Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17706


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Full Text
u
iiMEi m


PAU.1 A A51TAj. 12 M'ti.UMCI 0.\DE XA B PACA PORTE
Por tres mezea adiantad,* ... ........ 60000
Por sois ditos dem. ...... ......... 120000
?or om auno idern................. 24|J0O0
Jada numero avulso, ^j^nyesmo da............ 0100
^>
^ iiuMMD 28 M IFMiM k jM
.' PARA DESTRO E PORA DA PROVISO A
Por seis mezes adiantadoa..............
Por nove ditos idein.........*.......
Por um onno dem........-.......
Cada mime/ avulso, de dias anteriores..........
13^500
200000
270006
5100
Pwprietad* be Jtlantul iaxtroa tu Jnxto & -Uljas
O* Sr. Ametleo Prlaoe Ct C
de Pars, silo os nossos agentes
exclusivos de aununclot e pu-
blle 'c8cs da Franca e Ingla-
terra.

Aviso
' es Srs. subscr!ptor3s desta Diario avi
ia a respectiva direccao que, do l. de
Janeiro prximo em diante, far-se ha a ar-
reeadacSo das asignaturas pela forma se-
guinte :
Na cidade do Recife e lagares para onde
nao se paga porte, 60000 por trimestre,
adantado ou durante o 1." mez do mesmo
trimestre, 6$500 nos 2." e 3. raezes.
No fim do trimestre ser suspensa a re-
messa do Diario aos que nao tiverem sa-
tisfeito o seu debito. '
Fora da cidade, nos lugares para onde
U fazem as remessas pelocorreio, 130500
por semastre, pago as mesmas condcSes
cima.
Aos que quizerem pagar o anno a lian
tado, faz-se-ha o abito de 10000, para to-
dos os assignantes.
TELEGRAMAS
:.;,::;: da as23c: savas
{Especial para o Diario)
BUENOS-AYRES, 27 de Novembro.
EITectaou-se boje feneerrsmento
do Congresto Argentino.
triinse estacionarla a Inteaalda-
cle da epidemia do cholera-morbu*.
LONDRES, 27 de Novembro.
O Parlamento Ingles reunir-nena
no dia 13 de Janeiro do anno pr-
ximo.
BERLIM, 27 de Novembro.
A a < liga mewa do Re (lilas foi ree-
lella.
ROMA, 27 de Novembro.
.4 Cmara do DepntaJoada Italia
invalldoa de novo a elelc&o de Cl-
prlanl. amigo njuilanle de campo de
Floren*, dorante aCommnna de Pa-
rs, e que aofTrera a pena de prlao
por ler commettldo um aaaaaslnato.
COMMERCIAES
LIVERPOOL, 26 de Novembro.
ASSCAR:Mercado calmo.
O de Pernambuco n. O vende-ae
IO a. 3 d. por qulotal
LGODO:Trannac^dea extensa*,
precoa aualenladoa.
O FAIR de Pernambuco vende ae
lia .' K d. por libra.
ta vend do da fornm 8:000 far-
dos.
NEW-YORK, 2o de Novembro.
ASHUCAR: Calmo, precoa suaten-
tadoa.
O FAIli REFINING de Pernambuco
vende ae 4 5/8 centa. por libra.
Agencia Ilavas, filial em Pernambuco,
27 de Novembro de 1886.
INSTRDCGlO POPULAR
HISTORIA ANTIGA.
(Extrahido)
OA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
CAPITULO VH
OS PEBS4S
(ContinuaQao)
Durante seis seculos permanecen a Pcrsia con-
i ludida no micenio imperio dos ptrtbos; mas, no
anno 228 da era actual, Artaxerxes, filbo de um
Himples soldado, tendo se elevado pelos seas m-
ritos s mis altas dignidades, levantou os persas
contra Artabano, ganhon diversas victorias e, sen-
do reclamado re, fundn o segundo imperio persa.
Depois de ha ver reinado treze annos, com moito
iiscernimento e prestigio, morreu, legando a cora
a seu filbo S.ipor. Este devastou a Mesopotamm,
. Syra'e a < ilicia : e ttr-ae-ia tornado senbor de
tala a Asia, se Odenato, rei de Palinyra e alliado
dos romanos, nao tiveese obstado continuaco
das snas victorias e conquistas. Aprisionon o im-
perador romano Valeriano aoqual, depois de o ean-
servar por algum tempo captivo, mandou esfollar
em vida. Sapor foi, por saa ves, vencido por Ode-
nato : ', tendo regressado aos seas estados, foi
piuco depois assassinado. Depois des tes aconte-
cintentos foi succeesivamtnte mfraquecendo o se
cundo imperio persa. No seculo IV da era christ
Sapor II tornou i tortalece'-o com suas conquistas,
mas por pouco duron essa pocha de renscmen-
to. O imperio recubiobem depressa, e a decaden
ca fo' progredind al ao momento em que no se-
culo VH a Persia foi subjugada pelos rabes.
Os persas foram celebres no temp de Cyro pela
sus austeridade e pela sus coragem. As enancas
i segundo C'.nta Plata') recebinm ama educaci"
prepria para dellas firmar bons edados, ulcis
patria. At dada de desesete annos permane-
ciam ira da casa paterna, entregues a educadores
especialmente incumbidos de lhea inocula rcm no
espirito os d letames da coragem e da virtude.
O imperio era dividido em provincias, governa-
da cada urna pir um strapa, que recebia directa-
mente ordens do ni. Era tida em especial consi-
deraco a agricultura, e muito honrados os que a
excrciam ; os cultivadores mais activse laborio-
sos eram recompensados e admittdos urna ves em
nada anno mesa do soberano. A administracao
d-t justica estava confiada a varSes sabios e pru-
dentes, c os julzesque previ ricava-n eram punidos
em apena de morte. A legialaeao nao se limi-
ta va a comminar penas contra es crimes e delictfts:
tratava tambera de os evitar, inspirando o horror
ao vicio e o amor virtude.
O persas eram monotheistns ; adoravam urna
s divindade, que era Mithra (o Sol); os emblemas
da omnipotencia do Creador eram entre elles os
fogos sagrados, mantidos com o maior respeito e
solicitude. Os mago, ou sacerdotes, eram homens
notaveis pelo seu saber, pela sua gravidade e pela
austeridade da sua vida : eram os sabios e os ju-
risconsultos da naco.
Depois da epocha de Cyro, cntregaram -se os
persas R todos os excessos de devassido ; diss 1-
veu-se a disciplina do exercito ; os grandes da
naco abandonaram aexistencia viril, que os dis-
tingua, e cahiram na inaeco e na ociosidade, o
que foi urna das principaes causas da decadencia
e daqaeda d > imperio.
CAPITULO VIII
OS IMIIOS
D a Geographia a denominaco de ludia a urna
extensa pennsula, situada ao dul da cordilheira do
Himalaya, que urna das de maior altitude no
mundo. Divide-se a pennsula em tres rigioes
difftrentes :1., o Htniostdo propriamente dito,
constituindo pelo territorio das duas bacas do Indo
e do Ganges;2a o Deccan pennsula situada ao
sul daquelia regio e que termina no cabo Como-
rim ;3" 7nf('a central, constituida pela zona de
planaltos, que se txtende, do occidente pira o ori-
ente, desde o mar de Ornan at ao golpho de Ben-
gala.
As populacoes que h -bitam a vasta pcninsulu
iudiana podem classificar-se do seguinte modo :
raca aryana, cu hind ('ujarali, Bengali, etc.) que
a que predomina no Hndustao ; a raca dravidi-
ca (Tamul, TelingM, K'irnataka, etc.) predominan-
te no Deccsn ; os restos das rafas primitivas
(Ghond, Bhilla, Kolaria. etc.) estabelecidos as
diversas regios da India central.
A historia da raca aiy ina divide-se em quatro
periodos, que pod m cliamar-se : vedico, pico,
brahmanico e buddhico.
No periodo vedico e em epocha que nao pode de-
terminarse com precieao, urna parte do grupo dos
aiyas orientaea destacan se, constituiu urna naci
i parte (os Hind), que se dirigi para valle de
Cabul (antigameot Kuom i atravessou o lio Indo
e eltendeu-se pelas campias de Pendjab (antiga-
ui' nte, Panchanada).
Grande numero dos hyznos que figurara no ce-
lebra ly -l' la referem-s-; afaets, que se oassa-
rm neste primeiro periodj histrico, caracterisaio
pela immigracao e pelo primitive estabelecimento
da raca aryana em trras da India. Quaudo esta
rafa al I i chegou, encontrn o territorio oceupado
por dirlerentes populacoes que, ou eram oborigenes
ou pelo menos tinhaoi longo tempo de babitaco
n'aquellas paragens. Parte destas populacoes foi
absorvida e assimilada pola t<% invasor* ; outra
parte foi pouco a pouco destruida em latas porfia-
das de seculos.
A principios aryas nao iormavam urna ntcao
nica, mas conservaram-se por muito tempo dividi-
dos n'um certo numero de tribus, as mais notaveis
das quaes foram a isiBharatas, a dos Ikiuakiu e
a dos Paurava, que chegaram anda dependentes
at ao periodo histrico seguinte, e vieram a ser
troncos das poderosas dynastias que ento se esta-
blecern) em trras do Hindostao.
(Continua)
?ARTE 0FFIC1AL
Ministerio do Imperio
Foi expedido em 19 do corrate o se
guate aviso inspectora geral da saude
dos portos :
c Atteudendo facilidade da viada de
psssageiros de Geoova por Marselha, onde
vao embarcar para escapar asme didas sa-
nitarias que esto sujeitos ob navios pro-
ocedeutes daquelle porto, resolvea o gover-
ao, de accordo com o que V. S. propoz em
"ffi io de 17 do corrate mez, que a sus-
peiclo sanitaria determinada pelo apparici-
meato do cholera morbos em aQenovase es-
tenda s embarcarles que trouxerem de
Marselha passsgeiros de procedencia italia-
na. Oque commonico a V. S. paraseu co-
ohecimeato e fiascoavenieotes. Deus guar-
de a V. S. Bardo de Mamar, Sr. ios-
pector geral de saude dos portos.
Deu-se coohucimeato ao ministerio dos
oegocios estraDgeiros, e, por telegramroa,
legar;ao imperial em Pariz, aos presiden-
tes do Amazonas e de Matto Grosso, e aos
das provinci&s martimas. >
Ministerio da fastiea
Foram sxpedidos os segurrts aisos :
Circular.Ministerio dos Negocios da
Justica. 2.a sec^So.Rio de Janeiro, 10
de Novembro de 1886.
Illm. e Exm. Sr. -Deveodo servir de
base para a promoc3> dos juizes muoici-
paes, juizes de orphaos e promotores aos
lugares de juizes de direito, as ioforma-
c3es exigidas pelos arts. 37, 38 e 39 do
regulameato de 31 de Janeiro de 1842,
segundo determina o art. 40, recommen
do a V. Exc. que chame a atteocSo dos
juizes de direito para essa importaote in-
cumbencia, na parte que Ihe pertence, e
cujo exacto desempenho, de cooormidade
com a circular do 23 do Marco de 1858,
habilitar a V. Exc. para cumprir coro ze-
ta, que o goveroo espera de sua dedicaco
ao ser vico publi'o, as disposic.oes cuja exe
cucao lhe foram commettidas, convindo
que, a comegar de Janeiro prximo futu
ro, as ioformaeSes semestraes sejam re-
mettidas secretaria da Estado dos Nego-
cios da Justica com a mxima regulari-
dade.
Deus guarde a V. Exc. Joaouim Del-
phino Ribeiro da Luz.Sr. presidente da
provineia de ..
Ministerio dos Negocios da Justica. 2
seccao. Circular. -Rio de Janeiro, 13 de
Novembro ae 4886.
Illm. e Exm. Sr. Communico a V.
Exc, para os fins convenientes, que, ces-
ta data, solicito do Ministerio da Fazenda,
a exped'cao das nece.ssarias ordena, afim
de ser habilitada a respectiva Thesouraria
com os crditos distribuidos a essa provin-
cia, de accido
com a incluaa tabella,
para as despezas relativas aos servicos da
repartilo a meu cargo, ao corrate xer-
cicio.
Chamo a espacial atteocito de V. Exc.
para o aviso circular de 6 do Outubro do
anno passado, na part9 erp. que recomme' -
dei particular solicitude. afim de ser obser-
vada a maior parsimonia as despezas
do material das repartibles, cingindo se,
em to 'o o caso, t nto esas despezas como
as do pessoal, s tabellas explicativas da
proposta do orcamento, com as alterac3es
nella fui tas pela lei n. 3,314, da 16 de
Outubro ultimo, na forma do art. 20, 2o
da lei n. 3,229, de 3 de Setembro de
1884.
TVnbo, outro8m, p >r muito recomraen-
dado a V. Exc. que evite e abertura de
ere Iitoi, sob a resp?nsabilidade dessa pre-
sidencia, para oa fins especificados nos de-
cretos ns. 158, de 7 de Maio de 1842 e
2,884, do Io de Fevereiro de 1862, cum-
prindo que solicite sempre, com a devida
antecedencia, pelo telographo, autorizacao
para abrir tass crditos c, na falta deste
meo de communicacao, s o faga nos ca-
sos de necessidade urgente e aadiaval.
Dus guarde a V. Exc. Joaquim D-X- \
phino Ribeiro da Luz.Sr. presidente da
provincia...
Ministerio da Fazenda
Por titulos da 15 do crrante foram no-
meados :
Terceiro escripturario da Thesouraria de
S. Paulo, o 3* escrplurario da Alfandcga
de Santos, Jos Luiz de Ordonas Goncal
ves.
TerceirJ escripturario da Altandega de
Santos, o 39 escripturario da Thesouraria
de S. Paulo, Isidoro Torres de Souza Va-
lente.
Pratic&nte da Alfandega do Para, JoSo
Ferreira Pacheco.
Ministerio da Mariana
Em 15 deste m^z foi nomeado o Io te-
nente da armada Francisco Mariano Wan-
de.rl y para commandar a escola de Apren-
dizes marnheiros da provincia do Paran.
Perraittio-8e ao imperial marinheiro re-
formado, grumete, Manoel Tavares de
Araujo, residir fra do Asylo de Invlidos,
nesta egrte, continuando a receber a im-
portan ia das racOes.
Per porteras de 15 do corrente foram
nomeados Joaquim da Silva Cabral escre-
vente da dir fctoria da ofiicina de machinas
do Arsenal de Marinba de Pernambuco, e
Joao Sabino Pereira Giraldes, fiel do almo-
xarife do mesmo arsenal.
Por a/iso do 19 foram promovidos ao
posto de guardas-marinhas os aspirantes
Luiz Themotheo Pereira da Costa, Henri-
que Boiteux, Affoaso da Fonseca Rodri
gues, Theophilo Nolasco de Almeida, Fer-
nando Pinto Ribeir, Carlos Augusto Ca,-
misSo de Mello, Jos Monteiro de Mouta
Rango!, Alberto Ca los da Cuuha, Tran-
quilino Pedro de Allantara e Eduardo de
Miranda e Silva.
Ministerio da Agricultura
Foram expedidos os seguintes avisos :
Ministerio los Negocios da Agricultura, Ccm-
mercio e Obras Publicas.Rio de Janeiro, 15 de
Novembro de 1886.
Illm. e Exm. Sr.Reitere V. Exc. as suas or-
dens, para qne possam ebegar a este Ministerio,
no mais curto prazo possivel, as relaces dos au-
tigos escravos que, por terem attingido aidade de
60 annos, tin passado condico de libertos, na
forma da lei n. 3270 de 28 de Setembro do anno
prximo passado.
Recommen de outrosim a V. Exc. me envi, com
urgencia, um rclaco dos municipios dessa pro-
vincia, com declaracao daquelles que se acham,
para o effoito da matricula dos escravos, debaiso
da jurisdiccSo de urna s esta? So fiscal, afim de
que com tal esclarecimento, se evitem I canas na
organisacao dos dados estatisticos, relativos aquel-
les libertos.
Deus guarde a V. Exe. Al/redo Rodrigues
Fernaitdes Chaves. Sr. presidente da provincia
de...
Minitterii dos Negocios da Agricultura, Com-
mereio e Obras Publicas. Directora ia Agri-
cultura.2 seccao. N. 9. Rio de Janeiro, 15
de Novembro de 1686.
Illm. e Exm. Sr. Accuso recebidos os offiutos
dessa presidencia, de 10, 22 e 25 de Setembro ul -
timo, com as relaces dos escravos declarados li
vres, por conta do fundo de emanciplo, nos mu-
nicipios deSautt Helena, S. Jus dos Mattoes, 8.
Francisco e Varzea Grande.
Rotando que excede o mximo da tabella cons-
unto do art. 1, 3", da lei n. 3270 da 28 do Se-
tembro de 1885, o precs do escravo Clementino,
de S. Jos de Mattoes, com a idade de 55 annos,
alforriado por 400, e o das escravas Francisca c
Carlota, de igual idade, pertencentes a primeira
ao municipio de Santa Helena, alforriada por ...
200/ e a segunda ao da Varge n Grande, alfor-
riado por 3004, assim o declaro a V. Exc, para
que expeca as n cessarias ordens no sentido de
gustar o ; a jamento de taes alforrias e facer bai-
xar o preco ao mximo da citada tabella, com o
abatimeoto de 25 0/0 relativamente s duas li-,
berdades. Si o pagamento estiver realisado, V.
Exe. far repor o que de mais bouver sido rece-
bido.
Deus guarde a V. Exc. Alfredo Rodrigues
Fernanda Chaves. Sr. presidente da provincia
do Maranh'io.
Ministerio dus Negocios da Agricultura, Com-
mi^*.J labras Publicas. Directora da Agri-
cnltura.2' seccao.N. 23.Rio de Janeiro, 15
de Novembro de 1886.
Lim e Exm. Sr. Declaro a V. Exc, em res-
posta ao officio de 30 Setembro ultimo, a que
acompanhou, poroopia, os papis relativos ma-
tricula do escravo Fu ix, no municipio de Tim-
baba, que ao caso de que se trata applicavel a
doutrina constante do aviso deste Ministerio, de
5 do mez findo, dirigido a V. Exc, acerca do caso
o ."corrido em Jaboato.
Como em Jaboato deu-se no municipio de Tim-
bab um erro na contagem da idade de um es-
cravo, incluido por isso entre os sexagenarios,
quando nao attingira a idade da lei.
Explicado, como foi, o acto do collector, cabe
ao juis de orphos mandar corrigir administrati
y ame nte o erro citado, vista das matriculas,
que o eertifiquem da verdade do allegado pelo se-
nbor do escravo.
Ao dito juiz declarar V. Exc. o que este Mi-
nisterio tem recommen lado, em casos idnticos.
Nao ha decretaco de liberdade antea do prazo
marcado no art. 11, gg 2o, 3o e 4o do regulamen-
to de 14 de Novembro de 1885 ; conseguintemen-
te, nenhum effeito pode ter o acto do mesmo juiz,
desde que, alm dessa razo, recahir sobr..' indi-
viduos fora das condisoes do art. 3o 10 da lei
n. 3270 de 28 de Setembro do auno fiodo. Nem
foi istooque este ministerio recosmendou na cir-
cular de 23 de Desembro, determinando aos jui-
zes que, recebidas as relaces dos sexagenarios,
mandassem intimar os senhores destes para que
fiquein inteirados do novo estado de taes escra-
vos.
U-ak vat roalvdo o caso de Flix, nos termos
do c.t?do aviso de 5 do mez findo, camprir o cal-
lector a ordem que o juis da orphSos a tal respei-
to lhe der, proce jendo-se ento nova matricula,
se essa fr a deciso, e dando-se por nao existente
a que o dito collector fez, sem ordem do juiz nem
consulta a essa presidencia, embora em boa fe,
como allega.
Deus guarde a V. Exc Alfredo Rodrigues Fer-
nandas Chaves. Sr. presidente da provincia de
Pernambuco.
Ministerio dos Negocios da Agricultura, Com-
mercio e Obras Publicas.Directora da Agricul-
tura.2* seccao.N. 24.Rio de Janeiro, 15 de
Novembro de 1886.
Illm. e Exm. Sr.='Jom officio de V. Exc de 29
de Setembro ultimo, receben este Ministeiio o re-
quermento em que o Dr. Antonio Machado da
Cuuha Cavaldante, ora residente no municipio de
Ipojuca, reclama contra o facto de haver o col-
lector das rendas geraes incluido na relaco dos
sexagenarios os escravos Theodoro, Benedicta,
Jos, Generosa, Antonio e Damio.
Sendo o caso de que se trata idntico ao de Ja-
boato, resolvido pelo aviso deste Ministerio de 5
do mez findo, V. Exc. ordenar que a mesma so-
lucio lhe seja dada.
Deferido assim o requerimento, convm proce-
der i justificaco de identidade de pessoa somen-
te quanto ao escravo Damio, averbado em 1874
como tendo 37 annos, e dindo-se lhe 55 na aver-
baco de 1882, por engao do senbor, segundo es-
te allega; e nos por isso, como pela differenca
da prufissao do escravo, que indicado por um
modo na averbaco e por outro na cscriptura de
compra lavrada em 21 de Agosto de 1873, diffe-
renca alias explicavel pela conveniencia do ser-
vico a que parece havel-o sajeitado o actual se-
nbor.
Dtus guarde a V. ExcAlfredo R'jdrigue* ler-
nande Chaves.
Governo da provincia
RELATORIO com qne o xra. Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Son
za Lelo, 1. Vlce Presidente, entregou a admlnis-
traeo da provincia, em lo de novembro de 18*6,
ao Exm. Sr. Presidente Dr. Pedro Vicente de
Azevedo.
(Continuago)
PRESIDIO DE FERNANDO DE NORONHA
Por decreto de 18 de Setembro fiodo, foi exonerado, a pedido, Manoel Qon-
calves Pereira Lima do cargo de director do presidio de Fernando de Noronha, pas-
sando o exercicio ao tenente Jos Ignacio Ribeiro Roma, era data de 24 de Agosto
ultimo. Foi nomeado para Bubstituil-o, por decreto de 16 de Outubro fiado, o capitSo
honorario do exercito Joaquim Agripino Furtado de Mendonca, que anda nao tomou
pose.
Durante aquella administracao e mesmo depois na interinadade, nao se deram
factos diguo de mourjao ; o que para notar atienta a ndole e costumes da grande
maiora dos habitantes d'aquelle presidio.
' sobremodo oneroso para esta provincia o encargo, que lhe resulta da
aproximado, em que se acha do referido presidio, urna vez que para aqui sao enviados
presos de diversas provincias, que teom de cumprir alli as respectivas penas, sendo
demorados na Casa de Detenco por diversos motivos, at que sejam enviados ao seu
destino, acontecido que mu toa d'elles tornam aqu e a'guns repetidas vezes, ou seja
para respooderem, oa deporetn em procesaos por novos crimes commettidos ; alm de
que distrahida a tropa destinada guarnic&o da cidade na condueco des criminosos
que, todos os mezes para alli seguem, sobrecarregando os cofres provinciaes com as
despezas de viagem.
O maior, porm, dos inconvenientes fizarem residencia n'esta provincia,
prioiipalmente na capital, quas todos os que camprem sentenca, porque vindo receber
suas guias, aqu ficam, augmeataodo o numero dos malfeitores o nao contribaindo
pouco para a perpetracSo de crimes.
CASA DE DETENgO
Coutiua o njajor Lepoldo Borges Gilvo Ucha a exercer o cargo de
administrador da Casa de Detenco.
Tend visitado este tstabelecimento, verifiquei que sao desfavoraves as suas
condicSes sanitarias e bygienicas ; o que as j tem sido notado por alguns dos meus
antecessores. A Casa de Detenco contm, sempre, individuos em numero execsaivo,
relativamente a suas accommodaedes; porque recebe sentenciados, cujas penas i:o
deviara ser alli cumprdas, presos de outras provincias e do interior, onde as cadeas
nao tem a precisa seguranca, e al alienados, quando nao ha lugor no respectivo
Hospicio.
Esse inconveniente, alado falta de iffiuinas para Irabalho dos presos,
alimentaco pouco abundante o pouco varada, que elles recebem, o rno syatema de
esgoto e outras causas de malubridade, indubitavelmente influem sobre o estado
sanitario do estabelecimento, onde, desde 1871, tem grassado o beriberi, s vzcs com
intensidade.
O eJiflicio exi^e serios reparos, inadaves para sua conscivjao e saneamento.
Em um dos periodos, em "que a epidemia alli grnssou, de modo mais assus
tador (1882 1883), fez-se alguns concertos com a quantia ce nove contcs do res,
que para esse tm foi coacedida pelo Goveroo Imperial, por c-uta da verba soccorros
pblicos.
Nao era possivel, porm, attender a todas as despezas necessaiias com aquella
quantia. Fez-se o que era mais urgente c indispensavel.
Na irapossibilidade de mandar proceder aos concertos e melhoramento3 recla-
mados, por elevar se o seu orcamento verba de 32:000|J0O0, limitei-me a mandar
fazer a caiac&o do edificio e a limpeza mais urgente, submettendo o assumpto
deliberadlo da Assembla. *"
FORQA DE LINHA
Contina no commando das armas o distincto brigadeiro Agostinho Marques
de S, que me prestou leal e sincera coadjuvaSo. O servico da guarm'sSo feito
pelos batalhres 2. e 14. de infantera e companhia de cavallara.
Desses batalhSes ha destacamentos no presidio de Fernando de Noronha e
em varios lugares do interior da provincia.
SOuTEIO MILITAR 4
Os alistamentos relativos ao anno passado, remettidos a secretaria desta pre-
sidencia foram enviados ao Ministerio da Guerra. Em geral semelhante servico feito
com muita moroaidade e repugnancia dos respectivos encarregados.
CORPO DE POLICA
Em 17 de Abril mandei submetter conselho de nvestgaco o respectivo
tenente quartel-mestre Antonio Jos de Souza, visto ter-se verificado desfalque de
pejas de fardamento na arrecadacAO g*ral a cargo desse official.
Tendo o conselho, por maiora de votos, decidido nlo estar provado o critne
imputado ao mesmo official, mandei archivar os respectivos autos.
Pelo mesmo motivo foi submettido conselr.o de investigaco o sargento
quartal mestre Henrique Jorge Paes Barretto e excluido do corpo para ser ju!ado no
toro commum.
Por portara de 19, determinei que exercessem effectivamente os respectivos
postos as 1.a, 2,a e 5.* compaohias do corpo de polica o tenente e Alfares addidos
Ildefonso Ignacio do Amaral, Paulino Antonio de Souza Ayres e Jos Bento da Silva
Valenca, que se achavam addidos ao corpo, por fora da lei 1,802 de 2 de Junho de
1884.
Na mesma data promovi aos postos de tenente das 2.a e 3.a companhias os
alferes B^llarmino Pinto de Paiva e Theodomiro Thomaz Cavalcante Pesssoa.
Tendo fallecido o eommandante deste corpo coronel Decio de Aquino Fonseoa,
nomeei, por portara de 23 de Setembro, tenente-coronel eommandante Manoel Gon-
calves Pereira Lima, que tem preeachido o cargo satisfactoriamente.
A 24 de Oututubro nomeei o Dr. Belchior da Gama Lobo para o lugar^ de
tenente-cirurgio do corpo de policia, em substituido do Dr. Matheus Vaz de Oliveira,
que aceitn o cargo de inspector de bygene da provincia.
Este corpo pela naturesa de sua organisacao, dissiminado pelas diversas e
longioquas comarcas da provincia, jamis poder efferecer a regulaiidade e disciplina
qne sera para desejar.
O numero de 850 pragas que o compe-o insurfioiente para satisfazer as ne
cessidades redamadas pelo servico publico.
A Assembla Provincial, convencida desta verdade, autorisou esta presidencia
a elevar o seu numero, creando mais ama companhia de 100 pracas quando as forjas
das rendas provinciaes o permittissem.
Nao me pareceudo sufficieote os recursos da provincia, para esse augmento de
despeza, deixei de usar dessa alludida autorisaclo, apezar de recouhecer as necessi-
dades do augmento da forja publica.
GUARDA NACIONAL
Nao se acbando anda definitivamente organisados os corpos de guarda
nacional, preenchi algumas vagas do offiaiaes, que se deram duraate a miaha admi-
nistracao .
ARSENAL DE MARINHA.
A excepeo da substituijo di director as officinas de machinas, Domiogos
A. Ferreira Bastos, removido em 3 de Agosto ultimo, para idntico lugar no Arsenal
do Ladario, em Matto-Grosso, pelo capitSo-tenente Francisco Angosto de Paiva Butno
Brando, que assamio o respectivo exercicio em 27 do mesmo mez, e da aposenta cao do
almoxarife Francisco de Paula Rodrigues de Almeida, por decreto de 16 do referido
mez e da nomeaco para esse lugar de Manoel Hugolino Pereira Giraldes, que assa-
mio o cargo em 14 de Outubro findo, nenhuma alteraco digna de mensao houve neste
estabelecimento, cujo inspector o honrado chefe de divis&o, Jos Manoel Picanjo da
Costa.
O cruzador Almirante Barroso, em viagem do nstrucjae de volta da Nova-
Orleans, esteve no mez de Outubro findo, fundeado alguns das no porto desta cidade,
seguindo a 2 do corrente para o sul do Imperio.
ARSENAL DE GUERRA
Na direccao d'este estabelecimento se acba o major do corpo de estado maior
de 1.a classe, Antonio Vilella de Castro Tavares.
EstSo completas as companhias de apprendizes artfices e de operarios
militares.
Testemnnhei, em visita que fiz a este importante e til estabelecimento, a
boa ordem e asseio que ah: reinam, devido intelligencia e moralisadora direccao, qne
lhe imprime o sea digno director.
OBRAS MILITARES
Acham-se sob a direccao do capitao de engenheiros Gregorio Thaumatnrgo
de Azevedo as obras militares da provincia.
Foram fetos diversos concertos e reparos no paiol da plvora, qmrtel da
Companhia de Cavallaria, fortalesa do Brum, Arsenal de Guerra e qaartel do Hos-
picio, sendo que as obras d'este esto parausadas, por ter-se esgotado o crdito.
Contina.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 26 DE
NOVEMBRO DE 18tf6
Abaixo assignado de costureiras do Arsenal do
Guerra.Aguardem o crdito solicitado boje ao
governo imperial.
Antonio Ferreira Borges.Em vista da infor-
mavo requeira autoridade judiciaria.
Anua tarros da Coneeicao.Declare os nomes
dos parentes a qu m se rtfere
Antonio Jos de BarrosInforme o Sr. juiz de
direito das execucoes criminaos do Recife.
Bacharel Agostinho de Carvalho Dias Lima.
Justifico as faltas, -pus de notado na mesma
secretaria do Ooverno, remetta se este requeri-
mento ao inspector da Thesouraria de Fasenda
para oa fins cenveniuntes.
Dr. Francisco Jacintho Pereira da Matta. Iza-
b 1 Locas da Silva, Joe da Fonseca e Silva e Jos
Luiz da Silva Guimaraes.Informe o St. inspectoi
interino da Thesouraria de Fazenda.
Francisco Flix dos Santos.Ao Sr. Dr. juiz
de direito das execucoes crimioaes do Recife, par
attender. v
Jos Joaquim da Silva Barreto. Informe o Sr.
eugeoheiro chefe da Repartico das Obras Pnbli
cas.
Jcao Clementino de Mello Cabra!.Informe o
Sr. inspect r geral da Instrucco Publica.
Bacbarel Lydio Bandeira de Mello.Enpami-
nhe-se devi ndo ser pago o porte na Repartico dos
Correios.
Luis Aureliano de Sant'Apna.Ao Sr. director
do presidio de Femado de Noronha, para atten-
der. v
Manoel Ferreira Tavares.Informe o r. juiz
de direito da comarca do Limoeiro.
Manoel Nunes da Silva.Remettido ao Sr ins-
pector da Tesouraria de Fazenda para attender
ao pedido nos termos da sua informacao de 25 do
corrente n. 826.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
' buco, em 27 de Novembro 1886.
porteiro,
Francelino Chacn.
Repartico da Polica
Scelo 2aN 1152.Secretaria trPcP
licia de Pernambuco, 27 de Novembro de
1836.- Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Exc. que foram recolhidos Casa de De
tenco os seguintes individuos :
A' ordem do do subdelegado do 2. distrcto
de S. Jos, Joao Francisco da Paixo, por dis-
turbio.
A' ordem do do 1. distrcto de Afcgados, Ma-
noel Alveg da Silva, por embriagues.
Communicou me o Dr. delegado do 1." distrcto
da capital que em data de hontem remetiera so
Dr. juis de direito do 2.* distrcto criminal o in-
querito policial a que proceder sobre o facto das
offensas phisicas pralicadas por Melchades Joa-
quim da Silva, no guarda da Casa de Detenco,
Arihur Nasiasenno Ferreira dos Santos, facto qne
teve lugar no dia 21 dentro do estabelecimento.
Communicou-me o delegado do termo de Flores
que em companhia do Dr. promotor, proceden a



t
.."?si,


Diario de PernambucoDomingo 28 de Noveibro de 1886



The
DESPACHOS DO
respectiva visita na oadeia encentrando 40 presos
entre os quaes 2 appellados uenbama reclanuco
ieram os referidos presos.
Communcou-mc o cidadSo Luis de Franca
Monteiro, queem data de 22 do corrente assumio
o exercicio de delegado de policia do termo do
Buique, na qoafidade de 1." anppleute.
Dcus guarde a V. Exc Illm. a Exm.
Sr Dr. Pedro Vicenta de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe de
policia, Antonio Domingo Pint.
ir* Provincial
DA 27 DE NOVEMBRO DE
1886
Sebastio Taaaaai de Oliveira Braadao. Fa-
aam-se as notas da portara de licenca.
Manoel Figueirda de F*ria & Filboe.Jante se
copia das informado**.
Amorim Irmos & C, Santa Casa de Miserieor-
ia, Viuva Constantino P. F. da Silva & C, padre
Antonio Graciano de Araujo Guarita, Caetano Cy-
riaco da Costa M >ieir, Guilhermina Lucinda de
Antojo Camello c Francisco Monteiro Loffl-ir.
Hija, vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Francisco Tavares da Silva Cavalcante.Se-
gando reolocao do Exat. Sr. presidente, nio pJe
ser aci'ita a oflerta do luppticante.
Mathilde de S. Jos Tavares FerreiraAo con-
tencioso para attender.
Manoel Clementino Correia de Mello, Dr. pro-
carador dos fcitos. padre Manoel Gome* da Fon
teca, director da acola Normal e Miguel Jos Ro-
drigues Braga.Iaforme o Sr. contador.
Domingos Jos Ferreira 4 C Satisfaca a exi-
gencia.
Manoel Al ves (.- uerra. Ao Sr. tbasaureiro para
se devidos fina.
Antonio Joaq-iira Lopes de Carvalho. Junte-se
copia das informactoca.
Moraes 4 Marques.Informe o Sr. Dr. adrarais
trador do Consulado.
Consulado provincial
DESPACHOS DO DA 27 DE NOVEMBRO
DE 1886
Domingos Goocalves Gomes Peana, Augusto da
Costa Monteiro, Antonio Francisco Correia Car-
dlo e Maria Amelia de Albuquerque. Informe
a 1* Beccio
Joaquim Moreira Reis.Sellado o conhecimento
jnto, ter d iipaelio.
Cramer Frey & CIofor ne a 2" scelo.
Manoel Marques de Amorim.Informe a 1 aec-
5*o.
Antonio Francisco Areias & C.A' 1 secejio
para os devidos fias.
demia. Est provado que se trata do cholera-
morbos.
Grande numero de familias j abandonaram a
cldade.
Montevideo, 17 de Novembro :
Consta que o ministro da guerra general M-
ximo Tajes, vai ser substituido p:lo coronel de
Lon.
Disem que e general Mximo Santos, pres-
deme da repblica, partir prximamente para a
Europa.
ilota da agencia.Este telegramma chegou
rdade por caasa de trovoada uo littoral do
IAROJE PERBI5BC0
1ECIFE, 28 DE NOVEMBRO DE 1886
noticias do Pacifico. Rio da
Praia e sul do imperio
O paquete nacional Pernambuco, entrado han
tem do sul, trouxe as seguintes noticias, o ss que
sonstam das rubricas Parte Official e Interior.
naMta*
Datas de jornaes at 29 de Outubro, e telegra-
phicaa at 16 de Novembro :
O congresso peruano vetou a expulsado dos je-
sutas, encerrando logo depois a sua aees3o.
Na Bolivia foi promulgada a lei de sorvico mi-
fi'ar obrigatorio.
Fallecen n'aquelli repblica o senador Manoel
Ramrez.
Reatabeleceram-ae as relaeoes da repblica do
Chile cjbo a Santa S.
Pa sava par cousa certa que o governo chileno
jolicitar do congresso autorisacio para adquirir
qaatro avisos* vapor com destino eequadra.
Santiago, 16 de Novembro :
as ultimas eseicoes procedidas para a renrowa-
eao da cmara dos deputados, os conservadores
ganharam algumas cadeiras. Ainda que essa vic
toria nj augmente as foreas des se partido a ponto
ae lhe assegurar maioria comtaute, certo, entre-
tanto, que a sua influencia ha de contrabalancar
a dos seus adversarios polticos.
Blo da Praia
Datas de Montevideo at 12 de Novembro, e
:elegraphicas de arabas as capitaes at 19 :
Quando o Aconcagua sahio de Montevideo, as
aeticiai cfficiaei e particulares recibidas de Bue-
noa-Ayrcs diziam que ainda nao estava bem ave-
riguado que os casos suspeitos occorridos na Boca
de Kiaobeelo e no Kooario de Santa F foliara de
rerdadeiro cholera-morbos.
Refenndo-se aquellas informacoes, disse El
Siglo, de Montevideo, na eieicio de 11 a tarde :
Como natural, estas noticias acalmaran)
profundamente o-susto de que se achava possnida
a populacao ; nao obstante, visto que se deoretou
o fechamento do porto, aconselha a prudencia que
nSo haja muita pressa em derrogar essa med la.
E quando se tiver por conveniente derrogal-a, de
ver substituil-a urna quarentena de obsrrvacao
em quanto se derem cases suspeitos na republioa
fisinha.
citado diario uruguayo publicou o seguinte
telegramma, expedido s 11 horas da manb de
10 pelo Sr. B ira) de Cotegipe, em respoBta ao cm
que o ministro dos negocios eetraugeiros da Rep-
blica Oriental pedia liberdade de comJannicacio
eom 03 portos da mesma repblica i
Recebi o telegramma do V. Exc. Os regula-
meotos sanitarios nio permittem que os navios
procedentes de portos deesa repblica fiquem son-
tos de quarentena, a qual na) rigorosa, consis-
indo tm pouco lempo de obaervacao, segando os
dial de viagem c o estado aanitario da tripodacio
i passageiros.
O conselho de hygiene publica resolveu que se
techassem ee portos da repblica aoa navios proce-
dentes e Genova e que fossera snjeitos a pro -
dente quarentena os procedentes dos outros por-
tos da Italia, ni caso de chfgarein em boas condi-
eoes; nio sendo admittido em nenhum porto da
repblica todo o navio a bordo do qual tenha ha-
vido ni viagem casos suspeitos ou declaradle de
sbolera-morbus.
As cmaras uruguayas, por proposta do poder
executivo, coueederam indulto ampio aos inculpa-
dos do certos delictos polticos, e autorisaram o
governo para realisar no orcamento vigente todas
as economas cinp-itivris com o bora servieo pu-
Mico.
A solucio que teve a crise poltica provocou o
anpUuso geral na repblica Oriental, e disso da-
vam provas inequvocas as grandes manifestaces
da opinio na capital e as numerosissmas adhe-
aSes que de todos os pontos do territorio uru-
guayo recebiam o presidente Santos e o nflvo rai-
- nistexio.
Montevideo, 15 de Novembro :
Sobieveio um desaccordo entre o presidente da
repblica, general Mximo Santos e o novo mi-
nisterio a respeito da mudanca dos cheles poli
Jicos.
A sita 15a) poltica est actualmente muito me-
lindrosa, e difficil indicar qual poder ser o des-
enlace.
Buenos-Ayres, 16 de Novembro :
A epidemia do cholera est diminuiodo. Den-
tro da cidade deu-se hoje um u; ico caso ; no porto
da Enhenada foram tres as pesise atacadas da
terrivel molestia, morrendo urna. O estado sani-
tario do Rosario melhorou ligeramente ; as ulti-
ma! 24 horas deram-se nove casos, nao sendo
-nenhum mortal.
Montevideo, 16 de Novembro :
A situacao lanitaria permanece boa em toda a
extensao do territorio.
(Ultima hora.)
La Nacin, jornal official, aprsenla o general
Tajes, eetaul ministro da guerra, como candidato
presidencia da repblica.
9 ge"**""! Sanios aecajtou a mudanca dos chefes
polticos pr' posta polo novo ministerio.
Buenos Ayres, 17 de Novembro :
A epidemia do cholera contina a diminuir.
Na cidade do Rosario deram-se hoje quatro casos.
Em Buenos-Ayres e dos arrabaldes nao ha nenhum
cago novo de moleotia.
A populacao vai reanimando-se. E' de esperar
que, com as enrgicas medidas bygienicas tomadas
em todas as partes, o flagello abandonar rap.:da-
mente o territorio argentino.
Buenis-Ayre, Ib ue Novembro :
Hontem manifestou le o cholera no hospicio dos
loueos, situado entre a cidade e a Boca do Ria-
chuelo. Deram-se nease estabelecimento 17 casos
da epidemia, sendo doui fataei.
No Rosario, o flagello contina ofazer victimas.
as ultimas 24 horas deram-se nove casos sendo
cioco fataea.
18 de Novembro ( noite) :
Fes hoje aqui granne calor. O thermometro
-arecu :*> graos centigradus.
J nao ponivel a duvida lobre a actual epi-
18 da Novaanbro :
Por motivo da asude, o general Mximo San-
toa, renoacioa o cargo de presidente da repu-,
bhea.
E p-ovavel ave as esmaras atomeem para sub-
stitu I-o o Basti da (rsafrra, g*naaa Maxiato Ta-
ges amigo particular do ex presidente.
Contin i perfeito o estado sanitario da rep-
blica.
18 de Novembro (5 horas) :
Toruou-se official a renuncia do general Santos
ao cargo de presidente da repblica ; as cmaras
eai&a actunlinailn dialilaaaassda aeaaw a asnilBcis
ou recusa deate pedido de demissSo.
Bwnos-Ayres, 19 de Nevcmbro :
No rMspicio doe alienados deram-se as ultimas
24 horas sete casos no vos de cholera, ha ven do
doui bitos. Na eidade propriaminte dita bouve
cinco caioi novos, senda um fatal.
Na se tem aenbama notieia positiva do estado
da cidade do Rosario.
Montevideo, 19 de Novembro :
As cmaras, acceitando a renuncia do general
Mximo Santos ao care de presidente da Rep-
blica Oriental, votaran Mam ordem do dia agr-
deeendo-lhj oservrcoi prestado! A patria appro-
vaudo inteirameute a poltica que olio seguio e
declarando ter confianca no actual ministerio.
Depon disto f)i votada unnimemente urna
proposta de le noineando o general Mximo Ta-
jes, presidente ds Repblica at o da 1 de Marco
de 1890. .
Os jornaes da oppoeicSo mostram-se inteiramen-
te satisfeito'. Hnje de tarde haver urna grande
manrfestacao em hoara do novo presidente.
O general Mximo Santos embarcar para a
Europa muito provavelmente no dia 30 deste mea,
a bardo da paquete francez Sngal, da Compa-
traTra dai Messageries Maritimei.
19 de Novembro :
Coutini o mesmo ministerio. Foi designado
para oceupar a pasta da guerra e da manara,
que estava a cargo do general Tajea, o coronel de
Len.
A contnuacSo o miuisteri) considerada con)
?um issportanie coneessao fcrta opinlao publica
pelo novo presidente. O carcter esieucial do
ministerio ser um gabinete de oncilacil.o, que
deve procurar sanar as disscnsas piliticas ante-
riores.
O general Tajes e 01 priucpaes chefoi mliits-
re visitaram os ministros.
O coinmexcio fez um imponente maBfestacio
ao novo presidente, que deve prestar amanlia o
jararaeuto exigido pela constituico.
Minai-tieraei
Dalas at 15 de Novembro :
Escreveram de Ouro Freto ao Jornalado Com-
mercio da corte, acerca de um desastre davio as
minas do Morro Velho :
< Como empro acontece em calos destes, si>
muito contradictorios 03 boatos que correm sobre
0 desastre do Morro Velho, e nlo temos aqui, por
emquanto, mcus para aparar a verdade.
A miua do Morro Velho fies cerca de 80
kilmetros desta cidade. (um pouco mais de VJ le
guas brazileirae). Alm disto, Ouro Preto fica
distante da estrada directa do Morro Velho para
capital do imperio. As noticias do desastre, qne
temos aqui sao, pois de tontee diversas, mal ne-
ohuma tnteiramente digna de f. Provm algu-
mas de pessoas qus teem relacoes de amisede ou
commerciaes com moradores das immediacoes da
mina ; outras de fpessoaa que chegam daquelle
lado da provincia.
O que ae iab3 com c.-rteea ^uc d u-se o
desastre na quarta-foira, 10 do corrente, um pouco
antes, das 6 horas da manhJ, nSo ae echando en-
tSo na mina seno a turma de opjrarioi (feli*
mente pouco numerosa) encarregada dos trabalhoi
preparatorios para o servieo do dia.
Di*-se que enormes pedacos de rocha da abo-
bada da immensa excavadlo, que c-onstitue a mina,
desabaram, arrestando n queia as machinas as-
sentadas u parte superior da exea vacaje e o Ira-
vamento da madeira.. que asseutava a abobada.
Alguna dos operarios conseguirain escapar Ile-
sos ; outroi sahiram mais on menos feridos e con
tundidos ; e outroi que, naturalmente, estavam
mais no interior da toina, esees la ficaram. Q.ian-
tos foram os iuieliaes o que nio se sabe aii'da
com certeza ; mas as informacojs, que parecem
mais dignas de f, dizem que o numero dos mor-
tos ascende a nove.
O pr. juiz j material, segundo eonsta, muito
grande.
Se o desastre occorresse algum minutos de-
poia, muito maior tena sido a sua gravidade, por-
que i 6 horai que todo o pessoal da ^nina en-
tra nella pira comecar o servieo. J
8. Paulo
A citada folha publicou este telgraatma :
Ouro Preto, 19 de Novembro:
Est no exercicia do cargo de chele de policia
interino o Dr. Mene'io Pioto, teodo lahido com
licenca o Dr. Ferreira Lima.
Datas at 19 de Novembro :
Em Piraasununga, n* eogenho de canna de ai
ucar do Sr. Mauool Amera, um menino preudeu
dous bracos no cylindro da machina, que os >sma-
gou completamente.
Foi operado pelos Drs. Benigno, Velloso Braz e
Julio Moraes.
Em Gampinai, D. Jacintha Anglica de Ma-
raes concedeu liberdade aos dous cicravos Sera-
fin e Hcleodoro, pelos quaea indamnisou com
l:CO0* a s^u filho Sr. Joo Baptista de Moraes
Godoy, a qaem perteneiam.
Na mesma eidade o Sr. Cuta Wilk, faxendeiro
do hairto dos Passarinhos, a quera deve a povoa-
{5omuitos inelhoramentos.^caba de faier doaco
ojr 50 para a eccola publica que all existe.
A O m--smo Sr. Wilk deu acaaa e mobilia da es-
cola.
fiscrevem de Cajur ao Crrelo de Campjnai :
No biino das Palmeiras, de te muuicipio,
deu se urna grande desgrana.
Um individuo de nacionalidade italiana, -es-
tando a carregar urna garrucha, disparou esta,
indo os projectis empiegar-se em duas menores de
6 annoa, qus na occasiSo pauavam.
A man velha morreu instantneamente e a
outra veio a fallecer das dep .is.
o O involuntario autor dcsta desgraca foi preso
e acha se recolhido na cadeia desta villa, devendo
ser submetlido a ju'gainento na prxima sessSo
do jury.
3ob o tituloQuiioinioia, l-se Diario de
Campias de 16 :
c Na noite de ante-hontem alguna quilombolas
assaltaram o chiqueiro da fazeuda do Sr. Jos
Manoel de Castro, situada no bairro de Vallinhos,
para roubarem os porcos.
Sendo o assalto presentido, o administrador
da fazenda e alguna empregados travr luta
com os assaltentes, que ferao obligados a retirar-
se ignorando-se se algum d'elles f j ferido.
Como os Picravos promettesse na tuga assaltar
de novo a fazenda na noite de hontem para assas-
sinarem o administrador e sua familia, o Sr. dele-
gado, sciente do piano, mandou hontem para Val-
linhos orna forca de 10 pravas para prender os
quilombolas.
No dia 9 do corrente, urna legua mais on
menos distante da freguezia de Santa Barbara do
Rio Pardo, os indios aggrediram e mutilaram
urna pobre mulher nao conseguindo mtala por
terem os vzinhos acudido aos desesperados gri-
tos de soccorro que dava urna crianca que se acha-
va em companhia da infeliz victima.
A ireguesia de Santa Barbara eat cercada de
indios, de procedencia ignorada, o que tem cau-
sado terror aos seus habitantes.
No dia 16 foi assaeeinndo a enxadadas ror
um eseravo, o feitor do 8r. Francaco Nogueira de
Carvalho, fasendei-o em Casa Branca.
A eommiaslo encarregada na capital de en-
gaar donativos para urna eatatua de Jos Boni-
facio recolhera at 18, a quantia de 10:000,000.
Em S. Joa doa Campos, o coronel Francisco
Antonio de Andrade deu liberdade a duas oa-
cravae.
Hio de Juaelro
Datas at SO de Novembro :
Em aessio do Tribunal do Theaouro Nacional
de 15, foram ndeferidos os recursos :
De Nogueira 4 Almeida, contra a deciso da
inspectora da Alfandeaa do MaranhSo, que man-
dou considerar com 1 influidas no art. 662 da ta-
1 iti, para pagarem a taxa de 13 por kogramma,
si 24 duzias de paresjde luvas, contendo algo!Sor
e seda que 01 recorrentes prctendiam despacha
como luva* de algodao nao especificadas.
De 3. E. Wolfe, superintendente di Alagdaa
Roilway Company, limited, iterposto da deciso
da Thesouraria de Fazenda da provincia das Ala-
gip, quo lhe negou a restituido pretendida dos
direitos de importanfao que pagon de materiaes
e outros ebjectos para a construccilo da mesma
e> trida.
Lemoa no Jornal do Commercio de 17 :
Consta-nos que, por decreto de 9 do corrente,
foram prorogadoi at 31 da Janeiro o praio mar-
cado pora a eosapanhia North Brazilian Sugar,
para coaehiir definitivamente a construccio do en-
genho eeatril de S. Lourcii?o da Matta, na pro-
vincia da Pernambuco, e a 30 do Setembro o iza-
do pameaaclusio das ebras dosengenbos eeatiaes
de S. Jase de Minib, na provincia do Rio Grande
da Hasta e Pae d'AHw, aa atoadaeis de Per
nambuco, enbsistindo entretanto a suspensio da
girantia de juros at que as fabricas supramen-
cionadaa se achem completamente oustruidas.
Pelo mesmo dec eto foi revogado o quo dacla-
rou caducas as conccsses relativas fundi.(lo de
um engento central no municipio do Cear mirim,
da piaTnama ao Rio Grands do Norte, e A de ou
tra fabrica de igual atureza no municipio de
Nazareth, da provincia de Pernarabuca. Foram
iidis o praao de um anno para o comeco das
obras destes ltimos dous engenhoi o o de dous
annos para para definitiva conoluso das fabricas
comee indo a correr os juros apj o emprego da
tac* parte do capital garantido e depoia de ter-
mina Jas aa obras dos engeuhos de Pao d'Alho e
S. Jos de Mipib.
A compauhia North Braltn Sugar Facto
re* desistir de todas aa reclarnaco para que
se tornero, effectifaa as cencesso.'i cima mencio-
nada!.
Sob o titilo Caso Complicado, escrevsu a
mesma folha de 18 :
Hontem, a 1 1/2 hora da tarde, um bote tri-
polado por tres borneas, abicou Praia de Fra,
Junto Escola Militai.
O soldados, veodo-os all, drigiram Ibes al-
gunas perguntas, e co comprehen leudo as res-
pistas que deram, levarum-os para a escola onde
tambera ninguem compreb >d<:u a liogua qne fal-
la vam.
Surgi logo a luspeita do que eram tripolan-
tes evadidos de algum navio estrangeiro, que es
t.ava de quarentena na liba Grande.
Admittida a hypothese de poderem ser fugiti-
va* do lazareto e cons^guintemente veh>eulos de
tian-mis-ao do terrivel cholera-morbus, todas s
cautellas eram poucas para livrar a cidade do
coulagio.
Foram, poli, os tres individuos eonduzido:
p ira o corpo da guarda e fumigados em regra.
O coinmaud me da Escola commuuicou logo
o facto ao Sr. ministro da guerra, ijuo se-cuten-
deu immediatanente com a inspectosia da'.au 1
do pirto, a qual mandou logo o scu ajudante e
um interprete que, acompanbadot do ajudante de
ordena do mramo Sr. ministro, dirigirain-ee a Es-
cola, para interrogar os tres individuos e dar to-
*as as providencias que o caso requera.
Neste cmenos j se tinbaoi expedido as or
dcus para que urna embareacj apropriala levas
se os fugitivo! para o lazireto.
Afiual fes-se a luz. Os tres individuos cha-
rxam se Olbet Borg, Cark'n Nilsoa a Eric fcui-k u
c la 1 tripolantoi de um navio sueco que asta an-
corado neatc porto.
Mas como fpram ellea ter Praia de Fia?
Eis o caso :
Tinli tm ido ao botafra do briguo norneguen-
se Cordc.nykicld. que sabio hontem eni lastro d
pedra pera Saint Thomaz. Preiendiam voltar
para trra no vapor qne rebocava o dito brigue,
mas, quando m nos esperavam, o rebocador se-
gresaou deixaudo-os a bordo.
Tiveram ento de vir para trra n'um bote
que Ibes cedeu o commaadante do brigue Cor-
eitkwld, e... khi est como foi o caso.
No dia seguinte aocreiceutou a mesma fo-
Ihor :
< Por urna informaclo que tivomos hontem do
consulado da Suecia e Noruega, a complicacilo do
oaso foi anda maior do que parecen a principio.
" Estavam ancorados no nosio porto dous bri-
goes noru -guettBes, um chamado Rgno e o outro
Tordenskjold, e tendo este de fazer-se ao mar, o
Sr. Sorenseo, commandante do Ryno, foi so bota-
dora do seu patricio, collega e amigo, contando
voltar para trra no rebocador.
Foi quando o Tordetukjold j t" a. ipu
ma distancia da barra, que comecou a balburdia.
Nao quercudo on nao podando a gente do reboea
fler trazer para trra o Sr. Sorensen, teve elle de
vir em um bote, tripulado por tres horneas, que o
seu amigo pos s suas ordaoi c que abicou
Praia de Fra.
O que occorreu ento em trra ja os nossos
leitores cabem; o quo nao aubem, porm, qie
o Tordenskjold, que fu-ara bordejando 14 de fra,
espora que regressasse o bote com oa seus tres
marinbeiros, bordejando tcou al hoje pela ma-
nhi.
E, afina!, caneado de esperar, voltou de novo
para o noaso porto.
Babia
Datai at 24 da Novembro :
Lentos no Diario de Noticias de 22 :
> Realiaou-se ante-houtem, uoite, na redae-
eao da Gateta da Tarde a aonuneiada reuuiao da
Sociedade Libertadora Bahiana afim de trabar da
liberdade pe 716 escraviados, a niaior parte doe
quaea importados de tia da lei de 7 de Novembro
de 1831.
A libertadora vai propor pelos cauaes com-
petentes, aecjlo aos possuidores de taca eacravi-
sados. para o que uomeou urna commiaio.
Qier nos parecer que nao serlo agora resgs-
tadas do captivt-iro 716 peasoaa, visto que maltas
dellaa ja fallcceram e outras conseguirn! a liber-
dade a titulo gratuito u mediante indemnin-
C).
Como quer que seja. boa oacaaio ^se depara
Libertadora para prestar um grande servieo a
causa que propugna. >
L.'iaos na Gateta da Baha de 19 :
No da 16 do corrente. s 7 h)ias da noite,
na ra da Mangueira, freguezia de Pilar, Candido
Fernandos, individuo morador L ipinha, esfi-
queuu a Eduardo Velloso, empregado na aaboa-
ra de Lima I raaos ii., com o qual tiuha an-
tiga rxa.
Apesar de premptamente medicado pelos Srs.
Drs. Virgilio Dainaoio, Msueel Espioheira e aca-
dmico Coriolano Burgos, o infeliz falleceu ante-
bontem s 11 horas da noite, victima d,s feri-
mc-ntos mortaes que recebera. >
Falleceu o vereador da Caraira da cepita!,
Franciac Pereira Rocba.
Alawsiata
Datas at 22 de Novembro :
As noticias i5o de ulerease local.
INTERIOR
i:\011rsao Imperial
( Jornal do Commercio da efirte)
< S. Paulo, 16 de NovembroA' hora adiantada
da noite em que chegui ante-hcnteo de Santos,
nao mu deixou escrever, e por isno reterirei nesta
o que occorreu ante-hontem e hoje.
As 7 horas da manhS de ante-hontem pirti-
ram Suas Magestadcs para Santos em um trem da
companhia inglesa. Nadadiiei dcsta estrada, por-
que nlo daria uovidado aos laitores; referirei
apenas que a chuva e a grande cerracao impedi-
rn) que se apreciasse o bello panorama que offe-
rece o seu roercurso.-tlstP, porm, nao obstou que
Sua Mageatade fizeaae parar o trem na b rota
Funda, deacesae do carro, atravessasse a p o via-
ducto que all ha e vsse o tempo quo as pedras
tiradas de cima levavum para chegar ao fundo.
Passamos por dante de diversas catacdjs e nao
deixon de causar admir.icao qu.? em ueahuma dellae
houvesse a menor deinonstracao festiva. Nexn a
estaco de Santos, onde cheguios s 10 horse, ti-
nha o menor adorno; mas em compensarn estava
completamente cheia de gente. Achavam-ae a c-
mara municipal, as autoridades, o commandante
superior da guarda nacional, o corpo consular, of-
ficiaea da armada e d> exercito, empregado8 p-
blicos e extraordinario concurso de aenhoras e do
cidados de todaa aa claaaea, que receberam Sua
Mageatade eom entbuaiaatcaa aaudacja e ao aom
do hymno nacional, executado por dual bandas de
musiea. A cidade, especialmente em algumaa ras
estava vistosamente adornada, bavendo coretra,
arcos, columnas, bandeiras e muitos outr. s enfe-
tcs. Suas Magestades, ao sahirem do trem foram em
carro para a residencia do Sr. Visconde de Em-
bar, que pela terceira vea Ihes offereceu hospada-
gem e que, apesar de enfermo, foi espera-loa.
Pouco depois serviu-sc aumptnoao almo;o, sentan-
do-te ao lado de Sua Mageitade o Imperador a
Sra. Viscondeisa de Embar e ao lado de Sua Ma-
geatade a Imperatris o Dr. Eduardo Ferreira em
vez de acu pa, o Sr. visconde, que nSo pode fa-
se lo.
* Depois do almcco aahia S. M. o Imperador e
foi matriz, onde fez oraco ; dirigindo-se depois
igreja do Carmo, em cuja capella-mdr est o
tmulo de Jos Bonifacio. Sua Magestade ajoe-
lhou-se junto da pedra que cobre a selputura e re-
trou-se em seguida declarando que era a is30 o
que tinha ido ftzer alli,
Em seguida visitn a alfandega, sendo roce-
bido pelo inspector, o Sr. Pauloe Silva, e por ou-
tros empregados. Percorreu o sali do expediente,
a theoouraris, os ainarzeni, as poetes de carga c
descarga, indagando minuciosamente a respeito do
servieo. A importancia da alfandega de S tntoa
reconheeida. O aeu extraordinario saevimento exige
que ella seja augmentada, tanto n >i annaseas
corno asa pontee, e patanal a aageiieia da eaat-
trueea* o caes. O que aMa tesa melbor, a asta
nao pjecisava ser to grande, a sala do expe-
diente.
D'alli foi Sua Magestade para a captai 1 do
Porto, viu a companhia do anrendizes marinbeiros,
que a'li estava formada a lhe fez as continencias
devidas. Acompanhado pelo capito do Porto, cu-
pito-teneote ralmeira, examinou cuidadosamente
os gneros para alimoutacao das pracase percor-
reu todas as depeudencias do edificio. Embarcando
depois em um escaler foi at ao mboeeddr S. Paulo,
em i^uo entrou, indo v/ os lu-jur-'a por1 onde deve
paasar o novo caes, parando em alguna pontos e
tomando informavoea circumstanciadas. Deaom-
barcou em frente do mercado que nao viaitoa e
que (seja dito de passagem) nao digno de uuia
cidade da mportaucia da do Santos.
Visitou em seguida o edificio, ere quo func-
cionam a cmara, o jury e a cadeia, encontrando
nesta quatro individuos presos por turbulentoa.
O edificio eat uaa melbores Cvudicoes; grande,
bem dividido e ctt muito limpo. Em iimi sala
ixamiuou Sua Magestade a planta da cidade, em
ponto graude e ineaor, levantad t pelo engenbeiro
americano Freir. Antea de retirar se o vice-pre-
aideute da cmara, Sr. Jos Prooat de Souza, que
est na preaidencia por moleatia do presideote
Joao Octavio de Souza, pedia a Sua Magestale
para entregar 12 cartas do lib.'rdade, ao que Sua
Magestade annuio.
" Em um livro ricamente encadernalo, no qual
eato commemoradaa aa duas viaitaa totas por
Sua Mageatade cidade de Santos nos annos de
186J e 1878, dignou-se Sua Magestade Rssigriur
uro termo em que se achtm consignadas a data da
visita e a entrega das cartas de liberdade.
Da cmara foi 8. M. Santa Can da Mise-
ricordia, sendo recebido pelo escrvo Francisco
Emilio deS,na ausoncia do provedor. que estava
uuf/rmo, pelo mordomo do m z Alfaia Jnior e
pelos mdicos Drs. Matta e Silva c Parjira da
Cuaha. c'na Migestade percorreu todo o hospital
e snas dependencias. E' elle gran le e b^.n dev-
dido, e lealguma cousa ha a notar fio se ter at-
teudido b.oa ventilaeajo aeu as satas do pavi -
meut 1 superior, que ainda nao est concluido.
Estao em tratamento 70 doentes (borneas e
mulberes), ina3 o hospital tem commolos para
muito mais. Em um livro, com capa do velludo,
expressameate preparado para eorameraorar a sua
visita ao h ispital, dignou-se Sua Mageatade as-
signar o termo que estava lavrado.
Visitou depois o theatro Guarany, plano do
engeuheiro Garca Redondo, cuja construefa-o,
principiada em 1881, acabou tm-1882. E' um ele-
gante theatro, com urna s ordem de camar t s.
varandas, galeras e platea para 20J pessoas. Sua
Magestade percorreu o edificio e examiuou'a pin
tura do recto.
" Em urna casa, coui as condcoes exigidas, qus
tein duas grandes salas, --as quaes h boa mobilia
escolar, e quo os Srs. Viscoudcs de Verguairo e
Embai inandarara construir e eli'.-receram i pro-
viucia, funecionam duas escolas, urna de meninos
e outra de meninas. Da priineira professor o Sr.
Aprigio Maeedo, sendo a matricula de 121 e a fre-
quencia de 70 a 80 alomaos; da segunda pro-
u si ora D. Januaria Macelo, tem a matricula de
90 a frecuencia de 60 alumnas. Estas duas es-
colas foram visitadas por Sua Magestade, que in
terrogou alumnos de ambas, mostranda-ae satis-
feito com as respoata. Neatas visitas acompaahou
Sua Magestade o inspector litterario Dr. Joaquim
Doisngaea Lopea.
A prac-a Jo commercio, que eat em um bom
edificio e eujai Balas, tanto do pavi monto interior
como do saperior, sao extensas e esto muito horn
preparadas, foi vcitada por Sun Mageatade, que,
acompanhado por urna commisso uomeada para
recebel o, percorreu o edificio e examinou diversas
revistas e jomad.
' Em leguida foi Sua Magestade ao Club Ger-
mania, que em grande e bonito edificio, com um
bello jard:m na frente e que tem urna bibliotheca,
sala de leitura com jornaes e revistas, salas de
biluar e de jan'ar, jogo da bola e outrae depen -
deucius, tudo caprichosamente adornado.
Este clnb foi fundado ha mais de 20 anuos, e
alm de ser um ponto de reunio dos aseociadog,
que ao em rrrande naincro, d todos os mezes urna
partida damante e no fim do anno um grande
baile. Em urna das salas v se o retrato de Ba-
ckceuser, o mais antigo negociante de Santo--, ha
pouco fallecido, e que prestou ao club assignalados
servlcos.
D'alli foi Sua Magestade visitar o hospital de
Beneficencia Portuguesa, eondo recebido pelo pre-
sidente, o commendador Manoel Pereira da Roeha
Soares. O edificio, que. grande, de bonito aspecto,
e cercado por bem cudadoajirdina, manlido maior
asseio oreai. Tem quartoa e salas bem pre-
parados para oa enfermea, excellente pharmacia,
gabinete crurgco e todaa as dependencias de
caeta desta natnreza, tudo muito bem organiaado.
O estabelecimento tem actualmente 14 doentes,
maa pie admittir at 50. E' aeu medico o Dr.
Julio Furtado. Sua Mageitade, depoia de percor-
rer todo o edificio, dignou-se aeiignar o livro doa
visitantes.
Da Beneficencia foi Sua Magestade para a
casa onde se achava hospedado, e alli recebeu oa
oomprimentos da cmara municipal e do corpo
consular, tallando em norae de seus coliegaa o Sr.
cenan! da Heauaoha, como mais antigo. Muitas
outras peBSOas foram tarnbem comprimentar Suas
Magestades.
- Pouco depois das 4 horas sahiram Suas Ma-
geatadea de carro e foram ao ponto onde ae achava
um bond, elegantemente adornado, que oa devia
condazir a S. Vicente. Foram, alm deate, inaia
tres bonds, dous com p.'ssoas do lugar e um com a
'banda de musan.
O trafego para S. Vicente feito por traccao
I a vapor, com machinas suissas, primciras intro-
daiidas 110 pas. Estas machinas tem caldeira
mixta, iito vertical e ao mesmo tempo horizon-
tal. A viagem f'z se sem o menor accidente, e
chegando a 3. Vicente, conservou-se S. M. a Im
peratriz no bond, e S. M. o Imperador foi visitar a
casa da cmara e cadein, que datmn de 1729, e,
examinando oa peaoa e medidas, d8se que sem
duvida eram do tempo de Braz Cubas. Foi em
seguida a urna ionte, que alli ha, embaixo de urna
rocha junto do mar, e depoil igreja e ao Rmk.
Teve Sua Magestade occasio de ver era S. Vi-
cente urna pequea casa antquissima, sobre cujos
primitivos moradores correm diversas versea.
Dizem uns que fra habitada por Martim Affonso,
outros por Ancheta, e outros por Bras Cubai. De
volta cidade entraram Suas Magestades em um
bond especial, convenientemente preparado, no
qml foram acompanhadoa por outroa, para a Bar-
ra. Alli ebegando tomaran) trolya e percorreram
toda a praia at ponta, em frente da fortaleza.
Feita a exeuralo, voltaram Suaa Mageatades
para a casa, e s 7 horas da noite foi servido um
lauto banquete. A's 7 e 55 minutos entraram Suas
Magestades no trem voltaram para S. Paulo,
onde chegaram s 10 e 55 minutos.
.. O Sr. Visconde de Embar offereceu aos au-
gustos viajantes sumptnosa hospedagem e tanto
elle pessoalmente como sua familia penhoraram
com a aua cordialidade aoa que acompanharam oa
auguatoa viajantes.
A' noite Santos apresentava, com a sua bri-
Ihtute illuminacao, o mus bello aspecto, e ao re-
tiraram-ae receberam Suaa Mageatades as mais
entbusiasticaa aaudacoea do populacao que em
maaea affluio estaco.
Nada tenho que dizer sobre a cidade de San-
tos, a nao ser que progride constantemente.
Eram 11 ho.-as quando Suaa Magestade sahiram
do trem. A estaco da estrada de ferro ingleza
estava cheia de povo.
Hontem i'ia 6 horaa da manh sabio Sua Ma
gestade de palacio e depois de um pequeo pas
seio a p, tomou o carro e dirigio-se para o ncleo
colonial onde foi recebido com as maiores demons-
tracoea de alegria. Depo8 de ter entrado na ca-
pella que ae achava Iluminada e ademada de
florea, foi Sua Magestade a urna sala da antiga
casa de jesutas, e examinou os desenhoe dos tra-
balbos da medico definitiva dos lotes, de que se
achava encarregado o engenheiro Eugenio Pres-
ciliano de Carvalho, ajudante da commiaso de
coloniaacSo, de quo chefe o Dr. Joaquim Rodri-
guea Antunea.
Infonnanio-ae da razo da irregnlaridade na
diviso dos lotes, os maiores dos quaea nao tem
mais de 2 hectrea, aehou Sua Mageatade easaa
reas muito pequeas.
Examinou tambera a planta geral, comecada
pela citada commiaso, indagando da policio das
tsrras devolutas dos arredores da capital. Este
ma.ipa, que j occapa dons grandes rolos de p 1-
p '1, est a indo organiaado na ccala de 1 por
2(',00} metroa e abrange oa municipios da capital,
CunceicSo doa Guarulhos, Santo Amaro e Itapeoi-
rica, com rca^ao aoa quaes ht alli intereasantes
detalbea topographicos. Pars ligar os s^ua traba-
Ihoa de exploracao e medigid, servio-se a cornmis
sao das plantas das estradas^de ferro ingleza, do
norte e bonda de Santo Amaro, redusindo-ai ci-
tada ea.ala. Com lecielhante plaao tornando-se
effectiva a discriotiaagao do dominio pubHeo e do
particular, poderiam as cotnmissoes de colonia*-
cao, Bem augmento aenaivel de despeza, formar
boas cartas cadastraes, pelo menos dos municipios
colonisud'Oi do cada provincia.
Nao serio demasiados os eaforcos empregados
uo aprov<-itamcuto das trras devoluta, que ainda
existem 110 municipio da capital, offorecendo as
mais solidas garantas ao bim xito da coloni-
Waflla.
Dep iis de ter conversado com um antigo co-
lono e indagado das suas condic.-s, percorreu Sua
Magestade diverses lotes e ao chegar ao fim de urca
das ras, dizendo lhe a filba de ama viuva, que
sua mii finira tris.'e se Sua Magestade n) vis: -
tasse o su loto, o Imperador foi visita! o, apezar
de ser ello distante a ocaminho em ladeira.
a Esta colonia que era dividida em 151 lotes,
muito p-jquenos, compo -se, hoje de 63, o em mui-
tos drilles estilo estabeleaidos pela mor paite fa
indias italianas, que alli vivem contentes, tendo
ji alguna colon a regula' pecnlio.
< Os loica habitados eataV todos mais ou menos
cultivados, e muita cous alli produzida vendida
no mercado da capital. Um colono fez alli duas
pipas d : vnho que Ibe renderam 125 cada urna
e quinto elles alli tazein acha consumidores.
Pela expansiva alegria dos col nos via-ae quai-
to os aatisazia a visita de Sua Magestade.
Da colonia f .i Sua Magestade a um alto, em
que existe urna pequea capaila com a invocaelo
de Santa Cruz, feita por meto deesaohis doa fiis.
Sua Magestade visitou a capella e estove algum
tempo apreciando o esplendido panorama que se
descortina daquelle ponto elevad).
Dalli veio ui Mageatade para a casa, don
de sabio depois das 10 horas com S. M. a Irape-
ratriz, e, indo i eatacao da Estrada de Ferro I
Nort, toinaram o trera quo oa devia coninzir
Penha, a 9 1/2 kilmetros da capital. A fregu. zi.i
estava em fasta* e muito bem adornada, desde a
estaclo at igifja. Suas Magestades f iram re-
cibidas p r divera >e senheres o aenhoras que alli
se chavara e ao soai do hymno executado pela
msica do coipo p lieial. Apenas deixaram o tren
dirigiram-ac par a gi'ji e ouvian missa, q foi compauhada pr cant.i/03 religus 8, tocaud <
no coro a msica a quo me referi. Ai sahirem da
igreja foram anda Suas Mag st ides dar un pis-
aeio p do lugar, entrando coi aeguiia no trem que
03 trouxe pira a ea,.: il.
A fregqesis da Penhi est amito bera situa-
da era urna emiu -i:,-ia, do oade se v u.n bello pa-
norama. Tem alguna edificios boas, sobresahindo
entre elles a casa do coronel Itodova'ho. O ramal
para a Penha, que parte do kilom/trj 8 da estra-
da de ferro do norte importou era 18:000> e t*in
de extensSo 1 kilmetro o 200 mitros. S u'u:c
dia de festa renden 14:0001.
Por aqui se virque tambera a esta provincia
nao faltam devotos da Nossi Senhora da Peubade
Franca. Urna das paredes da igreja, qne est cheia
de promessas, prova-o exbuberantemente. Entre
os ps, rain, bracos, peinas e cabecas de cera,
havia um retrato do Visconde do Rio-Urano. Por-
que eat alli que nio uoes:uberara informar.
Cbegaodo capital, entraram Suas Magesta-
des cm um bond c foram para o bairro da Lioer-
dade, onde oa espera va outro que os devia enndu-
zir a Santo Amaro, villa que fiua mais de 24 ki-
lmetros da capital. Alera do bond cm que iam
Suas Magestades, foram mais dous com pessoas
do lugar. Esta linha por traeco a vapor. De-
pois de nma hora de viagem chegamos a Saco
Ara tro tendo parado um pouco em villa Marianos
povoacao que c-oineon o anno paseado e j conta
mais de 50 casas, sendo habitada especialmente
por italiano!.
Em Santo Amaro era grande o concurso de
povo. Suaa Mageatadea feram muito bem recebi-
daa. A villa estava muito adornada. Sua Magea-
tade visitou a matriz, que ae eat reedificando e
deve ficar um bom templo, a caa da cmara e a
cadeia. Nesta nio havia nenhum preso. Tem a
freguezia duas escolas, urna do meninos e outra de
meninas, regulando a frequencia de 50 alumnos
era cada urna. O vigario preparara, para recebsr
Suas Magestades, a casa de sua residencia. Nella
descancou 8. M. a Imperatris emquanto o Impe-
rador visitou a villa.
lie volta de Santo Amaro foram Suaa Magea-
tades visitar o novo matadouro e o jardira publi-
co, recoihendo-se a paiacio depoia daa 5 horaa.
> Na seguinte carta tratarei detalhadamente da
estrada de Santo Amaro e do matadouro.
A' noite receberam Suas Magestades urna
comoiissao da colonia alloma, que. os fora compri-
mentar. c entregar a Sua Magestade una petcito
de gruca a favor de um seu compatriota que est
curaprindo sentenca em Porto-Aegre.
Era Sautos desou Sua Magestade 450, sen-
do 2004 para a ruara Casa e 250,J para oa po
brea.
uhviST DIARIA
Aaaembla ProvincialNa forma do
respectivo regiment interno, devem comee ir rma-
nhi, pelas 10 horai do dia, aa aeseocs proparato-
na8 da Assembla Provincial convocada extraor
dinariamente para o da 1." de Dezembro pr-
ximo.
Hedidas maullarla*O inspector de hy-
giene publica, acompanhado do fiscal da Ba-
Vista, viaitou nos doia ltimos das 57 casas da
ra da Imperatriz, inclusive aiguos armazena de
molbadoa, noa qu: ai examinou detidamente 03 g-
neros alimenticios.
N'csta excHrsiot-'maconselhado medidas hygie-
nicas aos moradores das referidas casas e exigido
os melboramentos necessarioa para o saneamento
de cada habitacio.
Companhia de Trilboa L'rbanoi do
Reclfe a (alinda e Bebcribe -Reuuio-se
hontem, em cantinuaci1, a assembla geral ex
traerdinaria desta companhia, aob a presidencia
do Exal. Sr. Dr. Prcsedea Gomes de Sousa Pitan-
ga, achando-se presentes 14 Srs. accionistas, sen-
do 4 por procuradlo, representando 498 accojs.
Fo> lida e approvada sem debate a acta da sea-
ao de 19 do emente.
O Sr. Dr. Almeida Cuaha, secretario da assem-
bla geral, leu n redaceao da reforma doa Estatu-
tos, trabalho de que fra encarregado, sendo ap-
provada aem debate-
Nada mais hvendo a tratar levantau se a ses-
slo.
Ejnzarelto da liba Grande -Segundo
commu licacio que recebemoi do Sr. chefe da es-
taco telegraphica terrestre desta cidade, acba-se
montado c funecionando a estacio telegiaphca de
Lazaretto da Ilha Grande, no Rio de Janeiro.
A taxa de transmissio dos despachos para alli,
de 700 reis cada palavra, contando ae do Recite.
Induairia japonesaA exposici) de ar-
tefactos e obras da industria japoueza, estar hoje
aberta no correr do dia, ua ra do Bario da Vic-
toria n. 07.
O Sr. Bender, retirndose brevemente para o
sul, a mantera essa expoaicio, aqui, at terca-
fera prxima.
Quem ainda nao foi ver a curiosa exposicao, nio
deve perder a oppo.-tunidade.
Dlatraceao Dramtica Familiar -O
capectaculo dest sociedade ter lugar no dia 5
de Dezembro proiimo.
Honroio,-Na Gateta Jurdica, da Coite,
numeio do corrente mez, pag. 213, encontra-ie a
seguinte nota sobre o parecer do procurador fiscal
interino da fazenda publica, Dr. Olympio Marques
da Silva,que muito honrosa a este funecionario :
Ainda que cate parecer saja dado em procos-
so administrativo, sendo pertinente questo que
se ventila, entendemos dever transcravel-o aqu.
Apartou-se a promoc&o eem duvida alguma
do objecto reatricto e nico de aua natureza e ef-
feitoa legaea convr ou nio na dispensa do praao
concedido ; maie revela esse transper de limites
em si tanto selo e tantos requisitos honrosos de
quera, em carcter official e como mero advogado
da fazenda provincial, procura dar luz mesa es-
candalosa subtraeco, que, na verdade, a elevacio
da intencSo sobrepuja em muito as restricoes que
p>r ventura sa pretenda descobrir na lei quanto
pertinencia da intervencio desse poderoso auxiliar
da fazeuda noa casos consultados.A Redacgo.
Diploma de medico Na Secretaria da
Presidencia da provincia acha-sc o diploma de
doutor conferido pela facul lade de medicina da
Bahia Manoel Xavier de Moraes Vasconcellos,
afim de ser-lhe entregue depois de assignado pe-
rante S. Exc. o Sr. presidente ou pessoa que de-
signar.
Tribunal do Jnry-Foi aubmettido hon-
tem ajulgamento o reo Cyprlano de Souza Viegas.
Promovendo a defeza o Sr. Dr. Emigdio Vian-
na, foi condemnado a 1 mez de prisio e multa
correspondente melado do tempo, grao mnimo
do art 231 do Cod. Crim. em que se achava pro-
nunciado.
Facnldade de Direlto Eis o resultado
dea acto* de hontem :
Io anno .
Jos de Castro Paea Btrreto, plenamente.
Joaquim de Castro tfoguoira Filho, dem.
Rayrnundo Joa de Lima Filho, idera.
Joo Eleuterio Brito Maeedo, dem.
Eutichio Cmcinato de Carvalho, idem.
EuclidsS Bevilaqua, simplesmeute.
Jayme Maeedo CwqueN Lima, i lera.
Andulph) Reupianu Salles Bavera, den:.
Man el G 011,11' ves Lima, idem.
2 o unno
Alfredo de Almeida Sarapaio, p'enamente.
Theotonio Carlos de Almeida, idem.
Antonio Buarque dos Rea Lima, idem.
Jos Thomaz da Cuuha Vasconcellos, idem.
Joao Pacheco do (uoiroga, simplesmente.
Joaquim Gonfalves Rbeiro, idem.
8\ anno
Manoel Netto Curneiro Campello, plenamente.
Manoel S mlon Rodriguea Pinheiro, idem.
Antonio Baptiata Nogueira, aimpleamente.
Bento de Freitas Guiraariza Jnior, idem.
Antonio T. F. idem.
L'oucio Barreto de Freitaa, idem.
Jcs Sizenando de Miranda Henrique, Jera.
Reprovait 1.
4' anno
Manoel Biuno Al vea do Couto Filho, plenamente.
Vulpiano da Cunba R'g>, idem.
Eduardo B Carlos Ciriniro Monteiro de S.il;es, idem.
Manoel Caetano de Albuquerque Mello, simples-
mente.
Manoel Jos Rodrigues Pinheiro. dem.
Autonii Ribeiro do Albuquerque MaranhSo, lem.
R.'pro vado 1.
5* anno
Antonio Fernandes Trigo d'j Loureiro, p'enaj :.i
Agnpioo Triguero Cnstcllo Brinco, ideo .
Flix Jayme Fernand'S Barros, idem.
Cnetan Ferreira GuimarJta de Si Pereira, dem.
Syrnphrouio Fernandes Souto de Meiiez'g, idem.
.1 jii'iiuj Agripino de Men 1 aiea Simoea, dem.
Antonio Alves Monteiro, idem.
Estes receberam o grao de bacharel.
N 1 p.-imeiro anno amanhi serio chamados os
ns. 143, 144, 146, 162, 164, 171, 172,173, 174 e
tantos quantca forera precisos para o completo
doa 9
Amanhi. nio baver rxames de preparatorios ;
e b: reun r a Congregacio para resolver sobre a
pretendi dos cstudadtea que requereram exames.
nmlluto Acadmico Conforme vai in-'
sendo na secjio competente, realsar-se-hio ter-
ca-feira, 30 do corrate, ueste collegio os exames
.fiuaes de sua aula primaria e ds quaes serSo exa-
minadores alera do respetivo profeasor, o director
eoj ;,r te-son-a Franc.sc Carlos daSiiva Fragoso
e Augusto Jos Mauricio Wonderli-y-
AptSs oo extra ts seguir-se-ha a distrbuicao dos
premios.
Arco da ConcelroAmacha coraecam
as f'tstas com que tidos 03 annos os moradores da
ra Mrquez de Olinda commemoram a Immacu-
lada Conceijio de Maria e ser hasteada a ban-
deira, cautaudj ae as novenas as uoites aeguin-
tes.
llavera luz elctrica e tocario bandas de m-
sica.
l'aOrioa ApolloFui b.ldada at agora a
reclamaci 1 que, h 1 dias, fizem ia relativamente
fumaca acre e nauseabunda que lanca na athmos-
pbera a baixa cbamiu da Fabriea Apollo. Nem
o Sr. Cuuha fez anda levantar a chamin altu-
ra determinada nos posturas municipaes, nem fez
ceisui- o f-ibrico de leos vegetaes, fabrico nio to-
lerado pelas mesmas posturas no permetro da ci-
dade.
E', pois, indispensavel a intervenr;io da edili-
dade ou de ssus agentes (Iscacs para faz.-r ceasar
o abuso, de que sio victimas os visiahos da Fa-
brica Apollo.
Essa fabrica, com certeza nao obteve iicenca
para o preparo dos taes leos ; o, pois, em face
daa posturas inun.cipt- s, semclhinte fabricacio
nao pode ser tolerada no local da fabrica de ci-
garros.
Inatilolo Arcbcoiogico e Geogra-
pbico Pernambucano Quinta feira, 2
do'corrente, 1 hora da tarde,, reuni ae o Insti-
tuto em aessio or linaria, aob a presidencia do
Rrm. Sr. conselheiro Pinto Jnior, com assisteo-
eia dos Srs. conselheiro Quintino de Miranda, dea-
embargador Luna Freir, Drs. Cicero Peregrino,
Baptiata Regueira, Io secretario, Lipes Machado
e Joo Freitas, Augusto Costa e major Codeceirs,
2o secretario.
Lida, foi approvada a acta da aessio antece-
dente.
O Sr. Dr. Io secretario mencionou o seguate
expediente a offertas :
Um officio do Sr. Joio Chrysostomo Melicio, de
9 do corrente, concebido nos seguintes termos :
Illm. e Exm. Sr.- Urna digressio ao norte do
paiz nio rce permittio que mais cedo me dirigiese
a V. Exc. a "fim de lhe significar o meu profundo
recoiiheciinen'o pela distinecio subida que essa
illustre associaele, da qual V. Exc. diguissimo
secretario, me conferio nomeando-mo eeu soci) ho-
norario.
S posso attribuir tio elevada honra exces-
siva benevolencia de V. Exc. o dos meus Exms.
collegas, s utindo nio possuir qualidades que jus-
tificando o assigualado favor, garaatisaem ao Ins-
tituto Archcologico e Geographico Pernambucano,
em a minba uom-iacio, uraa oLaboracio illustra-
da, til e assidua.
o Anda assim, pode V. Exc. certificar a todos
os respeitaveis membros dessa cousderada asso-
ciacao, que empregarei todo o meu disvello cm
prestar-lhe o maior numero de aerviC/ia que eu
poasa e que, como proprietario e director do Coni-
mercio de Portugal, aa columna8 desta modesta
folha ficam intviramente dispoaicio do Instituto
para tudo quanto elle entender conveniente dar
lume neste paiz.
Offerecendo a V. Exc. e a todos os nossos
honrados companheiros de trabalho o meu insig-
nificante prestimo, espero que acreditem na sicce -
rdade dos meus desejos de Ihcs ser agradavel, co-
mo na da gratidao pela grar;a qne me dispen-
sara m.
Muito agradecerci ttmbam a V. Exc. ss qui-
zer dignar-se ser o interprete dos meus seatimen-
toa, aqui fielmente exarados para cora a nossasym-
patbica associacio.
Deus tuarde a V. ExcLiibt, 9 de Novem-
bro de 1886.Illm. e Exm. Sr. Jos Domingues
Codeceira, dignissmo secretario do Iostituto Ar-
cheologico e Geographico Pernambucano. Joao
Chrysostomo Melicio.
Um convite da commisso incumbida de promo-
ver urna sesso fnebre cm homenagem a merno-
rii do conselheiro Jos Bonilacio.
Pela sociedade de geographia do Rio de Ja-
neiro um numero de sua revista.
Pelo Dr. Fetippe de Figueira a acta da ultima
e geral apuraeio dos deputadoa Assembla Pro-
vincial, 1835.
Pelas respectivas redaccoas diversos jornaes
desta e de outras provincias.
Pelo Sr. Irineu de Araujo Cesar, oito moedas
de cobre e urna de nik-l de 50 res.
Findo o exp"diente o Sr. presidente nomeou
uraa commisso composta do3 Srs. Drs. Lopes
Machado, conselheiro Quintino de Miranda e ma-
j >r Codeceira, para repreaentar o Instituto na 8es-
bSo fuuebre em homenagem memoria do conae-
lheiro Job Bonifacio dtuAdrada e Silva.
O Sr. Dr. 1" secretario communicou qne S. Exc.
o Sr. presidente da piovincia visitara hoje o Ins-
tituto, e uue achando-se pres-eutea na occaaio os
Srs. Dra. Cicero Peregriao e Lopes Machado,
acompenharam S Exc. em aua visita muiatran-
do lhe todas aa intormac6e8 e esclarecimentos.
O Instituto penhorado por essa prova de coa-
sideracio do Exm. Sr. presidente, deliberou no-
mear urna commisso composta do seu 2o vice-
presidente, Dr. Cicero Peregrino, Io secretario,
Dr. Baptiata Regueira e orador Dr. Lopes Macha-
do, para de eua parte comprimentar a S. Exc. e
agradecer-lhe a sua honrosa visita.
O Exm. Sr. Dr. Adelino Antonio de Lun Frei
re, obteudo a palavra, despodiose do Instituto
f

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I")



**pse
Diario de PerDanibirooDomingo 28 de NoYembro de 1886

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mOm
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oftraeeu-lhe oa s m aervicos na capital da Ciar,
par* onde seguir broveineute afira de eiereer o
cargo de desembargidor da relajo d'aquella pro-
vincia.
O !Sr. presidente, em seu norae e na da Institu-
to agradecen ao Exm. Sr. desembargador Luna
Freir 03 relavantes servicia por elle prestados a
esta associacto, j como simples socio e"j no dea -
empeuho do carg de Io vice-presideufo, que
actualmente ezercia, e para acorop .uhil-o ao sen
embarque no ncou urna commisso comporta dos
Dra. Baptista Regueira, Lopes Machado e msjor
Codeccira.
Passanio se ordem do dia, foram liJai e ap-
provadas as duas seguintes propostas :
- 1. Propomoo que em att ncio aos servicia
prestados p.'la Ilustrada rodaeco do Diario de
Pernambuco a est Instituto se confira o titulo de
socio s&eetTJ ao Dr. Pelippe Figueiri de Faria,
-"ala das sessoes do Instituto, 23 d Novem-
bro de 1886.Jos Douiinguea Codcdira.Joo
Baptista Regueira Co3ta.-Dr.Joao J03 floto
Jnior.
2.a Proponaos para socio correspondente lo
Instituto ao Dr. Artbur Orlando d i Silva, advo-
gado no foro desta cidade e natural Jcsta provin-
cia.
Saladas sessoea do Instituto, 25 de Novem-
bro de 1886.Dr. Joao Jos Pinto Jnior.Bap-
tista Regucirt.J. Allredo de Freitas. l'ereira
da Costa.
Nada m lis havendo a tratir-se foi levantada a
aessao.
Documento histricoDamos em se-
guida um antigo e interessante documento do Dr.
Mano '1 Arroda da Cmara, distincto botnico.
O Sr. Francisco Augusto Pereira da Costa, que
nos forneceu essa preciosidade, acompanhou-a la
seguinte carta :
I'lra. Sr.Remetto um indito e interesiante
d Liimiuto do nosao botnico Dr. Manoel Arruda
da Cmara, referente a almecega e carnauba que
encontrei na secretaria ein minhas investigacct.
Alm da minuciosa noticia sobre a almecega, Ar-
ruda Cmara menciona na parte relativa a car-
nauba, um facto desconhecido, e que v-.m firmar a
priscidade de nossa provincia n descoberta e
applicaco industrial desaa preciosa palmeira.
O referido documento urna iuformaco da
tadi de Goyanna a 26 de Noveinbro de 1809, o
.dirigida ao governador Caetano Pinto de Miranda
Montenegro.
Creio que apreciando a vantagetn resultante
do seUg^iuheciraeiito ao publico, diguar-se-ha de
publicar em seu coneeituado jornal.
Sou com estima i teF. A vgusto P. da Costa.
H1186. .
Illm. c Exm. Sr. Caetano Pinto de Miranda
Montenegro.Ti ve a honra de receber o oficio de
V. Exc., em que ato ordma que p iuforme miuda-
mente sobre a almecega, que os indios costu nam
vender uesta villa, na conforinilade do r^ioaviso
de 9 de Junho de 1809, o que voa omnprir s< gundo
o conhecimento que tenho deste qbjecto, extrahin-
do da obra, que actualmente estou escrevendo so-
bre os noves gneros e especies das plantas de
Pernambu :o, as observares que sobre cata tenho
fgitg de I'erfii.mbu:o.
. A almecega urna substancia resinosa indis- por hora sobre o objecto de que trata o real
solvel n'agUH, dissoluvel no espirito de vinho : I aviso de 9 de Junho de 1809, que V. Exc. por
ella corre naturalmenta de urna arvore denomina- I copia mereaetteu, mandando-meque oinfonnasse
da almecega de genero Amyres, cuja especie pare I sobre elle.
cendo-me nao convir com as que acho descriptas Deus guarde a V. Exc. cora audo por muitos
nos autores a denomin-i Amyres Pernambucensis. i annoa. Villa de Goyanna 26 de Novembrode 1809,
Quando se faz a colbcita desta retina ha cui- IUm. Exm. Sr.De V*. Exc(
dado em separar aquellas pjrcoes mais puras e
alvas, que se vendein parte, debaixo do nome de
tos ; o milo das arvores novas picado miudameote
nutre os aouiaes cavailares taato como o asilho ;
as folhas seccas, que cahem naturalmente s3o a pro
veitadas palos gados, e os rime da aecca;1 as
meemas folhas servem para tecto das casas rus-
ticas, onde resisten, as injurias do tempo porespaco
de 15 e de 20 annos, sem necessitarera de repa
ra^o ; os feuctos dotas arvores, senda anda ve-
des, e nao teudo anda adquirido boho o amunh)
d azeitona-s cosidos successivameatc cm tres
aguas fcam brandas como o milho cosido, cujo
^03to arremedara, servindo do nutrimento agra-
da ve1, e ao mesmo terapojsadio; os meemos Iructas
depuisde maduros, sao cobertos de urna fcula, ou
massa doce agradavel, e que to bem nutre a
gente, como o gado ; a madeira que sauito direita
e comprida, como ceatumam ser os troncos Jas
palmeiras, a cuja familia perteuce, servo de travs
para as casas, para curraes e cercador.
O producto da cera se extrae das f-ihas
novas; cortadas estas e seccas desapega se da sua
supeificie em abundancia um p alvo, quo posto
ao lume se derrete em cera branca com o mesmo
cheiro, e todas as outra* propiedades da cera com
a difTerenca poremde ser mais dar e quebradiza;
mas este deleito corrige-se, misturando-a com
duas partes de cera branca do commerro: neota
proporco se formam velas perteitas, e que dio
boa luz ; mas deve o ciriuru alizal-as com mais
presteza do que as da cera ordinaria.
En tenho excitado a muitos habitantes do
Serto a Irafiearem com est objecto, esm algumas
partei jase tem extrahido quantidade qie vendem
a 60 res cada libra; depois de se ter x'.rbido a
cera das folhas,' servem estas para se te;erem
chapeos o esteiras q le se aformeseam tiogindo as
pilhas de diversas cores.
" Oa rsticos ou por nao ponderaren! que cor-
tando estas arvores, podem vir a faltar, ou p ti ir m na grande quaatidade dellas, as derribam
sem con'a : portonto necesario prohibir-se as
derribadas principalmente pan iazerem curraos,
e cercados, em que gastam muitas pdenlo alias
fazel-os de outras arvores, e se o nao fnzem por
se pouparem a maior traba!lio. Para tirar as
folhas, e os fructos nao necessario cortar as ar-
vores como elles pralicam, basta arrimar urna
escada ao tronca para faaerem eom muita facili
dade sem daino da planta : nSo posso por hora
informar da quantidade de cera, qne sa pode ex
trahir de cada folha, o que: pade vender cada
planta; parque sobre isso nao fiz experiencia,
assim como se peder servir para alguma especie
de vernix dissolvendo a no espirito de vinho, o que
brevemente farei.
Findarei este artiga com o dizer que este
vegetal tao vagaroso em crescer que apenas em
cinecenta annos adquire a altura de de 10 ou 12
ps sem anda fructificar, a esta urna razio que
deve persuadir mais a prohibicao d03 cortes sem
necessidade, p is era pouco. minutos se maiogra o
trabalhe, que a natureza teve cm muitjs seculos,
e se priva da utilidade que pode dar para o
futuro urna arvore destas.
Esta planta da familia das palmeiras, do
genero Corypha, cuja especie por ser nova a deno-
mine! cerijera na minha centuria da3 plantas novas
Eis aqd. o que posso informar
< Esta gloria nSo Ibe pode ser disputada ; elle
oonquirloa dia i. dia, pollegada pollegada, e
bem a merece.
Suudemol-o, pas, n'este dia de seu anniver-
sario, como um dos mais vividos talentos da mo-
derna gerac i, um dos mais brilhantes pbanaea
da nossa imprenta ao descambar do seculo XIX.
c A aurora do seculo XX j o encontrar no
apogeo da legitima e indisputavel passe d'esse
bem, que ser o mais bsdo legado que deixar a
sena queridos filhoa.
arrcxiiondente da corlePor carta
de 19 do corrento, soubemos que o nosso illustre
correspondente da corte achava-sa deente de urna
pneumona complicada, que o trazia prostrado.
E' essa a causa de nao ter eile podido renmtter-
nos misn vas pelos ltimos paquetes.
' escusado accrescentar que rasemos sinceros
votos pelo restabelecimento do illustre enfermo.
Imereasa-Recebemos do Sul:
Relatorio apresentado Assembla Provincial
de Santa .Catbarina na 1 eessilo da 26.* legisla-
tura pelo presidente Dr. Francisco Jos da Ro-
cha.
Hecista do Observatorio Astronmico, da cor e,
n 15, de Novembro correiitp, com este summa-
rio :
A transt. rencia do Observatorio.Occultacoes
e eclipses. ^ollaboraco.
1-vista das pubcacoes. Aspecto do cea du-
r>ute o mez de Dexembro.Revista climatolgica
do mez de Outnbro.Noticias varias.
DinhelroO paquete Pernambuco trouxe do
sul para :
Diversos 49:500^000
Mrectoria dais obris de romerv
cao dos portnBoletim meteorolgica do
dia 26 de sfovembro de 1886 :
almecega croa; aquellas porco.-s, por-n, mais im
puras, e misturadas eom maravalhas das cascas
e reverente criado.Manoel Arruda da Cmara.
Perfumarla OnaO Sr. Gnilherme K -
ger, establecido em Frankfart com urna das maio-
rea fabricas allemes de pe. fumarias, remetteu-
ii
a o a
I'JI'il Barmetro a T. asilo do vapor a
0 B 9
____ *\ , i L i __ - i
6 m. 23W-6 758">10 19.20 89
9 2i* 4 758ii85 21.23 72
12 30"2 75Sn>l9 21.18 65
3 t. 28-6 756">66 21.39 74
6 21'3 756'8.'J 21.16 78
di i.rvore, as derretem ao fogo, e formam pa-s de nos Igumas amostras dos productos que ultma-
lo a 40 libras de urna ed denegrida, adquirida rne:ite tem fabricado sobre o titulo do Perfumara
pelo cozimeuto, e pjr isso Ihe chamara almecega Oza, abrangendo sabonctes, essencias, leos, pas-
cozida : dessa qualidade vende se aqui de 20 a 40 ,' tas e aguas dentnficias. pomadas, cosmticos, bri-
ri3 cada l.bra, e de almecega crua pouco mais lhantinas, vinagres, pos, ete, etc.
carg Tivcmos oportunidadn de esperimentnr as amos-
Este producto preciosa pelos muitos usos 'ras recebidas. e que toram de essencias, de oleo,
que tem, Unto n^ modicina como no civil : na me- ; de sabmete, de pasta-dentrificia e de agua contra
dieina tem quasi as mesmas virtudes que a tero- | as caspas, e achamol-as todas de muito boa quali-
bentina ; mitiga e extingue cjmmummen'.i.' ::3 dade, denuaciando umaj)trfeita preparacSo chi
dores de dentee, applicada uas frontes, serve composicao de mnites uuguen- Sobre tuda agradou-nos o perfuu e caracterstico
tas, ete. etc. Os habitantes costumam misturar da Oza, um prfume extremamente delicado e
esta subsancia com a cera amarella do paiz para suave, que nada tem invejar aos malhores per-
fazerem bugias, e misturar com a quarta p.rte de | fumes dos productos aimilares importados da Fran-
seba, ou de alctr> para qnerenarem embarca- | ?a e da Inglaterra.
coes, o as rodas d'aguados engenhoi de assucar, A fabrica do Sr. Rieger antga o gosa de an-
uas destas duas misturas scho ser mal entendida recidas crditos, conquistados pelo trabslno assi-
a do sebo; porque seccando-se fcilmente se des- do e por urna honrades provada. Ella credora
apega da madeira em form acontece cam a combinaco da alcatrao, que in- trar "s produetos do 3r; Kteger "|^'"^
disptusavel para corrigir a nimia secenra e dureza
da almecega cozida A almecega crua alm dos
usos recebidos poderia ter outroJ, como o de en-
trar na composicaa dos vernizes, das pastilhas, e
at queiraar-se ou se, cu ora o incens em honra
da Dvindada.
Por todos estes usos, c principalmente pelo do
e pharmacias, e o respectivo deposit em casa dos
Srs. R. de Druzina Js C, na ra Marques de Olin-
da n...
Acerca das perfumaras Rieger vertemos do
Globus, coriespondencia da industria, commcrcio'.e
artes industriaes, as seguntes linhas :
Dos perfumistas allemes o Sr. Wilhelm
calafeto das eoabarcaco -s, bem se v quanto pre- ; Rieger, de Frankfort, o que principalmente tem
ciaea a couaervaeao, e ainda o augmento, ou cul- i sabido conquistar um nome nesso ramo da ndus-
tura das plantas, que produzem esta rezina : ellas tria ailemao, e urna reputaco sena nos mercados
na verdade te acham em abundancia as maltas : enropeus e transatlnticos.
dos districtos desta villa, de Alhandra e da Jaco I* nao foi fcil, por que antes de tuda teve
ca e ainda que a sai madeira tenha pouca, ou elle carencia de vender entre os consumidores a
nenhuma serventa par ser branda e de pouea du- i prodilsceo peles produetos franceses e inglezes,
racao depois de cortada, eque por essa cansa haja e bem assim e especialmente a desconfiauca contra
raso de se suppor pouca diminnielo e damao as ; as mercadorias allemes.
arvores camtudo nao acontece assim pela igno- A boa qualidade de seus praductos contribuio
rancia dos povos, que aera attenderem a preciasi-! grandemente psra a boa reputacio de que boje
dade da sua rezina as derribam sem piedade nos gasa o Sr. Wilhelm Rieger entre oa perfumistas e
mattos e nos muitos recados que fazera as mattas
virg'-na, podendo-os antes fazer as capaeiras, par
se poupartm ao trabalha das mondas; do tem
ella menos prejuizos com oa fogos que os vadios e
cacadores pouco considerados soltam as mattas
c:m o fira de destruirem a espessnra dos arbustos
pra moutearcm sem embaracas ; esses fogos as-
sam por baixo a casca das arvores grandes, pri-
vando das suas func$oe3 a esta parte to essen
ciai ao nutrimento dos vegeta**, o qno causa a
morte a qunsi todas, que experimentaram este ac-
cidento. D'aqui se v a necessidade de prohibir-
se as derribadas de mattas virgens, as que sao
abundosas de almecega, carao t>mbem a de vedar-
se o aoltarem fogos, o que se nao paleta conse-
guir sem fulminar alguma cominafio de penas
Contra os sggressores ; alti disto viaivcl quan-
to ser til a cultura deatas plantas nos lugares
mais proprios ; e ainda que eu nJo seja cousultado
sabr o melhor meio de se conseguir semelhante
cultura, arriscire todava urna considera^Ja, que
agora me occorre, e cammetter aos proprietarios
a cultura de certt porco destss arvores em luga-
res convenientes, propando loes algum motivo de
indemnsar o seu trabalho, que alias senam pagos
delle pelo proveito que lhes pode vir da venda do
producs dellas ; mas a demora commummeute es-
morece aos ignorantes, que nao sao animados de
patriotismo e s encarara o proveito pouco tardo-
nho.
i Nao domo calcular aa certo, nem ao ajenos
&pproximadamenta a quantidade de almecega que
se poder extrabir annualmente dos districtos des-
tas villas por dous motivos : 1* porque sendo o
consumo desta droga pouco por causa das raras
coutruc^oea de einbarcac-'s neste porto nao con-
vida os povos a extraeco da resina ; 2*porque as
pessoas, que se oceupam deste trabalho, sfo nica-
mente os inlioa das duas villas Alhandra e Jaco
ca, os quaes sendo pouco numerosos, nao sao esti-
nulados seno pelo insignificante lucro de 20 ou
30 ris por cada libra, pouco correspondente ao
trabalho de procurarem ventura ai arvores desta
especie, derramadas pela extenso das mattas ; e
ainda assim pens que se dio a este genero de
commerco pelo genio particular de vagaren) pilos
bosques a colherem fructosa produccoes silvestre
trabalho ainda que mais arduo com tudo preferi-
Vtsl por elles ao de agricultura, a que se subtrahem
o mais possivel.
Apeaar disto julgo quesera muito conveniente
coroa a c.mpra desta droga para querena de
seus vatos; porque ainda noestudo actual se pode
lazer acquisico de grande quauti'iade annual
m-nte, aseegurando o conaum aos ludios, e aos
que se quizerein dar a esta especie de commer-
cio; e posto que esta substancia nao possa servir
SO calafeto sem mistura de pez, cu alcatrao, toda-
va poupa-ae quantidade de bren estrangeiro, fi-
cando esta porcao de dinbeiro no pai.
c No que respe'ta a ce/a vegetal da Carnauba
davo dizer que eu fui o primeiro que aaauociei
eate producto no anuo de 1796 remetiendo este
annunedo a um dosedctores do Palacio Portug.ez,
nde foi publicado, mas nesse tempa nao eslava
eu lia persuadida, como hoje, da grande utilidade
que este producto pode dar no uso civil, e s o
propuz c >mo obj'tto curioso de chimica.
Razo tem o.Ministerio de empregar o seu
cuidado na coservacio dos immensoa carnabaes;
porque estas arvores sao uteis por rr.uitos lado?,
pois que nao s produzem a cera vegetal aenio qne
contesa fcula inuto nutriente e abundante, s ras
jhante ao sag da India Oriental, a qual serve de
nutrimento aos povos do s pol-o em condices de lnta com vantagem contra
as perfumaras francesas e inglesas tao aprecia-
das.
A sua mais recente criae.ii a das perfuma-
ras Oza, (xtractos de aroma tio suave que nao
conbecemas outro que se Ihe equipare. Um jor-
nal de Caracas (Venezuela), ende os preparados
de Rieger rpidamente encontraram saluda, ex
pressa-se noa seguintes termos : ......
deve ser considerada como o melhor triumpho da
chimica allemii, a descoberta desse perfume deli-
cado, que parece oriundo das azas de algum anjo,
e que, sabtil como o ar, vilo como urna causa ethe-
rea e ideal, cerca ido quem o usa de urna coma
aureola que attrahe e aedux.
O Dr. Joa Avelino Lemos no Rio de
Janeiro do 10 do cerrente :
A redaccaa do Rio de Janeiro, pela primeir
vez, separa se hoje do seu chete, porque de ante
mi tem certeza de que elle nao homologar este
acto de abrinnos, sem o seu consent ment, na fo-
lha, urna nova seccio, excepcional, uuica, com o
fim expreasa de saudal-a no dia do seu aniversa-
rio.
Em que pese, parm, ao Ilustrado jurisconsul-
to; o proprietaro, redactores, auxiliares e reviso-
res d'esla folha, de commura accordo, assentaram
n'esta transgressio das leis da imprensa, dispos-
tos a arrostar todas aa consequeocias, v .rdade ;
certos de que, por mais rig irosas que aejam, bao
de terminar sempro em boa paz.
Sandando o Dr. Jos Avelino no dia do seu
anniversano, nao rendemos smente a devida ho-
menagem ao chefe, fazemos mais do qae issotri-
butamos sincero preito ao talento, cuja soberana
nos impoa todos os respeitos.
O Dr. Jos Avelino um escriptor feit-, um
combatnte laureado; tem o direito ao apreco dos
collegaa e adrairacao dos contemporneos. Jor
nalista consumado, maneja todas as armas que
soem manobrar os operarios da imprensa da mais
fina estirpe. Tauto na poltica como na admins-
traco, tanto as lettras como as artes, trata elle
proficientemente de todos os assumptos com urna
elegancia de phrase e urna palidez de lnguagem
que podem ser tomadas como modelo.
Cavalheiro distincto, de amenissimo trato, tem
conquistado tantas e taes sympathiaa, tio bem
aceito e querido, que pode-8e dizer que o cearense
desprovincialisou-se, sendo hoje un fluminense
pur sana: faz parte d'este grande centro de luz,
construindo por si s um dos seus mais fulgentes
rsios.
Si Jos de Alencar, o polygrapho por cxcellen-
cia das nossas letlras, titease no meado successor,
esse seria coui certezaJos Avelino.
O discpulo digno do mestre, e si nio escrc-
ve romanees em volumes, por ventura nio romn
tisa elle tio graciosamente as suas bellissimas
chronicas do mundo elegante? Pelo3 joinaeg, de
que tem feto paite como redactor, s rapre pro-
eminente, o neo fecundo espirito fu espargido
scentelhas luminosas que se en! andeiam e vio for-
mando um rastro de luz passagem do seu ml-
tiplo talento pelas serenas e augustas regies do
pensa ncuto.
Si a poltica, a que tm elle sacrificado quasi
toda a pujanca de sua intelligencia, tem Ihe
sida madrasta ingrata, si o Cear, to censuravel-
inente, tem deixado de cumprr o seo dever paia
eom tio illustre filho, como larga compensacio as
lettras o pplaudem aem reservas, inscrevendo-
Ibe o nome em fulgentes caracteres as mais bel-
las paginas da ma historia.
Temperatura mxima31 0
Dita mi oiina23",6.
Evaporacao em 24 horas ao sol: 6>,8 ; som-
bra: 3>,6.
Chuvanullav
Directaa do vento : NNE de meia noite s 6
horas e 40 minutos da manh ; NE e NNE alter-
nadamente at .12 horas e 20 minutas da tarde ;
ENE at 4 bolas > 9 m.mtos da tarde ; E at
meia noite. k
Velocidade media do vento: 3,"18 por segundo.
(Das 12 horas s 6 da tarde 5">,0l E EME.)
Nebulasidade media 0,5.
Reaql6es r-ociae lia boje as seguin-
tes :
Da Monte Po Portugnez, s 11 horas do dia,
em assembla geral, para negocios urgentes.
Da Irmaniade de Nossa Senhora da Soledade,
s 10 hars du dia, no consistorio da igreja da Li-
vrara nta, para cleie$o da nova mesa.
Da Iruiandade de Noss Senhora da Soledade
da Boa-Vista, s 11 hars do da, para elcifao da
nova mesa.
Da Irmaudade de Nossa .Senhora do Bam Piar-
lo, de ti Jas de Riba-Mar, ie 9 horas do dia,
para negocio urgente.
Da Melpomenc Olindense, s 10 horas do dia,
em sua eede, em assembla geral ordinaria, para
pruatacao de contas do espectculo ultimo e tra
tar-se de outros assumptos.
timii obre a InulitBiciko do Jury
Extrahimos da Mercantile de Genova o seguin-
te :
A Perseveranta de Milio na conciliario de seu
artigo declara isto :
Desdaramos que os jornaes serios, cama o
Corriere Mercantile, cora o qual estaraos muitas
vezes de accerda, nio imitassem o habito dos dou-
trinaaios constitucionaes, e examinando a questo
Jos jurados nao tomasstra o partido de aphoris-
mos queja estiveram em moda e hoje perderam o
seu valor ; mas considerassem os factas como^sio,
sem prejuizos e, sem parcialidade ; e ante o es-
pectculo dos nossos tnbunaes superiores, diante
dos sentimentos individualmente des jurados e
conectivamente do paiz que se proftssam para es-
ta instituico, diante dos resultados praticos da
adiDinitracio da justica criminal, a quai na vtn-
ts aauoa assistimos, dissessem em homeoagem a
que aiyth >, a que cega necessidade, a a que ntil
moral ou a que pratica nio se deve abolir o jury.
Estamos convencidos, de que o jury urna
instituicao de desconfianza, mas estamos igual-
mente convencidos do que por ora nao pratica
mente possivel a sua abolilo nem na Italia, nem
em parte alguma, porque aa maiorias dos parla-
mentos sao compostas quasi em toda a parte de
advocados, interessados a manter urna instituicio
que se tem tornado um precioso subsidio da sua
profissio.
Cr a Perseveranta possivel a abolicao do
jury as condices parlamentares actuaes, nao
destinadas, a passar por muito tempo, a ser mo-
dificadas?
Nos nio jolgamos e somente por isto temos
declarado que nio nos pareciam opportunas as po-
lmicas, tendentes a desacreditar cada vez maie
urna instituicio que, por ora, fatal manter.
Notavamoa alm disso (e sobre este panto,
grave e delicado queremos que o antorisado jor-
nal de Milio expouha o seu proposito), que aa coa-
dies da magistratura, inoralmente consideradas,
sao taes para tornar mais do que nunca difficil a
abolcio do jury.
Parece-noa que se deve, antes de tuda, insis-
tir sobre o melhoramento moral e econmico da
magistratura afim de que ella rehabilite todo o
seu prestigio.
E' nossa eonvicca que pedir a abolicao do
jury antes da reforma, radical e seria da magis-
tratura, por, como se costuma vulgarmente di-
zer, o carro adiante dos bois.
A opiniio publica desconfia da magistratura,
a eis aqui porqu muitissroos tambera sendo, em
tbeoria contrarios ao jury, opinam em que elle
pode ser, at que a magistratura chegue a adqui-
rir o seu prestigio ou torne-ae na verdade inde-
pendeute e em condices maraes e econmicas sn -
periores a toda duvida, um menor mal, principal-
mente em algumas circumstancias.
i Nos termos que urna campanha da impren
sa pela abolcio do jury venha a arrjudicar a re-
forma judiciaria e oompromettel-a.
Queremos que os esforcos da Imprensa pru
dente, livre, autorisada, da qual a Perseveranta
campeao, tendam a impellir o parlamento, o go-
verno a manter a promessa solemne de reformar
a dispisicao jndiciaria e de melhorar as condi-
ces da magistra'ura.
Tambera hontem provocamos o Senado a fa-
zer, sjbre este ponto, o seu dever, discutindo, ape
as convocado o projecto de le que o guarda-sel-
lo, Ihe apresentou e foi deferido no exame de urna
commissio c.-mp -tentissima.
Se no prximo anno puder vir a ser lei a re-
forma judiciarla e se a magistratura readquirir o
seu prestigio, a a bal i ci d> jury estar feita, cr-o
a Perseveranta, um passo asss mais largo do que
aquella que podem fazer as pelemcas, as nossas
preaent s condices judieiarias e polticas e com
a prepotencia que nos emprestara dos advogadas
deputados e politicastros.
Conclnindo repetiremos que estamos aubatan-
cialmente de accordo com a Pereuen/iza que nada
mais nos repugna do que doutrinarismo vacuo, e
que precisamente em homenagem a consideraces
praticas, chegamos a conclusio que foi objecto
das polidas objecfes do jornal milanez.
Ijfilftfm.Eliectuar-se-hao:
Amanha :
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, na ra Maris
a Barros n. 2,de movis, loucas, vidroa e pequeas
embarca^es.
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, na ra do
Rangel n. 31. do estabelecimento ah sito.
Terca-feira :
Pelo agente Gusm&o, s 11 horas, ra do
Mrquez de Olmd i n. 19, de predio.
Pelo agente Steppk, s 11 horas, na ra da Au-
rora n. lii9, de movis, toncas, vidros, etc.
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, na Lingue-
te, de urna barcaca.
Peo agente Unto, s 11 horas, na ra do Mar-
ques de Olicida n. 10, de botinas para senhoras e
meninas.
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, na ra Di-
reita n. 56, de um estabelecimento de calcados.
Pelo agente Gusm&o, s 11 horas, na ra Mar
qnes de Olinda n. 19, de movis e mais obejeetos.
Quarta-feira i
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, na ra da
Gloria n. 104, do estabelecimento ahi site
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, ni ra de S.
Miguvl de Afoga los n. 16, da taverna ahi sita.
Hia fuiehe Serio celebradas :
Amanhi :
A's 7 horas, na matriz da Graca, por alma de
D. Leopoldina N da Costa e Silva.
Terca-feira :
A's 8 horas, naa matrizea de Santo Antonio e
Bo i Vista, pela alma de D. Carolina da Gama
Lobo Pires Faleao. ,
Quarta-feira :
A's 8 hars, na matriz da Ba-Vista, pela al-
ma de D. Marianru Joaquina Ferreira.
Pnmisagelrow Cliegados dos portoa do aul
no vapor nacional Espirito Santo :
Alteros Miguel G. C Maacarenhas, Joao B. da
Costa Honorato, 'Joio Zonobio de Figueiredo, Dr.
Celso Caldas, J)s Francisco dos Santos Miranda,
sua senhora, 4 filhos e 2 criados, Demetrio Bran
dio, J. C. Davidsoro, Pedro Viera, Pedro Portu-
gal, Const intno Goncalves Fraga, Affonso Gon-
calves Fraga, Virgilio do Caimo Guimares,
Eduardo B. Machado, Arnin Hax, Felippa Shel-
lert, Thereza Mana dos Santos, Francisco Manoel
do Nascmento, Jos Ferreira do Piuho, Joio Ra
mi Peres e sua senhora, Antonio A. de Moura,
Joio Baptista do Reg Cuvalcante, 1 ex-pra$a,
Jote E. dos Santos, Augusto Rocha, Alfredo F. da
Coat, Arthur C de Albuquerque, Jos M. Patury,
Dr. Messias Patury e sua aenhora,, Francisco N.
do Naaciraento, Auguato Alvea Portella e sua fa-
milia, Tbomaz de Carvalho Sobrinho, A. L. Gui-
mares, Francelino da Silva, Luisa da Cenceicio,
Bellino de Senna, Virgilio de Senna, Demetrio J.
Calafate, Bdisario F. Gouveia, Argemiro Caroli-
no, Jos E3teves da Costa, Jos da Racha e Sil-
va, Eduardo Franklin, 2 pracis, 1 preso, D. Ca-
rolina Barroquinha, Geremias de Az-ivedo Mello
Juni..r, Jos Alvea do Carvalho, Dr. Antonio Ser-
gio Lopes Lima, Olympio Pereira da Silva Gui-
maraea, Jcio Seixas, Antonia da Costa, Verissimo
do Espirito Santo, Manoel Coeiho da Silva, Ma-
noel G. da Silva Corroa, joaquim Salomio Ser-
pa e W. Bocer.
Chegadoa do sul no tpor naciooal Marinho
Visconde :
Jos Lima.
Operare* clrarg-ica*Foram pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 25 do corrente, as
seguintes :
Pelo Dr. M alaquias :
Urethrolomia iuterna p lo processa da Maison
neuve reclamada por estieitamento da urethra.
Pelo Dr. Fernandea Barros:
Posthotomia pelo processo de Ricord, indicada
por phimosis. .-
Cauterisacio pelo thermo cauterio em vegeta-
ces syphiliticas iuguinacs.
Lotera da provincia.Quinta-f.eira,2
Dezembra, as 4 hars, sa extrahir a 12' parle
da 1. lotera em beneficio da Santa Cas* de
Misericordia do Recife, pelo nova plano appro-
vado.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora du
Cenceicio dos Militares ser feita a extraccio
pelo systema da machina Fiehet.
Lotera da cortePor telegramma recebi-
do pela Casa da Fortuna, sabe-se terem sido estea
os nmeros premiados d* 1 parte da lotera 366"
extrahida no dia 27 de Njvembro :
9.142 100:000*000
6.571 20:000*000
7.873 5:0000*000
Grande lotera da provinciaA 4 >
serie desta latera em beneficio dos ingenuos da
Colonia Isabel, cujo premio grande 240:000*000,
ser extrahida no dia 1 de Dezembro.
Os bilhetea acham-se venda na Rada da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
LoteraA 12a parte da Ia lotera da provm
eia, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, pelo i ovo plano, cujo premio grande
100:000*'m s :r extrahida no dia 2 de Dezem-
bro. m
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa da ifoituna, ra Primeiro de Marco nume-
ro 23. -
Tamoem acharase venda na Casa Feliz,
prdea da Independencia ns 37 e 39.
liOleria Extraordiaria do Yplran
Ka-O 4." e ultimo sorteio das 4. e 5. sanes
desta importante lotera, cujo maior premia de
150:000*000, ser extrahida no dia 16 de Dezem-
bro.
Acham ae expostos vendaos restos dos hi-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
a. 23.
Tambera acham-se venda na praca da Inde-
dendencia ns. 37 e 39.
.! ao BaoA 2* parte da lotera
i. 866, da novo plano, do premio de 100:000*000,
>er extrahida no dia .. de Jezembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambera acham-se venda na praca da nue-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da rrteA 3 parte da 201 lo-
teria da corte, cujo premio grande de 100:000*
ser extrahida no dia .. de Dezembro.
Os bilhetes achum-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambera acham-se venda na prac* da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Advocado
O Dr. Henrique Mulet tem o seu es
criptorio de advogacia raa do Imperador
o. 22, 1." andar.
Orosrarla
Francisco Manoel a Silva & C..
iitaiios do todas as especialidades pbanna
ueuti<-*8, tintas, drogas, producto* cbimic o medicamentos homoeopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de Garapio
I Francisco dos antas Macedo, caes do
Oapibarioe n. 28. N'oste grande, e3tabd e
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
aero, compra-se vende-se madeiras de
'odas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparam obras
de carapira por machina e por presos cem
com ""** Ap_'a.
Drogara
Faria Sobrinho & C-, droguistas por at-
acado, ra do Mrquez de Olinda n. 41
((i. A PEDIDO
Collegio Instituto Acadmico
O director deste estabelecimento identifica aoa
pais, tutorea e intereesados, que no dia 30 do cor
rente, s 3 horas da tarde, sero submettides a
exame finaes do curso primario, ts seguintes
alumnos:
Prlmetra turma
Classe complementar
Arthur Pi dos Santos.
Joaquim Pereira da Silva.
Demingos Campos Goncalves Netto.
Joao da Cunha Branda.
Viriato Franco da Cunha.
Ja.' Soarea Marques de Amorm.
Francisco Domingues de Carvalho e Silva.
Luiz Manoel de Franca.
Quintino Franco da Cunha.
.1 ao Sabino de L-ina Pinha.
Eaul Celestino Balthazar da Silvaira.
Segunda turma
Claise elementar
Malaquias Antonio Ooncalves Filho.
Octa\io Mend's de Caatro Rebello.
Edua:do Jorge Pereira.
Domingos Jos Goncalves.
Fernando de Mendonca Castello Branco
Vascancellcs.
Francisco de Paula Goncalvea Ferreira Ju
nor.
Alberto dos Santos Macedo.
Mauricio Bezerra de Mello.
Mondego, 27 de Novembro de 1836.
Jos Ferreira da Cruz Vieira.
gum motivo de alarme; mesmo quando a enferm-
dade pulmonar tenha j deixado npressos as fa-
ces seus tebtis vestigios e convertido o eorpo on
urna sombra, ainda assim mesmo, nao ha que des-
esperar- Suas-propiedades curativas e restaura-
doras, podem subjugar a molestia at mesmo quasi
undcima hora. Porm tenha-se em lembran^a,
que nao ha no mundo um remedio tao geralmentc
adulterado, como genero que de ordinario se vende
com o nome de oleo de figado de bacalba. Veja-
se, poia, se se alcanea o especifico puro, fabricada
pela casa de Laoman & Kemp, dos logados mais
frescos.
Acha-se venda em todaa as boticas e lojas Ve
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Heniy Foster 4 R,
ra do Commercio g. 9.
O Xarope de vida de Beuter. N. *
remedio rpido e seguro para todas as molestias
do figado o dos rins. fossua urna accao especifica
sobre o figado, que o habilita a sacudir o torpor, o
endurecimento, a inaccao, estimula a salutar ae-
creco da bilis e conserva es intestinos limpos e
regulares. A quem soffra de febres intermitiente,
de daencas causadas por mos ares, de incommo-
dos biliosos, dyspepsia ou constipacao ou priso
des intestincs, o Xarope de Reuter. x. ,
allivi.ir promptamentc e corar. Ma primavera,
para limpar o ayatema, toda gente deveria tomar
um curso delle.
I 111,1
por
de
Delegado do 1. diste] ci da
capital
Parab.'ns e um aperto de mo enva fo mui il-
lustrado e distincto Dr. Franciico Isidoro Rodri-
gues da Costa, actual delegado da polica d'esta
capital, um de eeua humildes apreciadores.
Em curto espado de tempo qu exerce o cargo,
tem revelado urna actividade espantla, rondando
com os seus auxiliares a cidade, de modo que at
hoje nio tem se registrado em seu districto, roa-
nos, o que era raro nao acontecer na situaco li-
beral e inicio da conservadora. Prudente e cri-
terioso, nao ha um s acto policial, que nao seja
digno de encomios.
Entre innmeras deligencias si commettidas,
ha urna de que temos conhecimento, que demonstra
nao ter essa zelosa autoridade poupado csfor$os
as saas constantes e bem succedidas pesquizas
sobre o horroroso crme da Ibura que servio de
materia de canveraaco publica e diacuseao da
imprensa.
Eu que idolatro a liberdade, como abomina a es
csavido, easa instituico diablica que tem dado
origem a monstruosidades como a de que ae trata,
nSa posso deixar de congratularme cam urna au-
toridade enrgica, qoie teve a coragem cvica de
nao consentir que besase no silencio um crime
to negro, praticado par quem si diziaabolicio-
nista
Concluo felicitando ao Dr. Costa pela cnorgia e
lgnidade com que se tem sabido manter nessa
questo e em outrasl to diffieeis quo melindrosas
e nao cessarei de animil-o que prosiga com a
mesma imparcialidade e nobreza de carcter naa
suas averiguaces policiaes, nao se deixando do-
minar senao pela justie i, ante a qual tuda sa es
quece poltica, riqueza, aristocracia.
Crea o illustre doutor, qie, quem assim pro-
cede, ter o prazer de ver o seu nome repetido
com enthusiasmo e ter oa applausos da posteri-
dade.
Um abolicionista.
Matadouro PublicoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 91 rezes para o consumo
do dia 28 de Novembro. .
Seudo : 74 rezes pertencentaa Oliveira Castro,
4 C., e 17 a diversos.
Mercado Municipal de *. Jos-
movimento deste Mercado uo dia 27 do corrate
foi o seguinte:
Entraram :
32 boia pesando 4,978 kilos.
569 kilos de peixe a 20 ris 11*330
91 cargas de farinha a 200 rea 18*200
24 ditas de fructas diversas a 300 rs. 7*200
6 taboleiros a 200 ris 1*200
30 Sainas a 200 ris 6*000
Foram oceupados : *
26 columnas a 600 ris 15*600
23 compartimentos do farinha a
500 ris. 11/500
23 ditos de comida a 500 ris 11*500
611/2 ditos de legumes a 400 ris 24*600
16 ditos da suino a 700 ris 11*200
11 ditos de tressuras a 600 ris 6*600
10 talaos a 2* 20*000
1 ditos a 1* 1/000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1* ris 54*000
2 talhos a 500 ris 1*000
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de 200*980
ttendimento dos das 1 a 26 de No-
vembro 5:224*060
Foi arrecadado liquido at hoje 5:425*040
Procos do dia :
Carne verde da 400 a 480 res o kilo.
Carneiro de 700 a 803 ris dem.
S una-i de 560 a 640 ris idera.
ramilla de 200 a 320 ris a cuia.
Milho de 28 J a 320 ris idem.
Peijio da 560 a 640 idem.
Foi multado e dispenso o trabalhador Marcos
Pinhero do Naacimonto, em 10*000.
INDICARES OTIS
Medico*
O Dr. Lobo Moscoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, contiaa no
exercicio de sua profissSo. Consultas daB
10 s 12 horas da manhS. Especialidade
operacSes, parto e molestias do s?n horas p
meninos. Roa da Gloria n. 39.
Dr. Barreto Sampaio raudou seu consul-
torio do 2. andar da casa n. 45, a ra i o
Barao da Victoria, para o 1. andar, da
casa n. 51, mesma ra, como consta do
seu annuncio inserto na' seccJo compe-
tente. Residencia a ra Sete de Setem-
bro n. 34.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia rua do Hospicio n. 20.
Consultorio : rua Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 1 horas da manhJ s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
cSes dos orgSos genito-urinarios do homem
e da mulher.
Gal virgen, de Jaguaribe
Em cantinunco vamos dando publlcidade aos
attestados que Ilustres agiicultoiea vo noa re-
metiendo em favor desta excellente cal. Elles,
par ai s, exprimem tudo e nao acra mais preciso
diser nada, desde que sao os consumdsres do ge-
nero que disem onvm, i bom,
Atiesto que tenho usado da cal virgem de Ja-
gmaribo, no fabrico do asjucar e tenho obtilo o
mesmo resultado que cam a cal de Lisboa.
Engenho Cachoeira Alta, 9 de Outubro ae 1886.
Jeo Marinha de Barros.
Refiro-me ao attestado supra.
Engenho Cachoeira Linda, 9 de Outubro de
1886.
Mancel Marinho de Barros.
Atiesto, com a maior satisf ico que tenho usa-
do da cal vrgem de Jaguaribe e tenho obtido o
melhor resultado ; j pela sua boa qualidade, j
por ter maior q uantidade que a de Lisboa, e di-
re que todo o agricultor deve dar preferencia a
dita cal de Jaguaribe por ter pr immensa vantagem para a lavoura, e j por ser
urna industria nacional que deve ser auxiliada.
Engenho Palma, 13 de Outubro de 1886.
Priciane de Barros Wanderley.
Refiro-me ao attestado supra.
Engenho Pindobinhs, 25 de Outubro de 1886.
Amador de B. C. Lina.
Refiro-me ao attestado supra.
Engenho Lourenco, 26 de Outubro de 1886.
Jos Candido Coelha de Moraca.
Atiesto que tenho usado da cal vrgem de Ja-
guaribe na fabricaco do assucar e que, visti
do seu resultado, considero-a seno nulhor que a
de Lisboa pelo menoa muito mais econmica o que
por dentis ntil a lavo.'ra.
Engenho Pe da Serra, em Alagas, 28 de Ou-
tubro de lc86.
Joa Bezerra Chavea.
Attesto que tendo usado da cal virgera de Ja-
guaribe no fabrico do assucar, tenho tirado muito
melhor resultado que coma de Lisbi, p-la eco-
noma, visto j ter feito 550pes de formas regu-
lares com urna s barrica da dita cal, pela que
julgo a superior de Lisboa.
E genho Dous Bracos, 8 de Novembro de 1886.
Manoel Accioli Correia.
Atteato que tenho usado e Mau usando da cal
vrgem de Jaguaribe no fabrico do assucar e nao
a acho inferior a da Lisboa e antes encoutre urna
qualidade que muito se deve apreciar a qual a
da economa que existo de urna para outra.
Engenho Poce, 5 de Novembro de 1886.
Austriclino de Castro S Barreto.
(Continuar )
Oleo puro medid i al de ligado fe
tiacnlno. de Murray de Lanmaa
399
De urna simples tosse resulta muitas "czes o
bronchites, a tysicn, a emaciaco e finalmente a
morte. A toase o sigoal precursor do pergo que
se avesnha. Nao esperes at que j seja tarde de
mais. Ninguem sabe se a tosse passageirv de h:-
j ser amanh a toase pronunciada de um fysico.
Portanto todo3 devem saber, pois a faculdada me-
dica assim o diz, que o oleo de figado de bacalho
de Lanman & Kemp, subjuga a enfermidade, an-
tes que chegue cravar suas terriveis garras no
centro da vida, o restabelece completamcn'e a sa-
de dos orgias da respiracc Use-se deste podero-
so remedio, se possivel, to leste como haja al-
enferinidade tomada
out'-a!
Equivoco dos lacultativjs
O fallecimento de algum amigo ou p-
rente a quem amamos ternamente sem-
pro urna desgraca lamentavel : mas a ca-
lamdade verdaderamente terrivel quan-
do os fastos nos manifestam que a pobre
victima" suecumbio por so ter empregado
um systema de tratamento que nao era
apropriado para a sua doetja. Comtuio,
caso3 ha em que o erro dos mdicos se
descobro antes de desappareccr a ultima
esperanga, e nostes casos, algumas vezes
so consegue salvar a vida do doente.
Para exemplo do que deixamos dito, va-
3ios referir certos fictos que estabelecemja
rerdade da nossa affirraacao.
Ha cerca de dous annos, urna das se-
horas mais bellas de New-York, abando-
nada pelos facultativos em um caso deses-
perado de tsica (pois era este o nome que
os mdicos davam molestia) julgava-se
conderanada a morrer. Os pais da doente
resolveram leval a a Paris, esperangados
em que, na capital de Franca, a Faculda-
de dfseobriria algum remedio contra o mal
que araeogava a vi la da joven senhora.
Esta esperanga nao se'rcalisou, mas feliz-
mente era Paris os amigas da moribunda
ouvirara fallar de um novo systema de tra-
tamento adoptado primitivamente pelos
Shakres do Monte Leuanon, no Estado
de New-York e empregado depois par ou-
tras pessoas com um xito extraordinario
em muitos casos de Dispepsia. Aos pais
da infeliz pareeeu qne era possivel que a
doenca que afHigi sua filha poderia talvez
denominar se Dispepsia ou lndigestao, e
ns.3 a Tilica que tanto temiam, e abriga-
vam a esperanga de que, era tal caso, se-
ria fcil salvar a desditosa joven.
Apressaram-se, pois, a alcangar urna
quantidade de um medicamento intitulado
Xarope Curativo de Seigel, e preparad*
com o fim especial de curar a Dispepsia,
A doente toraou algumas dozes deste re-
medio, e o resultado do novo tratamento
oi maravilhoso. Hoje. aquella senhora, j
restabelecida, vive feliz e goza de urna
8adc perfeita. Certo que, neste caso
os mdicos tinham tomado urna doenga por
outra, e quando se descobrio a origem de
mal, e se explicou o verdadeiro remedio,
os byroptomas da Tsica desapparecerant
IPnfJfffl Ifltfl ITr sMata -- ^" **^^
O caso que acabamos de citar nao O
nico neste genero. Ha milhares de infe
lizes que actualmente esto tomando re-
medios para curar enfermidades do figade,
dos rins e dos pulm5es, doengas prove-
nientes dos vapores miasmticos, etc., a*
passo que realmente nao existem em mui-
tos casos taes affocgSes, sendo a indigea-
tao a verdadeira causa dos symptomas que
tanto terror inspirara aos doentes; e se
estes applicassem o verdadeiro systema de
tratamento, nao tardariam a curarse.
Nito ser por demais o recordrteos gao
leitor que o xarope curativo de Seigel se
vende em todas a3 pharmacias do munde
inteiro, assim como na casa dos proprieta-
rios, A. J. White, (Limited), 36, Farring-
don Road. Londres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernambu-
co : BartholomeufS C, J. C. Levy & C,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mar-
tiniano Varas & C Rouquayrol IrmSos e
Faria Sobrinho & C.; em Bello Jardim:
Manoel de Siqueira Cavalcante Arco Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho ;
era Independencia. Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares: AntonioCar-
doso de Agaiar; e em Tacarat, Jos
Lourongo da Silva.
Fumo Rio-Branco
Industria nacional
PR1MEIRA NESTE GENERO
Este fumo, j to vantajosamente conheeido, tent
em si qualidades muito especiaes, e alias recom-
mendaveis de preferencia, aobretudo porque elle
encerra para o fumante a superioridade sobre oa-
tro qualquer no aeu uso conatante. Alm de um
paladar brando e aaboroso, este preparado em na-
da se privou da essencia qualificativa de fumo pu-
ro, superior e escolhdo propriamente, reunindo
Ihe pr> pnedades especiaes, que formam um con-
juncto apreciavcl no seu gosto e no aroma que es-
parge sua fumaca.
Nao esta ainda a sua nica recommendacaa;
a mais importante a sua accao bygienica, a que
nem aempre te atiende nesses'preparos de fumo
entregues ao consumidor, e que nao cfferecem ga-
ranta pathologca ao fumante, uem mesmo as
causas locaes que muito interessam, como sejam:
as irrit'icik's das mucosas, susceptibilidades in-
flaramatorias, as laryngites e as aff^cees da boc-
ea, etc., a que sao sujeitos muitos fumantes, obli-
gando os a privarem-se do fumo, forcadoa pelo seu
estado mrbido.
Attendendo a todas ettas circumstancias, o seu
manufactor depois de muitas ezperiencias e deW
uvidoa opinia'o de muitos senhores fumantes, adb-
raetteu este producto de industria nacional a apre-
ciaca daEima. Junta Central de Hygiene, e
esta Ilustrada corporacao, depois de ter mandado
proceder aos exames convenientes, deu parecer^
favoravel que o recommenda, parecer sietiuico
que existe em productos deate genero.
Tambera tem a venda tumo caporal progreasis-
ta, Buarque de Macedo. fabricado pelo rarsino.
Vendas no Rio de Janeiro. Deposito geral na
fabrica do manufactor, rua de Ooncalves Das
n. 20, e em Pernambuco na fabrica Vendme,
rua do Baro da Victoria n. 39. D. J. Save &C
proprietaro e nico agente.
N 5 A EmuMo de Scott muito re-
comraendada pelos mdicos como o melhor
remedio para a tisi .a pulmonar c raolesfiae
do peito e da garganta.
Restaura o organismo das pessoas pre
dispostas tsica e fortifica contra 03 ata-
ques da doenga.

-
-v .-arg



Diario de PernanibueoDomingo 28 de Novembro de
13E6
!
I
'
I


m I



35*000
5 *(i(X)
30*000
214000
104000
10000
No di 22 do correnta teve lugar a bencao da*
imageni desta capella de Alaga Secca, sendo o
fraccionario o Rovm. vgano Aino de Torre
Bandeira, como assisteates, padre Antonio Janua-
ro da Silva o padre Mathias Arres Ddlgado,
nresentes os paranymphostenente-coroml An-
tonio Vicente da Costa Azevedo, Seraflm Veiho
Camello Pessoa de Albuquerque, Antonio Vicen-
te da Costa e Luiz Ignacio Pesaos de Mello, ten
do cada am depositado na salva vinte e cinco mil
ris, e doas que nao compareeeram, um dea mil
ris e outro cinco, e como encarregado de todas
aa despezas ainda farei aqui e passarei a expor
em que gastei a quantia recebida, cento e qninze
mil ris :
Ao vigario Anisio de Torrea Bandeira
Licenca e commissao
Banqu tas, 1 par
Pogos
Cera
Ao pintor para urna armacao
111*000
8rs. redactores a rcedifieacJo desta capella,
nlo r.oi30 declinar mitriz, pirque nao est cu-
rada cannicamente, c >mo tarabem as b n$i s
da padroeira, suas compmheiras e mais imageus
do cruxificado solicitadas por mim ao Exm. e
Revm. Sr. hispo, junta a inforraacao do Revm.
Sr. vigario Anisio de Torres Binieira sao para
mim de mu subido apreijo, latanlo con o espi-
rito da verdade, fui de naiuh* primeara inteacao
dar as belo* s iinagens delicadas a mim, e in-
eansavel laboro de todo o servio devia merec;r
esta graca, ca) tosse admiasivel ; nunca Aenajei
pas.-ar aleas, da posco de simples sacerdote, que
occupJ d'eutre os meas irml>s sacerdotes. Com >
sacerdote pobre, perteac-:uti tolo igraja, c>m
lh) obdieiite o adraiu:3tr i lor d* capaila devia
prestar injus servidos com forc de volita le, lain-
oraulo rao queDius esui Mili Santiasira-i sai
ijsnninTrrTrP 1, podem conceler ao ultimo e inligno
sacerdote suas santas bjacios, o nos bracos des-
ea f rae conforto; naopodeodo deixar r".e sentir
em m:u coracio eata espiran?*.
Aoa Sra. paranymphos eonfitudfcm suasbena-
volcncias lh"S agradeco. muito astadas generosi-
dades, e lies ol neiM compensadora a Tir-
ana Sautiasima do lioin Despacho.
Alagoa Secca, 22 de Novembro de 1836.
Padre Antonio Januario da Silca,
Administrador.
Senhores de commissao de higie-
ne e salub idade publica
Dae uui pisseio logo pela manhi ceda para oa
iados da ra do Hiap'cio e adjtcentea, e.apreciae
o aroma agradavel que continuadamente respirara
os moradores desaas piragens. A immundcie com
a qual se est a atierra- as aligados do largo do
Hoapiri >, slo de tal frini que t poraibastiin
par desenvolver quanto cholera, febras e tud-
quanto ba de ra .leatas.
Seremos attendidoa. E' de mais conveniencia a
remoco do lixo all posto diariamente, do que a
intimaca- dos doea de coxeiras de boia para ret-
ral-as em 21 horas da ra do Brum e outras.
Esp?rara:s urna providencia.
Os moradores.
Ohnda
Diversas pasaras que nao poiem ser in-
differentea :'u grandazas q le anda restara,
e albora era estado do ruinas, mata cidade,
reaniram-sc na cas> da residencia do E.xra.
e Rvra. Sr. conega l.t. Luis Francisco
de Araujo, para o tira de corabinarera nos
raeios de rep.irar o raagestoso te opio de
N. S. do Carcao hoje to arruinado.
Estulados os reparos e senciaes pelo in
talligente e pratico engeaheiro arebitecto,
Dr. A. Pereira SiraSes. que do bri von-
tade a ato se prestou, e est prorapto a
dirigir a parto technica do trabalho, forana
eleitas duas coraxissoes : urna g ral, co n
posta do Dr. H. S. Ta vares de Vas jo ti-
cellos, presidente, lente Manoel J de
Castro Villela, secretario, paire Julio Ma-
ra do Reg Barros, thesoureiro ; e oulra
de esraolas, composta do deserabargador
JoU'j Francisco d Sil^* Braga, presiden
Caso Importante ()
LE-SE EM UM JOHNAL DE PELOTAS
A joven Marciana, de 15 annos de ida-
de, morad, ra ra de S. Miguel n. 11,
nesta oidade de Pelotas (Rio Grande do
Sul), ha muitos raezes acbava-se aoffrendo
do peito.
O seu organismo depauperado presenta
va todos os syraptomas de urna grave affec-
cSo pulmonar : falta de appetite, cansaco,
tosse, dores no peito o as costas, extrema
debilidade, todos estes caractersticos da
terrivel doenca aprosentava a pobre rao
cinha.
A sua saude, tSo profundamente altera-
da, comecou a aspirar serios cuidadoa
sua tia D. Joan na Ferreira Cardoso, que
em vSo apresentou a sua doente a alguns
Ilustres mdicos, sem nenhura conseguir
at.ilbar o curso da onferraidade
Esta senbora, seriamente preoocupsda
cora os progressoa da doenca, teve a feliz
i a de recorrer experiencia do uso do
Peitoral de Cambar, importante deseo-
berta do Sr. Alvaros de 8. Soares, desta
c la le, e em tSo boa hora o fez, que al
gur.s dias depois a doente apresentava sen
veis melhoras, e o medicamento fazendo
triumphar a natureza da enfermidade, de-
pois de alguns mezes de tratamento, res-
titua a s mo perfeita joven Marciana.
O autor do Peitoral de Cambar, com-
pletamente estranho a esta prodigiosa cura
obtila pelo sou maravilboso medicamento,
recebeu um dia, com sorpreza, a visita de
D. Joanua F. Cardoso, que omito satis-
feita, e em companhia de sua sobrinhara,
tiazia Iba um atfcstado que corre impresso
na maior parte dos jornaes da provincia c
em todos os opsculos que acorapanlia
cada frasco do Peitoral de Cambar.
O le tur devo procurar apreciar esse im-
portante documento, por m^io do qual po-
de.r devi lamente julgar a transcendeniia
da victoria obtila na cura de urna affeccao,
que ainda em uossos dias faz os desespe-
ros da scencia medica. (Vele o folheto
que scompanba cala frasco.)
Un jos agantes o depositarios geracs era
Pernambuco -Francisco M. da Silva & CV
Ra Marqu>z de Oliuda n. 23.
Licor depurativo vegetal iod? \>
DO
Medico Qiiiiitella
Este notabilissimo depurante que vem precedi-
do de to grunde fama iufallivol na cura de todas
as" doencas ayphiliticas, escrofulosas, rheuoiatiea
e de pelle, c >ma tumores, ulceras, dores rlieumati
cas, osteocopas e nevralgicas, blrnnorrhagias agu-
das n chrouieas, cancros syphilitices, inflamuia
ces visceraes,- d'olhos, ouvid s, garganta, intes
tinos, etc.,em todas as molestias de pi-ll-, simple:
ou diathericos, assim como na alopecia ou qu.da
ilo abelio, e naa tioencas determinadas per san-
racSn mercurial. Do-sc gratis folhetos onde k
encentram numerosas experiencias feitas cora csti
especifico nos hospitara pblicos c muitos atteata-
dos de medieos e documeutos aarticu lares. Fas at
descont para revend- r.
Deposito emeasa de Paria Sobrinh. 4 C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Um sobrado de quatro andares e soto interno
n 34 na ra do Cominercio com fundo para a ra
do Torres, freguexia de 8. Prei Pedro Goncalves
medindo 4 metros e 40 centiw otros de frente o 14
meiros e 4U ceatimetroa de fundo com duas portas
na frente no pavimento terreo duas ditas no 1 e
2 an lares com saccadas e duas janellas no 3 e
4o andares, o pavimento terreo acha-ie em aberto
o 1 andar tem urna sala e um quarto sendo a sala
de detras oceupada por urna escada de volta e os
mais andares tem duas salas am quarto e edificado
o predio em terreno de marinha por 18:000*000
sendo aparte do do executado correspoudente a
tres oitavos avaliado por 650000.
Cujos bens vo praca por exeem-ar que uor*
Joao Jos Marques contra I/iis amonio rreir
E nao hayendo lanfador que cubra o oreco da
avulia^ao a arrematadlo ser feita palo pre$o da
adjudicacSo e com o abatimento da lei.
E para qae che,-uo ao conheeimenta de todos
pissei o presante idital e ma's dous de igual tbeor
qae ser l pub'iehdo pela imprensa e atfixado no lu-
gar do coBtumc
D alo a gaseado nesta ciladc do R. cife, em 19
de N v.-.nbr.j de 1836.
Eu, Jos Frank'in de Alencar Lima, oeenvi, o
subscrevi.
Thomaz Oarcez Paranhos Montenugra.
Edital n. 38
2 praca
De ordem do Illin. Sr. inspector se faz publico
que as 11 horas do dia 1 do mez de Dezenibro
viii loor;', serio vendidas em praca no trapiche
Jonceicio, as meradorias abaixo declaradas :
Armazcm n. 7
Marca P. M. da 8ilva & ., 1 caixa sem numero,
vinda de New Yoik no vapor americano Amaso-
nense, entrado em 5 de Ju'-ho do corrente anno,
contendo 59 kilos de cartazes annancioa de mais
de urna .r, abandonada aos direitos p>r Francia
co Munocl da Silva & C.
Marca 1TC, 1 caixa viuda do P>rto ni navio
p irtugues Mara Carolina, entrado em 12 de
Lyco de rlese Oflicios
De ordem do respeitavel irmo director, faja
publico a quem inters!ar poasa, que em vista de
algn i expositores nb terem podido acabar os
productos que tencionavam expr.e pedirem a esta
directora a transferencia da abertura da sexta
exposico artstico-industrial, marcada para o dia
21 do correte, e como a directora visse que d'ah
traria bem n3o e aos expositores, como tambera
exposiclo, que se enriquecer de mais productos,
houve por bem nao s a exposico, como tambera
o anniversario, designar para o da 12 de Oezem-
bro futuro, esperando que oa seus esforcoa sejain
' I coroados do mclhor xito possivel.
Secretaria da irop. rial sociedade dos Artistas
Mechanicoa e Liberaes de Pernambuco, em 19 de
Novembro de 1886 O 1- secretario,
Joa Castor de A. Sotiza.
QM tt l u. 13 SoMail
i
Em cumprmanto ao 1 do art. 38, silo cea
vidados tolos os ex presidentes, ex secretarias e
ex-th ourciroa, a omparecerem no consiefor!o
desta confraria s 11 horas da manh do dia 28
do corrent?, para, reunidos, proeder a consulta
dos noves fuuecionaros que te de sereno eleitos.
Consistorio, 25 de Nov mbro de 1886.
Cardjso Guimar3es,
SL-eretario.
Asost'.i
do cerrente anno, contendo dnas figuras
aos direitos
de barro, quebrada--, abandonadas
por Flix Pereira da Silva/
3" secejo da Alfaudega de Pernambuco, 27 do
Novembro de 1886. O chefe,
Cicero B. de Mello.
____DECLARARES
Arsenal de Guerra
O conselh > de compras recebe propostas no dia
29 do corrente at as 11 horas da uvmha, para a
compra dos artigos 8?gnintes :
Tica U de servico Intenu, 130
Gravatas de eola envernisada, 151. _,
Luvas de algoJo pares, 10).
Banda de li p- ra inferior, 1
Catburnos para as pracas de cavallaria, pares,
216
Pe.'ii.'iras de sola para dem idem, conforme o
figurn", pares, 27.
Chapeos de Braga cim a lengondaS13.
Esleirs de palhn, 17.
Tamaos, pares, 15.
Meias de algodite, pares, 2f0
S. R. J.
Sarao bimestral em 5 de Dezembro
Seieutifico q le os convites par este baile acha-
se a disposico dos senhores socios na secretaria
da sociedade, >tsira orno os ingresses em m3o dn
Sr. theeoureiio, os quacs devcrlo ser procurados
at o dia 4 de Dezembro.. Previno-se qne n5o se
a Imtte aggregados.
Recif.-, 25 de Novembro de 1886.
Jos de Medicea,
2o secretario.
Helpouiene Olndense
H 'j, s 10 horas da manh, na ri'spectiva sede,
haver seseo de asaembla geral, afim de tratar-
se do diversos asaumptos. Oliuda, 26deNivim
bro de 1886. O secretario, Juvno E da Cunha.
Ministerio da Marinha
Repartilo de phar<2s
Aviso aos navegantes
SUBSTIICICAO DE LUZ
Pharol da Barrra do Rio-Grande
Provincia do B>o-G BRAZIL
(3o de 1886)
T-.-ndo de proceder-sc :ubsrituic3o do appaie-
lh) catcptuco do pharol da b^rra do Rio Grande
do Sul, avisa-se que ser brevemente exhibid.i do
alt i da torre d'est.i pharol urna luz provisoria I-
lurainando todo o herisonte do mar, que hpr^sen-
tar 'uz branca, fiza, variada por luz scinttliante
Panuo azul pin ponchoa de pracas de caval- ' EDITES
te, Antonio Estevo d<
Oveira. se Tta-
no, eonego Manoel Joo Gomes, o conego
Dr. Joaquira Graciano de Araujd.
As commisso* s trabadura cora esf.>ic,-.i
para obter os recursos necessarios effe -
titidade do intento, que emprebenderarr e
de esperar que encontrera sp .o e ai i
macSo da parte de todos aqiell'.-s, eos
quaes recor erem para fira to pie loso.
Nesse sentido vo dirigir circulares.
GOIIERCIO
ttoisa comuaercial de
buco
Pcrn.iD!
RECIPE, 27 DE NOVEMBRO OE 18ht>.
Aj treB Lorus da tarde
''otacOes vtiiiiacs
Cambio sobre Londres. 'JJ d|V. 21 7,8 e21 15(16 d
por 14, do banco.
O presidenta,
Pedro Jos finta.
O secretario,
Candido C. G. Abotona*.
\lt de Movembra dr 1886
ALPANDEGA
R AOA QKBAi-
De 2 a 26 959.0.7666
a;m a- 27 W-.475>M3
aBDA PBOVI0ICIAI
De 2 a 26
.cesn at 27
162.821 i:J23
7:022^70i
lela'
ajcnua-ooBiA i' 2 a 26
MS '. 8J:5529J9
169.844 i635
1,159:397^511
37.H6179J
2.224216
.V KSUI-AOl, HOHSCIA L
Ide-ui d -1
D' 2 t 2
39:37K011
2l:5512H
45 .48
21.7034700
citb ,hyxqf. "o 2 a 26
'.dea de 27
S; 39') ,"2.)6
69/384
8:45'46:0
O Dr. Tliomaz Oarcez Paranhos Montene
gro, commendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
cio desta cidade do Recife e seu termo,
capital da provincia de Pernambuco, por
S. M. o Imperador a quem Deus guar-
de, etc. ____^___________
Paz saner aos que o pn-sente edital viren, o
dVile niticia tivercm qut- se ha de arrcmalar em
hasta publica depois de respectiva au li-'neia do
da 9 de D.zetnbro do correute auno com as f r-
maUdadcs pregues do eslylo os bens seguintes :
Urna caso lerna c.m soto interno na ra dos
Coelhos n. 15, Iregnezia da Ba-Vista, medindo 7
metros e 50 centmetros do trente e 19 metros c
80 centmetros de fundo, com urna p r*a e duas
j nulas de frente e tres no oitu, feudo dua rn
baixo e ura i em cima od sala na freute atraz,
cinco quartoa c cacimba meeira, outro quintal ao
lado com port'.o na frente, estando o sotao ein
aberto e edificada era chaos to eiros Cmara de
Olinda avaliada em 3:5004000.
Pogoes de ferro 9 voluntes a Julo V. Airas Ma
ihuus & C
Fumo-127 vo nmes ordem, 10 a Antonio Pe-
reira da Cunha, 4 a A de Castro SIvh, 5 h S dr
da M -tta & Filho, 3 a A'ineida Machado & C, 4
,, Paiva Val-nt< & C, 100 a Balt^W Iraiaos &l O,
5 a J s Antonio dos Santos, 6 a Joaquim Ber-
nardo dos Seis & C, 5 a Gomes Sena & C., 15 a
Joxquim de O.iveira Maia.
Pazendas 1 nandes.
Miudezaa 1 caixa a Andrade Lires & C, 2 a
Lritc Basto & :'.
Mel 4 barra s Xavier de. Simas & Irma >.
Mereadoriaa diversas 3 vola res a Leal & Ir
mil.
Panno de algodao 25 fardos a Rodriges Lima
6 C, 40 a Luiz Antonio Siqueira, 10 a A. Vieira
& C. 25 a Bernet 4 C, 40 a Machado & Pereira.
Paptl 5 fardos ordem..
Vinagre 3 pipas o 10 barris a Alberto Rodn
goce Brando.
Carga da Baha
Ch*p''OS de sol 3 volnmi'8 ordim.
Charutos 2 caixoea a Sulzer K uiffinaii & C 1
a Almeida Machado ^ C, 1 a Guimaraes Irm:lo
4 C, 3 a Jou Ant uio dos S.iatos.
Chap is 5 caixas ordeut.
Fo de algodio 75 saceos a Jco Fraaei
L te, 40 a Duarte 4 C, 9 a Andrade Lo,oa Jt C.
Fcrragena 2 volumes a Coi..
i'iino de algodio 30 fardos ordem, 51 a Ma-
chado & Pereira, 6 a Rodrigues Lima 4 O, 5 a
N Maia 4 C, 6 a Cramer Frey & C, 10 a Amo-
nio &. C, 6 a Olinto Jar Jim ci Irman, 10 a A. Viera 4 C 15 a Joo Fran-
cisco Leitc, 50 a F. R Pinto Guimares 4 C. 2 a
Ferreira Cas..' 4 Filho.
Hnite nacional Came'.ia, entrado de Maco n>
dia 26 do c-orrenle e consignado a Mnoel Joa-
quina Peas*, mauifestoa:
Alg >Jao 5'J taec.ts a Cuub i Irinaoa 4 C, ii
J. V. Munt-, 42 a Comes de Matos raaos.
Sal 25,600 litros ao consignatario.
ara ll.'.mOO
Urira branco lia>, 4IO,uiOD.
Brini pardo trancado, 1150 n.00.
Algo !oziuho, 830,m00.
Algodo mesclado, 515*, "70.
11 > h.n ia para forro, 15,m0 .
Caaemira bran:n, l,m60-
Ar.Hgem para intert.'lia, 36,n-0'.
Gang encarnada, 8,niW).
Z uirte, 337,mOJ.
Basta encarnada, 207,n 50.
Cadeiras le bracs de i .caran i. 4
Boni tes de piiin j :n si-l.i para musiera, 10
D ti di- pinni, sem pila aera listra para sen
terciad., 1.
Charlafeiras de panno msela para muiac s
patea, 17.
Uaeta azul, 7,l,l')0
Panno fiu i m iscla para musicis. 66,"')0.
Dito alvado para capotea. 210,"03.
Dito azul para ditos de inferiores d> estado m'''-
uor, 7,"OJ.
Siirgelim de cor, 51."'DO.
Flane'la de la alvadia, 14."'0J.
Dita branca de sJgodJn. 90 m30--------- : 0- "bntxn asaigaados,
Casimira eucarnada enfestada, 2,ni"X).
Gillj prateado I're.iue-se que no serilo tomadas em con.-il--
raco as rropostas que no for m f itss na forma
'iiii-r. 64 do regulamcnto de 19 de '*utubr.i de
1872, em duplieata, co-n refereura a um s :.rl-
<>, mencioaando o norae do propon nV, a in lica-
cao da casa commerc'al, o pn'Ci de cada artig), o
nuin-roe marca das amostras, dclararjao expres-
si de aujeitar-aa multa de 5 0,0, no casq de
recusar assignir o contrato, bem c mo aa de que
tratamos arts. 87 e88 di regat-nnento citado.
Secretaria do Arsenal de Guerra da Peruainbi-
eo, 17 de Novembro de 1886.0 recetario.
Joa Francisco Ribeiro Mach d
: cmquanto durarem os trabalhos.
O ai| ar lio da luz provisoria di.'pfr'eo, gy
rantr, da 5* ordrm, e a luz ser vieivel da di.sti.u-
cia de 14 mhas. com t rapo claro.
O novo appire'h i de luz do pharol da barra do
Rio Grande lo Sul di iptrico, gyranre de 2" <>r
dem, i xhibir lus fixa, branca, variad* por a:
sciutillaitte de 30 em 30 segundos, illunruaudo todo
o horiaonte.
O pla local el:var-se-lia a 29"',5>0 ao nivel
do solo e 31'n,550 ao do mar, c a luz ser visivel
da distancia de 16 milhus, cora 'empo claro.
N,vo aviso maiear a data da nh b:c;ao da luz
provisoria c a da nova luz d'este pharol.
K p-rticao dos phaiesRio de Janeiro, 4 de
Outubro de 1886
(issignaJo) Pedro Bej ma, capi'o de fragata, director g*ral.
Cmf rire.Capitana do porto do Pernambuc-..
27 de Novembro de 1886.O secretario, Antonio
di 'Uva Azevedo.
Moiit** Pi Porlugruez
o nbstrn as3igaado3, membros' da afrctorH
'do Monte Pi Portuguez, declhiaui n quera posan
inti-reasar, que na falta do numero legal de socios
pira a reuniao do asaembla geral do uii 28 do
corrente fterceira convocaci'). entregaro ao
Ill.ii. Sr. Dr. juiz de ausentea, aa apolices, diiih-i-
ro o mais documentos pertencent-s ao m em i
Mo te Pi. Esta declaraelo jubtifica-Si' com a
ierra ineocia obrigaJoria do3 meamos abaixo as-
signados, nos cargos de que trmarasn p'88e, em 6
le Dezembro de 1882. Recife, 24 de Novembro
Monte Pi Portugnez
Nao tendo bavido numero preciso de 30-
cios para a sessao d'assembla geral do dia
22 do corrente, de novo sao convidados a
se munirem na sede social s 11 horas da
manha de dia 22 do raesrao Diez.
Recife, 28 de Novembro do de 1886.
Joe Vieira de Siqueira Ferraz,
Secretario.
Correio geral
Malas a expedirse lutje
Pelo vapor nacional Espirito Santo, esta a'mi-
nistracSo expede malas para os portos do norte,
recebendo impressos e objtetos a registrar at 1
hora da tarde, e cartas ordinarias at 2 horas, ou
2 1/2 com porte duplo
Administrayao dos corrcios de Pernambu :o, 28
de Novembro de 1886 O administrador,
Affonso do Reg Barros.
Ministerio da Marinlm
EEPAITIC ) DE PHVROSS .
Aviso ao iavegants
Substitu So de luz
Ptaarol da barra do Rio brande
Provincia do Rio Grande do Sul
Brasil
(! 1886;
Era referencia ao aviso aos navegantes, j pu -
blicado, aiiiiiiueiaudo a prxima inauguracao da
luz provisoria do pharol da barra do Rio Grande,
avisa-se qne foi ella eff;etvara ote inaugurida
boutem, 4 do correte mes
Repartilo de pha-s, Rio de Janeiro, 5 de
Novembro de 188'5. (Assigoado) Pedro Benjamn
de Cerqueira Lima, cipitao de fragata, director
geral.
C.nfurme. Cap'ania do corto de Pernambuco,
27 de Novembro de 1886.
O secretan",
Antonio da Silva Azevedo.
19
Recife Drainage
Ii'la,a) dos cmeertos feitos nos appan-lhos no
mez de Outubro do corrents anno, de conforro-
dade com o art. 10 di contracto e '2o d i art
15 do regulament'o de 12 de J-mero de 1872.
Recife
Mrquez de Oliuda n. 4
Dita ii. 3S
Dita n. 44
Dita n. 58
Dita n. 35
Dita i.. 5i
B .ni Ji'sns n. 29
Dita u. 63 I
Largo d> Corp) on!o,n
Tli-jin de .S"uza n. 8
Becco do Abreu n. 2
Vig.rlo Tenorio n. 7
Dita n. 23
Mar e Barros n. 3
Amoriin n. 18
Dita n. 23
Dita n. 31
C'uipiiihia P.-rnambucana n. 20
Madre de Deus n. 3
Domiugos ) : Martins n 101
Dita n. 126
Dita u. 136
Dita n. 1
Tiav asa do Campelli n. 2
Tiaveasa para o C rpa S.-.n'o n. 6
Mscales n. 11
Dita n 15
R-8'..unicao n. 38
D. AI na Cesar n. 32
Dita n. 37
Visconde de I'-pirvu n. 32
Dita ii. 55
2$60
6A920
18OKi
2*640
4i60tl
24640
24610
24640
2564H
24610
24640
2 640
34080
214100
24610
2464H
24610
24640
1146^0
144740
24640
11 5120
de 1886.
.ta n. 6
Pbaroln. 6
Ar-al n. 28
uararapes n. 64
Travessa da praga i* Pedro I n. 7
Caes do Ap 'lio n. 57
Santo Ant.uio
2 .
.i OSO
2*610
246 Kl
24610
64830
24610
24610
24640
184350
21*940
124320
284210
24640
124320
Padre Floriano n. 47 34960
Forte n. 18 94560
Nogueira n. 19 44360
Santa Rita n. 40 24640
Dita d. 15 54010
Dita n. 43 '1*880
Dita n. 85 18*040
Nova de Santa Rita n. 34 4*660
Dita n. 44 2*640
Di! a n. 60 5*980
Dita n. 43 11442J
S. Josn. 58 4466O
Dita n. 70 640
Travessa de S. Joa n. 1 54260
Pescadoras n. 8 124320
Dita u. 20 24640
Travessa do Peixoto n. 28 3*960
Dita n. 92 34080
Dita n. 31 2*610
Largo do Mercado 11. 13 12*320
Imperial n. 43 44410
Portal' za das Cinco-Puntas 94280
B ja Vista
Imperatriz n. 6 24640
Diaa ro. 61 2*640
Dta n. 78 44760
Dita n. 9 3J080
CoaceicSo n. 10 24640
Dita n. 34 5*54(j
Dita n. 49. 354200
Vscoud.- de Pelotas n. 17 24C40
Viaconde de Aluuquerque r. 120 24310
Dila n. 7 24610
Dita n. 9 7*931
Da n. 13 124560
Dita n. 97 34800
Aurora n. 1 64820
Ponte Velha n. 58 19*860
Dita u. 9 24640
Dita n. lu 24640
Conde da Boa Vista n. 11 94 50
Riachuelo n. 20 24640
Hospicio n. 10 24640
Dita 11. 59 34960
CamarSo u. 9 5416 >
Rosario n. 60 204000
Ditan.il 64IOO
Gervasio Fin s n. 69 84120
Dita n. 73 34700
Hospital Pedro II n. 4 1146J
Travessa de Joo Francisco n. 15 12*320 *
La.) C.Toado n. 2 353880
Har de S. Borja n. 14 34960
Dita n. 22 24640
Dita n. 44 424920
Vuconde de Goy&una n. 33 654200
Dita n. 125 24640
Recife, 3 de Novembro de 1886
O gerente,
J. Dow ley Jnior.
Consulado Provincial
Iiupoio de industria e proflssao
TABELLA A QF. SE BEFBBE O 35 DO ART.
- DA LEI N. 1860 TAXA DE REPARTI-
DO 9:000,5000.
GLASEE N. 3.Lij.s de vender joiaa i'oa ate,
ou joiaa t .elogios
Fiegiuzia de Santo Antonio
R;a do Cabuga n. 1 B. Vuva Her-
inina F. rreira da Pilvs, SvisSix
Dita d. 3 Arthur & DeziJero2' dem
D!a n. 3 A. A^oatiuho & I.-u.S idera
Dita 11. 5 A Res & C uaieiro, 3a d in
L .rga do Rosario n. 24 Jas Joaqum
de Barroa & 11, idein
Primeiro de Marco n. 25. Bedel &
David, idem
Cibug n. 4 Wolff & C, idem
Imperador n. 32. Julio Fuestemb.rg,
4" dem
Cahug n. 5. Eugenio G.etEch I, dim
Dita n. 9. Augusto Reg C, 5> dem
Piimeiro de Marco n. 6. Josepb Kra-
ves 6" idem
333*392
499*998
4994998
666*664
6664661
6664664
6664664
9994996
9994996
1:3334328
1:6664606
9:0004001
Provincial, 27 de No-
& Q.ieiroz, GO a Ramos & C, 40 a Esnaty Rodr-
Antonio da Silva Ramos
Joaqoim R beiro da Oimi.
Z-ferino Pinto.
Aug'isto G. Fer nandes.
12,00 kilos de assucar branco e 800 dt s com
geoa & C 6') a Ctrvalh-i S C 80 a M. J. Curloa 48,<*)0 ditos de d:o inaseavado ; Maia Rezcude
(.'aidoso, 50 a A'lieiro Olivera & C, 50 a J. B
te C'rv.ilho, 50 a Jiaqa-n D. Siraoea fc C, 60 a
D'iningoa Ferreira da Silva & O
Machinas de descansar algodo 39 caixas a lea
fc Santos.
Oleo*') barris A ordem, 10 a Faria Sobriuho & C.
Preg s 3"> barricas a Miran Ji 4 Suza, 12 a J.
B. de Carvalho,
Remos 98 a Beltra 1 i Costa
Toueiuho23 barra ordem, 20 a Ferreira Ro-
drigues & C, 20 Doioing s Cruz & C, 15 a Araujo
Castre 5c G, 10 a J B. de Cuvalbo, 10 a Alhe-
ro Olivera 3c C 20 a Fernandes da Costa & O,
30 a Ant nio Jos Soares .t C, 10 J. F. da Costa,
20 a D .mingos Ferrara da Silva 5c C 10 a Esmt
ty Rxlrigaes 6 mi-i Mait. lio cora 4.3 !0 litros de agurdente.
2 pipas com 960 litros de agiiardeot
Para o Rio de Janeiro, Meuies Jnior & C 100
mos de sola.
Para Baln, J. A. da Costa Medeiros 50 barri-
cas com 5,667 kilos de a .anear branco.
No vapor nacional Cear, carregaram :
Para o Rio Grande do Su!, J. A. da Cesta Me-
deiros 55 barricas com 6,318 kilos de assucar mas-
cavado e 45 ditas com 5,109 ditos de dito branco.
Para o Rio de Jauein-, A. Figueircdo 4 C. 2
barricas com coces, f ucta
No vapor nacional Espirito Sanio, carrega-
ram :
Para Manos, P. Alvea 4 C. 45 barricas com
2 158 kiltrs de nasucar branco e 25 barris com
4 C. 4"i bar-
DESPACHOS D IMPORTACAO
Hiate nacional Geriqty, entrado do Natal, nj
ia 27 do correute e consignado a Manoe! Joa-
.;in 1-essoa, mamfeeton
Assucar 609 saceos n Pereira Carnciro 4 C.
nveo*algalos seceos 217 a Julia 4 Irmao
- a Fertandes 4 Irmao.
Vapor nacional Espirito-Santo, entrado dos por
f is do sul, no dia 27 Jo correut- e c>naign:ido ao
Viaconde de Traqiy do Norte, manifeuteu :
Carga do Rio de Janeiro
Aram 1 volunte a Xi.ier de 8ons limaos.
Chap-as 7 caixoea a diversos.
Cigarros 10 vo'umes a Fernandes A Irmao.
'Jarros 1 caixa v D. Jos Fcneira 4 C.
jileado 1 cix3o a Mato-I de Barros Cspal-
-ante.
Caf 210 saceos a Juaqnim Duarte Smes 5c
JlO a Paiva Va'irte i C, 205 a Souza Basto,
ir.in i C, 70 a i'erei.s de Carvalho 5c C, 63
U'ixeir* 4 C, 40 a Ferreira Rolrig.ics
, 40 a Jlo Ftrnsndes de Almeida, 3.' a Mj-
. & Braga, 15 a A'b rto Rodrigos Brando.
Vapor ingles Paraense, entrado ce Nw York e
escala no dia 27 do correut'; o consignad) a J.
Pater 4 C maiiiteatou :
Ag'ia-raz 50 caixas a F. Ilancel da Silva 4 C,
6 a Paria Sobriuho 4 C
Amostras 8 vo'umei a diversos.
Bn-u lOi barricas a Francisco Mauoel da Silva
5c <', 3 1 a Gomes Maia & G, 100 a Mauoel dos
Santos Araujo, 50 a Fernandes da Custa 4 C, 20
a Beitro 4 Costa.
Bauha 100 barra a Fernandes 4 Irmao, 50 h
Joaquira D. Simes 4 G, 300 ordem, 50 a Fer.
reir Rodrigues 4 C, 50 a Domingos Cruz 4 G,
25 a Araujo Cae tro (J., 20 a Alheiro Olivera
5c C, 50 a Paiva Valeate & G, 50 a F. rnai-des
da Costa 4 U, 50 a Souza Basto, Ainurim 6 G,
25 u Poiiis M-ia 5c C-, 50 a Joo Moteira 4 C,
25 a H. Carlos Cardoso, 30 a Carlos A. Barbosa,
' 25 a Antonio Jos Soares 4 '.'.., 50 a Domingos
Ferreira da Silva 4 G, 25 a J. F. da Costa, 25 a
Eaiialy Rodrigues & C, S(0 a GrvalhJ 4_C., 50 a
Joi.. Fernandes de Almeida.
Furinba de trig> 2,60? barricas a Machada Li-
pes 4 G, 1,334 a Lopes Irmlo theua Austin G, 5'0 a Hjury Forater t G, 100
ordem.
Ferragcns 1 volume I ordem, 2 a Ferreira Gui
ma-iies ,\c C, 26 a Res 4 San- s
K. TLseiie 1500 caixas a ordem.
Mecadorias diveisaa 14 volu r.ea a ordem.
Maiun. 1)) .-aiaaa Fraga R >1h 4 C, 8HR.
Vidros 1 ca'x.ia a Ferreira Guimaraea 4 C.
lTKUACT) da pauta
i'-.ia a semana de 29 de Novembro a 4 de De-
zembio de 1886
Agunr lente cachaca, 77 rs. o litro.
Alcool, 2H rs. o ltro^
Mti'odaVo .-m rama, 34 I rs. o kilo.
-'.i-near oranco, 133 r3. o kilo.
Vssuoat refinado, lS'! rs. o kilo.
Couros verdes, 275 r. o kilo.
Couros seceos salgados, 500 rs. o kilo.
Alfana-'sre de Pernambuco, 27 de Nov> mbr-i re
1886.
Os couferentes.
Salvador A. de A. Freitas.
Vasco da Gama Lobo.
nSiPAHUS KXFUKTACAU
Ex 26 de Novembro de 188S
Para o eilennr
Na barca inglcza LavUi'a, :arre;aram :
Para New-Yjik, J. Pater c C. 4,001 saceos
con 800,000 kilos de assucar inaseavado
Na barca ingl-zi Parejero, carregaram :
Pira New-York J. I'ir-r H C 500 mocos com
37,;,0) kilos Je asnear maseavado ; F. t'ssriu <*
Piiho 2,50 saces com 18i,50 kilos de assucar
inaseavado.
Na birca americana A rcher car.-egaram :
Para New-York, H Forsfer 4 C. 50) safe s
coin 37,500 kilos de assucar maseavado.
No lar in rl. z Spark, carregaram :
Para N^w-York, S Brothers 4 G. 100 suecos
cora 7 500 kilos le assucar maseavado.
No vapor allemlo Pernambnco, arregiram :
Para Hamburg., A. de Araujo Santoa ,t 0 >
couros verdes cjui 42,000 klos e 209 ditos salg .-
dos cm 2,503 d tos ; J. Rsinos da Cojia 40,00 )
cigarros. .
Para o interior
No lagar nacional Ze-juin'ia, carregaram
Para o Rio Grande do Sul, J. S. L >yo 4 Filho
80 1 barricas eom 89 256 kilos de assucar branco
e 425 ditas com 31,875 ditos de dito inaseavado.
No pataeho dinanwqnez Carolina, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Su', Anoriin Irmiloa & C.
1,5*5 vola oes eom 133,359 kilos d 1 assucar bru-
no e 305 ditos com 39,771 -Jiros de dito maseavado.
No vapor fraucez PMe de Cear, carrega-
ram :
Para Santos, V. d Silveira SOU taci.-s esm
i?"
Para> Para, P. Pinto 4 C. 10 pipa-i e 25 bar-
ris tem 7,200 litros de aguar,lento ; E. Barbosa
300 barricas com 18,7*5 kilos de assucar branco ;
P. Alves 4 G 40 barricas com 1,600 kilos de as-
au.'iir refinado.
No biate nacional S. Lourenco. carregoa :
Para Mossor, A. M. da Silva 5 barris cem 480
litros He aguardante.
Na barcada Gracinia, eeanvgr.ram :
Para Mamanguape, P. Alves 4 G 6 barricas
com 360 kilos de assucar r finado.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 27
Terra Nova30 das, lugap .nglez Ulster, de 289
toneladas, capko Jas C. Shek-I, equipsgem
10, carga bacalho; a Sauitrs Brothers 4 G
Santos e eccala9 das, vapor ullem Pernaw
bnco, de 1,523 to uladas,comma'idant- L. Sehar-
pe, equipagem 30, carga varios g-ueros ; a
K jrs'elmanu 4 G
Rio de Janeiro o escal-7 dias, vapor nacional
Espirito-Santo, de 1,999 toneladas, commandan-
to J So Mara Pesso, equipairem 6, uarga va-
ri g eros; ao Viscoude de Itaqui do Norte.
Un Grande do Norte2 dias, hyate nacional Ge
riquity, de 45 toneladas, mestre Joaqunn H. da
S Iveira, equipag m 4, carga varios generes; a
Miii'il Juiquim Pesaoa.
Riiiq Janeiro7 daa, vtpor io^'ez Lyhus, de
819-toneladas, cainmaudante Willi .ra Ph llj-
k ii, equipagem 19, em lastro ; a Johnstou Pa-
ir & C
Navios sabidos no mesmo dia
Sasftos e escalaVapor franeez Pi'Me de Cear
un andante E. Dupont, carga varios gene-
rM.
Ri. GrMide do Sul Lugar nacional Zeqainha,
capfrao Seraphim da Silva, carga assucar.
Rio Grande do SulPatacho allemSo lirilhante,
cMpillo J. Jesren, carga assm-ar,
Ip i juna
Gironile
A'ictor
VUU de Mau-J
A'toaiux
VO
Finance
Hio
Patagona
eca
do norte hije
Despiubro
da Europa a 4
de Liverpool a 6
do H7re a 6
do sul a 9
da Europa a H
de New-Port News a 13
de Uamburgo a 16
da Europa a 21
da Europa u 24
Impirad ir n
Dita n. 22
Dita n. 38
Dita n. 27
Dita n. 73
Primriro de Marc a. 10
Dta n. -17
Duque d G.xias n. 43
C ibug n. 16
Dita n. 7
Dita n. 9
Baro da Viatora n. 32
Dita n. 19
Triuchcras n. 37
Travista das Oruzes 11. 12
Larga do Rosario n 24
Dita n. 28
Ditu n. 36
D.ta n. 40
Dita n. 1
Dita n. 13
K,rreira do R;aaro n. 21
Dila n. 33
S. Fraucisc no 22
Dita n. 50
Dita n. 64
Jampa das Princ-ezas n. 1
llha do Carvalho u. 14
Dita n. 17
Dita n. A
Roda n. 31
Travessa dos Q inr.eis n. 8
Dita u. 29
Dita n. 33
San o Amaro n. 32
Paz n. 26
Ptthlino Cmara n. 28
Dita n. 21
Largo do Carino n. 11
Fogo n. 11
Dita n. 25
L.vriiro nto o. 35
Peuha n. 4
Dita n. 21
Viaconde de Inhaina n. 15
Pedro Affonso n. 33
Dta n. 57
Nova da Praia n. 4
Dita n. 30
Marti lio Dias n. 26
Dita n. 63
Dita n. 3
Travessa de S. Pedro n. 4
Largo de S. Pedro n. 2
Viracao n. 3
Coronel Suaasunan. II
Dita n. 16
Travessa do Poucinho n 24
Palma n. 28
Dita n. 7
D.ta n. 15
Mrquez do Herval n. 4
Dita n. 87
S-gundi- boceo da Cadea Nova n
Dito n. 24
Palacio da Presidencia
Arsenal de Guerra
S. Js
Marcilio Dias n. 94
Dita n. 97
Lomas Vahntmas n. 23
Coronel Suasauna n. 148
Dita n. 178
Dita n. 214
Dita u. 272
Dita n. 205
Palma n. 38
Marouez do Herval n. 76
Dita n. 98
Dita u. 165
Das Cardoso n. 14
Dita n. 78
Padie Nobrega n. 66
Vidal de Nrgreirot n. l
D.ta n. 56
Dita n. 68
Dita n. 80
D'ta n. 188
Dique n. 15
Assum oco n.- 44
Becco da ra d'A.-sumpca-o n 3
Domingos Theiteuio n. 12
Dita n. 5
- 1" Secco do Gnsulado
veinbro de 1886
O lancador,
Jote de I'iuho Borges
CLASSE N. 4.Lojas de veader jnias gmente.
Taxa de repaitico 7004000
Freguezia de Santo Antonio
L.rga do li.sario n. 9. Antonia Jos
da Costa Arauj, 1 idem
Freruezi rm Boa-Vista
2.4610 Imperatriz ir. 58 A. Hermn Water,
idem
Freguctia de San o Antonio
G.bug n. 11. Alexandre Laberty, 6
dem
Freguezia do Recife
aarqnczde Olinda n. 24. Vctor Grn-
dez, 6a lem
24640
24640
1243 O
24640
84870
5*280
24610
2464'>
2/640
28434
24640
2/640
54720
114420
24640
24640
74960
24640
24610
44460
74460
7470)
294120
24610
24540
24640
194360
34080
24640
2/610
24641
24640
2*640
2/610
24640
9J900
234060
24610
: 0*220
4640
4*600
254740
104280
2464M
114420
24640
2464.1
24640
13/540
2 i 64'i
24640
64900
184740
204180
124320
24640
2/640
24640
2442(1
/4640
2*610
11*660
44620
33i68'Ji
14560
I24A80
2460o
584332
584332
291*668
291*668
7004000
1-" Seceao do Consulado Provincial, 27 de No-
veuibio de 1886.
Os lanzadores,
Joaquim Tranquilino de Ljji s Daarte.
Jos de r'inho Borges.
Isidoro T de Mattos Ferreira.
CLASSE N. 5.Casas de vender pianos, msicas
e instrumentos musieaes.Taxa de repartcao
1:00)4000. F ^
Freguezia de Santo Antonio
Baro da Victoria n. 17. Pedro Emi-
lio Roberto, 1* idem
Dita n. 51. Carvalho Jnior 4 Leite,
idem
Dita n. 13. Antonio Jos de Azeve-
do, 3" idem
- Fregaezia da Boa-Vista
Imperatriz n, 6 Henrquo Wogley,
4* idin
Freguesa Je Santo Antonio1
Imperador n. 55. Victir Preae, 5
iue n
9G4908
9349:8
18.4716
2724726
3634.742
1:0004'>M)
l' oeccao do Consolado Provincial, 27 de No-
vembro de 1886.
Os luncadores,
Joa de Pinho Borges.
Izidoro T. de Mattos Ferreira.
CLASSE N. 12.Companhia do Beberibe.
Taxa de repartico, 2:0034000
Freguezia de Santo Antonio
G mpanha do B'beribe n. 71 2:0004000
1 Seccao do Consulado Provincial, 27 de No-
ven bro de 1886.
O lancador,
J, s de Piuho Burgos.
24640
14520
2*640
6*82)
2*640
7*660
214440
2*640
124320
45620
2*610
34960
:" 4060
24640
24640
2* i40
2*641
l,-*70
2*840
24640
64220
7/420
.3408)
Wolfejos de Eduardo Uaptfisia
O club Carlos Gomes, propagador nesta cidade,
d s ro'fejos de Eduardo Baptista, aviss ars se-
nh ires socios alumnos, c a quem interssar possa,
que acaba de Iho chegnr nova remesaa desta pro-
curada obra, a qual se acha venda na sede do
club, no poder do Sr. theaoureiro.
Secretaria do club Carlos Gomes, em 24 de
Novembro de 1886. O 1- secretario,
P. C. Casanova.
(lompanhia de Edificado
Commuuca-sc acs Srs. accionistas, que por de-
liberac-lo da directora foi resolvido o recolhi-
mi nto da quinta prsfacao, na ra:ao de 10 pir
ecnto do valor nominal das respectivos a:cca. a
qual dever rnalisar se at o dia 5 de Desembio
iiximo futuro, no escriptoro da companhia 4
praca da Concordia n 9.
Recife, 5 de Novembro de 1886.
Gustavo Antunes,
___________________director secretario.
<:<>!)i|.;iiili;i de Beberibe
Cnnvida-se aos Srs. accionistas a virem recabe
o 77 dividendo na proporcilo 4*400 por aceo
cujo pagaiu-nto se effectuar nesteescripterio das
10 horas da minha a 1 horada tarde, diiriarnu-
te at o ultimo desto mez, e ao depois aos sabba-
dos.
Recita, 14 de Novembro de 1886.
O dirctor secretario,
Jos Eustaquio Ferrd' a Jacobina.
fondn and Braslliao Ha
Limited
Ra do Oommercio n. 32
v'acca por todos os vapores sobre as ca
do mesmo anco em Portugal, sendo
g^Q i em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
5438)! Porto, ra dos Inglczes.
-
-

i

<
&
f


Diario de PcrnambucoDomingo 2S de Novembro de 1886

i.-1.'"
COMPAM DE SEGUS
CONTRA FOCO
Nortb British A Mcrcantile
CAPITAL
t:OOO.OOo (le Libras sterlinas
A GEN ES
AdomsoiIIowic&C
Gonpanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelcida cin t-*3o.
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
At 31 le dezembro de 1884
Martimos..... 1,110:000(000
Terrestres,.. 316:000^000
44Ra do Commcrelo
contra mm
The Liverpool & London & Glob
INSUMAME G0IPANY
ifS k C.
Lniwd SUles & Brasil Mail S.8. C
O vapor Advance
E' esperado dos portos do
enl ate o da 9 de Dezembro
depois da demora nceeesaria
seguir para
Maranho, Para, Barbados. S.
Thomaz e Xcw York
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
ie com os
AGENTES
O paquete Finance
Le!lo
De um silhio com arre'us, movis novos, asados,
avalaos, cadeiras de junco, bataneas, carteiras,
camas, marquezoes, guarda-vestido, commodas,
1 muzeu de bichos e grande quantidade de miu-
dezas e outros obj- ctoa que serao vendidos sem
limites.
Te rea f clra. SO do correle
A's 11 horas
POR INTERVENIDO DO AGENTE
Espera-se de Ncw-Port
News, at o dia 13 Je De-
zi'mbro o qual seguir depois
da demora neeessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagene, encommendas e dinbeir
s free, tracta-se cora os
AGENTES
Henry Forsler C.
N. 8 RUADO OOMlMEKClO N.~ 8.
1- andar
Lisboa
Segu com brevdadj a barca portagurza Pe-
reira Burgas para o resto da carpa que filia,
traase com Silvu Guimaraoa S C, i ra do
Commercio n. 5.
l!.
l
2
L
N.
AGESTE
Miguel Jos Alves
7-RA DO BOM JESS -N.
(jusnio
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
___________ n. 1.9
Lnlo
Agente Britto
Da armacao envidracada, calcadcs para homens e
Bcuhoras, pelles de marrequim, tamancoe, olea*
dos, ferramenta para sapateiro, 1 maquina para
ilhocs com gancho, 1 dita de costura, pecas de
fitas, caixoes com fivelas, e muitos outros ob
jecto da toja de calcados i ra Direita n. 56.
Tere, feira 30
A's 10 |/J noraa
CURA CERTA
de todas as Affecces pulmonares
Para
O navio Sarah, esperrdo do Rio de Jauei ro,
contrata algnma carga para o po~to cima ; tra-
ta-so com os consignatarios Fouseca Irmos &
Companlra.
Segaron laariiatoa s ierreairea
Nestes ultimo a uuica eurspjnbia aetapraos
que concede aos Srs. segurad1 s isvrap^tods paga
ment de premio re cada stima anas, O quivale se d. -cont de cerca, dj 15 per cor.t en
avor dos tcgur&doe.
JUROS
3IARITDIOS CONTRAFOGO
Companhla Phenix Per-
nambucana
Ruado Commercio n. ^ 8
COMPANIIIA
[mperial
DE
EGIRO costra FOGO
EST: 1803
Edificio* e mercadoria*
Taxas baixas
Protnpto pagamento de prejuiu
CAPITAL
fia. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
N. & Iiua do Cuinmerch N. 5
(ONPt\IM I.: WECL'ROW
X0KTIH.RX
de Londres o aberdeen
Poalce Hnnncetra {Oecmbro I 885)
Capital oubsciipto
Fundos accumuladot
Hecelia animal:
Dj premios contra fugo
De premios sobre vidas
De juros

3.000.000
3.134,34*
Terca fei-a, 30, deve ter lugar o leilo de cal-
fados para seuboras e meninos, bem como diffe-
rentss movis, copes, filtros c costames para me-
ninos, existentes n > armazem da roa Mrquez de
O inda n. 10.
Sexta-feira, 3 de Dezembro, o do cavername de
um navio pstente em Foras de,Portas, officina
de Carpinteiro das Obras publicas.
Leilo
Da armacao, utencilics e gneros do estabeleci-
mentu de molhados, sito ra do Rangel n. 31.
Agcnlc Brito
Segunda feira, 29 do correte
A's 10 1/2 Iteras
Ag-ente Pestaa
Leilo
De movis, loucas c vidres, urna balieira,
asa kDelta c um bo'.e de taboa trin-
esda.
Segunda-feira 29 do crrente
A's 11 Jiras
Ds rmbarcaeOS cima mencionadas no caes
em frente a Companhi.i Pernnmbuiana
Km continuado
Dos ir.o eis, loucas, e vidres existentes no 2
andar do sobrado, silo ra de Mariz e B.irrcs
n. 2, os quaes serito vendido, por conta c risco
de quvui pertencer no dia c hora a.-i na mencio-
nado.
Leilo
de 66 duzias de botinas cslrangeiras para
senboras e meninas, de diversas quidi-
dades.
Terca feira. SO do cur.eule
A's 11 horas
Agente Pinto
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 10
Agente Pestaa
Leilo
Da expeliente (averna sita ra de S.
Miguel n. l-, em A tugados
QUART.I FEIRA, 1 DE DEZEMBRO
A's 11 horas
O agente Pestaa, competentemente autoritado,
vender, no dia e hora cima mencionados, a ar-
macao e gneros existentes na taverna sita ra
de S. Miguel n. 16, em Afogados, em um ou m is
lotea vontade dos Srs. compradores.
Todos aquelles que soffrem
Ido peito, devem experimentarj
as Capsulas do Dr. Fournier.i
Depositarios em Pernimbueo:
FHtNCISCO M. da SILVA C.
Ao cominercio
Leilo
577,330
1J 1,000
132,000
O AGENTE,
John 11- Boxaell
HI4 COHMEROOeiO X. X6 1 .IMH
martimos
Companhla Itahiana de naveja
ciio a Vapor'
Macei, Viila Nova, tenedo, Arac&j,
Kstancia n Babia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commindfinte J. J. Coelho
Segu iinpreterivcl-
toente para ns prtos
cima no dia 29 do cor-
rente, tu i horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/2
lia do dia 20
Para caiga, passagens, encommendas e dinheiro
fretu tracla-fe na agencia
7tiua do Vigario 7
Doriht- s Alves Ha hciis
O PlXlll ''12* .IIK.%I-
IllE* HAIIITIIIEM
LINHA ALENSAL
O paquete Gironde
Coromandante Minir
F,spera-se da Eu
ropa no dia 4 de
Di z''mbi o seguin
do depois da de-
mora do costume
"*^53 BSBB^^^parn lluenos-Ay-
r s, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Moate
video
Lembhi-se sos senhores passageiroa de tudas
.3 classes que ha lugares reservados para est;
.g'ncia, que podem tomar em qualquer lempo.
Previne se ao ssenhores recebedorus de merca
arias que s aeattender as reeUnvic/es por f"'-
"as nos volumes que forein reeoohteidas na ocea
s'So da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheir
afrete: tracta-sc com o
AGENTE
injnste Lah iie
9 RIJA DO COMMKKCIO -)
- Kl'tXlll* I'KU\iltl\A
DE
?aTegaco eosleira por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Peere c Arac^ji
O vapor Jaguaribe
Commandante Baptis'a
Segu no dia 29 de
Novembro, as 5 horas
-da tarde.
Recebe carga at o
Pdia 27.
Encommendaa passagens e dinheiroa a frete at
3 horas da tai de do dia d8 aahida.
ESCRD7TORIO
casa o. f
Agviite Pestaa
Leilo
Da importante barcaca D. PAUT1L \ com
iotago para 600 saceos, a qual se aclia
tundeada era frente ao caes da Lingueta,
ond'j es senhores pretendeotes po Icrao
examina] a.
Terca l'eira. SO do enrrenie
A's 11 horas em potito
Debaixo das arvores do Caes da Lingueta
O ag mencionado, livre e desembarazada de todo e qual
qner ouus, a burcaca D. PAUT1LIA.
Leilo
Da casa terrea sita ra da Amisade, na Capun-
gu, ii 23, com 2 salas, 2 {iiartos, cosinhi, me-
dindo o terreno 50 palmos de frente e cerca de
400 ditos de fondee, fin chao preprio, e tendo
diversas arvores fructferas.
Terca feira, so do correte
A's 11 horas
A^o armazem da rui do Mrquez de Olinda
n. 19
O agente Gosmao, uiitoiisado f.r leilo da ca-
sa Hcima mencionada, livre de todos ouus, poden-
do ser examinada.
Grande leilo
De importantes movis, porcelana, crys-
taes, 1 piano de cauda do fabricante
Pky I, ricos csp'lhos, collieres de sopa,
cha, conolias e salvas tuHo r"e prata e
tambera pausaros importantes e vinhos.
Terca lo Ir:. 3o do correte
A's 11 horas
Na ra da Aurora n. 100 (Santo Amaro)
Sala de viatlla
Uma rica mobilia de jcara da a Luiz XV com
1 Bofa, 4 cadtiras de braco, 12 de guaruico, 2
dunk rquea com rsprlhoi, 1 piano de caudt, 1 ca-
d- ira eetfana para o mesino, 1 quadro grande
com a vida de Londres, ditos ovaes de madepcrola
com vista de Pars, ranetas de seda, repssieros,
escarradeiras finas, lindas figuras de biseuit, jar-
ros de bicarat, repudio i ciystaJ, 1 lustra para
vllaa-
Pritneiro miarlo
Um goarda vestido de migno com duas pertas
com espelhoa obra impor'aute, 1 toilette de mognu
com pedra, 1 lavatorio com t-edra, guarnico para
o mesmo, 1 c.ommoda de Jacaranda, 1 secretaiia
pura si nliora, 1 banquinia de mogno pata costara,
2 eapelhus com movimento.
Segundo qnarlo
Umn impnitant'! tMDa de Jacaranda, 1 com-
modu, e-deiraf, l toi'ette, tapetes, cil-ides, 4 lin-
des jarros, etagers.
Terrelr; qnnrtn
Uica cama de inegnu para casal, 1 dita de aroa-
relln, 1 lavt. rio de, p.-irede todo de porcelana, ea-
etraa <)- |asr>tHta, edpelho, 2 biuqmnhas de
mrgno ceui (tira, 3 c .iniuhaa para enanca.
Nnl' de Jamar
Qua'ro paradores obra de gosto, 1 mesa cls-
tica, guarda-louca, 12 cadeiras de juneo, mar-
quesas, cadeiraa de bataneo, de jnnc.i, 1 impor-
tante apparelho de poicelanadourada, 1 dito louca
eommum, dito para cha, copos, garrafas, fruc
t-'iraa de vidro e de pedra, tacas, gartoa, 4 gran-
des salvas de prata, colh<-rr de sjpa e cha, dita
p.-.r arroz, dita para pexe, concha, palit- iio tildo
de prata e alguna vitili
Solea
Uia sof, 2 consol?; mesa redonda, cadeiras
imitaudo bamb de abrir c fechar, 1 guardaron
pa, 1 secretaria, 1 cabiuV, lavatorio ceio guaroi-
co, porta toalbas, e cairos muitos movis que tari patente no acto do leiio.
Canarios do iu peno, sabios corrupies e outros
mais.
O agente S'epple, ccmpttentcmrnte aatoriaado
por uma familia que se retira para fra da pro-
vincia, far leilo no dia e h ira cima menciona-
dos de ludes os tbj' ctos rx'strntrs em casa de
sua .mcradia la da Aurora n. 109.
A's 10 1/2 boi'is partir nm bond que dar pas-
sagem gratia aos owscurrente.
Do taverna sita rua do Afs
conde de Albiiqnerqne antiga
roa da loria n. BOJ.
Quarta feira 1 de Dezembro
A's 11 horas
Rua da Gloria n. 04
O agrnte Barlamaqui autorisado pelo Sr. Jos
Emygdio Fcrreira Lima, levar a leilai a taverna
coai armac'io, bsLo c mais uteneilios, gneros
sendo estes todos nov s, garantc-se a chave, ten-
do a mesma bastantes coinmod s pura familia, m
um ou mais lotes a vontade dos compradores.
Leilo
Em continuado
De miudezas, perfumaras, ferragens, ti ;-
rrs, realrjos e uraa machina para tazT
plisss
Qniota-feira, de Dezembro
A's 11 horas
Na travessa do Corpo-Santo n. 23
Agente Modesto Baptista
Leilo
De um completo cavername de um navio, todo
ciutad i de madeira de sicapira e amarillo, fil
Undo-lhe smente o tablado de costado, tendo as
seguint' s dimensoes : 33,nli4 de roda a roda,
3!,'"35 dejqailha, 3,-24 de pental e 7,'nl0 de bocea.
ftextafeira, 3 de Dezembro
A's 11 horas
Na officina de carpinteiro da reparticao das
Obras dj Porto em Fora de Portas
O agente Pinto, legalmente autorisado levar a
leilo no dia e lagar cima mencionados c cavsr-
oame de um navio tal qual ah se acha.
O abano awignado previne a toda e qualquer
pessoa que nao faca transaeco de especie algnma
com qaatro letras no valor de 400*000, sendo o
valor nominal de cada uma de 100*000, aceitas
p?Io mesmo abaixi assignaio, visto nao ter con-
cluido o negocio a que se referem as mesmas le
tras Itecife, 26 de Novembro de 188G.
______________Antonio Martina Gonca!ve*.
Ao bello sexo
O Pedro Aotunes & C,. sempre pressuroso ea
agradar as Exraas., acaba de receber grande va
riedade de delicados artig03 para presentes, desde
\f al 500.
Completo sortimento demeiss litas, arrendadas,
bordadas brancas e de crea para senboras e me-
ninae.
Lindos broches e pulseiras de phantasia com
inreripeo.
Bonito s.rtimento de fitas largas o estreitas e
tambem de bicos brancospietos e de cores.
Commodos e bons espart I hos para todos os prn-
cos desde ii at 15*. E' a NOVA ESPERAN
CA, 63rua Duque de Caxias.
Grande rovoluf infantil
Novos e intcressantei brinquedos para criasfa.
10,000 cilunga? de folha e madeira, grandes e
pequeos para todos os precis, tambem alguna
instructivos sobre figuras te geometra. A elles
o t< topo proprio.
Particularmente ao sexo Icio
Econmicos punhos c collarinhos de SclloLide
modjrnos, novos e bonitos, conservando-se limpos
por espaco de 3 mezes. Vale a pena Bons e
commodos suspensorios de seda e linho. Bjnltas
e finaB meias de es 'ossia de t la e cra3s. Para
na> esqueeer o Pedro Antunea Si C
63-Ba Dmi m Caxias-63
Vinho do Di\ Fprestej
Aarremata^o
No dia 30 do corren-
te depois da audiencia
do Dr. juiz municipal
do termo de Ipojum.
ser arrematada a sa-
fra do engento Tape-
ra, avaliada em tres
contos de res, apar-
te pertencente fa-
zenda.
A
Tomem nota
Trilhos para encentaos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
achnlsmo completo para en
genhos de todos os tamaohos
Sysemaapcrfeiyoado
Especificacdes e preces no escriptorio do
agentes
Browns & C.
K. 5 Jtua do Commercio
N. B Alm"3ocima B & C, tem eathalogc.
jsu'l Ejmplementosnecesoarios agricultura, c
ambem machinas para descarecar algodo, mol
ahos paracaf, trigo, arroz e milho; crea do fer-
ro galvanisado exeelente c mdico cm precn, pes
! frepa h, nem m.-sj q.;.
joa nenhua
oral n.
Ara 100.0001000
BILHETES GARANTIDOS
23raa Primeiro de Marfo2o
Dal.1 parte da 1.* loteria da provincia,
venderara Martina Fiuza & C, os seguin
tes premios garantidos :
6,69D lOOrOOOOOO 7,024
8,133
16,256
17,933
9,562
6,129
9.472
18,651
12,543
13,934
1,513
13,163
871
23,331
10:000^000
4:0005000
2:000,5000
2:000,5000
1:0005000
1:000^J00
1:0005000
Acha-se venda os afortunados bilhetes
garantidos da 12 parte da mesma loteria,
que se ex'rabir qunta-feira, 2 de Dezem
bro.
Prccoa
1 vigsimo 15O00
Gai poreo de lo pnr- cima
1 vigessimo 5900
Pilulas prgaiivas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparacao puramente ve
etal, tecm sid) por mais de 20 annos apr),citadas
com os melhorcs resultados as seguintes moles-
tias : affeccoes da pelle c do ligado, svpbilis, bcu
boes, escrqfulas, ebagas inveteradas, erysipelas e
jptnfirM
Modo de onl-aa
Como purgativas: tmese de 3 a 6 por dia, be-
oi ndo-se apos cada dae um ponco d'agua adoba-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar.
Estas pilulas, de invenco dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua mellior garanta, toroande-
se mais recommendaveis, por serem um segure
1:00050001 purgativo e de pouca dieta, pelo que poden, ser
1:0005000' Madas em viaeem.
500JO00' AC&AM-SE A" VENDA
5005000 drogara de Fara Sobrluho 6
5005000
1:0005000;
1:0005000
l -EUA DO MAKQCEZ DE OLINDA 41
pjTjmjjQiMj
NICA I TNICA
Pei.oral de Cambar (3)
Descoberta e preparacao de Alvares de S.
Soares. de Pelotas
Approvado pela Ex.-na Junta Central de Hygie-
nc Publica, autorisado pelo governo imperial, pre-
miado com as medalhas de ouro da Academia Na-
cional c Paria c Exposico Brasilcira Allema do
1881, e rodeado de valiosos attestados mdicos e
de muitos outr s do prsEas curadas de : toeses
simples, bronchitee, asthma, ruuquido, tisica pul-
monar, coqueluche, escarres de saugue, etc.
O FiLLIOL
IHSTANTAHEA fr a barba.
M nn fldro. Mm prepar;!* u
DE FILLIOL
) ROSADA Nn dar os cabtO
Drmocofl
sua Cdr primitiva
kfcsiUeral em Paria: FIXX.XOXi, (7, ru lit.enae, Pial
a PeiHam/t.ce: fran m da silva.o*

Rc:neio sob&ranik
CON rp A A
CKLCRO^E, ANEMIA. C\BIE O S 05EOS.
A?rECC6-:s DAS VAS t)!CESl7AS,
BiSRRHeAS CHRODICAS, RACHITIMIO,
ECSOFULAS, C5ILIDADE,
ton .LSCEt.'f./.s ft- remes tvphcide\3
E DE HOLE*T!AS srAVSS, tTC.
i a:igrasse >T. *". B .*ye(I<:t:
'' ;'. i
4os ,00:0008000
;- 7. ./.. -!<
-:
_ AVISOS DIVERSOS
Aluga-sc casas a 8000 no becco dos Coe
ihcs, junto de S. Oonca'.lo : a tratar na rua d>
Imperatris n. 56.
Alaga se o* andares superiores do predio n.
51 a rua do Imperador, com excellentes accommo-
dac5>'s para familia : a tratar com N. I. Lidstonc',
raa do Commercio n. 10.
Aluga-se o predio n.2 a raudo Commercio,
onde foi o hotel de l'Uuiversa : tem tres andi res,
grandes acccmmodaco<>8, e est cnmpletamcii'e
restaurad smdj proprio, pela sua msgnifies po
sicao, para um grinde hotel ou escriptorio com-
mercial ; a tratar na praca da Concordia n. 11.
Krecisa-se de uma boa
da Aurora n 8!. 1- andar.
cosinbeira ; na roa
Quein precisar de nma ama pe feita eoei-
nhiira, diiiji-se tra-esta do Principe n. 1-C
Na mesma esa precisa-se alugir nm menino
para vender na rua.
Aluga-se a casa n. 1 da rua da Frinceza
Isabel, bairro da Boa-Vista, com coinmo los para
grande fnmilia, contando pavimento te-reo, pri-
meiro andar e soto, muito fresca,' tem despejo,
gaz e agua : chaves i rua da Aurora n. 85.
N". travetsa da roa d.is Crutes u. 2, primei-
ro andar, pre.isa-ae de uma uma para comprar e
cosinbar.
Aloga se duas casas na pivoacao da Torre :
a tratar na roa Primeiro de Marco n. 25 A.
Para que ni precisar de banhos
salgados e ares salitrosos
Alaga-Be- pe preco barato nmn casa cm Olinda,
rua de 8. Francisco, concertada de novo, caala e
pintada, cem 4 qunrtns, 2 salas e cosinba fra,
mu i to fresca c con linda vista para o mar, fica
muito perto dos banhos e tambom da eatacao do
Carmo : a tratar na rua do Imperador ti. 31, ar-
mazem do gaz, e as :havcs cstao na tavern t jun-
to a estaca j de Carino.
Protesto
Paria G dinho A C, crederes do negociante
desta prac Manuel Ilcnriquc de S Filho, da
q>iantia de. 5:S--j!/0 U (alem dos respectivos juros),
para eujo pagamento Ihe movein accA- competen-
te no juizo commercial da capital dcs'a proviu-
cia, protestan desdo j i contra qualquer acto ou
contrato judicial ou cxtra-jadicial, transaeco oa
alienscao por qualquer modo que o sea menciona-
do devedo.- tente Catar nesta praca cu fra dWI-,
de seus brns, em pr jaita delles protestantes, *
no inter-ese de difcultar o pagamento ulterior
desse debito por ios ilvubili lade ; tornando-se de
nenhuin > ff.-it.i qualquer acto, contrato OU trans
aefito que ten de ff.cfuar ou tenha j efl". ctuadj.
Parahybi do Norte, 23 de N vembro de 1886
AS MftES DE FAMILIA
Para remediar fraqueza das criancas, desen-
volver suas Torcas, seu crescimento e preser-
val-os das molestas communs idade tenra,
os priD'.ipnes Mdicos e Membros da Academia
le Mediciiui receilo, com grande xito, o venia
deiro Racahout dos rabes le Delangrenier,
de Parit. Este alimento muilo agradavel com-
iosto de subsianc'is vogetaes nutritivas e
ortilicantes, so e>palhc por (oda a economa
e em vista de suas propiedades analpticas,
meihora a composicao do lcite das r.enlioras
3ue criio, e resuufa as torcas cnfjre.quecida
o estomago.
ftpot/to xn odji i$Cididts do raail tdo Prtwc '
. i ;a.i!.. n,l.nco :
3 : LVA
- ." .^auic
*= c
ASSiGNATUi.AS PERMANENTES
NA
Livraria ^mzi
DE
Largo do CoDsellieiro Saldaoha Marinho n.
4, antigo Matriz de Santo Antonio
I'KK \ 4 Hit I < O
Alcova das Princezcs e
Rainhas
Reeebf m S'i assientturas para esta iinp.-rt-.ne
obra, cujjs capitulas transcrevem, para inelhor
dar ao publico a oiienttcio do seu valor litt.ia-
io e biatorieo.
Como nasceu o bello Duuoi, e tomo murcu
seu psi.
Como Luis de Orleans foi vingado.
Junnnn I, rainln de Jerusaleu, da Sicilia e
de aples.
Joniinst II. r.tinha de Jetipalc n, da Sicilia
ede Nnpolis.
C'ntlinriiin II. imperatriz da Rnssia.
C'liriNliiin I. ramha da Suecia.
Om di unir h da Torre ii- rVcstlr.
Mara Slitnrt, rainhi de Franca el de E-
eocia. -
Carolina de Iranawirb, rainba de In-
glaterra.O principe de Galles.
Margrtela de rranet, ramha de Na-
varra. .
Mara ce HeJtni, rainba de Frunc.
Auna ilMiiNtrla. rainha d.: Frioya :
Luiz-o-Casto.Mblariti'j.
Itabel de Bavlera, rainba de Franca
Deixai passar a jastifa dj rei. Como Boisbour-
dou foi vingade.
Carolina, rainba das duas SiciliasO pas-
tado de lady Hamilton.Um trafico vergonboeo.
O terror real.A entrevista.
l'reilc.uniia. rainba de Franca. A corte
de um rei tranco.
Mara de Inglaterra, rainba de Franca.
O rei Luiz Xil.
Clcopalra, rainba do Egypto. O irmilo e
a irmj.Marco-Autinio.Actium. Oj ltimos
dlaa de Clopatra.
Mnlbllde, rainba da Dinamarca.A rainba.
O rei...Uma revolta ne palacio.
Auna de Ferrara, princeza de llorona
Um confronto historia da duquesa de BurgO-
nba.O mando.
Itnlit'l de Franca, rainba de Inglaterra.
Eduardo II.O crimes.
Leonor de tiujeiine, rainba de Frasca
e de Inglaterra. Leonor, rainha de Franca,
Leonor, rainha de Inglaterra.
I^eonor, ranh.-i de Portugal. Urna pnixo
desgratada.
Uenriquela de Inglaterra, duquesa
de Orlehns.Moasieur. O coadu de Qaicbc.
Madaine inurr-, Madame Morrea.
amurilla ValOlM, rainba de Navarra.-
O irmio e a irma.A corte de Navarra.
MenwAlina, imperatriz romaua.Os jardine
de Aziatieus.Aius.
Leonor de tu/man, ra. ha de Casttlla.
A esas do rei Atl'jnso XI.As duas rainhas.
Mara tnloiilelta
No dia 2 de Dezembro ser distribuido o Io
volunte a iodos es irs. asignsntcs.
Elixir carminativo e Ionice do
pharmaceulico Ye as
Remedio que cura dyspepsias, gastralgias e to
das as perturhaccs Kad.s desairan jos de es-
tomago e intestinos. Acoiiselhado por varios cli
nicos dos mais conceituadoa desta cidacte, acha-af
venda cxclusiV' milite na pharaiacia americana
de A. M. eras & C, << rua Ouqiic de Caxias nu

16-E.ua do Cabg-16
O abaixo ossignado vendeu nos seus ven
lurosos bilhe'.es gr^r.intidos os premhs
gaintes: as dezena3 de 6621 a G630 e as de
6681 a 6690 com 2000, 3115 a 812) com
60d da 11a ptrte da Ia loteria.
ConviJa-se aos possuidores a virem rece
bcr sem descont aigum.
Aoham-sa renda os venturosos bilhe-
tes garantidos c!a 12a pirte da 1* loteria d*
provincia m beneficio da Santa Casa dt
Misericordia do Reeife que se eztrahirt
quinta feira 2 de Dcz'inbr.).
Presos
1. Vigsimo 1000
feudo qnnatidade superior
a 1> *ooo
A dez-na 9^000
Joaquim Pires da Silcu.
VYWYWVWW iltft/tii
NOVO
THERMOMETRO MEDICO
de Lon BLOGH
^PRIVItEOULDft)
^Systetna extra-nenivel\
PreQos as agencias :Frasees 2500, meu
! dusia 135000 c dusia 24000.
Prejos as sub-agencias :Frasco 2800, uicia
, dusia 15000 e dusii 28^000.
Agentes depositarios geraes nesta provincia
FRANCISCO MANOEL DA SILVA &C, A
rua Mrquez de Olinda n. 32
ctmiTi
; Ao 100:000^000
! BlLHtiTEM AaiVitOOfi
t^raija da independen
cia ns. 37 e 39
O abaixo assignado vendeu da 11a parte
da 1' loteria extrabid hoje, 25 do corren-
te, os seguintes premios : de 2:000(5 em
o n. 19983, de 500)5 em os n3. 2551 e
'560-*.
Aohamse venda os feiizes bilhetes
garantidos da 12a parte, da Ia loteria a
i beneficio da Santa Casa> de Misericordia
Ido Re .fe que se extrahir a 2 de De-
zembro.
PBECOS
De cada vigessimo 15 00
EmpcrcHo de 1005 para cima 900
Antonio Augusto dos Samo' Porto
i

Qua d3o experimenta variarlo algosa
de vida a con traeca o de vldro.
Adopttdo pe Aeidtmla do Medicint do fortt
t 22 do seplembro do 1SS5.
Ttdss u mus lait.-sntatM trii* c=nOd*h. r 2!
niotia issi]iatara: -~^^S^J' Ji
AefaMe qls [ninrlpari |-.^ai de InstmmfntC4
p Venda cm Grosso: 18, raa Albony, em FARIZ *
Deposito em PsraaabiM :
FRAN" M. d SILVA & O
e m.3 principaes Pharmaol.i3.
////-/-///y/^.v\v\\\\\\
Ceopoldinu t. Ha Coala c Silva
Jote Antonio da Costa e Silva, sua esposa e.fi-
. cjrdialmeri'e agrade.cem a todaj as pessoas
que C'iuduiirain sua ultima irorada os restas
uiirtafs dr sua muito presada fi!hn, cn'iada e ir-
ma Leop dliiia Nareiaa da Costa e Silva ; e de
nata ciuvidam scus parentes e ami|:.is para
ajsistirem ls missas de setioro dia quo pelo des-
esneo eterno da fallecida mandam celebrar na
matriz da-(iraca, segunda f. ira 2!* du corrente s
7 horas da manila, e anteeipam sua gratidao fe
todos que se dignarcm comparecer a este acto da
d>' caridmii' e relico.


D. Carolina Cecilia da ama
liOhoPlrc* Falca o
M .no.-l Cajcillo Prea Falcilj ptd.; aos seos p-
tenles, an iris e Cocfrades da saciedade de S
VtCtBlQ de Pulu, para que se diguem da compt-
rec r s mis&as'lo setino dia, que pelo reponte
d'alma de lia cara mulher e companheira d.
anuos, n. Carolina Cecilia la Gama
.lilla Pires Falco, que t. m de se eelebrir
as matrizea do Santo Antonio e da 15.a Vista, s
8 h ^ras da manila de 30 do corrente terca-feira,.
oei i que desde j agradece quanros se digna-
ini aatUtir atases actos dert-ligii e pa cari-
CASI lili
AOS
1OO:OO0$OOO
Ba !o liarn 'it Villora o. -ti*
e CtWM titr ;*O.HtSSIUP
boith: mam.
O ab.iixo n.-i>..-.io waba de veuio:
duis vigetim 7.'.4s. e 19,131
com a torte d 1:> '.i-VXK) e dous oitos de
ns. 8,189 s 21.4 i uoi atarte :e 51
da 11.* parta da I [olera que se extrabio ! Marianna Joaquina Eerrc r*
Antoaio M ir.i Mirques Fcrreira, s^'Us fi'i:
oras convidam a todos os seas prenles e am
para issistirem as missis que por alma de
e?posa, mi e sogra, mandam celebrar na matriz
a 25 do coirn'e
O mesmo ab ignado con^i'i?- s;s
possuidoros v Vt ua cor,
do.de do cettume, ten descont algum.
Acbam-se r> v :: afortunadus b-
hetes garantidos ... 12.* parta Ha 1.* tote
ra a beneficia >. ita Casa de Miseri
cordia do R i ae ezirabir a 2
He Dezembro.
Probos
1 tig-taim !".
iju quantidade saior 1 vigess'.-m
J 8-horas da manhfi, trigesim) dia de seu passt-
uieut. Desde j se confessam eternamente gra-
tas
----- SStXH
Ao publico
Telephone n Jf..H
Oa abaixo assgnados proptVeririo da re6i
roa do Coronel .Snassuna^ i-,. 7, avisaui n
blieo e so3 Srs. freguez/a que em sen m I
estabelecimento encouta,-aro seropre assueai
nado de 1, 2". 3*, especial e candr. assiui ,
assucar dcca.ocode tbdaa as qualidade?.
A'em de sincerid,dft' o agrado em sem ti
encontrarlo tambem milita modudadc
?os.
ein i re-
Recife, :'i de Navembrode 1886.
Viuva Barros fc C.
Eligir t//o
Fnnou.
Frinoot
SOLCAO
AO CHLORtf YDKO-r ^qSPHATO DE CAL
O maJa *<" ana reeanatltalntea adouSado por todos os MedJcoa da Boros* na
*>+quef gera Anemia. CMvrosis, Tsica, CatneMa, siro/uiat, RacHtUno, Dtdmeu
das atrat, Cmet^ento dlftnl as mar.i-as, Fmtio. ftftpstat.
ra*, COI RE f\U, m i) CitrcH-liOi. friaasiua ut ithInm Pluraiau.
j wmm \
m


s
1



I
I
*

, .^
6
Diario Ce Pernanbucu-.- Dombgo 28 de Novembro de 1886
Va
Caello
"Ayer
(Ayer's Hair Vigor)
CBSAIO SU*.
V7tli!UDE E COI MOIRAIS
f
FA?A O CAIEU.O,
TMNANC4-0
MACIO, FLEXIVEL E LUSTROSO-
finara K I> J.C fttOA.I em jiw '
Luz brilhante, sem Fumo
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Hygienico e Econmico
PIRA LAMPARIHAS
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luga-se
para recolher algodao ou outro qualquer genero o
fred'o da roa da Mcda n. 35; a tratar na ra
rimeiro de Marco n. 20.
a casa n. 3 em Beberibe
M. Reg.
Aluga-se
a tratar cora J. I. de
Aluga-se
a caa da ra nova de Santa Rita n. 19, a da
traveasa da Faudicao n. 8 ; a tratar na saboaria
a ra nova de Santa Rita.
Alug
i-se
o segando andar da casa ra da Aurora n. 81,
jauto a eitaco da estrada de ferro de Olinda ; a
tratar na ra do Commercio n. 15, escriptorio de
Sebaatiao de Barros Barrete
Aluga-se
i predio n. 140 ra Imperial, proprio para ea-
abelecimento fabril : a tratar na ra do Commer-
.io n. 34, cora J. L de Medeiros Reg.
Aluga-se barato
Ra do Bom Jess a. 47, I andar.
Ra de Lomas Valeutinaa u. 4, com scto
Largo do Merend n. 17, I ja com agua.
As casasda ra d(< Corono1 Suaasuna n. 141
Largo do Corpo Santo n. 13, 2. andar.
Roa da Palma n. 11.
TraU-se na ra do Commercio n. 5, 1* andar
escriptorio de Silva GuimarSes & C.
Aluga-se barato
O 1" e 2* andares do sobrado ra do Brum n.
36, cada qual com bastantes com modos para fa-
milia, vista aprasivel o muito arejado, aluguel ra-
aoavel; trata-se na ra larga do Rosario n. 34,
pbarmacia.
Ama
Precisa-se de nma cosinheira para casa de pe-
quena familia ; a tratar na estrada nova de Ca-
banga, no sitio do Sr. Valenca, ou no escriptorio.
d' este Diario
AMAS
Precisa-ae de duaa amas, urna para cosiabar e
entra para andar com crianca ; na Capunga,
roa do Or. Joaquim Naboco n. 3.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar, pira
urna familia de quatro pessoas ; na ra do Tor-
rea n. 36, 3 a andar.
Ama
HAXbTBTS* BASTOS
Pernambuco
NUMERO TELPHONICO : N 3
Agua florida. Extraliida de flores bra-
sileras pelo seu delicado perfume, suavida-
de esuas propriedades benficas, excedo
a tudo quo neste genero tero appareeido de
mais celebre.
Tnico id encano. E' a primeira das
prepararles para a lonservojSo doa ca-
bellos. Extingue as caspas e outr&s mo-
lestias capillares, faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tero agrande
vantagem de tornar livres de habitantes as
cabecas dos qne os u'sam.
Oleo vegetal* Compcsto cera vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilbo aos cabellos.
Agua dentifricia. Excelente remedio
consta a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o rno h&lito.
Vende-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TELEPHONE N 33_________
Tricofero de Barry
Garante-se qne faz nas-
oer ecrescer o cabelloainda
aos mais caItos, cora a
tinha e a caspa e remore
todas as impurezas do cas-
co da cabera. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranque-
cer, inallivelmente o
torne, espeswo, macio, lus-
troso e abundante.
V/4U*&-
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
E" o nico perfume no mun-
do que tem a apgBOtaaao ocial de
cm Govemo. Tem dnas vezes
nafa fragrancia que qualquer outra
eduraodobrodo tenipo. E'muito
mais rica, suave o deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
nini* permanente e agradavel no
len ;o. E' dnas vezas mais refres-
cante no banbo e no quarto do
dente. 9 E' especifico contra a
frouxidao e debilidade. jura as
dores de cabeca, os cansados e os
desmaios.
larope ie Vida ie Renter No. I
ASTES DE rs-O. DEPOZS DE TTS-d.
Cura positiva e radical de todas as formas de
crofulas, Sjphilis, Feridas Escrofulosas,
AJYecc5es, Cutneas e as do Conro Cabel-
ludo com prdado Cabello, e de todas aa do-
encasdoSangue^Figado, e Rins. liarante-sa
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
a restaura e renova o systema inteiro. e> --\
Sabio Cnrativoie Renter
Oflereee-se urna senhora para cosinhar, para
caaa de pequea familia ou de rapaz solteiro, pre-
ferindo-se portugus ; na ra da Conquista nu-
mero 27-A.
AIS
Precisa-se de duas amas, urna para engommar e
DUtra para cosinhar ; na ra do Hospicio n. 81.
AMA
Frccisa-se de tuna,
para o servido de casa
de ponca familia: na
ra do Cotovello n. 46.
Ama
Precisa-se de urna ama de meia idade ; na ra
da Aurora n. 137.
Ama
Precisa-se de urna ama para comprar e cosi-
abar ; na ra Vidal de Negreiros (largo das Cin-
co Pontas) n. 134.
Para o Banho, Toilette, Crian.
cas a para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
* em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & Q.
3ad cilio selle Cotinha
Ainda contina na ra do Imperador n. 55, 2-
andar, onde anas amigas e freguesas podem eu-
centrsl-a para confiar Iho oa traba-'bua, que como
modista desempenba, como sejam. toilettes pe-
leados de todo gosto, de reorde
modernos
Criado -
Ama
Pncisa-se con urgencia de urna ama para co-
:nha ; na ra da Imperatriz n. 86, 2 andar.
Atten^o
Barthelotneu Lourenco participa ao commercio
que mndou sen escriptorio para a sua antiga mo-
rada, ra da Madre de Deus n. 8, e pede a seus
amigos que continen) a dar suas mercadorias
carga de ansa embaicacocs, ja bem conbe-
cidas neIttEt. fazeado qualquer differenca nos
fretes, a contento^Tiifis scnbores carregadores.
Pprapascara testa
Aluga-se urna ptima caav na Boa-Viagem
porto des banhos e com exccllcnte accoamoda
ooea para familia, preco razoavefr trata-3e na ra
arga dd RoBarh n. 34, pharmacy______________
Cascas de caneJlciras
Compra-se qualquer quanlidad
GuimarSes & Va len te
no'.armazem de
Corpo Sacio n.>6.
Criado
Precisa-se de um critdo que seja bom copeiro
a caaa n. 5 da ra do Principe.
Feitor
Precisa-se de um ilbo para um sitio em Bebe-
rib s tratar no caes da Companhia n. 2.
Precisa se de um criado do 14 a 16 anuos : a
tratar na ruu do Commercio n. 44
Bazar de passaros
Rus do Bom Jess n. 9h
Neste esiabelecimciitoeucontra se se di p re gran-
de sortimento de eareciafs passaros e gaiolas,
nacionaes e estrangeiras, frucuis de diversas qua-
lidades, balainbos para ninhoa de canarios do
imperio, jarros e cestos d timb, tr>.balbo muito
aperfei^oado, a saborosa pimenta em conserva em
lindos fra.-quinhos viudos da America, pilo barato
pre^o de lkO rs. cada um, e cu tros muitos gene-
ros, que se tornam enfadouho moncicur^tudo por
precos m jdicus.
W.-tude c vigor
PABA TODg QCE FIZEREM L'ZO DAS ULU-
LAS ANTI DYSPlPTICAS E EEGCLADOKAS
DO VENT8E.
Preparadas por Bartholomeu &. C*.
Estas pilulas, cuja fontula nos foi con-
fiada pelo distincto ciinico desta cidade, o
Illm. Sr. Dr. Carneiro da Cunha, sio ap-
plicada8 com o melhor xito tontr.i a fra-
queza do estomago, pris?0 de veDtre, en-
gorgitaraento do figndo e bajo, enemia,
tonteiras hemorrhoidacs, etc. et:. Ella
n3o caBsarn o menor vcxnrce ou dor no
estomago, prorluzindo sua ace;3o operativa
branda e suavemente.
NSo prestara ai> forjas, nem abateru o
espirito, antes pelo contrario do alent,
desenvolvem o apetite, d2o maior vigor e
r^stituem aos docT.tes sur jas, conconeodo assim para o completo
restabelecimento da saude.
DEPaiTa
EM SUA PHARMACIA
PITA I-\EGA DO BOSTABIO K. 34.
GRSZA LflCTE CREME ORIZA ORIZA VELOUTE
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OS PRODUCTOS OA PERFUMARA ORIZA L1EGRAN0.
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lis HirlcalM. \ i snavisat so in perloiu.
IAS M IMITA OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA
tem attlngir ao seu grau de delicadeza e perlelcAo.
A apparencta exirior oes tas inutarScs sendo idntica aos t'erd- <
deiros Producto Oiita, os coasuniMidores devero se
precaoer contra este commercio illicilo e considerar como
wv coHtraracco Qualquer producto de qualidade inferior J>^
4^ vendido por catas pouco honradas. ^^
4 ^mmiMiidMiMnniiflMte O
fmea do Catalogo illuatrado & pedido franqueado.
Aos l.000:000$000
200:000*000
100:000^000
IIIII I! M
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA. D
i a 15 ile
l
0 thesoureiroFrancisco Goncalvcs Torres
PERNAMBUCO
l
wamtiw fs mu M\wxt&jLBm\w%si&
COLLARES fiOTER
leoteo>Mafn*UeM
'i iluei mtifmot e teatifit" chaira u
DUoi
OONVUZ.8ES
i tai turnia i ibr^ lis tuifis
"OC0LLARE8 Rf"^Pi,cunhe(Jos ka mais
I Je 25 anuos, si oa nicos que prcn:-er:'o
lie^lraenUaj creanoasUs CONVULSCES.
' ajwUuto ao mttmo tempo 0 detuvo*-
Para evitar ar raWricaseM aa latagOes, exija-zc .>
THESOURARA
t
DAS
m
mm
Acha-sc venda a 12a parte da Ia lotera a
beneficio da Santa Casa de Misericordia do
Rccifcquese extraltir quinta-feira, 2 de De-
zembro as 4 horas pelo seguinte
24,000 bilhetes a 16^000
Beneficio, sello e coromis-
8ao......
4:000000
A LA REINE DE!S FLE'IRS
I. T. PIVERjm PARS
Mascotte
PERFUME POP.TE-BONHEUR
Extracto d* Corylopsis do J'apo]
PERFUMES EXQUISITOS :
Bouquet Zamora Anona da Bengaie
Cyelcnia de Chine
Stephania d Australia
Helotrope blanc Gardenia
fiouqcet de 1'Amiti White Rose cf Kezanlik Polylor oriental |
Brise do Mica Boaquot e Heine des Pros, ote.
essencia: ioncentoasTt) qualidade extra
"apositos as principaes Perluaiarias, Pharuiacias o CabeUcreiros aa Amano.
centena era que s.ilnr
o terceiro premio
Approxira h 9 o e s do
2:0000000 para o pri-
meiro premio
Ditas do 1:000^000
para o segundo premio
Ditos do 500000 para
o terceiro' premio .
4:00c?000 2,400 premios de 200000
69:0600000 2
___ 1
314:9400000
-------------------2
100:CC'\>000,
3O:OGv03OO; 2
10:0000000',
5:9400000
4:0000000
2:OOO0OCO
1-.3OO0OLO
14:0000000,
10:0000000
8:0000000
19:'J(O0OOO
para tocios os a!gari3 -
rao8 finaes do primiro
preruio .
2,400 Premios de 20000!
para todus os aigsris-
ruc8 fina'.'B do segundo
premio .
1 Premio de..
1 Dito da ... .
1 Dito de ... .
1 Dito do ... .
7 Ditos de 2:0000000; .
10 Ditos de 1:0000000 .
16 Dito de 5000000 .
99 Ditos de 2000000 para
a centena em quo sahir
o primeiro premio
99 Ditos de 1000000 para
a centena cm que sa-
hir o segundo premio
99 Ditos de 600000 para
Casona tenuinacao do segundo promio sc-ja igual a do primeifo passar ao 1-
ffmero immediatamente superior
Esta lotera vide se em 20 partea e os biievs on vig-ssimos de 800 ris
cada um,
Os premios naiores de 2OU0OOO em cada p:irt eslSo 8u|eos ao imposto pro-
vin.ial de 15[0 e 5[0 ndd'cional sobro o referido imposto.
EXTRAI.9AO PELA MACHINA FICHET
Thenouraria das loterins, 25 de Novembro do 1886.
Augusto Octaviano de Souza.
Thesoureiro i
9:9000000 5,140 Preaos
4S:OOO0OO
48:0000000
3! 4:910 000
Criado
Precisa-se de um criado
triada
de 12 15 anoes lie : preci8a.8e de urna criada para cuidar e andar
idade que sa.ba )er e escrever alguma cousa, e com um menin0 de doU8 HnnoB a tratar ua
que dcoabeemeoto de sua conducta ; na ra tra dli de jao dt Batro8 8ta n. 27.
bom Jess n. 28. __________
/
Portas e janella
Criado
No escriptori < deste Disriose dir qnem precisa
comprar 2 portas de 12 1|2 palmos de altura e
(3 janellas de 8 palmos, tu Jo de louro ou amurillo.
t
Costurara
Paga-re muito bem a urna costureira que saiba
fazer vestidos por figurioo ; a tratar na ra do
Imperador n. 45, 1- andar.
Aluga-se a casa tita na travessa do Corpo San-
to n. 16, eom urna boa aru:ae;:lo < nvidrayad, faz
se qualquer negocio ; a tratar na ra de Maris e
Barros u. 14, armazem ds fumes.
Precisa-sc (ie um criado para casa de familia,
dando se preferencia a eecravo ; no caes da Com-
panhia 11. 2.
Aliaran
Vende-se urna armayao de imarelln, eavidraca-
da, por mdico pceo : a tratar na rna do Mar-
ques de Olinda n. 24.
Atten^o
! O abaixn assignado fas sciente ao pub'ico que
uingu-m faca negocio com seu genro Francisco
Josc e Lima, com as casas e terreno bitas roa
da Barra, na cidade da Escada : e fas e^ta de-
claraca para editar qui-stoes futuras.
Escuda, 95 de Novembro de 1886-
Leccadij Alejandre da Silva.
PERFUMARA
PARIZ
Sgredo da Juventue
LAFERRIERE
PARIZ
Segredo da Juventude
AGUA LAFERRIERE M WPtk OLEO LAFERRIERE
Para a Toucad^r. EfjB Para os Cabellos.
POS LAFERRIERE '< vjr ESSENCIAS DIVERSAS
Para o Rosto. ^^B ^mr~ Para o Lento.
PRODUCTOS HYGIENICOS pan conservar a Belleza do Rosto e do Corpo.
Depositarios em Pernambuco: FRAN" M da SILVA i C t Bis principaes Perfumarlas e Cahellcreiro._______
Hotel hospedara Estrel-
la do Norte
At<
en^ao
Roga-se a quem pegou e queiri entri'gar, me-
diante urna gratifi.'scilo, um gatu grande, com os
signaes scgninfes : costa amarella o barriga bran-
ca, ps braneos, e acode pelo nome de Lobato ;
O preprietario deste hotel, tendo de r tirar-se cujo gato debappr.rectu do 2 andar do sobrado
para fra desta provincia por incommodo do sa- n. 10 da ra da Cruz do Recite.
de, vende o estabelecmonto cima indicado e por ^~"-----------------------------------------------------
preco cemmodo, o qual est fazendo b m negocie, ^VI \f\ fll la A t\
e neste genero um dos mais conhecidos estab- V^Cl Y Cl 1\J lili LcEUfJ
lecimeutoj, fauto aqui como tora desta provincia' Fortaram um cavullo rodado, andador de baixo
F B^'8f i"" me8B>' rUH S'U" "' 8' a meio' 6rande' do lnear' de Qociraadas de Bom-
Uiogoeta). jardim ; pede-se a quem o apprebender ou delle
tiver noticia, o faver de participar-me no supra-
dito lugar, que ser recompensado.
Jos Rosa Lima de Acular.
Ao coiiiierc o
Gotta, Rheumatismo, Dores
SoLugo do Doutor Clin
Laureado da Faculdade de Medicina de Pars. Premio l/ontyon.
A Verdadeira Solugo CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As AffecQoes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as Vezes que necessarlo calmar os
soffrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Soluco CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
t3 Um eiplicaeio detalhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Solucao de LIN & Gie, de PARS, que se enoontra em
^^^^^^^^^^^^^cas^doi Droguistas e Pharmaceuticos. u
Os abaixo a.ssignados participam ao resp. ilavel
corpo cimojercial desta prae;a, que venderam o
seu estabeleciaicnto, sito ra do Vi6Conde de
Inhauma n. 31, ans Srs. ?ousa Puntes; C, fi-
cando os nvsuii.a obrigadus pela activo' a passiro
do mesmo e us drsonerados para com o mesmo
estabjtlecimen te>.
Rcife 25 de Novembro de 1886.
Vasconcellos iS( C.
Vende-se
Oestabelecimento de molbados sito ra deD.
Maria Cesar n. 9, proprio para principiante por
disper do poucos fundos, eu admitte-se um socio
cem capital, o motivo o dono precisar de reti-
rai-se por incommodo de sade.
Tiar 1 Mana
PARA TINGIR A
barba e os cabellos
Cozinlicira
Precisa-se de una ama para
cazinhar; no 3 andar da ra
Duque de Caxlas n. 42, f or ciuia
da 'vpographia do Diario.
Pastillias vcrinilugas
de Hcring
o melbor especifico contra vi mies : deposito cen-
tral em casa de Fria Sobrinho & C, ra do Mr-
quez Olinda n. 41,
Ao commercio
Antonio Martins Gon es, avia ao corpo cem-
mercial desta preco, e a quem mais possa interes-
Bar, que uesta data con prou ao Sr. Francelino
Barbeen de Oliveira, seu estabelecimento, sito
ra Vidal de Negreircs n. 2, livre e deseinbara-
cado de quulquer onus, cujo estrtbjlecim ntogjra-
va sob a firma de Oiveira & C., e se nlgutm se
julijar credor do mesmo queira apresentar suas
ccntaB no craso de 8 das a contar da data deste,
ra do Nogueira n. 1.
Recifo, 24 do Novembro de 1886.
MEDICAMNTOS FUNDAS E TINTAS JE
TODAS AS QUALIDADES
PHARMAeEUTIQOS^
Imam
sr m -'
51, Ra do Dupe de Caxias,5 7.
16,600 RECOMPENSA NACIONAL 16,600
3S CHIMICO-PHARMACEUTICOS E,
ESPECIALIDADES OO'fAll
ELIXIR VINOSO
A Quina-Laroche contem todos os
principios da quina, tem um gosto muito
agradavel, e superior aos outros vinhos
e xaropes de quina; contra o desca-
menlo das /oreas e da energa, as affecedes
do estomago, as febres inveteradas, etc.
S FERRUGINOSO
a feliz combinacao de um sal de ferro
com a quina. E' recommendado contra
a pobreza do sangue a Moro-anemia, as
eonseguencias do parto, etc.
Pars, 32, ru Drouot, e as principaes Pharmaclas do Mundo.
commercio
^^^^^^^^^^^^^^^^S^T^^TTTT^T^T^T^Ti
GOTTAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL THOMPSON
Aa Cnraa mais incspoiuJas sao dcr;das a cst.^ PRECIOSO MEDI-
CAMENTO, reparador por elocuencia Jo tojas a- p?r,la< eip.'riraitadu
pelo organismo consequenlc a EXCESSOS de PRAZERES.
, ata Ootta dio vior aos orgaos eiuaei dos dous sexo : curio iufallnelmento todas at alleccei
deaoninadu ESGOTAMENTO. taes como Impotonoia, Espermatorrhia. Pardo samlnaea, etc.
O Frasoo S Francos (em. Franoa.) y? t
rodo frasoo oue nio Irouitr a Marca dt Fabrica rtgiitrada a aninatora,_^y^ 0*'oe raortosat
dar aer rigorosamente recusado. ^j^r-^ dt,t*
haxmacla OXZ.XW, rna Koctaecbonart, aa. i^s Predi/oto.
Depositarios em Pernambuco : FRAN" M. da SILVA A O".
^^^^^^^^^^.^q^.^^.^^^^,^^^^^
*
*
Os abaixo assignados declsram que de euas
transaccoes s4o es nicos rospoeisaveis pelos d-
bitos contrubidos em sua tiruia, e nao se enten-
dendo com o annuncio que fiz o Sr. Antonio Mar-
tina Gomes, visto ser a casa n. 2 da ra Vidal de
Negreiroa filial a do n. 21 dau.etin* ra.
Oliv.ira & C.
DISCOBttTi
no mus,
Ama
Precisa-se de urna ama para eosiubar cm casa
de familia ; a ralar ua ra Duque do Cuxias n.
85, loja.
Vende-se
Pr* *5LRY
Vende-se em toda i parta
2 cofres ptera de fjg> Mners, 1 carteira e 1
piano, tudo novo; u* rui do Bario da Victoria
u. 35, andar terreo.
\
MEDALHA DE HONRA
0 OLEO CHEYRIER .
deilatsctido pe/o Alcatrao,
tnico bJMmieo, o qut muito
tugmnU ti pf9prh4sa do .
0 OLEO de FIGADO
DE ECUAO FERRUGINOSO
4 l hiIcm prtptraclo que permit
tdMin/itrtr o Ferro nm pro.
diizir Priaio de Ventre, nem
Incommodo.
DBOSITO pril aa FUE
21 naaeFaiuV-lontajrtr.Jl
DIPLOMA DE HONRA]
.RAN'CQ.LOIRQ
d ALCWR^
v" l>r A H--TVJ *^
*,.! Ori~ i> '"^
aaceiTADo pob todas as
Crleoridadcs Mdicas |
DA nUDCa E DA ELHOPA
MOLESTIAS DO PEITO,
AFFECQflES ESCROFULOSAS I
CHLCROSIS,
ANEMIA, DEBI0AOE,
TSICA PULMONAR,
BRONCHITES, RACHITISIfO
Vinho de Coca
DEPSITOS KM TODAS AS PniNClPAKS I'HARMA-CIAS DO BBAZIl


1



it

,






Diario de PernambueoOoaringo 28 de Novembro de S86
TEHDAS
Padaria
Vende-se um cylindro americano, por barato
preco : a tratar no aminho Novo n. 91. _______
A fevoluQo
IHL. 481
A' ra Duque de Casias, resolveu vender
os seguintes artigos com 25 % de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Zephiroa fino, lindos padrSes, a 500 rs. o covado
Las de qnadroa, a 400 ris o covado.
Ditas lavradas a 400 res o dito.
Ditas com bolinba a 500 e 600 ria o dito.
Ditaa coia Hstrinhas de seda a 560 ris o dito.
Ditas mescladas de seda a 7(10 ris u dito.
Cachemira de cor a 900 e 1*200 o dito.
Dita, pretaa a 1*200, IfOO e 2*000 o dito.
Ditas de eor bordada de seda a 1*500 o dito.
Linhos escosse^es a 240 rs. o corado.
Zephiroa de quadriohoa e lisos a 200 ris o co -
vado.
Linhos lisos a 100 ris o ovado,
Setim maco % 800 e 1*200 o dito.
Dito damaas a 320 re. o dito.
Setinetaa de quadrinhcs a 320, rs. o dito.
Ditaa escocesas a 440 rs o dito.
Ditas matizadas a 360 rs. o dito.
Cretones finissimos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Chitas escuras c claras 240, 280, 300 e 320 ri
o covado.
Nansuc finas a 300 ris o dito.
Enxovaes para baptisado de 9*000 um.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Seda crua a 800 rs. o covado.
Colchas brancas a 1*500, e 1*800 nmi.
Cobertaa de ganga a 2*800 urna.
Fecbs prateados a 2*bOQ e 3*000 um.
Ditas, de pelussia a 6*0 10 um.
Ditos de la a 1*000, 2*000, 3*000, 3*500 4*00u,
e 5*000 um.
Panno preto fino a 1*000 o covado.
Cortea da casemira a 3*000, 5*000 6*O0(
om.
Crep para eoberta a 1*000 o covado.
Cretone para eoberta a 400, 500 rs. o covado.
Lencoes a 1*800 um.
Bramante de linho a 2*000 a vara-
Dito de algodao a 1*800 a dita.
Dito de 3 larguras a 900 ris a dita.
Panno da costa a 1*400 e 1*00 o e^ado.
Dito adamascado a 1*800 o dito.
Espartilhos de ciaraga a 4*000, f 000, 5*500,
6*000 e 7*500 nm. _____
CfwlMisSum bordados a 6*500, 7*500 e 9*000 o
par.
Ditos de crochet a 24*000 o par. ,
Lencos de 1*200 a 2*000 a duzia.
Velludilbos lisos e lavrados a l*iue i#Jw o
cevado.
Anquinbas a 1 *800 rs. ums,
Panno de crochet para cadeiras e sota a 1 *000,
1*200, 1*600 e 2*000 nm.
llenriqtie da Suva Morera.
Pinlio de Riga
Acaba de chegar pelo bngue Atalanta um com-
pleto sortimento de pinho de tiga da melhor qoa-
lidade e de diversas dimensoes, como sejam:
4 X 13
4X9
3 X 12
3 X 11
3X9
2 X lfl
e tabeas da mesma madeira de 1 e 1 1/2 polle-
gadas.
Vendem MATHUES AUSTIN &, C, ra do
Commorcio n. 18, 1 andar, ou no caes do Apollo
51,n. por precos com modos.
Cocheira venda
Vende-se urna cocheira com bons carros de
passeio, brm locatisada e afreguecadi., por preco
muito mdico, em raa&o de sen dono nSo poder ad-
ministrar por ter de faier urna viagem : os pre-
tendentcs acharao com quem tratar ra Duque
de Caiias n. 47.
Cabriolet
Vende-se um eabriolet em pereito estado ; na
cocheira ra da Roda n. 45, por medico preco.
Vende se
um telheiro de sinco o um moinho de pedra do
Por:o para moer milho. urna masseira, ama ten-
dedeira, um torno de forro, urna bomba espirante,
urna porco de made>ra para cocheira e um balco,
tudo barato ; no largo da Santa Crus n. 16.
Tceidos de linho
A 500 rs. O rovado
Na leja da ra da Ioip-ratris n. 3S, vende se
am bonito sortimento de razendas de Iinh3 para
vestidos, tendo largura de chito franeeea, com
omito bonitas cores e palminhas bordadas, pe-
enincha a 500 reie o covado, na loja de Pereira da
Silva.____________________________
Serrara a vapor
Caes do CapSbarlbo a. 98
N'esta serrara cncontrarao os senbores fregue-
ses, um grande sortimento de pinho dj resina de
einco a des metros de comprimen e de 0,08 a
3,24 de esquadros Garante-ee preco mais como-
do do que em oura qualquer parte.
Francisco dar Santcs Macedo.
WHISKY
ROYAL BLEXD marca V1ADO
Este excellente Whisky Escesses preferivt
ao cognac ou agurdenle de canua, para fortifica-
o corpo.
Vende-se a retalho nos k> Ihc-ree armazens
BDolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADOcujo ne-
me e emblema silo registrados para todo o Braxi
B&OWNB 6 C, agentes__________
Vende-se
Eulnas seccas, em p ireoes, proprias para queimar
arcacas gu lastro para navios, por preco razoa-
vel : na ra da Praia n. 60, cfficiua demarcineiro
de Sr. Belchior Miguel dos Santos, se dir quem
Oleo para machinas
Em latas contendo cinco gales, a 9*000 ; ven-
de-se nos depsitos da fabrica Apollo.
| Para veuder
Com urgencia
Vende-ee urna taverna com bom sortimento, e
o motivo da venda se dir ao ermprador ; a tratar
na ra de Maris c Barres n. 8, cu na ra Impe-
rial n. 133.
Pianos
Vende-se douu pianos
na ra do Hospicio n. 3.
com pouco uso ; a tratar
A' Florida
Ra Vaque de Casias o. IOS
Chama-te a attencao das Exmaa. familias para
os procos seguintes :
Lavas de seda preta a 1*000*o par.
Cintos a 1*500.
Lavas de pellica por 2*500.
2 caixas de pupel e envelopes 800 rs.
Lavas de seds. cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios pra menino a 600 rs.
dem amer.canos para bomem a 3*.
Metas de Escossia para enanca a 240 rs. o par.
Fitos de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 2*, 3*, at 8*.
Ramcs de flores finas a 1*500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 el* o par.
Porta-retrate a 500 r., 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. nm.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnices de dem dem a 500 rs.
Anquinhas de 1*5M>, 2*, 2*5C0 e 3* uma.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca.
Pentes para coco com inscripcao.
Babadores com pintara e insenpeoes a 500 re.
Para toiet
Sabo de areia a 320 rs. um.
dem phemeado a 500 is. um.
dem alcatrSo a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem de alface a 1*000.
Agua celeste a 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Macacos de seda, a 100 rs.
Meias brancas para sen hora a 3* a duaia.
Estojos para crochet a .$006 rs.
Linhas para crochet cor de crcme 200 rs.
Linhas para crochi t de seda mesclada 300 rs.
BARBOSA & SANTOS
Lcitura para senhorap
Brolhes nikelados e dourados a 2*000.
Bonitos grampos dourados a 600 ris o maco.
Esplendido sortimento de galoes de vidnlbo.
Grande variedade de legues de sitim, a 4*000.
Frisadores americanos pata cabello a 3*li00 o
maco.
Setas de phantasia para cabello.
Bonita oollcoco de plisss a 400 ris.
Brineos, imitacao de bnlhantc, a 500 ris.
Aventara bordados para enancas a 2*000.
Chapeos de rusti e setim para enancas
Sapatos de merino e setim dem, idean.
Meias brancas e de cores, fio de Escocia.
Pomada de vozelina de diversas qualidades.
Sabonetes finos de vozelina e alface.
Extractos finos de Pinaud, Guerlain e Lubin.
Lindas* bolsas de cours e velludo.
Fecbs de la para senbora a 1*800.
Sapatos de casemira preta a 2*000.
Tesouras para costura, de 400 ris a 35000.
Pacotes de p de arres a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immensa variedade de baldes de phantasia.
E milhares de objectos preprios para tornar urna
senbora elegante, e inultos outros indispensaveis
para nao das familias, tudo por precos admiravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
Ra
do Crespo
Duarte & C.
D.
Grande reforma!!!...
DA.
COLONIA ISABEL
Terrenos em Jabaln
Vende-se terrenos muito bem situados, prximos
do rio e da tata cao do caminho de ierro; a tratar
no caes do Apollo n. 47, armazem.
Tiilii
Oleo esseneial de rosas
Champean para lavar a cabega
Vende ee na cabelleiraria ra larga do Ro-
sario n. 22. _______^___
pimo de nu;\
de 3X9, 4X9 e 3X12 ; vende-se na serrara a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dous de So-
rembro p. 6.
Vende -se urna armacao propria para pbarmacia
ou drogara ; a tratar na ra larga do Rosario
numero 34. ___________
Liquidado
Chpos modernos, palmas, plumss flori
ndo por preco mnit o barato.
Mine. Niquelina
plumss flores e fitas
as Cruzes n.
PARA
ACABAR
AU BOM MARCH
Rui Digna He Gilas i. 81.
Completo sortimento
metado de seu valor.
de fazendas
por
Aproveiiera!
1 HYGIENICOS para TOUCDOR da PELLE e para FAIER a BARBA %
gistes os mais noa do liando sao excallintes contra as Affeccoes ca.
da palle e as Picadas j**
DE MOSQUITOS. &
Oppondo-se a aeco dos Miasmas e Microbios do ar e das aguas S
siq uocessarlos contra as molestias contagiosas e epidmicas. JJ
LEASE a brochura explicativas
Exije-se a Marca de Fabrica A' mollasd p
TEMDE-SE El TODA A FUTE IAS DROGUERAS, PHARIAC1AS E PERFDIAB1AS
A. JOUBERT Su-moi. Pharmaceutico del'Classe S
8, Ra des Lombarda em PARIZ. 5.
2 MEDICIHAES e creme d. bareges p- fricces o bamhos I
CARNE1R DA CUISHA & C.
reden) as Exilias, leioras 5 minutos de alten ao para os se-
gantes artigos, alias baratissimos!
Bonitos sortimentoa de merinos de todas as cores, a 600 rs. o covado !
Linda escolha das roelhores cachemires, a 500, 600 e 700 rs. o dito !
dem idem de quadroa, novdade, duas larguras, a 1600 e 1)5800 o dito !
Setinetas de phantasia, a 400 e 500 rs. o dito !
Caxemires felpudas, duas larguras, a 10OOO o dito !
Limons com palmas de seda, a 800 rs. o dito !
Merinos pretos, desde 900 rs. a 25300, o dit I cor garantida.
L:ndos vestuarios de 15 para criancas. a 7500 fl 8(5000.
lii.as gnarnij'a de crochets para caileira e s< f, p >r 8(J000
Velludinhos de todas as crfts, a 1)J000 e ],J200 o covado !
Setins Maco, verdadeiro, a 800 e 1(5000 o dito !
Luvas de seda de todas as coras, a 2/5000 I
Leques de phanta.-a, a l^XX) e 1,5500 1
Meias para criancas, a 2(5500 a duzia t
EsguiSo para casaquinbos, a 4000 e 4(55000, dez jardas !
i ambraia branca bordada, a 6(5000 e 8)5000 a peca !
Actoalbados, bramantes para todos os pre$os ; algodSes, inadapu13s bara-
tissioios o rouit<)8 outros artigos que se liquidara por menos que om outras partea.
59 Ra Duque de Caxias 59
Realmente foi grande a qne se fez a* Loja dos
Barateiros.
ana da Imperalrlz n. 40
sao os nicos que tem as seguintes especia-
lidades IB...
Le alpacas, grande e importante sortimento,
e lindissimoa padres, o mais tino e apurado gosto
qne tem vindo, e por preco baratissimo, de 000 600,
700, 800 e UOOO.o covado, porm fino e bom !...
Quercm ver ?... aparecam !.'!...
Eirnat. aenhoras !!!...
Temos um lindissimo sortimento de failhe, que
a vista agrada a mais excepcional freguesa ; isto
por menos do que em outra qualquer casa ; s n.
4ft!....
Pois casta 600 rs. o covado.
Temos mais lindos sortimento de fu.toes a 500
rs. o covado.
Chitas finas, especialidad?, porque houve gasto
na escolha, e vende-se por 240, 280, 320, 360,400
e 500 rs. o covado, n. 40.
Tambem temos! !...
Lindos padrocs em baptista de 180 a 200 rs. o
covado.
Cambraia victoria e transparente finas e boaB
de 3^300 a 8000 a peca.
Bnm branco de linho spcciadade de l&OO a
3/500 a vara 6 pechincba !
Brim pardos lisos e trancados de 700 a l600a
vara, aproveitem festa! 1 !...
Mohsc-kim grande sortimento a vontade do fre-
quez, vende-se de 400 a 560 o covado, veaham !...
Sitiaetas I! 1... esplendido e importante sorti-
mento nesse art jgo, sendo brancas, pretas e de co-
res, lavradas e lizas, o que se pode desejar em bom,
vende so de 400 a 6t0 o covado.
Temos mais !!!...
Casemira de todas as qualidades e cores, e fa-
zemos costumes de 304 a 60*00, barato e em
covados de 2500, eonsa fina e que a todos agra-
dara, apptreean !
Acreditem ?...
Venham ver, para crer !!!...
MadapolSo de 1 qualidado de 4/500, 5/500,
6/&00, 7/500, 8/500 e 10/ a peca, e qut ha de
melhor.
AlgodSo de 3/5C0 a 7/500 e 8/000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e brancas de 800 a
1/800 e 2/000.
Colcha de lindos desenhos a 4/O0O, casta 6/000
em outras casas.
Panaos da costa do melhor que ha casta apenas
2/750, o metro, pechincha !
Bramante de linho a 1/800 a vara, 10 palmos,
para a cabar.
dem dealgndaoa 1/300, palmas tambem bom.
Algodao eotfestado, 10 palmos a 900 rs. o metro,
muito bom par* leuees. ^
Aliin das fazendas j mencionadas temos muNtSf
artigos de modas como seja, leques de fino gosto,
gravatas, colarinhos, punhos, meias etc. etc.
Alheiro &C.
RA DA IMPERATRIZ N. 40
Camisas nacionaes
A 500. 3*000e S/500
32=^ Loja roa da Imperatriz >= 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p-inbot 3 linho como de algodao, peloe
barato* p-e\os de 2/500, 3/ e 4/, sendo taxenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
milito mais bem fritas, por serem cortada* por
am bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda facer por encommendas, a vontade doE
freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3J. de Ferreira da Silva.
Ao32
At
Nova loja de fazer Jas
31
Ra da Impc
DE
FERREIRA DA Si^VA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
pjitavel publico nm variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem poi
precos baratissimos, assim como nm bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man
da fazer por encommendas, p r ter nm bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
easemiras e brins, etc
7/001
10/001
12/001
12/OOt
5Z50C
6/501
8/001
3/OOt
1/60
l/OUt
M-Bna da Imperatrlst
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abai
io mencionadas, que sao bar li i.iirsMi
Palitots pretos de finrgc. aiagonaes e
aoolchoados, sendo razndas muio en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordo muito
bem fritos e forrados
Ditos de dita, fasenda muito melhor
Ditos de flanella aznl sende inglesa ver-
dadera, e forrados
Calcas de gorgorao preio, acolchoado,
sendo fazenda muitc encornada
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem fritas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem fritas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de briso pardo a 2/, 2/500 e
Cerolaa de greguellas para homens,
sendo muito bem fritas a 1/200 e
ColletinhoB de greguella muito bem fritos
Assim como nm bom sortimento de lenco* d*
inho e de algodao, meias cruas c collarinhes, etc
to na loja oa roa da Imperatriz n. 3i
Aea. etinetasi e Ixlnbasj 6
r. o ovado
Na loja da roa da Impesatriz n. 82, vikde- ,
um grande sortimento' de fnstdes brancoa a 50*
rs. o covado, laxinhas lavradas de furta-corei.
fe senda bonita para vestidos a 600 rs. o covadt,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a
core, a 500 rs. ixovado, pechincha : na loj.
do Pereira da Silva!
aisjodaoEiniio francs para lence*
SOOrn.. I* e l*tOO
Na loja da ra da Impcratris n. 32, vende-si
superiores algodosinhos francozes com 8, 9 e 11
palmos de largura, proprios para lencoes de un
a<5 panno pelo barato preco de 900 rs. e 1/000 i
metro, e dito franjado pa-a toalhas a 1/280, ai
sim como superior bramante de quatro largurai
para lencoes, a 1/500 o metro, barato na loja
da Pereira da Silva.
>ara meninos
A 4#," ll&OA e tf
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, a
vende um variado sortimento de vestaarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nha curta, fritos de brim pardo, a 4/000, dito
de moleiquim a 4/500 e ditos de gorgorito preto I
emitando casemira, a 6/, sao muito baratos ; n*
loja do Pereira da 8ilva. I
1886
EXTRACQO SEMANAL
4.a parte da 24.a lotera
CORRE
No da 1 de Dezemko de
Iutransferivcl! Inraiisftriv$l!
PORTADOR DE UM VIGE^MO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:006$200
Esta lotera est garantida, alem da fianza, por um deposita
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
de cada serie.
BILHETES A' VENDA
0
A
ha.
RODA DA FORTUNA
36-Ra Larga do Rosario36
Bernardina Lopes Alheiro.
EXTRACQO
4/ serie da 24 lotera que se extrahir naigreja da Conceicao dos Militares
EM 1 DE DEZEMBRO
x
SOB O SEGINTE
PE- A MO
PARA EXTRACCO DE LOTERAS NESTA PROVINCIA
DA
800:000l|
H8:8oo
1
i
i
i
1
9
23
premio de.
dito de .
dito de .
dito de .
dito de .
ditos de .
ditos de .
COLONIA ISABEL
CONCEDIDAS PElilO PAOVfHGUU-1.124?, E fflflIlO PELO FXM. ^.R- VICE PflEStDENTE
POR ACTO O l DE SETEMBBO DE
4o,ooo b leles em vigsimos l$ooo .
Despezas ........... _____
68T2oej
240:000*
40:000*
20:000*
10:0001
5:000*
18:000*
23:000*
40:000*
1:000*
1:000*
39:600*
19:800*
9:900*
8:000
8:000*
4:00ft|.
2:200*
i.im
96:000*
96:0001
681:200*
Esta lotera ser dividida em 20 series de 4,000 dezenas. Quando as terminac5es do 1." e 2. premios foren?
iguaes, a d'este passar ao algarisoio immedialamente superior. De9 passa a 0ejle 0a1. Os premios sai
pagos sem descont algum, /^
0 premio grande de cada serie acha-se garantido por um deposito equivalente e igual quantia no
Rural do Rio de Janeiro.
24 de Novembro de 1886.
OTHESAUREIRO,
Francisco Gomcalves Torres,
2:1
1:1
400 ditos de 100$ para todas as centenas, cujos dous algarismos
forem iguaes aos dous ltimos do primeiro premio inciusive
1 dito de 1:000* para a sorte, cujo numero na exlracco for mais alto
1 dito de 1:000* para a sorte, cujo numero for mais baiso
99 ditos de 400* para toda a centena do Io premio.
99 ditos de 200* idem idem do 2 premi
99 ditos de 100* idem idem do 3o premio
2 apps. de 4:000* para o Io premio
2 ditas de 3:000* para o 2o dito
2 ditas de 2:000* para o 3o dito T
2 ditas de fclOO* para o 4o dito
2 ditas de 850* para o 5o dito
4,000 terminarles de 24* para o Io premio inclusive
4,000 terminacoe8 de 24* para o 2o premio inclusive
/

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1
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MMaMBsssttaMBI
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8
iario de Pernambuco- Domingo 2S de Novembro de 1836
UTTRATUR

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r
CASAMENTO II REVOLVER
POR
.TULES JtfARY
-)()(-
(ContiouaySo)
X
Ein sua perigosa descida, a joven tinha
despedayado o vestido e deixado pelas pe
dras que lhe baviaoi servido de escada,
rouitos pedamos de fazenda ; a pared ar-
ranhada, desde o escada at o t-dbado da
cocheira, disera o resto.. .
Foi este indicio quo a trahio...
Quando descobriram qua Gabriella se
tinha refugiado era casa do Mourad, ti-
veram um momento le assooibro; a au-
dacia de Rouquim, que havia oseolhido
aquella casa para nella e:onler a joven,
dizendo coms:go qua seria aquelle o ulti-
mo lugar onde Mourad ira procural-a
6SM audacia era justamente o que aca-
bava do perdel-os.
Da ficto, nSo havia duvida que Mou-
rad interrogara a moya e qua esta lhe con-
tara que tinha sido raptada; dira sen
nome o Mourad reconhece'.-a-hia como a
hriejx*da fortuan do velbo Bertara.. .
O quo faremos para obrigal-a a sa-
bir do palacio?
Tal era a i !i fixa quo lhes oceupava o
espirito havia alguns das, sem quo tivas-
sem encontrado expediente algum ; e ora
nisso que pensavam ainda, quando La
Guyana veio, a toda pressa, procural-os.
D m rae attenySo, disse elle; ha no
vidade. Nao lhes coutei o que me aconte -
cu urna noite destas no CanhUo de Mar-
celha, porque julguei qae isso nao podia
interessal-os. Enguei rae, porem,
Em poucas palavras pl-os ao crrente
do que se havia prs3ado, e, antes, que ti-
vasse concluido, j Norberto tinha adivi-
nhado quaes erara os tres prsonagens quo
tinham estado uaquella noite no botcquim
da Bigarreau.
Valentira, Trompe-:'(El e o clowa 1
... murmurou elle. Vales ti m Bim razito
tinha eu quando desconfiara dessa rapaz.
Ah desgragaJo delle, se o tirno a en-
contrar no meu camiuho !
Ainda nao tudo, prosegu o La
Guyana... qae falla va cora difficuliade,
por causa do ferimento ; nSo, ulo tudo.
Tornamos a ver os trea homens, lia pouco,
na casa da avenida... Louffrd quasi que
foi degolado pelo pequeo, como so fosse
um camtirona adega Iara procurarGa-
briella que felizraonte j l nao estava,
sem o que nos teamos visto em apuros.
Como foi qua Louffari conseguio li
vrar-se?
Indicando lhes a cjs.i de Rousse-
bois, na ra das Pyramides...
Rouquim oihou para La Guyana c fra-
mente, claramente -
Tanto vo c como Liufarl, ha alguns
das qua nSo fazem senilo tolices. Nao sei
porqn nSo 03 d'sspadayo. .. Eases tres
horneas entraran) na casa... a l nSo
deviam ter sabido !
Norberto tremeceu.
Muitas vez's, a calma terrivel do seu
cumplice assustavao.
Rouquim nao lhe deu attenySo.
La Guyana retirara-se, resmungwlo
algumas desculpas.
J tinha chegado ao limiar da porta,
quando Rouquim tornou & charaal-o.
Havia tirado do bolso una revolver car-
regado e apontava-o para o bandido.
Eu disse a Louffard que lhe taria sal
tar os milos se ella nao encontrasse a pe-
quena. .. Lembras-te disso 1 Estavas pre-
sente.
Lemtro-ro'", sim responden o mis,
ravel. tremendo.
Pois bem, digc-te o mes do que diue
a Louff rd. Agora podes retirar-te !
Quando ficaram sos, Norberto disse em
voz baixa :
Creio que achei o meio de tudo re-
mediar.
Falle, qual ?
Primeiramente, diga>mo tera alguma
esperanya de tornar a apoderar-se d Ga-
briella ?
Nenliuma. Para isso seria preciso
r.ttrahil-a fra do palacio, a Mourad nSo a
deixar sabir sam mandar acompanhal-a.
Por segrate, devemos arriscar tu
do. .. Eis o que prop.inho. Valentim
uiuito ciumento.. seu ciurae pode ser-nos
til... Vai ver. ..
Sentou si a urna escrivaninha eescreveu
rpidamente algumas linhas, quo Rouquin
leu por cima de seus hombros.
Um amigo, quo deseja conservar-se
incgnito, previne ao Sr. Valentira que
intil procurar aquella quo ama na casa de
Roussebois .. No l que ella se ach,
mas no palacio Mourad, onde o Sr. Valen-
tim ter occasiSo de verificar por si a in
constancia das mulheres e qua nSo se deve
ligar demasiada impirtanciaaos juramentos
que as moyas proferem !
Coraprehendo, dise Rouquim. Vai
manlar esta carta ra d'Allemagne ;
Valentim cncontra a, corre casa de
Mourad, com o qual faz una scenr, re-
clama Gabriella... e...
E s o acaso poderia dizer-nos o que
dahi seguir-se-ha: mas como sempre
preciso dirigir o acaso, acho bora, Rou-
quim, quo mando postar quatro ou cin
co dos seus m iis robustos agentes, as
iramediayoes do palacio Mourad, cora or-
dem de estarara alerta, dia e noite. Tanto
o clown, como Tromp-l'eOZil nao deixarSo
de acornpanhar Valentim. Sao valentes.
Tal vez haja sangue.
Nao tenha cuidado. Incumbome de
tudo.
Ura quarto de hura depois, a carta ti-
nha sido levada ra d'Allemagne por
um moyo do recados.
Trompe-l'GLil, Augusto e Valentn!, con-
forme a indicaySo dada por Louffard, na
adega, tinham ido ra das Pyrarailea n.
4 e pedido para fallar ao Sr. Roussebois.
Este era um procurador ao servyo de
Rouquin, no tinha na ra das Pyraraides
senSo o escriptorio o mora va no campo.
Tiveram qua resignar-so a esperar at
o dia soguinte.
Os tres amigos voltaram, portanto, para
a ra d'Allemagno e separaram s, com
binando encontrarse na raanhil seguinta.
Valentira, ao entrar em casa, ac.hou a
carta de Norberto o leua-a quando chegou
ao pequeo aposento que oceupava as
aguas furtadas.
A principio no a entendeu bem ; tor-
nou a lel-a e soltou urna cxclamaySo aba-
fada.
Cahio lhe das roSis o papel; passou lhe
pelos olhos urna n uvem o sentou-se des-
fallecido, apartan! o a fon te cora os dedos
crispados.
Gabriella Gabriella raurmuron
elle, te esqueeste de mira 1
Leiam 1 disse-lhes o joven.
Lerara o carato arabos paludos... Au-
gusto mordeu os labios.
Pois entSo, j que ost com o aman-
te, disse elle com colera, bou da parecer
que nSo vale a pena arriscar a pella por
por essa delambida 11...
Velentim cstendeu-lhes tristemente as
raaos :
Tm razSo, meus amigos, irei sosi-
nho. Adtus.
Sosinbo ? E para onde, se faz fa
vor ?
Palacio Mourad I Quero ver rsse hc-
mcm... losultal-o-hei, bater-lhe-hei no
rosto.. Quero tornar a ver Gabriella pa-
ra lanyar-lhe em rosto sua cobarda, bu
abandono.
Pois, aessa caso, asompanhal-o-ho
mos, disse Augusto. Talvez baja tambora
ura respiradouro no palacio Mourad...
Alera disso n3o se me d.de dizer duas
palavras a Gabriella.. .
Meia hora depois, tocavam a campainha
no palacio e o armenio, tendo consultado o
aran, tinha aberto o portao.
Mourad estava deitado sobro urna pilha
de tapetes da Porsia, com o cotovello apoia-
do sobro coxins borJados de parolas ver-
dadeiras, que forraavara os mais capricho-
sos arabescos; sentou so quando viu os
tres hornees e n de sorpreza...
Sao amigos dj Mlle. Gabriella Ber-
tara ? perguntou elle.
Valontm adiantou se para elle,
olhos brilbantes, os labios brancos.
E o senhor, disso elle, quera
nhor ?. ..
Nao lh'o disserara, urna ve.z, que est
cm mioha casa ?
Valentira amarrotou-com as m5os a car-
ta, escripta por Norberto, e, antes que
Trompe-l'Eil e Augusto tivessem tido tem-
po de impodil-o, atirou-a ao rosto de Mou-
rad
A -arta cahu sobre os coxins.
Est! disso Valentira, leia... leia de-
pressa... e quando souber que eu amo Ga-
briella. .. comprehender tudo!
Mourad, ao recobtr o insulto, levanto'?-
se de ura salto e apoderou-se do ura peque-
o punhal egypcio, suspenso parede. por
cima do divn...
Estava borrivelmento paludo.
Entretanto te ve a forja de conter se.
Desdobrou a carta o leu-a.
Em um segundo coraprebendeu tudo c
desappareceu-lho a colera.
Aquelle joven tambem a ama va I...
Atirou o punhal para cima do divn e
olhcu detidaraente para Valentim.
Engaarara-n'o, disse elle.. E' ver-
dada que Gabriella est em minha casa...
mas, em vez de tel-a raptado, como o se-
nhor parare acredtalo, salvei-a das nioe
dos que pretendiam roubar-lho a honra a
talvez a vida... E' provavel que ignore
qua cobicam-lhe a fortuna... porque ella
rica... muito rica...
Rica, porque tem dez dedos para
trab; lhar I diese Valentim.
Engaase novamente. Mlle. Ga-
cora os
u o sa-
Jure me que a carta que aqu me
trouxe, sta carta que atirei-lhe ao rosto,
mente quanio diz que Gabriella e que o
senhar. .. seu amante !
E' preciso que nunca tenha amado
essa moga para acreditar que ella seja mi-
nha amante... Arao-o. verdade...
desdo o dia em que a trouxe para casa,
meio morta de susto, de cansaoo e de fo-
me.
Araa-a !... Meu D us, eis o qua eu
temia, murmurou Valentira... E disso-
lh'o?... Gabriella tambera ?... Como
poderia deixar di s;r assim ?...
Mourad no r.-spoud:u.. .
Comprima o boto de urna campan'na
elctrica e appareceu logo Azep.
Mourad disse-lhe alguma3 palavras em.
urna lngua cstrangera.
O criado sahiu iramediamente.
Alguns minutos depois, voltou paludo,
conteruado.
Azep o Mourad trocaram rpidamente
algumas palavras.
Mourad luvantou-sa bruscamente sem
poder conter urna exclamacao abafada; do
pois langou um olhar assu'ado pa.ra os qu3
all estavam.
A' noite passa la, Gabriella ainda es-
tava em minha casa...disse elle cora
voz alterada, procurando ora vito dominar
a emocito queopprimia o e agora acabam
ie I zar-rae quo ella sahiu do palacio esta
manhS, de madrugada !...
Ora adeus disse Valentim ; est
incntindo !
Sim, isso nao natural, murmurou
,Tompe-l'(Eil.
Vai ser preciso talvez dar um busca,
como fizamos na casa do Roussebois, disse
Augusto, olhando ao re lor 1...
Mas Mourad estava tao acabrunhado que
nada ouvio.
~ Partu... sosinha... porque ?. sa-
hiu sem ver-rae... partiu, quando hon
tera ainda me dizia : i Sim, amo-o! .. At
amaraba Porque ter partido ?
Esquecia-so da Valentira e dos outroB.
Azep tornou a entrar nesse momento, e
dirgindo-se ao amo, desta vez em francez:
Senhor, a moya franceza deixou no
quarto esta carta, que lhe enderezada. ..
E apreoentou-lhe um papel, em que
Mourad pegou tremendo e percorreu com
um olhar.
Quando acabou de Ier, passou a mao
pela fronte, foi obrigado a snntar-se c fi-
cou iraraovel, silencioso, com os olhos fe-
chado?
Sujcsrnocao era tao visivel qua Trom -
pe-l'OEilT" Augusto e Valentira, incrdulos
a principio, ficaram afinal mpressionadas.
Aqu tem 1 dissa Mourad a Valentim...
Gabriella ama-o... E' muito feliz. .. eu da-
ra minha fortuna por seraelhante felici la-
de I.. .
E Valentim, perturbado, lia a meia voz :
Per.1e-me 1... araei antes Je co-
nbecelo... Fujo para conservar-mo fiel
ao meu amor. .
E o bilhete estava assignalo p.lo nome
querido de Gabriella, era a letra de Ga-
Nao lhe veio, nm instante sequer,
idea de que o podiarn engaar.
E' qua a^abava de lerabrar-se, justa-
mente, lendo aquellas linhas, da carta que
tinha sido levada ra d'Allemague| na
noite do rapto, e na qual a joven pedia
perdSo ao pai por abandnalo para seguir
o amante I
Assim, balbuciava elle, era verdade
o que ella dizia naquella noite ?. -g Jul
guei que era letra de outra pessoa... era
della... Era verdade o que escrevia :
Amo a um hornera... e deixo-o, meu
pai, para seguir a quera ame !... E mais
forte do que a minha vontade... amo-o.
Sim, tra verdade 1 Zombava de mino,
era ambiciosa e garrida, escolben outro
mais rico !
NSo dormiu e, assim qua amanheceu
levantou-se e foi procurar Trompe l'OZ'.l, e
Augusto.
FOLHETIH
0 OORCUNM
POR
PAULO TVAL
PRIMEIRA PARTE
OS SIE5TF.ES CASIAS
(Continuado do n. 272)
IV
O bote de >>ver*
Era Lagardre, o bello Lagardre, o al"
goz dos coraySes.
Estavam all dezeaeis mestres d'armas
que nem ao menos ousavam tirar as espa-
das das bainhas, dezesis espadacbins con-
tra um mancebo de dezoito aanos que sor-
na, com os bra.oj cruzados sobre o peito.
Mas era Lagardre !
Cocardasse tinha razio, e Passepoil tam-
bem ; ricavam arabos muito abaixo da ver-
dade. Por mais que elogiassem o seu do-
lo, nunca diriara bastante. Era a mocida-
de que attrahe e saduz, a mocdade que
nem a fortuna conquistada, nem o genio
pairando sobro o vulgo ajoelhado pode res-
gatar ; a raocidada na sua altiva e divina
"^,-OBJ cure dos seus cabellos anelia-
dos, com O^sorriso nos labios, com a cham-
ma vencedor nos olhos !
Oiz-se mutas veifia : toda a gente
moya um. vez as vija. Para qua pois
cantar t2o alto esta gloria que todos tra ?
Henrique de LagardrV era de urna es-
tatura um pouco cima da m\dia. NSo era
uro Hercules ; mas os seus\n>erabros ti-
nham aquelle vigor gil e granoso do typo
parziense, tSo distante da pesada museu
latura do norte, como da magreza da-
auellea adolescentes das nossas pTf^s pu-
blica, mmortalisados palo vaudeviX,Da~
nal. Tinha cabellos loaros, ligeiramn
te nellados, puxa^ Q8ra traz> deixatfdo
ver urna testa que resptr** iatelligencia
nobreza. Aa sobrancelhas enHkk Mgrn
bem como o fino bgode, retorcido a
tos da bocea. O talhe do rosto regular,
porm comprido, a linha aquilina das so-
brancelhas, o des .nho firme do nariz e da
bocea davam nobreza jovialidade do toro
gcal. O sor riso do alegro vivante nSo apa
gava a altivez do hornero de espada. Mas
o que se nSo pode pintar com a penna,
a attracySo, a graya, a galhardia daquelle
todo, tambero a mobilidade daquella pby
sionomia fina, que podia enlanguecer as
horas de amor, como um doce rosto de
mulber ; que poiia as horas de combate
transpirar o terror como a cabeya de Me
duza.
Isso s tinham visto aquelles que elle
tinha matado ; aquellas que o tinham ama-
do.
Vestia o elegante uniforme do corpo da
guarda do rei, um pouco roto, um pouco
desbotado, mas realyado por um rico man-
to de velludo negligentemete a tirad o sobre
os hombros. Urna banda de seda verme-
Iba com franjas de ouro indicava o posto
que tinha entre os aven'ureiros.
NSo tra vergonha 1 disse elle com
despreza ; maltratar uro crianya.
CapitSo... quiz replicar Carrigue,
pondo se de p.
Cala-te. Quero sSo esses bravatas ?
Cocardasse e Passepoil estavam ao lado
delle, de chapeo na mSo.
Oh I disse elle sorrndo, oa meus
dous protectores Que diabo fazem tSo
longe da ra Croix des Petits Charaps.
EsenddU-lhe a mSo, mas com um ar de
principe que d as costas das mSos a bei-
Mestre Cocardasse e frei Passepoil ap?r
tarara aquella mSo cora dedicaySo. E'
preciso dizer que esta mSo se tinha aberto
mutas vezas para elles ebeia de ouro. Os
protectores nSo tinham nada que se quei-
xar do protegido.
E os outros ? continuou Henrique ;
j vi era outro lugar ; onde foi ?
Diri,ia-se a Stanpitz.
En Cologne, respondeu o allemSo
muito confuso.
E' verdade, tocaste-me urna vez.
Ero doze murmurou o allemSo com
bumildade 1
Ah! ah I continuou Lagardre, olhan-
do para Saldanha o Pinto, os meus dous
campeSes de Madrid.. .
Ah exoellencia disseram ao mer-
mo tempo os dous hespanhes, foi urna
aposta. NSo temos absolutamente o eos-
turne de ir dous contra um.
" Como como dous contra nm I ex-
clamou o gascSo.
briella possue milhSes... Era isso segre
!' briella quera escrevera .
rica ; i c* i i o j-
Ser verdade I ? dizia
> ter deixado de amarme ?
nada mais ter de recetar daquelle* quo
lhe queriam fazer mal...
Valentim com os labios trmulos, os
olhos fechados estava em estado de pros-
traySo absoluta...
Repeta maohinalmente :
Rica... millonarla !... Por isso La
Guyane dizia, referindo se a ella ; A pe-
quena dos milboes I... Nesse caso deixa -
r de amar-me... acabou-se... est per-
dida para miro... At j ama a outro...
nSo ha duvida... se assim nSo fosse, teria
pensado em miro, ter-me-hia mandado di-
zer onde se achava...
E com os penhos fechados perguntou de
repente :
- Est aqui, no palacio ?
Est.
i ; briella, tudo diziadhe que tinha 6ido Ga-
do, ha das : hoie nao o e mais, pois nada .. 1
. rs. k--n. a _: briella quera escrevera I...
importa que saibam qua Uaoriella e rica ;i c1 i i o j- u vr*
r n c-l Ser verdade 1 i dizia elle... Nao
urna vez que eonnou se minha protecyao,
I IVIW uvi.kiia
Ab disse Mourad, o'seuhor ama-a
menos do que eu; porque o qua me m-
pressiona nSo tanto o seu abandono como
o'perigo que corre neste momento...'
Valentira levantou a cabeya.
Tem razio, senhor. Pule por um in-
stante ceder a um movimento de egosmo
e s pensar em mira .. Saiba, entretanto,
que esteu prompto a dar minha vi !a para
salvar Gabriella... juro-lhe I
E' muito joven ainda para cumprir
semelbante juramento... Se eu nSo o aju-
dar, nada poder fazer contra os que a
procuram.
Conbece, ao menos, os inimigos della ?
Conbeyo um.
Como 80 chama? Diga-), e nos tres_,
Diziam, accrescentou Passepoil, que
nSo o conhecem.
E este, continuou Cocardasse, mos
trsndo Pepe o Matador, fazia votos para
achar-se na sua presenya.
Pepe fez o que pude para sustentar o
olhar de Lagardre, que repetio nica-
mente :
Este ?
E Pepe abaixou a cabeya resroungando.
Quanto a estes dous bravos, conti-
nuou Lagardre, designando Pinto e Sal-
danha, nSo usei na Hespauba senS do no-
me de Henrique... Meus senhores, in tr-
ro mpeu elle, fazendo cora o dedo o gesto
de atirar um bote, vejo que j nos encon-
tramos, mais ou meaos, porque eis aqui
honrado cidadSo, a quem abri o crneo
urna vez coro a arma do seu paiz.
Joel de Jugan.
A marca c est, murmurou elle ;
certo que maneja o pao como um deus.
NSo i'orara felizes commigo nem uns
ero outros, roeus camaradas, continuou
Lagardre ; mas estavam aqui oceupados
com urna tarefa mais fcil. Approxiroa-
te, pequeo.
Berrichon obedeceu.
Cocardasse e Carrigue tomararo a pala-
vra ao mesmo tempo, afira de explicar por
que queriam revistar o pagem.
Lagardre impoz lhes silencio.
O que veas fazer aqui ? perguntou
elle crianya.
O senhor bom e nSo lhe mentirei,
respondeu Berrichon. Venho trazer urna
carta.
A quem ?
Berrichon hesitou, e o seu olhar dirigi-
se ainda para a janella baixa.
Ao senhor, respsodcu elle.
D m'a.
O pequeo deu-lhe um papel que tirou
do seio.
Depois, ebegando-se vivamente ao ou-
vido :
Tenho urna outra carta a entregar-
A quem ?
A urna senhora.
Lagardre atirou-lhe urna bolsa.
Vai, meu pequeo, disse elle, nin
guem te far mal.
A crianya parti correndo e desappare-
ceu por traz da volta do fosso.
Assim que o pagem deiappareceu La-
gardre abri a carta.
Afastem se ordenou elle, vendo-se
cercado de muito perto pelos voluntarios e
espadachns, gosto de abrir s a minha cor-
respondencia.
juntos, iropedil o hemos de fazer-lhe o me-
nor damno!
Os senhores o conheeem pelo nome
de Norberto...
Norberto I exclamaram os tres, ao
mesmo tempo.
Seu verdadeir3 nomo : marquez
d'Argontal 1...
Ella I disse Valentim. Elle que ia to-
dos os Jias casa de Gabriella !... Eu de-
via ter desconfiado de quo esse homem
ora um roiaeravel... e comprehondo ago-
ra o odio instnctivo que me inspirava!
O marquez, dacta de Gabriella, nSo
fez raysterio de seus vergonbosos projoctos.
Sabendo quo rica, quer obrigal-a a casar
so cora elle... Eis por que raptou-a... o
fez des ipparecer o pai...
E Gabriella ? onde enccntral-a agora ?
Talvez tenha voltado para a ra de-
Allemagne, onde morav. Foi seu amor
pelo senhor quo fel a deixar este palacio,
onde estava era seguranya. .. ser esse
mesmo amor quo far com que a encontr
l ...
Oxal nSo se engaa !. ..
A menos concluiu Mourad, hesitan-
do que, no trajeeto da avenida do bos-
que do Boulogno ra d'Allemagne, t,a-
nha-se encontrado com os agentes do mar-
quez e tenha tornado a cahir lht-s as
raaos... o que muitoreceio, infelizmente !...
NSo, nSo, nSo possivel, murmurou
Valentira, nSo possivel.. Deus nSo se-
ria justo!.. .
Todos tre3 dorara um passo para a por-
ta, levados pela mesma idea e querendo
precipitar-se era soccorro de Gabriella;
mas detiveram se... e Valentim voltou
para junto de Mourad...
Este, paludo, cora os oinOs turvos, olha-
va-oa sem velos. ..
Senhor, disse o joven, offondi o ha
pouco.. Tem um nobre coraySo... e ar-
repando-me do meu arrebatamento. Per-
da-me ?...
Mourad estendcu-lhe a mSo... Valen-
tim apertou-a...
O senhor n3o dspoe de recursos.. .
dess' Mourad. N.o so esqueya de que sou
rico e que preciso que salve Gabriella !...
Minha fortuna est fa suas ordens !...
NSo se descuide de cousa alguma !... Tra-
te-me como a ura irraSo...
Valentim e seus dous amigos partiram.
Mourad cahiu, acabrunhado, sobre o di-
vn, poz o rosto entre as mSos e dis3e :
Gabriella nSo me ama I 1
Depois suspirou sentidamente e perdeu-
se em um sonho...
E de repente, com urna especie de obs-
tinaySo, voltaram lhe memoria as estro-
pbes cantadas pelas mulheres ao serviyo de
Frd e de Fatma e que havia traduzido,
a pedido de Gabriella :
o A vida, a vida a tempestado Nun-
ca o rep.uso, sopro eterno, brisa ardente
ou glacial... mudanya sem fim... tem-
pestado de flores na juventude... flacos
de nev no invern... Oh juventude 1
diluvio de flores que se e3capara, turbilho-
nam, fogem I... A mSo do adolescente
procura retel-as 1... Prazercs e flores,
tudo desapparece
E tornava a ver Gabriella, palpitante,
encostada ero seu peito.
Por que fugiu de miro, se nSo me
amava ?... Araar-me-ba algum diaT Deus
grande I...
Se Gabriella, obedecendo priraeira ira-
pressSo de susto, tivesse voltado para o
palacio Mourad, estara salva; o amor que
tinha a Valentim, ao mesmo tempo que o
receio do sentr-ae fraca diante de Mourad,
perdeu-a.
Apenas tinha andado uns cera psssos
fra do palacio, surgiram, do canto de
urna ra, do ngulo de urna casa, detrs
de urna arvore, de um banco, quatro ho-
rneas, dous dos quaes r-omeyaram a cami-
nbar na frente della, emquanto oa outros
dous seguiam-n'a a urna certa distancia.
(Continua).
VARIEDADES
Todos se afastaram vivamente.
Bravo exclamou Lagardre, depois
de ter lido as primeiras linhas ; eis aqui o
que se chama urna feliz raensagem 1 E
justamente o que eu vinha procurar aqui.
Por Deus este Nevers c um fidalgo.
Nevers! repetiram os espadacbins
admirados.
Que ? perguntaram Cocardasse o
Passepoil.
Lagardre dirigio-sa para a mesa.
Vamos beber, prraeiro que tudo, dis-
se elle ; sinto-me feliz. Quero contar-lhes
urna historia. Senta-te aqui, Cocardasse.,
alli frei Passepoil, os outros onde qaizerem.
O gascSo e o normando, orgulhoBos cora
tal distncySo, tomararo lugar ao lado do
here.
Henrique de Lagardre bebeu um trago
e continuou :
l'reciso dizer Ibes qua ostou exilado :
deixo a Franya.. .
Exilado, o senhor interrompeu Co-
cardasse.
Ha vemos de vel-o enforcado suspi-
rou Passepoil.
E porque exilado ?
Por felicidade, esta ultima perguota nSo
deixou ouvr a expressSo terna, mas irre-
flectida de Amable Passepoil.
Lagardre nSo supportava absolutamen-
te estas familiaridades.
Conheeem aquelle grande velhaco de
Bellessen ? perguntou elle.
O barSo de Bellessen ?
Bellessen, o espadachim ?
Bellessen, o morto, corrigio o joven
guarda-real.
Morrea ? perguntaram muitas vozes.
Matei-o. O-rei tornou-me nobre, co-
mo sabem, para que eu podesse entrar pa-
ra a sua companhia. Tinha promettido por-
tar-nie coro prudencia ; durante seis me-
zes, fui pacato como urna imagem. Tinha-
me quasi esquecido ; mas urna noite este
Belessen quiz fazer urna partida a uro po
bre rapaz da provincia, que nSo tinha um
fio de Darba no queixo.
Sempre a mesma historia, disse Pas-
sepoil ; um verdadeiro cavalheiro errante.
Paz, mea velho, ordenou Cscardasse.
Appraximei-roe de Belessen, conti-
nuou Lagardre, o cerno tinha promettido
a Sua Msgestade, quando dgnou-se, fazer-
roe cavalheiro, nao dirigir mais palavras
injuriosas a ninguem, limitei-me a puchar
as orelhas do bario, como se faz s crian-
yas ms cas escolas. Isto nio lhe agradou
muito.
Creio bem, disseram todos.
O* J< juatlore. em Pa>rl
Nao verdadeiro o boato, que corren, qae Me-
rlatti ia terminar o seu jejum. O oitavo di* foic
baatan(,o penoso, sendo o somno eon3tantemeate
perturbada por allucinacoes. Merlatti julguVa ver
bandido q-ie o preodiaai e sa apromptavaoi oara
lhe cortar a cabeca.
Estava caneado, quauda despertou; 0 nnlsoes-
tavafraco equeixavase de urna dr de caneca
bastante forte. A uoiteentio-se meihor, Merlatti '
cjmecou a ter cperanca.
Segundo disse aoa membrou da c0lnm8sa0) es.
perava pala crise porque plss0u, porque observara
iguaes ymptooias no pnmeiro jejum que {ez em
Londres, antes de vrr a Pars A commiseao, de-
pois de terobseraado miuueio9amente 0 l8tado de
Stephano Menatti, resolveu, por unaninidade, que
contiouHsse a experiencia.
Em nove dias, Merlatti dmnuj t-e8 kilos.
Os redactores da France offerecerara, ba dias.
um banqu te a Sacci. Este, aproveitando os dias
que anda lhe restara antes de se sujeitar ao jejnm
corneu como dez e corre8pacdeu amavelmenta
aos briniea que lhe lcvantgram aiguaB Hqs iorna-
listas. '
Dentro de poneos dias, o Dr. Borghini, que acam-
pante Sueci, raunir, dizem, na sala da sociedade
de horticultura, os mdicos e jornalistas parisien-
ses, entro os quaes se escolher os meuibros, qu?
devero vigiar a experiencia.
E' de Alberto MillnJ o apguinte a tlgo sobre
o jt'jum Je Succi :
Qual o segredo de Succi ? E' e3te, neste
momento, o unic-, o palpitante thema, que agitr.
nao somonte o mundo scientifieo, mas anda toda
a opiniao publica. Succi datado de urna fjrca
de inanic) particular? Possue na verdade um
liquido que lhe permitte permanecer um mez serr.
que prove hlimentos? D-so tratos cabeca, eom
respeito a este dupla problema ; mas, a meu ver.
segu se c imiiilio errad?, e que preciso procurar
o enigma de Succi, cin outra cousa quu nSo seja
um esforc) physico, ou um talismn liquido.
A historia natural d nos a solusio d'este estro-
nho e curioso mysterio. Ha, ni zoologa, um ani-
mal, que apresen? pouco mais ou menos os mes
mos phenomenos que Sueci. O animal de que se
trata, muito conhecido, nao nem mhis nem menos
que o camelo. Este sympathico aUadrupede atra- -
vessa o deserto, e lica semanas sein beber. Ante -:
de principiar a viagem atravoz das ridas soli-
does, o dromedario f.iz a sua provi-ao, da que se
serve medida que tem sede, c aontece mesmo,
quando o matam, eneoatrarem-se na p mo do ca-
melo urna certa quantidade d'agua muito fresca e
potavtl.
Porque que Succi nao ha de participar da na-
tureza do dromedario ? Qual a razio porque, sem
ter a panca do camelo, nao ter sida dotado, pela
natnreza, de certas cavidad ;s, diapostas aqui ou
acola, entre as costelhs, ou em outro qualqaer
sitio, capazes de accumular urna certa qaantidade
de alimentos ?
A natureza, muitas vzea- bizarra, constituir.
certos homem a imagem de certos animaes. Pn-
dus, physicamente, bomens cSes, mulheres tigres,
hermaphroditas, e outros ser s inexptieavelmente
organisados. Pode muito bem fabricar um ho-
mem camelo, seno na forma externa, pelo menos
na contextura intima. Si Succi no tem, na ap-
parencia, as anfractuosidades qoe servem de depo-
sito ao camo para tsmur a sua provisao d'agua.
nao pode, em qualqucr parte do corpo, psssuir uof.
especie de receptculo, urna espacie de armazem.
urna especie de dispensa, invisivel vista ?
Note-se que Succi, quando jjua, coma coreo
quatro, devora seis pratos a cada refeigao, eagole
beef stecks efois-gras, com ta como nos engolixos ura ovo quente.
Procedendo assim, e sem que se possa explicar.
Succi urna espacie de formina humna, que ac
cumula n'um armario intestinal as conservas ali-
menticias.
Emquanto jejua, o estomago de Sueci reclama h
sja divida, solicita-a por contraccOes e attrahe*
l do lugar d'onde esta gurdala.
Quanto bebida, que evidentemente nao se po-
dia conservar muito pur i no corpo humano, Succ.
n3o deixa de beber durante o seu tempo de absti -
nencia. Bebe at agua de V'chy, provavelmento
porque o alimento, araiazenado por Succi, cstu '
aquecido e o abraza.
O Hurryadi-Janof explica-se da mesma forma
Communico estas reflexoes aos que se oceupan-.
neste momento da questo Succi, e que me fazerr.
o effeito de procurar muito longc uia verdade.
qoe est a saltar aos olhos.
Desde o momento que existe o camelo da natu-
reza, porque que esta nao ter dado a Succi o
que ella deu aquello animal? O que Deus fez
para o camelo, sob o ponto de vista dtele, por
que o nao faria para Succi no que diz respeito a
tome?
E' de certo tao difficil nao beber como nio comer.
Coratud), o camelo passa sem beber, sem que nin-
guem se espante p;r isso.
Quanto ao licor africano, nao mais que u-n po-
deroso chartrevee, tendo por missao -.listribuir com
energia, as cavidades do corpo, a quantidade de
provisoes introduzidas no estomago.
Disse-me em voz muito alta, conti-
nuou Lagardre ; e deilhe, por detraz do com o Sr. de Nevers.
dre, antes de ter tido a honra de jogar
arsenal, o que elle mereca ha muito tera
po : urna estocada a fundo.
Ab I pequeo exclamou Passepoil,
esquecendo se de que os tem pos tinham
mudado, como te tens adiantado ; este bo-
te difficil.
Lagardre comeyou a rr.
Depois bateu na mesa violentamente com
a caneca de estanho. Pass-poil julgon-se
perdido.
Fiz justya, exclamou o guarda real,
que nSo pensava mais nelle ; deviam dar
me um premio, visto qae tinha abatido urna
cabeya de lobo. Pois bem, nSo, exilaram-
me.
Toda a honrosa assistencia conveio un-
nime que era um abuso. Cocardasse pra-
guejou que aa artes nSo erara suffi .-iente-
mente protegidas.
Lagardre continuou :
No fim de contas, eu obedec s or-
dens do tribunal. Parto. O mundo gran-
de e jurei encontrar alguma parte para vi-
ver. Mas antes de passar a frooteira, te-
nho urna fantasa a satifazer, ou duas fan-
tazias : ura duello e urna entrevista amo-
rosa.
' deste modo que quero fazer as mi-
nhas despedidas ao bello paiz de Franya.
Approximaram se curiosamente.
Conte-nos isso, Sr. cavalheiro, disse
Cocardasse.
Digam-me, meus bravos, perguntou
Lagardre, em lugar de responder, tra
ouvido follar, por acaso, no bote secreto do
Sr. de Nevers ?
Ciertamente disseram todos que es-
tavam em torno da mesa.
Ainda lia pouco se fallava delle.
-- E o que diziam ?
As opinioes diridiam-se. Uns disse-
rara : Bagatella 1 Oatros acreditavara que
o velho mestre Delopalme tinha ven-
dido ao duque ura golpe... ou ama serie
de golpes, por meio dos qnaes o duque es-
tava peritamente seguro de tocar um ho
mera, nSo importa quera, no meio da tes
ta, entre os olhos.
Lagardre estava pensativo. Perguntou
ainda :
Que pensam em geral dos botes se-
cretos, os senhores que sSo mestres de ar-
mas.
A opiniSo unnime foi que os botes se-
cretos eram apanha tolos e que todos os
botes a fundo podiam ser evitados com o
auxilio de paradas conhecidas.
Era a minha opiniao, diste Lagar-
E agora ? interrogaram de todos os
lados, porque estavam muito nteresspdos
dentro em poucas horas este farnoss bote
de Nevers ia talvez estender dous ou tres
Agora, replicou Henrique de Lagar-
dre, differente. Imaginan que este mal-
dito bote foi por muito tempo a minha aza
negra. Sobre minha palavra, impedio-me
de dormir HSo de convir que este Ne-
vers d que fallar de si. Ha pouco, por
toda a parte, depois da sua volto Italia,
oavia em torno de mira : Nevers, Never?,
Nevers, o mais bello 1 Nevers o mais
valente I
Depois de nm outro que conhecemos
muito, interrompeu frei Passeooil.
Desta vez tove a approvaySo plena de
Cocardasse Jnior.
Nevers para aqui, Nevers para aco-
la, continuou Lagardre. Os cavalloa de
Nevers, as armas de Nevers, as propie-
dades de Nevers. Os seus ditos, a sua fe-
licidade ao jogo, a lista de suas amantes e
o seu bote secreto alera de tudo.
Ura a noite, a minha patioa ser vio-rae
costelletas a Nevers, stirei o prato pela ja-
n-slla e sahi sem cear. Na porta esb..rrei
com o meu sapateiro, que me trazia botas
ultima moda, botas Nevers. Desan-
quei-o, o que me custou dez luizeB, que
lhe atirei cara.
O Sr. de Nevers bateu-rae urna vez,
mas deu-me cem pistolas I...
E' demas / pronunciou gravemente
Cocardasse.
Passepoil suava era bicas, tao vivamente
sent'a as contrariedades do seu querido pe-
queo Parizense.
Como vera, continuou Lagardre, sed-
tia-roe louco. Era preciso i^Cr ura termo
a isto. Montei a eavallo e fui esperar o
Sr. de Nevers sahida do Louvre. Quan-
do passou, chmelo pelo nomo.
Que quer ? perguntou ello.
Sr. duque, respond-lhe, tenho enor-
me confianya na sua cortezia. Venho pe-
dir lhe que me ensine o seu bote secreto ao
luar.
Quem o senhor ? petguntou-me
elle.
O cavalheiro Henrique de Ligard-
re, respond, pela munificencia r<-gia, guar-
da do corpo, antigo corneta da Feri, an-
tigo porta-bandeira de Cont, antigo oapi-
tSo do regiment de Navarro, sempre re
baixado por falta de juizo.
(Contimfa)
Typ. do Diario roa Duque de Caza* n. 43,



\
' -

-*
.
MUTILADO
m
<

i


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