Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17703


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Full Text
sai
"I^*"*'
I

A
A lili O LU DMEBO 211
PIH.1 A CAP11AL li laUCiA&Utit MIIJ AL* O SIS IA<-A FORTE
Por tres mezes adiantados
Por seis ditos idein......
Por um anno dem......
Cada numero avulso, do mesrao da.
60000
120000
240000
0100
QiNTA-FEIRA 25 DE NOVEMiO GE 1886
PARA l>i;M HO E FORA 1>A PHOUStlA
Por seis mezes adiantadoi.....
Por nove ditos idem.......
Por um anno dem.......
Cada numero avulso, de das anteriores.
134500
20*000
270006
loo
DIARIO DE
NAMBUGO
IPropticirafce te JHatwel tguctra He aria i Jti\os
Aviso
/ es Sr8. subscriptores deste Diario avi-
sa a respectiva direcgSo que, do i. de
Janeiro prximo ora diaote, far-se ha a ar-
recadagao das assigoaturas pela forma se-
grate :
Na cidade do Recife e lugares para onde
nSo se paga porte, GjiOOO por trimestre,
adiantado ou durante o 1.* mez do mesmo
trimestre, 65500 uos 2. e 3. mezes.
No ii n do trimestre ser su^jtisa a re-
cessa do Diario aos que nao tiverem sa-
tisfeito o seu debito.
Fora da cidade, nos lugares para onio
so fazem as remessas pelo correio, 130500
por semestre, pago as raesmas condig<5es
cima. x
Aos que quizerem pagar o anno a lian-
tado, faz-se ha o abate de l5000, para to-
dos os assignantes.
TELEGRAMAS
SSS7I5Q FABTIC7LA3 SO BIASIO
RIO DE JANEIRO, 24 de Novembro, s
11 hora e 20 minutos da manha. (Recebi-
do 1 hora e 20 minutos da tarde, pelo
cabo submarino).
Foi nomeadojaii de direito da co-
marca de tajii/cira*. na provldcla
da l'arahjba. o harharrl Hnralo de
sitiar Bolo de Meoeie*. sendo de-
clarado atulso o bacnarel Manoel
Joipalm de Albnqaerque lilas
:sfl?ij3 sa as:s:: uvas
(Especial para o Diario)
BUENOS-AYRES, 23 de Novembro.
Ka* ultimas 2 i oras, o numero
de casos de cbolera morbus rol de
91 em Buenos A y res, seado de I* o
amero de bitos.
\as provlaelas o numero de obilos
foi 14 e o dos casos novo* 9t no mes-
nao lapso de lempo
PARS, 23 de Novembro.
Foi nomeado residente geral da
Vranca em Tanls o S. Massleaalt.
LONDRES, 23 de Novembro.
>o Affnanistan rebenloa urna In-
sarreico de certa gravldade e hos-
til a Inglaterra.
As torcas de que dlspftem as auto-
ridades, torcas aae toram Impoten-
tes para comprimir a expalsao. nao
podem combater a extensao amea-
radora do muiimcnio sedicioso.
LONDRES, 24 de Novembro.
A Inglaterra acaba de annexar aos
seas dominios a iinu Hurotorn. situa-
da no mar das Indias, a DO mllbas
do Cabo *ua-o>i"ul.
BERLIM, 24 de Novembro.
,\ atnssia trata de negociar um em-
prestimo ent Beriim. para o que esta
em conferencias.
CAIRO, 24 de Novembro.
Gbazi monktar-pacbfi. alto com-
mlssarlo otomano no Egyplo, parti
para Constantinos!.
'Agencia Ilavas, filial em Pernambueo,
24 de Novembro de 1886.
INSTRDCCO POPULAR
HISTORIA ANTIGa
(Extrahido)
OA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Co ni inuat;o)
CAPIT'ILO V
os < titm \.im:/i:s
Ci-so geralmente quea cidade de Carthago foi
fundad', (como Hcima dissmis) por Didn, pelos
anuos 888 antea aa era corista; comtudo ha quem
kffirme que ella bavia sido edifcala ant-s, pelos
airaos 1059, pur urna imtala pheuicia de Tyro.
Seja com for, o que certo que nezes appnrecem-Dos, pelos anuos d 540 antes de
Curete, constituiudo j ama repblica de certa
importancia N-ssa epjcha alliaram se com oa
etruacos e forneceram-lnes trinta navios para o
ataque da Coraega.
A repnblica d<- Carthago tinha um senado e duas
asaembles populares, qne elegiam es magistrados
cncarregados da admiuistracau civil e 08 generaes
incumbidos do commando dos exrcitos. O sena-
do era formado pr todos os cidadaos noaveis por
8Ua idade, nascimento, riqueza, ou mrito pessoal.
Corthago, as snas guerras, empregava nica-
mente soldados estrangeiros asaalariados para nao
despov. ar a repblica que oecupava apenas urna
imitada.readi- 75 leguas quadradae, e para queos
seus cidadaos naoabandcnassem o commercio, que
era a fonte da riqueza e do podero do estado. A
Numidia e a Heaoanha fcraeeiam lhe a sua caval-
laria; a Oallia, Liguria e a Qrecia, a ana infante
na ; e as ilhaa Baleares, oa seus fundiblanos, tao
notaveis pela destreza.
Os cartbaginezes toram aenbores da Sardenha ;
tiveram estabelecimentos seus na H*panhas e na
costa da Sicilia. Eram habis e ousadoe navega-
dores,o que, junto Vantujosa posicao geogra
phica de Carthago, foi cansa do seu ingrandeci-
mento e riqueza.
Durante dous seclos viveram em paz com os
romanos, com os quies cel -braram tratados, que
eatabeleciam os limites recprocos da navegaco e
regulavam o commercio entre as duas repblicas
Mas a crescente prosperidade de Carthago come
cou a inspirar inveja aos romanos, e esse sentimen-
to mais tarde oa rcais cedo devia accender a guer-
ra entre as duas nacSes. Foi o que succeden.
Tundo se originado guerra na Sicilia entre oa
Mammer'injs e Hiero (re de Syracusa), pediram
os primeiros socorros aos romanos emquanto Hiero
recorren lo auxilio dos carthaginezes. Tal foi a
causa das guerras entre carthaginezes e romanas,
c -.onecidas pelo noroe de guerra) pnica (do la-
tn. Pai, que a principio quera dizar thenicios,
mas que mais tarde se ampliou em signiticaco,
c mprebeud'-ndo os carthaginezes). Houve tres
guerras pnica designadas por sna ordem chrouo-
lgica : primeira, segunda e terceira.
A primeira guerra pnica durou do anno 264 a
241 antes de Christo. N'ella os romanos, comqnan-
to uuito menos orticos do que os carthaginezes
na arte de navegar, comecaram por urna brhan-
te victoria naval. Perto da ilhaa de Liparj, ba
teram a frota de Carthago e metteram-u'a a pique.
A frota remana era commandada por Dnilio Ne-
pote, a quem por sao Roma ergueu urna estatua.
Cornelio Scipiio general romano, expnlson os car'
tbagineses da Corsega e da Sardenha. egnlo
depois de tomar i bypre^chegou trinmphante dian-
te de Carthago; mas, vencido por sua ves por
Xantippo (general Ucedemonio que fora em soccor-
ro dos carthaginezes), foi aprisionado. Enviado,
sob a palavra, a Roma pt ra que negociasae a troca
dos prisioneiros, Regale aconselhoa pelo contrario,
o senado a que nao eutraase em taes negociadora,
pelo que, voltando a Carthago, aoffreu morte
cruel.
Metello, outro general romano, expulsou os car-
thaginezes da Sicilia; mas, emquanto ieao se paa-
sava, a frota romana commandada por Claudio
Pulcher, era completamente destruida junto de Li-
lybea. Por fim, depois de urna grande victoria
dos romanos, commandados pelo cnsul Lactacio,
eobre es carthaginezes sob o mand de Amilcar,
celebrou-se a paz com a condico dos segundos ce-
derem aos primeiros todas as ilhas situadas entre
a Italia e a frica e pagaram-lhes durante dez
annoa um tributo aoaual de 2:200 talentos.
A segunda guerra puniea te ve a segainte ori-
gem. Os canhaginrzes, para compensaco das
perdas soffridas em resoltado da primeira guerra,
trataram de alargar os seus dominios na pennsula
hispnica. Amilcar Barcas aubjugou nma grande
parte delta e Asdrubal edifiooj Carthagena. Oa
romanos, que nSo podiam ver com bons olhos o
novo engrandecimento dos seus nvaea, comcaram
a inquietar- te com aquel as conquistas e exigirn)
dos cartbaginezes que firmaeaein tratados, pelos
qoaei se obrigassem a nao estender as soas con-
quistas alm do Ebroe a respeitarem Saguoto, qne
eraalliadade Roma. Mas -\noibal, filhode Amil-
car, depois de se ba ver apoderado de Varias outras
povoacdt's, pos cerco a Saguoto e destruio-a. laso
foi motivo para a segunda guerra pnica.
Annibal, tomando a tffensiva, invade a Italia e
ganha differrntes victoria*, ebegando Roma (nao
obstante o talento do pro- dictador Fabio) a estar
seriamente amea^ada. Mas o senado de Carthago
hesiton em mandar a Annibal os seccorros pedid,8 ;
este teve que procural oa na Sard*nha, na Siuilia
e na Macvdoma, e mandn ir da Hespanha sea ir-
mao Asdrubal com um novo exercito de bespa-
nhoes e de gualeses.
(Continua).
?arte ummi
Govcrno da provincia
RELATORIO com qne o Hxm. ir. Dr. Ignacio fonqulm de Moa
za l.eo. t. Vlce Presidente, entregon a adnilnls
traco da provincia, em lude novembro de 18^0,
a i:\tn. Mr. Presidente Dr. Pedro Vacente de
.izetedo. ,
Palacio da Presidencia de Pernambueo, 10 de Novembro le 1886.
Rlm. e Exm. Sr. Nomea io 1. Vice Presidente desfa Provincia, por Carta
imperial de O de Marco ultimo, prestei juram nto e assumi o exeroicio do cargo a 30
do mesmo ro-z, re> ebeudo a administrajao do Exm. Sr. (Jonselheiro Jos Fernn Jes da
Costa Pereira Jnior.
Ao entregal-a boje a V. Exc, passo a ministrar as ni'ormacoes, recommen-
dadas pela Circular de 11 de Marco de 1848.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL
A berta a Assembl* Provincial a 6 de Margo, funcaionou at 20 de Tulho.
Pelas raz5ns, em seguida transcriptas, ficar V. Exc. instmido dos
motivos, que me determinaran! a negar sanccSo Rcsolucao or$amentaria, votada para
o vigente exercicio financeiro.
Pur iss', convoquti extraordinariamente para o 1* do Outubro e por 15 dias
aquella Assembla, afira de deliberar sobre o assumpto. Nao tendo porem compare-
cido numero legal da depntados as seseSas preparatorias, adiei a reuniio par o Io de
Dezembro vindouro.
RAZOES
PF.T..V8 QCAES DEIXO DE SER SANCCIONADA PELA PRESIDENCIA DE PERNAMBUCO A BE-
SO.D9IO DA ASSEMBLA LEGI8LATIVA, OK(AMDO A BECKITA E DESPEZA DA
PROVINCIA, PARA O EXERCICIO FINANCEIRO DE 1886-1887.
Volte Assembla Legislativa Provine, I.
O defeito prin ipal da presente resolnclo consiste em conter, contra a letra
expressa do art. 141 do regiment da Assembla, innmeras di-posic3es, estrnbas
materia de receita e despeza, concessoes de abates e remisso.-s de dividas, sendo algu
mas de taes disposieftes, ulm de inconvenientes aos interesses da provincia, exhorbi-
tantes das attribuicOes das assemblis pro/inciaes e Dconstitucionaes, j por sua na-
tureza, j pelo modo imperativo, porque esto consignadas, a respoito de assumpto de
exclusiva competencia e deliberacSo do poder adminiatrativo.
A resolui;ilo nao consulta os interesses da provincia, urna vez qus, do calculo
entre a re eita e a despeza, resulta um defic t avultado, tornan 10 assim normal o re-
curso de emprestimos, para cobrir a falta de renda, com grave prejuizo para o crdito
da provincia ; to passo que, ssm motivos justifica veis, conjede abates a devedores,
augmenta certas verbas de despeza e eleva venc:mentos de erepregados, quando sao
patentes as condicSes, pouaos lisongeiras, las finangas di proviucia.
Do uso de alguraas autorisacoes, concedidas palo art. 3o e seus paragraphos,
re8altariam, inevitavelraente, accrescimo3 aos onus pecuniarios j existunles, impor
tando alguna, favores e mermes inJiviu'uaes e exccp^3es odiosas como sejam : conces-
s3s de privil -gioa, licenyas, aposentagdes, jubil-^o-s de professores sem o implemento
do prazo para isso exigido pela legislacao vig-nte : alm de autorisacS^s Santa Casa
de Misericordia do Kecife, com violacSo manifeata das disp is^S-js do seu compromisso
e da lei que o approvou. Contra algumas de taes disposicoes, embora inconvenientes
e at inconstitucionaes, pela incompetencia do poder, que as decretara, hnvia correc-
tivo, u:ua vez que, s- odo titulo de autorisacoes concedidas administrado, nao
tossem executadas. Contra outras, poro n, redigiius de modo diverso, nSo haveria,
convertidas em lei. obstculo a o>pCr Ihes.
A disposicSo do art. 6 mandando distribuir entre os demais tabelliaes do
Recife os papis do cartorio do tabelliSo que fallecer, por ficar extincta a respectiva
serventa, inconveniente.
O archivo de um tabelliao de notas, indivisivel por sua natureza, nlo pode
ser objecto de partilba; alm de que, a disposicSo contraria ao art. 329 do decreto
n. 9,420 de 28 do Abril de 1885.
O art. 10, concade ao Banco de Crdito Real de Pernambueo favores, que
podem importar grande d'.minuigao de urna das font8 de receita da provincia.
A relevacSo do pagamento de dcimas, concedida a diversos pelo art. 12,
desvantajosa aos cofres- provinciaes.
O art. 15, concedendo um privilegio por 20 annos a Jos Maria de Andrade
para estabelecer um cortume inconstitucional, j por sua natureza, j pelo obstculo
que oppoa ao poder competente, de realisar um melhoramento proveitoso s artes e
industrias, ex-luindo da concurrencia pessoas, porventura, mais idneas.
Dos mesmos defeitos se rsente o art. 16, concedendo um privilegio ao Dr.
Joao Ferreira da Silva, para montar urna fabrica de machinas e aparelhos elctricos.
E' manifesta a inconveniencia o inconstitucionalidade do art. 21, determi-
nando a transferencia de cadeiras de ensino primario do interior da provincia para a
capital, sem prejuizo dos respectivos professores. Nao cabe Assembla abrir excep
cojs s leis vigentes e invadir a esph-ra do administrativo, aSm de dar, por meo in-
directo, aceesso a professores, a pretexto de transferencia de cadeiras.
Dispensa demonstr;.c3o a inconveniencia e inconstitucionalidade da disposicSo
do art. 22, determinando que sejam prvidos em cadeiras de segunda entrancia dous
professores de primeira, si por ventura for recon iecida a necessidade de supprimir se
as respectivas codeiras. E' um meio de obrigar a presidencia da provincia a dar-
Ibes aceesso, com infracgSo do respectivo regulamento ou conservar duas cadeiras des-
necessarirs, para nSo ser coagida a abrir nma ex:epcSo, odiosa classe e prejudicial
aos cofres, pelo accreteimo de despeza, inevitavel.
O art. 24 cont n urna excepcSo inconveniente quanto contagera de tempo
do exercicio de urna professora para jubilar-se.
O art. 25 determina que se cont na jubilacSo dos professores Francisco da
Silva Miranda e D. Francolina Forjas da I,.cer .a, como de efectivo exercicio, o
tempo decorrido uesde a nomcacSo at a tada da jubilasSo. De modo que, ainda
achandu-sa estes professores no magisterio, fcariam, de ante-mito, garantidos por ama
lei de indulto de interrupeftes de exercicios, paseadas e futuras. Da observancia desse
favor injustificavel resultara o onus de remunerar se servicos, que nSo foram prestados.
Alm de que, com relacSo so professor Miranda, derrogaria um dispositivo da lei geral,
considerando-o para os effeitos da jubilacSo em Bervico effjctivo durante o tempo de
suspensores, em virtude do pronuncia por enme de amea$as, segundo verifica-se das
razSes pelas quaes h presidencia deixau de sanecionar a 9 de Junho de 1879 urna
resolucao, que conceda esse favor quelle professor.
NSo sao convenientes as tispoBs5es dos arts. 29 e 30 sobre as loteras da
provincia.
A extraccSo de loteras um servigo do poder publico, executado por seus
mandatarios, os thesoureiros, que nSo devem ficar isentos da obrigajSo de sabmetter
os respectivos planoB approvacSo da autoridade competente. A sencSo d essa
obrigacSo, concedida pelo citada art. 30, tanto mais reparavel, quando se refere
a um s dos thasoureiros e nSo ao outro, que assim ficaria, presumptivamento, menos
idneo.
Pelo que toca s loteras, de que tratam as leis ns. 1,876 e 1,832, nSo ha
motivo para dar outros destino ao respectivo beneficio, quando o seu fim foi prestar
um auxilio, ainda necessario, emancipacSo dos escravos NSo devem estes ficar
prejudicados do beneficio da citado lei (que creou aquellas loteras do valor de.....
12.00:0J0,5000) pela fusSo de que trata o supradito art. 30. Os ingenuos tem as
saaa loteras da quantia de 10.000:000|5000 e a Santa Casa de Misericordia tambem
tem obtido e contina a obter loteras, cuja extraccSo tem sido feta, desde muito,
pelo outro thesoureiro.
A reao'uccSo, a titulo de proteger os cambistas, estabelece urna concessSo
da qual resulta fioar elevada a 17 % a porcentagem de um s dos thesoureiros. Seja
para collocar em melhorea condicSes o thesoureiro ou os cambistas, a resolucSo abre
urna excepcSo em favor somonte di um dos thesoureiros, com prejuizo do outro ou dos
seus cambistas.
O art. 31, sem motive justificavel, concede um abate aos arrematantes da
arrecadacSo do dizimo de gado, do qual resultara ficar a provincia privada da quantia
de cerca de 16:000^000.
O art. 32 determina a rescisSo de um contrato de arrematacSo de pedagio
de barreiras, que se realsar depois de finHo um semestre do correte anno e s>-ra
multa ; d'onde resulta que o arrematante ter o direito de explorar o contrato at a
poca que lhe convi.-r, e depois a rescisSo sem multa.
O art. 33, com pre-uizo dos cofres pblicos e sem raaSo plausivo], concede
um abate de 40 % a varios arrematantes de pedagios de barreiras.
O art. 34, rtdigido em termos imperativos, tem p:>r fim obrigar a presidencia
da provincia a prorogar por dous anuos o contrato de fornocimenjo de fardamento a
forca publioa
Segundo o respectivo regulamento, o fornecimento ao corpo de polica deve
ser feito em concurrencia publica, e contra essa disposicSo o arrematante, sem motivo
plausivel, tem conseguido prnregacoes de contracto pi>r varias vez.s, eximindo-se da
concurencia e sempre em virtude de reqtn-rimentos, sendo o ultimo indefendo para tr
lugar a concurrencia, modo nico de obter-so o fornecimento mais vantajoso aus
ootres provinciaes.
O art. 39, dispensando de eepecalisacSo as fiangas fazenda provincial, de
valor inferior a dous contos de ris, alm do inc.mveniente, contraro dsposisSo do
.art. 5. 10 da lei g-ral n. 1,237, de 24 de Setembro de 1864.
O art. 40 revoga a le n. 1,790, de 27 de Julho de 1886, que concedeu
augmento de vencimentos aos empregados da Secretaria da Presidencia, .Secretaria da
Inatru-cio Publica o oa Biblioteca, conservando, entr<-tranto, o augmento dos da repar-
lic&O de Obras l'ublicas.
Nio ** n-^ga comptencia Assembl i para decretar a revogacSo, principa]
mente si fra dominada pelo ulereas* de diminuir d^sp^zas Ouropre notar que o
augmento concedido teve eff ito gmente quanto s Obras Publicas, ficando o das
demais repartidos dependente de consignacSo orcamentaria. Ao passo, porm, que s>-
revoga a Iri son.ente na prte que nunca prodnzio accrescimo de despeza, mantm so
a que augmentou esta e eleva se a quasi o dobru os v ncimentos dos terceiros ufficiaes
da Secretaria da Presidencia, sm-nt", constituindo asaim, alm de um onus aos
cofres, uma exoi pvSo odiosa e injuetifcavel contra os demais empregados.
Aitentos os motivos expendidos, neg saticcSo presente n-soluc^o.
Palacio da Presiaencia do Pernambueo, em 4 de Ahosto de 1886.Ignacio
Joaquim de tiouza Ledo.
Tambem transcrevo outras resoluyoes a que negue sanccSo:
A Assembla Legislativa Provincial de Pernambueo reso.ve :
Art. 1. Fica o pr sidsnte da provincia aut. risado a contratar com Augusto
Xavier Carneir. oa Cunha e Ju Th>-0tonio fereira de Carvalho, ou com quem uiaio-
rrB vantagens offere er, a cousiruccSo ctoria, v leruiin r na povo cao da Malhadinlia, pasBando p. la villa da Gloria de Ooit
e povuado da P<-dra Tapada, da comarca do Li'uoeiro.
Art. 2. Aos concessionarios couc-uiio privilegio por prazo de cincoenia
annos e a garanta de que trata o art. % lS da le n. 1179 de 1875.
Art. 3. Ficam revogadas as disposicSes em contrario.
Paco da Assembla Legislativa Provincial de Pernambueo, 20 de Julho de
1886. Jos Manoel de Barros Wanderley, 1.* vicepresidente.Ignacio de Barros
Brrelo Jnior, 1. secretario interino. Sophronio EtUiguiniano da Paz Portella, 2.'
secretario interino.
Volte Assembla Legislativa Provincial.
Deixo de sanecionar a presente resolucSo autorisando o contrato do cotistruc
$3o de uma estrada de ferro que, partindo da cidade da Victoria, v terminar em Ma
lhadinha, paseando por Gloria de Goit e Pedra Tapada. '.
Segundo as informacoe prestadas pelos engenheiros director chefe da estrada
de ferro do R cife a Caruar e riscal da de Limoeiro, o tragado d'aquella estrada de
ferro, servindo os pontos indicados, o Tendera abertamente os privilegios das duas ul-
timas.
E quando assim nSo fosse, o estado financeiro da provincia nSo pode acarre
tar mais o onus de uma garanta de juros de sete por cento sobre o capital nSo exce-
dente de dois mil ooutos de ris, sem reconhecido proveito, atienta a proxmidade das
mencionadas estradas de fetro.
Palacio da presidencia de Pernambueo, 30 de Julho de 1886. Ignacio Joa-
guim de Souza Leao.
A Assembla Legislativa Provincial de Pernambueo resolve : -
Art. 1. Fica o presidente da provincia autorisado n contratar com o tenente
Francisco de Paula Mafra o estabelecimento nesta cidade de carros de praja, andori-
nhas e carros mnibus de traccSo animal sob s seguintes condic5es :
| 1. Os carros de pra$a estacionarSo nos lugares que forem determinados
pela polica, competindo a esta fiscalizar a execucSo da tabella dos presos previamente
estabelecida no contracto.
2." Os carros destinados ao transporte de movis e mais objectos de habi-
tares e estabelecimentos nSo poderao perceber por este servico pregos superiores aos
que sSo cobrados na corte do imperio pelas emprezas encarregadas de servico idntico.
Art 3. Os carros mnibus s -rS > de traccSo animal e nSo podorSo cobrar
mais de cem ris por cada passageiro dentro do primeiro kilmetro, sendo previamente
designado no contracto os pregos seguintes na proporgo da distancia percorrida..
Art. 2." O contractante ficar isento do pagamento de quaesquer i nposos
provinciaes ou municipaes, durante o prazo do privilegio, que nSo poder exceder de
vinte annes.
Art. 3." O presidente da provincia designar no respectivo contracto o prazo
dentro de qual comegar afunecunar a empreza e se contar o privilegio.
Art. 4. Ficam revocadas as diaposigSes em contrario.
Pagoda Assembla L?g:slatLva Provincial de Pernambueo, 20 de Julho de
1886.Jos Manoel de Barros Wanderley, 1. vice-presiiente. Ignacio de Barros
Barretto Jnior, 1. secretario interino. Sophronio Eutiquiniano da Paz Portella, 2.*
secretario interino.
Volte Assembla Legislativa Provincial.
Esta resolucSo, embora consigne uma medida til, tolhe administragSo a
prerogativa que lhe cabe, de chamar concurrentes execugSo de um servigo impor-
tante, ficando assim na contingencia ou de acceitar as condig3es, embora desvantajosas
de um certo e determinado individuo, ou deixar de promover a realisagSo de um melho-
ramonto publico, por nSo poder contractar a sua execugSo com outras pessoas, porven-
tura mais doeas.
Os servigos de que se trata, nSo sSo desconhecidos, sendo que alguna j foram
explorados e outros continuara, a sel o nesta capital.
Mais um motivo, poranto, milita para nSo exduir a concurrencia execugSo
de taes servigos as pessoas, que os conhecem.
Assim que, a presente resolucSo, quer quanto aos interesses de taes pessoas
quer quanto obrigagSe, que pretende irnpor ao poder administrativo de celebrar
um contracto com pessoa, expressamente designada, alm de inconveniente, incon-
stitucional ; e por isso deixo de sanccional-a.
Palacio da presidencia de Pernambueo, 30 de Jrlho de 1886. Ignacio Joa-
quim de Souza Leao.
A Assembla Legislativa Provincial de Pernambueo, resolve :
Art. 1.' Fica o dstricto do juizo de paz e subdelegada de Palmeira de Ga-
ranhuns elevada freguezia, sob a invocagSo ds Nossa Senhora da ConceicSo, sendo
os limites da nova freguezia os mesmos do referido dstricto.
Art. 2. Fica elevado frpgueaia o 2o distri-to do paz do Limoeiro.
Art 3. Fica elevado freguezia o 2 dstricto da comarca de Iguarassu,
com a denominagSo de Nossa Senbora da Boa-Viagem de Pasmado, e tendo os mesmos
limites que outr'ora teve a mesraa freguezia de Pasmado.
Art. 4. Fica creada uma freguezia no povoado denominado Catende, do
termo e com,.rea de Palmares, com a denominagSo de- Senhora Saut'Anna, e dividin-
do-se com a de Palmares pelo engenho Monta Alegre, que ficar pertencendo nova
freguezia o dahi em rumo do sul com o ro Pirangy-ass e seguir para o poento, li-
mitando com a freguezia de Quipap, ficando igualmente pertencendo nova freguezia
os engenhos Bella Aurora, Gamelleira, Santa Rosa, Curupaity, Santa Cruz, Guabi-
rab i, S. Flix, Colonia Isubel e bem assim todos os engenhos e povoados que flearem
dentro deste permetro, inclusive os engenhos Fervedouros o toda sesmaria de Mayara!,
nSo podendo, porem, a diviaSo da nova freguezia comprehender qualquer territorio
pertencente a freguezia do Bonito.
Art. 5. Fica creada a freguezia de Nossa Senhora das Dores de Belm do
Maria, tendo por sede a povoagSo de Bilm de Maria e por matriz a cap-lia all exis-
tente. A nova freguezia ter os limitas seguintes : comegar da Barra do RiachSo do Ri-
cardo, que divide a freguezia e termo dp Bonito com a do Altinho, descera palo ro Una
abaixo margena direita, Batateira, Lage Graude at abarra do riacho SertSo no rio Una",
na altura do engeuho Verde de Cima, o dahi s-guir pelo dito riacho, de maneira que fi-
queuo incluidos dentro de taes limites os engenhos S Jos, Bicho-Hornera, Pedra Re-
donda, Permanente, Jussar, Santa Rita, ConceigS", Tuba Graja, Passag-m da
Areia. LiroSo, Amolar, S. JoSo, Balsamo, que limita a freguezia de Palmares, Gulan-
dy at a Serra do spelho, que divide o distrieto Colonia Isabel do de Capoeiras, da
Cierra do Eapelho do Cajueiro, a Lagoa das Frechas inclusive a casa e propriedade
de JoSo de Paz e a barra dos Gatos, estrada do Tabjleiro, dividndo-se com a f-egue-
zia de Panellas, seguir a estrada da Palmeira, dividindo com a freguezia do AlJnbo
seguir a barra do RiachSo, onde comegou.
Art. 6 Ficam revogadas as disposicSes em contrario.
Pago da Assembla Legislativa Provincial de Pernambueo, 9 de Junho He
1886. Jos .vlanoel de Barios Wanderley, Io vcnpresi lente. Ignacio de Barros
Barreto Jnior, Io secretario interino. Sophronio Eutiquiniano da Paz fortella, 2o se-
cretario interino.
Volte Assembla L-'gslativa Provincial.
aiSo estSo determinados, com preoisSo, os limites de algumas das pxrochia
mencionadas, sendo que os de outras toram marcados confusamente, o que sobre-
mo i > preju acial pelas ulteriores anettOsi de jurisdicgS, muitas vez*s diffi-eis e at
iosoluveis. Sondo cousequente da cr-agSo da pr>chi*s a pratica de actos eleitoraes,
ainda mais ne<-essaria a discriminagSo exa-ta de ta-s limites, vista do disposto no
art. 212 do regulamento expedido com o decreto n. 8,213 de 13 de Agjsto de 1881.
Attentoa os motivos expend los, deixo do aanci-ionar a presente r-solugSo. Palacio da
fresidencia de Pcrnambu ;o, 4 de Agosto de I8i6. Ignacio Joaqnim de Souza Le3o.
A Asssembla Legislativa Provincial de PeruMiubu o r-sulve:
Art. 1. Ficam elevadas a villas, com as prngativas facltalas pela I-i, as
povoagSes de S Jos da Pedra Tapada, Canhotinho e Nossa Senhora do O' de G.iyao-
na, conservando as mesmas denouiio.coes.
Art. 2." Ficam revogadas as diaposicBes em contrario.
Pago da Assembla Legislativa Provincial de Perna ubuoo, 20 de Julho de
1886.
Jos Manoel de Barros Wanderley,
1* Vce-preSllent i
Ignacio de Barros Barreto Jnior,
Io stretario interino
Sophronio Eunquiniano da Paz Portella,
2o secretario interino.
Volte Assembla Lngislativa Provincial.
NSo estando deter nados os limites dos mu ipios, era possivel suppor
que houvess" iutencSo de restringir a circumscripcSo mi"ii.ipal ao permetro das po-
voagdes supra mencionadas. Ain la mesmo, presumindo qu> f-ss^ra os mesmos das res-
pectivas parochas, isso s-ria, quando muito aceitar-1 quanto s pivoacSes de Canho-
tinho e N.sBa Senbora do O' de Goyanna, sede de parochias, e nSo a de S. Js de
Pedra Tapada, que nem constitu, ao menos, urna cireumseripgo paroehal. Pelo que,
nao Bancciono a presente resolucao.
Palacio da Presidencia de Pernambueo, 4 de Agosto de 1886.Ignacio
Joaqutm de Souza Ledo.
Contina
MBI

-
7
vt

I



o
Diario de Pcrnambnco(luinta-fcira 25 At Novcmbro de 1886
DE

*
<

PACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 23
NOVEMBRO DE 18<56
Antonio Fernandes da Silveira Carvalho.In-
forme o Br. inspeet >r do Thesouro Provincial.
Capitio Uenjamiin Amos Jos da Fouseca.In-
fame o Sr. commandante superior da guarda na
Otoal da comarca do Recito.
Eugenia liara Vieira do Mello.Sim, com or-
denado a contar de 16 de outubro findo.
Francisco Ilenrique do3 Santos,Informe o Sr.
Baigadero commandante das armas.
Nici-.s da Silva. Guarni.M) ha quota no
ooeaiaento para a obra a. que o supplicanto ge re-
ftebastiao Gomes-da Silva.Iuforme o Sr. ins-
pector interino da Thesouraria de Fazenda.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
Bbco, em 24 de Novembro 1S86.
O porteiro,
Francelino Chacn.
Repartido da Polica
Sec$ao 2-N. J146. Secretaria da Po-
fieia de Pernambuco, 24 de Novembro de
1886.-Ulm. e Esm. Sr.Partecipo a V.
Zxc. que foram reolliidos Casa de De
ftencao os seguintes individuos :
Ar minba ordem Sevcrino do Espirito Santo,
Aakmio Clementino Ribeir>-, Jos Rezerra da Sil-
va, Joio Panto Pereira, Manoel Ferreira dos Sao-
tai, Manoel Jos Mariano Pacheco, Mximano de
tal e Mariano Jos Pacheco como vagabundos.
A' orden d subdelegado Qo Recife, Henry
Mkgn e D. B. Besa, requsieo do cnsul in-
^^ ordem dodol' distrito de S. Joi, Lucia
Jfraacisea das Chagas e S. cuncuna de tal, por dis-
Sarbios.
A* ordem do do 1- districto da Boa-V3ta, Ur-
ania Maria da Conceicao, por disturbios.
A' ordem do do districto da Boa-Vista,
aneio Valeriano de Carvalho a minha dsposi-
Ed> officio do delegado de Limoeiro, datado de
'. eommunicou-me qns na noute de 19 do crran-
te lora preso e subdito Italiano Domingas Ferrei-
ra, autor do assassinato do infeliz Manoel Carlos,
nantieado em das do mez de Dozembro passado,
ao engenho Desengao do termo de Bom Jardim.
As 3 bcras da tarde de hontem na Frac* da
Coaeordia freguesia de S. Antonio os individuos
Jet Victoriano Gomes e Lucas Paes da Silva de-
soa de trocas de palavras lutaram, resultando sa-
bir ultimo ferido levemente.
O offeneor foi preso em flagrante e respeito do
aeto abri a autoiiJade ioquerito.
Antehontem pelas 2 horas da madrugada foi a
cd*da portuguesa Francirca Candida da Silva
am reside a ra Velha de Santa Rita, 1 districto
aVifreguezia de S. Jos, dispertada por 3 indivi-
sos* armados de f aoa e cactes, os quaes ameaca-
rnm matal-.t
Gritando Candida por scu filho Anto io Ignacio
dtArruda, que a soccorresse e perto delta se
staava dormindo, levantando-se este fot de sor-
presa agarrado por dous individuos travando se
aatio grande lucta entre todos que terminou pela
Estirada dos assaltantes que se acobardaram de-
oto aoi apitos de alarma e gritos de soccorro.
Yrveodo Candida do rendimeuto de banhos frios
qate foruece mediante pequea quantia do que tem
jpato algum peculio, suppoem-se que ot referidas
anasridnes alli tivessem penetrado e se oceultado
a'aaa sota > que tem a mesma casa, o qual pouco
Bjeooentado e aquella hora tendo tido o cuidado de
abril ama porta que d sabida para n ra do
Bagoeira, proeuraram levar a effeite o roubo por
oo de violencia o que felizmente nao consegui-
Da lucta travada sabio Francisca Candida com
i ft-rimentos leves e scu filho Antonio com sete,
otado un considerado grave pelo Dr. Carneiro
Ltio, que proceden a vistoria.
Keobtuaa das pessoas da casa reconbeceu um
asVdM'Ms^ltantes e o subdelegado respectivo pro-
ante a reap.-ito na forma da lei.
Communicou-me o delegado de Gravat que
a da 14 do corrente, foram presos n'aquelle ter-
onr-aa seguintes individuos : Antonio Gomes de
May pronunciado per enme de niorte no termo de
aata Autio, Alexandre Menzes da Silva e seu
bom Francisco Mcnezcs de Sant'Anna, como cri-
3iaoos no termo de Taquaretiaga.
Cemmunicou-mc o Dr. delegado do 2." dis-
Motoda capital que bontem remottera ao Dr. juiz
jailfcaito do 5. diitricto criminal o inquerito po-
liatal a que proceder contra os guardas cvicos
3BI.95 Francisco Alves de Lima e 100 Manoel
Sbraeira Borges, como autores dos ferimeotos fei -
{Sata Jos Curreia da Sirva.
Deas guarde a V. Exc. Illm. e Exrn.
3r Dr. Pedro Vicenta de Ase vedo, muito
ongoo presidente da provincia. O chefe de
ia, Antonio Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
PACHOS DO DU 24 DE NOVEMBRO DE
1886
Arthur Hermes de Moraes e Silva. Fa-
r^uo-se as notas na portara de licenca.
Antonio Fernandes da Silveira Carva-
'io e cfGcio do engenheiro chefe das obras
Micas. Informo o Sr. contador.
Costa & Silva.Ao Contencioso para
annprir o- despacho da Junta.
Femira Carneiro (S C Entregue se pela
xrta.
Jb>* Mara Soares e Pinto Oliveira A-
BInforme o Sr. Dr. administrador do
aMado.
Gastas do thesoHreiro da repartija das
jiras publicas. Examinetn-se.
Siancisco Tavares da Silva Cavalcanti,
ar Francisco Vi, contas do colloctor
linda e Ignez Marques da Cunha.
Hija vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Consulado provincial
2H3PACH0S DO DA 23 DE KOVEMBBC
DE 1886
D. Rufina de Barres Wanderley L'ns e Araujo,
BKa-M1 Gomes Pena e Margari ta Ursulina da
SBra.Infirme a 1 secco.
Felicidade Maria di Conceicao.Certifi'jue-se.
24
eemeyer Cah 4 CInforme a 4 seeco.
Jet Joaquim Goncalves Bastos, Euitorgio Ma-
oaaVdc C, Thomaz Time?, H'nriqne Xavier de
Araajo Sa'aiva, Francisce Ribeiro Pinto Guima-
ijea & C, Pinto Alves & C, Vi uva de Manoel
JVaneisco Marques & Filho, Luiz Goncalves da
SAra e Pinto, Josqaim Duarte Sime* 4 C, Jos
9m Silva Loyo 4 Fnho. Arselino Lima 4 C, An-
SiaW Jos do Novo e Antonio Ignacio do Rt'go
3aadr.ro8 Jnior.Sim.
Pesas & CIndefrrido id vista das informa-
$ki.
B. A. Soares Leite, Bacharel Joo de 01veirs|e
jasboea & Santos.Cumpra se.
mercio e snas esposas; o pessoal da lidelo chi-
neza e varias outras personagens
O Liberal, di Mairid, receben urna carta de
Gileote, que anda mais confirma o seu estado de
loucura.
Verificou-se a 7, noite, e esteve brilhantissi
mo, o banquete do Caf Inglez, offerecido pela So-
cieadc Heepanhola de Geograpbia Commercial,
em honra dos explora lores Qjiraga, Cervera e
Rizza. Ed'iveram representados todos os centros
o sociedades da Madrid. Por proposta do Sr.
Ami, resolveu-aa que o corpo deengenheiros, a
que perteace o Sr. Cervera, mande cunhar unta
medalba comnaemorando a expedicao ao Sahara, e
que se conceda um elivado premio a EI-IIcfc-
Abl-e!-Kder, pelos assign&lados servidos que
prestou ciencia.
O Sr. Libra proaunciou um el.quentisiitno dit-
cjrao, brindindo pelos exploradjr-s, v^radeircs
martyres da civilis icio o do progreaao nos nossos
dias. O 8r. Cervera disse, em phrases muito
commovidas, que tanto elle como 03 seus compa-
uheiros es'.avam b-'tn pagos polos applausos que
recebiam dos seus conterrneos.
Na revista militar realisada no acampa-
mento de Ctrabanchel, formaram 12,0j0 soldados,
jivididos em 20 bitalbo/s d iafaotariar 3 regi-
neiitos de cavallara, 4 de artlharia e 4 de enge-
nh 'iros.
A' 1 h ira passou revitta o general Pavia e s 2
ebegou a rainh i em um lando coberto, acompa-
nbada pela camareira-mr, Ouqueza de Medina, e
pelo general Cordova e seguida por um esquadrio
da escolta real.
A rainh* tomou lugar .em um pavilba", para
assistir ao desfilar. A cavallaria passou a glope,
a artlharia a trote e a intantaria a pasco. A boa
appareneia das tropas, a perfeicao de todos os
ntovimentos e a regularidade das distancias sa-
tiaTz.rain completamente os g?neraes. A rainha
mandou dar um excellente rancho a >s sol lados.
O couselho de guerra condemnou prislo"
perpetua 83 soldados dos implicados no pr jnuu-
ciamento de 19 de Outubro.
Dis /-"/ Da que nos circulo* politicoa tem
corrido boatos de manejos revolucionarios. O go-
verno viga-OB activamente, diz a Correspondencia
Hesponhola
O re da Grecia receben em audiencia so-
lemne o nosso ministro de H-.'sjauli i, e agraciou o
seu antecessor com a gril.cruz da ordem do Re-
demptor.
Vai augmentando de da para dia, tanto em
II a. aulla como aoestrangeiro, oenthusiasmo pela
futura exposicao universal de Barcelona, que ser
inaugurada em Setembro de 1887.
Toda a imprensa do paiz visinho consagra ex-
tensos artigos a t5o patritico emprehendimento,
iiitcressando-se na sua realisaeao todas as classes
productoras do paiz, e sendo brilhantemcnte cor-
respondido pelos povtos hspano americanos, que
se propo.'m concorrer a este certamen da sai-pi-
tria, por forma que at hoje nao seguiram em cu-
tios certawens europeos.
Esta exposicao, sob a proteccao du giverno e
da Junta do patronato, composta de autoridades
civis, militaies e ecclesiasticas, centros indus-
triaes e commerciaet, e sociedades financeras e
scientifioas da cidade de Bircelona, etc., admitti-
r todos os productos e seus derivados, d* agri-
cultura, da industria e do oommercio, comprehen-
di'ndn uma seecao especial de marinha, bellas-ar-
tef, electricidad" c de balneoligia.
Celebiar-se-b) diferentes congressos interna-
coanaes, entre ellos um mercantil, presidido por
Mr. Lesseps, outros de medicina, e varios concur-
sos de aniones vivos, de plantas, rbres, de fructas
e de legumes.
Parece que se projectam tambem concursos de
bibliograpbia autiga ede arte tyoographica.
Alm do palacio princi >al da industria e da
galera de machinas, que serSo grandiosas, se
eonstruiram separadamente pvilhao, no recinto
da exposicao, destinados a receber os arbustos,
plantas e productos que nao estejam indicados a
figurar as salas principaes.
O ministro dos negieios estrangjiros, Sr. Moret,
ja dirigi o oorpo diplomtico e consular hespa-
nb'I circulares recommendand > que envid-'m to-
das os esforcoe neceasarios para que as naedes
estrangeiras conc:rram qoelle certamen.
O municipio de Barcelona, pela sua parte, con-
corre pira esta grande festa industrial com i.vul-
tada subvenco ; e o governo, presidido pelo Sr.
Sagasta, offereceu expontaneamente aao menor
auxilio pecuniario.
Os expositores nacionaes e estrangeiros dirigem-
Rji a Barcelona em numero Uto consideravel,
que a junta directiva julgou necessario nomear
uma cjinmissao para adquirir immediatamente no-
vos terrenos para ampliar o recinto da expo-
sicao
Pode considerar-se desde j um tacto o projecto
da -.orre monumental, de que tanto stemoceu-
pado a imprensa de' todos os paizes; e mais
provavel que se chegaraa um accordo definitivo
para a inst-Ulac > dessa torre de 203 metros de
altura. Mr. Lipierre commisionou j um mestre
de obras para analysar o terreno e estudar os
meiosda execuco com que no pas se possa con-
tar, pois dest-ja levar a cabo esta obra com opera-
rios hebpauhoes.
O expositores estrangeiros nJo podem commu-
nicar directamente com a junta directiva seno
por intermedio das su is commisso-js respectivas,
delegados destas ou cnsules.
Em todo o csso, os estrangeiros que nao este-
jam representadas por commia- -s especiaes dos
seus paisas, se entenderam com a junta di-
rectiva.
Esta ministrar s CQtnmisfois estrangeiras ou
seus delgados as informacoes necessari ss e lhea
dar conhecimentos dos regulamentos, com os
quaes devero conformar-se.
Todo faz espiar, pois, que este certamen seja
grandioso, e d I e daremos opportnnamente mais
desenveivida noticia iuscrindo mesmo o seu regu-
lamento geral.L.
levando a todos os espiritos a conviccaode que a I dade, mas tal generosidade ficarit nulla, se vies-
reforma indispensavel. sem a cahir na serviao da Rossia; espera que o
Ni da 10 chegaram a Bruxellas cerca de 1,000
mulheres que venm d.' Charleroi pedir auniatia.
No dia 9 effectuou-se a abertura do parlamento
belga em Bruxellae
O discurs > da cor.i consigna as excellentes re-
laco.'s com todas as potencias; declara que a Bl-
gica cumpre escrupulosamente os deveres ']o neu-
tralidade, o que grang-ia a estima e a confianca
dos outros estadoi; aconselha como remedio pira
Franca
BIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE, 25 DE NOVEMBRO DE 1886
noticias da Europa
O paquete Tatjus, entrado da Europa ante-bon-
fxm, trouxe datas at 13 do corrente de Lisboa,
abantando tres dias s trazidas pelo John Hel-
T
Alm das de Portugal, bontem publicadas, eis
aa demais noticias :
ll'kpinha
Sobre este paiz escreve nosso correspondente de
iisboa 13:
% Hontem do madrugada 8 A. a infanta D. Eu-
lalia deu luz com toda a felicidade, um infante.
D.aisto-se de ti>rmar o terceiro partido.
Ha ultima reuniilo do Circulo Esquerdista, o gene-
sal L pez Dom ?ve e que mantin o si-u pr gramma democrtico.
O Sr. Becerra accresceutou que, se ebegasse a ser
gaaerno, na priin- ira sesso d.s edrte a esquerda
aovesentaria os seus pn jacios de reforma. O Sr.
Becerra terminou ft m estas significativas pala-
'Ras: Nao am acarnos, mas se fuasemo* dusiiro
zados iramos nt onde nos aconselbassem a di ni-
dade e o patriotismo.
Ainda lia bomens.
Ao jantar dado pela legaclo chineza, em
Madrid, assistiramos representantes dus Estalos-
Unidus, Inglaterra c Allemanhs ; o ministro dos
Mtrangeiros, Sr. Moret, e o director geral do com-
O projecto de alguna membros do gabinete fran
ees, de celebrar tn Veraailles o nao em Pars, as
f stas do centenario da Rcvolueao objecto de vi-
visima opposifo por parte da cmara municipal
daquella cidade, de general Boulanger e de quasi
todos os radicaes.
O Sr. le Freycinct, porm, raostra-se favora-
vel idea, pois do contrario duvida-se que a Rus-
ski e a Atlcmanh* tamsm parte oficialmente na
Exposicao Uuiversal que para entilo se pro-
jecta.
Os radicaes prit-ndem que a eelebracSo do
centenario consittue parte inte rrante do program-
ma da Exposicao, eque, modifical-a a pretexto de
nao ir de eucoutro s opnioes monarchcas de
outras paiz'8, constitua um" eSensa ao sentmeoto
da Repblica Franeeza.
A commisso inspectora da Exposicao reuni
para tratar do projecto da torre monumental de
Efiel. que como se sabe, foi approvado.
A discuss2o foi longa e animadissima, pois o
projecto teve defensores enthusiastas e adversa-
rios enrgicos.
Estes ltimos sustentavam que a torre nao tinha
nenhuma ntilidade pratica.
A municipalidade de Pars resolveu contribuir
com todos 03 seus esforcos, para que, quaotoantes,
se pouba em pratica o projecto de converter Pars
n'um porto de mar.
A cobranca das receitas do tbesouro em Outnbi o
aprsenla nma diminuiclo de 0 milboes e meio de
francos nos clculos orcimentaes e o Kugmento de
2 milboes e meio sobre as receitas arrecadadas em
Ou rubro do 1885.
R'cemecaram as inundaco-s noi departamentos
da Iiire, Altos Alpes, Vaucluse e Bocas do Rho-
dano.
Nos Altos Alpes sij considera veis os estragos.
No fim des te mee devem chegar a Pars o prin-
cipe e a princesa de K imatou.
Entre o sen numeroso squito vem o gro-mes-
tre da corte do priucipe, Y.tbicane Sanaomite, as-
sim como muitos cueros membros de nobreza do
Japito.
O principe K imatou, que se acha neste momento
na America, tem o posto de lugar teuente general
do exercito japonez e sabio do Yokihama no intui-
to de pereorrer a Europa e estudar os diversos syg-
tcmas militares.
A princeza Kimatou a primeira princeza ja-
ponesa de sangoe r.-nl, qu-i vem Europa.
O principe e o s>-u uequito vestem europea. O
ministro dos negocios ettrang'iros receben noticia
de estar gravemente enfermo no T*ukiu o Sr.
Paul Bert.
Blgica
Na Blgica prosearuem asmanifestaco.-s popula-
res em favor do suffragio universal. ltimamente
uma deesas manifes'acoes reuni em Charleroi 35
mil pessoas
Comeara perseve.'anc* ni deixar aquello povo
de conseguir o que d> s ja, principalmente porque
A medida que as manifentacoes se repetera, o povo
mostra-se nellas com mais cofJura. Assim vai
a crise commercial a conquista de novos mercados;
diz que dever do corpo legislativo tratar de
melliorar aorta das classes laboriosas; oxpo.i di-
versos projecto do reformas internas, e aiSrma
qne a situac) Snanceira satstactiria.
O Sr. Croch apresentou no dia 9 no senado uma
pr pista de annistia para todos os indiviluos cou-
demiSMSoa em conaequencia dos ucontecioientos il"
MfarcaJi- A direrta parece dispoita a rejeitar a
proposta de amnista, contentndose com as me-
didas de clemencia indicadas no discurso da coroa.
Italia
Oi jornaes italianos aununciam que o cholera
apparecera em Milito, n'um regi nento de inanto-
ria, vindo da Calabria.
Assgna49Tm-se outros casos em cutrns reg-
montos
At aqu tem bavido em Millo vnte casos e um
bito.
A Riforma dis quo o cholera lavra tambem em
Genova c alfirma que o relatorio official consigna-
ra que houve este anno, ni Italia, 48:000 casos de
cholera e destes 22:000 bitos.
Inglaterra
A Gazela de Londres publica um decreto da
rainha, p-orogando o parlamento at ao dia 9 de
Dezembro.
Em Inglaterra a questo da Irlanda nao
deixa do prender os espiritos, por mais que os ne-
gocios externos parecatn d^ver des vial-os.
O gabinete do Sr. Salisbury dssejaria por certo
operar uma diverso no espritus, e de aluin
modo as ques'.C>:3 exteriores vieram favorecer os
seus des j js.
Mas o povo est em demasa preoeeupado com a
qnestao irlandeza, e por esw motivo nem o gover-
no pide distrnhil-n d'ahi, nem pode tambora pl-a
de parte. E' uma situacio embaraeoaa cm qua se
encontra o governo ing'cz e ninguem o vio melhor
do que o Sr. Gladstone. Este estadista enten-
cu que era necessario, por haver ebegado o mo-
mento, encarar a questo do frente, e procurar re
solvel-a.
Uma parto do partido liberal abinlonJu o Sr.
Gladstone, e d'ahi proveio a sua queda.
Os onservalores, porm, se conse^uiram subir
ao oo.Ier, nao viram desappireccr diaute de si os
einb .reos que suppunham ter arredado. O tempo
decorrido at agora desde a sua entrada no po-
der, longe de eollocar os conservadores em bom
terreno com respeito aquella questo, parece antes
tel-os obrigado a resolvel-a de qtialiuer mido.
0 Times publicou a 9 um artigo destinado a
produzir grande sensaco sobre o conflicto entre a
Russia e a Bulgaria.
Diz o seguinte em um para?raphi
O eynismo de Kaulbars interpondo-se aberta
e descaradamente entre os conspiradores de Bur-
gas c o goverm blgaro, teria provocado n'outro
tempo a iuiiguaclo dos povos e tal vez dos gu ver-
nos da Europa.
Mas agora os ministros e os bomens eminen-
tes da Allemnha, Franca, Italia, Austria e In-
gluterra nao valer bastante para protestar em
norne da moralidade publica contra esse trafilo
sera vergonba, qne se est fazendu da violencia,
da ameaca e da corrupcao.
O marques de Salisbury, fallando no banquete
de Guldh-ill, quo foi a 9 de Novembro, disse que
a oceupaco ingteza do Egypo cessar logo que
estejam all cumprilos os de veres da Inglaterra; o
Egypto faz pro^ressos para poder tornar-se inie-
pendente da fisc ilisaca > de outra potenci, o que
uma questSo de supr ma importancia. Recor-
dando os incidentes da conspirado militar de So-
fia contra o principe Alexandre, lord Salisbiry ta-
chou es seus autores de otleiaes corrompidos pelo
ouro estrangero ; criticou a accao da Russia para
com a Bulgaria procurando salvar aquelles offi
ciaes; disse qne a Inglaterra nao tem interosse
solado na Bulgaria, mas sim interesse collectivo;
dado o caso de que as potencias rcconhecesscm o
dever de vingarem a violacao do tratado d; Ber-
lim, a Inglaterra nao hesitara em apoial-as ; a
poltica da Aastria tem multa influencia na pol-
tica ine-lezi ; mas, se os intereases ingleses forem
tesados, a Inglaterra saber defendel-os em toda
parte. O marquez de Salisbury coneluio o seu
discurso declarando que nao er absolutamente
que a psz seja agora perturbada.
Os jornaes inglezes sao unnimes em rjrovar as
declaracoes do marquez de Salisbury.
A polica receben avisos confidenciaes de
que os socialistas, nlo podendo verificar a sua
manifestaclo do da 9, projectam perturbar a or-
dem e cansar desgraeas, collocando cartuchos de
dynamite em varios pontos, por onde deve passar
a procissu de lord-mayor.
Deram-sa ordens para qne os agentes d poli -
ca s 'creta vigiem dia e noite as ras do trajecto,
afira de que os socialistas nao pouhara em pratica
os seus intentos.
Lord Salisbury parti precipitaJamente para
Wndor, residencia da rainha Victoria.
Cr-so com alram fundamento que fra consul-
tarse, em vista das- circametancias, se poderla
prescindir da etiqueta e traser para Londres o
rpgiment.j de Life Guards, encarregado especial
mente da guarda do Paco, para reforcar "i guarn-
cao da capital por cansa do mteting socialista, an-
nanciado para o dia 9.
O governo adoptou todas as precauc" >s em vir
tude dos trabalhos e ameac is do socialistas.
Esp^ram-se aeontecimentjs de grande impor-
tancia.
Entretanto a proeisso effee*nou-se sem a m-
nima Jesordem.
Era grande a multidao de povo em tsdo o tran-
sito ; mas conservou-se no raaior socogo.
Estavam comtudo tomadas grandes procauco.-s
dar* evitar quaesquer disturbios. A praca de
Trafalgar achava-se occapada militarmente.
Os bancos e as fabricas, que cam perto dos
sitios onde s desconfiava qne podesse haver ma-
nifestaooes tinham as por'as e as janellas fechadas
Depoi-t de posta em marcha a comitiva surgi
um conflicto insignificante na praca de Trafalgar.
Uns oitenta individuos tcntarara. perturbar a
marcha ordenad* do cortejo, misturando-se a elle
tumultuosamente.
A pjlieia consegus dispersal-os e repellil-os at
Thames embarlcement.
Os estudantes de medicina, em numero de 300,
armados do paos, auxiliaran] eficazmente a poli-
ca. Marchavam em pelotdes cerrados e prece-
deram o cortejo em um trajecto de meio kilmetro
approximadamedte.
Os cheles socialistas pediramna vespera s au-
toridades uma resposta cathegorica peticao qne
tinham formulado na vespera.
A polica arrancou das esquinas as proclama-
coes atfixadas por tiles.
O cortejo terminou sem ter surgido nenhuma
desordem grave, como tica dito. Foram baldados
os esforcos empr gados pelos soc alista, que deseja-
vam attrahir a multiio praca de Trafalgar,
com o fim de alli celebraren) o meet ng.
Depois de passa<- a procissito do lord mayor,
s ti horas da tarde, mnitas centenas de indivi
dos das classes baixas invadiram a praca de
Trafalgar, desfraldando bandetras vermelhas ao
redor da columna de Nelson, e os chefes socialis
tas fallaran) s massas populares. A pd'cia dei-
xou-os vontade por algum tempo, mas depois
desperson a mnltido rom o auxilio de uma fjrca
de cavallaria, que andava a trote em volts do
square
O primeiro lord do almirantado, discursando no
banquete do lord mayor, reconheceu que aorgani-
saco da marinha britnica de guerra apresenta
certos defeitos, e prometteu tratar de remedalos
quanto antes.
No dia 5 tinha-se celebrado em Londres, assm
como em varias cidades da Inglaterra, o 28" an-
niversario da conspiracio da poivora, bavendo
proeisso-s c outros festejos pblicos.
Como sabilo, sob o nome de conspirscao da
plvora > designase a conspiracao tramada em
1606, dous meses depois do advento ao throao in-
gles de Jaques I, afin de restabelecer o catholicis
mo romano como religio dominante.
Os cunspiralores, que tinham por chefe um tal
Guy Fiivk m, baviam minado o palacio do parla-
mento, a. m deo taz- reno saltar pelos ares no dia 5
de Novembro de 1606, dia da abertura do parla-
mento, apoderando-se em seguida d'alguas mem-
bros da familia real. Descoberta a conspirado
os fautores d'ella foram condemnados morte.
A carta do Sr. Gladstone, em resposta men-
oagera dos depntados blgaras, dia que os seus
sentimentos a respeito das provincias ottamanas
emancipadas nao s vaos ; resgista a nobrtca do
acto do czar Alexandre II, obtendo-lhe a lber-
czar actual seguir as tradieces de seu pai ;" nao
jnlg* necessario erguer a voz, porque na Inglater
ra na i ha nenhuma divergencia de opiniao a este
respeito, nem elle tem razio pira crr que o Mar-
ques de Salisbury nao representa exactamente so-
bre tal assumpto os sentimentos da Inglaterra.
O Standard incita a Bulgaria a prolongar a re-
sistencia, que poder obrigar a Russia a abster-se
de continuar a aisoberbal a, prevendo uma nter-
venci da Austria.
Vi) principiar brevemente os trabalhos d'um
tnel submariuo que pe em communicacao directa
a Manda com a Escoca. O comprment) d'este
tnnel de bocea a bocea ser de 22 inilhas e com a
maior profunJidade de canal qiur separa os dous
piises de 781 pj, o tnel aari co.istruido a
I,l0) ps sob o nivel do mar. Calenla-se que
eustarA 70,0lO.-00O00 e que estira concluido ao
prazo de ciaco annos.
Pur esta va, que ter quatro linhis pira mer
cailjrias e passageros, de ida e volta, ser f-to
o grand. trafico entre os dous paizes e qne ectual-
ivente explorado pr grande quantidade de li-
ubas de vapores.
Corra em Londres que S. A. a princeza impe-
rial do Brazil e seu marido o Conde d'Eu, tencio
n un fazer u na viagem Europa, sabio lo do Rio
em Janeiro no anno prximo, com destino i Ingla-
terra. Dizem que um dos motivos da viagem o
d si jo, que trra Suas Altezas, de consultar um
medico especialista ingl.iz sob uma doe^ea de qne
sotfio o principo do Grao-Par.
Os jornaes aplauiem a eleieao do principe Wat-
domar, mas nao ero m que a questo s-j* fcil-
mente resol vida de vez.
Consta ao Standard que o principe de Bismarek
v .ltoii mais cedo Berln para facilitar uma com-
posiyao entre a Inglaterra, a Austria e a Italia.
Austria Hungra
As delegacoes austraca e blgara rcuniram-ee
no di* 4 em Buda-Pesth. A primeira sessao de
orlinario cocsagruda eleicio da mesa e a ou-
tras formalidades preliminares, mas d'esta vez nao
f>i assim.
Os dous presidentes, o Sr. Snralki pira a dele-
gaci.o austraca e o Sr. Tiszi pira a delcgaeS)
hngara, usaram da palavri e pronunciaran) dis-
cursos penetrados do priuc'pio ao fim por um so-
pro muito bellcoso.
Vvissima era cao as duas assebabla?. Falla-
vara assim 03 dous oradores d?pois de baverem
combiuado con o governo ?
Se podiam dar-se iluvi tas com respeito ao 8r.
Smolk-i, o qual nao tem carcter olEcial, seria dif-
ficl admittir que o Sr. Tisza, presidente do mi-
nisterio hngaro, expozssse um opiniao puranen-
te pessoal. Verdada que o discurso do Sr. Tisza
mais reservado quan'.o eveotualidade de uma
guerra prxima e alfirma a cada momento a es-
perance de que a paz ser mantida. Entret-s nto,
a opima i geral em Pesth que os dous oradores
nio tinli un senao um alvo e obeleeiara talvez
mesma senba : preparar as delegaces para votar
sem opposico nem debate os crditos extraordina-
rios que o miuistro da guerra lhes ia p;dir pira a
reorganisici) do exercito e sobretuio para a fa-
bricaco da espingarda de repetigio. Por outro
lado, os ministros da monarchia commum, interro-
gados negaram toda a solidariedade com os presi-
dentes das delegares !
_ Na sessao de ab?rtura solemne verificada no
dia 6, o imperador disse, como vimos, que o go-
verno segne attentamente a crise blgara.
. Espero accreseentouum desealaie paei-
fieo. Eipoelogo qu^ se esforcarp)r obter nrai
reeolucio d, Unitiva da questio na qual devera as
potencias participar neeessariamente, estabele-
cendo-se no principad) autnomo uma situici) le-
gal, conforme com es desejos dos blgaros o ao
mesmo tempo ompativel com os tratados existen-
tes e com os interesses da Europa.
As excellentes relaces que nos ligam com t)-
das as potencias e a seguranca que todos os go -
vernos dao das suas intences pacificas nos per-
mittem esperar que, nao obstante as diBcul ladeg
da situacio actual no Oriente, se poderlo conservar
na Europa os beneficios da paz, deixando resal-
vados os interessses da Austria Hungra.
A Austria, postos a salvo os seus interesses,
est toda, pela paz. Tal como a Rmsia. Assm,
o melhor ser observar a atttu le do governo aus-
tro hngaro nos assumptos da Bulgaria e aguar
dar a exposicao que o conde Kalnnky dever fazer
prximamente sobre a poltica exterior.
io se deve esquecer que um tratado secreto,
concluido ltimamente em Bregova, se ajustou a
(ntora poltica militar que ho de seguir a Servia
e a Balgaria, do qual tratado resulta que os dona
paizes mareharao unidos. Ora o consnl da Aus-
tria em S ifia assistio s conferencias do represen-
tante da regencia blgara Dr. Stransky, com o
re Miliano, e foi sob os seus auspicios e direccao
qne se fez o tratado. A noticia tem a rasior im-
portanciaporque, por este pacto, se colloca a
Bulgaria, moral e materialmente, debaixo da es-
phera da influencia e da proteccio da Austria.
Em Bucharest commenta-so mnit > o tratado, como
sendo o golpe mais hbil que a regencia den na
sua lucta contra a Russia.
QO Jornal de S Petersburgo poe em relevo o ca-
rcter pacifico do discuiso do imperador da Aus-
tria na abertura das delleeacoes.
Hunala
Segundo as ultimas noticias do extremo Oriente,
a attitude do ministro da Russia na corte da Corea
d novo alimenta aos rumores de que se projecta
tancar alli um protectorado russo. Hi tres ma-
zos, qne as autoridades chinezas vellam com ancie-
dade, e assegura-te que o governo de Pekn re-
unir secretamente forcas c insiderav is, uns 30,000
liim ii9, as provincias limitrophes da Corea.
E-tas tropas, ao qn se diz,esto armadas de uma
espingarda de nov) systema.
Nota-se alm disto a presenca nis aguas da
Corea, de uma esquadra chineza que crusa inces-
sunteraente na previsao d'um golpe rpido, vibra-
do pela esquadra tussa.
Suspeita-se na China qne a Russia pretenda
concluir com o reino coreinoun veidaleiro trata-
do de allianca e de protectorado sob a capa das
convencoes comraerciaes.
U.na carta lo M. John Brght, escripta a M.
Carr, carta que foi publicada, trata di delicado
assumpto das relaces polticas entre a log aterra
e a Russia.
M. Jobn Brigbt constatava os temores e as
invejasjue constituem o fundo da animosidade
bntauica ; recorda os acontecimentos, taes como a
guerra da Crimea, qae justificara o mo humor dos
russos; nao v motivo para que a Russia nio se
apodere do Afghanistin, desde o momento em que
a Inglaterra acaba de ce apoderar da Birmania,
etc.
Se a Russia, diz em resumo John Bright, usa
at certo ponto, do represalias para connosco, is
so, longe de espantar ninguem, pelo contrario,
natural .
O czar envin ao general Kmlbars um exten-
so telegramma, ordenando-lhe que em seu nome
d ao povo blgaro os agradec'mentts pelos n-
meros discursos e exposicdss qne tem reeebido, e'
nos quaes os bulgarbs manifostam a Rusta a m-
xima confianca e o mais sincero des 'j i de reali-
zar os conselhos do czar, tendentes todos a segu-
ra prosperidade e desenvolvimento poltico da Bul-
gana.
Em seguida agradece o czar ao general Kml-
bars pela fi lelidade com que tem i iterpretado e
rcalisado o seu pensamento poltico na Bulga-
ria.
Kaulbars, ordeno u a todos os cnsules russos,
qne f cara uma grande tiragem do telegramma do
czar, e qne lhc deem a muxima publicidad?.
Continuara algunas folhas estrangeiras a affir -
mar que o imperador da Russia matara nm seu
sjndaute
O Fgaro de Pars diz o seguinte :
O conde de Reutern achava-se fumando em
um dos quartos do palacio e ao entrar o impera-
dor ttatou de oceultar o charuto. O czar vio lume
e como o constante desassocego em que vive, jal
gou que era uma cilada, tirn da algibeira um re-
volver e desfechou obre o sen ajudiute.
O grio-duque Alexandre Michaelorwitcb, qne
se acha actualmente em Pariz, o terceiro filho
do grao duque Miguel e da grandugneza tiiha do
fallecido duque de Badeu, e nascen em Fiflis, on-
de seu pai exerca as tunecoes de governador ge-
ral do Cancaso.
O griiduque ten vinte annos e o qnarto
membro da familia imperial russa que se acha ac-
tualmente em Pariz.
As folhas officiaes rnssas declarara qne a Rus-
sia nio reconhecer decisio nenhuma da actual
sobrante blgara, e qne ser torcoso eleger outra
eobrani, mas smente d'aqui a dois mezes afim
de dar tempo a qno os nimos soceguem.
Segundo informacoes expedidas de Sofia, parece
qne os agentes russos apresentam o conde Igua-
tieff e o general Gourkocorae candidatos da Rus
sia ao throno da Bulgaria.
Si) em extremo tensas as relaces entre o ge-
consul allemao em Sofia, por
abracado a pol.tica da Aus-
neral K lulbars e o
esta haver agora
tria.
Oriente
A questio da Bulgaria que ora assume um as-
pecto mais grave, era miis paiifico, tem nos lti-
mos dias tomado antes aquella feicio.
E forcoso dzer que assim succede, nao por-
que os factos occorridos na Bulgaria servissem de
pretexto se quer as imposico.'s da Russia, mas
uri icipalinenti; porque esta ou por ceder ao funda-
do seu capnch >, ou por outro qualq'ier motivo ap-
parenta se em realidade nio premidita resoluco s_
que nao tem carcter pacifico.
A regencia da Bulgaria procura mantel a paz,
e assegurar o exTcicio das faculda les que julga
inherentes a representaba i na -imal de uma naci
Iivre. Nenhum acto dessa assembli nacional tem
deixado de manifestar a maior correccio, que alias
odia mui b-'m nao se encontrar em pas tio re-
ceuteraente constituido. Mas a Russia pelos seus
agentes, e de diverso carcter, ou porque ella as-
sim o queira, ou porque elles entendam satisfazer
assim melhor os seus desej.is.sa Russia, dizemos,
por todos os modos o pnr todas as formas tem as-
sediadoo governo provisorio da Buigaria. porma-
neira que o ol. ga cm uma das mais graves si
tuacoes.
O une conten a Russia, as qne parece, apenas
a encru8idade do seu poder, em frente daquc'lc pe-
queo povo.
. orqn? cm verdade nio ha espectculo, mais
proprio para impresionar os espiritos, do que este
a que estamos assistind, de um povo que daae|
governar-se lvremene, e que desejando guaira n-
te conserva-se grato aos qu-: ee diziara seus liber-
tadores, mal pide inclinar-se dimite de certos ad-
manitarios.
E' certo que a Russia pode descortinar no hor-
sonte quem se ppmha a uma invoaSona Bilgaria
senao para defender o povo blgaro, ao menos
para salvaguardar os proprios interesse'
E' certo igualmente que so a Rntsia invadir
aqnella cgiio, e alli fiz.T sentir todo o seu pode-
ro, vencendo, opprimndo, obrigndo a calar-se a
falta de jrc)S, um p;qntiio povo, nio encontrar
na Europa jjuein applauda um tal procedimento
e por ventara nio ser preciso muito por parte des-
si m< sm a Europa, para q: e a Russia nao leve
completamente ao fin, a empresa qun premedita.
Mas de qualquer modo a situacio nio so desate,
ant s por vezes so complica em demasa.
Por ventura a AHemanha por um lado, e a Aus
tria por outro ontribuem para qu.i I 1 situico
se mantenba e se conserve as condicoes era que
se encoutia, na espectativa de ver deparar um
ens j > que lhe permitta aceentuar a sua poltica
por modo mais conform no3 ecus interesses e s
suas aspiracoes.
No dia 8 a grande assembla blgara, do ac-
cordo cora a regencia e o gabinete, decidiu addiar
para 10 a cl.'icio do principe.
Alfirma-se que hiver modificacio ministeria.
imraediatamente depois qui seja cleito o soberano
Um grande numero de influentes na assembla
blgara firmara um manifest dirigid > ao paiz, ex-
citando os bu'garos a que tedes em massa se ar-
maescm para ciinbatf r a Russia e defender a hon-
ra e a indep nlencia da patria.
Faz se circular com grande profusio este docu-
meuto, que secretaimnt auxi iado ua siu pro-
paganda pelo coverno.
0 prinep) Waldemar foi eleito por unanimida-
de para oecupar o throno da Bulgaria.
A eleicio foi no dia 10 as 10 da manb.
O govrno blgaro tem recebid) de toda a parte
unmerosas felieitacoes pela eleieao do principe
Walden ar da Dinamarca.
O principe irmio da czarina c da princeza de
Giles.
Se o principe Waldemar nao quizer aaeeitar o
throno, a regencia dar a sua demissio'.
O Sr. K iraveloff deu logo a sua demissio de re-
gente.
A aseembla elegeria no dia seguinte o scu suc
cessor.
A regencia e'nviou imraediatamente ura despacho
ao principe Waldemar a Cannes participando-lhe
ter sido eleito por unanimidado e acclamacao.
Vai partir sem demora para cannes urna depu-
taeio especial que levar a acia da eleicio.
A regencia diz no seu despicho que espera que
o principe accetar a nobre tarefa de cooperar na
felicidade e prosperidade d'um povo que tem dado
tantas provas de vitalidade, mostrando-se demais
apto para progresso e a civilisaeio, e queso apres
ssr & vir tomar as redeas de governc.
Os telegrammas reecbidos de Tirnova partid
pam que Harckoft, o chefe dos insurgentes que ha
das s apoderaran) de Burgas, foram condemna-
dos a morte.
Aos outros amotinidos foi imposta a pena de 15
annos ds prisio.
INTERIOR
Excurso Imperial
( J.rnal do Commercio da corte)
S. Paulo, 13 de Novembro de 188oH&ntem,
s 7 horas da manhi, em trem da estrada d ierro
ingleza e em carro simples e elegantemente ador-
nado, partiram Snas Magestades com destino ci-
dade de Braganca. Alm das pessoas da comiti-
va, acorapanharam a Suas Magestades o superin-
tendente Willam Speers, o chefe do trafego
Aranjo Costa e o engenheiro fiscal Adolpho Pinto
A's 8 1/4 horas chegou o trem estacao de
Campo Limpo, na estrada inglesa, e da qual parte
a estrada Bragantina. Ah foram Suas Magesta-
des recebidos pelo Dr. Antonio Joaquim LemD,
Firmino Joaquim de L'ma e Francisco Alves Car-
doso,-presidente e directores da corap inhi, diri-
gindo o primeiro um i saudacio a Suas Magestades
em nome da cempinhia e da cidade di Br.igauca,
de cuj rauniccipalidade presidente.
Estava tambem na estacao o juiz de direito
de Atibia, Dr. Abilio Alvaro Martina de Cas-
tro.
Entrando no trem da estrada Bragantina se-
guiram Suas Magestades com destino a Braganca,
pararam na estacao da cidade de Atibis, onde
hivia grande coucurso de povo que saniou os au-
gustos viajantes, tocando um i banda o hymuo
nacional.
' Suas Magestades foram comprimentados pelas
autoridades do lugir e pelo presidente da cmara
o tenente-coronel Pedro Barbosa da Conhi, que
seguio no trem. Pouco adiante paron este junto
a uma ponte sobre o rio Atibaia, para ser dahi
apreciada a cidade deste nome, que fica distante
da estacao mais de dous kilmetros.
< Dahi seguio o trem, chegando cidade de
Braganca pouco ant)s das 10 horas. Estacao e
cidade estavam muito bem ornadas, haveiido
naqu :lln mais de mil pessoas que sauiavam com
eutbusiismo Suas Magestades, tocando o bymno
duas bandas de mnsica e subindo ao ar grande
numero de gyrandolas.
Suas Magestades entraram em um elegante
carro e acompanhidos pelas pessoas de sia comi-
tiva e muitos habitantes do lugar, em carros e
trolys, dirigindo-se para a cidade, que fica a mais
de um kilmetro de distancia. No largo da nu-
triz entraram na casa do vigaro da vara, couego
Franeis :o Carlos de Asss, que Ibes offereceu con-
digna hospedagem.
Depois de lauto e delicado ulmoco, fiado o
quil foram Suas Magestades saudados pelo Sr.
conego Assis, que estava a direita de S. M. a Ira-
peratnz, sahiram Suas Magestades e visitaran)
em primeiro lugar a matriz templo a itigo sem ar-
chitectura, porm vasto, e que est em bo is con-
dicoos.
Depois visitaran) o edificio da cama-a e da
cadeia, nesta interrogou Sua M igestade o nico
preso qae all exista, condemnado a gales perpe-
tjhs, por ter morto um cunhado ; percorreu depo's
as salas da cmara, examinou o archivo, leudo a
acta da iustallacio da villa em 1797 ; eximioou
os pesos e medidas e pareceu satisfeito.
Em seguida foi a uma escola de meninas e
outra de meninos. Na retirada para a estaca >
visir ni o estabelecimeuto de beneficiar caf, do
Sr. Jacintho Domingues de Oliveira, cujas ma-
chinas fabricadas em Campias e mi vi las por um
locomovel da forja de 6 cavallos, preparara 590
arrobas por dia.
t Da fabrica tomaram S las Magestades o trem
e pirtiram 1 hora da tarde, sendo muito vi-
ctoriados. ,
< A cidade de Braganca tem, alem de duas
igrejas, tres pequeas capellas tora da cidade ;
ha nestas tres escolas do sexo masculino e doas
do sexo feminino, bastante frequentadas, alem de
dous collegios dos quaes tive beas informacoes,
o Bragantiuo e Fluminense.
Ha um hospital para as pessoas atacadas de
raorphi, molestia que alli freqnente, segundo
me diese pessoa do lugar.
O hospital da Misericordia nio funeciona
por falta de meios e est aproveitado por nma
das escolas publicas. O theatro que nao tem
architectura, eonta 50 camarotes e na platea lu-
gares para duzentaa pe3soas. O cemiterio bom,
mas trata-se do mdalo por estar muito perto da
cidade. Ha nesta, duas fabricas para beneficiar
caf, sendo uma do Sr. Oliveira a quem ja me re-
fer e que est construinlo um novo edificio para
montar outra em maior escala; alm destas, ha
em 15 on 20 fazenaas machinas para o mesmo
fim.
O territorio do municipio de Braganca tem
de extensio 33 k lometros de norte a sul o 264 de
leste a oeste.
A cidade de Braganca foi uma p)voicao ele-
vada a freguesia cm 76o com o nome de Noesa
Senhora da Conceicao de Jaguary, sendo formada
dentro do municipio de Atibaia, villa 28 annos
mais antiga da qu il foi separada para ser eleva-
da a villa com o titulo de Nova Braganca, pelo
governador geral Manoel de Mello Castro Men-
douca, em 18 de Feverero de 1797.
A lei provincial de 20 de Abril do 1856 ele-
vou a cidade com o titulo do Braganca. E' ca-
bera de comarca e sile da vigararia d i vai a. A
populacao do municipio de 17,000 almas, s.ndo
a da eiilale de 2,5i0 a 2,700. A populacao es-
crava ^.ie 1,648 individuos, sendo do sexo mas-
culino 930 e do feminino 71H ; 03 ingenuos sao
:m numero d; 721, sendo 364 masculinos e 357
feiiiuinos.
o A ci i ile te 6 1 irgos, 10 ra s e 12 traves-
is.
As rii'8 principaej, a do Coinrneicio c a d*
Igualdad?, sao as mais extensas; a primeira tem
1,700 e a segn 'a 1,000 metros mais ou menos.
A ostra 'a, da tidal a estayan, tem 1,6J0 metros
c bem como as ruis e pracas, umimda.
A principal lavura a do cif, cuja proiuc-
90 orea actualmente de 359 a 400 mil arrobas ;
maB era breve attingir a 50) mil, devilo s gran- -
des plantaeoes ltimamente feitas.
Tem-se desenvolvido a cultura do algodio, de-
dicando se a pequen 1 lavoura cultura dos ce-
rea es e sendo avultada a cnaeao du gado sumo.
Na onstrucco da CJtraJa de forro Bra"au-
tiua clorara se factos que n tardaran) a sua'con-
clusio e trouxe rain i iieeessidade do augmentar
o seu capital.
O modo porque ss fez o traoido primitivo)
a necessidade de altera!-o, as precarias cireoms-
tancias financeras dos emprestimos e outros fac-
t>s qje seria longo enumerar furam as causas dos
embaracos com que luarara 03 que se empeaba-
ram pela sua realisicio.
A>s Srs. coronel Francisco Emilio cia Silva
Leme, Jos Gomes da R cha Leal, coronel Fran-
cisco de Assis Valle Jnior, tcnenttf-cn-onel Jos
Alves Cardo30, Firmino Joaquim de Lima, tnca-
te Franciso Alve Cardoso, capitQo .Manoel Jos
Ferreira da Silva, tenentes-coroneis Antonio Ma-
noel GoncalWi e Jo*0 Candido Perrera, capitio
Joaq'ira Auton'o da Silva, D. Anna Jucintha de
Momes e Silva e algn outros se deve a es'rala
Bragantina.
O privilegio foi concedido a 6 de Abril de
1872 pela lei provincial de 1836.
A 22 de Dezembro i!e 1878, foram inaugurados
os trabalhos e as obras do movmento de trras
principiadas a 10 de Janeiro de 1879.
O goveruo provineial concedeu o privilegio
por 90 annos, com garanta de juros de 7 por cen-
:i, por 30 annos sobre o capital de 1.400:000^.
A liubi parte da estrsdl ingl za, na estayio de
Hampo Limpo a 50 kilmetros da capital, de onde
segu com a dfreccao ge;al de ENE. at cidade
de B.-agBn?!, sendo o percorso de 52 kilme-
tros.
As obras de arte mais importantes sao a poa-
te d 1 ferro fob'e o rio Atibaia com 3) metros de
vio o a ponte sobre o rio Juudaby, d: al venara,
com 15 me'ros de van.
O maior raio de curva de 191 metros e o
menor 120.
As soramas dos alinhamcntos rectos dio urna
extensio de 32,641 melr;s.
En tola a extensio da linha hi 18,936 me-
tros em ram >a at 1 0(0, 737 em rampa de 2 0i0
e 15,331 em "ramra de 2 3,4 0,0.
Hi em toda linha 144 curvas.
o O cueto kilomtrico foi de 5:Q00aT.
A lnba foi inaugnrado at Braganga. em 15
de Agosto de 1884.
o Ha nella ciucoest ico s : Campo L'mpo, Cam-
po Larg), Atbiia, Tanque e Braganc.
A cidade de Bragmca acba-se a 855 metros
cima do nivel do mar.
Pela lei de 22 de Fevereiro de 1884 o capital
da comoanhia foi elevado a ;,200:00u000, fican-
d) reduzido o prazo da girauta de 15 annos.
O material rodante cenata de 5 locomotivas
de 22 toneladas, 8 carrcs-saloes, o 57 w.igons para
cargas.
Este material todo do systema americano.
Os trilhos sao todos de ac c foi esta estrada a
primeira que abri o trafego com esses trilhos em
toda a cna extensio.
Os trilhos pesara 20 kilos por metro.
A companhia, que tem at agora apresentado
algum dficit, conta no presente semestre com sal-
do de 3 por cento mais ou menos.
O governo tem pago de juro garantido...
641:0001.
Para melhorar de condicoes a companhia pe-
dio previlegio para prolongamento da linha.com
direccao a Minas Geraes, devendo em breve dar
comeco s obras.
* A estrada segu acompanbando o valfe .de
Jundiaby, transpondo depois para o rio do Ati-
biia que atravessa as proximidades da cidade
do mesmo nome coutinuaudo at a cidade do Bra-
ganca.
O terreno excessivaraente accidentado, prin-
cipalmente do ponto de partid 1 ao kilmetro 25,
atravessando a estrada os coutrafortes d s af-
fluentes tanto do Jfundiahy como do Atibaia, coa-
tnfortcs accidentara di scrri da Cantareira, pi-
rallela qual se estende a liuba ah um pojeo
alm de Atibaia.
O terreuo todo grantico e profundamente
decomposto, nao sendo tao frtil como o do chama-
do Oeste de Minas para plintac.oea diversas e
mea.no para o caf uaa proximidades de Bragan-
** .
O clima em geral fresco e muito salubre e
a regio apropriada pan o cstabelj^imento de
immigrantes que se podem empregir ni cultura
dos cereaes europeu?, fructas e especialra nie da
viuba.
Eucontram-se muitas mattus bordando a es-
trada, dis'inguindo-se grande copia de piuheiroa,
especialmente junto a liraganca.
Conhecida a regiao de Braganca a tres horas
da capital, & natural quo alli te estabelecim mui-
tos inmigrantes p.'la te ieiladede aehar prorapto
consumidor para seus gneros no gran le mercado
de S- Panlo.
A' chogada de Suas Migesfades foi diatribui-
da nma saudacio impressa, e o Guaripjca^a que
ha dez annos ae publica naquelli cidade, diatri-
buio um numero e?pecial delicado a Suas Mages-
tades.
Nease numero vem tambom umi sandacio
a)l representantes di imprensa.
O seu proprietario, foi da maior amabilidade
pira com os seus collegas
Sua Magstade deixou 1003000 para os po-
bres, assim como deixou 150000 na fabrioa para
i.s necessitadoa e em Sorocabt 200^000 para o
h ispita', l'iOJOOO para o gabinete de lei tara e
1001 para os pobres.
Sua Mtgeatadc fez o percorso do Campo
Limpo a Bragtnea na frente da machina, com o
Sr Viaeonle de Paranagu e o engenheiro da es-
trada. Luiz G mzaga Lomos.
No trem foi tambem o engenheiro fiscal da
Bragantina, Dr. Fernando de Albuqnerque.
A's 3 1/2 da tarde chegaram Suas Mageata.
d.-s a esta capital. Tendo ficado em palacio S. M.
a Imperatriz, sahi> o Imperador acompanhado
pelos Srs. Visconde de Paranagu e Bario da Par-
nahyba a foi visitar e quartel daa comp tnhias de
cavallaria c infantaria,. primeira sob o commando
do capitio Canto e Mello e a segunda, do capitio
Eugenio de Mello. Foi miuucosissim) o exame
feit 1 por Sua Magestate, que se demorou mais de
uma hora; arreeadacio, depisito.', companhias,
c "sinhas, prieoes, deposito de gneros e forragens,
pharmacia, enfermara e escolas, tudo percorreu
Sua Magestade, notando que os gneros de alimen-
tacio nao eram bous e acereseentando : o sol-
dado nao tem acepipes, mis os gneros para elles
devem ser de 1 qualidade. Tuio estava em
ordem e fara outro > rleito se o edificio, quo parece'
nio ter sido concertado nem pintado ha rauitiasi-
mos annos, nio apresentasse desagradav.-1 aspecto.
Consta-me que ja ha planta para um ovn quartel,
mas que nio ha verba; o que nio admira porque,
segundo alli ouvi, ha outras necessidade que ur-
gem e cujo dispendio seria comparativamente in-
significante, anda nio salisfeitos. Sna Mages-
tade examinou urnas pinturas do pharmaceutico
Castro Menezea, qne deootam habilidade.e gosto ;
e em um portio uma feehadura qne do tempo do
vice-re. Na companhia de intantaria ha um sar
i
<
-
1
ritafiri


A
ir
l
Diario de Pernambuco-Quinta-frira 25 de Novembro de 1886
gento de nacioialdade italiana que professor de
esgrima ; com elle fullou 8ua Magestade e cieio
qae, reconheceodo-lho intelligencia eaptid&o, rei
solveu fase lo seguir pira a escola militar. Falle-
ccm essu sargento o soubo que servio como agri-
mensor em meiiees as colonias do Rio Grande
do Sul.
Do quarte) foi Saa Magestade a urna seccio
de bombeiros que est em frente. Para apreciar
o trabalho maudou Sua Magestade dar sigual de
incendio ; o carro com as cacambas e ^utros objec
t;s sabio logo, mas houve demora na sahida das
carrosas d'agua e na da bomba. Simulado o in-
cendio no quartel, os boinboiros comecaram o tra-
ba ho de cxt.-iiccp, mas com muita morosidade
em uns e alrapalhacao em ontros, o que denot iva
falta de ejercicio. SuaxMagestade mandou OM ar
e declarou que depois viria assistir a outro excr-
cicio.
Por ultimo visitou Sua Maeestads as cavalla-
rifis ao quartel da compauha de cavallaria,
achando os animies b.'in tratados; o -edificio
peior do que o quartel; por ani se pode avahar
do seu estado.
E' de urgento necessidade a Construccio de
um novo quartel, e, seguudo ouvi de pessoa com-
petente, o producto da venda do terreno e edificio
em que ett uquartelada a forca de linha daria
um novo edificio.
, A's 6 horas da tarde rccolheu se Sua Mages
tade"a pa^cio.
H'je s 7 horas partimos para Santos.
HtviSTA DIARIA
iiittirrau- policialPor portara de
23 do eorrente, oi nomeado subdelegado do dis-
trieto de Santa Clara no termo do Buique, Joio
Barbosa da Fonseca.
Tribunal do Jury do necife-Apenas
compareceram 31 juiaes de facto pelo que deixou
de haver hontem julgamento neste tribunal.
Fsram multados em 20J0.O os quo faltaran e
sorteados mais os seguintes :
Freguetia do Recife
Januario Jos da Costa.
Francisco Mara dos Santos.
Freguezia de Santo Antonio
Francisco de Assis Penna.
Candido Augusto de Albuquerque Sobral.
freguezia da Boa-Vista
Jos Felippe Nery da Silva.
Francisco da Lemos Duarte Jnior.
Dr Ezequiel Franco de S.
Jos de Gusmao Coelho.
Jos Luiz de Macedo Cavalcante.
Dr. Ceciliano Mamedo Alves Ferreira.
Manoel Antelmo Pereira Guimaries.
Breguezia da Grafa
Manoel Bruno Alves do Couto.
Manoel Marques d'Avilla.
Freguezia do PofO
Apio Jos Flix dos Santos.
Faculdade de DlrelloEis o resultado
dos actos de hontem :
" anno
Francisco Roberto de Lemos Lessa, plenamente.
Oeusdet da Silva Perra, id<>m.
Bernardo Candido de Almeida Ferra, idem
Francisco Vieira de Mello, idem.
Jos de Freitas Moraes Pinheiro, simplesmente.
Jos Fernandes de Barros Lima, idem.
2. anno
Prxedes Brederodes de Mendonca Vasconcellos,
plenamente.
Felipps de Figueiio.i Faria Sobrinho, idem.
Fausto de Barros o Bezerra, idem.
Lycurgo Narbal Pamplona, idem.
Lourrnco.de Moraes Freitas Barbosa, idem.
Henrique Martina, idem.
3- anno
Jos Fernandes da Silva Manta, plenamente.
Jos Huiro Goncalves, idem.
Manoel Vieira de Siquera Torres, idem.
Cberubim Ferraz d'Andrade, idem.
Jos Jeronymo de Araujo Cerveira, simplesmente.
Manoel Bernardo Calmon, iiem.
Luis Serapbico de Aisis Carvalho, idem.
Salvador Rosa, dem.
Tertuliano Francisco do Nascimento Feitoss, idem
Alfredo Barbosa Ribeiro, idem.
Mazimiano Janscn Vieira de Mello, dem.
4' anno
Antonio Joaquim de Albuquerque Mello, plena-
mente.
Joo Maximiano de Figueired idem.
Jos Carlos Junqueira Ayies de Almeida, dem.
Joaquim Rodrigues Seixas, simplesmente.
Jos Guilherme da Silva Monte, idem.
Um reprovado.
5 anno
Marcionillo da Rocha Ferraz de Azevedo, plena-
mente.
Julio Jos de Brito, idem.
Antonio Joaquim de S Ribeiro, idem.
Raymundo Jos de Siquera Mendes, idem.
Joao Jos de Siquera Mendes, idem.
Manoel de Alencar Guimaraes, dem.
Estes receberam o grao de bacharel.
Amanha sero chamados no 1 anno os ns. 101,
103, 104,105, 107, 109, 110, 122 e 123, tantos
quantos forem necessarios para o completo U
nove.
As turmas do 4o anuo, d amanha em diante se-
rio de oito.
Cinico de preparatorioLtkctuar-
s-bio h.je os exames de latim s 10 horas, de
axihmetica s 11, de historia e ingles ao meio da.
Eis o resaltado dos exams de ingle feito
ante-hontem :
Antonio A'hayde Martins Ribeiro, simplesmente.
Antonio" Mauael da Cmara Sainpaio, dstinc-
co.
Antonio Luiz Cavalcante Lima, simplesmente.
Antonio Francisco do Albuquerque Cavalcsnte,
idem.
Antonio Francisco de Magalhaes Silva, faltou a
prova oral.
Antonio Luiz Cavalcante de Albuquerque, sim-
plesmente.
Antonio Goncalves Cascio, plenamente.
Antonio de Barros Vieira Cavalcante, simples-
mente.
Antonio Vasconcellos dos Sant.s Fontes, simples-
mente.
Antonio Alipio de Souza Ribeiro, idem.
Dous reprovados.
PassamenluFallecen hontem, de padeci-
mentos iotestinaes, D. Carolina Cecilia da Gama
Lobo Pires, digna consorte do Sr. commendador
Manoel Camillo fires Faleao.
Tinha 56 annos de idade, e possuia um excellen-
te coracio e urna alm caritativa. Era a ventura
do seu lar.
Ncsos pozamos sua familia.
Circo liara iihn A companhia Pala-
cios, que actualmente trabalha no Circo Maravi-
llas em -laboatio, d hoje um vanado espectcu-
lo de exercicios eqiestres, acrobticos e gymnas-
ticos, em beneficio da artista Juanita Palacios.
Suicidio Procuran nos hontem o Sr. Dr.
Jos Berardo Carneiro da Cunha e pedio nos para
declarar que nio lhe pertencia e sim a um seu p-
rente, o esvravo Asterio, que suicidou-se na se-
gunda- ieira de9ta semana, fac'o de que hontem
demos noticia, sob o titulo cima.
Asterio era doente pois s.fl'ria de epilepsia e ti
nha tres ulceras cm urna das pernas e ha peuco
tempo e tava em tratameuto na casa do Sr. Dr.
Berardo.
Vapor rearaT 1 'grainma rebebido hon-
tem da prouincU da Parahyba, nos communiea a
sahida do seu perto, deste paquete que dever ho
je ter aqui amaohecido.
Bennlo nodalHa boje a seguate:
Do Recreio Infantil Nove de Agosto, 1 hora
da tarde, na respectiva sle (Instituto Acad-
mico).
Al aq.o.1 I Estava hontem o alasocreve
Manoel Bernardo de L m i, do engenho Novo
de Iguarast, por vjlta de meio dia, a comprar
miudezas na casa dos Se*. Netto, Campos & C.,
ra Duque de Casias n. 99, cuja porta deixara
0 quartu, mis quando fui collocal-as nos cassue,
os sucios A* OIoj-Vivo j lhe tnhum bitado o
bicho.
Em vio o procuran o pobre homem e fazia d
yel-o a cbor*r, que nao t perder cerca de 301
de entomneudae. quo j estavam compradas e ar-
rumada?, como o qiartu peitencentc ao senbor
do engruho, c >lle nao sabia que cortas lhe djris
do animal.
Ferian*sitoAnte-huntem, s 8 1/2 horas
da noute, penetraran) ne beeco Amarello, da fre
fuezia da B -a- Viat-., Antonio de Lima, praca du
bstalbio de linba e Jlo Pereira, seu primo,
paisan >, e lili provocaram a diversas pessoas,
travando luta corporal.
Sabiram drlla frridos levemente com facadas
Bernardino Jos de Sani'Aona c Jote Florencio
Soires da Silva.
Os criminosos evadiram-se.
Fallecisnento Victima de padecimentos
hepathicos, falleceu hontem, s 4 horas da tarde,
o padre Thomaz Coelho Estima, coadjutor da pa-
rochia de Santo Antonio.
O seu enterro ter logar hoje, sahindo o fretro
do Hospital Portugus, s 4 horas da tardo, para
o cemiterio de Santo Amaro.
QSeja-lhe a trra leve.
InsjupritoEis a recapitulagdo do inquerito
ubre o conflicto de 26' de Outubro entre soldados de
liuha e guarda cvica :
Do presente inquerito rctulta que algumas pra-
cas do 2' batalhio de linha em numero de vinte,
em represalia pnsio e espancamento de um seu
companheiro, o cabo Manoel Joaquim Cavalcante,
na noite de 26 do mez prximo passado, pelas 11
horas da noite, assaltaram a 3' estcio da guarda
cvica, sita ra de Lomas Valentinas, freguezia
de S. Jos e travaram a horrivel luta descripta
fielmente nestes autos p^aquelles que nella se
acharain involvidos.
Dos innmeros autos de perguutas e depoi-
mentos de tcstemuiihas e outras diligencias, essa
sema de sangue passou se da seguiute forma :
Acbando-se de eentinella s 11 horas da noite,
na porta principal da alludida estaclo, o guarda
cvico n. 63, Fvlppo Santiago, ao avistar um
grupo de individuos paisana e armados de fa-
cas, cacetes e pistolas, que se approximavam da
mesma estadio, bradeu s armas, para despertar
os companheiros cm numero de oito, que estavam
dormindo, e de sorpresa recebe urna cacetada na
eabeca, cahindo immediatameatc sem sentidos,
banhado em sangue ; aproveitando-se d'essa op-
portuuidude, entraram alguna dos assaltantes
(oito a de), que apagando o csndieiro, tr .varara
s escuras, urna das mais sanguinolentas luta?,
que ha muito nao se registrava n'esta capital.
Falleceram no acto d'essa luta. o cabo da guar-
da cvica, Lourenco Pereira da Silva, com um tiro
de pistola (cuja bala examinada no Arsenul de
Guerra, verificou-se ser de systema Minie, com
cavidade no fundo, e de ll milmetros de espesu-
ra) ; o cabo do 2- de linha Antonio Gabriel da
Silva cem differentes trimentos de instramcuto
cortante, ficando gravem&nte ferido o sargeato
da guarda cvica Laurindo Pereira de Brito. e le-
vemente as seguintes pracas da dita guarda c-
vica, Felippe Sautisgo, Francisco Vieira de An-
drade, Theodoro Lopes e mais um outro, tudo como
minuciosamente consta dos autos de corpos de de
licto de rU. 4 a 12,16 a 17, 30 a 31 v,
Foi tambem cobardemente assassinado por um
des do grupo assaltante, o soldado do corpo de
polica Joio Ver8smo da Silva, que achando-se
de ronda, passava na occasiio pela alluida ra
de Lomas Valentinas, recebando essa victima os
seguintes ferimentos :na regido thoraxica no
oitavo espago intercostal, urna solucJo de conti-
nuidade com tres centmetros de extenso, inte-
ressando a palle e t-cido cellular e muscul.s.
penetrando na cavidade thoraxica, atravessou o
pulmio ; e no quarto espaco intercostal no bordo
esquerdo do externo urna soluco de contnuidade
com dous centmetros de extenso e atravessando
a parede thoraxica penetrou na cavidade, inte-
ressande o coracao no ventriculo esquerdo ; na
r.gio fruntal urna outra solucio de continuidade
de forma triangular, mleressando todo o tecido
molle, deixandoo a descoberto.
Diversos indicios e circumstaucies existem que
provam ter sido os autores desse conflicto e mor-
tes os soldados do 2- batalhao de linha em nu
mero de vinte.
O facto de, no acto da luta fallecer j cabo desse
batalhao Antonio Gabriel da Silva e fioar grave-
mente ferido um outro de nome Candido Jos de
Sant'Anna : o desapparecimeoto deste do respt-c
tivo quartel aps a luta, e ser das depois encon-
trado na Varsea, escondido em urna casa em tra-
tamento, sendo hoje, devido ausencia, conside-
rado desertor, segundo communicaco ao Exm. Sr.
Commandante das Armas ; a existencia no local
do conflicto de um gorro,. 2 facas e varios cacetes,
[lenha dt mangue eecolhida das que se usa nos
qnarteis de linha) ; a m.rte (de pretereucia) do
cabo da puarda eivca, Lourenco, por meio de
armas de fogo, tendo o mesmo cabo das antes ju-
rado como testemunba oceular contra o cadete
Beltro, que bavia assassinado um individuo na
dita ra de Lomas Valentina? ; a coincidencia de
t sereno feridos os guardas cvicos que esti-
veram de ponto e ronda no Pxteo do Terco,
quando se den o conflicto c lerimonto do capitao
Honorio, no Hotel Rocambole ; conflicto e feri-
mentos praticados por pracas do mesmo batalhao:
a retirada precipitada dos assaltantes, quando se
aproximara a ronda da cavallajia, tomando os
meamos a direccao da fortaleza das Cinco Pontas,
que mui perto da estaco da guarda cvica; o
pedido e instancias de alguns dos meamos assal-
tantes, quando se accabou a lucta, para conduzir
o cabo Antonio Gabriel da Silva pa:a o quartel,
o que foi obstado, por ter este cahido dentro oe
urna casa de meretriz, que mondara dar parte ao
Dr. chefe de polica; a piiso anterier do dia 22
do cabo Cavalcanti, que disem ter sido maltratado
por prac-is da guarda cvica, e outras innmeras
circumstancias, que esto minuciosamente narra-
das neste inquerito, levara a evidencia de quem
quer que soja, q-.e form vinte prscas e mais
alguns inferioras do reterido 2. batalbio de linha,
quem deram o assalto e luta da noite do da 26 do
mez prximo passado; sobresahindo n'ebse confli-
cto por ter tomado urna parte activa ; o cabo Ma-
noel Joaquim de Sant'Anna, que recebeu um feri
ment de rcicolver e um outro de faca', e por is.o
mesmo conselhos, tratou de occuUar se para nao
descobrir os companheiros, b^m como o furriel
Marques, que segundo publico e notorio, io
quem andou convidando os eamaradas, pondo-os
em bros, instigando-os para urna desforra.
O ofHcial de estado maicr do dia 26 prximo
passado, tenente Francisco Teixeira de Carvalho,
ileve saber os nomre das pracas que diz um sen
depoimento de fls. 45 46 o., ter dispensado nessa
noite, em virtude da lei, nio obstante, hoje j
serem conhecidos todos qie tomaram parte no
referido coi.flicto.
Infelizmente a autoridade policial deeta capital
luta com innmeras dfficnidades para descoberta
dos criminosos e sua justa punicio, contando quasi
sempre com a m vontade e egosmo de cortos
individuos, que presenceando muitaa vezes a pra
tica d'um crime, recusam-se, sendo chamados a
juizo, dar o seu depoimento negando a existencia
do propiio facto jue presencearam.
Do presente inquerito, um dos mais volumosos e
importantes que a pol.cia tem tido ltimamente nao
consta que o coronel commandante do 2." bata bao
ou algum ofHcial tomasse parte directa ou indirecta
no alludido ei.dicto ou mesmo aconselhasse essa
luta entre mnnutenedores da ordem publica.
> enficou-se mais que o cabo Manoel J. Cavil
nanti, nao tora egpancado gravemeet* pelos sol-
dados de guarda cvica, camo por meio de tele-
grammas falsos e exagerados mandaram dizer
u'aqui para os jomaos do Rio. O corpo de deleito
de fls 31, procedido 24 do prximo passado por
mdicos militares e na enfermara respectiva,
apenas apresentam pequeas cscoriacoes, conside
radas, leves e curaveis em oito diar, entretanto
uouve quem se servindo do telegrapho como meio
deespeculacio poltica, mandassrjdizerque rete
rido cabo Cavalcanti fura brbaramente surrado e
ferido, por ordem do commandante de guarde
cvica es e achava a -norte, c* rregaodo-ie com ce ros
tristes, um facto, alias vensuravel, mas que nao
autorisava jamis a acea de sangue da noite de
Chuvanul a.
DireccSo do vento : E de meia noite at aos 38
minutos da manbi ; E e ESE alternadamente at
1 hora da manLi; E at meia noite.
Velocdade media do veuto: 3,"82 por segundo
Nebulosidade media : entre 0.3 e 0,4.
furo* e Annuidades. Acerca desta
qu:stio, que desde o principio do mez est sendo
debatida as paginas do Jornal do Rec'fe, o Sr
Dr. H. A. Milet enviou-nos a Carta intra :
Sociedade Auxiliadora da Agricultura de Per
narabuco em 23 de Noveoibro de IS86.
Srs. Redactores.Na qualidade de Secretario
Geral da Sociedade Auxiliadora da Agricultura
d'esta Provincia, e no desempenho do ingrato
papel, que gratuitamente assum, de defensor dos
interesses agrcolas, e com especialidade dos plan-
lalores da caona e fabricantes de assucir, a cuja
classe pertenei por espaco de muitos annos, nio
me era possivel desinteressar-me da publicarlo,
fe ta no Jornal do Recife, por um annimo Amigo
do Commercio, de calcl*qobs tendentes a fazer
accreditar, que o Biuco de Crdito R9al d'esta
Provincia pratcava, em prejuizo dos mutuarios,
ama extorsio escandalosa, exlgindo aunuidades mu
superiores s correspondentes amortsacio do
capital por elle emprestado ; por exemplo a de
Rs. 1:'J81S )ll para um emprestimo de 16 contos
de reis, amortisavel em 15 annos, a juro de 8% e
l/ de com nissio administrativa, ao passo que,
pelas calculacoes di Amigo do Commercio, deveria
dita annuidade ser apenas de Rs. 1:831665, isto
menos 150*003 annuaes que a quantia exigida
pelo Banco.
Sendo o Banco do Crdito real de Pernambnco
um estabelecimento, cuja creacio veio satistazer
um desidertum lia longo tempo almejado pela
nossa Agricultura, qual j tem prestado impor-
tantes servicos, e a aecusaco, que lhe vai sendo
feta, de natureza tal, qne pode marear o seu ere
dito e afugentar os agricultores e outros que ne-
cjssitsra de emprestimos a longo praso, julguei
necessario examinar a base que por ventura ti-
vesse semelhante allegacio, e communicar aos in-
teressados os resultados da devassa por meio de
sua bem concetuada olha.
Confesa-, que nio me foi possivel comprehen ier
as calculacoes do Amigo do Commercio, colligindo
d'ellas apenas, qua seu Autor nio sa'oe bem o que
se entende por annuidade em aesumpto de amor-
tsacio e suppO >, que se pie calclala tem atten-
der aos juros compostos, quer do capital quer da
annuidade. Recorr entio a formula geral, que
reselve todas as questoes de amortisacao por meio
de annuidades.
a ((1 + r) 1)
A (1 f r) =.-----------------------------
26.
O escrivio tire copia do corpo de delicto da fls.
31, auto de perguutas fls. 43 e 56 v documento
de tis. 37, e dt-ste rotatorio, que a fi -I exposicio
do taco delictuoso para s rem as inesmas copias ao
Dr. chefe"de polica remedidas, que dar o devido
destino. \
Indico como testemunhas Antonio Nogueira de
Lucena, Ji s Ferreira de Sonsa, Isaas Gabriel
de Oliveira, alferes Francisco de Paula Mendes,
Antonio Francisco Lima, capitio Joio Baptista
Cabral e cutros que depuzeram no presente inque-
rito.
Recife, 22 deNovemSrode 1886.
O drle^ado de policii.Francisco Isidoro Ro-
drigues da Costa.
Mrectorla daa obra de eoaserva-
ciio do portoK'iletim meteorolgico d >
di 23 d N rem-ir-. .ie 1HS6 :
Hora BV a o _-o S 5 o &0 B. i rom otro x 0 T nsao do vapor 33 o O 'i o M
i---------------------------------- -------- --------------- ~~ ---.
6 m 26-l 7.')873 18.4 73
9 28" 4 76;)"85 19.10 67
12 28o8 i.!m<7 18.77 64
3 t. 28 (i 758>ll 19.4" 67
i. 27-:> 76b" Ki 19 7u 73
(Isto o capital A, com os juros capital i sad os
durante o tempo n, e sendo a taxa dos meamos r,
d urna sommsigual a de todas as annudades, com
os seus juros capitalisados da mesma forma e du-
rante o mesmotempo.) afim de ver si, no caso figu-
rado pelo Amigo do Commircio, de um empresti mo
de 16 contos a 9 % de juro e commissao, e resga-
tavel em 15 annos, a annuidade de ve ser-de Rs.
1 :'.-li'.tll, como resam as tabellas do Banco, ou
de Rs. 1.834666 como quer o Amigo do Con-
mrrcio.
Verifiquei cutio que,effectuando na formula geral
a traasformac^io necessaria para dar o valor da an-
nuidade, quando o capital, o juro e o tempo sio con-
A (1 + r) r.
hecidos, isto dando lhe a forma a =e----------------
(1+r) -l.
e substituindo A, n e r os seu valores conhecido?,
16:C03*000 X (1,09) u. X 0, 0 9.
obtinha-se a -------------------------- ---------e
(1,09) i>. 1.
ifiectuando os clculos, por meio dos logarthmos,
a= 1:9844980, isto a propria annuidade das
tabellas ds Banco, com ditferenea apenas de alguns
reaes.
No proprio Jornal do Rieife sabio publicada, no
dia 12 do correte, assignada com o pseudnimo
de J. Reiorag(J. Garnier), urna tabella mostrando
praticamente, que a annuidade de 1:9844942 a
que, pagando os juros do capital c amojtisando-o
em proporcio sempre crescente o reduse a xero
no n n de 15 annos.
Pde-se, portanto, considerar liquidado o nego-
cio e improcedente a aecusacio do Amigo do
Commercio. Entretanto, nio se segu d'esta
couformidade da annuidade constante das tabel-
las do Banco eom a que resulta d formula geral
dos empreatimos amortisaveis por annudades,
ncm da demostracio pratica da tabella publicada
no Jornal de 12, que o Banco s exija dos mu-
tuarios pagamentos correspondentes a taxa de
9 "/. de jures e commisso.
Em virtude do art. 29 dos Estatutos do Banco,
a realisacao da annuidade devida pelo *mutuario
nao se verifica por meio de urna prestacio annual,
bypothese em vista da qual foi calculada a mesma
annuidade, e sim por meio de duas quotas semes-
trae.-, importando cada urna em mera le da au-
nujdade calculada, o que muito diverso, pois no
caso dos 16 contos a juro de 9 "/ inclusive a com-
misso, amortisaveis cm 15 anuos, sendo a annuida-
de de rs. 1:9844914, dividida em duas semestradas
de rs. 9924472, o mutuario perde cada anno o
juro de seis meses dos rs. 9924472, pagos com
anticipa;io, isto rs. 414661, que, considerados
annuidade supplementsr, representaran! no fim
de 15 annos rs. 1:3114200 e corresponderan! a
um capital addicional de 3604000.
Alm disto, o Banco, em virtude de outro artigo
de seus Estatutos, exige o pagameoto das quotas
semestraes com 30 das de antecedencia. Deixo
porm de parte esta segunda exigencia, que alias
tira ao mutuario 30 das de juro de cada stmeslra-
da, para s tratar do pegamento por semestre.
Claro que, pelo facto deste onus pecuniario
imposto ao mutuario, ficam alteradas as condicoes
do emprestimo, que nio se pode mais diser ser
feito a juro de 8 % e 1 % de commisso adminis-
trativa. Dir-me-hio: que o Banco nio pode dei-
xar de receber semestralmente a metade da an-
nuidade, porque paga semestralmente o juradas
lettras bypothecarias que emittio ; que a commis-
so de 1 "/o insuficiente; que o prejuizo do
mutuario nio o que corresDonde a urna annuida-
de supplementar de rs. 444661, porquo a capita-
lisocao semestral appliea se tainhem aos juros do
capital ainda nio amortisado, o que de alguma
forma compensa o excesso pago apparentemente
pelo mutuario, e finalmente, que o pagamento se-
mestral disposicio estatutaria.
Concordo com tudo isso, tanto mais que se, no
caso do emprestimo do 16 coatos, as condicoes
cima referidas de 15 annudades, o capital em-
prestado, com os seus juros capitalsados de anno
em auno, representa rs. 53:2804000, o mesmo ca-
pital, com capitalisacio dos juros de 6 em 6 mezes
fica elevada rs. 59:925i000 que devem ser amor-
tisados pela annuidade, e nio o seriam, si esta
tosse diminuida dos rs. 444660 que representam o
juro de 6 mezes de metade de annuidade ; e neste
caso s amortisana 59:1854000 rs.
Nada d'isso, entretanto, obstava a que o Banco,
j que, em consequencia do artigo 2J de seus es-
tatutos, ficavam as annudades substituidas por
semestradas, quorondo permanecer fiel a.declara-
as m'.ndasse calcular intro-
A (1 f r) r)
a =--------------------os dados
(1 r) 1
Conscllit-lro Jo*e Bonifacio A con-
grogajio da Faculdade de Direito manda celebrar
boje, pelas 9 horas da manh, na matriz da Boa-
Vista, missas em suffragio a'almi do consolheiro
Jos Bonifacio.
Em transitoO paqaete Tagus levou ante-
hentem para o sul 394 passageiros, sendo 5 to-
mados em Pernambuco.
Oiuhelro O referido paquete trouxe para
Diversos 1,330
, Sfonbo de (loriaA loja de musi-a do
Sr. Azevedo, ra Bario da Victoria n. 13, acaba
de edictar urna polka para piano, com o titulo
Sonhos de Gloria, compsiico do Sr. Elpido
Uchoa.
TacarattkEscreveram-nos:
Aps um auno que nio havia jury nesta co-
marca, ao agora pode reunir-se a 8 do c orrente.
Occupou a cadeira da presidencia o juiz de
direito Jos Fiel de Jess Laite, a da aecusacio
0 Dr. Tito Celso CorreU Cesar e a da defeza o
professor Innocencio Mendes de Mendonca.
Foram submettidos a julgamento 5 reos ; sen-
do 2 de morte, 1 de furto, 1 de feri me uto grave e
1 de d'.mno.
Foram todos absolvidos e um appellado que
por nio ter obtido os 12 votos voltou a cadeia.
BuiqueDesta villa escreveram-nos em 13
do eorrente noticiando o seguiute :
Principio a presente narrando um barbara
assasshato que se deu no dia^ 18 de Outubro, 4
leguas distante desta villa.
Feliz Bazerra, tendo ofFendido a urna irmi de
Paulino Correa, ge recusou depois a reparar o mal
do que resultou inimisade das familia?. Passado
algum tempo voltou Feliz e simulou arrependi-
mento dizendo que se dispunha a casar. Paulina
receben lo tio satisfactoria noticu se dispoz a ir
em pessoa solicitar do Exm. bispo diocesano a dis-
pensa do parentesco dos prctendentes nubentes.
Era um laco que Flix e um seu cunbado de no-
me Sebastiio, de intelligencla com sua mii e sogra
Thereza de tal armavam b i f da incauta vic-
tima ; porque no dia aprasado, Flix e Sebastiio
se emboscaram no caminho, e ao passar Paulino,
j de noite, pelo lugar Cachoarinha lhe sahiram
de encontr e de sorpresa dispararan) tio certeiro
tiro no meio dos peitos que o derrubaram do ca-
vallo em que montava e depois Ibes descarregv
ram 12 profundas faeadas, e, o que mais horro-
roso, lhe deceparam a orelha direita, que levaran
para provar familia dos assassinos que estava
camprida sua nefanda tarefa.
Os asssssinos ainda nio poderam ser apa-
nhados, apezar das incessantes diligencias que
tem feito o enrgico e incaocavel delegado de po-
lica, tenente Belarmino Pinto de Paiva, e que
tem sido frustrada em consequencia da distancia
e de proteccio, que segando dizem lhes dispensa
alguem.
E' para lamentar que soja insuficiente a for-
ca de que dispe o digno delegado de polica, e
seria muilo para desojar o augmento do destaca-
mento, antes que engrosse o coito que se vai for-
mando de criminosos cm torno desta villa.
< No dia 25 se deu tambem um lamentauel sue
cesso devido a iu prudencia de um homem que,
trazendo ao hombro nma arma de bocea para bai-
lo, ao pissar por baixo de una arvore, um galbo
pegando no gatilho da referida arma resultou ella
disparar, empregando-se toda a municio no pes-
coco de um seu companbeiro, que ia na frente.
Procedeu-se a inquerito e contra o culpado deu a
promotoria sua denuncia.
Hoje chegou, da Pedra, de passagem para
Garsnhuns onde mora o Dr. Israel Cysneiro que,
a chamado do Dr. juiz municipal, tinha viudo fa-
zer examemedico-legalna pessoa de Francis-
co Umbuseiro. pelo facto de supposto envenena-
inento de que foi victima e de que milagrosamen-
te escapou, facto que tem causado, grande sensa-
cao nesta comarca, por ser o primeiro deste gene-
ro e se attribuir a um seu proprio irmio.
Temos sol abrazador, falta na villa d'agua
pstavrl, que se vai buscar a urna legua de distan-
cia em costas de animaes.
Tem havido escacez de gneros as feiras,
pelo que j augmentara de precoa.
A' uitima hora.
Consta que o Dr. Paulo Caetano de Albu-
querque, juiz municipal deste termo, que muito se
tem distingu do pela sua amenidade de trato e
affbilidade c om que acolhe a todos, sem distinc-
cio de pessoa s, guardando sempre a gravidade d
juiz, achando -se incoramodado em sua sade, se-
gu, a conselho do Dr. Israel Cysneiro para essa
capital com parte de doente, a tratar de sua sade
no seio de sua amorosa familia.
iLell n>a.Effcc'uar-se-hao:
Hoje :
Peio agente Gusmao, ao meio dia, na ra do
Bario da Victoria n. 25, da pharmacia ahi sita.
Pelo agente Martins, s 11 horas, na Ponte
de Ucha, ao p da estacio, de movis, loucas, vi-
dros, etc.
Pelo agente Modesto Baptista, s 10 horas, na
ra estreita do Rosario n. 24, de movis, lonjas,
vidros, etc.
Amanha :
relo agente Martins, s 11 horas, na ra Au-
gusta n. 248, de movis.
PeZo mgente Modesto Baptista, s 10 1/2 horas,
na travessa do corpo Santo n. 23, de miudezas,
quinquilharias e objectos de modas.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na ra do Mr-
quez de Olnda n. 6, de fazendas.
Pelo agen/e Pestaa, s 11 horas, na ra do Vi
gatio Tenorio n. 12, deum sobrado e urna batcoca.
Sabbado:
Pelo agente Stepple, s 11 horas, na ra do Im-
perador n. 22, de oredios.
Pelo agente Silveira, s 10 1/2 horas, na ra
do Corontl Suassuna n. 180, do estabecimento ahi
sito.
Mi*a fnebres).Serio celebradas:
Hoje :
A's 8 horas, na ordem terceira de S. Francisco,
pela alma de Jos Lauriano Tavares Ccrdeiro.
i Amanhi :
A's 7 hora?, na matriz da Boa-Vista, pela al-
ma de Lourenco Laurentino Cesar de Menezes ;
s 7 1/2 horas, na matriz de Santo Antonio, pela
alma de Antonio Jos da Paiva e pela de Jos
Baptista Marques Das.
Sabbado:
A's 8 horas, na igreja da Boa Viagem, pela alma
de D. Isabel Augusta de S e Albuquerque; s 8
horas na matriz da Boa-Vista, pela alma de D.
Anoa Francisca do Reg Barros.
LoteraLista dos numeras premiados na
3^ serie da 24a parte das loteras em favor dos
ingenuos da Colonia Isabel, extrahida no dia 24
do corrents :
240:0004000
40:0004000
29961
13606
18230
26977
35602
premios de 2:0004000
5018 13503 21858
5694 15953 27592
13362 21596 31632
premios de 1:0004000
14241 23558 31003
24451
25565
26077
29955
20:0004000
10:000400G
5:0004004
Sainos de 5G0 a 640 ris dem.
rannha de 200 a 320 res a cuia.
Milho de 280 a 320 res dem.
Feijo de 560 a 640 idem.
Cemiterio PubHco.-Obituario do d*5
do eorrente :
Isabel Augusta de S e Albuquerque, Perca*
buco, 58 anuos, viuva, Afogados: menina ca
pbalite.
Joanna de Souza Reis, Pernambuco 20 i
solteira, Afogados ; bronchite chronica.
Manoel Jos da Luz, Pernambuco 26
solteiro, Boa-Vista ; ascte.
Salustiano, Pernambuco, 15 annos,solteira. ZEo
Vista; peritonite. -t*
Antonio Pereira de Souza, Pernambuco, 5>*v
nos, solteiro, Boa-Vista ; nazarea.
Bellaimina Mara da Conceicio, Pernambaop.
50 annos, solteira, Boa-Vista; infeccio mi7
Leopoldina Narcisa da Costa e Silva, Peraaav
buoo, 26 annos, solteira, Graca ; pneumona.
Joao Sesindo de Medeiros, Uio Grande do Nat-
te, 22 annos, solteiro, Graca ; beriberi.
Lucinda Mana da Silva, Pernambuco, 711
viuva, S. Jos; carcinoma do tero
Ignacio Rodrigues da Silva, Pernambuea,
anuos, solteiro, Boa Vista ; hemorrhagia
bral.
23
Pedro Fernandes Sumpco, Hespanha, 26 an&ac,
solteiro, Recife; febre perniciosa.
Manoel, Pernambuco, S. Jo ; invabilidae.
Julia Mana da Conceicio, Pernambuco, &$ as-
nos, solteira. Boa-Vista ; cacbexia palustre.
asterio, Pernambuco, 23 annos, solteiro, *s
Vista ; esmagamento.
Manoel Pereira dos Santos, Rio Grande da *-
te, 31 annos, solteiro, Recife ; ttano espon

Pl'BLICACOES APEDIDO
3058
4250
5569
7661
10702
N. mais alto 39294
N. mais baixo 3058
AFPBOXIMACES
18058
19488
21135
88868
31186
:ilii28
34934
34963
35775
38191
39294
1:0004000
1:0004000
29960
29962
13605
13607
18229
18231
26976
26978
35601
35603
Os ns. de 29,901 a 30,000
4:0004000
4:0004000
3:0004000
3:0004000
2:0004000
2:0004000
1-0004COO
1:0004000
8504f)00
8504000
estio premiados com
Proclama de casamento Foram
hdos no dia 21 de Novembro na matriz de Afoga-
dos, os seguintes :
Joio Flix de Souza Machado com Luzia Gui-
Ihermin i Bezerra de Carvalho.
Manoel Jacintbo de Sant'Anna, com Ignez Ro-
drigues da Silva.
Joiu Raymundo Tavares Pires com Guilhermina
Rodrigues de Freitas.
Pedro Nolasco Raphael dos Santos com Maria
Ermelinda do Espirito-Santo.
Joio Virginio de Araujo Lima com Candida Ma-
ria da Conceicio.
io de juros de 9 /
duzndo na formula
leuip rniuta in-ix.ui<*\l",i>.
Dita miaiina26,0.
Evaporucio em 24 h.iras ao sol: 8m,3 ; som-
bra : 5m,5.
correspondentes a pagameutoa semestraes, faacu-
do u = 30 e r 1,045, em ve de n = 15 e r =
0,09, e com esta modiiicaco teria-lhe dado a for-
mula, como valor da semestrada, rs. 9824265 cm
ves de rs. 9924472 que ora exige.
' certo, que a diff ;r -a^a nio avultada, pois
nao passa de rs. 104225 em cada pagamento se-
mestral, para o emprestimo de 16 contos, e seria
apenas de rs. 4639 para um de 1 cont de ris ;
ms, avultada ou uio, fa que o emprestimo nio
feito na realidade a juro de 8 % e 1 /o de com-
misso, pois com taeg cdiidices o emprestimo nio
exigira para sua amortisacao 15 annos e sim 14
annos 8 inezes e 25 das.
Entretanto, devo declarar, qie estes meios indi-
rectos de augmentar os lucros reaes por meio de
pagamentos anticipados, conservando apparente-
mente o juro apreciado, nao coostitucm innova-
cao por parte do uosso B.iiico do Crdito real e
sim praxe gerlineute seguida por todos os esta-
beleeimeutos Jo crdito real, seguro de vides e
outros, cujas operxcoes tCn por base calculo e re
cebimento de annudades ; e o mutuario deve
considerar se feliz quando, alm do prejuizo do*
pagamentos antecipados, .mico onus supplem ntir
que Iba impoe o uosso B^nco, nio tem de eujei-
tar-se a tib -lias exageradas, como alo as do Ban
co de crdito real de S. Paul), '^ue, para um em-
prestimo de 16 eont >s, as mesmas condicoes de
tem o e juro do de que cima tratei, obra urna
annuidade de rs. 2:>'^94410, dividida em duas
quotas seme.tra s de rs. 1:0144720, com cujo pa
garaento deveria ficar amortisada a di vi la, nao
em 15 annos como apregoa o Banco, e sim e n 14
ano.os e 13 das.
Boa com estima e cenfideracio.
De V. -s. Venerador criado e amigo. Henri-
que Augv '. 'Jilet.
Proclamas de casamentoForam 1-
dos no dia 21 do eorrente na matriz de Santo An-
tonio os seguintes :
Joio Raymundo Tavares Peres com Guilher-
mina Rodrigues de Freitar.
Prxedes Vieira da Cunha, vuvo, com Narc isa
Tertuliana de Paula.
Jos Antonio da Rocha com Maria de Souza
Ranee!.
*$
O castello de Creiseau na Suissa
Um redactor da Gateta d'Allemanha do Norte vi-
sitn recentemente o castello de Creiseau na Sile-
cia, as proximidades de Breslau, que a resi-
dencia do conde de Moltke, durante urna parte do
anno.
Este castello e os cimpos que o cercam foram
comprados pe\ofeld-mirechal com o dinheiro dado,
repetidas vez 's, pelo imperador, e que foi levanta-
do pelo fideicommisso a 17 de Fevereiro de 1868.
Do conde de Moltke, como nio tem filhos, sera
seu herdeiro seu sobrinho Guilherme Mvhke, c i
pitio do ortado-maior e ajudante de campo parti-
cular do feld marechal.
Um irmio delle que dirige o castello, e o ha-
bita durante todo o anno.
O castello urna construccio rectangular, de
um s andar, cujo tecto bastante inclinado e
precedido de um perystilo. O sali que est si-
tuado no res do cbio mobiliado com simplicida-
de : tem um grande numero de retratos do conde
de Molike, entre os quaes s: nota um desenho de
Luobaeh, um dos melhores pintores berliuens- s.
Segoem depois es objectos o,ue representam os
presentes que tem reeebido. Um armario envi-
dracado est reservado para as f lioitacoes que
lhe dirigi a alta burguesa.
A felicitacio da cidade de 3erlim foi desenha-
da por Adolpho Mensel n'uma folha de pergami-
nho ; a de Dresde em lettras de euro sobre urna
Lilia de prata. a da cidade de Esscn, onde se acha
a fabrica de Krupp, est simplesmente gravada
sobre urna lamina de ac.
Nos outros compartimentos encontram-se pano-
plias de armas raras e preciosas, que o feld-mare-
chal trouxe da sua viagem ao Oriente. Urna com-
piida lanca, cuja baste toda esculpida, procede
do Mahdi : um rico sabr dediamentes, um pre-
sente do sultio; n'um comprido estojo acha-se
codocada urna espada de boura, que os allemies
residentes na America offerecerain ao general, de-
pois da guerra franco-prussiana.
Em muirs destas armas encontra-se a divisa de
Molike : Eris uxegen, dann wagen, medita grimei-
ro e depois executa. Um pastel representando o
rei Vctor Manoel, acompanbado de urna lisongeira
dedicatoria, est ao, p de um busto de marmorc de
N&poleio III, que este soberano offereceu ao con-
de por occasiio da exposicio de 1867.
Sahindo do castvll->, v se no corredor um collos-
sal busto do imperador, e nota se, quando se trans-
poe o portal, que a entrada da casa do grande es-
trategico allemio est guardada por dous eolios-
saes gladiadores.
No vestbulo que precede a escada estio, logo
entrad*, dous canhocB collocados vcrticalinentc, os
quaes provea do Monte Valeriano, e que f.ram
offereeid >s a Moltke pelo imperador.
As percas sio enormes e de oroaze, cinzeladas,
tendo ornatos em relevo, e junto ao ouvido a flor
de liz dos Bourbons.
No centro da sala estio collocadas estatuas re-
presentando urna o imperador, outra Frelerico o
Grande, a terceira o proprio feld marechal.
Esta ultima foi um presente que os officiaes lhe
fizeram por oceas'o do 60 anniversario do alis-
tumento no exereto prussiano.
Os compartimentos particulares do conde sio
simplsimos ; o qurto de dormir nio tem mais
que urna cama muito baxa e urna secretaria^ as
paredes tio torrada* de raappas; urna parte re-
servada para a arvsre genealgica dos Mol'.ke. I
4004, excepto o da sorte grande.
Os ns. ie 13,601 a 13,700 estio premiados com
2004, excepto o da sorte de 40 contos.
Os ns. de 18201 a 18,330 estio premiados com
1004, excepto o da sorte de 20 contos.
Todas as centenas, terminadas em 61, estio pre-
miadas com 1004, inclusive a da sorte grande.
Todos os ns. terminados em 1 e 6 estio premia-
dos eom 244.
Boda da FortunaPor esta casa foram
vendidos os seguintes premios da 3* parte da 24*
lotera em beneficio da colonia Isabel extrahida
hontem :
13606 40:0004000
35602 5:0004000
5694 2:0304000
27592 2:0004000
13503 2:00040' 0
21596 2:0004000
31622 2:0004000
10702 1:0004000
7661 1:0005000
23558 1:0004000
5569 1:0004000
2t>565 1:0004000
31628 1:0004000
Assim como toda a centena e approximacoes do
2 premio e 2 decenas da centena da sorte grande.
Lotera da provincia. Hoje, 25 de
Novembro, as 4 horas, so extrahir a 11* parte
da 1. lotera em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Recife, pelo novo plano appro-
vado.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicio dos Militares ser teita a extraefio
pelo systema da machina Fichet
n hara.
Grande lotera da provinciaA 4>
serie desta lotera em beneficio dos ingenuos da
Colonia Isabel, cujo premio grande 240:0004000,
ser extrahida no dia 1 de Dezembro.
Os bilhetes acham-se venda na Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera de Mlnas-tteraesA 1' parte
da 1* lotera desta provincia, cujo premio grande
600:0004000, ser extrahida hoje 25 do cor-
rente.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For-
tuna, ra Larga do Rosario n. 36.
LoteraA 11 parte da 1* lotera da provin
ca, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, pelo novo plano, cujo premio grande e
100:0004000 ,s:r extrahida hoje 25 de Novem-
bro.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa da Fortuna, ra Primeiro de Marco nume-
ro 23.
Tambem acham-se venda na Casa Felis,
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera lixtraordlarla' do Yplran-
ga-0 4. e ultimo sorteio das 4. e 5." series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:0004000, ser extrahida no dia 16 de Desem-
bro.
Achara se expostos venda os restos dos hi-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Maree
n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
dendencia ns. 37 e 39.
Lotera do RioA 1> parte da lotera
n. 366, do novo plano, do premio de 100:0004000,
ser extrahida no dia 27 de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem achara se venda na praca da nde-
pendencia na. 37 e 39.
Latera da corteA 3> parte da 201* lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:0004
era extrahida no dia .. de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Matadouro PublicoForam abatidas no
Mitadouro da Cabanga 79 rezes para o consumo
do dia 25 de Novembro.
Sendo: 63 rezes pectencentsa Oliveira Castro,
& C, e 16 a diversos.
Mercado Municipal de *J> losO
movimento deste Mercado no dia 24 do coi rente
foi o seguiute:
Entraram :
29 bois pesando 4,168 kilos.
786 kilos de peixe a 20 ris
93 cargas de farinha a 200 ris
33 ditos de fructas diversas a 300 rs.
4 t able i ros a 200 ris
15 Suinos a 200 ris
Foram oceupados :
27 columnas a 600 ris
23 compartimentos do farinha
500 ris.
23 ditos de comida a 500 ris
62 V* ditos de legumes a 400 ris
16 ditos de suino a 700 ris
11 ditos de iressuras a 600 ris
10 talbos a 24
2 ditos a 14
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1 ris
2 talhos a 500 res
Oeve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
Kendimento dos das 1 a 22 de No-
vembro
Ungenho Vrzea Grande
O tenente-coronel Jos de Oliveira Castro,'
dor bypothecario de Andi de Albuquerque
e sua mulher, propoz a competente accao paral
ver o pagamento de 19:5704300 e juros i
ladoB.
O devedor, coafessando ter assignado as lesaB
e a escriptura de bypolheca, e ter assignadscsBK
por si e como procurador de sua mulher, disaeSac
as lettias (constantes da escriptura) erara 4et~
vor, e que ira falsa a pro cura cao, em que saa j
pria mulher o tinba censtitnido !
Certo de que seriam fcilmente destruidas <___
falsidades, Andr cceitoutres lettras ficticias, i
5:0004000 cada urna, a favor de um amigo; e-ses
proprio advogado, o Sr. Ignacio Leopoldo, u ace
nou por essas lettras, cerno advogado do supsa
credor.
A fraudulencia daB tres letfras foi desatas._
da com os depoimentos do lytbographo que feas
impre8sao, e de um socio da firma G. Liporte *
C-, referiado se este factura que exh'bio uafae-
casiio de depor, e aquello ao3 seus lancameats*-.
que tambem exhibi. O papel (parchemini, dt fa-
brica Laroche, Joubert & C) foi importada de
Angouleme em data muito posterior dos acemi-
tes, sendo as lettras impressas anda mais tirla!
Quanto aos embsrgos oppostos ac;o byas-
thecrH, nio foi menos cabal a refutacao, auxilia-
da cem multas cartas, em que Andr pioclaraarc
o seu debito; fazia vehementes protestos de elerma
gratido; confessava ter levantado um engeahsi
custa do teen te-coronel Castro; deplorarais
falta de recursos e a impossibilidade de parar
lhe ; chamava-o seu bemfeilor. seu patro, a*j ie
bondade, etc., etc -; snnunciava sua vinda para as-
signar a escriptura ; pedia informacoea a respsite
da procuiaco que devia trazer (... Para a es-
mana von levar-lhe a certidio que precisa, dizes-
do V. S. o que mais preciso se terna, se procurafa
tambem de minha mulher ); e finalmente reota-
tio a mesma procura.io no proposito de adiaatar
servico ( .vai oprocuracoo, para V. S. mandar
passar a escriptura, eneber as lettras paraqaasda
eu chegar e assignar e nao haver demora ).
Nesses embargos oppostos accio bypothecaria,
articulou-se que era suspeito o juiz preparador,
por ser prente delle mesmo Aadr, o que des la-
gar ancullaco do processo. A accio foi asra-
mente iniciada, e Andi repetio os seus embarga*,
recbeiando os de allegacoes incidentes, oteira-
mente falsas e sem importancia.
Foram os embargos recebidos com conieazas-
cio, e Andr interpoz aggravo, que nio teve pss-
vimento. Inicicu-se a exrcucao, que tem me
promovida pelo Sr. Dr. Marcolino Ferreia Lima,
advogado do tenente-coronel Castro, em JPia-
d'Alho.
Discutidos os embargos na causa priaeisaL
julgou-se afinal nao terem sido provados. Aaaa
nao appellou dessa decisao ; mas pedio wistm.
para embargos de declaracio (!), e com ease pre-
texto f :z urna nova edicio de seus embargos ele
nullidade, dolo, salsidade, etc., pedindo novaacsa- .
tea annullacio-da escriptura, e requerendt aa-
vas diligencias probatorias !
Aproveitando a boa vontde de um segaste
supph nte de juiz municipal (j averhado de sz-
peito) Andr con;eguio effectuar uro sirnu'.aerc
de exame, no qual nio foi admittido o Dr Ksr-
colioo (advogado ha 21 annos e ex promotor ja-
buco de P o d'Alho, onde ba muito tempo exeree
a advocacis), a pretexto de nio ter exhibida saz.
carta de bacharel perante aquelle seg'undojsss-
plente d juiz municipal.
Informado de que o processo estava contiassat-
do, depois de terminado por sentenca final, de se
nio houve apprecaco, disse a raeu primo e em-
nhado, tenente-coronel Castro, que mandasse asa-
car os autos, a fim de examinal-os. Vieram etee,
e en os devolv, depois de fazer urna extensa f o-
tifo ao Sr. Dr. juiz de direito, para que posesas
termo a toda aquella excreseencia.
O Sr. Dr. juis de direito ma don que, juatac
peticio aos autos, subissem estes conclusas, de-
pois de sellados. Foi este despacho o que iadoce
o Sr. Ignacio Leopoldo a repetir no Diaria ic
hoje allegacoes ha muito destruidas ejulgadas de-
finitivamente, sem ter havido appellicao.
Ao concluir, devo mencionar a circumstasesc
de que me foi presentada hoje pelo Sr. atajar.
Mergulhio a procuracio archivada em seu carta-
rio, e por elle transcripta na esciiptura de hyss-
tbeca. E' a mesma, cuja remessa Andr aecaasr.
em sua carta de 29 de Janeiro de 1834, tenl a
data de 28.
Recite. 24, Novembro, 1886.
Olivrira Foncect.
154720
184600
94900
880
34000
164200
114500
114503
25400
1142'0
64600
204000
24000
544000
14000
2074020
4:6194340
Homenageni a Jos Bonifael*
Declaro que para a sesaSo fnebre la
dia 25, s foram distribuidos convite*,
autoridades, corporales e funccioni
pblicos.
Dr. Barros Sobrinhc
Secretario.
Uonenageni
a fos Bonifaelc
O presidente da Uniao Federal dee S-
zer quem fornecm o dinheiro para a km-
mensgem a Jos Bonifacio; bem cornoqttai
o lugar que reservou para os subsriptofea,
que nao eabiao ser aquillo urna manifesta-
ba o poltica.
Os convidados em nome da Unido Feie,-
ral, tao individuos que spenas concar-
reram com as suas pessoas.
Depois vira algum agradecimento para
a Uniao Federal, quo assim far atase
urna ccrtezia com o chapeo alheio.
Um mystificada,
Foi arrecadado liquido at hoje
Preoos do dia :
Carue verde da 320 a 430 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
4:326436)
Desde que apparece urna invencSo a a
publico a 8anceiona, surgem logo nuroes)-
sas imitares e falsifij-atjSss. Foi o c:e
succedou com o Xarope do quina ferrugi-
noso, de Grirnnult & C, porque soube-'se
logo que elle era recitado cim resultadas
cada dia mais satisfactorios contra a aae-
mia, o lymphatisnio, a fraqueza geral, a
empobrecimento do sangue. Fe'izraottts
todas essas preparado a sao bem conhecSi
das; nio t^m per certo a bella ir de rae
do xarope de Grimsult, nem tambera *e
achara uellas intimaraent-) combinados C
sacs de trro o a quina. O Xarope de
quir.a f rruginoso do Qrimault o primei-
ro dos tnicos da materia medica.


t
oci


Diario de Pcrnambuco<|iiiiita--fcira 25 de Novcmbrd de 1SS6


I



Frnoi8co dos Santos Macado vera do
alto da imprenta protestr a sua gratidao
a todas as pessoas que Ibe prestaran soc-
corro afim de extinguir o incendio que
prinoipira em sua serraria, ao Caes do
Capibenbe; principalmente aos seus b>ns
visinhos Srs. Guilherrne Spiller e os filhos
do Sr. eapitao Joaquim Coelho, e aos Srs.
subdelegado do districto e oficial da guar-
da cvica.
Reoife, 22 de Novembro de 1886.
Francisco dos Santos Macelo.
leo paro medlcl 1 de Usado fe
bacalbo. de Marrar l.unrann
394
Parece realmente que a tysica estava predesti-
nad* A succumbu s qualidades balsmica! e cu
rativas da secreco io figado le bacalho. C oleo
piro medicinal do figado de btcalho, de Lanman
pureza e excedencia, obteve a supremaca em to-
dos os mercados do mundo; produz resultados eem
precedentes. Ditos senhores teem em sen poder
una maltidao de attestados mdicos em ieu favor
(alm das- infinitas ctrtas dos convalesceutea), o
que tudo formara um grosso volufm. Ditos attes-
tados foram reecbidos de quasi todas as partes do
anndo civiliaado. Alguus d >s casos acham-se ex"-
tensamente eacriptos em forma de diario, romos
progressos da cura de da em da. As assercoes
aathenticas, sao sem duvida >lguma mui extraor-
dinarias e provam de um modo o mais incootesta-
vsi, que as peiorcs molestias dos orgios da respi-
racSo, sao suscejtiveis de cura.
O oleo puro medicinal de figado de bacalho, de
Lanman & Kmp, nao coutm neahuma substancia
cstranba, e sim, absolutamente puro, e conserva-
se fresca) cm todos os climas ; circunstancias es-
tas que se devem ter sempre presente.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Henry Foster & C,
ra do Commercio n. 9.
fOs prncipaes peridicos do mando, os mdicos
da mais alta eminencia, muitissimos cidadot pro-
eaineates de todas as profissoas e inumeras se-
nhoras que o teea durante annos usado pessoal-
aiente e as crianzas, todos a urna admittim que
para dar vigor, brilho, sedosidade e ondeado ao
cabello, e curar a tinba e a caspa, o Trlcofere
de Barry nao tem igual Frovado por mais de
80 annos de constante servico ao publico o ni-
co artigo que decididamente, fas crescer de novo
o cabello nos lagares calvos.
L'omenageiu los Bonifacio
No da 25 do corrente, ter lugar no
theatro Santa Isabel, cedido, obsequiosa-
mente, por S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, a commemoracao promovida
rindo-se a urna bronchite de mo carcter,
diz tambem em carta :
Minba mulher acha-se perfeitamente
restabelecida de sua grave enfermidade
com o uso do quatro vidros de Peitoral de
Cambar tendo antes experimentado, sem-
pre intilmente, talvez cincoenta remedios
diversos.
O Sr. D -lfim Jos Rodrigues, fazendei-
ro em Santa Victoria, a t testa o seguinte :
Eu abaixo assignado attesto, a bem da
bumenidade, que urna filha minha, que
soffria por mais de quatro annos de athraa
e outras molestias do peito foi radicalmente
curada pelo maravilboso Petoral de jam-
bar doS'. Alvares de S. Soares, de
Pelotas. >
- O acreditado fazendeiro, residente
em Itaqui, Sr. Belizario Pereira de Atha-.
de, em carta dirigida ao Sr. Antonio Das
de F. Valle, diz :
Sendo V. S. o sub-agente nesta c-
dade do Peitoral de Cambar, dirijo lbe a
presente, afim de attestar que, soffrendo
minha mulber ha muitos annos do asthma,
s agora, e com o uso do referido medie -
mento, ficou radicalmente curada.
E8 o que tambem attnsta o Sr. Do-
minfos de Jess Braz, negociante em Ja-
guar. :
Eu abaixo assignado attesto que, sof-
frendo dous filhos raeus de bronebites, fi
caram completamente curados com o co-
nhecido Peitoral de Cambar, descoberta
e preparado do Sr. Alvares de S. Soares,
de Pelotas.
Muitissimos outros attestados e declara-
qSca oncontrara-se no folheto que acompa-
nba cada frasco.
nicos agentes e depositarios geraes em
Pernambuco, Francisco M. da Silva & C.
yua do Mrquez de, Olinda n. 23.
A Emulsao de Scott nao urna
novo, pois ha longos annos que
N. 2.
remedio
est se usando na Europa, nos Estados
Unidos e muitos outros paizes e tem sem-
pre dado os melhores resultados na tsica,
as molestias cb peito e da garganta e as
bronebites ch ron i cas.
c,
II

psla UniSo Federal Abolicionista era hinra
ao grande patriota Jos Bonifacio de
Anrade e Silva no 30 da do seu fallo-
cimento.
As 7 horas de noite a orchestra sob a
direccZo do distincto maestro pernambu^a-
n Euclides Fonseca, comecar a ceremo-
nia desempeahando urna Elega escripia
especialmente, pelo raesrao maestro para
este acto. Em seguida o Sr. Dr. Ant mi
Jos da Costa Ribeiro, presidente da Unido
Federal AboVcionista abrir a sessao dan-
do a palanra ao orador offi :al, o Ex n.
Sr. desembirgador Domingos Antonio Al
ves Ribeirj, e depois desti aos demais in-
scripto! ; urna grande marcha fnebre exe-
cutada pela orchestra terminar a cere-
monia.
Os camarotes da Ia, 2* e 3a ordena,
excepcSo dos da presidencia, polica, de
administrado e da directora, ficam exclu-
sivamente, reservados para as familias ; as
cadeiras de Ia e 2a classes para os convi-
dados, e as galeras, as plateas, os cama-
rotes de 4' ordera e es paraizos para o pu-
blico.
S ter ingr 'sso as pessoas qu9 se apre-
sentarem vestidas de preto ou com os seus
uniformes.
A' porta do theatro haver coraraissi -a
para receberem as familias e os convida-
dos, e iudicarem os lugares que lhes eetao
reservados. Os oradores que se quizerem
inscrever, deverSo faze-lo das 7 s 9 horas
da noite, na sle da sociedade ra do
Imperador n.77, Io andar, at o dia 24,
e das 11 ao meio dia no dia 25.
A decorado do theatro foi confiada aos
habilissimos engenbeiros H.rculano Ramos
e Antonio Pereira SimSVs.
Recife, 22 de Novembro de 1886.
Dr. Barros Sobriaho,
Secretario.
Olinda
- \o ha tncliiur remedio para ao
nulmilaii do pollo, que o Peito-
ral de Cambar de S. koare*. de
Pelota*. (4).
Tratando de um caso de tysica pulmo-
nar, diz era urna carta o Sr. Delfirn F. de
Vasconcellos, acreditado fazendeiro em D.
Pedrito, (Rio Grande do Sul).
Desanimado, e sem saber mais o que
:azsr, fui instado por um amigo a dar
minha doente o elogiado Peitoral de Carn-
eare confesso que nunca vi remedio
ao mar vil hoso, pois foi o que galvou mi-
nha filha de urna morte certa. >
o O Sr. J Soares Gomes, respeitavel
cnsul de Portugal em Paranagu, refe-
Diversas pessoas que nao podem ser in-
diferentes s grandezas q te anda restam,
ombora em estado de ruinas, nesta cidade,
reuniram-se na cas? da residencia do Exra.
e Rvm. Sr. conego i_r. Luz Francisco
Je Araujo, para o fim de combnarem nos
meios de reparar o rasgestoso teuplo de
N. S. do Carmo boje tilo arrumado.
Estufados os reparos e senejaes pelo in-
teligente e pratico engenheiro architecto,
Dr A. Pereira SimSes. que do boa von-
tade a iato se prestou, e est prompto a
dirigir a parto technica do trabalho, foram
eleitas duas comrnissoes : urna g 'ral, con-
posta do Dr. H. 8. Tavares de Vascon-
celos, presidente, tenente Manocl J de
Castro Villela, secretario, paire Julio Ma-
ra do Rgo Barros, thesoureiro ; e outra
do esruolas, composta do desembargador
Joao^Franciseo da Silfa Braga, presiden
te, Antonio Estevo de Oliveira, se reta-
rio, eonego Manoel Jo5o Gomes, o conego
Dr. Joaquim Graciano de Araujo.
As coramiss3-8 trabalham cora esforc
para obter os recursos nocessaros effec-
tisidade do intento, que emprehenderam e
de esperar que encontrem apo e ani
majSo da parte de todos aquelles, aos
quaes reconerem para fim tao pieiosa.
Nesse sentido vo dirigir circulares.
ADYOCACIA
O co selheiro Dr. Manoel do]
Nascimento Machado Purtella
\contina no exer<:icio de si'/
j >profiss2o de advogado podendoj .
' 'ser encontrado em scu escripto-J
j (rio a ra de Imperador n. 65,) i
( ) 1 andar, das 12 a 3 da tarde. | )
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tao esquerda, alm do por cao do Dr. Cisme-

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S. R. J.
SocieflaflB Recreativa JiraHit
Sarao bimestral em 5 de Dezembro
Scentifico q ie os convites para este baile acha-
e a disposiedo dos senhores socios na secretaria
da sociedaJe, tsim orno os ingresses em mo d
Sr. (hesoureiro, os quaes devero ser procurados
at o dia 4 de Dezembro. Previne-se qne nao se
admitte uggregados.
Recife, 25 de Novembro de 1886.
Jos de Medites,
2o secretario.
_IBMANDADE
DE
\. S. do Bou Parlo, erecta na Igreja
de M, De ordein da mesa r grdjra, convido a todos os
irm s rm geral, para no domingo 28 do corrente,
s 9 hotas la minh, reunidos em assem l i ge-
r'.l, tratar-se de negocio urgente a bem da r-
mandade. O secretario,
Custodio Manoel Theodoro Jnior.
Conip.iiliiil'tnnsii) iiis d>
Recife Olinda e Beberibc
Asseuibl-i geral em c>atinaac'X>
De ordem do Exin. Sr. presideute da assembla
geral, convido aos senhor* s a cionistas pirase
reunirein em assembla geral extraordimna, no
sabbndo 27 do corrente mes, na aala das sessoes,
o neio dia, na fnni do art. 63, 3 parte do re-
gulamento n. 821, de 30 de Dezembro de l9z,
afim de se tratar da approvaco da reformados
estatutos, fiendo scieiites deque a reunido se
effectu ir.i com o numero de accionistas que cjm
parecer, da redacc >.
Sala das ses -o i da companhia de trilhos urba-
nos do Recife Olinda e B beribe, j2 de Novem-
bro de 1886 O secretario,
J is Antonio de Alm i la Cunha.
EDITAES
Juizo dos leiliis da fazenda na-
cional
Escrivao Reg Barros
Perante o Sr. Dr. juiz substituto dos fetos da
fazenda Alvaro Btrbalno Uch-ia Cavalcante J-
nior no dia 26 do corrente mez, pelas 11 horas da
maulla, depois da andiencia do me^mojuiz, se
vender em prsca publica os bens segnutcs :
Casa terrea com sotSoioteiro, sita rna de San-
ta Theacza, cidade de Olinda, com grande quintal,
arborisado, murado, com porto de madeira, > r-
tencente a D. Cathanna Teixeira Lopes Cato,
avallada por 60 >t
Casa terrea de tijolo e cal n. 218 sito ra do
Coronel Snassuna, com quintal murado e p rta
que deita para ra de S. J-ao, freguezia de S.
Jote, perteneente aos herdeiros de Aiierico Fran-
cuco de Paula Meuczeg, avaliada por 1:500.
Casa terrea de tijolo e cal n. 204 sita ra Im-
perial com um terreno no oitio, quintal em aberto,
sendo todo o solo terreno fireiro de Marinlu, per-
teneente aos herdeiros de Z:fcnuo Amaro de Pa-
rias, avaliado todo 250, sendo todos os bens ci-
ma pendrados e vendidos para pagamento da fa-
zenda nacional e custas. Recife, 16 de Novembro
de 188">.--Alvaro Barbalh) U. C. Jnior.
Wolfejos de Eduardo Baptista
O club Carlos (ornes, propagador nesta cidade,
dos so fejos de E luardo B.ptista, avisi as se-
nh ires socios alumnos, e a quem interesar possa,
que acaba d> lhe che i-.urada obra, a qiul se aclia venda ni sede do
club, no poder do S-. thnsoureiro.
Secretara do club Carlos Gomes, em 24 de
Novembro de 1886. 0 1- secretario,
P C Casanova.
Lyco de rlese Oflicios
Dj ordem d > respeitavel irino direstor, fa^o
publico a qu-m interea-ar possa, que em vista de
algn, exp >sitores n> terem poiido acabar os
productos que tcncionavam exp. r,e pedirem a esta
directora a transferencia da abertura da sexta
exposieo artstico industrial, u arcada para o dia
21 do cjrreufe, e como a directora visse que d'ah
traria bem nao t aos expositores, como tambem
exposic>, que se enriquecer de mais productos,
houve por bem nao s a exposieo, como tamo m
i aniiiv-rsari), d>-eignar pa-a o da 12 de Jez m
bro futuro, espi-rand- que 03 seus esforcos sejam
coroados do melhor xito possivel.*
Secretaria Mechanicos e Liberaes de Pernambuco, em 19 de
Novembro de 1886 O 1 secretario,
Jos Castor de A. Souza.
"Edita! n. 17
Filbos de Mara Eugenia
Dr. Francisco Jacintho de
O Dr. E. Oaalan Bunnet Medico pal.
Faculdade de Medicina de Paria.
Condecorado com a me Jalha dos hospitaes.
Socio correspondente : das Academias de Med
cia do Rio do Janeiro e de Barcelona ; da So
ciedade de Medicina pratica de Pars e da Sooie -
dade Francesa de Hygiene, ex-director do Maseu
AnatomoPatolgico da Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro, tem a honra de prevenir o pu-
blico que durante a sua estada em Pernambacc
Sea a dispo8co dos doentes que desejarem hon
ral-o com a sua confianca.
Chamad-se consultas de 1 s 3 horas da tarde
ra do Mrquez de Olinda n. 51, 1.a andar: re-
sidencia na hospedara de D. Antonio (Caminho
Novo).
Especialidades : moleutias das vias respirado
ras coraeao, estomago, ligad), etc., molestias
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio rna do Bom Jess n. 30.
Consultas de meio dia i 3 horas.
Residencia ra da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
Dr. Paula Lopes
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RECIFE, 24 DE NOVEMBRO VE.188.
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Jambio sobre Londres. 9) div. 21 7t8 d. por lf,
do banco.
Cambio sobre Pars, vista, 43:1 rt. o franeo, do
banco.
Jambio sobre tlamburgo, vista, 515 rs. por R.
M.. do banco.
O presidente,
Pedro Jos Cinto.
O secretario,
Caudido C. (i. Alcoforal-'.
'-%ctrm nBAYMAOB' ie 2 a 23
'dom d 21
8:036*070
U8*c65
8:214 OKlJPACnOS DE EXPORTADO
Ex 23 de Novembro de 1886
Para o exterior
No lugar inglez May Cory, carregon :
Para New York, M. J. da Rocha 500 saceos
com 37,5CO kilos de assucar mascavad >.
No lugar inglez Pairy, carregararc :
Para New-York, F. Casco & Filho 550 saceos
com 41,250 kilos ae as3ucar mascavado.
No patacho americano John S. D, carre-
garam :
Para Niw Yoik. J. S. Loyj & Filho 2,000
tac; s com 150,00u kilos de assucar muscavadr. -
Para o interior
Dr. Cernir
aSNDIMENTOS PBLICOS
M i de Novembro de 1886
ALFANiJEGA
R <&o* anu
2 23
ti:* d< 24
(Lao* rmoT.BCiil
LM 2 a 23
!du de 2i
888;447(33
21:J3057a
143.2 KJ ^57
4:U78.321
lc:a!
H .! 21
Jon--v; laosmciAl.
21
23
. 2 n 23
03:778/508
148: t8* 1679
1,057:963*186
32.908 4.3
33:520*225
18.789*132
1.211,682
20.0..
' No vipor fraucez Villt de Cear, carrega-
rain :
Para Santos, H. Burle & C. 660 saccoB com
3-3,600 kilos de assucar branca e 720 dit s com
43,201 ditos de dito mas?avado ; V. da Silveira
300 *accB con 18,000 kilos de a.uc;.r mascu-
v do ; S. Guimardes & C. 150 saceos com 9,000
kilos de assucar branco e 850 ditos coa 5l,O.'0
ditos de dito mascavado.
No brigU4 aas tnal Tsolina, carregon :
Para o Rio Graode do Su!. S. G Brito 655
volom's'com 51,823 kilos de assucar branco e 126
ditos com 10,273 ditos de dito masca"ado.
Na escuna diiiamaiquezj Aune Johai e,
eurr.gou :
Para Porto-Alegre, S. G Brito 328 barricas
eom 31,-SOO kilos ie ascar bra-ico
No patacho sueco Lisboa, carreparam :
Para Pelotas, F. A. de AztVedo 2C0 b.irrieas
com 15,624 kilos de assucar branco ; Arn.nm I -
uios <5 C. 380 barricas com 37,6)0 kilos de assu-
c ir branco e 70 ditas cora 7.93J ditos de dito
mascavado ; T. de Azevedo Souza 175 barricus
com 15,2'JO kilos de asucar branco e3 ditas com
3,HO ditos de dito maecavado ; M Canhi^HO
barricus com 7,342 ki os de assucar branco e 20
dUs cm 2,078 ditos de dito maecavado.
HfSDICO
Tem o sen escriptoro a ra Duque de Ca-
las n. 71, das 12 s 2 horas da tarde, e desu
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras criancas, telephone n. 326.
No hiate nacional Aurora 2a, carregou :
Para Baha da liraicao, J. J. Moreira 1 barrica
com 160 kilos de assucar branco.
No cter nacional Jcujuarary, carregou :
Para c Nata', A K. Correia 5 ciixaa com 180
kilos de oleo de ricino.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 14
Havre por escala21 dias, vapor francez
Ville de Cear, de 1,699 toneladas,
core mandante E. Dupont, equipagem 42,
carga varios gneros; a Augusso F. do
Oliveira & C
Rio Grande do Norte3 dias, patacho na-
cional Flor do Jardim, de 100 to.ieladas,
mestre Joaquim Jos dos Santos, equipa-
gem 5, csrg-i teros do raangre; Viuva
Liges.
Tamabdnr o Rio Formo:) -12 horas, va-
por nacional Mandah, de 222 tonela-
das, commandante Mafra, equipagem
18, em lastro ; Companhia Pcrnarr.-
bu ana.
Navios sabidos no mesmo dia
Santos Pata ho allemSo Antlope, eapitao
J. Peters, cs.rga assucar.
Parahyba Barca ingleza Alien .17. Ckaig
eapitao Janes Jnbnston, em lasfr,'.
Edital n. 766
Aptiragao da elei^o para um membro do
consellig litteiario, que represente o pro
fessorado
Acba-ee designado, d ordem do Sr. Dr. ins
pector geral, o dia 25 do correte, para ter lugar
nesta rep
votos para a eleiuo de um rofessor publico que
represente o magisterio n) conseibo ltterario, sen
do admittidos a assistir a esse acto, na forma do
art. 7 das instruec^s de 15 de Maio do anno pas-
sado, mas sem inte venci ne'le quaesquer pro-
fessores pblicos q>ie se acharein presente?.
Secretaria da Inetrucfi Publica de Pernambu
co, 22 de Novembro de 1886.O secretario,
Pergentino S de ..raujo Galvao.
Secretaria da presidencia de Per-
nambuco, t-l de Novembro de
I88
2 secedlo.
De ordem do Exm. Sr. Dr. presidente da pro
vuch, fc> publico para os devidos effeitos, que
ao proviinento dos ollicios de escrivao do jury e
exeeuco enminaes do teimo de S. B uto,'ua
comarca de Caru ir, concorreu nicamente, e no
praso legal, o Sr. Manoel Goncalves deSiqueira.
O secretario,
Pedro Francisco Corre a de Oiiv eir.
DEGLABAGOES
Great Weslern of Brasil
Railway
^ Pelo presente sao convidados os senhores aeco
nistaa desta o.npnnhi i a virem recebar no escrip-
torie centra', n estaca |do B.-um, a dee'tna qainta
distrsbuicao da cautelas de juios, correspondente
ao semestre nudo em 3') de Junbo de 1886.
Kicife, 21 de Novembro de 1886.
Jaeon Rig < y,
Superintendente.
Aracaj -Patacho
Thotnaz G'rman.
inglez (liare, espitilo
ein lastro.
MoDle Pi Portugnez
'Na'o tendo havido numero preciso de so-
cios para a sessao d'assembla geral do dia
22 do corrente, de novo s3o convidados a
se iv iinirem na cede social s 11 horas da
mnnli de dia 22 do mesmo mez.
Recife, 28 do Novembro do de 1886.
Jos Yieira de Siqueira Ferraz,
Secretario.
tira 24 de (Mu-
ta
VAPORES ESPERADOS
Merchant
Cear
Marinho VUconde
Pernambuco
b'.tpirito Sanio
f'araii'tcnte
Ipojuca
Gir'mde
d; Liverpool
do nort;
da Babia
do sul
do sul
de New-York
do norte
Decrtubro
da Europa
hija
h ju
hoje
amnuhi
a 27
a 28
a 28
a 4
O absxo HCsign8rio, dispondo do regulamcnto
283 do decreto 17 de 24 d3 Outubro de 1883. ar-
Jig projectad) pela mesma mesa, declara que
dislate da presidencia da dita sociedade por moti-
vos misteriosos. Kecif-, 16 de Novembro de 1886.
Joao Guilherme Gouculvcs Lisboa.
iDStiiuto Ai-c-hcologlco geogra
lihici Peraumbucano,
Q unta feira 25 do corrente, hora do costunc,
i sessao ordinaria,
tj cictaria do Instituto Arcbeologieo e Geogra-
phico Pcruurr.bucano, 23 de Xovcmbro de 188 >.
Baptista Regueira,
1* scrctaiio.
Companhia de Beberibe
Convida-se ao Sis. accionistas a virem rocibi
o 77 dividendo na pripjrcAo 4^400 por aefao
cojo pagara- nto te effectuar neste escripteno das
10 horas da minha u 1 hora da tarde, duriam-n-
n: o u'timo deste mes, o ao depois aos sabba
Kc.if', 14 de Novembro de 1886.
O director secretario,
Jote Eustaquio Ferrara Jacobina.
O Illm. Sr. Dr. inspector deste Tliesouro,
em vista do resultado do trabalho da com-
missao enurr',gda, nos termos do art. 6
da iei n. 1,860, de liquidar os dbitos pro
venientes do ualgamento e passeios d;sta
cidadt-, manda convi [ar aos Srs. propie-
tarios dos predios constantes da relajo
infra, para dentro do prazo de 30 dias
virem a esta r<-parteo recolher a impor-
tancia do calcamcnto que de accordo com
as leis em vigor foi executado pelo respe-
ctivo empreiteiro, sendo que esgotado aquel-
I- prazo serijo extrahidas as coutas para se
cffectuar a cobranc.i judicialmente com a
multa do dobro.
Secretaria do Thesouro Proviocial, 23 de
Novembro de 18SH.
S"rvndo de scrotario,
Manoel Marta de Araujo.
Boa-Vista
Ra da Aurora n. 69. Vis^ondessa da
Boa Vista 150^001
Dita n. 73. Francisco Sergio de Mat-
tos aoooo
Dita n. 75. Jos Bernardo Galvao Al-
ce forado 180OOO
Dita n.77. Bacbarel Joao de Oliveira l&'fOOO
Dita n. 83. E.taco de Olinda a Be-
ben! e 90/000
Dita n. 85. Joaqnim Tertuliano de
Mediaros 150/000
Dita n. 87. Tiburcio Valeriano Bap-
tista 180,5000
Dita n. 89. O mesmo 195/00J
CondedaBa Vistan. 3. Thomaz Tbi-
mes 58*000
Dita u. 5. O mesmo 5830iiO
Dita n. 7. Francisco Ferreira Baltar 180*000
Dtin. 9A O mesmo 180/000
Ditan. 9B. O mesmo 180/000
Dita n. 9. Pedro Rapozo do Amaral 9/0'JO
D:u u. 11. Anaclrto P. da Mora Carvalho 158/000
Dita n. 11 A. O mesmo 18/000
Ditan. 13. O mesmo 27/001
Dita n. 15. L'inbeliua Candida de Aze-
vedo e Silva 48/000
Ditan. 17. Dr. Bento Jote da Costa 300O0
Ditan. 19. O mesmo 70/800
Ditan. 21. Dr Chrstcvao dos San-
tas Cavalcante 300J700
Dita n. 23. Dr. Manoel Clementino
Carneiro da Cuuha 115/900
Dita n. 23. Ildefonso Vieira da Cunba 115^901
ita n. 27. 'Joao de Carvalho Raposo
B. do Livraraento 120/00)
Dita n. 29. BarSo do Campo Alegre 19j/0jO
Ditan. 31. Dr. Christovo dos Santos
Cavalcante 190/000
Dita n. 33. Jos Nabuco Ceaar de
Araujo 7S/030
Dita n. 35. O mesmo 78/UO'J
Dita n. 37 Dr. Simphronio CezarCou-
tinho 78:0O
Dita n. 39. Dr. Joao Paulo Monteiro
de Acdrade 73*000
Ponte Velha n. 2. Herdeiros deRamp
kes 36/000
Dita n. 4. Rufina Maia da Ccncecao
Gomes 54/000
Ditan. 6. Bar.o lo Livram.nto 45/000
Dita n. 6 A. Bar3o de Moren is 120/00,
Ditan. 8. Joaqui-n Antonio Pereira 95OO0
Dita n. 8 A. JlSo Bap'ista Sirooes 12/1 00
Dita n. 10. Antonio, tilh-i do Antonio
da Silva Ferreira Jnior 36/000
Dita n. 12. Jos Francisco Pereira C-
lao e outro 45/000
Ditan. 14. Mara Adelaide da Costa 45/0U0
Dita o. 16. Jos da Silva Braz 36/000
D.tan. 20. Manocl Francisco MOroira 36/000
Dita n. 22. Mara Z Cerina Dinz 32/400
Dita n. 24. Dr. Christovo dos San-
tos Cavalcante 32/000
Dita n. 26. O mesmo 54/000
Dita n. 28. Dr. t-'ympbronio Cezar
Coutinln 171/900
Dita n. 36. Manocl Corrcia Antuneg
Villaca 75/000
Dita n. 40. Capitao Gabriel Germano
de A. Montenegro 900"0
Dita n. 60. Dr. Joaquim de Oiiveira
e Souza 451000
Dita n. 66. Luiz Fereira Raposo ."i 1/000
Oita n. 68. Manoel Antun s Ferreira ,
Villaca 63/000
Ditan. 71. Maria Ricarda de Souza
Reg 3C001
Dita n. 80. Irmandade do Santissimo
Sacramento de S. Jos 45/000
Dita n. 98. Baro de Cimbres
Dita n. 53. Recolbimento da Gloria
Dita n. 55. O mesmo
Dita n. 57. O mes no
Dita u. 59. Viuva e herdeiros de Mi-
guel Felico da Silva
Dita n. 61. Jos Gomes Coimbra
Dita n. 65. Francisco Joaquim da
Costa Fialbo
Dita n. 67. 0 mesmo
Dita n. 79. Symphronio Olympo de
Queiroga
Dita n. 89. Vicente Antonio do Es-
pirito-Santo
Dita n. 93. Fructuoso Martina Gomes
Dita n. 95. Antonio Pereira Fernan-
des dos Santos
Dita n. 101. Luiz da Boa-Vantura Sa-
lermo
Dita n. 121. Dr. Joaquim de Oliveira
e Souza
Dita n. 127. Manoel Jos de Azevedo
Santos
D.t i n. 133. Irmandade da Va-Sacra
da Santa Cruz
Ditan. 137. Os menores, Olympo, Vi-
nato, Francisca, Julia Mana Candida
e outrs
Dita n. 97. Miguel Francisca da Silva
Reg
Ditan. 135. France'ina Senhornha de
M. Pinto
Dita n. 136 Herdciios de Jos Fran-
cisco Ferreira Cttao
Dita n. 17. Roque Jacintho de Oliveira
Souza
Dita u. 102. Viuva e herdeiros de Jos
An'.oniu da Coita e Si va
Visonde do Albuqueique n. 136. An-
na Vieira da Cunha e outros
Dita n. 63. Jo; Francisco de S L -i-
tto
Dita n. 151. Antonio Pereira Mendes
Dita c. 182. Antonio Antunes da Sil-
va e outros
Dita n. 69. Alexandrina Carolina da
Cunba
Dita n. 71. Dr. Antonio Francisco P-
retti
Dita n. 117. Antonio d Silva Azeve-
do
Dita n. 111. Candida Isabel dos San-
tos Al ves
Dita ii. 70. Francisco da Costa Morei-
ra Alv -s
Dita n. 98.
da Cruz
Dita n. 81.
Sampaio
Dita n. 97. Francisco Gonfalves da
Costa
Dita n 43. Herdeiros Je Rosa Th^reza
da Cunha
Dita n. 96. Jos Francisco de.S Lei-
iilo
Dita n. 156. Joanna Mil,tana de Jess
Dita n. 168 Joan da Cuoha Moreira
Alvcf
Dita n. 170. Ji-io Baptista d'Olveira
Dita n. 37. Jco da Cunha Soares Gui
maraca
Dita n. l\. Jos M. de Sonza Santos
Dita n. 134. Lmrentino Wanderley
Pereira de Lyra e outros
Ditan. 160. Manoel Gomes de Mattos
Dita n. 127. Manoel dos Santos Nunes
de Oliveira
Ditan. 174. Victorino Traiano da Cos-
ta Fialho
Dita n. 129. Manoel dos Santos Nunes
de Oliveira
Dita n. 106. Joanna de Jess Nunes
Quaresma
D.ta n. 131. Manoel dos Santos Nones
de Oliveira
Dita n. 162. Rosa Carolina V. dos San-
tos Ramos
Dita n. 132. Thomaz d'Aquino Chaves
q ta n. 45. Viuva de Ztcbarias Lopes
Machado
Dita n. 47. A mi'sraa
Dita n. 49. A mesma
Dita n. 51. A mesma
Dita n. 53. A mesma
ita n. 59. A mesma
Dita n. 65. Wenceslao H. de Paiva
Dita n. 148. Vicente Autonio do Espi-
rito Santo
Dita n. 158. Viuva e herdeiros de Joo
Pereira da Rocha
Dita n. 114. Jos Domingues Codeceira
Bccco do Fundi n. 3. Herdeiros de
Risa Thtrcza da Cunba
ito n. 4. Os mesmos
Dito n. 7. O m sinos
Dito n. 8. Os mesmos
Dito n. 6. Os mesmos
Dito n. o Thomaz Teixeira Bastos
Dita n. 1. Porfirio da Cunba Moreira
A Ivs
Dito o. 2. O mesmo
Caes de Capibaribe u. 2. Jacintho Pa-
checo Pontea
Dito n. 4. O mesmo
Dito n. 6. O mesmo
Dito n. 8. Beiir.ino da Silveira Lina
Dito n. 12 A. Bario de Limoeiro
Dito n. 14. Felippe Nery de Barros
Wanderley
Dito n. 16 A. Herdeiros de Jos M.Al-
ves Ferreira
Dito n. 18. Os mesmos
Dito n. 22. Andr Rampks
Dito n. 24. Antonio Joaquim Ferreira
Pirto
Dito n. 28. Jiao Jos de Amorim
Dito n. 30. Herdeiros de Jos Marcel-
lino G. da Fonte
Dito n. 32. Dr. Manoel Arthur de Ho-
landa Cavalcante
Dito n. 24. Iguacio Barroso de Mello
Dito d. 36. Antonio Henrique Rodri-
gues
Dito u. 36 A. Joanna Maria das Dores
Dito n. 38. Baro do Lirramento
Dito n. 40. Letpoldo Ferreira Martins
Ribeiro
Dito n.4 ) A. Joaquim de Guimao Coe-
lho
Dito n. 42. I. da Silva Ferreira
Dito n. 46. Herdeiros de Andr Rampks
Visconde de Goyanna n. 10. Joaquim
de Azevedo Monteiro
Ditan. 34. Joaquim Lopes Machado
D.ta n. 36. Jos Ignacio Xavier
Dita n. 54. Maria Carolina Ferreira
de Carvalho
Ditan il. Dr. Jos Rodrigues dos
Passos
Dita n. 49. Maria filha de Bellarmino
do R-go Barros
Dita n. 85. Carlos Antonio de Araujo
Ditan 107. Silvino Rodrigues da Sil-
va Campos e os menores orphJos,
Pedro, Jos e Damio
Ditan. 111. Olindina Joaquina Duar-
te e Joo Joaquim da Costa Leite
Dita n. 119. Francisco Ignacio de
Souza 36/000
Ditan. 121. O mesmo 31/950
45/0OJ
36/000
30*600
30/600
45/377
105/000
63/000
72/000
105/000
41/400
54/000
45/000-
45/000
49/940
45/000 '
33/400
111/000
45/000
30/600
28/800
27/000 .
36#000
31/OSO
36/003
54/000
30/000
36/00)
36/000
78/0OO
36/000
31/960
15/95G
31/950
36/000
102/900
36/0O0
70/950
45/000
45/000
36/050
45/000
40*^50
45/000
45/000
40/950 '
45/000
45/000
45/000
40/950
37/250
21/500
36/000
37/350
37/350
36/OJO
36/000
27/000
40/950
40/950
36/000
14/400
14/400
14/400
14/400
14/4G0
14/400
14/400
14/400
36/000
36/000
45/00J
30/000
45/000
30/000
70/00O
90/OOJ
31/000
' 45/000
120/000
150/000
4550dO
60/000
90O0O
34/O0O
60/000
120/000
45/000
'0/000
75/000
36/000
45*000
25/20!)
45/000
25/200
36/000
60/000
28/800
0/000
133.
Manoel Eduvirges da
de Aze-
Dita n.
Silva
Dita n. 137. Maria Victoria
vedo Varejio
S.nta Cruz n. 28. Vicente Antonio do
Espirito-San'.")
Dita n. 36. Vicenta Teixeira Ba-
cilllar
Dita n. 38. Vicente Antonio do Espi-
rito Santo
Pateo da S ma Cruz n. 4. Joo Luiz
Ferreira Ribeiro
Dtta n. 6. O mesmo
Dita n. 8. Luiz de Paula Lopes
Dita n. 10 Francisco Jos de Souza
Dita n, 14. Apolinario Carvalho c ou-
tros
Pires u. 94. Desemlitrgador Anselmo
Francisco Peri-tti
Hospicio n. 1. Francisco dos Santcs
Neves
Dita ii. 3. Jos Bernardo G. Aleo-
forado
Dita n. 11. Zeferino de Aimcida
Pinto
Dita n. 35. Tliereza Carolina da Fn
seca
Dita v. 49. Christovo dos Santcs Ca-
valeanti
151 rao de S. Borja i. 28. Bemardno
Ji s Monteiro
Ditan. 49. Joanna Mara da Cn-
c-icio
45/000-
36/000
36/000
40J950
45/000
45/0CO
45/000
72/000
51/000
45/000
165/000
120/000
223/O0O
51/030
186/000
36/000
180/000
165/000
'-
t
I
~
'
ILEBfVEl

i


Diario de Pernambiintyuinta--fe_ra ~5 de Novembro de 1886
5
Companhia de Edifcalo
Gommuuica-Be bcb Srs. accionistas, que por de-
liberadlo da directora foi resolvido o reeolhi-
sneoto da quinta pr atacao, na razao de 10 p ir
-oeoto do valor nominal das respectivos a :ccs, a
qual dever r^aliaar so at o dia 5 de Dez proiim i futuro, no eaeriptorio da companbia
praca da Concordia n 9.
Becfe,5 de Novembro de 18S6.
Gustavo Anlunes,
director secretario.
CONTRA FOGfl
fhe Liverpool & London & Glob
INSURRANCE COMY
&c.
(bni'iMiiA na si:.i mis
NORTHERN7
de IiOndre e Aberdeeu
l'aniin linniMcira (Oeiembro 1 88S)
Capital oubsciipto
Fundos accuroulados
teecilA un ti nal t
Dj premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
3.000.000
3.134,34tf
577,330
191,000
132,000
O AGESTE,
John. H- Boxwell
Lt I C OllllERItOCIO >. I MIW1
AGESTE
Miguel Jos Alvcs
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
Seguro martimo- e trrreatrai
Nectes ultimo a nica coaponhia tiesta pesca
que concede acs Srs. segurad) s isesipjladf paga
ment de premio em cada Sftimo ana?, o qae
quivale ac dfoconto de corca^da 15 por ce_o em
Avor dos segurados.
lOUPAMllt PERNAMBtCANA
DE
*_Tegsco coste ira por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo e Aracaj
O vapor Jag'uaribe
Commandante Baptista
Segu no dia 29 de
Novembro, s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o
Idia 27.
Encommendas passagens e diubeiros a fretc at
i 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
raes Ja Companhla Peri&amhn
cana n. 19
C P.-^IIIIv EN HKNMAt-KS-
KIKM HAISITIM:*
UNIIA MENSAL
0 paquete Gronde
Conimandante Minier
Espera-se da Eu-
ropa no dia 4 de
Di-z"mbro seguin-
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Bahia, Ro de Janeiro e Monte
video
Lembra-se sos eenbores passageiros de tudas
as classes que ha lugares reservados para est;.
agencia, que podem tomar em q-.ialquer tempo.
Previne se ao ssenhores recebedores de merca
dorias que s soattender as reelamicoes por fal-
tas nos rolumes que forein reconhecidas na occa-
siao da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
* frete: tracra-se com o.
AGENTE
Leilao
Quinta feira 25 do corrate
A's 10 borns
Ra Estreita do Rosario n. 21
Di mi bilias de j icar-nd o de junco, cadeiras
avulsas, matqui'io s, camas, espreguicadeiras, ca
deiras de balmic i e outroa muitoa diversos mo-
vis, gneros, quadros, eslie. s, copos, cbapos d
Chile e de palha para senhora o outroa diversos
artigos.
Agente Modesto Baptista
Lei'o
MiguSte Lab He
9 RA DO COMMEUCIO 9
ijnued States Brasil Mail 8. 8. C
O vapor Advance
vapor
{JOMPANHIA
Imperial
DE
ECLROS costra FOGO
EST: 1803
Edificio e mercadoriat
Taxat baixa
JFrompta pagamento de prejuitoi
CAPITAL
Ra. 16,000:000*000
Agenta
BROWNS & c.
S. S- Ra do CommercioN. 5
E' esperado dos portos do
sul at o dia 9 de Dezembro
depois da demora neceesaria
seguir para
Haranho, Para, Barbados, S.
Thomaz e \ew Vnrk
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
AGENTES
O paquete Finalice
COWHA FOCO
Cortil British & Mercanlile
CAPITAL
C:OOO.OOo de libras sterllna
A O E N 1 E S
Adomsoii Howie &.
fjinpanliia de Seguros
MARTIMOS e terrestres
fistabelclda em 1*53>
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
%t 31 de dezembro de IS4
Marititnos..... 1,li0:000$000
Terrestres,.- 316:000^000
_*Ra do C'omineren -_
Vondon and Braslllan Ba
Limited
Sua do Commercio n. 32
.traeca por todos os vapores sobre as ca
do mesmo anco em Portugal, sendo
ra "Lisboa, ra dos Capellistaa n 7 N-
Porto, ra dos Ingleze.__________________
"SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companbia Phenl- Per-
nambucana
Ruado Coinmercio n. 8
CMCO MaRMLHlS
EM
JABOATO
I-Impresa
UVIOIO. MENOES. i COELHO
Aggregacao da i>rtistii-a troupe
PALACIOS
fiorprebendente unecito cm beneficio da
insigne artista
J11HITA PALACIOS
SEN III ti.
RAIN HA DO AR
Quinta feira A do rorrete
Lindos tr.ballios
Dancas, Clcwns, etc.
A's distinctas classes acadmica e coro-
cnercial, a que ni dedica seu espectculo ;
agradece a beneficiada.
O espectacul> principiar s S horas.
Os bilhetes a.ham se venda na Livra-
ri Fran'-eza o no bilheteiro era Jboatao.

Espera-se de New-Port
News, at o dia 13 de De-
zembro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Babia e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
Ilenry Forsler C.
N. 8 RUADO OOM-iERG-O N.-fe.
' andar
r"----------------------------------:------------~
Companbia Bahiana de navega
eao a Vapor
Macei, Villa Nova, 1-enedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
E' esperado dos nono aci -
ma at o dia 25 de Sovembrn
e regressar ijara os mec-
imos, depois da aemora doeos -
'turne.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
7Ra do Vigario 7
Domingas Alves Ma heus
Companbia IBrasllelra deie
seoa Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joo Mara Pessoa
E' esperado dos portos do sui
at o dia 26 de Novembro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os porto
. do norte at Manaes.
Para carga, passagens, cucoromnndts valore
eta-sena agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
0 vapor Cear
Commandante o 1.' tenente Guilherme Pa-
clieco
E' esperado dos ..^rtos do
norte at o dia de 25 Novem-
bro e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os p'-tns do sul.
Recebe tambero Carga para t'anta Catharina,
Grande d> Sul, Pelotas e PortJ Algremete mo-
dic .
Para carga, passgens, encommendas e valares
rata-se na agencia
PRAfA DO CORPO SANTO N 9.
De fszpnda, mindesas, gneros de molhados, 9
barris de vinbo, 1 piano, 1 lustre de vidro para
gas carbonice, mobilias. movis avulsos e inultos
outros nrtigu8 no armasen)
Ra de Pedro Affon$o n. 43
Agente Brito
tilinta feira. 'ft do eorreu.e
A's 10 1x2 horas____________
Leilao
Da importantes movis, ricos e3pelhos para
consolos, figuras de biscuit e jarros
finos
Sendo: urna linda robilia de nogueira, enta-
Ibada e encorto de palbiuha, 1 f>ot, 2 dunqurr-
qurs, 12 cadeiras d" guarnico e 4 ditas de bra-
cos, 2 grandes capel ios com molduras douradas
para consolos, -1 importantes figuras grandes de
biscuit, 2 grandes jarros de baccarat, 2 escaria-
deiras fin8, 1 tapete grande para sof, diversos
tapetes para portas, 8 sanefas douradae, 6 pares
de cortinados e 2 etagers.
Urna importante cama trncela de Jacaranda, 1
bonito toilet de dito, 1 lavatorio com pedra, 1 bo-
nita guarnico para lavatorio, 1 marquezao pira
criaiica, 1 bcrco fingindo cama, 1 pequea banca
para quarto de dormir, 2 meias-commoda de ama-
re.1 \ sendo urna para crianza, l cabMe de colum-
na, 1 cadeira-retn-te, 2 jarros e diversos cabides
de mola para parede.
Urna mobilia de junco enm encost alto, tendo
12 cadeiras de guatnicao, 2 ditas Je bracos, 2 di-
tas de balanco, 1 sof e 2 consolos com pedra, 8
cadeiras de Jacaranda, 1 banca com estante para
livroe, 1 armario, 1 serpentn i, 6 quadros de oleo-
graphias, 1 guarda loue de amarello, 1 grande
aparador com pedra, 1 meta elstica He amarello,
1 quartioheiro de columna, lavatorios de ferro,
banquinbas de amarello, 1 tapete forro de quarto e
1 esteira para quarto.
Seis mappas anatmicos, 4 figuras de gesso di-
tas, 12 cadeiras de junco, 1 sof de dito, 1 mesa de
carvalho entaihada, 1 poltrona entalbada, 1 rica
espingarda de carregar pela culatra e outros mui
tos m veis todos de gosto e bem conservados.
Quinta feira. 25 do corrate
A's 11 horas
Na Ponte de Ueba, junto cstaco (casa do con-
selheiro Jos Bento da Uunha Figneiredo)
O agente Martina, autonsado por nma familia
que se retira para o lo de Janeiro, far leilao
dos importantes movis e mais objectos existentes
em dita casa, os aunes se tornam recommendaveB
pelo pouco uso que tiveram
l'in trem especial partii da eatac.o do arco ,s
10 horas e meia, e dar transporte gratis aos con
currentes do Ifculo, tocando em todas as estacSv's
intermediarias.
Leilao
De different^s volumes com fazendas de lei,
baptista e mariposa
Sexta feira,
A'S
'do rorrete
lt horas
No
Agente Pinto
armizem n. 6 ra do Mrquez de Olinda
(Em continuadlo)
32 caixas com cerveja em garrafas e meias.
AMA Precisa-se de urna, para cosiuhar e
comprar para duis pess^as ; a tratar na ra da
Roda n. 52, 2' andar.
Precisa-se de um h mera de idade.serio e res-
peitadoi, que sai oa trabalhar em sitio e vender
na ra ; a tratar no Camiuho Novo n. 128. Na
mesma cusa vndese um guarda-roupa muito bo-
nito, vindo de lora, em peifeito estado, e nma
mesa dejantnr, perfeita, de seis taboas, e tres
malas para viagem.
Le?lo
De urna mobilia estufada, 1 cama nova de fer-
ro cwm lastro de rame, guarda roupa, guardas
vestidos, commo as, cama franeezas, marqu> zoes,
espelhos grandse pequeos, 1 lote de taboas, di
versas grades, portas, cazilhos, miudezas e diver-
sas qnalidadds de bebidas.
Sexta feira 26 do corrente
A* 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 1.0
POR INTERVENIDO DO AGENTE
(fusmao
Leilao
De gneros, armuc&o e utencilios do estabeleci-
mento sito ra do Coronel Suassuua n. 180.
SabbadoSl do eorrente
As 10 1|_ horas
O agente Silveira, por mandado e com as9s-
tenc:a do Ezm. Sr. Dr. Juiz de direito especial
do commercio o a requerimento de Manoel da Pai-
xilo Ramos contra Jos Fernandas Ramos, levar
a leilao urna pequea armacao envidracada com
balco, balanza, genero e utencilios.
Precisa-se de urna boa
da Aurora n. 8l, 1' andar.
cosinheira : na roa
Aviso
Boaventura de Paula e Mello e sua mai Emi-
liana de Paula e Mello, querendo negociar a sua
propriedade sita na estrada do Cahenga, em Bebe-
ribe, beranca do seu finado pai Francisco Martina
dos Aujos Paula, convida a Maniel Theophilo da
Costa ou a seu procurador, vir a povoaco de
Beberibe n. 14, visto ter urna parte no dito predio.
Beberibe, 25 de Novembro de W86.
Boaventura de Paula e Mello.
Furto
Na madrugada de domingo 21 do corrente os
ladroes subiram por um ferro da empanada da
lojan. 90 ra Duque de Caxias e galgando a
varanda, penetrarom p^r urna porta meia aberta,
no 1- andar onde dormiam tres pessoas ; levaram
um importante relogio de ouro patente inalez, de
Chover e descobertc com cadeia dupla e escoleta
do meemo metal c mais 10000 do boles de um
collete e com tanta subtileza que nSo foram pre-
sentidos.
Gratifica'se bem a quem der noticias na mesma
casa dos objectos i oubados.
triada
Precisa-se de tima criada para cuidar e andar
com um menino de dous annos ; a tratar na es-
tra da de Joo de Barros, sitio n. 27.
Vende .se
Leilao
Leilao
De
uso
um piano forte em muito botn
Quinta feira 25 do corrente
A's 11 horas
Ns Ponte de Uclio* casa junto a eatacao onde
haver um leilao de movis
Pelo senle llarliiio
Leilao
Frean^ uto
Quero precisar por fretam grande, prompta a navegar e com l;taclo de 30
toneladas, procure no Recile, ru Duque de Ca-
xiab n 78, loj de Antunio Iod;igues de Souza &
O- que achara com quem tratar.
Lisboa
DnipfschinTilirts-GeselIsCnafl
O vapor Pernambuco
E' rsprrado do u"
at 26 do corrente,
spguindo drpiis da de-
ora necesaaria para
Lisboa c Uambnrgo
Pa-a carga, pasagens e encommendas c dinhei-
ro a frete tracta-se com os
Consignatarios
Borstehnann & C.
RUADO VIGARIUN. 8
_ andar
Segu com brevidadj a baica portugu'-z.i Pe-
rei'ro Burgas para o resto da carga que falta,
tra'a-se com Silva Ummaraes C-, ra do
Commercio n 5.
LEILOES
Hoje, ?5, deve ter lugar o leiUode muit s c
diffesentcs filtros e jarms para agua.___________
__Amanlia, 2, o de diFercnte volumes com
fazendas fie le, tal coxo mariposa c baptista, e" 32
caixas-cont cerveja. ^^ ^____
Leilao
Da importante phariacia o drogara tita a
ra do Barao oa Victoria n. 25,^) rt n-
centn a mnssa filida de J. O. L'-vy & C.
Quinta (Vira 25 do rorrean
AO MKIODIA
O agcn'e Guinao aut ri-aio | or man 'a-11 di
lllui. e Exin. Sr. juiz de direito dj commercio-
far leilao da importante phatmuti. c drogara,
cima mencionada com tojos os leus perteiices e
accessariop, com assi-tencia do mearon juiz ; a re-
querimento do IiIuq. Sr. Dr. curador fiacal da re-
ferida mnssa.
Settivfclra, _G do eorrente
A's 1U 12 horas
Na travesea do Corpo Santo n. 23
O agente Modesto Baptista competentemente
autorisado far leilSoao correr do martello. para li-
quidar, das mercaduras existentes no armazem
n. 23 da traveisa do Corp-> Santo, taes como ban
deijas, figuras de louca, tinteiro, boleas, doceiras,
garrafas para vinho, leques de tartaruga e outras
qualidades, globos, realejos de diversos tamanhos.
brngalas. cbiruteiras, carteira, porta rooneis, cai-
xas pira luvas, grande quantidade de bijeuteri,
fl .res e plumas para chapis, rl ires c.m .conloes,
boioes com tinta, tesouras, espartilbos, apparelhos
de electro pla'e, bules de metal, verniz para cal
fado, bonecas, pavios para candieiros, cordas para
viola e para pescar, lionas de diversas qualidades,
lapia, crayons, brincos e voltas de borracha, tocas
para senbor ., botes, trancelim, lousas, agulhas de
0!80, fitas de seda, escovas para dentes e par cu
tros misteres, luvs de seda e de pellica, appare-
lhos para meninos o outras diversas qualida-
des de miudetas e ferrageus Que esta rao a vista
dos compradores e urna importante machina para
fazer plisss.
Agente Pestaa
Leilao
Sexta feira, do corrente
A's 11 horas
Xo armazem O sobrado de tres andares e graude soto, sito
:\ ra de Domingos Jos Martina n. 38 por detras
do Mente de Soccorro, rndenlo 7. mensaes ou
900 por auno, o qual cr entregue defiuitiva-
mente, pn ter de retirar-se para a Europa por
graves iueoinmodoa de aaude seu propretano ac-
tual, servindo de bare a insignificante ofi-rta de
3:900, sendo ptimo o seu estado de conserva-
Cao e vender-sc-ha livre e desembarazado de
qaalquer onua.
Ag Lite Pestaa
Leilao
Da importante barcaca D. PAUT1L\ com
lotacao para 600 saceos, livre e desem-
barazada de qualquer onus e prompta a
Davegar.
Mcvta-feira. ttt do corrente
A's 12 horas cm ponto
No annazm ra do Vinario Tenorio
. 12
O r.genle Pestaa vender a excclent9 barcaca
D. PAUTILA, que se ai ha tundeada a prac- da
Concordia junto a ponte da Boa-Vista, servindo de
base a offetta de 1:9504 que ser entregue aoSr.
Florentino da Silva Pessoa nao havendo quem
mais oflerec*.
Leilao
D.% bons movis com pomo uso, jarros, vi
droj c una colleccilo do crotos
Rendo : um i bonita mobiliu (le p.'io cafga a Luiz
XV, toda inralhada, c?ntendo 1 lindo sof, 12 ca-
deiras de guarnico, 4 ditas de bracas e 2 conso.
los cem pedra mannore, 3 pares de jarros linos, 2
pares de lantern>.s, 4 f tagers, 1 cadena para des-
canco com encost de lona, 1 rspreguicadeira, 1
cama francesa de pao carga, 1 lindo toillet fi igin-
do bamb, 1 guarJa-vestidos de amarello, 1 com-
meda de dito, 1 lavatorio. 1 rabide de columna, 1
dito de parede, 2 marqueioes e 1 bonita cama pura
ernnea.
Uina mesa elstica de 4 taboas, 2 aparadores de
columna. 1 s< f de amarello, 2 banca, 12 eadei-
ran de junen, 1 quartiulicin, liuca nc juntar, co-
pos para agua, 2 fuicteirns de viJr.i, licoreiro, 1
poita-cognac, 1 galh.-t'iro, facas finas, garfos e
colheres de metal pira cli a s pi, terno de ban-
dejas, tumpas de rame e rouitos outros oijectos
de gosto.
Me\ta-eira. 2 do crrente
A's II horas
Ni ra August", uasa n. _4S
O agente Martin-', autcrisxdo p^r urna familia
que Be retirou para fru da provincia, far leilio
do movei c mail (bjeetos existentes cm dita ca-
sa, todos amito b ra couservados c tero vendidos
au ncr do uvtrtcllo.
Na mesma oecasiSo se vendero diversos crotos
e alguna passaroa c.intadores.
| Bom emprego de capital
De sete castalias ns. 16, 18, 20, 22, 24,
26 e 28
Sabbado, Zl do corrente
A's 11 horas
Na ra do Imperador n 22, armazem
O agente Stepple, autorisado por D. Mara Vic-
toria de Souza, levar leilao as sete casinbas
cima, sitas na Encrusilhada de Belm, defronte
da igreja; rende 84 mensaes cada urna. Qual-
quer informacao o mesmo agente dar.
Ag-ente Pestaa
Letti
De movis, loucas e vi'iros, urna balieira,
urna Uncha o um bole de taboa trin-
cada.
Segunda-feira 29 do corrente
A's 11 horas
Das embarcares cima mencionadas no caes
em frente a Companhia Pernambucana
Em continuado
Dos movis, loucas, e vidros existentes no 2
andar do sobrado, silo ra de Mariz e Barros
n. 2, os quaes sero vendidos por conta e risco
de quem pertcncer no dia e hora aci na mencio-
nado.
Urande leilao
De importantes movis, porcelana, crys
taes, 1 piano de cauda do fabricante
Pleyel, ricos espelhos, colheres de sopa,
cha, conchas e salvas tudo r/e prata e
tambem passaros importantes e vinhos.
''erra lei ra. 3o do corrente
A's 11 horas
Na ra da Aurora n. 100 (Santo Amaro)
Sala de inlla
Urna riea mobilia de jcara da a Luiz XV com
1 sof, 4 *deiras de braco, 12 de guarnico, 2
dunkerques com espelhos, 1 piano de cauds, 1 ca-
deira estofada para o mesmo, 1 quadro grande
com a vietavde Loudre, ditos ovaes de madeperola
cora vista le Pariz, caetas de seda, repjsteiros,
eacarradeiis finas, lindas figuras de biscuit, jar-
ro) de bacart, repucho de crystal, 1 lustre para
vtllas.
Piimi'lro quarto
Um guarda vestido do migno com duas portas
com espelhos obra importante. 1 toilette de mogno
com pedra, 1 lavatorio com pedra, guarnico para
o mesmo, 1 commoda de Jacaranda, 1 secretara
para senhora. 1 banquinna de mogno para costura,
2 espelhos com movimento.
Segundo quarlo
Urna importante cama de Jacaranda, 1 com-
moda, cadeiras, 1 toilette, tapetes, ciUdes, 4 lin-
dos jarros, etagers.
Tercclrt quarto
Urna cama de mogno para casal, 1 dita de ama-
rello, 1 lavatorio de parede todo de porcelana, ca-
deiras de Jacaranda, espelho, 2 bauquinhas de
megno com pe Ira, 3 cminhas para enanca.
Sala de jamar
Quatro aparadores obra de gosto, 1 mesa els-
tica, guarda-lonja, 12 cadeiras de junco, mar-
quisas, cadeiras de bataneo, de junco, 1 impor-
tante apparelbo de porcelana dourada, 1 dito lnuca
coinmum, dito para cha, copos, garrafas, fruc-
teiras de vidro e de pedra, facas, garios, 4 gran-
des salvas de prata, colheres de sopa e cha, dita
para arroz, dita para peixe, concha, paliteiro tudo
de prata e alguna viuh >.
Solea
Uib sof, 2 consolo, mesa redonda, cadeiras
imitando bamb de abrir e fechar, 1 guarda-rou-
pa, 1 secretaria, 1 cabide, lavatorio com guarai-
cao, porta toalba, e outros muitos movis que s-
tariti patente no acto do trillo.
Canarios o ioperio, sabios corrupies e outros
mais.
O agente Stepple, ccmp pir urna familia que se otira para fra da pro-
vincia, far leilao no dia e hora cima irenciooa-
di's de todos oa objectos existentes em casa de
sua mcradia tua da Aurora n. 109.
A's 10 1/2 horas partir um bond que dar paa-
sagem gratis aoa concurrente.
um telheiro de zinco o um moinho de pedra do
Por:o jara moer milho. urna masseira, nma ten-
dedeira, um torno de ferro, urna bomba espirante,
urna porco de madeira para cocheira e um balco,
tudo barato ; no largo da Santa Cruz n. 16.
Caixe o Juasileiro
Precisa se de um caixeire com bist^nte pratica
do molhados ; na ra de S. Jorge n. 89.
Costureira
Paga-re muito bem a urna costureira que saiba
fazer vestidos por figurino ; a tratar na ra do
Imperador n. 45, 1 andar.
Caixeiro
AIuga-se
a casa da ra nova de Santa Rita n. 19, a da
travessa da Fundico n. 8 ; a tratar na saboaria
ra nova de Santa Rita.
Caixeiro
Precisa se de um menino com pratica de mo-
lhados ; a trata na ra Imperial n. 158.
Al liga-se
para recolher algod&o ou entro qualquer genero o
predio da ra da Moda n. 35 ; a tratar na rna
Primeiro de Marc n. 20.
Cozinheira
Precisa-se de una ama para
cozinbar; no ? andar da rna
Duque de Caxias n. i% por cima
da'ypograpMaditDaroi.
r_.
PASTILHAS
De ANGELIM &MENTRUZ
3
r_o

as
ea
0 Remedio mais effica e
Seguro que se tem descoberto ale
hoje para expe'lir as ion brigas.
ROOHIAVOL FUERES
*s
es
es
C_)
es
cr
os
Pastilbas vennitugas
de Hering
o melbor especifico contra vermes : deposito cen-
tral em casa de Furia Sobrinho & ('... ra do Mr-
quez olinda n. 41,
Pillas pnrgaYas e depurativas
do Campanha
Estas pilulas, cuja preparncao purameute ve
^etal, tcem sido por mais de 20 annos aprorcitada
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : afiecces da .elle e do figado, sypbilis, bou
bes, escrfulas, chagua inveteradas, erysipelas e
gonorrbas.
Hoilo de utal-aa
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, he-
sendo-se aps cada d3e um pouco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se nm pilula ao jantar.
Estas pilulas, de invencao dos pharmaeeuticos
Almeida Andrade ce Filbos, tcem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
le mais rccommeudavei, por serein um segure
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
asadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
Mi drosarla de Parla Sobrlnho t
*( BA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Coe
ihos, junto de *. Goucallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56._____________________
Aluga se os andares superiores do predio n.
DI ra do Imperador, com excellentes accommo-
dscea para familia : a tratar com N. I. Lids.touc,
ra do Commercio n. 10. _____________
Aluga-se em Olinda, ra de Mathias F'cr
reir, urna bo* casa novamrn'e reconstruida c
com ajua caualieada ; trata-se no Recife, cusa
n. 23 ra das Cruzes ; chaves para ver, em
Olinda, ra da Ladcira da Ribeira, .cartorio do
escrivao Thccdomiro n. 16, o ra de Malhiaa Fer-
leira, lojn de barbeiro n. 31._______________
Aluga-se o 2- andar n. 31 c o nrmasem n.
39 ra do Imperador ; a tratar com Luiz de
Moraes Gomes Peneiri.
Aluga-se a casa terrea n. 42 ra da Ma-
triz da Ba-Vsta : a tratar em Fra de Porta?,
ra d.j Pilar n. 5'!, I&vrna.
. Os biiixo ai aguados participara ao publico
c o ciirp-i commeiciat desea pra^a, que utst.i
dita dissolverara aa igavclmente a sociedadu que
gyrava sob a firma de Lima & Sumpaio, sahiudo
o socio isampaio satisfeito e p-igo de teus lucio,
ficando o activo e pasaivo a cargo do socio Liinn,
que contini coro o mesmo nngocio, a gyrar aob
a firma d-! Jos Rodrigues Lima & C. Uecife, " de Novembro de 1886.
Jos Rodrigues Lima.
Ruy.nuudo A. de Siinpaio.
Aluga-se n preiii i h._ aa ra do Commercio,
onde foi o hotel do f Un vera : tem tres sndi res,
granies r.ccctnraodaco's, e3t Compl-I i.;n n'e
icsuurad-, s.ndj proprio, r.cla 6ua magnifica po
sicao, para um graude hotel ou eseriptorio cora-
inercia! ; a tratar na prac'i da Concordia n. 11.
^luga-se a casa terr. a n. 149 a ra da Au-
rora, ttndo muitoa commodo, sitio, viveiro, arvo-
redos, e quartoB (ora ; a tratar na m s na ra nu-
mero 15!.
Sil Ma
PARA TIKGIR A
* i! i > j cabellos
Pre.'isa-se de um pequea de 14 16 anuos de
idade, para taverna ; a tratar na ra do Rangel
numero 9.
IMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
llypophosphitos de cal e soda
4pprovada pela Junta de Hi-
giene e.antorisada pelo
governo
E' o melhor remedio at hoje descoberto para a
Hulea lironeliiles. esrioiiliulno, ra
"Iiiin. anemia, ebilidade em geral.
deDuxoN. toNNe ehrotaica e alTeecAea
do peilo e da garganta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
oacalho, porque, alm de ter ebeiro e sabor agra-
Javeis, posaue todas as virtudes medicinaes e nu-
ntivaa do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophospbitos. A' venda as
irogarias e boticas.
Deposito em Pernambuco
Ao bello sexo
O Pedro Antunes & C,. sempre presanroso ea
agradar aa Exmas acaba de receber grande va-
riedade de delicados artigos para presentes, desde
15 at 5(0.
Completo sortimento de meiss lisas, arrendadas,
bordadas brancas e de cores para senhoras e me-
ninas.
Lindos broches 'c pulseiras de phantaeia com
inreripcao.
Bonito sortimento de fitas largas o cstreit.s e
tambem de bicas brancoepretos e de coie.
Commodos e bans espartilbos para todos os pro-
cos deade 4rf at 15*. E' a OVA ESPERAN-
a, 63ra Duque de Caxias.
Grande rovoliif infantil
Novos e ineressantcs brinquedos para crianca.
10,000 calungas de fclha e madeira, grandes e
pequeos para todos os precas, tambem algune
instructivos sobre figuras te geometra. A elles
o tempo proprio.
Particularmente ao sexo feio
Econmicos punhos e collarinhos de Selloloide
modornos, novos e bonitas, conservando se limpcc
por espaei de 3 inrzes. Vale a pe a Bods e
commodos suspensorios de seda e linho. Bonitas
e finas meias de escossia de ein e cruas. Para ,
nT esqueeer o Pedro Antunes S C.
63la D-iu de Cailas--63
Criado
Precisa-sc de um criado para cusa de famil a.
dando-se preferencia a escravo ; no caes da Com-
panbia n. 2.
Jos baptista Marquen Dlan
A's 7 1|2 horas da u anua do dia 26 do corrente
mez, na matriz de Santo Antoni >, reeam-se misaas
pelo descanso eterno de Jos Baptista Marques
Dia, stimo dia de seu prematuro passamento.
loft l.nuriano Tavares Cordeiro
Mara Augusta Vaz de Olive-ira Tavares Cor-
deiro convida aos parentes e amigos do seu finado
marido Jos Franoiaca Tavares Cordeiro, para
assistirem urna misja, que par alma do mesmo
finado, manda resar na ordem terceira de S.
Franeisce, no dia 25 do carrente, pelas 8 horas da
manha, 2" nnniversario de seu paseamento.______
Na ra Ja Sobdade
criada que 8'ja peiita.
IHada
50.
precisa-ee do urna
Feitor
Precia-se de um illa- para u n sitio em Bebe-
ribe ; a tratar no caes da Comnanbia n. 2.
iL
As 100:000X000
BILHETES GARANTIDOS
23raa Primeiro de Nar^o25
Da 10.a paite da Ia lotera da provincia,
veoderam Martina Fian <& C, os seguin
tos premios gi-rami les :
11,884 lOU:0O.^O0a 5.7G3 1;000000
22,039 ^0:0 0-ViOO 12 424 OOOOO
18,240 4:000OO0iU,93_ 00.000
10,115 2:0005000:7,461 5005000
14,774 2:00OSu0O 10:413 500000
7,42-S 2:0006000 17.901 500OOO
15,923 1:1 .'\2CA 50000
0,362 1:0 10,344 500:>000
18,556 1:000*0
Aolia-sr; venda os afortunados bilhetes
garantidos da 1 1 a parte da mesrpa birria,
que se estrahira quinta feira, 25 do cor-
rente.
Prccoa
1 vig'ssimo I4OOO
Gal porc de too* par cima
1 vigessirco 900
Antonio Jos de Paita
Eduardo Floro de Pai va, sua mulher c fiihos,
Joao Jos de Paivae e sui inulher J ao Jos de
Paiva Juniur, Alalberi Jos Oe Pai va e Fer-
nando Jos de Paiv-.. filli.i, ora, netos, irmSo,
cunhado c iobrinbos d Antonio Jos do Paiva,
fallecido na cidads do I\ rto a 26 d Oatubro,
msndain no dia 26 do corrente (sexta feira), s
7 1|_ horas da manda, na matriz de.Santi Antonio,
resar urna ir.ls-a p. r alma do finado, trigsimo
dia do sen fallccimento. Convidam seus amigos
e paeutea para este tiito de caridad-, quem des-
de ja, se confessara agradecidas
iNanel Anguila de S e -tlbu-
qnerqtic
O Viswnde e Viscoud.sta do Tabatinea, sen-
tidoa pelo f_! cimento de sua presada irm e cu-
nbada, Isabel Augusta da 62 o A lbtuiuerqne,
mandar celebrar na igrtja la Boa-Viagem lun .
iniasa no sabbado 27 d > corrate, pelas 8 horas da
manila, s.'timo dia do seu traspuso.
Annn Fi'itiii'iocn do Reg linrron
Pabio lino, saa espasa o tlhos, ooovidam a
seus amigos e parentes pira assistirem a urra
misaa na matriz_da Boa-VUts, e 7 1[ horas d i
maulla do dij 27 d corrente, p.-lo eterno repeuso
de ma sngra, mi c av ; e desde ja agradecem
a pessois que coucorrerem a es;e acto do reli-
g::1 '. <
"'-3
laoureiieo Lnnrentino Cenar de
Hcnric
Manee! Mirtina : Am 11 ., tiuita Rita, Cnu-
la Martios Cesar de Amortm p aeua filhoj. e mi
dan a tolos os setu parent< a e oaiigos para aaais-
tirem as miacas que mandara reear na matriz da.
Boa-VU, a 7 horas da manha do dia 26, par
alma do teu primo, com adre e amigo, Lourenco
Laurent no Cesar de Mcneies, setim.0 dia do seu
fillicimento. D.-sd- apresentam os seus pro- '
testos de gratio toaos que e dignarem eon-
correr com &ua preseuca a esto actt de caridade e
rcligiao^_____________^_^_____________^__

ra
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. 1LEGIVEI
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Diario o
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CONTRA SEZGES
cuMUMMiEiTreco'
, as
FebresInernii:V;i'S
itteJtscBiliosaK
Maleitus os (
f T .
too*
R

C
a inri
Alufc
d-se
o segundo andar da casa a roa da Aurora n. 81,
jspto a estaciio da estrada de ferro de Olioda ;
tratar na ra do Commercio a 15, eseriptorio de
Sebastian de Barros Barrete
Alujase
So n. 140 ra Imperial, proprio para ea-
,belecimeato fabril : a tratar na ra do Commf r-
tio n. 34, com J. L de Medeirm K-go
Aluga se barato
Ra do Bom Jess n. 47, 1 andar.
Bu de Lernas Vuh'itinai 4, com sotio -
Largo do Marcado u. 17, I ja com agua.
Ai casasda ra dr- Coi eme' Suaasuna n. 141
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
Boa da Palma n. 11.
Trata-se na ra do Commercio n. 5, 1* andar
eseriptorio de Silva OuimarSes & C.
Ahiga-se barato
O sitio da ra de S. Miguel n. 99, em Afogados.
O sitio travessa do Motocolomb n. 4, em
Afogados.
A casa ra de S. Jorge n. S>6, no Recife.
A casa pequea no boceo do Fundi n 5, na
Boa-Vista : a tratar na ra de Santa Thereza
numero 38.
Aluga-se
a casa de sota ra do Conde da Boa-Vista n.
58, com bastantes commodos, agua e gas ; a tra-
tar na mesma ra n. 91, padaria, ou roa da Ca-
deia do Recite n. 60.
a casa n. 3 em Bcbcribe
M. Reg.
Aluga-se
a tratar coro J. I. de
Aluga-se
0 sobrado de um andar e solio 4 ra -lo Mrquez
do Herval, travesea do Pocinho n. 33 : a tratar
ao largo do Corpo Santo n. 4, 1 andar.
Ama
Precisa se de urna cosinbeira para casa de pe-
quen* familii ; a tratar na estrada nova de Ca-
zan g, no sitio do Sr. Valt nca, ou no eseriptorio.
d este Diario
Ama
Precisa se de duas amas, sendo urna pa-
ra cosinhar e lavar e outra para engem
mados 9 outros stvcos de caaa de pouca
familia; tratar na ra Duque de Casias
n. 42, 3o andar por cima da typogrsphia
do Diario de Pernambueo.
AMAS
Precisa-se de duas amo, urna para cos ihar e
outra para andar com enanca ; na Capunga,
ma do Dr. Joaquim Nabuco n. 3.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar, p"ra
ama familia de quatro pessoas ; na ra do Tor-
rea n. 36, 3- andar.
Ama
Oflerece-oe urna senbora para cosinhar, pira
casa de pequea familia ou d.- rapas solteiro, pr>'
ferindo-ae p->rt guez ; na ra da Conquista nu-
mero 27-A.
Ama
Precisa-se de ama ama de meia idade
da Aurora n. 18/.
na tur
AMS8
Precisa-se de liin.B amas, nma para engommar e
OU'ra para soii ) r ; na ra do Hospicio n. 81.
Ama
Precisa-se it urna ama para lavar roupa de
duts n-ssi-a- : na ra velha de Santa Rita na
mrro 69
1
11
Precisa-se de urna,
para o servido de casa
de potra familia: na
ra do Cotoveilo n. 40.
Casa em (linda
Aluga se nma caa no paroo de 8. P>-dro n. 10:
a tiatar na ra di Bario da Victoria a. 3.
CHO
'ADEll -..,
mar

a vas opjharias
Catar? 1.. fnico da bsxiga,
Irrita, c a u canal de nutra,
ka '9* uas dr o rstate,
l*tcoC::j"cla da Urina,
Are.r, na urina, ate.
8 WA W Puainiaceutico-Chimlco,
_*25J*i "* cwncuofa. I*. FARIS
Luz brilhante, sem Fumo
OLEO AROMTICO
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINAS
MAET1NS* BASTOS
Pernatnhuco
NUMERO tELEPHONICO : tt 3S
Agua florida.- Extrabida de flores bra-
sileras pelo seu delicado perfume, suavida
de e suas propiedades benficas, excede
a tudo que neste genero tem apparecido de
oais celebre.
Tnico americano.- E' a primeira das
preparaces para a lonservacao dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outra 8 mo-
lestias cepillares, faz natcer es cabellos,
impede que embrsnquecam e tem a grande
vantagem de torm-r livres de habitantes as
cabecas dos que os usam.
Oleo vegetal- ~ Coropcsto com vegetal
innocente, preparado pera amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua denfricia. Excellente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo balito.
Vende-se as prncipaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TELEPHONE N 33
LOTERA
r y-*i
Tricofero de Barry
Garante-so que faz nas-
cer ecrescer o cabello ainda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as imperezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cabiroude embranque-
cer, e infallivelmente o
torna espesso. macio, lus-
troso e abundante.
'VAlUtC
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
ori^iual usada pelo inventor em
i9t\ E'o nico perfume nowun-
do que tem a approvacilo oficial de
um Governo. Tem duas vezes
ni rus fragrancia que qunlquer outra
e dura o dobro do tempo. E'muito
mais rica, suave o deliciosa. E'
miulo ruis fina e delicada. E'
maie permanente e agradnrel no
lem;c. E' duas vezas mais refres-
cante no banbo e no quarto do
dooii'.t E' especifico contra a
frouiidao e debilidade. Cura as
done de cabeca, os cansacos e os
deamaios.
larope le VWa e Beuter No. 2.
auto di fsai-*. Dirois de vsl-9.
Cura positiva t radical de todas as formas da
escrfulas, Syphili, Feridas Escrofulosas,
Affecc5es, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdono Cabello, e de todas as do-
encasdoSangaeJPigado, e Bins. Garante-a
que purifica enriquece e vitalisa o Sangns
restaura e rene va O sy atena inteiro. *> w*
SabaoGoratiTOdeRenter
Para o Banho, Toilette, Crian.
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
a era todos.- os periodos.
Deposito em Pernambueo casa de
Francisco lanoel da Silva & C.
IMadenK iselle Cotinha
Ainda esntinua ua ra do Imperador n. 55, 2-
andar, onde suas amigas e freguezas podem eu-
contral-a para confiar Iho .os trab'i:h..-, que como
modista desempenba, crnii sejam, toilettes peii-
teados de todo gosto, de sreorde ro:r os buri-ir *
modernos
MINAS-GERAES
600:000^000
2O0:000S0O0
100:00OS0O0
1,3913 PREMIOS!
0 |irl;iilor de I tigesim ilcsln loleria pule tirar:
30:006$000
CORRE HOJE 25
BILHETES A VENDA
DA FORTUNA

36"Rua Larga do Rosario-36
i
Tornera nota
Trillios para engenhos
WAGONS PARA CANNA
LocoDiotivas
Machfi'lsmrt completo para en-
gentaos de todos os taannos
Systema aperfeicoado
Espcifica^des e preqos no eseriptorio do*
agentes
Browns & C.
!. 5-Rna do Commercio
N. B Alm do cima B & C tem cathalogosoe
mu'l eimplementosuecessarios agricultura, come
ambem muchinas para descarocar algodo, m-
ahos para cal, trigo, nrroz e milho; cerca de fer-
ro galvanisado excellente e mdico em preco, pea-
soa nenhumu pode trepa;-a, uou mal que-
bral-a.
Compras por atacado
O Polloral de Cambar
tem precos especiaos pura acuelles que compra-
rem grandes portoes. Distribu m se imuressos
que m es pedir, eontendo as condices de vendas:
na ruado Mrquez de Olinda v. 23, drogara dos
nicos rgentes e depositarios geraes
Francisco M. da Silva & C.
Cascas de canellciras
Compra-se qualquer quantidade no armazesa de
Guimares & Valente ; Corpo Santo n. 6.
Bom
negocio
Vende-se urna taverua em bom ponto, regatea-
do fOOl inensaes, e o motivo da venda seu done
ter duas ; f-.z-3e todo negocio em vista de bSo
ter quem tome conta : trata-se na ra Vidal de
Negreiros n. 21.
Criado
Precisa-se de um criado
Victoria n. 9.
na ma do BarSo da
VERDADEIRO T TI f.VLiauID0
PURGATIVO LJj U 1PILULAS
AieitRNI
PHAIIM A@Og @TTIM
KHBBI DE LS B0T
Os Purgativos Lo Roy justifleam
sua reputago secular'e sua superjo-
ridade por niilhares de curas; hoje sao
adoptados por toda a parte, de preferencia
a qualouer outro para cura rpida e pouco
PIRGATIF LE ROlV'-^eJ-osa da?
TuimiM fiiUTivi n com txutHhS MOLESTIAS CHRON3CAS
mal conhecidas, mal curadas, e consideradas sem
"razao como incuravefe. Nao existe medicaco mais
tfflcaz contra os humores, pituitas ou biles alterada
que provocam ou entreteem estas tongas affecroes; nao
ua reconslituinte mais enrgico contra as reincidencias.
Afim de evitar as Contrafa?3o3 :
Se dees recusar como mefficax ou ptrigoto qualquer Purgativo
'Ij Boy liquido ou em pilulai que nSo lahit da l si
rPharmacia Cottin, genro do Orurgiao Zie Bou { Rae de Seine
re nao tratando a atngwtura ao lado tobre o rotulo. P.A.RXS
Aos 1.000:
200:000*000
100:000|000
GRANDE LOTERA
DE 3 SOBTEIOS
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA. DE PERNAMBUGO
Extraccao a 15 He Dnin i 1836
0 thesoureiroFrancisco Goncalrcs Torres
VIIVHO E GRAGEAS mm VIVEN
T extracto natural de figado de BACALHAO
I Premiado com medtUhas de Ouro e Pratst
f PELA ACADEMIA NACIONAL
Ordenad.* no hospitae de Franca, Amrica, Inglaterra, ButnU, Mi
Administrar sob forma mu facii e agradavel todos oa elementos curativos do ola
I evitan lo assira o ebeiro e sabor nauseosos d'este ; alem d'isso esta preciosa prepara*la
tem urna superioridade incontestavel sotare o oleo porque pode ser osada durante oc
grandes calores em nuanto o uso daquelte impossivel, tal o eminente servico prest*
pelo Ooutor VIVIEN; a experiencia tem confirmado o bom xito d'este producto.
Exigir a firma do inventor H. VIVIEN em duas cores ao reda.'' do crgalo de oada
garrafa com o Sello de uniao dos Fabricantes o, boulevari Strasbourg, tm PARS.
. Attcnsao
No 2.o andar da ra de Imperador n. 55 iffcre-
ce-se urna pessa ao cerpo commercial desta pra- i
ca para no centro das provincias de Alagoas ao
Rio Grande do Norte, promover qutlqucr cobran-
liquidaco, etc., pois j e t nisto versada ba mui-
ys tempo. Deixa de mencionar os nomes dos ne- I
gociantes desta praca de quem tem feito cobranca, i
pata nao ser to extenso. Est prompta para dar
seu fiador, se tanto Ihe for exigido.
wwwvwimwwvKViww'vt
Criado
Precisa se de um criado de 14 16 annos ; a
tratar na ra do Commercio n. 44
Bazar de passaros
Han do Bom l<.n. n. s
Neste eslabelecimenco eucoutra se sempre gran-
de sortimrnto de especiara paEsaros e gaiolas,
nacionaes e estrangeiras, fruc'as de diversas qua-
lidades, balaioboa para aiohns di! canarios do
imperio, jarros e cestos de timb, tn-balho muito
aperfrigoado, a saborosa pimeuta em conserva em
linde s fraquinhos viod preco de liO rs. cada um, c '-uros-muitos gne-
ros, que se tornam enfadonho mencionar, tudo por
precos midiccs.
M.inde e Tlgor
PAEA TODOS QUE FIZEKEM L'ZO DAS P1LU-
LAs ANTI DYSPEPTICAS E REGULADORAS
DO VENTBK.
Preparadas por Bartholomeu & C*.
E8t-is pillas, coja formula nos fo con-
fiada prlo d8tncto loco desta cidade, o
Illm. Sr. Dr. Caraeiro da Cunha, sao ap-
plicadag com o melhor xito contra a fra-
queza do esotngo, pris o de ventre, en-
g.Tfitamento do fgadn o ba^o, anemia,
t'ntiraa hernorrhoiilai s, etc. ct:. Ellas
n3 causara o menor vi xarr.e ou der no
cstomugo, produzindo sua n:c8o eperativa
branda e suavemente.
NSo prrstam as forca?, era abatera o
espiito, antes pelo entrao dao alent,
des^nvolvera o apetite, do maior vigor e
r.-atituem aos doentes su s priiiiitivas tor-
cas, cencorrendo assim para o completo
restab<-lcimento da saude.
DEPOSITO
EM SUA PH A KM A CA
RI7A LARGA DO EOSAKIO N. 34.
Purgativo Julien
C0NFEIT0 VEGETAL, LAXATIVO E REFRIGERANTE
contra PRISO DE VENTRE
Approvado pela Junta central de Hygiene publica do Brazil
Este purgativo excuioamene vegetal se aprsenla sob a forma de um confeito asra-
davel, que purga com suavidade sem o menor inconnnodo. E' admiravel contra as affecgoe.s
do estomago e do figado, a tcfwi'cia, bilis, pituita, nauseas e gazes. O seu efleito rpido
e benfico na enxaqueca, quando a cabeca est pesada, a ocu utnanja, lingua suja,
falta o appetite e a comida repugna, as inchacoes de ventre causadas por in/lammacao
intestinal, pois nao irrita os orgos abdominaes. Kinfim, as molestias de pelle, usagre e
couciisdes da infancia. O Purgativo Julien resol ven o difncil problema de purgar as
creaneas que nao acceitam purgativo algn, pois o pedem como se fosse urna pastilha
de chocolate sahida de confeilaria.
Deposito em Paris, 8, Rna Vivienne, e as principacs Pharmacias e Drogaras.
CREME 0SMHEDIA,
SABONBTB, BXTBACTO\
AUCA DO TOUCADOR
POS DE ARROZ
COSMTICO. BRILHANTINA
OLEO, POMMADA, VINAORE
A Pertumaria 0SMHEDIA assegura aos
pLIBNTBS f IBIS
urtnude elirm t (ir sem igual
cin Pmumtnm: FHAN~ M. da SILVA A W.
Para cosinhar e engommar
Pre:isa se de urna ama para casa de duas pei-
soas ; a tratar na'ra do Mrquez de Olinda nu-
mero 41.
NICA H TNICA
DE FILLIOL | DE FILLIOL
INSTANTNEA u.-i.birta. | ROSADAMrm dr ucmMUo
M ob ndro, sem prepars^l* c I brincos
em Un(en. sua COr primitiva
cosita pral en Piirls: FIXI.IOX,, 17, rna Tir. ase, PAS
ta fernaub^ce: fran~ M da SILVA a
De Figado de Bacalau Pancretico
DE DEFRESNE
TODOS OS m PiBECEH MOLESTIAS DO PEIT8
Devem lar o seguinte
Este oleo tem o aspecto de um creme brane
que se pode diluir no Jeito, cha, chocolate cm
cat. Possue todas as virtudes e propriedades,
de to precioso remedio, e tambem toma-sesea
repugnancia alguma pelos doentes mais deli-
cados ; giacas a efficaz addicao da Panera
atina, chega no estomago, digerido de todo,
e nunca provoca nauseas nem diarrhea.
Depois de um semnumero de experiencias
platicadas nos hospitaes da Corte, este medica-
mento obteve a approvaco dos mdicos da Fa-
cnldade de Paris. Hoje em dia, todas os met
eos receitam o Oleo do Figado Pase
tico de Defresno, como nico leu
para curar radicalmento:
LTPBAT1SMO, BACHIT181
TSICA l'lT.J10\.iK
e mais aTeccOes que impedem os .cffeitos 4k
nutricio e assimilacao.
EM TODAS AS PHARMACIAS
Jfcrf>WWWIfc^iVA.JfcJfcJ.A^rfJfcA^J^^^^^>'JSa>
Cao perdido
A pessoa de cujo poder desapparecea um cao
dirija-se estrada dos Aflictos n. 5A, taverna,
dentro de cinco dias, qne dando os signaea certos
e picando as despezes Ihe ser ntregue.
Criado
Na rna da Madre de Deus n. 5, arrnazcm, pre-
cisa-se de um criado que saiba 1er e cscrever, e
more no bairro do Recife.
DOENGASdo ESTOMAGO
DIGE3TOE8 DIFFICEIS
Dyspepsias, Gastralgias, Anemia,
Perda de .Appetite, Vmitos, Diarrkea,
Debilioade das Criangas
CURA SEGURA B RAP1KA PEI.O
TNICO-DIGESTIVO
com fininn, Coste t Pepsina.
Adoptado en todos os Ho'spitaes
MEDALHAS AS EXPOSIQflES
PARS..r 'aBrnyr3,34,eemtodiisasPharnucm.
Precisa-se alu-
uma preta escra-
, de conducta afian-
zada, para vender hor-
Attencjio
gar
va
talices, a tratar na ra
Nova de Santa Rita,
armazem n. 45.
Criado
Precisa-se de um criado de 12 15 annss de
idade, qne saiba 1er e eserever alguma cotes, e
que d6 conbecimeuto de sua conducta ; na ra do
liom Jess n. 28.
Attenfo
1! irthol uncu Lourenco pa> ticipa ao commf re io
que mudou seu eseriptorio para a sua antiga mo-
rada, rua da Madre de Deus n. 8, e pede a seus
amigos que continuem a dar suas mercadorias
para a carga de suas embacaco, i, j bem conhe-
cidas neste porto, fazeado qualquer diff.'.renca nos
fretes, a contento dos senhores carrcgadori-s.
Prapassaraf(a
Aluja se urna ptima cusa na 15 la-Vr.gem,
perto dos bsnhos e com excellente. accommoda-
S arga do Rossrij n. 31. plisrmaciu.
Aluga-se barato
O 1 e 2- andares do sobrado ra d > Brum n.
30, cada qual com bastantes commodos para fa-
milia, vitt* aprasivel c muito ar> judo, alugue! ra-
zoavel ; trata-oo na ra larg do Rosario o. 34,
pharmacia.
SABONETEdeALCATRAO
PARA A TOILETTE, OS BAHHOS E CUIDADOS r*R As CRIANCAS
Este SABOXETE, vrrdaaelr antisptico, 6 o mala efficaz para a cura de toda* m
MOLESTIAS DA PELLE
SAPO CARBONISDETERGENS
Laca* vossas enancas com o SAPO CAMBOXI8 DETEKtiEXS aflm de proCegel-os contra
o SRAMPO, a VARILA PEBRE ESCARLATINA
Estes SABOxf.tes sao recommendados polo Corpo medico lntolro porque prevlnem as
MOLESTIAS EPIDMICAS e CONTAGIOSAS o te aaaptSo a qualquer clima.
MARCA DE FABRICA NOS ENVOLUKROS K NOS PES
Deposito fireral! "W. "V. TATItlGHT E C, Southwark, LONDRES
Em Pernambueo : Fran" "&L. da SILVA & *
~~~^~^^~~.*.~^^^~^^^^^~-----------------------------------T..
Registrada
Pcrdeu-se
Aluga se a loja do sobrado n. 20 da ra da lu- ; ui di* 21 do correte, em Caranga, nma pulseira
peratriz, com muitos commodos para grande ne- \ de ouro ; quem a achar e quixr eDtregar, diri-
negocio ; a tratar com Cxpituliuo do Qusmo, na 'ja-se i n fitmcao Jo Largo dj Mercido n. 11, que
ra do Brm Jess n. 11, undsr. 'ser grutiGcado generosamente.
VINHO GILBERT SEGUN
Approvado pal Academia de Medicina de Franca
AIS DE SESSENTA ANNOS DE EXPERIENCIA '
Vinho de urna efficacia incontestavel como Antiperiodico para cortar as Pebres,
e como Fortificante as Convalescencas, Debilidade do tiangue,
Palta de Slenstruaeo, Inappetencia, IHgcstes
Enfertnidattea nervosas, Debilidade.
diJficis,
nervosas,
Pharmacia O. SEGUIN, 378, ra Saint-Honor, PARS
Depositarios em / o : FRAN'- M. da SILVA C.
Cal tirgem de Jagiiaribe
ALrio se ra do Bom Jess n. 23
um i r.nnzem onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem de Jaguarbe,
acondicionada cm barricas proprias para o
fabrico do assucar.
Esta oil, em nada inferior que nos
vem do estrangeiro, vendida pelo preco
fixo de 60000 a bnrrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento coro o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho
Jaguaribe, cujas pcdreiralho d o norae
E' encarregado da venda nicamente
nesta cidade o Sr. Sebastiilo liezerra,
com escripturio a ra do Bom Jess n. 23.
de
PARA
ACABAR
AU BOM MARCH
BJL
fazendas por
Aproveiiem!?!
Portas e janellas
No eseriptorio deste Disriosedir q'iem precisa
comprar 2 portas d 12 1|9 palmos di< altara
tS jancl'as d<- 9 palmes, tu Jo de louro ou amardl.
Completo sortiraento
metado de seu valor.
tMiHiaagwKi
e
ivKst Victoria
45,
Ib nrmatbuea:
Esto MEDICAMENTO de um gusto agradavel, adoptad* com prande xito ha
'- de 2o annos pelos mcHioias Mdicos de Parlz, cura os Defluxot, c-ye, Josse,
U (iarjania- Caltm mtlmmur. trrUejtm 4 nH, da Vu urinan-a 1 tox>1(i-
*

i


Diario de PernambncoQuinta-feira 25 de NoYenibro de S86
\
i

*

VENDAS
l'adaria
Vende-se urn cylindro americano, por barato
pre$o : a tratar no Caminho Novo n. 91.
A RevoluQo
' IV.. 48
A ra Duque do Laxias, resolveu vender
os seguintos artigos com 25 % de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Zephiros fine, lindos padr5ea, a 500 ra. ocovado
L>as de quadroa, a 400 tis o covado.
Ditaa lavradas a 400 reis o dito.
Ditas com bolinhas a 500 e 600 ris o dito.
Oitai com listrinhas de seda a 560 ris o dito.
Ditas incscladas de seda a 700 ris o dito.
Cachemira de cor a 90J e 1 j'200 o dito.
Ditas pretas a 1*200, 1*500 e 2/000 o dito.
Ditas de cor bordada de seda a 1*500 o dito.
Lanos escosseres a 240 rs. o covado.
Zepbiroa de quadriubia e lisos a 200 ris o co-
vado.
Jjinhjs liaos a 100 ris o dvado,
Set'nr. aiaco a 800 e 1*200 o dito.
Dito damass a 320 rs. o dito.
SetineUs de quadriuh? a 320, rs. o dito.
Ditas escocesas a 440 rs o dito.
Ditas matizadas a 360 rs. o dito.
Cretones fiuisaimos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
gaitas escuras e claras 240, 280, 300 e 320 ris
e covado.
.Nausuc finas a 300 ris o dito.
oxovaes para baptisado.de 9*000 um.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
'Seda crua a 800 rs. o covado.
Colchas brancas a l*50, e 1*800 ama.
Cobertas de ganga a 2*800 urna.
Fecbs pratcadosa 2*500 e 3*000 um.
Ditas, de peiluasia a 6*01)0 um.
Uitos de la a 1*000, 2*000, 3*0JO, 3*500 l*00u,
e 5*000 um.
Panno nretj fino a 1000 o covado.
Cortea do caaemira a 3*000, 5*000 6*0(X
Crepa para cobcrU a 1*000 o Covado.
Oetone para cobtrta a 400, 500 rs. o covado.
Xiencoes a 1*800 um.
Bramante de linbo a 2*000 a vara.
Dito de algodao a 1*200 a dita.
Dita de 3 larguras a 900 ris a dita.
Panno da costa a 1*400 e 1*00 o c\*'o.
Dito adamascado a 1*800 o dito.
Espartarnos de cwaoa a 4*000, 5f 000, 5*500,
2000 e 7*500 um.
Cortinados bordtdoa a 6*500, 7*500 e 9*000 o
par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Lencos de 1*200 a 2*000 a duzia.'
Velludilhos lisos e lavrados a 1*000 e 1*200 o
oevado.
Anquinhas a 1*800 rs. urna,
Panno de crochet para cadeiras e sof a 1*000,
1*200, 1*600 e 2*000 um.
Renrique da Silva Moreira._______
Pinlio de Riga
Acaba de chegar pelo brigue Atalanta um com-
pleto sortimento de pinho de Siga ia melhor qua-
idade e de diversas dimensdes, como sejam :
4 X 12
4X9
3 X 12
3 X 11
8X9
2X 12
a taboas da mesma madeira de 1 1 1/2 polle-
gadas.
Vcndem MATHUE3 AUSTIN & C, ra do
Ccmmcrcio n. 18, 1 andar, ou no caes do Apollo
51,n. por precos commodos.
Cochcira a venda
Vende-se nma cocheira com bons carros de
passeio, b-m localisada e afreguezadL, por preco
muito mdico, em raiao de seu dono nao poder ad-
ministrar por ter de fater urna viagem : os pre-
tendentes acharao com quem tratar ra Duque
de Caxias n. 47.
Pianos
Cabriolet
Vende-se trai cabriolet cta perfeito estado ; na
Cocheira a ra da Roda n. 45, por medico preco.
Allcncao
Vende-se urna tavema na ra nova de SanU
Rita n. 5, bem afregnerada, a razio da venda se
dir ao pretendente ; a tratar na mesma.
Vende-se dona pianos com pouco uso ; a tratar
na ra do Hospicio n. 3.
A' Florida
Hna Duque de Caxias d 11)3
Chama-te a uttenco das Exmaa. familias para
os precos seguintes :
Lavas de seda prcla a 1*000 o par.
Cintos a 1*500.
Luvas de peluca por 2*500.
2 caixas de ppel e envelopes 800 rs.
Lavas de sede, cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 ra.
dem amer.canos para homem a 3*.
Iloiaa de Escossia para crianca a 240 rs. o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 2*, 3*, at 8*.
Ramea de flores finas a 1*500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
da!, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 n., 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 810 rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnicoes de idem idem a 500 rs.
Anquinhas de 1*500, 2*, 2*5C0 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs
Espartilho Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
dem estreitinbos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca.
Pentes para coe com uscripcio.
Babadores com pintura e insenpeocs a 500 rs.
Para toilet
Sabao de areia a 320 rs. um.
dem phenicado a 500 s. um.
dem alcatrao a 500 rs.
dem de amendoa a 300 ra.
dem de alface a 1*000.
Agua celeste a 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Macicos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3* a duiia.
Eslejos para crochet a .$006 rs.
Linhas para crochet cor de creme 200 ri.
Linbas para crocb't de seda mesclada 300 rs.
BARBOSA & SANTOS
Tecidos de linho
A 500 rs. o covado
Ka loja da ra da Imperatrir n. 32, vende se
am bonita sortimento de tazendas de linho para
vestidos, tendo largura de chita fr*ncera, com
Mito bonitas cores e palminhas bordadas, pa-
afaincha a 500 reis o covado, na loja ae Pereira da
Silva.
Serrara a vapor
Caes do Capibaribe o. SS
Testa serrara encontrarao os df nhores rejrue-
es um grande sortimento de pioho de resina de
neo a dea metros de compnmento e de 0,08 a
0^4 de esquadros Garante-ae preco mais crao-
slo do que em outra qualquer parte.
Francisco dor Santcs Macedo.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este eiccllente Whisky Eacossc prefenve
o cognac ou aguarden.* de canna, para fortifica'
eorpo.
Veade-se a rctalbo noa iu Iberes armaaens
sbados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo m-
me e emblema sao registrados para todo o Brasi
BBOWNS & C, agente__________
Vende-se
{ralbas seccas, em piroSes, propriaa para qneimar
barcacas ou lastro para navios, por preco raaoa-
Tel : na raa da Praia n. 60, ofBciua de marcineiro
de Sr. Belchior Miguel dos Santas, se dir quem
Oleo para machinas
Em latas contendo cinco gales, a 9*000 ; ven-
de-se nos depsitos da fabrica Apollo.
SUSPENSORIO miLLERET \
Elstico, ssm lifidiras ieklio das miu.
,- Para evitar as falsificacde,
exiiir afirma do inventor, estampada
eni c da suspensorio.
FUNDAS DE TODOS OS SISTEMAS
MEIAS PARA VARIZES
fLUHET.LEBasiBfr..mxistr.T: U. 49.1 Iibhm
JISiUSTRADO
Terrenos era Jaboalao
Vende- se terrenos muito bem situados, prximos
do rio e da estafio do caminho de ferro; a tratar
no caes do Apollo n. 47, armazem.
Oleo essencial de rosas
Champeau para lavar a cabeya
Vende se na cabelleiraria ra larga do Ro-
sario n. 22. ______
PIMO DE IU(\
de 3X9, 4X9 e 3X12; vende-se na serrara a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dous de So-
7eoabro p. 6.
Veade -se ama armacao propria para phannacia
ou drogara ; a tratar na ra larga do Rosario
numero 34.
Liquidaco
Chpos moderaos, palmas, plumas flores e fitas
udo por preco muito barato.
Mine. Niquelina
Ra das Cruzes ?. 39
DAY& MARTIN
Forntoador d Sus Utjutids a ffaMM dt IgUtrn,
do isrotto r Hsrlhs brltMJilot.
GRAIXA brujante LIQUIDA
GRAIXA^pastaUNCTUOSA
OLEO pu ABBEIOS
EUdosssHct8irlo ptriiimiiitsntli*
MI toan ii lrmm.
DSPOSBTO OKS AL KM LONDM*:
, Bigh Holbot-n, 97
niar* LNunif*.
CARNE1R0 DA CUNHA It C.
Peden as Ernas, leitoras 5 minutos de atlemo para os se-
guidles artigos, alias baratisslmos!!!
Bonitos sortimentos do merinos de todas as cOres, a 600 rs. o covado !
Linda escolha das raelhores cachemires, a 500, 600 e 700 rs. o dito !
dem idem de quadros, novidade, daas largaras, a 1^600 e 10800 o dito !
Setinetas de phantasia, a 400 e 500 rs. o dito 1
Caxemires felpudas, duas larguras, a 1&000 o dito 1
Limons com palmas de seda, a 800 rs. o dito !
Merinos pretos, desde 900 rs. a 2*300, o dito 1 cor garantida.
L;ndos vestuarios de la para enancas, a 7i500 e 83000.
Ricas guarnieses de'crochets para cadeira e sof, p->r 80000
Velludinhos de todas as cores, a 10000 e 10200 o covado !
Setins Maco, verdadeiro, a 800 e 10000 o dito !
Lavas de Beda de todas as coras, a 20000 l
Leques de phantasia, a 10000 e 10500 I
Meias para criangas, a 20500 a duzia I
EsguiSo para cssaqainhos, a 40000 e 40oOOO, dez jardas 1
Carobraia branca bordada, a 60000 e 80000 a peca !
Actoalhados, bramantes para todos os preces ; algodSes, raadapoloss bara-
tissimos o muitos outros artigos que se liquidara por menos que em outras partea.
59Ra Duque de Caxias59
XAROPEd reinvillier
Laureado pela Academia de Medicina gQ
Oo** ^Ja-. Cavalhe/ro da Lej/o de Honra tT*&&
^S^HATOdsCAL GrS^^^
O PhoHDhato de cal c a substancia mineral mals abundante do organismo e toda vea que sua
auanHdade normal dlmlnue resulta urna afTecco orgnica grave. ______..a p,Md.<
Mal" de cinco mil curan, a mor parto ;ustllSaOa pelos Professores e Mdicos d" Facu'OMes
foao obtldas ltimamente e nzer5o.com que o Xarope do JK Kl^If-fsse cla*sincaclo
mn n ,"siHTinco mals seguro contra a Tsica palmonar, Broncblt ebrentcau noa,
dterlamct as crlancas faciliu a denUcao e o cresclmento: as mes e amas do elte torna o
hlite n^hor; lmpedca carie e queda dos dentea tofrequente depels da prenhea.
Dmoalto: Pbarmacia VXRBSQTTB, 8, PUo* d* U Hagd^slne. TAM.XX.
Em PerntVttbUCO: FKAlf Jf. to SILVA 4o V, />* principts Phtrmtcias e ProfUss.
Lcitara para scahorar
Brolhes nikelados e dourados a 2/000.
Bonitos grampos dourados a 500 ris o maco.
Esplendido sortimento de galoes de vidnlho.
Grande variedade de legues do sitim, a 4/000.
Frisadores americanos pa.a cabello a 3/000 o
maca.
Setas de phantasia para cabello.
Bonita colleeco de plisss a 400 ris.
Brineos, im.'taeo de brilhanto, a 500 ris.
Aventaes bordados para criancas a 2/000.
Chapeos de fusto e setim para crianas
Sapatci de merino e setim idi-m, idem.
Meias brancas e de cores, fio de Escocia.
Tomada de vozelina do diversas qualidades.
jabonetes finos de vozelina e alface.
Extractos finos de Pinaud, Guerlain e Lubin.
Lindas bolsHs de coure e vellado ,
Fechs de \& para senhora a 1/800.
Sapatos de casemira preta a 2/OlK).
Tesoaras para costura, de 400 ris a 3JO00.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Itnmenaa variedade de botdes de phantasia.
E milbares de objectos preprios para tornar ama
senhora elegante, e muitos outros indispensaveis
para oso das familias, tudo por precos admiravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
Ra do Crespo n. 1
Duarte & C.
Grande reforma U!...
Realmente foi grande a que se fez n* Loja dos
Barateiros.
liua da Impcralriz n. 4o
E sao os unieos que tem as seguintes especia-
lidades !!!...
La e alpacas, grande e importante sortimento,
e lindissimos padroes, o mais fino e apurado gosto
quo tem viudo, e pjr proco baratissimo, de 000 600,
700, 800e i/0X),o covado, porm fino e bom !...
Querem ver ?... aparecam !!!...
Exmaa. senhoras .' !.. .
Temos um lindissimo sortimento de failhe, que
a vista agrada a mais excepcional fregueza ; iato
por menos do que em outra qualquer casa ; e n.
Pois custa 600 rs. o covado.
Temos mais lindos sortimento de fustoes a 500
rs. o covado.
Chitas finas, especialidad?, porque houve gosto
na escolha, e vndese por 240, 280, 320, 360,400
e 500 rs. o covado, n. 40.
Tambern temos!.'!...
Lindos padroes em baptista de 180 a 200 ra. o
covado.
Cambraia victoria e transparente finas e boas
de 3/300 a 8/000 a peca.
Brim branco de linbo espccialidade de 1/500 a
3/500 a vara pechincba !
Brim pardos lizos e trancados de 700 a 1/600 a
vara, aproveitem festa II !...
Mobsckim grande sortimento a vontade do fre-
quez, vndese de 400 a 560 o covado, venham .'...
Si tinetas !!!... esplendido e importante sorti-
mento nesse artigo, sendo brancas, pretas e de co-
res, lavradas e lizas, o que se pode desejar em bom,
ven de-so de 400 a 600 o covado.
Temos mais !. .
Casemira de todas as qualidades e cores, e fa-
zemos costumes de 30/ a 60/00, barato .' e em
covados de 2/500, cousa fina e que a todos agra-
dara, appirecam !
Acreditem ?...
Venham ver, para crcr 1 !!...
MadapolXo de 1> qualidade de 4/500, 5/500,
6/b00, 7/500, 8/500 e 10/ a peca, e que ha de
melhor.
Algodao de 3/500 a 7/500 e 8/000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e brancas de 800 a
1/800e 2/000.
Colcha de lindos desenhos a 4/OGO, casta 6/000
em outras casas.
Pannos da costa do melhor que ha costa apenas
2/750, o metro, pechincha !
Bramante de linho a 1/800 a vara, 10 palmos,
para a cabar.
dem dealgodaoa 1/300, palmos tambem bom.
Algodio emfestado, 10 palmos a 900 rs. o metro,
muito bom para lencoes.
Alem das fazendas j mencionadas temos muitos
artigos de modas como aoja, loquoa de fino gosto,
gravatas, colarinhos, punhos, meias etc. etc.
Alheiro &C.
DA
COLOIA ISABEL
RA DA IMPERATRIZ N. 40
Camisas nacionacs
A SOO. SOOO e S/500
32== Loja a raa da lmperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnbor d3 linho como de algodao, pelos
barates p-t\os de 2/500, 3/ e 4/, sendo fazends
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
rauitu mais bem feitas, por serem cortada* por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
je manda faier por encommendas, a vjntade dos
tregeles : na nova loja da ra da lmperatriz n.
3i, de Ferreira da Silva.
Ao82
Nava loja de fazer Jas
A Ra da impe z = 81
DE
FERREIRA DA hl^VA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
poitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem por
precos baratisslmos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man-
da facer por encommendas, p r ter um bom mos-
tr alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
caaemirae e brins, etc
I
01 Sft-Bl
a
7/0
10/OOC
12/00t
12/001
5/501
6/501
8/001
3/001
1/60
1/OOt
ua da Imperairli
Loja de Pereira da silva
Neste estabelecimento vende-se a* roupas aba)
ru mencionadas, que sao bar liMttnM.
Palitots pretos de gnrtroi aiagonaes e
acolchoados, sendo tazendas muuo en-
oorpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cerdao muito,
bem feitos e torrados
Ditos de dita, fasenda muito melhor
Ditos de flanella acal sende inglesa ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgoro pro, acolchoado,
sendo fasenda muitc encornada
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella inglesa verdadera, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleakim e
de brim pardo a 2/, 2/500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1/200 e
Colletinboo de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lenco* d*
Inho e de algodao, meias cruas e collarinhos, etc
to na loja oa ra da Imperatris n. 3i
es, eilneae e lmlnbasj a KO
re, covado
Na loja da raa da Imperatris n. 32, vende-i
um grande sortimento de fustoes brancos a 50t
rs. o covado, ISzinhas lavradas de urta-coret.
fe senda bonita para vestidos a 500 rs. o covade,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
cores, a 500 rs. >.covado, pechincha : na loj.-
do Pereira da Silva.
Algodoslnno francs para lence
a OOOra.. I* e lftCOO
Na loja da ra' da Impcratric n. 32, vende-s>
superiores algodocinbos francezes com 8, 9 e 11
palmos de largura, proprios para lencoes deun
so panno pelo barato proco de 900 rs. e 1/000 >
metro, e dito trancado pa a toalbas a 1/280, as
sim como superior bramante de quatro largurai
para lencoes, a 1/500 o metro, barato na loj
da Pereira da Silva.
Roopa para meninos
A A. **5oe e A
Na nova loja da ra da Imperatris n. 32, s
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitoslnho e calci-
nha curta, feitos de brim pardo, a 4/000, ditoi
de molesquim a 4/50C e ditos de gorgoro pretc.
emitaodo easemira. a 6/, sao muito baratos ; n
bja do Pereira da Silva.
EXTRACgO SEMANAL
4." parte da 24.a lotera
CORRE
No dia i de Dezemko de 1886
Intransferml! Intraasferivcl!
0 POETADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:00S$200
Esta lotera est garantida, alnn .da fianfa, por um deposito
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
de cada serie.
BILHETES A' VENDA
VA
RODA DA FORTUNA
rl-Riia Lsirga do Rosario.">(
Bernardina Lopes Alheiro.
EXTRACQO
:"
\.% serie da 24 lotera que se extrahir na igreja da Conceicio dos Militares
EM 1 DEDEZEMBRO
SOB O SEGUINTE
PARA EXTRACCAO DE LOTERAS NESTA PROVINCIA
Di
COLONIA ISABEL
CONCEDIDAS PELA LE PAOVINCIAL H.124.', E APPR1VADD PELO EXM. SR. ViCE PflESIDEHTE U PROVINCIA
POR ACTO DE 1 DE SETEMBRD DE 1886
.... 800:000$
.... H8;8oo$
'10,000 bi'hetes em vigsimos l$ooo .
Despezas........
1 premio de.
1 dito de .
1 dito de .
1 dito de .
1 dilo de .
9 ditos de .
23 dilos de

2:
1:
i dilo de
99 ditos de
99 ditos de
400 ditos de i00$ para todas as centenas, cajos dous algarismos
forem ignaes aos dous ltimos do primeiro premio inciusive .
1 dito de 1:000$ para a sorle, cujo numero na extraccao for mais alto
1:000$ para a sorte, cujo numero for mais baixo
400$ para toda a centena do Io premio.
200$ idem idem do 2 premio .
99 ditos de 100$ idem idem do 3o premio .
2 apps. de 4:000$ para o Io premio
2 ditas de 3:000$ para o 24 dito
2 ditas de 2:000$ para o 3o dito
2 ditas de 1:100$ para o 4o dito
2 ditas de 850$ para o 5o dito
4,000 terminacSes de 24$ para o Io premio inclusive
4,000 terminales de 24$ para o 2o premio inclusive
._ win ^a; j l \\\ ,i_-, *n.,J., 1
m^4
240:000$
40:000$
20:000$
10:000$
5:000$ ,
18:000$
23:000$
40:000$
1:000$-
1:000$
39:600$
19:800$
9:900$
8:000$
6:000$
4:000$
2:200$
1:700$
96:000$
96:000$
681:200$
Esta lotera ser dividida em 20 series de 4,000 dezenas. Quando as lerminac5es do 1. e 2. premios foren>
iguaes, a d'esfe passar ao algarismo immedialaraente superior. De9 passa a 0e de 0a1. Os premios sao
pagos sem descont algum.
0 premio grande de cada serie acha-se garantido por um deposito equivalente e igual quantia no uanco
Rural do Rio de Janeiro.
24 de Novembrode 1886.
O THESOUREIRO,
francisco Goncalves Torres.


8
Diario de Pernamhiico L'TTERATul

i


*

CASAMENTO II REVOLVER
POR
JULES MARY
-)(*)(-
(ConticuagSo)
IX
Fridi e Fatma rodoaram Gabriella com
os bragos u fixeram n'a aontar-ae sobre ura
divn; era alli o retiro raysteroso das
du->s jovens, onde nunca entrava humera
algum, nem mesmo o irroSo ; havia no apo-
senta raros movis com ncrH8tago'e8 pre-
ciosas, de um gsto apuradissimo, tapetos,
cachemiras, esp'-Ihos ornados de perolas,
pequeos tamboretes baixos coin incrusta-
gijas e cntalhes rendilhados ca madeira,
vasos de filigrana de ouro, proprio pan
queimar perfumes, depois flores, flores por
toda parte.
Fridi foi buscar um cofresinho do ce
dro, abrio-o e esp.u sobre o regajo de
Gabriella una protuaSo de perolas, de dia-
mantes, que scintillaram expostos luz, de
brincos, pulaeiras, estrellas, llores, eres
centes.
E brincando coroegaram a enfeitar Ga-
briella, cujas lacrimas iam seccando.
Como nao estavam do veo, appareceram
a Gabriella em todo o esplendor de sua
moeidade e belleza e Gibriella veado-as
asaira urna ao lado da outra, nSo pode reter
um gesto do admirago...
E' qu<", por um capricho da natureza,
muito freque-nte, Fridi e Fatma pare-
ciam duas copias de um s original; de
igual estatura, asaemelhavara-se dous dia-
mantes, quando silo do mesmo tamanho,
da mesjia agua, montados segundo o mes-
mo modelo, pelo mesmo artista; como as-
semelham-ae duas tullas do raes.no ramo da
menina ar^ore ; eram idnticos o rosto, o
o olhaxji at a voz ; Fridi era Fatma e
Fatma era Fridi... A mesma languidez
as attitiries, os meamos gestos e sorri-
303.. .
Mourad aJivinhara-o : as jovens torna-
rami-se amigas, desde o primeiro da na-
quella canto retirado de Paris, naquella vi-
da intima e n.ysteriosa, faatosa e calma
ao mesmo tempo, em que cada nova par
ticularidade despertava-lhe a curiosidade e
ssbreexcitava-lhe a raaginagSo, pareseu a
Gabriella que coetinuava a estar embalada
por um aonho niaravlhoso.
Confiando em Mourad e persuadida qu
elle encontrara seu pai, deixava-se levar,
de olhos fechados, por esta existencia em
que nao tinha mais necessidade de pensar
no dia seguinte, e dizia carasigo mesma to-
das as manhSs, com alegra ingenua, que
os dias futuros seguiam iguaes aos que se
iam paseando.
N2o era rica ?... Nio poderia espalhar
a felicidade em redor de si e ser tambera
teliz ?...
E todavia um remorso comegava a as
saltar-lhe a alma juvenil. ..
Quando pensava em Valentim e na sor-
preza que Ihe causara a noticia dessa for
tuna, fazia mil proj actos do futuro.
Valentim. Amava o !...
Porque entilo, cada vez que nello pen-
sava, surgia-lha no espirito a imagem de
Mourad ?...
Valentim nSo Ihe trazia memoria ae-
nSo as recordagSea suaves, cheias de en
canto e de melancola de seu primeiro amor;
Mourad, ao contrario, quando para ella
olhava, por maia respeitoso que foase seu
Gibar ; quando Ihe fallava sua voz cari-
nhosa Mourad, quando aproximava-ae
della, per turba va-a profundamente.
De seu lado Mourad sentia attrahido por
ella, cora uraa forja contra a qual nao lu-
tava qual, pelo contrario, entregava-se
com fellidade ; desde o dia em que vira
FOLHETIH
0 OOKCJNDA
POR
PAULO P7AL
PRIMEIRA PARTE
os ussi::s vsw
(Continuag-So- do n. 269)
III
O* ros Philippe*
Fre Passepoil agradeceu aochefe e pro-
seguio :
Come ca se a diz'r por toda a parto :
O pobre duque de Nevers, tSo novo, coi-
tado, est quasi defunto : A corte e a
plebe inquietavam-se. E-ta cBsa de Lore
na to nobre O rei informou-se do es-
tado delh. Felipoe, duque do Chartres,
estava inconsolavel.
Outro, mais inconsolavel anda, in-
terrompeu Peyrolles, que conseguio acal-
mar-se, eia Felippe, principe de Gonza-
ga I
Deus me livre de contradizer disse
Passepod, cuja amenidade inalteravel de-
via servir de exemplo a todas as pessoas
que discuten. Creio bem que o principe
Felippe de Gonzaga tinha grande desgosto
e a prova que ia todas as noites a casa
de mostr Garba, disfargado em lacaio, e
que Ihe repeta sempre com um ar desani-
mado : (i Est levando muito tempo, dou-
tor, en levando muito tempo
NSo havia na sala terrea da estalagem
da Maca de Adi, um hornera que n&o fos-
ee um assassino, e entretanto todos estre-
meeiam.
Cocordasse bateu com o punho em cima
da mesa.
Peyrolles cureou a cabega e ficou calado.
Urna noite, prosoguio fre Passepoil,
abaixando a voz como que contra a vonta-
de,una noite, Felippe de Goazaga fo mais
cedo.
Gabriella, amara-a ; tinha sido urna paixuo
instinctiva, irreflectida, porm violenta ;
amava a com todo o ardor de sua mocida-
de e de seu sangue.
E se Gabriella, por vezes, ficava per
turbada, que, com a perapiaacia natural
s senhoras, presenta vagamente aquello
amor ; que senta se fraca, talvez para
repellil-o!
Durante o dia inteiro Mourad nao se sa-
nia de juuto della, seguia-a como sua som-
bra... A felicidade qu expiriraeotava
por se achar ao lado da joven ha-se-lhe nos
olhos !
Fridi e Fatma tinha comprehendo seu
amor ; por isso ainda gastavara maia do
Gabriella...
Muitas vezas, Mourad, aproveitando-se
da joven estar s, tinha querido iallar-lhe,
expor Ihe o que se passava em seu cora-
gSo...
Mas quando elle afastava se, quando fi
cava Bosinha, lia mais claramente o que
se passava em sua alma e asauatava-se
com a sua fraqueza.
E ex lamava comaigo mesma :
NSo a elle que eu amo !... E' a
Valentim !
Longo de Mourad, aubtrahia se ao en-
canto de sua peaaoa, perigosa seduccSo
que se Ihe desprenda da voz cariohosa o
dos olhos de velludo negro, de sua sbeme-
sSo respetosa e de seu amor.
Ento tornava a ver maia distinctamente
o rosto fino a espirituoso de Valemim, cuja
profunda dedicncao vinha Ihe memoria ;
de Valentim, cuja lerabranga a enterneca
quando pensava em seus accessos do Ota-
nte e de colera I
Mas afinal a quera amava ?
Seria aquella cranga, com quem se cria-
ra? A'quella cranga, de que nao polia du-
vidar, e cu jo coragSo podtria despedazar
deixando, apenas, entrever a inclinagSo
que tinha por Mourad ?
S ria a Mourad ?
Era outro tempo, junto de Valentim,
queii fallava era seu coragSo, e o que
nella havia de melhor.
Agora, no meio desse luso estraaho,
oriental, pulo qual passava como em um
sonho, eram o espirito e a iraaginagSo que
estavam interesaados.
Viva cora Ferd e Fatua, encerrada
no palacio, sem nunca sahir; soa sega-
ranea o exigia.
Mas nSo se aborreca, rodeada como es-
tava por aquella fasto, aquella esplendor;
as d as irraa, alias, s peuaavara era mul-
tiplicar as distraegoes...
as noites calmas e tepidas desdara ao
jariira e passeivara lentamente pelas ala-
medas sinuosas, margaando cascatas, onde
murmurava a agua espumante.
Mourad acompanhava as, de braco com
Gabriella.
Muitas vezes, aquellos momentos, do
fundo do jardim, pe.rto da estufa, chega
vam nos sons de urna muaica cheia de me-
lancola, ityateriosamente montona, acora
panhada por vazes de mulheres, em uraa
liogua enrgica e vibrante.
Essas voz;s, essa msica, harmonisa-
vara-se perfeitamente cera esse jardim de
um outro paiz, cora essas creaturas que des
liaavam se suavemente as sombras ; vesti-
das cora tr.tjes moda do Lavante : cora
estas duas jovens alvas e de cabellos pretos
cada trago das quaes, assira como cada
particularidade do vestuario, indicava urna
urna outra civilisacSo, outras ideas, outros
costuraos. Traziam cabeca um lenco de
tulle, com urna camelia de lado ; a came-
lla de Fridi era branca; a de Fatma,
verxelha ; era s isso que as distingua, e
assira Gabriella j nSo estava arrscala a
continuar, com urna, a phrase comecada
com a outra.
Urnas calcas, em forma de saia, moda
oriental, cahiam-lhes at aos ps e seu ta-
lhe gracioso ondula va livremente sob as
dobras de urna tnica do seda branca bor-
dada a ouro, cujas pontas estavam sus-
pensas, passanio por urna cinta da mes-
ma cor.
Garba toraou Ihe o pulso : tinha f-bre.
a Ganbou rauto ao jogo disse-lhe Gar-
ba, que o conbecia bem. Gonzaga poz-se
a rir e respondeu : Perd duas mil pis-
tolas. Mas accrescentou logo em segui-
da : Nvers quiz tomar parte era um as-
salto hoje na academia ; j nao tenv forca
para segurar urna espadi... Ento, mur-
murou o Dr. Pedro Garba, est a acabar.
Talvez que amaohS... d
Mas appressou-se Passepoil em ac:res
cea ar com um tom quasi alegre, os dias
suceder se, mas nio se paretcem. Exac-
tamente, no dia seguin'e, Felippe, duque
de Chartres, metteu Nevrs na sua carrua-
gem, e toca para a Tooraine Sua alteza
levava Nevers para o seu solar. Como raes
tre Garba nSo estava l, Nevers comecou
a melhorar. D'ahi, procuran io o sol, o ca-
lor, a vida, Nevers paasou ao Meoiterra
neo e chegou ao reino de aples. Fclipp;
de Gonzaga foi procurar o meu boro amo,
e eojarregou-o de ir dar um giro para
quell -s lados.
Eu estava prcparando-lhe a bagagem,
quando, desgracadament?, uraa noite o s -u
alambique arrebantou. Morr ra, de repen-
te o p bre doutor, por ter respirado os va
pores do seu elixir de longa vida.
Pobre italiano exelamaram em co-
ro.
E' verdade, dase frei Passepoil com
simplicidade, pela minha parte sent muito
a sua morte, mas oucara o lira da historia-
Nevera este ve dezoitj mezes fra de Fran-
ja.' Qmndo voltou lrte, a admiraco
foi g--ral ; Nevers tinha remojado lez au-
no Nevera estava forte, robusto, iafati
gavel. Em urna palavra, &So ha quem ig-
nore, que depoia do bello Lagardre, No
vera hoje a primeira espada do mundo
inteiro.
Fre Passepoil calou-se, depoia de tomar
urna attitude modesta e Cocoriasse con-
cluo :
E tanto que o Sr. Gonzaga julgeu-se
obrigado a chamar oito mestres d'armas
para dar cabo delle.
Calaram se todos. Foi Peyrolles quem
rorapeu o silencio.
Qual o fio desta tagarelico ? per
guntou elle. Um augmento de salario ?
Joosideravel, em primeiro lugar, re-
plicn o gasco. Era boa contciencia nao
se pie levar a um pai que vinga a houra
de sua rilb, o mesrao prego que se leva a
um Damao que quer herdar o mais cedo
posBivel de Pythias.
Quanto pedem ?
v Que so triplique a somma.
Mjurad apertava ternamente a mo que
Gabriella nao tinha a coragera de retirar.
Tinhara deixado Fridi e Fatraa passa-
rem adiante e Mourad de proposito damo-
rava o paaso.
A joven estava assuatada porque senta
tremer na sua a mSo de Moural : ouvia
ou tulgava ouvir o bater apressado da-
quella coragao de horaam apaixonado e
imaginava :
Eatou servida... vai dizer*me que
araa-me I
Por aao tentou ahancar Fatraa o Fri-
di. Mas M urad subitarainte parou, e
nesse momento as duas ir as, voltando-
se, laogaram-lhe ura olhar e sorrara-se
mili ioaamento.
- Gabriella, disie Mjurad em voz bai-
xa, desde alguna dias tenho a fazer-lhe
urna declaragao qua loa queima os labios...
E jorao a jovera recuasso, com um rao-
vimento rpido:
Ah I nao tenha reooio... Nada Ihe
direi que possa off-tndel-a... pois tenho pela
senhora o mais profundo respeito... Olha-
raa com torror?... Nao sei sa dova prose
guir,
Gabriella?
Meu Deus, sonhor... ragana-ae...
Quo tenho qua raceiir ?... NSo toi o sa-
nhor quam me salvou... nao me prote-
ge?...
Sim, Gabriella, e eatou prompto, se
a aenliara o consentir, a sacrificar-Ihe mi-
nha vida inteira ..
Sua vita?...
Amo-a, Gabriella... NSo o advi-
uhou ? Amo-a, desde o da em que a vi...
traca e desfallecida em meus bragas...
Amo-a, cora um amar ardenta e prafun-
do... E a seohora, Gtbriella, ama-rao ?
O que tera ? perguntava Fridi--.
Par que essa tristeza?... Pode fallar sem
receio... Tanto eu como minha irm adi-
vinhamos o segredo de nosaa irmio... Ha
pouco, quanrlo estava nos no jardim, se no
afaat.mos foi parque coraprehenderaos que
elle ia coofessar-lbe o seu amor... Poda
as> orfaudel-a ?... Anaalo-a, nosao ir.nao
q5j presta ho uenagera tanto belleza de
seu rosto como a b inda le de seu corago ?
Nao ha duvida, Ferd, que seu
rmilo sob todas os pontos de vista, dig-
no de ser amalo... bam, respeitoso.
E muito bailo... disse-me Fatraa.
Sira, disse Gabriella, cuja voz alte-
rou-se, muito bello.
E todava nio o ama, j que chora ?
Nao soi se o amo...
Por qua nao corresponde ao seu
amor, Gabriella ?
Que praz-.T teriaraos, se quiz >sse tor-
nar-se nossa irm 1 J Iba temos tanta
amsade que dir-se-hia que a conhecemos
ha muito tempo... Depende de si o nilo
mais nos separarraos. Que vida feliz sera
a nossa I Nasso irraao to bora que sub-
metter-se-hia a todas as suas vontadea
feliz por ter de obedecer-lhe... Nao a se
parara de ssu pai, que viveria era nossa
companhia... iramos todas para o nosso
bollo paiz de 11 res, de perfumes, de sol.,
que bem depressa tornarse hia o seu..
era por isso deixariamos de vir todos os
annos a Paria e poderiu ver seus ami-
gos 1... Esta idea nao a aeduz ? Desagra
da-lhe o ter encontrado, de repente, duas
mogas que se Ihe uff goarara sbitamente
como ae fosse urna irm ?...
Gabriella apertou Ibes as raaos. Estava
muito commovida.
- NSo, disae ella, nanea hei de esque-
cel-as... nunca I
Est, disse Fatma ; se algum da ti
vermoa de st parar-nos, guarde tudo isto
como urna lembranga...
tirou do cofresinho um punhado de
joias, pasaou lbe ao peacogo um colar de
perolas finas, prendeu-lhe nos cabellos um
diadema de brilhant^a, poz-lhe no brago
urna pulseira de ouro e, collocando-lhe uo
espelho diante dos olhos :
Veja, Gabriella, como est liada !...
Mais linda do que Fridi, mais linda do
que Fatma 1
Qual a mulher que nSo sorri de prazer
quando se Ihe uiz que bonita?...
Gabriella sorria-se ao tirar as jolas...
Abragaram-se e as duas irraSs, uraa de-
pois da outra, murmurara n Ihe ao ouvido :
Ame Mourad I. .. Arae-o, su qua
nos ama e quer quo sejaraos felizes !
Gabriella retirau-sa. Era t*rJc. Tudo
era silencio no palacio.
Drrigndo:sa para seu quarta, a joven
dcslisava ae, sera ruido, sobre os espeasos
tapete, carainhava com pasao in;erto, ra-r-
gulhada em urna espacie de e_nbri>guez.
Sentia na cabega a sensagSa estranua que
proluziria um enxa ne d* abeluaa, repatio-
do tolas a mesma palavra, cantando todas
a mesma cangSo de amor:
Araa-o araa-o I araa-o I
Ao redor della, tuio gritava-lho que
amasas !
Aquellas duas jovens, tSo ineigaa, que
advogavam a causa do irmSo; aqaalle joven
de rosto pllido, ardente, apaixona lo ; e
depois aquella luxo inebriante; aquellas
cang3es que ou7a todas as noites ; a m-
sica, os perfumes, o palacio inteiro e at o
mysterio em que era obrigala a viver e
que tornava seus norvos maia delicado,
mais vibrantes, tudo gritava-lhe : Amor,
amor !
D teve-se de sbito... levando as mSos
ao peito, como para molerar o bater apres-
sado do coragSo.
Lulgara ouvir suspirare ra seu nomo. .
Gabriella, disiara baixinho, Gabriel-
la I '
Atraveasava naquella momento ura pe-
queo salSa ornado inteiriraente do armas
as mais curioaas e ricas... Kandjar8, ya-
tagans, punhios cora bainhas da velluda,
do prata ou de couro, cara puahos de aga-
tha ou de marfira, cora laminas direitas ou
recurvadas, couragaa cott .8 de malha, ar-
cos, aljavas, fljxas, capacetes e espingar-
das.
NSo poda conter ura grito de susto.
Ura hornera, a quam ainua nio vira,
destacou se, por assi.n dizer, da parede e
aproximou se della...
Reconhecendo-o, ficou logo socegada.
Era Mourad !...
E, por sua vez, tambara este contnuava
a cangSo de amor... contnuava a inebra-
la...
Gabriella... dig-ma se me ama !
EntSo, desvairada, sera saber o que di-
zia :
Pois be ra, sira, arao-o... mas deixe-
me... pago-lhe... preeso descansar...
preciso reflectir, pensar... aim, amo-o, mas
deix<3-me par corapaixSo I... tenho a ca-
bega em foga... eatou cam febre... To
que-me a fronte... as mSo3... veja como
estSa abrazadas. .. NSo, nao me toque. ..
Viu para o meu quarto... AmanhS, sira,
araanhS conversaremos melhor.. Estarai
mais calma... At amanhS I !...
Mourad deixou-a retirar-se !...
Desta vez j nSo havia em seus olhos,
nem tristeza nem inquietagSo... Olhava-a
com ternura...
Uraa vez no quarto G*briella foi dreito
cama, sobra a qual deixou-sa cahir..
Bem o disaera... a fibre invada Ihe o
corpo... sentia calefrios... nao chora-
va.. e entretanto vinham Ihe aos labios
tristes queixuraes, nos quaes apparecia
sempre o mesmo nome, o mesmo pensa-
mento.
Valentim, meu pobre Valentim I
(Continua)
-- E' negocio feito, respondeu PeyroL
les sem hesitar.
Era segundo lugar, que fiqueraos to-
dos fazendo parte da casa de Gonzaga de-
pois de arralijado o negocio.
Est dito dase ainda o facttum.
Em terceiro lugar...
- Estilo pedindo muito... qomegou Pey
rolles.
- Olhe I exclamou Cocordasse,. dirigi
do-se a Passepoil ; acha que pedimos mu
to?
- Sejamos razoaveis I d'sse o conciba
dor preboste. Pode muito bem acontecer
que o sobrinho do rei queira viogar o seu
amigo e entSo...
Neasa caso, replieou Peyrolles, pas-
aaraoa a fronteira, Gonzaga reagata oa aeaa
bens na Italia, e rijamos l todos em segu-
ranga.
Cocordasse consultoa com o olhar frei
Passepoil, primeiro e depois os seus aju-
dantes.
Est fechado o negocio, disse elle.
Peyrolles eatendeu-lhe a mSo.
O gasco nao Ihe pegoo. Bateu na es-
pada e accrescentou :
Aqui eat o tabelliSo que responde
por si, meu bom Sr. Pey relias. Tome sen-
tido, nao tente enganar-nos.
Peyrolles, livre agora, dirigi se para a
porta.
Se o deixarem fugir, disse elle na so-
leira, nada feito.
Est bem iito: v desoangado, meu
bom Sr. de Peyrolles.
Uraa eatron lusa gargalhada seguio-se
saluda do confidente : depoia tolas as vo-
zea uoiram-ae para gritar :
Vinho Vinho I
IV
O pequeo Parisiense
Eram apenas qu i tro horas da tarde. Os
rutio -s tinhara tempo diante de ai. A' ex-
cepgSo te Passepoil, estavam todos alegres
e aatisfeitos.
Bebiam, gritavam, cantavara, na sais
terrea di estala ge ra da M.gS de Ado.
A'beira dos fosaos de Caylus, os ceifei-
roa, pasaado o calor, activkraiu o trabalho
e amarra vam em feixes a bella colbeita de
feno. '"
Sbitamente ouvia se um tropel de ca-
vados ne fl ir.esta d'Ens e pouco depois ou-
viram-ae gritas na colima.
Erara os ueifeiroa que fugam, a gritar,
das pranchadaa distribuidas por um trogo
de guerrilheiros, que vinham procara de
AfilEPADES
Luiz II da Uaviera
POB
Edmaodo CascSo
(Continuaqao)
IV
US CASTELLOS
(ContinuacSo)
S. M. bavara possue maia o castello go-
thico de Neuachwanatein externamente
urna maravilha de architectura e interna-
mente nao menos suraptuaso que os preoe-
dentes.
Foi e.onstruido poneos minutos da an-
tiga residencia de Hohenaehwangaudia-
dema 8obe.roo que ornamenta o pincaro
de ura alcantil pyramidal, ou especie de
oinho d'agma paspegado no :ume de urna
escabrosiasima pmha como inspirada-
mente j alguetn o lembrou.
E' egUalmente da cmara do rci-3ybari
ta um outro primor inapre"iavt 1 que
varaoaesbigar ura paludo esquisaa. (*)
Ainda mais eata vez, l.itor delicado,
concadei nos voasa agradabilsima compa-
uhia.
Entremos, pois.
Eis-nos j humbraes dentro das miri-
fica cmara.
A despoito de conhecerraos a idolatra
do soberano par aposentos neraerosoa, Aca-
raos todavia abysraados encontrando-nos
em fa:a de uraa floresta da arvores gigan-
tescas, dispaatas symetricameote, 1-tjikI)
epagosa8 e rectaa alamedas, que dir-se-ia
outraa tantas gruta i, gragas a vegetagSo
luxuriante que ontretacendo a raraaria das
fraudosas arvorados, construa abobadas
plenas de desenbos phantasiosos guisa de
adornos arohitectonicos 1
Hars encaracola las carao enormes ser-
pas pelas ^rosaoa troneos simulavara irapac-
cavelmente, com .s espiraes de suas folha-
sinhas Vulludineas, os relevos daa columnas,
e parsitas com seos caules cap llares, pen-
dentes das bastes figuravara os estalacti-
tas da taea grutas encantadoras que ftziara
memorar as galeras constru las pelos es-
talactites e estalagmtes da tao afamada
gruta do Fingal.
Oh I paizagem pittoresca, arrebatadora,
digna de sor iramortalisada em tela por
um Ruyadael !
E atiante-sa que ura luar magnifcente
infiltran lo-se atravez abobada daa viren-
tea folhaaiohas, recamando a nava, esraal-
tava-a com tenua pul veris iglo de perolas,
e imagine-se o incomparavel, o indis ripti
vel espectculo que nesse bosque paradi-
siaco desfruta ce I
Entretanto enverede nonos por urna
dessas formosas avenidas e fagamos alto
no coragSa di floresta Cabalstica.
Detemo-nos n'uraa rea quadrilonga on-
de ergue-se, lavrado era marranre branco do
Danuoio, ura palacio de 540 portas um
collosso confrontado ao qual o preconisado
labyrintho egypcio nS> excedera a um
tomo... tudo isto era miniatura, depre-
hende-se. *
Mas que symbolisaro semelhantes pri-
mores ? Iabysmadoa em mystica contem-
plagSo, pmsavamos.
Eis que rutilou em nossa cerebro um
lamp i de inapragSo e sbitamente des-
lindamos o enigma que a instantes affigu
rava-se-nos ioextricavel como o do
Spninx... a qu Iquer outro que nSo
Glipo.
. Depara ramo nos simpleamente nos de
cantados Campos Elysios scaodinavos si-
tuado l na louginquas regio s hyperbo-
reas e o famoso monumento qua nos exta-
siava era o incomparavnl Walhlla a
collosaal residencia de Wotan e Frkka,
ou seja Jpiter e Juno na mythologia
sean linava, e onde as bellicosas Walky-
rias conduzam em seos indmitos coraeis
os corpos innimes dos bravos que suc-
cumbiam pelejando pela integridade do
patrio solo, para propinar-lhe8 cerveja e
bydromel.
Ante semelhanta descoberta instinctiva-
mente observamos as titnicas arvores e
diviaamos entre a densa ramada roligos
pomos ureos esplendecerem ; contem
piamos o firmamento azul como turqueza,
forragens, e com certeza em parte alguraa
nao podiam encontrar melhor ro)mecimento.
Os nossoa oito valentoea puzeram-se
janella da estal Sao atrevidos, os patifes 1 disse Co-
cordasse Jnior.
Vir assira at debaixo das janellas do
Sr. marquez 1 accrescentou Passepoil.
Quantos sSo ? Tres, seis, oito. ..
Exactamente, tantos como nos.
Emquanto isto se passava, os forregea-
dores fazia u o seu fornecimento muito
tranquilla me ote, rindo e galhofaodo. Sa-
biara perfeitamente que as velhos falcone-
tes do marquez de Caylus estavam de ha
muito calados.
Eram ainda giboes de couro, chapeos
desabados, e espadas corapridas : bellos
rapazas, na raaior parte, entre os quaes
dous ou tres bigodea griaalhos ; apenas,
tinhara mais que os nossos espadachins,
piatolaa nos coldres das sellas.
Alera disso nSo estavam todos vestidoa
da mesma maneira. Reconhecia-se na-
quelle pequeo esquadrSa os uniformes es-
farrapados de diversos corpos regulare-*.
Havia done cagadores de Brancas, um
artilheiro de Flaodres, ora bandolciro dos
Pyrineua, um velho aUbardeiro, que devia
ser do tempo da Fronde.
O resto tinha perdido o cunho como as
medalha8 gastas.
O c lojuncto podia ser tomado por urna
boa quadrilhtfde salteadores de estrada.
E de facto, aqu'-lles aveotureiros que se
apresentavara cora o pomposo nome de vo-
luntarios reaes, vahara tanto como bandi-
dos.
Terminada a tarefa, e carregado8 os ca
vallos, tomaram. outra vez pela estrada.
O chefe, que era um dos dous cagado-
ras de Brancas, e que trazia divisas de ca-
bo, olhou em torno e disse :
t'or aqui, meus aeuborea ; all est
justamente o que pre -saraos, e apontava
para a eatalagem da MagS de AdSo.
Bravo exelamaram oa forn-gaado-
res.
Acon8elho-lhes, meus meatrea, mur
murou (Cocordasse Juaior, a que depandu-
rera as espadas.
Era ura abrir e fechar de olhoa, todoa
os cintures estavam afivelados e os mes
tms d'armas, salando da janella puz .Tara-
se em torno das mesas.
Cheirava a chamusco a ama legua de
diat tncia
Frei Passepoil sorria tranquilamente por
debaixo dos sena tres pellos de bigode.
Diziamos, pois, coraegou Cocordaise
{') Com tragos muito ao leve e sobre
isso nimiamente incompleto ser elle (o
eaquisao) bosqujalo, j que assaz breve e
succinta era a noticia que a tal respeito
nasos
matizado de nuvens brancas como nev, e
descortinamos constellagSes septentrionaes !
Paasaros em cardumoados dentirostros
dos Jis8rustros, dos conirostros, dos tenui-
rostros, edos syndactylosalcaodorados as
hastea, oceultos na espesa folhagem, e
hilariantea pela liberdade que fruam n'nm
bosque era que a propria Natureza atavia-
va-se cora tSo luxuosa germinagSo, modu-
lavam gorgeios arrebatadores, corapondo
urna ordu-stra realmente ioemitavel \
Vezes eaaa masaa de vozes melodiosaa
esposava-se em cito harraonioso com os can-
glores argentinos vibrados pelas sonorosas
tubas de trios seraphico3 que se evolavan
n'ampRtude empyrica.
Figurai urna ayraphonia celestial regida
por maestro divino e estimareis precisa-
mente os aecordes inavioso3 que inebria-
ram nossoa tympanos 1
Eia que porcebemos ura sussurro bran-
do, dir-se-ia o cicio produzilo pela lympha
d'um rib-irinhoao deparar um montculo
de seixos importunos tentando empecer sea
placido deslizamento.
Pesquizamos arto continuo, offegosos, a
origem do murmurio sentido.
Assombrou-nos a nova maravilha que '
defrontaraos: do vrtice d'um roehedo
cryatallino, despenhavam se parennemente,
em levadas copiosas, iriando em s.-intilla-
goes transcen lentaes, opalas hyaltea e ru-
bis, chry8olitos e beryllos, gemraas e ame-
thystas, turquezas e saphiras, cornalinas
e victorinas, granadas e margaritas, esme-
raldas e diamante I
Duvidaraos do que presencia vamos.
Suppasemo-nos momentneamente vic
timas d'uns qualquer devaneio suscitado
pelo deslumbramento quo apoderara-se de
nossa alraa contemplar tantos prodigios,
ou mesmo, guindados s plagas era que
extra vaga va rlente imaginagao do phan-
tasiosT ncola desse bosque ednico.
Appropinquamo-nas, pois, da catadupa
encantada.
Da pice desse roehedo efl'ectivamente
manava um regato que flua borbuihosc
em leito de quartzo hyalino prismtico
urna espacie de escada suave cora degros-
crebros circurastancia deter minadora da.
cachoeira de innmeros saltos que fitavamoa
Diaua em apogea- um fanal elctrico
aljofran lo tudo que banbava com seos raios
brancos, Arcturu^, Yfega, Perola, e mul-
tplices astros boreaes bicos de intenso
gaz carbnico que rutilavam em orificios
no te :to incidndo seos fulgores no ar-
roio cryatallino, com a lympha revolute.ida .
ondeada, pela queda de degro em degro,
ao tempo qua sob o translcido leito co
ruscavam myriades de nimbos de luzes
cambiantes, originavam a surprendente, &>
mirifica catar..cta que tSo magnamente nos
embevecera.
O ingresso no portentoso Walhlla do
rei Luiz era franqueado por ura grandio-
so prtico encimado por alteroso fronto,
O interior era simplesmente um ampia
leito de molas doces onde inmerso em
densa nuvera de perfumes que golfavam
era espiraes de cae las, distribuidas pelo
aposento e iam confundir-se com as nebu-
losas filos tenues e ondeantes: que er-
ravam no vacuo, e inundado da claridade
meiga da potica lampada astralsema
qualimpossivel fra-Iho conciliar o sorano
o dynasta phantasioso, resupino, consumia
horas e horas at adormecer, na contem-
plagSo exttica da nesga do empyreo rcti-
co, recamado com t idos seos laminares,
que trasplantara para o mgico e enge-
nbaso tecto de sua deslumbrante caman.
Por oceasia do seo finamento encoutra-
va-se na Italia urna commisso artstica
que alli enviara expressaraente examinar
aturadamente a famosa gru:a azul de Ca-
pri.
S. M. aqaelle espirito levantado que
comprehendia, privilegio que raros des-
fructam, todas as manifestagS-s do Bello a
do Sublime tencionava aecorar esse cas-
tello primoroso com um spe iaien soberbo
d'aquelle maravilhoso lavor da Natureza.
Continua*
para apparentar, que o melhor meo de se
conservar gente ero guarda contra um es-
padacbira canhoto, o que sempre muito
perigoso...
Ola disse naquella momento o che-
fe dos guerrilbe ros, enjo rosto barbado
appar-ceu na porta; a estalagem est cheia,
rapazes I
Pois preciso despjala, responde
ram aqaelles que os seguiam.
Era simples, era lgico. O chefe, que
se chamava Carrigue, nSo teve objecgSes
a fazo*. Apearam-se e amarraram as ca-
valgaduras carregados de feno s argolas
presas parede da estalagem. At entSo
os nossos espadachins nao se tinham me
xdo.
- Agora, disse Carrigue, entrando na
frente, ra e depressa 1 Aqui s ha lugar
para os voluntarios do rei.
inga m respondeu. Cocardasse voltou-
se apenas para os seus o raurmurou :
Calma, rapases 1 Nao nos zangue-
mos e vmos taz-r danzar es senhores
voluntarios do rei.
Os homens de Carrigue enchiam j a
porta.
Ento I disse elle, nSo ouviram ?
Oa meatrea d'armas lerantaram-se e
cumprmentaram cortezmento.
Pego Ihes, dia8e o artilheiro de Flan-
dres, que saiam p la janella.
Ao mesmo tempo pegou no copo de Co
cor iaaaa e levou-o aos labios.
Carrigue accrescentou :
Nao vera, meus labregos, que preci-
samos desees, canecos, deasas mesas e
desses b,.neos ?
Pois nSo I disse Cocordasse, vamos
j dar Ihes tudo isso, meus meninos.
E quttbrou o caneco oa cabega do arti-
lheiro, emquanto < asspoil atirava com o
banco ao peito de Carrigue.
As dezeaeia durindanas brilharam no
mesmo instante. Eram to los homena d'ar
raaa robustos, bravos e batalhadores por
gosto. Avangavam ao mesmo tempo e de
bora grado.
Ouvio se o tenor Cocordasse dominar o
tumulto com a sua prag favorita :
Com mil raios 1 a ellos 1 a elles 1
Ao que Carrigue e os seus respondern),
carreg nio de cabega baixa :
Avante I Por L.gardro |
Foi um lance thentral. Cocordaese e
Passepoil, que estavam na primeira iinha
recuaram e puzemm a mesa entre-os dous
exeroitos.
Alto I exclamou o gascSo : armas
abaixo em ambos os lados.
Havia j tres ou quatro voluntarios muito
maltratados. O assalto nSo Ihes tinha sido
favoravel, e viam agora quem tinham pela
frente.
Que foi que disse ? perguntoa Pas-
sepoil, cuja voz trema de emogo ; que
foi que disse ?
Os outros espadachins murmura vam e
diziam :
Iamoa comel-os como calhandras I
Paz disse Cocordasse com autori-
dade.
E, dirigindo-se aos voluntarios :
Respondara francamente, disae elle,
por que gritarara por Lagardre. ?
Porque Lagardre o nea80 chefe,
responden Carrigue.
O cavalleiro Henrique de Lagardre?
Sim.
O nosso pequeo Pariziense o nosso
encanto resmungou Passepoil, que tinha
j os olhos hmidos.
- Um momento, disse Cocordasse ; na-
da de engaos. Deisaraos Lagardre em
Pariz, na guarda real.
Poia Lagardre aborreceu-se disso,
replieou Carrigue (Jonscrvou apenas o un-
farme e commanda uraa companhia de vo-
luutxrios aqui, no valle.
N sse caso, alto 1 disse o gascSo :
embaiuhar espadas I Os amigos do peque-
o Pariziense sao nossos amigas e vamos
beb r juutos primeira lamina do uni-
verso.
Vamos a isso I disse Carrigue, que
percebia que o s-.u grupo tinha escapado de
boa.
Oa senhores voluntarios reaes metteram
inmediatamente as espadas as bainbas.
Nem ao menos temos descolpas?
perguntou Pepe, o Matador, orgulhoso co-
mo um castelhano.
Haa de ter, meu velho camarada, res-
pondeu Cocordasse, a aatisagSo de te ba-
t-res com migo, se ests con rontade ; mas,
quanto a estes senhores, es'So debaixo da
minha protecgSo. Para a mesa Vinho !
E offereceu o s-u copo a Carrigue. Tenho
honra, proseguio elle, de apresentar-lhe
o meu ajudante Passepoil que, seja dita
sem ufleuss, ia ensinar Ihe um golpe de
que o senhor nSo tem a menor idea. E ,
como eu, amigo dedicado de Lagardre.
E elle tem nsso muito orgulbo n-
terrompeu Passepoil.
(Continuar se ha)
Tjp. do Diario roa Lhique de Carias n. 43.

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