Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17702

Full Text
AMO Lili. HUMO
IMRl A l'tPIl.tL 12 Llli.Uli^ OUB 0 MIS PltiA POKTE
Por tres mez'is adiantados .
Por seis dito idenij,.....
'or um anno dem......
Cada numero a vulto, do meamo da.
,5000
12^000
240000
$100
WMMEiBA 24 S 1F18 CE 1886
PARA DENTRO E PORA DA PRO VIHCIA
Por seii meses adiantados.........,...... 13)>500
Por nove ditos dem................. 200000
Por um auno dem............... 270006
Cada numero avulso, de das anteriores........... 01oO
I



-.

.11 .. .. I' .
Os Srs. lmedee Prlnee C '
de Parla, sito os nossos agentes
exclusivos de anaunctos e pa-
hllc . terra.

Aviso
A(M Srs. subsoriptoras (leste Diario a vi
sa a respectiva direccao que, do 4. de
Janeiro prximo em rliante, far se ha a ar-
recadaeilo das assigoaturas pela forraa se-
uinte :
Na cidade do Recife e lugares para onde
nao se paga porte. GfJOOO por trimestre,
adiantado ou durante o 1. mez do raesrao
trimestre, 65500 nos 2. e 3. mezes.
No fim do trimestre ser suspensa a re-
messa do Diario aos que nao tiverem sa-
tisfeito o seu debito.
Fora da cidade, nos lugares para onde
se fazem as remessas pelocorreio, 13#500
por semestre, pago as mesmas condicBes
cima.
Aos que quizerero pagar o anno adian-
tado, faz-se-ba o abate de 15000, para to
dos os assignantes.
TELEGRAMAS
2SSVIC0 FASTIOSLAS SO SUBI
RIO DE JANEIRO, 23 de Novembro,
1 hora e 20 minutos da tarde. (Recebi-
o as 2 horas e 40 minutos da tarde, pelo
cabo submarino).
Fot apoaentado rom a lion^no de
minlatro do Supremo Tribunal de
Jiisiirn. o deNembargador Antonio
*usiisin Pereira da Conba, da Relst-
rio de Porto Alegre.
Forana normados deembarga-
durp*i
Dn Hrlaru do Haranho, ojui/. de
direito Joo Cavaleaute de .tlbu-
qnerqae. da capital da Parabybat
Da Relaro de Coyas, o Jaiz de di-
reito, Caaenalro de senna Hadare!-
ra. da capital do Rio Grande do
*orte i
Ha Helarn da enre, ojuii de di-
reito Manoel Vielra Tn*ta, da romar
ea de Peiropolia. no Rio de Janeiro.
Foijexonerado o actual ebefe de
polica da provincia de Amazona*,
endo nomeado para aubatitull-o o
Jala de direito trcimr Annea aco-
rn Prea.
l'oram transferidos os consoles
do nrasll > o de Cayetana para i.ore-
toteo da Rolivia para t'ayenna.
Fol nomeado cnsul geral do
Rrasll na Solivia o Dr. fioncalves
da Rocba.
HISTORIA ANTIGA.
(Extrahido)
O V BIBUOTHECA DO POVO K DAS ESCOLAS
(C 0 n t inu a r So)
CAPIT'JLO V
OS PIIEXICIOS
Pelo seeub XIII antes da era ebrist os pheni-
cios de Sidon tiuh iin chegado ao mximo estado
de adiantamento e de influencia. Foram ento
victimas doa philiateus que se haviam estabelecido
ontrj a Pheni iae o Egypto. Sidon foi tomada e
destruid* por soa depois para Tyro, comecando eoto o segundo
periodo d i historia dc.te povo.
S'esse novo periodo, Tyro, succedendo a Sidoo
tomo centro do dominio colonial dos phenicios, ele-
Tou-o bem depressa ao auge da prosp-ridade. A
direccao, po m, que imprimi ao muvimento de
eipanso colouisadora teve quo ser diversa. As
populacoes gregas tinham se ido deaenvolvendo
pelas duas margeos do mar Egeu, e uo a obsta-
ram a que os phenicios f>ssem por alli establecen
do novas colonias, mas chegaram a desaljalos de
u'gumas poslcitfs adquiridas. Por isso os Tyrios
riverain que abandonar aquel le caminho e trata-
ran de esp ilnar-se para os ladea do occidente do
Mediterrneo, que ainda esta va desembarazado.
Foi assim que se oceuparam em estabelecer co-
ioinaa e fcitorias na Sicilia, na Sardenha, na Cor
sega, em Malta, as ilhas Baleares, as costas da
GaUia, e as da pennsula ibrica, a o mesmo tempo
na margem merdonal do mesmo mar alargaran)
tanbem os seus dominios, fundando as cid-idee de
l'tica e do Hippona. Por fim, transpuseram o
estreito h .je chamado de Gibraltar, indo fundar
estabelecimentos pela costa occidental da Europa,
oude se soppoe que chegaram s costas do Gi-
Bretauha, e iodo tambem para o tul, onde tal vez
ebegaasem a aportar s ilhas Canarias e s de Cabo
Verde.
Eoto o podero pheoicio chegou ao mximo es-
plendor e tuve a soa dado de ouro. Reinava Hi-
rao I, que foi contemporneo dos reinados de Da-
vid e de Salomo nos Hebrens. Com estes reis
teve elle allianca e por tal modo promoreu a gran-
deza ph-nicia, que a influencia d'esta chegou a
sentir-se coasideravelmente em Jerusalm, onde
Astarte (urna divindade dos phenicios) teve culto,
sendo esse um dos actos da idolatra, com que por
vetes os israelitas off juderam a Deus.
Logo depois se coinecou porm, a manifestar a
decadencia da Phenicia. Duas causas poderosas
concorreram para ella : as lucias civis dentro de
Tyro, com sueccasivaa revolocoes, e os progressos
dss naveg coea e da coloni ci dos gregos que
verama debocar as dos pbenicioe. N'umadaiuel-
las revoluoe, que occorreu durante a menoridade
do re Pygmalo, foi assassinado o regente do es-
tado e teve qne expatriar se aua viuva Elisa, que
cora oa seos parlidarios foi para a frica, onde
fundn a cidade de Oartbage. Esta Elisa
rainha que figura cora o oome de Dido na Eneida
. de Virgilio.
A diminncSo do dominio no exterior ea fraque,
za do poder no interior, ficram que a Phenicia
fosse successivaraente invadida pelos assyrios, pelos
bsbylonins e pelos egypcios. Do dominio destes
tres povos passou dep is ao dos persas, a que se
Bubmetteu voluntariamente, e porfim veio a ser
conquistada por Antigono, nmdos gmeraesde Ale-
xandre Magno, que a assediou com urna numerosa
frota e a venceu, paseando ella ao dominio d'aqoel
le imperador, que substitfrio na Asia a dominacao
dos persas.
( Continua).
?ARTE OFFICUL
Cioveroo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 22 DE
NOVEMBRO DE 18t6
Epaminondas Serafim de Mello.Providencia-
do.
Francolina Sabina do Monte. Entreguem-se
mediante recibo.
Francisco das Chiigas M.ntero.Indeferido-
Capillo Florentino Bezerra Lite.Informe o
Sr. Dr. juii de direito da comarca de Panel-
las.
Jo Pau'o Botelho.Infirme o Sr. fiscal da
da Compabhia Recite Draynage.
Joaquim Marinho Borges.Ao Sr. Dr. chefe de
polica para providenciar.
Capt> Jerouymo Cabral Pereira doAmaral.
aguarde a destriboicio de crdito a chegar,
visto aviso do Ministerio da Faienda de 20 de
Outubro ultimo.
Mara Senborioba da Silva.Informe o Sr. in-
spector geral da nstrucc > publica quanto vaga
da cadfira e melhor modo do provimento.
Manoel Bubosa de Fontes.No que se refere
polica esto dadns as ordena para qne compra o
seu dever, e quinto ao judiciario requeira as au-
toridades competentes.
Tenente Ursino Teixeira de Barros.Informe o
Sr. juis de direito da comarca de Panellas.
Umbelina Ferreira da Eocarnucao.Reqoeira
ao Dr. juis de direito das execucoes crimi-iaes.
Secretaria da Presidencia de Pernatn-
buco. em 23 de Novembro 1886.
O porteiro,
Francelino Chacn.
V
Reparllco da Polica
SecsSo 21N 1142. Secretaria da Po-
lica de Peraambuco, 2 5 de Novembro de
1836.-Illm. e Exm. Sr. Partecipo a V.
Exc. que foram re olhidos Casa de De
tencto os seguiates individuos :
A' rainha ordem, Antonio dos Santos
da Silva, Joao Francisco da Costa e Fran
cisco Cyriaco Marcos, vindos do termo de
Agua Preta, o primeiro como sentenciado
em crime de furto de cavallos e os outros
sentenciados em crime de ferimentos gra-
ves, diaposicSo do Dr. juiz das execu-
coes ; e Caetano Al ves de Li oa, como cri-
minoso de morte no termo de Atalaia pro-
vincia das Alagoas ; e o menor Manoel
Domingos do Espirito Santo da C nha,
com destino a escola de aprendizes mari-
nbeiros.
A' ordem do subdelegado do Recife,
Jos Luiz de Franca, Josepb Rinol, por
uso de armas dsfezas ; e Ral Hudson,
requsicito do cnsul inglez.
A' ordem do de Santo Antonio, Jos
Barbosa da Silva e Caetano Luiz da Silva,
por disturbios.
A' ordem do do 2' d stricto da Boa-
Vista, Juatiao Jos de Moura, por embria-
guaz e disturbios.
A' ordem do de Belm, Jos da Costa,
por disturbios.
CommuDicou me o subdelegado da Mag-
dalena, que, s 4 horas da tarde de hon-
tem, o trem que subia para a Varzsa, ao
pasaar a ponte de Lasrre, em frente ao
sitio do Dr. Jos Ozorio, esmagou ambas
as pernas do preto Astero, escravo do
Dr. Berardo.
Por ordem do commandante da 5a es-
taclo da guarda civica, que immediata-
mente compareceu ao lugar do sioistro,
foi conduzido o alludido escravo para o
Recife.
Das informacoes colbidas na occaaiSo
pelo subedelegado, consta que o referido
preto atirara-se propositalmnnte sobre os
trilhos na occasiSo que passava o trem.
A tal respeito abrio-se iaqu*rito.
Dcus guarde a V. Exc. Illm. Exm.
Sr Dr. Pedro Vicenta de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe de
polica, Antonio Domingos Pinto.
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DA 22 DE NOVEMBRO DE
1886
Francisco Moreira da Costa. Satisfaca
a exigencia da contadoria.
Jos Muniz de Almeida. Junte copia
das informacoes.
Antero Clementino Leite.Archive-se
pelo contencioso-
Simplicio da Silva Coelho, Caetano Cy-
riaco da Costa Moreira, gerente dos Tri-
lhos Urbanos do Recife a Caxang, Padre
Francisco Veriesimo Bandeira .e Manoel
Joaquim de Souza Neves. -Informe o Sr.
contador.
Manoel Jos Pereira Rosado, contas do
collector dn Olinda, Viceute Jos de Brito
Jnior e Manoel Joaquim Pereira.Haja
vista o Dr. procurador fiscal.
-23 -
Ordem Terceira de S. Francisco, Joa
quim da Costa Ribello e Soares do Ama-
ral. Ao contencioso para cumprir o des
pacho dn junta.
Dr. Manoel Gomes Viegas. Archive-
pelo contencioso.
Jos Rodrigues Loffler, Jos Caetano
Ribciro, Amorim Irmaos, Bsrnet & C,
Viuva de Consiantioo P. Ferreira Porto &
C., e Guilhermina Laurinda de Aratijo Ca-
mello. Infirme o Sr. contador.
Balbina Mara do Nascimento.Entre-
gese pela porta.
Offi. ios do Dr. procurador dos feitos.
Informe o contencioso.
Emilio Roberto e outros, Barbota & San-
tos e Dr. Joao de Oliveira. Ao Sr. Dr.

administrador do consulado para cumprir
o d apacho da junta.
Padre Manel Ferreira da Rocha, Bernet
& C, Minoel Joaquim da Costa, Dr. Al-
fredo Falcao e outros o contas do Dr. pro-
curador dos Feitos. Haja vista o Sr. Dr.
procurador fiscal.
Felippe Benioio Carvalho Figuerodo.
R-gistre se e fayam-se os deviios ssenta-
mentos.
Inspectora geral da Instracco
Publica
DESPACHOS DO DA 17 DE NOVEMBRO DE
1886
Antonio Alleloia Patricio, professor pnblico.
Tendo o supplicante infringido o que dispoem o
art. 161 % 2 (2* parte) do Reg. vigente e a deter-
mimic o da Presidencia da Provincia de 21 de
Maio de 1885, publicada por edital n. 685 de 26
do mesmo anno ; no tendo alm disso o suppli-
cante provado o motivo que allega, e ha vendo con-
tra si queixa que se prende ao facto de ter elle
deixado a cadeira para vir a esta capital, nao pode
ter defermento a presente peticao.
18
Rutina Demetria de S.iusa, professora publica.
Justifico em virtude de autonaacio da Presiden
cia de 17 do correte,
Jos Mana Teixeira Guimaraes, professor pu
blico.Jost'fico em virtude de aut'risacao da Pre-
sidencia da Proviocia do 17 do correte.
22
Silvestre Antonio de Sooza, professor pnblico.
Sim.
Secretaria da instruccao publica de Per-
nambuco, 23 de Novembro de 1886.
O porteiro,
J. Augusto de Mello.
Correspondencia do Diarlo de
Peraambuco
PORTUGAL Lisboa, 13 de Novembro
de 1886
O Jornal do Commercio de hontem diza :
* Dava-se hoje como certo qua, em consequen-
cia dos mdicos aconselharem repouso ao Sr. Jos
Luciano de Castro, seria S. Exc. substituido na
pa-t do reino pelo Sr. Henriqoe de Barros Go-
mes, cootinuando, porm, com a presidencia.
Para a pasta dos negocios estrangeiros di-
tia-s que ira o Sr. Henrique de Macedo, sendo
este substituido no minist-rio da marioha pelo
Sr. Francisco Mara da Cunha.
Como este jornal nao costoma dar curso a boa-
tos, a noticia tinha seus visos de verdadeira ; to-
davia as hovidades noite re truca vam :
ero os mdicos aconselharam repouso ao Sr.
Luciano de Castro, que est j trabalbando acti-
vamente na soa pasta, oem por esse ou por oucro
qoalqoer motivo oa modicacao, interina ou defi-
nitiva, no provimento da paata do reino ou de ou-
tra qoalqoer.
i A noticia do Jornal do- Commereio absolu-
tamente destituida de raoJamanto em todas as
soas partes.
Em nutro lugar da mesma folha noticiava-se
que o congresso das irmandades projecta faaer ce-
lebrar um Te-Ueum em accao de gracas pelas
melhoraa do Sr. conselheiro Jos Luciano de Cas-
tro.
Hoj* o Io anaiversario do fallecimento do il-
lustre chefe do partido progressista, o conselheiro
Anselmo Jos Braancamp.
O Rvd. bispo de Betbsaida, D. Antonio Ayres
resoo para suffragar a sua alma telas 9 horas da
manh, na igreja parochial da Encarnacio, nina
missa, que asaistiram alm dos prenles, muitos
amigos e correligionarios do honrado estadista.
Nestes ltimos das tcm havido tres desaba-
mentos de varias abobadinhas de tijolo as obras
da Casa Pia, junto ao histrico e magestoso tem-
plo dos Jeronyinos, em Belm.
Felizmente nao houve desatres pessoaes a la-
mentar.
O goveroo mandou entregar direccao das
obras publicas de Lia loa as obras da Casa Pia,
que at agora teem estado na dependencia da di-
reccao daquelle estahelecimento.
O jornal Novidades de que era director poltico
o ministro das obras publicas, accreseentava o se-
guirte no sea artigo de hontem noite :
Mo fado parece perseguir aquellas obras.
Pri oeiro, foram as phantasias architeetonicas de
Rambois e Canatti, que deram em trra com a
Saode torre central, que anda l est em ruinas,
avia direito a esperar, que as coasas correran!
depoia disso om pouco melhor por tei sido cncar-
regado das obra i om eneeobelro; mas apparece-
ram as phantasias dos chalets e outras, que arre-
daram totalmente os donativos que beneficiavam
aquella casa, e apDrecem agora as abobadas a
desmoronarem-se, como se desnv ronou a torre !
Como escaolalo de engenharia, contessamos que
nao pode s r maior ?
, Inconvenientes de se fazerem obrse poblicss
sem ser pelas repartido -s e estaces competentes
para essas construccoes. O engenheiro director
das obras tambem o director do estabelecimento.
Esta promiscuidade de funecoes nunca d bous
resaltados.
O ministerio do reino mandou j entregar aa
obras direccao das obras publicas de Liabas, e,
segando nos consta, aguarda nicamente o encer-
ramenro da syodicaocia, a que ha lempos mandou
proceder, para cuidar das reform is de organisa-
cio interna a intrxduzir naqoelle estahelecimento
que realmente est de las muito precisado.
Visivelmeote ha hostilidades manifesta oeste
pequeo artigo contra a direcco i aquelle estahe-
lecimento e vem, ao qoe parece, confirmar o boa-
tj qoe tem corrido de que o eogeuheifo Valladas,
actual director da Casa Pia, ser substituido bre-
vemente.
Autes doa recentes desmoronameptoa de que se
trata estabeleeer-SQ conflicto entre o provedor, que
o prr do reino Carlos Eugenio de Almeida, e o
director Valladas, a proposito de asaumptot, de
administracao interoa que seria longo referir-
Ihea
Antes dos recenteb dennorouamentos de qoe se
trata estabelecera se conflicto entre o pruvedor,
que o par do reino Cario* Eugenio de Almrida
o o director Valladas, a proposito de assomptos
de administracSo interna que seria longo refe-
rir Ibes.
O vapor inglez John Eider, da carreira do
Pacifico, que ltimamente ebegou de Liverpool
e seguio para oa portos da sua escala no dia 11
do correte, entroo nestn porto com bandeira al-
terna iyada no topo grande, por traaer a seu bordo
o ministro do imperio allemo na R publica do
Chili.
O n ivo governador geral da India, o capitn
de mar guerra Cardoao de Carvalho, partir
para a Ga depois do dia 20 do corrate.
Parece que no ultimo conselho de ministros
qne se reuoo em casa do Sr. presidente do conse-
iho, se tratuu de fizar o dia em que seria decre
tada a dissoluyo das cortes.
E" com toda a res-rva que reproduzo est noti-
cia, pois mais provave qoe as cortea se abram
oa ep >ca determinada pela Carta (2 de Janeiro) e
que, levantada no parlamento urna questo de
confianza, que bem poda ser a do til de indem-
nizada pos actos dictatoriaea do gabinete, a
maioria que regeneradora votando coutra o go-
veino, indicana a este, e ao poder moderador, sem
sahir das praxes constitueionaes, o caminho a
seguir.
Asiim, a dissolugao seria um acto conforme aos
precedentes estabelecidos no rgimen represen
tativo.
Tudo o que na> for iato, dar origem a maiores
clamorea e ao successivo desprestigio do system
constitucional.
Teve urna soIuqi satisfactoi ia a questo
da ele/aco dos direitos em Franca sobre os vi-
nhos de iroportaca<>. qoe ameacava o nosso mais
importante ramo de commprcio e tambem as in'.e-
resses comme:ciaes da Hespaoha e da Italia.
O mioiatro da fazeoda, o Sr. Sidi Carnot, j
retiroo o pfojecto, que havia apresentado a tal
respeito.
Eis o que escrevia, ha poucos dias sobre oai-
aumpto r.m- folha governamental !
o Esta vi:t.;na deve-se, em grande parte,
nossa dipl imacia. Foi de Portogal, que parti a
idea de orna accao collectiva das tres potencias
interessadas ; e foi tambem o nosso paiz que for-
neceu os subsidios inelhores para o governo fran -
cez fazer justiyi.
Logo que a rjucstao appareceu, e ainda antes
da imprensa dar rebate, o nosso goveroo proceda
as primeires diligencias.
Pela direccao geral da agricultura, organi-
sju ao urna memoria, com o resumo de todas as
analyse (cerca de 2000) teitas nos nossos vinhos
por occasiSo da exposicao districtal em L sba, e
com outros subsidios complementares. Esse tra-
balho foi enviado pelo ministerio dos negocios es-
trangeiros ao nosso repiesentante em Pars, e o
Sr. conde de Valbom farmoloa om memorndum
proficiente e largamente dcaenvolvido, contendo
as nosaa yclamaooes. Sirvi tambem esse me
moranduir. para baso das reclamacot da Huapa-
nha e da Italia.
O Sr. de Freyciuet mandou imprimir o me-
morndum ao nosso illiatre represeutante, e dis-
triboil-o pelas estaces competentes.
As iaforcaacoes deltas foram taeS que o go-
veroo fraocez, at eotao disposto a insistir na
sen projecto, desisti delle, comoj est ofBcial-
mente anooociado.
A Santa S admittio reabertura de negocia-
cues diplomticas sobre a questao do nosso padro-
adona India, afim de poderem ser atteodidas, no
qoe se julgue de noticia, as relamacoes das nos-
sas ebristaudades.
Este facto prova o espirito conciliador da Santa
S e garanta sigura de que casas reclamaces
nao ficaram totalmente sem satisfazlo.
Celebraram-se no dia 11 de cor-ente pelas
11 horas da manb na S Patriarchal officios f-
nebres por alma de Sr. D. Pedro V. Officiou o
s'r. cardeal patriarcha.
Assistiram S. M. el-Rei o principe real D. Car-
los, infantas D. Alfonso e D. Augusto ; o minis-
terio (enm excepeo do presidente do conselho),
governador civil e commssario geral, offieialidade
tt-rra e mar, e muitas outras pessoas de distinc
cSo.
Um esquadrao de cavallara acompanhon S.
M. e A. A. na ida para a S e no regreaso para
o paco da Ajada.
Fra guarda de honra o regiment de infanta-
na 2, que den aa descargas do eatylo*
Concloio-se a avaliaco doa bens mobiliarios
em Lisb.1, do fallecido re D. Fernando.
O valor desses bens de 290:000/ fortes apro-
ximadamente, comprebende-ae oeaaa quaotia....
100:000/ de fortes de objectos de ouro, prara e
peJras preciosas.
Vai comecar a respectiva descripeo no inven-
tario.
O musen eatabelecido as ruinas gothicaa do
Carmo em Lisboa, da Real Associacao dos Ar-
cheologoa Portuguezes, recebeu urna precisa col-
leecao de instrumentos prehistricas doa Estados
Uoidos da America, em numero de 1:250 que o
distincto archeologo Dr. Keinold, offereceo ao pre-
sidente daquella associacao, o Sr. conselheiro Joa-
quim Poasidonio Narciso da Silva.
Fica pois o museo possuindo a maior colleccao
prehistrica da America qoe ha em Portugal.
Foi tambem para o museu a figura que no
aeculo XVI estiva collocada aobre um roebedo
no rio Douro, para indicar aos navegantes o ca-
nal do rio.
Ainda que nao tem merecimento como obra de
eaculptura, vale como recordaco histrica.
Fas lembra- o importante aervico que nave-
gacaj do ro Douro fez o biapo de Vizeu, D. Mi
guel.
Deram entrada na junta consultiva das obras
publicas e mmaa oa eetudoa relativo) a om troco
de caminho de ferro entre C*atello Brinco e Aspe-
drinha na eatenaSo de 30 kilmetros. Como stes
estudos em nada interessam a nenbuma das ques-
toea pendentes, quer com relaco variante da
CavilhJ, quer com relaco ao tracado pela margem
direita, provave que nSo %nham demora na sua
approvaco, e que a construccao possa alli come-
car brevemente.
O estudos relativos variante da CovilhS ain-
da nao deram entrada no ministerio apesar do tem-
po tem decorrido e das recommenincoes instantes
do respectivo ministro.
O engeoheiro incumbido d'estes estudos foi cha-
mado a Lisboa por este motivo. A variaote torna
necessaro um accordo eotre o goveroo e a c.mpa-
nhia, e o ministro das obras publicas tem a peito
poder deserapenhar-se dos compro nissos que to-
mn, S'-m prejoizo do tempo atil para a construc-
cao d'aquella liuba.
Em virtude do accordo entre o governo e a
compaubia dos canaes da Azambusa, foram dadas
por Andas todas as questoes pendentes, obr i gan-
do-se o g verno a desistir da accao intentada cou-
tra a companbia o desitlindo esta da recon-
venci.
Estilo em via de cooelusSo e em excellentes
condiedes as negociaces com a Allemaoba para de-
limitar j das respectivas frunteiras ao aul da pro-
vincia de Angula. E' de joatica recoohecer-ae
qua Portugal encontrou oa Allemanha um espirito
debo visiuhanc* e jostica, que o^m aempre tem
eucontrado em questoes anloga da parte de ou-
tras potencias, que por amigas relaces, ou por af-
fiuidadea de raca, mais deviam mostrar-se justi
ceiras e couviliad .ra.
O Si. Ernesto de Vaaconcelloa, fiscal do go-
verno, que acompanhou a misso encarregada do
lao(ameDto d i cnbo submarino, qoe ligou a Me
iropole s oossas p^BSessdes da frica Occidental,
. fivreceu ao Sr. cooselheiro Heurique de Maceda
urna c ll-ccio de amostras dos diversos typos dos
cabos em prgalos. Sao cinco os typoa e esto
aciinJici-inar/os n'um stijo torrado de velludo
azul e cun urna taupi de cryetal.
Cada urna das amostras segara por duas ma-
cubas nick ladas.
Para a poder bem examinar o systema dos re-
vestimentos dos cabos, ha .'Otroa cinco exemplar-s
npres.-ntnudo-os ao seo aspecto um corte trausver
sal. O estojo 'aei mpHiihadopjr todos oa map
pas especiaes dos levantameotos hylrographicos
a que teve de proceder-s- par o lancameuto do
cabo.
Por todo o mez crrante dev r chegar a
Torres Vedr&s a primeira locomotiva do caminho
de ferro.
A coinraisrto organizadora d'uma festa militar
no Colyaeu em benefieio doa dous sol lados que fica-
ram Bem bracos por occasio da sabida < m Saca-
vem em Maio entrada da princesa Amelia,
prendida peio general commandnte da 1 divisan
militar Jos Paulino de SCarueiro. Esta com-
misso dingiu a todos os ehefes de aervico e com-
mandante de corp >s urna circular pediudo a adh--
so-de iodos os offi-'iaes da guarnico aqoe la sym-
pathica festa. A commisao tem j recebid lison-
geiraarespostas de mui'.o generaes e coroniscom-

maodaote de regimeotos, com excepea > do gene-
ral Cordeiro commandante geral de artilharia,
que nao quer associnr-se aquelle pensamanto alias
bem acolnido por elrei e pelo ministro da guerra.
Os trabalbos preparatorios continuam, tendo o
quartel general diviso mandado por disposico
do maestre Gaspar as bandas militares da guar-
nirlo.
Anda travada na imprensa rija polmica a pro-
posito da projectada festa, que o Crrelo da Manh
do Pioheiro Chagas, encabecou em maoifestaco
o'l ctiva, cis; prevenido e vedado pelo cdigo
disciplinar militar. A BeoolucSo de Selembro un-
tiga folha regene-adora que tem contldo os r-
ticos do Crrelo da Mattha e os peridicos minis-
teriaes tcm transcripto com muito aprazimento os
artigos do Revoluco. De tudo se taz poltica !
A mesa da Misericordia do Porto vai collo-
car o retrato do Sr. conde de S. Salvador de Mat-
tosinhos na gilerindos benemritos d'aquelle es-
tahelecimento
Brevemente haver n* Sociedade de Geogra-
phia de Lisboa um interessante conferencia dos
Srs Serpa Pinto c Cardoso, acerca das auas ulti
mas viagens de exploraco no interior da frica.
Assistir El-Rei com o ministro da marinha c ul-
tramar.
No da 11 que o vapor Villa de Cear pelo
qual Ibes remetti urna longa correspondencia saio
deate porta. Entrara aqui no domingo 7. No
mesmo dia 11 aaio o John Eider, que tambem leva
carta minha.
INTERIOR
Excurso Imperial
( Jornal do Commercio da corte)
8. Paulo, 8 de Novembro.Aote-h;ntem, 8a-
hi i Sua Mageatade, a 6 horaa e visitou o thea-
tro Pheoix, qoe propriedade particular e est
actualmente refirmado. O frontispicio bonito
e boa a collocaco do edificio, por ficar em frente
a urna grande praca.
Tem o theatro tres ordens de camarotes e na
platea ha lugar pura cem pessoas.
Do theatro foi ao hospital da Santa Casa,
sendo ahi recebido pelo mirdomo, o Dr. Caldeira,
que tem prestado muito bons servics a este esta-
helecimento.
Est o hospital em edificio doado pelo Sr. As-
sis Negreiros. A media dos doentes de 12, mas
o edificio, que est bem dividido e em boas con-
diccoes hygienicas, tem capacidade para vinte.
0 patrimonio do hospital de 50:000 quasi to-
dos em accoes da Companhia Rio Claro.
< A irmandade que tomn a si a administracao
do hospital, tem apenas om anno de existencia.
Da Santa Casa foi Sua Mageatade ao Mata-
douro, que fica a 4 kilmetros da cidade. Esta dis-
tancia excessiva para urna popjiacao relativamen-
te pequea, cerno observoo Sua Magestade, tem
jastificaco na agua, aempre to neceaaaria a ea-
tabelecimentoa taea. Alli fica elle na affluencia
de um riacho com o Ribeiro Claro, que d o no-
me cidade. NSo tendo a muoicipalidade rendas
suficientes para a coostraeco do edificio que
igual ao de Campias, mas em ponto menor, coo
tratou-a com um particular, a qu m cedeo por 30
annos o imposto sobre gado cortado para o con-
samo.
A media da matanca de 4 rezes e 6 porcos
por dia.
. A ultima visita foi s oficinas da estrada de
ferro do Rio Claro, que Sua Magestade percorreu
e examiooa minuciosamente.
. Em seguida, foi para a casa e dirigio-ae com
S. M. a Imperatriz matriz, onde ou virara mia-
Depois do almoeo foram Suaa Mageatades
para a estacSo, onde grande concurso de gente oa
eaperava e entraram no trem nomeio de accla-
maces e ao som do hymno nacional. S. M. o
imperador foi para a frente da machina, em cadei-
ra prefeitamante reaguardada e commoda.
> Foram tambem na frente o Sr. viaconde de
Paraoagu e Hammsnd, inspector da linha Pan-
liata. O carro destinado a Suaa Magestadea eata -
va preparado com simplieidade 9 goato e offerecia
todas aa commodidadea.
Rio Claro urna grande cidade, que tem ave-
nid, a e ruaa, aem comea maa nameradaa, correado
as primeiraa oa direccao de L. a O. e as segun-
das N. a S. Sao largas, extensas e rectas e n'el-
las se uotam muitos eiifi jos particulares impor-
tantes, sendo tambem grande o numero dos que se
construem. A cidade tem mais de mil casas e
urna populacao de cinco a seis mil habitantes.
Esqueci me de dizer qus ha na cidade urna
igreja evaogelic, que tem urna biblitheca regular
e sustenta orna escola de ioternos e externos para
ambos os seus, que muito frequentada.
Os Srs. ministro da agricultura, presideote
da proviocia, Dr. Silva Cootiubo e os represen
tantea do Crrelo PaulUtano e desta folha foram
hospedado3pelo Dr. Antonio Angosto da Fonseca,
advogado e notavel litteratto, que deo aos seos
hospedes o mais cordial agasalho.
O trem parti do Rio Claro s 9 1/2 horas e
pouco aotes das 10 chegou a Cordeiros, cuja es-
tco estava enfeitada. Nella esperavam Soas
Vlagestades o cimmeadador Jos Vergneiro, ces-
cido numero de colonos c grande concurrencia de
pessoaa, que levantaran) enthua'aaiico8 viva8, to-
cando urna b*oda de muaica o hymno nacional.
., Suaa Mageatadea entraram em um carro, e,
ucompanhados pelas pessoas de sua comitiva e
por muitas outras do lugar, qoe iam em carros e
trolys e por grande numero de colonos a eavallo,
alguna d"S quaes levavam baodeiraa de diveraa8
iMCOes, dingiram-se fazenda de Ibicaba, pro
priedade do commendadur Joa Verguiro, e que
fica a tois de urna legua da estaca >.
> Ao chegar casa da fazeuda, tiverara Suaa
Magestades euthusiastica recepcao. Aqui e alli
grupoa de colonoa de ambos os sexos, em utros
pontos os eaeravoa da fazeoda, tambem em gran
dea grupos ; entrad i da caea muitos moradorea
las viziuhaiicaa o a banda de msica, formada de
eaeravoa da mesma fazeoda. Oa vivaa succe
diam ae ao som do hymno naci -nal e todoa que
alli ae achavaa mo8travam o maior cooteota-
mento.
O Sr. eommendador Vergueiro, apenas che-
gou caaa, declaroU livre o escravo qoe, como
cocheiro, conduzirao carro de Sua Mageatade.
L>3p is ie pequea demora, aervio-se um lauto
almoc >, 8eotaudo ae o Sr Vergueiro ao lado de
8, M. o Imperador.
Ao t- rminar o almoeo, o Sr. Vergueiro aaudoo
Suaa Mageatades, S. A. Imperial e sen esposo, e
agradec-u a honra da visita.
Fiodo o almoeo visitaran) Suaa Magestades o
extenso e bem preparado terreiro. as machinas
p rfeicoilas pa a beneficiar o caf, asaistiudo a
todo o procesan do benefieiameuto, examioaram. di
versas qualidades de arados, os semeadores, as
oombas para apagar incendios, a serrana e a
ferrara. A machina a vapjr, que po* em movi-
ment todas as outras, de forea de 30 cavallja.
Depois de mioocioso exame foram Suaa Ma-
gestadea em erro colonia existente na fazenda,
na qual ha 4 < a 50 casas bem situadas e com
aa precisas a com nodacoes O numero de colo-
nos de 276. S ja Mgatele eotrou em urna das
casas, infirmou sa de um dos colonos, sobre as
c udirOrfS em que ae achava, declarando-ae elle
satfafeito. Depois de ter percorrido a sede da co-
1 mia, voltou caa da f senJa.
Grande numero de alleines saudaram Suas
Mageatades, cantando diversos coros. Suas Ma
gestades depoia de .lasigoarem o livro doa visi-
tantes, sahiram da fazeoda e foram para a esta-
cad, prtiudo o trem a I hora e mia.
o A fazenda de Ibiciba est muito bem sita
da, tem ext"nsos cafesaes e o seu proprietario, c
eommendador Jos Vergneiro, cuja actividade
proverbial, nao pou> a esforcos para melboral-a.
> Em frente da casa ha grandes lagos, com cys
nes e peies da Europa, grande e bem delineado
jardim e excedente pomar com todas as qualida-
des de. fructas. Urna das dependencias da casa,
digna de nota, a enfermara que se acha em um
edificio feito expressamunte para este fim, bem
dividido, coa todas s rondicoes hygienicas e na
qua' sao, segundo nos iuformaram, muito bem tra-
ta os oa eai-ravoa doentes.
Esqueci-m" de dizer que Sja Magestade deu
oo Rio Claro 2004 para Santa Casa, .0 ,' para o I
gabinete de leitnra e 1004 para os pobrea.
A poveaco, junto estaco de Cordeiros, ten
uma elegante capella com a invocaco de Santo
Antonio e nao peqoeuo numero do casas. Pouco -
adiaote da cstaco est o nuclto colonial do Caca-
lbo, dividido em 245 lotes ruraes, suburbanos e
arbaoos, dos qoaes at egora esto distribuidos
26, sendo 5 por titulo definitivo e 21 por proviso
rio. Os lotes ruraes tem a iea de 10 hectares,
os uibanos a d 2,400 a 3,000 metros quadrados,
e os urbanos a de 1 hectare. O terreno cortado
por aguas abundantes, o clima secco e na maior
parte do anno quasi igual a do meio-dia da Euro-
pa. As trras de primeira qualidade e propriaa
para a cultura do caf, canna, algodo, fnmo, etc,
etc. Os colonos, que chegam jm poca impropria
para semear, trem as fuzendas prosimas, as
lavooras de caf, trabalho remunerador. Os co
loniaes sao bbngdoa a construir a sua casa para
o que nao lhes falta mideira, e, emquanto espe-
ram ha um grande edificio para reeolhel-os. Ha
alli machioismos para assucar, distillaces, prepa-
ro do algodo, moioho, serrana e otaria destina
dos ao us i e bcnefieio dos colonos. :~ Depois d" Cordeiros, parou o trem na estaco
de Campias. S. M. o Imperador visitou as offi-1.
cias da estrada de ferro Migyana, cuja directo '
ria alli espera va os augustos viajantes. Exami
nou a parte da ponte de ferro, que est assentada
e deve servir para o Jagura. Esta parte um
vo de 43 metros, que dovia servir na ponte do
Rio-Prdo e que cahindo na occasio do assenta-
mento alli, teve de ir para as oficinas, onde foi
concertada, e vai ter novo destino. Assistio a
fundico do ac e visitou a serrara ds carpintaria
e a i .U de pintora. Na estaco houve graude
coocurso de povo, que sauiou Suas Maagestades
partida do trem. Chegiu este a Juoiiaby s 4
horas, menos cinco minutos. All o coronel Joa-
qun Benedicto de Queiroz Tellea e sua familia
offerecram a bas Magestades e comitiva cat e
urna delicada mesa de doces. i
Em Juniiaby findou-se a viagem pela linha
Paulista, cuja directora, composta dos Srs. Fiden
ci Prates, Elias Chaves, Nicolao Souza Queiroz e
o inspector do trafego o Sr. H immood, nao pou-
param esforcos para que a viagem f sse agrada-
vel a Suas Magestades, e as pesso>sque as acom-
panharam. A viagem, tanto por terra como pelo
rio, f ji feta sem a menor contrariedade. Em ter-
ra nota-se o extreme cuidado que ha na conserva-
cao da liaba; no ro, alm da solidez, com que
sao teitas as obras, garante a segaranca da na-
vegav-o a pericia dos que a drigem.
A's 5 1[2 chegou o trem capital. A esta-
cSo estava lateralmente cheia e Suas Magestades
foram recebidos com eothosiasticas saudacd<8, to-
cando o hymno a msica do corp) policial, que
alli estava com a forca que fez a guarda de lija-
ra.
< Suas Magestades recolheram-se ao palacio da
presidencia e nao sahiram.
Hootem s 6 horas Sua Magestade viaitou a
fabrica de aabo e velaa do Sr. Pamplooa, que tra-
balha com 16 operarios, indagando da proceden-
cia da materia prima, da produeco do aabo e de
azeite, preco da venda e do consuma, examinando
todos os apparrlbos e gneros fabricados.
< Depois dirigi se Soa Magestade Imperial
lythographia a vapor de Jules Martio, e examinou
iversos trabalbos lythograpbijos e photograohi-
coa, taea como: plantas, retratos, paysagens e
grupos.
Foram depois visitadas por Suas Magestades
duas fabricas de chapeos, a do Sr. Waltemaon e
a do Sr. Anerbuch. Nr primeira tmbalham 35
operarios, produzindo 80 chapos por dia, na se-
gunda 60 operarios e a p.-oJuecao de 200. Sua
Magesude examinou detidameote o trabalho e as
macbiuas, especialmente as da segunda, que tm
apparelhos maia aperfeicoados, e trabalha era
maior escala.
< Por ultimo viaitou Sua Mageatade o mercado,
qoe oo eat em relaco com a importancia desta
capital, cujo progreaso constante. Tem o mer-
cado vinte e cinco quartos e quince barracas, das
Quaes esto desoecupadas apenas quatro. O com-
mercio feito quasi exclusivamente por italia-
nos.
Soa Magestade percorreu todo o edificio pa-
rando em diversos quartos e barracas, indagando
da procedencia dos gneros e do sen costo. Do
mercado recolheu-8e a alacio tendo aido acom-
panhado nestaa viaitaa pelo Sr. Viscoode de Pa*
rauago e mioiatro da agricultura.
Depoia do almoeo aahiram Suas Mageatades
acompanhados dos mesmos s-nhores e do Sr. Ba-
ro da Pamabyba, e fora Escola Normal, onde
assistiram ao exame de diversos alumnos do 1
aano, e examinaram o estabelecimento. Urna
modunca notaram oa que foram ha das e voita-
ram hontem a eata escola. As salas eatavam for-
radaa de novo e aa paredes limpaa. Aos exames
e-tiveram presentes o delegado do governo Dr.
Datra Rodrigues, o director Dr. Estacio de S e
Beneficies p tedos os professores.
Da Escola Normal foram Suas Magestades
ao Museu Sartorio onde encootraram o general
Couto Magalhes, com quem o imperador se en-
treteve sobre a significa^ao de nouiei indgenas
dealguos logara da proviocia. Examinou de-
pois co n interesse as collecsoes alli t xpoatoa. naa
quaea ha algunas muito importaotes. Vio alli a
cama do regento Fej, trabalho bem acabado e
qoe foi comprada em It pelo dono do Museu.
Depois de ter assignato com Sua Mag atada a
imperatriz i livro dos visitantes, reMrou-se o rn-
parador, prometiendo voltar para fazer mais deti-
do exame.
E' na verdade importaute o Musen Sartorio,
e sena de grande vaotag-m que a provincia hou-
vesse mandado junstruir um edificio com as pro-
porcoes e as coodices exigidaa para ad* eolio
cacao. o
Sahiodo do Museu Sertorio, foi Sua Magos-
tada ao.fcteli-r Almeida Jnior, oo le esteve exa-
minando diversos trablhna, notando qoe o pintos
itoano maia feliz as figuras do q e as paysa-
gens. e aeonselbiudo o que estude auaturesa
No atelier ha tres ou quatro figuras que fo-
ram mu>to apreciadas, e bem sssin dous quadros
com Aires.
D*ili foram Suas Magesta es ao Seminario
das Educandas, dirgido pur ir jas de S. Jos.
E-te seminari i creaco antiga; mas quem ihe
den nova organisaco e muito o melh rou foi o fi-
nado Dr. Joan Mcndooca, quaudo presidente da
provincia. Depoia dedicaram-ae tambem a elle
os presideotes Joao Theodoro, aoares Brando e
conselheiro Joo Alfredo.
Este asylu da infancia desvalida sustentado
pela provincia, mediante a subvenco de 25:0004
annuaes. Nelle t>6 sao admittidns meuinj-s pj-
brea que alli recebem instruccao e edneacao, ten-
do j sabido delle al^uinas para o magisterio.
As educnnilas attingiudo 21 annos oo podeu. con-
tinuar alli e quando sahem para casar recenem
400< ; na i sendo para este fim receban 200 a
titulo de gratific.co qua Ihea d a provincia.
Sua Mageatade percorreu as aolaa, refeitorios, dor-
V
i


.



Diario de PemambncoQuarta- feira 24 de Novembro de 1886
r-

nitorios, jardn], pomares e outras dependencias, j pede aeompanhado pelo Sr. ministro da agricultu-

P
/
informando-se minuciosamente de tudo, examinan-
do urna das orpbis em arithmetica, systema m-
trico e portuguez.
Em urna espacosa sala estavam as orpbas, em
numero de 10", formadas pelas altaras, e so en-
trarem Sua MageBtades foram saudadas, cantan-
do algumaa dellaa aeompauh idas por um harmo-
ium. Seguio-se ura interesaante dialogo sobre
ruspiracio, pulmoes e coracio, dssertandodepois
ama orphi sobre o Imperio do Brasil, e proferindo
outra urna allocucio, ua <|ual agredaceu a honra
da visita e ao oaaeluaE levanten diversos vivas.
Depois visitaran tsuas sgessades a capaila e a
aibliotheca, e ao ratiraassi o Imperador diguou-se
de diser superiota que Acara miuto saafeito
com o que vira alli. ...
Suas Magestade reeoHHram se a palacio, e as
8 boras Sua Magostada o Imperador fot ao Colle-
o Paulistano, instituifia moldada pelas de pri-
sseira ordeno des EsMM-Unidos, e dirigida por
ama norte americana a Sra. Toork O edificio
Mtava muito bem enfeitado e entrada tocava
ama banda de msica.
O programma da festa, organisada em honra de
Saos Magestades, constou de recitacio de poesas
e diversas pecas de piano e canto pelas alumnos
eoutraa pessoas. O Redivivo, de Jos Bonifacio ;
o> flyutno ia Noite, de Longfelow; a iiorte de
Jojtnna d'Arc, de Delavigne, e Colimbo, de Luna
Btasbmann. Os trecho maaieaea foram de Bee-
taowtf), de Lista, de Poncbeili, Belzon, Offenbach,
Carleo Gome e outros, sendo applandada todas
aa aiumnas. O collegio tem 50 aiumnas, que re-
cebe alli inatraeco primaria, secundaria e mes-
ara, superior.
A fasta, que acabo pouco antea das onze na-
jas, aseistio gianda numero da senkoaas e de se-
nhore*
Boje, as 7 horas, parten Sua Magestades para
Sorocaba, pernoiUndo na fabrica de ferro do Ypa-
Ypaaenn, 10 de Novembro.A's 7 horas da
mauba partirn Boas .Magestade da capital, sen
da recibidos ua etacio da estrada Sorocabana
pelos Sr. Francisco de Panla Mayriuk, commen-
Aador J*io Jos Pereira Jnior e chafe do trafago
Jorge Wheter, que acompao" Sua Magestades,
bem asaim pelo assiai pelo Srs. eonde de Tres
Sioa o It. O carro para Suas MagesUdes est
adornado com muito goato.
.. Antea de Sorocaba paro por momentos o trem
aa etacies de Barriceri, S. Joi e 8. Roque,
qae estavam enfeitada de um medo especial, eom
arvorea do mato flore silvestres.
Na primeira estavam a cmara muaicipal da
villa da Paruahybi, que Sea a tres leguas de dis-
tancia, e na ultima, a da cidade do rnesrno nome
autoridades e grande concurso de povo
Em todas as estacoes de parada foram Suas
Jaagestadea calorosamente saudados, executando
andas de msica o hymuo nacional.
A'alO horas chegoo o trem a Sorocaba, cuja
estacio ostava muito bem enfeitada e regorgtava
de povo. Achavain-se all a cmara municipal,
a autoridade, os alumnos de diverso eollegios e
escolas e assoeiacoes nacionacs e estrangeiras com
o aeus estandartes. O presidente da cmara, Dr.
OKvrnra Pilar, dirigi urna saudaco ao Imperador
e loaantou diversos vivas que torno muito cor-1
respondidos, tocando ntsssa occoiao tres bandas
do msica o hymno naoonal.
Na estaca toi servido um lauto almoco, offe-
leeida pela directora da Companbia Sorocabana,
seotando-se mesa os dous directores.
i Depois do almooo, seeuiram Suas MagestadoB
para a matriz onde fizeram oracao, depois do que,
Seaodo Sua Magestade a Imperatriz no cairo toi
Sua Magestade o Imperador visitar o Gabinete de
Leirura Soroca bao, qu o melhor de todos os
visitados at agora por Sua Magestade. Em casa
proaria e muito bem adornado, loi este club fun
dado a 13 de Janeiro de 1867, e tcm urna bblio-
taasa eom 4,000 volme. A asseciacie tem 72
socios Sua Magestade e ai posee* s da comitiva
a*ignaraoFO livro do visitantes, que lbe foi of-
tersesda-pelo presidente do Gabinete, Dr. Oliverio
Pitar.
Em seguida visitn Sua. Magestade o edificio
em que esto a cmara, o jury e a eadeia". E'
erante c mantido na melhorordem.
< Na cadeia extetem dous presos, 6endo nm del-
les nm moco de 20 annos, qae no da que os coni-
pletou mateo, segundo me disseram, em sua defe-
ja, nm dos individuos que o haviam aggredido.
Visitn tambem tres escola a saber: urna'
allemi, que tem 30 meninos e meoinae : urna pu-
blica do sexo masculino, de que 6 professor o padre
!*p e tem de matricula 90 alumnos, 'sendo a fre-
raencia de 60 : e ootra de meninas, de qw pro-
tora D. Januaria de Olivefra Simas, o e*n ms-
tricaladaa 57 meninas, sendo a frequencia de 30.
Soa Magestade moatrou-se satisfeito com astespos-
as de urna das aiumnas* desta escola. A cidade
tem seis escolas publicas, tres para cada sexo e
algurrt eollegios particulares.
. Dirigi se depois Sua Masestade para a fa-
htica de tecidoaN. S. da Ponte, propriedade do
Sr Manoel Jos*da Ponsica-e da qnal eferente o
Sr. Alejandre Marchisis. Estando todo os ma-
chinisnros no mesmo paviejiento, causa a mais gra
davel impressao o raovimento do operarios e das
diversas machinas n'aquella-grande rea. Soa
f sgestade examinou tudo detidamente.
Tem a fabrica 180 operarios, sendo dous tercos
ulheres, e produz 3000 metros de algodao por
dia. O gerent: tem 15 ris por metro fabricado e
o contra-mestre 5. Fundada em 1881. esa fa-
brica urna das mais importantes rio sen genero, e
tem grande extraccSo os seus algodoes. Sua Ma-
gestade assignou o livro dos visitantes.
O mercado, visitado depois por Sua Magesta-
de, proprio nacional e tem na parte interna seisl
quartos com um grande pateo murado na frente e
aa parte externa diversas casa que servem para
armaiens. Em urna dellas est a tfrrijio, que
Saa Magestade examinou, obiiervando que seria
sfclhor tel-a na camBr- municipal.
Visitou em seguida a fabrica a vap>r de cha-
peo do Dr. Joao Adams, que tem 30 operario e
-rodos 80 chapus por dia, que sao maito procu-
jados no interior desta provincia e na do Paran.
A ultima visita feita por Sua Magestade foi
ao hospital a cargo dalrmandade da Misericordia.
' um edificio antigo, mas que tem regulares ac-
aominodacet, e estaoalli em tratamento 17 doen-
tes. O patrimonio de 30:000* e a provincia au-
lilia todos 03 annos com urna pequea qnantia. 0
medico do hospital, Dr. Penira da Rocha, acom-
anhoo Sua Magestade na visita Dorante o aano
que decorreu, de Ncvembro paseado at ao m do
mes Dassado, foram tratados alli 101 enfermo dos
joaes falleceram 18, sahiram corados 66 e ficaram
em tratamento 17.
A' 1 1/2 hora entraram no trem Suas Mages-
tade sendo entusisticamente saudados pelo povo
queestava apinhado na eetacao. O Sr. tenente
coronel Joaquim de Souia Mursa, director da fa-
brica de Ypanema, foi encontrar se com Sua Ma-
cntsdes em Sorocaba, e com elle veio para Ypa-
aema, onde chegou o trem s 2 hora da tare.
O municipio Ae Sorocaba tem 16:000 habitan-
tes e a cidade 6,000; as ras sao largas e ha nellas
algons edificio de boa apparencia.
Em Ypinema toram Sua Magestades rece-
ida pelo pessoal superior da fabric, operario e
alumnos das escolas, tocando duas bandas de mu-
lica o hymno nacional.
Antee de fallar da fabrica, a qnal S. M. o im-
perador visitou das 3 a 6 1/2 horas da tarde, direi
que a ua populacho de 531 individuo, sendo
iiwre 203 homens e 125 molheres, e menores 94
homens e 100 mulheres, nacionaes 399 e estrangei-
ros 132. assim divididos : italianos 93, allrmaes 6,
aastriacoa 14, trancezes 3, portugueze 10, orien-
tae 2, hespanhol 1 e africanos 3.
A fabrica tem dua escola, urna da fabrica
{diurna e nocturna para o sexo masculino, sendo
a primeira frequntada-por 74 alumnos o a segun-
da por 18) e outra da provincia para meninas, onde
estao matriculadas 42. Na escolas ha 31 apren-
dizes quetrabalh&o as oficinas. A escola de m-
sica, sustentada pelos empregados, tem 36 disc-
pulos. O pesoa da abrica de 184, asaim divi-
dido : 6 mestres, 1 fritor, 2 ajustadores, 2 turnei-
ros 4 ferreiros, 4 malhadores, amoldadores, 2 tun-
aid'oies, 2 carregadores de boca, 6 refinadores, 2
espingardeiro, 2 foguistas, 1 laminador, 4 earpin
iros, 2 pedreiro, 8 njudantea, 46 serventes, 31
aptendize, 1 esmpriro, 4 earroeeiros, 1 correeiro,
1 enfermeiro e 47 cam eiros.
O imperador comecou a visita pelo novo forno
alto em conatruejo : em seguida foi a antiga offi-
jina de fundiclo onde teve oecariode ver correr o
ferro ; assistio fundicio de rodas para a estrada
de B-turit ; examinou as orfiemas de modelacao
de machinas, vendo fonecionar os tornos, machi
aas de aplainar, etc. No di-posito de obras feita
xaminou 8aa Magestade o material fornecido pelo
amo! de marinba dacite para a preparacio
do projectis Whitw.rtb, que anda aio comec-
mm a funecionar. Depoi de examinar um arma-
aem de obras feitas de fundico seguio em veloci -
rs, presidente da provincia e mais pessoas da co-
mitiva para as oras officinas de refino de ferro
que acabam de ser inauguradas.
Nestas cfficinas estavam funecionando don
togos-de refino, que prodosem urna t melada de
ferro maleavel por dia. Alli vio trabalbar um
grande martollo a vapor, feito no estabelecimento
cuja cabera pesa 1,00'J kilogrammas, mais ou
menos, um martinete tambem a vapor de meia
tonalada, o um pequjsno trem de lamina lores para
reparacio da ferro esa barras para o commercio.
'ambssa vea um grande trem de laminadores,
romuttido da Europa por enoommeada do governo,
mas que anda nfio funeciona por nao havefem
remettido eom elle os competentes eylindroa. Vio
mais urna thoaoara para cortar ferro de 6 cent-
metros de gresaura, tbem remettida na meama
oooatiao.
Esta machina foram compradas na offi-
cinas do Creusot em Franca.
O vento para as forjas do refino fornecido
por um novo ventilador de Hoppe, de Francfort,
sobro o Meno. E' tocado por urna maehina a
vapor de 12 cavallos.
O laminador movido por urna roda hydrau-
lica. Fizaran e diversa experiencia com ferro
de Ypanema e ferro inglez, e Sua Mageetade teve
oecnsiao de ver a exellenca do producto da fabrica.
Depois desta visita Sua Magestade" foi de novo em
velocipede o dirigio-se para a reprezi feita no ro
Ypanema, com o fim de aproveitar as aguas que
j tendo posto em movimento rodas bydraulieas
das antigs officinas, vio novamente ser aprovei-
tadas as novas officinas de que acabei do fallar.
De volta, Sua magestade examinou o grande
armasem do lado da plataforma do desembarque
e toi depois visitar o novo hospital.
A's 7 horas servio se um lauto jantar, sen-
tando-se mesa ao lado de S. M. alpcratris, o
Sr. Dr. Mursa, e ao lado da S. M. o Imperador a
Sra. D. Laura Mursa.
Findo o jantar, dirigi se Sua Magestade
escolas de meninas, existente em una das salas
da casa de director e de quo professora D.
Anna Rosa de Carvalho Martn, dirigi per-
guntas a duas aiumnas, mo;traodo-se satisfeito
cjti as respostas. Sua Magestade assignou o livro
dos visitantes.
Na segunda viita que Sua Magestade fez a
officiua de fundico, vio fundir um chapa eomrac-
inorativa, com a seguate nsci-ipco : 9 de
Novembro do 1886. Visita de 88. MM. Impo-
riaes, do Exm. Sr. M. A. C. O. P. cooselhoiro
Antonio Prado o do presidente da provincia o
Exm. Bario da Purnabyba. Ypanema.
Das 9 para as 10 horaa foi e Sr. ministro da
agricultura s antigs o novas officinas, assistindo
corr lo do ferro e aos trabilhos dos martinetes
visita
a vapor.
Sua Magestade foi acompaando na
que fez pelos Srs. Viscondede Paranasu, minis-
tro da agricultura, Bario de ParnahyOa, Dr.
Mursa directore Dr. Dupis, ajudante. Ao Sr
minstro acompanhou- norte o Dr. Dupr.
Hojeas hofa, partem Suas Nagestadis para
o Tiet-.
.......
PERNAMBCG
Assembla Provincial
DISCURSO DO SK. DEPOTADO LOOREi(0 DE
8- NA 8E8SAO DE 10 DE JULHO
O Sr. Lmireiiro de Hk Sr. presidente,
signatario do requerimeoto em dircussio, devo
voltar tribuna para responder o discurso profe-
rido pelo Sr. 1 > secretarie.
Sou o primeiro, Sr. presidente, a render home-
nagem ao bom snso e criterio do Sr. deputads
Ignacio de Barros Jnior. S Exc, porm, M Ve-
zes, no correr da discUssao, sem motivo, transfor-
mare repentinamente, e, acredito, sem querer, in-
sensivelmente aggride e ataca os seus collegas ;
depois, pastados siguas instantes, S. Exc. nao
mam se records do que dase, e eomeca attribur
cutre* aquillo que elle proprio praficara.
V. E, Sr. presidente, deve lembrar-* que,
discutindo negocios polticos de Aluribeca, discus-
sio a que fui arraitado pelo apartes do Sr. l.
secretario, sem razio e bruscamente fui por S.
Exc. aggredido.
O Sr. Ignacio de Barros Jnior.Nio apoiado.
O Sr. Loureoco de SiQuando, Sr. presidente,
procurando satisfaaer o Sr. depnlado, tornava co-
nhecido da casa o crate e as violencia prati-
ead'.s pela polica e bem assim as irregularidades-
que se deram em Munbeca por occasiio de ferir-
ae 4 ultima elaicVo geral, S. Exc em apartes, nao
s contestava as minbas afirmativas, mas anda
iaterpeUava-ms sem eossa* par que explicasse
outros factos, que, posso garantir cana cbogSr-
ram ao coobecimento de S. Exc. nteirnmeote adui-
torados.
O Sr. Ignacio de Barros JniorV. Exc. rallan1
em preasao em Munbeca e eu disse que nio tinha
havido.
O Sr. Loureoco de 8 Perdoe-me o nobre de-
pu'.ado. Eu dissa que cm Muribeea, por occasiio
da eleieio, muito abuso e ctiuM3 foram pratiea--
dos pela polica de aecordo eom os corteligioaariosi
de S. Exc., no intaita de garantirem i eievi* do
candidato official.
Sendo como fui contestado pelo nobre deputado,
aproveito a larsjueaa do debate para demonstrar'
tudo quanto entio asseverei.
Antes, porm, de fasel-o, devo frisar nm ponto:
quando 8. Eic provoeava-me para explicar o mo-
tivo porque foram encontradas na urna oito cha-
pas alin do numero dos eleitores que baviam vo-
tado, proeurti dar S. Exc. urna ligewa exalion-
cio, porquanto de momento nio esta va preparado-
para demonstrar saoiedade que a fraude havia
sido feita pelos conservadores ; nessa occasiio foi
obrigado a fallar no Sr. coronel Portel la ; o nobre
deputado pelo 2. districto, o Sr. Jos Mara, per-
guntou me se este cidadio era pretondeute a um
dos logares da secretaria desta Assembla. Res-
pond que o ?r. cormel Portilla nunca havia sido
pretndeme a tal emprego, mas sim ao do com-
mandante da polica ; tanto isto era exacto, que,
passaods nio ha muito tempo pelo engsnho Novo,
o tioba encontrado' fasendo eaercicio militare
em companbia de leus morad .res, dando vos de
commando e brandindo na uextra urna velba e en-
f.Tsujada espada. (Hilaridade).
O Sr. Jos Mara Espada que pertenceu ao
major Antonio Afijoso LtaJ. Eu conheci esaa es-
pada. E' at de rabo de gallo. (Hilaridade).
O Sr. Loureoco de Si Assim, Sr. presidente,
relatando 'inocentemente 58se faoto que nao en-
cerra em si a mnima oitensa ao carcter do Sr.
coronel Portella, e antes o recommendava admi-
nistracio, tornando conbecida a voc9o desae ci-
dadao para o lugar que aspira, o nobra deputado
pelo 7.o districto, perdendo por um momento o cri-
terio que tanto o d'stogae, deu iritflctidamente
0 seguio te aparte :O nobre deputado est fasen-
do figura triste na tribuna.
Assim, bem ve V. Exc, Sr. presidente e a casa
que nio fui o provocador e sim o aggredido. Nio
poda deixar de dar a reaposta que entio dei e que
tanta celeuma produzio neste recinto ; nio podia
tambem deixar de chamar attenco do honrado
presidente desta Assembla para contar esse de-
putado que nio compreende, que nio sabe cumprir
os devere de cortezia para com o ca collega l
(Troeam-se diversos apartes).
Antes de oecupar-me das violencias praticadas
no 7. districto, devo responder ao discurso do Sr.
1 secretario, discurso publicado em resumo na
Provincia, que tenho presente.
(O orador l:)
Esse tpico j est mais ou menos respondido,
pois, deixei ficar bem patente que foi 8. Exc. quem
me aggredio, alias, sem motivo algum. Nio_te-
nho por costme molestar nem to pouco dirigir
insultos aos meus collegas ; mas, fique o nobro de-
putado certo que urna ves aggredido, sei conter o
meu gratuito agirressor e 8. Exc tem comsigo nm
exe nplo bem recente.
Nio queira, o nobre deputado faser-se de victi-
m, quando foi S. Exc. o culpado da scena que l-
timamente presenciamos.
(Trooam-se diverso apartes).
(O orador l a Provincia :)
Eu nao podia comparar o Sr. coronel Portella
Achules ; mas, sim foi o nobre deputado quem
lembrou-se de tazer semelbante timile.
O Sr. Ignacio de Barros Jouior d um aparte.
O 8r. Lourenco de S Acei a explicacio de
8. Exc.
(O orador contina a lor a Proviniia).
Nio cessarei de repetir, anda que me torne ea
radonho, que o nobre deputado umcavalleiro pa-
cato, sensato e digno de ser poetado na soeieddc
como modelo a stgoir-se; mas, 8 Exc, detpei-
to da todos esses predicados tem, como j disse, a
propriedade do tranetormar-se repentinamente, e
raras vese commttte verdaeeiras deseahidas quo
prevocam o riso.
O nobre deputado nao teve rulo quando disae
que somonte por generosidade da mesa, e, conse-
guintemente de S. Exc. tambem, o projecto qoe
visa crear mais um districto de paz em Munbeca
deixou de ser discutido e votado.
De duas urna : ou o projecto presentado pelo
nobre deputado satisfas os interesses dos habitan-
tes de Mnribecs, ou nio satisfas e foi offerecido
como arma poltica contra o orador.
(Ha um aparte do Sr. Ignacio de Barros Jnior).
Se o projecto til, vantajoso e neeessario, S.
Exo. devia, mnito embora parecesse procurar vio-
gar se do orador, empregar todos os meios para
convertel-o em le; se, porm, o nobre deputado
melhor informado verificou a inutilidade do pro-
jecto e nio insisti pela sua adopcio, cu reconbe-
ceu que esta Assembla nio esta va dispssta ap-
provat-o, onde est a generosidade que diz ter ti-
do S. Exc para commigo ?
O sabr depntado deve ter amargas queizas do
Sr. csssmel Portella, que, somente pan desloca r -
me do 1. districto de paz de Muribeea, no intuito
de constituir maioria na mesa eletoral, expoz ou
phantariou conveniencias na adopcio do projecto
tal qnal se acha redigdo, projecto que, posso asse-
gurar casa um verdadeiro disparate i
Acredito que o nobre deputado quando confi'C-
cionon esse projecto, fi-o de boa fe e convencido
que realmente a medida era vanujose : mas, S.
Exc ht je, segundo tenho ouvido dizer, mostra ee
arrependido de ter confiado tanto no Sr coronel
Portella, qae o Iludi completamente.
O Sr. Ignacio de Barros JniorNio apoiado.
O Sr. Lourenco de SiNio agradeco, pois, ain
da urna ves repito a generosidade que o nobre de-
putado disse ter tido para commigo. Recordme
que, logo nos primeiros das de sessio, o referido
projecto foi submettido discuasSo. Desojando
esclarecer o meus Ilustres collegas, querendo de-
oustrar que a creaco de mais um districto de
paz na pequea freauezia de Munbeca, era u:n
v-rdadeira extravagancia, ped a palavra e justi-
fique! um requnrimento do sdiamento por 8 dU,
at qoe tossem ouvidos o Dr. iuis do dreito e jai*
substituto de Jaboato, sobre as vantagens oa io
conveniencias de semelhante divisa). Um simples
requerimento coma este, apresentado nio para
protellar discassis ; mas para esclarccel-a, o Sr.
I.* secretario, apesar da generosidade que dis ter
tido ptra commigo, votou contra o mesmo reque-
rimento, sendo, entretanto, este approvado por
2 ou 3 votos.
Vou 1er as informarles fornectda pelo Dr. juiz
de dreito da comarca de Jaboatio, magistrado n-
suspeito e qoe honra a elasse a qoe pertence. Os
llustres collegas da bancada oppost, meus ad-
versarios polticos, mnito dos quses, nio por gene-
rosidade, mas por eBprto de justica, recUsaram-
se scompanbar o Sr. 1. secretario, reconeeerlo
nio s<5 pela le'rura das nformar;6es, mas tambem
pelos argumentos que terei de adrfuzir a; extrava-
gancia da medMa que o projecto cogita realisar.
(Trocatm-se ini(s apartes, o Sr. presidente re-
clama pirdiv rsatf Vesos attencfio).
O orador 18 :
Em cumprimeht > do despacho oasrado no of-
ficio que essa Presidencia dirigir, de ordem da
Assembl Provincial, o 1.a secratario da inesma
Assembl, solicitando informacSes destejuizo c
do Dr. juiz substituto da comarca eerca da utli-
dado e vantsgem do projecto n. 16 deste auno, di-
vidindo a froguezia de Murbrca cm tres districtos
de pss, tenho a informar o seguinte :
Qae, comquunto nio tenba aiuda perfeito co-
nhecimento das condigoes peculiares deesa fre-
guezis, visto achar me ba poUcos meses na co-
marca, nao temo tido ainda occasiio de visital-a,
parece-me, todava, em vista das ponderacoes
feitas pelo-Dr. juis substituto em seu officlo, de
hoje datado, que tenho a honra de pasear s mioB
de V. Exc, e mais informacoes que pude colher,
qoe actual divisao da treguezia em dous dis-
trictos de pac consulta e satisfaz as neccssidadeB
publicas ;
Queoservico alli feifo com regularidade,
nio tendo at agora recebido rcclamsco alguma
em sentido contrario.
Quo, conseguntemente, coosidro, quando me-
nos, duvidosa a utilidade e vantagem do men-
cionado snjeito.O juz de diseito, Antonio ffn -
rique de Almeida.
O Sr. Lourenco de 84Vejamos agora, 8r. pre-
sidente, a informacio ainda mais minuciosa do
honrado jois substituto, nasoido, creado e sempre
residente na cemarca de Jaboato, onde exerceu
por muito tempo o cargo de promotor publico,
(ll.
Em resposta ao affioto de V. 8. bije datado
em que pede mea parecer sobre a utilidade e van-
tagem ao projecto n. 16 deste anno apresentado
Assembla Provincial, dividindo a fregosla de
Muribeea em tres districtos de paz, compre-me di-
zerque ndo descubro nenhum interetse de ordem
publica no referido projecto.
A le n. 1,304 do 18?H, que se aeha em vigor,
idvidio a mencionada freguesia em dous districtos
de paz, lei esta que anda hoje satisf*Ferfeita-
mente as necessidedes publicas.
A ereacio de mais um districto de paz, alm
defaaer apparecer a neceesidade de maior nu-
mero de cidadios aptos para' o cargo de juia,
nao exigida pee conveniencia alguma pu-
blica, e tras a desvaOtagem de alterar os li-
mites dos districtos, j de todos eonbeeidos, nio
me pareesndo raxoavel a divisao adoptada pelo
projeato.
Nio sei qual a utilidade do augmento dos
districtos de pas de Muribeea, quando-esta tre-
guezia de Jaboato, todos os respeitos mais
importante, compoe um nico districto de paz,
sem que at bofo aa uecessidades publicas
tenham reclamad* a ereacio de outros distroitos.
O juis substituto, Henrque Capitalino Pereira
de Mrtlo.
Sr. presidente, em 1848, a freguesia de Muri-
beea, foi, certo, dividida cm tres districtos de
pe, esta Assembli, porm, em 1877, composta
de adversarias meus, reconhecendo a inconve-
niencia de tal divisa, alterou a, reduzindo
doua districtos, lei que vigora presentemente.
Se o ptejecto do nobre deputado fosae approvado
e sanecionndo, isto se em ves de dcua districtos
de paz a fregneaia de Muribeea viesse a ser di-
vida em tres districtos. como quer o projecto n. 16,
feriamos a seguinte extravagancia: o Ia ficaria
com 18 engaaos, o 2a tal qual existe actualmente
e o 3* com 4 engenhos 1
O fim desse projecto aio procurar attender
as neeessidales publicas, os interesses dos habi-
tantes de Muribeea, mas. s e smeote cpnseguir
arredar-me ou dealocar-ma o bem assim ou-
tros muitos eleitores liberaos da eleieio de juaes
de pas do 1" districto, juizes da pas que torio de
camiir a mesa parochial; tanto isto verdade,
meus eenhores, que, s prevalecer a divisao esta-
belecida no projecto, o novo districto ficar ap>>nas
compesto de engenhos cujos proprietarios ou reu-
deiros sao todo liberae !
Eu nao creio que os nobrs deputado) por es-
pirito poltico, approvem semelhante projecto em
deseonsideracao pessoal ao humilde orador, e s-
mente para satisfazer odios e caprichos mal en-
tendidos, que, certamente nio devem ter entrada
neeta casa.
(Apeiados).
Psts poesivel, meus seohores, que a freguesia
de Jaboatio, eomo acertadamente disse o Dr. Capi-
talino em sua informacio, cont em seu territorio
70 engenhos e mais da 130 eleitores, nio tenha,
entretanto, mais de nm distrieto de paz, ao passo
que Muribeea, freguesia pequea e pobre, desde
que tem apenas 21 engenhos e mais de 70 elei
toros, o seu territorio esteja actualmente divi-
dido em dous districto de paz e o nobre deputado
Sr. 1 secretario tente ainda subdividl-os creando
mais um outro !
Pois. o nobre deputado nio sabo que o Sr. des-
embsrgador Luceua, quando juis de dreito da
comarca de Jaboatio, fasendo o arroftmento de
juises de tacto em Muribeea, officiou ao presidente
de entio, declarando uue essa freguesia nio poda
ser elevada a termo, desde que apenas havia en
contrado pouco mais de triuta oidadios aptos para
o serviyO do jury!
Quer saber o Sr. 1 secretario com quaatoe vo-
tOB foram eleitos ltimamente oa< juizes de paz do
2a districto de Muribeea '? ^
Eis urna copia authentiou da eleieio municipal
(lj. ^
Para juizes de paz do 2'districto : Manoef
do Naocimento Poreira Ja'Silva, 3 votos : tenent
Jos da Silva Barros, 3 votos; major Hermene-
gildo Eduardo do R-go Monteiro, 2 votos ; Ma-
noel Rrandio Cavalcanti, 2 votos.
V, pois, o nobre deputado qae a freguesia de
Mnribecs, nio podia ter mais de um districto de
urna ves que, na ultima eleic*o, no 2" dis
bre deputado havia sid completamente engaado
pelo Sr. coronel Portella.
O projecto que V. Exc. apresentou raantm sem
faser nenhuma alturscio o 2a districto. Como,
pois, o uobre deputado diz que o facto de terem
sido eleitos juizes de pas com dous votos apenas
no 2a districto, urna razio para se aceitar o pro-
jecto que altera a dvisio actual quando, re-
pito, nio foi alterado no projecto o referido 2a dis-
tricto !
O nobre deputado com o aparte que acaba do
d%r dedota que nio conhece a freguesia de Muri-
beea, nem to pouco o proprio projecto n. 16, do
qual S. Exc. o Ia signatano !
Por todos os motivos expoitos, pelas infartaa-
c5es do Dr. juz de dreito e juts substituto ds co-
marca de Jabcatio, informacuas que a vana acab i
de ouvir, e porque provalecerseshelhantB dfoislo
nio se peder jamis constituir- S tu rufos He juilec
de rjsta, d supplentes e de escrivaes era Muribeea,
cont e espero que esse projocto ir dormir o
somno do esquecimento no archivo desta Assem-
bla !
O orador l J
Sr. presidente, o nobre deputado procurou sus-
tentar ums thesu absurda, qual a do asseverar que
se houve pressao no 7 diotricto, por occasiio da
eleieio geral, foi ella feita pela opposicio !
O Sr. Ignacio de Barros Jnior d um aparte.
O Sr. Lourenco de SiAdmira que o nobre de-
putado, representante do 7a districto, seja o pri-
mero a lacear em rosto do eleitorad o que o elgeu
semelhante injuria !
O Sr. Ignacio de B irres JniorEm Jaboatio
um eleitor deixou de votar pela quantU de......
30040LK0.
O Sr. LoUrenco de SSia factos solados ;
tambem cm Muribeea um eleitor deixou de votar
ua can lidato liberal e votou no Sr. Lucen, rece
b-ndo a quantia de 200*000 !
Mas, como disse, sio factos solados que pro -
vadr a f r*quez i de alguna elettofe, mas, que ja-
mis servirio para por em duvida a independen-
cia io eleitorado do 7a distrieto !
(Trocam se muito apartes).
Anda urna vez eiplicarei o facto que se dou na
occasiio da apareci des votos no collegio de
Muribeea, facto que o nobre deputado nao cessa
de explicar, como se a fraude tivesse sido ferta
pelos meus amigos polticos.
Compareceram e votaram no collegio de Muri-
beea, na ultima eleica g-ral, 69 eleitores. Feita
a chamada, tendo os eleitores presentes deposita-
do na urna a sua cdula e em seguida asignado
cada um delles o sea nome no respectivo livro
para esse fim destinado, fez-so em acto continuo
a apurarlo, oujo resultado foi o seguinte : Lu-
ocna, 40 votos ; Andr, 32.
Ora, desde que smente 69 eleitores concorre-
ram eleieio, como se verificon immediatamente,
nio s pela nota dos que faltaram, ums tambem
pelo nartero de asignaturas dos raesmos eleitores
no respectivo livro, ficou, desde logo demonstrado,
qae, ou haviam sido collocadas na urna tres cha-
pas demas, au o mesarlo encarregado de contar
oe votos havia ee engaado, dando um exeesso
do tres votos' para um dos candidatos.
Como fiscal ao Dr. Anir CaValeanti, requer
inmediatamente, como-me cumpria, fossem nova-
mente contadas as ceduias j apuradas, mas que
nao tinham sido anda inutilisada?, pois que se
acbuvam intactas sobre a mesa ; qoe, so por-
veotnra fossem encontradas nio 7 chapas, mas
sim 69, numero este dos eleitoreB, o presideute do
collegio novamente collbcasse as chapas na uros
afirn de rectificar se o engao, fazendo, assim des
apparecer urna irregularidade que poda deter-
minar a nullidade da eleieio.
O Ufa requerimento foi unanimenenta aceito'.
Devo dizer que a mesa eleitoral era composta de
quatro mesarlos conservadores e apenas um libe-
ral !
Contadas ns chapas verificaram todos que nao
baviam 72, mas sim 69, numero este dos eleitores
r haviam votado, logo fioou provado sacieda-
quo effectivamente o exeesso de tres votos era
determinado nio porque tivessem deitado na urna
tres chapas deraais, porm sim devido a equivoco
manifest do mesarlo encarregado de proceder a
contagem dos votos.
O que cumpria faser a mesa se estivesse de boa
f ? Responda me o nobre deputado,
Quando, Sr. presidente, satisfeito por ter sug-
gerido um alvitre que fazia deapparecer comple-
tamente a irregularidade apontada, e, suppondo
que o mea adversarios estiveEism de boa f
procurassem, como Ibes cumpria, proceder uia*
simple e ligeira rotficacio da apuracio j feita,
desde que aa listas se achavam na urna, colloca-
das pelo-proprio presideute do collegio e o numero
dolas era exactamente o do eleitores que haviam
votado, eis que o presidente da mesa, aconselhado
pelo Sr. coronel Portella, abrindo rapada e brusca-
mente a urna, rasgou e intilsju toda achapas.
Responda o nobre deputado pelo 7 districto se
a tramla foi feita pelos meus amigos, ou pelos
seus correligionarios !
Se eu fosae um borne n imprudente, so eu fosee
o poltico exaltado e intransigente, como os meus
adver8sros nio cessam de propalar, teria tambem
por minha ves rasgado os livros da eleieio, anar-
chisado e inutilisado completamente o processo
eleitoral.'
O Sr. Ignacio de Barros Jnior d um aparte.
O Sr. Lourenco de SPara que todos fiquem
convencidos da veracidade dos tactos que a abo
de assignalar, peco permissio casa para 1er o
tpico da acta da eleicao geral de Muribeea, rela-
tivamente apuracio e contagem dos votos. Devo
observar que a acta foi redieida pelos conserva
dores e ditada pelo Sr. coronel Portella.
"(O orador l:)
Concluida a apuracio, obtiveram votos : des-
embargador H. Pereirade.Lucena, 40 votos; Dr.
Andr Cavalcante de Albuquerque, 32. Como ti-(
vessem votado 69 eleitores a faltado 9, notou-se o
accrescimo de 3 votos, pelo que contaram se no-,
vamente as cdulas apuradas e acharam-se 69,
numero este dos eleitores comparecidos. Pelo fis-
cal, Dr. Lourenco Augusto de S e Albuquerque,
foi requerido verbalmenteque se procedesse a nova
apuracio desde que coincida o numero de votos
com o nuaoorode eleitores coasparecidos; e amesa,
co' exeepcio do capitio Gabriel Germano de
Aguar Montarroyos, nico mesario liberal, inde-
ferio dita peticio, por ir ella de encontr a le
eleitoral e evitar demora nos trabadnos da eleieio,
aoquiesseodo, porm, que se fizesse disso men-
cie.
Estou convencido que pessoa alguma, depois da
leitara que venho de f^zer, afirmar que da elei-
eio geral de Muribeea houve exeesso de chapas
na urna ; o quo todos di rio e at mesmo o nobre
deputado pelo 7a districto, que os conservadores,
depois do terem prendido eleitores liberae, amea
gado outros, receiosos ainda de urna derrota, com
bioaram, usando da fraude, dar ao Sr. Lucena
mais tres votos !
de que falln o nobre deputado se pronunciar
contra os amigos de 8. Exc.
O honrsdo'.Sr. Ia secretario procurou demonstrar
que nos os liberaes fizemos pressao na ultima elei-
eio geral do "< districto, mas, em seguida, para
produzr effeito, muito embora cahisse em mani-
festa contradccio, disse que a eleieio havia sido
tio livre que at um eleitor opposicionista votara
em Muribeea exhibindo diploma de um outro.
O Sr. Ignacio de Barros Jnior di um longo
aparte.
O Sr. Lourenco de 8Peco ao nobro deputado
que nio me interrompa ; nio posso tomar em con-
siderlo os apartes de S. Exc, porquanto se o fi-
zesse nao me seria possivel concluir o multo que
tenho ainda a dizer. S. Exc. pode tomar as suas
notas e opoortunamedte ter occasiio de responder.
O Sr. Ignteio de Barros JniorMas eu mo
posso mais fallar.
O Sr. Lourenco de SEu apreserHarcl um ad-
ditivo ao requerimento para que S. Exc, tenba
esse ensejo.
(Troeam-se apaites).
DdfO dizer que nio me incoa modam os apartes
de 8. Exc, mas vejo me impossbilisado de atteu-
del-os, porque apenas posso dispr de 20 minutos.
Dizia eu, Sr. presidente, que o nobro deputado
no intuito de provar qae a eleieio geral do 7* dis-
tricto havia corrido livremente, citavaom facto
inexacto, qual o de um eleitor liberal ter votado
sem exhibir o seu diplomo.
Testemunha ocular do que se passon relativa-
mente a esse faefo, eu o narrarei casa.
O meu amigo, o Sr. major Miguel Bernardo
Quioteiro, na vespera da eleieio provincial foi per-
noitar no pevoado Venda Grande, na casa do meu
amigo Joio Thom de Jess. U major Q'iinteirc,
logo de vespera, costumava pedir e titulo de Joio
Thom e jun'amente com o seu guardava-o.
Aconteoeu, porm, qae nessi noite Joio Thom
adoccesse gravemente, nio podendo no dia se-
guinte, pela manhi, acompanbar o major Quintei
ro ; na occasiio em que este segua para Muribeea,
teve de entregar o titula que havia guardado,
mas, com tio grande infeicidade o fez qae, por
equivoeo, deixoa o sea levando o do seu compa-
nheiro. Sendo cbsma'do, Qdinteiro exh-bio o d-
plosta de Joao Thom, certo do que era o seu ; a
mesa, verificando o engao, instancias do Sr.
coronel Porte-ta, officiou o Dr. juiz de dreito de
Jaboato remetiendo o diploma e na acta f z inen-
cio do occorrido, uo intuito de prejodicar o anjor
Quiateiro.
V, pois, o nobre depilado que semilhante fac-
to s pode servir para provar o rigor e a m von-
tade do chefe conservador de Moribeca concia os
meus amigos polticos. Accresce que o honrado
denotado citando este facto tentn provar que a
eleieio geral havia sido muito livre, quando, meu
collega, isro acateceu nao na eleieio geral, mas
sim na provincial.
Sa todo, fosis ou meno* da mss.-na for?a os ar-
gumentos produzidos pelo nobre deputado no ii>
tuito de demonstrar qoe a polica nio ioterveio na
eleicao geral, que nao houve pressao e que final-
mente o pleito cOtreu vrcnvnte 11
O Si. Ignacio de Barros JuuiorDis ce re oito.
O Sr. Lourenco de SiOs amigos do- nobre de.
puf .i. i i convencidos da mnioria forto a pujantj do
partido liberal do 7a districto, sibiam previamente
que se o pleito correase regularmente o candidato
official, o Sr. deeemburgHdor Henrq.u-! Pere'ira re
Lucria, seria rreaissivelinentc derrotado. Eutiio
oonvergiram toda vigilancia e ttonc-Xi p-iraesse
distrioto e erapregaram todos os recursos no intui-
to de usegorarera a victoria : promessas de ern-
pregos remunerados, empiegados pblicos deroit-
tidos, outros amea^ados de demissie, ainda outros
avisados de remocio se porvrntura nao aeompa-
nhassem o goveroo, e, finalmente, Sr. presidente,
a polica (e V. Exe. sabe o que- a noticia fora
da capital,) na cabala iiirem, por sua vez ame-
drontaudo eleitores liberaes com procseos e pri-
paz, _
tncto, foram eleitos juizes de pas'com dous votos
apenas Entretanto, em ve% de propor a extinc-
c&j do 2a districto, o nobre deputado quer crear
mais um outro!
i) Sr. Ignacio de Barros JniorIsto urna ra-
zio de mais para se aceitar o projecto que altera
os districtos de paz,
> O Sr. Lourenco de SJiu bem dase que o no-
(Ha um aparte). /
Ora meu collega porque razio os mesarios nio
rectificaram rt votacio desde que as chapas ou ce-
dulas achavam se na urna e o numero dellaa cor-
responda justamente ao numero dos eleitores pre-
sentes ?
A razio dada pela m :sa uio procede : em 1
lugar nio conheco disposicio alguma da reforma
eleitoral que prohiba verificar-se e emendar-se
urna votacio evidentemente errada. A le, bem
ao contrario, diz que somente depois de concluido
todo o processo de urna eleieio sejam queimadas
as cdulas, e a nio ser para evitar casos como o
de qae nos oceupamos, semelhante exigencia seria
urna verdadeira inutilidade. Em 2 lugar, o mo-
tivo dado pelos mesarios de nio terem feito a re-
ctificscao por mim requerida, por temerem protel-
lar os trabalbos eleitoraes, anda uio procede, por
que, Sr. presidente, a propria acta quem declara
que os trabalbos eleitoraes terminaron s 2 1/2
horas da tarde.
(O orador l :)
Foi concluido o trabilho da eleieio as 2 1/2
boras da tarde. >
Assim, tendo satisfeito a curiosidade do nobre
depntado pelo 7a districto, estou convencido que
I todo* os collegas que mcouvem e oem assim o no-
bw depntado a quem respondo, nio mais aecusa-
ro os liberaes pela tramoia havida, e, bem ao
contrario, ficaria cortos, muito embora nio confes-
sem paocamente, que a fraude foi enpregada
peles correligionarios de Ss. Excs.
O Sr. Ignacio de Barros JaoforA voz publica
dis o contrario.
O Sr. Lourenco de SA vo publica para V.
Exc pode ser quando muito opiniio solada do
Sr. coronel Portells, que, naturalmente para de-
fenderse, attribue aos meus amigos polticos
aquillo que elle proprio recommendou aos soas
correligionarios que fisessem.
Sr. presidente, nio insislirei mais neste ponto ;
depois do qoe tenho dito e da leitura oaj^s da
acta redigida pela Sr. coronel Portella, da aecordo
com o mesarios conservadores, t/anquilliso-me,
certo de que a opiniio publica ou a vos publica
soes !
Eis, em poucas pslavras, como se fez eleger no
7a districto o Sr. Henrque Pereira de Luceua l
(Trocam-se muitos apartes)-.
E, apezar de tanta intervencio, despeito de
todos'esses meios empregados, nio se iulgaram
ainda v otoriosos oa cabalistas otfieiaes, e, afioal,
asaram do ultimo recurso, qual o de preuderem
eleitores no dia da eleieio !
(Trocam se muitos apartes; o Sr. presidente
redama attenco).
Pi-co permissio casa para 1er o artigo do
oleir Luis de Frano* Bezerra, qae deiaoa de
votar no candidato da opposicao, porque estove
preso no dia da eleijo, desde 7 horas da manhi
at 1 hora e meia da tarde, mandado do official
de polica e subdelegado de Muribeea, o Sr. Jos
Mendes da Silva.
(O orador l):
O eleitor Luiz de Franca Bezerra ao publico e
ao Exm. Sr. conselheiro Costa Peresra.
8ou toreado a vir impreusa, tornar be* sa
lente e de todos jonaecida a violencia deque fui
victima e o escndalo inaudito que a polica cora-
metteu, tolhendo-mo um dreito que a le me fa-
culta, qual o de eoneorrer com o meu voto na
eleieio geral que hontera ferise neste districto.
Morador na engenho Capelliikha. e senda cai-
xeiro do Sr. coronel Joio Paule de Souza Bandea-
ra, fui por este solicitado com instancia para vo-
tar no candidato conservador, o Sr. Henrque Pe-
resa de Lucena. Compreaettido, porm, com
estova com o Sr. Lourenco de S votar no Dr.
Andr Cavalcante de Albuquerque, fiz sentir com
a mxima franqueza ao Sr. coronel Joio Paulo que
a minha resolucio era ioabalavet e que nao me
era mais possivel satisfazel-o.
O Sr. capitio Manoel Carneire Lsio, actual
delegado de polica desta fregueaia, veio tambem
minha casa pedirme o voto para o desembarga-
dor Lucena : porm, a 8. S-, como ao Sr. coronel
Joio Paulo, dei a mesma reaposta, fasendo sentir
ocompromisso que havia coutrahiio.
Hontem, antes das 7 horas da manhi, quando
me preparava para seguir para Muribeea, fui vio-
lentamente preso por quatro pracas para funceio-
nar, segundo disiam ellas, como perito em ama
vistoria na casa do Sr. Jos Pinto. Ahi chegan-
do escoltado pelas referidas pracas, encoutrei o
subdelegado Jos Mendes da Silva. Cheio de jus-
ta iudignacio, porm, simulando calma e sangue
fri, ped e cheguei mesmo a suppcar ao trefego
subdelegado que adfosse a suppoata vistoi a, e
que me permittisso seguir para o eoliegio de Mu-
ribeea. O Sr. Jos M-ndes, porm, todo irado,
levou comsigo urna das pracas e observou as tres
que ficaram que nio me dexassem sahir at que
elle voltasse de Santo Amaro de Jaboatio, onde
eleitor. A's 9 horas di manhi, caneado de espe-
rar pelo subdelegado, ped aos soldados que me
acompanhaosem at villa de Muribeea, onde de-
via achar-se o delegado Manoel Carneiro Leio, e
tentando seguir fui violentamente agarrado pelas
pra,as e bruscamente forjado sentar-mc. A' 1
hora e meia da tarde, pouco mais ou menos, appa-
receu novamente o subdelegado Jos Mendes, de
volta do collegio de Santa Amaro Jaboatio, e sem
querer ouvir-me, tendo alias conseguido arredar
me do pleito elei total, ordenou s pracas so reti-
rassem e que mo deixassem em paz. Sem perda
de tempo segu para Muribeea. onde somente che-
guei s 2 horas da tarde, encontrando a eleieio
terminada. ,
Assim expondo a violencia que soffn hontem,
privaudo-se me de comparecer eleieio, visto
como estiva illegalmcnte preso desde s 7 hora da
manhi at 1 hora da tarde, venho pedir providen-
cias ao Sr. conselheiro Costa Pereira.
Sou um hotnem pobre, vivo do meu trabalho
diario, mas, a lei deve ser igual para todos os ci
dadio. O crirae hontem praticado pelo Sr. Jos
Mendes da Silva, nio deve, em urna aituaeio mo-
ralisada, ficar impune. O Sr. consolheiro Costa
Pereira nio ple fazer causa commum com um
subdelegado violento, desabusado, inepto a crimi
noo. .... .
Assista-lhe o dever de demittir a bem do ser-
vico publico, o Sr. Jos Mendes da Silva, nio s
da subdelegada mas tambem do corpo de polica.
Nio pode ser autoridade policial quem necessita
ser policiado 1
Nio deve possuir uor.a farda quem pelos criraes
que pratiea merece ter ss pulsos algemados!
Publica a carta do Sr. Jos Pinto, em cuja casa
estive preso.
Aguardo as providencias.
Muriboca, 16 de Jaoeiro de 1886.
Luiz de Franca Beterra.
O Sr. Lourenco de SEis ama carta do Sr.
Jos Pinto, em cuja casa asteve preso o c. dado
Luis de Franca Beserrs. (L)
Illm. Sr. Jote Pinto Peco lhe que mande m
dizer si ou nio exacto que hontem estive preso
em sua casa desde s 7 horas at o meio dia, sendo
retido por 3 pracas. Quero justificar a razio por
que nio me foi possivel comparecer a eleicao. ^
Engenho Capellinha, 16 de Janeiro de 1836.
Seu amigo, venerador e obrigadoLuit de
Franca Bezerra.
lXlm. Sr. Luit de Franca Becerra.b eerts que
estove hontem em minha casa prisioneiro cosa ~
?
praca e duas ordenanzas, de 7 horas at meio da,
certo o que pergunta.
Muribeea, 16 de Janeiro de 1886.
los Pinto de Salles.
Que prova mais evidente posso eu exhibir da
intervencio directa e mmeliata dos agentes da
administracio na eleicao geral do 7 districto .'
Aioda urna outra violencia idntica que acabo
da assignslar foi praticada pelo mesmo subdele-
gado, violencia que nio produzio effeito porque
em tempo fui a7sado e consegu arrancar das
garras policiaca, no dia da eleicao nm eleitor que
tambem se achava preso !
Chegando muito cedo no collegio de Muribeea,
no dia em que terio-sc a eleicao geral, um amiga
particular, quj, ahi, com bastante pezar deixou de
acompanhar-me, porque se o fizesse teria grandes
prejuisos, procurou-me e em reserva communi-
cou-id* que o, subdelegado Jos Mendes havia
mandado prender o cidadio Pedro Celestino Ja-
cob. Sem perda de teojpo, Sr. presideute, dirgi-me
para o engenho Muribequinha onda cheguei can-
sado e extenuado, porque fui obrigado seguir a
p, por ter mandado levar o meu cavallo estaclo
dos Prazeres para nelle se transportar um eleiter
amigo. Ao aproximarme da casa de Pedro Jacob
encoirtrei esta effectivamente cercada pela polica.
Iuterpellci os soldados, perguntci-lbes o motivo
pelo qu-il a'li se achavam, e um delles me disse
que o subdelegado havia ordenado que I vassem
poeso Pedro Jacob, casa de Jos Pinto, tambem
morador do engenho Muribequinha. Perguatei-
lhs8 anda b a ordem que haviam recebido do
subdelegado era verbal ou escripta, responde-
ram-me que escripta e deram-mc n lr. Dizia
mais ou menos u seguinte: o subdelegado de
Muribeea, uutorisa as pracas taes e taes a con-
duzirem preso o Sr. Pedro Celestino Jacob, casa
de Jos Pinto, aftm de servir de perito em urna
vistoria que dever ter lugar, hoje 1 hora da
tarde.
Devo, porm observar que o energmeno sub-
delegado teve a cautclla de nao assignar o seu
nome. mas smente escrevero subdelegado de
Marineas
Fiz sentir que seminante ordem nao devia nem
podia ser cumprida. E 1 lugar porque era ella
evidentemente Ilegal visto como o subdelegado
nao tendo assiguado e seu nome, muito preposi-
talmente assim havia procedid i para mais tarde
desculpar se dizendo que nio tinha sido elle quem
escrevera a ordem, fazendo consegunt 'mente re-
cahir a responsabilidade sobre as mesmas pracas.
Em 2o lugar pirque a ie nao permittia que se
prendes ain eleitor no da da eleieio para servir
de perito. Depois de procurar por todos os meios
convencer aos isldados que a,.referida ordem era
u.s verdadeiro at'.entado, urna violencia at entao
ainda nao praticada no actual rgimen eleitoral, s,
quando cm camioho para .Munbeca levava com-
migo o eleitor Pedro Jacob, mas sempre acompa-
nhad > pelas pracas que de vez em quando obser-
vavain que em too coso devian cumprir oidem
que haviam recebido, eis que encoutro-me com o
subdelegado que segua para o eoliegio de Jaboa-
to, onJe eleitor.
A' vel-o obsi'rvei que me era muito agradavel a
eua presenta, visto nomo rstava convencido que os
iiitcressados pelo bo.n esito da candidatura do Sr.
Lucena, nao hesitavam eru compromettel-1, redi-
gindo em seu nome ;um officio ao cab do destaca-,
ment afim de sor conduzido preso .i Jacob, casa d* Jos Pinto ^ que, sonto esse ci-
dadio eleitor nio podi ser n'aquelle dia obligado
a servir como perito, o que finalmente a sua che-
gada n'aquelie momento era para mim um feliz
successo!
Contrariado e ao mesmo tempo sorprendido, o
subdelegado, principio fiagindo tudo ignorar,
declarou que semelbante ordem nio havia redigido
e perguuton a urna das pracas, justamente aquella
que a tinha no bolso, de quem bavia recebido o
officiO e onde elle se achava. A rraca, confusa e
sem swber o qui responder, desculpou-se dizendo
qse tinha perdido o mesmo oflicio. Observei que
nio era isto exacto e tentando desabotuar a faida
do cabo di destacamento, eis que o subdelegado,
todo irado, disse-me', fui eu proprio Sr. dontor
quein ordenou a prisio do eleitor Pedro Jacob e
elle nao vai a eleieio porque eu nao quero.
O Sr. Ignacio de Barros JniorQue historia
bem contada!
O Sr. Lourenco de SO nobre deputado nio
pode nem eu consinto que ponha em duvida o facto
que acabo de referir, desde que don o meu teate-
munho possoaf; se S. Exc est habituado dizer
aquilo qae nio sabe, eu, felizmente ass-m nio pro-
cedo.
O Sr. Ignacio de Barros Jnior d um aparte.
O Sr. Lourenco de SEu nio disse que tinha
preudido o soldado isso pura invensio do nobre
depntado que parece viver soohando !
Afinal, Sr. presideute, depois de longa e vehe-
mente discuesio como subdelegado, conclu ob-
servando que seria loucura da minha parte reagir
naquella occasiio, e como me achava. mas que
elle refiectisse bem e vase qua era negocio muito
serio prender-83 um eleitor no da da eleieio e que
qaanto em mim coubesse, procurara os meios le-
gaes para punir semelhante violencia !
R t rei-m-; depois da aconselhar ao Sr. Pedro
Jacob que se resiguasse, e, quando havia cam-
nhado alguna minutos, o subdelegado veio te? co-
migo dizendo quo melhor rtflcctindo resolver con-
sentir o eleitor accompanhar-ma !
(Trocam-se diversos apartes).
Sr. presidente, quando um official de polica e
subdelegado de um districto tem o arrojo ou o cy-
nismo de prender eleitores no dia de urna eleieio,
como acaba de acontecer no collegio de Muribeea,
avalie V. Exc as violencias, a pressao, as amea-
cas que sofireram os eleitores liberaes !
Entretanto, se diz que nio houve intervencio
official no 7- districto !
Um da apoz eleiflo fui pessoalmente referir
ao Sr. Costa Pereira a violencia praticada por es-
se official de polica ; S. Exc. d<-pos de ouvir-me
disso que nio approvava semelhante abuso e que
com toda certez* providenciara, entretanto, esse
subdelegado tem sid > at agora mantido e ser
sem duvida premiado pelos bons servicos pres-
tados !
Agora, Sr. presidente, passarei a um outro pon-
to, qual o de assignalar aa demissoes decretadas
aos empregados pblicos do 7- districto que nio
se resigaaram acompanhar presente situaco.
O Sr. PresidenteObservo ao nobre deparado
que a hora do expediente est quasi terminada.
O Sr. Loureoco de SSerei dcil a observacao
de V. Exc. e procurarai sem demora concluirs
minha observacoes.
No 7- distrieto, Sr. presidente, exeepcio do
agenta do correio da Ilha, todos os mais toramde-
mitlidos.
(Ha diversos apartes).
fc.u nio acredito que tivessem exonerado o Sr.
Joaquim Xavier da Silva, que alias um homem
cumpridor de seus deveres, para substitu! o por
um outro liberal!
O Sr. major Firmino Varejao, escrivio da col-
lectora do Cabo, ha carca de 20 annos ; tunecio-
nario zeloso, activo e intelligente, as proximida-
des da eleieio, os amigos do nobre diputado offe-
receram-lhe a sua apjsentadoria, se porventura
votasse em companhia de quatro pirentea seus no
Sr. Henrque Lucena
Nao aceitando a proposta, o preatimeso liberal
o Sr. major Vareji", foi immediatamente demit-
tido.
Trocam-se diversos apartes).
Katretanto, Sr. presideute, o partido liberal,
generoso como manteve, quando no poder todos
os funeciouarios conservadores da comarca do C-
bo Os Ilustres collegas encontraran] os aegun-
tes correligionarios : o Dr. juz de dreito, o pro-
motor publico, o juiz municipal, os collectores e
at o Sr. Clorndo, taballiio publico, nomeado pe-
los liberaes !
Sobe o partido conservador e sem perda de
tempo demittido o nico empregado liberal da
comarca do Cabo, por nio ter querido renegar as
suas crencas polticas !
E dizem os nobres deputad >s qae nao houve in-
tervencio offieial no 7a districto !
(Trocam-se muitos apartes).
Em Serinhem, o Sr. Manoel Pereira da Rocha,
collector provincial, liberal distncto e funeciona-
rio publico sem nota, foi igualmente demittido por
que nio quis scompanhar a presente situacio po-
ltica.
(Trocam-se apartes).
O Sr. Pedro Ramos Lieutier, ajudante de enge-
nheiro, residente na Ponte dos Carvalhos, eleitor
libe al, foi ameacado de demfsio se porventura
nio votasse no candidato official, e para que ti-
vesse desde logo certeza da reasaco da ameaca,
removeram-n'n para Palmares. Esse cidadio, qae
sempre acompaohou os liberaes, afinal, para nio
perder o eropr- go vio-se na dura contingencia de
votar no Si. Lucena.
O eleitor Braodio Civalcinte, meu amigo de-
dicado, empregado na conservacio da estrada pu-
blica do Cabo, disse-me que nio podia deixar de
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Diario de Pcrnambuco^uarta-feira 24 de Novembro de 1886


rotar no candidato oficial, porgue se o nao Alea-
se, oom toda certeza seria demitido.
O Sr. Presidente.Observo ao nobre deputado
que a hora est fiad*.
Lamento, Sr. presidente nao poder terminar as
considcraces que encetei no intuito de demons-
trar a intervei'eio criminosa do governo na elei-
co geral do 7- distrieto; sinto-me fatigado e Y.
Exc. acaba de observar que a hora do expediente
est esgotada. Devo, pois, concluir, sguardaado-
me para em outra occasiio occupar-mc do mesmo
aasumptc.
Creio, entretanto, ter demonstrado que o pleito
no 7o districto nio correu livremente e que ad-
ministracio publica csnsentio e approvou que os
seus amigos empregassem todos o meios at ago-
ra conhecidjs no sentido de elegen-ra um candi-
dato por um districto onde a opp bico tem incon-
testavel msioria no eleitorado.
Um Sr. DeputadoNao apoiado.
O Sr. Lourenco de SO que certo, meu coj-
lega, .jue foram presos eleitores liberaes no di*
da eleicio, outros ameacados de serem demittidos,
03 que nao se submetteram foram effectivamente
demittidos e finalmente, a polica deseufreado
ameacava o eleitorado com procesaos e prisoes !
A desp itn de todas essas violencias, o Sr. des-
embargad ir Uenrique Pereira de Luceua conse-
fuio ele tr-S'', obtendo a insignificante maioria
e 13 rotos sobie o candidato liberal !
Te abo concluido.
(Muito bem ; muito bm; muito bem).
KCViSTA DIARIA
9
37
80
23
63
46
45
98
58
13
44
Alisjiamento eleiforal No 1* districto
eleitoral, que abrange o districto da 1* promoto-
ria publica do Recife, exercida pelo Sr. Dr. Joio
Joaquim de Freitas Henriques, requereram 554 in-
dividuos para serem alistados, sendo 90 por mu-
danza de dmicilio.
Do total foram alistados : novos 222 e por mu-
danza 90, ou 3i2; sendo indeferidaa 242 peti-
coes.
Por fregarzias assim se dividi o trabalho :
Parochia de S. Frei Pedro Goncalves
Petices 84, sendo 9 por mudanzas.
Alistados novos
Por raudanga
Iodeferi los
Parochia de Santo Antonio
Petices 166, sendo 23 por mudanca.
Alistados nevos
Por mud mea
Ind'f;rido'j
Parochia de S. io$
Petices 189, sendo 45 por mudanca.
Alistados novos
Por mudanca
Indeferidcs
Parochia de Afoyados
Peticoes 115, tendo 58 por mudanca.
Alistados novos
Por muajanc>
Indefensos
Aasidj dos individuos que requereram para se
alistare^ no 1* di trict-, 52 0/Q ou mais da meta-
de foram dt'Stttendidos; o que abona o escrupulo-
so trabalho do Dr. I' promotor publico.
Tribnnal do jury do RecifeFunc-
cionou hant.-m este tribual no ju'gamento do reo
Sebasii lo Ferreira Lima o qual toi condemnado
a pena de gales perpetuas grao mximo do art.
193 do Codito Criminal.
Promovru a difusa o Dr. Jos Maria de Albu-
querqne Mello.
presidente do jury appellou ex-oficio para o
Superior Tribunal da K i<,-io.
Foram cnndemnados~a 5 das de prisio Gamillo
Mendes de Souza, Luis de Franca Campello, Ma
noel Antonio do Espirito-Santo, Joio Casimiro
Bapfista da Silva e Joio Goncalves do K.'go, tes-
temunh.s do processo, as quaes deixaram de com-
paraeceu.
SuicidioAnte-hontem e quando o trem da
va-errea do Recite a Casanga, que desta cidade
sabio s 3 horas e 10 minutos da tarde, passava
Ejr fronte da casa do Sr. Dr. Jos aorio de
erqueira, no porto do Lasserre, um preto de no-
ma Asteii escrav-i do Sr. Dr. Jos BerardoCar-
neiro da Cunha atiroa-se em frente da locomoti-
va, fie indo com as pernas e o baixo ventre eama-
gados.
O infelis osera vo. que s 7 horas da noite ex-
pirou no Hospital Pedro II, det-Lron qoe, nao po-
dcado maia supportar a vida, resolver por Ihe
termo.
Tmha cerca de 30 annos de idade.
toe audacioso* '. .Va 2 horas da madru-
gada d hontem e na ra velha de Santa Rita
n. 55, foi accommettida a proprietaria e moradora
da utesma casa D. Candida Francisca da Silva
na occasio em que estava a dormir, por tres in-
dividuos desconhocidoa, que ameacando mtala
recjium mi iv.un-.li que na) gritasse e lhe3 en-
tregasse o diaheiro e joias que posauia.
Nao e.teve tila por iaso e, bradando por soc-
corro, Lram suas vozes ouvidas por slu filho An-
tonio Ignacio de Arruda, que, acordando, correu
a protgela, travando luta com os tres ladrdes.
Estes depois de o fervm com sete facadas e a
D. Candida com tres, puzeram se ao fresco, sa-
hindo pela porta, que entio se acbava apenas cer-
rada.
Desconfiase que um delles se esconder du
rante a noite e pela madrugada dera entrada aos
dous c.iinpauh.iros.
Um dos ferimentos de Autonio Ignacio foi con-
siderado grave pelo Sr. Dr. Carneiro Leio.
DeaaMtre Hontem s 10 horas da manhi,
em Doua Irinios, catando o eugenheiro machi-
nitta, norte-americano, George R. Gorvin a aa-
aentar urna machina da Companhia do Beberibe
foi attmgido na perna direita, que ficon fractura-
do, por uma peca de ferro.
A Companhia tralon inmediatamente de acu-
dir a victima, e poueo depois do desastre alli es-
tavam a tratar della os Srs. Drs. Bruno Maia,
MalaqnUs Gongalves e Constancio^ Pntnl.
411- Muela
Eduardo Alfredo de Oiiveira, idem.
Eduardo Guilherme Studart, idem.
Jos Mara Goncalveb Pereira, dem.
Estes receberam o grao de bacharel.
Serio chamadas hoja no 1 anno os ns. 106,
112, 116, 118, 119, e 102, caao haja falta serio
chamados tantos quaatos forem uecasssrios para o
completo.
Esames) de preparatorios) Hoje s
2 horas continuarn os exames de arithmetica
prova oral de ingles e de historia e araanha os
meamos e o de latim, a hora que ior annunciado.
A Carteara de l ranograpbla-0 Sr.
Antonio Jos de Araujo. acadmico de Direito e
natural da Bahia, acaba de publicar sob o titulo
cima um folheto curioso e em que demonstra que
sabe aproveitar em estudoa serios as turas em
que outros as divertem.
Agradecemos-Ihes a offerta que noa fes de um
exemplar.
Sociedade Propagadora da IaMlnic-
cao Publica da Boa-VisitaNo dia 20 do
corrate effectuaram-se as exaines dos alumnos e
alumnas d'aula primaria (mixta), annexa Escola
Normal a cargo da mesma sociedade, presidindo o
acto o Sr. Dr. Virginio M. Carneiro Leio, e aeado
examinadores o Sr. Dr. J. Horacio Costa, e as
professaras D. Liberata Ambroaina S. Res, e D.
Maria das Mercj G. Chaves, adjunta.
1- Grao
Isabel Hungra Ribeiro e Eulalia G. de Castro,
approvadaa com distancia-
Rito Marcelina S. Ribeiro, Marta Januaria C.
Diss, Isabel J. van der Linden, Olivia O. Guima-
ries, Julia Hagalhaes, Maria J. G. Coimbra eRa-
chel Judith dos Santos approvadas plenamente.
Francisca A. Nones, Argemira 0. da Cunha,
Maria F. das Dores, Lucino C. de Castro e S.,
Francisca das Chagas R. e Joaquina A. Nuncs,
approvadaa.
21 Grio
Maria Amelia de Oiiveira, Priacilla M. de Souza
Rufina F. das Chagas, Maria Amelia Camocs c
Maria F. dos Santos, approvadaa plenamente.
Carmelina M. d;i Silva approvada.
3- Grao
Ant ro C. da Cunha, Jovina Celina M, do Car-
I mo e Maria Theo ora Camoes, approvadaa plena-
mente.
Habilitadas pela profeasora adjunta.
1- Grao
Adalberto S. Lopes Fernandes, spprovado ple-
namente .
Antoaio E. da Silva Camoes, spprovado.
2- Grao
Pedro Alexandrino S. Datra e Candido F. da
Silva, approvada.
3- Grao
Odilc.n OctavUno Coireia, approvado.
Comparccerara ao acto diversas famili s e foram
devidamente apreciados os discursos das alumnas
Jovina Celina M. do Carmo, Mara Francisca dos
Santoe, Rachel Judith Santos e da alumno Odilon
Octaviano Correia.
Cidade do Cabo Recebemos o seguinte
bilbete postal:
Pedem os habitantes d'esta localidade e todos
que tin necessidade de transitar pela pontesinha,
que communica a cidade com a propriedade Tor
rinha, com diversos engenhos e Ccm o littoral, que
se dignem chammar a attencio da municipalidade
para o pesaimo catado da mesma ponte.
Correm grande riscos os cavalleiros que Por
ella teem de passar e nao ha desvio possivel. Eu
tretanto ha verba no orcamento e nio pequea P"
e fazer to urgente concert.
I na i iu t o arcbeologlcoAmanbi, hora
do costume, baver aesa&o erdinaria de Instituto
Arcbeologico e Geograpbico Pernambucano.
Excellente lagesn O paquete ingKz
Tagut tez a viagem de Lisboa ao nosao porto em
II dina e horas.
O Patuaeo- Distribuio se hontem o n. 10
deste peridico Ilustrado e humorstico.
Eleieo de confrarlaA irmandade das
almas da matriz de S. J-s, procedeu no dia 19
do corr nte eleieo para a eua nova adminis
traco a qual toou assim compoata :
JuizTenente Antonio Jos de Souza e Silva.
EacrivoManoel Joa Ley.
Procarador geralManoel Venancio Alves da
Fonaeca.
TheseureiroMoyaa Alves Vilella.
1 procuradorFranciaco Valeriano Alves da
Fonseca.
2 procuradorAntonio da Costa Honorato.
DefinideresJoaquim Teixeira Basto, Silvino
Claudiano de Albu merque Sobreira, Francisco
Pereira de Asis, Hnriue da Co3ta Carvalno,
Jos Lopes Ferreira Maia, Antonio da Silva San-
tos Moraes, Arthnr Heraclio de Carvalho Gui-
maries, major Jos Elias de Oiiveira, Joio Do-
mingues Pinto ds Silva Almeida Guimaraes, Jos
Nevea Freir Andrade, Franciaco de Paula Brito
Rosas, Profiri Peixoto de Vasconcellos Castro.
JuizaD. Maria Joaquina da Silva Ros Ama-
ral.
EscriviD. Maria Balbina dos Santos Ho-
norato,
Directora das obran de conserva-
rio dosj portoBoletim meteorolgico dj
dando que a disposieio do art. 7* da lei n. 2,040
de 28 de Setembro de 1871 seja appHcad* asa
caeos do art. 19 do regulamento o. 4,835, cima
Oltado.
Devolvo a V. Exc. a relacio apresentada por
Fumino Lourenco de Souza.
Deu3 uarde V. EacAi/redo Rodripets Ftr
nandes Chavrs.
Trata-se de escravos, diz o Jornal do Com-
merciu da corte, que, por nao haverem sido ins-
criptos na ontiga matricula erganisada em vir-
tudu da lei Rio-Braneo, tilo ipsu /acto livres de
pleno direito, nos termos expresaos do art 8* da
mesma lei, reproduzidos pelo art. 19 do regula-
m-nto que baixou com o doereto n. 4,835 de 1 de
Dezembro do 1871. Pertnittiudo o regulamento
ue toes libertos possaos ser revocados a escravi-
Effec-.uar-se-hio:
di* 22 de Novembro de 1886 :
V o
Hora= o c *a -. o tu 1 Barmetro a 0 TtBSaO do vapor a o I a
i
6 m 260 758">76 19.36 76
9 28 9 760^04 21.07 71
12 29-3 760"26 20.92 69
3 t. 29 -3 758'36 20.42 67
6 -27.; 75818 20.52 75
Temperatura mxima30,'o.
Dita miaima26",0.
EvapSracio em 2i horas ao sol: 6m,3 ; som-
bra : 4-,0.
Chuvanulla.
Direccio do vento : ESE de meia ncite at 9
lotem i a 11 Ii2 horas da hosas e 46 minutos da tarde ; E e ESE alternada-
manba poz a polica em cerco o caes do llamos e
pren.leu, mandando-os para a Casa de Detencio,
a Severiano Manoel do Naacimcnto, Antonio Um-
belino Kibeiro, Antonio Das, Manoel Fernandes
drs Santos, Jos Bezerra da Silva, Joio Paola
Pereirn, Joao Joaquim des Santos, Manoel Jos
Mariano Pacheco, Mariano Jos Pacheco, Andr
Avelino Rodrigues c Maximiano.
Todos estes individuos nio teem eir uem beira
nem ramo de figueira.
Para o A'seal de Marnba foram enviados
ranis estes sem uceupa^io : Jes Jeronymo de
Salles, Bellarmino da silva Pestaa Manoel do
Nascimento e Antonio Ladislao do Espirito-
Santo.
Facaldade de DireitoEis c resultado
dos actos de hontem :
1" anno
Joaquim Raymundo Pires, plenamente.
Joao Biptista Ferreira de Souza, idem.
Homero de Souza Mendes, simplesmente.
Pedro Francisco Rodrigues do Lago, idem.
Manoel Arthur de S Pereira, dem.
Um reprovado.
Um frtltou prova oral.
2.0 anno
LourenQO Cavalcantc de Albuquerque, plena-
mente.
Firmino Antonio de Souza Vianna, idem.
Fortunato Roberto Guimaraes, idem.
Alfredo de Albuquerque Gama, idem.
Manoel Lopes Ferreira Pint<, simplesmente.
Francisco Je Paula Correia de Arsujo, idem.
3- anno
Vicente Ferreira de Arruda Filho, plena-
mente.
D. Delinira ?ecundina da Costa, dem.
Jos Ignacio da l unha Rabello, idem.
Ezequie! de Souza Pond, idem.
Elyuo Pereira de Araujo, simplesmente.
Mario Elydio Pereira de Castru, idem.
Manoel Polycarpo Moreira de Azevedo Jonior,
ilem.
Augusto Nery Carneiro Mnteiro, idem.
Dois reprovadosi
Deixiu um de faser acto oral por ter Cicripto
ponto diverso.
4' amu
Mario Augusto Brando do Amoriu, distiuc-
Manoel Pereira da Rocha, iiein.
Jos Ferreira Muniz, plenamente
Bonifacio de Aragio Faria Rocha, simples-
mente.
Luis Vossio Brigido, dem.
Um reprovado.
5' anno
Antonio Xavier de Carvalhr, distinecio.
Joio BaptisU Correia de Oiiveira, plena-
mente.
Julio de Mallo Filho, idem.
Jos Gomes Villar, dem.
mente at 10 horas e 27 minutos da tarde ; E at
meia noite.
Velocidade media do vento: 2,"75 por argundo.
Nebaloaidade media : entre 0,6 e 0,7.
Peculio de escrawo.A' presidencia da
provincia de Pernombuco dirigi o Ministerio da
Agricultura, a 6 do corrente, o aviso seguinte :
" Ulm. e Exin. SrBem procedeu o colluctor
das rendas geraeado municipio de Beserros, con-
sultando a V. Exc. se poda entregar aquantia de
2004000, depositada como peculio do eacravo Flo-
rencio c reclamada por Jos Franciaco Pinheiro
dos Saatcs, que allega tela emprestado ao dito
escravo.
O referido peculio nio padia ser entregue senio
nos casos designados no aviso de 25 de Setembro
de 1877, ato a requerimento do senhor ou do
curador do escravo c para o fim de ser app'.icado
liberdade deste.
Dar V. Exc communicacao deata minha de-
cisio, nio t ao collector e ao jais de orpbios,
como ao juiz de direito da comarca, que apoiou a
consulta do collector e ezpedio as ordena neceasa-
riaspara a continuacio d> procesal, interrompido,
da libertacio de Florencio.
Deus guarde a V. Etc.Al/cedo Rodrigues Fer-
mnlsOT Chaves.
Matricula de escravo. V presiden-
cia da provincia do Paran dirigi o Ministerio
da Agricultura, g 13 (Id corrente, o aviso se-
guinte :
Illm. e Exm. Sr. Examinadoa oa papeia que
acompanharam o oficio dosaa presidencia, de 1 do
mea findo, acerca da matricula da eacrava Maria,
prtencenie a Firmino Lourenco de Souza, do mu-
nicipio de Campo Largo, a qual oi agora claasifi-
cada para o fim de ser liberta por conta do fundo
de eman:jpacio, declaro a V. Exc. :
1. Que nada constando dos livros de matrieu
la, era estando arelBado na collcctoria o exem-
plar da relayd f. que se refere o art. 13 do regu-
lamento de de Dezembro de 1871, nonhum valor
ten, para o caso de que se trata, a relacio apre
Sentada pelbdito;Firmino de Sousa, om a nota do
i i vai de ficar matriculada tquella osera va em
29 de Abril de 1872; accrescendo que tal doe;i
ment nio tem rubrica do collector, nem foi aeeto
presente, e tras em si mesmo a prova contraria a
allegado, nio indicando que numero ds matricula
coube mencionada escravi ;
2 Que tm igual caso se acham os caeravoa
Candido, Benedicto e Catharina, incluidos na mea
ma relami, e nio matriculados ;
3. Que todo os ditoa eecravos Maria, Candido,
Benedicta e Catharina devem ser declarados li-
vies desde j, nos termo do art. 19 do regala
ento n. 4,835 de 1 de Dezembro de 1871, ficando
ao ipte.-easado o recurso legal;
4^ Que, dado esae recurso, V. Exc. recommen-
dsr que ss tenhs vista a imperial rcsolucio de
20 de Sstembro de 1876, a que se refe.e o aviso
I circular de 10 do Dez-mbro do dito auno, man-
3ue
io, com tanto que, por accio ordinaria, provem
os senhores o sen dominio, bem como que da sua
parte nio houve culpa ou oinusao no facto de nio
terem sido matriculados os seus escravos ; lembra
agora o Ministerio da Agricultura que, a ser in-
tentada pelo interessado a accio competente, nio
poder n seutenca produzir effeitos, se for contra-
ria a liberdade, sem que interposta- a appellacio
ex officiu, seja confirmada a deuiaio em segunda
instancia, segundo explicou o aviao-circular de 10
de Dezembro df-1876, na forma da imperial reso-
luciio de 20 de Setembro do mesmo anno.
Boa ou m (e sempre consideramol a odiosa), a
regra legal autorisou que individuos nio matricu-
lados e, portanto, livrea, pudeasem ser novamente
forjados ao captiveiro, nao sendo insignificante o
numero daquclles sobre quein pesoueata desgraca
Contam-se por centenas as victimas desta dureza,
o poder executivo, porm, carece de competencia
para corrigir defeitos da lei e pela sua parta os
tribunaes nio poderiam ueste caso favorecer aos
interesaba da liberdade senio exigindo prova irre-
fragavel do direito doa senhores. Por eate lado,
pois, a dacisao recente de governo coadunada ao
trato legal e regula mentar.
Conviria, entretanto, que o aviso supra trans-
cripto, desde que affirma caber ao interessado o
recurso legal e manda observar na accio compe-
tente a re ira da circular de 10 de Dezembro de
1876, nao omittiase a circumstoncia esaencial de
acbar-se proscripto o direito do antigo senhor para
revocar ao captiveiro os escravos nio matricula-
dos. Tal preacripcio do cinco annos, c, ten o
sido encerrada a ant>ga matricula a 30 de Setem-
bro de 1873, acha-se extincto aquelle pr iso desde
igual dia de 1878, nio mais aubaistindo o direito
de fazer sujeitar escravdio antgos escravos
nio matriculados, qualquer que tenha sido a causa
da omisso.
Semelhante douirina fui expresamente adoptada
pela imperial resolucio de 27,de Setembro de 1876,
tomada sobre consulta da seccio dos negocios de
juatica de 26 de Julbo do meemo anno. Nio ttndo
sido publicada a referida consulta na colleccao das
decieoes do governo, mas nicamente nos snnexos
do relatorio da agricultura, apresentado na pri -
meira aeaaio da 16.* legislatura, reproduxiremos o
trecho relativo so cbjecto :
A seccio de juatica de parecer que a accao
concedida ao proprietane do escravo pelo art. 19
do regulamento n. 4,835 de 1 de Dezembro de
1871 tmente pode ser exercida no praso de cinco
annos, estabelecido no 5." do alvar de 10 de
Marco de 1762, cuja applieaeio tem por ei alm
da nova jurisprudencia (Revista de 6 de Dezembro
de 1872, transcripta na obra do Dr. Mxfra, tomo
3., pag. 18, n. 219), o principio consagrado pela
Urd., liv. 4.", til. 2.":=Em/avor da liberdade s&o
militas coutas aulorgadas contra as regras geraej.
A raza i poltica, exprcasa no citado alvar,
prevalece hoje por mor forca depois da lei de 28
de Setembro de 1871, com a qual seria repugnante
a prrscripcio ordinaria, tornando-se irrisoria a
disposieio do art. 8." 2." da mesma lei.
Foi relator desta consulta o eminente juriscon-
sulto Nabuco de Araujo, tendo a subscripto sem
nenhuma resalva os Viscondcs de Jaguary e de
Nitherohy.
Est extincto portanto, desde 1878 o direito do
antigo aenhor accio de escravdio contra indivi -
dos nio matriculados. A jjstica do Paran
aaaim ter de julgar no caso a (Ue alludo o aviso.
Anda mesmo que a preseripcio de cinco annos,
tie positivamente sustentada pela consulta, e
autorisada pela .imperial resolucio de 27 de Se-
tembro de 1876, nio houvease de ser applicada,
caberia invocar a subaidaria legislarlo romana
que impde a preseripcio de 10 annos accio de
csravidio. N'esta ultima hxpotheee o direito do.
antigo senhor deveria considerar se prescripto
desde 30 do Setembro de 1883.
O recente aviso nio impugna nem poda impu-
gnar esta doutrina. Nio seria descabido, porm,
obstar equvocos de interpretacio, fazendo saber
qu est prescripto o direito do antigo senhor.
Melborauaento da cidadeCouimuoi-
cam nos o seguinte:
No estado em que se acha esto cidade, mal
edificado, com as suas ras estreitas e tortas, sem
praca e privada das regras da salubridade publi-
ca, pode-se anda pelo engrandeciment que vai
tomando, procurar-se-lhe alguna melhoramentos,
aaaim haja entre nos patriotismo.
No eaprebender-se semelhantes trabnos o
medico deve ser chamado para dar o seu parecer
sobre a escolba do lugar a edificarse, e a diree-
i,-ao e extenco que devem ter as ras e pracas.
O lugar conveniente para essas edificacoes
nio deve ser regulado como se tem feito at aqu
por mtereases pessoaes e commerciaes, mas por
couaideracoes de salubridade publica : eaeolha-ae
o lugar maia aecco, e com preferencia 08 elevados ;
e as casas na margem do mar nao devem ter maia
que um a doua andares, para nao se ficar muito
exposto a influencia dos ventoa. Allaatem-se
as construccoes das casas dos terrenos alaga-
dos. Qusnto mais as cidades sic extensas, tanto
maiores sai as condicoe3 de sua salubridade : que
dirio alguna ouvindo que sao precisos para cada
habitante 40 metros qnadrados de terreno
As ras devem ser voltadas de preferencia do
norte ao snl, ampias, largas isto altos ai facha-
das das edificacoes lalteraes, rectas, abertas ao
sol e ao ar ; e de distancia em distancia dando em
uma ampia prac,* e melbor seria, n'uma alameda-
Em quanto as plantacaes ou pequeos jardins,
diremos que as ras, em geral, nio convem, a
nio ser que a saa vasta largura as eleve cathe-
goria de avenidas, boulevardi, ou semi-passeios,
porque o ficarem muito perto das casaa cauaa hu-
midade. Em as ras ordinarias, ss arvores, de-
vem estar a nunca menos de 10 metros de dis-
tancia.
A vantagem geral das plantacces das arvores
as grandes cidades est em abaorpcio das mate-
rias orgnicas e da humidade do terreno pelas
suas raizes, cessando assim de prejudicar aos mo-
radores das casas.
- HVjj:
Pelo agente Pestao, o meio da, na ra do
VigajrioTeBon a. 12, a barcada PaulUha, e s
II horas de pi-edio.
Peto agente Brito, s 11 1/2 horsa, no pateo
ds Terco n. 8, de movis, espelhos e louoa.
Peto agente Silveira, s 9 1/2 horas, aa porta
da Asssesoio Commorctal Agrcola, de 41 saceos
com assucar.
Peto agente Qusmo, s II horas, i ra da
Ssuzaia Velha n. 21 A, de mosreis e objectos de
ferro.
feto agente Afrtao Gumardet, s 11 horas,
ra do Bom Jess n. 49, defazendas e miudesas.
Peto agente Pinto, s 11 horas, na ra do Mr-
quez de Olinda n, 10, de um repartissento para
eberiptorio e uma burra cofre.
Amanhi :
Peto agente Gutm&o, ao meio dia, na ra do
Bario da Victoria n. 25, da pharmacia ah sita.
Pelo ayentt Martin, s 11 horas, na ponte
de Ucha, ae p da estacio, de movis, loucas, vi-
droa, etc.
Sextafeira :
Pelo agente Martin, s 11 horaa, ns ra Au-
gusta n. 248, ds movis.
Misiva fuaebresHSerio celebradas:
-.Hoja :
A's 7 horas, na matriz da Boa-Vista, pela alma
de Carlos Eluardo Redel.
Amanhi :
A's 8 horas, na ordem terceira de 8. Francisca,
pela alma de Jos Lauriano Tavares Cordeiro.
Sexta-feira :
A's 7 horas, na matriz da Boa-Vista, pela al-
ma de Lourenco Luireotino Cesar de Menezes ;
s 7 1/2 horas, n matriz de Santo Antonio, pela
alosa de Antonia Jos da Paiva e pela de Jos
Baptiata Marques Das.
PaageiroChegados da Europa no va-
por ingles Tagut:
Misa M. Connolly, Misa L., Muller, A. Araojo
Marques, Francisco de Barros.
Sabidos pars o sul ns mesmo vapor :
Antonio de Oiiveira Maia R, I. Goodchild, Joio
da Vega Sanas.
Sabidos p ra os portos do norte no vapor
Pirapama :
Dr. Joaquim Goncalves Chavea Filho, Joio Pe-
reira Caatio e Silva, tenente Francisco Vctor da
Fonaeca, sua seahors e 4 filhos, Jos Jop.quin de
Souza, Emilio F. Alves e sua senhora, Helena de
Abreu, Francisco Jes de Souzs, Antonio de Sou-
za Pinto, Leopoldo Loureiro.
Sahidos para o sul no vapor nacional Mr-
quez de Caxias :
Jos A. Pires Tojal, Lidia Maria da Gloria,
Simiio T. de Araujo, Dr. Alfredo A. de Carvalho,
Evsngelino de Faro, Jos V. de Pontea. Luiz da
Silva Lemos, Jos A. de A. Ribeiro, Telesphoro
Lopes de Siqueira, Maria Rosa da Victoria e um
filho, Dr. Simiio T. de Menezes Sobral, Dr. Daro
Cavalcante de Albuquerque, Manoel Ribeiro Viei-
ra, Dr. Luiz Tilomas da Cunha Navarro de An-
drade, Antonio A. de Araujo, Maria das Dores e
uma criada, Feriando Rangel de Mello, Luiz
Porphirio Gomes da Costa, Manoel de Carva-
lho, Po Correia dos Santos, Pedro Correia dos
CHRONICA JUDICIARIA
Tribunal da flelafo
SESSO ORDINARIA EM 23 DE NOVEWBRO
DE 1886
PHKsrDENCIA DO EXM. SR. CONSELHEIBO
QL'ISTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
A's horas de costume, presentes os Srs. desem-
bargadorea em nume.-o legal, foi aberta a sessio,
depois de lida e approvada a acto da antecedente.
Distribuidos e passados os fetos deram-se os
eguintes
JLGAMENTOS
Habeas carpus
Pacientes i
Francisco Cesario de Mello Filho o oulro.Fi-
con adiado, contra os votos dos Srs. desembarga-
dores Alves Ribeiro e Pires Ferreira.
Recursos eleitoraes
_ De Paulo AffonsoRecurrente o juiz o, recor-
rid > Joaquim Jos de Sant'Anna. Relator o Sr.
conselheiro Frcitos Henriq oes. Nio se tomou
conbecimento do recurso do promotor publico e
deu se provimento ao do juiz de direita, contra os
votos dos Srs. desembargadores relator e Buarque
Lima.
De MaceiRecorrente o jaizo, recorrido Da-
niel Custodio da Silva. Relator o Sr. desera bar-
gador Buarque Lima----Negou se provimento,
unnimemente.
Recurso crime
De OlindaRecorrente o promotor publico, re-
corrido o jaiso. Kelator o Sr. desembargador
Pires Ferreira. Adjuntos os Srs. desembarga-
dores Pires Goncalves e consclheirs Queiroz
Barros.Deu-se provimento ao recurso, unnime-
mente.
Aggravo de peticio
Do RecifeAggravante o cnsul de Portugal,
aggravado o juizo da provedoria. Rslator o Sr.
deaembargador Toacano Barreto. Adjuntos [oa
Srs. desembargadores Oiiveira Maciel e Monteiro
de Andrade. Negou se provimento, unnime-
mente.
Do Recife Aggravante Gustavo Leziazeno
Furtado de Mendonca, aggravado o juizo do com-
mercio. Relator o Sr. desembargador Oiiveira
Maciel. Adjuntos os Srs. desembargadores Pi-
res Ferreira e Buarque Lima.Nio se tomou co-
nbecimento por nio ser caso de aggravo.
Appcllacoes crimes
De TaquaretingaAppellante o juizo, app il-
la io Amaro Jos de Sant'Anna. Relator o Sr.
conselheiro Queiroz Barros.Mandou-se a novo
jury, uaanimemente.
De AnadiaAppellante o juizo, appellado Ma-
noel Joaquim Pcssoa. Relator o Sr. desembar-
gador Toacano Barreto.Mandou-se a novo jury,
unanimemento.
Do ReciteAppellante Joio Campello Bandei-
ra, appellada a justica. Relator o Sr. desembar-
gador Buarque Lima.Confirmou-se a sentenc
contra o voto do Sr. desembrrgalor Toscano Bar-
reto.
Do Teixeira Appellante o juizo, appellado
Manoel Antonio de Oiiveira. Relator o Sr. desem-
Aggrsrvos de peticio
Ao 8r. desembargador Pires Ferreira :
Do RecifeAgtrravantes os administradores -fe
massa de Moura & C, aggravado Victorino -
mingues Alves Mais,
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade:
Do Recife Aggravante Manoel Polycarpo Mo-
reira de Azevedo, aggravado o juizo.
Encerron-sea sessio as 2 horas da tarde.
Santos, Pedro F. Loureiro, Geraque Murta, Joa- ; bat8*dor "arque Lima.Mandou-se a novoju-
tha Braga. ry' contra voto ao Sr- desembargadores Pires
,Caa de DeteacaoMovimento dospre-|(io?a'vea- ... t ,.
sos do dia 22 de Novembro : L De P^.CM. de Fyg T Appellante Juatino
Existiam presos 311, cntr, ram 12, aahiram 16, Souza Olivera appellada a justici
existera 307 deaembargador Buarque Lima. Confirmou-
A saber a gen'enca> unnimemente.
Nacionaes,283,mulheres3, estrsageiros 11, es-' .. Appellacao commercial
era vos sentenciados 4, preces lado 1, ditos de cor
de
Relator o
roccio 5.Total 307.
Arrncoados 281, sendo : bons 268, doentes 13
Total 281.
Movimento da enfermara :
Teve baixa :
Franciaco Ciraco Marcos.
Teve alta :
Manoel Francisco Arthur.
lioterla da provinciaQuinta feira, 25
Jo Novembro, as 4 horas, se extrahir a 11* parte
da 1.* lotera em beneficio da Santo Casa de
Misericordia do Recife, pelo novo plano appro-
vado.
No consistorio da igreja de Nessa Senhora da
Conceioio dos Militares seri ieito a extraccio '
pelo systema da machina Fchet.
Lotera de Mlaaa A 1 parte da pri- i nos seguintes fetos :
Do RecifeAppellante Antonio Pinto Oaorio,
1 appellados Bartholomeu & C, euccessores. Rela-
tor o Sr. conselheiro Araujo Jorge. Revisores os
Srs. conselheiro Queiroz Barros e deaembargador
l>uar.: ie Lima.Foram desprezados os embar-
gos, unnimemente.
PASSAGEN8
Do Sr. conselheiro Freitas Henriques so Sr.
conselheiro Queiroz Barros :
Appellaca) crime
De Bom JardimAppellante o promotor pu-
blico, appellado Antonio Uenrique.
Appellacio civel
Do RecifeAppellante Jos Soares da Amaral,
appellados os herdelros de Frincsco do Reg
Pontee.
O Sr. conselheiro Araujo Jorge, como procura-
dor da corda e promotor da justica, deu parecer
Junta < o ni inercia I da cidade d
Reelfe
ACTA DA SESSO EM 18 DE NOVEMBTsW
DE 1886
POS8IDENCIA DO ILLM. SR. COMHENDADOB AHTOMIO
DOMES DE HIRAND LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimaraes
A's 10 horas da manha, declarou-se aberta a
sessio, estando presentes os Srs. : deputodos
Olinto Bastos, commendodor Lopes Machado, Bel-
trao Jnior e supplentc Hermino de Figueirada
Lida, foi approvada a acta da precedente sessio
e fez-se a lei tura do seguinte
BMsn
Officios:
Ds 13 do corrente, da junta dos corretores dea-
ta praei. remettendo o boletim das cota^oes ofi-
ciaes de 8 a 13 do prpsent'i mez.Para o archivo.
Diarios Officiaes de ns. 301 a 309. Sejam ar-
chivados.
Foram distribuidos rubrica os seguintes li-
vros :
Diario e copiador de Ventara Pereira Peona.
diario e copiador de Antonio Jos da Costo Arao-
jo, copiador de Francisco Ribeiro Pinto Guima
ries & C, dito de Laurino de Moraes Pinheiro.
DESFACIIOS
Peticoes :
De Paulino Teixeira da Costa Leite, pedinde
que se lhe d por certidio se est ou nio dada a'
baixa no termo de responsabilidad'' e se foram fei-
taa as competentes notas da pera* do lugar Peo-
tentc 2, que perteneera a seu fallecido filho Alfre-
do da Costa Leite.Na forma requerida.
De Ferreira de Souza C, para que seja regis-
trada a nomeacio de seu caixeiro Alfreda Ferreira
de Souza.Regi8tre-se.
Da Augusto Cesar Stepple, tendo em c.impri-
mento do despacho de 28 de Outubro prximo pas-
as io, prestado fiauca para pode; exercer o oficia
de agente de leiloea desta prac pede que se lhe
mande passar o competente alvar. Prestado a
juramento na forma da lei, passe-se o tituU.
Do mesmo, paia que se lhe entregue os livros
que lhe pertenceram quando pela primara ves
exerceu o mesmo ofScio de agente de leudes desta
pra;a. Deferida noa termos do parecer fiscal
sendo votos vencidos o presidente e o deputado
supplente Hermino de Figueiredo.
De Joaquim Ferreira da Silva, Jos Gomes Pi-
nho c Franciaco Jos Vieira, para que seja archi-
vado o contrato de sociedade em nomo cMleciiva
Sue celebraran) sob a firma Ferreira da Silva fc
., com o capital oe 12:000, para o commercte
de compra e venda de assucar esuarefiaaco, sea-
do o domicilio social ra do Visconde de Pelotas
n. 3 d'esta cidade.Archive-so na forma da lei.
De Antonio de Oiiveira Maia, tendo comprada
em hasta publica o patacho nacional Urano, pro-
priedade de Joio do Prado L^mos, dom.ciliado aa
provincia de Santa Catharina, impetra carta de
registro para lito patacho com a denorainucio Ar-
thur.Satsima o parecer fiscal.
De Joio Ferr- ira & C, paia que se d baixa no
registro da nomeacio do seu ex caixeiro Joio Ig-
nacio Pereira de Moraes, e que se registre a que
passara a Jos de Castro Lonches.Como pedem.
lietoluco
A junta resolve que ae fa? publico, que fies
designada a sessio de 16 de Dezembro prxima
vindouro, para a nomeacio de avaliadorea cooroser*
ciaes para o triennio de 1S87 a 1889.
Nada mi.is haven lo a despachar, foi encerrad!
a sessio s 11 e 1/4 horas da manha.
I'IBLICOES A PEDIDO
Declare se obra de utildade publica o aterro
das casas existentes as ras estreitas, tortas e dos
caaebres dos becos immundos : como o noaso muni-
cipio nio pode concorrer para introduzir estea me-
lhoramentos, conceda-so esta faculdade, como se
pratica em alguna paizes, a certas compsnhiss as
quacs aterran) n'um anno quarteir-.-a inteiros de
uma velha cidade.
O calcamento das ras da nossa cidade mere-
ce especial reforma : em algumas as pedras cstio
de p'ntas levntalas, lora de suas camas para fe-
rirem os ps e ocesaionam quedas, em outras as
calcadas com as lsges corrodas pelo grande uso
favorecen) o deposito das aguas, empoicalham os
que transitam 6 tornam-se tambem prejudicial
saie. Em uma provincia abundante de pedras
seria fcil introduzir nos calamentos nota vea me-
lhoramentos, e a applieaeio do asphalto merece aer
tirada do eequecimento em que est sendo quasi
abandonado. Eate roethodo diminuira os efi'eitos
fastidiosos do p, serveria para affastar das casaa
a humidade occaeinnada pelas aguas pluviaes, e as
:'guas das cacimbas seriara seguramente mais pu-
ras.
D se finalmente o encargo de vigiar as con-
strucces e as reparacea das casas, assim como as
suaa dependencias internas d'agua, latrna, etc.,
pessaa competentes e experimentadas : os agen-
tes municipaes vigen) sobre a limpeza pub'ica das
ra", dos pateos, e dos qaintae*, sdvirtnm para
este fim os propnetarios em lugai demultnl-os por
objectos qu-; dizem respeito a defeitu1 8< 8 regula
meutoa a cem aun a passados emquanto que se
citorva de por frao a tantos oatrns abusos que
ameacain bem mais de perto a aauie publica.
Oa estabelt'ciineutos para a lluuiiimcio
gaz e outras manufacturas, que sao continuadas
f mes de ms exhalaco.-s, ou as quacs se fa
zera grandes rumorea, devera estar distantes da
cidade.
o Aff-istem se igualraeolo as coeheiras destina-
das a um grande numero de cavalloa, e na tasa
t.nde houvir urna eatribaria nio ae deixe depositar
em fosaos o estreo, mas obriguc-se o proprietario
a fazel-o remov r logo para diatante da cidade.
O producio das immundicias da cidade te
transporte;7m lugar distante minea menos 2,0(X)
mi tros, e do qual na ventos dominantes n3o tfans-
portem as eihalaces sobre a propria cidade.
meira loteras, cujo premio grande 600:000/000
corre amanhi 25 do corrate.
O resto dos bilhetea aeham-ae venda na
Roda da Fortuna ra Larga do Rosario n. 36.
LoteraHoje, ao meio dia, no consistorio
da igreja da Conoeicio dos Militares, teui da ser
extrabtda a 3a serie da 24 parte das loteras, em
favor dos Ingenuos da Colonia Isabel.
.raudo lotera da provinciaA lo-
tera em beneficio dos ingeuuos ds Colonia Isabel,
cujo premio grande 240:000/000, ser extrahi-
da no dia 24 de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda aa Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
LoteraA 11a parte da 1* lotera da provia
ci, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, pelo novo plano, cujo premio grande
100:000*001 ,a:r extrahida no dia 25 de Novem-
bro.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa da Fortuno, ra Primeiro de Marco nume-
ro 23.
Tambem achara-se venda na Casa Felis,
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera Kxtraordlarla do Tplraa-
ga-0 4." e ultimo sorteio das 4. e 5." series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000/000, ser extrahida no dia 16 de Dezem-
bro.
Acham-se expostos venda os restos dos hi-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
dendencia ns. 37 e 39.
Lotera de RioA Ia parte da lotera
n. 366, do novo plano, do premio de 100:000/000,
aura extrahida no dia 27 de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham se venda na praca da nae-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da corteA 3a parte da 201a lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:000/
aera extrahida no dia .. de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde -
pendencia ns. 37 e 39.
Maladouro PublicoForam abatidas nc
Sdatodouro da Cabanga 70 reses para o consumo
do dia 24 de Novembro,
Sendo: 55 rezes pertcncentsa Oiiveira Castro,
Jt C, e 15 a diversos.
Mercado Maalclpal de 8. Jos-
movimento deste Mercado no dia 23 do corrente
foi o seguinte:
Entraram ;
28 bois pesando 3,974 kilos. _
494 kilos de peixe 20 ris 9/880
52 cargas do farinha a 200 ris: 10/400
22 ditas de fructas diversas a 300 rs. 6/600
6 tsboleros a 200 ris 1/200
16 Sumos a 200 ris 3/200
Foram occa pedos :
26 /, columnas a 600 ris 15/900
23 compartimentos de farinha a
500 ris. 11/500
22 ditos de comida a 500 ris 11/000
66 ditos do legmnes a 400 ris 26/4(>0
16 ditos de suido a 700 ris 11/200
11 ditos de tressuras a 600 ris 6/600
10 tainos a 2/ 20/000
1 ditos a 1/ 1/000
A Oiiveira Castro & C.:
54 talh s a lj ris 54/000
-2 talhoa a 500 ria 1/OOU
Deve ter aido arrecadada neste di*
a quantia de
Rendimento dos das 1 a 22 de No-
vembro
190/880
4:428/46
4:619/310
Foi arrecadado liquido at hoje
Preooe do dia :
Carne verde da 360 a 486 ria o kilo.
Carneiro de 720 a 80!) ris idem.
Sumos de 56 a 640 ria ideui.
rartnha de 200 a 320 r&s a cua.
Milbo de 289 a 320 ris idem.
Feijo de 560 a 640 idem.
Foram multados e suspen|ps por iufraceuo os
tslhadorea em 10/C00, Mancel Campello do Oii-
veira Paschosl, Alexandrjao de Mello, Cosme
Oa niio das Santos, ManoeTRomio da Silva Apo-
lnario|Carneiro da Cunha
da
Sr.
Appellaces crimes
De Bom JardimAppellante o juizo, appellado
Jos Francisco de Paula.
De ItambAppellante Manosl Vctor dos San-
tos, appellada a justica.
Do Inga Appellante Felismino Joaquim de
Araujo, appellada a juatica.
De CabrskAppellaale Severiano Martina de
Oiiveira, appellada a juatica.
De GovannaAppellante podre Joio Marques
Soares, appellado Antonio Vicente Pereira de
Andrade.
Appellacio civel
De S. JoioAppellante o collector das rendas
geraes, appellado Joio Martina de Castro.
Do Sr. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellacio civel
De Pao d'AlboAppellante Joanna Francisca
de Mello Cavalcante, appellada Anna Joaquina
da Motta Silveira.
Do Sr. desembargador Toscano Barreto ao Sr.
desembargador Oiiveira Maciel :
Appellaces crimes
De Bananeiras Appellante Manoel Ferreira
Lima, appellada a justica.
De Bom JardimAppellante Manoel Alves do
Monte, appellada a justica.
Do Sr. desembargador Oiiveira Maciel ao Sr.
aestmoargador Pires Ferreira :
Appellacio civel
Do RecifeAppellante o juizo dos feitos da fa-
zenda, appellados Bernet & C
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
desembargador Alves Ribeiro :
Appellacio civel
De JaboatioAppellante o juiz de direito, ap-
pellado Lzaro Franciaco Barbosa.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
Appellacio commercial
Do RecifeAppellaotes Luis Groncalves
Silva & Pinto, appellado Hennann Lundgren
Do Sr. desembargador Pires Goncalves ao
desembargador Alves Ribeiro :
Appellaces crimes
De TaquaretingaAppellante o promotor pu-
blico, appellado Antonio Uenrique de Araujo.
De Alaga de Baixo Appellante o promotor
publico, appellado Luiz, caboclo, escravo.
Do Sr. deaembargador Alves Ribeiro ao Sr.
conselheiro Freitas Henriques :
Appellaces crimes
De BczerrosAppellante o juizo, appellado
Pedro Gomes Ribeiro.
De AnadiaAppellante Jos Pedro Cavalcan-
tc, appellada a justica.
Appellacio civel
De MamanguapeAppellante capitio Jos F-
lix do Reg Barros, appellado Dr. Jos Elias de
Avila Lima.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Appellacio crime
Appellante Bellarmino Pereira de Lyra, appel-
lado Manoel Caetano Pereira de Queiroz.
DILIGENCIAS
Ao Sr. conselhesro promotor da justisa :
Appellaces Crimea
Dj RecifeAppellante Soter Henrique de Mi*
randa, appellada a justica.
Do PilarAppellante o iuzo, appellado Jos
leixeira da Silva.
Mandou-se devolver ao juizo a qu em diligen-
cia
Appellacio crime
De IngazeiraAppellante o promotor publico
appellado Joio Nicolao da Costa.
Mandou se sutoar e jurar a queixa, de Jos
Henriqae do Amaral contra o Dr. Thelesphoro
Gomea de Araujo, juiz de direito interino de
Iguarast. ^
Com vista os partes :
Do RecifeAppellante Manoel Cardoso Jnior,
appellado Luis Manoel Rodrigues Valenca.
DISTRIBICE8
Recursos eleitoraes
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Do Rf citeRecorreute Antonio dos Santos Ma-
roraba, recorrido o juiao.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Do RecifeRoeorrenta Pedro de Hollanda Ca
valcante, hcorrido o ioiso.
Appell.coes crimes
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De PalmaresAppellante Autonio Jos do Nas-
cimento, appellada a juatica.
Ao Sr. desembargador*.Alves R beiro :
Do PaasoAppUante Manoel Gomea dos San-
ta"* Lima, appellado Fr<.cc:9co Estevo da Silva.
Engenho \arzea Grande
Sob este titulo tenho dado publicitade
as injusticia de que tem sido victima os
meua constituintes Andr de Albuqaerqaa
Mello e sua mulher, na aegao hypotheca-
ria que lhes rnovo Jos do Oiiveira Castro,
eontractante- das carnes verdes no Re-
cife I
O leitor deve ter em lembranc^, qaa a
1.a aegao fura arinal julgada nulla, apesar
de serem advegados do Sr. Cxstro os Drs.
Fonseca, (pai e filho.) Marcolino Ferreir*
Lima, e um solicitador do Recife .!
Renovada a aegao, esta correu com a
maior celeridade possivel, cortando-se me
at os recursos legaes.
Recebidos com condcmna gos,
o Sr. Castro pronooveo a execucXe
por urna carta de sentenca incompleta, e
por uma quantia muito superior ao sea
pedido na a:cao principal II...
Debalde nterpuseram-ee os recurso le-
gaes que foram julgados improcedentes !
Em quanto corra a execugSo o autor
nSo quiz proseguir na accao principal.
Nao apparecendo licitantes a arremata-
gao das propriedades penhoradas, ped que
se me desse vista dos autos antes de espe-
dirse carta de adjudicagao.
Assim apertado o beque do vapor, o au-
tor nao proseguio mais na execugao e na
aeglo, pelo que, tomei o alvitre de ir oom
uma e outra por diante, assignando-lho os
termos, sob pregao e pena de laugamento 1
Hoje, que os autos bSo monstruosidades,
no vollume e na forma, e que nellea eu-
cerram-se amitos e gr.ives crimes, o Sr. Dr.
Fonseca, os vecebenJo para dizer 'de direi-
to sobre o exame e confrontagao da firma
de minha constituinte, no termo de dea
das, ae deixou langar desse termo, e por
que n3o tivesse querido restituir os autos,
requer que se, jxpedisse carta precatoria
para o juizo'^fo civel da comarca do Reci-
fe, afim de que alli fossera os autos cobra-
dos executivamente do Sr. Dr. Fonseca.
Quer o leitor saber qual o cspantaltio
que o Sr. Castro encontrou nos autos, que
o fez estacar?
Vou tornar-lho conheddo.
O Sr. Castro pro poz a aegao baseiada
em 2 escripturas de bypotheca, uma em
ratificagao da outra, garantidas !!! por le-
tras aceitas per Andr de Albuquerque
Mello.
Minha constituinte contestou, allegando,
dolo, simulagao de contracto, e falsidado
cem abuso do confianga, 11! que, a con-
ciliagio existente nis autos apocripha;
que tambem silo apocriphas as 2 procura*
g3es com as quaes, m seu norae, foram
lavradaa aquellas 2 escripturas ; e final-
mente, que as cartas de seu marido dirigi-
das ao Sr. Castro sito referentes a transa-
c33s verdadeiras e ltimamente concluidas,
cujas letras ja existera em seu poder pagas.
O leitor deve comprehender, que para
chegar-se prova de tudo traba as Je lutar
com deficuldades. algumas das quaes at
iropossiveis de rialisal-as, ms, depoia do
muito trabilho, conseguio-se provar plena-
mente todo o allegado de minha constituin-
te, aquem sempre a conselhara rsigna-
gio e presevenngapnra chegarmos ao
triumpho. .
Naqui'lle tompo, fun -.cionava como ju'*
preparador o innilo do juiz de p*z que
dizia da conciagao, e pelo que o aver-
bei do suspeito, por nao poder r-ceber
as provas contra seu proprio trmao por
quem de a ter todo interesseno resultada.
:
.---
sH

fc' w *


- ~"ZL*

Diario de Pcroambuco(tuarta-feira 24 de Novembro de I3S6


if-



..

i

* Offerecidos oa artigas, o ju por sea
despacho, que nao roe toi intimado, mandou
que fossetn rernettidos ao Dr. juiz de di-
reito da comarca de Nazareth para proces-
aar a suepeicaV, por estar fora da provin-
cia o Dr. juiz de direito da comarca !!! :
]ei senao jurisprudencia do foro de Pao
d'Alho!
Devolvidos os autos como despacho qua
aquello mageatrado dra considerando-se
incompetente, ainda o guapo juiz supplen-
te lan^u nos autos outro despacho remt-
tendo-os a aquelle illus re magistrado, poc-
derando-lhe-o erro em que laborava !!! e
2ue em seu juizo devia correr e processo
a suspeicSo I
E por que ainda lhe voltassern os autos,
o juiz preparador julgou se competaute
para interpor aggravo daquelle despacho,
juntan lo, por essa occasiSo, aos autos urna
outra certidSo de nao conealad*>s as par-
tes, da qual o Sr. Dr. Fonsaca nao quiz
se servir por nuil i III...
Eis que chega na comarja o Sr. Dr.
Faro, a quom subindo os autos por conclu
sao. Ihe'dera o despacho em o qual dase
que nSo toroava conhecimento da suspeicao
por ja ter aspirado os 45 das I Entretanto
smente haviam di tarrido vate e quatro
dias I
Desse despacho nao caneado recurso al-
gum, teve o juz recusado de continuar a
fanccion .r na causa !
Eu ja havia juntado aos auto3, alero de
outras provas, urna certidao do escrivao
do juizo de paz na qual declara, que do
protocolo das audiencis do juizo nlo cons-
tava ter Jos de Oliveira Castro chamado
meus r.onstituintos a cbnailiac&o.
Nao tendo o Sr. Dr. Faro, em sua sen-
ten9a, me condemnado a perda da cancSo
depositada no cofre da municipal id ade, re-
quer a restituicao della.
Por essa occasiSo verificou se, que a
caugao ja havia sido levantada de despa-
cho uaqualle juiz supplente e entregue a
terceiro, sem que eu tivesse disso s;iancia.
Nao desanimei.
as 2 .n/ocuraco'os apocriphs figurara
como testemunhas os 2 nicos offi -,iaes de
justica do juizo municipal, os quaes, cha-
mados a depor sobre a t'alsiiade disseram :
que da primeira procurafSo nao tem clles
conhecimento, e quanto a 2.a a assignaram
sob a f do tabelliao que a passou, e sera
que por essa occasiao se achassa presente
a outorgante, minha constituinte, qua pres-
taran) essas assignaturas no cartorio do ta-
belliSo, e nao no engenho Varzoa Gran-
de, como se diz na mesma procuraco ; que,
quando assignaram a procuracSo ja corra
em juizo a acc&o proposta com a eaanptu-
ra que se lavrara autorisada por essa pro
eorcSo ; e fioalmenf0 que nunca assigna-
ram no engenho Varzea Grande pro-
curacao alguma passada per minha cons
tituinte...
O tabelliao que passara atibas as procu-
racSes, por sua vez, certificara, que a pri-
meira procurado transcripta na primeira
escriptura de hypotheea nao consta di
suas notas I... N.o admire o leitar.
Esse tabelliao o prnprio, que como
i-ffi al do registro geral de hypothecas a
registrara. E poder elle com vantagam
dizer hoje, que a procurarlo nao do seu
proprio punho e da qual nao ti vera s en-
ca ? !
Considero o Sr. major Mergulhao inca-
paz de ter simulado no corpa da escriptu-
ra ama procuracSo que nSo lhe fosse apre-
sentada.
Ainda com relacSo a segunda procura-
ba, que se v transcripta na sagun la es
criptura, sobre a qual corre o pleito, e de-
puzeram as testcaaunbas numerarias do
instrumento, procedeu se o exame e con
frontagao da firma de minha constituinte,
pelos livros de notas ds tabelliao que as
pasBou, sendo peritos o major Jos Vieir.i
de Oliveira Maciel e o capitao Liurer.ci
Bezerra Marinbo FalcSo.
A cese exame os peritos responderam :
que as assignaturas do minha constituinte
existentes em t es escripturas laucadas nos
livros de notas, sao entre si em tu lo
gur.es, e que nenhuma semelhanca tsero
oom a da procuracSo impugnada, quer ora
seu carcter maisaulo, quer no seu carc-
ter minsculo I I I
Convm notar, que antes de proceder-
s a este exame o integro juiz municipal 2o
supplente sujeitou minha constituinte ao
juramento, no qual declaron : que nao pas-
sava procuracSo alguma que autoruasse
aquellas escripturas, e qua dellas s tivera
i^^^
conhecimento quando lhe foram penhora-
das as suas propiedades 1
Per esse depoimento prestado de ordem
offioial do juiz, foi que o mesmo juiz ordo-
nou o exame e confrentacao de firmas.
Falsidade sobre falsidade 1
Concluido o exame o juiz mandou dar
delle vista as partes, como j disse cima.
Afina! o Sr. Dr. Fonsaca recolhcu os
autos ao cartorio no estado em que os ha
via recebido, e sem contestado alguma
At hoje, nao conhecido dos autos
urna prova, ou urna contestacSo seria do
Sr. Castro s nossas asseveracos e pro-
vas das falsidades.
Para esta causa as disposicSes do 7o
de art. 15 da le n. 2,033 de 20 de Se-
tembro de 1871 tem sido impotente, mas,
agora que temos novo juiz de direito, de
quem nSo temos motivos para duvidar de
sua imparcialidade, esperamos que seja le-
vantado o interdicto.
O publico que avalie, por toda estas
tranquibernias, a justica e *o direito dos
meus constituintes como teem sido falsiafic-
dos, senSo supplantados.
At breve.
Pao d'Alho, 12 de Novembro de 1886.
Ignacio Leopoldo
Soto hachare!
Comprimentamos cordialraente ao novo
bacharel Luiz Ayres de Alraeida Freitas
pelo coroamanto de scus esforcos acad-
micos.
Mojo intelligente, ostuiioso e dedicado
ao trabalho, o Dr. Luiz Ayros tem diante
de si um futuro risonho, qua lhe promette
muitos louros.
Saiba elle colhel-os, e ter tudo quanto
pode alraejar.
Nossas saudac3es, e nossor votos sao
pela sua ventura.
"omeoagein a fos Bonifacio
No dia 25 do corrente, ter lugar no
tbeatro Santa Isabel, cedido, obsequiosa-
mente, por S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, a coromcraoracao promov la
pela Uniao Federal Abolicionista em lianra
ao grande patriota -Jos B anua a de
Anirade e Silva no 30" da do seu falla-
cimento.
As 7 Loras de noita a orchostra sob a
direccao do distiacto maestro pernainbu.-a-
no Euulides Fonseca, coraecar a ceremo-
nia desempanhando urna Elegia escripta
especialmente, palo mesrao maestro para
este acto. Em seguida o Sr. De. Antonio
Jos da Costa Ribeiro, presidente da Unido
Federal Abol cionista abrir a sessao dan
do a pala r.i ao orador offi al, o Exm.
Sr. desembargador Domingos Antonio Al
ves Ribeirj, a dep ais desta aos deraais in-
scripto! ; urna grande marcha tunebre x -
cutada pela orebestra terminar a cere-
monia.
XOTERIiS DE ALnGOAS
Do Sr. MaQoel Jos
de Pinho, thesoureiro
da lotera de Alagas,
recebemos hontem o
seguinte despacho te-
legra phico :
Macei, 17 de No
vembro de 1886.Pe-
qo publique^m sua fo-
lha o seguinte:
A calumnia cons-
tante de urna perver-
sa mofina que inimi-
gos anonj nos remet-
teram para o Diario de
Penmmbuco contra a
lotera de Alagas,no
tem procedencia seria.
J os provoquei para
que apresentassem
provas de falta de li-
sura as extractes da
mesma lotera e nao
appareceram ellas ga-
rantidas com a res-
ponsabilidide legal e
riem mesmo com ap-
parencias plau>iveK
Matwd >los de Pinho,
(DO Jornal do 1(ecife, |8. de)
min os de Jess Braz, negociante em Ja-
guarSo :
< Eu obaixo assignado attesto que, sof
frendo dous filhos raeus de bronchites, fi-
carara compltaraente curados com o co-
nhecido Peitoral de Cambar, dcscoberta
e prepararlo do Sr. Alvares de S. Soares,
de Pelotas.
Muitissiino8 outros attfstadoa e declara-
{Sea oncontrara-se no folheto que acompa-
nba cada frasco.
nicos agentes e depositarios geraes era
Pornambuco, Francisco M. da Silva AC.
yua do Mrquez de Olinda n. 23.
Olinda
Os camarotes da Ia, 2* e 3a ordens,
excepcao dos da presidencia, polica, de
adroinistracao e da directora, fijara exclu-
sivamente, reservados para as familias ; as
cxdeiras de Ia e 2a ilasses para os convi-
dados, e as galeras, as plateas, os cma-
ra e es paraizos para o pu
COMERCIO
ttolsa commerclal de Pernam-
bueo
RECIFE, 23 DE NOVEMBttO VE 188o.
As tres horas da larde
<-'ota&it* ofiMacs
Jambjo sobre Londres. 9J d|V. 21 7|8 d. porl/,
do banco.
U presidenta,
Pedro Jos i'iuiu.
O secretario,
Candido C Q. Alcoforado.
^ENDIME.NTS PBLICOS
Hos de Novembro de 880
ALFANDEOA
rotes de 4* orde
blico.
S ter ingrasso a3 pessoas qua se apre-
sentarem vestidas de preto ou com os 6W
uniformes.
A' porta do thcatro haver commisso-s
para receberera as familias e os convida-
dos, e iadicfcrera os lugares que Ihes estao
reservados. Os oradores que se quizerem
inscraver, deverao faze-lo das 7 s 9 horas
da noite, na sede da sociedade ra do
Imperador n. 77, Io andar, at o dia 24,
a das 11 ao meio dia no dia 25.
A decora^So do thcatro foi confiada aos
habilissiinos enganheiros Herculano Ramos
e Antonio Pereira SimSes.
Rjcife, 22 de Novembro do 1886.
Dr. Barros Sobrinho,
Secretario.
A raiuba de todas as aguas para o toucadjr c a
.tgua Florida de strry. tao deliciosa-
me ,te exquisita, de fragraocin losuarec aroma
tica c tudavia ti) refrescaute e fortaleceata que
reanima o eorpo debilitado e commuaica vigor e
tUia ao espritu sobrecarregado e uofraquaci
do. E' a uoica agua fl>rxl propris para usar ee
no banho e no teacador, todas as outras nao pu-
sam de fracas imitacoes d-ste granja perfume. A
* Su Florida de Barry to superior u
todos os outros xrtigos sob o norae de Florida j
irais ofiVrecidos i venda, que un>a vez conbecida
vence e culac para aemprc a todos os outros. Le-
tor, deixa se convencer, experimente-a. E e o
que pedimos.
trado de Maco no dia 23 do corrente e
consignado a Manoel Joaqaira Pessoa, ma-
nifestou :
Algodao 237 saceos a Gomes de Mattos
rmos, 92 a Cunha Ir i aos & C.
Couros salgados seceos 16 a Gomes de
N.<> lia mi'iii>r remedio para ai*
molestias do pelloi que o Pello-
ral de Cambar de 9. Suai .. de
Peloiasj. (I).
Tratando de um caso de fysica pulmo-
nar, diz era urna carta o Sr. Delfim F. de
Vaseoncellos, acreditado fazendairo em D.
Petrit>, (Rio Grande do Sul).
i) saninia to, e sem saber raais o qu<'
fazer, fui insta lo par um amigo a dar
minha doente o elogiado Peitoral de Cam-
bara.a confesso que nunca vi remedio
tao maravilhoso, pote toi o que salvou mi-
nha filha de uua murta certa.
O Sr. J Soares Gomes, respeitavel
cnsul do Portugal em Paranagu, refe-
r ndo-sc a urna bronchite de mo carcter,
diz tambara em carta :
a .Minha rauher acha-se perfeitamente
rcstabclccida de sua grave enfaraii lade
com o uso do quatro'viiii-js de Peitoral de
Cambar tendo antes experimentado, sem-
pre intilmente, lalrez jiocoenti rameJios
diversos.
O Sr. D Jfira Jos Rodrigues, fozendei-
ro cm Santa Victoria, nttesta o seguinte :
< Eu abaixo assignado nttesto, a bera da
Iraraenidade, que urna filha minha, que
soffria por raais do quatro annos de athraa
e outras molestias do poitn foi radica'mante
curada pelo raaravilhoso Pctoral de Cam
bar do S Alv-res de S. Soares, de
Pelotas.
O acreditado fazendeiro, residente
era Itaqui, Sr. Belizario Pereira de Atha-X
de, em carta dirigida ao Sr. Antonio Diaa
de F. Val*, diz :
< Sendo V. S. o snbagente nesta ci-
dade do Peitoral de Cambar, dirijo lhe e
presente, atira de atteatar que, soffrendo
minha mulher ha muitos annes do asthma;
s agora, e cora o uso do referido medie i-
mento, ficou radicalmente turada.
Eis o que tambara attesta o Sr Do-
i i
Diversas pessoas que n3o podem ger in-
diflferentes s grandezas q.ie ainda restara,
etnbora era estado de ruinas, nesta cidade,
reunirara-se na casa da residencia do Exra.
e Rvm. Sr. conego i r. Lu Francisco
de Araujo, para o fim de combinarem nos
meios de reparar o raagestoEo te.uplo de
N. S. do Carmo boje to arruinado.
Estudadosos reparos o senciaes pelo in
telligente e pratico engenheiro architeoto,
Dr A. Pereira SimSes. que do boa von-
tade a iato se prestou, e est prompto a
dirigir a parto technica do trabalho, foram
eleitas duas commissScs : urna g ral, con-
posta do Dr. II. S. Tavares de Vaseon-
cellos, presidente, tenthte Manoel J. de
Castro VilUla, secretario, padre Julio Ma-
ra do Reg Barros, thesoureiro ; e outra
de esmolas, composta do desembargador
Jo So Francisco da Silra Braga, presiden
te, Antonio Estevao de Oliveira, se rata-
rio, eonego Manoel Joao Gomes, e conego
Dr. Joaquina Graciano de Araujo.
As corom8s3' 8 trabalham cora esforja
para obter os recursos neceRsarios effea-
tividade do intento, que emprehenderam e
de esperar que encontrara op io e ani-
macao da parte de todos aquellas, aos
quaes recorerem para fim t2o piedoso.
Nesse sentido vao dirigir circulares.
Urna das cursa inais notaveis da bri
lbante carreira professii nal do Dt. Lacon-
te foi a qua alcancou com o Sr. Barret.
Estava este cavdlheiro suj'ito, havia an-
uo?, dolorosos ataques de asthma que o
acabrunhavaro, obrigando o a p'sssar as
noites em urna poltrona, sem qua nada u
pudesse calmar. Tendo recorrido aos ci
g*rros indioi de Grimault & C, recoitados
pelo profesaor cima mencionado a suffa-
cajo ce8Sou era pouco tempa, pouda dei
tar-se e dormir, pois bastava-lha .sp:rar
alguraa8 fumabas de um cigarro para que
dcsapparecesse o ataque. No fim do pau-
cos mezes a cura era quasi completa.
Oleo puro mediel al de leado efe
Itiu altillo, ile lliinay ii Unmsn
303
Tanto 0 filiado cjieo os pulm s achain-s: ex
postos e sujeitos serein consumidos por una en-
fermidadc, c amb>s estes orgS-js podem ser cura-
djs mediante o mesmo tratanunto. Oj jomacs de
medicini nos sscveraai que nada ha cjina o oleo
de ligado de bacalbo piru as molestias do figado.
Poicm dado mesmo que a autoriJade m Jica s
coiaai vasse uiud os fictos f.ill ni un por si mes-
mo. Dentro do espayo de uiui pjuco tempo, mirtos
casos de cousumiyao do ligado, ussim quaiiteados
pelos principaes medicas fjram curadas com o oleo
puro medicinal defigada de bacalbo de Linman &
K mp. Ni) uos eaM a nos o decidir s l nos easM
mencionadus, o ligad; se acliava ou nao ulcerado.
O certa que os mdicos assim o certificaram e
tambeui quo os d entes se poseram bans.
C'omtudo aconseihariamos todos, que nao dei
xissea para a ultim* hora o tomarem edte reme-
dio em considera ao das suas grandes viitui-s
medicinaes; bempre e tedas as vezes q-e se apr-
sente a os symptomas de desarranjus pulmonares
ou hepticos, deve-se iinm-diatamentc faz> delle. Obrando assim, pde-te afincar a salvac1
do d'jMit'', e a cura ser rpida.
O oleo puro mediciual de figado de h&cilho, de
Linnun ce Kauap, encontra so venda em todas
as lojas de drogas as mais acieditadas, c nao se
deteriora dcbaixo do clima algum.
Acha-se venda em todas as boticas e lajas d>
perfumaras
Agentes em Peruambuco, Henry Foster i C ,
ra do Commcrcio n. 9.
Lnieos representantes
Haupt GebruMer
EIO DE JANEIRO
Para nforraacoes diaijarase ai
Pohlman &C
Dr. Ballhazar da Silveira
Especialidadesfebres, molestias das
criancas, dos orgSos respiratorio das
senboras.
Prestase a qualqncr chamado para
on di cipitil.
AVISO
Todos ra chamadas devem ser dirig51
dos pharmacia do Dr. Sabino, ra do
baria da Victoria n. 43, onde sa indicar (
sua residencia.
Consultorio medieo-
cirurgic
0 Dr Castro Jess, contando mais de 12 annoa
de escrupulosa observaeo, reabre consiliario nes-
ta cidade. ra do Boin Jess (aotiga da Crus
n. 23, l.o andar.
Horas de consultas
Da dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as dentis horas da noite ser encontrado m
eitio travesea dos Remedios n. 7, primeiro par-
ti esquerda, alin da porcao dj Dr. Cisma.
_^ ED1TAES 21
~ Editnl II 36
(2 praga)
Da ordem do Illin. Sr. Dr. se faz publio que, Ai
11 horas oo dia 2G do corrente miz, serio vendi-
das em praga uo trapicha Cauceic/Io as uaarcida-
rins abuzo declaradas :
Arman m n. 3 *
Marca R Uina caixi a m numero, vioda de
L'verpool no vapar inglez Wurrior, entrad rir
19 de Novembro de 1835, consignado a Brnw is
& C, eont-nda 4 k'dos de eailulogos de urna car.
.Ai h: ii'iii n. 4
Idcio A H CUrna dita n. 4892, idem de H.m
burgo nc vapor ailema Pa. antigua, dem cm 23
d ezemhro idem, lm a Thaadaio Jasr, con
tendo 7t k'l.i", peso u>s envoltorios, d: a.'buns
com capas dt ouro.
Aimaz m n. 5
Ucn Heiuy Jr'oster 6c C. Um picote n.
175/191 idem de Liverpool na vipor ingl.z Eu
clil, id m em 3 idem idein, idem a Ileury Kors-
tar & C, coutendo amostras de barbante!
dem S &. NQ.iinze kdes, pesa liquido de car-
tazos e Hiinanei io iinpressos em in ais de ma o .
purle das calzas de marca -jiargem ns. 328'.0 a
32858 vimias de Liverpool no vapor ingles Dal
tun, dem em 14 de Satembro do correte anno,
abandonados aos diieit.s par Antiaiv Pedro de
r> juzi Soares & O.
Ann iz -ni n. 6
dem Jos Ja Silva L yo & Filhos-Uma cixa
sem nninaro, td< m dos p rtos do sul no vapor frun-
ce Congo, dem em '26 le Dezembro de 1885,
ideo a Jos d-i Silva Ly> 6 t'ilhos, canteado
amostras le asquear.
Armaz m n. 7
1 lem diamante B dentro U.n i dt n 38,
idem deLiv-rp-ioI no vapor ingl.z Orutor idem
em 27 de Dezembro de 1881, idem a Browas & C,
cogiendo quadras annuncios.
Terceira seccio da Alfaud -ga de Pernambuco,
23 de Novembra de 1886.
Oehofe,
Cicero B de Mello.
N. 1. E' raaravilbosa a rapidez cora que
os tsicos, os anmicos, osesarofu osos, os de-
bis e os quo padecera do peto e da gar-
ganta rest.nbelccera-se depois de terem to-
mado a Emdsilo de Scott.
ADYCACIA
~
Ua 2 a J2 .l-.in i 23 849:744^6(2 38:703a2>J3 8SS;447930

> aso* raovuiciat, .Je 2 a 22 .iein de 23 138.325 973 4:88384 143:206 S357

fc!al ______ i 1,031:6^4/287
CBSUDOia A \)*t 2 ---ud-fl . 22 32:5709.':6 337,4497
# 32.908.4a3
f.i^ i-a'i.mciAi. O- 2 a 22 o de 23 18:032/256 720.935
18:753/221
-v;ira 0BAVaa"" den d, 23 a 2 a 22 7:959/2! 0 172/9'Jl 8:13:/181
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Patacho inglcz Artoz, entrado ue Car-
no dia 22 do corrente o consignado
ra, rnanife8tou :
Carvao de podra 506 tonelada* or-
dem.
H; it nacional A'dina Jos Ayos, an-
Matti'S Irraos'
IJb'jPACliOS DE EXPOH1ACAO
Em 22 de Sovembro de 1886
fmrsk o eiienor
No vapar frsneez Ville de Victoria, carra-
garam :
Para o Havr, A. Labille 32 barricas com 2,837
kilos de borracha.
Para k\\ maaha, J. Krause & C. 8 kilos de ouro
Velho.
No pa tacha allemo Alida, carregon :
Para Hull, C. P. de Lemos 50.00J kilos de
re cas de algodao.
No lugar ingl-'z May Cory, carregaram :
Para New Yoik, J. S. L yo & Filho 1,501
saceos com 112,5UO kilos de assucar mascavada.
No patacho americano JoAn U. D., carre-
garam :
Para N.-w Ymk, J. 8. L-.yo A Pilho 1,154 sac-
c s com 86,550 kilos de assucar mascavado.
Para o Ulterior
No patacho allemo Antlope, carre^ram :
Para Santos, S. (ruimares fc C. 200 sacc >s com
12,01)0 kilos de assucar branco e 250 ditas com
15,000 ditos ie dito mascavado.
No patacho sueco Lisboa, carregaram :
Para Pelotas, Baltar Lautos 4 C. 30 pi,as cam
11,400 litros de agurdenle ; Amai-n Ir mi-as &
U. 10 pipas com 4,800 litros da agurdente.
o patacho diuauarquz Carolina, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Su1, Amorm Irman S C.
40 pipas com 1^,200 litros da agurdente.
No brigu: nae onal Isolina, carregau :
Para o Rio Grande do Sul, S. G Brito 60J
saceos com 45,000 kilos de assucar branco c 20 I
ditos com l.OCO ditos de dito mascavado.
No lirigu inglez C nbrion, carregaram :
Para Urugut.yina, J. S. Loyo es. 'ilho 1,335
barricas com 110,682 kilos le assucar branco e
150 ditB com 16,159 ditos de dito mascavaao.
No vapor naciooal C'ear, carregau :
Para o ltio de Janeiro, M. da Nascimeota 8,000
oaas, trust*.
No biace aaciouil Rainha dos Auios, caire-
gou :
Para Maco. F. de Souza Martina 2,barricas
cou 231 kilos ae assaor branco.
MbviWENTO~DO PORTO
Navios entrados no dia 2o
Bohi.. 10 dias lugar nacional Amelia, de
1S2 toneladas, capitao Joila F mandes
dos Heis, equ;pas:em 8, em lastro; a
aia l zeude & C.
Maco7 dias, biate nacional Aurora, de
52 ta eladas, inestre Joaquim F. do
Menezes, equipagem 5, carga varios g-
neros ; a Joao Paes do Oliveira.
Maco6 das, hiato nacional Adelina dos
Anjoa, de 52 toneladas, rnestre Manoel
F. Monteiro, equipagem 5, carga varios
gneros ; a Manoel Jos da Cunha
Porto.
Southarapton por es ala 13 1/2 das, va-
por inglez lagus, de 19t> toneladas,
commnndanta W. Gilier, equipagem
10U, carga varios gneros ; a Adamson
Woir -i .
Navios saludos no mesmo dia
Buenos-Ayres p,>r escala Vapor inglcz
'lagus, coiHiuandantc W. GiJIicr, carga
varios gneros.
Uruguayana Hrigua inglcz Cambri.n, a-
pijao H. Pilps carga assucar.
Montcvilca Pulaca hespauliola Pdicin,
capitao Agostinl Fabregar, carga as-
sucar.
Rio Grande do NorteHiata nacional Au-
r.ra II. rnestre Manoel Ouarte da Sil-
va, em lastro,
ParahybaBarca allcma Mara, capitao J.
G. Ri k-, cm lastra.
VAPORES ESPERADOS
Merchant d: Liverpool hoje
Taqn da Europa lij-i
Vtle de Cear do Havre li je
Cear do uqfte da Baha ama ih,i
Marinho Visconie nmanha
espirit Santo do sul a 27
t'aranhente de New-York a 28
Ip^/il O consilheiro Dr. Manoel do]
I Nascimento Machado Portella (
J contir. i no exer-icio de sua j
\ /profissao de advogado podendo< l
' 'ser encontrado em seu cscripto-J
) (rio a roa de Imperador n. 05,1 I
|)1. andar, das 12 s 3 da tarde. | )
Clnica medico clrnrglca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecitlidadePartos, ma'estias de senboras e
criau^as.
Residencia Ra da Imaeratriz n 4, segundo
andar.
C, llcckmann
sinas de cobre, satn e ronze ee d
Golitzer Ufer n. 9. Berlira S. O.
Espeef alidade:
Construc(o de machi-
nas e apparellios
para fauucas de assucar, destillacSes e re
tina$5e8 cora todos os aperfecoamentof
modernos.
INSTALLAQA DE:
Engonlios de assucar completos
Estabeleciment filial na Havana sob %
mcsina firma de C. Heckraann
C. e San Ignacio n. 17.
5.a SeccSo Secretaria da Presidencia de
Pernambuco, 23 de Outubro de 1886.
Por esta secretaria se taz publico para con lia
cimento dos uteressados, que, segundo consta do
aviso do Ministerio da Agricultura, Ccmmercio e
Obra Publicas de 13 do corrente, sob u. 77, foi
por decreto n. 9644 de 25 da Setembro ultima,
declarado sem efteito o decreto n. 9075 de 7 de
Dezembro de 1893, que concedeu autorisacaa
Cunapauliia de Seguros da Prussia para abrir urna
> geneia n'esra provincia, visto ter ella provado
que nao effectuou nenliuma operacao.
O secretario,
edro Francisco Correi > de Oliveira.
EditaT766
Apuraao da eleir^lto para um raembro do
conselho ltterario, que represente o pro
fessorado
Acba-ee designado, d ordem do Sr. Dr. ins-
pector geral, o dia 25 do correte, para ter lugar
ne.-ia lepiriie&i, ao rneio lia, a apura^aa dos
votos para a elei.eao de um | rofejsor publico que
represente 0 magisleno na conselho Iliterario, sen-
do admtlidos a assistir a esse acto, na forma do
art. 7 das iiistri:cco.*s de 15 de Maio do anno pas-
sado, mas sem interveneao ne'le quaesquer pra-
fassores publicas que se acbareui presente?.
Secretaria da InotrdccJta Publica de Pernambu-
co, 22 de Novembro de 1886.O secretan",
Pergentino S de Araujo Galro.
DECLARACOES
Aviso
O Dr. i:. Owulnn Bonnel Jledico pali
Faculdade de Medicina de Pars.
Condecorada com a mcialha dos hbspitaes.
Soeio correspondente : das Academias de M
oina do Rio de Janeiro e de Barcelona ; da So
eiedade de Medicina p-atica do Par^e e da Socie
dada Franceza de Hygiene, ex-dnector do Muieo
Anat.'iu iPatolgica da Faculdade da Medicina
I i Rio da Jaueiro, tem a honra de prevenir o pu-
blico que durante a sua estada em Pernambac
He i a ilisp isicao dos doeutes quo desejarem h n
ral-o cura a sua conanca.
Cliaua'M consultas de 1 s 3 horas da I
ra io Marqu-'z de Olinda n. 51, 1." andar: re-
sidencia na hospedara de D. A-atonto (Caminho
Novo).
Eji-cialiJades : moleatias das vias respirato
ras carabao, estomago, liga la, etc., molasti t*
uvas, a syphilittcas.
Thesouraria de Fa-
zenda
O conselho para forneeimento de vveres, forra-
gens e ferrageus aos carpos d-'sta guarniraaV e en-
fermara militar, recebe pnpostas no dia 7 de De-
zembro prximo futuro, a 10 horas da manha, no
qu. riel general do eemmandodas armas, onde func-
ciona o mesma conselb, para contractar a f riie-
cimento de gneros alimenticios s pracas da
guarnicio, fatragens e ferrageus para a ci valla-
da dorante o semestre de Janeiro a Junha prximo
vindouro.
Arrrz, kilogramma.
Assucar branca refinado, de l.3 qualidade, idem.
Assucar relia -ido de 2 dita, idem.
Assucar mascavado refinado, de 3 dita, dem.
Azoite di.ee de Lisboa, litro.
Altafa, kilogramma.
Bacalho, idem.
Batatas inglez^s, idem.
Caf em grao, idem.
Carne de porco, idem.
Carne de vaeca, idem.
Carne secca do Rio Grande, dem.
Gli verde da India, idem. -
Cha da Lilia preto, idem.
Cevadinba, idem.
Cravos, cento.
Chocolate, k logramma. a>
Capim, idcn>.
Farinha de 1.a qualidadr, litro.
Farinha de 2. dita, idem.
FeijSo preto, idem.
Feijo mulatinho, idem.
Fructa?, urna.
Farello, kilogramma.
Ferradura, numero.
Lenha, ach.
MacarrSo, k'ljgrnmraa.
Maizena, dem.
Mant l* Dgleza de 1. qualid.ide, idem.
Marmelada, idem.
Milbo, idem
Pao, dem.
Sal, litro.
Toucinho de Minas, kilogramma.
Temperos c verdurar, raco.
Vinho de L'sba, litro.
Vinho do Porto, idem.
Vinagre tinto, idem.
Lnvag'm do roupa passada a frro p-'ca, urna.
Agurdente, litro.
Aletria, kilogramma,
Amtias pacsadas, dem.
Araruta, id>m.
Biscouto de Araruta, dem.
Caf moido, idem.
Figos passados, idem.
Frangos, nm. ^
Gralliiiha, urna.
Passas, kilogramma.
Tapioea, idem.
CarvS'i vgetal, sscco.
Dito koek, ki ogramma.
Sulao ci.mn j.n, idem.
Vassouras de passava (grandes), duzia.
Papel pautado fiume, resma.
Dito mata-borrilo, tolha.
Peonas de ac Periy, caixa.
Onmma arbica, franco.
Tinta preta, garrafa.
Canutas da madeir, duzia.
Ltpe3 preta de Faber n. 1, idem.
Bauha de porco americana, k'logramma.
Carne de carneiro, dem
Goiabida em lata, idem.
Ovos, um.
Vinho branco, l:tiO"
Vinagre de Lisboa, dem.
Velas da cera, k'l igramma.
Phesph-.ro3 americanos, grasa.
Sanguexugas pida appcacio de, uuaa.
Medament'. s para cavalhada, numero
Enterro por cavallo, nm.
Condicves
1. Todos os gneros sern de 1. qualidade, a
os fornecedores deverao satiafazer os pedidos den-
tro dos praso3 marcados nos respectivos contractos,
entrega idg os mesmos gneros nos quarteis ou
fortalezas e enf nnarias, e depositara na Thesou-
raria da Fazanda urna quantia, cuma caucao que
ser arbitrada pelo conselho de torneciioento.
2.a As propostas deverao canter a declaradla
exprtssa de sujeitar-sc o pro^oaente a multa de
5 /o da importancia a que montar, m os viveres ou
rticos qua farem acceitos, se deixarem de com-
parecer para assignar o respectivo contracto den-
tro d prso que for notificado pelos jarcaes.
3 S poder concorrer aos fornecimentos os
candiiatus que se habilitarem na forma do art. 18
do decreto n. 7,085 de 6 da Marco de 1880.
4.* D i falla de fiel cumprmento de qualquer das
obrigneoes couirahidas, os fornecedores ficaro
Bujeitas a pagar o valer do era registrado cu
ua> reeebido im tempo.
5a Os concurrentes sao obrigadas a presentar
as i m slris dos gneros ou artigas que forem jul-
gados precisos pelo conselha.
6 As prcpi stas sero aprsenla Ja3 em dupl-
cala al as 11 horas da referido dia 7 de Dezem-
bro em que alM sarao ab rts e apuradas em pre-
senta d.-s propanentes, sendo que na mesma occa-
siao te seceitariU pri/postas para a venda de es-
trume dos unimues da compuuhia de cavallarip
7. Finalmente os fornecedores que requererero
a rescisao de seu contracto, e iort-m attendidas,
fcum sujeitos a mnlta de 10/0 sobre o total da
forneeimento do semestre anterior.
Thesouraria de Pernambuco, 20 de Navambra de
1886.
Conforme.
O secrctaso,
Luiz Emydio Pinheiro da Cmara,
Lyco de rlese Oflicies
Da ordem da respeitavel irmo director, fac^o
publica a qu m nteres-ar possa, que cm vista de
algn i exp'sitares ni terem poiid.i acabar os
productos que tencionavam cxp> r,e pedirem a esta
directora a transferencia da abertura da sexta
exposicSo artstico- industrial, marcada para o dia
21 do correu'e, e como a directora visse que d'ah
traria bem nf.o .- aos expositores, cama tambem
expsita", que se euriqueccr de mais productos,
houve por bem nao s a exposicao, cama tambem
o anniversario, designar paa o da 12 de Dezem-
bro futuro, esperando que os seua esfar^os vejan
cornados do iselhor xito possivel.
Secretaria da imp rial sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes de Pernambuco, em 19 de
Novembro da 1886 O 1 secretario,
Jos Castor de A. Souza. \
Companhia de Beberibe
Ciinvda-se ao Srs. accionistas a viremreeab)
o 77 dividendo na pr>pirc\o 4^400 por aec5)
cujo iiagam- uto se en'ectuar ueste escriptcrio da
10 borus da manha a 1 hora da tarde, duriam-n-
t at o ultimo deste mez, e ao depois aos sabba-
dos.
Recifa, 14 de Novembro de 1886.
O director secretario,
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina.
Cooipanhia de Edificado
Communica-se acs Srs. accionistas, que por de-
liberaclo da directora foi resolvido o recolbi-
mento da quinta pr.stagao, na raz3o de 10 par
cento do valor nominal das respectivos a:cdes, a
qual dever realisar-Be at o dia 5 de Dezembro
prxima futuro, no escriptorio da companhia
pr.'ica da Coocorda n 9.
Recife, 5 de Novembro de 1886.
Gustavo Antunes,
director secretario.
iniiaixliide da Soledade
O abaixo assignado, secretario da irmandade
de Nossa Senbora da Soledade. erecta na igreja
de Nossa Senbora do Livramen'o, declara que o
.-?r. Adolpbo l-ins de Souza, juiz da mesma irman-
dade, desisti desse cargo, passando-o ao seu sub-
stituto legal, qoe o substituir no anno prximo
viudoa.ro.
Recife, 20 de Novembro de 1886.
Frederico Marinho de Mello Tavares.
fetftfi Becre* 24 i Oif-
O abaixa aesigoado, dispando do regu'ainenlo
283 do decreto 17 de 24 da Outubro de 1886, ar-
ti51 projectada pela mesma mes*, declara que
distste da presidencia da dita sociedade por moti-
vos misterioso:. Recife, 16 de Novembro de 1886.
Joao Guilherme Goncalves Lisboa.
C H I! r.
Club Kuoiral Bandelra Filbo
Pelo presente convido a todos os socios, afim de
comparecerem em nossa sede sacia', ra das
Calcadas n. 10, pelas 5 1|2 liaras da tarda do dia
24 do corrente (quarta-feira) para cm assembla
geral tratarse to smente da eleQflo Jo thesou-
reiro ; a assembla geral funccooar con o nu-
mero de socios que camparecer
Sci ntifica tambem a todos os soai s que os en
saios sero as quartas e sabbados, s 6 1(2 horas
da tarde, no lu ;ar acmi determinado.
Secretaria ro lu> Musical Bandeira Filha, 23
de Novembro de 1886.;) 1- secretario,
M. Joaquim Baplista.
ImsIIiiIo Archeologico gcogra
phlc Peraambneano,
Q'iinta-feira 25 do carrete,
haver essio ordinaria.
Secretaria do Instituto Archeologico o Geogra-
phica Pernauabucano, 23 de Novembro de 1886.
Baptista Regaeira,
1* scretaiio.
hora do costume,
Maln/.ilc tinto Antonio
Irmandade do SS. Sacramento
Pila presente convido aos irmos desta venera-
vel irmandade a compirccerem no respectivo can-
sistorio s 6 hiras da tarde do dia 21 do corrente,
afim de tratar se ds negocios relativos a mesma
irmandade.
Consistorio, 20 de Novembro de 1886.
O esc ivo.
Hcarique C. Barreto de Almeida
SE00RI
CONTRA F
he Liverpool & London & Glob
INSIM4NCE C0MPANV
Ssir Broto & G.

i

(

iiftffl J






?
1
i
)
Diario de Pernambueo---f|uarlutcira -4 de Novembro de 1886
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Compaiahla Phenli. Per-
nanibucaaa
Ruado Commercio n.
8
(oniMxmt m: regiros
NOKTHKKV
tle LOndrri e berdecu
roalct flnnacelra (Vemembro 1885)
Capitil oubsciipto 3.000.000
Fundos aceumulados 3.l34,34t
Becellu aiii.iinl i
Da premios contra fogo
Da premio sobre vidas
De jnros
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John. H- Boxwell
HA COMHEBDOCIO N. 1 \ltll
f; fe Segaros Fiei
AGENTE
Miguel Jos Alvos
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
Segaron marinan e lerrearea
Nebes ultimo a nica cotnpinhia aesta praca
que concede aoa Srs. segurad' s isempcods paga
ment la premio em cada stimo anos, o qa*
equivale ao descont de cercsda 15 por cont em
avor dos segurados.
(JOMPANHIA
MPERIAL
NECIROI contra FOGO
F.ST: 1803
Edificios e mereadoriat
Taxas baixat
Promp'o pagamento de prejuitot
CAPITAL
fis. lo\XAM>00000
Agentes,
BROWNS & C.
N. Ra do CommercioN. 5
COSTRA FOCO
Nortb Brilisli & Mercanle
CAPITAL
C.'OOO.OOo le libras sterllnat
AGENTES
\domsonHowie&C.
Corapanhla llahlaaa de navega-
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Jrenedo, Aracajii,
Estancia a Bahia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelko
E' esperado dos oonoe aci -
ma at o dia 25 de Novembro
e regressar iara os mes-
mos, depois da demora do eos-
turne.
Para caiga, paasagens, encommendas e dinheiro
a fret racta-se na agencia
7iua do Vigario 7
Domingos Alvos Na heos
C'oojpsuhca Braslleira deae
gacaoa Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joo Mana Pessoa
' esperado dos portos do sin
at o dia 26 de Novembro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portoc
do norte at Mandos.
Para carga, passagens, enecroinendaa valoree
ftCta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
O vapor Cear
Commandante o 1.' tenante GuUherme Pa-
checo
E' esperado dos rtos do
norte at o dia do 25 Novem-
bro e depois da demora in-
dispensuvel, seguir pira
os -po-tns do su!.
Recebe tambem carga para Santa Catbarina,
Grande d> Sul, Pelotas e 1'orti Alegre,frete mo-
dic .
Para carga, passgens, encommendas e valores
rata-sena agencia
PRAGA DO CORPO SANTO N 9.
Lc'lao
De fazendas e miudezas
Quarta-feira 24 do corrente
Aa 11 horas
No arraazem da ra do Bom Jess n.
Por iuterveneo do agtnte
Alfredo Guimares
49
Leilo
De 42 saceos cora assucar
Quarta-feira 10 do corrento
A's 9 1|9 horas
O agente Silveira, pur mandado o com aasii-
teneia do xm. Sr. Or. Juiz de direito especial
do commercio, e a requt-rimento de Jos Pieda-
(! & O, contra Leocadio Antonio Leo levar a
leilao 42 saceos eom assucar.
Leilo
Coinpanliia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda eiui35
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
Al 31 de dezembro de 188-1
JlariliDios..... 1,110:000^000
Terrestres,.- 310:000^000
4* Ra do Coiumereio
i,onrioa and Braslllan Ba
lliiiiie..
Sua do Commercio n. 32
facca por todos os vapores sobre as ca
i do mesmo anco em Portugal, sendo
tm Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezes.
"CI8C0 HiBAVILHS
EM
JABOATAO
Empresa
OVIDIO. MENDES 8 COELHO
Aggregaco da artstica troope
PALACIOS
Sorprchcnderjte unccjlo en beneficio da
asigno artista
JUNTA PALACIOS
SEN Hivu,
RAINHA DO AR
Quinta feira > do corrente
Lindos trnbalhos
Dancas, Clowns, etc.
A's distitictt>s clasaeo acadmica c com-
rnercial, a quem dedica sen espectculo ;
agradece a beneficiada.
O espectculo principiar s 8 Loras.
Os bilhetes aliain se venda na Livra-
ria Francesa e no bilheteiro em Jaboatao.
BOYAL IAIL8TIA1 PACKET
COMPANY
0 paquete Taius
E' esperado da Europa-ao dia
24 do corrente, seguin-
de depois da demora uccessa
ra para
de Janeiro Monte
llueuos Aj res
Este vapor Iraz simplesoienle
passageiros e oalas e inimedia-
tamentc cegar depois do desem-
barque dos Diesnios.
Para passagens, fretes, etc., trac! a-se n os
CONSIGNATARIOS
A da mson Howie & C.
De 1 machina para picar fumo, bataneas para
armszens, 1 colxo de mo.las, caxilhoa e postigos,
para portas diarios velbos encadernades, graaes
de ferro e de madeira, camas de ferro, 1 caixo
com lotes para cha, a variado, 1 p quena vaianda
de ferro para sobrado c muitos outros objectos que
tgrna-se enfadonho mencionar.
Quarta feira 24 do corrente
A's 11 h ras
No arraazem da ra da Senzala Velha
n. 21 A.
Por itt'rvencJo do agente Gusmo.
Agente Pestaa
Leilo
Do importante sobrado de 3 andares, sito a
na de Domingos Jes Martias n. 38
freguezia do Recite qor detraz da Caixa
Econmica.
Lvrc e desembarazado de qualquer onus
Rende 9000O0 annual, achu-sc em perfeito ec-
tado de c nservnc^o.
libarla Tetra Cl do correle
A's 11 horas em ponto
Na ra do Vigario Tenorio n. 12
Ao correr do marfello, a quem mais der
Leilo
Quinta-feira 25 do corrente
A's 10 bor*s i
Ra Estieita do Rosario n. 24
D mobilias de jacarnnd e de janeo, cadeira3
, avulsas, marqurzoes, camas, espregnicaderae, c*
I deiras de balanc) e outros muitos diversos mo-
I veis, genero?, quadros, calic 8, copos, chapeos do
j Chile c de palbu para senhora e outros diversos
i artigos.
Agente Modesto Baplista
Baha. Rio
video e
Leilo
Da importante pharmacia e drogara sita a
*, n m 3 TT* i\d -s,t4vv opomuuiM uun o tcusii/, i incoa ciao*
ra do Barao da Victoria n. 25, perten- tittl) gnarda.|ouca, 12 cadeiras de juneo, mar-
ra de junco, 1 quartinheiro, luuca ae jantar, co-
pos para agua, 2 fructeiras de vidro, licoreiro, 1
porta cognac, 1 galheteiro, facas fiuas, garfos e
colheres de metal pira cb e sopa, terno de ban-
dejus, tampas de rame e muitos outros tojectos
de gosto.
Sexta feira, SO do corrente
A's II horas
Na ra Augusta, casa n. 248
O agente Martina, antorisado por urna familia
que se retirou para fra da provincia, far leilo
dos movis o mais ebjectos existentes em dita ca-
sa, todos muito bem conservados e serio vendidos
ao correr do martello.
Na mesraa oecasio se venders diversos crotos
alguna passaros cantadores.
Leilo
Bom eniprego de capital
De s: 2G e 28
Sabbado, 8 9 do corrente
A*s 11 horas
Na rna do Imperador n 23, armazmi
O agente fitepple, autorisado por D. Maria Vic-
toria de Souza, levar leilo as sete casinhas
cima, sitas na Eocrusilhsda de Belm, defronte
da igrrja; rende 85 mensaes cada urna. Qual-
quer nformacao o mesmo agente dar.
Grande leilo
De importantes movis, porcelana, crys-
taes, 1 piaoo de cauda do abricanto
Pleyel, ricos espelhos, colheres de sopa,
cha, conchas e salvas tudo do prata e
tambem passaros importantes e vinhos.
Terca-felra. SO do corrente
A's 11 horas
Na ra da Aurora rt. lOit (Santo Amaro)
Sala de viaita
Urna rica mobilia de jcara da a Luiz XV com
I sof, 4 cadeiras de braco, 12 de guaroico, 2
duukcrques com espelhos, 1 piano de candi, 1 ca-
di ira estofada para o mesmo, 1 quadre grande
com a mta de Londres, ditos ovaes de raadeperola
eom vista de Pariz, taeras de seda, repssteiros,
eecarradeiras finas, lindas figuras de biscuit, jar-
ro i de bacarat, repucho de crystal, 1 lustre para
vellas.
Prinaelru quarto
Um guarda vestido de m< gno com duas portas
com espelhos obra importante, 1 toilette de mogno
com pedra, 1 lavatorio com pedra, guamicao para
o mesmo, 1 commoda de Jacaranda, 1 secretara
para senhora, 1 banquinba de mogno para costura,
2 espelhos com movim>-uto.
Segando qaarlo
Urna importante cama do Jacaranda, 1 com-
moda, cadeiras, 1 toilette, tapetes, cibides, 4 lin-
dos jarros, etagers.
Tereelro qaarlo
Urna cama de utoguo para casal, 1 dita de ama-
re! lo, 1 lavatorio de parede todo de porcelana, ca-
deiras de Jacaranda, espelho, 2 banquinhas de
mogno com pedra, 3 carrinbos para enanca.
Sala de jamar
Quatro aparadores obra 3e gosto, 1 mesa elas-
Parto
Na madrugada de domingo 21 do corrente os
ladroes subiram por um ferro da empanada da
loja n. 90 ra Duque de Caxias e galgando a
varanda, penetraron p;r urna porta meia aberta,
no 1 andar onde dormiam tres pessoaa ; levaram
um importaut" relogio de ouro patento inglex, de
Chover e descobertc cora cadeia dupla e cacoleta
do mesmo metal e mais 10000 do boles de um
collete e com tanta subtileza que nSo foram pre-
sentidos.
Gratifica se bem a quem der noticias na mesma
casados objectos ioubados.
triada
Precisa-se de urna criada para cuidar e andar
com um menino de dous annos ; a tratar na es-
tra da de Joo de Barros, sitie n. 27.
Portas e janellas
No cscriptorio deste Diario se dir q'iem precisa
comprar 2: portas de 12 1|2 palmos de altura e
(8 janellas de 8 palmos, tuio de louro ou amarello.
Precisa so de
ve abro de 44.
Frelainmlo
Quem precisar por fretamento de urna bareca
grande, prompta a navegar e com lotaco de 30
toneladas, procure no Recite, ra Duque de Ca-
rias n. 78, loja de Antonio Rodrigues de Souza t
C, que achara com quem tratar.
jpMMi''lf;>Hn
*%
um criado : no caes 22 de No-
A PEPT0MA
Sob a Mrma dd y INHO de PEPI.-onA
[ preparado por aoffean* de Pars, un,
. medicameoto que moho con'ribue rara aci-
Lutarasfuncce lo estomago, e rf alarias a
> digestio, unicc a eio J /avrrecer i aatrioi*
>Qo doaita.
> Sspinumero a exper^njisi fejU* palot
[mais sramadoa m-dicoa de Pama aotro
eizos demenstrara a *ffi,-a;ia doVXlf SO
B PEPTONA DEFREsiTfi; na im-
i pcasJiilidade em que estfr.os de rfprodiuir
aixeiro
Precisa-se de um caixeiro com pratica de mo-
lbadcs, para urna das melhores casas da Escada,
dando fiador de sua conducta ; a tratar com Cor-
reia & O. Snccessores, ra do Imperador n. 65.
Caixeiro
Precisa-sc de um prqueno de 14 16 annos de
idade, para taverna ; a tratar na ra do Rangel
numero 9.
Perdeu-se
no dia 21 do corrate, em Caxang, urna pulaeira
de ouro ; quem a achar e quizer entregar, diri-
ja-se refinacao do Largo dj Mercado n. 11, que
ser gratificado generosamente.
Cao perdido
A pessoa de cujo poder desapparecei om cao,
dirija-se estrada dos Afflictos u. 5-A, taverna,
dentro de cinco das, qne dando os signaes certos
e pagando as despezns I be ser ntregue.
Criado
Na ra da Madre de Deus n. 5, armazem, pre-
cisa-se de um criado que saiba ler e escrever, e
more no bairro do Recite.
cente a inassa falida de J. C. Levy & C.
Un i ii la feira CS do correal
AO MEIO DIA
O agente Gusmo auUrisado por mandado do
Illra. eExm. Sr. juiz de direito do commercio
far leilo da importante pharmucia e drogaria,
cima mencionada com todos os seus pertences e
accessarios, com assi.-teocia do mesmnjuiz; are-
querimento do Illm. Sr. Dr. curador fiscal da re-
ferida massa.
martimos
,. COill*.>lli PBUXAMntUCANA
DE
^aTCgacSo costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahia
O vapor Jaguaribe
Commandante Baptista
~-^^!rii^ Segu no dia 2! I dt
Novembro, s 0 horas
-da tarde.
Recebe carga at o
Idia 27.
Encommendas passagens e dinbeiros afrete at
3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRD?TORIO
?rae da Compauhia Pernanibn-
cana n. t>__________
^KlSSC!l8
anipscliinTabrts-GeselIschari
O vapor Pernambueo
L esperado do sul
at 26 do corrente,
seguiudo drpiis da de-
nora necessaria para
Lisboa e llambnrgo
Para carga, pasagens e encommendas e dinhoi-
ro a frete trac-A-se com os
Consignatarios
Borstehnann & C.
RUADO VIOARfO N- 3
f andar
Leilo
D^ importante movis, ricos espelhos para
consolos, figuras de biscuit e jarros
I linos
i Sendo : urna linda nr-bia He nogueira, cuta-
lbada e encost de palhinha, 1 .ot, 2 dunquer-
1 qocs, 12 cadeiras de guarnicSo e 4 ditas de bra-
cos, 2 grandes espedios com molduras douradas
CrlARGEliBS REUNS
i 'ompanhia Franceza de Ka vega-
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambueo, Baha. Rio de Janeiro e Para consolos, 4 mportaotes figuras grandes de
Santoi bisco t, 2 grandes jarros de bacearat, escaria -
deiras finas, 1 tapete grande para sof, diversos
tapetes para partas, 8 sanefaa douradas, 6 pares
de cortinados e 2 etagers.
Urna importante cama francesa de Jacaranda, 1
bonito toilet de dito, 1 lavatorio com pedra, 1 bo-
nita guamicao para lavatorio, l marquesita para
crianca, 1 berco fiogindo cama, 1 pequea banca
stemer ViUe de Cear
E' esperado da Europa
n > dia 24 de Novembro, se-
guiudo depois da indispen
savel demora para a II*
i hia. Mo de Janeiro para quarto de dormir, 2 meias-commoda* de ama-
'e Manto. relio, sendo urna para crianca, l cabido de colora-
Roga-se aoa Srs. importa dores de carga p>loi
vapores desta linha,ouciram apreseutar dentro de
lias a contar do da descarga das alvareng:. uxi-
quer reelamaco concernente a volumea, que po-
ventura tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderetn dar a tempo as providencias necea-
sari as.
na, 1 cadeira-retrete, 2 jarros e diversos cabides
de mola para parede.
Urna mobilia de janeo com encost alto, tendo
12 cadeiras de guamicao, 2 ditas de bracos, 2 di-
tas de bataneo, 1 sof e 2 consolos com pedra, 8
cadeiras de Jacaranda, 1 banca com estante para
livros, 1 armario, 1 3>-rpentiiii, 6 quadros de oleo-
s quaes tem excedentes accomodaces.
Augusto F. de Oiiveira & .
.%c.n.vn-:w
42-RA DO CQMMEROIO 4'/
Para Porto-Aleare
Expirado o referido praae a companhis nao se graphias, 1 guarda louya de amarello, 1 grande
responsabilisa por extravos. i aparador com pedra, 1 meta elstica r"e amarello,
Recebe carga, encommendas e passageir par l quartinheiro de columna, lavatorios de ferro,
banquinhas de amarello, 1 tapete forro de quarto e
1 esleir para quarto.
Seis mappas anatmicos, 4 figuras de gesso di-
tas, 12 cadeiras de junco, 1 sof de dito, 1 mesa de
carvalbo entalhada, 1 poltrona entalhada, 1 rica
espingarda de carregar pela culatra e outros inui
tos rn iveis todos de gosto e bem conservados.
Quinta feira, 5 do correte
Para o porto cima segu coro toda a brevidade .. _. ;____. ._t.
.D a, t, /,. r, ,,. Na Ponte de Lcboa, junto estacao (casa do con-
a escuna dinamarquesa Ane Junanne, p;>r ter a j lo-_____~\ '
. j .; ^ ,, .in i selhciro Jos Bento i'a Cunb Figueiredol
maior carte da carca engullirla : para o resto a ..... ;i:..
O agente M^rtins, autorisado por urna familia
j que se retira para o fio de Janeiro, far leiHa
! des importantes movis e mais objectos existrntes
em dita casa, os ouaes se tornara recouimeodavcis'
pelo peuco uso que tiveram
Um trera especial partii da estacao do arco ,s
10 horas e tnea, e dir trausporte gratis ios con
crrenles do leiio tocand em toda* as estacos
intermediarias.
tratar com W. W. Robilliard.
IEIL0ES
Leilo
Lisboa
me e,in orevidadj abaiea portugufza Pe-
reira Bjry* para o resto da carga que falta,
tra'a se cora Silv Guimares t C-, ra do
Commercio n. 5.
e um repartimento para escriptorio c urna bur-
ra prova de fogo.
Urna' n.obilia de jenco, 4 quadros doorados, urna
cama de fero par.- incniuo, 1 guarda-roupa, fil-
tros e jarras para agua.
Por liqu'a<;o
Quarta feira 24 do corrent
Arente Pinto
c5 %
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
. 10____________________
Ag*ente Pestaa
Leilo
Da excellcnte e imp.rante barcaca Pau-
^tila, com lota.ao par.i 600 saccas e
prompta a navegir.
Quarta-feira, 14 do corrente
A's 12 hi ras em pnnt
No armaz m d ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa, vend r a quem mais der no
dia c hora cima mencionado, a excelle barcaca
Panfila, com lotacita para 600 saccas, achando se
a iiT--ma ponte da B-i-Vista, onde poder ser
examinada p los Sis. prctmdentcs que quizercn
aproveitar a safra, para melhor garanta str ven
dida livre e desembara9da de qualqner onus.
Leilo
D-' movois, espeihos e loufas
Agente Britto
O agente acim i, autoritado por urna familia que
te retira para o Rio de Janeiro, far leilo do se-
guinte : .
Urna mobilia de po carea qusi nova, 1 mar-
qu.zi) do casal, 1 c mmoda, 1 toilette com pedra,
1 cabide de colujina, 1 s.f de amarello, 1 cama
de ferr, 6 cadeiras de junco, 6 de jacal anda, 2
de bra<;> de pao carga, 9. spparadores. 1 meza de
louro, 1 quartioheira, 2 eepelhos grandes, 1 relo-
gio de parede, eiagers, tapetes, jarros, candi.-iros,
louc* para almoco e jantar, eecarradeiras, facas,
copos, comjoteias, garrafas, trens do cesinba e
tab^a de engiDiTar.
luana f.lr". do trrenle
A's 10 li2 horas
Xo pateo do lerct n. 3, Io andar
Leilo
De
US)
um piano forte em muito bom
Quinta feira 25 do corrente
A's 11 horas
Na Ponte de Ucha cas junto a estacao onde
" haver um leilo de movis
Pelo a;enic Marlino
Leilo
Sexta feira. ' A's l 12 horas
Na travessa do Corpo Santo n. 23
O agrnte Modesto Baptistn competentemente
autorisado fr leilo ao correr do martello. para li-
quidar, das mercaderas ixistentes no aimazem
u. 23 da traveisa do Curp" Santo, taes como ban
deiJBf, figuras de leuc, linti'iro.-, bcli;.-, doceiras,
garrafas para viuh lequca de tartaruga c outras
qualidades, globos, realejos de ^iversis tamanhos,
bengalas, chtruteiraa, carteiras,~pnrta raoneis, cai-
xas p ira luvas, grande quanttaade de bijtuteria,
rl res e plumas para cbap;s, ires com contes,
boi'j c.m tinta, tesouras, espartilhos, appan-lhcs
de electro pate, bules de metal, verniz para cal
cado, bonicas, pavios para candieircs, curdas para
viola e para pescar, lionas de diversas qualidades,
lapis, crayons, brincos e voltas do borracha, tocas
para senbori. botoes, traiicelim, lousas, aguilita de
o-6(i, fitas de'seda, escovas para dentes e para ou
tros misteres, InVhS de seda e de pellica, appare-
Ibcs para oieuinos o outras diversas qualida-
des de mi'ldeins e frrageus que estaro a vista
dos compradores e mni importante machina para
fazer plisss.
Leilo
De bons movis com poujo uso, jarros, vi-
dro o urna colleccao de crotos
Sendo: uin.i bonita mubiia de pi carga a Loiz
XV, toda .n:alhad, ccr.tendo 1 lindo sof, 12 ca-
deiras do guirnieo, 4 ditas de bratc^s e 2 conso-
los com pedra murmure, 3 pares ate jarros finos, 2
pares de laoternas, 4 etagers, 1 tfadeira pura des-
canco com encost de luna, 1 i sprsjguicaJeira, 1
cama franceza de pao carga. 1 lindo toillet ringin-
do bamb, 1 guarda vestidos de amarello, 1 com-
meda de dito, 1 lavatorio, 1 cabide de culmina, 1
dito de parede, 2 murquerooa e 1 boita cama para
en inca.
Tina mesa elstica de 4 tlboas, 2 sp uadores de
columna, 1 sof de amarello, 2 bancas, 12 cadei-
quesas, cadeiras de bataneo, de junco, 1 impor-
tante apparelbo de poiclanadourada, 1 dito louca
commum, dito para cha, copos, garrafas, fruc-
teiras de vidro e de pedra, facas, garlos, 4 gran-
des salvas de prata, colheres de sopa e cha, dita
para arroz, dita para peixe, concha, paliteiro tudo
de prata e alguns vioh >*.
Solea
Un sof, 2 consolo, mesa redonda, cadeiras
imitando bamb de abrir e fechar, 1 guarda-rou-
pa, 1 secretaria, 1 cabide, lavatorio com guami-
cao, porta toalhas, e ootros muitos movis que es-
tar) patente uo acto do leilo.
Canarios do inperio, sabios corrupioes e outros
mais.
O agente Stepple, ccropteutera'>nte autorisado
pelo Illm. Sr. Joaqoiin Elesbo Ribeiro, que se
retira para fra da provincia, far leilo uo dia e
hora cima mencionados de todos os objectos exis-
tentes em casa de sua mera dia ra da Aurora
a. 109.
A's 10 1/2 bons partir um bond que dar pas-
sagcn gratis aos concurrentes.
IfO
Precisa-st de um com b.stanto pr.tica de mo-
lhados ; no caes 22 de Novembro de 44.
Precisa-se de duas ama?, nma para engommar e
ou:ra para zosiobar ; na ra do Hospicio n.81.
PARA
ACABAR
A
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8^000 no becco dos Coe
Ibos, junto de .S. Goncatlo : a tratar na ra dn
Imperatris n. 56.
Aluga se os andares superiores do predio n.
51 rna do Imperador, com excellentes accommo-
dacoes pan familia : a tratar com N. I. Lidstou.-.
ra do Commercio n. 10.
Precisa-se de urna boa
da Aurora n. 81, 1* andar.
cosinheira : na ra
Aluga-se em Ohada, ra de Uathias Fer-
reiro, urna boa casa novamente reconstruida e
com agua canalizada ; trata-se no Recife, casa
n. 23 ra das Crnzes : chaves para ver, em
Olinda, rna da Ladeira da Ribeira, cartorio do
escrivo Tbcodomiro n. 16, c ra de alathias Fer-
reira, loja de barbeiro n. 31.
Aluga-se o 2- andar n. 31 e o armazem n.
39 ra do Imperador ; a tratar com Luiz de
Momea Gomes Kerreira.
Aluga-se a casa terrea n. 42 ra da Ma-
triz da Boa Vista : a tratar em Fra do Portas,
ra do Pilar n. 56, taverna. -
Pede-se ao Sr. Mu-iocl Livino de Ainoriin
Lima o favor de vir cu mandar a padaria sita no
pateo do Tercon. 40. pea negocio que nao ignora.
t- Precisa-se de um caixeiro de idade de 12
14 annos, e que tenba pratici de taverna ; a
tratar na ra das Trincheiros n. 23.
Os.baixo asignados participara ao publico
c ao carpo commercial desta praea, que uestu
dita dissolveram amigavelmente a sociedade que
gyrava sob a firma de Lima Se Sampaio, sahiudo
o socio Siinip.no satisfeito e pago de seus lucros,
ficaudo o activo e passivo a cargo do socio Lima,
que contin i com o mesmo negocio, a gyrar sob
a firma de Jos ttodrigues Lima & C. Recife, 20
de Novembro de 1886.
Jos Rodrigues Lima.
Rayuuudo A. de Sampaio.
AMA Para lavar e engommar para urna
familia, precisa-se ra do Bario da Victulia
numero u. 1.
Aluga-se o predh n.2 ds ra do Commercio,
onde foi o hotel de (.'Universo : tem tres andi res,
grandes acccinmodii(o>8, < Cuta OompfetawaM
restaurad', s-ndo proprio, pe! i sua uiagnifics po
sicilo, paa um grande hotel ou escriptono com-
mercial : a tratar na prafa da (onuorJia n. 11.
Aluga-se a casa ten- a u 119 ra da Au-
rora, tendo muitos coinmodof, sitio, viveiro, aivo-
redos, e qnartos fra ; a tratar na m sua ra u
mero 151.
Precisa se de um menino para caixei.o, com
pratica de tnolbador, u que d fiador sua con-
ducta ; a tratar na ra di Guia n. 5.
AMA Precisa-te de urna, para cosiiibar e
comprar para du Roaa n. b, 2- andar.
I'recias-se de um li mero de idaoe,srioe res-
peitador, que Baila trabaltrar em sitia b vender
ni ra ; a tratar no Cuininho Novo n. 128. Na
mesma cusa vende-sc um guarda-roupa muito bo-
nito, viudo de fra, em peifeito estado, e urna
mesa dejantir, perftita, de seis labias, e tres
malas para viagim.
tifiada
50,
Na roa ia SoU-dade n.
criada que Bija perita.
precisa se de urna
Feitor
Prceisv-so de um illi> para un-sitio ca B:be-
ribe ; a tratnr no caes da Companbia u. 2.
Criado
Precisa-3C da um criado para esa de i%n-ii! a,
dando se preferencia a cecavo ; no caes da Cim-
panhia n. 2.

Precisa-te de om criado
Victoria n. 9.
Criado
na ru J.~ ^sio da
BOM MARCH
fina Dwe de Caxias 181.
Completo sortimento de fazendas por
melado de seu valor.
Aproveiiem! 1.1
Ama
Precisa-se de nma ama pira lavar roupa de
duas oessoas ; na ra velba de Santa Rita nu
mero 69.
m conhscMos pelo mundo uedtoal.
Dis o J> JiiiAet ao Sx Debiana:
Senlis, a 29 ie Mscco da 1883.
( lealo o gosto de lhe mrjfestar a _
.istacio bau resultados traa com alia aicancei bos
c aos gravea em trje a techo en pregada.
. a Sempra quando Uve de bata, r om esle-
mago cansadn, doente oo com vts diga*)*
tes a aoa preparacsk all.wioa o
dje.qte. -aallioraade-lhe as fnnecoes digesti-
va-, amitas clheres idosas. otrtres
aaenicu menino racr ^ tanda a da Ptptona. Por ic. ipn7
'xmsidero coa om vsrdadeiro dover o re i1
c;.nmend al-e. es maca doenea n'n n graadt) 2
numero de eass;-
a Tsrvfo prat.cado com medico ratteo a-
rsu: es annos v. qae a pec^ssidadv' de dsgirr os aliraentoe,
tf.mtdi.tamente ccnsn.-nif.os era menos ira-
ptoai do roe hoje; enOo u consiitiicoes
'.i mais vigorosas, saaguinaai, ensrgicaa
e actada d'um robusto appatiia, favort ridas
,-or nma priade abundai;ri de suecos gas-
trieos ;;** v--ovocva a prompta tm n:'oima>
C*c dos Mr.entos mais refractarios.
e Hojo,porm,i4 que 03 estmagos dahili-
Udos carecem de energa, 4 rnnTifilsalaj
lanfar mi de todas ar substancias nue fa-
cilitara a digestao, como, aor 9xem{**, da
sta Pa3cre.tina.
' O preceito de b^giaiM nw.is imporUate,
torrr. mais desprexa/a esta : Gcttmr
mu,lo para reparar muic. t? asta a*>
gredo da sande, e durante muite tempr oa
BMW estr>.ilti tiveram estr asanmpto ^or
prncipe objecto; alm d'isso. a irunha ai'
torci de medico na Repai tifio da Benefi-
ciada iTeata cidade, em que os tscrofuloaos
e lymphilieos xbundam lora de vaedida ma
penniten fazsr muitaa felixea ippieacdtts
de seus excellentes productos, a
Aclia-sfc o deposito da Uo vacso rnedi-
camenfo ass Pharmaciat e Drogariis d'eaaa
cidade. E'yracMO cui'dar era recoiihecel-o
e nio leeitar ai imitac&es, 2iipinlo
ais -> radaiiVTHHO DST
Aos 100:
Perdeu-se
um massode chaves na ida ao hotel da Europa ao
tbeatro Santo Antonio ; pede-se a quem as tiver
achado o favor de entregar na botica francesa n.
22 ra da Cruz, que ser recompensado.
16-Eua do Cabug:-16
O abaixo assignadn venicu nos seus ven-
turosos bilhetes garantidos os premios so
guintes : 21916 com um cont de reis, no
7 n. 6207 cora 500, no n. 22051 a 22060
com 1005n o n. 11341 a 11350 com 2000
da 10a parte da 1* lotera.
Convida-se aos possuidores a virem rece-
ber sem descont algum.
Acbam-se venda os venturosos bilhe-
tes garantidos da 1 Ir* parte da 1" loteria d.
provincia em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Recife que se extrahir
quinta feira 25 do corrente.
Presos
I Vigsimo 10000
endo quantidade superior
a 1D04OOO
A dezena 90000
Joaquim Pires da Silva.
Aluga-se barato
O 1 e 2 andares do sobrado ra do Brum n.
36, cada qual com bastantes commod-js para fa-
milia, vist*. aprasivel o muito anjado, alugue ra>
xoavci ; trata-se na ra larg.; do Rosario n. 34,
pharmacia.
f'reeisa-se de urna,
para o servido de casa
de pouca familia: na
ra do Cotovello n. 46
Ao bello sexo
O Pedro Aofunes 4 C,- sempre pressuroso e;a
agradar as Eimas acnba de receber grande va-
riedade de delicados artigos para presentes, desde
l at'0.
Cuir-pleto sortimento de meiss lisas, arrendadas,
bordadas brancas e de cores para senhoras e me-
ninap.
Lindos broches 'e pulseiras de phuntasia com
nrcripco.
Bonito sortimento de fitas largas o estreit ib e
tambem do bicos brancospretos e de cies.
Commodos e bons espartilhos para todos os pro-
cos desde 4 st 15J. E' a NOVA ESPERAN-
CA, '3ra Duque de Caxias.
lirandc rovoliira infantil
Novos c interessaiilrs brinquodos para crianca.
10,000 cilunga; de tulha e madeira, grandes e
pequeos paui todos os prec is, tambem alguns
iustructivos sobre figuras te geometiia. A elles
o t mpo proprio.
Parlicalarmcnle ao sexo fri
Econmicos piinhos e collariohoa de Sclloloide
moddrnos, nevos e Bonitas, conservando se limpoc
por espac) de 3 mezes. Vale a pe a Bons e
commodos suspensorios de ceda e iinho. Bonitas
e r'nas meias de cs^-ossia do tela e cruas. Para
nlo eaquecer o Pedro Antuncs 6c, C.

Jni bapllala Marqnes Diaa
A's 7 1|2 horas da iranh d dia 26 do corient
mez, na matriz de Santo Antoni resam-se missas
pelo descanso eterno de Jos Baptista Marques
Dias, stimo dia de seo prematuro passamento
63--
--83
. ^-zzszzmrm.irwk -^tza&aEBsam
Antonio J .< de Paiva
Eduardo Ploro da Paiva, sita raulber e filhos,
J.ao Jos ds Paiva Jnior, Ainlbert) Jos de
l'aiva e Fernando Jos de PaU't, filbo, ora, ne-
to', irenio, cuubado c sobrinhos d.i Antonio Jos
de Paiva, fallecido na cidada d P, rto a 26 Je
Oatubro, mandara no dis 26 do cirr, nto (sexta-
feira), s V [i horas da maull, na mstria de San-
to Antonio, rasar nma misra p.r alrai do finado.
trigsima di* doscu fallecimeq^o. Convilam seus
amigos e parantes para esto acto de cari dad e, a
I aere des o jase coufessara agradecida
t~n*imir*-,mir-".L :
Carlea Eduardo Rideel
D. Maria Adelaide de Figoeiredo e D. Mana
Carmella de Figueiredo, convidara os smigos do
fallecido Carlos Eduardo Rideel, para assistircm
a missa de trigsimo dia, que por sua alma man-
dara resar na matriz da Boa-Vista, s 7 horas da
manha do dia 24 do corrente.
ioM Laarlann Tarares Cordeiro
Maria Augusta Vaz de Oiiveira Tavares Cor-
deiro convida aos prenles e amigos do seu finado
marido Jos Francisco Tavares Cordeiro, par,.
assistirem urna missa, que por alma do mesmo
finado, manda resar na ordem terceira de S.
Francisco, no dia 25 do orrent.e, pelas 8 horas da
raauh, 2o anniversaiio de s?u pasenrecnto.
.A*M~..____~l---^.J-.------- ............l^l.,l,.*7
Cario Eduardo Riedel
Arthur Napoleo Cohibo dn Souza, Victoriano
B:.rces Pereira, sobrinhos e amibos, ixr.ndam na
matriz da Boa-Vista, :ts 7 1(2 horas da manh de
24 do c rrente, trigsimo da do passamento de.
Carlos Eduardo Riedil, resar. algnmas miasas pelo
eterno di scanso de sua almo, e para esse acto con
vidaui aos seus amig.-s c aos do fallecido._______
Hara inaht-l Falc&o Campos
Na igrejada Santa Crnz, s 7 l|2 horas da ma-
nba de quarta feia 23 do corrente, serio celebra-
das missas p>r alma de Maria Isabel Fulcao
Campos, s'tiino dia de seu falleei'neutj. Pata
assistirem ao acto, silo convidados os carentes e
pessoas da amisade da finada.
EjOiarenrii ljiiiirenlino Ceanr de
Henctes
Manoel Martina d-.' Arnonm 8infa Rita, Canu-
da Martios Cesar de Amorirn a seus filbo?, c.nvi
dam a tolos os seus prenlas e omigo* ;":ra assis-
tirem "3 inisf as q'is inmdarn resar .'ii mi ti
I! ja-Vieta, s 7 horas da manh'do diaM,
alma do snu primo, com adro e amiga, Ixmr.
Lsurentiiio Cesar de Meneies, stimo dia do seu
fitcimeiito, Oosde j apresentnin os seus pro
t sto3 de g'ati lo toaos que se dijrnarein c
correr cora sua preseuca a t =te ucti de c.irlda
. ________________________________________________________________ ____________________
i tirnl



m


i
I

6
Diarii de Pcrnaiubuco (Juarta--Jcira 24 de Novembro de 1886
0
** .**

V

Extracto Composto
.Dir.u DAS
K
Escrfulas c todas as Molestias
provenientes d'ellas: e para
Dar Vigor ao Corpo
.'Purificar^ Sangue.
AInga-s
-S
ama casa terrea eom 1 porta e 2 janellas de fren-
te caiada e pintada, rna do Hospicio n. 70 : a
tratar na mesma roa n. 81.
Alug*
a-se
o segundo andar da casa rna da Aurora n. 81,
jento a cstaeSo da estrada de ferro de Olinda ; a
tratar na roa do Commereio B. 15, escriptorio de
ScbastiSo de Barros Barreto.
Aluga-se
> predio n. 140 rna Imperial, proprio para es-
belecimento fabril : a tratar na rna do Commer-
a n, 34, com J. I. de Mediros Bego-
Aluga-se barato
Rna do Bom Jesus n. 41, 1 andar.
Rna de Lomas Val atinas i. 4, com sotio
Largo do Mercado n. 17, I ja com agua.
As casasda ra do Corono! Suassuna n. 141
Largo do Corpo Santo d. 13, 2." andar.
Roa da Palma n. 11.
Trata-sc na ra do Coinmercio n. 5, 1' andar
escriptorio de Silva Guimares & C.
Luz MlAante, sem Fumo
oleoaratico
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINAS
Aluga-se
IL^TXNS* BASTOS
-Pernambuco
NUMERO TELEPHONICO : N 33
Agua florida. Extrabida de flores bra-
sileras pelo seu delicado perfume, suavida-
de e suas propriedades benficas, excede
a tudo que neste genero tem apparecido de
oais celebre.
Tnico americano.- E' a primeira das
preparacoes para a tonservacSo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tem agrande
vantagem de tornar livres de habitantes as
caberas dos que os usam.
Oleo vegetal* Composto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Exctente remedio
contra a carie dos denles, fortifica as gen-
gives e fas desapparecer o rco balito.
Vende-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TELEPHONE N 33 "______
Tricofero de Barry
Garante-se que faz nas-
cer ecrescer o cabello anda
aos maia calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todos as impurezas do cas-
co da cabera. Positiva-
mente impede o cabello ]
de cahir ou de eiubranquo-
cer, e infullivelmente o
torne, espesso, macio, lus-
troso e abundante.
LOTERA
>^
Sslfcll/ '
a casa de sota ra do Conde da Boa-Vista n.
58, com bastantes commodos, agua e gaz ; a tra-
tar na mesma ra n. 91, padaria, ou rna da Ca-
deia do Recite n. 60.
Alug,
a casa n. 3 em Beberibe
M. Reg.
ase
a tratar cora J. I. de
Aluga-se
o sobrado de um andar e soto ra do Mrquez
do Herval, travessa do Pocinbo n. 33 : a tratar
no largo do Corpo Santo n. 4, 1 andar.
Ama
Precisa- se de urna cosinheira para casa de pe-
quena familia ; a tratar na estrada nova de Cn-
xang, no sitio do Sr. Va lenca, on no escriptorio.
d" este Diario
Ama
Precisa se de duas amas, sendo urna pa-
ra cosinbar e lavar e outra para engor-
mados e outros stvcos de caaa de pouca
familia; tratar na ra Duque de Caxias
n. 42, 3o andar por cima da typographia
do Diario de Pernambuco.
AMAS
Precisa-se de duas amas, urna para cos ihar e
outra para andar com enanca ; na Capunga,
rna do Dr. Joaquim Nabuco n. 3.
Ama
Precisa-se de urna, para o ser-
vico de casa de familia : na ra
do Cotovello n. 46.
AULMI
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1C2*-. E' o nico perfume no mun-
do qae tem a opprovacio oficial de
um (ioverno. Tem dnas vezes
mais fragrancia que qnalquer outra
eduraodobrodotenipo. E'muito
mais rica,_ suave t> deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel na
lec;o. E' dnas vezas mais refres-
cante no banho e no quarto do
doenie. B' especifico contra a
frouxido e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
desmaios.
lar^e ie Vida Se Rciter No. 2.
MINAS-GERAES
000:000*000
200:0008000
100:000*000
1,3913 PREMIOS!
4 piirlailiii' ile I vigsimo ilesla Inlcna pede tirar:
30:00$000
CORRE 25 DE NOVEMBRO
BILHETES A' VENDA
RODA D-A. FORTUNA
36 -Ra Laita do Rosario-36
os
Ton tem nota
frilhos para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
MachEnlsnio completo para en-
genhe* de todos os tamanhos
Systerua nperfeicoado
Especificare e presos no escriptorio dos
agut tes
Browns & C.
I. 5-Rna do Commereio
N. B Alm do cima B &. C, tem cathalogos de
mn'i implementosiiecessarioe'agricultura, como
.nmbem machinas para descarocar algodo, moi-
nbos para cat, trigo, arroz e milbo ; cerca de fer-
ro galvanisado eicellcnte e mdico em preco, pea-
bral-a.
Copra
j. PIVER em PA7
^ TJiao Inveutot
DO
SABAO*SUCCO*ALFACE
Precisase de um copeiro ; na ra da Unio
numero 41.
Compras por atacado
O Pellos-ai de Cambar
tem precos especiaes para a nuiles que compra-
ren! grandes porcoes. Distribu' m se impressog a
qui m os pedir, contendo as condigoes de vendas :
narra do Mrquez de Olinda n. 23, drogara dos
nicos gentes e depositarios geraes
Francisco M. da Silva & C-
Cascas de canellciras
Cjmpra-se qualqoer qnantidade no armazem de
GuimarSes & Valente; Corpo Sauto n. 6.
Bom negocio
Vende-se urna tavfrna em bim ponto, regulan-
do '. 00 mensaes, e a motivo da venda seu dono
ter duas ; faz-se todo negocio rm vista de nao
ter quena tome conta : frata-se na ra Vidal de
Negreiroi n. 21.
0 melhoT dos Saboes de loucador
o
//V;
V H
'** ^COMMENO^OO ^uOS
tvl'car as Imitaces
AIRES DB BAZrO. DXPOIS DE 08L-O.
Cura positiva radical de todas as formas de
fscrofulas, Syphilis, Ferida Escrofulosas,
AffecfSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdaMlo Cabello, e de todas as do-
ncasdotene^eFigado, e Bina. Oarante-ae
quo purifica, enriquece e vitalisa o Sangus
e restaura e renova o systema inteiro. q -t
Sabao Curativo de Reuter
para cosiahar, precisa se
de ama ama e paga se bom er
denado, a tratar na rna do Vi-
garlo n. lo armazem ou roa do
Uvramento a. 19 andar, po
der dormir aonde qnlzer.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinbar ; nt ra
das Calcadas n. 2, tavermi.
Ama
Precisase de urna ama para cosinbar, pira
urna familia de quatro pessoas ; na ra do Tor-
res n. 36, 3- andar.
Para o Banho, Toilette, Crian,
cas e para a cura das moles-
tias da pella de todas as especie
em todos os periodos.
Ovositos as priucipaea feriumarms. Pkrj-sncia* o Cabehereiros da AKtKl'Xh
Aos 1.000:0001000
200:000*000
100:000|000
miwd; lotera
DE 3 SORTEIOS
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanelogica Isabel
DA
PROVINCIA. DE PERNAMBUCO
Extra cc&u a 1S fie Dezemftrj fin 1886
0 thesoureiroFrancisco Goncalvcs Torres
ELIXIR &VINH0
Dige si; ~v o s
TROUETTE-PERRET
de PAPAINA (Pepsina vegetal)
sao os mais poderosos digestivos condecidos at agosa, para combater as
AFFECQES DO ESTOMAGO: GASTRITES, GASTRALGIAS
DIARREAS, VMITOS, PESO NO ESTOMAGO, M DIGESTO, ETC., ETC.
UM CAUCE LOGO DBPOIS DA COMIDA BASTA PARA CURAR OS CASOS MAIS REBELDES
k venda as principaes Pharmacias e Drogaras.
Venda en grosso em Pars .TROUETTE-PERRET, boulevard Voltaire, S6i
Dere-se exigir Sello do Governo Francs sobre os Frascos para evitar as Falslflcaedea.
Oapot/ts* em PernambucontAVBK. dsv SU,VA 4C.ID principiesPklTHaelas.
fep%MWWVVVv^^^^^r^^*^A*^^rV^t^f^tVt%A>t^tVkV
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pflulas purlflcao o Singue, corrigen) todas as desordems de Estomago e
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das construooes delicadas, e sao d'um valor incrivel para t
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para es meninos assim ot
i todas as enfermidades
como tambem para as
pessoas de idade avanjada a sua eifteacia e incontestaveL

Sisas medicinas slo picpaiadas sement no Estabeletimento do Profcssor Hsllowav,
78, HEW 0XT0BD STBEET (antes 583, Oxford Street), LOHDBBS,
K vendemse em todas as pharmacias do universo.
X3T Os compradores sfto convidados respeitosamente a examinar os rtulos de cada caixa e Pote se nfto tecsa a
direcsao, 533, Oxford Street, sio falsificaooes.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Madcmoiscllc Cotinha
Ainda cantinas na ra do Imperador n. 55, 2-
andar, onde suas amigas e freguesas podem eu-
contr.il-a para confiar Ihe os trab%.'h.c, qne como
modista desempeuba, como sejam, toilettes pe
teados de todo gosto,
modernos
dt'Hreordc cid os nguri
Ama
Ofiereoe-se urna 3enhora para cosinbar, para
casa de pequea familia ou da rapaz solteiro, pre-
ferindo-se portugus ; n ra da Conquista nu-
mero 27-A.
Ama
Precisase d urna ama de meia idade ; na ra
da Aurora n. 137.
Atten^ao
No 2. andar da na de Imperador n. 55 cuere-
as-se urna pess i ao corpo cuuimircial desta pra-
ca para no ceutro das provincias de Alsgss ao
Rio Grande do Norte, promover qutlqoer cobran-,
i.quidacc, etc., pois j4 e t nieto versada ha mui-
40 tempo. Ueixa de inentirnar os nomes des ne
gociantes desta praca de quem tem feito cobrMiir;a,
paia nao ser to extenso. Est piompta para dar
seu fiador, se tanto Ibe fur exigido.
MORSONs PEPSINA
Infaiiiei e agrame!
P**A COMBATri R A
IINDIGESTO
Sob a forma de
FRASCOS, POS
SS OX.OBtTX.OS.
VENOE-ic noUUUDO INTEIRO.
PRtI'A
*r/w/na Jltorttou
-' mencljdas
*'''s /tecucos.
[MORSON & SON
S*1*r*s, lasMll-Sqiur.
i-ONOQN
imllumimrtraambuco :Tmc~M.ita
Criado
Precisa se de um criado de 14 16 anaos : a
tratar na ra do Commcrco 11. 44
Bazar de passaros
Ra do Bom Jenus n. 9H
Neste estabelecimento encontra se sempre gran-
de sortimento de especiaes passaros e gaiolas,
nacionaes e estrangeiras, frucs de diversas qua-
lidades, balainhos para oinhos de canarios do
imperio, jarros e cestos de timb, trtbalho muito
aperfeicoado, a seboros pimenta em conserva em
lindos frstquinbos viudos da America, pelo barato
preco de 120 rs. cada uro, e cutros inultos gene-
ros, que se tomam enfadonho mencionar, tudo por
precos m 'dicns.
Molestias da (garganta
PASTILHAS DE PALANGI
da Chlorato de Fotassa e Alcatrao
Para as enfermidades da bocea, inflammaco da garganta, aphtas, ulceracao das
gingivas, teccra da linguaedo paladar, rouquidao, inchucCio das amygdala etc.
nao ha remedio mais eflicaz e rpido do que o chlorato de potassa. Si se lhe tanta
o alcatrao cujas propriedades balsmicas e purificantes sao umversalmente reconln -
cidas, accelera-se a cura destas pequeas enfermidades e evita-se sua repelioo,
dando ao mesmo tempo maior forca aos orgaos.
As Pastilhas de Falangio se dissolvern lentamente na bocea e obrfio como aar-
garjo; passao, depois para o estomago e dalii para o sangue que se purifica sob a
benfica iniluencia do alcatrao.
Estas pastilhas sao muito usadas pelos Cantoras. Advogados,Prgadores e todas
as pessoas que sao obrigadas fallar em publico.
Deposito em Pars, 8, Ra Vivienne, e em todas as Pharmacias.
s^x
1 V^ A -nriM <-^ -r
PARS, 9,
gs dt $ldrdi Arroz especial
PREPARADO COM BISMCTHO
CU. I"A."V, PerTumista '
Rixa, de la. Ta,iac, 9, F,A."RIS
Precisa-se alu-
uma preta escra-
va, de conducta afian-
zar
Aviso
A viuva de Luiz Fcrreira de Almeida, por si e
na qualidade de tutor de seus filhos, previne aos
aquilinos dos predios do casal, que desta data em
I diaute a nica ceinpetento para receber os rea..
Caa, Dar Vender nOr- Pect^salucuMe, epodem procrala na ruad*
l Imperador n. 65. 2- andar.
H;iiido e vigor
PARA TODOS QUE FIZERfcM UZO DAS PILU-
LAS AXTI DYSPEPTICAS K REGULADORAS
DO VENTBK.
Preparadas por Bartholomtu &. C*.
Estas pilulas, cuja formula nos oi con-
fiada pelo distincto cnico desta cidade, o
Illm. Sr. Dr. Carneiro da Cunhn, sao ap-
plicadas com o melhor xito conMa a fra-
quera do estomago, prisco &t ti tre, tn-
gorgitamento do fgado e 0890, anemia,
tonteiras hemorrhoidars, etc. tt:. Ellas
nao causam o menor vtxame ou dor no
estomago, produzindo sua aceito operativa
branda e suavemeLte.
NSo prcatam as forjas, nem ab..tem o
espirito, antes pelo contrario ti;.o alent,
desenvolvem o apetite, do maior vigor e
rdstituem aos doentes suas primitivas for-
cas, conconendo assim para o completo
restabelecimento da saude.
DE P OMITO
EM SUA PHARMACIA
W7A LARGA DO EOSAHIO N. 34.
tal ices, a tratar na ra
Nova de Santa Rita,
armazem n. 45.
Criado
Precisa-se de um cnado de 12 15 annes de
idade, que saiba ler e eacrever alguma cousa, e
que d conheciroento de sua conducta ; na ra do
Bom Jesus n. 28.
1MULSA6
DE
SCOTT
\)E OLEO PURO DE
Figado de }>aealho
CUM
il>po|ihos|>hl4os de cal e soda
4pprovada pela ii!ai;i Ir Hy
giene e aniorlsada pelo
governo
E' o luelhor remedio at boje duscoberto para h
tsica liroiioiiiU'M. escropbulas. ra-
chiiiN, niK-mn. < ebilltladc em -ral.
cleOaxosia COStsie clironlra e atTerri^e*
do pello e In uarsunln.
E' muito superior ao oleo simples de fgado de
baealhao, porque, alm de ter chiro e sabor agr-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintps dos bypophosphitos. A' venda uai
irogarias e boticas.
Deposito em Pernambuco
Marca
Registrada

Attenc^o
IJarthol meu Lourenjo paiticipa ao commirrio
que mudou seu escriptorio pura a sua antiga mo-
rada, rua da Muir iie Deus n. 8, e pede a seus
amigos que continuem a dar uas merca lorias
para a carga do euaj embarcucs, j hem conhe-
cidas neste portj, fazeudo qualqut-r diffsrei^a nos
freles, a contento dos senhores carregadon?.
Casa em Olinda
Aluga se urna casa no pateo de S. Pedro n. 10 :
a datar na ra do Barao da Victoria a. 3.
A t ten gao
Aluga-se a loja do sobrado n. 20 da ra da Im- j Aluga-se ou vende-se a casa a. 6,
peratris, com muitos commodos pira grande ne- na de dentro, c- m ommodoe para familia ; a tra-
n-gocio ; a tratar com Capitulino de Guarni, na tur com Thoir. Pereira da Cuuha, residente no
ra do t m Jesus n. 11, 1- andar. 'inesui* lugar.
Atten^o
Aluga-se barato
O sitio da ra de S. Miguel n. ''$, em Afogados.
O sitio travessa do Motocolomb n. 4, em
Afogados.
A caes ra de S. Jorge n. 96, no Recife.
A casa pequea no becco do Fuudao u 5, na
Boa-Vista : a tratar na ra de Santa Thercza
numero 38.
P/> ra passar a IVsta |
Aluga-se urna ptima c*sa na Boa-Viagem, :
perto dos hanhos e com excellente acconmoda- !
cues para familia, preco rszoavel; trata-de na ra
arga do Rosario n. 34, pharmacia.
Cal virgen, de Jagiiar.be
Abri se ra do B um arru.-izeiu or.i'e se vende constantemen-
te a superior c.-.l virgem de Juguaribe,
acondicionada em barricas proprias para o
fabrico do issucar.
Esta cal, em nada inferior que nos
vern do estrangeiro, vendida pelo preco
fixo de 6f50O0 a barrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprieterio do engenho
Jaguaribe, cujas pedreiras lhe d o nomo.
E' encarregado da venda nicamente
nesta cidade o Sr. Sebastiao Bczerra,
com escriptorio ra do Bom Jesus a. 23.
Para cosinhar e engoinniar
Pie 'isa se de urna ama para casa de duas pes-
soas ; a tratar na ra do Mrquez de Olinda nu-
mero 41.
CONTRA
Definios. Grippe, Bronchltes.
IrritapSe do Peito, > XABOPE e a PASTA peitoral
de NAF Je DEL ANGRENIER sSo de urna eficacia certa
e verificada por Menjbros da Aaulemia de Medicina da Franca.
Sem Opio, iorphina nem Codrina da-se sem receio as
oriancas affeciadus de Tosse ou Coqueluche.
PARS, ra Vivienne, S8, PARS
E EM TODAS AS PHARMACIAS
,****
Mwmmm
wm
* Approvados pela Junta Central de Hygiene da Corte.
j? Aperientes, estomaclcos, purgativos, depurativos, contra a
J ralla de appetit e, Prisa o de ventre, Bnxaqneca, Verticena
'S Cong-estoee, etc. Dose ordinaria : /, d 3 graos
Em PARIZ. Pharmacia 1EROY.
DEPSITOS EM TODAS AS I'RINCII'AES PHARMACIAS
OPPRt'SSAO
TOl(
uiUEBo-sirioa
HSW
NEVRAU
iU amltt
isplra-se a fuai.-"aue penetra uo pello .caima o syini.tons nevoso, facilito
a eipectoraca e /Arorlsa as funccies dos orgaOs respirator,.n.
tmmm ^IC. St, ihs ur^un, esa Parla
SEM CHETBO NEM GOSTO DOS 0LE0S ORDINARIOS
ost TFBHA-NOVA
de FIGADCS Frescos I
BACALHA4
i'.!Ucacid*lc certa contra a Melestias de reito a Tsica
SronqulUa, PnsOe de Ventre. Toases ohronioaa. AlecCes eacr'otoJo.
4BVMR 1i:.\CIA. Sxiga-s no rotulo o sello-Azu do Matado fia.Cez.1 '
JKOCsrO. Pharmaceuco, 2. na Cast:Uon. PARIZ. e as.a^.ea Mwrmaciar-
OLEO

ILEIVH
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*!**
^BAt

\

Diario de PernambncoQnarta-fira 24 de Novembro de 1886
VENDAS
__ Vende-tu ou permuta ae o litio do B., com
duas cus**, sob n. 1U3 e 106, com muitos arvore
dos de frueto, inclusive qusrent e Untos pea de
coqaeiros. o qual sitio fies confrontando oom o do
Sr. escrivio Cuuha, ra de S. Miguel de Afo-
lados : a tratar ua ra das Trincheiras n. 17,
foja-______________^__________________
Vende sr urna taverna com boa armae&o e
m boa na, e bem localisada ; para mformaces,
4 rna larga do Besane 16, padsm.
Padaria
Vndese uro cylindro americano, por barato
preeo : a tratar no Caminho Novo n. 91-
A lievoluQo
W. ^19
A'roa Duque de Casias, resolveu vender
o> seguintes artigos com 25 % de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Zepbiros fino?, lindos padrdes, a 500 rs. ocovado
Las de quKdros, a 400 ris o covado.
Ditas lavradas a 400 reis o dito.
Ditas com bolinhas a 600 e 60 ris o dito.
Ditas cora listrinhas de seda a 660 ris o dito.
Ditas mescladas de seda a 700 ris o dito.
Cachemira de cdr a 900 e 1*200 o dito.
Ditas pretas a 1*200, 1*500 e 2*000 o dito.
Ditas de cor bordad de seda a 1*500 o dHo.
Lmhos escossers a 240 rs. o corado.
Zepbiros de quadriuhoa e lisos a 200 ris o oo-
vsdo.
Linhos lisos a 100 ris o cavado,
Setim maco a 800 e 1*200 o dito.
Dito (amane a 320 rs. o dito.
Setinetas de quadrinh^s a 320, rs. o dita
Ditas escocesas a 440 rs o dito.
Ditas matizadas a 360 rs. o dito.
Cretones finissimos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Chitas escuras e claras 240, 280, 300 e 320 ris
o covado.
Nansuc finas a 300 ris o dito.
Enxovaes para baptizado 94000 um.
Colchas bordadas a 4*, 6*, 7*, e 8*000 urna.
Seda crua a 800 rs. o covado.
Colchas brancas a 1*500, e 1*800 urna.
Cobertas de ganga a 2*800 urna.
Fecbs prateados a 2*bO0 e 3*000 um.
Ditas, de pelussia a 6*000 um.
Ditos de ia a 1*000, 2*000, 3*000, 3*500 4*0uu,
e 5*000 um.
Panno preto fino a 1*000 o covado. -
Cortes de casemira a 8*000, 5*<-G0 6*00
un.
Crep para cobert a 1*000 o covado.
Cretone para coberta a 400, 500 rs. o covado.
Lencoes a lJSOOum.
Bramante de linho a 2*000 a vara.
Dito de algodo a 1*200 a dita.
Ditj de 3 larguras a 900 ris a dita.
Panno da costa a 1*100 e 1*00 o c>,\a Dito adamascado a 1*800 o dito.
Eepartilbos de eiuraca a 4*000, bf000, 5*500,
6*000 o 7*500 um.
Cortinados bordados a 6*500, 7*500 e 9*000 o
par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Lencos de 1*200 a 2*000 a duzia.
Velludilhos lisos e lavrados a 1*000 e 1*200 o
covado.
Anquinhas a 1*800 rs. om,
Panno de crochet para cadeiras a sof a 1*000,
1*200, 1*600 e 2*000 um.
Henrique da Silva Mortira._______
Piilio de Riga
Acaba de chegar pelo bngue Atalanta um corn-
Eieto sortimento dade e de diversas dimensdes, como sejam:
4 X 12
4X9
3 X 12
3 X 11
3X9
2 X 12
e tabeas da meseta madeira de 1 e 1 1/2 polle-
gadas.
Vendem MATHUE3 AUSTIN & C, roa do
Commcrcio n. 18, 1 andar, ou no caes do Apollo
51,o. por preces commodos.
Cochcira vjinda
Vende-se urna cocheira com bona carrol de
passeio, bem localisada e afregaesadi., por preco
muito mdico, em rasio de sen dono nao poder ad-
ministrar por ter de facer ama viagem : o pre-
rendentes achario com quem tratar ra Duque
de Ca i as n. 47.
Pianos
Vende-se doua pianoa cem pouco uso ; a tratar
na ra do Hospicio n. 3.
A' Florida
Roa Duque de Caxias n IOS
Chama-ce a ai ten ci das Exmas. familias para
os precos seguintea :
Lavas de seda preta l*000.o par.
Cintos a 1*500.
Luvas de pellica por 3*500.
2 caizas de papel e envelopea 800 rs.
Luvas de seda, cdr granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios pr.ra menino a 500 rs.
dem amer.canos par homem a 3*.
Metas de Escosaia para crianca a 240 rs. o par.
Pitas de velludo n. 9 a 600 rs n. 5 a 400 re. o
metro.
Albuns de 1*500, 2*, 3*, at 8*.
Ramcs de flores finas a 1*500.
Lavas de Eacossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 n., 1*. 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. om.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnieres de idem idem a 500 rs.
AnquinhaB de l*.V-0, 2*, 2*600 e 3* urna
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs
Espartilho Boa Figura a 4*600.
dem La Figurine a 6*000.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e l*O00 covado.
_ -0.. Cambraia victoria
Pentes para coco com mscripcao.
Babadores com pintara e insenpeoes a 500 rs.
Para toilet
Sabao de areia a 320 rs. om.
dem phenicado a 600 vs. um.
dem aicatrao a 600 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface a 1*000.
Agua celeste a 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Macacos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senbora a 3* a duaia.
Leitura para senhora^
Brolbes nikeladoa e dourados a 8*000.
Bonitos grampos dourados a 500 ris o maco.
Esplendido sortimento de galoes de vidnlbo.
Grande variedade de lames de aitim, a 4*000.
Frisadores americanos pai a cabello a 3*000 o
naeo.
Setas de phsntasia para cabello.
Bonita colleccao de plisss a 400 ris.
Brincos, i mita cao de brilhante, a 500 ris.
Aventaes bordados para chancas a 2*000.
Chapeos de fuitao e setim para enancas
Sapatos de merino e setim idem, idem.
Meias brancas e de cores, fo de Escocia.
Pomada de vozelina de diversas qualidadee.
Sab metes fi.nos de vozelina e aliace.
Extractos finos de Pinaud, Guerlain e Lnbin.
Lindas bolsns de coure e velludo.
Fechus de l para senbora a 1*800.
Sapatos de casemira preta a 2*000.
Tesoaras para costara, de 400 ris a 3J000.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de tedas as qnalidades e cores.
Immonsa variedade de botes de phantasia.
E mlhares de objectos proprios para tornar urna
senbora elegante, e muitos outros indispensavois
para aso das familias, tudo por precos admiravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
Ra do Crespo n. 5
Duarte & C.
DA
COLONIA ISABEL
Grande rclorma ...
Realmente foi grande a que se fez n* Loja dos
Baruteiros.
saua da lmperatriz a. 4o
E sao os nicos que tem as seguintes especia-
lidades .'!!...
La e alpacas, grande e Importante sortimento,
e lindissimoB padrdes, o mais tino e aparado gosto
ue tem vindo, e por preco baratissimo, de 000 600,
00, 800 e l*000,o covado, porm fino e bom !...
Querem ver ?... aparecam !.M...
Exmas. senhoras !!...
Temos um lindissimo sortimento de failhe, que
a vista agrada a mais excepcional freguesa ; ito
por menos do que em outra qualquer casa ; e n.
Pois costa 600 rs. o covado.
Temos mais lindos sortimento de fustoes a 500
rs. o covado.
Chitas finas, especialidade, porque houve gosto
I na escolha, e vende-se por 240, 280, 320, 360,400
e 500 rs. ocovado, n. 40.
Tambem temos!!!...
Lindos padrdes em baptista de 180 a 200 rs. o
Eslojos para crochet a .$000 rs.
Linbas para crochet cor de reme 200 rs.
Linbas para crochet de seda mesclada 300 rs.
BARBOSA & SANTOS
Cabriolet
Vende-se um cabriolet em perieito estado ; na
socheira ra da Roda n. 45, por mdico preco.
Alleiifao
Terrenos en Jaboalao
Vende-se terrenos muito bem situados, prximos
do rio e da rstacao do caminho de ferro; a tratar
no caes do Apollo n. 47, armazem.
Meo mi matamba
Oleo esseneial de rosas
Champean para lavar a cabega
Vende se na cabelleiraria rna larga do Ro-
strio n. 22.___________
TllJOlTRiGA
de 3X9, 4X9 e 3X12; vende-se na serrara a va-
por de Climaeo da Silva, caes Vinte Doas de Xo-
rembro p. 6.
Veude -se ama armaeao propria para phanaacia
ou drogara ; a tratar na roa larga do Rosario
numero 31. ________
Liquidado
Copeos modernos, palmas, plumas flores e fitas
ndo por preco muit o barato.
Mine. Miquclina
Ra das Cruzes n. 39
Vende-se urna taverna na ra nova de Sant i
Rita n. 5, bem afreguezada, a razio da venda se
dir ao pretendente ; a tratar na mesma. st>
Tccidos de linho
A 500 rs. o covado
Na loja da ra da Itnperatriz n. 34, vende-se
om bonita sortimento de rasendas de linha para
vestidos, tendo largara de chita franeeaa, com
muito bonitas cores e palminhas bordadas, pe-
hincha a 500 reis o covado, na loja de Pereira da
Silva__________________________________;
Serrara a vapor
Caes do CapSbarlbe n. ts
ffesta serrara encontrarao os stnhores fregoe-
ses, um grande sortimento de piaho de resina de
eino a dez metros de compnmenio e de 0,08 a
6,24 de esquadros Garante-se preco mais como-
do do que em outra qualquer parte.
Francisso dor-Santca Macedo.
WHISKY
ROY AL BLEND marea V1ADO
Este excellente Whisky Escesses preferm
o cognac ou aguarden^ de canna, para fortifica'
o corpo.
Vende-se a retalho nos a. Iheres armasens
scolhados.
Pede ROY AL BLEND marc VIADO cojo m-
me e emblema ao registrados para todo o Brazi
BSOWN8 oc C, agentes__________
Vende-se
Chas seccas, em porces, proprias para qoeinar
cacas ou la9tro para navios, por preco razoa-
Tel : na ra da Praia n. 60, oficina de marcineiro
da Sr. Belchior Miguel dos Santes, se dir quem
em.___________________________________^
Oleo para machinas
Em latas cootendo cinco galea, a 9*000 ; ven-
de-se nos depsitos da fabrica Apollo.
CARMRO DA CIMA !* C.
Peden as Exmas. leitoras 5 minlos de alien, o para os se-
guintes artigos, alias baratissfmos!!!
Bonitos sortimento8 de roerina de todas as cores, a 600 rs. o covado !
Linda escolha das roelhores cachemires, a 500, 600 e 700 rs. o dito !
dem idem de quadros, novidade, duas largaras, a 1600 e 18Q0 o dito !
Setinetas de phantasia, a 400 e 500 rs. o dito !
Caxemires felpudas, duas larguras, a 1)5000 o dito !
Limons com palmas de seda, a 800 rs. o dito !
Merinos pretos, desde 900 rs. a 2^300, o dito I cor garantida.
Ivndos vestuarios de la para enancas, a 7^500 e 8f5000.
Ricas guarnigoes de crochets para cadeira e sof, p r 81JOOO
Vtlludinhos de todas as cores, a 1)5000 e 141200 o covado !
Setins Maco, verdadeiro, a 800 o 10000 o dito !
Luvas do seda de todas as coras, a 2#000 I
Laques de phantasia, a 10000 e 10500 I
Meias para enancas, a 20500 a duzia I
EsguiSo para casaqninhos, a 40000 e 405000, dez jardas 1
Carnbraia branca bordada, a 60000 e 80000 a peca ^
Actoalbados, bramantes para todos os pregos ; algodSes, madapoles bara-
tissimos o muitos outros artigos que se liquidam por menos que em outras partes.
59Ra Duque de Caxias59
IHJECQO DE GRIMAULT
V
dr=5
Prepp*d oom u fclhaa do Hatico
Approftd pela Junta JHygiene io Rio-dt-JmOin.
Esta injeceto preparada com as folhas do Matloo do Per para cara
da blennorrhagia, adquiri em pouco tempo urna reputacAo universal por
ser a nica innocente, contendo apenas vestigios de ses adstringentes, qne
ue encontrao em outras em grande quantidade. Em poneos das ella acaba
iiom os corrimentos mais dolorosos e mais rebeldes.
Deposito em Pars, 8, Roe Vivieane, 8
Cada trmmoo Itrm a marea de kbrio, a flrma e o otJIo da noasa eaaa.
e transparente finas e boas
de 3*300 a 8*000 a peca.
Brim branco de linho especialidade de 1*500 a
3*500 a vara pechineha !
Briui pardos lisos e trancados de 700 a 1*600a
vara, aproveitem festa! 1 !...
Mohsektm grande sortimento a vontade do fre-
quez, vende-se de 400 a 560 o covado, venham .'...
Sitinetaa !! 1... esplendido e importante sorti-
mento nesse artigo, sendo brancas, pretas e de co-
res, lavradas e lizas, o que se pode desejar em bom,
vende-so de 400 a 600 o covado.
Temos mais II 1...
Casemira de todas as qualidadee e cores, e fa-
zemos coatumes de 30 i a 60*00, barato e em
covados de 2*500, cousa fina e que a todos agra-
dara, apptrecam ,
Acreditem ?...
Venham ver, para crer !!...
MadapoUo de 1 quaiidade de 4*500, 5*500.
6*000, 7*800, 8*500 e 10* a peca, e que ha de
melbor.
Algodo de 3*5C0 a 7*600 e 8*000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e brancas de 800 a
1*800e 2*000.
Colcha de lindos deaenhos a 4*000, casta 6*000
em outras casas.
Panaos da costa do melbor qne ha custa apenas
2*750, o metro, pecbincba !
Bramante de linho a 1*800 a vara, 10 palmos,
para a cabar.
dem dealgodoa 1*300, palmos tambem bom.
Algodo emfestado, 10 palmos a 900 rs. o metro,
muito bom paraienedes.
Alein das fasendas j mencionadas temos muitos
artigos de modas como seja, lequea de fino gosto,
gravatas, colarinhos, punhoa, meias etc. etc.
Alheiro &C.
RA DA rMPEBATRIZ N. 40
Camisas nacionaes
A taoo. soooe 8*500
32=*: Loja a roa da lmperatriz = 82
Vende-se neste novo estabelecimento um gran
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber
toras e pjnhoi da linho como de algodo, pelos
barates p-e<,os de 2*600, 3* e 4*, sendo tazenda
muito melbor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortadas por
om bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda faser por encommendas, a vontade da
fregueses : na nova loja da ra da lmperatriz n.
3.', de Ferr ira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazer 'as
48 Ra da Impe t = 3i
DE
FERREIRA DA Si^VA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
pjitavel publico om variado sortimento de fasen-
das de todas as qualidadee, que se vendem per
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man-
da fazer por encommendaa, p r ter om bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
SKI >*-
Has da Imperairli-I
Luja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as rompas abai
10 mencionadas, que sao bar .i^iuias.
Palitots pretos Je gnrso. aiagonaes e
aoolchoados, sendo tazenas muito en-
eorpadas, e forrados 7*00t
Ditos de caaemira preta, de cevdio muito,
bem teitos e forrados 10*00t
Ditos de dita, facenda muito melhor 12*001
Ditos de flanea asul sende inglesa ver-
dadeira, e forrados 12*X
Calcas de gorgorito preto, colchoado,
sendo fazenda muito encorpada 5*501
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem feitas 6*501
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
mu:to bem feitas 8*001
Ditas de brim de Angola, de maleskim e
de brim pardo a 2*, 2*600 e 3*001
neroolas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e 1*60
Colletinhoa de greguella muito bem feitos l*t
Assim como um bom sortimento de lencos d*
inbo e de algodo, meias cruas e collarinhes, etc
to na loja oa ra da lmperatriz n. 3i
ees, etlnetaa e lstnbas a SO
m. o covado
Na loja da roa da lmperatriz n. 32, vende-
om grande sortimento de ustSes brancos a 60t
rs. o covado, listonas lavradas de furta-core
fsenda bouita para vestidos a 600 rs. o covad;,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
cores, a 500 is. > covado, pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
.lKodoztnho VMsaOea para lence
a MOtt., la e latOO
Na bja da roa da Impcratris n. 82, vende-a
superiores algodozinhos franceses com 8, 9 e 11
palmos de largara, proprios para lenooes de un
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 1
metro, e dito trancado pa'a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de qoatro largara*
para lenooes, a 1*500 o metro, barato na lojt
de Pareira da Silva.
Ronpa para meninos
A 4. 4BOO e
Na nova loja da ra da lmperatriz n. 82, s*
vende um variado sortimento de vestuarios pro-
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
aba curta, feitos de brim pardo, a 4*060, dito
de molesquim a 4*600 e ditos de gergoro preto.
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; n*
loja do Pereira da Silva.
EXTRACCO SEMANAL
3.* parle da 24.a lotera
CORRE
No dia U de Novemko de 1886
Intransferml! Intraasferml!
PORTADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:006$200
Esta lotera est garantida, alm da fianza, por nm depos
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio gran
de cada serie.
BILHETES A' YENDA

0

\i
RODA DA FORTUITA
r,(-Rua Larga do Rosario36
Bernardino Lopes Alheiro.
::k
ssss

EXTRACCO
.' serie da 24 lotera que se exlraliir na igreja da Coneeirao dos militares
HOJE 24 DE NOVEMBRO
SOB O SEGUINTE
PARA EXTRACCO DE LOTERAS NESTA PROVINCIA
DO
i
DA
COLONIA ISABEL
CONCEDIDAS PE LE PfliINCUL 1.184?, E APPRtVADO PELO EXM. SB. VCF PHESIOEKTE
POR ACTO Dt l DE SETEMBRD DE """
4o,ooo bi'hetes em vigsimos a ISooo .
Despezas..........
OH PROVINCIA
800:000
U8;8oo$
68.r2oo
. -
i
i
1
1
i
9
23
premio de.
dito de .
dito de .
dito de .
dito de .
ditos de .
ditos de .
2:000
1:000$
400 ditos de i00$ para todas as centenas, enjos dous algarismos
forem ignaes aos dous ltimos do primeiro premio inciusive
1 dito de
i dito de
99 ditos de
99 ditos de
99 ditos de
240:0001
40:0001
20:0001
10:000*
5:C00|
8: 23:J )0*
40:0001
1:0001
i:000|
39:600*
19:8001
9:900*
8:0001
6:0001
4:0001
2:200*
1:700*
96:000*
96:000*
681:200*
aDQS3SDav.A.gOs
Esta lotera ser dividida em 20 series de 4,000 dezenas. Quando as terminacoes do 1. e 2. premios foroo1
iguaes, a d'este passar ao algarismo immediatamenle superior. De9 passa a 0 e de 0a1. Os premios sSo
pagos sem descont algum.
0 premio grande de cada serie acha-se garantido por um deposito equivalente e igual quantia no Banco
Rural do Rio de Janeiro.
21 de Outubrode 1886.
O THESOUREIRO,
troncheo Oongahes Torres.
1:000$ para a sorle, cujo numero na extraccao for mais alto
1:000* para a sorte, cujo numero for mais baixo
400* para toda a centena do Io premio.
200* idem idem do 2 premio .
100* idem idem do 3o premio .
2 apps. de 4:000* para o Io premio ....
2 ditas de 3:000* para o 2' dito ....
2 ditas de 2:000* para o 3o dito ....
2 ditas de 1:100* para o 4o dito ....
2 ditas de 850* para o 5o dito ...
4,000 terminales de 24* para o Io premio inclusive
4,000 terminarles de 24* para o 2o premio inclusive

%..
t


Diario de Pernamhneotynarta-- Icira 24 de Kovembro de 1886
LTTERATUM









-.
CASAMENTO 4 REVOLVER
POE
JULES MARY
-)()(-
(ContinuagSo)
VIII
E' tarde... As emoles desta noite fa-
iigaram-n'o o est caludo de somno...
Voa mandar proparar lho um qaarto nos
aposentos de minhas rmSs, cora as quacs
travar relagSes araanhS... Durma em
paz, Qabriella. Daqui por diante quem ve-
lar pela senhora, serei eu I
Tomou lhe a mSo e beijou a, sem deixar
de olhar para ella e de sorrir... e a joven
sentiu que apodera va se de seu coragSo
urna emogSo estranba, deliciosa e ao mes-
mo te Jipo dolorosa...
Eram passados j alguns minutos depois
que Mourad sabira, e Gabriella conserva-
va-se ainda de p, com o olhar fixo na
pesada porta oriental, pela qual elle desap-
parecera e onde julgava ainda ver-lhe o
vulto sympathico e os olbos lnguidos e
lmpidos.
Entrou urna mnlher e saudou a Gabriel-
la : trazia cabega urna touca bordada a
ouro ; as longas trancas de seus cabellos
negros estavam enfeitadas com sequins ;
um corpete justo desenhava-lhe as formas ;
urna saia listrada descia-lhe at metade das
pernas, deixando ver-lhe nos ps sandalias
amarellas.
Disse Gabriella algumas palavras em
lingua estrangera, depois vendo que ajo-
ven nSo a comprenendia, fes lhe um sig-
nal.
Gabriella seguiu-a.
E alguns minutos depois, a joven ac
brunhada pelo cansago dormia em urna ca-
ma baixa, sobre a qual pendiam cortinas
de cachemira ; seu somno foi povoado de
sonhos em que se via poderosamente rica,
ao lsdo de seu pai; e na nova vida que
lhe creava essa fortuna, entrevia confusa-
mente o rosto entristecido de Valentim e
a physionomia paluda e calma de Mou-
rad.
Quando acordou-se, nSo perden a lem-
banga do que havia sonhado. .. ao redor,
por toda parte, continuava a ver Mourad e
assustada de repinte, por instincto, e sem
saber por que, perguntava-se:
O que fiz ? O que fez me este ho-
mem e por que oceupa assim meu pensa-
mento ?
Os das que seguiram-se aquella noite,
foram cheios de encanto.
Nada receie, oissera lhe Mourad de
manbS, nao se preoecupe com cousa algu-
ma... Dentro de alguns das restituir-lhe-
hei seu pai... At l, fique aqui junto de
mira, ao lado de minhas irms, que lhe fa-
rao companhia e serao logo suas amigas,
estou certo disso...
E apresentou-a a suas irms, Fridi e
/Fatma.
n-" Tinham dezoito anuos e eram gemeas.
Eram to lindas como Gabriella, embora de
urna belleza de outro genero; seus olhos ne-
gros aziam contraste com a alvura leitosa
da tez ; altas e esbeltas, tinham o nariz
aquilino, o pescoco flexivel, as mSos deli-
cadas, ob ps pequeos e arqueados ; o veo
enrolado em volta da cabega deixava en-
trever urna profusio de madeixas negras
como o bano ; a cor escura dos olhos era
ainda accentuada pelas linhas de surmeh,
segundo a moda oriental, e as sobrancelhas
muito pretas, reunindo-se, davam nSo sei
que de energa estranba quelles rostos
graciosos.
Nestas condigSes, disse Augusto,
tenho direito a urna desforra, e tomo-a!...
De um salto, ebegou a urna distancia
de meio metro de La Guyana e, antes que
este pudesse apara! o, assentou lhe um
forraidavel soco na bocea.
La Guyano rolou ao chSo, vomitando
sangue, com os dentes quebrados, sem sen-
tidos. ..
Ahi tem disse Augusto muito cal-
mo... Prompto!...
E os que alli estavam, ainda nSo tinham
voltado a si da sorpreza, e j o clnwn e
o eacamoteador tinham desapparecido...
Foram es.;onder-se na casa em construc-
gSo, onde se tinham refugiado ha pnuoo, e
esperaram, receando que os perseguis-
sem... mas engaavam se...
Agachados como estavam atrs das po-
dras e das taboas, Trompe-l'G5l ia con-
tando a Augusto o que havia descoberto.
Ah I meu Deus, murmurou o clown,
como poderemos tiral-o de l ?
Veo comigo. Vais ver... Acharei
fcilmente a entrada do respiradouro...
Deve ser deste lado... mais ou menns no
lugar onde est esta pe Ira... Para que
esta pedra aqui f... Nao ser para tapar
a entrada ? Augusto, levanta-a um pou-
co, afim de que eu possa certificarme...
Bem !
Augusto tinha afastado a pedra. Trom-
pe-l'G3il, de joelhos, cavava a trra com
precaugSo; en ontrou as taboas e tlrou-as ;
appareceu o orificio escuro.
O quo dizia ou ? murmurou o presti-
digita lor.
E, sem perder um minuto, procurou in-
troduzir se no respiradouro.
S conseguiu passar metade do corpo,
mas alcancou com as mSos os ps de Va-
lentim o sem ruido, lentamente, tirou-o
para fra.
O pobre rapaz ficou de costas, com os
bracos estendidjs, sem movimento...
Estara morto ?...
Fujamos I disse Tronipe-l'G2il...
Agora, tenho medo!
Augusto ergueu Valenm, atravessou-o
nos hombros e desappareceram em raeio
das trevas, correndo como doudos.
IX
Gabriella julgava-se salva.
O rosto meigo de Mourad, que fitava-a
sorrindo, e cujos olhos de velludo negro
pareciam acarcial-a, socegava a.
Levantou se, deu alguns passos e voltou
para junto de Mourad :
Ah I senhor, disse ella, abencoal o-
hei toda a vida, porque acaba de subtra-
birme a em horrivel perigo...
Estava ainda n'um atado de agitacSo
'extrema, estremeca nervosamente e ba
tiam-lbe os dentes.
Mourad pegou-lbe as mos e levou-a
para o divn, onde tinha estado deitada.
Socegue, pe50-lhe, disse elle ; quem
quer que seja, aejam quaes forem slus ini-
migos, est aqui em segurancia. Vendo
sua emogSo, adivinho que o perigo que
ameagava-a devia ser grande... Para que
eu possa desvia!-o de novo, caso reappa
rega; para que me seja possivel protegel-
a, .ueira dizer me quem a razSo porque,
em urna noite como esta, meus criados a
avistaram gritando por soccorro, no telba-
do da cocheiro !
Como que se achava alli .'
Sim, disse ella, vou dizer-lhe tudo.
E contou a cilada de que tinha sido vic-
tima alguns dias antes; como havia sido
raptada e coniuzida, dentro de um carro,
para a casa novamente edificada atrs dos
j ardas do palacio ; contou a entrevista que
teve com o marquez d'Argantal e como ti-
nha preferido fugir, com risco de vida, pa-
ra escapar sorte que lhe estava reserva-
da.
A'sprmeiras palavras desta historia Mou-
rad nao tinha podido conter um gesto de
sorpreza ; e, medida que Gabriella pro-
segua na narragSo, senta se invadido por
urna alegra inmensa.
Quando ella concluiu, Mourad pergun-
tou-lhe :
E o tal Norberto nao lbe disse, por
herdeira de una

; mas como
FOLHETIH
O flORCUNM
POR
paulo :7:
PRIMEIRA PARTE
OS MESIBES E'ABtS
(ContinuagSo do n. 268)
III
Oa tres Phillppe*
Perfeitamente, meu caro Sr. de Pey-
rolles, responden Cocordasse ; nao somos
oeges.
O homem ba de appreximar-se daja-
nella...
E, neste momento, dirigimo-nos a
elle !
Polidamente interrompeu Peyrolles
com um sorriso sinistro ; e terSo ganho o
seu dinhero.
Com mil bombas exclamou Cocor
dasse, o caro Sr. de Peyrolles tem sempre
orna palavra que me faz rir !
Est combinado ?
Ciertamente ; mas retira-se j, suppo
nho ?
Meus bons amigos, tenho pressa, dis-
se Peyrolles, fazendo um movimento de re-
tirada.
Como exclamou o gascSo, sem di-
zer o nome daquelle que devemas... abor-
dar ?
Esse come pouco lhe importa.
Cocordasse piscou os olhos ; inmediata-
mente um murmurio de descontentamente
levantou-se no grupo dos espadadnos.
Passepoil, principalmente, declarou-se for
masado.
Sem mesmo nos dizer, proseguio Co-
cordasse, qual o honrado fidalgo para
quem vamos, trabalbar 'l
Peyrolles parou para olhar para ellas.
No seu comprido rosto notou se urna ex-
pressSo ile inquietaco.
aceaso, que a senhora
grande fortuna ?...
- Dissem'j, verdade
que o 8a be ?
E afastou-se com disconfianca.
Logo saber tudo... seu nome. .
qual seu nome ?
Gabriella Bertara.
- E' a senhora I a senhora I excla-
mou Mourad com alegra. J o havia sus-
peitado desde as primeiras palavras que
prof-riu. E' a senhora que eu procuro ba
tanto tempo e que nSo esperava mais en
contrar...
Procurava-me ?
Sim. para entregar lhe a fortuna de
que lhe fallaram ?. .. Ah! nSo urna men-
tira, silo um sonho, a senhora immen-
samente rica.
G -brilla passou lentamente a mito pela
fronte.
Desde alguns dias minha ^ida acha-
se tito trastornada que raceio ficar lou a
murmurou ella !
- Pbre crianga I
E Mourad disse-lhe qual fra a missito
de que o ensarregara o velho Bertara,
tio de Gabriella.. .
J estava desesperado, julgando no
poler encontral-a... Gabriella... De fac
to; no propro momento em que dous agen
tes meus, de toda a confianza, tinham deg
coberto sua morad3, era a senhora rapta
da pelo tal Norberto, e seu pai tambem
desapparecia.
J que sabemos que est em poder
do marquez Norberto, havemos de achal
0... Juro-o Tranquillise se, pois. ..
A joven tinha retirado o braco e sentia
urna agitado immensa; as palpebras pe-
sadas velavam-lhe os olbos ; estava pallida
o com a garganta secca.
Peco lhe, senhor, nao me interro-
gue. .. O que poderei dizer lhe ? Como
poderei responder a semelhante perguma ?...
E' tSo difficil assim, Gabriella?...
Consulte seu coracSo !...
Desagradei-lhe ? Tive porventura se-
melbante desgraca i
Nao, nao, disse ella com vivacida-
de... e eu seria ingrata se nito sentisse
pelo senhor urna gratido eterna...
- Porque falla de gratdfto, Gabriella,
disse elle com tristeza, quando fallo-lbe de
amor?...
Gabriella conservou se silenciosa...
Estava com a fronte inclinada... Tra-
vavH-se em seu coragSo um violento com-
bate. Soffria realmente.
No fundo do jardim, a msica montona
das filhas do Levantetodas ellas ao ser-
vi'50 de Fridi e Fatmapareca rhyth-
mar, acompanhando a em surdina a melan-
cola d'aquella scena.
E as mesmas vozes continuavam a can-
tar...

Gabriella quiz mudar a direccilo que ti-
nha tomado a conversacjto, e levantando a
cabeca e procurando sorrir :
E' pena que eu nito possa compre-
hender... o que estilo cantando... que
tito suave e tito triste...
Quer que lh'o traduza ?
Quero 1
Sscuto... vida, a vida a
tempestado I Nunca o descanso, sopro eter-
no, brisa ardente ou glacial, mudanza sem
fim. .. tempestado de flores na juventude,
flocos de nev no invern 1
Gabriella mova lentamente a cabeca,
perdida em doce devavanei*...
Mourad continuava seguiudo a ordem
por que eram cantados os versos .
Oh 1 juventude diluvio de fbrea
que se escapxm, turbilbonam, fogem A
roo do adolescente tenta segural-a!...
Prazetes e flores, tudo vai se 1
A joven continuava embalada em seu
sonho... Mourad aproximou-se-lhe:
Gabriella, reflecti por muito tempn,
antes de confessar-lhe o meu amor... Por
menos que me conhe$a, nSo duvidar,
creio, da sineeridade da affeicSo que me
inspirou... E' preciso, entretanto, que lhe
diga tudo. Amando-a, G-briella, agora
que tem, ou logo t.-r uuia regia fortuna,
olio obedec a um calcula, e urna palavra
bastar para conveneel-a disso...
NSo prosiga, senhor... semelhante
id...
Nao lhe acudi ao pensamento.. .
nem era sso possivel... entretanto, pre-
ciso que o siiba... pobre, tel-a-hia ama-
do... porque sou quasi tilo ri:o como a
senhora 1. ..
Pcjo lhe, senhor, nem mais urna pa-
lavra sobre este assumpto...
Mourad calou so, receiando cffendel-a,
fazfl a corar.. .
Gabriella, con um gesto gracioso, apon-
tou para a 'atufa ..
O canto contina, e j no o com-
prebendo.
Diz assim : Oh a velhice 1 quadra
sombra Os annos aceumulam-se como
a nev. Semelhante a esta, diluem-se e
b*m depressa tudo somo se, desipparcco |
Flores e gelo, mocidade e velhice, adeus l
adeus ludo esvae-s3 em mio da tor-
menta I
A vida a tempestado !... Nunca o
repouso I Sopro eterno !... Esforca-te por
vi ver nobrem^nto | Por mais toirivel e
violenta quo seja a tempestade, urna cu
duas gottas de orvalho hSo de cahir ao me-
nos sobre nossas frontes abrazadas l...
A msica cessou ; calaram se as vozes,
reinou profundo silencio ; Fatma e Fridi,
que haviam drsapparecido, aproximavam-
se n'aqucllo momento.
Gabriella, disse Mourad em voz bai-
xa e precipitada, peco-lhe a rao de esposa,
conforme as leis de seu paiz... Deponho
a seus ps meu amor, a minha dedicago,
a minha vida. .. Gabriella, Gabriella, en
t3o nao me ama ?
Nao disse sso. Nao sei so o amo...
respondeu ella cora um mixto de terror e
de colera... Nito sei... nao sei I...
E Mourad, saecudindo a cabega, com
urna tristeza que dava lhe voz urna gra
vidade extrema :
Gabriella, porque no me ama ?
Deixa me... nada possj dizer-lhe...
nada... Nao ve como soffro ? respondeu
ella torcendo as raaos.
E, afustando-se de sbito, correu para
onde estavam Fridi e Fatma, e, abra-
gando-as, come51 u a chorar.
Muito etmmovidas vendo aquellas lagri-
mas, as duas ir.nas procuraram consola la.
Levaram-n'a para seus aposentos e Mou-
rad, de p no jardira, no mesmo lugar
onde o haviam deixado, seguio Gabriella
com um olbar triste e inquieto, at que
ella desappareceu.
(Continua.)
olhos, e imagina-
VAfilEMDES
Que Ibes importa ? disse elle, tentan-
do tomar um ar altivo.
Importa-nos muito, meu caro Sr. de
Peyrolles.
Visto que sao bem pagos ?
TV 1 vez que nao nos consideremos
muito bem pagos, meu caro Sr. de Pey-
rolles.
O que quer dizer, o amigo T
Cocordasse levantou-se, todos os outros
o imitaran).
Com a breca 1 meu menino, disse.
elle mudando de tora, fallemos franco. So-
mos todos mestres d'armas, e, por conse-
quencia, fidalgos. Eu, principalmente, que
sou GascSo, com mistura de Proveogal!
As nossas durndanas (e bateu sobre a sua
a quem nito tinha deixado), as noBsas du-
rndanas querem saber o que fazem.
Ahi est 1 confrmou frei Passepoil,
que offereceu cortezmente um escalbello ao
confidente de Felippe Gonzaga.
Os espadachins approvaram ardentemen-
te com os bonets.
Peyrolles pareceu hesitar um instante.
Meas bravos, disse elle, visto que
;m tanta vontade de saber, poderiam per-
feitamente ter adivinhado. A quem per-
tence este castello ?
Ao Sr. marquez de Caylus, com os
diabos I Um bom fidalgo em cuja casa as
mulherca nito envelhecem. E depois ?
Pois entilo, disse simplesmente Pey-
relles, trabalham para o Sr. marquez de
Caylus.
Acredtam nsto ? perguntou Cocor-
dasse com um tom insolento.
Nao, respondeu frei Passepoil.
NSo, repetio immediatamente o gru-
po-
Um pouco de sangue subi as faces co
radas de Peyrolles.
Como, patfes exclamou.
E1 isto mesmo, interrompeu o gas-
cSo ; os meus nobres amigos murmura-
ran). tomem caatella I Discutamos antes
com calmas e como pessoas delicadas. Se
o comprehendi bem, esto o facto : o Sr.
marquez de Caylus soube que um fidalgo
bonito e elegante penetrava de tempos a
tempos, durante a noite no seu castello,
por aquella janella baixa. NSo isto ?
E' disse Peyrolles, sabe que a meni-
na Aurora de Caylus, sua filtia, ama esse
fidalgo...
- E' verdade, dsee ainda o facttum.
Na sua opiniSo, Sr. de Peyrolles I
Explica deste modo a reuniSo na estala-
gem da MagS de Ado.
Outros poderiam encontrar a explicoslo
pUusivel; mas eu tenho as minhas razSes
para achal-a ruira. O senbor, nSo disse a
verdade, Sr. Peyrolles.
Com oa diabos ? exclamou elle,
muita imprudencia-
A sua voz foi suffocada pela dos espada-
chins, que diziam :
Falle, Cocordasse falle falle !
O gasjSo nSo se fez rogar.
Primeiro que tudo, meus amigos, sa-
bem tSo bem como eu, que este visi'ant
nocturno, recemmendado s nossas espa-
das, nada menos que um principe.
Um principe disse Peyrolles enco-
lhendo os hombros.
Cocordasse oontinuou :
O principe Felippe de Lorraine, du-
que de Nev- rs.
Sabe mais do que eu, eis tudo disse
Peyrolles.
NSo, nSo tudo. Ha ainda outra
cousa, ra<-u8 nobres amigos, e esta outra
cousa talvcz nao a saibam : Aurora de Cay-
lus nSo amante do Sr. de Nevers.
Ah !... exclamou o facttum.
E' sua mulher concluio o gascSo re-
solutamente.
Peyrolles empallideceu e balbuciou :
Como Sabes disso ?
Si, e certo. De que modo o sei,
pouco lbe importa, D'aqui ha pouco vou
mostrar-lhe que sei militas outras cousas.
Um casamento secreto foi celebrado, ha,
qttando muito, quatro annos, na capella de
Caylus, e, se estou bem informado, o se-
nhor e o seu nobre amo...
Interrompeu-se para levantar o chapeo
de feltro em ar de gracejo, e concluio :
... foram testemunhas, Sr. de Pey-
rolles.
Este ultimo nSo negou mais.
Onde quer. ir com todas essas histo-
rias ? perguntou elle.
At descobrir, respondeu o gascSo, o
o nome do Ilustro amo, a quem servimos
esta noite.
Nevers casou-se com a filha contra
a vontade do pai, disse Peyrolles : o Sr.
de Caylus vinga-se. Quo ha de mais na-
tural ?
- Nada raaio simples se o bom do Fer-
rolbo soubesBe o que se passa. Mas o se
nnor foi discreto, o Sr. de Caylus ignora
tudo.
O velho espertalbSo evitara absoluta-
mente despachar desta modo o mais rico
partido de Franga. Tudo estara arranja-
do ha muito terapo, sa o Sr. do Nevers ti
veose dito ao bom do homem : c O re
Luiz quer que eu me case com Mlle. Sa-
Lniz II da Uaviera
POR
Edmundo CascSo
(Continuando)
IV
> > S CASTELLO-
(ContinuafSo)
Agora vou ensaiar exhibir ao leitor um
mal delineado esboceto da archi-sumptuosa
cmara do re Luiz nessa antiga morada
de Hohenschifangaa, iaspirando-me n'um
esquisso que admirei na L'Hlustration,
cu jo correspondente especial logrou pene-
trar nesse santuario, at entSo, olhares
profanos, impoluto como o eolio de urna vir-
gem.
Queira o leitor incommodar-se e trans-
por em minha companhia o limiar desse
neo-Eden.
' Entramos.
Um surpreza ineffivel de sbito nos
maravilhou !
Comegamos a duvidar da realidade, do
qua revelavmn n >ssos
mo-nos sonhano 1 '
Deparavamo nos sobum Srmamento azu-
lejado, sereno, estrellado e banhado do-
cemente pelos raios ni reos de um luar
esplendoroso I
Abysraados puzemo-nos a contemplar
tSo magnifcenla perspectiva. Vimos scin-
tillar astros do todas as grandezas, quer
formando nebulosas, quer const'.llag3es,
gragas orificios por Onde luziara os ful-
gores de intenso gaz carbnico-' descorti-
namos erguer-83 do horisonte, encaminhan-
do-3e para o zenith, o espherico satellite -
ura f^o elctricoostentando-sn em ple-
nilunio e espraiando em jorros sua cla-
ridade argntea! avistamos surdir l das
reg8es antipodas/ montanhas de cirrus e
stratus -gaza diaphana toda cheia de an-
fractuosidadesverdadeiras placas de al-
jfar que esmaltavam b na cor do ingente docel 1
N'isto pereebemos eraergircra da fimbria
do horisonte, esvoagando brandaraente, pha-
langes de h'irubins, ora desusando suive-
menta sobre as nuvens agglonaradas, ora
as traspa3sando como se fossem settas, e
sempre vibrando accordes inebriantes de
suas longas trombetas, at embrenharem-
se pelas plagas sidreas !
Quando nosso xtasis ser^nou-se pennit
tindo-nos a r flexSo, notamos entSo quem
seria mais digno de adrairagSo, se o
cerebro imaginoso que concebera tantas
subtilezas, se o disdpulo predilcto de De
dalo, qua levara a effeito semelhante raa-
ravilha convi-rtendo umi chimera em rea-
lidade !
Quito mgico effetivamente nao de
ver ser este machinismo que. a um tempo
p3e era movimento a abobada erapyrica e
as consteilag3es aslraes, meteoros e sera
phins I
Reparamos entilo qu? a vasta cmara
onde penetramos era dimidiada (nSo preci-
samente ao centro) por um repoateiro.......
do s la ?. natural ; azul ? carmezim ?
quem sabe determinando assim um du-
plo compartimento que baptisareuos (re
leve-se nossa audacia) como recamara c
ante-caraara.
J qua nos encontramos naquella pri-
moira secgSo perraanegamos e deitemos
olhares encrutadores.
Salta-ncs a vista um thalamo majestoso,
infinitamente majestoso (pulera! ref;rem
eustara 500:000 marcos !) j pela majes-
tada do corpo qin em lenges de cambraia
delinho primorosa, diaphana como labyrin-
tho, refocillava-se em suas molas suavsi-
mas, j pela majestade de sua belleza in-
comptravel, ou pela sua opulencia indis
putavel !
No fundo da recamara, bem ao pdessa
leito deslumbrante, erguia-se urna ballissi
ma gruta magistralmente talhada em ro-
cha, da abobada da qual exjresciam es-
talactitas que lagrimejavara opalas em seus
estalagmites.
No centro jazia urna vasta baca com
grotescos caprichosos entalhados as bru-
idas bordas, no amago da qual sobresa-
lga urna Ciscata corOada no vrtice por
um repuxo don le golfavam perennemente
torrentes caudaes de lmpido fluido, que,
espadaando-se pela trplice queda em Un
gas scintllantes, iam oscular a epiderme,
ala a denegrir arminho, de duas airosas
cymphas............de marmore, que
retrescavam-se voluptuosamente na tyrapha
urystaiiua do mimoso estagno subjaceote.
Passeraos ora a ante-cmara e examine
mol-a detidamente como um dilettanti que
clausura urna alma d'artista, contempla
um primor artstico
Nossa attengo primeiramente converge
para as paredes la( raes.
Magnficos frescos fructos de eximias
palhetasas decorara, symbolsando va-
rias s;enas do Lohengrin.
Alli percebemos o cavalheiro lendario
todo gentil em o seu penicello tirado por
airosos cysnes de nev, indo em auxilio
da encantadora Els ; acola j o here na
por
voie, sua sobrioha ; e eu nSo quero ; sou
secretamente marido de sua filha.
Mas a reputagSo de Caylus aterrorisou o
pobre principe. Receia por sua mulher, a
quem adora...
A conclusSo ? interrompeu Peyrol-
les.
A conclusSo que nSo trabajamos
para o Sr. do Caylus.
E' claro disse Passepoil.
- Como a luz do dia, murmuraram to-
dos em coro.
E para que pensara que trabalha-
vam ?
Para quem ah ah.' para quem ?
Sabe a historia dos tres Felippes ? NSo?
Vou contar-lbe em duas palavras. SSo
tres fidalgos de boa linhagem; um Fe-
lippe de Mantua, principe de Gonzaga, seu
amo, Sr. de Peyrolles, urna alteza arruina-
da, perseguido pelos credres que se ven-
dera ao diabo por urna bagatella ; o segun-
do Felippe de Nevers, a quem espera-
mos : o terceiro Felippe de Franga, du-
que de C bar tres. Todos tres formosos, jo
vens e ardentes. Ora, procure imaginar
a amizade mais robusta, mais heroica, mais
impossivel, e nSo ter senao urna fraca
idea da mutua ternura que liga os tres Fe-
lippes. E' isso o que dizem em Pariz-
Deixaremos de parte, je quizerem, por justos
motivos o sobriuho do re. S nos oceupare-
mos de Nevers e de Gonzaga, como de Py-
tbias e de Damon.
Oh I l I exclamou Peyrolles, ir ac-
cusar Damon de querer assassinar Py-
thias !
E entilo I disse o gascSo, o verda-
deiro Damon estava sua vontade ; o Da-
mon do tempo de Demys, tyranno de Sy-
racusa, e o verdadeiro Pythias nao tinham
seiscentos mil escudos de ren liraento.
Que o nosso Pythias possue, inter-
rompeu Passepoil, e do qual o nosso Da-
mon o herdeiro presumptivo.
- Como V, meu ciO Sr. de Peyrol-
les, proseguio Cocordasse, isto rauda mui-
to a questo ; accrescento que o verdadei
ro Pythias nSo tinha urna amante adora-
vel, como Aurora de Caylus, e que o ver-
dadeiro Damon nSo estava apaixonado por
ella, ou antes pelo seu dote.
Ahi tem 1 concluio pela segunda vez
frei Passepoil.
Cocordasse pegou oo copo e encheu o.
Meus senhores, continuou elle, sa-
de de Damon... que o dizer de Gonzaga,
que ter amauhS uns seiscentos mil escu-
dote, sa Pythias... quero dizer Nevers,
sua deslumbrante cmara nup ial, assen-
tado n'um dhvan prximo ao peitorild'uma
janella que devassa o Rluno, estreitando
a cinta de sylphi le o acariciando com a
meiguice d'um sorriso, a lora e seductora
esposa.
Corram ao longo das paredes estatuas
representando os hroes da msica do fu-
turo : ~ Lohengrin, 'annhi'Utser, Fliegend>.
Kolliinder, Meiser Sngers, Siegfried e
Tristan seis primores lavrados
asignes cinzeis em finissimo barrara.
Embavaceo-no8 nimiamente urna rocha
do quartzo hyallino, isto um bello agru-
paraento de erystaes em octaedros regula-
res, sobre-postos uns aos outros, arestas
bera vivas e syraetria tSo mtavel, fazsndo
suppor lavor artstico, que jazia sob a cu-
pula virente de palmeiras indias, brosadas
era lindos e facetados vasos de crystal de
rocha.
Notamos um imponente armario todo de
crystal, lapdalo mimosamente.
O liado froatSo qua o encima, nos n-
gulos lateraes do qul ostentam-se duas es-
tatueta3 allegoricas, e as are3tas faciaes,
sSo recortadas delicadamente.
As portas que gyrara em fechos ureos
sil j caprichosamente bordadas cora depres-
sues icosaodricas, divinamente lapidadas.
Imaginem agora o lcteo fanal da la
i cidindo na soberba joia, o cada ico-
saedro d'aquelles a iriar nimbos da luz e
digam se no arrebatador um semelhante
espectculo, se o mortal que pr sencia urna
tal magia nSo se er ncola do algum sitio
delicioso do paraizo ? I
No coragao da antecmara mpunha-se
mais, laranjeiras e outros arbustos viriden-
tes fructificando pomos de oiro dir-se-
hia rbentujs do famoso pomar das llcs-
peridesgerminados em riquissimos va-
sos, esculpturados em marmore de varias
qualidades, d-aade o {Jarrara de nev at o
Adnet da coral, ou do espatho islndico
incolor, ao porphyro egypcb vermelho.
Cadeiras de espaldares, com- embutidos
de ncar ou raarfim, entalhados aprimora-
damente ; coxins e almofatioes; em fim
todas as delicadezas de que ridea-se um
nababo servido da um discernimento raro,
encontramos nesse opulentissirao aposento,
cuja ornamcntagiio importara em somma
f o hulosa.
Consta existir neste castello mgico urna
portentosa sala de banhos, ou raelhor um
vasto lago talhado no interior de urna gruta,
lavrada em bellissimo marmore roseo, todo
venoso de variegados raatizes.
Aa penetrar nesta gruta o iniriduo fi-
ca mirificado ante gradavel surpreza que
i aguarda: cr-sa por momentos tran-
plantado l para as margeos do Rbeno,
as paragens onde, segundojas lendas pri-
mevas, jazia incrustado n'um grandioso
penhasco o seo tSo decantado oiro !
E a illusao absoluta pois a semelhan-
ga surprendente.
No fundo da gruta e n'uraa rocha escar-
pada, onde sobresali urna aresta que a
eriga, projecta um fanal gneo, atravez o
crystal de um orificio orbicular, derraman-
do os seus fulgores por entre o alvo lengoi
das aguas da baca, simulando impeccavel-
mente o inestimavel thesoiro de que se
apossara Alberch, o rancoroso Nibdungen
a irradiar atravz as limpidas aguas do
Rbeno.
Para que o espirito embaia-se em abso-
luto, n'anilada lympha do estagno, nadam
voluptuosamente, entregues molle sen-
sualidad*, as heintcechter, inebriando a
quem as fita, com os encantos de sua tr-
plice belleza.
O rei Luiz amava refrescar a epiderme
em companhia de formosissmas virgens...
de marmore !
Tvesse elle em seo reino um Dedalc
para animr.l-as !
( Contin uar-se-ha.)
Corrigenda _
A epigraphe do capitulo IV. encetado
bontem, deve ser os castellos.
passar esta noite da vida para a raorte.
A' sade do principe D. Damon de
Gonzig gritaram todos os espadachins.
E entSo O que diz de tudo isto, Sr.
de Peyrolles ? accrescentou Cocordasse,
triumpbante.
Sonhos murmurou o homem de con-
fianga : mentiras I
A palavra dura. Os meus valen-
tes amigos serSo juizes entre nos. Tomo-os
por tebtemunhas.
Tens razSo, GascSo, tens razSo, dis-
serara todos que estavam em redor da
mesa.
O prncipe de Gonzaga, exclamou
Peyrolles, tentando app&fentr dignidade,
est muito cima de se nelhantes infamias,
para que tenha necessidade de descupal o
s iamente.
Cocordasse interrompeu-o.
EntSo, sent se, meu caro Sr. de Pey
rolles, disso elle.
E como o confidente resista, sentou-o
forga era um bsneo.
Vamos chegar a maiores infamias,
Passepoil.
Cocardasse, respondeu o normando.
Visto que o Sr. de Payrolles nSo se
rende, a tua vez de pregar, meu velho.
O normando ficou corado at as orelhas
e abaixou os olbos.
E' que, balbuciou ello, nSo sei fallar
em publico.
Anda! ordenou mestre Cocordasse,
retoreendo o bigode; tons medo! estes se-
nhores desculparSo a tua inexperiencia e a
tua juventune.
Cont com a sua indulgencia, mur-
murou o tmido Passepoil.
E com urna voz de menino de escola que
diz a ligio de cathecismo, o digno mestre
i''armas comegou :
O Sr. de Peyrolles tem razSoera ter
seu amo na cunta de um perfeito fidalgo,
Eis a p.rticularida ie que caegju ao meu
conheeimento ; nSo vejo nisso malicia, mas
alguns espiritos perversos poderSo julgar
de outro modo. Eraquauto os tres Felip-
pes levavam vida alegre em Pariz... vida
tSo alegre, que o rei Felippe ameagou o
sobrinbo de o mandar para as suaa tr-
ras. .. sao passou aa ha dous ou tres an-
nos, estava eu entilo, ao servigo de um me-
dico it li*no, discipulo-do sabio Elixi, cha-
mado Pedro Garba.
Pietro Garba de Gaeta ? interrom-
peu Faenza, conheci o. Era um grande
paf'-.
Frei Passepoil sorrio ligeramente.
Era um homem afranjado, proseguio
elle, so:egado, religioso, instruido como
um livro, e que tinha por offico corapdr
bebidas salutares, a que charaava licor de
longa vida.
Os espadachins deram todos urna garga-
lhada ao mesmo tempo.
NSo tenhas medo! isse Cocordasse,
fallas como um Deus continua.
O Sr. de Peyrolles enxugou a testa, ala-
gada de suor.
O principe Felippe de Gonzaga, con-
tinuou Passepoil, ia muitas vezes visitar o
bom Pedro Garba.
Mais baixo exclamaram os valen-
t5es.
Tudo sso os diverta infinitamente e tan-
to mais, que lobrigavam um augmento de
salario.
Falla, Passepoil, falla, falla 1 disse-
rara, aperando ma E Cocordasse, fazendo lhe urna festinha
na nuca, disse com um tom paternal.
O patife tem tido um triumpho I
Desgosta-me muito, proseguio Passe-
poil, ter Je repetir urna cousa que parece
desagradar ao Sr. do Peyrolles ; mas o fac-
to que o principe de Gonzaga ia muitas
vezas casa de Garba, sem duvida, para
se instruir. Naquelle terapo o joven du-
que de Nevers comegou a definhar.
Calumnia disse Peyrolles, odiosa ca-
lumnia !
Passepoil perguntou ingenuamente :
A quem aecusei eu, mestre ?
E como o confidente mordesse os labios
at fazer sangue, Cocordasse accrescen-
tou :
Fate bom, Sr. de Peyrolles j nSo
falla tilo alto.
Este levantando se bruscamente :
Creio que dSo licenga de retirar me ?
disse com urna raiva concentrada.
Certamente, disse o gascilo, quo ria
a bom rir ; e mais ainda, vamos acompa-
nhal-o at ao castello. O Ferrolho j de
vi ter acabado a sesta ; vamos explicar-
nos com elle. >
Peyrolles deixou se cahir na cadeira. A
face tomava tons esverdeados.
Cocordasse, sempre maldoso, offereceu-
Ihe um copo.
- Beba para ver se isso paisa, disse
elle ; porece que nSo se sent bem. Beb*
um goile. NSo ? EntSo fique quieto e dei-
xe fallar o pobre do Normando, que aren-
ga melhor do que um advogado no tribu-
nal.
(Continuarte-ka)

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Trp. do Diario roaUuque dej Ganas n. 4'.
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