Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17946


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Full Text
lino u imii'm
I-

1
PARA A CAPITAL K LlARK 0SM MO K PACA PORTE
Por tres mezes adiantados...........\ '- -^mn
Por seia ditos dea................ nnX.
Por an anno dem................. mS
Cada numero avulso, do mestno di............ IUW

SOIGO 2 DE Mi DE 1881


PARA DENTRO FORA DA P%OTISClA
Por seis meses adiantados..........^
Por nove ditos idem...........* .
Por um snno idem................
Cada numero avulso, de das anteriores..........
1305OC
20,5000
27,5100
*100
NAMBUG
Propriefrafc* t Jtlanoel J\$nevc&a t>e Jara 4 Styos
_
TELEGRAMAS
:sb?:;c ?ab?:clab so subs
RIO DE JANEIRO, 11 de JunhoT s~3
horas da tarde, (tiecebido as 5 horas
pelo cabo submarino).
No liouvo boje *c*mo na Cmara
do* Hl'puluJus.
No Senado foi hoje inipcnia a en-
io pelo ralleclmento do conselnel-
ro Autanio Pinto Cnlcnorro da .-
ma. laucando *< na acta nm voto de
B^sar por emelnante acontecimen-
i<> e rudo nomeada urna rommisirfo
para an*l*tir ao nneraen daquelie
en ador.
!Z&7|0 LU A..3GU SATAS
(Especial para o Diario)
RIO DE JANEIRO, 11 de Janho, 1
hora da tarde.
im tentativa de a*ainato aca-
ba de ser commetllda no Consulado
de Franca, contra o Sr. Janqaet cban-
eeller do mesmo Consulado.
O autnaMKino armado de ama faca
de ponta consegulo ferlr levemente
o Mr. Janquef.
O autor Teste attentado cbima-ie
Charol I-aareiii.
LONDRES, 11 de Juaho.
,t Cmara dos Communs adoptou
o art. t. do coEncmoN bill relativo Ir-
landa.
o ministro da guerra tai propr a
Cmara a approvaco do projecto
em oulra dlscnsso, nao admltttn-
do man nennuma cmeaaa ao texto
presentado pelo governo.
COPENHAGUE, 11 de Junho.
> governo dlnamarqaei tendo de-
clarado ao parlamento que val man-
dar fortificar a capital do reino, o
tAKMiHiso (cmara alta) approva o pro-
jecto do Ministerio e o fo ksthiso (c-
mara dos deputados) acolbe a noti-
cia com grande desconlentameato.
BU DA-PE STH, 11 de Junho.
4irande numero d < negociantes
bnngaros Incita vivamente o gover-
no da Austria-Hungra a tomar par-
maa anda nao pode obter os granjea dimantts
que a natareza nos apresenta, e, nem por isao se
contesta de leve que taea rochas e tara mineraes
se formaram aob impulso nico das accoes phyai-
cas e thimicas da natureza.
Embira distincta da thooria evolutiva ou dar-
winieta, a theoria da geracSo espontanea, com-
tndo o seu complemento natural o indiapensavel.
lmittida como conaeqnencia lgica dea fados
observados pela Paleootolologia e pela Embryo-
iogia, a doulrina transfsrmista de DarWo, necea-
sario completal-a explicando a origem dos primei-
roa seres, de que parti toda a evolucl: orgnica.
A ieso vim a d.utrina da gemelo espontanea ou
aem paia, ou abiogenese, principalmente sustenta-
da nos uossos diaa pelo alienlo Haechel e pela
francs Carlos Robim.
Comtulo, importa muito distinguir bom a dou
trina da abiogenese, das doutrinas denominadas
das g racoea espontaneas, quo mais -u menos ap-
pareceram em todas as epochas- N'eatas suppOo-
se que a materia orgnica tenba em ai o poder de
espontneamente se organisar produsindo sbita-
mente seres vivosorganitados ; acreditava-se an-
tigamente naa geracoee eapontaneas dos mammoa-
tba ou ele obauus primitivos, e durante muitos Be-
culo* se admittio a geracio espontanea de organis-
mos bastante elevados na escala orgnica (taes
como as ra). O espirito de Aristteles exercen a
este reapeito, como a tantos outrop, urna grande
tyrannia sobre o mundo scentifico. Perto de
vinte seculoa depois delle, anda se admittiam
aquellas geracoes. Os mulluscos de qoalquer or-
dem, eram considerados como nascidoa sem pais.
Julgava-se que as enguias nasciam directamente
dos lodss do Nilo ; que os lagartos eram producto
espontaneo das folhas que os alimentam : e que
os insectos alados, as serpentea, e os ratos, podiam
nascer sem intjrvencio da reproduca > sexual.
?' A fonte mais abundante productora d'esta vida
sem pais era, segundos amigos, a carne em pu-
trefacta o. Anda baje, entre ignorantes, mate-
ria corrent que a carne possae a taculdade de
crear ani naes. V.mio um pedaco de carne de de aireito da comarca do Vienoa de Oaa
vacca nao salgada coberta de bichinhos brancos,: tello, a favor de D. Mara da Conceicle
vulgariasimo ouvir dizer, sem a me>aor hesitaclo, de Avellar Henriques Cirne e dos me-
D. Pedrito, na provincia de S. Pedro do
Rio Grande do Sal;
O bacharol Jo3o Batista Mntins de
Meaezes para o lugar de juiz municipal e
de orphaos do termo do Soccorro, na pro-
vincia de S. Paulo.
Foram feitas me?ce3 das seguintes ser-
ventas vitalicias :
A Ernesto N ogueira de Camargo, do
officio de 2o tabelilo do publico, judicial
e notas do termo de Guaratinguet, na
provincia de S. Paulo ;
A Antonio Atha:uzii do Souza, das de
Io tabelliSo de nota e esarivSo do crirae
e de orphaos do termo de Camisao, na
provincia la Babia;
A Antonio Luiz Pereira da Silva, dos
de Io tabelliao do publico, judicial e notas,
c escrivao de i rp liaos e da provedoria de
c-ipellas o residuos do termo de Jaragu,
na provincia de Goyaz ;
A Julio de Salles, do de eserivo de
orphaos e ausentes do termo d S. Carlos
do Piohal. na provincia de S. Paulo.
Por portara de 1 do corrente concedou-
s--- exequtur, para quo possam produzir
ctl'-itoi legaes neste imperio :
A sentenca do juiz de direito da comar-
ca de Aurora, no Reino de Portugal, ha
bilitando Custodio Francisco e sua mull -r
Mara Joaquina, como aicos o universaes
herdeiros do seu tlho Manoel Francisco,
fallecido na curte:
As cartas de formaes passadas no juizo
que a carne crean aquelies bichos. Tal foi a eren
9a geral durante mais de doua mil anuos.
^Continua)
JARTE OFFICUi.
Ministerio do Imperio
Por decretos de 3 do corrente ruez, fo-
ram concedidas as exoneracoes quo pe li-
ra n : o bacharol Antonio Jansen de Mat-
tos Pereira o os desembargadores Anto-
nio Joaquim Rodrigues e Joaquim da
Costa Barradas, dos cargos de presidentes
das pravianas do Piauhy, Espirito Santo
e Par.
For cartas imperiaes de igual data, fo-
ram nomeados presidentes das provincias :
Jo Piauhy, o bacbarel Francisco Jos Vi-
veiros de Castro, e do Espirito Santo,
o bacharel Antonio Leite Ribeiro de Al-
meida.
Foram subitituidos pelos ttulos de BarUo
de R unalbo e da Cu iha Bueno os de
Bar2o da Agua Branca e do Itaquery,
conferidos, por decreto de 7 de Maiu ulti-
mo, ao coDselbuiro Joaquim Igneio Rama-
lbo e ao coronel Francisco da Cunha
Bueno,
Concedeu-se a penso de 400 ris dia-
rios, dependente de approvac.o da assem-
bla geral, ao soldado reformado do exer
cito Joaquim Manosl Cordeiro, o qual deja
aleiiado em consequencia de fdrimentos re-
te oulclalmente na evposlcao tal- "= i i
^ cbidos em combate.
versal de Pars em 139.
Aginia Havsxs, lial tai Pernambnco,
11 Je Junho de 1887.
DA
0
IMSTROCCiO POPULAR
"BIOLOGA
(Kctmhido)
BIBLIOTHKCA DO POVO E DAS ESCOLAS
Por portara de 2 do corrente raez, f oi
no n o ao o Agostinho Homem Pereira para
o lugar de correio da secretaria de Estado
dos negocios do imperio.
Ministerio da lustiea
Por decretos de 3 do corrate :
Fram exonerados, a pedido :
GEUtVt > E'r'OXTsEt
( C o ii t i n n a r, a o )
ores Gaspar Jos Henriques e Alexaodre
jj'nriques, coherdeiros no inventario dos
bens do seu fallecido tio Alexandre Jos
Henriques.
Por portara de l do crrante, cnce-
deram-se 60 das de lieenca, com todos
os vencimentos, ao 2o sargento tdo corpo
militar de polica da corte, Francisco Car-
doso da Cruz, para tratar de negocios de
seu interesas fra da corte.
Ministerio da Guerra
Por decretos de 3 do corrente :
Concedeu-se reforma, nos termos da pri.
meira parte do j 1.a do art. 9.' da lei n.
648 do 18 de Agosto d-j 1852, ao capellao
tenente-coronel do corpo ecclesiastico do
exercito conego Antonio Augusto de An-
drade e Silva, visto ter sido, em inspec-
co de sade, a que foi submettido, julga
do incapaz de continuar no servijo do mes-
mo exercito.
Concedeu-se ao capellao tenente do mes-
mo corpo padre Anuibal Fiataroni a de-
miaso, que pedio, do servigo do exercito
Foi transferido para a 2.* classe, de con-
torna Jado com a imperial r-'soluc2o de 1.'
de Abril de 1871, o 2.- cirurgiSo do corpo
de san le Dr. Jos do Figueiredo Leite, fi-
can lo agregado ao co rpo a que pertence,
por ter sido julgado incapaz do servigo do
exercito.
Foi nomeado 2 cirurgiSo do dito corpo
o Dr. Jos de Araujo Aragao Bulc&o.
Ministerio da Agrcnltura ^
Sua Mogestala o Imperador ha por bem
que seja eliminada da relacSo que acom-
ps nhou a portarla de 1 .* de Junho de 1886,
djclaranJo caducas diversas patentes de in-
veogao, a carta patente concedida, sob n.
109, em 15 do ezombro ae 1883, aMor-
O bacharel Candido Borg^s da Fonseca, ris N. K,)hn p >ra a appIi.agSo do frigori
do lugar de juiz nicipal e de orpha 'S co aos carros e v/?gons das estradas de
do termo Je Baevente, na provincia do ferro ao servicodo transporte de passagei-
Espirito Santo; ros e gneros alimenticios por ipeio do
O bacbarel Fraacisco de Assis Oliveira processo qu9 deuominou Systematohns,
Broga, do lugar de jugar da juiz munici- visto ter o tenente-coronel Joaquim Aoto
pal a de o phaos do termo de Igoap, na q:o Lobato de Vasconcellos, a quem foi
na provincia .le S. Paulo ; cedido o referido privilegio, por escriptura
O bicharel Autoaio Joaquim Fernandos
de Oliveira, do lugar de juiz municipal o
SK3K-: s r sjos: 7^, *? ^^^yr ** soccorro, na pro
nem bastante ptra duvidar de qua ella se tenha vmea de b. raulo.
deveraa realisido. Do mem) modo se desconhe- Foram normados :
cem boje quaes foram as condic--s em que ae for- q bacharai j03 Viera da Cuaha para
c^m^^n^o ^b^pJi^S'udJ;!o lugar de juia ,e direito da comaren de
que dever ser igualmente rrcolhido ao Thesoaro pir i ser entregue
de venda de 13 de Janeiro do corrente
anno, pagas as annuidades devidas pela
mesma patente ; continuando, portanto, o
sobradito cessionario a gozar dos direitos
que por lei lhe s2o conferidos. Palacio
do Rio de Janeiro, em 4 de Junho de 1887.
-Rodrigo Augusto da Silva.
4.ovi:ii\o iia puovixnt
, ecco.Palacio da Presidencia de Peraam-
baco. em SS de Malo de 1SS9
O presidente da provincia, usando da autorisacio contida no
art. 9. I. II e 3. da le n. 1881 de 30 de Abril do corrente
anno, reaolve reformar o Consulado Provincial trsnaformando-o em
Recebedoria, e n'este sentido ordena que ee observe o seguinte :
ttegalamento
CAPITULO I *
DA 01OAKISACAO E ATTRIBOICO DA RBCBBED0BIA PIOVIMCUL
Art. l. A Eecebedoria Provincial a eataco encarregada no
municipio do Becife da inmediata fiscaliaacao e arrcadaco das
rendas da provincia decretadas na lei do orcamento e que naa eat-
verem a cargo de outras repartices por lei ou regulamento.
Art 2-o A Eecebedoria Previncial compor se-ha de duas sececs
sob direcciio immediata de um adminiatrador.
Art. 3. O pcsao&l da Recebedoria Provincial constar de um
administrador, de empregados que constituiro duas seccoes, de um
poiteiro e de dous continuos.
Art. 4.o A 1.* seccao sera constituida de um ebefe, um 1."
escrituran*, qnatro 21', quntro 3. e quatro lanzadores.
I nico. Compete 1.a scelo:
I O lancam-nto e a escriptnrac&o neceaaaariaa cobianca dos
impostos laucados e de quaesquer oatroa impoitos on contribaices
a cargo da Recebedoria.
II A extraeco de guias e conhecimentos para recebimento des
impostos lacados e nao laucados.
III A escripturacao da receita de todos os iinp,*tus, contribui-
edes ou emolumentos arrecadados.
IV O abono doa pagamentos nos livros de Uncamento de im-
postos oo coiitribnises .... ,
VA averbaco das transferencias de propriedade urban. ou de
qnalqner oufra sojeit a impostos. ....
VI O arrolamento e nscripcio dos contribuintea isentos do im-
posto por virtudo de leu em vigor
VII A classstficacj mensal dos impostes cobrados, segundo as
notas de receita afim de ser entregue ao Thesoaro Provincial otm a
goia de saldo da arrecadacio do mes- V
VIII A conferencia da arreeadscio diaria, vista d docu-
mentos de receita e dos documentos ds despesa antorisada pelo
administrador e pga pelo tbesooreiro, proveniente de gastos com o
expediente e asseio da repartilo ; bem como a do producto do im-
poste addicional decretado a tavor da Santa Casa de Misericordia e
meema Santa Casa.
IX O exame c conferencia daa guias do recolbimento ao The-
souro do que fr arrecadado semanalmente; e'de todas as guias de
pagamento da divida activa passadas pelos cartones e pela scelo
do Contencioso.
X A organisaclo do mappa annuo estatistico, detalbado e com-
parativo de tda arrcadaco da Recebedoria Provincial no ultimo
trienmo.*
XI A carga e descarga doo conheui ncatos entregues ao the-
sonrciro para a cubraofa, com multa doa impostos lancadoa, por
intermedio dos agentes cobradores.
XII O encerramento da cobran?* cm a multa em qua tenha
incorndo o contribuate at o fin do exercicio fioanceiro, conti-
nuando d'ab at o &w do me de Junho na mesma cobranca, me-
diante o augmente de multa estabelecida.
XIII A liquidaco da divida activa no excreioio findo no encer-
ramento do trimestre addicional de accordo com a disposclo relativa
do regulamento do Thesoaro Provincial.
XIV A remessa ao Tht-souro, at fias de Setembro de cada
anno, das relacfcs da divida activa liquidada, acompanhadas dos
livros do exercicio finio convenientemente arroladas; e at o ultimo
de Fevereiro igual remessa da urna nota cencernente divida activa
que se achar constituida no effeerramento do exercicio e declarativa
da importanoia da mesm, com distincelo dos impostos e dedcelo
da quautia das receitas sobre a dos lancamentoa respectivos.
XV A exntela Jas ordens e despachos do administrador,
fasendo nos livros respectivos : s notas uecesaariaj.
XVI A prestaclo de todas as informaooea requisitadas pela
2. scelo, bem como pasear todas as certicoes neceasarias ao servico
da qualificaclo elei oral e as de interesse particular, mediante aei-
pacbo do administrador.
Art. 5." A 2.* seecio se oonstituir de um thesoureiro, am fiel e
tus eorivlo da receita.
nico. Compete i 2. scelo i
O recebmeuto em folhas especiaos do producto de quaesquer
imposto, cuja cbranos compita & Recebedoria Provincial, na forma
da legib acio vigente.
II A entrega ao Thesouro Provincial desae producto em entia-
das semanaes por n.eio de goiji da sscclo, conferida pela 1.* scelo
visada pelo administrador.
III A escripturarlo do livro caixa por debito e crdito mediante
portara do administrador sobre nota da 1.' seccao e em vista do
conheeimento de recolbimento da renda.
IV O pagamento daa despesas com aiseio da casa, autorisado
por despacho do administrador.
V A extraccao de todos as conhecimentos de pagamento da di-
vida activa, a escripturacao doa taloesfe organisaclo das respectivas
relaces que tiverem de ser remettidas para o thesouro.
VI A prestacio de quaesquer intormacoes reqaisitadaa pela Ia
scelo.
Art. 6. As seccoes prestarlo verbal ou officialmente as infor-
maces exigidas pelo administrador ex-otfico ou sobre rc^uerimento
de interesas dos.
At. 7. E' la competencia da Rvcebedoria Provincial:
Decidir sobre aa-questoes que veraarem a reapeito de laocamen-
to, arrcadaco e itenclo de impostos, bem como de quaesquer ou-
tras que se levantarem entre a a.lminiatraclo e os contribuintes a
respeito de impost03 a seu cargo.
Iuipor multas por iufraccao de leis e regulamentos porque se
rege na percepeo dos impostos.
Superintender sobre todos os servicos a seu cargo.
CAPITULO II
DA INSPBCCO SCPEBI0B E ADMI8I:TRACA< > DA BECEBED0BIA PB0VINCI4L
Art. 8. A iospecelo superior da Recebedoria Provincial e a
tomada de cuntas de suas operafas conferida ao Thesouro Pio-
vinoial.
Art 9. Ao inspactor do Thesouro Provincial compete a inspec-
?lo conferida no artigo precedente e a exercer em carcter de ju-
risdiccao administrativa fiscalisando e expedindo as instruccoes ne-
ceasarias ao regular aadauvnto do sorvico.
Art_. 10 A direceo, inspecyao e fiscaliaacao immediata da Re-
cebedoria Provincial, e o conhecmento e decisivo dos negocios que
por ella correm na forma do presente regulamento e das instruccoes
do Thesoaro, slo da competencia do administrad>r da repartic-lo, ao
qnal ficam subordinados os demiis empregos.
CAPITULO III
DO AS-MUUSTBADOB
Art. 11. Ao administrador da Recebedoria, alm daa attnbui-
cees e obrigacoea espociaca, q^e lh? competirem pelo presente regu-
lamento, incumbe:
1*. Inspeccionar o expediente da repartilo, e dirigir o seu tra-
balho, na conformidade das leis o r>gulament st'uceos do Thesouro Provincial.
2.- Promover e fiacaliaar a arr :oa 1 i.o daa renda provinciaes
a cargo da rrpartico, de moda que aejam devida e integralmente
satisfeitas, e sua importancia rccolhiia aos respectivos cofres nos
prasos ordinarios da entrega.
3.' Submetter deuislo do Theaouro as duvidas que possam
occorrer a respeito da intelligencia das leis, regulamentos e instruc-
coes concernent.'s arreca laclo doa impostos e coutribuicoca, bem
como propor medidas para o melhor desempeuho do servido da re-
partilo, e especialmente os livros e normas de escripturacao, cuja
adop^lo julgar conveniente.
4v Dar por escrpts as informales e pareceres que lhe fortm
exigidos pelo presiden'.-' da provincia e pelo inspector do Th.-souro,
e os qne se fizerem necessarios ao procurador fiscal e aos doa feitos
da fasenda, que directamente pdelos bao solicitar, cuinprindo e fa-
sendo cumprir as ordena do Theaouro Provincial e as que lhe foren
dirigidas pelo presidente da provi icia.
5/ Remetter em duplcata ao Thesouro Proviucial o ponto men-
sal dos empregados, cujas faltas poder i juatificar at o numero de
oito, dispensando a apresentaclo do attestado medico quando nao
xijedam de tres.
6.- Rubricar as folhas de arre--adagio diaria, e tolos os livros
que nlo forem de receita.
7.' Fazer emmassar na ordem numrica e cbronologica todas as
orde'.s, reaoluces e inatruccoes transmitidas pelo Theaouro Pro-
vincial, aobre a direcgl > do aervico, arrcadaco, administracao e
riscal i saca o das rendas qu cobrar a repartilo, mandando a enca-
dernar com ndice de suas materias.
8.- Proferir todos os despach >s e expedir as ordens necessariaa
para o prompto e regular andamento do expediente.
9/ Resolver, depois de ouvir o chefe da reapeitva seceao, as
questoes que ae suactarem acerca daa leis e regulamentos expididos
para a cobranca das rendas a cargo da repartilo, e mandar execu-
tar as snaa decisea definitivament*-, se o asaumpto for de naturesa
contenciosa, e pro vi a >r amento se o nao for, submetteado-as neste
caso ao conhecmento do Thesouro.
10. Examinar c por o seuvistO'=>nas guias para entrada sema-
nal no Thesouro Proviujial da renda, que cobrar a repirtieao, depois
de conferidas pela Ia aeeslo, tomando meusaloK-nto conta ao thesou-
reiro, com verificaclo do d:nheiro em cofre, e todas aa vezej que
julgar conveniente.
11. I*p>r maltas at 50'i), nos caaos de reincidencia de in-
racelo e uaqaelles em qu-; as leis e r^gulamenti* loe conf esta attribuiva .
12. Ordenar o p'igaraento das despejas do acceio da repartilo,
depois de examinados os documentos pela respectiva scelo, e as de
expediente, precedendo autorisaclo do Thesouro Provincial.
13. Dar poese aos empregados que lhe sao subordinados, depois
que prestarem juramento no Thesouro P.ovncial.
14. Nomear os cobradores sob propoata e reaponsabilidade do
thesourerro.
15. Velar em que os empregados da repartidlo cumpram exac-
tamente os seus deverea, podendo pauil-os, segando a gravidade doa
factos, com as seguintes penas : reprtheuslo verbal, reprebenslo por
portara, suspensao sem recurso por 5 diaa, devendo representar ao
inspector do Thesouro Provincial quando a falta, por sua gravidade,
exigir pena maior.
16. M-u lar, no caso da desobediencia formal oa de otro de-
licio, autoar con eertidao do empregado mais graduado da scelo
em que se der o facto, o empregado delinquente o remetter o auto ao
juiz competente, de_ cootoruiidade com a I i penal ; ficando o admi-
nistrador responsavel pelos damnos que fazenda provincial resulta-
rem das faltas ou delctos commettidos pelos seus subordinados,
quando deixfr de poail-os dentro da sua alfada ou nao der sciencia
do facto aa inspector do Theaouro Proviucial.
17. Apresentar annu lmente ao Thesouro Provincial o relatorio
do movimento da reptrtiflo no auno fina icero findo, acompanbado
do mappa comparativo do rsndimento dos impostos, assim como das
observado > qu Ibe occorrerem sobre a conveniencia de serem con-
servados, suppriaiiJ a ou alterados alguns dos impostos e da iadi-
caclo daa med las, coja adopcl> lh ptreca til ao intoresse da pro-
vincia.
18. Devolver qualquer peticao, mandando qu* requeira o peti-
cionario em termos, quando desattenciosa uu injuriosa
19. Apprebender e remetter ao Theaouro com 03 precisos escla-
recimritos quaesquer papis em que se acharem falsificadas as fir-
mas do thesoureiro ou de ostros empregados da Kecebedor:*.
20. Maoter o necesaario respeito dentro da reparticlo, contendo
pelo modo seguinte qualquer particular ou iuteressado, que desaca-
tar, insultar ou injuriar os em oregados : leudo-ibe a presente dispo-
sieo; fazenUo-o tabir incontinenti da reparticlo, no caso de nlo
ser attendido ; prenden io o em rt .grante delicto com autoaijao pelo
1* eseripturario da seccl) eremetiendo o preso e o aito deflagrante
ao juiz competente pata proceder*contra o mesmo de conformidade
com a legisiaclo penal.
21. Mandar considerar falto no lit-o do ponto, qualquer empre-
gado que sem lieenca retirar-so da reparticlo ant -s daeacerrar-se
o expedienta .diario c ord-nar o deaconte das diarias doa serventes
qando estes faltarem.
CAPITULO IV
DO CHEFE DA Ia SECgO
Art. 12. Ao chefe da Ia -ecea compete :
l.o Distribuir,- dirigir e insp ccionar o trabalho da respectiva
scelo, na conformidad! do presente regulamento e ordena do admi-
nistrador, fazeodo reveaar o servico par seus empregados, no inte-
resse de habilitar iodistinetamente a todos para o movimento da re-
partilo, e dividir a reaponaabilidade e o peso do mesmo servico
tambem por todos.
2.* Advertir oa seus subordinados as faltas leves que eommet-
terem, dando p-.rte ao adtbiuistrador das que podsain prejuilcar O
servico ou que toiem contrarias disciplina da repartilo e naomis-
slo dessa participadlo responder perante o administrador por todas
as faltas doa empregados da secc u.
3 Fazer oa pedidos doa objectos precisos para o expediente da
scelo.
4 Dar as iuformacies por t-acripto e os eaolareanentis ver-
baes que tambem lhe fi>rm exigidas pelo administrado" tazendoen-
cader.iar c archivar aa minutas du su .s informacoes esuriptas.
5.' Prvor e representar o que convier ao oom andamento do
servico ua ecylo e contra quaeaquer irregularidad s on omiaao s
que verificar nos caJern >s e livros de lauyamentos da decima urbana
e de qu squer juiroa impostos
6 Examinar os lanoamentos doa impoatoa apresentados pelos
laucadorcs e participar ao administrador as duvidas que civer e as
alterai.e' que se deverem fazer.
7* Dirigir e superiu enler es lancadores no trabalho do langa-
memo annuo dos impostos, dando ihes os precisos eaclarecimeatos
e distribuind., co.n audiencia do administrador o servico da talleca
de modo a revesar OS lancadores uas4iflereutes freguesus.
8 P 9. Urgausar os mapp.s reativos ao servico da aeecio, bem
como outroa quaesquer que forem exigidos pelo administrador.
10. Iuspecciouar e velar sobre a regularidade e execuoio do
servico ae uiodo que sej*mos contribuintes despachados com prsmp-
tidlo e a cobranca cffectuada sem prejuiso da fasenda.
11. Prestar conta de todos os livros a cargo da scelo e rclacio-
nal-os, btpomo todos os documentos de receita que tenham de ser
recoihidos ao Theaouro.
12. Rubnoar(num-rar, emmassar e gaardar.dianamente todos


a* a
os documentos de receita que serviram para a escripturacao do livro
de receita, conferencia da arrcadaco diaria, folha do thesoureiro e
prestacio de contaa ao Thesouro.
13. Mandar encaiernar e archivar todas as minutas da corres-
pondencia official c portaras do administrador, guardada o numera-
cao 4a ordem.
CAPITULO V
DO CHEFE OA 2.* SESCO
Art. 13. Ao chefe da 2.a scelo, que ser o thesoureiro, com-
pete :
1." Dirigir e inspeccionar o trabalhc da scelo sob as suas
ordena e fiscaliaacao do administrador.
2." Dar qaitaclo na forma do presente regulamento de qual-
quer quautia que receber.
3. Organisar as folhas da arrcadaco diaria em papel rubri-
cado pelo a Iministiador, as quats serlo eneadernadas e consideradas
como auxiliares da receita.
1 Apresentar ao administrador no primeiro da til de cada
semana o conhecmento da entrega no Theaouro do rendimento da
semana anterior, sob pena de ser immediatamente suspenso.
5. f reatar semanalmente, ou quaDdo lhe fr exigido, contaa ao
administrador > anuualmente ao Thesouro.
6.o Guardar na repartidlo, em cofre proprio e sob sua respon-
sabilidade, a renda que arrecadar.
Art. 14. O thesoureiro solidariamente responsavel pelos actos
de stu fiel e dos cobradores.
CAPITULO VI-
D0S ESCBIPTBABIOS
Art 15. Oa escripturarios formarlo ama s classe a que in-
cumbe :
1. Deaempmhar com zelo e exacta promptidao todos os traba-
lhos de escripturacao e contabilidad-.' que ibes forem distribuidos
pelo chefe da respectiva scelo ou ordenados pelo administrador
directamente, rubricando todas aa notas e observacoes que fiserem
nos caderuos e livros de lancamentoa.
2. Observar quo estejam em devida ordem e revesados das
formalidades legaes os papis sujeitos a seu exame ou que passam
por suas mloa, e velar na guarda dos livros c papis a seu cargo.
sendo por ellea reaponsaveis durante o teinpo em que estiverem a
sea exame ou servico.
3. Expor e dar contaa aos respectivos chefes de todos os papis
a seu cargo, de quaesquer vicios que nelles encentraren) e dos ab-
usos contrarios boa orde n do servico que chegarem a seu conhe-
cmento .
4. Assignar com o thesoureiro todas as guias e conhecimentos
que extrahirem dos livros de talcs.
5. Fazer eub sua rubrica nota de aboao no verso das guiase
documentos de reocita, cuja importancia abonaren) nos livros de
lancamentoa.
CAPITULO VII
DOS LAHfADOBES
Art. 16. Ais lanzadores compete:
l.o Proceder ao lancamento de todos os impostos provinciaes,
cuja arrecadaclo precede esse trabalho, no comeco do anuo fiuan-
ceiro, pelo modo que Ibes fr oodenado e annnnciaodo pelas folhas
publicas o dia em que bao de principiar e aa ras por onde tiverem
de passar as freguezias da ci lade do Rccife.
2. Examinar e verificar, pira as imposicoc3 deduzdss da
renda, o pr- 90 dos alugueia constantes dos recibos ou dos contractos
de arrendamento, sem atteucao aos que parecerem visivelmente
dolosos ou h-sivos do imposto, ou contiverem algum vicio ou por
qua.quer outra circumstaucia sejam claramente suap itos de fraude
e nestea casos fxar preco provavel do aluguel, tendo em vista a
capacidade e loealidade doa predios e o t- mpo do lancameuto ou o
aluguel pago por otitros semelhantes, fixando a quota do imposto por
um arbitrameato razoavel, quando lr o predio oceupado pelo se-
nborio.
3.o Verificar na oecasilo da collecta quem seja o proprietario
do predio e quando j nao sejt o considerado nos cadernos de lan-
camentoa precedentes, indagar com precisao quem elle seja afim de
dar parte ao administrador, que neste caso autorisar a altrnelo
do senborio, e nlo tendo em tempo sido averbado o i.tulo de trans
ferencia impor ao adquirente a multa, promovendo a sua cobranca
e a do imposto a que sujeita a averbaco pela forma determinada
naa leis e regulamentos em vigor.
4 Fazer quanto aos impostos baseadoa na extraccao do produ-
cto, a lotaclo desta extraerlo por um ra?.oavel arbitrio, e at ten-
deado extenslo do consuo.0 provavel e ao preco corrente, e quanto
aos de taxa fixa relacionar pelas industrias ou profissoes tributadas
os contribuintes nominalmente e c-'m as indicacoes especificas e do
si tselo.
5. Collaborar na scelo a que pertencerem em qualquer ser-
vios que Ihes fr distribuido, bi-in como miuistrar as informacoes
que Ibes forem exigidas acerca dos lancamentoa e de quaesquer
incumbencias que Ihea forem dadas, nao podeodo demorar as mes-
mas informacoes pnr mais de 15 diaa.
6. Entregar no principio de cada semana a) ebefe da scelo o
caderno do lancamento effeetuado na anterior, acompaohaodo-o de
ama nota em aoparado daa alteracoes occorridaa, afim de ser publi-
cadas incontinente de aecrdo com o art. 7# 2' da lei n. 147\
para os offeitos doa arts. 42 e 43 do prraeute regulamento.
CAPITULO VIII
DO flEL D8 THE80CBEIRO E DOS C0%B\D0BE3
Art. 17. Ao fiel do thesoureiro, que a eate prestar flanea
idnea, incumbe :
1". Coadjuvar o thesoureiro em todo o scrvjco a sed*eargo.
2. Substitul-o em aeu3 impedimentos.
3o. Desempenhar aa obrigaco.s Jo thssoareirc em tsdos oa
actoi do recebimento, pagamento, rerne3sa ou entrega de dinheirc
quando por elle lhe forem taca funecoes delegadas.
Art. 18. Aos cobradores cerr a obrigaoio :
Io. De prestar fiauca' idnea a coutento do thesoureiro autes de
entrar em exercicio.
29. De fazer entrega r.o thesoureiro no primeiro dia til de
cada semana, ou antea couforme a naturezad* cobranca e as ordens
doadmniustrador do producto anteriormente arrecadado por meio
de folhas de recebimento, qu: organiaarao identi-as s do the-
soureiro.
3. Do cobrar a multa de 6 e 10 /, em que incorrerem 03 con-
tribuintes que nao satistizerem nos prazoa legaes a sua contribu- .
cSo, at o encerrasaento d; exercicio e d'ahi por diantf, a multa
de e 0 / A titulo de retribualo pela obouica terao metade
da multa, deduzida da respectiva importaaci* arrecadada no reco
lhimento semanal, U's termos do art 53 da lei u. 1860, de aceido
com os prazoa do anno financeiro.
Art. 19- for quaesquor abusos c prevaricacoes serlo despedi-
dos os cobradores pelo administrador, que dar parte documentada
ao promotor publico para promover contra elle, o comitente pro-
ceaso.
CAPITULO XIX
DO E3CBIVO DA BESIIA
Art. 20. Alm do que eommum classe dos escripturarios,
em attribuicea ao e3crivo de receita, que ter a categora da 2.
eseripturario cabe :
10 fazer a eacripturaclo do li?ro Ciix c orgams ir com dis-
criminaclo da natureza da renda aa guas de reeodrimento sema-
2o. Ex'rahir e assignar com o thisoureiro os c >nhecimejB,tos de
quitaclo da divida activa e doa impostos ula laucados, enehendo o
Com os dizerea espeeiaes e mencionados no tallo respectivo o iaa-
pjsto a que perteuce, a data do pagamento e o nome do contri
buiote.
CAPITULO X
DO POBTEIBO E COtRINUOS
Art. 21. E' da brigaco do p.rteiro :
1. Abrir as portas do edificio da repirticlo meia hora antea
de comecar o expediente e rechal-as Icgi depois de t rminado com
assistencia na entrada principal, afim de mauter a ordem e o res-
peito as partes que entrarem e sahirem ; e cuidar do asseio da
casa e da cooservaoao doa moveis c mais objectos u'ella existentes,
sendo por todo o responsavel.
2. Esonoturar o livro da porta, I .Hcandoab p ir ementa todos
os papis que"entrarem e sabirem ; com a circum ancia do destino
oue tiverem at solacio definitiva, entregar 4a partea mediante re-
eibo n'esae O'Sou livro, os requerimentos e quaeaquer papis que
lhes possam pertencer ; e enderecar ao seu destino a corresponden-
cia otfielnl. i j
3o Distribuir o servico dos serventes com fiataliscio do seu
procedim. nio, representando a administrador nos casos de omisslo
ou desobediencia d-lles.
40. Comprar o que fr preciso para o asseio, precedendo ordem
do administrador e legaliaar as Comoras superiores UOOO de im-
noi taneia com secibo do vendedor.
5o. Cumprir as ordrua que lhe forem dadas pelo admiaistrador e
Batisfaaxr as reqnisicjs couceroeutes ao servioii a seu crgo feitas
pelos cntros empregados.
3: Ter sv>b aa guarda e n-sp .nsabilitiiMle obaeWancia do dMfMito no aru 57 deste ragolamento.
Art. 22. Ai eontiiiuo sfpuuib', alam do servio que pra
nrio a tal eiaprego : ,,
1. Fazer a|fctifieacOes, lutimajio e diligencias que lhes t-
rem ordenadas peT? administrador ou chefe de scelo, passando as
certides precisas, para o que terlo f publ ca, s^b o jur.mea:o ae
seu ^rg"eoerapenhar gg {uncc5M de agente de lello, por oecasilo


- **
Mario dt ernambocoDomingo 12 de Junho de 1887


de arrematacao de objectos apprebendidoj, na forma de regula-
inentos que isso autorisam. ^m
3.a Execntar as deciees do administiador eumprir as ordeos
que directamente Ihe forem transmitidas por este ejielos chefes de
ecco ou por intermedio do p;rteiroa qaem coasiuvario no servieo.
^ CAPITULO XI
DIB BUBBTITDIOaS
Art. 23. Nos casos de impedimento ou falta, a substituidlo
doB empregados se regular di modo seguinte :
1. Ao administrador substituir chufe da Ia seccio e na fal-
ta deste o Io escriturario, qnand* BfedioBBBBto a ncio o
rhefe de seccao nao.Heder de tres dias. Se ossr iiaflslimWBtn ou
ausencia fr por masa te rapo aera e a daniaik tractor silMMuid* salo
chefe de seccao do Tbeecuro Provincial a fr taiga*** pJops-
idente da provincia.
9.* Ao ebefe da 1* 8*09*0 substituir o 1* eecriplpsario a*
falta deste o 3* mais antigo.
3. Ao tbesoureiro substituir* o fiel o dando-se a salta simulta-
aea de ambos, o adminiatrador balanceando o cofre, comrnnniear a
oecuTencia ao Thesouro e atesiguar provisoriamente m emproga-
do para exercer as funoosVs de tbesoureiro, aguardando ulterior do-
eieao.
4.* A substituico do porteiro ser pelo continuo e a dos de-
mais smpregados se operar por outros de differentes classes desig-
nados pelo admiu;strador.
^ CAPITULO XII
so j-aoviMBiiro Boa icaaass sana obbtvabos
Art. 24. Reger-se-bo pelas leis e regulameutos concernentes
. materia:
As nomeac5cs e accessos.
As demissoes. {f '
As aposentadorias.
As liceucas.
Os venciinentos.
Art. 25. Os veneimentes dos empregados da Recebedoria Pro-
vincial aero regulados pela tabella annt-xa de accordo com o art.
23 dalei n. 1786 de 26 de Julbo de 1883, 65 do art. 2 da lei n.
1884, menos quanto gratificado de secretario, que fica suppri-
sBda.
Art. 26. A porcentagem ser deducida da renda que fr arre-
cadada com abatimento da importancia das verbas exceptuadas por
leis e regulamento e se dividir em quotas na conformidade da ta-
bella aonexa a este regulamento.
Art. 27. A porcentagem e um terco do ordenado percebidos
pelos empregados da Recebedoria Provincial serio considerados
gratificaco pro-labore para os effeitos da lei relativos a descontos
por faltas, licencas e aposentadorias.
CAPITULO XIII
DA ESCRIPTCRAclo B COKTABILIDADE
Art. 28. Os livros de expedienta da Recebedoria Provincial
seras numerados e rubricados, absrtos o encerralos pelo administra-
dor ou por quera suas vezes fizer, salva os de receita que o serao
pelo Thesouro Provincial.
Art. 29. Para respectiva escripturacao, baver o livro caixa,
o da receita dos impostos, os de laucamentoa dos impostos lanca-
dos, os de termos de posse de empregados, Sancas e multas por in-
raccao. o 4o ponto e o do registro do porteiro.
A.ji distes poder baver os auxiliares indispensaveis maior
Jarcia e facilidade du exped,ute.
Art. 30. A escripturacao e coutubilidade serao praticadas se-
gundo o processo adptado actualmente.
Art. 31. Todos os actes, papis, clculos, ou quaesquer escrp-
:os de seus offL-ies, feito pelos empregados, serio por elles assigna-
dos ou rubricados, para que poesam pelos uiesmos responder.
Art. 32. O pagamento repetido no primeiro semestre de im-
posto lanzado, abonarse ha em suido da erntribuico aunua a que
estiver sujeito o ccntribuinte, cuja conta encerrar se-ha sem outra
dependencia que a verificaco de aehar-se escripturado em receita
o duplo recebimeuto.
Art. 33. Os impostos qu.- n*o forem pagos na constancia do
exercicio a que pertencerem, constituir-se-bo em divida activa e
erao liquidados para proceder-se cobranca executiva.
CAPITULO XIV
DO LANCAMEMTO "OS IMPOSTOS
Art. 34. O lancamento de todos os impestos que dependerem
de arrolamento, ser < ffectuado dentro do primeiro trimestre do an-
ao financeiro correspondente, salvo o da decima urbana, que se far
animalmente por antecipacao dentro do segundo semestre d ; anno
sntao corrente.
Art. 35. Quem tiver de estabelectr casa de negocio do pri-
meiro di do anno financeiro em diante, dever previamente parti-
cipar Recebedoria Provincial ci.m dedaraco da localisacae e da
DHtureaa do negocio, afino de ser lancado o eitabelecimeuto.
Art. 36. Os lancameutos de quaesquor impostos, urna vez fei-
'05, sub-.istiri) pelo auno financeiro a que pertencem ; e no caso de
alteracaa refereute cess venda cu traspasso de tstabelecimento
ammercial ou industria! p r qualquer titulo, depois de ultimado o
lancamento, t ter lugar a mesin.i alteracao sobre requerimento da
parte cedentc ou cessionaria e por despachi do administrador.
Os lancameutos de impostos, porui, que assentarem em matri-
culas nao serao eujeitos s mcdificacoes nunuaes de lancamento, e
continuarlo nos annos financeirrs posteriores, emquanto nao se der
baixa na matricula pela mesma fima neste artigo estabeleeida.
Ait. 37. O exercicio da industria ou protissaosobre que recahir
imposto provincial, nj principio do anno financeiro, obliga a contri-
buico do mismo imposto, anda que cesse o exercicio, por qualquer
forma que seja, antes dt- fiado 0 8ano; salvo se o contribumte parti-
cipar Recebedoria, dentro de 30 dias, ter acabado ou traspasado
o estabelec.ment ; e fazendo-o antes ou dentro do prazo do paga-
mento do primeiro semestre, ser dispensado da ecntribuico do se-
gundo mediante exhibicau de quitaco do primeiro.
Art. 38 A irresp nrahilidade pelo imposto, em virtude de nao
successo em qualquer estabt lecimcnto, somente tea lugar, qnando
fechado este, se verificar sua desoecupaco absoluta cu mndanca ef-
ectiva do genero do negocio auferi r.
Na primrira bypotbtee se fura a prova perant-- o Thesouro e na
segunda peraute a Recebedoria e dentro de SO dias da abertura do
fstbbelecimento com diverso genero de negocio.
A t. 39. N- correr do anuo financeiro se incluir no lsne>ment
auiJquer stabeJeeimeLto que abrir-te, drp is do p imeiro trimestre,
su a requerimento do contribumte cu oh diante psiti' ipaco de qual-
quer empreado da Recebednria que verifique a mitsA per qualquer
Jrm .. a quem pirteocir a n ult., de iufracci di aitigo seguinte.
Art. 40. I)o quartu m z do auno fiuhneeiro m 011 nte, o cen-
tribiiste que for eno ntrado sem que tenLa pago o imposto nao las-
cado a que estiver sujeito, ou s m harer pn viamente requerido ir-
rola anulo do imposto em que devn sir ':u ck'o, incorrei alm de
multa da negligmcia e no psgamento do imposto, na multa de in-
fraecao rcrreepoiidente a outro tnto do mesmo inipotto.
Art. 41. No cato de ei'Ccniri-r se algum cfatabelccimento sem
Jai.(amento, qnando j tenba si'lo Isctrdo no tnno anlincr, on
qnnd') o retpeitivi di ni. hija observado o disposto nos arfa. 34 e
36 ter incluido no >'uncau,euto s*m qu.- iucorru o J no em rxulta
por infraccS, fleanao, porm sujeito ao :u pe-ti c a nuita de negli-
gencia se j fr caso della e rendo 'uspensj o^mpiegado que a i sao
der iu(ar por tres a cinco dixs.
Art. 42. As altera^oes para mais em qualquer Isnct.meDto
posterkr, bem ci rr.o o prlmcir ii.i-et n.mtupara contiibuicSo de qual
qner imposto largado drverao t biicaiao o nemt d< lidad e o quantum dMIe cu de sua bate, c nfi rme a especie da im-
P'isifao para fci'iicin e quaesqr.er reclematois des intertssdos.
Sstas sern produzias dentro ue tr nta dias d* respectiva publica-
do pela imprenta diana, seb p [ualquer recurso.
Art. 43. Nao bavendo reclunacao, nes teimcs e no prato do
a^igu anterii r, ser isanrido o lanc;am>iito, este pr< duzr todesos
tffeitos legres, au> poder ser altirado no t-nni a qui corregpi nder
m-m re-p'i'SibiliSdo o empregadoper qualquer irregularidade que
postenoi mente sor allegada.
Art. 44. Para ise:.h.-ac4o e ei h]:ii c: d imposto sobre leiles,
sern obrigados es rspeetives ngmtesa ministrar a Recebedoria
Provincial, al o da 5 ai cada mez, una a.t* dos leilet, tealitados
jt r si ou p r aeua n pistos durante o n,ez .nt ru r, fi tno suieitos
por cada iufric;o a malta de 04000 que ser imposta sem recurso
algnm pe o aoiriinis'rai! r cnbixda judieialmi nte, si d< ntro de oito
dias d iutimafo nao fr reeolblda a sua importancia.
CAPITULO XV
DA AKRECAL.ASO DA BSITDA
Art. 45. A cbrai va dos inipisios sujeit.s a lancamento e di-
tsivfis em Bimestres t por 30 das ute s, cm escepcao dos de repartieao, quo tffVctuar-
i< ht sn Jaomrort M> ia*L e a dos demais igualo ente sujrtos a
lancamento, n!aaB OBTiiribuico int-.gral, ter t-berta no mude
Ague'o por idntico praz", ai.nuocisndo-o a npinico diasantes.
I tinao. A ei bihucx do imposto addicional dcima pelo er-
ncada Recil Dminage tira logar no lempo e pelo prazo que sei
aic-md.i pelo 1 hesno/o, logo que itnnitr 88 nspectivas e*ntas
{aia esse fin, proei 01 ndo-se guslmeute quai.t < as outras Cuiitri-
uicOis, cuja ariecadco depmda d> idntica c id^ao.
Art. 46. A arrecadaco de outros impoaioa de natureza diversa
*'> estar subordinada a tempa> e realivar-se-ha sempre que inte-
ressar ao con ti mu inte o pagamento da quota, que Ibe coi responder,
tom excepco p. lm dos nnpestis de 'icenca, cuja contriboicAo ser
lansreita ante* do ex-rcieio da itdusina e obr< ncao da lictucamn-
aicipal c mo babili avio para encimo eiereieio.
_HsJJhin8' ser c< br. dt, em dol ro a quita do imposto, no pe-
urim. miz do anuo financeiro du pessoa que houver ebtido a li-
teac* municipal.
{ nico. Por cecaeio do pagamento boeca do cofre de
aaaecquer impcstcs nivisneis em mrstre e correspondente ao pri-
i iro taculiedi o pagamento do ngondose isso interesssr aocon-
kibuinte e qnizer lechear, eom tanto que 1 ao teja recebido o paga-
mtntu do sigundo semestre do imposto sem que o contribumte te-
aba realiskdn o pugaminto do primeiro semestre.
Art. 47 O exeesso dos praaus do art 46 obrigar o contribuin-
lea multa de 6 */ do Vrlor da contribu-cao quanio decima urba-
na e de 10 */0 qi.anto a> s di mais impostes ai o mserramento do
Brisaaaire adilicio, al e d' pois de ultimado efle, stro aa multas es-
tabeKeidas elevadas a d'aqoella a 9 / e a dista a 0 / con-
tinuhoao da cibini; nos lemos do artigo seguinte.
Art 48. A o bianca io r. alisad ntsprazos ordinarios, con-
Nnnar a berta, toh as multas do artigo piecedente at o fias de Jn-
ako, sendo agenciada nos domicilies dos c-i ntribuintes prioa cobra-
doies da r- pameo c-eacxti^aaa aparte poaterior aa trimestre
addicicna), tob rubr^BtfvsViOH aeli do anno viaenta.
^^JPITULO^VI
A aiaCCC DIB DtClsilS AJIMIBISTBAllVAS I DA uournAaZo DAS
W. niLTA
Art 49. Fo da competencia exelosiva do administrador da Re-
CCbcdcna a ixicncaooa* dicitota scminutraiivas a a lianidacio
das bbiiss n ji Mee jer fuca oste e de otiros regulsmtnas qne
ci tendm << an a fitthlisfciio e snecadatao da renda provincial a
targo da repartieao.
Art. 60 as multas pir infraccao de regulamentos lavrar-se-ha
tarmo de eontravencao e ao contraventor se dar sciencia da impo
sicio da mnlta. .. 4t0
i nico. Neota diapoaicSo nao se comprehendem as multas qua
8o exigiveis sem dependencia de despacho e resultam do exeesso
de prazo ordinario dos pagamentos das rendas Lncadjts e
recadaco ds-se. conjunctamente com aa das mesmas rendas.
Art. 51. Tornando-se irrevogavel a deciao sobre a multa ou
sendo esta das de que pelo presente regulamento nao ha recurso
algnm iotimar-se-ha a parte para reoolher a respectiva importancia
dentro do nraao gcral de S dias, seaao houver outro especialmente
determinado ; o nao banda satisfeita a raaama importancia, promo-
Tcr-ae-ha a c< branca Jadicialmeate pe* intermedio do Thesouro
Provincial. a,
CAPITULO XVII
noa smoonaos t uajcLakMajeaa
Art 62. Das diiai-.s derimti .as do aataiinistndor proferidas
aas qaaaaquer materias do Conteataao aiaainiatrativj, baver re-
curso pasa o Thesouro ProvineiaI.
A taca eciso.B nio bus mi repisa*.
Alt. 9t. Bsse racaraa voluntario, e dever ser 1 nterpot> ao
praso de 30 das, sob pena de perempeao, seja qual fr a materia de
que se trate, contando-se o praso da data da publieacao no livro da
porta ou da inticoacio nos casos em qne esta tiver logar, nos ter-
mas do regulameato do Thesouro Provincial.
1. A uterposicao se far por meio de requerimento documen-
tado superior instancia e aprestntado ao administrador da Rece-
bedoria para encammnal-o com aa informacoes neceBsarias.
2* Com pretericao dessas formalidades em nenhuma instancia
se tomar csabecimento do i-acorto, imputando-ae parte a demora
que por esta causa houver, mas em caso algnm oa erro* commetti-
dos pelos empregadoa"prejurio8rio s partea que tiverem cumprido
as disposicoes legaes.
Art. 54. As partes intereseadas podero exigir do porteiro
certificado do qual conste o dia, mez e anno em que foi apressntado
a recurso, o numero e qualidade dos ttulos e documentos que o
acompanharasa, sendo esse certificado passado gratuitamente.
Art. 55. O contribninte que julgar-ae coca direito restituico
de quantias pagas na Recebedoria, encaminhar sua reclamacla ao
Thesouro Provincial oor intermedio do administrador da Recebedo-
rif, que sobre ella informar, afim do mesmo Thesouro resolver e
mandar efectuar o pagamento, se a elle houver direito.
r CAPITULO XVIII
DisrosiaoBS obbaes
Art. 56. O .xpedieote da Recebedoria Provincial durar seis
bores consecutivas, a comecar das 9 da m-.nh s 3 da tarde, em
todos os dias que nao forem santificados, domingo ou de festi\ i lade
nacional, podendo administrador prorogr.r esse espado at por mais
urna hora em circunstancias de superveniencias do servieo.
Art.. 57. Sao snjeitos a ponto todos os empregadss, menos o
administrador, que devei, todava, comparecer diariamente re-
partieao, havendo para isso nm livro de ponto em que s horas do
comeco e terminacao do expediente assignarSo os empreados seus
nomes.
Neste livro far o porteiro cu quem o substituir a neta das
faltas d: empregsdoa ou de qualquer incidente, sendo encerrado
pelo administrador o ponto diario um qnarto depois das 9 horas.
Art. 58. Os empregados serao responsateiapor todos os dai-
nos e prejuizos que causan rn fazenda por fraude, incuria, delci-
xo, ignorancia ou culpa, e por qualquer descaminhs das rendas
para que concorrerem de qualquer modo prestando servieo ou con-
lentimento ou deixando de participar autoridade competente o
que chegar ao seu conhecimento a este respeito.
Art. 59. O empregado que per negligencia ou descuido abj-
nar debito de um contribuirte a outro; que deixar de fazer no li-
vro respectivo o abono a que referir-se a sua declaraeao, constante
do verso do conbecimeuto da receita ou nao abonar documentos de
receita que Ibe tenham sido distribuidos, scffYer um descont em
seus vencimentoa igua1 ao prejuizo que per Jal motivo occasionar
faienda ou ao contribuinte injustamente accionado.
Art. 60. Todo empregado ter per dever tratar com attencao
s partes, aviando-as cem a pos si ve I promptido, sem dependencia
nem predileccSo odiosas, e da justa queixa levada verbalmente ao
administrador contra o empregado que se exceder, depois de ouvido
e argido, ser advertido como lr conveniente.
Art. 61. O lancador que deixar de compreheuder no laDca-
tr.ento srinuo para a cci.tnbtnco da decima algnm predio, sem
ser nos tcimos det'rminados wlii, ser responsavel pela quota
do imposto, em que lr assim defraudada a fazenda, sendo-lhe des-
contada d' urna s vez era seus vencimentos ?. mesma quota.
Art. 62. O empregado que no d sempenho de serv.es de con
fiancH, pjr qualquer tima e sob qualquer titulo, receber gratifica-
cao da parte, sofin-r alm das penas a que estiver sujeito pelo
codigs criminal demisso do lugar.
Art. 68. Sempre que as conveniencias do servic-j o exijam, o
administrador poder determinar que escripturarioa sirvam de lan-
94dores ou viceversa, conservando o caracter^e vantageus do proprio
emprego.
Art. 64. Nao ser licito entreter-se o empregado com qualquer
outro, bem como com partes, em conversaces estrauhas ao trabalho
da sua competencia, sendo dever de todos guardar reserva, nao e
sobre os negocios de que se tratar na repartieao ou de que c-sti-
veii-m incumbidos, como sobre quaesquer despachos, eciso ou pro-
videncias que ainda nao tenham sido publicadas.
Art. 65 As vertido s s serao passadas p ir despacho do admi-
nistrador em requerimento datado o assignado, sendo subscriptos
pelo chefe de seceo a que perteucam os livros c papis de que devam
ser extrahidaa.
A cobranca dos respectivos emolumentos se regular pela
tabella dos do Thesouro Provincial, e contar-sc ha busca per todos
os livros ou documentos diBtinctos, que se tenha de ccnsultar, embona
a certidao se passe em nm s iiquerimento.
Qui.ndo se recuse a parte a pagar os emolumentos, ser cha-
mada por bunvnvi s por oito dias e depois remet'.da a certido ao
Thesouro Provincial para iffectuar executivamente a cobranca.
Art. 66. Os doenment s que fundamentara decisao favoravel s
partes sao pec;as que ficaro na repaiticSo, podendo si assim f. re-
querido, ser letentrahaios das peticocs por meio de certido que es
substitu na autbentieidade dos originaes.
Art. 67. As partes sempre que agitarem alguma pretenco,
deverao privar a sua intencaU> e n3o Deumbir a preva por meio de
renii.-t .- re(.artic3o, qnsl apias cabe apreciar o tacto vista
das provas exhibidas e devidr pelo coojuncto dellas e das iufor-
macoes.
Ait. 68. Si por falta de tempo, no ultimo dia dos prazos mar-
cadi s cobianoa com commina^o de multa, nao poderem ser des-
pachados todos os contribuintes qu- aecudirem ao pagamento, man-
dar o administrador tomar nota dos que se acharen] nestas c udi
ii:i para serem admittidos ao mesmo pigameuto independente de
multa.
Art. 69. Sir eliminado da contribuico da decima urbana no
ex rcicio o nreuio que durante todo o precedente anno fin .ucciro
conservi.r-se fechado e desoceupado, urna vez que o intensando o
requeira no ultimo mez do anno e pruve (. condico que ser cuida-
dosamente verifieaoa pela opi'iei untes de consigrar-se a dis-
pensa, devendo para isso mencioDarem es lancadoies o estado dos
predios por occasio da coliecta.
Art. 70. Para cobranca do imposte addici; nal. decima pelo
servido da Recife Druinagu serao escripturadas em livros especiaes
as natas Ou cintas especrivas e formuladas de accordo com o mo-
delo ki nocido pela Recebedoria, que ministrar Companhia os es-
clarecimeutos que iho forem requ^eitados.
Art. 71. N nbum eontribuiDte poder ser admittido a pagar o
imposto constante de guia p.saada peta si ceo do contencioso do
Th souro Provincial, depcis de di corridos mais de 8 das, a contar
da data da expcdicu da mesma guia ; deveLdo neste caso solicitar
daquella seccao nova^gua ijoo- ibe sei dada, no caso de nao ter sido
remettida a conta para o june, pagando por essa nova guia ljOCO
que ser r colbido c< njunctamute como emolumento.
Art. 72. Ig lalmeutc u.i se ffectuar o recoibimento com guia
do juizo dos feitus depois de deeorridos 8 dias a contar da data de
sua expedicao, salvo declarando o usenvo que as pass u nao t--r
havid.i i.ugm nto de cuita.-, que rinli. uireito a fazenda depois que
forem expedidas as mesmas guias.
Art. 73 As dispr sic,5t-ti regu'smentares deverao ser restricta-
mente ob-i rvcdns sem que obstem i.s decitoet que, im grao de re-
curso, nrolerir o presidente da provincia, em casos esp ciaes e fun-
dado im priuiipiob de tquidade.
Art 74 Os empregados que nao forem contemplados no quadro
da piesebte organisaco, sern cenaidirados aldidoa Recei edoria,
at que por vagas poBtatn entrar psra o qu-idro dos empregados
effectiv s desta ou de outra rej>artico provincia ou aposentados se
por tempo de seivico bouvi-rem adquirido direito.
Art. 75. Aes quo torem addidos outras lepsitices os respe-
ctive s chefes detirmmaio buks navas ebrigaces.
Art. 76. Nos casos omissos neste Regulamento se2o observa-
das as du-posicots anteriores, ficando levogadas todas as que Ibe
forem c*ntrarias.
PsDBO VlCEKTE DE AzF.VEDO."
TtaLlil do peNneal iriielmintin Hieile-
iliiln I' 01 un mi i, que e reten m a
mi-i t r I* do Besalaneniadenia dala,
^^^^^^^^^ ^^^BMa|BaaaaaBaaaaj .
TBVaoUBBjaaaja
OEPACH08 DA PBESIDESCIA, DO DIA 10
Capillo Antonio Graciado de CrastnSo
Lobo.Prejudicado, quanto a nomeacSu
6 cuja ar-^r |proveorla.
Affunso Marinho Cavaloaata.Prejudi-
cado, quanto nomeajSo provisoria.
Antonio de Burgos Ponce de Len.
Prejudicado, quanto a nojioayio provi-
soria.
Baobarel Alexandre Caraeiro do Crastn.
frafadioado, quanto a mtneacio provi-
soria.
CapitSo Affooso de Huikn4o la Albu-
Ipierque IVhho.Sim.
Antonio Sanaco do R-ga Barroa. -Sins,
iato ter sido aupprimido aa ksjar (J %*
do art. 9 da lei n. 1884), procedendo o
Thesouro Provincial liquidadlo do tempo
de servieo effectivo.
Casimiro Fernandes & CRemettido ao
Sr. iaapactar da Theaouro Provincial para
mandar attender de aooordo com sua n-
formaclo de 4 de corrente, n. 653.
Alferes DamiSo Lopes Pereira Quima-
raes. Prejudicado, quanto i nomeaclo
provisoria.
Tenento Francisco Pereira do Lago.
Prejudioado, quanto a nameacao proviso
ria.
Francisco Pedro Cavalcaute Ucha.
Prejudicado, quanto a nomeacao provi-
soria,
Frederico Chaves Jnior.Deixo de to-
mar conhecimento do presente recurso,
em vista da informacao e por estar fra
do prazo do art. 175 do decreto n. 9,554
le 3 de Fevereiro de 1886.
Padre Francisco Joaquim da Silva.
Sim.
Ignacio Vieira de Mello.Prejudicado,
quanto a nomeacao provisoria.
Capitn Jeronyrao Olympio Ca calcante
de Albuquerque.Prejudicado, quanto a
notoeacao provisoria.
M.moel Uartins da Cuuha Seabra.
Prejudicado, quanto a nomeaso proviso-
ria.
Manoel Sevo Filho. Prejudicado, quan-
to a uomeago provisoria.
Manoel Qaldino dos Santos e Manoel
Arthur de Couto. Iofc>rmo o Sr. inspector
da Thesouraria de Fazenda.
Rodrigo Jaco me Martina Pereira.Sim,
seudo liquidado pelo Tnesouro Provincial o
tempo de servieo effectivo.
Vctor Vivir de Mello.Prejudicado,
quanto a nomeac&o provisoria.
Secretaria da presidencia de Pernambu
oo, 11 de Junho de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
EMPREGOS
Administrador.
Cbefe de seceo
Tbesoureiro
Fiel ....
Escnvo da receita.
, Primeiro escripluiario
Segusdos ditos. .
TeiceircB ditos.
Lingidirea
Porteiro .
Continuos .
Ordemdo
3:500a* KX)
3:2i.tiMKJ(>
3:2 0V>N
2i800*ni0
2:60l)<0>hi
2: oO'KI
2: 00*. mO
2:2tK)#iK)0
: 80 i*l> U
2:UuUOhj
1.UIKJOUO
21
Porcentagem
de 1 12*/. do
rendimento
omiuo
Quotas
15
13
13
11
9
11
9
8
11
7
4
S mma
15
13
13
11
9
11
36
32
44
7
8
que piderSo ser applicados aos cidados das duas
repblicas e o processo a seguir.
Apezar da secca qne tem reinado em certas
pontos da provincia, as colheitas sao geralmcnte
muito boas.
Buenos Ayres, 2 de Junho.O estado sanitario
da capital um tanto melindroso. As bezigas fa-
zem cerca de vinte victimas por dia.
Cthio grande quantidade de nev as cordi-
Iheiras. Todas as passegens estao obstruidas,
polo que as communioacea do corris terrestre
co*a o Ohile se ach im ioterrompidas.
Santiago, 2 de JunhoO presidente da repa-
D. Jos Manoel Balmaseda, coa todo o mi-
i o, abri ho.ie a aesaio ordinaria do parla-
> cbileno, lendo nana curta monaagem.
O inveruo cooaoaa rigoroao na regio dos An-
doa, onde obe abundante aove.
Montevid 1, 3 de Janho.Brevemente princi-
pia* na Cmara dos Dopotadoa a dUcuaaio do
aagasaento. Consta qua aero realiaadas serias
economas.
_ Poi apresentado cam ir 1 um projecto de colo-
nisacio dos terrenos que margeiam as fionteiras.
K-iilisarau-se grandes operacoes sobre os terre
nos, qoe augmentaram muito de valor.
Buenos-A/res, 3 da Juuho.Partiram para a
Europa o transporte a vapor VUlarino e o navio
escola Argentino.
O guverno resolveu mindar proceder um
recenseamento exacto dos hiibitantes da capital e
de seus arrabaldea.
Os telegrammas annunciando a decisSo do
governo braaileiro, recusando abreviar o praso de
tres1 meses, mareado para importic?o das carnes
no imperio, firam muito mal acodillo* pelo com-
mercio e pe-la imprensa.
Baenas-Arres, 4 de Janbo.Esto augmentan-
do os casos de bexigas, aos quaes veio juntar-se
ama epidemia do dipitcria.
O governo e a juuta de hygicne et 2o tomando
todas as medidas pira atalhar a epidemia. Fo-
rana designados diversos hospitaes para os vario-
losos.
Santiago, 4 da Junho. Depois do voto da c-
mara, significando moclo de desconfianca ao go-
verno, o miuisterio deu a sua demissilo collec-
tiva.
_ U presidente BolmdCdda mandou cli ivrnr o pre-
sidente da caratra, que ser provavelenente encar-
regado d formar o uovo gabinete.
Montevideo, 5 de JunhoSao nanitas e violen-
tas as queixas do eommereio contra a recuia do
goveruo brazileiro de encurtar o prazo marcado
para sdmissao da ctvine seeca.
Urna epidemia do diphteria deslarou-se n ci-
dade. As suas victimas sao numerosas j e re-
cei* se que augmenten!.
O governo apresentoa I limara dos DeputJo3
o projcto d financeiro. Este projecto estabelece importantes
ccooomtas as i"spczas, e p3 o pz em boa si-
ta,'il) finanecira, pola conveniente c restricta ap-
plicaco dos dinheirsb pblicos. No urcjtm'uito
havir um saldo de oitocentas mil piastras.
A colonia iogleza preparase para festejar dig-
namente o jubil .da rainha Victoria. Haver
um grande baile no thuatro Sjlis.
1 Grande do Sal
Datas at 29 de Maio :
No da 16 soguio para a 7'la d S. Francis-
co de Paula d-- Cima da Serra o Sr. Dr. ch-fe de
poliei, acomp-mh iulo-3 o m ij >r cramindait-i da
forca picial, uunuaeajj da seeretiria L> polio a
Uaudido Ualater e una forca delinhi oomman la
Ja peb alfeivs .la-nm Domingis Alv-^s L'ite.
199
Aa quotas de p.rcentg m to auacepuvea de variac.,, visto
qne os sodidi s t mb m serio contemplados as categoras de seus
respectivos impregna.
N8o sao perniittidas outras gratificacota qne nao seius as de
porcentagem desta tabella.
Palacio da Presidencia de P mamoneo, em 28 de Maio de 1887.
Paoao Vimurra db Asaraoo.
Repartieao da Polica
2'sec-yau.N 535. Sacretaria de Po-
li-ia de Purnambujo, 11 de Junho de 1887.
Ill.n. o Exm. Sr. -Participo a V. Exc.
que toram boutem rocolhiidos Casi do
DctcncSo os s-guint's indivduos :
A ininh or lem, Joaquim Simo'3 dos Santos,
viudo do termo de Agua Preta, c-imo seutenciado.
A' ordem du subde^gacfo do Kecife, Francisco
Antouio e Pedro L iurenca, por disturbios.
A' ordem do de San'" Antonio, t*edr> Virgilio
da Paz, por disturbios.
A' ordem do do 1- districto de S. Jos, Maria
Celestina di Soledade, por disturbios.
No dia i- do corrente mez e no lugar Qieima-
das (ran es do termo d'i S Bento, o individuo de
uome Manoel Oioria, aesassinou a Vicsnto Flix,
evadiudo-ac logo aps o crime.
O delegado respectivo toenou conh 'cimenio do
facto e prooedeu nos term 'S d* le.
Participou-jie o delegado do termo de Carra-
pats em orfieio de 3 deste mez, ter naqu>>lla data
feito remessa ao r juiz municipal do referid
termo, dos inqueritos pciliciaes procedidos contra
Jos Cabral, Raphael, filho deste, Joo Joaquim
L meirn, conhecido por Joaquim Mendon^a, joo
Francisco Tenorio, conhe^ido p ir Joo Kola, por
terem rouoadn cinco cavados do cercado do te
uente Joo Cerreia de S Brasil.
Communicou-me o subdelegad j do 1* districto
da treguezia da Oraga, ter fallecido boje pela
7 1|2 huras da manh, era casa de sua residencia
ra da Ventura da inetma tregnezi,, o cidade
Jos Thbltiaa Ferreira, de 21 annos de idade,
de urna commo(ao cerebral, resultante de um
queda que du obre o balco da padaria de Joa-
quim Badtos, > stabelecido roa las Orioulas da
referida treguezia, na occasio en quo brincav
com o seu amigo Kloriano de Siqueira V;ir-j.i ,
de 28 anuos de idade. -
O facto foi tcstemunhado par diversas pessoaa
que se acbavam presentes e confircnim sua ca-
sualidade.
No dia 30 do m"z prximo finio, no lugar 8.
Joo, do termo de Garanhuns, o individu 1 de
nome Antonio Galdino, asea-sinou com um tiro
de pistola a Jos Cirrea, pondo-se em fuga logo
aps a perpetracio do criase.
O respectivo delegado tomou conhecimento do
facto, e prosegue a tal rospeito uos termos da
lei.
Communicou-me o delegado de termo do Brejo.
em officio de G do cvrente' miz, ter naquella data
acompanhado do escivao 00 respectivo carce-
feito a risita da caricia publica daquulia cidade,
onleencontrou23 preaos, sendo 15 sentenciados,
4 app-Mlados* e 4 iudiciados em diversos crimes ;
os quaes neuhums rec-lainacao flzeram.
O de'eJado do termo de B .m-Jardim, partici-
pou me em cilicio dttado de 9 do correute, ter n-
dala fe i tu a visita da cadeia publica, e qm ne-
ntiu 1 a nclau.MCao fizeram os presos oella exis-
ten toe.
D -lis guarde a V Ex \ lm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicent de Azevado, muito
digno presidente da provincia. O chefo
de polica, Antonio Domingos Pinto.
DIARIO DE PERnAC0
RECIFE, 12 UE JUNHO UE 1661
Noticias do *ul
Hontem, peii> miuha, ebegou no* portos do sul
o paquete mglez AU arte, sendo portador das BO-
guintes noticias, am d-s que publicamos sob a
ruanca Purte Oficial e Interior:
Pacilici. e Bc usa i'rain
Datas de Valparaso >-t 14, Buenos-Ayres 26
o Monti-vid o 28 d > mes passado.
Os diarios do Chile di luUm um dia apenas
ultima data dos de Sautigo quo recebemos pelo
Senegal e nada de importancia accresceatam s
noticias que tivemos ent> das repblicas do Pa-
cifico.
O eoogresso argentino conceden o crdito de
60,000 pesos nacionaes para deapezas com o reco-
nbecimento de territorio em litigio as Miasoes.
miuistro ca fazeuda, Pacheco, apr sentn o
ornamento geral para o prximo exercicio, esti-
man lo a receita em 48,000,00.) e a despesa em
4t,t OO.iXO pesos.
Kealiaaram-Be as festas do anniversario da re-
v iluca 1 argentina do 25 de M .10 de 1810, na for-
ma do contorne : bouve TeDeum, revista militar,
fogis art 1 nemes, illumiuacao Ous edifi ;i >s publiuos
e fui.celo de gala no thuatro Colon co-n enorme
concurrencia.
O presidente da repblica indulcou a varios con-
demuadus, sendo um delles o soldado Vitulo Cas-
tro, sentenciado pena de rnurte.
Henhama noticia imputante da Repblica
Ori-ntal encontramos as foi has de Montevideo.
O Jornal do Commercio da corto pcrblicou os
seguiotes lelegrammaa:
Buenos-Ayes, 1 de JulhoOcongresso argen-
tino approvou h je o tractado assignado ltima-
mente em Washington por D. Vicente Qoesada,
representante da repblica, e o secretarlo do esta-
du, nos Ertadoa- Unidos.
fete tractado estipula oa casos de extradioao I por sima de urna orianoa de 3 anuos du idade.
Diz o Maniciph de S. Bjrja, que no din 1-
iiuau, immediavSdS de S Gabriel, anim em ple-
na libcrdade por al^uus .friminosos entre os rjuiss
i celebres Sapo ; Porphiro Aannlli) e Pdrcirp
des'rtjrea do 3 regiment. Attcam laical..-',
roafiam gado c cavalios e comm ttem outras de-
pn- l.icoes.
Uiti nain'nt-i, como o ioapctor da quartiri,
r. Jos Escobar, 05 tivesse p-rseguib, auxiliado
pjr algun3 companheiros, 11 .da coni-guin o, olles
n lite, eoi reoresilia, awaltartin 1 casa daqu^lle
cidadaoe roobaram arraiosprateaio3 e tu io quan-
to poderam transportar.
Em P. lot^s, ua naite de 26, dera-se um con-
fl cto entre Affiuso Joat; Bur?, MaOol Lourenco
do 'g>, Francisoj T reira B^anc 9 outros, de
que resultOU ficnom f ri.los caro tiros de revolver
oprim irj eo terceiro deas s iudividuos.
No 1 distrieti da m-'Sii.a celado, Auto a >
lez-rru quera cisar-se com Maria Autoaia; um
irmo desta oppauh i-se ao casanento; aq'icll".
rapta a m \a que, setguado a,s consta, foi deposi-
tada em casa do subdelegado dalli.
Consta que o futuro cuihado de Antonio Be-
z:'it 1. para vingur se, ass^ssinau a este.
Fal.uceram na capital 03 ncgociaoes Jas
M.crqaes da Cunha e J. Pelotas o Dr. laao Francisco de Olivara e iiran.
M. Vaz Murtin. e Cypriiino Antonio Valladao ; em
S-J s do Njrte Joo Ignacio da Mello, eapito
da barca n .cional Mimosa, e no Rio Grande o of-
ftcial de f'zemda Loft Jo; Psreka da Fonseca e
L'iiz Jos de Oiiveira.
Govaz
D itas at 14 de Maio :
O presidente da provincia adiou para o dia
1 de Njvemoro a abertura da assambla provin-
cial.
O chefe de polica ointinuava no inqueritJ
sobre as scenaa de vandalismo praticadas em M'ia
Ponte na lavra doAbbade, tendo ouvido mais de
20 testeuiuiihas.
O c ron-1 Gama, inspector de corpos e esta-
oelecimeutos militares da provincia encerrod a
mspecco da companhia d-i aorendises militares,
oii.l un I) a sua cimmissSo.
S. Paulo
Datos at 5 de Juuha :
No du 4 fra oollocado cm urna das salas
do paco da asat'inbii provincial o retrato do con-
selheiro Rodrig Silva, p-eoideute daquella corpo-
rac .
Sibo titulo Cacada funesta diz o Diario de
Santos qu i ha quinz 1 das, piuco ma3 ou meo .s,
for,111 a urna cafada, nao tornando a apparectr,
os .Srs. P. E. Lindblon, LourenQo da Rocha e
Bartholomcu. A polica proc-'deu a averiguacojs
viudo a encostrar os dous primeiroa perdid >s n
matta, as iminediaces do local denamioado Rio
Uranco.
P.-.as declaracjSea dos Srs. Lindblon o Rocha,
sab.-se qne o tereciro cac-idor fi:ou em um ran-
cho, qtiasi morto de triagem e de fom, sem que os
seua coenpauheires eojueca 1 o sitio em que o dei-
xiram. Caleul-t-se, contudo, a urna distancia de
7 1 8 leguas o lugar, em que o infeliz ficou com-
pletamente desprovid 1 de recursos.
No oia 3 1 do passado, na cidade de Campi-
as em casa do Sr. Pedro Sav j, briucava no
quintal urna suafilha de nome Maria, saltaudoso-
bre urna fagaeira.
O fogo o- uim niic 01-3 '-Ihe s roupas, ficaudo a
menor horrivelmente queiaiada. Suas irms e sua
eni querendi sacoorrel-a tambera toram victimas,
(i mu i-i esta nltim muito mal rata la.
O estado da infeliz meniu 1 e de sua mi me-
lindroso.
Diz a Oazeta de Piraeicaba : Sab m-^s
quo ha poneos dia*> por 8,000 arrobas de caf ei
g- .tou o pioprietario da respectiva fazenda pro-
ductora a insignificante offorta de 100:0-'O OJO.
A faienda simad 1 uo muoicioio de Botucai,
rtn o O off -re -im-uto teito p o Caf na fazenda,
correndo o tr.u.-p rte por conta do compraoor.
Taes sao ia eaiiei .neis que inspira actualmen-
t>>. a alta obtida \> 00 re dos productos, que ja se
enire .nm 124-a^i por arroaa no lindar da colheita.
Qu nao se urrele; iin esaas eaperancaa, paru
se Jes jar geralmente.
Em Casa Branca o corara n lad ir Antonio Jos
Cerreia offereceu pela safra de caf d 1 capita
Jos de Vaseoneelloa Bittencourt 70:0004000, oo
se fazendo o negocio parque o dono ped mais.
Em S. Carlos di Pinhal, o italiano Antonio
Dintelo foi estaqueado par un seu patricio de no-
me Pepino Pieolp o qual foi preso.
Foi tal n terror que o apparecimento da va-
rila incutio na populacaa Ituaua qne n primeiro
ufeiia atacado desaa entermidade, segundo atfir
m o Comi, cornd e repudiado par todos, p ,a
son tres oas no matto, de codos abandonado e na
mais cruel miseria.'
No lugar denominado Serradinho, term 1 de
Jaboticaba, toi aggr dido a 26 dopussaio Bellar-
uiiuo de Souza, por dous individuos que a cace-
tadas Ibe tiieram diversos ferimentos na cab'ca.
Beliarmino approximando-se de nm dos aggrr-s-
sires apoderou-se de urna garrucha com que ella
estava armado e disparcu-lne um tiro, que o ferio
gravemente.
O outra aggreasor inmediatamente se pdx em
fuga, e Beliarmino apresen tou se polica, a qual
rrJBudou proceder a auto de carpo de delicto e o fez
recolher cede-ia.
No dia 1, s 2 1(2 horas da tarde, na na do Ge-
neral Usono, urna desasa carr c-a de f .ser mu-
dancas vulgarmente) chamada andorinhai, passou
O cocheiro conseguo evadir se. Quanto
criaaca maltratada, que se chama Alberto Pere-
grino e filho do Sr. Ignacio Peregrino, grave
o seu estado.
Fallecern: em Jantos, D. Joaquina Rasa
do Amor Diriao: na capital, D. Rita Mara da
Coaceico, esposa do Dr. Joto Bibeiro da Silva ;
em Campias, a menina Maria de 10 aonas de
idade filha do Sr. Pedro Savoy, victima das ter-
nveis queimaduras que receben no dia 31 do pas-
sado, trete, comoj noticiamos; em Guaratin-
guet, Francisco da Silva Costa Guimsres : em
Rio Claro, D. Mara das Dores Campos, filha ds
Sr. Mximo A. Corrosa de Campos ; em Sorocaba
D. Maria Sosa Machado, esposa do Sr. Jos Al-
ves Machad o ; em Caeapava, Vioeote de Oiiveira,
contando 101 annos. Foi casado cinco vezes,
sendo o goatioho de enterrar todas as suas con-
sortes.
K Alfandega de Santos rendeu de I a 31 de
Maio fio*. I,064*)lo219.
Falleceram : em Casa Branca a Sra. D. Sa-
turnina de Aguiar Musa i em It, a menina Ma-
na Jos, filha do Sr. Antonio Pires de Arruda :
noE.pirito-Santo do Piuhal, o Sr. Eduardo de
Paiva e Silva; em Pindamonhangaba, D. Ma-
nanna Marconies Mo .teiro ; em Araraqaara, Car-
los Cruz ; em Santo Antonio do Piuhal, D. Maria
Jos Vi Hela Braudio e em Piraeicaba, D. Maria
Benedicta de Jess.
Rio de Janeiro
Datas at 6 de Junbo :
Relativamente a S. M. o Imperador encon-
trnmos uo Jornal do Commercio as seguintes no-
ticias :
Sua Magestade contina a passar sem novi-
dada em sua sade. Passeou hontem (1) em carro
eom 3. U. a Impcratriz, principe D. Pedro a se-
manarios.
Sua Magestade cantina 1 e pabsar bem. Pas-
seion ^de carro (no da 2) e a p, das 11 horas da
manua s 2 di tarde. .Foi Vista do Almirante e
Floresta do Estado, acompanhado do Visconde de
(,irap-bj e liar da Motta Maia.
Saa Magestade reeebeu o capito de mar e
guerra K. WandeoB-dk, com qne conversn por
longo tempo. a
Saa Magestada coutiui a melharar. Passeou
em carro (no dia 3) at Vixta Chinesa, acompa-
ubado dos Srs. Visconde de Carapebj e B irao da
Motta Maia; tundo tambera passeiado a cavallo.
Reeebeu 03 6rs. Baro de Mamar, Joo Alfredo e
Visoonde do Paranagu.
S. M. o Imperador contina a passar bem.
Hontem (4) pela cnauh passeou a p acomoanha-
do do Visconde de Carapeba, Ha rao da Matta
Mai e conseiheiro Albino de Alvarenga
Foi giral o couteutameiito qu> causou s pes-
soas preseotes o apparecimento de Sua Magestade
na porta do palacio, depois da festa da libcrtaco.
Sua Magestade .nostra estar mais fortj e tera
metbor c.. D.-pais da f,:sta foi de carro at a Me-
sa d* Imperador em companhia do principe D. Po-
den, Visconde de Carapebs e Baro da Motta
Mnii.
Sua Mage tade cantiua a passar bem. IIou-
tem (>) aite.-^ do almoca, paaseiou a p o ao meio
da era carro, voltando da Floresta ale meia da
tarde. A's JO horas celebrouse missa na capeila
iJ palacete, \ qunl assistiram Suaa Mairestades, o
principe L). Podro, Viscondea do N o*c e da Marc-
-ij, Bardes da Motta Maia e Noguuira da Gama
D.ipa. Sin Magostado eatregou una carta do li-
brdaio, alcaucada pir subscripca entre alguas
1 mprsgadus do paco, que quiaeiam assim significar
a 80J regosijo pelo restabeccuuento do imperador.
Nijardico tioeou a imperial sociedale de msica
K ::e:o ic o. Clirijtosao, c m itas pdaaoaa do povo
BauJaram 03 imperantes, 03 medicas B ira da
M teta M na e conseiheiro Albino de Alvarenga.
Visitaran) Suas Magestades 03 couselheiros Silva
Paruubos e Pitaoga e Dr. Felicio dai Santas.
festa Ja lio -rtacao, de que acirai se falla.
i>'a SllpraCtada foiha do 5, uaticiada nao e-
5a.ntca t 1 -.ij :
n Efftfaau-se lunera na Tij'ica a festa da li-
b-Tdade promovida era regasijo pelo reo tu h
rneoto do S. M. o Imperador. c raraia o para
:;.:.i orgioisala eui Pctropilis, era competa
o Srs. Btrao da Penha, S Fraucisco a Ypane-
mil commeudadores Jas Frauciaco Beroard;?,
Uamiiigoi Miguel A. Rege Paria e J J. Martina
le Pinho, desiimbtrgador Manoel Vieira Tosta,
Drs. Jos da Silva Costa e Cirios Claudio da Sil-
va, Regiualdo Gomes da Cuutia, Claudio Jos da
Silva. Jos Pinbeiro d.' Si jo ira e Maros Fi ra-
vaate.
C nsistio a festa na entrega de 63 cartas do
iioerdade. Dizem-oos, entretanto, que houve maia
13 libiTtaCoes conceldas ^ratuarneute por esfar-
9 is da mesma csnmiss.i.
i Od libeitandos sabintg incorporados da casa
u. 17 da ra do General Cmara din girara-so pi
ra o larga d S. Franeisoo de Paula, de onde se-
guirara em bonl3 especiaes da c-.raoa iliia de S.
Christovo paia a Raz da Serra da Tijuci. Dalli
safairam as vehiiulos que estacara preparados pa-
ra o palacio da Tijuca 11a Alto da 15 a-Vista,acom-
panb.iJ^s era todo o p.rcurso por bandas que to-
cavam alegres msicas e po estrugir de foguctes .
Chegados ao palacio dirigio-SR a camm3saB
para a sala destinada soleinnidade, onde se acha
vacn SS. MU. Irapcria 3, o principe D. P. dro, os
semanarias, Bironeza de Fonseca Casta, Visconde
de CirtpeDHi, Dr. Joa Pedreira do Como Ferraz,
Bara di Mofa Maia, conclheira Albino de Ai-
varenga, mirdorao Baro do Nogueira da Gama,
presidantu da Iilma. Caihara com alguns vereado-
res e socretario, o inspector das Caras Publicas,
engeulioiro di districto Dr. Freitas e outns pes-
soas.
o O jar.aa da palacio enchau-3e de gente.
' r. Biro da Pioha leu a se^mute albcu-
c.o :
A m;nir-ao organis 1 la na cidade de Petro-
poi.i p.ra soiemoisar o ie-tab .lecim uno da pre-
preciosa smde de V. t. Iraperial, lembraudo-se
que nada sena maia aaradavd ao coracao de Vos
sa Mag'stade do que o promover se a libertars
dos escravod, v>m .hoje .aprcseut.r a Vossa Ma-
gestade, 63 cartas de lio rdade com urna peque-
a prava do amito mn;ro resp-ito sjoe c.osagra
persi de Vossa Magestade. 1
S. M. o Imperador dignou-88 de re.-ponder :
Agrlec;o
O .>r. Barao c"a Penha cutregou ent.i 1 a Sua
Magestdj outro discurso, que nao foi lido a esti
assignado por todos os m mbros da commisso.
guida leitura dos noraea dos libertanaos, e *>.
M. a In.ieratnz, ro-ceb.inao us respectivas car-
tas do' lib- rdade das mos dos meninos Carlos
M ir ira e Vlaria Suva, dignou-se de entrega-1-as.
u Tolas ellas f.ram legistriidas no cartoro do
tabelho Ramos.
Livmu-se urna acta desta festa qu-1 foi a-si-
gnada por Su.* Magestade e pe.'as peseras presen-
tas.
do palacio, forano saudadas pelos libertamos e pe*
p iva que cstavd, uo jirdnn.
Ei9 o resumo dos trabalhoa da Asspmbla
Geral L-gislati ?a :
No dia 1., no Se.iadn, foi li.'o uro parecer ria
C lUiraisso de legislaci, opilando pela adopoo da
C'iaiara dos Deputados, que transiere do MinisteriB
da Ju.-n.ioa para os presidentes de provincias t
proviiueuto dos oflicios de justipa. Vea in?3a c
toi reioettido c immisso da marinha e guerra
urna r-*pr. sentaco relativa ao moute-pi d is ope-
lan do \i un de Marinha. Sobre negocio ii
Riu Grande do Su' o Sr. S'.'veira Mirtina justiti-
cou um requerimento que fie u para ser apoiado
ua aesso seguinte. Foram votadas varias pro-
p 1311,0 da Cmara dos Deputados e, continuando
discussi da art. I da proposta do goveras
retere te venda, a tur amento e coocesso gratui-
ta de trras devolutas, oraram os Srs. Saraiva, F.
Bolisario e Taiinay, ficando o debate adiado pela
hora.
Na Cmara dos Deputados, depois da acta c
do expediente, teve segunda leitura e fui julgad*
objecto do deliberacao o projecto que da nova or-
ganiaaoo ao syat-ma de eleico senatorial, apre-
sentado pela Sr. Ferreira Vianna. Fallaran) so-
bre o expedienteos Srs. Affonso Celso Jnior, Hat-
ehradt, A ves de Araujo e Pacifico Masccenhas.
Comiuii u a discusc&o do projecto de 1869, qae
ref.rma a administraoo local. On-u o Sr. Almei-
da Nogoeira. Na diacusso do projecto de fixacss
le torcas de trra, oraram os Srs. Alfredo Cha-
ves, Andrade Figueira e Ribeiro da Luz (minis-
tro da guarra). A discuaso fioeu adiada.
No da 8 foi apoiadu e posto em discuasao, no
Senado, o requerimento apresentado na s. oso an-
terio pelo Sr. Silveira Martina, pastado, lutorma-
COcb governo sobre negocios do Rio Grande do
Sol: oraram os Srs. F. Belisario (ministro da fa-
aenda^e Silveia Martins, e fijou a discussio adia-
da pela hora. ,.,.... .
Passando M ordem do da, foi approvada a pro
poaio) qe oonoede um anno do licenca a Boni-
faoia Galmon de Gerqueira Lima ; o rsjeitada a

r
HffilVfl


Diario de r^rnambncoUoningo 12 de Junho de 1887
3
I
relativa 4 licenea pedid pelo,Dr. Alfredo da Gra-
ca Couto.
Continuoi! a 2. discassao da proposta nbre
atoramento e eonoaaaio de serrs devolutas. O
8r. Candido de Oiveira apreseotou emendas, e o
Sr. Taunay requeren qn a propoeU tost com
todas as emendas apreaeatadas remettida a ama
coamisso especial. Declerou o Sr. Rodrigo
Silva, (ministro da agricultura), que nio se
oppanha ao requerimento cuja votaco, par nio
haver namero, ficoa adiada para a sesso se-
guinte.
Na Cmara doa Deputadoa nao hoavo scs-
SO.
No Senado, na dia 3, o Sr. Viriato de Medeiros
den expueacoes relativas 4 demiasao de ex-thssou-
roiro da Alfandega do Caar, assumpto sobre que
tambem faitea o Sr. F. Belisario. O Sr. Dantas
apreseotou e justificou um prieto, firmado por
14 Srs. senadores, fazeudo terminar ein 31 de D-
zembro de 1889 a ercravidao no Brasil. Coosi-
derou-se apaia lo o projecto, segundo os preceden-
tea da casa, porque o assignaram maia de cinco
senadores, e foi a imprimir par* entrar ua ordeto
das trabaihoe. ,
Foi approvado o requerimento do >Sr. i.3craguol-
le Tauo iy para que fosse remettida a urna ca-
miaso especial a proposta do governo relativa
venda, af rmn ut > e cancassaa gratuita da trra
devolutas, Para esta cominisso forana nomeados
pelo Sr. presidenta os Srs. Saraiva, Antonio Pra-
do, Diogo Velho, Candida de Oliveira e Escragool-
ic Taunay.
Na Camura dos Deputados, depois da acta e
do expediente, o Sr. Almeida Nigueira propas, e
a Cmara approvou unnimemente, um .roto da
p.zar pelo paasainento do Sr. conselheiro Costa
Pinto, l aiiarain sobre o expediente os Srs. Eu-
frasio Corroa, Vieira da Silva, Malta Machado,
Alfonso Celso Juui^r e A lves de Araujo. Na or-
deno, do dia procedeu-se eleicio da mesa. Con-
tinuou a discusso do projecto da fixi cao de furcia
para o 2." semestre Je 1838. Oraiaui os Srs Af-
fonso Penna, Save Navarro e Alfonso C :lio Juaior.
A discuai. fieou adiada.
No dia 4, uo Senado, o Sr. Godoy jutificou um
projecto sobro a divieo das comarcas da provin-
cia de S. Paulo.
O Sr. Silveira Martina, apreaeutou um requeri-
mento pedind informacoss sobre o estabaleeimen
to de linbas teleplionicas no R o Grande do Su I ;
orouo Sr. Baro de Mamor, miuistro do imperio,
e foi approvado o requerimento.
PeloSr. Taunay f i apresentado outro requer-
meutu relativo s obras uuaicaes do fiordo mestr<
Jos Mauricio, ficando a dta.-uaso encerrada, e
adiada a votacao por falta Ja numero.
Proaeginlo a Jiscusso do requerimento do Sr.
Silveira Martius, concernente a negocios da R-.o
Grande do Sul, orram 03 Srs. Baro da Estancia
c F. Belisario, ministro da fazenda.
Nao houve sessao n- Cmara dos Deputalos.
Tendo ido de S. Piulo em 31 passado pira
a corte o concelheiro A'ntoniu da Coat Piuto u
Silva, a fim de tomar parte no dia 1 do corrate
na festa do auui versado do nascimeato do sua filba,
esposa do Sr. senador Antonio da Silva Prado, er
tev- na casi de9ta at s 10 b' ras da uoite ; re
colhendo-.-e 1 hirada m.iuhl a casa n. 12o da
ra Cattete, onde se hospedara. Cerca das 10
horaa da tn mb, notando oa criados da casa que
eon^ervava a porta fchala, chimaram-o e uo
ubtendo reaposta a.v ambarara a porta e encontr-
ram-o cabido de brujs no ehoeaiin vida. Com-
pareceu o 2o delegado da polica, Dr. C'rl'ira,
acompanhado dos Drs. Tdomaz Coelho e Amancio
de Carvalho, mdicos da polica, que attestram
ter sido causada a morte por apoplexia cerebral
O conselheiro Costa Pinto, nascido nesta cidade,
tinha 02 annos de idade.
No anuo de 1S49 conf.riolhe a faculdade de S.
Paulo o grao de bacharel em acie icias jurdicas e
sociaes. Exerceu o cargo de fiacil da roparticao
geral das trras publicas, creada pila lo: a. 001,
de 18 de Seterabro de 1850
Pdln provincia de S Paulo foi deputado As-
sembla Geral em seis legislatnrai (10* l'-J H* 1>*
e 181)
Leaoa na meama tolha de 4 :
Hontem pela mauhi foi eneouuado morto no
quarto de bauho da casa n. 10 da eacrada de D
Caitorioa, o Sr. William Ford, oa 59 anace da
idade, casado, nacionalidade inglesa, negociante
muito conhecido n?sta praca, e que tinha deacido
aote-bontem da Tijuea onde eativera gravmente
enfermo, para afadaa^a de rea.
Eslava cahide no chao, parto da parade, onde
oi encontrado pelo seu medico assistente, tendo ao
sen lado na rewolrer, com o qual suicidou-ae
disparando nm tiro na tmpora direita, penetrando
jio encephalo.
Ford stava hospedado em casa de seu cuuha-
Jo George Heldem.
Nao deixou declaraco dos motivos que o levara
a suicidar-se. "
O sen cadver foi hontsm autopiiado polo Ur.
Thomax Coelho.
Ha >ias euicidou ee na cadeia de Padua
da comarca de S. Fidelis, ssrvindo-se do urna
colher, cujo cabo havia previamento aado, pra-
ticando um extenso agolpe no ventre o preto Ri-
cardo, escravo de Francisco da Silva Bastos, mo-
rador naqoelle municipio
o Ricardoaudava fgido havia j alguns annos
ltimamente apreseitara se na tazenda do Barro-
Branco, e armado do garrucha, dirigir contra o
feitor Mac.do injurias e ameacas, pelo que foi
preso a conduzido cadeia.
A policia dessa esptura chegou fto conheci-
meuto de Bast s, qu aapresentou-se a autoridaie,
munido do; neceaarios documentos, a reclam >r
Ricardo ; mas es e temando sor maltratado se
voltasse fasenda da sau seuhor, tomou a rego-
lucao desesperada de ,r termo aos seus das,
vindo a fallecer no dia seguinte.
Falleceu no da 31 de 'Maio noite, cm Ni-
etheroy, o Dr. Antonio Francisco Villaca, da Aze-
vedo, couceituado advogado desta corte c g-'ral-
mento estimado por su is boas qualidades e exem
piar procedim nto.
Foi, por vezea. m moro da Assembli Legala-
tiva Provincial dj Rio do Janeiro, e era filho da
conselheiro Antonio Francisca de Azevcdo, que o
auno posado suecumbiu de um ataque de app>-
pl-.'xia fulminante, quand-i egtava d-scutindo um 1
eiuaa emjulgamento no supremo tribunal de justica.
O Dr. Viilanca falleceu do tabre perniciosa, do
que fra acommettido em Petropilis.
Falleceu no da 1 do corrente s 11 horas
da manh, o Dr. Julio Casar Augusto do Carmo,
advogado neata corte.
Em Barbacena falleceu D. Virgiuia Borbosa
de Almenida, mil: do Sr. Dr. Ilarmeuegild) Mili-
tao de Alm ida.
Babia
As datas nao aJiantain s que recoboaiaa lti-
mamente pelo piquete ingl -z Nile.
\.t\fhxs do .\Tortc
Ao que dis a Qcuea de Noticia, no acia da
alegra geral que aquella festa duplamente sya
pathica cauaava a todos, houve quem notasse %
amencia absoluta do ministerio, que aliis ai co-
herente cosa o principio que s--mpre tom tdo,
quaado se realiza algaa acto que p-ade ser tradu-
zido em reverencia aoabalicioaismo, tabora soja
em honra de Saa Magestade.
Iv Nao vejo a menor rasio para notar-se a ausen-
cia do ministeria em ama festa nio otncal e toda
de carcter particular. B tanto aasim que ne-
nham faneciaaario publico, salvo o inspoctor das
obras publicas e o eogenheiro do diatricto, ne-
nhuma autoridade civil oa militar e nem mesmo
os empreados di imperial aamara e personageus
que fasem parte da corte, com Hxcapca dos se-
manarios, all cempareceratn. Apenas 14 se apre-
sentaram oa m"mbros da coounisso, menos um
que anda em viag-m em S. Paulo, e o presdante
da cmara municipal com dous vereadores e maia
o secretariocomo orgaos e rapresentantos do
municipio, dase um dos jomaos, mas qua coma
taes nao faram chamados. Nao hbuve couvitas.
Se a feta, pois, era puramente particular, em-
bora em h>nra ao chafe do Estado, ao qual nSa
poda ser agradavel o apparato uiicial em tal oc
casio, mxime quindo, pir exigencia dos mdi-
cos, cata o suspensas as audiencias offtiiaes, cere-
moniosas e fatigantes ; com> notar a ausencia do
ministerio ? A sua presenca que seria umi in-
discrco di_'ua do maior reparo, at porgue tira-
ra ao acto o seu cunho natural da espontaneida
do particular e affeto popular, que fiaam desvir-
tuados quando revestidos de lrma3 Olfioiaes.
E a testa nao feria melhor nem inais grata ao
curaca > dVinelle a quem foi dada, se l estivesse
o ministerio.
Esto so fazando aqu preparativos para o
recebimauto da Priraceza Im.oerial, que nao se pa-
recem com o que se praticou nos dous regreasas
das anteriores viageos de Sui Alteza.
Nio vejo, mesmo para sao, explicacao quenu
pareca raxoavel, aindt m.'smo partinlo do pro-
prio governo e do mundo offioial a inuo;ar;Io qu
sa vai fazer.
Do ficto, como noticiei na anterior, vio dous
encouracadoa, p>r ordem do governo receber em
Cabo Fri e acompauhar &t este parto o Girn-
dr., em que veem Suas Altezas. A cmara muni-
cipal j annunciou urna seasao eapeeial para un-
ubi, afim de combinar-se no modo da recepcio
a S. A. a Princeza Imperial. Os altos fuoccioaa-
rio?, os generaos de trra e do mar e as patentes
superiores deate, agitam-sa e preparam-se pira
acharem-se presentes ao acto do desembarque
At da Nicthroy j foi ontraetada urna barca
da companhia Ferry, na qual rao esperar Suas
Altezas o preideute da provincia e chefe de po-
lica, o com nao anta e offieiaes di corpa policial,
cncorp>rid>3 c*m
lo usa lo M pelas praviuous, uxn Unto quo as
tais nao exsedam de 10 % addictantes.
Como o Sr. ministro do imperio anda do te ve
opportuuilad de prononciar-se sobra as emendas
doSr. Alm ida S ogueira, nao se pola prever o
r aellas aceitar cmara, ou a maoria, que ha
'otar do accard'a oa u giverua. Mas, em ulti-
ma ana-'yse, a reforma ha de ser feita na senada.
Ah ter a rasan 1 sarte qua a da I ai da trras,
que d^pais de vanas das de discuasi), foi, cam as
longas e em parte radicaos emandas apresontadas
urnas pelo S.-.Taumy 9 oatras palo Sr Ciudido
de Oliveira, remettiia a umi c^mmisaio espeaial
de cinco membris, contaras lemarau e requsreu
o mesmo Sr. Tan jay c foi aceita palo r '.spactiva
ministra.
\ oaamissao fiaiuaaaposta dos Srs. Saraiva,
Antonio Prado, Diogo Velho, Ciniido de Oliveira
e Taunay.
Na diacusso das fargis da trra tomou a pala-
vra o Sr. Alfreda Chaves, que pravacaia p-da Sr.
Andrade Figueira, propos-se justificar o seu pra-
cadimento na questaa militar e tratar 03 motivos
i i sua retirada da gabinete. Neata ultima paato,
aorm, nida adianroa ao queja h ivia dito, iato
: que tendo propasto medidas qua julgiu indis
paaaveia dianta de actos qua iba pareceram de
estentosa 1.1 -11 > >: li'i icaa e faltan io-lha o accordi
dos s "js companheiros de ministerio, quinto a op-
portunidada do empreo da taes msdidaa, julgau
ser de aua digeidade retirar-se.
A isto replicou ainda o Sr. Andra.de Figuoira,
com alguma severidade, dizeado qua, om a recu-
sa d' deeluricao da nat reza das medidas, o ex-
miuiatro ni) fazia mais da qua dasmoraaal as
viafo que votou favor dos ex collegas que as re-
jaitaram, tornando expreaaa qua o tmaiatorio tiuba
razio em nio julgil-as opporcuuas. O Sr. Afred>
Chavos observou ,u hivia votad) umi m >;io de
confituca, aa qus respondeu a orador qua o n&-
bre ux-ministro uio tinha o direito de votar mo-
cao de onfiauca contra as providencias que pro-
puzera e declsroa serem salvad iris d: sui dig> i-
dade.
Disconendo novaaonte sobra a quoatio, o Sr.
Andrade Figueira cantinaou a apreciar o proce
dimento do govoruacom o mesm) rigor eom qua j
o tinbi feita. E coui tudo, elle diz qui uo ca'.
ua opposicio e nem daseja a queda do ministerio ;
votan da coutra este, votou e a favor Ja governo,
que ni) foi mintidoni vardilair altir.
A sua posieo paran'.: o gabiaeta ser ao que
parece a da amigo livre, qua maitas v^ zas peior
o que a do iuim.go declarado.
Ni senado, depois da rcsolucia, de que cima
fallei, de enviar a urna commissio, o p-ejecto do
lei de trras, o qua da mais importante hiuve foi
a npre ea[a.;i 1 du seguinte projecto pelo Sr. Dan-
-1 .rqu-as i'.-x norial, Heariqaa V. Si-
tos Rois, aaasl V. Siato* ELm-
Jos JjSo de Atnorm Jnior.
Manol Jas Silv* QuiaiirJas.
Aalonio Joio le A noria por prosuraala
de Manoal Jos O. A norin.
AatoaD Perniaies Ribiiro.
Hsarif4U) X. Araujo Saraiva e 3;lo.
Joaquim Jas d'A noria por proauraraao de
Jas Antonia Sauz 1 Bistos
L'iiz J i- Siltva Guirn irl>s.
Ttioaaz (Jo nber.

diversos funccionar:os pblicos e representantea
de outras classea sociaes. Emti u, o muvimeuto
O vapor n icioual Jaguarib: hontem chegado geral.
tas que o justificou, eudo-o aaaignada com miia
a respectiva musioa, aim de j trese collejas liberacs :
Art. 1". Aoa 31 de Dazembro de 1839 cessi-
r de todo a cacraviiao no imperio :
da
Na lista sxtupla apr- sentada ao poder modera-
dor, em Agosto de 187i, para o preeucbmeuto das
Vagas qic sa tiuhaua dado no Sanado com o falle-
cimento da Mrquez de S. Vicente c do Vueonde
de Curavellas, oceupara o terceiro lugar.
Exerceu o carg' de presidente as provincias da
Parahybi do Norte, Kio (irnJe do Sul, S. Paulo
e Rio de Janeiro. .
Na racorapiaicilo du miniet'ri* do 2o ae Juuho
Je 1875, presidido pelo Buiue de C.xias, foi no-
meado, por decreto de 15 de Fevereiro de 1377,
ministro e secretario de estado dos negocios do
impsrio. em substituido d) Sr. aunado.- Joa Ben-
to da Cuuha Figueirodo, e naquella qualidade fci,
por decreto de 30 de Maio do meauu anuo, auto
risado, no impedimento da S. A. Imperial a Re
geate, para encerrar a 1* seasio e ibrir
16" legislatura.
Era ger Jmeute estimado por seu trato ameno,
enas importantes cargos que exerc.u deu provas
inequvocas da is:-njao o miderac'.
Foi sepultado no cerniterio de S. Jalo Uaptista
Sob o titulo fertmenios de bala e morle, lemos
na supracitala tolht de 2 o seguiut* :
Deu-se n ata cidade ante-honteio, note, um
facto que est envolvido em certo mye*ra.
Eram 10 horas, pouco maia ou m.-ma, quauda
o vigia Greg na FraBcisco Carlos da Menezes
apresentou-se na 3' estacio pdieial e commuuicou
ao alfares Pereira de Souza, commandante da
mosma, que na praia de D. Manoel acbava nm in-
dividuo, que pareca louo a que tres v.-z-s se ati-
rraao mar, sendo sempre salva por elle e algun3
sena camaradas.
. O alfares Souza mandn immediatamentc
piaia urna praca que trouxe 4 sua pr-sencaum ho-
mem da alta estatura, barba cerrada, 'rajando cor-
rectamente rouoa preta e tenda abotoada a sobre-
casaca. Nio trazia chapeo e presentava un fe-
rmento na fronte direita ; estava extremamente
pallida e com as feicoes coatrabidas. Nio respon-
deu s perguntas qn^ lhe fez o cora mandante, con-
servndole ein mutismo tal queexclannu : "Deu
lhe para ahi a mama !
Nsssa me3ma ocessiao a praca que o tinha
onduzido das: : Pireca que elle est maluco,
Sr. alferea, quando eu cheguai praia elle esta va
laminando urna trlha.
O alferes Souza, vendo o heraam ferido, man-
dn recolhel-o, cm guia asaiguada, ao hospital da
Misericordia.
Eram quaa 11 hor-s da note quauao chegou
o hospital acompanhado por daas pragas. Foi
presentado ao Dr. Agripino que eatava de ser-
vico.
Apenas tinha cate medico eomeeado a azer
o curativo c^meou o ferido, de quem nio foi pos-
sivel arrancar se urna e palavra, a ter fortes con-
vulsoeB e a querer rasgar una papis que trazia uo
balso da sobrecasaca e qua lhe toram tirados das
inlos. .
o As couvuliso-'3 attgmentaram o uao tardou o
agona. Falleceu momentos depjis em cousequen-
la do feriaeato da cab 5a feito porb^la e de dous
utros no caraco tambem devidos a bla.
o 03 papis e objectoa encontrados cm seu poder
eram o.s sej;uintea : um cartio de visita com o
nome de Heitor Sobral P.nt, engenheiro civil ;
urna corrente com relogio n. 52112, urna earta diri-
gida ao Sr. Massoo, livreiro de Pariz, urna cigar-
rer, algans papis relativos a engenharia e final,
mente um blhetinha em francez, datado de 10 de
Abril de 1883, da cidade de Antigua, em que esta-
vam escriptas algumas palavras dirigidas auto-
ridad's declarando que guic.dou-se pr sua livre
vontade por nao ter mei s pecuniarios.
Por ordem do Dr. Agripino o cadver fo re.
movido para o deposito do hospita'.
Hontem pela mantui, indo o Sr. Magilha-S) gnb.
delegado do lo districto de S. Jos HC(.mpnha^0
da alferes Souza, afi n du interragar o ferido, loube
que, este tinha fallecido momentos depois e ter
entrado uo hospital.
Immediatiunente communicon q* acto ao ^r.
desembargador chefa de p:liei a qem declaroa
gngpeitar que o fallecido era o engenheiro Heitor
Sobral Pinto.
Esta supposi^io foi mais tarde infelizmente
confirmada por prenlas do engenheiro Heitor, que
0 raconbeceram e verifioaram sua identidade.
O Dr. Thomas Coelho proceden a autopsia do
cadver e veri&cou qita aprestntan tres ferneotog
penetrantes, sendo un n* foate diieita e dous n
r#gi2o nrecordal, fritos por araa da foj;.
revolver ou arma de fago que f mente oengenbtiro llaitor nio fei encontrada
Gregorio Menezes e outro* vigas que se achavaa
na prai de D. Manuel nio ouviraa o estampido de
tiros.
A autoridade policial abra ioiuento sobre
este facto iam*nUvel, cercado de circamstanciat
eepeeiaes.
O engenheiro Heitor Sobral Pinto, aoita
eonheeido nesU carto, era nuca intelligente e
autor de varios trabalnas sabr a engenharia.
R)-
dos parts do norte de sua escala foi portador das
- intea noticias
'laoby
A Gaieta do Norte, do Ciar d as seguintea
noticias do Piauby :
A Epoei de Therezma, orgo offieial do par-
tido conservador, rompau em coergea opposicio
contra o presidente Dr. Antonio Jausem de tat-
tos Poreira, de cuja governo diz, em seu numero
de 11 do pfissdo, qn-" tem sido caracteriaado
principalinenta pela myaiifi mcio ara seus diversos
rcatizes e variedades .
O actual presidente da provinjia snupenj-n
do exrcicio dos cargos de medica do pirtid) pu-
blico, inspector da hya;iena e delegado 'la iostrua-
co. ao Dr. Riymundo d' A;i La&o, ex vice-
presidente que inauguriu a situacio naquella
provincia e que est agora pronunciado pelo u-
pr<;m) Tribunal de Juatica.
Cesara
1) i'i'a at 3 de Junho :
Fallecer na capital no dia i." Amaro
driguea S.iuto, empregado di Altandega.
Rio rumie i<. \11rte
Datas at 4 de Junho:
Par acta de 23 da mez passado, fai uomeado
aliares do corpo de polica desta provincia o
cidadio Manoel Pires de Albaquerque Galvao,
posto que se acbava vag) pelo tallecimcnto do
alferes Cosme Juatiniano da S. Lam.s.
Tiuhain fallecido os professores : Mtnoel
Al ves Pinheiro da i. cad-ira de 8. Jos de Mipi-
bu' uo di:i 28 de Maio ultimo, nesta capital, onde
se uchava em tratamanto.
Clemeutina Nun-8 dos Res, profeasor do Patu'
uo dia 1." do corrente, segundo telegramma rece-
bido de Mas-oi om data de 2.
Em Cear -Mirim fallecer a 18 do passado
o septuagenario Minael Nunes Boncio.
Paralaba
Datas at 9 Je Juu'io '
S^b o titulo h'bertagdo extrahimos do Diario
da Farahyb 1 a seguiuts uolicia :
Aote-bontem (3) o nosso eatimavel amigo t-
ente -coronel Luiz da Silva Baptista, proprie-
tario da oficina em que se publica o no a Diario,
por ser dia do seu anuive:sario, em ama reunio
de familia fez entrega da carta de liberdade, sean
csndicoes, que a 23 de Marco havia, com scien-
cia da AlfauJega, confariao ao.uniCO escravisado
que poasuia, o pardo Bonto de 35 annos de d-tde.
O nosso apreciavel amig 1 anteriormente tem
teito outras libertacoea algu as das quaes ja te-
mos noticiado
o Co.nprimeotamol-a por maia esse act> de li-
berahJade .
Lemos na mesma tolha da 9 sob 0 t tulo
Boabo :
No domingo passado os ladrees arrombaram
as portas da casa em que mora o Sr. cadete Joi)
Peixoto de Vasconc-.-llos, ra do Portinho, e ti-
ram-lhe toda a roupa, joias e aigum difheiro em
prata <>.
E em 10 o seguinte :
No lugar Catu' do termo de Mamanguap em
das do mes passado, o pardo Joio Nbambu' esfa-
queou sua uulher Mara de tal com quem antes
vivia amaaiada, maa qua se resolver a casar a
conseibo de Fre Venancio, mas que depois do
casamento se havia separado, e fiogindo voltar
compaubia della; em urna naita com agrados e
promessas de iren? viver em compaohia de su-i
mii attrahira para fura de casa, e em camiubo
tentn enforcar com urna corda a infeliz, o que
nao podendo conseguir por ser ella mus forte e
disp ata, depois de grande luta esfaqueou-a dei-
xando par morta com um horrivel golpe na gar-
ganta.
" A policia nao tomou conhecimeuto do tacto, e
s dois das depois o juiz de paz da Baha da
Traicao comparecen no lugar e fez corpo de deli-
cio e auto de pargnntas que remettea so Dr. juiz
municipal.
O assassino naudou apenas de resideccia, e
acba so tranquillo no lugar Tamuat deste ter-
mo '>.
No dia 20 do mes passado falleceu na povoa-
cao de erra Redonda, do termo de Inga, Satur-
niuo Tavares Bezerra, negociante naquella pa-
voaca o.
INTERIOR
RECIFt, 12 DE JUNHO LE 18a7
RIO DE JANEIRO Corte, 5 de Junho
de 1887
Summario: A fasta da sessao couimcmoratva,
na Tijuea.A bon presenca do Impera-
dor.Censura injusta da Gazeta de No~
ticias. Porque nao comparecen o mi-
nisterio 4 fasta.Preparativos para a
recepcAo da Princesa Imperial. Con-
jecturas acerca da contiuuacao da minis-
terio durante a regencia. Como penca
O Sr. Ribeiro da Luz.Discussio das tor-
cas de trra na Cmara. Explicacea
do Sr. A fr.do Chaves e resposta do Sr.
Andrade Figueira. Apresentaco pelo
Sr. Dantas, n* Senado, de ua novo pro-
jecto abolicionista.
Tevo hontem lugar na Tijuea, como eslava an-
nunciada, a t-sta da libertario csmmemorativa do
restae ecimento do Imperador, na qual foram
presentados pela commissio e entregues pela
Imperatriz 63 cartaa de liberdade e nio 62, com.
de principio fra planej do, visto qoe indo j S.
M. em camiuh) de 03 annos, o namero de 62 ni 1
exprima exactamente a sua idade. Houve inda
maia 10 libertacoea, como hors d'oenvre, e cujas
cartas or.ra pelo mesmo modo distribuidas, pre-
tazendo ao todo 73 o numero dos libertos.
Degtes, 41 sio mulheres e 32 homens. O mais
velho, dis u Paiz, tem 45 unos e o mais mofo 20.
As tainas de boje dio a d- scripaio da festa, ac-
cregeentaedo o Jornal do Commerdo que foi
geral o oootentamento que causn s peasoss pre-
sentes o apparecimento do Imperador na porta do
palacio, depois da dita festa ; Saa Magestade
moetra estar mais forte e tem melbor er.
N 13 regresaos anteriores nda disto se fez, son-
da o facto encarado cami quasi os de ordem com-
mum. O que ilto significa ni) o sai bem diz ;
p 'is o caso poda ser bem encarado por dous diffe-
rentes modos : alegra pea ch?gadiaguardada
com uncie d ida da augusta Prinaezi, sem cuja
preaauca nao pideria o Imperador desprend'r-se
dos deveres de chata do Estado para ir ao eatran-
geiro procurar, aem preoecupacoea dos negocios
publicog, o complot) restabelecmento de sua sali-
da, pelo qual fazem todos os mais aroeutai rotos
e pira que volte o maia bre/e pogsivei ; ou corti-jo
pr-ssuroso o aofecipid-., signifiaativo da estabili-
daia e fraques*, das cjusas humanas, ao rosicler
de urna nova aurora qua presum?m deaortinar
em obscuro berisante.
Nia sei, repita.
Se, coma pareca certo, memo porqui e33is o
parecer da medicina offieial e oficiosa, tem de
realizar-se a viagem imperial e sem tampo a per-
der, bem de ver qua o governo s espera a pre
sanca da Princeza para apreaentar s cmaras o
pedido da neceas ira lie-anca.
Mas j andam por ahi a dizer cm ar de segredo,
e o Paiz de hoja o in-in 1, que Sua Magestade
vsi-8e convencendo de que tal viagem nao ne-
cassaria e nao a far. Nio ha fundamento, porm,
para admittir-se semelhante versio : o qua se tem
como assentado as regios offiaiass qua a vii-
gem se far.
O que, parm, nao se tem par certo que baja
mu lae,a ministerial ligo que a princesa assuma
a regeucia, orno pansam alguns e fai affi.-mado
p'loSr. Cesaiio Alvim no discurso sobre as firfi*
de trra, de queja fai!-i.
A isso respondeu dous diaa depois o Sr. Ri-
eiro da Luz com urna certa reserva muito natu-
ral, dizeudo que si o juizo do hourado -putado
proceda de constar que Sua Alteza a prii :a.a im-
p riel tem de asaumir a regencia do imperio por
motivo de molestia .e seu augusto pai, devia o
orador de larar qua esta circumst inca, attautos
oa precedentes, nao jugtificava o dizer-se que o
ministerio vive pm inti'niJad-', e raaito menoa que
ge ache combaliio. Pela constituido do imperio,
canclaio, o honrado ministro, a vida do ministerio
depende do apoio das cmaras e da confiarte* da
cor*. Nunca faltaran) ao actual ministerio taes
elementa ; portanto nao alimaute esporancas o no-
bre deputado. *
Como se v o nobro ministro refere-sa ao qua se
tem dado at o presente, e o deputado seu compro-
vinciano allude ao que pode dar-se no futura ; e
Siria temeridade afirmar qual o uso que a regento,
no pleno exercicio das fanecoas magostaticas que
a le lhe confere, dellasfar ou dexar do fazer.
Nao obstante, eu, obscjro chronista, sera a res-
ponsabilidade dos homens pblicos qua intervem
na governacao do Estado, nio duvidaria aventu-
rar que, apenas se tenha ausentado o imperador, o
Sr. prtsideuta do eongelho apresentar regente
a demisaio callectiva lo ministerio, demissa que,
com certeza, nio eer acceita, e pela qual nio in-
sistir o Sr. Cctegipe, desde que assim fr
ratificada, na phraae do i'aiz, pola regente a cou-
fiauca que do imperante ausente goaava o gabi-
nete.
E' verdade que as duas anteriores ausencias
do imperador, nem o gabinete Rio-B'ancoJe que
fazia pirte o Sr. Ribeiro da Luzuem o gabinete
Caxiusde que fazia parte o Sr. Cotegipepreai-
garam de tal rati/icac&).
Maa aia diversas as condicoes do actual para
os daquelles uoiuisteroa, orgaoigados de pouco,
ante a espectativa, pode diser-se, da ausencia do
chefe da Estado. Eram conselheiros chamados
por este com a iutencio formada de deixal-os como
auxiliares do governo de na filba.
Agora, nio. O gabinete contina, certo, a
merecer a confianca do imperador, mas foi orga-
nisado ha quasi dous annos e quando nio ee pen
sava em urna terceira v sgem ; e a vida um tanto
agitada que tem elle levado, aa difficuldadeg di-
que ge tem visto cercado, difficuldadeg do crdem
variada, teem-lbe de alguma forma combatido o
vigor. Seria, pois, natural e conveniente que elle
proeorasse reteraperar as suas torcas em urna nova
t'onte de vida..
Mas isto nio pasaa de conjactura, ou auteg do
modo, tal vea singular, porque considera as eou
saa. Passem .3 adiaote.
Pouco ba occorriio n> priairicuta digna de
mencib-
N cmara, onde nio bouve sessao no dia 2, por
falta de numero, c foi prejudicada a primeira parte
da ordem do dia de 3 pela eleicao da meza, tem
continuado lentamente discusao da reforma mu-
nicipal e da de forcots do trra H -ntem, sab-
bado, da de requerimentos, nio houve seasao.
Ass>m a reforma municipal depois do dia 1, em
que o Sr. Alaeids Nogueira oceupou teda a hora,
nao voltou mais a discussio. O honrada deputado
pausta, ae terminar 0 sea longo digcurgo em que
fez minuciosa ana.yae do projecto aceita pelo go-
verno e sustentando ideas qne lhe parecem prefe-
riveis, apresentou tantas e tio varadas emendas
que equival a h um projecto substitutivo. O que
elle mais ou menos pretenda, resume-se uo seguin-
te : que as eleices municipaes serio fetas de dous
em dous annos, durando, porm, o mandato quatro
annos, renovando-ge bienaimenta a cmaras ea
aetade de seus membros ; que o eieitorado muni-
cipal seja mais numeroso do que o poltico; que
gmente s cmaras caiba o direito de nomear e
demittir os seus empregados, sem dependencia, oa
recurso para nutra poder ; que dos actos da c-
mara que mporUrem offenea 4 Coogtituyio ou as
lea, geraes e previuciee, havei recurso pelo pro-
motor publico, ou qualquer vereador, para o go-
verno na corte, e pura os preeideotei as provin-
oiag, de cajas decisoes hever tambem recurso pa-
ra a asaembla geral, em um caso e para as as-
aemblas pr iviuciaes no outro ; que os prefeitos,
nos municipios em qae os baja, nio gejam de no
aiea^io do governo, nem da cmara, mas eleito
pelo povo; qae os actos das cmaras uio sejam
subordinados s assemblis provinciaes; final-
mente, qae ea quanto por lei geral nia forein dea-
criminadas as fontes de rendas geraes, provn
eiaes e municipaes, poderio as cmaras laucar ino
postoa addicionaeg sobra materia j tributada pe-
Estrada de ferro de iilbeiro
ao Bonito
ASSSaM.BL.KA Q&&XL EX l\i.V )\i:HSai.UA
Carlido do thaar extrah di do raspaativa livra
doa aatos dasta emoriai.
Aas 25 das, da aaz de Miio da I3i7, presa itea
os acaiiuistia abaixi assigailis, p .r si a oaa
pr-.curad orea repi-esaotaalo 8J0 acaoaa cara li
vataa, como ae vanfiaa palo livro da cauopiraei-
mmto, o .jrni'ilil,." Bainirdiao Ganos de
Carvalho, p.-eada.ite da asseaab a garal, diase
que nia tea lo iwii) aaro aa Jiiiuuca d; accii-
natas ua priinaira, najo, ni sganla raui.i coi
voaa-las para tratar-se da refarrai e aubstitu ci)
d: alguna ait gas d)s ostatutoa, .e bara aas.oi da
parta do capitil suasarpeo qaa sa aab r^aa Uid)
ae Loniui i 3-asin Bi-ik, co.ivaari asta ter-
caira rea ii) qia v n taiaiion: c>n a uunaro
d)3 .-iac: u stas prasan.ej .1 is tar.n>i i < daareca u.
8.S21, da 30 J.- J^.m'a.a da 1832; declara,
portiuto, aborta a proa inte saasia.
E-naegiila a secretario Ji assea'jl* garl,
procods-j a laicura di acta di aej-si) anterior, qua
posta a votos, foi aparavad* por uniiiraiil-
saivando-89 o cugaua do trattmanco da majir da
io indaviJam.'ntc a ) sacio S ibastiao L>pes tiii-
marSes.
Exs-guiJ* o mesm) searytario proeedau a lei
tura U. pro loan aoaixo affsraaida pala directora,
para aqu fielmente transcripta :
A dir ciara di estrala da ferro do R biria a.
Bonito, propoa a rofarma e subst.tuicio das aa-
guiates rticos doa eatatutaa :
Ao uuico da are. 4o :t liga-sa : As entradas
ae fari) daaeguiufe finni : 10 % do valor 110-
raiml de ca la accaa, ni occaaiio da subscripcio
priaitiva, e as eitradaa subaequantas quaudo a
directora exigir, na prap)reaa qua dsteraiuar o
uo prazoou intarvalla uuuaa manos de 60 dus d)
urna u u'ra
Ao art. 5 auppriraa-3a a 2' pirtee diga-ae :
As entradas de qua tra.ara eate artigo gario pre-
cedidas da aiiuucioa nos j oru tea.
\o art 6 aupprima-aa.
Ao art. 9' aupprimi-sc na n. 1, o 2' e 3o pa-
1. Estem vigor, era toda a sua pleuu- rilas, e Jiga-sa : o aecimiati qua nao realiaar
de eparatodoa 03 seus itfeitas, a lei de 7 de No-| suas cutalas na faroi detarminida, pa.-Jer
vemiro de 1811 ; | imina'iatamente era oaufiaia di "morazi as -a
2". No inesaao praao floarao absa'utamente eradas qua tenha feito o a directora proaid-r
extiuctas as obrigacoas de servicoa, impostas co- t nJ9 trra )a dia^ostoa no art. 19 da3 presentes 3
mo couiicao de libardade o as dos ingenuos, era taftuoa. O poaauidor da aecoas, por orapra, p;r-
virtude da le da 23 de Setemb.-o de 18/1 ;
governo fuudar colonias agrcolas para
i-ducicaa da ingenuos c t rabal lia de l:bartos,
mirgnn dos ros navegados, das estradas ou do
ii'toral ;
Nos regulainentoa para essas cilonias so pro-
vsr conversa-a gradual do foreiro ou rc-ndeiro
io Estado era pr.oprietarios de lotea de trra que
utilisar a titulo da arrendara ;nto.
Art. 29. Revogadas as diapoaicoea em con-
trario.
Rio da Janeiro, 3 Je Junho de 1837 Dantas
Affaaso Celaa^Silveira MirtinaFranco de S
J. R. de Lamare=F. Octavian)Jan lulo de ii-
veira H. d'Avila -LifiyattoV. de Pelotas
Cistro Jarreira-Silveirada MottaIgnacio Mar-
tinaLima Duarte .
Como e v, abstiveram se Je prestar suo as-
siguatura ao p.-oj-.ct i, e bam prova^el qu' vo
t'-ra e u'ri elle ua Srs. Saraiva, Nuues (oncal-
ves, Paran-igu, Laio Velloso, Luis Felippe, Soa-
rca Branda), Vivir de Vaacoii tallos, Viriato, Pau-
la Pessoa todos libar C3. O Sr. Christiaue OVo-
ni, ae nao o aceitar, ser pjrque quer medida
mais radical.
PERNAMBUCG
*.vli da sesso extraordinaria
da asseuibla fi;eral da Com
panhia de Fia?o e IVcidos
de Pernanibiietr, aos 3$ da
mez de Halo de 18 4 9.
Presidencia do Sr. Manoel Juay de Amo
rhu
Aahamio-ae reunidos s 2 o maia hars
da tarde do dia 26 de Maio de 1SS7, no
edificio da As3oeiajao Comraerci.il B:uefi
cente os Srs. Manoel Joao da Amorim,
por si, como tostameateiro de Antonio Joio
Fariado, pro3urador de W. \V. Rolailliard
e representante de Amorirn Irmilos & 9.
como pro:uralores de Antonio Honriqu-a
Rodrigues, D. Auna Marques d'Amorirn,
Henrique Ventura dos Santos Reis ; Au-
tonio Joo d'Amorim por si e como procu
rador da Monoel Jalo Gomes d'Amorim,
Antonio Fernn las Ribairo, Hearique Xi-
vier de Ar.ujo Saraiva e Mello, Joa An-
tonio de Souza Bastos represeutnio por
Joaquira Jos d'Amorim, Jos Joao d'A
morim Jnior, Luiz Jas da Silva Guima-
riltis, M-.na--l Jos Silva Guimaraea e
Thoraaz Combar, reprosantando os referi-
dos acionistas ceno e cin':o?nta e um con-
tos, mais de matado do capital rnalis&do da
companhia.
A convite do Sr. presidente oceupou o
lugar de 2 socretario o Sr. Antonio Joao
d'Amorim, pela falta de seu proprietario, o
qua foi aprovado palos Srs. accionistas.
Daclarou o Sr. presidente aberta a ses-
sao, cujo fim era o annunciado nos jornaes
e habilitar a directora a fazer o 3contra ;io
para o levantamonto da nova fabrica.
Fallarain os Srs. Thomaz Comber, Ma
noel Jos Silva Guimaraes, Antonio Joao
d'Amorim e Jos Joao d'Amorim Jnior.
Nao havendo quero mais quizase fallar
sobre o assumpto em discusbSo, propoz o
Sr. presidente o seguinte :
1." Fica a directeria autorisada a levar
a effaito immediato a construogao de urna
nova fabrica no terreno da Torre, podendo
para esse fin contractar, quer toda a oh a,
quer smente os maehinismos e seu issen-
tamento, fazendo por administraclo a edi-
ficacao das obras de alvenaria, como en-
tender mais conveniente aos internases
da companhia.
2.* Ilem a emittir obrigai,-3os preferen-
ciaes, caso seja necessario, at o valor de
raetade do capital social para construccao
da nova fabrica.
3* Ilem a a presentar um projacto de
estatutos, tendo em vista o desenvolvimen-
to do negocio e trabalho da companhia
com acquisicao da nova fabrica.
Posto em discussao o nao havendo im-
pugaayao, foi por unanimidade approvado.
Nada mais havendo a tratar foi levanta-
da a sessao.
Ea, Antcnio Joao d'Amorim, servindo
do Begundo secretario, mandeilavrar apre
sent ata, que vai por mim assiguada.
Antonio Joao de Amorirn,
2- secretario interino.
Manoel Joao de Amorirn,
Presidente.
Manoel Joo de Amorirn,
Por procurlo de W. W. Robilliard, e
como teetamenteiro de Antonio Joao Fur-
tado.
Amorirn IrmSos A C, por procurado de
muti, oa suacasso, oo quiqu ir out.-a mido, fi-
ca sujeito aa dispiati aa presaata artigt.
() |5J do art. 9o aubstitui-sa palo aagainta :
A3 acvO;a p.'asui las por uaaa tirina Commrrcial,
ou entidade mora;, 0.1 porteneente a alguma mi3-
sa fallida, gario representadas oor um e 3)cio,
carador oa administrador.
Sapprima-ae a ultima parte do % a do ar-
tigo (J".
No finoi da Io lo art. 10" aocroscanra-sa o
seguinte : o titulo legal.
S jpprima-s; o art. 11 dos cstatutis.
No art. l'J, dapais das piiavras negocias so-
ciaes accresceute-se : e far imrn 'datauoente
substituir aa aeoSas, cujoa p)sauidoras na> raaii-
saram suas entradas na firma dos oraseataa es-
tatutos.
A directora, c^naid -raudo da um lado a inauf-
Gciencia do capital pira a exacucoi.) de todas as
obnis da a npre a, e de outro, que muicos subj-
criptores de accSaa tem dt-ixado de eutrar com 11
decima arte do valor das aacoes qae aubocr^ve-
ram, prape qua se considere capital da empresa
a j/aautia de 235:0O3 suoscripta ej na dcima
parte reaiisad. palos acaioustas constantes da
relaco que apreseuta
A din-ctoria gcute propr madidaa n.n poica
mii3 viiergcas acerca das Srs. accionistas ; mas,
a necesaidade da raalisaca) das obras d.a empre
zaaimpellea propr esaas provideaeias.^As
signadas) Baro de Seriuhain, S -bastao Al ves
ua Silva, dfizau Jo de assignar o tereeiro director
pur nao estar presente.
Eai seguida o id'siii secretario proa.'deu a lei -
tura da s guiute proposta :
Propomas que o thjsoureiro da directora fique
encarroado de proceder a arrecadacjlo do capital
aubacripto e retirar o ciiateute no Banco, conser
va!-o em sea poder para occorrer aa despczn
cum as obras.
Qae a directora lo^o que couheca a inauffiaica-
ca da capital ora declarado e aubacripto coa va-
cara a aascm'ola ;era para augmeutal-o.
Qae o thasnurero ou caiza da emprez 1 o un
co competente para fazer arrecadacao das entra-
das dos aeciouistas e de toda a receita da em-
preza.
Racif", 12 ae Maio de 1637. (Assignados)
Carlos fiiuilcn, Jjo (de Oliveira, Joao Manoel de
Barros e Silva.
O 11 eamo aacretirio pracedeu a leiturt da ae-
guiute cinn la apresentada pala De. Ja) da Oli-
veira :
Ao art. 26 2o accrescente ae : at 03 das 15
de Janeiro e de Juiho de cada anno. >
Apo.adasas propastas e emandas cima trans-
criptas, foram poatas coojunitama.it' em diaaus-
sao.
Depois da algumas onsdaracoes do Sr. Manoel
11 'radica de A'.buquerque, e nao havendo maia
quem ussse da pilavra e encerrad!, a dacuaso
f .rain votadas especialmente cada urna dallas c
approradas por unanimidade.
E por nada mais haver a tratar o Sr. presidente
dvclaruu encerrada a presente sassao, e eu, Joan
Silveira Carneiro da Cuuha, secretario da assem-
bla geral lavrei a presenta acta, qua assigno com
us damais accionistas presente?.
Recifa, 25 de Maio de 1887.Barnardino Gomes
de Carvr.lho, presidente da assembla geral.O
secretario, Joo ilveira Carneiro di Cuno 1, Qra-
ciliano Octaviano da Cruz Martina, Sebaatiao
Lopes Guimaraea, Jorge Cirnante da Borb* Ci-
valcante, por procuragao de Autoaio Joaquim Ca-
valcauto de Albuquerque, Jorge Cirnante da B.ir-
ba Cavaicante, Jos Eustaquio Ferreira Jacobica,
Clemente de Mesquita, Wanderley & Bastos, por
meu filho Demetrio Basto Pilho, Damefrio Basto,
Sebastiao Alves da Silva, Jos Pedro Velloso da
Silveira, por si e por procuracaa de Francisco
Velloso da Silveira e do Olyaipio Venancio da
Silveira, Joaquim da Costa Moreira, Laurentino
A. Pereira da Carvalho, Joo de Oliveira, por
minh 1 filha Mara losa de Albuquerque, Manoel
Hcraclito de Albuquerque, Jos Alves da Silva,
Joo Manoel de Barros c Silva, Isidro Wanderley
Lina, por procuraco da Manoel Jos da Motta, de
Antonio Berthinu Pereira de Carvalho e do Poasi-
donio Jos Carioso Sobrnho, Iaidro Wanderley
Lins, Antonio J-.ee da Silva, Martiuho Ferroira
Laite, por procuraco da D. Delphiua Mara do
Carmo Ferreira, Joo Manoel de Birros a Siiva,
Baro de Serinhem, Jos Villa Verde Cuna c Ja-
cintbs Pereira Corado de Azevedo.
Est conforme com o original e eu Joa Bailar-
mino Pereira de Mello, snbscrevo e assigno. Re-
cife, 2 de Junho de 1887.Jos Bellarmiao Pe-
reira de Mello, director aocretario.
Lista geral dos accionistas representando 2,350
aceas da estrada de ferro de Ribeiro ao Bo-
nito, extrahiia em 25 de Maio de 1887.
mea de Carvalho
19 Joo Silveira Jarneiro da Cinhi
SO Manoel Baptista da Coacaicio
21 Vig-rio Joaquim da Cuaba C1-
valca ote
2 Joaquim Ahraatea Pinheiro
23 Joao d< Caoba Vascanoellos
24 Francisco Velloso da Silveira
25 Coronal Vlin.el Qoaaei da Cu-
t li 1 Pedraaa
26 Carlas Siudom
27 Or. Cleineotiuo de M. Barrog
Wauderley
28 D. Daiphina Macis da Carmo
Ferreira
29 Di: Francisco Maaael Wanier.
ley L'na
30 Beliarojiu) Juvancia da Sansa
31 Liureutioa A. Pereira de Car-
valho
32 Joiqaio Perraira da Cirvalho
3i Mirca.iao Gkau^klves de Ase-
vedo
31 Jas Augusto de Barroa
35 Frauk ia Siraiva de Araujo
Galvo
31 Sergio di i>cht L:ma
37 Couega Mii .al Jas Martiug Ai-
ves de (i ir.' libo
3 Domiogos -Joa Fragisa
39 Jalo Uao o'I d-a Barros e Silva
4l) J)iquim Onutj B .seo
11 Fraiciso Vlua '. Pontos
42 A 'O'iio Joaqum Cavaicante de
A'buquarqu .
43 Ait mo Daar;e Machado
44 Joa Fe-re ra au -.s '.'.a Silva
4 Coronel Praoclsoo Manoel VVau-
der'ey Lins
40 Manoel (antis de Btrros e
Silva
47 Antonio Pariz o da Cuuha Pe-
draaa
i M moai II 'norato da Cunaa Pa-
drosa
i'a Companhia Uoiaa Pinto
o Coronel Praac.aea l$auicio das
ilagla
51 Dr. llinorio da Birros Wan-
derley
o2 Jj) Rodrigues d 1 Silva Ditirts
3J Alfreda Alvos Mirtina
51 Jos augusto Ra sal
5a Atl'juso Ouveira ot C.
o h' lo.-a Wanderley L!ns
57 Autoaio Lipas de Siquaira San-
tos
53 Manoel Moreira Canpjs Jjniof
59 Jas Villa Verde Caos
reir de
5OJOJ0Ot
200#00
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500*003
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60 Antonio B'rchmo Pe re
Cirvalbo 50).)0J
61 B irii de N izare!!i 10: ).K)JOJU
62 Estevio Leandro da Silva 20)Xt.i
ij'3 Fraaeisco Paea Birrcto 20>aJO t
61 Jo.ii Am iro dos Santos 20 la) 11
65 Jjs Ignacio Avila l:0O000J
M Mari.uho Ferreira LitD 500J 10 '
67 Laurentiuo di Rocha Lima 2 )0i> i1;
6S Bara da P.rangy 5:00 'JOOJ
63 Conaiaaiidor Manoel Joo da
Amorirn 5: KX)3 ')
70 Bario da Araoagy 5:00.lj00n
71 Teaantj coronel Joo Emitan;
a 1 C"-3ta e Albuquerque 1:00 IjOOli
72 Grraciliauo Oatavio Ja Cruz Mar
tina 2:500
73 ilyp ;!ico Velloa; Podcruciraa l:00l00<.'
4 Jas L>p:a Alhena 2:00ii0.
75 De. Jj; Eistaquio Farreira Ja-
cao.ni 1:00 i J.
7 J ao Jatqum Ferreira Jnior '<) > mJ 1
77 Jj; Bjlarmino Pereira da Mello 6:OJ't03
78 So irea Jo Am iral Iruuoa 5:00 > ) O
7J L iz Frauuaco da S-aquaira Neta l:0J0i )JU
80 Cjmmandador Frauciaco Ribeiro
P.ut> (iaiinir-a l:00)iOt)
81 Li.-palda Sahiamar 1.-UII i ni.
Si Joa Jooqnim da Coala Maia I:00)OOJ
83 Chrystm. da Vade 1:0 ililii
81 Andr Ko:aah 1:0 01033
.) J.o Baptista da Almiida l:il ).1'J0 i
86 Augusta Ai.es Portclla 1: M)00a
87 De. Alfredo Fernandos Das 1:00J*00U
88 Mnjor Jos Pedro Velloso da Sil-
veira 50;
89 Jacintho Pereira Corado d'Azo-
veda 1:OJ0500)
90 Joo Je Siquoira lo. Arca Verde l:0)laO)l
91 Dr. Joo Bazarra de Millo 1:00 J lOO
92 Luiz Du.rat 1:00J0JC
93 Mejor Florismundo M. Lina 5:0J0i00J
94 Aacoula Ja Leopoldina Aran
tes I:CO)O0l
95 Dr. Francisco da Souza Rea l:000jW0
96 CommeuJador Mauoel da Silv
Maia 2:5000 97 Doming-s J. Ferreira Crur. 500OJ
98 Autouio Adolpho L'itc do Bago 500O '
99 Sebastio Lopes (iuiuiares 1:00050.))
100 Claudio) Luiz Pina l:0J*00l]
101 Manoel Joaquim Ribeiro 500i500v
102 Commeudidor Joo Xavier de
Siqueira Brito 1:0000>0
103 Jco Joa Je Amorirn 500OJQ
104 Jase i'iedade 4 C 500 "
105 Joa Lastosa da Cuuha Pcdrosa 1:0003000
106 Capitn Felippe Paes d'Oiiveira 5l)0 111
1U7 J.a oc Birroa e Silva Bahiano 2.00 1
)08 Dr. Joo de Oliveira l:000 *
1-/J Jas da S.lva Loya & Fi bu 1:0J0^00J
110 O. Lehman & C, de Pars 5003000
111 Joaquina Aivos da Foneeea 50030JO
112 Oamou P. Cjx 2.0J0.3J0O
113 Gil Ciemcutiuo de Hotlanda Ca-
vaicante l.OXtaOXi
114 Manoel de Holanda Cavalcanta 5u0o|003
115 Posaidonio Joa Cardos o Sobr-
nho 50)4000
116 Frauciaco de Siqueira Carueiro
da Cuuha 30 J-.0
117 Jos Soares da Seixas 1:003*000
118 D. Eruest;ua, Glha de Joa Ro-
driguea Fragoso 5004903
119 Francis.-e L.opas Guimaraes l:090i0)0
ISO Mano I Joa da Motta 50J4JO
121 D. Mara Rita, tilha de Pedro
B. da Silva Netto 5O04000
122 Cap tito Olympio Venancio da
Silveira 50i.)400i
123 D. Mana Rosa d'Albuquarque 500400)
124 Jo.q m da Costa Moreira 50)4000
i .'5 Joaquim Tiburcio Ferreira 50040)0
$;uuma
Est conforma com o
niataa desta empresa.
235:0(1040 W
vro do registro de acco-
O contador,
J. Manta.
1 Baro de Serinhem
2 Coronel Sebastio Alves da
Silva
3 Jos Alves da Silva
4 Theo Juat
5 Jacqueg Bonuefond
6 Wanderley & Bastog
7 Jorge Clemente de Borba Caval-
caute
8 Estevao Auguato B. Gusmao
9 Pedro Lins Wanderley
10 Fraucisco Piuhciro de Menezes
11 Domingos Thcodoro R. Pinto
de Sousa
12 Demetrio Basto Filho
13 Jog de Mattos Rangel
14 Manad d>s Santos Beserra
L^te
15 Coronel Cincinato Velloso da
Silveira
16 Joo de Barros e Silva
17 Antonio Jos da Silva
Antonio Henrique Rjdrigaes, D. Anna' 18 Commendador Bernardmo o-
23:000yi000
4:0004000
8:000*000
3:000* OO
3:001)4000
10:000*000
500*000
1:000*0)0
200000
50*000
5004000
1:0004000
2:000*000
500*000
6.000*000
2:500*000
5UO*UOO
Meritissima Junta Commercial."0 gerente da
estrada de f rro Je Rib.iro ao Bonito, requer a
cssa Meritissima Junta, se digae de mandar certi-
ficar se a supplicaote j archivou a acta da reso-
lncb da assembla geral extraordinaria dos ac-
cionistas dcta nnprfza, de 25 de Maio prximo
naido ; e bem aaaim a lista geral do3 accioniatas
Nestes termosE. R. MeRecife, 2 de Junho de
1887.B. de Serinhem, gerente.
Certifique se.Junta Commercial, 10 de Junbc
de 1887. Miranda Leal.
Camprindo o despacho supra, certifico que foram
archivadas boje a acta e a lista geral djs accio-
nistas a que se refero a presente peticao. E para
que assim o conste onde conveniente for, fiz pas-
gar esta certido que fai por mim subscripta e as-
gigaaada.
Secaetaria da Junta Commercial do Recife, 10
de Junho de 1887.
Subacrevo e assigno nesta dita Secretaria da
Junta Commercial aa cidade do Recife, em 10 de
Junho de 1887.Em f de verdade.
O secretario,
Julio Augusto da Cunha Guimaraes.
.VST DIARIA
AtnembKa Prowtucial ae Pernain
buco 4.* secco.=Palacio da Presidencia de
Pernambuco, em 10 de Junho de 887.O presi-
dente da provincia, na eoaformidade do art. 24
da lei n. 1 do Acto Addicioual Constituicao Po-
ltica do Imperio e le provincial n. 47 feMi di
Junho de 1837, convoca a nova Assemb.a le-
gislativa Provinaial |*ra o dial" de Marco de
1888, procedendo-se eleico de seus mombros no
da 1 de Desembro do corrente auno.Pedro P-
enle de Azevedo. ,
*pi>.esiiadoriaa-Por portara de 101 de
corrente mes foi apaBeaUdo no cargo da fp>-


Diario de PeroamboeoDomingo 12 de Juntao de
137

cripturario da Rectbedoria Provincial, de accordo
com o $ 3- do art.y- da lei n. 1884, art 74 do
Regulamento de 28 de Maio ultimo o portara de
30, Rodrigo Jacome Martina Pereira, ficando sem
efteito a portara de 7 do oorrente, que determ-
non paa*aaae o referido 2- eseripturario a preen
aber i ffectivamente o cargo de 3- escripturario
do Thesouro.
Por portara da meama data foi aposentado,
de accordo com o 3- da Id n 1,884, art. 74 do
Regulamento de 2b de Malo ultinu e portara de
30, Antonio Soriano do Rejo Barras, laocador ad-
dido Recebedoria Provincia!.
Prori>or primarlo da Vacla Nor-
mal__Por portara de h u'm foi removido por
aceesao o profeasor Francisco Garlos da Silva
Fragoso da cadeira da cnsiuo primario da fregu
zia doSantissimo Sacramento da Boa-Vista para
a da aula pratica da Escola Normal, nos termos
da lei n. 1,754 de 5 de Jaoho de 1895.
Autoridades policiaca Por portara
da Presidencia de 8 do crtente c proposta do
Dr. chafe de polica da mesn i data, foi no
meado subdelegado do 2- districto do term> de
Ipojuca (Noasa Seobora do O') Jos Meudea da
Silva eo substituic4 a Manos! Feijo da Carv.-
Iho, u e pedio euneracJo
Por portara da Presidencia da Provincia de
10 a proposta do Dr. chafe do polica de 7 do
correte, foran nomcad s : 1. 2- s 3- supplen-
tes do subdelegad) di- diatricto do temo d-
S Joi do Egyp'.:, Simeao Cortei Lima, Moyss
Gfonealve Lima e Manoel Liuriudo Pereira L'-
ma, na ordem em que vo ollocados.
Subdelegado do distriato do termo lo Leo-
Doldina, Bellarm'uo da Costa Araujo.
Le aio accionada Da .Secretaria
Ja Presidencia nos f oram remettidas as seguintes
iaformacoes para publicar :
< N 45. Tocsouro Provincial de Pernvn
oar>. En 30 da Maio de 1887 Illm. c Ex n
Sr. Em cumpriineato ao recomneodado per of-
ficio de 21 do crrente, sobre a reso'ucao legisla -
iva submettida sanaca^ de V. Exe, co .c dando
favores ao Banco de Crdito Rjal d^st* provin-
cia, ouvi aos D.-s. procurador fiscal e dos fetos di
fazenda, cuj M pareceres em ufficios de 28 e desta
data paso em original ao c:na:cimautJ e apre-
ciacao de V. Eic.
Tratada como foi a queatao por aquellas fuac-
oiouarios, u5j b quanto cjnatitucionalida le.
Jim* cora relaco coivenieacia a utilidad* dai
diversas d-apoaieo'3 da Iludida rt3oluco, S-
mente tenho a subserover os referidos pareceres
que, salvo a pequea divergencia quaato eon-
stitucijualdade da diaposicao no art. 1*, sao ac-
aordes em opiuar no sentido do devolviineuto do
act8 legislativo por detrianntoso fazenda c Ib-
fallir conveniencia e ntilidade publica.
De igual mol) p'-:s> tambera, porque alera
da iueonstituciooalidade pravada naquellea pire
ceres, a isencao que se consagra^ consticue un
onu8 provincia, ma3 esee favor niio d'termi-
nado pir urna n icessidade a que sa deva prever,
visto que com elle se nao fivoreee ao comm ircio
e menos agrie i'tura, como ostensivamente pa-
rece visar a res -.lucio, mis ;6mplcsmpie nos ae-
cicniBtas do Banco c uos capitalistas, h eajti
maos vio par. r as letras hypoth-earias sobre des
contos ciescidos e com a po.-sibiLdade anda da
"naver ssim o lucro de 15 a 20 por <;ento, pe <
isencao da taxa de herancas e legados, quando
: Ls;'uid s as mesrois letras.
Deus guarde a V. ExcIllm. Exm. Sr. Dr.
Pedro Vicmte de Azevede, muito i)?no presiden
te da provincia.O inspector, Antonio Witravio
Pinta Bandeira e Accioly de Vasconcelos.
408 Procuradura dos feifos di f .zonda
proviu.ial _e PeiiiH.n''iu::, 30 J i > d 1887
Illm. Sr.atisfazendo a exigencia contida no of-
ficio de V. S. datado de 28 do cori- ut.-, paseo a
emittir o meu parecer sobre & constiiiH'ioialidade
e conveniencia da reso'uca pela qunl a Asaem-
b!a Provincial c ncede a favor do II .neo d>- Cr-
dito Real de I e.-nambuci isencJ de impostoa pro-
rrinciaes c iLULicipaes.
SOMMERCIO

lu
/
TELEGRAH1IA
Servido da Agenda Ha vas
LIVERPOOL, 10 de Junho.
ASSUCAR:Mercado calmo, preco
em varlacao.
O de Pernambuco n. a. vndete
11 por quintal.
^ILGODiO: Tranacr6ea batatiio
activaM. proco Orme*.
O FAIR de Pernambuco vende-se
a & 1/H d. por libra.
Vendeu-fie boje durante o dia cer-
ca de IttOOO fardo.
NEW-YORK, 10 de Junho.
ASSUCAR:Calmo, preco *cm alte-
racao.
O FAIR HEFINWG de Pernambuco
vende aie 4 1/2 cent, por libra.
Agracia Havas filial em Pernatnbuua,
11 de Janbo de 1887.
Mercado do Rio de J~.i-.ciro
ULTIMA DATA 5 DE JUNBO DE 1887
CAFE'
Contnuou no di 4, uiuito firme.
Nao bou Vi a 3 anda vendas declaradas deste
genero.
O depuaito era calculado no dia 4 em 102,000
saccas e a existencia, at ai m~o-dia, as estra-
das de ferro, er.i a seguiat
D. Pedro II.........2.599
Li?op l iin-i ., ,. .,
" (berrarii...... 527
3.827
As eotacea slo as seguintes :
Qualidades Por JO kitos
Lavado....... 9530 a 10890
Superior efino..... Nominal.
1." boa .... ... Nominal.
1. regular...... 9i60 a I0010
1. ordinaria..... 9/670 a 9/800
2 b a....... 95330 a 9530
2.* ordinaria..... 8780 a 9412')
Capitana...... Nominal.
Esc. Iha...... 7*560 a 783)
TELEGRAMMA
DA ASSOCIACO COITMERCIAL 1 .A EW-Y BK
(Expedido em 4 de Junho de 1887, de manha)
Caf
Existencia verificada .
En'r J. no dia 3.
Entradas em Santos .
Vendas para ns Estados Uni-
dos .......
Estado de mercado
Cambio sobre Londres, part-
cnl".......22 1/4
Fretc por vapor .... 30 c. e 5 0/0
Precoa :
l.~ regular, 10000por 10 ki-
lo deepezas e frete por
vapor.......211/8 c. por Ib.
2. boa, 9/500 por 10 kilos,
deapezaa e frete por vapor 23 1/16 c. por I
A' taide
RIO DE JAHEIB0
Vendaa para es Estados Uni-
dos durante a semana 12.003 saccas
Vendas para a Euiopa e ou-
troa paiaea durante a se-
mana ....... i ooo ,
Embarqupa durante a s"miua
para os Estdj* U lidja, em
navios de vtla 28.000
Embarques durante a semana
para es Estados-Unidos,
u um ?apor .... 28.000
Erabarqu a durante a s mana
para a Europa e maia pai-
ea....... 30.000
Frete para' oa Estados-Uni-
dos por vapor 30 c. 5 t)/
< Tractarei em primeiro lugar, como queatao
prejudicial da eonstitucionalidade da reaolucao.
A isencao de impostoa decretada a favor de
urna inatituicio ou industria de reconhecida atili-
dadeeeuj) dea.nvolvimento convenba auxiliar.
nao cooatitus o que jurdicamente se denomina
privilegio.
Competiodo a Asaemblas Pravinciaea,' de
coaformdade com o art 10 do acto addcional a
decreucio dos impostoa provinciaes e municipaes,
com jete como tonsequencia determinar as isen-
1,-oes, que julgar convenientes, djs meamos impos-
tos, ama vas que a senc > seja ditadu psla utili-
dade publica, e nao tenha o carcter de favor in-
dividual
Esta competencia tem sido sempre leconheci-
da, como provam aa ionumeraa leis provineiaea,
deciotando taes sencdes.
Assim eotendo que o art. 1 da reaolucao, con-
cedendo ao Banco de crdito Real isencao de im-
postoa provinciaea e municipaes, nao conten dia-
posico inconstitucional.
O mesmo nao so d, porm, quanto diapjsi-
c5o do art. 2o da mesma resolu>;ao, porque a isen-
cao do imposto de heranca o legados para as le-
tras hjpotbecras ir aproveitar individualmente
ao3 legatarioa e herdeiros da taes letras em favor
de quem poderao ser adquiridas com o fin nica-
mente deeximil-aada contribuico a que todo3 os
outros herdeiros e legatarioa esto aujeitos.
E como nJo podem as Asaemblas Provincias
eoueeder favores individuues, me parece que esta
iisposico reaeate so de ineonstitucionalidade.
Neste pouto tem toda Hpplicaclo a doutrina
do aviso do Ministerio do Iinpono n. 8, de 4 le
Jaueiro_.de 1860
Q tanto a conveniencia e utilidad-: das dispo-
si^ooa dos diversos artigos da reaolucao, entendo
quo n-".hum existe para a provincia e so podem
taes dispofticoes aproveitar interesaea doa acci >nii
taa do banco.
S~ n5o se trac'as3e da um banco ji creado,
poda er conveniente e de utilidade a concesso
de iavoresque anim.ss -m a sua creacil) em bene-
ficio da agricultura e do coinm rcio. Mas, desdo
que se ach:i creado e funcci^nando reg-jlirmeate,
u i pode hiver conveniencia publica que determi-
na a concesso de taes favores, em prejaiso dos
cofres provioci.es, cujas rendas fi-ariim. diminui-
das em proveito nicamente dos accionistas Jo
mesmo banco.
Sa em relaclo dispoica) do art. 1 d-se
este inconveniente, elle muito maior e mii pre-
judicial em relacj disp .siclo do art. 2 qu i ne
nhuma justificaciio pod tc-r : Io p rque nao seria
a isencao abi decretada que elevara o Crdito das
I 'tras hvpothecarias e aira a boa administracao do
binco e o grao de c.afim<; i que esses ttulos in-
aoirasaom aos capitalistas, eataod) pela experien-
cia demonstrado qus os favores ifiiciaea a eseaa
iiiatituicoea nao supjrem n 'm aet-rini.iam aquelia
coufiaoca ; 2" porquj cas* isenf) u> aprovtit^
de modo ulgum ao conapiercii e a agricultura, por-
u luto, o negociante, o agricultor, ou qua'quer
que cjntraheo cuiprc^tim-j, dispo immediatamcii-
te das 1 tr88 bjrpotheCArias, que recebe, >, portan-
to, o fivor t viria a aproveit ir ao herdeiro cu le-
gatario do capitalista, que as possuiase uo teinp .
de sua mortc ; 3> porque esta sencio servindo,
como parece B<-r o pcusimento que a ditou, de
aniui'.i as pessoas rics que nao tem herdeiros for-
cados a coaverterem eia letras hypothecariis toda
ou pirte de sua fortuna, para, por aua morte, nao
terein oa seua h'rdeiros ou legatarios, de pagar o
elevado imposto de 15 ou 20 /o, trar conaidera-
vel diminuiaao ur&sa parla da icnda pftvincial,
urna ves que o banco pida em;ttir a elevadiasima
souima de cinco mil cantos de ris em letras hy-
P'trucaras, as quaea poder : ser transmitt.dis
por uus a outro3 herdeiros ou legatarios, sernpie
com a iseocao do impja'o; 4* pirque nao goza idi.
as apolisea provinciaea dease tavor, u> m asf>eraes
por t-r sido revogada pelo art. 22 da lei Je 26 d<-
Setembro da 1867 a senc^ao decretad uo art. 37
da lei de 15 dt Noveinbro ae 1827, parece exeos
siva protocc-lo, sem la'.o justificativa, concailcr-
Fr> te para es
des vtla
Vap'res cirga pira
tad is- U lidos
Fstad.t-Uui-
os Ea-
15 Bbill.
141.00') aaceaa
41.000 .
11.000
36.000 .
1
Firm-.
9/350
102.000 saccaa
5.0W ,
6.OJO .
2.0)0
Mu'to ^rma.
Existe icia d miuhl .
Eutra las durante a ae nina .
Vendaa para a Europa du-
rante a sea* ina .
Embarques para a Europa
durante a semana .
Vapor carg i para os Eata-
d a-Unidos.....
Estado do mercado .
Proco do gooi avaraga .
C^uo'a'n revendidas 47.000 saccas.
1 >l*a ioJnerfa!
COTAyOKS OFFICIAKS DAJONTA DOS C02-
BECTORK3
flei-tre 11 de Jun'io de 1887
Algodao Ue 1" sorte, 7/00;) por 15 kilos, tm 6 Jo
corrente.
Dito mediano, 6$0i0 por 15 kilos, em 6 do cor-
rete.
Dito de 2a aorta, 5/000 por 15 kilos, em 6 do cor-
rente.
Oambio sobre o Rio Grande do Sul, 30 d|v. com
1 OjO de descout i, houtem.
< i presicientf-,
Antonio Lcouardo Rodrigues.
U secrotarij,
Eduardo Dubaux.
Vuilmeuiu bani-ario
HHC1FE, 11 DE JUNBO DB 1S7
Os baucos mantiveram boje no balea) a tax*
de 22 d. abre Loudrea, mi8 deram a 22 1/8 e 22
1/4 d
Em papel particular fi'.eram-se trauoac^oes a
21 1/2 d.
Entretanto c mercado de cambio fechou com
tendencia pouco duvidoaa.
Aa taxas officiaes, portento, continuarm a ser
estas :
Do Internacional :
sa aa le'raa hypothecariaa de um banco particular
favores de que nao g>zam oa ttulos da divida pu-
blica.
Poderi irnos anda expender sobro esae ponto
outraa considero coes, que a urgencia recommendada
por V. S. na remesaa deste parecer nao me per-
mitta facer.
Quanto diapoaicSo do art. 3 entendo que
as letras bypoth carias como titulo de dividas, que
sao, ce urna sociedada bancaria de reaponaabili-
dade limitada e aujea liquidaco nos termos
daa leis que regulam as sociedades anoDymas, nao
offerecem a garanta segura e real qm as leis fia-
caes i xigorc naa fia'ic is prestadas por aquellas
que contract.ui com o estado ou com as provin-
cias.
< A dispoaco do art. 4o, posto qne determine
que a isencao durar por espaco de 10 annoa, to-
dava procara deade logo dar urna certa torca a
um pedido de prorogacio, o que poder trazar
como consecuencia a eternisacao do favor, como
ae tem constantemente observado em relaco a ou-
tras concessoas da meama naturrsa.
Aa disposiode8 do art. 5o repetem o que j i se
acha consignado nos estatutos do banco epprova-
doa p r decreto imperial e qualqacr alteracao e
poder serfaita mediante utro decreto qne a au-
ttriso.
- Em c u.'lujo, m~u parecer que nao ha uti-
lidade nem conveai'nca na aancco da referida
reaolucao e pelo contrario a sencio que ella con-
sagra altamente prejudicial rovincia que na
situacSo precaria em que ae ach >m as suas finan-
cts nao podasoffeer a menor diminuico as fontes
de aua renda.
Deus Witruvio Pinto Bandeira Accioly da Vaaconccllos.
mu digno inspector do Thesouro Provincial.O
pr curador dos Feitos, Miguel Jos de Almeida Per-
nambuco.
Secco d Contencioso da Theao..ro Provin-
cial da Pernambuco, 28 de Maio de 1887.
Illm. Sr.C'imprindo o que V. S. detcimina-
mc ii i cfficio que se dinou de dirigir me em data
de hontem, pa8s> a emittir meu parecer sobie n
conveniencia, utilidade e constituciontlidadc do
projeeto da Ass"...bl i Legislativa Provincial, an
nexo, por copia, ao mesmo < fficio.
Considerare^ em primeiro lug-ir, a aua cin-
stitueionalidade, como condicio principal de todo
o projeeto de lei.
Em relacao a fase ponte, as duaa diepisices
dos arta. Io e 2o baatam, para aobre ellas, resol-
ver se ai o projeeto de quo se trata ou i>ao cen-
stitu sional.
Nao tenho duvida em opinar pela negativa.
A isencao dos impo.itos, aproveitanJo ao indi-
viduo ou a um corpo collectivo, importa um pri-
vilegio e neate caso, cffoude constituico no art.
170 15, noa termos do aviso n. 8 de 4 de Ja-
neiro de 1860.
Ora, pelas duas di?posicoes citada", v-se
que o Banco de Crdito Real du Pernambuco fi;a
sent do pagamonto de qualquer imposto provin-
cial ou municipal, e as herancas, l-gidos e d -,.
c6as quando consiateutes, no todo ou na parte, em
letras hypothecariis do mesmo banc, fieam quanto
a cstej valorea isent.is do respectivo impisto.
E', perianto, maiitasta a off'nsa di constitni-
c3 i ; e ssiin a respaito do referido projeeto pode
venti ar-se a hypothcaa compreheniida no art.
16 do neto addiciooal, conforme o art. 7 di lei
luterpetrativa n. 105 de 12 de Maio de 1840, isto
6, negarlhe saucgoS. Exc. o Sr. presidente da
provincia.
Purecc-me dusuecrsario dar a razo da iu-
e Mstitueionalidade do mesmo project-, desde cu
asst-nta ua doutrina de ctado aviso de 4 da Ja-
miro de 1860.
Entretanto, nao escapa minha apreciaclo a
cireumatancia de have. o legislador, muito da in-
dustria, eatabelecido no art. 4o que oa favores
da r. 8"nte lei nao sero considerados um privi-
legio
Sun, si as seufO's de impostoa nao sao r.on-
Knirada* de amuncar e alcoddo
2!EZ 1>E JUNII )
Assucar
ntralas
Bureabas ...... 1
Vap ires ...
Via-terrea da Ciruna 1
An rr:a~8...... I
Va-terna Je S Francisco 1
Via f.-rrea de Limjeirj 1
Somma.
Diaa
9
10
1!
'.l
9
Algodao
Entra 1:3 Lias
Bir?aca3......14
Vaporea...... 1
Via-farrea de Caruar 1
Auimaea...... 1
Via icnea Ja S. Francisco 1
pVa rrea de Limoeiro 1
Somma.
9
9
10
H
9
9
S.l-C 13
9.885
' 828
9.813
34 5
21.435
Saecat
579
87o
88
2 oa
837
2.858
aideradoa privilegioj para que asta racommenda-
9e na 1< i ?,
Semelbanta dispesico fas acreditar que o le
gislador procuran slvala da iuoonBtitucionali-
dade, o que, quanto a mim, nSo conseguio, visto
qne a Asaembla Provincial i incompetente para
esse fim. p
Considero, tambem, projeeto inconveniente
para os intereasea da provincia; e, como tajjpu-
jeito a nao 8a.nccio, de conformidade com a hypo-
these uniaa do^rt. 15 o acto d felona!.
t Eate segando ponto est prejudir-ado com o
meu parecer reapeito do primeiro ; maa nio me
dispenso de dar aa razoes, porque, admittindo que
nao foase inconstitucional o projecte, nao deve
elle ser aanecionado, cumprindo, por es-e modo,
rigorosamente o alludido i fficio.
O estado de financaa da provincia reclama,
aeni urna contribuicao maior, atteataa aa condi-
coes precarias de todas aa clasaes scciaes, ao me
nos, a manutenao da que existe, com a mais se-
vera nacaliaaco.
C?mo pois, tiiminuir a renda com a iseocao de
impostes ?
Esta ioterrogacao suficiente para determi-
nar a inconveniencia do projrcto quando eate ex
cltte o Banco do pagamento de qualquer mp 'ato
provincial e municipal (art. 1) e aiuda exclue do
imposto respectivo oa valorea das herancaa e le-
gados cona'stentea em suaa lettra hypothecarias
(ait. 2").
Que o legislador conheceu que a taxa de
herancas e legados, estilo sujeitas es lettras hypo
th- enras do Banco, prova-o a isei;ao < stabeleci
da naqualle artigo; e pode dizer-se, sem commet
ter um erro grave, que eonvm a<.$ iuteresses da
pr.vincia ?
.-"" A utilidadec.-sa por ui .urque Beja, ii> p-
dela nunca estar cima daquellea intrresses, e,
cunseguintemente, no justifica a medida.
O art. 3o eetabelece, igualmente, urna dijpo
sicao maceitavel.
Nenbuma garanta offerecem as lettn.s hy-
theaariaa do Banco para aa fianc-13 prestadas nos
contractos com a provincia.
Aa sociedades bancarias r-atii) sujeitas li-
qnidaca.0 ; e, figurando a peior hypotlieae dessas
liquidnces, onde a garanta da provincia pelas
flaneas prestadas cem as taes lettrras hypolheea-
rias?
T.das estas consideraces ha i de auggerir a
V. S. os seas estudoa e longa pratica dja neg -
eio8 publicoa.
o 0 art. 5o, dependente da cnteriorea, ach s:
prejudicado, com o que acerca dos xcemes. fica
ditr.
Assim, quando nao fosse inecnititucioual o
referido projeeto, nao convrin ao8 interesrea da
provincia, e isto basta para que possa ser dovol-
vido Assembla Provincial.
Este o meu parecer, V. S. com as suaa lu-
zes supprir o que nelle achir deficiente.
Deus guarde r. V. S.Illm. Sr. D. Antonio
VV'truvio Pinto Bandeira e Accioli de Vascoucel-
Ina, muito digno inspector di Thes uro Provincial
O procurador fiscal, Maniel Nicolao Regueira
Pinto ae Souza.
Incendio abordo A birlo ingles Neto, ancorado em frente do cws da L. n-
^uet i n.anit. stju-sc h m:em pela madrugada iu-
cendio no carregamor.to do algodi que tinha re-
eebido neate porto.
Dj aegund.i posto fijeal toi logo maulado em
auxilio ao mesmo vap ir um escalar com guardas
da Aifandaga e remadorea e logo depois a por or
dem do Exm. Sr. capitia do p rto, chele de divi-
so Picaneo da C>sta, parti do Aisana! da Mari-
nba co ii o mesmo lim un escalar com m iriah iros,
sendo eea auxilios dispensados pelo piljto di
vi;o~, q'i' d.c-larou ter a bordo bomba e pessoai
auffiaiente para extinguir o incendio.
HoiiUm inetmo ficou oxri:ict.i o ineen io, que
verificou-ce ter-se uiamf alado no a'gido encer-
rado no p-ziao do vapor, destruiudo cerc de 100
saccas de algod&o.
7.256
Denparlioa de exporlaco
MtZ DE JU.NUO
Nos das 1 10 toram despachados na Alfanda
ga os artigos seguintes :
Pura fra do Imperio
00 d/v vista
Londres .
Pars.
Italia. .
Uamburgs
Portugal
New-York
22
431
535
212
21 3/4
435
435
540
244
Do Lordon Bank :
Agurdente
Algodao ....
Assuear ....
U ir racha ....
Courinhos e. peiles .
Carolos da algodao.
Ceoe (fructa)
i'oca.....
Faiioha de maudiccu
Ipccacuanha
9.728 itroa
505.346 kilos
2.006.269
1.713 .
76.586
113.350 kilos
20
60 kilos
O sacco8
..... 34 kilos
Para dentro do Imperio
.... 176124 litros
car
90 d/v vista
Londres.
Pars. .
Italia. .
Ilamburgo
Portugal
New-York
22
431
535
212
213/4
43i
435
540
244
i'/29d
L'o Enqlisu Bank :
Londres......
Paria........
Italia........
ilamburgo......
Lisboa e Porto ."-^-
Principies cidadca de Portu-
gal........
lina dos Acores ....
Ilha da Madeira ....
New-York......
lio db Janeiro-Os bancos
taxa.
90 d/v vista
22 21 3/4
431 435
435
535 ,40
242 244
249
253
24
2/290
naa estabeieceram
Agurdente
Algodao 5
Assucar ....
Chapeos de palh i de
naba .....
Cocos (fi acta)
Doce......
Qraxa.....
Milho. .
Oleo de mocot .
leo de riciao .
Palha de uricury .
Pcnn.:8 de ema .
Preparados de jurubeba
Rap......
:bo 7 .
Vaasouras da palau da Lar-
caba ......
Vinho de jurubeba .
13.729 kilos
647.493 .
12 fardos
10.050
345 kilos
400 .
232 saceos
60 kilou
1.400
80
102
6 voluntes
258 e 1/2 kilos
1.120
550 meios
2 atados
13 volumes
O 78 da Companiiia do Bebf.ribe, ua p-op)ryao
1' 5/000 por aceito i>u 10 0/0.
Os interessados devm ir ao asariptorio da com-
panhia, das 0 horas da manha 1 da tarde, no*
sabbados.
A 16.a d's'ribuico das cnu'eli.is de juras cor-
respondentes ao senxistre fiudo em 31 da Desem-
bro do anuo passado, da coincu'ihia Ohbat Wes
TERN OF BKAZIL [AILWAr.
E' n> esoriptorio central di eorupinhia, das 10
horas s 3 da tarde, que se effaclua o pagan'c;r.o
llemorlal
A I-'OMPANHIA DE KdIPICICAO CS' faZCdd'J 0 ni
e.il.inii -uto da 7.* prestacSo da aeu capital BcCal.
na ruzao de 10 0/' do va'or das rtsp'Ctivas ac-
vea, o qual dav r raalisar-se at o di 114 do cor-
rente.
"O recolbimeuto de Notas Dilackbadas do The
souro, faz-se r.a Thesodraria de Fazenda, ras ter-
i;aa e aextas-fi'ira, daa 10 B 12 horas da manha.
As n.-'tas do Thesouro de 23000 da 5.a estampa,
5/000 da 7.a e lO/IKiU d> 6.*, aerSo substituidas
na Tuesodbaria db Fazenda at o fim do mes de
Junho c-.-m o tscouto de 2 O/O. c qual ser eleva-
do a 4 0/0 a contar do l." de Julh) a 30 de Se-
zembro do crrante anno.
O Ntto partence urna oompanhia inglesa,
commandado peio capito John Cnadwick, e acha
va-ae neste porto desde 12 de Maio findo, reee-
bendo algodao por corita dos Srs. Borstelman &
C, negociantes desta praca e destinava-se ao
Bltico.
A chava-se j quaai completo o seu carregamen-
to, quando mauifestou-se o incendio.
C insta-nos que o vapor e a carga acham-se
seguras.
reja de Notja Senbora da Gloria
Na terca-feira 14 do crrante, s 7 horas da
irMnha, ter logar o triduo em commemoraco ao
Sagrado CoracSo de Jeaoa, que se vneta nesta
igreja.
Na texta feira seguiuta, aa mesmaa horas, ha
v. r una miasa r. sada com communho garal,
celebrada por 8. Exc. o Revm. Sr. bispo dioce-
sano ; fiudo eate acto, S. Exc. admniatiar o
aahto chriama todas asp'ssoas que se acharcm
convenientemente preparadas para este fim.
Ha ver neste dia exposicao do SS. Sacramento
em Laus perenne de 1 s 6 horas da tardj, termi-
nando c.m ladainha e benco do Sacramento.
Beanidea Ko-elaeii Ha hoja as segain
tes:
Ciufcreuc-ii i.bjiici nict-i, 1 hora da Urde, no
theatro de ^ariedad-ie, sendo orador o Sr. Joa-
quim C. da Silveira Carvalho.
Da rmandade do Santissiaio Sacrameato da S.
Jos, s 10 h ras, no cousist rio da matriz, para
i loica i da nova mesa rased ira.
Dos mdicos desta eiiaue, ao meio dia, na edi-
ficio m que funeciona a inspectora de hygiene
publica, para r'isciisilo de estatutos.
Da S;Ciedade Rccretavtiva Juveuudc, s 8 ho-
ras da noite, para sarao danaante.
ANninr\Co No dia 1 do correnta e no
lug'.r Queiineda, do termo da S. Bent'>. o indivi-
duo da n.me Man i 'loria, nssasiinou a Vicente
Flix, evadindo-se aps o crime.
O delegado respectivo tomn c'iihecimento do
facto e procedeu nos termos da le.
Por cauaa de urna queda-Hontem,
i.) 7 1/2 horas da mmhil, e na freguetia da Ora
ea, fallecen em casa da sua residencia, ruado
Ve.i'ura, Jos Thomaz Farreira, de 21 aun >s de
idade, de urna commeco cerebral, resultante da
urna queda que deu sobre o baldo la padaria do
Joiquim Bs:us, 4 ra das Cnoulas, u i o.cajio
em que bnneava cora o seu i-.m'go Floiiano da Si-
qii'-ira VaPejo.
O facto foi ti'stemjah ido por divcrsis pessoas
que sa achivnin presentes e confiraiam a aisua-
dida do mesmo.
Tiro -Ni Jia 30 do mea fi ido, no lugar S.
JuSo, do termo ae Gir-uihu-is. > individuo Je no
me Antonia GaldinO hsS'Ssiuou com um ti d le
piato'a h J -.aden, pmdo-aa em fuga apos 8
porp tr .y).' di crim .
O delegado tomou a ,nhec.Q?ii!o do f.-.to.
Paincu Piraiania--Ni dia 9 do cor
rauta, tu rde, foi es'a patacho encontrado no lu-
gar Pin.ngy. 8 milhas ao buI do l' i-Gp m le de
ute, polo vapor aonlvpe da Cimpinu:* Par-
nambucana.
Comit Ijllterario.lcadeiiilco -Func-
Clonou no dia 10 sob a r-'ai leaea do Sr. Paulino
da Mello que coirmuiiicou i r isultad; da fest* d i
l anniversario.
Furam .prop oo < acei'oa s ai -a li norarioa,
em att'.Micio aos servicia prestaljj aiC'mit, -o
Il'ma. Sr*. Wann'l Goiicalv.s Agr, Jliuial Joa-
quinda Bocha, Miuoil Martn! Capitam, Miguel
d'AssciDpCiiu Sjar.a e Feliciano d Azevado Go-
mi e be iemer t) o Una. Sr. Balmiro da Nova.-s.
Foi iipjrovudo Uin pirar di eennisii de
-yndic.i -i' ic-itanla pira soeioi oa Srs. acade-
mi g ., :. .- de Audralo Piot a Jo: Cirio.
F.ruuisn-l .il'i pira fizer a 7" Cunfere'ci i
in nai1, o Sr. Paulmo.e para dit-cutir thuaea o
Srs. l'ha.ro, Pau'ino Monteiro Lipes.
As theses escolidas para disauisa. sj -s se
gui.ites :
RECJPIICLACAO DO ASSUCAR
Para o exterior .... -.006.269 kilos
Para o interior .... 647.493
Somma
2.653.762
Mercado de axitucar e algodao
BBCITB, 11 DB JOKHO DB 18S7
Asrucar
Os preces deste producto, pagos ao agricultor,
regularam aoa algariamoa seguintes :
Branco, os melhores que
apparecem no marcado,
regulam de ....
3.a s.'Me boa.....
3. regular.....
Hmidos e baixos
Smenos......
.Vlascavado.....
Bruto .......
Rtame......
2200 2400
U9.i0 a 2/100
1*700 a 1*810
14500 a 1*700
U300 a 12400
1*04') a 12100
#900 a 12000
#700 a 2800
Algodao
Em vista da posicao do cambio, mrhorou boje
o preco do algodao.
Houve offertas de 72200 por 15 kilos, para o de
Pernambuco e boas procedencias, em trra.
Pauta da Alfanriega
8.MA.NA DB 13 a 18 DE JUNHO DB lbi
Assucar brauco (kilo) .... 126
Assucar mascavado (kilo) 066
Alcuol (litro)....... 218
Arroz com casca (kilo) 65
Algodao (kilo)...... 400
Aieucar refinado (kilo) .... 145
Borracha (kilo)...... B066
Couros secaos salgados (kil;.) 500
Cauros verdes (kilo)..... 270
Cacao (kilo)....... 400
Caf reatolho kilo)..... 320
Carnauba (kilo)...... 366
Carocas de alfodao (kilo) 014
Car vio de pedra de Cardifi (toa,) 16000
Couros seceos empichados (kilo) 585
Caf bom (kilo)...... 460
Cachaca (litro)...... 7i)7
Farinha de mandioca (litro) 035
Fumo restolho em rolo (kilo) 400
Fumo rcstolha em lata (kilo) 3 0
Fum bom (kilo)..... 720
Fumo em foi ha bom (kilo) ... 720
Fumo em folha ordinario (kilo) 400
Genebra (litro)...... 200
Mel (litro)....... 04q
Mlino (kilo)....... 40U
Taboadoa de amarello (dusia) 1002000
Dividendo*
Esto sendo pagos os seguintes :
O I." da Banco db Cbbdito Rbal, raao do 42
por aeco ou 10 0/0 do valor realizado de cada
urna.
O pagamento faz-se na ade do banco, daa 10
horas da manha a 4 horas da tarde dos das
uteia.
linpor Vapor mtncano AViance, entrado dj Rio de
Janeiro, e escala,em 11 do corrente, e consignado
a Henry Foi-Kter & C ; manifestc-u :
Carga do Km de Janeiro
Amo tra6 15 volumes a diverses.
Agun fl rida 50 csixas a Mua & Rezcude.
Cal 100 saceos a D&mingcs Crus & C 350
ordeno, 150 t Saoza Basto, Arnoi m & C., 100 a
Paiva Vat< ufe & C, 50 a Jo: Juaquim Alves & C-,
37 n Paulo Jas Alvea & C, 15 a Antouio Jo
Soar a & C.
Fumo 11 volumes a Joaquim Bernardo dos
Reis & C, 20 a Azevedo & C, 20 a Mcia 4t Ra-
zenle, 12 ordem.
Milho 5 saceos a Jote Jaquim Alvea & C.
Mercadorina diveraua 2 volumes a H. Nus.k
& C, 2 u Mendos & Pereira, 30 a Costa Lima & C.
2 a Antonio D. de Figucieido, 1 a Maia Sobrinho
& C, 1 a Manoel Collaco & C.
Panno de Ugodo 63 fardos ordem, 10 a Luiz
Antonio Scqueira, 35 a Ferreira 6 Irma -, 18 a
Machado & Pereira, 5 a Rodrigues Lima & C
Saceos vbaioa 9 fardos H. Burle & O, 5 a Maia
Sobriuho & C.
Sebo 40 barricaa a Joaqnim da Silva Carva-
lho.
Vermouth, 5 caixas a Augusta Labille.
Vicho 10 barra ao mesin .
Xarquc 520 fardoa ordem, 853 a Saundrea
Brothere C, 51 0 a Baltar Oliveira & C, 250 a
Maia & Rezende.
Carga da Bahia
Charutos 1 caixo a R. de Druain* & C-
Pclle 17 fardos ordem.
Panno de algodao 20 fardoa a Andrade Lipes,
20 a Luiz Antonio Sequeira, 10 a Cramer Frey
& C, 15 a Sousa Baato, Amorim & C.
Vapor nacional Jaovaribe, entrado dos portos
do Norte, em 11 do corrente, e consignado .Com-
panhia Pernambucana; manifeston:
Algodao 231 saccas ordem, 91 a Machado &
Pereira, 102 a H. Burle & C 140 a Amorim Ir-
mc a S C 242 a Machado & Pereira, 276 a Bar-
stelmam dr. C.
Couros Salgados seceos 20 ordem, 97 a Amo-
iim Irmo &C, 380 a Borstelmara & C.
Cera de carnauba 113 saceos e 3 caixas or-
Carne 1 caixa a Sonza Nogueira & C
Cabos 3 rolos ordem.
Esteiraa de palha 21 rolos ordem.
Goman 22 saceos a E. da Cunha Beltro & C.
Pellos 124 far los a Abe Stein & C., 2 a H. Nu-
eseb. & C, 2 a Cunha IrmS-s & C.
Hola 300 meios ordem, 200 a E. da Cunha
Beltro & C.
Lugre nacional Vieira, entrado do Rio de Ja-
neiro em 10 do corrente, e consignado a Amoriin
Irmaoa & C.; manifestou :
Barrlha 25 barricas ord-in.
Barria vaaios 400 a Antonio Mara da Silva, 600
ordem, 100 a Martina Vagas *C.
Barricas vasias 100 ordem.
Cognac 10 caixas orden.
Dynamite 30 caixas a A. Continho.
Ferragena 23 volumes Companbia Ferro Car'
ril.
Farello 400 saccas a Fraga Rocha g< C.
Pipas 200 a Manoel Marques de Oliveira.
Vinagre 2 pipas e 61 barria ordem.
Vinho 60 barra ordem.
Mein 10 DE JUNHO DE lsST
Puta o exterior
No v-'pir iuglez ATet0, earrrga am :
Para o Bltico, B<>istalmanu ci. C. 80J saccas
eom 6 ,625 kilo* d- algodao.
Nj vipr amcricaoo AUianca, carregaram
Para N'w Yo'k, H. Stolzenb c:i .n. C. 21,586
pelics de Cabra ; F. Galvo li'.OOJ palles de
cabra.
Ni vapor nacional Arltnto, carregaram ;
Par.. Artigas, P. C.r.i iro i C 20 pipas com
9,6)0 lilr.s de aguarden*.
Para o interior
No vapor uicional Arlindo, cariegarain :
Para pelotas, Baltar Irmos & C.'24 pipas
c.m 11,520 !tr< s da agurdente ; Amorm IrmSos
& C. O pipas cora 9,600 litros da agurdente,
200 barricas eom 21,18J kilos de assucar blanco
e 25 ditas com 2,79-1 ditos de dito maseavado.
Para P rto A'agr', Amorim Irmaos & C 10
pipas com 4,00 litros de agurdente.
Para o Rio Grande do SuT, Baltar Irmaos 4 C.
12 pipas com 5,760 litros de agurdente, i'O sacos
com 6,750 kilos do assucar brmico e 10 ditos com
750 ditos de dito mascavado ; J. Perrera da Cos-
ta 10 pipa3 cora 4,704 litros de agurdente ; S.
li'.iimar'S >* C. 20 pipas com 9,600 litros de
agurdente ; A. C. da Silva 12 pipas com 5,760
litios de aguardent' ; P. Oarneiro & C. 42 pipas
com 19,740 litros de agurdente, 200 saccas com
13,729 kilos de algodao, 60 votarnos com 42,410
kilos da assucar branco e 2,9"0 ditos com 176,200
ditoa de dito maacavado.
No vapor nacional Jaculi>,pe, carregou :
Para Pnelo, H. Ribello 10 barricas com 60
kilos da aaaucar retiido.
No vapor amaricauo AUianca, carregaram :
Para o Para, Baltar Oliveira & C. 19 pipas
com 9,120 ''tros de agurdente ; Amorim Irmaos
& C 30 pipas c.m 14,40'J litros de agurdente ;
E. Barbosa 50 barricas com 12,345 kilob d* assu-
car branco ; A. R. da Costa 86 Oarrcas com 5,936
kiles de aesucar r finado.
.-Vaion eara
Estao sendo desuachaos os seguintes :
Barca iogleza J. B. D., carocos de a'godo, pa-
ra Liverpool.
Barca ingieza Pr'nce Arthur, asnear e algodao
para Liverpool.
Lugar inglez Flora, assucar, para os catados-
Uuidos.
Patacho nacional Mara Augusta, assucar, para
Montevideo.
Vapor nacional Arlindo, assucar, p.-.ra o Rio
Grande do Sul. .
Vapor inglez Neto, a'godao, para o Bltico.
.\avio* & descarga
Barca norueguensc Stanley, vanos generes.
Parca nacional Himosa, xarque.
Escuna DoruegueDae Reform, xarque.
Lugar nacional Vieira, varios gneros.
Lugar norueguenaa Chrissina Elysabeth, c.rvao.
Lugar allemo Gazdle, trig i.
Lugar nacional Marinho VII, xarque.
Patacho portugoez D. Elysa, varios gneros.
Palhabota americano Lwiz Ehrman, farinha de
trigo.
Pataeho nacional S. Bartholomeu, xarque.
Patacho nacional joven Correia, xarque.
Patacho naeonal Rival, xarque.
Vapor nacional Jaguaribe, varios gneros.
Vapor nacional Mandahu, varios gneros.
Vapor nacional S. Francisco, varios genero].
Exposicao das diversas phaaea porque ha pis-
aado a instituico familiar ?
Exiatem direitos innatos ?
Analyae das theorias sobre a propriedade e o
dominio ?
. Analyae do art. 5* da constituico ?
O que tentativa 1
Diversas especies de domicilio, modo de adqui-
ril o e perded o. Differenca entre este e re8i-
dencia.
No dia 15 do corrento havar seeeo ordi-
naria s horas e no lugar do costume.
Vagabundo*Pedem-nos para chamar as
vistas da polica de Santo Antonio para urna su-
cia de Vagabundos que ae rena no pateo do Pa-
raizo, a soltar immoialidides, sem retpeitp as fa-
milias que por all transitan],
E nao isao somante, como tambem o jago de
dados de que ella usa do qual aguarda-se um mo
resultado noje ou amanh.
E' juato o pedido. Seja attendido portante
Meu aoo|eiRieebemoa da caaa do Sr. Vic
tor Preale urna polka da lavra do Sr. Misael Do-
mingues com o titulo cima.
L' lida como todas aa compos-coas do aeu au
tor.
Obligado.
Directora da obra* de conserta
csio doi portnBoletim meteorolgico de
dii 10 de Junho de 1887:
" S l 0>
la o -3
Hora* 2 ?"= ott Barmetro a 0 Itesao do vapoi -a 1 0
6 a. 6inll 19,35 80
9 26--1 76355 18,-42 71
12 27^-9 76359 20,21 71
3 t. 27-6 763i06, 19,39 70
6 266 763n>28; 18.73 73
Temperatura mxima .'9,0
Dita mnima25,::.").
Evaporadlo em 2i horas ac $ol : 6'",0 : som-
bra: 3',4
Chavaaulla
Dirccci d) vento: SE de meia u.^ir a'. 12
h iras a 9 minutos da tarda (com pequeas inter-
rupcoes de ESE, SS e S) : ;>>] a ESE alternadas,
(com intarrupco da 8 minutos E) ata 1 hora o 11
minutas da tarde ; SE al meia noite, com peq e-
n is iiitirrupcoci da SSE.
Vi loeidada media do vento : 3-",01 por segu:;!',
i u I le 4m,82 das 6 h>ras as 9 da minha.
Nebu'.asidade media: 0,61
Boletim do porto
- rtf ---------w.~... -------
V Di, II ras Altura
-------- -" -~ ^ ---------------- . - -
R. P. M. B. M. 10 de Junho 11 da Junho 110 !a tards 756 152 inanhS 0,'67 2, 12 ,'"86
Hi*>'i Amanha :
.'.'i ii hora-, i.i matriz do ?anto Antonio, pala
alma da I). L i .11 Lisae J" M l.o.
Terca-feira :
A'j 8 lloras, ni-matriz da Santo Antonio, por
alma 'lo Dr. Antani i II laiqua da Ousmo.
PanuagelroMViudos dos putos lo u.rte
: i vap r ii icioaal J iguaribe :
J lili Pessoa, Octavio Santiago F.-ireir da Sil -
va l) Virginia de Paula Fraitos, E. ilumino
Ayres da F. Freilus, Coustanca Ayrcs le A.
Frailas, MenOul da Cuaba Pereira, Callos B.
II l.iida Cavalaante, Gervasio de Souza Pereira
Brito, Luiz B. Hillanda Cavalcaute, Manoel da
m-.^-^; -; ?m
De 1 a 1)
dem .le 11
e 1 a 10
team de 11
29.825 '0)5
4.030 220
Recebedoria geral
34.455225
273-108,5471
9:714*100
1:871.'.819
U:61t>9!9
De 1
Ideo
a 10
do 11
Do 1 a
Ilem
n
11
Recebedoria p. vciiiciat
Recite Drainage
30.460*780
0302179
31:030*665
2:574*345
90*935
2:665*280
Herrado Hunirlpal de Jo o
movimento deste Mercado no dia 11 de Jjubo
foi o secutare :
Entraran :
36 bo3 pasando 5,742 kilos, seado de Olivei-
ra Castro, 23 ditos de Ia qualidade, 2 de
2a dita e 11 ditos particulares.
507 kilos de peixe a 20 ris 10140
85 cargas de farinha a 200 ris 15*000
50 ditas de truc-tas diversas a
300 rs. 10*200
10 taboleiros a 200 res 2*000
24 Sumos a 200 ris 4*8C0
Foram oceupados :
25 columnas a 600 ris 15*000
22 compartimentos de farinha a
500 ris. ll*OC0
22 ditos de comida a 500 ris 11*000
93 ditos de legumes a 400 ris 37*200
18 ditos de suino a 700 ris 12*600
10 ditos de rreaauras a 600 rea 6*000
1) talhos a 23 20*000
8 ditos a 1* s*O00
A Oliveira Ca8tro & C.:
54 talhos a 1*
Deve ter sido urrecadada nea'es dUs
a i; -.'.i: i de
54*000
223*740
2:100*280
2:321*020
Dinhelro
BtCEBIDO
Pelo vapor nacional Jaguaripe pira
De Camosaim :
E. C. Beltro & Irmo
De A-acaty :
Luiz Antonio Scqueira
Prente Vianna te C.
Rodrigues Lima & C.
Da Maco :
Gomes de Mattoa Irmaos
Cramer Frey & C.
De Natal :
Francisco Manoel da Silva C.
Fernando da Silva & C.
Monhard Iluber & 0.
Da Parahyba :
Jos Joaquim da Costa Leite
Machado Lopes & C.
280*000
3:000*000
3:453*230
4:697*540
1:200*000
1:740*000
500*000
1:238*900
1:849*520
150*000
3:000*030
Rendimt uto dos diis 1 a 10
Foi arracada do liquido at heje
**rocos do dia :
Cama verda de 280 a 400 ris o kilo.
Oarneiro de 720 u 800 ris idem.
S uno-, de 560 a 610 ris idem.
ITarinha de 160 a 240 ris a cuia.
Milho de v6J a 320 ris idem.
Fcijac de 640 a 1*200 idem.
^aiedoaro Publco
Foram abatidas ao Vlatadouro da Cabalga 120
rezes pai-r. o consume do dia 12 de Junho.
Sendo: 92 rezes pertencentea Oliveira Castro,
ft. C, e28a diversos.
lleutdUuieutoM pblicos
Renda gered
D 1 a 10
dem e 11
MEZ DB JDNHO
Al/aniega
198:930*112
39:733*134
238.713*246
Renda provincial :
Vaporea e navios esperados
VAPORES
Oratorde Liverpool hoje.
Espirito Santodo norte amanh.
Advanccde New-Pcrt-News a 14.
Principe do Grao Parada Bahi a 14.
Mondegodo sul a 17.
Ville de Ceardo sal a 18.
Camillodo sul a 18.
Equateurdo sul a 19.
Cearde Hamburgo a 19.
Aymordo sul a 0.
John Eiderda Europa a 21.
Hovimento do porto
Navios entrados no dia 11
Santos e escala8 das, vapor amerieono AUian-
ca, de 2 205 toneiadaa, commandanle Jam-o R.
Beere, equipagem 67, carga varios gneros ; a
Henry Forster & C.
Cear e escala-10 dias, vapor nacional Jaguari-
be, de 410 toneladas, eommandante Antonio Ma-
ra Ferreira BaptisU, equipagem 30, carga va-
rios genema ; o Companhia Pernambucana.
Rio de Janeiro-15 dias, vapor nacional Vieira,
de 250 toneladas, capito Joo de Deua Vieira,
equipagem 9, carga varioa gneros; a Amorim
lrm -os & C. i ii j
AracHJ e eseala-5 dias, vapor nacional Aoto-
hu, da 222 tonelsdas, eommandante J. J kate-
vo Jnior, equipagem 22, carga varios gne-
ros ; a Companbia Pernambucana-
Navio t8ahido no mesmo da
Ni w York e escala Vapor americano AUianca,
eommandante Jmea R Beers, carga vano
gneros-
r
i



Diario de PernaiubucoDomingo 12 de Jiioho de 1887
l
-
I).00>00
5:IK)0#'K)U
2:000*000
1:000*0-0
>-5 03 iij:iu nmeros
Rocha Freir, Jlo Antonio de Moura, Jone de
Sous L;ma, Joa Ferr.-ira dos 8antos, Alexandre
de Sonsa Nogueira, Salvador B de Albuqu rqu-,
Manoel Benici de ye!K>, Uibano do Mello e Am
tomo Soarts da Costa, Autnio Foacio, Mmoel
Cyril.'o dos Santos, Lucio Mariubo, Antonio F.
Piuho e 1 filho, Tiburci Nanea de Sa, Aderaldo
Freira. Raymuudj Fernando-, Dr. L VI. ttiboiro
au.i aeuhora e 4 filhoa, Fernando Magnan, Fran-
ciseo Silgado Maranho e 1 aobrinha, D Hyi-
na, 2- tenonte Francisco de Sonsa Hiate, offieial
de titzendi Ernesto ,1-u de loan Leal, Manoel
de Arauj > Costa e S, Joijuiui Mi'i, Aotouio
Joa dos Reis, rpita i da barca portugu z Vic-
Ivria e 11 tripulantes da mestnt bca qu nau-
iragou.
Chegadoa dos pirt)s do sul su vapjr am;ri-
cano Allianca :
Feliz Anrtauio Danta, A. R>irigjes, P. Nanea
Jnnior, Alberto de Olixeirn, A. C. W. Netto,
Dr. H V. F R .mal'e, ana Motora e 3 fiihos, Jos
Manoel, Virgilio Mareo.ide, Riphael M. lo Valle,
David Famigs, Pedro Fraoeisaa de S Rosa, Jos
Luz di Soubs, Lindelioo de S msa e Paulino V.
N. da Cimba.
S.hilos para Fernando de Norouhi no va-
por Giqui : .
AlfWes Antonio Praari* Pereira Quina*,
a'fores Joaqun Qiiriu- Villsrim, Arthurde Lima
Campos, joao Augusto d* Silva M.. Joaquina Ma-
ra di Oneeicilo e l fi ba, Laareotino Mmoel da
Silva, Liurentina Mm da C nceieao, Anoa Se
nhiriuht d- Jess e 12 pracis-
Cnia de Delenr'iMovimcnto dos pre
soa da Casa de Detencao do Recife no dia 10 de
Junbo :
Eti.tiim '><>>; entraran 6 ; pahiram 9 ; exis
tetn 'Cli
A sul)
Naei-nnc- 331 ; mu'.uer.s 8 ; estraegeiros 13;
eaerav-s sentenciados 3; idi>m proce-ttados S;
1 m de c rreceiln .Total 356.
I ivJoa 316
Bo a 299; '..entes 17.Tata! 316,
M vimeot da enfermarla.
Tivcrum baixa :
Joaqun) Pedro dos Santos.
Eustaquio Lino Paula de L'un.
botera lotera do Grao-Para extrahi-ia cm 11 do cor-
rente :
508 ;
11601
19698
17511
Est) prjiniaios eom 50
que se s-guem :
3863 18091
premiados eom 20 '*
5625 7801 1081 10580 16879
Estilo premiados eom OOJ :
1390 5963 99S 9625 10756 13579 13723 11261
16926 17569 19408
Approximacdea
5082 400*000
.os l 400 1100 0*000
11602 50*000
19697 3'OH)
19699 30*000
O Bumeros de 5001 a 5100 eslo premiados
eom 4:l* exeiytj <* da sorte grande.
O* minero da 11601 % 117O0 .'st> premiados
oom ;0* excepto o da sirte de 5 c.'u'oa.
Todi-8 ) centenas termina Jas em 83 esta) pre
Diadas c >m 10* in.-luaive a da sorte grande.
Tolos os iidin ros terminados ein 3 estao pre-
miados eom 5* inclusive o da sorte grande.
A srguiote lo'ena eje nj dia 18 do cr-
rante.
I. .ii". a i! Ccar-E-ta acreditada lot-.--
ria cojo premio m.ijx de 15:000*000 srraei-
:rah:;a no da 15 do crrante.
Oa bi h"t-a ach-ira-s-' venia na Rida da For
tona i'i r-i i L-r^i dj R>sarie i. 36.
Tamb-m aehain-3' a vend ua Ca* Folia i,.
:ra^ i da I idepenltiiL-ii ns. 37 e 39 e nuL->aa d;
Fortuna ra l'rime ) d M ireo n. 23.
i. l.'.i! da provincia No da ..
do orreute, < 4 horas da tarde, ac extr.ihir a
7 loteras, em benefieio da mitriz da Bja-Vista
db B'.Viife ", nj cousii'orio di ig-eja do Noa?i
Senhora da Coueoieo 1 '8 Vliiitares.
No a-.i-i n> eoiaisror > estarjo e\p >stas as u
ana as espberasa apnciaejj di publico.
doteria da rorte-A 94" lo'.fri da er-
- >elj n -'.') :' U1, eujo premio gran !e d?. .
30:000*000 aera extrabida ndia.. do cor-
rente.
Os 'nilhe'-is acbam-sc venda na prac da In-
depeadoacia.ua. 37 e 39.
Tambem aeham-se venia na Casa da Fo -
-ana ra Priomro da -Mar;o n. 23, de Martios
F.ur* & C.
Lotera doSrAo-Parii -A 2paite da 10-
lotera des'a provincia, plo mvo plano, cojo pre-
mio grande 120:000* I8 de Junbo
Bhetos veud i n i Casa lo Ojio, raa do B-
r-) d:i Victoria n. 40 d- J >\o Joaqun da Coata
Leite
Tambcm acham-se vndi na C isa da For-
tuaa ra l'runeiro de M,\n;o n. 3, de Martina
Fiuza & C.
Lotera da proInda-A <" lotent em
beneficio da initriz da Bu V'is'id- R icife, serA
rxtrahida; no da do coz rente, a 4 boras da
Urde,
a Oa bilhet a garantidos acham-se venda na
Casa feliz na pr..ca da In ie.i-ndeo.-ia na.' 37
e 39.
Tambem aeham ee i ven la na Casa da Fortuna
ra Primero de Mirvj u. 23 de Martis F.u-
za& C
indemnia-cio doa coatractantea, te prova
prejiiuot eorrupandtntf, como allegaran).
Da facto, j por lorca deesa lei dexou de er
novamente posta em praca aquella cobranc, como
ee \ dn aeguinte offi.-io do governo dirigido ao
Thesouro Provincial :
3" seccao. Palaeio da Presidencia de Pernam
buco, em 24 de Maio de 1887.
Acabamos d6 Ar nos tref mase iq|portantea e
iMncaiaaados jumaca da catt, o Jornal Com-
merei'o, Ptfc ^Gateta de Notifiai, atea eloquente
prova dtf que levata jb dito, prova que vem juntar-
se a muitaa que j teeaa aido publicadas.
O Exm. Sr. Bario da Avetiar RezknJe, imp-.r
nte taseudeiro, proprietario da fazenda de Mat-
Dc:itro, na estrada de 'farro Leopoldina (eata-
o%de Santa Isabel), que liga o Hio de Janeiro
provincia de* Minas Gantes, djpgio ae, pela im-
preaea, ao deaeobridor e preparador do Peiora

T udo autorisado a lei n. 1888 de 7 do car-1 de Cambar, Boa terraoa maia liaongeiroa, qne con-
rente a prorogaca por tres aonos dos contractoa
da dizimo de g-do, feitoa por divereoa arrematan-
te*, rclevaado-ae Ih3a o pagamento do terceiro
anno da p: o.-ogaclo orna indemnisacao dos pro
juizos que soffreram, fica por ieso, prejudicado o
Caanlo constante da di'inouatrac"u anoexa ao offi
ci de Vmc. d-- 13 dea te mea, n. 67, feito pira aer-
vir d-f bise arremataeao da cobranca d> meamo
impoto, concernen!--' io periodo a Jecorrcr do Io
de Julho do convnte anno a 30 de Junho de 1890 ;
cumprindo, pvrm, a esse Tkcsouro liquidar oppor
tunamente o valor dos prtjuizo a que se refere a
m'sma lei, a fin de poder ter lugar a rehvagao
d'aquelie pagamento cato d te a compensando.
DeU3 guarde a Vine.Pedro Vicente de Azeved*.
Sr. inspector do Tnesouro Provincial.
K-'fta agora que a co'umna piuba os pintos nos
t eom toda a franqueza, duendo onde est a pa-
tota c qual o prejuiao d,i provincia,
E' nm servic) publico que presta, pois se boa ve
para nqnclle projeoto a!g< na" fui de certo c :m o prteidciile da provincia,
que a columna, qner qu ira quer nao, jamis hade
encontrar envolvido em patotas.
'. ndemni8sc3o d-pende da prova do prejuizj.
A columna teui a pulavra.
leitura recommendamoa a todps quanto se nteres
aam pelo bem estar da bumanidade.
Eia o documento:
Illm. Sr. Joa Alvares de Souza Soares.
Atacada de urna f rte rouquido, e sem ter tido
a lvio algum coas o uso de muitos raedicamen-
toa reeeitados, experimentei o 8eu xarop Ppi-
tobal db Cambaba, e em pouc:-a diaa a molestia
> cedeu completamente.
Depois d'es'e facto tenho aconsejado a di-
versas pessoas o scu remedio, e todas t m lo-
c grado ca melhores resultadoa. Que ira, pois, re-
ceb.r miubaa ainceras felicita^oes.
Bardo de Avellar Rezende.
Paseada do Matto-D--ntro,ettacao deSantalsa-
be1, e8trad i de ferro Leopoldina, 18 de Janeiro
de 1887. .
O referido preparado vecJe-ac na agencia
eargo dos Sra. Piauristco Maaoel fia Mll-
a *& C. ra Marques de li" ia n. 23.
Frasco 'SlO, moia dnzia i; j a duza 24*.
A agencia enva a quero pedir, condi^oa im
preseas para as vendas por atacado.
uqico neste genero. Ha milhares de infe-
lizes que actualmente cstao tomando re-
medios para curar enfermidades do figade,
dos rins e dos pulmSes, doenjas provo-
nientesdos vapores iriasmaticos, etc., ao
paaso que realmente nao existem em mui-
tos casos ta.es aflfocySes, sendo a inJiges-
tSo a verdadeira causa dos symptomaflque
tanto terror inspirare aos doentes; e se
estes appli'assem o verdadeiro systema de
tratamento, n5o tardariam a curarse.
N3o ser por demaa o recordarmos ao
leitor que o xarope curativo de Soigel se
vende em todas as pharraacias do mundo
mteiro, assim como na casa dos proprieta- cretario.
rios, A. J. Wbite, (Limited), 36, Farring-
don Road. Londres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernarabu-
co : BartholomeutS C, J. C. Lnvy & C,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mar
tiniano Varas & C Rouquayrol Irmaos e
Faria Sobrinlio & C ; em B:llo Jardim :
Manoel de Siqueira Cavalcante Arco Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos FIIk) ;
era Independencia. Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares: Antonio Car-
doso de Agniar; e em Taearat, Jos
Lourenjo da Silva.
Commando das armas
Faz-so publico para conhocimento do
intereesado que p M-nisterio da Guerra,
por portara de 8 de Maio lindo, determi-
nou que o bx-cadete Manoel Nunes do Val-
le reverta as fileiras do exercito, afim de
completar o tempo de praca, oonforme pe-
dio, sendo incluido no 14 batalhao de in-
fantera ; pelo que dever o mesmo ex ca
dte comparecer nesta secretaria.
Secretaria do commando das armas de
Pernambuco, 10 de Junho de 1887.
Jos Elisiario dos Santos -Alferes se-
THEATRO
Externat
FIBLIICOES A PEDIDO___
(o Hr. ;.iion}iuii do terreno do .*r
fi -:. que iem ventolina de a
N'gaar oca uome un jor al
Respondo ao m-a ultimo aunuuei >, ehsmando-
me para marcar uia e hora para a me-iicojda cer-
ca -i) tundo d.' m.u itio. Q.ie catou pmmpto a ir
ussiatir este trubilh), legando tambem coniinigi
jesaoa habilitada, porm acho-m1-- embarazado,
p ia nao te: vota queni va", ent-nia a tal respeito,
c -m o Diari-' uo possivcl s sim c ;in pea-
a ; qie commigo se euteuda ou eu c m elle, e en-
tilo tratircinos o dia e hora para tal fim. Pois o
r. ano:.yino, e opub'ico q'ie me coihecm tod)s
sabem que tenb: reaidencia 'm ra do Lima em
S into Amaro daa Salinas ha muit.s anuos ond-
me po-1era> consultar n indicar lugar; finalmen-
te, aobre deapesaa nada t.-uho cora -11 is, poia nao
s >u n recla-nante qu; diz se ichar prejudicado,
sem cooh'CimentJ directo Ja verdade, que cornea
qual ?e tiear em barminia e fra de quilquer !i-
t!.;i). qu.1 :>ai aspire- t-reiin peaaoa guia.
i;'lio i \l-i.i a-I da Cruz Cousseiro.
Weareiloa d'alma
(Teus olh-n)
N m os .*aio8 brbante da estrella pdar,
E : ittam t u olboa no bri'ho e fulgir,
S elle osfenram eom t'nta bell'sa,
E tanta i ivnra as chata naa J un >r.
:'o- ees CU pr si, captivo m- sint) ;
as fortes cade: 18 'um "orno volver,
Ventura ifiuita sirrira em miuh'alm'.
S amor em teus ollus. p'idess-j colhor.
Hao astios mimosos que volv m brilhantea
E podeui traveso a ai me arraatar !...
Dous facbo9 divim, que no -o da ainires
Mmh'alma trmsperta n'um doce fitar !..
Secem t- Ibas ardentes que o peito arrebatan)
as ti .inuoii celestes d'eteruo poJer !
Se unjo tu teraa coin o teu santo olh .r
Mudara em ventura mea triste a-.-firer.
-5=87.
C. L. M. C
Lotera da Parahyba Esta lo'.ena cojo
pr.mi grande de 20:0OO/O-X s-'ra extrabida no
da 16 de Junho a 3 horaa da tarde.
Oa bilhetea acham-se venda na Ciaa do Ouro
a ra do arao da Victoria n- 4) de Jo:V> Joa
qnitn da Costil Leite.
Lotera do Etipl Ito Santo-Esta lote-
ra cujo prex.io grande 60:000*0 '0, s- r extra
hipa no dia do l7jcjiroote.
Os bilbetes acham-ae venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 3*)
Tombem acba ) se A venda na daa Feliz na
Antonio Jos da Fonseca
Hi um anno fallec-u em Portugal, para
onde se r- tirara por doente, rai-u irmao e
estreinoso amig) Antonio Jos da Fonseca
D.ixanJj n.sta pr>vin-:ia dous irjiSoa
que o extreme iara, foi em procura de me-
Inoras sua preciosa s^le, gozr da con-
vivencia de amigos e partntes que alli te-
m is. A cru-'l eufermilil: n >l-o rovibou a
to-lo8 us, z) uaudo d'aqu 11-^ ultimo re-
curso ac ns lhato pela ciencia.
Na 'd*d: de 31 annDS, e j tendo adqni-
ro pcli s'U trabalho aasiduo e honesto
u ua posici'.o r-gular, -n'ea^a iade, cu
que de crlinario as nos3as aspirajSas vio
toman lo raais corpo Aitonii t'rniimu
In!
pra(a di Lidepeudenf a ds. 37 e 3 >.
Lotera da provincia do Paran-
A 15 lotera deata provincia,pelo novo p!an>, cu
jo premio grande de 15:000*000, se txtrahir
no dia 14 de M>io.
ii:lhlea a voud* na Casa da Fortuna, ra
Trmetro de Mareo n. 23, de Martina Finia & C.
Lotera de.llacuaa-\ 17 parte d-sta
lotera, pe'o novo plano, cuj > pr sanie grande
de 10:0-iOO.X>, ser extrabida no dia 16 do cor-
rente.
Oa bii'aet a .. m a- & ven I., na Ca. Feliz
praga ua Indepcndeu^ia ns. 37 o i.
Tamben acham-ae venda na Caaa da Fortu
na ra Prnaeiro de Marc n. 23, Martina,
Fiuza a: C, e na Esmeril la, ra Larga do Ra
rion. 24.
Latera de S. Paulo E-ta irnp)rtante
ioteria cuj i premio grande de 10:000*000 ser
extrabida uo dia 13 d> corrate.
Oa i>ilhet'-8 aaham-aa h venda na Esm-.'ralda
ra Larga do Rosario n. 24 A.
Ceiniterlo PublicoObituario do dia 10
de Junho :
U-na enanca d) sexo feminino, Pernambuco,
Boa-Vita ; naaceu morta.
Mara, Fdrnambuco, 3 ineze3, Boa-Viata ; athre-
paia
JoJ> F.anciaea do Reg Duarte, Pernambuc,
37 auno*, solteiro, Bia-Viata ; febre perniciosa.
Frauciaea Maria doa Anjo?, Pernambuco, 15
aano?, aolteira, B i-Vista ; raehitismo.
Manoel, Pernambuco, 2 metes, S. Jo8 ; entero
eolite.
Mar a, Pernambuej, 1 hora, Santo Antonio ;
anemia.
Ccrdula Maria Bea-rra de M nezca, Pjrnambu-
eo. 77 aunos, viuva, Bja-Viata ; dyarrba.
Manoel, P.-rnambuco, 2 hjra, Santo Antonio ;
apphixia dos recemnascidoa.
Othilio, Pernambuco, 22 aioaes, Graca ; gaatro
enterite.
sua tiiisso neste inunlo
Os doze tn'-z'3 decorri ios dep-ua deate
infausto su tcesso o nao fizerara e. aos seus parentoa e amigos qu i olla souba
adquirir; nom yp garam d* ineu coragito
a pungente sau'lale, que n'elle mo ficou.
Tolos aquellos qu-i, accadeoio aa mcu
convite, d-ram !i ji ni gr j i do Espirito
Santo nais ura i prova de condolenoia, pe-
cebam os meas sinceros agrad- cim-nt i?.
R-.oifc, 12 de Junho de 1887.
Ventura Jos da Foiseca.
rOMMNICADOS
Proroga^o do cootracto de co
brinca de Imposto sobre gado
A .lumna do Jornal do Recife queixa-ao de ter
aido aaocciooado pelo presidente da provincia o
projecto de !ei da aasembla que prorogou por
tres annoa o contracto de cobranca de impoatos so-
bre gado, feito eom Augus'o Octaviano de Souza
e outroa, sendo o producto de um anno deatinado
O Itcvui. padre .Hanoel Lobato
C'arneiro da Cunha
Coma amig) do Revn. pidn Minil L)bato
Caruciro da Cunha, venh) protestar enrgicamente
contra o eomnunieadopnbiicie; mo Diario do hon-
tem pr-!o Sr. Manoel Alvea Vmnna.
O R -vm. p idra nao embare iu para Corte c destini-nente; fel-o, se bem )ue contra os eonae-
IhoB d-: todjf oj aeus nmigoa e pare tes, na pre-
aooi'i d't tolos e sem rebucos, p'ia dizia <>lle, que
oa sena a ffrimeut-s d-i espirito eram taes que a
aua permaneoeia acata eidnle Ih-f poderia ser fa-
tal "
As eauc&s de tj grandes de.'gostos n:*j sao ex
tranh is aO Sr. Vianna.. .
Mas, antes di- embarcar3 que fez precipitada-
mentemandou-mo utna peticSo asignada para o
Dr. Ju^z rti Commereio exottersl o de dep.sitario
loa raiveis e maia obj ct
te3 ao mesmo Sr Vianna e que a este tlnham s lo
penhoradis pilos seus credores Alheiros, Olivei-
ri & C.
Esta peticao foi levada pelo irmao do Revm.
padre ao jutz, mas o menino inexpericute mostrou
a ai Sr. B dio, procurador d s exequent'a e dei
x iu a ficar em auaa mu, dando lugar a que elle
:i8aiin requeras, sem obstculos, o que Oem lhe
approuve 1.. .
Eis a verdade : o publico ajoice do modo desleal
porque se tein procedido, a respeito do facto em
queato !...
Recife, 12 de Junho de 1S87.
Henrique Milet.
I .ii-ii me a lo importante (5)
Dia a dia vai au.^meatando o consumo do Pci-
toral de Cambar, o ri-medio aoberam p^ra as mo
leatias do p-ito e que tao brilhantes provas j tem
dad i da sua grande eficacia.
O joroalismo d- quasi todo o Imperio nao tem
deixado de elogiar este excellente preparad) ;
acienci eonasgrou o eloquente mente, por mcio de
atteatadoa Valiosoa, firmados p.-r llaatrea apoato-
loa da medicina ; o povo, eaaa graud-; forca que
representa a voz de Deua, tem prestado aa maia
el q'ienfee provaa de reconhecimento pe'oa benefi-
ci'.a preatados bumanidade pelo Peitoral de
Cambar.
E aaaim devia acr; porque nada maia digno doa
elogioa da tmprensa, da conaagraco da aciencia e
da gratidlo popular, do que aquillo que aa deatina
4 cura daa enormidades que maisafHgem e maior
mal cansam bumanidade.
Franca! Angla!
19 Rita do Hospicio 19
L'enseignem'-nt compren i :
Le portug is, I lectura, la calligraphie,
l'uritbmetique, i'iiistoire S.iiote, la gcopra-
phie, l'histoire, tous les travatix d'aiguille,
le francaia et Tangais th-oriqtio ct prati-
qu -.
Lecons particulares de franjis et d'an-
glais. On reeoit des J|2 pensionnaires
Collegio Prytaneu
Travsa da rna da Concordia
n. f 3, i andar
i)o dia 15 do corr;nte em diaote adia-
se aberta urna cosa ic edm:ar>So e ensino
sob a deiio.niada o de Collegio Pryt.nj
- travessa da rui da Concordia n. 13,
Io andar.
Nella sao cnsiuadis as primeiras ledras,
todas as materias que coustituem o curso
preparatorio para a matrcula nos estabule-
ci:ii:-ntos do iHttu :jio iUptrior do Iinp--
rio, e inais aquelles que cstio vulgarisa-
doa, como allera3o, italiano, scien:ias natu-
raes, eto.
Iliver tambe u urna aula de oseriptura-
C*'> coinmer-.ial, sob a iire -jilo de um h-
bil gtiar ia-livros desta capital, peb que o
director chama a att-nco dos Srs. pais
d familias que queiram seus lhos para o
conmercio.
Os estatu'os adraittem quatro classes de
alumnos : internos, sem'-internos, externos
c semi-: xt rn -8.
O profet-sorado f rrais habis e condecidos professores deata
cidud', cujos notnss viio abaix) indica-
dos.
A casa cffjrece oa conirnodos precisos
para um estab<-lecia)-nto deste genero, e
o director convida ao r spoitavel publi 'o
para dar llie a honra de a visi'ar.
Professores
P^rtuguez Dr. J)- Diniz Barr-to.
Latn e francez -Prederico Ulysses d'Al-
neida e Albupuerq ie.
G-ometria e hiatorii. Dr. Ayres de Al-
buqtierque Gama.
Rhetorica. Dr. Bdaooel Jos Rjdrigues
Pioh-ir;.
Fliilosophia Dr. Arthur Orlando da Sil-
va.
Inglez, geographia e arithmetieaO direc-
tor.
Curso especial
AHetpo e italiana Dr. Ayres Gama.
Sunelas naturaes O director.
Escripturac) comaicr ial Fr.derico U.
de Almei la Alhuquerque.
Rscife, 10 de Junho d-> 1887. -O di-
re tor, o acadmico, Tranquillino Gradan-
no de Mello Leitdo.
EDi'MES
S. IS. J
Sociedade Recreativa Javentade
Sarao bimestral
Participo aos acnhores aocioa e convidados, que
o sarao deste bimestre se realisar a 12 do corren
te e principiar aa 8 horas da noite. Os cartoes
de ingrraao devero eer procurados em poder do
Sr. thesoureiro ; previne-se que nao je admittem
aggreghdoa.
Secretaria da Sociedade Recreativa Juveutude.
6 de Jucho de 1887.
Jos de Mediis,
2o secretario.
IKflA\lAIi:
DO
fcS. Sacramento de S.
Jos
Hoje-Dooiingo -Hoje
2.' repreaentsco
NOVIDADE THEATRAL!
esplendoroso especticulo
Organisado pelo sympatbico actor
LTBI
Oom o concurso da compsnhia dramtica
SOVItis DE tll.DII-C4S
da qual faz parte a 1. actriz ingenua brastleira
D. MOLINA MONCLAR
Subir a scena a ORATORIA em 4 actos de
grande succeaso
Os Milagros de M Antonio
E' pe$a esta montada a c iprich-.
Oa coros ensaiados pelo dstincto prof.aaoi- re-
gente da orchestra o Sr. ANTONIO MARTIN8.
_ Tomam parte u'este espectacu o ca artistas:
Soarea de M-'deiros, D. laolina Mondar, Lyra, A.
Coimbra, A Peres, Jos Bernardino, Mximo, UD.
Apolonia, Amelia, Flora, Il.norinaeos demais ar-
tistas da C'-rcpanha.
Principiar s 8 horas.
O Dr. Jo-:quim Correia de Oliveira Andra
de, juiz de direito privativo do crphSos
e ausentes nesta comarca do Recife, por
S. M Imperial e Cons itucional o Sr.
D. Pedro II, .i quem Dous guarde, etc. .rfe^,< mesa regedora desta veperavel ir-
n, 'i o > rtandade e d-j aceordo eom o nosso coropromisso.
I ,;???' T ^ PrPw- d'tR'v";em u convido pela segunda vez a todos os noaa .a irma s
delle tverem noticia, que no da H d, Junh. do comparecercm no domingo 12 do corrente,
corrate anno depna d.preench.daa aa forma!.- w no consistorio da matrii, afim de
dades da I,, e do eatylo ir pra?a a quera maia | procedcrmos h elelva0 da novamesa teg0OT
o ann i compromiasal.
Consistorio, 10 de Junho de 1887.
Vieira da Cunh i Sobrinho,
Escrvao.
De ordem do Dr. preaideute da mi'sma. sao con-
vidados os senhores m-dcos e pharmac uticos re-
sidentes na provincia, pira u terceira reunido,
que ter lugar no dia 12 do corrente, s 12 hora?,
na s le da inspecto'ia de hygiene, ra do Sa-
ra i da Victoria n. 32, afim de discutir-so os esta-
; tuto-i.Scrviudo de seeretar-o.
Dr Jos de Miranda Curio.
c m*w,-cu>j*u\ja a cn:it*u ua uuviLueoa rftruaora Dir
der, prestando banca doea, o arrendamento por
3 annoa do sitio denominado Gira >, situado na
freguezia da Boa-Vista, eom portao de mad ira na
entrada, todo murado, eom diversas frueteiras,
urna baixa de capim, nm viveiro de apanhar pei-
xe, um grande caz de fijlo e cal eom escada de
pedra e cal, dous jardins enm cntenos para flo-
rea, urna casa de banho, tumb m de tijoloecil
coberta de ttlhas eom tanque de marmore, bomba
de ierre, urna naaecnte d'agua, cocheira, estriba-
ra p.ra dez cavallus, um pequeo terrado sobre
columnas de lijlo e cal c berto de t cuja Caaa de vivenda de sobrado de um andar
eom 8i tao e mirante e tem 98 palmoa de frente e
40 de fundo, 9 portas eom varandaa do ferro na
frente e 5 ein cada oitao, 3 aulas, 1 salo para
jantar, 4 quartos, cozinha fra C 1 quarto externo
ao poente, 3 qiarti 8 externos ao naacente, aendo
circulada de tijolo e cal, 1 sala e 1 quarto no so-
tao, 3 jaucllaa em cada mirante, 2 salap, 1 saleta
e 10 qiiartos no pavimento terreo; annixa a tete!
sitio fea um cutrn, morado no lado do poente, ape-
naa separadj do outro sitio por una cerca de es '
pinho, eom fructi iras, caea, estribara, cocheira,
cacimba e tanque, quart s para criadoa, galinhci-
ro, casa tt rrea para viveuda eom aoto, teira^i
na frente, 3 salas, i saleta, 1 quarto no aoto.
E vai prac.a o arrendamento do ailudido sitie '
a riquerimento do c^mmeiidador Jos Aatonio
Pinto, inventariante dos bens de sm finada sogra j Cento ao anno, sobre os Salios de dinheiro
D Clem^ntina Teodora da Silva, e de conformida-| dostado em C3nU corrente de IDOVimen.
de eom a i-piuiao do Dr curador geral e de todos r
os interessados ,to mLesmo BaDLc0- .. .
E para c.ustar mandei passar o presente, que Recebe-so tamben dinheiro em deposito
a uros por p triodos determinados, ou su-
martimos
tied SUites i Brasil M. 8.3. C
O vaoor A.dvance
vapor
Espera-se de N ..
Newa, at odia 14 le Junho
o qual ejutr ,depo:s da
demora neessariu para
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
f coro os
AGENTES
Hcnrv Firser k C.
,i 8 RIJA "i-O OMMEKCIO -
/ anda
M o i iie J
Lia tea
Capital to Banco.....
Capital realisado.......
Fundo de reserva.....
A contar desta data e
it
1.000.0C0
500,000
200.00C
ulterior reso-
lugao, conceder-se-ha juros do dous por
ser pub'icado pela imprenaa e afiliado no lugar
do craume. jft0 ao avso pvio de triuta dit^s para ser
Dad., e pasado nesta cidade do R.-cife. aos 2o ,.r i- .
da Maio de 1887 retirado, mediante as conuico's de que se
Eu, Oiavo Antouio Perreira escrivao, o aub-. dsr c.mhecimento aos i iteressados.
aer. vi.
Joa uim Correia de Oliveira Andrade
Pemamcuoo.
2 Secc).Secretaria da Preaideneia de Per-.
narabuco, De orJem do Exm. Sr. preaideute da provincia
e para os devidos tffeitos fac publc> que. de!
coiit >rmidade eom o ditpjsto uo art. 1G8 do re-:
gulamento annexo ao decreto n. 9420, de 23 de
Abril de 1885, foi h<>je n meado o capito hono-
rario do exercito Alfonso d Hollanda de Albu-
qrerquit Maranbao pra servir provisoriamente
oa i fEoi'ia de esertvio privativo de orph^os e do
crime por dist1. ibuico do termo de Nazareth.
O secretario,
Pedro Francisco Correia de Oliveira.
O Dr. Joaqun Correia d; Oliveira An
Hrnd-,juiz de. direito de orphSos ausen-
t's nesta comarca do Recife de Pernam
23 de Mato de 1887.
Wenry K, Oregory,
Gerente.
DO
BRASIL
Capital 20,000:000$
dem realisado ,000:000^
A caixa filia! d'ea e Banco funecionaado tem
poruriamente ra do Cotnmercio n. 38, saca,
vista ou a praz), centra oa a'guintea correspon-
dentes no estrangeir
bu., por Sua Mag>stade o Imperadoa Loadres......... a/N. M. Rithschil & Sons.
quem Deus guarde etc.
Fhqo saber a quem interessar possa que tendo-
se arrecadado os espolios dos sentenciados Ma-
noe! P;rira de A'encar, Antonio L-oacm de Men-
donc e Pranc8C0 Alvea de Miran la Varejofal
lecidoa em Fernando de Norouha, oa quaes nao
denaram testamento nern herdeiroa preaentes sao
chamadi.8 08 ar-oa legtimoa au cessorea a ae hab I
lirarern a herancana firma da lei.
E para constar mandei paasar este cdital que
ser publicado pela i.-jprensa e afiliado no logar
do costume.
\.
Paria.....
Hamburgo
Beriiin. ...
Bremente.
Frankfurt a/ Main}
Antuerpia.......
Roma...........
Genova.........
Napol.-S.........
Miio e mais 34#
cidades de Ita
lia............
Dadoe passado neata cidade do Recite de P-r- Madrid...
Barcelona
nambuco, aos 31 dias do mea de Marco do anno
do naacimento de nosso sinhor Jess Christo de
1887.
Eu Luis da Veiga Pessoa escrvao aubacrevi.
Jotquim Correia de Oliveira Andrade
UU2J
i ni i enfermldade tomada por
outra!
Equivoco dos lacultativis
O fallecimento de algum amigo ou p-
rente a quem amamos terna mente sern-
pre una desgraja lamentavel : mas a ca-
lami-ladc verJadeiramente terrivcl quan-
do os factes nos raanifestam que a pobre
victima sujeumbio-por so ter eropregado
utn systema de tratamento que nao era
apropriado para a sua doeiija. Comtulo,
casos ha em que o erro dos mdicos se
tiescobre autos de desapparecor a ultima
esperanza, e uestes casos, algumas vezes I ^.s commissoes reciberao donativos ex bene-
se consegue salvar a vida do doente. .fieio dos i-s^ravisad-s u confian) na gener sidade
publica.
Secretaria da Sociedad. P. rnambueaua contra a
Eaeravido, 8 de Junho de 18S7.
O aecretaiio,
Adolpho Guedes Aleo/orado.
Confereneias .-bolicionlstas
Domingo, 12 do crrante, 1 hora da tarde, te-
r lugar a 7* conferencia abolicionista, sendo ora-
dor Sr. Joaquim C. da Silveira Carvadi', fegun-
do-se a p irte recreativa do costume a cargo de
distinctos artistas, que giaci smente a prteu-
Pira exemplo do que deizamos dito, va
eos referir certos factos que estabelecem a
verdade da nossa affirmayEo.
Ha cerca de dous annos, urna das se-
horas mais bellas de New-York, abando-
nada peles facultativos em um caso deses-
perado de tisica (pois era esto o nouio que
os mdicos davain molestia) julgava-se
condemnada a tuorrer. Os pais da doente
resolveram leval a a Paria, esperanzados
em que, na capital de Franca, a Faculda-
de desi'obriria algum remedio contra o mal
qua amoo9ava a vi la da joven senhora
sta esp'-rauca nao 89 realisoo, mas feliz-
mente em Paria os amigos da moribunda
ouvira n fallar de ura novo systema de tra-
tamento aloptilo primitivamant pelos
Shakrcs do JIoute L"banon, no Estado
'de New-York e empregado depois por ou-
tras p<-ssoas eom ura xito extraordinario
era muitos casos de Dispepsia. Aos pais
da infeliz pareeeu qne era possivel que a
doenya que nffligia sua tilha poderia tal vez
denominar se Dispepsia ou IndigestSo, e
n3o a Tsica que tanto temiam, e abriga-
vam a esperanfa de que, em tal caso, se-
ria fcil salvar a desditosa joven.
Apr;ssaram-8e, pois, a alcanjar urna
quantidade de um medicamento intitulado
Xar.-pe Curativo de Seigel, e preparado
eom o fim especial de curar a Dispepsia,
A doente tomou algumas dozes desta re-
medio, e o resultado do novo tratamento
oi maravilhoso. Hojc, aquella senhora, j
restabele.-ida, vive feliz e goza de urna
sade p'-rfeita. Certo que, neste caso
os mdicos tinham tomado urna doenja por
outra, e quando se descobrio a origera do
mal, e se ezplicou o verdadeiio remedio,
os eyroptoraas da Tsica desapparecoram
inmediatamente.
O caso que acabamos de citar nao o
Cdiz......
Malaga. ...
Tarragonp .
Valencia e outraa (
cidades da Hes
panha e ilhas '
Canariaa .
Liaba.........\
Porto e mai8 ci-(
dadea de Por-1
tugal e ilhas... '
Buenos-Ayrea ... )
Montevideo......)
Nova York.
De Rotbac-hild Frrea.
Deutacbe II .i k.
Banque d'Anvera.
Bunei Genrale e
agencia a.
Banco Hypotecario de
Espaa e auas agen-
cias.
Banco de
auas agencias.
Portugal
Ri-
Companhia do Bebe-
ribe
No anno aocial proxim) findo, de 1 de Maio de
188G a 30 le ^ril de 18^7, for-.m regiatradas rio
competente livro de tranaferencia de uceo;s da
.-ompanhia de Beberibe 1,153 ecea, sendo 5o2
n.r vendase 601 por evolueo de horanca.
Recife, 5 de Maio de 18*7. O director secre-
tario
J,a Euataquio Ferreir JMODina.
"tompahiaTlft edilcaf
Aaaembl. g ral extraordinaria
Convida-ae sosaenhores accionistas ^ ae reun-
rem em assembla geral extiaordmana, n) dia i
do Junho corrente, ao mi aia, na aede s c-.al, ao
largo de Pedro II n. 77, afim de proceder-so a
eleicao da directora, gerente, presidente e secre-
tarios da assemb'.a geral, de coutormidade eom
os estatutos ltimamente approvadia.
Recite, 11 de Junho de 1887
CuataVO Antune,
Director aecretario.
Eng!8h Bank of the
ver Pate, Limited.
G. Amsirk 4 C.
Compra saques sobre qu ilqucr praca do impe-
rio e do eatrangeiro.
Recebe dinheiro em conta correte de movi-
mento eom jnr"a a lazao de 2% Ro anno e por le-
tras a rrazo a juros convencionadoa.
O grente,
William M Webster
THEATRO
Aviso
O London & Brasilian Ban k, limited,
recebe dinheiro em corita corrento simples
eom os juros de 2|0 ?o ann', capital,8a.
dos de 6 em 6mzes-Juoho o Dezem-
bro.
Recaba tambora dinheiro em deposito,
cora aviso prio de 30 diaa, ou fixo a pra-
zo de 3, 4, 6, 9 o 12 raez-s, os tasas de
juros, que forera convencianadas entre as
partes.
As ct nas j existentes, vencendo juros
por differetites tazas, fi -am sem alterajJo.
Recif", 24 de Maio de 1887.
W. H. Bilton.
i. all
411 LYulCJ ITALIANA
DE OPERASE OPERETAS
e uprez a. NA GHE L
iecfao-IJIZ MIL0\E
t.' necita
Domingo, 12 do corrente
Pela aeganda e ultima cz nesta tem-
porada a muito applau lida opcri cmica em tres
act. b do rraeatro P, Suppe :
BOCCACIO
.. 8 horaa.
Bonds para todas as linhas e trem para
Apipucos.
Brevemente
iMrOa de novo ai-tintan
Sra. Kaatelh Tereaina, primeira dama soprano-
absoluto.
8ra. Dalla Porta Mary, primeira dama contralto.
Sr. Brusthi Ventura, pumsiro tenor absoluto.
Sr. Garbini Luigi, primeiro barytono absoluto.
C'oiup'Aisa lra- ile5r;> de IVave-
Sacoa Vapor
PORTOS DO NORTE
O capor Camilla
Commandante o 1 tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos porto:, lo sul
ateo dia 18 de Jun'.o, e
seguir depois da deten i.,
i^! '' diapensavel, para os pc-tns
K>-\ do norte at Mancos.
Para carga, pasaagena enco raendc valorea
tracta-sc na agencia
PRAQA DO CORPO SANTN. 0
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mana Pessoa
E' e8perado dos ,rton do
norte at o dia 13 de Junbo
e depois da demora inds-
pensavel, aeguir paro ":
p^-tns do sul.
Recebe tambcm erf par^t Snnt.19, Saui '...
thariiin, Pelotas, i'orr Aier-.' e Rio Grande d
Sul, Hele Diodif .
P-ira carga, )i.:s."!t':., cncoinoi uda
ti:.' i-s' u agencia
PRAQA DO CORPO SANTN i<.
lOMAL STBAM tkaxT
C01P4NV
0 paouete Mondego
E esperado
do au! no da 17 de
corrente S"guinlo
lepois da a- mora
necessaria para
*. Vicente, Lisboa, Vlg e Son
thampton
Reduccao de passaqens
Ida Ida e volta
A Southampt >n 1' classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens, fretcs, etc., traca-sc D- oa
Consignatarios
idaiusonilowic&C.
S1. 3- RA DO COMMERC10 N. 3
1- andar
< omjiauhla Francesa ?e Maves;a-
cao a Vapoi*
Linha quinzcnal entre o l-vre, Lis
boa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
0 vapor Vil! c de Cear
Commandante Simn t
Espera-se dos oortoa do
sul at o dia 18 de Junbo,
seguindo depoia da ndis-
pcnsavel demora para o Ha-
vre.
Conduz medico abordo, de marcha rpida
e offerece eicellentes commodos e ptimo passa-
dio.
Aa passagens pdenlo ser tomadas de autemo.
Recebe carga encommendas e paesageiros para
os quaes tem excelentes aecoinmoda^-o !8.
Para carga, passgens, encommendas e
a frttit trata-se cm o
AGENTi--.
Augusta Labille
9 RA DO COMMERIO-P
i o upa viii i: Dli* IENK.IVK-
mr/M .iiaiiitimi"^
UNHA MENSAL
0 paquete Equateur
Commandante Mac
E' esperado dos portoa do
aul at o dr. 19 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-ae aoa senhores paaaageiroa de todas
aa classea que ba lugares reservados pira esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatim:nto de 15 /0 em fevor das fa-
milias compoata de 4 prssoas so meiSa e qup pa-
garem 4 pastagens inteiraa.
Por excepcao os criados de familias que torna-
ren) bilbetes de proa, goaam tambcm d'eate abati-
mento.
Oa valea poataee a ae dae at e dia 17 pa'goa
de contado.
Para carga, passagen8, encommendas e dinlioiri.
a frete: tracta-ae eom o
AGENTE
iugoste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9


H
Diario c rernaiiilHicoDiung;tt 12 COMPiXIU
PEBV4MICVM
Aavegaco C'ostelra oor Vapar
POBTOS DO NORTE
Parahyba, tatai, Macn, Moasor, Ara
caty, Cear, Atarahu e Camossim
< P vapor Jaguaribe
Gewmandante Bautista
Segu no dia 21 do
Junho, as 5 horas
4a tarda. Receb>
rga at o dia 20
~ncommendas pasaagens e dinheiros a [rete at
as 3 horag da taide do dia da taida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pemamb'ww
n. 12
m
DaDipfschifnahrts-GeselIschaTi
O vapor Cear
Espera-se de HAMBURG.
por LISBOA, e AQORES at
1 o di 19 do corrente, seguiu-
,do depois da demora necea-
Baria para
Rio de Janeiro e Santos
Tita. passageirus e carga a frete tratase com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCIO N. 3
1* andar
BlO
Vapores naeonaes
(NORTE E GUL)
U
i. Pelotas b Poito-AlBiiro
Vapor Ayiuorc
Espera-s a( o
dia 20 f*o corrente
do Rio de Janeiro
e seguir depois
l Ja dimora docos-
tunie para os por-
tos cima ndieuos.
Recebe carga, enc mmendas e passageiroa para
os meemos portas : a tratar co
PEREIRA CARNEIRO & C.
N. 6.RA DO COMMERCIO N.
1- andar
Pacific ieam Navigalion Company
STRAITS OF MAGELLAN LINK
Paquete John Eider
Espera-se dos portos do
sui at o dia 20 de Ju-
.ho seguindo para
a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em dianle seguren loarlo em
Pljmoulh, o que facilitar che-
garem os passageiros com uiai
brevidade a Londres.
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frote tracta -e com os
AGENTES
V% Usoii Mons A c .. Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO -N 14
LBlLUf
Hndanri de earrlptorio
O agente de leio-s F. I. Pinto mudou seu is-
criptorio da ra ero B m Jesas n. 43 para o aima-
zem da ra do Mrquez de O.inda u. 52 onde pode
fir procurado.
Leilao
Agente Brito
Da armacao, balanza, pesos, utensilio e b. u- g-
neros do esrabelecimi'uto df uolhados sito ra
de S. Jcu n. 5, em um e lote en retalhadamente.
a vontade dos Srs. pietcndentes, tudo ao corre,-do
martello por ter o d 'no do retirarse per doente.
Segunda-fira, 13 do torrente
A's 10 1|2 horas
Grande leilao
ib
De bons movis, piano, quadros, esp
vidros e eltntro pate
Terca fe Ira 14 do corrente
A;b 10 1/2 hora?
Da casa da ra da Unido n. 53
CONSTANDO
Salla de visita
Urna mobilia de megno masaico estufado com 12
cade-iras de guarnicao, 4 ditas de bracos, 2 dun
kerques com ptdra e eeaelho, 1 sola, 1 jardineira
com pedra, 1 importante pisno do fabricante P.
Deerner & Sobo, 1 secretaria de mogno para ae-
nbora, 4 lindos quadirs, 2 serpentinas de metal,
1 candelabro de dito, 4 jarres grandes de porcela-
na, 1 candieiro para k>ros euite, 2 esprignicadeiras, 1 cadeifa de palba e 1
relogio de parede.
Salla de entrada
Urna mobilia de auiarello completa, 1 tapete de
ecco, 2 parra de jarros, 1 figura de biscuit, 1 por-
ta-charutos, 1 meza com jarra e torni-iri.
galleta
EUid mobilia de jncarend completa cjtn tampo
de pedra, 1 m; zt de jogo, 1 rico relogio de bronze,
2 parea de Jarros de faianee, 3 quadtos, 1 tspelbo,
1 tirnp .ii e i a!bu;o.
lo quarto
Urr>a cama francesa para rasa. 1 toillet 1 guar-
da-vestido obra de g >st<>, 1 bidit, 1 erpelbo, 1
commoda e lavatorio, e 1 candieiro.
2 quarb
Urea importante commoda de Jacaranda roassic>
com um lindo santuario, 2 IroNtMf bordados a orfro,
vestimeutas completas para padre, snisaal e es-
tante, 2 <>nadros, 2 buoeas do Jacaranda, 3 cadei-
ras douradas, 1 lavatorio c 2 nforas de vidro.
3' quarto
Um marqueta') Urgn, 1 lavatorio com pedia,
1 cama para menino, 1 abide, 1/2 commoda, 1 es-
pelbo e 1 desp, rtalor.
4" quarto
Urna cama de ferro cem ce! sao, 1 lavatorio, 2
consolos. 1 ctmmoda para enanca, 1 cadeira se-
creta.
5- q-turto
Urna cami de ferro, 1 marques, 1 cdeira se-
creta 2 cade i ras de brc. s.
S'.la de jantar
Um aparador grande de nogueira com pedra,
1 guarda Ir.oc-, 1 guarda comidas de rame.
I mesa elstica de 8 tabeas, 1 s. f, 12 cadeiras
de amarello, 2 cadeiras de palha, 1 carteira,
1 tbear, i estante de f.rio com diversos livroe de
medicina e direito. 1 relogio de parede, 1 repart-
ment para rscnpt;rio, Imitas, vlrtro, cop s,
garrafas, talheres, salvas de electro-pate, 1 frnc-
teira de dito, p.ita-gna'daaapos de dito, 1 appa-
relbo do faianee para cb, 1 machina para caf,
diverso* passaros e amitos outros obfectos que se
tornara enf.idonho mencioaal os.
O agente Guana*, autoritario por orna rrspei-
tavel familia que retirase pata o Ra da Janeiio,
far lt-ilo dos maveis e mais objeatos cima men-
cionados. A < nfrega teri em acto continuo.
leilao
Dd 1 o&rallo pedrea, 1 carroc. com arreios
para o mesmo, 1 carro com 4 r odas e
1 boi
Sexta feira, lo de Junho
A's 11 horas
Na casa da ra da UoiSo n. 53
Por ocoasio do leiiao e movis e pianos.
POR ITERVENCAO DO AGE NT E
Gusmao
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a MOGO no beeco dos Cce-
hos, junto de S. Gonealio : a tratar c. ra d
Imperatria n. 56.
Precisa-se de urna ama para cosinhar e la-
ar, para peq uena Umilia ; na ra da Ma trirl da
oa.-Vistu n 3.
4ma P ec-ita-8" de urna ; na ra do
Cabug n. 3, terceiro andar.________^^^^
Aman Precisa se de duas, para cosinha
e engommado ; na roa de S. Jorga n. 139, segun-
do andar. ___
Criado Precisa-se para recados ; na
ra de S. Jorge n 139, 2 aodar._____________
= Precisa-te de um criado c de um eos i nh; ir o :
na ra Duque de Canas n. 85, 1* andar.
Alu
nandes Viaira
tratar na ra da Aurora
ras.
uga-se urna casa na travessa de Joao Per-
Vieira n 47, com um pequeo sitio ; a
d. 65, das 10 s 12 ho-
__ Os ubaixo assigoadus mudaram o seu eecri
ptorio de advogado e solicitador, da casa n. 38
ra do Imperador para a de n. 69 mesma ra,
sala da frente.
Mantel Joaquim Silveira.
Joao Caetano de Abreu.
AMA
Precisa-se de una ama para lavar e eu-
gommar em casa de familia : na ra do
Riachuelo n. 13 se dir._______
Hdame vlremont on a chave
dO fll UrO
Este engracado e espirituoso livro de sortea
para os tres festivos das de Santo Antonio, S.
Joao e S. Pedro, vende se na Livraria Parisiense
ra do Imperador n. 75.
Por 200 rs. enecntraro os qne se quizerem di-
vertir um livro para dar boas gargalhadas.
Jalroph
Manipoeira
Esse mcdicamtnto de urna efScacia r-conhemda
oo beribrri e outras molesfias em que predomiua a
bydropesia, atha-e moditcado em sua prepara-
cao, Tracas a urna nova formula de um distincto
medico desta cidade, sendo quo tmente abaixo
a&signado est habilitado para preparal-& de modo
.i melhorar lbe o gosto c eh iro, sem toiavia alte-
rsr-lhe as propriedad s medicamentosas, que se
conservara com a meern actividade, se nio maior
em vista do medo por que ello tolerado pela
est-'maga.
l'uico depoNito
Xa pharmacia ConceicSo, ra do Mrquez de
Olindu n. 61.
Beierra de Mello
lleiiaracao
O architecto Htrculano Ramos, teado obtido a
exoneracao que pedio, do lugar que occapava na
companhia de edificarlo, participa aos interessa-
dos qaa p> disposicAo os seas serviyn profes-
sionaes, no escriptorio ra do Passo da Patria,
junto as obras da cstacao central da estrada de
trro de Caruar, e residencia na ra Card^so
Ayres n. 5.
E barata
0 PEITOR AL de CERE J A
Do Dr. Ayer.
As enfen.iidaiks raais dolorosas e fataes i!a gar-
cnita e ilos pulmoes, ordliuirtanionto desenvolvom-
e, ten.lo por principio bases pequeo, cujas
resultados nao si.> diiHcis -le oorar so proinptn-
niente se tral:u> com o remedio conveniente. Porein
o progreso ; en demora latal.
i >s Kesfrlnilofi c ns Tunes dio reciprocamente o
insultado de I.urini;iii^. Aatluua, lronthltis,
Afreeco I'ulmonar c a Tsica.
Todas as familias que tera crianfas tevem ter
0 Peitoral de Cereja do Dr. Ayer
em casa para o usar em caso de r.ecssidade. A
perda de un kS dia, poda em ranttos casos accarre-
tar serias cousequencias. Por tanto nao se deve
perder tenpo pi.-rloao, experimentando remedios
de efScacia duvilosa, emquanto que a enfernil-
dade se anodera do systema e se arraiua profunda-
mente, mu< ssit tornar nesse Instante.
o remedio mals certo e activo em seu elfeito, e este
remedio sem duvlda algurna o PKITOBAL I>E
( .l.i i.i DO I>K. AVEB.
l'BKPAftADO PELO
DR. J- C. AYER e CA.,
Lowell, Mass., E. U. A.
A' venda as principies pharmacias e drogaras.
Precisa-So de urna engemmadeira escrava, para
urna casa de pequea familia ; a tratar no caes
da Companhia n. 7, escriptorio.
tlenQo
Precisa-se arrendar urna propriedade da trras,
'com casa de vivenda, estribara, casa de farinha,
ditas para moradores e mais bemfeitorias, c ra
acude ou abundancia d'agua corrente, com cercado
para vacena de leite e animaes, ou proporces para
isto, e para toda agricultura de mandioca, milho,
fejo e algodio, e que nao diste de nm povoado
com feira, quande muito do urna iegoa, ten do al-
gnma esta^So de caminho de ferro nesta mesma
distancia, nao importando ser o lugar acatingado.
com tanto que rsteja as eondic5esa cima exigidas,
e que as bemfeitorias estejam em perfeito estado
de eonservaco p limpesa ; quem ti ver annuncie
para ser procurado eexaminar-se. Nao se escolhe
cemarca ; prefenndo-se a da Victoria.
Vende se ou aluga-se um importante o mons-
truoso armazcm, tendj no fnndo bastntes com-
modos para familia, com porta para sahida inde-
p:ndete do armazem ; para ver e tratar na ra
do General Sera n. 33.
Pr sanio de Lamego
Novo, caegado ltimamente, tem o Bibeiro, e
vende por 15( 0 o kilo.
A quem interessar
possa
Previne-se a quem se julgar credor de Francis-
co de Souzh Durrte por qualqucr titulo, para que
no prazo de tnnta dias, a contar da data deate,
aprsente suus coatas ra ds Unio n. 54. para
serem conferidas. Recife, 11 de Junho de 1887.
El Malla de Kleper
l*rs|iarailo
DE
Itl r.OI 4-slS WELLCOIIE & c
CUIMICOS DE LOSDBES
Um poderosoagintedigestivo e acimilativo ; um
al ment nutritivo, especialmente adoptado pata
os enfermos e nao; un grande succedaneo do
azeite de ligado de baealbso.
O Extracto de Malta de Kepler um alimento
perfeito em si mesmo e contem tedos es principios
digestivos e nutritivos da cevada, isto phospha-
tcs, maltosa, distrina, albmina e o importante
quanto poderosa accesorio digestivo chamado
Diastasp,pedendo-se assim dizer que com a in
troduecSo do Extracto de Malta, como agente the-
rapeutico, se ba produzidc urna reVolu^o no trac-
tamento de certas enfermidades da nutrici), ope-
rando cspeeialm^nte na yspepaia, uiceraco do
estomago, eanerts do estomago, debilidades, cen-
valescenciss de enfermidades cgudas, vmitos e
gattro-'nterites dt.s crianzas, oinrasmos, affcc.-s
tscrofulcsas, tuberculott. etc.
Uoleo depoMllo
34 Ra do Rosario 34
Pharmacia e Drogara
B \RTHOLOMEU C. SUCOESSORES
a 400 rs. a arroba
Chegcu a primeira remessa do precioso farelio
de caroco de algodao, o mais barato de todos os
alimentes para anima, s de ra^a cavallar, vaejum
suino, etc. O can co de algodao dep'is de ex-
trahida a casca e todo o oleo, o mais rico ali-
mento que se pode dar aos animaes para oa forta-
lecer e engordar com admiravel rapidez.
Nos Estados-Unidos da America do Norte c na
Inglaterra elle empegado (com o mais feliz re-
sultado) de prefer neia ao milho e cutros tan 11 s
que sao inui'o muis caro e nao sao de tanta sus-
tancia.
A tratar no Herlfe6 Largo do Cor-
ito sanio, i andar
AVISO"
Os legos de '.rtiricio8 preparados na an-
tiga fabrica da viuva Runo proprios para
as noites de. Santa Antonio e S. Jo3o, ven-
dem-8e nicamente no caes ViDte Dous d
Novernbro, armazcm da Bola Araarella
n. 36, pelos pret-os da fabrica ; neste ar-
iDbzem baver venda lindes craveiros,
pistolas de todas cures e tamanhos, rodas
simples o singelas, foguetinhos, estreli-
nhas, etc., etc.
Tinla prela
IN ALTERAVEL
y-
(OIIHI \lt II*
PH\R.MACIA CENTRA L
38 Ra do Imperador 38
Pernamboro
Serve para cEcriptura^ito mercautil e d tres ou
qtiatre copias de nisava
Ao corp eoiDinereial
O triite estado em que ficou o rspo'io de meu
infelis marido e commercianta Mainel Loureuco
dos Santos, impo '-me o dtver de convidar aos
credores do mesmo, para se acharem na segunda-
feira 13 do correute, ao meio dia, em o escriptorio
dos Ilims. Srs. Maebado Lopes & U pata d-libe-
rar-se a tal respfito.
EcaJa 7 de Juuho de 18S7.
Anna Isabel da Cuuba Santos.
Laica Latine te Mello
1* anniversario
Joa Luiz de Mallo e seas filhos couvidam pe o
presente aos seus parentea e amigos e as amigas
da finada, sua sempre Icrabrada espesa e mili,
Luiza Lisne de Mello, para assistirem urna mise
que mandan resar na matriz de Santo Antonio,
s 8 horas da manbit de terca-feira 14 do corren-
te, 1 anniversario de seu fallecimento, e desde
jase confessam eternamente gratos a todos aquel-
lea que compare :erem a este acto de religio e
Estabelecimen'o de Banbos ao
paleo do Carino n. 20
O proprictario desse estabclocitnento
acbando-se com sua s'do aggravada e
nao podendu por isso continuar com o pe-
sado trabaliio que tem lido a 22 aunos em
procurar e elevl-o ao estado em que se
acha em offefeer todas na vantngena que
se ple desejar. O eaiabeliuimento ligado
com o endar superior quo tambem offerece
as melht res propfircSes para casas de
pentS.s ou de sjiie. Os pra!endehtes a
compra do referido rstabeleciment) diri-
jain-80 ao su u prupriotario na mesma cata.
ido
f
Or. Antonio Ruarque de CSnamo
Antonio de Ousmo Lyra convida aos seus p-
renles e amigos e aos do Dr. Altojo Baarqne de
Gusmao, fallecido no engenho Santa Rita da pro-
vincia de Alag&as, para nuvirem a missa que
manda resar na matrie de Santo Antonio, no dia
14 do correute, stimo do seu passamento, As 8
horas, e de tde j te contesta eternamente agr -
decido.
O Sr. Jote Bawto Paea de Melle, genio do Sr.
Jos Ignacio d'Avila, tenba a b-inind de ir
ra da lieti licito n. 16, fallar ao abaixo asaigna
do, a negocio de seu intiressc.
Recife, 1 de Junhj de 1887.
Jos Antonio Albuquerque. Pedrosn.
Semenies e carapato
Ccmpra-se na fabrica Apollo ra do Hospicio
numero 79.
Arrendamento de en-
genho
Arrcnd>i-se o importanto engenbo Santo Andr,
sito na fregU' lia de Una, comarca do Kio Fotbo-
so, qaatre legoas de Brreteos, perto de embar-
3ue ; esse engenbo, que um ptimo engenho
'agua, e um ds melberea da provincia, alem de
outras vuntagena quo ifferece, recemmendn-se
pela fertilidade e extensas de suat trras, que tem
capacidade para safrejar nais de 4.00J pet, e
pelas fuas excellent- s ebrat de pedra e cal. inclu-
sive orna magnifica ea-a de vivenda : quem qui-
s*r dirija-ae 4 ra do Imperador n. 40, armase
de rxerceacia.
O-mtlftim, Bcilz dot REVULSIVA
EiJ-p^Y^f* ** ^f- *-+* <> -VT_a.J,
_, 8AOQ NO ttUNC O IMTEIRO
\.K60JtJL0T.pe% aoa Snr^e .( ;iot compradoras SJBS
VtDADErRQaPAf l RG0I.L0T
I3B
fttf tus cmda *\xm *
ttmcMdafdha,
Jft_ tscnpts
Tiat* inoarBMd*
#rm;
CAJURIBEBA
PRAPER4D0 VIMI0S0 DEPIR4TIY0
iPPMAOO PBLl JUNTA DE BYGISNE PUBLICA DA GORTR
Aniorisado por d relo imperial de 20 de Junho de 1885
unii|Hisr;i<> de Fironno Candido de Figueiredo
EMPBEGADO COM A MAIOB EFFICACIA NO RIECMATISMO
DE Ql'ALQUEB TATUREZA, EM TODAS A8 MOLESTIAS DA PELLE, AS
LEUCORRHAS OU FLORES BRANCAS, NA ASTHMA
UKOKCHITB8 (inolestlaiB das vas respiratorias), nos 80?pbimestos
OCCASIONADOS PELA IMPUREZA DO SANGE E FINALMENTE
AS D1KFERENTES FORMaS DA SYPIULIS
PropagadorA. P da Cunha
As iirpr.rtantes cur^s, que este importante medicament.) tem produzido, attes-
< 'las por pessoas de elevada posiyao social, faze'.n eom que de toda parte s. ja elle
procurado, cuino o melhor e mais enrgico depurativo do sangue.
Depurar o tiangue, como oncligao de urna circulat,a,o beuefioa o cfficaz, eis em
que consiste prinuipalmect o rucio inris seguro ci couservar a saie o de curar as
or tifa* iue a impurt-aa do largue o:casiona.
O Cajrubba, pela sua aeja > tnica e enrgicamente 'epurativa, 3 medica
ment que actualmente id-- r.onsepuir esse resulta.lo sem prcjudi.ar nem alterar as
fuuc^Ses do estomago rtog DtOetim-8, porque nilo cont u substancias nocivas, aprsar
do vigor depurativo dos productos qu-* coustitueni a base principal d'estc medicamento.
As iiiuitus curas qii' tem feito, est3o comprovadas pelo testemunho :13 clis-
tinelos e cor.heci.l.s cavalli i: :- que linnam os attestados, que este irnr.l tera publica
do em sua BeegSo iocct rii.l
Deposito central, Fabrica Apollo, ra Hospicio 7)
4' venda em m AO publico
Tendo sido julgada por aentenc; do Ulm. Sr.
Dr. juiz de direito da comarca da Escada, a casa
commercial dt> fallecido Jos Luiz da Silva Potte
& C na ra do Baro da Eecada n. 75, o abaizo
assignado J'i Ferr.andes da Silva Potte, o qual
tendo assumid.' a rispouaabili iade para eom todos
os eredores da menina cata, do anuo 1885 a 1886,
cscripto pelo pri.prio punho d fall odo Jos Luis,
ass'm c.-a3 do balanco dado cm 5 dn Abril de
1886, i,a retiida d. ex-socio Manoel Zeferino de
Almeida Lima, pr vina a todos os seus d.:vedorc3
que de boje cm diante o abaixj assipnado o ni-
co credo; de todas ns dividas pcrrcoccutes mes-
ma casa. Pelo que fas o presento aununcio e
taz scienteai commercio em geral, que a saa casa
continua s' mpre sob a mesura firma de Silv Potte
s C
Cidade da Kscada, 9 do Junho de 1S87.
Jcs Fernandes da Uva Potte.
W}.
x.'.i.i;i
. Ai Cf OSEMOS,
sa ULYSSE ROY, emPolers (Frant)
mito PROUST, Sucr- & Genn
] Mfasu ensulloo coa Vnkoa a esCwo.1 ^
i?3*100frosci ,WI!i*
. !.cH* "3i ^sccciadeGo^nan-n6 10J froce^ rv 3 Bl
. .'.rumespara tod'^oLicoro j 10U fruoc ?>. ."> r
vic'.adeRhcmou'JeTa'ia. os lO franco* OCv ftf
ig-------
Depositarios em P^rnamltuco i
"^SBZ^iV^XSRi 1L. Ja GTLVA &, J.
E
ta.fa ,..<-.i,/.^
Nm U6sai mu
UT4hs"?TLA3
asp!ra-ee a f'jm.." jet v* aetra no peito i-iiroa r- tvrr.ptoma nervoso, facU'.'
t expactoracaS e Arortsa'3.% .mcces dos ortr^a reiiiiralotloa,
TwHaa ntaa* *m c > J ESPlC, i H. i m W-I*irf. > r b
ni:
Lotera da Provincia
rriAWirr r crecer ~~ -*--- -- ,.> p+tcwm
BRONCHITES, TOSSES, Catarros Pulmonares,
DEFLUXOS, Molestias do Peito, TSICA. Asmas
Cl:BA RPIDA B CERTA PELAS
Mio-uel L U. da Fonseca
1 38-Pr$a do tommereio-S
; PFSQEIRA
iN'este estabeleci-
rnento encontrar o
Ser breve annuncia do odiada extrac^ao! publico em jera!, um
a 7.a lotera em benelichs a matriz da Baa Boa completo sortimeato
Vista do Res fe, no consistorio da groja de N. de medicamentos, dro-
S. da Coneei(o dos Militares, onde se adiara gas, productos chi
o expostas asumas eascspheras arrumadas|micos, especialidades
cm ordein numrica apreciafao do publico.'pharmaceuticas nacio-
^naes e estrangeiras,
leos, vernizes, tintas
de todas as cores, pin-
jeeis e mais rticos
I para pintura.
O proprietario des-
! fa importante pharnid-
cia responsabilisa-se
pela boa qualidade
dos medicamentos e
drogas de que est
prvida, e bem assim
pela presteza e asseio
com que sero aviadas
as receitas dos Illms.
Srs. Drs. mdicos, que
precisaren! de seus
ser vicos pharmaceu ti-
cos nesta cidade.
Gottas Liyoniennes
TBOUETTE -PEBRE T
Ctm CRBOSOTB d FAIA, ALCATRAO ie .VOSUSOA e BALSAMO ie TOLU
Este preparado, infallivel para curar radicalmente todas as Moleatiaa das Vlaa
2 resplraitoriaa, recommendado pelas Notabilidades medicas como o nico efflcas.
'mico medicamento que alem de nao fa':gar o estomago, o fortifica, itconaticue s desperta
o appetite : duas gottas pela mais. e tarde bastam para triumphar aos casos mais mbsldes.
DEVe-aC EXIOin C SELLO DE GARANTA DO aOVERUO rKANCBZ
Depesito prificipal: TROaTTE-PERRET, 264, bouto* Voltaire, PARS
Oetxnito m Pernnmbueo: FHAW" W. da SXXVA *. O*, ui principies Pharmac:

00:000
|< t
iibiica da provincia
Especia!, tem o Bibeiro roa larga do Rosa
rio; & elle, antes qoe se acabe.
Em beneficio da Inslrucci
Esta lotera dividida em partes
Exlraceo da 1.a parte da 1.a lotera
Sexta feira 17 do corrente
Bilhetes venda na Casa Feliz prapa da 35
Independencia ns. 3C e 37; Casa da Fortuna,
ma 1. de Mar Larga do Rosario n. 36.
!J
irclo30
FESQEISA _. _
Neg-ocio volante
Vende-te
rnovimento
ro 8.
um cosmaruma grande, eoni vistas e
a trrar na ra da Imperatriz nnme-
lluencladopela Inspectora Gelude Hygins do Imperio do Brazll
PREMIO NACIONAL
di 16,60Or.
Grande Medalha de OURO
Enoerrando todos os crincipios das 3 quina
APERITIVO, TNICO e FEBRFUGO
Agradabilissimo e de superioridade pro-
rada sobre todos os preparados de quina,
contra a Depress de Forjas, as Af-
FEcgdEs del Estomago, as Febres re-
beldes, etc.
Paria, 22, na Drouot, e as priaeipaas PharmaciM 4o Muni:
9
0mesmo FERRUGINOSO
Recommendado catr depauperaxento
dO SANGOE, a CHIA>RO AlEMIA, e 88
CONSEQUENCIA8 DO PARTO, etc.
fflri
T


>v

*m
Aluga-sc barato
Viiconde de Itaparica n. 43, iiuniem.
Ra Coronel Soassana n. 144, qnarto.
Ra de Santo Amaro n. 14, loja
Rna do Corredor do Biapo n. 18,
Tratk-ae na ra do Commereio n. 5, 1* aadar
riptorio de Silva ira:s & C.
Alujase
AK
Diaria de P5wiiAHik|^ 12 de Jnaho de 1887



para coainbar, prociaa ae de ama; 4 ra de Joa-
quina IfPoaco n. 3, Capnnga.____________________
Ama
Precisa-ae de nma criada pira aadar
enancas ; na rna Dnqne de Caxias n. 44.
oom
ama caa com sotio, edificada a moderna, coaa
accommodacao para familia, sitio pequeo, entre
as duas estacea Jaqueira e Tomarineira.
mi
Un caa nova em frente lo Sr. Thom, prop a
par* pequea familia, entre Jaqueira e Tamari-
oeira ; a trata* na roa Primeire de Marro n. 25,
loja de joias.
Aluga-se
ae duas meiai aguas de ns. 9 c 11, na travesea
do Raposo, esto reedificadas, pintadas e caiadaa,
tem eommeoos para pequea familia e o alugnel de
nma 84 e o da entra 12 meneaes ; a tratar aa
rna do Ne^ueira n. 29.
Aluga-se
o grande sitio Tacarana, no Salgadinho, com bas-
tantes trras para plantsees e amitos srvoredos
s
nem pretender dirjase 4 fabrica Apollo, ra do
ospicio.
Xarope
de cambar uaeo e bal-
samo de Tul
Jos Francisco
reparado pelo pbarmaecutico
Bittencoart
E' um paderoeo preparado para todas as affec-
c5es dos orgos respi;torios, como catarrho pul-
monar, astbma, coqueluche, bronebite, paenmo
oa, tisiea, etc., etc.
Cada frasco 1*000
Ama
Para engommsr para urna familia pequea
ru do Mrquez do Herval n. 170
Precisase de
da Conceicao n.
nma ama puta coainbar
4' 1* andar.
na roa
--
THcofero.de Barry
Gfcaanto-se que Cu naa-
ir ecrescer o cabelloainaa
"<* cer ecrescer o cabello)
os mais^ aJvoB^nja*. a*
tlnba a a caspa e remoro
todas as iq)przas do cs-
eo-da coteja. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir on de embranqno-
cer, e in/aTlivermente o
toma es pesio, mack>, lus
ti oso e abundante.
Ama deleite
Precisa-se de ama ama que tenha bastante lei-
te ; a tratar na roa da Imperatrii u. 42, segundo
andar.
Precisa se de urna ama para cosinbar com per-
feico : na ra larga do Rosario n. 4t>.
Magnifico tanque de ferro
Ha para vender um grande tanque de ferr com
seis palmos de altura, seis de largura e doce de
eomprido, todo feebado, novo, pintado e por preyo
comroodo a ver na ra do Principe n. 24 e atar
na roa do Ilom Jess n 43.
Pliar acia central
Ba lo In|>< -ndor n 89
Jos Francisco Bittencourt, antigo pharmaceu
tico da pb'.rmacia francesa 4 ra do Bario da
Victoria a. 25, avisa a seua amigos e freguezes,
Depasito na Pbarmacia Central, ra do Impera- que se acha na pbarmacia cima, oode espera
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approTaeSoofficial da
un Governo. Tom duas veces
m ais fragrancia que qnalqaer outra
ednraodobro do tempo. E'muito
mais rica, euave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
- mais permanente e agradavel no
lenco. tus* veza* mala refres-
I cante no banuo ns cuarto do
doente. E' especifico contra a
I frouiidao e debilidade. Cura as
| dores de cabaos, os cansaco e os
desmaios.
Xarope ie Yiia ie Renter No. I
dor n. 38. Pernambuco.
Scnieiiles de carrapato
Conipra-se grandes e pequeas quantidades :
na drogara de Fn neisco M. da Silva t C, ra
do M arquea de Oiinia n. 23._______________________
iriado
Precisase de um criado : a atar na ra d
Paysand n. 19. Passagem da Magdalena.
Criado
criado ; no largo da Penba
continuar a merecer a confianza que felizmente
depositaran! em seus trabalhos proreasionaes.
Allencao
Vende-se urna tramojo e utensilios da (averna
sita 4 ra de Lomas Valentinas n. 70 ; a tratar na
ra Vidal de Negreiros n. 1E0, livre de qualquer
onus.
Precisa-se
n. 4, hotel.
de u
Casa c arnia^o
Aluga-se na Varsea, confronte a estacao da es-
trada de ferro, urna casa com armacao propria
para estabelecimeoto de molbados : a tratar na
raa da Imperatris n. 58, loja.
&
^un\A ALl^
ATES DI U8AIr-0. DBOZS DB VSiIr-4,
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosa,
Affeccoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Caballo, e de todas as do-
eneas de rJhngue^Figado, e Rins. Garante*
qu parifica, enriquece e Vitalias o Sango
a restaura e reno va o syatema inteiro. > .,
Sabao Curativo de Renter
Para o Banho, Toilette, Crian
cas e para a cura das moles-
tias da pella de todas as especias
a em todos os periodos.
Approvados e autorisados pela inspecto-
ra geral de hygienne rio Rio de Janeiro.
Deposito ern Pernainbuco casa de
Francisco Manol da Silva A C.
TiBiir i \m
PARA TINGIR A
barba e os rabcllos
DE
tintura tiuge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, dando lhes utna bonita cor
a natural, inofensivo o seu uso simples e
rpido.
Veudt se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqueyrol Freres, successoree de A
CAORS, run do 'jm-Jesus ant-aa da Qrtit
. 2?
ALBERTO HENSdfflL & C.
52Ra do Baro da VicloriaS2
Este a*reditado estabelecimento phttographico participa ao r^speitavel publico,
que contina a executar os mais aperfeicoados trabalhos pelo systeraa mais moderno e
mais apreciado. Arha se habirlitado a satisfezer as mais diffi 'cis exigencias, quer em
rabalhos phntogrophicos, quer em pintura a ole>.
Alm de seus trabalhos photograpbicos que sao por demais conher-idos encarrt
ga-se tambem de retratos a oleo para o que ja se a-ha entre nos de volta de sua via-
jera a Vienna d'Austria, onde visitou as principaes g"\-Ti Piereok, bastante oonhecido pe i perfeiy&o de seus trabalhos, desde 1877, quando aqui
steve em nossa casa e ultimam nte o anno passaio.
Pura satisfazer em gral a todos que honrarem o no so estabele i ment com |
euos encommendas participa que alm dos retratos, seja qual fr o systeroa, tambem I
recebe encommendas para qualquer vista ou paysagem, quer photographi-as, quer pin-
tadas a oleo, sendo o encarregado dest^s ultimas o mui oonhecido paysagista o Sr.
Tclles Jnior.
Roga se s Exmas. familias e mais pssoas o obsequio de honrarem com suas
Tieitas n'iss'j cstabel-jcimento, onde seropre existe urna ma?nifi"a exposicSo dos trabalhos
qu? ex^'-utumO' e onde tambem os senhores vi^itarit^s encontrarn lhanesa no tracto,
perfeic&o nos trabalhos e modicidade nos preeos.
C. Barza,
GERENTE.
Candi
Compra-se em granic ou pequea portao ; na
ra larga do R sirio n l.
;o ELIX.R
llHmrwtif
Frpirtnm, IHnnlunr e Chl*rur*t mlcnlinam)
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
V ssom succsso demosttrsrio i sagsriorldfcli dests msll..a-nt: sin emitir o hdsUU e lint iaerir. OSM
DYSPEPSIA VMITOS DY9SNTERIA
CLICAS T ACIDEZ r0 ESTOMAGO T DIARRHEA
4 Wo tnTTho^reeontttuinte para a fewtoa enfraqun jilas, pfr-
IAXR, Ph", 9. rna L Feletier. lefW.Uri ta Per~irr>hiic F3AN- M da sn.YA k f*.
~J,#9f*
A FLORIDA
Sua Duque de Caxias n .05
ADHlReBM
A Chave do Futuro, uovissimo livro de sor I Lindas capellaa com veos, para noiva, de
vende se aqu.
oleographic'S, a 5000 o
tes, a 2(30 rs.
Bonitos quadros
par.
Um jogo a gloria, a 1000.
Anquinhas a li5r>00, urna.
Lindo sortimento de cadeia de rlaque ame-
ricana.
Lindas pulseiraa americanas, de 6fl. 1)1
124 o par.
dem de \&. 24 e 3 o par.
Liodos bri'.hes de plaqu mericano a 4)J
dem deenh^ndo urna tbesoura, um peixe,
2 um.
Liadas guarnic8"8 para toilet, a 12/t.
Guarniv8 s para camisa, plaqu americano,
garantidas por der anuos, a 4 urna.
Cartciras para dinheiro, oom repartimen-
tos, de lj a 104.
dem para I tr .-, marcando os mezes de
Janeiro a Dezembro.
Lindas pastas de coro, ehagrin, pellica e
talludo.
BARBOZA
*:> a 154
Ri.mos de Adres de laranjeira, de ffibQO a
24500.
B deas para menina, de 35, 4j e 64.
Meias para s^nhora a 104 a duzis, com
palmas de seda.
L-n; s de linbo em lindas caixat, a 34 a
dusia.
CbDcIinaB de setim para baptisado, a 64-
Bdbon> tes de diversas quididades.
Para toilet :
A^u Florida,
dem Celeste.
I lem Divina.
11-m O-a
Pos de arrns Florida
tem idem 0a.
I fpro idem R-gina de Oclle Flerea.
Para o l'-nyo :
Easenciu Rita Sanglay.
I'em Ixora.
dem Aida Buuquet de Expolilo.
SANTOS
Apparelhot, econmicos p>ra o cozimen-
t9 e cura. Proprio para engenhos peque-
os, s-ndo modlct* em preco e ef-
feclvo em operaco
ode se ajuntar aoa eng<-nhos existentes
do systema velho, melh'.-rando muito a
qualidado do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes <>u engenhos oentraea,
albinismo ap>'rfcir>oalo, pystema moder-
no. Plantas completas ou machinisroo
separado.
Especirioaco-'s e informado s com
Itiovm* *\
5-RUA DO CO.MMERCIO-5
Boiisvactasdeleiie
Vende-sp na Cpunga,8i Jo do Debourcq, onde
poderao ser vistas.

A'uea-e-' o Io i.n :nr di sobriuio u. 27 roa Co
Imperador, nintado na ra da Duque d Caxias n. 47.
2/%M %
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m
C=J
AS
Enfermidades Secretas
BLENORRH AGAS
OONORRHEA8
FLORES BRANCAS
CORRIfRENTOS
recentes ou antigos sao curados em |
poncoa das em segredo, sem rgi-
men neiu tisanas, aem cncer nem I
molestar os o.'^aos digestivos, pelas|
e inieceo de
KAVA
DO DOUTOR FOURNIER
Cada Pilula ttm gravaic fi SGwuun,
raous, 5 ni. dueocIo, 4 ni.
PARS, as. Place de la Mndaleine
llHtlki ii 0OH0, Pirit 1885

Cosinhciro cscravo
Precisa-se de um cosinhtiro escravo, para urna
casa de pequea familia; a tratar no caes da
Compaobia n. 7, escriptono.
Mima novidade de rogos
e sortes
fFerece-se aos amadores, para os festejos das
noites de Santo Antonia, t. Joio e 8. Pedro, nm
completo sortimento destee artigos, que vende-se
por preces muo raioaveis, e fas-se grande diffe-
renca em porcao ; na ra do Rangel n. 2, e ra
estreita do Rosario n. 28.
Precisa-se de nm criado enera vo, para nma casa
de pequea familia ; a tratar no caes da l'ompa-
nhia n. 7, escriptorio.
VENDAS
A REVOLUCAO
0 48 a Ra Duque de Caxias
Chama allende das Exmas. familias para um espendido sortimento
de fazendas linas pe vendem por presos sem competencia
Touayse, f.zenda transparente, bordada, a 16(>000, peca.
Organdis borbadas a seda, ultima moda, a 18J000, peca-
Etamine berdada a retroz^ novidade, a O^OOO, peca.
Guarni^es de velu hlbo bordadas a vc-drilho, a 65000, uraa.
Faile, lindos padr5es, a 500 rs., covado.
Amor da China, fazenda de novidade, a 400 rs., dito
Cachemiras pretas finas, a 700, 900 e 1)5200, dito.
Cachemiras broche, ultima moda a 1^500, dito.
Liados damasses de seda, a 1500, dito.
Ditos ditos de algodSo, a 320 rs., dito.
Combraias bordadas, a 5A500, 60000 e 70000, pesa.
Dita adamascada, a 12^000, peys.
Setins lizos, finos, a 800, 1000 e 1,5200, covado.
As Exmas. noivas
Setim branco, fino, a 10200, 10400 e 2#000, covado.
Alpaca branca iavrada, a 500 rs., dito
Setinetas lia^s e lavradas, a 500 e 600 rs., dito.
Grande sortimento de fazendas finas, chitas, madapolSes, algndSes e muitos
outros artiges que se vendem per preces sem competencia.
Henrique da Silva Ulereira
_ Vende-se en arrenda-se um engenho qae fica
distante meia legoa da estacao de Ipnjnca e jam
bem meia le^oa do Csbo, d para ssfrejsr-se 1,500
pes de asBUcarT*qoem pretender pede dirigir-se
rna da Alegra n. 46.
Sobrado a vender-se)
Vende-se o sobrado n. 87 i ra da Aurora, em i
frente a ponte de Santa Isabel ; quem pretender, f
pode entender-se com o corrector Pedro Jos Pin I
to, na praca do Oommerclo.
WHISKY
KOYAI, BLEND marca V1ADU
Late escolente Whisky Escossea # .'rivf
e oanna, para rortie
hi lbores armasens
o cognac on agurdenle
i corpo.
Vende-se a retalho nos
aihados.
Pede BOYAL BLEND marca VIAIX) eajo n
a>e e emblema sao registrados para todo o Bra:'
BROWNS 6c C, agentes^_______
Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo um descobert
e otitro coberto, em perfelto estado, para um oc
dous cavallos; tratar a rna Duque de Caxini
n. 47.
Graflde sortimento
DE
Fogos e soples
para os festejos das noites de S nto Antonio, 8.
Joio e S. Pedro.
lima Mide
Vende-se por pncosmuio rasoaveis e fas-se
grande diffe.reoca em porcao.
6l>Kaado Baro da Victoria 61
Loja do Souza
*fjk P^ POR KKIO DO 1HPBESO DOS ^"^^TA# *~
L|P^ Sl2ir,Pe Pasta dentifrioios ^^^a
RR. PP. BENEDICTINOS
da ABBADIA de SOULAC (Gironde)
DOm RtAOlTELONNE, Prior
'i Mvilalhtix (fe Ottro : Bruxellas 1880 Londres 1884
."3 MAIS ELEVADAS REGOMPENSAS
1373
Pelo Prior
Fierro BOURSflIID
INVIMTIDO
( m imi ilo Elixir Dentilricio
ilos RP, pp. Benedictinos, com dose de
nlirinn.'M irov-i- e in '. prevem ecnrn a carie
i- <\ \: -, c-.< ii |! (c.^. fortalecendo o tor-
iiniiilo as (piigiva ptrteitauente sadias.
" Prestamos iimi vi nbuleiro servieo, assicna-l
fnmlu aos iiossot li-iii'i-'s este antigo e utilis-
simopreparndo. o melhor curativo o nico
preservativo 'mrra as Affeccoes den-
tarias,
GiSlDi FESWI'4 El 1 -07 m | ava Une Bugnerte, 3
Agente Geral SCUtUlll BORDEAUX
Achast em todas as froas Perfumaras, Pharmacias e Drogaras.
eitura para senhoras
liivramcnto & .
vpndem cimento port'and, marca Robins, de 1*
qualidade ; no caes do Apollo n. 45.
Terreno
Vende-se um terreno confronta a estacao do
Principe, estrada de Joo de Bntros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e com alicercee
pra 3 easaa; tratar na run d'Apoll > n. 30, pri
eiro andar.
r
li
Broches nikelados e 'loorados a 2/000.
B->nitJ9 graup s doarados a 500 res o maco.
Esplendido sortinv-nto de galoes de vidrilbo.
Grande variedade de i.-ques de setim, a 40<0.
Fii=adores am< ricano3 para cabillo a 3/00 ) o
maco.
Setas de pbantasia para cabello.
Bonita ctilleceSo de plisses 4(0 ri-.
Brincos, imitaba i Aventaes bordados para criancus a 2/000.
Chupis de fusto c setim para criancas.
Sapatos de meriu e sfim idem, i^em.
Meias brancas e de efirea, fio de Escocia.
Pomada de vaselina de diversas qualidades.
Sabcnetes fi:i-s de vazelina e altace.
Extractos tinos de Pinaud, Gut-rlain e Lubin.
Lindas bolsas de c uro e velludo.
Ficbs de li pira senh'T a 1/81 0.
Saputos de cas'-mira preta 2/0' 0
Teson.-as para costura, de 4'i0 iis a 3/000.
Pachtes de p de arros a 3t 0 ris.
Fitas de tedas as qualidartes < erres.
Immensa variedade Oe bit6-8 de phantasia.
E milbare8 de objectes propn<> para turnar non
senliora elegante, e muitos cutr s indisp^opaveis
i para uso daB familias tudo por preeos admiravel-
1 mente mdicos.
CT=
C3
ta=3
K

NOVO
THEMOMETRO MEDICO
de
Lon BLOGH
raivruoiiDoJ
Si/steina extro-ttensivel
(ka* nao experimenta vanne^o algaasa
devldaa contraoclo dovtdro.
Adoptto pela totuen.ia de Medicina d Pmrtt
i 22 de lepfemoro de IMS.
Mn m am ivxmtum trstia e^Ot^ *>
atiaba tui|sttin: ^--^-/
Aeb*-w bu prloclp* C&aM de Ia*traaaito*
de Oirargk
n.i n Grossi: 18. na Albonj, PiRII
Dcpasito rm rtniakN :
FRAN- M. da SILVA
e naa prinolpae Pharmacus.
Frgpuezia do Kecife
AIuh se a um ceqnena familia o soto do 1
andar da ron d Vise nde di- lian*rica, snuga do
Apollo n. 63 N" rn-smo nncisa-se de nm meni-
no para faser compras. Da se b ra ordenado.
Na Graciosa
BA DO CRESPO N. 7
Muirte & C.
Manhia ngl^ia
Tem para vender ero Iotas com meio kilo cada
irnaaTiOrs. Ant< nio Duar'e, ra da Umlo
n 54 e Aribur G ncalves MacS* s, na da Au-
rora a. 85, confrouindo-se com a estacio de
Olinda.
Vende-so nm importante nio em terren" pro-
nrio, entre o Salgadmho e a estenio de Doarte
O ho, com boa casa 0.- on- rada f>'nd coinnv'do
paia grande familia, cacimba, mui' i c qneiros,
IroniriuaB, piubeirac, r n iris, limeiraa. man-
cu-iras, caJBi-iros, com uoi gr.nde canavial e
urna excedente baixa di- e>p ro, alm de nm gran
de eup.c-- para pUntvoea ericSo d' animacn
a tratar no armasem 1 ra di Boro Jem n. 49.
LOTERA do cear
15:000$000
BITBACOxO INSTBNSF6B17SL DO 12.n MI DA 3/LOTERA
Quarta-fera, 15 do crrante
Os bilhetes desi acreditada lotera
acham-se venda as seg-uintes casas
Casa da Fortuna, rna Primeiro de Margo
n. 23; Casa Feliz, prtaca da Independencia
ns. 37 e 39.
Telegraniin?! e lisia no dia da oxtraccao
Roda
n. 36;
GOnAS REGENERADORAS
ao Dotor SAMUEL THOMPSON
AS Ouraa mais Inesntrailas ti > deridas a e&f PRECIOSO MED-
CAMENTO, repar.idor por eteellenca de todas a. peni.i- Mxp'cniaoUdai
ptle orjanismn tonsequeors a EXCELSOS de PRAZERES.
Mataa Oottaa dio igpr aos erraos stxaaes do i'gns mm : curan iatalIntlmSDte ledas as alTecoSei
laadas ESGOTAMENTO. Ues conjo Impotencia Espermatorrbea, Pardas seminas, ttc.
O Frasoo : S Francos (em Francja.) /? u .BrtMnl
T*4t Inane nlo meter a Marca de Fabrica registrada e a aifif>af',*we^S. /*!"*"
dar ser rlji"roai 'Dente recusado. -&E^^ tmt
AHXS, Pha.no.aola OELin, raa Rochschoaart, S8. ^/ trountt.
Depositarios em Ptrnambuco : FRAN M, da SILVA t C>.
LOTERIADES PAULO
Sorte grande
10:O00$000
na CamVvVt do Ciimo
bolo, secea e molhn la
Vende-si
n. 10, especial massa ppr.i
e
Vrndr se
um bomfestabeleoinieiit" d>- mnlhados ra da
Imperatris. ben >f,guer'*< : i fraterna raesma
H. n. i'8, com Frana I srt K. Unto.
mt
"? Medalha de Ouro na Exposi^flo uniTersaJ 1878 "
BRDEOS 4M Depeettot em todas ai tng:s de ComettiMt. #
DV
A venda: loja da Esmeralda ra Larga
di Rosario n, 2^ A.
KxtracQo a 13 de Junho.
e^g^
ffSfKXEB
capsulas ikmwm
71
BRETE-ntEB fPTENTDAa) S. O. a
OSereeldaa debati da torma 4. Dooeaaa Comlsltos de ftruoUa,
I raiulnoO asaim aoa doeatei w mala dalleadoa e a> orlante de
- .Mr *.m enioo todo e qaler medioameot
96. f*reer^
BCPO8IT0 QERAL, EM PAIMSV.
d ilva a o.
V V
fpoi/flo de Uwnaa*|
moa; ffcoi-saaaewWa,, rmm OMMjMum, *****
OLEO FIGADO BACALHAO H0GG
n rosto dos Otos ii Fizado dBotlbao oriln&rtos.
Sem ebeiro aom rosto dos Ohos i ftgio U
rtte Oleo natural e puro e de orna ffloacidwto oerU, ooatoaai>^^ *^|
a IMM, SroBehltla, ConaUpa-, T^~i*~,,*rf*i**J"?,*# ****
tamCcn etncax para torfiaear aa Ortanoaa OaaM a.***1***',L_L,. ,,, ,
Dtv-t cxxatr t> mm tu OTff, e de mal* o oertiflcaio 9x> afir LESOEUR. / <*>*
rnS^mmtm ****** **** "*. 1 2? lP^so no rotulo colado
tm^^*r7lZ37ZiVi******* tmmmt prmolpa nunuM.
ATIBO.-Bmlinmi aa r>*ia
r
UEElVEl


8
Diario de
do Jujio.dc 1887

ASSEMBLEA GERAL
CHARi DOS DEITADO*
DISCURSO PE0FK8ID0 NA SESSO DE 27 DE
MAIO DL 1887
(Conduaao)
lato acontece em S. Paulo; cm oatras
provincias, porm, qnando a eleijSo divide
em duas fracjSas quasi iguaea os repre-
sentantes da provincia, como possiel
constituir urna maioria, como ha de o pre-
sidente da provincia governar, como se vo
tarSo as leis annuas, si a abuegajSo e o
patriotismo de urna das parcialidades nao
prescindirem dos expedientes usados para
inutilisar a acjSo dos adversarios na as-
sembla e no governo da provincia ? J
6e v que, compostas como sSo as assem-
bl-s provinciaes, n3o podem funocionar
regularmente, (apoiados.)
Senhores, eu nao quizera tocar em um
ponto de que se oceuparam os nobras de-
putados, porque parece que o digao presi-
dente do conselho nSo estimara que essa
discussSo se reproduzisse, e, anda mesmo
cm sua defesa; porm, tendo dado um
voto de confiarla ao ministerio acerca da
questSo, e tendo sido ella trazida ao de-
bata pelos raeus Ilustras e honradissmos
colegas que me pracederaro, nSo posso dei-
xar de pronunciar me. Aliado questSo
militar.
NSo pretendo indagar si o governo com-
metteu faltas na origem do acontecimento,
si fez bem em impor as notas, ou si de-
vera usar de mais energa contra officiaes
de alta patente, quo autorizaram e presi-
diram reunioes sediciosas. O governo esla-
va no centro, u) thoatro dos acontecimen-
tos, e era quem meldor podia apreciar as
circumstancias, julgar dos fados e apph
caribes o remedio conveniente.
Tal vez, pelo pouco esclarecido juizo que
posso fi zer, procedesse eu de modo mais
craergieo; mas provavelmtnta Iludo-roe,
e nSo posso deixar de ceder neste ponto
grande experiencia e ao criterio illus-
tradissimo do honrado chefe do gabiaete,
que, alm de tudo como chefe do meu par-
tido, pontifica mximo da nossa parciali-
dade poltica, peasa por todos nos e ha de
pagar pelos u.eua e pelos seus peccados. (Ri-
sadas.) Mas, com o desenvolviroeato que
a questSo teve, chegatas as cousas ao
ponto em que o Senado interveiu, tratao-
do-se de interesees superiores, quando ra-
zones de estado se impunham irresistivel
mente, o nobre Presidente do Conselho de-
via ou nao aceitar o voto do Senado ? De-
via; nao podia deixar de aceitar.
O Sr. Joiio Peni Jo : Nio tinha outro
remedio.
O Sr. Duarte de Azovedo: O nobre
Presidente do Conselho sacrificando certa-
mente, nSo digo um capricho, mas um me-
lindre do governo, deu prova de grande
patriotismo, aceitando a medisjSo daquel-
la elevada corporajSo. (Apoiados di maio-
ria.)
O Sr. Mattoso Cmara : Foi um acto
co grande patriotismo.
O Sr. Duarte de Azevedo : Senhores,
nao se tratava da vida do ministerio, nem
da vantagem deste ou daquelle partido; a
questSo nao se tinha de resolver em pro-
veito desta ou daquella parcialidade, mas
intereBaava aos principios superiores da
sociedade poltica, possibilidade do go
verno do paiz, tal vez manuten jSo das
instituido ;s-
Era o caao em que o patriotismo devia
pulsar no peito de todos os brazileiros.
(Muitos apoiados da maioria )
O ministerio curapriu o seu dever, se-
nhores, e o felicito por esse facto. Eu o
felicito, porque nesse cumprimento do de
Ter praticou tambbn urna obra de repara-
dlo.
Desde qua o governo adoptou o parees r
do Conselho Supremo Militar de Justica
sobre a improcedencia dos avisos, em vir
tude des quaes haviam sido impostas as
notas aos iniliUreo, a coasequencia lgica
pareca ser a retrala deasaa notas.
O Sr. Jlo Penido: Apoiado.
O Sr. Theodoro da Silva : Nao apoiado.
O Sr. Joao Penido: Apoiado, apoia-
dissimo.
O Sr. Duarte de Azevedo: A questSo
ficou reducida pretendida necessidade
de requererera os offioiaes o tranca monto
das notas.
Pois bem; bou ve quem re quera ase por
elle8. O senado o requereu, e ea me ar-
rependo de o nao ter f-ito deste lugar. O
ministerio, acudindo ao conselho do sena-
do, praticou um acto de justicie conciliou
felizmente os interessas das partes com os
da ordem publica, e com as reaes conve-
niencias do proprio governo, porque elle
o syrabolodaoEganizijSo suprema^da jus-
tica. *
O Sr. JoSo Penido: Sobretudo da
Justina devida aos militares.
O Sr. Duarte de Azevedo : A Cama
ra comprehende a conveniencia de nSo me
deter por mais tempo neste ponto. Isto
urna quesiSo morta em virtude do convite
do Senado e da resolujSo do governo, con'
vita que foi melhor qua partsse do Sena-
do do quo da Cmara dos Srs. Deputados,
porque um convite daquella natureza, fei-
to pela Cmara dos Srs. Deputados, po-
deria, em vista da natureza eminentemen-
te poltica desta corporajSo, parecer um
voto de bostilidade ao governo ou de re-
provajSo sua poltica. (Apeiados da
maioria.) Consequenteroente foi acertado
partir a espontaneidade desse conselho an-
tes da cmara vitalicia do quo da cmara
temporaria.
Mas nSo continuarei nesta questSo, que,
por felicidade de todos, foi conveniente
mente solvida.
NSo desejando, Sr. presidente, tomar
mais tempo Cmara, vou concluir pe-
da do aos nobres deputados da opposijSo
a mesma cousa que elles pediam ao minis-
terio, e que empreguem todos os esfor-
jos, os recursos da sua robusta intelligen
ca, a experiencia que possuem dos nego-
cios publica, e sobretudo os assomos de
seu patriotismo no interesse commum e no
bem da patria.
O nobre deputado pelo Rio Grande do
Sul concordou em que nSo bavia muita
sinceridade as nossasdiscussSes.
Pois bem, senhores, sajamos mais sin-
ceros, nSo fajamos recrimnajo'es inuteis,
demos mais valor s oousas do que s pa-
lavras res non verba, e nio queiramo3
ter do systema representativo, apenas a
forma ou o simulacro; evitemos quanto
tor posaivel a perversS) deste rgimen po
litico, para que nSo possam 08 vindouros
pplicar nos aquellas desoladoras palavras
de Tcito quando fallava da decahida re-
publica romana: manebat nihilominas qua
dam imago reipublicot.
Vozes: Muito bero, maito bem. (O
orador felicitado por muitos Srs. Depu-
tados.)
e coroprehennsSo dilfi il. Sa Ihe explicas-
sem as cousas p r meudo, obedecera :
quem obdece nio tem responsabilidade.
Infelizmente nSo pansa do mesmo modo,
e a sua divergencia nSo propriamente
com o Dobre ministro,. mas em lelacSo as
ideas consignadas no projecto que o go-
verno o a Cmara preferiram.
NSo est, nunca esteve, nem estava com
a poltica de accreserntar novas attribui-
j3eB ao nico poder real desto paiz.
E' um adversario franco, diz na tribuna
muito mais do que diz fra della. A obra
paciente e longa de annullur o governo po
pillar, como o concebeu a lauca institui-
do, est quasi concluida.
J as ilIu.-.8 s 83o muito raras, e s se
fingem engaados os qua querem render as
ultimas lisonjos ao poder. Nio ; er no
povo e no governo popular ; observador
dos principios fundamentaes da Constitui-
do, segundo a qual todos os poderes di-
manan) da najao.
Dizia Montaigne, que nao basta tirar a
mascara s pessoaa; necessario arran-
cal-o tambem s cousas. Em poltica, ha
duas maneiras de usurpar : urna, pela forja,
quando se tem geito; outra, pela astucia
quando se tem geito, e a .astucia tem cau-
sado lib -rdade mal muito maior do que
forja.
Aquella qua usa da forja tem certa con-
dij'o, que a do seu genio. E' Napo-
leo I. Queria ter a Franja as mSoa,
porque senta sa capaz de governal-a por
si. A ninguem Iludi.
EntSo o maire da mais pobre communa
era um agente su, assim como o prefeito
do mais rico departamento. As pguias
francezas dominavam o mundo a competir
com a gloria das aguias romanas; e a in-
fluencia, o poder da Franja, se nao com
pensava os sacrificios da liberdade, pelo
monos deslumbrava a imaginajSo de um
povo de hroes.
Comprehende o orador esta audacia do
genio, esta largueza de um espirito que
pud|>8* omprehdkder a pbilosqpbia d* Traquillisai-vos, porque o governo, en,
projecto e como se a opposi^So cjue^a este qua sou chefa, nSo taotarei jamis urna ro-
se faz derivasse da algunas de suas dispo- volujSo, nem teoho tandencia para isto.
sjSjs, emJ*ez de ser iscitada, cuno Se neste paiz algueai quizesse tentar ama
em razao de seu organismo e consfruejaj revolujSo, n5o havia de rcorrer s ar-
ir se-ia qui S. Ex>>, sem. confia*ja
nos dous principios contrario!, entre a li-
berdada descentralisadora e a centraliaajao
tiranmca, quizera procurar um meio ter
000 ; mas o orador logo se desonganou, e
vio claro que o nubre ministro qupr o pro-
jecto como tilo em seu espirito e eu seu
corpo, sem todava repugnar Ihe aceitar um
outro retoque de ap"rf.-ijo..inonto no sen-
tido das ideas que S. Exc advog.a e pare-
cem ser dogma da sua escola.
Ao entrar no debat", figurou o nobre
ministro a necessidade da interferenoia d^
governo na geatSo municipal, e attribuio
falta desta interferencia as desgrajas da
administrajSo local. Assim dever ser
francamente centralisador.
Entretant', depois, suavemente, quor o
nobre ministro que sa adopte o projecto
amplia
as
li
SESSAO EM 30 DE MAIO DE 1387
REFORMA DA ADMINlSTRACO LOCAL
Contina a 3.* discusso do projecto
n. 178 de 1869, reformando a administra-
jSo local.
O Sr. Ferreira vlanaa diz que,
se estivesse to arrependido de suas cul-
pas, que nao sao poucas, como se confessa
de ae haver prestado ao convite de um ex-
ministro para com outros collegas formular
um projecto sobre a reforma municipal,
tnia por certo que a sua alma estava
salva.
Por aquelle trabalbo, que :i de muito
bom corajSo, pensando strvir ao paiz, foi
posto na bocea do mundo, forjado a dar
satisfajSes a toda a especie de inquirijb,
provocajSo e at de desafio. Nioguem se
metta e o qua acontece com o orador,
>irva de lii jaoa trabalhar para o gover-
no e por conta d'elle. Qnem tiver ideas,
guarde-as ; quem fr possuidor de alguma
verdad'-, oceulte-a ; e, si um dia por acaso
acontecer Ihe a desgraja de ser ministro,
aprosenle-a, faja-a prevalecer, porque em
nossa trra sem a libr nada se faz ; at
para a idea n-cessara a libra official.
Pareceu ko nobre ministro que o orador
estava de inteiro tecordo com S. Exc, e
coa'prometteu se a proval-o, com isto ficou
muito satisf to : anda scismando que bem
nSo Ihe f z estar em 3pparecente desacor-
d com o governo de Sua Magestade.
De ac. ordo quer ficar, e se nao est
sempre, per ser homem de memoria ruda
julga poder governar um povo ; nao ad-
mitte, porm, a astucia estreita, meticulo-
sa, de Luiz XI, apoiando-se as commu-
nas para sacrificar a nobreza, depois en-
tregando a nobreza s communas, para
atinal, pela destruijao reciproca, consti-
tuirse senhor da Franja.
Nao comprehende a astucia de Napo-
le.1i III, berdeiro do nome, mas faltando-
Ihe o genio, a fpparentar espirito liberal,
apoiando se no suffragio universal, deseen
do a todas as minucias, cranlo e restaba-
cendo prefeitos e sub-prefeitos, todos esses
instrumentos de centralisajao e da tyr<*n-
nia. Quando a opiniao subi, e a onda
que crescia quasi Ihe chegou a o throno,
elle deixou cahir o decreto de 1861. Re-
petia-se ento, como se repeta hoje :nio
se attenta contra as liberdades : pelo
contrario, o maior desenvolvimiento da li-
berdade local; o prefeito exatamente
para para tomar conta dassas minucias,
incompativeis com os graves assumptos que
tan de ser decididos as altas repartj3es
do Estado.
Em vez de dar liberdades aos munici-
pios, o Cesar augmentava attribuij5 -s aos
seus delegados, isto aos seus instrumen-
tos, e arvorava esses lances de astucia ero
concessoea de liberdade.
Mas, as leis polticas
FOLHETIffl
JOSLARONZA
POR
JAOQUES D FLOT E PEDRO MiEL
TEUCEIlt .PARTE
O ABVKHO
(Continuajao do n. 132;
XVI
Na verdad*-, senhor, disse a 3ra.
Francs com certa irona, eis ahi wa es
empalo que nao posso deixar da achar ex-
ceasivo. O Sr. .Arband tem confianjs ab-
soluta no senhor.
Stephan inclinou-sc com polidez.
Creio que sou-lbe gr*to e sennora
tambem, roinha senhora. Mas tcnbo ha-
bito de ser pontual e, alm disso, sou mui
to su8ceptvel cm ques 5-s da probidad^,
jopj o qia sempra me dei bita.
Dizendo isso Rouval abri a s :a cartei-
r.., tirou am recibo parfeit:-imate em re-
jra, assignado por elle e entregos bella
viuva- -
Esta, sem comprehendt-r, ie.r;.
urou-o com as pontas dos dedos.
E' s isso ? porguntou elia com ccr
ta dureza.
NSo, senhora, no c f isso. Rsta-
me pedir Ihe que entregue isto a menina
Renata d Isaac, da mi una parte, com a ex
pressSi do ineu pezar por um equivoco
que houv^- recentemente entra ella e eu.
Entregou Sra. Fri.n um enveloppe
aborto ; e in.diando se :
Se nSo receiasse abusar da sua boa
voutade, ruinha senhor, pedira it.'adi ou
Ira cousa. x
Pode padir, estou turndo.
Rouval fi'.ou a.
Sulic'to, o.iuha senhora, urna audien-
cia da*uns istant 8, quer em Ba casa,
quer ero outra parte. Acrrescento que es-
timara que essa '-onversa fosse em presen-
ja de ama testerruuha seria.
A viuva n"o comprehendia mais nada.
Mas, 3enhor, perguntou ella, com que
fim ?
Ella respondeu con gravidade :
E' o quo nSo Ihe posso dzer neste
momento. Dir; apenas que o motivo
dos mais importantes. E' questSo da for
tuna, meara) da vida/ de pessoas que Ihe
sao caras.
A viuva deu um grito.
De Maximiliano, de Bertha, talvez !
Siro, senhora, de Maximiliano e de
Bertha.
Esta rcvelajao torduou.
Quando n senhor quizer.
Convao Ihe depois da araanha V
Sim, sim, depoif de amanhS, em mi
nba casa.
E, insisti ciouval, ter urna teate
munhr. .'
Una testcoi'inba Ah I nio me lem
brava.
D-pois ds rede.*.::
86 _onhec, como homem seguro, meu
sobrinho Julin) Daiucailly, que o senhor
tarabea :onhs z Ihe pareja um
pouco jiven ?
Oh a ida ; vem ao caso. O
Sr. Darmailly senyj como outro qual-
quer, at o prcro o, outro. E' ara rapaz
rauito intelligente. EntSo at amanhS, ini-
nha senhora, & ra de Boulainvilliers.
Compriuientou pela ultima vez e deixou
.i Sra. Francs ra*aito enredada.
Logo que rilo sal o, ella olhou puta o
oontteudo do enveiopp; o,ne Rouval a tiuha
encarregado li ntrega:' a Renata.
O cn7ebpp,3 contoha o recibo de tre-
zectos o aincoci. ;i : '."ancos, quo Rena-
ta tiiha passado qu. nio receb-u do Hgea-
te dj negocios 01 fundos em troca do pe-
nhor dos seus iaraaotes.
E a Sra. Fran:cs, presa da mais pro-
tanda adm.rcjo, murmuroa machinalmen-
te :
Qi- j'i,'5 es ^ se bomem jogando ?
Ser am tratarle ou am doudo ?
A Sra. F vi?ou logo a Juliano
sao tSo fataes
como as leis physicas: na hora suprema,
elle cabio e a Franja nSo pdlc respirar,
vencida e conculcada por todos, porque
nSo tinba meios de delberajo, ero de
accao. Seu senhor tinha desapparecido.
Elle tombou inerte. Eis a verdade his-
trica.
A aslu:ia quer vencer o direito ; Iludir
e torcer a ConatituicSo ; modelar e remo
delar debaixo do seu arbitrio principios
consagrados pela nossa lei de uniSo prin-
cipios qua honram aos nossos lcgialadorea.
Nem ao menos se ouvam doutrinas oras ;
sSo de antigs datas as que se repetem.
O dobre Ministro do Lupe-rio nSo quiz
encarar a questSo como legislador e como
hornero de Estado : tolheou e refolheou o
projecto pondo oro r levo um outro ar
tigo ; nao se reroontou a doutrina alguma,
a neuham, principio fundamental da ma-
teria.
S. Exc. fallou como se a Cmara nSo
dizendo que elle mantm
berdades locaes.
.as, seagestSo rouoicipal desordenada
mente feita, porqua S Exc. nSo interveio
ou nSo intervem como pudera e devera,
visto entender que a lei de 1 da Outubro
de 1828 p3e tudo dispoaijSo do gover
no? Como, diante daquella facto, e coro
as provas qua exhibi, S. Exc. adopta
um projecto que, segundo diz, consagra
ideas de autouomia, de liberdade o fran-
quezas. Davera ser nteirameute o con-
trario.
O projecto qua o governo adoptou, no
quo pertence parochia, a iaagero da
le napolenica da 1809 ; mas representa
um systema, urna cadiia qua tem unidade
para manter a unidade. M.s que unida
de ?--a administrativa, qua impcssivel
com o sacrificio da uaidade poltica, a ni-
ca que vale esforjos.
A solujSo desta questSo est em distin-
guir entre interesses locaes, qua por sua na-
tureza, de vem ser regidos pelo poder lo-
cal, e interesses do Estado ou da provin-
cia, que se manifestam ou se suscitara na
locahdade. O que peculiar da localidade,
a administrajSo qua a lei de 1 de Outu-
bro de 1828 e o Acto Addicional deraro
aos municipios, nSo podem deixar de ter
auton raia, porque a municpalidada nSo
, em phraae correcta, jurdica, senSo urna
coromunhSo, urna corporajSo constante de
familias que se reunem para entre si deci-
dir os pioprios negocios. E isto nSo atten-
ta em cousa alguma contra a unidade do
imperio pelo contrario, a fortalece.
O outro principio que o orador susten-
tou o de que devem ser de eleijao os
horoens que governam as cidades e as
villas naquillo que da ecenoraa local.
Nam o principio novo : como diz um
jurisconsulto portuguez, fallando de elei-
joes, i a velha carta de liberdade de nos-
so reino.
Adhere inteiramente ao systema de se
parar da deliberajSo a exeeujSo, mas fi
cando com o principio da eleijSo no deli-
berativo e no executivo; porque este o
principio fundamental da ConsiituijSo. O
orador nSo sacrifica urna partcula siquer
da unidade do imperio, que sempra tem
sustentado.
Mas a unidade poltica desfallece em
virtude da indifferenja do cidadSo e a in
differenja do cidadSo resulta da absten-
jSo no'governo do paiz. Pois possivel,
pergunta o orador, qua haja espirito
tSo optimista, tSo absoluto, que acre-
dite que urna najao de 12,000,000 de
habitantes pode contentar se no seculo
XIX com a autoridade de, em periodon
dados, levar urna u na lista, e nisto re-
sumir a sua soberana ?
Uro hornero, a cujo talento, nunca exce
deu a posijao queella tem oceupado, o Sr.
Gladstone, dizia, em 1864, ero um grande
banqueta ofifarrei lo pelo lord-mayor de
Londres, quando alguns espiritos suspeita-
vam intentos de 'iiuiiouir a influencia da
liberdade local no reino da inglaterra :
Tranquill8ai vos; a Inglaterra sabe por
experiencia de seculos que deve a sua
grandeza e a sua prosperidade indepen-
dencia e autonoma do governo local.
mas, aos expedientes conhecidos alan do
estreito; bastava que produzisse a auto-
noma local, que reduzissa a liberdade de
nossos condados e das nossas pequeas
parochias. Os qneixuroes, inevitaveis con
tra os que governam, em vez de ficarem
as pequeas localidades ou nos condados,
se juotariaro todos para subirem at ao
governo; e, no dia ero que* a Inglat;na
pudesse suppor que nos eramos respe ta-
veis por todos os seus infortunios, sma
iropos8vel o governo constitucional repre-
sentativo, e o throno havia de rolar...
E' assim. NSo ha governo que possa
supportar o paso de queixas do um povo
intoiro, que, pelas inatituijSca centralisa-
doras, v firmamento que o nico respon-
savel o mesmo governo. Tem aqui ap-
plicajSo a lei mecnica nSo pode deixar
de calcular a resistencia do suppasto para
saber a carga que se lha deve por.
Que produzio o regiraem, que o nobre
ministro quiz legalisar, da sujeijSo das
municipalidades so governo ? Produzio a
decadencia, o desconceito na instituijSo
municipal, como S. Exc. veio confessar.
No meio de reparar o mal dividem-se as
escolas.
O nobre ministroo orador peda lie ca-
ja para dizel-o, porque talvez nSo seja
muito parlamentar aconselha, como o
Dr. Sangrado a Oil Blas : sangre mais,
que fosse casa della, ra de Boulain
villiesr, no dia marcado.
J o mojo tinha tido urna longa con ver
sa com ojuiz de instrucjSo, ao qual con-
tou ao mesmo tempo, o furto das cartas e
a aggressSo que soffrera.
Os riamente as pesquiz^s, esperando que o
nimigo commettesse nova taita.
Plese, pois, fazer idea da adrairajao
de Darmailly ao encontrar, em casa, urna
carta da tia, concebida nest-s termos :
. Meu caro Juliano.
i E' preciso que me consagres a tarde
de depois de amanhS. O Sr. Staphan Rou-
val d^ve fazer-nos urna communicajSo da
mais importancia. Espero-te, pois, para
aluoojari
Ficou um momento attonito.
Eu li isso bem ? indagou elle de si
mesmo, Urna communicajSo de Rouval !
Que significa isso ? Que singular combina-
jSo encobre esta nova phase da luta 1
O joven advogado neo por um momen-
to pensou que o agente de negocios podia
nao s-r culpado.
Foi, pois, com viva impaciencia que con-
tou as horas que o separavam dessa singu-
lar confrontajSo.
Afin*l chegou o dia em que Ihe seria da-
do investigar o problema.
A's onze horas, Juliano alroojou a bs
coro a tia, que tambem estava muito en
redada. Bertha tinha ficado em casa do
Sr. d'Isaac com a sua amiga Renata.
Rouval chegou pelas duas horas.
A Sra. Francs nSo o fez esperar.
Rec'beram-o na sala. Bastou um olhar
do banqueiro p;>ra que este ficasse com-
prehendendo o inovel poderoso de curiosi-
dada que dictava esse procedimentoy
Mas, tanto a Sra. Francs deixotrtrans-
p i -cer a aua impaciencia, quante Dar-
mailly, perfeitamenta senhor da si, souba
iropor silencio febre em que arda.
Conseguio mesmo turnar uro ar de in
differenja, que devia ter induzido Rouvsl
a erro.
Fsgotadas ai banalidades, a viuva roos
tr iu o sobrinho a Stephan.
Est vendo, disse ella, que Juliano
acudi ao meu cbamvio.
Agradejo pessoulmento ao Sr. Dar-
mailly, respondeu Stephan com ama fleug-
sangre ainda. S. Exc. quer maior inter-
vengSo no governo municipal.
O orador quer que se Ihe d a responsa-
bilidade da administrajSo, que ao menos
nSo se Ihe negu a graja da attribuir a si
o que fizer de bom e de queixar-ee de si
pelo mal quo fizer.
O orador quero rgimen da liberdade ;
o nobre Ministro o da tutella, e, singular
tutella, quando o pupillo est desacredi-
tado.
Quanto mais o pupillo enriquece, mais o
constranga o governo quanto mais empo
brece, maior liberdade lbed. Sise mostra
incapaz, o governo sopra-lhe a liberdade ;
ae se mostra capaz, o governo restringe-a,
cerca a.
Na conce trajSo, v perigos; na des-
centralisajSo, nenhuro descobre.
Insiste no que teve occasiSo de diz r
sobre a responsabilidade que pede para as
cmaras municipaes, porque at se inventa
o qua nSo iroaginou, affirmando-se qua nSo
a quer, quanlo certo qua propSe a m*ia
effectiva responsabilidade em todos os abu-
sos que corametteren aquellas corporaco-.s-
Nesta parte, a diverginca entra o no
bre Ministro e o orador consiste em que
quer os recursos para o poder judiciario,
em vez de continuar a competencia entre
gue ao governo.
No mais, ha as Asscmblas Provinciaes
restando ainda o direito He sancjSo dos
presidentes de provincia para garantir os
interesses da alta administrajSo.
Portanto, o que o orador prop5e atten le
a todos os interesses, assim aquellos, como
aos da localidade.
O nobre Ministro do Imperio toroou para
seu roteiro nico a lei de 1." de Outubro,
sem se recordar de que ella de 1828, e
que cepois houve um acto fundamental
que alterou as relajo :s dos municipios com
as provincias e das provincias com o cen-
tro.
Iosiste em dzer que a legislajao que
temos a respeito de fabricas e fabriqueiros,
com a jurisdiccSo do juiz de capellas,
mais que suficiente para attender a estes
interesses, quaes sa figurara presente-
mente.
No desenvolv ment deste ponto o ora-
dor mostra qua o projecto tanto reconheceu
a falta de recurso-, da mor parte das noa-
aaa parochiaa, qua pretendeu habilital-as
com uro imposto directo.
Mas, alero de qua ao legislador geral
falta competencia para isto, sera um im-
posto Bubre todo o imperio; o ha quero
acredite, pergunta o orador, que o Impe-
rio, de fi lanjas ero dficit curouioo, si pi-
Ihasse geito e modo da lanjar um tributo
sobre todas as parochias, deixaria qua el-
las o arrecadassem, em vez de recolhel-o
ao thesouro, que tanto carece de recursos?
Parece que houve tenjlo de ensaiar oqufs
at aqui se julgou impraticavel. Cosneja-
se por lanjar esse imposto conta das pa-
rochias a ver o que produz, para depois
convertel o era renda do Estado.
Assegurou o nobro Miniatro que nSo
deve asauatar a uomaajS) do3 profaitos, e
menos a do mais qu pr feito d* cd-te.
O orador diz que se trata da craacSo da
novos erapregos publicoa, remunerados
cusa dos oofres reduzidos e precisados dos
nossos municipios; e qua nSo caba ao par
tilo conservador, aportado o paiz as cir-
cu.nstancias financeiras qua o vexa-o, ani-
mar, mais do qua animar, patrocinar o
desenvolvimiento, j af8:tivo, do espirito de
solicitajSo da empresas pblicos.
Ainda mais. esses prefeitos hSo do ser
os meIhora3 instrumentos da intervenjSo
do governo no processo eleitor-.l, e a sua
inl aencia se tornar oppresiva na propor-
jSo que os ministerios tiveroro tirado del-
lea o proveito que esperara ; o cada uro
merecer doa gabinetes, como dizia Lodru-
Rollin, membro do governo provisorio da
repblica de 1848, pelo eropeuho com que
houver sabido mandar para a Camira re-
presentes nSo auspeitoB, e antea dedicados
sua poltica.
O governo nSo carece de novos agentes
as localidades ; elles os tem nosjuizu3, no
promotor publico, no delegado, nos 8ubde-
legadoa, no inapector do quarteirSo, no
collector, no proprio vigario, que sem
duvida a maia bella representajao da au-
toridade, do respeito e da obediencia.
Taes prefeitos aerwrao para cada vez
mais entorpecer e obliterar o espirito das
povoajocs, que verSo de um lado tocar aos
seus representantes a obrigacSo de servir
gratuitamente ao municipio, sem autorida-
de effectiva e sera meios de redazir prati-
ca as suas deliberado :s e de outro lado
ma que teria abalado urna convicjlo mais
firme do qua a do futuro juiz de instruc-
jSo. Mas esl replicou com igual candu
ra :
O senhor faz-me muita honra, Sr.
Rouval. Tratarei de justificar a sua esti-
ma.
Sentaram-se, e convite dajviuva, o ban-
queiro comejou.
Fallou coro gravi lado e lentamente.
Tomei, disse elle, a liberdade de pe-
dir a occasiSo de fazer-lbes urna comuou-
nicajSo importante. VSo julgar da gravi-
dade, excepcional na minha opiniao dessa
communicajSo.
O silencio era tSo profundo que podia-se
ter ouvido cahir um alnete.
Rouval continaov :
Ha dous anoos que o Sr. A-band
sabio da Franja para ir Australia dispu-
tar urna heranja s pretenjoes de um in-
glez chamado L^wa Jubb. Pelaa rtlajSes
de negocio e tambera de amizade, tive a
honra de ser o confidente do Sr. Arband.
Ora, urna roinudencia que o Sr. Ar-
band, sem duvida, para nSo assustal-os,
nSo lhes coromunicou, habilitou nos, nSo a
miro, mas ao Sr. Clanos, mea represen-
tante, durante a minha viagem a Nova-
Yori^ a esclarecer o Sr. Arband quanto
pessoa e a qualidades do peraongera te-
raivel com quera ia lutar.
Fez urna pausa intencional.
A Sra. Francs o interrogou:
Qual essa roinudencia, que desco-
nhecemos, a qua o Sr allude ?
E' esta, minha senhora : Poucos das
antes da sua parttda, o Sr. Arband foi
atacado, perto de Poiot du Jour, por uro
malfeitor, que elle deixou escapar, conser-
vando, porm, a faca coro que tinha sido
ggredido. Essa faca tinha gravadas na
lamina as inicia-s L J. Pejo-lhes quonSo
esquejara aso, e que MI niciaes bSo as dos
noraes Lewis Jubb.
-- Perfeitamente, pronunciou Darmailly
em voz alta. E interiormente, murmurou
entra dentes : tem coragem este tratante I
Stephan contiouou com a mesma calma :
O Sr. Arband coromunicou esses fac-
toa ao meu amigo Clanos Longa de fi-
car sorprendido, este, por sua vez, rev
Uu-lbeque tiuha, por seu lado, apanhado
um lenjo vermelho na zona d'Auteail.
uro administrador pago, nomeado por um
poder estraoho aos seus interesses, e com
plena autoridade.
A consequencia ser que o municipio se
ha de tornar de todo indiferente ao muni-
cipio e ao governo, pelo orgSo do nobre
ministro do imperio, ou de outro, que Jhe
succeder, vira dzer Cmaraao povo
repugna servir a causa do municipio ; por
consegrante, fioatulo reduzido adminis-
trajSo paga do prefeito. E assim se com
pletar esta obra de belleza e de perfei
jilo.
No crivel que a nacao concorra aos
comicios parajcleger candidatos que dispu
tero a posijao insignificante, sinao ridicula,
de votar o que seja do sabor do represen-
tante do poder executivo.
Todos conhecem o estado a que ficou
reduzida a Cmara Municipal no que diz
respeito s suas attribuijoes, todos desco-
nhecem o sen desprestigio. Ella nSo cui-
da do abateciraento de agua, de Ilumina-
jSo, da extincjSo da incendios, da linpeza
das ras e prajas, do ajardinanoento da ci-
dade, da hygiene ; e at tem a seu cargo
as vallas da cidade, importantsimo as-
suropto sobre o qual o nobre ministro do
imperio leu urna extensa portara que tinha
expedido, reclamando inforroajoes, as quaes
a cmara nSo tem que dar, nSo deve dar ,
em viata da competencia que Ihe confere a
lei de 1 de Outubro de 1828.
E' de espantar que, depois de ter o go-
verao tomado conta dos servijos defiuidos
naquella lei, di-peis de ter arrecadado os
impostos do municipio, reduzindo a cmara
da corte quasi miseria, depois de deixal-a
exautorada, lavante grita contra ella e lha
attribua todos descalabros. Curopre ser
justo ; nSo se deve tornar effectiva a re3
ponsabilidade da funecionario e quem nSo
se concede poder ; antes se lh'o usurpa.
Quer o nobre ministro restaurar a munici-
palidad? Enttegue-lhe sua autoridad?
sua competencia.
(Continuarse Esse leajo vermelho era apenas um sigual
de reuniao, talvez mesmo uro sigual de ac-
jSo.
Julin) interrompeu-o com vivacidade :
Como soube o Sr. Clanos todas es-
sas particularidades '!
Vou lbe diz -r, noeu caro senhor, con-
tiouou o banqueiro. Antes de nos instal"
larraos em Pariz, viajamos, o Sr. Celano8
e eu, viajarnos muito. Conhecemos o Sr.
L'jws Jubb, cuja gran le ndu8tria consis-
te em captar beranjas importantes, por to-
dos os meios. Do nacionalidada iogleza,
Jubb protegido palas leis do seu paiz.
Demais, uro tratante hbil e que nao se
coropromette. Deve ter perseguido o Sr.
Arband at na Franja. Direi mais.. .
A voz de Rouval tor no u se surda. Elle
suspirou :
Jubb j tinba feito urna victima, pois
o Sr. Arband pai morreu.
A Sra. Francas levantou sa da um pulo.
EntSo o Sr. supprJe que esse Lewis
Jubb foi o assasaino do pai de Bertha ?
Fajo mais do que suppor, minha se-
nhora. Quasi ouso dzer que estou certo.
Ella soltou uro grito de indignajSo.
E sabendo isso, o senhor deixou Ma
ximiliaoo partir ? O senhor, seu amigo,
deixou o nosso pobre rapaz partir para ir
ao encontr de uro perigo terrivcl, que elle
ignorava t
Rouval r-spondeu cora sriedade :
NSo me julguo cora precipitajSo, mi-
nha senhora Maximiliano tem urna natu-
reza forte e orgulhosa. Conhecia o perigo
que ia affrontar. O Sr. Celano3 nSo o dei-
xou na ignorancia. Mas, como homem de
coracero, o doutor quiz salvaguardar a he
ranea da irruS. Alm disso arda por
a oh ir se face a taco coca o hornero que sus
peitava ser o aasassino do pai. Eis porque
parti.
-- Pobre rapaz suspirou a Sra. Fran-
E, perguntou Darmailly, nem o Sr.
Arband, nem o Sr. Clanos lembraram se
de prevena a justica ?
Pejo perdSo, Sr. Darmailly, Maxi-
mili; no apreantou a sua queixa e Clanos
foi chamado coroo testerounba ; at entre-
garan! as provas, isto a faca o lenjo
vermelho. Mas nessa occasiSo o Sr. Ar-
band parti e de suppir que a justija
nSo achasse o negeci* bastante importante,
porque as peaquizas nSo proseguirn).
Tudo era rigorosamente verdadeiro Ju
liano teve de confessar que o seu adversa-
rio esta a proteg io por todos os lacts.
Eu nSo teria mais pensada em tudc
isso, continuou Stephan, se uro incidente
singular nSo tivesae viudo ltimamente
despertar esaa lembranja. O Sr. Dar-
mailly, que deu-me a honra de urna visita,
conbece o incidente. Eu o cito somonte
para conhecimento da senhora sua tia. Al-
guns minutos depois que sahiram, na noite
ero que tive o prazer de os receber para
jantar, a minha casa foi alvo de urna ver-
dadeira aggressao.
Nao consegu descobrir os criminosos, s
as feijoes de um ddles appareceram mais
ou menos distinctamonte.
Eu tinba esquecido esse facto quasi in
significante, deixando polica o cuidado
de descobrir 03 culpados) quando ha qua
tro dias, descendo a avenida do Bosque de
Bolonha, fui attrahido por um objacto br-
Ihante que estava na re va perto de urna
moita- Approximei-me e apanhei urna fa-
ca. Fajaro iria do meu espanto ao ver
na lamina as iniciaes de que fallei.
Ah I disse Darmailly, isso talvez nSo
passe de urna coincidencia singular.
__ Acredita ? respondeu Rouval. Pois
bem, eu nao o creio, porque a faca exac-
tamente igual outra faca que possuo e
que pertenceu a L-.wis Jubb.
lirou ento do bolso urna arma coro a
lamina comprida e estreita, em ^tudo se-
melhante aquella que cu tinha visto na pa-
uoplia do salSo do banqueiro.
O mojo ficou abalado. Quasi trabio-se.
Realmente tudo sao era tao verosmil que
no seu espirito aurgiram duvidas. NSo es-
tara elle seguinlo ciroinho errado ? Soria
RouVal realmente criminoso ?
Perguntou queiroa-roupa ao agente de
Mas, estando o Sr. Maximiliano na
Australia, que proveito pode paperar esaa
Jubb, de seroear aasiro as suss facas na
Franja ?
Rjuval encolheu os hombros.
(Coiifintwi.)
Typ. do Diario roa Duque de Carias o. t.



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