Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17948


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Full Text
4H0 lllll MlUi 135
PAR A CAPITAL K Lli,iKI OXDE SAO PACA PORTE
Por tres mezes adiantados........'....... # ^T**?
Por seis ditos dem.......... ...... i^OOO
Por um anno idem................. 230000
Cada numero avulso, do mes-no dia............ *^"
OBA-FHBA 15 DE JIO DE 1887
DIARIO
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados..............
Por nove ditos idem................
Por um anno idem................
Cada numero avulso, de dias anteriores..........
1305OG
20^000
2701OG
0100
NAMBUGO
Pr0priei>ate fot AXmo Jtflurira t>t Jara i S\)ts
Os Srs. Aeuede I'rloue i: C
de Paria, a o os nossos agentes
exclusivos de annunelos e pu-
blcateles na Frasca e Ingla-
terra
TELEGRAMMAS

-STi-: da sscz savas
(Especial para o Diario)
RIO DE JANEIRO, 14 de Junho.
OSr. Br. Pedro Lula fioare de loo-
aa fol eleito dep alado gersl por 5 12
votos
BERLIM, 13 de Junho, noite.
% nade de S. M. o Imperador ai-
inerme aprsenla ama llselra me-
Inora.
LONDRES, 14 de Junho.
THE TIMES annuncta que as Iropas
rassas avancaram oais no territo-
rio do iii:hanis!<.ii e que a queda do
Emir inevltavel.
BERLIM, 14 de Junho.
O principe berdelro da Allemanna
parti para Londres.
Agencia Havas, filial em Pernambaco,
14 do Junho de 1387.
idnticos, differirLm nao s pela natureza das
partculas materiaes que arrastavam na sua com-
posigao, mas tambara pelas condicoes partcular?s
do movimento que os auimava, isto pelas suas
prr priedades.
Iadubitavelmeote, se os organismos nao recebe -
rain na sua com p:'sigilo um maior numero de ele-
mentos cbimicos, parque no momento da sua tcr-
magao os cutros tiuham j ad]uir.do o estado ao
lido.
_Continua)
INSTRCCAO P0PULAR_
BIOLOGA
(Extrahido)
DA B1BLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(.KBK.tO t>PII\l\K
(CrnilinMOfio)
A theoria, divide-se pois em duas partes :
1" Prodcelo natural do protoplasma primitivo
em um dado momeo to das epoehas geolgicas pas -
sadas. ....
2" Preducgao actual da substancia bioplasma-
tica.
A' primeira parte, j vimos que a resposta nao
pode deixar de ser afirmativa. E' perftitamenle
admissivel que, necessariamente todos os organis-
mos, derivados da protoplasmo. provieram com
este das substancias inorgacicas mineraes consti-
tutivas do nosso globo.
Esta a these da theoria da geracao esponta-
nea da vida, apsesentada e defendida pela escola
franceza, principalmente representada em Robn.
Da mesmo modu Haeoekel e Elsberg (de Nova-
York) admittem que nao s em um dado momento
dos tempos geolgicos se formn a substancia bio-
plasmatica primitiva por precipitaca do seio das
massas (liquidoa on aolucea mineraes), mas mes-
mo que essa produego de materia viva se deve
realisar anda boje no laboratorio da natureza, sob
a influencia de condicoes especiaes, do mesmo
modo que nos antigos tempos.
A cacla allem, principalmente representada em
Virchow, pretende que a materia viva primordial
se !enha produzido espontneamente no seio de
um lquido em que existisaem previamente forma
dos os compostos orgnicos complexos que entrara
na su* compcsiv.io. Evidentemente, esta ultima
hypothese, conhecida pelo nomo de plasmagonia,
nada de vant-ijoso eu de surprehendente nos apre
genta.
O que n03 imputa saberse essas substancias,
denominadas orgmicis e cuja complexa reuuiao
onstitae o protoplasm- vivo, uasceram, ou nao,
espontneamente na n.tureza.
A isso responde nos uffirmatvamente a theoria
da escola fraacjz*, denominada autogonia. Na
f.ic -essaa das epoeh is geolgicas, a cada carnada
on periodo corresponde urna oidem de factos ca-
ractersticos.
Assim, pademos dizer, que o primeiro periodo
da trra, foi o periodo physico ; o segundo, o pe-
riodo chimico ; e o terceiro, o periodo biolgico.
Este ult'mo extende-se at aos nossos das. Se,
como vimos, o movimento vital determinado prin-
cipalmente pela continua accao de oxydacao das
substancias instaveis conclue-se que elle nao pode
realizar se superficie do nosso globo.emquanto nao
houve urna atmosphera livre, contendo urna gran
de quantidade de oxygemo. Era necessariaa eli-
minacao da grande porco de acido carbonio da
atmesphera.
Houve entre as variagoes climatricas dos pe-
riodos geolgicos urna epocba em que as condicoes
de temperatura, e outras, foram tses que determ-
naram o agmpamento dos elemento?-hydrogenio,
osygeoio, carbonio e aste,no estado de equili-
orio instavel que caracterisa o protoplasma. Ou
essas condicoes nao se repetiram mais, e d'ah em
diante toda a prodcelo de organismos se tez
custa do protoplasma exittente, justificando o dito
de Cuwer que s a vida ger a vdi ;on e*sas
essdicSS) ec repetiram diversas vezes, e se repetem
atada h*>je : eis o que a sciencia nao conseguio
anda verificar.
A c. eago primeira da substancia bioplasmatica
realiaou -se necessariamente pela iccao das torcas
pbTsieo-chimieas, quer fiase (como diz Haeckel)
pela, couabinaCIo do vapor d'agua acido cal bonico
eaeaaoniasa, formados a superficie da trra,
quer fosse, pela reunio do cysm.geniu, formado
duraste o periodo de incandescencia do nosso glo-
jjn cesa o vapor d'agua (como pretende Pfluger)
De qoalquer modo qsgr fosse, certo que u'um
periodo remoto da evolucs do n aso planeta,
quaudo os elemental futuros das substancias viv-s
fluctuavam dasenos ae atmesphera pesada, ou
as aguas ocenicas, atada agitados p lo movimen-
to febril da sua condeneaco recente, nma concen-
traco maior do mesmo movimento que oa mate-
ria csmica gerou os tomos conseguio produzir
M primaras eombma^Sea vivan, as primeiras
vabeta acias pcotoptasicatiosa.
E aofcre arte ponto diverjnkind as opiniea
de dutinete nsiuriJislss.- %s*rem una sji
se
tenha formado pBeSMH|Jr nstoplasma snieo
eia ou modrfcaeo a i ro-iuzflas

que por djfterenei-,
pele>stiinaln da condicoes de meio, onginou tod*
a extensa sasjs dos vanaoisemos organismos.
Segundo outros, a massa protoplasmatica pode
ter sidogerda m ceadioes muito varia veis, re-
saltando que se su nsacimento espontaneo sabi-
riaa msttos protoplasmas, m quaes lone de serem
i
?ARTE OFFlCls!.
Co ver no da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 13 DB
JUNHO DE 1887
Antonio, Veneranda, Julia e Maria.
Informe o Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda.
Frsniisco de Paula Ferreira da Annun
ciajito.Sim, visto ter sido supprimido o
seu lugar (g 3o do >rt. 9 da lei n. 1884)
procedendo o Thesouro Provincial a liquida
y"o do tempo de servigo effectivo.
Jos Francisco de Paula. -Indeferido
rescinda-se o contracto, deduzindo o The-
souro Provincial dafianja, multa correspon-
dente aotempo em que ioi cobrado o imposto
na conforinidadejdoque'no mesmo contracto
foi estipulado.
Major Jos Francisco Ribeiro.Iufor-
me o Sr. inspector da Thesouraria de Fa-
zenda.
Joaquina Syndonio Cavalcante de Albu
querque.Passo portara, conaedendo a li-
cenga pedida.
Julia Ayres d'Almeida Freitas.Sim,
sem vencimentos.
Jos Jacintho Pav2o. Informe o Sr.
inspector da Thesouraria de Fazenda.
Desembargador Luiz de Albuquerque
Martina Pereira.Informe o Sr. inspector
da Thesouraria de Fazenda.
Manoel Caetano Vieira da PazDefe-
rido com o offioio de boje ao brigadeiro
commandante das armas.
Soares do Amaral rmeos. -Informe o
Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Virginio Horacio ae FreitaB. Informe a
Cmara Municipal do Racife.
Secretaria da Presidencia de Pernarn-
buc-o, 14 de Junho de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Repartico da Polica
2" scelo.N 538.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 14 de Junho de 1887.
Illm. e Exm. Sr. -Participo a V. Exc.
que ioram bontem recolhidos Casa de
DetencSo os seguintes indivduos :
A' minba ordem, Marcolino Jos Ro-
berto, remettido pelo subdelegado de Be-
lm, por disturbios.
A' ordem do subdelegado da freguezia
do Racife, Honorio Jos de Albuquerque
e Firmino Jos do Maria, por disturbios.
A' ordem do do 1* districto de S' Jos,
Mana Rosa do Nascimento, por distur-
bios.
A' ordem do do Io districto da freguezia
da Baa-Vista, Manoel Affonso de Mendon-
9a, Candido Gongalves de Lima, ldalina
Pereira da Silva e Maria Francisca do
Nascimento, por disturbios e offensas
moral publica.
A' ordem do de Belm, Antonio Jos
do Espirito Santo, preso em flagrante per
crime de ferimentos leves.
A' ordem do do Peres, Severino Cor-
rcia Lobato, por disturbios.
Communicou-me o subdelegado do Io
districto da freguezia da Boa Vista, que
ante-hontem s 6 horas da tarde, J > iqui u
Antonio de Araujo, subdito partuguoz, es-
tabelecido com taverna praga do Conde
d'Eu da mesma freguezia, em estado de
embriaguez-e armado de faca de ponta e
revolver, dirigi se casa n. 2 do becco
do Tambi, onde reside urna raoga uom
quem havia contratado casamento, com o
fim de assaseinal-a, chegando referida
casa e na occasiSo em que tirava do bolso
o revolver para commetter o crime, acon-
teceu cahir no ch2o esta arma, que dispa-
rou, empregando-se a carga em urna das
mos de Ermelinda Maria da Conceiclo,
que fcou levemente ferida.
O criminoso tendo sido preso em flagran-
te f i loge depois posto em libe.'dade por
ter requerido fianga provisoria.
Abrio-se sobre este tacto o competente
inquerito.
Na noite de ante-hontem para hontem,
os ladrSes, por meio de arrombamento em
urna porta que d sahid* para o quintal,
penetraram no esubele -intento commercial
de Jaciatho Pacheco Pootes, ra da
Imperatriz n. 5, da referida freguezia, e
ionduziram 120*5000 em dinheiro, 16 cai-
ras com charutos, 2 latas com fumo pica-
do e desfiado, 4 garmfas com agua fliri-
da, 3 banecoB e grande porcSo de cigar-
ros, Heixando como prova do crime urna
chave de broaa, um lenco enoarnado e tres
coutos de velas de que so haviam servido.
O referido subdelegado tomou couheci-
ment do fasto, fea proceder a vistoria e
abri o vonpetente inquerito policial.
Honttm a 4 horas da raanhil foi prsso
na ra do Hospicio da freguezia da Boa-
Vista, o individuo de nomo J0S0 Bap'ista
Autunes da Mello, operario da fabrica
Apollo, na occasiSo em que procurava
furtar um aacco com 31 1(2 kilos de fumo
picado.
O delinqueate foi recolbido Detengao
e contra elle ae procede nos termos da lei.
Participou me o delegado do termo de
Jaboatlo que no dia 9 do correte o indi
viduo de nome Joaquim Lopes, assassiaou
traigoeiramente cotu 12 facadas a Luiza de
tal, qae com duas companheiras lavava
roupa no rio Una pertenconte aquelle termo.
O criminoso sendo perseguido foi preso
e contra elle se procede nos termos do in-
querito policial.
No dia 3 do correte, em trras do en
genho Jassiru' do termo de SerinhSom o
individuo de nome Vicente .Ferreira da
Silva, conhecido por Bagaceira, armado de
faca do ponta e pistola ferio a Manoel Ro
drigues Chaves, Manoel Ferreira de Lima,
Joaquim Gomes de Souza a Joac Lopes
dos Santas, sendo os dous ltimos grave-
mente os quaes falleneram no dia seguinte
em consequencia dos ferimentos qne rece-
beram.
O criminoso foi preso, tendo se aberto o
competente inquerito sobre o facto. -* J
%teve elle o conveniente destino.
Communicou-me o subdelegado do 1.'
districto da Graea ter feito remessa ao
Dr. juiz de direito do 4.' districto crimi-
nal do inquerito poli nal procedido contra
Florencio da Silva de Siqueira Varejlo.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe
de polica, Antonio Domingos Pinto.
Inspectora ge ral da Instrucco
Publica
DESPACHOS DO DIA 11 DE JUNHO DE 1887
Francisco Carlos da Silva Fragoso, pro
fes8or publico Cumpra-se e registre se.
ldalina Alice de Albuquerque. Enca-
minhe se.
Anacleto Publio de Moraes Carvalho.
dem.
Francisco Xavier Cavalcante Vellez.
dem.
Minervina Francisca Cardoso.dem.
Alberto da Silva Miranda.dem.
Maria Saturnina Prudencia da Luz. -
dem.
Grata Candida de Alcntara Couto. -
dem.
Amalia Prudencia Alves de Lima.
dem.
Joaquina Mafalda Alves de Carvalho.
dem.
Jos Octaviano da Rocha Mello. dem.
Maria Eugenia de Carvalho e Silva.
dem.
Jos Leao Vctor de Oliveire Ledo.
dem.
Fausta Felicia da Cunha Resal. dem.
Lourongo Gongalves Aleixo. -dem.
Ismenia Genuina Dias. dem.
Anna Cesar d'Almeida Peesoa. dem.
Donatilla Julia da Costa Guimarles.
dem.
Maria Liberata da Silva Fortes. dem.
Honerio da Costa Monteiro.dem.
Casemiro Lucio dos Santos. dem.
Felippe Banicio Correia de Figueiredo.
dem.
Ernesto da Silva Miranda. dem.
J0S0 Baptista do Espirito-Santo. -dem
Manoel Figueira do Nascimente. dem.
Mara Leopoldina.Pires Ferreira.'dem.
Balbina Firmina da Ro?a Leal. dem.
Emilia Olynapia Telles Bezerra. -dem.
Vicente da Silva Monteiro. dem.
Jos Eduardo de Souza Landim. dem.
Antonio Bellarmina dos Santos Leal.
dem.
Vicencia Alves de Abren Mello, profes-
sores pblicos. dem.
Jos Crispiniano da Silva. Justifico.
13 -
Maria da Conceiglo ^Rodrigues de Mello.
Justifico.
- 14 -
Francolina Forjaz de Lacerda, professo-
ra publica. Curopra-se e rpgistre-se.
Secretaria da instrucg2o publica de Per-
nambuco, 14 de Junho de 1887.
O porteiro,
7. Augusto de Mello.
Falleceram : o pharmaceutico Pedro Celes-
tino dos Santos Dias, Pe 1ro Mendes Goncalves Pi-
nheiro e capito Eusebia Lmz Antonio de Mene-
zee. 0
Segundo referi o Diario de Noticias de 29,
do Para, foi assassinado no rio Juru, o 1." tenen-
te da armada, Manoel I. Piros Camargo, que com-
mandava o vapor Japur-
Par
Datas at 5 de Junho:
Continuavam a fazer victimas a berrbri e a va-
rila.
No dia 30 do passado s II 1/2 horas da noi-
te, no Reducto, manifestou-se incendio na mercea-
ria As Duas Naeoes.
Occasionaram o sinistro algumas faiscas des-
prendidas do fogao de estabelecimento vizinho
Flor de Murure, faiscas essas que commnni -
cando-se algumas caixas vazias e a un masso de
palha, deram cemeco ao incendio.
Achando-se ausente o taverneiro, e constando ao
Sr. commandante do corpo de polica o sinistro,
este, com algumas pracas, deu as primeiras provi-
dencias para apagar o fogo.
O referido commandante communicou a compa-
nhia de bombeiros, o occorrido, comparecendo pon
co depois o Sr. capitao Ivo de Abren com os apa-
relhos e bombeiros necessarios, os quaes extingu-
ram o incencio 1/2 hora.
A mercearia da propriedade do Sr. Joaquim
da Silva Machado e est segura na cempanhia Ga-
ranta do Porto.
Os prejuisos havidos sao avaliados em cento e
poucos mil ris.
Sob o titulo Alfandega de Bulm, > encon-
tramos na Provincia do Pari a seguinte noti-
cia :
> A arrecadacSo da receita publica na Alfan-
dega da d'esti capital, em o mez de Maio ultimo,
attiugio o algarismo de 832:889^575, assim des-
criminado :
Importaco 609:451*280
Exportaco 138:<3i'587
Outras rendas 84:507*908
nrrecadacao, ao ultimo do dito mez attingiram ao
algarismo de 1:118*766.
Em seguida offerecemas apreciacao da leitor
um quadro demonstrativo do rendimento da mesma
repartico nos mezes de Janeiro a Maio do anno
passadse corrente:
Em igual mez dos tres ltimos annos foi a arre-
cadacao muito inferior, come se verifica dos se-
guintes alearamos :
1886 1885 1884
Imp. 519:978*280 446:8154207 614:134*865
Exp. 69:514*940 54:887*349 102:201*111
Outras
rendas 59:279*425 52:102*707 52:358*840
648:771*645 553:805*263 768.694*316
Depois de Maio de 1884, em que a importaco
foi a 614:134*865, s tivemos em Junho de 1886
renda superior em aquelle titulo de receita, pois foi
de 689:269g621, sendo a do mez findo a maior do
presente exercicio.
Neste periodo, e at o mez de Miio, a arrecada-
cSo j se eleva a importante somma de.....
8.963:170*107, apresentando o excesso de ..
203:900*921 contra a renda total do exercicio de
188586, que foi de 8.759:269*186, e anda o de
2.280:471*114, contra o exercicio d 188485 que
apenas attiugio a 6 632:698*993, devido crise
commercial, que tanto prejudiccu a nossa praca.
S a importagao tem produzido 5.594:552*398,
quasi a totalidade do exercicio de 188586, que
foi de 5.717;599*149 e mais 1.468:474*020 que
a do exercicio de 188485.
O rendimento do actual exercicio nao attingir
com certeza o algarismo do de 1883 84, o mais
elevado que tem tdo a nossa alfandega, pois foi
de 10.548:898*672 purera, o mais lisongeiro qne
o tem precedido, por isso que aprsenla hoje ape-
nas a iifferenea de 1.585:728*565 que mais reda-
zida ficar com a rjnda do presente mez calculada
em 800 contos.
A' administragao do actual inspector, Sr. Lean-
dro Campos, pertence a arrecadacao dos tres mezes
ltimos assim descriminada :
Marco Abril Maio
559:424*691 539:748*645 609:451*080
126:391*152 138.930*587
Imp.
Exp. i30:363*530
Outras
rendas 84:816*487
99:675*964 84:507*908
DIARIO DE PERHiHaliUCO
RECIFE, 15 DE JUNHO DE 1887
Noticias do ,\orle
Pelo paquete nacional Espirito Sant, chegada
hontem dos portos do norte, tivtmas as seguiates
noticias :
linaionan
Datas at 2 de Junho :
Continuava a trabalhar a Assembla Provincial,
cujas sesses foram prorogadas at o dia 15 do
corrente.
A receita da provincia oreada para o exer-
cicio de 1886-1887 de 1.939:080*000 e a des
peza para o mesmo exercicio est fixada em...
1.778:947*000. .
- Foi nomeado promotor publico da capital o
bacbare Jos AJves de Aasumpcao Menezes.
- Sob o titulo Dr. Santa Arma Nery lemos no
Cemmercio de Amazonas da ultima data o se-
guate :
Ser passageirp do vapor Espirito banto o
nosso eminente compatriota e jornalista Dr. Santa
Anna Nery.
< S. 8. aestina-sa a corte do imperio onde vai
demorar-se por espaco de tempo de alguna me-
aes.
O Commercio do Amatnos felga de mais urna
vea testemunhar o seu applauso ao grande brazi-
leiro, e agradecer-1 he, com o abraco de despedid,
a muita eollab. raco que lhe prestou.
Eis a sua despedida :
Ao retirar-me d'esta capital, com destino
corte do imperio, d'onde seguin-i para Pars, rx-go
a todas as pesadas que me distiugniram com a sua
amizade, queiram acoeitar as miuhas despedidas
A patritica Asaembla Provincial do Amazo-
nas, que deu maia ama prova do seu seto cuelan-
cido pelos interesses da provincia, votando uuani
uvmeute o projecto n 11 relativo exposico dos
productos amaznicos em Pars, manifest pub i-
cau.en-e o men rt-conbecimento.
A expcaico ha de se reahaar, quaesquer que
sejam oa obstculos ephemerosAe ae lhe antepo-
aeiHn. Fia a de Antuerpia, a ae Beauvai>, a de
Bourges. Hei de fazer a de Pars.Santa Amia
Nery.
- D a mesma t Iba eata outra noticia :
Kegressa para o Para, no vapor Espirito San
to, o Eim. Sr. D. Antonio de Maeedo Costa, hispo
d'esta diocese.
a, S. Exe. a,6s de estar entre n algum tempo,
recalhe-se aece de aeu bispado, tem duvida pe
uhorado pelas provea do prego e amor filial doa
seos diocesanos,
Mezes 1886 1887 Differencas
Janeiro.. 20:847*929 26:389*085 5:541*156
Fevereiro 9:157*813 20:722*918 11:565*105
Margo... 34:108*867 57:552*721 23:143*854
Abril.... 17:447*899 20:439*463 2:991*564
Maio.... 3: 36*650 50:623*264 46.786*614
Totaes 85:699*158 175:727*451 !>0:028*293
Comparando v se que em todos os mezes d'st?
anno a renda tem tido consideravel acerescim >,
piefazenda a differeug o total de 90:028*293 cid
favor do corrente exercicio.
Importa aaber-se que em 1886 entraran .dou3
vapores, sendo o Orator a 19 de Janeiro e o mesmo
a 29 de Mar^o, be.ua como no corrente anno'o Ma-
riner a 11 do Margo e o mesmo a 20 de Maio.
875:204*711 765:818*761 832.-889J575
Compare da com a receita de igual periodo dos
exercicios anteriores, que foi em :
1886 1885 1884
Mareo 709:062*467 504:172*857 -946:179*798
Abril 623:461*763 77:38*831 637:505*179
Maio 648:772*645 553:805*263 768:694*316
temos, com excopgo de Margo de 1884, rendimen-
to superior ao dos tres ultim.-s exercicias, sendo
que a differenca registrada em Margo de 1884,
no valor de 237:117*331, aunullada na totalida-
de da renda do periodo de Marco a Maio, que
neste exercicio de 2.473:913*047 contra-----
2.352:379*293 do anno de 1884.
No mez de M lio ultima arrecadou a recebe-
dona provincial desta capital a quantia de
182:821*644 que assim so decomtoe :
Renda provincial 163:967*965
Ver o peso (cmara da capital) 10:759*912
Santa Casa 1:067*740
Cmaras do interior 7:06*027
18J:821*644
Tnham fallecido : a 28 do passado, o despa-
chante geral da Alfandega Jos Jonquim Ramos
Villar ; e no dia 4 do corrente o 2 annista de
direito Francico Fernande3 Monteiro Jnior, que,
tendo apenas 22 annos de idade morrera de be-
riberi.
MiirnnliHO
Datas at 8 de Junho.
Falleceram : na dia 28 do pasaado Augusto
da Silva Pontes, amanuense do Arsenal de Mari-
nba da corte e no dia 1 do corrente o coronel Jo-
s Francisco do Britto Pereira, commandante su-
perior da guarda nacional da capital e irm\o 4os
Srs. Antonio Feliciano de Biitto Pereira e Adria-
no de Bntto Pereira.
A Alfandega rendera em Maio 16.':823*bUJ.
Plsnsy
Datas at 20 de Maio.
Nada occorrera de importante.
Cearst
Datas at 9 de Junho.
Pera mandado reintegrar no cargo de the-
soureiro doThtsoUro Provincial o coronel Antonio
Pereira de Unto Paiva.
Pr ncommoJos de saude doixou no da 6 >
coman-indo interino do 11 batalhio o majoi Pedro
Luiz Hmoel de Jess, passando a commaidal-o o
capno Joao Severiano Maciei da Costa. Da fiaca-
lisago do corpo ticou encarregado o eapitao Clau-
dio do Amaral SaVag't.
__ Tinbam fallec lo: na capital, Jos Xavier
da Castro; em Mond ibim, Au aro ttodnguea Sonto;
u povimgao Paasagem das P idfSs, FrauCiac Viei-
ra Qje roa; em Araca'y o m>ijor Jos Ferreira da
Suva Z-uh, e em Igui Ti. .naco F. Lima Ver-
de, neiretario da inspecturia a* iuotruegj publica
i'esta proviucia.
Hn> erataade tfo Worl
Nao recebemos jorn-'ea .le.sa pio^iucia.
l'nraiijiiii
Datas at 13 de Juuhi:
Entrara uo exercicio do viee-c>naulado portu-
gu z o cojimerciantn Jo d Sdva Ferreira, em
conaequ^ncia da viagein do r ap.ctivo vice-conaui
o Sr. Alexandie de Faria (odinho, que ae destuia
a Euiopa. .
Em 0 de Maio entrara no parto o vapor Mari-
ner cujia merjadoriaa produzir.ua at 31 do mes-
mo'ma a renda, arrecadada n'Alfandega de.....
33:126*514. _,. ,_
O Uireitoa provucaea de 3 / do da l, em
que comegou a ser feito pela a Alfandega a soa
LXSTRUCgAO PUBLICA
Mcthodologia
L1QO DE COSAS
VIII
T.a questIo
1 reparo e plano da ligo de cousas. Escolha de
assumpto. Ordem a seguir em cada exercicio
Exemplo de urna a proposito de um exercicio de
grammalica.
0 preparo da hga pode se entender com refe-
rencia a quem a vai fazer ou ao objecto, cousa
sobre que tem de ser feita, quanto ao professor e
quanto ao material.
1 Com relagao ao professor, o preparo elle o deve
trazer em suas proprias habilitacoes.
Deve ter aprendido na Escola Normal ou pjr
outro meio, deve ter dado provas publicas de co-
nnecer tudo o que a pedagoga ensna e requer
d'elle para professar as licoes de cousas.O campo
destas certo muito vasto, mas, alm dos objectos
usuaes, nao ha de exceder ao que o professor deve
ter aprendido em cada urna das cadeiras do curso
normal. Sciencias pbysico-naturaes, geometra,
geographa, lingua nacional, etc.,a assumpto es-
colhido ha de prender-se a alguma dessas disci-
plinas I O instrumento com que ter de ha ver-se,
o methodo, o professor o conhece, se sabe pe-
dagoga, com elle est preparado para professar a
ligio de cousas ; si nao sabe, enta o melbor ser
ir cuidar do cutra profissao...
Supposto o professor habilitado as materias do
programma oficial, est elle pois preparado. Mas
ao comeco aera necessario pensar primeiro sobre o
assumpto da ligio, consultar algum de seus livros,
reler seus apor-tamentos e fazer o plano ou esbogo
da ligo, para seguir urna ordem metbodica e
guiar-se durante o exercicio.
Nesse plano deve ter em vista a ordem em que
se succedem as maoifestuges da intelligencia, re-
eommenda M. Pape Carpantier. A primeira ira-
freasao no menino ao apreseotar-se-lhe um objecto,
lhe produzida pela cor desse objecto; sua atten-
cao paira depais sobre a forma ; sua curioaidade
indaga em seguida sobre o preslimo (uso, utili-
dad): proaura ero seguida saber a materia do
que feito o objecto, a origem delle, se natural,
obra d'arte, coma f-.-ito, etc. O mestre, habi-
tuado a lidar com meninos, sabe prever-lhes as
objecgs, prepara-se para responder-Ibes.
Nao deve tratar conjunetamente de muitos
objectos, e nao ha de prolongar cada exercicio por
mais de uns vinte minutos. Conversar amigavel-
mente com seus alumnos por o uco mais de um
quarto de hora, oceupando-se de assumpto que
Ihes eaptive a attencao, nao tarefa que imponha
grande onus ao professor o nao lhe d muito tra-
balho achar-se, na eccasio, prompto para essa
palestra.
A escolha do assumpto dependo do ponto de
vista capital da ligao, da idade dos alumnos, da
claaae que se tem de leccionar, etc. Toda lica
de cousas, bem feita, fructuosa, diz M. Pape
Carpantier. Os maauaes de licoes de cousas as
trazem indicadas (e preparadas at) guardando
certa ordem.
Mas o mestre pode, urna vez que nao dexe de
observar a natural gradacao dos canhecimeu'.os a
transmittir, usar de criterosa liberdade nessa es-
colha. A's vezes o assumpto se impoe ; ha um
incidente na escola a provocar a attengao da mes-
tre e a offerecer-lhe occasio para certo ensino :
aqui se lhe abre opportundada para lico utilis-
sima, de que alias momentos antes nao cogitava.
II O preparo material consiste no arraoja e dis-
pasiejio dos objectos.
E' preciso tel-os o pode-se dizer que todos os
professores, sem sahirem da escola e par mal pro-
vida que eateja ella, teem grande numero de eou-
sas com que podem fazer cxccllentes licoes, v. g.,
a penna, o papel, o lapis, etc. Mai no panto que
versa sobre o material das ligoes de cousas que
se explanar dita parte, e nao agora.
Exemplo de umalicdo ds cousas a proposito de um
exercicio de grammatica
Melbor exemplo nao podemos dar do que um
meucionado no relatoriu apreseutado ao presiden-
te desta provincia e publicado em livro, no anno
de 1879, acerca do systema de ensiho primario e
organisacao pedaggica dis escolas da corte, Rio
de Janeiro, S. Paulo e Pernambuco pag. 142.
E*se exemplo tirado de um interessaute livro
americanoLess es ik lamocaoe. bt Hybam Ha
dlet, Chicigo, 1875.
Uopif-moa o exercicio a que alludimos !
__ Se oa meninos estive.jsem no meio de urna
grande fLresta, haviam de ver em torno de si
urna grande multidao de arvores. Observaram
que essas arvores nao ao todas da mesma fami-
lia, mas nao obstante ser mu i grande o numero
d'ella, veriam que o nio o numero dis fami-
lias. fincoDtrariam ana porcao pertencente
das faits, outra dos carvalhos, outra dos fiei-
xos, etc. (1).
Pois bem, se examinarme o uso de cada urna
das palavraa, do grande numero que d'ellas se
encuntram em qualquer livro, poderemos claesifi-
oal-as n'uns uuucos de grupos e a cada grupo dar
im nome.
Exmrto : Maria ama as arvores, campos, flores
e passaros
C imo est aqu empegada a palavra Maria 1
Discpulo. Como neme de pesa'a.
Profesa.r P.jdemas collocar todoa os nomes
n n um r grupo e chamal os pelo designa^ ge-
,al oe HOMca.
A pa avr* ama paa quo vem aqu empregada T
D. Par exprimir 1 que VIaM> fu.
P. Exprime, portanto, a at&o e cnamemo-lhe
tbbbo (p-r agora ujloqu rm ueata classe todas
Verbos (palavras que aignificam aec; r
Ama.
CosjuaccuEa : E. (2)
O emprego de una palavra determina por si a
a classe a que pertence. Muitas palavras se escre-
vem do meamo mada e empregam-se diferente-
mente, e assim pertencem a diversas classes.
Neste outro exempla :
O rapaz escreve,
Junto da palavra rapaz colloquem outras que
digam que especie ou qualidade de rapaz que
escreve.
D. O rapaz alto escreve.
O rapaz grande esereve.
P. O que exprimem as palavras accrescen-
tadas ?
D. Exprimem ou dizem que especie de rapai.
P- A que palavra aceresceutara ellas uoaa
dea?
D. A' palavra rapas.
P. E esta a que classe pertence?
D. A dos nomes (substantivos.)
P. E as palavras aecrescentadas com que fim
foram empregadas ?
D. Para dizer-------e tambera para accrescen-
tara
P. Precisamos de urna denomiuacao para as
palavras desta classe. Chamemo-lhes AdjeciitoS.
que quer dizer que accre3centado, que vem
junto.
Um adjectivo urna palavra que{e o alumno
completa a definieo.)
O professor mauda ao aiumn< que accrescente
um adjectivo ao nome (substantivo) de cada umn
das oragoes que lhe )az escrever : depois eusina-
Ihe como que urna palavra pode ser empregada
valendo por substantivo ou por adjectivo, d exem-
plos d'isso e recorda o exercicio teito. Depois re-
sume :
Quantos grupas ou classes de palavras j co-
nhecemos T
Que denomigo tem cada um delles ?
Para que servea?-Uji eiemplo de cada
um.
(2) V-se que nao se trata ainda de definir 09
termos, mas apenas de dalos a cmhecer.
PERNAMBUCO
ualavraa E nao ha no exemplo autroa numes r
D Mid,'v.rea, Campo, fiares, p.ssarc.
P. in. Vo estes para a caaae das >omes.
E u reara mais palavra algum?
D A pal .vra
P Eata serve p-ra juntar as palavras flores
passars eas p U*M que srveos para ligar cha-
uiui-se conjunoooes.
Asaim j achmoa tres grupos ou claaaea de pa-
*Xojfe (substantivos). Mara, arvore, campos,
florea, passaros.
(1) Conaervamo,, por fii-lidade, 0 que ae con-
rm no texto amer.cno, maa o mestre de ver*,
quanto pofeivel acioaOi#.
Assembla Provincial
38 SESSO EM \b DE MAIO DE 1897
FBF.SIDENCIA DO EXM. SB. DB. JJSK MANOEL DE BABllui
WA.1DEKLIY
Sommabio :Chamada e abertura da se3sao.Lei-
tura e approva<;ao da acta.Expediente
Discuasao do nquenmento do Sr. Af-
fonso Lustosa, sobre negocios da Estra-
da de Ferro de CarurDiscursos Jos
Srs. Prxedes Pitanga, Sophronio P r
tella e Ferreira Jacobina.-1' parte da
ordem do di:; :Contina a 2adiscussai>
do art. Io do projeeto u. 41 deste anno
Discurso do Sr. Soares de Araarim.
Encerrameuta da discuasao c votacSo do
art.2t diseuBsao da art. 2o do mesme
projecto. Ob3ervar;oe8 dos Srs. Gaspar
de Drummond e Juveucio MarizVo-
tagao e approva^ao do? arts. 2e 3.
Votago do projecto n 42 deate ann 1.
2" parte da ordem da dia : 2 discuasao
do projecto u. 51 deste anuo.Leitura
e apoiamento de emendas.Adiameuto
da 1' discuasao do projecto n. 65 deate
anno.Encerrameuta da sesao.
Ao meio di, teita a chamada o verificando-se
estarem presentes os Srs. Rati. e Silva, Sophronic
Portella, Barros Waudcrley, Luiz de Andrada
Viaconde de Tabatinga, Juvencio Mariz, Reg
Barros, Ferreira Jacobina, Affonso Lutosa, Re-
gu< ira Costa, Bara de ltapiasuma, Joao de S
Antonio Vctor, Coclho de vloraes, Casta (Jora.'
Herculaoo Baudeira, Prxedes Piianga, Soares de
Amorim, Augusto Frai Um, Comes Prente, Drura
m.nd, Rogoberto, Domingues da Silva e Bario^de
Caiar, o Sr. presidente declara aberta a seaso.
Comparecem depois os Srs. Julio de Barros
Andre Diae, Jos Maria, Costa Ribeiro, Barros
Barreto Juuior e Joi de Oliveira.
Faltam os Srs. Amaral, S Ionio de Mello, Jco
Alves, Costantina de Albuquerque, Gongalves Fer-
reira. Rosa e Silva, Ferreira Vellosa, Lmrengode
S, e Rodrigues Porto.
E' lida e sem debate approvada a acta da aessao
antecedente.
O sr. 1 secretario procede a leitura do se-
guinte
EXPEDIENTE
Um cfficio do secretario do governc, devolvenJo
tres exemplarea da* Rosolucoes sanccionadaa s ,li
ns. 1884 a 1886.A archivar.
Outro do mesmo, idem, informada a pet?a de
Alheiio Oliveir...A qu m f--z a requisico.
Outro do mesmo, aecusaudo o recebmento do
officio n. 50, relativo eleicSo de alguus -aaombros
da mesa desta Assembla.Inteirada.
Urna petigao da Dr. Pedro da Cuuha Souta-
Maior, requeran-la um anuo de I conga, para ti atar
de sua saude tora da provincia, com o ordeuado
que !he compete como lente de italiano na Gym-
nasio Pernambucano. A' commisao de petico.
Foi dispensado da publicagao em avulsoa indo a
imprimir no jornal da casa, a requenmento do Sr.
Regueira Costa, um projecto n. 8. creando no
termo de Pauellas urna freguezia sob a invocacao
de Nossa Seuhora da Conccifao de Alagaa dis
Gatoa ...
' lido, apoiado e julgado objecto de dcliberaga
o seguinte projecto, que dispensadode publ ca-
gaa em avulso, a requerimento do Sr. Regueira
Casta. ,
N 78 :A Assembla Leg slativa Prevnola.
de Pernambuco resoive :
Art. 1 Fica creada no termo dePanellas urna
freguexi sob a iuvoeagao de Nassa^Senhora de.
C mceicaoda Alagoidc Gatos.
Art. 2. Oa limites desaa freguezia serao os ac-
tuaes do districto policial de Alagoa de Gatos.
Art. 3'. Ficam revogadas as disposigoes em
coatrario. .,.,.. ,03
Pago da Assembla Provincial, 5 de Maio de 1*3'
Regueira Costa.
Contiua tm discuasao o requerimento de utor-
macoes sobre negocios da estrada de ferro de Ci-
ruar. ,, .,
OSr. Praxee Pitanaasr. preaidente,
V. Exc. ea Asa inbl. evem c.mprehender com
que acanhameuto venh a tribuna para turnar parte
na discussSo lo requerimento ..ssignado por deas
dos meus maia diistiuctoa amigos.
Nao quero negar o raeu voto ao requerimento
que ora aediscuie, uorque a.u daquelles que deae-
jam sempre a maior clareza em tod)B os aasumn-
toa acere dosqua a se peem intormacoee ; deseje
mesmo que ellas sejain remettidas officialmente a
esta casa para que ella saiba.sobrequem repoiisa a
respons.bilidade dos factos coutidos neste reque-
r in ato. ,
Tendo, porem, n Ilustre deputado feito recahir
u.justament.- ^ r. sp .uaabilidade delles sobre um
amigo iteu, julgo de meu deTer dar geiras expll-
eacoes para qu-esta As erab'a aaiba que o Sr.
Or. Ariatidoa G v 1 no deaempenho da funcgSef
a aeu cargo procura quanto_ possivel aer exacto
cumpridor da us obrig.cea.
8 Exc. desejando aaber aobre quem deve pe-
sar a respanaab.lidade do desabamente de um edi-
ficio ruido na eaUga, central da Imh de
de Caruai diase que, nao a o ed.ficm ^aa
adm.niatr.gao publica, como tembem que a re
ponsabilidade do deeaatre devia pesar sobre o en


2
Diaito dt rernambucotyuarta--feira 15 de Junhe de 1887
4
a
naa ao p
I pMqae
respons
genheiro director, porque a elle cumpria fiscalisar
ama obra de modo que ella nio fosas destruida.
Devo responder ao meu Ilustre amigo que o
eempartim-mto e nio o edificio nio 6 nao havia
ido recebido pe* direecio da estrada de trro,
como tambera qae orre por cinta e responsabili-
dade do contrataste a coostruccio, e por tanto o
desabamento.
Posso asseverar Assenibla que o arm.nim em
construccio era obra anda que eaUva sob a di
reccio do contratante da eetrada *t>*nrro, ene
poitanto nenhum orejis* asare* faaaaa puaii
ca coin o s u dusabatrienl
nio havia sido eotranjae, i
ca e exclusivamente sob
conlratante daqueMea ob
Portanto, o primaste-1
pede ser respondida assi
ponsabilidade corr* anda par parte da ud mi ni
traeio ou fiscalisacjio daajaellaa obra* e que na-
nhiin prejuizo sctTi razeij* nacional coma
queda daquellc edificio.
O empreiteiro encarregado das obras da estra-
da de ferro do Caruar havia collocado em urna
Jas liuhas um engatamento de ferro na emenda
das suas madeiras, mas nio tendo elle bastante
forca para reaiatir ao peso do teinada cedeu e ar-
rastou isto armazcm que alli se istava cons-
truindo.
Portanto, a responsabilidad.! do meu alustre
amigo e Sr. Dr. A-iatidss (ialvo nao pode ser af
fectad por ter desabado um edificio que nio es-
tav* sob a su* admits traeio, que anda nio ha
via sida recebado.
Creio, anii, que o nobre diputado nio foi bem
informado quaudo declarou que a obra eatava fei-
ta e acabada...
Sr. Affoaso Luatesa Conheco bera o con-
:raeto.
O Sr. Prxedes Pitanga.. recebiJa pelead
mimstracio publica e aob a tisealisaoao d'aqoelle
engenheiro.
Posso dar a miaba palavra de que ouvi ao pr, -
pria eugenheiro as deelaracoea que acabo de
\is*r.
No segundo pouto procura se saber a razio
porque as tarifas do prolongamento nio estio ac-
aordes com as que se acham em execucio ui Ca-
ruar.
S. Exc. sabe perfertasteate 4a por um aviso
de Feverero o governo central inandou qi-e a di
reccio das estradas de ferro do prolongamento e
Jaroani, organisatsem urna tabella que procuras-
se favorecer, lauto quanto foase possivel, o trans
porte das raercadonas que sio enviadas par aquel-
las estradas.
Eateariso, emanado do poder central, chegan-
dj ao conhecimento da directora das eatradas,
teve de ser enviado aos segando chefee de trefe-
tros a quem competa crganisar as tabellas.
Sendo o carao de ama estrada maia longo que o
da ojtr, um dos engeuheircs aprestnton inaine-
diatameote o aeu parecer cm ordem a estabele
cer-se a tarifa, e o engenhero em chefe, era vista
do aviso circular, mandou que tivesse logo exe-
cuco por parte d'aquelle que havia apreseutado
o seu trabilho. O outro, porm, maia tardo em
.mrtir a sua opiniio, deixou da presentar o tra-
balho no inesmo praao, acerca deata r duecio, de
modo qae tem continuado a vigorar a tabella que
at entio vigorava, yguardaudo o director dis
duas estradas que o engenheiro encarregado desse
servico lhe apresentasse, cemo era do seu dever,
o modo de nduzir-se a tarifa, afim de que tives-
se execucio e logo que isto acontecesse, S^ S.
laudara pol a em vigor, timo fez era reluci a
mira estrada.
paz de se prestar a servir de mauivela a (ate ou
aquella partid}.
8. Exc. tem orna reputacio ganba a custa ao
sea irereeimento e que nio a sacrifica pe ?ret-.e
de individuos que seguem o movimento das po-
cas ; tem snaa crencas polticas, respeita como um
dogma que conserva, maa procura servir durante
sadministmeoes com a sincendade e retpeitoque
di-ve ser reconhteido em um caiacter como o
d'elle.
Teobo caoeluido. ,,
> rvK>Mi PrleM-V *
Ibl laihiiiitaaii. Sr. presiden*,de que qna
da, ha pM data, pedi palavra para apr
... aiats recjnerini*ata do obre
Sr. Latttstv limitei-ta* w de eng
a pez
de
Um Sr. DeputadoA tarifa da estrada de ferro
de Caruar foi mi-.ndada erganisur em tempo an-
terior ao aviso citado pelo nobre deputa Jo.
O Sr. Prxedes PitangaJ v portanto o no-
bre depntado que o engenheiro em chefe, longe
de querer retardar o beneficio qae pode vir da
reJuccb dessas tarifas, mandn lego provisoria -
irrite estabelecer n'aquella parte que lhe fra
"presentada peio engeobeiro encarregado, aguar
dando que o seu collega encarregado da outra
parte c mesmo fizesse, para que elle pod.sse tam-
bera mandsl-a por em exerucio.
Portanto S. 8., longe de dever s;r censurada,
est no caao de ser upplaudido pelo interese,; qu.-
toma pelo bem e desenvolvan nto das estradas do
ferro qne se achsm eob sua direecio.
Fica portanto respondido este segundo ponto
eontido no reqaerim nto do uobre deputade.
O Sr. Afion8o Lust.-saEu echo que nao.
O Sr. Praxede8 PitangaPens que ta nobre
d. potados niio pod.-m deixar de re litar que o
cogenheiro em chefe t-ma o maior iutertsse pelo
desenvolvimento das latiaas de ferro que se
acbam S"b sua direccii'.
O terceiro ponto de que trata o iCu_uerimeiito
:m discusaao versa sobre o seguinte : Se i x-
acco qu3 o cheft da esteao da Victoria fizera
aejuder uma machina po." s'ia voninde e compe-
tencia, tri.iisportaudo nella materiaes pertencentes
a um particular. maia ou raeuos sao.
Eu n) posso ter muito boa memoria para !
monstrar as c us.s que det'-rmiuarain o chefe da
estaba) da Victoria a acender uma machiua e ser-
vir-a-! a'clla. Mas posso aseeverar que por forca
J-- umi disposicao d;> regulara- nto, os engenheiru
da estrada podeui diapor de um machina, que eu
nao s. i como ;e denomina.
O chee da e3tncao da Victoria, poim, o tez.
indj a Caacav'el e transportandD certa quantiJade
de lenha.
Ora, certo que elle nao podia d'alli partir sera
que tiv.s8cm sido d-'spachadoa oa materiaes que
er&m co;iJuzi'los por ease trem. O engenhairo em
chefe, tendo noticia de que este facto ^e dera, im-
mediatam'.'ate deinittio nao s o chefe (aquella
eatacaj d i C.scavel, que i.iis filho daquclle
que en lastra a mucbina, como ordenou pestenor-
i it o p .gamento dcsaa despeza.
O Sr Affonao Luatosa Devia ter demitfido o
chefe da eatacio da Victoria e nio o fez. pjrque
ello um manda rhv.vae.
O Sr. Prxedes P.tangaNio p.s.io bem apre-
ciar o direiti qae tiuhi o chefe tiaquella est>.ga-)
de ir nessa in ich nu que se deu. iu;ua por rm
especial. Maa o-i que por for?a do i gulamenlo
oa eogeuheiroa da estrada t em o diieito de ceu
der uma machiua tjdas as vezea que jalgarera
iso c > veniente
O Sr. Aff-mso LuatosaNao assim como pena
o uobre deputado.
O Sr. Praxedei Pitanga Creio que aso se
acba ex. resao m regalamento.
O Sr. Affjnao Lastjsa Pe. :: ma V. Exc. ;
case direito cabe apenas a3 director e ac chefea
truf-go.
Eu mesmo, acudo chfj Je teevao, tive neoeui-
dade de un ma-bina a paga .'.-a.
O Sr. Prxedes Pitanga u fact., que o eu-
genheiro eu> chefe, tendo eouhecinjento do occor-
rido, imoiediat .ineute dea as pravideu^io neces-
aarias. fazende demittir o ch.te da eatacio de
.vil que consentir em ua. seiem d spacha-
doa os mater es, e isto dera lugar a qua o enge-
nh-.-iro o d. mittisse ljgo.
Portanto S. Exc, lunge de sor <:eaaura.Io pelo
facto, deveria ser elogiado, p.rquanto d.-mittio o
chi [-.
Aaa'n^, cr. io qne a aceusaci'' qu fora di.igida
ao llloatre engenheiro em chefe (las estradas de
ferro de Ca'U^i e prolongamento, naj tem fan-
dam nt nio aasenta em bns direitoa.
Creio, por uso, que este quesito ainla e^t de
maneira anlo poder pezar cu aua respuuabili-
dade 8obre o engeubeiro em chefe.
Ao requerimento de S. S. veio tan bem um
ddendunt por parte d.) illastre Sr. z secretario,
contend pantos, alguna doa quaca >-u nio tenho
^ue rospoader. porque me parece nao diaer rea-
peito ai eugeuh^iro cm chefe. Podena fallar acci-
dentalmente acerca de alguna delles, o.in < por
exemplo : umi dse 'berta de antipas, que segn .o
me cousta p-rtence nao ao numero daqa.-Has que
foram incendiadas uo dominio cu na direecio de
nm illustre engenheiro, creio quo M .nteiro de Bar-
ros ; durante esse tempo creio que consta dar se
m incendio em que desappareceram dezeeete mil
dermentea.
Um dos engenbeiroa actuaea da linhu, teudo ne-
eeasidade de perorrer parte das mattas, encon
trara \u deposito de 10 mil aolipaa das quaea me
dase o ilustro engenheiro que ae haviam aprovei-
tado 7 mil na recoostruccio d linha. (Apartes )
Eu p.ss > asseverar a V. Exc. que estas solipas
fiseram parte de urnas 17 mil qne forum incendia-
das durante, creio que na adininiatracao do Sr.
Monteiro de Barros e foram encontradas dentro da
inatta por occasi i de um percarso por um dos en-
geuheiros margem do rio, mesmo assim o enge -
nbeiro tendo noticia da existencia desses dor-
iucates, mandara empregar 7 mil na reconetruc-
da linha.
O Sr. Luatcsa &' exacto.
O Sr. Praxedea PitaagaEa nio tenho por fim
negar o meu voto para qae chegae a esta casa a
iuformacio necessaria, quii ap-naa qne a casa fi
caaae sabendo qne o illnatre engenheiro em chefe
Dr. (Jalvio, nm carcter litado e sincero inca-
tamcelo 9 dmtrsaao
leitawa dm esamma, aMmpamHxid* a
atemaas poaca patevram.
Sadetanto, armcail palo s-fcro atputado, an-
ter do i. qwiiitn, que, nao satisfazlo com o que
havia dito por osmatio ala pxaaemlmfco, prataan
peu segunda vez em novaa invectivas contra o
distincto e honrado Sr. Aristides Ga'vio, enge-
nheiro chefe das estradas de ferro do prolonga-
e de Caruar, nao posso, Sr presidente, deixar de
vir novamente tribuna, para mestrar qne, ae o
digno e honrado director daquellaa atiadaa tem
commtttido no deaeaipenbo de aaaa fanec5-8, e b
pbraae do nobre depatado utr do requerimento,
acto8 que. merecam a censura do nobre depntado
pelo 9d:atricto, nao ecm certeza S. Exc. quem
poder atirar-lbe a primeira pedra.
O 8r. Affonto Lustoaa Porque ?
O Sr. Sophronio PortellaPorque o neta depn-
tado, na qualidaeie de chefe da 2 seccio do pro
longanrento, tem factos que desabonara a sua ad
ministracio.
O 8r. Aflooao Laatosa (w fbre*)EsU enga-
ado ; ea desafio ao nobre depntado que cite um
t6 facto que vfnaa em meu desabono.
O Sr. -ophrooio PortelfaAll pode-se dizer
que o nobre depntado perdeti saos creditoe de en-
genheiro. Deixando de prestar ao aervico a de-
vid atteneio, 8. xc. o hbandonava, para tratar
de aena intereaaea particularee on politieoa em sua
fasenda da Groiabeira em Agua-Branca.
Us trabalboe fcfguiam dweccio diveraa da que
fora maro .da nos reapectivo pianos ; muitaa das
obras daquella se:eio, por estarem ameecando
ruina, on me3mo por ae-aVamorcnarem, tiverum de
aer demolidaa e reconatruidaa em todo ou em
parte.
Foi asaim, Sr. preaidtnte, que, cncirregado S.
Exc. de dirigir a a bertara do tonel dos Pi.oea,...
O 8r. Affjnao LustoaaNio fui ea quem diri-
gi.
O Sr. Sophronio Portella. .. em ves de seguir o
plano approvado. dea-ihe 8. Exc. direecio diver-
sa e inconveniente. Notado o erro, e feitaa novaa
escavanes, tornou-se preciso um reveatimento de
alvenaria ; entretanto o nobre deputado em vez
de material de boa quulidade, preferio empregar
nessB obra tijoles pestin ament fabricadoa na fa-
zenda da Giiabeira, por stu cempadre e amigo o
elei*or Jti Mauricio.
O Sr. Affonao LustoaaO nobre depuiado etta
engaado, nao tem consciencia do qo* cata diaeu
do. V Exc. esta nadando.
O Sr. 8ephrouio PorteMaV. Exc. pode dizer o
civil, clcalo da resistencia dos materiaes, hydrau-
lica, estereotomia, ma:binas, eatradas de ferro e
muitaa outras scenciaa qae fasem parte do curso
de engenbaria civil, pede-ae igualmente dizer qae
nio entende da materia.
O Sr. Affonao LuatosaGaranto a V. Exc que
teuho cinco anuos de eacola ; tenho o corso com-
pleto de bacharelado ; s me falta hydrauliea.
O Sr. Sophronio PortellaMas nio tem o titulo.
O Sr. Affonao LuatoaaE qua atoa hachareis ti-
tulados oonhece V. Exc. qne nio aabem fazer ama
pelicio ?
O Sr. ScpanosMo PortellaNio contesto que oa
aja ; ssaaa-cpja digo que V. Exc. nio enge-
pbeiro atril, anjanheiro ajeotjrapho, e dos cursos
da escola do Rio de Janeiro o de
geogaaphica o mais deficiente.
Anda que nio t
18 anno de pratica
qoc quizer; venham as informecoes, e havetnoa
de \4; qu(m tem razio.
izia eu, Sr. pr.sidmte, que es tijoloa fabiica-
dos per Jos Mauricio, e pelo nubre diputudo em-
pregadoa no reve-stin.ento do tnel doa Pilea,
eram de tao mi qnaiidade, que foi preciso por
baixo desac rev stimento faier-se um outro de tr-
ro para ustental-o.
Em segundo lugar trncta a emenda ouadditivo
pormim apresentado de obras d< molidas e recon-
struidas na 2 seccio do prolongamento de que
era chefe o nobre deputado.
O Sr. Affunso LustosaNuuca deemoronou-se
obra algnma alli.
O Sr. Sophronio PortellaPara nao incoecupar
de muitis outras, lembrarei ao nubre deputado a
estaco de Quij-upa, que tena cabido, se nio se
he tives8cui feito serios coneertos.
Em terceiro lng>:r, Sr. presidente, procuro sa-
ber cem a minba emenda qual a razio de nao ha-
ver sido fi ito um e boeiro, dreno ou eagoto em
um trecho de dcua kilmetros naquella 2" seccio,
de que e.-a chefe o no'irc deputado.
Ora, V. Exc c mpr*hende, Sr. presidente, que
io um terreno accidentado, como aquelle, uio de-
via um engenheiro qualquer, encarregado dos tra-
h.Il.oa de umb estrada, continuar ca aterroa acm
deixur esgoto para aa aguaa.
A couaequeucia dessa falta foi que, formndo-
se grandes bacas de um e outro lado da estra-
da, seria eeta com certeza damuifiaida pelas
aguas, si o Sr. Aristides Galvi, procurando re-
mediar tao grande falt', uio tivesse mandado
aterrar aquellas baeias, com o fim de fazer esc.-a-
rem-se as uguas pelos cortes.
O Sr. Affonao LuatoaaT.-nha a boudade de in-
foi mar-me o nobre deputado, que tio veraado,
que conhece tanto a geographia deasa eatrada,
qual a razio porque esto ae tazendo repuroa na
estradas de L'aruur, no v.ltimo trecho de Casca
vel.
O Sr. Sophronio PortellaDescanse o n .bre de-
putado : aatisfarei em tem jo a sua curioldade.
Em ultimo lugar, Sr. presidente articule! na
etenda o facto relativo ao apparecimento de doz
mil dormeutes, encontrados pelo engenheiro resi-
dente, o Dr. Paulino Lopes da Cruz.
Sr. presidente, em certo temp i incendiaram se
ou deram-se como incendiado 17 mil dormentea
na 2a seccio do prolongamento.
O Sr. Aff nso LustosaDerara se como incen-
diados nio: incendiaram s.
O Sr. Sophronio Portella -Autoriscu-se o torne-
cimento de i utr s t.-ntos. ..
O Sr. Aff nso Lastosa Quem autorisou'?
O Sr. Sophronio Portella0 eng-ubeiro chefe.
Fcito o foruccimento, Sr. pre3dente, emprega-
ram-s : ou deram-ee como empregadoa na con-
iiiu c j da linha esses novos dormentes.
O Sr. Aff.nso LustosaDeram Be nio : f.ram
de facto empregadoa. Desafio o nobre deputado
era uome da li-aldadc, se que a teio, a provar que
heuve diseaminho de quaiquer objeeto eutregue
uiiubt guarda.
O Sr. S-pbrooio Portella-Entretanto Sr. presi-
d'-ntc, com a mxima surpreza para todos nos
acaba de encontrar o engenheiro residente, Dr.
Puulino L pe, dabaixo dos mattoa e ao longo di
i' seccio, 10 mil oesses dormentes.
Ora, Sr. presidente, se queimarara-se 17 mil
d-.rm--utfs, se tet-se novo forneciirento, e so todas
os 'Ormentes d novo fomecidos foram empregn-
dos na constra v*o da liuha, emo s iigeui agora
10 mi?
l3to pr"V^i. .
O Sr. Afttnsa Lustoaa Qae V. Exc. uio sabe
o que est dizen :o.
O Sr. Ferreira Jacobina Qual a conclusio
que o uobre deputado quer tirar?
O Sr. S ph:oni Portella... que o chefe da
2a sec\-ao du prulongam nto nio prestava a devi-
da atteneio ao servico de modo a dar-se o d-sap-
parecimento de 10 m>l dormentes, sem que S. Exc.
tivesse disto conhecimento.
O Sr. Bario de ItapissnmaO que prova isto ?
O Sr. Sophronio PortellaEutao o facto d- ap-
pareceiem ag ra 1U mil dormentes, que nio se aa
be donde vn nm...
O Sr. Bario de Itapissuma-Iato nio prova.
O Si. ^ophr.mio Portella... nio demonstra
hlguma cousa ?
O Se. VisConde do TabatingaNeate caao o che-
fe tambera culpado,: porque nij fiacaliaava as
obras.
O Sr. Sophrcnio PoiteMaE' que V. Exc, en-
tende que o chefe p de p. r si fiscalisar tudo.
O ebefe tem os seus auxiliares, tem 03 seus su-
balternos, a quera transmitte as saas ordena, e em
quem devo acreditar.
O chefe tera a auperintendencia, tem a direecio
geral ; mas aos ch-fes locaea, aos eugenheiros sa-
balleruos incumbe a fiscalisac^o a que se refere
o uobre deputado.
Sr. presidente, o nobre depurado pelo 9* distric-
tricto, retpoudendo em uma das ses.oea paaaadaa
a palavr a que profer em ju tifcacio da era.nd
por mnn .preaitada orocurou diasipar a m im-
preaaio, a impreaeio d sagrada vel que produzra
0 apparecimento dessa emenda, dizeudo que o hu-
milde orador n.da entenda da materia.
E' certo, Sr. presidente, e eu coufeaao nada en-
tender ; raaa permita me S. Exc. que lhe diga
que, se do tenho conhecimento tecbnicos e espe-
ciaes de engenhari.\, tambem nio o nobre de-
putado doa autores mais seguidos.
O Sr. Alfonso LustosaNeta cu tenho esta pre-
tendi.
Mas o qoe verdade que ea fallo com con-
sciencia, e V. Exc. falla por nformacet menos
exacta b.
O Sr. Sophronio PortellaSe, por nio ser en
engenheiro, nio tenho razio para entender da ma-
teria, S. Exe. qaaai que est no mesmo caao, pois
nio e engenheiro civil, simples engenheiro g-'o-
' grapho, e este, desde qae nio estada construccio
pgsa
O Sr. MbasooLast
o titulj, haatnv:-me
teaxla da farro.
O Sr. Sophronio PortellaSr. preaidnte, alm
dos tactos articulados na emendu, rauitos oatios
poderiam ser por mim apontados neate momento,
para demonstrar quio desastrosa foi a adminie-
tracao do nobre depntado na 2* seccio do prolon-
gamento .
apenas o qae se deu como gyradouro de Quipap
e com a remeci da trra xtrabida do corte n. 5,
naquella aeccio.
Quanto so gyradouro de Quipap, reconheceu-
se que nio eslava centrado, que em vez de ter a
forma circular, traban de uma elipse, accrescenlo
anda que toda a obra de alvenaria es i va a des-
fazer-se, a eaborear-se, em razio do pesaimo ma-
terial que se empregra,iato o mesmo tijolo fa-
bricado por Joa Mauricio. Assim, foi preciso
qnasi que O fazer de novo.
Quanto a remocio da trra extrahida do corte n.
5, o nobre deputado, em vez de procurar um lugar
mais apropnado, onde sem inconveniente podeaae
atiral a, nio sei porque razio, entendea arroja! a
#obre a ponte do Boqueirio, dando lugar a que ti
caaaein enterradoa um dos eucoatros e um doa pi-
lares da mesma paute, todos de cantarit de pri -
meira classe, do costo de 50 ou mais por metro
cubico.
O Sr. Affonao Lu-tosaApesar dalo ella nao
raagou-se, netn foi abano.
Sr. Sophronio PortellaEatea, Sr. presidente,
sio os factos mais salientes da aiministraco do
nobre deputado na 2a seecia do prolongamento,
fictos todos ellia prt-judiciaes e por demais onero-
sos ao estada.
Agora, Sr. presidente, passarei a oceupar me de
um outro ponto. Accusanloao Sr. Aristides Gal-
vio, o qualificju o nobre deputado de emergumeno,
da exaltado poltico e de tudo o mais qae lhe pa-
recen. Disse que aquelle distiucto fuuccionario,
ao.passo que demitte os empregados liberaes, eache
de conservadores 03 escriptorios e esueoea daa es-
tradas de ferro.
Tudo isto eu coinpreheudo, S.-. presidente, desde
que vejo claramente que as palavras do nobte de-
putado sao antes lidias do despeto de S. Exc, do
que do intere&ae que possa ter pela causa pnblica.
S. Exc, Sr. presidente, tinha em aua seeeao 12
ou 14 cleitorea ic sea districto coma guardas de
dormentes; esees guardas, que nio guardavam
cousa aigum*, como pr. vara os dormentes oue aca-
bara de apparceer cu numero de 10 000, foram
quasi todos demiitidos p--lo Sr. Aristides Gal rio ;
eis, portanto, o motivo d* aecuaa^ao que a este
'iui',1 1 ser feita.
Sr. presidente, prometti satisfazer a curiosidad*
Jo aobre deputado areapeito dos trabalhas io tre-
cho de L'ttcavci e vou cumpnr a prom-o6aa.
Disae S. Exc. que tendo oSr. Aristides Galvio
dado como concluidos ostrabalhos daqu-ilc tiecho,
chamara poctenormente concurrencia novas cou-
tractau.'cs para aquelles meamos trabalhos.
As iuformaioes que tcaho a resucito sio as 3-
;uiutes:
Conforme geralmrnte sabido, quasi todo i.quel
le trecho compoets de rocha, ou de trra c rnuita
pedra.
Se as cscavi;o.a c aa minpie tivessem de s'-r
futas e concluidas pela empresa e pelos precas do
contracto primitivo, importara tudo sao era um i
somrna tabuloaa e demasiadamente pesada paia os
cofres pblicos.
O Sr. Alfonso LustosaIsto nio procede, par-
que oa uovoa contractoa uio tio por procos infe
rieres.
O Sr. Sophronio Portella- Entretanto, o qne fez
o Sr. Aiiatides G*lvio ? Deu por concluidos oa
trabaihoa com a era. resa e, chamando concur-
rencia uovoa cou'ractantes, est fazendo o 8t-rvic>
por alelo ie pequeos contractoa e poi precos muito
inferiores.
Ej a rnzio poique, tendo sido dado: por con-
cluidos os trabalh s do trecho de Casavel, abri-
se posteriormente a concurren ia para novos con-
tractos
Era i.-to, Sr. presidente, o que cu tinha a dizer.
Cmciuindo, espero que a Asscmbla, approvando
o equerimento do nobre deputado, approve tam-
bem a emenda que apresentei.
(Contina.)
atiViSTA DIARIA
Atitoriaile* puliciueaPor portara da
presidencia da provincia de 13 e pro, esta do Dr.
chefe de polica de 11 do correte tur.-ra uomeados
1" e 2o auppl' uti-s de subdelegado do 3o districto
do termo ce Ipojuca (S. Jos) os cidadios Antonio
Feneira d CarVaibo e Francisco de S-iuza Leal,
v,s-. s por uio tercio aeeitada os que ltimamente
torau. nomeadoB.
Por portara da presideaoia de 11 e pr-opoata
do Dr. chefe de polica de 10 do corrate, foi exo-
nerado do lagar de 1 aupplente do aubdelegado
da freguezia da S de Oliuda, Antonio Ribeira de
Albuquerque, por ter mudado de residencia.
Por portaria da presidencia da provincia de
14 e proposta do Dr. chefe do polica d 10 do cor-
rente foi uomeado :
Delegado do term i de Buique o teaeute do corpa
de polica, Ild-fouso Iguacio do Amara!.
t cia de 13 do crrante, foi aposentado cora os ven-
ciment03 relativos ao tempo de servico que liqui-
dou p raute o Th 'Siiro Provincia!, o 3o eacriptu-
rono addido Recebedoria Provincia', Francisco
de Paula Ferreira da Anuunciaeao.
lutpecco du corpo de policaFoi
expedido pela presidencia o s.'guiotc acto :
Palacio di Presi leo i e Pernarabuco, em
13 de Juuho de 1887. 2a seccio.O residente
di proviuc a r. solve nome-.r pira inspeccionar o
c rpo de policio nos termos do art. 2) di Reg.
de 8 de tov.-mbro de 1873, uma commissao com-
p isl do commandanto d> 14" batalnio de mfan-
taria, coronel Jo Tu -raaz Gonyalves, 2o promo-
for publico da comarca desda capital Di-. Vli.noel
Clemintin"; do Oliveira Escore!, engenheiro daa
obras militaius, capitaa Gr.gori, Thau'iaturgo de
Azevedo, chefe da2"stcci' da secretariado gover-
no bacbarei Eog nio d > A o ;y.le L.bo Moscozo, e
oa nuiaudante da cooipiiihia de cavallaria, capitaa
Joio Justiuiaao da Rocha, a qual dever igual-
me .te confeccionar ura egulaaa.uto para o cnpo,
attendeud) s Conveniencias da aervico em tudo
que oauveoha ser providenciado des le a admissio
dos emeiaes e pnicas at saa einnin cao, para boa
exeeucao do art. 2* da lei desta provincia n. 1900
da 1 do cor.' nte me:, deveudo fazer parte da cm
raisaio quanto revisao do regulamento o com
mandante, do mesmo corpo tenante-coronel Manoel
Guncalves Perei.-a Lima. -Pedro Vicente de Aze-
vedo. a
judanCe de procurador doa feiton
3* seccio.Palacio da presidencia d'- Pernam-
bu'.i. era 10 de Juuho de 1887.O presidente da
provincia tendo em vista a proposta cuntida uo
officio do inspector do Theauuro, de G do correte,
n. 655, resolve nomear o promotor publica, bacba
rcl Augusto Cesar Pereira .Jaldas, para exercer o
cargo de ajudante do procurador doa feitoa da fa-
senda provincia! no diatricto da colleetoria de Bora
Couselho.
(Aaaignado).Pedro ViceiUe de Azevedo.
Por auna de embriaguezNo domin-
go ultimo, s 6 horaa da tarde, J aqai n Andinio
de Araujo, subdito portugaez, eatabelecido com ta-
berna praca do i onde d'Eu da freguezia da
freguezia da Boi Vista, em estado de embriagues
e armado de laca de p.nta e r volver, dirigio-ae
a casa n. 2 do becco do Tambi, onde reside ama
moca com quem h .va contractado caaamento, e
chegando a referida cas* mauitestou mt nco de
aeaaasin-ir esa-, moca e na occaaiio em que tirava
do boleo o revolver aconteceu cahir no chio esta
arma que diaparoa-ae, empregando-ae a carga em
uma das raaos de Eruielinda Mara da Conceicia,
que ficou levemente ferida.
O criminoso foi preso em flagrante, sendo solt
depois de ter prestado fiauca provisoria.
Aaaaaaiamto No dia 9 do corrate e no
termo de Jaboatao o individuo de nomo Joaquim judicial e notas deste termo o Sr. NenwMo Carlos
Lopes asaassinou traicoeiramente oom 12 tacadas
a Luisa de tal, que com duas compsnheiras lava-
va roupa no rio Una, pertencente aquello ".eriaa.
O crimiooso procurou evadir-se mas seudo per -
seguido foi preso.
FurtoJoio Baptista Antunes de Mello, ci-
garreiro da fabrica Apollo na madrugada de sab-
bado para domingo ultimo penetrou na mesan ra
brica por uma janella e tirou um sacco contando
3 1/2 kiloa de fumo preparado, mas nioconseguio
apropriar-se inteiramente do sacco ana ter .sido
atropellado pelos cae?, quando pretenda sabir
pelo sitie.
Encastado ao muro e procurando evadir-te foi o
cigarrsaracncoutrado por empreadas da fabrica,
qua doaptttiidos pelo barulho daa otea caagarast
a tema de prender > ladrio stn cayo podar enana-
traramaaaaa pistola c urna.faaa de apata.
Aprataatado ao subdelanado, laawouvae ternas
de (jaaaaia e foi remottia para a Danatcao
infeflaa-ajaudor da fama taaaas.
xa me primarioNo dia 13 do correte,
ua Ia cadeirado sexo misculiao da freguezia de
Santo Antonia, regida pelo professor Augusto Jo-
s Mauricio Wauderley, prestou exsroe das mate-
rias da I grao e foi coasiderado adiantado o alum-
no Mathiaa Joa Saarea, mandado admittir a este
Banana exanidiuniu pordeUfaeracia da presiden-
cia, em razio do nio telo feito na turma de De-
z.mbro ter adoeci.io no dia designado.
Foi o acto presidido pela respectivo delegado
litterario, Dr. Oiympio Mirques da Silva, com
aaaistenoia do Illm. Sr. inspector geral da ina-
trucci publica e outras pessoas, sendo examina-
dores o professor Cyrillo Augusto da Silva S.
Thiago e o da cadeirs.
PerlmentosNo dia 3 do correte, em tr-
ras do eageohe Jaaair, ds termo de Scrinhiem o
individuo do aue Vicente Ferreira da Silva, to-
nhecido pir Brgaceira, armado de faca de ponta
e pistola, ferio a Manoel Rodrigues Chaves, Ma-
ntel Ferreira de Lima, Joaquim Gomes de ouza
e Joio Lopes dos Santos, sendo os dous ltimos
graveen ate 03 quaea fallecer.ira em consequencia
doa fenineutos.
O criminoso foi preso e o respectivo niu-rito j
teve o conveniente destino.
Hnnte de MoecorroE' boje que ae re.i-
lisa o leilio eauuueiado das objectos, constantes
das cautelas de que tracta a publicara do geren-
te do Monte de Soccorro e que pods ser hii na
respectiva secfis.
Reunoe Kociae Hahoje a segaiuto:
Do atonte Pi doa Voluntarias da Patria, s 5
horas da tai !', cm ana sede, para sessaa extraor-
imina de posse da nova directora.
Amanbi:
Da Recreio Infantil Nave de Agosto, no respec-
tiva ale Instituto Acadmico) a hars da eus-
tume.
Da irmandafo do Santissimo Sacramento de S.
Jos, s 4 horas da tarde, no respectivo causista
n, para eVieao da nava masa regndora.
Uiatrace.ao Hmmailea Fnmiliar-
Eata s ciedade prctaude caram.-m rar o seu 3 an-
inversarir-, representando o drama Phantasma
Bronco.
Vliuiiimliiiii'i. Iuformam-nos qne o Sr.
cap tio Francisco Rodrigues Parto, dlo Jad ds
polica d terma de Caruar, era regosij.i pela no-
ticia do i'3st.a'aeleci'nenta de S. M. o Imp a-ador,
alforriou a sua escmva J.sepba, de 39 a inas a-
ida le, sern condicia de uatu.-eza alguma.
Pelo mt.mi motivo o Sr. Joio Bartholoateu Pe-
g", cidadao fraacez, manumiti sua tscrava Rita,
de 31 anuos de dade, tambam scaa onu algom.
Folgamas de registrar taes actjs o des- jira is
ardeuiemeote que se repra lazara ai alta eala.
\oia cervejaDo estabakeiiaento do Sr.
Aii-,'U3te Labille, honrado commerciante de uossa
prac, reccb"mo3 uma auiostr>: di cervij i Trans
atlantiquc da grande Urasseiie de l'Oueat.
E' uma excedente eerveja e qu3 na> contm aci-
do saiieylica conforme se vencau ua aaalyae chi-
mica a que se proceded na Rio de Janeiro a do qu,-
uos foi forn^cido documenta, quo taz f c pJ e^r
examinado em nosso escriptano.
Ao Sr. Libiile no338 agradeciment .3.
Uma uuvidade, Na Livrara Fraueeza
ach-se exposto um novo gcucro de decorafio pa-
ra casa3 particulares e igrejas. E' uma imitacao
dos custosos vitraux, e que pelo seu reiuzido pre-
co eat ao alcance do todos.
Pode ser utilisado e collocado fcilmente e para
conserval-o basta la val o eain agua.
Deste novo producto 3aa agentes nesta cidade
os Srs. G. Laporte & C.
Mordido por urna vbora- L m a no
Commtrcio do Para, de 4 do corrento :
Antc-hcutom tarde entrou u'uraa pharmacia
que existe no Reducto um hornera, 1 v ndo uma
cobra segura com as maoa pelas extremidades, e
tendo o tronco descansado sobre a nuca.
Otfereceu-a ao propri< Uric da pharmacia, di-
zeudo lhe que era urna gibaia, que encontrara no
matto e pedmdo que Ih'a compraase.
Para melhor recomrnendar o animal e provar
ao dono da pharmacia quauta era mansa a cobra,
eutrou a briucar coin ella, fazendo muitaa aortes e
mostrando se habituado a lidar cam giblas.
N'um momento, poim, de descuido, na qual
s dtara o pese co da cobra, esta saltou impetuosa-
ineuto contra lio, mordeudo-o repetidas vezea no
peito o no braco esquerda.
Era uma cobra surucuc e nao uma giboia !
Ficou o homem inmediatamente envenenado.
Instantes depois soltava lancinantes gritos e nao
hus podia andar por seu p.
Reco'heu s3 aa seu domicilio nos bracos d i
alguns compinheiros.
A r.s nia adiniri tanto o engao de que fi
victima o iufeliz supponda ser uma ino&ensiva gi-
boia a terrivel surucuc, como a deshumanidad.'
das pessoas que com elle estavam na pharmacia,
as quaes, ten ln segundo nos informara, recouheci -
do a que familia pertcncia a Vbora, nio foram ca-
pazes de prevouil-o do perigo a que eslava ex-
poato.
o O infeliz foi de sua casa transpirtado ao hos-
pital da caridad.', ouie, houtera pola mauha, era
perieosissimo o s 'u estado.
l'(K".iasFamas obsequiados c-m um fo'.he-
to, que contera duas lindas poesas, producsio do
c .nh cido poetv. Belisario P^rnambuco, a propo-
aito lo naufragio do va. or Baha. '
A primeira que ae intitula o naufragio do va-
por Babia, o foi recitada pela actriz pernambu-
cai.a, A.'"-louia Silva, aa sua festa urtistica real i-
aada no theatro Santa Isabel, na nuite de 7 de
\Iaio findo. *
A segunda tem par epgraphe o H-voiamo de
uma ceareose, c allusiva ao salvara-nto do
naufrago Joaquim pala meuiu.. Lu'U, na noite da
catastrophe do Haba.
Agradecidos pe) mimo.
Kii.eitu.il> Pela muhi de hout .'m foi en-
contrada n i parta da igreja do Rosario, da fre-
guezia de Santo Aotouio, una crianza re: moa -
Cida do sexo ferainina e de cor branca.
Ignora se os autores de tio h-liando acontec-
ment, porque a polica pouco ae faz a eesas dea-
ba.nanid/i e- de todo o da.
Rom CsimeltioRecebamos de nossi cor-
r apndente o segiiinte, com data de 8 Jo cor-
rete :
Nao a esterilla>Je de assumptos e -.ira os la-
bores propriis da eatacio que catre, que. justificara
a quareuteua era que nos conservamos para c m
os leit. res do Diario na transuiiss.o de aoasHa
noticias, e o longo intersti?io desta para a uossa
anterior miseiva.
O planto, cir.ina e coibeita dis f.-ijoes, tio ne
cesaarioa na vida real, impizeram nua o aiieucio
que aiuda guardaramos, se nos toase licito abau-
d nar por maia tempo humilde posto que indebi-
taraente oceupamoa naa colurauaa do Diario.
infallvel verauieulo de Maia daraoificou ex-
tremamente as lavouraa. mixime naa catingas,
. i Je j ae considerara perdidas aa plantas teitas
en Mar^o, estando apenas lucradas aa do mes de
Fevereiro.
Em c mpensaeio tivemos uma grande safra de
melaocia, o queijo abunda em noaaoa mercados e
por preco reduaidn, e os m.ismos legum s sao ca-
tados pelo mnimo da tabella, regulando 100 ria
por 10 litros de farinha, 300 ris por 10 dos d -
t.-ijao verde, 80 ria par 10 ditos de milha e 20
rea por cada rapadura.
O que nio padece duvida que devemos ter
uma boa safra de algodie, para a qual o tempo
vai correndo propicio.
No dia 30 de Marco, pelas 4 horas da tarie.
eneerrou-ae natoompeient estaca, fiscal a matri-
cula geral los escravos, teud i sido arroladoa at
aquella data 510, sendo 362 neste municipio e
178 no de Aguas Bellas, entrando neste numero
2 sexagenarias.
Por falta da respectiva matricula, o Dr. juiz
municipal declarou isentos de pr starem os 3 an-
uos de aervico a que eram abrigados por forca da
lei de 28 de Setemoro de 1885 a 38 sexagenarios.
Na na 8 de Abril prattou juramento e eutr ,u
em exereicio da cargo de 2- tatbelliao do pub'ico,
Soarot Villela, cargo que lhe tai conferido provi-
aoriara -lite por portaria de 12 de Marco.
A 23 da referido mes tambera jurameatju-as e
assumio o cargo de subdelegado de Taquaretinga,
na qualidade de 1* supplente, o cidadi Jos Bor-
gea da Costa, para o qual fei naraeada por por-
taria de 21 de Janeiro.
Em Taquary e no dia 2 de Maio, Pedro Pe-
reira de Oliveira, acompanhando o fiscal em uma
correicia de parcos, ao fazer pautara em um
destes animaea, fel-o tio apressadameatc, que aio
vio aliante o sea companheiro e amigo Laurean-
a j Jos dos Santos, em cujas pernas se emprega -
rara 8 bagos ds chumbo. O subdelegado do dis
tricta proceden ao devido corpa de deticte, juigan-
da os peritos leras oa fsriraeatos.
No dia 5 da mea pasando foi o sitio Encantador
thoatro de uma hoi rivel acea da saagne.
Al moravamo velan Antonio JoaoBthn de Santa
Anna e seus filhoa Manoel Jaaquut de Sauta
Anna e Joio Vctor Salustiaao, aoahecidos por
pulgas. Perto d'elle habitavam tambera oa creou-
loa r'edra de tal, Ciaario Angelo Cuatodio doa
Santos e Manoel de tal, com os quaes viviam os
pulgas em continua desintelligencia, por causa de
uma troca de ca rallo.
Na meocianado dia, ao passarem os tres pulgas
pato torretro da eam dea cresa los, pararam ante
um veaao cannavial que tem na trente Ja casa
destes, dizeudo um d'alies : Qae boas anuas para
se chupar Ao que respandeu o velha pulga : Nio
preciso das oana*s destes negro.
t'alav.-.s u'lo eram ditas, ua crioulos sargem
parta, de armas engatuhadas, descirregam-naa
naa seas antagonistas, fic&udologoredusidasa ca-
dveres o velha Pulga, seu filho Mano-I, e Bean-
do gravemente fondo Joio Vctor Salusano.
Eis ahi parque morrena. .pulgas.
Os criminosos evaiiram-se.
No Jia 21, cm Qjei'nadaa, aiud districto de
T**asry, o cabaato Dioaitio o maia outros eom
pauheiros, espancaram gravemente um p.bre
mulher, por esta queixsr-se de que Dionisio ho-
rnera de mos precedentes, e fra elle o proprio
autor do forto do porca.
O Dr. juiz municipal, viat>riaiiJo a otf.-niida,
maudou que a aroraot >ria dase deuuacia contra
os criminosos, vista estar provada a miaeraaili-
dade da otfeniida.
Do 22 para 23, Viris3mo de tal, maradar no
Breja-j de Siu"a Cruz, ao ch-gtr ni sitia Trapi
(que iiifeliemcuta aiuda faz parte da districto de
Taquary), onde tiuh do cam o lia da haver una
cavadlos que lb;s tiubaoa siio roubidoa par mora-
dores dsquelle sitio, foi ass.iltada por uma hirda
de aasasainos, eautpao lo de m-orrer porque feliz -
mate, ura dos cujas utercedeu pela vida de Vi
rissioao, leraudo a sua iutercessia aa paota de
'icoupauhal-o a uma boi distancia, onde s entio
Virisdimo p\le acreditsr que anda perteneis aa
rol dos VIVa3.
Esta uiiioii prca s,l i oa m.-s de Abril o
p bre Andr Cunh., mirador na Barr do Brejo.
que all t'nh) ida m masut) intuito, valcndi-ihe
aiafa o iutere'33i>r do Vi.issima.
Aiuda ncsie m.lfadudo sitio, lo, ca dias d
mas passado, acautrado o cadver le ura h uera,
que logo re.'ouheeeu-ie ser o i i u a erimiuoso, e
natural dj Kiacho da Sertio da proviucia de Ala-
g:as.
O pobre hvaera foi cjV'irdjinent'i assassinad,
sepa taJ i a poucas bracis i m ir*rn Ja estra i i,
eajustici Ignorar ia eterna ncn'e cae ficto, se
"j ci's nio o denuuciasaera.
i lgalo de Q icbranulo proee3eu aocicBH
ladaverieo, :aas girantcm-.i.s que o facto foi
Jido ueata oro Vi acia.
No i.a era Avabaty Ve.ho, lugircjo aiuda
perceuceute a Tujtsary, oa coadu^tores di ura
corpa,' m uutne.o i: 12, ho regresiar* m do cemi-
teria, foram trepca; uma bia dose do aguanlou-
te, depois do qu--, porturbiudo-se-lhea as ideias,
foram i faci, do que resultou sabirom levemen-
te feriaos J ,io Joaquim do Sant'Aaua, Mareos
Jao de Mello, Agostiuho Jos Guilhenne e An-
tonio Alvea da Sil a, vulgo Antonio Mani. O
sublelegado respectivo vistoriou os ol .-adidos, e
pros.-gue no iuquerito poiic .1.
Taquaiy o districto m 13 populosa Jas 4 que
coutein o termo, e tambera o menos polieiado.
P-irimetra de 2 leguas, e imra^usa nente povoad i,
a!i estio entregue* voutade do maia faite, sem
inspector de qu rteirio que Ih-a dirjaos pissos ;
pirque cutre todos os moradoras aii achou o ac-
tual aubdeiegadi um s capuz da cumprir fil-
nieiite 03 deveres de aeu cargo.
Grupoa deladi's e assaiamoa alli jazeo im
pavidos, praticandaos maiorca execsaoe, sem quo
a p.licia possa embargar-lh-'s oa pasaos, porque
as autoridades v-m-se coagidas, sem um deaia-
cameoto que aa auxilie naa arriscada; ._ npr-zas
que precisa tentar.
E' justo, p>3, que a ser 'itigraentado o d3ta?a-
menta desta vi.la, seja elle dividido com o pcvoa
do de Taquary, onde a ordem publica constan-
temente perturbada pelos desordeiros e raalfei-
tores.
No du 21 ebegou a esta villa o i033i delegado
de polica alferes Manoel Jos Ferreira da Costa,
uomeado por paitara de 2 de Marco, e a3sumindo
na dia segrate as funecoes de s-u cargo
S. S. chegou justamente quando o termo mais
ancla va por U na autoridade enrgica, moralis ida,
o inteiramente indiferente s que3tiuncul>i3 lacaes.
Cremos que S. S. pr^eneher satisfactoriamen-
te cata lacuca, a julgarmos pela alta ciufiauca que
uoa inapiraram aa suas palavras, que registrare-
mos quaudo S. S. terminar a sua honrosa m ----. >
Nos Diarios de 7 do Marco e 19 de Abril
pintara ;s aa vivo e com as cores da verdade o es-
tada desesperador a que ehegaraos, o ainda da
presente mis.-.va ple se ver e admirar o conjue-
ta le crimea corainottiJos na pequeo decurso de
2 u.'!-'.
E' na repressaa dos delictos que a autoridade
exerce a sua al.a e sagrada misia.
O Rvm. vigario desta freguezia foi victima de
um grao ja da mi gaato, na dia 21 da passado.
Um aujeito morador l para aa bandas e Po-
ferro, viudo aqu aepuitur urai velba que se 'era
broa de abandonar este val de miserias, depoaiti
o corpa na porta da matriz, c foi implorar do vi-
garia a ordem gratis para sepultal-a, visto cimo a
ve ha nada tinha deixado.
O vigario ictorquia-lhc qua ele provasse o
seu estado de pobreza para ser attendida.
Que faz o cujo ? Oarrrga com o corpo, bota na
Cal^ida da casa do vigario, e diz-lh : Fiqoe aqui
ora esta enconraenda at que cu tiie urnas esrao-
las para dar-lhe s-pultura, o que me mais fcil
do que provar a mmha lalta de recursos.
E. .. nunca mais aripirueeu o homem da capa
pret i.
A tardinha, qu-uido j o corpo exhalava um f-
tido insupportave!, o vigario vio se na dura pre-
sisio de pagar o carreto e mandar sepultar o cor-
po da pobre veiha, independenta de mais custas.
Est marca Jo para o da 13 do crrente a ea-
niao da 2a sessio do jury leste ui.o.
O Rvm. vigario Cnagas, accedendo aos dse-
jos de S. Exc. Rvma. ininifestii. ua pastoral l-
timamente dirigida ao clero, acab de libertar dois
nicos escravos qucpassuiam elle c sua familia.
Bota Jsnlim- Em 2 do correte remetteu-
nos o n oso corresp mdente a s guate carta :
ii Se n. f sse a miuh.i promrssa ultima, tal Vez
nao tivesae hoje u necessidade de f.ilar sobre ca
ta lo:-alidade, tule os facto3 sao destituid,.s di
importancia, e reina completa piz e tranquidida-
de, que nao valem o trabalho de referil-oa em uma
miasiva.
Funccionou, de 1 a G do Gorrente, o jury di-e'a
comarca convocado para 30 da passado, sob a pre-
sidoncia do juiz de direito, r. Ciatello Branao.
oceupando a cadeira da prora .taria publica a Dr.
Uersilio d-i Soi'za ; e entraran) em julgamento 4
reos, sendo 3 de criuie de marte e 1 de f-rimeuto
Oa primaros farara absalvido,
E'incriv I que a jury tiveise absolvido 3 cri-
raiuasaa de marte, u coulemnado um de fenmeutos
coaaiderad a leves mas a pura verdade que
< tt i n a autos e uas actaa das sessns !
O Dr juiz de direito Ca8tella Branca, appel- j
lou daz .locir.i a do jury para o Tribuual da Re-i
lacio.
E' raalhar em ferro trio : os nossos jurados, i
em geral, uio contaecera os seus deveres, ou pouco.
se im lortam c m a raisaio sagrada que a lei Ihes
c inri u, igaoram rae=rao a grande responsabili-
dade que sobre s pez. por absilverera a torto e a
.lireito, sera obedecerem as suas coudcieucias, e
atteuderem aos nter, sses la aociedaJe r-preaca
tados na l^i, que foi terida !
E depois grita-ae que nio ha justica neate
pas !
E quando ulgurn dessea meamos, que eatioave-
sadoa em dar absolvicao a culpadaa e criminosoa
auioando-aa cora a irapuaidade a pratica de no-
sos cnm- a, se tarta victima do bra(> do sicario
ou de outra quaiquer raalieitor, anda tem a cora-
lera da lueorainu lar as autoridades para pedir
Justina, sem se r- cardar de que a justiga foi por
elle deahourada e sacrificada era mmente tio eo
11 tae.
O nosso incansavel e virtuoso vigario, padre
Jas Francisco da Silva Borges, celebrou os actos
do mez de Maio com pompa e solemnidade, sem-
pre maito concorridos, principalmente nos ltimos
dias.
Eoi miuha ultima mitsiva refeii que um dos es-
tafetas qu* d'ahi part1am para c ao mez ultimo,
ebegou aesta cidade sem a mala d'aqui ; e hoje
digo-Ihe, que a mala appareceu : tinha ella eido
remettida, par engaoo, para aViceucia.
Autos assim do que uma aubtraccio ou perda.
Mada maia ha por aqu digao de mencio e da
uteresae geral.
LeopoldinaDesta locadade eaereveu-nos
em datada 28 do pastado o nosso correspondente:
Oosaariudo od-moil eespinhoso eocargo a que
naa imputemos era nossa primeira missiva de 5 de
Abril ultimo, dedar-vos noticias desta remota lo-
cadidade qoe, apesar de pequen, nio deve jazer
no eaqueoiaeato dos poderes pblicos para os quaca
appetlanws pediado proteccio, vamos eucetar hoje
a nosss segunda missiva.
Principiaremos p lo que prometfpmos no final
daquella, ato q'ia haviamos de fallar nesta das
aulas de instruccio publica desta localidade, ne-
cessidade de uma colleetoria provincial,de um ad-
junta de promotor publico, etc.
Daas sao as aulas que temos : uma da sexo mis -
culino e outra do feminiaa. A pnmjira regida
pelo professor publico ha pouco reraivida discipli-
narraente da Ilha de Assnmpco, de Cabrob, Ma-
noel Delphino de Medeiros Favillo, teodo 10 alum-
nos matriculados ; a segunda regida peu pro-
te8aora publica D. Mara Florencia da Paz e Cu-
uhicom 18 alumnas matriculadas.
Estia ambas aob a msocelo do delegada litte-
rario capitio AudiBiptista de Araijo. Devemos
dizer que a aula do sexo masculino podia ter maior
numero de alumnos matriculados, porque meninos
nio faltam para iss i; mas, o estada de penuria dos
pais de muitaa aaa permitte que seus filhoa poa-
sam frequentar cacla, j pela falta de roupa, j
pela impaasibidade de morarem dentro da villa.
O proesaor Favilb para augmentar a frequen-
cia de sua escola tem dada sua cuata algumr.3
roupas e calcados a meuiuos pabrei, pela que es-
pera matricular ma's alguns.
Em uma carta que vimos dessa cidade dizia-sc
ser muito piovavel que o Eira. Sr. r. presidente
da provincia suppriinisse a cadeira ia 3exo mas-
culino desta villa, pelas infarmacoas ahi existentes
de ser pouco frequentada.
Nao aceitamos como verdadeira esta noticia,
p -rquauto S. Exc. uio hade suppriurr a nica ca>
deua do sexo masculino deste termo, se frequen-
tida h >je. por ou 10 m.'uiuu. ainsuhi eel-a
por miia, e S. Ex;. Ilustrado como o justiceiro,
sabo porfeitamcute que a ostrucciopublica muito
necessaria ncs'e alto sertio onfe ha muita igoo-
raneia.
EiS'S 8 ou 10 miniaos que fiaiueutam hje i
escola, ser) amauhl 8 ou 10 homeua cmhecedo-
res de s us deveres na 3o:icJade o ui> seria tio
fa luiente arrast-idia A pratica dacrime.
A u ceasi lade de collectorias provincial e geral
u ate termo palpitarte, a bem dos interesis di
faz ni; provincial e geral.
Oj itnp)3tas de ambia as fazenias sii mil ar-
recadaio- : ni tora, ..J partes tem gran es raassa-
das o demoras de irjin a Saigueiro, 11 leguas dis-
ta.!':', o-i i estia as collectorias, patfir imposta
le s di i de .utos, herancas ti outros, e as v zos at
o sello de um requeriment.! S ibe-se i lilculdada
|Ua b'. lo se ob'er uma stampilbi de 2)0 ris
ne- is p ir ig 'na p ir nao hav ;r venda, c q'ic ohri-
: i ::--.' |) ._'ir o s.'.o do to loa os pipis da f.ra
na eolleetonu de S.lgueira en gr.ride p.cju'zo
para .3 pirtos c para a marcha regular da jus-
to,--
Se este t r.n > tero, um juiz muuicipil lettrado,
porque razio uio t-un collectorias prav icial c go-
ral e um aJjuito d- promotor publica que substi-
tu ai da c,marca residente tambero ero Siljueiro,
:oi suas tallas ou impedimentos ?
Pedimos aos pideres publios a creaQia dessas
collectorias a bem ds ulereas.'8 da f .zonda pu-
blica, di ju3tic.a -i das portea,
Feito este appallo ;.o grande e generoso partido
cansci'vador a qa- t mu a liour.i Je perteucor,
paaaamos aos factos oceorridos nesta locaiiJade.
Ch gau a ii da piaaaio Abril, o vigaria le i.a-
brob, padre Emygdio de Maura Ferreira das San-
tas, reg-nte desta freguezia. R-vm i. demorou-
se a; 19 Jo carrate, e durante o tempo em quo
estove entre u3, cei.br.ti missas, caaou, baptisou,
cnco'.nm'iiio'.i c. la.- rus,fez, Rinfi n, o que carc
nios 11 nasal sauta e sub.im: religiio.
Toado sido sccommettido de sezojs por alguna
das, felizmente S. R ovina, restabeleeeu-ae logo c
regroisou bom para a aua parochia.
Reuni se no dia 12 deste, a nova Cmara Mi
nicip&l -ai sua aeguuda sessio arJiuaria da cor-
rente anuo. Os aeus trabalhos, segn lo nos consta,
foram : a expedicio de 3 ouicios para o Dr. pre-
si Jente da provincia, u demissia do po curador
Amancii Baptista da Suva par ter i lo u lUieaJo
carcereiro da cadeia desta villa pela Dr. ch.te Je
polica, a do fiscal Francisca Freir, uome.ando
para substituir o prira.iro a Joio Amando Ara e
o segundo a Francisca R.diigues de Oliveira.
Sao estes os trabalhos de que t.'moa noticia ha-
Vidas era l das de sessio !
Para por em execufao pelo meaos um dos arti-
g a de seu cdigo de pisturas, o r. ju'Z munici-
pal oureou-lhe pediuda que maudasse fazer e t-
vesae ua sua secretaria o livro de que trata o Art.
3ti do referida cdigo afim de aerera registrados )
ferr03 e sigasiea doa gados e criaes dos orphios.
Diz o citado artigo : rodas 03 criadores deste
municipio sao obngados a registrar i a secretaria
da Cmara, em livro para iso destinado, os ferros
e siguaes cm que distingela os seu3 gados e
criacoes, .ob pena de perd r o direito J i reclamar
contra a arrematado du n. smoa giJos, como
bem de ausentes, cu a pagar a multa de H$, poi-
cada vez que for atten.li.la cm reclamacio cem
haver registrado os ferros o aiguaes. j
Achi-ai aberto na secretaria da Cmara, o li-
vro solicitada pela Dr. juiz de orphaos, c uma
providencia muito boa d:. qual devem utilisar-sc
todos os criadores deste municipio para terem uma
prova certa sobre os s.-i'.s .raJos quando estes 88
auaeatarem e cahir. in no uiza de ausentes deste
ou dos visinbos termos.
E;-: convocada para o ia 9 do Juuli. vindouro
a orimeua sessaa do juiy no corruutc a no.
Foi uomeado fabriqueir dan ssa matr.z o ex
juiz Je direito aposentado, Dr. Miguel Gou,- \
Luna que nao aceitou a oomeaci Sentimos que
S. S. tenha assim procedido, -;uauda a nosea ma-
triz est em completo istado de rui: a e i..uito pre-
cisa das cuidadas d-. um f-briqueiro.
Es que seja feita outr uomeacaa.
Foram matriclalos na colleetoria geral do Sal-
gueiro 209 esclavos corap^ebeadidos os deste mu-
nicipio, segundo vimos cm um cdital qua d'ahi
Veio.
Fallecern) : no dia 3 d-.s:e o capilio la guarda
nacin il Manoel Francisco Alv 3 de L'ir.a.ln aa
avanzada idade d.-tt anuos, m rabro do partido
liberal ; na dia 18 um seu tiliio de u une F anciset
-Uves de Carvalho; uo dia 17 um filli. menor lo
j iiz de p.z 'ingela Eru sio da Costa Ag 1.
Tem apparecido alguna casos de febres.
Acba-su entre ua a Sr. P.-dio NovaesAv llios,
viudo de Cabrob a paSScio. Esta m Co ti.'bo do
tinado tenente-coroael Soareo e ciuhaJ. da uossa
amig Dr. P.ea Barretto, diguo juiz lauoicipal ds
Cabrob.
Tiv ra '3 neste mez algumas chuvas que serv;-
ram para vivificar as plautacoes (robado) doa 6"--
tall j -8.
Eatao prestes a terminar o., .'xercicioa. do p>.|
Marianuo, cuja patrica lera sido liJa pela profos-
o r -. publica.
Eatamis no goao de paz e socego.
Esgotadi.s aa uoasas notas, largamos a penoa
para outra oecasiio.
Proclaiua*Foram liJas uo domingo, 12
da Juoao, ua matriz da Boa Vist os aegain-
tes:
Dr. Vi. ginia Marques liarueiro Leio com Ma-
ra t) i.i lina de Mello
Hemique de S Leitocora Rosa Emi a de Bar-
ros I'. .ni pe-o.
oirerrorla daa osrat de conserva*
-.-<> .i porto**Boietira meteorolgica u<
iia 13 d Juuho de 1887:
loras
12
3
1-s r, 53 Barmetro a 0 Teasio do vapor 1 -o 1
4fta 2t'-? 27o-9 26a9 25'-9 7t>219 76203 761"'7 761'"48 15,33 18.J7 16,88 15 69 "16.31 66 71 61 6 6
I'erap'-rntura mxima 8*,W.
Diu mnima24*,25.

*


%
Diario de fanrambnc-tyMrta-Mn 15 de Jarte de iHHl

Evaporacao em 24 horas ao sol: 6",9 ; a som-
bra: 4,1.
Chuvamili.
Directas do vento: variavel entre S e SE (te
meia nuite at 5 hora 50 minutos da tarde; b
e SSE alternados at 6 hora* e 57 minutos ; SSE
at 7 horas e 45 minutos ; SE at meia noite (eom
interrupcoes de S8E).
Velomdadc inedia do vento : 3,09 por segundo.
Nebulosidade media: 0,38
Boletim do porto
CHRONICA JUDICIARIA
Tribunal a llelaci
SE88O ORDINARIA EM 14 DE JUNHO
DE 1887
PBKBroBNCIA DO^BXM. 8B. COHSBLHBIRO
QIITmb DE MIEANDA
Secretario Dr. Virgio Codho
Dio,
i 3 d Juana
11 de Junho
ILras
1011 daonmha.
4_36 da tardfl
10-49
416 manh -
,,,! *ms Etteciua-ae-nao
Hoje:
Pelo agente Br\tto, s 10 1/2 horas, ra de 8.
Joon. 5, daaruncao e mais utensilios da taver-
na ah sita.
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
rus do Imperador n 49, de movis.
Quiuta feira :
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, na rui Im-
perial n. li, da armacao, gneros, ote., da taver-
na ahi sita.
Sext-t-feira :
Pelo avente ?>*">, 4s 10 horas, a ra do Bom
Jess n. t3 do m iveia, piano o outros artigas.
Pelo agente Brito, s 10 1/: hora3, ra de 8.
Joao n. 5 da tabarna ahi sita.
HIv-ik. ranebre.S-.-rao celebradas:
Araanb :
A's 7 horas na igrej* da Madie de Deus, pela
al.na de 1). Maria Ricarda Tavaros.
Sexia-f-'ira :
A'b 7 horas na mitrix de S. Jos pela alma de
Francisco Ribeiro Villela.
PanaRelro no vapor nacional Espirito Santo :
Joao Torres filhe, Dr. M. J. Vieira de Mello,
Dr. Eduardo Ribeiro Machado, D. Mara Tavares
de Mello, Antonio Texeira Pequeo, Joao de Bar-
ros Tuv ira, Jalo C. Saldanha, Vicente (Jifon,
Antonio Simplicio da Paz, Manoel da Silva, G.
R L'-andio, Jes Bernardo Affonso, teneate coro-
ne! Jas Domingos de Oliveira, P. N. de Paula
DanUs, Maria C de lloara, Joaquina F. C. Ti-
noco, Francisco Petroeelli, Pusqnal Banafera, Joao
Fenngois, l'asqual Troclo e lzi loro Memer.
Chegados da Europa no vapor inglez Ora-
tor:
Mra. Divida n, Mias DIvidson, M. Divdson,
Maud D ndsoo, E'hel Dividaoo, Kathleen Di
vidson.
Opi>raran clrai-aticnFui Draticada no
hospital Pedro II, no dia 11 da corrente, a se-
guate :
Pelo Dr. Joao Paulo :
C l>o perineorraphia, reclamada por completa
ruptura d.> perineo, durante o trabado do parto.
Cana le DeteacftoMovimento dos pre-
sos da Casa de Deteucao do Recife no dia 13 de
Junho :
Existam 371; entraram 10 ; sahiram 16 ; exis
tem 365.
A saber :
Nacionaes 331; malhers 10 ; esfrangeiros 14 ;
escravos sentenciados 3 ; idetn processad. a i;
idem da correccio 5.Tola! 365.
Arraooidos 3ll.
Boas 295; doentes 16Total 311
Movimcoto da enfermara.
Tiveram baixa :
Antonio,escra'o de Jos 'Jabral da VascoacaUos.
Jos, oacravo do m-sm>.
Paulo Perclra de B irros.
Jos, esceavo de D. Josepha de Pesqura.
Te ve alta:
A's horas do costume, presentes os 8rs. desem
bargadores em nume o legal, foi aberta a sessao
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e pascados os feitos deram-se os
seguales
J0LQAMENTO8
Habeas corpus
Pacientes.
Joaquim Jos de Sant'Auaa Rocha.Negou-ao
a soltura, un inimein nt mandando se renovar o
processo-
Antonio Sarraras.Msndou-ae ouvir o delega
do do Io Jistrieto.
I) ;u!iri_'03 Sorrentino em favor do seu filho Ri
phael.PrejuJicado.
Recursos eleitoraes
De Bou JarimRecorrente o promotor publi-
co, recorrido Guilherme Cordeiro do3 Santos
Relator o Sr. conselheiro Qieiroz Barros. Nao
se tomou conhezimento do recurso, unnimemente.
De SousaRecorrenta Jos Ciaudino deGalisa,
jecarrido o juizo. R iator o 8r. conselheiro Quei
rox Barros.Nao se tomou conhecimento contra
os votos dos Srs. desembargadores relator, Tava-
res de Vasconeellos, Delfino Cavalcante e To :-
cano Birrete.
De CimbresReaorreiite Joao Canaio Firmrao
Monte-'ro, recorrido Candido Rodrigues da Sil
veira. Relator o Sr. desembagador Toscano Bar-
reto. D.'U-s provimento. unnimemente.
DeSousaRecorreute R armando Moreira do
Alnu-ida, recorrido o juia >. Relator o Sr desem-
bargad or Toscano Barreto.Negou-se prorimen-
to, unnimemente.
J- AUlaia -Recorrenta Frederieo da Rocha
Moraes, recorrido o juizo. Relator o Sr. desem-
barg*dor Daifino Cavalcante. Negou-s? provi-
men'o, uuamrac-mente.
D C impina Grande Racorrente Francisco
Domingos da Cruz, recorrido Galdino Freir do
Moura. Relator o S-. desembargador Delfino
Cav-lcante.Em diligencia.
Da Sjuzi Recrrante Bento Jos de Souzi,
recorrido o juizo. Rlator o 8r. desembargador
Delno Cavalcante.Nao se tomou conhecimento,
unnimemente.
Da S. JooReaorrcnte o juizo, recorrido \n-
tonioQiintino Pareira Barbosa. Relator o 8r.
desanbargador Oliveira Macial Neou-se pro-
vino nto, uuanimemente.
De Campia GrandeRecor.-;nte Manoal Car-
neiro da Noorega. recorrido Jos Jo iqum B >
aerra de Oliveira. Relator o S.-. desembargador
O.iveira Maciel.-Deu-se provioaento, uni::ime-
meate.
Da Campia Gran laRecrrante Maaoel Cor-
roa Nubrega, recorrido Manoel Benedicto Das
da Costa. Relator o Sr. desembargador Prea
Ferrcira.Deu-se provinunto, unaninemente, de-
cretando-Be a responsablidide do escrivao da
collectoria g ral Francisco de Paula Barreto, coa-
tra o veto do Sr. conselheiro Queiroz Barros.
D'AreiaRecorreute Jjaquim B z rra Caval-
cante, recorrido Sebastio Josi Machido. Bala-
tor o Sr. dase Jibargador Pires Ferr-iira.D u se
provimento, unaaimeraente.
De Alaga do MonteiroBecorreato Jos D.tu
tas Correia de Gas, recorr!) o juizo R lator
o Sr. desjmbargador Monteiro de Anlrade.
Negou-se provimento, unsnimeaiante
De OuricuryRacorrente Juvenal Antonio de
'Castro e Silva, recorrido Ernesti Correia de Mel-
j lo. Relator o Sr. desembarga Jor Moateiro de
' Andiade. Deu-se proviment), uaanmemente.
De Ouricury -Recurrente J is da Costa Barr
( ros, recorr lo Flix Das de Freitas- Relator o
Sr. desembargador Pires Goncalvcs.D;U-s: pro
ado-
Barros Franco, appellado Dr Pedro Affonso Per-
reira.
DILIGENCIAS
C >m vista ao Sr. desembargador promotor da
justica as seguintes
Appellacoes crimea
De Goyanna Appellante o juizo, appellado
Joaquim Bonifacio aues da Penha.
DeBananeirasA pellante Manoel Joao de Li-
ma, appellada a justica.
D GoyannaApp 'liante o promotor appellado
Manoel Joaquim de Sant'Aom.
Mandou-se desear ao juizo a quo a
Appellacao crimo
Do Limoeiro Appellante o promotor publico,
appellado Maaoel Alexandre de Mella.
DISTRIBIOES
Re-urso crime
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
De Alaguna Becorrentes Lucio Joaquim de
Aranj ) e outro, recorrido o juizo.
Aggravos de peticao
Ao 8r. de? -mbargador Toscano Barreto :
Do RecifjAggravante o procurador dos fei-
tos Ja faz 'na provincial aggravado Francisco
Gonfalves Torres.
Ao Sr. desembargador Delfino Cavalcante :
Do Recife Aggravantes Sevarin) & Irmio,
aggravaio Jos Antonio de Moraes.
Ao Sr. desembargad )r Oliveira Maciel :
Do commercio do Recife Aggravante Luiz
Bernardo Caatello Branco da Rocha, aggravndo
Francisco Ribeiro Pinto Gaimares.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
Do Cinmercio do Recife Aggravante Lew i
U rmaan, aggravado Luiz Gjncalves da Silva &
Pinto
Appellacoes commerciaes
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel:
Do RecifeAppellantes Gomes & fereira; ap-
pellado Manoel 8 >ares de Aaevedo.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Do Recife Appellante Jos Mathiaa Ferreira,
appellados Luiz Goocaives daSilva & Pinto.
Appellacoes civeis
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De 8. Mig el-Appellantes a Baroneza do Gi-
qui e outros, appellados comendador Mignel
S jares Palmera e sua mulher.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
D RecifeAopellante capitao Liiz Pereira de
Faria, appellado Antonio da Silva Ferreira J-
nior.
AoSr. desembargador Alves Ribeiro :
Do CabjAppellante Joaquim Custodio Duar-
te de Azcvedo, appellados hardairos do major
Paulino Pires Patela.
AoSr. desembargador Ta varas de Vasconeellos :
DoReaifeAppellante Mathas Lipas da Coa-
la Miia, appellado Antonio Casimiro deGouvi.
Encerron se a sesso s 2 h-*ras da tarde.
COMUNICADOS
Joao Candido de Deus.
Lotera do Ceara-Esta acreditada lot \ vimanto, contra os votos dos Sr* d 'Bemba _
r^njopremiom.orde^^OOO ser ex- -s J ^^e^.^^rro.
"tt hetetah'a-s^Tve'nda na Roda da For- I Veras, recorrido o ju-zo. algor -8r.d-.mbar.
tana ra Legado Rosaran. 36. g*i*r n res Goncalves. Deu-se prov.mento.
Tambem acham-se a venda na Casa Feliz na
pra^a da Iodependencia ns. 37 e 39 e na Casa da
Fortuna ra Primeiro de Margo n. 23.
Lotera da provincia No dia ..
do correte, a 4 horas da tarde, se extrabir a
7a .loteras, em beneficio da matriz da Boa-Vista
do Recife e, no consistorio dn igreja de Nossa
Senhora da Conccicio dos Militarea.
No mesmo coa,sisroro estarlo expostas as ur -
ane as espberas a apreciaca do publico.
Lotera da rorteA 204 oteria da cor-
to, pelo novo plano, cujo premio grande de-----
30:000'000 ;ur extrahida no dia .. do cor-
rente.
Os bilhetcs acham-se venda na praca da lu-
depeudenaia na. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna raa Primeiro de Mareo n. 23, de Martina
Fuza & C.
Lotera dofiro-Par-A2pa te da 10'
lotera desta provincia, pelo novo plauo, cujo pro-
mo grande 120:000*000, ser extrahida no da
18 de Junho.
Bilhetcs venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40 de Joao Joaqu n da Costa
Leite
Tambem acham-se venda na C isa da Por-
tuaa ra Primeiro de Marco n. -3, de Martins
Fiuza & C. .
Lotera da provinciaA 7 lotent em
beneficio da mrtria da Boa-Vista d> Raaife, ser
extrahida; no da do corrente, s 4 horas da
tarde.
Os bilhetos garantidos acham-se venda na
Casa Flix na prca da Independencia us. 37
c 39.
Tambem acham se venda na Casa da fortuna
ra Primeiro de Marco n. 23 de Martis F.u-
r.a&C.
Lotera da Parabyba Estalo-eria cujo
premio grande da 20:0 X)0J0 ser extrahida no
dia 16 de Junho 's 3 horas da tarde.
Os bilhete* acham-se venda na Casa do Ouro
ra do Baro da Victoria n- 40 do Joo Joa-
qnim da Costa Leite.
Lotera do Eapl-lio Santo Esta lote-
ra cojo premio grande 60:000*000, ser extra-
hipa no dia do ^carrete.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Tombem acham se venda na Casa Feliz na
praf,a da Independeneia ns. 37 e 3').
Lotera da provincia do Parama
A ,15* lotera desta provineia.pelo novo plano, cu
jo premio grande de 15:000*000, ae extrabir
no dia 21 de Junho.
Bilhetes a vonda na Casa da Fortuna, ra
Primeiro de Marco n. 23, de Martins Fiuza & C.
Lotera deAlagoaw A 17 parte desta
lotera, pelo novo plano, cujo premio grande
do 10:000*0JO, ser extrahida no dia 16 do cor-
riente.
Os bilhetes acham-sa venda na Cas Feliz
praca da Independencia ns. 37 o 39.
Tambem acham-se venda na Casa da Fortu
na ra Primeiro de Mareo n. 23, Martins,
Fiuza & C, e na Esmeralda, ra Larga do Rosa-
rio n. 24.
Lotera de S. Paulo E-ta importante
'oteria cujo premio grande de 10:000*000 ser
extrahida no dia .. do corrente.
Os blhetts acham-sa a venda na Esmeralda
raa Larga do Rosario n. 24 A.
Cenalterlo Publico Obituario do dia 13
de Junho :
Maria da ConceicSo, Peraambuco, 21 anuo,
soiteiro, Santo Antonio ; tubrculos pulmonares.
Luiz, Pcmaatbuco, 7 meses, 8. Jos ; tuber-
euloae.
Antonio, Africs, 90 anuos, soiteiro, Bia-Viita
velhiee.
Josepha Rodrigues Vieira d'Araujo, Pernambuco,
25 anuos, casada, 8. Jos ; uemos.
Urna crianca, Pemambuco, Boa-Vista ; nasei-
da marta.
Manoel Francisco do Nascimeoto, Pernambuco,
3o annos, soiteiro, Boa Vista ; -anasarca.
Bandeira Gomes, Pernambuco, 20 annos, soi-
teiro, Santo Antonio ; indigesto.
Maria Justina da Silva, Pernambuco, (38 annos,
casada, Boa-Vista ; febre intermitiente.
rsula Maria Threia das Neves, Pernambuco
68 annos, casada, Boa-Vista ; dyarrhea.
Jo iquim Teixeira de Carvalho, Portugal, 52 an-
nos, casado, Santo Antonio : hemorrhagia cere-
bral,
M*,:'. 'oraambuco, 15 mezes, S. Jos : con-
va':' .
Urna crianca do sexo masculino, Pernambuco,.
S. Jos ; nascida morta.
unanimement
D OuricuryRecrrente Juvenal Antonio de
Castro e Silva, recorrido Raymun lo Das Parante.
Relator o Sr. d-aembargador Alves Ribaro.
Deu-se provimento, uuanimemente.
Da Paulo AffonaoRacorrente o juiso, recorri-
do francisco le Freitas Oliveira. Relator o Sr.
desembargada Alves Ribeiro. Deu-se pavi-
mento, uuauimemeote.
Da Paulo AtT naoRecorreute Joao da Mott
Almaida, recorrido o juizo Relator o Sr. des?m
bargador Tavares de Vasconeellos. Negou-se
provimento. unnimemente.
De Ouricury- Recorrentes o juizo e Joa Pa-
xoto da Silva, recorridos Jos Pereira Lima e
outros. Relator o Sr. desembargador Tavares de
Va3canc-'los.Em diligencia.
Carta testemunhavel
De Iguaraas--Aggravante Vicente Antooio
Novelino, aggravado o juizo elator o Sr. des
embargaaor Oliveira Maciel. Adjuntos 03 Sra.
desembargadores Tavares de Vasconeellos e con
selheiro Q eiroz Barros. Deu sa provimento a
carta, unnimemente.
PASSAGEN8
Do Sr. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima : _
Appeliafao civel
D'AreaAppellan'e e juizo, appellado Manoel
Vicente, e-cravo de Francisco Alvares da Sil-
vera.
Appellacao commercial
Do Recife..ppellantei Gomes & Pereira, ap-
pallado Joa Soarea Fernandea de Oliveira.
Dj Sr. desembargador Delfino Cavalcante ao
Sr. desembargador Oliveira Maciel :
Appellacao crime
De Palmares Appellante o juizo, appellado
Arminio Joaquim da Paz.
Da Gamelleira-Appellante o juixo, appallado
Antonio Gomes de Aranj >.
O Sr. desembargador Daifino Cayalcsate como
procurador da corda e promotor da justica ad hoc
deu parecer no3 seguintes feitos :
Appellacao civel
Do RecifeAppellante Joaquim Mouteiro Groe-
dea Gondim appellado Virginio Horacio de Frei-
tas.
Appellacao crime
De BarrerosAppellante o juiao, appellado
Jos Alves Barbosa.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao 8r.
desembargador Monteiro de Andnde :
Appellacoes civeis
De Palmares A^peilante Dr. Lanriudo de
Moraes Pinhero, appallados os sucaessores de
Joaquim Jos Cavalcante.
De Palmares\ppellantes os menores filos de
J. ao Manoel da Fonseca, appellados Ferieira Gas
cae & Pulios.
Do RecifeAppellante o Dr. procurador fiscal
da fazanda nacional, appellado Antonio do Nasai-
mento Das Moreira.
Do Sr. desembargador Monteiro de Aadrade ao
Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Appellacao crime
Da EseadaAppellante o juizo, appellaio Fio
riano Jos dos Santos.
Do Sr. desembargador Pires Goncaves ao Sr
desembargador Alves Ribeiro :
Appellacao commercial
Da ParabybaAppellante Jos Rufino de Sou-
za Rangel, appellada D. Florencia Coutinho de
Azevedo.
O Sr. desembargador Pires Goncalves como pro-
carador da cora e promotor da Justina deu pa-
recer nos seguintes teitos :
Appellacoes crimes
Do Alaga GrandeAppellante o juizo. appel-
lados Felicissimo Mendes de Queiroz e outros.
De Itamb- Appellante Joo Galdinode Arau-
jo, apoellada a justica.
Appellacoes civeis
De Goyanna -Appellante o collector das rendas
geraes, appellado Amaro Gomes da Cunta Ra-
bello, senhor de Antonia.
De Camaragibe Appellante o curador de Be-
nedicto Berimbo, appellado Antonio Gomes de
Mello.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr.
desembar. ador Tavares do Vasconeellos:
Appellacao commercial
Do RecifeAppellantes P. 11. Timeraaann e
Luiz de Paula Lopes, appellados os mismos.
Do Sr. desembargador Tavares de Vasconeellos
ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Appellacao crime
Da Independencia Appellante Joao Gomes
Pereira, appellada a justica.
Appellacao civel
De PalmaresAppellante Ernesto Arcelino de
le seus aatos, acceta as uformacoes tima, manejo do azorrague.
a imprensa para evitar o mal, prati- utr' h de eiueaoao, polida
. r de va sera linguagem. Apazar di3-;o,
Proroga^ dos contractos de
cobranc de Impnstos sobre o
gado.
Triste opposco !
Os leitorea da columna do Jornal do Recife nao
tero se esquecido anda deque sabbidoll do
corrente, o eseriptor daquelia seceo em nome da
fiJulguia liberal pernambucans, declarou que o
hmrado pr^sidentc da provincia era umpatoteiro,
que saccionra urna transaecao indecente, de puro
nteresse particu'ar, na lei n. 1883 que proioga os
contractos de dizmo de gado, feitos com os Sra.
Augusto Oataviano de Souza e outros, deixando
qua a Assembla sa afastasse da espbcra da sua
competencia para se intrometter em assumpto me-
rametite administrtiavo.
No dia seguinte, em um CiHnwjiicado do Diar.o
pedimos ao Ilustre oppjsicioniata que fizesse
provincia o sarvico de deamascarar essa patota,
dizendo sem robuco onde ella eatava, em que con-
sista, por que um govarno honesto nao tem receio
da dscnsao de
dadas luz d
ear o melhor e corrigir o que merecer correcco
Pois bam.
Do que havia de se lembrar a columna ?
ConhecaJora de que o presidente da provincia
separa do legislativo o que propriamente de
admnistraco; que urna lai qua proroga contrae
to nao sa pola entender aunes sanao como le de
autorisacolo ; o contracto acto administrativo,
depende do accrlo d*s partes contractantas ; si
a asambla d o assentiment por parte da pro-
vincia, nao ple ssa importar ipso fado aeseita-
cao da outra parta, o particular, cuja declaracao
nesse sentido imprescindivel que seja expressa
para converter a lei em contracto, acto sempre da
adminiatrac&o e nao do legislador ;
Conhccedora anda de qaa a phaae da lei que
diz : relevando se-lhes o pagamento do terceiro
anno da prorogaco, como indemnisacao dos pre-
jtutos que aofjre rom, s tem applieacao no texto
do contracto, a ninguem so beneficia contra a
vontade, e qua nem podia ser outro o penaamento
Jo legislador, qne acerescentou ao beneficio a
clausula de que seria conce jido como indemnisa
gao ek prejuizo, o que nao peranto o legisla-
dor que o contractante prejudicado prova, mas
perante a admioistracao, pois nao ha quera na >
saiba ser at absurdo suppr urna assemblia le-
gislando qua ficavaprovado tal ou tal facto qaan-
do isto depende de julgamento ;
O nico proeedimeut*, naatas condicoes, da
columna, j que a patota eslava na execucao da
lei, seria aguardar o molo de sua cxicuco pata
acentuar a censnra.
Nio p -nsou, porm, assiux.
E, eia que noot.-m apparece a mesma columna,
pando os pontos nos n como se Iba pedio.
Mas de que modo 1
Imaginem !...
Declarando que a patota do presidenta da pro-
vincia est em nSo acceitar desde l*go a lei como
ontracto, os taes prejuizos por provados e os
particulares contractantea no direito do parcebe-
rem para si, aem compensaoo, 15;76100D de im
poatos da provincia, que ea tauto calculado o
dizimo do gado durante um anno !...
Seja tudo palo amor de Deus !
E, nio proceder o presidente da provincia por
asee mo Jo, ser, alin de patoleiro, sabmiaso vio-
lador da lei, qua poritiva expressiva impera't
va.... e mais anda, praticar ata acto repug-
nante proprio de quem nao tem pudor !
Faltou, apenas, para cop nletar a obra, a injuria,
que est na moda entre pasquineiros anonymoa,
de ser pauliaU o Sr. Dr Pedro Vicente !
Triste oppostcSo I
riBUlACOKS A PEDIDO
Hunco de Crdito Real
Para curar a peste,
A peste que nos mata,
J nao basta o enzorre, necessario
O nitrato de prata !
(Guerra, Junqueiro).
O iosano e continuo labutar, inherente nossa
profisso, nao nos aermittio voltar mais celo
mprensa para continuarmos a tratar desta magna
queatio, deixando assim de responder em tempo
opportune ao sanhudo e glorioso articulista do
Diario, que, de oois do seu famoso escripto, publi-
cado 4 2l^lo mez prximo ftndo, volton a carga,
cem outrafno menos celebre producao dada lu
da pobcidade ao Diario do 1 do crrante mea,
na qual pretended esse Aer> responder ao noaao
artigo publicado 28 do mea panado.
Nao nos sobra tempo para eatretar pilamica
pela imprensa ; sobretudo quando tm s pela fren-
te antogooistas do quilate do tal Victima.
Entretanto, tratando-ae de assunpto to im-
portante e que de to perto noa affesU, nao pode-
mos resia.ir ao desejo de diaer o que pensamos e
sentimoe a respailo. tanto mais justo este
sentimento quaoto certo que se a:ham envolvi-
dos em tal questao os interesses de duas grandes
ela8sesa dos agricurtoTea e a das eorrespm-
d en tes.
Nao uso entre nds, vir o agricultor imprenta
defender os seus intereses, quando se acham
esa 's compromettidos e quando sao inteiramante
despresados por aqu dios que, em b'usioio cosa-
mura, deveriam ser cjnst, ot-'s em z dal oa, nao
dando somente expansu ao seu eg j'-cn i.
A clasae dos agn cal toree confes lamol-o cora
profundo pesar pela m ior.parte indiff.ireate
aos seus proprios negocios ; ella viva, por as3im
diser, albeia ao que so pass com re!icio a tul >
que se prendo sua existencia, ao sea bem catar
e ao seu futura.
E urna classe qua trabalha, qua lact.i; m.13 que
parece nio se importar cam o hom ou mj resul-
soltado que auf-re do seu grande esforeo, e que
assim, dir-se-hia qua daapresa at os seus pro
prios interesses.
Isto infelizmente urna verdade incoatastavel e
um dos grandea malea da lavoura, em noaso pas.
Admittida, pois, esta praxe absurda c prejuicia-
liasima, que s plc favarec:r o lucro vil e agtista
do urna parte da classa qual se acham entregue?
os negocios dos agricultores, muito natural que
cauao assombro e provoque raa todo o qu ilqii t
protesto que appare(a contra seme h mte e3tado d>-
coasaa .E'a porque to furioso ae maaiiestoo l-
timamente o Sr. correspondente Victima con'ra o
nosso primeiro artigo.
T-ra razo de tobra o glorioso artieus'i do
Diario.
A' ai con vera, o todos que comsigo pensam que
a classe dos agricultores contiuue a ser urna cas
se mora pira 03 seus proprijs negocios o que"
como tem teite s-'mpr^, deixo carreram a revelia o--
seus legtimos iot;rease3 que ao tambem os gran-
des utaresaea d> p iz.
O commcrcio baixo e taaanho, o cimn 'raio qua
b visa estraitas horisontes, ocomnercio d 13 egos-
tas e dos traficantes, :ssim exige !
Pois bera ; mo grado os ptimos des 'jos do t il
Sr. Victima a dos qua o acompauham (abri-
mos uqui urna grande excepeo para 03 homens
honrados do commercb), es nos de volta im-
prcuaa, em defeza dos interesses da agricultura,
rompendo jcsc molo com 03 velhoa hab t>s roti-
neiros usados at boj-.
Dit) isto, paasamos a fazer a!gmis considera*
coas sobra a ultima notavel prod icfSo do nosso
here, o do Diario do 1." do crrante mez.
Muito d : proposito disantos algumis c insid
races ; porque urna verdadeira resposta nao
nos merece o tal articulista, que, para ai, desceu
abis ; da C'itica, tanto no pen3am?nto aomo na
forma.
Antea porm, de ir mais alera, perraitta-nos o
leitor mais urna pequea digreaso.
Collocamos esta importante quesjo na sua ver-
dadeira altura. Para nj, 03 paqueaos intersse.
partieularea eato rruito abaixo dos grandes inte-
resses >'raes. Dat stamoa o egoismi. S alm--
jamas, s queremos o engran lacimento o a inde-
pende ncia da agrcu'tura, assim como de todas as
industrias de nossa trra; p^rqu: nisso vemoj a
grandeza e a felicidade do Brasil.
Nao e3crevam)j, p013, simp oamen'e dominados
pelo amor aos interesses agriadas a imp-diidos s-
mente pelo espirito de classe, mas, niin, movid-u
tarabam e aobretudo palo gr ule sentimento do
amor da patria, que noa faz ambicionar pa-a o
nosso paiz um fu: uro de opulencia, de venturas e
da gloria3 !...
Isto escripto somenta para o leitor; porque,
quanto ao tal victima, h >m 'm d > b'zerro de ouro e
do egoiamo, provavalraent ni o comprehender
cata liagaagem ; o s^u sonho, a sua patri 1 e o seu
Deus o amor frentico que consagra sua bur-
ra !.. Nao tem o dinbeiio mcab-Q 1, com) acjn-
aelhao moralista inglez, m 13, sim, no corando. .
Eu o lastimo !...
Prosigamos.
E' aempre vil para uj, Sr. correspoadeute vic
quem posaue a tria coragem de offarecar aos di-
rectores de urna importante initttuieio banoaria
urna porcentagem, quereo lo tornal-os assim con-
niventes e instrumentos de seas afiados prijee-
toa, cujo fim reduzr eoudicio da a-'rvos pa-
cante ou aut-imatoa urna das citases mtis impjr-
tantes do paiz! Sim, uio admittim s que falle
emsnatimeatos pinos d> cuaca) e sagrados deve-
res da honra quem, recbenlo da seua eomn'tien-
tes o producto de um insano e ingrato lab ir, para
vendel-o mediante umi aorcantagetn conveaci .in-
da, aufere tolo o escasa > lucro qut d'essa v-'nda
p>de pr vh-, com o fim premiditadj de constituir
sena deoedores a eesea masmaj coiDnitteutes. coa-
tra oa quaes ataca o exhub taate joro de 1 el/2
e de 2 % !
Nao cons- ntlm^s. finalmente, qw f tlieai em aen-
timantos puros do caraca > '. sagrad h devo-es da
hjnra, os corac<3^3 paqu'niaos e egustas, omi o
vosao, ;s consceaaiaa, orno a vssi, calejalas e
dormintes,--as almas fras e impns'vais aut o
aganisar da-i victimas, como sam duvida algura 1
a vossa alma I
Abaixo a mascara, 'tirtufo que representaos
um oxamplar perfeito do typ) cyni :o de Moliere !
Foi pjr couheeermoa de quant> cipa* a v .ssa
ousadia o a vossa catma. essa calm 1 que, cm>
urna croata de gol), cobra o duro eoraeio do usu-
rario,qua vos app!iaa.nos o ferro rn braza E'
o qu vj merecis. o filiis nonos, en seat-
mentos piros do oraclo e sagrad)s deveras da
honra, homans cuj 1 conseeneia ura cada-
ver !...
Sois, alen de nemacieVes, (j ja v qua nos
referimos temare ao t il correspo.idente victima e
aos qua com) elle pensara e aeatem) bildos intei
ramete de generosida lo.
Os antigs sacrifiaadores cobrlam suas victimas
de flores, quindo as conduziam a lugir do sap-
plicio; ao passo qua vos cabria as v asas da im-
properios! Sois aiuii billn la genero3idade
quando pr-'tandai3 sa'oar distinguir o j .) do 'rig 1,
sendo na classe aos agricultores, unshincstos e
mor iliaaios, e outros pauaiesarupulosos e pv.10
seladorea do s?a crdito; o n> em'anto recnsaes
003 o me3un direito, n> obstante :erm.)a aberto
ash>ur:sis excepjoas na claese dos correspon-
dentes.
I or 33) dizais que atiramos moa!oe3 de insul-
tas cin'ra urna classe inteira.
Manda a justici qua o digamos: Temos cor-
r'spon! nte ha mii'01 ano>-, e n:11 o equipara-
mos ao correapoudeat victimi; mas d-'sde que
ellen:-a viasse exigir juros de 1 e 1/2 a de 2%,
nos o repaileriam.'s orno aa repelle ,o salteadir
que pede a bol a ou a vida.
Quinto nos, ni) prez.; o seu credit) o agri-
cultor qua so sujeit-i samelhanfe exigaucia, por-
que cima do3 correspjndantas victimas esti) os
tribuuaes de just'G 1.
9 da Junh)de 1887
Urna vic'imadas victimas.
(Contina)
leucura de ameacar, na minha ausencia, espancar-
B3 com o sju chapeo do sol ?
Slnto profundamente se ter envolvido nests ne-
gocie um homem a amm mu lignei por mios li-
vre e expontanea vontade, sendo esta a razo pela
qual nao posso e nem devo ser clare orno deveria
ser para b-m poder esmagal-o.
Concluo finalmente, dizendo a S. S. qne urna in
aoBncfa se repelle eom outm eque portanto poder
qaando o quiaar dnr-mc com o sea chapeo de sol,
pois estoa sempre 6ua espera.
O que sm -nte lhe peco qae, chagando a esse
ponto, nao se arrependa depois do seu atrevimento.
que, querendo bam pide esperimentar o quanto
lhe cu#tar.
Bem sei que S. S. diapo da multas elementos
conforma apraga, e por esta mesma razao que
quero eonveneer S. S. qne nao preciso usar da
traicia n-m tao pouco da uoiamia para obter jus-
tica.
Recita, 11 de Junho de 1887.
Justiniano Caaalcante de A Bto.
O ano tic- Hara
(AO COLLEGA GK.tALDO LAJDIll)
Ella traj iva hoje a g.ze cor de rosa,
Sen porta altivo a uobra. meu Deus, era ura primor.
E o runo de fliriuhas qu'ornava-lha 03 cabellos
M ; iroso lhe b :ij iva as ticas em rubor f
Ea va-a mu risonha, apeira.iv.i as H .res
Qu' ilegrea se oaeilavam ao som da vcntunia,
E ae oecultando mado, quaas Nymphab fugiti ^
Par'cia qua brincavam
d dos da Mara !
e elevada
aa cousas,
entra na, ti .1 attingido um tal grao de esclda-
lo, 1 cynismo j tao profundo, a iadiffarenaa tao
dormeute, qu', sobre scraelhaute assumpto, nao aa
pode mesmj usar dt brandarae da eortezU ad-
mittida entre cavalheiros; a mo'estia estraiito
adiintuda, e, a semelhanca da gangrena, s j fer-
ro em braaa a poder aarar!
Ao eatado animal) das relacas actuaos, entra
agricultores e correspondentes, no Brasil, sa p 1?
muito bdiu upplicar o que dissa Guarra Juuqi'iro,
em referencia aos vicios de una parte da geraclo
moderna, nos quatro versinboi qu ; nos servan le
epigrapbe. Sim, Sr cor.-eaponl nte uic mu.
Para curar a peste,
A p ste que nos mata,
J nao basta o enxof.e, necessario
O nitrato de prata
Eis o motivo da nossa loguagem virulenta como
o Sr. chama.
Diz o nosso famoso articulista no seu monumen-
tal artigo de 1 do corrente in -z :
Nao sero o insultos, as injurias, etc.,iti-
radas a el. ss dos corcespondentea, uem a lingua-
gem impropria d'um''homem de educacio, e sim
usada entre regateiras e lup mares, onde parece
aehar-se chafurdado o articulista do Diario, ou a
que se tem habituado este infeliz agricultor para
com os pobres escravjs, que nos faro perder a cal-
ma precisa, alterar a tranquillidade d o nosso es-
pirito e aceitar discuaso em semalhante terre -
no.
Nao ha quem, lando este tpico, deixa de leco-
conhecar que qusm o eacreveu pardeu inteirameo-
te a calma e a tranquillidade de espirito Entre-
tanto um individuo que censura a nossa ingua-
gem, qualifcando a de diatribe atirada a face das
correspondentes. Falla-nos em regateiras e lupa-
nares ; oais provavel que nassa atn.03phara rea
pire o tal victima, porque l oa cidade, onde elle
mora, que existem as regateiras e os lupanares.
Q jauto a dizer que nos devclve intactos todos os
insultos, injurias, etc., e que cada um d o qne
temsao chapas j muito roccds e portanto sem
effeito.
Diz tambtm elle que nao polluir a sua penna
em represalias.
Da modo que elle acha muito limpa e bonita a
sua linguagem ; como se o que temos transcripto
at aqu j nao fosse por ai s bastante para cons-
tituir urna verdadeira represalia .'...
J se deixa ver qua um articulista muito ce-
boso o tal homem, ou ento.. um aeaio.
Agora desmancha se elle em elogios c-laase
agrcola, como se esta precisasse dos elogios del-
le. Engao uianitaatu Pelo contrario, a classe
agrcola 03 rep- lia soberanamente porque tae3 elo-
gios equivalcia a verdadeiroa insultos !
Diz mais o tal homem ser inexact* que os cor-
respondintes tenham fechado as portas aos agricul-
tores.
S rnesrro um espirito de contriidiccao En-
trera- to o facte puolico e notorio. A' ialguns
nt'elizes agricultores tem succedido irem no Ra
cife f de l nao poierem truzer nem a carne de
xarque para os seus escravos.
A' outros tem acontecido Ihea recusarem os cor-
respondentes at a insignificante quantia pura
comprarem a sna passagam de volta ao engenho.
toe isto nao fecharem as (portas aos agriculto-
res, ento s no diccionario do Sr. victima pode
ter o verdadeiro same.
Diz muitas cousas bonitas e certis o famoso ar-
ticulista, no seu immortal escripto de 1 do cor-
rente.
Nao nos possivel, porm, apontar urna por urna
todas esaas btlletas e verdades. J coutavamos
com a represalia infallivel desae energmeno cy-
nico, em vista da impreaso que noa deixon o seu
primeiro artigo, o de 27 do mee prximo passado.
NSo nos resta a men r da vida que o autor de taes
producen -s sabe esgrimir perfeitamente ao campo
vasto e assas explorado do pellturinho jornalistico,
pois empunba com bastante denodo e bissrria a
rerrivel arma de pasqaineiro.
8i nSo foseo correspondente, com certeza seria
cupoara. Est, pois, no seu elemento ; e n'esse
terreno cedemos-lbe de bem grado a palma da
victoria, que bem a merece.... e que se cubra de
immorredoura gloria o que sinceramente lhe
deiejamca.
O qne, porm, de modo algum lhe permittimos
que nos venha fallar em sentimentos puros do es -
rac&o e em adrado* deveres da honra!.. laso
nSo, hypocrita!! Nao tem o direito de o faser
O Be ai. paire Manoel L, >i> al Cor-
1'. ir. Ja Cainita
e Mea mu dieau amigo o Sr.
Or. Henriqne Hilet
Nem todos qua escrev- m para o publico faaem-
n'o de boa f. Abasa-aa frequeutementa d) pu-
blico sensato cam desvias, inveraoas a reticencias,
espaaulaud )-se com o effeito qua 03 diseursos b,m-
bastios c oa protestos enrgicos proiuzera semor"
noa parvas que, sendo da ordinario tagareilas, vao
eapalh-iodo por toda parte quaato 03 ajuiu o en-
gtnho o arte.
App iviernos, p)is, esta apreciaba) ao protesto
enrgico do Sr Milat u onb.-cerera n o a nico
lo aeu coinraunicad): sop'disraar a quaatao.
Cjraeca S. S. dizendo qua o seu amigo nio
fugio, retirau-se 3m precipitadamente.E' o caao
d'aquetle comraeudador que, bateado era retirada,
dizia enrgicamente : Um comuandador nao corre!
Anda um pnttco aprtssado...
Em s-guida, quarendo rebujar a fuga do re-
verendo, escolba, em vez d benberi galopante, os
grandes desgostos e soffrimeitos de espirito qae
pidiam ser-lhe. fataes ae permanecisse aesta ci
tala.
Ne:n raasmo por mais una dous las, senb ir
Doutor V
Importantsima defeza! Nao para todos fa-
zel-a to enrgicamente O ho.nem aecusado de
ter embarcado clandestinamente para fra di pro
viucia, quando tmha da prestar contas da dinheiro
-ilhaio que r ceben, vi ter absolvido com certeza,
era vista de um patrn) com) o Ilustre se oh ir
Milat.
Eutretanto eu nao vlrla imprens.i r.-spondar
a e se protesto enrgico, se o seuh-r Milet sati-
vesse limitado siraplaameote a rebujar a fuga do
seu h.rarado amigo ; mas orno S. S, no ex.-enso
la sua dedieaea, esqu ceu a prudencia que o ca-
racterisa, insinuando qua 03 credjres erara rnns
s, qu o padre a tiuhi assijnado d'psito djs
trastea e objeatoa d> coll -gio a mira pertanaante,
aera filiar uo de 1:2004 XX), a, finalmaite, que ea
nao sou estranbo s causas dos grandes desgostos
e j ui' i.neut >-. da espirito do seu innocenta araigo,
a isto com reticencias ; ni) poss) deixar de rea
ponaabiliaal-o pela roupa suja do seu amigo, que,
aem ser lavadeira, fore;a-me S S. a le'ar fonto
publica.
Com eifaito nao sou eatranho a attribulaco -a
de eapirito do aeu am:go, nao ; mas eitaa ratiaen-
cias da S. S ... Nao gosto d'eas quaudo se tra-
ta de negocios serios. O sentido ambi ;uo em
que se envolvtin, tem por fim quas: sempre d a-
tarfar a capciosidadd dos qua d'ellaa se aervem :
Qu -ro a luz ; e emquanto nao publico a hiatoria
dt 80cieJade qua contrahi com o Sr. padre Loba-
to, permitt i-ma o aenhor Mi et que Iba faca al-
gumas parguntas com ral icio ao aeu protesto enr-
gico :
8. S. contesta que o seu amigo embarou ines-
peradamente, quando ratava a expirar o prizo
que eu marquei-lb" para, em presencia dos nossoa
credores, liquidar as cantas do eollegio, apresen
tando elle o saldo de cerca de quatro cantos de
rea, verificado pelo bilanc de 31 de Maio c
palas m aadaa que receben de 1 a 7 do corrente,
estando o balanco aasignado pelos peritos e por
nos?
8. S. ignora que o seu amigo t've a rebuco da
cubrir a sua fuga indo pagar baria a passagam
que p 'dia tar comprado na agenaia durante o dia V
8. 8-, como advogado, desconbece a responsa-
bilidade do seu ingenuo amigo, desappiracondo
com o dinheiro de coilego e o do deposito de
1:2005000 assignado por elle a requarimento dos
Srs Alheiros & Oliveira, raza) pela qual estes se-
nluns mandaram emhargar-lha a viagem na Ba-
ha, nao obstante ter elle partido d"aqui na pre-
senta de todos e sem rebucos, como affirmou no seu
protesto enrgico t
8. S nao se resentio tal vez da falta de confian
ea da seu amigo, encarregaodo-o somente da ex-
onera^io do deposito dos trastes, deixando a do
cont e duzentos a cargo... do pr prio Alheiros,
que nao gostou da procurando ?
S. S. nao saba que sendo o seu amigo socio de
industria, apenas, pois entrou pira o collegio sem
real a sem cousa alguma de valor a nSo ser a sun
Exma. familia da 10 passoas, todas as exeeucoaa
que os credorea do collegio promoverem serio em
meu noma, como eatao fazendo-o actualmente
Alheiros & Oliveira, apesar das duzias de garra-
fas de vinho bordeaux e {guaira, latas de doce, de
peixa, de biscoitos, queijos, serveja, aniset, porto
fino, ovos em quantidada e Ltas de manteiga in-
gleza diariamente com que o reverendo se rega-
ln, tndo mandado vir da caaa Alhair03 sob mi-
aba reaponaabilidade ?
Se, pois, como intimo e at conselheiro do seu
reverandiasimo amigo nao deve ignorar estas cou-
sas, para que vem S. S., fallanda do deposito da
penhora. dixer que Alheiros & O.iveira sao meus
credores somante ?
11 de Junho de 1887
Mantel Alves Vianna.
Depoia, foi ao piano: ouvi-lhe os sans divinos
C)oio aa mi de deusa raovease-lbc o Melado;
Pus raasmo se Verd aouhasse cas: harmona
Vina ouvir as notas d 1 um peito apaixonado !
Elia tocava assim a loira T.-i.viata,
Aquella qu'infi-hs iniatrou como se ama;
t eu, trate p icta, ouvi arrebatado
De aau pian) a niti qu: rae atirou a chimraal
E aempre em O.indi, neste torra 1 bamdfo
Na pa'ria glorloja da aanfa liberdad-,
Qi-oue: suspirar en ais malodioaos
Na amavel lyr 1 :iltvn uaa trinas da amhade!
E au, o pobre vata, o filli) aqui das trpicos.
Qae aciaoi 1 sam ceasar ao sol do m^io dia,
Me orgulho inebriado ouvindo o n-ibre canto
Dj temo e sublimado pi :11o de Mana!
Oiinda1887.
C. V. C
Alioli^onismo
O discurso proferido na AssombJa Pro
vin ial, em 4 do mez prximo passado,
pelo Sr. deputaclo J -s Mara, se.o da
vi la alguma uma ioiportante pe^s, cuja
leittira d Tiedi la la clavad;, ntelligancia
da S. Exc. e, anda ruai, dos seus nobres
e elevavados sentirn ntos
Profligando coa) palavras enrgicas e
chaias de patriotismo a transtormajilo de
una autori lade poli :ial em capitSo de cana
po, S. Exa. emittio, no correr do seu elo
quante improviso, opiniilo segura e verda-
deira sobre a magua quastao do elenrento
servil, actualmente em ordeno, do dia.
Nao podernos, potm, deixar sem repa-
ro urna fraqueza de S. Euc, para a qual,
t'orgoso dizel-o, si encontramos explica
cao pou :o honrosa.
Itarrompido a cada passo por importu-
nis o extravagant'8 apartes, engelio S.
Exc. s:m a menor e.ontestaca-o, um do Sr.
birao da ItapissutJa, nos seguintas tor-
iaos :
(i O Sr. B rao de Itapiasuma :Tolos
nos queremos a abo^'o, mas de modo
difirante. Va. Excs., porm, queremfu
zel a d nossa custa. Eu talviz seja mais
ab licionisla do que muitos que se dizem
Estas con certeza nao ton all'orriado tan-
tos escravos codo m, sem esperar a mioi
ma rucomp^ns:.
N.Io ht, de certo, quem conteste quenas
palavras, por ni subliohadas, ha urna gra
ve offaosa feita aquellas que, como o Sr.
Jos Maria, dafendam a causa abolicionis-
ta ; e, portanto, o silencio da S. Exa. nao
merece desculpa.
S. Exc. esqueceu se de que era aboli
cionista para 1-mbrar-sc de que era poli -
tico.
Sem offender os melindres de seu apir
tista, podia S. Exc para o que nSo lhe
faltara habilitabas, ter dado resposta ca-
thegorica ao escravocrata, que tao brusca-
menta o interrompia.
E tal fosse. a inspirageio momentnea,
que S. Exc podara com vantajosos argu-
mentos ter negad o ultimo ponto do allu
dido aparte.
As alforrias, a titulo gratuito, de que
fallou o Sr. B .rao de Itapissuma, nao sao
daquellas que rev^-lam os sentimentos abo-
licionistas de um houtem.
Conhecemos diversos actos de seraelhan
te natureza, praticados pelo mesmo Sr.
barilo ; mas foram ellas dictados por sen
timento muito diverso, embora con raiz n:/
coracSo.. _
Nao ha quem o ignore, e, portanto, j
qua o Sr. Jos Maria sentio-se sera forjas
para oppr viva contestoslo ao inexacto
aparte do Sr. Barao de Itapissuma, nos
da imprensa o contestamos.
Recife, 14 de Junto de 1337.
Um abolicionista.
Thcatro Santo Antonio
Brevemente far neste theatro ura os-
pectaculo, em sau beneficio, o Sr. Antonio
Teixeira dos Santos Filho, cujo fim com o
producto da mesmo raantar a sua familia,
durante o tempo em qua faz preciso perma-
necer no hospital Pedro II, afim de ser
operado de urna grande enfermidade. Veja-
se o prograraraa do dia.
Agradec ment
Luis Freir de Andrade e sua familia agrade-
cem sinceramente a todos aquellas seohorca mora-
dores da Eseada, a carida o que fizera
Ao Illm Ur. Henrfqne Hllet
Queira de3cu!par-me o modo porque me dirijo
boje a S. 8. na imprensa, pois o seu piocedimento
me obriga a isto.
Dirigise 8. S. a mim ou envioa-me alguma
carta que previnisse o meu espirito acerca do ne-
gocio porque
8. S. se intereasava ?
E o que, pois, autoriaou a 8. 8. para Ir ao esta-
belecimento onde sou empregado e ahi na minb.a
usencia tratar-me dtraicoeiro,acre8cenUndo que
eu havia commettids urna infamia e, tendo at o
arrojo de direr que se me tivesse encontrado da-
va-me cem seu chapeo de sol ?
Sr. Dr... quaado os homens se entendem sobra
qualqner negocio e faltam sua palavra devem
ento ser censurados; porm querer S. S. qaa cu
advinhasse os seus pensamentoa, exigir o impos-
ivel. .
8.8. nao se lembra que nao ha muita tempo
disse me nao ser advogado da pessoa por quem
hoje tanta se eeperdlca, a ponto de commetter a
companhar os restos mor'aes de seu intelii gen-
ro Francisco R. Vitelo, fallecido nessa cidada, i
sua ultima morada.
Igualmente o fazem quelles cavalheiros que
digniram-se prestar seus bons servicos ao falle-
cido, durante sua grave enfermidade especial-
mente os Sra. prof. ssor Joaqaim Moures, Lupi
cio da Silva Leal, I. \ntonio Farnandes e suaa
Exmas. familias e o amigo Joaquim Antonio lo-
bosa da 8ilva.
Recita, 14 de Junho de 188<.
Elelc3o da festa do Patrlarcha
Naato Elias no aanode 18S
Juiz
O confrade commendador Manoel
Machado.
Juiza
A confreira Exma. Exma. Sra. D.
garida Julia Ferreira Machado.
Juiz perpetuo
O conego tenente coronel Manoel da Ven
Crus. ^ .
O vigario provincial,
Fr Alberto de Santa Augusta C. de Vasconoell^
Jos
Mar
i mu


Diario de PerniunbHCOUuarta-ieira 15 de Junho de 1387
Elelcio da festa da excelsa Vr-|d9!r o arrematante obripdom conservar os edL
*' v _, _. ____ fieras e floresta do mesmo engenho e dar fiador
gendo Carato para o anao
vindnuro de 188.
Juiz
O confrade Dr. Framisco Jacintho Sam-
paio. /
Juiza
A coofreira Exma. Sra. D. Mara Joaona
Fiuza de Souza, viuva do conrnendador
Antonio Jos Rtingues da Souza.
4caa Florida de Murrnj e Lanman
is:
As senhoras de bom gosto e refinadas percep-
eoea, admiUem que a fragrancia de Agua de Flo-
rida de Murray e Lanman excede a toda e qual-
quer outra essencia fl >ral. E' o nico perfume usa-
do na America d> Sul, e ae bera quo pouco ha qu*
ella foi intr idusida neste mercado comtudo encou--
tra igual favor e acoitaci> por meio das nossaa
bellas patricias.
Ella extrahida de flores colbidas emtoda a sua
fresquidio, porm, desde que a vegetaeo aroma-
tica da Florida, mais odorfera do que a da Eu-
ropa, a Agua Florida (da marca cornmereisl aci
ma menciouada) po=su- par sem duvda, um aroma
mais rico e delicado do quo qualqaer urna outra
composicto europea.
Como oaramtia contra as falsifioacaa. observe-
be bem que osafcoaies de Lanman 4 Kemp veuhtm
estampad .3 em lettras transparentes no papel do
livrinho que serve de envoltorio a cada garrafa.
Ene ntra se venda em todas as pharmaciaa c
drogaras.
Agentes em Pernambneo, Henry Forater c C,
ra Uo Cornraercio n. 8.
*? _______
Cal de Jaguarlbe e H. Bcnt e
cal virgem
O i.baixo assiguado avisa aos Srs. con-
sumidores da c*! iie JagUirb-- e S. Bento,
qae o Sr. Vicente do N scimento contint
a ser o nico que recebe a verdadeira cal
de Juguaribe e S. Bento, e as tem expos-
to vnda nos seus armaza 8 de mate
riaes Prafa da Conorlia ns. 11, 13 e
15 ; e tocia a cal que na 1 fr vendida per
intermedio do mesmo senhor, nao ser
verdadeira.
Assirn como : que a cal virg> o, de que
contratante e recebedor o mesmo Sr. Vi
eente, contina a ser vendida pelo Sr. Se-
bastiao Bezerra ra do Bom J-sus n-,
3, a 60000 a barrica.
Jos da Costa Pereira.
idneo ao preco de renda, de conformidade com
peticao inicial dos ditos conaenhoret.
E para que chegue a noticia a todos mandn
passar o presente, que ser afiliado no lugar mais
publico e publicado pela imprensa.
Eu Loix Ferreira Bandeira de M -11 j, escrivSo
do civel o escrevi.
Villa de Iguarass, 6 de Junho de 1887.
______Hisbello Florentino orreia de Mello.
O Dr. Joaqui.ii Correia de Oliveira Andra-
de, juiz de direito privativo do orphaos e
ausentes ne~ta comarca do Recife", por
S. M. Imperial, a quero Deus guarde, etc
Faco saber aoa que o presente edital virem ou
delle tiverem conheeiinento:
Primeiro, que D. Mara Victoria Carregal Soa-
res, me dirigi a peticao, afim de ser declarado
interdicto seu marido Emilio Soarea. a qual do
theoj seguinte :
Illm. 8r. Dr. juiz de orphaos Diz D. Mana
Victoria Carregal Soares que, estando seu marido
Emilio Soares, subdito portuguex, soffreodo de
alensele mental e nao podendo por ess motivo
administrar sua pessoa e bens como so v dos at-
tcstados mdicos juntos, vem a supplicante re-
querer a V. 8. qu-, para os devidos efl\ tos, se
digne de julgal o interdicto e nomeal-a curadora
afim du que possa dirigir o estabtkcimento com -
mercial que elle tem rna do Baro da Victoria
n 59 e que boje a supplicante mandou fechar.
Nesteg termo pede a V. 8 deferimenta. E. R
Me .-Recife, 10 de Junho de 1887 Mara Vic-
toria Carregal Soares.
Eatava sedada com una estampilha de 200 rs.
devidameute inutilizada na turma da lei.
Segundo que, havendo subido os autos a minha
c ncuso, all profer a sentenca do trnor se-
guinte :
Verificando dos attestados mdicos que ins-
truem a peticao a folhaa que Emilio Soores est
siffrendo de suas faculdades intelleetuaca, julgo
por sentenca sua interdccalo, mando que se pu
bli jue par edital e noraeio curadora a sua mullir
D. Mara Victoria Carregal Soares, se quixer
aceitar, prestando juramento e assignaudo termo
pelo qual se obrigue a adraiuistrar a pessoa e
b us do interdicto, conserval-o no utelhor estab
lecimento que hoaver aesta cidade para seu tra-
tamento e a'az'?r inventario, visto ser notorio que
casada segundo o rgimen dotal ; sendo lli ul-
teriormente arbitrada a quantia que poder des-
I ender no sustento e curativo delle o no seu pro-
prio, conforme as forcas do casal. S-ilo e costas
afinal. Recife, 11 de Junho de 1887.Joaquim
Correia de Oiiveira Au irado.
Terceiro finalm^ute, que est prestado pela no-
meaia o juraraeuto ex'gid i, e que portanto, scro
considera ios rritos e nal ios quaesquer actos que.
sem aequiese ncia e autorisay.lo da fuella forcm
praticados pelopredicto seu marido Emilio Soar> s.
O p.esente ser publicado pela impreuaa e affi-
xado no lugar do costume.
Dido e passado n> s'a cii>de do Recife, aos 13
do/unho de 18t7. Su, Clavo Antonio Ferre.ra,
escrivc o subscievi.
Joaquim Correia de Oliveira Audrade.
O Dr. Joaquim C'>rreia de Oliveira An-
drad',juiz de direito de orphaos ausen-
tes nest-i comarca do li'.'cife de Periam-
buoo, por Sua Magostarle o Imperador a
quain D-U3 guarde etc.
Faco saber a quem interessar possa quo nio
se arrecadado o.- escolios dos sentenciados Mi
ooe' Pereira de Alencar, Antonio Leoncio de Man-
de'renda annual e va a praca a requerimento dos I don^a e Francisco Alves de Mimnia Vrejio fal
'jnsenhures Vicente Ferrer ile Albuquerque^Nas- i lecidos cm Fernandu de Noronha, os quaes nao
cimento e outros, sob as condicoes seguintes : deixaram testamento n-:m berdeiros presentes sao
chamados os seos legtimos successorts a se habi-
litaren! a herancana forma da lei. 4tB
E nara constar mandei passar este edital que
ser publicado pela imprensa e afiliado uo lugar
do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recite de Per-
nambuco, aos 31 das do mes de Marco do auno
do nascimento de noaso senhor Jess Christo de
1887.
Eu Luis da Veiga Pessoa escrivo subscrev.
Joaquim Correia de Oliveira Audrad
DttLARACES
EDITiES
(J Dr. Hisbello Florentino Correia de Mello
juiz de direito nesta villa e comarca es
pecil do Iguarass por S. M. I. a quero
Deus guarde, etc. etc.
Faz saber aos qus o presente edital virem ou
delle niteia ti ver m que no dia SOdocorreute mi'2
pelas 11 horas da manha na casa da C.mira Mu-
nicipal desta villa, depois dos preges do eoiy! >, s
ha de arrematar, a quem mais der, de renda
trienual o engenho Gcngfccary desta enmarca,
cujo engeuho foi avaliado na quantia de l:50d00 I
lletrospecto roiuiucrrial do me/
de Halo de I8S9
Proseguinao na apreciajao dos factos raercantis,
occorridos mensalmente em nossa praca damos
hoje c uta d,-r que se referem ao tuez de Maio
rindo.
Conforme se v abixo as entradas ^0 assucar
c do algodao para o mercado foram anda no m"z
rindo superiores as de igual mez em 1886, notan-
do-se urna dFerenc para mais no primeiro di
quelles productos de 65.830 saceos e no segundo
de 10.345 saccas.
Comparando-se a exportacao deases pro lucios,
feita pela Alf indega, v s ta:nbem quo uo mez
rindo foi ella muito superior a de ib'u .1 mez cm
1886
A '-ti'-renca, para miis, na exportaba 1 di mez
fiad.1 comparada cooi a do mesmo mez de 1886,
foi da 1.411.802 k los u) assucar e de 1.550.085
kilos no algodao.
E-sa nao pequea diff.-renca, que se observa
uas entradas e na expirtaco do assucar c do al-
ida mais Uina vez mostra a imp>rtancia da ul-
tima safra, considerada como urna das maiores
iiuetem tido a provincia.
Entretanto, se auspiciosa loi a ultima safra, os
precos por que foram cotados algodao c o aesu
car nao corresponderam a esperan^t que os agri-
cultores affagavam ed um lucro que ameuisasse a
vida laboriosa do campo.
A baxa dos precos daque'des productos devia,
de alguoia forma, ter trazido prejuizos aos nossos
agricultores, principalmente quelies que d^poera
de limitados recursos e empregam sua actividade
dmente no planto da canna ou doa'godao.
Iss<>, porm, longa de desanimal-os, pi.d ser
vir Ibes de licito pnTeitosa para o futuro, umi vez
que se conveuQam da uic ssidade que teem de va
riar a cultura, plautaudo a par da canna outros
productos pn'prios do nosso clima.
Sendo c nht cida a inconstancia dos prec >s por
que aao vendidos os nossos productos, intuitivo
que a vare lade da plautaclo ser urna garanta
para o agricultor, que o lucro que auferir em um
s artigo muitas veres ser bastante para fazer
tace aos prejuizos adquiridos nos demuis.
Experimenten! os nossos agricultores, txplorem
as suas trras em diversos sentidos, e com certe-
za cao te arrependero de tol o feito.
Entremos agora no dessuvo.vimento dos alga-
liemos :
*
No mez de Maio findo, comparado com,o mesmo
mez em 188d, r.ndersm as repartiees fiscaes :
Alfandega
Maio de 1887
1886
766:187/277
670:648/448
Mus cm 1887
Recebedorta geral
95:538/;829
Maio de
1887
1886
Henos em 1887
40:385/973
40:h3i/818
445/845
Maio de
1887
1886
Correio
Men 8 em 1887
12:375/010
12:726/485
401/445
Maio de
1887
1886
Consulado Provincial
159:063/095
154:087/282
Mam em 1887
4:980/813
O rendimento, portsnto, das repartiees fiscaes
110 mez do Maio findo foi regular em reltcao ao
*
Sob a resp3nsablidade das companbius de va-
pores que serven, praca do Recife, esta :
itecebeu em Maio
1
de
1887
1886
295:420/48!
483:874/136

Menos em Maio de 1887
Kipedio em Maio de 1887
1886
Menos em Maio de 1887
188:453/555
294:248/387
506:940/320
212:691/933
A expedic2o em Maio findo foi para
Segundo as inaicacoes lli :..es da B.lsa, '.]/.
rara-ie. no mez de Maio ti.ii.- deseoutos de lettras
a 9 /
Fra da Bolea tambem constou descontos s 9 c
10 /..
Furam ain ia elevados ispremios dos saques sa-
br as pravas do imperio eutrela^adas commurcial-
mente com r 11 ss .
Cooforme os prazos, eff c:uaram-3C (rnsacccs
sobre :
K10 Grande do Sul de 2 3 /.
Pelotas, 3 %
S. Paulo, de 2 3 "/<
Kio de Janeiro, desde o par at 2 0.
Bihia, ao par. _-^.
P.A, del/2 3 /..
#
Para as pracas est'angeiras, os presos extremos
do cambio foram, s^bre:
L..odres22 7/8 21 l/.
p Hamburgo515 547.
Portugal133 147.
Furam succadas sobre Londres 360.000, sen-
do pelos bancos 4 130 OJO e por particulares
230 000.
Si
No m rcado de ttulos torain v'ndidos :
Apolices geraes : -0 io vulor de 1:000/00), ju-
do 5 /,, & 950,0 0 e 990/000.
Letras bypothecarias: 212 dt Ia serie, do valor
de 100/, a 96/500 o 20J Ja *, do valor tambem
de '00/. a 93/ e 93/50u.
Accoes de emprezas : 40 do Banco de Ciedto
Real, sendo 15 do valor realisado de 60/ a 70/ e
25 do valor realisado de 40/ a 50/ ; 179 Ja Com-
panlia do Bebcribe, valor de 100/ a 150/ e 155/;
e 16 da Coinpanhia de E lifk-acoes, valor reasado
de 10JZ, a 65/.
Em Maio findo foi o seguinte o movimento de
nosso porto:
Entrada do hileriw
16 Vapores, lotando 25 627 toneladas.
17 Navios de vela, lotandc 5:632
Entradas dos portos do Imperio
22 Vapores, lotando 22:361 toneladas.
14 Navios de vela, lotando 3:193
Total das entradas
38 Vapores, lotando 47:988 toneladas.
31 Navios de vela, btando 8:825
Resumindo aa entradas e comparando, v-e :
Vlaio 87
69 embarcacoes, lotando 56:813 tons.
Maio 86
84 cmbarcacoVs, lotando 60:945 tons.
----- Maio 87 ----------
Menos 15 embarcacoes, lotando menos 4:132 tons.
Sahidas para o Exterior
13 Vapores.
16 Navios de vela.
Saludas para os portos da Imperio
20 Vapores.
18 Navios de vela.
Total das sahi as
33 Vapores.
34 Navios de vela.
Resumindo as sabidas e comparando, v se :
AlFandegadc Pernam-
buco
EDITAL N. 93
Tendo o actual exercicio de 1886 -87, de vigorar
at o dia 31 de Dezemoro do corrente anno, por
ordemdolllm. Sr. Dr. inspector se faz publico,
que esta repartico receber no dia 20 do andan-
te, s 11 horas da manha, propostas em cartas fe-
chadas, selladas e assignadas, para o fornecimen
to durante o semestre de Julho a D.-zembro, de
todos os artigos necessarios para o servico de ex-
pediente a cargo das seccoes, bem assim de todo
o m iterial destinado ao servico da guarda-moria
de accerdo com a relaco seguinte ; podendo as
inesmas propostas ser por partes ou em sua tota-
lidade ;
Agua raz, litro.
Azeite de coco, idem.
D.to do 'o, idem.
Dito de peixe, idem.
Dito de carra pato, idem.
Alcatro da Suecia, idem.
A't':liorotes, kilo.
Almagre, dem.
Breu, idem.
Brinzao da Russia, metro.
iir n, ii.m, idem.
Dito americano, idem.
liaudcira nacional de 2 pannos, urna.
Dita dita de 3 pannos, urna.
Cr, kil.'.
Ctra amurella, idem
Cnumbo em pasta, idem
Cabo de linho, idem.
Dito manilhi, idem.
Dito de Caito, idem.
Cu rente de ferro, idem.
Cal de Jaguaribe, alqueire
Dita preta, idem.
Croques galvanisados, um.
Ditos maiores, idem.
Cadernaes bronseadas. po'degada.
Ditos eyhudros, idem.
Cadarco branco de algodao, peja.
E-fpirito de vinho, litro.
Estopa delinho americana, kilo.
Dita, dita nacional, idem.
Dita d algodao, idem.
Fio de dito, idem.
Dito de vella, idem.
Folha de metal, idem.
Filictes de todas as cores, metro.
ForqUetas galvanisadas, urna.
K-i sen* (gaz), lata.
G 11 m -. laca, kilo.
Linha branca e alcatifada, idem.
Lona larga, metro.
Liza esmeril, duzia.
Dita de pape1, dem.
Merlino, kilo.
M I bar, idem.
Oleo de linhaca, litro.
Ceca kilo.
Regularam as vendas:
Assucar (para o exterior)Por 15 kilos :
B.-auco3 sup-'rior
3.-boa
3.a regular
4.a sorte
Smenos
Mascavado purgndo bom
* regular
americano
BrutoRegular
Do canal
AlgodaoPor 15 kilos.:
i. borte
Mediano
2. sjrre
AgurdentePor pipa :
De
AlcoolPor pipa :
De
MelPor pipi :
De
GourosPor kilo.
Empichados
Seccojde
V>rdes
2/700 2/900
2/500 2/700
2/300 2/500
2/150 2/300
1/900 2/100
l#5o0 1/6 >0
1/450 1/550
1/150 1/350
1/075 1/250
Z900 /950
6/500 7/200
5/500 6/200
4/500 5/200
50/000 52/000
100/000 105/000
40/000 45/000
650 ris.
525 530 ris
330 ris
Piassava, idem.
Pregoa de metal para for" de navio, idem.
Dito, dito, dito de lancha, idem.
1 ita de cobre, grande batel idem.
Dita poetas de Paria, maco.
Ps de ferro, urna.
Phosphoros. maco.
Remos de faia, metro.
Sola, meio.
S. bo em bexiga, kilo.
Secante zinco, kilo.
Dito de fezes, idem.
Sabio, kilo.
Taxas de ferro, idem.
Dita de cobre, dem.
Tijollo para meta<-sj nm.
Tinta branca zinco, kilo.
Dita preta, kilo.
Dita verde, idem.
Verniz, litro.
Vasa inras, duzia.
Zareo, kilo.
MADEIRAS DE DIVERSAS QUALIDADES
Taboas de cedro de 1 pollegada, urna.
Ditas pao carga de 1 dita, idem.
Ditas, dita dita de 3|4 idem, idem.
Ditas, dita dita de 1(2 dem, idem.
Ditas, dita dita de 5)1 idem, idem.
fritas de louro de 1 idem, idem.
Ditas de pinho da 1 dem, idem.
Tirante de crcupira, um.
Pua curvos de dita, idem
3' Secco, 13 de Junho de 1887.
O che fe,
Cicero B. de Mello.
Comi gml
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor Espirito tanto, esta administraeao
expede malas para os portos do norte, recebendo
impre&sos e objectos a registrar at 1 hora da
tarde, e cartas ordinarias at 3 horas ou 3 1/2
com porte duplo.
Administra^o dos crrelos de Pernambu .-o, 15
de Junho de 1887.O administrador,
Affonso do Reg Barres.
Monte Pi dor Volun-
tarios da Patria
De ordem do Sr. presidente, coivido aos senho-
res socios a esmparecerem no da 15 do corrente,
s 5 horas da tarde, na sede do Monte Po, para
em ressao extraordinaria dar-3e posse nova di-
rectora. Recife, 13 de Junho de 1987.
Rosa Cessc,
1* secretario.
i-jmnnisio Pernambucano em I I de
Junho de 1 ss:
Pela secretaria do Gyinnasio Pernambucano e
de ordem do Sr. i r. regedo.-, se declara ajs pas
de familia e a quem mais interessar possa a edu-
cacio e iustruccao da mocidade, que o instituto
contina ;. fuucciouar regularmente, dispensando
aos seus alunu s b.m tratamento e o u completo de todas aa disciplinas exigidas para r.
matricula nos cursos superiores do imperio.
O corpo docente do instituto competo i 1h
professores, cecupaodo-^e cada um srnente com
o 110.110 da disciplina qu peofesa na respectiva
cidei'a, e sempre na alf mm. de sua 11 ore c im-
portante inFso.
d alumnos sao admittidos cm tres categoras :
pensionistas ou internos, meio-peusioiiistas c ex-
ternos
Os pensionistas residirao no estabelccimento,
teir, direito de estudar as materias do que se
coinpoe o curso, ensilladas segunio o pr.igramma
Cctabelecido ; a alimentacao sut-jento c aadia ;
a tratamento em suas pequeas enfermidades pelo
medico do instituto, fornecendo este medicamen-
tos ; a 'roupa lavada e engommada e banhos por
semana, cabelleireiro e luz.
Os meio pensionistas se apreseutarao o esta
belecimente nos das lectivos, hora em que se
abrirem as aulas, e desde en to at seren encer-
radas tarde, sao equiparados aos internos, tendo
como estes os meamos direitos quaoto ao estudo,
jantar e recreio.
O externos s tm direito s lices e explica-
coea das rraterias ensinadas to curso, quaesquer
que ellas sejam.
As pensos sero pagas na secretaria do insti-
tuto, por trimestres adiaotados, sendo a dos in-
terno* na razo ce 300/ por anno, nos termos da
ultima parte do 2- do art. 9- da le n. 1884 de
30 de Abril do corrente anno, as palavras nao
podendo exceder de 25/ a meusalidade dos alum-
nos internos, ea dos meio pensionistas na razSo
ae 240/ por anno, paga do mesmo modo por tri-
mestres adia otados.
o externos, porm, pagario apenas no acto da
matricula a t&xa igual a que pagam os alumnos no
colleg o das artes.
Anda de ordem do m;smo Dr. regedor se de-
clara que o eatabelecimento acha-se diariamente
ab.rto desde as. 6 horas da manha at 9 da noitc,
para o fim de cada um dos intereasados conhecer
por si, e nao por infomac.s, tudo quanto nelle
s dispensa =Servindo de secretario,
Marcionillo Machado da Cunha Pedresa.
Esr da de ferro
DE
ilibeirao ao Bon'to
Por delib raca da directora, sao chsmadoa os
senhores accionistas desta empreza, para no prazo
de 60 dks, a contir de boje, reedherem a 6a en-
trada de 10 0/e de auas accoes, nes termos do art.
9 2' dos estatutos.
Rucif.-, 4 de Junho de 1887.
O secretario,
Jo B.dlariDino Pereira de Mello.
S II. J.
SullaInterior
Te-lhas de barroslut.
Tijuloo de alvenariaInt.
Viuho de cajIuteriur
460 meioa
3:(j0
3.000
6 caixas
O v.dor desea exportacao, calculado pelas me-
dias dos precos mensae,*, u eguinte :
A exportacao pela Alfandegajoi a seguinte:
AtsucarExterior
Iuteror
1:796:051
4:637:823
kil.
Total 6:433:874 .
Em Maio de 1886 5:022:072
Mais em 1887 1:411:802
= === =
AlgodaoExterior 1:843:142 kil.
Interior Total 145:074
1:988:216
Em Maio de 1886 438:131
Mais cm 1887 1:550:085
1 !
AguardeuteExterior 5:242 litros
Interior 468:647
Total 473:889 .
Em Maio de 1886 263:780 .
Mais em 1887 210:109 .
=====
AlcoolInterior 4:895 litros
Em Maio de 1886 40:280
Menos em 1887 35:395
Uou roaExterior 178:996 kil.
Em Maio de 1S86 138:293
Assucar
Algodao
Ag'tardtute
Alcool
C uros
Mel
Abanos de pa ha de carnauba
Bol racha
Caf
C'ia de carnauba
Chapeos de palha de carnauba
Cdcos
Cola
Coui inhs e pelles
Doces
Fariuha de mandioca
Ferros velhos
(iraixa
Medicamento; e drogas
Milbo
Ouio vclho
Prnta Velha
Queij i do seitao
Rap
Seb)
Sola
Teltus de barro
Tijolos de alvenaria
Vuiho de cij
Total apprcximad
IMPOlirASAO
747:6795111
795:210/610
50:43/579
1:122/375
90: 528ft7
225/251
41(1250
3:256/152
537,0
2:695/000
2:200/000
4:824/0 0
242/400
102:902/100
1:035/000
2:285/iXK)
SoO/OuO
180/000
8:580/000
5:67 ZOOO
3:970/030
632/441
400/'00
362/000'
22:600/000
2:300/000
114/000
66/000
48/000
Sociednde Rerrealia JuvenSade
De ordem do Sr. presidente faco public*, que
nesta secretaria se receben, propostas at o da 15
do corrente, paa a eompra de fardamento para
a banda musical desta sociedade. Para cxplica-
cojs queiram os intereasados dirigr-se ao Sr. tlie-
soureiro, ra de P. dro Aff nao o. 15.
Secretaria da sociedade Recreativa Juwntude,
7 de Juabo d; 1887.O 2- secretario
Jote d Mediis.
Thesouraria de Fa-
zenda
De ordem do [llm. So inspector, f.ci pablico
que em cumprin^ntu d is dispooto no art. 118 do
regulainunto que. baixon om o decreto n. 9370 de
14 de Feci-reiro de 1885, os procuradores p >r
tempo i liccitndo para c recebimeoto de juros de
apolic.:a d vealo apresentar certido de vida de
seus coastitumtes no acto de reclamarem o- juros
relativos a c rreut" semestre.
Thesourar: Je Fazenda de Pcrnambuco, 14 do
Juubo de 18S7.- O secretario,
L. E. Pmbeiro da Cmara.
IR.M.%-\DAIIE
DO
S. Sacramento de 8.
Jos
De ordem da mesa regedora e de conformidade
com o nosso enmpromisso, sao convidados pela ter-
ceira ves todos os irmos para comparecerem no
nosso consistorio quinta feira 16 do corrente, s 4
horai da tarde, para a eleico da nova mesa re-
gedora para o novo anno compromissal.
Consistorio, 13 de Junho de 1887.
Vieira da Cunha Sobrinho,
Escrivo.
DO
BRASIL
Capital *0,000:OOOa?.
Itleiu realisado 8,000:000^
A caixa filial d'cs'e Banco funecionaado tem-
porariamente ra do Commercio n. 33, saca,
vista ou a prazi, contra os segumtea correspon-
dentes no estrang' ira :
Londres......... s/N. M. Rothschil & Sons.
Pars.......... De Rothschild Frres.
Hamburgo.......\
Berlim..........(
Bremente........
Frankfurf s/ Main)
Antuerpia.......
Roma...........
Geuova.........
aples.........
Mao e mais 340
cidades de Ita-
lia............
Madr-.d..........
Barcelona.......
Cdiz...........
Malaga.........
Tarragonp......
Valencia e outrasl
cidades da Hes I
panha e ilbas j
Canarias....../
Lisboa.........\
Porto c mais c-1
da es de Por-/
tuga! e ilbas... ;
Buenos-Ayp's.. )
Montevideo......)
Nova Yeik......
Deutsche Bank.
Bitoque d'Auvcrs.
Bauc: Genrale e suas
agencias.
Banco Hypotecario de
Espaa c suas agen-
cias.
Banco de Portugal e
suas agencias.
Eng'sh Bank of the Ri-
ver Pate. Limited.
G. Amsirk & C.
Compra saques sobro qunlquer praca do impe-
rio e do estrangeiro.
Recebe dinheiro em conta corrente de movi-
mento cem jun a a ie.z:o de 2% >'o anno e por le-
tras a prazo ajaros eiiiveneionadoe.
O gerente,
Wi iam M. Webster
Pu
s
De ordem do Illm. Sr. inspector se. taz publico,
que s 11 horas da manha do dia 16 do corrente
mez cm aessao da junta, se recebero na in?sma
Thesouraria propestas em cartas fechadas e sella-
das para o lornecimeuto dos gneros, e diversos
artigos, necessarios ao presidio de Fernando de
d-t Noruh-i durante o semestre de Juuho a Dc-
zembro desie anuo, a saber :
(eneros
ABucar maseaviubo, kdo.
Dit.) branco, 1 aorte (refinado), idem.
1.849:391/287
M.,
di 87
de 86
Maio de 87Menos
67 embarcac-'s.
71
4 embareacoi.
zpomifAO
O mercado exportador, no mez de Maio findo,
esteve ainda activo e em melbores cendices do
que em igual mez de 1886.
Os precos des Qveroa gneros de produccao da
provincia ma tiverain-ee em boa posifao, excep-
cao feita do assucar, qm baitou, devido a ma
qualidade dos quo exatcm uo mercado.
Em compenaaco, porm, o preco do alg.dio
manteve-se regular, tendo o de 1.a sorte do serto
sido cotado at 7/200 por 15 kilos.
Entraran) para o mercado :
Assucar :
M
,01 If
MelExterior
Interior
40:703 .
2:250 litros
180
Total
Em Maio de 1886
Menos em 1887
2:430
7:288
Rio de Janeiro
iahia
ergipe
Alagas
Fernanda*
Parahyba
Rio Grande do Norte
Osar
Para e Amazonas
34:0 '0/000
62:098/460
6:150/640
66:701/000
4:667/427
9:250/000
62:184/480
48:196*380
1: (100*000
Alm da somma rec-. bida, qae se v cima, re
cebeu mais o London & Brasilian Bank, de Lon-
dres, .000.
Maio de 1887
de 1886
Mais em 1887
Algodao :
Maio de 1887
de 1886
Mais em 1887
agurdente :
Maio de 1887
de 1886
Menos em 1887
Alcool:
Maio de 1887
Couros:
Maio de 1887, por mar
100:085 saceos
34:255
65:830
19:398 saccas
9:053 .
10:345
450
478
(ps
3:71
28 ,
30 pipas
5
Abanos de palha de car-
naubaInterior
BorrachaExterior
CafeExterior
C.-a de carnauba Ext.
Int.
Total
Chapeos de palha de car-
naubaInterior
CocosExterior
Interior
Total
ColaInterior
Courinhos e pellesExt.
DocesInterior
Faiinha de mandioca
Exterior
Interior
Total
Ferros velhosExtericr
GraixaInterior
Medicamei.tos e drogas
Extericr
Iuterior
Total
MilhoInterior
Ouro velhoExterior
Prata velhaExterior
Queijo do sertoInterior
RapInterior
Sebo Iuterior
4:858
5:500
2:572 kil.
63
6:150 kil.
2:100 .
8:250
5:500 15:000 45:300
60:300
r m i
300 kil. 141:128 1:035 kil.
30 saceos 900
930
-------
30 toneladas 600 kil.
200 volumes 372
572
---------------
1:890 saceos 105:880 graos 252:992 grjos 400 kil. 118 kil. 60:000 kil.
O mercado importador, como se v abaixo, es-
teve animado no mez de Maio udo.
Na rubricaImportando, o rendimento na Al-
faudega subi a 666:802/660, mais 21:044/983
do que em igual mez de 1386, cujo rendimento fu
de 615:757/672.
*
Os precas das vendas de diverses artigos, em
seguida relacionados, salvos os descontos communs,
foram os aeguiotes :
Albosde 180 a 200 rea a maunga.
Arrozde 2*450 2/850 p r 15 kilos.
Azeite de oliveiraa 3/4' 0 ogalo.
Bacalhode 19/000 20/ a barrica. \
Bauha de porcode 893 h 915 ris por kilo.
Batatasde 4/00J 8*000 por meia caixa da
portuguesa.
Calde 10*000 16/0 i0 por 15 kilos.
Canallade 1/450 a 1/500 por koo.
Ceblasde 14*00 16/000 por caixa.
Cervejade 7* 10*500 por duzia de garrafas
ou botijas, conforme a procedencia.
Chade 3*500 a 6* por kilo.
Cominhosde 17* a 18*000 por 15 kilos.
Cravo da ludiaa 2*800 por 15 kilos.
Farellode 4* a 4*800 por sacco.
Farinha de mandiocade 2/200 2/500 por
sacco.
Fariuha de trigoamericana de 17/ 1 18/ por
barrica ; o de Trieste de 21/ 25/ por barrica.
Feijaode 6* 10*000 por aaceo.
C.aiima de mandiocade 1*900 2*500 por
15 kilos.
Herva-docede 17*000 a 17/500 por 15 kilos.
Mastaa alimentaresde 5/ 7/500 por caixa.
Manteigafrancesa em lata, a 1*625 por kilo,
e de diversas, en. lata, de 2*338 .'. 2/943.
Milho de 60 73 ris por kilo.
Pass.isde 11* 12/ por caixa.
Pimenta da ludiado 1*450 1*500 por kilo.
Queijosde 2*500 2*800 cadaum dos fil-
me ngos.
Suldo nacional de 800 1*203 por alqueire.
Sardinhasde 300 320 ris por lata de quarto.
Toucinhodo de Lisboa, de 9* 10*500 por 15
kdos ; doamericano, de 10* a 10*500por 15 kilos.
Vinagredo de Lisboa de 150* 180* por
pipa ; e do nacional de 80* 100*000 por pipa.
Vinhode Lisboa, de 230* 235* por pipa ;
de Fgueira, de 240/ 25S/ por pipa ; do de
120*000 por pipa.
Xarquedo nacional, de 6/200 a 7*203 por 15
kilos.

Graixai 4/50) ,>or 15 kdos.
K.-I- .zenit 1 3*550 3/0 ) por lata.
Lincale 8f> 120/00' o giijo da ordinaria,
Prfp. I de ".i:b.'tili:odo 600 1*500 a resma.
co"forme ; qu -!: lade.
Ph nphon s '.- 2*301 2*3'0 a grosa.
Beh Je 5/000 5/5O0 por 15 kilos.
VH 310 i um masao das uacionaea, c de
540 900 re.a cada raasoo daa estrangeiras.
*
Foram import-dos o seguintes gneros aPraen-
ticios, bebidas e condimentos:
Albos 25 eanastras.
Ara'-ixas20 coicas.
Auicidoins 50 saceos.
Ari z com casca115 saceos.
Arroz pilado1.975 saceos.
Are i te de oliveira291 caixas
Azeitouas10 caixas.
Baolhc19.911 barricas, 7.810 meias e 200
tinas.
Bauha de porco 1.028 barris.
Batatas 1.806 caixas e 5'J gigas.
Biscoutos-21 caixas.
Bitfer42 caixas.
Caf3.266 saceos.
Canda5 volumes.
Carne de conserva 9 volumes.
Ceblas1.185 caixas.
Cerveja1.030 canas, 223 barricas e 6 volu-
mes.
Ccvada80 barricis.
Cevadinha30 garrafes.
Cti68 volumea.
Champagne- 11 caixas.
Chocolate4 caixas.
Cidra35 caixas.
Cocos (tructa)-12.500.
Cognac52 caixas.
(omiiih-.a -29 saceos.
Cinaervaa92 caixas.
Docea -12 caixas.
ErvilhaslO.voluraes.
Farinha de mandioca36 saceos.
Fariuha de trigo7 605 barricas.
FructiS1 volume.
Gcnebra700 caixas.
Ginger je 5 caix>.s.
Girima100.
IL-rva-doce21 saceos.
Licores 63 caixas.
Maizena 749 caixas.
Manteiga601 barris, 876 meose 109 caixas.
Maasas alimeutares1.470 caixas.
Miiho80 Baccos.
Moitadellss 3 caixas.
Pao de bico1 sacco.
Passas53 volumes.
Peixe de conserva13 barris e 3 caixas.
Pimenta da India127 saceos.
Presuntos15 caixas.
Provi8oes5 caixas.
Queijos502 caixas, 17 tinas e 6 volumes.
Sag20 garrafoes.
Sal17.920 litros e 32.934 alqueres.
Salame1 ca Sardinhaa24 caixas.
Tapioca35 volumea.
TouCnho311 barris.
Trigo5 barricas.
Vinagre-99 pipas, 90 Vinho191 pipas, 22 quartoe, 635 quintoa. 186
decimos, 431 barris e 402 caixas.
Xtrque-485.547 kdogrammas e 2 260 fardos.
Werin.uth20 caixas.
Wiekey50 caixas.
*
Alpistede 4*800 5*000 por lo kilos.
Breude 9*000 15* por barrica.
Carvio de pedrade 12* a 17*000 por tone-
lada.
Cera de carnaubade 3*800 6*000 per 15
kilos.
Cementode 5*500 8*000 por barrica, con-
formo o fabricante e peso.
Courinhos e pellesde 50*000 110*000 o
ceuto, conforme a qualidade.
Fumode 5* 21*000 por 16 kilos, conforme
a qualidade.
Agua raz45 caixas.
Alcatro30 barris.
Alpiste86 volumes.
Alvaiade10' barricas.
Areia de moldar3 barricas.
Bagas de mamona11 aaccos.
Barricas o barris vasios 354 e mais 1.324
volumes desmanchados.
Barrilht90 ainbores.
B'eu155 barricas.
Borracha60 volumea.
Cabos8 volumes.
Cal100 barricas.
Calcados32 caixes.
Crneos da algodao 70 saceos.
Carvo animal15 barricas.
Carvo de pedra1.426 tonelada
Ceras273 volumes.
Chapeos65 fardos.
Charutos30 caixas.
Chumbodo de munico222 barris ; em lencoes.
10 rolos.
Cemento4 400 barricas.
Cobre58 volumes.
Cola15|volumes.
Courinhos e pelles508 fardos.
Couros de boi3.775 e mtis 10 volamc3 e
caixoe.
Drogas e medicamentos182 volumes.
Enxofre60 barricas e 100 eaixas.
Estanho21 volumes.
Esteiras117 volumes.
Estepa--64 fardos.
Farello5.500 saceos.
FerroEra ac >, 99 cuuhotea ; -ra ancoras, 15 ;
em armas, 1 caixa ; cm barra, 826 e 2.395 feixee;
cm cauos, 126 feixes ; em correntes, 1 e 13 birri-
c-.s ; em enx-.dus, 231 barricas; era ferragens
div.-rsas, 608 v luruea ; em fogoea, fogareiros c
chapas para elles, 737 volumes; em folha, 172 ;
em flaudres, 393 cunhetes; era guza, 10 tonela-
das ; em ps, 42 feixes ; em pregoa, 308 volumes ;
em taxas, 80 ; em trilhos, 1049; e.n machinas, ap
parelbos, etc, etc., 546 volumes e peca3.
Fio de linho e algodao187 volumes.
Fumo633 volumes, 808 fardos e 6 caixas.
Garrafas, garrafes e botijas-15 volumes.
GSO8 barricas.
,Graixa100 upas, 1 barril, 7 caixas e 12.470
kilo3 era bi-xigas.
Jangadas 11.
K"rosene172 caixas.
L nhasl'Jb caixas.
Lona13 fardos.
Madeiras74 pranches, 115 cuchantes, 500 ca-
bros, 16.5C0 nchas de lenha, 300 feixes de arco
de fio, 60 toros, 22 curvas. 11.OJJ toros de
m ngue, 137 tr .ves, 10 trancas e 500 pecas diver-
sas.
Marmores e podras90 volumes, 267 lagas, 200
pedras de amollar e 1 barrica com pedras de
fogo.
Mercadorias diversas1.132 volumes.
Moveia58 volumes.
Oleo160 volumes.
Panno de algodao do paiz665 fardos.
Papel76 caixas c 3.913 fardos.
Perfumaras36 caixas.
Peonas de aves1 pacote.
Phosphoros497 caixes.
Pianos1 volume.
Piassava300 molhos.
Piche2 barris.
Pipas vasiaa303.
Plvora200 barra.
Residuos de algodao800 volumes.
Saceos vasios21 volumea.
Salitre150 barricas.
Sementes1 volume.
Sebo796 barris e 6 > kilos em rama.
Sola3.061 rnoiose 119 volumes.
Tamncos47 fardos.
Tecidos1.654 volumes.
Tijolos1.000.
Tintas244 volumes.
Velas1.191 caixas e 10 volumes.
Vidros346 volumes.
Zareo7 caixae.
Boisa 'iutHerciu!
L'OTAgSES OFFICIAES DA JONTA DOS COR-
RECTORES
Recife 14 de Junho de 1881
Aroolice geral de 5 0/0, valor de 1:000/000, a
990/000 cada urna,
Letras hypotbecarias da 2a serie, do valor de 100*
a 94/000 cada urna.
Cambio sobre Para, 30 d/v. cono 7/8 0/0 de des-
cont.
Na hora da bolsa
Veudtram-sc :
1 apolice geral de 1:000/.
52 letras hypothecarias da 2a serie.
(t preaiientc,J
Antonio Leonardo Rodrigue?.
U secretario.
Eduardo Dubeux.
iiovimenio bancarlo
BECIFE, 14 DB JNHO DE 1387
PRAQA DO RECIFE
Os bancos estabeleceram hoje a taxa de 22 14
d. sobre Londres, recusando-se todos tres saecar
mis.
Em papel particular fizeram-se pequeas trans-
acces a 22 5/8 e 22 1/2 d.
PRAg\. DO RIO DE JANEIRO
A tax* adoptada hoje pelos bancos foi tambera
a de 22 1/4 d., firme.
Nao constou transaecoes em papel particular.
As tabellas Kixadas aqui no balco foram as
seguintes :
Do Internacional :
90 dio vista
Londres....... 221/4
Pans........ 427
Hamburgo...... 520
Portugal...... 239
New-York......
Do Lonooh Bahk : ^ ^
Londres....... 221/4
22
431
431
534
241
2/270
vista
22
1


Diario de Pernambuco--tyiiarta-leira 15 de Junho de 1887
\
/
1
Arroz pilado, idem
Azeite doce, dem.
Araruta, idem.
Aletria, idem.
Ameixas, idea.
Banha de porco, idem.
Bacalbo, idem.
Batatas inglesas, idem.
Bolachas, kilogramma.
Caf em grao, idem.
Cha Hysson, idem.
Doce de goiaba, idem.
Fumo em latas, idem.
Fariuha de trigo SSSF, barrica.
Farinha de mandioca, litro.
Farinha de tapioca, kilo.
Gomma de mandioca, idem.
Korosene, lata.
M.irmelada, kil >.
Maateg* inglesa, idem.
Maotega francesa, idem.
Macarro, idem.
Passas, idem,
Sal de cosioba, litro.
Sabo amarello, kxlo.
Vi.'ilu branco, litro.
Vinho do Porto, idem.
Vinagre de L'sbca, idem.
Vassouras de piassava, ama.
Vellas stearinas, mayo.
Boi vivo, um.
Artigo*
Agua-raz, litro.
Agulhas para costara, papel.
Arcos de ferro sortidoH, feixe.
Ale ol de 36 a 40, litro.
rame de lato, kilo.
rame de ferro, idem.
Algodo trancado azul, metre-.
. Algodo trancido de lista, idem.
Algodo msela, idem.
Algod sinho, idem.
Brim pardo de algodo, idem.
Baudeira imperial de 4 a 6 pannos, urna.
.! rS is 'Je osbo com 2 furas, caia.
Brabante, kilo.
Caibros de qualidade, um.
Camisolas de brim, urna.
Ditas de algod-', idem.
Ditas do f.jrca, idem.
Cal pr ta, litr).
Ca| bianca, idem.
Cabo de manilba, kilo.
Cabo de cairo, idem.
Cabo de liuho de tudas as dim?m!3, idem.
Cabe de linho pira dric> de bandeira, idem.
Ccila da B ihia, idem.
Cu!cH6es de capio, um.
Cobre e:n t ha. ko.
Chatuins pateutes, urna.
Colher*s de pedreiro, nm.
Can 'tas d p;, duz'a.
Caivetes finos, um.
Copos de vidro, um.
;hod surtido, um.
C ; branca em vellas. kilo.
Dita em brauddes, idem.
Cimento, barrica.
C irvSo de pedra para ferreiro, kilo.
Espina-lores de palha, um.
Ene-bajas de 3 libras e 3 1 umi.
Euv..!opo enfolio, um.
Ditos para officios, um.
Escr<-vania de iato uro i.
Esearraleira de metal, urna.
Facas de ferro, duzia.
Gomraa arbica em p, k'lo.
D tu ero careco, idem.
Gomma lacea, idem.
1 is, urna,
ii uso, k'b.
Lamparillas de porcelana, eaixa.
Lenees de linho, nm.
Dit s de algodo, idem.
Lapis de borracha, duzia.
Ditos pretos de Faber, idem.
Ditos de caxpina, idem.
Linha branca n. 20, carritel.
Livros para ensino primario, um.
Livros de papel Hollanda pautado de 50 a 150
folhas, um.
Liza esmeril, folha.
Dita de vidro, idem.
Lacre, p.'.o.
Madapolo, peca.
Molhos de ripaa, cento.
Oleo de linhaca, kilo.
Pes da 150 grammas, kilogramma.
PSea de 125 grummas, kilogramma.
Pedras de amollar, urna.
Papel almasso pautad fiume, resma.
Papel cartao malta-borro, folha.
Penuas de ac Perry, eaixa.
Pedras para escrever, urna
Selins uaciona 's, um.
Ditos Cun borracha, um.
Taboas de louro, urna.
Taboas de amarello, ama.
Taboas dt, pinho de 3/4, urna.
Touihas de algodo, urna.
Tinta preta, litro.
Tinta azul da Prassia, k'lo.
Travs de 40 palmo*, urna.
Travesseiros de linho chtios de palha, nm.
TelhaB de barro, urna.
VidrOf para vidracas, um.
Verde chromo, k lo.
Brochas para ca ir. urna.
Paos de jangadas, um.
Ditos grossos para balsa, u n.
Travetas de 36 a 40 palmis, ama.
Canos de chumbo, kilos.
Ferro iuglez e aneco, sortido, idem
L'matSes e limas sortidas, urna.
Prcgos franceses, ko.
Condlc Oes
l.s Ntnhuma proposta ser reeebida aem que o
proponente nella declare o preco de cada artigo
sem claro .'I gura, emenda, entreliuba on rasura.
2.a s tero aeccitab as propostas de negocian-
tes matriculados, que se habilitem com os respec-
tivos documentos at o da 15.
3.' Oa gneros devero ser de boa qualidade e
oa fornec-Jores sero obrigados a deposital-os em
um dos arraazeii8 da C-mpanhia Pernambucana,
ou outro qu-ilqu r cjeaignado pela Presidencia para
sereno examinados, pesados e acondicionados de
modo que possain com facilidade prestar-se ao re-
ferido pruceseo ; sendo para isso obrigados tam-
bem a ministrar o pesa.al e os instrumentos ne-
cessarios ao respectivo transporte.
4." Aa despezas com a conaueco, trete ao va-
por arraazenagens e erabarqu-1 dos gneros sero
f'eitas p ir tonta dos foruecedorts, seudo que os
gneros e artios s sero definitivamente acc-i-
tos, depois de rec-.-bidos no presidio e de screm
all examinados pela respectiva commisso de con
formidade com as instauecoea da PresiJencia de
20 de Janeiro de 1882.
Th-aouraria de Pcruacobuco, 10 de Junho Je
1887.
secretario,
Luiz Ernyijdio Pinheiro da Cmara
Monte de Soccorro de
Pernambuco
LEILO DE JOIAS
De ordem do conselho fiscal taco publico que o
leilo de joiaa deste estabelecimento, annunciado
para o dia 24 do corrent", fica transferido para ef-
fectuar-se no dia 15 de junho, por nao con vi r ex-
por venda o grande numero de cautelas anda
nao resgatadas ; podendo os Srs. interessados res-
gatar ou reformar at a vspera do leilo as res-
pectivas cautelas, abaixo descriptas.
Os objectos estaro exposicio tres dias antes-
12107 Um annel de ouro com 1 brilhante escuro,
3 ditos com ditos, 1 pulseira com ditos, 1
corrento de ouro, 1 correte e medalha de
euro com platina, 1 gargantilha, 1 pulseira,
2 broches, 2 pares de brincoj e J telogio,
ouro de lei.
12525 Urna cru de ouro cora brabantes e 1 volta
de trancelim, ouro de le.
13109 Um par de brincos de ouro, cravejado de
brilhantes e diamantes, 1 pulseira, 1 br che
e 1 par de rosetas, ouro do lei.
13110 Urna cruz de ouro com brilhantes e 2 pul-
seiras, ouro de lei.
13111 Urna pulseira de ouro com brilhantes e 1
corrente para relogio, ouro de lei.
13112 Urna pulseira ouro de lei, contendo bri-
lhantes.
13123 Duas voltas de trancelim e um alfiuete, ou-
ro de lei.
13143 Um alfinete, 1 par de brincos e 3 anneis,
ouro de lei.
13143 Urna corrente de ouro para relogio e 1
relogio de ouro de lei.
13146 Um relogio, ouro de lei.
13150 Urna pulseira de ouro com p;dras.
13158 Doia anneis, 1 brinco e 3 botes, onro de
lei; 1 corda, 1 bandt ira, 1 eolher e quatro
resplandores, prata baixa.
13159 Uuia volta de trancelim, 1 par de rosetas,
1 annel e 2 teteias, ouro de lei ; 1 cruz,
ouro baixo.
13174 Dois casticaes, prata de lei.
13179 Um alfinete, 1 ,ar de brincos, 2 eordoes, 1
oraco em ouro, ouro de lei.
13202 U na pulseira o 1 alfinete, ouro de lei; 9
cieres para cha, prata baixa.
1304 Urna pulseira, 1 cruz, 1 figa e 2 anneis, ou-
ro de lei ; 1 volta e c.rd-, ouro baixe.
13206 Um annel de ouro com pequeo brilbaute o
dous ditos de ouro, ouro de lei : nm dedal,
uro baixo.
13222 Urna salva e 8 colheres para sopa, prata
de lei.
13223 Um trancelim, 2 pares de brincos, 1 dito
de arguilas e 3 anneis,~ouro de le; 1 moe-
diuha de ouro (ineia ) com argolla.
13237 Urna pulseira, 2 ..lfiuetes, 1 par de brincos,
1 tiancelim e 1 annel, ouro de lei.
13250 Urna pulseira, 1 par de botoes, our de le;
6 i.-i eJiuh-is de ouro em botoes.
13252 Urna pulteira, 1 alfinete, 1 par de rosetas,
1 medalha, 1 boto e 3 anneis, ouro de
lei.
13266 oze co lucres para cha de prata.
13275 D us alfinetea, 2 pares de brincos, 1 dito de !
rosetas, 1 dte de botes, 3 anneis e 1 figa,
ouro de lei.
13279 Um relogio, ouro de lei.
13291 Um trancelim, ouro de lei.
13303 Uin par de resetas com brilhantes e 1 an-
nel com dito,
13305 Um relogio, ouro de lei.
13309 Um cordo e 1 cruz, ouro de lei.
13311 Um relogio, ouro de lei.
13313 Um trancelim e 1 aunel, ouro de lei.
13314 Una pulseira, 1 alfinete, 1 par de brincos e
1 dito de rosetas, ouro de le.
13320 Um par de brieos, 1 volta de cordo e 1
annel. ouro de lei.
13340 Um par de rosetas de ouro eom brilhantes
pequeos, 2 anneis com ditos e 1 dito de
ouro.
13354 Duas salvas prata de lei.
13365 Um trancelim e 1 relogio pequeo, ouro de
13389
13393
lei.
ma corrente para relogio e 1 relogio, ouro
de lei.
Ura par de brincos, 1 volta de trancelim, 1
medalba, 1 cruz e 2 anneis, ouro de lei; 1
salva, 3 colheres par cha, 1 dita para sopa
e 1 fivella, de prata de lei.
13395 Urna volta de ouro para senhora.
13396 Urna pulseira de ouro com rubins, 1 alfi-
nete, 1 par de rosetas e 2 chaves para re-
logio, ouro de lei, 2 collares (moda), 1 bo-
to, 1 relogio de ouro de lei.
13401 Um relogio, ouro de le.
13404 Um par de rosetas de ouro com 2 rubias e
circuios de brilhantes, 3 botoes de ouro com
3 perolas, 1 reiogio de ouro, 1 corrente e
medalha para relogio ouro de lei.
13405 Uiu par de rosetas de onro com 2 brilhan-
tes, 1 corrente e 1 relogio, ouro de lei.
13406 Um relogio, ouro de lei.
13416 Um annel de ouro com 1 brilhante.
13417 Um par de rosetas com brilhantes e 2 an-
neis com ditos.
13427 Urna pulseira, 1 broche, 1 cruz e 1 cordo,
ouro de lei.
13431 Um paliteiro e 34 colheres para cha, de
prata.
13432 Dous parca de rosetas de ouro com 4 bri-
lhantes, 1 annel com 1 dito, 3 pares de
brincos, 1 cruz e 1 cordo, ouro de lei ; 2
salvas, 1 paliteiro, 18 colheres para sopa,
12 ditas para cha, 1 dita para arroz, prata
de lei.
13413 Dous botes de ouro com brilhantes.
13444 Dt us tr.incelins, ouro de lei; el crucifixo,
ouro baixo.
13451 U'na crlente para relogio, ouro de lei.
13458 Uin par de rosetas de ouro com peque oa
brilhantes, 2 pares de brincos, 2 ditos de
rusetas, 1 traacelim e 1 teteia, ouro do lei.
13466 Um relogio, ouro de lei.
13472 Um trancelim, ouro de lei; el relogio de
ouro.
13494 Um traneelim e l cruz, ouro de lei.
13500 Don? anneis de ouro com brilhantes, 1 vol-
ta de ouro, 1 pulseira, 2 medalhas, 3 tran-
celins e 1 mocdinha de ouro com 1*90, ouro
de lei.
13501 Hia relogio, ouro de lei.
13513 Urna pulseira, 2 trancclins e 1 figa, ouro de
lei; e i roseta de ouro com brilhante.
13514 Duas moedas de ouro do valor de 10/000
cada urna, em botes, 2 ditas pequeas e 1
relogio de ouro.
13518 Urna corrente e sinte para relogio, 1 vol-
ta de ouro, 1 par de brincos e 2 altinetes,
ouro de lei.
13520 Um cordo, 2 cruzes e 1 par de brincos,
ouro de lei.
13521 Km par de rosetas e 1 annel de ouro com
brilhantes, 1 correute c medalha para er-
logio, ouro de le.
13522 Um alfiuete de ouro com brilhantes.
13523 Um paliteiro e 13 colheres de prata de lei.
13524 Um annel de ouro com brilhantes.
13597 Um par de brincos de ouro cravejado de
brilhantes.
13598 Pulseira de ouro com rubina e perolas e 1
alfinete ouro de lei.
13601 Dous grampos de ouro, 1 agulheiro, 1 vol
t de trancelim, 3 chaves, 1 dedal, um pas
sador, 1 medalha, 3 bollas de ouro, 1 cora
e 3 resplendores, ouro de lei; um paliteiro,
14 colheres, 3 resplendores, 2 dedaes, 1 cruz
1 pequea peca de prata.
13604 Um relogio ourc de lei.
13605 Urna pulseira, 1 trancelim, 1 cordo, 3 an-
neis e 3 botes ouro de lei.
13609 Dous anneis de ouro com pequeos brilhan-
tes e 1 broche ouro de lei.
13628 Um pai de rosetas de ouro era vejadas de
brilhantes. .
13637 Urna chapa de ouro (condecoracao) erave-
jada de brilhantes e diamantes e 3 botes
com ditos.
13643 Um cordo e 1 cruz ouro do lei, 6 colheres
Erata baixa.
ma volta de ouro, 1 medalha, 1 trance-
lim e um telogio pasa senhora, ouro de
lei.
13650 Urna salva, 6 Colheres para sopa, 20 ditas
para cha, 3 ditas para tirar sopa, arroz e
assucar, prata baixa.
13654 Urna volts, euro de lei, para senhora.
13664 Urna pulseira ouro de lei.
13678 Dous nijcis com brilhantes.
13686 Um par de rosetas com dous brilhantes, 2
aunis com ditos.l par de brincos, 1 annel,
2 pecas de brincos e 1 cartao ouro de le.
13695 Urna corrente e medalba para relogio ouro
de lei.
13697 Urna cruz de ouro cem brilhantes.
13707 Duas medalhas e 1 annel com diamante,
ouro de lei.
13708 Duas pulseiras, 1 trancelim. 1 par de brin-
cos, 1 dito de argo!?s e 2 anneis de ouro
de lei.
13712 Urna volta de ouro, 1 dita trancelim, 1 pa.
de brincos, 1 medalha, 1 emblema do Es-
pirito Santo, ouro do lei.
13723 Um annel de ouro com um brilhante.
13724 Um relogio ouro de lei.
13741 Um annel de ouro com brilhante.
13777 Urna medalha de ouro com um brilhante, i
par de brincos com dito.
13753 Um par de brincos ouro de lei, 1 salva e 1
paliteiro prata baixa.
13789 Urna corrente dupla com medalha para re-
logio e 2 botes ouro de lei.
13S02 Urna corrente dupla com medalba para re
logio, ouro de lei.
13;05 Um pequeo trancelim com chave, 2 bo'.es
e 2 anneis ouro de lei.
13809 Quatro botes de ouro e 1 annel contendo
brilhantes.
13815 Um par de rosetas de ouro com brilhan-
tes.
13819 Um relogio de ouro.
13825 Urna corrente para relogi 1 e 1 volta ouro
de lei.
13838 Um relogio ouro de lei.
13816 Um annel de ouro com um brilhante, 1 cor-
do e 1 relogio de ouro.
13849 Urna pulseira, 1 cordo' e 1 figa ouro d
lei.
13899 Um par de rosetas de ouro com dous bri-
lhantes grandes.
13903 Trese colheres para cha, prata baixa.
13909 Um cordo, 1 par de rosetas, 2 anneis de
ouro e 4 colheres de prata para sopa.
13944 Um corrento para relogio, ouro de le'.
13916 Um broche de ouro com brilhantes.
13918 Um par de brincos, 1 dito de rosetas, 1
volta de trancelim, 1 medalba, 1 hlfinete,
2 anneis e 2 botes ouro de lei.
13715 U.o annel de ouro, 1 par de rosetas com
brilhantes, 1 cruz de ouro com topasio e
perolaa e 1 par de brincos ouro de lei.
Recife, 5 de Maio de 1887.
O gerente,
____ Felino D. Ferreirn Cotlh-J.'
Aviso
O London & Brasilian Banck, limitad,
recebe dinheiro em conta corrente simples
com os juros de 28|0 ao anno, capitulisa-
1I08 de 6 em 6 mezesJuoho e Dezem-
b'ro.
Recebe tamb^m dinhtiro em deposito.
Cum aviso previo de 30 dias, ou tixo a pra-
zr> de 3, 4, 6, 9 a 12 mezes, as taxas t?6
juros, que forem convencionadas entre a3
partes.
As ce ntas j existentes, vencendo juros
per differerjtes taxas, ficam sem alterado.
Recife, 24 de Maio de 1887.
W. H. Billfli.
1 lie J
Iilefl
Pans.
Italia. .
Hkiburgo .
Portugal
New-York -
427
L*o Ekomsii Bank :
Londres.....
Paria.......
Italia.......
Hamburgo.....
Lisboa e Porto ....
Priucipaes cidadea de Porto
g1.......
liba dos Acores
liba da Madeira
New York.....
431
431
529 534
239 241
2*270
90 d/v vista
22 1/4
427
529
239
22
431
431
034
241
246
249
246
2*270
algodo
1887
Mercado de a*wucar e
SBCIFE, 14 DE JOHHO DE
Aseucar
A cotaco deste producto, para os agricultores,
regula aos aljarismos aeguintes :
liranco, os melhores que
apparecem no mercado,
regulara de ....
3. sorte boa.....
3. regular.....
Hmidos e baixos
S'jtnenos ....
Masca vado.....
Breto.......
Rtame......
2*200 a
1*900 a
1*700 a
1*500 a
1*300 a
1*040 a
*90) a
*700 a
2*400
2*100
1*8)0
1*700
1*400
1*100
1*000
*800
Algodo
Eff-cusram-se hoje algumas vendas, na rato
de 7-5300 por 15 kilos, do de Pernambuco e boas
procedencias, em trra.
O mercado fechou frouxo.
Eutrada* de assocar e algodo
HEZ DE JHHO
Aetucar
Entradas Dias Saceos
IJ.reacas......I 13 12.927
Vapores ....... ... .
Via-terrea de Ciruar 1 13 1.028
Animaos......\ kU 532
Va-terrea de S francisco 1 10 9.835
Vm-frrea de Limoeiro 1 11 489
Somma.
Algodo
Entradas
Dias
24.871
Saccas
. ruacas...... 1 4 13 859
Vapores...... 1 13 2.428
Via-fenca de Caraar 1 13 94
Auimaes..... 1 14 2.050
Via-tenea de S. Francisco 1 10 950
V 1 f.-rrea de Limoeiro 1 11 1.646
Somma.
8.027
Despacho* de exportaco
HEZ DE JUNHO
Nos dias 1 13 toram despachados na Alfande
ga os artigos seguintes :
Pura fra do Imperio
Agurdente ..... 9.728 tros
Algodo...... 555.601 kilos
Afliucar ...... 2.006.269
Borracha...... 1.713
Jarocos de algodo. 113.350 kil)8
CAeM (fructa) .... 20
Doce....... 93 kilos
Farinha de mandioca 20 saceos
Ipecacuanha..... 34 kilos
Queijo do serto ... 16
Para dmttro do Imperio
Agurdente..... 176.124 litros
Algodo ...... 53.13 kilos
Assucar ...... 1.089.741 .
Chapeos de palha de car-
nauba ...... 12 fardos
Cocos (fructa) .... 24.750
rwe....... 345 kilos
oOraxa...... 400 .
Milho......i- 232 saceos
Oleo de mocot .... 60 kilos
,'leo de ricino .... 1.400 .1
Palha de uricury ... 8#
Peonas de eraa .... 102
Preparados d jurubeba 6 volumes
Rto. 258 el/2 kilos
Sebo....... 1.120 .
So!....... 2.505 meios
Vassouras de palha de car-
nauba ...... 2 atados
Vinho de jurobeba ... 13 volumes
BECAPITCLACA > DO ASSUCAR
Parao.xt.rir .... 2.006.269 kilos
Para o interior .... 1.089.741
Somma 3.096.010 .
Sai l* 6 carga
Esto^endo despachados os seguintes :
Barca inglesa /. B. D., carocos de algodo, pa-
ra Liverpool.
Barca inglesa Prince Arlhur, assucar e algodo
para Liverpool.
Lwr ingles Flora, assucar, para os Estados-
Unidos.
Patacho nacional Mara Augusta, assucar, para
Montevideo.
Vpor nacional Dsp rito Santo, diversos artigoa,
para oa portos du aul.
Vapor ingles Mondego (cbegai) diverses artigos,
para Lisboa.
Vapor ingles Neto, a'godao, para o Bltico.
>avfo* descaren
Barca norueguense Stanley, vanos gneros.
Parea nacional Mimosa, xarque.
Escuna norueguense Reform, xarque.
L^ar nacional Zequinha, gorduras.
Lar nacional Vieira, varios gneros.
Lugar norueguense Christina Elysabeth, cirvo.
Lar allemo Gazetle, trig>.
Lugar nacional Marinho Vil, xarque.
Patacho p>rtuuez Elysa, varioa generoj.
Pataebo nacional S. Bartholomeu, xarque.
Patacho nacionai joven Correia, xarque.
Patacho nacional Hiva', xarque.
Vapor ingles Orslor, varios gneros.
Vapor nacional Jaguaribe, varios gneros.
Vapor nacional Mandahu, varios geoeros
Vapor nacional S. Francisco, vanos gneros.
Paula da Alfanriega
SfcMANA DB 13 A 18 DE JCNHO DB 1887
Assucar brauco (kilo) .... 12
Assucar maacavado (kl>) 066
Alcool (litro) ....... 2'8
Arroz eom casca (kilo) ....
Algodo (kilo)...... 400
Aasucar refinado (kilo) .... 1*0
Borracha (kilo)...... 1*066
Couros seceos salgados (kilo) 500
Couros verdes (kilo)..... 270
Cacao (kilo)....... 400
Caf restolho (kilo)..... 320
Carnauba (kilo)...... 366
Caracas de alfodo (kilo) ... 014
Carvode pedrade Cardi (toj.) 16*000
CouroB seceos et pichados (kilo) 585
Caf bom (kilo)...... 460
Cachaca (litro) ...... <
Farinha de mandioca (litro) 035
Fumo restolho em rolo (kilo) 400
Fumo restolho em lata (kilo) 6i;0
Funn bom (kilo) ...... 720
Fumo era folha bom (kilo) 720
Fumo em folha ordinario (kilo) 400
Genebra (litro) ..... 200
Mel (litro)........ 04q
Miino (kilo)....... 400
Taboados de amarello (duzia) 100*00
Dividendo*
E6tao sendo pagos os Erguales :
O 1 -' do Basco de Chedito Real, razo de 4*
por aejo ou 10 0/0 da valor realizado de cada
urna.
O pagamento faz-se na sede da banco, daa 10
horas da manb s 4 horas da tarde dos doas
uteis.
O 78." Ja Companuia no Beberibe, na p-oporeo
le 5*000 por aeco ou 10 0/0.
Os interesados devem ir ao eseriptorio da com-
paubia, daa 10 horas da manb 1 da tarde, aos
gabbados-
A 16.a distrbuico das cau'ellas de juros cor-
respondentes ao semestre findo em 31 de Dezem-
bre do anno passado, da companhia Gbbat Wes
iers of Brazii. Railway.
E no esenptorio central da companhia, das 10
horas As 3 da tarde, que M effeclua o pagamento.
Memorial
O recolhimento de Notas Dilacrradas do The.
souro, faz-se na Thesodrabia de Fazenda, as ter-
cas e sextas-feira, das 10 s 12 horas da manb.
As notas do Tbesouro de 2*000 da 5.a estampa,
5*000 da 7. e 10*000 da 6.a, sero substituidas
na Thesocbabia db Fazenda at o fim do mes de
Junho com o descont de 2 0/0, o qual ser eleva-
do a 4 0/0 a contar do 1. de Juiho a 30 de Se-
zsrabro do corrente anno.
Imporlaco
.Hiate nacional Aurora 2, entrado de Maco
em 12 do corrente e consignado Carlos A. Aran-
jo, manifestou :
13325 Urna corrente e 1 medalha para relogio de lei.
seDhora, 1 volta de ouro, 1 par de pricos 13565 Urna pulseira, 2 voltas de trancelim e um
ouro de lei. par de brincos, ouro de lei.
13327 Um alfinete de ouro para retrato cem bn- 135138 ma volta de cordo, 1 par de argollas, 1
Ib.mte. figa e 1 teteia, ourc de lei.
13331 Urna cruz de ouro com brilhantes, 1 annel 13577 Um par de brincos e 1 cordo, ouro de lei.
com dito, 1 alfinete para manta, 1 dedal e 113583 Um par de brincos, 2 ditos de rosetas e 1
13546 Um par de rosetas de ouro com brilhantes.
13561 Urna corrente e medalh.t para relogio, ouro I 13854 Um relogio de ouro para seuhora.
de lei. I 13859 Um ann"l de ouro com um brilhante .
Urna pulseira e 1 par de brincos, ouro de* 13865 Um trancelim grosso ouro de lei.
13891 Urna corrente e medalha para relogio ouro
Capital do Banco....... 1.000,000
Capital realisado......... 500,000
Fundo de reservs....... 00,O)'7
A contar desta data o at ulterior reso-
lujSo, conceder-se-ha juros de dous por
cento ao anno, sobre os sal los de dinheiro
depositado em conta corrente de movimen-
to no mesmo Banco.
Recebe-se tambeu dinheiro em deposito
a juros por periodos determinados, ou su-
jeito ao aviso previo de trinta dias para ser
retirado, mediante as condijo-s de que s
dar conhecimento aos i iteressados.
Pernamcuco, 23 de Maio de 1887.
llenry K, Gregory,
Oorente.
MARTIMOS
4 anneis ouro de lei.
Sal 38.4C0 litros ordem.
Vapor ancioDhl Espirito Santo, entrado dos por-
tos do norte em 14 do corrente e consignado ao
v*isconde de Itaqui da Norte, raanifesteu :
li u us vasios 50 a Amonio Irtnos fc C.
Pipas vaaias 20 1 Joo Paulo B itelbo, 20 a Af-
foneo Tabonia, 25 a Amorim Irtnos & C.
Vergas de ferro 6 ordem.
Vapor inglez Orator, entrado dos portos de
Lisboa em 13 do corrente e consignado a Samuel
Juhuston \ O, manifestou :
Carga de Lisboa
Ancoras de ferro 4 a N. .1. Lidistone.
Amostras 10 volumes a diversos.
Arroz 175 saceos ordem, 100 a-Soares d'Ama-
ral frmoa. 25 a Araujo Castro & C, 50 a Fer-
uandea tSt Irraos, 30 a Joaqun] Felippe & Aguiar,
50 a Comes 4t Pereira.
Alpiste 20 saceos ordem, 10 a Domingos Cruz
Si C, 10 a Souza Baato Amorim & 'J., 10 a Arau-
jo Castro &. C.
Arcos de ferro 200 f ixes a William Halliday
6 C.
Barbas de ferro 36 a Antonio Rodrigues de Sou-
za dt C., 110 e 20 feixca a \\Mli-m Hilliday i
G 698 e 35 ditos a Ferreira Guimares s C, 80
e 35 a Reis t Santos.
It .'incas 1 eaixa aos H-rdeiros Bowmxn.
BiscoutoB 5 caixo-'s a (oncalves Rosa & Fer-
ntndea, 10 a Franciaco Guedes de Araujo, 10 a
Domingos Ferreira da Silva < C, 10 a Carvalbo
& C, 5 a Jos Joaquim Al ves & C.
Bataneas 4 eaixa:) a Guimires & Perman.
Batatas 30 aixas a Torres & Irtnos
B.inlha30 tamborea ordm, 30 1 Fernandes
da Costa & C.
Brinzo 2 fardos a Joaquim A. da Silva Santos.
Cobre 24 volumes a Ferreira Gimarea & C.
Canela 10 eaixa a S >uza Basto Amorim & C.
Correntes de ferro 2 a N. J. Lilstone, 1 barri-
ca a Miranda & Souza.
Chumbo de munico 30 barris orlem, 25 a
Vianna Castro 4 0., 50 a Ferreira Guimares
& C.
Cravo da ludia 2 saceos a Araujo Castro t C.
Cb 9 grados e 10 .ix-is a Domingos Cruz &
C., 13 1/2 ordem.
Cerveja 20 barricas ordem, 53 a J. Pater
&C.
Cofre de ferro 3 caixas a Carlos Linden.
Cidra 2( caixas ordem,
Chocolate 1 eaixa ordem.
Calcado i caixo ordem, 1 a Manocl da Cu
nha Ikooo. 2 a Ferreira Barbosa & C.
Conservas 30eaixas a Goucalves Rosa 5t Fer-
randes.
Canos de chumbo 6 barricas a Ferreira Guima-
res & C, ditos de ferro 15 feixea Reis & Santos,
9 e 14 ditoa aos Herdeiros Bow i-.inn, 8 fexes a
.Manoel R. da Silva.
Drogas 3 volumes ordem, 7 a Francisco Ma-
noel d Silva & C, 3 a R.-uquayrol Frres.
Esleirs 2 rol>s a Francisco Gurgel tlrmos,
10 a Manocl da Cunha Libo.
Estanh 1 4 htirrieas a Ferreira Guimares & C,
1 a W.Uiara H.l'iiSy & C
Enxadas 8 barricas a Miranda & S >uza, 20 a
Ferreia Guimares &C, 40 a A. Carneiro
Vianna.
Elstico 1 eaixa a Paren'e Vianna & C. 1 a H.
Nuesck* C
Encerado 1 eaixa a Vianna Castro fe C.
Fogareiros 100 a W. Halliday i C.
Fcrragens 2 volumes u Mirauda & Sauz-i, 3
ordem, 2 a Soares do Amaral Irmios. 96 a W.
Halliday & O, l(J a Gomes de Mattos Irtnos, 1
a Miguel Iz i bella & C, 12 a Fer ira Guimares
& O, 7 a Vianna Castro & C, 23 a Samuel P
Jobston.& C, 8 a Reis 4 Santos, 1 a Bernardino
Duarte Campos & C, 4 a Tavares & Martina, 4 a
Antonio D. Carneiro Vianna, 48 aos H-rdeiros
BrowmaD, 1 a Raphael Dias fc C, 3 a Manoel
R. da Silva.
Feno 10 tardos a Vianna Castro Se C.
Folhas fe ferro 6 a Ferreira Guimares 4 C.
Fio 3 fardos a Samut-1 P. Johnstou 4 C, 2 a
Ferreira Guimares & C.
Folbaa de FUndrcs 50 caixas a Almeida Ma-
chado & C, 30 a Bainuel P. Johnston 4 C, 50 a
Ferreira Guimares & C, 30 a Reis 4 Santos.
Figuras de eaianho 1 eaixa ordem.
Genebra 105 caixas ordtm.
Louca 116 gigos e 20 barricas a ordem, 26 e 6
barricas a Jos de Macedo, 13 ditos a Jos de
Araujo Veiga & C, 27 gigas a London 4 Brazi-
han Banck.
Lenees de chumbo 7 rolos a Reis 4 Santos.
Linha 30 caixoes a Nunes Fonscca 4 C, 1 a
Manoel Joaquim Ribeiro 4 C 2 a G >mes de Mat-
tos Irmos, 2 ordem, 1 a Guimares Fonseca &
C, 1 a Manoel Collaco 4 C. 35 a A. D. Carneiro
Vianna, 1 a Maia e Silva, 2 a Parante Vianna
&C.
Leite condensado 10 caixas a Francisco Guedes
de Araujo.
Lona 1 fardu a Francisco de Azevedo 4 C, 1
a Samuel P. Johnston < C, 2 a Manoel Rodri-
gues da Silva.
castao, ouro de lei.
Materiaes par encanamento d'ngua 170 volu-
mes e pecas Companhia do Beberibe.
Mercaduras diversas 4 volumes a Vctor Nee-
sen, 3 a Guimares Pcrman, 1 a Guimaros Car-
dase, 1 ordem, 3 a Nunes Fonseca & C, 1 a
Miguel Izabella ce C.
Machiuismo 3 volumes a Ctrdoso Irmos, 7 t,
Reis 4 Santo::.
Movis 5 caixo.-s a Suva Fernandes & C.
Materiaes para engenho 56 volumes e pecas a
Joaquim Jos da Costa Medeiros, ditos para tele-
grapho 17 volumes a Great Western of Brasil
Railway Corapaoy.
Objectos para gaz 39 volumes a Empreza, ditos
para escriptorio 3 caixas ao Dr. H. W. Peder-
neiraa.
Oleo de linhaca 5 barra a Cietano C. daCoata
Moreira 4 C, 10 a Faria Sobrinho 4 C.
Penas de ac 1 eaixa a Guimares Cardoso
4C.
Papel 67 fardos ordem.
Piracnta da India 10 saacos a Domingos Cruz
C, 10 a Araujo Castro 4 C, 20 a Gomes 4
Pereira, 10 a Joaquim Felippe 4 Aguiar.
Provisoes 5 caixas a Domingos Ferreira da
Silva & C.
Perfumaras 1 eaixa a Antraio Duarte Car
n, i'o Vianna.
Presuuto 4 caixas a J. F. Pereira.
Qtieijcs 2 caixas a G mcalves Rosa 4 Fer-
nandes.
Salitre 30 barricas a Vianna Castro 4 C.
Salmo 3 caixas a Francisco Guedes de
Arauj
Tinta 2 barricas a Antonio Duarte C-rneiro
Vianna.
Toucinbo 1 eaixa a Carvalho 4 C.
Taxas de ferro 10 a Alian Petersontfc C, 14 aos
H'-rJeiros Bowman.
Tecidos diversos 246 volumes ordem, 4 a Ro-
drigo de Carvalho 4 C, 9 a Albino Amorim 4 C,
21 a Al ves de Brtto 4 C, 16 a Gmcalves Irmo
4 C, 4 a Francisco de Azevedo 4 C, 49 a Luiz
Antonio Sequeira, 31 a Narciso Maia 4 C., 66 a i
Machado 4 Pereira, 18 a a Guerra 4 Fernandes,
18 a Ointo Jardim 4 C, 2 a Loureiro Maia 4 C,
1 a Carlos Sinden, 6 a a Silveira s C, 7 a Couto
Santos 4* C, 1 a A Vieira C, 7 a F'guciredo
t C, 13 a Uernardino Maia S ('.. 18 a Souza No-
guena 4 C, 8 a A'iirade Lopes & C. 4 a Euge-
nio Goncalves Cisco, 1 a Manoel da C'iuha L bj,
1 a Jus L. Teixeira 4 C.
Tijolos para limpar facas 25 caixas a Ramos
4 C
Ttapos 4 fardos a E.trada de Ferro do Recife
li ixang.
Tinta 100 barricas a Davil Stouer 4 C-
Vidros 11 barricas a Barnardiuo D. Campos
4C la Jos de Araujo Veiga & C.
\ :.n 1 1 barril ordem.
Carga de Li-boa
Agua mineral 4 caixas a Francisco Manoel da
Silvu & C, 1 a Rouquayrol Frres.
Azeite 10 caixas a Domingos Ferreira da Silva
t c.
Azeitona 3 ancoretas a Joaquim Felippe de
Aguiar.
Bagas 1 barrica a Ferreira Rodrigues 4 C
Batatas 200 meiaa caixas a Silva Guimares S
C, 150 a Ferreira Rodrigues 4 C, 100 a D. Fer-
reira da Silva 4 C, 20 a J. B. de Carvalho, 50 a
J. F. de Almeida, 100 a J. F. de- Lima 4 C.,
200 a Paiva Valente 4 C, 50 a Goncalves Ros 4
Fernandes,40 ordem, 25 a Miguel J C. Card-
lo, 1 I a J. da Silva Pereira.
Ceblas 50 eaixas a D n.itig08 Ferreira da Silva
& C, 50 a Ferreia Rodrigues 4 C, 25 a Paiva
Valeulc & C, 25 a Miguel Joaquim Carlos Cardo-
so. 25 ordem, 20 a Goncalves Kosa 4 h'ernandes.
Carne ensacada 10 cnixas a Silva Guimares
4 C.
Conservss 5 caixas a J'.o F. de Almeida, 5
amarrados cora 107 ditoa ordem.
Farello '00 saceos a Paiva Valente 4 C.
Hcrvas medicinaos 2 fardos a Francisco Manoel
da Silva & C.
Geaso 2 barricas a Rouquayrol Frres.
Gis 2 barricas ao mesmo.
Linhaca 3 barricas ao meamo.
Livros 1 eaixa a Jos N. de Souza, 1 a G. La-
porte t C.
Linguicaa 2 caixas a Ferreira 4 Rod'i?ues.
Murcelias 2/4 a Jos Fernandes Lima 4 C.
Papel l eaixa a G. Liporte s C.
Prensa para uvas 1 a Domingos Cruz t O.
Toueinho 10 barris e 10/2 a Si.va Guimares 4
C-, 6/2 a Ferreira Rodrigues 4 C, 5 a Jos F. Li-
ma t C.
Vinagre 3 pipas e 15/5 a Souza Basto, Amorim
& C 5/5 a J Felippe & Aguiar.
Viuho 4 pipas a Joao F. da Costa 4 C, 8 a
C itta Lima 4 C 5 ditas, 85/5 e 30/10 Silva Gui-
mares t C, 6, 30/s e 30/10 a Maia Sobrinho, 22,
40/5 e 40/10 a Antonio Maia da Silva, 2 o 15/5 a
Joa F. Lima t C, 36 e 30/5 a Fernandes da
Costa 61 C, 18 e 10/5 a J. Ferreira de Carvalho
t O.j 3 e 23/5 o joaquim Felippe t Aguiar 6
30/5 e'30/10 a Domingos Cruz 4 O, 17/5e 10. 10
ordem, 5/5 a G. Laporte 4 C, 3/5 a Automo
Jos Motta Guimares, 1/5 a Victorino Jos Pe-
de lei.
13894 Urna corrente e 1 relogio ouro de lei; urna
salva prata baixa.
13895 Doze colheres paro, sopa e 12 ditas para
c-h, prata baixa.
13897 Urna volta de trancelim com 6 tetcias de
ouro, 1 medalha e 1 annel ouro de lei.
reir de Abreu, 1 ao Dr. Lauriaoo Peij de Mello*
25 caixas a Domingos Ferreia da Silva 4 G .
Carga do Porto
Az'itc 1 volume a Jos Silva Lapa.
Albos 126 cnuastias a Silva Guimares t C,
50 a Dominga Alves Matheus.
Agua de vidago 1 caixi s Nunes Fonseca 4 C.
Capachos 2 fardos a W. Halliday 4 C.
Carne de porco 1 eaixa a Antonio S. Barbosa,
7 a Silva Guimar8 & O, 1 b irril a Antonio Jos
Cnmbra Guimares.
Ferragens 2 caixas a Miranda 4 Souza, 6 a
Vianna Castro 4 C, 5 a Ohveira Basto 4 C. 5
ordem, 3 a W. Hilliday 4 C, 1 a Ferreira Gui-
mares & C.
Linhi 6 caixas a Costa Lima 4 C, 1 a Nunes
Fonseca 4 C
Palitos 1 caixo a C sta Lima & C.
Rosarios 2 caixas aos meamos.
Rolhas 1 aacco a Antonia S. Barboza.
Salpicoes 1 eaixa a S. da Silva Araujo.
Vinho 1/2 pipa e 2/10 a Jos da Silva Lapa, 24/5 .
3/10 a Souza Basto, Amorim tonio Sequeira, 1/5 a Moura Martina, 1/1 a S.
da Silva Araujo, 4/4 1 Aatonio Jos Coimbta Gui
maraes, 2 caixas ordem, 2 a Francisco Lauria
4C.
Exportaco
Bkcira, 13 db junho us 1887
Para o exterior
No vapor inglez .1/ ndego, carregou :
Para Lisboa, Nuno da Fouaeca 12 latas com 33
kiles de doce e 4 queijoi com 16 kilos.
Para o interior
= No vapor nacional Espirito Santo, carrega-
ram :
Para o Rio de Jneiro, J. A. C. Vianna 1,950
meios de sola ; Costa 4 Fernandes 9,70 ) cocos,
fructa.
No hiate nacional Aurtra, carregou :
Para Mossor, J. Baptista 2 barricas com 120
kilos de assucar branco.
No hiate nacional D. Julia, carrogou :
Para Mossor, Francisco Lima 4 barricas com
10 kilos de assucar branco.
Dlnbeiro
BECEBIDO
Pelo vapor nacional E-p'to Santo, para :
Da Paraby'oa :
Cramer Frey a C 1.4805000
Machado Lopes & C 5:000000
De Natal :
Duarte 4 C. 2:009/000
Do Cear :
English Baiik ,f Rio de Janeiro 20:000/000
London Brasilian Bank 6:10'-320
Do Maranho :
Mendes Lim> t C. 4:470l40
Do Para :
Bernardino Gomos de Carvalho St C. 5:253/210
G. Gomes Maia t C. 2:737/210
De Manos :
Pereira Pinto t C. 1:134/000
Adolpho Manta 3l'0/0u0
Ignacio Neiy da Fonseca Jnior 150/000
Kendiuicntos pblicos
Renda geral :
U; 1 a 13
dem e 14
>IEZ 0E JL'XIIO
i4/and^a
272:507,17:)
36:951 <7U
Reuda provincial :
De 1 a li
dem de 14
36:948 S229
3:966:915
309.461/920
40.915/144
! e 1 a 13
dem Je 11
i)e 1 a 13
dem de 11
Del a 13
Iden da 14
Hece.bpdoria geral
350-377^061
13.037/288
2:100/960
Recebtdoria p.ovmaiai
Recife Drainage
15:188/248
35:543280
2:828*854
38:372/134
3:413/229
68/272
3:481/501
acifle Seam Navigalion Compam
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete John Eider
Espera-se dos portos do
sul at o dia 20 de Ju-
nho seguindo para
a Europa depois da
demora do costume.
Mercado Municipal de S. >lo*
movimento deste Mercado no dia 14 de Jjnbo
foi o seguinte :
Entraram :
37 bois pesando 5,631 kilos, sendo de Olivci-
ra Castro, 25 ditos de Ia qualidade e 12
ditos particulares.
258 kilos de peixe a 20 ris 5/160
138 cargas de farinha a 200 ris 27/600
21 ditas de fructas diversas a
300 rs. 6/300
10 taboleiroa a 200 ria 2/000
10 Suinos a 200 ris 2/C00
Foram oceupados :
25 columnas a 600 ris 15/000
22 compartimentos de tarinba a
500 ris. 11/000
23 ditos de comida a 500 ris 111500
87 1/2 ditos de iegumes a 400 ris 35/000
19 ditos de suino a 700 ris 13/30 I
11 ditos de tressuras a 600 ris 6/600
10 talhos a 2/ 20/000
9 ditos a 1/ 9/000
A Oliveira Castro 4 C:
54 talhos a 1/ 54/000
>eve ter sido arrecadada oestes dhs
a quantia de 218/460
Rendimento dos dias 1 a 13 2:7 W )
Foi arrecadado liquido at hoje 2:937|3$
Creeos do dia :
Carne verde de 210 a 400 ris o kilo.
Carneiro de l'/.O a 800 ris idem.
Suinos de 560 a 640 ris idem.
farinha de 200 a 240 ris a cuia
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijo de 640 a 1/200 idem.
Haiadoaro Pabilco
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga '.''
rezes para o consumo do dia 14 de Junho.
Sendo : 63 rezes pertenecnte a Oliveira Cast.-r,
Ai C, e32a diversos.
Vaporeo e navios esperado*
VAP0RE3
Advancede New-Port-Newa hoje.
Principe do Grao Parada Bahi. hoje.
Mondegodo sul a 17.
Villa de Ceardo sul a 18.
Camillodo sul a 19.
Equateurdo sul a 19.
Cearde Hamburgo a 19.
Aymordo sul a 20.
John Eiderda Europa a 20.
Ville de Pernambucoda Europa a 21.
Zecbeyde Fiume a 22.
Manosdo nort? a 23.
Nevada Europa a 24.
Autorde Liverpool a 25.
Parado aul a 27.
Taguado sul a 29.
Armidade Londres.
Anne Marirdo Rio Grande do Su!.
Blanchede Terra Nova.
Camesdo Porto.
Erutede Hamburgo.
Guadianade Lisboa.
Katalinale Terra Nova.
Leanderde Terra Nova
Marinho IX-do Rio Grande do Su
Meta Sophide Hamburgo.
Meteorde Terra Nova
Osseode Cardiff.
Peggyde Terra Nova.
Positivo do Rio Grande do Sul.
Withelminede Hamburgo.
Hovi ment do porto
Navio entrado no dia li
Manos e escala 11 1/2 dias, vapor brasiie!. >
c Espirito-Santo, de 1,999 toneladas, comro- .-
dante Joo Mara Pessoa, equipagem 60, ea: ;*
varios gneros; ao Visconde de Itaqui do No: y.
Observado
Nao hoave sabida.



Diario de Peniajaluico- Qnarta--feira 15 de Juoho de 1887
Este ppele eos que d'era
cm diante segoirem tocaro en
riymonth. o qne facilitar che-
gareitt os passageiros coy) ma
brevidade a Londres.
Para carga, passagena, encommendas e din-
hciro a frete tract-econ> os
AGENTES
Wilson Sm C, Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO-N14
Con^anha Uuhiau* de navega
v:io a Vapor
Macei, Villa Nova, tenedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Principe do Gro-Par
Comnuituhtnte J. F. Teixeira
E' esperado dos dohop aci
mu at o dia 16 de Junbo,
' e regressar jiara os mea-
.iii".-, depois da demora do eos
'turne.
Para carga, paasageus, encosamendas e dinhei-
ro a frote, trata-se na
7fu do Vigario7
Domingis Alies Mathens
COMPAXhTT PEBSI.tH!ltC.V DE
ftavegaco Coseira imw Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
cuty, Cear, Acarahu e Camossim
vapor Jag-uaribe
Commandante Baptista
,t''s-*j,-'i
m
Segu no dia 21 do
Junhc, s 5 hor-u
da tarde. Recebf
carga at o dia 20
neommendas passagena e diubeiroa a fret iti
s 3 horas da taide do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da i'ompanhia Pemambunanii
Cempsakia Bra*Ilelra de Xave
saca* a Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Catn/o
Conmandante o Io tenente Carlos An-
tonio Oomes
' esperado dos porto* do su I
at o dia 19 de Junho, e
seguir depois da demora n-
dispenaavel, para os portee
do norte at Para |smente-
Para carga, passagena oncomnaeaadM e valores
tracta-se na agencia .,_ .,
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
S DE* lESSifiB
bies niitinnis
LINHA MENSAL
O paquete Equateur
Commandante Mac
' esperado dos portos de
sul at o dic 19 do corrente,
seguinde, depois da demora
do costurar, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-ae os senhores passageiroa de todae
ib claeses qne ha lugares reservados para est.
agencia, que podem tomar em qualqner tempo
Faz-sc abatimento de 15 %> em favor das fu
milias composta de 4 pessoas ao nietos e que pa-
garen) 4 paseagens inteiras.
Por excepeo os criados de familias que torna-
rem bilhetes de proa, gosarn tambera d'este abati-
mento.
Os vales postaes s ae dao at e dia 17 pagos
de contado.
Para carga, passagena, eucommendaa e dnhein
* frete: tracta-se como
AGENTE
Labiile
9 RA DO OOMMERCIO 9
iuguste
LE1L0IS
n.
MOYALSKAILSTEAX po
COIPANY
0 pao uete Mondego
E esperad!.
do sul no dia 17 d<
corrente stseutoii
lopois da demora,
ueeessuria para
I. Vicente, Lisboa, Vlgoe Son
thampton
Reduccao de passaqens
Ida Ida e volta
A Southampt n 1 elasse 28 42
Camarotes reservados para oa passageiros He
Pernambuco.
.-"ara passagens, fretes, etc., v.cta-sc L" o
Consignatarios
Adamson Howic & C.
N. 3 RA DO OOMMERCIO N. 3
1* andar
Vapores nacionaes
(NORTE E SUL)
Bo fie Jaeiro, uantos, Rio Gran -
li. Pellas i Poito-Alep
Vapor Ayraor
Espera-se at o
dia 20 do corrente
do Rio de Janeiro
e seguir depois
|da di mota do cos-
tume para os por-
tes cima indicados.
Recebe carga, cnc.mmendas e passageiros para
os mesmos port-s : a tratar com
PERRERA CARNEIRO & C.
N. 6.-RA DO COMMERCIO- N. 6
1- andar
.'iURiifis uims
Companhia Pranceza de Nave?
c5o a Vapor
Linha qninzenal entre o H'vrc, Lit
boa, Pernamhuco, Babia, Rio de Janeir< e
Santos
0 rapor Tille Se Peralta
Commandimte Chancerel
E' esperado da Eurooa
at o dia 21 de Junho, M-
guindo depoia da indkpeu
savel demora para a Bh
, hta. Rio lie Janeiro
Je Manto.
Roga-se aoe Srs. importadores de carga p -los
vapores desta linha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng:. \ sai-
quer reclamacao concernente a volumes, que po-
vrntu h tenham seguido para os portos do sul,afir
de se poderem dar a tempo as providencias neces
sarias.
Expirado o referido praue a companhi&oa n se
responsabilisa por extravos.
Para carga, patsagens, encomm-ndas e dinheiro
a frete : trata se com o
OTapor ViUe de Cear
Commandante Simn t
Espera-sc dos oortoa do
sul at o dia de Junbo,
sr.guiado depois da indis
pensavcl demora para c Ha
' vre.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As paseagens podero ser tomadas de antemao.
Recebe caiga cncommendaa e paesageiroa para
os quacs tem excellentes accommodacoca.
Para carea, passagens, encommendas e dinheirr
a frete: trata- se com o
AGENTE
Augusta Labilie
9 RA DO COMMEUCIO-9
v
DampfschilTfahrts-dleselIsfhan
O Tapor Cear
Eapia-se de HAMBURGO,
por LISBOA, e AQORE8 at
o dia 19 do corrente, seguin-
do depoia da demora necea-
' saria para
Rio de Janeiro e Santos
Pi ra passagein s e car a a frete trata-se cornos
CONSIGNATARIOS
.Borstelinann & C.
BA DO COMMERCIO N. 3
/* andar
Sexta-feira 17, de\e ter lugar o ultimo leilo
de ura variado sortiraento de ferragens, mmdczas,
movis e muitos outros artigue existentes na ra
de Bom Jess n. 43, de contormidude com o an-
nnncio.
Agente Pnto
O agente de leiloes, Pinto, tendo mudado o seu
escriptjrio da ra do Bum Jess n. 43 para o ar-
masem da ra do Mrquez de Olinda n. 52, pede
a todos oe eeubcr; s que t'.-m em seu deposito pia-
nos, m chinas de costura e outros rauites movis
se digntm etiral-os no prazo de 3 dias, fiudo 19
quacs 8.'rao vendidos por qualquer prejo.
Recif^, 13 de Jonho de 1887.
Leilo
EM CONTINUAyAO
Xa ra do Imperador n. A9
Quarta feira, 15 do corrente
A's\ 11 horas
De 1 mobilut de j icarand, 1 guarda-louca, 2
fiteiros redondos, 1 guarda-vestido, 1 commoda, 4
toilets, 2 secretarias, 2 mesas din gavetas, 42 ca-
deiras de brapo, de junco, 8 cadeiras de balanco,
3 esp.eguicadeiras, 30 cadeiras de junco, 1 mar-
'juezao, 4 jarros grandes fngindo marmorc, relo
gics, jarros, 4 figuras, 2 bercos e 1 cama pira me-
nino, v camas de ferro, 2 portoes de ferro e 1
\ cuestan.
Agente Modeslo Bap'isla
Le'lo
Da armaj), gneros, utensilios, cofres de
ferro e movis, existentes na taverna
sita ra Imperial n. 151. pertencentes
a m88sa fallida de Juan Becito Rodri-
gues.
Quinta feira 16 de Junho
AS 11 HORAS.
O agente Gusmao, auterisado p^r mandado do
Exm. Sr. Dr. jniz de diretto do comm querimeuto di Dr. curador fiscal d-i m^ssa fallida
de Jnam Benito Rodrigues, t ..r leilo com as-
siatencia lo mesmi j'iiz da arroacJ), xercado-
rias, cofres e movis exaitent-rs na referida ta-
verna .
Leilo
de urna itobilia urna estante, urna commoda, tres mesas,
ama serpentina, urna mesa relonda con
pedia e outros movis
Sexta feira 17 do corrente
Ajenie Pinto
Rua do Boui tlesus 11. 43
Em eontinua^o
veidc o nwtmo agente 11 saceos c 3 panoiroa
cem tapioca.
Leilo
fciu continuado
Da armaySo, bataneas, 1 fiteiro e utensilios li-
vres e d< semb^racados, e os bona gneros do esta-
belecimcnto de melhadoa sito rua de S. Joao n.5;
garante-se a chave da casa.
Agente Brito
Sexta feira. 17 do eorreoe
A's'lO 1|2 horas
De uin aobr i d<-03 andares rua Velha de
Santa Rita sob i.. 4\>, e de urna casa terrea com
Buta rua da Ventura s b n. 20 na fregueaia da
Graca, nos quatre canto, onde funeciona urna
padaria.
Sexta feira 1? de Vnuho
A's 11 horas
No armaz'm rm do Imperador n. 22
O agente Si-ppie nuturisado pelo consulado
porlaguez levar i leilo o (obrado e ac a ter
rea cima meocionslcp, e pertencentes ao espolio
de Jc8C G-jnCHlves d Croa. Os senhores pretn-
deme dtede j podarlo ir rxcminar os referidos
predios.
Leilo
De 2 pianos do armario a 2005000.
2 mubiss de ^laraod a 200* 00.
Machinas d.- >Bura do mesa a 5^000
Ditas de raac a AOOi)
Fugots de ferro <: 10*00).
Ditos dedito a 15uO0.
Mesas pcqnenae a 1 tC)00.
Cimas del" ~ O0,
Ditas maiorsE a 2^500.
Gai rafas do vinno 00 vinagre a 100.
Lat>s com milho a 10).
Oolberes paro sora a 2^40').
Ditas para cb. a ly'K).
Depsitos para eandi iros a 100.
Candieiroa a ?a= a 2 P00
Quadros diversos a 500
Papel pintad.) -cetc 1 a500.
Pedras para ro:aat c conaolos, tintas, ferros e
papel par impresac. brides e estribos, relogios,
globas, coberta" de -netl para pratos, filtros, 1
fugaa de ferro nove nicklado, barra com pregos,
eapingarda, lancas par cortinados, miudesaa e
muitos outres artigos ^ue estarSo patentes ao
exame dos concur.;u'?t
Beeeta-jeira, 17 do crrente
Rua do Bom Jess n. 43
O agente Pinta aerar leilo ae correr do mar-
tallo os bjectoo ajeitsa mencionados aervindo de
baaeas i ff^ita -ievt-ndo oa arrematantea
retirarem aeaa lotea findo o acto da arrematacao
ea 24 horaa por ter de fazer effectiva a entrega
da chave da referida caaa.
O referido leilo principiar s 10 horas em pon-
to por serem muitos e diversos oa lotes.
Era cootinuajao e a 1 hora da tarde
Una rico lustra de ciystal com 8 bicoa para gas
carboaico (perfeito.)
Leilo
no
Do vapor Bahia e eeu carregamento,
estado e lugar em que bi acha
Quinta feira SO de Junho
A's 11 horas
No salao da Associacao Vommercial Bene-
ficente
O agente Gasmo, auterisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de -direito especial do commer-
cio, e a requerimeoto do Dr. curador de ausentes,
no processo de ratificacao de protesto meritimo e
abandono do vapor Bahia, por parte da coaapa
nbia de paquetes braaileiros a vapor, far leilo
com assiotencia do mc-sono juiz, do referido vapo r
e aeu c irrcg-imento no lugar em que se acha.
Leilo
O AGENTE JOS NUNES
competentemente aut riaado por alvar de 6 do
cerrante mez, do Dr. juiz manicipal e do commer-
cio do termo de Trabiry, ne Cear, Jacome Cunha
Freir, far leilo no dia 29 do corrente, as 10 ho-
ras da maah, na cuacada do Par-Cur do mesmo
termo e em presen;* do dito juiz, do casco e mais
pertences do vapor Cear, da Uompaohia Braai-
leira de Navegaco Vapor, naufragado naquelle
lugar e abandonado pela meema companhia.
Cear, 10 do Junho de 1887.
__amjnmm__
Aiuga-so casas a 8/000 uo becco dos Coe
his, junto do Goncallo : a tratar na rua di
emperatriz n. 56.
Ama Precisa-se de urna ; na rua do
Cabug n. 3, terceiro andar.
Aluga-se urna casa na travessa de Joao Fer-
nandes Vieira n 47, com um pequeo sitio ; a
tratar na rua da Aurora n. 85, das 10 s 11 ho-
ras.
Od abaixo asstgoados mudaran] o seu escri"
ptorio de udvogado e solicitador, da caaa n. 38
rua do Imperador para a de n. 69 mesma rua,
sala da frente.
Mancel Joaquim Silveira.
Juo Caetano de Abreu.
AH t, Para engommar para urna fami-
lia pequea ; na rua do Mrquez do 11 rval nu-
mero 107.
AMA
Precisa-se de urna ama para lavar e en-
casa de familia : na rua do
13 se dir.
gommar em
Riachuelo n.
Pechinchas!!!
Sao as seguintes quo se liquidam na anti-
ga casa
CARNEIRO DA. CU HA
CACHEMIR \S au imanas, lindas fa-
zendas para vestidos a 400 e480o covado.
duas
MERINO'S de coro lintfissimas
larguras a 800.
FUSTO^S brancos e de cores a 240,
320 e 400 rs.
EXAMINES com palmas de seda a
00 e 900 rs,
SET1N maco de todas as cores a
800 < ]000,
CRETONES linos a 240, 320 e 360 ra.
Expeliente escolba.
FAILES modernos a 400 e 440 rs.
PANNOS para mesa, novos desenhos, a
15200, i 6-OO e 10800 o covado.
SARGELINS diagonal, todas as cores,
a 240 rs.
BRAMANTES de 4 larguras a 900 e
1)5200 o metro.
DEM de linho puro, 4 largura*, 2,5000.
BORDADOS de cambraia a 10000 a
pega.
MAOAPOLOES pelle de ovo c ameri-
canos a 60200 e 605CO.
ESGUIES para oasaquinhos, 12 jardas
40000 o 40500.
CASEMIRAS para roupas de crian5ib
a 800 rs. o covado.
DEM diagonal e de cores, 2 larguras,
a 20 e 2<5500.
CORTES de fustilo para eoletes a 10 e
10300.
DEM de easemira a 20500 e 30000.
CAMISAS inglezas a 360000 a duzia.
GUARDANAPOS de linho a 30000
a duzia.
LENCOS de setinotas, finos, a 20500
a duzia.
MEIAS cruas para homens a 20500, 40500
e 60000 a duzia.
CEROULAS bordadas a 120 e 180000
a duzia
CROCHETS, gurnicSo para cadeiras e
sof 80000
GRINALDAS e veos para noivas a 90
120000.
CAMISAS para senhoras a 360 e 480
duzia,
Sortimento completo de todas as fazen-
das proprias para uso domestico.
Dao amostras.
As vendas em grosso tm o descont da
praja.
49Rua Duque de Ce Casias59
SUSPENSORIO MILLERET
.Elstico, uta ligaduras Oaiixt das coiaa.
, Para evitar as faUificaceM,
exigir a firma do inventor, alampada
em cuda tuspentorio.
FUNDAS DE TODOS OS SISTEMAS
MEIAS PARA VAfllZES
HTILE11T,LEBMTCDEC, 8Mc:-j-M,Parli. 49, r. J.-J. loaiaMI
REG131KA1>0
Luiz Francisco de Andrade e aua familia con
vidam aos prente? e amigoa de aeu genro Fran"
cisco Kibeiro Vilella, fallecido na cidade da t"
cada, para assistirem a mise qua por alma do
mesm;i maudam & lebrar sexta-teira 17 do cor-
rente, s 7 1|2 horas da munbfi, na matriz de
S. Jos.
ammesftammmmswm
oc fcffi
X *. S
OQ P # -5 9 B 9&3
60 5 X > X
= = -ES X P
laaaW c X # s lo
^ * aaal
e 1 ; ss X ^ QQ
& . i as
0 ^ SJ 9 ^^
X ?'tj^
Tnico
Oriental.
0 Remedio do Di'. Ayer
OaTKA BUZOS.
F." um toulco i
polo couliecinipiito practico dos lis effel-
Los, Gauaxtiimi i... ,-, para
as lulir.-< m I .; R i
vi m a mu origeiu n iuu \ ci i.'i 1
que peni trn v.'> nnsjiic 1
< ligad el
>'>!;- conheciilas por Teroiariaa e
Quatrenaries, Internas, de Fri,
Malignas, [ntormitfcentes, Remit-
-.. e ] yphoie.
O Ki: ir.:* 1 i i.,:. A\ F.n :< ".I r.illsa o
ii 1 1 e- di -y 'tema.
Niio coiil :ni quinina 1....
aiiucral; .' seguro c inoffcnslvo. e
falla se se usa .gunrlo as tllrcec3cs.
^> PHLO
DR. J. C. AYER 3p: CA.,
F^owell, Mass., E. 17. A.
A' venda nns prlncipaea ptaarmacias c
drogara*.
Attenco
Precisa-se arrendar urna piopri''dr.dc da trras,
com casa de vivenda, estribara, casa de farinha,
ditas para moradores e mais beinfeitorias, com
rafudc ou abundancia d'agua corrente, com cercado
para vaceas de leite e animaos, on pn.porcoes psra
isto, c para t da agricultura de mandioca, milho,
feijao e alg^r!a\>, e que nSo iliste de nm povoado
com feira, quundo muito de urna !egon, tondo al-
gnma csta^S de caminho de ierro nesta mesma
distancia, tiao mportand.) ser o lugnr acatingado,
com tanto que <&teja na condicoesa cima exigidas,
e que as bemfeitorias estejam cm p rfeito estado
do conservace e limpes.i ; quem tiver annuticie
para ser procurado ccxuminar-se. NSo se cscolhe
cemarca ; prefennd sn a da Victoria.
Talo 3 caripe aigolo
a 400 rs. a arroba
Chtg ti a primeira remeesa d<> precioso I relio
de caroco de nlgoda o mus barato de todos os
alimentas i) ra anima a de ruca cavallar. vac:um
suino, etc. O careco do alg;dao depois de ex-
trabida a casca e todo o oleo, o mais rico ali-
mento que se pode dar aos anitnats para os forta KeOir.mend<:-se muito esp< cialmente s rnr.n
lecer eengordar com admiravel apidez. i dades religiosas para a decoraeao dos temples a
Nos Estados Uuidoa da Amrica do Norte e na 1sen cargo, c aeu preco, sendo muitj inferior ao
Inglaterra elle emneg^do (com o mais feliz re-! das verdadeiraa vidracas (vitraux) e o sea effeito
sultado) de preferencia ao milho e outros farelbs j absolutamente idntico ; deun.ff,
4o commereio
Nicas da Silva Gusm\ tendo comprado 80
Sr. Pedro Marinbo uo dia 9 do corrente o seu es-
tabelecimento sito rua da Deteusao n. 35, livre
e desembarazado, reg* a todas as prssoas que se
julgarem credoras do mesmo estabelecimento, de
apresentarem suas cintas no prazo de trts das,
sob pena de fic-r sem nenhum efiFdito toii e qual-
quer conta que seja apresentada depois desta
data.
\vis em lempo
Achi.no-se boje annunciada a venda da a:mi-
cao da taverna do bteco do Pocinho n. 24, previ-
ne-se que a mesma est sujeita principal e
custas, do que devem Martiniano k C. nos ab..ixo
assignados, eqne desde j r.'sponsabilisatn a quem
a comprar. Recifo, 14 de Junho de 1887.
CoitiiUra ce Lopes.
Deco
annunciou qufrer arrendar urna propne-
| dada de tetras, pr-ferindo na comarca da Victo
ria, encontrar urna gmodc propriedade as con-
dicoes desojadas, muito perto da eatacSo da Vic-
toria ; a tratar no caes do Rumos n. '.'8, arma
zem.
Pliarmacia Pinho
DI
S. rinho & C.
Rua do Baro da Victoria n. 5 I
Esta pliarmsc'a recentemeute estabilecida.acha-
se em condicoes de satisfazer con- promptidao e
escrupulosa fidclidadc i's exigencias d. iibores
mdicos e do publico em gerai, que encontrar
um completo e nevo sortimer.to d: drogas, medi-
cementos e productos ehimicos, e phannacc
nacicnies e estrangeiros, garantindo-se mjuicida-
de de precos.
Pende loN?e ou molfrcls lo pello I :
Usiu o n.ilhor remedio, qui o PE1TORL DE
CAMBARA', o veris como vosao suft'nuiento des-
apparece, Vende-se na drogara dos unios ajen-
tes e d> positarios geraes n. provincia. Franciscc
Manocl da Silva & C rua do Marqui z Ji: Olinda
n. 23.
ragao
Aviso
DE
etc.
Casas particulares, igrejas.
Por bpio das
VIDBAQA8 ORNAMENTADAS
C-m grande variedade ic ilesi' aiti.'>. pod-n
do applicar-se a qua'quer fam nh > devido e pro
(liziudo um
Ai
Pede-s1 ao recibedor di 50 caixae c.m embola-
da marca M \T C vindas de Lisboa i v ir fran-
I ecz Vi'ttdf Bahia entrado em 5 do oer. :
apresentr-s" na ag-'tici 'a Companhia Criar-
geursReuoisaroadoComirjcrciou.il !e existe
o respectivo oubreiment ordem.
Gffle iffeili) flec ratF
Ded
a a cao
que sao mui'o mais caro e Dao sao de tanta sus-
tancia.
A iraliti no RecifeG Largo do Cor
po Manto, 1 andar
""AVISO
Os fogos do artificios preparados na an-
tiga fabrica da viuva Rufino proprios para
as noites de Santo Antonio e S. Joao, ven-
dem-se nicamente no caes Vate Dous d)
Novernbro, arroazem da Bola Arnarella;
n. 36, pelos precos da fabrica ; neste ar-
roBzem haver venia lindos craveiros,,
pistolas de todas cores e tamanbos, rodas
simples e singlas, foguetinhos, estreli-
nlias, etc., etc.
Estabeiecimen'o de Banbus ao
paleo do Caraio n. 26
O proprietario desse estabelecimento
aobando-se com sua sade aggravada e
nao podendo por isso continuar com o pe-
sado trabalho que tem tido a 22 annos em
procurar e eleval-o ao estado em que se
acha em offereer todas as vantagens que
se pode desejar. O estabelcimento libado
com o ?ndar superior que tambem offerece
as melhores propnc^s para casas de
pens38 ou de saie. Os pretendentes a
compra do referido estabelecimento diri-
jam-so ao seu proprietario na mesma casa.
vel as casas de mampo e mesmo as das cidndes ;
qualquer pessoa pdc sem grande trabalho collo-
cal-as ; comtudo ha aqu i>ina pessoa habilitada
para a su* collccacao ; podem s ver estas deco
racSes as vitrinas da Livraria Pranceza, y rua
Priineiiode Marco, cr-nvindo para apreciar o aeu
valar serem Yutas dedenro para fra, s ndo de
da; lavam-sc, rasnam-sc, limpam-sc ctnlim como
o pn prio vidro sem se estragaren!. Para tratar
ou c raprar os desenhos avulsos, com
G. Laporte & C.
Rua do Imperador 46
Repblica
Aluga-se barato o 1" an lar da chs-i n. 9 rua
do Hospital Pedro II (lu ;ar dos Cotlhos) com 5
' quaitos, 3 salas e cosiuhn, cuja casa presta-sc
: para uumorosn familia ou para estudantes, muito
! fiesca, vista magnifica e prxima dos bubos sal-
gzdcs ; a tratar na casa immediata.
Desapparceii
I na soxta-fira 10 do corrente, da casa do Sr. Joi-
quim Jos Teix<'iVa, m -stro di' pedr iro, o menor
,- Henriquc, de 11 uuod de idade, d^' t-6.* pret..,'
trajava camisa de chita e oalja parda, senilo di-',
! cipul < este, o i,ual ffira entregue por seu padrinbo, :
afim de apreader o offieio cima, por ato pde as
autoridades policiaes e mesmo a quem o encontr,
rogo que faca u especial favor de mandar levar
ou participar na rua do Mrquez do Herval n.
\ 235 Consta que o me?mo meuor seguir para as
bandas de Afogados.
Vicente Jos (! Brito N tto e :i irm casada
actualment" com Manocl Luiz Alvos 'Castro,
sao residentes uh provincia de Minas Gomes, co-
marca de Mar de Hesp'inha, term d : S, Jos
d'alcm r'arahyba, e precisara a.r ouviio3 uo in-
ventario ac s?u tio, ofall de Brito, nr. qualidade de herdeiros d > bous de
seu avo, de cojos bono ora uso-fructuario mesmo
padre Hi.rculano. Pura o lias convenientes fa-
zem puolici a sua rtsiuencia.
Collegto ii 8. lu Gouzaga
Manocl Airea Vtanna provine ais dovodores de
pensos iie alumnos desto colli'gio, que na) pa-
gnem a oinguem pelos crcduies do ni sino a pess ia competente par
as receber. 12 de Junho df 1857
Afilie
Precisa-so de urna ama para todo servico do
ca? i, pira do:.3 p8!Oas ; n tratar em Santo Ama-
ro das Salinas, taverna do Bento Jos Porreira,
Bom negocio
VcnJe-se a armacao e mais utensilios da taver-
na sita ao bfceo do Pocinho n 21, propria para
qualqner principiante. Garante-sc tanib ui a casa
e quem pretende! polo all dirigir-so 'uo achara
com quem tratar.
(I
O Sr. Jos B .'reto Paes de Mello, genro do Sr.
Jos Ignaoio d'Avila, tenha a bondude de ir
rua da Detcncao n. 16, fallar ao abaixo assigna
do, a negocio de seu iutoresse.
Recife, l.a de Junho de 1887.
Jos Antonio Albuquerque Pedroza.
Arrendamento decn-
genho
Arrcnda-se o importanto epgenho Santo Andr,
aito na freguezia de Una, comarca do Kio Formo-
so, quatre logoas de Barreiros, perto de embar-
que ; esse engenho, que um ptimo engenho
d'agua, o um dwu m-lhorcs da provincia, alem de
outraa vantagens qae offerece, recemmenda-se
pela fertilidade e extensSo de suas trras, que tem
capacidade para safrejar mais de 4,00l) pe, e
pelas suas excellentes obraa de pedra e cal. inclu-
sive urna magnifica on zer dirija-se rua do Imperador n. 40, armazem
de mercearia.
VmFo Fis&Eira Draoco
Especial, tem o Ribeiro rua larga do Rosa-
rio ; elle, antes que se acabe.
Hdame VJreiuon n a 4'liare
do futuro
Eate engracado e espirituoso livro de sortea
para os tres festivos das de Sauto Antonio, S.
Joo e S. Pedro, vende se na Livraria Parisiense
rua de Imperador n. 75.
Por 200 ra. eoccntranlo os que se quizerein di-
vertir um iivro para dar boas gargalhadas.
A. quem interessar
possa
Previne-ae a quem ae julgar credor de Francis-
co de Souza Durrte por qualquer titulo, para que
no prazo de trinta dias, a contar da data deate,
aprsente suas contas rua da Unio n. 54. para
serem conferidas. Recife, 11 de Junho do 1887.
Senientes e cmapalo
Compra-te na tabrica Apollo rua do Hospicio
numero 79.
Pessoa bastante habilitada, offorece-se para
leccionar qualquer sociedad* marcial, deutro ou
fra da capital, obliganio-se a sahir com a mes-
ma, conform'i o contrato qu convenctonar : quem
precisar dirija-so casa do profeasor Marcelino
Cleto, rua do Jardim n. 19.
tl hiinianidade
O abaixo assignado, no intuito de prestar um
servic > aos eeus patricios pobre?, tem deliberado
abrir urna aula de primaras ledas, gratuita, que
eomecar a fuccionar do dia 1- de Julho rua do
Passo da Pa'ria. Convida aos senhores pas de
familia que o qniz.'rem boorar com sua eonfianca,
a procurarm-no na mesma rua, das 3 horas da
tarde em diaute A aula fraccionara das 9 da
manha s 2 Ja tarde.
Jos Juliao.
O nrchitecto Il^rcnlauo Ramos, tenia oblido ..
exoneruco que pedi >, do lugar qux oceupava na
companhia de edificado, participa aos interessa-
dos quo p<5 disposicao os scus sf-rvien profes-
sionaes, no escriptorio rua do Passo da Patria,
junto as obras da f ptacao central da estrada do
torro de Caruar, e residencia na rua Cardoso
Ayrea n. 5.
Aproveitcm
Vendc-se por barato preco
pular da rua de Hortas n. 24.
o hotel Centro P-
Massa para bolos
O qus ha de melhor neste genero; vendem Bra-
ga (Jomes & C rua do Mrquez de Olinda nu-
mero 50.
Tonuras de cabera ou cacha-
pecas
Eese to.rivel soffrimento cura se fazendo-sc
nso diariamente, ao deitar-se, de urna a duas p-
talas anti dyspepticas e reguladoras do ventre,
preparadas por
Barlholomeu <& C Sacrewftores
34 Rua larga do Rosario 31
Pernambuco
'~-~-~J--''
Varia Ricarala Tawareat
Antonio Joaquim Tavsrea e aeu filho Antonio
Joaquim Tavarea Jnior, c rdialmente agradecem
a peaaoaa que se dignaras acoropanhar o restos
mortaes de aua muito presada espoia o anai, e de
novo aa couvidam para asaistirem a misaa de se
timo dia, que por alma da meaa maudam reaar
na igreja da Madre de Deus, no di 16 do cerran-
te, a 7 horaa da manha, pelo qae desde j se
eonfeasan gratos.
C^ Ak S Ak
Aluga-se o 1* aniar do sobrado n. 27 roa do
Imperador, pintado de novo e com agua ; a tratar
na rua do Duque de Csxias n. 47.
PHOSPHATO de CAL GELATINOSO
e E. LEROT, Ptiarmaceutico e f Classe, 2, na Daonoo, PARS
OBTEOGEXEO tari tuuTolTlauaU e a ntica sai Criancas, eoatH o aacbitismr 11 Holastla loa (tos
Rocommendsrcos este Xarope aos Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de asslml-
laco fcil e mil veze-i superior a todos os xaropesde lacto-phosphato luventadosDelaespecu-
lacao.-Todos sao cidos ao posso que o Phosshato de Cal Gelatinoso nao o
O Snr. Proie&sor Boochot, Medico no Hospital das Cnanjas. (Gmette dea HdplUus, 19 de maio de Itfa.)
VINHO PHOSPHATADO DE LEROY ^S^fAv
knimii, Coiwimpfio, Bror, chite chronica,Tsica, Fraqucza. orgnica, Conva/escencas iftlcets.
Depofiarios em Pernambuco ; FRAN M. do SILVA e C
60:000^000
Ptianacia ceulral
Boa do Imperador n 38
Jos Francisco Bittencourt, antigo pharmaecu
tico da phsrmacia tranceza rua do BarSo da
Victoria u. 25, avisa a seu3 amigos e fregueses,
que ae acha na pbarmacia cima, onde espera
continuar a merecer a eonfianca que feliimentc
depositarain em acus trabalhos protessionaes.
Em iMioeficio da Instruccao Publica da provincia
Esta lotera dividida em partes
Exlraccao da 1.a parte da 1.a lotera
Sexta feira 17 do corrente
Bilhetes venda na Casa Feliz praca da
Independencia ns. 36 e 37; Casa da Fortuna,
rua 1. de Mar Larga do Eosario n, 36.



Diario Mugase barato
I Visconde di ttaparica n. M| armasem.
Ba Coronel 8aassuna n. 141, qnarto.
Ra Ra do Corredor do Bispo n. 18,
fralfc-ai a* rur. do Cotumorcio n. 5, 1* andar
jtcriptorio da Silva (Juimra_ > C-__________
Alujase
ama casa com sotao, edificada a moderna, coa
accommodacau para familia, sitio pequeo, entre
as duas estacoes Jaqueira e Tamarineira.
mi
Urna casa nova em frente do Sr. Thom, propiia
para pequea familia, entre Jaqueara e Taman-
aeira ; a tmtar aa roa Priiaeiro de Marco n. 25,
oja de joias.________________________
Al,
para eosinhar, precisa se de urna
quim Nabaco d. 3, Capunsa.
4 ra de Jo i.
Precisase de ama ama paia cosinbar .na ra
da Coaceicao n. 4' 1- andar._________________
Ana deleite
Precisa-se de nma ama qne teuha bastante lei-
te ; a tratar na ra da Imperatriz u. 42, sqguauo
andar.
Aluga-se
as duas meias aguas de ns. 9 e 11, Da travessa
do Raposo, estao reedificadas, pintadas e caladas,
*em commcaos para peqn-'na familia e o aluguel de
ama 8 e o da outra 12 mensaos ; a tratar aa
-na do NaRueira n. 29. ___________
Alwga-se
i axaa par
i do Rosai
Tricofero de Barry
Garntese qnsfaz as
t oer eorescer o cabelloainda
aoa lois calves, cura a
tinha e a caspa e remova
todas as impurezas do cas-
co a caboca. Positiva-
mente impeda o cabello
de oabironde embranque-
cor, e infallivelmcnte o
torna eapesso, macio, lus
ti oto e abundante.
W f\
'V/fllu'w
Precisa-se de ama araa para cosinbar esm per-
feico : na roa larga do Rosario n. !>.
Precisa-se de urna ama para cosinbar e com-
prar ; no pateo de S. Pedro n. 17, l- andar.
km
o grande sitio Taearuna, no Salgadiaho, com bas-
tantes trras para plaatacOes e muitos arvoredos :
quem pretender dirjase fabrica Apollo, ra do
Hospicio._____________________________ __
Alus'a-se
. 1' andar do sobrado a ra do Rangel u. 44
-.ratarna ra Direita n. 3, 3- andar.
\arope de cambar yaco c bal-
samo de Tol
-^parado pelo pbarreaceutico Jos Francisco
Bitteoeu-rt
E' uin pjderoeo preparado para todr.s as affec-
_5e8 dos orgaoa rosoli aterios, oomo catarrho pul-
xonar, asthraa, coqueluche, bronchite, paeumo
:ia, tsica, etc., etc.
Cada frasco 1*000
i>ep-6to aaPbaimaea Centra!, ra da Impera-
dor n.3>S Peruambuco.
Precisa-se de urna ama para casa de familia de
duas pesioas ; na ra do Rangel n. 53.
Ama
Precisa se de urna ama para cosinbar e mais
servio de casa de familia ; aa preca do Conde
d'Eu n. 15, 1- andar.
Ama
a tratar
Semeules k carrapalo
Compra-s grandes e pequeas quantidadcs
M. da Silva C,
Precisa-se de urna ama pira cosinhar
na ra de S. Joao n. _0.___________________
Magnifico tanque de ferro
Ha para vendar ura grande tanque de ferr com
seis palmes de altura, seis de largura e dose de
comprido, todo fechado, novo, pintado e por pre^o
commodo a ver na ra do Principe n. 24 e tratar
na ra do tem Jess n 43.
Casa c armar
Aluga-se na Vaisea, confronte a eetacSo da es-
trada de ferro, urna casa com armsca propria
para estabelecimanto de molbados : a tratar na
ra da Imperatris n. 56, loja.
Agua Florida de Barry
Preparada aegaada a frmala
original usada pelo inventor m
1889. E" o nico perfame no mun-
do que tem a approvacao offlcial da
am Govemo. Tem duas veces
mais fragrancia que qualquer outra
e dura o dobro do tempo. E' mnito
mais rica, auave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel na
lenco. 3' las vezas mais refres-
cante no banho e no r>uaite do
iloentc. E' especifico contra a
froujidao e debUidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
deomaios.
Jarope fe Vida ie Riter So.
sa drogara de Fri neisco X.
3o Marques de Olala n. 23.
rus
(riailo
Preciea-se de um criado : a atar na ra d
"Aysand n. 19. Passagem da Magdalena.
Atten^o
antes na TOA_-o. DXPoia de rs_.-.
Cura positiva e radical de todas as formas de
sscrofulas, gyphilis, Feridas Escrofulosas,
AfloccSe*, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
eneas de apague, Figado, e Rins. Garante-as
qne purinoa, enriquece a vitulisa o Bangus
s restaura e renova o svstoma iutero. 0 a
Sabao Curativo de Renter
De novo rega-se aos Srs. Joaquim Xavier Car-
neiro de Lacerda e Mano. 1 Xavier Carneiro da
Cunha o favor de com urgencia npparecerem na
ra do Marques do erval a. 13
lluit I de Marco n. 6.
Participan) ao respei'avel publico que, tendo augmentado Feu
estabeleoimento de JOIAS com mais nma seceao, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos de ELECTRO-PLATE, c.onvidam as
Exii>hi. tsfelia e aeus numerosos freguezea para vittir aeu estabele-
eini; u i), onde en- ontrarao um riquissimo aortimento de joias de ouro e
prat8, perolhg, brilhautea e outres pedrs preciosas, e relogios (iu ouro
prata e nik^l.
Ob artigG8 que -ecebem directamente por todos os vapor sao
executados pelos mais afjalos especialistas e fabricantes da Europa e
Estadas-Unidos.
A par das joias do subido valor aeharo urna grande variodade
ie objectoa de ouro, prata e electro pate, proprbs pura presentes de
jasamentos, b; ptiaados e snaiveraarios.
Nen em relacao ao prr-r^o, e nem qualidade, os objectoa cima
mencionados, encontraro concurrencia n'esta prac.".
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
laureado da Faouldade de Medicina de Pars. Premio Montjnn
ia
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
i3_|4olestias, as de Cerebro e contra as affeccOes seguintes:
Asthma, Insomnia, Palpitagoes do Corago, Epilepsia, Hallucinago,
Tonteiras Hemicrania, Atecces das via'j urinarias et para calmar toda
especie de excitagao.
112? Urna explicado detalhada aoomptnhk oda Frtioo.
Exigir a Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN ie C'*>
de PARS, que se encontrao em casa dos Droguistas et Pharmaceuticos.
PHARMACIA CENTRAL
38ltoalm>eriilor38
Tendo passado por urna completa reforma acha-se montada a satisfazer
es medicas, tend
Jos primeiros fabrieantes.
aromptid3o as ndicacoes medicas, tendo para ess" fim moiicnn<'oto3 de primeiru
kdade e especialidades pbarmacer''
com
qua
*****;.
EPILEPSIA
HYSTERIA
CONVLSOES
MOLESTIAS
NERVOSAS
rJ55M
-
Cara
js*a&vt
Aivfa sempi*f
ron mw o*
S9LB50 ilTmiTOtt
Laroyemie
VTU1M
MW?, 7, Bulwam Dala. I, MUS
HARMAClA DUBIt
epealtuios em Urrixantmro.
a
Wi.
Para o Banho, Toilette, Criar*
S\% e para a cura das moles-
as da pella de todas as especies
am todos os periodos.
Approvadoa e autoriaados pela inspecto-
ra gem de hygienne do Rio de Janeiro.
Deposito em Peruambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
lian ium
PARA TINIR A
barba e os cabellos
tintura tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, daudo Ihes urna bonita cor
e natural, inofensivo o scu uso simples e
r unido.
Vende-se na BOTICA FRANCEZA E ORO-
jARIA de Ronqtipyrol Fre-os, suceesaorea de A.
CAORS, ra do ora-Jcsus (antiga da Qrus
o. 2?
ie assucar
Apparelhr econmicos para o cozimen-
te e cura. Proprio para engenfios peque-
os, s-ndo moilicH em preeo o el
festivo em operaeSo
Pode-se ajuntar aos engenbos existentes
'do systema velho, melhorando muito a
qualidade do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERACO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenbos centraes,
majhinismo aperfticogio, 6ystema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
EspecifieacS's e ioforiBcSis cora
Browns V.
5-RUA DO OMMERCIO-5
Fr^guezia do Recife
Aluga se a urna pequea familia o soto do 1
audr da ra do Viscunde di> Itapurica, antiga do
Apollo n. 63. No mesmo precisa-se de um meni-
no f ara f;izer compra?. D se b->m ordenado.
Tinta preta
IN ALTERAVEL
E
(UUMIAKITIVt
-lUiVUCU CE NTRA.
38 Kua do ln.peritdor 38
Prriianbu'O
Serve para rtcriptiirKao meic-iitil e d tres cu
quatio copias de nina v z
llllima wmlxk de fogos
e sones
OfFerece-se ai s amaiiorcs, para 03 festejos das
noi'es di; Sxnto A it. nio, S. J ao c S. Pedro, um
completo lortimentu detea artigos, que vende-se
por pr-C'.s milito razoaveis, e fz-ue >r .iide difie-
ren? coi ,to>c,) ; i, ra do Rangel n. e ra
estreita do R 8- :in n. '3.
SC i
Prcci.-a-se de umeri.iio esernvo, para nma casa
de pequica f niilia ; a tratar no caes Ja empa-
nbia n. *, rgcript >rio.
Cosinh^ira cscrava
Prec8H-sp d" um cosinhi iro ts'-ravo, para urna
caBa de peqm na familia; a tratar no caes da
Companhia n. 2, e9criptnrio.
Boas vac. as deleite
*eode-B' ii C-punga,8iio do Debourcq, onde
poderao ser vistas.________^^^^^_^^__
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
'iund* ba mtik ft am wcuJo; exceda todu
Moatraaneloeen perfame Mirlarte ctfjulsit
TKK2 MKD:.ri*S DF. OuRO
PARIZ IS7K. CAtCUTTA 18S4
pela erlrj-r,u exrellemia <1e -tn qoali 60LD MEDtL B0I'08T
ESS. BOQUET WjOD VIOLE
HEVOL CBYPBE
ootros muiUK perfauea ronheddo* pelaaoft
fDiidade e ior deleitare! e exqui-i'*.
Ui ti TOILETTE IE lONOES CE TUlMl
i dc o mp.\r_T._ pira r-*(ri_:a t tu* vi sur i pfll
e peU iatxccdirrl escolht il Perfame
pan o longo A.rttfos dotos pr^ptradoi pelo*
Larentore** exctiMi>'iai'*iit.
iMMtn-M *u; fe iftiM k SKJMiu klrtoMl
J. e atkin;on
84. Cid floari Street. Londres.
LllAra*deFftMictw-Uma" ion bnoc*"
?bre- um ** Lyrm da oro.
VENDAS
# Vende-se eu arrenda-se nm engenbo qse fioa
distante meia legoa da estacao de Ipojuca e jam-
ben meia le paea da assucar ; qoem pretender pede dirigir-ie
roa da Alegra u. 46.
Cobrado a Tender-se
Vende-se o sobrado n. 87 roa da Aurora, em
frente a ponte do Santa Isabel ; qqem pretender,
pode entender-se com o corrector Pedro Jos Pin-
to, na praca do Commeroio.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1AD0
Bsts exeellente Whisky Eseessea t .eriv
M cognac so aguarden_ de canoa, para /ortifict
3 corno.
Veide-se a retaljao nos >o lbores armaaena
nolhados.
Pede ROY AL BLEND marea YIADO cojo no
me e emblema sao registrados nasa todo o Braai
_________tt&OWNS fc C, agenten_________
Cabriolets
Vende-se dona cabriolets, aeado um deseobert.
e outro coberto, em pereito estado, para am oo
dous cavallos; tratar ra Duque de Caziai
a. 47.
Grande sorlimenlo
DE
Foges e sorlcs
para os festejos das noites de Santo Antonio, S
JoSo e 8. Pedro.
Ultima noTiiad.
Vende-se por precos muito rasoaveia e fas-se
grande differenca em porcao.
ni.Kuado nnro da Victoria 61
Loja do Souza
LivraHiento & C*
vendem cimento port'aud. marca Robins, de Ia
qualidade ; no oaes do Apollo n. 45.
Terreno
Vende-se um terreno confronte a estacao do
Principe, estrada de Joao de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e com alicorees
para 3 casas; tratar na ra d'Apollo n. 30, pri-
ciro andar.
Leitura para sen-horas
Broches nikelados e dourados a 2000.
Bonitos grampos dourados a 500 ris o maco.
Esplendido eortimento de galea de vidrilbo.
Grande variedade de ieques de setim, a 44(X0.
Frisadores americanos para cabello a 300Q o
maco.
Setas de phantasia para cabello.
Bonita colleccSo de pliess a 400 ris.
Brincos, initacao d-, brilbante, a 500 ris.
Aventaee bordados para crianfas a 2000.
Chapjs de fustao e setim para criancas.
Sapatos de mcriu n eetim idem, dem.
Meias brancas e de cores, fio de Escocia.
Pomada de vazelioade diversas qualidades.
Sabcnetes finos de vaselina e altace.
Extractos tinos de Pinaud, Gu-rlaiu e Lubin.
Lindas bolsas de couro e velludo.
Fichs de la para setibora a 1 800.
Sapates de casemira preta a 2000.
Teaouras para costura, de 400 ris a 3000.
Pacotes de p de arros a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immensa variedade de botoes de phantasia.
E milhares de objectos proprius para tornar urna
senbora elegante, e muitos outres ndispensaveis
para uso das familias, tudo por precos acimiravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
KUA DO CRESPO N. 7
Uarte A C.
20RA PRIMEIRO DE MARqO -2
(Jinto ao Lmivre)
Menns de corea con duas larguias, a 800, o covado.
Cachemires de b'stras para vestidos, alta novMade, a 400 ra., o cavado.
rercalea de cores, a 240 rs., o covado.
Esguifio pardo de liofao, a 380 rs., o cowdo.
Cambraia bordada, a 5-J500, a peca.
Cretones de cores, de 280 a 400 rs., o covado.
Zephvres de c&re.-, a^200, 240 e 320 rs., o covado.
Setinetas lisas e lavradas, a 360, 400 e 440 r8., o covado.
Alpacas de cores, lisas, a 280 ra., o covado.
Grande aortimento de lSa para vestidos, por barato preco.
Bramante de linho, com 10 palmos, a 1#300, o metro.
Bramantes de algodSo, a 800 e 1^100, o metro.
Pao da Costa, a 1#100, o covado.
Velbutinaa de edrea, a 800 rs., o covado.
Pechinchas ero madapoKSes, aproveitem !
Atoalhado branco, muito largo, a 1300, o metro.
Leques transparentes, intima novidade, a 2^500, um.
Espartilhospara aenhosa, a 5(J0O0, um.
Bordados tapados, fiaos, de 500 a 2000, a peSa.
Cortinados bordados, a 6)5500 e 8000, o par.
Lenjes de bramante de linbo, muito encorpados, a 30000, um.
CoberUs do ganga, forradas, a 30000, urna.
Chambres para hornero, a 50000 e 60000, um.
Toalhas felpudas para banhos, a 10500, urna.
Ditas ditas para rosto, a 30500 e 50000, a duzia.
Lindos fichs, de renda de linho, a 20000 e 205CO, um.
Ditos, de la, completo sortimento.
Camisas de linho para .hornero, sem punho e sem collarinhos, o que vem de
melhor a esta mercado, a 540000, a duzia,
Ditas de 15, a 50000, urna.
Colletes de flanella com meia manga, a 30500, um.
Ditos le dita sem mangas, a 30000 um.
Completo 8or'.t_erjto de c-roulas, collarinhos, gravatas, meias para homens,
crianjas e senhoras, por menos precos que em outra qualqu?.r parte.
PASA OS SENHORBS AGRICULTORES
Algod3es do Rio, de 1.a quahdado, a 320 rs., 'o metro, em porcao faz-so o
deaeonto.
Ditos da Baha, brancos, a 320 rs., o melro.
Ditos bmucos, lisos, a 30000, 40000, 40OO e 55000. a peca.
PARA ACABAR
Mallas americanas para viagem,, a 100000 e 150000, urna ; baratsimo I
Para banho do mar
Costumcs para houiens, a 80000, um.
Ditos para senhora, a 100000 um
Ditos para meninos, a 50000, um.
Sapatos e boleas para o mesmo fim.
Te'ephone n .08
AMARAL & C.
?5!**,
IRAINS
& Sanie
da doctsor
BtIHBg
MITO
k* LICENCIADOS PELA INSPECTORA OBRAL DE HYGIENB DO IMPERIO LIO BRaZU.
\* Aperientes, Estomachicos, Purgativos, Depurativos
* uii.rn a Falta de appetlte, a Oristrucco, a Snxaqueca, 88 Vertlgems.
as Congestoes, etc. Dose ordinaria : I, 2 3 /rSos.

Desconfiar a~ falsificaroo- L,xigir i, niiulu jiinti^imprimido em traricet
e Cun letras ile 4 cores, sendo
caita urna letra Me ut:.,i cor ditTcrcnlc o
Em FAKIZ, Pharmacia LEKOT.
0 Sello da Uniao dos Fabricantes.
Depsitos em todas as principis Pbarmaea;
Vende-se um importante si:o em terreno pro-
prio, entre o Salgadinha e a estacao de Du&rte
Cclho, eorr boa casa de morada tendu commodo
para grande familia, cacimba, muitos coqueiros.
larangeiras, pinbeims, romtiras, meiras. man-
gueiras, cajueiros, com um gr.indc parreiral e
urna excellente baiza decapim, alm de um gran-
de esp>ico para plntaQoes e crin^So de animucs :
a tratar no ^rmasein da ra dj Bom Jess n. 49.
20:000
NAO HA SERIES
LOTERA DA P4RAIIVI!
Vende-se
Da Camb a do Caimo n. 10, especial massa p- ri
bolo, secea e molbada.
AllOllfiO
Vende-se urna i.rnvicao e utensilios da taverna
sita ra de Lomas Valentinas n. 70 ; a tratar na
ra Vidal de Negreiros n. lfO, vre de qualquer
onus.
Negocio volante
Vende-ce um cesmorarca grande, com vistas e
movim-'ijto ; a tratar na ra da Imperatriz nume-
ro 8.
Qn epsila i Banco lo Brasil c ?alur ie seas pi
Extrcccao no (lia 16 k correle
PLAIVO
E* barato
Vende se ou aluga-se um importante e mons
truoso armasom, tend) no tnndo bastantes com-
modos para familia, com pjrta pura sabida inde-
p iideiite do annairm : para ver e tratar na ra
do General 8< ara n. 33.
1
1
1
2
i
12
20
2
premio
de
-> 6005
> 2000
100->
50:>
appr ximtcSea para os
nmeros anteriores e
posteriores ao 1. pre-
mio 1250
2U:UuO0OOO
2:0000000
1:0000000
1:0000000
bOO' U0
1:2000000
1:00('0000
litas idem, idem
premio
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1000
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ditas idem, idem ao i.-
prCmio .4(0
?) premios par a centena
ein qua sabir o priaieiro
premio I0
99 ditos para a idem do
segundo premio 100
999 ditos para o final da
ultima lettra em que sa-
bir o opriiueiro premio 50
'imt-i
2500000
JAS CSA5 SE&UIOS:
2000006
800000
1:4350000
99O0OOU
1:9950000
Fr suno de lm?*
Novo, ebegado ltimamente,
vende por 15('0 o kilo
Ribeiro. e
J Lopes Alheiro, ra Larga do Ra
Mirco n. 2'i ; Joaquim Pires da
L'ite
i rio r,
Sil vi
ra d'i BirSo da Vicaria n. 40; Bernardina
;'(b'; Martius Fiuza & C, ra Priraciro de
ra do Cabug a. 16 ; Antonio Augusto dos

t
DO D* ADDISON
0 MAIS ENRGICO E 0 MAIS ACTIVO DOS RECONSTITUINTES
Licenciados pela Inspectora de Hygiene do Imperio doBrazil.
O ARSENIATO DE OURO *<: impog a todo aquello que for cuidadoso do sou 1-om ostado de sade. Com dous yranulos por
dia, volta o ppetile, as forjas auymentao e urna sai.de perfte succede r.vpidaynxtnlc um citado inquietador.
ANEMIA, ESBOTAHf.EMT05 MOLESTIAS NERV08AS, MOLESTIAS DE SENHORAS
O Arseniato de Ouro dynamizado do Doutor ADDISON, resultando d.a combinacSo do dous m di>.miento. heroicos,
combate vict-.i-iosamonto a Tsica, Bronchitca ohronicas, Asma, Rheumatismos chromcos e-todiia as Molestias que
resultao do Esgotamento do systema ervos.
NSo tem rival nos Euraquecimentoa quo rosultao do lorigas molestias. Sun propiedades tnicas e reguladoras da mner*
vacSo tornao-ne superior ao Ferro contra a Anemia, as Flores brancas o .if Nevralgias.
As Febres qne r^.-istem ao sulfato do quinino cedom ao Arseuiato de ouro.
Milhares de Doentes devem hoje sua
O Arseniato de Ouro torna as amillares
jovons o nutridas. Auxilia poderosamouto <>
atravessar a poca to temida da idado critica
e commuuica urna nova juventado.
Desconfie-se las Contrtvfages
oexija-se a VERDAD EIRA ETIQUETTA
como a MARCA DE FABRICA asum
oomo a assignatura
a a do Snr.
NICO PREPARADOR
cura aos Granulos de Arseniato de Ouro
do D' ADDISOfJ. Innmeros attostado* fo-
rlo dados, citaremos nqui algn l.
-----------xx-----------
O FRASCO : 6 franco, om iica.
EM VENDA NA /
Pharmacia GSLI1N"
38. roa Rocbecbouart. 38
PARS
Dirourss su Mientambueo :
FRANCISCO M. da SILVA A Cu,
nss principies Pharmtciis do Brasil.
?????^?????????????????????????^>
^ lltfilVH


8
Diario de PernambHc(|narta-fcira 15 de Junho le 18S7
ASSEMBLEA GERAL
ClKARt O DBPITADOS
SESSAO EM 31 DE MAIO DE 1887
FixatfLo de forjas de trra
{Conclusco)
O Sr. Andrade Figueira diz que a C-
mara ha de lembrar-se do que disse esse
distincto militar.
O Ilustre presidente do conselho parece
que havia tractado a questo com esse bom
humor, que todos lhe reconhecem ; e o
iilustre general daclarou-lhe : Alto" l I
Nao questao para rir-so. O oxTcito
aiuda se recorda de 7 de Abril ; senilo lhe
fizerem o que pede, elle o poder repro-
duzir.
Ora, o que fez o exercito no da 7 de
Abril de 1&31 ? Foi porventura algum
gabinete fraco ou forte, que elle derrubou ?
Foi porventura contra alguma deliberago
dos poderes constituidos que elle se revol
t.'u "? Nao ; o exercito, creado com tanta
difficuldade pelo primeiro Imperador, D.
Pedro I, foi aquelle que o desamparou na
hora do perigo. E essa ameaga na boca
do iilustre general, nao poda ter eutr> al
canee seno advertir acuelle a quem entre
gavam as suas petigBes de que o 7 de
Abril podia ter imitago.
O facto passou-se no Senado; o nobre
presidente do conselbe tudo ouvia, e o ora-
dor sentio profundamente (dil-o com dor)
que S. Exc. no procurasse esclarecer e
chamar ordom aquelle senador, como de-
via ter succedido. A manifestayo que elle
acabava do fazer com outro official supe-
rior, o mesmo que commandara no Rio
Grande do Sul, autorisava censara igual
que o gabinete tinha Lucado contra c co-
ronel Cunha Mattos e contra o tenente-
coronel Madureira ; mas, o presidente do
conselho, usando da palavra, preferio ap-
pellar para o patriotismo do general : co-
mo que rogar-lbe que attendesse s angus-
tias do ministerio ; que deixasse S. Exc.
morrer vtlho, porm honrado, nao aban
donando urna posigo que sustentava em
.nome da sua dignidada pesssoal.
O Sr. Cesario Alvim : E a Cmara
approvou todo esse procedimento do go-
verno !
O Sr. Andrade Figueira pede ao iilus-
tre deputado que tenha a paciencia de ou-
vil-o.
Chegadas as cousas a esto ponto, tran-
quillisou-se segunda vez o orador; acredi-
tou que o gabinete tinha comprehendido a
sua misso, e que as eousas se achavam
em estado que nao lhe seria possivel re.
. uar, como tinha feito at ento e sempre-
Illudio-s, porm, segunda vez, porque
o gabinete, depois de urna intervengo do
Sr. senador Saraiva, entendeu que devia
asar de tramoias que lora do recinto do
Senado se urdiam afim de obter qu9 o Sr.
residente do conselho considerasse na
exta-feira, como um capricho quillo que
ua vespera entender que era questao de
honra pessoal.
O orador admita que o Ilustre Sr. pre-
sidente do conselho de aos seus sentiinen-
tos pessoaes, que sempre respeitar, a cas-
sificago que tntender; mas n'uma questao
em que estava empenbada, nao a honra
pessoal do ministerio, mas a dignidade do
governo, esta sagrada attribuijao que foi
dada ao poder exeoutivo, de privativamen-
te commandar as forjas de trra e mar, de-
via ser sustentada, custasse o que custas-
se. (Muito bein.)
Porventura as circunstancias aconselha-
vam ou impunham o sacrifijio d'aquelle sa-
grado deposito confiado ao governo, nao s.6
pela Constituicao do Imperio, mas ainda
oelos interesses mais caros Jos direitoa e
da liberdade do cidadao ? Certaraeute que
do.
O Ilustre general Pelotas nao havia feito
ruis do que urna ameaga vaga, longinqua,
porque elle nao tinha nem podia ter con-
tianca no resultado de urna luta com o go-
verno ; porque no tinha nem podia ter a
cFeetividade das forcas nacionaes contra o
overno de seu paiz, e o orador er que os
uobre8 ministros, boje mais dcsafogodos do
nperio das circumstancias do momento,
ho de ter recoahocido isto.
O exercito brazileiro sabe bem o que
era para ganhar com os an rchistas que o
tem insufflado na carreira de insubordina-
gao contra o governo de seu paiz : si o
xercito aiuda se recorda do acto de 7 de
Abril, expelliodo o primeiro Imperador, re
bordase tambern que, depois que trium-
uhou a revolugao, foi dissolvido, e portanto
alm do seu patriotismo, tem senso bastan-
te, para nao faltar a seus deveres, s ordens
de seus superiores, afim de satisfazer a
caprichos de dous chefes da cJasse militar
embora distinctos.
Eatende, portanto, que o receio ioi vo;
mas as paixSes polticas apoderara.n-se do
incidente, acbaram que a occasiao tinha
sido excell ;nte para exploral-o ; e aquallcs
mesmos que na veapera haviim pugnado
pela verdadeia d.utrina eonsttueional,
como um Ilustre representante do lio
dranda do Sul, julgaram que era o mo-
mento de ceder, de transigir, vilipendiando
a dignidade do governo, e, o orador dir,
at a propria crporaco de que fazem
parte.
No primeiro dia de sessao do Senado,
appareceu um convite ao poder executivo
para que mandasse trancar notas que, ainda
depois da deeiso do Conselho Supremo
Militar, o governo nao tinha a liberdade de
mandar cassar.
A propria mocito, em que semelhaute
convite era feito, resalvava o caso de ta
tar se de servico militar, de discusso con-
tra camaradas ou seus superiores ; trans-
crevia-ge Literalmente a resolugao de con-
sulta do Conselho Supremo Militar.
Pelo que resultou do debate, viu-se que
precedeu urna combinago, e realmente a
tacilidade com que o governo a aceitan,
despojando-se de attribuigoes constitucio-
naes, de que devia ser muito zeloso, induz
a crr que estava a scena preparada. Qual
o sentimento que inspirou a mogo, no
dado ao orador indagar, nem importa ao
protesto, que lavra contra semelhant pre-
cedente.
E' certo que o governo nulo defendeu a
sua prerogativa, e, como nestas occasics
nao faltam theorias para enveruisar os
fados que se querem praticar, nao faltou
n'aquella corporago quem entendesse que,
por um systema constitucional representa-
tivo indgena, ralmente alera da noite do dia em que se
disse al." missa no Brasil, o Senado po-
da convidar o governo a exercer attribui
c5eg peculiarissimas, que a constituido lhe
deu privativamente, qual a de entender da
disciplina do exercito, de trac car notas a
ofSciaes rebeldes e tomar at a direcgo e
o commando das armas.
Estranhou ainda o orador que o nobre
Presidente do Conselho aceitasse sem um
protesto ao menos esta combinago.
A resoluco foi grave para as iostituigoes
do paiz. Nao smente o Sanado collocou-
se em posigo por demais compromettedo-
ra, sahindo do seu papel legislativo para
envolverse em quesees de politica arden
te do dia e para usurpar attribuigoes qu
nao lhe competiam, como abriu precedente
funesto, porqu, teodo sido feliz, procura
r reprcduzir o exemplo ; e os conserva-
dores, aos quaes o Senado caro, caris
simo como instituigo conservadora, tem
todo o direito de deplorar que elle se trans-
vie da senda constitucional e se arrisque a
estas avnturas, que antes de serem fu-
nestas a qualquer poder do paiz, hao de
ser-lhe fataes.
Ensaiada a pega succederam-se os ora-
lores da opposigo. Esaes desempenharam
papel correspondente theoria do systema
constitucional indgena, que havia sido des-
coberta.
Um a um manifestaran] seus votos de
despreso pela Cmara dos Deputado*, que,
em sua opinio, nao representa o paiz,
mas feitura exclusiva do governo. O Se-
nado qua corporago viva, porque eon-
tm todas as capacidades, os militares, os
generaes, os chefes de partido, e tinba na-
cessidade de tomar urna providencia que
elle via que o governo no havia querido
tomar, nem podia tomar.
O minioterio, com dr o diz, assistiu a
esta flagelagSo de seus amigos, sem ter
urna palavra para oppor, e foi ainda com
magua que o orador viu o nobre Presiden-
te do Coaselho declarar na Cmara que
aquella sessao do Senado a mais impo-
nente a que tem assistido em sua vida.
Mais inipooente a sessao do Senado, ex-
clama o orador, em que a Cmara e seus
amigos foram feridos e ficaram sem dete-
8", em que o Senado sahiu da senda cons-
titucional, procurando enthronisaruma cau-
dilhagem militar que seria funesta neste
paiz, se porventura tivesse elementos para
prosperar.
A mogao foi votada, nao por unanimi-
dade de votos, como s disse, teve apenas
17 votos, e deixou de ter 15 ou 16*; os
Srs. ministros nao votaram, no podiam
votar, eram parle, tinham aceitado esta
posic&o e declinado da de juizes, que lhes
competa. Alm disto a oulra parte tam
bem nito votou, e houve fufzmonte 10 vo-
tos que protestaram contra tSo funesto pre-
cedente.
Em conssqueucia, e nobre Presidente do
Conselho, que naturalmente se reputou vic-
torioso, declaruu, para terminar a comedia,
que promettia amnista a todos. (Riso.)
Desee a estes pormenores para que se
comprehanda que o dever que est cumprin
do rigoroso, e, accrescentar, doloroso
O orador estara prompto a fazer todo o
sacrfijo para evital-o. Quando se apre-
sentou o nobre Presidente do Conselho ex
plicando a causa da retirada do nobre ex-
ministro da guerra, o'brador pedio a pa-
lavra e pretenda sustentar as boas doutri
as, encorajando o ministerio resistencia.
Infelizmente ella nao lhe coube, e este
facto nao concorre pouco para tornar de-
cisiva a posigSo de um representants da
nago, que da tribuna sempre sustentou a
doutrina constitucional da obediencia do
exercito e da responsabilidade do governo
pela sua direegao. (Apoiados.)
Mais de urna vez teve de sustent .r mi
nistros libsraes que encontraram diffijul
dad es em chamar obediencia alguns mi-
litares. Esteve sempre prompto para sus-
tentar o principio da autoridade ; porque si
ha perigo para um paiz pobre, onde as
crengas vo faltando e a autoridade na ra-
zio inversa, vai adquirindo ascendencia
irresistivel, elle est exactamente na iutiu-
encia da classe militar.
Com um precedente desta orden), otfere-
ceriamos, tm futuro nao muito remoto, ex
emplo igual aos que tara dado varias re-
publicas, victimas da caudilhagem milita/.
Nao sabe si a marcha dos acontecimee*
tos levar o paiz a tal extremo, mas de-
cla|a com toda a srTceridade de alma, que
nao pertencer ao numero dos crentes de
semelhant dominio, mas sim sor o ulti
mo cidado a quem se procurar conven-
cer de sua excellencia.
Ha de resistir com toda a energa de
que capaz, porque nao conhece maior
FOLHETIM
JOSLARONZA
POR
JACQES D FLOT E PEDKO MiEL
r i; ii i i: i h i p ht i ;
O ABYSNO
('Continuago d) n. 134)
XVII
Oh 1 oh disse o banqueiro, f^z isso,
ie tolinho I Est se tornando aborrecido.
. preciso impessibilital-o de nos fazer
-ua'. Mhs, para isso, espera a mnba vol
ta. Eu quero dirigir esse negocio. Elle
n*t Ac-resceutou, disse Clanos em voz
sorda : Tenho muita coasa a dizer-Ibe
da parte ds Carmen.
ouval franzi i a testa.
iecididamsDte Juliano paresia tornar se
prigoso.
Re8rooneou entre dents :
E' preciso supprimir esse tagarella.
Clanos, por sua vez ioterrompeu :
E' pre iso supprimir esse tagarela...
Nao, inda nito, preciso que antes
eu saibn delle o que significara essas pala
vr&s. Por que falln me elle em Carmen V
Micha filha nada tem que ver coro 03 nos-
sos negocios. Ella pura e honrada. Nao
quero que ella fique contaminada ao con-
tengo as sociedades modernas, que pre-
tendem trilhar a estrada do progresso.
(Apoiados.)
Consummou se o acto. As notas foram
trancadas, e o nobre presidente do conse-
lho veio dar camera as explicagoes da
sua razo de decidir.
Nessa occasiao n5o pode o orador ser
convencido : teve de dar voto contrario ao
ministerio porque entendeu que elle nao
estava na altura de seus deveres, mas a
favor do governo do paiz cujos interesses
procurou resalvar. (Apoiados.)
O que d3sa o nobre presidente do con-
selho ? Primeiro, allegou o perigo de divi-
dir a classe militar em dous partidos, de
collocal-os em luta aberta; e o perigo, nao
menor, de que um desses partidos, se eon-
gregasse aos elementos demaggicos da
soeiedade, o que podia por o paiz em so-
bresalto, alterando profundamente os inte-
resses sociacs, cora prejuizD da fortuna do
cidadao.
AHegou ainda a necessidade de evitar
a effuso de sangue, e, por ultimo, al-
legou o estado melindroso da saude de
Sua Magestade, que nao comportara urna
situago deatas.
O precedente to grave, acarreta tan
ta responsabilidade aos membros do par ti
do conservador, que preciso esclarecer
os factos perante a historia. Pelo manos,
nSo quer que haja duvidas sobre a sua
co-participago em semelhantes acontec-
mentes.
NSo procede nenhuma das razo es apre-
santadas pelo Sr. presidente do conselho,
afflrroa o orador.
Nao prooede a raz2o da dvisSo do ex-
ercito, porque nunca constou ao orador
que o exercito estivesse dividido.
Emquanto o governo no provar o con-
trario acredita qae o exercito brasileiro ba
de ser fiel s instituigoes, como tem sido
at hoje. No caso, porem, de dividir-sa o
exercito, qual o meio de conhecer se esta-
va ou nao dividido? E' transigir previa-
mente antes de qualquer manifestagao ?
Nao; o ministerio devia esperar que
esta manifestagao se fizesse ; e, no caso
de iazer-se, o gabinete nao p >dia chegar
transaego ; o ministerio tinha o corpo ie
polica da corte ; tinha o corpo de polica
de Nitheroy que est meia hora da cor
te ; tinha o corpo de polica de S. Paulo,
o de Minas Geraes, e tinha os cidadaos
desta capital, que nao podiam comraetter a
covardia de recuar diante de 1,000 solda-
dos armados.
O governo que nunca chamou a guarda
nacional, e que tiulu aquellos recursos,
nao poiia considerar-so subjugado por um
punhado du 2,000 s ddados.
Disse, porem, o nobre ministro : --ha
veria effusao de sangue humano.
Depois desta deelaragao, esperava o ora-
dor que o nobre ministro mandasse des
armar o exercito. Para que co npram-se
langas, espadas, canhihs, senilo para ma-
tar, senilo para derramar sangue humano ?
(Apartes.) Nao derramar sangue humano
dever preciosissimo dos govemos, mas
dever que est subordinado a outro, o de
zelar as prerogativas constituaionaes para
qua no seja derramado sangue humano.
Se a;eia duza desses desgragados ca-
poeiras, que ha na capital do I uperio, se
run88em e, armados, se dirigissem ao Sr.
presidente do conselho, exigiado que de-
mittisse o chafe da polica da corte, S.
Exc, para nao derramar sangue humano,
sacrificara o digno magistrado. (Riso ) Se
os gatunos que infestam a cidade do Rio
de Janeiro, e que nito sao poucos, tam-
bera se reunissem e, armados, proeuras-
sem S. Exc, exigindo um saque s casas
commeroiaes e bancos do Rio de Janeiro, o
Sr. presidente do conselhoy-para nao der-
raanr sangue humano, entregara ao sa-
que Fcjramercio do Rio de Janeiro. (Riso.)
A humanidade exige oue se nao derra
m*e sangue humano; mas a humanidade
tambem exiga que se contenham aquellos
que o quamm derramar, e para isso ha o
principio da htjridade, para isso ha forga
publica.
O nobre presidente do conselho allegou
ainda o estado de enforradade de Sua Ma
gestade. jara este, um assumpto delicado
pata e oraJar naa circumstanoias actuaes ;
mas, nao pode sacrificar a ainceridaie das
suas convicyd'es, tanto mais quanto neste
ponto espera responder ao obre deputado
por Minas, e, para concluir o seu discurso
como oomecou, volts ao discurso de S.
Exo.
Consoia-o a esperane-a U que o iilustre
enfermo nao lera 1 o seu discurso ; certa
mente nao commetterao a imprudencia de
deixar qae elle o lea, pois devem ser cum-
pridas as prescripges dos mdicos que ro
deian S. Magestade. E, como o orador fal-
la para a historia, nao falla nem para a
maioria, nem para o ministerio, nem para
o augusto personagem a quera acaba de
alladir, nao podo deixar de dizer o qua
sent.
O Ilustre presidente do conselho tam-
bem nesta parte nao conveaceu o orador,
que propSe a S. Exc. o aeguinte dilamm* :
ou Sua Magestade achava-se em estalo
de governar, de exercer as attriouigojs
constitucionaes que lhe cabem, ou nao
Se estava, elle, que conbecia os anteceden
tes da questao; elle, que nattualraente j
tinha nterv indo nella, como chefe do po-
der executivo, e at no ultimo acto della,
recebando a representagao dos officiaes
militares, estara mais do que ninguem
tacto das nossas miserias. Que quiz dzer
esse rapaz ?
Ah met caro, exelamou brutalmen-
te o .-ge ate de negocios, para saber seria
preciso perguntarlhe 1 Ora. quer me pa
recer que no ponto a que chpgamos com
elle, ser prudente reservar essapergunta.
Nao te parece ?
O hespanhol cerrou oS*punhos.
E' preciso que seja isso por tua or-
den), porque, se eu tivesse liberdade, as
considerles de prudencia nao me fariam
parar. Eu havia de saber a veriade, cus
tasse o que custasse, ainda que tingase de
lb'a arrancar das entranhas 1
O velho pronunciou es?as palavras com
energa feroz.
Porque, v la, accreseentou elle, eu
nao tenho senSo urna affeigo no mundo,
minba filha, e se lhe aconcecesse alguma
desgraga, eu me condemnaria, se fosse pre-
ciso, ppra vingar-mc '
Afaetos-ae \-nU n.'ue, de cabega b-.ixa,
murmurando :
lei de tom: r-te antes da tua
partida Oorrendo o risco de te fatigar
ora as minhas insistencias, relembro ta
tua promessa. Has de ir procurar Car-
raen era Marselba, cao assim ?
Foi com jerta Batiafa^to que Rouval vio o
retirar-se.
Ir ver Carmen Ella nao sabe o
que lia M>.s, r .' ? terri-ol, E' pre-
cisa cuidado.
Nesse momento : rou o criado.
O coap esta porta, disse elle.
S:epbat), ajodado pel^criado, veslio o
sobretudo.
Desca a escada e entrn no elegante
vehculo.
Para o Palana da Justiga disse elle
ao coeheira.
xvm
No da 5*guQi*. s sais horas da ma-
dIi, o me. no coop sabio da avenida de
Wgram e levor. a JstsgSo de Lyuo Ste-
phan Rouval, acorapanhadode Caanos.
habilitado para apoiar a conducta que o
ministerio, porventura, quizesse aioptar a
semelhant respeito. Portanto, nesse caso
a razio da enfermidade nao constituira
embarago. Supponha-se, porem, qua Sua
Magestade no se achava em estado de to
mar parte activa do governo : era razao de
mais para qae o noOre ministro, que ac
bava de ver que em sua proclamago os
militares diziam que os detinha ante qual-
quer procedimento activo a enfermidade
de Sua M gestade o imperador, esperasse
por esse dia 8 do Junho, a que o nobre
representante da provincia de Minas allu
dio, dia em que a opiniao publica deste
paiz se ha da fazer, em que a opposigao
desta esa se resolver ou nao a dar ao
governo leis de m -ios.
Os Srs. Cesario Alvim e Laciel dao
apartes.
O Sr. Andrade Figueira diz que, se S.
Magestade conhecar os pblicos negocios,
a resolugao tomada nao foi couslitucional,
porque foi adoptada, em um paiz de go
verno mraarchico, sem que o monarcha
se achasse era condigScs de exercer as
suas funcg5es constitucionaes. E' uraa re-
solugo nulla, e esta razo ao menos ser-
ve de consolo para os seus effeitos na bis
toria do paiz e em nosso governo.
O oador, porem acredita que Sua Ma-
gestade achava-se era estado de approvar
a conducta que'o ministerio tivesse; e,
portanto, no era caso de aguardar, como
os militares pretendan).
O nobre deputado por Minas, referindo-
se a este ponto, deelarou que, com a ea-
Nao pude explicar-te tudo, disse o
primeiro, mas agora, que estamos sos, vou
explicar te o resultado. Estivo com o juiz,
elle tioha desconfiangas serias. Virei-o co-
mo urna luva : Acarearam-me com Lora-
bardo. Eu o reconheci de viva voz e por
escripto, como autor da tentativa de rou-
bo. Isso constituio logo um alibi. Con-
segu dar-lhe instrucg3es. Estamos enten-
didos. Elle ha de confessar o roubo e a
tentativa contra Darmailly. Ha de denun
ciar o inglez, e nos daremos o norae de
Lewis Jubb. Assim fica tudo arranjado.
Lombardo ir ao jury, nao ha meio de
evitar isso : ha de sor condemnado a va-
te annos e ser deportado. Do lugar pa-
ra onde for, compete aos nossos tralo de-
pois. ..
laterrompea-se, e sacando do bolso um
cheque j cheio :
Manda receber isto, ou recebe tu
mesmo quando voltares. E' o saque de
Maximiliano Arbaud, sobre o Comptoir
d'escompte. Ah nao te esquegas de man
d r entregar dez mil franco a Lombardo.
Promott isso, o prego do seu silencio.
Neste momento a nossa sorte est n s suas
tunos, ou antes nos seus labios.
Tudo ser feito como desojas, respon-
deu Pacheco.
O erro sguio.
Eo vate e cioco minutos chegou es-
tagSo de Lyon.
Os dous homens apaaram-se.
Rouval fez signal ao cocheiro que espe-
rasse para voltar com Clanos.
Qu n lo subiam a escada da sala de e.
pera, nao repararan) em um homcm, em-
budado em um sobretudo espesso e com o
rosto escondido em um cache-nez pardo,
que entrou na sala depois deile-*. Esse ho-
rneo) deixou-os entrar na parte destinada
ao passageiros de primeira classe e entrou
elle mesmo na destinada aos de segunda.
All foi neos tar a di visito de madeira
qae separa as ciasses, de modo a poder ou-
vir a conrersa dos dous.
ferraidade do augusto chefe do Estado, a
vida politica da nagSo como que se havia
paralysado, qua os ministros sa achavam
fura do seu centro de gravitagao, doude-
jando at mesmo as discusso'es desta c-
mara.
O orador n3o acompanhar o nobre de-
putado na sua digresso relativamente ao
debate da reforma municipal, porque nSo
vem a seu proposito tomar agora a defezt
de todos o gestos do nobre ministro do
imperio naquella discussao, trata apaas de
pontos attinentes ao protesto que est la-
vrado.
Acredita que S. Exc. engaa se. J
condemnou a doutrina como ante-poltica,
por procurar sanecionar um tacto, qua se-
ria abusivo, caso fos3e demonstrado.
O Sr. Cesario Alves : A mioha doutri-
na, nao.
O Sr. Andrade Figueira accrascentar
que o nobre deputado se engaa, porque,
teodo sido os aatos da fraqueza coraraetti-
dos pelo gabinete nesta infeliz questao,
at ao ultimo, praticados em ta.npos em
que a personagem- a que S. Exc. alludio
no e3tava enfbrma, paraca que a coeso
quencia no pjderia differir muito das pre-
raissas estbale .'das, visto qua o ministe-
rio tinha assuraido a pjsigao de ser venci-
do, quando nunca teve a resistencia popu-
lar contra a insubordinagao do exercito,
caso viosse a verificar-se.
O orador pergunta si a commisao mili-
tar que so reuna na capital, luz do da,
infringiado artigo3 expressos do regula-
mento militar, foi ou nao recebida por Sua
Magestade? O gabinete diz que ignora.
Ignora-se que as pretengo^s dos officiaes
militares, de dar leis ao governo do seu
paiz, desprozar a3 ordens de seus superio-
res, antiga o ja tam sa manifestado por
actos materiaes, praticados as ras mais
publicas da capital ? Estar esquecido o
facto, contra o qual elamou, occorrido ha
alguns annos, quando otficiaes militares
foram atacar um desgragado qua se refu-
giava na polieia e o assassinaram em face
do governo, que se mo3trou impotente ?
Ignora que esse mo?imento nao foi comi-
do como devia, e que, ao contrario, o re-
giment desses officiaes recebeu a visita
imperial no dia aeguinte ?
O Sr. Cesario Alves d um aparte.
O Sr. Andrade Figueira diz que o no
bre deputado, como liberal sincero, nao
devia prevalecer-3a de um procedente des-
astroso, approvando abusos e corruptollas,
contra 03 quaes o orador se tem erguido e
sa ergue de novo.
O Sr. Cesario Alvim:Foi bom que
um araigj do governo viesse ter essa lin-
guagem.
O Sr. Andrade Figueira amigo nesta
occasiao do governo do paiz, composto de
correligionarios polticos ; no cogita, po-
rem, 800 da causa publica, combataodo
precedentes funestos, destruidoras das in-
stituigSes nacionaes ; e folgaria que a voz
do nobre deputado liberal se unisse a sua;
mas, os seus chefes, que tm a direegao
espiritual do partido, arvoraram-se em di-
rectores deste moviraento, tornando falsa a
posigo da minora, como tem se mostrada
por seus actos na Cmara. (Apoiados)
Comprehende que a opposigao liberal do
senado, que anceia pelo poder, no dei
xasse escapar occasio de humlhar o ga-
binete da situago conservadora ; mas in-
felizmente humilhava tambem o paiz, de-
gradando o poder peblico e exoraplo sobro
do a responsabilidade e a responsabilidade
da alta corporago do qua ella faz parte.
(Trocam-se diversos apartes ) A oppo3-
go do senado, prosigue o orador, tena
praticado um acto de verdadeiro patriotis-
mo si, em voz de intimar o ministario sob
a forma de convite, que praticasse um acto
que elle no devia praticar, se unisse ao
go/erne para resistir insubordinago.
(Apoiados e apartes.)
Este era o dever de um partido consti-
tucional, este ara o dever do partido libe
ral, a quem as liberdades publicas
no podem deixar de sar mui caras,
do partido liberal qua, mais que nenhura
outro, teria de sjffrer cora o dominio da
caudilhagem militar. (Apiiados.)
O Sr. Euphraso Correia : Anterior-
mente esteve at insultando os militares.
(No apoiados. la outros apartes.)
O Sr. Paesidenta : Attengo !
O Sr. Andrade Figueira diz que o no-
bre deputado por Minas deu boje ao paiz
a obave do enigma. S. Exc. est a espe
ra do dia 8 de Junho, est espera de
que se faga a opiniao publica, afim da en-
tregarse o poder naturalmente aos seus
amigos, ao seu partido.
O Sr. Cosario Alvim: -Absolutamente
no.
O Sr. J00 Penido;Est engaado :
es liberaos no queram o poder.
O Sr. Cosario Alvim;Seria um golpe
de Estado. (Ha outros apartes.)
O Sr. Presideute : Attengio I Pego
aos nobros deputados que no interrompara
ao orador.
O Sr. Andrade Figueira declara que
pela sua parte eolioca se cima de seme-
lhant pretengo, nem mesmo a disputa ao
nobre deputado, porque, repele, no f\z
mais do que lavrar um protesto em nome
dos principios constitucionaes, que os libe-
raes, como os conservadores, devem raan-
ter em sua pen integridade.
O Sr. Cesario Alvim :Apoiado, de
accordo pleno.
O Sr. Andrade Figueira tem lavrado o
seu protesto.
O Sr. Ferroira Vianna :E amito bem !
O Sr Andrade Figueira : custa-lhe
elle o que custar. A sua responsabilida-
de individual no ser compromettida eii}
um facto praticado sob o dominio do par-
tido conservador, facto contra o qual a
sinceridade das conviegoas do orador e os
seus deveres de cidado e de representan-
te do paiz nao podiam deixar de mo?el-c
a lavrar o mais enrgico protesto. (Muito
bem !)
Tenho concluido. (Muito bem ; muito
bem. O orador felicitado por gran le
numero de Srs. Deputados.)
Infelizmente, ficaram calados, e Dar-
mailly, porque era elle, nada lucrou com a
sua paciencia e o seu disfarce.
J tinha perdido a esperanga de sor
prender alguma palavra reveladora, quan-
do houve um incidente que o recompen-
sou.
Rouval j o seu companhero tinham
chegado meia hora antes da partida do
trem.
Depois de terem se aquesido um pouco
ao fogo, como eslavam sos na sala co
megaram a passeiar de um lado para ou-
tro.
Nesse momento dera o signal de chega-
da da um trem.
Manitestou-sa certa actividade na esta
gao do lado opposto aquelle em que os doas
horaens espt-ravam.
Vaaios ver a chegada, disse Rouval,
Ser um passatempo.
Sabio e foi ra-tter se na ebusraa que
estava na plataforma, acorapanhado do fie!
Clanos.
Ju'iano seguo-os.
Um i pito de vasta sonoridade, soou em-
baixo dos vi iros da estagao e a locomotiva
passou arrestando os Wagoes.
Os empringados foram postarse as sa-
bidas para recebar os bilhetes.
Os recara-chegados, ento, desfilaran) um
por um ou m grupos e entregaran) os bi-
lletes aos empregados da empreza e as
suas malas e mantas de viagem aos do fis
co, respoudendo simplesraente : tNo
pergunta invariavel : No tem deelaragao
a f .zer ?
E a chusma passou, recebida por ex -la-
na.fJ'S de alegra, apertos de mo ou uei-
jos, segundo os viajantes eacoatravam pa-
rantes ou amigos qua os esparavam.
Dous person gens attrabirara a attengo
de Juliano.
Era um mogo alto e bem parecido, de
corpo de athleta, rosto emmoidurado em
oigas elegantes, acompanbado de um ma-
rinhi-iro de estatura agigantada, cajo ar
I UGNR '
produzd uos circunstantes urna mpressao
de medo admirativj.
O mogo, official paisana, disse ao ma-
rinhero :
Meu bom Pouliguen, ninguem nos
espera. Vou chamar um carro. Trata tu
da bagagem. ^epois iremos comer algu-
ma cousa, parque estou com muita fome.
Eu tambera, cora sua licenga, Sr.
commandante. No ser mo, respondeu
o colosso, com urna careta de satisfago.
Entrou pela multido, dando de coto-
vellos direita e esquerda e foi pr-se
era frente sala da bagagem, espera que
abrissem, quando o racial, chamava um
carro.
O marinheiro trazia g.loes de contra
mea tro.
Darmailly notou que Rouval e Clanos
pro.uravara esquivar-se ao eontaoto do gi-
gante.
Uuvio, ento, Stephan dizer ao bespa-
nhol :
Nao um hornera, um raonstro.
O hidalgo perguntou ingenuamente :
Elle tem tanta forga quanto corpo 1
Forga ? repli ou o outro. Oh se
tem. Eu j o vi por raaos obra.
Juliano cada vez mais enredado, pres-
tou ultencSo.
O agente de negocios e o cumplice con
tinuarara a sua conversa.
Ento eSo adversarios te mi veis ?
Sem duvida. Qj,rado a gente tem
de lutar com homens desses, s p .e era
pregar urna arma.
lual essa arma ?
O ardil, meu caro Gmez.
Dar.uailly apanliou ess- nome.
Gmez I Ah o tratante ralho cha-
ma-*e Gmez ?
Pacheco tornou :
"- I)j molo que ora elle Sbciso era-
pregar o ardil 7
Sim, respondeu Rouval. Nada de
tentativas iouteis. Espera a mioha volta.
Pela segunda vez, Juliano reflectio.

SESSAO EM 1 DE JUNHO DE 1337
SEGUNDA PARTE DA ORDE.M DO DIA
^ Fixagao deformas de (erra
Contina a 2" discusso do projecto n
3 de 1887, fxando as forgas de trra
para o 2- semestre do -exercicio de 1838.
O Sr. Andrade Figueira diz que.
longe de daver-se langar conta do ora-
dor qualquer inconveniencia que o ex-mi-
nistro da guerra poderia comraetter, mas
que de facto no commUteu, er que c
seu procedimento provocando esta debate
deveria ser antes objecto de agradecimen-
to por parte de S. Exc. Diante dos gra-
ves successos em que o nobre diputado
foi parte, o orador tinha o direito de ao
discutil-08, procurar saber os motivos
porque S. Exc. se apartara dos seus
collegas em meio desses successos,
porquanto as explicagoes de S. Exc e de
nobra presidente do conselho no o ha
viam satisfeito. (Apoiados )
O nobre deputado a quem por forma
alguma deseja molestar, e a cuja indivi-
dualidade se referi nicamente pela ne
cessidade lgica de conhecer as causas da
sua retirada, Iludi a espectativa do ora-
dor, porque nem ainda hoje deu ao paiz as
razSes de sua sahida do ministerio. Como
depois de esforgo to persistente para re-
cusar se a cumprir o seu dever constitu-
cional do rfpresentanta do paiz, S. Exc
ousa pretender que a sua retirada foi in-
nocente nos acontecimentos, e que hoje
lhe livre continuar a apoiar um gabinete
cuja conducta foi diversa daquella que o
nobre ex-ministro havia iniieado? Como
estranhar, sobretudo, que se provoque dis
cusso a respeito de semelhant facto ?
Esperava o orador que o nobre ex mi
nistro da guerra viesse dizer quaes eram
as medidas de prompta r*.presaao, que po-
deriara evitar ao paiz a humilhago porqua
passou, vendo o seu governo decapitado
no senado e obrigado a recab:r iatiinagas
de officiaes, afim de desfazer actos seus
que na vespera havia declarado que jamis
dosfaria. Com grande surpreza do ora
dor continuara todos as raesmas trevas.
ignorando a natureza das medidas propos-
tas as quaes foram rej citadas pelos
collegas do nob'fP^ ex-ministro. S
Exc. iez mais, desmoralisou as medidas
que propunha, vindo aqui votar pelo pro-
cedimento dos seus ex-collegas, que se
oppuzeram a ellas. S. Exc, votando com
o governo que havia desapprovado essas
medidas, deixou expresso que o ministe-
rio tinba razo em nao julgal-as entao op
pertunas. (Apoiados.)
O Sr. Alfredo Chaves: Vote em
urna raogo de confianga.
O Sr. Andrade Figueira diz que o no-
bre ex ministro nao tinha o direito de vo-
tar mogSes de coafianga contra as provi-
dencias que propuzera, providencias, como
deelarou a esta Cmara, salvadoras da dig-
nidade do governo.
(Continua.)
Elles atuam-se. Assim deve ser.
E ouvio Stephan murmurar :
At segunda ordem nao quero que aa
taga mal a Joo de Treguern. ..
Ah ah l pensou Darmailly, o via-
jante Joo de Treguern.
Nesse momento o banqueiro consultou o
relogio.
E cu que ia perdendo o trem disse
elle.
E correu para o lado da sahida.
Juliano ouvio o dizer estas ultimas pala
vras a Pacheco :
Agora comprebeudes por que eu pai-
to ?
O mogo no tinha nenhura motivo para
seguil os.
Deixou-os, pois, afastarem-se, e voltan-
do approxraou-se de Pouliguen, que ainda
estava espera de bagagem.
Quando vio o orScial voltar, dirigi se a
elle.
O senhor, disse elle, estendendo lhe
a mo, o commandante Treguern t
O official, um poaco admirado, respon-
deu :
Para serril-o. A quem tenho a hon
ra de fallar ?
A Juliano Darmailly, sobrinho da
Sra. Frams, um amigo das meninas de
Isaac.
Joo sorrio.
Nesse e-so, estimo muit) eneontral-o
no momento em que chego a Pariz.
E apertou cordialmeute a mo que Ju
lian., est ada.
Tornaremos a nos encontrar, no e
assim, acerescentou elle.
Pelo menos, assim o espero, replicn
Dai mailly.
FIM DA TERCKIBA PARTE.
Trp. do Diario roa Duque de Caxias n. 4T


,


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