Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17955


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Full Text
v
I

MO
hllll NOMEfiO M
PIRA i CAJPITAJL R LI7MIK OWDE XIO R PACA PORTE
Por tres mezes adiantados............... ofw!
Por seis ditos dem. .'.............. tSEEL
Por um anno dem................. Aio
Cada numero avulso, do mesmo dia............ wlw
ilA-PHBA 23 DE JIO DE 1881

PARA DENTRO E FORA DA PROVISO*
Por seis mezes adiantados.
Por nove'dhos dem.
Por ura anno dem". .
Cada numero avulso, de dias 'anteriores.
13,5500
200000
270COC
4100
Proprietadt te Jmotl 'Jxgntkia fce Jara 111)0$
* Srs. lmelP "rla'se 4 C
iePaHw, cit'iOnMOi asentas
exclusivos 1 *nn'.incs e pu-
blicBc terra
IF.1EGUHUS
f
Meo PABIISL4B 20 SIASC
NATAL, 22 de Junho, s 7 horas e 40
minutos da manhl. (Rer-ebido s 8 horas
da manhl, pela linha terrestre).
i-abnm do rhesnr aqnl no vapor
POJI'OA, quo eauir hojc para o*
nonos fin ni. o* naufrago* do pa-
tacho PIRA PAMA.
*r-m ili>* ili-z npri'inll/i's mari-
ntaolro<> ralleeldo* nao ha noticia
de nials douN.
Entre o* nanfragoN exinlem al
gairn feridot). inclu! ve o 1." len-
te Huhiiii
riiO <>E JANEIRO, 22 de Junho, s 4
boras e 53 minutos da tarde. (Kecebido
a ti horas e 45 minutos, polo cabo subma-
rino1).
Km Menmfio de hoje da Cmara don
Reputados foi aprewentado nm pa-
recer da commiiW'io de orrimenlo
da jiiMlra. napprlmlndo an torba*
de auxilio a forra* policlaei* da*
provincial, o preenchimento da* co-
marcan recentemente creada*.
O Sr. depniado Simplicio Coelno
de Rosendo aprenentnn nm projecto
Mobre a approvaco d regulamento
eleitoral. f*zendo-lbe diver*a* al-
'erace* e *npprimlndn dlver*o* ar-
tigo* do niisiiio regulamento.
Fol rejellado um reqaerlmento do
*r. depatado Antonio Ferreira Vian-
na para qae fo**e ama commi**o
da Cmara do* Depatado* *aber *e
S M. o Imperador de*eja qae *e Ibe
conceda licenca para wablr do Im-
perio.
Fol approvado pela me*ma Cma-
ra em t diMcu*ao o projecto de le
obre a licenca para *abir do Impe-
perlo o me*mo augn*to nenhor. de-
pol* de oraren* o* srs Baro de Co
'eglpe. Ferreira Vianna. Antonio
Maclel. Affonso Cel*o Janior e Col-
ino Rodrigue*.
Fol regeitada ama emenda do sr
Coelno Rodrigue* relativa a re*tri-
ccfie* da* attrlbaiceN da regente.
\o Senado nao bouve boje *es*Ko.

u

ZLU
LONDRES 22 de Junho.
A* renta* na. a ojubileu de M. a
rainha Victoria foram celebrada*
em toda* n* cidade* e villa* da t.ran-
Bretanba rom grande* pompa e
multo enlbuNia*mo.
Agencia Havr.s, filial em PernamSwo,
22 de Junho de 1887.
NSTRCC POPULAR
>A
BIOLOGA
(Extrahido)
mI.IOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
I ilt\t IM*Hl
( Co n t i nu a cu o )
E' faino que, muitaa vezes basta uina pequea
difirela de clima pira dar preponderancia h eati
ou aquella especie v.'getal. Urnas, circumsere-
vem-se us regioes fria ,rsreandocada vez maia
medida que progredimos para as regioes mais
quent3. Debald, e muitas vezes, urna especie
vence cutras na sua multiplicarlo e na vegetacao
luxurmnt-' ; basta que resista mecos ao fri ou so
cilor, para que as suas rivaes a desenthronizero
mmcdiatamente.
Ja rr.uito antes de Daiwio, o ioglez Malthus de-
terminara, eatudando o desenvolvimento das po-
pulacoes, a lei do crescioiento dos alimentos e dos
bomrns.
Demonstroii elle, que, emquanto 03 alimentos
crescm n'uma r.rogressao arithmetica, as popula-
co-'s creseem n'uma progresaao geomtrica.
O 1.lustre economista inglcz restringa-se, po-
rm, a populucoea humanas : Daiwin extendeu
esta lei a todos as especies vivas.
A observacao tem demonstrada casos de urna fe
cundidade pasmosa ; e pelo calculo determinou se
como se faria a multiplicarlo das especies, s; ella
seguisse o sen livre curso sem estar sujuita ;'u
causas de deatruica;.
E' preciso, pois, que algumas morram ; s as-
sim podem perpetuar-se as especies.
Na lucta sobrevivero aquellos quo mclh r pu-
derem supportar a abstinencia e a tome, ou que
deverem a victoria no combate (por se apoderaren:
do alimento) superioridade re-il de forca phyaica
ou a qualquer 'Jisposicao particular de destreza
de astueia, etc.
O nico rato conbecido pelos antigos, ioi um dia
obricrado a ceder deante ao rato negro ; e s o li-
vrou de completa destruicao a sua eztreoia peque-
nez.
Em 1750 foi, por s:u torno, atacado em Ingla-
terra o rato negro pelo rato do campo, mais forte,
( roz e mais tteundo, qae anniquilou quasi total-
mente o rato negro, de tal modo que este boje e
muito raras vezes se encontra.
Por aqui se \ que, na lucta pela vida, se devem
contar com elementos importantes a maior ou
menor fecundidade das especies e as ri-lacoes mu-
tuas entre as dift'ereu'os formas orgamsadas.
A fecundidade um dos ineios mais efficazes
para preservar da extinceaa completa urna espe-
cie qualquer.
Temos disto um exemplo bem trisante nos peixes.
E' Dotorio o consum extraordinario que o bo-
mem faz delles para a su alimentacao, assim
como a quantidade enorme que serve Je nutricao
a outros acimaes aquatios de constituidlo mais
robusta. Apezar da tudo, as especios nao desap-
parecem, porque basta que algumas femeas esca-
pem para em breve se repovoarem as aguas.
iContinua)
Especial .-ara o Diario)
ROMA, 21 de Junho.
A* elelce* que acabam de ter la-
gar para o ronxeiiio municipal d'en-
la capital *iu> lU-nfavoravels ao* II-
berae*.
LONDRES, 21 de Junho, noite.
tlojc foi celebrada na abbadla de
Vl*lmin*ter < o 111 extraordinaria
pompa a cremonla do jubilen de
*. H. a rainba victoria.
A fe*ta estere a mal* imponente
de qae *e tem lembranca. e fol fa-
vorecida por am tempo esplendido.
Fol prodigiosa a multldo qae velo
HslMtlr a pa*agem de S. M. a rainba
e de tea equlto.
PARS, 22 de Junho.
i* negoclacoe* entabolada* entre
a Turqua e a Imglaterra a reapeito
de Egypto. nao adlantam por caaaa
da* renpoHta* evaniva* dada* pelo
.nliao. O governo Ingles declaroa
ao da Porta Ottomana qae o aitlmo
praao para ama re*po*ta deOnitlva
fra marcado para *eganda fera
de Juniio.
RIO DE JANEIRO, 21 de Junho, s 5
horas e 55 minutos da tarde.
>o correr de am dlcur*o qae pro-
nuniiuu na Cmara do* Reputado*
o Sr. Rr. Ferreira vianna pedio a C-
mara que nomea**e ama commi*
*fto compoata de 15 depatado* aflm
de aaber a vontade de H- M. o Impe-
rador obre a propo*ta concedendo
licenca aflm de facer ama vlagem a
Europa.
O Exm. Sr. Sarao de Coteglpe pre-
sidente do conselbo fol de encontr
* Mgi do Sr. Farrelra Vianna.
f2A Cantara do Reputados votou em
. di*cunso a proposta oncesendo
licenca a s. R o Imperador.
____^ARTE OFFlifli
HlRisterio do imperio
Por decreto de 14 do corrente foi agra-
ciado com o titulo de Baro da Cruz Alta
o Sr. Joaquini de Campos Negreiros.
Po-r decreto da mesma data fez-se raer
c do foro do mojo tiialg> com exercieio
na casa imperial ao bacharel Joo Baptista
Correia de Oveira, tilho do Sr. senador
Joao Alfredo Correia de Oliveira.
Por decreto da mesma data foi agraiia-
do cora o grao de Jotikial da Ordem da
Rosa o Dr. Francisco de Paula Oliveira
GuimarSes.
Por decreto de 15 fez-se merc do titulo
de Bario do Guahyba ao Dr. Manoel Jos
de Campos.
Foram apresentados : o conego Juven-
cio Jos Dias de Andrade, na cadeira de
conego de prebenda inteira da cathedral da
diocese da Babia, vaga por ter sido eleva-
do a arcediago o conego Francisco Vicen-
te SimSes ; o padre Zacharias Lopes dos
Santos Luz, na de conego de meia pre-
benda da mesma cathetral na vaga por ter
obtido a de prebenda inteira o conego An-
tonio Pedro Moreira Rios.
ninisterio da Ciiicrra
Foi exonerado, conforme pedio, Jlo
Baptista Muniz Moreira do lugar de es^re
vente das officiaas do arsenal de marinha
do Para.
Foi approvada a proposta teita pelo ci-
rurgio-mr chete desto corpo dos segun-
dos cirurgioes do mesmo corpo Jos de
Aiaujo Araglo Blelo e Jobo Joaquim dos
Santos Franco,para servirem este em Gojaz
e aquelle no Piauby.
Permittio-se que o alferes reformado do
ezercito, Manoel Ignacio de Jess, trans-
ferase a sua residencia da provincia de
Pernambuco para a do Rio Grande do Nor-
te.
Maudou se trancar nos aseen t amen tos do
2o cadete 2- sargento do 12- batalblo de
infantaria, Antonio Baptista de. Mello, a
nota do prisao que soffreu de 2 a 7 de Ju-
nb de 1882.
Mandou se contar como tempo de servi
jo ao 1' sargento do 13' batalblo de in-
tantaria Luiz Ferreir Prestes, 9 periodo
decorrido de 15 de Junh de 1875 a 17 de
Setembro de 1883, em que servio no ezer-
cito.
Foi transferido para o 1* batalblo de in-
fantaria o 1* cadete do 10 da mesma ar-
ma Virginio Marianno de Campos.
Mandou-se desligar o alferes alumno Joa-
quim Soares de Figueiredo, afim de par-
tir para a provincia do Cear.
Ao ajudante-general do exercito foi ex
pedido o seguinte aviso a 14 do corrente :
T-*ndo sido presentes a este ministerio
reelamajoes relativas ao preenchimento das
vagas dos postos superiores as vagas de
cavnllaria e infantaria, attribuido inob-
servancia das disposico?8 confuas no aviso
de 27 de Julho de 1881 do pedido em ad-
ditamento in9trucc5es de 17 de Novcm-
bro de 1830, pelas quaes se rege a commis-
9I0 de promojo.'S, e que determina que as
propostas para preenchimento de taes va-
gas se comprehe.nda sempre, em cada tres
vagas, ura offijial que tenha o curso da al-
ma, o que se acha de accordo com o pre-
ceito do art. 6" da lei n. 1,042, de 14 de
Setembro de 1860, providencie V. Exc.
p^ra que d'ora em diante se observe inva-
riavelmente a regra estsbelecida pelo su-
praeitado aviso
.o ver no da ProviRcia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA, DO DIA 21
DE JU3H0 DE 1887
Anacleto Publio de Moracs Carvalho.
Sim.
Amelia Prudencia Alves Lima.Sim.
Anna Cesar de Almeida Pessia.Sim.
Antonio Bellarmino dos Santos Leal.
Sim
Antonio das Chagaa Rodrigues Macha-
do.Sim.
Alberto da Silva Miranda. Sim.
Balbina Firmina da Rosa Lal Sim.
Casimiro Lucio dos Santos.Sim.
Clarindo Guimaraes Ribeiro Machado.
Sim.
Donatla Julia da Costa Guimarles.
Sim.
Ernesto da Silva Miranda.Sim.
Emilia Olympia Telles Bezerra.Sim.
Felippe Benicio Correia de Figueiredo.
Sim.
Fausta Felicia da Cunha Rosal.Sim.
Francisca Xavier Cavalcante Villes.
Sim.
Grata Candida de Alcntara Couto.
Sim.
Honorio da Costa Monteiro. S''m.
Israenia Genuina Dias. Sira.
Idalina Alico de Albuquerque.Sim.
Jos Lelo Vctor de Oliveira Ledo.
Sim.
Joao Baptista do Espirito-SantoSim.
Jos Theodoro Cordeiro de Barros.
Sim.
Jos Eduardo de Souza Landim.Sim.
Jos Ojtaviano da Rocha Mello.Sim.
Joaquina Mapbalda de Carvalho.Sim.
Lourenjo Gonjalves Aleixo. Sim.
Minervina Francisca Cardse- Sim.
Mara Eugenia de Carvalho Silva. -
Sim.
Mino el Antonio Leite.Sim.
Mara Saturnina Prudencia da Cruz.
Sim.
Mari Liberata da Silva Forte. Sim.
Manoel Figueira do Nascimento. Sim.
Maria Leopoldina Pires Ferreira.Sim.
Vi ente da Silva Monteiro.Sira.
Vicencia Alves de Abreu Mello Sira.
Victorino Jos de Souza.Era vista da
informaclo do Thosouro Provincial n3o
est no caso de ser attendido o que rquer
Virgino Horaci de Freitas.Nao ha
que deferir vista da informajlo da C-
mara.
Oompany The Great Western of Bra-
sil Railvr pector da Thesouraria de Fazentia.
Francisco Avila de Mendonca.Em vis
ta da nforinac.li nlo ha que deferir.
Faustino Jos Rodrigues. Requeira
autoridade judiciaria.
Jos Eleuterio de Azevedo. A suspen-
slo de qualquer nova deliber_aclo at de-
cislo do recurso, pendente de intormajoes
da Cmara, nlo importa autorisaclo a esta
para pagamentos que, porventura possam
estar dependentes do proprio recurso, anda
nlo decidido. Seria conhecer do recurso,
antes de tempo, e importara intervenclo
indebita em ates de economa da Cmara
Jos dos Res do Espirito-Santo. la-
forme o Sr. Dr. juiz de direito do 2.' dis-
tricto criminal do Recife.
Leoncio Bezerra Cavalcante de Albu-
querque.Informe o Sr. inspector da The-
souraria de Fazenda quanto parte rea
tiva a interesses nacionaes.
Rodriguo Carvalho & CInforme o Sr.
director do Arsenal de Guerra.
Secretaria da presidencia de Pernambu-
co, 22 de Junho de l887.
O porteiro,
F. Chacn.
No dia seguinte ao do casamento, Gui-
maraes sahio de casa l hora da tarde e
nao voltou mais, por conhecer que se ha-
via doscoberto ter elle com metido o crirae
de bigamia.
Guimarles hornera de raaos prece len
tes, o ha t annos vivo separado de sua
mulher.
Aquella autoridade to oou conhecimento
do facto e abri sobro o mesmo o compe-
tente inquerito.
Participou-me o cidadao Theodoro Her-
roino dos Santos Costa em offi io datado
de hontem, ter na mesma data assumido
o exercicio do cargo de delegado do termo
de Olinda, na qu*lidade de 3-supplento.
No lug-r Barreiras de Guidahy do ter-
mo do Rio Formiso, no dia 17 do corren-
te, foi preso era fhgrante o raeaor de 18
annos, de nome Joaquim, conhecido por
Patada, por criiie de furto praticado e~
cas de Jos Antonio Araan:io da Costa,
all morador.
O elegado respectivo tomou conhoci-
mento do facto e abri o compete ts in
quento, que j teve o convsnieut; des-
tino.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente i provincia.O chefe
de polica, Antonio Domingos Pinto.
V Sec5lo-N. 553. Sedrotaria do Po
licia de Pernambuco, era 20 de Junho de
1887 -Illm. e Exm. Sr.Revertendo a
essa presidencia o officio junto do Dr. juiz
de direito da comarca de Cimbres, datado
de 11 do corrente, enviando copia da in-
formaclo ministrada pelo capitlo Satyro
Ferreira Leite, ornmandante do destaca-
mento all estacionado sobre conservar se
ainda naquella data no exercicio do cargo
de delegado do Io districto respectivo,
apezar de exonerado desde o dia 14 de
Marco deste anno, tenho a dizer a V. Exc.
que efectvamente o dito capital foi exo-
nerado daquelle cargo no dia 14 de Mar-
co, e desde que Ihe tora remettido o titu
lo de sua nomeaclo para o novo cargo de
delegado de Flores, para all devia ter se-
guido inmediatamente, por ter caducado a
nomeaclo anterior ; ou entlo continuar so
mente no coromando do destacamento, e
nunca no exercicio do cargo de que havia
sido exonerado, o que se toruava evidente
com a remessa que se lhe fez do novo ti-
tulo.
Nesta data, rae dirijo ao referido capitlo
no sentido de deixar a delegara, passan
do o exercicio ao supplente ticando somen-
te no coramando do destacamento at quo
receba ordem para seguir pira Flores.
Quanto ao mesmo ofneial dizer que tem
continuado a recebar offi-ios desta chefatu-
ra, nlo autorisava isso sua permanencia
no cargo de delegado do Cimbres, porque
sabe V. Exc, que a correspondencia offi-
cial nlo dirigida nominalmente para a
p'.-ssoa que est exereendo o cargo da de-
legado, o sim ao delegado Beja elle o ef-
fectivo ou seus supplentes.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm._
Sr. Dr. Pedro Vieente do Azevedo, muito
digno presidente da provincia.O chefe
de polica, entonto Domingos Pinto.
Repartlco da Polica
2* scelo. N 575.-Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 22 de Junho de 1887.
Illm. e Exm. Sr. -Participo a V. Exc.
que toram hontem recolhidos Casa de
Detenclo os seguintes individuos:
A' minba ordem, Francisco de tal ou An-
tonio, conheeido por Marreca, como aliena-
do, at que tenba o convtniente destino.
A' ordem do subdelegado do Recife
Jos Ferreira dos Santos, por crime de
furto.
Communicou-me o Dr. delegado do 1*
districto da capital, que no dia 15 do cor-
rente, o individuo de nome Antonio Jos
da Cunha Guimarles, casado com Maria
Francisca da Silva, morador na ra Nova
de Santa Rita da freguezi de S. Jos,
casara-i.- novamente com a menor Janua-
ria Hermenegilda de Lima e Silva, a
quem engaara, dizendo-se viuvo e cha-
marse Antonio Ribeiro de Souza Guima-
rles, presentando ao Revm. vigario da
fregueaia de S. Fre Pedro Gonjalves,
que celebrou o acto, um attestado falso de
bito de sua primeira mulher e um pro-
clama tambera da treguezia de S. Jos,
considerado falso.
DIARIO DE PEMABEeP
RECIFE, 23 DE JUNHO DE 1887
Obstlnaco
Com edicturial de hontem o noaso Ilustrado col-
lega do Jornal do Recite insisti em attribuir
a S. Etc., o presidente da piovincia e ao digno
inspector do Aracual de Mariuhn toda a responsa-
bilidade pelo que acaba de sueceder ao pitacho
Pirapama.
No entender do Jornal uro vapor devia ser
enviado para rebocar o patacho, que por ingo-
veruavel nao chegaria a este porto, attendendo a
outros inultos defeitOB de sua construyo.
Podia e devia a administracao jurar naa pala-
vras do Jornal e aceitar o alvitre ?
(Jertamente que nao, e quando outros motivos
nao houvesse, eia suficiente o de nj dar lugar a
que e Jornal com razao podesse apphcar a S.
Exc. o incabivel conceito formlalo houtem, isto
, que S. Exc. nao procura resolver as difficul-
dudes da administracao com paciencia e calma
e sim bruscamente.
O Sr. Dr. Pedro Vicente procedeu com o criterio
que devem ter os que se acham na sua melindrosa
e elevada poaicao; procedeu, como procrderia o
diotincto chefe da redaceao do Jornal em idn-
ticas circunstancias.
Iuformou-se acere* da procedencia dos sobre-
saltos do Jornal de quem podia o estava mais
habilitado a esclarecel-o.
Sao j conhecidas as inormac0e3 que foram mi-
nistradas administracao.
Esa-is iuformacoes, firmadas pelo distincto chefe
de divisfio Pieanco da Costa, deviam inspirar como
inspiraran) administracao toda a confiauca.
Por sua vei o releso inspector do Arsenal de
Mariuha uio podia dar crdito ao que informaram
ao Jornal a respeiio do Pirapacna.
Em 1885 a experiencia das qualidades nuticas
de patacho demonstrara a corrccco de sua can-
struccSo e a excedencia de suas cond^Ses para a
navega cao.
O Io tenente Justino de Sousa Franco assim se
exprimir:
. Em homenagem ao mrito experimental do
arehitecto naval que delineou o plano ao pata
., cho Pirapama taxeado-se justica ao peesoal
artstico do Arsenal do Marinha de Pernambuco
pela pericia, que deaenvolveu na execuclo do
a referido plano, nlo se^oaia deixar de faier com
ntecipaco o n.elhor jaito possivel sobre as
o qualidades nuticas este navio, cuja experien-
ci* den resaludo que honra o director geral das
s construccoes da corte e firma de modo bem po-
sitivo os crditos artsticos do Arsenal d'.eta
provincia.
A expr-riencia a que se refere o Io tenente Souza
Frnnco foi feta em 27 de Julho de 1885 com tempo
de aguaceiros, vento fresco de SE e mar bastante
groa90 e apeaar destas ms coudiuSes o cojiinan-
dante do patacho despensou reboque para transpor
a barra.
Em experiencia do dia 30 do mesmo anno o pa-
tacho sulcaudo o oceauo, fuera Bete railhas por
hora e ebed-. cera servilmente aos menores no-
vicr.putos do leme.
Baatava urna ou duas malaguetas para se obter
coa) presteza movimentcs de ora ou de arribada)
affiroiara o s'u commandante.
Os ccmmandantts do patacho, ls tenentes.
Souza Franco, Guimaraes, Braune e Rubim nunca
a93gnalaram as ms qualidades, que o Jornal <
attribuio a este navio.
As viagens oer elle realisadas nuica demona-
traraui esae desgoverno e essa m construccao, de
que hoje se falla.
Ainda ua ultima viagem o desgoverno e a m
construccao nao impediram ao patacho de chegar
altura das Koccas, arrioar ao Cear e alcancar
o Rio Grande do Norte.
lim vista deseas circunstancias jpodia o inspec-
tor do Arsenal de Marinha aceitar como exactas
as inforinacoes do Jtrnal ?
He a leviano se assim pensasse.
Tolos os otficiaes, que eommandaram o "Pira-
pama, o constructor naval que planeou o patacho
e o chefe de divisao Picando da.Costa que cuida-
dosamente acompanlnu a construccao, os operarios
do Arsenal de Marinha, que a realijaram, todos
profissiouaes e com babilitaces provadas, todos
sao uns ineptos na sutorisada opiniao do Jor-
nal .
Jontra os factos referido3, contra o testemunho
de tantos profissionaes o que oppoz o Jornal .'
Apenas as informales que teve de nao sabemos
quem, a demora e o naufragio do navio e a inep-
cia dos referidos ofticiaes !
Quantos dest'ocoa neceasitou fazer o Jornal
para ter fuudamentos, que apadrinhaasem os seua
conceitos !
Ainda n'u tudo : em desespero de causa e
o Jornal auspeita de suhaervienci* ao altivo e
honrado chefe de divisao Picaneo da Costa; e
considera t-S. Exc, o presidente da provincia,
capaz de descer a exigir pareceres e informacoes
adiede preparadas para justifica?o de seus ac-
tos.
Nao ha commentario a fazer-se, sai de tal na-
tureza esaas insiuuavoes, que por si mesraas moa-
train o que valem.
Se o Jornol tem informacoes contrarias as
que conatam officialmente,' aprsente as. se 6ao
ineptos todos 03 que emittiram juizo respeito
das qualidades nautieas do Pirapama, con-
funda-js cem provaa ; esta que deve ser a nor-
ma de toda impreusa seria, que se prope a es-
clarecer e guiar a opiniao.
Suspeitar, insinuar, conjecturar, negar a evi
dencia, obstiaar-se i-in voltar costas verdade,
nunca foi nem ser meio legit'mo e digno de ca-
valheiro para fundamentar aecusafoes-
Nao por B3te modo que a adninistraeo se es-
clarrcer, nem o mais conveniente e ainigavel a
que a impreusa oppoaicionista devo recorrer para
ser attendida pela aJministraco, como mostr<.n
desejar o Jornal.
A imparciali iade requisi'.o essenciai da acei-
ticao, crditos e procedencia da critica jornalis-
tica.
Desde que por qualquer motivo a obstiiia^a
subatituir a imparcialidaie, por ma;3 enrgica e
ruidosa que for a critica, j nao impresaionaia a
opiniao publica, nem ser digna da atteuf ao daa
pesaoas a que ella dirigir-se.
noticias do Mu
O paquete inglez John Eider, chegado
hontem do sul, foi portador das seguintos
noticias, alm dos officiaes, que publica-
mos na seclo respectiva e da carta do
nosso correspondente da Corte, inserta sob
a rubrica Interior :
Rio da Prata
O Jornal do Commercio da Corte publi-
cou os seguinte telegrammas :
Buenos-Ayres, 15 d Junho. Breve-
mente ser inaugurado o ramal que vai da
estajlo de Trias, no ferro carril do norte,
at cidade de Catamarca, capital da pro-
vincia do mesrao nome. Esta linha deve
ser continuada at cidade de Rioja.
Continuam tambera com grande activida-
de os trabalhos do prolongamento da estra-
da de ferro do norte at Salto e Jujuj e os
limites da Bolivia.
Preparam-se grandes festejos para inau-
guraclo destas estacoes. Consta que serlo
presididos pelo Dr. Jurez Celman, pre-
sidente da repblica.
Buenos Ayres, 16 de Junho. O jornal
da oppo8cao, El Censor, d noticias da
revolta de Tucuman, que parecem exage-
radas.
Segundo este diario, o numero das victi-
mas da ultima revoluclo elevase a 120,
havemlo 180 pessoas, mais ou menos, gra-
vemente feridas de parte a parte.
Paulo
Datas at 16 de Junho.
__ Da capital partir para Campias um
contigente oo 10 de infantaria coramauda-
do pelo capitlo Fransisco Luiz Morerd J-
nior.
Comejeram a 6 do corrente os traba
llios da construcelo da via-ferrea Itatiben-
se, a par'ir da estayao da Louveira, na li-
cha Paulist. Dirigem os trabalhos, que
progrideuo a -tivamente, os engenh ir isWil-
liam Huggins Falclo e Krugg. O raovi
ment de trras vai j a 3 kilmetros do
ponto em que foi rai. iado.
Em Dous Corregos suidou-se, dis-
parando ura tiro de espingarda na cabeca,
Joaquim Ribeiro de Carvalho, deixando
viuva e cinco filhoj.
Em Tatuhy, eBtando Elyseu Rodri-
gues de Toledo a examinar o trabalho de
urna mr.china de descarocar algodlo, qun-
do esta se achava em movimento, prendeu-
se lhe o puuho do paletot s Berras da mr.-
china, do que resultau-lhe taes feriraentos
em urna das rolos, que foi necessirii r,
amputajao.
O fazendeiro do municipio da Capivarv
Antonio Ferruz Pacheco conjedeu liber;ia
de a todos os seus escr.avos, era numero de
47, com a cLusula de prestalo de servi'
os por dous aunos.
Falliceram : em Santos, Francisco Fe
liciano dos Santos; ero It, D Maria Gon-
calves da Costa c D. Tbereza Augusta j
Fonseca ; era S. Sebastilo, Benedicto Jos
de 01iveira;era Piracicaba, Cyrillo Antonio
da Costa; em It, D. Tin-reza Guilhermi
na da Fonseca ; era Piodamonhanghba.
Antonio Delphirn Soares e Manoel Jos
Ferreira de Almeida ; do Bacanal, of-zen
deiro capillo Manot-1 Antunes do S.
Rio do Janeiro
Datas at 1 7 de Junho.
Sobre a saude de S. M. o Imperador
lemos no Jornal do Commercio da Corte da
ultima data :
S. M. o ImpcraJor contina a passar
sem novidade. Passeou pela manlia, antes
do almo90, e do niio-dia s 2 horas da
tarde a p e de carro, em companhia de
S. M. a Imperatriz, S A a Princeza Im-
perial e os principes D. Podro e D. Anto-
nio, chefe de divisao Salgado e Bario da
Motta Maia.
11 Suas Magestades receberara os Baro.'S
do Lavradio, de Ibiturana, da Villa da Bar-
ra e Soboia, Viscoode de Souza Fonte?,
Dr. Ribeiro de Almeida, mdicos da :n)--
rial cmara, Mrquez de It, e os minis-
tros de estrangeiros, guerra o fazenda.
" Houve despacho imperial, que termi-
nou s 4 horas da tarde.
Sobre os tr.ibalhos parlamentares h i
o seguinte :
No dia 15, no sraado, entrando em dis
cuasao o requerimento aprosenta lo pelo Sr
Dantas na sessio anterior, relativamente
deraisslo e remollo de empregados de fa-
zenda na Bahia, oraram os Srs. F. Belisa-
rio, Dantas, Bario do Mamor, Silveira
Martins e Lafayette. A discussao ficou
adiada p^la hora, o com a palavra o Sr
Bario de Cotegpe.
Devendo votar-sc, na ordem do dia, m
ter.s cuja discusslo so encerrara na ses-
slo anteceder.t!. veritcou s-, pela chara
da a que se proceieu, nao haver numer
legal, pelo que novaraenti se adiou a vo
taclo.
Sem debate foi encerrada a discusslo d^
ura projecto do senado relativo a conven
o?s consulares, e de una proposiclo i.
cmara dos deputados conceden lo liceny .
N'a cmara doa deputados, depois di
leitura das aeta3 aoteesdentes e do expe-
diente, foi lido o pare-pr da commisslo 'I :
orjaraento sobro a proposta do governo fi-
xanlo a despez do ministerio do iooperio
para 1888.
F llaram sobre o expeliente os srs
Coelno Rolrigues, Costa Aguiar, Andrad
Figueira, Rodrigo Silva (ministro da agri
cultura) e Affonso Celso Jnior.
Contiauou a 3.* discusslo do projecto I;
reforma municipal, orando os Srs Ribeiro
da Cunha, Eufrasio Concia e II;nriqu
Sallus. A discusslo ficou adiada.
Na i.a discussao da proposta do govrno
tixando a torca uaval para o ." semestre
de. 1888 oraram os.Srs. Alves de Araujo e
Paulino Chaves. A discusslo ficou adiada.
No dia seguinte, 16, no senado, depois
da leitura de alguns pareceres da commis-
sao de pensoes e ordenados sobre licencas
de magistrados, fez o presidente urna rec-
tifica^ao relativa a urna inexactidlo na pu
blica9ao relativa dos debates.
O Sr. Taunay requereu que se desse
para ordem do dia a proposijlo da cmara
dos deputados concernente seculari9aaa
dos ceraiterios; eo Sr. Lelo Velloso expli-
cou as razo:s por que nao foi ainda apre
sentado o parecer.
Sobre o concurso do preparador de pby
siologia da faculdade da Babia, a que Da
sessao anterior alludira o Sr. Dantas, pres-
tou o Sr. Bario de Mamor varias infor-
macoes.
Continuando a discusslo do requerimento
do Sr. Dantas, relativo demisslo e re-
uiocao d-- empregados de taz^nda da Bahia.
oou o Sr. Bario de Cotegipe, e pelo Sr.
Dntt.8 foi aprosantado ura additaoieoto
ao seu requerimento.
Na ordem do dia foram votadas diver-
sas materias. Oraram sobre a proposiclo
da cmara dos deputados extinguindo di-
vidas provincir.es provenientes da garanta
le juros concedida a vias-ferreas os Srs.
Canudo de Oliveira e F. Belisario, pre-
sentando aquelle Sr. senador um requer
ment de aiamento, que foi approvado
Fallou o Sr. Mna de Vasconcellos so-
bre a proposiyao da ornara dos deputados
que estabelace o direito do3 juizes a urna
ajuda de custo, quando nomeados desem-
bargadores, bem como o destes, quando
nom<-ado3 ministros do Supremo Tribunal
de Justiga. Terminou requerendo que a
proposiclo voltasse s coramissSes de le-
gislarlo e fazenda, que foi approvado.
Por ultimo disratio se a proposislo da
Cmara dos Deputados mandando que seja
sanecionado um projecto do lei provincial
do Para, que concedeu auxilias pecun-
ri s a dous estudantes; e no debate loaaa-
rara parte os Srs. Siqueira M.-ndes, Can-
dido ae Oliveira, Correia, Octaviano e
Silveira Martins, cando a discusslo adia-
da p'I hora.
Na Cmara dos Deputados, depois da
leitura da acta e do expediente, o Sr. Coa-


.


o
**
Diario dt ^ernambuco((uinta-feira 23 de Junho de 1887
lbo Campos fundamentou um projecto aap-
primind artigos do le.
Na discussao da propoata do governo
fucando a forg na,val para o 2o semestre
de 1888, oraran oa Srs. Castrioto (minia-
tro da marinha) e Affonso Penna.
A requerimento do Sr. Coelho Campos,
foi encerrada a discussao, sendo approva-
do o art. 1.*
Foi approvado o art. 2* dopois de ora-
rem os Srs. Affonao Cea Janior Can-
to.
Na discussao do art. y tomaram parte
os Srs. Affonso Celso Jnior e Cantao,
sendo elle approvado. O Sr. Affonso
Penna offereceu urna emenda abolindo os
castigos corporaes na armada, requerendo
sobre ella votaco nominal.
Nao foi concedidas, votada symbol.ca-
aiente, foi a emenda rejeitada por 23 va-
tos.
Foi approvado o art. 4, passando o
nrojeeto 3* discussao.
' Na discussao do projecto da reforma
municipal orou o Sr. Ratisboca.
Tem o n. 3,316 o decreto de 11 de
Junho do corrente anno que approva, na
parte penal, o regulamento do reg-stro dos
nascimentos, casamentos e bitos e auto-
riza o governo a reformar o mesmo regu-
lamento.
Sob o titulo Suicidio, d a supra ci-
tada folha de 17 esta noticia :
Hontem, pouco depuis de l hora da
tarde, os moradores da travessa do Costa
Velho, prximo ao predio n. 4, ouviram
gritos de urna mulher, moradora no
anuos
sabe urna
mes-
> predio, de nome Elisa Mara Dorothei,
a qual, aflicta e deavairada, pedia soccor-
ro para ssu marido Wilhelm Johann Emi-
le Ienck-11, que se havia suicidado.
O menor Luiz Feneira de Carvalho,
morador no 1' andar do mesmo predio,
foi immediatamente chamar o alfares Pe
reir de fcouza, commandante da 3* esta-
cio policial, a quem commuaicou o occor-
rido.
O alferes Pereira de Souza dirigio-se
i residencia de Ienckell e encontrou-o
moribundo, na cama, ainda quente, tendo
am revolver carregado com 5 capsulas,
seguro na mao diraita, a banhado om san-
rrue. Mandou immediaUmente chamar o
Dr. Aleiso Franco, que comparecen logo,
sendo, porm, vaos os esorcos que ern-
prcgou para slvalo, verificando que o
infeliz se havia suicidado, disparando um
tiro na regio temporal dirwta, penetrante
do crneo.
< IencJtell era de nacioaalidade allerua
8 tinha 37 aenos do idade.
t Sua mulher tem vnte e poucos
de idade, est grvida
palavra do portuguez.
Foi apreseatada ao Sr. Magalhaes,
subdelegado do lu districto de S. Jos,
que tendo necessidade de interrogal a, no-
meou o Sr. Luiz Wagnsr Drion para ia-
ierprete.
t Elise fez as seguintes declarares :
a Hontem pouco depois de meio da seu
marido tomou tres gottas de opio em um
copo d'agua. Como elle, ha alguns das,
andava iocommodado, acbou natural o que
esUv i tazando. Pouco depois de ter to-
mado o opio elle foi deitar-so e nessa oc
sasio disse-lhe que fosse spiar na porta
da ra, pois que all se acbavam alguns in-
dividuos que o qu^riam matir. Attonita
a amedrontada dirigi se a porta da ra ;
nao vendo ninguem voltou ao interior da
casa, ouvio o barulbo de uin tiro e encon
irou su marido morto. Embora Dao sou-
besse explicar se correu entao de novo
roa, gritando e pediado saccorro.
. Disso mais que. seu marido cxercia a
profissao de pintor, andava ltimamente
desempregado, doeata c desgostoso, e que
tinoa vindo de Santos para esta corte com
elle em Julho de 1880.
i A pobre senhora, que nao t^m nsta
crt n--uhum prente, foi generosamente
acolhiia a agasalhada pela familia do Sr.
Boou, empregado da colotiisacao, qua con-
doeu-se da sua sorte e muito principalmen-
te do estado de gravidez em que se acha-
va.
(O Sr. Magalhaes, subdelegado da fregue-
CaaMlajoa e da esquerda o cto de firmar o tra-
tado da paz.
Logo depois que o alcaide pronunciou o discur-
so recordando os heroicos teitos do grande gene-
ral, o filho destt foi examinar o monumento, ao
qual se tinham collocado corea e tropbsa forma-
dos com armss conquistadas eos mouros.
D. Carlos de Boerbon est actualmente in-
cgnito em Lima, onde se demorara 15 dias ; de-
pon iri* visitar a Bolivia, o Chili, Repblica
Arreatina e o Brasil.
(Joma no Mxico o boato de terem i dricas*
orgasasd > W ooj*rac** para. e*Ub*iecer unsa
inoaerckia a favor de D. Caros de Boatfcon.
A Wha liaenl Monitor Bepablicana. affiraa
que recebe* for-aeoes precisa, a tal respes**,
ataca eaergieaaieate o partida elote*I, niiumM
da vigifcuota ao governo, e por ultimo lembra a
D. Carlos a serta de Maximiliano.
_ Ao cooenrao doe tahaeos, que taravaav* a 4
do corrente, apenas, se apreseutou o Banco ds>
Hespanha com una proposta do typo do governo
por noventa milhoas de pesetas. O arrendameoto
dos tabacos ser pois a adjudicado ao Banco de
Hespanha.
Assegura se que o ministro da guerra tencin
pedir um crdito para chamar is filetra os ho-
rneas dispensados do servico. Esta chamada com-
prebende duas series de 12,500 homens cada
ama.
Franca
LVdos das mais serias h*itaces e dos mais
extraordinarios embaracos, o presidente da rep-
blica, de bom ou mo grado, teve de convidar o
Sr. Kouvier para a tormaco do gabinete.
Como so sabe o Sr. Rouvier ira o presidente
da commisso de fazenda que deitou abaiio o ga-
binete truaauto. ,
Constitucionalmente a resoluco do Sr. Urevy
nao offerece estranheza; mas certo que elle
preferira que Freycinet ou Qoblet se houvessem
encsrreado da sjlueo da crise.
O* intransigentes gritam danaorosamente por-
que o general Boulauger nao foi novamente en-
carregado da pasta da gue.-ro. A sua celeuma
desesperada volta-30 principalmente contra o pre-
sidente da repuWica, porque desofenden as iadi-
eaces da opiaia ipaiece que a opiaio sao ellas
s), a contra o sena lo que Uva a audacia de si-
gnificar o seu voto aceras da melhor soluco da
crise.
A imprensa conservadora dispensase de apre-
eiaeoes intempestivas, e aguarda oa actot do mi-
nisterio para julgur por eiles
No dia 30 de Maio estava definivamente
constituido o novo ministerio francez. Os decre-
tos respectivos toram publicaios no Journil Of-
ficiala.
Kuoitr, presidente do eonaelho, faienda e tele
grapbis. Tem 45 anno e nasceu em Ai, na
Pruvanca. Foi emprogado do commorcio, e a sua
esp?cialidade sao as quest5cs financeiras e eco.
nomicas. Conhece o orcamento por dentro e por
lora. E;n tempos (oi radical.
r^cueau, justiea : Senador e antigo advogado.
Flourens, estrangeiros : Ninguem esperava que
este ministro do gabinete Goblet ficasso de novo
no ministerio e qoe o g-neral Boolauger sahisse.
Fallieres, interior : Gerio ja a paata do iute-
or no gabinete Duclere. IJepois da retirada d te ultiinu, fui durante algum teinpo presiden'e do
conselho, c at mesmo um pouco min-stro da guer-
ra e d* marinha, quando a qucatai dos prinoips
afastou do governo O general Billot e o almirante
Jauriaguiberry.
O general Fedron, guerra. Perten:c arma de
engenhana e era general de divisao. Command-
a a 13.' Poi chefe de estadj-maior ao f eorpo
de exerjito, em l'ours, sob as ordens do general de
Gallifet, e sub-ehefe do estado-aiaior general do
exercito no tempo do ministerio C'mpenon. E"
autor de trabalhos technicos muito apreciados e
gis defaser diffursse. (%)llaboroa no pr"jeto
de lei militar, e ha de defeudelo no parlamento,
d'lna.e coracao.
Barbey. roarinha. Um crucial de marinha sem
servieos. Rcformou se em cap:tSo de fraata.
No emtaoto p:ircee ter algumi competencia, por-
que fe parte de todas as coujmissoes extra-parl' -
meutares sobre qoestes da maiiul'a e das colo-
nias.
bpiiller, instraccSo publrea, cultos e bellas i
atento dos i rapos tos actnaes, dedicar nos-hemos *
dar forca ao fisco e a reprimir enrgicamente a
fraude.
O orcamento para o exercicio de 1888 ser
reduzido, segnnlo esperamos, cifra inferior ao
orcamento de 1887. em todo o caso nao ser
Dtaior.
A discussao dos projectos de lei orgnica do
nesso rgimen militar est dada para ordem do
da. O governo est prompto a entrar nella.
A nota* poltica exterior ser fiel \ sua di-
ra a : digsta, prodJatee firme.
Occuper-aaB-kvsaos eom a maior actividade
dos preparativos da Sxposioae Universal.
Taes ata, aeahoreu, os nonos projectos
Temo ja coarieato de que encontraremos no
parlamenta a tssrforfa presta* para sustentar esta
poltica alaalatamate pratioa.
Procitlisitiii, am I nitto de um gabinete da
coneatrafie rt-pualioaua, os meios e a foro* para
reunir e organisar essa maioria.
Chamamos todos os republicanos, todos os
patriotas para esta obra de trabalho na pacifiea-
co. Ella nao peder realizar-ae s^nao com *
concurso de todos.
Somos homens de boa vootade e esparamos
com ceufi**** o julgaita as aja asliagai e
concidados.
Este programma recebeu o peier aeolhimento
que se pode imaginar, da maioria repablican*.
As atfirmacoes do nove gabiuete nao tiveram
sanio o apoio de alguna tmidos pplausos do
centro e o silencio da direita.
Na esquerda, os risos e as ironas a principio, c
depois s gritara e as invectivas, interromptam a
dealaraco ministerial a cada phrase.
Depois da urna interpellaco enrgica do 8r.
Julin (radical) o presidente do conselho tornou
a fallar, declarando que o governo pretende go-
remar com s maioria do partido republicano;
applicar as lea escolares existentes, sem provo-
caco, mas tambera sem traquees ; prometteu re-
duzir sessenta milhoes de francos as despezas ;
espara achar maioria no partid republicano e
realizar assim reformas praticas.
O Sr. M lleraud, da extreme esquerda, nfaeou
fortemente o gabinetr, laoeandu-lbe em roato ser
protegido, e aggredio tambem o Sr. Ferry.
O Sr. DjQviile Mailkfen perguntou ao Sr. Rou-
vier se taiicion;i operar a converso da divida
publica.
O sr. Rouvier recueou responder.
Na decurso do debate, e ministro da guerra con-
firmo u que mantinha o projecte de le militar e ac-
orescentou que obrigaria os alnm&os dos semina-
rios a alistarem-se, assegurando qus quaato mais
gente o paiz ttvesee apta a pegar em armas, tanto
inclhur servido seria na hora do perigo.
Esta declaracao levantou na Cunara urna ver-
dadeira tempestade e urna confasao espantosa.
Gritos, interrupcoes, apartes, cruzavam-s! ruido-
samente do reciato, partiodo de todos os lados da
Cmara. Emquaato os monarebicos protestavam,
omquaut i M. Millerand bradava que o novo minis-
terio era a desforra de M. Ferry, as diversas frae-
tfoes republieaoat iiviiiam-eeeM. R>ovier chegoo
a failar em abandono immedtato do poder.
A Cmara rej-itou por J8 votos centra 139 a
moca i de deeconfiaaoa proposta pelo Sr. Julin.
O Sr. Rouvier pedio depois a votacaa de urna
ordem do dia pura e simples que a Cmara appro-
vou por 381 contra 156
Tem baviio em Paria bastantes manifestado 's
em favor do ginernl Boulaog.T. Algumas tem si-
do importantes, nao haveudo comtudo aiteracu da
orden).
No dia da upresentaco do novo gabinete no por-
lament, f jrmaram-se grupos porta do palaert da
Cama; a dos Deputados, gritando: Viva 15 ulan
Ser.'.
A policia dis-
tes. J^oi lg.r-teucute e amigo da Gambetta, sub-
iia, mandou remover o cadver de Ienc-
i.*\l para o necretorio e iffiaiou ao cnsul
alleinao, danio-lhe parte do estado de a-
bandono era que se acha a pobre mulher
do suicida
__ No dia 16 falleeeram na corte D.
Amelia de Lapanema JHargrearves, filha
do Sr. Barao de Campanema e esposa do
conheaido engenhero Alberto Hargroavee,
s o pharmaceutico Arthur de Mello Fran
00.
Baha
Datas at 18 de Junho :
- O Rvd pa re Jos Lourenjo Barbosa,
coadjuctor encarregado da freguezia Aleo-
baga, offi-iou presidencia da provincia
commun!cando que, como nos dous annos
anteriores, continua a oferecor para o fun-
do de emancipasSo a congrua a que tem
direito para aquellas funecoea.
A presidencia mandou agradecer-lhe em
aome io governo imperial, a quem deu o-
ahecimento desse acto de philantropia.
Eis
\olicias da Europa
i reseoha das mais importantes noticias
raidas palo vapor francez Vile dt Pernambuco
Henpanha
A'cerea deste reino escreveu-nos o nosso cor-
respondente de Lisboa :
Celebrou-se 26 do mez passado em Barcelo
aa a inauguracao da estatua, que aquella eidade
erigi so general Prim.
O acto toi revestido de toda a solemnidade.
A' hora aprasada sabio das casas consistoriaes
a procisso cvica, presidida pelo o alcaide filho
do glorioso marquez dos Caetillezes.
Ka comitiva iam setenta e oito voluntarios cata-
lies que fiseram parte do batalhao conduzido por
Prim gaerra da Atrica. Todos elles levavam
bandeiras, vestindo muitos o antigo uniforme,e
ostentando as medalhas gaohas na campaoha de
frica.
Em seguida iam muitas corporacoes de serias
joeiedades, circuios, alguns militares companhei-
ros de Prim, os membros da cmara municipal,
8tc. etc. a
As casas por onde passava o cortejo onereciam
brilhante aspecto : as janellaa acbavam-se late-
ralmente cheias de stnhoras.
Calcula ae qne o magnifico a ampio jardim das
Magnolias eatava oceupado por mais de vinte mil
Poucos minutos depois de inatalladas nos sens
respectivos logares as pessoas quo formavam o
cortejo, c alcaide puxou o eordo do panno que
cebrs o monumento e a estatua appareceu ao pu-
blico, aub*do no mesmo instante ao ar urna gran-
de revoada de pombss, adornadas com fitas e lacos
das odres nacionaea e especiaes da Catalunha.
O monumento e airoso.
Na face principal tem esta inscripcao : Barce-
lona Pm.
as faces lateraes ha dois magnficos baixo-
^levos, representando e da dire>ta a batalba de
soaretario de estado doa negocios estrangeiros du
raotc o grande ministerio. E' ministro pila pri-
meira v. z.
Spuller um dos principis redactores dn Re-
publique Fnxnciise. H-rdou a estatura de Gam-
Ootta, mas isa apenas.
Menedia, ob.-as publicas. Antigo presidente do
conselho municipal de Pars, deputado pelo Sena,
o Sr. Henedia originario de Cuba. Natu-
ralisou se cidadao francez em 1870. Falla com
faeiliOade, mas nao abusa da tribuna. Partunce
esquerda radical. E', autes de tudo, um homem
praficj e o seu lugar estava mircado no actuil
gabinete, que nao passa d'um gabinete de nego-
cios.
Dautresme, commereio. E' a segunda vez que
o chamam a cncarregar-se desta pasU ; mas a pri-
meira foi por tao poucos das, que nao vale a pena
fallar uisso.
Deputado por Elbeuf e compositor de msica, o
i Sr. Dautresme f> to tempas condemuado por vas
da tacto sobre o empresario da operaComique,
Mr. Carvalho.
(i novo iciiotro f>grandeceu-se no commencio
de panno3 e no das Masas. A sua cor poltica
muito indecisa, mas pende para u esquerda ra-
dical.
Barbe, agricultura. E' o nome imprevisto, in-
esperado. *E' a surpreza, a clou da peca ministe-
rial.
Os seu collegas nem mesmo talvez de vista o
conbecam. E' deputado de Seine-et-ise. Fun-
dou as fabricas de dynamite em Franca, Portugal,
Hespanha, Italia, Saipa, Blgica, Chile, Per,
Brazil c Mxico, e tem adquirido neBte negocio
urna grande fortuna.
Tem 52 annos; condecorado cem a legio de
honra e foi oificial de artlheria n'outros tempo-.
O general Boulanger dirigi ao exercito urna
ordem do dia reeommendando-lhe dedicarlo aos
seus deverce profisa'onaes e fidelidade s leis cons-
titucionaes do paiz.
A esquerda radical c a extrema esquerda mani-
lustaram-te desde logo em hostihdade declarada
centra o gabinete.
A solucao da crise ministerial produzio grande
excitacao em Pariz. Fervem all as opinioaa mais
contradictorias, os protestos mais violentos, fazen-
do da tormos* capital urna Babel poltica, onde
ninguem se entende, e de Cuja persistente confu-
sao nao licito prever aa cousequencias.
Um dos ptimeiros cuidados do governo, ante o
nsremento da exaltaeo publica foi tomar provi-
dencias enrgicas de seguranca, afim de evitar
quulquer acto que possa comprometter as relacoes
iuternacionaes.
as cercanas da cmbaixada alterna foram pos-
tadas brigadas de guardas com o fim de reprimi-
rem instantemento qualqusr aggresso da parte
das turbas. O mesmo cm volta do Elyse-j.
No quartel municipal estava de prevcucj um
eaquadrao da guarda republicana e um batalhao
de infantera de linba, promptos a oceuparem o
palacio da Industria primara voz.
As autoiidades chegaraua mesmo a pensar em
prohibir o livre transito pela ponte da Concordia,
mas desistirn) desta medida, quo poda ainda,
por ser um alarde de forca, initar mais o poro.
Km todo o caso, o que tacto que no di* 31,
dia da aprasenta co do ministerio, havia grande
agitacao as immediacoeB da cmara. Por toda
a parte circulavam recriminacoes u amcacas. En
tre os grupos de deputados mais insoffridos, com-
m-ntava-se como um acto de traicio nqualifica-
vel a entrada para o gabinete do nove ministro da
guerra, o qual tinha ufinvdo de um modo termi-
nante e solemne ao Sr. C'emoncaau que, de modo
neohum aceitara a pasta qus Ihe onereciam.
Ao abrir a sesso da cmara, as tribunas esta-
vain atulhadas de gente, ao passo quo fra, na
ra, a mnltido era tau>bem enorme.
A leitura da dealaraco ministerial feita pelo
presidente do conselho, Sr. Rouvier, oi bem ac-
lbida pelos opportunistas e deputados da direita.
Em c impensacao, os radicaes interromperam fre-
quentes vezes com signaos de desagrado.
Diz assim a declaracao :
' < Senhorea. hamados pela confiauc* do pre-
sidente aa repblica a t >mar a direcc > dos ne-
gocios pnbl.coa, julgamos do nosso dever apresen-
tar-nos no papiamento com um programma clara-
mente definido.
Temos a firme resolucao de nos oceupar in-
mediatamente das reformas qne deram lugar ul-
tima crise, e que eonatituem a razio de ser do
novo gabinete.
Pnmeiro que tudo, trataremos da reforaa
du orcamento, tomando como base principal um
aystent* de seria economa o a simplificarn dos
servieos administrativos. -
Resolvidos a elevar ao seu mximo o rend
Abaxo Ferry. Ferry ao Sena !
persou-os sem ditliculdade.
A neite, por occasio da fsta militar n* grande
Opera, em beneficio das victimas da catastrophe
da Opera Canica, que o caso se ia tornando mais
grave.
Os grupos ahi tomaram enormes prop jroes.
Calcuta-s em mais de ieis mi! pessoas' ae que
eoucurroram maotfestaco.
Dispersados pela po'icia dirigiram-se para o
Elyscu, na cou^uguindo porm, paBsar para l.
Tentavam tarabem ir fazer urna mauifestaco
em frente .ia cmbaixada aliem, mas nao a pode-
rurn realisar.
No entente a polica nao necessitou de empre-
gar a forca, porque os manifestantes aempve em
ordem obedeciara promptameote As atentis da
autoridada.
Apesar dos tumultos da p:aca e da agitaca) in-
terior da Cmara no dia da apresentaco do mi-
nisterio, certo que a 3eseao foi um triumpho para
o governo; triumpho pouco solido, sem duvida e
em graude parte depeadeute da benevolencia rela-
tiva de conservadores e radicaes.
Em todo o caso o gabinete Rouvier poderla
ma*tor-se a^gum tempo e fazer multo no sentido
das economas se tiver finura bastante (o que
para duvidar) para desconcertar um pouco es ele-
mentos monarchicos da Cmara.
A ques.'o da ordem publica qua nao offerece
pengo pur emquaato. As autoridades- continuam
a decretar medidas t di tazos para a eventualidade
le novos tumultos.
A imprensi ifctrangeira quasi unnime em fa-
zer ao gabinrfte Rouvier o mais sympathico *C0-
lbimento.
A sabida do giverno de Boulanger causou ex-
cellentc impress) em Berlim.
Considera-se como um p.nhor de paz.
O prmeiro acto do novo poverno foi supprimir
o ministerio dos Correios e Telegraphos.
Eis o decreto publicado no Jornal Official de
31 :
Art. 1 E' supprimido o ministerio dos Coneios
e Telegraphos ;
Artigo 2a Os servieos dos correios e telegraph.-s
ti cano, dependentes do ministerio da fazenda.
Artigo 3o O presidente do co*>elho e ministro
da fazenda ficam incumbidos da execucilo do pre-
senta decreto.
Falla-se agora em adiar a cmara por alguns
dias, afim do governo poder apresentar o orcamen-
to reformado, porque prometteu fazer nella 60 mi-
lhoes de economas.
Na sessao da cmara dos deputados do dia 2 o
bispo Trepp.'l propoz o adiamentoda discussao da
lei militar para o prximo periodo legislativo, di-
zendo que a qnestao perigosa no ponto de vista
extern > porque nao podemos revelar a fraqui za
do uosso exercito ; seria tambem perigoso deixar-
mo-nos surprebender em pleuo trabalho de reor-
ganisacio.
O Sr. Rouvier rebateu a proposta, lembrando a
declaracao do governo de mauter o projecto na or-
dem do da. e disse que o governo, procedendo as-
sim, obedece a consideracoes que tem em vista o
luteresse e a honra da patria.
Da esquerda 0 do centro bouve muitos applau-
sos.
A proposta de monsenhor Treppel foi regeitada
por 446 votos contra 60.
O ministro da guerra offereceu um commando
ao general Boulanger; este aceitou o offereci-
oicuto, ma3 pedio licenca para descansar alguns
i&ezes antes de tomar posse do commando.
O Sr. ,Delattre, deputado da extrema esquerda,
avise* o presidente do conseibo de que a proposi-
to da inauguracao dos trabalhos do canal para li-
gar o mar do norte ao Bltico, perguntou quaes
as pr.-visoes do governo acerca das cousequencias
cminerciaes desta empresa e se o governo est
disputo a estabelecer por sua vez um canal entre
o Ocano e o Mediterrneo.
Comquanto esta revista seja de ndole sobreto-
do poltica, factos occorrem tao acceotuadamente
notaveis que impossivel deixar de .Iludir a el-
les.
Neste caso est a espantosa tragedia de incen-
dio do thaatr.) da Opera Comique d Paria na noi-
te de 25 de Maio, loge depois de ter cabido o pan-
no sobre o prmeiro acto da alignon, d'Ambroise
Thomas, que se dava essa noite.
A catastrophe tem prod mido a mais dolorosa
seusacij em todo o mundo.
O tele> apho e a impreosa peridica teedi leva
do para toda a parte os horriveis pormenores des-
sa hecatombe, em que, no curto espaco de alguns
minutos suecumbiram para cima de 150 pessuas,
que a cifra calculada, comquanto apenas uns 80
cadrveres tirados das ruinas hajam sido reconhe-
cidos.
Passados tres ou quatro dias desta tao laboriosa
como lgubre taina, se appareciam no entulho do
rescaldo fragmentos humanos em tao adiantada
putr. faccao, que esse trabalho punha em risco a
vida dos operarios.
Celebrarain-se em Notra Dame exequias pom
posas pelos artistas morto* e varas outras victi-
mas cajos cadveres tinham apparecido.
Coroas de flores cubriam litteralmenta os sar-
cophagos.
A consteraaoo era geral aobsetudo quando
principiaran) os oficios soltando o magnifico or-
go da cat hedral as suas voces plangentes.
O arcipreste subi ao pulpito para ler urna car-
ta do arcebispo de Pars que nao podando assistir
ao acto fnebre, diriga aos fiis abrumas palav ras
repassadas de verdadeira unecio soccorrendo-se a
um texto do Evangelho que nos lembra a necessi-
dade de estar sempre apercebido para comparecer
perante o tribunal divino, porque nao nos dado
saber nem o dia nem a hora em que tenhamos de
ser chamados a dar coutas a Daus.
No Pre-Lachaise onde se ffeetuou a inhuma-
cao daquellcs cadveres os Srs. doble.t e Berthe-
lot entao preadeute do conselho e ainistro das
obras pubueae, fizeram breves allocucoea consa-
gradas a oosamemorar esse infortunio astombro*
so.
Do que se estava tratando agora, era de pres-
crever ae empresas dos diversos taatros, aomea*
dameute s.dos Bou t. s ParieainSc doPalais Boyal
a transtoHiaaao das salas de *sp illatilo par mo-
do a tL-arat* garantida a segaraeo* 4* pablle* a
a dos artistas e de mais petaos!.
Organisavam-se representado- les e concertos esa diversos theatros, em be eficio
dos sobreviventet que desses soccorros arsesm.
Os diversos jornaes abriam subscripess e em
algumas cidades eslrangeiras tambam a corrente
da oaridad i* wiajsnsaaii sada vea mais em fa-
vor daquellei iafelizes.
Bt>1srla
O Sr. Frlre Orban combaten na caara dos re-
presentantes o projecto dns fortificacoes de Meu-
se, diaendo que nem a Allemanh i nem a Franca
desejam por centra si 100,000 homem ; er que
foi esta consideraco que impedio Napoleo III de
invadir Blgica em 1367.
As ultianaB appnheuaoes de guerra entre a Al-
lemaaba e a Austria iaoutiram no governo belga a
perauaso de que devia activar as reformas mili-
tares ; e eomo por essa oceasio. a impreosa in-
glesa se poz a disentir as condiooes da auppost i
neittralidade da Blgica, a opinio publica neste
pas, isapresaionou-se oom as apreciacoas que se
faziam alm da Mancha, e determinou o ministe-
rio Burnaert a apresentar desde logo os seus pro-
jectos de reforma militar.
A situaoSo aulitar da Blgica pode dizer-se, em
geral satistsetoria.
Nao obstante a propaganda socialista, que pro-
cura invadir as casernas, o patriotismo predo-
mina no exercito.
Os officiaos iuferiores, se nao possuam perfeita
aducac' > mifitat se todava eseropelosamente es-
colhidoa, o q*e j de si orna boa garanta.
Os officiaes superiores tem urna iustruccao re-
gular.
O progresan militar da Blgica n3 impulsio-
nado superiormente ; o estado maior do ministerio
da guerra infl mi eseaaaasaente.na collcutividade
do exercito.
Por isso aiguum comparou j o exercito belga a
urna serie de unidades sob a forma de regimentos
qua be.n po leriam pertencar a deferentes exerei-
tos, porqae Ibes ialta a coheso, a autoridade do
supremo commando o espirito disciplinar.
De forma que o valor dassas unidades repre-
scuta apenas o valor dos ofiieiaes que as com-
mand'oa.
A arma da engenharia essa pode julgar-se em
excallentes condicoas.
O estado maior,coilacado sob a immeiat.i/irec-
oao do inspactor geral da engenhari^, tem-se re-
sentido lisongeiramente dessa sabia di rece lo.
A artilharia, apezarde bam disposto, ainda nao
refsrm >u convenientemente o seu armamento, por-
que tem ainda os aanhocs Knipp do prmeiro sys-
tema, anterior a 1879.
Anvars, que o principal reducto d* defeza do
paiz tem apenas nos seus fortes, une veiuoa es-
ahoes da 1-"S3'J, cujo alcance uo exceda 503 me-
tros.
Neste estado de couws, o exerc.to, sobretudo a
artilharia e a engenbana, reclama vivamente as
mais urgentes retormas.
O ministerio pensa tambem em reformar a in-
fantera.
Est all adoptada a espingarda Albaui, boa
arma mas que no tem a preciado d* espingarda
Comblaio-e qua muito soeceptivei de eaeravar-
absurdos e ootros aceitaveis, mas em todo o case
sem fundamento seguro. Alm de que a soluco
que dentro um pouco,talvez mesmo hora em
que escrevo estas liohas ba de ser conhecida pre-
judicar tudo quanto se tem dito, temando conhe-
cido o que ha de real.
Nestes dous ltimos dias apenas houve ses-
so hontem na Cmara dos Deputados. A ebuva
privou que esta se reunisse no dia anterior. Nesia
sessao foi presentado pela commisso de orcamea-
Pareoe estar resalvido que a actual espingarda
belga ser transformada em arma de reo -ticao.
A Blgica, qoe em todis o* seculos foi theatro
de sanguinolentas lucta-, e que foi coustantemeu-
te a cobica dos seus poderosos visinbos, tem ne-
cessidade de se precaver e defender efficazmente
sua nautralidade, desviando as probabilidades de
xito a quaeeqnier tentativas de violac > do seu
territorio.
Neste iutuit), o parlamento belga vai krevemea-
te votar os crditos necessarios para a reforma do
exercito e para as fortificacS ja sobre o rio Moaa.
Ardeu um* grande fabrica de fiaei em Ron
baix, deixaudo 203') operarios sem trabalho. As
pardas sao de 2 milhoes o m'io da francos.
Acibou a greve dos moeiros na ragi j de Serain,
e ha esperanza de que termine' brevemente na de
Uous.
Foi preso no dia 3 o agitador Fauviaux
quando ia assistir a um aomiaio em Jeiaap '=. Em
consequencia desta prsao formaram grupos tu-
multuosos defronte da casa onde estava reunida a
juma socialista de Jemapas. Acudi tropa e do-
pois das tres ntn?aco:8 da lei, soldados e agentes
da policia militar deram urna descarga s bre os
turbul.n'.os, fiaaudo alguns feridos
Qiando se suppunha qua os Ib?rac3 bal?as
f iziam inscrevar no programma das reformas con
attucionaes o suffVagto universal, os representan-
tea de todo o liberalismo belga, reunidos em con-
gresso, limicavam-sa a consignar a sua opinio
por esta forma n'uma proposta approvada por 379
votos contra 45 Ser eleitor todo o eidado que
souber lar e escrever.
Eisaqui, pois, a tbese do auffragio universal con-
demnada obsc va um jornal que temos presante e a
sentenca tem tanto maior importancia quanto
inconteatavel a autoridada dos juizes que repre-
sentan) toda as associafdes da Blgica.
Italia
Na cmara dos deputados discutio-se ultima-
mente a questao de Massuab, entrando nos de-
bates muitos oradores, oa quaes pela maior parte
opinaran] que a honra nacional exige que as forctis
italianas permanecam em Massuah.
O Sr. Crispe rebateu a idea do evacuar Mas-
suah, e declarou que nao o governo actual que
ordenar a retirada dae tropas italianas de Mas-
suah. (Applausos). A uiuua.0 de ordem accsitapelo
Sr. DepretiK foi approvada quasi por uoanimilade.
O general Saletta, que tinha commandado o pr
meiro destacamento desembarcado em Massuab em
1885 acaba de ser uomeado commandante em ch-t;
das tropas da frica, em substituicao do goaaial
Gene.
No momento da entrada em ejercicio do gene-
ral Saletta as possessoas italianas achavam-se as
seguintes condicoes : desde 27 de Marco ultimo,
Masauabe Assab estivam em co nmunicacao tele-
graphica directa com a Italia pelo cabo qne liga
estes dous partos a Turim.
Procede-se a collocaco de rails Dacau villa
entre os fortes destacados de Massuab, para as
segurar as communicaooaa e os trauaportes.
O como expedicciouario compoe-se hoje de 1
batalhao de bersaglieri de 4 Cumpanhlas, 1 bata-
lbo alpino de'3 companhias, 8 batalhoes de infan-
taria, 3 companhias de aitilhera de praca e 2
sea^oas de montanha, 3 companhias de sapadores,
1 esquadro de cavalla/ia, e de alguna servieos
auxiliares.
Os batalhoes de infantera toram grupados em
3 regimeutes commandados por coronis. Um
quarto coronel toi designado para tomar o com-
mando do corpo de bacbi-bazucks.
Nao obstante a fecao conciliadora-da ultima
allocucao do Papa, difiuilmeute se entrev ainda
a passibilidade d'uma preconiaada approximaco
entre a Santa S e o governo italiano.
No parlamento, ha apenas dous deputados que
reclamam claramente* a conciliario ; Foscauelli,
um homem de espirito, bem fallante, mas que o
parlamento nao tomou a serio ; e Faasari, antigo
ganbaldino, que, quando candidato, inclua no seu
programma a alludida conciliacao.
Leo XIII declara que desoja a oonciiiaoo,
nao se refere ao poder temporal, nem mesmo
cidade de Boma. Pede siioplesmente para a San-
ta S independencia absoluta, e pretende que a
dignidade pontifical esteja ao abrigo de toda a
a3'grei 110.
Os liberaes reapondem que tambem desejam a
independencia e a diguidade do pontfice, mas
que a lei d ao pontfice essas garantas, o que
nao podem ir alm. Por ontro lado, o Papa tem
declarado por veses que essa lei insuficiente e
que Ihe criou urna situaoo iotoleravel.
De maueira que, talutndo-ae diariamente nao
a entievemos pioxima nem fcil.
O cardeal Rp lia tomou posse das funcedes de
secretario de Estado, e receoeu os embaiia.-
dores.
O repruse*tantt> da Uespanba eutregou ao
apa os retrato* do rei Affonso XIII e da raj-
aba regente enviados por esta.
logia ierra
A attitude do parlamento ingles est passando
actualmente por uns cambiantes dignos de nota.
Os joraalistas e o partido liberal levantavam
os mais graves embaracos ao governo acerca da
questao da Irlanda.
Estes embaracos vo attenuando, e tendem a
dessppsrecer, por motivos, em qne talvez nin-
guem pensava at agora.
Segundo referem os jornaes ingleses, os liba-
raes e os parnellstas j ehegaram a um aecrdo
sebre as emendas que bao de propr na discussao
das leia criminas* d* Irlanda ; e assim, o gover-
no nao ter neeeshidade de recorrer a meios
aergicos, para faaar pasear o tea projecto.
Esta capitulafle dos parnellstas e liberaos, de-
pois de haverem mantido mal* tenas resisten-
cia ao bil criminal, tem seguate explieacao.
Os parnellstas. no parlameute retrasarse, por-
qu>- se conaideram politfe**iente decapitados. Nao
tetn chefe.
ParnII, depois das luctas enormes que tem
sustentado em sessoes prolongadas, em que a
grandeza das suas responsabilidades exigiam
urna extraordinaria tenso da espirito, sent a
saude abalada, enfraquecidas as forcas, a cora-
geni abatida Pon*** veaea asa agora da p la -
vra, e as suas opnio;s manifestam sa apenas no
voto.
Depois, e infelizmente para o partido naciona-
lista, o* paraeiKstas nis teem outro bornea, qoe
possa dirigil es e einservsr a hamogeneidade, a
Unidade de aeco, que coustituiam aa excepcio-
naes qdaldades de Parnell.
Os gladstonianos estilo, vefdade ao lado dos
parueil'stas, e esta unio tea algum* importancia
e nao permitte ao governo um desassombro com-
pleto.
Mas Gladstone, embora conserve a sua gra-i io
lucidez de espirito acha-se tambem alqoebrado
pelos annos, e nao possue a torca pbysica indis-
p-nssvet pira oonfUruar a loeta no diffiail terre-
no am que aila seempeuha.
A par dsete entraqaecimehto dos partidos na-
cionalista e liberal, os conservadores e os uoiouis-
tas acham-se agir esa perfeita harmona.
Diste estado de OodsSs, faell a gravidade da
situacao parlamentar em Lmdres, e evidente
que essa grsvidade ter sensivel influencia na po
litica geral da Inglaterra,
O home rule, a questo mxima est, pois, adiada,
orno adiada se mostra a colligaco e a organisa-
cao do partido liberal.
Entretanto, mais felizes que os parnellstas, os
liberae, na taita de Gladstone, contam com um
homem, em volta do qoal podero aggremiar-se
con o melhor xito. Esse futuro chefe, cujo pas
sado pratico o reeomrnenda o impoe, o futuro lc.i-
der departido liberal, lord Rosebery.
Registemos o sea nome, porque muito provave! -
uientc, e dentro es pouco, teremoe de avallar 09
seas actos, entre os actos dos mais conspicuo* es-
tadistasi europeos. qual disse-se que o Sr. ministro'do imperio'fasia
ha Bodik-, Irlanda, houve no da 3 gran ie i,,.,,.,-;. ex, I j. "^ ,
d^sordem quando a iutic, proceda urnas* evic ^ ^ ^ .%'J t<* TT< "u"" f >
-M t- recordar qua na sassai passaaa o Sr. Mamor de-
* ,-.' i clarou na Cmara ciua o governo nao cantiuuara a
Os amotmadores arremassavam contra os em- ,., ,TJ. u,..,', b u
| pior gar as liceucas com que o mesmo Sr. Duque
1 tem estado ua Euiopa ; e visto-como consta que
elle declarara querer fisar a sua residencia fra
, io imperio, o caso da dar-sC-lhe o dote iutegral
O Sr Gladato-ie part,, no d,a 3 par o pr.ac. | c ,1;.^l0 seu c0)llrae(j ,(l) (1 s ^f-s
pido de Galles em d.gre^io poltica, senio ma.to a joUcao annual que elle tea percibido
acfflamadona occas'ao de pirir. O Timen censu- : \^0
ra o discurso que eila proferio a favor da Ir-
isad*.
ce,r8soh10eroat0r 8,;M!"0"<. respecti^pare:
cer sobre o orcamento do ministerio do imperio
qu, j erai tempo de ter vindo lus, poto52
inos no melsdo do segondo mes de sesso
Nao se deve acreditar que a demora tenha pro-
vmdo de falta de accordo entre commisso e o
Sr. Mamor, como o disseram alguns jornaes a que
na sessao do da 13, no Senado, referi se o Sr
Ignacio Martins, que foi rormaloseete contesta-
do pelo honrado ministro, estabeleeendo-se entre
amos o seguihte dialogo :
O Sr. Ignacio Martins-S. Exc. nao estava no
caso de recuar ante um dito do nobro presidente
do conselho, (allude questao das congruas a vi-
garios encommjndaios) e ainda menos de recuar
agora, sendo na Cmarasegundo coustarejai-
tadas pela comrBisso de ornamento as anas das
O Sr. Baro de MamorNao exacto isso.
O Sr. Ignacio Aiartins Refiro-me ao que
consta. ^
O Sr. Bario de MamorNao d credite aos
jornaes : protesto contra isso; a commisso de or-
oamento est de perfeito accordo commigo.
O Sr. Ignacio MartinsFolgo com a declara
9% do noote mioistro do imperio de que suas
ideas foram aceitas pela cotpmtssao de dreamenfo
na Cmara dos Srs. deputados.
O Sr. Baro da Mamor Estamos no mais
perfeito accordo.
O Sr. Iguacio Martins Assim seja. Folgo
muito com a declaracao do nobre ministro do im-
perio, de que B. Exc. est de perfeito accordo com
a commisso de orcamento da Cmara dos Deputa-
dos. As noticias, porm, que nos ehegaram, foram
da qua nao exista esta accordo.
O S. Eseragnalle Tauoay lato est arreda-
do da discussao.
" O Sr. Ignacio MartinaJ declarei o quanto
estimo a declaracaa de quo nao toexactas as no-
ticias quo correui.
O Sr. Biro de MamorSao inexactas.
O Sr. Iguacio Martms-.. .e que lemos, em
o.-uaes que merseem crdito.
O Sr. Barao de Mamor -E onde leu V. Exc.
isto? En jornaes, cuj m vautade contra o go-
verno inauitesta
Eatr-tanto, a commisso tez varios cortes em
diversas verbas e alguns importantese aug-
meutou outras, daaio tudo ca resultado urna dif-
fereuca de 2?i:'Jbb} pira menos do qua pedia a
proposta do governo; urna verba supprimid i foi a
do 75:00f} dedotacodo Sr. Duque de Saxa, pela
pregados judiciaes agua a ferver e garrafas.
pdieia teve grande diffi-Hldado em contar a inul-
tiio.
per
lu, portanto, razo para suppor-se que
p.nto taah o ministro discordado da opi-
O laconismo do telegramma que annuuciava es-
ta noticia, nao p'rmit'io grande maioria dos lei-
tores entrever a importa-icia, qu tem neste mo-
mento aquella digreaso poltica do chefe do par-
tido liberal ingles, porque ignoram talvez o que
se est passando uaquatle principado.
Adgumis informacjs succintas bst-iro para
explicar a importancia d< digresso do Sr. G'.a-
det-one.
No paia de Gallea la vra profunda c grave agi-
tacao eontra o p \ tinento dos dhimos.
Oa dizimos, era Inglaterra, eomacaraui a vi
gorar no s.'culo IX, e eram r-'cebidos plo claro,
quo viva cm ommunidades n03 conven' is.
Tempoa depois, os grandes pioprietanos com?-
caram a fundar igrejas, ag^ragando um reitor a
aada igreja ; e Os "dizimos em v z deserem pa-
gos commonidade, cimeciram ser pagos ao
reitor.
Os ditiraos <> aao um <:acargo predial e nao
pessoal; mas os commiasariosccclesiasticos, quan-
do os nao receberem, teem o direito da apprehen-
der quanto acharem no terreno sujeit > qualle
imposto.
At 1835, os dizimos eram pagos em gene-
ros; mas naqueila poca prinaipiou a pagar-se
em diabeiro.
O clero que tem o direito de recebjr aquello
imposto; rca3 desde a reforma de Manrique VIH,
qua fechou os conventos e vendeu os b?ns eccle-
siasticos aos grandes propietarios, estes fiaaram ;
autorisados recebar os dizimos, porque raa !
no solo que Ihes fiaara pertenceudo.
Em todo o caso, os dizimis sao um imposto
destinado A raanutenco da religiao official, que ,
como se sabe, a religiao protestante.
Ora sucaede que o principado de Galles e3t
fracciouado em varias seitas religiosas, e tem an-
da algumas familias catbolicas. Os protestantes
do principado coustituem, se tanto, a satima parta
di populaco diquee paiz.
Entendeu-8e, pois, que era injusto pagar a des-
peza de um culto, que nao o da maioria da po-
pulaco.
D'ah a repugnancia eoutra tal impjsto, e, n'al-
gumai localidades a reausa expressa do paga-
mento.
Perante essa recusa, os comm'ssarios apprehen-
sores, como l Ibes chamam, lancam mo de quan-
to acham no respectiva territorio, vendendo em
seguida os objectos appreheudidos, e embolsando
o producto da venda, em lugar da dizimos
espontneos.
O povo de Galles estase insurgindo vigorosa-
mente contra essas apprehensoes o essas vendas ;
e, nos ltimos das, tem ha /ido graves contacto*,
nao pode ido a polica reprimir os excessos, a que
naturalmente d ensejo a indignaco papular.
O povo toca a rebate; persegue e maltrata os
commissarios e vendedores; no cimo dos montes
acceudem-se euormes fogaeiras para attrahir a
populaclodas vizinhancas e tarde a ditficilmente se
restabeiecer a erdem uo principado de Galles.
O descontentan!, n'o Jo paiz explica a digresso
de Gladstone.
Corre o boato de que o sulto cedera definiti-
vamente a ilha de Chypre Inglaterra, a qual,
em compensaco renunciara as clausulas da con-
venci anglo-turca que estabelecem o protectora-
do ingles effectivo sobre o Egypto.
Lord Churchill proferio um discurso em Woi-
verhampton, criticando speramente o exercito e
a armada da Inglaterra, que nao esto promptos
para o casa de guerra; pedio p?r isso reformas
radicaes.
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernanibueo
KIO DE JANEIK Cobte, 16 da Juoho
da 1887.
Ssmmabio.Noticia dada pelo Patz da conferencia
do Sr. presidente docouselho com Suas
Mageatades e a Princesa Imperial.-
Boatos de desaccordo entre o Sr. mi-
nistro do imperio e a commisso de
orcamento da Cmara dos Deputados.
Desmentido dado pelo Sr. Mamo.-.
Parecer da mesma commisso sobre
o ornamento do imperio.Discurso do
Sr. Andrade Figueira a.bre matricula
.le escravos.Resposta do Sr. minis-
tro da agricultura. Fgidas de es-
cravos e grves em S.Paulo.Emen-
das apresentadaa reforma municipal
pela commisso. Discussao das for-
cas de mar. Trabalhos do S nado.
Dis o Paiz de hoje, que hontem despacharan! os
Srs. presidente do conseibo e ministro da guerra
com o Imperador sobre assumptos concementes s
pastas de estrangeiros e da guerra, conversando
depois loagamente com S S. Magestadea e a Prin-
cesa Imperial o mesmo Sr. presidente do conselho.
Em outra seceo accrescenta a mesma folha, que
hoje ser apreaentado na Cmara o projecto de lei
autonsando o mooarcha a auseotar-se do imperio.
Se isto exacto, como parece e desde hontem
corra, dil-o ba o telegrapho antes que esta ahi
cegue. O que ainda nao est averiguado se o
projecte sera apreaentado como iniciativa da C-
mara e o d a entender a noticia do Pom, ou por
iniciativa do governo, cm forma de propesta, qoe
o. que parece regalar e como se fes as duas an-
teriores li eneas. Nao vale a pena referir aqu to-
dos os boatos qne a esse respeito teem corrido, oni
nes3e
na > da commisso.
Nao cabo aqui meueiour todos as raduccoes e
suppivssoes propostas pelas commissoas As que
mus avultara sao 3():000 na verbaSecretaria
da Cmara dos Dcputaloapara a imprcsso c
encaderaaelo com avulao dos annaes anteriorea
a 1857 ; 40:0'-K)| na deAjad* de custas aos pre-
sidentes de provincia,ficaudoreduzrda a 't:00J
a verba da 60:0004 pedida : 30:0004 naPas-
so! c miterial 1> Collegio Pedro II, ficand) s.ip-
pnunda a consignscao por despezi com exaraes
Je prcp iratorios, a qua fijan obrigjdo os rasp e-
tivos lentes, como onua di cirg, e outras mais re
duacdfs as escolas e tacaldades; 27:000 na iim
pez a e irrigaco da cidade, e'c.
A Verba pira presidencias da proviucia f,ii ele
vada da 208:7031383 a 261:703^333, palo aug-
meato dos veucimaotis doi presidentes das pro-
vincias.
10:0i 0500) annuaes para os da B'.hia, Mattj
G.-osso, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Mara-
nbo, Minas, Para, Rio de Janeiro a S. Paulo.
'.:OJJ/J0l0 para oa das Alagoas, Amazonas, Cca-
r, Goyaz, farahyba e Hiauhy ;
8:0004*100 para os de Espirito Santo, Rio Grau-
de do Norte, Santa Cathnrina a Sergipe ;
A riducco da verba ajada de cusi prsvm Je
terem sido supprimidas as despezas da primeiros
estabelecimentos, pelas quaes abena-se aos Hu-
meados urna certa quantia regalada por urna ta-
b da, que o governo applici como entende, de
modo qoe, segundo os precedentes aberos na si-
tuacao paesada, as ajudis da custas e despezas do
prmeiro estabelecimento, nestes ultimis tempos,
mesmo para as provincias manos remotas tem re-
gulado por o. to cantos daris para cada presi-
dente.
O parecer da commiaaio um cuidadoso c inte-
ressante, mxime na parte referente obras, em
que poe patente a falta de acert de certoa ein-
prehcndiracntos, c>-n3truindo-sc edificios de gran-
daza intil com enorme disp.'udio, que o fim nao
justifica.
Antes da entrar-se n i ori.m do dia, o Sr. An-
drade Figueira tornou i chamar aatteuco do go-
verno sobra o mido parque vai-8 executando a
lei de 2i je Setembro, relativamente matricula
de esclavos. Na primeira vez elle havia pergun-
tado ao Sr. ministra da justica si ca opportuao o
poder legislativo intervir interpretando a le, caso
fosse confirmada a decisai do Tribunal da Rela-
co, que julgou livres alguns c-cravos por omissao
de filiago na matricula.
S. Exc. respondeu qua uada havia ainda de-
liberar, pois tal deciso penda de embargo inter-
posto pela parte. O orador acha que o governo,
para fazer observar 1- i, deve ordenar ao procu-
rador da corea, que representa o governo perante
o Tribunal da Relaco e n Suprema Tribunal de
Justija. que em casos tae3 int-'rpoaha rscurso de
mauifestaco de revista, no iuteresse da le, afim
de restablecer o texto dclla, violado pela re
laco.
A decisao dessa tribunal, coao era natura
vocon em todo o imperio mauifestaaoes desse
hcioaismo sotFrego, com o qual varias autorida-
des, quer administrativas, quer judicarias teem
procurado pasaar carta de libardade por sappos-
toa detfeitos de matricula.
E' assim que o iuspector da Altandega do Ma-
raubo julgou-se autorisado a pas3ar carta de li
berdade, por urna simples certido negativa. Cita
anda ou:ro facto, e espera qua o governo laucar
mo de meios rapressivos e necessarios contra os
empreados que asto sob sua jurisdi^ao, para
canter tacs abusos, e tambem que restabeleca o
sentido da lei para evitar a reproduca de factoa
taes.
O Sr. Rodrigo Silva, ministro d'agricuttura,
accudindo tribuna, declarou em uome do goveruu
que estava deliberado a f,;zer exeiutar a lei cam
teda a fidelidade, e nem outro poderia ser o pro-
cedimento do governo.
Confirmando o tacto referido pelo Sr. Andrade
Figueira, de qua o governo tambem teve commu-
nicaco, relativamente ao inspector da Alfaudaga
do Maranbo, disse :
O alludiiio inspector, tendo recebido um re-
querimento, em que um individuo pedia se Ihe
c?rtifiaasse se um escravo pertencents a um fa-
zendeiro do interior fora matriculado, em devido
tempo, n'aquella reparticao, proferio despacho di
sendoque o escravo nao se achava matriculado,
accrescentando qua por asse mesmo facto, estava
elle iivr, podendo a certido servir-lhe de carta
de nberdade. (Oh! oh! Risadas.)
Evidentemente esto empregado excedeu a*
suas attrbuioe?, com manifiito desprezo da le
(ap^iados), e o governo tomar aa providencias que
Ibe cumpre, para que taes factos nao se reprodu-
zam pela impunidade. (Muit.s apoialos: muito
bem ; mu;to bem.)
O regulamento de 1 de Dezembro de 1871
expresso, o a opinio do gove.-no nao poda deixar
de ser seno aquella, exposta pelo nobre depu-
tado pelo Rio de Janeiro. *
Estando com a palavrao honrado ministro apro-
vetou o ensejo para dar explica;oas sobre a pro-
videncia tomada pelo governo da mandar um des-
tacamento de forca de linha para 8. Paulo, depoi*
da noticia que aqui correu, mas que foi logo des-
mentida, de urna larca iusurreico de escravos
naqueila provincia. Urna parte da imprensa cen-
surou tal providencia, que nao tino* justifica$o,
desde que nao deu-se ta* insurreieo, e o Sr.
Celso Jjnor apresaatouna cmara um requeri-
mento pedindo nfbrmacs a esse respeito, viste
entenderem os abolicionistas que aquella forca
tinha por fim sement pegar negro fgido, pris o
I


Diario de P^rnambwo^uinta-lcira '^3 de Juiho de 188?
faga da eacravos
308 se dava em S. Pauto ora
aa faxendas aos magotes.
Mostrando coma lei da 28 de Setembro de
1885 traba aido encarada naqualla provincia e Francisco Mauricio de Abreu.
Fregttezia da Graca
Augusto Jos Goncalves Leaaa.
Euthimio Eraaroo de Mendoocs.
0no all ae prepajavain oa faaendeiros para o
trabalbo livre, favorecido ellea meamos a liber-
dade de seus escravos e cele brando com elles con-
tracto de locadio, observou o Sr,Rodrigo Silva
que nena auim a propaganda aboliciou.ta deu-
ae por satiafeita : repentinamente a marcha paci-
fica que vai tendo a questo da liberdado dos es-
cravoa foi nterrorapia ; urna verdadera grve
organieou-se no oeatro de trabalbo e os escravos
ahi aluciados ab indonaram em massa as fazeu-
das, fugindo em todaa as direccoes e transporiau-
do-se as estradas de trro, vio bomisiar-se ni
cidade de Santos, onde considerara-se immunes
e livres de qualquer coaceo legal por parte de
seui 8enhores.
Ciui tal proceJiaiente d-se, de um lado a
desorgaiiisacaj completa do trabalho nos munici-
pios uns ricos da provincia ; de outro, aecumu-
laco df grande numero de escravos futidos na
cidade de Santos, o que grave e iminiuente pe-
rigo para a ordem publica e a propriedade.
O goveruo recebeu diversas reclamacoes, en-
tre ellas urna dos lavradores do muuicpio de
'empinas, assignad por cdados dos mais no-
taveis. hberaea, republicanos e conservadora;,
pedindo todos providencias, allegaulo o estado
lamentavel t-m que se achara, cvia o traballn
agrcola desorg.iuisado. sob a aoieaca de conti-
nuos dirturbios o uovas eva:i>;8. >
A' vista disto o g verno niio poda cruzar os
bracas e ulhar com indifferenca para a sorte da
agricuura. Quanto ;.o lu_rar do refugio, tan -
bem o gnerno rio poda pona ntir que a prac
de .S i importante pelas suas relacoea
commeruaes, onde reside ma Da c donia es-
trangeira c onde exstem valiosa ca ea casse
exposta a um atteutado de cerca de mil escravos
indiscipline dos e deaprovidoa de reenr 03 para a
propria subsistencia Euteudenio-so com o pre-
sidente da provincia, foi preciso mandar um f r'e
destacamento de linhi para Campias, ao passo
que para Santos um navio de guerra teve ordeno
de estacionar naquelle porto.
Por effeito dessas providencias acbava o ora-
dor de receber um tel'gramma do presidente de
S. Paulo que diz :
Restabeleceu-ae a coufianca, cessou a grve ; j
por toJ-a a parte a mais completa tranquillidade.
Medidas applauiidas por toda a impr ns* de
Saoto*. (1)
orador declara Cunara que o governo
nao deu iastrueeo nenhuma pira que os escravos
fossein capturados pelt firci de linha, n m per (
mannheiros ; as torcas que o governo pos era
moviment seguiram com o intuito exclusivo de
manter a ordem publica e de tranquillisar os gran-
des interesses agrcolas e coramciciaea, ora em
sobresalto.
Nos limite, porin, da legaldade o go'erno
ha de emprear todos os esforcos para a fiel exe-
cuco da le de K de ieterabro. Aunuuciando
tal resjluco, o gov rno nao declina da reaponsa-
blidade de qnae quer m.-li las que torera nece-
sarias para que a solueo di questo servil seja
a que indicou o parlamento, e nao a que se pre-
tende impor-nos na praca publica. (Muito b i.i,
muito bea. O o.-nd r muito felicitado.;
O Sr. AITonso Celso, pe lindo a palavra para
urna txplicaco, diz que nao retira o reqoerimento,
que apr'sentou, persuadido de que aa explicado 3
que pedi seriara daJ..s pelo Sr. miuistr, da jus-
tica porque anima- < a esperanca de diseut-o em
outra oceasio.
Passando se a ordem do dia,reforma munici-
palaprebenta a respectiva coramsao as espe-
radas cm-udua formlalas de ace rio com o >-
verno. Seguiri.mse com ". palavra os Srs. Ri- '
b.'iro da Cunba, favoravel ao projecto, o Sr. Eu
frasio Correia, que pronunciou-se em sentido coa
trario, apre3entaudo por lin uraa eauaia di libe
ralismi radical, c lmriqu! Salle3, qu: tambera
combuteu o projecto.
Na 2a pirt> di ordem d> d;a tratou-3e das for-
cas de un', inieiau lo o debate o Sr. Alves de
Araujo que, aproveitando a i irguesa da discussa,
discorreu longamente sobro varios assumptos, in -
clusive o que d2 res pe t o a estrada de ferro de
sua provincia, e anda a queatio militar.
I'recnebeu q resto da ses3ao o Sr. Paun) Cha-
ves tratando d: negocios de sua proviueia e n:s-
Silveira Martios
Joo Carlos Ferieira.
Freguaia de Afogadot
Jos de Aass Qarcia.
Freouai^ do Pojo
Francisco Ignacio de Oliveira.
L>r. Jlo do Reg Barros.
Major Joao C. etano de Abreu.
Jos Cesara de Mello.
O TempoC>m este titulo e pelo vapor m-
| jlex Eider, .recebemos hontem om novo jornal
seeiitifico, litterario e noticioso, de publicico
hebdomadaria. Sao propret*rioa redactores : Syl-
vio Romero, Adherbal de Carvalho e Acacio de
Araujo, iocumbindo-se da direccin Io redac-
tor.
O escript rio do uovo jornal na ra de Gon
calves as n. 2S.
Entre os collaboradores ach* se o Dr. Tobas
Barreto, Ilustrado lente da nossa Faculdade de
do Direito, o qual no Io numero do Tempo escre
veu na scc^ao seentifica um artigo, que tem por
epgraphe Notas a lapia sobre a evolu?o emo I
cional e men'al de hornera. "
S.'ria c cioso declarar que o novo jornal digno
da leitura dos doutos.
C-nfessaraos-nos agradecidos pela remeasa de
um exem lar o dejarnos ao illustrido collaga
longa e prospera existencs.
KonniAe n'jlae Ha hoje as segdin-
tes :
Do Instituto Archeologico n Geograpbico P.r-
nambucano, em sesso ordinaria, hora e lugar
do costume.
Do C imit Literario Acadmico, lis 10 horas
do dia, em sossao ordinaria, no lugar do cos-
tume.
I mu cxcellente reaoluco Foi, in-
contestavelmente, a que acabou de tomar o Revd.
Fre A'b-rto, digno vigario provincial da ordem
carmelitana, segundo se v da declaracao que so-
bre as novenas e festa de Nissa Seuhora de Car-
ui:>, publicamos em outro lugar deita folha.
\dehbracao foi cata : supprimidas as girn-
dolas de foguetes, qur nos das das novenas,
qur no da festa da excelsascahora, applicandi-
, se a quantia nao pequea que se despende, com
' ellas e com os fogos artificiaes a b3in da libei-
' dade dos esciavijados.
E' pena q'ie nao encontr imitadores esta boa
d' lib racao.
tapor Uaadab Em cjn-equencia do
mao t.mpo, foi transfiida para hoje a s;.hida
deate vapor da Companba Pernambucana.
Oislrucro Itramattca Famil-ar-
I Solemnis.u ista socitdade com toda a pompa,
apesar do mo tempo, o sea 3- anniversario no
dia 18 do coireut', levando a a:ena o Pham'asma
Brauco, a scena cmica A trra das maravilbas,
e a comedia Eusaio do Trovador.
epoia de exeeutado o hymao da socielade p"la
orchestra, sob a regencia do insigne artista An-
tonio Martin, teve lugar o espectculo, em cuj)
desempeuho rauito ae toroaram salientes as du-
tinctaa actrizes DD. ivl-Ivir L:m i e Feliamina
C.rau'iuis dificeis pipis de Mara e Galaeia,
e os amadores Julio, t'erreira Lal, Arsenio, D.
Gliceria, Pisheiro e Castro Quintan ns de Juca,
Tiberio, Basilio, Julia, Francisco e Antonio, ca-
benlo-ldes portiuto grande parte dos repelidos
applau3oa, felcitaedea e ger U couteutameuto
(wube ao amador Rioeiro da Silva o deatuipe-
nho da scena cmica A trra das maravilhis, .1 <
que sihio-S" b m .
A comedia visaio do Trovador, nao obstauti o
poiiro enaaioque teve, foi b-m interpretada pelos
ama brea Julio, Ljal e C.s'ro Quintaes.
O rheatro achava-se elegantemente decorado e
grande foi a sua coucurrencia.
C.irrneiita Com caso lome acaba a acre-
dita la caaa doa Sra. G. Lnorte ,t C. estabele-
eil a i ra do Imp.eador Je dictar um lido
oinp nJio de aortas em /erao para na noiea de
Santo Antonio, S. JoaoeS. Pedro.
Sao muito c'8t03is a par de urna escolbida
Ciillec^l) de poesas de couhecidua pOdta) brasi-
leiros.
Estilo a venda na meami casi pelo dimiauto
pr-'co de lOOO.
Han&oo- E=se vapor da Companhia Bras>-
leira, sahio hontem do Rio Gran le do Norte, p-lo
que s ainanha chegari ao nosso porto eua regres-
Vtaf ao frreaAo Sr. tfcgeuheiro Antonio
Augusto Fernandos Pinheiro, commissionado na
Europa pelo Ministerio da Agricultura expedio o
aviso seguinte I
Cumpre que Vmc. iaforme a este ministi rio,
com a maior presteza pouivel, quaes foram as des
pesas que na Europa realisou em 1886, por eonta
do respectivo custeio, com cada urna das ferro-
vas garantidas pelo Estado.
Outrosim dever Vmc. remetter impreterivel-
menta at o da 28 de Fevereiro do anno vindouro
a esta sicretaria de estado, com o relatorio dos
servicos a seu cargo, relativo ao corrente anno, h
demonstracSo daa mencionadas desperas em 1887,
assim como a das quantias que no mesmo periodo
houverem sido pagas a cada urna das referidas
companhias em virtude da garanta de juros.
Deus gjarde a Vmc.Rodrigo A. da Silva,
Referimo-nos hentem diz o Jornal do Com
mcrcio, a este objecto e muito folgamos de regis-
trar o aviso supramencionado como providencia
tendente a verificar quaes as despezas de custeio
realisadas na Europa pelas compannias concessio-
nariaa de vas frreas. Presumimos que taes des-
pezas, por excessvas, nao eontrbuem em pequea
escala para que o custeio das -ihas de capital
par ntido seja muito maior do que o das lnhas do
Estado, e acreditamos que as emprezas, consul-
tando os seua mesmos interessea, nenhuma dfli-
culdade terao de oppr a qualquer combinacao
razoavel que baja por fim circumscrever os gastos
d'aquella natureza aos que forem realmente india-
pensaveis admimstraco e ao trafego das linpas.
o Por va de regra a admiuistracSo do Estado '
cara. Dithcl sera, portanto, explicar como o cus-
teio de emprexaa particulares excede de 25 /0 e
de congneres emprezas do Estado. A ser exacta
esta proporcionalidade, claro que o regimeu d is
liahaa de capital garantido carece da revisa.'.
Salvo o respeito devido aos contractos, o <;ue
em todo caso deixamos resalvado, sero ouvaveis
os esf nui?5o de taca despezar. Mea no que neobum
abuso tenha sido praticado, nao ser cortamente
imp ssivel ch-'gar composijio que allive por
eate lado 03 encargos da garanta Emprezas ho:
nestas uo podem deixar de acolher bem a tenta-
tiva. Em regra os ttulos garantid ;s valerao tanto
mais quanto menor onua impuzercm garanta.
(rectora dan obran de conserva
cjo dON portoBoletim meteorolgico do
ii. 20 de Junhode 1887: .
Approximaces
300*000
300*000
150*000
150*003
100*000
100*000
60*000
9538
m 9540
8991
3993
8698
8695
5762
5764 60*00q
Todos oa nmeros terminados em 9 esta pre-
miados com 5*030 excepto o premio de 15:000*000
Todos os nmeros terminados em 92 esta o pre-
miados com 5*0.0 excepto o premio de 3:0)*000.
Todos os nmeros termina los em 94 esto pre
miados com 5*?03 excepto o premio de 1 000*003.
Todos os nmeros terminados em 63 esto pre-
miados com 5*000 excepto o premio de 800*000
A seguate lotera correr no dia 29 do cor-
rente.
do ParaEis os nu
serie da 11 lotera ex-
cultores, essa infeliz classe amrrnsds e plorada,
um obscuro proprietario que vive mais ou menos
conformado com a sua aorte, mas que nao pode
deixar de revoltar-se quando v que, preteadeia
calcar aos ps os bros e a dignidade de seus com-
panbeiros;que tem, mere* da Deus, limua a sua
consciencia, to limpa estivease a voasa de haver
chambergado 2, 3 e 4 toa-Vs dos 15 kilos de aaau
ear do vosso infeli committente, fra o p"sa etc
etc.
*raude lotera
merrs premiados da Ia
trahida em 22 le Juaho
1034
3356
3865
2554
2701
590
4318
5220
100:000*000
! 5:030*003
5:000*000
2:000*000
2:000*000
1:( 003000
1:000*000
1:000*003
Eatai premiados com 500* :
1093 21l 3286 3620 4453 5332 5363 5684
5841 5984
Apopoximaces
i o
dora* gis p Barmetro a 0 Ttasao do vapor -o a 73. a
6 m. 2-l 6084| 18,02 89
9 24--1 761'71 21,07 94
12 502! 761'"41 2141 89
3 :. 25'1 760'D08 20,6i 88
6 63'6 761">55 19,96 91
1031 a
do 3351 a 3363 cstSo
de 3861 a 3870 esto
termiua los em 31 eato
1:000*000
1:0j0*000
300*000
300*000
1040 estio premiados
premiados
premiados
premiados
premiadas
esto prs-
esto pre-
Temperatura mxima 6o,0.
Dita muina21*,5.
Evaporaco em 2i horas ao sol ; 2'",9 ; aom-
ora: l,2.
Chuva51a,4.
Direcco do vento: S\V e S '.V altera idos de
raeia nuit<" at l hora (com interrupi;o ie WSW
luante 20 minutos) ; S at 2 horas e 3 minutos ;
SSW at 3 horase 50 minutos; S\V at 6,horas e
12 miuutos da manh ; SE at meia noto (com
i'jt- rrupco durante 25 miuutos de ^SE).
Veloeidade media do vento : 3'",31 por segn I ,
(1 a 3 a 6 horaa da tarde 4I1I,70 )
Nebulosidade media: 0,92.
Boletim do porto
pon den i > a um discurso do Sr.
que no Senado, j ha (lias paseado?, atacou certas
autoridades do Rio Grande e aecusou o governo s*o de sua viagem aos portos do norte
por ter demittido e removido d'alli para outra pro Condena do Bio XovO L?mos naa
vincia. por espirito poltico, empregadoa contra oa N vdaie$ M^ dj RJ de Janeir0 .
q,uae9 nao ha o que diter, sendo um^deates o ios i m ua horroroS!) fiCt aCiba de dar-se na Pa-
r. hyba do Sul e que tem provocado a maior iu
, sendo um destes o ios
pector da tbeaourana, removido para Permambuco.
Acha o Sr. Paulino Chavas que o governo de-
vera ser censurado antes por motivo contrario,
isto por nao ter ainda demittido quem est no
dignaco n'aquella cidade.
Trata-sa do coipo embilsamado da virtuosa
conuessa do Rio Novo, d'essa benemrita creatu-
caso de ei-o, c que quanto ao luspactor da the- ^ |Joo(j : ^^ da pranyba cjm um est
..mim.;.. Un...i n.. In.nirln l n ff\i n 'l'l 11 Vf JI flIPi PTPT- .* a 1*1
souraria, havia se tornado incompativel pira exer-
cor o cargo por ser extremado poltico e collabo-
m ior da Reforma, orgo liberal.
No Senado nao tem occorrido cousa doim-
aeia. Por faifa de miteria nova, tem sido
dado para liseusaao antigs projectos idoa da C-
mara, que dormiam as pastas das comoiisaoes.
L'm deeteb urna resoluco de 1ST5, m-in lando
sanecionar urna lei pr ivncial do P .r que conce-
da auxilio pecuniario a .'ous eati. :antea, e a que
o presidente recusoa aaoccio.
que foi rejeitado.
E' esciisado dizer
bolecim nto pi c fu.idou com os seua libertos a
colonia le Cant gallo.
C>mo dove lembrar-3e o publico, Nudo ido
essa dign i seohora procurar em Londres allivio
para seus males, alli f .lleceu, vndo rnais tarde
o seu corpo embalsamado p&ra o Brasil, por de-
terminaco dos seus parentes.
Esse cerpo que viuha encerra lo era um cai-
xao de ziuco osteve muitoa diai u i alfaadega, at
que d'alli o trouxe o Sr. Dr. Randolpho Augusto
de Oiiveira Penaa, medico c pirentc da virtuosa
..i inp-.nli na a Londres,
Dia Huras Alturi
B. M. P. M. B. P. M. Jl de Junho U l> 1) u 22 de Junho 1026 da manh 154 da tarda 10-46 513 manh 0,"'13 2,"'17 0,"-19 2,'"49
--* condesaa, que a acompanha:a a Lionlres, e a
O projecto soore officios Je justici f-i ja aJop- j m vjpra coosi nado 0 Caixao.
tado em 3-> diacuscSo, tendo sido rejeitado um sub- < D,.poaitalo esse clixaJ que se auppuoh* con-
stitutivo do Sr. Candido d= >liveira, contra o qual | (er o ^^ da condeasa dJ ,iio Novo, na capella
da Pieiade, na colonia de Cautagill..,
muito tempo, at que na ^segunda feira
! passada, 6 do corrente, por oceasio de realisa-
ria fazer a conceasao como desee itralisacao adrai- Jpm.ao ua OT ,llaq ,, 0 ExiD. Sr. yiseonde de
UO Sr. OaUJIUO U- UUVCirajOJUua u uuai i (er o CJ.
pronunci.iJo o Sr. presidente do conselho,; d< -^ ^ ^
tro do Sr. choa Cavalcante, que alias me u||j*"e'ate"va
havia se
o um outro
pareca mais completo c lgico, desde que se que-
nistrativa do que o que foi adoptado.
Parece, porm, que o Senado receou que o pro-
jecto emendado, voltando Cmara fo3se ah re-
jeitado. Por bo aceitn o tal qual loi-lhe d'alli
enviado ha 16 aunoa, no anterior dominio conser-
vador.
(I) O Jornil do Ommerco de luje publica
tambera este outro telegramma recebido de San-
tos :
Santos, 15 de Junho.
Tem sido aqu bem recbalas e teem produ-
zido bom effeito as providencias dadas pele go-
verno geral, pela presidencia e pelo chefe de po-
lica vista da agglomeraco de escravos neata
cidade, onde comecaram a praticar desacato!
propriedade, cauaando susto e ioquietaco.
o O Correo de Santos, folha abolicionista, lou-
vou as referidas pre ridencias. <
utviST DIARIA
^'aarrasoM do PlrapamaSfgundo te-
legramma de Natal, que na seccio respectiva vai
publicado, devem thegar aqu amanh, vindos no
vapor Ipojuca da companhia pernambucana a tr
polaco do pitaeho Pirapama e os aprendiies ma-
rnheiroe.
O n jaso telegramma falla de dous aprendzes [
desapparecidos, entretanto para o gerente da com-
panhia pernambucana veio commuuicaQao telegra-
phica, noticiando, qu hiviam embarcado no Ipo
juca todos os nufragos, menoa es 10 menores que
pereceram no naufragio.
Os dous menores, dos quaes da o nosso corres-
pondente nao baver noticia, nao sero os dous
aprendices que por doentes vieram de Natal e que
hoje se acham j restablecidos no Arsenal de
Maruha ?
Tribunal do Jury Hontem nao bouve
sesso neste tribu al por terem comparecido 19
Foram sorteados os se-
do Recfe
senhores juizes de facto.
gu'utea :
Fregutxa
Bellarmino Carneiro.
Basilio Mano? 1 de Jeeua.
Flavio Jos dos Santos Silva.
Joi Antonio da Gusta Vianna.
Freotsia de Santo Antonio
Francisco de Assia Castro e Silva.
Guilherme Ferrera Ram03.
Jalio Aleino de Castro Oliveira.
Manoel Mara de Oliveira Cavalcante.
Freguea da Boa-Vista
Dr. Ceciliano Mamede Alvea Ferrera.
Jos Ignaci Guedes Peraira.
Dr. Joo Baptata Regueira Costa.
Jos Anastacio Ferrera Costa.
.' -.j Felippe Nery da Silva.
1 Joo Vieira de Araujo.
r. Joo Jos Femantes da Canha.
Julio Prea Lobo.
Joaqnim Pedro do Reg Cavalcante.
Major Luis Antonio Ferraz.
Narciso Jos Monteiro.
Fn^ Manoel do Nascimento Paiva,
rem-sc aa cx.'quias que
Eutre-Rios mandara celebrar por alma de sua
virtuosa irm, pro:eleu si nbertura do caixo
de cinco que estava hermticamente techado, e
encontrn -se, em vez do corpo da finada... al-
guua 0883 envolvidos em sorragem !
" Serio cites ossos da condessa ?
E como se dica que alli estava o corpo mu-
Diicido daquella virtuosa seohora ?
. Se nao ha em tu io iato um erim ha um re-
voltante abuso e um sacrilegio dignos da execra-
co publica !
A' autoridade compete syndicar do facto pa-
ra que o publio fique esclareeido a respeito do
oiysterio que t nvoive este b.'dioalo facto
Prewidlode Fernn Jo de Xoronba
D^bte presidio escreverara-nos noticiando o se-
guate :
No dia 14, s 10 horas da manh pouco mais
ou menos aneorou no porto desta ilha o vapor Gi-
qu\ raaenio a seu bordo o Sr. alferes Villarm e
algumas prafas.
O inverna t^m sido muito violento e os eatra-
goe causados por elle immensos.
A chuva tem sido constante ha dous raezes.
A lavoura est completamente perdida. Mu tos
predios tem deaabado e algumas ras como a do
Commercio abateram do seu nivel.
Os moradores das casas abatidas tem procu
ra .o abrigo om casa de seus companheiro3 para
fugirem de urna morte certa.
Cabio parte do hospital, o alojamento doa
toldados na fortaleza, a casa denominada da mu -
sica no largo do Commando e rauitcs out:os pre-
dios nacionaes.
Tem sido um verdadeiro cataclysms, cojas
tristes consequeocas sao talvez rremediaveis.
o Acha-se aqu o Sr. Dr. Lima Campos qu -
com um seu ajudaute veio em commsso do go-
verno para levantar a planta de urna unja que
se Vai edificar sob a dtuoinioaelo de Nosaa Se-
uhora do Rosario. Alguna presos devotos de.-ta
imagein e que j tinham urna capellinha sob esta
mesma denomnaoslo emprehenderam erigir-lh--
um tea po mais ampio e para esse fim dirigiram-
se a S. Magestade Imperial por urna potico para
que S. Magestade se diguasse auxilial-oa com urna
esmola para o conseguimento de sua to louvavel
pretenso. A viuda do Sr. Dr Lima Campos pa-
ra o levantamento da planta prova que o governo
de S. Magestade nao foi surdo h milde c de-
vota retico dos presos pe o que digno de todos
os elogios.
Segu boje para easa capital o vapor Giqui
levando a sen bordo o Sr. Dr. Lima Campos, seu
ajudante o alferea Lobo e sua familia, alguns sen-
tenciados f pracas.
la embruilio especial. Hontem,
meia hora depois do meio da o subdelegado do 1
districto.de S. Jos, apresentou ao Dr. J.J. de
Souza om embrulho em papel de edr encarnada,
para por este ser examinado o contdo, que foi
recouhecido ser um feto de mais de 5 meses, seini-
branco, do sexo feminino e de aborto de cerca de 3
dias, nao podeudo entretanW o mesao doutor d_-
clarar se de procedencia natural ou accidental pa-
ra o que era preciso um exame csaaparati v. Dito
mbrnlbo foi tomado a Jos Rodrigues, cenhecido
por Bicho -homem, vagabundo e amante da branca,
com qaea est a polica em explicaooas.
t-eilAe"Etfectuar-se-ho :
Hoje :
Pelo agente BrUto, s 10 1/2 horas, ra de S.
Joo n. 5, da armscio e uteuaiiioa da taverna iihi
sita.
Pelo agente Alfredo Guimardes, s 11 horas,
no armazem do Sr. Annes, de 30 barricas c m
cevada giraiuada.
Sabbado:
Pelo agente Pestaa, ao meio dia, na ra do
Vigario Tenorio n. 12, de um sobrado.
3fiw*a fnebre*.Sero celebradas:
Hoje :
A's 7 horas, na ij,reja d.i S. Jos de Ribi- M ir
pela alma de D. Manoela Guilhermina da Paiva ;
s 7 horas na igreja da Santa Cruz, pela alma de
frauciaco Autonia da Silva Cavalcante; a 7
horas na matriz da Boa-Vista, pela alma de D.
Isabel Henriqucta Inglez da Souza ; s S horas,
na matriz de Santo Antonio, pela alma de Archi-
medes Cavalcante de Albuquerqno ; s 7 horaa,
ns igreja de Penha, pla alma de Manoel iiongal-
G-ncalves Ribere ; s 8 horas, na matriz da
Boa-Vista, pela alma da D. Joaquina Freir de
Mendonca.
Sabbado:
A's 8 horas, na matriz de Santo Antonio o s
7 I|2, na igreejaJo Mojteiro, pela alma do coro-
nel Antonio Marques de Hillanda Cavalcaute ;
s 7 1|2 horas, na igreja da Soledade, pela alma
ds D. Rosa Mara Antunea Dantas.
Seguuda-fera :
A's 7 horas, na igreja di Ponha, pila alia de
D. Hermla Mara de Oliveira Sampaio.
PaMftsetroM.Cbegadoa de Fernando de
Noronba uo vapor nacional Giqui :
Conego Artbur de Lima Campos, Joo Augusto
da Silva Mercourt, alferea Ignacio Joaqum P.
Lobo, suaseofura, 2 filhos e 1 criado, 12 pracas
de linh, 25 sentenciados, 7 mulberes e 16 filhos
das mesmas, 1 dita e 3 filhos cxpulsos do pre
sidio.
Chegados dos portos do sul no vapor inglez
"Johoo Eider :
Hermn Stolzembaeh e Ildefons) P. de Aze-
vedo.
Sahidos para a Europa no mesmo vapor ;
Joo Gardner e Man;el de Oliveira Cruz.
Sihidos para os portos do sul no vapor na-
cinal Prncipe do Grao Para :
D. Bel|armina Marinho de Mallo, D. Auna M..-
rinbo de Mello, Antonio Marinho de Mello, Tbo
u.azia Coata, Euzebto deAnl.-ude, D. Josephioa
Dubeaux, 1 filho, e 1 criado, D. Amelia Dubeaux,
Gertrudes Loi c Leopoldo Macery.
Sahidos para oa portos do sul no vapor al-
lemo Cear> :
Dr. Jos fino Feroandes da Silva o sua seuhora
e Manoel de Oiivoira Digo.
Operac6ea clrarglcaaForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 22 do corrate, as
seguintes:
Velo Dr. Pontual :
Duas posthotomias pelo thermo cauterio recla-
madas por phimosis e cancr< s.
Amputaco do penis pelo proceaso de Guyon,
indicada por epit: liorna do penis.
Pelo Dr. Estevo :
Extirpaco de doua kistos sebceos do ceuro ca-
belludo.
Caaa de DetcncoMovmento eos pre
sos da Caaa de Deten;o do Recife no dia 21 de
Junho :
Existam 357 ; entraran 2 ; sabramo; exia-
tem 354.
A saber :
Nacionaei 324; mulberes 8 ; estraDgeiros 14;
escravoi sentenciados 3 ; dem processados ct ;
idem de correceo 3.Total 354.
Arraeoados 307.
Bons 290; doentes 17.Total 307.
Nao houve alteraco na enfermara.
Caaa da FortunaPor esta Caaa foram
vendidos os seguintes premios :
O n. 3356 com a sorte de 15:000*000 da lote-
ra do Para extahida boatero.
O n. 9539 com a sorte grande da steria do
Ce i. ex'rahida hontem.
Lotera do Ceara-Eie os premios do 13
sorteio da 3 lotera da provincia Ao Ccar extra-
hida em 22 do corrente :
9539 15:000*080
8992 3:000*000
8694 1:000*000
5763 fc00*000
Esto premidos com 200* os seguintes nu-
meres :
454, 667, 4372, 7664, 9895
Esto premiados com 100* os seguintes nu-
meres :
47, 201, 812, 899, 1056, 1079, 2646, 4493
4684, 5751, 6187, 7179, 7261, 7722, 8188, 8189
9378.
1033
1035
3355
3357
Os numeroa de
com 20:)*.
Os numero
com 100*.
Oa numero;
com 100*.
Oa numeroa
com 103*.
Os nmeros terminajos em 56 esto
com 100*.
Todos 03 nmeros terminados em 4
miados com 60*.
Todos os nmeros terminados em 6
miados com 50*.
A seguinte oioria corre nodi 25 lo cor
ente.
Lotera do CearUsta acreditada lote-
ra sujo premio rai'or de 15:000*030 ser er-
trahida nodia 29 do corrate.
Oa bi'hetes acham-se venda na Rjd* da For-
tuna ra Lirga do Rosarie n. 36.
Tambem acham-ao a venda na Casa Feliz na
praja da Independencia ns. 37 o 39 e na Casa da
Fortuna ra Priuieiro de Marco n. 23.
Lotera da provincia No dia .
do corrente, a 4 horaa di tarde, se extrahir a
l3 loteras, em beneficia la matriz da Boa-Vista
do Recife e, nj consistorio da igieja de Nossa
Senhora da Concoieao dos Militares.
No mesmo consisrorio estarlo expostas as ur-
aue as espheras a apreciaca di publico.
Lotera da rrteA 204 Iu a da cor-
ta, pelo novo plano, cujo premio grande J
30:000000 aera extrahidu na dia .. rio cor-
rente.
Ua bilhetcs acham-sc venda na praca da In
dependencia ns. 37 o 39.
Tambem acham-se venda nu Casa da Fo.
tuna ra Primeiro do Maryu n. 23, de Martina
Fiuza & C.
Lotera do O rao-ParaA 2* ssiie da 11
lotera deata proviocia, pelo novo pliao, cujo pre-
mio grande 100:000*000, ser extrahida ao dia
25 de Junho.
Dilhetca venda ua Casa do Ouro, ua do ia-
rj da Victoria u. 40 Je Joo Joaquim da Costa
Lcite.
Tambem ach.un-se venda na Casa da For-
tuna ra Primero de M.xrco n. 3, de Martins
Fiuza & C.
Lotera da protindaA 7a loterL em
beneficio da matriz da Boa-Viata di Recife, ser
extrahida no da .. do corrente, a 4 horas da
tarde.
Os bilhet<8 garantidos acham-se venda na
Casa Feliz ua pr..ya da Independencia ub. 37
o 39.
Tambera acham ee venda na Casa da Fortuna
ra Primero de Marco u. 23 de Martia F.u-
za & C.
Lotera da ParabybaEsta loleria cujo
premio grande de 20:000*0 )0 ser extrahida ao
uia 30,de Junho :'s 3 horas da tarde.
Oa bilhetes acham-se venda na Casa do Ouro
a ra o i Baro da Victoria n. 40 du Joo Joa-
qnim da Coata Loite.
Tambera achara a: venda na Casa da Fortuua
ra Primeiro de Marco n. 23, do Martim Fiuza
ir. C.
Lotera do Espirito-Santo Esta lote-
ra cujo premio grande 60:000*000, 3-:i extra-
hida araauh 24 do correte.
Os bilhetes acham-se venda aa Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Tombem acham-se venda na Casa Feliz na
praf,a da Independencia ns. 37 p 3) e na Casa da
Fortuna rui; Primero de Marco n. 23.
Lotera da provincia do Paran
A 17a lotera acata provincia,pelo novo plauo, cu-
jo premio grande de 15:000*000, so extrahir
no da 28 de Juuho.
Bilhetes a vouda na Ca3a da Fortuna, ra
?rimeiro de Marco numero 23, de Martins Fin-
ca & C.
Lolerla de .tlagoa A 18* parte desta
lotcria, pelo novo plano, cujo premie grande
do 10:000*000, ser extrahida no dia 30 do cor-
rente s 11 horas da manh.
Oa bilbatea acham-se venia na Caaa Feliz
praca da Independcucia ns. 37 u 39.
Tambem acham-se venda na Casa da Fortu
na ra Primeiro de Mares n. 23, Martina,
Piusa 4 C, e aa Esmeralda, ra Larga do Rosa-
rio n. 24.
Lotera de *>. Paulo Esta importante
lotera cujo premio grande de 10:000*000 ser
extrahida no dia 27 di corrente.
Os bilhetes acham-s a venda na Esmeralda
ra Larga do Rosario n. 24 A
Fica sabendo de agora pira sempre qu-; o auc-
tor destas lnhas tem a sola dos seus sapitos,
nao dos delicados sapatos habituado) a calcar os
macios tapetes dos oaloes luxuosos, mas doa gros-
seiros sapatos com que o agricultor cuatumi es-
magar a cibeca dos reptis, que de emboscada ati-
ram o bote, mais limp is que as escriptas e os
livros de voasas transaeco2s commerciaes !
Ficai sabendo tambem que, por mais que nos
peze semelhante dscusso, nao recuaremos um
paaao ante a attitu.de nadita e arrogante do coi-
respondente Victima, por maores que sejam os
seus esforcos em urdir a intriga, pretendendo a
todo o transe que tenh.ran envolvido em nossi
censura amarga toda a classe dos correspondentes,
onde incontestavelmente ae achara caracteres dis-
tinctos, que por certo nao tero, em suas transac-
coea com os agricultores, a roeami norma da pro-
ceder doa Sra. Victimas.
Diz anda o uoaso celebrrimo contradictor qie
neuhum valor tem a censura que fizomos. ue!o
facto de serem remettidas a>; agricultores as taes
contas impresas doa correspj ideutea.e uo a eon-
ta do armizenano a quem ae vendou o assosar,
um '. vez que o conespondeat inspire confianca.
Sun, senhor ; pl msivel o argumento to so
mente pelo lado a confian?* pira eom os corres-
pondentes conscienciosos, cujas coutas devero
sempre estar do accordo com as cotacoea da pr .9a
Quanto a catea, seria indfferento pira o agii-
cultor que as coutaa deveuda d^a seas asaiieroa
f jsaem oriundas do arm izenario cu do correspou-
dente, pois aubsis'iri-. firme, om qua'quer doaci-
soa, a confianca provada pelos fac'os
M.13, tratand)-ae dos correapmientes incon-
icienciosos, doa tartufos, do3 taes correspondentes
I tcUmas, que procurara por tjdos 03 ineioa iinagi-
naveis Iludir easa confianca,-poder-a-'-h 1 p7r-
ventur; Jizer outrj tanto? Certo que nao.
E' i'ah que nascem os abusos uqualifietveia,
que todas os dia3 se dio, e essa divergencia, essa
contra licc > escandal ;aa entro as outas de ven-
ia por ellos remettidas e as cotacoes da praca.
Sao os taes correspondentes Victimas 03 aui -
res de tud isto; ellea que ao receb rem
ducto dos seua cominittontea uo o le
nudo da praga para obterem raelhor preco. porra
sim, immediatamente ao armazem, nde j prova-
velmeute existe um concilibulo hbrido.
O armazenano faz enco a neta doa peaos mui-
to aua voutade, poia nao lia i:lli quem por aqu]
lo se nter sae, visto orno o carroceiro qu in
vai entregar n assucar no armazem, depois de ha
ver o caixiro tirado as competentes amostras.
-Ejtas, aim, nao se dispensa; e tira se de cada
sacco, urna, duaa c at maia libras, que 3 )b o pre-
texto bypacrita de amostra*, ieixa-se cavilosam ru-
te ficarem de parte, eom j fundo de reserva,
aere o ven !i las uo fi n le cada semina ou mez,
nao em proveda do p >br que lutou e amargou,
mas em proveito do caixeiro e do patrio .1 til
correspondente Victima.
Sabemos =*> do fonte limpa ; e nao o pode ia
negar homcus sera l j sem juicioncia !
Uepoia da pesado u assucar, o armazenario re-
mette urna n>t ao correipooiente Victima ; eate,
por saa vez, prepara a tal eonta 1 vcaia, qu <
remettida ao agricult.r. /j ;r.( c cundida auto una
Vestal.
E ahi est, S". VU tim, o vcrda'eiro motivo da
divergencia entre aa vnaaas eontis de venda c aa
cot..i;oes otliciaes da prac 1 do Ricf-, puijlicada
no Diari) de Pernambueo. O mais s) desculpa8
de papa trra.
_ Nao ha verdade, ni hajmtici, nao ht ainco-
ridade uas voasas trans icc5 ,: mmerciaes com os
V08808 committeni-a. Esii^r Icai'mad-a, que,
aiu la uo suciafeitos om tamanhi usura, queris
que o agricult.r, que liypttli-ea ao Banco a aua
projirleiade por um valor infim 1, -anda necessite
de um bilhete, ~ um 1 ordem nossa, para retirar
mesmo bnco s ua disposic 1 a importancia do
debito, que o bypotbecante ostiver a dever, pa-
gando embora o correspondente urna retribuicao
por semelhante trabalho, ou emfim ontra qualquer
providencia, que os honrados directores julgarem
mais proveitosa .
Pondo de parte o qacstio de estylo e a forma
porque se aeb* redigido oste notauel tpico, bem
digno da penna de algum bodegueiro bttun&o, va-
mos directamente ao pensamonto que o gerou, que
s o que nos importa.
Alrn do insulto oovarde que se eontm na idea
capital expresea por suas palavras, v se bem que
esse energmeno cynico ignora, ou talvez de m f
fing ignorar, o verdadeiro fim da institnico de
Banco de Crdito Real.
No entanto diz elle, com a mesm 1 prosapia, no
seu ultima artigo: N>, a misao do nosso ban-
co muito elevada ; nao ser por certo a de pa-
trocinar aos calotere3 que alli querem refugiar-se,
nem concorrer para prejudiear 03 direitoa de ter-
0 pro.
' am ao af -r-

PLBLIC4C0KS A PEDIDO
Banco de Crdito Real (*)
Para curar a peste,
A peste que nos mata,
J nao basta o enxofre, necesaario
O nitrato de prata !
(GuEBBA JSQEIBo).
Dizeis, Sr. correspondente Victima, que os agri-
cultores, habituad)S franqueza dos annos das
vaccas gordaa, em que esbanjavam safras inteiras
em comes e bebes, no jogo, etc,n> se querem
amoldar s circumstancas da oceasio, e d'ahi o
recurso de que vo laucando mo para calotearem
os correspondentes.
Ousareis ainda sustentar que nao iusultaes ?
Pois haver injuria mais pungente do que a que
se eontm nestas palavras '.'!
Entendis vos, homeus do egosmo, imbuidos de
estpido e ridiculo orgulbo, que o agricultor uo
p le distrahr-s* um pouco, que a 6ua sina tra-
balhar, semelbinca do eterno foroado, para va.
para que edifiquis os vossos bellv.s palacios,
f requenteia a boa aociedade, gozes dos esplendidas
bailas e des agr..laveia espectculos e rodeis em
bellos carros, etc., etc. ?
Nao isto o que queris, Sra. Victimas? E para
tal conaegurdes torua-sc necessario que o infeliz
agricultor viva a;b a prcsso da voasa descommu-
nal usufu !...
Quanto sois soberbos, tacauhos e desalmad >8
para cora oa pobres matulo !
Tendea toda a razo.
Oizeis ainda em referencia a na : Quem de
fenie to negro precedimento, ou um dos taes,
que assim j praticou, ou que ae prepara para pio-
ceder do mesmo modo, cu alguma penna assala-
riada, etc.
Sempre o mesmo diapaso do ultrage Enga-
naes-vos, poiu, redondamente!
A vossa affroata feroz o infame uo nos pode fe-
rir! Estamos muito alto para que ella chegue al
nos!
Aquellea em quem dorme a consciencia, eases,
sim, eo os nicos capazea de actos illictos e de
assalariarem a sua penna. Nao nos julgueis por
ves.
Quem detende a desprotegida classe dos agr-
(*) J estava escripto este artigo, quando hoje
lemos o que escreveu o 8r. Victima. Espere a res-
posta.
u'alli esse valor lato real neute uo se (0910111-
ta!
Do abuso da c. .anga em vos depositada pro-
vena tambem a ditficuldadb em que vos achaca
presentemente, senio-voa preciso tornar vos in-
coherentes u contradictorios, a ponto de retirar
des a reaponsabilidi-.de de urna aaaoeiacao impor-
tante, come dev-; ser a Asswia,'io Commercial e
Agrcola, u responanbili 1 .de das cotacoes officaes
de urna praca commerc al nao menos importante,
eom a de Pernambuco, c que tem um orgo ae
grande cirealaco, como o Uiar'o, urna parto
commercial, onde ae narram todaa aa iraosacc
diarias c tolos -oa fictos c imm rea !S da semana,
reduziudj d -..t- .11!.. u 1.' o commercial, que
urna ba3 de iufonoacoej pira tilas 3 trau-
eaecoea da provincia, a uina verdideira ioutilil.
de, urna c aaj seai Bignificico e a eita para
njtez i-..r !
Oeade que a Aasjcaco Commercial e Ag
retira todo o carcter de autbentcidade dis cota-
coes diarias de su 1 paite commercial, a que tica
esta rduzida? que valor, que importancia iica
tendo essa parte commercial do Diario de Pernam-
buco ? Quera que a sustenta, quem a pigi''
Nao resta duvida que algu^-m ha de ser r?spon-
savel poi ella, alguem a represeuta, alguem deve
tomar e remetter as notas ; e qu.-m deve ser esse
algu m seno aa assooi-icoes commercial agrcola
e beneficente 'i
Porventura ser rasa Parte Commercial um 1
cousa i'fficiosa do Diario, para seu mero e exclu-
sivo recreio ?
Si ella nada tem que ver cora as aaaociaeea,
por ser da exclusiva competencia do Diario, < uta 1
tem este razo quundj diz que se b-sean em in-
formagoos de pessoas do confianca, sobre as cota-
coes d'. prnca.
Si, porm, como de s"ppor, a parte commer-
cial consti'ue um complemento daaasaociacoescora-
merciaes, nao sabemos a que vera querer o Diario
chamar si urna reapousioilidade que a outrem
compete.
Agora, quanto a pretender o denodado articu-
lista atirnr a responsabiliiade das divergencias e
das discrepancias deshonestas, que apparecera en-
tre as cotacoes da praca o as coutas d veo fi
remettidas aos agricu.tores, sobra 03 correspon-
dentes earmazenarios oficiosos, que3to easa
que nao nos importa saber equel mesmo entre
si podem liquidar, parque l se eutendem.
O que no3 convrn que ae reconheca que taes
divergencias valem invito, porque affectain iite
resses muito importantes, e que nao devem esca-
par as vistas das autoridades edos tnbunaea cem
petentes.
A aue v. m abalar o nosso intrpido contrador
a Associago Commercial e Agrcola para ir ao
Diario tirar du ai responsabiliiade da3 o iticpes
e fazel-a pesar sobre aqulla folha, antes mesmo
de se abalancar a exhibir -se no seu feroz jogo de
esgrima contra as duras verdades que fizemoa vir
luz da publicidade ?
Ser a Aasociaceo Commercial e Agrcola co'n-
posta sinente decorrespondentes e armazennrioa,
aoa quaes nao conveuua o carcter otficial da
parte commercial do Diario ?
Quando perguutmos ao uoaso invicto anfago-
nista si, pelo facto da hypotheca da propriedade
agrcola ao Banco de Crdito Real, perda o pro
pnetario O direito ella,mo o fizemos para ea
carn.-cer dos Sra. correa.> nieute-, cwbo aleivoa.i-
meute insinu 1 o "Si. Yietima.
Desdejque o correspondente credor nega ao aeu
devedor o indispensavel para a coatinuaco d 13
seus trabalhoa, iaio recuaa-lhe os meios de po-
der pagar-lhe ; e que eate, (aneando mo da ultimo
recurso que Ibe resta, como sejaa hypotheca do
seu engeubo ao Banco de Crdito Real, adquire o
necessario para as suas precisse, sem perder o
direito sua propriedade, bem claro est que
garantido fica esse credor, o qual, por seme-
lhante facto, s tem m-tivo de regosijar-se.
Onde, pois, est aqu o escarneo airado face
dos correspondentes ?.' A m l que vos caracteri-
sa, e s ella que d lugar a semelbautes conjec-
turas.
Desde o seu primeiro e famoso artigo insiste r
honrado correapoiente Victima em pedir providen-
cias aos directores do Banco contra os abusos que
diz tileesto se dando, por parte do3 agricul-
tores rontra oa ex correspondentes. -
E' assim, que no seu portentoso iseripto, publi-
cado no Diario de 27 do mes prximo passado, diz
elle muito cheio de ei : Denunckndo taes abe-
sos que se vo dando, tamos em vista pedir aos
honrades administradores de to til eitabeleci-
raento alguma providencia, afim di que lies nao
se reproduam; e assim lembramos que nao se
realisem hypjthecas com agricultores, sem que
provem atar de contas saldas eem os seas corres-
pondentes, on algum documento assgnado por elle
annuindo a hypotheca, e ficando em deposito no
ceiros, e sim auxiliar o de.envolvimento do com-
mercio e da agricultura por meio de tranaaccoea
que teuham o cuuho da moraliiade e da juatca .
Quinta hypaersia, quinta usura e quanto ey
nismo !
Teria sido cread 1 o Banco de Crdito (l-;al ?i
proveilii nico doa Srs. correspondentes ?
Na8ceria por ventura easa iustituic,!) da n'.ces-
aidade cm que Sf acham oa agn'cui' *>. i puyai
aos seus credores ?
Ninguem, que c mprehenia o verdade:r fiaa
desaa idea, dirque sin.
0 Deoaament j que presidio a ere...', I
co de Crdito Re J, a su mi >. m u
forn cer a lavoura capitaea i jur
longos praaos, vato como assim reqq
za das tranaaccoes de agricui or, que planta ojj
paracdber d'aqui hi um ..uno. I>i m s na nata-
reza ja uo sao aa tr.iiia'ccoe-i di ne-roi an e,
qual u um dia pie ginhar 30, rx] e 10) c> 1: 5
de res. Ah', sim. pila ter lugar > vosi>jorj
ex rbitiute de 24 a an pie pira o ai
tor a eompl t ruioa.
Eis d'onde deriva a idea eWada la creafi I:
Banco de Crdito Real, cujoa directores luer is
reduzir condico de vo3sos czixelroe
mediante urna paga que offerec
A misao do Banco dar impu'so e aninicio
lavoura agnniaante, elevan tr a agn iltura
principal fjute da riqueza nacin il, lo fundo do
abysmo em qnecahio,impellida a ibretu i) pela vossa
m.i fe, pela vossi avarezi j pelo v
mo !
Ratai que a raisso do Banco le Cr i::
Real.
Nao f a elle creado de proposito para 10 ni; .
dea 03 capitaea, qu1, augmenta loa d ni aii
monte pelos vossos jures i-xorbtintei
lando jaros de juros,firneceat ; em
vos-o.i infelizea committeotes.
lato seria um piral xo monsrru ai, iniih'--
asnatlca |ue e<5 pie medrtr em 1 .
bros de agiotas !
E Be nao, vi-j. 111 ja :
Peita a hypotheca d pr prie lo le r
co de Crdito Rea!, c retirado i'alli o c-.pit.
en VOZ de st ei,pre.;u lo em beneficio di I
ra arruinad :, deve irs !gu 1 lo pn
gordar aa v -a is I) irr.-, |U-' passo r
para o encremento c proaperida le ii
mu, d> paz V
C m que reeurs :s poieio oa ag I
tinuar os a us tr ba lies, empreen ler
raentos e reformas '.'
E como, cm tal caso, se erguer igri iltura .
i batimento em que jaz '!
Qual seria timbera a serte do Banco, u
que o- seus capit'es, lotige ce tortm 0 G .
se destinam, nico que p 1 tiv rec
transacoes eom os agricultores, vo a-'r
aferro;had jS V
Era virtude daa hvpothecas c da conl
, da cri e da lavoura, ficaria < Baiic*,
pouco tempo, fet > proprietario de um 1 en r ne
1 quantidade de engouhos ; qui r l'z -r, perma.-i
, mort 1 a I \vo e irlo tambem o Ilaii> >. n -
seria trsnsforra ido em possuidor le engerh 1 :-
elle paderia contiuuar ns suas transicco s
Eia Srs. udeotea Victimas, o
resultad) que iufallivelmeute chegariam a la-
voura donte e o Bino de Crdito tieal.de
Pernambuco, si podessem prevalecer oj nosios
patritico deeejos, exuberantemente pruv is pe a
vossa ideia estupida e ^cmha d-pdir 10 15
providencias on'ra os caloteiros, lembrando aoa
seua directores um acervo de asn-iras que
di ra correr pirelhas cora oa aentimentoa j
brgam un vossos coracoea !
Quem nao ve claramjnte que uenhom sent-
ment altruista fulla era ve.ssas almas,que ne-
nhuma importune; 1 v 8 m Teje a prospe I
agricultura o das lemr.13 inlu:trias J)
paz,que, finalmente, nada ten lea que ver c:rc
[ o engraodircimeuto, com o futuro e com a telie
' : Je v jja patria ? !
1 ranead.18 00 CspeSSO uvolucro d.
egosmo de avaros, c ra a ostra na ;iu iura
crsti ca carea a que cm utu ambici '.:.: i
fazer fortitni, embira p >ra o coacguirica s
ruine c por ca o mundo iutein .'. Ol cono
vil, aa vez is, 1 coraco humano !. ..
Entretanto eseucceia-voa de que o c comercia
mo pie vver supar.do J 1 agricultura e que do
llore cimento e prosperidade ilesta resulta a pros-
periiade daquelle
Sendo assim, deverieis, pelo contrario, estimar
que sempre ftssem avante as trausaccoea do
Bauco de Jredito Real, com oa agricultores, o que
oa capitaea 1 btidos por esa m i 1 le-.e n proveito
sos c exclusivamente empregado^ na lavoura, cojo
progresso e independencia sao urna firtuna pira
o paz c urna girantia para va mesmos !. ..
Esta, Srs. correspon lentes Victimas, que a
doutrina verdadeira,esta -.1 lioguagera pura e
conscieucio3a do hora1 ra da bem,esteo sent-
meato honesto, o desojo louvavel, a aapraco no-
bre do verdadeiro cidado Ma, desgranada-
mente, bem diverso em geral. o modo de penaar
e de sentir !
Dah:essa espantosa anomala (pie se oba-rva
no liraiil :bellas capitaea ti rescentes, osten-
tando um progresso material, um luxo p.mpoao,
quo nao esto em relaco cora o estado de pobreza
em que se arra3ta a agonisaute agricultura do
paz !.. -
O estrangeiro, que nos visita, \e iato e paa-na,
sem poder compriheuder a causa do pheuomeno.
A causa, Sra. Victimas, o vosso egjismo, a
voasa descommunal usura,aim, a divergenc:u.
entre aa eotacoea da pr- 51 e ea proco3 mareados
naa vossas cootaa de venda,ao us enormes
quebras no poso do3 usaucares, .-o as amostra
que se poc de parte para se vender em proveito
prjpri,oao os /'iros exorbitantes que nos co-
braes,as vossaa contas de chegar, etc., etc !...
Nessea tristes despojos da lavoura que definha
tem seua aleercea os bonitos e cuatosos pilaeetes
que edificaes, pan vossa confortavel mirada,
emquanto o atruzado e atribualo aguicultor ha-
bita de baixo de um parii< iro !...
Sim o voaao nico idiial enriquecer e gozar
o urna das Drovas, alera do que j tenoj dito,
que na 1 se vcom rarissimas exi-epcoeaum
negociante prestando efpontaneo e benfico auxi-
lio urna industria qualquer,promjvendo com
verdadeiro espirito liberal e pbilautropico o des-
ouvolvimeuto e progresso de urna fabrica de una
empreza de futuro ou de qualquer expbraco van-
t.-.joaa.
Nao Sai pura o simplesmcute 03 ho nena da
agiotagero, do balco, das hyrotbecas, das p liba-
ras e do juro de 24 *[0 !
Temos dito, soore cata grave questao, a qie ti-
nhamos a dizer. O publico que n>a julgue.
Nao volcaremos sobre ella imprensa._
E si acaso ainda uos aggndir o tal PtciaM, i
semelhanca do rafeiro que ataca 9 transente,
como tem feito,pie desdo j ficar certj do
nosso mais profundo silencio, coao aigaal elo-
quente do aincero deaprezo que lhe votamoa.
21 de Junho de 18i7.
Urna v clima das victimas.
Pervivo do Hatadoaro
I
S.-b esse ttulo a Prov'nc.a de boje publicouum
artigo em que o fel da desaffeieo, aenao da inimi-
sade pesaoal de quem alli d ordena, distilla de ca-
da periodo de envolta com allutoes injurbaas e
ferinas outros.
O ataque foi rude mas nao passou de urna serie
de phrases vagas de fingiiTaa indignacoe3 burlej-
cas de quem procura proiuzir algum effeito, ne
sabemos qual.
Diz nos a consciencia que se se tratasse de urna
exploraco como a qualifica o artieul-ita, nSo me
seria difficil ter a meu servoo cerUs penas, aalva
UEGiVEl


Diario de Pernambucotyuinta-ieira 23 de Junho de 1387
,e quein as manejasse nao pretendesso igualmente I bru de 1881 c approvada pela presidencia era 2J
da Abril de 1882 que '.autiuuei a executar os
explorar a mesuia mina
Mas o articulista nlo conhece ou spparenta nlo
eonhec r pela mais lg- ira nforraaclo os negocios
do Matadouro e atira-se furioso scbre tudj e sobre
todos com um fito uuico, o do auxiliar a Cmara
Municipal do Rocife a por m; fra do Matadouro,
, gia coino outende, porque os aervicoa qua alli pres-
ti sao lesivos dos iuteresses pblicos !
E com phrase iuaolita que o articulista faz se-
melhxnte iatimsc&o aos repres.-nt antea do mi ni -
pi que acoima de valdeviuas, corruptos e Vena e '
Preteude o articuliat a c tai taca expedientes fi-
t opinio i. favor da injustiea manifesta de que
estou sendo victima quaudo m: assisto > raelhir
ixsito ?
Suppe p.r ventura quemedaixar i isinagar
pelos salteadores da iniuha banra e dignidad-i na
imprenaa ?
Eugaoa se perleit au.eue ; e na obstante a de-
sigualiado de respoader ao auooymo expore ao
publicoein termos que nl> receio ser contestado
Dora quem tiver seus o commum as condicoea I*
lu- tenho pen I ti e de 'oislo di al ni
N ni cu pre n a i i imprensa discutir utaa
luestlo qu li ni uiu ireito do q
sse publico a nao ser provocado do tu u
i : o fui; pois que a pr.pria Cunara Mu
arte na causa to verberad i pelo ivo r
ra ares ue tyiamio de comedia tifl qualiii
'i. : rie de actos 'I a 's e arbi'rari u
:-_ i ai .; .. | i; 0 .!: -
ceu inspira los p h plano p:-.'. n-.r untado
de forcar-me a abaud nar i isieio Jef nsiva era
:iue ido lelil i eollocado c obrigir-me a deixsr os
s rvic,os d i M .' i uro que executo ein virtu I
contractoperl ito e acabad c tu a mesma(Jama-
ra, qu como parte esta n-is ra;ama; co i lico
gualda le q le iu jua Ibe preato servio s
E como em semo-haute nsirap'o uJi i.orovei'. a-
i> ider ao artic ilista pe> sea I
: on i i factoe cojas i lies se tein pi?s id at j.s, >-
ra e raoatrarei que a i iseieucia r il ou apoarenie
delles por parte do articulista seria inotiv-a bas-
tante para u.io tratar se tiv ase em
loira fazer argi;c,dea justas e pro
Eis es factos :
O ser vico do Mata atregua pir
loatracto a outros que re : u ral a
renda bruta do Matadouro cilcilaii oatioein
cerca do 100:1)0)/.
Rescindido oas> cantracti o iu lera i:saios os
contractantes com a qu intia do 40:iXiil, a Ca n i-
ra Municipal fez durante algura tenipo ex-cutar o
servico p^r adm'nistruca i.
Entretanto nomo servico ora felto com a ue-
cessara economa para deis ir margena i uma
rinda vantajosa do est ibo'eciuaeuo, noui ora feito
as condi^-oes desejaveis de presten, aceio e re-
ulandade, ete.
O fucoo fui verificado o a Cmara autoridad i
pola presidencia era actos revistos e approvados
por varias leis i rovinciaes, poz em praca, rec-beu
propostas e contractos coramigo a e.nstrucfao do
i bras e a lecaco de srvio^s do M.'adouro co 8
de Maic> de 1878.
Eu constru as obras e eumpri fi.dente ai obri-
gacoes estipuladas cuma Cmara.
A Cmara iunovou esse contracto e sub:n ttou k
nnava^ao approvacSo da presidencia, que nao
alludindo siquer innovaba >, deaappro/ou o con-
tracto primitivo p ir acto de 14 de Dcz.-uibro d"
1879, e maudou por de uovo em pr*ci os servidos
do Matadouro e as obras j ligadas uecessarias alli.
A Cmara por editaos de 20 de Jullu e 7 dj
Agosto de 187'J cham.u coucurreutea, e d'entre as
propostas apreteutadas escolheu a mmba. '
A presidencia por act ia do 1 de Marco e i) de
Abri de 1880, approvou a minha proposta de inno
vacio que foi reduzda ii t. rmo no dia seguate.
Dous vereadores dissidentes reclamaram pre-
sidencia contra a ionovacao e esta depois de ap-
provada foi cassada p ir act o le 1 d: Outubro de
1880.
Finalmente em virtude de autorisacao de loi e
por imoviica i reduzida a termo em 22 de Dozein-
servidos do Matadouro, tendo no porudo do con-
fia ;to e innovacao construido custosas obras, re-
aovado e melhorado constantemente o material'
sendo impossivel que uas circumstaucias actuaos e
cora os meios minba disposicaa passa ser melhor
desempenhado o servido que principiou a ser ra-
dical e rpidamente trans irinalo dasd : que t un i
cinta do estabel cimento, uSo mediante a renda
integral di Mata bur, maa i i; 4O:00J inclusi-
ve o aluguel do kgrad ur dd.pasi Cjid um enor-
mj u.'osoa! exifeido pela aatureaa do servico que
n.io admitte d in .ra, coa o .raba tivl, sal e tildo
quantos: pode bamar a parte maierial do aer-
vico. Proseguir-i.
Recite, 22 i i Junho de ls^7.
.' E. de Azevedo.
COIIERCIO
4inda o paire U. 1. C. da C. e o *eu
diotinolu e dK(> aail|-D.-. II >
pique Milel !.*)
i C intinu <',' i
Agur* eacolh S S. as duas |ue figu
i aquella era que II icar 3 a a homem de
bjra.
Ku p.rem. s n'i s M :' & L baf, pertencj
i dos primeiroago-o sen molestia, mu t-.n-
bem sem desvaueoimeuto -o ua > tuh
A. S. ou quem qu-r que s- j i ve ih i c m -r-.'u o.
!'. tab le-id i n s' i r-i I I.. i 1861 I '
n r into fet i uaaaoo'o a jai louitagcnte, di-iue
c naciencia que ningu'ra, cora razia, poderi eu-
b r-^ie cora a 1 una :lh icos.
Autonso, poia, Sa Ss a ; a as rtm
. ta cidade, entraron naa loae, iffijiuas, venda?,
palanas, refioacojs, av ou^a-'j e p?rg:nt ir" n,
bem como aos pr'priotiri jj (ij fu -isis n | m
teah) moradj e das que t'nhi .timei lo p r a
tr '5 morare u, assim co i a _' in l nu n r < !!
professores, cjnaores e erialoa qu l-.l- -,
epja tenho tido nos m u* col ;-isj mi
dorara hu calo'.eiro.
Com lioraua teab) nui ia filtas, scub
Milet ii Lobato, mis neahuin i -Ihes, attin
ge a minba prjbi la I
Com i, porra, ua i I: i r -gra \ a m p< -
vez soj im os Sra. Alhiiro O.iveiri ij u
que forraera hoy. opin lo diversa d' raim, apisar
de comprar h.i uiji o aa ios era sju aria ize a.
Ni'isto una queixa oera Becui'icl< n: : i
11 t" c i, p.r jo a;hi qu Ss. Sa-tiverara toJa
r,.zli no proc idiraen') i' acg lirara .'o i di-i 1
io mes passado, procuran!i -rirautir os s u> ia-
or sea pjr meio do einbirgos.
L)\hi p.r diau'e.porn sia.-jlira nu ici-
n ttslor a t-loa, do Sr. pr ira Ir
iaotino i;ll i, a i n'i\'I) : ii Ir
I. bat e oa coi i i ..'('.'<-- 1) Sr. O;.
\lilet
S. Ss .1 i 1 m. l ..-.I- I 1; M no n >
lasa d priprio Se M' ", fir oirn un triu
rato hetorog.'njo o piuco airosl a civalbeir.n,
poli ;i n i- 'iohira em iat i, &M'ra
cora > dizit dopois o maia iugeui) lis tri-mviroa,
a -"'-i los s as interesses e da glori lo S. Laiz
Qjnzaga tauib m, acer i' no u
ii |u.' sj iii-soj ii isaraijjua bcsj.Io, prcaolila
energienment palj miis ag gautaJo loa triu-uvi-
roa, naoifoatou o cora tolo eyaisrai lavianiad-s
aos censores, estulmtea e cruin o ambicin e
iraiijr p. l.e L ibito .i i rainbl do da a gu'.nte,
com eata e p^cie i.' prje roicXi '.-iura.iui! :
Comraunici a todos la Sr Vi*' m ta nal i aq'ii Paja', um i granda d'vid i p >r
elle em: t ornei por ss i dio e poasjiJ-.r d'
tulo!... J llio conctdi alguna diaa, apeis,
para se retirar.
Nem me tinht fito ciuaial-
gu-na sobre o que aeabiv de aihVin-u, 8 '[ la ou
iguorava aiuia corap otaraut-J. Alas coraio h>-
inem rev.'stid do carcter duplo i.- sercedote,
iiilio ple mintir, u i opiuil i d ) iniit o pie I is o 1) .
.>liler, vii.
C no quer qio fja>e corto qu o hoaiem I'
lien do Sr. M.let tiuli. to n id < a n ivent por Ven i,
Considerando log o qm aa havia dlibiratan
magna e famosa s.-ssao como facto eonsu nina 11,
pelo que metteu mao obra a fin do se descartar,
quiuto antea, da iniuha intrasa e impertiuente
pesaoa.
Nao ha duvida, o hornera sem in-mcha quera ter
o gozo evanjeliso de \- o dono da cna qu; ha
seis mezes o tiuhi reoobi lo oomi um mendiga de
bitina, sahir como el'.e entrarasaoot ro !
Nao to maravltioao j ingenuo di s-ibor Mi-
let ?
E o que dirlo oa 3:113 h fnirad ores quarido sou-
berem que foi gmente devidj A iulido 11 !
Sr. p idre que Aiheiros teve razio pira laucar
mo de ura recurso extreno, que tanto mi ten
iin o nmolado e prejulicalo ao m 11 crdito, cau-
sando-in'' ao mesmo temp a pon di coiiceasao
que me bavia feito o respuitavel ebefe d'aquella
casa ?
l'uili 1 o senhor A'.heiros facultado-me bondosa-
mente ir amortizando o meu debito anterior so-
ciedade, com os pagamentos que fosse obtendo
dos meus devedores, obrigandj-me eu a dar-lhe
1:2OJ00j no mes de Marco ; o que na fia, nlo
t porque o padre tinha disposto do dinheiro da
.....<.. o .no porque, devido a isto, eu vira-rae na
dura necesaidade de fazer mais adiantaraentos
para as desonzas diarias, como consta dos balan-
evos, s b p -na de fcarem os meninos sera refeicao.
E teriara ficado de outras vezra ae o padre no
se tivesse humiihalo a recorrer ao crdito do co-
zinheiro. a quem ebegou a dever ceuto e trinta
mil ris le generas de mercado e v.'iida, os quaea
t pag ra em fraccoes a porque eu lbe fiz scutir
que era iniquo juntar verg.nha da uatureza da
divila a vilduia no pag-tin uto.
Estas e outras Consta davain lugar aos criados
critu ir ra > lser>m S.-u pidie quaudo pega
era dinheiro. teuao d; pagar goote, taz, compa-
ran! mi1, como o macaco quaudo agarra o mi
Itio No mismo dia quj o sacerdote sem mancha al-
liou se rom o procurador do3 scih>ores Aihe.ios c*
Oliv ira, sob a diplomtica direc;ao do senhor
Vlilet, pira po*-me fra do collegio, segundo a
comoiuacilo taida do tal triunvirato, tiuh-i eu
riidi iu desagrado e ira do raesrao Sr. II lio,
:i r me fer re -isa lo com nobreza a fazer um* d !-
cianea' publiaa contra a honra do um compi-
uheir juo ainda nao rae baviadeixado vi-I o p.lo
lado da ingratidlo e perfidia.
Anida nao tu Jo, aprecio-ae raaio o proco Jim -n-
11 desse caract r fuga, achando ura director de collegio capaz de o
eoinpiohender, .para tratar com elle a passag-m
larciia 1, oo.lcguea uieruos de S. Lmz Qon-
. iin a u, estando oa meninos accoannoia-
.". 1 correnJoiisco dj nilurezil alguma.
- ate facto anmalo nao denota ioucura, po
era relevo o cara i ter ego j'j, vlngativo e
p, ivorso Jo amigo intimo do Sr. ilitel. 1- -
1
,.-
) Em consequoncia de se hiver dislocad 1 duis
pgginus e tamb -ni por algumas incorrecco.'s, re-
produzimos a preseut-- pab!icicl>.
(I) U vo ao Sr. M. da S. N. a iiupoitmeia d;
urnas luvas que me coraproraetti a d.i-- lio p-l 1
transferencia do palacei da P n'o d'U.-h a, pa-
rec dos alugueis uada fiqu-i deveu lo.
IUVIV IMIIIIIK jfAL
i soiuiiun de 13 a is de Jaohu de
198)
Cambio sobre Rio do Janeiro Nada constou
ifficialmeute.
Cambio sobre a Bnhia A' vista 1/2 >/ de
premio do liaiico.
Cambio sobre Ssutos Na la coustou olficial-
Bente.
Cambio sobre o PrA 30 d/v com 7/8 % com
2 "la de descont.
Cambio sobre o Rio Grande do Sul Nada
constou otficialmente.
Cambio sobre Porto A'cgreIdera.
Cambio sobre Pelotas30 d/v com 1 % de des-
i'Onto.
Cambio sobre LondresA 90 d/v 22 1'4 22 1'2
e 22 3/4 60 d/v 22 3/1 i vista 22 d/s por li do
/anco.
Cambio sobre ParisNada coustou offi.-iulmen-
te.
Cambio sobre Himburgo Nada constou cffi-
cialajt-ute.
Cambio sobre Portugal e LisboaA 90 d/v 13ti
,, de premio particular.
Cambio sobre PortoNada consta officialmente
Cambio sobre Montevideo Nada consta tffi-
.talmente.
Cambio sobr Buenos Ayrea Nada consta ofh-
cialmente.
Apolices da divida publica de 5 %Continua
a veuder-se a 90 por 1:000OOJ.
DiU provincial de %Venderam-se de____
1:0034 a 1:0304 cada urna,
Oeompanhias Segur. Iudemnisadors, Phnii,
Ss'Ura .Anfithrite, Pernambucana, Fiaclo e T
oidoaMintem suas cota^o.-s anteriores.
Conpuuhiado Beberibe Aecdes di vil ir de
1004 vendidas a 1554 cada urna.
Dita Santa Th-ieza, O.inda a BeberibeMan-
teen! suascotacts auteriorea.
Descont de lettras'Jonsorvam an taxas ante-
riores.
Lettras hypothecarias De [ serie do valor de
1004000 veuderam-s a 97450) e da 2< do valor
de 1004 vendidas a 94cada urna.
G oiu-ro* narlonaen
AgurdenteAs veadas foram de 484 apipa.
Alcooldem idem de 1C04, a pipa.
As8ucar o ntraram 11,672 saceos Vendas,
braneo de 14600 a 24300, smenos de 14300 a
14100, mascavado de 14000 a 14100, bruto de
900 a 14000, retamo do 700 a 80J rs., auiraado.
AlgodloEutraram3,779 saccas I iem a
74000 frouxo.
Arroz em cascaO retalho de 44VX) a 44800
liquido.
Caf Sem entrada esta semana, o retalho
de 134000 a 174000 os lo kilos cora 10 /* do oe-
cont.
Ceblas do Rio Grando do SulO retalho ae
134 a 134500.
Cera de CarnaubaCotamo3 de 34800 a 64 os
15 k los.
Couros salgados seceos O retalho de 510 a
15 ra. o kilo.
Couros verdesSem existencia.
Cerveja nacional O retalho de 64 a djzia de
1/2 e 54 a de 1/1.
Pa.-iuha de mandioca Mercado abandante, o
jetalha de 24500 a 24800 o saceo liquido.
Fumo O retalho de 144 a 164 03 15 kilos.
Goinraa de mandioca Retaibi-se d_- 24200a
2J600 os 15 kilos, c nitor m- a qualidad-,
Graixa do RioGraudj do SulCatamos a 45500
os 15 kilos norainalraeute.
Gordura do K10 da IVata 'Jo-aran; a 54030
Genebra nacionalContiuua a regular os pro-
bos de 348Jb a 94500 conforma a qualiJade.
MelCitamos a 40 a pipa.
Milbo O retalho de 55 a 60 ra. o kilo.
Pelles cortiJis O retalhi de 5J a 10 'i o
cento.
dem era cabello Subi para 120$ a 12 ))0
conforme a qualidale.
Saldo As8 e Mossor O retalho di 80 J rs.
o alqueire.
Seba cuadoContinuara os a cotar a 54500 os
l-Vkbs nomio&lmente.
Tapioca O retalho do 34103 os 15 kilos
liquido.
Velas stearinas do iaO retalho de 280 rs.
liquido.
dem idem da provinciaRatalhi-s-; a 260 rs.
o masso liquido.
Viuagrc do RioO retaibi cdjtj.j 10IJ a
pipa.
Viuho do RioO retalho de 12S a I i li ,i-
pa.
Xarque Deposito 63,000 arrobas, o retalbj
de 54500 a 042 X) cada arroba.
(enero* eitrangeiro*
Alfazema retalho de 74 os 15 kilos eom 10
/o de descont.
Arroz da ludiaO retalho de 24'oOJ oa 15 kilos
com 10 AlpisteO retalho de 5 os 15 klos eom
/0 de descont.
Azeite de oliveira era barrisNa h 1. o ul.'ino
preco de retalho fu do 344 )0 o galii.
Dito de dita em latas O retalho do 154300
a 154500 por lata cara 10 %
BacalhaoDeposito 7.IKJ0 b tr.'.ciis, que se re-
talba du 184500 a 194000 cada tira 1.
Banba de porcoO retalho de*410 a 420 rs. a
libra.
Batatas portugueza: O retalho d 4450) a
1/2 caixa.
Ditas Inglesas Sao ha 110 mercado.
BreuSem entradas, Coain s uomiualmerite do
104 a 144 a barrica.
Carvo de pedra O retalho 6 de 144 a 164
conforme a qualidade.
CaadlaO retalho i da 14450 a 14500 o kilo.
Ceblas O retalho de 134500 a caixa.
Cervejas O retalho de 64 a 104 conforme a
qualidade.
Cemento deposito graaie, continuamos a
cotar de 54500 a 84 conforme a qua'idade.
CominhosO retalho de 174 os 15 kiloa.
Cravoda IndiaO retalho de 24800 o kilo.
Fariuha de trigo Deposito 15,000 barricas, que
se retalba de 174500 a 184 pela americana e 224
a 244 pela de Triestre, cada urna.
F.ijao O reKlhi de 44 a 104 conforme a
qualidade e procedencia.
Garraloes vasiosVende-se por 14 de 5 galoes
e 450 de um gallo.
Doces em calda Contina o retalho de 70J a
750 rs. a lata.
Farello do Rio daPrataO retalba de 4 00
o sacco de 40kilos.
D.to de LisboaO retalho de'44300 o sacco.
Genebra-Retalha-se de 34500 a 144500 con-
forme a qualidade e procedencia.
Herva doce Retalhvsc a 174500 os 15 kilos.
' 1 .111 ;s :
ni li.ioi no collegi i .; >
triraes'rca da ni lior parte pagos at o fin de Ju-
uli i- n v iv a li'.v r s i!Jo3 j p-ovisto' por >
ii t.inioolro de Juibo oui diaute, oil.tos qu suoi
1. iu o m a miaba dir.ccio, ee me resolveaae a
. iiiir uasta ingrata vida, e eom .. quaes r
inediaiia is filtas da sua improbiJide e mi 1-
miuiatracao.
Mai-i aiuda : Desse acto, quauloso coinmeuta,
resu.i .1 11 jit; do ra.'sraadia c no aogUluta ao-
jar iu raii:oi manios a e-ma pe n ran, di ciaa
loa correspondentes pira o collegi a e d'ahi pira
a co* la eng arara ideira, lie indo eu cora aqueliea
[i ua 1 tiubara familia ora corroso miente 11411',
d ( lau j sou pus na lues dio destino.
JJ-..-.-: crean cas iodignarara-se instiuctivatneute
; ; terom onaid-ra 11 farjn q*e se bal
ni ri.'p,:rti da Sr. Po-tj Carreiro e lee ararara
'ormioaiitoraeni.'! qu: queriam ae retirar.
Aindi mis : ^luiot paia de aluuiu a interooa
11, v ruoa rioi.-i.'i logrados por tercn, una
;> 1 1J o teinp 1 p ; 1 1 aiiii 1 so iiavi 1 de ven-
cer ut os por raaudirem pagar A engommad' 1
r 1 uaezos lo t irntciineiiio de roup 1 lavada do s :us
ri hv. o, ie j liuhara pago, porque a senliora cj 1
ae o.iearre;ara desse trabalbo pauperriioi c es
f;v. .mii ni derorabilso d\ quantia 1e2l.)3 pela
maior parto da qual o sacerdote sera mancha na
ana vi la se ach ereditaJo p-da coat daa despo-
zas, q 1 aprc3encou pira oa bilaucetes de 28 di
Fov roir> e 31 lo Maia .'.'
\.-oi. -r. Milot, 31 o fiscal, que a publico.
notar 111 imna-iliea destas pecas sajas da >-ii
linn ni Jo era, s ra mincha e in :apaa d mentir
o illulir o prximo pelo seu carite.' dj.olo de sa-
oerdof, ser V. S. quem hi le nagir a multa.
Contiui.
2! i Junho de 1887.
Manoel Ahei Vianna.
O 111 ..jor irlo* l.-ifio de Albu
querque c o juix de dlrcilo de
Cumpioa .iiuile bacharel\"A\J
Vusterliano Crrela de cjrasto io pr0*e
Tonh 1 sotl'iido pac.eatemeote, uordermente
vai [iira aUu n terap', a3 ingratiddas do un ho
io"m qu suppunbi t)ae mu ain-g'.
Euganei-ioe redondamente.
Ferid-i da una maneira baixa, torte c vil
u'-qiilli qu- o hornero deve mais zelar a honra,
bou forondo, mi grado meu, a vir i imprauaa dea
ii3-r nos tantos jilizos e conceitaa desfavoraveis
que Je meu caractei tem feito urna respeituvel
rii mi c anmercial d^ssa prar;", 1 dos Srs Ai
drade L ipea & C.
R isg > p or eata forra 1 o esa 'sao v > que h 1 enco-
berto urna desgranada tranaaeclj que esse amigo
desleal procuiou envolver-me para eom a hon-
rada casa a que vcnbo de me referir.
Na quero de nnhumt form qu-; se tenha
para comig > a mnima condeaceu i-ucia.
Basta de sotfrira-'ntos.
Victun-i de nina negreeada cilada, hei de sor
inexoravel na rftundicacao dos meus brioa ultra-
jados.
O Sr. l)r. Austerliarn Correi 1 de Crasto o
nico culpado sen lo o inmediatamente respoasa-
vol por easa sc-'na de eacandnlos.
Mas, como diz mu sentenciosa noute o mitigo
rifo, que, qu- ra nao tem vergonha todo muu-
Koroiene Denosito 8,000 caixas que se reta-
lba a 34200 a lata.
Lauca iugleza ordinariaO retalho de 854 a
1254 o gigo, conf rm o sortiraento.
Massa de tomito Retalha-se a 900 rs. a libra .
^anteigaern barrisO retalho de 750 a 760
Cita'em latasO latalho de 14100 a 14300 a
libra.
Massas italianas O rotalhi de 54 a i40'. 0 a
caixa.
Oleo de linhacaO retalho e de 14700 o gallo
(coi barril).
Passaa communsNao ha no m rcado.
Uifas finas--0 retaiha de 124 a caixa.
Papel de erabrulh 1O retalho de 5S0 a 14100
conf jrrae a qualidade e procedencia.
Piraeuta da India-0 retalho 6 de 14450 o kilo.
Plvora inglozaO retalho de 204100 o bar-
ril.
QueijosO retalho do 348JO cada um.
-'al estraogeiroSem existencia.
SaidiohasO retalho de 300 a 320 rs. o 1/4,;
conforme a qualidade. j
Toucicho de Lisboa O retalho de 104 os 15 '
til .
Di o -..n-ri'jano O retalho de 114 a H4500
os 15 kdos.
Velas steariuas dem de 550 a 900 rs. o
masso.
Vinagre de LisboaO retaiha de 1604 a pipa.
Vinho de Lisboa dem de 2244 2304 a pipa.
Dito francezO retalho de 2504
Dito FigueiraO retalho de 2354 a 2404 a
Xirque do Rio da Pratabem exitencia.
Mercado do itin de J .uciro
ULTIMA DATA 16 DE JUNHO DE 1887
CAFE'
do seu que cumpra o meu tntagoaista o seu
miserando faJario, j que assim lbe apias.
'*Na exposiclo dessa trica indecente, a que ha-
rneas de boa f jamis se poden acostumar, pro-
curare ser o maia lacnico poasivel.
Um pobre mojo que aqu resida, e quando eu
oecupava o cargo de delegado de polica no domi-
nio do partido liberal, a que me deavaoeca de per-
tencer, easa pobre mojo, repito, assacou me pea
iraprensa a'gumas calumnias irapossiveis de se rao
ajustarem.
O Sr. Dr. uaterlana, por easa maema epoeha,
f.i, cana eu, igualmente caluinuiado poresae moco
infeliz.
Aceordraoa eutla irmos ao Recife promover jos
termos da sua responsaoilidade criminal.
Na la raiis justo.
Em all chegaado coudtituiraas par nosso advo
gado, o seu cunhado, o Or. Joae Clinaco do Es-
pirito Siutj.
Aiuda u.. i; maia justo.
Por iudicacaa do illuatre patrono, ionios casa
dea Sis. Audrade Lpa & C, e a'ii es abeloci
urna ordem rio dia para ae lbe fornecer o dinheiro
que fos3c bastante para ts despozas do ptoceaso,
de que era aut"r.
Doua mezes depois, recebe, pur intermedia do
Sr. coronel Manoel di FariaB Maciel, sogro do
m -u i.ui i j nis! i, um recado era formu de ordem,
e uo qual aquella icspeitavel firma exigia-me a
quautiade 1974003, que bavia daio por minha
eoutil ao Sr. Di. Jo. Climaoo
At ahi tamben nada miia justo.
I'ui solicito em corresponier aoappello.
Euvi i-lbes a somma oxi^i [ -,.
Por as : oc asiao e??revi i >a .- 's A idra '.< Lo-
pes 4 C, igradeeeodo lhes a inmerecida c n
; [.te ee dignaran depasif r-ine, agradeei-
i in! i q.af crascia do ponto, desde "qae nunca fui
seu fregu* e nem ao menos ouhecido.
Neatis coudicoas, ammercialmente fallando,
; uprehende o leitor que a ordem verbal achava-
i ta, e as miabas contas liquid 11 is c ou a
en i loases hnralos negocian tea.
Eatava nessa "doce engao d'a'mu, quanlo,
i d-pois, que nai pus) precisa, in :3 que nao
for ira piucos, recebo pela mosma va ura segundo
roca lo fea que se me exiga in:- i quantta d^
1644000, que o meu prodigo advegado bavia pe-
di li linda a titulo de desposas do (al procesao .'
Cmprebendi logo que ae proeurava explorar
i simpcidade e boa le um matulo, com-
ou !
Agora isto qua nao i justo, uom meara i sen i
o honesto.
O que t z->r uessa ciitici emergeuaiu ?
Dirigir me pir carta ao illuatre p itrona, procu-
ran lo saber o motivo de tai elevadas qulo exces-
ivas dospezas.
Fo. o que fiz.
E a resposta nao se foz esp r ..- em saut' 11 ne-
gativo.
i'iis a carta que o Sr. Ur. Jojc C.i.nico "loe ca-
derecou :
v Amigo Letao Respondo i sua carta de 24
i i corrent .
a Vou t linar providencias sobre o tal furrio!.
i Aa custas foram do Beu ; i Casso o d ,\ .
llano coatra Manoal Aires, o guillo rae i
Auatirliano.
Meus reapeitos a Exma famila.
Anigo e criadii.J. Climaco.
..:lteeit'-, 27 de Fevereiro d' 1882.
IJ iro que o loito", por si. ad i' i .n lli -s os <
cisis commouiarios. Eu uispeuso-uii ae tazei-us
III
Urna no'a deeepflo, porem, rao estava reser-
vada u'osse malfadado neaocio.
No Diariu de Pernambuco appareoeu uma mo
fina dos Sra. AoJrale L'pea & C, chamiulu-me
para p&gar-lhe easa somiui de 16440)0.
Conheci eutlo, que na, isto eu c esses sa-
nhores, ramos victimas de urna feia citada.
Tiaguei resigaidoX'gse negro calix de amargura!
raeu bom e desinterettad i consocio de pro-
e-'ssos, achava-se por esse temp oteupando o
le secretario da presidencia de ALgis.
-Ilie uma carta pedin J i-llie explicado is
procedmento do bou cunhado e meu pitrouo
' acerca da soguuda exigencia dos Srs Andrade
L .pea & C.
O meu autagouista respoude-iiio sera rodeos
nem subteifugio8, a83everaudo que era elle quera
pigava juelles senbores.
Ni entretauto, que hojo nega-ee com urna des-
facatez incrivel ao cumprimcu'o de su i palavn !
Nao poJen lo, nem at mesiuo deven-Jo guarJar
mais conveniencias de especie alguma, aqu es-
lamp. esse padrio de gloria do taca gordo conso-
cio, pira que bem se paasa afforir do grao do
moraiidade dVsse bacharel togido.
O castigo vicio, o proprio vicio ; e o cas-
ri(ro d'osa i senhor cata uos buisos termos de oua
carta. Eil-a :
Macei, 6 do Agosto de 1885.
Amigo Sr. major Leitlo.Tenho presento sua
carta de 16 do passado, e estira- i muita aab r
q e V. cora a Exra*. lamida to-avara de u I".
Vejo o que me diz em explicarla das custas
do proceaso contra Manoel Al ves.
J lbe havia dito em ouir* carta, que com-
< migo, cutre nos tuda se arruma va sera iioviiade.
ttepito-ihe nesta a uiesina causa. Me muito
ditSail maudar d'aqui qualquer quautia pelo re
ceiO'que tenbo de sor extraviado.
Pretenda liquidar estas custas a muito tempo,
pois julguei estar por ah desde o mez passado;
- mas nlo me foi possivel. Tenha pois paciencia
que uao ficar p.bre por tcr-lhe demorado o pi-
<< gamento de uma to insignificante quantia. Nlo
costumo dever, e V. sabe se deixei credores n'esta
trra, donde sabi quas de repente.
Tambera tenho resto de contas em casa do
Lop's que opportuaamente liquidarei, e isto
raosrao ji lhe m ud.i dizer. Muito caros me
sahiram os procesaosMirando e Manoel Alvos
porra estou satisfeito.
' Se antes de minba di e-iJi por ahi poder ar-
ranjar ura meio de remet'.er-lhe ou liquidar nos-
sas coutaa o farei ; mas se nao o poder fazer,
n rogo-lbe que teuha pacieucia, at que u is avis
temos.
n Ficamos bous. Nana muito se r.'comineada
D. Salvilla o maia familia o qae t imbem muito
rosp-.-itoiamente o f-.<,-i.
AdeuaAcredito que nao es'r.-; Ion ge o dia
.i de abrae,arni i >s.
n Desponha.
De seu amigo ubriiMdissimo.uaterlana.
1*. S.Uas-jo muio con versal o sobro .
o coe d'ahi.
(Eslava sellada e reeo ih-.eidi a firma).
Agora, peco inui instautemente >io3 S.-s. Audrade
L pea t C. que rairera-ae n'esse esp Un !
Anda mais :
Q i >m o devedor de Ss. Ss. ? !
Eu, que Ibes pagu i i iegralra'nte i iniuha or-
dem na importa icia de 197400 I ; oa Sr. b oh.u '
Auaterlano Y !...
Uig>m os sabina di cs.-riptura que segredoa
-i alo estes d^ ui'ura?..... ^
B..rn Jardioa, 15 da Junho de 1887,
Cirios IjCUw) ..'o Alb.u
AssDciai'o Lig<* Operara Per-
nambucana
A direeforia desta Asso.'iacli, e;n objJ
aos seus estacut .s, c nsi leran la graves c prejudi-
ciacs aoa fc a a tiste a d> pea ,1 operan > do
Arsenal de Vlarinha, alguraaa p-o un i ;i-
das emdeaabini do inesrao pessoal, na imn
I-st i capital, n i i'i; -taPntacbi l'irapami,
i>. do ao publico acusaio que u^uu li con
racO.'S que era eui defeza ue easil i .z .
iif, a que nlo fazend -. eata Ais daclo nfurar
a parte que lhe conpete rti'ir era t-iea publie..-
ii'eife, 21 o Juohl de 1 87.
A Directora.
f*;!nS;tIc
u
A HKMOIIII t)E IIIXIIA ESTREMKCIDA MAI
ileiindrinn Ca valen lite de llliu
qiierqae
No 30. dia di seu p.saamcnto
Cambio sobre a Baha, vista, com 1|4 0|0 de
premio, do banco.
o presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
V secretario,
Eduardo Duboux.
Hovimenio bancai-lo
BECIFB, 22 DE JMUO DE 1887
PRACA D RECIFE
O Banco Internacional manteve ainda boje uo
baldo a taxa de 22 3/4 d. sobre Londres.
O Euglish adoptou a de 22 6/8 d., igual ao Lau-
don, que manteve aiuda a me ama taxa.
En papel particular 1z.'ram-6e pequeas traca-
a-iireB a 22 13/16.
PRAQA DO RIO DE JANEIitO
Os bancos mantiveram officir.imente a taxi do
22 3/1.
Nao houve tr.msaccao em papel particular.
'j ra dera, iniuha m.i\ qu l ahi a Oi o uitigl
Pudesse eu p i rtilhar a paj do tcil jaz'gi !...
Auna Al x inirina C. A .
23 le Junho de 18i7.
- 3G9SSHBBS53@ ------ aBSES
Sosinha
A mars'vn (i c-ininh) um'arv ir secular
Os runos osiendi. a viajante amigo
Ao trono > c ire >mi lo se Ibes abracara um hora
Alegre, eir.Iiante e.n to suave abr'go.
Mis veio o vendaval < a arvoro cabio
A1 dbil corapanheira forc desprenlidi,
E ella, a triste hera. aiuda pros i a t rra,
A que se eulacira V o que far na vida ? ..
A. Alexandriua.
23 de J iinii j de 18o7.
Festa de \ovs;i Wcnhora do Car
mo na suaigreja do couveoto
do Hecifc.
Approxiraanl-se as navenas de Nossa
Senhora do Cirmo, qu-a clesle 1 irados an
noj team silo soleranisadas nesta capital
eom brilbautisino e fervor religioso, scion-
titico a todos o princip.ilrneote aos devotos,
que neste anoo teuho deliberado excluir do
prograraioa as girndolas de foguetes tati-
to nos das de novenas, como no dia da
fusta da excelsa padroeira, fazendo entao
applicar a quantia nlo pequnaa, que todos
os anuos se dospen le coiri fgos artificiaos,
a bem da liberdada dos eacravisados, acre-
ditando que essa minba deliberadlo nlo ba
de ofiu8car o brilho da festividade,* antes
lhe dr-.r realce e ha da ser applaudida por
tolos os corajes verdadeiramente catholi-
cos, que tina voce alinejam a extinc9o do
elemento stv e fazem fervorosos votos
pMo dia da regeneraclo de uma classe so-
bre quera tanto tora pasado a negra rnaa do
infortunio; caben lo ordem carmelitana
n?sta provincia a satisfacao da baver an-
t. s da urea lei de 28 de Setmbro da
1871 concedido sem onus .lguui carta de
liberdade a 70 -. tantos eacravos seus, ea-
ta i ex;t lites.
Uatro-sin, declaro que nlo devo me
oppor, antes acceito de muito bom grado
algU'i. fugo de artifi io, qu-j olf-. re^a ra os
devotos pr.. ser queimado quer as njve-
nas quer no ultimo dia da solemnidade.
Pego tambea aos ebarissiraos ir-oaos
confra I :s e devotos que costuraa.u .
gura esraola, se dignein leval-as p ir esses
vaiio, esperan lo qu- tantas
. ,". i u a nonos :nt riorss se-
rn i-> iu-1 seut p r ti os confirmadas -ora
a mesma dedieajiio a ( rvor religioso para
r esplendor na .-el braceo da f sta :ra-
.! Noss'. Snbora iIj 'J ir !o
Ju lia lio 1
Alberto, Vigario Provin^i!
lio 101 ll
(JazetJ Gastronmica
T i; io sido boje transferida a lotera da
Pariiiiyba para o dia 30^ resolvemos como
ni oda oi.is sil aoj interesses >l
o
naiites lesta GAZETA, fazT.nos a dia-
b fu !ur is p-.'la lis'. da lotera
do C -r, que i!eve extr..ir se hoje; ti-
sera efF-iio a tabella -I'- r
Par hybi r.'giil'.nJo a seguin'.e :
rnambuc >
P.
b:< '- i qu i!
de
15:00jl
1:0 Orj
20 6
i :OO-) ide u a ue
200$ i !-m a de
i ; .0 de
15 i' fis li
priiiicir :
11 de .'! '> pi s .;
I 1 uti:i.. s d :
2 appri>xi uno s ue
eiini vai i- s :.' ii a
'.'.' l."i-> o .-.i tu ii.s iis nu-
:r s cuj j ltimos
: in 'o premio.
DSEUVAQAO
Existo una f.ietur* de rj'X;S na lotera

102*
algirismos
1004
1005
i i i/j
i'urem
no
A colarlo, porui, contiuua a sor de 6,900 no-
minal.
Entrada* de aiiucar alyuduo
MEZ UE JUNHO
Assacar
Entradas Das Saceos
Bareacas...... 1 I 20 18.564
Vapores...... ... ...
Va-terrea de Caruai 1 21 1 551
Aniuoaes...... 1 22 718
Via-terrea de S. Francisco 1 20 21.017
Via-ferrea de Limoeiro 1 I 21
'Vara, de que nao eogitou o GAZETA,
e que t'-i o vid u cada urna das qua-
tro de i" ';> d provincia ou de 200i d'a-
quella
Aproe tanlo o ens"je pedimos descul-
pas nos senhores assignantes, par estas al-
ter.icas, que, como devem comprebenier,
na i deper.Jeram de nossa vontade.
Reeif >> de Junho de 1837, s 2 1/2
da tarde.
A Redaccao.
igiui Florida de Hurrav e Lanman
106
Desde os mais remotos di-is das descobertas hos-
anholas, o forraoso paiz da Florida,Jtem sido jus-
tamente afamado polo balearaico e odorfero aro-
ma desuis raras e balsmicas dores e vordejantes
arbustos. Aqui tcnoa, pois. o Huctuaute perfume e
incens de seus ja-dras agrestes e sous aromticos
e rcfigerautea boaquesinhos, harmoniosamcute
concentrados c encerrados dentro de um diminuto
espaco hermticamente fechado e soldado.
Esta agua florida deriva e recebe a sua exquisi-
ta fragrancia das fre6eas, verdejantea e florescen-
tes folhis de lores e plantas do trpico. O seu su-
blima e delicado perfume, nao desmerece em nada,
posto em comparacao eom aquello da mais fina
agua de Colonia, e infinitamente superior que
se fabrica em Pars ; emquanto que ao contrario o
seu preco apen is a metade do custo de qualquer
um dos outros.
Como oaua.ntia contra as falsificacoes. obsrve-
se oom que os noaaes de Lanman & Kemp venham
estampados em lettras transparentes no papel da
livrinbo que serve de envoltorio a cada garrafa.
Enc.ntra se venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, fienry Forster 4c C,
ra do Commercio n. 8.
Sola....... 2.505 meios
Taboas de louro. ... 24
Vaesouras de palba de car-
nauba ...... 2 atados
Vinho de jurubeba ... 13 volumes
BECAPITULAgO DO ASSOCAB
Para o exterior 3,175.500 l/2kilos
Para o interior 2,149.883
Somma 5,325.8831,2
Dpsiio uo da 1 do Junho
Entradas de 1 a 14.
I 'era em 15.....
Vendas de l a 14
Dia 15 :
Europa. 7.952
Diversos 3.146
Deposito no dia
15, tarde
As cotacocs slo nominaos.
87.450
8.c'o
00.018
Saces
78 48(
90.'55
171.711
As taxas eipostas aqui foram estas :
Do Intebnacioiial :
'JO dio
..... 223/4
.... 418
L ii ln-s .
Pars. .
Italia. .
U.inburgo
Portugal
New-York
518
231
vista
22 1/2
422
422
523
230
2aJ220
Entradas
Somma.
A/godao
871
42.754
Das Saccas
Biroacn...... 1 a 20
Vapores...... 1 20
Via-ferrea de Garuar 1 I 21
Animaes...... 1 :2
Via-teriea de S. Fraueisco 1 20
Via-forroa de Limoeiro 1 21
Somma.
1.270
3.001
129
3.112
20.13
2.275
11.891
Do London Bi.ua :
90 d/v vista
Loiiiirea ....
Pars.....
Italia.....
Hauburgo .
Portugal
Sew-York .
1 .'o Enolish Bank :
22 5/8
420
520
235
22 3/8
424
424
525
237
2/230
90 d/o vista
11.098 41.740
132.995
TELEGRAMMA
DA ASSOCIACO COMMEBCIAL PABA HOVA-YoBK^
(Expedido em 10 de Junho de 1887, de mauha)
Caf
Existencia verificada 141.000 saccas
Entradas no dia 15 9.000
Entradas em Santos 5.000 >
Estado de mercado Calmo.
Pieccs nominaes, sem negocio.
JOTACKS OFPICIAE8 DA JUSTA DOS COK-
UECTOKE3
Reeife 22 de Junho de 1887
'ambio sobre o Rio de Janeiro, vista, ao par, do
bu neo.
Lor..ires ....
r'aria........
Italia........
Uarnburgo......
Lisboa e Porto.....
P.-ineipiies cidades de Portu-
g"1........
liba dos Afores ....
liba da Madeira
Sew-York......
22 5/8
420
520
235
22 3/8
424
424
o25
237
242
245
242
2230
UcrraUo de aunucar e al^odo
BECIFB, 22 DE JDMHO DE 1887
Astucar
Contina a ser cotado, para o agricultor, aos al
ganamos seguintes, por 15 kilos.
rauco, os melhores que
apparecem no mercado,
regulam de ....
1. s.rte boa.....
3. regular.....
da nidos e baixos
jooj.'nos......
Mascavado.....
Bruto.......
Keaine......
Algod&o
Ftz-sa hoje uma pequea venda do de 1* sorte
do tertlo, para complemento de carga, a 7C00
por l.kilos.
2/200 a 2/400
1/900 a 2/100
1/700 a 1/8)0
1/500 a 1/700
1/300 a 1/400
1/040 a 1/100
/900 a 1/000
/700 a /800
IleNpacbon de exporlarao
HEZ DE JL'NUO
Nos dias 1 21 foram despachados na Aifande
ga os artigos seguintes :
Pura fra do Imperio
Agurdente..... 24.138 litros
Algodlo......1,101.948 kilos
Assucar......3,175.5001/2
Bagos de mamona .
Borracha.....
Cajurubeba ....
Careos de algodlo.
Cocos (fructa)
Courinhos e pellos .
Couros espichados .
Couros salgados.
Cauros verdes .
Doce......
Fariuha de macdkca .
Ipecacuanha ....
Duro volho ....
Prata velha ....
Queijo do eertao
Para dentro do Imperio
Abanos de palha de car-
nauba ......
Agua medicinal.
Agurdente.....
Algodlo ..'...
Assucar......
Chapeos de palha de car-
nauba .....
Cera de carnauba .
Cocos (fructa) ....
Doce.......
Elixir cabeca de negro.
Espanadores.....
(iraxa......
Milho:......
Oleo de mocot ....
.'leo de ricino ....
Palha de uricury .
PennaB de ema ....
Preparados de jurubeba
Rap.......
Sal '.....
Sebo.......
52.100 .
2.3J8
50 caixas
113.350 kilos
2.020
100.830
93
1.725
55.792
105 kilos
20 Baccos
34 kilos
93.504 graoi
219 100 .
10 kilos
tpeno
5.000
37 CalXaS
359.250 litros
153.093 kilos
2,149.883 .
12 fardos
300 kilos
39.250
1.195 kilos
6 caixas
130 kilos
400 .
232 saceos
60 kilos
1.400
80 .
102
6 volumes
258 e i/2 kilos
5.00 litros
1.120 kilos
Vaporen despachado*
Vapor inglez John Eider, sabido hontem, levou
para L'sboa :
2,300 sacc-s com assucar.
1,200 saccas com algodlo.
Car:egaram diversos.
i7apor nacional Princ'pe do Grao Para, sabido
tambera hontem, conduzio a carga seguinte :
Para Macei :
410 fardos com xarque.
Para Peuedo :
4 barricas com assucar braneo.
7/2 ditas com dito dito.
1 sacca com caf.
30 caixas com sabio.
18 ditas com velas.
1 dita com cajurubeba.
120 fardos com xarque.
Para Aracaj :
00 fardes com xarque.
Para Estancia :
O fardos eom xarque.
Car.-egararn diversos.
Navios a carga
Esto sendo despachados os seguintes :
Barca norueguense Stanley, assucar, paia Mon-
,real-
Barca norueguense Meros, algodlo, para o Bal-
tico.
Barca iugleza J. B. ., carocos de algodao, pa-
ra Liverpool.
Lugar nacioHal Vieira, assucar, para Montevideo
e Rio Qraude do Sul.
Ligar u cional Zequit la, assucar e outros rti-
cos, para .Montevideo e Rio Grande do Sul.
Ld-ar ingles Flora, assucar, para 03 Estados-
Uoidos.
Patacho portuucz U. tlysa, couros, para Lis-
boa.
Patacho nacional /fioa?, diversos artigos, para O
Rio Grande do Sul.
Patacho nacurj.il Mara Augusta, assucar, para
Montevideo.
Vapor trancez Vi//' de Pernambuco, assucar e
agurdente, para o Rio de Janeiro e Santos.
Vapor alinalo Cear, algodao c outros artigas,
para o Ro de Janeiro.
Vapor austraco Zichy, Hs=ucar, agaardente e al-
podio, para o Kio de Janeiro e Santoa.
Vapor nacional Aymori, assucar, gara o
Grande do Sul.
Vapor inglexgNeto, a'godlo, para o Bltico.
Rio
nBfcn
>avio 6 descarga
Brgue alinalo Hoffnung, vanos gneros.
Barca nacoaal Mimosa, xarque.
Escuna alleml Frt', xarqoe.
Escuna Dorueguenffe Beftrm, xarque.
Lugar nncional Logo, xarque e gorduras.
Lugar ingles Viola, bacalhao.
Lugar norueguense ChrUtxna Elysabeth, carvo.
Lugar nacional Marinho VII, xarqoe.

/






'
>

,
Diario de PernambncoQnnta-fcira 23 de Junho de 1SS7
a
.lo eleltorado desta capital
Sou Id novo presentado polos meus
correligionarios e amigos, ao lugar vago
na (Jamara Municipal, cuja eleicjio 88 et-
fectu >r no dia 7 do mcz vindouro.
Fraoo como sou c scm pret ncSes qu*
mo illudam tonar parte nesgas lulas dos
Attletas do futuro, somento a disciplina,
que a 1 a que se curvaui os soldados
da velh* guarda, me obrigaria a entrar
era onua para coinbater.
S>, porem, ua p-leja, for venc'o por
quem quer que seja, tenho cumprido com c
meu de ver, mas uo ser, cerUraeute,
o moti.o para fl'.ar o meu adversario po
liti'.o com o ciliar repleto de odio.
O meu fi d, e o dest-jo ardeote que nu-
tro, < coutribu.r con o-uieu diminuto au-
xilio para o progicsso e embel smenlo
d sU cula le, |n ^ c um sonriso Ja natureza
tao ia d aprcci.i lo.
Coin franqueza c l<-aldade, osp.ro que
E veris que n'um momento,
Da mais sublime exp.raso,
L-ivo a thysica Para fra a cachaco I !. ..
Oj r.cus titulas de nobreis,
llena toros de tidalguia,
S3 i servir da uielnor forma
Minha hMirada frvguezia.
Ea, pois, meus boas treguezes !
ii t i porta "'. Joao.
H t i o i nb .:i ella,
Dai m D)iJ, i st!
Compassos surtidos, um. I f*as finalmente a deelaiaco expresa de sujiitar
Dobradicas de ferro de era?, do din.,- ates tama- j se a multa de 5 o/0 o ca8 e recuaar assgnar o
P
alegras.
03 lOOUS l i: pre >. ii"_i > o
&eu v lu ; > ni :urs ', qii pa: . V :i :er c
quaut nc basta.
Re. fe, i > de Juubo de 1837
I), nidrio de Giu
(lueens Mile J nao sube-is onde mero ?
Nao possivel Sabis. .
lina Augusta (antig de Hort.isl
so numero ^^r"3teuta e Sis. ..
Alii, nj prinuiro a idur,
A's orduus das a -tibor as.
Acharis todo iut'irinho,
i rvo
Zacaras
8--RUA DO CORONEL SUASSUNA--86
armarios,
pura
P-1-

10.
Oj T ii-nJ y 8I*m(. in*!. a ub*crl-
ptiou vil I lie opeiied i\! !: In
A Brazilian Bunk lo lnituguracc n
Benccli'.ii Nucit-iy. lile objeel t>f
lilil will lie (o (r rd a**-istati<*e
lo dlslressed iiieuiiitrv or I ti liri
ti-!i Aummunliy.
Doaalious vll! be Ibankfully rc-
eelved : anil Ibase wiio deslre ::; !::-
comi' me ni be rn of ene Kuctety re
reqoemed kindly* lo svnd i i ibelr
nume* lo liie lluiil.
Huleo are in rvume of pro|iaral!on
auu n ii-eiiiia vilI bu ealluil wbem
tlij are rcadj.
EDITES
I>e ord ni de Im. I).: < puctor cinvido
tu i dizim i d>! gado Jeronymo
l'li. ii ni i ua Silva LiUKiro, Augusto Octavian o
I ; N ;n :-iti i Kilv^, Jos Cor-
,.l:.i .' Ii/J, J >S0 CJili -
i!i une Sjbrinlio Ai S>n b i Ai:i ii '1 Vifcoiic-, II f\ nmeio para
v.r.m i ii.! ni ii rent mi z.
i .ir ,- ., me : o Bziii .
ri-aiJi 'ia p jl.'i !' 17 Ja
.,:, .-:.. I lei ii v
Cump : : lail-
i a ;> i i'?. i : p .i iv i lenbam
do, jifini iic .-.ii|i..:... i .^Ij.
- ; i I'.. iri Provincial di; Pernam-
,4
de
VO
povo pernambu-
cano
buco cir 2(1 ic 1 i
i .ii j;ii -i ii,
H->7 N j mpedimout >
Lillilolpbj C.mri
Editaln.9
d i Illm. Sr. iusprct i Bi
.Jillu viudoaro em dianl
Em tempos Je S. Joao, de consumo sero un por esta Alfandega, Jjaneiios coin caoo ae e
urna mesa s-r reoutac 'foid i a a nava tarifa promulgada Macbadinhas encabadas,
urna mesa B ra rep 22 de Abril, e mandada M-cb-ido encabad,, um.
"icomp.eta.se nao tiver i circular n. 11, I i 1 Ju P*fus de tatso de d
!>. rd
.ii dj Illm. Sr. inspector se faz publico
di Julho viudoaro em diante os direitos
nhos, par.
Dobradiyas de ferro, qundradas, par.
Dbradicas de laido, par.
Eoxsdas cucabadis, urna.
Kuxadati si'in cabos, una.
Edx-s de fusil, uui-i.
EiiXiiii; de md Fij u algooo i'.i Icrrn, kilo.
f:o de vella, k i
Fchadums de ferro para gavetas ("
urna.
Fuchaduias dd ferro de diversos tauanh-o
p litas, urna.
Fechaduras de lato para gavetas e i..aiarios,
urna.
Ferrolhos pedreiros de diversos t iin-mh.s, nm.
Ferrolbos d Uin. ilc ,rv rs.is ::".inniiioi u u.
r .velas do ii.iii ra uto c t,< jtcu.., p. .1
arriatas, urna.
Fivelas de metal grandes e pcqncuas, brancas,
i arriatas, urna.
Facao par cosiuha.
Fouees encaballa?, urna.
r cas C garios, tallier.
Fit i ds cadarco, meiro.
oes ie seo, sortidos, ubi.
F.igs gn.nli com 0 bjcciiP, tendo 1'
,). iiii. nt..>,-Qm 90 : gin e
. i: *:
F. : mi i ar.i j ::i: nm.
i < buracos, cam 0"',t>5 de cbmprimento,
O" J.') f Iaignrae0,(5 i.- altuia, um.
Ferro s. ua c^p. pa'a .io .c, um.
Groiv08 surtidos, um.
fir z.i ii.i is Canas, sortidas, urna.
gr:;ndea e pequeas ,r i terrador, urna.
.1 -. i ai- luuca, uic.
Lin'.s triangulares iiglezsa 11 is, ama,
Limas ingKzas 1 1 c.ia do diti rentes ::
Laminas c'e a^o para sirras, umi.
Limas inrjlezas bastardas, chatas, de difl'erenles
: un inbop, uin>i.
Limas ii'glezaa bastarJag, meias canas de dilfe
r. nt- s tamanhos, nina,
s inglesas bastardas triangulares de difieren-
tes tainniih 18, urna.
3 iuglezas inurcas chatas de diti'creotes ta-
i.j.. urna.
Limas ingkzas murcas meias canas de difieren tea
taoaiihja, urna.
Limu'.es ingleses bastardos redondos de difieren-
ti 3 tamanhos, um.
tSi-s ioglezes bastardos, quadrados de dille
rtntea tamanh s, um.
it rio de fino, um.
Martelloa com Cabo de difercutes tamanhos, um.
urna
Bufet M f 1 He Jifiiri
- uim
Capital do Banco....... 1.000.0C0
Capital real3ado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200 00C
A contar dcsta data e at ulterior reso-
lu(ilo, conceder-se-u juros de deus por
cento ao anno, sobre os salios de dinheiro
depositado em cDnta corrento de movimen-
to no mesuio Banco.
Recebs-se tambeo dinbeiro em deposito
a juros por parilos determinados, ou su-
rein a ra uo i ,, ,
.. u, ui i de domingo ; Jeit. a0 aviso P'evio de tnnta dts para ser
26 do eorrente, p-.ra urna sessao especial, na quid retirado, mediante as eondc3)8 d; quo se
edever Irsetsrdeassumptoa imporUntes, ten-j dar Cjnheciraento aos i teressados.
Pernamcuco, 23 de Maio de 18S7.
| rt'gpeetivo contracto e as demais de qne tratara os
arta. 87 e 88 do regulurneuto devendo ditas pro-
postas amostras ser apresentadas nesta secreta-
ria as 11 horas da manh do dia 25 do eorrente
mez e anno.
Secretaria do Ars tihI da Uuorra de i'eruambu-
o, 21 Junho do 1887
O secrrt. ri.>,
Jos Francisco liiueiro Machado.
0 paquete Finance
'
D ordem H Kr
socios o .- la ii ii !.'..
Nogueira n. 47, piias lh^ras
103 08
em ra do
Espera-se de N .
iiews, ul odia 11 Julho
o qual 8i'guii' !,
demora nec aun oa
Baha e Kio de Janeiro
Kara carga, passagens, c encnirimendas tr :ta-
com os
AGENTES
itBrv hrster C.
8 Rij .OMMERCIO N. -
/ untlin
dente 'i mi'siua.
B fe 23 de Junho de 1887.
O sroi
Alpiniaiio d
I rij,
Miranda.
lle/j)"_y K, Qreyory,
G r. rite.
ll llB IMl
O c uta i_i:-, aei
dadt com a ircu!ar i! i Minisi, ri .
da Fazeoda n. 11. .',e o' dj eorr.;.'
buco para c ub cimento d> n
vigjr d> t- 'ii'ii p.-.ixim i vn
tarita oiuaneira das Aifaniegac.
Thesouraria de Fazenda de Pernambuco. 22 de
Juuhj de 1887.
Manoel Antonio Car loso.
d c nf ira
I '.'_ i -i .
io /., f : i.i|.
: i. que r
i ii .'.
BKASIL
Capital
dem realizado
NU
'SO.000:000
C"
*.0(M):00*
nstitQio AitMoeico i GeograDlii-
A caixa filial d'es^e Banco fuaceionaado tem
por immeote & ra i C ami reio n. 38, saca, i
i apr.izi, c nfn os 3t"guintea correspon-
dentes no estranjtirj :
Quinta-feira, 21 do : rreuto, horado crstuinu
haver sessao ordiuaria.
Secretaria do Instituto Archeolosieo c Geogra-
phieo Fernambucano, -1 de Juubo do 1887.
Baptista Kegueira,
Io secretario.
Mu
e bolo, mas tu Jo
teito j> lo / .calas.
(JEOUGE SXD.
Or.i vi -a ;i i:n us seu!i ires,
MinliuS scn'..orr-s taiibem.
E' o meu ia^ior anhelo,
Que, todos passassem bein.
G por iniiii, sempre doene,
Sdm vootile de comer ;
-Magro, triste, pensativo,
Sem gosto j p'ra vver.
Urna thysica fatal,
Dessas que vem s carreiras,
Penetrou sem ma s aquella,
D'ntris miuhas algibeirae.
Sei quo nos, meus bons leitores,
Possuis remedio tal,
<.uo s tomauJo urna ;!se,
Oebcllo tamanho mal.
Fazei-me rail eni-omuieu las
De bolos de t. Joao,
De canjici, papjs d'anj s,
E do pastis com cydrao
De semedo, ios d'ocos,
D jio d^-l'j, bom bocado,
Eipadas, pastis dt nata,
Toucinho do co.. nevado. .
Fazei-me mil encomm"iHas,
Para qualquer baptisado,
Para bailes, oasamentos,
DG.e p'ra ser exportado.
Fazei-mA mil encommendas
P'ra mezas organizar ;
Em tudo da minha arle,
Me tratis de procurar ;
Patacho nacional Joven t'urrea, xarque.
Vapor iuglez Oiseo, carv.io.
BCU\
ii ii'. tudo dj (.oriente aun .
cao '. imiija de Pernaubuco, 22 de
iJuiih de '8^7.Servindo de chile, o 1- iscnp-
turario,
Aut nio H. Aodr"ade Luna Jnior.
llKULA&tOES
Arsenal de Guerra
finos,
A commis.-ao de compras deste Arscual precisa
par o -tu- do carreute anno, na forma dos
arta.'.' e'Jii do regulsmento em vigor, do se-
guinti' :
Ar< ia paia moldar
Are >s de ferro, um.
Alg' ra\2, um
Boto -> g'aud a de rs> branco, finos, um.
Botoei pequeos de osso branco, fiuoa, um.
Boluca grandes e pequeos do caao preto,
um.
Bolees de midreperoia, um.
Bau.iras imperiaea de filelle com 2, 3, 1. 5, 'i, 7 e
8 piiio~s, nina.
Krocbas de diferentes nmeros, urna.
lin I -jas pequ as para copos, umi.
Bacia de louca, urna.
Bae.ia de ferro eetanhada, urna.
Balanza de cima de meza de torca at IO, 15, 20,
25 e 30 kiloa, uina.
Balanca dicimil de forca at 50 e 200 kilos,
urna.
! Temos de pezos d lat.'io de 1 gramn at 1 kilo-
grauniri, um.
; Tem a de pez"8 de ferro de 50 gramolas at 10
kdograuvoas, um.
; ll-.'iiiiuz aortiios. um
I5:lha de barro, urna.
C'Stado de amar el lo, um.
Costado de louro, um.
Costado de po-carga. um.
C)8tdinh. do ainarello, um.
CiBtidinho de louro, nm.
Coatadinbo de pao carga, um.
Costado de aicupira, um.
Costadinho de >ieupira, um.
Caivao de peora para torja, kilo.
Carvao (" k. k lo.
Cok-hete* para c;s de calcaa, par.
C-pos de vidro para agua, um.
fferentes tamanhos, um.
raratiisos de ferro era porcas, um.
fosos d-* ferro pira mideira de difl.rentes la-
milihos, c. i t i.
Pranchcs de pinho, diversos, um.
I'ra icboes de nmirello, um.
Prauch.s de ps carga, um.
Pranehes de si -upia, um.
Pesos de lato, tei n >.
i Piuei-is i'e differ. lites nmeros, um.
Pas de ferro, um.
Sabio, k lo.
Serrotes de ponas sortijas, um.
Sena braca.'S, uina
Serras de Vulta uortidas, urna
Serras de dcsdebrsr, uina.
Si rr itea tix ia sortidos, um
Tornoa de mo de differentea tamanhoa, um.
: Tijollos para limpar facas, um
! Travadeiras de a^o, urna,
' Taboas de pinho da Suecia de diversas dira-nsoes,
tima.
Taboas de piuho americano de diversas dimenses.
umi. .
Taboas de pinho Riga de diversas dlin r.ees, urna.
I Tabeas de amarello de asaoalho do 0,ui35 a U,m40
de largura, e de 5 m a t m de comprimento,
u .na
Taboas de amarello com 0,rn35 a 0,m40 d.' largura
e de 5 m a G m de comprimento e com 0,18.027
de g.osaura, uina.
Taboas de an arello de forro com 0,m35 a 0,m40
de largura c de 5 m a t m de comprimento,
urna.
Taboas de louro de assoalho de 0,m30 a 0,m35 le
largura e d- 5m a 6 m de comprimento, urna.
Taboas de louro de forro com 0,in25 a 0,m30 de
largura e de 5 m a t m de comprimento, urna.
Taboas de pao carga com 0,027 de groasura de
0,ui30 a 0,35 de largura e de 5m a tin de com-
primento, urna.
Velas de carnauba, urna.
Vassiuriubas de piassava para vasilhaine, urna.
Vabsouras de Timb ou matto, uma;
Vairumas sortidas, uma.
O forneciineuto d .a i.itigoa cima aera teito p>r
pedidos parciaea co l'irmj as exigencias do servi-
CO, devend' sel o i e prompto.
Previue-se que nao sero tomadas em conside-
raco as propostas jque nao forem feitaa ua forma
do art. 61 do regulainento cima, em duplicata,
com retrela i a umt artigo mencionando o nome
do proponente, in licacao la casa comm rcial, o
preco de cada artigo,o numero marca das amos-
Associa^ao Com iner-
cia* Beneflcenie
(Concert de predio
A directora deata aasociacao recebo oropostas
para a factura des colicortos d que precisa o
predio em que ella terasua t 1', cuj coustam da piauta que se exhibir aos pretenden-
tes. As propostas ser) ftitaa cm c rta fecharfa
e devera; .-, r enviadas ;i mesma assciaco at o
meio i n de 30 ''o eorrente mez. Kecife, 21 de
Junho de 1887.O secretario
Joaquim Alvos da Fonaeca.
de Ita-i
Tliesouraria de Fa-
zenda
De ordem do Illm. So inspector, fsc > publico
que em cumprimento d ia disposto no art. 118 do
regulamcnto que baixou com o decreto n. 9370 de
14 de Fevoreiro de 1885. os procuradores por i
tempo i liniia-11 para o recebimeato de juros de i
apolices d-vero apreseutar certidao de vida de
aeua coastituinte3 no acto do reclamirem o; juros i
relativos ao eorrente semestre.
Thesouraria de Fazenda de Pernambuco, 14 de ,
Juubo de 1887.O secretario,
L. E. Pinheiro da Cmara.
L mdres. ...
Paris......
II uno
Berlim.....
Bremente. ..
Frankfurt s
Antuerpi i
Rom i......
Genova. .
. .
Miiao o mais 34'
cidadea
lia.....
Madrd..
Barcelona
Cdiz. .
Malaga. .
Tarrag iui
Valencia e outras i
idades da Hes I
panha e ilhas]
Canarias......I
Lisboa.........\
Porto e mais ci- f
dades de Por-/
tuga I e ilhas. ;
Buenos-Ayres.. )
Montevideo......)
Nova York......
s/N. M. Iothschil & S.ns.
. De Rotbschild Frr.-s.
' Deutscbe Bank.
i Banaue d'Anvers.
I!ai_' Genrale e
agencias.
auas
Banca Hypoteoario de
l---. in i su.'.s agen-
B inco de
suas ageucias.
Portugal
HOVAMAfLSTEAM PAC
COMPASY
O paquete leva
ra -i;.". u dia
24 do eorrente, se
: ila demora i
ri.i para
de Jaueiro iiouic
Cuenos tires
. re s, fre :3, o
Consignatarios
idassoa iiowic : C.
3- RA DO OOSWIERCI X.
' andar
Btahia. tio
video c
Vapores nacionaes
(NORTE E SUL)
tas e Po? to
lili
AlBftre
Vapor A y mor
(Prelado)
Este vapoi
r para os
cima indi
lepois da
pensare I di mora
Recebe carga, cnccmmeudas e pas si
s mesmos portes : a tratar coii
Bnglish Bank of the Ri-
ver Pate. Limited.
G. Amsirk & C.
Compra saques sobre qualquer prac i do impe-
rio e d) estrangeiro.
Recebe dinbeiro em conta eorrente de movi-
mento com jurr-s a lazao de 2% ao anno e por le-
tras a prazo a juros conveuciouados.
O gerente,
William M. Webster
Lawn Tennis
The final tie of the M,.y Mindicap will take
place, w.-ather permit ig, un Mr. Fellowa court
at 4 pin on june 24'th.
A General Mcetiug will be beld at tbe Starf
Quarteis, at 8 pm un June 25'th to fram : the
club regnlatiocs and for other busioess.
A. \V. Stonehewer Bird.
Hou Sec-
Coiupanliia do Bebe-
ribe
Convida-se aos senhores acciouistas desta com-
panhia a reunirem-se em asaembla geral ordina-
ria, no dia 1 de Julho prximo vindouro, como
diapoern os estatutos, afi n de tomar conhecimento
da gcato dos negocios da companhia no anno
social prximo fiudr. A renan ter lugar no 1
andar da casa n. 71 da ra do Imperador.
R.cife, 15 de Junho de 1887.
Ceciliano Mainede A. Ferreira,
Director gerente.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
Paula da Airandega
BhMi.NA DE 20 A 5 DE JUNHO OH 1887
Assucar refinado ikilo) .... 14.
Assucar brauco (kilo) .... 126
Assucar mascavado (kilo) 06o
Alcoo! (litro)....... 150
Arroz com casca (kilo) .... 65
Agurdente e ... 05t
Algodo (kilo)...... 400
Borracha (kilo)...... UO'it
Couros seceos salgados (kilo) 460
Couros SCCCOa e^ pichados (kilo) 58.
Couros verdes (kilo)..... 5
Cacao (kilo)....... 400
Caf restolbo (kilo)..... 320
Carnauba (kilo)...... 366
Caracas de alfodo ikiioi 014
Carvo de jieira de Cardirl (toi.) ItOOO
Caf bom (kilo)...... 4tO
Cachaca (litro) ...... 700
Farinba de inaudioea (litro),. 037
Fumo restolh) em rolo (kilo) 4U5
Fumo reatolbj em lata (kilo) 5"i0
Fum bom (kilo)...... 720
Fumo em fo:ha bom (kilo) 720
Fumo em iolha ordinario (kilo) 400
Gene I1 cu ilmo)...... tiO
Mel (litro) 040
Milbo (kilo)....... 4U0
Taboados doamie lo ,u.i.uj 1000>J
Memorial
No dia 27, ao un-io da, develo reunr-se em as-
sembl i geral extraordinaria os accionistas da
CoMPAMIitA D8 EoiKH A(,I afin do urccederein a
eleicao '.a directora, gerente, pr.oideute e socie-
tario da assembli geral.
Et.'i .., .- -i o o iii. 1" de Ju lio prox mo, para
a reunio da asaemble.-i gers! da Compahhia no
Bebebibk. i| ie ten 'i oar e nhecim uto da gee-
, b negocios BCCial tinde.
As not i d i Theaouro de 2000 da 5.* estampa,
i la 7.' o lOi'KM) d.. ii..', sero substituidas
oa Thesoubaiiia ue Fazenda at o tira domes de
Junho com o descanto de 2 U/O, o do a 4 0/0 a contar do 1." de Julho a 30 d Se
zembro do eorrente nno.
lni|iortaro
Vapor fiaucez Ville de Pernambuco mira-
do ') llt'.re e Lisbdi, e o :.l '. i-irren*.' i; en
sign.lo a Augusto Lbil le, maniiastou :
Carga d> Havre
Amostras t volomes a diversos.
Agua mineral 5 c-lixas a Francisco Maaocl da
Silva 4 C
Accessorics para bilhar 1 caixa a Jos de Mat-
toa e Silva.
Bote3 2 caitas a Nenes Fooseea v C, i a An
gelo Raphael & C 1 a domes de Matos Irmas.
B /las de vidro 1 caixao a Deodato Torrea 6c C.
Cachimbos 1 caixa a Prente Viama & C, 1 a
ordem.
C-irdas harmnicas 1 caixa a Antonio Joe de
Aievedo.
Chocolate 1 caixa a Goncalves Rosa & Fernan-
des.
Chapeos 2 caixoes a Adolpho Se. Ferro, 1 a
Augusto Femandes L',U Antonio Joe Maia
&C, lia R. de D.usina CI a Silvaira 4t
Co nos 1 caixo a U Nueach & C 1 i A. D.
Can.eiro Viaiiui. Utos e perf'irair'aa l caixo
a Prente Vianua & C.
Cartas para jugos 3 caixas a Miguel Isabello
C, l a Angelo Rvhael& C.
Caiyadj 2 caixioea a Tnomas de Carvalh) & C,
1 a Aiige'o riaphai! S O., 1 a Ferreira Barhisa
\ C, 1 ordem, 1 a Albiuo Cruz & C., 2 a Frau-
cisco liarais a Silva & C., 1 a Netto Cimpos
se C.
Cunfeieea 1 caixa a J. Baato & ('..
Drogis 26 v Inraes a Francisoo Mauoel da Sil-
va A C 7 a llennes do Souza Pereira i C, 3 a
Mamel Alves Birboia Successor, 2 a lt>uquayrol
Fieres.
Espoletas 2 Caitas a Fr.nc X vier Ferreira
6 C.
Espellios 2 caixo'3 a Gomes de Mattos Irmos.
Formas d- madeira 1 caixa a Pirai &limo.
Frrrageus 1 caixa a Ferreira Guimares & C,
' a Reis Se. Santos, a Prente Vianna & C, 1
a William Halliday & C, 1 a O iveira Basto c C.
loias 1 can a Au
Llores 1 caixa a Goncalvta
itoan 4 fardos ordem.
Livros e outros artigos 3 Caixoes a Joo Wal
fredo de Medeiros.
Mantei- i 6"j b-.r is e 100 1/2 ditos ordem, 2D
e 30 a Paiva Valente & C, 20 e 25 a Goncaives
Rosa & Feruandi a, 3-1 e 4'J a Souza Basto, Amo-
riin C 70 e 110 ao consignatario, 15 caixas a
Domingos Ferreira da Silva & C, 27 a Paulo
Jet Alves S C, 18 a Souza Bato Araorim it C,
7 a Silva Marq-tea ii C, 02 ordem, 9 a Paiva
Valente e\t C 3t aoc asignatario, lia Domingos
Ciuz ii C.,8 ao Loudon & Braailian link 18 a
Joo V. de Almeia, It a Ferreira Rodrigues &
C, 18 a Araorim Lraos 4i t; ['i a Francisco
Gu-desde Araaj >, lOaSmet d'Am iral Irmos.
Mi i idoriaa diversas 2 volumes i Eugenio Gon-
calves C 1 a J Aitoiio du M, Guimariles, 1
a Antonio i), c Liuia ,1a Migiel Isaoello
& C, 7 a J s G. Finio, 1 a Maia & Silva, 3 a
Goncalves Irmo fzC, 7 a Salazar & C., 1 a Gui-
mai-a Ca loso & 0.., 2 a Francisco Liuria & C ,
1 a Mano I C illag i v. C. 2 \ N' tt i Campos & C ,
iguoto R go & C.
Gonc-ilvts Irmo ic.
c.
Man 'el Ribeiro Se
y ii C.
1 G. Liport 4 C., 2 a
a Guinea de Mattos Ir-
W I nuil li-
man i.
M .-las e chap ia 1 ca xa i a &e i Birros.
Materiaes pas o tabiico de assucar 3 oaixas ao
consignatario.
Obj ctos de electro-plato 1 caixa a J. Krauae &
i'.. Ditoa para chapeos deso 2 caixoes a Fran-
C8CO Xavier Ferreira A C. Ditjs [tara calcados
1 caixo a F. A Pir.-ira Pinto. Ditcs para es-
criptorii 1 Caixo a Bern t 4 C
Papel 1 vaixa a Pereira Guimares 4 C., 1 a
Manocl Joaquun Ribeiro 4 C 1 a Rouquayrol
Freree, 1 a Piren'e Vianna & C, la Pereira Cir-
neiro 4 C
Perfumariua 1 caix i a Francisco Lauria i C,
1 a F. A. -"treira Pinto, 2 a Francisco Minoel da
Silva & C, 1 a Angelo Raphael i- C, 2 u Sala-
zar & C. 3 n Mar. icl Joaquun Ribeiro 4 C.
Porcelana i ir icaa a Migui I Izabella & C.
Pentea 1 cixa u Guimares Ctrdoso & C.
Pelle8 i caixo a A. J da Silva, 3 a Gomes de
Mattos Irmoe.
Queijos 20 eaixia a Antonio Jos Soarea z C.,
12 ordem, 12 a Medeiroa *. Soarea, 12 a Joa-
quim Ferreira de Curvalbo 4 C. 11 a Domingos
Ferreira da Silva 4 C. 10 a Feroaudes da Costa
c C, 10 a Paiva Valente 6z C, 5 a Guimares
Rocha & C, 12 a Goncilves Posa & Femandes,
20 a Souza Basto, Amorim & C, 10 a S'iva Mar-
quea & C, 11 e 1 tina a Paulino de Oliveira
Maia.
Re upa branca 1 caixa a Nunes Fonaeca 4 C., 1
| a Rodriguea Lima 4 C, 1 a Anglo Raphael t
C, la Papoula Irmo.
Rotin 1 fardo a Albino Silva ^ C.
Sedelitz 1 caixa a Francisco Mauoel da Silva
l&C.
Tccidoa diversos 9 volumes a ordem, 3 a Alipio
i Vieira 4 C-, 1 a Felii V de Cantalice, 1 a Olin-
to, Jardim 4 C, la Francisco Gurgel & Irmo.
1 a Rodrigues Lima & C I a Narciee Maia 4 C,
1 a Goncalves I mo 4 C i a Manoel da Cuoha
Libe 4 C, 1 a I. Basto 4 C 2 a Franciseo de
Azevcdo 4 C, la Francisco Xavier Ferreira &
C 4 a Bernet 6c C, 1 a Silveira 4 C 1 a Andra-
L-ipcs 4 C 10 a Guimares Irmos 4 C., 1 a Ma-
chado & Pereira, 2 a D. P. Wild 4C-, 3 a Luiz
Antonio Sequeira.
Vidi's 1 caixa a Prente Vianua Sfe C, 2 barri-
cas n R. de Drus'na 4 C.
Velas 5 caixas a Paulo Jos Alves 4 C., 5 a
Goncalves Rosa 4 Femandes.
Carga de Lisboa
Azeite de oliveira 32 caixas a Domingos Alves
Matheua, 50 a Souza Basto, Amorin & C.
Agua medicinal 1 caixa a Manoel Alves Bar-
bosa, Successor.
Batatas 25 meias caixas a Carvalho ic C, -Oa
Femandes 4 Irmo. 30 a Siqueira Fcrraz i: C,
50 a J. B. de Carvallo.i.
Ceblas r,0 caitas a Cunh i Irmo ic, C, 25 a
Carvalho t C., 25 a Femandes 4 Irmo, 25 a Si
queiri Ferrar 4 C, 10 a ('arlos Alvis Bsrbjsa,
50 a Ferreira Rodrigues 4 C.
Comi^hos 11 saceos a Sil .'a Guimares 4c C.
Drogas t cait-s a Faria Sbrinhi 4 C.
Farello ICO saceos a Carlos A. Barbosa, 200 a
Silva Giiiinares 4 C.
Flores medicinaes 2 fardos a Mauoel Alves
Barbosa Suecessor
Mercurio 2 caixas a Prente Vianna 4 C.
Ornamentos para greja 1 caixa a Manoel Jo;
dt Cuoha Porto.
Palitos 3 caixoes a Basilio Lop s Pereira.
Q'ie.j '8 1 caixa a Joe Fernandas Lima 4 C.
11.Uns 3 1/2 saceos a Honres de Amaral limaos,
3 a Joaquim Felipoe 4 Aguiar.
Vuilio 10 pipas e 25 a Francisco Ribeiro Pin-
to Guimares 4 C loe 30|S a Souza Basto, Amo-
rim 4 C 10|10 a Geini'S de Mattos Irmos, 10,5
e 20(10 a Antonio Maria da Silva, 4 pipas a Joi
quim Felippe V Aguiar.
Kxportaco
REOrB, 21 DB JUNHO DE 1887
Para o exterior
No vapir allemo t'ear, carregaraic :
Para Ilamburgo, H Nutacli 4 C. 821 couros
salgados com 9,852 kilos e 93 ditos espichados com
1151 ditos ; Abe Stein 6c C. 158 couroa salgados
com 1,896 kilo?.
No vapor ingles -/. Eider, carregaram :
Para Lisbo. P. Carneiro < C. 514 couros sal-
gados com t,t8 kilos ; P. da Costa & C. 225
saccas com 16,416 kiloa de algodo.
Na barca portugueza D. Elita, carrega-
ram :
Para Lisbia, 11. Nu-scb 4 C. 160 couros salga-
dos com 1,920 kiloa ; L J. S Guimares 8U)
saceos com 60,000 kilos de assucar branco.
No lugar nacional Vieira, carregaram :
Para Montevideo, Amorun Irmos 4 C. 360
barricas com 42,463 12 kilos de assucar branco.
\viso
URiTilOS
O vapor Advance
O London & Brasilian Banck, liraited,
recebe dinbeiro em conta eorrente simples ------
com os juros de 2 \ M anno, capitaliaa-1 L'Rfied SUlteS & BraSl i- S. 8- C
dos de u cm o iu'z sJunlio e Dezem-1
bro.
Rec-ba tambera dinheiro em deposito,
cuib aviso previo de 30 di as, ou fixo a pra-
zo de 3. 4, 6, 9 c 12 iiiizcs, as.taxas de
juros, que forera conveucionadas entre as
partes.
As centasj existentes, vencendo juros
por differeutes tasas, li.'am sem alterac^o.
Recite, 24 de Maio de 1S87.
W. II. Bilton.
PEREIRA CARNEIRO i C.
X. G.RUA DO COMMERCIO N
/ andar
M\
(obumi-, PKatiifaic
1>K
itavega^So C'o.^icira por Vapor
PORTOS DO SUL
Rio Fornu-so e Tamandar
O vapor Giqui
C o m a n H a ii te Lobo
Segu no dia 3j de
Junho, pelas 1 ho-
ras da manh.
Recebe carga ate o
dia 28.
Eucommenda8, passagens e dinheiros a trefe
at s 4 horas da tarde do da 28.
ESCRITORIO
(aet da Companhia Fcroarabsa
cana a. 1 '
Para o interior
No lugar nacional Zequinhm, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, J. S. Loyo 4 Fiiho
70'J barricas com 74,298 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Aymor, carregou :
Para o Rio Grsnfe do Su', S. G Brito 50 sac-
eos com 3,750 kilos de assucar branco.
Nj vap-r nacional /'. garam :
Para Penedo, M. A Senna 4 C. 5 bar.icas com
300 kilos de assucar refinado ; H. Oliveira 6 bar-
rncas com 360 kilos de asauoar branco.
No vapor fraucez Ville de Pernambueo, car-
regaram :
Para Santos, A. Labillo fO > saceos com 30.000
kiloa de assucar brauco, 1,500 ditos com 90,000
ditos de dito msse-avajo e 10 pipas com 4,800
litros de. aguard-ute ; P. Carneiro 4 C. G00 barri-
cas com 36,000 kilos de assucar branco.
Para o Rio de Janeiro. A. Labille 10 pipas com
4,810 litros de agurdente
No vapor allemo Cear, carregaram :
P ira Santos, Maia Rezende 20 pipas eom
9,600 litro3 de agurdente.
Carao Rio de Janeiro, A. de Lemos Araujo 290
saccas com 23.888 kilos do algolo ; Costa &
Fernandts 10,000 cocos, fructa.
No vapor nacional Jaguaribe, carregaram :
Para Moesor, A. Braga 4 C. 1 caixa com 180
kilos de doce e 1 barrica com 60 kilos de assucar
branco.
Para o Cear, F. A. de Azcvedo 50 saceos coa
3,750 kilos de assucnr branco.
Para Caraossim, E. C. Beltro 4 Irmo 3 bar-
ricas com 210 kiloa de assnear tefinado, 2 ditas
E' esperado dos portos di
sul at o dia 30 de Junho
depois da demora necessaris
seguir para
aranho, Para, Barbados, M
1 lumia/ e Xew-Vork
Para carga, passagens.e ie iu riendas dinheir
a frote, traer a-se com 0
Ce 1 a 21
dem de 22
Ce 1 a 21
Id'Mn d 22
' o 1 a 21
Ideo d- 22
Hecebedoria geral
Recebedoria proinnoiai
Recite Drainage
28:286/369
938/962
29.225/331
t4:045.li.'8
10:303/347
cora 110 ditos de dito branco e dita-
ditos de dito mascavad:.
No hiate nacional Iris, carragou :
Para Mossor, J. P. de Oliveira 10
com t3J kilos de assucar retinado e 22
eom 1,508 ditos de dio branco.
coio 140
barricas
volumes
71 348/975
5:999/277
478/994
6:178/271
Dinbeiro
BXPED1D0
Pilo vapor nacional Prine'pc do ti rao 'ara
para :
Macei 5:0OJ#OO0
RECBBIOJ
Pelo vapor nacional 6 qv., do Presidio de
Fernando, para :
Ris 04 Sautis l:57O000
Jo. Joaquim Alves 6c C 826*1000
Antonio da Silva Campos 7235000
Pelo vapor inglez John Eider, do Rio de Ja-
neiro, para :
MaDoel Teixeira & C. 3:000/000
Pelo vapor nacional Principe do Grao Para,
de Macei, para :
Jos Cundido de Momea 600/000
Rcndlcueaios publico
UEZ pB JL'NIIO
Al] aniega
Renda geral :
D 1 a 21 506:403 550
dem e z? 16 019/749
522.453/299
Mercado Hunicipal de s. Jos
O movimeutc deste Mercado uc dia 22 J jnho
foi o seguiute :
Eiitraram :
3.S bo3 pssindo 6,103 kilos, sendo de Olivei-
ra Castro, 26 ditos de Ia qualidade e 12
ditos particulares.
651 kilos de peixe a 20 ris 13/020
67 cargas de fariuha a 200 ris 13/400
40 ditas de fructas diversas a
300 rs. 12/000
S taboleiros a 200 ris 1/600
12 Suiuos a 200 ris 2/400
Fcram oceupados :
21 columnas a 600 ris 14/400
22 compartimentos de fariuha a
500 ris. U/OJO
23 ditos de comida a 500 ris 11/500
91 ditos de legumes a 400 ris 3t/400
19 ditos de suno a 700 ris 13/30)
11 ditos de tressuraa a 600 ri t/600
10 talhos a 2/ 20/000:
10 ditos a 1/ 10/000
A Oliveira Castro 4 C.:
51 talhos a 1/ 54/001
tve ter sido arrecadada negus dis
a quantia de 219/620
Companhia llahiaaa de uavesa
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Ecuedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O vapor Guahy
Commandantc Martins
E' esperado dos nonos ci-
ma at o dia 26 de Junho,
e regressar para os mes-
mos, depois da demora docos-
tume.
Para carga, passagens, encommendas c dinbei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7tua do Vigario 7
Domingas Alves Maltas
Zichyamanh, s 3 horas da tarde, para Santos
e escala.
Nevaamanh, a 11 horas do dia, para Buenos-
Ayres, erm escala pela Ba'iia, RiodeJantiro
c Montevideo.
4:422/100
4:641/720
Rendimcnto dos dias 1 a 21
Foi arrecadado liqui !o at Lje
Precos do dia :
Carne verde do 200 a 400 ris o ki
Carueiro de 720 a 800 ris dem.
Sainos de 600 a 7u0 riu idem.
fariuha de 110 a 28J ris a euia
Milho de 280 a 300 ris dem.
Feijao de 600 a 800 ideen.
aiadouro i'ubiiro
Florara abatidas ce Maadouro da Cabanga 90
rezes para o consuir.o do dia 22 de Junho.
Sendo: 63 rezes perteucentea Oliveira Castra
Ac C, e 27 a diversos.
Vapores e navios esperado*
VAPORES
Manosdo norte amanh.
Guahydo sul amanh.
Nevada Europa amanh.
Autor do Liverpool a 25.
Parado sul a 27.
Tagusdo sul a 29.
Advancedo sul a 30.
Julho
Financede NcW-Port-News a \
Armidade Londres.
Anne Mari,do Rio Grande do Sul.
Blanchede Terra Nova.
Claudinado Rio de Janeiro.
Camoesdo Porto.
Erutede Ilamburgo.
Guadianade Lisboa.
J. G. Fichtede Montevideo.
Katalinaie Terra Nova.
Leauderde Terra Nova
Maria-de Terra Nova.
Mariobo Ido Rio Grande do Sul.
Marrano IX do Rio Grande do Sul.
Meta Sophiade Ilamburgo.
Meteo de Terra Nova.
Osearde Santos
Petuniade Terra Nova.
Peggyde Terra Nova.
Positivodo Rio Grauie do Su!.
Withelminede Hamburgo.
Reuda provincial :
De 1 a 21 73:336*547
dem de 22 2:451 i 630
75-788/186
^flVfL
Vapores a sabir
Ville de Pernambucohoje, s 4 horas da tarde,
para a Bahia, Rio de Janeiro c Santos.
Cei:r transferida a sabida para hoja, tarde,
com destino ao sul do imperio.
Mondal transferida, tambera para h je, s 5
horas da tarde, com destino a MiVcei, Penedo
698.241/185' e Aracaj.

Hoviuieiito do porto
Navios entrados no dia 22
Fernando de Noronha3 dias, vapor nacional
Giqui de 222 toneladas, commind nte Souza
Lobo, equip-'gcm 29, em lastro.
Valparaso e escala25 dias, vapor iuglez '.John
Eider de 2447 toueladas, commandante H. S.
Rsweliffe, equipagem97, carga varios generes ;
a Wilson Sons 4 C.
Navios saludos no mesmo dia
Liverpvole escalaVapor inglez Jrhn.E'der
commandantc II. S. Rawolift'e, cure,;, vi 1 jS g-
neros.
Santos e escalaVapor allenvi Cear com-
mandante G. Gealnsohilos, carga varios g-
neros.
Bahia e eacalaVapor nacional Princi 1' do
Gro-Par, commandante JosFernand 3 Tei-
xeira, carga varios gneros.
Mossoi*Hiate nacionar Ires ruestre l'rancis-
- co F. de Araujo, carga varios gneros.




G
i

Diario de fcrfiaubiM* tyiuU**-icira 23 Compa;;!!a Uratllelra de Save
cscio a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Manos
Commandante V tenente Quilherme Wad-
dington
E' esperado dos furtos do
norte at o dia 24 de Junho
e depois da demora iudis-
1 pensavel, seguir para os
.f-ros do sul. (Inclusive o
da Victoria.)
.Recebe tambem carga para Santos, Santa Ca-
tharina, Pelotas, Porto Alegro e Rio Grande d)
Sol, frete snodie .
Para carga, passgens, encommendas o valores
trata-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTN 9.
termo e ern presenc do dito juiz, do casco e mais
perteaces dj vapor Cear, da Companhia Brasi
leira 4c KaTCgacio Vapor, sufragado a
lugar e abandonado pela tneea eowpanh.
Cear, 10 de Junho de 1887.
lie


(juintafira 23 (leve ter lugar pelo agente Pin
to o leilao do lugar allemao Gatelle tal qual se
acha ancorado n'cste porto.
Do case, aiattros reaes, \ergr.B,, masta-
rcos ancoras, coi-rentes, cabos, veh.s, moi-
ides, phares, 8gulu&8 de marear, botes
e^niais pirtcnces do
Lugar allemao talle
Quinta eira, 23 do emente
V .issociacao c oiiiiiicrci.il
A's 11 horas em ponto
Agente Pinto
A K -rti. espita:) do lugar hllemao Gazelle, an-
corado u'cste porto, onde toi legalm>nte coudem-
nado ua sua ultima \ iage do perto do Diamiinto
para Falmonth, far leilao com autorisaeao c em
presenca do cnsul do imperio allemao, com ccd
Ca do Sr. inspector da Alfandeg, cem assistenca
do cmprcaaJo Ja mesma repartic> para este fim
uomeado, por intimaeio do agente Pinto e por
C"nta e risco de quem nertencer, do lu^ar allemao
il jum 1 >e acba ancorado ueste porto e de
confoimidude com o inventario existente em poder
do mesrao agente, na Mrquez Je Olinda n. .">:!,
bem como 50 saceos com trigo em grao (varrt-dura
do erregamento).
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Coe
hos, junto de S. QoncaHo : & tratar na ra d*
mperatrit u. 5o. ___________
Os abano assiguados mudaran o seu eecri-
ptorio de advogado e solicitador, da casa n. 38
ra do Imperador para a de n. 69 mesma ra,
sala da frente.
Mantel Jtaquim fcilveira.
Jco Uaetano de Abreu.
Agente Brito
Da irmaclo e utensilios, 1 pipa arqueada, ba-
laui rclogio, e b us gneros, a saber:
loocas, bebida;, a riardente de canon, phosphoros,
sartinbas, traques, srtese outrt-s artigos contan-
tes no estabeleciroeuto tito a ra de S. Joao n. 5.
to correr do marlcllo
i < 23 do crvente
A's 1<> >2 horas
Aluga-se a casa n. V Passagem da Msg-.
daleua, passando a ponte grande, com muito bons !
commodos internos e externos, can agua rneaaa-
da e sitio com alguna arvoredos, caja casa aeba-
se concertada, eaiada e piutada ; a tratar com o
eommendedor Albino J>s da Silva, ou na ra
vclha de Sant.i Kita n. 14, sobrado.
Recebe-ti- encoumendus de bolos e caugica
para os dias de S. Joao e S. Pedro, e vende-se ex-
cellente massa para bjlos, por preco muito mo-
diei : ru Matriz da Boa-Vista n. 3.
Preeisa-se da urna ama para e.isa de pouca
familia, e tambero na roesrua casa Uro para alu-
gar-M um eacravo pardo, de 17 annos, mui'o pro-
prio para criado ; trata-se na ra Nova n. 14,
collegro de Santa Luzia, andar.
Na eugenhoea Henifica precisa-se de empre-
gades ; a tratar na mcsin-<. ra Real da Torre
numero 21.
Aloga-se urna caa na trav ssa d Joao Per-
nandes Vieira u. 47, cora um pequeo sitio ; a
tratar na ra da Aurora n. b.r>, das 10 s 11 ho-
ras.
= Na na do Imperador u. 81, 1- andar, pre-
cisa-se fallar com os Srs. Drs. Paulo Cnetano de
Albuquerque e A. Vctor S Barrito.
= Precisa-so de um criado de 10 a 12 anuos de
idaie, para casa de familia ; a tratar na ra do
Baro da Victoria n. 39, luja.
(azetilba da vespera
de 8. Joao
Nao se extrahindo, eowo era esperado, antee do
dia de S. Joao, a Llena da provincia, que devia
servir de base s accoes cima, resolvemos trans-
ferila para a lotera da Parabyba, qae se extra-
hir no dia 23 Jo corrente, vespera do 8. JoSo.
Convem notar que fizemos urna tiragem de mais
2,000 rxemplares para compktar a numerafo
equivalente l.teria da Parabyba.
iitrosin c. iuo.uuicainoa aos nossos asBigaau-
te. que 6ca por cese motivo alterado o pregramma
dos preu.ios.
A accio correspondente i 5:O00 equivaler a
do 20:000, a de 1.000* corresponde de 2:000/,
a de 200/ com a de 1:0C0/, as qutro de 100/
com as quiltro d^ 200/, as seis de 50/ com as
(ais primeiras de 100/.
' licenciado pela Inspectora Oerai
de Hygine do Imperio do Br&zlL
Precisa-se de ama ama para lavar e en-
gomraar ?m casa de familia : na ra do
Riachuelo n. 13 se dir.
XaropeZed
[De CODEIH e TOLU)
O Xarope Zed emprega-se contra, as
Irritares do Tato, Tosse dos Tsicos, Tosst
tonvulsa KCoquehuh),'Bronchites,Constipau,
Catarrbos e Insomnios Persistentes.
PaWS. 22. roe Droool, *x tBXVUCU
Viva S. Joao
N. PREgO 20 RS.
Nao se realisando como ^e esperava antes do dia
de S. Jeo, a extracta-> da leteria da provincia
que devia servir de base para a conferencia das
numera(es desta rifa, resolveu-se alterar para a
lotera da Parahyba que se ixtrahir na qninta-
feira 23 do eorreute vespera do dia de S. Joao.
Para isso tirn-se m 2000 pera completar a
numera^ao.
Tambero, augmentiu-se mais 8 premias.
A tabilla que vai em seguida explicar perfei
O EXTRACTO COMPOSTO DE
Galsaparrilha
co Dr. Ayer,
1" um (til caz Kficrofu'.d ll riMtit-iria, e as
b 4!i<.' ici.i ari.i iUadd i 'inidades
as, e as oca curio. Ao
:.-:. i vitaliza <- en <- ungriy com-
Riii nicn i
i-:. endo o sytfteiua iiei"o. K-:
Medecina ReTCneradora,
6 om posta *-- :t(arri(li;i de
HondurHM, dos lo.!>~ Pra>(ii i 'li Perro, e
OOtrott in *(< lienl -s do gra virtudes
r parados.
A fi rmuta u g< nm w*ni ecid >ia
medica, c os -... S ILSA-
lAHll.H \ l"> I il; um
Remedio Absoluto
las i- ln
:
l ar;i ai puf* ..
v Ci *0J
K-i i t-ntrado ao cro mais !;.'ieavel,
.- outrn pr< par i^o rH*sc, une pretend proporcional ifcuaes efl
medeciua ii d lili rita, assim como a
.. lii- r para purificar v pangue.
i [ti :- \" io PE!
DR. J. C. AYER CA.,
LoweU, Mass., E. U. A.
A,'venda oas prin< s tlrogarsau.
Tnico
Oriental.
Pillas purgativas e depurativas
de Campanba
Estas | Iu'.hs, cuja preparacao puramente ve'.
jetal, teem sido por m;iis de 2 anuos Hproveitadas
jom os melbores rebultados as srguinte6 moles-
tias : affceoes da pclle e do figado, sypbilis, bou
bes, eecrofulas, chaff.'.s inveteradas, erysipelas e
gonorrbaa.
Modo do awal-ai
Farello as caroco He aigoflo
a 400 rs. a arroba
Cheg-n a primeira remesaa io precioso firello
de carolo de algodo, o mais barato de todos os
alimentes pra anima1.s de ruca cavallar. vaceum
suin^, etc. O careco de algodao depris de ex-
trahida u casca e. todo o oleo-, o mais rico ali-
mente que Be pode dar ac9 anmate para os forta-
lecer e engordar e >m tidrniravel rapidez.
Nos Estadjs Uni i da America do Norte ( na
Inglaterra elle eiuyiegado (com o mais feliz te-
sultado) de preferencia ao miiho e cutios farell.fi
que sao mui'o mais csro e nao sao de tanta sus-
tancia.
A tratar no Recire Largo do Cor
po Sanio. Io andar
Massa para tolos
So largo do Garmo u. 2, a G00 rs. o kilo.
Semenles k carrapato
Ccmpra-se grandes e pequents quantidades :
aa drogara de Fn neisco M. da Silva S C ra
lo Mrquez de Olinia u. 23.
iosiiihciro
Como purgativas: tome-se de 3 a G por dia, be-
bendo-ec f.ps cada loso um psuco d'agua adoca-
tamente a conferencia que deve ser feita de accordo I da, cha ou caldo.
com a alteradlo Como reguladoras; tome-se um pilula aojantar
A surte de 5:000^ eorrespande ao premio de'.E^*8 piinlas, de invencao dos pbannaeeiiticos Tiuturaria fracCeza no largo de S. Pedro
Allenfo

PASTILHAS
De AKGELIM & EMTRUZ
B9
ce
se
a
3?

3

r*j
O Remedio mos
t/eseoterto ote
ftofe fiara expel ir os icn trigas.
OQIAYROL FUERES
fiminEmz^
NICA I TAKICA-
DE FlUF-tOL DE FILL.IOL
;ifSTANTANEA].:>i barba. { ROSADA Mr dsr >os ca*Uoa
S um v:lro. seai pr-pirm^l ] ormocoa
um livi^-m. sua Cor primitiva
H|Mf!a|eral ca Pars: FUS.IOL, 47, :.' Lit, Pal
te ftrwnb.ca. rRAN~ M da SIK.VA -r>
Emulsao de kepler
Preparado de Kuroiigh Well
ciuc t& C.
CH1MICOS DE LONDRES
puro e fresco de fitrad. d buciilio Ja
i-i sciucao com o K.\ -.c: .' .'.a de
n:a:s perfeita Emit'suo8.i6 hoje conhe
Quem precisar dirija-se ra do Viscoude de
Goyauna n. b, por cima da taverna.
Leilao
De 30 barricas com eevadss germinadas
Quinta feir 23 'lo crrante
A's 11 horr.s
POR INTERVENCAO DO AGENTE
Alfredo Goimares
A*o armazem do Sr. Annm confronte a
Alfandega
Agente Biiriaiimq.ii
(i
abbado 93 do crranle
AS 11 HORAS
No 2- andar do sobrado ra do libra o
Ja Victoria n. 32
De bons e nonos movis, etpdho oval r jotas.
O agente aciim, aut uisado pelo Sr. lente
Francisco Eustaquio BoJrigues -,ue re ira-se
para o sul do imperio, v. ndc-r ta leilao, no
correr do martello, es bons e novos movis ex-
istentes no rtferido sobrado, teudo urna bomi-i <
elegante rrobilia compUta de Jacaranda tu Ja
eutalbada, um piano novo e boro, urna mobilia
completa de junco, cad> iris e sof de jonco,
guarda vstid", iness elstica c:m 5 taboase oval,
ilet de Jacaranda, cami francesa de Jacaranda,
lavatorio, guarda louca, paradores cem pedra,
armarios, bancos para jardiui, ca-leiras de vime e
espreguicadeira, urna commi-Ja com pedra, louga
para jantar e almeno, vidros, ciystaef, tapetes,
jarros, cortiuss, exedieiros, livr^s de medicina e
litteratnra e muitos cutres hrti os que ettarao a
vista dos Srs. eoneu-rentes.
Agente Pestaa
Leilao
Oo bem localisado sobrado sito ra do
Livramento n. 37
*abbado. 95 do eorrente
A'S 12 HORAS
No armazem ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestuna, autorisado pelo Eim. Sr. Dr
juiz de orpbaos e com assistencia do roesmo, ven-
der no dia e hora cima mencionados, a qnem
mais diro excellente sobrado sito ra do Livra-
mento n. 37, a requerimento de Jeronymo Tbeoto
nio da Silva Lonreiro, tutor do menor Euaebio.
Em continuadlo vender o meemo agente, 2 casas
terreas sitas ra de Lomas Valentinas antiga
Aguas Verdes, ns 29 e 31, as quaes rendem....
280o0 mensaes, serviudo de bise a ollera de
700000 por cada urna.
Leilao
De predios
Sendo urna casa terrea n 184 sita ra
XAROP
VINHO-JURUBEBA
BARTHOLOMEO a C
Pharm. ffnomhur',
nicos preparados de Jl'FiUBEBA rc-
commendados pelos Mdicos contra as
DotncM do IiIoma;o, Fijado SaQO
e Zntesttooa, Firda do appctiii-.
15 A unos de bom xito.'
EXIGIR A ASSIGNATUR/..
CS DA FORTUNA
20:000$.
A del:000 ao de 2:000.
A de 00 ho de 1:000*.
As 4 de 100i aos l do 200 e tambero a 500$.
As de 50 passam a ser as 12 de 100.
CURA CERTA
e tedas as Affe cedes pulmonares
i AIrreida Andradc 6t Filhos, teem veridictum do
Srs. mdicos para sna roelhor pnrantia, tornande-
je mais recc-mmendaveis, por serem um seguro
purgativo e de pouea die'n, pelo qne poden, ser
asadas em viagem.
ACHAM-KE A' VENDA
a drogara de Farln Nol>rlnbe d>
ll RA DO MRQUEZ DE OT.IN'DA 4]
o comnicrcio
Santos, Filbo & C. fbzom publico que compra-
raro livre e destubaracada do todo e qualquer
orius, a taverna sita ra da ConeeicSo n. 11,
pertencente a Jcao Francisco Rumos da Silva ;
quem e julgar, pois, cred-r, queira r.presentar-se
dentro do prazo de 3 da a contar di data deste
na referida taverna.
Recire, 21 do Junho de 1887.
Ksn'os Filli"4 C.
J..;iu FrbllciSCi Rau>.a i'a Silva.
numero 6.
Tinge se e limpa se eom a maior perfeicao toda
- qualidade de estofo e tuzendas era precis ou e-j;
obras, chapeos de feltro eu de paihn, tira-se o
mofo das fazendas, u todo o rahslln feito pr
meii de aperfeicoado machinismo.
Pilara acia central
Ra do Imperador n. 3s
Jos Francisco Bittencourt, antigo phaimaceu
tico da phsnnacia francesa ra do Barao da
Victoriu u. 25, avisa a scus smigos e freguezes,
que se acha na ph .i macla aeiinn, onde espera
continuar a merecer a conSanca que felizmente
depositaran! un seus trabulbos protessionaes.
Repblica
E MARC;0-23
Blthetes garantidos
23-RA PRIMl'IRO
Da Ga lotera daprovincia e l',ia parte das
concedidas eio beoecio da matriz de
Itamb veoderarn Mr.rtins Fiuza & C. os
seguiutes premioo garantidos :
6230 5:0005
712") 5('
Acham-se venda os afortunados bi-
Ihetes garantidos da 7a lotera da provin-
cia e 14a parte das concedidas em beao-
cio da matriz trahir quando :"Gr annuciada.
PRESOS
1 Lt;ro
1 terco 1-V'KXJ
Ksi poreo de 10<>#imm>
cima
Todos aquelles que sofiremj
Ido peito, devem experimentar I
|a Lipsulas do Dr. FournierJ
DeiiOSltarios em Pernambuco :
FRANCISCO M. da SILVA O.
para
inteiro
ter^o
2^700
900
Arrciidamentodecii-
genho
Arr.-nda-EC o importan to engenbo Sant i Andr,
sito na tregui zia Je Una, comarca do Kio Formo-
so, quatro i--soas de Barreiros, perto de embar-
que ; esse engenbo, que um ptimo ngenho
d'agua, e um d*s melhores da proviucia, alero de
outras vantagens que (HVrece, recommenda-se
pela f. rtilidadc e ezteus-io de suas trras, que tem
capaeldade para sairrjar mais de 4,00J-pites, e
pelas suas exeellentes obras de pedra e cal. inclu-
sive urna magnifica casa de vivenda : quero qui-
zer dirija-se ra do Imperador n. 40, armazem
de ir.ercearia.
V V R 0
Aluga-se barato o 1- andar da casa n. 'J i rus
Pede-se ao Iilro. Sr. r. engenheiro do trafego do Hospital Pedro II (lujar dos Cotlhos) com 5
que tenha a b. nlade de b.tar-um carro de ter-
c* ira visto si r um pouce cara a segunda c'asse.
Esperamos ser attendidos.
Victoria, 16 de Junho de 1887.
\ pobreza que anda a p.
Semenles e arrpalo
Compra-se na fabrica Apollo ra do Hospicio
numero 79.

I.-
turo) Antonio KarqucM
ollanda Cavalrniite
MaaoeJ Jos Ferreira Cruz, grato memoria
do aeu srmpre lembrado amigo o coronel Antonio
Marques de Hollanda Cavalcante, manda celebrar
algunas oii-sas pelo ten repnuso eterno, na ma-
triz Je Santo Antonio, s 8 horas da roanbS do dia
25 do corrente, stimo de s-u infausto passamen-
to, e para osse acto de caridade, convida aos pa-
tentes e amigjs do finado e aos =. ,is compare-
cerera, confessando-se desde j agradecido.______
O Hormilla Mara de Olivelra
Sassapaia
Raymundo de Almeida Sampaio, seu filbo, ti-
do Visconde de Albuquerque, antiga ra I"* genros c netos, agradecem do intima u'alma
da Gloria, e urna meia Rgua ra do
Padre Nobrega n. 87.
Terea-felra 5f?8 de funho
A's 11 horas
No armazem da ra do Imperador n. 1G
O agente M; rtins tsr lulo dos predios cima
por aut irisaca i do Kxn. Sr. Dr. jais de direito
da provedoria o com sua assiitencia, a requeri
ment do testamenteiro e inven'arim^e dB bens
deizados pela finada D. Gandid* de Alboquerque
Lesea.
tepos os prenles e amigos que se dignaram
acompanbtr os regios mertaea de sua sempre cho-
rada mulher, mili, sagra e av. !>. Uermilla Maria
de Olivei.-a Sam, a; -, ito cen.i'erio da matriz da
Varzea, e de novo es cou\iJam para assistirem as
missas de set mo dia, que in>.ndam resar no dia
segunda -fc-ira 27 do cerrente, pelas 7 horas da
manila, na igreja de J. 8. da Penha ; ccnfes*au-
do-ee desde j eternamente sgradecides.
^
Z. ti

5"^ 3 s?S
06 ^ ss 3
Ss .w I
_* s XII
S- n
= s ze v. sr
5F ^^ -1
O P
/ST^-
5 5 J (^**s
s 5 s 5-sS
Declaracao
Declaro que a casa do Sr. Emilio Soares acha
se exclusiva'! ente cargo de sua curadora e que
por modo algum inteivirei as questoes que se
euscitarem, devendo quaesquer reclamacoes serem
apresemtadas mesma curadora ou ao r. juiz de
jrphdoi. Recife, 18 de Junho de 1887.
A. Ducasble.
Cosnheira
precisa se : i ra de S, Jorge n. 139, 2 andar.
quaitos, 3 salas e cosinha, cuja casa presta se
para numerosa familia ou para estudantes, muito
fresca, vista maguifica e prexima dos banb.es sal-
gados ; a tratar na casa immediata.
Xarope de cambar., guaco e bal
samo de Tol
reparado pelo pharmaceutieo Jos Francisco
Bittencourt
E' um poderoso preparado pura todas as affec-
;6e8 dos orgaos respiatorios, como catarrho pul
aionar, asthma, coqui luche, bronebite, p -.rumo
aia, tisiea, etc., etc.
Cada frasco 1000
Deposito na Pharmacia Central, ra do Imjern-
d:, n. 38 Pernamhuco.
Caixeiro
Prtcisa-se de uro menino cjm pratica de mo-
tilados ; na ra de Hortas n 17.
Azeite
Noruega
Kepler.
Eeta
cida.
Fj intrudnsid -. na pr tina medica a alguna
aunes e desde rntai. o seu consumo tero tomado
um incrementa t:"i \traoidiuarlo que nao lia um
dio rm qw etja receitad.-i los mais absltsa
dos mi ciic s domando, coro r> K:n'...-i sobre
todiis as demais pn p in co s do igual natura z >, pela
certesa de sua tolerancia no estem : nao .. dae
creangas como d. s .ulfi s, rebclden inuit: vezce
ao cleo de bacalho e a muitas em! 's m .'. pre-
paradas.
Assim. pois, ii nos'a Emulsao se i
cem prc re:, a pnra o trtame ut la ''. ica em
todas ;-.s eu:-- multiplicadas i/i ) e eic
todas fiftecr,oes drs orgii'.is respiv t ri jii
chites, raquitism enfermi-JaJtS esc I 9 .. tu
mores brai cis, piucedimcnto supurativa e nadeu-
ticiio d:is cranlas, na cas .. ; sypintica, na
perda do ii| p titte e di bilida le 1 a org.1 S*'"
tivos e em gerai iin todos os casca ero que a fa
precisa o levantamrnto :. i utri^iin
l'nico depoxlio
.'51Hua Lurga do Ri r
Pharmi'cia
BAIiTllOLMKU & C SUC-JESORES
.-'.1
Viva Joo, prec-o-IOrs,
Nao tcoJo se extrabido a i. parra di )o!eria
da proviucin que devia correr prximo : dia de
S. Je So, passarao rs biih' :.".a a
ter valida-ie cora a extrahid. boute'ji ca do il ara, servindo de bas; o pluaoda .>.izeta
Gastronmica.
9
Em lugar da provincia de Pernambuco e Para-
byba, com a d> Espirito Santo, de 21 d Junho.
por forca maior. Recife, 22 de Junbo de 18S7.
-
Biett
ADEL
"ODAS J\S

s.
35 S
j:

De 2 casas terreas sitas ra des tiuararapes ns.
10 e 12, freguezia do Recite, tendo cada urna
3 portas de frente c mediudo 27 1/2 palmos de
frente e 80 ditos de funio com accommoaacoes,
grande quintal, cacimba c esto alugadas.
Terqa-feira 28 do corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de
Olinda n. 19
O agente Gusmao autorisado p>r mandado >
Exm. ir. Dr. juiz de direitu especial do commer
ci e a requerimento de Antonio Luiz Baptista,
curador de D. Francisca Bernardina da Conceicao
Carvalho, far leilao com assistencia do mebro
juiz, das casas cima mencionadas, podendo os
Srs. compradores irem exaroiual-i.s.
Leilao
O AGENTE JOSNUNES
competentemente autorisado por alvar de 6 do
cerrente mea, do Dr. juiz manieipal e do commer-
cio do termo de Trahiry, ae Cear, Jacome Cunba
Freir, far leilao no dia 29 do corrente, s 10 ho-
ras da maaba, na enseada do Para-Cura do icsmo I zade.
Rosa Mara talones amas
Manoel Jcs Dantas, seus filhos e genros, agra-
decem a seus amig s eparentes terem acompa-
nhado ao cemiterio us restos mortaes de sua es
posa mi e sogra, e de novo os convidam para a
missa de stimo dis, que ter lugar no dia 25, s
7 1/2 horas da msnh, na igreja da Soledade, an-
tecipando-lhes sua eterna gratido.
Coronel tmulo Marquen de
Hollanda Cavalcante
Luis de Oliveira Lima Jnior, sua mulher e
tilbos mHodam resar jm missa na igreja do Mon-
teiro, no dia 25 do corrente, s 7 1|2 horas da
munbi, stimo da do fsllecimento de seu presado
sogro, pai e a\, para o que convidara seus ami-
gos e os do finido, ngradecenJo aos que se dig-
narem comparecer a este acto de religiao e ami-
DOENIASdo ESTOMAGO
OIGE3TOES iS.FnCEIU
Dyspepsias, Gastralgias, Anemia,
Perda de Appnite, Vmitos, Diarrhea,
Debilinade das Crianzas
gura su.l -'.a b spida pki.o
TONICO-DIGr "IVO
ccir Oifi'iiii, V Adoptado em too.. a Hospitaes
MEOALHS AS LP05igOES
PIIS, r la Brnyre,?4, e em todas as Phirmaciu.
Cosinheira
Precisa-fe de umi cosinheira pora ca
quen) familia, em Olinda, paga se coro generosi-
dade ; a tratar no Recife, na eetaco da ra da
Aurora, cem o .Sr Brito bilheteiro, ou em Olinda
com o i*r. tarcolino na estacao do Carino.
Vio liaja (huilla
As acedes com o tituloViva S. JoaoIntrans-
ferivel com a tetima Kteria da provincia, e que
do direito a nm carneiro, um per e mais premios,
deixam de correr com a lo'eria da provincia em
virtode da mesma Icleria s correr depois do dia
deS. Joao, ficand > porm para correr com a lo-
tera da Parabyba que e extrabe no dia 23 do
corrente, servindo de base as nivas accoes emit-
tidas para distribuicao dosjpiemios.
Piano
Vende-se um piano de tres cordas, com pouco
uso : na ra do* Pires n. 83.
5 !ir ^ST!ASto?IAS ORINARAS
i WKClALMUiyS
Catorro ehroeo aa bsxiga,
frrliasSe do Canal da urttrtr,
Molestias aa prstata,
"oninsfcia aa Urina,
Are id na urina, etc.
ISWANN, P&armattutiu-Chimitt,
Voc rae quer ?
Por nao se realisnr como se erperava, antes do
dia de S. Joao a extraecSo da lotera da provin-
cia que devia servir de base para a conferencia
das numeacoes dos bilhetes com o titulo cima,
resolveu-se, afim de nao prejudicar aos senhores
compradores, alterar para a lotera da Parabyba
que se extrabir no da 23
ds dia de S. Jco.
Para isso tez-se urna tiragem de mais 1.C00
exemplares (por ter cada bilhete dous nmeros).
Foram tu ni bem augmantados mais oito nume -
ros.
A tabella que vai em seguida explica perfeita-
mente a conferencia que deve ser feita de accordo
com a alterscao dos valores d'estes bilhetes.
Tabella dos .valores que ficam alterados
O bilhete de 5:(K'0| c.rrefp.nde ao de 20:000000
O J:00O# .. .. 2:(00000
O 2C0 1:000000
Os 4 100 aos 4 de 2005000
Os C 50 passam a ser 12 do 100OCO
A's 2 aor ximaeaes de I02 as 2 de 1254000
Observa cao
2 A.NMVEKSARIO
Ioaquiua Freir de llendonca
Candida de Menezfs de Prnm'^'-nd dn 'urh,
suas filhas p _-.uros conviiimn .> im p>.rentis
e amigos para aesistirein miscw, que uinn-.i mi re-
lebrar na matriz da Boa Vista, no dia 23 do cor-
lente, 8 horas da manha, pelo repouoo eleruo da
alma de sua estr-mecida mi.i e av.
Desde j agmdetera s:nceam.nle queee, que
; comparecen m a este acto de caridade chii.-ta.
"Si.
Manoel (ionriilv Rlbelro
1 *8 rmpregados da secretaria da polica mandam
resir urna musa no dia 23 do corrente, s 7 boras
da n.-inha. na igreja de N. S. da i'enha, por almi
do corrente, vespera d,. Manoel Goncalves Ribeiro, e convidara aos pa-
rei t<8 e amigos do fnalo, ufim de assistirem a
esse acto dr religio e cindade
PARA ALGODAO
Grande deposito na
casa ir portadora de
Ferreira Guimares
&C.
86-BA DQUB DB GAXIASB-86
Alug
a-se
Lu gr:-ude sitio coutenio ns principaes
fructas, ru Calderciro n. 9, ;in '>oa ca-
sa de moradia, (que fui ''o 6n; o .lamede]
tendo agua a gaz, ;s qual confronta com a
casa do Dr. Alcoforado ; ;i tratar ra
ndr.
do Appollo n, 30 Io
Aluga-se
No Parnameirim ou Cruz das Almas,1
n. 10, uuoa grande c c-xccllente casa com
agua e gaz tenlo um boi sitio, a qual
confronta eom a casa do t'-illpcido l?r.
Leal ; tratar ra do Apollo n. -JO 1
andar.
l'lllMl
lleni iqurln Ingles
Hanr.m
" desemb.iriradcr M-nos Antonio Ro-rigu s
de Sonsa 'ausrute) e D-mingos A- Alves tiibeir
sua mulher, irma e irmaos, mai.^i.m rei-ar urna
mis a na matriz da B>i Vista, no dia 23 do Bor-
Exietero 2 premios de 500/ da lotera da Para- I rente, s 7 boras da msnba, stimo dia do falle-
cimento de sua presada lha cuobada e irroa.
Agradecem desde j todos es fiis que se digna-
ren) assistir a esse acto de caridade rel'gi'Si.
Pegue este
byba que tedio os valores correspondentes a cada
um dos 4 d;' lOO di, da provincia ou 200J0O0
d'iquella.
Extraerlo no dia 23 do corrate.
DAY& MARTIN
fc-ntctdort, de Sua Hijuttd* I 'is/oa* da IntUtHm,
do Cnrdto 'I Marlnfeii britumht.
OAAIXA BRILHaNTE LIQUIDA
GRAIXAe,PasuUNCTUOSA
OLEO par ARBEI03
E U3osu> i a teeutrlo |sMssssb!ss|bsI sssrs
jst todas ii ItiriMS.
DEPOSITO QERA1, BM UiNORIS I
"7, Htgi, Holborn, 7
ti ftMSM* : FlUf" ft. M HITA s.
&
FRANGIPANNI
Opoponaz ? Psldlu
Carlssima Coralia
< Vnie^e em lodoi
\* tu Pnftanartai x*.'
triliiieilei fca iilraiiie ; Alttn
qnerqne
Zulmira Cavalcante de Albuquerque Boulitrcau,
Alcebiades C. de Albuquerque'(ausente), Plato
C. de Albuquerque (ausente), Arthcmls* C. de
Albuquerque (ausente), Maria de C. Cavalcante
Guimarais, JoSo Francisco, de Mello Cavalcai.te,
Francisca P. Boulitreau, Antonio Leonardo de
Menezes Amorim, Maria A'exandrina Cavalcante
Amorim, Anna A. Cavalcante de Albuquerque,
Joo Francisco de Mello Cavalcante, Jci-.quim
Fratciseo de Mello Cavalcante, Apolinario Fio
rentino de Albuquerque Maranho e Rodolpho
Pessoa, Herculaoo Bundeira de Mello, Luiz Fe-
lippe Cavalcante de Albuquerque, Uaroneza de
Vera Cruz, Anna C Bandeira de Mello, irmos,
cunhado, primas e tas de Archirnedrs Cavalcan-
te de Albuquerque, convidam a todos os prentes
e amigos do finado para assistirem as missas, que
pelo seu (temo repouso, mindam resar no dia 23
do crrente, ua matriz de Santo Antonio, s 8
horas.da manha, c desde j seconfessam summa-
mente agradecidos
Tendo a mesa regedrrs da irmauHade do to en
Jess do Afflictes, na igieja de 8. Jos de Riba-
Mar. de mandar celebrar urna missa psr alma de
D. Manoella Qnilbermma 4e Paiva, esposa do
n sso irmao definidor. Manoel Gomes de Paiva,
trigsimo dia de sen falleeimeato, quinta-eifra SS
do corrente, pelas 7 horbs da manba, convida a
irmandade e a familia da fallecida para asaisti- j
rem a i ste acto de relieiioe caridade.
Em virtude de ter sido trantferida lotera da
Parahyba, as accoes entra amigos com o titulo
cima correrao eom a I teria da provincia do Es-
pirito-Santo, que se pxtrxbir amniiba, vi do cor-
rente.
Recife, 22 de Junho de 1887.
Vamos a brnnleira
Sendo trinFt>nda a lotera da Parabyba que ser-
via de plano as aci s sobo litu'o cima, serao
rstas validas em face d ixtrnejo d* doEspiritO-
Santo, correr amanh.
f As var.tagins licstas accoes serao conferidas
pela seguinte maneira :
A sorte de 20 01 0 corres i onde a de CO.OOOg.
A de 2:000 a de 10:000.
A de i:000 de 6:0L0.
as 2 de 5O0 de 4:t00* i. 2:000.
as 4 de 200 os 4 de 500*.
as 12 de 100 ae 10 de 200* e na Ia 2 as'.de
100*. Nao tendo valor nenhum os premios de
1:030*.
IMPORTANTE FABRICA SIffiS
para Vidreiros deseja um Agente. Exigem-s*
referencias.
I Escrever D E "\WA. E L
i ProTln c e, a* IS. ANTUERPIA (B^Rtoa)


I



Mario de FcrnarobncoQuinta-feira 23 de Junlio de 1887
Aluga-sc barato
Ra Visconde de Itapariea n. 4% armazem.
Coronel Suassana n. 141, quarto.
Ba de Santo Amaro n. 14, toja
Ra do Tarobi n. 5.
Roa do CaUbouco n. 4, KjJ.
fratk-w aa ron do (JomoMfeio n. 5,
.aariptorio de Sivr ftaimaraes & C.
l*Mdr
Alujase
AMAS
Precisase de duas una para coainhar Te ontra
para lavar e engommar : na ra da Uai&o ame
rol3.
Ama
Precisa-ie de orna ama para coainhar e enaa-
boar : a tratar na ra da Ponte Velha n. 16.
Ama
i casa cora aotao, edificada a moderna, coa
actoaHBodaeao para familia, sitio pequeo, eatre
as duas estaces Jaqueira e Tamarineira.
OTTRt
Urna osa nova rtn frente io Sr. Thom, propira
para peqoena lamia, entre Jqueira e Tamari-
neira ; a tratar na ra Primeiro de Marco o. 25,
ioja de joias._______________________
Precisa-ae de una ama que aaib coainhar ; a
a tratar na ra da Amitada a. 10, Capung,
\ma
Aliiga-se
o graade sitio Tacaruna, no Salgadinho, com bas-
tantes trras para plantaeoes e muitos arvoredos :
qpeo pretender dirija se fabrica Apollo, roa do
Hospicio. __________
Aliitra-sc
atn sitio pronmo a esta cao do Caldeireiro, con
easa e eommudos para grande familia, jardim e
muitos fruotos, agua e c< n-heira ; a tratar na ra
do Livramento a. '2, loja.
Eogeoho (iiliindy
Arrenda se per cinco annus o engenbo cima
situado na cortaren do Bonito, moente e correntCi
com todas s suaa pertenoae, pode gafrrjar para
mais de 1,560 pues, dista da estatu de Cutende
legsa e meia ; a tratar na ra do Imperador n. 61,
aegnndo andar.
^Precisa-ae de urna ama boa cosiuheira para
casa de poueas pesaoas ; na roa larga do Rosa-
rio n. 10, 2 andar.____________________
Amas
PrecUa-se de duas amas para servico de quar-
tos e eugommar, dormindo e casa ; na Ponte de
Ucho, sitio de Luir de Monea Gomes Ferreira,
em trente a estacaos_________________________
Cosinhcira cscrava
Precisa-se de um cosinheiro eaeravo, para urna
casa de pequea familia; a tratar no eaes da
Companhia n. 2, escriptono.
Precisa se de um criado escraTO, para urna casa
de pequea familia ; a tratar no caes da Compa-
nhia n. 2, escriptorio.
A quem interessar
Capunga
j possa
Prev:ne-Ee a quem se julgar creder de Francis-
i co ^e Souza Dn.irts por qualquer titulo, para que
Aluaa-se u casa d* ra da Amzade n. 3*,
pouoof commodo., e barago, tem quintal grande e j e fj*>*
chimba ; a trata, na ru. ve.h, de Santa Rifa,. j r *8 *eci|
14, cobrado, das 8 horas da manba ao recio da,
e das 4 horas s 6 da tarde.
Prepara se comidas
com todo o asseio e per minos 20 0/0 do que em
outra qualqurr parto ; no pateo de S Pedro n. 6,
primeiro andar.
outar da data deste, apre-
rua da Unio n. 54, para
11 de Janho de 1887*
Antonio S. Duarlc Ferreira.
AO MAIA
!Vj 4Roa Ja Imperatriz-fll.
Fogos e sorles
Na ]ih:.itFHeia e drogara de A. G
apromptam-;e quaesquer iredicamenfoe c recei-
tuaiics cim todo o asseio, perfeieav. actividade c
lodicidade de preces.
Grande e variado sortimeoto de fogos naciouaes
iusnby, e estrangeires, assim como grande variedade de
livros de s'ites em titules e procos e lindas sortea
propria para presente, vende-se per menos do
qae em cutra qualquer parte.
VINHOgilbertSEGUIN
Approvado s>elat Academia de Medicina de Franca
MAIS DE SE88ENTA ANNOS DE EXPERIENCIA
Vinko de urna efficacia incontestavel como Antiperiodico para cortar as Fetore*.
e como Fortificante as ('onvaletmencas, Dbil idade do Satitritc,
Falta de Metwtruaeo, Inappeteneda, IHgemte.m diffieeim.
Enfermidade nervoaam, itehUilntle.
Pharruacia O. SEGUIN, 378, ra Saint-Honor, PARS
Depositarios em Ptmaubmco : FRAK M. da SILVA C.
MV
V
Lotera da Provincia
Ser breve amiunciado o din da extraerlo
a 7-a lotera em beneficio da matriz da Boa Boa
Vista do R* fe, no consistorio da ig?*cjadc SL
S. da onceifo dos 3Iilitares, onde se achara
o expostas as urnas eascsplieras arrumadas
en? <.r XAROPEd REINVILLIER
^^ Laureado pela Academia de Medicina ciO
^^fc,-, CaiUhelro 4a Legiio de Honra *** O Paospbato de esi 6 a substancia mineral maa &t>undant3 do organismo e toda res qmts raa
fluanUddde normal dlmlDue resulta urna aT^cco orgnica grave.
Mals de cinco mil curas, a mor parte jtn.tiLVada pelos Hrofo3Sores e Mdicos das Facilidades
forfto obtldas ltimamente e fizerao com que o Xnrope ilo O' Reinvlllier fosse classlcado
como o esr>ecinco mals soguro cosca a Tistoa pulmonar, Bronchltx cbronlca. Anemia,
Xacbtlamo, Senilldade do Organismo. O Xarope como o especifico mals soguro costra a Tsica pulmonar, Broacnite cbronlca, Anemia,
Xacbitlamo, Skenilldale do Orpatrfsmo. O Xarope V ICiihi fuer administrado
diariamente as ci'aneas facilita a dentieo e o cresclinento :n mes e amas do lelte toma c
tel'e qocllior; Impcdc* a carie e queda Jjs denles tao frequenta depols da prenhea.
Der-MHo: Pbarmaola vlaENQOE, 8, Plaoa da la Hagdaleine, VABZS.
Em Pernambuco: FKAX~ M. f SIL t'A O, un principan Wirmcit e DrottrHt.
Massa para bolos
O que ha de melbor neate genero; venden) Bra-
ga Gomes mero 60._____________ '
ndame viremon oa a Chave
do futuro
Este engraeado e espirituoso livro de sortea
para os trea festivos dias de Santo Antonio, 8.
joao e 8. Pedro, vende se na Livraria Pariaier.se
roa do Imperador n. 75.
Por 200 rs. encontrarSo os que se qnreerem di-
vertir um livro para dar boas gargalhadas.
E' Halo, em Olinda
Passagens em carros para Iguarass, Goyanna,
Itamb e Pedras de Pogo, na provincia da Para-
bvba, nos dias de sabbado ; e em entre qnalqaer
dia oa noite a quem fritar ; nos sabbadoe segoe
o carro o atis tardar as 5 huras da tarde, na co-
cheira da ra de 8. Sebastiao n. 18-A, no V'ara-
douro, junta a loja dos Srs. italianos Francisco
Nigro C. ; sero bem servida* os passageiros e
tem eommodos para pernoitarem ou guardaren as
suas bagagens como seguranca. Olinda, 14 de
Junbo de 1887.
Jos Qoncalves de Andrade.
Fabrico de assucar
Apparelbob econmicos para o cozimen-
te e cura. Proprio para engenbo peque-
nos, sendo mdico em preeo e ef
fectlTo em operacSo.
Pode-se ajuntar aos engenhos existentes
do systema velho, melhorando muito a
qaalidade do assucar e augruentando a
quantidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
machinisroo aperfeigoado, 6ystema moder-
no. Plantas completas ou machinisrao
separado.
EspecificaeSes o informac5es com
Browns C.
5-RUA DO COMMERCIO-5
Vii commercio
O abaixo assignado declara que liq-iidou o seu
negocio sito ra de S. Joao n. 5, e que tendo
pago suar cintas integralmente, julga nada dever
a pessoa alguina, e eonvida a qualquer um que se
julgar seu credor a apresentar suas contas total-
mente para serem pagas na ra de S. Jos nu-
mero 48. Recite, 21 de Junho de 1887.
Manoel Becerra dos Santos.
Pcitoral de cambar
Agentes c depositarios geraes nesta provincia
FRANCISCO M. DA SILVA 4 C.
No armazem de drogas ra do Mrquez de
Olmda n. 23.
Precos : Frasco 2*580, 1/2 duzia
13JO00 e dutia 24*000
ieslre il msica
Pessoa bastante babiiitada, offerece-se para
leccionar qualquer sociedad' marcial, dentro ou
fra da capital, obrigando-se a sahir com a mes-
ma, conforme o contrato qu convencionar : quem
precisar dirija-se casa do professor Marcelino
Cleto, rna do Jardn n. 19.
Cabriolis
Veadese dous eabnolet, sendo um aesooberv
outro eoberto, em perteito estado, para um ou
oos eavallos; tratar ra Duque de Ca*ia*
n.J7____________________*_______
Grande sorlimento
DE
Fogfts e sorles
para os festejos das Boites de Siato Antonio, 8.
Joio e S. Pedro.
[PILLAS DIGESTIVAS DE PANCREATINA
de
Pharmaceutico de Ia
Ultima ifflaile
Vende-se por precos muito rasoaveis e fas-se
grande differenca em porco.
I. Boa do Rarau da Victoria ai
Loja do Souza
Tinta preta
INALTERAVEL
B
COHMIMItTIU
PHAUMACIA CESriJV
38 Kui do Imperador 38
reriiainburn
Serve para eecripturago mercantil e d tres ou
quatro copias de urna vez
triado
Preciea-se de um criado : a tratar na ra do
Paysand n. 19. Passagem da Magdalena.
Canclla
A REVOLUCAO
0 48 a Ra Duque de (axas
ibaiia otleficJo das E\m- s. ramillas para um espendido sorlimento
de fazendas Anas pe vendem por presos sem competencia
LionHyso, f-zenda transparente, bordada, a G^OO, peca.
Oig.inis borbadas a seda, ultima moda, a 18(5000, peja-
Ktamins bordada a retroz, novidaie, a 10000,, peja.
Guarnicoes de velirlho bor-Jadas a vrdrilho, a 65000, urna.
Fail -, lindos padrojs, a 500 rs., covado.
Anior da China, fazenda de novidade, a 400 rs., dito.
Cachemiras pnt*s finas, a 700, 900 e 15200, dito.
Cachemiras breche, ultima moda u 15500, dito.
Lindos daiiijea de seda, a l,-5)0u, dito.
Ditos ditos de algodSo, a 320 rs., dito.
Combrsiaa bordadas, a 5500, 65000 e 7^030, peca.
Dita adamascada, a 120000, peca.
Setius liaos, Dos, a 800, 15000 e 15200, covado.
As Exmas. noivas
Setira branco, fino, a 14-200, 15400 e 20000, covado.
Alpaca branca lavrada, a 500 rs., dito.
Setinetas lizas e lavradaB, a 500 e 600 rs., dito.
Grande sortimento de fazendas fina3, chitas, madapoloVs, alg^dSes e muitos
tros artiges que se venlem por prejos sem competencia.
Henrique da Silva Morena
Compra-se ero grande ou pequea porcJo ; na
ra larga do Rosario a. 34.
VINHO /
iEPEPTICO/
fDoD.rYa de PARISV
Contando os tro formen too
da tHgceto :
Pepsina, Diastaie e Pincreatim
BECEITADO ?OK TODOS
OS MEDIOS, para ai MaHMM
i tardas e laboriosas, Dyspep-i
Ul-.. CardalKla, Oaatrodynla,|
lOastralg-la.Oalmbras do eat*-1
' maso, Vmitos, Convalesoen-
as lentas, etc.
Deposito geral : H. VIVIEN
50, Boui* da Straaboarg, em Parta
EM TODA! Al PHABMACUS
Li vramc 11 to & C.
vendem cimento port'aud, marca Robms, de 1"
qaalidade ; ao eaes do Apollo n. 45.___________
Terreno
Vende-te um terreno confronte a estacao do
Principe, estrada de Joao de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundo?, e coa alicerces
para 3 casas; tratar na ra d'Apollo n. 30, pri-
oiro andar.
Leitura para senhoras
Broches nikelados e douradoe a 24000.
Bonitos grampos dourados a 500 ris o maco.
Esplendido sortimento de gales de vidrilho.
Grande variedade de leques de setim, a 440C0.
Frisadores americanos para cabello a 3/000 o
maco.
Setas de phantasia para cabello.
Bonita colleccSo de plisss a 400 tU.
Brincos, imitacao de brilbante, a 500 ris.
Aventaes bordados para crianfas a 2/000.
Chapeos de fusto e setim para criancas.
Sapatos de meriu e setim idem, idem.
Meias brancas e de cores, fio de Esencia.
Pomada de vaselina de diversas quadades.
Sabonetes fiaos de vaselina e al tace.
Extractos finos de Pinaud, Querlain e Lubin.
Lindas bolsas de ecuro e velludo.
Fich de IS pera senhora a 1 800.
Sapatos de casemira preta a 2/000
Teeouras para costura, de 400 ris a 3/000.
Pacotes de p de arros a 300 ris.
Fitas de todas as quadades e cores.
Immensa variedade de botoes de phantasia.
E milhares de objectos propuos para tornar urna
senhora elegante, e muitos outros indispensaveis
para uso das familias, tudo por presos admiravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
RA DO CRESPO N. 7
Dnarie A C.
P Claase, Fornecedor dos Hospitaes de Pars
A Pancreatina empregada nos hospitaes de Paris, o mais poderoso
ingestivo, que se conheya, visto como tem a propriedade de digerir el
tornar assimilaveis nao sraente a carne e os corpos gordurosos, mas!
[tanibem o po, o amido e as fculas.
Qualquer que seja a causa da intolerancia dos alimentos, alterar-So, ou|
lausenc .i sueco gstrico, inflai.-maciSo, ou iloorn -v? do cstnmaf, oul
ido intesii'i i, .( ;i i i-ilas de Pan creatina de De; cana
Imida, acu-pii alcanca .;.: melh ,. rejultados < -r-.i .
Ipelos mdicos contra as segumtes affeccoes:
[Falta de appetite.
'Ms digestes-
Vmitos.
Flatulencia estoraacal.!
!p Anemia. j Gastralgias.
Diarrnea. i DlceracSes cancerosas.
Dyser.*--ria. Enfermidader de ligado.
, Gastritis. Bmrn-.jieci..\: te.
i Somnolencia depois:t comer, vmitos;.e acompanhai:: r. fjravidezt
|PANCREATINA DEFRESNE cm frasquinhos com n rloso di'.'? a 4 coliie-1
radazinhas depois da con
|!m casa ce DEFRESNE, autor da Peptona, PAFIS, :. i raaciai
Vende-S! em toda a parte
Sobrado a vender-se
Vende-se o Eobrado n. 87 ra da Aurora, cm
frente a ponte de Santa Isabel ; quem pretender,
pode entender-se coin o corrector Pedro Jos Pin-
to, na praca do Commercio.
IVeliinrlias !!!
i
na anti-
a 240,
palmas de
todas as cores
seda a
VENDAS
Vende-Ee a taverna d i ra da Detenc3o n.
35, livre e dc6cmbaracadu de qualqarr onus :
quem quizer dirija-sc ao meiemo cstabeleciment i,
que achara com quem tratar.
Vciidc-se
Da Gamboa do Caimo n. 10, especii! massa para
bolo, secca emolhada.
Chio rose, A rumia Catharro pulmonar, -Bronchite chronlca,
jmarro a Bexiga, Phtisica, Tosse conouisa, Dyspepsia, Palito-
Pardas seminos, Catnarros antlgos o complicados, ote
Bonlev^rd Sealo, 7, em PAPIZ, e na principas rnarmaotAa.
WHISKI
ROYAL BLLND laarci. Vi Al '
Este ezcellente Whiskv EscetE.-i -eri-
o cognac ou agnirden. de caima, para tartit
> corpo.
Vcudese a retalho IM ihores firmaren^
aolhadoa.
Pede ROYAL BLEND marca VIAEK>cujoc
xe e emblema sito registrados oara todo o Rraf
BROWNS V <'., agentes
Maduro
Vinbo puro da uva sem confeco, proprio para
mesa, urna especialidade.
Lindos cartees
com mermelada cryatalisada e amendoas confei
tadas, proprios para presente.
Grande sortimento de obras de
vine, como sejain:
Cestas para cemprae.
Balaios para papel.
Faqueiros.
Condeces.
Costureirag.
Bala'os para roupa soja.
Beroos.
Cadeiras para hemem e crianca.
Tamancns do Porto
para homem e senhora.
Sementes novas
de hortalicas e flores.
Pocas Mendea & C. ra estreita do Rosario
n. 9, junto a igreja.
Sao as segnintes quo S3 liquidam
ga casa
CARNEIRO DA CU : HA
CACHEMIR \S au imanas, lindas fa-
zendas para vestidos a 400 e480o covado.
MERINO'S de cores lindissimas, duas
larguras a 800.
FUSTOKS brancos c de cores
320 e 400 rs.
Ei'AMIVES cot
800 e 900 rs,
SETIN maco de
800 c ]000,
CRETONES linos a 240, 320 e 360 rs.
Expeliente escolha.
FAILES modernos a 400 e 440 rs.
PANNOS para mesa, novos desenhos, a
15200,16400e 1^800 o covaio.
SARGELINS diagonal, todas as cores,
a 240 rs.
BRAMANTES de 4 larguras a 90 0
16200 o metro.
IDEM de linlio puro, 4 larguras, 25000.
BORDADOS de cambraia a 15000 a
peca.
MAAPOLUES pelle de vo c ameri-
canos a 6200 e 6A5CO.
ESGUIES para casaquinhos, 12 jardas
45000 e 46500.
CASEMIRAS para roupas de criancas
a 800 rs. o covado.
IDEM diagonsl e de cores, 2 larguras,
a 25 e 26500.
CORTES de l'ustao para coletes a 15 e
I53OO.
DEM de casemira a 25500 e 35UO0.
CAMISAS inglezas a 305000 a duzia.
GUARDANAPOS de linho a 36000
a duzia.
LENCOS de setinetas, rinos, a 25500
a duzia.
MEIAS croas para homens a 26500, 45500
e 66000 a duzia.
CEROULAS bordabas a 126 "e 185000
a duzia
CROCHETS, gurnigao para cadeiras e
sof 85000
GRINALDAS o veos para noivas a 96
e I25OOO.
CAMISAS para senhoras a 365 e 486
a duzia,
Sortimento completo de to las as fazen-
das proprias para uso domestico.
D3o umostras.
As pendas em grosso tem o descont da
praca.
49Ra Duque de t> Casias -59
Vende-se
maesa para bolo a tOO r; o kilo ; na ra do Bom
Jess das Crioulas, taveaa do Gru n. 21.
20:0008000
NAO HA SERIES
LOTERA da paraiivi
Qne iipita i Banco io Brasil e Falor li m premios
Extrscclo no dia 23 do correle
i
i
i
2
.i
12
20
2
premio de
PLANO
5006
2006
1005
50:>
20:0005000
2:0006000
1:000|000
1:0005000
8005000
1:2006000
1:0006000
para
os
e
apprcximc
nmeros anteriores
posteriores ao 1." pre-
mio 1255

Lopes
ditas idem, idem ao 2.
premio 1005
ditas idem, idem ao 3.
premio 4(6
premios para a centena
em que sahir o primeiro
premio :>>
ditos para a idem do
segundo premio 105
ditos para o linal da
ultima lettra em que sa-
25' 'v N'' hir o opriraeiro premio 55
. "ocsa-s.; ni casas ::::::;:::
Jos Joaquim da Costa Leite, ra do BarSo da Victoria n. 40; Bernardino
Alheiro, ra Larga do Rosario n. 3(5; Martins Fiuza (V C, rna Primeiro de
na
QCI
MO'l
2005000
805000
1:4855000
990:5000
1:9955000
Mar;o n. 23 ; Joaquim Pires da Silva, ra do Cabug n. 16 ; Antonio
Santos Porto, praca da Independencia ns. 37 e 39.
Augusto
dos
e
tvgoae Victoria
la Pernamb'iCC :
r.B.dsiK!&c"
Ksto *tEDlCASEKTO de um tfusto agradavei. adopaila COm rande oxltf lia
ia)3 de 20 annoa peloe melhoies Mdicos de Parlz, cura os eflux**, Cripc, 'rjse,
d (iertamla. Catarro wlww, mnl*t** 4m so**. ** Visa mtim-k t 1A hxvta.
60:000^000
Em beneficio da Instruyo Publica da provincia
Esta lotera dividida em partes
Exlracco da ia parle da V lotera
Sexta feira 24 do corrente
Bilhetes venda na Casa Feliz pra Independencia ns. 36 e 37: Casa da Fortuna,
ra 1. de Marco n. 23: Roda da Fortuna, ra
Larga do Eosario n, 36.
Espada
Vende-se urna imprtante espa>; para official
de guarda nacional ; na ma do Mrquez do lin-
dn n. 19.
Assucar refinado
Vende ee na refinaria da rna Jo Coronel Suas-
suns n. 7, em arrobas pjr preco commodo, e em
kilos, 1* sort<: a 240 rs., 2' 200 ra. e 3' 160 re.
T. leqboue348.______________
Panorama de Lh boa
Em 1640
Vende-se na Livraria Economict. rna do
Crespo, e na lythugraphia do Manoel Joaquim de
Miranda \ nw Duque de Casia*.
Frt-co-2S000.
VERMIFUGE COLMET
CHOCOLATE com SANTONINA
iHFAOim para ntriir u L0aBR]6AS .
ble Vermltag-o rKMiiuniUd. pelo fll
sm taMr agnlaval e cMtni^a iiMCiMa. Jf/ 4
rl'r a aii/jnatiir : (J \J/
PirU^k" CJm-4,AtBE.H^i;Ji niAir-r.'iST.TA '"
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Productos
SUPERIORES
:-. niHieiiflados
De^tiitarios em Pernambuco
. .FRAM. da SILVA & C
K AS PBn"C:i'AKS CA-
n: perfumaras
W>*a>TW
LOTERIADES.PAULO
Sorte grande
10:O00$000
A' vendi
do Rosario
TV
loja da Esmeralda rna
i4 A.
Lar*a
c5
Extracto a 27 de Junho.
SUSPENSORIO MILLERET
Elstico, sem Corddes
, Para evitar as Contrafa?6es
Exigir a marea io Inrtnlcr imprimida
rm cada luipentorio,
Meias para Tarine
DEPOSU Tecido. eluticof alfodi" s4t-
MLLZ&RET, IjB aomDBC, Succeuor,
FUNDAS MILLERET
j Caaa MiUeret rwmmmda as
ai Fundas auntomift-
ikoj Fundas iHrloirein.
conter ai bernias e fuebraduras tu '
tiMceii
CIRTUIAS PARA A BAlllii E 0 DHBIGe.
49, ra J.-J. Rousseau. PARS
BEPOSITOS BM TODAS AS PRINCTPAESIPKARMACTAS


.
r
ILEGiVEl
1


8
Diario de Pernanibnco^uinta-feira 23 de Junho de 1837
4SSEMBLEA GERAL
CMARA OOH EPITADOS
DISCURSO PRONUSDIAOO NA SES-
SaO DE 27 DE MAJO DE 1887
ADMN*I3TB\gAO LOCAL. BEOEGANISACAO
DAS CMARAS MUNICIPAES
(ContinuacSo)
A expresado governo nlo tera ahi outro
sentido a nao ser, por assira diasr, ura
sentido material, significando simples nen-
ie direCf&o, como se se diss^sse que aa ca
maras euidariam das necessidadea do mu-
nicipio, dirigiriam os seus interesas, occu
par-ae-biam da sua economa.
O Sr. Ratiabona : -Que governarlo as
villas o cidades. E' a pbrase constitucio-
nal. .
O Sr. Eufrazio Correia : -Lst inter-
pretando o sentido dessas paUvras.
O Sr. Cunha Leitlo : Si as expressoes
governo das villas e cidades tvessero um
sentido rigoroso e scientifico como o nobre
deputado lhes quiz attribuir, o no qual pa-
rece i asistir o nobro diputado pelo Ceara,
a constituigao deveria antes ter dito que
s cmaras seria cootiida a admnistraglo
das villas o cidades.. __
O Sr Ratiabona :-A adraioatraglo
comprehendida no governo.
O Sr. Cunha Leitao.. porque na pa-
lavra administraren estaara taoibemcora-
prehendidaa a delibersglo e a acglo. Pelo
menos havoria na phra.e rouito maia pro
priedade de exprsalo.
Mas, se a palavra governo usada no tex-
to constitucional tera signifioaoao rigorosa
e scientilica, entlo pergontare aos nobres
deputados-o que quer diz^r governo i o
que distingue qoverno de administrado .
e. ftita a diffe'renca estabelecida pela scien-
ca administrativa moderna entre a admi-
nistrado geral e a administroslo local, o
que distingue governo de administradlo lo-
Senhores, nao preciso, fallanao peranto
urna cmara profundamente conhoc.i
da, completa, que em si contenba todo o
systama dos principios dquelle nosso di-
reito; ao contrario, elle apenas um ap-
penJice nossa constituiglo, filia-se a esta
parte integrante della, representa excepgfes
bertas nos preceitos e disposicSes geraes
nella oontidas, e deve formar com a cons
tituiglo um todo harmonizo e completo
como se essas duas leis foasem urna s.
O imperio divid lo em provincias,
mas nao constitu lo pela federaglo das
provincias. As franquezas provinciaes slo
uina exoepgao r.berta ao uoaso rgimen
constitucional, o acto addicional, que as
consagrou. deve ser entendido de acrordo
com oa principios geraes predominantes
em a noasa organisaglo poltica. Nlo est
na letro afn no Ispirito da reforma de
1834, nem esteve no animo dos legislado-
res que a decretaglo, a idea da federaglo
das provincias, O pensamento da unidade
poltica do imperio nao foi sequ^r abalado
pelo aeso addcionai.
A divislo de parochias e municipios, as
sim como outras congneres, prndese
organisaglo geral do Imperio, a base
dessa mesma organisaglo. Ora, pergunto
eu ao nobre deputado, haver assumpto de
natureza mais geral, o que mais caiba na
competencia doj poderes-do Estado, do que
seja a organisaglo geral do Imperio ? Nin-
guem o contestar de certo.
E' preciso, portanto, entender a dispo-
sig.lo do acto addcionai de aecrdo com
estes principios do nosso direito publico e
que emanam da unidade poltica do Im-
perio.
Como, porro, harmonisal-o ? O projec-
to fel-o do melhor modo possivel. Linii-
ta-se a estabelecer certas condigoes essen-
eiaes para a creaglo de novas parochias c
muoicipios, e deixa s assemblas provin-
dos principios da sciencia adraiistrativa,
dea envolver as d8tncg3es por cata consa-
gradas entre governo e adaiiuistraglo ; re-
levar-mvhao, porra, 03 meua Ilustres col-
legas que eu torne sensivel e Ihea reborde
ser o ponto capital daquella distinecao a
differenga mais importante que a urna e
outra caracte.isa, significar o goveruo uro
conjuncto de attribuigoes polticas das quaes
est fundamentalmente privada a admnis-
traglo. Mais profunda eer essa differenga
se nos quizermos referir administragao
local em que esto co./>prehendidas as c-
maras municipaes.
Portanto, se no texto constitucional dar
mos interpretado rigorosa e scientifica,
abogaremos no absurdo de dev-erem ter as
cmaras municipaes attrb'igo es polticas e
deverem oa municipios constituirse, pela
ba organisacao poltica, pequeos estados
dentro do Estado.
O argumento, poio do nobre deputado
pelo 1 districto da corte, provando de
mais nao prova cousa algurca.
O pensamento da constituicao foi so-
mente entregar a cmaras municipaes o
cuidado pelas necessidades dos municipios,
a sua economi e vigilancia dos seus inte-
resara.
E' urna expresslo vag, dotada da elas-
ti?idade propria das leis constitucionaes o
que se presta a ser executada de modo
maia restricto. Como, porem, desempenha-
rao as cmaras a sua misslo constitucio-
nal ? A constituido o diz, do modo como
fOr determinado na lei reglamentar. E' o
que eatamoa agora fazendo ; a lei que o
parlamento vot..r fixar o modo de execu-
cSo do texto constitucional.
O nobre deputado pelo 20 districto de
Minas tambara nao tem razio em conside-
rar inconstitucional o padrao eatabelecido
no projecto para a decretaglo de novas pa-
rochias e municipios.
E' certo que o acto addicional deu s
assemblas provinciaes a faculdade de le-
gislar sobre a divislo civil, judiciaria e ec
clesiastica das provincias ; mas preciso
interprtalo de accordo com os principios
"eraes de nosso direito constitucional. O
acto addicions-.l nao urna lei nica, isola-
ciaes a (precselo do implemento dessas
condifSas o a livre faculdale de, anda no
caso de estarem ellas cumpridas, julgarera
da conveniencia de fazerem ou nao as no-
vss creacSes, resolvendo sempre como me-
lhor lhes aprouver.
As condigojs estatuidas no projecto nlo
slo obrigatorias ; nlo poderiam ser. Nao
sao regras nflliveis a quaes tenham de
aujeitar-se as assemblas provinciaes ; a
estas fica ;ntacta a liberdade de apreciar a
realizaclo de taes condieoes e de crear ou
nao a nova parochia ou municipio.
Mas, disse o nobre deputado por Minas-
Geraes, e com isto fez redrobar a forga da
sua argumentajao, que o juiz do imple
ment de taes condieoes o governo e que
portanto as assemblas provinciaes ficam
completamente cerceadas em seu direito.
Ha completo equivoco da parte do nobre
deputado; pelo projecto sao as assemblas
provinciaes que ajuizam do implemento
d'aquellas condigoes.
O Sr. Affonso Celso Jnior: O go-
verno pode nullificar actos legtimos de as-
semblas provinciaes.
O Sr. Lsitao da Cunha : Mas como,
a este proposito ?
O Sr. Affonso Celso Jnior : Dizendo
qu9 as creacoes das parochias e dos muni-
cipios nao se coadunara com o typo esta-
belecido.
O Sr. Cnnha Leitao : Mas o projecto
expresso a eato respeito.
O Sr. Affonso Celso Jnior : E tam-
bera deixan lo de prover a certos cargos...
O Sr. Cunha Ltitao : Ab, mas essa
dependencia j existe, nao creada pelo
projecto. Actualmente o governo pode
nao nomear juizes de direito e municipaes
para as comarcas e municipios novaraente
creados; depende tambera da decretagao
de fundos pelo poder legislativo. laso
outra questao e o projecto nada innova.
Mas o juiz de implemento das condigoes
a propria assembla provincial e nSo o go-
verno.
O Sr. Affonso Celso Jnior : Nao est
expresso no projecto
O Sr. (lunha Leitao : Nem precisara
estar. Mas est.
O Sr. Affonso Celso Junier : O juiz
do implemento daa conJicSes ?
O Sr. Cunha L'.ito : Sim, 3enhor,
aqu est, art. 35, n. O (le).
O Sr. Affonso Celso Jnior : Nao do
gjo interromper o nobre deputado.
O Sr. Cunha Lsitao: -- Nao ha, offen-
sa attribuigao das assemblas provinciaes;
do que cogita o projecto nicamente im-
pedir a continuagao do abuso, que tanto
affecta ao mais geral de todos os interessea
qual seja o da diviso e organisacao geral
do Imperio, de crearem as assemblas mu-
nicipios e parochias sem condi;3es de exis-
tencia propria, somonte para servir a in
teresses polticos e partidarios. (Muitos
apoiados.) Com o plano adoptado pelo
projecto respeita-se a attribuigao constitu-
cional, mas daqui em diante s tertmos
parochias e municipios dignos desse nome.
Nao prevalecis, portanto, as arguigos
de nconstitucionalidadu feitas ao projecto ;
e antes de passar a outra ordeno de ideas
devo anda i'izer olguma palavras em
resposta ao discurso do nobre deputado
pelo 20 districto de Minas-Greraes, que me
procedeu na tribuna.
Nao acompanharci a S. Exc. no minu-
cioso exame a que desoeu ; dire apenas
que as suas censuras versaram na maior
parte sobre pontos secundarios do projecto,
poucas se refiTiram ao seu mecbanismo
principal. Nao hesitarei mesmo em decla-
rar que algumas censuras me parecerara
rasoaveis e dignas de seren contempladas
m emendas.
Um topi.'o de seu discurso nao deixarei
sem resposta, e a censura que fez s mi-
nuciosidades do (!ispo?igo33 reputadas rai-
nira..3, comprehemidas no projecto, e que
ahi deviam ser omttidas. O nobre depu-
tado especficou-aB; por vezes quiz attra-
hir o ridiculo para essas minudencias ; e
colligic-:;s todas em urna expresslo bastan-
te significativa -a tend.-ncia regulamentar
do pr jecto.
Mas, Sr. presidente, essa tendencia re
gulnracntar, para servir-me da phrase do
nobre deputado, nao podo ser objecto de
censura ; da ndole e natureza das leis
orgnicas; dever do legislador era vista
do preceito constitucional. A Constitui-
gSo determina que a organisago das c-
maras ujunicipaes seja feita por urna lei re
gulamentar ; disposigao expressa; e lei
regulamentar, o nobre deputado bem o sa-
be, aquella que contera cm si disposigSes
que em outro caso deviam constituir o res-
deocia das nossas municipalidades seria
por deuais inconveniente pela falta de
educagSo poltica do nosso povo e pila ten-
dencia consfante de se converterera essas
cmaras em corporagoes polticas. Alm
disso seria inconstitucional.
Fica assira respondido o que a esse pro-
posito foi aqui dito pelo nobre deputado
pelo 4o districto de Alagoas, que impug-
nou a tutella raantida pelo projesto e mos
tou-se defensor da extrem liberdade mu-
nicipal. Dis3e essa Ilustre representante
que aegao livre das cmaras de vera at
deixar-se a confecgo dos respectivos or-
gamentos-8em dependencia de approvagito
das ass3ubla8 provinciaes.
Antes do tudo observarei qua a letra do
acto addicional expressa a esae respeito ;
sea preciso ravogal o, para poder a lei
orgnica conter taes prinepios. N3o tea-
mos, perianto, competencia para eonce
der a essas instiiugoes taraanha autono-
ma.
A lem disso a experiencia dos povo3 li-
vres mostra quanto prejudicial pela li
berdade concedida s municipalidades,
principalmente no que refere-s? gestSo
dos dinheiros pblicos. A Inglaterra o os
Estados-Unido3 dio disto eloquente exem-
plo pelas abusos ahi praticad)s.
Na Inglaterra antes de 1835 era tal a
desordem na admnistraglo municipal que
reproduziam st constantemente os maiores
escndalos, sendo delapidadas as rendas
municipaes, desviadas da sua legitima ap-
plicaglo, diss'pad.is pelos agentes qua nem
prestavara conta, o prodig&lisadas em
objectos desmoraligadores. Era algumas
copia exacta^ent. a insttuiglo iogleza,
nem conviria fazel-o ; mas, como all, ser
1 base da nossa organfsaglo administra-
tiva.
A parochia tem no Brasil as mais bellas
tradgoes ; gr-nde o seu valor histrico
em desenvolvimiento da unilade do eren
gas, de co8tumes e da sentimentos que so
nota a y.ista extenslo do nosso territorio
Ao principio era divslo puramente cccle-
siastica, e foi nesse carcter que, pela in-
fluencia religiosa do parodio, tanto influio
nos primeiros teropos ds nossa civilsagao.
J corapirtijipa da vida-local, elegendo a
sua magistratura de paz o concorrenio
com o voto de su eleitoraJo para as elei
g3as municipaes e politicaa. Ella j re-
presenta a un Jade ecclesiasiica, a unida-
de judiciaria e a unidade poltica em todas
estas organisagoes espaciaes ; s lhe falta
ser tambem a unidade na organisago ad-
ministrativa : o que agora se pretende
levar a effeito no plano propoato.
O projacto organisa a parochia, creando
um regedor elcito, urna junta administra-
tiva e um conseibo de fabrica. Neste pon-
to o que mais applaudo a eleiglo do re-
gedor, feta directamente pela parochia ;
a saluglo democrtica, dada ao problema
da creoslo dos agentes administrativos,
applicavel inteiramente parochia, porque
nesta deve ser menor e quasi nulla a in
t^rvenglo do goveino, raaia frouxa a ae-
gao da tutella, mais livre a autonoma lo-
cal.
Oppoz-se, porra, o nobre deputado pelo
Io districto da provincia do Rio de Janei-
ro organisaglo admninistrativa da paro-
pectivo regulainento. Nlo ha, pois, mo-
tivo para a censura do nobre deputado.
Entrar, i agora, Sr. presidente, na apre-
ciaglo do projecto.
Ha no seu mecanismo algumas reformas
principaes que sao, por assira dizer, os ali-
cercos sobre os quaes elle assenta ; essas
raerecem, de minha part9 a mais sincera
o cordial adheslo. Inspirado em pensa-
roentos verdadeiramenteliberaes, o projecto
acompauha a evoluglo das ideas modernas
e, propondo-se a reorganisar as institugoes
municipal s pelo padrlo das legislagoes do
povoa mais adiantados do que nos, satis -
faz em mais de ura ponto as aspiragoes da
sociedade brasilcira.
Alargi o projecto a liberdade de acglo
das cmaras municipaes, sera supprimir a
tutella governamental e das asseblas pro-
vinciaes.
Existe a tutella em todos os paizes, j
sob a forma preventiva, j sob a reprassi-
va; nao ha communas verdaderamente
autnomas ; gozam ellas da liberdade que
a lei entende dever conceder lhes, de modo
cidades, o maior reuna em sua peasoa toda chia, porque estas circumacripgacs nlo tm
a admnistraglo, e rauitas vezes, como em elementos de vida propria, nem 03 recur-
Bukingbam, guardava todas a9 rendas das sos necessarios par?, tal ti n. Ha parochias
taxas locaes sem dcllas prestar couta. A to pobres, accrascentou S. Exc, que
comm8slo de inquerito, entlo nomeada nem podera sustentar ura parocho ; incou
para averiguar a existencia desses abusos, veniente e intil seria dar-lhes vida adrai
confirmou-os, assignalando esse3 escanda-: nistrativa.
los e raalversag5es. A lei de 1835, votada' E' exacta esta observagao e nem
sobre nm projecto apresentado por lord de por em duvda a falta absoluta
John Russell, reformou a admnistraglo | cuoso3 de rauitas parochias e at
local, estatuindo restricgSos autonoma tos municipios. Mas o pcojecto previo
dos municipios. No perodo decorrido desde | esta diffijuldade pratica, estatuindo urna
entlo at 1882 o parlamento decretou renda parochial. Accreaie resultar da-
cerca de 110 actos no intuito de obstar a i quella obiervaglo, eorao concluslo lgica
A idea de prefeitos aotiga entra nos.
E' injustiya ver nella ura m-ij engendra-
do no intuito de augmentar a cralralisa-
glo adatinistrativa e de firmar era todas as
localidades a influencia da acglo central.
J demonatrei nlo ser a creaglo dos
prefeitos inconstitucional ; vou agora de-
monstrar nlo poder ser ella suspeita aos
nobres deputados da opposiglo liberal.
A primeira iniciativa, o prim iro tcnta-
men para a adopglo da idea de estabele-
cer prefeitos em todas as villas e cidades,
est 00 projecto de Consttuigao el iborado
p la assembli constituiute, cuja aoaoria
nlo suspeita aos nobres deputa.ius.
Mais tardo, era 1835, na assembla pro-
vincial de S. Paulo, a raaioria liberal cre-
ou prefeitos era todas as villis e cidades
por urna le provincial datada de 11 de
Abril desse anno ; ess.es prefeitos seriam
nomeados pelo presidenta da provincia.
O Sr. Rati.-bjna : Mas esses prefeitos
tinham attribug5e3 polioiaes erara auto-
ridades policiaes.
O Sr Cunha L;ito:Est engaado o
nobre deputado. Erara prefeitos semelhan-
tes ao do projecto: inspeccionavam todos
os cmpregado3 municipaes, exocutavam e
faziara executar aa posturas e delibera-
gocs das caraar: assistiara a determina-
das sessoes c ahi propunham as medidas
nacessarias. Nlo erara autoridades poli
ciaes, erara verdadeiros prefeitos.
O Sr. Ratisbona d uai aparte.
O Sr. Cunha Leitlo : Eaaa lei paulis-
taua, votada p>'la mioria liberal da assem-
bli legislativa da S. Paulo, foi ahi promo-
vida e sanceionc.da por um o chefes maia
so po-
de re-
de mui-
pratica da abusos ; nessa anno a lei orga
nica de 18 de Agosto codificou as dispo
sigoes em vigor, notando-63 nessa lei
como observa Dehaye, commentador delU,
a tendencia cada vez raa3 accntuada da
favorecer, em prejnizo do selj government,
a intervenglo directa da autoridode
tral.
e nica, necessidade de fazer-se urna revi-
sao do parochias suppriraindo se as que
nao tiverera elementos de existencia e sub-
siatindo a que tiverara condigoes de vida
propria.
OJpadrao estabalecido para a creaglo de
cen-! novas parochias e municipios ha de tam-
bera levar a esse resultado, devendo dahi
FOLHETIM
JOSLARONZA
POR
JACQES D lrL0T E PEDRO MAEL
Cl A UTA PARTE
A PERSEtll^iO
( Continuagloi do n. 1411
IV
Porque? disso Carran* alerrorisada.
Por que ha de raatal-o 'i
Porque eu a amo !
Entretanto, pelo caninho-, Maximilia-.o
reflectira.
.^riraeiro que talo sorprenden o a mar
a rauito leuta do carro.
E' singular, dsse comsigo raesmo o
o medico ; parece-me inexplijavel este
paaao.
Cora effeito, gragas ao crepsculo, o seu
t atravs da3 vidragas poda abragar
os arredores da estrada.
Esta estrada era pUna, e tanto qaanto
. le perceber, cuidadosamente macadami-
sada.
JE' sabido com que meticulosa attengio
oa inglezes conservara as vias urbanas ou
uraes.
i ra um buraco, nenhura atoieiro bava
p..a justificar aquella marcha, sobretudo
aquella admiravel Australia, onde a cha
7a nunca abre burscos as estradas. Um
olhar para e cavcllo bastou pra nlo ter a
menor duvida a esse respeito. Era com
fffeito o aoberbo animal cuja belleza ello
fiara em preseng* do Sr. Harry. E na-
quelle momento, 03 movirnentos ondulosos
do pescogo e da garupa mostravam que o
valente animal difficilment supportava a
'sacostatnada andadora a qae o obriga-
Ttm.
Quanto ao3 Estados-Uoidoi, limiUr-me- provir a tendencia para a suppresslo das
bei a citar um facto referido por Pascaud circumscripgc^s territoriaes que, pela exi
relativemente aos resultados produzidos | guidade de seus recursos, nlo preenche-
pela organisaglo municipal da Nova-Yoik. rera as condigSes do novo plano.
Esta cidade, a mais rica, a mais populosa Terceira reforma importantia3raa, iu-
e a mais importante da Unilo Norte-Ame ciada pelo prejecto, a separaglo dasfunc-
ricana, foi theatro de escndalos e de de- i g3es executivas das deliberativas ; sepa-
lapidag5as financeiras dos seus represen-' rar a deliberaglo e a acglo, confiando-as
tantes municipaes. Duas reformas, reali- distinctamente a funecionarios differenies.
sadas consecutivamente em 1873 e em Desde 1833, o senador Verguero, no
1874, decretaram medidas restrictivas que seu relatorio apresentado como ministro do
anda assim parecerara insuffieientes Foi Imperio, charaava a attenglo do pailamen-
preciso, diz Pascaud, fundir o governo do to para a inconveniencia da accuraulaglo
condado com a admnistraglo da cidade,' deasas funegoes. A confuslo do delibe
na esperanga de que as autoridades do rativo e do executvo na organisaglo muni-
estado cumpririam seus deveres com mais'cipal ura dos maiores defeitos da lei do
que as mais livres slo aquellas cuja tutel- Zelo e regulardade do que a corporagao Io de Outubro de 1828, e de ha muito
la est reduzida ao mnimo Na propria
Inglaterra osboroughs ou cidades munici-
paes que gozam do extensissimos privile-
gios nlo podera contrahir eraprestrao sem
ura asto do parlamento, nem alienar bens
sem licenga autorisada por fres lords da
thesourara. Em muitos paizes as func-
g5es executivas das municipalidades sao
confiadas a agentes do governo, ou esta
aiii se faz representar por um agenta seu.
Em quasi todos a tutella chega ao ponto
de consagrarem s leis o direito de disso-
luglo das cmaras ou conselhos.
Os arts. 36 e 37 do projecto alargara a
acglo livre das cmaras municipaes, per-
mittindo-lbes resoluglo propria sobre as-
sumptos importantes. Eata parte do pro-
municipal da primeira cidade dos Estados- proclamara todos, sera d3tincglo de par-
Unidos, tidos, a necessidade de sepralos. Nlo
Estes exemplos, alias inauspeitos, de- ha discr'panca de opinioas a esse proposi-
vem desanimar os apologistas da mxima l to; o projecto, pois, satisfaz a urna aspira-
autonoma municipal. glo geral.
Outra importante reforma iniciada pelo ^ ^.^ rea,sado ,o ojeoto
projecto a organisaglo da parochia como gendo q fxectivo Qas hM confiado a
corporagao administrativa. | r edore8 eleit03 e nos manicip0s a0a pre-
Nenhura intuito mais nobre poie ter 1 .?._... j______________:.:__;, ___.
, I sidentes das cmaras municipaes, cora ex
urna reforma municipal do que asaoc.ar ; o munic b onde e8[ .
direegao dos negocios locaes o rr
a capital do
',,nail. "^ Imperio, pois neste serlo exercidas as fun-
cc5es executivas por ura prefeito nomeado
era todos o mteressa que sempre devem V ^ .^ r.^ ^^ ^
provocar as cousas publicas. Para esse V^b ^ t- q ^ m^.Q. ^
bra e necessano levar a an.maglo da vida deixando aos presidentes das cama-
social s menores circumser.pgSes. ; ^ ^ aUrbu -es e|ecuva8 D03 munici.
A instituclo parochial imitada da le
jecto tem merecido applausos insusp*it03
nobre opposiglo liberal, lerabrarci, entre gish-glo mgleza. Na Inglaterra a paro-h.a
' a cellula embrionaria do systeraa repre-
sentativo e do selj-government, movondo-sa
era limitada esphera, mas cora inteira li-
berdade. A parochia do projecto nlo
outros, o juizo do dstineto publicista Ta-
vares Bastos na sua obra intitulada A
Provincia.
A plena liberdade de acglo e indepen
Impaciente, Arband poz a cabega fra da
portinbola.
Ola gritou elle para o coohairo, por
acaso tenciona fazer-me dormir dentro de
seu carro ?
O eocheiro resmoneou qualquer cousa.
Maximiliano nao pode ver o Sr. Harry
tocar lhe no braco
O cavallsi, solicitado pela reiea, comegou
a andar a trote largo.
Mas, ao cabo de duzentos metros, reto-
mou a anterior andadura.
Tocado de nove pela redea, tornou a tro-
tar.
E d'abi a poucc voltou ao mesmo passo.
E' caso pensado, disse comsigo mes-
mo Maximiliano.
Mo te ve, pcrm, o trabalbo de pensar
nisso por mais tempo.
Definitivamente o carro acabava de pa-
rar.
Ao mesmo ;empo o Sr. Harry, que sal
tara da bolea, acabava de abrir a portinbo-
la, e respetosamente se conservava, de
chapeo na mo.
Vossa seDhor.a quer entrar ? Chega-
mos.
Era um relance, Maximiliano exarainou
& cas.i. Satisf'1-o 32 exame. Elegante
e parecendo ter !o i as comraodidades, a
casa de campo docrciva um terreno es-
plendido, e, apess da cscurido completa
naquelle raomec'.o. lilaximiliano via quanto
b.-stava para pode? dizer que das janellas
do chalet a vista < *v:a aer magnifica.
Voitou-se pora o Sr. Harry e perguntou-
lhe :
M^s, isto nao hotel ?
Nlo, senbci, iraa casa de campo.
O Sr. Whatson oos ecjarregou de pl-a
sua disposiglo en ti an:o se demorasse em
Sydney. Es'.. ;a* dependencia do Ho-
tel do GrSo-Daqe-'
Orto-Duque, D...rc epitbetos invari.'7 ^ da elogio que, em to-
das aa cirenastansias, 03 inglezes applicam
ao sen Wellingtor..
Muito bera, dase Arband. E toda
a casa para ma:
Apenas o.or:e /. Exc. oceupar a
ala esqnerda do pavilb&o.
- E* rejto tansbem habitado ?
Sim, por am csvalheiro e urna da-
ma.
:- Ah como se chamara ? 'Slo ingle-
zes ?
Harry respondeu ao acaso :
O cavalheiro chama-se Hobson.
Este nome nada significava para Maxi
miliano.
Nao perguntou, pois, mais nada e, sem
dizer palavra, acorapanhou o mordomo im-
pravisado at um quarto grande e bonito,
onde largou a mala do viajante, contando-
lhe pelo mido as excelencias do apo-
sento.
-- Obrgado, respondeu Arband ; nter-
rompendo-lhe o discurso.
O Sr. Harry retirou-se, fechando a por-
ta.
O barulho que fez a porta fechando cau-
sou alguma sorpreza aos ouvidos apurados
do joven francez.
Com effeito, dera som anlogo ao de urna
fechadura que nlo se pode forgar, cuja
mola dupla jogaria com urna presslo em
um s ponto.
Isto causou Iba natural admiraglo.
Que sto ? perguntou elle a si mes-
mo.
E correu para a porta e deu volta ao
feroho.
A porta nlo abri.
E;u um relance, Maximiliano reconheceu
que estava fechada a chave.
Oh oh resmoneou elle ; sar por
acaso mais outra armadilba ?
Volteu se e rairou todo o quarto.
Outra porta, em tudo semelhante, ficava
em frente da primeira.
Decididamente estou encerrado I di-
se elle de si para si.
Abri a janella e inclinou-se para fra.
Era noite fachada.
Ao longe, bntia o mar. na praia.
A' esquerda, a cidade de Sydney, que
que se reconbecia pela multidlo de luzes,
pareca langar um refl^xo de incendio para
o co.
A proximidade da cidade tranquillisou
Arband.
- Urna vez fra daqui, disse elle com-
sigo m-.-smo, eu depreasa encontrarei o ct-
minho. Mai antes de tudo, mster s -
hir daqui.
Entilo, voltoa para a porta, certificou se
de qu o revolver e a massa do brabmane
estavam no bolso, e gritn para fra.
pos de renda inferior a 40:000S000, pas-
sando-as a prefeitos eleitos poloa vereado-
res entro si, nos de renda superior aquel-
la soraina, e creando prefeitos de noraea-
g!o do presi lente de provincia as capita-
ea das provincias.
Ninguem respondeu ; nem urna voz fez a autoridade. E accrescentou cora a de-
co sua. licadeza da que nunca de afastam 03 poli-
Vio urna campainha. Tocou. O mesmo ciaes britannicos, rogo lhe considere que
silencio. I me >fMgira que elle podesse pensar em
Oro, pois I disse elle, nlo ha que he m vontade de minha parte.
6tsr. Eu os acompanho, meus senhores,
E recuando at o fundo do quarto, deu disse o dutor.
rpida carreira para a porta. Tornou a vestir o sobretudo, pOz o cha-
Ao primeiro ponta-p, a meia porta de i peo na cabega e sabio atrs doa policiaes.
carvalho, apezar de ser expessa, rangeu ej Esperava-os um carro,
rachou-se de alto a baixo. Arband reparou que era o raesrao que o
Maximiliano, como sabemos, era dotado j tinha trazdo rais hora antes,
de forga herclea. Evidentemente eu estava denunciado
~ Mais outro, disse elle a rir, e abrirei polica. Singular justiga essa que man
passagem.
E recuou de novo para dar outra car-
reira.
Foi intil.
A porta abri se.
Simultneamente, tambera abrio-se a por-
ta do fundo.
Entraram um sargento e dous policiaes.
O sargento estendeu a varinha para Ar
band, o tirando o chapeo da couro, disse :
O senhor um francez, que se cha-
ma Maximiliano Arband, e que esta tarde
desembarcou do paquete de Melbourne ?
Sim, senhor, respondeu o doutor.
Neste caso, queira acompaohar nos.
Maximiliano encarou fixamente o poli-
cial :
Perdi, senhor. Se me ni engao,
pertence polica de Sydney ?
Com effeito ; s suas ordens.
Obrgado. Espero nada ter a pedir
lhe. Parece que o senhor vera prender-
me. E' isso verdade ?
O poli ial orrio de modo enigmtico.
Nlo isto exetamente ; mas viemos
rogar-lae que nos acompanbe at casa do
sherif. De Melbourne nol-o rocomraenda-
ram s nossas vistas, e nlo lhe oceultarei
que a sua prislo provisoria reclamada
per um habitante de Sydney.
Maximiliano encarou-os sobranceiro.
Talvea o Sr. Lewis Jubb ? Honrado
enqueiro... que. ..
Senhor, interrompeu severamente o
policial, o honrado Sr. Lewis Jubb um
dos liomens mais conceituados da Nova-
Galles. Nlo licito suspeitar da sua boa f.
Nem aqueles que elle assassina ?
O policial nSo o deixou continuar.
Basta, senhor, disse elle, eu apenas
sou agente. O senhor pode disentir com
da prender um homem pela simples recla-
raaglo de um particular. Ora I Deve ser
urna furmalidade I
O carro comegou a rodar a trote largo,
desta vez.
Voltamoa para Sydney ? perguntou
Maximiliano.
Sim, respondeu lacnicamente o agen-
te.
Ao cabo de um quarto de hora de tra
jecto, o carro parou, o policial comprimen-
tou Maximiliano, e sabindo, deixou-o s.
Entlo o cavallo par'io a galope.
Viate minutos depois, parou bruscamen-
te.
Maxirailiauo mal tinha tempo de coorde-
nar as idis.
Nada ainda havia concluido.
Abrio-se a porirnhol 1 do carro.
Entlo, o espectculo psreceu-lhe a um
tempo grandioso e sinistro.
A menos de rasio kilmetro, o mar es-
bata era uraa praia de lisa areia, cujos
grlos seintillavara luz da Ina.
Nem urna arvore, nem um arbusto via-ae
all.
Apenas, voltanlo a cabega, o doutor po-
de pere.eber que a praia era abrigada por
urna rocha a piqu-, ao p da qual, havia
urna raiseravel palhoga, ra^nos do que pa
llioga uraa choga, d'onde sahia delgado fio
do branca espuma.
De cada lado do carro estav%m quatro
boraens, que nlo se mexara.
Dalles, a metade pertencia raga raa-
laia.
Os outro?, vestidos de roupas de algo
da> branco, tinham ralos e cara tintas de
fulligem.
Do sargento e dos polinaes nlo havia
nem vestigios.
prestigiosos do partido ltberal, e cuja me-
moria dove merecer toda a veneraglo dos
nobres deputados, o coronel Tobi. s de
Aguiar, entlo presidente daquella provin
cia.
O Sr. Theodoro da Siva:Eera Per-
nambuco foi votada lei igual pelos libe-
rae3.
O Sr. Ratiabona : E 110 Cear, na pre-
sidencia do Sr. senador Alencar, mas erara
agentes policiaes.
O Sr. Cunha Leitlo : -A regencia re-
commendou por uraa circular, a lei paulis-
tana de 1$35, a todos os presidentes de pro-
vincia, para que fizessem as assemblias
provinciaes adoptaren] ospriucipios all con-
sagrados. Multas provincias, corao disse-
ram os nobres deputados em seus apartes,
decretaram leis iguaes.
O Sr. Ratiabona : Mas o prefeito do
projecto tem outras attrbuigocs.
O Sr. Cunha Leitao : -Convido o no-
bre deputado pilo Cear a 1er a lei paulia-
tana de 1835. Convencerae-ha do que eu
disso.
Posteriormente, era 1862, sendo presi-
dente do conselho o chefa de um ministe-
rio liberal, apresentou no senado um pro-
jecto de organisaglo de cmaras munici-
paes, no qual se craava em todas as villas
e cidades um prefeito nomeado entre os
vareadores, ploa preaidentes, as provin-
cias e p'do governo imperial na capital do
imperio.
V, portanto, V. Exc, Sr. presidente,
que a creaglo dos prefeitos, proposU pelo
projecto a palas emendas, nlo pode ser
suspeita aos nobres deputados da opposi-
glo liberal. (Apoiados.) S depois de
tolos esses en3ejoa e tentativaa, foi que o
ministro do imperio do gabinete de lt de
Julho, apresentou era 1869 este projecto.
A iniciativa coube ao partido liberal;
pois incomprhensivel injustigo a que nos
faz a Ilustre opposiglo, pretendendo des-
cobrir nes3a idea am instrumento de maior
centralisaglo administrativa, um meio de
reduzir as liberdades municipaes e mais
jungil-aa influencia do governo.
Em quasi todos os paizes da Europa ha
prefeitos as communas ; em alguns slo
de eleiglo, em outros de noraeagSo directa
do governo, ora outros, finalmente, slo es-
colhidos pelo governo entre os vereadores,
harmonisando se assira a acglo do governo
cora os interesses da rauncipnldade. E3te
ultimo typo o que exista na Blgica, na
Italia e na Hespanha, e foi entre nos pro-
posto era 1862 pelo Mrquez de Olinda,
como j disse. fCoatinua)
Maximiliano reconheceu a cilada. Con-
teve se.
Voltandose para um dos horneas, espe-
cie do Hercules, que nlo era outro senlo
James, perguntou-lhe cortezmenta :
Para ondo devo ir, maus senhores ?
Para all, disse brutalmente James,
apontando para a casa de palha.
Arband callou-se e reflectio.
A'quella hora, s, em uraa praia deser-
ta, estava perdido. Bem o via. Portanto,
valia a pena de acabar com tudo immedia-
taraeute e vender caro a vida.
Levou a mo ao paletot e apalpou o re-
volver, que lentamente tirou do bolso.
L-'mbrou-se entlo que a arma nlo esta-
va carregada.
Tudo conspirava contra elle.
Entretanto, a arma, pesada e inteiriga
polia-lha miacravel defeze. .dem disso,
estava resolvido a deixar-se matar.
Pois bem I disse grosseiramente o
bandilo, decida-se !
Maximiliano fez urna pequea oraglo ;
dirigi ura ultimo pensamento, Sra. Fran-
cs, a Bertha e a Renata. Depois :
Es:ou decidido, respondeu elle fra-
mente.
E, encaminhando se para James, bradou
cora voz de stentor :
Bandidos, deixam rae passar, e, pa-
lavra de honra, eu prometi nlo denun-
cial-os.
O nglez respondeu rindo cynicamente :
My good fellow, o s nhor est dizen-
do couaas de crianga. O senhor est
seguro. Nao recalcitra. Do contraro po-
de h .ver historia.
E fez signal a seus corapanheiros para
avangarem.
O doutor tirou a capa, que enrolou no
b-ago esquerdo, e atirando fra o chapeo,
segurou o revolver pelo cano.
Arreda I diss: elle trmulo.
Os oto i.omens avangarara par elle.
Nao sabiaro, porra, com que torrivel
ioiraigo tinliara de haver se.
-.ndo um pulo para tras, Maximiliano
evitou o choque ; depois, dividiado os com-
batentes, carregou sobre o que mais prxi-
mo lhe ficava.
Era um malaio de estatura mediana.
(Continuarse ha)
Typ. do Diario roa Duque de Carias n. t.



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