Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17957


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Full Text
ASNO lllll J0I1IJI0 M
A CAPITAL E LIBARES OSDE MAO SK PAC!A PORTE
.......... 6,0000
, ......... IstfOOO
.......... 230000
PARA
Por tres mezes adianados
Por seis ditos dem. .
Por um anno dem.

Cada numero avuleo, do mesrno dis.
100
26 DE Mi DE 1887
PARA DEITRO PORA DA PROVIKI4
Por seis meses adiantados.............,
Por nove ditos idem...............
Por um anuo idem................
Cada numero avulao, de das anteriores........
NAMBUG
1305OG
20,5000
270100
0100
proprfrai* U laiwel flurira br Jara & Styos
Os Srs. Amoile 'riaee A C
ie Pars, 9*1* os nossos agentes
exclu i vos de annunelos e pu-
blieacoen ua Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMMAS
ssawo mmvm co diasic
0
RIO DE JANEIRO, 25 de Junho,
1 hrr e 50 minutos da tarde. (Recebido
s 2 horas e 45 minutos, pelo cabo subma-
rino )-
\<> Senado fol boje approvado'em
*. dicuMo o projecto de lei coace-
dendo Uceara para S. M. o Impera-
dor .aiiir do Imperio.
Fol (ambem approvado em 3." lis
rannao a flxacao das forran de (erra.
> a Cmara do* Depalada* nao
hoove boje m'*su,
5237150 U 3S2.C!.. SA7S
(Especial para o Diario)
LONDRES, 23 de Junho.
Conilnnam a fcMian para o Jubilen
de S. M. a ralnba Victoria.
BELGRADO, 23 de Junho.
O re Milano deve partir amanba
para Vienna no intuito de dar expli-
cando* ao governo austro-hngaro
obre a simara., da Servia creada
pelo novo mlniaterlo.
LONDRES, 23 de Junho.
O (libo primognito de S. A. o prin-
cipe de Cianea partir prximamen-
te para a Irlanda
ROMA, 24 de Junho.
Mr Depreda. preidente doVonoe-
elbo do minlMtroii acha-ae grave-
mente enfermo.
MADRID, 24 de Junho.
A Cmara do Depatadon adoptou
o projecto do orramento aprenenta-
do pelo governo.
PARS, 25 de Junho.
Mr. IV viral fol rlrilo |> res iit < n le da
commitsao do orramento da Cma-
ra dot Depatadon.
BERLIM, 25 de Junho.
Ogovernoallrmao deve ronirariar
brevemente um empreslimo nacio-
nal de cem mllliri de mareos.
RIO DE JANEIRO, 25 de Junho, s 5
boras e 15 minutos da tarde.
0 Senado vilnu em a dlacnaso o
projecto de le concedendo llcenca
S. M. o Imperador.
SANTIAGO DO CHILE, 25 de Junho.
O presidente da repblica conflou
ao Sr. Anniba Zamartu a mlssao da
formar um nevo ministerio.
PARS, 25 de Junho.
Na Cmara dos Depatados conti-
na a discussAo do projecto de le
sobre o servlco militar.
ROMA, 25 de Junho.
r. Depretts arha se melbor.
Agencia Havas, filial em Pernambuoo,
25 de Junho de 1887.
IHSTRUCGAO POPULAR
BIOLOGA
(Extrahido)
DA BIBUOTHKCA DO POVO E DAS ESCOLAS
IMRWHISM
Cnt nuarao )
Foi entao que observou os resultados da selec-
cao artificial, oo. creaclo das racas ; a laso ; con-
juntamente com os seos estados geolog coa que
Iba davam a conbecer a successio daa formas vi-
vas na serie histrica dos terrenos, aasim como a
lei tora do livro de Mal t has sobra a populaeao, fise-
ram-lbe comprehender a evoluco dos organismos
na sus vasta complezidade.
Quando o homcm pretende crar urna raca nova,
em que se acceutue urna dada qualidade,proce-
de, escolbendo cuidadosamente os aigimaes que
possuem a qualidade requerida no mais elevado
grao, e promovendo a sua reproduceo.
Em virtude da lei da beranca, que j estabele-
cemos,aquella qualidade fiza-se e toma um des-
envolvimento crescente, na progenitura.
D-se asBim urna verdadeira eseolha (em ltiro
eelectlo,donde vem a palavra seleceo, emprega-
da pelo daiwinismo).
O he mera d s especies e validados urna direc-
(o n'um determinado sentido simplesmente movi-
do pelo desejo de adquirir urna utilidade ou pelo
simples capricho.
Citemos um ezemplo.
No seculo XVIII, todas as las puras eram pro-
venientes de Hesjanba.
Daubenton ioi encarregado da crear ragas de
carneires franceses, que tivessem l to boa como
a dos merinos bespanhoes.
Para esse fim Daubeton acasalou carneiro do
Roussillon com ovelhas de Borg- nha.
Os carneiros do Roussillon tinbam la com seis
pollegadas de comprido ; e asovelbas de Borgoi,ha
li de tres pollegadas.
Os filhos resoltantes daquelle acasalamento apre-
sentaram ua primeira geraco l de cinco polle-
gadas.
Continuando a acasalar para reproduceo os in
dividuos que apresentavam maior comprimento de
l, Daubenton ebegou a obter no fim de sete ou
oito gerscoes, l cem vinte e duas pollegadas de
comprimento, caracterstico da l de Hespanba.
Do mesmo modo se obteve logo nos primeiros
cruzamentcs a finura e pureza que se notam na l
das racas bespanboias.
O que vemos que o bomem modela a sen gosto
como se fosse argila plstica, a dieposieo dos or-
ganismos.
Da modificacio das plantas, temos iguamente, o
eiemplo constante, doante de nos, as variedades
sempre multiplicadas dos jardins.
Os pombos, especie em que Darvriu f.z os seus
memoraveis estudos para determinar estas leis da
seleceo e da adaptacao, apresentam um numero
enorme de variedades separadas por differencas
protundas.
Um distincto cultivador inglez, Joo Sebright,
promptiticava-se a dar, em tres annos, urna modi-
fieaco indicada]nas pennas,e, em seis, urna mo-
dificado a forma do oico ou da cabeea.
Vejamos quaes sao ao propriedades naturaes do
organismo, que utilisadas pelo cultivador, do estes
resultados de transformado das especies
J vimos, em outro lugar, quaes ellas eram.
Urupam se fundamentalmente as dasignaces de
bereditariedade e adaptacao.
Todos os seres existentes se uob mostrara defe-
rentes, ainda que pouco sensivelmente o sejam ; e
todos se apresentam tamben), como sabemos, sus-
ceptiveis de reagirem contra as accoes do meie,
isto de lomarem modificaces de forma e de func-
ionalismo, taes que consigam estabelecer o justo
e necessario equilibrio entre os movimentes vitaos
do ser, e os movimentos diversos do meio am-
biente.
Continua
?ARTE OFFIGlfli
Governo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 23 DE
JCNHO DE 1887
Eugenio Lauro Maciel Monteiro. Re-
mettido ao Sr. uiz de paz da parochia de
Nossa Senhora da Saude do P090 da Pa-
nella pata que cumpra o despacho desta
presidencia, em provimonto recurso
cootra a deliberarlo di cmara Municipal
do Recife, ou d os motivos da sua re-
cusa.
Felippe Cavi-leante de Albuquarpue.
Junte c suppcante certidao de liquidado
do tefepo effect'vo de eervijo, feito pelo
Thesouro Provincial.
Francisao Furtado de Mendoza.Infor-
me o Sr. io8pector do Thesouro Provin-
.ial.
Ignacio Paz de Barros Correia.In-
.rrae o Sr. commandaote superior da guar-
da nacional da Comarca do Brejo.
Jos Nicodemo8 Pontes.J foi defe-
rido.
Joo Luiz.Deferido com officio de
hoje ao brigadeiro commandante das ar-
mas.
Secretaria da Presidencia de Pernara-
buco, 25 de Junho de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Repartirn da Polica
2* 8ec$3o.N 567.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 25 de Junho de 1887.
Illm. e Eam. Sr. -Participo a V. Exc
que ioram recolhidos Casa deDeten-
c&o os seguintea individuos :
No dia '':
A' oraem do subdelegado do 1 districto de S.
Job Antonio Agustinbo da Silva, pjr embriagues
e disturbios,
A' ordem do do f districto de Baa-Vista Ma-
noel Vctor Meirellea por disturbios.
No aia 24:
A' miaba ordem Maooel Francisco dos Reis por
embriaguez.
A' ordem do Dr. delegado do i" districto da ca-
pital Jos Marcolino l'aes Harreto, Benedicto Jos
Alves e Joo Alezanlrino Baptista par disturbios.
A' ordem do subdelegado do 1 districto da
Grava Frauceliua Mana da Costa, por embriaguez
e disturbios.
A' ordem do de Belem Severino de tal, por dia-
tar bios.
Aote-hontecD por volta de duas boras da 11 a-
drugad, os ladros penetraram poi mei > de arrom -
bamento no estabelecimento de molbadea sito a
ra do Puysan. u. 33 do 1* districto da Boa
Vista e perieoceute a Francisco Jos da Silva
Braga, que com aua familia mura nos fondos do
inetuio eatttbeieeimento. Presentmdo Braga, que
hvia geute em sea estabelecimento, armou-sd de
um revolver e foi ao encontr dos ladroes, que
prvcuraram desarmal-o e conarguindu evadiram-be
ticaudo Braga levemente ferido ; nao conseguindo
estes apoderaren!-se da censa alguna do tatabe-
leciuieutu, onde dfixaram apenas cumo pivva do
erime um eccop.o e um Irada
O uodei.gadu respectivo trmou eonheeiraonto
do tacto, fu proceder a cumpetcnte vittona e di -
ngeuoia capturar oa criminosos.
Houum a mrio dia Joa Narciso Tavarea, mo-
rador na ra nova de banta Rita indo lavar um
boi oa respectiva praia acompanbado de um filbo
menor de u. me Jue acontec u eair esto em um
p>ro duqoal s6 a multo eusto foi tir.. lo e em tal
estado qu talieceu momentos depois, u> obstante
oa aocurros mdicos que Ibe toram despernados.
O subdelegado respectivo proceden nos termos
da lei.
A>nda hontem as 9 horas da noite no pateo do
Terco varios individuos por motivos que as ignora
travaram-se de razos dos quaes resultaran) feri-
ni en i: a nos de nomes Antonio Gualbert < Gomes,
conhecido por veia azul, Libiuio J do Sant'Anna
e Manoel Ignacio dos Santos, sendo estes preso i o
evadindo-se os demais que corrprnliain o grupo.
Eise Libanio Jo3 de Cant'Anna foi a pouco
absulvido no jury por crime de ferimentos prati-
cados no mesmo veia azul.
O subdelegado do 1 districto da freguezia de
S. Joa tomou conhecimento do facto, e procede a
respeito nos termos da lei.
Deus guarde a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. chefe
de polica, Antonio Domingos Pinto
DIARIO DE PERMMBCO
RECIFE, 26 DE JUNHO DE 1887
Xaurraglo do Plrapama
Em sua ultima edieco, tratando ainda o Jor-
nal dcste Hsaumpto, nada adiantou ao muito, que
j anteriormente cscrceu.
Parecen ao conten pora neo que nos contrariava
a sua conducta na imprensa acerca do naufragio;
puro engao, seno vaidade, qual a de suppor o
Jornal que os seus conculos sobre este as-
sumpto nos tem impressionado e angariado em seu
favor sectarios na opinio publica.
Em lugar de pezar-nos, a condacta do contem-
porneo, tem-nos recreado : pois que uo com
mum na imprensa to ingente esforco, como o que
tem desenvolvido, em negar evidencia e susten-
tar o impossivel.
Se este o dever que a imprensa indepen-
den t" impoe ao Jornal, desde j declaramos,
que nao queremos ser assim independentes.
A imprensa, que independente da verdade,
nao invi jvel.
Desde que o Jornal a deu a primeira noticia
acerca do Pirapama, deixou-se envolver n'um
emmaranbado circulo, do qual nao tem conseguido
sabir airosamente apesar da sua habilidade.
Obstinou-se em considerar verdicas as infjrma-
coes, que nao sabemos quem lhe furnaceu e d'a*
o divorciar-sc da verdade em todo este negocio do
Pirapama.
Aseegurou que fra necessario cortar seis ps
da raastreaco do patacho, guando nem urna polle-
gada foi cortada.
Affirmou que a construeco do Pirapama >
era m quando todos os profissionaes dizem que era
boa.
A cases profissionaes o Jornal deu patente
de ineptos para poder cohonestar sua afiirmaeo !
Iosinuou, que vinte menores tinham suecumbido
fome, peste e trabalhos de bordo, qusndo ne-
nbum tinba ainda perecido.
Attribuio a S. Exc. o presidente da provincia,
a ordem de seguir o patacho paro as Rocas e en-
tretanto o presidente apenas teve conhecimento de-
que o minibtro da marinba havia tomado tal reso-
lueo por communicacao do honrado inspector do
Arsenal.
Suspeitou da exactido de informaces officiaes
sem motivo plausivel.
Atacou rudemeute um levado funccionario
publico sem provas, apenas por meras conjecturasl
Em busca de um responsavel pelo naufragio, ora
attribue toda responsabilidada ao Sr. Dr. Pedro
Vicente, ora ao inspector do Arsenal e outras ve-
ces ao lu tenente Rubim.
Quanto a este ofcial ora chama-o de inepto, ora
diz que nao o aecusou.
^Emfim as consideracesdo Jornal sao, cemo
se v, to contradictorias, que se destrem urnas
s outras.
Todo erro do contemporneo consisti em acei-
tar, manter e assegurar factos de que nao tinha
conhecimento-
Em tempo o aviaamos do caminbo errado, que
levava ; tudo foi intil, obstinou-se e ebegou at
responsabilisar o Sr. Dr. Pedro Vicente pela cir-
cumstancia de nao ter sido feliz o laucamente do
patacho em 5883 e ainda pelo phsntasiado facto
de ter sido cortada a mastreaco do Pirapama.
Abyasns abyssum invocat.
Combatido com provas, com documentos offi-
ciaes e com o parecer de habis profissionaes, vio-
se o Jornal na imposBibilidade de maater-se no
logar, que disse pertencer-lhe na mprensa inde-
pendente, e lancou mo de um desesperado re-
curso.
Fez-se de ceg, que nao quer vr, e negou
tudo.
Foi ainda alm.
Provamos com documentes que a construeco
do patacho era boa, e o Jornal, como se os seus
leitores nao fossem em grande parte os meemos
que nos leem, aseegmou que haviamos affirmado
ser m esa construeco !
Isto nao serio, ou ento prova provada da
sem razo do Jornal.
ltimamente, coma grande senado, citou em seu
favor a ordem do qu-rtel general para qne o
Almirante Barroso fosse procurar o Baha,
que se demorn em chegar Santa Catharma.
Se o Jornal tivesie refluctido, veria que nao
ha simile entre o caso do Pirapama e o do Ba-
ha.
Este um vapor e aquello um navio de vela;
um vap t pode ter dia marcado para chegar a um
porto e, nao chegando no praso marcado, ista in-
dica haver acontecido alguma cousa. Com um
navio de vela nao se d a mesmo.
O quartel general devia mandar em busca do
Babia ; 8. Exc. o presidente da provincia, se
procedesse do mesmo modo em relsco ao patacho,
exorbitava e nao tinha ento defesa alguma.
Nao aproveita ao Jornal o facto invocado.
Por mais que o contemporneo desejasse mos-
trar a responsablidade de S. Exc. o presidente da
provincia e do inspector do Arsenal, ainda nao
poode conseguil-o e o proprie Jornal, que re-
conbece a sua falsa pcsico, quando promette
faaer a las aobre esee negocio. .
Se a luz nao foi feita ainda, como pretende o
contemporoneo ver claro para aecusar esses cava-
lheirose
Faca-se a luz, como prcmetteu e entio melhor
informado volte ao assumpto.
O immediato do navio naufragiao refere qual.
c comandante Robim fieou em estado desespera- ??^Jv^Ja J V"? ^^^ *
dor, e quo o navio havia partido a pro ,, mea. \ ** V,daJ de 01,T?ra F^'". commandante
cando granda perico a mastreaco. f* "-iT ,'" Pre"d,,es J"eiroii da pro
S. Exc. o Sr. presidente da provincia fez se- l Z?*" M f, 7 ^rt0-F"
guir immediatamente urna barcada frecUd, con- J 1 ? X 5-* "? """f de M,f J5r
duzindo alguns vveres e roupa para a nufragos, tJ^ZZ\L,TT,'n teneDteeotooel Pr
os quaes consta acharem-ae na, 8eguinl3 tambem XedeS Rodr,gue3 dos !sant03-
Noticias do !\'ortC J Jo lugar do sinistro 22 leguas, transmitto.nos esta. cemifer0 blico a ]() Tfa(,odoro Sodr
Damosabaixo a resenha das ma.3 importantes a'0r(?8^'a- e o major Mariano deSouza Falca,: a 14 D. Err
noticias do norte, do quo fji portador o paquete
nacional Afanaos, chegado ante-hontem e que se
guio para os do sul hontem tarde.
Sob a rubrica Interior publicamos a carta do
nosso correspondente do Natal.
Amazona*
Datas at 11 de Junho :
Continnava a funezionar a Assembla Provin-
cial.
Segundo affirma o Commercio do Vara, tem
af parecido no alto Pura e seas i.ifl lentes urna
molestia caracterisada por febres e manchas ne-
grus, j tendo frito algumas victimas.
Oa atacados della raramente escapam.
Desconfism ser varila de mo carcter ou pes-
te negra.
Pelo grande :\ccrescimo de emigrantes qie
tmaffluido ltimamente para o Acre, no P'irs,
nota-se n'esse rio rande fal'a de poneros alunen
ticios.
A bordo do vapor Santarem, na sua ultima
vigem ao alto Purs, Manoel Felicio Maciel fra
victima de tres tiros de revolver que disparara
um individuo.
Os indios Parintintins atacaram o lugar Ca-
luma, de p.-epriedade de O. Raman Roque, no rio
Madeira.
Os indios assassinaram a urna bespaohola de
neme Isabel. A tiro de rifle cnseguio um boli-
viano matar a tres indios.
Do Ituxy veio preso para Lebrpa o indivi-
duo de nome Manoel Ferreira do Nascimento que,
em brincadera, disparara urna espingarda ferindo
gravemente a Pedro Quinto.
Fallecen em Pantins, Alipio Teixeira, ama-
nuense da Cmara Municipal de Mandos.
Para
Datas at 16 de Junho :
Fra nomeado em Io, lente da cadeira de re-
tborica do Lyceu Paraense, o Dr. Joo Jos de
Siqueira Mendes.
Em urna correspondencia de Gurupa l-se
o seguinte :
" A Cmara Municipal contractou com o Exm.
Sr. Baro de Gurupa a construeco do seu novo
paco, cuja planta foi levantada pelo Sr. engenhei-
ro Moora, sendo oreada a abra em pjuco mais de
35:000*t.
Pela lei das cmaras estautonsada essa des-
peza, e por sso aquella reparticao j pedio pre-
sidencia a approvacao do contracto.
J urna cmara rica !
Em honra memoria do majar Jos Joa-
quim de L'ma e no intuito de solemnisar a pr-
senos do juz de orphos na fazenda s. Jos, a
viuva D. Margarida F. Pinto de Lima, sua digna
filha D. Mara Amelia de Liria Neves e seu genro
Pedro C. CavaMero, libcrtaram sem onus e condi-
o, os escravisades Tobas de 27 annos e Ameri-
co, em fuga, com 23 annos.
A beriberi continuava a fazer victimas, as-
sim como a varala.
Falleceram na capital : a 10 Joo Fianciseo
Gomes Pratiqueira, empregado da secretaria da
Assembla Provincial, tendo os seus collegas de
repartico resol vido em demonstraco de pezar,
tomar luto por oito dias e fazer-lhes o enterro
vista de seu estado precario, sendo secundados
neste empenho pela sociedade beneficente Meeha-
nica Paraense; e no dia 12, Caetano Feliciano
Pinto Guimares, filho do finado Baro de San-
tarem ; e em Camet o commendador Sebastio
de Barros, all rico negociante.
O Correio Geral rendeu durante o mez de
Maio ultimo 5:012l44.
No meamo periodo emittio saques para dentro
do imperio na importancia de 12:709^450 e para
Portugal na importancia de 2:070^540.
Xaranho
Datas at 16 de Junho :
Diz o Paiz que fra exonerada do oargo de ge
rente da Cempanhia Ferro Carril o major Jos
Mariano Soarea.
Plaubv
Datas ate 3 de Juubu .
A Reforma, nica folha que recebemos d entre
outras as seguintes noticias :
Que ltimamente, tm urna novena, o Revm. co-
neg Honorio Jos Saraiva, do pulpito lhe passa-
ra urna desaniadeira;
Que no dia 26 do passado apresentou-se ao Dr.
juiz de direito de Oeiras, Militans, escrava do
mujor Ricardo Rodrigues de Souza Martins, sur
rada e trazendo ao pescoco urna correte de ferro
do peso de 25 libraa ; sendo a infeliz remetida ao
promotor publico da comarca que requerea o cor
po de d.licto perante o respectivo juiz municipal,
cerpo de delicto que tem de ser remettido para
Picos, lugar do delicto ;
Que fallecra en. 14 do passado, em Picos, o te-
nente Manoel Ignacio do Reg, com 60 anuas de
idade.
Ceara
Datas at 10 de Juuho :
Lemos na Gazeta do Norte de 11 :
A somma em caixa do Tnesouro Provincial,
que passou a cargo do Sr. coronel Paiv, tbesou-
rero, no dia 10 deate mez fui 142:369^005, em
mceda.
Effectuada a remiaso da divida por apolices,
j ordenada, deve esta ficar reduzida a 88 contos
e para baixar a esta cifra, ser boje de mister
apenas tirar daquelle deposita cerca de 28 can-
tas.
A divida uctuante desappareceu, estando em
dia a fazenda provincial, cujos papis, na admi-
nistrado Calmon, tinham baixado a 75 %e nao
achavam mercado.
Tem sido muito rigoroso o invern no inte-
rior da provincia.
As ras da cidade de Lavras foram inundadas
com a enchente do rio Salgado, sendo mutos mo
radores obrigados a abandonar suas casas.
__ No dia 15 acbava-se o Sr. pharmaceotico
Joo Lourenco, na pharmacia Albano, ra da
Bua-Vista, preparando massa fulminante, aconte-
cen fazer eiploso urna das tubotancias com que
elle trabalbava, arrebentando se o vidro que a
continha, e cujos estilbacos foram empregar-se-
Ihe no peito.
Medicado a tempo pelos Dra. Metton e J. Stu-
dart o estimavel cavalheiro est felizmente fora
de perigo.
Dis a Constituico de 19 :
Quarta-feira prxima, no porte de Natal, te-
r embarque no vpr Pernambucano todo o ma-
terial a einpregar se no pedestal do monumento
Tiburcio. Tambem tomar passag>m alli o babll
artista, Sr. k ner, encarregado deese trabalho.
E' de louvar o procedimento da Companhia
Pornambueana de navegaco a vapor, que autori-
sou o transporte gratuito de todo aquelle mate
rial.
No dia 16 di'ate, pelas 7 horas da noite, fal-
lecen na capital Luiz Carlos de Castro e Alencur,
residente no Pio-Neno, da provincia do Piauby,
tendo ido ao Cear cuinprir seas deveres de com-
merciante honrado que era
No da que devia regressar casa fra acco n-*
nv-ttido d'uma t bre maligna, que zomb a dos re-
cursos da seiencia e dos cuidados dos amigos.
Era casado, tinha 32 annos de idade, e alm da
vluva deixa em completa pobreza tres filhinbos.
Hio Brande do Marte
Datva at 22 de Juub >
__ Lemos uo Correio de Natal de 20 o seguinte
sobre o naufragiu do patacho Pirapama :
Consta que naufragara no dia 16 do correte,
na altura da Urca do Miuhoto, ao bul de Maco,
o patacho Pirapama, que andava em viagem de
intruccao.
Teiegramma recebido s 2 horas e meia da
tarde de 19, pela estaco de Angicos, que dista
o capito do porto e gente da capitana para pres
tarem os soecorros devidos.
Para Maco foram igualmente expedidas or-
den* no sentido de tomarem se d'alli algumas pro
videncias e de sarem enviados recursos.
Ao costeiro, esperado do norte, orienouee
que recebesse em seu bordo oa nufragos, que, por
ventura alli bouverem aportado, e quo procuraste
avistar a embarcacj naufragada, afim do prea-
tar-lhes os .socorros que, n'aquella crcumatancaa,
eativesaem ao seu alcance e toaae.n reclamados.
" O capito do porto recebeu ordem para arre-
cadar os livros, armamento e mais objectos que
foasem encontrados, afim de nao tcarem alli aban-
donados.
No numero seguinte completar -m> esta triste
noticia, conforme as informacoes subaequentes que
uoa forem ministradas.
Por acetos de 7 e 17 do correte foram no
meados promotor publico do Ap dy o bacharel
Aprigio Augusto Ferreira Chaves e removido da
comarca do Sendo para a de Mossor a pedido, o
bacharel Feliu Jayme Fernaudes Barros.
Em sesso da junta da fazenda da thesoura-
ria geral de 16 do corrate, resolveu -89 a nomea-
co de Cesario Feraandes de Oliveira para servir
0 cargo de collector dos municipios do Caraubas
e Triumpho, sendo designado o 2o escriptur-rio
d'aquella repartico JoaquimlPeregnno da Rocha
Fagundes para seguir em commisao cidade da
1 upeatriz, afim de tomar conta da respectiva col-
iectoria.
Por despacho do Dr. chefe do polica da
proviucia de 15 do correte, foi, a pedido exone-
rado do lugar do carceroiro da cadeia da cidade
da Imperatriz, Alfrelo de Souza Lemos, e nomea-
do para substituil o o cidaJo Honorio de Souza
Lemos.
Por acto de 8 do corrente foi exonerado, sob
proposta do inspector do Thesouro Provincial, o
cidado Joo Francisco Uuhoa e C ata do cargo
de collector de renda provinciaes de Sant'A'ina do
Matt-os e nomeado para subatituil-o Francisco
Pedro Rodrigues de Mello, marcando-se Ibo o praso
de 90 dias para a prestac > da competente flanea.
No lugar Mumbaca do termo da Imperatriz,
no dia 26 de Maio ultimo, foi brbaramente as-
sassioado, com 15 facadas, o infeliz de nome Tito
de tal, alli morador a natural de S. Sebastio de
Mossor pelo individuo de come Sabino de tal,
que cosseguio por se em fuga, nao podendo ser al-
canzado pelo forca que o perseguio.
A autoridade local, tomando conhecimento do
facto, procedeu ao corpo de delicto, tratando era
seguida da organisaeo do inquerito policial, para
se formar culpa ao criminoso, que, segundo cons-
ta, fra homisiar-se no territorio da provincia da
Parahyba.
Lemos na Liberdade de 8 :
A 29 do mes passado chegaram no paquete
brazileiro do sul a esta cidade dous ministros da
Igreja evangelista, sendo un norte-americano e
outro brasileiro.
Os reverendos a quem o povo cbamou logo Ca-
pul Virdes, sem duvida para Jiatinguiloa dos sa-
cerdotes da Igreja romanaque aa ten pretas ,
esto fasendo a propaganda de aua doutrina por
meio de conferencias publicas no Tneatro Santa
Cruz. Muita g-nte, de todas as classes, inclusive
mulberes, tem ido ouvil-os ; mas, ao que parece,
sem compunc(o alguma, do mesmo modo por que
ali iriam assistir premiere de um drama ou ex-
bibif o de urna artista nova e attrabente.
E' que j l foi o tempo das missoes. Hoje
qualquer explica os Evangelhos como bem entande.
e aoceita a sua philosophia como o melhor lhe
apras ; nao sao precisos os explicadores revestidos
do c.rt postm-al, Higtrbuiudo folbetos de ver-
sos sagrados, contas e bentinbos, atemorisaodu o
mundo comj castigas tremendos, e apregoando
Deus como um ente vingativo e rancoroso.
O Revm. vigario da treguozia por sua vez,
na respectiva matriz, vai aconselhando s suas
ovelhas que fujam dos evangelistas, que a sua
doutrina maldita, que elles sao enviados de es-
taar, inconoclastas da verdadeira f catbolica.
t E todos tres fallam ao povo em nome de Je-
ss Chriato ; e a todos tres ouve o povo tambem
em nome do mesmo Senhor. Antea assim, do que
as lutas desagradaveis e tristes, inditas vezes
levantadas pelo fanatismo religioso.
Tinham sido capturados diversos criminosos.
Na madrugada de 7 de Maio prximo fiado
falleceu repentinamente em seu sitio Volta, do
termo da cidade do Jardiui, na idade de 46 an-
nos, o prestmoso cidado Deodato Agripino de
liveira e Aezevedo,irmo do coronel Manoel
Ildefonso.
A 23 do mesmo mez falleceu no siiio Zangare-
Iha, da mesma cidade do Jar Jim Antonio Ferreira
de Azevedo, pai de numero a familia, a quem le-
gou seu nome honrado someute.
Por teiegramma da cidade de Mossor, consta-
va haver fallecido o nosso dedicado amigo Clo-
mentino Nunes dos Reis, profesaor de primeiraa
lettras da villa do Pat.
De 30 de Marca d^- 1886 a 30 de Marco do
corrente anno foram matriculados na provincia
3,169 escravos em virtude da lei de 28 de Setem-
bro de 1885.
Ainda nao recebemos, diz a Liberdade, dados
relativamente matricula do municipio do Trium-
pho.
Oa municipios de Mossor e Caraubas esto
libertos.
Parahyba
Datas at 23 de Junho.
Lemos do Mtnitor de 21 :
Os empregados da secretaria de polica, que-
reodo dar urna prova de estima e consideraco,
que merecidamente votam ao seu digno chefe de
pulicia, o oosao distiocto amigo Sr. Dr. Candido
Valeriano da Silva Freir, resolveram tomar luto
pesado por oito dias, os quaes terminara hoje,
pelo talecimento de sua moito presada e estreme-
cida uii, a Exma. Sra. D Anna Candida da Silva
Freir, lamentav. I acopteeimento que den-se na
cidade do Recife no "dia 14 do corrente mez.
Nao pod mos deixar de louvar to justo pro-
cedlaento, que muito hoora os autores d'elle.
- Por acto de 15 do vigente, o Exm. Sr. presi-
denta da provincia recooduzo o commendador
Silvino Elvidio Carneiro da Cunba no cargo de
provedor da Santa Casa de Mioericordia durante
o anno compromisa! de 1887 .. 1888.
Notie* o seguinte o Despertador de 22 :
Um grupo de salteado es invadi a povoacao
de S. Jos de Piranbas, pertenceute comarca de
Cajazeiras, causando grandes prejuizos aos lavra-
doral e feriado diversas pes8oas_
Consta que falieceu no cuflicto o lufeln Jos
Mara.
O Dr.juz de direito da coasarea, nosso dis
tinelo amV. Dr- O'OCalo Botto, telegraphou
inmediatamente para esta capital, pedindo provi-
dencias.
Pessoa fidedigna infurmou-nos que 0 Um.
Sr. Dr. Geminiauo Gea, tomando na devida con-
sideraco o t Ie;rajima do integro magistrado,
j est dando as providencias que o caso ge-
__ O Revm. padre Firmioo genalano de Fi-
gueiredo, capella da Santa Casa de Misericordia
desta cidade, acaba de libertar ae duas nicas es
cravas que (.osaua, n ,n
Tinham fallecido : na capital, a9, Jos Gomes
Jardim da Fonseca, administrador aposentado do
noticias da Europa
Eis a resenh i das mais importantes noticias tra
sidas pelo paquete inglez Nwa. e que adiantam 6
das de Lisboa a de que fora portador o vapor
francez Vi'le de Pernambuco.
Portugal
Datas at 13 de Junho.
Sob a rubrica Exterior publicamos na sec-
cao competente a carta do noaso correapondent--
de Liaboa.
Ili-spani;i
O aupracitalo correspondente eicreveu-noa c
seguinte aobr: este reino :
No parlamento h spanhil, os deputados cbi-
cos apresentaram urna proposfa de lei, concedendo
liberdade de commercio entre a Hesp uiha e as
suas colunias da America e da Oeeania.
O eouselho de Estado do viaiuho reino a provou
a creaeo de urna soeiedad especial para a aJm
nistraco do novo r.'gimen de tabacos.
Foi logo constituida a commiaso parlamenta!
que ha de adjudicar o concurso do arrendamento
As oerradeiras noticias do como concurrentes
o Banco de Heapanha, o Mrquez del Campo, .
ex-ministro Carvajal, rep.-esentaudo varias casa
estrangeiras, e um ou dous banqueiroa ctala- s.
O principe Valeri eonta no Figuro de 7 de
Junho a viagem de D. (/irlos de Hourbon Ame-
rica.
D. Carlos estava no dia 8 Je Maio na Jamaica
Tinha visitado a ilha Barbadoa da qual Ibe f z i-
houraa o capito commandante do forte, um re:
insulano.
Deaembarcou tambem em Jacme-, no Hait.
Depois de se retirar da Jamaii.a i.-ia a Coico,
onde visitara os trabalhos do canfcl d-: Panam, e
depois s repblicas do sul e ao Bns'l.
No Rio de Janeiro embarcar para regressar -.
Europa.
Quer percorrer todos os reinos transatlntico;
de Carlos V.
E' aiompanbado pelos Condes de Melgar e
Ayomtz e po Dr. Couei.
Diz um despacho de Manila, quo o governador
bespauhol do arcbipelago de Lulu, frente de H)ii
homens, apoderou-se da formidavel fortificaco Ja
Iba de Z ipula, que era o d-rradeiro baluarte dos
Insurrectos. No combate fieou irort i o chefe da
rebellio. Aa perdas das torcas hespauh fias So
aenaiveia \ ilha est j submettida ao sulto vas
sallo d: lies; anh :. A es ju adra hespanhola en
tribuio muito para o bem xito da operacao.
A imprenaa o;cupa-ae de noticias que fazer:
rjceiar que o destacamento h- spanhol em Rio de
Oro seja atacado pelos kibilan
Falleceu em Madrid, victima de urna longa o pt
non -iil-i.-ya'o mental o antigo ccllaborador -:
Correo e dietincto escriptor, D. Miguel Lerena.
Eatava em tratameoto na casa de stle do Dr
Ezquerdo.
Deixa viuva e urna filln em ma circumatancias
Parece que se tra'a de uia subscripcao em bem t
ci das pobres senhorae.
Ha dias foi inaugurada em Madrid a exposicao
de plantas e ti -rea, situada nos jardins que rod m
a Montanha Hussa. no Parque do R.-tiro. Este se
to foi h mrado pela presenc^ de sua alteza a in-
fanta D. Isabel, chegada expressamente de Ar-
ranjuez para aasiatir a abertura e de grande nu-
mero de damas da aristocracia.
A exposicao apre>entada con tanto osar-ro,
como arte, e u'ella se manifeatem o goato do illua
trado amador do plantas e il >r.'s, Dr. Pastor y
Sandero, e a intellig.-ncia do engenheiro de Ajun
tamento, Sr. Koirig ii.'z
Entre as bellssimas fl ire3 das mais raraa, que
alli s; admirara, sao notaveis as dos Duques de
Aihu r F-rnan Xuu > as do Conde de Montar
as doa Srs. Alistar Locina (de Santander); as do
Ajuutain nt > e Instituto Agrcola de Midrid, e fi-
nalmente as dos Srs. Garca (D. Julin e D. I iin
Pastor y Sandero, Moro, Andrade, p Sane-hez.
Por iniciativa do Sr. Romero Rooledo foi aberta
urna subscripcao no Circulo Reformista, afim i-.
alliviar as desgracas oecorridas em Paria, causa-
das pelo incendio do theatro da Opera Cmica
Aque4e atode beneficencia corresponde gene-
rosidade em auxilio das victimas das tristes inun
dacoes de Murcia.
Tendo-ee fixado o mximo da quantia aubacrip'a
por cada p3asoa tm 5 pesetas, ligo mais de mil fo-
ram rccebidas.
O Sr. Romero Robledo tem sido muito felicitado
pelo seu nobre pensamento, nao por peasoai de Ma-
drid, mas de Franca, enviando eatas euas felicita-
^oes por meio de telegrammaa.
Na ultima reunio celebrada pela Soeiedade de
Escriptores e Artistas to autonsado o aeu presi-
dente, Sr. Nun-s d" Are, pira aceitar, cui libra-
da mesma c por eacriptura publica, os terrenos of
ferecidos generosamente sociedade p ir varo
proprietarios cora o fim de se construir alli um
Asylo de Iuvalidosdts Lettras e das Artes.
Ci-se, que os trabalhos comecaro mraediata
mente, e sero concluidos n'um curto prazo.
Os ltimos jornues d; Malaga annunciam
que foram alii tomadas certas precaucoea miltares
El Dia diz que em alguns circuios polticos, cor-
reo o boato de que havia agitaco em algn*
pontos da provincia.
__ Em Stock >lmo as uas cmaras appravaratn
o tratado de commercio com a Hespanhi.
Afim de assistirem ao ubleu da rair.ha Vi
ctoria, chegaram uo dia 8 des te mez, tarde, a
Douvres os infantes de Hespanba D. Autonio e D
Eulalia.
Eram esperados pelo duqui de Montpenaier,
que os acompanhou a Londres. Alojaram se no
hotel Cloringe, onde permaneceriara &' 0 do
corrente. Dessa data em di-nte habitara nc
palacio Buct-ingham, como haspedes da rauha
Victoria.
Franca
A hstilidade enrgica movida principalmente
pelo partido radical francez, e p'los seus orgos
na imprensa contra 0 ministerio Ruvier, parece ir-
se pouco e pouco midifioando, tendo j algons
jornaes imp runtes, tanto do'partido radical como
da extrema esqueroa declarado, que se nao poie
razoavelm-nte coaderaiur p ir preaompco e pre-
vii-o um goveruo crganiaado era conjoncturas
graves e a quem incuiube urna ardua misso.
Salv o Intransigente a Lanttrn-i e a Jastifa, que
teem redobrado d- furor aos seua ataques ao go-
verno, toda a imprenaa fia mais ou menos da boa
vontade do Sr. tiouvier e da c.mpreh-ns) que
todo o governo deve ter do dever que lhe incumbe
a das imperiosas necesaidade em que tanto elle
como a cmara se encontr-m, que o governo hada
entrar no camiuho daa reformas e econ. mas,
bandeira uuicca que pod-- ag/reunar em torno de
si maioria nasla te pa.a o governo poder manter-
se uo exarcicio d p ider.
Seja qual lr a r aponsabilidade dos psrtidos,
e grande, em contmuadam. nte -starem promo-
vendo queda d is govnrn^s e asaim int Trompea-
do a uoidade de pensamento e aeco indispeoearri
para se podererh implantar e levar a cabo quaes
quer que sejam as reforma Qe> que nec-ssits a
Pranca, nao sera n* c njunctura actual, menor a
responsablidade do overno, se trepidarse ante
as ditficuldades que bao d suscitar-se e procurar
impedir o pensamento, ou a neoessid .de, que fes
substituir o Sr. G-biet pelo Sr. Ruvier.
Tanta a conviecu geral de que so as refor-
1 HECNH >



Diario de ernambueoDomingo 26 de Junho de 1887
mas e aa economiaa podem rennir aa boas vonta-
dea da, cmara para darem maioria ao governo e
permittirem a aua conservaco e o desempenho da
buh ardua tarefa, que o proprio Radical em termoa
eminentemente coaeiliodores, aconaelha o governo
e a cmara a qme sem perda de tempo metam mbs
4 obra, reputando isso a salvaco de urna e de
outra. .
Toda a imprensa e todos oa circuloa polticos da
Pana commeutam com vivacidade aa inteojea
attribuidaa ao novo minietro da gm o gesa-rai
Ferraz.
Com o 6o de o eoagirsaa, alguns janees tosen
chegado a tracaerever treeaes da antiajna artigas
em qne Ferrar maxfeatava aa Buaa idaa 06
seua projectoa.
Contra a espectativa geral, afnrma-seaaae) o novo
ministerio desenvolver urna grande iniciativa.
Pelo que respeita aa relacoea mternaaionaea
considerado partidario de urna poltica que coai-
tribua poderosamente para o engrandecimento da
Hespanba e da Italia.
Ci qne r influencia hespanhola deve ser nica
e exclusiva em todo o imperio de Marrocos, e que
a adheao da Italia mereca ser premiada com a
eesso de Tunis, caso a Franca tivesse lacilidade
de se apoderar de Trpoli. A Franca na frica,
basta ArgeJ.
Quauto ao Tonkin, parece que o geaeral Ferrar
partidario decidido da evacuacao mediata
daquelle territorio.
Parece mesmo qme no ultimo conselho de m:-
nistros, celebrado sob a presidencia de Grevy. aa
opinioes do presidente do conselho e do minietro
da guerra sobre aquella remota e ncommodo pos-
seaso oriental, ae encontraran), chegando a haver
ama leve altercajo entre oa doua.
Na pasta da guerra propiamente, o general
Ferraz prope-se reaiisar grandes melhoramentOB.
Est reaolviJo a augmentar immediatamente de
um modo conaideravcl, os armamentos, e a crear
quatro regimentoa de cavallana. Deseja que esta
importante arma supplante numricamente a ca-
vallaria allem.
Decidido a que todos oa franceres facam parto
do exercito, sem distuccio, combatera enrgica-
mente to as as isencoes do servijo militar.
Est tambem dispoato a estudar com attenjo
as ccndicoes da claase officiaes subalternos, para
ver de que modo poder melhorar-lhes a sita-
yO -
V-se de tudo isto que o novo ministro da guer-
ra francez um militar Ilustrado enrgico e serio,
comprehendendo perfeitamente os altos deveres do
scu carga, que se piopoe cumprir com a mxima
eouscieucia e zelo. E a Franca nao perdeu talvcz
amito em que cm que elle substituase Boulanger.
O novo ministro austero, simples, nao monta
avalles negros de crinas fluctuantes ; ao contra-
rio, aproveita amorosamente no aeu gabinete de
trabalho o tempo que o seu predecessor desperdi-
java um pouco vaidesamente, recebendo brindes
de ta*ts, pousando em milharea do ateliers.
Ao contrario do que faziam correr oa partida-
rios de Boulanger, o novo ministro da guerra fran-
cez nao e nao mandou austar a fabricacao do ul-
timo armamento decretado (carabina de repetico,
calibre 8 millimetrcs), mas at deu ordem ao di-
rector da fabrica de plvora e de_ artilhana para
que activaase a referida fabricacao.
Tambem nao exacto que o general Ferran
-.endone por de parte o projeeto de experiencias
de mobiliaajo d'um corpo de exercito, pelo con-
trario vai combinar a verba de crdito precisa
com a coinmiaao do 01 jmente, logo que eata eleja
0 seu presidente.
Nos corredores e galeras da cmara dos depu-
tados houve na tarde de t de Juoha urna concur-
rencia e urna animajo extraordinaria.
Corra que o governo penaava em prorogar aa
sessoes du cmara. Todava em breve se reconhe-
ceu que esto boato nao traba o menor funda-
mento.
Era motivo tambem da curiosidade o fact. de
se baver celebrado um conseibo de ministros, so-
bre cujas doliberucoes se guardava a maie abso-
luta reserva. Havia aobre o caso as opinioea
aiais extravagantes e oa mais phantasticos coni-
meutarios.
Uus assepuravam que se haviam rccebido des-
pacbos de Berlim, noticiando a morte do principe
imperial. Outroa aaseverauam que os ltimos te-
legrammas do Toukin eram de summa gravicUde.
Era ao mesmo tempo quasi unnime a opiniao de
que Iiaviaui uigido gravea diaeidenoms no SC0
do gabinete, e se resolver mesmo a sabida de al-
guna miniatroa
O que fact3 que nesse da, por exemplo,
uouve doua couselboa de ministres, quasi a se-
guir. Os ininiEteriaes comtudo negam que tiles
tivcssem sido de grande importancia palitica.
Niu otstante, em niuitos crculos affirmava se
que o presidente da repblica est peuco satis-
eito com a situaj'o creada reteutemente, e que
Ihe oi imposta pela mtioria que deriubou Go-
bU-t. .
A paixo poltica mantera-se com vivacidade,
crescendo cada vt mais a irritacao de determi-
nadas elementos da cmara
Os radicis con muavam decididos a aproveitar
a primeiro eneejn para dar ao governo urna bata-
iba renbida.
Ser bcm. a ver se o novo ministerio cabe, e
se Clemenceau vai experimentar o travo das do-
turas do poder.
Foi nameado suu-a'cretario de Estado as
coiouia* u Sr. Eclenne.
O alistara uto dos seminaristas no exercito sus
cita um- viva controversia que nao leva geitos de
ici,l Le Jo. Na aprsentejJa do novo
min bti r fallara-Be como acontece todas as ve-
zea que aa fOm as grandes palavras a servico
das pequeas ids, de dgnidade da Franca pe-
tante o eatrangeiro, de grandeza e de prosperi-
ds.de no inter. r, de exercito forte, de patria pa-
cificada. Lula-', um deputado da esquerda, in-
terrempendo: Esl bem est beui mas... nao
tudo. Sois cu nio sois pelo alistamento do3 se-
minaristas i
',".ii ministro responden: sim. Ueste modo,
sudo oque antes se evoeara nao dizia na la ao es-
pirito dos que o ouviam. A patria ? Frioleiral o
exercito? Roeambo c .' O futuro? Niobari* !
Tudo o que impurtava sber se ira desanichar-
se dos seminarios dous iuilhare3 de levitas e lan-
jal es na:, casenas. Por outro lado, inerepa-se
ao Sr. de la Faneanerie, que tanto tile como
grande numero dos aeus ainigoa da direita vatas-
sem a favor do ministerio, nao obstante a questao
da servico militar, acerca do qual nao poda 3er
duvidosa a atttude do gabinete.
A reaposta do Sr. de la Faucanere par igial
espirituosa e sensata : O' miu D.us qunudo
me vrj > ein preaenca de urna queslao especial, e
ka duvidaa no meu espirito, go8to de tomar o con-
telho de um eapecialUta : trata se Je urna quea-
to puramente militar? coneulto um militar : tra
ta-se U'uma questao de marinba ? consulto um
marinheira, ou um engeuh iro so se trata de obraa
publicas. Ka especie, o servico imposto aos ae-
minarislas, entend que o in-lhor a fazer era ou-
Vi o nico prelado que a cmara tem a honra de
contar no seu seio. Ora ten lo monsenbor Frep
pe declarado, no da da interdellacao, que votava
pelo ministerio, nl> quiz .-erinaia calbolico do que
am bispi e fiz como elle?
__ Os jornaes de Pars de t de Jonho publica-
ran! as cartas trocadas na vespera entre o Sr
Wilsoo e o syudico dos correctores d cambio de
Paris. desmentido formalmente as euppostas espe-
cnlacoes da Bolsa, attribuidaa por certos jernaea
ao Sr. Wilson, genro do Sr. Julio Grvy, actual
presidente da K publica Francesa.
__ S i dia, 4 volts Jas corridas do bosque de
Bolonha, o general Boulanger foi alvo de maoi-
festacoes de alguns cent- nares de individuos, que
Ibes deram muitos vivas.
Blgica
O senado b?Ig acaba de ratificar por 38 votos
contra 23 e 2 bstenc5es, os direitoa aobre a im-
nortaclo do gado e da carne, precedentemente vo-
tados pela cmara.
O governo tinba declarado, anfe8 do escrutinio,
qne no caso d-ata le vir a aherar a economa in-
terna da populaeao, farendo fncarecer por modo
apreciavel a carne, elle se compromettia a reti-
ral-ii a[i algum tempo de experiencia.
O senado preoecupou-ae pouc > com a opiniao e-
ttida ba pouco pelo eongreaso progreeaist ao qual
formalmente ee pronunciava contra o imposto ali-
menticio, de que o ministio da agricultura asaumio
Sreaponaabilidade, tacto que motivou aa grvees no
ainant.
E' certo que a lei votada agora pelo Senado,
foi a titulo de experiencia eu de enaaio, e que
attenna at certo ponto o mo efleito que poderia
produzir.
No parlamento belga eato se discutindo os cr-
ditos militares, destinados s forlificacoes do rio
Masa.
O presidente do conselho de ministros, Beernaert
demonstrou a neceaaidade dna fortificacoes, segun-
do O plaoo do general Brialmant.
No seu discurso ka periodos notavei, como
este:
E' certo que a linba do Mosa a mais curto
e a mais couimoda, entre a Franca e a Allemanha
ou tce-fersa.
Affirmam isto todos os autores militares.
<. A differenca est apenas em que os franceres
disem que a Blgica nada tem a temer da Franca,
e os allemSes direm o mesmo, quanto AUema-
Mais imaereial Mittn Zettaft de Vienna,
dia que a Blgica *eve olbar para um outro lado,
vaafts coaaa, neata aasuapto, os dmu pases aau
iMStlmeata interswadoa.
O nossa devarportaaso desiada a 1'naa*
opanede que paaace indicada para ambos oa aal-
ligeraute. _._.,
Na Beaso do dia, o chele da partido opposKe-
nisto, Frte Orban, entrando na diseasaao e ata-
cando o projeeto, eomacoa poa kwaaiBr a pkrase
de Beernaert:
Se o Sr. Orban fosse ministro nao fallara as-
sim >
Em seguida, investigou aseda e vigorosamente
a direita da cmara, visto que rasgava o seu pro-
gramma de economas, dando o seu voto a tal pro-
O principal argumento de Frre Orban contra
o projeeto, que elle destroe o systema da coa-
centraco das forcas, e que desse systema depen-
de a saivaco do paiz. .
Esta sesso foi interrompda por um incidente
tempestuoso.
Ftre Orban, ao Ier alguna documentos, foi in-
terrumpido pelo presidente do conselho, que affir-
mou que alguns daquelles documentos... haviam
... haviam desapparecido dos archivos do estado.
Frre Orban exigi qne o ministro dissesse
quaea, e Beernaert declarou qual opportunamente
se explicara.
Italia
Celebrou-se a 5 de Junho a festa nacional do
Estatuto em Roma.
Toda a cidade eatava embandeirada e reinou
grande animaeo.
Aa mageatadea italiana8 assistiram grande re-
vista militare a inauguraco do monumento eri
gido aos soldados mortoe rm Sahati e Dogali.
Grande enthusiasmo per toda a parte.
Em Caprera deaembarcaram de seis paquetes
no dia 6 alguns milhares de patriotas italianos que
foram all celebrar a ccmmemorafo da morte de
Garibald.
O Sr. Crisp, respondendo na cmara dos depu -
tados ao Sr. Bonio, disse que as suas idaa acer-
ca das relacoes do estado com a igreja nao va-
riavam ; contrario a toda peraeguicSo, reapeita
profundamente a liberdade de conscieocia ; o mi-
nistro dos cultoa o ebefe dos cultos no exercicio
do aeu respectivo ministerio, mas deve tomar
igualmente a peito raanter integralmente as pre-
rogotivas do Estado; a conetituico ea ledas
garantas determir am-lhe os direitos e os deveres
e fixam as afribuicoes do Estado e da igreja; o
governo ha de mantel-as inalteravelmente.
O Sr. Bonio deu se par eatisfeito eom estas ex-
pl cae. oes.
Inglaterra
ilomecou de novo a funecionar no dia 5 o parla-
mento britannico.
Depoia da votaco de alguna captulos do orca-
mentp, espera de examc, a Cmara ios Communs
ter de discutir o seu interminavel projeeto de lei
para represso dos Crimea na Irlanda.
Diz-ee que tendo os gladatonianoa e parncllistas,
j caneados da lula, aasentado em reduziro nume-
ro de emendas, esse trabalbo ir agora mais rpi-
damente.
Pode duvidar-se, pelo momento, da veracidade
da noticia, que se prende tm boatos inquietadores
acerca da eaude dos Sra. Gladstone e Parnell. O
leader liberal acaba de provar, com a sua viag^m
poltica ao paiz de Galles, que e6t de poase de
todas aa anas f reas, e o Sr. Parnell, que pareca
ter cedido um instante fadiga, vai retomar a sua
cadeira na Cmara.
A questao irlandc-za enontia-ae no mesmo p em
que a tinham dcixado es legisladores do Reino-
Unido.
Nenhum t-iime propramente dito, do outro lado
do canal de S. Jorge.
Nao recrudesceram os attentados contra as pes-
sas e a prepriedade, mas nem por Uso dsixcu de
aer maia difcil que nunca o faaer-sa execntar as
les, tao notavclmente anavieadas, que regulam as
relacoes de interesse entre senboiioa e caaeiros.
Estes negam se a pagar, se nSo obtm descontos
i::-p .rtantea, e quande os proprietarios appellam
para o recurso judicial de evieco, torna-ae neces-
sario empringar cerno Be vio em Budyke, um appa-
rato de polica armada, que tem de abandonar o
campo ou de tomar por asealto a easa de que ha de
expulsar o oceupaute.
Estes actos de resistencia eetao previstos no
bil represaivo que a Cmara est decidida
votar n'eeta eessao. Por outro lado o bil agrario
que se discute na Cmara dos Lerda contribuir a
palliar um pouco es aggravos dos colonos irlande-
ses. Pelo menos assim o espera va o governo.
Em todo o caso, anda qaando estas medidas baa-
taasem a resolver a queato social na ilha irma,
restara a questao poltica, e essa nao deixam de
avival-a de continuo o Sr. Gladstone e os parnel-
listas.
A Cmara dos Communs approvcu na sesso no-
cturna de 10 de Junho p meco do t. Smitb, mareando o praso para a vo-
tac;o do bil coereivo da Irlanda, e adiou pija o
da 13 a eontinuafo da discusso dos artigos do
MI
N un discurso prenunciado um dia d'estes
cm Wo.verbampton. lord Randolfo Churebill de-
monstrou que a Inglaterra, nao obelante as suas
enormes despezas com o exercito e com a marinha,
nao est sutfieientemente preparada pira a guena
As armas bSo mas, os tianaportes incapazea, as
fortalezas, ainJa a de Malta, estilo desprovidaa de
munic5:'s e ab-iotecira -utos. O orador exhortou o
p-jvo inglez a pronunciar-Be altamente contra o
systerea da admmistra^ao do exercito e da mari-
nha, que apodou de escandaloso.
Noticias de Londrea confirmara a bceSo entre o
partido liberal, presidido por Gladatone, e o parti-
do radical, presidido por Cbamherlain.
Fci o que este declarou n'uma conferencia em
Birmingbam.
l)ns declaracoea de Cbamberlain conclue-ae
que Gladstone nao quer fazer coneesees no
sentido de urna approximar/o, e que uo parlamento
in.ez vai organisar-se urna esquerda radical, que
ter por chele Cbamberlain.
Gladstone fez urna exeirso poltica ao paiz de
Galles, onde devia pronunciar um discurso no dia
3. Esperava-se que elle respondeaae s declara-
tees de Cbamberlain.
Nao sao tranquillisadoraa aa noticias acerca da
a^itaco do paiz de Galles.
Os jornaes inglezes tUirmam que a agitaco est
longe de serenar-se.
Segundo annuncia um despacho de Bombaim,
rebeutaram moiins em Tacbkend por causa da co-
branca dos impjstos, chegando a haver as ras
urna verdadeira b.talha, na qual etffreram serias
perdas tanto oa ruasoe como os indgenas, e a or
dtm s foi reatabelecida gracas intervenco dos
atollaba.
Por informales particulares de Landres sabe-se
que tem todo o fundamento o boato, que crculava
n'aquella cidade, Ue um ataque dos ndigenaa a
es'aces inglesas de Sherbro e Selcyanch, no ter-
ritorio daa Gallinhaa.
A informa;o fui traiida pelo vapor Sherbro,
que aportou a Liverpool, procedente da frica oc-
cidental.
Aa reeridaa estacoes foram effectivamente sa-
queadas, t?ndo praticados os negros verdadeiras
barbaridades.
Mas o mesmo vapor portador de noticias de
maior gravidade.
Iufere ae de deapachoa cfficiaea recebidos pelo
governo britannico, que ae deu um conflicto entre
os representantes da Franca e da Inglaterra, am-
bos os quaeg reclamam para os respectivas paires
a soberana aobre o territorio immediato ao Porto-
Novo.
Oa franceses tinham esdo a sua bandeir sobre
aquelle territorio.
Aa autoridades ingieras tiveram logo noticia do
facto, e o chefe da polica britanmea de Lagos sa-
bio com urna furca militar em direccao a Porto'
Novo, derribou o pavilbo francs e icn o inglez,
declarando que o territorio em litigio pertencia a
Inglaterra muito aut. s da oceupaco francesa.
Os franceses proteataram deatacando para Porto-
Novo um vaso de guerra.
O conflicto produiia aenaacao em Landres ; es-
pera se porm que se ch-gue a um accordo, e que
o governo francs faca amendt honorable do pre-
cedimento dos seus agentes.
Illemanha
No dia 3 de Junho foi Baentada a primeira pe-
dia do grande canal, que ha de ligar o osar Bl-
tico ao mar do Norte.
A ceremonia, assiatio o imperador Goiiherme.
~ O secretario de estado, Boetticher, representan-
do Bismarck, fer a leitura do auto da inauguraco,
e apresentou o martello com que o imperador aa-
seutou a primeira pedra.
Assistiram os principes Goiiherme e Leopoldo,
os ministros, os membroa do conselho federal, os
presidentes do parlamento allemSo e das cmaras
pruaaianaa, e outroa elevados personagens.
O capello do paco, Eoegel proaunciou um dis-
curso notavei ; e um coro cantou a Alleluia de
HaendeL
Os circumstantes erguera menthusiastcos vivas
ao imperador,a atoaran o hymne nacional.
Este anal, que devora estar concluido dentro
de oito nanos, tem urna altiasima importancia com-
ercial a militar.
Actuahaente, aaaavios que demandam o Bltico,
raem da sabir ao canal da Jultandia, dobrar acabo
Skageny deaeer aa Hattegal, e atraveasar o aatxai-
ta de Sond, ou usa dos doua Belt. E' uua aawe-
gaedo relativamente extensa, sobrasarsaait aari-
gosa. Com o canal ficaram directamente o Blti-
co e o Norte enrurtando se muito o trajete, e
fiando com urna navegacao isenta de pergos.
Senda de 35:000 o numero de navios, quo
actualmente atravessam aquelles estreitos, calcula-
se, e fundamente, que metade desse numero, p: lo
menos, seguir de preferencia pelo essaai
Militarmente, as vantagens do canal sao da pri-
meira ordem para a Allemanha. Os estreitos per-
tencem Dinamarca. Se esta potencia se posssse
de accordo com outra potencia militar os estreitos
seriam fcilmente fechados passagem da esqua-
ira allem, ou d'uma eaquadra alliada. Hil, que
o grande porto militar da Allemanha no Bltico,
ficaria assim cortado de communicacoes navaes.
O canal sabe precisamente do Kiel, atravessa, o
Sleowg Holsten, e vai terminar na embocadura
do Elba, em Wilhetmhafeu, que o grande porto
militar da Allemanha no mar do norte. Por este
moda, os doua port.s militares e os dous mares
ficaram em communicaco directa e segura. Al -
gumas pracas fortes sero construidas ao longa do
canal para o por inteiramente a coberto de um
ataque pelo lado de trra. E assim vai a Allema-
nha robuateceado cada vez mais a sua courac,a,
que parece j invulneravel !
E como nada se faz na Allemanha, que nao pro-
voque logo oa ciumes e os sobresaltos da Franca,
trata-se aqui de renovar a iniciativa, para um
emprehenditnento anlogo, mas muito mais colos-
sal. E' nada menos do que a ligaco do mar da
Normandia, na ocano Atlntico, com o mar Me
diterraneo.
Aa vantagens militares e commereiaes seriam
tambem enormes ; mas a obra, pela natuxera do
terreno e pela sua extenso, muito mais dispen-
diosa.
S difficlmente, c cuata de enormes diapen-
dios, oa grandes navioa de guerra padeiam apro-
veitar-ae deaae canal, para ae pouparem a nave-
gado pelaa costas da Hespanha c estreito de Gi-
braltar.
No eatado, em que a Frang ttm as suas finan-
fas nao obra em que poasa metter-ae.
E' provavel, pas, que o canal allemao, esteja
concluido ainda antes de ter sido comecado o
ciiial francez.
O Di-, Machinsie, que urna notablidade me-
dica da Gra-Bretanha, fezno da 7 de Junho urna
nova operario ao principe imperial extrabndo-lhe
parte de um tumor que o principe tinha naa cardas
vrcaes.
A operaeao diz-se que teve resultado conpleto.
No dia 11 o principe teria partido para Londrea,
acompanhado pelo celebre medico indo depois para
a ilha de Wight.
Os mdicos esperam, com uuia serie de opera-
racoes parcaea, evitar urna recabida.
E' certo pois que c extremamente melindroso o
estado de eaude do principe.impcrial da Allemanha,
A eveutualidade da morte de Kromprinz suscita
graves apprehenses, e pode ter urna influencia
decisiva na poltica europea. To aveaso se tem
mostrado o principe imperial poltica militarista
e cezarista do imperio, cerno a ella so moatra af-
leigoado o principe Guilherme, seu filbo e ber
deiro.
O principe Guilherme um soldada, dos mesmoa
moldea rules e severos que seu av o imperador.
Por isao existe omtre ambos um grande affecto.
O imperador nao visita aeu filbo seno nma vez
por anno e visita irequeutes vezes o neto.
As comversaco'B entre oa dos sao sobre assum-
ptos militares
Sao eiles tambem os que constituem, desde pela
mauha at a noite, a oceupasao do principe Gui-
lherme.
No que diz'reapeito a opinioes polticas e aociaes
o principe Guilherme considerado tccmo ultra
conservador, mesmo na Allemanha, onde aa ideias
conservadoras teem um predominio accentnado.
O principa de Bismarck, que homem entendi-
do no caso, funda aa maiorea esperancas sobre o
principe Guilherme.
Attribue-ae lhe este juiza:
E' um rapaz muito intelligente ainda um
pouco eelvagem (wild) e um pouco arrebatado;
mas isso sao d'ffeitts da idade, que mais tarde ae
convertem cm grandes qualidadea.
Por outro lado, aabe-se que o principe de Bis-
marck nunca morreu de amores pelo Kremprinz.
que lhe paga na meama moeda.
Se o romprinz, fallecer, a tradieclo militarista
da Allemanha nao s "3o os apagar, m ha de
HUlrmar-ee maia rstrondosamente.
O principe Guilherme querer urna grande tela
de batalhaa para fazer realzar a aua figura, em
plano que na fique iuferior no de sen av.
O imperador Guilherme, j abeirudo do tmulo,
deseja nao ter 03 seua ltimos diae enevoados de
sangue.
Sao sinceros os seus dea1 jos de pal.
Maa o neto ?... Por aao diz um jornal estrau-
geiro, fallando do imperador:
A mortedejte velho ha de custarvida a muitos
mauceboo. E' isso o que resulta de tudo que se
n diz em B^rlim.
Felizmente, a eaude do velho aperador mag-
nifica. Nada, a nao ser a sua idade avaocado,
presuppoe nelle um fim proximo. Oxal viva ainda
o bastante, para que o neto amadureca.
Anuira Hungra
As in-. ndacots continuara a faz r grande estra-
gos na Ilungna.
Depois das cheiaa do Bega, vieram as do
Theiss.
Szegedn fiea inundada. Mais de 60:000 hecta-
res de maguificos terrenos c-nealiferoa, ficaram
submersos. Avaliam-se os prejuizaa em dez mi-
Ihoes deflinns. A populaeao tugiu, nojul^a-se
tarde do dia 6 a Varna onde foi tratar de negocios
de familia.
Vai-se radicando a perauaso de que nSo ter
effeito a convenci anglo-turca acerca da evaca-
cao do Egypto, em vista da opposicao da Franca
e da Russia.
Os telegrammas de Conatantinopla confirmam
esta perauaso.
Na Inglaterra, a opiniao a este respeito divde-
se em duaa correntea : a opiniao otficial e a opi-
niao popular.
O governo deseja sinceramente que aa tropas
inglesaa evacuem o Egypto, e assim o tem deca
rada por maia de urna ver ; maa os ingleses aaa
geral nao pensam da mesma forma : eatendea
que team ama misso a cumprir no Egypto, e que
nao devem retirar se antea de a cumprir.
Assavara-se que a Sublime Parta recabes a aa-
guraaa*, anda oficiosa aaaa farsas I, da asa a
Franaa nao adhere coaveneae aoglo -torea re-
lativa ao Egypto.
Informacoes de Conatantinopla fazem prever
que o sulto recusar ratificar a convenca an-
glo- tarca relativa ao Egypto.
Na Turqua, corre com inaiatencia o beato de
que o sulto ceder a ilha de Chipie Inglaterra,
renunciando esta ao protectorado que Ttrtualaren-
te exercia no Egypto, segundo .a eonvencao ulti
mmente f asignada.
Asaegura-ge que a Inglatersa accedeu a reduzir
a duracao da oceupacao do Egypto prevista pela
eonvencao.
Tala
Como ae sabe de todoa os paizes europeus, a
Franja o que all fea mais numerosa e activa co-
lonia, com um ministra residente e autoridade pr-
pria.
O chefe d'aquella regio, o bey, sob o protec-
torado da Turqua, vive cercada de urna edrte
aristocrtica, formada de goerreiros, que ae d o
nome de mameculos. Da c5rte, sao tirados oa go-
v- madores e funccianarios, que exercem cumula-
tivamente funcoe8 financeras e judiciaes, como
no syntema feudal europeu.
O feudalismo que hoje predornina em Tunis, of-
forece muitca pontos de analoga com a coustitui-
c-b da sociedade franceza : o governo, os usos e
coatumes, as auperatife3, as penalidades, aa les,
fazem que Tunis nos record a Galliana poca em
que o chriatianisma > invadi e comeeau a lutar
com a realeza.
O principal caracterstico da aociedado tune-
sina o predominio religioao. All o mahometis-
mo tem, como entra nos o christianismo, as offieia-
lidades eccleaiaaticaa e trbunaes que se oceupam
do adulterio, do casamento, do divorcio, do sacri-
legio, do direto de propriedade, daa viuvas e dos
orphoa.
O clero ni) paga imposto nem est aujeito ao
servico militar.
Ha harena e snuncos que recordara o gyaeeeu
de Conatantinopla, e em_qua as mulhores se en-
cerram, se compram e se ruardam. Sob mesmo
este ponte de vista, as origeos da sociedade fran-
ceza deixaram ver oa pontos de contacta.
O direto de asyio sagrado.
As familias nao tem appellido como s'iccedia
na Galla, at a poca das cruzadas.
A semeibanca dos gaulesea, oa tuncziaas, em
geral, uo tem mobilias : urna pelle, urna m-trmita
e urna tenda constituem os aeua bens movis.
As refei^oes nao usam garfo nem faca, eamem
com os dedos. Em Franja auccedia o mesmo.
Carlos V a pasuia seis gaifas !
A respeito de impostes, os rabes de Tuuis tem,
a dizima que em Franj* nao acabau ha muito.
Em Tunis ha tambem i res elassee, como nos pai-
rea feudaes da Europa : nobreza, clero e povo.
A dignidade da raulher e a emancipaco o es-
cravo, que sao o apanagio do feudalismo, acham
tambem lugar na sociedaie tuucsina : a imulher 6
admittida aos sacramentos como o homem ; e o es-
cravo pode casar e formar familia.
O araba nao tem o ideal da liberdade : para
elle, o melhor dos governos o que fez juato e
forte.
Esta differenca do mod :rno ideal europeu leva
oa defensorea dos intersate coloniaea da Franja
a aconaelbr metropole que desenvolva a nis-
truejao entre os indgenas de Tunis, nao como
faz em Argel, onde se proporciona ao indgena
urna instiuecao superficial mas fundando es
colhas quo atraiam o rabe para os eatudos
superiores, pondo-o em coutacto com asideas
modernas, e estipulando lhe o interesse pela sua
admissa aos cargos pblicos.
Quaesquer outros procesaos, sobretodo o ante-
posto a questao econmica l questao poltica tem
como resultado manter colonias que, como Argel,
representam para a Franja maia um encargo im-
proficuo, do que um elemento de proapuridade e
engrandecimento.
O grande economista Leroz Beanlieu, que se
acba actualmente em Tunis, a respeito da regen-
cia tunesioa taz indicajo-s do elevado intereaae.
Tuuis, dentro de um anno, tem realiaado extra-
ordinarios melhorameutos : os bairros principaea
sao Iluminados a gaz ; a agua distribuida nos
domicilios por encanamentos, como naa aaelhorea
capitaea da Europa ; e as prajas vo ae arbori-
sando luxuosamente.
Estes progressos nao se dao s na capital da
rrgonria ; putoodeui-ae a outraa cidades viainhas.
Na Guetta, por exemplo, as construca;oea riva
liaam com as de Tunis, e vai-se coiatrundo
beira-mar a Nova Goletas, que deve ae urna cida-
de de recreio para o vero e para bauhoa da mar.
as cidades de Sousea e Pehurba, nota-so o
mesmo incremento, aobretudo as artes e as in-
dustrias.
Leroy-Beaueudesvanece-sc a este proposito
c om os beneficios resultados da colonisajao fran-
cesa.
Actualmente, a questao capital para a colonia
francesa de Tunis a questao aduaneira ; oa tu-
nesinos aretendem que os aeus productos iudus-
triaes 8 agrcolas teuham eutrada tranca no ter-
ritorio francez ; e, se o ministra residente resol-
ver esse probleu.8, despertar nos colonaa o mais
vivo recouhecimento.
lilrmanlii
No principio do anuo passado occorreu um tacto
que impressionou bastante o mundo geograpbico e
poltico : a annexajo da Birmania s colonias
iuglezas da Aaia.
O rei foi preao em Mandalay, capital d'aquella
antiga najo e enviado para a presidencia de j
Calen tt.
Esteprojecto soffreu as commissoes varias mo-
dificajoes. Tal como a cmara o approvou concede
ao governo auctorisaco para converter a divida
externa, 3 s/o, em obrigacb 5 /p amortisaveia,
sorte, dentro de um prazo mximo de 75 anuos,
com a reserva de que os jaros das obrigajoes emit-
tidas nao excedam os da divida 3 por cento amor-
tisada pela converso. O governo poder, tambem,
em ver do convarter em 5 por cento, adoptar o
typo de 4 ou 4 1/2 por cento todas as veres que
aa condicoea de coUocacao doa ttulos emittidos
ncaae typo fornecerein, relativamente aos encargos
totees da divida, a compensaco da differenca na
premio da amortiaajo.
O fundo de amortiaajo creado pala difieren
ja entre a taxa de juros, ae a houver, dos ti tul s
de renda amortisada, e a dos ttulos a crear, assim
como pelos jaros cerrespandentes s obrigacoea
amortaadaa, o emfim por urna dotajao que sae dos
lacros da caixa gerai doa depositas e eooaigaaces,
calculadla em cem contos de reiaamraaes.
A cooverso em todo o tempa, facultativa para
oa portadores da divida.
A autorisajaa concedida ao governo, coma Be
v, das maia ampias.
A opposijo entende que o theaouro publico nao
auferir da converso nenhum beneficio imme-
diato.
Pelo qne diz respeito aoa ttulos de divida in-
terna, o governo igualmente autora -ida a conver-
ter sucesivamente aa insovicots de divida interna
3 par cento, cuja converso lhe fossa requerida
pelos inter^siados ; mas esta converso, em lugar
de effectuar-se em obrigacoea amortisaveia, s
poier fazer-se em ttulos de renda vitalicia re-
partida por urna ou duaa vidas. A dotacJo quefdr
destinada a estas peasaas vitalicias ser todoa oa
annos fizada pelo or jumento geral do Estado, aug-
mentando esta dotajo com oa jaroa corresponden
tea a insetipjoas da divida interna eonvertidaa.
Seguiu-se eata diacusso do orjamento rectifi-
cado para o exercicio corrente.
O projeeto tai apprcvado.
A creajao do banco nacional cmiaaor ainda pro-
segue.
Nos termas do projeeto do governo, o banco na-
cional deve ter um capital de 13:500 contos (tres
milhoes de libras esterlinas, ou 75 tnilhoes de fran
eos, e a faculdade da emisso lbe concedida at
cifra de 27:000 contoa (6 milhoes estorbos).
03 opulentos banqueiros deata praj* Srs. flenry
Burnay & C. fizeram ao governo a seguinte pro-
pa3t cujas vantagens sobre o p'ojecto do go-
verno sao manifeatas segundo a atHrmativa da jor-
nal do Sr. conde da Burnay.
E' de crer, porm, que nao seja acceita pela f :m-
plea razao d-i que nao reza deate santo j4 o k'ileu-
darin progressista o m?sino porque os bancos do
Porto lhe sao adveraos.
Os ditos banqueiros par si e como representan-
tes de um grupo de capitalistas, pe ja quaea se
reaponsabilsam, propozerem pas :
1- Que o capital do Banco Emiasor aeja
fijado em 18 mil cjntos, em vez de 13:000 i ir-a
dos no projeeto de lei.
2- Qie fique a carga do referido eatibeleei-
mento pagar aoa baucas da Porto, que teem privi-
legios de emisso de notas, urna aunuidaie total
de 45 cantos de ris durante 30 anuos, Janf '-se-
lhe maisaopji de tomar ris 4:500 contos de
acjoes do Bao Emisaor ao par.
159tn3 vantagena a.ia concedidas ais binen, em
representado das inderanisajo-a qne ihe esta i prn-
mettidaa pela gjveruoe que assim se liqaidam conn
vautagem publica e sem encarga pira o Tfio-
souro.
3- Aceeite que sja pela maioria djs accionis-
tas do Banco de Portugal a 3ua constituij > em
Banco Emiasor nos fermia Jo aetu.l projeeto I
lei, cam as modificajoes constautes deata proposti,
as abaixos aaaiguados obrigam-3e a pagar a *
accionistas dissideatea o capital de suas ao.
mais 45 por cento de premio, ou aejam 125*000,
par cada acjo do valor nominal de 5004.
o 4- No caso contrarieos preponeutes obrigam-
se a constituir um Banco Portugus, nos termas
da proj"cto do governo, modificado conforma o
num-roa 1 e 2 da presente propjata.
5- Oa abaixos ssignados promptifieam-s? a
garantir esta prsposta com umi caujo na impor-
tancia de 500 contos de ris effecti/os. >
(Seguem as assignaturas).
Oa deputados da opposija queriam perfilhar a
propoata que se acaba de Ier, julgauio cam isso
crear difficuldades ao gaveruo. Mas o Sr. Ilen-
rique Kenial, da Porto, que em temp> fora um fa-
ntico do syndicato Salamanca e da Sr. Cande
Barnay, deitou-lhe agua na fervura coa: a seguinte
curiosisaima carta quo mandou publicar em di-
versos jornaes :
Tendo eu tida a honra de aer iucuinbidj pelos
bancos emistores do Porto da entrar em negocia-
j5e8 com o governo, no seuti lo de ceder a seu pri-
vilegio de emisso qne, apesai da eirculacao estar,
actualmente, reduzida a cerca de doua mil cantes
effectivos, nem por iaao deixa de carr -spander
faculdade de emittirem notas em somma superior
a 8:OC0 contos de ris, s na parte que respeita
i.os cinco bancos do Parto, que goaam desse privi-
legio por lei especial, e recelando qus a propasta
dos Srs. lienry Burnay Si C. possa ser conside-
rada as reg'oea governamenta '8, como ura expe-
diente impeditivo para embarajar a apprsvaja
do projeeto de lei em d.scussodo parlamento, e
que, em tal caso, poasa prejudcar^aa negociacoea
auspicioaamente aiiantadas cam o governo,'con-
forme o declara o Exm. Sr ministro da fazenda,
no seu eloquente relatono. Julgo de toda a conve-
niencia que ae saibs que nenhum dos bancaa da
Porto, nem 03 doua emissores do norte, aos qu i3
igualmente interessam aa ndemnisajd3 pela per-
da da circulajo fiduciaria, se associam propas-
ta alludida.
Aos proponentes, mais do que a qualqur ou-
tra euti lade, caberia graviasima respausabiliiade
ae tal caao se deaae, depois dj digno chufe da sua
firma, o Sr. Conde de Burnay, ter envolvido oa
bancos do Parto na infelicsima operajio da struejo daa linhas frreas de Salamanca fron-
teira de Portugal, operajo que, devendo dar ex-
cellentes resultdo3 para as iutereasadas e p^ra o
paiz, se fosse conduzida conacienGoaa e competen-
temente, colbcou 03 bancos c mais nt-rcssado3
era sitaajo penosa e difficil, de que s aadero
sahr com o auxilio da governo e com o sacrificio
da perda da circulaaio fiiuciaria local. Para esse
fim trubalbo eu, Bein a miraem remunerajlo al-
guma maia do que a da satisfaja que espero ter
de prestar um b.im servijo aos baos que m
que morreu rr.uita gente. Trabalhadores e aol
dadoa teem sido mandados com soccorrea e vive-
res.
A cidade de Szegdin tinba aido reconstruida
sobre um terreno artifieial, espera se por isao que
a iuundajo de agora noproduza urna catastrophe
aimilbinte uella que u distruira da outra vez.
Bsala
Noticias do W. rnoi, cidade da Russia asitica,
di zem que bouve no dia 10 all das 6 para aa
7 Loras da muuh um violento tremor de torra,
qu e destruio mais ou menos, quasi todos "8
ed ificioa da cidade principalmente o palacio do
go v-mador, ccllegio, hospital e igrejas.
At ento o numero de victimas de 125 entre.
as quaea muitas creanjas.
O governador, sua esp osa e filos esto feridoe
Os habitante fogtm espavoridos para o campo.
Continuara oa abales.
Reeeoeram ordem de estar promptoa para mar-
char a primeira v.z para Aakabad 23:000 homena
de i nf antena c 30 de caballera das guarn oes
ooncuiaaas*
O Woine Vrena de S. Peterabugo deca ron
que ae oa inglezes forem a Candanhar os rusaos
tomaro Herat.
tente que. provaveljhaver urna entrevista doa tres
imperadoras no fim de Agosto.
A Gateta de Moscou declarou no aeu numero
de 10 de Juuha que o Egypto nao pertence m>is
ao aulto que a rgandea potencias e que portanto
o solio t por ai, uo pode dispor do Egypto;
que a IugUterra e a Turqnia o&enderam grave
mente os diieitoe internacionaescomo a Ingla-
terra compra o que o sulto nao pode vender,
cunveuj" auglo-uttomana carece de legalidade.
A tiuzeta jui^a qde a Fi.nja, como potencie
mais mi. leesad db questao, ha de aosteatar
todns aa declaiajes da Russia, eevtende que n<
sufficiente a simples desapprovajo do covenio.
Oriente
Julga, com aatante tuHOamcnto Daily News
que se vo abrir negociacies, a pedido da Russia,
para aeabbtituicao daa regentes blgaros por um
pnnuipe provisorio, at ae eataoeieuer o estade.
uormal; ense principe Borneara ministros respon-
saveis, escolhidus em todos os partidas e convoca-
ra nova sobrani.
j Nio exacta a noticia que se espalhou de ter
aido preao em Sistova, por ordea dos seus coln
gas de Sefia, o regente Giokoff. Este chegou na
Em seguida os inglezes procuraram auffacar aa j hanram eo.o o aeu mandata, e miuba trra natal,
constantes sublevajoes que os birmaos faziam I Ntaae intuit) eatarei vi.ilante e dispoato a usar
contra a sua dominajo e no momento actual pode < je t^dcs oa meioa ao meu alcance para re a >yer
julgar-seccnsolidar'a esaa annexajo, queengran
deceu ainda mais o j grande imperio britnico
daa Indiaa.
A Birmania, cuja territorio mais extenso que
o de toda a Franja faz agora parte dos vastos da-
minios da rainha Victoria. Affirmam oa correa-
pondentea ingieres que est completa e aegura a
reorganisajao adminiafrativa d'aquella regio.
Jaaao
O governo do Japo penaa em reformar as ins-
titu jea judiciariaa, emandou Europa um era-
pregado superior do ministerio da juatija, o &r.
Mateaba, que est actualmente em Berlim, estu-
dando a orgauiaajo ju liciaria do imperio germ-
nico.
ratadoaUnidoaj
Rebentou a febre muralla em Hey-Weat, na
Florida ; houve j 16 casoa e 4 bitos.
Preacrevcram-ae medidas sanitarias contra aa
proveniencias da Cuba.
O agitador irlands Michael Davtt pndio ao
pteaidente da liga irlandesa noa Eatados Unidos,
que ae entenua com oa cavalleiios do traba-
lho para denunciar ao presidente ."leveland as
tramoiae da Inglaterra, que oat transportando
todaa as aemanaa para os Estadoa Unidoa milha-
rea le indig-nas irland-z a.
EXTERIOR
Correspondeai-la do Diario de
r ernaiubuco
PORTUGAL Lisboa, 13 de Junho de
1887
Afinal, (a j era tempo !) foi votada na cmara
por grande maioria doa parea a reaposta ae dis-
curso da corda. Quasi todos os oradores tanto da
maioria como da minora tomaram, para aaaumpto
dos aeue discursos, a concordata.
O Sr. Miguel Oaorio fea, por ultimo, urna pro
posta para qu.) a cmara votaaae urna especie de
pedido ao Summa Pontfice para admttir no pa-
droado portuguea as ebristandades de CVylo. O
Sr. Barras Gomes, ministro dos negocios estran-
geiros, deelacou que o gorerno se na. oppuaha
proposta do digno par o Sr. Miguel Oaorio.
Na c mar dos deputados concluirn)-se os de-
bates sobre o projeeto de lei da converso da di-
vida externa perpetua de 3 "/, em obrigacoea
amortiaaveis.
qualquer attricto, que ae me antolbe no camiuho,
sem obedecer a conaderajoea eatraobas ao Dora
commum. Achando-rae iuteiraonento informado
de todaa aa peripecias occorridaa desde a organi-
aaja do malta la io syudicato de Salamanca, tive
muitas occaaiSes de conhecer quanto valem as
propastas e servicos do Exm. Sr.Conde de Bur-
nay. Mas p>r emquanto julgo-me dispensado de
entrar em apreeiacoes eatrandaa ao fim deata pu-
blicajo, que leude aponaa up: de sobre-aviso oa
iotereaaados na r"gularisajao da circulajai filn
caria do paiz, e tvitar algum nava deagraj.
para oa intereaaadoana syndicato de Salammca. >
E fulminante eata carta, isto e por iaao aa
folhas miniatenaea de aabbado e domiugo trac.i-
vara do -ir. Burnay e da aeu acriso'udo amor pelos
bancoa da Porta.
As aggreseoes trociataa ao as que maia fer-am >;
apilitica aer'e dease inatriiineoto deuiudor de
preferencia a outro raeio qualquer.
E' aaaim que tendo-ae o Sr. ooaselheiro Antonio
de Serpa Piraentel ha pouc ;s dia3 despedido por
urna carta da rodaeco do Jornal do.Commercio 11
qae pr'prietarioo Sr. Conde Buruay) aa fotaas
mioistenaes aualysam a carta e tiram-lbe oa mai*
deaapiedaios corollarioa, que me abatenbo de re-
produzr.
Eis a carta do futuro ebefe do partido regene-
rador a referida redaccio :
Meus preaadoa colle?aaAs minhas muitia
oceupajoes, ueate momeuto, em que oa maia im-
portantes projeeto' fiuanceiros vo ser diacutiaoa
na cmara doa parea, e que deaejo eatudal-os e
tomar parte oa su discuaso, imp'dera-me di ea-
crever regularmente para o J irnal do Commereio,
e portanto de continuar a ser seu director pa'iuco
e redactor. Separo-rae eom saudade e com aa
mais gratas recordados deata voasa camaradagem,
ua eeperanoa de que, quando cessarem os motivos
qu i me obrigam neata occasia a deixar de aer
ollega de Vv. naa campaobas paliticas da im
prensa, pasa* ainda voltar a ael-o.
Acredtela qae bou cam a maior eatma, de Vv.
antigo collega e amigo.A. Serpa. 8 de Juuho de
1887. .
E' claro, todava, que o Sr. Serpa, aspirando ao
lugar de ebefe de um partido, l lhe pareceu que
ihe nao Sea va muito bem para to elevada poaico,
ser ao mesmo tempo redactor remunerado de um
jornal que propriedade de um banquero b-lga.
Nao fecbou, porm, a pjrta, pelo sim, pelo aa>.
Realisou-ae aa quinta feira 9 a proeisso
do Corpo de Deus, que eate anno deu apenas ama
volta em derredor do largo da S. Camparcceram
SS.MM.eAA.
Esta proeisso tem perdido gradualmente o seu
antigo eapleador.
Foi aceita pelo governo a propoata para a era-
preaa do aervijo postal para as noaaa3 poaaeasoea
da frica, mediante o subaido annualde 38 coa-
toa de rea (fortes).
O respectivo contracto foi assignado ha dias no
ministerio da marinha, e o parlameuto de ver oc-
cupar se do aaaumpto antes de terminar a actual
sesso.
E' iadispensavel a approvaco parlamentar em
relacao ao subsidio.
Acabara de sepultar-se oa reatos mortaes do
coronel de estado-maiar de artilhara Miguel Au-
gusta da Silva, irmo do fallecido acadmico e
erudito investigador da nosaa htteratura clasaica
Aateaiio da Silva Tullio. Deaempenhou commia-
s3es ieaportentissimas, entre ellaa a de director da
officina pyrotechnica em Brajo de Prata c da fa-
brica de armas.
Collabarou no Di*C*nario Cont-Mporane [da
Lingua Portugueza deCaldaa Aulete,)iide o tive por
collega, e creio que era varios trabalboa litterarioa
a cargo do Ilustre acadmico Latino Coelho de
quem era intimo amiga. Djtaio de um carcter
bondoso e affavel, deixa profundas saudades a
todoa que o cooheciam de perta.
O fallecido era tambera collabaraiir de Latino
Caelho no Diccionario Ptrtuquez da Academia.
Conbeci-o ainda estudante.
Fora promovido a coronel em 1!' de Novembra
de 1884.
Assentra praja em 1831.
Foi reformado era general de brigada na vea-
pera da aaa morte.
Era condecorado cora a ordem militar de S.
Beato de Aviz e medaiha de prata de comporta-
ment ejemplar.
SS AA. RR. os Duques de Brag&uja embarca-
ran) uo dia 11 do corrente a bardo do vapsr
Hawapden Castle com destino a Inglaterra, onde
vo representar os soberanos de Portugal na ju-
bileu da Rainha Victoria, que deve aer celebrado
em Londrea no dia 1 deate mez.
Toda a corte e ministerio foi acompanbar SS.
AA. liR porta do Arsenal de Marinha onde se
realifou o embarque pela urna har da tarde. Os
navioa surtas no Teja sal varara s 'gundo a orde-
nanza.
SS. AA. seguem para Plymoutb. O Sr. D,
Carlos portador de urna carta autographa de
EI-R-j o Sr. D. Luiz para a soberana da Gr.I-
tretanha e tambem daa ^insignias da gran-cruz
da ordem militar de N issa Senhora da Coneeijo
de Villa Vijoaa, ora que o re de Portugal quiz
agraciar sua augusta pnin e irma par occasia
do quinquagesima anaiversario da sua elevajo
ao Throna do Reino Luido.
A gran-cruz da Jonceijo pasauida par mu
pauc)s soberanea da Europa, e i- k iniis alta dis-
tnejo que S. M. El-Rei poderia conceder naste
mmente i sob'rana Ji [nglal irra, ato queja '
dama da orle de Santa Isa
SS. MM. El-Rei c a rainha [oram no : I .
corrente ao Arsenal de Marinha, maugarar a
eoiiatrucjij de urna nova canhoneira.
El-Re fardado do almirante, acompinliad
ministro interino da nanuhi. rodeadj de
ptsaaal auparior d^< Araeual, e inra.uJ
rmala e grande nuaera de n.arinlii
bteu a primeira cavilh* da nova cinb.irc.iya
ceremonial do estylo.
Fez a guara de honra urna farja Je marinbei
roa cora a charanga.
O capitulo Ja ordem soberana de Malta
alalia di n->mer S. A. li o principe !). e.
aeu Blili) Gran Cruz le II or i lev ; I" iu
deputijaa da ordem, fji n > i n M-iio en-
tregir sohmnemente ao nj .,
. i Y .-: -aa ) i bul' '. I i :i .... I
eirta antograpba do grla-me tre
Joo 1! iptist. Chesci d S int i i
a S. A
0 capitjlo, prostanlaesta inmenigein ao pri.i-
eipe !i i'i-ira do Portugal, [> nao li 'es;.'-
rauub) de respeita e consid rajj pela n ib
caaa de Braganja, maa anla manifestar o apra-
jo era que tem o talento c i llustraja i >. sua al
teza real e o sea 'iimir pelas acieucias e pela?
lettras.
Foi, na Arsenal de Marinha mostrada i i.i
mageatade el-rei a oseada de s ilvaji) era caao de
incendio, inventada pelo Sr. l'acs Viera, iifi a
Je Ia classo da offi:ina da railioa daquelle eatabi-
lecimento.
Sua raagestade elogion o trabalho do Sr. I'iivi
Vieira, cora quera se demaroa fallanda algum im
pa, parecen Jo-Iba ser iquella escuda de grand--
utiliJido prat.ica e;n em le simatro.
A eacada reda tem estado expasta no depasito
de machinas de c-stura doa Srs. Santos k i-
r io C, Kacio, 15 e muito engenhosa.
Diz um jornal que o ministro ia fizeada p?naa
era declarar francos oe port03 doa Ajares, come-
jaado a experiencia por ura dcllea, e eatendeado
depois o processo aoe outroa.
A iieia exc^llente, accrescenta o oollega, e a
sui lealiaajo salvar o archipelago doa Ajorea
das cousequencias da crise econmica, que ha
annoa o damina e omproraette.
lia n03 Ajares ilh 13 da secundara importancia,
onde o readimsnto das delegacoas as alfanje-
Las muita inferiora deapeza tei'a pilo th;3ouri
coma respectiva fiacalisajao adameira.
O miniatra Ja faz "na resilveu fazer suasti -
tuir tiiaa as mielas actualmente, em circulajo
n-< Ajares por uiacia porfugieza, manten i j
provisoriamente o cambia I it iqai man-
tido ua valorisajo Jeaaa n a i. a is ilbas. L
i-1 grande vantagem i uaficajo tanta na espe-
pecie coma no valor; maa preciso eatabelecer
urna tranaicjto prudente entre o actual catada
a eirculjao monetaria noa Ajores e o
acanselhado por tolos os b.us principios, ci
micas e financeiros.
Realiaou-ae a 10 do corrente o sorteio dos ve-
readores da cmara municipal de Lisboa, que tesa
de sahir n; fim do crente anno, para a re
jao da cmara.
Da laioria Fernanda l'alha, c nde le Reste]
lo. Casta Pedreira. H-ariquo Gerardos, viaeonde
de Cirriche, Risa Arauj i, Frederic i Bi sfer, Ben-
to de Souza, Si radas de Alm.iia. Mi lieua
Sintoa, visouic de Azarujiuba.
I) i m noria Elias Garcia, .Vlauoel diA
Theophiii Braga, I idas 'res republicanos.
Das commissoes especian Gomos Netto, viscan
Je d'Alemjuer.
(donata que segando umi reforma ie servijat
f mu pelo principe real D. Carlos, fcau exeluai-
vamaate com a admiuiatraco da caaa de Brs
ganja, o Sr. canselheiro Averno e cara a casa la
S. A. reala Sr. conde de S. Mmele.
Reaaiu se a assemblea geral dos reorganisa 1
res Ja Cruz Vermelha, pan apreaeatajo doa es-
tatutos com a appravaco doa miniatros da guer-
ra e marinha e ele ja doa carpaa gerentes.
A eleiji i uff:etuai s* no ministerio da guerra.
Saaudo p.-esilente o general Souza Pinto.
')a Srs. Ante lio Oliveira Machado, Feliciana
Biriallc, Augusto de Oliveira e Raphael BarJal-
lo Piuheiro, iniciadores Je uma cimpaahia, pcli-
ram ao govern > para que .bes seja conced:.
baila de certas caiiiijjs a explarajaa do estabe-
lecimento baneario das Caldas da Rainha .
O erudito professar aposentado do Ly-'eu ate
Funehal, Dr. Alvaro Kairigues Azeveio, toi
e'eito aocio carrespanJente da Academiea R?al
das Seienciaa.
O expiaradar africano Sr. Augusto Carioso
pirte no proximi piquete para Mojainoijue, onda
vai in urna coujmiaao especial a particular de
estadoa. Parece quo vai azer oa cstudos para
o pnjeetada canal de Liurenjo Marques.
Faila-se ha d;as na orgauisaj) de mttmys
para se exigir da giverao a expulsb doa jcatu-
tas-
E)t rae pareceado que sej* qual far o partids
predommante no p idtr, os jeauitas de todos os
tarmatis, denoainacoes e raupatas bao de conti-
uuar a al-iatrar-8e aqui muito a seu aalv-'. Seria
longa enuinerar-lhes as razo -a, mas oerto que
ao prot'-gid beral at Tal hornera publico brada pro forma
d i al'-o da tribuna caura as iuvaaes aarrateiras
do carapi liberal, maa, cautella e por^ ama eia-
gular contradijo escalhc paraa educajo doafilhos
oa collegioa dingidoa por jesutas. Este facto naa
nico era Portugal.
Foi hantem na vasta sala do Cilyseu, caja
aemolijo ainda nao comejou, o ultima canearte
de D. Pablo Sarasate, o primeiro violinista da
mundo.
No aala da Trindade tinha dado ama pequeaa
serie de clacertos, oajuictamente cora um sea
neto que anda com o insigne artista.
Nao se podem ouvir com iniiffarenea os prodi-
gi is de execucJ e de sentimento com que Sara-
sate fas d'aquelle ingrato instrumento urna verda-
deira delicia para o ouvido.



-


I
Diario de PraamhaceDomingo 26 de Junko de 188?
/*
/
3
No Colyseu, que leva perto da 4,000 peesoas,
a cchente teem sido a cunha, durante e execucio
dos trechos incumbidoa ao grande artista heipa-
nhoi pode-se sentir voar urna mosca, tal a at-
tenco respeitosa daquelle numeroso publico.
L.
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambnco
RIO GRANDE DO NORTE natal, 21
de Junho de 1887
Como tivemus ocaasiao de noticiar pelo
telegrapho, naufrago: as Urcas do Mi-
uhoto 15 niluas ao sul de Maco, o pata-
cho de guerra Pirapama, que d'aqui par
tira ha dias cora destiuo a esse porto.
Esta noticia foi para aqui trausmittida
por telegramma de Angicos, e natural que
o tenha sido mmediatamerite tambem para
essa cidade, mas em todo o caso eotende
mos cuuiprir o nosso dever, passandoa por
nossa vez, logo que chegou ao nosso co-
nhecimento e tal qual nos foi dada, por pes-
soa oroplente.
O Exm. presidente Dr. Pereira de Car-
valho, sempre zcloso e activo, deu imme-
diatamente tocias as providencias, que o
caso exigia, fizendo seguir sem demora o
cter Rogerio, que 'retou para scmelhante
tiui e no qual parti no niesroo dia 19, o
honrado capitao do parto 1. tenente Flo-
riano Barreto, cauduziodo mantimento o
roupa, para soccorro dos nufragos.
E' natural que pelo costeiro Ipojuca, qu
est a chegar possa vir toda a tripolayiio
d'squalle patacho, que deve ter-se dirigido
para aquella cidade, como lugar mais pro
simo do naufragio e nos consta que o
Exm. Dr Pereira de Carvalho, prevendo
esta hypothese, telcgrapliou para all ao
honrado Dr. juiz de direito, aim de pres-
tar todo o auxilie e soccorro de que po-
dessem precisar.
No naufragio s consta, que tive,33em fal-
lecido dez aprendizes, tendo-se salvado os
ofi.iaes e todo o resto da tripolayao.
Por ora sompnto o que sabemos por
aqui, a respeito deste lamentavel sinistro,
e quaesquer outros pormenores que ti ver-
mos, seremos sollicitos em transmittir.
Tem sido geralmente lastimada a perda
deste pequeo, mas elegante navio de
nossa armada que preenchia perfectamente
o ii.ii para que foi destinado.
No Tbesouro Provincial, ost se pro-
cedendo actualmente s arrematos dos disi-
mos de lavoura, wiuugas e taxas de carne,
para o semestre de Julbo a Dezembro do
correntc armo.
Tem havido nao pequea concurrencia
a estas arreaiataco s, que segundo somos
informados, nunca attingiram elevada
somma a que tem chegado at agora
Somente amaraba fioarao concluidas, e
daremos, de outra vez, a aomina do que
pruduziram.
Para este bom resultado, com certeza,
muito teem con:orrido as acertadas provi-
dencia tomadas pelo Ilustrado Dr. Perei-
ra de Carvalho, que tem levado sua dedi-
cacao ao ponto de ir mesmo ao Tbesouro
Provincial, assistir aquellas arrematagoes.
Cmsta nos que S. Exc. foi ha dias,
visitar as ruinas da casa, que servia de
abrigo aos viajantes e que rica do outro
lado do Rio, no intuio de mandar levan-
tal-a, ou construir outra, que possa preen
cher o fim da primitiva.
Ser um importante servico que S. Exc.
prestar, visto que bastante sensivel a
falta da casa de que se trata.
Todos quantos viajam, da importante ci-
dade do Cear-Mirim, S. Goucalo e outros
pontos, para esta cidade, teem de atraves
sar o rio, servico que feito aqui em ca
xiOas e botes, que umitas vezes nilo so
achain no ponto indicado, da modo que,
succede terem os passageiros, de esperar
no lugar chamado Cora meia hora o mais,
t que cheguem as canoas e assitu se pie
imagina', quanto se torna penoso ficar ex
posto ao tempo, sem o menor abrig).
O servigo de transporte feito por con-
ta da provincia, constituindo actualmente,
lonte de receita, o que d'autes era despeza
e nao parece justo uue se pague urna ira-
posico* qualquer, sem auferir a populacho
as vantagens a que tem direito.
O Exm. Dr. Pereira de Carvalho, co-
nbecedor desta necessidade, /pretende re-
mediaba e eremos que o tara, com a sua
reconhecida actividade e dedieajao causa
publica, de que tem exhibido as melhores
provas.
__ Por acto de 6 do correte, foi no-
meado promotor publico da comarca do
Apody, o bacharel Aprigio Augusto Fer-
reira Coaves, por ter aceitado o lugar de
juiz municipal o bachartl Joilo Gurgel de
Oliveira, que exercia aquelle cargo.
Por acto de 17, foi removido, da comar-
ca do Serid, para a de Mossor, o pro-
motor pubheo bacharel Flix Jayme F.
Barros.
No termo da Imperatriz e no lugar
chamado Mumbaca, foi brbaramente as
sass'tnado com 15 facadas, o infeliz de no-
me Tito, por outro de nome Sabino de
tal.
O assassino apesar de perseguido ppla
forja publica, cooseguio evadir-se, cons-
tando ter-se refugiado na provincia da Pa-
rahyba.
Em trra do engenho Boa-Vista do
termo do Canguaretama, foi capturado pelo
respectivo delegado o individuo de nome
Joao Fidelis, pronunciado no art 257 do
Cod. Criin., e pelo delegado de Gyoauni
nha o de nome Jos Galdino, pronunciado
tambem no mesmo artigo.
Durante o mez de Maio ultimo, foi
arrecadado de renda provincial proveniente
do imposto de 3 por cento, as seguintes
quantias :
Pela Alfaniega 2:2805996
Moasor 5:252?04
Maco 3:3494182
Canguaretama 603A710
Mency .. 1890999
Peso publieo Mossor 1:051(5508
dem Maco 2720328
Total
12:9990787
KtviSTA DIARIA
naufragio do Plnpaa Ante hontem
desembarcaram em frente do Arsenal de Marinha
e de bordo do vapor Ipojuca, da companhia per-
nambucana, os nufragos do patacho Pirapama
que haviam tomado aquelle vapor em Maco com
destino a esta provincia.
Logo que o Ipojuca tranipoz a barra, largara m
do Arsenal de Marinha dous escaleres e urna
grande lancha, a recaber os nufragos.
Nos escaleres foram a bordo por oriem de 8.
Exc. o inspector do Arsenal, que ficara no caes,
os Srs. Io tsente ajudante do Arsenal e Io te-
nente eommandante interino da escola dos apren-
dices marinheiros.
Desembarcaran o Io tenente Raymnndo Frede-
neo Kiappe da Costa Rubim, eommandante do
patacho, o 2 tonente Manoel Floriauo Correa de
Britto, immediato, o guarda-marinha Jos Joa-
quim Uuiraarea, o pratico Manoel Antonio de
Souza, o mestre de 2 classe Jos de Souza do
Naacimento, o riel Abion de Oliveira Lima, o fur-
riel Joaqui n Jos de Mara, 9 impenaes mari-
nheiros, um cosiuheiro, dous criados e 26 apren-
dizes marinheiros.
Da tripolaco do patacho pereceram no naufra-
gio dez apreudizes marinheiros de nomes :
Felsbiuo Vietra (ornea.
Antonio Werson.
Ulysses Jos Alves do Reg.
Severiauo Nohrega.
Feliciano Graciliano da Silva Tavares.
Joo Iguacio de Carvalho Meudonca.
Roberto Papa-figo.
Pedro Antonio.
Manoel Autonio de Alcntara.
Sergio Mouoel de Dcus.
Fiearam no Rio Grraude do Norte dous aprendi-
zes, que depois de desembarcados, nao foram en-
coutru'los, tieando incumbido o respectivo capitao
do porto de proeural os e embarcal-os para esta
cidade.
Segundo nos informaran!, o naufragio se deu s
7 1/2 hoius da mute de 1'5, batendo o navio as
pedras denominadas Ureas do Minhoto, 15 a 20
mhas distante de trra e na altura do arraial de
(iallinhas.
Durante tres dias anteriores ao naufragio foi
impossivel fazer observares por nao aposentar-
se o sol a descoberto e ser muito chuvoao o tem-
po ; ua tarde do dia 16 mandou o eommandante
sondar e eneoutrou na segunda sondagem l bra-
S is fjl.idas de fundo e eatlo ordenou a manobro
par: virar de bordo c quando esta comegava a ser
ezecutada o navio bateu as reieridas pedras, que
eam cerca de bra^a e me a abaixo d'agua.
Picando o navio sobre as pedras foi pouco a
pouco se deucenjuoctando.
N sta occasiao e com rauito custo conseguio-se
arrear um escaler, em que se metteram o imme-
diato, o pratico e mais dez pessoas que seguiram
em direccao a trra, que nao era avistada, em
busea de soceorros.
Esse esealer chegou a Gallinhas s 1 1/2 horas
da inanhl d-- 17 e immediatameutc partiram em
rro tres jangadas, que cjm mais duas de
pesca, que apparec- ram no lugar do siuistro, sal-
varam iodos os nufragos, como exceptu djs dez
referidos menores, que sueeumbinm, uus por nao
se p>Jerem conservar durante toia a non te agar-
rados aos mastros e vergas do navio e outros por
se tere:n precipitado ao mar na occasiao em que
se approiim'tvaaj as jangadas.
Durante toda noute de 16 para 11 conserva-
ram-se agarrado a unstreacao oeornminiau.e e a
tripolacao.
Chegados a praia em completa nudez, foram os
nufragos agasalhados pola populaeao do lugar
oude permaneceram at 18 e dalli einbircaram de
novo as jangadas com destino a Maco em cujo
porto tomaram a 20 o vapor Ipojuca.
Com a publicHV'o da cjmuiuuica!;-Io, que deve
ter feito o comicandante do pitaeho a S. Exc. o
inspeetor da Arsenal de Mariana, 03 uossos leito-
res poderao eutao couhecer todos os piomeuras
da viagm c naufragio do Virapima.
Esperamos fazer brevemedte issa publicarlo.
A' ultima hora fomos informados dequeseach.im
feriJos os Srs. 1J tenente Rubim e o guardo-ma-
nnba .los Guimares.
De .Maco veio aeompanhando os nufragos o
medico Dr. A; tliar.
O Exm- Sr. cpito do porto desta .provincia e
inspector do Arsenal de MarinQa, chefe de divi-
sao Jo= Manoel Picaneo da Costa, 'ecebeu hon-
u-m o seguinte telegramma do quartel-general :
n Faja regressar para esta corte o comma i-
dante. oleiae3, a guarniyo e o pratico do pata-
cho Pirapama.
0 Exm. Sr. presidente da p ovineia mandou
abonar aos ofeiaos e ao mpstrs trez mezes de sol
Jo e s pravas e menores foi distribuido novo far-
dauento.
Ilo^ix-d.- HluMre A bordo do paquete
nacional Mandos veio ante-hontem da provincia
do Maranho e seguio hontera para a Corte o Exm.
Baro de Grajah, Dr. em medicina pela Faeul-
dade de New Ueaveu, bacharel em direito pela
Academia de Olinda e peotigioso^ chefe do partido
liberal na provincia do Maiauhao.
S. Exe. foi recebido a bordo pelo seu dedicado
amigo, Dr. Beujamim Bauieira, que hospedouo e
obsrquiou-o durante o pouco tempo, que se demo-
rou uesta cidade o illu3tre hospede.
S. Exc. visitou alguua clifieos publicss desta
cidade.
Bons ventos o conduzam ao seu destino._
Acto de Pliilanlropla- Exm. Sr. Vis
conde de Campo Alegre, no dia 15 do Junho u-
ente, reunidos os seus eseravisados que sao cerca
do 130, declarou-lhes que, ao cabo de 2 anuos de
8ervcos, lhes consedena a liberdaie a todos, e
bem asaim que, rindo esto prazo, a qualquer d'el-
les que quizasse continuar ao seu servie darla
casa, tf rras e o salario competente.
Actos, como este, de verdadeira philantropia e
notavel, especialmente porque vem melhorar a sor-
te de tantos infelizes, poem em relevo os nobrea
sentimentos do Exm. Sr. Visconde de Campo Ale-
gre, que um dos mais importaut: agricultores
desta provincia.
E' com a maior 8atisfa?o que damos esta noti-
cia : que a leiam todos os agricultores c acompa-
nhein fao generosa resolujo, sao os sinceros vo-
tos que faz-'inos.
Aotoriilade policialPor portara da
presidencia da provincia de 23 e sob proposta do
Dr. chefe de polica de 22 do corrate foi a pedi-
do exonsrado, do cargo de 1." supplente do suo-
delegado do districto de Lage Grande do termo
de Bonito, o cidado Joaquim Ermirio Admetto,
1 riliiiiial do jury.Ilontem, tendo ape-
nas comparecido 25 juizes de facto nao houve ses-
sao. Da urna dos juizes de facto supplentes foram
sorteados os seguintes senhores :
Freguezia do Rer'i/e
Alfredo Monteiro.
Anacleto da Silva Ramos.
Antonio R inaldo de Miranda,
Carlos llallidiy.
Ignacio Pedro das Neves.
Francelino Domingues de Moura.
Freguezia de Santo Antonio
Alfredo Jos Ferreira.
Augusto Cesar Cousseiro de Mattos.
Joao Antonio da Silva Bastos.
Preguea da Boa-VUta
Bento Manoel Viegas.
Bernardmo de Oliveira Coragem.
Dr. Francisco J. Pereira da Motta.
Joo Carlos Cavalcante de Albuquorque.
Manoel Alves Guimares Jnior.
Dr. Manoel Odorico Quedes Nogueira.
Manoel Carneiro de Souza Bandeira.
Freguezia da Graca
Antonio Joo de Amoriin.
Luiz Leopoldo dos Guimares Peixoto.
Jos d'Ajsumpca Oliveira.
Manoel A. de Albuquerque Maranho.
Freguezia de S. Jos
Joo Feroandes Vianna.
Frtguea de Afogados
Demetrio de Torres Temporal.
Leopaldo C. Rodrigues Campello.
Via frrea de OlindaO Sr. Dr. Anto-
nio Pereira SimSes, digno gerente da Companhia
de Trilhos Urbanos do Recife a Olinda e Bebe-
ribe eommunicou-nos hontem o seguinte :
Deu-sj hontem, s 5 1|2 da madrugada, um
deecarrilhan' uto da locomotiva do trem que aquel-
la hora, debaixo de grande aguaceiro, fazia a
primeira viagem de Beberibe para a Encrazi-
Ihada. Foi devido circunstancia de ter a en-
eburrada coberto de areia os trilhos da linha,
perto da estaco do Porto da Madeira, onde elle
se deu. O trafego do ramal de Beberibe, cuja
linha ficou obstruida, s pode por tal raiao ficar
restabelecido s 7 ii2 da manh.
CoDJunctamente com esta noticia mando um
annuncio que Vv. S. mandaro per conta da
companhia publicar na secfo (competente. Por
esse annuncio vero Vv. Ss. que cria a companhia
novas vantagens em beneficio des moradores
das zonas percorridas.
< Sciente embora de que, por falta de popula
cao, nao poder ter effeito positivo em bem da
concurrencia, effeito pelo menos equivalente,
entre nos, a barca do preco dos} transportes em
que se oceupa a .companhia, entendeu a Directo
na Mr urna medida de justica crear expontauea-
mente mais as vantagens que agora assim anuuu-
eia. Nao a isio levada por urna exigencia ex-
clusivamente financeha, pois 03 seus rendimentoa
tem sido sempre augmentados ; mas irregular-
maote vem essa medida satiafaaer a ama ecas
sidade qu 1 foi creada a forca de ae repetir que i
preciso um abatimento do preo das passagtns em
beneficio dos passageiros constantes da linha.
25 de Junho de 1887.O gerente Aira**.
O* featejoa de 8. Joa Na forma do
costume fizeram-sa os festejos de S. J0S0 com os
fogos e divertimentos populares, em paz.
A chuva que houve na vespera do festejado
santo nao permittio que os devotos manifestassem
o seu acrysolado amor, como qu-'riam ; reeervau-
do-se, porm, para o dia, e entao... foram busca-
ps. roqueiras e cantos a valer.
Quanto a desastres os do costume : mos es-
touradas com os gibas, sobranceiras e bigodes
queimados, caras ennogrecidas, de plvora e fogo.
Afora os de que anda bavemos de dar noticia,
soubemos do seguinte desastre :
No lugar Coqueiros, do 2. diitricto da freguo-
zia de S. Jos, um individuo disparou um grande
tiro de pistola em cima de um cesto de mariscos.
Estes voaram em estilbacos e dous d'elles fe-
riram a duas criaocas que estavam brincando
all prximo, urna na perna esquerda e outra na
dreita.
Foram medicadas pelo Sr. Dr. Domingues.
AfoladoAnte-hontem, ao meio dia, estan-
do na praia de Santa Rita e as proximidades dos
fundos da fabrica de sabo, a lavar um boi o car-
rocero portuguez Jos Tavares Martins, um me-
nor de nome Joo, de 8 aonos de idade, seu filho,
atirou-se ao mar afim de tomar um banho.
Cahindo, porm, n'uin pero que all existe, im-
mediatamente trataram de slvalo diversas pes-
soas, e passados poucos minutos, Manoel de Barros
conseguio retiral-o para terra.
Bata ainda o coracao da enanca, porm, foi
baldado tudo quanto fizeram para restituir-he a
vida.
O Sr. Dr. J. de Miranda Curio fez a vistoria.
A polica tomou conhecimento do facto.
Ferlmeoto grave. Ante-hontem, Ca 8
horas da noite e quando pela ra de Vidal de Ne-
greiros passava Antonio Gualberto Gomes, carro-
ceiro, conhecdo por Vea Azul, foi accommettido
por um seu collega c iuimigo, Libauio Jos de
S int'Anua, o qual armado de urna faca de ponta,
correu-Ibe diversas faca Jas, ferindo-o urna no bra-
(3 caquerdo que ficou atraveasado de lado a lado,
o que produzio grande h morrhagia.
Cahindo junte pharmacia do TerQO, sem senti-
dos, foi couiuzdo por pessoas do povo para sua
casa, ra do Coronel Suassuna n- 21, prmeiro
andar o medicado pelo Sr. Dr. Mello Gomes, que
declarou ter grave o ferimento.
O criminoso que se evada, foi ha pouco absol-
vido pelojnry desta capital, porcrme de ferimen-
tos praticados no ofl'endido.
Sarao danwaute -Terca-fer, 28 do cor-
rente, realisar-se ha nos salojs do Club Concordia
um sarao dansaute promovido pelo mesmo Club.
E' de esperar que esae sarao tenha o brilhau-
tismo, que o Club costuma dar as sua reumoes.
Septenario do Senbo? Bom Jea*
da Cagan Comevara hoje na igreja de
Nossa Sentiora do 1'e.razo, o aepteoar.o doSenhor
Bom Jess dos Passos, que all se venera.
Como de costume sero estes actos religiosos ce-
lebrados com tida a decencia e comecaro diaria-
mente s 6 1(2 horas da tarde, fiualisaudo com a
beuco do S.-. Sacramento.
Vi par do nuIO paquete nacional IVa
sahio aufe-hontem da Baha s 2 horas da tarde
para 03 portos do n irte, pelo que s chegar ao
nosso porto amaub.
Kciiciiocw oociueN Ha amaub a se-
guinte :
Da Companhia de E.lifieaco, ao meio dia, na
sua sede, para eleiC/o dos administradores, presi
dente e secretarios da tisaembla geral.
A Arena De Belem, capital da provincia
do Par, temo3 reeebiJo c agradecemos os nme-
ros do interessante e bem escripto semanario sob
o titulo cima.
E' gerente da Arwx o Sr. Marques de Car-
valho.
Ao n. 3 acompanha um retrato do finado poeta
paraonse Dr. Santa Helena Magno e ao n. 8 outro
do maestro Eurico Bernardi, all residente.
Ljceu TriadelpnicoSob a presidencia
do Sr. Dr Virginio Marques C. Leo e sen lo exa-
miuaJcres os Srs. Dra. Horacio Costa c Goncalvea
Mello, tiveram, no dia 23 do andante, lugar os
exames do 2' trimestre dos alumnos doLyeeu Tria
delphco, fuudado ra do Hospicio u. 20.
0 resultado foi satisfatario e as aluinoas deaen-
volveram-se de modo a deixar patente os eaforcis
empregados pola jovem directora.
Es o resultado:
Curso primarioIa Classe: Aaaa Pereira do
Carino, Rosa Hartman, Thercza de Jesu3, Laura
Falco, Joanna de Lyra e Pedro Cavalcante up-
provados plenamente.
2" Classe: Candida Bistos de Albuquerque,
Amelia de Lyra e Ineua Campello approvadas
plenamente.
3 Classe: Beatriz Carueiro da Cuuha, Elisa-
beth Hartman e Jos Pereira do Carmo approva-
dos plenameute.
4a Classe : Leticia Leal e Pedro Augusto C.
L eao approvados plenamente.
Faltaram as alumnas Joaona Simes. Mara de
Albuquerque Mello, M. Campello, Virginia Cam-
pello, Maria de Meudon?a Pereira e Adelaide B.
Carneiro L Jj.
Curso secicndario : L'mgua nac.onal : Francisca
T. de Mello, Maria dos A. Pereira do Carmo, Ma-
ria Pires da Silva approvadas plenamente.
Lingaa franceza : Wllimia Hartman, Fran-
cisca T. de Mello, Maria dos A. Pereira do Carmo,
Maria Pires da Silva e R. Adolphina Hartman,
approvadas plenamente.
Ar.thmetica : Francisca T. do Mello, Maria dos
Anjos P. do Carmo e Maria d& Carmo P. da Sil-
va approvadas plenamente.
Recebedoria eral.Termina sem mul-
ta, no dia 3'J do correte, o imposto predial a que
esto eujeitas as sociedades anonymas, contrarias
e irmandades.
J111/0 de pac da freguezia de J .-
s do Recife. Por ser quarta-feira dia san-
tificado, tic 1 transferida a audiencia deste juizo
para terca feira, 28 do corrate, no lugar c ora
do costume.
Operacao cirurgicaFoi Dratcada no
hospital Pedro II, no dia 25 do corrente, a se-
guate :
Pelo Dr. Pontnal :
Amputaco do antebraco direito pelo methodo a
dous rotalhos, indicada por deBtruico da mao por
exploso de dynamite.
Hiao ranebren.Sero celebradas :
Amanb :
A's 7 horas, na igreja da Penha, pela alma de
D. Hermilla Maria de Oliveira Sampaio.
A's 8 horas na matriz de Santo Antonio por al-
ma de Antonio de Moura Rolim; s 7 1/2 horas
na matriz da Boa-Vista por alma de Joaquim
Pautaleo de Barros e Silva ; s 8 horas ao con-
vento do Carmo, por alma de Francisco Manoel de
Souza Oliveira Jnior.
Terca feira :
A's 8 horas na matriz da Boa-Vista, por alma
de D. Virginia Aurelia de Mello e Almeida ; s
7 horas, na matriz de Santo Autonio, por alma de
Francisco de Paula Mindello ; s 8 horas, na ma-
triz da Boa-Vista, por alma de D. Maria Eugenia
dos Santos Ferreira.
Quinta-feira :
A's 7 horas, na matriz de S. Jos, por alma de
D. Auna Amalia Barbosa da Silva; a 7 1|2 ho-
ras, na matriz da Boa-Vista, por alma de D. Cla-
rease de Aguiar Gesteira.
i-elloeEtfectuar-se-ho:
Amanh :
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, ra do Mr-
quez de Oliuda n. 19, de gneros de estiva.
Terca-feira :
Peio agente Modesto Baptista, s 11 horas,
rus Eatieita do Rosario a. 21, de 2 vaccas, 2 gar-
rotes e urna beata.
Pelo aoene Brito, s 10 1/2 horas, ra da
Concordia n. 201, de movis etc.
Faanageiroa Chegados da Europa no va-
por inglez Neva :
Thomaz Herbest Angher, Joaquim do Espirito
Santo, Joaquim B. M. Pinto, Jos Cuatodio Antu-
neg, Jos Pereira, Antonio Goncalvea, Jos Luiz
Alvea Pereira, Manoel Joaquim da Silva Costa,
Lourenco Gaspar de Baatoa, Gaspar Lopes do Cu-
nha e Amelia dos Res Lima.
Sanidog para o Sul no mesmo vapor :
Arcenio Pinto Loite, Bernardo Antonio da Mot-
ta Cabral e Paul Schimdt.
Chegadoa dos portos do norte no vapor na-
cional Mandos :
Dr. Miguel Nunes Vianna e sua senhora, Joa-
quim Jos Ferreira Borralho, Joaquim Gomea
Freitas, Jote Rodrigues de Oliveira, Eduarde
Herdmam, J. F. Macbintock ana eenhora 3 filaos
e 1 criada, D. Osuwm, Joo Maitins de Souza,
Adolpho Jos Coata, Francisco M. Domiugues,
Dr. Amerieo Duarte de Vivsiroe, Dr. Augusto |
Cesar Lopes Goncalvea, Emile Garay, Edaarda
Maria da Concaico, Vicente Epamiaoudaa Perea
doa Res, D, Lina Amania da Cruz, D. Maria Joa
da Cruz, D. Julia Dodarlin, Joo Castello Branco
da Cruz, D. Maria Hermn, Padre Bartholomeu
Sipoler, Francisco Thomaz de Moraea, Marcal da
Pascaoa Loreto, Dr. Jos Pessoa de Mello, Beuve-
nuto Goncalvea da Coata, Estevo Luro Diuis,
Antonio Marques da Fonseca, Sebaatio Pereira
Guimares, Jos Varandas de Carvalho, Joaquim
Salgado, D. Elisa Lamos, Antonio Pavi sua se-
nhora e aeu cunhado Rjphael Angelo de Moraea
Valle, D. Paulina Marques Ribairo, 1 desertor do
exercito e 1 praca.
Sahidos para o sul no mesmo vapor :
Thoma de Arthur Doutor, Tenente Francisco
Teixeira de Carvalho, sua senhora, 2 filaos e 1
ctiado, Dr. Antonio Fernandes Trigo de Loureiro,
Madame Julio Robbat, Madama Joanne Liceont,
Emelio Garai, Jos Joaquim Dias, Samuel Lau-
gon Johaator, Francisco de Paula Pinto, Joaquim
Ribeiro de Carvalho, Jos Diogo dos Pasaos, Bel-
Urmiuo Casado de Miranda e 1 criado, Honor Ca-
mello, 2 prscas c 1 preso.
Chegadoa do norto no vapor nacional Ipo-
juca :
Eufraeio Alves de Oliveira, J03 Affouso da
Silva, Calistro Luiz Medeiros, Fredcrico Roque,
D. Mana Carolina 1 filha e 1 criada.
Nufragos do Patacho de Guerra Pirapama.
I- tenente Raymundo Fredcrico Kiappe da Cos-
ta Rubim, 2- dito Manoel Floriauo de Brito,
Guarda Marinha Jos Joaquim Guimares, Pratico
Mauoel Ant.nio de Soua e 12 tripolantes inclu-
sive os menores.
uirrctnria daa obran de eonnerva
fao doa portnBoletim meteorolgico do
dia 21 de Junho de 1887 :
23, de Martina
1 0 0
Horaa 0 a-a ? si Barmetro a Teaao do vapor ce T3
O a
fi 3 s
l a
6 m. 23"-6 762">00 19,65 91
9 25-0 763>22 18,42, 76
12 26'O1 762">75 17,96; 71
3 t. 26'0 761ra25; 18,27 71
6 25'0 761'77| 17.66 71
tuna i roa Prmeiro de Marco n.
Fiuza & C.
botera do Espirito aato -Esta lote-
ra cujo premio grande 60:000/000, aera extra-
hida no dia 1 de Julbo.
Os bilhetea acham-ae 4 venda aa Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Tombem acamae venda na Casa Feliz na
praca da Indeptndeneia ns. 37 e 30 e na Casa da
Fortuna ra Prmeiro do Marco n. 23.
batera da provincia do Paran
A 17 lotera desta provincia.pelo novo plano, cu-
jo premio grande de 15:000*000, se extrahir
no da 28 de Junho .
Bilhtes a vonda na Casa da Fortuna, ra
Prmeiro de Marco numero 23, de Martins Fiu
za & C.
buleria de llagoan A 18a parte desta
lotera, pelo novo plano, cujo premio grande
de tO:OJO030, ser extraida no dia 3 do cor-
rente s 11 horas da manb.
O3 bilhetea acbamse venia na Cas Feliz
praca da Indepcndeucia na. 37 e 39.
Tambem aeham-se venda na Casa da Fortu
na ra Prmeiro de Marco n. 23, Martins,
Fiuza & C, e aa Esmeralda, ra Larga do Ri-a-
rio n. 21. j
Lotera da provinciaA 7 lotcric em
beneficio da matriz da Boa-Vista d > Riefe, ser
extrahida no da .. do correntc, s 1 horas da
tarde.
Os bilhet's garantidos acham-se venda na
Casa Feliz na prca da Iniepeadeucia as. 37
e 39.
Tambem acham se venda na Casa da Fortuna
ra Prmeiro de Marco 11. 23 de Marts F.u-
za&C.
Lotera da Paran jba Esta loleria cujo
premio grande de 20:0000 ser extrahida no
da 30 de Junho 'a 3 horas da .tarde.
Os bilhetes aeham-se venda na Casa do Ouro
ruado Barao da Victoria n. 10 de Joao Jo::
qnim da Costa Leite.
Tambem acbamse venda na Casa da Fortuua
4ra Primeiro de Marco n. 23, de Martins Fiuza
&. C.
Lotera do PartPela Casa da Fortnna
foi vendido o n. 4331 com a aorte de 5:00160 10
ida 2.a serie da 11.a lotera do Para extrahida
' hontem.
Temperatura mxima26a,50.
Dita mnima22,50.
Evaporaco em 21 horasao sol: 5'",5 ; som-
bra: 2",5.
Chuva-31"i,00.
Drec^o do vento : SE de meia noite al 1 ho-
ra e 11 minutos da manb ; NE at 4 horas e 37
minutos; E at 5 horas e 35 miuutos; SE at 3
horas Je 2 minutos da tarde ; SSE (com pequeas
interrupcoes de SE at meia noite.
Veloeidade media do vento : 3n,79 por segundo.
Nebuloaidade media: 0,41
Boletim Jo porto
PIBLICiCOES A PEDIDO
Servido do Malariouro
III
5S"
"S -2-2 s Dia Horas Altura
t. 3
a, <=
B. M. i de Junho 1215 da tarde 0.'"41
P. M. U )) 6-47 u 2.:.'1_'
B. M. 25 de Junho 1 il manila 0,">67
P. M. )) u 7-14 . 2, "'17
Cana de DetencaoMovimeuto dos pre-
sos da Casa de Detencao do Recife ao dia 21 do
Juaho :
Existam 301 ; eatraram (3 ; aabram 1; exis
tem 363.
A saber :
Naciouacs 32S; mulberes 9 ; estrang^iros 14 ;
escravos sentenciados 5; dem procesaa dos S;
dem de correceo 5.Total 363.
Arraeoado3 326.
Boas 305; doentes 21.Total 326
Movimeato da enfermara.
Nao houve alterac.o.
do ParaEis os nu-
serie da IIa lotera ex-
traiule lotera
meros premiados da 2a
trahda em 25 de Juabo
5223
2161
1331
3959
5110
2323
2619
1822
100:000*000
15:0305000
5:0004000
2:0OW00 '
2:0004000
1:(0)000
1:000*000
1:000400J
Esto premiados com 5004
54 1221 1688 2329 2961 3622 3671 1106
5314 5966
Apopoximacoes
5222
52 i
2163
2165
Os nmeros de 5221 a
com 2004.
Os nuinero3 de 2161 a
com 1004.
Os nmeros de 1331 a 4310 esto premiados
com 1004.
Os nmeros terminados em 23 esto premiados
com 10J5.
Da nmeros termiuaJos em 61 esto premiados
com 100/.
1:0004000
1:0104000
3004000
3004000
5230 esto premiados IJU1Z0:
Nao rae sea lo possvel publicar hoje 03 docu-
mentos relativos prorogaeo do mu contracto,
devo apreciar o parecer que servio d: base ao
acto pelo qual a Cmara d;liberou romper a
mesma pror >g-.el 1.
Esso parecer quo apezar de tudo coutem ;mo!-
vos que servem de fandam'ut.i :i i in v.i direito e
em taes termos que no artigo aateror me servi-
delle para historiar lgeirimen'e factos relativos
queato entre mim i: a Cira ira, :ia> polia Ber-
vir ao mesmo tempo de fundamento aquella del
beraco.
A primeia i;npresso que causa a sua leitura
a da sua mauil'esta illegalidade e irritante inju3-
t'ya.
Antea de tudo po: emquestl 1 pontos que nao
estavam mais em questl 1, asaumpto de que na 1
poda mais se oceupar a Cmara porque j haviam
sobre elles dehberacoas que ella nao poda mus
rever e alterar s.'in acceordo om a ou'.ra parte,
para a qual eonstituiam diretoa adquiridos, in
concussos e ntangveis.
Depois a Cmara actu ti com a preoeeupajlo d
impor-me a fortiori a coadiclo de diminuir a taxa
que recebo pelo servido que presto de abitim;nto
i do gado, salga de ouios, e p.-epuo J: fressur.as,
approva o parecer que ousigm este tre
Ai.111 desta raza) to peremptona (v l-a-he-
l mis depois), convem pin ier ti pese quando no
; m ttaiouro 10 cinstruiram obras .11 le o contrao-
tanteavalia em l):0J04O0J (reu rimeato da 9
deFevereiro de 1835, ptigava-so lo.')) -01- b01
all aoatdo, hojeq ,-,, n.l>
se deve ma:a pgir tal prec e necessaramentt!
algu-m apparee:r que taca o aerv:9> do mata-
douro por menos.
A'parle a conaideracSo qa posso eo:n viu'a-
gem oppora esse argumento geral de que fazeu lo
obras custosas com capitaei rajus cu albeioi (u.Io
vem ao caso) devo amortlsal >* com os jurjs cor-
respondentes e por isao pjrcebsr a nwsini taxa
durante mais loa^o tempo ; l:vi nes'e ponto aa-
leatar bem que para se me pagar menos, o que na 1
foi coadico da prorogaeo, hoje txes obras es'So
fe'Uas; mis para rasgar-s: a prorogaeo e pr
me fora iiicoutinrnte, sera forra .i aera fign d^
desorganisando-se bruscimeute o servico
Anda o padre Manoel Lobata Car
nelro da Canaa e o en dNtlncto
e digno amigo-Dr. Henrique Mi
let.
(Continuaco)
NIo continuara a rabisoar e enfadar oa leito-
res, se nao nutriaae a eaperanc* de ver 1 Sr. Milet
voltar carga revestido de novas armas para de-
fender o seu bom amigo ; e nem de esperar me-
nos de um athleta das dimencuaa de S. S.. que nao
pode nem deve fazer urna retirada moda de
commtniador, salvo se, por infelicidade nossa,
S. S. for atacado da mais horrvel das enfermida-
dc3 hoje coahecdas entre nos, aPrecipita! gia
mi tetina.
Esta molestia, segundo deocreve o Dr. Balio
no seu manual de disparatologa pathologe, ata-
ca simultneamente o orgo do paladar comrfe.s-
tos gstricos c o espirito com soffr i meatos to anor
maes e euergios, qu; o infeliz que d'ella ataca
do perturbase de modo tal que a aua permunmtia-
cui qualquer lugar torna-se mpoasivel, e d en
to para correr, correr aem rebufos, aempre eox
energa na dlrecco do mar, onde precipita 1
te lanca-se !. .
Emquanto porao S nao ae diguar voltar. va
mos apreciando mais alguus poutos da fam ;j a !.
feza que fez ao seu amig '.
Nao houve contracto algara par* esta socieda
de, allegan S. S, deixando auapenao o seu peasa
ment.
Xo aei adivahar, m .3 vou ver
alvo. Ser porque ai ex-promol i ir~'
cidade, ao advogalo perito era dirnto eo d
ao futuro late da Faculdada do K .:
carcter da integrdado de S. S. nao m
p 'rtancia alguma os cratractos'so'i p .
cavalheiros ?
Nao creio, tanto maio saben do S. -
mente que bavia con
mente ser assigido e registrado.
Com a d:reeco Jit vm pa Ir I. 11 1
Irgio prosperava etc o
O aeu amigo poder ter aptido para tu lo ra '
nos para dirigir c>iegio. N'.'m aempre o r
prova oa mei o. A cap ni la le I
go eraigenciar energ.cntente' m ni
collegi 1. Ni > ae encontra cora facilidad
de aluinuos de lamanba forca : nosti
nao estava mal aerv.do nem arrepen I I
tomado pira frouteapieo.
Agora varaos fallar mus claram-.a
1' batalha do Sr. Dr. Milet.
Ni vespera de su. viag m o meu .::
eurou-me c mais tarde appareceu-me I
ba !o, etc. etc.
Eis o que se passou n 1 v :8per 1
Nease ilia, s 11 horas, o padre L >.' .
para cu dar-lhe a respos'a d>-
qu' me havia feito por int rmdi) do Sr. >-
Lma, qui, u aconselhou a faze!-o por 1
Iembr,mdo-se io risuliadodu primeira.
R apoudi-lhe que a coma 1
me de proposta uj mereca 1. 1
que nao entrara em a
fossem pagas as contas 1> .
para ser entregue provisoriam ;ute, eiraj enaaio, i
2170 esto premiados ioexperiea ia de quem quer quo aej t at haver ura
I novo arremataate, oes obni*. porm, Si
anda fitas, ou ao me.ios nao est) bem ou com-
pletamente fetas.
Essa ncjhereuea palpitante ae aota no pare-
cer que cra3igna o footo vu! ir na construyo
de obras, mxime em um. estabelectmeito, cuj
servico nao pira, de h iver eu requerido pro.-o-
Todos oa nmeros terminados em 3 esto pre- grayOes pata uradtua diua. e aimaltanea
mente para contrariar os fuadam;uto3 da proro-
miados com 604 excepto os t;rmiuados em 23.
Todos os nmeros terminados cm 4, esto pre- I
miados com 504 excepto oa termaados em 61.
A seguate lotera corre no dia 2 de Julho
pelo plano de 120:0004.
Lotera do Espirito SantoEis os
nmeros premiados da 1 parte da 2a lotera, em
beneficio da instrueco primaria, extrahida em 25 .
do corrente:
3027 60:C0.)000
6165 10:0004000
1511 6:0004000
9008 1:0004000
7069 2:00)4000
1813 1:U00400
9117 1:0004000
Esto premiados eom 5004 '
51 1539 1997 1773
Esto premiados com 2004 :
116 1300 2190 3656 1229 4111 5536 6623
6711 6789
Esto premiados com 100)5 :
1156 1665 2339 2761 3290 3708 1571 1607
1683 5126 5570 6111 6622 7112 7260 7803
7833 7856 79S2 8175_ 8720 8855
Approximacoes
3026 1:0304000
3028 1:0004000
6161 5004000
6166 5OO4OOO
1510 3004000
1512 3004000
9007 ,2004000
9009 2004000
70o8 1154000
7070 1154000
Os nmeros 3001 a 3100 excepto
grande esto pren-iados com 504-
Os nmeros 6101 a 6200 excepto o da immedia-
ta esto preciados com 204.
Todos os nmeros terminados em 7 excepto o
da aorte grande esto premiados com 20.
__ A seguinte loteri 1 ser extrahida no
1 de Julho,
IiOterla do CearEsta Meditada lote-
ra cujo premio ma>or de 15:0004000 ser ex-
trahida no da 29 do corrente.
Os bilhetes acham-ae venda na Roda da For-
tuna 4 ra Larga do Roaarie n. 36.
Tambem acham-se a venda na Casa Feliz na
praca da Independencia ns. 37 e 39 e na Casa da
Fortuna 4 ra Prmeiro de Marco n. 23.
Lotera da provincia No dia ..
do corrente, s 1 horas da tarde, ae extrahir4 a
7 loteras, cm beneficio da matriz da Boa-Vista
do Recife e, no consistorio dn igreja de Nossa
Senhora da Conccico dos Militares.
No mesmo conssrorio estarlo expostas aa ur -
ane aa eapheraaa aprecaco do publico.
Lotera da edrteA 201 lotera da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de-----
30:0004000 aer4 extrahida no dia .. do cor-
rente.
Oa bilhetea acham-ae 4 venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-ae 4 venda na Casa da For-
tona rna Primeiro de Marco n. 23, de Martina
Finia & C. .
Lotera dorao-ParttA 3 sene da 10
lotera deata provincia, pelo novo plano, cujo pre-
mio grande 120:000*000, ser4 extrahida no dia
2 de Julho.
Bilhetea 4 venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40 de Joo Joaquim da Coata
Loite.
Tambem acham-se 4 venda na Casa da For-
0 da aorte
Jia
gra^o do contracto coatm coasiderayos
estas :
Outras obras esto fetas di modo a servi-
rem perfeitamante para o tira dessjado, pisto que
nao estejaoi U03 ter.no3 precisos do cntralo, pir
exemplo, a cob rta da casado matanca nao de
ferro, nem as t'.'lhts sao de ziuco, ou ferro galva-
nisado, a coberta de mad 'ira e as telhas de
barro ; abarra node azulejo de cimeuto. o
Quanto a este ponto de arguico seno injus-
ta infundada e a razo tacil de dar.
Conforme a deliberaco da Cmara constante da
acta de 6 de Fevereiro de 1881 (Diario de Per-
nambnco do 1- de Marco do 1884; foi teita a co-
berta com madeira e telhas em vez de ferro e zinco
Igualmente por outra deliberadlo da Cmara c
esta nao a meu requermeato, mas coatra a minha
voatade foi substituida por cimeato o azulejo qu:
devia ser empregado na alludida barra, decidndo
a Cmara em deaaccordo comigo pela couaidera-
co de que eu nao seria prejudicado desde que o
azulejo era mais caro e porque o presidente ento
da cmara que salvo engao meu era um profis-
sionale distinctissimo opiuou que a substituidlo
satisfara melhor os preeeitos da hygiene.
Depois de informada a materia pelo respectivo
Commssaro e discusso a respeto assim se de-
cidi e catana acta de 18 de Maio de 1885. {Dia-
rio de Pernambnco de 3 de Junho de 1885).
Outras alteracous, substituigo de umaa obras
por outras, obrigaeoes de cumprimento dependente
de opportunidade ou exigencia da cmara a res-
peito de utensilios como a falta de mais urna cuba
e o mais que foi notado no parecer que vou apre-
ciando nao pode ser levado minha conta que
embora parte no contracto e parecendo tratar de
igual [ ara igual na eaphera strictamenta jurdica,
recebia e cumpria ordena da outra parte muitaa
vezei em meu proprio prejuizo para evitar deaiu-
telligencaa que me collocariam em peior poaico.
Devo notar contra o efleto que pode produzir
urna certa parte do parecer neste ponto queeu nao
era obrigado pelo meu contracto a renovar toio
material ndistinctamei te, por exemplo, taxas,
caldeiras eobjectossemelhaatea e apenas conser-
val-oa.
Mas nao querendo deixar passar sem reparo e
com todo peao quaoto dea-.-jo fasar carga mi-
nha responsabilidade, entr i nessas minudencaa.
Entretanto taes arguicoes que rebato quando
fossem fundadas nao poderiam obstar 4 proroga-
eo do contracto, quanto mais servir de base para
raagal-a e sto por urna razo decisiva.
Asaim opportunamente tendo requerido levantar
a minha fianja porque aa obras estavo conclui-
das, conforme consta da deliberacao em acta de
10 de A?oato de 1885. (Diario de 20_ de Agosto
de 1885) a cmara mandou ouvir o Commssaro
do matadouro.
Este depois doa neceaaarioa examea e informa-
cao do engenheiro deu conta de aua commisso e a
Cmara recebeu as obras, mandando levantar a
flanea : dil-o a acta de 31 de Agosto (Diario de
21 de Setembro).
Portanto as obras eatavao fetas como esto con-
sideradas na parte contra mim elaborada, embora
nao o estejam oa parte em qu Vine poderia favore-
cer, ojmesmo parecer.
Nao precisa insatir sobre a contradsccao, baata
apontal-a em urna peca importante por haver aer-
vido de base 4 violaco do meu direito.
Proaeguirei.
Recife 25 de Junho de 1887.
Jos Eleuterio de Azevedo.

..
convocar o cred ires niq
que havia era Clixa 3:0)6466
1:97540 10
qualficavtl,
transfer" o arrollara uto da -i-', 1'.
per preco mdico em co-isequ icia i ...
concertos por mim feitos na ;m
de 'J:0 MJ40 11 >s e imai ilos 1
I mnh i rea len u a 1 > '.. i
I he oa meus p ira acoui ola .....
banheiros cora ch 1
cano ,i ::! lep si*o do ms; :
gradea 1-fern, telhis le z.ne .
!" _-y nua.itie t, trastes ;..
de eom o dniheiro di nusma. tcouii^io le
r tirar os alumnos que elle 1 .
sisteneU do lir iti I credor lairap .
'iT i 11 i ; fii tlmjn priva* ii le '
rateio a saldos previstos do mez
diante.
Infelizme ite, na ~
cora a alergia c ra que o fez o Sr. Ur. >i
Sr. Just.n a ) B ,
; -ii .- mu e i m ibi
mbara, m m una b 1 9
i> > 1 ; resgu
p ni; '_ergueu 1 1 I m
osolhis acintillantes de guuueia c
prop )'. rae :visto o s.ali >r ter Jilo que
til alb 8 pi.' inl-.L* cr.-i, ra i, -.i. -I u
dando-mi o acnhor quitaco le todo
tos e reiraucio-* !
I-to seiia exc.'sso de audacia >j imb
de ?Nao se : mas retirci rae deixtn 1
engan 1 d alma le i) o eego [ae 1 tortuua
xi durar muir >.
Em mnh t auseuei 1, d .)
dre.de cab.ca inclinada c rufaud: ab :on c
d^i.s na cori (proteste eaergic nenl
es e sa :ril gio Sr. r. Milet), |U 1 1
evidente de satisfazlo intima em S. R; :
pondia todo jubiloso aos censores que 1-
vam io tamauho da esrr >1* orno o Di. M -
ora, oa so elle ni tara diaheiro n ra ir.
gar !. .
Entretanto, meu caro 5r. D.- M
jogo, mas & o voltrirete, baiatiuho.. ti 1 ;
aqui entre nos.
Aa 1 horas da tarde riccbi os 3
to susto causou ao Dr. M :
o recibo lo thioj a-'guiu'e : R-cabi do Bvm. M.
L C. da lymha a quantia Se
do que me <|.'via dar, segundo o saldo a meu fa-
vor, como consta do bataneo de 21 le M .
anuo.
A traasieo porque passou S. R.vrat. foi esp.13-
modiea ainli u.lo vi um codilho de semelhaate
effeito! Sr. Milet.
O homem qae estava acoatumado a dal-os boj
outroa, por j>g) diverso, empailideceu e tranafi
guroa-3i de tal modo que o rosto risonho e ayra-
patlnco tomou a figura de urai raumia, com a dif-
ferenca que a de c, a do sea amigo, Sr. doutor.
bata com as mandbulas u'uu ejrapis30 nervoso
que fazia rir.
O que houve ma3 de caricato nesse e]
digara no as duas teatemuuhis que aa occaa
acharam.
O Sr. r. Milet affirmou quo o aeu digno amig.
nao ment t.
Eu teria muitas ptaa desse lufallivel p.'-
tarlbe, mas contento-raj cora a ultima p:r ser
fresquinha... .
Nj da 7, vea )era do prec p tildo embarque a;
reverendo, s 11 horas Ja mtohS, aormou-me elle
pela aeguuda vez que a caaa se achiva pgs
mas, inlormaulo-me do Sr. Dr. Joaquim Corris
de Aranjo, na da 11, at que li tiaha
pa"o tive em resposta que elle nada pa
mal que naquelle dia pelas 2 horas da tarde, ves-
pera do embarque e depois de me ter alarmado
que havia dado 1:00)4 ao meami 1 nhor, I .
procurado pelo mesmo reveren la p ir 1 aceitar-lne
cm pagamento urna letra daquella importancia que
elle nao aceitara, pe) que anida sou oon_-.
todos oa alugueis cfecorrdjs de Ju.ho do anne
pasaado para ci !
Coacluo pedmdoao publ'Co que rae tolero tei
sido maia vehemente do que devia e desejava em
minb defeza.
Mas o padre Manoel Lobato pageu- a favores
com Dgratdao, nobresa cora perfid 1, fraastornou
as dsposices da miaba vida e deu lugar apa
teatear as diffieuldades dos meus negocios queeu
tapeiava enpperar, e a ser ferido no que o homecu
pobre tem de mais preciosoo erediio I
Agora, Sr. Dr. Milet, se eu quizesse oppor a
epigrapbe deste arremedo de artigo a minha op:
nio, dizendo lhe que o padre Manoel Lobato um
aventureiro que envergonha a familia Carneiro
da Cunha, se que a ella pertcncem 03 do Ri;
Grande do Norte, e a mancha indclevel do clero
brasilero, S. S. ainda protestara ?
Abaixo publico um resumo do ultimo balanco,
devendo-se juntar a tile as quantiaa que foram
recebidas depois pelo Sr. piJre. aa quaes nao posso
piecisar porque elle teve o cuidado de levar os li-
vros de recibos ; mas tenha certeza que recebeu
trimestres anti6os e novos antes da sua partida.
Recife. 26 de Junho de 1887.
M. A. t'ianna.
O padre Manoel Lobato Carneiro da Cunha em
conta corrente com o collegio de S. Luiz de
Qonzaga.
Debito
Saldo de contas em 28 de Fevereiro
Recebimentos posteriores at 31 de
Mato
1/2 do saldo negativo da conta de
' receita e despeza at 31 de Maio
9324i70
2:1704650
634700
Res
3:0664620
Crdito
Pcnso de 2 me%esJunho e Julho
3:1664620
Saldo supra


Diario de PernaiubneoDomingo 26 de Junho de 1887
recibida por M Alves Viaeaa
do pensionista Barthelomeu P.
de Mello
Saldo Jevedor
Ris
100*00J
3:066/620
3:166*620
Pernambuco, 31 de Maio de 1887.
ConferimosL. D Morissou.
Bellarmino de Albuquerque.
Assignada Padre Manoel L>bato O. da Cunha.
Minoel Alvcs Vianu.
Cousas de opposieu
(a PROPOSITO DO PIBAPAMA)
Dia o Jornal do Red fe que o quartl general
da armada tele^raphou para Sania Catharina ao
eommandante do cruzador Almirante Barroso que
pirtisse imuiediatainente a percorrer a costa do
sul at Castillos em busca do encouracado Baha
que sahio do porto de Montevideo, em direcco
Santa Catharina, na manha de 8 do corrate sem
que al o da 15 huuvcsse noticia delle, como no-
ticiou o Jornal do Commercio.
E que, portanto, o presidente de Pernambuco
rambem devia, esclarecido pelo Jornal do Rec>fe
sobre o naufragio poaaivel do Pirapama, deapre-
jar todas as infvrmaco s eui contrario do Arse-
nal do M.rina: e Uzer .hir o Meduza, mesmo no
em qa: = acha desdo sua maliograda via-
reai s Roce para descobrir e rebocar o Pirjpa-
na, assuiniudo a-3 funcc.s Je quart-l g.ueral da
armada !
l>crescentou que o procedimentj contrario do
Sr. Pedro Vieaute importou iinpri Kncia e de-
sidia.
Entretanto, se o Jornal do H rife reectisso um
jouco antes de eserever e conaiiitasse suas notas
sobre o servici da inariuha, conheeeria :
Qu' o presidente d provincia inteiramente
.-.Ibi-io viagein do Pirapama s R)Ccas, CDde nao
foi por ordem sua, ncn a servico de sua imme-
diata inspeccao ;
Que uao sabe, ucm tem rasao de saber, se a
eonstruccao do Pirapama era defeituosa e o pata-
cho incapiz de navegar livremente ; vendo ape-
nas, agora qn-.'nisso se fall, sjr urna ba'.la per-
3tmente eont'etada pelos competentes ;
Que aiuda quando bem fundada a noticia Uc
me um vaso de guerra qualquer esteja dessinpc
uhando o servico do Estado com diffiouldades, nao
pode o presidente da provincia, em alto mar ou
.15Ja im suas aguas territoriaes o ineuo > as de
outra provincia, fazel o deter, aproar e trazel-o
para o p^rto allegando, mas nao provenido, ter em
vista evitar um naufragio eminente :
Que o presidente que is^o antorisasse exorbi.
tava da lei, arrogur-se-hia as funecoos que nao
ih competiac e commclteria urna violencia que
n'e por acaso podia nao ser prejulicial ao
Estado, pois a ninguem dado adivinhir que un
navio, cuj > destinj estar n ivegaudo, tem d:
naufragar em tal dia, s tanta; horas c cm tal
lugar :
ra, se tudo iso verdad-', para que insistir
cm pretexto to ftil uo afn de molestar o hon-
rado presidente da provincia, a quero se quer mos-
trar o que ser opp.sicionista as deviras.
Este caminho ne o melhor.
Sab.mos que o intuito do Jornal ser agradavel
nicamente a um certa numero de leitores. Seus
redactores conheccm as cousas como ellas sao ;
sabeoa bein que o presidente se lembraase de,
eein seus esclarecimentos, violar a lei e frotar um
navio para correr o mares em procura do Pirapa-
ma, ja as proximidades do Guar, que merece-
ra censuras e censuras seria* e graves, nao t
das opposii,o s a todo o cueto, mas do jornismi
verdadeirameute imparcial e sensato.
Um presidente de provincia deve ter juiao bas-
tante para nao se deixar levar pelas ondas das
noticias do primeiro reprter que apparecer, acei-
tando qualquer esclarceme uto, sem reflexo ; e
deliberando fra da lei, da raaao e do bom
senso.
Isto que seria alguma cousa peior que im-
previdencia e desidia.
Aasim o dissemos e aasim estamos cuda vez mais
convencidos.
O major Carlos Lelto de
Albuquerque
Nao venho responder ao que o Sr. Lei-
tao firaiou contra uiiin n'esto Diario, a 23
do corrente.
Se pudesse ser acreditado S. S. na do-
clinatoria que pretindeo fazer para mitn do
um seu debito p.ra com a firma coraraer-
cial Andrade, Lipes i& baatar-me-bia
a peremptoria rospistc, desta, publicada no
dia inmediato no Jornal do Recife, era a
qual decan, <-'i- as transac(oas que
tiv-jinos ooiu o r. Dr. Austerliano achara
se fecliadas, e manda a verdad) que diga
n?03 que o Dr. Austerliano foi serapre cor
recto e po.itual co pagara ;uto di suas oti-
las, o que formamos delta o m-lhor cou-
ceito. para expol-o como devedor re-
misso.
Nao est em meus h-.bitos retaliar inju
ras, e sim tom r eontra quem as at'ra o
desformo legal.
Preciso, no entretant.', entrar em certos
detalhes atim de evitar que tjnha fijado
qu-.lquer duvida, depois do que disse so
bre a espo iu os Srs. Andrade, L >pea A C
Em 1883, du-a corresponienoias calu li-
nios s foram publica a3 contra mim, e
urna contra o major L'ta'j,
Fiz firme proposita de proceder crimi-
nalmente contra oa calumnia lores.
firma commercial ordem para fornecer o
dinheiro preciso para os procesaos iniciar.
Fomos todos des&ggrarados em juizo.
Eu paguei todas as custas e despszas
feitas com oa procesaos que ententei ; o Sr.
Leit&9j porm, empacou no ultimo paga-
UlCHO.
o -i que o meu cunhaio no processo deste
deixiu de fazt lmcar na conta do mesmo
dcsp'eza quo doviam ser por elle pagas
para fazel-a pez^r sobre mim ; o que, no
entretanto, tttdo approvei; e o fiz, porqu?
o Dr. Glimaco trabalbava em tal negocio
s por mioha causa, e dizia-me, que acha-
va o major Leitao capaz at de furtar-sa
ao pagamento de despezas, a que tiuba obri-
gagao judicial de fazel o.
A carta do meu cunhado que o Sr. Lr-itito
publie 1 s prova, que o Dr. Climaco, usando
da nossa ordem, tomou dinheiro para cus-
tas em ambos os procesaos contra Manoel
AUps : eu, poro n, sal lei as minbas contas
com a referida firin 1 commercial, conforme
03 ncibos que me eram apresentados pela
referida firma, assignudos pelo meo advo-
gado, aeguu lo prom ;tti na minha carta pu-
blicada j como o faria, tambem, ao Sr. L^i
tao, se est'i tivessa pago as oontas englo-
badaraente, com rae pareceu ao principio
ter feito, polo que me e3creveu entao.
S. S., nao o fez, o quer declinar para mim
do seu debito.
S o Sr. Leitao acha, que as custas e
despezas feitas com o desaggravo judicial
Ja su 1 HONBA silo exageradas, entenda-se
co 11 o meu cunliado, que tanta repugnan-
cia teve en sr sou patrooo, que este Iba
explicar tae3 despezas, o o quanto S. S.
c^'. :>in la restando Ihe.
NSo es revo para aqu, para Bom Jar-
dim, onie o Sr. Leitao muito conheci 1 >.
B,;u-JarlD, 2 de Junho de 1887.
Austerliano Correia de Crasto.
Aluda, o padre que supprc as
faifas do vigirloda Varzea ao
teucute coronel Wauoel Dio-
nisio Ciomes 3o Reg.
Afiu .1 depois de alguna dias voltou o
veiho tenente-coronel, desfructavel como
boj ser, oufa'tuido como o phariseu do
evaogelbo (nao com Simao o leproso
[em cuja asi este ve o Sonhor, mas como
I aquello que orava em p no templo de Jo
ru-ialera ostentando virtudes, aomesmo tem
COMMERCIO
Constitu pira tal fi 11 advogad^ o meu | po que humildemente pro3tralo orava o
cunhado, Dr. 01u)a:o* publicauo dizen lo : Domine, propitiu3
O major L'.ito fez o mesmo; para o|estmhi peccatori) voltou, digo, encal-
que foi preciso a miaba intervengan, vis-1 cando se anda de sapiente, conhecedor
ta da repugnancia que S'impre leve o dito provecto nlo s das sagradas paginas
meu advogado pira com este, conseguinlo como tambem da jurisprudencia, etc., ete.
eu at que o Dr. Climaco pristasse os seus Meu velLo, ouga me : Eu nao sou tilo
servigos gratuitmnmte. jjov-n como auppo*, pois j cont a idade
O major Leitao, como eu, demos dita exigida pelas leia patrias para oceupar
urna curul no senado ; felizmente, porem,
nao estou deorepto nem perdi aiaia, por
meri de Deus, o exercicio das rainhas
faculdades menta-s. Portanto nos seus in
tervallos lucidos o acompanharei na altura
em que for provocado, e volte imprensa,
quantas vezes quiaer, quo me encontrar
com a pona em punho para reopon lar.
O publico precisa de alguma diversao,
e, pois em taita de cous* melhor, ir se
divertindo sua costa, ao menos at que
ees jo esse furor pragmtico seuSo phari-
saico. Declaro-llu entretanto, in jide su
cerdotis, que possuo a Biblia verdad ira era
3 volumes grossos, desde o lempas rs
cholaaticos, que a tenho mauuseado quan-
tum satis, que tenho a Ier dcll diver3as
obras de moral e direito cannico e mes-
mo civil que podero ser compulsadas
pelo meu sabio antagonista, digno filuo da
veatuta o legendaria Olinda. D claro Ihe
raais, que tanlo eu como qualquer sacer-
dote que competentemente autorisado,
bina, nao reeebe dinheiro algara p.ra essa
segunda missa e nao por amor ao coore,
como m.lii.iosamente o suppoe, qno opi-
dre a sao se presta, mus para s .tiafaz -r
s necessidales espi.'aaea dos fiis. Eq
tendea? Consulta l os seus alfarrabios,
leia os L irrigas e rrosins do seu finad)
irmao, que tambem lo: padre, que eneon
trar estabelecida, ha mui 03 uunos, esta
disciplina ; Sua mene iguora oertamenti
isso e dahi as medidas qua tem escripto
nejte Diario.
Ningue n na Varzea, nem to pouco em
At'.-gados j fullee; u sem os soccorros 3-
piritaaea tendo-os procralo em tempo. O
tenente ooron-1 quaaio vir que est pr^s-
t s a inerrer, maude me chamar que me
eacoatrar prompto para ouvil-o de co.i-
tssLo, 8airraental-o, etc.
Nao fi.ga, pois, acjusago-s vagas, arrr-
petida-se do escanialo que deu, faz;nd.>
urna boa coiifi^siio la na Catbe Iral ou onde
Iba convier, e d<-ixe 30 de mais cuidados
eobro as obrigagoes alheias. Aind
conselho: distnb. com
illll-IUdlIlS
Scrviqo da Agencia Havas
LIVERPOOL, 24 de Junho.
XSSnCAR ; Tranatacefie* bastante
.Hutas, pumos liniK-s
O de Peruambucu n. O. vende-iite
119 por luiniiii.
ALGODAO .-Mercado calmo, precos
Irouion.
O FAIR de Pernambuco vende-ne
a & */S d. por libra.
Veniteu-we boje durunle o dia cer-
ca de StOOO fardo.
NEW-YORK, 24 de Junho.
ASHUCAR:Mercado calmo, precoM
inalterado*.
O FAIR REFIN1NG Pomaiia
ende Me i I 9/10 ceul. por libra.
Agencia Havaa filial em Pernambuuo,
24 de Junho de 1887.
1! isa C'OTAgKS OFFICIAE3 DA JUNTA DOS COR-
RECTO KE8
Recife 25 de Junho de 1887
lambo sobre o Rio de Janeiro, 5 div. cai 14
0 0 de descont,
oanioio acore r'ar, 30 d/v. com 7/8 0/0 de deg-
rcg'ilain .te
>.' sorte boa .
i. regular .
tlumidjs e baixes
rmenos .
Maacavado .
Bruto ....
Rtame
2200 a 'JUtO 23i saccas com Klgodo.
I9')0 a 2I00 50 couros salgad.s
1700 a l8ii) 113 saceos eom cocos (fructa).
1*500 a 170: 508 c.-js (fructa).
1/300 a 1/400 18 ca:xt3 com viuho de jurubeba.
1U10 a 1 100 I 5 saco i eom cera de carnauba.
90J a 1J000 13 caixJ com doce.
700 a 6 M
Algod 1
Contina a ser cutado o de 1" sorte do serta > n
tii'JOO o 680O, uamiuai, por l kilos.
Batriitat* de ANNUCAr e laudan
k.z DE JOMO
Assucar
Entradas Da3 Saces
Bareacas......1 23 13.761
Vapores
Via-terrea de Cru u 1 23
Animaos...... 1 23
Via-terrea de S. Francisco 1 23
Via-ferrea de Lijiti.-j 1 23
Somma.
Algodao
1 622
722
21.933
871
43.:G7
saludo antehontein, le
cinto.
(i resiaente,
Antonio Leonardo Kodrigo.es.
duardo Oubeux.
oiimeuio baurario
BKCIPE. 25 DB JLNHO DB 1387
PRAgA DO RECIFE
Os bancos manliveram boje ao baleo a taxa de
22 5/8 d. sobre Londres, dando o Internacional a
22 3/4 d.
Em papel particular Izeratn-se pequeas 'rans-
accoes a 22 7/8 d.
PRAgA DO RIO DE JANEIRO
Foi mantida pelos bancos a taxa ofcial de 22
3/4 d. sobre Londres.
As tabellas expostas aqui fjrain estas :
Do I.N1KUNAC1' NAL 1
90 dju vista
Londres .
Pars. .
Italia. .
amburgo
Portugal
New-York
225/8
420
2
235
22 3/8
424
424
525
237
2/230
EatraJas
llarcaca8...... 1
Vapores...... 1
Via-fenea de Cmaro 1
Animaes...... 1
Via-teriea de S. Francisco 1
Vi errea de LiiU.CT) 1
Soturna.
Diaa Saccas
4 25
23
25
i'5
23
23
1.82b"
3.001
151
4.014
2. lis
2.375
13.485
1 dito c m peuo-i de e:na.
Cirn :;atam diversos.
Vxpjr ingles Neva-i,
vou para Montevidj :
>0 pipi9 com aguardante.
50 saceos eom cojos.
Cir-cg-.ram diversos.
Vapr nacional \yi;i>r, sahido antehontem,
levo.i a Mr,'.. .-'_' ii..' :
Pira Icio Grande 1,050 saceos com assucar.
1,500 barricas com dito.
G5/2 dirs ca dito.
<5 i ditas com dito.
30 eaixas com cajurubeba.
Para Porto Alegre :
2,150 saceos com assucar.
252 barricas com dito.
50/-' di tai c.m dito.
50 4 ditas com dito.
12 S1CC-I9 com algodo.
1 caixa com doce.
2 daccos com cera de carnauba.
Car.'carara divera js.
a um
03 pbrea a praca
v-dha que llie deixou o a-u rmilo padre,
venda o seu sitio l da Varzea, reduza t
nalmcnte tudo quanto te.n a dinheiro, e
d, sem ostentas&o phariaaica, aoj ncessi-
tados: feito isto ter coustrnido um gran le
thosouro no co, seguiudo assim a letra e
espirito Jo Evangelho.
Pela miaba parte, lente, tenho i l
o que posso : nada possuo, e Doua n s,b .
Terminando este meu artigo ptrJdi liio
as otfonsus qu) gratuita.nsnte n tstu .1 .
rgido, o rogo a Nsso Senhor Jess
Christo qua le d juizj. .
At outra vez, tcnenti-coronel.
llicif.-, 24 Je Junho de 1887.
O ov.n padre que suppre as faltas do vi
gario da Varzea.
Memorial
Amanhi, 27, ao meu da, dcvea reunir-so em
assembia geral extraordinaria os accionistas d
CoMPAMHtA DB EoiriCAcIo, afiu de pr&ccirem ;
eleicao a Oirectoria, gereute, presidente e secre-
tario da iS-jmbli geral.
Est marcado o dia 1" d Ju lu prximo, para
.1 reuino da assembla goral da CoMPANIUA no
Ubbbbibk, que te.n de tomar couhecim.-nto da ges-
to ij negocios di ucdi eompaahia uj auno
sccial lindo.
As notas do Thesouro de 2')J0 la 5.J esticpa,
5000 da 7.* e 10/1000 da t.J, serio substituidao
11a I'iesouhabia db Fazbnda a' o tim do mes de
Junho eom o descont de 2 U/0, o iual ser eleva-
do a 4 0/0 a contar do 1. de JuQj a 30 de S
zembro ao correute .mu.
IlljiOE I (<.!<
Vapor nacional 'Ipojuca, entrado dos
portoa do norte eu 24 do correntj e con-
signado a Companhia Pcrnambucana, ma-
oitestou :
Conferencias abolicionistas
Domingo, 26 do corrente, 1 hon da
tarde, no theatro das Variedades ter lu-
gar a onferencia, sndo orador oSr. Joao
Antonio da Cunha Rtb -iro.
Hiver a parle recreativa do costame
a cargo de distincto3 o dedicados artistas.
As onrnissdes receboro osporulas en
beneficio dos escravisaios, o muito con-
fiara na generosidad", p tblic.
S retara da S>i|; la Pjrna non j m i
Contra a Escravilao, 23 is Junho de
1887.
Adolpho Quedes Alcoforado,
Secretario.
Palmares. 89 de Jtiuho de 1S9
Os joruaes de boje nos trouxiram a gra
ta noticia de ter o superior Tribunal da
Rdlacao em 8?ssao do hontem, deita lo por
trra um iniquo procjsjo instaurado pilo
juiz da direito desta comarca contra o pre*
tant) cidadao Miguel Rololp'io de Birros.
Divulgada a no.icia notou-se o contcn-
tamento de que t.uran possuidos to 03
aquellos que uaj esperara lucrar com a obra
da iniquidad1, d'alguns mezes esta parte
pista en campo p>r un iuiraigo da huna-
nidade, que infelizmente aqu tncirtaram
como juiz.
A ciiade iateira (nao exageramos iizen-
do) procurou a victima da iniquiiade u>r-
ta, e deu lhe seus parabens, no podenio
deixar di ser assim, desdo que so saiba,
ser Miguel de Barros um mojo que por
gnu probidad', inol-r.-cac, educayao fina e
trato amen.!, goza nesta trra do titulo
justo e merecido de horaom de b:m c ca-
valhciro distincto.
E^tas justas manif:3ta';33S ainla nao sa-
tistizeram seus particulares a numerosos
amigos, o quaes as seis para sete horas
da tarde, prccedid-is de urna biuda de mu-
sica, dirigiram se caai le sua residencia
e ah por entro as harmoaias da tassma e
istampidos de bguetes que atroavam os
ares, deram-lhi1 o r.brago de folicitaco, !o
vautanlo 30 po.' esti ojju'), vivas repj-
tiios ao Sap;rior Tribund daRdacao, qu')
8empro foi e contint =cr g.r.uitia do> op
primidos, pirque at -di; jnais ehegaram
asp-.ix5:s que dirigsm juizas da oriem do
Sr. Igni'-io, quj apiz \r i ji j-'.' uu es-
qu-1 sto ^i i-y e t t, 3 -g.ij i j oa! i
nifesta arrem it I i :a I -ill >
boa fama do n i ul-j, ai i !i
o bjni $e<\ -
par-
11 uto
p:js i q :
i
t ..-i ain i i e malsiu i i lo, cria
a se i DpOr aos r.'sp-itjs Jos ou
troj l):ncns.
HallifeSt (d S 1 >r
beu il'gue! >' li rr is,
faZ i; .i q 1 i US r
firmar u Miimo io rn cu, a c < ivi.
va das que rece
i mrarn a qu s o as
; o s-rvirao n ira
ponloraio Luiz
) : que j c tempo !;
Do Losdos Bank :
90 djo vista
Londres .
Pars. .
Italia. .
amburgo
Portugal
New-York
22 5/8
420
520
235
22 3/8
l.'l
424
525
237
2/230
Lio EaausH Bank :
Londres.......
Paris........
Italia........
amburgo......
Lisboa e Porto.....
Principaes cidades de Portu-
gal........
liba dos Acores ....
liha da Madeira ....
Sew-York......
90 djo vista
22 5,8
420
52
235
22 3/8
424
424
025
237
242
245
242
2/230
Mercado de assacar e algodao
BCIFE, 25 DS JUSHO os 1887
Assucar
Os (.recos deste producto, pagos ao agricultor,
continan a ser os seguintes, por 15 kilo :
Branco, os meihores que
apparecsm no mercado,
Despacho* de exportaro
UVZ DE JUNHO
Nos dias 1 4 23 toram despachados na Alfande
ga os artigos seguintes :
Pura Jira do Imperio
Agurdente..... 72.138 litros
Algodao......1,101.948 kilos
Assucar......3,175.9001/2 .
Bagos de mamona 52.(00 >
Borracha...... 2.328 .
Cajurubeba..... 0 caixas
Carocos de algodao. 113.350 kilos
Cocos (fructa) .... 7.020
Courinhos e pelles 10G.83G
Couros espichados ... 93
Couros salgados. ... 2.516
Couros verdes .... 55.792
Uoce ....... 180 kilos
Farinha de maldices 5J0 saceos
Ipecacuanha..... 34 kilos
uro velho..... 93.564 graos
Prata velha..... 819 160
Queijo do serto ... 16 kilo3
Para dentro do Imperio
Abanos de paiha de car
nsaba.....
Agua medicinal.
Agurdente.....
Algodao ....,
Assucar.....
Azeite de coco ....
Cajurubeba ....
Carvao animal .
Chapeos de pulha de car
naba ......
Cera de carnauba .
Cocos (fructa) .
Doce .......
Elixir cabeca de negro. .
Eepanadurcs.....
Farinha de uinndioca .
Graxa......
Milho. ......
Obras de marcineria .
Oleo de mocot ....
'Jleo de ricino ....
Palha de uricury .
Pennas de ema ....
Preparados de jurubeba
Preparados inedicinacs
Queijo de sertSo
Rap.......
Sal.......
Sebo......
Sola.......
Taboas de louro.
Vaasouras de palha de car-
nauba ......
Vintao de jurubeba .
V5pcr nacional Maud^h, conduzio a carga
seguinte :
Para Macei,:
42 saecas com caf.
151 fardos com xarqup.
Para Peuedo :
40 fardes com xarque.
Para Aracaj :
fcO fardas com xarque.
Carregaram divetos.
5.0JJ
37 caixas
378.456 litros
154.227 kilos
2,222.624 .
110 litros
50 caixas
480 kilos
12 fardos
415 kilos
52.250
1.195 kilos
6 caixas
130 kilos
1.000 saceos
400 kilos
232 saceos
22 volumes
60 kilos
1.400 .
89 .
102 .
6 volumes
9 caixas
100 kilos
258 e i/2 .
20.000 litros
1.120 kilos
2.505 meios
24
2 atados
18 volumes
Xavios & cama
Ebto sendo despachados os seguintes :
Barca noruegueose Stanley, assucar, pata Mon-
treal.
Barca uorueguense Meros, algodao, para o Bl-
tico.
Barca inglesa ra Liverpool.
Lugar nacional Vieira, assucar, para Montevideo
e Uio Grande do Sul.
Lagar n cual Zequi.Aa, assucar e outros arti-
gos, para Montevideo e Rio Grande do Sul.
LKur inglez Flora, assucar, para os Estados-
Unidos.
Patacho portu>uea D. Elysa, couros, para Lis-
boa.
Patacho naeonal Rival, diversos artigos, para o
'. rande do Sul.
uacuii i! 'dira Augusta, assucar, para
Montevideo.
'.
BEC1PITULACA0 DO ASSCAB
Para o exterior 3,175.9001/2 kilos
Para o interior 2,222.624 .
Semina 5,398.5241/2 .
Vaporea dapactiadoa
Vapor nacional Manaes, sahido hontem, levou
a seguinle carga :
Para Baha :
50 barricas com assucar branco.
Para Victoria:
100 saceos com assucar mascavado.
Para Rio de Janeiro :
.\avto & descarga
Brigue ailemao Hoffmmg, varios gneros.
Barca inglea Meteor, bacalbio.
Barca nacional Uimosa, xarque.
Escuna allema Fritz, xarque.
Eacuna norueguense Reform, xarque.
Lujar nncional Loyo, xarque e gorduras.
Lugar inglez Viola, bacalho.
Lugar noruegueose Chrislina Elysabeth, cervato.
Lugar nacional Marinlio Vil, xarque.
Vapor inglez Autor, varios goneros.
Vapor nacional Ipojuca, varios gneros.
Patacho nacional joven Crrela, xarque.
Vapor inglez Osseo, carvo.
I'aufa da Alfandeca
StM-.NA D 27 DE MAIO A 2 DB JUNHO DB 1887
Assucar refinado (kilo) .... 145
Assucar branco (kilo) .... 126
Assucar mascavado (kilo) 066
Alcool (litro)....... 160
Arroz com casca (kilo) .... 65
Agurdente e ; 056
Algodao (kilo)...... 400
Borracha (kilo)...... 1/066
Couros seceos salgados (kilc) 460
Couros seceos e pichados (kilo) 585
Couros verdes (kilo)..... 275
Cacao (kilo)....... 400
Caf restolho (kilo)..... 320
Carnauba (kilo)...... 366
Carocos de alf odtu (kilo) 014
Carvo de pedra de Cardifl (toa.) 16*000
Caf bom (kilo)...... 460
Cachaca (litro)...... 700
Farinha de mandioca (litro)j. 037
Fumo restolho em rolo (kilo) 405
Fumo restolho em lata (kilo) 5'
Fum* bom (kilo)...... 720
Fumo ein folha bom (kilo) 720
Fumo em folha ordinario (kilo) 400
Genebra (litro)...... 200
Mel (litro)........ 040
Milho (kilo)....... 400
Taboados de amarcllo (dusla) 100/OJO
Algodao 50G saccas a Borstelmann &
C, 12-4 a Luiz Antonio do Siqucira, IJU a
Souza Nogueira i& C, lii ordem, 12 a
Machado & Pcreira, 339 a Amorim Ir-
ilia 13 & (!.
Borradla 19 barricas a H. J. Greeru.
Carne 7 garajaus a Carlos Rabello, 7 a
Cuuh Inuais & C, 8 a (oromes de Alat-
tos Irmaos.
Cera de carnauba 4S saceos ordem.
Couro3 salgados bcccos 26 a Joilo Paus
de liveira.
Couri ahos 14 amarrados a Wdson Sons
4C,
Pipas vazias 12 ordem.
Pelles 30 fardos a Abe Stein i4 C.
Qucijos l volume a Cunha Irmaos & C ,
1 a toares do Amarl iSt Irmaos.
Sebo 1 volume a Cunha Irmaos & C,
1 a Gomes do Mitos Irmaos.
Velas 14 caixas ordem.
Vapor nacional Mandos, entrado dos
portea do norte era igual data, consignado
ao Viscoude de Itaqui do Norte, manifes
tou :
Barricas vazias 40 a M.aoel M. de O i-
veira.
Caf 50 saceos a Fraga Rocha & C 50
a Fernandes A Irmaos.
Ferigens 13 volumes ordem.
Fazendas 1 caixa a Narciso Maia & C.
Massa de tomate 6 caixas a A. R. da
Costa.
Pipa3 vazias 15 a Manoel M. da Olivei-
ra, 18 a Pereira Carneiro.
Barca ingleza Meteor, entrada de Terra
Nova, em 25 do corrente e consignada a
Saundres Brothers & C, manifestou :
Bacalho 2,200 barricas e 76 ineias
ditas aos consignatarios.
Exportaco
BKCIFE, 23 DB JUNHO DB 1887
i'ara o exterior
No vapor inglez Nevo, carregaram :
'ara o Rio da Prata, P. Carneiro & C 100
pipa i com 48,000 litros de agurdente.
Na barca portugueza D. Eliza, carrega-
ram :
Para o Porto, F. M. da Silva & C. 4 barricas
com 400 kilos de assucar branco e 1 caixa eom 15
ditos de doce.
Pora o interior
No vapor francez Ville de Pernambuco, car
regaram :
Para '-untos, S. Guimares & C. 10 pipas com
4,800 litros de agurdente ; P. Carneiro 4 C. 200
saceos com 12,000 kilos de assucar mascavado.
Para o Rio de Janeiro, Ramos & C. 10 barricas
com 480kiksde carvo animal ; F. G. ds Arru
da 1 caixac eom queijos nacionaes, pesando 10)
kilos.
No vapor nacional Mundos, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, H. de Soma Pereira &
C. Successores 1 caixa com preparados medici-
naos.
Na barcaca Adelina, carregou :
Para Maco. M. J. Pessoa 1,000 saceos com
farinha de mandioca.
Na barcaca J. Taurino, carregaram :
Pi* P. le Aligoas, Maia x Rezende 5,00)
lilroi de il.
Na bu cu; a Rii .lujos, carregaram:
Para } NVa, P. Beutsen & F.iho 22 volu-n-s
COUl obrad .: :.: ca ria.
linbelro
n: BBIO )
Pelo vapor nacional Mauos r-ara :
D^ Natal :
Vlonhard Haber c C. (:860jS300
Uuirte & C 3:800i)0)
Julio Irmao 10*000
Souza Basto, Ainn'in i O 1:9224500
0 yotbo Jardim C 397700
Hanool Joaquim Pessoa 203*000
Do Maraubo :
Cirpinttiro 1' roz ft C. 1:982*003
Silva Guin.r.iMs A C. 1:443*570
Oo Para :
Vlartius Fiuza & C. 766*OJ<3
De Minaos :
Carlos Loureaeo Guaca 1:0003000
BXPBDIDO
Pelo mramo vapor Mandos, para :
Macei 8:869(5940
Rio de Janeiro 2:00300)
Pe'o vapor ingle* Neva, pura :
Rio da Jnueiro 120.001*00)
se retirar de urna trra, da qual j tirou o
que tinlia a tirar, isto odiosidade geral,
isolamento completo, como resultado da ac-
tos impensados e illegaes, que o tornaram
depois do desacato impoasivel para viver
cam decencia no meio de horaens que se
prezam.
J deve ter visto, que do nada lhe serve
seu arsenal de odios, que a desordem de
seu espirito ua> amedronta ninguem ; e
que mesmo quando queira exercer a falla
da energa, ella nao passar de urna qui-
xotada burlesca que s provocar o risa ;
que te.npo de arrumar i bagagem, onde
ao inverso dos outro3 s levar odio3 e
vergouha, para nao dar o espectculo tris-
t-. de qumdo appareee as ras da cida-
d', fazer como faz, com qua todos venham
s portas olhal-o, como qu-s seja um bi:ho
raro ; que a sua continuado nesta comar-
ca um insulto ao pudor publi;o, porquo
ninguem o pJc ver sc-n corar de pejo.
E' necessario que part, quando niSo cm
attcnyao a propria dignida h>, ao .aenos em
:itt i :;"u a dos out.-j-v qu; nao deve lia
riamente estar sendo otf adida.
Feiti a tnanifestaco cj uo li j..u dita, o
prestante cidido Miguel de Barros sua
jovea e interes3ants senhora, no con3en-
tiraui qua sahisserj os amigos sn quo ^
s.Tfissem do urna ehavena i: cha ; 3 ja a
aceito, Li servido c im .. profuso
adeza quo todos lhe rcconbecem, iu ando
a festa s novo horas da noite, quando se
retiraran, todos profndala uto penhorados
lo acolhimento e trato de to digna, qaao
feliz casi!.
Ainda continuam as pt'r5<:^nQo s, estan-
do sendo prossadj o subdelega lo da ci-
daJc, Jos Ferr ira da Souza Grande, e
ero grao do app-jlla^ao, o processo em que
condemnou a tr-s mazss de irisaj o im-
portanto agricultor Joo Climaca Paula
o il/a, subdelega lo dos Moiuns ; o que
fez o juiz, nao obstan-.: ter declarado im
auto publico ter este ci la laj concorrido
para o seu desacato ; porm como J is
que soffreu pe'a causa da ustica : declara
sem pejo, queja nao tem n.-nlmn prazer
na vida seulo qu.iado condoiunn un il. :h-
go I !.. .
O jury ns funccion<\ndo c ..::..-j
n lie um facto anormal c i utri r.; ir, |Ufl
ve a :i s r fun i i .reiu d tus pro a
o orga r.is p ibli
quo cm vez i)
re: ;i no iii a' al '.is deb X<: -, a que obri-
gado pela lei, faz a maior i i^-" :
uos pobres preso, ao ponto lo ciu-ar nojo
c indignago ao tribunal; que
se poderta dispensar, d.:sde i: t:m um
promotor que s faz o qu elle manda.
Nao ha duvida que esse juiz veio ao mun-
do cm hora iial csjolbi ia, e
Vaporc e uavion e*pcra VAP IRIS
Gualiylo su li .je.
ParaJo 3ul aminh.
TdgusJo sul a 29.
A avancedo sul i 0.
Juiho
Argentinado sul a '-'.
Pernambucodo norte a 3.
Miger i i Europa a >
Espirito .Santolo aui a 7.
Viile de Bahai. sul u 7,
PutaeeJo New-Po: r-N. \vs a S.
Trentda Europa a 10.
C'itnillj Jo norte a li.
Tiu>arJo sil a 14.
Mandoslo sul a 1G.
Santosde Hirnourgo a lt.
Congodo sul a 19.
Paraio norte? 23.
La Platada Europa a 24
l'eruainbueo do sul a 27.
Neva do su! a '29.
i.O mcj no !c op i.
ca e o
uiz Luiz I
itead.uieatos pblicos
Kt.Z D JUSHO
Alf aniega
Reada geral :
l) 1 a
i ieui Ce ib
Renda nrovincial
e 1 a i-i
dem de i'i
55J.131d72i
23.875i58ij
----------------585:007*311
79.5tk)t632
4.GU3j70o"
84-224*358
i.'e 1 a ''
[cem '.e 2j
De 1 a 23
d.-:n da 25
-. 1 a 23
Idea o- 25
Recebudoria /eral
6t9.231*649
29.893*176
927*261
30:820440
Recebedoria p. ooinciai
Recife Drainage
77:258 768
3:298,5981
83:5574752
6:215*642
197*669
6:113*311
Hercado Muuicipal de 9. lose
O movnnento deste Mercado uos dias 21 e 25 de
J jal.o foi o se^uiute :
Entraram :
78 bois pesando 12,395 kil sendo de Oiivei-
ra Castro, 54 ditos de 1 qualidade e 10
de 2" e 23 ditos particulares.
401 kilos de peixe a 20 ris SOO
38 cargas de farinha a 200 ris 700
9 ditas de fractas diversas a
300 ra. 2*700
14 tabolciros a 200 ris 2*800
32 Sumos a 200 ris 6*400
Foram oceupados :
48 columnas a 600 ris 18*800
42 compartime'itcs do farinha a
500 rcia. 21*000
37 ditoB de comida a 500 ris 18*500
182 ditos de legumes a 400 ris 72*800
38 ditos de suiuo a 700 ris 26*60J
23 ditos de ressuras a 600 ris 13*800
20 tainos a 2* 40*000
16 ditos a 1* 16*000
A Oliveira Castro 4 C.;
108 tallios a 1* 108*000
NAVIOS
Artnidade Londres.
Anue Mariedo liio Grande do Sul.
Iilauch'jJe Terra Nova.
Claudiuado liio Je Jauciro.
CamoesJo Porto.
Erutede amburgo.
Guadiauade Lisboa.
J. G. Fichte de Montevideo.
K-italinaie Terra Nova.
Leanderde Terra Nova
Mariado Terra Nova.
Marinho Ido Kio Grande do Sul.
Miriuli-j IXdo liio Grande do Sal.
Meta Sophiade Hamburgo.
Osearde Santos
Petuoiade Terra Nova.
r>eftgyde Terra Nova.
Positivodo Kio Grande do Sul.
Withclminede Hamburgo.
Uo vintenio do porto
Navios entrados no dia 24
Southamptbon e escala- 14 1(2 dias, va-
por inglez Nava de 1774 ton dadas,
eommandante L. K. Dickinson ; a
Adamson Ilowie & C
Manos e ascala -13 1[2 dias, vapor na-
cional a Manos o, de 'JOD toneladas,
coramaudante Guilherme Waddiugton,
equipagem GO, carga varios gneros;
ao Vismnde de Itaqui do Norte.
Cear e escala 17 dias, vapor nacional
Ipojuca )>, de 260 toneladas, cora-
mandante Alfredo Monteiro, equipagem
30, carga varios gneros; Corapanhia
Pcrnamucana.
Terra Neva-37 dias, barca ingleza Me-
teor de 247 toneladas, capito Peter
Currie, equipagem 12, cara bacalho ;
a Saunders Brothers & G.
Mossel Bay (frica) 34 dias, patacho no-
rueguense Efraim de 183 todeladas,
capito T. Knudson, equipagem 7, em
lastro ; a Hermana Ludgren O.
Navios saludos no mesmo dia
Buenos Ayres e escala Vapor ioglez
i Neva de 1774 toneladas, eom-
mandante L. R. Di kinson, carga varios
gneros.
Rio Grande do Sul-Vapor nacional < Ay-
mor de 282 toneladas, eommandante
Francisco Casavcchia, carga varios g-
neros
Navios entrados no dia 25
Jeve ter sido arrceadada uestes dUs
a quautia de
363*020
Ueudimento dos dias 1 a 23
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde de 240 a *00 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sainos de 560 a 640 ris idem.
farinha de 20) a 240 ris a caa.
Milho de 64J a 800 ris idem.
Feijao de 260 a 300 idem.
4:863*540
5:226*56)
Hatadouro Publico
Foram abatidas no Mtadouro da Cabanga 99
reses para o consumo do dia 24 de Junho.
Sendo: 63 reses pertencente a Oliveira Castro,
& C, e 28 a diversos.
Liverpool e escala21 dias, vapor inglez nAuthor
de 885 toneladas, eommandante Robert Buddle,
equipagem 26, carga varios gneros ; a Johns-
tcn Patcr & C.
Santos e escala7 dias, vapor inglez Aibbwo-
ke, de 954 toneladas, cs.nmandante A. Wil-
8on, equipagem 20, em lastro; a BoxwjII Macei15 horas, vapor ingler Orator, de 849
toneladas, eommandante J. G. Jones, equipa-
gem 2o, carga varios gneros; a Samuel L.
Johnson.
Navios sahidos no mesmo da
Rio de Janeiro e escala vapor nacional Manos
-.'eommandante Gailherme Waddington, Carga
"varios gneros.
Mossor Uvate nacional Aurora 23 m.stre
Manoel Duarte da Silva, carga vanos gneros.
Maeu, Hyate nacional Adelina dos Anjos
meatre Manoel Francisco Monteiro, carga vanos
gneros.
Canal, vapor Inglez Neta
Chadorck, carga algodao.
commaniaate J.
I HffitVfl i


Diario de PernambucoDomingo 2f> de Jnnho de 1887

tudo querer reformar, tudo anarcbisa, tu
do desorganiea, por que ello a imagen*
da oonfuao e o prototypo da deaordora.
Em outro qualquer paiz um juiz de igual
jaez j nao era m-.ia magistrado. Aqui
inda o e continuar a ser para vergonha
da claaao e eterna reniorso do ministro qu
o Domeou.
Agripa.
Oude est o gato i
O diffi.cU problema sobre canudos de po-
mada, [pomada em canudos, muitj boa
para quem tem cabellos enroscados) publi-
cado no Jornal do Recite da 2i do cmate,
termina assim :
C Se o conhecidv idiota (VE l'SOPOZ, no
Diario de 2{ do corrente, resolver o dijjicil
problema, ganhar um pratinho de carur
6 algum is duzias de tiuques.
Pergunta-se qual o atributo do ver-
bo projsjr -.'
O que foi que o conhecido idiota pro-
bos '<
E' o caso: onde est o gati'!
Se o camelobipede, que formulou o -dij
ficil problematot capaz de responder
lo Hlui. r. msiotano C. A
Bello
S bonteui foi que li o segundo artigo aasiguado
por 8. 8 no qual d como traicoeira e simulada
a garanta qu- dei ao Baro de Mattoeinhos em
prejuizo da caa que foi semprc 0 suttcatactdo do
meu collegio, etc.
Devolvo intactaa ao Sr. Bell ou ao seu advo
gado as expresso. a ofteusivaa cora quo me tratou
n-sae artigo ao Dr. Milet dirigido, e aguardo urna
resposta da Eur pa para juntar a do Sr. Dr.
Eduardo de Oliveira, que obterei logo que chegar.
me aquella, para justificar rae da nica accusa9o
qu pode ferir-me na honra :
Ilypotbccar bem para acaulelar inleresses pro-
prios, como 8.8. disse em um comuiunicado pu
binado cm dias do mes de Mai*.
Peco, pois, ao publico que suspenda o seu juta
at essa occas'o.
25 da Junho de 1987.
M. A. Vianna.
I provas de devocao nos annos anteriores se-
rio ao presente por todos confirmadas com
a mesma dedicayao e fervor religioso para
maior esplendor na celebracSo da fasta tra-
dicional de Nossa S^nhora do Carmo do
R-cife.
Carmo 21 de Junho de 1887.
Frei Alberto, Vigario Provincial
Ao publico
Sr. Redactores. Rogo a V. Ss que
pelo seu conceituido jornul Diario de Per-
nambuco, para aer publicada estas soguin
(-tes linhas, ao Exm. Sr. presidente da pro
vincia, que desd.-^o dia 10 da Noverabr.
de 1885 que prestei jura monto de 1."
supplente de delegado de policia em ex-
erci o, e nao pudendo manter, mais esse
cargo, por motivo de molestia ; por
,4
vezes t*nho s licita !o a miaa de mis
sao ao Illm. Sr. Dr. ebefe de policia,
e eu nao podendo obter e eu nao queren
iaes perguntae, so lhe liar muitas cousas;
um S. Francisco XAVIEB, de borradla,
Um Man gastoso, de papelillo ; para c
S. Pedro muitos pastcllo-s [de p de mu-
ro) e muitas torcidas de algodao ensopadas do ser vitalicio no lugar, venho respeitoaa-
e;u az ite de pois .
U.u cons lhi : aquellc que, nem o por-
tugui-z sab", deve pro urar o seu lugar e
d2q be metter ". formul.r problemas.
Co apanina de Edifiea-
pfto
mente p^dir ou rogar a V. Exc. o seu va
os > auxilio para miaba demissSo.
Villa de Boa Vista, 8 de Junho de 1887.
Joaquim Antonio Teixsira Jacobina.
que os actuaos
!o propaganda,
liguas d3 Srs. a:
directores,
procuran i o
cionistas de
R rdo d.f
rencia des-
Cousta-nos
ao lam f.zei
convence r a
que o gerenta proposto o Sr.
Mtnezes nao podo assumir a g
ta comiunliii porqumto se aelia na pro-
vincia do Amazonu-, e qu ;-.l!i uzufruo q-
teresss superior s a >s que n esta corap.-
nhia poier uzufruT.
Para destruir esta malvola asser-
$.- estamos autorisvios a garantir que
este cavalheiro aecedeu ao i>eiido de .1-
guns dos nossos amigos e espera o u'tim i
tum p3r poJer embarcar.
Detestamos os caprichos Je que a dir
ctoria actual s; t'iu servido, par.ifazsr
correr semt'lhinta galga, o que d-n u pu-
ra e simpl-sraente que s visa continuar
na e.ipJora<;ao arraojandn gerente e direc-
tores seu b 1 pn z r.
A aireccao actual t-m sido desastrosa,
pelo qui' devoraos ter um pouco de savoir
faire, nSo dando agasalbo, repellindo mes
mo o gerente cim que a mesma nos qaer
presentear, o qual sendo ero atura de den
1ro, bera polemis prev. r a qu desastro-
so tiual pos levar.
Devemos estar no firme proposito de
alimentar caprichos de que tu qur que se
ja, mxime quaudo elles vao de encontr
aos nossos interesses.
Muitos accionisttis.
giia Florida de Unrrav e Unnaa
ll
Na verdade cousa maig que agradavfl o p-
dennos c ntnbuir ou achar um novo e delicado
meio de dcleitavel prater para o gentil e bello se
so. Lanm^in & K-mp por sem dimda alguma, coa-
degniram esse desejdo fim, introduzindo a Agua
do Florida d-i Murry i Liaoman, (eujo artigo ba
m*is de O annos teem sido o constaute favorito
para o toucador em toda Amrica FJp-piinh la) ao
conhjcimento das senhoms deste paiz. Nao aao,
pois, as siihoras qua so sentcm reconhucidad o
obligadas para cm aquella firma emprebendedo-
ra, pois que, se o artigo em questSo outorga e ao
lonco de tina cambraia urna fragrancia deliciosa e
summ^iraeute refrigerante e s fa.'es urna alvura
doce e jov-.ii I, ell igualmente pesaue a rara effi-
eaei i e vntude du fazer remover a ardencia cau-
sada depoia do taz r ia barba, assim como '.'L^a
o mo gosto depoia (e so ha vi : g-osado as bellas
turnabas da um charuto.
Dissolvi.U cm agua, serve ella de gran 1e pro-
veiti) para a conservoslo dos dentes e geogivus,
li.in ao piladtr um g0t> suave o agradavel.
Afin, poid, de se podor con: das estas vmtagens, indispcnsavel se torna o pos-
suir-3e a nal k preciosa Agun de Florida de Mur-
ray & Lanuiiu, o iienhuina outra mais.
Como gabantia contra as falsificaoSes, obsrve-
se Di-m que os uoaies de Lanmun & Kemp reuham
i-stampados em lattras transparentes no papel do
livriuho que serve de envoltorio a cada garrafa.
Ene ntra se venda em todas as pharinacias t
drogaras.
Agenlea ein Pernambuco, Henry Forster & C,
ra ao Coinuiercio n. 8.
medio Peitoral de Cambar, e logo a tosae foi de-
clinando, deixandof de deitar mais sangue, as for-
Cas foram revigorando ae e hoje, gracaa a Deus,
acho-me perfeitamente corado.
PJe fazer o uso que quizer desta minha fran
ca declaraco e creia-me, etc., etc. Antonio Luiz
de Oliveira.
O referido medicamento acha-se venda na
agencia a cargo dos 8rs. Franclco Hanoi-I
da Silva A C, ra Mrquez d'Olinda n. 23.
Franco 2500, meia duza 134 e duiia 24f.
A agencia remette a quem pedir, condicoea ;m-
preeaaa para as ven-1 ia por atacado.
Collegio de Nosa Se-
n lio ia da enha
Para o sexo cminina
MiB-Pio aos Wma i
B
Funcciona ra da
Formosa.
Aurora esquina da ra
t
lua lagrima
SOBRE O TOMLO DO SEU SUNCA E6 li l'KESADO IKMAi
Francisco Hanoel de sou/.a Oliveira
Jnior
i' anuiv rsario de seu fallecimento
DEIIK.4MAM AS BOAS IBMS
Amelia de Oliveira.
Emilia d-.; Olivr-ira.
Mana do Carino d.' Oliveira.
Itccife, 2fi Jo Junb do 1S87.
a^aaBaHaBB|HBaBH|Bi|EaB
fraiiramma dn fcnia da gloi-ioa
Nauta Hila de CaotNia em sua
iitreja.
No sabbado 25 do correnta, ao meio dia,
urca salva de 21 tiros c diversas gyrando-
1 as de f.gu'- s fe.-.ilcrao o ar, annuneian-
do, que, no dia seguinte, ter lugar a f-.s-
ta (a gloriosa Santa RiU de Cassia.
i 'ni erro Fatal na America
No peridico a develan i, publicado em
Ohio, nos Estados-Unido3 do Norte, lemos
a des -ripcao de urna opera:!o cirurgiea,
cujos funestos resultados sobresaltaram pro-
fundamente todos os facultativos da Repu
blica Anglo-Saxonica. No entender do c-
rurgiao m.iis emi ente de Cleveland, o Dr.
Thayer, semelhnte operagao foi quasi um
crime !
llavia muitos annos que urna senbora
chamada King padeca de urna enferraida-
de de estomago, e nenbum dos systemas
de tratamento empregdos por varios me
dicos puderam alliviar lho os soffriinentos.
\ doenga tinha principiado rom uin leve
desarranjo dos orgilos digestivos, de mis-
tura com um grande fastio. A estes symp-
tomas seguio-se u.n malestar indescriptivel
no estomago (malestar que foi tomado por
urna sonsa-.-ao do vasio interior) accumulan-
do-se em torno dos dentes urna materia
Emulso de Lanman
& Kemp
A Emulso de oleo de figado do baca-
Iho cora os hipophosphitos de cal, soda e
potassa, preparada pela acreditada casa
de Lanmau & Kemp de Nova York,
rnelhor, a ma3 perfeita, e a mais eficaz e
agradavel que ai agora se tem offerecido
ao publico.
E' um regenerador poderoso das consti
tuicoes debis e um remedio certo para
tidas as afifeegoes do peito, da garganta c
dos pulrafes.
sese a Emulso de Lanman &
Kemp nao confundindo-a com as outras.
Vende-se em todas as drogaras e pbar-
raacias.
De ordem do Sr. presidente convido a todos es
socios desta sociedade, a cemparecerem ra do
Nogueira n. 47, pelas 10 horas do dia de demiugo
26 do corrente, para urna sesso aspecial, na qual
se dever tractarde assumptoa importantes, ten
dentes mesma.
Recife 23 de Junho de 1887.
O secretario,
Alpiniano de Miranda.
A s soc i a v t o Commer-
cia< Beneficenie
Concert de predio
A directora desta associavo recebe propostas
para a factura dos concertos de que precisa o
predio em que ella tem sua sede, cuj >s concertos
constaui da planta que se exhibir aos pretenden-
tes. As propoatas sero feitas em carta fechada
e devero ser euviadas mesma assciaao ^t o
meio dia de 30 do corrente mez. Recife, 21 de
Junho de 1887.O secretario,
Joaquim Alves da Fonseca.
Arsenal le Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, dietribue-
e costaras nos dias 27, 28 e 30 do corrente mez,
s oostureiras de ns. 452 a 5G7, de conformidade
com as disposicoes dos annuncics anteriores.
Seccao de costuras do Arsenal de Guerra de
Pernambuco, 25 de Junho de 1887.
Flix Antonio de Alear tara,
Alteres adjunto.
Club Concordia
SARAO DANQANTE
Terca-fura, 28 de Junho.
Convites permittiJos.
A directora.
S. B. J.
Aviso
No .loaiingo 2i), -.o romper d'aurora, Pegajosa, acompanliada de um gosto des-
uma outra salva aunun ara, que ebega- agradavel, especialmente de uianha. Lon-
ge de azer desapparecer a sensacao
solemnisa a
t
le. iia, em que a dita igreja
| (esta de sua divina pa.iroeira.
A's 9 da manha, llavera missa resala,
com assistencia da companbia de menores
Jo Arseual de Guerra, tocando duranto
esse acto, a respectiva banda marcial,
s obsequiosidade do digno major director
daouelle estabelecimonto.
A's 10 horas,a expeliente binde marcial
Ja Sociedade musical 14 de Maryo execu
tara as melhores pegas de seu vasto reper-
torio, dtpois do que: entrara a fA-sta so-
lemne,
do
vazio, o alimento prvi i.> augmeutal-a. En-
tre outros symptomas, notava-so a cor ama-
rellenta dos olhos. Pouco depois, as mitos
e os ps esfriarera e tornaram-s' pegajo-
sos, cobrindo-se de um tuor fri. A enfer-
ma padeca de ura cansado constante, sen-
tindo-so nervosa, irritada e ebeia de ne-
gros presentiment08.
Ao levantarse de repente, a pobre se-
nhora senta urnas tonturas. Com o tempo,
Kvd. conego vigrario
IH.1 I.V.atlH\
S13BE O TMULO DO MEU QL'BHIDO FILHO
FBANCISCO MAN'OEL DE OUZA OLIVElKA
JUJ10K N'0 Io AXN'IVEKSAKIO DE SEU FAL-
LECIMENTO.
O tempo decorrido depois dvqielle infausto acon-
esimento nao tem tid i a forca precisa para, ao
senos adelgac ir a pr< futida inagja que em mi-
uhalma imprimi o desappireciinento de meu que-
rido filbo.
Ha um anno, rec>lheu a trra cm seu seio o| 14 Je
corpo do meu caic filio, a qm m nao puderam sal-
vaguardar do tributo lo pi-ccjcemente exigido os
cuidadosos eeforcos d^ sua mi, euas preces fer-
vorosas, sua dr indiaivel nem suas lagrimas ar
dentes To^as tus angustias que eu aoffn em
extremo, obstiuamse em dominar-me, com a mesma
intensidad'-, como que para attestarem o estreme-
cimento com que eu ama va aquella parte de meu
ser e o merecunento com que ello acolhia, igual-
m-nte amoroso, todas ks inauife3tscoes de meu
sentir, significando assim a pureci de affecto qae
de sobejo reciprocamente noj anijiava.
Meu Deus!
So foste3 servido de privar-me da uompanhia do
uieu nuuca assis chralo ri.ho, cuja iinageui reti-
rando-sj-me da viata passou a r'sidir.me n'alma,
com a perdurabilidade da tela em que se retrata ;
se a meu filhi concelestes cm compensacao de
miaba separa?o o g'zo de vossa celestial mansao
e o jubilo de voso 1 sacrosanta presenc-i ; compa-
decei-v>s de mi;n, chorosa mi, que nao cessa di
bemdizer a vossa grandeza e de implorar a resif;
nacao e O lenitivo, que e i va poderi advir-lbe;
pois que para tanto teai sido impotente o perpas-
aar do tempo.
Recife, 26 de Junho de 1887.
Rosa Einili* da Fonseca Oliveira.
os intestinos chegarain a estar estreidos
Tercias, sendo olB;anto o at o ponto de tornar se necessario empre-
da freguezia de S gar quasi todos os dias algum medicamen-
to catrtico, nio tardando a enferma a sen-
tir nauseas e laucando fra os alimentos
nouco depois de tel-os engulido, algumas
"ezes em um estado de azedume e de fer-
mentacao.
D'estes desarranjos p^oveio urna palpi-
Joa, orando ao evangelho o insigne prega-
dor R^d. corumeniador vigario, padre
Manoel Moreira da Gima, que, nos arrou-
bos de sua r<.conhocida eloqueii'.ia exalta-
r as virtudes da nossa inclyta padroera.
A orcliestra ser regida pelo hbil pro
fessor Lydio de Oliveira, que exe utar ta5ao de coras^o tilo violenta que a infeliz
urna importante missa, sendo os solos can-
tados por distiactos professores.
A' tarde tocar a mesma banda marcial
Mar90, em frente a igreja, que es-
tar exposta concurrencia dos deis, at
aentoadado Te-Deum que ser pelas 7
horas da dqUj ovoapaa la a tribuna sa-
grada antes desse acto, o diatiocto prega-
dor da capell imperial, Fr. Aug'asto da
Immaculada Gonc. cao Alves. tocando em
todos estes a tos a mesma banda marcial : operasaa
quasi que n5o podia respirar. Finalmente,
en 'oatrou-sc na impossibilidade de reter os
alimentos, atormentando a sem cessar do-
res de ventre atrozes.
Atienden lo ao facto de que todos os re-
medios at entao empregados nSo haviam
produzido resultado algum satisfactorio,
reunise urna junta noHica. cuio parecer
foi que a Sra. King padeca de um cancro
no estomago, tornndose necessaria uina
A minha preada (ta Roita Emilia
da Fonneca Oliveira
UMA LAGRIMA
VERTIDA SOBRE O TMULO DO MEU PRIMO
FRANCISCO M. DE S."OLIVEIRA JNIOR
Pallida mora .f t,uo pulsat pede pauperom taber-
nas, regumque turres.
Ilorac. Ode 4. L\v I.
A morte easa deshumana que nao respeifa os ao-
berbos e magnficos palacios do rei, nem a pobre
e humilde cboupana do pa&tor, faz nm anno, que
desfechou o seu tremen lo e formidavel golpe sobre
urna existencia preciosa, a de Francisco Manoel
de Souzi Oliveira Juuior, filho obediente e dedi-
cado, iru ao verdadeiro e anrigo sincero.
O tmulo hoje sua babitaclo, as trevaa que
nelle reina, o ar que respira, os vermes sua com-
panhia !
Que negra nuvein eneobrio o formoso horisonte
de 8U68 esperan^aa .' Ha um anno, eheio de vida,
no goso da mais petfeita aaude ronfiava no futuro
ue lhe surga bello e risonbo.
Hoje, oh !, asqueroso cadver, destroc* doa
mortaes, e p, nada !
Que espectculo trate aiuda v-jo deante doa
meus olhos !. .. Aqui a. .. mai repassada de dr,
desteita cm prantos, carpir a eterna separa?o
daquelleque constitua todo o aeu praxer e eucin-
toa, que taita toda sua esp-rsnea e conaolacao !
Alli as irmas, es parentes e amigos lamentarera a
falta de um companbeiro que o tmulo lhes roubou !
Mas para que tanto* prontos e tanto lamento, se
elle deixando o sea envolucro de barro se reati-
tuiodo i trra o que lhe perteacia, foi tomar as-
iento 1 i festina do co e interceder ao Eterno
por nd ?.....NSo, nao mais choremos I Dea-
folhemoa aobre a aua sepultura um goive, em aigoal
de eterna amiaade e aobre a tria lcosa que ncl-o
esconde denj araos ao Todo Poderoao urna prec*
para que lhe purifique os manchas que a fragili
dade humana lhe fes contrahir.
Recife, 26 de Junho de 1887.
Fonseca t Silva Jnior.
o assim terminar a dita feetivdade, para
a qual bSo convidados todos os nossos ca
rissi nos irmaos.
Consistorio da veneravel confraria do
Santa Kica de Cassia, 23 de Junho de 1887.
O secretario interino,
Antonio Carlos Barromeu dos Santos-
(Jueen's Jubilee
Oo TueMdny Sl'nt. inttt. a iitiierl
ptiuu vil! lie opened al lhe I.ondwa
iV Kra/ili:. Bank (o inaugrale a
Bonevole! Soclely. he object ot
\\ liicii will be (o alTurd a-ilaiii"
Co diNlreM*d membei'M <>r iiie llri-
liNll i'iillllllllllll j.
Donalioni wiit l>e !i:;ii. fnil j re-
ceived 1 and lliune vito denlre lo be-
< orne memberut of llie Soclety are
requeitled Kindly. tu senil in a elr
ame* lo lhe Bank.
Bule* are in roume f prepnrailon
and a aieeling will be ralled vheia
hy are ready.
i't'sla de .\o.vs;i Meuhora d Car-
mo aa migrija do convento
do Recife.
Approximando-se as novenas de Noss
Senbora doCirmn, qun desde lingos an
no< tem silo soleinni-ja las tiesta captul
com brill)3ntismo e fervor religioso, scien-
ttico a todos e principalmente aos devotos,
que. neBte fnno tenho deliberado excluir do
progra atoa as giran-idas de foguetes tan-
to nos das de novenas, como no dia da
feata da ex?els padroeira, fazendo entSo
appli": os annos se despende eo;n i'goa artificiaes,
a bim da liberdade dos escravsados, acre-
titanio queBssa minha deliberacao nao ha
de offuscar o brilbo 'la festividade, antes
lhe dar realce e ha de ser applaudida por
todos es eoracojs verdaderamente catholi-
cos, que una voce almejam a extinecao do
elemento servil e fazem fervorosos votos
pelo ciia da regeneracSo de urna classe so-
bre quera tanto tem pesado a negra roito do
infortunio; cabendo ordera carmelitana
nesta provincia a stisfacilo de haver an
tes da urea lei de 28 de Set"inbro de
1871 concedido sem onus algum cart do
liber'dade a 70 e tantos eseravos seus, en-
to exist-ntes.
Outro-sim, declaro que no devo me
oppor, antes acceito de milito bora grado
algn, fogo da artificio, que oflFerejam os
devotos para ser queimado quer as nove-
nas quer no ultimo dia da solemnidade.
Pey tambem aos cbarissimos irmaos
confrades e devotos que costuraam dar al-
guma escnola, se dignem leval-as por esses
dia3 a este convento, esperando que tantas
Em resultado d'esta deciso, no da 22
drt Janeiro de 1882 fez o Dr. Vanee a
operacao em presenga dos Drs. Tudccr-
mann, Perier, Arras, Gorion, Lupier e
Lalwll.
A operaclo consisti em abrir a cavida-
de do abdomen at descobrir o estomago,
os intestinos, o figado e o pncreas. Ve-
rificado isto, os mdicos exminaram os
ditos orgiios, e, ebeios de assombro e de
horro., virim que no existia caucro al-
gum. Cerraram e fizerara opossivel paracu-
rar a ferida que haviam feito ; mas a pobre
senbora morreu dentro de poucas horas
Que triste a sorta do viuvo que sabe que
a esposa pareceu por causa de urna opera-
cao errada Se a Sra. King tivesse era-
pregado o verdadeiro remedio contra a dis-
pepsia (sendo este o nomo da doena) esta-
a hoje em sua casa viva em lugar de es-
tar na cova.
Por meio do uso do Xaropo Curativo de
Seigel, remedio proprb para a dispepsia e
para a indi,'estao, muitas pessoas se resta-
beleceram depois de terem ensaiado outros
remedios sem proveito. As provas d'este
facto sao to uumerosas que nSo nos pos-
sivel reproduzil-as aqui, mas os quo leram
os certificados publicados em favor d'este
grande remedio consideram-os como irre-
futaveis e convincentes.
A venda do remedio Ilimitada.
O Xarope de Seigel vende-se em todas
as pharmacia a do inundo, assim como no es-
tabele dmento dos propietarios, A. J. Whi-
te, (Limited) 3, Farringdon Road, Lon-
dres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernambu
co : Bartholomeu & C, J. 0. Levy & C ,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mar-
tnano Veras <$, C Rouquayrol & IrnoSos
e Faria Sobrinho & C. ; em Bello-Jardim,
Manoel de Siqueira Cavalcanto Arco Ver
de o Manoel Cordeiro dos Santos Filho,
em Independencia, Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares, Antonio Car
doso do Aguiar; o era Tacarat Jos Lou
renco da Silva.
Tonae com escarro* de angue ( O
Um honrado negociante do Cirro Pellado, muni
eipio de Pelotas (Bio Grande do 8ul). achindo-ae
gravemente atacado de urna enfrrraidade pulmo-
nar, toaaiudo c natantemente e algumas veaes com
eacarroa d sangue, vio aua si.de recuperada com
o nao do alguna frascos > Peitobai. ok CamiarX.
Esta maravilhosa cura aaaim atteetada pelo
ex enfermo, que hoje goaa a maia mvejavel saude:
Illm. Sr. Jos Al varea de Soura Soarea.
Pelotas.
Soffrendo ha tres annoa do urna tosae pertinaz
com escarroa de aangu?, com carcter de urna mo-
lestia pulmonar, e depoia de todo o mundo aqui
julgar-me perdido, resolv tomar o aeu grande re-
EDITAES
De ordc'm de Illm. Sr. J)r. iorpector convido
os Srs. arrematantes do diziun de gado Jeronymo
Theotonio da Silva Loureiro, Augusto Uctaviano
de Souza, Joo Nepoinuceno da Silva, Jos Cor-
deiro doa Santi, Dario Jos Peixot), Joo Gui-
Iherme & Sobrinho, Aurelio dos Santos Coiin-
bra c Antonio de Vasconcelos Florencio para
virem declarar at o ultimo do ^correte mez,
perante este Thesouro, coa'orme ordenou o Exm.
Sr. presidente da provincia por offijio de 17 do
corrente, sn aceitara a concessao da lei n. 18-8,
cumprindo-lhes neate caso provarem a importan-
cia dos pn-juizos, quo por ventara tenham soffii-
do, afim de at-r liquidada a compensacao.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco em 20 de Junho de 837.No impedimento
do secretario0 oficial, Lindolpho Campillo.
Editafu79
De ordem do Illm. Sr. inspector se faz publico
que do 1 do Julho vindouro em (liante os direitos
de consumo serao arreeadados por esta A'fandega,
de conformid'ide com a nova tarifa promulgada
pelo decreto n. 974G, de 22 de Abril, e mandada
por em execucao pela circular n. 11, de t da Ju
nho, tudo do corrente anno.
3-1 seccilo da Aifandega de Pernambuco, 22 de
Junho de '887.Servindo de chefe, o 1- escri-
turario,
Antonio K. do Andrade Luna Juuior.
Edital 11.9-
O administrad.r da R:cebedoria Provincial, em
cumprimento do despacho da Illma. junta do The
souro, proferido em 9 do corrento, sobre reclama-
cao de Manoel Jos Pereira, chama peio presente
ao Sr. Luz Bern.rdino de Franca, para, no pra-
zo de oito das, cantados desta data, recolh^r aoo
cofres desta reparticio a importancia de 2/100 do
imposto de 1 0/0 erespectivos ad licionaes, obra-
do em dobro, conforme a loi 11. 1499, em conse-
quencia de nao ter averbado a escriptura de com-
pra, que em 17 de Fevereiro de 1881 fiaea ao
dito Pereira, da casa n. 8 sita ra da Esperan
5a, freguezia de Afogados, sob pena de proceder-
ae C8sa cobranca executivamente.
Recebedoria de Pernambuco, 21 de Junho de
1887.-0 administrador,
Francisco A.nynthas de C. Moura.
1* steco da secretaria da presidencia da Per-
nambuco, em 23 de Junho de 1887
Foresta secretarii ae couimunic 1 a quem in-
teressar possa, qu segundo coasta de aviso do
Ministerio da Guerra, de 15 do corrente, foram
expedidas as ueceaaarias ordens para seren re-
mettidos para esta proviacia o escolio e o titulo
de divida do finado 2 cadete 2- (argento do 1-
batalhao do artiiharia a p, Alfredo Hemeter o
Ribeiro, afim de s-rom entregues 4 sua mi, Ji-
nuarla Oniuiun Ano Anjoo, oonfiirmo Dedio de-
vendo, porin, correr p >r conta da interessada, as
despeas de transporte, nos termos da circular de
27 de Novembro de 1830.O secretaria,
Pedro Francisco Porreia de Oliveira.
frULARACES
(ompanhia de ediflea^o
As9embli geral extraordinaria
Convida-se aossenhores accionistas se reuui-
rem em sssembla geral extiaordinaria, no dia 27
de Junho corrente, ao meio dia, na sede social, ao
largo de Pedro 11 u. 77, afim de proceder-se a
eteicao da directora, gerente, presidente e secre-
tarios da as8emblea geral, de conformidade com
os estatutos ltimamente aporovidis.
Recife, 11 de Junho de 1887.
Gustavo Antuucs,
Director secretario
O cinta i or, servindo de inspector, de conformi
dade com a circular do Miniaicrio dos Negocios
da Fazenda n. 11, de t do corrente mez, faz pu-
blico para conhecimento do cjuiincrcio, que ter
vigor do { de Julho prximo vindouro a nova
tirita a luaneira d is Alfandenas.
Thesouraria de Fazenda de Pernambuco, 22 de
uoho de 1887.
Manoel Antonio Cardoso.
Eilisl Bill of Ro fie Juro
ira
1.000.0CO
500,000
200,00c
Capital do Banco.......
Capital realisado.........
Fundo de reserva.......
A contar desta data e at ulterior reso-
luciio, conceder-se-ha juros de dous por
cento ao anno, sobre os sal los de dinheiro
depositado em conta corrente de rcoviraen-
to no raesmo Banco.
Recebe-sa tambem dinheiro era deposito
a juros por parilos determinados, ou su-
jpito ao aviso pivio de trinta dias para ser
retirado, mediante as eondieois de que se
dar conhecimento aos i-.teressados.
Pernamcuco, 23 de Maio de 1887.
Henry K, Oregory,
Gerente.
Companhia do Bcbc-
ribe
Convida-se aoa aenhnrea accionistas d/sts com-
panhia a reunirem-ae em asaembla geral ordina-
ria, no dia 1 de Julho prximo vindouro, como
diapem os estatutos, afiji de tomar conhecimento
da gestio doa negocios da companhia no anno
social prximo findr. A reuoio ter lugar no 1
andar da caaa n. 71 da ra do Imperador.
Recife, 15 de Junho de 1887.
Ceciliano Mamede A. Ferreira,
Director gerente.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
1 HHILIIN
O London & Brasilian Banck, liraited,
recebe dinheiro em conta corrente simples
com os juros de 2(0 ao anno, capitalisa-
dos do 6 em 6 mezeaJunho e Dezem-
bro.
Receba tambera dinheiro era deposito,
com aviso previo de 30 dias, ou fixo a pra
zo de 3, 4, 6, 0 e 12 mezes, as taxas de
juros, que forera convencionadas entre a3
partes.
As centasj existentes, vencendo juros
por differeiites taxas, ficam sera alteraco.
Recife, 21 de Maio de 1887.
_._____________W. H. Bilton.
i;
Sociedade Recreativa Juventude
De crdem da presidench sao cenv.dados es se-
nhore8 aocioa a se reun'rem mi aaaembla geral
no dia 2t do cerrente, pelas ^ horis da tarde, na
ede da sociedade A ra da Penha 11. 1", afim de
tratar se de negocios urgentes c de m resse.
Secretaria da Sociedade Recreativa Juv
de Junho de 1887.-O 1- secretan >,
Manoel do Carmo Almeida.
lltinco de Crdito Real de-
Pernimbiico
No sorteio a que su precedeu n'este Bi
data de hontem (22), para o resgatc d' l'il letras
hypotheearias das qua i Nii'en em circulaeo il
e 2.J series), designou a aorte as il! nmeros
guintes :
1.' Serie \14) lttra.-
Humeros
Estrada de ferro
DE
llibeiro ao Bou to
Por delibr:ic'io da directora, sao chamados os
aenhore3 accionistas desta empreza, para no prazo
de tO dias, a contar de boje, rce lherera a t" en-
trada de 10 % de suas accoes, nos termos do art.
9o 2a dos estatutos.
Recife, 4 de Junho de 1887.
O aecretario,
Jos Bellarmino Pereira de Mello.
31 971 2.069 3.463 5.D11 IN
67 1.007 2.146 ;;. 1-1 ."i U52 i r,i5
1'-' 1 .03. 2.213 3.5t 5.119
208 1.178 2.273 3.669 t, ; : 1
242 1.234 2 29 1 3.836
332 1.241 2.402 3.850 ."> 311
366 1.298 2.456 3.918 5.348 7 ill
372 1.351 2.487 5.417 7 I l'J
400 1.358 2.622 3.UC.O 5.1:H .--
416 1.398 2.656 l OS ."i 705 7.240
122 1.139 2.8lt 4.127 . 733
186 1.445 2.835 1.171) 5.71 '< -
192 l n;s 2.887 1.207 5 i 7.41'!
538 1.533 2.897 1.24J ;,.-ll 7.715
343 l 553 2.906 1.301 5.889
o4t 1 ;->.t 2.941 1 317 5.996
560 1.660 3.012 1. 120 -
t71 1 726 3.013 1.478 t.118 .--r
SO 1.T41 3.011 1.550 t 203 7 912
B25 1.748 3.059 4.737 '...'.'i - 118;
847 1.843 3.233 | :_,, 6.221
::t4 1.968 3 267 1 831 6 354 - 112
P09 2.021 3 281 | 86 1 t.441 - -7
932 .030 3.299 .805 t.41r v \*<)
963 2.050 3.411 1.952
0 \ Sere- (15 Letras)
8.541 9.745 lo.353 ll.OlO .
9.334 10.095 10.628 11 .149 i: ".;
9.717 10.260 10'. 18 11 .326 '
r a n., Eataa letras serao pagas pelo Banco 1
Estrada de Ierro ae Ribe rao ao ?prmerodia atu ^ mez de jui, ,
Bonito
vmdouro, e, quer s<'jam ou nao apresen! .
vencern mais juros depois do lia 30 do cor
mez.
Pelo presente faco saber aoa Sra. accionistas Em virtude da deliberavao do Banco serlo. .-
desta empreza, que apenas realisaram a Ia ea-
trada de 10 "U de suas aeeoes, constantes das
eautellaa ns. it, 28, 32, 47, 59, 64, tt c 69, 68,
gas: com o premio de lOOOiiO a de u." 1.623,
com o de 505000 a de n. 3.960,C"m o le 3'
a de n. 1.468,e com o de 10t).x) cada uina
70, 75, 77, 86, 101, 118, 120, 125, 126, e 127, que, as de ns. 1 553, 2.030, t 771, 1.035, 6. 173. 11.019
era face do disposto no n. 1 do art. 9" dos estatu- e 4.015.
tos fica-lhea marcado o praso de 30 das, a contar | Recife, 23 Je Juuho de 1887.
de hoje, para realiaarem a 2 entrada com a malta
de 20 o/o-
Outrosim, o accionista que nao realisar suas en-
tradas na forma determinada, perd-i em bene-
ficio da etnpriza as entradas que j tenha feito.
Recife, 15 de Junho de 1887.
O secretaroda directora,
Jos Bellarmino Pereira de Mello.
O Gerente,
Joao Fernandez I.op-
DO
BKASIL
Capital 2 0.000:000$
dem realisado 8.000:0004
A caixa filial d'este Bauco funecionando tem
porariaraente ra do Commcrcio n. 38, saca,
viata ou a prazo, contra os aeguintes correspon-
dentes no estrangeir^ :
Londres.........
Paria...........
Hamburgo.......
Berlm..........(
Bremente......../
Frankfurt a/ Main 1
Autuerpia.......
Roma...........
Genova.........
Mapolea.........
Mo e maia 346
cidadea de Ita-
lia............
Madrid..........
Barcelona.......
Cdiz...........
Malaga.........
Tarragona......
Valencia e outras l
cidades da lies l
panha e ilbas I
Canarias......'
Lisboa.........
Porto e mais ci- f
dades de Por-/
tugal e ilbas... )
Buenos-Ayres... )
Montevideo......)
Nova York......
a/N. M. R.thschil & Sjns.
De Rotbschild Frrca.
Dcutsebe !! .i.k.
Banque d'Anver3.
H....J. fJenerale e sua
agencias.
Banco Hypoteeario de
Espaa e suas agen-
cias.
B.-ineo de Portugal
suas agencias.
English Bank of the Ri-
ver Pate, Limited.
G. Amsick & C.
Compra saquea aobre qualquer pra^a do impe-
rio e do estrangeiro.
Recebe dinheiro em conta corrente de inovi-
mento com juros a lazao de 2% ao anno e por le-
tras a prazo a juros convencionados.
O gerente,
William M. Webster
Preeo dan paonasenn
Em viata de reclamacea de passageiroa mora-
dores uos pontos percorridos pela liuha, resolveu
a directora fazer, no pre?o das pnssagns cm
beneficio dos mesmoa, as SJguint-a modificacoea
qae vigorarao do 1. de Julho em diante :
l.o Vender a 163000 (dez e seia mil risl series
intransmissiveis de via^ena diariaa de ida e volta
na 1. claase, durante o mez, entre oa pontos ex-
treoos da linba, e_80J0 (ito mil reis) entre qual-
quer deases pontea e a estacio da Encruzilhada ;
2. Eatcnder a concesao dos bilbetea de perio-
do para oa diaa ut> is, vendidos por 500 (cinco
mil res) e 24500 (dous mil s quinh-ntos), confor-
me o trecho da linha, a estudanted at 12 annos,
aos mesmos de qualquer idade logo que o sejam de
humanidades ;
3. Conceder urna assignatura gratuita de uin
mez aos aasignantes qae nominal e consecutiva
mente o forera dorante 11 raezea.
4." Fazer igual coneesso e em iguaes condi-
coea aoa portadores das series intransmissiveis e
diariaa.
Sendo que continuarao de pe, at 8egunda or-
dem, conjunctamente as presentes coneeseoVs es-
pontaneas todas aquillas at hoje assira feitas
pela directora.
Reeire, 25 de Junho de 1887.
O director gerente,
Antonio fereira Simoes.
Sociedade HecreaiU'a 30 de Jnnho
De ordem do Sr. preaidente, convido a todos oa
aenhorea aocioa para aaaiatirem o noaao anniver-
8ario,rque tem de realiaar-se no da 22 do corren-
te me, lembrando aoa senhorea aoeioa que oa con-
vites achara ae em mSo do Sr. theaoureiro.
Recife, 26 de Junho de 1887.
0 2' secretario,
Jos Antonio da Silva.
Arsenal de (juerra
i
A coromisso de compras deste Arsenal precisa
j para o 2" semestre do corrate anno, na forma
dos arts. 95 e 96 do regulamento em vigor, do se-
| Kninte :
Aris para moldar.
Argavio, um.
Botica umirles e piquenos de osao branec, :
um.
| Ditoa grandes e pequeos de osso preio, finos,
um.
Ditoa de raalreperola, uin.
Baudeiraa imperiaes de fiUKe com 2, '. 3, 5, 'i. <
e 8 pannos, urna.
rirochaa de difi'ercutea Dameros, urna.
Bandejas pequeas para copos, urna.
Bacia de louei, uaia.
Baca de ferro estanhida, urna.
Badaracs sortidos, um.
Bilha d barro, uina.
Costado de atnirello. um.
Dito de louro, um.
Dito de po-carga, um.
Costadiudo de ainarello, um.
Dito de louro, um.
Dito de par carga, uin.
Costado de aicupira, um.
Costadiuho de slcupira, um.
'irv-j.i Ho [\oAro p-i-u f-irja. kC
CarvSo cok, idem.
Colcbetes para coz de calcas, par.
Copoa de vidro para agua, um.
Compasaos sortidos um.
Djbradifis de ferro, quadradas, par.
Dobradicaa de latao, par
Enzadaa encabadas, urna.
Entiladas sem cabos, urna.
Enxes de fuzil, urna.
Enxams de madera de qualidade, uin.
Fo de algodao da trra, kilo.
Feehaduras de ferro pora gavetas e armarios, ama.
Ditas de dito de diversos tainauh >s par- portas,
idem.
Ditas de latao para gavetas e armarios, i lem
Fcrrolhos pedreirus de diversos tatnaubes, um.
Ditos de latao de diversos tamanh s, um.
Fivelas de metal grandes e pequ'-uus, pretas, pa-
ra arriatas, uina.
Dita3 de metal grandes e pequeas, brancas, pa-
ra arriatas, idem.
Facao para cosinha, um.
Fyuces enchbidas, urna.
Fa.as e garios, talher.
Fita docadar;', metro.
Formoea de neo, aortidos. um.
Ferro eom capa para pininas, um.
Ferro sem capa para p'aina-, um.
Goivos sortidos, um.
Grozas meias canas, Surtidas, urna,
brozas grandes e pequeas para ferrador, urna
Jarro de louca. uina
Laminas de a?o para senas, urna.
Lavatorio de Ierro, um.
Martellos com cab s de difieren'.es tamauica,
um.
Micliadiiihas encabadas, urna.
Mach>ido encabado, um.
Ptrafusos de latao de Jili'rentes tamanhos, im.
Paaafusos de ferro coui pircas, um.
Parafusos de ferro pira madera de differentea
tamanhos, cento.
Pranchoe8 de amarcllo. um.
Prancloja de pa-i esrga, um.
Pranohoe8 de aicupira, uin
Pinceis de differentea nuin-ros, um.
Serrotes de p ntas, sortidos, um.
Serras bragaes, urna.
Strras de volta, sortidas, urna.
Serras de desdobrar, urna,
Serrotes fixos sortidos, um.
Tornos de mao de differentea tamanhos, um.
Travadeiras de ac, urna.
Tabeas de amarello de 0IU,35 0,m:0 de largura e
de o"' a 6"' de comprimento. urna.
Taboas de amartllo com 0,'"35 a 0,l de largura
e de 5m a 6m de compriment c com I) m27 de
gressura, urna.
Taboas de amarello de forro c:m 0m.35 O,"140 de
largura e de 5 a 6 de comprimeoto, urna.
Taboas de louro de laaoaiho de 0,ra30 a 0.}5 de
largura e de 5 a 6' de omprimento, urna.
Taboas de louro de forro com 0,">25 a 0,"i30 de
larguia e de 5 a t1 de compriment urna.
Taboaa de pao carga coinO,n>027 de grossura, de
O.^SO a O"^ de largura e tic 5 a 6 ne com-
p-imen'o, urna.
Vaasjurinliaa de piaaaava para vaailhame, urna.
Vaasourinhas de Timb ou matto, urna.
Varrumaa sortida?, urna.
0 tornecimento doa artigoa cima ser feits por
pedidos parciaes cunformo as exigencias do ser-
vico, devendo sel-o do promptu.
Previne se que nao serao tomadas em conaide-
racao aa propoBtaa que nao forero feitaa na forma
do art. 64 do Reg. cima, em duplicata, com re-
ferencia a um 80 artigo mencionando o norae da


.
6
Diario de Per Bambuco Domingo 26 de Juiho de 188?





E3B
Sroptnente, indicado da casa csmmcrcial, o preco
e cada artigo, o numero e marca da amostras
finalmente a decbaracao expressa de ujettar-se
multa de 5 /. no caso de recusar assignar o con -
tracto e as dentis de que tratam os arts. 87 e 88
do Keg. devendo ditas propostas e amostras c-
tcm aprcsentadas nesta secretaria sil horas da
manha do di* 30 do corrente mete anno.
Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernam-
buco, 25 de Junho de 1887.
O secretario,
Jos Francisca Ribeiro Machado.
THEATRO
COMPANH 4 LYRICA ITALIANA
DE OPERAS E nPERETAS
e upreza N A GHE L
Direcfo-LUZ MINE
HJE
Doniingu, 26 de Junho
A PEDIDO DA
CLASSE COMMERCUL
t\ grande e atparatosa opera-:omica mytbologi-
ca em 1 actos, msica do maestro Offenbach :
1
ORFEO NO
t oupanhla Haitiana de navega
c a Vapor
Macelo, Villa Nova, lrenedo, Aracaju,
Estancia e Babia
O vapor Guahy
Commandante Martios
E' esperado dos rjorw aci
ma at o dia 2G de Junho,
e regressar para os mea-
mos, depois da demora do eos
turne.
Para carga, passageus, encommendas e dinhei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
Segne impreterivel -
mente para os portos
cima no dia 30 de
Junho, as 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1|2
dia do dia 30.
Para caiga, passagens, encommendas e dinheiro
i frete tracta-se na agencia
7tiua do Vigario7
Dominas Alves Malhens
COMP.4XIII4 PKM.IMBI it.%
DE
Savegac Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Rio Forni' so e Ta mandar
O vapor Giqui
Comandante Lobo
f~ ~A'^- Segu nodia3.de
Junho, pelas 4. ho-
ras da manha.
Recebe carga ate o
dia 28.
Encommendas, passagens e dinheiros a frete
at s 4 horas da tarde do da 28.
ESCRxtTORIO
cana n. I *
Leilo
Agente Britto
O agente cima, autorisado por nina familia
que mudou de residencia, far leilo do seguinte:
1 mobila de amarello, 1 guarda roupa, 1 guarda
louca, 1 tocador com espelho, 1 mesa elstica, 2
cadeiras de balanca de junco e amarello, 8 mesas
redondas-com pedra, 1 quartinbeira, 2 cabides,
2 espregn$adeiras, 1 carro para menino, 1 relo-
gio grande, 1 commoda, 2 aparadores, 2 gaiolas
de rame, 1 berco, 1 espelbo oval, quadros, jar-
ros, caadieiros, laotornas, copos, facas, loucas,
trens de cosiuha c ontros objectos, ao correr do
martillo.
Rus da Concordia n. 241
Terga-feira, 28 do corrente
A's 10 1/2 horas
Le;lo
De 2
3::ds para
icos.
mente
A'K s horas.
todas as liuhas e trem para
lina viigeni la
MARIMOS
CHARGEIRS REIMS
Companhia Francesa de A'avcga
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o H^vre, Lis-
boa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
l np VDIa de Sais
Commandante Htury
E' esperado da Europa
at i dia 6 de Julbo, se-
guiudo depoia da indiepen
save) demora par a Ba-
bia, Rio de Janf-,i
e Mantn.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p 'los
vapores desta liiiha, dias acontar do da descarga das alvarengi. .tal-
quer reclamr.cao concernente a volumes, que po-
Vfntuiatenham seguido pura 03 portos do sul.atin
de se poUereui Jai a tcm^o o proTidani'iafl neces-
sarias.
Expirado o referido priso u eompanhiiea n se
responsabilisa por extravos.
Para carga, patsagens, encommendas e dinheiro
: frete : trata-se com o
AGENTA
0 vapor Vile de Bahia
Compaaikia Braiilelra de \ave
acao a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Command'intK o 1 tenenfe Carlos An-
tonio Gome
E' esperado dos portos do su I
at o dia 27 de Junho, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os poriot
do norte at Manos.
Para carga, passagens encomi&endas e valores
traeta-se aa agencia
PRAQA^q^CORPO SANTO N. 9
Vapores nacionaes
NORTE E SUL)
i He do M Pelotas e Porto
Commandante
Sebire
Espora-se dos Dortos do
sul at o dia 3 de Julho,
seguindo depois da indis-
, peasavcl demora para o Ha-
' % re.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
c ofl'erece excellentes cominodos e ptimo passa-
dio.
As passagens pdenlo ser tomadas de antemaV
Rp^cko rga cu^,.iimcuaas e paesageiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
Para carga, passagens, encommendas c dinheiro
s frite: trata-se com o
AGENTE
Augusta Labille
9-RA DO COMMERCIO-9
( otirwim: DEM HF.KAE
re* h itiTinF*
LINHA MENSAL
0 paquete Niger
Commandante Baulc
Espera-se da Eu
ropa at o dia 4 de
Julbo, seguin
do depois da de
-^ ni mera de costume
Ij.^para Rio de Ja-
neiro, tocando na
Baha
Lembra-se aos senhores paasageiros de todat
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Previne-se aos senhores recebedores de merca
dorias que s se attender as reclamacoes por fal-
tas nos volumes que forem recouhecidaa na occa
siao da descarga.
Para carga, passagens, encommendas 9 dinheir
a frete: tracta-se com o
AGENTE
4ugnste Labille
DO COMMERGIO 9
Vapor Ayraorc
Fretado)
Este vapor sahi-
r pura os portos
cima iadicados,
depois da indis-
pensavel demora.
Recebe carga, enccmmendas e passageiros para
os mesmos portos : a tratar con
PERFJRA CARNEIRO & C.
N. 6.-RUA DO COMMERCIO -N. 6
1' andar
Pacific Slean taigalion Gompany
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Britannia
E' esperado da Euro
pa at o dia 3 de
.Julho, e seguir de-
pois da demora do cos-
tume para Valparaso
vaccas, 2 garrotinhos e 1 beatinba
Terca-feira 28 do corrente
AS 11 HORAS
Na ra estreita do Rosario n. 24
Agente V odeslo Baptisla
Agente Burlan.uqui
5 leilo
Quinta-ftira 30 do crrante
u ii sobrado de dous andares ra do
Marcilio Dias a. 121
A'S H HORAS
\o armazem amado Imperador
n 99
O agente cima por mandado e assistencia do
Exm. br. \)t. juiz de direito de orphos, a reque-
rimento do iuveotariante dos bena deixados por
seu pii Candido Tliomaz Pereira Dutra, vender
o sabrado cima peb maior pre^o que for possivel
obter independente de avalia;au.
AVISOS DIVERSOS
De
com escala por
Bahia. Rio
de Janeiro e Monte
video
Para carga, passagens, encommpnHa o din
lidio a fri-td '.rRC-a-se com os
AGENTES
\Vilon Siinv & C Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO -N 14
Aluga-se casas a 8f0U no becen dos Coc
nos, junto de S. Gon?allo : a tratar na ra di
mperatrii n. 5fi.
Os abaixo assignados mudaram o seu eteri-
ptorio de advogado e solicitador, da casa n. 38
ra do Imperador para a de n. 69 mesma ra,
sala da frente.
Man-, el Joaquim Silveira.
Joao Caetano de Abrcu.
Precisa-se da urna ama para casa de pouca
familia, e tambem na mesma casa tem para alu-
gar-se um eseravo pardo, de 17 aunos, muito pro-
prio para criado ; trata-se na ra Nova n. 14,
collegio de Santa Luzia, 2- andar.
Na engenhocu Berafica precisa-se de empre-
gadjs ; a tratar na mesma, i ra Real da Torre
numero 21.
= Precisa-se de um criado de 10 a 12 anuos de
dale, para casa de familia ; a tratar na ra do
Barao da Victoria n. 39, leja.
Eu abaixo assicnado declara que nao so en-
tende com.migo e sim com outro de igual nome,
oannuncio que na parte da polica sabio no Dia-
rio de n. 143 de 24 de Junb* do corrente auno,
como preso por disturbios, pois ha vmte e um an
nos que eu touho estado em negocio nunca fui
preso e seu muito eonhocido nesta capital ; o em
vista de haver outro de igual nome, nao me res-
ponaabiliso por debito algum feito em meu nome
por qualquer pessoa que seja, so sendo comprado
e assignado por meu proprio punho. Ra nova de
Santa Rita n 61, 2-> de Junho de 1887.
^______________Jos Maria da Costa.
O abaixo assignado, procurador da Cmara
Municipal da cidade de Olinda, eonvida nos prc-
prietarios das ras Augusta (hje Coronel Suassu-
na) e Imperador da cidade do Keclfe, cujos socios
sao foreiros a C6ta meema Cmara, para no prazo
de 60 dias vircm pagar os loros devidos, bem
como declararen] as numerales que actualmente
t. em suas propriedades. Olinda, 25 de Junho de
1887.
Francisco Velloso A de Lins.
Club D. Jos
Dotcingo, 2G do corrente, s 12 horas
da manh realizar-se-ha a 1.a matine
favor dos infelizes escravos do
de Olinda, constando de urna
cia por um dos oradores do Club Republi-
cano, urna parte concertante (por diversos
artistas de mrito) e a cargo dolllm. Sr.
Antonio de Olinda Barcellos e urna parte
cmica palo corpo scenico da Melpomene
Olindense.
Urna nommiosii recebsr porta do
tbeatro as esportulas dos concurrentes.
OPEITORALdeCEREJA
Do Dr. Ayer.
As cnfermiditles niais doloroeftse fntaes !a par
gnuta e dos puhnes, onlr deet'r-volveni-
Be, leudo j(r principio ib, enj.>s
resultados nto sao diffici-is meiite se tratfio oom o remedio conveniente. Pftn :".
> progreaso pode Ber engaoso ;i demora fatal.
Os K-*friaiog c as ToMeic dfto reciprocamente o
resuiutdo de Larinuii- Aftthraa, BronchitU,
ihlTorco I'iilmoiu.r o a Titlca.
Todas us ainilias que ttiin criaiieas dev* i
0 Peitoral de Cereja do Dr. Ayer
em casa para o urir ern caso de necessidade. A
perda <\-- um s dia, pode tu. mnitos casos :i- carre-
tar serias consecuencias. Por tam
perder tempo precioso, exi^rinientando remedios
de eficacia dnvidosa, euiqnanto qne n enfermi-
dade se apodera do systeuia e se arraiga pr funda-
nente. ent&o qne se nec csita lomar nease instante),
o remedio mais certoeactivo em aeaefl 4to,06ste
remedio sem duvidn alguma o Pkito&l i>k
Cebeja do i>i:. Ayer.
preparado pelo
DR. J. C. AYER e CA.,
Lowell, Mass., E. U. A.
A' renda as iincipae pharniacius e drogariii.
',*-. '>:
ROflCTOS ENCLS
se ULYSS ROY, emPolers ffm^i
miiePROUST, Sugf & Gema
, -rume onanUoo ooe Vlnhca ge es^ra,-
dafcCCoo.................osiOOtruMa!
' Saocc?".!eDCiCoyni^'w lOOfrMoo
. ftrfuooa para od->s oe Lioorok oe 100 fraiem
Riaencla de Fuiam en icTa'io. oe '
1 too te
3COO
630*
Depositado.; em Pernambuco i
"*Sflsjciiec. "WC. ia SXZ.VJI *
US en le
a 400 fs. a arroba
Cheg u a primeira remessa do precioso arello
de carreo de algodao, o mais barato de todos os
alimentes para anima-, s de riija cavallar, vacsum
auino, etc. O caroco de algodao depois de ex-
trabida a casca e todo o oleo, o mais rico ali-
mento que se pode dar aos animaes para os forta-
lecer e engordar com admiravel rapidez.
Nos Estados-Unidos da America do Norte e na
Inglaterra elle empreg^do (com o mais feliz re-
sultado) de preferencia ao miiho o outros farelbs
qne sao mui'o mais caro c nao sao de tanta sus-
tancia.
A iratar no BeclfeO Largo do Cor-
po Kan lo, 1 anclar
Allen?o
Para evitar falsificacoes com referencia ao co-
ndecido r-EITOBAL DE CAMBAKA, deve exi
gir-se este preparado com a firma do auitorAr-
vare de S. Soares ^ em rotnlo circulando aro
Iba do frasco e a marca da fabrica nos nvoltorios,
, rulada pelo nome dos agentes e depozitarioe
geracs em Pernambuco Francisco Maneel C.
Silva c C ra do Marauez de Olinda n. 23
*w Mcdalha de Ouro na Expos.';3o univcr&al 1678 #-
- BORDCOS 'FRANCA) V
-^ Depsitos em todas as tendas oe Ccmesf bles. 9
t0***ac*a**
liepubl
ica
' Aluga-se barato o 1" andar da casa u 9 roa
do Hospital Pedro II (lu;ar dos Coelhos) com
quaitos, 3 salas e cosiuha, cuja casa presta-sc
para numerosa familia ou para estudante.->. muitc
fresca, vista magnifica e prxima dos baiiL
g;'dcs ; a tratar na casa immediata.
Cosinheira
Precisa-se de urna eosinbeira
conde de Albuquerque n. 44, J-
na ra dj
andar.
Ama
sa d penca ta
ra aa Au;r.
Tinturara fraDceza no largo de S. Pedro
numero G.
Tinge-se e mpa se com a muior perfeico toda
> qualidade de estofo e tuzeudas em preeos ou em
obras, chapeos de feltro ou de palha, tira-se o
mofo das faztndas, e todo o frabalho feito por
meio de aperfeic'iado machinismg.
em
municipio
conferen-
Pillas purgativas e depurativas
de Campanil,!
Estas piluias, cuja preparaeo purameiite ve"
getal, teem sido por mais de 2 annos aproreitadnt
com os melhores resultados nas seguintes moles-
tias : afi'eccoes da pelle e do figado, syphilis, bou
bes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Modo de DMal-an
Como purgativas tome-se de 3 a 6 por dia, be
bendo-se aps cada dse um pouco d'agua adoca-
da, cb ou caldo.
Como reguladoras ; tome-se um pilula ao jantar.
Estas piluias, de invenc" dos pharmaeeuticos
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornande-
je mais recommendaveis, por serem um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podenj ser
sadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
\a drogara de Farla Nobrinbe ft
41 KbA DO MAKCUZ DE OLINDA 41
Pharmacia central
Una do Imperador n. 3H
Jos Francisco Bitteucourt, antigo pharmacpu
tico da pharmacia francez ra do Barao da
Victoria u. 25, avisa a svu amigos c fregu-zes,
que se acha na pbarmacia cima, oude espera
continuar a merecer a confianca que felizmente
depositaram em seus trabalhos prolessionaes.
Precisa-se de urna ama em e;
milia, pra lavar e cesiubar : na
189.______________________________
Ao connuercio
Jos da Silva Pereira, estabelecido ru.
Imperador n. 14, attendend > a bave outro de
igual nome, delibera desta data em dianto Br-
mr-se Jos Ja Silva Pereira Lisboa.
Mudanza ^ residencia
A Ii-ironeza d'Hespen' previne aos pais de fa-
| milia e s suas discipulns, que niudsu sua r'.si
\ Jencia do n.19 para c n 21 in ruado Hospicio.
i\\V\\\V\\\\\ llili* J 1 //i,
NOVO
g THERHOHETRO MEDICO
de Lon BLOGH
(PBmLEOUDO^
Systema eoctra-ttensivl
9 RA
Goiied Siatcs k Brasil I. S. & C
O vapor Advance
s.
R0VALI4ILSTEA1 PACMET
COIPANY
0 paquete Tagus
esperado
do sul no dia 29 de
corrente seguin Je
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Sonthampton
Para passagens, frefes, etc., tracta-ee o n> os
Consignatarios
Adamsonllowic&C.
3 RA DO COMMERCIO N. 3
Ia andar
AMA
Precisa-se de urna ama para lavar e en-
gommar em casa de familia : na ra do
Riachuelo n. 13 se dir.
Qua uio experimenta variado algnma
davida a contracto do vldro.
tdopttdo ptlt Academia da Medicina da Ptrlz
i 22 da aeptembro de 1885.
Taan o meu iastrnmrntoi truta
Acha-M nas principis Gasas d Iastrnmentofl
de Glrurfria.
Yenda es Grosso: 18, rna Albony, PABIZ
Deposito em Ftnimbiw :
FRAN" M. da SILVA & C
e nas principaes Pbarmacias.
MJIiillllULlM^
ii#s m m por 200 res i
(olinda)
Nao tendo bavide extracSo da lotoria desta
! provincia, antes da vc^pea de S. Joao, e convin-
! do nao alterar c plano para outra qualquer, re-
, solveu-se transter:r es bilhetis com o titulo ac.ma '
para serem eonfVridos com a primeira lotera desta i
provincia em qualquer tempo que for annuaciada. i
Os premies acham-s'1 em exposiejio no lugar com-'
1 ptente
Xarope de carabdr guaco e bal-
samo de Toli
reparado pelo plmrmaceutico Jos Francisco
Bittencourt
E' um poderoso preparado para todas as aff-.c-
joes dos igaos respiratorios, como c-itarrbo pul
monar, asthma, coqu luche, bronchite, pac-umo
aia, tisiea, tf., etc.
Cada fraseo 1|(K)
Deposito na Pbarmacia Central, ra do Impera-
dor n. 38. Pernambuco.
LEILf
S-xta-t.iira. 1 de Julbo, deve t>r lugar o
primeiro leilo no armasen da ra do Mrquez
de Olinda n. 52, constand) de um variado sorti-
mento de movis, viflro?. jarros, candieiro a gaz
e outros artigosqa;- estario patentes ao exame dos
concurrentes.
O
agente Gusmo autorisado far leilo por
conta e ribeo de qaem pertencer das mercadonaB
cima mencionadas, avariadas, em um ou mais lo-
tes a vontadp dos compradores.
E' esperado dos portos de
sul at o dia 30 de Junho
depois da demora necessaria
seguir para
HaranhSo, Para. Barbados,
Thomaz e \cwVork
Para carga, passagens,ene mroendas ;dinbeiri
a frete, tracta-se com 03
O paquete Finance
Espera-se de Ncv-Port
News, at odia 11 M Julho
o qual seguir Ueprs da
demora necesjdri i psra
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagenB, e encommendas tracta-
se com os
AGENTES
Forsier C.
} RA *Df> COMMERCIO-N. 8
11. anda
llcnry
De 4 caixas marca A Z com manteiga em
latas e 2 caixas marca A Z com queijos
avariados d agua salgada.
Segunda/eir 27 de Junho
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olin-
da n 19
Maria Eugenia do* Sanio* Fer-
reira
Stimo anniversano
Maria Priscilian Vilella do Santos, D'odato
Cesino Vilella dos Santos (ausente) e Carlota Eu-
genia Vilella dos Sautos, tendo de mandar cele-
brar urna missa por alma de sua idolatrada e
sempre pranteada filha e irma, Maria Eugenia dos
Santos Ferreira, no dia 28 do corrente, stimo
anniyersario do seu fallecimento, s 8 horas, na
matriz da Boa-Vista, convidam seus parenfes e
amigos para assistirem a esse acto religioso, con-
fessando-se desde j eterna e summamente agra-
decidos.
i'ranclxro Hanoel de Knuza OK-
veira fonlor
Primeiro anniversario
Rosa Emilia da Fonseca Oliveira manda cele-
brar urna missa no convento do Carito desta ci-
dade, no dia 27 do corrente, s 8 horas da manha,
por alma do seu sempre chorado e Kmbrado filh)
Francisco Manoel de Scura Oliveira Jnior, 1"
anniversario de seu fallecimento, para o que con-
vida os seus prente* e amigos e aos do seu finado
filho a assistirem a este acto de regio e cari-
dade.

as
ce
c
v;
as
cT5
es
PASTILHAS
0 ANGELfM & MENTRUZ
O Remedio mas efficaz e
Seguro que se tem descoberto ott
tio/e para expel Ir as Lon trigas-
001AYR0L FRERES
=
98

rz

VI S9 5

Aviso marilinio
O capitao I. K-rfi do Lugar Allamao
zille. ltimamente arribado a este porto circ
agua aberta, vindo de Diamante eom destino ac
Canal, crdem, preciso tem ir empresta io a
martimo seis contos de ris, piuco mais ou me-
u> 8, quantia gasta n'este porto com a d
armazenagem e reembarque do seu carn
to, consistindo em 4800 saceos de trigo em grao,
o qual vai ser conduzdo ao pi.-rto do ^"i destino
pelo lugar Norneguense o Cbristiua Elizabeth. -
Offi'rtas, em cartas fechadas, sero reeebidas
no consulado do imperio germnico at o meio dia
o da 29 do corrente.
Recife 23 de Junho de 1887:
Graiikicao
D. innft (maiin Barbosa da
Silva
Jos Crispianno da Silva, Maria Mirandolina
de Mor&cs e Silva e Jos Elias Barbosa da Silva
convidam a todns as pesssas de sua amizade e
parentes da finxda professora Anna Amalia Bar-
bosa da Silva, para assistirem as missas do trig-
simo dia, que tero lugar no dia 30 do corrente,
pelas 7 horas da manha, nas igrejas matriz de S.
Jos desta cidade e da cidade de Grvala, ante-
cipendo-lhes desde i seus agradpcimenros.
Juaqnim Pantaleao de Barro
e Silva
Maria de Barr.-.s e Silva, traspassada de dor
pela morte de seo mu presado irmo, Josquim
Pantaleao de Barros e Silva, convida as suas
amigas e amigos do Saado, para assistirem as
missas que manda celebrar s 7 iy horas da ma-
nha do dia 27 do correule, na matriz da Boa-Vis
ta. Protesta desde j a sua eterna gratidao.
Enfermidades Secretas
BLENORRHAGIAS
GONORRHAS
FLORES BRANCAS
CORRIMIENTOS
recentes ou antigos sSo curados em
poucos dias em segredo, sem rgi-
men nen. tisanas, sem cncer nem
molestar os ojaos digestivos, pelas
e injeegao de
KAVA
DO D0UT0R F0URNIER
Cada Pilula tem gravade Havvu SZumum,
MHTI.A, 5 FH. [NJFiTf. 4 III.
PARS, aa. Place de la Madeleine
iHedalba de ORO. Pars 1885
O abaixo aFsignado teode perdido vinte intei
r s da seiima lote ia dt provincia em beneficie
da matriz da Boa-Vista, sob a garanta de Jost
Joaguim da Costa Laite, cujos nmeros sao os
seguinfes: 659G, f.401, 2216, 7845, 519, 2501
'3302, 5036, 495, 7715, 1306, 2531, 546, 2191,
| 2815, 46, 72, 5058, 2701. 1598 e dous tercos de nu.
I 6451 e 3652 ; aquelle que os achou ser grfica
| do ; e pede aos senhores garantidores e eiisn que
vende bilhctes, que nao paguem qualquer premie
que por sprte pessa sabir em algum desh's nme-
ros, e o mesmo pede aos s us colegas bilbetei
ros. Recife, 26 de Junho de 1887.
Maaoel Tbomiz do Rspiri'o Santo.
Uajor tiioioi<-icM Carnciro ta
runfia e Albaquerque
O baehare! Jo Solano Carnciro da Cimba
Maria Amelia Carneiro da Cunha, Joil Candido
Gcmes da Silva e Maria Conorina Carneiro da
Silva, filho, ora, genro e filha do finado major
Aristteles Carneiro da Cunha o Albuquerque
convidam seus parentes e migos, bem como os
do m'srao finado, para assistirem as missas que
vo ser resadas na igreja da P?nha e nas matri-
zes de Santo Antonio, de Santo Amaro de Jabca-
tao e do Pego da Panella, no dia 28 do corrente,
s 8 horas da manb, stimo do alludido passa-
mento.
icihio
De 2 casas terreas sitas 4 ra des Gnararapes ns.
10 e 12, freguezia do Recife, tendo cada urna
3 portas de frente e mediudo 27 1/2 palmos de
frente e 80 ditos de fondo com accommodacoes
grande quintal, cacimba c esto singadas.
Terca/eira 28 do corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de
Olinda n. 19
O agente GastnSo autorisado pjr mandado do
Exm. ?r. Dr. juiz de direito espeeiai do commer
ci e a requerimento de Antonio Lniz Baptista,
carador de D. Francisca Bernardina da Conceicao
Carvalbo, far leilo com assistencia do mesmo
juiz, das casas cima mencionadas, podendo
Srs. compradores irem examinal-ai.
OS
ClarlNne de Agular ceieira
Antonio Jos Gesteira e Maria Antunes Qes-
teira convidam aos seus parentes e amigos para
assistirem a missa que mandam resar na matriz
da Boa-Vista no dia 30 do corrente, s 7 1|2 ho-
ras, por alma de sua presada mSi e Bogra, Cl-
risie de Aguiar Gesteira, fallecida na Babia no
dia 23 do corrente.
Franclaco de Paulo Mlndello
D. Joanna Xavier de 8ouza Mindello manda
celebiar urnas missas na matriz de Santo Antonio
(2 anniversario), no da 28 do corrente, s 7
horas da roanh, por alma do seu sempre lembra-
do marido, Francisco de Paulo Mindello, 2* anni-
versario do sen fallecimento, para as quaes con-
PPRESSA
umxso-fiEfUii
K5gm
NEVRALG&5
ttht utmfo esnt
isplra-se a fum.!?"' ane penetra no pelto acalma o aymptoma nervoso, raclllU
a axpectoracaf} e nrorlaa aa funoccs dos orgas res;ilralorlo8.
TnftmWuatMi cauw *t> S. tXMrtC. iva K-t.amm.rr, ei
D. Virginia Aurelia de Helio c
Almeida
Domingos Alves Matheus convida a todos os
amigos do fallecido conselbeiro e chefe de diviso
Hermenegildo Antonio Barbosa de A.meida,
assistirem a urna missa, que pelo etern descanso
da Exma. Sra. D. Virginia Aurelia de Mello e
Almeida, viuva do mesmo conselbeiro, manda re-
sar no dia 28 do corrente, trigsimo de seu falle-
cimento, na igreja matriz do SS- Sacramento da
Boa-Vista, pelas 8 horas d manba.
I'IIAIUIACIA PIMO
DE
Antonio de Honra Holim
Cc'tcina Spinola de Mouia Rolim, seus filhos e
genro, agradecen! s pessoas que se dignsram
acompanhar sua ultima morada os restos mor-
taes de seu presado marido, pai e sogro, e de
novo convidam aos parentes e amigos para assis
tirem as miss s de stimo dia, que teao lugar as
vida os seus parentes e amigos e aos do seu finado 18 horas da n.aba de 27 do c-rrente, na matriz
marido para assistirem a este teto de religio e de Santo Antonio ; autecipando-lbe sua ter
<*ridkde.____________________________I gratidio.___________________________________________
S. P I N H O & C.
51Ra do Barao da Victoria 51
Esta pbarmacia recentemente estabelecida acba-se em condicSes de satisfizf :
com promptidito e escrupulosa fidelidade aa exigencias dos Sr. mdicos e do pubh.
em geral, que encontrar n'ella um completo e novo sortimento de drogas, medici
mentos, e productos chitnicos, pharmaeeuticos nacionaes o estrangeiros garantinde-se
modicidade de preeos.

r~MjmjiD i



Diario de Pernambuco---Domingo 26 de Jnnho de 1887
Alagase barato
Rua Viacoade de Itapariea n. 43, artDazem.
Roa Coronel Snaasuna n. 141, quarto.
Ra de Santa Amaro n. 14, loja
Ra do Tambia n. 5.
Rua do Calabouco n. 4, loja.
IVata-ae na roa do Coinmercio n. 5, 1* andar
Mcriptorio de Silva Quinaarae C. __________
Aluga-se
AMAS
Precias-ie de dnai urna para cosinhar 'e outra
para lavar e engommar : na rua da Uniao ame-
ro!3.__________________________________________
Amas
Precia-se de dua amas para aerviea de quar-
tea e engommar, dormindo em casa ; na Ponte de
Uchj, sitio de Lu de Moraes Gomes Ferreira,
em frente a estac&o._____________
ama casa com Boto, edificada a moderaa. co_
Mcemmodaco para familia, sitio pequeo, entra
as duas estayoes Jaqueira e Tamarineira.
OITB4
Urna casa nova em frente do Sr. Tbom, propna
para pequea familia, entre Juqueira e Tamari-
neira ; a tratar na rua Primeare de Marco n. 25,
loja de joias. __________
Aluga-se
o grande sitio Tacaruna, no Salgadinho, com bas-
tantes trras para plantacoes e muitos arvoredos :
quem pretender dirjase fabrica Apollo, rua do
iospicio.
Aluea-sc
\ma
Preeisa-se de urna ama para o servico interno
de urna easa da pouca familia ; a tratar aa rua
Vclba n. 75.
Ama
Precisase de urna ama para coiinhar ; na rua
de Pedro Affonso n.9.__________________ _
Ama de leite
Precisa-se de urna ama que tenba leite bom e
novo, e nao traga filhos ; a tratar na rua do Im-
perador n. 52, 1 andar. _________________
Cosinheira cscrava
Precisa-se de um cosinheiro escravo, para urna
casa de pequea familia; a tratar no eaes da
Companhia n. 2, escriptono.____________________
Precisa se de um criado scravo, para urna casa
de pequea familia ; a tratar no caes da Compa-
nhia n. 2, eseriotorio.____________
A quem interessar
o 1* andar da rua do Visconde de Inhaman. 73
com bons commodos para familia, perto d o mer-
cado e com excellente vista ; a tratar na Ventu-
rosa, rua do abug.__________________________
Engeuho (iilantlj
Arrenda-se por cinco annos o engenho cima
situado na comarca do Bonitj, moente e corrente,
am todas as suas pertencaa. pode safrejar para
mais de 1,500 pace, dista da estacao de Calende
legea e meia ; a tratar na rua do Imperador n. 61,
segundo andar. ___________________ ,
Prepara se comidas |
com todo o asseio e por menos 20 0/0 do que em
outra qualquer parte ; no pateo de S Pedro n. 6,
primeiro andar.
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira pora caa de pe- j "Zl jj
queur familia, em Olinda, paga se com generoei- VAIlaATII A41 Al __ QPI"i Ii'll \
dade ; a tratar no Recife, na estacao da rua da kjCllICIHCtf "C Ldl I flUdlU
Aurora, cem o Sr. Brito bilheteiro, ou em Olinda I
com o Sr. Marcolino ua estacao do Carmo. | Compra-se grandes e pequeas quantidades :
, na drogara de Frt ucisco M- da Silva t C, roa
do Mrquez de Olinla n. 23.
pos
sa
Previne-se a quem se julgar credor de Francis-
co de Souza Duarte por qualquer titulo, para que
no praco de 30 das, a contar da data deste, apr-
sente suas contas rua da Uniao n. 54, para
serem cenfendas. Recife, 11 de Juaho de 1887*
Antonio S. Duarte Ferreira.
Anna^o
i
Compra-se urna arma c, Lo envidr&cada, que sir-
va para fabrica de cigarros ; quem tiver dirja-se
a rua da Imperatriz n. 86, V andar.
triado
Preciea-se de um criado : a tratar na rua do
Paysand n. 19, Passagem da Magdalena.
0 mais Simples, o ttin **-' s < >** lticaz doi REVULSIVOS
IWDXBPEWSAVS t\i F c- 1T.: Ae e aoa TTT j_ J
USADO NO MUNDO INTBIRO
_ Ommm RIOOLLOT peda aoa Snr-e _ecuo? VERDADEIRO PAPEi HG0I.L0T
pu 0M coda mxm
t em coda folma,
tn\ ssenpta
em tinta acamada
Firmas
I1B
O
Lotera da Provincia
Ser breve annunciado o dia da cxtractjo
a 7.a lotera em beneficio da matriz da Boa
Vista do Rtfe, no consistorio da i^rejade &
S. da Conccif o dos Militares, onde se achara
o expostas as ornas c as espheras arrumadas
en? orilem numrica apreciadlo do publico.
4ehan-se expostos venda os bilhetes da
lotera das Mandas
NOY DPX,JLJK.a
Sorte grande
10:000^000
DIVIDIDOS EM DECIMOS
as casas da Fortuna, rua 1, de Marc.0
n. 23.
Casa Feliz, pra^a da Independencia
ns. L 7 e 39 e na rua larga do Rosario
n. 24 A.
O dia da extraerlo ser a 30
ELIXIR
de
T.
imtjfutiv*
Fapttinm, MHaatimr, e CHUtrur*ta mleaHnmm)
oontu *
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
a_ anuos de successo taaantrirlt i roer larldidi dest mtdlcMiento tirt ucltir wpitlte fazer digerir. Mtt
DYSPEPSIA VMITOS DY8ENTERIA
CLICAS ACIDEZ DO ESTOMAGO T DIARRHEA
4kj g*o tnrlhorrrciinMtltTitepara arn Jfwmta enfrgqnecidaa. W^
axiz, Ph"\ 9. rua Le PeleUer. |U'H en Pernambuco : FHAN M. da SILVA Ir (**.
<&<&&&
GOTTAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL THOMPSON
A* Curas man inesperada, ti) def ida a eite PRECIOSO *~P1-
CAMENTO, repar.idor por eierlleocia le toda, a- penis tp imniliitaa
pela or|inumo consojaenles a EXGESS03 de PRaZERES.
ata* ottao dio Tgor ao< orgao. ei.aei do. Jos moi : curio nfalhralmaate Mdu ai affeeafei
iaajaaja__a ESCOTAMENTO. Ue. como Impotencia. Esparmatorrhee. Pardas mlnaaa, ata.
O Frasco : 8 Franoo lem Franca.)
fea Amo* alo trtimr m mire* de Ftbriw registrada uiiaitin,^,..
dar aar rlpnrom _enta reoneado.
i PhanaAcla OEZ.Zat, rm _et>aehlaw*, sa.
Dapoeitariot n Pernambuco : FRAN" M. da silva _.
(>#? f l|rf|rl
ID^x^vj-^^^J-^v^v q'V^^>^^>
______^___:

i
*t
**
<
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i
y: __
e *?* Ss
Tfi o
_L> es
e _s
se -
9Q
Fabrico de assucar
Apparelhos econmicos para o cozimen
te e cura. Proprio para engenhos peque-
os, sendo mdico em proco e ef-
fccllvo em operaco.
Pode-se ajuntar aos engenhos existentes
do systema velho, melhorando muito a
quadade do assucar e auguentando a
quantidade.
OPERAgAO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos contraes,
_ahin8_o aperteicoado, systema moder-
no. Plantas completas ou machiniamo
separado.
Especifcales e informaces com
Hrottos V.
5RUA DO OOMMERCIO-5
Pwclsa-se
de urna menina de 10 12 annos do idade, para
andar com ama eriancinha de 2 annos, trata-se
bem e d-se de vestir ; precisa-se tambern de urna
senhera idosa qoe possa prestar leves servicos de
casa, mediante um peqwno ordenado, ambas para
casa de familia ; a tratar na rua Velha n 36,
collegio._________________________________
Cosinheiro
Quem precisar dirija-se rua do Visconde de
Goyaena n. 62, por cima da taverna.
PARA ALGODAO
Grande deposito na
casa importadora de
Ferreira Guimares
&C.
BHA1HP DE GAXIAS86
Tinta preta
INALTERAVEL

(OHHIMCUiVt
PHARMACIA CENTRA L
38 Rua de Imperador 38
Pernambuco
Serve para eteripturuco mercantil e d tres ou
quatro copias de urna vez
Canda
Compra-se cm grande ou ptquena porcSo ; na
rua larga do Rosario n. 34.
Semeiues e arrpalo
Compra-se na fabrica Apollo i rua do Hospicio
numero 79.
VENDAS
V ende-se um terreno com 25 palmos de
trente e 90 de fundo, na travessa do Principe,
antiga Cisco ; a tratar na Alfandoga, armazem
n. 3, com Delmcnt Pinheiro, ou em Santo Amaro,
rua da Fundieao n, 1, das 3 horas da tarde em
diante.
Vende-se
na Cambado Caimo n. 10, especial rcassa para
bolo, secca e molhada.
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIAD
Este excellente Whisky Escesses -erm
jo cognac ou aguarden* de canna, para tortific
j corpo.
Vende-se a retalho nos Iheres armaren!
rolhadoe.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo n;
_e e emblema sSo registrados para todo o Braii
BBHWNS & C, agi-ntes
Maduro
Vinbo puro da uva aem confei^o, proprio para
mesa, urna especialidade.
Lindos cartoes
com mermelada crystaliaada e amendoas confei
tadas, proprios para presante.
Grande sortfmento de obras de
vime, como sejain:
Cestas para compras.
Balaios para papel.
Faqueiros.
Condrcas.
Costureiras.
Bala Bercos.
Cadeiras para bm>m e eriaoca.
Tamancos do Porto
para homem e senhora.
Sementes novas
de aorta ticas e flores.
Pocas Mendes C. roa estreita do Rosario
n. 9, junto a igreja._______
Cavailo
Vende-se um bom cavailo, andador de baixo a
meio ; a ver e tratar, na roa de Mathiaa de Al-
buquerque (antiga daa Fleres) n. 23.
Cabriolets
Vende-se dona cabriolets, sendo um deseoberk
e outro coberto, em perteito estado, para um oo
dons cavalloa: a tratar ras Duque de Oaxia*
n. ^___________________________
Grande sormento
Fogos
DE
e sortes
para os festejos das noitea de Santo Antonio, S.
Joo e S. Pedro.
lia w'i
Vende-se por presos muito raso*veis e faz-se
grande differencaem porcio.
O. Ruado Baro da Victoria 01
Loja do Souza
Livramento & C.
vender cimento port'aod, marca Robins, de 1
qualidade ; no cate do Apollo n. 45.
Terreno
Vende-se um terreno confronte a estacao do
Principe, estrada de Joo de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e com alicercea
para 3 casas; tratar na rua d'Apollo n. 30, pri-
eiro andar.
Leitura para senhoras
Broches mkelados e dourados a 2000.
Bonitas grampos dourados a 500 ris o maco.
Esplendido sortimento de galoes de vidrilho.
Grande variedade de leques de setim, a 4f> 0.
Frisadores americanos para cabello a 3000 o
maco.
Setas de phantasia para cabello.
Bonita collecco de pliiss a 400 ris.
Brincos, imitacao de brilnante, a 500 ris.
Aventaos bordados para crianzas a 24000.
Chapeos de fusto e setim para criancae.
Sapatos de meriu e setim dem, idem.
Meias brancas e de cores, fo de Esencia.
Pomada de vaselina de diversas qualidades.
Sabonetes Saos de vaselina e alface.
Extractos finos de Pinaud, Guerlain e. Lubin.
Lindas bolsas de couro e velludo.
Fichs de 1S para senhora a 1800-
Sapatos de casemira preta a 24000.
Tesouras para costura, de 400 ris a 34000.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immensa variedade de botoes de phantasia.
E milhares de objectos proprios para tornar urna
senhora elegante, e muitos cutres indispensaveis
para uso das familias, tudo por precos admiravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
BA DO CRESPO N. 7
Duarte A C.
hobrado a vender-se
Vende-se o sobrado n. 87 A rua da Aurora, em
frente a ponte de Santa Isabel ; quem pretender,
pode entender-se com o corrector Pedro Jos Pin-
to, na pra^a do Commercio.
Pechinchas!!!
Sao as Bcguintes que se liquidara na anti-
ga casa
CARNEIRO DA CU>'HA
CACHEMIR \S auomanas, lindas fa-
zendas para vestidos a 400 e480o covado.
MERINO'S de coros liudissimas, duas
larguras a 800.
FUSTES brancos e de cores a 240,
320 e 400 rs.
ETAMINES com palmas de seda a
800 e 900 rs,
SETIN maco de todas as cores a
800 e lOOO,
CRETONES finos a 240, 320 e 360 rs.
Excellente e3colba.
FAILES modernos a 400 e 440 rs.
PANNOS para mesa, novos desenhos, a
15200, 14400 e 1,$800 o covado.
SARGELINS diagonal, tor'as aa cores,
a 240 rs.
BRAMANTES de 4 larguras a 90 0
1^200 o metro.
DEM de linho puro, 4 larguras, 20000.
BORDADOS de carobraia a 1^000 a
peja.
MADAPOLOES oelle de Ovo e ameri-
canos a 6*200 e 645(.0.
ESGUIES para casaquinhos, 12 jardas
44000 e 445OO.
CASEMIRAS para roupas de cranas
a 800 rs. o covado.
DEM diagonal e de cores, 2 larguras,
a 24 e 24500.
CORTES de fustSo para coletes a 14 e
14800.
DEM de casemira a 24500 e 35000.
CAMISAS inglezas a 364000 a duzia.
GUARDANAFOS de linho a 34000
a duzia.
LENCOS de setinetaB, finos, a 24500
a duzia.
MEIAS cruas para homens a 24500, 44500
e 64OOO a duzia,
CEROULAS bordadas a 124 e 184000
a duzia
CROCHETS, gurnie3o para cadeiras e
sof 84000
GRINALDAS e veos para noivas a 95
e 124000.
CAMISAS para senhoras a 364 e 484
a duzia,
Sortimento completo de todas as fazen-
das proprias para uso domestico.
Dao amostras.
As vendas em grosso tm o descont da
praca.
49Rua Duque de Ce Casias59
a***18 D0RES0|__*
aJL P roa mo do Buraioo do. ^^Cjtf ^_
IllP^ Bliar, Pe Pasta deatifrioios ^S,
~ RR. PP. BENEDICTINOS
da ABBADIA de SOTJ0L__C (Gironde)
DOM MAGUELONNE, Prior
? Meilalhas de Ouro : Bruxellas 1880 Londres 1884
AS MAIS ELEVADAS RECOMPENSAS
1 NVENTADO
Pelo Prior
Fierre BOURS4UO
80 nr.iitithaii
ilos RR PP. Benedictinos, rom dosa 'le
abrumas gottw com agua, prevem c cura a carie
los dente, emhranqueceos, fortalecendo e tor-
nando as engivas perfeitamente aadias.
Prestimos um verdadeiro servico, :i->-ima-1
lando aos nossos leitores >!(' antigo e utilia-
simopreparado, o melhor curativo e o nico
preservativo contra as Aileccoes den-
taria)
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CilPi HNDAtii Eli I-uT
Agente Geral :
SEGUIN*Yobr__:?x3
cha-se em todas as boas Perfumeras, Pharmacias e Drogaras.
A REVOLICAO
0 48 a Rua Duque de Caxas
Chama ltenle das E\mas. familias para um espendido sortimento
de fazendas Anas que venden, por presos sem competencia
Lionayse, fazenda transparente, bordada, a 164000, pega.
Organdis borbadas a seda, ultima moda, a 184000, pe9a-
Etamine bordada a retroz., novidade, a 104000y pe^a.
Guarni^Ses de veludilho borladas a vedrilho, a 6S0OO, urna.
Faile, lindos padroes, a 500 rs., covado.
Amor da China, fazenda de novidade, a 400 rs., dito.
Cachemiras prctas finas, a 700, 900 e 14200, dito.
Cachemiras breche, ultima moda, a 14500, dito.
Lindos damasses de seda, a 14500, dito.
Ditos ditos de algodo, a 320 rs., dito.
Combraias bordadas, a 54500, 6000 e 74000, peca.
Dita adamascada, a 124000, pe^a.
Setins lizos, finos, a 800, 14000 e 14200, covado.
As Exmas. noivas
Setim branco, fino, a 15200, 14400 e 24000, covado.
Alpaca branca lavrada, a 500 rs.. dito.
Setinetas lizas e lavradas, a 500 e 600 rs., dito.
Grande sortimento de fazendas finas, chitas, madapol".'s, algod'es e -
outros artiges que se ventera por precos sem competencia.
Henrique da Silva Morein
mama*s*}avtwv>tns**s**0**+****t^
BRONCHITES. TOSSES, Catarros Pulmonares,
DEFLUXOS, Molestias do Peito, TSICA, Asmas
COBA RPIDA QIITA PELAS
Gottas Livoniennes
Da
TROBTTE-PERRET
etm CBBOSOTB de P/ IA, AZCATRO de SORUEQA e BALSA VO te TOLO
Este preparado, infallivel para curar radicalmente '^ iietiiB loe ? loa
robpiraiorma. e recouiituaauu peas r o o appetit : duas gottas pela mam' Sea tardi bas'.am para triumphar dos oasos mais HHHidet.
DETE-SB EZIOa C SELLO DE GARANTA DO GOVERNO ~IANCE2
Deposito principal: TR01?'_TTE-PERRET, 264, boole' Voltaire. PARS
Oeooi/fos em Pernaw bueo PAr M. da Sil.VA O*, i nal pr'ndpMS Pbarmir
^ORAPHIA 4U%
DE
ALBERTO HENSCHEL & C.
2--Rua do Baro da Vicloria-52
Este acreditado esabeleciraento phtcgraphico participa ao respeitavei publico,
que contina a executar os mais apert'ei;oados trabalhos pelo systema mais moderno e
mais apreciado. Aoha-se habirtado a satisfazer as ra.is dfli;eis exigencias, quer em
Assucar reBnado
Vende ae na refinaria da rua do Coronel Suas-
suna n. 7, em arrobas por prejj commodo, c em
kilos, 1 sorte a 240 rs., 2 200 rs. e 3* 160 rs.
T. leqhone348._______________
Piano
Vende-se um piano de tre3 cordas, cera, pouco
usu : na rua dos Pires n. 83.
rabalhos photogrophicos, quer em pintura a oleo.
Alin de seus trabalhos photographicos que sao por demais conhccidos encarre
ga-se tambem de retratos a oleo para o que j se acha gem a Vienna d'Ausiria, onde visitou as principaes gi4 Piere.k, bastante coohecido pela perteisao de seus trabalhos, desde 1877, quando
esteve em nossa casa e ltimamente o anuo paesado.
Pa
euas eacor
recebe
tadas
Telles Jnior.
Roga se s Exmas. familias e mais pascas o obsequio de honrarem com suas
visitas nosso estab-l-onento, onde sempre existe urna magnifica exposicao dos tr:.balho9
que execut^iuo-i e onde tambara os senhores visitantes eneontrarSo Ihaneza no tracto,
perfcicSo nos trabalhos e modicidade nos precos.
C. Barza,
GERENTE.
>id nossa casa e uitimampnie o anuo pae,auo.
Para satisfazer em g*>ral a todo3 que honrarem o no?so estabele-iraciito com
_comraendas participa que alm dos retratos, seja qual fr o systema, tambero
encommendas para qualquer vista ou paysagero, quer photographii'as, quer piu-
a oleo, sendo o encarregado destas ultimas o mui conhecido paysagista o Sr.
licenciado pela Inspectora Oeicjd Eyglne do Imperio do Braza
PREMIO NACIONAL
i, 16,600 ir.
Grande Medalha de OURO
OCHE
Encerrando todos os principios das 3 quina
APERITIVO, TNICO e FEBRFUGO
Agradabilissimo e de superioridade pro-
rada sobre todos 08 preparados de quina,
contra a Depresso de FoRgAS, as Af-
rEcgdEs del Estomago, as Febres Re-
beldes, etc.
Pars, 22, rua Brouot, e as principies Pharnucias do Mando.
OmesmoFERRUGINOSO
y^ Recomraendado tri o Depaoperamehto
do 5AHOUE, a- C~.oro Aiemia. e ai
CONSEQUENCIAB DO PARTO, etc.
' nm
^



8
Diario de PernambacoDomingo 26 de Junho de 1887

LTTERATlfi^.
i na aventura amorosa
(TSADUZIDO DO ITALIANO POR M. BOZENDO(
I
Um anjo e urna rosa
(ContinuagSo)
Urna conhecida talvez '?
Siin. E' a filba de um rico nego-
ciante irentiao, qae a uianiou pira aqu
a respirar um p'mco de bom ar...
A cbegada de, Mara iut>rrompeu o dia-
logo. Thereza passou o copo ao cagador
e disse :
Oibe, sirva-ae a seu gosto.
Muita bondade... Eu nilo esqueco-
rei uunca a sua cortezia.
E deviaujos negar um tilo pequeo
favor? c-xclaniou a rapariga.
- A senhora o chama pequeo, mas
para mim grandissimo.
E a cagada estove boa '? iaterrompeu
Thereza.
Um nico passariuho, e mo arrepen-
do de ter-lhe tirado.
Porque ? perguntou Maria.
E assim ciizendo tira de um bolso ae
sua veste um tintilbao com urna perninba
tenia o o raostra moga, a qual murmu-
'ou comuiovida :
Pobre passarinbo Quem sabe quan-
to sofiVs. E nao poder sarar ?
__ Talvez.. com muito trato.
__ E o senhor nao tentar
tro versos, demorndose sempre com pra-
zer crescente as palavras: boa Maria
Como sabe elle que eu sou boa, inur-
murou a rapariga, se a primeira vez que
me v? Talvez o tenha dito por cortezia;
tilo gentil squelle joven! E que bello
nome tem : Gino Me agrada tanto! Vol-
tar elle a esta casa ?
Estas o semelbantes perguntas se fazia
a menina, quando Thereza, nao vendo-a
voltar -ala, foi procural-a e convidou-a
para ceuir ; ella por n disse que preferia ir
rieitar-se porque se senta incommodada ;
protexto cs'j que lhe permittia ficar livre
em companbia da bella iraagem de Gino,
quo nSo a ubandonava um instante.
Nao fecbou os olbi s um s momento 111-
quell* rroite ; a aventura do dia era o ni-
co pensamento que a domnava.
Mana era urna de3sas mogas delicadas
quo se impressionam fcilmente at com
as cousas m; 8 indefferentes. Vendo urna
abelba sobre urna flor temem que esta pa-
dega, e experimentara urna dor intima, t
Hssim succede com mil outras cousas rasig
nieantes, que c intil rememorar.
Durante a noite, a ineiga rapariga se
comprazia de repassar pela mente o que
lhe havia acontecido de dia. A roseira, o
joven pedinte, um pouco d'aguo, o passa
rinbo ferdo, os quatro versos qu3 decora-
ra, eram as cousas que faziam o seu con
tentamento e a entretinbam.
Ao romper do dia levantou-se e correu
janella, para ver o ponto da cerca, onde
pela primeira vez lhe apparecera, aquelle
joven. Depois do estar distrahda por mui
to tempo, gozaudo do imponente espectcu-
lo que offerecia o nascer do sol, decidiu-se,
por ser dia festivo, a mudar de trage e ir
nenhum I missa na viainha Fiesol.
Ao findar a sua toilttte, dirigiu-sa ao
%ZobotZ se; depois entregando | quarto de Thereza e manifestou-lhe a sua
' -Qer ir missa tao cedo?Pergun-
tou lhe a boa velhinba.
Sira, micha cara.*
Ou a Margarida cbegada ?
Anda nao; mas vi que as janellas
Fui o algoz, a senhora quer ser a
enfermeira
Aceito de boa vontado o piedoso en-
cargo e prometi desempenhal o com
amcr.
No momento em quo o passou das inaos da seu quarto esto abertas, e, se nao te
, cacador para as de Mara houve urna zangas vou buscal-a.
ro^a dJ olhaPres que nilo c possivel discre- Vai, mas depois da missa nao te en
ver porque I m2da linguagem dos olhos tretenhas, porque provavel que teu pae
s e comprehendida pelos amados, venba noje.
_ E acora com mil agradecimentos, Voltare logo,
pego desculpa do incommodo, disse o jo- l Margarida era urna esperta campneza
ven levantndose. \l hat>lta na vis.nhanga de Mam, o a
_ O incommodo foi seu, lhe respondeu | maior parte das vezes, em oacasioes de
., festa, as dujs raparigas se dingiam juntas
aV- Antes de partir, estimara deixar greja para .asistir funecao. Nao obs-
urna lembranga, mas nada tenho aqui seja tanto serem de condigoes differentes toda-
,. va tornaram-se amigas e conhavam urna
clitino... 3
E antes que as duas damas tvessem tem-: outra os sena pequeos segrodos.
po de agradecei-lbe o gentil pensamento, Esaqui dito em poucas palavras quem
tirou do um livrnho de lembrangas um era Marganda.
pedaco de papel e escreveu os seguintes Agora acorapanharemos igreja as duas
iovens.
III
Dous coracoes felizes
Apenas as duas rapariguinhas entraram
lo sagrado templo, ouviu-se um murmurio
de vozes abatadas, distinguindo-se estas
palavras: Eis aqui os anjos; a missa vai
! principiar.
A cbegada dosacerdote.emmudeceutoia
' aquella frente, a qual fez o siznal da cruz e
dispoz-se a ouvir devotamente o sacrificio
que Jess fez por nos e lhe custou a vida.
No meio da missa, um novo rumor fez
. voltar se toda aquella gante, e centenas de
olhos se fixaram sobre um rapaz vestido
elegantemente e de aspecto nobilissiino.
Amaveis leitoras, sem duvida alguma
advinhastes que o joven quo entrara na
versos :
N'este asyb de paz e poesa
Acha meu coragSo, calmo, feliz,
Quao duro o partir, boa Maria,
P'ra Gino, cagador tSo infeliz !
Em seguida passou o papel joven,
zendo-lbe :
_ Toda* aa vezes que tiver as
estes borres se lembrar de hrcr
urna boa aegao.
Obrigada, respondeu Maria.
E Thereza :
Espero que se o senhor voltar a ca-
nSo deixar de vir
di-
mos
fto
foi
gar por estes lugares,
fazer urna visita ao passarinbo.
~- Com muito gosto.. .
Imaeinai, loitoras, com que alegra
aceita fuella proposta pelo mancebo, que >greja era Orno,
j pensava no meio de poder tomar aquella Sim, o joven que
caja ou quelle parazo, como elle a che-; fiis curiosos era o objecto adorado de Alaria.
' Quando a moga, seguindo o movimento
D Se lhe agrada alguma flor, o jardim- da amiga, voltou se o vio Gino,
zinho est sua disposigao ceo. o lvro que tm
distrahira todos os
U
Maria enamorada
o vio timo, enrube-
ha as maos cabio por
trra e os santos quo o mesmo contioha
espalharam se aqui e all, acontejimento
\ osto quo lhe agradou muito, porque,
Quando ella fiadou aquelle trabalho, a
amiga disse-lhe baixinbo ao ouvido :
Reparaste que lindo rapaz entrou na
igreja ?
Cala-te, conhego-o.
E' teu prente ?
NSo, nao ; 6.. dir-t'o hei depois.
A missa torminou, e ino foi o primei-
ro a sabir da igreja, tomando o caminho
por onde deviam tamben ir as duas rao-
Quando Margarida e Maria sahiram do
templo, a primeira procurou, entre todas
as pessoas, descobrir aquelle que attrah-
ra a admirg3o, mas nao pio conseguil-
o, pelo que disse amiga :
Estknaria ver aquelle rapaz, mas
desappareceu repentinamente e nao pude
desccbril-o.
Caminha, caminba, respondeu a ou-
tra muito pensativa, necessario obegar
depressa casa.
E as duas amigas andaram apressada
msnte em direcgo s respectivas habita-
goes.
Pouco trajecto tinbam feito, quando Ma-
ria vio em sua frente o joven Gino, que
saudando-a gentilmente, lhe dirigi eBtas
palavras :
Gentil rapariga, como est '!
B't ; e o ssnhor?
De algumas horas para c a minha
vida corre felicissima.
Estimo muito.
Maria comprehendeu a allusao.
E o meu doente ? proseguiu Gino
- sorrindo.
Devido a to curto tempo n2o pude
ver nenhuma melhora.
Mas cont com sua cura.
Certamente?
Si.n, porque a cura foi confiada a
um anjo.
8enhor, os anjos esto no co.
Va que seja. Deise-me porm o pra-
zer de chamal-a com tal nome, de que
digna.
Ah quer lisongeiar-me por todos os
modos.
NJo, porque desprezo os adulado-
ras .
Sa assim c, acetarei o nome de anjo,
sem todavia mere^el-o.
E sua modestia e bondade nao sao
quahdades que tornam anglica urna ra-
pariga ?
Sao virtudes estas communs a mu-
tas dcllaa.
Nao o creia. Conhego muitssimas,
mas nem urna que possa competir com a
senhora em alma gentil, affabilidade e do-
gura de fallar.
Mas, senhor, nterromps Mara, oo-
mo pode julgar-me tao favoravel, se a
segunda vez que me v?!
Os anjos sao aquilatados sbitamen-
te. Diga me agora, o quo lhe parece o
nosso primeiro encontr?
Sle parece..., desculpe-me se digo
assim... eu nao sei fallar como o senhor..
Me parece... o primeiro capitulo de um
bello romanee.
No qual se encontrara dous seres quo
se amam atalhou o joven.
A rapariga tornou se rubra. Nao esta-
va preparada para aquella declarago tao
frisante.
Nao acertei ? accrescentou Gino. E
porque nao pode ser como digo ? Permita
me urna pergunta: A senhora nunca amou?
Nao, senhor, respondeu confusa a ra-
pariga.
Entilo ao primeiro capitulo do ro-
mance podemos addicionar um segundo c
intitulal o:o nosso amor I
O senhor brinca esta manhS !
Nunca ti ve tao pouca vontade de
brincar como neste momento. Maria, ou
fallo seriamente ; antes de nos se-
que Maria lhe negasse o que ella propria
desejava dizer. Por alguna minutos titu-
boou, tez remove--lhe a pergunta, e fin-
dou por dizer. ,
Prometi amalo, mas mou pai... nSo
sei...
Quando elle souber quem sou, disse
Gino, espero quo no ter, salvo por ca-
pricho, nada a oppor ao nosso amor.
Tambero eu o creio.
Este o seu livro de missa, nao c
verdade?
E, dizeado assim, toraa-o das rallos da
joven, e, emquanto finga reparar na ele-
gante capa, lhe introduzio urna carta, que
por fatalidade fieou entio Sant'Anoa e S.
Jos. Feito isto restituio-o dona com es-
tas palavras:
Entrego-lh'o com urna oragao de
mais.
Como nica resposta teve um bello sor-
riso, v.
Mara, reconhego que muito obusei
de sua bondade, o lhe pego perdao, disse
Gino, apresentando-lhe a raao.
Oh! nSo faga coraprimentos: sou eu
Nao, urna ligeira iadisposigSo.
Estimarei que nSo passe disto.
Ddpois, voltanJo-se para o joven que
estava comsigo :
Sr. Tbeodoro, apresento-!he minha
filba.
E ao mesmo tempo disse a Maria :
E a ti apresento o filho do celebre
dentista Gober, que segu com honra a
profissio paterna.
Se o p ii da noiva de Gino Iba houvesse
mostrado um sapo, nSo a t^ra desgostado
tanto, quanto apresentando-lhe Theodoro
Naquell.! momento gritou Tberez i:
Senhores, o almogo est na mesa.
Eut3o todo3 sahiram, o Joao (o pai de
Maria) dise gracejando ao apontar a filha
e Theodoro :
Vos dous Acaris a um lado! Que
bella unio Oh se eu pudesse realsar
este sonho '
Aquellas pah.vras a rapariga tornou-so :
Palliia no, na pv che nev bran-
ca. (1)
Depois do almogo, Joo conduzio a fi-
lha ao jardim e lhe disse que Theodoro
em
A primeira cousa que fez a joven, apa-1 quanto apanhava os objectos cahidos, teve
i reentrada em casa, foi atar a pena do j tempo para desvanecer um pouco a per-
passarinho ; depois tornou o papel deixado turbagio visibilsima que experimen-
pelo rapaz e leo muitas vezes aquellas qua-; tara.
A luz da lanterna batia em eheio no ros-
to do yankee. Seus olhos chammejavam.
Ella esquecia-se de tudo. As ultimas pa
lavras do americano a haviain transforma-
do.
Por espago de alguns segundos ella en
jcarou-o, inclinado-se para diante e cons-
traugeudo-o a baixar os olhos.
Depjis, vagarosamente, martellando as
avilabas disse :
Se t ver a desgraga de tocar no Dr.
Arband, Sr. Ned, cu odial o-hei comoodeio
seu amo. Drei a Liwis Jubb que o se-
nhor atreveu-se a angar suas vistas sobrs
mira. Contar-lhe-hci que o senhor decla-
rou-ine o aeu amor. E elle o matar co-
mo a um cao.
- Ou, pelo contrario, eu o matarei, res
moneou o janiche.
Duvido, Ned ; entretanto pode ficar
certo do meu odio.
Ou do seu reonhecmento. Pelo
que... um negocio. A senhora apren-
deu em boa escola. Nao bom lutar coro
a senhora. Nao be admire de que eu acei
Sim, obedecer-lhe-hia, seria seu es-1 te aa suas eondig:?. Vbu" conduzil-a at
cravo, comanlo que no mo pedisse que l p^lhoga. E' negocio deoidido. Ver o
(iefendesse a vida do homem que... asa -;douior. Presto lhe sm servigo : nlo tar-
nbora ama. dar oiuito que eu ven'ia lembrar lh'o.
Nao lhe fallo em defender a vida do E o americano eu um assovio. Fra
, Arbani. No ; nao isso que exigi-! da mata que margeava a estrada appare
re do senhor, Ned. Pego-lhe apenas queceu -jui hornera.
FOLHETIM
JOSLARONZA
POR
. IQES D FLOT E PEDRO MAEL
CIIABfa PAUTE
A PERSF.HVO
:' Continuago do n. 143)
V
__Poia bein se eu quizesse ?... Servir-
ue-ha ?.. Obedecer me-hia cegamente *
me conduza at palhoga onde est, sem
que Lewis Jubb saiba.
O bandido fez um gsto de colera.
Urna converja em segredo ? A se-
nhora cruel.
Toma
dissa-lhe Ned
o men ugar,
baixinbo ao ouvido, e apunhala seja quem
for que quizer passar sem te dar o passe.
Ento, diriginrio *" a Carmen :
- Deoraem diant, sou seu criado.
ga-rae, iiu^ acnaiuvubD ,
pararmos necessario que eu saiba para
tranquilldade de meu coraglo, ae pos30 ou
nao esperar o seu amor. Me tome flia,
boa Mana I
Gino era um billo rapaz, fallava dstinc-
tamente, vesta com elegancia, e a rapari-
ga sabemos que o amava em segredo;
imagina, por isso, leitoras, se era possivel
que lhe tenho causado.
Depois de um aperto do milo significan-
tissimo e um temo adeus, os amantes so
separaran).
Margarida, que psperava a alguns passos
do distancia a amiga, logo que vio-a aosi-
nha lhe disse :
Parece-me que te esqueceste de que
eu te esperava heira ?
Tem paciencia, no pude deixar de
demorar-rae.
Mas Thereza te gritar quo tar-
daste.
Nao importa. Tu, porem, deves pro-
metter-me urna cousa.
N3o dizer que estiveste conversando
com aquelle rapaz ?
Como *? Adivinhaste ?
Sem muito trabalho.
Ou quem supp3ea que seja ?
O teu futuro noivo !
Como s brincalhona !
- Eu j estava desconfiada na igreja,
quando te cabio o livro.
NSo o creio.
Digo te que sim. No momento em
que, te voltando, viste aquelle mogo, as
tuas facea ficarara verraelhas como cereja
Nao te considertva t5o maliciosa !
Sao cousas que se manifestara por si
mes mas.
Aa duas araigaa eatavam perto de auaa
casas e despediram-se com a promeasa de
se tornaren a ver depoia do almogo,
ufim de irem juntaa s funegoea do dia,
ou, para aer mais claro, para rem s Ves-
peras.
IV
Primeira dor
NSo fagis caso, gentis leitoras, se eu
precipito os aoantecimentoa ; considerai
que o meu fim apenaa referr-voa sim-
plesmente o facto sem ornal-o de flores
rhetorinas ou d situagoes imposaivea ;
cousas estas neceasarias a um romancista,
mas inteiramente inutes para mim que vos
descrevo um desses episodios a que d
o.'igam o gracioso filho de Venus.
Dito isto, prosigo na narragao.
Logo ^ue Maria entrou em casa, ficou
sobremodo surpreza vendo a mesa j posta
e Thereza a cozinhar uns enormes bifes.
Chegou meu pai ? perguntou.
Sim, respondeu a interrogada, e con-
trariou-me o nao eatares em caaa.
Mas porqne preparaate a me8a para
quatro pessoa8 ? perguntou Maria.
Porque teu pai veio acompanhado
de um rapaz; corre, corre a saudal-os,
esto no quarto a tirar o capote.
A rapariga drigio-ae vagarosamente e
muito pensativa ao encontr do pai. Um
triste preaontimcalo se lhe bavia fixado na
mente.
Papai, bom dia,exclaraou--como
esl?
Estou bom ; mis parece-me que tu
nSo podes dizer outro tanto. Te ahorrles
talvez de estar aqui ?
Quero um beijo...
A rapariga corou, olhou fixamente para
o amante o disse-lhe promptaraente :
Mas commetto urna falta beijando-te?
NSo, meu anjo, porque nesse caso
nSo t'o pedira.
Se assim. ..
Os labios dos dous jovens se uniram e
frenantes do amor trocaram um beijo.
Maria, Maria gritou Margarida
Thereza j appirece e vem apressada-
raente.
Gino, quelle annuncio, se levantou,
apertou a raao da
fronte e disae lhe :
NSo hora
amante, beijou-lbe a
que tua ti.i rae veja :
a esperta camponeza,
Margarida
quem implora perdao pelo aborrecimento devia ser o seu esposo; ella respondeu
seccamente qua nSo o queria, e principiou
a chorar copiosamente. O pai entao vol-
tou para Florenga contrariadissimo, segui-
do do amigo dentista.
Aps a partida do pai, Maria escreveu
sem demora a Gino narrando o que lhe
havia succedido e Thereza foi deixar a
carta no correio. Tambera a esta desagrada-
va muito o casamento daamig com aquel-
lo rapaz aniipathioo.
V
O primeiro beijo
No terceiro dia depois dos factos narra-
dos, Thereza foi a Ficsole a negocio 8eu,
e pedio a Margarida o favor de ficar em
companhia de Maria at que ella voltasse.
Foi ento que a carnponia disse ami-
ta
J recebaste resposta daquella car-
empurrar esta porta, encontrar
que procura.
Dizendo isto, fez um sigoal.
sentinellaa se afastaram.
a pessoa
As duas
Eram dous colossos da estatura e da for-( que sincero. Quer afinal acreditar nelle
Deixe rae acabar. Levar me-ha on-, A-orapanhe-mc dsetro de tres minutos
ce est o Dr. Arband. Aaaistr nossa estar dante do rnsioneiro.
conversa, que nao ser em segredo.
E qual ser a minha recompensa por VI"
osle servigo ?
O meu reconbecimento, Ned, o m=u... O bandido levo armen por um atalho
aectuoso reconbecimento. i atravs do3 roenetos.
Ah! E para elle, para esse Maxirni- % A' medida o,ue te approximava da pa-
ano, a senhora guarda o seu amor ? lhoga, a bespanho!. ce apercebia das pre
mi Bein sabe que elle desdenha do raeuicaugoes que Le^Ii; Jobb tomara. De cin
mor. 'co em cinco p5sos o yackee devia fazer-
-- Nao importa. Nao quero que a se-1 se reconhecer.
n-bsra o ame. Vou deixar que o veja pela! Afinal, ap3 mass voltas, Carmen vio
iltima vez. Mas nSo tente slvalo. E' a entrada da prisao ce Maximiliano.
Matal-o-
-aelbor que morra, entende-mo ?
.'-.ei depois.
Com sua pequenina mo nervosa a bes
ptnboia segurou o punho de Ned, e com
urna torga
voltar-se.
Alii tambem etuvaa alerta duas senti-
nellaa.
Ned, quo 'uran:e trajecto nao fallara
maie, aponto:i na/e z parta :
incomprehensvel obrigou-o a j YJ aqui, minfaa senbora. Tome a
1 lanterna, e, se jaiasr ter bondade de
ga de James.
Decididamente Lowis Jubb sabia bem
cscolber oa aeua empregados.
Carmen tomou a lanterna que lbe dava o
americano, o, como elle acabava de lhe v-
zer, erapurrou a porta, fita de bambs,
ao alcance da mao.
Deu dous paasoa no interior da 8ala, le-
vantando a lanterna cima da cabega, por
isso que nao distingua nada.
Resignado, Ned enco3tou-se na balaus-
trada da porta, que fechou depois que Car-
men entrou.
Entretanto, diza comsigo mesmo :
A domadora entrou na jaula do le3o.
Carmen, porm, dirigi para todos os la-
dos o jacto de luz da lanterna.
Afial descubri em um canto urna espe-
cie de fardo de forma oblonga, e sobre o
qual tinha sido collocada urna manta de ca-
vallo. O doutor estava araordagdo, com
a cara voltada para o chSo. Voltando s
suas primitivas instrucgSes Lewis Jubb or-
denara que por aquella forma fosse guar
dado o joven doutor.
A bespanhola, sem se aoautelar de Ned,
que a observava, encarainhou-ae para o
prisioneiro.
Lovantou de leve a coberta, e approxi-
mando sua cabega da do paciente, disse
em voz baixa :
Sou eu, Maximiliano, sou eu, Car-
men. Venbo salval-o, ou pelo menos soe-
correl o.
O doutor ficou sobresaltado.
Carmen vi entSo que o prisioneiro nilo
poda fallar.
Tiruu do corpinho do vestido um peque-
no puuh.d de tolha curta e aliada. EntSo,
disse ao ouvido do doutor:
Camela. Vigiam-o. Vou cortar c
lago que prende a mordaga. Pego-lhe, po-
rm, que nSo grite. Arabos ficariamos per-
didos. Pelo contrari falle em voz muito
baixa.
E sera o parecer, cortou rpidamente os
cordris da mordaga.
Maximiliano sent o grande all vio.
- Oerigado 1 disse elle, suspirando. A
senhora o meu anjo bom, Carmen, o seu
sentimento pois, muito sincero, visto que
NSo,respondeu a outra suspiran-
do. Vem, saiamos do jardim ; tenho medo
de que elle eheguo.
E' bora, ao contrario ; assim tu con
veisas coro elle, e eu eatou attenta quando
volta Thereza. Sa nao te fazos um pouco
mais esbelta, talvez nao lbe agrades.
Tiuba apenas terminade eataa palavras,
quando urna voz exelamou :
Boa tarde, bellas meninas. Como vai
o meu ferido ?
Gino disseram em voz baixa aa ra-
parigas E Maria um pouco confusa :
Est vivo, est vivo; vai saraudo.
Margarida, fiel sua promeasa, foi re-
parar a cbegada de Thereza, para adver
tir os amantes.
O rapaz, sabendo qua a velha eatava
ausento, entrou no jardim, tomou urna das
mSoa da rapariga, obrigou-a brandamente
a sentarse em urna ru3tica banquinha e
collocou-se ao seu lado. Era seguida dis-
se lhe :
Choracte, nSo verdade '? Tens os
olhos vermelhos.
NSo quero mentir-te : sim. No mo-
mento em qua meu pai deu-me a conhecer
sua vontade, nao pude conter as lagrimas.
Mas nSo no3 aflijamos antes de ser-
mos infelizes. Amanhl re presenga de
teu pai, e esparo que elle attender s mi-
nhas supplicas.
E' certo que o fars?
E duvi las ?
Nao ; perioa-me. Ha certos momen-
tos em que nSo sei o que digo. Da tudo
temo e em tudo tenho eaporanga. NSo me
reconhego a mim propria.
NSo desesperes, necessario que te-
nhaa coragera ; deixa as lagrimas para as
creangas. Dos instantes felizes que jun-
tos temos pasando, desejo urna lembranga :
queras dar m'a '?
Mas aqui nada tenho.
Tena porm o que desejo...
EntSo pede.
adeus ; nao chores.
E, saudando
foi se embora.
Apenas Gino desappareceu,
encatmnhou-sa para a amiga e lhe disse
NSo po Jeras quoixar-te de mira
nao fui una boa sentiuella"?
NSo sei como recompensar-te.
Deves continuar a querer-me bem, o
assim serei compensada exuberantemente.
Chegou Thereza e as duas mogas se se
pararam.
Dous dias depois, Maria por orJem de
pai, voltou para a casa paterna.
VI
Calculo errado
No terceiro andar de urna elegante casa
situada na ra Principa Amadeo, em
um pequeo salao de jantar estavam di-
cutindo dous bomens de idade um tanto
avangada, e um rapaz de cerca de 20 an
no3 estava impassivel representando o pa-
pel de ouvinte.
As leitoras nao custarSo a reconhecer
aquelles parsonagera-
Caro senhor Goberdizia o mais ve-
lbo, se seu filho Tbeodoro casar com Ma-
ria, lhe garanto que nSo so arrepender :
um anjinho aquella rapariga.
Est tudo combinado. Parece-me
um sonho irmos pertencer a urna s fa-
milia.
Depois voltando se para Theodoro :
Dize, casas de boa vontade com Ma
a leva a affrontar tolas as iras para che-
gir at mim I
Sim, Maximiliano, o meu amor an-
da o mesmo, e muitas vezes tenho provado
e dar-ine um lugar em seu coragSo ? Hoje
venci o seu mais encarnigado inimigo, o
tenenta de Jos Laronza. E' elle quera
est all atrs de nos, observando todos os
seus movimentos. E esse homem araa-rae.
Apezar disso perraittio que eu viesse at
aqui. Deixei-Ihe entrever a eaperanga de
qua talvez um dia eu Iba daria testemu-
nho. do meu reconhecimento. Quantas
humilbagi) s, Maximiliano, soffro por ti I
E Carmen ficara immersa em funda me-
ditagSo. As lagrimas bumedeceram-Iha os
olhos.
Arband tinha alma grande. A propria
lembraaga de Renata nSo pode impedir que
diasesse algumas palavras de esperanga
aquella creatura qua por elle tudo arros-
tara.
Sou um ingrato, minha querida, per-
doe-me. Praza a Deus eu possa um dia
reconhecer a sua solictude.
Oh I amar-me htes um pouco I Mas,
ai nSo agora occasiSo de pensar em
amor. Oa minutoa eatSo contados. Vim
dizer-te que nSo deves raaia receiar a mor-
te se nSo assignarea o cheque. O malvado
jurara deixar me a tarefa de te obrigar a
tazel-o. Ranunciou a esse alvitre. Vim
te fallar, nustasse o que custasse, porque,
mais do que tudo, queria tranquillisar-te a
esse respeito. NSo te matar, porque, se
des&ppareceres, mnguem ter competencia
para assignar esse papel. Entretanto, co
mo o tratante pode ter a tenUgao de sacri-
ficar a tua cara existencia, deixando te,
irei pedir lhe que te d a mira. Para isso,
recorrerei ainda ao favor do seu tenente.
Espero que seu amo, de preferencia a per
der seis miibSas, querer, como derradeiro
recurso, tentar a minha intervengSo. E'
preciso, porm, que contines a recusar
com firmeza. Elle te confiar a mim, e
entSo... eu to Balvarei.
Ter entSo mais direito minha af-
feigSo. E' fatal I O destino quer que eu
a ame 1
Carmen estava radiante.
Ned espreitava-a, e a nSo ser isso ella
teria beijauo o doutor. Um movimento que
o yankee fez recordou lhe, com effeito,
os perigos da situacSo.
(1) Pallida nSo, porem mais branca do
que a nave.
na i
Sim, sim e sim !
Bello carcter, bello carcter, exela-
mou Joao. Ella nSo brigar nunca com a
mulher.
Mas a moga dize-me, casar com
meu filho sam constrangimento ?
Quer queira, quer nao, ser a con
sorte de Theodoro.
Me agrada a tua firmeza de car-
cter.
Quem mana em minha casa sou eu.
Ora, encontrei um bom marido para ella e
deve acceital-o.
Deviam ser assim todoa os paes de
familia. Neste caso, noa retiramos. At
outra vista.
Naquello momento urna vclba creada
annuuciou ao Sr. Jo5o que um mogo de
sejava fallar-lhe.
As leitoras certamente j adivinharam
quem era.
O velho ordenou que o raandasse en
trar, e apaas o vio, disse lhe :
O 3cnhor chega tarde. Vem dizer
me o quo j sei ha dous dias, isto que
os algodoes baixaram de prego.. .
Ab I nao senhor respondeu o outro.
O que quero dizer lhe nSo tem ralagSo al-
guma com o commercio.
Entao enganei-me ; portento, falle.
Veuho pedir-lhe a mSo de sua filha.
Sinto muito, mas nao posso conce
der-lh'a.
Mas, senhor, eu sou um rapaz ho
nesto, e tenho j meio do vida.
E quam lhe disse o contrario ? NSo
satiafago o aeu pedido porquo quero dar
minha filha a outro.
Mas pode ella dispor do que lhe nao
pertence ?
E' intil qua o Sr. gaste palavras,
aasim como impoaaivel qua eu retiro a
palavra que j doi.
Maa, ae Maria nSo amaaae o homem
qua o senhor lhe destina ?
(Continu'a)
amorosamente ella disse baixi-
querido, adeu3! Sim,
Mais
nho :
Agora, meu
adeus, at breve !
E em voz alta continuou
EntSo, quer que eu falle a Jos La-
ronza ?
Desejo, respondeu Maximiliano no
mesmo tom.
Pois bem. Tratarei disso.
A hespanhola tornou a collocar a cober-
ta sobre a cabega do doutor e encaminhou
se para a porta.
Carmen eatava intimamente commovida.
E8ta commogao era causada pela con
ver8a com o doutor.
Pela primeira vez Maximiliano parecer
corresponder ao amor qua por ella sentia.
Pareceu-lhe 1er cm seus olhos alguma cou-
sa mais do quo commiseragSo E, entre a
eaparanga e o 'temor, temor dado vida
naquella momento para poder arrancar das
maea dos seus inimigoa o homem a quem
amava.
Com o sorriso uos lab03 e os labios ra-
diantes de felioidade, foi que ella se se>pa-
rou.
Sahiodo, encontrou-3e com Ned Hobson.
O americano estava sombro. Espera-
ua-a.
Carmen encorou-o com desdm.
Espreitava-me, talvez ? disse ella
com voz secca.
Talvez, reepondeu Ned Hobson era
voz baixa.
Carmen parou em frente delle, e enca-
rando-o :
Meu rapaz, disse ella cora escarneo,
o senhor nSo tem coragao, nem espirito.
Se tivesse coragSo, realisaria o compro-
misso que ainda ha pouco contrahio para
commigo ; se tivesso espirito, comprehen-
deria que nao depende de mais ninguem,
senao de mim, perdel o ou recompeusii o.
Elle ouvio tranquillo aquellas palavras,
e, cada vez mais sombro, disse :
Pie escarnecer de mim. Em nada
modificar a minha natureza. NSo sou
um homem virtuoso como o seu francez.
Sou animal feroz, .imo-a, e nada mais
sei seno que a amo Se quizer, pode fa-
ser tudo de mim, at um homem de bem.
Mas, de preferencia a perdel-a, vinte ve-
zes me condemnaria. Malaria pai e roai,
se o ordenasse; matal-a-hia, porm, se
1 me repudiasse para sempre.
Carmen envolveu-o n'um olhar de com-
paixSo.
Depois, dando urna risada, mais intima
mente perturbada do que queria mostrer
ae, com aquelle amor selvagem, ella dase-
Iba :
Pobre rapaz !... Listimo-o !
O bandido olhou-a supplice. Duas kgri
raas rolaram lbe daquellas palpebras que
tinham visto todas as formas do crime o
do perigo.
Oh I disse elle, se a senhora soubes
se como eu amo-a I
Carmen entendeu que devia consolal-o
Estendeu-lhe a mSo, que elle agarrou
com ambas as delle, e quaai a devou n'um
beijo.
Pobre Ned disse ella suspirando.
Acredito no que diz. As mulberes nao tim
necessidade da que se lhes diga para sabe-
rem quem as ama. Ha muito tampo que adi
vinbe o seu amor. NSo lhe quero ma!
por isso, pelo controrio.
E erguendo os olhos para o co com sin
guiar sorriso :
Quem sabe ? Sou phantassta e v-
jia. Amo a fidelidade e a coragera. Sr-
va-me como quero ser servida e juro lhe
que 8aberei provar-lhe o meu reconheci
ment.
O yankee trema todo.
Carmen, dase elle e a alma ia-se-
lbe na palavra Ca raenveja bem o quo
me est dizendo. Ordene tudo o que qui-
zer, mude-me, transforme-rae. Serei seu
servo e seu ^escravo. Maa o eacravo vira
'le joelhoa pedir lhe que lbe pague o prego
da sua absoluta dedicagao.
A joven hespanhola tomou urna resolu-
gSo.
Pois bam disse ella, se for bam ser-
vida, se ficar contente, nSo regateare o
prego que pedir, pagarei.
O olhos de Ned se illuminaram n'um
lampejo de alegra.
Obrigado disse elle ; ordene, obe-
decerei.
Bem. O senhor hornera de pala-
vra Por agora, previna seu chefe de que
tenho que dizer lhe, j e j, a respeito de
assumpto quo lhe interessa.
Nrd desappareceu immediatamente, dei-
xando a sua interlocutora na entrada da
palhoga.
{Continuar- te-ha)
Tvp. do Diario ra Duque de Caxias ,n. 42.
r UCNR
i


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