rimentn d-j invent .rante dos beno dt'ixados p r
seu p;ii llindido Thomaz Pereira Dutra, vender
o sabr "lo cima pelo innior preyo que for possivel
obte indi pendente de avaliaco.
Varupe de cambar guaco c bal-
samo de Tol
repinado pelo pliarmaceutico Jos Francisco
Bittenc uit
E' uro pnderoso preparado pura todas as affec-
;6es dos orgaos respiatorios, como catarrho pul-
nonar, asthma. coqueluche, bronebite, pieumo-
lia, tisiea, rU\. et:;
Cada fraseo 1|(XM)
Deposito na Pharmacia Central, ra do Im,jera-
dorn. 38 !> rnr.muuco.
Leilao
Do
4upste Lbil!
y RA DO COMMERCIO 9
Pacific Sieai 3ta viga! ion itimpanv
STRAITS OF MAGELLAN LINR "
Paquete Britanna
vapor Baha e aeu carregamento, no
estado e lugar era que se acha
Quinta feira 3o de lunho
A's 11 horas
A'o salao da Asociagao Convnercial Iiene-
fieente
O agente Gustoao, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. jiiz de direito especi-il do commer-
io, e a requerimento do Dr. curador de ausentes,
no processo do ratificado de protesto martimo e
abandono do vapor fu/iia, por pirre da compa-
nhia ae paquetes braiileir03 a vap.;r, far leilo
com assistencia do mesmo juiz, do referido vapor
e seu carregamento no lugar em que se aeh>i.
Leilao
I Tinturara franceza no largo de S. Pedro
numero 6.
Tingese o lmpa eo com a maior perf< ico ioda
:. qualidade de estofo e tazeiidas era precos em
! obras, chapos de feltro cu de pal ha, tira-se o
I mofo das iazendas, e todo o trabalho teito por
mei) de aperfeicoado m clnuismo.
Repblica
Aluga-ee barato o 1- indar da casa i. 9 roa
do Hospital Pedro II (lu ;ar dos Coi-lh s) com 5
quaitos, 3 salas e costaba, cuj'h cusa presta-te
para numerosa familia ou para estudantc, muito
fresca, vista magnifica e prexima dos banh;a sal-
gados ; a tratar na ca;a immediata.
ItbSUBHTi
HO MAIS,
PC
Precisa-so de urna ama em casa di ]>; tica fa
milia, ,i-.ra lavar e cosinhar : na na :.i Aurora
n. 139.
Cosinbeira
Precisa se de urna cosinbeira ; na ra
conde Jo Albuqucrque n. 11. 1- ai .;
Caixciro
Precisa-te de um meuiuo de 12 a 11
praticar ; na fabrica Martina, ra ti. I operatriz
numero 1.
(jiarante-sc a chave
Liquida-se a loj* n M da ru
Victoria, e garante-se a chave a
os fiti'ir ^.
|Ul ni
r
c Miiorai
^
OLER Y Vende-se em toda a Darts
reeisa-se
ur ]'
Virginia Aurelia de Hellu e
Almelda
Domingos Alves Matkeus convida a todos os
amigos do fallecido conselbeiro e chefe de divisao
Hermenegildo Antonio Barbisa de Aaneida,
assistirem a urna ini.-s >. que pelo et^rn' descanso
da Exma. Sra. D. Virginia Aurelia de Melli e
Almeida, viuva du mismo conselbeiro, mauda ro-
sar no dia 28 do corrente, trigsimo de seu falle-
cimento, na igreja matriz do SS. Sacramento da
Boa-Vista, pelas 8 horas .... manh.
p
com escala por
Bahia. Rio
E' esperado da Euro
pa at o dia 3 de
Julho, e seguir de-
pois da demora do eos-
turne para Valparaso
de Janeiro c Monfe
video
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-e com os
AGENTES
Wilson ttons A C, Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO -N 14
II
DampfschiOTahrts-GeselIschan
O vapor Argentina
E'esperado dos pon-
tos do sul at o dia 2
de Julho e seguir d
pois da demora necej-
-aria para
Lisboa e llamburgo
Para pasagens, tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCIO N. 5
1' andar
Lisboa e Porlo
Lugre portuguez
Jos Estevo
Cbegar brevemente do Rio de Janeiro, e rece-
ber carga a frete para os referidos portos sabin-
do dentro de poneos dias ; a tratar com Amorim
De movis, crystaes, quadros, vasos para
., florea, lustres gaz, pianos, mobilias,
fjjbilbar, oratorio, cofres, arandelas e ami-
tos outros movis.
A saber :
Um lindo luatr. d'_ crystal eom 8 bicos, 1 mo-
bilia de jaca renda eom 1 si f.i, 2 iviiaolos, 2 ca-
deiras de bracos e 12 de guarnico com tampos
de fe Ir i, 1 piano de mcia Cauda, 4 casticaes e
mangas, 6 jarros para Ares, 1 candelabro de
crystal, 12 arandelas de bronz" com mangas
para vela, 1 relogio, 4 redomas, 2 relogics de
mesa.
Quacro lindos quadros dourados, 1 mobilia de
gabinete, 1 piano de armario, 1 caixa com m-
sica, 1 cadeira para piano, 1 estante para mnsica,
4 eantoneiras, 1 estrado para piano, i relogio,
2 cadeiras de baianco de Jacaranda, 2 eandiuiros
gaz, casticaes o mangas.
Uo" buhar e pertenues, 1 caixa de msica,
1 eofie, 1 mobilia de juuco, 1 estante para livrSJ.
Urna cama franceza de Jacaranda, 2 toilette,
1 lavatorio, 1 guarda-vestido, 1 guarda-roupa,
1 ecmmoda de Jacaranda, 1 oratorio de Jacaranda
(obra do Porto), 2 marquezoes, 2 commodas, 1
banco de abrir, crrns de ferro para meninos, 1
bergo.
Urna mesa elstica, 1 guarda-roupa, 1 appara-
der grande, 1 relogio de parede, 4 cadeiras,
1 sof, 1 guarda-comida, 1 moioh?, compoteiraB,
copos, diversos objectos de electro pate, fallieres,
colbt-res, 1 mesa com abas, quartinhas com tornci-
ras, filtros, jarros, machinas de costura, pegues
de ferro sendo um novo e mk> lado, depsitos para
gaz, rodelas para mesa e muitos outros artigos
existentes no arrnazem da ra do Mrquez de
Olinda n 52
Hext* feira de Julho
O agente Paito fari leilo por conta e ordem
de diversos, de mnitos e differeutes movis e ou-
tres artig.s existentes em seu novo arrnazem da
oua do Mrquez de Olinda n. 52, onde espera a
Joncurrencis de seus freguiztse amigos.
O leilao comec/ Em centinuacao vender o mesmo agente um
cofre prova de fogo, 1 caixa de ferro, 1 balco,
1 repartimento de eseript >ri >, pap-l pautado, pa-
pel forro de sala, 2 armaries-fiteires, 1 mesa para
fazendas, 1 armayo inglesa e 7o pares de b tinas
para meninos.
iniin
da
tmalia Barbosa
lita
Jos Crispianno di. Silva, Mari* Mlrandi lina
de Moraes e Silva e Jos Elias Barbosa da Silva
convidam a todas as pesssas de sua amiz>.le e
parpntes da finnda professera Anna Amali .'iar-
bosa da Silva, para assistirem as misia.- i ig> -
simo dia, que tero lugar no da 30 do c-j.-iente,
pelas 7 horas da manh, as i;rejas matriz le S.
Jos desta cidade e da cidair de Grvala, aute-
cipando-llips desde i seus Mgradeeimenfos.
Extracto fle Malta Oe Klauer
Preparado
DE
III IMH CU* nULLCOIIU & 1.
CHIMICOS DE LON'DRIS
Um poderoso agent-diges'ivo e aeimil -itivj: um
' alimento nutritivo, especialmente aduptad) para
os enfermos e uao; un grande suecednncj do
azeite de figado 'le baealbo.
O Extracto de Malta de K-p!e um alimento
perfeito em si mesmo e contem t ios os principios
digestivos e nutritivos da cavada, ato ihospha-
i tes, maltosa, distriua, albmina e o importante
i qnanto poderoso accejsorio digestivo chamado
! Diastasp.podeiidc-se assim dizer que com a ni
trodueco do Extracto de Malta, como Bgente tbc-
rapeutieo, se ha produzidc um i revuluco no trac-
tam'nto de sertas enfermidades da nutric), ope-
rando eepeci-ilment-' na dyspe^sia, ulcera.,
estomago, calieres do estomago, debilidades, con-
valescencias de enfermidades Hgudas, vmitos e
gastro-ententes das enancas, marasmos, a.'ccoes
: serofuicsas, tubereu'osas, etc.
Inlco lepowilo
34 Ra -Jo Rosario -34
Pharmacia e Drogara
BARTUOLOMEU C. SCCESSOKES
LEITE NATURAL
(Selva)
ALVLOZ
I de urna sen ora que saina c
[ piano, ''na .:n i -nir 'uho que .
da estayj 'I" Una : a tratar ni ,;
' 28, 1 a dar, esc. iptorio.
Am.
*
Pr< cisa se '! uma am i para c
0 iar : n.t nii da te \'i h I U. 1 'i.
o calificado
to -r. s


< larisse de tmiiar ..ira
Antonio Ju Qeateira e Maria Auluoes CJes-
teira canvidam aos seus prenles e amigos para
assistirem a missa que mandam resar na matriz
da Boa-Vista no dia 3(1 do corrente, s 7 1 2 ho-
ras, por alma de sua pregada mai e sogra, Cla-
risse de Aguiar Gesteira, fallecida na Baha no
dia 23 do corrente.
rraaos & C.
Vapores nacionaes
(NORTE E SUL)
iio Granfle flo Snl. Pelotas b Porto
Alegre
Vapor A y mor
(Prelado)
Este vapor sahi-
r para os portos
cima indicados,
I lepois da indis-
p'-usavel demora.
Recebe carga, enccmmendas e passageiros para
i mesmos portos : a tratar coa
'EREIIXA. CARNEIRO & C.
6.-RA
DO COMMERCIO
1- andar
N. 6
Aviso martimo
O capitao I. Kirfi do Lugar Allemao Ga-
zille, ltimamente arribado a este porto com
agua aberta, vindo de Diamante com destino ao
Canal, ordem, preciso temar emprestado a risco
martimo seis contos de ris, perneo mais ou me-
nos, qnantia gasta u'este porto com a descarga,
armazenagem e reembarque do seu carregamen
to, cousistmdo em 4860 saceos de trigo em grao,
o qual vai ser conduzido ao porto de seu destn,
pelo lugar Norueguense Christina Elizabeth.
Offertas, em cartas fechadas, sero recebidas
no consulado do imperio germnico at o ineio dia
do dia 1 de julho.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-Se casas a 8 hos, junto de S. Goncalio : a tratar na ra d>
Imperatriz n. 5fi.
Os abixo assigmidos mudaram o seu eecri-
ptorio de advocado e solicita lor, da casa u. 30
ra do Imperad ir para a de n. 69 mesma rus,
sala da frente.
Mainel Joaquim Silveira
Joo Caitano de Abren.
= Precisa-se de um criado de 10 a 12 aonos oe
dale, para casa de familia ; a tratar na ra do
Barao da Victoria n. 39, loja.
Eu abaixo assi^nado declare que nao se en-
tende com migo e sim com outro de igual nome,
o ammii'-i que na parte da polica sabio no Dia-
rio de n. 143 de 24 de Juuh* do corrente amo,
como preso por disturbios, pois ha vinte e nm an
nos que eu tenht estado em n- goeio nunca fui
preso e seu muito conhecido nesta capital ; e em
vista de haver outro de igual nome, nao me res-
ponsabiliso por debito alguin feito em meu nome
por qualquer peesoa que, sej, s sendo comprado
e assignado por meu proprio punbo. Ra nova da
Santa Rita n 61, 26 de Junho de 1887.
Jos Maria da Costa.
finjor riMiiii !. Carneiro da
Cunba e % Ibuqnei O bacbarel Jos Solano Carneiro da Cunba,
Mana Amelia Carneiro da Cunba, Joo Candido
Gomes da Silva e Maria O norina Carneiro da
Silva, filho, ora, genro e filha do finado major
Aristteles Carneiro da Cunba e Albuqueique,
convidam seus parenUs e migos, bem como os
do m smo finado, para assistirem as missas qoe
vao ser reeadas na igreja da P->nha e as matn-
zes de Santo Antonio, de Santo Amaro de Jabea-
to e do Poco da Panella, no dia 28 do corrente,
s 8 horas da manha. stimo do alludido passa-
meuto.
Agr een i ordenanca
1 R c or ir |i n la in sin au
! v;ue y as a senil [ara'i'i lores o <
inteiros que foram perdid.s !' ram nii
abaixo assignado.
Manuel Thomaz .:u spiri >
~'N4'EfD~.
(Cidre Wousseox de Sorntandie)
Esta nova bebida, fei'i pui a o, es u
que inteiramente difT re da cidra commum, alm
de ser a prime ra vez que vem a .-
recommenda-seespecialmente pelas suas |UiliJ.i
des tnica, hygienica e refrigerante.
Acha-se :i venda em Casa dos Srs.
Paulino de Oiiveira Maia, ra do Imper
i'barles Pluym & ['. Caes d* Lingm I .
ot Joaquim Alvca .V ('., ra do Utt la Va
toria.
Alheiro, Oiiveira & (] rua da Imperatriz
Zeferinn Val. nte Se (J Caes 22 de N >vi
Nevi B 'tdroj:-. & (.'., largo do Mercad'.'.
Amigos pe mana pr 200 res
(olinda)
No tendo havide extravio da lotera desta
provincia, antes da veepera de 8- Joo, e convin
do nao alterar o plano pa.a intra qualqner. rc-
solveu-se transferir os bilht-t'S com o titulo cima
para serem conferidos com a primeira lotera desta
t provincia om qualquer tempo que for annunoiada
Sao nuirejvsos os casos _de cura, alguns dos I Os premies achim-se em exposieao no lu.'ar com
ojiaos j leviid* a a < conhecimeni u publico, em I pe'ente
diversas publicacoes, pelos Ilustrados clnicos. __________
desta capit- I e no estrangeno. os Srs. Drs. Alci-
biades Velloso e Baudeira, e ptimos resultados. '
tambem foir.m obtidos as fen-ia- e as ulceras
ebronicas de carcter typhliticas.
DEPOSITO GERAL *" do Imperador n 31
III n J lk Jos Francisco Bittencourt, antiao phanri .
Iiarmaciao Drogara acBartlio- ^ d Pi.armaCia franceza mi d'iwi,
Victoria u. 25, avisa a seus amigos c fregus^
que se acha na pharmacia cima, onde cap
' continuar a merecer a confianca que i-lizmee
-i, Rua Larga do Rosario rcmaiubucu depositaram em seus trabalhos protessionaes
CONSERVADO LI^c'IDO SEM LTERAK-SK
O ALVELOZ, planta da t.uo i i das cuphorbia-
ceas, que habita "S uoss w rtij -. hoja reconhe-
cido como um verdadeir spe i; o para destruir
as epitheliomas ou e un i. :. .nili ando a reno-
vavo dos tecid s atacados, n tr>-.zai.do afiual urna
cura completa, seu outro :i ilmnento que a appli-
caQao tpica d>- sua sel va (vulgarmente hite) como
caustico.
Plumada central
loaieu l C. Siiccessores
Tcnenle-coronol 4iiIodo Aare-
lianu Lopes CoullahO
Dr. Ermirio Coutinh manda resar urna missa
pelo eterno repouso do seu presadissimo pai, na
igreja da ordem terceira de S Francisco, s 8
horas da manh do dia 1' de julh trigsimo de
seu passamento.
ORIZA LflCTE CREME ORIZA -:#RIZA VELOUTE
LElLUf
Sexta-f >ira, 1 de Julho, deve ti r lugar o
primeiro leilo no arrnazem da rua do Marque*
de Olinda n. 52, constando de um variado sorti-
mento de movis, vidros, jarros, candeiros a gaz
e outros artigos que estaro patentes ao exame dos
ocncurrentej.
O abaixo assignado, procurador d-. Cmara
Municipal da cidade de Olinda, eonvida aes prc-
priet&rios das las August.. Iheje Coronel Suassu
na) e Imperial da cidade do Recife, cojos socios
sao foreiros a esta metma Cmara, para no prazo
de 60 das virom pagar os foros devidos, bem
como declararem as numerales que actualmente
ti em euas propriedades. Olinda, 25 de Juuho de
1887.
Franciseo Velloso A de L'ns.
Vende-se por 80* 00, na rua Imperial, nma
armacSo completa e em perfeito estado, para ta-
verna, com balsnca Romo e ptsos, gaz encanado
e canfeiros, ptima para quem se quizer estabe-
leeer all ou mesmo mudal a para qualquc-r outra
parte, est istnta de qualquer imposto que a casa
esteja a dever ; a tratar uestes tres das na rua
do Imperador n. 31, arrnazem do gaz.
Jos Daciano Vieira de \moriin, Manoel Au-
gusto Vieira de Amniin, Adelaide Candida de
Amorim Burlamaqui, Mauoel da Nascimento Ce-
sar Burlamaqui e Marianna Augusta Dias de
Amorim, convidam seus patentes e amigos para
assistirem as missas que mandam celebrar no da
quinta-feira 30 do corrente, pelas 7 1(2 horas da
manh, na igreja matriz da Bjs.-Vista, pelo in-
fausto fallecimento de D. Isabel Maria da Concei-
cao Mattos, sogra do Dr. Miguel Bernardo Vieira
de Amorim (ausente). ______________
aos Consummidores
PERFUMARA oriza
PARS 207, Rua Saint-Honor, 207 PARS
OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA L.LEGRAND
drcein neu sin-rrtttio e favor publico :
1 Ao cnldado escrupuliza com ce < 2 A sua qualidade ioaltenvil
sao fabricados. ) i saavidade do sen pertnme.
MAS SE IMITA OS PRODUCTOS OA PERFUMARA ORIZA
em attingir ao sen gran de delicadeza e perteic4o.
i A appnrenna exterior deltas tmitardes sendo idntica aos Venta- 4w
a deiron Productos Oriza, os consummidores deverdo se Jmv
P^p. precaver contra este commera-j i Ilcito e considerar como 4^Wr*
TJr. coiitrafaccao qualquer producto de qualidade inferior &r
vendido por casas pouco honradas.
SAVON ORIZA; VELOUTE
r i
emessa do Cataloco Ilustrado a pedirlo ranqueailo.
^L
>IJ5

D. Adelaide de Cawtro Meaesea
Joaquim des Castro e Silva e sua mulhcr D.
Josephina de Castro Bandeira. ausentes, paes da
finada D. Ad laide de Castro Meneses, fallecida
em 23 de Junho correniV, mandam celebrar urna
missa por alma da dita finada, no dia 30 do cor
rente me, na matriz do Corpo 8*nto, s 7 horas
da manh.
Para este acto de piedad* convidam a todos os
parentes e amigo.-.
Agradecem as pessoas qoe condnziram os des-
pojos da dita finadn. a sua ultima morada._______
H
Rua I de Marco u. 0.
Participan) ao respe!tavel publico que, tendo augmentado eeu
ebtabelecimento de JOIAS cotu mais urna secao, no pavimento terreo,
com espacialidades em artigos de ELECTIU-PLATE, convidam as
Exmas. falsilla e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele
cimeoio, onde NOUtrario um riqnisaimo sortimento de olas de ouro p
prata, perillas, liiilhantea c outras pedras preciosas, e relogios de curo
prata e nikel.
Os artiges que recebem directamente por todos os vapor sao
';X'". ufados pelos mais afamados especialistas e fabricaates da Europa c
Estados-Unidos.
A par das joias de subido valor acharSo urna grande variedade
le objectos de onro, prata e electro pate, proprios para presentes de
.asamentos, baptisados e .aniversario.-.
Nena ero relac,ao ao pre$o, e neu qualidade, os objectos acuna
mencionados, encontraro concurrencia n'esta praca.

r
MUTILADO
n





Diario de iPernambiico*-Terca-leira 28 de Juno de 1&87
Ab peeaae anmicas en-
traqueada* por un empobre-
eimento do sangrue, a quem o
medico aconselha o emprego
do ierro, eupport&o sem can-
eocoalgumas GOnAS CONCENTRADAS
de FERRO BRAVAIS. de
preferencia a quaeequer on-
trom preparado erruginoeoe.
0 FERRO
BRAVAIS
nio produ* calmbraa, nam
cantado no os tomago.nem dimr-
rhea, nem conatipaco. Nio
tem sabor algam, nem chairo,
a nio communica chairo nem-
hum tagua,nem ao vinho,nem
i eom que
NUNCA.
DMNTXa.
Alu^a-sc barato
Ka Visconde de Itap*rica n. 43, armazera.
Ra Coronel Suasanna n. 141, qoarto.
Ra de Santo Amaro n. 14, loja
Rna do Rosario n. 39
Ros do Calnoouco n. 4, loja.
rntfc-se na rus do Coiouercio n. 5, 1' andar
tacriptorio de Silva uimare* & C. ______^^
Alujase
Precisase de do* urna para cosinhar rt outra
~ara lavar e engommar : na ra da Unio nume-
ro 13.__________________________________________
Amas
Precia-ae de daas amas para servio de qnar-
tss e engommar, dorminde em casa ; na Ponte de
chi, sitio de Lnix de MorseB Gomes Ferreira.
em frente a estacao.
orna casa coin sotiio, edificada a moderna, com
accemmodaco para familia, sitio pequeo, entre
as du&s estaques Jaqueira e Tamarineira.
OI'TRt
Una casa nova em frente do Sr. Thom, propna
para pequea familia, entre Jaqueira e Tamari-
neira ; a tratar na ra Priaieiro de Alargo b. 25,
loja de joias.
Aluga-se
o grande sitio Tacaruna, no Salgadinho, com bas-
tantes trras para plantscoes e muitos arvoredos :
qnem pretender dirija se fabrica Apollo, ra do
Hospicio. _________
A Inora-se
o 1' andar da rna do Viscorde de Iohuman. 73
eom bons commodos para familia, perto ti o mer-
cado e cera excelleute vista ; a tratar na Ventu-
rosa, rna do Cabug.
Eogenho (iiikiiiuY
Arrenda ee per cinco annos o engenbo cima
situado na comarc;. do liouito, moente e corrente,
com todas hs suas pertencas, pode safrejar para
mais de 1,500 pSes, dista da estacao de Calenda
iegea e meia ; a tratar na ra do Imperador n. 61,
segundo andar.
Prepara se comidas
com todo o asseio e por menos 20 0/0 do que em
outra qualquer parle ; no pateo de S Pedro n. 6,
primeire andar.
AMAS
Ama
Precisa-se de urna ama. para o servico interno
de urna easa da pouca familia ; a tratar na ra
Velha n. 75.
\lllil
Fabrico de assucar
Apparelbob econmico, para e eo_ir_en-
te e cura. Proprio para engenhos peque-
os, sendo mdico em preeo c ef-
fectivo em operaco.
Pode se ajuntar aos engenhos existentes
do systema velho, raelhorando muito a
qua'idado do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
ma hiuisino apercicoa lo, systema moder-
no. Plantas completas ou machmv-o
separado.
Especificares e informa^es eom
Browns C.
5RA DO COMMERCIO5
Prcciga-se de urai
de Pedro ASodso n.9.
para cosmhar ; na ra
Ama de leite
Precisa-se de urna ama que tenha leite bom e
novo, e nao traga filhos ; a tratar na ra do Im-
perador n. 52, 1- andar._________________________
Prfcisa-se
Cosinheira escrava
Prccisa-se de um cosinheiro escravo, para urna
I casa de pequea familia; a tratar no caes da
' Companhia n. 2, escriptono.____________________
de urna menina de 10 12 annoa de idade, para
andar com urna criancinha de 2 annos, trata-se
bem e d-se de vestir ; precisase tambem de urna
senhera idos., que possa prestar leves servicos de
casa, mediante um pequsno ordenado, ambas para
casa de familia ; a tratar na ra Velha n 38,
collegio.
Cosinheira
Precisa-se de orno cosinheira pora ca.a de pe-
qnent familia, em Ulinda, paga se com geoerosi-
dade : a tratar no Recite, na e.t.cao da ra da
Aurora, cem o Sr Brito bilheteiro, ou em Oiinda
com o Sr. Marcelino na estaeac do Garmo.
Armario
Comprn-se ua amuelo envidricada, que sir-
va pata fabrica de cigarros ; quem tiver dirija-se
a ra da Imper.ttriz n. 86, 1- nudar.
Precisa se de um criado escravo, para urna casa
de pequea familia ; a tratar no caes da f'ompa-
nhia D. 2, cscriotorio.____________
quem interessar
possa
Previne-se a quem se julgar credor de Francis-
co de Souza Duurte por qualquer titulo, para que
no prazo de 30 das, a contar da data deste, apr-
sente suas contas ra da Uniao n. 54, para
serem cenfendas. Recife, 11 de Juuho de 1887*
Antonio S. Duarte Ferreira.
Semeotes k carrapalo
Compra-se grandes e pequeas quantidades :
aa drogara de Fn neisco M. da Silva & C, roa
do Mrquez de Olinia n. 23
Scmenies e carrapalo
Cepra-ee na fabrica A|>oiIj ra do Hospicio
numero 79.
1/
ii Ctigir I 'ello
Frenan
SOLU0O COIRRE
Exigir o teJh
rVaaaM.
AO CHLORtfYDRO-F*!OSPHATG DE CAL
maia yieraae ana raconatttnlntea ado<(. o por textos os Mdicos da Biiiupa M
*7* ios ouot, Cresctmento Urfic aot enancas. Pasito, Dvspcpsia*.
Part,COIRRE,_*,_, ruis C>rc(ie i. D.ptit*. iu iriielitei rinrai_.
H
PARA ALGODAO
Grande deposito na
casa importadora de
Ferreira Guimares
&C.
86- RA DQEDE CAX1AS-86
Tinta preta
INALTERAVEL
r.
(OMII1 M( til 4
P1URMACIA CENTRA
38 Ra do Imperador 38
Perniimliiiru
Serve para escripturacao mercantil e d tres ou
quatre copias de urna ves
Canella
Lotera da Provincia
Ser breve annunciado o dia da extrae?o
a 7-a lotera em beneficio da matriz da Boa
Vista do W ife, no consistorio da groja de S
S. da ioncefo dos Militares, onde se aehar
o expostas as urnas c as espheras arrumadas
ero ordem nnmerica aprecia^o do publico.
CompiH-se fin grande ou >'quena p .r^-ao ; na
ra larga do Roaario n. 34.
VENDAS
VERDADEIRO
IELIXKR, DB GUILLIEI
Tnico Anfi-Catarrhal e Anti-Bilioao
Preparado por PAUL GAGE, utonnaceii'Jco ie 1class?, M-or em -Tiedicina
MOLESTIAS
DO FIGADO
DICESTOES
diffceis
RHEUmtTISmt
GOTT*
NICO mOPRIETAIUO DE ESTE MFDICAMtNTO
UBIS, 9, na de Grenelie-Saiat-Gtrmaia, 9, UBIS
.\fat* de sesenta annos de successo tem pro* .efic.cit
!QCOMe*tavel I, Elixir de Guillie este n.edn-.menlo o nis
economii e < fi..n. comnieaopira ter empregido qoer une Pur-
yanle ou Depurativo.
/>. tifiar ae falaifaeSen
bi|ir o .:, sftxir k Calill no Irn Faal SiSE
Cada gt'rrn/n dne ser nern; iinhada com O
~'ATADO -b :ft A OH19BM Do iatakrU I'irITA]
IbuuHo! ca Pernambuce Fr" M.li BUra P. I
FEBRS
CONTAGIOSAS
Fluxoes
DO PEITO
mP'.ESTIAS
a, IKulheret
e das Cr/ancas
4cl.aiiMe expostos venda os bilhetes da
lotera das Alabas
Sorte grande
10:000*000
DIVIDIDOS EM DECIMOS
Nis casas da Fortuna, ra l, de Margo
n. 23.
Casa Feliz, praga da Independencia
ns. L / e 39 e na ra larga do Rosario
n. 24 \.
O dia da extracto ser a 30
fPHOSPHATO oe CAL GEI^TIOS^
de E. LEROY, Pftarmaceoiico de Y1 Classe. l m DannoB, PARS
OtTEOGEAEO itfa -miilviauu i a IttUcat tu Criuea:, cMtrt aackttitay 11 HtlnUa m Um.
RecominoBdamos este Xartae a >s Mdicos e aus Doeotes. t de um aabor agradavel, de asslral-
lacio fcil e mil veze- sup rior a todos os xaropesde laclo phospbalo iDveAtaiiosDelaeapeott-
lacao. Todos sao cidos o >osso que o horhato a cal Oelatlnoao u&o o(>
LCiUT, Me "
O Sor I'rolc: r BOUC
edico ao oipiLil du Cruacu. {6*tt'tt tos Hptsvs, 19 de mato de lefl.)
VINHO PHOSFHATADO DE LEROY t^JSS'S^m
anemia, Coninjmacio, Brofichite ehromcajitiet, Friqueza orguifca, Convtletcencu difcHt.
V___________Pt-ponii.irio< Tn PentamoMCQ : FRAN M. 'I;i SILVA c C*. _^
Vende-se um terreno eom 25 palmos de
trente e 90 de fundo, na travessa do Principe,
antiga Cisco ; a tratnr na Alfandetra, armazein
n. 3, com Delmont iinheiro, ou em Sunto Amaro,
ra da Fuodic3o n. 1, das 3 horas da tarde em
diante.
Vcndc-se
na Camba do Caimo n. 10, especial rcassa para
bolo, secca cmolhada.
WHISKI
HOYAL BLJiND marea V1ADO
tiste .'xtellt-utc Whisky Escesses -eriv
io cognac ou aguarden e ne canoa, para rortifio.
j corpo.
Vende-se a retaiho aos tu lbores arniazens
noihados.
Pede BOYAL BLfcND marca VIADOcujon
me e. emblema sao rrgistrados para todo o Bruj
BBOWNS & C, agentes
Mad
uro
Vinho puro da uva sem eonfeicao, proprio para
mesa, urna especiaiidade.
Lindos cartocs
com ronrmelada cryEt"liaada e amendoas confei
tadas, pn pi ios para prcst-nte.
Grande sortiniento de obras de
vime, como s.ejam:
Cestas para cempras.
Balaios para papel.
Faqutiros.
Condccas.
Costureiras.
Bala'os par:: roupii suja.
Bercos.
Cadeiras para homem e crianca.
Taniancos do Porto
para bomem e senhora.
Semenles novas
de hortaiieas o flirts.
Pocas Mendes fe C ra estreita do Rosario
n. 9, junto a igreja.
i vallo
Vende-se um bom eavallo, andador de baixo a
meio ; a ver e tratar, na ra de Math.as de Al-
buquerque (an')g das Flores) n. 23. _________
%
ets P
y-
** \\\\\\m
?a
S P
asa
y:
5 =
z P
sr g
= P
3 3
P e*S

Si

CB
5ft
m __
e
ll_2<
5 p-^b^K
S-O
$ -3
35
B ="
a __.
5* __
8
9s & -*
0 FERRO
RRAVAIS
A. Otrw paltidas, atTeiaio
tmo euimmnn antro ma -rqpmr
momento da formacMo, a Ane-
mia, a Chloroeis. annaooia-
doree da mor parte das affei-
ohat ahrnicae,aocombatitl9H
aova a maior etOcaoia palo
emprego regular do FERRO
BnAVAISa
0 FERRO
RRAVAIS
Jlontitite ao HiitKjiic ti
coloracao j' inuli mIih,
NUMEROSAS IVUTACOES
Exigir tirina
J. 3BI._V"V"u'i S3
Imprimida vermelha
Deposito ia mor sarta du ti1".
Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo um descobert
e outro coberto, em perfeito estado, para um o
dous cavallos; tratar rna Duque de Caxis>
n. 47._______________________________
Grande sormenlo
DE
Fogos e sortes
aaraos festejos das noites de Santo Autouio, S.
Joio e S. Pedro.
ultima piole
Vende-se por precos muito rasoaveis e faz-se
grande differenca em porco.
I. lina do Bario la VBcloria Ol
Livramento & C.
vendem cimento port'and, marca Kobins, de Ia
qualidade ; no caes do Apollo n. 45.
Terreno
Vende-se um terreno confronte a estacao do
Principe, estrada de Joo de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e com alicerces
para 3 casas; tratar na ra d'Apollo n. 30, pri-
ciro andar.
Leitura para senhoras
Broches nikelados e dourados a 21000.
Bonitos grampjs dourados a 500 ris o maco.
Esplendido sortim^nto de galoes de vidrilho.
Grande variedade de leques de setim, a 4/0t 0.
Frisadores americanos para cabello a 3000 o
maco.
Setas de pbantasia para cabello.
Bonita collec^Jo de plisss a 400 rcis.
Brincos, imitar,-:! de brilbante, a 500 ris.
Aventaes bordados para crianzas a 2^000.
Chapeos de fustao e setim para criancae.
Sapatos de meriu e setim dem, idem.
Muas brancas c de cores, fo de Escocia.
Pomada de vazelina de diversas qual.i'dades.
Sabenete8 fiaos de vazelina e altace.
Extractos tinos de Pinaud, Guerlain e Lubin.
Lindas bolsas de couro e velludo.
Ficbs de l para senbora a 1800-
Sapatos de casemira preta a 2000.
Tesouras para costura, de 400 ris a 3 000.
Pacotes de p de arroz a 3(0 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immensa variedade de b->toes de pbantasia.
E milbares de objectos propnos para tornar urna
senhora eleganlv, e muitos cutres indispensaveis
para uso das familias, tudo por precos admiravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
UVA DO CRESPO N. 7
Duai'te A C.
Loja do Sonza
Opoaitos as priucipaas Perfumaras, Pharmacias e abellereiros u
60:000^000
Cobrado a vender-se
Vende-se o sobrado n. 87 ra da Aurora, em
frente a ponte do Santa Isabel ; quem pretender,
pode entender-se com o corrector Pedro Jos Pin-
to, na praca do Commercio.
Pechinclias!!!
Sao aa seguintes que ae liquidarn aa anti-
ga casa
CARNEIRO DA CU -HA
CACHEMIR .S auornanas, lindas fa-
zendas pa:a vestidos a 4U0 e480o covado.
MERINO'S de cores lindissimas, duas
larguras a 800.
FUSTr'.S brancos e de cores a 240,
320 e 400 ra.
El AMI^ES com palmas de seda a
800 e 900 rs,
SETIN maco de todas as cores a
800 < 1,$000,
CRETONES Unos a 240, 320 c MQ rs.
Exoellfnte eacolha.
FAILES modernos a 400 e 440 rs.
PANNOS para mesa, novos desenhos, a
10200, .400 e 10800 o covado.
SAROELINS diagonal, todas as cores,
a 240 rs.
BRAMANTES de 4 larguras a 'JO 0
10200 o nittro.
IDEMac linho puro, 4 largura*, 2(JO0O,
BORDADOS de cambraia a 10000 a
pe9a.
MADAPOLOES pelle de Ovo e ameri-
canos a 60200 e G05lO.
ESGUIES para casaquinhos, 12 jardas
45000 e 40500.
CASEMIRAS p.ira roupas d& (riancas
a 800 rs. o covado.
DEM diagonal e de cores, 2 larguras,
a 20 e 25500.
CORTES de fustao para coletes a 10 e
10300.
DEM de casemira a 20500 e 30000.
CAMISAS it'gl'-zas a 360000 a duzia.
GARDANAPOS de linho a 30000
a duzia.
LENCOS de setinctas, finos, a 20500
a duzia.
MEIAS cruas para homena a 20500, 40500
e (i0000 a duzia.
CEROULAS bordadas a 120 e 180000
a duzia
CROCHETS, gumicao para eadeiras e
sof 8*000
GRINALAS e veos para noivas a 90
e 120000.
CAMISAS para senhoras a 360 e 480
a duzii,
Sortiracnta coTpIeto de t< las as fazen-
das proprias para uso doa tico.
DSo umostras.
As ?endaa em grosso tm o descont da
praca.
49 Ra Duque de Ce Calas 59
Assncar refinado
Vende se na refinaria da ra do Coronel Suas-
suna n. 7, em arrobas por preco commodo, e em
kilos, 1 sorte a 240 rs., 2 200 rs. e 3" 160 rs.
Ti leqhone348.
Em benelicio da Instruido Publica da provincia
Esta lotera e dividida em parles
Exlracco da V parte da ia lotera
Sexta (eir L de julho
Bilhetes venda na Casa Feliz prapa da
Independencia ns. 36 e 37; Casa da Fortuna,
ra 1. de Marpo n. 23; Roda da Fortuna, ra
Larga do "' osario n. 36.
COLLARES EOTER
ltro-Kaarn*Uo*a
Oiw 'i Jkni MlSfOl 4c dt:.ii(S" ualra u
OONVUL8E8
i nu tiinjiki i unrii iti ttuifis
(',C01L1RE8 Rr"CR,oohMlat as m.-
de 25 niiw, s*u ao nico, que proaer o
reslmenUnereaaoas4*s COHVULSE.s
ifuiianti ao hmum tampo a Jiwvxv.
Para vitar M Faiattlcoaaaa < aa laku^Ae
_m. .^-.._c<(N* traltu aaren *> rtnica t'ir/ eo vtri-i
20:0008000
NAO HA SERIES
LOTERA da paraiivb
opuDiio uu Banco li Brasil c nkr e seas pnimios
Exlrscco do dia 30 do correle
PLANO
1 premio d' _0:OU05000
1 ., 1 2:00
1 i) l:000500<)
2 ) .) . 5 4 9 2005 8005.....1
12 0 '.' . 1005 1:2005000
20 > !' . 505 1:000-5000
2 appn x.ik.co.'s parn oa
nmeros anteriorea e
posuriorea ao 1." pre-
mio i2r>5
2505000
2 ditas i'lem, idem so 2.13 premio- 1005 2 ditas dem, i-lein ao '3. premio 4* .-> ?9 premios par.- .. orntcna i
em que sabir o primeiro premio I5 99 ditos para a idem rio segundo premio 105 999 ditos para o lioal da 1:48;
ultima lettra era que sa-hir o oprirrjpirn premio 5-> "V"."!
tisdehtSs m csas.:e::::::e::
Jos Joaquim da Costa Leite, ra do Barito da Victoria n. 40; B^rnardino
Lopes Alhoiro, ra Largado Rosario n. 36; Martina Fiuza rS C roa Primeiro da
Marco n. 2; Joaquim Pire? da Silva, rna do Cabug n. !! ; Antonio Augusto dos
Santos Porto, praQa da Independencia ns. 37 e 39.
Piano
Vende-se ui pixno de tres cordas, com pouco
uso : na ra d. Pires n. 83.
_ ttlaa itrnniDOM e le Cascas le Laraclai amaroas.
TNICO RECON3T7TXJINTF,
Remedio soberanc
L'>TRA A
OHIOROSE. ANEMIA. CARI OS OSSPS.
AFrECQOES DAS VAS D!GE8liVAS,


;BH3*' CHUONICAS, BAOHI
'lO^OFU'.AC, EdiLiDAOE,
EN^AS DE l'El RES TYPKO!AS
06 I OLES.-!; i SI tVT-?. ETC.


- ;
Gotta, Rheumatismo, Dores
Solugo do Doutor Clin
o
Laureado da Faculdade da Medicina de Pars. Premio Uont/on.
A Verdadeira Solugo CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar
As Affeccoes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulara e musculares, e todas as vezes que necessarlo calmar os
sofTrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solu$ao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
H13 Um Bxplicacio dttalhada aoompanha cada frasco.
Exigir o Verdadeira Solugfio de CLIN & Cie, de PARS, que je encontra em |
" cata do Droguista e Pharmatcuticns. ^^ _>

iTJk i IBA DE HONRA
0 US CHEVFUER
I 4anlr :-.:i ,; ec'c A ,'.itr.1
tnico Oj/u.-tco, o Que multo
mtmtnti u peoorttdsilet .< (
0 OLEO de FIGADO
E IKALAO FERh.GtNOSO
a unid prt)p*rcio u otrmitte
tdmm strar o Trro $em ctm-
uzir pt '83o de Veatro, nem
Incomawdo
liui
0E
m
DIPLOMA DB BOWR]

RICFITADU POB TODAS M
Cclebridadss Mediis |
DA rBAHgA EDAILROPA
as
MOLESTIAS DO PEITO.
AFFECCOES ESCROFULOSAS I
CHLOROSIS,
AMEMIA, DEBILIDADE,
TSICA PULMONAR,
3R0NCHITES, RACHITISW
NNBrm rml aa FlUS
ll,rn*>rn--lo;tm.irtK,M
UCRNOODOS BBLA 1NSPBCTOHIA DE HYOIBNE DO 1M1T.R10 DO BRAZH,
It'.judHo'--
' %ul Otim i' I" "
Vinho de Coca
' SBVSr
. -
UECni
i


*-->.

.
-

Diario de PcroambcoTcrca-fcira 28 de Junho de 1887

LITTERATuR
Urna aventura amorosa
(traduzido do italiano por m. rozendo)
VI
Calado errado
(Conclusao)
N'isto devo p?nsar cu ? Se n5o le
Occorre outra cousa... Tenbo o que fa
zer. .
O r.paz levantou bp, coropriraentou-o o
parti. Ah so nao fosse em attenjao a
Mara, teria elle d to cousas pesadas quelle
velho.
Logo que o commerciante ficou b, ex-
clamou cora satiafajao :
Ah pobre mojo, fil-o voltar com a
viola no sac.o !
Quando j faziam 15 das que Mana
estava em casa do pai, a loeceu ella gra-
vemente e foi roister chamar uin medico,
o qual achou a com urna febre forte.
Isto commoveu alguma cousa o corajao
empedernido do commerciante, e querendo
este mostrar filha que era clemente, e
talvez para que se restabelecesse raais de-
pn'ssa, fez com que a Margaridm viesse
trtala durante a molestia.
Foi isto um favor que a rapariga accei-
tou com jubilo, pois que ia ficar junto
da amiga dilecta.
Nao creais, porm, minhas boa3 leito-
ras, que o seuhor Joao nao tivesse pensa-
do em tudo. Quando tile foi casa de
Margarida aliin de obter o consenso dos
pas para trazel a comsigo, disse-lhes que
nao sahiria nunca de casa a moja a elle
confiada, e isto o fez, nao por urna atten-
jao para com aqaelles que lho entregavam
a !.".lha, mas para evitar que, sahindo, se
tornas8o a rat-nssgeira de Maria, pon no
da em que fallou com Gino convenceu-se
de que sua lilha j havia fallado com elle.
Nao pensou aquelle imbcil que as rou-
Ihcres sao mais astuciosos que o demonio.
Um da Margarida foi botica e quan
do voltou ao quarto de Maria lhe dase:
lha, o teu medico actual nao me
agrada; devea mandar chamar este aqui.
E a rapariga escreveu era um papel :
Doutor Rinni, ra Espirito Santo.
__Porque queros que chame este?
Porque bom e te curar depressa.
Mas que queros ?. .
Quero que o fajas chamar.
Passou-se algum tampo antes que Mana
.nnuisse aodesajo da corapanheira, maa
findou por prometter satisfazel a.
Eff-ctivaraente primeira visita do pae
inauifestou-lhe ella o desejo de ser tratada
pelo medico aponalo por Margarida, e o
negociante, que ouvra fallar tantas vezes
favoravelmente daquelle homem habilissi-
mo na medecua, achou justo o pedido da
lilha, o elle proprij se encarregou de avi-
sal-o.
Urna Lora depois, Mana sabia que noi
te seria visitada pelo seu medico de oon-
ianca. # .
A doente recebeu a noticia sem dar-l-
importancia 5 Margarida, ao contrario, ale-
grou-se inmensamente, e, apenas ficou so-
snha, correu ao quarto da amiga e, depois
de tel-a beijad) com ternura, diase-lhe :
Queres escrever uraa cartinha ao teu
Gino ?
A outra sorriu-se meigamente e respon
deu : .
Te divertes cajoando de raim 1
- Nao, fallo, serio ; queres escrevel-a?
Mas quem lh'a entrega ?
Nao te importes. Toma o papel e o
lapis : estou attenta para que ninguem te
surprehenda.
Maria escreveu apressadaraente sote ou
oito liuhas e entregou o papel amiga,
accreacentando :
Eis a carta. Como fars agora para
dal-a a Gino ?
Por ora c um segredo. Adeus, ate
mais tarde.
Aao oscurecer chegou o medico Rinni,
e todos da familia, com excepjao de Mar-
marida, o aorapauharara ao quarto da do-
ente.
O Esculapio examinou attantamente o
joven e assegurou ao Sr. Joao que presen-
temente o mal nao era grave, mas que po-
da vir a sel-c se a doente nao tossa cura-
da com cuidado.
Passou urna recoita, dando as expiicajoes
necessarias, c depois rctirou se prometien-
do voltar na manha seguinte.
As palavra3 do medico forara de confor-
to para toda a familia; porem em Marga-
rida, que as ouvira do quarto contiguo,
produziram um verdadeiro enthusiasmo.
A camponeza estava anciosa por entrar
de novo no quarto da amiga para dar-lhe
urna noticia, que lhe agradara mais que
qualquer medicina.
Com effeito, ligo que Maria fi.ou s, a
fiel companheira se aproximou de seu lei-
to, e perguntou-lh^ :
- O que t parei-e o novo medico ?
- Pela apparencia me raais sympa-
thbo do que o outro ; mas intil, minha
boa Margarida, para mim rao ha outra
eaperanei seuao a morte. Pejo-te, pois,
que me des aquella carta que poder tra-
zer te algum desgosto ; melhor rmpela.
Gino nao pode recebel-a, e se meu pae a
visse em teu peder!...
Queres a carta ?... Ah, ah, ab...
A esta hera estira em mao de teu
noivo.
Por Deua nao estejas a brinear!
Digo a verdade.
Mas como?.
Curios, curiosa.. D-rae um beijo,
e eu te darei urna cousa rara, que nao po-
des imaginar.
Toma, meu aojo, nao um, mas mu-
tos beijos. E'a para mim mais mol do que
amigar Sem ti a minha affliccJ) seria
maior.
S tens phrases melanclicas.
Serei capaz de nao dar-te nada.
Desculpa, c a loenca que me torna
triste.
Toma, toma, nao quero fazer-te sot-
trer.
E Margarida entregou a Mara uro pe-
quono bilhete.
Esta leu aquelle papel era um momen-
to ; depois exclamou com surpreza :
E' de Gino !.. .
Eu o sei.
Ouve o que elle me diz :
Minha querida
Se que scffres por amor do mim ; que
para manterc3 o teu juramento sabers
morrer ; sei que me amas immensamente.
Quizera por da passar urna hora a teu
lado para consolar-te, mas nao posso. Co-
ragem, Maria Aceeitemos por agora este
mcio, bera qoe illicito, para contarmos um
ao outro as nossas penaa. O doutor que te
cura meu pae ; dize-lbe que ests doen-
te porque tea pae nao quer que toncases
com o mancebo que amas ; porm nao me
notneies, porque entao tudo seria perdido.
Agradece boa Margarida que tanto
faz em nosao favor.
O teu amante
Gino Risni
O roato da doente eoloriu-sa de rosa, os
8eu8 olhoa se animaram e oa seus labios,
depois de terem desprendido um sornso,
se pousaram sobre os da amiga. Aps al-
guns instantes exclamou :
Margarida me explica este arcano.
Quera te entregou a carta ? Anda, explica
me o enigma. Eu me confundo e nada
comprehendo.
Queres sabel o ?
Desejo o vivamente.
Bem, ouve-me. Quando cu me di-
riga botica para comprar o teu remedio,
encoutrei Gino que perguntou-me muitas
cousas a teu respeito, e, quando soube que
estavas doente, exclamou commovido : Se
ao meno3 fosse meu pai o seu medico
Perguntei-lhe : E seu pai medico ?
Respondeu me: Sim... Entilo, ac-
crescentei eu, se por ora nao elle o me-
dico de Maria, pode vir a sel-o. << Ser
possivel? interrogou elle e lhe respond:
Certamente, e eu me encarrego d'isto
Bi Margarida! raurmurou elle, e em
seguida nao sabia como perguntar me so eu
te poda t-azer urna carta; mas eu, vendo
o seu erabarago, disse-lhe sbitamente:
Se n5o rae reprehendessem, lhe pergun-
taria se tem carta para Maria ; mas tenbo
certeza de ser corrida logo que chegue era
casa. i> Ouvindo isto, ella perturbou-se,
senti-o murmurar: Oh I infeliz de
Reparaste, leitoras, que papel faziam o
pobre medico representar ?J A astucia de
urna camponeza tzera de um homem serio
um medianeiro qualquer que levave, sera
Babel-o, amorosas correspondencias a dous
namorados.
Negai sgora, leitoras bellas,- se podis,
que nao sois mais astuciosas que o demo-
nio 1
VII

doutor e o negociante
Maria referi ao medico tudo quanto
Gino lhe ensinara que dssesse; o elle,
orientado de ludo, sorrio se, reprehenden
do meigamente a doente por nao lhe ha
ver feto logo aquella contiasao.
Urna noitc depois que o negociante sabio
do quarto com o doutor, este ultimo lhe
fallou assiin:
Caro Sr. Joio, devo fallar lhe claro.
Falle, Sr. doutqr. Ha talvez algu-
ina cousa a receiar.. .
Nao ; somente que o medico da
effeito; o commerciante deixau sua costu-
rada austeridade e comrnovilo lha t-
km:
Ouja. Do da em que ella aqu che-
gou para hoje, as cousas estao murto mu
dadas. Conheco que foi um tanto,.severa
a minha linguagem da Ia vez para com o
senhor, aln disto tiohame com'promettido
poucas horas ante3 do senhor me appa-
recer, e comprehende que a idea de tor-
nar me comediante devia irritar-me; agora,
porm as obrigacSes desanpareceram, e...
O senhor me abre a paraso oter-
rompeu o joven As suas palavras me
fazem eaperar adquirir um bam que con-
tava pardido.
homem de paucas palavras ; se o
e
mim
rOLHETIM
JOSLARONZA
POR
jACOES IH FLOT E PEDRO MAEL
CHUTA PARTE
A P E R ft E t I(?AO
(CoDtiouaco do n. 144)
VI
Naquelle momento, Maximiliano dizia
comsigo mesmo que j devia ter expirado
o prazo de duas horas, que lhe haviam da-
do pora deliberar.
Ao cabo de alguns minutos de espera,
Carmen vio Ned Hobson voltar.
O capitSo a espera, disse ella obse-
quiosamente.
A hespanhola subi o corredor
Quando chegou extremidade, vio urna
porta oceulta em urna divieao de madeira.
A porta abri se por dentro e ella achou-se
m presenca de Laronza.
O pirata trsjava como um commerciante
honrado, que tinha feto os seus prepara-
tivos de viagem. Ao ver a moca, sorrio,
um pouco constrangido.
- Quiz fallar-me, minha querida Car-
men. Estimo muito. Eu tambera queria
faser-lhe as minhas despedidas.
Pobre Gino I interrompeu Maria com
voz commovida.
Mas eu, proseguio a camponia, trao
qull8ei-o. Disse-lhe : Ouca, Sr. Gino,
se quer mandar duas linha a Mara, col-
loque-as no forro do chap.) de seu pai ;
assim, quando elle vier visital-a, repararei
onde o depoe e tirarei o bilhete, substituin-
do-o cora o que rae der Maria. Quando
o teu amante ouvo esta proposta, disse-me
que eu devia ter nascido homem e ser ad-
vogado !
De maneira que aquella carta, per-
guntou roaravilhada a amiga, foi trazida
pelo pai de Gino 1
Exactamente. Tirei a do forro de
seu chapeo, e no raesmo lugar colloquei a
tua.
Meu Deus! Mas se te sorprendes
sem ?
Nao seria presa certamente 1
As suas despedidas ? disse a moja
attonita.
As minhas despedidas. Admirase ;
pois assim. Ao amanhecer, Lewis Jubb
sahir de Sydney e da Australia. Interesses
graves, muito graves, chamam-me para ou-
tro pento.
Ah interesses graves I Entao a po-
icia do universo estao seu encalco ? Des-
cobriram o seu pseudonymo ?
Nao, grac>* ao diabo, meu patrao.
Mas nao se pode prever tudo. Algures
grandes faltas foram commettidas. Eu de-
vo reparal as.
De modo que parte assiin sbita-
mente ?
E' como diz, minha querida.
E vai.. sem indiscrpQo ?
Laronza sorrio de modo singular e le
vantou os bracos.
Ora I eu l sei? Para a Europa, pa-
ra a Eranja, provavelmente.
E accrescentou com melancola pungen-
te :
Carmen, os nomens como eu sempre
tm urna m har e urna m estrella no
seu horscopo. Ls.oj, neste momento, de
baixo de urna hr. '.eaeia malenca.
menina s pie ser o senhor.
Eu ? Nao comprehende.
Explicar-me hei claramente. Sua fi-
lha, como sabe, de constituicao debilissi-
raa o fcil de impressionar-se de tudo ; est
presentemente dominada por urna paixao
prepotente que nao pode satisfazer e que
cada da vai dilacerando mais seu coracao.
A inedjeina n'este caso nada pode fazer.
E' ao senhor que cumpre curar a rapa-
riga
E nao o fazendo ?
A tsica a matar.
Pensa assim ?
Nao s o pens, com lh'o affirmo sob
minha honra.
O semblante do negociante mudou de
cor.
Cora quanto ello fosse rao, todava, a
idea de matar a filha o aterrava. O me-
dico nao tinha mtivo para mentir ou con-
descender com a moga, ou perdel-a.
Aps alguns instantes de Lesitajao, o
Sr. Joao disse ao doutor.
Minha filha confesaou-lhe alguraa
cousa?
Respondeu s minhas perguntas.
E isto levou o Sr. a pensar. ..
Que a doente ama loucamente um
rapaz que o seu ideal, respondeu o me-
dico sorrindo.
E preciso casal-a com elle ?
Se nao quer tazel-a morrer.
E se esse joven nao fosse capaz ?
Isto nao rae compete: nada digo a
rerpeto ; sou medico o nao conselheiro.
Entendo: o senhor nao persuade.
Sr. Joao, agora o comprimento.
Araanha o senhor saber a minha re-
solugao. At velo.
O'doutor tomou o chapeo e sabio.
O Sr. Rinni, n'aquella noite, alm de
urna carta de Maria, levou ao filho tambe m
estas lnhas de Margarida :
Participo-lhe que hoje seu pai fallou
ao Sr. Joao a respeito do sua noiva.
Esta informagao pedir o rapaz em urna i
carta a Maria, com o fim de novamente
dirigir-se ao commerciante para ver, se,
depois das palavras do doutor, desiatira
elle da louca idea.
VIII
Arrependimento
Na manha seguinte revelacao do me-
dico, o pai de Maria estava sentado no seu
gabinete relendo urna caata. Estava per-
turbado e de quando em quando murmu-
rava : i Nao, nao quero raatal-a... seria
para mim um rimorso eterno O proprio
Gober escreve-me que nao quer que sacri-
fique minha filha para dal-a a Theodoro...
E' necessaro obrar de accordo com aquelle
conselho..
A vtlha Agatha chegou porta annuo-
ciando ao amo que um joven desejava
vel-o. O negociante pensou um momento,
e era seguida mandoa que entrasse.
Gino vinha pela segunda vez pedir a
mao de sua promettida, e esta in88teocia
do mojo s parecer estranha a quem nun-
ca tenlia amado.
Quando o promettido de Maria se achou
na presenca de JoSo, exclamou :
Mil per loes, senhor, so de novo ve-
nho incomraodal o ; mas sabsndo que sua
filha est doente, peco-lhe o obsequio da
deixar rae vel-a pela ultima vez. Sei bera
que nao posso ser feliz ao lado daquelle
anjo, porque o Sr. destinou-a pata outro
homem, e "decid rauiar-me para outra par-
te do mundo menos risonba e que se adap-
te mais melaneolia de rainh'alma; mas,
antes de partir, rogo ao Sr. a graga de
consentir que torne a vela!... Ohl seja
benvolo, n3o me negu este prazer!
O estratagema da Gino produzu o seu
Seu
senhor probo, so tem, como rao disae,
ura meio do vida certo, lhe con:edo a mao
de minha filhaa
Poaso garanr-lho tudo disse Gino
cheio de enthusiasmo.
Outro-sira, advirto o de que nao dou
dote algum a Maria, e que, apenas resta-
belecida ella, quero que se celebre o casa-
mento.
Uonsidero-rae feliz -era possuir sua
filha ; nao me importa o dota e alegro-me
com a presteza do casamento.
Naquelle momento Margarida aanunciou
a visita do medico.
Quando ella vio Gino, tornou-se bal bu
ciante e para nao mostrarse confusa v.ol
tou se e fugio
O Sr. Joao levantou-se o pedio ao rap.iz
que o esperasse um momento.
Giuo perturbou-se : a visita do pai era
extempornea.
Apenas o negociante vio o medico, diri-
giu-se apressadamente ao seu encontr e
lhe disse :
Bom da, senhor doutor ; j vio mi- j
nha filha ?
Anda nao ; vou agora.
Depois do qua o Sr. me disse hon
tem n >ite, decid conceder a Maria a mo \
do hornera que ella ama loucamente.
Muito bera. Ver que esta noticia j
mais do que a agua de al-
quero que o Sr. Jlo me considere protec-
tor dos vossos amores.
E' urna fatalidade, respondeu o ra-
pazninguem tem culpa.
O que SBecedeu ? pjrgunta o nego-
ciante. Nao comprehendo nada...
- Eu lh'o direi -continuou o Sr. Rin-
ni pai. Aquello mojo meu filho; e o
enher comprehender sam duvida que,
depois do quanto lhe disse, devo estar mui
fio raaravilhado de encratral o neste quar
to...
' Seu filho exclamou o commercian
te. Conpreheudo que o ac.ijo encaminhou
esto negocio de modo a fazer suppr. .
Mis, do maneira alguma, conhaoo bem que
o Sr. inno:enta, e se nao se oppSe, coa
firmo ao pai a promessa que fiz ao filho.
Quasi duas horas foram gasUs para ac-
clarar este negocio; e-cu na) quero raas-
sar as minhas laitoras com um dialogo to-
do deseulpas de urna e de outra parte ; dir-
vos-hei somonte que foi tudo arranjao, e
Gino o Maria foram finalmente felizes.
IX
Espontaes
Djus raezes depois tolos 03 oossos i>er-
sonagena estavam reunidos n'um bello dia
de Novembro, em urna elegante sala da
habitacao do doutor. Gino e Maria esta-
vam sentadas juntos contemplando a trans-
formacao sera proferir palavra. Elles na-
da maia tinham a deaejar: o ministro de
Deus e o offieial do estado civil tinham
unido em um vinculo indissoluvel aquellas
duas almas enamoradas.
E a mim o que resta dizervos ? Que o
antar foi lauto ? Isto o imaginaps, o as-
sim, estando o meu cuntj terminado, s
me resta fazer aqui ponto final.
VARIEDADES
lhe agradar
O incendio da Opera Cmica
Eis oa pormenorea da horrivel catastro-
phe que assorabrou Paris o que i'npressio-
catrao. na anda toda a Europa.
Anda raais; o joven est l no ga- Co:;;o so sabe deu se ella na noite de
bnete e desoja vcl-a. Cr o senhor que is 25 de Maio.
to possa prejudicar a doente? O INCENDIO
De maneira alguma; masera todo oca- Erara horas e 40 minutos. Tinha-so
so venha, e disporemos as cousa3 do me- j representado o Chalet, opereta era um
Ihor modo. I acto, com que abra o espectculo.
E ambos entraram no quarto de Mana, i Livantara-se o panno para a represen-
que estava de bom humor por lhe ter dito U(^0 0 {0 acto de Mignon. Dez ou doze
Margarida que Gino estava ha pouecs pas- mmutos depois do sexteto e quando prin-
sos distancia dellas. cipiava o ueto de Lothario o Mignon,
Como possou a noite ? perguntou-lhe principiaram a cahir faiseas do urdiraento
o medico. sobre o terraqo da casa de Phelina, papel
Muito melhor que todas as outras. ; que era feito'por roademoiselle Merguillier,
E a inquietagao te atormenta sempre qua teve ^e 8e desviar porque as faiseas
com o d'antes? a apanhavara.
Sim, seuhor. Estavam em scena nesse momento ma-
Para acabal a, quoria3 ver o teu pro- umi Simonnet (Mignon), mademoiselle
mettido, nao ? Merguillier, e os Srs Taskm, Moulirat,
A joven corou e sotriu-se : Soulacroix e B*rnard. Mais ao fundo o
O doutor proseguio : co.-po de baile o 03 coristas. A sala estava
Vel-o-hias de boa vontade ? I cheia.
A rapariga fez um signal affi uativo > vsta da8 fa3cas que continuavam a
cora a cabeca e o medico fez outro para Car cada vez com m!ior ,Qtensidade, o
que fosse introduzido o amante. publico prineipiou a assustar-se e a lavan-
Pobre doutor, que surpresa lhe estava! tar-se, principalmente as senhoras que oc-
preparadal ? Elle, inconscientemente, fal- CUpavam a primeira fila de cadeiras do
lra em favor do filho, obrigando o neg- Dalelo.
ciante a conceder-lhe Maria sob a terrivel
pena de, nao aceitando aquella condico,
tornar se o algoz da filha.
O Sr. Joao, vendo o signal affirmativo
Para tranquill3ar o publico e prevenir o
pnico, os actores Bernard e Taskin, com
um sangue fri admiiavel, vieram bocea
da seena recomraendar toda a tranquillida
do medido, correu ao gabinete e disse a e terminando :
Gino : Nao nada, e a prova qne nos nos
Venha : o seu desejo satisfeito ; o| conservaremos aqui Nao se assustem.
Sr. Rinni, ura medico dos mais Ilustres, Mal estas palavras acabavam de ser
disse que sua visita pie alegrar a do n- pronunciadas, um rolo de fago cahio sobre
te: nao tarde; venha, venha. .. lo tablado: orara os restos de uraa gam
Imaginem, graciosas leitoras, como ficou biarra o uns paucos de pannos inrlmma-
o pobre rapaz! O coracao batia lha com dos. O toga communicou se immediata
violencia pela alegra de ver da novo sua menfe aos traineis da scena, ao mesmo
boa Maria ; por outro lado era angustiado i terapo que, no alto, as chammas rompiam
pelo pensamento de achar se em presenja para a sala, queimando as bambolinas de
do pai, de quem se servir, um tanto in- bocea,
oonvenientemente, para attingir o seu alvo.! Os espectadores iam sahindo com bas-
Maa nao era aquella a oceasiao oppor- tante socego ; b33tantes j estavam na
tuna p3ra reflexSes; devia acompanhar o j rua) outros sahiara apressados, mas sera
negociante ao quarto da joven. precipitacSo, o alguns maia calmos ainda,
Apenas Gino all entrou, o doutor pas- estavam reclamando os sobretudos e capas.
bou as raaos pelos olho3, como para tirar o'
embaciaraento da vis:a ; nao acre litava ara
A sbita in.'asilo das ektramas, fez per
der o sangue trio a actores e especta lores,
e de repente estabelece i-se|o mais horrivel
pnico que possival imaginar-se.
Perdido o sangue fri, estava perdida a
ordera, nico meio de salvacao e a catas-
trophe era fatal.
Na sala, os espectadores precipitavam-
Mas, accrescenoj eiie com energa
fe-
roz, nao ha maleficios contra urna vontade
como a minha. Qaando a habilidade fa-
ina, ainda resta urna arma energa Essa
arma o fsrrc, conolaio elle, tirando um
punhal da sua baicha.
Ella suspiroa, e com esforco :
Ha dous annos, Jos, ea lhe teria pe-
dido que me levaste comsigo para a Fran-
ja. Eu teria CB^raado rever meu pai, bei-
jal-o, consoUl o. Qjem rae diz que o po-
bre velho j nao sa(>e que fira teve a filha?
Hoje nSo quero partir- Gosto desta trra.
Sim, disat o pirata com um riso de

mofa, porque hoje esta trra tem a honra
exeepoional de possuir o paladino dos seus
sonhos, o joven e bello Dr. Arband, nao
assim ?
Ella o fez parar com am gesto cheo de
nobreza.
Nao zoue.be dessa fraqneza. Foi jus
tamente para fallar-lhe nolle que vim c.
Estou prompto para ouvil-a, minha
querida menina. Disseram que teve com
elle urna conversa. Voc traz-me um che
que de quatro milhoes, assignado palo sea
amante ?
Ella encolhen os hombros desdenhosa.
Bem sabe qae ella nao mea aman-
te. Quanto ao cheque, voc estava pre
venido que nao devia contar com migo para
isso. Demas, teria sido esforjo intil.
Nenhum poder no mundo poder arrancar
ao Sr. Arband essa assignatura que voc
cobija e que a nica salvaguarda que
ella tem.
Ella nao prestou nenhuma attenjUo a um
gesto nervoso de Laronza.
Digo salvaguarda, porque, se voc o
poupa, nicamente porque indispensa-
vel que elle viva para passar os seus mi-
lhoes do bolso delle para os seus. Ora'
Maximiliano, que espera a morte, BO sa-
be qae voc nao quer ncm pode matsl-o*
Carmen I exolamou o bandido, voc
ousa ?
Ou80 tudo, meu caro Jos, ou Lews,
como qaiz>r, oaso tudo quando se trata da
vida e da honra do anico homem que ja-
mis amei e que d'ora em diante amarei
at morte.
Elle bateu palmas com alegra.
Bravo I Carmen, isso claro, sim-
ples e... formal. Mas, onde qaer che-
gar ?
Ella approximoa se delle, e pondo lhe a
1
si proprio!
Seu filho fieou perplexo olhanJo para
Mara, sem coragem de encontrar os saus
com os olhares do pai ; Margarida sorria,
tapando a bocea com urna ponta do aven-
tai, o commerciante se conservava extti-
co contemplando aquelle grupo de figuras BQ un3 sobre os outros, derrubaodo-se mu-
silenciosas. tuamente para ganharem as sabidas. Os
Passada a primeira impressao do estu- j que cahiara erara espesinhados, e ao que-
por, o medioo foi quem rompeu o silencio : rerem-se ergutr, agarrando-;
Gino disse voltando-se para o filho:
explica um pouco esto negocio, porque nao
as pernas
doutros, faziam-os cahir tambera. Em pou-
cos momentos a3 portas de sahida estavam
tapadas por montoes de corpas cnidos e
atropellados qua all formavam barreiras.
Muita gante tinka corrido para as portas
da soccorro (feitas especialmente para da-
rem vasao em caso de sinistro), mas essas
portas, por um descudo verdadeiramente
criminoso, estavam fechadas !
Nao &e podem relatar, mesmo diffieil
conceber, os horrores que se pass^ram na
sala, nesses minutos da angustia e de
desesperajSo '
Emquanto esse horrivel drama se pas-
sava na sala, outro, nao menoa horrivel,
ae dcaenvolvia na caixa. Oa artiatas, co-
ristas, comparsas, machinistas o mais em-
preg.dos, vendo que o fogo se apossava
rapiiaujente do theatro todo, correram para
as escadas.
As ehararaaa, porem, tinham j invadi-
do oa corredores e cada escad.a, produzin-
do o effeito d'uuia enermeichamin, tirava
e fazia subir enormes labaredas o Jensas
columnas do asphyxiante fumo.
Todaa as sahides estavam tomadas Res-
tava, pois, nicamente a perigosa c muito
problemtica salvajio pelo telhado. Era o
ultimo recurso, todos o .'orara tentar com
anciedade, com desespero. E entao, vio-se
o mais horrivel espcctacuhequc se podo
imaginar.
Emquanto todas as janellas se illumina-
vam com 03 sinistros claroes do incendio :
quando os vidros se calcinavam o partiam)
deixando sahir grandes linguas de fogo, os
coristas e comparsas, homens e mulheres;
todos cora trajes da seena, corriam espa-
voridos sobre a platibanda do edificio, pro-
duzindo o effeito de sombras phantastica.:
no meio daquella sinistra deeorajao !
OS SOCCOKBOS
A s \) hora3 foi a primeira bomba posta
em bateria na sua Mchul.
A's 9 14 havia quatro bombas.
A's Ir dez.
A'a 10 1|2 quatorze.
Eata formidavel bateria, de poderosas
bombas, algumas com vinte ngulhetas, en-
gaja a luta com o incendio, despajando
enormes columnas d'agua sobre o foco
principal o predios adjacentes.
N'essa momeato, todo o edificio da Ope-
ra Cmica, desde a fachada ate a psrede
do tundo, nao era mais do que um enorme,
colossal, um espantoso bsazeiro.
O tecto da sala abaten a'guns minutos
antes das 1U horas, um immenso fogo de
artificio se escapa do meio do enorme bra
zeiro. Era o paioi do theatro que se tinha
iueendiado.
O pnico entao apoderou-se de toda a
visinhanja. Os moradores das casas vi
zinhas abandonarani-i as^ Jevando comsi-
go as cousa3 de maio-' valor qua puderam
conduzir.
Os estabelecimentos da visiidianja
cham-se todos e os proprie.arios v n
ra cortar o gaz.
Nesse momento, o aspecto do local e
immediaji's do sinistro desolador.
No meio da obscuridade produzida pele
intensissimo fumo, vera se a cada momen-
to sahir do meio das columnas de fumo,
que esconden) as portas, ou de^ccr polas
escadas do soccorro, coristas ou comparsas,
com os trages de acea, conduzindo s coa-
tas camaradaa seu3, horaens e mulberes,
asphixiados ou desmaialos. Alguns v*
em camisa Uns cheioa da queimaduras.
outros com largas feridas d'onde o sangue
escorre.
Di todos os lado3 um coro horrivel de
gritos de angustia : Soccorro, socorro :
Eu morro ; Morro queimado !
Chegam fortes piquetes de polica e de
linha, e o servijo de salvajio e da or lem
establecido com a maior regularidade o
preci sao
HORA A HORA
Nove horas e dez minatos. Mr. Carva-
lho, o director e emprezario do theatro
chega ao local. Estava em casa c rece
bera a fatal nova pelo telephone. Corro
chorando, e entra no theatro.
O incendio porm j tinha tomado enor
mes proporjSes. Da bocea do palco, ai
chammas, subindo s galerias superiores
onie 150 a 200 pessoas ateirorisadas, gri-
tavam por soccorro.
Ura tumulto enorme reina om todos o
corredores, onde os espectadores se atro-
pellam e esmagam uns aos outros, para
ganharem as sahidas.
O gaz cortado.
A scena invadida por urna espessa co
lumna de fumo. At meia altura do palco
e da sala nada se v ; mas as proximida-
des do tecto sao illutninados pelo clarSo
das chammas qua rompem do meio do fu
mo, como urna especie de fogos f-tuos.
(Continu'a)
bella mao, fina e nervosa, no hombro, dis
se com ura olhar cheio de sedaejao :
Jos, lerabra-ae do noaao pacto de
Ceylao ?
Sim, di8se o oatro, am poaeo admi-
rado.
Ea campri a palavra. Serv a sua
causa, que voc mesmo tao mal tem
'ido.
Nao comprehendo. Que quer dizer ?
Quero dizer isto. Oaseus meios vio-
lentos e de iutimidaco falharam. O ho-
mem a quem quer despojar o desafia. Ora,
voc prometteu-me respeitar os seus dias,
comtanto que eu, Carmen, o afastaaae do
acu caminho. Certamente nao sou, nao
quero ser sua cumplice em urna obra bru-
tal e cynica. Mas, eu estou convencida
de que posao arrancar de Maximiliano, o
consentimento que voc deseja. NSo cont
que elle lhe entregar toda a sua fortuna.
Elle nSo ha de trahir os interesses da ir
na, a orpba qae deixoa em Pariz, mas po-
der deixar lhe a saa parte, e ea encarre-
go me, oom o mea amor, de fazel-o esqae
cer o sacriti.io.
Mas, pobre loaca, esse homem nao a
amai Elle j lh'o disse.
Nao me amava, ha um anno ; nao me
amava ha oito dias. Voc sabe se elle ma
ama hoje ?
Jos Laronza sorrio e cemprimentando :
Com effeito, disse elle, voc bas-
tante bella para operar esse milagre.
Depois, com alguma impaciencia, accres-
centou :
De sorte que pretende ?
Pretendo pedir-lhe a entrega do pri-
sioaeiro. Voc obrigado a partir ; nio
pode matar a Maximiliano sem renunciar
a toda a probabilidade de ser bem succe-
dido. Veuho offerecer-lbe este meio.
Vejamos cate meio !
Carmen diase maito leotamente :
Ouja-me. Antes de partir, voc.vai
dirigir ao Sr. Arband, em Melbourne, em
casa dos Srs. Whatson & C, urna propos-
ta de composijao, pagando elle dous mi-
lboaa. Bem entendido, e com Lewis Jubb
aer.' que voc ter de transigir, o ha de indicar
Ned Hobson como seu procurador. O dou-
tor nao conhece o seu tenente. Feito isto,
voc ha de entregarme o prisioneiro. Ao
amanhecer, eu o levarei commigo para o
navio do seu fiel Harry. Seguiremos pela
costa at Melbourne, onde o seu yacht es-
t fundeado no ancoradouro de Williatns-
twon. Nao ser dificil transportar o seu
priaioneiro, o depoia o yacht o levar at
sqa cidade des;onhecida, a sua morada
encantada de Ora Linga.
O pirata bateu palmas.
Bravo 1 o romance sobarbo, minha
qaerida Carmen !
E com certa tristeza pergantou :
E voc ? quo pretende fazer ?
A beapanhola sorrio.
Eu ? eu serei feliz, feliz por seu in-
termedio, Jos, nao terei eu cumprido a
minha tarefa, completando o mea sonbo t
Viverei e morrere jnnto delle.
Dna8 grandes lagrimas entao tremern)
nos seas grandes cilios negros.
Se mea pai perguntar por mim, diga-
lhe que raorri, amando-o de toda a minha
alma, lamentando nao poder arri nal-o na
sua velhiee.
Laronza deu alguns passos no quarto, de
cabeja baixa e maos atrax das costas.
Muditava. De vez em quando os seus
labios deixavam passar um som ; Impos
sivel 1 Lououra 1 Acabou por parar em
frente moja.
I
conceder
isso, quan
da
E se eu lhe
executar o s^u plauo 'i
J lhe disse : Ao amanhecer.
Pensa entao convencer assim ura ho
mem como o doutor ? Ignora que aiuda ha
pouco, defendendo-se, ell; matou me dous
homens e estropiou terceiro, James, um
hrcules.
Eu nao sou um hrcules. Sou urna
mulher que o ama e a quem elle corneja a
amar.
Bom. Por que quer que eu lhe di-
rija a carta ca3a do Sr. Whataon ?
Nao comprehende ? Se Maximiliano
desapparecer, a sua carta o poe ao abrigo
de toda a auspeita. Em todo o caao dis-
por os herdeiros do doutor, sua irmil, por
exemplo, a entrar em urna accommodajao
cora voc.
Laronza lanjou-lhe um olhar cheio d
adrairajao.
Voc ama mulher de truz, Carmen.
Eu vou ter ciumea do doutor.
Qual disse ella jubilosa, voc ter
tantas oecasioes de esquecer-me !
Ella estava pensando que cumpria apro
veitar a boa disposijo em que estava o
bandido.
Vamos Est dito ? Eu o sirvo e
voc me serve.
Elle tomou o ar de um homem que brus
camente se resolve.
- B^rn. J que voc assim o quer !
Mas o pirata lembrava se que Ned Hob-
son ae encarregaria inconscientemente da
txecujSo.
EntSo, disse ella com vivacidade, nao
temos tempo a perder para faaer os ltimos
preparativos.
r (Continuarseha)
Tvr. *> Diario roa Dwi de Carias n. 42.

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