Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17700

Full Text
***J
AMO Lili -- IMflflO
PAft&A A tAF1TAJL E 1.1 <-AI*tt* OXDE NAO HE 1*A<-A PORTE
Por tres mezes adiautadoi .
Por seis ditos idem......
Por um anno deai......
Cada numero avulso, do mesmo dia.
600
120000
240000
,5100
s
DMiGfl 21 i 1VEM0 GE 1886
*^
PARA l>JK\ 1IIO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adianUdos.....
Por nove ditos idem.......
Por um anno dem. .
Cada numero avulso, de das anteriores.
13,0500
204000
270000
100
DIARIO DE
NAMBUG
J)r0j>rte!>a!>* fr* Jtaiu>el igneira i>e Jara 4 -UIjojs
Os Sr. Amedee Priace <& C
de Pars, sfto os nossos agentes
exclusivos de aniian bllc icoes da Franca e Ingla-
terra.
Aviso
1



A es Srs. subscriptores deste Diario avi
sa a respectiva direccSo que, do 1. de
Janeiro prximo era diante, far-se ha a ar
recadaeao das assigaaturas pela forma se-
guinte :
Na cidade do Recife e lugares para onde
nao se paga porte. 6#000 por trimestre,
adiantado ou durante o 1.* mez do mesmo
trimestre, G/5500 nos 2. e 3. mezes.
No fim do trimestre ser suspensa a re-
rxessa do Diario aos que nao tiverem sa-
tisfeito o seu debito.
Fora da cidade, nos lugares para onde
se fazera as remeasas pelocorreio, 135500
por semestre, pago as mesmas condicSes
cima.
Aos que quizerem pagar o anno adian-
tado, faz-se-ha o abate de 15000, para to
dos os assignantes.
TELEGRAMMAS
sss:i:s sa asocia satas
(Especial para o Diario)
SOFA, 10 de Novembro.
O general knuibaro. gente dipio
leo da Raa*la, e todo* os agen-
ten conaularea ruaaoa abandona-
ran! o territorio blgaro.
MONTEVIDE'O, 20 de Novembro.
O novo prenldente da repabllca
do Inisiuy general Mximo Tages
pretlon Juramento boje.
O coronel Deleon foi nomeado mi-
nistro da guerra.
COM3IERCIAES
LIVERPOOL, 19 de Novembro.
ASSCR.Mercado calmo, areco
tentado*.
O de Pernambueo n. vende-ae
O n. O d. por quintal-
ALGODAO:Tranaacroea poaro acti-
vas, proco aualenladoa.
O FAIR de Pernambueo vende-ae
a SSISd. por libra.
A* vendas do da Coram SiOOO far-
dos.
NEW-YORK, 19 de Novembro.
ASSVCAR. Calmo, preeoa anaten-
tadoa.
O FAIR REFINWG de Pernambueo
vende ae Agencia Ilavas, filial em Pernambueo,
20 de Novembro de 1886.
ISTRCCiO POPULAR
HISTORIA ANTIGA.
(Extrahido)
D\ aiBUOTUECA .DO POYO E DAS ESCOLAS
(Con l inu a (i o)
CAPITULO III
OS ASSYBIOS E BIIMI.OMOS
Ninias foi apenas um simulacro de re. Pasaou
a vida na ociosidade e na indolencia, e foi o pri-
meiro que estabeleceu o governo do serrnlho. So-
-uiram-se-lhe trinta e tres rea que nada fizeram
pe bera do paix e de que a Historia apenas fas
mencSo. O ultimo foi Sardanapalo, cujo nome
ficou lendario e servo para caracterizar os sobera-
nos que poem de lado os cuidados da govemagio,
para se darem tSo smente ociosidade eaos pra-
zeres pbysicoa. Sardanapalo, indolente e crapu-
loso, estabeleceu a sua residencia em Ninive onde
passava a vida mettido n usa palacio, cercado de
soulheres, cujos hbitos e adoraos imitava, deixan-
do em Babilonia o govorno entregue a validos que
de tudo dispnnbk'n.
Manca visto de seas subdi'os, sempre encerrado
no palacio, onde passava as nuiles em libacoes e
tolgarea, nao Ihe importavam nada os negocios p-
blicos, e t trata va de esconder aos olhos dos sub-
ditos os seus ignominiosos hbitos. Um dia Arba-
ces, governador da Media, sarprrhendeu-o no meio
de um grupo de muih. res impdicas, trajando
como ellas. Indignado por ver que tantos valoro-
sos Asj-yrios estavam sujeitos a um menarcha
despresirel, revelou aos seus amigos os vergonbo-
aos hbitos de Sardanapalo, ligou-se com Beles is
(governador da Bxbyloni), _e ambos foram por
cerco ao re no proprio palacio cm que habita va.
Depois de tenue resistencia, Sardanapalo reda-
sido a circamstanciaa extremas, quix apagar com
um esforco supremo de coragem a memoria da sua
vergonhosa vida. Mandn accender n'um dos
pateos interiores do j alacio ama grande fogueira,
na qual se queimou com anas inulberes, seus escra-
vos e seos thesonros.
Dos restos do imperioasayrioasiim desfeito, for
marsm-sc tres grandes reinos : o de Babylonia, o
da VIdis, e o de Ninive ou da Assyria propria-
raente dita. De Babylonia fornon-se rei Belesis.
que transmiti o poder soa dynastia, na qual so
houve notavel rei Nabo ar, que dea o sea
aome a um* era especial c: mecida no anuo 747,
e aob cojo governo a astronoma fez grandes pro -
gressos. Mais tasde cahiu Babylonia em poder
dos reis de Ninive.
Na quedk de Sardanapalo, o principal promotor
d'ella, Arbaces, ficou senhor do reino da Media, c
tentou concentrar alli a supremaca assyria sobre
o resto da Asia. Deu certas franquas liberaes
aos Medos, t s quaes por si mesmos trataram de
fazer leis, dividiram-se em seis tribus, e crearam
juizes para Ihes dirimirem os pleitos. Depois da
morte de Arbaces, elegeram el les para rei a Dejo
eee, unidos seus juizes, que fundou a cidade de
Ecbatane, onde se estab leceu cem sua familia e
seu erario, o concentrou a parte mais importante
da populagao, ernstituinda alli a capital da Me-
dia. Aquella cidade, pela sua opulencia e pelos
seos m numrntos, .tornou se em breve tito cele
bre como Babylonia e como Ninive.
Dejjces teve por succesaor a Phraorto, ao qual
succedeu seu filho Cyaxaro I, que 'onquistou a
Persia. Desde entio a historia da Media confun
de-se com a do segundo imperio assyrio.
Sobre a parte do i.ntigo imperio assyrio, de que
Ninive era capital, ficou reinando, por morte de
Sardanapalo, Nio o Mogo. Os seus sucetsaores
tentaran) reunir aos seus dominios Babylonia, o
que chegaram a conseguir em tempo de Assar
Haddon. Ent'e os reis de Ninive, houve nota-
veis : Pnul, Teglath Phalasar, qne conquistan
Damasco ; Salmanazar, que subjugou os Israeli-
tas ( como atraz vimos ); e o terrivel Sennacbc
rib Reinan io Sarac, Nabopolasiar ( governador
da Babylonia ) lignu-ar com Cyaxaro I, rei dos
Mi dos, e ambos foram por cerco a Ninive. Esta
cidade foi tomada depois de urna sangrenta bata-
Iha. c completamente destruida. As9m acabou,
depois de 1:800 annos de existencia, esta celebre
e opulenta cidade. Nabopolassar tomou o titulo
de rei da Babylonia, que Be appropriou de toda
a importancia e vantagens que desfructava Ninive
e se t'.-.rnou a capital do segundo imperio assyrio.
Nabuchodonosor succedeu a pai seu Nabopolas-
sar, tornndose celebre pela conquista do reino
da Juda epela tomada de Jerusalm (cujos habi-
tantes levou captivos para Babylonia) e por se ha-
ver apoderado da Phenicia e destruido a cidade de
Tyro Balthazar foi o ultimo rei do seguado im
perio assyrio que, subjugado por Cyro, cahio no
dominio dos persas.
A civilisagao dos assyrios e babylonios foi urna
das mais notaveis, nao s da Antiguidade Oriental
mas tambem de toda a Historia Antiga. Ao pas-
so que vio progredindo os estudoa histricos c que
se vio iescobrindo noves munumentos, vai-se pon-
do cada vez mais em relevo a influencia queaquel
les povos exereeram no Oriente e na cultura iutel-
lectual das populacoea da Grecia. A cvilisagio
dos assyrios e a des babylonios a presen tam- se- nes
como ama t, qaer sso fosse devido commam
origem dos dous povos, quer mutua transmisaio
de conhecimentos e de osos nos tempos histricos,
poden do dizer-se que havia entio homogeneidade
de meio.
Apenas difieren) em pontos, a que os differentes
caracteres dos dous pavos imprimiam feigoes es-
peciaes. Os assyrios, por exemplo, eram sobre-
todo guerreiros, corajosos e intrpidos, e incanga-
veis nos exercieios mais violentos e conquistadores
insaciaveis ; os babylonios, comquanto fesiem bons
soldados, tinham menos tendencia para a guerra
de conquista, o que em parte d a rasao de ter sido
taopouco duradoiro o seu dominio. Os babylonios
representaran) um papel maito importante no com-
mercio da Asia. * industria, elles e os assyrios
adiantaram-se consideravelmente, ebegando a no
tavel perfeicao, sobretudo no que tocava a tecidos
preciosos, a ourivesaria, a louca, a esmaltes, etc
De esculptura deixara os assyrios obras de alto
valor e merecimento artstico, sempre admiradas
e tidas como objectos de grande estimacio.
( Continua).'
?arte ornen L
Governo da Provincia
EXPEDIENTE DO DIA 9 DE NOVEMBBO DE 1886
Actos :
O vice-presidente da provincia resolve, de
accorde com a proposta contida no ofEcio do ins-
pector do Th*sjuro de 6 do corrate, n. 249, exo-
nerar Galdino Jos de Mello do cargo de collector
das rendas provinciaes do municipio de Gravat,
vi oto nao ha ver prestado a esta data a respec-
tiva Sanca, e nomear para substituil-o ao cidado
Manoel Vianna da Silva Brasil.Commanicou se
ao iispector do Thesouro Provincial.
O vice-presidente da provincia tendo pre-
sente o recurso interposto por D. Antonia dos Ari-
jos da Porciuncula do julgado da jnata do The-
souro Provincial referente ao pagamento da taxa
de doacio pelo dote constante da escriptora ante-
nupcial exhibida pela recorrente e que tivera lu-
gar por occaaiao do seu casamento com Manoel
Vicente Tavares, boje fallecido, e considerando
que, A vista do disposto no art 2 2 da le
n, 1860 do 11 de Agosto de 1883, de va ser regu-
lada a taxa de que se trata pela legislacao gem
e nao pelo disposto no g 2 art. 16 do reguiamento
de 23 de Julho de 1874 como opina o inspector do
Thesouro em officio de 16 de Janeiro ultimo, n 435,
resolve dar provimento ao alludido recurso afim de
ser effectuado aquel e pa .-amento de accordo com
o disposto sobre a especie no decreto a. 5581 de
31 de Marco de 1874. Ordena que se remetta co-
pia deaia portara ao Thesouro Provincial para os
devidos rfivitos.Remettea-se copia ao inspector
do Thesouro Provincial.
O vice-presidente da provincia, attendendo
a) qne requeren Mara Leopoldina da Si va, pro-
fessora da cadeira de ensino primario de Ipotinga,
e tendo em vista a informaco n 332 de 7 de Ou
tubro do inspector getal da InstraccAo Publica e o
parecer da junta medica provincial, resoive proro-
gar por 90 das, com ordenado, a cenca ltima-
mente concedida peticionaria para tratar de sua
ade onde lhe convier.
O vice-presidente da provincia, de contor-
midade com a proposta do Dr. chefe de polica >ra
officio desta data n. 1095, resolve nomear o actual
3 supplente do subdelegado da Boa-Viagem Li<
banio Presidio de Carvalho para o lugar de 1
supplente, que est vago, por ter mudado de resi-
dencia o cidado que o exercia.
O vice-presidente da provincia, de conformi
dade com a proposta do Dr. chefe de polica em
officio de hontem datado, n. 1,093, resolve exonerar,
a pedido, o alteres do eorpo de p licia Francisco
Xavier Camello Pessoa do cargo de 2 supplente
do delgalo de S. Lonrenco da Matta, e nomear
para substituil-o o tenente do referido corpo. The >-
domiro Tbomaz Cavalctnte Pessoa.Communi
cou-se ao commandante do corpo de policic.
O vice presidente da provincia tendo em vis-
ta o que expoz o eogenheiro riscal da estrada de
ferro do Becife a Caxang no officio de bontem,
sob d. 143, resolve approvar a tabella de horario,
annexa ao mesmo officio, apresentada pelo respec-
tivo gerente, no sentido de acautellar a segaranca
dos trens no perenrso da Estrada Nova de Caxan-
g., e attender A. reclamacoes qne lhe toram diri
gidas por moradores emCaxacg* e Varzea.Com-
municon-se ao engenheiro fiscal.
Officios:
Ao inpector do Arsenal de Marinha.Uom-
mun's) a V. Exc. que o Ministerio da Agricultura,
Commercio e Obras Publicas, -egundo o aviso de
28 de Outabro altimo, sob n. 10, solicitoa do da
fazenda providencias, para que na Toes araria
d'esta Pres dencia seja posta a qnantia de 864240.
para ser applicada ae pigamento de despesas fri-
tas com a pintura de boias, conforme V. Exc so-
officio n. 476 de 28 de ietembro ante-1
ido as desposas por conf a da consigna-'
licitou no
rior, eorrendo
cao Bilisamento de pirtos demonstrado d. 7
da verbaobras publicasdo actual eiercieio.
Ao commandante Jas armai.Tendo o Exm.
Dr. Pedro Vicente de Aevodo da prestar jura
ment permite, a Cnmar. Municipal d'esta cidade,
e tomar posse n' ate palacio do cargo de presiden
te da provincia, amanbS, 1 hora da tarde, srva-
se V. Exc. de expedir suas ordena pura que um
batalho faca a S. Exc. as continencias devidas por
occasio d'aquelles actos, providenciando, outro-
sim, para que a fortaleza do Brum d a salva do
estylo.
Tendo o Exm. Dr. Pe 1ro Vicente de Azeva-
do de tomar p >sae do cargo de presidente d'esta
provincia, convido V. Exc. e os offidaes dos cor-
pos do exercito aqui existentes, para ascistirem
aquello acto, que ter lugar n'este palacio ama-
nhS, 1 hora da tarde.
Mualis mutandis ao iaspector do Arsenal de
Marinha e officiaes da armada, commandante da
escola de aprendizes marinheiros, director do Ar-
senal de Gu rn e demaia empregados ; engenhei-
ro militar, commandante superir ia guarda nacio-
nal e officiaes sob o sen commando.
Ao commandante das armas Sirva se V.
Exc. de expedir suas ordens para que amaiih 1 s
4 horas da tarde, se ache postada no Ai seal de
Marinha, urna guarda de honra, afim de fazer as
continencias ievidaa ao Exm. presidente nomea
do para a provincia da Parahyba, Dr Geminiano
Brazil de Oliveira Gee, providenciando outro-
sim, para que a fortaleza do Brum de a salva do
estylo quando demandar a barra o vapor Baha,
que conduz S. Exc.
Ao mesmo.Sirva-Be V. Bit. de expedir
suas ordens para que boje, s 4 horas da tarde, se
acbe postada no Arsenal de Marinha, urna guarda
de honra afim de fazer as contineucias devidas ao
Exm. presidente nomeado para a provincia do Rio
Grande do N^rto Dr. Antonio Francisco Herera
de Carvalho, providenciando outro-sim, para que
a fortaleza do Brum d a salva do estylo quando
demandar a barra o vapor Ipojuca, que condus S.
Exc.
Ao mesmo. Remetto a V. Exc. para seu
conbecimento e fina convenientes, copia do tele-
gramma do Ministerio da Guerra, de hontem da-
tado, relativo a liconca de 60 dias concedida ao
alfares do 14' bat- Iho de nfantaria Bellarmino
Augusto de AthayJe.
Ao Dr. Jos Morcira Alves da Silva, presi-
dente da provincia de Alagoas.Pelo officio a que
respondo de hontem datado, fico inteirado de ha-
ver V. Exc. prestado juramento e assumido o
exercicio do cargo de presidente desaa provincia.
Aprsenlo a V Exc. os meus protestos de es-
tima e con8deracSo.
Ao Exm. bispo diocesano.Devendo o Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo tomar posse do
cargo de presidente da provincia, amanba 1 ho-
ra da tarde, tenho a honra de convidar a V. Exc.
Rvma. afim de assistir aqaelle acto.
Ao conaelheiri director interino da Faculdi-
de de Direito.Sirva-se V. Exc. de enviar a es-
ta presidencia, para camprimento de ordem do Mi-
nisterio da Justlca ama copia authentica da carta
de bacharel do juiz de direito Joaquim JosHeo-
riques.
Ao Dr. chefe de polica.Sendo os contra-
tantes da fabrica de chapeos, estabelecida ra
do Viaconde de Goyanna obrigados pela clausula
3-- do contrato de 23 de Julho de 1880, a ter co
me aprendizes 12 menores brasileiros, que cos-
ta da fabriea serSo sustentados, vestidos e cora-
dos durante a aprendzagem, dando-lhe urna re-
tribmcao rasoavel ooservando-se a respeito o que
se cha prescripto n i regulameuto dos aprendizes
rtifices do Arsenal de Marinha, aasim o declaro a
V. 8. para os fins convenientes.
Ao inspector da sade do porto. Para os
fins convenientes, transmiti a V. S. a copia in
el usa do telegramma do Exm. Sr. ministro e se
cretario de estado dos negocios do imperio, recom-
mendando as mais terminantes ordena para que
sejam fechados os portos desta provincia a qaal-
qaer navio procedente do Rio da Prata.
Ao inspector interino da Tbesoarsria de Fa-
zenda. -Declaro a V. S. para os devidos fins e em
deterimento da petico a que se refere o seu offi-
cio de 8 do correte, n. 789 a qne resolv conce-
der ao administrador do trapiche alfandegado
Bario do Livramento, Jos Luiz de Souza, o
praso de seis mezes para continuar a receber os
gneros da tabella H. e esperar que o governo de-
cida sabr a transferencia por el ie pedida para si
do alfandegamento Jaquel le trapiche que cessou
com o fallecimento do Visconde do Livramento,
substituindo a llanca prestada pelo peticionario
para todos os eflvitos de que trata o art. 261 da
consolidacao das leis das alfandegas, nos termos
do parecer fiscal annexo ao citado officio.
Ao mesmo. De cooformidade com o aviso
junto por copia, expedido a 11 de (utubr> ultimo,
pelo Ministerio da Guerra e a ordem do Thesouro
Nacional, de 26 do mesmo mez, n. 232, mande V.
S. pagar a Francisco de Assis Sampaio Rosa a
quantia de 1004 pelo curativo do cabo deesqna-
dra do 2 batalho de infantaria, Jos Pereira da
Silva, de que fora incumbido, no termo de Aguas
Bellas.
Ao mesmo.Commanico a V. 8, P'ra es
fias convenientes, que em aviso de 23 de Outubro
ultimo declaroa-aie o Exm. Sr. ministro da justica
nao poder ser concedido o crdito solicitado no offi-
cio desKa toesouraria, de 24 de Setembro do cor-
rente anno, por nSo ter sido contemplado na le
do ornamento em vigor o lagar de ccreereiro da
cadeia do termo de Gravat.
Ao mesmo.Remetto a V. S., para os devi -
dos fias, copia do aviso de 29 de Outubro, em que
o Exm Sr. Ministro da Guerra di tolucio ao re-
quei ment de Francisco Jaborandy de Moraes,
einfermeiro-mr raiaano, de que trata a informa-
cao dessa Thesouraria, de 18 de Setembro ultimo,
n. 660.
Ao mesmo.Em additamento ao meo officio
de boje a que se acba aunexa a copia du aviso do
Ministerio da Agricultura, Commercio e Obras r/u
blicas, de 28 de Outubro altimo, n. 11, recom-
m ndo a* V. S. que sob a reaponsabilidade desta
presidencia, mande pagar por conta dos salios dos
crditos concedidos no exercicio de 1885 a 1886
para as obras da conservaco do porto as despe-
zar feitas com a ponte Buarqae de Micedo duran
te o mesmo exercicio-
Ao mesmo.A' vista do expasto no officio do
engenheiro ebete da Repartic&o das Obras Publi-
cas, de 8 do corrate, n. lOl^recommenda a V. 8.
que mande entregar ao thesoureiro da mesma re-
particSo, Pedro Jorge da Silva Raaos, por ronta
do crdito concedido p la ordem do Thesouro Na-
cional de 24 de Julho ultimo, n. 152, a quantia de
5:00J*V>00 para lontinuacio das despesas com as
obras do edificio do palacio desta presidencia.
Communicou-se ao engenheiro chefe da Reparti-
cao das Obras Publicas
A mesmo. Declaro a V. S. para o* fin*
convenientes, que o director do Arsenal de Guer-
ra, segando participou-me por officio de h.je, sob
n. 676, forneceu em virtnde de ordem des a pre-
sidencia de 20 Je Outabro fiado, ao cruzador
Almirante Barroto os seguales artigos: 500 kilos
de plvora commum para salvas, b.etilha para
cartuxos, 8J metros e retroz preto ou torcal 500
grammas, sendo estes ultimas artigos ompradoi
adminiatrativameute a R* trigo Carvaltu & C.
todo na imporruncU d- lo24000.
Ao m--sm". Transmuto a V. S. pa a ser
submattida a consiJerac^o da commisaio de syn-
dicancia, que actualmente acha funecionando
nessa repanico, copia do quadro comparativo dos
el vados presos da varios artigos remrttidos ao
almoxanfado do Presidio de Fernando de Noro-
nha durante o anno lindo, confrontados com os
prego.- correles ao mercado desta capital.
Ao mesmo.(^ommunico a V. 8. que o Mi-
nisterio da Agricultura, Commercio e Obras Pu-
blicas, seguado o aviso de 28 de Outubro ultimo,
sob n. ll, solicitou a precisa ordem do da Fazen-
da para que essa Thesouraria seja autorsada a
pagar as despezaa feitas com a oonte Buarque de
Macedo durante o exercicio de 188586, por conta
do saldo dos crditos con:edidos no mesmo exer-
cicio. para as obras de conservaglo dos portos
desta provincia.
Ao mesmo.Commanico a V. 8. que e Mnis-
terio da Agricultura, Commercio e Obras Publicas,
segundo o aviso de, 27 de 0 tubro ultimo sob n.
17, autorisei o engenheiro directo, da repartigio
encarregado^. la conaer /agio dos portos, a veader
em hasta puclca, nio s o casco de urna velha
draga, mas -tambem urna caldeira e outros obje-
ctos que por estragados nao podem mais prestar-
se ac servieo da dita repartigio.
Ao mesmo.Communico a V. S. que o M-
osterio da Agricultura, Commercio e Obras Pu-
blicas, segundo o aviso n. 10, da 2j de Outubro
ultimo, solicitou do da Fazenda a precisa ordem
para que essa Thesouraria seja habilitad*, por
coata da consignagioBalizamento do porto, de-
mousTaeai . 7 da verba Obras Publicas, do
actual exercicio, com o crdito de 86240, para
occorrer ao pagamento de despezaa faltas cem a
pintura de boias, conforme ao mesmo Ministerio
solicitoa o inspector lo Arsenal de Marinha, desta
provincia.Commuaicou ae ao engenheiro encar-
regado das obras ger.es.
Ao iuspector do Thesoaro Provincial.Ten
do nesta data indeferido o requerimento do bacha-
.el Francisco de Paula Correia de Araujo, ao
Sual se refere a intormacao de Vmc. de 28 de
utubro ultiao, sob n. 232, recomend-lhe que
mando a lugar urna caaa para servir i cobranga do
pedagio da barreira de Caxang, eorrendo a des-
pez* por conta da provincia, que obrigada a
proporcioaar-lhe esse auxilio.Communicou be ao
engenheiro chefe da RepartgSo das Obras Publi-
cas.
Ao mesmo. -Attenleodo ao que expozeram,
autorisei Jos Mara & C, no requerimeoto de 27
da Julho ultimo, a que Vmc. se refere em officio
de 6 de Agosto, sob n. .71, e ao que consta tam-
bem do requerimento de 8 de Outubro e 6 do cor-
rete, declare-lhe que nos termos da le o. 1289,
de 9 de Julho de 1877, e clausula 8.* do contra-
cto de 23 de Julho de 1880, devem ser dispensa-
dos de quaesquer impostos provinciaes, inclusive
os que constam da loi n. 1860, de 11 de Agosto
do anno pastado, as materias primas constant s
da relagi.i junta, assignada pelo secr-tero desta
presidencia, necessarios ao custeio da fabrica de
chapeos com elles contractada, observando iea-
peito das restriegues do final do officio de um de
meus antecessores, de 1 de Maio de 1882.
Ao commandante do corpo de polica.Ao
Dr. chefe de polica mande Vmc. apresentar
3u e conduzirem para esta capital an pieso que
est recblbido i cadeia de Palmares.Communi-
cou-se ao Dr. chefe de polica.
Ao mesmo.Devendo o Exm. Sr. Dr. Pedro
Vicente de Azevedo tomar posse .do cargo de pre -
sidente da provincia amanhi, a urna hora da tarde
convido a Vmc. e a officialidade do sea commando
afim de aasiatircm quelle acto.
Ao gerente da Compania Pernambucana.
Reaetto a Vmc. as inclusas contas documen-
tadas referentes a transportes concedido na im-
portancia o~$ 4:083800 noa vapores dessa compa-
nhia, a presos civis e militares afim de grem des-
-criminados de accordo com o disposto no aviso do
Ministerio da Jostiga de 29 de Outubro de 1885.
do qual se dea sciencia a essa companhia em 27
de Novembro do mesmo anno, e com a informagio
junta por copia, ministrada pela contadoria da
Thesouraria da Fazenda em 18 de setembro ul-
timo.
Ao chefe das repartieres.Devendo o Exm.
Sr Dr. Pedro Vicente do Azevedo tomar posse de
cargo de presidente da provincia amanba a 1
hora da tarde, convido a Vmc afim de assistir
aquelle acto.
Portaras:
A' cmara municipal do Recife.Declaro
cmara municipal do Recife, para providenciar
convenientemente, que o Exm. presidente Dr. Pedro
Vicente de Axevedo, prestar amanhi a 1 hora da
tarde, juramento perante essa cmara afim de
assumir a adjiinistragio da provincia.
A mesma.Declaro a cmara municipal do
Recife que fica autonsaJa a effectuar a transpo
siglo das verbas a que tratara os seas officios ns.
36, 42 e 50, de 18 de Agosto, 29 de Setembro e
15 de Jutubro ultimo, fasendo-lhe entretanto
seutir que nio deviam ter sido effectuadas as des-
pozas sem que procedesse autorisagao desta pre-
sidencia.
A' camrra municipal da Pedra Buique.
Cumpre que a cmara municipal da Pedra de
Biqaeme remetaos documentos originaes compro-
Oatoros de todas as despezaa de que faz menguo o
balango annexo ao seu officio ae 30 de Outubro
findo, conforme determina o art. 81 da lei n. 1221
de 21 de Junbo de 1875, afim de serem annexado*
ao referido balango.
EXTEDIBHTB DO SECRETARIO
A' agencias de paquetes.De ordem do Exm.
Sr. vice-presidente da provincia acenso o re-
cebimento do officio, em que V. Exc commumea
que o vapor Baha chegados dos pirtos do sul
h'je as 6 horas da manhi seguir para os do
norte amanhi, as 5 da tarde.
Ao jniz municipal e de orpbios do termo da
Gloria de Guita.S. Exc. o Sr. vi e-presidente da
provincia manda declarar a V. que deixa de dar
soluegio do seo officio de 6 do correte mes, por
ser o assumpto do mesmo da exclusiva competen-
cia de V. S a quem Deas guarde.
Ao Dr. juiz de direito da comarea de Tim-
bauba.De ordem de 8. Exc. o Sr. vice-pres<-
dente da provincia transmiti a V. S" em resposta
ao sea officio de 23 de Outubro fiado um ejem-
plar das collecgoes de leis d'esta provincia dos
annos de 1884, 1885 e 1886.
Declaro a V. S. que, por nio ha ver nenhum
exemplar, deixa de lhe ser remmetido um da do
anno de 1883.
DESPACHOS DA PBE8IDENCIA DO DIA 18 DE
NOVEMBRO DE 18o6
Bartbol meu da Costa Barros.Seque i ra a The-
souriria de Fazenda.
Hermenegildo Mara da Purificagio Barros.
dem.
Joaquim Jo* de Souza.dem.
Bacharel Jos Fiel de Jess Leite.Como re-
quer.
Mara Julia da ConceigioTendo o menor a que
sa refere, sido julgado incapaz do servigo da ar-
mada, nio ha que deferir.
Manoel Dias da Silva.Diga o interesan que
tein na certida > e o fim para que a requer.
Vicente de Assia Tafttr**. Confirmo o despa-
cho de 29 de -.etembro ultimo.
O sa amo.dem.
O mesmo. dem.
- 19
Antonio Vasco d'Algunes Cabral. Informe o
Sr inipector do Thesouro Provincial.
Antonio Francisco Borgea. Providenciado.
Padre Antonio Graciano de Araujo Guanta.
Em vista da le n. 962 de 1870 e da informagio
da Cmara Municipal da Gau elleira, neg provi-
mento ao presente recurso interposto contra o acto
d'aquella Cmara, que chamou ai a administra
gio do cemiterio publico da mesma villa, ato
quaoto parte meramente econmica e aammia-
trativa, ficando salva ao recorrente, ou a qu&lquer
entro que se julgar prejudicado, os meio* judicia-
nos que ao caso eouberem quaoto ao terreno em
que est collocado o cemitrrir, na bypothese de
nao fazer elle parte do patrimonio da Cmara.
domees L>pes de Siqueira.Nio tem lugar
por nio have aido sanecionado o pnjecto de Tei.
que continhs autorisagio p ra a gratificado pe-
dida.
Caetano Cyraco da Costa Moreira e Joaquim
Jos ^ilve.ra. Informe o Sr. inspector interino
ia Thesouraria de Fazenda.
Evaristo Pereira da Costa.Providenciado.
Eustaquilino de Paula Lima.dem.
Francisco Candido de Medeiros. -- Indeferido
quanto a aovo c ntrato. Torne-ae expreaaa a ca-
ducidade do anterior.
Gaspar Costa.Sim.
Manoel Delfino da Medeiros Favillo.Remetti-
do ao Sr. inspector do Thesouro Provincial, para
nos termos de sua informagio de 6 de Julho ulti-
m >, n. 7, attender ao peticionario.
Mara Jovita de Barros Wauderley. S;m,
contar do prximo semestre vindouro em diante.
Rufina Demetria de Souza. Infirme o Sr. ins-
pector geral da inatruegio publica, quanto tempe
tem estado a supplicante de licenga dorante o
exercicio vigente.
Sympbromo de Souza Barros.Sim, sem venc-
mentos.
Vilardo Juatiniano Carneiro da Cunha.A can-
demnagao do supplicante consta da informagio do
juiz de direito do 1 districto criminal ; qnerendo
por certidio requeira a Relagio.
Valerio Francisco Regia.Nada ha que deferir
vista da informagio da Thesouraria de Fazenda.
Dr. Vicenta Ferrer de Barros Wanderley Arau-
jo. Deferido com o officio desta data ao Thesou-
ro Provincial.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
bueo, em 20 de Novembro 1886.
O porteiro,
Francdino Chacn.
('ominando das Armas
QDARTEL GENERAL DO COMMANDO DAS AR-
MAS DE PERNAMBUCO, EM 19 DE NOVEM-
BRO DE 1886
Ordem do dia n. 134
Publico para ronhecimento da guarni-
dlo, que tendo sido a 15. do corrente ins-
peccinalo de sauie, a seu pedido, o Sr.
tenente aggregado a arma de infantaria
Jeio Bernardo do Reg, que como Be acha
va addido ao 14 da mesma arma ; deter-
mino que continu na mesma qualidade de
addido no referido batalho, at que o go-
verno imperial resolva sobre o teu des-
tino.
( Assignado ) O brigadeiro Agostinh
Marques de S, commandante das armas.
(Conforme)O tenente Joaquim Jorge
de Mello Filho, ajudante de ordens inte-
rino e encarregado do detalhe.
Repartl;o da Polica
Scelo 2N J136.-Secretaria da Po-
lica de Pernambueo, 20 de Novembro de
1836.-Ifhn. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Gzc. que hontem foram resoltados Casa
de Detencao os seguntes individuos :
A' minha ordem, Luis de Franca Reg, vindo
da Victoria, remettido pelo subdelegado, como alie-
nado, gnea, acrava dos herdeiros de Basilio
Martina ia Costa, remettida pelo juiz municipal
de 6 iyanna, como sentenciada, disposigio do
juiz das ezecuges.
A' orde n do Dr. delegado do 1 districto da ca-
pital, Manoel Ferreira do Nascimento, como inenr-
ao ns penas do art. 201 do Cod. Crm., disposi-
gio do juiz substituto do 4* districto.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Caetino Jos Francisco, Manoel Alves e Sevena-
no Jos da Silva, por embriaguez e disturbios.
A' ordem do do 1 districto da Roa-Vista, An-
tonio Goncalves Toires, por embriaguez e distur-
bios.
A' ordem do do 2o districto, Claudino Jos dos
Santos, por embriagues e offeneas moral pu-
blica.
A' ordem do do 1* iistricto de Af ogados, Ma -
noel Gomes dos Santos, disposigio do Dr. y'iz
substituto do 3 districto criminal.
Por officio de bontem ommunicou-ne o subde-
legado do 1* districto de S. Jos, ter remettido so
Dr. juiz de direito do 3 districto criminal, o in
querito policial procedido contra Jos Leal Mar-
tina de Aguiar, preso em flagrante pelo crime de
fenmentos leves, qne pratcara em sua mulher, na
noite de 14 do corrente, i tua do Coronel Suassu-
na, faeto publicado na parte de 15 do corrente.
Ante-bontem, is 9 horas da noite, incendion-se
na Estrada v'elha do 2* districto da Boa-Vista,
urna cocheira pertencente a Joio Martnbo de Sou-
za, queimandose quasi tudo qne alli continha, ex
cepto 2 bois e 3 vaccas, qne a tempo poderam re-
tirar.
Com auxilio das pracas do destacamento e pea-
toas do povo conseguio-se a extinegio do incendio,
podendo-se felizmente evitar que se communicasse
casa de residencia de Jle Marti uno,'qne fica
contigua i cocheira.
Hontem, s 6 horas da tarde, fui avisado que
havia incendio no armazem n. 6, i ra da Compa
nhia Pernambucana, conbecido porTrapiche Es-
p. ranga, pertencente a firma Mello & C.
Para alli me dirig e vi que o incendio tomava
rpidamente vastas prop-rco s. devido ao crescido
numero de saceos de algodio empilhados at o
tecto; e tendo o togo se manifestado as de cima,
quando se deu por elle j queimava a cubera,
que em poucs momentos des < bou, uio se podendo
salvar mais do que urnas 50 saccas.
Devido aos eaforgos de pessoas do povo e traba-
jadores dos i egociantes visinhos, conseguio-se
tirar as mercadorias recolhidas aos armazeus ns.
4 e 8, pertencendo o primeiro, onde havia grande
quantidade de algodio, i mesma firma, e o segun-
do, onde haviam muitaa pipas de agurdente e al-
cool, a Antonio Hara da .- ilva.
A falta de pessoal habilitado e do material suf-
fic ente e em bom estado, concorreu para que o in
cendio nio fosse logo dominado, o que s teve lu -
gar is 10 horas da noite, e isto devido aos eafor-
gos do pessoal de Arsenal dr Guerra com a res-
pectiva bomba, de pragas do corpo de polica e da
guarda cvica, e de muitaa pesaoas do povo, que
trabalharam com esforc para que o fogo nao se
propagaste aes predios visinhos.
j}A bomba do Arsenal da Marinha pouco servigo
pres too devido nio s a falta de pessoal para to-
cal a, como por se ter desarralijado por mais de
urna vez.
As 7 oras da noite, apresentou- se o Sr. com
mandante do vapor iuglez Norimon com urna
bomba guarnecida por gente de seu navio e pr-B-
tou relevantisamos servigos, podendo diser-se que
devido a esse auxilio fui que o incendio foi domi-
nado e circunscripto ao predio ende havia come-
caoo.
Tambem preataram bons aervigas o peasoal da
officina da Companhia Pernambucana e dos va
poros d i mesma companhia com urna bomba tra-
zida do vapor Jaguaribe.
Cumpro tambem um dever fasendo especial
raengio dos aervicoa espontneamente prestados
peto capilio-tenente Bueno BrandSo director da
officina de machinas do Arsenal de Marinha, que
encairegou se de dirigir o trabalho da extinegio
e a. cojos aforeos muito se deve, comparecern! ao
lagar do liuls >j piquetes dos eros de liona urna
forga do cor90 de polica, outra de guarda civics,
com o respectivo commandante geral e fficiaes, o
Dr delegado do Io districto, que muito n e auxi
licu com o zeio e dedicagio que o distinguen), c
tenente-coronel commandante do corpo de polica
o superior do dia e vanas outras autoridades.
No arma sem incendiado, de propriedade de
Fonseca & Irmio e seguro na Companhia Indem-
nlsadora por 5:000000, existiam 440 saceos de
algodio, estando 300 seguros na mesma Compa-
nhia e 110 .-.a Pbenix ; havendo mais 19 barricas
de cera de carnauba, 150 pipas vasiaa e 300 sac-
eos de aniag m, calculando-se os prfjuizos das
mercadoms incoDdiadaa em 14:000^000.
O armazem n 4, pertencente a Manoel Ferreira
Bartbclo e seguro na Phenix, fic calculando-se o prejuizo im l-OOOOOO; senda as
mercaderas existentes nesse armazi rn (que per
tence a mesma firma) 8egurc8 em 16:000^000 na
Companhia Fidelidad* de Lisboa.
Nio houve pnjtiizo as mercadoms que per
tenciam a diversos.
O armazem n. 8, de proprieaade de Eduardo
Burle e seguro em 10:000*000 na Indemniaadora,
ficou ligeiramrnte damnificado.
Era estabelecido nesse armazem Antonio Man
da Silva, com agurdente e alcool, nenhum pre-
juizo si ffren.
J per mais de urna vez teoho manifestado s
cbss Presidencia o que nesta provincia o servigo
de extinegio de incendio, e aproveito a occasiie
para dizer a V. Exc. qne urgente iazer-se al
gira consa no stntido de ser organiaado regular
mente esse servigo. V
Sem pessoal apto e material conveniente nioe
possivel extinguir se um incendio especialmente
C Entre nos es ici-ods nio devoram quarteiroet
inteirna devido antes ao nosao syatema de conatruc-
gio e qualidade das madeiraa, do que aos meio*
de extinegio que eao quasi nullo.
O material de incendio existente tende a extin-
guir-ae.
As bembaa do Arsenal de Guerra e Marinha
alm de velbas e quaai interviveia aio de antig*
systema, pesadaa, tiradas a brago e aprt8entam-ae
stmpre sem pessoal suffic ente para seu manejo
Alem das boabas e no estado j desenpto ne-
nhum material de salvagio existe de ferma que
n. u i tas v zea o servigo de ealvago feito de tal
man. ira que causa maiores damnos que o proprw
fogo. ,
Quanto ao pesseal basta dizer qne forma
pelos n-enores do Arsenal de Guerra, marinheiros
e operarios do Arsenal de Marinha, gente que nac
especialmente preparado para servigo de bom-
b ;iros.
Nao se tratando de melhorar ou crganisar a
vigo proprio para extinegio de incendio, nio sert
de sorprenhender que esta cidade seja anda teste-
munha de algum desastre navoroan devido-a in-.
cendio, o que teria acontecido huntem ae o fogo s
manifeetaase as boras mortas da noite, attenden-
do- se as materias inflaanaveis existentes nos rma-
seos visinhos, e que nio sendo promptamente re-
tiradoa como foram, teriam concorrido para pro-
pagar e fogo em todo o quarteirio.
Encarreguei ao Dr. delegado do 1" districto de
abrir o inquerito sobre o facto.
Deus guarde a V. ExcDlm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe
de polica, Antonio Domingo Pinto.
HtviSTA DIARIA
Kecllflcac&o neeesaarla Por ter sido
bontem publicada com um erro, repm iuzimoa a
portara da presidencia da provincia, de 17 de
corrente mez, determinando a ordem da substi-
tu cao dos juizes de direito da comarca desta, ca-
pital no prximo anno de 1887.
2 BeccioPalacio da Presidencia de Per-
nambueo, 17 de Nov*mbro de 1886O presidente
da provincia, para execugio do art 4 do decreto
n. 4,824 de 22 de Novembro de 1871, resolve de-
terminar que no prximo anno de 1887, os juizes
de direito da comarca do Recife, aubstituam-se
na ordem em seguida declarada :
O juiz de airei to do civeL
1 Commercio.
2o Fazenda.
3o Provedoria.
4 Orpbios.
O juiz'de direito do commercio.
1 Fazenda.
2o Provedoria.
3 Orphios.
4o Civel.
O juiz de direito de orphios.
1' Prevedoria.
2 Civel.
3o Commercio. *.
4 Fazenda.
O juiz de direito da provedoria.
%* Civel.
2 Fazenda.
3 Orphios.
4o Commercio.
O jais de direito dos feitos da fazenda.
1 Orphios.
2o Provedoria.
3a Commercio.
4" Civel.
(Assignado)Pedro Vicente de Atened.
auloridadea pollclaea Por portara
de 19 do corrente da presidencia da provincia fo-
ram nomead s para os cargos de subdelegado e
supplentes do districto de Jatob, do termo de
Tacarat :
Subdelegado, Ernesto Ferreira Bello.
1 suppl- nte, Joio Rodrigues da --ilva.
2* dito, Alexandre da Silva Leal.
Tribunal o Jury do Recife Nao
houve hontem julgamento neate Tribunal por ti
haverem comparecido 33 juizes de facto. "
O presidente do Tribunal impoz a multa de 2&t
aos que faltaram, sorteando-s* m .is os seguiotes:
Freouera do Recife
Adolpho de Brito Tavares Cordeiro.
Jos Salvador Pereira Braga.
Argemiro Falcio.
Sylronio Silvan Nunes Sette.
Jos Jer nymo Ferreira Coelho.
Jesaiao Alves Fernandos.
Freguetia de S. Jote
Joio Moreira de Mendenga.
Fregnetia da Boa-Vita
Ulysses Botelho ae Aodrade.
Dr Antonio Germano Regueira Pinto de
Manoel da Silva Bastos Jnior.
Joio Barbosa de Socza.
Freguetia da Graca
Joaquim Tbeodoro de Albuquerque Maranhis.
Jos de Oliveira Castro.
Freguetia de Afogado
Manoel Jos Martina. <'i
Francisco Augusto Pacheco.
Faculdade de DireitoEis o resalude
do actos de hontem :
1 ansio
Paulo Julio de Mello, plenamente.
Raymundo da Silva Perdigio, idem.
Augusto Jos Mendea de Hollanda, dem.
Vict-riuo do Reg Toacano Barreto NetW, "sisa-
pti sm nte.
Dous reprovadoa
2.o anno
Affonso Pinto de Carvalho, plenamente.
Francisco da Fonseca Figu-redo, dem.
Tertuliano da Costa Pioheiro, idem.
Stmeio Telles de Meneaos Sobral, dem.
Souza.
M






Diario de Pernambuco---Domingo 21 de Novembro de 1886
I
13
a
2
8
1
turma
de
Jati de Oliveira Lette, tdem.
Jio de Oliveira Leite, dem.
sao de Andraue Pereira Borba, idem.
3 auno
Samuel Mrtir, a, plenamente.
Bernardo Jos da Gama Lina, idem.
jtagaato da Guia Lamenha Lin?, idem.
Leonardo Joo Qrego, aimplesmente.
Jalo Ferreira Dominguea Carneiro, idem.
Km reprovado.
4' anno
Bienio da Cunha Fonteuell*, plenamente.
Antonio Coelho de Si Albuquerque, idem.
Aagasto Lina Metra de Yaaaancello, idem.
Tri repro vadea.
5* anno
ajmundo A'.exaadre Vichaes, diatiaeco
Saal Coelho da Silva, idem.
fisidio de Abreu c Lima Figueredo, plena-
mente.
Jtaal Raposo Barradas, idem.
Arthur de Mello e Mattos, idem.
ot Bezerra Cavalcante, idem.
Estes receberam o grao de bacbarel em scien-
siae jurdicas e aociaes.
Amnnb serio chamado* no Io anno os ns.
9b\ 86, 0, 82, 92, 89 e Untos quantos forem pre-
aiaos para o n. 6.
Sxamen de preparatoriosO resul-
tado dos exornes de arithinetioa do da 18, ioi o se-
ajaiate:
Enraram
Plenamente
Simplesmente
Reprovadoa
Retirou-se da prova escripia
Amanb aera chamada a ultima
awtuguez.
sanies de inglesAmauh, 22, haver
esemada para nova turma, e far&o oral nao so os
ate fizeram prava i scripta honttm como os que i-
xarem amanea. Essa chamada comecar a 10
Saras e no numero 39.
Conellio IliterarioReunio-so bontem
sal a presidencia do Dr. inspector geral.
Foram lidos os aegnntes pareceres :
Da 3 seccio, relator o Dr. Baptista Reguera
sobre a peticodo prcfe6sor Manoel Lopes da Fui,
qnerendo a gratficacao-da que 'rata o art. li
de> regulamento de 6 de Fevcrciro de 1855, con-
. saaiodo pela concesso.Approvado.
Da mesma seccao, relator o Dr. Jos Diniz so-
sre a pttico do protessor Manoel Lopea de Albu-
i taserque, requereudo a gratiheacao de 15 anno*,
scacluindo pela prava por parte do peticionario
se sao haver stffrido as penas do art. 169 1 e
2% Apresentada urna emenda pelos professores
Miranda e Fragoso e subruettida a votacao com o
^jarecer iicou aquella empatada.
i Da meiraa seccao, relator o Dr. Antonio Justi-
i a* obre o requerimento do protessor Ceciliano Jo-
S s Sibeiro de Vasconcellos pediudo a gratificacao
* o* iiue trata o art 115 do regulamento de 6 de
. J^Ti-reu-o do anno pascado, concillando pela con-
Mtio.Approvado. '
Da mesma seccao, relator o Dr. Jos Diniz so-
ie a requerimeuto do advogads dos professores
ao eonselho, psdiudo para que fossem inqueridas
tres teatemuuhas da defeza no processo instaura-
do- a profesaora Cordolina Amelia da Paz, con-
etomdo pelo delerimento.Approvado, proceden-
se-ie em seguida a nquirico das mesmas teste
ssnnhas. .
ODr. inspector geral declaron que devia-se
esta conferencia eleger o commissario do conse
]ko para tomar parte na commieso de que tratam
as isttrucces de 15 de Mio de 1885 (art. 6) e
asiaanln ee a isso, recabio a oomeac3o por unani-
andada no Sr. prufcaaor Miranda.
Fernou se o lempoA bem conbecida
asa de msica de propriedade dos Srs. Vctor
Piealle, suceeesores, eatabclecida ra do Im-
perador n. 55, acaba de receber ltimamente da
Snropa, onde ra ntidamente ropressa e edcta-
a ama polka brasilea denominadaFecbou-ae
lempocomposico do Sr. Eurico de C. Brito e
q**e como as demais msicas do raesmo autor,
aaatante se recommenda.
Simples na execucao, no entanto bonita e
otamos as nossas pianistas, que de certo nao
aio de a rossuir em seus xlbnns.
*.
~~aVycen de arles e o(nclo Nos das
3&el6 do crrente. tWeram lugar os exames dos
aJaanos deste estabeltcimento, cujo resultado foi
uguicte :
2 cadeira de poruguei
telfino Jos de Sant'Anna, plenamente.
3' eidra de portuguez
JeioCaneir. da C>sta Pr^zeres, plenamente.
Cnatodio Guemo Ucbi de Lacerda, idem.
Jefe de Castro Mascarenbas, approvado.
Uto Simplicio de Almeida, idem.
FesBjna Gomes de Suuza, idem.
Jhnocl Ccrreia Liborio, idem.
IritAmi'ca
Joao Baptitta LoDea de Castro, plensmfnte.
jjlio Teixeira Linsde Burros oreto, approvado.
asas Celestino de Almeida, idem.
Francs
Tendo logar es exsmes do lyceu posteriormente
asa d facnlda fe de direito, os alumnos de francs
jrsstaram-noR neste cstabeleeimento, obiendo o
psinte resultado :
saias Celestino de Almeida, plenamente,
oaio Vasconcellos dos Santos Pontea, idem.
yacente Ferreira da Silva, dem.
Sntcdio Gusmao Ueba do Carvalho, idem.
Jofio Pedro dos Santos Ferreira, approvado.
Sergio Loreto, idem.
Enrola formalTerminaram bontem os
sxames dos alumnos das escolas primarias anne-
3H esto resultado de coofjrmidada com o pro
misma approvado pela presidencia da provincia
as 22 de Outnbro de 1881, e feiio o julgameuto
da regulamento interno das escolas, ja em vior
3 o seguinte :
.Ya escola do sexo matcoimo
1- Grao
ibsqnim Pinto Lapa, adiantado.
JesS* miao das llerca, pouco adiantade.
Catrtano Eduardo Gomes da Silva, idem.
Taalino Wenceslu de Oliveira t Silva, idem.
jTraaeisco de Almeida e Souza, idem.
Sdsardo de Oliveira e Silva, idem.
Aatenio Eustaquio de S.uza, dem.
2< Grao
JsSe Brinant Netto, ad i anta do.
/s de Oliveira das Mercs, dem.
Jbasaim Semeano das Mcn.es, pouco adianta-
Jmi Simp icio de Britto Franco, dem.
Ssssgero Hermino de Souza, idem.
Jas Candido de Oliveira Figoeirede, idem.
aeeohilo Honorato da Trindade, idem.
3- Grao
mato Pessoa de Meneses, approvado plenamente.
Me Faaatino Guimaraes, approvado simplesmen-
I*.
ya i-seola do sexo femenino
V Grao
jfcsa Alexandrina Caneca, adiantada.
Astania Cavalcante Lies, idem.
Jasrenca Candida dos Santos Bessone, dem.
JtaSia do Carmo de Carvalho, idem.
fsrbalia Maxia das Mereez Crus, idem.
iaksrata da Si Barretto, dem.
lar & Eutopia de iqueira Mmdonca, idem.
ilia Eleutera Nila Ribeir idem.
a Tberesa de Mello, idem.
Jbaepha Hypolita Ferreia Cunha, dem.
j^Mlia Francisca da Cu ha, idem.
afasia Dativa Barbosa da Silva, idem.
Seria Amelia Quinteiro, pi uco adiantada.
Xaoia Tecla de Lacerda; dem.
aatoaia Mara de Oliveira idem.
AaJouia Adelia de Lyra Florea, idem.
sfarcolina Elvira de OHveira, idem.
Ssla de Araujo Leite, idem.
2- Grao
Jaaa Affonso de Souaa, adiantada.
fisjk'ta Rosa Olindina Gomes, idem.
WmgeBm C.rolina Ayrea Velloso, idem.
Sarta BoJrigues de Souza, iaem
Csilota da Cruz Ribeiro, idem.
fasasi rnriii Balbina Ramos da Silyeira, dem.
Jfauna Democrita Ramos daSivcira, idem.
Saa Landelioade Sant'Aons, idem.
Fstpedigna Emilia de Souza, idem.
SatviBa Preciliana da Silva Bampaio, idem.
JhaephH Flora Torree, id-m.
lia do Carmo Cesar AfLnsu, idem.
tari* Amelia de Oliveira Martina, poaca adian-
ICSB,
3- Grao
ataSLye d* Costa, &pprcvada plenamente.
JUSfJKt vi' r de Albuqaerque, idem.
r lsdsaRecebemos bontem o Orbe de 17
Jo eorreute, do qual passamoo a seguinte local :
Com verdadeiro pesar registramos ama acea
friste de.ooe.foi ante-hontem theatro esta capital.
JA o publico sabe que alguna eatndantes de
jreparaono ttem dado provaa dorante os exames
kstaaeide rnjnub. rdinaeSo iaqoalificaveL
-' e deponente
repara ono tem uauu jh*oo uuiau
staaea de ^Jnsnberdinacao inqu
Eaeractb"p6r'B a eatraobavel
dos brioa da mocijade estudiosa eatava a merecer
cecearas, qoando urna circumstancia grave veio
afeiar anda mais tao reprovado proceder.
Uin moc<> que veio da corte exhibir c.a provas
de suas habaUgbs, conseguo apenas provar que
amestrado no pugilato, e que nae poda tolerar
o deaaforo d'um continuo que tomou Ihe urna fila,
e fes um .ferimento leve na cabeca dease em-
pregado.
Em vista d'iaao, fo boutem requiaitada torca,
mas a preseuea de algum'aa praoas de liaba fez
redebrar de esforcoa oa desordeiros.
Pci daareepetado o Ilustro director geral da
isatrseco publica, Dr. Digues Jnior, e o ma-
peitavel 8r eonrgo Espinosa, delegado esptsial.
que Buependeu oa exames.
< Uoaa ceausissao de lentes do lyeeu enviada
presidencia aahiu do edificio em que funeciona
esse estabeleoMaento aoompanbada de estrepitosa
vaia.
Oa Srs. prefesseres Filinto e Dr. Jos Jsnoa-
rio soffreram o mesmo, eate at ana residencia e
aquella at a livrara Firmo, onde penatrou.
< Foi urna eousa espantosa, um desacato inau-
dito que nao encon'rou paradeiro nem nos reg-
mens da boa educacao nem nos prudentes conae-
Ihos dos bem intecionados.
Resta que oa Srs. paes de familia deem o
exemplo que o caso requer, para que a falta de
correccao deixe de ser incentivo reprodcelo de
taes scenas. <
TUeairu de Santo AntonioHoje, nes-
te theatr j a empresa Dramtica Beneficente d um
espectculo em beneficio de seus cofrea, repreben-
tando o drama As ditas Orphds.
aniversarios Terca feira, 23 do corren-
te, iazem 45 anuos que fo creado o Coaselho de
Estado, e 237 que os hV.landezes incendiaram a
cidade de Olinda.
Fabrica ApolloOa moradores da vsi-
nhanca da fabrica Apollo queixim-se amarga-
mente dos fumos com que sao aspbixiados e dos
cheir;a pestilenciaes que elles derramam na ath-
mosphera, em con:equencia da tabricaco de oleo
vegetaes nessa fabrica.
Diz m eiles que a altura da chamn da fabri-
ca nio a recommendada as posturas munici-
paes, e d'ahi aquelles inconvenientes, que quasi
diariamente os atormentara.
O proprietario da fabrica, o Sr. Cunha, alia
zeloso no coneernenfe ao aceio e ordem do seu es-
tabelecimento, que um excillente modelo para
os congneres, pode perfetamente attender a jus-
tas recinmacoea de que noa fazemoa cbo, man-
dando levantar o cbamin dos fornos e combusto
dos vegetaeB pata extraccao dos oleoa.
E' urna medida ueceasaria, mxima nai actuaes
crcumatanciaa.
Coebi'irii iurenJiailaX'i quinta-feira
ultima, s 9 horas da noite, incendian-ne na Es-
trada Velha do 2" districto da Bi-Viata a eo-
cheira de Joao Martinho de Souza. Q.ias tudo
quanto all hava foi devorado helo fogo, escapan-
do apenas tres vaccas e dous bois.
As praxis do destacamento e diversas pessoaa
conseguiram extinguir o incendio, bem cmo que
este se corauuuicisse casa de residencia di re-
ferido Joao Martinho de Souza,
LarupioHooteoi. s 10 horas do dia, eata-
va o itslisnr Aotoaio Isabel na vcuda ra do
Bom Jess n. 35, p' rtencente ao Sr. Moreira, e
vio em cima do baldo algumas garrafas de cer-
vejn, de marca desconhecida.
Querendo compral-as porm pelo preco mais
barato possivel, foi logo tratando de agszalbar
alguma, mas Uz ate servieo tao desastradamen-
te que um dos caixeiroa, vendo o que estava acn-
tecendo, deu-lhea voz de prisSo.
Antonio Isibel, conessou que fizera aquelles
pasara por um brinquedo.
Directora das oaras de conserra-
{o don i; o rio*Bolctim meteorolgico d)
dia 19 de Novembro de 1886 :
o . l---------=--------=:
Hoias asi O O f i* Barmetro a t Tensao do vapor ^3 m "2 a s n
6 m. 25-7 759'8-l 17.81 72
9 27>8 760-88 18.43 66
12 28-4 76O0 18.45 64
3 t. 278 ToS-'-Si 17.96 65
6 26-7 758.".i9 18.57 71
Temperatura mxima299.
Dita mnima255.
Evaooraco em *21 baras : ao sol9m7, 4 ecra-
bra6">9.
Chuvanulla.
Direccaa do vento : E de mcia noite at 2 horas
e 15 minutos da maahS ; ENE at 4 horas e 30
minutos da manh ; E at mcia noite.
Veloeidade meda do vento 4,'"i \ por segundo.
ebulosidade meda : entre 0,1 e 0,5.
Em Iraaaito O paquete Advano: levou
para o sul 54 pastageiros, sendo 19 tomadoa em
Pernambuco.
DisabelroO paque Pswt hvou para :
Rio Grande do Norte 27:000*000
Cear 38:52 *350
Iteunlfiee ciaesHa hoje as seguin-
te :
Do Monte Pi j Popular Pernambuoano, a 11 ho-
ras do da, em assembli geral, para eleicao do
novo eonselho administrativo.
Da Benef ceate Cavalleiros da Cruz, a 10 ho-
ras do da, para eleicao.
Do Monte Pi Portuguez, s 11 hiras do da,
em a&aeiTibla geral, para leitura do relatono e
negocios urgentes.
Do C' inicio Dramtico, em asacmbla geral,
para eleicao da nova directora.
Da Irmandade de Noaaa Senhora do Rosario da
Boa-Vista, s 10 horas do da, para eleicao da
nova mes.
A defeaa de Boma no estrangeiro
(Do Marinna, Contmercio, Giornale de colonie.
Roma, 10 de Outubro de 1886)
Ruma e.-pectaculo do mundo, exclamou o lt-
terato Poggio intecipando quasi quatro seculo; os
lamentos de Corina e o cntico de Child Harolde,
quanto tem decabido !
< A decadenci. de Rima orneceu tamtem em
aeguimento o rgorr.ento mais de urna homi-
la.
Homens anda jovena :ecordam Roma decrip
ta daquille modo por um eapectatur de quatro se-
clos e meo paseados.
a O Standart asaim a deacreve :
Ha va a Roma doa estrangeiros, um pequeo
quarteirao com orna praca no centro e duas arte-
rias, via Condotti e via Babbuino.
II i je os eatrangeiroa babitam commodamente
em toda parte.
Hava tambem Roma propriaaento dita, a
'dictan dos antigua habitantes, a qual consista em
ras estreitas, hmidas, extraordinariamente por-
caa, interrompidas aqui e alli pela fachada de al-
gum estupendo palacio ou pela fachada de alguma
greja do Pall dio.
Havia emfim a Roma antiga, a Roma dos tem-
plos aem tecto, dascolumias cabidas, dos entu-
Ihos de podridlo, das casaa muti.adas, e doa arcos
eaplenddo*.
Entre ellas a roupa branca lavada era eaten-
dida para enxogar; bavia abrigos aem janellas,
entre os quaes se moviarc padres e eamponeses ; e
a popnlac' nutiva destinava a uso ai ida mais vis
de que os ndicadoj por Poggio os lugares mais
consagradla pelo tempo.
Quem recorda-se daquclla f-p^cha?
Algos sabios tedeac a fizeram acerba critica
Italia por ti r tirado a ruinaa de Roma o antigo
encanto.
- Aa ruinas foram reapeitadaa, mas urna nova
cid de surgi, e a antiga sede dos imperadores do
mundo perden o aspecto de immensa tratesa que
por seculos deixou um truco indelevel nos nimos
dos peregrinos do todo o mundo civil, que correu
a saodar os adiantamentos da grande cidade.
Gibbon nao podesia mais ouvindo as paaamc-
dias dos frades de Aracoeli, inspirar se no ardno
propnsito de escrevr a hiitoi a da decadencia do
imperio romano.
< A ruinas de liima foram religiosamente res-
peitadas, mas a Roma propriamonte dita era om
desacato e urna iminensa ruina; e esta renaaceu :
O Slandart admit:e que a Ron a de 20 aunoa
dos (e pode-ae diz r tambem de 16 annos atraz)
era o lugar maia encantador do mundo, nao oba-
tant a ana pallidez mortal, a aua detolaco e a
inconcruente mistura do magnifico e do srdido.
O apirito dos melborameatos modernos appa-
receu de repente entre aquellas sacras ruinas e
entre o esurco accumnlado do tempo immemora-
T6l. '
A nova vassoira varreu toda a podridlo.
Um quartairo que de antea era apenas visi-
tado por cansa da igreja de Sant Maris dos
Angel, construida por Michelaagelo sobre as rui-
nas das thermaa de Diocletiano, e boje nm explen-
dido quarteirao onde as novas mas lerabram por
seus nomea os gran les mnrtyrea e os dnques da
revolucao italiana, e aa batalhas fiadas noa cam-
pos lombardos.
Tambem os velbos muros da ci lade cahem.
Aa ruinaa que ae encontram c ida paaao nao
estao deatruidaa, mas sao de certo modo renovadas;
e faz orna imprcasao extranha, quaaijo effeito d'um
anachroniamo, o achar num quarteirdo novo, como
imbutido, o te npo de Minerva medicea ou um blo
queio d'opua retlc.ilatum, que recorda um monu-
mento, que poda ser construido pelo portentissi-
mo imperio romano.
0 Standard v.ii ain la muito alm des tas apre-
ciafdes. Elle quer que o palacio Jos Cesares e o
Foro tenaam sido renovados ; e n:Io isto verda-
de ; qae o (Jolise > foi renovado de maneira que
mo aseamelha se maia urna ruina, masa om edi-
ficio-sin c iustrucQ.1). Tudo ia'.o exagerado.
Foram fe i t a novas excivaco'a e com maior cui-
dado do quo em pvinctpio. Eis aqu tudo. Por
esta parte Rima antiga muito ganhou qnanto
pode ter perdido na austeridad^ secular doa pra-
dos do Caatello reduzdas a quarteirao rlorescente,
e do sagrado Tibre, na extensa i do quai, con-
t!-o as planicies, surgm gigantescas mura-
lbaa.
O Standard declara, porm, que o mundo nao
tem direito de queixar ae. Se o viajante que vai
em procura do pittoresco, nao fi; i alegre de sei
defraudado dos espectculos usuaes na aua cara e
antiga Romi, os italianos de qualquer modo ti-
nham o direito de prever so de urna capital, com
justo titulo ser orgulhosos.
Oa romanos conaideraram que antea de tndo a
sut ndade devia aer urna cap1 til commoda, novr,
e Ba'ubre Uin pittoresco sepidchro foi tranafor-
mado em urna cidade vioene e habitavel, e inten-
do novaa ruua, caaas e maior abundancia de
agua e de tudo onie fazem 16 aunoa, vivan aob a
vigilancia do censor, como unicoa jornaea. o Os
servatore Romann e.o Journal df-Roma, hojegru-
p>a de rapazes otferecem gritando j-irnaes dados
oa tcatizea ; e a lib.Tdadu da imprenaa roct s
vezea pelo quo ae chama hcen^a. Pasquino foi
deathronado. A aua estatua nao ae ljz maia ne-
ceaaaria para diffundir as satyraa. Todoa os ele-
mentos da vida moderna fizeram triumphalmente
a sua entrada pela brecha da Porta Pa. Nem as
antigs sensacoes p d :rn dizer-se extinctas.
Se alguem sb: ao tjmplo da Paz e v o re-
meto campo, a vasta e desolada extensa) da pla-
nicie que chega at as collioas Alauias e Sabi-
nas, sent auda o melanclico pjnsainento que
terminava d'antcs tao beila a Cidade Eterna.
O velhi imperio romn >, a R una doa C^aarea
nao voltam mais ; nem maia apparecor, a mais
velh c maia Bevera Romi da Repblica. Por n
Roma niio mus a descrita por Pjggio, quella
sobre qnem reinava Po IX E' urna cidade ex-
plenddn, commoda e salubre. Os italianos, con
cine o Standard, poiem ter orgulho de terem ex-
humado o desinfectado a Roma pipal.
I.^tii.-*.Ecctuar-se-hao:
Amanha :
Pelo uyente Marline, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 16, de predios.
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, na ra de
P?dro Affjuso n. 43, de movis e espelbos.
Velo agente Modesto aptista, s 11 horas, na
ra do Pudre Flariano n. 29. de movis.
Peo agente Pinto, s 11 horas, na ra do Mr-
quez de Oiindi n. 10, de varios obj.'ctja do erma-
zem ah sito.
Tt-rca-feira :
lelo ageute Martins, s 11 horas, na ra daa
Trineheiraa n. 16, de moveia, leueas, vdros, etc.
Quarta-feirn :
Pelo agente V'estaa, ao meio dia, m ra do
Vigario Tenorio n. 12, da barcaca l'autilha, e a
11 horas de piedlo.
H->ho ra Helaren.Serio celebradas :
AmanhS :
A'e 7 horas, na igreja, da MaJre de Deua, pala
alma de Amrica Vespucio de Preitaa ; s 7 ho-
ras, na matriz de Sant) Antonio, pela de Manoel
de Araujo Guimaraes; a 8 horas, no Livrsmento,
por alma de D. Joanna Bezerra de Andrade ; s
6 horas, na Igrja da Madre de Deus, por alma de
Americo Vespucio de Frcitas.
Terca-feira :
A'a 7 horaa, na igreja de S. Goncalo, pela al-
ma de Luz Gonzaga do Espirito Santo.
Quarta-fera i
A'8 7 horaa, na mntnz da Boa-Vista, por alma
de Carloa Eiuardo Riedel.
Casa de OelencnoMovimcnto doa pre-
sos do dia 19 de Novembro :
Existiatn presos 314, cntrram 9, aahiram 5,
existem 318. a
A saber :
Naciouae?, 292, mulheres 7, eatrangeiroa 9, ea-
cravoa aentenciadoa 4, procesiado 1, ditos de cor
reecao 5.Total 318.
Arracoados 28"o, sendo: bons B75, doentes 10
Total 285.
Movimento da enfermara :
Tere baixa
Manoel Francisco Arthur.
Teve alta :
Francisco Valle de Sant'Anna.
Mal a lotiro PublicoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga .76 rezes para o eonaumo
do dia 20 de Novembro.
Sendo: 61 rezea pertencentaa Oliveira Caatro,
fJl C, e 15 a diversos.
Mercado Municipal de 8. Jos0
movimcnto deste Mercado no da 20 do eoi rente
foi o aejuinte :
Entraram ;
30 bois peaando 4,369 kiloe.
1264 kilos de peixe a 20 res 25/280
114 cargas do farinha a 200 ris 22*800
29 ditas de fructaa diversas a 300 ra. 8J70U
3 taboleiros a 200 ris 600
25 Sumos a 200 ris 5/000
Foram ocenpados :
251/2 columnas a 600 rea 15/300
25 c iinprtmcntoa de farinha a
500 rea. 12/500
23 ditos' e comida a 500 ria 11/500
661/2 ditoa do legumoa a 400 ris 266u
16 ditos de anio a 700 ria 11/2 '0
11 ditos de tresaaras a 600 ris 6 600
10 talhos a 2/ 20/00(1
1 ditoa a 1/ 1/000
A Oliveira Castro & C.:
51 talhos a lj ria 51/000
> Ulhoa a 500 rea 1/000
Deve ter sido arrecadada neate di
a quautiade 222/080
Rendimento dos das 1 a 19 de No-
vembro 3:837/660
Os bilhaM acham-ae 4 venia na Casa da For-
tuna rus Primeiro de Marco.
Tambem acham-ae venda na praca da nae-
pendencia na. 37 e 39.
Lotera da rorte A 3 parte da 201 lo-
torii da corte, cujo premio grande de 100:000/
lera extrahida no da .. de Novembro.
Os bilhetes achum-ae venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro do Marco n. 23.
Tambem acbam-se venda na prac da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Ceuillei lo publico.Obituario do dia 19
de Novembro :
Mara, Pernambuco, 1 mez, Boa Vista; convil
soes.
Manoel, Pernambuco, 5 das, Santo Antonio ;
espasmo.
Vicencia, Parabyba, 65 ansas, soitera, Gasea ;
euterite.
Mara Isabel Falcao Campas, Pernambuco, 81
annos, viuva, Santo Antonio; nephrite.
Jos de Souza Costa. Pernambuco, 40 anuos
casado, Boa-Vista ; ascife.
Foi arrecadado liquido at hoje 4:059/740
Precos do dia :
Carne verde de 400 a f 60 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
S unos de 560 a 640 ria idem.
t'annha de 240 a 320 ris a cuia.
Milho de 300 a 360 ris idem.
Feijo de 560 a 640 idem.
Lotera da cortePor telegramma recebi-
do pela Casa Feliz, aabe-ae terem sido estes
03 nmeros premiadoa da 2 parte da lotera 201
extrahida no dia 20 de Novem ro ."
arM 100:000/000
4.990 20:100/000
Cirande lotera da provinciaA lo-
tera em beneficio dos ingenuoa da Colunia Isabel,
cujo premio grande 240:000/000, ser extrahi-
da no da 24 de Novembro.
Oa bilbetea acham-ae venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
LoteraA IIa parte da 1' lotera da provin-
cia, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recite, pelo novo plano, cujo premio grande
100:000/000,ser extrahida no da 25 de Novem-
te, principando a extracco aomeio dia.
Os bilhetes garantidoa acham-ae venda na
Casa da Fortuna, ra Primeiro de Marco nurse-
ro" 23.
Tambem acbam-so venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera L'xtraordiaria do Vplran
ga -O 4. eultima sorteio das 4. e 5.* series
desta importante lotera, cujo maior premio de
15(1:000/000, aera extrahida no dia 16 de Dezem-
bro,
Acham-ae expostos venda os restos doa ti-
tea na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Tambem acham-ae venda na praca da Inde-
dendencia na. 37 e 39.
Lotera do CearaA 6* serie da 2a lote-
ra deata provincia, cajo premio grande e.....d
2 .0:000/000 aera extrahida no dia 24 de Novem-
bro.
Oa bilhetes acham-ae venda na Roda da For-
tuna na Larga do Rosario n. 86.
Lotera do BloA Ia parte da lotera
n. 366, do novo plano, do premio de 100:000/000,
ser extrahida no dia .. de Novembro.
atedeos
O Dr. Lobo Moscoso, do volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, contina no
exercicio de aua profissao. Consultas das
10 s 12 horas da manha. Especialidade :
operacoes, parto e molestias do senhoras e
meninos. Ra da Gbria n. 39.
Dr. Barrtto Sampaio mudou seu consul-
torio do 2. andar da casa n. 45, a ra do
Barao da Victoria, para o 1. andar, da
casa n. 51, mesma ru, como consta do
seu annuncio inserto na seccao compe-
t:nt<3. Residencia a ra Seto de Setem
bro n. 84.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado,
Dr. Gama Lobo medico operador o psr-
teiro, residencia ra do Hospicio n; 20.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 hora3 da manha a 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
^3es dos orgaos genito-urinarios do honaem
e da mulher.
Advocado
O Dr. Henrique Millet tem o seu es-
eriptorio de advogacia ra do Impra lor
n. 22, 1." andar.
lsrogarla
Francisco Manoel da Siui & C. dspo-
stanos de todas as especialidattes phara.
ceuticas, tintas, drogas, productos chimici
quez de Olinda n 2o.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapino
; t; Francisco dos antos Alacedo, caes do
Capiuaribe n. 28. N jste grande estaba e
cimento, o primeiro da provincia n'cste ge-
uoro, compra-se 6 vende-se madeiras de
odas as qualidades, serra-se madeiras de
oonta alheia, assim como se preparam obrat
le carapira por machina e por presos eem
Drogara
Faria Sobrinho & C, droguistas por at-
acado, ra do Mrquez de Olinda n. 41
P1BLIC4C0ES A PEDIDO
Cal virgen* de Iaguarlbe
Os attestados infra provam s^r esta cal,
para o fabrico do assucar, senao superior
ao renos igual a de Lisboa.
Sendo o prego da cal do Jagua1 iba me-
nor, j nao ha nocessidade da cal estran-
geira, e os Srs. agricultores quo ainda n2o
uzaram da cal da provincia, devem em-
pregal-a para terem certeza da verdade
attestada.
Atiesto qu9 tendo usado da -cal vir-
gera de Ja^uaribena fabrica$3o do as-
auciir, tenho tirado o melhor resultado, fa-
zendo mais de 300 pSes de assucar de
boas formas, somente com urna barncal de
dita cal, pelo que considero-a nunca infe-
rior a cal do Lisboa.
Eogenho Solidao, 30 de Setembro de
1886.
Salustiano da Silveira Lessa.
Attesto que tenho uzado da cal vir-
gem de Jaguaribe e tenho obtido o me-
lhor resultado ; pelo que a considero supe-
rior a de Lisboa.
Engenho A. Fios, 30 de Setembro de
1886.
Vicente Ferrer de Gouveia.
Attesto que tenho fabricado assucar em-
pregando a cal virgem de Jaguaribe
com o melhur resultado, ashando-a mais
econmico o seu e:npregj do que a cal de
de Lisboa.
Engenho Liberdade, 2 de Outubro de
1886.
Leonardo Orlando de Barros.
Attesto qua tenho empregado acal
virgem de Jaguaribe produzindo o mes-
mo effeito que a cal de Lisboa.
Engenho Coussoiro, 2 de Outubro de
1886.
Ignacio Americo de Miranda-
Attesto que tenho empr'gado acal
virgem do Jaguaribe no fabrico do as-
sucar, direi quo se nao for superior ao
menos as mesinas condiciJes da de Lis-
boa, aecusando quo com a annunciada cal
de Jaguaribe tenho fabricado melhor assu-
car que nos annos anteriores.
Eogenho Serra da Prita, 4 de Outubro
de 1886.
Primenio Duarte Ribeiro,
Attesto que tendo [uzado da cal vir-
gem de Jaguaribe no fabrico do assucar
estou satiafeito pelo resultado, consideran-
do-a muito boa e de muito maior eonvenien-
c a que a de Lisboa.
Eogenho Jatob, 6 de Outubro de 1886.
Zefcrino Ferreira da Costa.
Attesto que com o uzo que tenho feito
da cal virgem de Jaguaribetenho me
dad) perfeitamente bem, pelo que julgo-a
superior a de Lisboa.
Eogenho Poco Fundo, 6 de Lisboa de
1886.
Francisco Quintino Ferreira da Costa.
Refiro-me ao attestado supra.
Engenho Presidio, 6 de Outubro de
188 i.
Sebastiao Francieoo Ferreira de Aldlo.
Refiro-me/ ao attestado supra.
Eng jnho Cooalainho, 8 de Outubro de
188tf.
Paulino Ftrreira Basto.
O Sr. Rosa e Silva
VI
Qualquer que seja a quantldade de ouro que
exiata ou tiveaae existido no mundo em qual uer
poca ou periodos mais ou menos longoa ou curtos,
foi, e aera aufficiente eem falta nem sobra para
todas a suas tran8accoes : foi alirmado no pre-
cedente artigo, e /amos ver a razio ou a verdade
deata propoaicao, que parece me nao ter fieado
bem demonstrada.
Tomemos a presente p.ca
Sapponha-8e que seja a masaa do ouro actual-
mente no mundo eem mil toneladas.
Eate ouro to aufficiente para todas 88 trana-
accoeB, como se elle f.-sse o debro ou me'.ade.
Nao que elle baixaaae de valor p lo aimplea
facto de ana maior off-jrta no Io caao, pira aa moa-
maa tranaaccoea quo no mundo se do, ou que
subase pelo aimplea facto de sua menor ofierta no
segundo.
Mas que em todos oa caaoa qu&lqucr que aeja a
quantidade do our ) existente no rnuodo, qualquer
queacjim aa auaa riqueza e trnsac5oes, esse
outo tanto ou quanto, como 100 200, ou 50, Va-
leria sempre o trabalbo que cuatou, ato , o ouro
com) eem com ovalordo trabalho que cuatou, acria
trocado por productos do meamo valor, ou da
cuato do meamo trabalho que cuatou o ouro pslo
qual trocado.
J se cntendo pelo que temos visto, que o tra-
balho que exprime o valor de qualquer producto,
ouro ou qualquer outro, a mla d'i que cuatou
a maesa do producto exposta no msmo mercado,
J vimoa que o mercado do ouro o mundo todo,
onde elle tem o meamo valor, correndo de urnas
pirtea a outras para approzimar-ae da invariabi-
lidaie de aeu valor: sendo oa niercado3 doa ou-
tros producto j oudecllea tem o mesmo valor, rela-
tivamente mnto restrictos.
Todoa aabem quo cuda gener.) ou especie de
producto i'Xposto a um mercado, na> cuata o mes-
mo trabalho a cala expositor, mas siin auns por
exemplo o trabalho como 8, a outros como 10, a
outros como 12. O rrrsroo ae d c:>m o ouro".
Por sto o valor d cada eapecie expoata a um
mercado, nao polendo ser o trabalho que cuatou a
cada expositor, 6 a media do costo df t >da a buj
nasas, porquanto aquele expsito- cujo producto,
cuatou maia trabalho, uU o poJ-u lo vender aem
lucro, fixa o preco maia baixo qne Ih'o dfi os ou
troa vendendo pelo masito pr'C), lucram mais y.
ao obrigados a nao abnixar p ira vender mais
depressa, porque ae o fizesaem as qua produzem
com maia trabalhi nfio lucrando nada, vio 83 reti-
rando, e assim fic.indo men03 ofi'-rta d) qu a
procurada, encarece o ganen e assim voltam oa
productores mais cuatosos, e deste modo se equi-
libra o preco regalar, que o valor ij g>;ner), oa
media entr.i 03 extremoa de acu costo.
Disto resnlti que e ve:n ao mere ido c perianto
que f cultivaUo ou produzid) ni quKntidade
que d lucro aia productores maU diffiees; que
q i ndj a procura mai.T, eaeasse in i i genero,
nevos productores e portanto mais dilliceis kinda
vem abiatecer o mrcalo na altura da pioeasa, a
qual l cb'ga at o prei;j mus biix-j pelj q'.fil
pdi ser vendido o genero.
j noaso ca=o figurado 10 seria i media entre
8 e 12, u portinti o valor e. o preco ordinario de
cada prodiut.i.
Se por este pr?ci o genero tem ura conuinj
como 10), augmentando eate prec) porque a sua
Droduecio por qualquer causa cuete mais, ama
parte e com estes tambem 8e retira urna parte doa expo-
sitores, aquelles aoa q-.iaea a produce;!) costa mai^
trabalho ; porque fica sanente n> in rcado a quan
tidade do genero que ple sr procrala pe ja
c )nsumidore8 maia fortes e potanto offeresida
pelos productores mais facis; prquanto^oa ex-
positores que produzem com mior costo, nao ten-
do lucro, ae retiram A9sim, desde qua a produc-
to cuata maia do que BUtava, rcurando-se do
mrcalo urna parte do3 consuniidores, retira-sc
tambeui nma parte dos productores, oqoilibraudo-
se assim a procura com a offerta por prs^o mus
alto, o do valor. A media d) cuato nao seria en-
tao 10 entre 03 extremos 8 o 12, ma3 am entre 10
e H, tendj portanto de sa retirarem aquelles ex-
poaitorca que s podcriain proluzr par maia dest"
extremo. Se teimassem em coneorrer augmeuta-
ram a offerta alm da procura p;;lo preco daquel-
la media, e portanto a abaixariam alm da meda,
e se prejudicanam.
For iato e vem regular e commummente ao
mercado a quantidade daquelle genero que acha
onsiunidor pelo preco igual media de 8ua pro-
dcelo.
6e, pelo contrario, augmenta a procura de um
ou maia gneros oa pela necessidade de novas in-
dustria?, ou pelo numero de consumidores que
afflaam em urna ou muites cidades,'encarecendo
permanentemente eaaea gneros, logo aquelles pro-
duotoies menos favorecidoa que pelo precedente
preco 8eriam prejudicadas, achando vantag^m no
novo prego, meamo aendo-lhes a produeco mais
custosa, vilo dar-se cultura da taea gneros,
aba8tecem o mercado, at equilibrarem a procura
com a offarta pela media do custo que d lucro
aoa productores menoa favorecidoa doa meioa ou
instrumentos da produccao.
E' aasim que a quantidade da produicao em
cada mercado sempre aufficiente ao seu consumo
ou'procura. (Este sempre em vistaj suecessao de
todoa 08 tempoa, e nao aoa curtoa periodoa em que
os generes abundare ou fltam por eausa3 acciden
taes).
O que se d com todos os outro3 productos, da-
Be igualmente como curo. Eate producto tambem
nao cuata o meamo trabalbo a cada um doa seus
productores, parm sim mais a una do que a outros.
Emquanto a meda do trabalho da producca-; d i
ouro ae troca por outros productoa que cuatam
igual trabalbo, aquelles que, explorando minas
maia diffi-'fis, a j.oleriam produzil-ocom trabalh)
excedente do mais alto extremo, nao as exploran);
a mecida porm que, augmentando a riqueza
universal e com ella a produego e eb_ trausac-
castou, na> chegando para aa tranaaccoe8 aug
mentadas, val aubindo de valor, iato , alm da
media do custo de aua masaa e logo a explorado
iaa minas mais difficies deixam Iu<-o, augmenta
a masaa do ouro at ao ponto de aer baatantes pelo
valor da media de aeu cuato, a todas as transac-
5*ies.
Assim indo sempre em augmente a riqueza e as
transares do mundo, e portanto sendo neceasario
maia curo para medir casas transacoea, logo elle,
aubindo de valor, obriga a explorar aa minasmais
diffiees, mais cuatosas, e logo sobe a media da
masa do outo, c elle se equilibra com o movimen-
to das tranaaccoea e asaim em todos os tempoa
tem sido aufficiente o ouro rm todas as epechas no
universo.
Esta universalidade de suficiencia nao contradi*
os momentos em que o ouro sentindo-se com maia
ou menos oceupaco em cada urna daa pracas ou
das nacoea em urnas ou em outras occaaioes, pro-
cura o sen equilibrio retirando-so ou afflundoem
limitadas quantidadea o que a causa da le de
auas perpetuas eorreute?, como temos visto.
Davemos notar tambem que nao vai sempre
crescendo a media do trabalho que custa o onro
pela necessidade de recorrer-se minas maia costo-
sas para acudir ao maior valor e quantidade das
transaccoes no mundo pelo constante augmento da
riqueza; porquanto apparecem de tempos a tero-
pos riquissimas minas que, exploradas com di-
minutisaimo 'trabalho, vo baixar tanto ou quanto
a media da masaa accumulada peloa aeculoa.
D'ahi v-se quo nao fundada a affirmacao de
que o ouro tem varalo muito de valor, po8, ao
contrario, a sua massa vai sempre augur ntando
com o augmento da riqueza universal, sendo insen*
siveis aa differencaa d'essas produccoes para maia
ou para menos no vasto ocecano aurfero, que, dea-
de que foi amudado se accumula, e comecou aa
anas correntes tanto mais violentas e extensas,
quanto mais se deienvolvem o commercio e os
meios de comiHunica;a> no mundo.
E' s por estas aprecaco'B goraes que se pode
dacorrer sobre o valor do ouro, por quanto, sendo
elle o lypo dos valores, o instrumento da ana me -
dida, nao pelo dos outros productos com que elle
se troca, que se pode julgar de seu maior ou me
or valor no corier doa seculos; porquanto as dif-
ferencaa da quantidade de ouro que ee troca por
certa quantidade de outro preducto, para aquella
quantidade por que se comprava em outrua aecu-
loa, na resultaro mais da facili lade com que 08
poderoaus inatrumentos da industria alcaacam estes
oroductos, do que da variedad do valor do ouro ?
Com preciso de demooatraco nada ae ple asee
gurar, parece-me: para a prnpria extraccao do
ouro oa instrumentes da industria moderna sao
applicadoa din a mesma vantagem que para todos
os ontroa productoa.
O que parece que a Providencia medio a natu-
resa tao bem, tio a compasso, que tudo se equili-
bra asaim nos eapacus para os vastos fias da cria-
cio, como na trra para a babitaca) do hornern.
Seja, porm, como fr, na apreciarlo d'este pon-
to que nSo pode ter affirmatva com justificacao !
alguma, o que certo e ao podo afirmar para prin-
cipio e dado da acienc'a, que, ao menoa em lon-
gos perioios o valor do ouro invariavel na aua
reassa no universo, o que provado pelan corren-
tea que aio formadas pelo desequilibrio de sea va-
lor nos pontos em que elle se sent, e sao sempre
tendentes a restabelecel-o onde elle vai faltando.
Se se podeaae demonstrar que ha differenca sen-
aivcl na valor do ouro de urna poca diatante a
outra, <8ta differenca nunca foi eenavel no C9rrer
e succcaeao dos tempos por ser grande a masaa
do onro no mundo, do qual pouco .je consom e se
deatroe; por serem continuas aa suaa corrantea
que nao deixariam perceber differenc* em perio-
dos mesmo nao curtos.
Ha, porm, urna differenca apparcutmente sea-
aivel, proJuzda pelo papel moeda e todoa os ttulos
fiiueianos, cujo nao e abuao cm tanto tem deaoc-
cupado o ouro o do queteremos nos de nosocenpar.
Recife, 19 de Novembro de 1886.
Affonso de Albujnerque Mello.
Ineendio
Manifestou se um violento incendio no
Trapiche Eipsranya, sito ra da Com-
panhia Pernarabucana n. G, cuja trapicho
se achava abarrotado de saecas do algc-
dSo em rama*
Tendo dado signal a igreja do Corpo
Santo, as tres horas da tardo logo era se-
guida eorapirecou, no lugar do sinistro a
bomba do Arscnil do Manaba, com o pe3-
soal do mesmo.
Causou, porm, indigaaglo garal a de
mora qun houve em praparar a birnbi que
somente depois de urna hora principiou a
funecionar, e mesmo assim sera o resulta-
do espsraio.
Nao menos inligoacjlo causou a todos
quantos so achavam presentes a direcgo
do trabalho dada pelo psssoal do Arsenal
do Marinb* que, a nao ser o Sr. Dr. cha-
fo de polica que assuaio ajumada pelo de-
legado, e mais intersssados, teriara o com-
mercio e proprietarios de ver seus have-
res aioda mais prejudcados Ao lugar
do sinistro, compar;ceu 3 seis horas, o
chefe de machinas do Arsenal, e interro-
gado pelo Sr. Dr. chefe de pacia, consta
t;r respondido qu? nao tinha obrigagao de
seinelhante servir*.) !
Foi notada a ausencia da bomba a va-
por, pertenoente Alfandega, a dous pas-
so3 do lugar do incendio, bomba que di-
z-om ter custudo oito couto de ris, seria
por estar imprcsavcl, ou per ter ordem
do govemo p ir.i uo se prestar se nao ao .
3 r :'; > da Alfandega V
Eas-ae preciso (jic 03 comraeroiantes, -
agriu!torc3 e propriotarios, reajara contra
o abandono das poderes pblicos na "aran-
tia de seus bsTeres, visto como pagara ioi-
postos para esse lim.
Era todas as casas da Europ* o da
America, a impreusa anda na vanguarda
dos iaeilioramento3 in lispansaveis garan-
ta da vida e propriedades do sus habitan-
tes, e emquanto nuo a consegue de promp-
to niio deixa de reclamar, satisfazendo as-
sim os inter.'ssc-s de seua assigaantes ; en-
tre ni, porm, tu lo a anniquila pelo in-
differc ntismo.
E' tempo do acabar com tao funestas
consequenci s.
Aguardamos a3 pesquizas da polica,
para se cjnhccer a orgera d^ t3o pavoroso
incendio, qu; a afta ser a hora era que se
deu o prejuizo sosia superior a rail con-
tos do ris.
/ ";i espectador.
Ao publico
Celo, de todo o coralito, o terreno poltico de mi-
nha localidade, ao Sr. Raymuodo Cyriaco de Car-
valho, j que o Sr. Kaymundo Leonel do Alencar,
chffe to desejado doa liboraes de Ourcury, nao
pertence maia ao numero do3 vivos.
Fi :am aasim, livres de mim os escrivinhilores
da Provincia, que com tanta perversidade me tem
calumniado, com factos que nuuca imaginei pra-
ticar!
Com sao, fica respondido o que contra mim eoere-
veu a Provincia de hoje, aob a epigraphe Ouri-
cury.
Kecife, 20 de Novembro de 18S6.
Telespkoro Lopes de Siqueira.
Ao Dr. KayiuHado Vinhaes
Formas j hoje o nosso diatincto e talentoso collc-
ga e amiso, cujo uorae encima eatas linhas dicta-
dos pela sincera amiade e alca apr ciaeao doa
belloa dotea que o ornam.
Nao somos affetos curvainras, nao 8abemos
turibular; que ora exteruamos pela tribuna univer-
sal e filho simplesmente da sinceridade e justica,
que folgamos com orgulho dizsr sempre preside aos
noasoa actos.
Hoje dia faustoso duplamente para o Dr. Vi-
uhaea, poa que ultima os seus trabalhos acad-
micos e realiaa o aeu almejado consorcio nao pode-
moa furtar no8 aoa impulsos sincros doa nossos
eoraaSsa dando eate publico testemunho do coccei-
to cm que o temoa, conceito que, estamos certos,
partilhado por todoa acuelles que teem a subida
honra de conhe.cer to d3tincco cavalheiro.
Filho d'Athenas Braaileira, este diatincto moco,
nao deamentio 03 froo de que goaam 08 mara-
uhensea, pois que termina o seu curso de direito,
onde sempre proporcionou provas indeleveis do
seu vasto talento e applicacao, quer aoa mastres.
quer aoa collegas, noa brilhantes exames que pres-
ton.
Batalhador denodado uas lutas scientificas, fa-
zondo dos livros alavancaa fortes do progreaso,
provocando com este8 lutas titnicas, coaibates
aprtanos, cuja victoria sempre luz, procedendo
sempre como moco estudioso que tem o galhurdo
de querer saber, o nosao amigo pode orgu!bar-se
em ser um doa maia luzentes astros da hodierna
geracao.
E' preciso notar e bem considerar que nao s
oa dotea intellectuaei douosao amigo, mas tambem
aa qualidadea moraes o cavalheirosaa que o desti-
gaem, que nos forcam patentear-nos publicamen-
te, como seus sinceros e justos admiradores ; qua-
lidades certas que teem arrancado com fasciaacao
applauaos dos seus amigos, companheiros da estu-
dos, que teem obrigado aos meatres mamfeata-
rera juizo muito elevado de seua ampios conheci-
mentos.
Sabemos de anteina 1 que vamos feril-o em sua
reconbecida modestia com a pnblicacao d'estas li-
nhas ; mas tambem de antemS >, temoa a certeza
que cumprimoa um dever de amigos e sinceros re-
conhecedores de suas virtndes.
Fazemoa ainceros voto3 para que na vida pra-
tica que ag)ra vai encetar continu a nos dar mo
tivo de prazer pelos aeus eaperadoa triumpho8, e
que alcance sempre louros que sero o justo pre-
mio de aeus merecmentos e satisfaco e orgulho
de seu digno pai e de sua Exma. esposa.
Ao partir para longa jornada da vida publica,
acceite o Dr. Vinbaes um amplexo sincero e dgne-
se transmitt'l o ao Exm. 8r. commendador Jos
Manoel Vinhaes a qu-m, nao tendo a honra de co-
uhecer, pedimos venia para saudar e dar oa
parabena sinceros pela tormatura de seu digno
filho.
Igualmente pedimos liceuca para comprimentar
a sua Exma. esposa e felicital-a pelo prazir que
exp nmenta pela formatura de seu diguo es-
poso.
Parabena ao Maranhao e a Exma. familia Vi-
nhaes.
Recife, 20 do Novembro de 1886.
Alfredo Alves de Carvalho.
Alberto Julio de Goes TeUs.
Euthiquio C. Carvalho Gama Filho.
Illm. Sr. Dr. Aristides GUIvao, muito digno en-
geuueiro em chefa da ferro-vi* do Recife Catua-
ru'.Oa abaixo aasignadoa, habirantes do povoa-
do de Affogados desta cidade, veem cheios de coa-
fiaiiea peante V. S. como digno engenheiro em
chefe da via-ferrea do Recite Caruaru', pedir
que se digne de por sua valiosa interveocao ob -

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V
Diario de PernambucoDomingo 21 de Novembro de 1886
ter-lhes do poder competente usa ponto de parada
ueste povoatio, .'.m minuto apenas de demora em-
quanto posaam tatuar 0 trem em sua passagem ao
interior ou desembarcar em sua volta capital,
independente mesmo de estaco.
Sendo quasi suburbano o trecho desta va-fer-
rea at Juboti>, no entanto a grande popula?io
de Affogadoa e seus suburbios v-se privada de
to impartite mclhoraraento deixando de freqaen-
tar os pittoreacos arrabaldeg do -ares, Tigipi e
Jaboatao em consecuencia da difliculdado que ha
em ir ao Recife, ctm maior dispendio e incommo-
do, afia de tomar alli o trem.
A opposicao que faz a companhia inglea da fer-
ro-via de 8. Francisco nao tem razio de 1er desde
ijue aqu entr^u a companhu Ferro Carril, nica
que Jhe poda prtjudicar em ae'ia intorosses, por-
((uanto ningnem deixa de tomar banda pira sor-
vi r-ae do trem.
Ent'r itanto os habitantes deste lugar querem
apenas un de demora e s para o fina de
emba car para o interior ou desembarcar aqui,
vindo de volta.
Pojto isto, neuhum damno causa qualquer das
precitadas com janhias o ponto de parada em Af-
fogados cujos habitantes alias sentem-se prejudi-
cados com urna falta to sensivel I
Ksporam portanto que V. S. como amigo do
bem interesae publico attenda ajusta reclamaco
que os supplicantes fazem-B. R Mee.
ArTogados de locife, 17 dj IJovembro de 1835
Baro de Seriuhein.
Vigano Francisco Raymundo da Cunha Pedrosa.
Hacharel Autonio Justino de Souza.
Joo Bapcista Estevca de Souza, escrivao da pra-
ticagem.
Joaquim Aureliano Peeaoa, negociante.
Moura & Martios, idem.
L21008 & Moura, idem.
David Kibeiro da Silva, pharmaceutico.
Jos Martina Kibeiro, negociante.
Julio Augusto Cesar, idem.
Cmara Braga & C, idem.
Joo EspiuJola da Ceuta, idem.
Mamel Fernandes Ribeiro, idem.
Mauoel da (Jamara Jnior, idem.
Joaquim Caetano Forgcs, idem.
Jos I edro Velloso da Silvcra, proprietario.
David da uva Maia, idem.
Joaquim Ferreira Caoopo3
Antonio Jos Dias, negociante.
Pedro Jos Coelho, idem.
Bernardino dos Santos Cruz, idem.
Lu>z Bernardino de Frauca, idem.
Manoel de Barros Correia, idem.
Joao Mareolino Ferreira, idem.
Manoel Jo Nunes do Valle, idem.
Leopoldina R. da Silva, idem.
Thomaz Domingos Tavares, idem.
Francisco L. de Froitaa, artista.
Santiuo Theotonio da Cmara Santiago, idem.
Jerouymo Le 'pollino L. de Freitas, dem.
Joaquim de Lima, idem.
Miguel Nunes de Freitas, oBcial di polica.
Urbano Jos C.rueiro, proprietario.
Ricardo Pantaleo da Cmara Santiago, idem.
Jos Francisco da Cmara Santiago, artista.
Manoel Henrique Nogaeira, negociante.
Fulgencio Jos Joaqjim Cavalcante, artista.
Fortunato Jos de Andrade Jnior, empregado
publico.
Sydronio Ignacio de Mello, subdelegado.
Dr. Tobas Barreto de Mcnezes, lente da Fucul-
dade.
Augusto Cabra! di Barros, negociante.
Dr. Antonio de A 'da Beltro, medico.
Adotpho Wandorley, roprietario.
Bacharcl Manoel Riy udo de Araujo Pinh eiro
proprietario.
Estevo Launndo C. da va, empregado.
J.aa Xavier das Chagas, i i a.
Cantillo Liiz Chaves, empregado publico.
Professora Mana da Cucha BranJao Cavalcante.
Manccl Jos Goocalves de Mello, uegoo^nfo.
JuliSo Lumacbi Cavbante de Albuquerque, em-
pregado publico.
Professora Generosa do Reg Medeiros de Albu-
querque.
Accilino de Hollanda Chacn, idem.
Vicente de Hollanda Chacn, empregado.
Antonio da Cruz Kibeiro, empregado publico.
Cap tilo Ignacio do Reg Medeiros, proprietario.
Marcono Joaquim da Silva, proprietario.
Francisco Qaiutino Rodrigues Estoves, idem.
Angelo Custodio da Costa, artista.
Ignacio da Cunha Pedros i, negociante.
Candido Theotonio da Cmara Santiago, artista.
Antonio Pessoa Camello de Miranda, idem.
Cyrilla Augusco da Silva Santiago, professor pu-
blico.
Manoel de Moura e Silva, negociante.
Jo de Souza Almeida, idem.
Francisco Jos Joaquim Cavalcante, artista.
Joaquim Nunes 11. Ribeiro, negociante.
Joao Francisco de Meodonca, artista.
Virginio Mandes da Silva, estudante de dircito.
Olympio Bonald da Cunha Pedrosa, idem.
Jos Piros Justo, negociante.
Joao Vidal de Araujo, artista.
Manoel Alves Pavao, dem.
Antonio Fer.eira da Costa, negociante.
Manoel dos Santos Araujo, idem.
Francisco Marques da Silva.
Lino Francisco das Chagas.
Jos Bernardino Dias da Silva, empregado
buco.
deste tempo pode ser decotado perto do chao, que
arrebenta de novo, sendo entao frondoso outroa 30
aanoa o dando sempre os meamos fructos. Pian-
tado, pois, em grande escala, ser nina felicidajle
para todos, segundo asoira se expresas, Mr. Man-
gin.
O elimo fri nao lbe favoravel. Pode ser cnl
tivado at 10 graos da linha equatorial, e quer
clima para cima de 20 centgrados. Se o theruo-
metro baixar de 15, certa a sua morte.
E' esta urna das grandes vantagens para o cul-
tivador ; porque sendo-lhe destinado pela nature-
za urna certa e estreita zona apropriada para sen
cultivo, este nunca se poier alargar outras lo-
nas, anda mesmo com altos oreos dos mercados
consumidores.
Isto, porm, nao acontece com outros productos,
que, quando os precos augmentara, igualmente
augmenta mais a cultura do que o consumo, at
faicr com que aquellea baixem ; dando isso lugar
a que muitos cultivadores abandonem a planta-
cao, p'ira do novo aquellea precos eubirem...
Assim, po8, o chocolate, urna vea bem desenvol-
vido por todas as classes sociaes, jamis deixar
de ter grande consumo, em coosequencia de naa
ser meramente um luxo, como o umo, e sim um
grande alimento, como o trigo, segundo assim as-
severa Mr. Mangin.
O que este especialista escreve sobre a planta
cao do cacoeiro, nao era por nos ignorada, visto
termos em nosso pequeo sitio, na Capunga, una
cecto e tantos pi plantados, com os quaes temos
convencido muitos incrdulos, vendo os constan-
temente cheioa de flores e de tractos par todo o
tronco.
Declaramos, portanto, que no referido sitio te-
mos, em nossa falta, urna pessoa autorisada para
fornecer ementes aquelles que se interessem por
tal plantaco ; assim como ofierecemos, em um
impresso, o modo pratico da cuitara, a forma do
prepar) para exportaco e o processo para o fa-
brico do ch aclate.
Recife, 18 de Novembro de 188t>.
Joao Fernanda Lopes.
pa-
lllia iniquidade
A mposico, qual do o nome de lei, que fere
a lberdade de alguna cidados, obrigando-o a con-
servar Bas portas fechadas aoe domingos e dias
santificados, est sendo burlada sorrateiramente
por alguus protegidos, que continan) sua mercan-
ca n'esses das de prohibidlo, por portas traves-
sa, ou mesmo p las legaes, simulando as fechadas,
a cuja nger.uidade o amigo F... faz vista gorda,
vendo entrar ca fregueses, sendo prejudicadoi por
essa forca os que se curvo lei da foica e do
despostiamu.
Sendo o novo administrador desta provincia
hornera illustrado e justiceiro, -nos licito esperar
que d um golpe de morte na cousa lancada con-
tra a Constituico do Imperio e contra um numero
especialsado de cidados, cuja lberdade Ibes
garantida pelo art. 178 de nosso pacto fnodamea-
tal ; versando o crime d'esses cidados, em nao
venderem cachaca oem carne do Cear !
Novembro de 1886.
Agricultura
Plantaco do Cacoeiro
O cacao passa por ser um dos alimentos mais
saudaveis e nutritivos. Os mdicos receitam n'o,
misturado com fculas, para robustecer as pes-
soas debis.
Nao contx c cacao nenbuma substancia noci-
va ao noaBO <.r:ransn)0. Como alimento nutritivo,
passa por um des mais importantes e de fcil di-
gesto.
Delle faz-se diversos manjares, como: doces,
gelas. refrescos, licores, agurdente, vinagre e
manteiga para adubos ; sendo sua principal appli-
cac^o para o chocolate, que, pela sua caresta, an-
da nao foi possivel estender-se as classes pobres.
Na medicina empregado como refrigerante.
Na industria, a casca dos cocos, ten applicaco
para o fabrico do melhor sabonete.
Temos & vista um tratado da plantaco do ca-
coeiro, por Mt Arthur Mangin, redactor da Re-
vittn cientfica do Jornal do Economistas, de
Paria.
Diz elle, que o cacoeiro o RE das arvores
fructferas ; e, qqem plantal-o, descubrir na sua
propriedade orna MINA DEOL'RO, podendo qual-
quer pessoa enriquecer muito depressa, pelas
grandes vantagens que cfTi-rece esta culturo, com-
parad! c-.m "utras tambem importantes ; accres-
centando, que ^enhorna lh'a subiepuja em merec-
ment e vantagens renes. Assim, o fabricante
pode ser at cultivador, pela facilidade da planta-
co e pelo sustentculo dos altos precos nos mer -
cados consumidores.
Dis mais, que o cacoeiro d duas grandes co-
Iheitas annuaea, sempre carregado de flores e
fructos.
O mesmo nos trm aqui acontecido, durante o es-
paco de tres annos. con as plntas que possuimes,
,-ia quaes nunca denaram de possuir fructos ver-
des e maduros.
Isto, porm, nos tem levado erer e at pode-
mos asseverar (pela grande quantidade da fructos
que temos colbido em to limitado numero de
plantas), ser esta provincia urna das mais apro-
priadas para semelbanto cultura !....
Consta-nos, que alguna propietarios de engi-
nhos, oodo ja ha a plantaco, vo saboreando o
chocolate por elles fabricado, addicionando lbe
leite, cujo alimento denominado pelo botnico F.
M. Camisho, demanjar dos deuses.
O cacoeiro vive frondoso 30 annosv No fina.
yin Mrtir Santa Ccilia
A 22 de Novembro ter lugar a vestividade da
Gloriosa Virgem Martiyr Santa Cecilia, na igreja
Matriz de S. Jos precedendo no dia 21 pelas 11
horas da manh a bemcao solemne da imagem da
nossa augusta padroeira, seguida de Te-Deum a
grande orchestra, executando-ae o Te-Deum
Grande de Lima2 nesaa o-casno duas bandas de
msica marcial tocaro as melhores pecas deseus
repertorios.
Pedimos aos Srs. thezoureros das igrejss o es-
pecial favor de mandar repicar nessa occasiao,
quando urna salva rea! der o sigaal.
No da 22 pelas 10 horas da manh, ter lugar
a inissa solemne, a grande orchestra, oceupando a
tribuna sagrada o nesso irmo ex-juiz o padre
Leunardo Joao Grego, seguir-se-ha as 7 horas da
noute Lidainhs, co altar da Padroeira.
Rogamos o compnrecimento nao s dos Illms.
paraoymphaa, como de todos os nossos irmos afim
de abrillantar oa atoa.
Paranymphos
03 Illms. e Exms. Srs.:
Chefe de diviso Jos Manoel Picaneo da Cos-
ta.
Tenente-coronel Manoel Azevedo do Nascimonto.
Ifajoc Jos Elias de Oliveira.
Commcndadr Joao Vicente do Torres Bonieira
Mauoel Gancalves Agr.
Bcnto Mtnoel de Castro Amaral.
Joo Francisco Du:es.
N ipoleao Olympio Frates.
Joo Jos Gomes Larero.
Ti-nente Thomaz Marqnes V't ra.
J a> 15 i:to Mouteii da Fo ca.
Joo Pacheco de Medeiros
Dr. Estanislaus Ferreira Carvalho.
Felippe Jaccme da Costa.
Jos de Miranda Correia Lio i
Dr. D.'odcro Uipiano Coelho Catanho.
Dr. Felippe de Figueira Fariaa.
Manoel Ignacio de Torrea Bandeira,
Antonio Macario de Assis.
Francisco de Pala N. Seixas.
Manoel Ferreira.
Goncalo Jos da Gama.
Alexandre dos Santas Silva.
Carlos Arruda.
Joaquim Teixeira Bastos.
Joo Doiijingues da Silva Pinto de Almeida Gui-
mares.
Manoel de Miranda Castro.
Theodoro Antonio de Jess Borges.
O irmo ex-juiz Alexandre da Cunha Coelbo Ca-
tanho.
Paranyraphas
As Erroas. aras. :
D. Cecilia Mara Gomes da Las.
D. Rita Mara dos Prazeres Guimares.
D Sabina Mara dos Praaezes.
D. Henriqueta Mara dos Pauses Guimares.
D. Josepha Guilhermina de Albuquerque Ma-
chado .
Esposa da irmo professor Manoel Ignacio deTor
res Bandeira Filho.
D. Mara Rosa Leite de Fariss.
Laura, espesa do irmo professor Jos Tavares de
dedeiros.
Esposa do Sr. commendador Albino Js da Silva.
Filha do Sr. Carlos Augusta (,'arneiro Monteiro.
D. Maria Vietorina AI ves Mais.
D. Henedina Emilia Guerra.
D Ermeimda Ferreira Maia.
D. Niomsa de Vasconconcellos Sampao.
D. Adelaidc Oox.
D. Candida Maria Ribriro de Almeida.
O. Maria de Barros Andrade.
D. Majia Amelia Soares de Oliveira.
D. Adalbc-rta Leopoldina de Galvo Reg.
D. Maria Rosalina de Araujo Pedrosa.
D. Antonia de Paula Mafra.
Esposa do professor Simplicio da Cruz Ribeiro.
Esposa do Sr. Manoel Al ves Lopes.
Esposa do Sr. Jos Prudencio dos Santos.
Esposa do Sr. Bento Domingues Das.
Esposa do Sr. Luiz Epiphamo de Souza.
Espasa do Sr. Manoel M. da Silva Santiago.
Esposa do Sr. Henrique da Cunha Porto.
Espasa do Sr. Frederico A. Neiva Jnior.
Esposa do Sr. Francisco A. de Oliveira eHilva.
Esposa do Sr. Dr. Antonio Jos de Almeida Per-
nambnco.
Esposa do Sr. Joaquim Joviuo Honorato Bastos.
Esposa do Sr. Mauoel Jo de Campos Barbosa.
Espesa do Sr. Adolpbo Quedes Alccforado.
Esposa do Sr. Dr. Pedro de Athayde Lobo Mos-
coso.
Esposa do Sr. Francisco Jos dos Pasaos Guima-
res.
Esposa do Sr. Monocl da Cunha Ruis.
Secretaria da Veneravel Irmandade de Santa
Cecilia. 19 de Navembro de 1786.
O secretario
Amaro Joaquim do Espirito Santo.
LOTERAS de agoas
Do Dr. Manoel Jos
de Pinho, thesoureiro
da lotera de Alagas,
recebemos hontem o
seg"uinte despacho te-
legraphieo :
c Macei, 17 de No
vembro de 1886.--Pe-
lha o seguinte:
Acalumnia cons-
tante de urna perver-
sa mofina que inimi-
g*os anonymos remet-
teram para o Diario de
Pernambuco contra a
lotera de Alagas,no
tem procedencia seria.
Ja os provoquei para
que apresentassem
pro vas de falta de li-
sura as extracQoes da
mesma lotera e nao
appareceram ellas ga-
rantidas com a re*-
ponsdbilidade legal e
nem mesmo com ap-
parencias plausiveis.
Manoel Jos de Pinho.
(DO Jornal do ftecife, (j e!8.)
Fumo Rio-Braneo
laa
onferiMidade tomada
ontra!
Equivoco dos lacultativis
por
O fallocimento de algum amigo oa p-
rente a quera amamos temamente acm-
pre ama desgraca lamentavel : maa a ca-
lamidade verdadeirameate terrivel qaan-
do os factos noa manifestara que a pobre
victima sucoumbio por so ter empregado
um syatema de tratamento que nSo era
apropriado para a sua doenca. Comtudo,
casos ha em que o erro dos mdicos se
descobro antes de desappareccr a ultima
esperanja, e nestea casos, algumas vezes
se consegue salvar a vida do doente.
Para exemplo do que deixamos dito, va-
mos referir certos factos que estabelecem a
rerdade da nossa affirmasao.
Ha cerca de dous annos, urna das se-
boras mais bellas de New-York, abando-
nada pelos facultativos em um caso deses-
perado de tsica (pois era este o nome que
os mdicos davam molestia) julgava-se
condemnada a morrer. Os pais da doente
reeolveram lvala a Pars, esperancados
em que, na capital de Franca, a Faculda-
de descobriria algura remedio contra o mal
que ameojava a vida da joven senbora.
sta esperanca nSo se realisou, mas feliz-
mente em Pars os amigos da moribunda
ouviram fallar de um novo syatema de tra-
tamento adoptado primitivamente pelos
Sbakrcs do Monte Lebanon, no Estado
de New-York e empregado depois par ou-
tras pessoas com um xito extraordinario
em muitos casos de Dispepsia. Aos pais
da infeliz parecen qne era possivel que a
doenca que affligia sua filha poderia talvez
denominar se Dispepsia ou IndigestSo, e
nao a TUica que tanto teraiam, o abriga-
vam a esperanca do que, em tal caso, se-
ria fcil salvar a desditosa joven.
Apressaram-se, pois, a alcangar urna
quantidade de um medicamento intitulado
Xarope Curativo de Seigel, e preparado
com o fim especial de curar a Dispepsia,
A doente tomou algumas dozes deste re-
medio, o o resultado do novo tratamento
oi maravilhoso. Hoje. aquella senhora, j
restabelecida, vive feliz e goza de urna
Duas rpidas curas (2)
Illm. Sr. Jos Alvares de Souza Soa-
res Pelotas, 12 de Novembro de 1884.
Tem esta por fim 8cientfical-o de mais
duas esplendidas curas devidas ao seu pre-
cioso peitoral de Cambar
Por occasiao de effectuar-se o ultimo
bazab em beneficio da Bibliotheca Publica
Pelotense, fui atacado de urna forte br^n-
chite que* me levou ao leito.
Vendo-me prostrado e desejando o meu
restabelecimento o mais prompto possivel,
deliberei usar o Peitoral de Cambar, e o
fiz com tanta felicidade que, no terceiro
dia da molestia, pude reassumir as minhas
funecoes de bibliotliecario naquelle estabe-
lecimento.
Na mesma poca foi a minha filhinha
Juliecta atacada do urna toase impertinen-
te, com carcter asthmatico. e applicando-
Ihe cu o mesmo effiaaz medicamento, vi a
restabelecida em poucos dias. Subscrevo-
me, etc.
Francisco de Paula Pires
nicos agentes e depositarios geraes em
Pernambuco.
Francisco M. da Silva & C.
Ra Mrquez de Olinda n. 23.
E
EDITAES
Aviso
(Huida
Diversas pessoas que nao podem ser in-
differentes as grandezas q te ainda restara,
embora em estado de ruinas, nesta cidade,
reuniram-se na casa da residencia do Exm.
e Rvm. Sr. conego Cr. Lu Francisco
de Araujo, para o fim de combinarem nos
meios do reparar o magestoeo templo de
N. S. do Carmo hoje tao arruinado.
Eatudados os reparos e senciaes pelo in-
teligente e pratico engenheiro architecto,
Dr. A. Pereira Sim3es. que de boa von-
tade a isto se prestou, e est prompto a
dirigir a parto technica do trabalho, foram
eleitas duas commissSes : umageral, con-
posta do Dr. H. S. Tavares de Vascon-
cellos, presidente, tenente Manoel J. de
Castro Villela, secretario, padre Julio Ma-
ria do Reg Barros, thesoureiro : e outra
de esmolas, composta do desmbargador
Joao Francisco da Silra Braga, presiden
te, Antonio Estevao de Oliveira, aeureta-
rio, eonego Manoel Joao Gomes, o conego
Dr. Joaquim Graciano de Araujo.
As commisso a trabalham com esforco
para obter os recursos necessarios effec-
tifidade do intento, que emprebenderam e
de esperar que encontrem apoio e ani-
mac2o da parte de todos aquellos, aos
quaes reconerem para fim tao piedoso.
Nesae sentido vao dirigir circulares.
Industria Vu-Ional
PK1MEIRA NlisTE GENERO
Este fumo, j to vantajosamente conhecido, tem
em si qualidadfs muito especiea, e alias recom-
mendaveis de preferencia, sobretudo porque elle
encerra para o fumante a snperioridade sobre ou-
tro qualquer no seu uso constante. Alm de um
paladar brando c saboroso, este preparado em na-
da se privou da essencia qualificativa de fumo pu-
ro, superior e fisco I ludo propriamento, reunindo-
lbe pr .pnedades especiaes, que formam um con-
juncto apreciaV'-l no seu goato e no aroma qu; es-
parge sua fumaca.
Nao esta ainda a sua nica recommendacao ;
a mua importante a sua accao hygienica, a que
nem sempre te attende nessea preparos de fumo
entregues ao consumidor, e que nao offerecem ga-
ranta pathologica ao fumante, uem mesmo naa
oiusas locaes que muito interessam, como sejam:
aa rritucoes das mocosas, susceptibilidades in-
flammatorias, aa laryogites e as affecce da boc-
ea, etc., a que sao sujeitos muitos fumantes, abri-
gando os a privarem-ae do fumo, toreados pelo seu
estado mrbido.
Attendendo a todas estas circunstancias, o sen
manufactor depois de muitas experiencias e de ter
ouvidoa opinia > de muitos senbores fumantes, aub-
metten este pioducto de industria nacional a apre-
ciaca i daxma. Junta Central de Hygiene, e
esta Ilustrada corporacao, depois de ter mandado
proceder aos eximes convenientes, den parecer
favoravel que o recommenda, parecer este nico
que existe em productos deste genero.
Tambem tem a venda tumo caporal progres sis-
ta, Buarque de Macedo, fabricado pelo mesmo.
Vendas no Rio de Jaueiro. Deposito geral na
fabrica do manufactor, rna de Qoncalvcs Dias
n. 20, e em Pernambuco na fabrica Vendme,
ra do Baro da Victoria n. 39. O. J. Seve & C.,
proprietario e nico agente.
Oleo paro medie! ni de Osado de
bacalno. de Murray le l.unman
3 O
Nenhum chimico tem podido at hoje dizer-nos
em que consiste os princpacs curativos do oleo de
figado de bacalho- Porm nao importa. Basta
que se saiba que um remedio seguro e cfficas
para os pnlmoes debis e as gargantas enfermas,
para as glndulas escrofulosas e os systemaa ex-
tenuados. Porm aqui deve-se taser urna reserva
distinctiva. Deve ser puro e legitimo, pois que do
contrario para nada presta. Se desejaa ter ues:c
particular urna completa segnranca, confiai-vos,
nicamenteo quo podis fazer com toda a sega-
raneado oleo paro medicinal de figado de baca-
lho, de Labman & Kemp, extrahiio de figados
frescaee, approva contra todas as mudancas de
climas, excellcnte em todos os reapetos.
O agente balsmico pode ser iode, brome ou
qualquer outra coosa. Porm isto fica sendo um
segredo da natureza, sabemos comtudo, que o e'.e
ment conservador da vida, seja elle qual fr, nelie
existe.
Os doentes macilentos c paludos, martyrisados
pela toase e extenuados pelos rapiosos suores noc
tornos, devero para desde j laucar mi d'eate
especifica approvado se que do o menor apreco
as suas tades. Porm por amor de vos meamos,
nao percais tempo, toda a demera fatal. Vnde-
se em toda a parte do mondo.
Acha-ee venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Fester & C,
roa do Commercio a. 9.
A efficacia do merecidamente celebre Trico-
Tero de Barry para dar vigor, embellecer e
dar brilho c aedoeidade ao cabello hoje to um-
versalmente reconhecda, que tem elle ganbo por
seus mritos um renome que nao fama de um
dia, mas para sempre. Para restituir ao cabello
a ana primitiva aoundancia e impedil-o de cahir,
tem esta composico sido declarada por todos os
mdicos, remedio seguro. Para corar a tinha, a
caspa e todus as doencas docouro cabellado, achai-
se-ha sempre no tricoiero um remedio inofFensivo
rpido e infollivel.
m
Muitas senhoras e mocas renunciara s pillas e
pos ferruginosos que ihes sao proscriptos centra a
anemia, chlorose e empobrecimento do sangue por
sentrem violentas dores de estomago e sobretudo
priso do ventre. Com o Ferro Girard nao ha qoe
receiar estes inconvenientes; o nico ferrugi-
noso que nao causa prisio de ventre e sua accio
eminentemente reconstituinte segura e rpida.
Considerando os progressos qoe a sciencia tem
feito ha trinta aanos a esta parte, oa triomphos que
ella tem obtido, sent-se um certo orgulho de vi
ver nesta poca. Se aindi, no meio deste secul",
a tsica era molestia incuravel que a oingn^m
ponpava, o Xarope de hypophosphito de cal de Gri-
mault 6c C. veio por um te.-ino a to dolorosa b-
tuaco, provando quo as afieccoes do oeito nao sao
por certo incaraveis, por que os hy popbosphitos
arabam erm a toase e os suores nocturnos e res-
tituem a sade e as forcea aos doentes. Elles sao
tambem da incontestavel vantagem contra as
affeccoea pulmonares, aa tosses rebeldes e todos os
padecimientos das vias respiratorias.
sado perfeita. Certo que, neste caso
os mdicos tinham tomado urna doen;a por
outra, e quando se descobrio a origem do
mal, o se explicou o ver-dadeiro remedio,
os symptomas da Tsica desappareceram
immediataments.
O caso que acahamos de citar nao o
nico nesto genero. Ha milhares de infe-
lizes que actualmente estJto tomando re,
medios para curar enfermidades do figado-
dos rins e dos pulaiSes, doencas prove-
nientes dos vapores miasmticos, etc., ao
passo que realmente nao existem em mui-
tos casos taes afibeyoes, sendo a indiges-
tio a verdadeira causa dos symptomas que
tanto terror inspirara aos doentes; e se
estes applijassem o verdadeiro systema de
tratamento, nao tardariam a curar-se.
Nao ser por demais o recordarmos ao
leitor .jue o xarope curativo de Seigel se
vende em todas as pharmacias do mundo
inteiro, assim como na casa dos proprieta-
rios, A. J. Wiiite, (Limited), 36, Farring-
don Road. Londres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernambu-
co : Bartholomeud C, J. C. Lavy & C,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mar-
tiniano Varas & C, Rouquayrol Irmaos e
Faria Sobrinhe & C.; eui Bello Jardim :
Manoef de Siqueira Cavalcante Arco Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho ;
em Ialependencia. Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares: Antonio Car-
doso de Agniar; e em Tacarat, Jos
Lourenjo da Silva.
O Dr. E. Osisrlan Bonnel Medico pela
Faculdado de Medicina da Pars.
Condecorado com a meialha dos hospitaes.
Socio correspondente : das Academias de Medi-
cina do Ro de Janeiro e de Barcelona ; da So-
ciedade de Medicina pratica de Pars e da Socie-
dade Franceza de Hygiene, ex-director do Musen
AnatomoPatolgico da Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro, tem a honra de prevenir o po-
blico que durante a sua estada em Pernambuco
fica a disposico dos doeates qoe desejarem hon-
ral-o com a sua confianca.
Chamadas e consultas de 1 s 3 horas da tarde
ra do Mrquez de Olinda n. 51, 1. andar: re-
sidencia na hospedara de D. Antonio (Caminho
Novo).
_ Especialidades : molestias das vias respirato
ras coraeao, estomago, ligado, etc., molestias
nvas, e syphilittcas.
Consultorio medico-
Jiiizo dos fritos da fazenda na-
cional
EscrivSo Reg Barros
Perante o Sr. Dr. juiz substituto doafetoaia
fazenda Alvaro Barbalho Uchoa Cavalcante tm-
nior no dia 2f do corrente mez, pelas 11 horasda
manh, depoia aa audiencia do mesmo jais, sjc
vender em prsca publica os bens aeguintes :
Casa terrea com sotao inteiro, sita a roa de Sae-
ta Theaeza, cidade de Olinda, com grande quiatri^
arborsado, murado, com porto de madeira, per-
tencente a D. Cathanna Teixeira Lopes Cati*
avaladaxpor 600f.
Casa terrea de tijolo e cal n. 218 sito ras, 4a
Coronel Suassuna, com quintal morado e portie
aue deita para roa de S. Joao, freguezia de 8.
Jote, pertencento aoa herdeiros da Aiierico Fraa-
cisco de Paula Menezes, avahada por l-.bOOf.
Casa terrea de tijolo e cal n. 204 aita ra Isv
perial com um terreno no oito, quintal em abarte
sendo todo o solo terreno foreiro de Mariolia, pee-
tcncente aos herdeiros de /.jferioo Amaro de F-
rias, avaliado todo 25U, sendo todos os bons ci-
ma penhbrados e vendidos para pagamento da fa-
zenda nacional e castas. Recife, 16 de oveeaba
de 1883.~Aivaro Barbalho U. C. Jnior.
DECLARACOES
Thesouraria de Fa-
zenda
cirnrgico
O Dr. Castro Jesos, contando mais de 12 annos
de escrupulosa observaco, reabre consultorio nes-
ta cidade, rna do Bom Jess (antiga da Crus
n. 23, I." andar.
Horas de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as demais horas da noite ser encontrado no
sitio travessa dos Remedios n. 7, priraeiro por -
to eaquerda, alm do porco de Dr. Cosme.
Oculista
ca
Dr. Mattos Barreto, ex chefe da elini -
de olhoa do Pr. Moura Brasil e da
policlnica geral do Rio de Janeiro e me-
d.o aggrcgado do hospital Pedro II
desta cidade.
Consultorio, rna do Impera lor n. 65, 1'
andar, das 12 s 3 horas da tarde.
Residencia, Caminho Novo n. 159.
As operacues sao fcitas sem dor,
meio da cocana.
Consultas e operaces, gratis aos
brea.
por
po-
li. 11. A EmuUao de Scott restau-
ra a saude aos tsicos, purifica o san-
gue, afasta do organismo toda sorte
affeccoes Escrofulosas e fortalece aos
beis e enfraquecidos.
Excita o appetite, estimula o organismo
e augmenta as carnes e as forja.
de
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Ssalista
Dr. Ferreira da Silva, consaltas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Dr. Joo Paulo
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Especialista em partos, molestias de senhoras e
de enancas, com pratica as principaes materni-
dades e hospitaes de Pars e de Vieona d'Austria,
faz todas as operac5es obsttricas e cirurgicas
concernentes as soas especialidades.
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Victoria (antiga roa Nova) n. 18, 1 andar.
Consultas das 12 s 3 horag de tarde. Tele-
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Dr. Barreto Sampao, medico ocu-
liita, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, mndou sea consultorio, do 2.*
andar da casa n. 45 roa do Baro da
Victoria, para o 1. andar da casa n.
51 da mesma roa. Consultas de meio
dia s 3 horas da tarde. Residencia
ra Sute de Setembro n. 3 A.
Dr. Gsmneira Lei
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las n. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta
bora em diante em sua residencia roa da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e enancas, telephone n. 326.
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Residencia : Roa da Soledade n. 56.
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().
i!
{}
l
Especialidadesfebres, molestias das
enancas, dos orgoa respiratorio das
senhoras.
Prestase a qualquer chamado para
ort d capital.
AVISO
Todos es chamados devem ser diriga
dos pbarmacia do Dr. Sabino, roa do
Baro da Victoria n. 43, onde ce indicar
sua residencia.
Clinlea medico clrurglca
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EspecialidadePartos, molestias de senhoras e
criancas.
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EIODE JANEIRO
Para informacSes duijamse ai
Pohlman &C
Rtta o Con 1.10
O conselho para forneeimento de vveres, ol
gens e ferragens aos corpos desta guarnico e <__
formara militar, recebe propostas no dia 7 de De-
zembro prximo futuro, a 10 horas da manhi, mt
qu.rtel general do cemmando das armas, onde tome-
ciona o mesmo conselho, para contractar a forae-
cimento de gneros alimenticios s praeas t.
goarnico, forragens e ferragens para a cavalla-
da dorante o semestre de Janeiro a Jonho proxiMt
vindouro.
Arroz, kilogramma.
Assucar branco refinado, de 1." qualidade, ida*.
Aasucar refinado de 2.a dita, idem.
Assucar mascavado refinado, de 3.' dita, dent
Azeite doce de Lisboa, litro.
Alfafa, kilogramma.
Bacalho, idem.
Batatas inglezas. idem.
Caf em grao, idem.
Carne de porco, idem.
Carne de vacca, idem.
Carne secca do Ro Grande, idem.
Cb verde da India, dem.
Cha da lo dia preto, dem.
Cevadinha, dem.
Cravos, cento.
Chocolate, k-logramma.
Capim, idem.
Farinha de 1." qualidade, litro.
Farnha de 2.* dita, idem.
Feijo preto, dem.
Feijo molatinho, idem.
Fructas, orna.
Farello, kilogramma.
Ferradora, numero.
Leuha, acha.
Macarro, kilogramma.
Maizcna, dem.
Manteiga ingleza de 1. qualidade, idem.
Marmelada, idera.
Milho, idem.
Pao, idem.
Sal, litro.
Toucnho de Minas, kilogramma.
Temperos e verduras, racao.
Vinho de Lisboa, litro.
Vinho do Porto, dem.
Vinagre tinto, idem.
Lavagem de roopa passada a fimo peca, uaw.
Agurdente, litro.
Aletria, kilogramma,
Amtias paseadas, dem.
Araruta, idem.
Bis nuto de Araruta, idem.
Caf muido, idem.
Figos passades, idem.
Frangos, nm.
Gallioba, urna.
Paaaas, kilogramma.
Tapioca, idem.
Carvo vegeta), sacco.
Dito kock, kilogramma.
Sabo comunal, idem.
Vassouras de piassava (grandes), doza.
Papel pautado fiume, resma..
Dito mata-borro, tolha.
Pennas de ac Perry, caixa.
Goman arbica, frasco.
Tinta preta, garrefa.
Caetas de madeira, duzia.
Lapes preto de Faber n. 1, idem.
Banha de porco americana, kilogramma.
Carne de carneiro, idem
Goiabada em lata, idem.
Ovos, um.
Vinho branco, l:tro-
Vinagre de Lisboa, idem.
Velas de cera, k'logramma.
Phosphoros americanos, grosa.
Sanguexugas pela applicaco de, urna.
Medicamentos para cavalhada, numero.
Enterro por cavallo, um.
Condicoes
1.a Todos os gneros sero de 1. qualidade, c
os fornecedores devero satisfazer os pedidos dea-
tro dos prasos marcados nos respectivos contractos,
entregaide os meamos gneros nos quarteis ot
fortalezas e enfermaras, e depositaro na Tbemt-
raria de Fazenda urna quantia, como cauco qwz
ser arbitrada pelo conselho de tornecimento.
2.a As propostaa devero conter a declaraeXe
expressa de sujeitar-se o proponente a malta e
5 % da importancia a qoe montarem os viverea or
artigos que forem acceitos, se deixarem de com-
parecer para assgnar o respectivo contracto des-
tro do prsso qne for notificado pelos jornaes.
3 a S poder concorrer aos fornecimentos m
candidatos qoe se habilitarem na forma do art. 1S
do decreto n. 7,085 de 6 de Marco de 1880.
1* Da falta de fiel comprimento de qualquer aa
obrigaccs contrahidas, os fornecedores fieacao
sujeitos a pagar o valor do genero registrado or
nao recebido era tempo.
5.a Os concurrentes sao obrigados a aprsesete
as amostras dos gneros ou artigos que forera jal
gados precisos pelo conselho.
6.* As propcatas sero a presentadas em dap-
cata at as 11 horas do referido dia 7 de Dexea-
bro em que alli sero abortas e apuradas em pae-
senca dos proponentes, sendo que na mesma ooea-
sio se acceitaro propostas para a venda de eo-
trume dos animaea da companhia de cavallaria.
7.> Finalmente os fornecedores que reqaeoecera
a resciso de seu contracto, e forem attendidaa,
ficam sujeitos a mnlta de 10 /0 sobre o total do
forneeimento do semestre anterior.
Thesouraria de Pernambuco, 20 de Xovambrodt
1886.
Conforme.
O secretaso,
Litis Emydio Pinheiro da Camars,
J
I
Arsenal de Guerra
O conselho de compras recebe propostas no 4k
29 do corrente at as 11 horas da manh, paras,
compra dos artigos segnintes :
Bonete de servico iuterno, 130
Grvalas de sola envernisada, ll.
Luvas de algodo pares, 100.
Banda de l pcra inferior, 1.
Cathurnos para as praeas de cavallaria, panto,
216.
Perneiras de sola para idem idem, conforrae
figurino, pares, 27.
Chapeos de Braga com a lengendaS13.
Esteiras de palha, 17.
Tamancos, parea, 15.
Meiat de algodo, pares, 2C-
Panno izol para ponchos de ptaca? de cavtS-
laiia, H5,u.OO.
Brim branco liso, 410,m00.
Brim pardo trancado, 1150.m00.
Algodaozoho, 830,m00.
Algodo mesclado, 513.m70.
Hollanda para forr-, 152 mOl.
Casemira branca, l,ra60"
Aaiagem para intertella, 36,a00.
Ganga encarnada, 28,ml6.
Zuarte, 387,m05.
BaeU encarnada, 207,m50.
UE6fH


Diario de PernambucoDomingo 21 de ovembro de
136




5
I

Cadeiras de brago, de jcaranda. 4
Bonete de panno msela para mmeos, 10.
Dito de panno, sem pala e seo listra para sen-
tenciado, 1.
Qjiarrafeiras de panno mtela para muisc's
pares.
17.
BaeU aiul, 7,'00.
Panno fin i msela para musios, 66,m00.
Dito slvdio para capotes, 210,"OO.
Dito hsoI para di toa de inferiores do estado-me-
nor, 7,-M.
8arg<-lim de cor, 51."'00.
Fkoella da la alvidia, 14.'03.
Dita branca de al g odio, DO. 30.
Casimira encarnada enfestida, 21"130.
Gallo prateado de dous frisos, 28.u00.
Previne se que nao serio tomadas em conside-
raejo as rropostas quo no fer m fritas na forma
do art. 64 do reguiamentD de 19 de Outubro de
1S72, em daplicata, com refereneia a nu> a arti-
go, mencionando o nome do proponente, a inlica-
ejto da casa commercial, o preco de cada artiga, o
numero e marca das amostras, deelar-icao exprea-
ia de sujeitar-se malta de 5 0,0, no caso de
recusar assign ir o contrato, bem orno as de que
tratamos arta. 87 e83 do regala ment citado.
Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernambu-
ee, 17 de ovembro de 1886.0 secretario,
Jos Francisco Ribeiro Machado.
Junta commercial
Esta secretaria faz pnblico que foram regis-
trada duas eseriptura3 ante-nupciaes, sendo a
primeira celebrada entre Joaquim Jos da Fon-
seca e O. Adoiinda II- T-zinia Acusen de Leo,
odiante os seguintes pactos :
1 Haver plena separacao de bens entre os
onjugos, mesmo dos reodimentos, os quaes per-
eneerao ao respectivo proprietario, por qnem se-
:3o administrados.
2* No caso de fallimentc, morte ou outre equi-
late, a conjugo levantar oa seos bens e valo-
rea intactos sendo pira isso considerada nica
lenhora de dominio o posse.
30 Oa bens de uo dos cenjuges nao serio su-
jeitos divida alguma contrahida p.'lo nutro,
aner intes, quer ua constancia do matrimonio,
50b qualqaer pretexto, and* mesmo de manuten-
alo do casal.
4 Nao havendo filhos os bens de cada conjure
jertencero aos seus herieiros legtimos, salvo a
-cudale de testar.
5 Se, n constancia do matrimonio sobrevier
,lgum motivo que os impossibilite de viver juntos,
jera feita a soparaco de accordo com a clausula
jegunda.
6" A conjuga entra para o cisal com a casa
frrea n. 3 da. ra da Conquista desta cclale, no
valar de 1 .OOOJ e com joias estimadas no mesmo
valor.
A segunda fui celebrada entre Antonio Macha-
jo dos Santos e D. Mara da ConceicSo Seixas,
regulando os segu ntes pactos :
1 Que os bens com que a esposa entra pan o
oasal serSo considerados dotaes e isentos do todo
s qoalquer compromisso contrahdo pelo esporo,
antes ou depos do mat:im>nio.
2 Que a pactuante D. Mana da Conceicio
Seixas entra para o cisal com a quantia de.....
ia: 111*301, sendo 60.000|000 representadas em
letras do aieite de Jos Soares de Seixas e o resto
no diuheiro.
a Que a pactuante se dota a si com a quantia
de 50.000J que a proporeSo dos vencimeutos da-
qnellas letras sero empregados em apolices da
divida publica e ttulos de crdito real para se.em
averbados em seu proprio nome, afitn de receber
os rendimentos, os quaes lhe pirtenccm cxclusi-
-samente. Os 15:111*304, restantes, serSocom-
aunicaveis.
4* Que no caso de la lecimeato da conjure sem
ilbos do 2 matrimonio o seu dote ser dividido
por seos filhos do 1* leito, i Inven io-os ser
igualmente divididos por estes.
Secretara da Junta. Commercial do Recife, 15
de ovembro de 1885. -O secretario,
Julio Guinariias.
Bank Lin.itnd, 6a divisa
Coinmercio n. 36. Englik Bank
Ro de Janeiro, 5' diviso
cf
4:166*660
4:166*660
10:000*0( JO
1 seceao do Consulado Provincial, 18 de o-
vembro de 1886.
O lancador,
Joaquim Tranquilino de temos Duarle.
CLASSE N. 14Companhias, agencias ou casas
de seguros ou qualquer pessoa que figurar no
carcter de agente de companhia de seguro etc.
Taxa de reparticolO.OOOiOOO.
Freguesia do Recife
Ra do Bom Jess n. 50. Companhia
Hansent'ca de Sesuroo contra fogo,
agentes Bernet & C, 1* divisao 425*030
Commercio n. 26. Companhia Nor-
thern Assarance de Londres e
Aberdeen, agente Joher Bauw lie,
2> diviso 638*295
Commercio n. 3. Companhia North
B. C. Mercantil, agentes Adamson
& C, 2 divisao 638:295
Bom Jess n. 12. Companhia New
York Limited, agente Tbeodoro
Cbristianseo, 2* divisas 638*295
Largo do Corpo Santo n. 11. Com-
panhia de seguros Liverpol e Lon-
don Glob, agente Saundres, 3' di-
viso 851*060
Bom Jess n. 7. Companhia de Se-
guro martimos e terrestres Fidel i-
dade, agente Miguel Jos Alves,
3* divisao 851*C60
Commercio n. 3. Companhia Impe-
rial de seguros contra tugo, agen-
tes Browos & C, 3 divisas 851*060
Commercio o. 48. Companhia de se-
guros martimos e terrestres Am-
phitrite, directores Antonio M. de
Amorim e Man >el Jos da Silva
Guimaraes, 4 di visito 1:276*590
Commercio n. 44. Companhia de se-
guros Indemnisadora martima e
terrestre, directores Joaquim Al
ves da Fcnseca e Antonio da Cu-
nha Ferreira Baltar, 5 divsao 1:702*140
Commercio n. 34. Companhia de se-
guro I'henix Pernambucana mar-
tima e terrestre, 6* divisao 2:127*675
10:0003000
1 scelo do Consulado Provincial, 18 de o-
vembro de 1886.
O lancador,
Joaquim Iranquilino de Lemas Uarle.
Irmandade da Soledade
Matriz de Manto Antonio
Irmandade de SS. Sacramento
Pelo presente convido aos irraos desta venera-
vel irmandade u comparecerem no respectivo con
sistorio s 6 horas da tarde do dia 21 do correte,
afim de tratar se d: negocios relativos a mesma
irmandade.
Consistorio, 20 de ovembro de 1886.
O escrivo.
Henrique C. Brrelo de Almeida
Convite acadmico
Convida-se os estudantes do quirto anno jur-
dico para urna conferencia na segunda-feira 22
lo corrente, 1 hora da tarde Ponto de rcu
nao : jardim de Pedro II, em frente da aca-
demia.
Dinamite.
Junta commercial
Eg:a secretaria fas publico, de erdem da filma,
junta commercial, que os avaliadores commerciaes
desta praca devem solicitar novos ttulos at o dia
:6 de D zeaibro prximo vindouro, ufi de de
lignar-se j)s que teem de servir durante o triennio
de 1887 a 1889.
Secretaria da junta commercial do Recife, 19
2e ovembro de 1886O secretario,
Julio Guimaraes. ^^^
Consolado Provincia!
imposto de Industria e proflsso
TABELLA A O.CK SE BFESE O 35 DO AHT. 2* DA
JXI S. 1860TAX* DE BCPABTICO.10:00u*030
CLASSE N. 13.Bancos, agencias liacs e
representantes dos Aeamos e casas bancarias
Freguez'a do Recife
."oamercio o. 34. Banco de crdito
Real, gerente Joio Fernandes Lo-
pes, 3^ diviso 1:666*680
Commercio n. 32. London Brasilisn
COMMERCIO
Pernau-
olsa commercial de
buco
RECIFE 20 DE OVEMBRO \>E 18Sb.
As tres horas da tarde
Dwconto de letras, 8 0/0 ao anno.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforad.
IBNUIBMTOS PBLICOS
Uoi de ovembro de 1886
ALFANDEGA
Companhia de Edificado
C'mmuuica-se acs Srs. accionistas, que por de-
ibersc'io da directora foi resolvido o recolbi-
ment da quinta prestacao, na razio de 10 p>r
cento do valor nominal das respectivas a:ces, a
i qual dever realisar-se at o dia 5 de Dczembro
proxim futuro, nj eseriptorio da companhia
praca da Concordia n 9.
Recife, 5 de ovembro de 1886.
Gustavo Antunes,
director secretario.
Monte Pi Popular
Pcrnambuctino
Pelo presente sao convidados os socios deste
sociedade para, na forma do 2* da srt, 2 dos
estatutos, rcunirem-se em assembla geral domin-
go 21 do corrente, as 10 horas do dia, afim do
t ff ctuar se a eleicao do cunselbo administrativo
e commiisiio de contas, que tem de funecionar no
seguinte auno social.
Secretaria da sociedade Monte Pi Popular
Pernambucano, 17 de ovembro de 1886.
O 1 secretario,
Regirlo F. de Carvalho.
Thesouraria de Fazenda
No dia 21 do coir'nte, pelas 11 horas da M-
nh5, s;rSo pagas no Arsenal de ueira as costu-
ras relativas I* quincena do corrente mee.
Thesouraria de Fazenda de Pernambuco, 18 de
ovembro de 1886. Servindo do secretario,
J. H. Oliveira Amaral.
O abaixo assignado, secretario da irmandade
de Nossa Senhora da Soledade. erecta na igreja
de Nossa S"bora do Livramento, declara que o
^r. Adolpbo Lins de Souca, juic da mesma irman-
dade, desisti desse cargo, passando-o ao seu sub
stituto legal, que o substituir no anno prximo
vindouro.
Recife, 20 de ovembro de 1886.
Frederico Marinho de Mello Tavares.
7. B.\ Cavalleiros da
Cruz
Di ordem do R'sp.1. Ir.1. Ven.-, convido a todos
os OObr. -. da nossa Aug. . Off. ase reunirem
em nossa sede no dia 21 do corrente, s 10 horas
da manlia, para se proceder a eleicao das LLu. .
e mais DDir. *. que tem de funecionar no anno
mac. de 5887 58d8, procedendose dita eleicao
com o numero de Hr. . que comparecer, visto
n2o ce tai reunido nu ero suficiente na sessSo
convocada para o dia '5.
Secretara da Au$. . Loj. . Cap. . Cavallei-
ros da Cruz, ao Val. . da ra da Imperatrz. em
18 d ovembro de 1886.-E. . V. .
Osecret.'. Adj.-.
Eduardo G. GonC/lves 18. .
Companhia de EdiDeacOes
O eseriptorio desta
companhia acha-se in-
st a I lado na prac,a da
THEATRO
SANTO ANTONIO
Congressso Dramtico Beneficente
HIII\(.<. 21 DO CORRERTE
ESPECTCULO EXTRAORDINARIO EM BENEFICIO DOS
COFRES SOCI\aS
Cirande occesno t t .
Sorprehrndenle rncro 111
Dep is que s orchesfra da soeiedade dirigida pelo insigue maestro e consocio Antonio Mar-
tins, tiver execntado nma linda ouvertur8, subir a seena pela primeirs vez nesta epocha o impor-
tante drama em 5 actos ou 8 quadros, original francez, traduccSo do 6ympathico escriptor porto-
As duas orphs
guez Eduardo Garrido
QUAUHOS
5
6.
7
8.o
DENOMINAgAO DOS
1. O rapto
2." Orgulho e duello
3. O segredo da polica
4.* A cega
Tumam parte as actrices : DD. Rosa Manhonca, Edelvira
Guilhermiua, Ljcc, etc, etc. e todos os amadores do corpo scenico.
EpcchaActualidade.
MISE-EN-SCEXE do actor Fernando Limi.
Principiar as 8 horas.
etc.
A sorpresa
O mandado de exilio
Aseassinato e suicidio
O perdo
Lima, Apolonia, Leopoldina,
Cavalheiros, damas, policiaes,
ornado, e urna banda marcial far as honras da re-
seu repertorio, fazendo-se cuvir igualmente nes inte-
0 tbeatro achar-se-ha decentemente
cepc-lo, executando as melhorcs pecas do
rvallos.
A directora da soeiedade espera cosdjuvacao do Ilustrado publico para a sua festa, e an
rirf/irla n Q orn cea 'eciPa-s,e em agradecer a todos quantos a ella concorrercm, e especialmente as peseas que se dig-
V^lillCUI UIcl II, /j^UllOCl I narem de acceitar o sen convite.
N'um dos intervallos urna commisso ir comprimentar a3 Exmas familias.
O resto dos bilhete venda na blhetaria do tbeatro, no dia do espectculo, das 10 horas
da manb em diante.
Bonds pira Magdalena, Fernandes Veira e Afogados.
vando-se aberto das 7
horas da manh s 5 da
tarde, em todos os dias
uteis.
Incumbe- se de cons-
trucc.es e reconstruc-
5es.
Recebe-se informa-
(joes acerca de terre-
nos na cidade e subur-
bios, e a respeito dos (
quaes queiram os res-1 LyCO de APCSe 0fC0S
pectvos donos fazer
negocio.
No mesmo eseripto-
rio se encontraro as
amostras dos produc-
tos da olaria mechani-
ca do Taquarj, pro-
priedade da mesma
Companhia.

Estrada de ferro de
Ribeirat Bonito
De crdem da directora sSo convidados os se-
ohores acciruistas a r colherem no London Si Brk i
sili.u Bank, no preso de 60 das, a contar de l||l||t*k 1*111 W*i 1*111 ?"II <>'/
boje, a terecira entrada de 10 /. do valor nom.- flIWUW *9 *U0U
Irrn ndade de Nossa Senhora do
Rosario da Boa-Vis'a
De ordem do noaso irmo juiz, Romualdo Ga-
millo do Sacramento, sao con7idados es raos que
esto legamente constituidos, conforme a disposi-
cao do art. 3 do compromisso e ontras annexas ;
para se rcuniem, em sessSo geral, no domingo, 21
do corrente, pelas 10 horas da manh, no consisto-
lio da referida irmandade, para o processo elei-
toral da nova adminstrala > do anuo comproms -
sal de 188687 ; sendo para este fim celebrada
anteriormente pelo padre Adelino a missa votiva
do Div no Espirio Santo, pelas 8 horas da ma-
nh, do mesmo dia, com assistencia de alguna ir-
rn os.
Consistorio, 18 de ovembro de 1886.
O secretario.
Luu Mamede Ribtiro.
De ordem do respeitavel irmao director, faco
publico a qir-m interesar possa, que em vista de
algn i exp sitores nao terem polid acabar os
productos que tecionavam exp r.e pedirem a esta
directora a transferencia da abertura da sexta
expsito artstico-industrial, ir arcada para o da
21 do correte, e como a d traria bem nao c aos expositores, como tambem
exposicSo, que se enriquecer de mais productos,
huuvc por bem nao so a exposico, como tambem
j anniversario, designar paa o da 12 de )< /. m
tro futuro, esperando que os seus eti'jreos s'jam
cornados do melhor xito possivel.
Secretaria daiuoprial soeiedade dos Artistas
Mecbanicos e Liberaes de Pernambuco, em 19 de
ovembro de 1886 O 1 secretario,
Jos Castor de A. Souza.
Companhia de Beribe
O .m vida-se ao* Srs. accionistas a virem rcCibi
o 77 dividendo na pr;p>rc;Io 4^100 por aeco
cojo pagamento te efFectuar neste eserpteno das
10 horas da manila a 1 hora da tarde, diariamen-
te at o ultimo deste mez, e ao depois aos sabba-
dos.
Recifa, 14 de ovembro de 1886.
O director secretario,
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina.
SEGUROS
YIARITDIOS CONTRA FOGO
Companhia Phenl& i'cr-
naubucana
Ruado Commercio n. 8
NORTHERN
de LOndres o Aberdeen
Poaic<*nancelFa (Iiexctnltro 1AS5)
Capital oubsciipto 3.000.000
Fundos accumuluds 3.134,348
Receila nnnual t
Dj pre::i08 contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
0 AGENTE,
John, j 1- Boxwell
ni;. coiiHEiinocio . *o i t m is
R 118 W
de
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
Seguro mariiisnos lerreatrea
No-es ultimo a nmea companhia aests praj
^ue concede aos Srs. scguradis seaipjtode paga
nicnto de premio em cada stimo aoso, o que
equivale ao descont de erreaj 15 por ccav em
avor dos ergurados.
! COMPANIUA
[mperial
5a*n anu
i>e 2 a 19
'on de 20
*niiA raov.aciAL
De 2a 19
tem de 20
768.390*721
38:721*852
124.988 203
8:869443
ida"
sLaasaanoaiA De 2 a
> U
807:115573
133:807 4651
940:973/224
2 :793610
1:881/01(4
^.acusc pbovtsciac -De 2 19
dem do 20
%cin aAvnAaK"No Z a 19
decn d 21
31.674.734
15:974*459
1:001 451
16.978/910
6:558/412
1:U31/521
7:592/933
-LTERACO DA PAUTA
Para a semana de 22 a 27 de Nevembro de
1886
Attrudo em raraa, 350 rg. o kilo.
.-'j9ucar branco, 160 rs. o kilo.
Don-acha ,266 rs. o kilo.
Jooros seceos salgados, 520 rs. o kilo,
'.'iros verdes, 3 0 rs. o kilo.
Tamo etn rolo, 500 rs. o kilo.
Alfanavsrs de Pernambuco, 20 de Novembre de
188P.
Os conferentes,
Jos JoHqaimde i'iranj.i.
Adc'pho Gentil.
DESPACHOS DE IMPORTACO
te nacioDrt' Deas te Guarde, entrado de Mc*so-
i no i a 14 do corrente e consignado a lojar-
tholomcu Lourenco, manifei'oc :
Algodao 468 suecas a La z Antonio Sequeira,
12sB istelmam & C
Cat 11 saecos a Joo V. Al?es M.theus & C.
Counnhos 13 fardos a H. Nusch Se C.
lapor nacionl Mwiiaha', eatraio dos portos d'--
sul no da 20 do corrente e consignado a Com-
panhia Pernambuca, manifestou :
Assuear 50 saceos a Perera Carneiro & C.
Algodo 100 saccas aos roesmos.
Couros salgados seceos r<00 tardos a R. Piolo
Guirnarles & C.
Mercadoras diversas 3 vslumes ordem.
Pauno de algadlo 50 f.irdos a F. Ribeiro I'.uto
Guimaraes ce C.
Sola 10 rolos a Perura Carneiro & C.
Hiate nacional Aurora, entrad de Macelo no dia
19 do corrente e consignado a Carlos A. de
Araujo, manifestou :
Algfflao 105 saccas a Gomes do Mattos Ir
mos, 56 a Cramer Frey i C, 42 a Jos de Mace-
do, 2 a Je a o Paes de Olveira.
Ccuros salgados seceos 42 a Jlo Paes de 011
veira.
Penuas de err.a 1 pacote ao mesmo.
Sebo 1 barrica ao mesmo.
Sal 25:600 a mesmo.
L'.iirre nmericano W. H. Deitz, entrado de Ntw-
York, no dia 20 do corrente e consignado a
Fonseca Irmos \ C, manifestou :
Kerosene 17:750 caixas & ordim.
MSPACflOS de"kxporta(;o
Em 19 de ovembro de 1886
Para o exterior
No vapor allemo Sanios, carregaram :
Pai a Hamburi-o, Borstelmai.n & C. 500 fardos
com 97,539 kilos de algodo : A. de Araujo Santos
568 eourus salgados com 6.816 kilos.
Para Lisboa, S. Bastos Amor m & C. 900 aac -
cas com 67,404 kilos ie algodo.
No lugar inglez May Cory, carregou :
Para New York, M. J. da Rocha 2,000 saocos
com 150,000 kilos de assuear raascavado.
Na barca inghza Parejero, carregaram :
Para New York F. Cascio & Filbo 2,000 sac
eos com 150,1^0) kilos de assuear masoavado.
Na barca americana Ethel, cajTvgou :
Para New York, M. J. da Rocha Il6 saceos
com 8,700 kilos de assuear masca vado.
No patacho americano John M. D., carre
garam :
Kara Mrw-Yoik, J. S. Is-yo & Filho 60C sacra
com 45,000 kilos de assuear masca vado.
Na barca uori'egurnsc Polykarp, carrega-
r m :
Pura New-York, Amorm Irmos C. 200
saceos com 15,000 kilos de assuear masca vad.
Na polaca hespanbola Felicia, carregaram
Para Montevideo Amonm Irmos A C. 8 >5 bar
ricas com 151.679 kilos de assuear branco.
Para o Interior
nal de suas aeces-
No eseriptorio da empnza serao distribuidas
oelos senbores accionistas as suas aeces, median-
te a exhibidlo das caatellas dos recolhimentos da
1*. 2 e 3* entradas Recife, 5 de ovembro de
1886.O gerente,
Hypolito V. Pederuelras.
Assembla geral
Para eleicao dus novos funecionarios que tem
de dirigir os destinos desra pia instituicao no anno !
soei-il de 18S6 a 1887.
Nao se tendo reunido numero snflieiente dos '
senbores socios no de mingo 14 do corrente, de I
novo rogo aos mesaros stnhores sen comparec-
ment p.ra dom'ngo 21, na sede social, s 11 -
. horas da manhJ, para assist'rem a leitura do re- ;
1 latorio e tratar se de urgentis irnos interesses so- [
Para Santos, P. A. de Azevedo 6oO sacc>s com
39,OJO kos de assuear branco e 1,000 dtjs com
60,0(0 ditos de dito mascavado.
ro vapor americano Aduance, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, H. Hurle & C "300 saccas
com 22,211 kilos de algodo; Maia iz. Resende
200 caceas com 18.623 kilos de algodo ; Paiva
Valcnte & C. 200 sacca com IV 911 kilos de 1-
go.lo; P. Vianna & C. 1 caixa com 20 kilos de
doce.
No vapor nacional M. de Caxias, carrega-
ram :
Para a Baha, M. Moraes 196 saccas com 15,745
kilos de a I goda*.
Para Peuedo, II. Olveira & C. 6 barricas com
360 kilos do assuear brauco.
No hiate nacional Deus te Quarde, ,-arre-
garam :
Para Aracatr, Burle ce C. 15 barricas com
1,35 kilos de assuear mascavado, 0 ditas com
1,217 ditos de dito branco; P. Alves A C. 60
ditS com 2 697 ditos de dito.
No vapor nacional Pirap-imi, carregaram :
Para Cainossim, F. de Azevedo 4 barricas com
400 kilos de assuear branco ; E. C. Beltro & Ir-
mo 5 barricas com 451 kilos do assjcar branco.
Para Maeo, E. C. Beltro & Irmo 15 barricas
cmn 1.575 kilos do sauci-r branco.
i'ara Agarabo, E. C Beltro & Ir.;.o 6 barri-
cas com 3 J kilos de assuear mascavado.
Para Parnabyba, P. Alves & C. 10 barricas
com 5'JO kiles de assuear branco.
Para Aracaiy, J. M. Dias 1 caixo com 40 1 2
kilos de rap.
= Ni barcaca Pedro Amrica, carregaram :
l'ara o Natal, P. Alves & C 24 barricas com
1,260 kilos de assuear refinado e 14 ditas com 658
ditos de dito mascavado.
=r= Na barcaca Farofa, carregaram :
Para Parabyba, P. Alves & C 6 barricas com
3G0 kilos d! ; ssucar refinado.
Na barcaca Oriente, carregoa :
Para a Cidade do Passo, F. A. Lebre 1 barrica
com 60 kilos de assuear refinado.
No vapor nacional Aymor, carregaram :
Para Porto-Alegre, P. Carneiro & C. 10 sa reas
com 718 kilos de algodo, 100 saceos cem 7,500
kii.'S de assuear brinco 50 ditos com 3,750 ditos
ue dito mascavado : F. M. da Silva ce C. 64 cai -
xas oleo de ricino.
Para o Rio Grande do Sul, P. de O.iecira Maia
1 can* aaaeauda; P. Carneiro 4 O. 800 saceos
co.n 60.0J0 kilos de assuear branco.
No brigu.' uglez d.nbrion, carregiram :
Para o Rio Grande do Sul, J. S. L .yo ce Flho
00 barricas com 52,797 kilos lasaucar branco
No patacho allemo Brilhante, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, Ualtar Irmos S C
700 voluaies cem 57,321 kilos de assuear branco e
Utos cjm 18,V) dto3 de dito mascavado.
HOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 20
New-York44 das, lugar americano Wm. II
Deitz, de 457 toneladas, espito H. 15. IL-apcr,
equipagem 9, carga varios gneros ; a Fonseca
Irmos & C.
Aracaj o escalas6 dias vapor nacional Man-
dahu', de 222 toneladas, commandaotc II. Mu-
ir, equipascom 18, carga varios gneros ; a
Companhia Pernambucana.
Navios sahidos no mesmo dia
R\o de Janeiro patacho dinamarquez, Venus,
capito C- P. H i!m, carga m deira de pinho.
NeW-YorkPatach) inglez Isahella Balcam, ca-
pito E. A. Amstroug. carga assuear.
VAPORES ESPERADOS
John Eider ViUe de Victoria da Europa boje
do sul unanla
Merchant d^ Liverpool a 23
Taqus 0 da Europa a 24
l>ie de Cear do Havre a 24
Cear do norte ti 24
Espirito Santo do sul a 27
Paranhens* de New-York s 2S
caos.
Becife, 17 de ovembro de 1886.
Jos Vieir de Siqueira Ferraz,
Secretario.
Monte de Soccorro de
Pernambuco
Os possuidores das cautellas de penhe-
rr8 dos nmeros abaixo sao convidados a
; resgatal-as at o dia 23 do cormnto :
11,632 11,633 11,615 11,705 11,976
12,010 12,022
12,168 12,202
12,34 12,329
12,349 12,351
12,362 12,370
12,387 12,391
12,405 12,106
12,411 12,412
12,431 12,438
12,462 12,463
12,472 12,473
12,499 12.501
12,516 12,517
12,525 12,531
12,551 12,552
12,567 12,569
12,594 12,595
12,614 12,62i
12,633 J2,6:i5
12,661 12,665
12,679 12,684
12,697 12,700
12,715 12,717
12,726 12,731
12,744 12,746
12,755 12,757
12,777 12,778
12,786 12,787
12,793 12,791
12,841 12,847
12,870 12,871
12,886 12,888
12,89J 12,912
12,923 12,924
12,^37 12,939
12,953 12,955
12,978 12,980
12,989 12,991
12,999 13,001 13,003
13,006 13,007 13,013
13,017 13,018 13,019
13,032 13,034 13,038
13,045 13,050 13,056
13,065 13,067 13,069
13,076 13,078- 13,079
13,089 13,091 13,092
13,096 13,097 13,101
O gerente e guarda livros.
Felino D. Ferreira Coelho.
SEGIROS contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxa* baixas
Promplo pagamento de prejuioi
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
N. -1Ra do CommercioN. 5
SES0IS
CONTRA FOGt!
he Liverpool & London & Glob
INSIJRRANCE C0MPANY
&G.
PORTOS DO SUL
0 vapor Cear
Commandante o 1.' tenente Guilherme Pa-
checo
E' esperado dos .^rtos do
norte at o dia de 25 ovem-
bro e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os p1tos do sul.
Recebe tamOem carga para Santa Catharna,
Grande d o Sul, Pelotas e Porto Algremete mo-
dic .
Para carga, passgens, encommendas e valores
ratase na agencia *
PRAGA DO CORPO SANTO N 9.
Companhia Haitiana de navega-
rn a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
E' esperado dos Dortop ci-
ma at o dia 25 de ovembro
e regressar ,1:1ra os mea-
rnos, depois da demora do eos-
turne.
Para taiga, passagens, encommendas e dinheiro
a fretc tracta-se na agencia
7Hua do Vigario 7
Domingas Alves 31 a heus
COMPA-VHI 1 l'lltVtUIM CAV
DE
.liavegaco costeira por vapor
PORTOS DO SUL
Tamandar e Rio Formoso
0 vapor Mandahu
Segne no di 22 de
ovembro,pelas 5 ho-
ras da manha.
Recebe carga at o
dia 21.
Encommendas, passagens e diobeiros frete at
as 4 horas da (arrie do dia 21.
ESCRIPTOBIO
Ao Cae da Companhia Perr.amlucana
n. 12
CHARGEIRS REIMS
companhia Francexa de Xavega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
San toa
Espera-se dos oortos do
sul at o dia 22 de ovembro.
seguindo depois da indis-
pensavel demora para o Ba-
ile.
Conduzcm medico a bordo, sao de marcha rpida
e offerecem exccllentes commodos e ptimo passa-
dio.
As passagens pdenlo ser tomadas de aotemao.
Recebe carga encommendas e pacsageiros para
os quaes tem exccllentes accoiamodacoes.
sTEMEaViUe de Cear
E' esperado da Europa
n> dia 21 de ovembro, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a ata-
bla. Rio de Janeiro
e Manto*.
Roga-sc aos Srs. importadores de carga p?lo*
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarenga. |ual-
quer reclama?ao concernente a volumes, qud po-
ventura tenham seguido para os portos do sul,afiiD
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhia no se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageiro part
es quaes tem excellentes accomodagoes.
Augusto F. de OiYeira&L
AGENTES
42 -RA DO COMMEROIO-42
11,981
12,103
12 306
12,336
12,360
12,376
12,394
l ,408
12,416
12,444
12,467
12,486
12,510
12,522
12,533
12,565
12,584
13,603
12,628
12,650
12,669
12/393
12,704
12,719
12,733
12,749
12,765
12,780
12,790
12,802
12,855
12,877
12,895
12,918
12,935
1_2,949
12,987
12,995
13,004
13,014
13,024
13,040
13,058
13,072
13,080
13,093
11,988
12,107
12,319
J 2,3 46
12,361
12,381
12,402
12,409
12,422
12,149
12,470
12,497
12,511
12,524
12,538
12,566
12,592
12,610-
12,630
12,652
12,672
12,694
12,709
12,724
12,742
12,750
12,771
12,784
12,792
12,809
12,858
12,878
12,898
12,922
12,936
12,950
1279t}6
12,9
12,99j
13,0)o
13JB16
,026
13,044
13,061
13,073
13,088
13,095
12,025
12,302
12,335
12,359
12,371
12,392
12,407
12,414
12,439
12,465
12,483
12,505
12,521,
12,532
12,561
12,583
12,596
12,622
12,636
12,668
12,689
12,702'
COMTRA FOGO
Norlb Brilish & Mercantile
CAPITAL
*.-ooo.ooo de libra sterllnaa
A QEN 1 ES
Adonisoii Howic & C.
BOYAL MAIL STEA1 PACKET
C01PANY
0 paquete Tailis
Bahia. no
video e
E' esperado da Europa no dia
24 do corrente, seguin-
de depois da demora necessa
ra para
de Janeiro Monte-
Buenos-Arres
12,747
12,764
12,779
12,788
12,801
12,850 i
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Esiabelcclda em I .
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
Al 31 de dezembro de 1884
1,110:0009000
310:0008000
do Coniinereio
Martimos.....
12 732 ,^'TSl^llflv
44-Ra
Ba
fondn and Brasillan
UmUed
Ra do Commerc n. 32
^acca por todos os vapores sobre as ca
sa do mesmo anco em Portugal, sendo
12,873 tva Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
12,889 | porto, ra dos Inglezea.
ifisfi Airraos
12084! ConPaasto4d Bratllelra
12',9v)4;'
de *are
;.;coa Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante JotLo Mara Pessoa
E' esperado dos portos do sui
at o dia 26 de ovembro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para oa portos
do norte at Manos.
Este vapor traz simplesmenle
passageiroseuialat. e inimedia-
tamentc segura depois do desem-
barque dos mesmos.
Para passagens, fretes, etc., tracta-se c m os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
Pacific Seam Navigation Company
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete John Eider
E' esperado da Euro-
pa at o dia 21 de o-
vembro, e seguir de-
pois da demora do cos-
'tume para a
Baha, Rio de .lancho. Monte-
video e Valparalzo
Paracargh, passagens, encommends e din-
heiro a fret tracta-se com os
AGENTES
Wllson Sons & '.. United
N. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
Lisboa
Segu com brevidadj a barca portogueza Pe-
rara Borq^s para o resto da carpa que falta,
trata-se com ijilva Guimaraes & C-, ra do
Gommereio n. 5.
Para Porto-Alegre
Para o porto cima segu com toda a brevidada
a escuna dinamarquesa Ane Johanne, por ter
maior parte da carga engsjada ; para
tratar com W. W. Robllurd.
o resto &
Noss T
Para carga, passagens, encommendM valores
racta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9 '
Segu para o porto cima o hiate S. Lourenco
tem parte do seu carregamento, recebe o reato
que lhe falta a fretes baratos ; a tratar com Bar-
tholomeu Lourenco, ra da Madre de Deus nn-
mero **.
<.*


Ilflft


Diario de PernambucoDomingo 21 de Novembro de 18S6

A

LEILOES
__Segn da-fe ira, 22, o do cofre, carteira, pren
mu repartirneuto de escriptorio, cadeiras, csndiei-
ios a gz, balcilo e p;rtencns da lija d raa do
.Marques de Olinda u. 10.
Leilo
De um piano, meveis, espelhos etc.
Agente Br to
O agente cima autorizado por ama familia que
rctira-se para f-a, far leilo do seguate :
Un pinar, 1 mobilia de Jacaranda, 1 dita de
junco, 1 incaa clstica, espelhos, 1 guarda-vesti-
dos, 1 marquezao, 2 cadeiras de balaceo de Jaca-
randa, 1 marqueza, 1 qoartinheira, 1 mesi de
jogo, 1 machina de costara, 1 cabido columna, et-
tagers, 6 cadeiras de june', 1 guarda louca, 1
canateiro de suspensa, 1 lavatorio com pedra, 1
cadeira de vime, jarros, quadros, louca e objectos
.para cosioba.
Segunda-feir 22 de Novembro
Pateo do Terco n 141, 2- andar
A's 10 i|2 horas
liCilao
Da casa terrea n. 23 da ra das Trincbeiras
tfra e quintal com cacimba.
A's 11 horas
Segunda-feira 22 do corrate
3o arroazera da ra do Imperador n. 16
O agente Martina vender em leilo no dia 22
% caa terrea cima livre o desembarazada, po-
dendo ser vista peles pretendrntcs.
relio, sendo urna para crianza, l cabido de colum-
na, 1 cadeira-retrete, 2 jarros e diversos cabidea
de mola para parede.
Urna mobilia de janeo com encost alio, tendo
12 cadeiraa de guarnic&o, 2 ditaa Je bracos, 2 di
tas de balanco, 1 sof e 2 consolos coui pedra, 8
cadeiras de Jacaranda, 1 banca com eataute para
livroa, 1 armario, 1 3Tpentim, 6 quadros de cleo-
graphias, 1 guarda louyi de amarello, 1 grande
aparador com pedra, 1 meta elstica r'e amarello,
1 quartinheiro de columna, lavatorios de ferro,
banquinbaa de amarello, 1 tapete forro de quarto e
1 esteira para quarto.
Seis mappas anatmicos, 4 figuras de gesao di-
tas, 12 cadeiras de junco, 1 sof de dito, 1 mesa de
carvulho entaihadu, 1 poltrona entalhada, 1 rica
espingarda de carregar pela culatra e outros mu
tos m veis todos de gosto e bem conservados.
Quinta feira, 2 do correte
A's 11 horas
Na Ponte de Ueha, junto eetaco (cssa do con-
selheiro Jos Bento t'a L'unha FigueiredoJ
O agente Martin?, autonaado por urna familia
que ae retira para o li o de Janeiro, far leilo
dos importantes movis e mais objectos existentes
cm dita casa, os ouaes se tornam recommendaveis
pelo pouco uso que tiveram
Um trem especial partii da estaco do arco ,s
10 horas e meia, e dar transporte gratis aos con
curente* do leilo tocando em todas as estaco s
intermediarias.
Ama
Precisa-fe de urna ama para cosinbar; ni ra
das Calcadas n. 2, taverna.
Precisa-se
numero 41.
de um copeiro ; na ra da Unio
Atten^o
Aluga se ou veade-se a casa a. 6, em Sant'An-
na de dentro, c m jomraoios para familia ; a tra-
tar cem Thom Pereira da Cunha, residente no
mesmo lugar.
i-eaces
Leilo
Quinta feira 26 descorrete haver um leililo de
importantes movis na Ponte do Ueha.
PELO AGESTE
Leilo
Segunda feira 22 lo corrento
A's 11 boras
Na ra do Padre Floriano n. 29
\> ageutj Modesto Bautista competente itente
viroriaado far leilito ao correr do martelln de 1
sof, 2 cadeiras de balanco, 14 de gnarnico, 2
-xarqnezas, l mesa grande, 1 dita redonda, 3 ca-
ndes. I mesinha, S marquezocs e 1 cama, todo de
aaaarello, 2 casticaes, 1 lustre de bronze, 1 escri-
viroinhn, 2 casticaes de bronze, 1 armario peque-
ao, 1 caixa grande, 1 mesa de loara, 1 banco, 2
potes. 1 resfriadera, 3 candieiros, 1 relogio de
parede c outros artigos que estaro a vista dos
comprador, s.
Leilo
Martins
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 80C0 no becco dos Coe-
Ihos, junto de 8. Goncatlo : a tratar na ra dk
Imperatric n. 66.
Aluga se os andares superiores do predio n.
51 ra do Imperador, com excellente accommo-
dacoes para familia : a tratar com N. I. Lidstonc.
ra do CoiEinercio n. 10.
Precisa-ae de urna boa
da Aurora n S'. 1' andar.
cosinheira : na ra
-Je l cofre de fpro prova de rogo e banco, 1 car-
tetra-Je amarello, 1 prensa para copiar, 1 repar-
tioiento pira escriptorio, 6 cadeiras, encanaraento
e earwiiciro a gaz, 2 fileiros pequeos, 1 balcilo de
Kan-lio, 1 n.esa, 3 medios e outros objectos.
Segunda-fetra 22 do corrate
A'S 11 ll-T.S
Agente Pinto
37a h ja da ra do Mrquez de Olinda n. 10
Leilo
De kto terreno cem duzeotos e titenta palmos
le frente, iom casa de taipa principiada, no lagar
\rrul,iua da Constanza, esquina da ra Paula
Salles, freguezta do Poco da Hanella.
Terca felra, *S do corrate
A's 11 boras
No armazn da mi do Mrquez de Olinda
n. 19
O agente Guarni conpetcnt: mente aatorisado
ar leilo do dito terreoo, o qual Ee (orna recom-
netida-vel pela aua boa p steao.
Em continuado
O esmo agente vender s-'m reserva de preco,
20 dusiaa de garrafas de ser veja Salvat r-lier,
grande quaotidade de miudezaa, movis uovos e
us idos, lanteroaa, copos, 1 balanca oova para ar-
Mizcrn de asiucar, e muitos outros objectos.
Por intervenr&o do agente
Gusmao
Precisase de urna boa cosinheira, que dur-
rra em casa de familia, e de um criado de 14 an-
noa, que nao sej fidalgo ; na I ja ra do liarlo
da Victoria o. 39.
Da casa de O. P. Loup, no Chora-Menino, des-
encaminhou-se, em diaa da semana paaaada, urna
cachorrinha preta de raca, que acode pelo nomc
de Mascte, quem a tivor achado e leval-a refe-
rida casa ou raa do Imperador n. 83, 1 andar,
ser recompensado.
Aluga-se cm Olinda, rus, de Matbias Per-
reim, urna boa casa novanv n'e reconstruida e
com aua canalizada ; trata-se no Recife, casa
n. 23 ra das Cruzes : chaves para ver, em
Olinda, ra da Ladeira da Ribeira, cartorio do
escrivo 1'besdomiro n. 16, e roa de Matbias Fer-
reira, loja de barbeiro n. 31.
Aluga-se o 2~ andar o. 31 c o armazem n.
39 ra do Imperador ; a tratar com Luiz de
Montes Gomes Kerreira.
Aluga-se a casa terrea n. 42 ra da Ma.
triz da Boa-Vista : a tratar em Pora de Portas,
ra do Pilar n. 56, taverna.
Pede-se ao Sr. Maioel Livioo de Ainorim
Lima O favor de vir ou man lar a padari-t sita 00
pateo do Tere/)n. 40. pois oegocio que nlo ignora.
Preciaa-sc de um caizeiro de idade de 12
14 annoa, e quo tenba pratici de taverna ; a
tratar na ra daa Trincheiroa n. 23.
Para cosinliar
e engofflfflar
Para evitar falsificacdes com rclerncia ao co-
nhecido PEITORAL UE CAMBABA, deve ezi
gir-ae eate preparado com a firma do autorAr-
vares de S. Soares em rotulo circulando a ro-
Iba do frasco e a n?arca da fabrica nos involtorioa,
cirulada pelo nome dos agentes e depozitarioe,
g raca em Pernambuco Frsnnec) Manocl da
Silva & C ra do Marauez de Olinda n. 23
MULSAO
DE
SCOTT,
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
llypophospliitos de cal e soda
tpprovada pela liiota de Ily
glene e antorisada pelo
goveruo
E' o roelbor remedio at hoje descoberto para a
tlHlca brouchiieH. **<.-opbalasj. ra
cbllin. anemia, t ebilldadc en uenii.
(leOaxon, toase ehronlca e iifrcr^e
do pelto e da garsanta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
3acalho, porque, alm de ter cheiro c sabor agra-
laveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm daa propriedades tnicas
reconstituinti s dos hypophosphitos. A' venda nat
irogarias e boticas.
Deposito em Pernambuco
U(
Precisa se de urna ama para casa de duas pe;
soas ; a tratar na ra do Marqnez de Olinda nu-
mero 41.
Leilo
De movei=, louja e 1 piano de mesa
Sendo :
Urna mobilia de junco com encost de palbinha,
-ontando 12 cadeiras de guarnida-', naditas de
braco, 2 dltsa de batanea, 1 sof e 2 contlos com
pedra, 1 espelho, quadros, 1 cama franceza de
amarello, 1 lavatorio com pedra, 1 cabido de co-
lumna, 1 marquesio, 1 piano de mesa, 1 impor-
tante mesa de amarello, 1 apparador, 12 cadeiras
de guarnica>. divers s objectos de louca,um pe-
queo trem de cosinha e outros muitos movis.
Terea-felra, 83 do correte
A's 11 horas
JJo sobrado n. 16 da ra das Trincheiras
1" andar
O agente Martina, tara leilo dos movis e mais
olijectos < xistentes em dito sobrado.
o correr do martello
Agente Pestaa
Leilo
Da excellente e importante barcada Patt-
tila, com lcta.ilo para 600 saccas e
prsiupta a navegar.
4|narta-feira. 94 do correte
A's 12 horas era ponto
Jo armazem ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa, vender a quem mais der no
dia c hora cima mncionado, a excelle barcaca
Mutila, com lotaeao para 600 saccas, achando so
a metis ponte da Boa-Vista, onde poder ser
examinada p-los Sis. prctrndentes que quizerem
aprovciHr a safra, para melhor garanta ser ven
.iida livre e deaembaracda de qualqner nnaa.
senle Pestaoa
Leilo
3>3 ropoitante sobrado de 3 andares, sito a
ra de Domingas J'-s Martios n. 38
freguezia do Recife qor detraz da Caixa
Econmica.
Livrr. e dfsirmbarafodo de qualquer onus
t^Rende 900*000 annual, acha-ae em peifeito ce
tado de c< naervacio.
Quarta reir SI do corrate
A's 11 horas em ponto
Na ra do Vigario Tenorio n. 12
Ao correr do martello, a quem inaia der
Leilo
Da importante pharmaeia e drogara sita a
ra lo BarSo da Victoria n. 25, perten-
cente a massa futida de J. C. L-svy & C.
tilinta reir 25 do corrale
AO MEIO DIA
O agente Gusmao aut<. risada rr maodadj do
lllm. e Eim. Sr. juiz de direito do commercio
far leilo da importante pharmocia e drogara,
cinia mencionada cem todos os seus pertences e
accessano?, com assiftencia do mcamo juiz ; are
<(iieriinento do lllm. Sr. Dr. curador fiscal da re-
ferida massa.
Leilo
Di importantes movis, ricos eap'llios para
consolos, figuras de bisenit e jarros
finos
S-ndo: ama linda mbilia e nogneira, enta-
lhada e enco-to de palbinha, 1 rof, 2 dunqurr-
iaes, 12 cadeiras d ^uarnio e 4 ditas de bra-
-cob, SJ grandes esjeloos com molduraa douradas
ara covo'oa, 4 importantes figuras grandes de
biscoit, 2 grandes jarras de bacesrat, 2 escaria
taras fins, 1 tapete grande para sof, diveraoa
tapetes para portas, 8 sanefas dourhdat, 6 pares
Urna importante cama francesa de Jacaranda, 1
fcoaito toet de dito, 1 lavatorio com pedra, 1 bo-
nita guarnico para lavatorio, 1 marquezao psra
crianca, 1 berco fingindo cama, 1 pequea banca
para quarto de dermir, 2 meias-commoda de ama-
Aviso
A viuva de Luiz Ferreira de Almeida, por si e
na qualidade de tutora da seua filhua, previne aos
inquiliooa dos predios do casal, que desta data em
diante a nica competente para receber os res-
pectivos singuis, e podem procural-a na ra do
Imperador n 65, 2- andar.
Atten^o
Bartboloueu L'aorence paiticipa ao comm'rcio
que mudoa seu escriptorio para a sua antiga mo-
rada, rua da Madre de Deus n. 8, e pede a seua
amigos que continen) a dar auas mercadorias
para a carga de auas embatcacoea, j hem conbe-
cidas neste porto, fazendo qualquer diff-'renca nos
fretes, a contento dos senhores carregadorea.
Ao bello sexo
O Pedro Antunea & C, sempre pressuroso era
agradar as Eimss acaba de receber graode va-
riedade do delicados artigis para presentes, desde
1 at 50/.
Completo sortimento de mcias lisas, arrendadas,
bordadas brancas e de cores para sen horas e me
ninas.
Lindoa broches e pulseiras de pbantasia com
inscripcSo.
B nito aertimenfo de fitas largas o' estreitas c
tambem de bicos brancos, pretos e de cotes.
Commodos e bans espartilhos para todos os pro
coe, desde 4* at 15*. B' a NOVA EPLRAN
(,'A,63ra Duque d>: Calas.
(runde revoluto infantil
Novoa c iateressantea brinquedos para crianca,
10,000 calaogas de Liba e madeira, arandes e
pequeos para todos os precoa, tainbem alguna
instructivos sobre figuras de geometria. A cllea
o t-mpo propno.
Particularmente ao sexo icio
Econmicos panhoa e collarinbot de Scllolod,
moderaos, aovse bonitos, conservando-se limpos
por cspai; < de 3 uu-zea. Vale a pena ! Bons e
commodos suspensorios de seda e linho. Bonitaa
e finas mcias de eseossia do s la o cruas. Para
nai esquecer o Pedro Antuues i C
63Bh DhiMi Gaxias63
mM
AOS
1OO:$O8$O08
a do laro da Victoria n.
e casas do coslnme
BLHETB3 RABAHTiaOS
O abaizo assignado acaba de vender
um vigsimo de n. 4,952, cora a sorte
de 10:000^000. um dito de n. 22,892 cora
a sorte do 2:000#, tr?s ditos de n. 10,175,
9,083 e 4,914 cem a sorte 1:0U0# e tres
ditos de os. 18,495, 4,097 o 7,489 com a
sorte de 5000000 da 10.a parte da 1. lo
teria que se extrabio a 18 do correntc.
O mesmo abaixo assignado convida acs
passuidores virem receber na conformi-
d^do do costume, sem descont algum.
Acham-se a venda os afortunados bt
hotes garantidos da 11.* parte da 1.* lote-
ra a beneficio da Santa Casa de Misori
cordia do ccif-.*, quo se exrahir a 25
do corrente.
Presos
1 vig^ssimo 11000
Km qnaatldade maior de 100
1 vigessimo 0900
Jo&o Joaquim da Costa Leite.
Touiciu noia
rrlhos para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
Hachlnismo completo para en-
genhos de todos os tamaitos
Sistema aperfeicoado
Espec'Jtcagdes e presos no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
N. & -Raa do Commereio
N. B Alm do cima B ce C, tem cathalogos de
"ii ; t implementos uecessnrios agricultura, como
ambem machinas para descarocar algodo, moi |
ahos para caf, trigo, arroz e milho; cerca de fer- I
ro galvanisado excellente e mdico em prefo, pea |
toa nenbuma pode trepa!-a, ncm mal que-
iral a.
cmmiZ:
Aos 100:000^000
BUL.HBTEM IttlIlIUO^
^raija da Independen
cia ns. 37 e 39
O abaixo assignado vendeu da 10a parte
da 1' lotera extrabida hoje, 18 do corren-
te, os seguintes premios : de 2:0000 ero
es ns. 943 e 5334, do 5000 em os ns.
11369 o 13635.
Acham-se venda os felizes bilhetes
garantidos da 11a parte da Ia lotera a l Ht=.
beneficio da Santa Casa de Misericordia i
do Recife, que se extrahir a 25 do cor-
rente.
RICOS
De cada vigessimo 10000
Emporyo de 1000 para cima 900
Antonio Augusto dns Santo* Porto
Aos 100:00 ti 000
BILHETES GARANTIDOS
23raa Primeiro de Kar$o23
Da 10.a parte da 1.a loteria da provincia,
venderam Martina Fiuza & C, os seguin-
tes premios garantidos :
11,384 100:0000000 5,763 1:0000000
22,039 30:0000000 12 424 5000000
18,240 4:0004000 11,934 5000000
10,115 2:0000000(7,461 500BOOO
14,774 2:0000000 16:413 5000000
7,428 2:000d000 17,951 5000000
15,923 1:OOO0JOO 5,261 5OO0UOO
6,362 1:0000000 10,344 5000000
18,556 1:0000000
Acha-se venda os afortunados bilhetes
garantidos da 11 a parte da mesroa lotera,
que se extrahir quinta-feira, 25 do cor-
rente.
Precos
1 vigessimo 10000
Bm porco de tOO par cima
____1_ vigessimo 0900
sefeis qdb curara'
Sem dieta esem modifi-
cafoes de eostnmes
Laboratorio central, ra do Viconde do
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Regente .Rio de
Janeiro
EspcciOeos preparados pelo phar
maceutico Eugenio Harqnes
de Hollanda
Approvados pelas juntas de hygiene da Corte,
ttepubcas do Prata e academia de industria di
Paria.
Elixir de imbiribina
^ Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeccoes difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chl oro-anmicos, debella a hjpoemia
intertropical, rtconstitue os bydropicos e beribe-
ricos.
Xarope de or de arueira e matamba
Muito reeommt ndado na bronchite, na hemop-
Sse e as tosses agudas ou chrooicas.
leo de testuus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
_ E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
' nismo, na fysica.
Pilulas ante-peridicas, preparadas com
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres intermittentes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambera fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
EfHcazes as inflammacoes do figado e baco
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado as convalescencas das parturientes
urtico antefebrl. g i
Francisco Manuel da Silva &C.
-RA MRQUEZ DE OLINDA-23
MOLESTIAS
<^2
as
CX2
0
Ge
Ge
Ge
C&-
Ge

en
Cbapos c ehapelinas
36 ABlACi D INDBPENDEIA-36 A 40
B. S. CARVALHO & C.
Propriftarios deste bem conhecido estabelecimento paiecipam
as Exma3. familias e ao publico em geral, que mensalmcnte recebem
das principaes casas em Paris e Manchester o que de melhor e de
apurado gosio ha era chapilinas e cbapos para senhoras o meninas
e das primeiras fabricas de Hamburgo o que ha de melhor em cha-
peos para horaens e crianjas, e muitos outros artigos concernentes
i chape-1 aria.
Flores artificiaes para ornamento de salas.
oe
es:
oe
9
ce
r>i
sz
i
oe
oe
ssr.

FNDICAO
ALLAN PATERSON
N. 44Ru i do Brum--N. 44
JUNTO A E^ M(JA0 DOS BONDS
Tem para vender, por prer mdicos, as seguines ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivayes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, dem, idem.
Ditas angulares, dem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de liados modelos
Portasd fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para iardim.
Vapores de .forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se do concertos, e assentaraento de macbinismo e
traballio com perfeic2o c presteza.

ac
execniam qaal-
CORACO
Asma, Catarro
OTJRA CEBT
COM O CMPREOO DOS
Granulos Anmoaiaes
D PAPILLAUD
IilatMk tinranl da Icaaemli le MKlclu as rtrls.
IfsrmlM |iU Juti ti ByiliDi BraU.
O-vt-e txlgir sobrs cadt Frasco os nomst di
E. MOUSIER & L. PAPILLAUD
UHMP1TO (HIAL .
Pbarmacia 6IG0X, J5. m CstjiUlin. tUS
Km Pernambuco : HU" I. di SILVA l
ifttHHr^HftiHia
BANHOS DE MAR
Superiores eosluines de excellente fazenda pa a
.
Para senhoras.
Para homens .
Para crianzas.
Marca
Registrada
Amalia da Cnulia Reisi
JoSo da Cuaba Reis c Mura Srohorioba de M.
Reis man da m celebrar no dia 3 do comente mes,
pelas 8 horas d dia, na igreja matriz do Montei-
ro, unta missa por alma de sua n ui presada -
chorada filba, Arr.a'ia d\ Cunha Reis, 2* anmvere
sario de sau passamento ; pe > que convidam to-
dos os pareites e amigos para assistirem a este
acto de caridade, que fcarao suuirr.amente agra-
decidos.
Cal lirgem de Jagtiaribe
Abri se ra do Bora Jess n. 23,
um armazem onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem de Jaguaribe,
acondicionada em barricas propras para o
fabrico do assucar.
Esta cal, em nada inferior que nos
vem do estrangeiro, vendida pelo preco
fixo de 6)5000 a barrica por contracto que
fea o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho
laguaribe, cujas pedreiras lhe d o nome
E' encarregado da venda nicamente
nesta cidade o Sr. Sebastiao Bezerra,
cora escriptorio ra do Bora Jess n. 23.
Aos 100:0008000
16-E.ua do Cabug-16
O abaixo assignado vendeu nos seus ven-
turosos bilhetes garantidos os premios so
guintes : 21916 com um cont do reis, no
n. 407 com 500,5, no n. 22051 a 22060
com I00(5n o n. 11341 a 11350 com 200,5
da 10a parte da Ia loteria.
Convida-ae aos possuidores a virem rece-
ber sem descont algum.
Acham-se venda os venturosos bilhe-
tes garantidos da 1 Ia p provincia em beneficio da Santa Casa de
Miocricordia do Recifo que so extrahir
quinta feira 25 do corrento.
Presos
i Vigsimo 10000
Sendo qnaatldade superior
a lii4000
A dezena 90000
Joaquim Pires da Silva.
Lnix Gontaga do Espirito Sanio
Olympia Cleta do Espirito Santo e Antonia
Aquilina do Espirito Sinto, filbas do fillecido
Luii ( iiizaga do Espinto Santo, tendo de mandar
celebrar urna missa por alma de sea pai, no dia 23
dj corrente, anniversario do sen passamento, na
igreja de S. Goncallo, &s 7 h ras da mauh, con-
vidam aos psreutes esmig?s do finado para as-
sistirem ; p2\o que se mostra-n eternamente gra-
tas. _____
^a^BaaaaBVB^B^B^HHlHHMnnaHBHB
t i. fi *r\
Ilanoel de Araiijo GnimarSfi
Manoel de Sousa de Asevedi f res manda ce-
lebrar urna missa ne martiz de Santo Antonio
ki 7 horas d manba, segundu-feira 22 do cor-
rate, pela alma do sen finado amigo Manat de
Arauj) GuimarSes, frigeoimo dia de seu passa-
mento, convida pira assidlircm a eate acto seus
iimig.is e aos do finndn
CiiiiiN Eduardo Rldeel
D. Maria Adclaicie de Figueiredj e D. Mana
Carmclla do Figueiredo, convidam o amigos do
fallecido Carlos Edu irdo Iiideel, para assistirem
a missa do trigsimo dia, quo por sua alma man-
dan) resar na matriz da Bja-Visfa, .s 7 horas da
manhl do dia 21 do c->rrente.
a meneo V-niiiscio de a-'rellvn
Manoel Alvea Pitolla, Maria AngtU oe Mi-ri-
cias Pitolla, a'fercs Autonio Valacjo Jos Sant-E
Neves (ausente), Francitci ^jos -Santis Naves
(ausente), agradecer do intim d'almi a todas ss
peesoas que se dignaram acompanhar os restos
iri'rtaes de sen precado entiado, fillio Subrinho.
Americo Vespucio du Freitas ; edn vo es con-
vil*m a assistirem as ir.issas qnc por alma du
mesmo finado man-Uiui c.'bbrar ni igreja da Ma-
dre de Deus, s 7 heras da maoba do dia 22 do
correte, setim-' de seu f litrimeniii.___________
10^000
8|000
5J000
Proniptamentc prepara-se qualquer cos-
tume para o que temos os mclhoies tecidos.
Xo mesmo ostabelecimento se continuar/
a encontrar constantemente verdadeiras pe
chinchas.
120
JIXTO DO L0UVRE
6
GOWVI1
JOSEPH KRAUSE ft C.
Acabam de augmentar o sen j bem conheeid
mportante estabelecimeiflo roa i
de marco n. 6 com mais
om saio no Io andar lignosamente prepa-
rado e prvido de urna exposi- >.
fteit tiras de prata do forte ee!etr#-pfal
dos mais afamados fabricantes do
mondo inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos .amigos e fregnezes a visitaren,
o sen estabelecimento, afim de
apreciaren) a grandeza bom gosto com que
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
&CHA-SE ABERTO DAS 7 A'S DA HOITE
COWWMVBO
s
i
;.* -
s
Os froprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabng n. 4, communicam ao respeitarel PUBLICO que re^eberam u
grande sortimento de joias das mais modernas e doa mais apurados goatos, como Un
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambera que continan! a receber poi
todos os vapores vinde da Europa, objectos novos e vendem por muito menoa que ex
outra qualquer narte.
MIGUEi W0LFP & C.
N. 4RA DO
Compra-se ouro e prata velha.
CABUGA----N.
N. 4
HFKlVEl



1
y
I
*
A

l
6
Mario de PcrnambucoDomingo 21 de Novembro de 1886
Luz brilhante, sem Fumo
oleoIratico
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
i
urna cesa terrea com 1 porta e 2 janellas de fren-
te, caiada e pintada, ra do Hospicio n. 70 : a
tratar na mesma ra n. 81.
Aluga-se
e segundo andar da casa rna da Aurora n. 81,
janto a estaco da estrada de ferro de Olinda ; a
tratar na ra do Commercio n. 15, escriptorio de
Sebasti.lo de Barros Burrcto.
Aluga-se
, predio n. 140 ra Imperial, propno para es-
ielecimento fabril: a tratar na ra do Commer-
lio n. 34, com J. I. de Medeiroa Reg.__________
Alagase barato
Boa do Bom Jess n. 47, 1 andar.
Eua de Lomas Valentinas i. 4, com sotao
Largo do Mercado n. 17,1 ja com agua.
As casasda ra do Coronel Suassuna n. 141
Largo do Corpo Santo n. 13, 2. andar.
Boa da Palma n. 11.
Tratk-se na ra do Commercio n. 5, 1' andar
escriptorio de Silva Guimaraes &. C.
Aluga-se
i casa n. 1 mi Lcmbi-anca do Gomes, em Santo
Amaro, tem agua : a tratar na raa da Imperatria
%. 82, 1. andar. '
Aluga-so
a casa de sota rna do Conde da Boa-Vista n.
58, com bastantes commodos, agua e gas ; a tra-
tar na mesma ra n. 91, padaris, ou ra da Ca-
deia do Recite n. 60.
a casa n. 3 em Bebcribe
M. Reg.
Alugu-se
a tratar com J. I. de
Alaga-se
o sobrado de um andar e sotao ra do Mrquez
do Herval, travesea do Pocinho n. 33 : a tratar
no largo do Corpo Santo n. 4, 1 andar.
Ama
* Precisa-se de urna cosinheira para casa de pe-
quena familia ; a tratar na estrada nova de Cn-
xanga, no sitio do Sr. Valenea, ou no escriptorio.
d' este Diario
Ama
Precisa-se de urna ama de idade, para cosinhar
e ensaboar ; no largo da Santa Cruz n. 14.
Ama
Na praca do Conde d'Eu n. 7, 2- andar, precisa-
se de urna ama que coeinhe bem, para casa de
pouca familia.
Ama
Precisase de duas amas, sendo ama pa-
ra cosinhar e lavar e outra para engom-
mados o outros servidos de caaa de pouca
familia; tratar na ra Duque de Caxias
n. 42, 3o andar por cima da typographja
do Diario de Pernambuco.
AMAS
Precisa-se de duas amas, urna para coaiahar e
entra para andar com crianca ; na Capunga,
ra do Dr. Joaquim Nabuco n. 3.
Ama
Precisa-se de nma ama para cosinhar
vessa dos Pires (Geriquiti) n. 5._______
ua tra-
Ama
Precisa-se de urna, para o ser-
vico de casa de familia : na ra
do Cotovello n. 46.
Al
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; na ra
do Oitao da Matriz n 24.________________
US para cosinhar. precisa se
de iima ama e pagase bom or-
denado, a tratar na roa do vi-
sarlo n. lo armazem en rna do
Urramcnto n 19 '-andar, po-
der dormir aonde qwlzcr.
Precisa-se
de ama ama para lavar e engommar ; na ra das
Crnzes n. 14.
N
MAE/IINS* BASTOS
Pernambuco
NUMERO TELPHONICO s W 88
Agua florida. Extrabida de ores bra-
sileiras pelo aeu delicado perfume, suavida-
de e suaa propriedades benficas, excede
a tudo que neste genero tem epparecdo de
oais celebre.
Tnico americano.E' a primeira das
preparares para a lonservaeo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embraoquecam e tem a grande
vantagem de tornar livres de habitantes as
cabecas dos que os usam.
Oleo vegetal* Composfo com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Escolente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo hlito.
Vndese as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TF.LEPHONE N 33__________
Tricofero de Barry
Garante se que faz nas-
cer ecrescer o cabelloainda
aos mais calvos, cura a
tinba e a caspa o remoro
todas as impurezas do cas-
co da cabera. Positiva-
mente impede o cabello
de cahirou de einbranquo-
cer, e infaUivehnente o
torne, espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Prepaxada segunda a formula
original usada pelo inventor em
E' o nico perfume no mun-
do qne tem a approvaijao official de
um Governo. Tem dos vezes
mais fragrancia qne qualquer outra
eduraolobrodotempo. E'iauito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E*
mni- permanente e agradavel no
^en- o. E' duas vezas mais refres-
cante no banbo e no quarto do
doente. O E' especifico contra a
frouxidiio e debilidade. OCurn as
dores de cabera, os cansacos e os
desmaios.
Xarope le Tito ie Benter No. i
aunar* Tjtui/-o. -eponi det-sal-o.
Cura positiva e radical de todas as formas de
crofnlas, Syphilis, Faridas Escrofulosas,
Affecedee, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
encas do Sangue^Figado, e Bins. Garntese
qne purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura e renova o systema inteiro. > >
Sabio Curativo Renter
Para o Banho, Toilette, Crian-
cas a para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especias
em tocios os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Mademoiselle Cotiiiha
Anda centina na rna do Imperador n. 55, 2-
andar, onde snas amigas e freguesas podem cu-
contral-a para conflar-lhc os traba!h>o, que como
modista desempenbs, como sejam, toilettes pin-
teados de todo go=to, de *ceordc iom os nguri es
modernos
Ensommadeirp
Precisa-se de urna asa que engomme cem per-
feico ; na ra do Msrqqez do Herval n. 10.
Bazar de passaros
IlHa do Bom Jess n. 8
Neite estsbelecimento eucontra se sempre gran-
de sortimento de especiaes paesaros e gaiolas,
naeionaes e estrangeiras, fructas de diversas qua-
lidades, balainhos para oinhos de canarios do
imperio, jarros e cestos de timb, trtbalho muito
aperfeicoado, a saborosa pimenta em conserva em
lindos fra.-qninbos viudos da America, pelo barato
prego de 120 rs. cada um, e outros mu tos gene-
ros, que se tornara enfadonbo mencionar, tudo por
preces mdicos.
ataMl
h t hi M A
SriREOS INDIOS
de GRIMALT e C
Pharmaceuticos em Paria.
Admittido na nova
pliarmacopa oitial de Franca.
OVADO PELA JL'KTA CENTRAL DE
Hroinu do Ira/ii..
li.ista aspirar a fumac- dos Caparros
lndlottparala7.t-i'Mt- ite 09 man violentos ataques de
Asthma, a To$$e nervosa, Rojuido,
Exlincco da voz, Nevralgia facial,
Insomnio, e tambem combater a Tsica
laryngea.
Cada estofo leva a marca da fabrica, a
?trusa o aaUo da O KIMAUX.T CU,
PARS, 8, Ba VlTienne, 8
r na; pkikupis pharmaoaS.

Mande e vigor
PABA TODOS QL'E FIZEBEH ZO DAS P1L-
LA9 ANTIDY8PEPTICA8 E REGULADORAS
DO VENTEE.
Preparada por Bartholomeu A. C*.
Estas pilulas, cuja formula nos .fui con-
fiada pelo distincto cnico desta ciJade, o
Illm. Sr. Dr. Carneiro da Cuaba, silo ap-
plicadas com o melhor xito contra a fr-
queza do estomago, prisco de ventre, en-
gorgitamento do figado e ba5o, cnemia,
tonteiras hemorrhoidacs, cte. tt:. Ellas
nSo causam o menor vxamo ou dor no
estomago, produzindo sua aejao operativa
branda e suavemente.
Nao prostam as forcas, r.en abatem o
espirito, antes pelo contrario dao alent,
desenvolvera o apetite, do maior vigor e
rjstituem aos doentes suas primitivas for-
cas, concorreado assim para o completo
restabelecimento da saude.
depoito
EM SA PHARMACIA
RTJA I.ABQA DO EOSABIO N. 34.
LOTERA
5~^a3-B^
MINAS-GERAES
600:000^000
2O0:00OSO0O
100:0008000
31,913 PREMIOS!
0 portador de i vigsimo d'esa lotera pode lirar:
30:00$000
CORRE 2o DE NOVEMBRO
BILHETES A' VENDA
RODA DA FORTUITA
36-Roa Larga do Rosario36
Attengo
No 2. andar da ra de Imperador n. 55 offere-
ce-se urna pessa ao corpo commercial desta pra-
ca para no centro das provincias de Alagas ao
Rio Grande do Norte, promover quelquer cobran-,
liquidarn, etc., pois jA e t nisto versada ba mui-
40 tempo. Ueixa de mencionar os nomes des ne-
gociantes desta praca do quem tem Coito cobranca,
paia nao ser tio extenso. Est prompta para dar
scu fiador, se tanto lhe for exigido.
ALCATRAO DE GUYOT
GODRON DE GYOT
O Aleatr de Gnjot serve para preparar urna aga de alcatra, muito efflcaz e agradavel aos
mais delicados estmagos. Purifica o sangue, augmenta o apetite, levanta as forcas e efflcaz em todas as
doencas dos pulmos, catarrhos da bcxigoa e affeccos das mucosas. .
O Aleatro de iijot foi experimentado com vantagem real, nos principaes hospitaes de Franca,
da Blgica e Espanba.
Durante os calores e em tempo epidmico 6 urna bebida hygienica e preservadora. Um so vidro basta
para preparar doze litros d'iima bebida salutarissima.
O Aleatr* de Guyot AI.'TSHYriCO vendido em vidros trazendo
no rotulo e com trez cores a assignatura :
Venda a varejo na mor parte das Pbarmaciaa. Fabricacao en
atacado: Caaa L. FREItE 1, rae Jacob, Parla.
CURA CERTA
de todas s Affeccos pulmonares
Todos aquelles que sorem
do peito, devem experimentar
as Capsulas do Dr. Fournier.
Depositarios em Pernambuco
FBANCISCO M. da SILVA A
O".
triada
Prccsa-se de rma criada para cuidar c andar
com um menino de dous anuos ; a tratar na es-
trada de Joo de Barros, sitia n. 27.
Vos 1.000:0003000
200:000*000
100:0001000
iIIWII LOTERA
KANANSAdoJAPO
RIGAUD & C 1'ARIS,'8, Roa Vivienne, S, PAK/S
.Extracto de Kananga
Novo e delicioso
perfume para o len-
i;o, producto da
preciosa flor conhe-
cida sob o nonie de
Pirus japnica.
O seu delicado
aroma, de persis-
tencia sem egual,
refresca o ar que
se respira, espar-
gindo ao mesmo
tempo ao redor da
pessda que o usa,
as suaves cmanaces que revelara distinecao
e elegancia.
Acha-se venda em todas as Perfumaras
4^V^^VVVWa^*'***r>^^Ar>^*^%fc* Perdeu-se
hontem um masso de 8 chaves na
Europa ao tbeatro Santo Antonio; pedes | a
quem as tiver aobado de as entregar na botica
franceza n. 22, ra da Cruz, ser recompensado.
DE 3 m
Em favor des ingenuos da Colonia Orphanelogica Isabel
DA
PROVINCU DE PERNAMBUCO
Extpacqfl a 1S lo Daioun i 1886
0 thesoureiroFrancisco Goncalvcs Torres
MARCA DE FABRICA
ft*3fm*
IU D'CUtHS (KM* OIAISIAO UCT0*HOSPXATr H CHAUX
[CTatfPl M MI4 TTTRE n > LECORCt rraflAweEs Hl ER ts
L
lEXPQRTATioNirsssagiSa:]
VINHO
DO
Dr Gabanes
KINA-CABANES
O vinho do ' Gabanea, submetUdo
tpprovac&o da Academia de Medicina de
i''ti-, oi reconliecido como um tnico
enrgico por encerrar os principios consti-
m do saitgue e da Carne), queda ao
sangue ftrfa, tigor e energa.
11- Sin 1 Tronaaean, Onrard e Val-
pean, professoraada Faculdade de Medicina
de Pars, o rcccltam todos os das com o
raelhof xito >- ^ulheres enrraquecMas por
excessos de tla especie, trabalho, prazeres,
htensruacao, ol'iJe critica e amamentacSo
prolongada. K cxlremaiiiento cfllcaz contra
o Fastto, Ms (Ugettees, Dyspepsiat, Gastritis,
Tonturase le.ligeos. (
D resultados maravllhosos uos casos de Anemia. Chlorose. nuajwii do sangue Estn-
Udade das taul/ieres. flores brancas, Peritas teminaet, Impotencia prelatura, Bmmagr'ecimento
geral. Tsica pnlmonar, rebrea terca-*, Intermlttentes. ralustrea, Endmicas e
pidemicaa.
O yiaho do sV Cabanas, pela cnerda de sua accao cord olve as forcas, activa a
Crculacao do sangue e c multo recommoudavcl para as convalesoenoas.
Faz cessar os vmitos tao frequentes durante a gravidez, aumenta a sccreeao do leite nos
nutrizes e da extraordinario vigor as criaucinhas de mama, gracas a Influencia dos seus prin-
cipios tnicos, soberano nos casos de Diabetes, Affecco da'medulla, Hysteria Eotlentia
Rachitismo e em geral, cm todos os casos em que c preciso recorrer um tonteo poderoso ole
d vigor e restaure as forras dos doentes ^^ *^
Como aperitivo substlt'uc com grande vantagem os lquidos perniciosos como abslntho
vermoutb., etc E*um preservativo apreciado pelr>s viajantes e marinli.iios, como anli-euide^
mico c antidoto da febre amarella, Vomito c uu.ras Molestias troplcaas. -
Deposito geral: TROETTE-PERRET. 264, bonleTar Voltaire, PABIS
Deposiios em Pernambuco: TVLAJf M. da BIX,VA &. C, e aas pnnripati PnarmadaL
.Tf--*"*""n*M"e*"IM'
Vinho o Xarope de Dusart
A0 LACT0-PH0SPHAT0 DE CAL
Approvados pela Junta d'Hygiene do Rio-de-Janeiro.
O Lacto-Phosphato ce cal, que entra na composirio do VINHO e do XAROPE
de DUSART, o medicamento mais poderoso que se conhece hoje para restaurar
as foivas de certos doentee.
Consolida e endireit. os ossos das cranlas Ilaclrilicas, torna activos e vigorosos
os Adolescentes mods e lymphaticos e os qu* ".& acho fatigados em consequencia
de rpido crescimento. Facilita a eicatrisarr.o das cavernas do pulmao nos Tsicos.
Sendo administrado s mulheres durante a gravidez ellas atravesso tcao o periodo
da gestaguo sem a menor fadiga, sem nauseas, sem vmitos, e dio a luz a, creaneas
fortes e vigorosas.
O Lacto-Phosphato de cal administrado s amas e s maes que criao os fimos,
torna o leite mais rico, mais nutritivo, e preserva as creanras da diarrba c de outras
molestias, que se declarao durante o crescimento. A denficiio opra-se sem fatigar a
creanca, sem que apparego convulsoes.
O VINHO e o XAROPE de Lacto-Phosphato de cal de DUSART desperto a
appetite e levantSo as forcas dos convalesceni^^^'evem ser empreados em todos
os casos em que o corpo humano se achnr^*^fl^P/u exhaurido de forcas.
Deposito em ^jj^P^rua Vivienne
>oo^oeoon
THES0RAR1A
DAS
MOTA. Ptrs erlttr ss coatrataectes, so se dte
icctilsr as garrafas qui tinrem incrustaos? no vidro
ts ptlstrss Vinho do D' CabanesNPari. t
sobre os rtulos, tiras di papel que enrolrem
isrgtlo 1 a marca de fabrici,
1 assignatura do
baes e o sello de
de governo trsncez. ^-g j
iii.j w paye. ifMc b.rrvini" u
mm u tmiim
Acha-se renda a 11a parte da Ia lotera a
beneficio da Santa Casa de Misericordia do
Recife que se extrahir quinta-feira, 25 de \o-
vembro ao mcio dia pelo seguate
aL./%i%fO
24,000 bilhetes a 16,J0O0
Beneficio, sello e commis-
slo......
Casa em Olinda
Alaga-se nma casa no pateo de 8. Pedro n. 10
a tiatar na ra do lar'io da Victoria o. 3.
Cascas de canellciras
Compra-se
Guimaraes &
uer quantidade no armazem de
alent ; Corpo Santo n. 6.
gar
Criado
Precisa se de tim criado de 14 16 anaos
'ratar na ra do Cojimcrcio n. 44
Allencao
Precisa-se de urna Piihor* que entenda de eos-
tun, d-se casa e alimento ; a tratar no collegio
de Santa Lucia, ra Duque de Caxias u. 50,
segundo andar.________
lii commercio
O abaizo asaignado declara que nada deve
nest i praca e nem fra della : quem se julgar seu
credor, presente suas coutas na na da Iinpera-
Itriz u. 63. Recife, 18 de Novembro de 1886.
Jcao Manoel Bodrigues.
Precisa-se alu-
uma preta escra-
va, de conducta afian-
zada, parajvender hor-
talices, a tratar na ra
Nova de Santa Rita,
armazem n. 4o.
Criado
Precisa-se de um crudo de 12 i 15 tinnes do
idade, que saiba 1er c escrever alguma cousa, e
que d conhecimento do sua conducta ; na ra do
uom Jess n. 28.
Atten$o
Aluga-se a lojs do sobrado n. 20 da ra da Im-
peratriz, com muilos commodos para grande ne-
negocio ; a tratar com Capitulino de QusmSo, na
roa do Bom Jess a. 11, i- andar. !
384:O00(JO0O centena em que sahir
o terceiro premio
69:060000 2 Approxim ac o e s do
------------------! 2:000^000 para o pri-
314:940^000 meiro premio .
-----------------2 Ditas de 1:000,5000
100:000000, para o segundo premio
30:000^300 j 2 Ditos de 650,5000 para
10:000^000, o terceiro premio .
4:00000 2,400 premios de 200000
14:000$000j para todos os algaris-
10:000#0001 moa finaes do primeiro
8:000^000' premio ....
2,400 Premio3 de 20jOW>
para todos os algaris-
mos finaes do segundo
premio.....
19:900,5000
9:9000000 5,140 Premios
5:9400000
4:0000000
2:OOO0OC8
1:3030000
48:0000000
" 48:0000000
314:9408000
1 Premio de.
1 Dito de ... .
1 Dito de ...
1 Dito do ...
7 Ditos de 2:0000000 .
10 Ditos de 1:0000000 .
16 Dito de 5000000 .
99 Ditos de 2000000 para
a centena em que sahir
O primeiro premio
99 Ditos de 1000000 para
a centena em que sa-
bir o segando premio
99 Ditos de 600000 para
Case a terminacSo do segundo premio seja igual a do primeiro passar ao nu-
mero immediatamente superior.
Esta lotera divide se em 20 partes e os bilhetes em vigessimos de 803 ri
cada um,
Os premios roaiores de 2000000 em cada parte estao sujeitos ao imposto pro-
vincial de 15r0 e 5[0 addicional sobre o referido imposto.
EXTRACCAO PELA MACHDA FICHET
Thesouraria das loteras, 19 de Novembro do 1886.
Augusto Octaviano de Souzat
Vhesonrelro
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Lunado da Faculdade de Medicina de Parit. Pnmio Mont/on
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromur.eto de Camphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as afleccOes seguintes:
Asthma, Insomnia, Palpitacdes do Coracao, Epilepsia, Hallucnacao,
Tonteiras, Hemicrania, Affeccos das via5 urinarias et para calmar toda
especie de excitagao.
liza Urna explicado datalhada .icompanh lada Frasco.
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN & C'*>
de PARS, que se encontro em casa dos Droguistas et Pharmaceuticos.
.


ratnaan

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Diario de PernambncoDomingo 21 de Novembro de 1686
VENDAS
__ V,ndo-ao ou permuta-s o sitio do Bc, com
duas casas, sob n. 103 e 105, com muitos arvore-
dos de fructo, inc'asive quarenta e tantos pea do
coqueirui. o qaal si'io fica coafrontando com o do
Sr. escrivo Cunha, ra de S. Miguel de Afo-
gadoa : a tratar ua ra das Trincheiras n. 17,
foja.____________________________ _
> Vndese um cavullo melado, grande, forte
sadio e manteJo, proprio para qualquer servico,
inclusive par* carro : na Magdalena, sitio u. 6.
Vende-se a tavrrna da ra de Viscoude do
Inhama n. 31, e ao pretendente se dir o motivo
da venda.
Vende se urna taverna com boa armaco e
m boa ra, e bem localisada ; para informacoes,
ra larga do Besarlo n. 16, padaria.
Padaria
Vende se um cylindro americano, por barato
preco : a tratar no Caminho Novo n. 91.________
A KevoluQo
A' ra Duque de Casias, resolveu vender
os eguintes artigos com 25 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
'/. 'phiros fino', lindos padrocs. a 500 rs. o ovado
Las de quadros, a 400 ris o eovado.
Ditas lavradas a 400 res o dito.
Ditas com bolinhas a 500 e G00 ris o dito.
Ditas com listrinhas de seda a 560 ris o dito-
Ditas mesclaoas de seda a 7(10 ris o dito.
Cachemira de cor a 900 e 1*200 o dito.
Ditas pretas a 1*200, 1*500 e 2*000 o dito.
Ditas de cor bordada de seda a 1*500 o dito.
Linhos escosserea a 240 rs. o eovado.
Zephiros de quadriohos e lisos a 200 ris o eo-
vado.
Linhis lisos a 100 ris o cavado,
Setim raaco i 800 e 1/2C0 o dito.
Dito damass a 320 ra. o dito.
Setinetas de quadrinhas a 320, rs. o dito.
Ditas escocesas a 440 rs o dito.
Ditas matizadas a 360 ra. o dito.
Cretones finissimos a 360, 400 e 440 ris o eo-
vado.
Chitas escuras e claras 240, 280, 300 e 320 ris
o eovado.
Nans.; finas a 300 ris o dito.
Enxovaes para baptisado de 9*000 um.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 ama.
Seda crua a 800 rs. o eovado.
Colcbaa brancas a 1*500, e 1*800 urna.
Cobertiis de ganga a 2*80 um.
Fecbs prateadosa 2/500 e 3*0G0 um.
Ditas, de peilussia a 6*000 um.
Ditos de la a 1*000, 2*000, 3*000, 3*500 JOuu,
e 5*000 um.
Panno nrctj lino a 1*000 o eovado.
Cortes da casemira a 3*000, 5*000 6*0(X
om.
Crep para coberta a 1*000 o eovado.
Cretono para coberta a 400, 500 t. o eovado.
Lencocs a 1*800 um.
Bramante de linho a 2*000 a vara.
Dito de algodao a 1*200 a dita.
Dita de 3 larguras a 900 ris a dita.
Panno da costa a 1*400 e 1*00 o cva 'o.
Dito adamascado a 1*800 o dito.
Espartilbos do c-mraca a 4*000, 5*000, 5*500,
6*000 e 7*500 om.
Cortinados bordados a 6*500, 7*500 e 9*000 o
par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Lencos do 1*200 a 2*000 a duzia.'
VeUudilhos lisos e lavrados a l/000el/200o
eovado.
Aoquinbas a 1*800 rs. urna.
Panno de crochet para cadeiras e sif a 1*000,
1*200, 1*600 e 2*000 um. .
Henrique da Silva Mor eir._______
Terreno Da ra Impe-
rial
Lojae armaco
Vende-se urna, propria para qualquer ramo de
negocio, na rus do Cabug, que muito se recom-
menda por ser urna das principaes ras para todos
os negocios. Qarante-se ao comprador as chaves
da mesma : a tratar na ua Nova n. 15.
Finito de Riga
Acaba de chegsr pelo brigue Atalanta um com-
pleto sortimento de pinbo de luga da melhor qua-
lidade e de diversas dimenaoes, como sejam :
4 X 12
4X9
3 X 12
3 X 11
3X9
2 X 12
e tabeas da mesma madeira de 1 e 1 1/2 polle-
iradas.
Vendem MATHUE3 AUSTIN & C, a ra do
Commercio n. 18, 1 andar, ou no caes do Apollo
5l.u. por precos commodos.
Cocheira yenda
Vende-se urna cocheira com bons carros de
passeio, bem localisada e afreguezadt., por preco
muito mdico, em razio de scu dono nao poder ad-
ministrar por ter de fazer urna viagem : os pre-
tendentes acharao com quem tratar ra Duque
de Caxias n. 47.
Pianos
Vndese doua pianos com pouco uso
?a ra do Hospicio n. 3.
a tratar
Leitura para senhora t'
Brolhes nikelados e dourados a 2*000.
Bonitos grampos dourados a 500 ris o maco.
Esplendido sortimento de galoes de vidrilhe.
Grande variedade de legues de sitim, a 4*000.
Frisadores americanos pai a cabello a 3*000 o
MM,
Setas de phantasia para cabello.
Bonita colleccao de plisss a 400 ris.
Brineos, im/tacao de brilhanto, a 500 ris.
Aventaes bordados para criancas a 2*000.
Chapeos de fuatio e setim para criancas
Sapatos de merino e setim dem, idem.
Meias brancas e de cores, fio de Escocia.
Pomada de vozelina de diversas qualidades.
Sabjnetes finos de vozelioa e alface.
Extractes finos de Pinaud, Guerlain e Lubin.
Lindas bolsas de coure e vellido.
Fechs de 13 para senhora a 1*800.
Sapatos de casemira preta a 2*000.
Tesouras para costura, de 400 ris a 3|000.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immensa variedade de botoes de phantasia.
E milhares de objectos preprios para tornar urna
senhora elegante, e muitos outros indispensaveis
para uso das familias, tudo por precos admiravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
Ra do Crespo u.
Duarte & O.
DA
COLONIA ISABEL

Grande reforma U!
SIS
A' Florida
Roa Duque de Casias n 103
Chama-ce a attencao das Exmas. familias para
os precos seguintes :
Luvss de seda preta a 1*000 o par.
Cintos a 1*500.
Luvas de pellica por 2*500.
2 caixas de ppel e envelopes 800 rs.
Luvas de seda cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios p_ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 3*.
Meias de Escossia para enanca a 240 rs. o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 2/, 3*, at 8*.
Rimes do flores finas a 1*500.
Luvas de Eicossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1 o par.
Porta-retrato a 500 rs 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 8(0 rs. um.
Rosetas de bnlbante3 chimicos a 200 rs. o par.
Guarnicoes de idem idem a 500 rs.
Anquinhas de l*5<-'0, 2*, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilho Boa Figura a 4*500.
dem La Figorine a 5*000.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca.
Pentes para coco com inscripeo.
Babadores com pintura e inscripcoes a 5C0 rs.
Para toilet
Sabao de areia a 320 rs. um.
dem phenicado a 500 rs. um.
dem alcatrao a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface a 1*000.
Agua celeste & 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Mac.cos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3* a dusia.
Vende-se um proprio, junto ao chafariz, que
mede 90 palmos defre te e 1,000 de fundo, at a
estrada da ferro do Recife Caruar, e outro da
referida estrada" i a baixa mar; a tratar na rus
Imperial n- 181. __________________
Tecidos de linho
A 500 rs. o eovado
Na leja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
um bonita sortimento de fazendas de linhD para
vestidos, fendo largura de chita frinceza, com
muito bonitas cores e palmichas bordadas, pt*-
chincha a 500 reis o eovado, na loja ae Pereira da
Silva.____________________________
Serrara a Tapor
Caes do Capifoarlbe n. tS
N'esta senaria encontrarlo os senhores fregue-
es, um grande sortimento de pinito de resina de
cinco a duz metros de comprimenco e de 0,08 a
0,24 de e=qua lo do que em rutra qualquer parte.
Francisco dar Santos Maccdo.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este eiccl lente Whisky Escesset preferivt
ao cognac ou agurdenle de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a rctalho nos tu Iheres rmaseos
snolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Brast
BKOWNS C, agentes__________
Vende-se
Estojos para crochet a ISUOO rs.
Linhas para crochet cor de creme 200 rs.
Linbas para croch t de seda mesclada 300 rs.
BARBOSA & SANTOS
Tigipi
Vendc-sc duas casas em Tigipi, por preco
commodo, em terreno proprio, boa localidade :
quem pretender, dilijase casa n. 52, no mesmo
^K-voado, que far negjcio.
Terrenos em Jaboalo
Vende-se terrenos muito bem situados, prximos
do rio e da estaeao do caminho de ierro; a tratar
no caes do Apollo n. 47, armazem.
ilhas seccae, em pircoes, proprias para queimar
barcacas ou lastro para navios, por preco razoa-
vel : ns ra da Praia n. 60, officiua demarcineiro
de Sr. Beluhior Miguel dos Santos, se dir quem
tem.
I
Oleo essencial de rosas
Champean para lavar a cabeca
Vende se na cablleiraria ra larga do Ro-
sario __._________________________________
PIMO DE Rl(i\
ie 3X9, 4X9 e 3X12 ; vende-se na serrara a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dous de No-
vembro p. 6.
Realmente foi grande a que se fez n* Loja dos
Barateiros.
Boa Ua Imperalrlss n. 40
E sao os nicos que tem as seguintes especia-
lidades !!1...
LS e alpacas, grande e importante sortimento,
e lindissimos padrocs, o mais lino e apurado gosto
que tcm vindo, e por preco baratissimo, de 500 600,
700, 800 e {*000,o eovado, porm fino e bom !...
Querem ver ?... aparecam !!!...
Exmas. acnboras .'!...
Timos um lindissimo sortimento de faiihe, que
a vista agrada a mais excepcional freguesa ; isto
por menos do que em outra qualquer casa ; s n.
w .....
Pois custa 600 rs. o eovado.
Temos mais lindos sortimento de fustoes a 500
rs. o eovado.
Chitas finas, especialidade, porque houve gosto
na escriba, e vende-se por 240, 280, 320, 360,400
e 500 rs. o eovado, n. 40.
Tambem temos!.'!...
Lindos padrocs m baptista de 180 a 200 rs. o
eovado.
Cambraia victoria e transparente finas e boas
de 3*300 a 8*00J a peca.
Bnm braoco de liuho especialidade de 1*500 a
3*500 a vara pechincha .'
Brim pardas lizos e trancados de 700 a 1*600 a
vara, aproveitem festa! !...
Mobsck m grande sortimento a vontade do fre-
quez, vende-se de 400 a 560 o eovado, venham !...
SitinetaB !.'!... esplendido e importante sorti-
mento nesse artigo, sendo brancas, pretas e de co-
res, lavradas e lizas, o que se pode desejar em bom,
vende-so de 400 a 600 o eovado.
Temos mais ! !...
Casemira de todas as qualidades e cores, e ta-
semos eos turnes de 30 i a 60*00, barato e em
covados de 2*500, cousa fina e que a todos agra-
dam, apptrecam !
Acreditem ?...
Venham ver, para crer !!!...
Madapolao do 1> qualidade de 4*500, 5*500,
6*500, 7*500, 8*500 e 10* a peca, e que ha de
melhor.
Algodao de 3*5C0 a 7*500 e 8*000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e brancas de 800 a
1*800 e 2*000.
Colcha de lindoa desenhos a 4*OC0, casta 6*000
em outras casas.
Pannos da costa do melhor que ha custa apenas
2*750, o metro, pechincha !
Bramante de linho a 1*800 a vara, 10 palmos,
para a cabar.
dem de algodao a 1*300, palmos tambom bom.
Algodao entestado, 10 palmos a 900 rs. o metro,
muito bom para lencocs.
Alem das fazendas j mencionadas temos moitos
artigos de modas como seja, leques de fino gosto,
grvalas, colarinhos, punhos, meias etc. etc.
Alheiro &C.
RA DA IMPERATRIZ N. 40
EXTRACQO SEMANAL
5.a parle da '24.a lotera
CORRE
No dia U de Novembro de 1886
Intraiisferml! Intransforivell
POKTADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:006$200
Esta lotera est garantida* alm da fianea, por um deposito
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
de cada serie.
BILHETES M VENDA
0
IVA
Vende -se urna armaco propria para pbaraacia
ou drogara ; a tratar na ra larga do Rosario
numero 34. ____________________________
Liquidado
Cbpos modernos, palmas, plumas fljres e fitas
udo por preco muit barato.
Mme. Miquelina
Ra as Cruzes n. 39
Em latas contendo cinco galoes, a 9*000
de-se nos depsitos da fabrica Apollo.
ven-
Oleo para machinas
yp at-Baa da Imperatriz-8*
Loja de Perra da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roanas abai
ro mencionadas, que sao ba* i .i^as.
Palitots pretos de p"r< .i aiagonaes e
acolehoados, senao tazenaas muiU) en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de ceedio muito,
Periem as Exmas. leiloras 5 minutos de aeiho para os t^-la^^h^mauom^n^
1 Ditos de flanella azul sendo inglesa ver
CAME1R0 DA CUNHA ft C.
Camisas nacionaes
A t*AOO. 3*000e 8*500
32^= Loja & ra da imperatriz = 33
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhot da linho como de algodao, pelos
barates p'e^oB de 2*500, 3* e 4*, sendo taaenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada* por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a v mtade des
fregueses : na nova loja da ra da Imperatria n.
3 i, de Ferreira da Silva.
Ao 82
Nova loja de fazer''as
Al Ra da Impe 2 = Si
DE
FERREIRA DA S^VA
Neste novo estabelecimento encontrar o rea-
poitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man
da fazer por encommendas, p r ter um bom mos-
tr alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
RODA DA FORTUNA
311 Ra Larga do Rosario36
Bernardina Lopes Alheiro.
EXTRACCO
3/
DA
serie da M lotera que se exlraliir ua igreja da tonceico dos Militares
EM 24 DE NOVEMBRO
SOB O SEGUINTE
PARA EXTRACCO DE LOTERAS NESTA PROVINCIA
DA
para
7*001
10*00t
12*001
gointes artigos, alias baratissimos!!!
Bonitos sortimentos de merinos de todas as cores, a 600 rs. o eovado !
Linda cscolha das raelhores cachemires, a 500, 600 e 700 rs. o dito i
dem idem de quadros, novidade, duas larguras, a l^tiOO e 1)>800 o dito !
Setinetas de phantasia, a 400 e 500 rs. o dito !
Caxemires felpudas, duas larguras, a 1#000 o dito 1
Limons com palmas de seda, a 800 rs. o dito !
Merinos pretos, desde 900 rs. a 2(H00, o dito 1 cor garantida.
Lindos vestuarios de la para criancas a 7)$oOO e 83000.
Ricas guarnicoes de crochets para cadeira e sof, p r 80000
Vdludinhos de todas as cores, a 1000 e 1#200 o eovado !
Setins Maco, verdadeiro, a 800 e 1(5000 o dito !
Luvas de seda de todas as coras, a 2000 1
Laques de phantasia, a 10000 e 10500 I
Meias para criancas, a 20500 a duzia I
Es^uiSo para casaquinhos, a 45000 e 405000, dez jardas 1
Cambraia branca bordada, a 60000 e 80UOO a peca !
A toalbados, bramantes para tolos os precos ; algodSes, madapolSes bara-
tissimos o muitos outros artigos que se liquidara por menos que em outras partes.
59Ra Duque de Caxias59
l0V>^^^V'V-V-V-^V-^^-^^V-V--YWv-V''.>--^-V-V-^V--^V-V--^--^^'0l
I
'
II
II
I
II
II
II
GOTTAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL THOMPSON
aras maii inesperadas sao dridas a este PRECIOSO MEDI-
CAMENTO, reparador por eicolltncia de todas a< perdas experimentada
pelo organismo consegueales a EXCE8S08 de PRAZERES.
_ Gottasi dio rigor aoe orgios sexaaea dos doos sexos : cario ioallivelmente todts as aSeecoes
deoisadas ESGOTAMENTO, tae como Impotencia, Eepermatorrha, Pardas semlsaaaa, (te.
O Frasco : 8 Francos (em Frano*.)
Ttdo frtico qu$ nao tnuxir t Utrc d Ftbrla rtg/ttnds e i auitnitun
dava aar rigorosamente recusado.
Pndvoto.
AJtIS, harmacla GXJ.IM, roa ocUechouart, sa.
Depositarios em Parnambuco : FRAN M. da 8
U>> Fabriauta
C.
.>,..> .^^^v^O-^v-+***++>.^a. ^J^^f
V
I
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ll
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6/501
SJOCX
340W
1/60
10
dadeira, e forrados 12/O*
Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
sendo fazrnda muitc encorpada #50(
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim do Angola, de mnleskim e
de brim pardo a 2J, 2(1500 e
Ceroulas de groguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1/200 e
CoUettnho de greguella muito bem feitoa
Assim como um bom sortimento de lencos d*
inho e de algodao, meias croas c collarinbes, etc
to na loja oa ua da Imperatriz n. 3i
Sea. nrliuelaa e lilzlnbaa a 50
rs. o eovado
Na loja da ra da Imperatrls n. 82, vende-i
om grande sortimento de fustoes brancos a 601
rs. o eovado, lzinbas lavradas de furta-corci.
bsenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
cores, a 500 rs. i eovado, pechincha : na lojt
do Pereira da Silva.
algoSaoainbo francs para lencea
a SOOra.. la e l00
/^Ka loja da ra da Imperatria n. 32, vende-w
superiores algodozinfaos franceses com 8, 9 e 11
palmos de largura, proprios para lencoes de un
s panno pelo barato proco de 900 rs. e 1/000 i
metro, e dito trancado pa-a toalhas a 1/280, as
sim como superior bramante de quatro largura.
para lencoes, a 1/500 o metro, barato n lojt
ds Pereira da Silva.
para meninos
A 4*. 4iO e U*
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32,
vende um variado sortimento de vi-stasrios pro
prios para meamos, sendo de palitosinho e calci-
nita curta, feitos de bnm pardo, a 4/000, ditos
de molesquim a 4/50C e ditos de gorgoro preto
emitando casemira, a 6/, sao muito baratos ; ni
loja do Pereira da Silva.
COLONIA ISABEL
CONCEDIDAS PELA LE PtOVIlCML IM, UmWI PELO FXM.SR. V1CEPflESIDENTE
POS 4C0 DE Z DE SETtMBRO DE ""
4o,ooo bi'hetes em vigsimos ISooo .
Despezas..........
i
i
i
i
i
9
23
premio de.
dito de
dito de .
dito de .
dito de .
ditos de .
ditos de .
2:000
1:000*
400 ditos de 100$ para todas as centenas, cujos dous algarismos
forem ignaes aos dous ltimos do primeiro premio inclusive
1 dito de
1 dito de
99 ditos de
99 ditos de
99 ditos de
2 apps. de 4:
2 ditas de 3:
l:000cS para a sorte, cujo numero na extraccao for mais alto
1:000$ para a sorte, cujo numero for mais baixo
400$ para toda a ceniena do Io premio
200$ idem dem do 2 premio .
100$ idem idem do 3o premio .
para o Io premio .
para o 2 dilo
2 ditas 2 ditas de 1:100$ para o 4o dito
2 ditas de 850$ para o 5o dito
4,000 terminales de 24$ para o Io premio inclusive
4,000 terminales de 24$ para o 2o gremio inclusive
800:000$
118;8oo$
68200
240:000$
40:000$
20:000$
10:000$
5:000$
18:000$
23:000$
40:000$
1:000$
1:000$
39:600$
19:800$
9:900$
8:000$
6:000$
4:000$
2:200$
1:700$
96:000$
96:000$
681:200$
Esta lotera ser dividida em 20 series de 4,000 dezenas. Quando as terminacSes do 1." e 2. premios forea?
iguaes, a d'este passar ao algarismo immedialamente superior. De9 passa a 0 e de 0a1. 0? premios sao
pagos sem descont algum.
0 premio grande do cada serie acha-se garantido por um deposito equivalente e igual quanlia no Banco
Rural do Rio de Janeiro.
21 deOutubrode 1886.
O THESOUREIRO,
Francisco Goncalves Torres%

**
i
T*




o
e PernambacoDomingo 21 de Novemhro de 1886
L1TTERATUR
.




CASAMENTO A REVOLVER
POB
JULES MAR Y
VII
(ContinuacSo)
Chegando junto a fortifieacSas, sen-
tarara-sa, tristes e desanimados cora o
resultado infructfero de suas nvestiga-
c5es.
Estavam assim silenciosos, liavia al-
guna minutos ; ia moitecendo ; urna chu-
va fina comeava a cahir lentamente, mas
de um modo co tinu, e um nevoeiro ia-se
estendendo sobre Pars. .
Por diante delles desfilavam os trans-
entes que sahiain de Pars ou voltavam
dos suburbios. .. alguns empregados do
fisco passeavam, de um lado para outro,
com ar aborrecido. ..
E machinalraente* olharam para urna
mulher que lembraram-se de ter visto al-
guns momeatoa antes e que por all passa-
va da quarto era quarto de hora com an-
da apressado e que attrahia a attencSo,
como sa fosse perseguida. .
E no havia duvida que era seguida,
porque, cada vez que ella apparecia, va-
se inmediatamente surgirem dous bonens,
que a acompanhavam de perto. .
Um delles era um trapeiro, carregando
o cesto s costas, o gancho na mSo e a
anterna rogando pelo chao. Nao se lhe
via o rosto, oceulto por urna barba emma-
ranhada.
O outro, tambem barbado... era da
meBma estatura que o primeiro ; enfiado
ao braco, trazia um cabaz, dentro do qual
viara-se, sem ordem alguma, figuras de
gesso representando a Ve bus de Milo,
Bonaparte, a repblica, a mulher mordi-
da por urna cobra da Clsinger, Daphnis.
de Pzimx, Bayard, figurlnhas italianas,
estatuetas religiosas.
O manejo daquellas tres pessoas inte-
ressava vivamente a Augusto e Trompe-
l'CEd ; ptocuraram distinguir o rosto da
mulher, mas utn chale de l preta tapa-
valhe hermticamente a caboca, deixando
ver nicamente os olhos .
Evidentemente, aqu lia mulher tentava
fazer perder a pista ao trapeiro e ao wcn
dendor ambulante, metindose, pelas viel-
las e seguindo depois pelos terrenos bal
dios. *"
NSo o tinha, porm, conseguido, pois que
voltava sem cossar porta d'Aubervilliers,
sempre seguida raesma distancia j assim
que julgava-se em seguranca, surgiam im-
mediatamentc atrs d'ella a hnterna do
trapeiro e o sambur com estatuetas
Quando menos esperavam Trompe-l'GLil
e Augusto assis'.iram a urna scena curiosa,
e que teve a duracao de um relmpago.
A mulher havia parado, cruzando
bracas .. espera...
Os dous bomens passaram dianta d'ella
o trapeiro esgravatando os monturos, o ou-
tro cantarolando urna canco italiana, em
que se tratava de Victorio Emmanucle e
de macaroni, da Italia e da Franja...
A mulher fel-os parar, segurndoos
peUs blusas...
Digam rao urna couaa. .. ha dujas ho-
ras que me seguem. Perdem seu tpmpo,
sabem ?. . Nada tenho que deslindar com
a polica... Urna vez nao costumo I
Oh I minha velha, etaes engaada,
disse o trapeiro, nSo pertenco raja... (*)
Acbas-me com cara disso ?...
O vendedor ambulante balbuciou algu-
mas palavras em italiano, rindo-se e que-
rendo mostrar os objectos de seu com-
mercio.
Mas a mulber levantou os hombros...
Palavra que nSo passam de dous
grandes idiotas 1
03
(*) Polica.
F0LHET1N
O OORCUNM
POR
PAULO FVAL
PRIMEIRA PARTE
os izestses buus
(ContinuacSo do n. 266)
II
C0COKDA88E E PASSEPOn,

Seguiam naquelle momento as raargens
do CUrabide, no meio do valle de Louron.
A Machadada que sustentava como um
inmenso pedeital as con8trucc3*s massijas
do castello de Cavias, levantava-se em
frente delles.
NSo havia muralhas daquello lado. Des-
cobria se o antgo edificio, de cima a bai-
xo, e com certez, para os amadores de
aspectos grandiosos, era all urna parada
obrgatoria.
O castello de Caylus, com effeito, coroa-
va dignamente aquella prodigiosa mura-
lha, filha de alguma convulsao do solio,
cuja lembrancu se tinha perdido. Por de-
baixo dos musgos e das silvas que Ibes co-
briam os alicerces podia-se reconhecer os
vestigios das construecSes pagSs. A raao
robusta dos soldados de Roma devia ter
passado por all. Mas eram vestigios ape-
nas, o tudo quanta sabia da trra perten-
ca ao estylo lombardo dos seculos X e XI.
As duas torres principies, que feohavam o
corpo do edificio a sudoeste e a nordeste,
eram quad radas e mais b ai xas do que al-
tas. Aajanellas collocadas sempre por ci-
ma de uma set'.eira, eram pequeas, sem
ornatos. O uaoo laxo que o arohitecto se
E com um moviraento rpido, antes que
tivessem tempo para se opporem, arran-
cou-lhes violentamente as barbas posticas.
Com um mili.ao de diabos 1 disse o
trapeiro levantando o punho...
Raios te partam 1 exclamou o italia
no em excellente francez.
Eram Simeao e Chilpric, desaponta-
dos...
E anda nSo tinham vdtado a si da co-
lera e do espanto, e j a mulher ia longe,
a bora correr...
Mas ao raesmo tempo surgiam dous ho-
rnera Hiante dos agentes : Augusto e Trom-
pe lTKil, dizendo-lhes rpidamente :
Foram brlalos ; para os senhores a
partida est per.da, mas nos podemos
continul-a. .
Smelo e Chilpric estremeceram. Como
ia anoiteuendo, nSo os reconheciam. Au-
gusto e Trompe l'CEil disseram seus no-
mes... Os agentes deraoi' uin grita de
alegra.
Ten razSo, a partida nao est per-
dida... A mulher desconfia de nos, mas
nSo os vio... Sigam-n'a e uSo a dexeiu
emquanto nao deseobrirem onde mora...
Quera aquella mulher ?
Nao o adivinharam '... Se ella es
conde tSo cuidadosamente o rosto, por-
que nelle tem um signal que torna-a infal-
livelmente conhecida...
Bigarreau ?... a amante de La
Guyane ?
laso raesmo... mas apressem-se.
V esperta como urna raposa... tal vez
at j seja tarde !...
Trompe -l'CEil e Augusto j iam longe...
Tinham visto Bigarreau desapparecer,
costeando as fortificares ; foi para aquelle
lado que dirigiram-se, correndo.
Daqui a vinte minutos, estar escuro
como dentro de um forno.. nao se ver a
cinco passos de distancia I
Pois sira, mas agora ve se o suffiVien
to para ter a certeza de que ella nSo est
na nossa frente I...
E' verdade... e nada ha que a pos-
sa eocobrir...
EotSo deve ter tomado esquerda...
parachegar nos terrenos baldos.. .
Assim fallando, nSo deixavam de cor-
rer. ..
Ilein I como isto bom para desen-
errujar as pernas !... disse Trompe -l'CEil.
Augusto nao respondeu... acabava de
parar, e, agarrando Trompe l'CEil pelo pes-
clo, atirou o ao chao e deixou se cahir
por sua vez...
AtUncSo, Trompe l'CEil, l est ella
na nossa frente.
Estou vendo-a, disse o meridional.
Bigarreau, com effeito, ia correndo, de
eabeca baixa, dobr&da ao meio, e voltan-
do se de tempos em tempos...
O nevoeiro toruava se cada vea mais
denso... a noite tinha sobrevnlo ; os ra-
ros lampeas de gaz, velados pela neblina,
emittiam urna luz amarellada, fraca, sem
reflexos... continuava a cahir urna chuva
fina, tria e penetrante... que tornava o
terreno escorregadio. ..
Trompe-l'CEil e Augusto contnuaram a
perseguicSo... mas pareca que o nevoeiro
era curaplice de Bigarreau... a megra
havia detappareciio em meio da bruma es-
pessa...
Os dous amis;03, separando se, foram,
cada um de seu lado, ao acaso, velozes
como e raio, correndo com agilidade pas -
mosa...
Por mais robusta que fosse, certo que
Bigarreau no poderia rivalisar com elles...
Eotretanio, procuravam-n'a em vSo, nSo
a viram.
Tornaram a juntar-se dahi a pouco e ca-
hiram esfalfados, exhaustos ; depois, quan-
do puderam tornaram respirac&o:
E' impossivel que Bigarreau tenlia
sabido daqui antes denos... Nao tem
pernas do veado... Portanto, de duas
urna : ou a trra tragou-a... o que pou-
co provavel... ou entrou simplesmente no
Canhao de Marselha.
O que vem a ser isso ?
E' um dos covis mais pergoeos de
Pars... est situado ali, a cincoenta pas-
sos de nos, e se nao o vs porque est
aawmmi^m
permittio foi urna especie de mosaico. As
pedras, de cantara e dispostas com syrae
tria, eram separadas por tijoos salientes.
Era o primeiro plano, e aquella sever-
dade esta va em hamonia com a nudez da
Machacada. Las por detraz da lioha rec-
ta daquelle velbo edificio, que pareca cons-
truido por Carlos Magno, um montao de
torres e pinheiros segua o plano aseen
dente da collina e rooetrava-se em amphi-
theatro.
A' direita e esquerda das duas torrea
lombardas havia duas vallas profundas.
Eram as duas extremidades dos fosaos,
que eram antigameatc fechado) por mura-
lhas, afim de conter a agua que os enchia.
Ao lado do fimo do norte appareciam as
ultimas easas da aldea de Tarridos, por
entre os salgue iros. Do lado da dentro
via-se a flecha da cap-Ha, construida no
principio do seclo XIII, em estylo ogival,
e mostrando as vidracas brilhaotes entre
as hombreiras de granito.
O castello de Caylus era a maravilha do
valle dos Pyreneus.
Mas Cocardasse Jnior e fre Passepoil
nao tinham absolutamente gosto pelas bai-
las-artes.
Continuaram a caminhar, e o olhar que
lanesram sombra cidadella foi apenas
para medir o resto do caminho a percor-
rer. Iam ao castello de Caylus, e, se bem
que, a too de passaro, s raeia legua os
separasse ain a, a necessidade em que es-
tarara de contornar a Machad ida os amea-
cava de urna hora de marcha.
Este Cocordasse devia ser um alegre
coropanheiro, quando tinha a bolsa cheia :
o proprio fre Passepoil mostrava no rosto,
de urna esperteza de rato, tolos os indi
cob de um bom humor habitual ; mas hoje
esta vara tristes e tiaham razSo para iaso.
Estomago vazio, garganta seca, perspeo
Uva de urna empreza provavelmente peri-
occulto por este endiabrado nevoeiro, que,
j nos fez perder a pista e Bigarreau.
Augusto lancou a Trompe-l'CEil um olhar
admirado.
Urna vez que julgas que Bigarreau
est l, vamos tambem entrar. O que es-
peramos aqui ?
Paciencia, Augusto. E primeiro
lugar acho que estamos muito bem aqui,
eomraodaroente sentados. O chao est ala-
gado, chove, e nevoeiro est fri, mas sS'>
inconvenientes passRgfros, compensados
pela vantagra que temos de vigiara casa
Se Bigarreau entrou, ha de ficar l. Nada
nos apressa. Se sabir pilhal-a-hemos e,
cam ella La Guyane...
Foram se instalar na casa, cuja cons
truccSo tinha sido abandonada e cujas pa-
redes comecavam apenas a elovar-se do
cho.
All nao podiam ser vistos.
NSo estavam a mais de dez passos do
CanhZo de Marselha e entretanto era tal
a densidade da cermeo que cahira sobre
Pars, que ficaram muito tempo sem nada
poder distinguir-
Passaram-se horas ; seus olhos se tinham
habituado obscuridade; ja agora po-
diam ver...
De espico a espaco pareciam que sur-
giam sombras do meio do nevoeirs e des-
anpareciam no pardieiro...
F.nt arara, assim, dez, quinze, vinte...
Big rrear, porem, n2o tornou a sabir.. .
Varaos, disse Augusto levantndo-
se um pouco entorpecido, j que ura bo-
tequim, temos o raesmo direito que os ou
tros, de l entrar... E estou com urna
sede...
D rara alguns passos na direcjSo do
Canhao de Marselha, mas de regente Au-
gusto parou :
Ouviste Trompe-l'CEil ? disse elle.
O que ? I
Um que xume, um gemido... nSo
me engao!
E escutava, contendo a respiracao.
E' exquisito, disse elle ; era um ge-
mido lgubre, abalado, como de u";a pes-
soa que estivessem estrangulando... Ago-
ra, em vio apuro o ouvido.. nada mais
ouco...
Estaro assassinando alguem l den-
tro ?
O vento batia-Ihes no rosto e quasi os
cegava, mas o nevoeiro ia se dissipando ;
a noite tornava-so menos escura.
O gemido nao foi repetido... tendo che-
gado junto ao casebr*, empurraram a
porta, que, escando apenas cerrada, ce-
deu...
Entraram, mas pararam logo, adraira-
doa de se acharem no escuro. .. Um rui
gosa.
Pdese recusar semelhante empreza,
quando se tem o pilo ganho. Infelizmente
para Cocardasse e Pasiepoil, as auas pai
xdes tinham devorado tudo. Por iaso Co-
cordasse dizia :
Com os diabos 1 nao tocaroi mais
nem em urna carta nem em um copo.
Renuncia para sempre ao amor ac-
crescentou o sensivel Passepoli.
E os dous edficavam sonhos encantado-
rea e cheios de virtude sobra as ana futu-
raa economiaa.
do significativo ergua se do sub-solo.
Esto bebendo, disse Trompe-l'CEil,
vamos descer.
S depois de muito procuraren), s apal
padelas, foi que encontraran) o alcape.
Estava frehado com um gancho.
Augusto bateu duas ou tres pancadas
com o tacSo da bota.
Embaixo cessou iramedLtamente todo o
ruido.
Ah ah murmurou Trompe-l'CEil,
parece que nao gostam de visitas...
Ouviram-se passos pesados na escada
de pedra, o alcapo foi levantado brusca-
mente e appareceram muitos homens.
Urna luz amarella e enfumacada alumiou
esta scena estranha.
__ O que que re m? perguntou urna voz
rouca, em tora ameacador.
Os bomens tinham feito irrupcSo na sala
e rodeavam os dous amigos; seus rostos
eram aiaistros; a roupa, suja, em franga-
galhos ; tudo nelles revelava o vicio mise-
ra vel ...
Que pergunta 1 respondeu Trompe-
l'CEil rindo-se, queremos beber, e so mes-
mo tempo, ae nos arem licenca, daremos
respeitavel sociedade urna pequea re-
presentado ...
Ah disse a mesma voz, o eaca-
moteador!... Desjam ; venha executar
alguna passes. ..
E foram empurradoa para a escada. Ou-
viram fechar cuidadosamente o alcapo a
por cima delles.
Hura I disse Trompe l'CEil ao ouvido
de Augusto... Talvez seja mais diffijil
sahir daqui do que entrar.
Augusto fz um geto de pouco caso.
Tinha confianga em sua forca. As mesas
da adega estavam todas -oceupadas. Urna
espessa nuvera de furaaca fluctuava pelo
ar. Os bebedores lancarain aos recem-che-
gados um olhar que nada tinha de tran-
quilisaior.
Muitos delles j estavam bebados e vie-
rara examinar, de parto, os dous amigos.
Estes no parecern) dar f.
No fundo da adega, sentada ao baleSo,
tinbam visto Bigarreau, a quera reuonhe-
ceram immediatamente, por causa da man-
cha vermelha que tinha na face. Mas nem
ao lado della, nem em parte alguma vi-
ram La Guyane.
M-.us senhores, disse Trompe l'CEil,
veu -ter a honra de divertir a sociedade
presente com alguns passes de minha in-
vencao. E, em primeiro lugar, ha alguem
entre voz quo queira emprestar-uma raoe-
da ? Esqueci, em casa, minha bolsa. De-
rmis, podereis acreditar, se as raoedas
fossem minhas, que estivessem prepura-
das. .. Fi :a tranquillos, meus senhores,
sobre o destino que ter o vosso dinheiro.
Quasi sempre o resttuio...
Augusto havia preparado urna mesa e
acceso um vela; depois retircu-se e foi
sentar se a um canto, observando o que
se passava na sala e impregnan lose, por
assim dizer, de t )das as physionomas quo
all se achavara.
Nao ha duviia, pensava elle, que
ouvi, ha pou -o, um gemido e nlo podia
partir senSo daqui...
Certos raetaes, meus senhores, dizia
Trompe-l'OEil, continuando seu discurso,
nao se fundem senSo a urna temperatura
muito elevada, a prata deste numero;
silo precisos quasi mil graos centgrados
para liquefazel-as. . Entretanto, quando
este metal previamente submetiiJo a
certas friegues magnticas, basta o calor
soroento emittido pela chamraa de urna
vela para fazel-o entrar em fusilo.
Ia encetar urna demonstrarlo scientifica,
mas parou, fazendo um pequeo movimen
td nervoso...
Augusto nao se enganou... disse
elle corasigo, eu tambem ouvi.
E para escutar esquecia-se do discurso,
do lugar onde sa achava e dos bandidos
que o estavan olhando, quando recebeu
na nuca um soco que o atordoou e fez
cambalear.
Oh l em que ests pensando ? per-
guntou-Ibe urna voz avinhada.
Trompe l'OEil voltou-se e estremecen.
Atrs delle eslava um colosso, vestido de
velludo e com luvas E neate colosso re-
conheceu La Guyane...
Trocou um olhar rpido com Augusto.
Tinham-se comprehendido...
TroDpe-l'OEl teve um sorriso de trium-
pho e esfregou as mSos vigorosamente :
depois continuou calmo e fro.
tal anio'iu;ia que tod-M os congene-
res estavam para si como as molculas
para o corpo.
Quera nos dir se elle nao era intima-
mente convencido de que a materia con-
stituida do seo organismo fosse superior a
a de todi animalidade humana ?
Facto , e assoz comprobatorio d'essa
ftil pretenjSo, que nSo era sem visivel re-
pugnancia que o onbador entregava o
pulso para ser lacteado pelo facultativo.
D'ahi a origem ua prohibidlo que soffre-
ram os servicaes.
Elles nao podiam approxiraar-se da re-
gia pessa : haviam de deter se a urna dis
t.mcia respeitosa e prefixada.
O rei no diriga Ins a palavra : trans-
mittia-lhe as ordens por raeios de signaes
con vencioaados.
X estes ltimos tempos constara que o
monarcha dava suas determinacos por es-
cripta.
Quando, por qualquer motivo, S. M.
nao syrapathuiaTa com o domestico orde-
nava afivelar-lha ao rosto um loup de vel-
ludo negro.
O ceremonial da cOrte variava, como o
seo trujar, de castello para castello.
ltimamente em Hohenschwangau, con-
sta, o servigo de S. M. era regido d'ac-
2ordo com o ceremonial da corte do Celeste
Imperio.
Narram at que n'um assomo de irasci-
bilidade, o soberano bavaro comraettera a
crueldade de espat'far com ura pontap os
maxillares d'um creado, que nao tocara
com a fronte ao solo, a medida dos seos
desejos.
Foi naturalmente dse oso de identificar-
so, o quanto possivel, com o jho do ceo
e implantar-39 no proprio paiz da porcella-
na, que S. M. tencionava construir era
Falkenstein ua opulentsimo palacio chi-
Comprarei um fardamento completo I
exclamou Cocordasse com enthusiasme, e
alistar-me-hei como soldado na companhia
do pequeo pariziense.
E eu tambero, affirmou Passepoil,
soldado ou criado do cirurgiSo mor.
NSo dou um bom calador do rei ?
O regiment a que prestar aervicos,
ha de, pelo menos, ter a certeza de ser
bem sangrado.
E 08 dous continuavam :
Se fossemos ter com o pequeo Pa-
riziense I Havia de nos poupar-lhe alguns
murros de tempos a tempos.
Ainda me chama' a o seu velho Co-
cardasse.
Gracejava cora o fre Passepoil como
utr'ora.
Irra exclamou o GascSo, dando um
grande socco no ca vallo, que j nSo podia
mais ; temos descido muito baixa para ho-
mena de espada, meu velho ; mas todo o
pencado tem perdSo! Sinto que com o pe-
queo Piriziense emendar-me hei.
Passepoil meneou tristemente a cabeca.
Quem querer reconhecer-nos ? per-
guntou elle, laucando um olhar desanima-
do para o co.
Oh / meu velbo disse Cocardasse,
tem um excellente coracSo aquelle rapaz I
Que vivacidade I auspirou Passepoil,
e que vivaciiade !
Que garbo para armas 1 e que ele-
gancia !
Recorda-te do sea golpe para a es
querda, em retirada ?
Recorda-te* dea seus tres golpes a
fundo, annunciados no assalto em casa de
Delespine ?
Um bom coraco.
Um exoellente coracSo Feliz ao jo-
go, e com a breca sabe beber I
E faz virar a cabega s mulheres.
A cada repliea aqueciam se. Pararam
de commum aucordo para trocar um aperto
de m&o. A sua emoco era sincera e pro-
funda.
Com a b eca disse Cocardasse, ba-
vamos de ser sena criados se o pequeo
Pariziense o quizer ; n5o verdade, mea
velbo ?
E faremoa delle um fidalgo I concluio
Passepoil ; dente modo, o dinheiro de Pey-
rolles nao nos trar infelicidade.
Era entSo o Sr. de Peyrollea o homem
'da oonfianca de Felippe de Gonzaga, que
nez, cujo plano, em aquarella,
deparan-
do Ncu-
(Continua.)
VARIEDADES
Loiz II da Baviera
Edmundo CascSo
(Continuaccto)
ni
SAS EXCENTRICIDADES
(Continvacao)
Tinha as ardentes inspirares
de um espirito privilegiado qae
procara rodear se de tudo quac-
to ha de delicioso e de mais
aubtil na trra, a las e o perfu-
me, a flore a m.lodia.
Pinheiro Chaqas (')
S. M. bavara estimava-se guin-Mo a
fazia viajar mestre Cooordasse e fre7 Pas-
sepoil.
Conbeciam perieitamente Peyrolles, e me-
Ibor ainda o Sr. Genzaga, s^u amo. Antes
de ensioar aos fidalgos de Tarbea aquella
nobre e digna arte da esgrima italiana, ti-
nham tido urna sala de armas em Pariz, na
ra C,ox-des-Petts-Champs, & dous pas-
sos do Louvre. E, Bem a perturbado que
as paixdes traziam aoa seus negocios, tal-
vez tivessem feito fortuna, porque toda a
corte ia casa delles.
Eram dous boas diabos que tinham feito
sem duvida, em um momento de pressa,
alguma terrivel estrepolia. Jogavam per-
ieitamente a esp da !
Sejamos clementes e nao procuremos
muito o porque, metiendo a chavo na por-
ta um bello dia, tinham deixado Pariz co-
mo se tivessem f)go nos calcanhares.
E' corto que em Pariz, naquelle tempo,
os mestrea d'armas se acotovellavam com
oa maiores fidalgos. Sabiam rauitas ve-
zes, mais do que as pessoas da corte. Eram
gazetaa.ambulantea. Imagine-se o que nao
saberia Passepoil, que alera de tudo tinha
aido barbeiro.
Nestas cirenmstancas contavam ambo8
tirar partido da sua sciencia. Passapoil ti"
nha dito, quando parti de Tarbea :
E' um negocio em que ha milb5es.
Nevera a priraeira lamina do mundo, de-
pois do pequeo Pariziense. Se se tratar
de Nevera, preciso sermos gen irosos.
E Cocardasse nao podia deixar do ap
provar ardentemente um discurso tSo pru-
dente.
Eram duas horas da tarde quando che-
garam aldea de Tarredee e o primeiro
aldeSo que encontraram indicou Ibes a es-
talagem da Maga de AdSo.
Quando entraram, a pequea sala baixa
da estalagem estava quasi cheia. Urna mo-
fa com as faces curadas e o corpete das
aldeas de Foix, servia com r pidez, tra-
zendo copos, caneos de estanho, fogo pa-
ra os cachimbos e tudo quanto podern re
clamar aeis valentSes, depois de urna ssta
ao sol dos valles dos Pyreneus.
Da parede pendiam seis fortes durinda-
nas com os seus talins.
NSo havia all urna nica cabega que
nSo trouxesse a palavra cespadacnim* es-
cripta em caracteres visiveia.
Eram todos bronzeados, olharea impu-
dentes, bigodea provocantes. Um honra-
do burgus entrando por aoaao naquelle
se entre seos papis nos aposentos
selnvanstein.
Ah haveria um mosaico representando
um pavSo em diamantes e saphiras, o cus-
to do qual orgaria por uns 200.000 mar
eos I
A despeto de sua irrisoria quao preten-
i-isosa aspiragSo superiori (ade, relata se
factos de complacencia da parte do rei pa-
ra com individuos muito aquem das dis-
tinccSes que se Ibes dispensava.
Narra-se que o monarcha munchense
encontrando certa oecasilo um gendarme,
cuja physionomia agradara-lhe, convidara-
o corapartilhar de sua reteijo e que,
fioda ella, presenteara-o com............
um harmonium de 2.000 marcos 1
Outra vez fra um soldado de cavallaria
ligeira quem recebera tamanha honrara.
Accrescentam mesmo que no anniversario
natalicio d'esse felzardo, o rei vestira-se
com o uniforme do corpo a que elle perten-
cia, convidara-o jantar, brindara-o com
phrases altamente encomisticas, e, a des-
pedida do seo conviva, oterecera-lhe de
sua propria mitod'essa mSo t5o superna
mente soberana um lindo ramalhete de
rosas !
Consta que o mesmo soldado, apoz a
morte do seu augusto protector, fra a Mu-
nich consultar com um advogado se expu
nha-80 a perseguicSo, conservando uns bri-
lhantes que o finado rei havia lhe offerta-
do. O advogado indagando se possuia
documento comprobatorio da dadiva, elle
apresentara urna doacSo escripia do pro-
prio punho de S. M. e datada de 6 Junho
ultimo.
Ainda muito outros faclos tem publica-
do a imprensa e que deixara entrever a
perturbado mental de S. M., e nSo de
era palpitante.
Especialmente narram o caso que se se-
gu que houve lugar em Berchtesgaden,
onde estve a corto bavara em 1857.
Eilo:
a Os dous prncipes Luiz e Othon, o
primeiro com dose annos o o segundo com
nove, brineavam sosinhos no parque do
castello. Um empregado que casualmen-
te passou prximo a ellles assistio ao es-
pectculo seguate: o prncipe Othon tinha
oa ps e as raaos ligadas, um lenco cobriu-
do a bocea e outro em redor do pescoco,
que o principe Luz tirava com toda forga..
0 erapregado voou em auxilio do principe
O.hon. Mas o futuro rei, resistndo, ex-
clamava : ello meo vassallo, ousou dea-
obedecer-me e eu quero jus'cigal o. Foi
preciso o uso da forca para lograr-se aub-
trahir o joven principe da Justina surama*
ria do seo priraogeuito. rei Maximilia-
no puni ao seo herdeiro, que guardn d'a>-
ventura e do castigo tSo acre r^oor la^So,
ponto de jamis regressar a Bercbtesga'
dea.
Consta que urna das palpitantes manas
do rei Luz era decretar senteogas capi-
taes ; que n'esta faina destruidora condem
nara o seo ex-ministro da guerra Maillin-
ger por nao ha ver no meado capito ao con-
de Durekheio ; que idntica senten$a la-
vrara quanto um outro ministro ; que
certo dia ura empregado subalterno rece-
bera esta concisa e decisiva epstola: meo
charo II... encarregovo-vos de assassinar
todos os magistrados e ministros.
E' facto recante que ao saber da demis-
83o espontanea do Ur. Zi^gler, do cargo
de seo secretario particular, S. M. ficara
enraivecido ponto de condemnal-o a ser
encerrado na torre de Neuschwanstein.
Um coronel egualmente recebeo ordem
de apoderar se dos palacios de todos oa
principes, quo deveria aprisionar como reos
do alta trnico.
N'uraa das derradeiras representajoas do
Theatro Real, qual, como de costnme,
assistio sos, ao terminar o espectculo,
veio-lhe o capricho de fazel o re^omecar.
Assim por um soldado de cavallaria de
sua escolta, expedio ordem aos artistas
para renovaron) a representa2o.
Esses, declararan) ao portador regio,
como era natural, que estando extrema-
mente fatigados, sentiam infioitameate ser*
Ihes mpraticavel acquescer ao3 alraejos do
soberano.
O rei ao saber urna tzl determinago re-
teira a ordem.
O soldado volve ainda portador de re-
plica negativa.
Entao S. It. encolerisada arremessa-
lhe a cara um copo d'agua.
Emfim... facto que a autopsia confip*
mou em todos os pontos o j mencionado
diagnostico dos mdicos alienistas, demons-
trando a existencia de apophyses no cere-
bro provenientes de Dnimacoas chronicas
recentes e no recentes.
Sobre sto, evidenciou-se que a confor-
mado craneana nao era correcta, j que
exhiba certas anomalas.
De resto esta affeccSo do rei Luiz pare-
ce haver sido um legado dos ascendentes.
Um caso d'atavismo inequvoco.
E' publico o nervosismo de Luiz I que
constrangeo abdicar por desmandos prati
cados, no occaso da vida.
lugar, teria cabido de medo s ao ver aquel-
las caras.
Eram tres na primera mesa, junto da
porta tres hespanhes : podiam ser julgi-
das pelas caras.
Na mesa seguinte estava um italiano,
com urna cicatriz deade a testa at o quei-
xo e defronte delle um sujeito sinistro, cu-
ja pronuncia denunciava a origem allem.
Urna tsreeira mesa estava oceupada por
urna especie de labrego de cabellos com-
pri los que resmungava o dialecto da Bre-
tanha.
Os tres hespanhes chamavam-se Salda-
nha, Pinto e Pepe, o Matador, todos tres
mestrea de esgrima, um de Murcia, outro
d Sevilha e o terceiro de Pampelune. O
italiano era um bravo de Spoleto ; cbama-
va-se Giuseppe Faenza. O allemo tinba
o nome de Staupitz ; o bretSo Joel de Jli-
gan.
Foi o Sr. de Peyrolles que reuni aquel-
las 1 minas.
Conhecia-os. Quando mestre Cocordas-
se e o fre Passepoil transpuzeram a solei-
ra da estalagem da Macit de AdSo, depois
de ter collocado as pobres cavalgaduras
na estribara, fizeram um movimento para
traz vendo aquella respeitavel companhia.
A sala terrea era apenas Iluminada por
urna nica janella, e, nesta raeia- luz o ca-
chimbo fazia urna nuvem. Oa nossos
dous amigos nao viram a principio seuo os
bigodes retorcidos e as espadas pendura-
daa parede.
Mais de seis vozes roufenhas gritaram a
um tempo :
Mestre Cocordasse :
Frei Passepoil 1
NSo deixando de soltar algunm pala-
vras sortidus, pragas dos Estados do San-
to Padre, pragas das margeos do Rheno,
pragas de Quimper-corontin, pragas de
Murcia, de Navarra e de Andaluzia.
Cocordasse collocou a mSo abeita por
cima dos olhos.
Nao tenhas medo exclamou elle,
todoB camaradaa !
Todoa amigos velhos traduzio Pas
sepoil, que tinha ainda a voz um pouco
trmula.
Passepoil era poltrSo de nascenca que a
necessidade tisera valente. Tinha cala
fros p'-la menor cousa ; mas batase me-
lhor do que ninguem.
Houve troca de apertos de mSos ; da-
quelles apertos que quebram oa dedo.
E' notorio egualmente que a princeza
Alexandrna, sua filha, innupta em 1875^
ja era considerada louca. E se nSo o es-
tava totalmente, era todava oxposta c-
cossos quer fitasse determinadas caresy
quer inhalasse effluvios de certas flores.
O rei Luz por sua vez era vctima de
urna nevrose anloga : ja dssemos que %
fealdade qualquer que fosse ella, provoca-
lhe um verdeiro mal estar pbysico.
Por sua vez, seo progenitor era acom-
mettido constantemente de nevralgia occi-
pital e autopsia feita em seo cadver des
cobro importantes leses cerebraes.
E seo irmSo, o actual rei Othon I, cerno
ja se consiga u, cima d'um decennio, est
enclausm-ado por demencia!
(Continua.)
Houve grande gasto de abracos ; os gi
bocs de seda rocavara-se uns pelos outros
o panno velho, o velludo rafado entrava
em communicagSo. Encontrava-se de tu-
do nos trajos daquelles valentes, menos ,
linho branco.
Nos nossos das, os raestres d'arraas, on
para fallar a lmguagem propria, c s Srs
professores de esgrima, slo prudentes in
dustriaes, bons esposos, bons pas, exer-
cendo honradamente a sua profissS.
No seculo XVII, um amador de florete
era especie de Mandor, favorito da corte e
da cidade, ou antos, um pobre diabo obli-
gado a fazer peior do que beber golles de-
vinho mo.
NSo havia meio termo. Os nossos- ca-
rneradas da estalagem da MacS de Adi
tinham tido talvez seus das felizes ; naa
o sol da felicidade eclipsara se para toda*
elles. Tinham manifestamente sido bati-
dos pela mesma tempestade. Antea da
chegada de Cocardasse e de Passepeil, o
tres grupos distinctos nSo estavam ligado
pela familiaridade: o bretSo nSo conheei
ninguem.
O allemSo nSo fallava senSo com o Spo-
letan, e os tres hespanhes conservavam-
se altivamente parte.
Mas Pariz era j um centro para aa
bellas armas.
Homens como Cocardasse Jnior e Ama-
ble Passepoil, que tinham tido urna casa
aberta na ra Crox des Petita-Charops, no
fundos do Palais Boyal deviam coobeeer
todas as cutiladas da Europa. Servir
de traco de uniSo entre os tres grupos tXo
bem feitoB para se apreciar e se entender.
Quebrou-se o gelo, as mesas aproximaram-
8e, oa copo8 misturaram-se, e as apreaen-
tacues em iorma tveram lugar.
Ficou se conheceudo os ttulos de cada
um. Era de fazer arripar os cabellos 1
Aquellas seis durindanas penduradas pa-
rede tinham cortado ma8 csrne de cftria-
tSo do que os alf^ngea reunidoa de todo
os carrascos de Franca e de Navarra.
(Contina)
"k
i
/
,
Typ. do Diario roa Duque de Carias n. VL
\