Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17704

Full Text
mtm
.
1/
AMO Lili NMEBO
PAKA A CAPITAL 15 LLG VIE ONDE SAO E PAliA PORTE
Por tres mezes adiantadoi .
Por seis ditos idem......
Por um auno dcm......
Cada numero avulso, do mesmo da.
6(5000
120000
240000
ioo
SSIM-FEIBA 26 DE MEMIO DE 1886
/PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.
Por nove ditos idem.
Por um auno dem.
Cada numero avulso, de dias anteriores.
13500
205OOO
27 OCX?
0100
DIARIO DE
RNAMBUGO
Praprieirafre tt Jtanocl SxQpcvca t>t Jara i filaos
Os Srs. Vinail { Prlnoe rt C
de Pars, sito os nossos agente*
exclusivos de annuncios e pu-
blicicdes da Franca e Ingla-
terra.
Aviso
Aos Srs. subscriptores deste Diario avi-
sa a respectiva direccSo que, do i. de
Janeiro prozimo em diaote, far-se-ha a ar
recadacSo das assigoaturas pela forma se-
guate :
Na cidade do Recife e lugares para onde
nSo se paga porte, 6000 por trimestre,
adiantadoou durante o 1. mez do mesmo
trimestre, 6500 nos 2. e 3. mezes.
No ti.ii do trimestre ser suspensa a re-
rcessa do Diario aos que nao tiverem sa-
tisfeito o seu debito.
Fora da cidade, nos lugares para onde
se fazem as remessas pelocorreio, 135500
por semestre, pago as meamas condicSes
cima.
Aos que quizerem pagar o auno alian
tado, faz-se-ba o abate de 15000, para to-
dos os assignantes.
TELEGRAMMAS
52371:: SA A&SSTCIA SAVA3
(Especial para o Diario) -
BUENOS-AYRES, 25 de Novembro.
A epidemia do rboicra-naorbu* di-
minu' ponco a pouco aif ul. e man
tcm-ac dentro doa limites) aifna-
lados noi ouinm ponto* infecciona-
dos.
A epidemia menos lemlvel pela
qnantldade de que pela araridade
do* canoa.
Os medien* *;io impotente* para
*alvar a* pe**oa* accorametlida*.
VIEiNA, 24 de Novembro. .
a mor parte doa balearon ao hos-
tia ao Principe Nicolao (relio,
candidato da noasla ao principado
da Bulgaria.
Agencia Ilavas, filial em Pernambuco,
25 de Novembro de 1886.
1NSTRDGC10 POPDLAR
HISTORIA ANTIGA.
(ExtraKdo)
DA BIBLIOTHECA DO POVO B DA8 ESCOLAS
CAPITULO V
OS CABT11Cil*EZES
C o n t i n u a r a o)
A desorganisacio, a heteroginiedade destes ele-
mentos, e a sua indisc'plina, valeram aos romanos
as a per U das cirenmstancias a que haviam che-
gado. Atm d'isao o soccorro levada por Asdrubal
nSo pode chegar ao sen destino, porque aquelle
genera), detido no caminho por um oxereito roma-
no aob o mando dos dona consulares teve que dar-
lhe batalha em que morreu sendo desbaratada toda
a sua gente.
E itretsntoPubli S'piio eom nm exercito roma-
no passou a frica e foi cercar a popria cidade de
C irthago. Annibal teve que deizar a Italia para
acudir em soccorro da capital da sua patria e all
foi derrotado as planici- de Z una. Pasaou-se
isto no anno 202 antes da christi. Esta victoria
de Scipiao poz termo segunda gaerra pnica.
No seu regresso a Boma, S2ipiio foi alvo das
mais esplendidas ovacVs, e deram-lhe o conogme
de Africano.
Depois da pz de Zama, pode dizer-se que a
ezistencia de Carthago foi urna lenta agona. Mas-
sinissa, rei da Numidia, ezpoliou-a da multas po-
voacoes e de grande extensio de territorio ; os car-
tbaginezes appellaram para Roma, porque Massi-
nissa era alliado dos romanes ; mas o senado de
Roma, prouuttendo-lhes justica, deizou que aquel
le rei permanecesse na posse dos territorios que se
tinha apoderado. Para apparentar urna arbitra-
gem, envin Cato a Oarthago ; mas este vendo a
cidade rica e prospera sentio reviver o odio contra
a rival de Roma. E voltaado, sempre terminava
os seus discorsos no senado pela pbrase, que ficou
celebre : delenda Car/hago ( deve ser destruida
Carthago). Tendo os carthaginezes lepellido um
novo ataque de Massinissa, Roma pretextou que
bouvera violacio do tratado de paz de Zama e de-
clarou a terceira guerra pnica, que depois de va-
ria aorte, terminou por um cerco a Carthago, no
qaal os carthiginezea ioram reduzidos pela fome.
ScipiSo Emilio, o segundo africano, general roma-
no tomn a cidade e arrazou a. Commiss .rios do
senado de Roma tomaram posse do territorio car-
thsginez e fizeram delle urna provincia romana,
com o nome de frica. Foi isto no anno de 146
antes de Christo.
CAPITULO VI
OS SYBIOS
Nada se conhece ao certe dos tempos primitivos
da historia da Syria. A historia dos seus res con-
funde-se inteiramente naquella epocha com a dos
monarebas assyrios. At ao desmembramento dos
estad >s de Alezandre, a Syria foi successivamente
invadida pelos res de Nioive, pelos de Babylonia,
pelos Persas em tempo de Cyro, e finalmente pelo
dito Alezandre. Depois da morte d'este, Nicator
Seleuco (um dos seus geaeraes) comecou a funda-
cao do gran Je reino da Syria, appellidado tambem
c reino dos seleucidas do nome do seu fundador.
A Nicator Seleuco succedeu no throno Antiocho
Soter que battu os bitbyneos, os Macedonios e os
galates.
O rei mais celebre da Syria foi Antiocho, cogno-
minado o Grande. Depois de ter conquistado a
Judct, a Phenecia e diversos outroa paizes, conce-
beu o plano de submetter ao seu dominio as cida-
des livresda Grecia asitica, Lampsaco, Smyrna
e outras. Pediram estas cidades soccorro aos ro-
manos ; e estes enviaram embaizadorea a Antio-
cho, convidando-o-a que deixasse aquellas cidades
em paz e a que restituase a Ptolomeu Philadelpho
o territorio que por conquista Ihe tinha tirado. An-
tiocho respondeu, declarando guerra aos romanos.
Seguio se urna lucta em que aquelle rei foi venci-
do por Scipiao o Asitico, que s lbe conceden a
paz depois delle ha ver dado satisfcelo aos roma-
nos. Mais tarde Antiocho Epiphanes usurpou a
Demetrio o throno da Syria : teve varias guerras
com os estrangeiros e tomou Jerusalem. N'aquel-
la cidade mandn matar grande numero de habi-
tantes, roubou os vasos sagrados do templo : e vol-
tando Syria, deizou a Juda governada, em seu
nome, por seus generaes, que exerceram muitas
perseguicoea contra os judeus. ,
Ordenou por urna lei que todo* povos sujeitos ao
sea imperio usassem as m'esmas superatieoes gent-
licas seguidas neste ; e depois de ter profanado o
templo de Jerusalem, maudou nelle collocar urna
estatua de Jpiter olympico. Por medo das per
seguictes, muitos jadeus abandonaram o culto do
verdadeiro Deus e lancaram-ae no seio da idolatra;
outrua, fiis s uas crencas e as suas leis, soffre-
ram por isso tormentos crueis Alguna destes tor-
naram-se muito notaveis, pela sua corajosa resis-
tencia a ordena do conquistador, e pelo valor com
que siffreram o martyrio. O velho Eleasar, vario
de mais de 90 annos, foi apresentado em A ntiochia
ao rei Antiocho, como reo de observar a lei moy-
saica e de nao querer sacrificar aos falsos deuses.
Nao sendo possivel obrigal-o a comer das carnes
prohibidas nena a fingir que o fasia, foi cruelmente
martyrisado Sete irruios, conhecidos pelo nome
de lrmos Machabens juntamente com sua mai,
que os ezbortava perseverancia na lei e na f,
soffreram os mais atrozea supplicios at expiraren,
despresando as promessas e as ameacas com que o
rei os quera vencer.
Mathatias (sacerdote da tribu de Le vi), sendo
j de idade muito ayancada, niatou a um israelita
que na sua presenca, obedecendo s ordena de um
soldado de Antiocho, ia para sacrificar aoe falsos
deuses, e em seguida matou tambem o mesmo mol-
dado. Peito isto, reiirou-sec m seus cinco filhos
Judas Macbabeu, Joo, Simio, Eleasar e Jona-
tbaa ; e, juntando os judeus que anda seguiam o
verdadeiro Deus, foi restabelecendo por toda a
parte o verdadeiro culto e derrabando os altares e
estatuas dos falos deuses. < ahindo doente, recom-
mendou 4 hora da morte aos filhos que com as armas
defendessem a patria e a religio contra os tyran-
nos. Judas Machabeu tomou logo o commando das
tropa; e, com grande valor foi lancon lora da Ju
dea os Synos- Vencen varios generaes de Antio-
cho em differentes batalhas, e reparn e purificou
o templo de Jerusalem. Morreu entretanto Autio-
cbo ; e, anda depois disco, Judas Macbabeu pro-
seguio na guerra contra os syrios, dos quaes lber-
ton completamente a Juda.
O ultimo rei da Syria foi Antiocho II. No seu
tempo, o reino da Syria, que tinha dorado por 238
anuos, cabio em poder de Roma, da qual ficou sen-
do urna provincia.
(Continua)
?ARTE OFFIClii.
Governo da provincia
HL'MTORIO com que o Eim. Sr. Dr. Ignacio 9oaqiilm de Son
za sLcio, 1. vlce Presidente, entregoa a adtnini*
tracio da provincia, em de \oTenbro de 18 9tt,

a i;\m.
Azevedo.
Sr. Presidente Dr, Pedro Vicente de
(Cont inuafoj
NATRALISAgES
Concedi carta' de naturalisacao aos subditos portuguezes Jos Narciso da
Costa Cabral, Jos Antonio de Aguiar Jnior, Beuto da Rocua, JoSo Valerio de
Medeiros, Joaquina de Carvalho, Maooel Lopes Viaana, Augusto Gongalves da Silva,
Augusto Gongalves de Menezes, Maooel Jos Pereira, Joao Baptista Goncalves,
Joaqim Machado Meades GuimarSes, Joao Antonio de Oliveira, Manoel Joao Lopes
de Castro Torres, Jos Paschoal de Carvalho rt.bell Jos Duarte de Almeida ; aos
hespanhos Jos Villa-Verde Cuns, Severino Lyra, Miguel Barvede Fernandos ; aos
italianos Miguel da Silva Pellico e Salvador Dianna e ao allemao Carlos Antodio van
der Linden.
ELEigES
Tenho o pezar de uommunicar a V. Exo. que falleceu o Dr. Antonio Fran-
cisco Correia de Araujo, deputado geral pelo 3. districto d'esta provincia. Para
preenchimeuto da vaga, procedeu se respectiva eleic&o a 12 de Agosto ultimo, e a
20 do mearao mez de um deputado provincial pelo 9. districto, tambou em substitui-
5I0 do referido doutor.
Na poca legal procedeu-se eleigao de vereadores e juizes de paz, correndo
o processo sem perturbado da ordem publica.
J ezpedi ordena marcando novo dia para essa elt-icSo em alguna municipios
ou parochias, em que nao teve lugar na poca propria, ou annuilado pelo poder com-
petente; observando a respeito d'essas ordens a disposicSo do art. 201 do regulamento
eleitoral.
Qaanto a designacio de ediffi ;ios para sede de actos eleitoraes ezpedi as
seguintes portaras :
4.a secgao:Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 19 de Abril de 1836.
o O Vice-presidente da provincia, tendo em vista a representayo de eleitores
do 3. districto do paz da parochia do S. Antonio do Cabo, e a informacSo do respec-
tivo juiz de direito, attenendo a que a estacSo de Oiiuda nao est situada no territorio
do referido districto, resolvo, de accordo com o art. 94 do regulamento expedido com o
decreto n. 8,213, de' 13 de Agosto de 1881, que os eleitores do referido districto se
re mam para actos eleitoraes na sachristia da igreja de Nossa Senhora do Livramento
da cidade de Santo Agostinho do Cabo; ficando assim sem effeito a portara de 17
de Junho de 1884, na parte relativa designacSo da mencionada estacSo.Ignacio
Joaquith de Souza Ledo.
SeccSo 4.aPalacio da Presidencia de Pernambuco, em 13 de Maio
de 1886.
< O vicepresidente da provincia, tendo em vista o offijio de 8 do correte
mez, do Dr. juiz de direito do 1. districto criminal, do qual se verifica que actual-
mente de 468 o numero de eleitores da parochia S. Fre Pedro Gongalves do Recife,
determina, de accordo oom o art. 94 do regulamento expedido com o decrato n. 6,213
de 13 de Agosto de 1881, que a mesma parochia seja dividida em duas secjfes pela
forma seguinte :
ti." seccSo, tendo por sede o consistorio da respectica matriz, compOr-se-ha
dos eleitoces do 1. ao 9. quarteirao,
< 2.a seccSo, Arsenal de Marinha, compor-se-ha dos eleitores do 10. ao 22.*
quarteirSo.
Assim fica sem effeito a portara de 13 de Agosto de 1881 na parta
relativa reuniSo dos referidos eleitoresIgnacio Joaquim de Souza Leo.
a 4.a seccSo.Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 4 de Junho
de 1886.
t O vice-presidente da provincia, tendo em vista o offi:o de 15 de Maio
findo, do juiz do 1." districto de paz da parochia de Santo Antonio de Tracunhem,
do qual consta que o consistorio da respectiva matriz, alm de ser pequeo para a
reuniao dos eleitores actualmente existentes,'acha se em estado de ruina, o a informa-
9S0 prestada a respeito em 27 do mesmo mez, pelo Dr. juiz de direito da comarca de
Nazareth, determina que os eleitores da parochia de TracunhSem se reunam no recinto
da capella de Nossa Senbora do Rosnrio, situada na mesma freguezia; ficando assim
som effeito a portara anterior na parte relativa reuniSo dos eleitores no consistorio
da igreja matriz.Ignacio Joaquim de Souza Leo.
4.a seccSo.Palacio da Presidente de Pernambuco, em 15 de Junho
de 1886.
* O vicepresidente da provincia, tendo em vista o officio de 31 de Maio
findo, do juiz de paz mais votado da parochia de Nossa Senhora do Rosario de Muri-
bsca, do qual coasta achar-se em concert o consistorio da igreja matriz, determina
de conformidade com o art. 94 do regulamento expedido com o decreto n. 8,213, de
13 de Agosto de 1881, que os eleitores da referida parochia reunam-se para actos elei-
toraes no pago da respectiva Cmara Municipal, ficado assim sem effeito a portara de
25 de Agosto de 1881 na parte relativa reuniSo dos mesmos eleitores.Ignacio
Joaquim de Souza Leo.
4.a seccSo.Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 26 de Junho
de 1886.
O vice-presidente da provincia, tendo em vista a copia da revisSo ultima
do alistamento eleitoral da parochia da Boa-Vista, do municipio desta capital, pela qual
se verifica ter sido augmentado o numero de eleitores, de forma a tornarse necessaria
a akracSo da diviaSo existente', resolve, de contoCatidade com o disposto no art. 95 e
da attribuicSo que Ihe dada pelo art. 94 do decreto n. 8,213 de Agosto de 1881,
dividir a dita parochia em sete seccSes para a reuniSo e trabalhos das assemblas
eleitoraes pela forma seguate:
t A 1.a seccSo, que se reunir no edificio da Aasembla Provincial, compor-
se-ha de todos os eleitores do 2. districto de subdelegada, quartoirSes 1. 10., e
dos eleitores do quarteirSo 1." do 1. districto.
A 2.a seccSo, que se reunir no consistorio, da igreja do Rosario, compor-
por-se-h dos eleitores do 2. e 3. quarteirSe do dito 1. districto.
A 3.* seccjto, que se reunir no consistorio da igreja matriz, compor-se-ha
dos eleitores do 4. ao 8. quarteirSes do mesmo districto.
A 4.a seccSo, que se reunir ne consistorio da igreja da Santa Cruz, com-
ae-ha dos.eleitores do 9. ao 12. quarteirSes do mesmo districto ;
A 5.a seccSo, que se reunir na escola publiea, da roa do Visconde de
Albuquerque n. 182, compor se-ha dos eleitores do 13. ao 16. quarteirSa do mesmo
districto ;
t A 6.a seccSo, que se reunir no consistorio da igreja de S. Goocalo, com-
por-se-ha dos eleitores do 17. ao 19." quarteirSes do mesmo districto;
A 7.a 8esB3o, que se reunir no consistorio da igreja da Soledade^ compor-
se-ha dos eleitores do 20. ao 25. quarteirSes do mesmo districto.
Extraia-se copia desta portara e remetta-se acantnente Cmara Muni-
cipal, para os fias especificados nos arts. 94 1.' e 237 do citado regulameoto, n.
8,213.Ignacio Joaquim de Souza Leao-
c 4.a seccSo.Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 26 de Junho
de 1886.
O vice-presidente da provincia,, tendo em vista a copia da ultima revisSo
do alistamento eleitoral da parochia de Santo Antonio do Recife, que Ihe foi presente
com officio desta data do juiz de direito do 1. districto criminal, o pela qual se verifica
ter sido augmentado o numero de eleitores, de forma a tornar se necessaria a alteracSo
da divisSo existente, resolve, de conformidado com art. 95 e usando da attribuicSo que
Ihe confere o art. 94 do decreto n. 8,213 de 13 de Agisto de 1881, dividir a dita
parochia em quatro secsSes para reuniSo e trabalhos das assemblas eleitoraes, pela
forma seguate :
A 1.a seccSo, que se reunir no paco da Cmara Municipal, compor se-ha
dos 1." ao 9. quarteirSes ;
< A 2.a BecsSo, que se reunir na escola publica da ra do Calaboujo, com-
por-se-ha dos eleitores do 10. ao 16. quarteirSes ;
c A 3.a seccSo, que se reunir na Escola Modelo, compor-se-ha do 17." ao
26. quarteirSes';
c A 4.a seejSo, que se reunir na Escola Normal, compor-so-ha dos eleitoreB
do 27." ao 32.a qaarteirSeB ;
Extraia-se copia desta portara e remetta-se incontinentemente Cmara
Municipal, para os fins de que trata o art. 94, % 1. e 237 do citado regulamento
n. 8,213Ignacio Joaquim de Souza LeSo.
* 4.a scelo.Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 25 de Junho
de 1886. _, ..' ..
c O vicepresidente da provincia, tendo em vista a copia da revisSo ultima
do alistamento eleitoral da parochia do S. Jos do municipio desta capital, pela qual
se verifica ter sido augmentado o numero de eleitores, de forma a tornarse necessaria
a alteracSo da divisSo existente, resolve, de conformidade com disposto no art. 95, e
usando da attribuicSo que Ihe confere o art. 91 do decreto n. 8,213, do 13 de Agosto
de 1881, dividir a dita parochia em quatro seccBes, para a reuniSo e trabalhos das
assemblas eleitoraes, pela forma seguate :
t A 1.* scelo, que dever r-uor-se no consistorio da respectiva matriz,
compor-se-ha de todos es eleitores alistados nos quarteirSes que formam o 2.' dstr ;to
policial e dos eleitores dos 38., 39 ", 41. e 42. quarteirSes do 1. districto ;
t A 2.a seccSo, que devet reunir se no consistorio da igreja dos Martynos,
compor Be ha dos eleitores do 25. ao 37. quarteirSes do dito 1.' districto ;
A 3.a seccSo, que se reuair uo coosistono da igreja de S Jos de Riba-
Mar, compor-se-ha dos eleitores do 15. ao 24." quarteirSes do mesmo districto ;
e A 4.a secsSo, que se reunir no consisto.io da igreja do Terco, compor-se-
ha dos eleitores do 1. ao 14. quarteirSes do mesmo districto.
Extraia-se copia desta portara e remetta-se incontinenti Cmara Muni-
cipal, para os tos especificados nos arts. 94 1. e 237 do citado decreto n. 8,213.
Ignacio Joaquim de Souza Leao. *
4a secjSo. Palaoio da Presidencia de Pernambuco, em 28 de Junho
de 1886.
O vice-presidente da provincia, tendo em vista a copia da ultima revisSo
do alistamento eleitoral da parochia do P050 da Punella, que Ihe foi present com oflioio,
hontem receido, do Dr. juiz de direito do 1 distrito criminal, e p-la qual se veri
fica um acc escimo de 270 eleitores, de forma a tornar-se necessario alterar a divisSo
existente na dita parochia, nos termos do art. 95 do decreto n. 8,213 de 13 de Agosto
de 1881, resolve, usando da attribuicSo que Ihe confere o art. $4 do mesmo decrto,
dividir a sobredita parochia em quatro seccSes, para a reuniSo doi eleitoras e trabalhos
das eleigSes, pela forma aeguinte :
Al* seccSo, que se reuni no consistorio da respectiva matriz, compr-
se-ha dos eleitores dos 1 e 3 quarteirSes ;
t A 2a seccSo, que se reunir na capella da Casa Forte, compor se-ha de-
eleitores dos 5, 9, 11*, 12, 13, 15 e 46 quarteirSes ; :
A 3* secgSo, que se reunir ni igreja do Monteiro, compr-se-ha dos elei-
tores dos 7, 8o e 10 quarteirocs ;
A 4a seccSo, que se reunir na igreja de Apipuaos, compor-se-ha dos
eleitores dos 2o, 4, 6, 14 e 17 quarteirSes.
Extraa se copia desta portara e remetta-se Cmara Municipal para o^
fins especificados nos arts. 94 1 e 237 do citado decreto n. 8,213. Ignacio Joa
quim de Souza Leao. >
St
< 4a seccSo. Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 2 de Julhc
de 1886.
O vice-presidente da provincia, tendo em vista o que representou o Rvd^
vigario da freguezia de Nossa Senhora da ConceicSo da Pedra, em- officio annexo ac
que me dirigi o Exm. Sr. bispo diocesano em 13 de Abril ultimo e s informa3eE
prestadas a respeito pela respectiva cmara e o Dr. juiz de direito da comarca de
Buique, das quaes consta que a cadeia ou o quartel do destacamento all existente
nao estilo em compartimento algum do edificio em que funeciona a municipalid:>de, re-
solve de accordo com o disposto no art. 94 do decreto n. 8,213 de 13 de Agosto de
1881, determinar que os eleitores da referida parochia se reunam para actos eleitoraes
no paco da mesma cmara ; ficando assim sem effeite a portara anterior na parte re-
lativa reuniSo dos eleitores na matriz daquella freguezia. Ignacio Joaquim
de Souza Leao.
Contina
DE
at-
DESPACHOS DA PBE8IDENCIA DO DIA 24
NOVEMBRO DE I86
Amelia Maria da ConceicSj. Junte
testado medico.
Francisca de Mondonga Pinto. Sim,
nos termos do art. 7 || 5 8 das instruc-
gSes de 29 de Janeiro de 1884.
Fielden Brothers. Remettido ao Sr.
inspector interino da Thesouraria de Fa-
zenda para os fins convenientes.
JoSo Lopes da Sl"a. Informe o Sr.
Dr. juiz de direito das execucSes crimi-
naes da comarca do Recife.
Manoel Emygdio dos Santos. -Deferido
com o officio desta data Thezouraria de
Fazenda.
Luiz Jos de Franja. Deferido com o
officio desta data Thezouraria de Fazenda.
Bacharel Le vino Lopes de Barro? e
Silva.Sim.
Visconde de Tabatinga. Remettido ao
Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda
para attender ao pedido nos termos da sua
informacSo de 13 deste mez n. 798.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, em 25 de Novembro 1886.
Manoel Machado.
Ueparlico da Polica
SeccSo 2aN 1148. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 25 de Novembro de
1836. -Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Eso. que forara recolbidoa Casa de De
tenc2o os seguintes individuos :
A' oxdem do subdelegado do Recife, Silvano Go-
mes da Silva, por embriagues e disturbios, mi-
nha disposico.
A' ordem do do 1 districto da Boa-Vista, JoSo
Luiz Gjnsaga, por disturbios.
Pelo commaudante geral da guarda cvica fo-
ram-me buje remettidas 19 facas de ponta, 7 ca-
ivetes, 1 punbal, 1 uavalba, 2 compasaos, 1 fu-
rador e 7 trros diversos, armas tomadas a varios
individuos por pravas da mesma guarda.
No dia 19 deste mes, no lugar Jaracatia do ter-
mo de Gravat, Antonio Ignacio Vitelvino Fer-
reira assassioou com urna faca a Miguel Paulino,
evadindo-se aps o crime.
Contra Antonio Ignacio, que, consta ser tam-
bem criminoso na provincia de Alagoas de onde
natural, procedeu o subdelegado a inquerito que
remetteu ao juiz competente.
O delegado do referido termo de Gravat en-
viou-me 25 facas de ponta, armas all tomadas a
alguna individuos.
O subdelegado da freguezia, trouxe ao meu co -
nbecimento que falleceu boje de beriberi bordo
do vapor brasileo Ceari, chegado pela manh
doa portos do norte, o passageiro Miguel Vctor
de Andrade Figaeiredo, de 38 anuos de idade.
Procedeu a vistoria no cadver o Dr. Jos Pa-
cifico Caracas.
Deas guarde a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicenta de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe de
polica, Antonio Dojningoa Pinto.
Thesoararla de Fazenda
razOes apresentadas poe pabte do 1"
promotor publico, nos autos do be-
crso, intebpost pelo bachabel
eoabdo de babbos falcao de la-
cbbda, do despacho do db. joiz de
dibe1to do 2" di-tbicto cbdatnal, qtte
denegod-lhe a pbestaqao de fianca
pbovisobia
Senbor.aerante Voasa Mageatade Imperial
vai pela, terceira ves apreaentar se o bacbarel
Eduardo de Barros Falco de Lacerda, tbt-sou-
reiro da Thesouraria de Faienda deata provincia,
pretendendo anda deata vez livrar-ae solt, nao
por Habeos corpus, como naa duas anteriores, po-
rm, mediante recurso voluntario por elle nter-
posto do jurdico despacho do dign<> juiz de di-
raitodo2- districto criminal,que den-gou a preg-
elo da/ijnffajprouworia por elle requerida aquel-
le magistrado, fianca que nao era nao admis-
sivfl. na bypotheae dos autos, como sabe Vossa
Mageatade Impcriam.
Nao tudo, benhor, o recorren e pretende a
prestacSo da fianca, at antes- de ser julgada
improcedente a denuncia contra -lie aprosentada
pelo ministerio publico por enorme extravio d a
diuheiros nacionaes a seu cargo, como consta dos
traslados juntos, o que jurdicamente nao pode
tambem ter lugar.
Esse recorso interpostopelo recorrente do des-
pacho r-co.rido pata livrar-se soito, df>' is de Vossa
Mageatad- 8*o denegar-lhe, mediaute duas ordena
de Habeas-corpus ucceivas, em razi de confi-
nuar elle administrativamente pr>-80, nos termos
do di c.to d- 9 dn Dr zembro de 1849, e depois de
ha ver Voasa afxg'-stade negado-ihe a preata-
co da fianca definitiva, por accordio do 15 do
mes passado, como consta da certidio que va-
jnntar, revela u desespera de causa, em que acha
se orecerreute para livrar-ae solt, prestando aoe
as urna exigua fianca, conforme a r'spfctiva ta-
bella, pondo assim em perigo importante intc-
resses da Fazenda Nacional, quando os responsa
veis p-los dinheiros pblicos, emqUaiito nao pres-
tan) contas e ubteem qmtacio, esta, sujeitos s dia-
pos'cea do decreto cima citado, conforme ssim
explicou a ordem do Tbesouro n. 90, de 30 de Ju-
ibo de 1850.
O estylo fl irido da allegacoes io recorrente en-
canta, sem duvida, do meaos > modo, Senhor, qu-
ima boa msica deleita a todosque a ouvem, como
isso mesmo j o oisse em pleno senado urna das nos-
saa maiores snmcnidade* polticas actuis, em re-
lacio eloquencia de um grande par mentar,
cuja perda o pas acaba de sofirer ; mas, Vossa
Mageatade, que costuma julgar com toda a sabe-
dona e justica as questoes sujeitas sua criterios*,
e elevada apreciacao, nSo pela forma das allega
(oes das partes e sim pelo merecimento dellai?
csuhecer primo visu, que as razo.'S do recorrente,
embora encantadoras, nao sao mais do que a re-
predueco bella das suas anteriores allegacoes,
julgadas improcedentes por Vossa Mageatade Im
perial. j relativamente & illegalidade da priso
articulada pelo recorrente, j em referencia k
prestacao da fianca que elle de novo illegalmente
pretende.
Assim, Senhor, nao exacto, como affirmou 0
recorrente, no principio das mesmas razoes de re-
curso, que o parecer de signatario destas allega
coes assenta em urna inexactido e urna petico de
principio, cerno o signatario das mencinalas al-
ie ruedes passa a demonstrar.
O orgao da ju-tica affirmou naquelle parecer e
sustenta, embora o nao possa fazercom iquellees
lylo fluente e ameno, que caracteza todos os tra-
balhos do Ilustre patrono do recorrente, nao ser
permittido ao seu cliente obter fianca pr visoria.
em relaco hypothese dos autos, alm de outroe-
motivos, dos quaes mais tarde tratar, porque,
Vossa Mageatade j negou-lhe a presta cao da
flanea definitiva, o que nao pode ser procedente-
mente contestado por ningnem, en vista dos do-
cumentos, que forano requeridos ao Egregio Tri-
bunal da Relaco, e serio juntos a estas allega-
(oes, se forera em teopo entregues.
Vossa Magestade Imperial indeferio a ultima,
peticao de Habeas-corpus, impetrada pelo denun-
ciado, ora recorrente, por dons principaea funda
mentos;
1* por nao ser Ilegal a prisio apministrativa.
em que o impetrante, j por nio ter deixado de
haver justa causa para ella, j por nio ter cessa-
do o motivo, que a justificava, como havia allega-
do o impetrante : e assim julgou Vossa Mageatade
como declarou no accordio, sic, apbzab de j tbb
sido behettido para o jcizo cKiMiNAL o nquerito pro -
cedido pelochera de polica, para servir de base ac
processo, bem como os papis julgados necessarios
pela Thesouraria para se fazer euectiva a respon-
sabilidadedo paciento, pelo que manda va que coa
tinnuasse o paciente na prisio em que acha-
va-se >
2o porque, o pedido da prestacio de fianca,
nao poda ser attendido, porquanto perdceavam os
efieitos da fbiso administrativa do pacientx de
contobmidade com o art. 6 do decreto u. 657 de
5 de Dezembro de 1819, combinado com o 4 do
tic 3 do Alvarde 28 de Jolho de 1808, embora.
se bouvesse de tormar culpa ao paciente por cri-
me de peculato.
Esse venerando accordio, Senhor, est assigna-
do pelos Ilustradosmagistrados, dignos ministros
de Vossa Magestade Imperial, nemine discrepante,
os Srs. desembargadores Freitas Henriques, pre-
sidente interino, Oliveira Maciel, Monteiro de An-
drade, Pires Goncaivs, AlvesRbeiroe Pires Fer-
reira, este apenas com restriccao de voto quantc
ao 1 fundamento do accordio, contra os votos s-
mente dos dous nio menos Ilustrados magistrados-
tambem dignos ministros, os Srs. desembargadores
Buarque Lima eTuscanoBarreto, que votaran pela,
fiaoca, visto ser afiancavcl o crime de peculato,
embora o paciente eativesse preso.
^ Nao ba negar, portanto, que, embora o crime de
peculato seja afiancavel, em r^gra, achando-se
preso o peculatario, porm, nos termos do decreto
de ISiO, nio pode ser s< Ito, mediante fianca, st-ja.
esta pro visoria ou definitiva, como ja julgaram os
dignos ministros da Vossa vlagestade, mesmo me
referencia ae recorrente, nio obstante estar ell- ji
entio tambem sujeito jurisliccio criminal para
ser procetsado.
Assim, pois, nio houve inexactidio, Senhor,
nando 1. promotor publico desta comarca, ai-
rmou n aquelle parecer, que o recorrente nao po-
da ooter soltura mediante fianca, tendo Vosea Ma-
gestade j denegado-lbe eata, na constancia de sua
prisio administrativa, como esta continuar, at
que indemnise Fazenda Publica, salvo se o seu
processo fr afina! julgado improcedente, em cu-
ja bypotheae smente poder ser solt.
Anda mais, Senhor, o recorrente n'aquella sos.
anterior petico, dirigida Vossa Magestade Im-
perial, impetrando fi -nca, fundado o aeu direito no
art. 101 do cdigo do processo criminal, art. 38 da
lei de 3 de Dezembro de 1841 e 298 e segointea
do regulamento de 31 de Janeiro de 1842, nio po-
da tratar seoio de fianca definitiva, porque, de
outra fianca nio tratam aquellas disposicoes le-
gaes, visto ter sido a fianca provisoria somante
instituida pelo-art. 14 da lei de 20 de Setembro de
1871 e pelo art. 30 do regulameoto de 22 de No-
vembro do mesmo anno.
Tanto assim que, o recorrente, nicamente ago-
ra, tendo-se tembrado da prestacio da fianca pro-
visoria, incabivel em referencia especie d* sua.
prisio, aprecisou na petico dirigida ao digno ma-
gistrado da 1.a instancia, deeorridos mais de 30
dias depois de preso, mirabtle dicta, nao sendo a-
missiveis taes flaneas, art 31, aegunda parte de
regulamento de 22 de Novembro de 1871, fra
di-sse praso mprorogavel, como sabe Vo-sa Ma-
gestade Imperial, para durar seus effetos Borna-
te 30 dias e mais tantos quautos forein necessa-
rios para q'ie o reo possa-ee apreaentar peraute o.
juiz competente.
Nio houve euuivoco, pnrfanto, e menos inexacta
dio, Seohor, quando o 1 o promotor publico asar-
mou n'aquelle parecer, qua motivou o despacho
negativo da prestacio da fianca provisoria, pre-
tendida pelo recorrente, nao p >der ser-lbe esta.
cciDCedida. t--ndo Vossa Magostado negado-ihe
fianc i definitiva.
A fianca provisoria admissivel nos casos, em-
que trui luxar a definitiva, coaforme o art. 30 do-
regulamnto de 22 d Nivembro de 1871, porm,
erwii ertxmdM. s gundo o tempo p*ra a su* n-
n-rposieio, s.lvas as excepcoes legaes para a suar
oio admigsao, com na bypotbese dos autos,
respectivas competencia s pa>aas conceder.
feire leges non est verba earum tenere,
vim ac potestatem.-
Eintirn. S'uhor, g .bre o que a respeito desae
ponto allegou o 1. promotor publico, no seu ante-
rior parec-r, nio ha falso supposto lgum, cao.
gratuitamente tambem quz em restar lbe, o illas-
trepntrouo do recorren!-, n*s raz&ea do recurso,.
erigido cathegoria de argumento jundit, porm,
mera luterpreucio doutriaaru das lei* sobre esse
e as
sed
i
i



Diario de Pcrnambnco---Scxta-feira 26 de Novembro de 1886



*ssump'o, interprets^Jo rau'to correcta e sabida
Per todos, que do-se ao estudo da oesa-legiala-
iRo criminal. V
Nao ha tambera petiqao de principia,, em raido
de dar o ministerio publico, como pravado neate
ca", o que pode ser objeto de conteatacolo, un-
aam'-iite i i ;id i patrono do recrrante, af-
Sriii'iii'lo ijne u recorrenre contina administran-
vamente preso, o que oorgao da justica afirma,
apear de estar elle subuierido jurisdicclo cri-
asiuu!, segn 1j Vito M gestada Imperial aaaim
tambera o enteu le e al ji o julgou, cobo cima
jrovnm a. ^
Sino, S. nhc.r, 1.* pr uaotor publico, qoe n:atea
xntoa representa gravee iatereaaes da Fazeuda
Nacional euinpitmettidos coa tamanho attentade,
acuno nao ba eieoipk) igual, nos anuaes crimiuaes
do nosso paiz ; o 1. promotor publico, que inter-
fem nestes autos, como o representante legal de
todos os contribuinte, que pagam impostos para
a satiafaeao de todas as despezas publicas, muitas
vezea com o mximo sacrificio d'aquelles, que os
pagam, pede Vossa Magostada Imperial, qcb
A VIVA ENCASNAcXo DA MKSM.l JUSTICA DIVISA SOBRE
A TERSA, COMO A LSI A SYKTHE8E COSCBKTISADA DO
weiito, bonitas palavras que o 1. promotor pu-
blico toma emprestadas das proprias razdes do re-
orrente, justica se faca a quem a tiver, cono
Tbein.a costuma fazer, sem attenco alguma a
arualquer dos intereasadoa na queato.
O ministerio publico, Senhor, por seu orgo nes-
ta instancia, podia limitar-se s allegacoes a pre-
sentadas relativamente primeira parte das ra-
sies do recorrente, pedindo venia a Vossa Mages-
tade Imperial para reportar-se, quanto segunda
is allegacoes ofierecidas por parte da justica, que
. serviram de fundamento ao despacho recorrido,
aarquanto, nesta ultima parte, o Ilustre patrono
do recorrente nada em substancia allegou que j
So tivesse dito as saas anteriores peticoes sobre
Hateas corpus, julgadas improcedentes por Vos-
a* Magostarte Imperial, e previamente nao esteja
respondido pelo ministerio publico n'aquellas al-
kgacGea constantes dos ai tos.
Nao acontecer aaiira, Senhor, nicamente para
trae o sileHcio da promotoria publica a esse reapei-
to no Sfji mal interpretado, podendo parecer al-
rnem, Qe esse silencio importa o reconhecimento
a7n**^>rudenca sustentada pelo recorrente, aa
segunda parte de soas audidas razo-es.
Vossa Magestade Imperial j multo jurdica-
mente decidi, como cima se disse, por accordo
ie 15 do mez paseado, que embora devolvido o co
jh.i.im. ntn do tacto delictuoso ao poder judicia-
o pelo esgotamento do praso marcado adminis-
trativamente ao recorrente para dentro delleeffec-
toar a entrada do desfalque dos dinheiros pbli-
cos a seu cargo e dos respectivos juros na confor-
aidade do art. 43 da le de 28 de Outubro de
3841, nos termos do art. 5. do decreto de 5 de De-
scubro de 1849, tendo procedido todas as diligen-
cias para esse fim, constantes doe arta. 2. a 4 do
referido decreto, nao cessab a pbisao admisistba-
bva do becobbente de conformidade com o art. 6.*
aada do decreto mencionado, referivel ao alvar
t 28 de Junho de 1808, cujo artigo assim expres-
jB-ae:
Se os thesoureiros, recebedores, collectores e
administradores, depois de prasos, nao verificarem
M entradas dos diuheiroa pblicos no praso marea-
do, se presumir terem extraviado, consumido os
snaheiro3 pblicos, c por conaequente se Ihes man-
ear formar culpa pelo crime de peculito, cosri-
Oahdo A pbiso so caso de pboncncia e mandan-
do- se proceder civilmente contra o fiadores.
Entretanto, o recorrente insiste em dar nterpre-
tseao doutrinaria contraria ao art. 6 do decreto
referido, dizendo a Vossa Hagestade Imperial, que
tese artigo deve ser interpretado pelo documento
aistorica, que originou e servio de base Roso-
fcjco Imperial, n. 08, de 24 da Desembro de
tomada sobre o officio do inspector da The-
da Baha, e transcreve em seguida a
as suas palavras o trecho final do parecer da
e?io do conselho de estado, que motivou aquella
cainita, em cujo trecho nada cogitaram os res-
pectivos conselheiros, que o decreto referido nao
adoptasse, inclusive a deaignaco r!e um praso ra-
aasvel para os devedores da fazenda publica fa-
aeretn as entradas das importancias dos dinheiros
sabucos a seu cargo, antes de se Ihes mandar for-
ano* colpa.
A' contrario sensu, Senhor, do que diz o art. 6o
do decreto de 1849, manifest que, o peculatario,
jjministrativamen'.e preso, tendo precedido para a
ana priso todas as deligencias dos arta. 2" a 5
d saesmo decreto, emquanto n&o indemnisar fa-
jeada publica, so pode legalmente ser solt em
caso de nio pronuncia, nica excepco de que co-
yjta o art 6, e porque do outro modo nao pode
darse continuadlo da priso, de que falla o re-
erido artigo.
Estando em vigor o alvar de 28 de Junho de
3808, por forca da legislacio cima citad*, diz esse
airar, tit 3" 4-:
No caso, porm, de nao screm bastantes as
abreditas ordens de suspensao, seqaestro, priso,
e raais deligencias, expedidas pelo presidente do
mi, como lngartenente meu, para tftectiva-
oaeate entrarem as competentes rendas, sem maia
aarrra figura do juico, mandar ento o presidente
sxtrahir dos competentes livros de contas corren-
tes a dos executades, p>r onde consta o alcance,
tai que se acham ; o fazendo juntar a ella os mais
aapeia de saspenses, pbises e sequestros, que
iairerem procedido, na forma, que fica ordenada
aira aegaranca de minha real Uzenda, ae remet-
-ajr todo ao procurador da fazenda; para que,
distribuida, depi s de autoada a referida coata e
amia papis, a qut m tocar, faca proseguir as exe
asedes pela maneira, qua ;abaixo vai declarada,
aicATE PISAL CONCLDsSo DE TAES COBBASCAS 0D
--amXDENCIAS.
E' principio di; hermenutica jurdica, que as
iibsquentes, que entendem com as anteriores,
oodem ser entendidas ad libitum, poia iaao da-
awa em resultado o absurdo, devendo-se, em taes
aa, ter em vist i sobretodo a iritenclo do legis-
doc ou o espirito da le, o qual consiste, como eo-
jaaai os mestres, no complexo de todas ai deter-
jdaaces individuaes, de todas as circumstancias
japeeifi-Mis, era qun o legislador concebeu a lei, e
aai que ella obrigasse, e do fim e razes que o
aaoveram a e8tabelecel-a.
Appliquem-ae estaa e as outrasregrasensinadas
pelos jurisconsultos acerca da fnterpretaco dou
"riaaria das leis, em referencia legislacSo da fa-
lcada publica em vigor, antiga <; moderna, por
Sjrca do art. 88 da ei de 4 de Outubro de 1831 e
art. 310 do cdigo criminal, e verificar-ae-ha que
3 pensameatodo legislador tem sido aempre cons-
"aate em garantir os interesses pblicos, como nao
-pode deixar de ser, com /ancas, prisoei de seas
exactores fraudulentos, e nao dar se Ihes qitilaco,
mbora demiltidos, emquanto nao tiverem prestido
Ttmtas, conforme o decreto de 5 de Dezembro de
3849, e como assim o explicou o Ministerio da Fa-
anida, por aviso n. 90, de 30 de Julho de 1850,
citado no principio destas all-gaces.
Nao tem applicaco espeeie dos autos, Senhor,
o exemplo citado pelo recorrente em relaco ao
apa auccede noe proeessos de fallencia, porquanto
soaso muito bem sabe Vossa Magestade Imperial,
ates proeessos sao por natureza mixtos, desde seu
ariacipio o que nao acontece com o procedimento
dasexactorea'da fazend publica, que dio m copia
de si, e nao podem ser responsabilisades, nao tendo
asaido fuga, sem que proceda a prova de sua re-
asiasao eu omissiio em fazer as entradas dos di
abeiro a sen cargo noa praaos que pelaa leis e re-
gukmentos Ihes eativerem marcados, e aem que
araha-se dado sua priso meramente administra-
JaMt, cerno tudo assim ae tem dado com a pessoa
do recorrente.
Accresce que as fallencias regem-sc porartigos
npeciacs da legislao commercial, como tambem
a fazeuda publica por leis espeeige?, o que todoa
sabem, pelo que nS> tem analoga alguma oex-
eaaplo consignado a esse respeito pelo recorrente
aas razoes des recursos.
Assim tambem, Senbor, nao tem forca de obri
zar o julgado do Soprame Tribunal de Juatiea,
datado de 18 do Setembro de 1878,:. qu3 de novo
allade o recorrente n a rates do recurao, embora
aeja esse julgado reapeitabilissimo, como j teve o
i* promotor publico occasio de i diaer as alle-
ga^sa anteriores, e igualmente, porque, a Relaco
da Corte, julgou de modo diverso a meatna quei-
tao, com. consta do proprio documento junto aos
autos pelo recorrente, do mesrao modo que, por
grande maioria de votos, Voasa Mageatade j ne-
jou fian;a ao mesino reeorrente.
Nao paasou jamis a idea do levantamento de
ara conflicto de jursdieco pela mente do bumi'de
srgio da justica, 1' promotor publico deata comar-
ta, pareceudo qu-o o Ilustrado patrono do recor-
rente s o aventn, citando o final do aviso de 23
de Dezembro de 1.851, para o indiapor com Voasa
Magestade Imperial, recurso esae de qu? nao tinba
aeaessidade o Ilustre advogado do denunciado, em
ata do seu reconhecido talento, para combater o
aiaiateiio publico neta queato.
Se o Governo I nperial houvesse entendido con
Teniente esse conlicto, elle o teria mandado le-
vantar desde a primeira vez que o denunciado
requereu ordeno de Habeos corpus ao Collendo Tri-
bu o al da R?la(o, por intermedio do Ilustrad)
8r. Conselheiro Procurador da Coraoueite aponte
tua o teria logo feito, sendo em todo caso o 1*
promotor incompetente para o agitar peranto o
Superior Tribuml da llelaclo.
Aaaim tamb-'m, Seuhor, ol- promotor publico,
citando as suas anterioros allegacoes sobr a
fianza impetrada pelo recorrente, o aviso do Mi-
nisterio da Fazenda, n. 301, Je 29 de Dezembro
de 1851, como sitou, expedido p;lo Governo Im-
perial, c aasigoado pelo grande estadista e juris-
conaast>, Joaquioa Jos Rodrigues Torre?, de-
pois Viscoade de Itaborahy, ento Ministro da
Fazenda, o meamo que si^noa o Decreto de
r> de Dezembro*de 1849, avis> que explica o modo
pelo qual as autoridades administrativas deven
proceder, quando qualquer responsivel pelos df-
nheiros pblicos fr preso por alcance e requerer
ao'.tura por Habeos corpus, amente teve em v8ta
provar que taes priso.-s devera continuar ati o pleno
embolso da Faxenda fublica ou at quando ojulguem
preciso como estabelecido, alm de outras, as
diapoaicie do alvar de 28 de Junho de 1849,
do Decreto de 5 do Dezembro do 1849, do Do
creto n. 736 da 20 de Novembro de 1850, referi-
vel ao tit. 3- da le de 22 de Dezembro de 1761,
e do art. 3tt-aic- da Lei n 61 de 16 de Setembro
de 1861, qoe mandou applicar a todos os res-
ponsaveia por dinheiros pblicos e valores do Es-
tado a disposiflo do 6- do art 2- do Dacreto
736 de 20 de Novembro de 1850, cujoi respon-
eaveia na forma da legislado em vigor ao augti-
tos prestaejio de contaa perante o Tribunal do
Theaouro, qualquer que aeja o ministerio a qu
pertencam ; e alm das penas a ahi estabele.i
das, e no Decreto d 5 de Dozembro do 1850,
que Ibes aera tambem applieavel quando ao
apresentarem os livros, contas e documentos de
sua gesto nos prazos qu i Ibes forcm marcados,
caso nao o tenham feito no prazo proscripto pelas
leis, regulamentos e instruccSjs respaetivas, pn-
der o meamo Tribunal impor-lhes inult n at
um cont de ria, aa quaea serio cobrad is execu-
tivamente.
Portanto, Senhor, o Decreto do 5 de Dezembro
de 1849, que s por si teria forc* para obrigar,
como todos os mais de igual natureza do Poder
Ejecutivo, expodidoa noa termos do 12 do arti-
go 102 da C-nstituicao, nao mais um acto s-
mente do referido Poder, como pretende o recor-
rente, constitue urna das leis do loop rio, em
vista do art 36 da lei di 16 de Setembro de
1851, que o adoptou como lei, e assim tem elle
forca para obrigar, igual a qu ilquir outra lei
nossa.
A lei de 16 do Setembro d> 1%1 foi referenda-
da pelo Ministro da Fazenda, Joaquina Joa Ro-
drigues Torres, o mesan qua referendou o D cre-
to de 5 de Dezembro de 1849, e o mesmo ainia
qoe firmn o aviso n. 301 de 29 de Dezembro de
1851, nao podendo baver melbor interprete da
nossa legialaco sobre- o ponto em queato.
N'esse aviso, nao hi remedio seuo repotir, eat
declarado que todos os actos e decisoas das au-
toridades judiciarias, praticido? cm offeuss da
independencia das autoridades administrativas
encarregadas da administradlo da Fazenda no
exercicio de suas attribuices, entte as quaes
se comprtnhende a de determ nar a pristi contra
os responsaoeis omissos ou remiiso ati o pleno
emboho da Fazenda Nacional ou al quando ojul-
guem preciso, como i estabelecido, alen do outras,
as dispcaicoea do Alvar de 28 de Junho de
1808, 5 de Dezembro de 1*19, 20 de Novembro
de 1850 e da art. 36 da lei de 16 de Setembro de
1851, sao manlfestamente injundicos e irregu-
lares.
O magno argumento do recorrente, pois, de que
o Decreto de 5 de Dezembro da 1849, ao eata-
beleceu, nem podia eatabele.cer, doutrina nova,
que pela natureza do crime, o peuulato, previsto
no art. 170 do Cdigo Crimiual e afiancavel, visto
ser aquelle acto emanado do Poder Eiecativo e
nao poder alterar a dtapoaicilo geral do Cdigo do
Processo Criminal o da le de 3 de Dezembro de
1841 ; e porque, fazendo parte a fiaDca ao crime
do conjuneto das garantas constitujionaes, arti-
go 179 %% 4- e 8- da Censttuici do Imperio,
aeria preciso dispoaiclo expressa, que excluase u
crime de pecuiato previsto pelo art. 170 do sys-
tema estabelecido pelo art. 101 de Cdigo do
Procesas, i>esappabece compltame*ix; em vista
de toda a leoislacXo especial da Fazenda citada,
anterior e posterior aos Cdigos Criminal e do
Proceaso, nomeedameote 4o vista do art. 36 da
lei de 16 de Setembro de 1851, como nao mata
poasivel dnvidar. ,
O Decreto de 5 de Desmbra de 1819 lei hoje
do Pas, nao simples acto do Poder Ejecutivo,
e oa reaponaaveia pelos dinheiros pblicos esto a
el'e aujeitos, reapondem por suas faltas, erroa e
traulea noa termos por elle exprestot.
Fiat justitia, ne pereat mundos 1
Assim diaae o racorrente, Senhor, no correr de
auaa allegacoes, e, o miniaterio publico, repetindo
com elle ese conceito, t requer Justica a Voasa
Magestade Imperial, nao tendo por ana parte, o
1- promotor publico, levantado bice alguno
defeaa do recorrente, e menos a que ose de todos
os recursos a bem de seus direitos, e nao consta
que alguem o tenna n'iaao embarazado por qual-
quer modo.
Aprcsentou o ministerio publico a denuncia,
dentro do prazo de cinco diaa, embora trataase-se
de um crime de responsabilidade da maia alta im
portaneia; respondeu petico aobre a fianca, o
mais breve poasivel e apreaenta as raz .'a do re-
curso dentro do praso legal,. nao obstante ter re-
querido o dobro do prazc para as apres tntar, ten-
do aaaiatiio a duaa audiencias, durante o prazo,
requeridas ambas pelo proprio advogado do recor
rente para examea noa autos do ioquerito, a'm de
ter estado durante todo eaae tempo a 1> promoto-
ria pnblica sobrscarregads de amitos outros tra
balhos.
'-e ha demora ao andamento da formacio da
da culpa do recorrente, e ae sao o resltalo de
algum plano nem o digno juiz o nem o 1 promotor
publico teem concorrido pira elle.
O proc 'aso do teeur o da fianca nao entende
com e proceaso da formaco da culpa, visto nao
tntar-su de tecurso de pronuncia ou nao pronun-
cia (lei de 20 de Setembro de 1871, art. 17, I,
e regulamento de 22 de Novembro do meamo an-
no), pelo que, ae ha retardamento na instroceo
da cu'pa, ou isto o resultado de difficuldade na
extraerlo das copias do inquerito ou daa repati-
das diligenciar, que se tem requerido em norae do
recorrente, de modo a embarac r-se o processo.
A promotoria publica tinba o direito de juntar
a estas susa razea os documentos e traslados, qae
entendeaae conveniente (art. 73 da lei de 3 de
Dezembro de 1811), como tinha a parte adversa,
e tendo requerido algumaa curt ..-s ao Tribuuul
da Ralaco, alm daa copias constantes do seu re-
querimiento sobro a vista do recurso, requereu por
ato o dobro do prazo, e proteita pela juntada
d'aquelles documentos aas autis, a t>do o tempo
que Ih i chegarem a moa, visto nao oa ter ain la
obtiJo por demora da Secretaria do Tribunal, so-
brecirrcgaia de muitoa ontroa s-rvieos.
-nli.rfDona interesses igualmente podero-
sos, igualmente aagradoa, querem aer aimultanea-
meiite protegidos; o interesae geral da aociedade,
que qner a justa e prompta poniclo dos delictoa ;
intereaae doa aecusadoa, que tambem interes-
ae social, e que exige completa garentia doa di-
rei'os.
(Helie).
Recife, 20 da Novembr j de 1886 O Io promo-
tor publico, JoaoJoiquim de Freilai Henriquet.
Aceirdo em Ralaco.Examinada e expoata a
materia da petico a fl<. 2 e ap* aa explicsces
do peticiouario por aeu advogado, discutida c re
couhecida a competencia do Tribunal, denegam a
ordem de Habeos-corpus solicitada pelo bach irel
Eduardo de Barros Falco de La-erda, thesoureiro
da Tbeaourarii de Fazenda n'eata provincia, por
nao baver plenamente demostrado a existencia
da circumstancia de f.jrca maior allegada, ticando
aasim regalar o procedunanto |da prisa adminis-
trativa ordenada e effectuada aem constituir o
couatr iiigiinento corporal, para o defrim?nto da
conceaao impetrada.
Recife, 14 de Setembro de 1886.Quintino de
Miranda, presidente (vencido quanto competen-
cia do Tribunal para o caso vertente).Buarque
L de polica, em vista daa allegacoes do advogado
do impetrante.Toacano Barreto.Prea Fenei-
ra, votei para aer ouvido 0 Dr. chefe do polica.
Oliveira Maciel.Monteiro de Audrade.Prea
Gonealves.Alvea Ribeiro.
Confer.Pelo secretorio, o amanuense Jovino
Tavares.
Accordo em SelacaoQue feito o relatorio
doa autos e discutida a materia da petico do pa
cente, bacharel Eduardo do Barros Falco de La-
cerda, thesoureiro da Theaouraria Geral de Fazeu
da d'eata provincia, preeo administrativamente ut
Casa de Detenco d'eata capital, nos termos do
art. 4 do decreto a. 657 de 5 da Dazembro de
1819, em virtude do desfalque verificado no dia 9
do mez prximo paasado, nos cofres aob sua guar-
da n'aquella repartilo, na importancia de......
793:140/337, negam a concesso plena do Habeos
corpus impetrada pelo paciente, cm vista doa fun-
damentos da informa a do chefe da polica i.
21, bam como das informacSes do inspector da
mesma Theaouraria, eoustautes dos ofiisios de fia.
22 a 27 v., fls. 38, e respectivoa dacumantoa.
Consta da inforaaaclo do chafe de polica, data-
da de 13 do crrante m"z, qua, organiaado por elle
a in i'i'Tito sobre a fseto delictuoso, que deu lugar
priulo administrativa do paciente, iniciado no
da 9 da Setembro prximo paaaado, logo que foi
avisado pelo inspector da Theaouraria, que tinba
sido violado o eofre d'aquella repartidlo, e con-
cluido n > dia 7 do corronta mez, a demora que
b iuva na concluso do inquerito, foi occaaionada
pela importancia do facto, que requera muitas in-
vestigaces e diligencias, as quaes effictu iram se
tendo sido remettido, depois de recapitulado, a
Dr. juiz da direito do 2 districto criminal no dia
II, afim de dar-lhej o convaiiiento destino.
Consta da infofmaco do inspector qua a priso
administcava, autoraad pelo decreto ole 5 da
Desembro de 1819, aendo um meio compulsorio de
que a tasen la lanc mo para eoagir os saua exac-
tores a restituirem o dinbeiroa qua desviaram,
caba lhe o direito d" marcar o prazo, noa termos
do art 5 do referio dacreto, ten lo em vista as
eondicja do acontecimento, que deu origem pri-
so do paciente, nao podendo-ae dar outro sentido
palavrarasoavelque l-se em dito artigo.
Ser elle inspector o nico competente para co-
hacer se era ou nao <-azoavel o praso ntassaa, e as,
sim pidol o prorogar, embora a renuncia por par-
te do p .cente, relativamente ao pnmairo przo
marcado, pois aquelle prazo n) era fatal u im-
prorogavel, co no deduz se do dsposto na o.'dem
do Thesouro n. 287 da 27 de Agosto de 1857.
Nem alguem de boa f poder dizer, qua atien-
ta a importancia reconhecida do desfalque nos co-
fres da Tb-'sourara a cargo do pacieute e ouvido
o clamor do interesa-: da fazanda nacional de raba-
ver a avultada quantia de 793:1454387, aeja lon-
go o prazo de 30 das, que foi assi^aado ao pa-
ciente.
Nao aceitou >i renuncia do primero prazi do
15 dias, por parte doresponsavcl, porquanto, alm
le envolver essa reauocia a significacao do desa-
jo de Iludir o cffaito da prialo administrativa,
mnor prejuiso poda d'all alvir fizenli publi-
ca, e aemelhante circumatincia podia aer maia
tardo invocada palo fiador do mencinalo exactor
para aniquilar a obriga^o cintrar li com a fa-
zenda nacional.
A desistencia n'esta hypithesc, nao prejdVica-
ria amente o reapousavul, mas, igualmente Fa-
zenda Geral.
Estas foram as condic'.s, que nfltiram ni ani-
mo da junta da fazanla d'esta provraeia pira
adoptar o procedimento aobre o qual o Tribunal
la Relaco exigi i iformac, procel.meato qua
inspirou-ae no desejo de abrir mais largo espaco
rt-flaxo do pacante, cuja resoluclo, dis. cisiu'l >
o prazo, bem poda nio sor ofructo de madura re-
flexio.
Entretanto, a proviJenc a posta em pratica, de
modo algum podia aggravar a sor te do pacient -,
na qualidade de exactor da tazanda, porque, em
qualquer dos casos, cintinuar sujeito ks diepoai-
coes do citado dacreto de 5 de Dezembro do 1849;
emquanto nao tiver prestado contas relativas ao
seu desfalque, e nao tiver obtido a conpetente
quitadlo, secundo a ordem do Thesouro n. 'O de
30 da de Julho de 185 >, alm do mais constante
da referida primeira intormaco.
N officio fls. 38, complementar d'aquella io-
f jrmaco, diaac o inspector que, na data da 13
d'esse mez, havia remettido autoridade compe-
tente 08 documentos uecessarios para se fazer ef-
fectiva a reaponsabITdado do pacante, de confor-
midade oom o art 6 do decreto de 5 de D.'zeui
bro de 1849 e decreto n. 2,313 de 29 de Janeiro
de 1857, art. 21 4.
Assim, poia, negando soltura ao paciente pelaa
eonaideraces expoetas, eomo negam, e nao aer il-
legal a priso em que contina, tenha ou nao o
direito da renuncia doa prasoa, que foram lhe de
signados, por isso que, em qualquar hypothese,
ao pode-se julgar Ilegal a sua priso, em razio
de fer deixado de baver justa canea para ella, ou
cessado o motivo que a justificara, de conformida-
de oom os Io e 59 do art. 353 do codigocrimi-
ml, como allegou o paciente em sua petico. Ac-
creice ter sido j remetido para ojuito criminal o
inquerito procedido pelo chefe de polica para setwir
de base ao procesto, bem como papis julgadas, ne-
oessarios pela Thesouraria, para se Jazer efectiva
a re.fonsabidade do paciente, pelo que manda que
contine na priso em que acka-se.
Iodeferem, finalmente, o pedido da preataco ds
fianca, porquanto perduram os effeitos da prii&o
administrativa do paciente, de conformidade com o
art. S' do decreto n. 6*57 de 5 de Dezembro de 1849,
combinado com o 4 Tit. 3" do alvar de 28 de
Junho de 1806, embora tenhate de lhe formar cal
por crime de pecuiato. Cuatas ex-caosa.
Recife, 15 de Outubro de 1886.Freitaa Hen-
riques, presidente uterino.Oliveira Maciel.Pi-
res Ferreira, tendo votado em viata do decreto
dw 5 da Dezembro de 1849, pelo 2 fundamente do
Accordo, julguei prejui.cado o 1, amente por-
que j ae tinha mandado formar culpa ao pacien-
te por crime de pecuiato, e aasim tinba cessado a
altegaco de poder oa nao o Theaouraria de Fa-
zenda prorogar o prazo concedido ao paciente,
que alias hsvia renunciado o primero, para reco-
iher a quautia d-'sfalcada. Al ves Ribeiro.P-
rea Goncalvea.Biarque Lima (vot- pela fiancal.
Monteiro de Andrade. Toscano Barreto (votei
pela concessai do Habeos corpus, mediante a fian-
ca, viats j se acbarem os papis no poder judi-
ciario, como aturra ju o uapactor da Theaouraria.
Confer.O amanuense, ovino Tavares.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 25 DE NOVEMBRO DE
1886
Nb3 da Silvio Grusmlo e Vicente Fer-
reira de Albuquerque Naseimento.Entre-
gue o Sr. thesoureiro a importancia cons-
tante do conhecimento junto, que foi depo-
sitada como fiauc/i licitago da obra de
que se trata, visto s ter sido arrematada
pelos 8upplicante3 a rnesma obra.
Sebastio Gongalvea de Brito.Venha
nos termos do art. 112 do Reg. de 4 de
Julho de 1879.
Augusto da Coata Monteiro. Informe o
Sr. Dr. administrador do Consulado.
Manoel Joaquim da Silva.Ao Sr. col-
lector de Crameleira par cumplir o des-
pacho da Junta.
Urbano Jos Carneiro.Os effeitos da
lei n. 1,541 nao affeutam ao extreicio de
18il-1882, e aob o seguinte poderia ser
atten li'io, como foi o supplicante. Com
relajao ao exercicio de 1881-1885, em que
lhe nao foi considerada a isengao, prove
ter estado no mesmo exercicio uas condi-
c/J-s da lei, cujo favor requer.
Francisco Bjzerra de Vascoacellos Pas-
sarinho, padre Floriano de Queiroz Couti-
nho e Peregrino Affonso Ferreira.Infor-
me o Sr. contador.
Jos da Silva Ris. De se, ficando co-
pia por certido.
Eleuterio Roberto Tavares do Espirito
Santo, padre Gennino Walirido de Souza
GuTJo, Costa Lima & C. o Joao Gonyal-
ves de Souza. -Ao Contencioso para cura
prir o despasho da Junta.
Martiniano & C. e Francisco Jos dos
Passos Guimaraes. Entregue-se pela
porta,
Contas do c-ollector de Olinda vigario
Anlr Corsino de Araujo Pereira e do
comisando do Corpo de Polica. Appro-
vadas.
DRIO DE PERBAMBDCO
BEClrE, 26 DK NOVtS.UBctO U isa
\otkIas do uore do Imperio
O paquete nacional Ceara, entrado hontem do
norte, trouze aa seguintea n oticiaa :
imaiona
Dataa at 13 de Novembro.
As noticiaa ao de intereaae local.
Par
Dataa at 18 de Novembro.
Prestara juramento o asaumira o exercicio do
car?o de chefe de polica, o Dr. Jos da Cunha
Teizeira
Nada mais que m^reca menc/ao.
Haraiilnui
Datas at 20 de Novembro.
Nada referem aa folhaa que mereja prender a
uttenyao.
Cear6
Dataa at 22 de Novembro.
A Presiiencia negara aancco adiveraoa pro-
jectoa da Aaacmbla Provincial.
-Chegra o aasumira o exercicio do sau cr-
(^rj de aecretario do governo da proviaun, o capi-
tal IJastavo Collaco Pernandea Vera .
Eacreveram de Baturit diseado qne :
A safra de caf proraette aer magnifica.
Ha grandes eaperancaa para o anno futuro.
P6 le sor qua o Baturit se indireite.
ilio Grande do \nric
Datas at 23 de Novembro.
Nada digno de transcripto encontrarnos as
folhaa deata provincia.
Pnrabyha
Dataa at 24 de Novembro.
Aa ntidas conattm da aarta do nosai corrae-
pondente na rubrica Interior.
. m
INTERIOR
Correspoailencla do Ularlv de
Pero umbiico
PARAHYBA, -21 de Navembro de 1888
Contimamoa sib a preaso do um calor abraza-
dor, e intenso. Felizmente, porm, liiongeiro,
em garal, o nojso estado sanitario.
Na nossa misaiva de 14 do corrente, falla-
mos muito ayntheticamente, devido a presas com
qua a escrevemos, ni biile offarecid) ao ex presi-
uedte desta provincia, Sr. Dr. Souza Bandcira,
pelos seus amigos a admiradores.
Foi urna faBta esplendida a que assistira-n liba-
raes e conaervadorea. Una o outros, auffocan lo
eren; is e abafando deagostos, mais ou menos pro-
fuudos, oriundos da diflcil sciencia de governap,
nao rog itdSram s 'u concurso a to exprossiva e
espontanea manifestando deaprcci e afeita o aquelle
que, por mais de um anuo, deu-no3 as provas
mais frisantes e iueiuivocas d> aeu cultivado es-
pirito, e exemplifioou-noa com a sua conviven-
cia.
Provas ta > elooueutes e Sinceras, enuobrecendo
a qu 'in as d e promove, revellam em alto grao o
mirito e sympathia de quem as recebe'.
O digno chota de polica, Dr. 8moes Dallro que-
rendo singularmente testamunbar ao Sr. Dr. Siu-
xa Bmdeira a sua gratidio pela maneira delicada
e attenciosa, pirqui sampre o tratou, durauto a
sua administradlo, ofForeceu a S. Exc, 111 manlia
do dia de seu e.nbarque, um prof oso e lauto al-
nroco, ao qual aasiatiram o Exm. Sr. presidente
da provinoia, D:. (i -m :ini Brasil e os miis n-
timos amigos d'aquelle magistrado.
So p :1o seu carcter e fsiea foi aquella aogdola
festa meaos imponeute que n priaaeus, olla toda-
va d a medida explicativa d. a elevados seu ti-
nentos de aeu promotor.
Nao fioou ahi. Mais eloquente pela esponta-
neidade, e mais sincera, grave e generosa pela aua
imponencia e publicid iJc foi a derrafeira prova
que deram os ptrabybanos ao Sr. Dr. Souza Bin-
deira e a sua Ilustre esposa, no dia 14, por occa-
sio do aeu embuqu'<, que podemoa dizer, sem
lisonja, foi un doa primairoa a que temos assia-
tido.
Um numeroso squito de cavalheiros e senhoras
da mais cscolhid sociedade, cem aurpreaa de S.
Exc, apresontou-ae na residencia do Sr. Dr.
Buarque do Macedo, onde ae acbavam hospedados,
pira acompaiihal-oa at borlo do landos, o que,
n m todos poderam lograr, pela falta da conduelo
at o porto en que eatava ancorado aquelle vapor,
que era o da ilha do tuart, prximo ao do Gabe-
dello.
Foi, afinal do contaa, umi despedida solemne, e,
ai de um lado nos enchia de intima satisfaco por
vennos bem aquilatadoa oa dotes moraea de cao
Ilustres peraonagens, de outro lado tinbamoa a
deplorar a aua ausencia daa uossaa relafoas ao-
ciaes, em que ae n;re se diatinguiram p -las auaa
maueiraa atteucioaaa e aprimorada educaciio.
Assim deixou-nos S. Exc. mergulhadoa na pro-
fundesa de infindaa saudades.

Por ora nao tem03 que noticiar acto algn im-
portante, pratica lo pelo novo almmiatrador, o Sr.
Dr. Greminiano Brazil de Oliveira Goea.
S. Exc, carcter grave e c.iaat/oso, vai procu-
rando por ai eatudar ua neceaaajlsiiea da provincia
com a prudencia e circumspece}[o quo aureolam o
seu nome preatigioao o sympathi jo, e, por noaaa
parte faxemoa ainceroa votos para que S. Exc,
como tez o a u Ilustre antecessor, coovirja auaa
vistas e attencea principalmente para a parte fi-
nanceira da provincia, que, para na, o ponto
culminante da admiuistraco.
Atontamos a esperanza de que aerao satisfeites
oa nossos votos, porquanto, tendo, anda que per-
functoriamente, o relatorio apresentado por S.
Exc. a Asaembla Legialativa da prpvncia daa
Alagoas, alia naa meamaa condicoea deata, tive-
moa o prazer de ver n'aquella documento oficial,
de aubida valia, ennuaciados conceitos e indicadas
providencias que bem comprovam e aaseguram a
competencia adminiatrativa de S. Exc.
A safra de aasacar e algodao que ae apre-
goava abundante, manifeatamente pequea;
pelo que vai sndo morosa e bem reduzida a arre-
cada^o da recolta provincial.
Correram em prarja, perante o Theaouro Pro
vinsial, diveraos impostos, attingindo cifra de
60:000^003 o dos gados sabidos para fra da pro-
vincia, que me affirmaram haver aido arre-matado
por prepoato da companhia de carnes verdea dessa
provincia.
At o prximo vapor.
Excurso Imperial
( J mal do Commercio da corte)
S. Paulo, 12 de Novembro de 1886.Ante-
hontem, a 6 horas da manh S. M. o Imaerador
foi eacote de meninos.
A'a 7 horas eatr.ram Suas Magosta les no
trem qae oa davia coiduzr pinta doa trlhoa no
lugar denominado Liranjal. trem teve pequea
parada naa estacoia de Boituv e Cerquilho, pa-
rando maia algum lampe jauto a duaa pontea.
Sua Magestade deaceu do trem para examinal-as,
ambas esto aobre o ra Sorocaba, urna uo kilme-
tro 145, tem trea vais, dous de 10 e um de 20 me-
troa e foi conetruida na oficina Hargreaves; a
o'Jtra no bilomctro 196, tem 45 metros em um s
vo. Os pegosa sao da cantara, vinla de 8. Bo-
que a maia de 80 kilmetros de distancia.
Djpis de alguna minutos de demora na eata-
(3.0 de Laranjal, qua eatava adornada, voltaram
Suas Vlagestades para a de Cerquilho e o trem
eutrou no ramal que vai cidade de Tiet.
Na eatacao, que ae achava enfeitada com ar-
cos, b inderaa e folhagena eatavam as autoridades,
alumnos de collegioa de meninos e meninas, a colo-
nia italiana, grande concurao de povo e duaa ban-
da de muaica. Vivaa acclamacoes foram levan-
tadas a Suaa Mageatades ao aom do bymno nacio-
nal, Em um carro aeguido d-J outroa em que lam
aa peaaoas que oa acompanhavam, foram Suaa Ma-
geatades para s casa do Sr. Antonio Manoel Al-
vea que preparara excellente hospedagem e que.
por grave incommodo de aua espoaa que cabira de
um troly, nao pode comoarecer, aende repreaen-
tado por seu tilho o Dr. Joa Custodio Alvea Lima,
engenheiro fiscal da Sorocabana, e por outras pea-
soaa de aua familia que nada ponparam para serem
agrada vea aoa auguatoa vi si tantea.
Fin lo o almoco aahiram Suas Majestades e
foram p' imeiro a matriz, na qual ha sois grandes
qnadros representando a Paixo de Cbriato e que
me Informaram terem sido pintados ha muitoa an-
noa, palo pintor Aprimo, natnral de Campinaa.
Sahiodo da matriz, foram examinar aa obras de
msdeirJ aobre o rio Tiet e depois visitaram aa
escolas, urna de meninos, de que profeasor o Sr.
Ferraz de Oliveira, e cuja matricula de 79 e a
frequencia de 60 a 65 alumnos, e outra de meni-
nas, cuja profeaaora Phomena Froriibella de
Oliveira Lima, a ma(ricala de 69 e a frequencia
de 50 a 55.
Sua Mageatade ficou aatisfeito com o adianta-
mento doa alumuoa deatas eacolas. Tem ellas em
duaa aalaa um muaeu escolar muito bem organi-
aado. Alm de collegios particulares informa-
ram-me que ha na cidade sete escolas publicas,
quatro de meninoa e trea de meninaa. Daa escolas
foram Suaa Mageatadea para o edificio da cmara
e da cadeia. Nesta nao uavia nenbum preso, e,
segundo me disse um morador do lugar, ha mais de
2 annos alli cao entra nenhum. A casa grande
e bam dividida, mas nao eat acabada. E' de te-
na va e aa paredea anda nao eeto rebocadas. A
provincia concsrreu com 8:000/000, ma8 j ae tem
despendido com o edificio maia de 32:0004, sendo
dado o excedente pelos moradoras do lugar. Tem
a cidade um thcatro de boa appaeencia. Com
quanto antiga, pouco tem progredido a cidade.
Ha nella alguna edificios particulares, que to de
boa apparencia, mas nao vimos um e novo ou em
conatrueco. As ras sao extensas c largas, o quo
se uota em quasi todas aa ci Jadea do interior deata
provincia. Um doa bons edificios da clade a
eataco da estrada de Ierro, com tres corpos (o do
centro e doua torreoea), que apreaenta bonito aa-
pecto. Sua Magestade deu 100/2 de camota para
oa pobrea.
A ra por onde paasaram Suaa Mageatades
para a residencia do Sr. Al ves esta va loem enfei
tada, e h avia na entrada um arco com urna varan-
da, na qual estavam 2u meninas, vestidas de
branco, representando cada urna um 1 provincia do
Imperio, as quaea cobriram de Airea oa augustos
viajantea.
No meio de enthusiasticas acclamacoes, parti
o trem de Tiet meia hora depoia do meio dia e s
2 horas ehegou a Ypanema.
1 Suaa M agesta lea e as possoas de sua comitiva
sahiram pouco iepois em troly ?la liuha ferr
que conluz mina. Outraa peaaoaa iam a cavallo
pela estrada, que corre paralella quslla.
Em frente de um atalbo, que conduz ao ponto
em que eat o monumento Waruagheu que fica a
750 metroa cima do nivel do mar, pararam Suaa
Mageatadea, ficando nn troly S. M ;. Imperatriz,
aubio o Imperador at o lugar em que est o mo
numento. Consiste este em urna columna de gres,
aobre um grande bloeo tambem de gres, tendo em
cima urna cruz de (erro, tosca, fundida na fabrica.
Emaiima daa faces da columna l inacripcio: A Memoria da Warnaghen, Via
conde de Porto Seguro, nascido na trra fecunda,
deacoberta por Columb), iniciad 1 por aeu pai naa
cousas uteis e grandea. Estremecen a aua patria
u escrcveulhe a biatria. Sua alma inmortal
rene aqu todaa aa su 13 reerdacea.
Na outra face. Naaceu nesta fabrica 1 17
de Pevereiro de 1816, falleceu a 29 de Juuho de
1878, cm Vienna d'Austra, onde repouaam oa cua
reatos mortaca.
Di pinto em que eit o ra numento, eaplen-
dido panorama com admiravel horiaonte enleva e
extasa o espectador !
c No fundo, direita, v-sa a serra de S Fran-
cisco que continua com o nome de S. Roque, dis-
tiuguindoae no cnbeco oriental o pi do Sabo.
Dalii por diau'.e deprime-se a aerra a ti-sta
d> Japym, ficando a meia distancia o lindissimo
tuffo do Jaragu. A serra do Japym coutnua e
vai perder se quasi no horisonie, que so descorti-
na a vastissima extensio aemelhaudo o terre o,
mais ou menoa ondulado, em vaato oeceano verde.
Peinado o minum.'utooi Sua Magestade. a
umi gruta qua fija eaquerli. E' ella formada
de urna grauJe lage de gres suspeua 1 por aeis
blocoa da mesma roob,. deixando o espado de 4
metroa de altura e 3 1/2 da largura na entrada.
O fundo tbm 6 metros a o lugar em que a I ige
aupen ir mergulha no terreno.
'ua M igestade demirou-ae algum tempana
gruta e ae^uio depois para a atraa. Clwgoo pri-
mero ao lugar onlii s quebra o mineiio por meio
do pilo a, movilos por agua. Alli hondo M.
a 1 nperatriz, fii o Imperador at onde te extrabe
o mineral, teud pr-viamente do preparar um corte onde ae pon le bem estudar
u dispositivo dos blocka do minero at a base.
Alli, como em outros lugtrea do mirro existe
urna carnada inferior de um eorpo que parece ar-
r;ila nvaturada com micas, mas que anda nao foi
analysaJa, nao piden lo pir isto 03 protissionaes
declarar se effccti/ain'ntj da disposicio tala
ganga proveio o mineral de ferro ou servio de
meio para ascenco do metal at altura em que
ae acha.
Oa Sra. Derley e Coutinho oncordam que
existe alli um dique geral ou mais de um por que
nao est reconhecida a'montanhacm todaa as
auaa partea. Aoa depsitos de minero, qie for
mam collinas ou canudos mais cu menoa expesaaa
auccede urna rocha que deoomioam mina pobre,
tendo urna inclinacolo muito scnaivel para o lado
da parte 00 alto da moutaulu. A esta carnada
auccedem-ae outroa de gra maia ou menos argilo-
aaque aaaim como a rocha denominada mina pobre,
ao empiegadaa como fundentea. A estas ultimas
auccedem-ae, nao inclinadas, mas completamente
borisontaea, extractos de gres de grao fino cm al-
gumaa pai tea a ponto de servir de podra de amo-
lar e em outraa de menos conaiat ;acia empregado
oom vantagem naa eoustrac^ia. Esta formaco
horiaontal extende-ae por toda a baca do rio So
rocaba.
< A jazida do minero de ferro do Ypanema,
diz, o engenheiro Dupr, ajudante do direetor da
fbrica em um'trabalho ltimamente publicado noa
aunaea da eacola de minaa de Ouro-Preto, achs-ae
na vertente occidental da morro Arecoyaba, 300
milhas cima daa officinaa metalrgicas, em nma
depresso onde nasce o pequeo ribeir 1 Ferro
outr'ora das Fumas, tributario do Sorocaba. *
Depois de demorado exame, foi Sus Magesta-
de para o ponto onde deixra S. M. a Imperatriz
e dah volcara pela linha frrea por onde tinham
ido, parando em frente ao atalbo que sobe para o
monumento Warnaghen.
c 8. M. a Imperatriz, a Sra. D. Mara Candida
e es Sra. ministro da agricultura e bario de Sa-
boia continuaram a viagem para a casa da dire-
ctora da fabrica ; S. M. o Imperador, acompa-
nhado doa Sra. Viaconde de Paranagu, Baro da
Parnahyba, Silva Coutinho e outroa subi ao pon-
to mais alto denominado Boa-Vista e que fica mil
metroa cima do nivel do mar.
Vencidas nao peqnenaa diffijuldaies, ehegou
Sua Mageatado a eaae ponto, do qual ae descorti-
na um horiaonte de raio de 16 a 20 leguas, desco-
brindo-ae aa cidadei de Sorocaba, It, Tiet, Por-
to Feliz e Tatuhy, divisndose perfeitamente oa
planaltoa de Botucat esquerda, e Araraquara
direita ; paaaando no fundo do valle entre oa
meamos planaltos o rio Tiet.
A diatanaia entre aa cristas doa doua planal-
toa de 10 leguas, aendo de primeira qualidade
aa trras comprehendidaa entre ellea e margeno
do rio. Pela esquerda vai ae prolongando a ea-
trada de ferro Sorocabana, que aervir noa ricos
municipios de S. Manoel e Botucat, devendo
prolongarse pelo vale do Rio Pardo, tio frtil
como oa melhores da provincia, at alcanzar as
margens do Paranapanema. Pela margem direi-
ta estn di-se e a trea leguaa de distancia a estra-
da de ferro do Pinhal, cojos trabalhos acham ae
quaai concluidos, at a villa do Jah.
< Do laio oriental avista-se da Boa-Viata, j
perdendo ae no horiaonte a serra de Paranapiaca-
ba ao sul e correndo para late a de S. Franciaco
e a do Roque, que alli parece ter a aua termioa-
ca no morro do Saboo! Em meio da distancia
que vai deate e da Serra do Japym avulta o morro
do Jaragu perfeitamente carac risado pela aua
forma cnica e regular.
A 8erra do Japym perde-ae no horiaonte vol-
cando-as para o norte, e diviaam-ae a grande dis-
tancia oa picoa da Serra do Caldas que se desta-
cara da Mantiqueira uaa cabeceiraa do ria Jngua-
ry, que corre psra o norte, enteatando ahi com aa
aguaa que vertem para o Camauducaio, cabeceira
do Piracicaba.
Na direccao de oeste nao se divisara maia
serras, mas sim a planicie verde ligeiramente on-
dulada, vertida em parte de vegetaclo que se dia-
tribue caprichosamente pela encoata daa colinas
ou corda alguma imminencia ; acha-ae o reato do
terreno quaai todo aberto em campo.
Sua Mageatade, tinha aahido para eaae ponto
a 5 1/2 ; quando ehegou casa eram mais de
ate da note.
Depois de jantar S. M. o Imperador, teve urna
larga conferencia com os Srs. Muris OrvilleDer-
by e Cotinho e pergunton-lhea a opinio ou juizo
qua fasiam ds origem do minero.
O Sr. Coitiubo foi de opinio que provinhi de
um dique o que ae havia desagregado da parte su-
perior, depoia de deco 1 postas as rochas vizinhaa
dando lugar a diversos depsitos que alli se acba-
vam, se o ferro efectivamente proviaha de reac-
coea chimicaa ou ae originariamente da erupcao do
dique, queato que s ae pJe reaolver depoia de
anaiyaada a ganga e reconhecido o terreno em di-
versos pontos ; nao aendo poasivel aventurar qual-
quer idea pela inapeccio do corte apresentado.
O Sr. Derby foi da meama opinio, accrescen-
tando, porm, que encontrara fragmento de mine-
ro com um pouco de ganga encrustada e alguna
fragmentos de peridoto. Convm eatudar maia, por
que com oa eatudoa feitoa nada se pode resolver :
ao ellea inaignificantea diante da grande extea-
so em que se eucontra o minero.
O Sr. Dr. Mursa entende que o ferro pro v m
da decojoposifo da ganga, idea j aventada por
nm viajante allemo.
Qualquer qe aeja a origem, entende o Sr.Coi-
tmho que ha minero aufficiente para a produceso
do ferro por muitas dezenas de annos, aendo a
maior neceaaidade da fabrica actualmente algumaa
machiaaa que tornem a produeco do trro econ-
mica, porque collocad a fabrica naquella regio
p le fornecer eata miteml a urna parte impor-
tante da provincia p ir 50 a 75 por cento menos do
que vem do oatrangeiro. .
O ferr 1 t> 1 _j t a fua'mi'ntc m; es .ralas de fer-
ro fete exorbitaure, tanto assim qu, pela diatan-
cia que va* de S irocib 1 a S intos, 11 despeza do
tranaporte trea vezes maior do que o freto da
Europa par 1 Smtos.
a Fallando no rtr. Derby, devo dizer que veio
elle com a commiano de que befa comprimen-
tar Suas Usgestades, Essa commiasao, qus a da
carta geographica e geologlea da provincia, com-
poe-ae do Sr. Boille Derby, do engenheiro Theo-
loro Sampaio, eliefe di servicogeographico, tendo
por ajuJante o Dr. Julo Washington da Aguiar, e
doa encarregadoa do servicio geolgico, engenhei-
ros Lmz Goncalves Campos e Francisco de Pau-
la Oliveira. A commisaao eat actualmente traba-
lhai'lo em Campo Largo, distante duaa leguas de
Ypaoema.
a Ni mes 1 sentaram se ao la 1 o de S. M. o Im-
perador a Sra. do Dr. Mursa e este ao lado de S.
M. a Imperatriz.
Tendo fallado em geologa, ocaorre-me dizer
que vi hontem, um annusno geolgico universal
publicado em Panz, o anno paaaado, pelo Dr. Da-
guecourt que di como principara geologoa do Bra-
zil o Viaconle de Bom-Retiro e Rio-Branca, o
Baro Hornera de Mello, o general Cuto Maga-
lhea e Gorceix!
Aa noticiaa que te.iho dado do terreno deata .
provincia, bas qualidades e outras circumstancias
e bem aaaim acerca do minero da fabrica de Ypa-
nema devo aa ao Sr. Silva Cotinho, que conhece
bem a provincia, 'por te/ feito nella eatudoa cape-
ciaes
Hontem de manila reuni-se commisaao geo-
graphica e geolgica da provincia e apreaentou a
Sua Magestade oa traba'hoa quo tem feito aobre o
rio Parauapema e couieco da triangulada de Cam-
po Largo, dando 03 seus membroa a Sua Magea-
tade aa iuformacoea minuciosaa, que aa pedii. Es-
te examo de plantas, mappaa e deaenho8 durou
oerca de urna oa, moatranda-ae Sua Magestade
aatisfeito.
A fabrica de Ypanema, di qual 30 tem oceu-
pado por div.-r = as vezea o jornal, um cstabeleci-
manto da maior importancia, onde ae fazem com
toda a perfei^io numerosos objectoa que alli vi-
mos em deposito.
Para seu completo desenvolvimento precisa
ella dealguns mtehinismos, e eatanecesaidade vai
ser aatiafelta pelo Sr. conaelheiro Prado, que fez
alli minucioso exame, conferenciando largamente
cam o acivo e Ilustrado director Dr. Joaquim de
Souza Mursa.
A'a 9 horas entrarara no trem Su 13 Magesta-
lles com destino a Sarocab para alli vsitarem o
salto do Votorantim.
Ao deixar a fabrica de Ypanema, cumpro gra-
ta deve", declarando que o Dr. Muraa preparou
excellente hospedagem para Suaa Mageatadea e
foi da maior solicitude e cordiulidade para as pes-
8 ia8 que o aeompanharam, na quaea por issofica-
r.iui omito Bgradeeidaa.
11 Na ea'nco de Sirocaba havia grande concur-
s 1 de povo, que aperava Suaa .Vla'estades o as
receben com enthusiasticas vivas c aosomdohym-
ns nacin il. Eutrand 1 em jm c irrs, e companha-
das por granic numero de pessoaa em carros, tro-
lys e montadas a cavallo, foram Suaa Mageatades
caelueira de Vatorantim.
Esta cachoeira, segundo a descripcao da enge-
nheiro E. Stevaux, frmala pelo rio Sorocaba.
que, deieeuJo do extenso planalto daa vertentes
jecid uitaea da serra do mar, onde tem aa auas
uaacentes, precipita-se por umi das suas princi-
pies gar^autas na serra de S Franciaco, no val-
le inferior, oude est a cidade de Sorocaba.
o Distante 5 a 6 kilmetros de Sorocaba, e ser-
vido por caminho fcil e pittoreaco, tem este salto
attrabido a atiene 11 de muitoa viajantea.
Com effdito, ao dse r a ultima callna, ao p
di qual serpenteia o rib-ira de Cubata, causa
aensa^a agradavcl o aspect) desae vaato amphy-
theatro caprichoaameote iimitaJo por morros en-
trelazados, cabertoa de vigirasa vegata^ao e no
seio da qual levanta-ae ao aom de prolongados
ruido?, um diaphana veo ds vaporea braucoa, co-
roadus pelo sol de um brilbante arco-iris.
O salto propriamente dito conata de urna im-
ponente queda, formada de 2 degroa, tenda o !
7m,60 de altura e o 2o 14m,12. Addicionando a
estes algarismoa a altura de urna pequea cachoei-
ra que Ihes fica immediata e forma por assim di-
ser a soleira ou o aco deate titnico monumento,
obtem-ae a altura total de 24n>,56 para a cachoei-
ra do Votorantim propriamente dita; eontinua,
porm, para cima essa gigantesca eacada.
A' distancia de menas de 300 metros encon-
trara se as lindas cacboeiraa daa IIhas, formando
igualmente 3 degros, de altura total de 10 me-
troa.
< Aaaim, n'urn curto intervallo de 350 metroa
precipita-ae o rio por estea dous grap?a de ca-
ehoeraa de urna altura de 34m,50.
Reduzindo a expieaeoes mechaaicas a enorme
forca sesultaute deata queda e dando apenaa ao
lio um volume de 5 metroa por segundo, o que par-
rece ser o menor volume provavel por occaaiao
daa maiorea aeccas, tem nada menoa de 2,300
cavalloa de forja absoluta, que app icadas indus-
trialmente poderam mover machinas de 1,700 ca-
vallos
Voltando estacao demoraram-se Suas Ma-
geatades meia hora esperando a paaeagcm do trem
ordinario.
A directora da Sorocabana preparou um de-
licado lunch mas Sua Magestade apenas aceitou
urna chavena de caf, tendo antea p.ovado um vi-
nho maacatel fabricado no logar e que achou mui-
to bom. '
Fallando agora em vinbo, occarre-me dizer
que em Tiet, deram aa almajo vinha de diversas
qualidades alli fabricada, que foi muita aprecia-
do. Tanto all coma em Sorocaba ha grandes
plantaces de uva e fibr.caso vinho que tem
grande extraccao. Daquelle aa menoa ha certeza
que de uva.
Em viagem para a capital, parou o trem na
fabrica de cal pertencente ao Sr. Stevanea e que
considerada a melbor da provincia; sendo a sua
prodcelo mensal de 30 wagons de 5,000 kilos
cada um.
< Depoia de ter examinado o fabrico da cal, di-
rigio-se Sua Mageatade a urna pedreira de mar-
more que alli ha e foi em seguid 1 offieina onde
a pedra e serrada e preparada. Pessoa que alli
J iva iuformacoes disse-me que nao havia a menor
vantagem naquella extraeco pela excessivo frete
que pagava, tanta assim que o empenho do pro-
prietario agora era a fabricacaa do vinho; queja
tinha fabricado 103 pipas e tinba plantado 9(1,000
pea de uvaa.
< Da fabrica de cal, aegu>o o trem para a eata-
co de Agua Branca, naa proximdadea da capi-
tal, e ahi parou, deseen lo Sua Magestade para
visitar a fabrica Antartica Paulista, propriedade
de urna asaociaeao de quem ao representancea os
Sra. Joaquim Saltea e Dr. Luiz de Toledo Pisa,
cuja flm o preparo da lo inha, presuntos, salchi-
chas, carnea conaervadas, etc.
E um importantissimo estabelecime&to, orga-
niaado inteirameate americana.
Sui Magestade examinou primeiram'nte a
fabricago do gela, para a qual ae cm prega urna
machina da forca de 50 cavalloa, e que trabalha
sem a menor bulha.
Eaaa fabricacao de dez mil kilos por dia e
augmentar confo.ma as necessidades da fabrica.
Depoia anaiatio desde matanca do parco at fi-
car completamente prorapto para ir para aa c-
maras frigariferas.
Vio picar a carue para liaguicae, entrou as
camaraa, cuja temperatura era de 2 graos abaixo
de zero, estando em urna conservados os parcos,
de entre oa quaes tirou-ae um que foi cortado na
preaenga de Sua Mageatade ; em outras ha banha,
carnes preparadas e peixe, que all eat ha um
mez em perfeito estad 0.
Em seguida examinou a fuoilaria, na qual
trabalham oa maia aperfeicoadaa uiichiniaraaa, e
por ultimo o grande pajo que fornece agua para
a fabrica.
>< Comquanto j houveuao dia de se matarem
mais de 160 porcoa, a media regula de 40 a 50.
Sua Magestade uo retirar-se, depoia de ter
aceitado caf e agua gelada, tendo outraa peaaoas
tomado aorvetea, aignificau aoa proprietaroa a sa-
tiafaco que aentia por aquella visita a tas bem
organiaado e dirigida estabelecimento.
Pouco depoia daa 4 horaa chegaram Suas
Mageatadea capital, recolhendo-ae ao palacio da
presidencia.
A viagem pela eatrada Sorocabana, que de
bitola eatreita, fez ae ap'zar da velocidade, mui-
tsa vezea de um kilmetro por muito, 8em o me-
nor incidente; tendo-ae percorrido cerca de 500
kilometroa, ida e volts.
J tem esta estrada mais 22 kilmetros de
trra piompts at Conchas.
O presidente da campanhia, Sr. Mayrink, o
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Diario de PernaniimcoSexta-fcira 26 de Novembro de 1886

director, o Sr. Joo Jos Pereira Jnior e o chefe
da trafego o Sr. Jorge Whiter, acompanbaram
Suas Magestadcs em todo o trajelo e procuraran!
por todos os meios tornar-lhes a viagem agrada-
vel dispensando as mais delicadas attenc5es_
pessoas que acompanham oj augustos viajan-
tes.
Hoje a 7 horas partiram Suas Magestades
para Braganca.
Eai Sorocaba urna manifestacao de mais bel-
lo eff'ito foi a dos operarios da fabrica de teei-
dos do S:-. Fonseca, os quaes, em linha em um
grande trrico, levantavain vivas a Suas Mages-
tades, tocando o hymno urna banda de msica de
operarios da mesma fabrica. >
iiYiSTA DIARIA
l
talla preKldcnrlaeaS. Exc, o Sr
Dr. Pedro Vicente de Asevedo, digno presidente
da provincia, acompanhado de seu ajudante de
ordena, visitou hontem os edific;oa do Theaouro
Provincial, quartel de cavallaria, Faculdade de
Direito, Thesouraria de Faienda, Arsenal de Guer-
ra, Instituto Archeologico e Casa de Detcnco.
Em cada urna desses ealabelecimcntos, S. Exc.
demerou se r.lgura tempo, examinando miudamen-
te todas ai socco.'s e dependencias, e informndo-
se a resp.'ito dos respectivos servicos.
Tribunal fio Jury do BecireNeste
tribunal proeedeu-se hontem ao julgamento dos
reos Mmoel Felippe Santiago e Anselmo Barros da
Silva, os quai's foram patrocnalos pelo Dr. Luiz
Drummon'J, o absolvidos.
Medida sanilailaA junta de hygiene
est procediendo urna visita sanitaria as diver-
sas livguezias desta cidade.
Auxiliam-ua os fiscaea respectivos, por determi-
naco da Cmara Municipal requisico da mesma
junta.
Semelhante medida, tendopor fim o saneamento
desta capital e o melhoramentc do estado sanita-
rio, jdigua de animaco; e estamos convenci-
dos de que nnguem pora obstculo sua realisa
cao, antes todos cuncorrero com a sua coadjuva-
co para o prompto e bom desempeubo de to sa-
lutar emprehendimento.
Abecedario hornos opatblco.Apbar-
macia Sabino Pinho, sita ra do Bario da Vic-
toria, acaba de publicar a 3 eJicao do Dicciona-
rio homatopnlliicu do -inado Dr. Sabino Olegario
Ludgero fiuhj.
E' um livro de 340 paginas, bem impresso, e
contm a nomenclatura das eufermidades, seguida
das indicncocs da therapeutica accommodada a
cada ama.
Agradecemos o mimo quo nos fizeram de um
cxemplar.
Re va I a illuatradaRecebemos on.442
desta intere asante revista fluminense. Traz na
1 pagina o retrato do fioado comelhcro Jos Bo-
nifacio de Andrada e Uva.
Auni versarlosFazcm boje 210 annos que
foram elevadas a dioccaea as prelazias de Olinda
e Rio de Janeiro, pelo Papa Ianoctncio XI.
Tambem fazcm lio annus que o Imperador D.
Pedro I nomeou um conselho Je 10 membros para
r.ranisar a Cunstituicao Poltica do Imperio do
Brasil.
i D. i lio uso \II. Autc-hontem, 1 anniver-
sara da morte do D. Aff ins-o XII, de H-spanha,
o consulado hesDauhol onservou a meio pao a
band'ira respectiva, em signal de pezar.
Corso de dlrello natural e romano
O Sr. Dr. Joo Elisio de Castro Fonceca, no dia
1 de D.'zcuibro prximo, inaugura um curso livre
de direitos natural e romano, que constituein o 1
anno da faculdade de direito.
As prelcci'eB sero fcitas ao meio dia, em urna
das salas do edificio onde funeciona a referida fa
culdade.
Tiiesouraria de laaenda.Sob a ru-
brica Parle official vo inseridos na folha de hoje
as razoes ofiVrccidas pelo Dr. t promotor publico
no recurso que, sobre, a fianza provisoria requeri-
da ptlo thesourtriro oja thesouraria de fazenda, in-
terpoz para a reiacao e respectivo advogado' do
despacho do Dr. juiz de dereito do 2o districto
criminal, que negou o mesmo fian;a.
Homicidio.Em 19 do corrente, no lugar
Jaracati, do termo de Gravat, Antonio Ignacio
Vitelvino Ferreira matou a facadas a Miguel Pau
lino; depois do que evadio-se.
Berilterico.A' bordo do paquete Cear,
entrado hontem do norte, falleca de beriberi, hon-
tem mesmo, o passageiro Miguel Vctor de An-
drade Figueredo, de 38 annos de idade.
Arman defeaa.A' secretaria da polica
foram remettidas:
Pelo commaudante da guard cvica y tacas
de ponta, 7 etnivotea, 1 puuhal, 1 navalhs, 2 com-
pa8sos, 1 furador e 7 ferros diversos.
P*lo delegada de Gravat, 25 facas de ponta.
Todas easas armas foram tomadas diversos
individuas.
Fernando de XorennaEscrevem-nos
em 23 do jrrente :
A's 9 hars da noite, do dia 18 do corrente,
ancorou no porto desta itha o vapor Giqui tra
zendo a seu bordo o Sr. capito Joaqnim Agnpi-
no Furtado de Mendongu, ltimamente nomeado
director do picsidio, alferes Castro Jnior e sua
tam lia, pharmaceutico Fonseca e Silva e sua fa-
milia, um cadete com fami.ia e 17 sentenciados
sendo 9 civis e 8 militares.
Loga que o vapor fuueou foram, a bordo do
mesmo, os Srs. director interino tenente Jos
Ignacio Ribeiro Roma, secretario interino tenen-
te Joao Pereira de Lucena e ajudante interino
capito Manoel Accioli de Moura Gondim, com o
fim de visitar ao Illm. Sr. directorijeff'ctivo Joa-
qun: Agripino Furtado de Mendonca.
No dia seguate 19 desembarcou o Sr. direc-
tor sendo receido em trra com as formalidades
do estylo, e s horas da tarde deste mesmo dia
iisumio o exercicio da directora em presenca de
todos os empregados, officiaea e pessoal presidia-
rio.
Pelo Sr. tenes: t o Roma, foram eoto liaos,
urna circular em que declarava deirar n'esse dia
o cargo de director interine, revertendo por isso
ao seu lugar de ajudante, e um relatorio circuios
tanciado do estado moral e material do presidio e
dos trabalhv.3 e melboiameatos exeeutados du-
rante sua administrado.
No dia siguinte, ao da posse, percorreu o Sr.
director, acompanhado de seu ajudante todas as
repartieres e oficinas, hldeia e campos de plan-
to, mostrando-se satisfeito, especialmente pela
construeco das estradas mandadas roteiar lti-
mamente pelo Sr. Rama.
O estada sanitario do presidio bom.
Segne n'este vapor o alferes Buzerra com sua
aenhora e 33 sentenciados.
Dlnbeiro O vapur tiiqui trouxe de Fer-
nando para
Diversos 3:861*000
Conselbo IMterarloEffectuou-se hen
tem sob a presidencia do Sr. Dr. inspector geral
da Ioatruccio Publica, a conferencia para apurai
os votos dos profesores pblicos, elegendo um col-
legs pira representa! os no conselho litterario.
Forom apresentod.-s 114 officios, que apurados
deram o seguinte resaltado :
Francisco Carlos da Silv* Frsg030 78
Augusto Jjs Mauricio WanderUy.
Simplicio da Cruz Ribeiro.
Jo Martiniana d: Souza. 4
E outros menos votados.
Foi declarada roembro do conselho o primeiro
votado e substituto o segundo.
Directora da obra* de conaerva-
c&o do* portoB'iletim meteorolgica di
s34 Novem'.ro de 1886 :
V
8- o
Horas M:
i. T. It

-----
6 m 261
9 28 3
12 29o1
3 t. 28-2
6 269
Barmetro
757>74
760">30
75^ra71
756ra79
75Un,5
T.MO
do vapor
18.88
19.56
20.08
19.56
19.38
reo affiancado Flix Affinso Bezerra, pronuncia-
db no arf. 219 da cod. crim.
Declarando o dito reo, que por sua pobreza
nao ti iha advogado, o Dr. juiz -de direito conv-
dou o cidado Luiz de Araujo Cavalcaut i Duca
para incumbir-se da defezs. Tomando este a
cadeira da defensor, veio logo com excepcSo de
prescripeo, A que tinha direito o aecusado, e, pro
vando-a, foi jalgada concluiente, mandndose
por perpetua silencio a aecusaco.
Logo em seguida compareceu o reo Jaio d*
Mittos e Silva, pronunciado no arf. 193 do cod.
crim., estando incompatibilisado o Dr. juiz le di-
reito, o Dr. juiz municipal presidio o julgamento.
Nao tendo tambem advogado, pelo mesmo moti-
vo do primeiro, foi convidado o professer publico,
Antcnio Candido de Olveira, que conseguio a ab-
solvic'io unnime do seu curatellado.
< N havendo mais procesaos, foi em seguida
encerrad i a sesso do jury, retirando-se no dia
seguinte (10) os magistrados para a sede da co-
marca.
Nessa sesso tencionava (segundo consta)
apres ntar-s a julgamento para livrar-se, o cele-
bre criminoso Mauoel do Nascimcnto da Siqueira
Barbosa, assassino de seu proprio genro, Rober-
to ; porm tendo elle soffrido um tiro da espin-
garda que conduzia, de quo era inseparavel, do
qual resultou grande estrago em um p, deixou
de fazer a sua apceacntaco ; e nao obstante es-
tar cm lugar sabido em Mochot, nao t n sido
perseguido.
o dia 10 d Outubro prximo passado, na
fazenda Passo do Boi, para ond se tinha trans-
portado do Riacho do Mel cem o fim de comprar
gado, cthio quasi fulminado Francisco Cavaluan-
to de Albuqaerqus Umbuzeiro, por ataques terri-
veis provenientes de um poaco de agurdente que
bebeu dada por seu companheiro Zichariaa Be-
zerra de Anu >, residente na fazenda Serriuha
do termo de Buique ; e eram ttes os ataques e
to grandes as convulsoes e extranhos aos cir-
c< matantes que estes unnimes denunciavam um
envenenamento, e o doeote quando poda fallar
reclama va a priso de Zichanas, dizendo que es-
te o tinha envenenado, o que fossem aos altorges
delle e tirassem um frasco que continha um li-
quido extranhamente amargoso que lhe tinha sido
dado a be ser.
Antes que al^uem se aproximasae dos alfor-
ges, Zacharias precipitadamente se apaderou do
frasco b vasou todo o liquido que continha, sem
que podesse ser impedido, tal foi a preatesa que
empregou, jogando em seguida o frasco de encen-
tro a um pao, a fim, sem duvida, de o quebrar,
o que nao se realisou.
N'aquella occasio, Z icharias escapullio se,
porm 3 dias depois foi apaando em diligencia
pela subdelegado supplento Jos Diniz de Almei-
da e recolhido cadeia.
< Aberto o inquerito policial u procedendo an-
da o delegado de polica, Clementina Alves do S
queira, as convenientes posquizas, deram em re-
sultado vehementes indicios de um crime atroz, e
pelo Dr. promotor foram denunciados, Z icharias
como mandatario e Rodolpho Rolamberg como
mandante, ocursos no art. 192 do cod. crim, com-
binado com o 34.
Vendo o Dr. juiz municipal, Paulo Caetano
de Albuquerq'ie, a urgente necessidaie de sua
presenca na formaco do proceaso, transportou ae
para esta villa e deu cumeco inquirico de tei-
tenominas, conseguindo apenas inquirico de 6,
por que sendo o facto da alta gravidade, a natu-
reza do crime e de ser o denunciado R>dolpho
muita aparentado neste termo e irmo do supesto
envenenado, se recusam, a protexto de duenda, ao
comparecimenfa em juizo.
< Sendo mutas as difficuldades para as auto-
ridades ju iciarias, no julgamento do processo, o
Dr. juiz municipal, em vista da gravidade do
caso, quasi virgem nos aunaos do foro desta co-
marca um requereu exime medico legal, por conta
dos cofres pblicos ; e deferido foi convidado o Dr.
Israel Cysnciro, residente na cidade deGaranbuns,
afim de vir proceder a e;te exame, e este com dif-
ficuldade transportou-se a esta villa e d'nqui o
Riacho do Mel, onde reside Francisco Umbuzeiro.
Anda nao tendo couhec:mento do dito i xame me
aguardo para outra eccasiao noticiar.
Zicharias, que se achava presos, por occaaio
de faxina escapoliu-se, pelo qu; ficam presos os
soldados (2) que o acompanhavam na dita faxina.
A autoridade proede contra os culpados pela fuga
do preso, na forma da le.
Consta que no interior da comarca do Buique
alguns vaqueiros achain se prvidos de stryehnina
a pretexto de matar onca, applicando-a cm crni-
cos, o que recama serias providencias do Ilustre
i'r. inspector da higiene publica, em ordem a ex-
tinga! aa to am'-acador e muitos vezes fatal
abuSO mxime qU mil nata prnr if tai tnaos
de homem, rsticos e mutas vezes mal intencio-
nados.
A ultima hora.
De viagem para o Recife a tratar de sua sade,
com itenerario pela cidade de Pesqueira, passou
aqui o nosso juiz municipal, e seguiu acompanhado
por um numero avultado de amigos, que o acom-
panharam at 1 e meia legoa alm desta Villa .
Villa de 8. Beato.Eacreve-noa em 18 do
corrente :
O themometro tem marcado 30. Reaumur ; e
se na j fosse a brisa do leste que nos visita diaria-
mente, depois de cinco hons da tarde, tocaramos
abrasados !
J vo
Foi absol-
sassinado a Francisco Jos da Silva,
vido.
Entrou mais em julgamento, no mesmo da 12,
Manoel Cordeiro Manso e Joaquim Jos Corts,
recolhidos voluntariamente na noite antecedente,
o primeiro pronunciado no 193 combinado com o
art. 34 do Cdigo Criminal, por haver tentado con-
tra a vida de seu concunhado Herculano Quintino
da Silva, em o mez de Julho de 1874, e o segando
pronunciado em 12 de Mao de 1882, por ter rou-
bado dois cavallos de Antonio Alves de Olveira.
Ambos fjnno absolvidos, sendo seus defenso-
res, assim como dos outros reos, os advogados Al
buquerque Leo e Claudino de Olveira.
Foi a vezprimeira que em urna sesso do jury
dista villa, e talvez do mundo intoiro, onde existe
esta sabia mstituicSo, so teuhs tomado conheci-
mento de trez questcs importantes em um s
dia.
No dia 13, ultimo dia de sejso, foram julga-
dose absolvidos Jos Joaquim de Sant'Annae An-
tonio Pereira dos Santos, este afianzado e incurso
no art. 257 do Cdigo Penal por ter furtado urna
egna castunha de Felippe Nery em Setembro do
anno passado, e aquella pronunciado desde o dia
21 de Agosto de 1882, no art. 224 do mesmo cdi-
go, e patrocinou a ambos os advogados cima re-
feridos.
No julgamento.do reo Antonio Pereira dos
Santos fez parte do conselho o jurado Joa Vctor
Xavier, o qual servio de promotor na f irmaco da
culpa.
Esto pois, findos os trabalhos do jury deste
termo, cuja indulgencia foi demas na presente
sesso, de vida smenta s intimidades, senopro
prejudtciaes aos interesses da justif a.
As pessis sensatas e as que pensam alguma
alguma coisa no direito exclamaro :nunca se
vio recolherem-se reos na vespera do julgamento
e um mestre escola servindo de juiz municipal.
At outra vez.
O Botado menor da Europa.O Es-
tado mais pequeo da Europa, expe Le Temps.
nio nem o principado de Monaco, nem a Rep-
blica de Andorra, mas a de S. Marino, como acre
ditam sem duvida 99 peasoas d'entre ceoo. E' um
Estado de cerca de 6 kilmetros quadrados com
2,000 habitates apenas, ao lado do qual o princi-
pado d Monaco pais, gigantesco imperio, e a
Repblica de Andorra potencia do primeira ordem,
mas que nem p r isso deixa de passur a sua auto-
noma absoluta, a sua independencia e todos os at-
tributos da soberana. Chamam lhe vulgarmente o
Teuop'Tniura uonxnna3o,0.
Dita inaima26,0.
Evaporaco em 24 horas ao sol: "",5 ; i, som-
bra: 5-,4.
Chuvanulla.
Direevo do vento : E todo o da.
Velocidade media do veuto: 4,"16 por s*gundo.
ebuloeidad'i media : entre 0,3 e 0,4.
Ped a Escrevem-nos na 14 do corrate :
Convocada a 1" sesst'i judieiaria do jury des-
ta nova villa, para o dia 8 do corrente, e nio
tendo comparecido numero legal de jurados, fo
rao sorteados os jurados necessarios para com-
pletar o numero de 48 e no dia seguinte compa-
recendo numero legal, foi chamado a julgamento o
apparecen ;o alguns casos de febres
malignas, dev jos, talvez, ao grande calor que va
moa suppartando.
> No dia Io do corrate os amigos do alheio ti-
rarum do cercado da fazenda de criar denominada
Capoeiras, e c ntra a vontade de seas respectivos
donos, Francisco Simoes de Macedo e Jos Fer-
reira de Maraes, dais cavallos de sella bem soffri-
veis.
As feiras tem sido bem suppridas de gneros
de primeira necessidade, mas os atravessadores,
com annuencia do octogenario fiscal, faz-nos com-
prar esses gneros por precoa duplos, visto que o
mesmo fiscal entende que lettra marta o art..25
do tit. 2" das posturas muuicipacs em vigor; e
consente que as dez horas do dia os atravessado-
res j estejam reveniendo os gneros viudos
feira '
Principiaran! no da 8 do corrente os traba-
lhos da segunda sesso judieiaria do jury diste
termo, assumindo a vara de juiz de direito o Dr.
jais municipal desta villa, passaudo a exercer as
funccCes deste, o respectivo profe.sasr publico da
inatrueco primaria coronel Luiz Pau'no de Hol-
landa Valenca c servindo de promotor publico o
cidado Joo de Oiiveira Valenca.
As interinidades semprc sao prejudicaes-
Deram-se motivos imperiosos para nao com-
pareceiem os Drs. juiz de direito da com are e
promotor publico, e o respectivo adjunto deu parte
de doente.
O que, porm, causou senssco, foi ter o pro-
fesser publico assumido o cargo de juiz municipal
como primeiro aupplente, sendo certo que, o refe-
rido professor, d'esde que acceitou o magisterio,
perdeu o cargo de juiz municipal snpplente .'
No dia 8, primeiro dia de sesso, apenas com-
parecern! dose juizes de ficta, pelo que foram ' novo sorteados trinta o s is jurados ; e quando se
diz que foram sorteados trinta e seis jurados,
por que os supplentes esto misturados em urna
nica urna com os mesmos jurados.
No dia 9 comparecen numero legal, e foi sub-
mettido julgamento Laurindo Joa de Frasca,
ex-soldido de polica, reo appellado e pronuncia-
do no art. 193 do Cdigo Penal, por ter em 20 de
Dezembro d 1S84, assassinado nests villa, em
plena feira, ao infeliz e inofensivo pai de familia
vlanoel Bernardo VillelaJ Sendo seu defensor o
raajor Claudino Jos de Olveira. Foi condem-
nado no mximo do mesmo attigo e o juiz de di-
reito nao appellou. ex-olfiio como lhe cumpria.
No dia 10 foram submettidos a julgamento Jos
Gomes da Silva e Antonio Gemes da Silva, aecu-
sadoi de haverem furtado, em 20 de marco do cor
rente anno, na feira da pavoaco de Ganhotinho,
dois cavallos' e foram condemnados a qnatro annos
e oifo mese, cada um, tendo sido curador dos mes-
los o capito Scbastio Antonio de Albuquerque
Leo.
No dia 11 responderam Rosa Mara do Espi-
rito-Santo, seus filhoa Victorianno da Costa, Fehp
pe Cavalcanto de Siqueira e Joo Louren<;o di
Silva, irmo da primeira, pronunciados nos arta.
193 e 205 do Cdigo Penal, pelas occurreocias do
sitio Gruta Nova, em 30 de Janeiro do c.rrente
anno.
Recolhidos voluntariamente no da 9 do pre-
sento mea, foram absolvidos unauimenente ; e ba
a notar nes^e julgamentoque o aecusador ad
yogado de Rosi Mara uaaoco :n e t da por esta
contra Lturenlino Ferreira Pimentel, pedindo in-
demoiSHcao do damno causaJo par este em Grota
Nova.
No dia 12, entrou em julgamento Antonio Ma-
thias Marques, pronunciado em 22 de Novembro grande o prarcr que me causam. O que n
de 1877 no art. 193 do Cdigo Penal, por ter as-
territorio de Moresnet; e o que ha talvez mais
pasmosa na sua historia, ter elle por viainho m
mediato, juntamente com a Blgica, o mais absor-
bente dos imperios europ os, o de Bismark.
Acha se o territorio de Moresnet mais ou menos
a meio camr.iho de Vcrviers a Aix la-Chapell?,
n'um delicioso valle banhado pelo rio Gueule;
vein este perder so n'um lago a beira do qual se
ergue velho burgo do tempo de Carlos Magno pelo
menos. Nao pois pouco para a mirar que Mores
net li.j i mantido a sua independencia at hoje.
A Pall Mal Gazelte que acaba de fazer esta cu-
riosa descob.'rta geographics, assim explica a
cousa :
Possue Moresuet ricas minas da zinco actual -
mente lavradas pela Societ de la Viellt Montagns.
Em 1815 quando a liga victoriosa refazia o map-
pa da Europa, urna commisso foi eacarregada de
tracar a fronteira entre a Prussia e os Pases-Rai-
xos. Tudo correu bem at qua os commissarios
ebegaram altura da mina de zinco. La nao hou -
ve mais meio de se entenderem ; ambts as poten-
cias a reclamavam. Entabalaram-se interminaveis
negociaco.'s ; tentou se mesmo um arbitramento,
mas apenas para chegar a concluso qne eram os
guae3 direitos dos dous pretendentes. Nem um
nem outro tinha entilo vontade de pagar urna in-
demnisaco, e a Prussia anda nao tinba chegado
ao caso de cortar as questoes pela forca. N'uma
palavra, acabou-sc psr deixar o carcter neutro e
a independencia poltica a este naco de trra con-
testado. Era entio apenas urna pobre aldeola onde
urnas 50 esbanas se conchegavain rolta de urna
mina muito mal aprovetads.
Hoje a causas bao mudado. Moreanet conta
mais de 800 casas, algumas das quaes sao arma-
zens bem prvidos ; a agricultura floresce e a in-
dustria local assegura vida farta a todos os habi-
tantes. Coma era natural esta prosperidde exci-
tuu a gula das duas potencias visinhas que anda
ha pouco estiveram a potito de repartir entre si o
bolo ; mas no ultimo momento nao paderam enUrv
der-see Moresnet ainda desta vez escapou an-
nexaco.
E' verdado que a Prussia e a Blgica manteem
all cada qual um commissario enesrregado de re-
solver amigavelmente as difficuldades que pude-
rem surgir; o eommiuario da Btl^ied h+ qu&.
ronta uu'u sor. OreuTCT, preaidcnte honorario ao
-tribunal de Verviers, e o da Prussia quasi to
anhgo. Mas abstrahindo desta suzerania de forma
que pesa sobre, a or.inuscula repblica, ella per-
feitamente independente.
Verdade tambem que desconhece ella as doyu-
vas do egimen constitucional e polticamente ain-
da agora est m p^triarchado. O sea chefe supre-
mo contenta-te modestamente do tkulo de burgo-
ra-'stre. Chama-se Schmitz e oceupa o cargo vai
em dous annos. E' um honrado lavrador, robusto e
rubicundo, proprietario de urna das melhores casas
do valle, e mu orgulboso da sua dignidade sobe-
rana. E' depositario dos archivos do Estado, da
planta cadastral do seu territori o c dos retratos de
todos os seus prvdecessores. E' visto ordinaria-
mente de tarde a beber chmente o seu eopash no
jardim de u na cervejaria que sua posico beira
do lago deve o titulo um tanto ambicioso de cassi-
no ; raro que nao venba all ter com elle o seu
adjunto, velho medico muito affavel que conbece
todos es habitantes du Repblica desde o mais ve-
lho at ao ultimo nascido.
Como chegaram ao poder estes dous homens de
Estado? D irma mais simples; demonstrando
aos dous commissarios belga e prussiano, quando
o lugar est vago, que liles reunem as qualidades
exigidas para o cargo e obtendo o consentimento
de ambos. Urna vez empossado, o mesmo burgo-
mestre que escolhe os seus conselheiros em numero
de dez, rennindo-os quando julga conveniente ao
bem do Estado. Coma em Moresnet n-nguea tem
o direito do vot, nao ha all nem partidos nem lu-
as politicas. As decitos sao quasi sempre toma-
das por unanimidade e as cousas caminham admi-
ravelmente, sem abalos nem difficuldades de espe-
cie alguma. Em sabendo ainda que os cididos de
Moresnet nao conbeeem o servico militar e pagam,
termo meio, 6 fr. (2,81,0) de imposto por cabera,
bade-se convir que nao sao elles os mais infeiizes
da Europa. Os seus 12 030 fr. (4:800*) de receita
chesam republicasioha para couiervar as suas
estradas, mmter a sua escola, pagar a forca pu-
blica, que se reduz a um t homem. Este soldado
sem general, ou este general sem soldados, traja o
uniforme paiticular da repblica de Moresnet, os-
tenta um tope nao menos autnomo e arrasta urna
espada magnifica. E'ordinariamente visivel Atar-
de no botequim dos Clavineiros, onde os habitan-
tes de Aix la Chapelle gostam de vir ao domingo
beber o vinbo verde da trra.
Accrescente-se que de ha muito Moresnet operou
a sua separaco da groja e do Estado, deixando
sociedade mineira o cuidado de pagar a despezs
do culto.
T condico assaz diga de iuv-jar-se. Qianto so
burgo-mestre seria ao que parece o hemem mais
feliz desta trra sem duas ambicoes nao satisfeit&s
que lhe sgitain du noite o pensamento. Quizera
elle qne Moresnet possusse urna nasiente mine
ral; e nao tendo podid* jamis descobnr qual
quer, v se obrigado a fabricar artificialmente
aguas gazosas. Por butro lado o seu sonho doura-
do seria que Moresnet tivesse sellos do correio ex-
clusivamente seusaaturalmente com a pffige do
chefe do Estado. Parece que difficuldades iater-
naciouaes se opoem a satisfaco deste desejo...
Como ha de ser ? Felicidad^ absoluta nao se en-
centra neste mundo 1
O comediante Sb o titulo Comediante
esereveu o Fetil-Journal de Pariz, como se h iu
vesae sido alguns dos nossos collegas ao tempo em
que estove na corto a Sarah Bcrnardt.
Decididamente o comediante o he;e cio
aossss das. Ningaem se oceupa seno delle,
nnguem falla seno delle, ningaem tem olhos neaf
ouvidos seno para elle. Elle tudo boje : eoqui
nao ser amanh.
Os espiritos sombros enxorgam neste detmari
cado eugrandecimeata que tem tido a posico i
comediautt um signal dessa decadencia geral doi
costumes e dos caracteres notados pelos moralistas
a philosophos. Tem nzo. Desde j vou dizendt
que nlo me proponbo escrever acerbo lbell;
apaixonada satyra coutra o commediar-te; pof
mim gosto muito do thea'ro, a arte nacional pol
excellencia. Nao ha obra artstica comparavel i
urna comedia b.m feita; nao ha genio que em
pouha cima do de Moliere ou Comedie.
Tambem gosto muito dos commediantes
mam. Indigna-me a tola vaidade aelles, a sua
louca ambco, o seu baloto orgulho. Mas tambem
verdade que elles nao seriam assim se nos
conssrvassemos alguma pareella desse antigo bom
sensoqus era azradavel'reeonhecer como innato nos
Franceses. Mas esae legendario bom eeneo foi-se
com todas as nossas boas qoalidades. Os ho-
mens de juiso podem contarse e nnguem lhes d
ouvidos.
Oh l, Srs. comediantes, quer parec3r me que
esqueceis um pouco a 'vossa historia. Nao ha
ainda assim tanto tempo que por qualquer pequea
brcjeirice vos mettiain no For-1'Ev j,ue (cadeis).
Os vossos direitoB civis e polticos apenas datam
de hontem. Foi o 24 de Dezembro da 1789 que
a revoluco os reconheceu. Antes disso a vossa
situaco social nada tinha de brilhante, no.-n a
auga sociedade vos havia em grande es'.ima.
Tende-vos bem vingado depois disso.
* Os antigos romanos, quando havieis repre-
sentado bem, diatribuiam vinho entre vos, e pau-
ladas no caso contrario. Eis um modo de tratar
vos que nao dava idea muito elevada da condico
em que vos conservavam. Nem sempre assim foi,
raessoo em Roma, a argiris vos. E' verdade.
Mas foi quando a civilisa^o romana corrompida,
apodreclda, se esphacelava par todos os lados e
cahit em ruina que se virSo os imperadores co n-
viver com os mineiros, al jal-os no seu pala:io,
fazer del les os seus favoritas.
Entre um pov.i novo, forte e sao, nao haja
moda que o comediante saa de seu lugar ; ello
o humilde servo do poeta, do autor. N'uma na-
ci caduca o comediante falla grosao, mette o
autor n'um chinello e torna-sc esse ente insupor-
portavele macanta de qne a historia fornece tantos
exemplos.
No fundo tambem um pouco, mesmo muito
culpa nossa, de nos outros jornalistas, se tal estado
de cousas, exista e persiste. Ha jornaes que
consomem columnas inteiras a descrever nos a
casa, os trastes, os quartos a dar-nos pelo miudo
os eostumes, os pensamentos, as preciosas pal i-
vrai deste ou daquelle artista dramtico.
Representa-se urna tragedia desses poetas
que se chamam Racine e Corneille, urna peca de
Alexandre Dumas, Sardou, Emilio Augier......
mal se faz disso menco. Mas o critico extasia-
se perante as qualidades admirave3, extraor-
dinarias, nagnificas da imprensa poderosas
8ympatbias. Faz rir! Quando os interpretes
das bellas obras se chamavam Taima, Mole,
Maovel, Mars, Rachel e tinbam muito mais
talento do que os actuaes artistas, cansagravam-
ihe apenas algumas liuhas nos folhetins sennm.es.
Hoje em dia sao paginas, livros iuteiros que se
escrevem para maior gloria de artistas, quando
unos quer bem mediocres.
s Um artista da Comedia Franceza, com raza i
eslimado, um digno herdeiro dos grandes cmicos
de outros ten pos, Coqlin, arma urna pendencia
com a adminstraco do theatro. E' realmente
pena; ha papis em que difficilmente ser substi-
tuido. Mas, emfim, ser esta partida urna des-
grana to irreparavel que deva a Franja intuir
cobrir-se de lucto?
< Os mais sibudos jornaes gastam columnas
e columnas com esta quest&o, diluindo-se nos
maia miudos incidentes,como se realmente se tra
tasse de um novo imposto, de urna invencao ex-
traordinaria, ou quasi dira de urna calamidade
nacional. E de mais, e o mesmo Coquelin, se 6
como todos recoobecem, intelligente e sensato,
deve achar que amigos e adversarios vo muito
alm dos limites.
Bem longe estou de pedir que voltemos aos
tempos do Fort-1'Evque. A asaembla nacio-
nal reablitou os comediantes como cidados;
fez muito bem. Mas depois os comediantes, nju-
dados um pouco da imprensa quizeram pr-se
cima dos outros cidadns. Eis ahi o Applaudo o decreto que poz os comediantes a
par dos outres cidados ; nunca puderei aprovar
o orgulho que os incita a porem se cima de todos.
Quero que a imprensa lhes faca justica; a elles
peco um ponco menos de arrogancia, de basofia,
da importancia. Facam o seu offio o que nem
sempre Ibes acontece.
Celloe. Effectuar-se-ho:
Hoje :
Pelo agente Martins, s 11 horas, na ra Au-
gusta n. 248, de movis.
Peto agente Modesto Baptta, s 10 1/2 horas,
na travessa do corpo Santo n. 23, de miudezas,
quioquharias e objectos de modas.
Peto ao-ento Pinto, s 11 horas, na ra do Mar
quez de Olinda n. 6, de fazendas.
Peto agente Pestaa, s 11 horas, na ra do
Vigario Tenorio n. 12, de um sobrado e urna bar-
osea,
w'eto agente Gusmao, s 11-horas, na ra Mar
quez de Ulmut a. ll, de mm, bobidaa o miu-
dezas.
Amanh :
Peto agente Stepple, s 11 horas, na ra do Im-
perador n. 22, de predios.
Peto agente Silveira, s 10 1/2 horas, na ra
do Coronel Suassaaa n. 180, do estabecimento ahi
sito.
Segundi-feira :
Peto agente Pestaa, s 11 horas, ni ra Maris
0 Barros n. 2, de movis, loucas, vidros e pequeas
embarcado es.
Usas fnebre. Serao celebradas :
Hoje :
A's 7 horas, na matris da Baa-Vista, pela al-
ma de Lourenco Laurentino Cesar de Menezes ;
s 7 1/2 horas, na matris de Santo Antonio, pela
alma de Antonio Jos de Paiva e pela de Jos
Baptista Marques Dias.
Amanh: t
A's 8 horas, na igreja da Boa Viagem, pela alma
de D. Isabel Augusta de S e Albuquerque; s 8
horas na matriz da Boa-Vista, pela alma de D.
Anna Francisca do Rgo Barros.
Segunda-feira :
A's 7 horas, na matris da Graca, por alma de
D, Leopoldina N. da Costa e Silva.
PaasagelroChegados dos portos"do norte
no vopor nacional Cear:
Joo de Aasis Pereirs Rocha, Eduardo de Assis
Rocha, Guilherme Amakin J. J. Harding, G. M.
Wilson, D. Rito A. A. Lobato e 1 menor, Dr. Joo
C. Lobato, Scbastio G. C. de Miranda, padre Ger-
vasio A. Nogueira, Feliciano Joaquim da Silva,
Ildefonso H. de Hollanda, Ignacio Silva. Joaquim
Arthur de Carvalho, Joaquim Pinhciro, D. e-
nhornhi de Carvalho, 1 filha, 2 netas e 3 criadas,
Jos de Olveira Castro, Bernardo Panins, Fr.
Jesuino da Conceico (abade) Fr. Antonio de S
B. Pinheiro, 2 soldados, Paulo da Silva Lete, Joa-
quim Vinagre, presos Belmiro e Cesano de Mello,
2 pragas de polica e Maria dos Santos.
Chegados de Fernando de Noronha no vapor
nacional Giqui :
Alferes Luis Beserra dos Santos, sua senhora e
1 criado, 25 pracas, 4 mulheres e 7 tilhos, 33 sen-
tenciados e mulheres e 5 filhos, 3 mulheres e 5
filhos expulsos, Joo Pinto Cavalcante o Quitera
Mana da Conecico.
Hospital PortuitaeaO movimento das
enfermaras deste hospital na semana fiada foi o
seguinte :
Existiam em tratamento...... l'
tes na Casa da Fortuna roa Primeiro de Maree
a. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
dendencia ns. 37 e 39.
Lotera do Rio A 1> parte da lotera
n. 366, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida amanh 27 de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da Fo. -
(ana ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda ua praca da nae-
pendenca ns. 37 e 39.
.olera da corteA 3 parto da 201* lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:0004
ser extrahida no dia .. de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuua ra.Primeiro de Mareoo n. 23.
Tambem acham-se venda na prac da In de-
pendencia ns. 37 e 39.
Maiadoaro PublicoForam abatidas no
ilatadouro da Cabanga 55 roses para o consumo
do dia 26 de Novembro.
Seudo: 44 reses pertencentsa Olveira Castro,
<& C, ella diversos.
Mercado Municipal de H. JoaO
movimento deste Mercado no dia 25 do coi rente
foi o seguinte :
Entrarain :
29 bois pesando 4,168 kilos.
499 kilos de pene a 20 res 9*980
87 cargas de farinha a 200 res 17*400
31 ditas de fructas diversas a 300 rs. 10*200
5 taboleiros a 200 ris
16 Suinas a 200 ris
Foram oecopados :
251/2 columnas a 600 ris
23 compartimento de farinha s
500 ris.
23 ditos de comida a 500 ris
66 1/2 ditos de legumes a 400 ris
16 ditos do suino a 700 ris
11 ditos de frescuras a 600 ris
10 talhoa a 2*
2 ditos a 1*
A Olveira Castro 4 C.:
54 talhos a 1 ris
2 talhos a 500 ris
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
endimento dos das 1 a 24 de No-
vembro
1*000
3*200
15*300
11*500
11*500
26*600
11*200
6*600
20*000
2*000
54*000
1*000
201*480
4:826*361
5:027*840
que de boje em diantefi;a sem effaito a pr-
curajao que passou ao Sr. Affonso d'Albe-
querque Maranh3o, para vender e recetor
as rendas de urna parte qne tem no eoge-.
nho Bocea da Mat'ta. Esta publ2ac3o teta
por fim prevenir a que ninguem faga; doc-
ta data em diante, negocio com aquellee-
nhor, sob cousas qua The pertenjara, cotatc
lettras etc., que se achara em poder delle.
Recife, 24 de Novembro de 1886.
Lauriana de Alburquerque Lns Barros.
P. S.
A mesma pede ao Sr. Affonso de Albtt-
querque MaranhSo para vir prestar conta*
do dinheiro que receben seu em Seri-
nhaem, da mao do Sr. Manoel do Rega a
entregar Iho as lettras que estao em sec
poder. '
Recife 24 de Novembro de 1886.
Lauriana de .Albuquerque Litis Barr.t^
Ao publico
Entraran.
Sahiram curados......
Ficam em tratameuto.
17
2
... 15
17.
o Sr. mordomo Albino Nar-
posso o c ^.cder-lhe o lugar immenso que recia
Eutrou de semaua
oso Miia.
Lotera da provincia.Quinta feira, 2
Dezembro, as 4 horas, se extrahir a 12' parte
da 1. lotera em beneficio da Santa Cas de
Misericordia do Eecife, pelo novo plano apprc-
vado.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora Ha
L'onceicao dos Militares ser feita a extracciV
pelo systcma da machina Fichet.
nharia.
Qrande lotera da provinciaA 4*
serie desta lotera em beneficio dos ingeuuos da
Colonia Isabel, cuj i premio grande 240:000*000,
ser txtrahida no dia 1 de Dezembro.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
LoteraA 12 parte da 1" lotera da provm
da, em beneficio da Santa Casa do Misericordia
do Rccif->, pelo novo plano, cujo premio grande i
100:000*00^ s-r extrahida no dia 2 de Dezem-
bro.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa da Fortuna, ra Primeiro de Marco nume-
ro 23.
Tambem acham-se venda na Casa Feliz,
prac-i da Independencia ns 37 e 39.
Lotera Bxtraordlarla do Yplran
a O 4." e ultimo serteio das 4. e 5." series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida no dia 16 de Dezem-
bro.
Acbam se expostos venda os restos dos bi
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do da :
Carne verde de 400 a 480 res o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idetn.
Sainoi de 560 a 640 ris idem.
farinha de 200 a 320 ris a cuia.
Milho de 283 a 320 rea idem.
Feijo de 560 a 640 idem.
Cemiterlo Publico.Obituario do dia 24
do corrente :
Maria, branca, Pernambnco, 6 annos, S. Jos ;
titano dos recinnas.
Josepha Maria da Conceico, preta, frica, 80
annos, solteira ; Boa-Vista, dyarrha.
Joo, pardo, Pernambuco, 5 annos, Afogados ;
eclampsia.
Francisca Rosa da Conceico, Pernambuco, 36
annos, casado ; S. Jos, bronchite ebronica.
Carolina Cecilia da G. Lobo Pires Falcao, bran-
ca, Pernambuco, 56 annos, casad-i ; Santo Anto-
nio, enterite chronico.
INDICARES DTEIS
Medico
O Dr. Lobo Hoscoso, do volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, contina no
exercicio de sua profissao. Consultas das
10 s 12 horas da manha. Especialidade
operacSeB, parto e molestias de senhoras e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreto Sampaio mudou seu consul-
torio do 2." andar da casa n. 45, a ra do
Bario da Victoria, para o 1. andar, da
casa n. 51, mesma ra, como consta do
seu annuncio inserto na scocao compe-
tente. Residencia a ra Sote de Setem-
bro n. 34.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 1 horas da manha s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
t;oes dos orgaos genito-urinarios do homem
e da mulher.
Advogado
O Dr. Henrique Millet tem o seu es-
oriptorio de advogacia ra do Imperador
n. 22, 1.a andar.
I rogarla
Francisco Manoel da Silva & C dono*
sitarios de todas s especialidades pliarrna
ceuticas, tintas, drogas, productos chimici
e medicamentos homoeopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapino
J Capibariije n. 28. Noste grande estaba e
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
nero, compra-so e vende-se madeiras de
todas as qualidadesy serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparam obrae
de carapira por machina e por precos cem
coD>r>Vacia.
Drogara
Faria Sbrinho & C, droguistas por at-
acado, ra do Mrquez de Olinda n. 41
PIBL1CAC0ES A PEDIDO
Ao Ilini- Sr. Candido Jos de
Goes Telles
Permitta illustre cidado, que hoje, dia de jus-
to contentamente para V. S. e sua Exma. familia,
pela formatura do seu digno filho o Dr. Goes Tel-
les, venhamos por meio da imprensa manifestar-
Ibes os nossos sinceros parabens por to faustoso
contecimento.
Com orgulho confessamos a nossa amisade e al-
ta admiraco aoseu ais'incto e digno filho e fran-
camente faltaramos a um dever deixindo de dar-
lhe publica prova das nossas adhesoes.
O Dr. Qes Telles -im dos moco3 que melbor
sabe grangear as sympathias o respeitos, pelos
altos dotes que possue, por sua invejavel applica-
co e talento robusto.
Diz. mos uto com persoal conhecmento, pois ti-
vemos a honra de sentar-nos ao seu lado nos ban-
cos academico8.
Ao eahir da Faculdade deve elle trazer a cer-
teza de que a par do seu titulo scentifico, leva
urna reputaco honrosa cenquistada pelas brilhan-
tes provas que sempre deu do teu alto inereci-
mento,
Mestres e condiscpulos, todos lhe souberam dis-
pensar a consideraco e justica a que sempre te ve
jub. Modesto e derpido de preconceitos o nosso
distincto amigo sempre foi merecedor de jutsos
encomios.
Jcve V. S. estar orgulboso de ter um filho que
nao deve seu titulo sc.eotifico, seno aos seu< ei-
for<03 e apurado3 trabalhos. Sempre denodado c
em continuo convivo com os livros obtevo elle urna
reputacS.o invejavel; o que era de esperar do seu
bonito tal> nto.
Aftoctuosa uente, pois, nos o cumrrimenUmos
desejando ardentemente que o Dr. Alberto Ib
sempre motivos de justo orgulho e colba innme-
ro! louros que lhe cngrioaldaro as venerandas
cans.
Abrayindo-o, pedimos que transmita os nossos
parabens ao amigo Dr. Alberto de Goes Telles e
a sua Exma. familia.
Picamos satisfeitos por dar-lhe esti prova de
nossa presada estima.
Parabens.
Justus.
Recife, 26 de Novembro de 1886.
Ao publico-
A abaixo assignada em tempo declara,
Telephone n. 3J.-S
Os abaixo assignados proprietario da refinack
ra do Coronel Suassuna n. 7, avisam ao pt>
blco e aos Srs. freguezea que em seu moddsta
estabelecimento encontraro sempre assucar refi-
nado de 1", 2a e 3' especies e candy, as3m corno
assucar de caroco de todaa aa qualidades.
Alm de sinecridade e agrados em seus tratos,
encontrado tamh<>m muita modicidade em pre-
cos.
Eecife, 25 de Novembro de 1886.
Ferreira Barros & C.
Cem dlfferente imitaedes do li-
gado de bacalho
Se vendem como legtimos. Milhares de doentes
sao disto modo Iludidos, e o melbor remedio qe
at hoje se tem descoberto para as affec.5:s pul-
monares perde a sua reputaco. O melhor meio ds
se evitar semelhantes imposices, nao comprar-
se o .rtigo, urna vez que nao se ache elle garsaci-
do por urna casa respeitavel, e isenta de toda
suspeita, que pode engaar. O oleo puro medici-
nal de figado de bacalho, de Lanman & Ketap,
tanto branco cerno preto, gesa de urna reputace
de superioridade em todo o hcmispherio Occiden-
tal, na Australia e na Europa.
Na sua composico s se faz uso dos figados Ae
peixe fresco, e pde-ae conservar por um temps
indefinito em tocs os climas do mundo. A perfei
ta pureza da preparado, a que o torna to ad-
mravel e uniformemente effieas nos casos mais
graves de hemorihagin do3 pulmse, broochios.
pneumona, fysica incipiente, congesto e a consa-
mico do bofe, magreza e decadencia corporal, c
para todas as molestias dos crgos da respiraclc
e da garganta, complicadas com affeec 'S escro-
fulosas.
Acha-se venda em todas as boticas e lejas 4e
perfumaras.
Agentes cm Pernambuco, Henry Foster fcC,
ra do Ccmmercio n. 9.
Para os ecclesa^tcos, advogados, negociantes,
empregados de escriptoros, e cm geral todas aa
pessoas de ambos os sexos, empregadns em oceu-
pages sedentarios, o Xarope de Vida de
Beuler. X. inesgotavel fonte de allivo
contra cssa oppressira sensaco de exbaustaca
de que to frequentercentc padecem. Abre os pi-
ros da pslle, purifica o sanguc, limpa o figado, e
bajo e todos os crgos secretorios o excretorios,
to perfeitamente que a doemja nao encontra ele-
mento alguno sobre que opere. Faz desappareeer
a melancola c o desanimo, aclaia as nubladas
ideas e communica nova vida e vigor s foieac
pbysicas gastas e erhauatas.
Parece incrivel que era geral se supp-
nha que o melhor em um resfriamento
nada fazer, d-ahi resultara grande numero
de tosses chronicas e rebeldes, dores d
peito, que umitas vezes degenerara em urna
tisica ; este modo de proceder tanto mais
censuravel quaoto basta para calmar e du-
sipar um defiuxo ou resfriamento assim
como todos os iucommodos d'este genero,
tomar o Xarapa e Fasta de Seiva de fmk
Martimo de L^gasse oa quaes curam, cose
a seiva do pinho que contera em toda a
sua pureza, rpidamente, a inflammac.ao
das mucosas, initacoes e vermelhidab it,
garganta e dos bronchios.
Sempre que um alimento agradavel a*
paladar, em vez de fatigar o estomago, -
timula-o ligeiramente assimila se, nutra-
do e fortificando o organismo, esse alimen-
to merece a acceitacao dos mdicos e doe
doentes. Foi o que succedeu ao Vinho a
Conserva de Peptona de Chapoteaut. Na
dose de 2 a 4 clices diariamente, este Vi-
nho desperta as funecoes do estomaga e
assimila-se promptamentei alimenta o do-
ente e repara as forjas perdidas.
Olinda
Diversas pessoas que nao podem ser ia-
differente8 s grandezas q te aiuda restam,
embora em estado de ruinas, nesta cidade,
reuniram-se na cas da residencia do Exm.
e Rvm. Sr. ennego c r. Lui Franciot
de Araujo, para o fim de combinareis nos
meios de reparar o roagestoso templo de
N. S- do Carmo hoje tSo arruinado.
Esudados os reparos e-senciaes pelo in-
telligente e pratico engenbeiro architecto,
Dr. A. Pereira SimSes. que do boa voa-
tade a oto se prestou, e est prompto a
dirigir a parto technica do trabalho, foram
eleitas duas commissoes : urna graf, coa-
posta do Dr. H. S. Tavares de Vascon-
celos, presidente, tenente Manoel J. de
Castro Vilk-la, secretario, padre Julio Ma-
ria do Reg Barios, the.soureiro ; e outra
de esmolas, composta do desambargador
Jo3o Francisco da Sil a Braga, presiden-
te, Antonio Estevao de Olveira, secreta-
rio, eonego Manoel Joao Gomes, o conega
Dr. Joaquim Graciano de Araujo.
As commissofs trabalham com esforc
para obter os recursos necesarios effeo-
tividade do intento, que emprehenderara e
de esperar que encontrem ap o e ani-
maco da parte de todos aquellos, ao*
quaes reconerem para fim tao piedo30.
Nes;e sentido vao dirigir circulares.
alista
Dr. Feirii'4 da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia
consultorio, n. 20 ra Larga d
Rosario.
i
f MBWB 1
Consultorio medico-
cirurgico
O Or Castro Jess, contundo mais de 12 ana
de escrupulosa observaco, reabre consiltorio nes-
ta cidade, i ra do Bom Jess (antiga da Crus
n. 23, l.o andar.
Horas de consaltas
De dia : das 11 a 2 da turde.
De noite : das 7 s 8
as demais hoTas da noite ser encontrado *o
fitio travessa dos Remedios n. 7, primeiro pjr-
to esquerda, alm do porto do Dr. Cosme.
J
^v^


Diario de Pernambuco---Sexta-feira 26 de Novcmbro de lo6
Aviso
r
I
I
a,
i

v Br. i;. Onglan onnel Medico pela
Faculdade de Medicina de Paris.
Condecorado eom a medalha dos hoapitaes.
Socio correspondente : das Academias de Med
cia do Rio de Janeiro e de Barcelona ; da 8o-
aedade de Medicina pratica de Paria e da 8ooie
dade Francesa de Hygiene, ex-director do Museo
Anatomo Patolgico da Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro, tem a honra de prevenir o pu-
blico que durante a aua estada em Pernambucc
fica a disposicao doa doentea que desojaren non
ral-o cotn a aua confianca.
Chamadas e consultas de 1 s 3 hora da tarde
ra do Marque deOlinda n. 51, 1. andar: re-
sidencia na boBDedari de D. Antonio (Caminho
Novo).
Eepecialidades : molestias das va respirato
ras coraeo, estorasgo, ligado, etc., molestia
ovas, e syphilittcaa.
N. 3. Alais se tendea filhoa debeia que
por falta de appitite estilo do9ntea, dae-
ihea a EmulaSo de Scott
E' maravilhoso. come fin pouco tempo,
%o tomarem-na, restabelecem-se e como
recaperam a energa e a sade.
Fui W i! (8)
A' Sra. Roaa Mara da Conoeicao, coa-
ureira, moradora em Pelotas, (Rio-Grande
do Sul), ra Gncalves Chaves, em
1877 achava-se, fazia dous annos, perso-
uida por urna tosst atormentador, aeom-
anhada de *> no pe.to e as costas,
respi.aco erubaracada, debilidade em ex-
tremo e finalmente com todos os sympto-
nas de tysica pulmonar.
Durante todo esse tempo usou de tudo
que a medicina aconselha em taes casos,
porm nenhum proveito colhia e a enfer
midade segua sempre o sou curso fu-
nesto. ,
Um da lembrou se tom ir o Yeitoral de
Cambar, efoitao fel qus em pouco tem-
po restabeleceu-se -gozando hoj<* a mais
vigorosa saude (Vele o folheto que acom-
panha cada frasco.)
nicos agentes e depositarios geraes em
Pernambuco -Francisco M. da Silva 4 C*
__Ra Marques? de Olinda n. 23.
Oculista
Dr. Mattos Barrete, ex che fe da clini
ca de olhos do !>r. Monra Brasil e da
policlnica geral do Bio de Janeiro e me-
dico aggregado do hospital Pedro II
deata cidade.
Consultorio, ra do Impera ior n. bO, 1
andar, das 12 s 3 horas da tarde.
Residencia, Caminho Novo n. 159.
As operacoes sao feita aem dor, por
meio da cocana.
Consulta e operacoee, gratis aos po
brea.
Dr. GoBlbo Lbb
Medico parleiro e operador
Retideneia -rua Bardo da Victoria n. 15, 1- andar
Conaaltomo ra Duque de Caziaa n. 59.
Di consulta daa 11 horas da manh s 2 i>
larde. ,
Atteude para os chamados a qualqner bor>
telephone n. 449.
Leonor Porto
tua do Imperador a. -15
Primeiro andar
Contina a executsr os mais difficeis
figurinos recebidoa de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicode costura, em bre-
vidado, modicidad f f *"
gosto. -_^-_-- -
Dr. Fernandes Barros
Medico
Oonaul torio roa do Bom Jess n. 30.
Jousultas de meie da i 3 hora?.
Residencia ra da Aurara n. 127.
Telephone n. 450
Clnica
icdlco clrarglea
DO
Dr, Alfredo Gaspar
Especialidade Partos, molestia de aenhoraa e
criancar.
Residencia Ra da Imperutric n. 4, segunda
andar.
MEDICO HOMEOPATHA
Dr. Balthazar da Silveira
Especialidadesfebre, molest.ias das
criancas, doa orgaos respiratorio das
aenhoraa.
Presta se a qualquer chamado para
ort d* capital.
AVISO
Todos a chamadas devem aer dingia
dos pharmacia do Dr. Sabino, ra do
Bario da Victoria n. 43, onde so indicar
aua resideuaia.

i
{}
Dr. Paula Lopes
De volt d<= sua viagem Europa, re- J
orlo seu consultorio ra do Marque de i
Olinda n. 1. (
Especialidades : Molestias de creancas e I
nervosas.
Tratamentoa pela electricidade (Electro
therapia)
Consultas : De hora a 4 da tarde.
Residencia : Ra da Soledade n. 56.
Telephone na. 95 c ns
Dr. Cerpira Leite
MEDICO
Tem o seu eacriptorio a ra Duque de Ca-
rias n. 74, daa 12 s 2 horas da tarde, e dests
bora em diante em sua residencia 4 ra da Sas -
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de ae-
oboraa e criancas, telephone n. 326
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
litta, ez-chefe de cliniea do Dr. de
Wecker, mudou seu consultorio, do 2.*
andar da casa n. 45 ra do Bario da
Victoria, para o 1. andar da casa n.
51 da mesma ra. Coaultaa de meio
dia a 3 horas da tarde. Residencia
ra Scte de Setemb'ro n. 3 A.
Juizo dos retios da fazenda na-
cional
Escrivao Reg Barros
Perante o Sr. Dr. juiz substituto des feitoa da
fasenda Alvaro Barbalbo Uchoa Cavalcante J-
nior no dia 26 do corrente me, pelas 11 horas da
manbS, depoia da audiencia do mesmojuiz, se
vender em praca publica os bens seguintei :
Casa terrea com sotSo inteiro, aita ra de San-
ta Theaezu, cidade de Olinda, com grande quintal,
arboriaado, murado, com portao de madeira, per-
teocente a D. Catharina Teizeira Lopes Catao,
avaliada por 60Ut.
Casa terrea de tijolo e cal n. 218 lito ra do
Coronel Suassuna, com quintal murado e pjrtao
que deita para ra de S. Joo, freguesia de S.
jote, pertencente aos herdeiroa de Americo Fran-
cisco de Paula Meneies, avaliada por 1:500*.
Casa terrea de tijolo e cal n. 204 sita ra Im-
perial com um terreno no oitao, quintal em aberto,
sendo todo o solo terreno foreiro de Marinha, per-
tencente aos herdeiroa de Zeferino Amaro de Pa-
rias, avaliado todo 250*, sendo todos os beni ci-
ma penhorados e vendidos para pagamento da fa-
senda nacional e cuataa. Recife, 16 de Novcmbro
de 1885.~Alvaro Barbalbo U. C. Jnior.
Edital n. 37 "
5 praca
De ordem do Illm. Sr. inspector se faz publico
que as 11 horas do dia 27 do corrente me serio
vendidas em praca no trapiche once i cao, as mer-
caduras abaiio declaradas :
Armazem n. 7
Marca FM de S&C, 1 caiza aem numero, vinda
de New-Yoik no vapor americano Amazonense,
entrado em 5 dx J'i'ho do corrente anno, contendo
59 kilos de cartazes annuncios do mais de urna
idr, abandonada aos direitoa par Francisco Ma-
uoel da Suva & C.
Marca ITC, 1 caiza vinda do Porto ni navio
portugus Mara Carolina, entrado em 12 de
Agosto do corrente anno, contendo duas figuras
de barro, quebradas, abandonadas aos direitos
por Feliz Pereira da Silva.
3' seccao da Alfandega de Pernambuco, 21 de
Novembro de 1886. 0 chefe,
Cicero B. de Mello.
I
COMERCIO
Pernam
ADYOCACIA
? O co sclbeiro Dr. Manoel do j
j Nascitnento Machado Portella |
!contina no. exer<:icio de suj
profissao de advogado podendo
ser encontrado em seu escripto-'
I (rio a roa de Imperador n. 65,
| 11. andar, das 12 s 3 da tarde.
Dr. Joo Paulo
MEDICO
Especialista em partos, molestia de aeuhoras e
de enancas, com pratica as principacs inaterm-
dadea e hoapitaea de Paris e de Vieana d'Austria,
faz todas as operacoea obsttricas e cirurgicas
coocernentes as suas opecialidadcs.
Coi. sul torio c residencia na rita do B:ir) da
Victoria (antiga ra Nora) n. 18, 1 andar.
Consultas das 12 s 3 borur di tarde.
Telepbone n. 467.
DECLARARES
EDITAES
Secretarla la presidencia de Per-
nuinbuco, ti de Novembro de
2* aeccao.
D.- ordem dn Ezm. Sr. Dr. presidente da pro-
vincia, fac publico para o devido cffeitos, que
ao proviuicnto do uffioioa de escrivao do jury e
ezecucei criminara do termo de S. Btnto, na
comarca de Caru.i, concorreu nicamente, e no
praso legal, o Sr. Manoel Qoacalvea deSiqueira.
O secretario,
Pedro Francisco Corre i de OUvera.
?oli eommercl.il de
buco
RECIPE 25 DE NOVEMBRO \>E leho.
As tres horas da tarde
Catace* otfieiae*
Vao houve.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforade.
IKNIMMKNTilS PtJfiMOS
M -t ie Novembro de 1886
ALFANUEGA
'<* o>cus-
Oe 2 a 24 a-m U; J 903:758*508 b. 706 i 139 '-35:461*617
Kssna FBOViaciAL De 2 a 24 '.dcsB de 25 148.174 J78 6:252(389 154:4274067
lea" 1,083:891*714
SSKNSBDOSO*D< 2 Isj m d-. i'i a 24 33:5201225 568*682
31.088 907
Otatj i-aoiisc: asi de 25 u. D 2 i 24 20:O57439 536.03J 20.593*469
DESPACHOS DE JMPORTACAO
Vapir nxcionil Ccar, entrado dos porfos do
:i rte, no dia 25 do corrente e consignado kO Vis-
. ude de Itaqui do Norte, mauifestou :
larris vnsios 50 A. Taborda.
Cafe 100 saceos a Carlos L. Gomes.
Pipa valias 6') A. Taborda.
SrM 30 caizas a GuimarZcs Valente.
Tapioca 25 encapados a Baltar Irruios & C.
Vapor fraucez Ville de Ctar entrado do II >vre
Lisboa, no dia 24 do correute e consignado a
Augusto F. de Oliveira & C, manifestiu :
Carga do Havro
Amoniaco 1 caiza a F^uquax Frcre.
Alvaiale 5 barricas A ordem.
Azulejos 25 cairas a L. M. Piuheiro.
Amostras 3 volutnes a diversos.
Kataaa 200 meias caizas a A. Labille, 50 a Rosa
. Q teiros 25 a J. Jjiquim Alvcs 4 C, 3 c 50
.o Carvalho &. C, 25 s 100 a H. Nuach 4 C,
.rigos a Coala 4 MedLircs, 50 J. B. de Car-
,
Conservas 3 caizas a Stttei K luffiaanu & C.
Ca olean 1 caia a Caetaao Uiin^s & (.'., la
Chapeos l caix&o a Adolpbo & Ferrio.
Couros 4 caizes a Launa t C, 1 a Mendos J.i-
nor & C.
Calcado 3 caizes a Thomaz de Carvalho & C,
1 a Ceaar Lopes ft C, 1 a Manoel de Barros Ca-
valcante.
Cachimbos 1 caixio a Sod/ da Motta & Filbo,
ditos, couros e tecidoa 2 caizes a F. Barbosa
4C.
Dces 1 caiza aG. Laport & C.
Drogas 21 volutnes a F. Mauoel da Silva & C ,
3 a Manoel Alves Barbosa Successor, 2 a Paria
Sobrinho & C, 5 a Rcuquayrol Freres, 3 i or-
dem.
Enzoval para cranca 3 caizas a Luis Antonio
Siqueira.
Ferragens 2 volumes a Albino Silva & C, 4 a
Beis & Santos.
Ladrilho 18 emizas a L. de M. Pinbeiro.
Livroa 1 csizio ordem.
Manteiga 240 birria < 370 mcioa ditos ordem,
10 e 10 a 1. B. de Carvalho, 25 e 50 a Fernn
dea da Costa & C-, 15 e 20 a Jos oe Macedo, 70
e 70 a Paiva Valente A C, 10 e 15 a A. Labille,
20 e 25 a Rosa & Queiroz, 30 e 40 a Souza Basto,
Aincrira & ('., 15 e 20 a Guimar&ca & Permau,
20 e 20 a Domingos Cruz & C, 15 e 15 a Domn-
eos Ferreira da Silva 4t C, 15 e 3'* a Fernandes
& Irmao, 30 e 40 a Joaquim Ferreira de Carvalho
& C, 60 meios barra e 15 caizas a Pereira Car-
neiro & C 24 a A L .bille, 9 a Paiva Valente &
C, 14 a Souza Basto, Amorim & C, 17 ordem, 7
a Joaquim Felippe & Aguiar.
Mercaduras diversas 2 volumes a G. Laport &
C, 7 a F. L.ucia 4 C, 9 ordem, 3 a Nune Pon-
rea &.C.. 2 a Angelo Baphael & C. I a fiaphael
Das & C 1 a A. D. Lima C 1 a A. Lab He.
13 a A. D. Carneiro Viann, 3 a E. G. Casco, 2
K de Druzioa 4 C 1 a Ferreira Monteiro & C, 5
a Sulzer K-uffinan & C., la Papoula & Irino. 1
A. C. de Vasconcelos, 2 a W. Halliday & C 2
a Guimaraes Cardoco & C, 2 a JoSo Bezcrra &
C, 2 a Salazar c C, 3 a M. Joaquim Rib iro &
C, 6 a Eugenio e Vieira, 2 a H. Nucsch &. C, 1
Oliveira Bastos & C. 3 a F. de Asevedo & O. 3 a
Maia & Silva. 3 a Svtto Campas i C, 2a J Bas-
tos c-
Muveia e ruiipa 2 caizes a Ferreira c Iimlo.
Piauj i chillo a Rodolpho Pessi.
Pcrcelana 3 caixees a Rapbael Das & C : 4 a J.
A. Veiga & C 1 a Deod ito Goncalyes Tjrres.
Papel 26 fardos a C-itta Lima & C.
Queijos 10 caizat a Souza Bist>r. Amorim Se C ,
53 a Snundies Brothers & C, 25 a Otto Bi'bres
riuccescor, 12 a T. ChrUtianaen, 10 a Fernandes
da Costa & C, 11 a Carvalho & C 89 ordem,
0 a D.mingos Cruz & C-, 16 a Francisco G^edes
de Arauj i. 30 a Jos Joaquim Alves & C 15 a
';iiva Val, nte & C, 3'J a Rosa it Queiroz, 13 a
Joo Femaudes de Almeid, 11 a Domingos Fer-
reira da Silva St C, 4 a Guimarea Rjt-lia & C ,
2 tinas a Jos Joaquim Alves JL C.
K.lh is 2 eaejos a B.trtliolomcu C,
T^Tociili'S diversos 12 volumes ordem, 2 a Gui-
inhries Irmaos &. C. 3 a A Vieira & C, 7 a
Olin'o Jardim ie C, 2 a 4. C, de Vascncelloa, 1
a F. Gurgcl do Ainaral & C 1 a A. Santo] & C,
1 a Ferreira & C, 3 < Btr.iet i C, 1 a P. Barbo-
sa & C, 1 a D. P. ^VMd, 5 a Luiz Antonio 'iquei
ni, > a Manoel da Cuuha Lobo, l a Feliz V. de
Cantaiiee, 1 a Aleudes Jnior & C, 3 a Rodrigut s
Lio, & C.
'I i:.tas 23 voiuaes a Faria Sobrinho & C,
N I e 5 fardos a R sa & Queiroz.
ViJr,,s o caizis a Bnrtbolomeu & C, 3 a A. D.
Carneiro VUasw, o a Manoel Alves Barb.is.: Su -
cets r.
Viuhj 8 harria a Su!zer K nrffiaaa i C.
Irsnandade de > S* da ioledade,
erecta na irreja de IV. S do l.t vra
ment
De ordem do irmao procurador geral, sirvilo
de juiz da mesma irmaudade, sao convidados todos
oa no.^os irmaos para se reunirem em meaa geral,
no consistorio da irmandade (lomingo), s 10 ho-
ras do dia, afino, de conformidade com o disposto
no compromisso, projeder-se a eleicao da nova
mesa que tem de reger a mesma irmandade ao
anno c. mpromi osal de 1886-8'.
Recife, 23 de Novembro de 1884.
O secretario,
l-'rederico Marinhode Mello Ta vares.
Correio geral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Cear, esta administraeo
expede mala para oa porto do sul, inclusive o I
do Espirito Santo, reeebendo imprseos e objec'os
a registrar at 1 hora da tarde, e cartas o ruina -
ras at 3 horas, ou 3 1/2 com porte duplo.
Administraco dos correios de Pernambu, 26
de Novembro de 1886. O administrador,
Affomo do Reg Barra.
Monte Pi Portuguez
Os abaizo aesignados, meiibros da directora
do Monte Pi Portuguez, declarara a quem posea
interessar, que na falta de numero legal de socios
para a reuuiao de aasembla geral do dia 28 do
corrente (terceira convocacj). entregarao ao
Illm. Sr. Dr. juiz de autentes, as apolices, dinh i-
ro e mais documentos perteucent- s ae in;hini
Monte Pi. Eta dec'aracJo justifica-se com' a
permanencia obrigalona dos meamos abaizo aa*
signados, nos cargos de que t-maram posse, em 6
de Desembro de 1882. Recife, 24 de Novembro
Cifrar de l 13 Soleflade (1
Boa vista
Em cumprimanto ao 1 do art. 38, sao con*
vidados tolos os ex presidentes, ex-secretarias e
ex-th'.'soureiros, a omparecercm no consistorio
desta contraria s 11 horas da manh do dia 28
do corrente, para, reunidos, proceder a consulta
dos novos funecionarioa que te de aerem eleito*.
Consistorio, 25 de Novcmbro de 1886.
Cardoso Gui maraes,
Secretario.
Greal Western of Brasil
Raihvay
Pelo presente a3o convidados oa senbores accio-
nistas deata coinpanhia a virem receber no eacrip-
torio central, na estaeaojdo Bruto, a decima quinta
dietrsbuicao das cautelas de juros, correspondente
ao semestre findo em 30 de Junho de 1886.
Recife, 21 de Novembro de 1886.
Jason Rig f y,
( Superintendente.
Monte Pi Portupez
Nao tendo bavido numero preciso de so-
cios para a seeso d'assembla geral do dia
22 do corrente, de novo s3o convidados a
se reunirem na Ede social s 11 horas da
manha de dia 22 do mesmo mez.
Recife, 28 de Novembro de de 1886.
Jos Wieira de Siqueira Perras,
Secretario.
Ljco de rlese (H'lieins
De ordem do respeitavel irmSo director, face
publico a qu, m interessar possa, que em vista de
algn i expositores nao terem polido acabar os
productos que tencionavam expor,e pedirem a esta
directora a transferencia da abertura da sexta
cxpoaicSo artstico- industrial, ir.arcada para o dia
21 do correute, e como a directora visse que d'ah
traria bem nao t aos expositores, como tambem
expoaicao, que se enriquecer de mais productos,
houve por bem nao s a expoaicao, como tambem
o anuivorsario, designar para o da 12 de Oezem
bro futuro, esperaud- que os seus esforcos aejam
coroadoa do melhor xito poasivel.
Secretaria da iu>p rial aociedade dos Artistas
Mchameos e Liberaes de Pernambuco, em 19 de
Novembro de 1886O 1- secretario,
Jos Castor de A. Souza.
IRMANDADE
M
:>. S. do Bou Parto, ereeta na Igreja
de -loa de Riba mar
De ordem da mesa r gedora, convido a todos os
irmVa em geral, para no domingo 28 do corren'.e,
a 9 horas da manh, munidos em assem l i ge-
rl, tratar-se de negocio urgeute a bem da ir-
mandade.O secretario,
Custodio Manoel Tbcodoro JuBior.
do 188G.
Antonio da Silva Ramos.
Joaquim Bibeiro da (Jara i.
Zefcrino pinto.
t j O.
Augusto
Fernandes.
Companhia de Beberibe
Cnavida-se ao Sr. accionistas h virem recbi
o 77 dividendo na propirciio 4/100 por aeco
cujo pagamento se efectuar neate escripteno das
10 horas da manha a 1 hora da tarde, diariamen-
te at o ultimo deste mez, e ao depois aos sablea-
dos.
Recifa, 14 de Novembro de 1886.
. O director secretario,
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina.
Carga de Lisboa
Azeite de oliveira 30 caizas a F. R. Pinto Gui-
mariea & C, 50 a Domingos Cruz & C, 50 a
Souza Bustos, Amorim & C.
Azulejo 15 volumea a Jos da Veiga Se C.
Ci a 2 caizaa a Popoula Irmaos.
Ceblas 103 caizas a Ferreira Rodrigues &z C ,
20 a Carvalho 4 C, 20 a Rosa & Queiroz, 15 a
Aiaujo Castro & C. 25 a Paiva Valente C.
Cognac 21 caicas a Silva Ouimares & C.
Cabos de linho 47 volumea a Jus A. da Silva
Santos.
,'astanhas 20 meias caitas a Silva Ouimaries
& C
Cal 25 brricas a Pinto Alves & C, 40 a Mo
reir It Braga, 25 a B. de Freitas (Juimaies. 50
a Leal & Irmao, 50 a Lipes te Araujo.
Ervas mediciiaes 4 volumes a Furii'-.Sobriuho
C. V^.
Eructas 2 csixas a Francisco M. da ^ilva
A C.
Vinbo 30 pipai a Silva Guimaraes & C, 70 di-
tas, 100 quintos e 100 decimos a Domiugos Cruz
& C, 13 c 50 barria a Antonio Mara aa Silva,
12 e 25 a Pereira Valente 4 C, 10 barris a Go-
me de Mattos Irmaos, 6 a Pocas Menlea ft C, 1
a Manoel Ferreira Ponte, 1 a Jos A. A. de
e e 4 ca jas a Olinto Jardim & C, 25 a Silva Gui-
maraes 6t C.
Solfejos de Eduardo Baptisia
O club Cario Gomes, propagador nesta cidade,
do ro'fejos de Eduardo B .ptista, avisa aos se-
nh 'res socios alumnos, e a quem interesar possa,
que araba de lho chegir nova remessa desta pro-
corada obra, a qual se aclia venda ni sede do
club, no poder do Br. the.soureiro.
Secretaria do club Carlos Gomes, em 24 de
Novembro de 1886. 0 1- secretario,
P. C Casanova.
Comp..nhia de IriHitfs urbanos do
Recife Olinda e Beberibe
Assrmbla geral em coatinuacSo
Do uiJcm do i^&uj. rtr. rrp^ gel-al, convido aos senhor, s a.ciouistes para se
reuuirem em aasembla geral extraordinaria, no
salibado 27 do corrente mez, na sala das sesgues,
mo neio dia, na forma do art. 63, 8a parte do re
gulamento n. 8821, de 30 de Desembro de 1882,
afim de Se tratar da approvaco da reforma doa
estatutos, fic.indo scienrea de que a reuniSo ae
effectuar com o numero de accionistas que com
parecer, da redaeco.
Sala das sestes da companhia de trilhos urba-
nos do Recife Olinda c B- beribe, 2 de Novem-
bro de 1386 O secretario,
Jos Antonio de Alienta Cunha.
S. R. J.
ocioii SecreaM JnriiiDna
Sardo bimestral em 5 de Dezembro
Scientfico que oa convites para este baile acha-
te a disposicao dos senbores socios na secretaria
da aociedade, ncaim como os ingresaos em mao do
Sr. tbesoureiro, os quaes devero ser procurados
at o dia 4 de Dezembro. Previne-se que nao se
admitte aggregados.
Recife, 25 de Novembro de 1886.
Jos de Medices,
2 secretario.
Companhia de Edificado
Commuoica-se ac Srs. accionistas, que por de-
liberacio da directora foi resolvido o recolhi-
mento da quinta prestacao, na razio de LO por
cento do valor nominal das respectivos aocea, a
qual dever rnalisar-se at o dia 5 de Dezembro
proxim o futuro, no eacriptorio da companhia
prar;a da Concordia n 9.
Recife, 5 de Novembro de 1886.
Gustavo Antunes,
director secretario.
consulado Provincial
Alterac-'s para nviis encontradas no laucamente
da decima urbana da fr guezia da Boa-Vista
no corrente exercicio de 1836 a 1887, pelo lan-
zador Isidoro T. de Mattos Ferreira.
S. Gonyalo n. 1. Urna casa terrea ar-
rendada por
Dita n. 9. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 29. Um sobrado arrendado por
Bccco de S. Goncab n. B. Urna ca*
terrea arrendada por
Ra do Hospital Pedro II n. 5. Urna
dita dita arrendada por
Largo dos Coelbos n. 15. Urna dita
dita arrendada por
Dita n. 15 A. Urna dita dita arrenda-
da por
General Seara n. 10. Urna diti dita
arrendada por
Dita n. 3. Urna dita dita
165^000
273*000
850*000
arrendada
arrendada
DESPACHOS DE KXPOKTACO
Em 24 de Sovembro de 1886
Para o exterior
No aligar inglez Sparlc, carregou :
Para N-w York, M. J. da Rocha 1,000 saceos
com 75 000 kilos de assucar inascavado.
Na barca americana Archer, carregarom :
Para New Yuik, II. Forater & C. 30 saces com
2,250 kilos de assucar masca vado.
No patacho americano John M. D., caire
garam :
Para New Yoik. J. S. Loyo & Filho 2,000
sac : s com 150,00o kilos de assucar inascavado.
Na barca portuguesa Pereira Borycs, car-
regaram :
Para Lisboa, A. Monliard 10) siccoscom 7,500
kilos de assucar cnascavado, J barricas c.tn 251
ditos de dito braoco e 2 garraloes com 3J litros de
agurdente; L. A. Siqueira 3 barricas c-m 219
kilos de assucar branco. /
Para o inferior
Na escuua dioamaiqu-n Aune ola ne,
carregaram :
Para Porto-Alegre, S. Gv Brito 550 sacoa com
41,250 kilos de assucar branco c 150 dit s com
11,250 ditos de dito inascavado ; Mii'ii & Rezeuue
320 suecos com 2.0t 0 kilos oe assucar branco e
130 ditos com 9,750 ditos de dito masca vado.
N o patacho sueco Lisboa, carregnram :
Para Pelotas, F. A. de Asevedo 250 saceos
com 18,750 kilos de assucar branco ; T. de Ase-
vedo Souza 50 saceos c.m 3,750 koa da assu< ar
branco.
No v^por fraucez Pe de Cear, carrega-
ram :
Para Santos, Ain.rim limaos & C. 6(/0 ace*s
con 36,000 kilos de a .u<- r insciiv-.do e 40)
ditoj coa 24,0. 0 ditos de dito branco ; Maia &
Rezeude 300 saccra com 18,0 K) kilos de assucar
branco e 200 dit s com 12,00"! ditos de dito mas-
cavado ; S. Guimaraes A C. 5 pipas com 2.400
litn.8 de agurdente e 50 saceos com 8,000 kilos
de aeaucar maacavado; P. Alves t C. 35 barricas
com 2,800 kilos de assucar refinado.
No vapor nacional Cear, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, V. da Silveira 300
saceos com 22,500 kilos de asaucar branco e 200
dit is com 15,003 ditoa de dito inascavado ; E.
Barbosa 300 saceos com 22,tOO kilos do assucar
branco ; H. Burle & C. 400 caceos com 30,000
kilsa de assucar branco.
Para o Rio de Janeiro, T. de Azevedo Souza
300 sacejs com 18,000 kilos de asaucar masca vado;
M. Cunha 200 saceos com 14,250 k'los de assucar
mascavado ; D.M. da Costa 5,0(0 cocos, fructa ;
V. de Itaqsi do Norte 65 saceos com 4,030 kilos
de milho
No patacho allemo Brilhanle, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, L. J. Silva Ouima-
res 750 barricas o 1( 0 saceos com 66,772 kilos
de assucar branco.
rara Pelotas. Amorim Irmaos & C. 250 bairi-
eai com 26,914 kilos de assucar branco ; M. Cu-
nta 50 sacaos com 3,750 kilos de asaucar branco.
No lugar nacional Zequtnha, carregaram
Para o Rio Grande do Sul, J. S. Loyo & Filho
60 l barricas com 62.595 kilos de assucar branco.
No hiato nacional S. Lourenco, carregaram :
Para Mosaor, E. C. Beltro & Irmao 6 barri-
cas com 300 kilos de assucar branco.
Na barcaca Jaguaribe, carregou :
Para c Natal, H. Rabel! j 4 barricas com 240
kilos de asaucar refiuado.
= Na barcaca Lindo Paquete, carregou :
Para Parahyba, J. Baptiata 50 saceos com f I
rinhu -t maadioci.
MOVIJENTO~DO PORTO
Navios entrados no dia 26
anii e escalas11 dias, vapor nacional Cear,
de 1999 tonel das, coinmandante Silverio An-
tonio da Silva, equipagem 60, carga varios ge-
neres ; ao Viscondc de Itaqui do Norte.
Femando de Norouha-44 horas, vapor nacioua
Giqui, de 223 toneladas, comroandante Souza
Lobo, equipagem 23, cm laatr ; a Companhia
PeVnumbucane.
Jlosior14 diaa. hiate nacional Apudy, de 49
(meladas, mestre Luiz de Franca Medeiroa,
equipagem 5, carga aal, ordem.
Liverpool e escala21 dias, vapor inglez Jfer-
''^chant, de 875 toneladas, cquipagcui 57, car. a
varios f-eneros ; Saunders Brothers t C.
Naoio sahido no mesmo dia
\\v Yoik- lugar inglez May Cory. cap,'1-o Jo-
eph G' ss, carga assucar.
por
Dita n. 5. Urna dita dita
por
Dita n. 17. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 31. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 35 A. Urna dita dit* arrenda-
da por
Coronel Lamenha n. 2. Urna dita dla
arrendada por
Dita n. 14. Uuia dita dita arrendada
p>r
Dita n. 22. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 26. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 28. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 42. Uuia dita dita arrendada
por
Dita n. 50. Uuia dita dita arrendada
por
Dita n. 52. Um dita dita arrendada
por
Dita n. 17. Uuia dita d ta arrendada
por
Travesea das Barreiras n. 10. Urna
dita dita arrendada por
Dita n. 10 A. Urna dita dita arrenda-
da per
Dita n. 12. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 18. Un dita dita arreudada
por
Dita u. 17. Urna dita dit arrendada
por
Travesea do Ver as n. 14. Urna dita
dita arrendada por
Travesea do Quiabo n. 6. Urna dita di-
ta anendada por
Dita n. 5. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 7. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 9. Urna dita dita arrendada
por
Iravcssa de Joao Francisco n. 12.
Uuia dita dita arrendada por
Dita n. 14. Urna dita dita arrendada
por
Travessa da Mangueira n. 1. Urna *'
ta dita arrendada pur
Dita n. 9. Urna dita dita arrendada
por
Ra da Alegra n. 42. Uas dita dita
arreudada por
Dita n, ,5. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 17. Urna dita dita arrendada
por
L ao Coroado n. 14. Urna dita dita
arrendada p >r
Dita n. 20. Urna dita dita arrendada
por
Largo da Campia n. 10. Urna dita
dita arrendada por
Difn n. 11. Urna dita dita arrendada
por
Bro de S. Borja n. 8. Urna dita dita
arrendada por
Dita n. 10. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 12. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 18. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 1. Urna dita dita arrendada
por
Dita c. 5.
por
Dita n. 7.
por
Dita n. 13. Urna dita
por
Dita n. 33. Urna dita
por
Dita n. 45. Urna dita dita arrendada
Urna dita dita arrendada
Urna dita dita arrendada
dita arrendada
dita arrendada
por
Soledade n. 10. Urna dita dita arren-
dada por
Dita n. 12. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 20. Urna dita dita arrendada
dita arrendada
dita arrendada
VAPORES ESPERADOS
por
DitB n. 30. Urna dita
por
Dita n. 32. Urna dita
por
Dita n. 34. Urna dita dita arrendada
por
Dita n 40. Urna dita
por
Dita n. 46. Urna dita
por
Dita n. 56. Urna dita
dita arrendada
dita arrendada
dita arrendada
per
D ja n. 66. Uuia
dita dita arrendada
dita arrendada
dita arrendada
dita arrendada
por
Dita n. 68. Urna dita
por
Dita n. 72. Urna dita
por
Dita n. 9. Urna dita
por
Progreeso n. 14 Urna ii'.a dita man-
dada pT
Dita n. 20. Urna dita dita arrendada
por
Dita n. 21. Urna dita dita arrendada
120*000
240*000
180000
180*000
189*000
213/000
200*000
192*000
144*000
192*0C0
240*000
273*000
273*000
240*00 l
213*000
480*000
420*0000
1203000
213*000
0)*000
420*000
288*000
192*000
189*000
273*000
189*000
195*100
153*000
189*000
216*000
207*000
213*000
189<0C0
360*OGO
393*000
213*000
200*000
273*000
144*000
120*000
573*000
373*000
513/000
333*000
300*000
350*000
350*000
393*000
393*000
393*000
213*000
333*000
168*000
480*000
480*000
728*000
192*000
264*000
400*000
528*000
528*000
64O*C00
400/000
888*000
SECUBG*
CONTRA FOGO
Fhe Liverpool & London Olob
INSMAME C0IMP4NY
unta! Brote 4 C^_
< OniVWIHi D SEGUROS
NORTHERN
de LOndreso e Aberdeeu
PoMirn (lnancelra (Dezembro 188S)
/'
Capital oubsciipto 3.000.000
Fundos aecumulac OS 3.134,348
Beceita annaal:
Dj premios contra fogo 577,330.
De premios sobro i 'idas 191,000
De juros 132.000
0 AGENTE,
John. H- Boxwell
BA COMHEBDOCIO M. SO 1 \DIK
Cipn de Segaros loiitt,
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
Seguros ninrillanoa irrrealrr*
Ne.-ten ultimo a nica companhia Beata praca
que concede aos Srs. seguradla i sean pelo de paga
ment de premio em cada stimo anno, o jot
equivale ao dr.iconto de cercando 15 por cesto em
avor doa segurados. >""
Companhia
Jmperial
SEGUROS contra I O .O
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Promplo pagamento de prejuiwt
CAPITAL
Kb. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C. ,
N. f- Ra do Commercio N.
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelcida em i ".
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
4( 3 i de dezembro de 1884
Narilinios..... 1,110:0008000
Terrestres,.. 7)10:0008000
t >llua do Couimerelo
i.onciou and Brasilian Ba
Uuiiteti
Ra do Commercb n. 32
bocea por todos os vapores sobre as ca
do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezea.
"SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenlx Per-
nambucana
Ruado Commercio n. 8
MARTIMOS
w
DamprschifTahrts-Gesellschalt
O vapor Pernambuco
dita arrendada
dita arrendada
Mtrchant
Mtriiiho Visoonde
Pernambuco
*3tVts9 anto
Paaense
Ip>]i.ca
G^onde
ctor
le de Macei
E' i
Pe 'agona
d> Liverpool hoje
da llahia ' hoja
do sul boje
do sul amar
de New-York . a 28
do norte a 28
Desembro
da Europa a 4
de Liverpool a 6
do Havre a 6
da Europa a 10
de Hamburgo a 16
da Europa a 21
da Europa a 24
per
Dita n. 23. Urna dit
por
Dita n. 23. Urna dit
por
Conquista n. 9. Urna dita dita arreu-
da por
Dita n. 31. Urna dita dita arrendada
por
O ehcfe interino,
C. M. de Faria Neves.
960*000
9000090
360JC00
210*000
420JOOO
300*000
E' esperado do eul
at 26 do corrente,
seguindo depois da de-
mora neceasaria para
Lisboa e Hambnrgo
Para carga, pasagens e encommendas e dinbei-
ro a fretc tracta-se com os
Consignatarios
Borstelmann &
RUADO VIOARION. 8
1' andar
Companhia lahiana de navega-
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, tenedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
Segu impreterivd-
mente para os prrtos
cima no dia 29 do cor-
rente, as 4 bora da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/2
dra do dia 29.
Para caiga, passagena, encommendas e dinheiro
a fretc tracta-se na agencia
7Ra do Vigario 7
Domingos Alves Ha heus
Hnued SUtes & Brasil Mai! S. 8, l
O vapor Advance
E' esperado dos pirtos do
sul at o dia 9 de D sembr
depois da demora ne?essara
seguir para
MaranhSo, Para, Barbados, S.
Thomaz e Xe w York
Para carga, paasagens, e encommendas tracta-
AGENTES
0 paquete Finance
G01IPARHA DE SEBOROS
co.vrit.t foco
Nortb Brilish & Mercanlile
CAPITAL
t:OOO.OOo de libras sterlinas
AO EN 1E S
Adomson Howic & C.
Eapera-se de New-Port-
News, at o dia 13 de De-
zembro o qual seguir depois
da demora neceasaria para a
Baha e Ro de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frce, tracta-se com os___
AGENTES
Henry Forster & G.
N. 8 RUADO COMMEliClO N.8,
1' andar
Ifflft 1
.
4


.
t


Diario de PcrnambuenSexa-feira 6 de Novembro de 1886
)
i*
?r!



COMPAKHI* PBBKAHl'CANA
DE
Navegaco coste ira por vapor
PORTOS DO SUL
Macet, Penedo e Araqj
O vapor Jaguaribe
Commadante Baptiata
Segu no dia 29 at
Novembro, s 5 hora*
da tarde.
Recebe carga at o
Pdia 27.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
i 3 horas da tai de do dia da ahida.
ESCRIPTORIO
< Ja Compaahia Peruaba
__________cana o. 1__________
CO IMXHlb E* MEMNAUE
RES MARITIHEN
LINHA MENSAL
0 paquete Gi ronde
Commadante Minier
Espera-se da Eu
ropa no dia 4 de
Dt zpmbro seguin-
do depois da de-
Imora do coatume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Mate
video
Lembra-BG sos scnhores passageirot de todas
as classes fue ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne se ao ssenhores recebedores de merca
dorias que s se attender as reclamacoes por fal-
tas nos rolumes que forem recouhecidas na occa
sio da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
afrete: tracta-secomo
AGENTE
Leilo
Sexta feira. do correte
A's 10 12 horas
Na travees do Corpo Santo n. 23
O agente Modesto Baptista competentemente
autorisado far leilo ao correr do martello. para li-
quidar, das mercaduras existentes no armazem
n. 23 da travessa do Corpo Santo, taee como ban
deijas, figuras de lauca, tinteiror, boleas, doceiras,
garrafas para vinho, leques de tartaruga e outras
qualidades, globos, realejos de diversos tamanhos.
bengalas, charuteiras, carteiras, porta moncis, cal-
zas pira lavas, grande quantidade de bijeuteria,
flores e plomas para ehapos, flores c^m contoes,
boioes com tinta, tesouras, espartilbos, apparelhos
de electro pate, bules de metal, vernis para cal
fado, bonecas, pavios para candieiros, cordas para
viola e para pescar, liuuas de diversas qualidades,
lapis, crayons, brincos e voltas de borracha, tocas
para senhori, boioes, trancem, lousis, agulhas de
0680, fitas de seda, escovas para dentes e para ou
tros miateres, lavas de seda e de pellica, appare-
lhos para meninos o outras diversas qualida-
des de miudetas e ferrageus que estaro a vista
dos compradores e urna importante machina para
faser plisss.
_ AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 84000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de ti. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56.
Le'lao
logaste Lab He
9 RA DO COMMERCIO 9
Compachla Ura gscoa Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandanle Jouo Murta Pessoa
E' esperado dos portoa do sui
at o dia 26 de Novembro, e
seguir depois da demora in -
dispensare!, para os portot
i do norte at Manos.
Para carga, passagens, rucommendas e valores
c'a-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
Oe urna mobilia es ufada, 1 cama nova de fer-
ro com lat-trj de rame, guarda roupa, guardas
vestidos, comino as, camas francezas, marquexoes,
espelhos grand s e pequeos, 1 lote de tabeas, di
versas grades, portas, caxilhos, miudesas e diver-
sas qualidadas de bebidas.
Sexta feira 26 do corrente
A 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
POR INTERVEN0\O DO AGENTE
(lusmo

Leilo
De gneros, armaco e utencilios do estabeleci-
mento sito ra do Coronel Suassuna n. 180.
ttabbadoS? do eorrente
As 10 \\2 horas
O agente Siiveira, por mandado e com asis
tenc'a do Ezm. Sr. Or. Juiz de direito especial
do commercio e a requer ment de Manoel da Pai-
xao Ramos contra Jos Fernandas Ramos, levar
a leilo urna pequea armaco envidracada com
balco, balanza, gneros e utencilios.
Aluga so os andares superiores do predio n.
51 ra do Imperador, com excellentes accommo-
daedes para familia : a tratar com N. I. Lidstonc,
ra do Commercio n. 10.
Aluga-se em Olinda, ra de Mathias Fer-
reirc, urna boa casa novamente reconstruida e
com agua canalieada ; trata-se no Recife, casa
n. 23 ra das Crozes ; chaves para ver, em
Olinda, ra da Ladeira da Ribeira, cartorio do
escrivo Fhccdomiro n. 16, e ra de Mathias Fer-
reira, loja de barbeiro n. 31.
Aluga-se o 2- andar n. 31 e o armazem n.
39 ra do Imperador ; a tratar com Luis de
Moraes Gomes Ferreira.
Os o baiio atsignados participan) ao publico
c ao carpo commercial desta prae.a, que nesta
data dissolveraoi amigvelmente a sociedade que
gyrava sob a firma de Lima & Sampaio, sahindo
o socio Sampaio satisfeito e pago de seus lucros,
ficando o activo e passivo a cargo do socio Lima,
que contina com o mesmo negocio, a gyrar sob
a firma de Jos Rodrigues Lima & C. Recife, 20
de Novembro de 1886.
Jos Rodrigues Lima.
Raymundo A. de Sampaio.
Aluga-se o predio n.2 da ra do Commercio,
onde foi o hotel de l'Universo ; tem tres andrres,
grandes aece mmodacoe.s, e est completamente
restaurad3, sendo proprio, pela su magnifica po
sico, para um grande hotel ou escriptorio com-
mercial ; a tratar na praca da Concordia n. 11.
Precisa-se de um h mero de idade.serio e rei-
pcitador, que saina trabalhar em sitio e vender
na ra ; a tratar no Camnho Novo n. 128. Na
mesma cusa vende-se um guarda-roupa muito bo-
nito, viodo de fra, em peifeito estado, e urna
mesa dejanfnr, perfeita, de seis taboas, e tres
malas para viagem.
Para vender
Com urgencia
Vende-se urna taverna com bom sortimento, e
o motivo da venda se dir ao comprador ; a tratar
na ra de Mariz e Barros n. 8, ou na ra Impe-
rial n. 133.
Mencao
Precisa-so de urna boa
da Aurora n. 8\ 1- andar.
cosiuheira : na ra
Alaga se a casa sita na travessa do Corpo San-
to n. 16, com urna boa armaco envidracada, faz-
se qualquer negocio ; a tratar na roa de Mariz e
Barros d. 14, armazem de fumos.
Hotel! hospedara Estrel-
la ilo Norte
O praprietario deste hotel, tendo de r tirar-se
para fra desta provincia por ioeoinmodo do sa-
de, vende o estabelecimonto cima indicado e por
preco commodo, o qual est fazendo bim negocio,
e oeste genero um dos mais conhecidos estabe-
lecimentos, tanto aqui como tora desta provincia :
trata-se no mesmo, ra Thom de souza n. 8,
(Lingoeta).
Criado
Precisa se de um rapazito para criado
do Sebo n. 26.
na ra
Frelaim nto
Quem precisar por fretamrnto de urna barcca
grande, prompta a navegar e com lot&co de 30
toneladas, procure no Recite, ra Duque de Ca-
xUb n 7S, loja de Antonio Rodrigues de Souza &
C, que achara com quem tratar.
Lisboa
Segu com brevidad; a barra portugueza Pe-
reira Btrq^s para o resto da carga que falta,
tratase com Silva Gumares A ("., ra do
Commercio n. 5.
LEILOJS
Lei'o
De urna caixa com 12 pecas de l de quadros e l
lisa, e 20J pecas de ntremelos e bordados, que
faaem parte da ruassa fallida du Caetano Ramos
& C.
?je. * Ra do Mrquez de Olinda n. 10
Em contiouacao
Cinco caixas com mariposa e baptista, fazenda
nova e ltimamente tiradas da Alfandega
Pinto
Agenle
Agente Pestaa
Leilo
Sexta feira. u do corrente
A's 11 horas
\< armnzem ruado Visarlo n. 1?
O sobrado de tres andares e graude soto, sito
SY ra de Domingos Jos Martina n. 38 por detraz
do Mente de Soccorro, rendendo 7.' meosaea ou
'. mente, por ter de retirar-se para a Europa por
graves iucommodos de saude seu proprietano ac-
tual, servindo de base a insignificante ofL-rta de
;,:900, sendo ptimo o seu estado de conserva-
do e vender-se-ha livre e desembarazado de
qualquer onm._______________________'_____
Leilo
De diff- rentes voluntes com fazendna de Iei,
baptista e mariposa
Sexta feira, do correte
A's 11 hora
Agente Pinto
No armizein n. 6 ra do Mrquez de Olinda
(Em conlinuafoo)
82 caixas cora cerveja em garrafas e meias.
Aaviite Pestaa
Leilo
Da importante barcaga D. PAUT1L\ com
JotajEo para 600 saceos, livre e desem-
baragada de qualquer onus e prompta a
navegar.
exta-feira, 6 do eorrente
A's 12 horas em ponto
No armaz-m ra do Vigario lenorio
m. 12
O r.gente Pestaa vender a cxcellente barcaca
D. PAUT1LA, que se acha fuudeada a prac da
Concordia junto a ponte d* Bja-Vista, servindo de
base a ofiFerta de 1:950 que ser entregue aoSr.
Florentino da Silva Pessoa nao bavendo quem
inais oflereca. ________ .
Leilo
Drt
bons movis com pou;o uso, jarros, vi-
droi e urna collecfSo de crotos
Sendo : umi bonita mobilia de pao carga a Luiz
XV, toda en:alhads, coutendo 1 lindo sof, 12 ca-
:eiras de guarni^o, 4 ditas de brac/>s e 2 cono
1 ;s com pedra martnore, 3 pares de ja'ros finos, 2
pares de lanternas, 4 etagers, 1 cadeira para des
canco com encost de lona, 1 espreguicadeira, 1
cama francesa de pao carga, 1 lindo toillet fingin-
do bamb. 1 guarJa-vestidos de amarillo, 1 com-
meda de dito, 1 lavatorio, 1 cabide de columna, 1
Jito de parede, 2 marquezSes e 1 bonita cama para
enanca.
Urna mesa elstica de 4 tnboas, 2 aparadores de
catana. 1 sof de amarello, 2 bancas, 12 eadei-
ra* de junco, 1 quartiuheiro, louca Oc jantur, c>-
DM para agua, 2 f'uc-tciras de vidro, licomro, 1
i cognac, 1 galh^tciro, facas finas, garios c
cilheres de metal pira cha e s^pa, terno de ban-
dejas, tampas de rame e muitos outros objettos
-3 gOStO.
^exta feira. do corrente
.Vs II horas
Na rua^Augusta, casa u. 2-48
agente Martina, autorisado por urna fn"ba
O
aerctirou pira fra da provincia, far leilto
dos movis c mais objectos existentes em dita ca-
sa, todos muito bein conservados e serio vendidos
ko concr do martello.
Na mesma occasio se Tenderao diversos crotos
e alguna passaros cantadores.
Leilo
Bou emprego de capital
De sale casinhas nj. 16, 18, 20, 22, 24,
2G e 28
Sabbado, do eorrente
A's 11 horas
Na ra do Imperador n 22, armazrm
O agente Stepple, autorisado por D. Maria Vic-
toria de Souza, levar leilo as sete casinhas
cima, sitas na Eocrusilhada de Helm, defronte
da ipreja ; rende 8 mensaes cada urna. Qual-
quer mformaco o mesmo agente dar. ^^^^^
Agente Pestaa
Leilo
De movis, louijas e vidros, urna balieira,
urna Uncha e um bote de taboa trin-
cada.
Segunda-feira 29 do corrente
A't 11 horas
Das embarcacoes cima mencionadas no caes
em frente a Companbia Pernambucana.
Em continuar;.].) -.
Dos movis, loucas, e vidros existentes no 2
andar do sobrado, silo i ra de Mariz e Barros
n. 2, os quaes sero vendidos por conta e risco
de quem pertencer no dia e hora aei.ua mencio-
nado.
Leilo
Da casa terrea sita ra da Amisade, na Capun-
fa, n. 23, com 2 salas, 2 ^uartos, cosinh i, me-
indo o terreno 50 palmos de frente e cerca de
400 ditos de fundos, em chao pr.prio, e tendo
diversas arvorea fructferas.
Terca-felra, 3o do eorrente
A's 11 horas
No armazem da rui do Mrquez de Olinda
n.19
O agente Gusmo, autorisado fr leilo da ca-
sa cima mencionada, livre de todos onus, poden-
do ser examinada.
Grande leilo
De importantes movis, porcelana, crys-
taes, 1 piano de cauda do fabricante
Pleycl, ricos espelhos, colheres de sopa,
cha, conchas e salvas tudo r'e prata e
tambem passaros importantes e vinbos.
Terca-felra. 30 do eorrente
A's 11 horas
Na ra da Aurora n. 109 (Santo Amaro)
Sala de iwl.a
Urna rica mobilia de jacarai da a Luiz XV com
1 sof, 4 catiras de braco, 12 de guarnico, 2
dunkerques com espelhos, 1 piano de cauda, 1 ca-
deira estofada para o mesmo, 1 quadro grande
om a vista de Londres, ditos ovaes de madeperola
cem vista de Parir, caetas de seda, repjsteiros,
escarradeias finas, lindas figuras de biscuit, jar-
ros de bacarat, repudio di cryatal, 1 lustre para
vellas.
Prlmeiro iiunrlu
Um guarda vestido do megno com duas patas
com espelhos obra importante, 1 toilette de mogno
com pedra, 1 lavatorio com pedra, guarnico pura
o mesmo, 1 commoda de Jacaranda, 1 secretaiia
para senbora, 1 banquinba de mogno para costara,
2 espelhos com movimento.
Segundo quarlo
Urna importante cama de Jacaranda, 1 com-
moda, cadeiras, 1 toilette, tapetes, cibides, 4 lin-
dos jarros, etagers.
Terceiro miarlo
Urna cama de mogno para casal, 1 dita do ama-
rello, 4 lavatorio de parede todo de porcelana, ca-
eiras de jaoarand, espelho, 2 bsnquinhas de
mrgno com pedra, 3 cirainbas para crianci.
ala de jamar
Quatro aparadores obra de gosto, 1 mesa els-
tica, guarda-louca, 12 cadeiras de juneo, mar-
quetas, cadeiras de bataneo, de juno, 1 impor-
tante apparelho de poicelana dourada, 1 dito louca
commum, dito para cb, copos, garrafas, fruc-
teiras de vidro e de pedr, tacas, garros, 4 gran-
des salvas do prata, colheres de sipa e cb, dita
para arroz, dita para peixe, concha, paliti-iro tudo
de prata e alguna vinh .
Sota
Um sof, 2 consol?, mesa redonda, cadeiras
imitando bamb de abrir e fechar, 1 gnarda-roc-
pa, 1 secretaria, 1 cabide, lavatorio com guarni-
r >, porta toalbas, e ootros muitos movis que s-
tarj patente no acto do leilo.
Canarios do in perio, sabios corrupioes e outros
mais.
O agente Stepple, ctmpttentcmente autorisado
por nma familia que se retira para fra da pro-
vincia, far leilo no dia e hora cima irenciona-
dos de todos os objectos existentes em casa de
sua mcradia ra da Aurora n. 109.
\'b 10 1/2 hor-ii partir um bond que dar pas-
sagetn gratis aos concurrentes.
Leilo
Do taverna sita ra do vis-
conde de Alhiiquerque antiga
na da Gloria n. ro.
Qu.irta feira 1 de Dezembro
A's 11 horas
Ra da Gloria n. 04
. O agente Baramqu autorisado pelo Sr. Jos
Emygdio Ferreira Lima, levar a leil) a taverna
co n armadlo, balco e mais utencilios, gneros
sendo estes todos noves, garntese a chave, ten
do a mesma bastantes commodis pira familia, um ou mais lotes a vontade dos compradores.
AMA Precisa-se de urna, para cosinbar
e comprar para duas pessoas ; a tratar ua ra da
Roda n. 52, 2- andar.
Quem precisar de nma ama pe feita cosi-
nheira, dirija-te travesa do Principe n. 1-0.
Na mesma casa precisa-so alugar um menino
para vender na ra.
IslGmiTPtlMIINEIITES
NA
JLirrara Cormi
DE
Soeres Quintas & G.
Largo do Conselhciro Saldanha Marinho n.
4, antigo Matriz de Santo Antonio
PEI!AlllCO
Alcova dasPrincez&s e
Raiiihas
Recebem se assignaturas para esta importante
obra, cojos capitules transcrevem, para melhor
dar ao publico a orientacao do seu valor Ilitera-
rio e histrico.
Como nasceu o bello Dunois, e como ntorreu
seu pe i.
Como Luiz de Orleaos foi viogado.
loanna I, rainha de Jerusalem, da Sicilia e
de aples.
loanna II. rainha do Jerusalem, da Sicilia
e de aples.
Camarina II. imperatriz da Russia.
Cbrlatlna I. rainha da Saecia.
Oa dramas da Torre de Neale.
Mara Sitiar!, rainha de Franca e de Es-
cocia.
Carolina de Orunawien, rainha de In-
glaterra.O principe de Galles.
Marjrarida de Franca rainha de Na-
varra.
Hara de atedela, rainha de Franca.
1 "na d'Auatrla, rainha de Franca :
Luiz -o-Casto.Maxarino.
Isabel de naviera, rainha de Franca.
Deixai pastar a justica do re.Como Boisbour-
don foi vingado.
Carolina, rainha das duas Sicilias.O pas-
sado de lady amilton.Um trafico vergonhoso.
O terror real.A entrevista.
Fredegnnda, rainha de Franca. A corte
de um rei tranco.
Mara de Inglaterra, raiuba de Franca.
O rei Luiz XII.
Clopaira, rainha do Egypto. O jrmo e
a irro.Marco Antonio.Actium. Os ltimos
dias de Clopatra.
Malbllde, rainha da Dinamarca.A rainha.
O re...Urna revolta no palacio.
Anna de ferrara, princeza de Liorena.
Um confronto historia da duquesa de Borgo-
nba.O marido.
Isabel de Franca, rainha de Inglaterra.
Eduardo II.Os crimes.
Leonor de uvenne, rainha de Franca
e de Inglaterra. Leonor, rainha de Franca.
Leonor, rainha de Inglaterra.
Leonor, rainha de Portugal. Urna paixo
desgracada.
Henrlqueta de Inglaterra, duquesa
de Orlcans.Monaieur. O coade de Quiche.
Madame morr i, Madame Morreu.
Margarlda Valols, rainha de Navarra.
O irinio e a irm.A corte de Navarra.
Messallna, imperatris romana.Os jardins
de Aziaticus.Ailius.
Leonor de Guarnan, raioha de Castella.
A caca do rei Alfonso XI.As duas rainbas.
Mara Antonlelia.
No dia 2 de Dezembro ser distribuido o 1
volume a iodos os Srs. assignantes.
Ao coiimerco
PeLoral de Cambar (3)
Descoberta e preparacSo de Alvares de S.
Soares. de Pelotas
Approvado pela Exma Junta Central de Hygie-
ne Publica, autorisado pelo governo imperial, pre-
miado com as medalhas de ouro da Academia Na-
cional de Paris e Exposico Brasileira AllemS de
1881, e rodeado de valiosos attestados mdicos e
de muitos outros do pessas curadas de : toases
simples, bronchites, asthma, rouquido, tsica pul-
monar, coqueluche, escarros de sangue, etc.
Precos as agencias :Frasees 2/500, meia
dusia 13/000 e dusia 24/000.
Precos as sub-agencias :Frasco 2/800, meia
dusia 15/000 e dusit 28/000.
Agentes depositarios geracs nesta provincia
FRANCISCO MANOEL DA SILVA & C,
ra Mrquez de Olin da n. 32
TliliT
tos IOO:IIOO$(I(HI
BILHETBi CtRl>TIDON
t^raeja da Independen
ca ns. 37 e 39
O abaixo assignado vendeu da 1 Ia parte
da 1* lotera extrahida hoje, 25 do corren-
te, os seguintes premios : do 2:000)J em
o n. 19983, de 5000 em os ns. 2551 e
5603.
Acharase venda os felizes bilhetes
garantidos da 12a parte da 1* lotera a
beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife que se extrahir a 2 de De-
zembro.
PRECOS
De cada vigessimo 1^000
Emporio de 100-5 para cima 900
Antonio Augusto dos Santo' Porto
GMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
Hypopbosphitos de cal e soda
ipprovada pela Jaula de Hy
glene e aotorisada pelo
governo
E' o melhor remedio at hoje deacoberto para a
iluten broncbltea escrophulas, ra-
rtiltiM. anemia, u ebllldado em geral.
defluxoa, loase cbronlca e nirerce
do pello e da garganta.
' muito superior ao oleo simples de figado de
Bacalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agr-
Ja veis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophosphitos. A' venda nat
lrogariaa e boticas.
Deposito em Pernambuco
r-C
se
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
ex>
ce
as
as
T5
{
se

93
a?
0 Remedio mais effcaz _
Seguro que se tem descoberto ate
hoje fiara expe'lir as Ion trigas.
liOQKlAVOL (RERES
Chlorose, Anemia, Catharro pulmonar,Bronchite chronica,
Catharro da Bexi$a, Phtislca, Tosse convulsa, Dyspepsia, Palidez,
Pe ras seminaes, Catnarros antigs e complicados, etc.
Boulevard Senaln, 7, em PAKIZ, e na principies Pharmacia*.

^r^-^'&X''
Leopoldina v. da Coala e Silva
Jos Antonio da Costa e Silva, sua esposa e ti-
Ibos, cordialmente agradecem a todas as pessoas
que conduziram sua ultima morada os restos
mortaes de sua muito presada filha, entiada e ir-
m Leopoldina Narcisa da Costa e Silva ; e de
novo convidam seus parentes i amigos para
assistirem as missas de stimo dia que pelo des-
canso eterno da fallecida mandam celebrar na
matriz da Graca, segunda-feira 29 do corrente s
7 horas da manh, e anteciparo sua gratido a
todos que se dignarcm comparecer a este acto de
de caridade e relieo.
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r" sjfj< fyo*\ c X**xcl ^^Hheumatierno,Cancro6,Boba6,lnipl^eiu5 Jr
etodaeas molestias que tenrto sua orujem
na impureza do sangue devidaa svpht
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Vte PARA SMUTOf &
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Manoel
Barros
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^ABOR^TOaiO^taTBAl D^ROOUCTOS^icOICIrlAfl
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sioncalves de
5. anniver;ario
A viuva e filbos de Manoel Goncalvcs de Bar-
ros, mandam resar una missa por alma de seu es-
poso e pae, s 7 horas "a manh do dia 27 do
corrente, na igreja da Ordem 3* do Carmo, pelo
5 anniversario d? seu fallecimento.
juo ans de Barros
Francisca de P- C- Barros e seus filhor, u.an
dam suffragar a alma de seu presado sogro e av,
s 6 horas da manh do dia 27 do corrente na
igreja da Ordem 3" do Carmo.
_ __________^_ __.....<*.'* f.r. z-~-~Ss*~i
Os abaixo assignados participara ao respeitavel
corpo commercial desta prae,a, que venderam o
seu cstabelecimento, sito ra do Visconde de
Iohauma n. 31, ass Srs. Souxa Pontcs & C, fi-
cando os meamos obrigados pelo activo e passivo
do mesmo c nos desonerados para com o mesmo
cstabelecimento.
Ricifo 25 de Novembro de 1886.
Vasconcellos f C.
Ao commercio
Antonio Mnrtins (Son es, avisa ao corpo com-
mercial desta praca, e a quem mais possa interes-
sar, que nesta data comprou ao Sr. Prancelino
Barbosa de Oliveira, seu estabelecimento, sito
ra Vidal de Negreiros n. 2, livre e desembara-
zado de qualquer onus, cu jo esUbdecim nto gyra-
va sob a firma de O.iveira & ('.., e se alguem se
julgar credor do mesmo queira apresentar suas
contas no craso de 8 dias a c.ntar da data deste,
ra do Nogueira n. 1.
Recife, 24 do Novembro de 1886.
Ao commercio
Pelo presente declaramos que vendemos aos
Srs. Pereia & Araujo a aimaeo existente na loja
ra do Cbug n. 12, livre e aosembaracadi de
3ualqu-r compromisso. Recife, 25 de Novembro
e 1886. "
j Antonio Francisco Aris Se C.
Attemjo
O abaixo assignado fas sciente ao pub'ico que
ningu-m fa^a negocio com seu genro Francisco
Jos e Lima, com as casas e terreno titas ruu
da Barra, na cidade da Escaria : e fu esta de-
clarur,o para evitar questes futuras.
Encada, 95 de Novembro d? 1886.
Leocadia Alnandra da-Silva.
Pastilhas vermilu^as
de Hcring
o melhor especifico contra vrrmes : deposito cen-
tral em casa de Faria Sobrinho & O, ra do Mar-
gues Olinda n. 41,
doa stapllala larqaes Dias
A's 7 1(2 horas da nanh d dia 26 do corrente
mez, na matriz de Santo Antoni >, recam-se missas
pelo descanso eterno de Jos Baptista Marques
Dias, stimo dia de seu prematuro passamento.
Mi -
Su e Al lu
laabel
Angnaia de
luerque
O Visconde e Viscondessa de Tabatinga, sen-
tidos pelo fallcciment j de sua presada irm:1 e cu-
nhada, Isabel Augusta do S e Albuuuerque,
mandar celebrar na igreja da Boa-Viagem um i
missa nosabbado 27 do corrente, pelas 8 horas da
maub, stimo dia do seu traspasso. _____
H l' il'll|IIWItllW'i'^
Asina Franclacu do Reg Barros
Fabio Fino, sua posa o filhos, convidam a
seus amigos e parentes para assistirem a urna
missa na matriz da Boa-Vista, s 7 1|2 horas da
manh do dia 27 da corrente, p:lo eterno rep< uso
do sua sogra, mi e av ; e desde j ngradecem
s pessois que concorrerem a este acto de rcli-
gio.
liourenro Lnnrentlno Cesar de
Hrneses
Manoel Msrtins de Ainorim 8anta.Rita, Canu-
da Marlius Cesar de Amorira e seus filhoi, t nyi
dam a todos os seus parentes e omigos para assis-
tirem as miscas que mandam resar na matriz da
Boa-Vista, s 7 horas da maub do dia26, pn
alma do seu primo, com adro e amigo, Lourenco
Lanrentiuo Cesar e Metieres, stimo dia do seu
f-illiciuK'Dto. D.tgde j apresentam os seus pro-
testos de gratilo toaos que so dignarem eon-
correr com sua presenca a este acta de caridade e
rellgio.________________^_^^_^.^_____^^
XAROPEaeSEIVA^oPINHEIRO MARTIMO
e LAGASSE, Pharmacentico de Bordeanz
Approvado pela Junta de Hygiene do Rio-de-Jansiro
Os mdicos francezes mandao para Arcachon, perto de Bordeaux, os
doentes fracos do peito, afim de que respirem o ar embalsamado dos seus
'pinheiros e bebao a seiva que se extrahe do pinheiro martimo. Estes
fadmiraveis principios balsmicos sao os que o SrLAGASSE concentrou no
i seu Xarope e na Pasta de Seiva do Pinheiro Martimo, excellentes
' peitoraes receitados constantemente contra a Tosse, os Resfriamentos,
ios Catarrhos, a Bronchite, a Rouquido, e Extinccao da vos.
ddt truco tm t miro di fibrle, i firma e o tillo tiul de nona can.
Deposito em PARS, 8, Rae Vivisnne, e as principaes Pharaacias.
BANHOS DE MAR
Superiores costumes de exeellente fazenda pa a
Para senioras.
Para homciis .
Para crianzas.
lOPOO
8#000
5|000
Promptamcnte prepara-se qualquer eos-
turne para o que temos os niellibres tcidos.
]To mesmo ostabelecimento se continuare
a encontrar constantemente verdadeiras pe
chinchas.
iro fie Marco i. 20
JITVTO DO LOIVRE
CAPSULAS
M ATHEY- CAYLUS
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
1
. <.
-As Capsulas Mathey-Caylus com Euvolucro del-jadu de Gluten nao fatigao nunca
o estomago e so recommendadas pelos Professores das Faculdudes de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-Ycrk, para a cura rpida dos :
Corrimentos amigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
du Gollo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orfaos genito urinarios.
UM Urna axplicio detalhada acompanha cada Frasco.
Exigir as Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & Cie, o PARS,
que se acho em casa dos Droguistas e Pharmaeeuticos.
HD



6
*' Diario de Pernamimeo- -Seita-feira 26 de Novembro de 1886
-

-
i

I
Tnico -
Orienta;!.
\ / / *

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4-
'S& /
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(Aye's Cherry Pectoral)
Pam achia dc Omnnates,
roSS.ASTHMA.BRONCHITE.
Coqueluche ouTosse Convusiva
Tsica ePu!monar.
P.cj..* pab O. J C AYlci.:;lliEafc
Aluga-se
a casa de sota ra do Conde da Boa-Vista n.
58, com bastantes commodos, agua e gas ; a tra-
tar na mesina ra n. 91, padaria, ou roa da Ca-
dein do Recite n. 60.
Aluga-se
a casa n. 3 em Beberibe ; a tratar core J. I. de
M. Reg.
Aluga-se
a caa da ra nova de Santa Sita n. 19, a da
travesa da Fundidlo n. 8 ; a tratar na aaboaria
& ra nova de Santa Rita.
Alugvi -se
o segundo andar da caa ra ia Aurora n. 81,
jento a estacJo da estrada de ferro de Oiinda ; a
tratar na ra do Commeraio n 15, eacriptorio de
Sebastio de Barros Barrete
Alujase
i predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
kbelecimento fabril : a tratar na ra do Commer-
lio n. 34, com J. I. de Medeiros Reg.
Alnga~se barato
Ba do Bom Jestis n. 47, 1 andar.
Ra de Lomas Valentinas i. 4, com sotao
Largo do Mercado n. 17, 1 ja com agua.
As casasda ra do Corone1 juassuna n. 141
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
Ra da Palma n. 11. '
Tratfc-ae na ra do Commercio n. 5, 1' andar
eicrptorio d Silva Guimaritea & C.
Aluga-se barato
O sitio da ra de S. Miguel n. 99, em Aogados.
O sitio travessa, do Metoeolomb n. 4, em
Afogados.
A casa ra de S. Jorge n. 26, no Recife.
A casa pequea no beoco do Fundo a. 5, na
Boa-Vista : a tratar na ra de Santa Thereza
numero 38.____________________________^__
Aluga-se barato
O 1" e 2 andares do sobrado ra do Brum n.
36, cada qual com bastantes commodos para fa-
milia, vista apraaivel c muito arejado, alugue! ra-
aoavel; trata-se na roa larga do Rosario n. 34,
pbarmacia.
Ama
Precisa-se de orna cosinheira para casa de pe-
quena familia ; a tratar na estrada noa de a>
xang, no sitio do Sr. Valenca, ou no escriptorio.
d' este Diario
AMAS
Precisa-se de duas amas, urna para cos ihar e
ontra para andar com crianoa ; na Capunga,
ra do Dr. Joaquim Nabuco n. 3.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinbar, pira
unta familia de quatro pesioas ; na ra do Tor-
res n. 38, 8" andar.
Ama
Ofierece-se orna aenbora para cosinbar, para
casa de pequea familia ou de rapaz soltciro, pre-
ferindo-se portugus ; na ra da Conquiata nu-
mero 27-A.
Precisa-se de dnas amas, urna para engomtnar c
outra para sosinhar ; na ra do Hospicio n. 81.
Ama
Precisa-se de urna ama pira lavar ronpa de
duas pessoas ; na ra velba de Santa Rita nu-
mero 69
:
. Prccisa-sc de urna,
para o servido dc casa
dc pouca familia: na
ra do Colovcllo n. 46.
Cnada
Na ra da Soledadc n. 50, precisa-se de urna
criada que's**ja perita.
KANANSAdoJAPO
RIGAUDf & C", Perfumistas
PARI8,\8. Roa Viviana*, 8, PAJUB
i i
(Extracto de Kananga
Novo e deliciosa
perfume para o len-
co producto da
preciosa flor conhe-
cida sob o nome de
Pirus japnica.
O seu delicado
aroma, de persis-
tencia sem egual,
refresca o ar que
se respira, espar-
ajindo ao mesmo
Itempo ao redor da
'pessoa que o nsa,
tve* emanaces que revelam distinecao
e elegancia.
Acha-t venda em todas ai Perfumariai
fr*r>sVr^r***rt*<<**p*>
Luz brilhante, sem Fumo
0LE0AR0MATIC0
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARLAS
MAETINS* BASTOS
Vernambuco
NUMERO TELPHONICO : N' 35
Agua florida.- Extrahida de flores bra-
sileras pelo aeu delicado perfume, suavida-
de e suas propriedad.es benficas, excede
a tudo que neste genero tem epparecido de
ruis celebre.
Tnico am encano. E' a primeira das
prepararles para a#tonservacIo dos ca-
bellos. Extingue as* caspas e ou tras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tem a grande
vantagem de tornar livres de habitantes as
cabecaa dos que os usam.
Oleo vegetal* Composto com vegetal
innocente, preparado para/amaciar, for-
tificar e dar bruno aos cabellos.
Agua dentifricia. Excellente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e fas desapparecer o iro bslito.
Vende-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TELEPHONE N 33
Tricofero de Barry
Garante se que faz nas-
cer ecresccr o cabello ainda
aoa niais calvos, cura a
tinba e n caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co a cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de oaair on de embranque-
cer, e infallivelmente o
torne espeaso, maeio, lus-
troso e abundante.
//AlUto"
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
18H). E' o nico perfumo no mun-
do que tem a approva^lo official de
um Govaoao. Tem dnas vezes
ruis fragrancia que qualquer ontra
edurnodobro do tempe". E' muito
; mais rica, suave o deliciosa. E'
i muito mais fina e delicada. E'
mais permanente'6 agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banho e no quarto do
doente. E' especifico contra a
frouxid.o e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansaros e oa
desmaios.
finge le Viia ie Reuter No. 2.
aims na traiL-o. dzpoisdetjsal-*.
Cura positiva e radical de todas as formas de
scrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affec^oes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo oom perdwdo Cabello, a de todasas do-
encas do Sangue^Figado, e Bins. Garahte-sa
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
a restaura e renova o systema inteiro. s>
Sabao GnratiTO de Renter
Para o Banho. Toilette, Crian,
cas e para a eura das moles-
tias da pelle de todas as especias
em todos os periodos.
Deposito ero Pernambuco casa do
Francisco Manoel da Silva & C.
Mademoisclle Cotinha
Ainda ontina na ra do Imperador n. 55, 2
andar, onde suas amigas e treguezas podem eu-
contral-a para confiar Ihe os (mbajtad, qne como
modiata desempouha, c>m>scjam. toilettes pe:
teadoa-de todo gosto, di- scoafc "Oin os bguri /. i
modernos-
Criado
Precisase de cm -criado dc 14 1G anaoa ; a
tratar na rus do Ccmmcrcio n. 44
Bazar de paasaros
Rara do Bom Jesna n. ;*
Neste es'abeleciciento encoutra te sempre gran-
de sortimento de especiara pasearos e gaiolas,
nacionaes e estrangeiras, fructas de diversas qua-
lidades, balainhos pura niohos de canarios do
imperio, jarros e cestos da timb, tr.balho muitj
aperfeicoado, a saboroaa pimenta em conserva em
lindos fra.quinhos viudos da America, pelo barato
preco de 120 rs. cada um, c cutros multos gene-1
ros, que ae tornam enfadonbo mencionar, tudo por
preces m di eos.
Nnude e vigor
PARA TODOS QUE F1ZEREH CZO DAS P1LTJ-
LAS ANTI-DTSPEPTICAS E REGULADORAS
DO VENTBE.
Preparadas por Bartholomeu &. C*.
Estas pulas, cuj formula nos foi con-
fiada pelo distincto clnico desta cidade, o
Illm. Sr. Dr. Carueiro da Cuoba, sSo ap-
plicadas com o melhor xito contra a fra-
queza do estomago, prisco de ventre, en
gorgitamonto do figado c bajo, anemia,
tonteiraa hemorrhoidaos, etc. et.-. Ellas
n3o causam o m- or vzame ou dor no
estomago, produzindo sna aecSo operativa
branda e suavemente.
Nao prostam as forcas, nem abatem o
espirito, antes pelo contrario dao alent,
desenvolvem o apetite, do maior vigor e
rjstituem aos doentes sus primitivas for-
jas, concorrendo assim para o completo
restabelecimento d saude.
DEfOorro
EM SA PHARMACIA
P7A LARGA DO EOSABIO N. 34.
Aos 1.000:000$000
200:000*000
100:0001000
mm iiTim
DE 3
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA. DE PERNAMBUCO
Eitrap-a 15 de DezemUra Ob 188S
0 thesourciroFrancisco Gon^alvcs Torres
Precisa-se alu-
g*ar urna preta escra-
va, de conducta afian-
zada, para vender hor-
talices, a tratar na ra
Nova tie Santa Rita,
armazem n. 43.
Criado
Precisa-se de um criado de 12 15 nnnes de
idade, que saibs 1er e escrever algnma cotes, e
que dconhecimeDto de sua conducta ; na ra do
Bom Jcbub n. '8.
Attengo
TnmiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiHiiiiniilMiiiiiiMMiiiiiiiMiiiiihiiniiiiiiiiiiiiiiiniiniiHHiiii^ii^iiii'fff
ANEMIA AS VERDADEIRAS CHLOROSE
PILULAS DE VALLET
NAO SAO PRATEADAS
O nome VALLET impreaso em preto ftC oada pilula.
A maior parte dos mdicos concordSo con a Academia de medecina em que,
ellas merecem a preferencia que se laes d sobre os outros ferruginosos.
!^?S53\ Existem numerosas imilacoes das
PILULAS DE VALLET
Exigir em cada exremidade do fras-
co um sillo impresso em quatbo corbs.
deve-*b
ZUGM A ASSIGNATBA >r J d/^^ 19, TW Jacob, Pars.
Venda na maior parte das pharmacias
iiiHiiiiiiiiimiiiiiiiim........iiiiiiiminmmiiiiiiiiiimiiiiii"........""""""....."".......
Fornocedor
privilegiado da Casa Real da Espanha
e de Q. SI. a Rainha de Italia.
Ozea P.
Ozea Sachet.
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os dentes.
Ozea Pasta para os dentes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabo.
Ozea Pomada.
Ozea Fixativo.
Ozea Cosmtico.
Ozea Brilhantina.
Ozea Cold Cream.
Bartholomeu Lourenco pa> ticipn ao eommereio
que. mudou seu eacriptorio para a sua antiga mo-
rada, ra da Ma,dro de Deus n. 8, c pede a seus
amigos que cnn'innem a dar sniis mercadorias
para a carga do anas eaiharcacdi-g, ja hem conhe-
cidas neste port, far.ecdo qualqu-r diff-renca nos
fretes, a contento dos ambares carregadores.
P^rapassaraf'sta
Aluga-se urna ptima c-ia na Baa-Visgem,
perto dos banhos e com excellente'. accommoda-
coes para familia, proco razoavel; trata-se na ra
arga do Rosario n. 34, pharmacia.
Alloncao
Vondo-se urna taverna na ra nova de Sant i
Rita n. 5, bem afreguesada, a razSo da venda so
dir ao pretendente ; a tratar na mesma.
Cascas d canellciras
C)mpra-se qualquer qnantidade no armazem de
GuimarSes & Vaiente; Corpo Santo n. 6.
Attcnco
No 2. andar da ra de Imperador n. 55 ofiere-
ce-se urna pessoa ao enrpo eommprcinl desta pra-
fa para no centro das provincias de Alagas ao
Rio Grande do Norte, promover qudquer cobran-
liquidafc, etc., poia j e t nisto versada ha mni-
140 tempo. Deixa de mencionar os nomes des ne
gocientes desta praca do quem tem feito cobranca,
1 paia nao ser tao extenso. Est prompta para dar
i seu fiador, se tanto Ihe for exigido.
Estas exquisitas preparaces sao muito apre-
ciadas na mais distincta oociedade pela deli-
cadeza do seu perfume.
W RIECER'S
TR ANSPARENT CRYSTAtSflAP
(Sabj transparente cristalino)
reconhoeido como o mais perfeito do todos os sabaos de toilette pelas mas
propiedades hvgieniea^, pete seu aroma e pela sua larga durarlo.
; Dcpsi:? :' .i Liflncil-... > PerTomarias, Farmacia*-, dtca.
MARC
I tAMtCl
L9NIMENTO GENEAU
Para os Ga.,\ra.llof3
' Emprcg-ido com 3 maior xito as oavalhari^as reaes de SS. mi. o I-npera *or ci Brasil, o Rei da '
BslgUa, o Rei dos Paizes-Baixjs e o Rei da Saxcnia.
(Suppres&o do E DA QUEDA ?'Q PELLO
SO este precioso Xop.co o nico que
substltueocauattcoccura radicalmente
.-.emnpucos das as manquearas, novas
e amigas, as Torcednras, Contasces, *5^
Tumores c Xnchacoec das pernais.
Esparava*. Sobre-Cannas. Fraquna e XSn-
gorgitameno das pernos dos potros, etc., sein
occasionar nenhuma chaga, nem queda do pello
mesmo uuranlo o tratsmoul
35 (Arss ds SEM RIVAL
Os resultujos extraordinarios que min I
oblido as diversas AffeccSes dol
Peito, OS Satar'aoi, 3roncbitis,'
BTolestlc? la Carfrant.. Cpbtal-|
ma, etc., el o oto losar a concurrencia.
A curt fu-si com a mao ti 3 minuto,sem*
aor e sem cortar, nem raspar o pello.
Deposito em Paria : Pbanucia GNEAU, F.aa St-Honor. .715. e en t, '33 as Pharmaciu.
~ >>>>>e>9^>C34^Ci>>*^4>3HS i~
a.HMS DORES OCD^ju
M ro" Jo do HPiiKao eos ^^ ^ t%l'
Elixir, P e Pasta dentifeioios
RR. PP. BENEDICTINOS
^fkU Elixir, P e Pasta denti-ioios ^-S/

da Abbadia de SOTJLAC (Gironde)
D0M MAGEL0NNE, Prior
2 ME3D.A.31,I3:.A_S X)E OTJIRO
Bruxellas 1881 Londres 1IS4
A iniiin elevadarecompensas.
INVENTADO | O "V *9 Pe' Prior
so ahito IO # O PirreBOURSAUD
O uso quotidiano do Elixir
Dentiirlcio dos RR. PP. Be-
nedictinos, com dose de afu-
mas gottas com agua, prevem
e cura a carie dos dentes, eni-r
brauqueccos.fortalecendoe tor-l
nando as -genglvas pcrfeita-[
mente sadias. ]
Prestamos um verdadeiro
servi9o,assignalando aos nossos
leltores este anligo e utiIissino
preparado, o melhor cura-
tivo e 0 nico preservativo contra as
Affeceea dentarias.
Casada fundada em 1807
Agente CCi,*-l IIM1 >'E BCGDERIE. 3
Geral: 9KUUI M% BOROEAUX
Acha-se em todasas boas Perfumeras, Pharmaoias
e Drogaras.

Para cosinbar e engommar
Precisa-se de urna ama para caBa de duas pei-
soas ; a tratar na ra do Mrquez de Oiinda nu-
mero 41.
Portas e janellas
No e8criptor,> deste Diario se dir qnem precisa
comprar 2 portas de 12 1[2 palmos de altura e
18 janeas de 8 palmos, tu lo de louro ou amardlo.
triada
Preciea-ae de urna criada para cuidar e andar
cem um menino de dous annos ; a tratar na es-
tra da de Joo de Barros, sitia u. 27.
Caixeiro
Precisa se de um menino com pratica de mo-
hados ; a tratar na ra Impi-rial u. 158.
Criado
JTKINSON
PERFUMARA ingleza
alunada ha maii e am Recalo; eTcede toda
u outraspelo ata perfume delicado e xo,i> iailo.
TREZ MEDU.HAS DE OURO
PARIZ 1S78, CALCUTTA UM
pela f i( ra-ina i-xr^U^ncia de sua qualidadfl.
SPRI1IS FIOWEIS
JOCKEY CLOB JASMU
HELI0TR0PI0 MAGNOLIA
Agua afamada dr
LAVANDA INGLEZA DE TKINS0M
outros mullos conhT.do prfuiii^-> yt~ soa
qtitliifidt* o odor.icloiit'.-l r\quiuo.
PASTA 0IIENTA1 PARA DENTES t ATKINSIN
em nva pra alrejar e emlv-lexT m denles
O prevrrar u sengivas.
contri-s Ciu Un n Ke>> Uitei e Fibrieutei
J. A E. ATKINSON
24, Od Bond Street, Londres.
l M*rc*deF*bric Uma" RoiabrsaCa" .
sobre um Lyra ae Oaro."
Aviso
Boavrntura de Paula e Mello e sua m3i Emi-
liana re Paula e Mello, querendo negociar a sua
propriedade sita na estrada do Caenga, em Bebe-
ribe, bcrancH da sen finad pni Francisco Martina
dos Alijos Paula, convida a ManDel Theophilo da
Costa ou a seu procurador, vir a povoacSo de
Beberibe n. 14, visto ttr urna psrt- no dito predio.
Beberibe, 25 de Novembro de 1886.
Boavcntura de Paula e Mello.
Precisa-so de um criado para casa de familia,
dando se preferencia a escravo ; no caes da Com-
panhia n. 2.
Plalas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuj;; prepara?ao puramente ve
getal, tcem sid.) por mais de 20 annos aproreitadas
com os melbores resultados as seguintes moles-
tias : affeccoes da elle e do ligado, syphilis, bou
boes, escrfulas, chagua inveteradas, erysipelas c
gonorrbas.
Unilo de uftni-a*
Cumo purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be-
0"ndo-8e apos cada dse um pouco d'agua adoca-
ds, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula aojantar.
Estas pilulas, de iuvenco dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos, teem veridietum dot
Srs. mdicos para sua nu-lbcr garanta, tornande-
>e mais reccmmcndaveis, por seren um segure
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
liadas cm Ti'niitli'i
ACHAM-SE A' VENDA
"* drosnria de Furia Solii iuho A
41 RA DO MAKQDEZ DE OLINDA 41
Feilor
Precisa-sc de um Ufad para un sitio em Bebe-
ribe ; a tratar no caes da Companhia n. 2.
Tornera anta
rriihos para en^enlios
WAQONS PARA CANNA
Loeomolivas
ach^Dlsmo completo para en
genhes de t<>do o aiaaiilios
Systema aperfeijoado
Eapecificacdea e preco* no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
IV. Hua do Commercio
N. B Alm do cima B & C, tem cafhalogcsde
un i umplementosnecessarins agricultura, c :no
ambem machinas para dcscarc(;ar algodao, moi
ihos para caf, trigo, arroz e milho; cerca de fer-
ro galvanisado excellente e mdico ero preco, pe
joa nenhuma pode trepa!-u, oca mal que-
bral a.
NA EXP0SICAO UNIVERSAL.
VINKO de CATILLOf
de GLYCERINA e QUINA
O mais poierozo tnico r,-constituinte pre*riplo
nos ato. Jo Dores d'ectomago.Langor, Anemia H
Oiabetis, Consumppao. Febres, "1
Convalescenca, Rezultados dos partos, etc. S
O mesmo linho com ferro. VINHC FERRUGINOSO OZ
CATILLQN regenerador por etcellencia do sangue pobre
_ e deworado. Este rinho fai t dorar o ferro por lodos
j os estomago e nao oeeasiona prisao de vehtr,
Pfl/S, 23, ra Saint-Vincent-dc-Plul. Em Pernsmbueol
Franca M. da Silva e Cs,enaapriDCipaea Pharmacia
NICO-VINO OUINAD0. OUE.0BTEVE,STA
Tillar 1 iii
PARA TINGIR A
barba e os cabellos
Marca
Cal *irgem de Jaguaribe
Abri so ra do Bom Jess n. 23
um armazem onde se vendo constantemen-
te a superior eal virgem de Jaguaribe,
acondicionada cm barricas proprias para o
fabrico do assucar.
Esta cal, em nada inferior que DOS
vem do estrangeiro, vendida pelo prejo
6xo de -)000 a bsrrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho
Jaguaribe, cujns pedreiras lbe d o nome.
E' eocarregado da venda nicamente
nesta cidade o Sr. Scbastiao Bezerra,
com escriptorio ra do Bom Jess n. 23,
Alnga-sc
para recolhcr algodao ou outro qualquer genere o
predio da ra da Moda n. 35; a tratar na ru
Primeiro de Marco n. 20.
Cozinheira
Precisa-se de uma ama para
cozinhar; no V andar da roa
Duque de Caxias n. 42. por cima
da ypograpliia do Diario.

Os proprietarios do muito conbecido estabelecimento denominado
MSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeitavel PUBLICO que receberam ua
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tan'
bem relogios dc todas as qualidades. Avisam tambem que continuara a receber po
todos os vapores vinde da Europa, objactos novos e vendera por muito menos que as
outra qualquer parte,
MIGUEL W0LPF & C.
N. 4RA DO CABUG-N. 4
Compra-se ouro e prata velha.

]
Caixei 6 braileiro
Precisa se de um caixu're com b st-nte pratica
do molhadvs ; na ra de S. Jorge n. 89.
Costnrcira
Paga-fe muito bem a uma costureira que si.iba
faze' vestidos por Sgwiao ; a tratar na iu;i do
Imperador n. 45, 1- andar.
Casa eiD Oliiirla !
Alugn bp tima ca?a no pateo dc S. Pedro n. 10 :
a tiatar na ra do Barao da Victoria n. 3. i
-A-lirnent^i.c;Ao racioilal
das MAE'-, cniAwc.ss, amas a convalescentk
Por uso di KWSW/.in.VI I\iHeres.
PARIZ, O, Avejao Victoria, 6, PARIZ.
lepojiUriM aa Pernanbuco ; FaAN M. da SILVA k C\
DOMESTIC
Sao reconheciaas ser as mail
elegantes, as mais durareis t
em todos os sentidos.
AS MBLHORES
Para preces, e circulares con
illustrac.-s de todos os estylos, din-
jam so
Douiestic Semine Machine i (L
Tetephone n. IS8
NEW YOR, S. A.
I


Diario de PernambncoSexta-feir 26 de Noveiubro de 1886



i
i

VENDAS
Padaria
Vende-se um cylindro americano, por barato
pre^o : a tratar no Caminho Novo n. 91.
A Revoluto
M-. ^m d
A' ra Duque de Caxias, resolveu vender
os seguintes artigos com 25 % ^e me~
nos do que em outra qualquer parte.
Zephiros fino-, lindos padrSes, a 500 rs. ocovado
Lia de quadros, a 400 rU o corado.
Ditas lavradaa a 400 rea o dito.
Ditas com bolinhaa a 500 e 600 ris o dito.
Ditas com listrinhas de seda a 560 ris o dito.
Ditas mescladas de seda a 700 ris o dito.
Cachemira de cor a 900 e 14200 o dito.
Ditas pictas a 1*200, 1*500 e 2*000 o dito.
Ditas de cor bordada de seda a 1*500 o dita
Linhos escogieres a 240 rs. o corado.
Zephiros de quadriubM e lisos a 200 ris o co-
vao.
Liinhos lisos a 100 ris o covado,
Setim maco a 800 e 1*200 o dito.
Dito damasa a 320 rs. o dito.
Setinetas de quadrinh s a 320, rs. o dito.
Ditas escocesas a 440 rs o dito.
Ditas matizadas a 360 rs. o dito.
Crotones fnissimos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Chitas escuras e claras 240, 280, 300 e 320 ris
o corado.
Nansuc finas a 300 ris o dito.
Enxovacs para baptisado de 9*000 um.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Seda crea a 800 rs. o corado.
Colchas brancas a 1*5C0, t 1*800 urna.
Cobertai de ganga a 2*800 urna.
Fecbs prateadoaa 2*b00 e 3*000 um.
Ditas, de pellusBi a 6*0X) um.
Ditos de la a 1*000, 2*000, 3*000, 3*500 4*OU
5*000 um.
Panno preta fino a 1*000 o corado.
Cortes da easemira a 3*000, 5*000 6*00f
a*.
Crep para coberta a 1*000 o covado.
Cretone para cuberta a 400, 500 re. o corado.
Lencoes a 1*800 um.
Bramante de linho a 2*000 a vara.
Dito de algodSo a 1*200 a dita.
Dito de 3 larguras a 900 ris a dita.
Panno da costa a 1*400 e 1*00 o evado.
Dito adamascado a 1*800 o dito.
Espartilhos de ciuraca a 4*000, 5/000, 5*500,
6*000 e 7*500 tm. nnn
Cortinados bordados a 6*500, 7*500 e 9*000 o
par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Lencos de 1*200 a 2*000 a dusia.'
Yelludilbos lisos e lavrados a 1*000 e 1*200 o
cavado.
Anquinbas a 1*800 rs. ums,
Panno de crochet para cadeiras e sof a 1*000,
1*200, 1*600 e 2*000 um.
Henrique da Silva Moreira.________
Pinito de Riga
Acaba de chegar pelo bngue Atalanta um com-
ileto sortimento de pinho de Kiga da melhor qua-
idade e de dirersas dimensoes. como sejam :
da
mensoes, como sejam:
4 X 12
4X9
3 X 12
3 X 11
3X9
2 X 12
mesma madeira de 1 e 1 1/2 polle-
e tabeas
iradas.
Vendem MATHUES AUSTIN & C, ra do
(Jommcrcio n. 18, 1 andar, ou no caes do Apollo
51,n. por precos commodos.
Cocheira venda
Vende-se urna cocheira com bons carros de
passeio, b. m localisada e afreguezadL, por preco
muito mdico, em raso de seu dono nao poder ad-
ministrar por ter de facer urna riagem : os pre-
tendentes acharo com quem tratar rea Duque
de Caxias n. 47.
Pianos
Vende-se dou.i pianos com pouco uso
na ra do Hospicio n. 3.
a tratar
Cabriolet
Vende-se um cabriolet em perfeito estado ; na
oli ii i a ra da Roda n. 45, por medico preco.
Veade se
i telheiro de zinco e nm moinho de pedra do
Porto para moer milho, urna masseira, urna ten-
dedeira, nm torno de ferro, urna bomba espirante,
asna porcao de madeira para cocheira e nm balcao,
iodo barato ; no largo da Sinta Cros n. 16.
Tecidos de linho
A 3o rs. o covado
Na toja da roa da Imperatris n. 35, vende se
sus bonita sortimento de tazendas de linha para
vestidos, tendo largara de chita francesa, com
smuto bonitas cores e palminhas bordadas, pe-
niccha a 500 res o covado, na loja de Peres da
aura._______________________
Serrara a vapor
Caes 4o CapSbarlbe n. *8
Westa serrara encontrarlo os senhores fregue-
ea, um grande sortimento de pinhD de resina de
neo a des metros de compnmeneo e de 0,08 a
^84 de esquadros Garante-se preco mais como-
to do que em outra qualquer parte.
Francisco dar Santos Macedo.
WHISKY
BOYAL BLEND marea V1ADO
Eate excediente Whisky fci preterirt
o cognac ou agurdenle de canna, para ortifioa>
o eorpo.
Vende-se a retalho nos tu lberes armazens
SSSlBli-
Pede BOYAL BLEND marca VTADO cujo nc
ose e emblema sito registrados para todo o Braa
_________BBOWNS & C, agentes____________
Vende-se
jalma n seccas, em porces, proprias para que mar
oarcacas ou lastro para navios, por preco razoa-
Tel : na ra da Praia n. 60, officina de marcineiro
de Sr. Belchior Miguel dos Santos, se dir quem
A' Florida
Una Duque de Caxias u. IOS
Chama te a attenco das Ezmas. familias para
os procos seguintes :
Luras de seda prcta a l*000.o par.
Ciatos a 1*500.
Luras de pellica por 2*500.
2 caixas d papel e envelopea 800 rs.
Luras de seda cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios p..ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 3*.
Meias de Eacossia para crianca a 240 rs. o par.
Fitasde velludo n. 9 a 600 rs n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 2*, 3*, at 8*.
Ramea de flores finas a *500.
Luras de Eseossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 rv, 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brilbantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnieres de idem idem a 500 rs.
Anquinhss de 1*560, 2*, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs
Espartho Boa Figura a 4*500.
Idea La Figorine a 5*000.
dem estreitinbos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca. ...
Pentes para coco com inser pcao.
Babadores com pintura e insenpeoes a 500 rs.
Para toilet
Sabio de areia a 320 rs. um.
dem phemeado a 500 rs. um.
dem alcatrao a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface a 1*000.
Agua celeste a 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Mac eos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3* a dusia.
Estojos para crochel a .$000 rs.
Linbas para crochet cor de reme 200 rs.
Linbas para croen-1 de seda meaclada 300 rs.
BARBOSA & SANTOS
Leitura para senhorar
Brolhes nkelados e dourados a 2*000.
Bonitos grampos dourados a 500 ris o maco.
Esplendido sortimento de galoes de vidnlho.
Grande variedade de leines de sitim, a 4*000.
Frisadores americanos paia cabello a 3*000 o
maco.
Setas de phantasia para cabello.
Bonita colleccAo de plisss a 400 ris.
Brineos, imitacilo de brilhanto, a 500 ris.
Aventaes bordados para enancas a 2*000.
Chapeos de fustiio e setim para enancas
Sapatos de merino e setim idem, idem.
Meias brancas e de cores, fio de Escocia.
Pomada de voselina de diversas qualidades.
Sabonetas finos de vozelina e alface.
Extractos finos de Pinaud, Guerlaine Lubin.
Lindas bolsas de coure e velludo.
Fechs de 13 para senhora a 1*800.
Sapatos de easemira preta a 2*000.
Tesouras para costnra, de 400 ris a SfOOO.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades cores.
Immensa variedade de boioes de phantasia.
E milhares de objectos proprios para tornar urna
senhora elegante, e amitos outros indispensaveis
para uso das familias, tudo pe presos admiravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
Ra do Crespo n. 9
Duarte 0.
Grande reforma!!!...
Realmente foi grande a que se fez na Loja dos
Barateiros.
aa da Imperatrli a. 40
E sao os nicos que tem as seguintes especia-
lidades !.'!...
Lie alpacas, grande e importante sortimento,
e lindissimos padroes, o mais fino e apurado gosto
[ue tem rindo, e por preco baratiaeimo, de 000 600,
00, 800 e 1*000, o covado, porra fino e bom !...
Querem ver ?... aparecam !!!...
Exmas. senboras !.'...
Temos um lindissimo sortimento de failhe, que
a vista agrada a mais excepcional freguesa ; isto
ir menos do que em outra qualquer oasa ; l n.
s
500
Terrenos em Jaboato
Vende-se terrenos muito bem situados, prximos
do rio e da estacSo do caminho de ierro; a tratar
no caes do Apollo n. 47, armasem.
Oleo esseucf al de rosas
Champeau para lavar a cabeja
Vende se na cabelleiraria a rea larga do Ro-
sario n. 22.______________________________
"THO DE R1G4
de 3X9, 4X9 e 3X12; vende-se na serrara a va-
I por de Climaco da Silva, caes Vinte Dous de So-
Timbro P. 6.
Oleo para machinas
__ latas contendo cinco galoes, a 9*000 ; ven-
de-se nos depsitos da fabrica Apollo.
Bom negocio
Vende-se urna taverna em bom ponto, regulan
do 900* mensaes, e o motivo da vend seu dono
ter daas ; az-se todo negocio em vista de nao
ter quena tome conta : trata-se na roa Vidal de
egreiros n. 21.
Vende -se urna armacao propria para pharmacia
ou drogara ; a tratar na rna larga do Rosario
numero 84.
LiquidaQo
hpos modernos, palmas, plumas flores e
por preco muito barato.
Mine. Miquelina
PARA
ACABAR
AU BOM MARCH
El Dip de Caxias 181.
Completo sortimento
metado de seu valor.
de fazendaa
por
Aproveiiem!
i6<^>^-H^VV^^^V.^^>~T~~~><><^<^^^^^^^^i^,'^^^^
GOTTAS REGENERADORAS
do X>0-tor SAMUEL THOMPSON
As ruiaa miw inesperada rio deruUs a ette PRECIOSO MEDI-
CAMENTO, reparador por eieellenda de todaj as perda eiperimentada
pelo organismo eonseqnentei a EXCE8S08 de PRAZERE8.
ataa Corta dio visor ao orgos seaaet doa dous sexos caro*lnfallivelmente todas as afleccoet
denominada ESOOTAMENTO, UM como Impotencia, Eapermatorrhia, Pardas sina,t-
O Frasco : e Kra^icon (em Franga)
Todo frasco ui njo trouier i Marca oa Ftbriei rafitrada a aiafnatora.
dar* ser rlgorcmanta recostado.
_StS, Pbarmacia OBX.ZV, a Kachacbonart, 3. ___ *w)u
Depositarios em Pernambnco : ~BAN" M. da SILVA C1*.
Un* Fibrictnt
ov^y^^^^^-^^^-^^-^^^-?-^^^>-^v-v-V'^^^v-^^-^--^^^--^-^--^^-^-o
CARNEIRO DA CUNHA ft C.
Pedem as Exmas. leiloras 11 minutos de alten, o para os se-
gointes artigos, alias baratissfmos f!!
Bonitos sortimentos de merinos de todas as cores, a 600 rs. o covado !
Linda escolha das raelhoren cachemires, a 500, 600 e 700 rs. o dito !
dem idem de quadros, novidade, daas larguras, a 1|J600 e 10800 o dito !
Setinetas de phantasia, a 400 e 500 rs. o dito !
Caxeroires felpudas, duas larguras, a 1<000 o dito 1
Lirnons com palmas de seda, a 800 rs. o dito .'
Merinos pr^tos, d sde 000 rs. a 2^800, o dito cGr g.r..nti!a.
L'ndos vestuarios de 1.1 para crianzas a 7)5500 e 8($000.
Ki .s Htanrigfl s de crochets para ca'leira e sof, p r 80000
V^Hudinhos de todas es cores, a 10000 e 10200 o covado !
Setins Maco, verdadeiro, a 800 e 10000 o dito !
Lavas de seda de todas as eSras, a 20000 I
L-ques de phantasia, a 10000 e 10500 !
M-ins para criangss, a 20500 a duzia I
Esguiao para casaquinhos, a 40000 e 405000, dez jardas 1
i ambraia branca bordada, a 60000 e 80000 a peca !
Actoalhados, bramantes para todos os preces ; algodSes, madapolSes bara-
tissimos o inultos outros artigos que se liquidara por menos que em outras partea.
59Ra Duque de Caxias59
Pois custa 600 rs. o covado.
Temos mais liados sortimento de fastoes a
rs. o covado.
Chitas finas, especialidade, porque houve gosto
na escolha, e vende-se por 240, 280, 320, 360,400
e 500 rs. o covado, n. 40.
Tambero temos!!!...
Liados padroes em baptista de 180 a 200 rs. o
eovado.
Cambraia victoria e transparente finas e boas
de 3*300 a 8*000 a peca.
Bnm braoco de linho especialidade de 1*500 a
3sl500 a vara pechincba !
Brim pardos lisos e trancados de 700 a 1*600 a
vara, aproveitem festa II !...
Mohsckim grande sortimento a vontade do tre-
qoes, vende-se de 400 a 560 o covado, venham !...
8itinetas !!!... esplendido e importante sorti-
mento nesae artigo, sendo brancas, pretas e de co-
res, lavradas e lisas, o que se pode desejar em bom,
vende-se de 400 a 6G0 o covado.
Temos mais M !...
Casemira de todas as qualidades e cores, e ta-
semos eos tu mes de 30 a 60*00, barato e em
covados de 2*500, cousa fina e que a todos agra-
dare, apptrecam !
Acreditem ?...
Venham ver, para crer !!!...
Madapoln de: la qualidade de 4*500, 5*500,
6*500, 7*500, 8*500 e 10* a peca, e que ha de
melhor.
Algodo de 3*500 a 7*500 e 8*000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e brancas de 800 a
1*800 e 2*000.
Colcha de lindos desenhos a 4*000, costa 6*000
em outras casas.
Pannos da costa do melhor que ha casta apenas
2*750, o metro, pechincha !
Bramante de linho a 1*800 a vara, 10 palmos,
para a cabar.
dem de algodo a 1*300, palmos tambero bom.
Algodo emfestado, 10 palmos a 900 rs. o metro,
muito bem para Icnces.
Alem das fazendan j uicucluuaslaa temos nratoa
artigos de modas como aeja, leqnes de fino gosto,
gravatas, colarinhos, punhos, meias etc. etc.
Alheiro &C,
RA DA IMPEBATR1Z N. 40
Camisas nacionaes
A *500. SAOOOe S*500
32^= Loja a ra da Imperatris = 32
Vende-se ueste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de abor-
taras e pannos ds linho como de algodo, pelo
baratos p-ei,os de 2*500, 3* e 4*, sendo tasends
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
?cito mais bem feitaa, por serem cortadas, por
nm bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por enoommendas, a vontade dos
freguezes : na nova loja da rna da Imperatris n.
3A de Ferreira da Sirva.
Ao32
Nova loja de fazer Jas
A Roa da lape = 31
DE
FERREIRA DA Si_VA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
peitavel publico um variado sortimento de tazen-
das de todas as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como nm bom sorti-
oaento de roupas para homens, e tambem se man-
da tazer por encommendas, p r ter um bom mos-
tr alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
Hijas jara Horneas
B9Bna da lmperairlz-li
Loja de Perra da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abat-
i mencionadas, que sao bar si_aa.
Palitots pretos de gorpoi... aiagonaes e
acolchonaos, sendo taaendaa moi) en-
cornadas, e forrados 7*00t
Ditos de easemira preta, de cerdo muito
bem toitoa e forrados 10*OOC
Ditos de dita, fazenda muito melhor 12*001
Ditos de flanella asul sende inglesa ver-
dadeira, e forrados 12*W(
Calcas de gorgoro prew, colchoado,
sendo fazenda maitc encorpada 5*50(
Ditos de easemira de cores, sendo muito
bem feitas 6*501
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas 8*00(
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*(KX
Ceronlas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e 1*60
Colletinhou de grcguella muito bem feitos 1*00*
Assim como um bom sortimento de leos t
Inbo e de algodo, meias cruas e collarinhes, etc
to na loja oa na da Imperatris n. 3i
ea. etinetaa e iMsIakaa m SO
rn, o eovado
Na loja da rna da Imperatris n. 32, vende-
nm grande sortimento de fustoes braneos a 504'
rs. o covado, lzinhas lavradas de urta-cores.
fe senda bonita para vestidos a 500 rs. o covadi,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na loja
do Pereira da Silva.
AlKodaociniio franrez para lences
a oo r.. i l#SOO
Na loja da rna da Imperatris n. 82, vende-s
superiores adgodozinhos franceses com 8, 9 e 11
palmos de largura, proprios para lencoes de un
b panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 i
metro, e dito trancado pa' a toalhas a 1*280, at
sim como superior bramante de quatro largura-
para lencoes, a 1*500 o metro, barato na lojt
di Pereira da Silva.
Roapa para meninos
A 4*. SO* e O*
Na nova loja da ra da Imperatris n. 32, s
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci
ana curta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditoi
de molesquim a 4*500 e ditos de gorgoro preto
emitando easemira, a 6*, sao muito baratos ; ni
loja do Pereira da Silva.
THES0URAR1A
DAS
tmm u tmm
Acha-se venda a 12a parte da Ia lotera a
beneficio da Santa Casa de Misericordia do
Recifequese extrahir quinta-feira, 2 de De-
zembro as 4 horas pelo seguate
X1.0
24,000 bhetea a 16,J000
Beneficio, sello e commis-
sSo......
1 Premio de. ,
1 Dito de .
1 Dito de .
1 Dito do .
7 Ditos de 2:000,5000
10 Ditos de 1:000,5000
16 Ditos de 5000000
384:000,5000
69:060 314:940rJ000
100:0000000'
SOiOO^OO1 2
10:000fjO00
4:OOo?WOO
14:0000000
10:0000000
8:0000000
19:9000000
centena cm que sabir
o teroeiro premio .
Approxim a c 8 e s de
2:0000000 para o pri-
meiro |jre:iiin
Ditas do I:000#0U
para o segundo premio
2 Ditos de 6500000 para
o terceiro premio .
2,400 premios de 200000
para todos os algaris-
mos finaes do primeiro
premio ....
2,400 Premios de 200000
para todos os algaris-
mos finaes do segundo
premio.....
5:94O0O(X
4:C0''uOi
2:0000000
1:3OO0O((
48:0000000
9:9000000 5,140 Premios
48:0000000
314:940-000
99 Ditos de 2000000 para
a centena em que sabir
o primeiro premio
99 DitoB de 1000000 para
a centena em que sa-
bir o segundo premio
99 Ditos de 600000 para
Case a terminacSo do segundo premio seja igual a do primeiro passar ao nu
jgmero immediatamente superior.
Esta lotera divide se em 20 partes e os bilbetes em vigessimos de 800 rii
cada um,
Os premios maiores de 2000000 em cada parte esto sujeitos ao imposto pro
vincial de 15[0 e 5*[0 addicional sobre o referido imposto.
EXTRACCAO PELA MACHINA FICHET
Theaouraria das loteras, 25 de Novembro do 1886.
Augusto Octaviano de Souza,
Thesourciro
MWM
EXPOSITIOS UNIV-1878
Hdiilli dOr^pCCroidsCheTiIer
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pars 13, m d'EnghieD, 3 pars
Deposito* en todas as Perfumaras, Pharmacias
Cabellereiros da America.
SAUDE PARA TODOS.
lUNCUENTO HOLLOWAY
O Ungento de Holloway um remedio infallivel pan os males de pemas e do peito ; tambem pLra
as fehdas antigs chagas e ulceras. E ramoso para a gota c o rheumatismo e para todas as enfermi-
dades de peito na* se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfriamentos e tosses.
Tumores aas glndulas e todas as molestias da pelle nAo teem semelhante e para os merabros
coBtrabidos e juncturas recias, obra como por encanto. **
Gssu medicinas sio preparadas smenteno Esubdecimento do Profeisor Rollswav,
78, NEW OXFORD bTBKXT (antes 533, Oxford Street), LONDRES.
E vndanse fm todas as pharmacias do universo. a
I s_* Os compradores slo convidados respeitosamente a examinar os rotlos de cada caca e Pote, se nao teem a I
direcSao, 533. Oxtwd Street, 00 Aaltificacoes.
Ao bello sexo
O Pedro Antunes & C,. sempre "pressaroso em
agradar as ExmaB, acaba de receber grande va-
riedade de delicados artigos para presentes, desde
1* at 5(0.
Completo sortimento de meias lisas, arrendadas,
bordadas brancas e de cores para senhoras e me-
ninas.
Lindos broches Je pulseiras de phantasia com
inrcripcSo.
Bonito sortimento de fitas largas e estreitas e
tambem de bicos brancospretos e de cies.
Commodos e bons espartilhos para todos os pro-
cos desde 4 at 15J. E' a NOVA ESPESAN-
QA, 63ra Duque de Caxias.
Grande ro\oluf_<> infantil
Novos e interessantes brinqud is para crianca.
10,000 calungas de folba e madeira, grandes e
pequeos para todos os precos, tambem alguns
instructivos sobre figuras ee geometra. A elles
o tempo proprio.
Particularmente ao sexo feio
Econmicos punhos e collarinhos de Selloloide
modarnos, novos e bonitos, conservando-se limpos
por espaco de 3 mezes. Vale a pena .' Bons e
commodos suspensorios de seda e linho. Bonitas
e finas meias de eseossia de eda e cruas. Para
nai esquecer o Pedro Antones & C.
63Bu Dn.11 fi Caxias63
AGrV'SAUES
Acabarao-se as
Cas
Bmrh
(mmHHim aos Cabello
a Cor natural
Bas'i3 nina m fnas Ap;lliacaes a Larapi nem Preiarace
35 ANNOS DE XITO
E. SALLES fila: J. MNEGHETTI, sueceMor
Ptrfunilsta-ChlDin. 73, ra Tirttss. MJU2
Kndim ti m lodsl ts principie Pcrf-mirlu < Oroirlt
e~IUrwfPernam&uco :TranCM.daS_~A Se C\
LISTA GERAL
Ba 11.a parte da 1/ lotera om toaefteio da Santa Casa da
Hig^ricordia do Rodfo
EXTRAHTDA EM 25 DE NOVEMBRO DE 1886


, 7 ?

PREMIOS
100:000^000

1:0001
1:000$
500|>
*m
500,$
5001
500^
mu
500$
5001
500|
500$
500$
500|
mi
500$
500$
_T9&fll-&
1138-1:
1140-1:
Os nmeros de 6:601 6:700 (excepto o premio da sorte grande) esto premiadas com 200$.
Os nnmeros de 1:101 1:200 (excepto o premio de 30:000$] esto premiados com 100$.
Os nmeros de 8:101 8:200 (excepto o premio de 10:000$) esto premiados com 60$.
Todos os nmeros terminados em $ e v esto premiados com 20$. (Vejase o piano no
verso dos bilhetes)
ft. B. 4 extracto da 12.a parte da Ia loteria, em beneficio da Santa Casa, ser
na quinla-feira 2 do mez vindour.
0 thesonreiroAugusto Octaviano de Souza.
1139 30:000$ 18755
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mm
Diario de PcrnambncoScxta-feira 6 de Novembro de 1886
L!TTRATbft



-

I
!
'
Echos fluminenses
(Do Paiz da corte)
MO HABITO
Qae singular contraste entre o hornern e
a natureza no Brasil I
Ella viva, alegre, radiante.
Elle abatido, triste e amortecido como a
chamma de urna Lmparina.
O iorlez, no ario Uos densos nevoeiros
da sua ilha, salvo ura ou outro caso spora-
dico de spleei, jovial, communicativo e
at espirituoso.
Nao se sabe o que mais admirar no seu
tradicional -at home -se o conforto, que
all reina, -se a alegria que o anima.
E nao s de portas a dentro 'que o
jubilo britnico se expande. Elle ostenta-
se nos paaseios, nos theatros, nos bailes...
em todas as relacSes da vida social.
Entre o leitor em qualquer dos nossos
jardins pblicos.
Ahi encontrar, sentados sombra do
arvoredo/ uns su jeitos merenoorios, de
olhoa^baixos, na sinistra attitude de quem
vacilla ni eicolha do um suicidio pistola,
corda ou a cablas de phosphoros dilui-
das em agurdente.
Por cima delles o co ostenta-so azul,
todo azul.
Em torno o sol dardeja seus brilhantes
raios sobre o verde raatisado de flores.
As brizas encrspam a superficie do
lago.
Os passaros cantam.
E o leitor, embevecido na eontemplacSo
de tao potico scenario, perguntar, como
eu tenho perguntado muitas vezes :
For que diabo ept toda esta gente
tao triste ? I
. Por nada, leitor ; ou antes, pela mesma
razSo por que o ioglez pula, salta e n,
como urna crianja, no meio da natureza
sombra e enfezada da Inglaterra.
A prova eloqueote da tristeza que nos
invade est as n ssas conversas, que con-
sistem geralmente em queixumes ou lamu-
rias.
Dous sujetos encontram-se :
Oh 1 Como est? Como tem passa-
do?
Assim, assim.
Esteve doente ?
Bastante.
Nao sabia. O que foi ?
Urna complicacSo de coasas... Quasi
bati a bota.
Acho-o desfeito.
Se o senhor me visse ha dous mezes
atrs, nao me conhecia.
Tambera eu tenho passado mal.
Ah o que tem 1
Eu mesmo nao sei. Os mdicos di-
zem que figade^ mas mo meu fraco en-
tender nao vou longe.
O que que sent '!
Nao posso explicar-lhe. Dores pelas
pernas, um aborrecimento muite grande
O mesmo que eu senta.
Vertigens...
Tal qual, como eu. Nao tinha urna
zuada assim viiim, pelos ouvidos ?
Constantemente. Um fastio de mor-
te...
__Eu nao poda ver comida.
termo de coin-
Volteroos agora ao meu
paracao, ao ftglez.
Se lhe perguntarem-Como tem passu-
do?elle responJer com o semblente jo-
vial Perfeitamente bem, obrigado.
Ser por que o filho d'Albion mais
adi do que nos '
E' porque nao adquiri o mo sestro de
estar constantemente a externar queixas
ao primeiro qui tam que lhe pergunta in-
differentemeate pela saude.
Como tem passaHo urna simples
formula de comprimento, que nao d di-
reito a quem ella dirigida a desabafos
pathol ogicos.
Nao se de ve traisforrar cada ente >lo
[corpo social em medico ou boticario, dua
protssoes para as quaes se exige urna
grande dse de paciencia.
E o sestro anda mais ntoleravel se tor-
na quando o individuo, como acontece ge-
ralmente, se queixa de males imaginarios
ou de pequeas cousas, que elle nao pode
defioir.
Na con vera que figurei, e que pode ser-
vir de typo p.ira as. conversacSas dest
ordem, os leitores vm claramente a prtfva
disto.
O inglez que diz a tolos passo perfei
tamentesent tambem dores pelas per-
nas, aborrejimento, vertigeos, zuadas
nos ouvidos, fastio; mas combate tudo
isto subindo aos domingos a p o morro
da Tijuca ou fazendo grandes excursSes
aos pontos mais longiaquos da nossa cida-
dade, em vez do importunar os seus seme-
lhantes com queixumes.
E' interessante estudar esses desabafos
de molestias quando as conversas sao entre
senhoras.
Com que enthusus.no ellas so queixam 1
Principiara por contar oa males proprios,
com todas as minudencias de symptomas,
e a therapeutca empregada sem resultado.
Passara a enumerar depois os das diver-
sas pessoas da familia.
Narram em seguida os dos fmulos.
E internam-se finalmente pelos do3 p-
renles e conheoidos.
A's vezes urna das nterlocutoras diz :
Ora, o que a senhora teve nada ao
lado do que eu ainda hoje sinto.
Nao diga isto, acode logo a compa-
nheira; a senhora sabe l por ventura o i
que eu sofri. Estive quasi a morrer.
Pois eu estive marte. S de confe-
rencias de mdicosduas 1
A outra, que nao quer ti ar esmagada
em seus brios de doente, aosresconta :
E eu tres, sem contar os dous mdi-
cos assistantes, que estiveram sampre
minha cabeceira-
O empenho que se tem neatas narracSes
de enfermidades tal que ninguem quer
ficar por baixo.
O nosso mal sampre maior que o do
outro.
Quantas vezes o leitor nao ter ouvido
um individuo exclamar :
Fulano diz que soflre mais do que
eu I Ora esta! Que pratencao. Sa elle ti-
vesse a minba molestia, j estava de ha
muito enterrado.
Nos lugares de maior regosijo, em bai-
les, em theatros, encontra-se um sujeito
carrancudo, com ares de quem.est di&nte
de urna familia inconsolavel, a dar lhe pe-
zames ;
Adeus, como est? diz-lhe a gente.
Deixa-me, estou aqui que nem pos-
so...
O que tens ?
Urna dr de cabeca infernal.
Ora, era mais lgico que semelhante
typo ou fhasse em oasa, ou concertasse
do melhor modo possivel a physionorcia
para nSo representar o mesmo papel que
tiuha outr'ora o cadver no banquete
egypcio.
Entre nos os que nao se queixam de
molestias, queixaoi-se da m situagao dos
negocios.
Que mo habito !
E esse habito, que solapando-nos pou-
co a pouco as energas, tem transformados
em aggregacao de tristes um povo, que de
via ser o ideal da alegria e da vivacidade.
Frasca Jcnioe.
nina mesmo 83 deitou. com os olhos ver-
melhos,.a fronte pinsatva, o rosto fatiga-
do, seiamava... evocando as menores im-
pressSes de sua infancia, le sua molida-
de... Era em Valentim que pensava I
Quando viu despontar as primeiras cla-
ridades do dia, atravez das espessas cor-
tinas dasjanolUs, levantou-se e foi respi-
rar o ar fresco da manha.
Isso fez-lhe bem.
Voltou para junto de urna pequea es
crivaninba, disposta a um canto, e, sem
sentar-se, escreveu algumas palavras :
Per loa-rae. Eu ama va antes de conhe-
cel-o. Fujo para conservar-me fiel ao
meu amor.
Pois o bilbete em um cnveloppe, sobre-
escrptJU-o a Mourad e deixou o bem vis-
ta, em cima da secretaria... Depois foi
ao espelho, penteouse... arranjou umpou-
oo o vestuario e sahiu.
Alguna criados andavam pelo palacio...
Gabriella desceu e mandou abrir a porta
que dava sobre a avenida...
Quando achou se de sbito, em meio
desse Paris, onde sabia que tantos perigos
a araeacavam, teve medo... veiu-lhe um
tremor tao violento que teve de apoiar se
grade que techa va o pateo do palacio...
Entrevia, por instincto, que ninguem
senSo Mourad poderia defendel-a efficaz-
mente. .. e o rosto ameagador de Norber-
to appareceu lhe com a vergonha e o cy-
nismo de s-'U amor...
O terror foi tal que, durante um segun-
do, esqueceu-se de tu lo, tomada de verti-
gem e com voz moribun ia exclamou :
Mourad, Mourad, soccorro! soccor-
a pnmeira vez que posso
FOLHETIM
O CORCJNM
POR
rilo rTAL
PRIMEIRA PARTE
02 MESIBES D'ABKAS
(ContinuacSo do n. 270)
IV
O pequeo Parlzlenae
Quanto a estes sonhores, proseguio o
gascio, perdoem-lhea o mo humor. Elles
tinham-nos seguros, meus bravos, tirei-
lhes o bocado da bocea, sempre sem que-
rer offeniel os. Bebamos.
Beber -o. As ultimas palavras hbilmen-
te proferidas por Cocardasse tinham dado
satisfacSo aos espadachns, e osSrs volun-
tarios pareciam nao julgar a proposito le-
vantal-as. Tinham visto a morte muito de
perto.
Emquanto a criada, quasi esquecida por
Passepoil, ia bnscar vinho fresco adega,
transporta i ara os bancos e a mesa para o
relvado, porque effectivamenta a sala ter
rea da Maga de Adao nao era aufficiente-
mente espacosa para conter aquella valente
reuniao.
Pouco depois estavam todos vontade e
commodamente sentados na collina.
Fallemos de Lagardre, exclamou
Cocardasse ; fui eu quera lhe deu a pri-
meira licSo de armas. Nao tinha dezeseis
annos ainda, mas que promessas de futuro /
Hoje, tem apenas dezoito, disse Car-
rigue, e Deus sabe que cumpr a sua pa
larra.
A seu pezar, os meatres d'armas inte-
ressavam-ae por aquella especie do hroe,
com que Ibes raatraqueavam os ouvidos
desde pela manhS. Estavam ouvindo e
nenhum dells desejava l tel-o na sua
frente senao mesa.
E' verdade, pois nao ? contiouou
CASAMENTO A REVOLVER
POB
JULES MARY
-)(*)(-
(ContinuacSo)
X
Nao dormiu quasi durante anoite...
Deu alguns passos em direccjlo horti...
Mas tornar a entrar n*quelle palacio, ir ao
encontr do amor de M jurad, seria tornar
a sentir aa mesmas fraqeuzas, as mesmas
torturas.
Recuou e, meio louca, cora as mSos na
cabeca, rugiu, dosvairada, sem ousar olhar
para tras.
O sol erguia se e a briza farfalhava do-
cemente as folhas nascentes das arvores
ainda novas da avenida... Esta, at onde
alcan$ava a vista conser^ou se a principio
deserta...
Nenhum transente, nenhum carro...
Dahi a pouco appareceram tres homens,
que caminhavam apressadamente. Um del-
les paresia doente e muito fraco, porque
os companheiroa o ampara va m, o arrasta-
vam quasi.
Pararam diante da grade do palacio...
puxaram o cordao da oampaiha com for-
$a... por vezes reiteradas, por que nin-
guem apparecia... Emfim, um criado ar-
menio desceu lentamente os degros exte-
riores ...
Tiveram que parlamentar; o armenio
n3o quera abrir.. seu amo ainda nao se
tinha levantado... mas um delles disse-
lhe :
V pedir a seu amo que nos rece-
ba. .. Diga-lbe que somos amigos de Mlle.
Gabriella Bertara...
O armenio afastou-se.
Alguns instantes depois voltou e abri a
porta...
Os tres homens entraram...
Eram Trompe l'CEjh Augusto e Vslen-
tim I
Valentim, tirado quasi sem vida do res-
piradouro por Trorope-l'OZil e Augusto,
tiiiba do transportado para casa deste
ultimo, na ra Mercadet, onde a mulher
do elown tratou-o eamo se Tosse seu pro-
pino filho.
Durante tres ou quatro dias Valentim
nao deu accordo de si e o medico, chama-
do a toda a pressa, perdeu a esperanja de
salval-o ;,dopois, a robusta constituiyo do
joven fez mais do que todos os reme-
dios ... e logo levantou-se !...
Desde que pode reflectir, lembrar-ae fal-
e andar, o primeiro pensamento que teve
foi para Gabriella.
- Gabriella ? perguotou a Augusto...
encontraram n'a ?... Voltou para a ra de
Alleraagoe?
O cnon abanou a cabeca e Trompe-
l'G2tl, que aotbava de entrar e ovira a
pergunta, respondeu com tristeza :
NSo sabemos o que feito de Ga-
briella. .. ainda mais : procurei encontrar
Simeo e Chilpric e nao consegu... em-
fim, voltei de note s immediac5es do Ca-
ntlo de Marselka, naj vi l entrar pessoa
alguraa e eetou persuadido uue Li Guya-
ne e Bigarreau, tendo dado pelo desappa-
reciraeoto de Valentim, apressaram se em
mudar de domicilio... Era por meio de
Li Guyane que contavamos chegar at
Gabriella... tendo perdido a pista do ban-
dido, n5o ha remedio senlo recomegar a
partida ..
Eu sei onde est Gabriella murmu-
rou Valentim uom voz fraca.
Como ? perguntaram os dous ho-
mens. .. em sobresalto... Saba ? e nada
dezia ?...
. Nao
fallir?...
E' verdade, mas agora ?...
Pois bem, agora oscutem |... Urna
noitejalgueireconhecer La Guyane, na ra
Lifayette, do lado do Antiga cocheiro, neto
ha engao... Sebem ?. .. Segui-Ihe a pista
como se eu p^r'encosse a polica... vio
entrar no Canho de Marsdha e, no pro-
posito de sorprender alguraa cousa, intro-
duzi-rae no respiradouro da adega...
A idea era boa... mas quasi lhe ia
custando caro...
Sim, a idea era boa... a principio
adquiri logo a certeza de que era effeetiva
mente a La Guyane que eu havia seguido,
pois que estava de luvas... e ao lado del-
le eu vi Bigarreau. Trocaram algumas pa-
lavras. .. La Guyane fallava de urna mo-
ga raptada...
Gtabiella I... era Gabriella 1.. .
Pensei o mesmo... e entretanto nem
o homem nem a mulher a designavam polo
nome...
Talvez nao o soubessem...
Chamavam-n'a A pequea dos mi-
lhSes. Porque ?
E' exquisito I disse Augusto.
Pois eu nao me admiro, disse Trom-
pe T coelho. E se raptaram Gabriella nao foi
de certo por brincadeira. .. Continu Va-
lentim.
A pequea dos millies>; dizia a ho-
mem, foi conduzida a urna casa em Passy,
aveniua do bosque de Boulogne, atrs do
palacio de Mourad.
Bom. E depois ?
Depois... s o que sei... La Guy-
ane e Bigarreau ara continuar suas con-
fidencias, quando perceberam que alguem
os escutava. La Guyane sahiu.... eu
de nada desconfiava... e elle rolou urna
pedra enorme sobro a entrada do respira-
douro... Sem ossenhores cu estara mor-
to!...
perado que sobrevieaso a noite, para fioa-
rem mais livres, caso se ti vessem de en-
volver em alguma aventura arriscada.
Augusto, cora suaa economas, compra-
ra tres solidos punhaes, que levavam den
tro de bainbas de couro, por baixo das
blusas.
(Conlmu'a)
VARIEDADES
Luiz II da Uaviera
POB
Edmundo Csco
(Concluscto)
V
O SUICIDIO (*)
.......pareca proenrar sem-
pre as estrellas a mulher ideal
que na> encontrava na trra...
.....at que qae eir.fim urna
noito ao passeiar junto do lago,
ouve di8tinciamente o canto va-
go das sereias de olhos verdes
a boiarem entre os nenuphares,
v a sua Griscles, a suaviso
adorad*, surgir len.ament do
lago e chamal-3 em doces sor-
risos !
Canta a natureza inteira
um hyiouo nupcial cheio de me
lancolia ede vaga sensualidade,
bauha a la solitaria e tria no
seo clarao fantstico as formas
deliciosas desse vulto encanta-
dor Emfim!
E o pobre rei corre para ella
com um grito de intima ale-
gra......................
.......e cabe com um suspiro
d'allivio nos bracos de sua noi-
vaa morte!
E o corpo boift a tona d'agua
entre os nenuphar s do lago, e
a la desdobra a sua mantilba
sobre o rei exanime, e os sal-
gueiraes da prai* murmuram o
bymno nupcial de Opbelia !
Pikheibo Ciuoas. (")
Cocardasse animndose, soube cumprir a
sua palavra.
Com os diabos I Sempre bello, semp.e
bravo como um leao !
Sempre feliz com o bello sexo mur-
murou Passepoil, fazendo-se vermelao at
raiz dos cabellos.
Sempre estroina, proseguio o gascao,
sempre cabefa douda.
Algoz dos fortes e tSo meigo paia
COQ os traeos !
Conquistador, terror dos maridos.
E aiternavam os nossos dous espada-
chns, como pastores de Virgilio, arcades
ambo.
Bom jogador.
Atirando o dinheiro pelas janellas.
Todos os vicios, cora mil iabos !
Todas as virtudes.
Desmiolado.
Um cora$Io... um coracSo de ouro !
Foi Passepoil, que teve a ultima pala-
vra. Cocardasse abracou-o com effusao.
A' saude do pequeo Pariziense l a
saude de Lagardre I exclamaran! todos ao
mesmo tempo.
Carrigue e os seus homens levantaram
os copos com euthusiasmo. Baberam de
p. Os espadachins nao poderara contra
riar.
* Mas com os diabos proseguio Joel seus inimigos e iisse-lbe :
de Jugan, pondo o copo em cima da mesa,
digam-nos ao menos quem esse pequeo
Pariziense.
Estamos cira os ouvidos cheios, ac-
creecentou Saldanha. Quem elle ? d'on
de vera ? que faz ?
Meu velho, respondeu Cocardasse,
tao nobre como o rei ; vera da ra Croix
des Petits Champa e faz dai suas. Estao
satisfeitos ? Se querem saber, encham os
copos.
Passepoil encheu o seu e o gascao con-
tinuava, depois de se ter recolbido por um
instante.
Nao urna historia maravilbosa, ou
antes cousa que nao se oonta. E' pre-
ciso vl-o em campo. Quanto ao seu nas-
cimento, j disse que tao nobre como o
rei e nao me desdigo ; mas ninguem lhe
conhece o par nem a mal. Quando o en-
contrei tinha doz9 annos; foi no pateo das
Fontes, defronte do Palais-Royal.
Estava quasi a ser aovado por urna meia
duzia de vagabundos ainda maiores do que
elle. Por que aquelles jovens bandidos
queriam roubar a velhinha que venda pas-
tis, debaixo da arcada do palacio Montes-
quieu. Perguntei como se chamava : O
Nao ha duvida qae chegamos a tem-
po... e sem o gigantesco sueco dado pir
Augusto, meu pabre Volentin, a esta ho
ra Gabriella poda vestir luto pelo se-
nhor. ..
Meu sueco em nada influiu, disse
Augusto .. foste tu, Trompe-l'CEil, que ti-
veste a idea da luta... Agradeja lh'o Va-
lentim, foi o escamoteador quem o sal-
vou...
De modo nenhum, Augusto... senao
osse o bcoo garanto-te que...
Valaatim pagou-lhes na* coitos e opor-
tou-as:
Conhe$o-os a ambos, murmurou elle
cora emojao... Sei que sSo t5o valentes
quanto bons... es timo- os de todo cora-
cSo I...
Olharam-se em silencio, felizes por se
acharem reunidos... comegavam a ter mais
confiaaoa no futuro.
Nao percamos tempo, disse Trompe-
I' bosque de Boulogne... Urna vez l vere-
mos o que temos a fazer I...
Valentim estava ainda muito fraco, mas
8ustinha-o a esporanca de tornar a ver
Gabriella.
Puzeram-se a caminho.. Uaviam es-
pequeno Lagardre. E seus pais TNlo
tem pas.Quem cuida delle ?-Ninguem.
-Onde mora? -as ruinas do antigo pa-
lacio de Lagardre, na esquina da ra
Saint-Honor. -Tara* alguma ocoupac&o?
-Duas em vez de urna: mergulha na Pon-
te Nova e faz deslocac/Jea no pateo das Fon-
tes.Safa I dous bellos offiotM 1
Os Srs. estrangeiros, obsirvou Coeardas-
ae, nao sabem que profissao esta de mer
gulhar na Ponte Nova. Paria a trra
dos vadios. Os vadios de Pariz atiram do
parapeito da Ponte Nova moedas de prata
ao rio, e ha crianzas intrpidas que vao
apanhar essas moedas de prata, com peri
go de vida. Isso diverte os vadios. ,
com os diabos 1 nao ha prazer como dar
urna sova em um desses vadios E nao
cuita caro 1
Quanto deslaselo, isso v se por toda
a parte. O maroto do pequeo Lagardre
fazia tudo o que quera ao corpo : esten-
dia-se, enuolhia-se; fazia das pernas bra-
gos, dos bracos pernas, e parece-me ainda
vl-o, quando arremedava o velho bedl de
Saint Germain l'Auxerrois, que era corcun-
da, por diaote e por traz
Pois olhem syrapathisei com aquelle
pequeo, com os seus cabellos louros e as
suas f.ces rosadas. Tirei o das maos dos
Maroto, queres vir commigo ?
Responden me : Nao, porque cuido da
tia Bernard. A ta Bernard era urna po-
bre mendiga, que havia arranjado um bu-
raco as ruinas. O pequeo Ligardre le-
vava lhe tolos os dias o produoto dos seus
mergulbos e das suas contorsSes.
Fiz-lhe entao um Jquadro completo das
delicias de urna sala d'armas. Os olhos
brilhavam-lhe. Disse-me com um profun
do suspiro :
Quando a tia Bernard ficar boa, veu
para a sua casa.
E foi-se embora, e nSo pensei mais
nelle.
Tres annos depois, Passepoil e eu vimos
chegar oossa sala d'armas un cherubim
tmido e erabaracalo.
- Son o pequeo Lagardre, disBe-nos
elle, a tia Bernard morreu.
Alguns fidalgos, que estavam presentes,
tiveram vontale de rir. O cherubim c
rou, baixou os olhos, zangou se e fl os ro-
lar pelo cbaj. Um verdadairo pariziense 1
delgado, agd, gracioso oomo urna mulher ;
mas duro oomo ferro.
No tira de seis mezes teve urna questao
cora um dos nossos ajudantes, que malicio-
samente lhe recordou os sous talentos de
mergulhador e de deslocado. Com os dia-
bos o ajudante foi pelos ares.
No fitn de um anno, ogava commigo
como eu hei de jogarcom um dos Srs. vo-
luntarios do rei... sem querer offender.
Fez-se entao soldado. Matou o seu ca-
pitSo ; desertou. Dspois engajou-se nos
Enfants Perdus, de Saint-Lu, para a cara-
panha da Allemanha. Tomou a amante
de Saint-Luc: desertou. O.Sr. de Villars
fl-o entrar em Fribourg, em Brisgaio ;
sabio de l s, sem ordem e voltou com
quatro diabos de soldados allemaes amar-
rados como carneiros.
Villlar fl o corneta, matou o coronel ;
foi rebaixado. Com os diabos que ra-
paz !
Mas o Sr. de Villars gostava delle. E
quera nao havia de gestar. O Sr. de Vil-
lars encarregou-o de levar ao rei a noticia
da derrota do duque de Bade. O duque
de Anjou vio o, e o quiz para pagem, co-
raecou outra cantiga ; as damas da Del-
phina bateram-se por amor delle, desde
pela manha at noite. Despediram-n'o.
Afinal a fortuna sorrio-lhe, eil o na guar-
da do rei. Com os diabos I nao sei se foi
por um homem ou por urna mulher que
deixou a corte; mas se foi por nma mu-
lher tanto melhor para ella ; se foi por um
homem, de profanis.
Cocordsse eallou-so e bebeu um grande
copo. Tinha-o merecido bem.
Passepoil apertou-lhe a mao em ar de
felirtacao.
O sol desapparecia por detraz das arvo-
res da floresta.
Carrigue e os seus homens fallavam j
em se retirar, e iam beber maie urna vez
boa fortuna do encontr, quando Salda-
nha vio um pequeo que se esgueirava pelo
fosso e evidentemente procurava nao str
descoberto.
Era um pequeo de treze a quatorze an-
uos, de ar doentio e assnstado. Trazia ves-
tida urna roupa de pagem, mas sem cores,
e um cinto de couro apertava-lhe a cin-
tura.
Saldanha mostrou o pequeo aos seus
companheiros.
Com oa diabos I exclamou Carrigue,
eis um veado que j corremos hoje. Esta
fou os nossos cavados ha pouco. O gover-
nador de Venaseo tem espitfsfc e vamos
apoderar nos daquelle.
De accordo, replcou o gascSo ; mas
nao creio que aquelle pequeo pertenca ao
governador de Venaseo. Ha outros mou-
Ei-nos 13 de Junho.
Luiz II da Baviera desee a sumptuosa
escadara marmrea do castello de Berg e
vem espairecer pelos formoaos parques que
o rodeiara em lujuriante vegatagaj.
O Rei- Virgen encaminha-se a refocillar
se no seo Pare aux cerfo !.......isto ,
(elucidemos o caso) um d'esses divans de
vergel que guarneca urna icstica gruta,
sob a verdejante cpula de espessas copas
entretecidas de vigorosos bambs um re-
ceptculo incomparavel para o colloquio
doce de um par juvenil, ternamente amo-
roso.
Apoz alguns instantes ergue-se e vai ter
s margeos orladas de salgueiraes e nenu-
phares, tSo lindas de bellezas naturaes, do
placido e lmpido Starnberg.
Que panorama imponente descortina-se
entao !
Que tela inemitavel patentea-se aos olha-
res, cupidos de sublimidades, do roelan-
cholico soberano !
A tarle descahe, perceptivelmente, e o
crepsculo desdobra seo manto lvido, e as
trevaa assobsrbam se gradualmente.
Os li triso ates ostentam-se matizados com
delicados tons aurirosados e o hemispberio
de um disco mais arrebolado, ainda percep-
tivel, denuncia o sitio onde retirara-se o
Autcrata diarno.
cima, n'um firmamento amethystico,
sereno, desnublado, em que scintillam lu-
minares coruscantes, culmina seo orbe
quasi no apogeo, o nosso romntico satelli-
ta que espelha-se no fluido opalino do for-
moso lago espraiando myriadea de raios
argentinos de dulgor nico.
O rei-poeta contempla enlevado tao ar
rebatadora perspectiva, magnetisado pelas
meiguices da feiticeira Cynthia que deli-
(*) A'quelles que quizerem conhecer a
realidade dos factos, respectivamente ao
suicidio de rei Luiz II, indicamos fcaso nSo
o tenham lido) o capitulo rubricado -O bei
e inserto no Diario de 14 do vigente.
(*) Vide o O Paiz ja citado.
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ros na costa, Sr. voluntario, e aquella ca-
ga para nos, seja dito sem offensa.
Todas as vezes que o gascao pronuncia-
va esta focmula impertinente, suba um
ponto no conceito dos seus amigos. Che
gava se de duas maneiras ao fundo do fos-
so : pelo caminho de carro e por urna es-
cada a prumo praticada no topo da ponte.
Os nossos homens dividiramse em dous
grupos e desceram pelos dous carainhos ao
mesmo tempo.
Quando o pobre rapaz se vio assim cer-
cado nao prosurou fugir. e as lagrimas vie-
ram-lhe aos olhos.
Metteu furtivamente a mSo no peito do
gibao.
MeuB bons senhores exclamou elle,
nao me matera. Nao tenho nada nSo te-
nho nada 1
Tomava os nossos homens por puros e
simples salteadores. E efectivamente o
pareciam.
NSo mintas, disse Carrigue, p a ssas te
os montes es'a manhS.
Eu ? disse o pagem ; os montes ?
Com os diabos interrompen Salda-
nha ; vena de Argeles em linha recta ; nSo
verdade, pequeo ?
D'Argeles repetio o pequeo.
E dirigi o olhar para a janella baixa
que se mostrava debaixo de ponte.
NSo tenhas mel, nSo queieraos ti-
rar-te a pelle. A quem levas essa carta
de amor ?
Urna carta de amer ? repet* o pa-
gem outra vez.
Passepoil exclamou :
Nasees te na Normandia, meu peque-
no.
E o pequeo repetia :
Na Norman lia, eu ?
O melhor revistal-o, opinou Carri-
gue.
Oh 1 nSo nSo! exclamou o pagem
cahindo de joelbos ; nSo me revistera, meus
bons senhores !
Era querer apagar o fogo com azeite
Passepoil mudou de opiniSo e disse :
NSo c da trra, nao sabe mentir 1
.orno te chamas V interrompeu Co-
cardasse.
Berrechon, respondeu o pequeo sem
hesitar.
A quem serves ?
O pagem fiopn calado.
Espadadnos/ e voluntarios que o cerca-
vam comegaara a perder a paciencia. Sal-
danha agarrn o pelo pescoco, emquanto
todos repetiam :
ca-o derramando de sua lampada osphe-
rica caudaes de perolas filiformes ni-
cos encantos porque palpita de anhelos
esse coracSo insensivel e nicos enleios
que impressonam, que fascinara, esse co
ragSo Phaon quando distingue com os
olhos perspcazes da sua imaginasSo deva-
neada o pensativo Wolfranz.
Elle o cavalleiro soohador porpas-
sa modulando sua encantadora romanza,
borbotando de seos labios as ternuras que
extravasam de sua crypta coniforme e sem-
pre filando os astros, dir-se a almejando
devassar atravez s nuvens perolinas que
vagu'jara n'amplitude empyrica, como
se 14 fra latente, a candida virgem, ira-
polluta como es charubins esse ideal bu-
blime porque eternamente scisma sua alma
romntica.
A' proporcSo que a visSo esvaece-se,
como que etherificando-se, o rei-scismaren-
to, sob a potente presso de incgnito
motor, superior ao sso .arbitrio, automtica-
mente vae trauteando a sentimental roman-
za do seo mtelo favorito.
Eis que de repente percebe as nebulosas
fenderem-se, corao se bifurcadas por alfan-
je mago, e surgir, voluptuosamente reclina-
da em coche aereo, tirado por loucans ma-
riposas, urna gentilissima pucella envolta
em diaphano sendal que modela lhe o im-
peccavel talhe, peregrina beldado d'epider-
me candida oli'uscar o alvor da armelina,
diademada por urea coma, revoluteada
pelo folgazSo Zephyro, semblante sorriden-
te em que seduzem lmgorosos olhos tur-
quezades, desafiam sculos faces purpuri-
nas, e provocara amor labios nacarinos.
Entretanto a esbeltissiraa Willis, que so
deixara momentneamente o seio das nu-
vens, enternecida pelo perseverante amor
do seo galante enamorado, ia volver para
suas alcandoradas placas ao reconhecer-se
nao na piesenga do apaixonado cavalleiro,
quando fita o feiticeiro Starnberg e crys-
tallino espelho de suas lmpidas aguas a
reflectir o lcteo luzeiro da casta irmS de
Apollo.
Sbitamente assomara lhe appettes de
refrigerar a velludinea cutis e, inapta a is
lar-se ttracgao do lago, fascinada de todo,
immerge-se em seo regajo cerleo.
O rei sonhador ficar .i atordoado ante a
estupefaciente apparicS da idolatrada fie
cSo que tantas vezes vislumbrara no3 cons-
tantes devaneios de sua cerebrina imagi-
naco.
Breve, todavia, foi esse assombro.
Exttico, com um sorriso denunciador
do jubilo vivaz que radia lhe alma, debu-
xado nos labios, contempla por momentos
a provocadora imagem dos seos sonho,
ora imprmindo ao niveo corpo esculptural,
meneios graciosos e entontecedores, sobre-
nadando na face lisa das ailadas aguas,
onde se desparzem as ondadas melenas loa-
ras ; ora queda, envolta no translcido e
fluido veo, narcizaado-se, litando voluptuo-
samente oa seos encantos ; ora saltitando,
ferindo a lympha com a setinea mSo, ar-
remessando ao espago relusentes gottas
opalinas, que ao despenharem-se acariciara.
osculando, alabastrina epiderme da oiva
encantadora.
Entao com as pupillas coriscantes pela
intensa sensualidade que espicaca-lhe o
amago, o rei Luiz inebriado, vido de col-
lar os seos labios frementes d'amor nos
frescos labios de rosa d'esse ideal trans-
cendente, porquem perpetuamente scisma,
precipita-se sbitamente ao estagno, e atu-
fa-se na crystallina lympha.
E, dir-se-, a psych do allucinado dy
nastaaquella psycht predestinada que con-
cebera myriadea de sublimidades tangeo
em sua lyra sonorosa o idyllio tocante,, pa-
thetico, do noivado do rei minnesinge
com a Gisella vaporosa, ja que o eterno so-
nhador sabio innime do leito do formoso
Starnberg o seo brando thalamo nupcial!
FIM
Recife Agosto de 1886.
Anda, responde : a quem serves ?
Julgas, patife, continuou o gascSo,
que temos tempo para estar a brincar com-
tigo t revistem-nos, meus tillaos, e acabe-
mos com isto.
Vio se entiio um singular espectculo :
o pagem, ha pouco tSo'medroso, soltou-se
bruscamente das maos de Saldanha, o ti-
rou do seio, cora ar resoluto, um pequeo
punhal que se pareca um pouco com um
brinqnedo. De um salto passou entre Faen-
za e Stanpitz e largou a correr para o la-
do dos fosios. Mas frei Passepoil tinha
muitas vezes ganho o premio das corridas
na feira de Villedieu. O joven Hippom-
ne, que co.nquiaton a correr a mSo de Ata-
lanta, nSo corra melbor do que elle. Em
poacas pernadas alcancou o pobre Bcrri-
chon, que defendeu-se valentimente. Fe-
rio Saldanha com o punhal, morden Car-
rigue e atirou furiosos pontaps s pernas
de Stanpitz. Mas o partido era desigual.
Berrichon, prostrado, senta j perto do
peito a mSo grosseira dos espadachins,
quanlo o raio cabio entre os seus perse-
guidores.
O raio !
Carrigue foi cahir a tres ou quatro pas-
sos, cora as pernas para o ar ; Saldanha
gyrou sobre si mesmo e foi esbarrar as
rauralhas das fortificajSes ; Stanpitz rugi
e cabio como um boi ferido.
O proprio Cocardasse, Cocardasse J-
nior, deu urna cambalhota e foi beijar
chSo.
Foi um homem s que tinha produzido
aquella balburdia, em um abrir e fechar de
olhos, e por assim dizer de urna vez!
Um largo circulo se fez em torno do re-
cam-chegado e do pequeo. Nem urna
espada sabio da bainha. Abaixaram todos
os olhos.
Com os diabos murmurou Cocar-
dasse, que se levantara esfregando as cos-
tellas.
Estava furioso ; mas, a seu pezar, pelos
labios rja88ava-lbe um sorriso.
-- O pequeo Parizianse I disse Passe-
poil, trmulo de emocSo ou do terror.
Os homens de C irrigue, sem se impor-
tar com aquelle que jazia atordoado no
chSo, levaram a mSo ao chapeo com -
peito e disseram :
O oapitSo Lagardre I
(Continuar te-ha)

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Trp. do Diario roa Duque de Casias n. 48.
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