Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17696


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Full Text

A IO Lili M fi fi | 264 QDABU-BIIIA 1? i 1VEMBO CE 1886 /5L^
P1BI A t.trlAL fc Llk.tHK% U.\IUU AikO 6 fAUA l'UKIB &; IB PARA DEHTHO E VOHA DA PROTIICLI
Per res mezes atiantadoa ... 6.JUCK) Jy$& Por seis mezes adianUdoa......... ..... 130500
Por seis ditos idom...... .... 120000 ~<*~&tr&0%$r Por nove ditos idem................... 200000
'or mu anuo idea............... 240000 '^^srNlpP^* ^or um anno dem................. 270008
Jada numero avulao, do meamo da. ... 0100 Cada numero avulso, do diaa anteriorea........... 0108
DIARIO DE PEBNAMBUCU
Proprufcaiie t illanoel -ftgucra fce arta i S^os

Oa Sr. Amede Prince & '
de Pars, so os nossos agente
exclusivos de annunrloa o pu-
(ille tedes da Franca e Ingla-
terra.
^asoeo-
4
*-
i


/

Aviso
\cs Srs. subscriptores desto Diario avi-
sa a respectiva direccao que, do i. de
Janeiro prximo em diaote, far-se ha a ar
recadarlo das assigaaturas pela forma se-
guate :
Na cidade do Rjcife e lugares para onde
uao se paga porte, G#000 por trimestre,
adiantado ou durante o 1.* mes do tresrno
trimestre, 6^500 nos 2. e 3." meses.
No fim do trimestre ser suspensa a re-
iressa do Diario aos que nao tiverem sa-
tisfeito o seu debito.
Fora da cidade, nos lugares para onde
se fazem as remessas pelocorreio, 130500
por semestre, pago as mesmas condicSes
cima.
Aos que quizerem pagar o anno allan-
tado, faz-se-ha o abate de 10000, para to-
dos os assignantes.
TELEGRAMAS
:::.::;::: :::s::: iavas
(Especial para o Diario)
SOFA, 15 de Novembro.
Acaba de ser dttcoberla urna con*
piraro, ac liaba por flm derrabar
* Conoelao de Regencia, i'oram Ja
arene rlnrocnla individuo.
VIENNA, 15 de Novembro.
Enpalba-ne o boalo de que a Rus
la -.J niobillnando (ropas na Cri-
an a.
Agencia Ilavns, filial em Pernambuoo,
16 de Novembro ce 1886.
INSTRDCCiO POPDLAR
HISTORIA ANTIGA
(Extrahido)
OA BIBLIOTHECA DO POVO B DAS ESCOLAS
OS HEBREIS
CAPITTLO V
( Cotitinuaro )
Os philisteus, vencido assim Sansao, tiram- Ihe
os olhos e trataram-n'o indignamente at que, pas-
sado algum tempe, tendo-ibe novasente creecido
os cabello, recuperou a torca ; e, sondo entilo
levado pelos philisteus ao templo de sea falso
deus Dago, para zombarein dille, abracou Sansao
duas columnas do mesmo templo e movea-as com
tal impeto, que o edificio abaten, morrendo esma-
gadoa quantos nclle estavam, incluindo o proprio
Sansao.
O nliinifi juiz que governou o povo hebrea foi o
propbeta Samuel, durante o governo do qual es is
raelitas | ediram a Deas que Ihe desse mn rei,
que Deus concedes, mandando a Samuel que un-1
gisse a Sal, como rei, esse foi o primeiro dos reia
de Israel. A principio ng.u Sal, conforme as
lea e a temor de Deus ; mas depois faltn a urna
e ontra cousa, pelo que mandn o Senhor a Samuel
que nngisso como rei a David, mancebo mnito va-
Joros i, da tribu de Jud, e que havia morto c gi-
f'ante Golias, que dosafiava o exercito de Israel.
au!, saneado da eleicfo de David, perseguio-o e
nao quiz depor o poder ; mas afinal, vencido na
guerra con'ra os philisteus. suicidou-se. Entrn
entao David na posae pacifica do governo, com-
quanto tivesse que sustentar guerras contra os
philisteus ammonitas, os Syrios, os idumeua e os
habitante de Damasco, vencendo a todos estes
inimigos- Preparou os materiaes necessarios para
edificar um magnifico templ, que n) chegou a
construir por Deus lh'o haver prohibido ; trasla-
doua arca d? testamento para o sen palacio de Je-
rusa'em, fez rigorosa penitencia por graves peeea-
dos que tinha commetti io; comp.z muiros psalmos
em louvor de Deus ; e praticou muitosoutroa actos
soberano justo e sabio.
A David succedeu no reinado seu filho,Salomlc,
que foi muito sabio e sagaz, e :ujo governo foi as -
signalado por grandes riquezas e prosperidades.
Durante todo o tempo que governsu, conservou em
paz o reino de Israel; foi temido e respeitado pelos
principes visinhos, muitos aos quaes eram seus
tributarios; as suaa frotes levavam-lhe grande
quantidade de ouro e de materias prec osas ; flo-
resceu o commercio ero todo o paiz ; e a sabedo-
ria do rei era admirada nos reinos extraaos.
Empregou Salomao grandes riquezas em edificar
um templo grandioso, para a adoracio de Deu-,
onde havia preeiosissimos vaaos e um grande nu-
mero de ministros do Senb=r. Esse templo exce-
den tudo quantose pode imaginar do magnifcente.
Hdificou tambem um sumptuoso palacio, para sua
morada.
Antea de ter revelado a sua sabedoria em muitos
livroa que escreveu, mostrou-a tambem na sabia
icntnca que proounciou, conhecida pelo nome de
8'uizo de SalomaV. Teve ella a segunte origeiu.
un mulberes viviam juntas e tinbam cada um>>
tea filho. Aconteceu raorrer urna das creancas. e
cada u-na dos mis diaia ser seo o que ficara vivo.
Foram ambas ter com Salomao, para que deci-
dase a oontenda. Decidi t rei que se cortease
ao meio o menino disputado h que se desse meta-
de delle a cada conten lora. Um das rniis aecei-
(M a sentenca; mas a outra cUmou que antes se
' dae meniao inteiro e rivo sua rival. Assim
concluio Saloma') que a verdadeira muera aquella
iju) nao consenta ua marte da creanca. Maodou
por issoque cs'.a Ihe fosse entregue.
Por espaco de muitos annos obierTou SalomSo a
lei de Deus governando o sea povo com grande
sabedoria e justica mas nos ltimos anroi da vida
prt:varicou, edificandj templos os falsos deuses,
adorados por mulberes estrangeiras que tomou
centra os preceitoe de Des. Nesesabe coto cer-
teza ce chegou a arrepender se desta peccado, de
que foi reprehendido pelo Senhor ; mas julga se
que arrependeu, compondo ento o livro sagrado
chamado Ecclesiaste, que figura no Novo Testa-
mento n em quef,mostrou a vaidade das grande-
zas humanas.
( Continua).
MRTE OFFICE
f-ovemo da Provincia
BXPEDIENTB DO DA 5 DE NOVEHBBO DE 188G
Actos :
O vice-presidente da provincia, em execucao
da lei o. 2,395 de 10 do Setembro de 1873, resolv;
nomear para preenchiment > das vagas existentes
nos 67* e 68 batalades de infantera do servico
activo e na lo' seccSo da reserva da guarda nacio-
nal das comarcas de Olinda e Iguarass, os se-
guintei officiaes :
87* ratalhIo
2' compon hia
Alteres-JoB Ooncalves Fraga.
6* companhia
TenenteJoo Chrysostomo Leito Rangel.
"i* companhia
Alferes- Jo9quim Jos de Queiroz.
68 UATALMAO
4" companhia
AlteresAntonio Al ves de Souza.
13* SECCO
Ia companhia
AlferesJoaquim Alves da Matta.
2* companhia
AlferesJoo Baptiste Ferreira da Cunba.
5* companhia
AlferesSeverino Rodrigues da Costa.
Communicou-se ao respectivo commandaute su-
perior.
O vice-presidente da provincia, em execucao
da le n. 2,395, de 10 de Setembro de 1873, resol-
ve nomear Candido Thiago da Costa e Mello para
o posto de capito da 2' companhia do 7 batalho
de infantera do servico activo da guarda nacio-
nal da comarca do Recite, em sobstituicSo de
Braz Barrete Carneiro Leo que nao presten jura-
mento no praso legal.Communicou-se ao respec-
tivo commandaute supi rior.
O vice-presidente da provincia, em execucao
da lei n. 2,395, de 10 de Setembro de 1 73, resol ve
nomear Joo Antonio de Miranda para o posto de
alferes da :> companhia do 2 batelho de infan-
tera do servico de reserva da guarda nacional da
comarca do Recife.em sabstituicao de Antonio Co-
riolano de Sonsa, que falleceu.Communieou-se
ao respectivo commnndante superior.
O vice-presidente da provincia, attendendo
ao que solicitou o capito Jeronyino Cabral Perei
ra do Amaral no requerimento sobre que versa a
informacao da Thesouraria de Fazenda, de 4 do
corrente, n. 776, resol ve abrir sob sua responsabi-
lidade um crdito da importancia de 6144544,
verbaDespesas de corpos e quartea. do Minis-
terio da tiuerra, exercicio de 1886 a 1887, afim de
occorrer ao pagamento da despeza proveniente de
capim fornecido pelo peticionario, no mes de Ou-
tubro ultimo, cavalhada da companhia de ca ral-
lara desta provincia, visto ter sido inadikvel a
mesma despeza.Remetteu se copia ao inspector
da Tbesoarana de Fazenda,
O vice-presidente da provincia attendendo
ao que reqaereu o pbarmaceatico interino do pre-
sidio de Fernando de Noronba, Manoel Joaquim
das Trevas Marinno, resolve prorogar por 30 das,
com o venciosento a que tiver direito, a iicenca de
igual praso concedida pelo respectivo director ao
peticionario para tratar da sande de pessoa de sua
familia.
O vice-presidente da provincia, de conformi
dade com o danoste no art. 168, do decreto n.
J.420, de 28 de Abril de 1885, resolve nemqar o
tenente honorario do exercito Ursino Teixeira de
Barros, para seivir provisoriamente o oficios de
1* tabellio do publico judicial e notas escrivo de
orphos e anoexos do termo de Palmares.Commu
nicou-se ao respectivo joiz municipal.
O vise-presidente da provincia resolve exo-
nerar, a pedido, o hachare! Adolpho Nunes Lins
do cargo de juiz commissario de trras publicas no
municipio de Agua Preta. e nomear Lupicino Nu-
nes Lins para exercer o dito cargo.Communi-
cou-se ao Sr. Lupicino Nunes Lins.
Officios i
Ao commaniante das armas.Remeti a V.
Exc, paraos fins convenientes, o incluso requeii-
mente e mais papis do sargento almoxarife da
fortaleza do Bram, Joaquim Basilio Pyrrho, com o
attentado do director do Arsenal de Guerra, coa
forme solicitou o dito sargento.
Ao director da Faculdade de Direito.Em
res-posta aos officios deesa Directora de 21 de
Agosto e 19 de 9utubro findos, tenho a dizera
V. Exc, que pode, querendo, dissn incumbir-se,
mandar come$ar des !e ja, fater executer e fisca-
Iisar as obras da Faculdade a que os mesmos offi-
cios se referem, e que neste date autoriso o engt-
nbeiro director das obras publicas geraes Adiri-
gil-os na parte tecbinica.Devolvo o orcammento
e plano anoexo ao citado oficio de 19 de Ou-
tubio.
Ao inspector da Thesouraria de Fasanda.
Declaro a V. S., para os devdos fins, que, a vis-
ta da sua informacao n. 777, de bontem datada,
concedo a resciso pedida por Jeronyino Cabral
Pereira do Amaral do contrato que fez para for-
necer capim a cavalbada da cavallari no semes-
tre corrente, sem ser obrigado a multa algama,
urna vez que o regulamente que baixou com o de-
creto n. 7685, de 6 de Marco de 1880 e o termo
que assignou nao cogitarain de semelbante bypo-
tbese.Communicou-se ao commandante das ar-
mas.
Ao mssmo.Communico a V. S. para os fins
convenientes que o 2- juic substituto desta ca-
pital bacharel Francisco Odiloa Tava'es Lima,
pjr encommodo de saude, deixou no da 3 do cr-
rante exercicio de seu cargo.
Ao mesmo.Declaro a V. 8. para os fins
c.nveuientes, que tic approvada a Iicenca de 30
diss, com o veucimento a qne tiver lirrito, conce-
dida pelo director do Presidio de Fernando de No-
runba ao respectivo pharmaceutico interino Ma-
nuel Joaquim das Trevas Mariubo para tratar de
sua saude nesta capital.
Ao mesmo. Declaro a V. S. para os devidot
ffeitos que a subveuci) concedida & Colonia Or-
phanologica Isabel no orcamemo geral do imperio
relativo ao corrente ex-rcicio por conta da verba
ducaco de Ingenuose bem asim a quota de
50:0004 consignada na verbaTrras publicas e
colonisacoda mesma lei para construccio dos
editici'S destinadas aos machinismos do fabrico
de assucar na referida Colouia, evem ser entre-
gues a pnmeira por trimestres e a segunda a pro-
porco doa pedidos, umavrz que sejam distribuidos
os respectivos crditos p'b Thesju^o Nacional
Cu'iununicju-se ao respectivo director da Colonia
rpban ilgica Irabel
- Ao mesnio.Coumunico a V. S. para os de-
vidas fin, que, vista do disposto no $ 8o art. 39
da cons i ida(o das leis das alfaodegM, res li
por portara de boje, exonerar Plavio Ferreira Ca-
to do cargo deporteirn da Alfaodega.
Aj inspector do Tbesouro l'ravmcial De
posse da inf .rmaco prestada por Vine, eu oficio
de 19 de Uutubro ultimo, sob n. 209, acerca da
trepl'Ca do Dr. Manoel Poycarpo Moreira de Aze-
vedo, eonceasiouario da abertura e navegaco do
Canal de Gyanaa, resolv hoje que nao proco
dam as rato-s por ello addusidas no ioteresse de
ser revogado o acto desta presidencia, de 2 J di'
Marco mantido no despacho de 27 de Abril, nein
caso de arbitramento o que esta claramente esta-
belecda a inn ^ayo do contrato de 8 de Agosto
de 187.
A vista disto cumpre que Vmc. providencie
convenientemente para que prosiga a cobranc,
nao s das multas imposta), mas tambem a res ti-
tuioao da quantia de 5.-0O0JI que Ihe foi adiantada
em 15 de Junhi de 1878, para execucao das obras
da barrsgem do rio Capibaribe mi.iin, com os ju-
ros respectivos.
Outrosim, tendo-se estabelecido na clausula 21*
da alludida innovaco que tem ella desde logo
completa e plena execucao, o que exclue approva-
co por parto da Assembla Provincial, e tendo
sido, cm cumprimento da clausula 19a expedido o
regulamcnto de 16 de Setembro de 1881, e nao
procediendo por isso as couaideraeoes do parecer
do Dr. procurador fiscal, resol vi tambem que o
conceseion.irio dentro do praao de 15 das conta-
dos desta data, pague ao fiscal do goveroo o que
estiver a dever proveniente da gratifcelo mar-
cada no art. 19 do citado regulamento recolhendo
dora em diaote a esse Tbesouro, cm trimestres
adautedos, a gratifieaco correspondente aos tres
mezes seguintes, ficando salvo a esta presidencia
o direito do suspender, no caso contrare, a co
branca das tatas de transporte das mercadorias
do canal. Oque Vmc. mandar intimar-lhe.
Communicou se ao eugf nheiro chele da Repartico
das Obras Publicas.
Ao engenheiro i-hefe da repartico das Obras
Publicas.Dcvolvendo a Vmc. o requerimento que
acompanhou o seu oficio sob n. 185 bis, de 25 de
Outubr.', autoiiso-o a permittir ao Dr. Henrique
Marques de Hollanda Cavalcante o assencamento
de urna Iinha de trilhos do systema Decauville,
sobre a ponte do rio Ipojuca, prximo estaco do
engenho Limoeiro, afim de conduzir para a mesma
estaco os productos dos engenhos Limoeirinbo e
Mameluco.
Cumpre, outrosim que, da cjnformidade cem o
expesto no seu citado oficio, seja por elle assigna-
do nessa repartico um termo, pelo qual se obii
gue a retirar os trilhos, cuja traccao ser feita
por snimaes, caso se verifique qualquer inconve-
niente na permanencia dos mesmos trilhos sobre
a ponte de que se trata.
Ao mesmo.Approvo a deliberacao tomada
por Vmc, de que trata o seu oficio n. 190 de 3 do
corrente, no sentido de ser supprmida a estaco
meteorolgica que havia estabelecido no edificio
da Escola Modelo, visto ter a directora das obras
de conservaco dos portos instituido urna outra da
qual publica as observacoes.Communicou-se ao
inspector do Tbesouro Provincial.
Ao engenheiro director das obras Publicas
geraes De accordo com o projecto e orcamento,
enviado com oficio n. 142 de 18 de Outubro fiado,
autoriso Vmc. a mandar proceder s obras urgen-
tes de que necessita o edificio em que foneciona -
Faculdade de direito do Recite, incombtbdo se da
direeco das referidas obras o respectivo director,
se este o quize.Communicou-se ao inspector da
Thesouram de Fazenda.
Ao director ds presidio de Fernando de No-
ronba.Declaro a Vmc, para os fins convenien-
tes, que fica approvada a Iicenca concedida ao
pharmnceutico interino d'esse presidio, de que tra-
ta o seu oficio n. 62 de 21 ds Outubro findo.
Portaras:
Approvo a arrematado dos impostes de que
trata a Cmara Municipal de Quipap cm oeu of-
ficio de 11 de Outubro findo, advertindo, poim,
que embora tossem idnticas as taxas orcamenta-
riae, devia a Cmara referir-se s disposicos da
lei n. 1882 decte anea e nao as da de n. 1W2 do
passado
O Sr. gerente da Com pinina Pernambucana
mande dar passagem a r at Mossor, no vapor
que seguir pai a o no.-te a 20 do corrente, ao ba-
charel Manoel Moreira Das e Hermino Jos de
Asevedo Pedra, por conta das gratuitas a que o
governo tem direito.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Ao Dr. chefe de polica.De ordem do Exm.
8r. vicepresidente da provincia cemmunico a V.
S. que no seu oficio n. 1,077 de bontem datado,
proferio-se hoje o seguinte despacho : Ao Sr.
director do presidio de Fernando de Noronha para
satisfaser a requisicao.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. vice-pre-
sidente da provincia transmiti a V. 8. o incluso
requerimento do detento Joo Pedro dos Santos,
para que, pelo mesmo sejam encaminhas a qnem
competir as raides de appellaves juntas no cita-
do requerimento.
Ao engenheiro chefe da repartico das Obras
Publicas.O Exm. Sr. vice-presidente da provin-
cia nesta data providenciou para qje pague-se ao
contratante daj obras da casa que serve de escola
publica em Rio Formoso e de reparos na ponte da
ra Bella, Acougue e Aterro, a importancia dos
certificados passsdos por essa repartico em 20 de
Outubro ultimo.
Ao gerente da Caixa Filial do English Bank
of Rio de Janeiro Limited, n'esta cidade De or
dem do Exm Sr. vice-presidente da provincia ac
cuso o recebimento do oficio de 3 do corrente,
com o qual V. S. enviou o batanete das opera
ces effectuadas por casa Caixa Filial durante o
mez de Outubro findo.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 15 DE
NOVEMBRO DE 18t
Anna Barros da Cnchelo.Ao Sr. director
do presidio de Fernando de Noronha, para infor-
mar.
Francisco Jos de Araujo Costa.Poremquanto
nao ba que defenr.
Francisco Tavares da Sdva Cavalcante.Infir-
me o Sr. inspector dn Tbesouro Provincial quaos
as qaantias pagas ao supplicaute, en qae datas e
porque ttulos.
Tenente Joo Barbosa de Souza.Junte-se.
Jos Monteiro da Silva.Providenciado.
Alferes Jos Rjmao de Vssconcelloa. -Informe
o Sr. commandan'.d superior da guarda nacional
da comarca de Bom Conselbo.
Capito Manoel K driga> s da Rocha.dem.
Secretaria da Presidencia de Pemambu
oo, em 16 de Novembro de 18-46.
O porteiro,
Francelin Chaco*.
Repartico da Polica
Secyllo 2N J117. -Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 16 de Novembro de
1886. Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Exc. que foram re -.olbidoa Caaa de De-
teDc&o, os seguintes individuos :
A' ininha ordem, C .rolino Pereira Gui-
maraes e VI ente. Ferreira do Aodrade,
como condomoadoa no termo da Gloria da
Goit, por i rime de roubo ; Adelino Can-
dido 1a Cutiha, como aent'inciado no ter
me de Pao d'Alho ; Henrique Pereira Pon-
tea, como pronunciado nos artigs. 174 e
176 i:o Cod. Crino, combinando com a
le de 3 de Outubro del8:j3, art. 35 do
referido cdigo, diapoaicSo 'do Dr- juia
de direito do 4o diatricto.
2jA' ordem do Dr. delegado do 1 distri-
to, Jo&o Frincisco da Costa Ribeiro, Fran-
cisco Brayaer e Francisco Stepple, por
disturbios.
A' ordem do Dr, delegado do 2 diatric-
to, Raymuodo Jos dos Santos, por dis-
turbios.
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Candido Pereira da Silva, Vivano
Xavier de Carvalho Mendonca e Pedro
Virgilio da Paz, por embriaguez.
A' ordem do do Io districto de Afoga
dos, Manoel Per ira Lima, por uzo de ar-
mas defezas.
Communicou-mo o delegado do terruo do
Cabo, que no dia 3 do corrente s 3 ho-
ras da raanh, tnanifestou-ae incendie na
casa do engenho Rosario e no caunavial do
mesmo eogenho, damnificando em grande
parta a propriedado; sendo os prejuizos
avahados em 3 eontos ris.
Das pesasas que procuraram cstinguir o
logo, sahiram gravemente queimados o
morador de nome Antonio Mendes Guima-
rSes, e o escravo Domingos.
A autjridade local tomou conhecimento
do tacto, e precede nos detnais termos do
ioqtterito.
Communiuou-me ainda o delegado do
termo de Taquretinga que, no dia 2 do
corrente foi capturado, no lugar Onca, do
mesmo termo, o criminoso de morte co-
nhecido por Antonio Firmlno, pronunciado
na comarca de Garanhuns. r-
Ainda communicou-me o delegado do
termo de '.tacllas, em data de 11 do cor-
rento, que visitou a cadeia daquella. villa,
encontrando cinco presos, sendo dous con-
de mnados, doui appellados e um em pro-
cesso.
Nenhuma rejlamaco fizerara ditos pre-
sos.
Pelo subdelegado do Io districto de Be-
beribe foram remottidoa a esta repartico,
9 facas de ponta e 2 compassos, tomados a
diversos desordeiros.
Communicou me em dati de hontem,
Adolpho Firmo de Oliveira, tsr entrado
em exercicio de delegado do termo de Pal
marea.
Ainda em data de 13 co-smunicou-me o
tenente do corpo de policia Theodomiro
Thomaz Cavalcant) Pessoa, ter assumido
o cargo de delegado de S. Lourenco, na
qualioade de 2o snpplente.
Aiada mais, em data de 8 do corrente
comiBunicou-me o tenente Joaquim Flix
Bezerra Cavalcante, ter assumido o cargo
de delegado do termo do Bonito, o qual
foi naneado por portara de 30 do mez
prximo passado.
Deas guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicento de Azevedo. muito
digno presidente da provincia. O chefe
de policia, Antonio Domingo* Pinto.
DIARIO BE PERBAgBDCD
RECIFE, 17 DE NOVEMBRO DE 1886
Jnppostas eonfradicfdes
Te a Prwt'nfrt nao estivesse desde o seu inicio
avezada a ver todas as cousas e todos os homens
atravez do prisma das suas conveniencias e ten-
do por criterio a sua paixao partidaria, nao te-
a notado contradiego entre e que escrevemos
a 10 e as reflcxOes que externamos a 11 do cor-
rente.
As opinies manifestadas nos artigos a que
alludio o Contemporneo na folha do hontem, as
consideraedes n'utii e n'outro artigo, as ideias
enuttidas e os factos citados, tudo se harmonisa
do modo mais completo e mais cabal, e smente
os espiritos previnidos poderao ali achar siquer
um vislumbre de antagonismo.
De feito. dissemos a 10 que Pernambuco luta
com duas grandes difficuldades, cada qual mais
sena : a tinanecira e a social ; e, em referencia
priinci a, accrescentamos:
Urna divida crescida, orcamentos desequili-
brados, embaracos na percepeo dos impostos :
tudo so Ihe ant'olha no problema Qnanceiro; e
esse problema pede soluco accommodada s
condicOes actuaes da provincia, a bracos tambem
com a crise econmica, que afllige o mundo iu-
teiro.
Nao ha quem ignore que urna crise econmica
da maior latitude, desde algus annos, malsina
todas relacOes da da dos povos, e se reflecte
nos do Rrazil por todos os modos, encarecendo
as subsistencias c reduzindo o trabalbo, sobre o
qual pesa ([olorosamente.
Osprincipacs productos da lavoura nacional
o caf, o algodao e o assucarteem soffrido as
esnsequencias d'essa crise. Os preces do algo-
dao e do assucar tem ido em constante decres-
cimento, ao ponto de tornar muito precaria a sort;
das lavouras da canna c do algodoeiro, oriuci-
palmenle a da canna.
D'ulii os embaracos na |>ercepco dos impostos
a que izemos allusao, e de que faz prova a gran-
de divida activa da provincia, denunciada pelos
relatnos do Thezouro Provincial.
Por outro lado, ninguem pode por em duvida a
existencia do desequilibrio dos ornamentos de
Pernambuco. Pelo menos de 1882 para c, um
86 d'csses orcamentos nao foi votado sem aV^oY,
e nenlium foi liquidado sem recurso ao crdito.
Esse recurso, empregado em annos repetidos,
deu em resultado urna grande divida fundada,
superior a oito mil eontos de ris, que pesa no
orcaraeutu pela quarta parte da sua receita ordi-
naria .
E', pois, claro, claiissitno, evidentissimo que a
questo Pnan.vira urna das grandes difficulda-
des coin que lua a provincia, e que essa ques-
to pede soluco accommodada" s condiges
actuaes da provincia, a bracos com a crise eco-
nmica, que alTli'.'c o inundo inteiro.
Diz, entretanto, a Provincia que esse concillo
contrasta com este outro, externado a 11 do cor.
rente : a prosperidade relativa de que hoje goza
a provincia e a restaurco do imperio d lei e
da moralidade publica, que mal tinhatn sido ini-
ciadas pelas primeiraa ladministracoes conserva-
doras, extorvadas pela inopportunidade da poca
recbenla poderoso impulso, todo q impulso
pussivi, depois den escolha.
Se houvessemos dito prosperidade absoluta da
provincia, sem duvida liuveria coutradicco ; mas
disBemofl apenaa pmjerUai'e relativa, e de facto
esta existe, como nao pode contestar a Provincia.
Ao deixarem o poder os amigos do Contem-
porneo, a situaco linanceira da provincia era
iniiiriisiuiic'iili'inaisvesatoriadoqui'ai'luiilinente,
pois alm de uto aeren arrecadadoe os impostos
de importaeso, suspensos arbilranamente pelo
gabinete Paranagu, sem que fossem tomadas
collateralniente medidas que obviasse n o danmo
d'ahi resultante^ o cit-dito ^ provinciadepnaik)-
se muito. e a penuria dos cofres pblicos chegou
ao ponto de nao terem elles com que iiagar for-
ea policial, aos l'uiiccionarios pblicos e aos con-
tractos celebrados.
Sao. hoje, estas as condices da provincia ?
Evidentemente nao, jxiis que todos os pagamen-
tos clao em dia, mais ou menos, a arrecadaco
dos impostos de importago est sendo feita re-
gularmente pela alfandega. e o tbesouro sente-se
mais desallbgado.
Logo, ha a prosperidade relativa de que fal.
amos, asm que todava deixe de ser urna grande
difliculdade a questo linanceira, visto como sub-
siste a divida publica, em sua maioria resultan-
te da referida suspenso de impostos, aindi nao
se aclia equilibrado o orcamento, alias votado
pelos amigos da Provincia e ainda perduiam os
effeitos da crise econmica, influiudo na pera-:
peodos (lemais impostos, de trabalhosa arre-
cadacc.
Assim, a contradiceo aponlada [telo Contem-
porneo nao passa de phantasia. como tambem
phanlaslica a que se refere a outra difliculdade
a social. ^
Dissemos nos a 10 sobre essa outra difliculda-
de : Por outro lado, um mao estar geral 'em
relaco s garantias eonstilucionaes, um desres-
peito enorme pela le e pela autoridade ; o crime
aleando o eolio, e zombando dos tribuiwes, af-
frouxados os lacos da subordinaco. que cousti-
tuem as ligaces necessarias das sociedades bem
organisadas; tudo imp6e o dever de cogitar se-
riamente em renor as cousas no estado normal,
agindo com justira e com energa-
No que que isso contrasta com a aflimartiva
de 11 de que arepresso do crime, a seguran-
za publica, nossos crditos compromettidos, a
listalsaco das rendas da provincia e nossas
financas em apuros, mereceram especial solici-
tude do Exm. Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza
Lefio
Pois nao evidente que com a cobranga do
imposto do gyro pela Alfandega, melhor se faz
a liscalisago das rendas, soergueram-se umpouco
os nossos crditos, e alliviou-se alguma cousa
as financas da provincia ? E quem mais coope-
rou para isso do que o honrado vice-presidente,
Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leo ?
Pois nao igualmente evidente que a represso
do enme e a seguranga publica mereceram espe-
cial solicitude desse honrado administrador, que
ainda nos ltimos dias do seu governo, soube
acalmar a cidade alarmada pelos conflictos da
tropa e pelas scenas de pugilato, cujos autores
a Provincia conhecer
Alm disso, melhoraram as condigOes das co-
marcas de Bom-Jardim e Tacaratu', onde havia
falta de gara ntias; foram processados e esto em
vas de punigo os moedeiros falsos ; em sum-
ma foram tomadas outras providencias que li"
geiramente alludimos no nosso artigo de II
sem exclusao das referentes ao desfalque da The-
souraria de Fazenda, magno assumpto que bem
justifica o que dissemos no artigo de 10.
E, por ventura, todos esses crimes nao de-
nunciaro enorme desrespeito pela lei e pela
auctoridade Nao seru attestados solemnes de
que o crime procura alear o eolio e zembar dos
tribunaes ? Nao denunciaro o afrouxamento dos
lagos de subordinaco, que constitucm as ligages
necessarias das sociedades bem organisadas ?
O que nos dissemos II foi que a represso
do crime e a seguranga publica mereceram es-
pecial solicitude do Exm. Sr. Dr. Ignacio Joa-
quim de Souza Leo ; e o facto que o mere,
ceram- Mas nao dissemos qne as ms tenden-
cias tenham desa 'parecido.
Essas tendencias, damnosas ordem e se-
guranga, taes quaes as descrevemos 10, per-
duram, e somente cora muita energa e rigoro-
sa justiga podero ser extirpadas. Ellas vem
de longe, -foram implantadas antes de i de
Agosto de 1885.
Nestas condiges, repetimos nao ha contradic-
go entre o que escrevemos lo, e o que dis-
semos 11. Ao contrario ha perfeita harmo-
na de vistas, que s a paixo partidaria pode
negar-
Quanto ao mais que diz a Provincia relativa-
mente ao crime pruticado na Thesouraria dt Fu-
zenda, nada tomos por ora a accrescentar, sen o
i\m o Diario e a Proriwia correm o mundo :
todos nos leram, e o julgamento ser fcil etn
face do que porcontadas respectivas redaeces foi
publicado n'uma e n'outra folha.
Nao retaliamos, nem retaliaremos os imprope-
rios la Provine a. Contentamo-nos com o juizo
publico, n'aquella, como em todas as questes de
que nos temos oceupado e que o Contemporneo
tem discutido.
INTERU'K
Hxcui'so Imperial
(Jornal do C'ommerci., 'a corte)
S Paul >, 3 de NuvembrjPor forca m or ti ve
de demorar a remessa das u. i ibas correspondencias,
reatando por issu h je a n&rracAo dbs factos cecur
ridos do dia 30 em diaut;.
< Partindo de Campias no dia 30, as 6 boras-
chegaram Suas Magestades Limeira pouco de-
pois das 7 horas, sendo all recebidos com urna
chuva de flores.
Urna interessante menina (ffereceu em nome
da cmara municipal dous lindos ramos um ao im-
perador e outro a imperatriz. Na estaco, onde es
tavam todas as autoridades o extraordinario con-
curso de povo foram !'" ntadas enthusiasticas sau-
dacoes acs augustos viajantes.
Dpoos de Limeira fez o trem pequea parada
em Cordeiros, onde receberam Suas Hagestadei
vivas demonstrares de regosijo.
Sua MHgcstade coiiversou algum tempo all
com o c*mmendador Jos Vergueiro, promettendo-
lbe ir visitar na volta a sua fazenda, em que tra
balham 300 colonos.
Houve tambem pequea parada em Araras
onde foram Suas Magestades saudados pr grande
numero de senhoras e senbores.
D'alli em diante a viagem tornou-se muito in-
commoda, por causa do p, que quasi aspbyxia oc
viajantes.
< Em seguida parou e trem em Pyrassinnnga
onde a recepcao tambem foi muito enthusiastica.
Estavam na estaco todas as autoridades
extraordinario concurso de povo.
No kilmetro 73, do lado esquerdo, ha um ra-
mal ainda nSo inaugurado e distante qoatro kil-
metros de Pirassinunga o qual se dirige para Me-
gv-Guase, prximo da ponte_ denominada Ca-
choeira, e ba de ser de grande importancia para t
trafegoda estrada Paulista.
Ao Porto Ferreira chegou o trem depoit das
10 horas.
O local que serve de estaleire fra completa-
mente transformado, com muito gesto, pelo Sr.
Hammond, inspector geral.
" Estava dividido em deus compartimentos, pr
um dos quaes foi servido o almoco a uas Magesta-
des, sendo convidado para sentar a mesa o Sr. Dr.
Elias Chaves, qae um dos directores da compan-
hia.
No outro cjmpartimentc almocaram as pessoai
da esmittiva imperial, os empregados superiores
da companhia e os representantes da imprensa.
Depois do almoco, entraram Suas Magestades
no trem, que os conduzio barraca do Mogyn-
Guass.
Do wagn desceram Suas Magestades pela ca-
cada dadca para steamcr Conde d'Eu, no mete
das mais enthueiasticas acclamaces.
< Era extiaordinaria a multidao de pessoas de
todas as classes souiaes. vindas de diversos pon-
tos.
O Correio Paulistano d as seguintes informa-
ces sobre a fjotilba fluvial da companhia.
O Conde d'Eu um vapor construido em Lon-
dres pelos Sre. Yarr^w & C-, tendo 32m,00 de
comprimento e 3m,80 de largura, calando 0m,42,
de roda popa.
Tem tundo de ac galvauisado e qaeima car
vao.
" A llotilha fluvial da companhia consta ainda
de mais tris vapores, todos de roda a popa e qnei-
ma lenba : Conselheiro Antonio Prado, de 23m,6G
de comprimento, 5m,48 de largura e 0m,37 de ca-
lado : Dr. Elias Chaves, 25m,90 de cumprimento,
5m,43 de largura e 0m,33 de calado; e Dr. Nico-
lao Queiroz, de 18m,28, de cumprimento, 5m,48 da
largura e 0m,42 de calado.
Tem ainda a companhia mais 16 barcas, que
I qne calam apenas Qm,40, carregadas coas 14 to-
neladas cada urna, 0m,70 com o dobro.
Destas lanchas, acham-se em servico aetaal
13, e as outras trez esto sendo montadis ; e, aleas
destas, foi aiada cncommendado o material necea-
sari o para mais tres, que serio construidas no
ettaleiro de Porto Ferreira, de que cima falla-
mos.
O vapor Conde d'Eu trabalha e seapre traba-
Ihou perfeitamente, ten lo percorrido no semestre
ultimo 4,795 kilometroi, sem cencertos, prefasesMlo
um total at 30 de Junho, de 15,628 kilmetro!
desde que comecou a trabalbar no rio.
Reboca trequenteoentc trez barcaa com ume
velocidade de 14,5 kilmetros por ora deacida e 9,5
ua subida.
O seu custo foi de 51:0005000, ao paseo qne
os outras trez cus uram 50, sendo de 9;00000o
preco de cada I ancha.
O Conde d'Eu e outros tres steamers, sao
como j dissemos, de roda popa, sendo que %
forca do primeirc de 37 cavados. Par tomar
mais segura a subida dos vapores as corredeiras,
sao elles munido do seguinte apparelho A prfis,
notam-se duas aberturas de cada lado, tendo cada
urna dellas tres roletes movis. as eorrdeiraa
foi laucada ao Icito d rio urna cadeia, cojas ex-
tremidades esto presas, na parte inferior, a ama
ojia e na superior a una ancora, quando deixada
ao meio do rio ou presa por qualqu- r modo segu-
ro trra, quaodo a c irredeira em curva e eri-
ge mais do urna cadeia. Chegaodo-ae i correioi-
ra tcma-se a extremida Je da cadeia coa oro ero-
ke, faxendo a passar por urna das ab i turas as-
nidas de roletes, que facilitam a friccSo \ cor-
redeira qjando ella tiver de ser postt eat mov>-
meuto. A eorrente passada por um guincho de
rodas munidas de b icaes interiores, os quaes mor-
dem a cadeia e operam a subida do vapor. O
Conde d'Eu, funeciooaudo as mais fortes corre-
deiraa tem um* vekeldade d? tres kilmetros.
as carredeiras, de pouca importancia os Tapo-
re.-i sobeui apenas com o msvimento d roda A
popa.
Os rins Mogv Gruiss e Prado t\n as rabe-
c ir.- em S. Paulo Minas, mas o priineuro t co-
ineca a ser navegavel em Porto Ferreira.
A largura do no all de 80 a 90 metros,
Krgura que consi-rva em quasi todo o trecho pelo
qual uavegxmos ; a men >r profondiilade.'na eetia-
4 ui all de 1"8 ao paiso que em outras loga-
reo tem dHocido, como este anuo, 00,45, sea que
n'n'ta itn foase interromuida a uavegaci >, gra-
V s a-.i pequeo calad > dos steamers rerjocadorea
!** Imi'-h. i'nrr. gadib.
A vlocidade das aguas VHria de 5 1S kil-
metros por hora as corredeiras, e de 3 a 5 nos
uotros cauces.
O eastawa ahertoj as corredeiras sao de ro-
hi ni uto resistente, quxsi sempr de difeilo, va-
ri .odo a su> largura de. 16 a 30 uiefros-e a pre-
fandidade te 60 a 80 centmetros b esriaeea.
A na* ir k 'o actUHlmente fram-H, a partir
lo i' i-o Pi-irein, em urna extensa.) dc-IO kilo-
o tro*, t-sunlo s explorxcois j f it-,a m urna
ir nij Jf -tX) kdouiftros at >* b.rnw dorio
" ,.i-1 rio Gan.l<". Antes Je ch"g>tr-*. a barra
lo pi unen-1, '^30 kilmetros do Porto Frreir
h ii -s gra idea corrdeiras que caree m. s-r dee-
>' r i indas.
N s 35 ki'oniBtn s, qu Suas Muf-'.li ac-
iiii de p ronrrWi de Por.o Ferreira Evamaiu-
c n u >v' 8>oa luma diffi-ui'ade por haver oesse dut<- it*> cia-
rd,irm,a br : fai^a. W vaos W> *'aa-
an.i, E-e-ir iiiuca UU.h. 1>sW jni'ia- p-mto
-ai dut i* curred^ di lia- MOfat (TO k<-
i ni- iros d- xt-u.- ) h. oeroa e, giiins d lia inmt firtos. ttuot
Ljg i aeinw 'le I-' Ferreira, h kde um e
outro lado do no bravagen deifUail i a/apresar-
rem as aguas eoeai innaiido-aa para tuUa diree-
co do Ctnal oV' g ijl.
Dis-m U'<8 qne nUasia dado-rx-hrat''a rar
soltad s, sao de fe*i o ocouoiniflt>),1aruev*'
podi-ui ser r^uiondascm piucj teD} H" gr-
de dispendio. baot
A 2,5Jt de P ,rto Ferreira fica 4 eat rda a
barra do sHDeir%> Bonito. No kilointetro 6,6 ha
tres ilhis que U*,ai palsar o aual-aa*veg*ol
muito prximo da laorgeo tqnerd*. Hhkiiuae-
tro 9,9 esti a barra dorio Claro a kjioaetro
11,4 a ptimeira da* eorrsdeiraii, ahdoalslataa, rio
igo fcoi tno



1


2
Diario de PernambncoQuarta--feira 17 de Novembro de 1886


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i
: l

r


Ao, No Kilmetro 13,5 acha-se a correieira
efe Gaviiiosinho onde a dfidrenc a do nivel entre
asacas liegos sapirior e inferior, em urna distan-
asa de 2c! 1 metros, de 0>",28.
No porto S.'veriano, a pasaagcm de Suaa Ma-
jestades ioi saudada pelo coronel Severiano com
aarvaa de bombas, foguetes, msica e calorosas ac-
afcmeeeti.
No kilmetro 15,4 paseamos pela primeira
tmoura, chamada da Praiuha, e pela primeira das
nove estaces da coinpanlua.
O puredio Bonito, que be a merece tal deno-
miaacao. consta co ro tuteo paredoes que vimos
do extremo de um sito espiga o que termina ver-
tiealmente do rio, estreitando-o e determinando
JM volca brusca.
constrjiHo deargila scliiitoaa, disposta em
anWraveis'estratifieacoes e coberto no seu carne
da mis lujuriante vegetado.
O rio 6 alli muito piscos e as suas margena
abunda a caca.
No kilmetro 28,1 passaraoa pela porta da
Sasenda do Dr. Francisco Ribeiro Guimares, d >-
ominada Paulica, onde pernoitamos regreasan-
do da Escaramuce.
No kilmetro 30,3 ca o porto do Amaral, e
logo adintt a barr do Pantano, afnu-'nte da
margen) es iu cria. Che gamos afinal & carreje ira
da Kacarainuca, ponto terminal da excuraio im-
perial.
Em 1883 o Dr. Jos Pweira Rebcucas publi-
eoo a segrate dcscripco desta importante obs-
tculo navegacio, com tio b)m xito removi-
do pelos traballios de malhoramento do rio.
Pode icr dividida a corredeira da Eacaramn-
5a, que mede de exteosio 300 metros, em tres scc -
enes :a primeira constituida por nm cordo de
pedras sobre o qual o rio corre veloz ; a segunda
pot agua de menor velocdade e na qual podras
jsoladas se eucontram; e, finalmente, a terceira
em que o rio mais impetuoso correndo sobre pe-
dras salientes e form indo rebojos.
A presenta, no emtanto, a corredaira da Esca
jamuca, canil navegavel, tanto asaim que as c
noas, que curaam o rio, o passam iazendo to so-
stente meia carga ; elle, porm, sinuoso, come
cando a principio mu prximo margom eaquer-
da, log quebrando bruscamente para seguir pro
subo marrem direita.
O des vellamento da Escaramuza de 1,89
o que corresponde a m,C023 por metro. A velo-
ektadii mixima de 2,000 par segundo.
A corxenteza da agua da Escaranu;a ptopa-
ga-se, diininuindo pouco a pouco, em cerca de 600
metros, mas ncasc trecho nao bu obstculos neu>
rapecilhoa qlH exijam qualqu-r desobatruc-
9S0-
No passo navegavel da Escaramuza enoon-
iramoe em aguas medias para profundidade 1 me-
ti; pode se contar com 0,60 em plena estia-
jes).
Sua Magestade indagou de todos os detalhes
iechnicos e econmicos da navegaco.
A' sabida da corredeira do Escaramuza o au
gasto viajante foi saudado com urna salva de 21
bembas de dynamite.
A's 2 hars e 40 ra.nu'os chegaram Saas Ma-
gostadas ao porto do Amaral, onde estava o Dr.
iieite Gunnaraes, que poz disDosicao de Su is
Magcstades urna victoria, e na qual ie dirigiram
para a fazenda da Paulica, residencia do raesnoo
doctor, indo o reato da comitiva em troiys.
KhviSTA DIARIA
Guarda nacionalPor portara da presi-
dencia da provincia, de 33 do corrente, foi no-
meado para o posto de alterca da 6a companhia do
97" batalho da guarda nacional da comarca de
Caruar, o cidado Sergio Evergisto Ferreira Ma-
gaiaes.
Prolongamealo da eilrada de fer
to de Francisco -N sua fitina de tudo
criticar, a Propinca de hontem judgou-se obriga-
I da i atacar ao Sr. Dr. Aratid'S G.lvo, digno
ehefe da commisso directora das obras do pro-
leagameuto da ferro-via do S. Francisco e linba
da Caruar,. pelo ficto de terem sido all eitas
jaras demissoea.
m numero superior 40 foram essos demissoes
'e todas forcads pelo novo Regulamento e tabel-
las expedidas para aquellas vias-ferreas ; e, uo
tanto, a Provincia apenas diz que a que m;is
rerolta a do Sr. Francisco Gomes do Araujo, do
ingar de escrpturario :
Quarenta e tintas demssoesmenos urna
Sxam feitas em virtude do Regulamento ; u.as
apenas a do funecionario de kabilitacoesprovedas
Francisco Gomes de Araujo que foi, fihaie/to s,
nao do novo Regulament o, mas do proceaimento
do Dr. Anstides Galvio para satitfasar im-
poeicio dos potentados da terra I
Como a Provincia fecha os olhos evidencia,
ao eonhecimento, que tem dos factos, e at a pro-
pria conscieucia !
Cbmo pole a Provincia conciliar o seu on-
aeito cm relacao ao Sr. Araujo, com o facto d se-
rem dispensados com este quarenta e tantos fauc-
emoaris, amigos, pirentis, eleitoree e correli-
sjoaarios de=ses potentados cujas impoaisoes
aatiafez o Dr. Aristides quaudo dispensou o Sr
Araajo ?
Singular capricho de potentados este de ger-
seguirem a um pobre pai de tamilia honrado; ti
MB'io lbe urnas migalhas, que nem ao menos fi'ze-
3a reverte, em proveito de outros paia de fami-
Ks, sens protegidos ou parentes. victimas do mea-
ao Iiegulamento !
A Provincia affecta ignorar duas circamstan-
eks, que conhece alias perfeitamente. A primeira
arque o Sr. Araujo sendo iiicontestavelmcnte um
bomem de boa r^puta^flo c que trha o caminho
a honra, notoriamente de inhabilitacees pro-
. vadasi para o cargo que exerei.
1 Ah estio para attcstal-o, todos, os seus com-
aash iros de trabalho, amigos scus, que entretanto
Se reeoohecem iodos os outros mritos.
Asegunda 6 que o substituto do Sr. Aranjo
a&o a nenhum tlh.ta de potentado, nem um foac-
onario que t nba meno3 mcrecimento e men.s
direitos que o substituido; mas um cmpr.gado
da mGoma antiguidade que este no servico, o que
fts ius urna preferencia en're tantos, Eoinentc pe-
ias suas habilitavoes c dcdieacSo rara, que rcvelou
Jurante o tempo que tem sorvido.
A Provincia finge igjo.-ar anda mais ou-
iras circumstancias jue julgamos dispeusavel re-
irir.
. E' de urna inju3*ici pasmosa essa apreuacilo
da Provincia
DenunciaO Sr. Dr. Freitas Henriqucs, 1
yremotor publico da camarca, em data de 13 do cer-
rante m-'Z, apresen'.ou a) Dr. juiz de d raito do 3o
diatiicto criminal a segunda denuncia contra o ca
pita a Nicauor B .ndeira de Mello, rendeiro do en-
jenbo Ibura, freguezia de Afogadoa, pelos barba-
ja* castigos infligidos ao sen cacravo de nome
Vais.
Eis a denuncia :
iilm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito Jo 3' dia-
ikto criminal.O Io promotor publico da comar-
aa, usando do direito que lhe conferc o s 1' doart.
o 1" do ai t. 74 do Cdigo do Processo Cri-
il( vem perante V. Exc. denunciar Nicanor
Badeira de Mello, Manoel Gobios dos Santos, An-
tonio de tal, Winderlcy o Benedicta, estes dona
acravos do primeiro denunciado, morador no en-
- sobo Ibura, situado na parochia da Afogadoa,
pertencenle a esta comarca, pelo facto deletuoao
que passa a expr :
, Em das do mez de Setembro ultimi. tondo f-
gido as escravis Luiza e Lusia, do primeiro de-
P- aoaciaJo, persuadido este do q'ie o seu escravo de
oae JiSo havia facilitado a fuga d'aquellas suas
ski escravas, o mandn segurar e amarrar uma
aboa, atado com cordas pelos pulsos, pos e cintu
ib, sendo ciease servico incumbida a escrava Be-
nedicta e um ontro individuo, e por differentes ve-
sea, em das succesaivos, o mandou brbaramente
snriar e levar ao tronco, representando esce infe-
lu escravo ter apenas 2) annos de idade.
t'ampre attender que, deseo berta a causa da
, 'iaoate eCatharina, escrava tamben do primeiro
sfcmonciado^ eui virtude ie castigos barbaros a ella
jaffgicioai pelo que acha-se j tambem sujeito a
faoewo, nao tondo ha vid o autoridade policial, que
tootasse conbecimento das sevicias recebidas por
a> a. '. Jcfc, tratou seu senhor Nicanor de o occnltar em
av q rasa d>> acnigos^ai que dito escravo ficasse bom,
9TU- pdram^ tanio- ella podido Iludir a vigilancia do
administrador do eagenbo, ende ltimamente acha-
'7-ie>, apteseatu-ac neata capital ao subdelegado
a i 'J aVl'diatrieto da freguezia da Graca, com grande
a liitueuMade, implpnmdo a proteceo d'aquella au-
toridade, como disse esta em seu offieio fia. 3 dos
jsato. -
*d'*. i.ConrtLda'aito dccorpo de delicto de fla. 'i
ttigudo po* dous Ilustrados mdicos
-deata copqaaf BC da 2 do crrante mes, apre
strnado-o desveattrdd'Bacravo perante o Dr. 1"
li >*idalgada pam-tannstoiriado, eneontraram clles
mtoda regiao gltea, costas e bracos, partes la-
teraes e superiores da regiao thoraxica extensas e
div rsas coutuooea -de forma, extenao e direcc2o
differeates, sendo que da regiao gltea eram t -
das de forma circular com mudanca em todas ellas
da cor da prfle, indicando ter havido alteraco
om perda de suas subataucias ; e as das costas,
bracos e thorax em torma de fitas com tres cent-
metros, pouca mais ou menos, de largura e de ex-
tensao dfferentes, variando de tres decmetros at
dous e trez centmetros ; no pulso direito, em for-
ma de pulseira, urna outra cicatriz, tendo de lar-
gura duus cent metros, mais ou menos, parecendo
tec sido producido pela ferda feita pela corda com
que disaora o paciente ter sido amarrado, e que,
portaato, tinba havido no escravo Joao ferimen-
toa, cicatrizados recentemente, em grande anm?>
10, e que nao podiam ter deixado de producir gra-
ve incoinmoJo de saude e inhabilitado de servico
por maia de trinta das, feritneotos produsidos por
instrumento contundente.
O i 6o do art. 14 do nosao Coligo Criminal
permitte, sem duvda, que os senhores castiguem
seus escravos, os paos 4 seus filhos, os mestres
seus discpulos, mas, em todo caso, esse castigo
deve ser moderado, e que a qualidade d'elle, no
seja cintrara s les em vigor.
Ninguein dir, que um castigo de acoites so-
bre aa nadegas nuaa de um infeliz, escravo, sem
numero determinado, no correr de trez das se-
guidos, poasa ser considerado como um castigo
moderado, tendo doixido esse castigo Uo extensas
e numerosas contusoes em todo o tronco do infe-
liz escravo ; nem tambem que e castigo de ajoi-
t83 jamis possa ser considerado nao oppost> a
les em vigor, qaando o art. 60 do mesmo Cdigo
Criminal snente o pormittia cm exeeucio de
sentenc* condemnatoria, fizado o numero na sen
tenca e nunca mais de ciocoeata por da, cujo
castigo ashi-8-, felizmente rovogado pela huma-
nitaria e civiliaadora le de 15 de Outub.'O prxi-
mo passido com applaaso quasi geral do p .iz in-
tataa,
A aculdade do 6' do art. 14 do Cdigo Cri-
minal, que a lei n. 3,310 nao revogou, concedida
para a pas e ordem domestica, uncamenti para
fazer oa eseravos compenatrarem-se de seus de-
veres, o que nossa legislajao antiga tambem j
perirettia aos senhores.
Coaro, portanto, era vista do exposto o primeiro
denunciado acha-se ncurso as penas do art. 205
do C-digo Criminal e oademas naa panas do mes-
mo artigo, combinado cojo o art. 35 do referido
cdigo, requer o Io promotor publico, que se for-
m ; culpa aos denunciados, protestando por todas
as diligencias legaea para esse fim, inclusive a in-
quirido das test''uviuhas abaixo mencionadas.
Kequer, finalmente, que junte-ae estes autos
copias autkenticas dos diversos autos do perguu-
tas feitas Nicanor, Antonio, Benedicta, Wander-
Ii-y, Donata e dos depoimeot >s das testemunhas
do inquerito procedido sobre a morte da infeliz, es-
erava Culnarina, tuio constante dos autos criiues
j em andamento contra o primeiro denunciado.
Nest-s termos pede a V. Exc. deterimento. E
R. M. Testemunhas.Miguel Nunes de Fre-
tas. Deudato Francisco da Silva. Nicacio Coe-
llio da Silva.Antonio Cotreia de Mello.Mauri-
cio de tal, morador no engeubo Ueha.Jerony-
mo de Hollanda Cavalcante de Albuquerque Ju-
niar. Recife, 13 de Novembro de 1886. O 1 pro-
motor publicoJo&o Joaquim de Freitas Ilewi-
ques .
Tribuaal do Jury do Recife Hontem
nao poude ser anda iu3tallada a 5a sessao d'este
tribunal no crrente anno, per s terem compare-
cido 18 Sra. juizes do f&ctos
Foram mais sorteados o seguintes :
Freguezia do Recife
Jos da Silva Liyo Jnior.
J os Marques Correia.
Manoel Moreira Campos Jnior.
Jos Ferreira Campos Jnior.
Jos Ferreira da Silva.
Manee! da Cuaba Albuquerque.
Freguezia de Santo Antonio
Jeao LaaVIiiD Dornellaa Cmara.
Antonio Regina Freir de Carvalho.
Antonio Graciudo da Gusmao Lobo.
Francisco Borgs de liveira.
Dr. Olym^io Marques da Silva.
Jos Francisco Moreira.
Dr. Manoel Djmingues Codecera.
Aleixo R drigues de Moura.
Freguezia de S. Jos
Epipbanio dg Rocha Winderley.
Manoel Joaquim Correia de Almeida.
Frejuezia de Afogados
Furtunado Barroca.
Manoel Jeronymo da Costa Uchoa.
Foriunato Jos de Andrade.
Marcelino Antenio Pereira de Carvalho.
Freguezia do Poco
Augusto C sirio dd Mello.
freguezia da Boa-Vista
Joo Jos de Carvalho Moraes.
Demetrio Acacio de Aranjo Bastos.
Andronico Rodrigues do Passo.
Biulpho de A'meida Guedes Alcoforado.
H-cuque d' Miranda Henriqucs.
Claudio Ediburgo C.arneiro L ial.
Freguezia da Graca
Francisco Geraldo da Silva Barroca.
Dr. Jos Horacio Costa.
Jos Nicolao Ferreira Gom^s.
Dr. Jos Antonio Soares de Avellar.
Coatiuu >in multados em 20^ os jurados se-
guintes :
Antonio Basilio da Silva Guimares.
Antonio Joaquim Ferreira.
Augusto Paulo de Lemoa.
Augusto Jos Goncalves L?ssa.
Kduardo Dubeaux.
Franei.-ico Zacaras d Moraes.
Francisco Antonio de Menezcs.
Joaq'iim Fi-rroira Ramos Sobrinho.
Joiio de Araujo Cesar.
Jos Pedro de Aasis Campos.
J.aqo ii Ugulino da Silva Fragoso.
Jos Augusto Rodiigues.
Jos Francisc> da Ctata.
Joa F'.-rreir.i di Cruz Vieir*.
Jos An istacio Ferreira da Costa.
Jlo da Silva Fara.
Lus de Paula Lpea.
Manoel Pinto de Mello Gimes.
Mano"! OJorico Correia de Arauj).
Saluatittno Becerra Baptiata.
Dr. Joao Baptiata Regueira Costa.
Antonio Bt raido de Lima Meudes.
Dr. Aristarco X ivier Lopes.
Antonio Jote da Cimba.
Aff,iiso Fiuza de Oliveira.
Aveliuo Galeno Coelho.
Domingos Bruuo.
Francisco Pacheco S.
Dr. Coamo de S Pereira.
Francisco Jos Vianna.
Tenente Francisco Evaristo do Souza.
Fred Floriano Rodrigues do Passo.
J >o Moate'ri ds Almida Malvina.
Jos Tbomaz do Amaral e Mello.
Jos Franc:sco de S LeitSo.
Joaquim J e da Costa Medeiros.
Joao Sabino de Lima Pinho.
Jos Vicente Ferreira da Silva Jnior.
Jlo Henrique de Albuquerque Mello.
Joaquim Geiulio de Azevedo Souza.
Jovino dos Santos Teixcira.
Dr. Luira Jo de Moraes Piuheiro.
Lucio da Silva Antunea.
Manoel Antonio Goncalves.
Mincrvno Avelino Fuza Lima.
Pedro Cava cante de Albuquerque.
Antonio Reinaldo de Miranda.
Lu Bernardo Caatello Branco du Bocha.
Director de FernandoNo vapor Gi-
qui, da Companhia Pernambucaua, segua hontem
para Fernando de Noronha o Sr. capito honora-
rio do exercito Joaquim Agripino Furtado de Meo-
doea, ltimamente nomeado direetor desse pre-
sidio.
Acompanham-n'o oa nossos votos de felis va-
gem.
FalleclmentoNo asylo de loucos falle-
ceu, na sexta-feira ultima, victima de menengite,
o alferes honorario do exercito e tenente refor
mado de polica Manoel Antonio Camello.
Nascido na villa de Bom-Conselho, alistou-se
como voluntario da Patria, aos 16 annos de idade,
e seguio para o Paraguay, onde por merec-
ment foi nomeado sargento quortel-a catre e de-
pon alferes, posta com q> voltea, o lha foi poste-
riormente confirmado como honorario.
Servio no corpo de polica como alferes, e de-
pois como tenente, at que foi reformado, visto
ter sido accommettido de alienacSo mental ; e
prestou bons servicos no interior da provincia
como commandante de destacamentos e delegado
de polica.
Foi sempre um homem honesto e um bom.ser-
vidor da Patria.
Ficou em pobreza sua niitosa viuva i tres
tenros filhinhos.
OutroVictima de padecimentos pulmonares
falleceu hontem ao meio da, na cidade do Cabo o
acadmico do 2." anuo, Jo5o Antonio Torres.
Era moco intelligente e estudioso, natural desta
cidade o contava 22 annos da idade.
IiOlertaA 2. serie do 24. lotera, em fa-
vor dos ingenuos da Colonia Izabel, c< rru hoje ao
meio da no lugar do costme.
DinbelroO vapor Gequi levou para o al
moxarifado do Fernando de Noronha 6:437590.
Directora da* obra* de conaerva-
co do* portoaBoletim meteorolgico do
dii 15 de Novembro de 1886 :
Horas g 8 g Barmetro a TensSo do vapor 9 0 09 o "3 s W
6 m 25-7 760ml7 20.15 82
9 27 1 761-30 21.94 88
12 331 761i20 20.42 67
3 t. 2709 760>29 21.6 77
i> 26 -9 760"'36 20.82 78
Temperatura mxima29"8T
Dita mnima253.
Evaporacioem 24 horas : ar> sol4u'l, som-
bra2>3.
Chuva- 3,4.
Direc^ao do vento : ESE o SE de meia noite
at 6 horas e 30 minutos da manhd ; ESE at
8 horas e 50 minutos da manha ; SE at 9 horas
e 30 ninutos da tarde ; ESE at meia noite.
Velo.:idade media do vento 0,'"71 por segundo.
Nebulosidade meda : entre 0,6 e 0,7.
Facnldade de DireitoEis o resultado
dos actos do hontem :
1." anno
Jos H arique de Araujo.Plenamente.
P.acido Cerrano Pinto de Andrade.Ilem.
Tiiomaz Guerr. iro de Castro.dem.
Antouio Miguel No^ueira de Souza Ilem
Antonio joares da Pinho Jnior.Simplca-
mente.
Jos Atufaste de Olivoira Barroca.dem.
2 ar.no
Antonio Galdino da Sil\a Massa.Plenamente.
Paulino Joo de Souza e Mello.dem.
Jos Felippe Nery da Silva Flho.dem.
Joao Dionisio Filguera.dem.
Jorge Gomes de Mattos. dem.
Gervasio Fioravante Pires Ferreira.dem.
3- auno
Ayres de Albuquerqna Bello.Plenamente.
Jos Alves Pires Tojal.dem.
Antonio Cactano de Jeaua Jnior.dem.
Jos Ignacio do Espirilo-S-tnto.- -dem.
Augusto Americo Santa Rosa.Ldem.
Tres reprovados.
4 anno
Jos de Xerez.Plenaaient .
Miliquias d-> Qteiroz Birros. Simplesmente.
Fraueiaeo Gin^alvea Martina.dem.
Eaperidiao do Barros Alouquerque Lina.
llcm.
Manoel Morars de Albuquerque.Ilem.
Um reprovado.
o', anno
Luiz Lallas L'ua.Plenamente.
Evangelino Jos Faro.Ilem.
Francisco Antonio Duarte.dem.
Horacio Lucatctle Doria.dem.
Joao Franklin de Alencar Araripe.Ilem.
Octuviano Ridrignea de Carvalho.dem.
Estes receberam o grao de bacairel em scien-
cas juridcas e sociaes.
No 1 anno, lavantou se um cstudante da pro
va oral e nao compareceu a oral outro.
Serio chamados cm dilo anno os ns. 19, 23,
36, 42, 51 e r>i. Supplentes 35, 40, 52 o mais os
da raesma turma ou do seguate que iorem necea
sarioj para completares seis.
Examen preparatorio* -Hoje, nao lia-
ver exame de francez n 1 Faenldade de Direito
Em tempo sero ainla cba-nnd 3 os que nao
compareceram por falta do exame de portuguez.
- Foram hontem approva-lcs em francez :
Wenceslao S. Juan, approvado.
Oacar Aliento Lina le Azevedo, plenamente. *
Ohmpio Symphrouio Ferreira Chaves, approvado.
Manoel Vieira Birrcto de Alenear, plenamente.
Maria Augusta Lins de Asevedo, destincco.
Joo Baptiata de Barros e Suva, approvado.
Joo Pedro dos Santos Ferreira, dem.
Jns Henrique Cesar Albuquerque Jnior, dem.
Antonio Vicente Pereira de Andrade, dem.
Antonio Epamiuouda Barros Correia Jnior, dem.
Custodio Gusmo Uchoa Carvalho^'.enamonte.
Cliri-1 nao L'e.lia, approvado.
Euphrasio da Costa Carvalho, dem.
Fabncio Porphirio Andrade Lima, dem.
Fausto Taneredo dos Sautoa Porto, dem.
EJmuudo Casco, idem.
Meliano Lessa, dem.'
K.vuuiiJo Honorio, dem.
Foram reprovados 17, faltando 1 prora oral.
Eacola NormalEis o resultado dos exa-
raea de hontem :
2 anno
Joo Cordero Fonseca de Medeiros, plenamente.
Servulo do Naa2mento Hela, idem.
Agostinho Ferreira do Amara! e Silva, idem.
Candida Maria Callado, idem.
Ildefonso Mariobo de Araujo, approvado.
Olivia dos Si.ntos Moreira, ideoo.
Um T( provado.
llojrf serio chimados os segufates alumnos-
mestres do mesmo unno:
Nicanor Fernandes de Faria.
Arthnr Fiuelon.
Jos Luis Pereira de Lyra.
D. Ermeiinda Collecta de Souza Ribeiro.
D. Mara l'oelh 1 Cintra.
D. Mana Fernandes do Santos Bastos.
D. Lepoldina de Barros Campello.
AMociac dos s?unccloiiario* Pro
vEnciae* de feraamboeo-Funccionou
no da 15 do corrente em sesso ordinaria mensal
a a;sembia geral desta associacio, sob a presi-
dencia do Dr. Witruvio Pinto Bandeira.
Lilas e approvadas ns actas dassessoes de 6 a
15 de (Jntubro findo, relatou o Sr. presidente, qiie
no mes funcoionora o conselbo deliberativo em ses-
s-s econmicas nos das 21 e 24 de Outubro fia-
do e 4 e 11 de Novembro corrente, sendo admitti-
dos e declarados socios na sesso de 21 o Sr. Jos
Austragesill Rodriguea Lima; na de 28, Antonio
Candido Ferreira, Francisco de Paula Souza Leo
Jos Carlos Vital, Candido Alexiudrino Borges
Uehoa, Jcaquim Jos Ribeiro de Moraes e Jos
Marcelino da Silva Braga, o na ds 11 o Sr. Anto-
nio Mximo de Barros L:ite, e propoato nesta ul-
tima o Sr. Thomaz Antonio Miciel Monteiro para
socio.
No seguimento de sua expsita), deu sciencia a
assembla de que foram approvados na primeira
sesso do mez, cujos trabalhos relata, para seren
present-8 a mesma ssembla, ous pueoeres da
commsaao de syudieaucia sobre requerimontos das
Exinas Sras. D. Franelua de Jess Cirdoao e D.
Isabel Senhorinha Viegas, esta rme aquella viu-
va dos finados associados Joaquim Leocadio Vie-
gas e Antonio Cardoso da Silva Maduro, no sen-
tido da conceder se-lhes o auxilio social-, como tam-
bem fe i approvada na segunda sesso, para igual
fim na proposta do Sr. Pergrntiuo iadicando a
creaco deseu montepo voluntario social, seb cx-
pressa condico de acautelara; no retpectivo re-
gulamento o direito dos subscriptores voluntarios
de modo qne Ibes aproveite na proporco dosca-
pitaes accumulados, quando se baja de formar o
obrigatoro, cogitado no art. 72 dos Estatutos.
Estes pareceres e proposta, acrescentou o mesmo
Sr.* presidente, entraran) oa ordem dos traba-
lhos da presento sesso, dando em seguida conhe
cimento nao s de ter sido na sesso do eonselho
de 28 approvada a proposta dos Srs. Dr. Pergen-
tino e Silva Fragoso regulando a ordem do servi-
co provisorio da bibliotheca e incumbindo-o por
emquanto de selador; como de haver na tesso de
11 do corrente a presentado ao tbesourro o batan-
ete da receita c despesa, relativo aos meses de
Jullio a Outubro prximo passa lo, o qual foi
commisso de syudicancia para os devidos flus..
E ultimou o Sr. presidente o sen relatorio dedla-
rando, que com destino bibliotheca social foram
offertados 18 volumesde obaa em prosa e verso1
pelo consocio Dr. Almeida Cunha ; 44 ditos de
obras diversas pelo consocio Joo Jos Rodrigues;
14 ditos, idem, pelo consocio Francisco Carlos da
Silva Fragoso; e finalmente 170 ditos, idem, pelo
consocio Alfredo Rodrigues dos Aojos.
Estas offertas foram recebidas com agrado, agra-
dece ido-se aoa oflertantesemanlaodo-searchivar
as obras efiertadus.
Terminada esta exposico dos trabalhos do con-
selbo deliberativo na constancia do mea social
findo, fui lida a conta corrente da commisso in-
cumbida da festa annversara e remettida coai-
misso de syniicancia para examinar e dar pare-
cer.
Vem a mesa urna indicaclo do Sr. thesoureiro
da sociedade noeentido de formar-ae por delibera-
cao expressa, se a pessoa a queui reconheceu-se o
direito ao auxilio social, mas que anda nao acha-
se no respectivo goso em raso de perceber a gra-
tificado provincial vindo a fallecer antes de com-
pleto o anno em queso reparte a raesma garanta
tem ou nao direito por seus herdeiroo a par-
te daqaello auxilio correspondente ao tempo em
que deixara] de recebel-a pe 1 circunstancia ci-
tada.
Apoiada a indcacio, entra em diacusso; e de-
pois defallarem sobre o seu objecto o autor, e os
Srs Filippe Moura, Drs. Pergentno e Antonio Per-
nambuco, adiada a requerimento deste ultimo
senhor.
E' approvada a proposta do Sr. Alfredo, dos
Aoj a no sentido de verificar-ae, por intermedio
do commisso de de syndicancia, se entre os asso-
ciados que foram privados de seus empregos
e ibre tal fundamento esto no goso do auxilio so-
cial ou dispensos provisoriamente da concurrencia
de uicnsalidadee, alguns ja tiveram reparaco on
poderam obter cutro meio de vida, ariin de proce-
der- se a cobranca das mesmas mensalidade nos
termos dos Estatutos.
Entra em discusso a proposta relativa a crea;o
do montepo voluntario social, e tomanao a pala-
vra o respectivo autor o Sr Dr. Pergentno, fes
ditferentes consideracoes econcluopor pedir o ada
ment da discusso.
Consultada a arsembla, approvado o adia-
mento.
E nao havendo mais do que tratar-se, o Sr. pre-
sidente levanta a sesso.
CbegadaNo piquete Manos veio ante-
hontem da Parabyba o Exm. Sr. Dr. Antonio Her-
culano de Souza B indora, rx-presidente dessa
provincia.
S. Exc. pretenda demorar-so aqu alguns dias,
e acha-se hospedado em casa de seu digno rmo
Dr. Raymundo Bandeira.
Sel* de OutubroDatrbuto-se hontem o
n. 20 deste peridico, orgio da Aaaociaco dos
Funccionarios Provnciaco de Pernambuco.
Vadlo*Pedem-nos para chamar a attenco
da autoridade compete ote sobre um grupo do va-
gabundos, que agglomeram se as esquiuas da So-
lodade, a dirigir insultos a familias que por ah
transitan); asaim como at ameacas aos cidadaos
pacficos.
Dinbciro-0 paquete Manos levou para :
Alagas 3:.J00000
Baha 50)5000
Ro de Janeiro 1:240000
O vapor Giqui levou para :
O almoxaiiiado de Fernando 6:8375J4
O vapor O sul 4i:000000
Thetouru ProvincialNesta repan^o
efTectuar-se-hi hoje o pagamento dos ordenados
do mes de Setembro claaae dos prof.-asoros de
2.> entranc8.
Incendio cm un engenboA'a 3
horas da manha do dia 3 do correute raan-feat tu-
se ura iucenuao na casa c no ciuavial do eug-'nh >
Rosario, do Cabo, causando um prejuiso de
crea de 3:0"OJ. Ndo sabe a autoridade se foi
ou nao propoaital o inceudio.
Fiearam gravemente queiaiados o moral ir An-
tonio Mcndea Guimaraes c um cacravo de nome
Domingos. 1
A casa ficou muito damnificada.
C'arJturaO dr. Delegado de Taquar tin^a
acaba de communicar qu no dia 2 do correute e
no lugar Ouca, lora capturado o criminoso d
morte, pronunciado na comarca do Garanhuna,
c nli-'crio pelo nome de Antonio Firmino.
AccordaoPedem nos a publicacio do se-
g'iinte :
o O promotor publico nao pode ser compellido a
dar denuncia como e contra quem entender o juiz
de direito. (Direito, vol. 4-, pag. 456 )
Accordo em Relaco ; depois da relatorio do
eatylo, que posfo nao se possa contestar ai juiz
recorrido o direito de despachar ueste ferio, anda
mesmo depois de proferido o despacho de fl. 61,
visto que sobre nao estar au la instaurado o
summaro, accrcsce que as expresaoespreparo
do proceaso, quo se leem no art. 3' do Decreto
n. 4,824, nao podein estar comprehendidos os des-
pachos para os quaes falta ao juis cubatituto a
uec 'saaria competencia, todava menos acerta-
damente julgou o mesmo juiz impondo a multa,
que impoz, ao recorrente, o qual, segundo consta
dos autos, norecuiou se a dar a denuncia, deu-a
com todas as formalidades proscriptas as les
do procasso : e apaas reeusou se a denunciar
um individuo, que elle em sua conacicnsia cnteu-
deu nao estar indiciado em crime, no que nada
mais tez do que exercer um direito seu, por que s
aos promotores compele o dar denuncias, e nem
de razio o admittir-se que clles possam ser com-
pel idos como e contra quem en tenderen) os juizes,
aera reduiil-os pisico ds simples instrumentos
dos snesuies juises, e o que mais, posicao de
instrumentos, com imputabihdade pelos actos que
nessa qualidade praticarem.; alm de que, cuin-
pre attender-se a cousequencias que resultaran)
de tal doutrina, e entre outras, a de ficar mantdo
de um modo encapotado o prooedimento ex-offi&o
repelJid pela lei n. 2033, at mesmo pelas excep-
ces que estabeleceu, que dovem ser observadas
estrictamente, e ser, como todas aa excepcea
para confirmaren) a regra gcral, e quo na bypo-
tlies vertente podein ser observadas sem o perigo
que enxerga o juiz recorrido, o qual praticamente
j recoubeceu nio haver tal perigo, quando man-
dou que proseguse ex offieio contra o individuo,
que o recorro 1:0 em sua conscieucia entendeu nio
dever denunciar.
Por estas razos, pois, do provimento ao re
curso nterposto a fl, absolvem o raeorrente da
multa que he foi imposta, mandara que se prosiga
no feito, como for de direito, e conlem-.in a mu-
nicipalidadc nae custas.
. Ro, 21 de Abril de 1874 (*) Goveia, relator.
Campos.Cmara.
Cumpra-se o accordo, e seja presente so
substituto. Rio, 28 de Abril de 1874.Andrade
Pinto.
Eaacenbelro* braalleiro* no Pana
16 Escreveu ao Jornal do Commercio da corte
o seu correspondente :
No da 4 de Agosto chegaram a Colon os en-
genheiros brasileiros, quo d'al.i partiram no trem
de passageiro8, s 7 horas da manha, para Cana-
na, onde chegaram s 10 horas tambem da ma-
nha.
Na) estaco foram recebidoa por um emprega-
do da Sociedade de trabalhos pblicos e c instruc-
epes, que os acompanhou at ao Grande Hotel
, Ceutral, tendo sido este trajeeto feito em carros,
que sg alli numeroaoa. A cidade de Panam
mais importante do que Colon. As casas mais
antigs sao construidas de pedra e as modernas
de madeiras, elegantes e aaseiadas.
Nesae mesmo dia apresentaram-ae os nossos
compatriotas ao Sr. Hoffer, director dos trabalhos,
que oa reeebeu muito bem e disse que o Sr. de
Lesseps lhe ha/ia communicado por um telegram
ma a ida doa engenh iroa biasi.ciros.
Naaae mesmo dia o director offereeeu-lhjs nm
j uitar e designou as scasoos para os trabalhos dos
ditos engenheiros, da seguinte forma : o enge-
nh. iro Esequiel Correia doa Santos fi^ou na se-
cretaria, ou na seceo de construecoos e edifica-
coea; os engenheiros Borges Ferraz e Aquino de
Castro foram para o servico de movimento de tr-
ras; o engenheiro Verissimo de Mattos ficou in-
cumbido dos seguintes trabalhos : mudanca do es-
criptorio de Panam para Obispo, sede dos traba-
lhos, edificando casas apropriadaa'ao mesmo es-
cripxirio, residencia dos empregaios, dos traba-
lliadorea, 1 te ; eonstrucco de diversas linbas fer
reas para transporte de materiaes, ponte para
atracaren) navios, diques para concertos dos raes-
mos, e ista no menor espaco de tempo possivel.
Em Color tem este engenheiro a seu cargo os
trib.ilhos do eonstrucco sobre ornare das li-
nbas frreas que s: i jara estrada de Panam em
Obispo, onde se fazem as grandes installacSes para
a sociedade, e em Panam onde trabalha o es-
criptoro central.
Quanto a saude, tem se dado muito bem, os
engenheiros brasileiros.
As molestias que ra nao sao as febres ama-
relias e palustre, contribuindo muito para o seu
deaenvolvimento a fa'ta de hygiene e o abuso que
em geral tasem aqu de bebidas tlcoolicaa.
Cemlteriu de abarlajenea Le-se no
Diario de Campias:
Escrevem-nos de Pirassinunga communieando
quo a fazenda da Cachoeir.. daquelle municipio,
perteneente ao Sr. Luiz Nogueira, procedendo-se
no dia 28 do passado plautaco de milho em
urna roca de matto, foram abados em muitos lu-
gares fragmentos de yasilhas de barro, espalha-
dos pelo solo onde se fizera a queimada.
Este facto chamou a attenco do proprietario
() Do mesmo modo tem julgado a Relaco
desta capital, como bem ao recurso interposto pelo
promotor de Garapia-Grande, sobre a multa que
lbe foi imposta pelo juii de direito.

MlsaJajT MfCftff 1
da fazeuia que em um ponto onde havia maior
numero de fragmentos, mandou cavar, encontran-
do lego flor da terra urna paridla (igacaba), ja
bastante deteriorada pelo fogo da roca.
Continuau com a excavaco e a tres palmos
de profunddade acbou outra panella muito maior
e em perfeito estado, collocada com a bocea
para baixo. Retirando-a com toda a cautella,
verficou que na parte inferior havia outra com
osBOS humanos.
Ha pois tolos os indicios de ter sido alli um ce-
miterio de indgenas e convira que o terreno fosse
explorado por pessoa entendida, afim de se apro-
veitaiem as curiosidades que seu duvida alli de-
vem existir.
O nosso informante diz qne o lugar onde se
fez o importante achado dista 100 brabas do rio
Mogy-Guaas e cerca de 30 de um ribeirio af-
fluente d'aquelle rio.
As igacabas desenterradas pelo Sr. Luis No-
gueira sao ambas muito perfeitas. *
Tomamos a liberdade de chamar para este ob-
jecto a attenco do Sr. ministro da guerra, ora
encarregado da diieccio dos negocios da agricul-
tura, commercio e obras publicas. Descobrimen-
tos desta naturesa, em toda parte conaiderados
como subsidio valioso para a ethnograpbia, inte-
ressam altamente ao progresso da sciencia e sao
dignos dos desvelos do governo.
Convira fazer explorar o terreno por pessoas
competentes, quaes sao os naturalistas viajantes
do Museu Nacional.
Ha poucos annos, o Sr. Ladislao Netto, dire-
ctor do Museu Nacional, e depiia o Sr. Rmbele-
perger, pesquisador incansavel dos theaouros
scentificos do subaolo, recolheram na ilha de Ma-
raj e em outraa localidades do norte, urnas ma-
gnificas e varios artefactos cermicos que attes-
tam a existencia de antiga civilisacio at entio
deseonhecida. A exploradlo pelo que nos dizem
custou muito pouco.
0 que se fez cm Maraj, deve fazer-80 agora no
Mogy-Guass, antes que ii'is nhab.-is diasipem
os vestigios do autigo cemterio ou neciopolc in-
dgena .
1 iiio MedicaDesta importante revista
publicada na Corte pelo Dr. Vieira de Mello, ar-
chivo internadooal de sciencias medicas, recebe-
moa os fascculos 8 a 10. Eia os respectivos sum-
marios :
N. 8.Trabalhos inauditos. Nova e valiosa
contribuigao em favor da identidade da febre
auiarella e do impaludismo agudo, por Vhira de
Mello.
Relaco de dez catarat3 congenitas operadas
cora suecesao, pelo Sr. Dr. J. C. de Bittcncourt.
Chimica clnica da uriua como meio de diagnos-
tico e prognoctico n 18 variadas formas do irapilu-
dismo agudo, pelo Sr. Dr. J. de Cunto.
Reprodceles. De l'lohantiasis des rabes
ch's les ciifanta, par M. le Dr. M meorvo.
Boletim Bbiiographic;.Revista de Hygiene.
Seviata da Sociedade de Medicina c Cirvirgia do
1 o de Janeiro.Coutribuiclo para o estudo noso-
graphico da capital da provincia do Rio do Ja-
neiro.
Revista estrangeira.Tratara, nto cirnrgico do
prurido vulvar.Tratamcnto dos tumores hemor
rh daroa irredoctiveA landiua cuno exci-
piente.Novo ooetholo para obter-s: o chlor. mo.Beta(5ds entre a asthma e aa moleatiaa da
pelle.Tratamcnto da meteite granulosa pelo je-
quirityLinimento e p rada contra a vaginite,
o diabts era suas rd-.^oea com a vida uterina, a
a racuBtruucio e a preuhez.Canees primitivo da
vagina.Tratamcnto da diarrha chronca pelas
favas de cacan.
Therapeutica.Phosphatina Falircs, pag. 383.
- P digestivo de Rover, Elixir tlilorbydro-pepai-
co Grez.
Suoplemento.Especialidades medicas e phai-
mace'uticas, Hydrologia medica, Litteratura me-
dica.
N. 9.Trabalhos inditos.Parallelo entre a
febre araarea (hyper-paladismo agudo) c a febre
typhoidi, por Vieira de Mello.
Collaborac&o rstrangeira(Trabalhos france-
zeB)._Des applications de Thmatocospie la
physiologie et la cliniqne (mesuro de i'activit
dea chaugea), par M. le Dr. A. Hnocquo.
Correspondencia scientifica.(Litrres de Pa-
rs).L'hystrectomia vagnale.Ije procede de
M. Richelot. L". Congrs de Nancy.L'hmato?-
copie dinique. Les cardiopathies artrielles et
leur tratemente, p;r M le Dr. l.h. Eloy.
Revista critica.Aa aguis thermaes de Caldas,
pelo Sr. Dr. Ismael Rocha.
Boletim Bibliographio. Bdvtm menaal da
mortalidade da cilade do Rio de Janeiro. -O Dr.
Mello Moraes : Homenagens, juizos posthumos, l-
timos deveres.
Reproducces. De rlphsntasis des rabes
ehez le enfanta, por VI. le Dr. Moncorvo.
Reviata estrangeira.Tratamento da dyapepsia
pela agua quente.Tratamento da pneum-nia fi-
brinosa pelas fricedes mercuriaes. A tulipina. :
novo sialagogo?-0 nitrit de amylo como antidoto
da cocana. Novos progre8308 no tratamento das
molestias da pelle.Da contsgicsidade da mor-
pha.
Therapeutica.Pomada e supportorios Rover.
Elixir chlorhydro-pepsico Grez.Bromureto de
potassio de Falires. .
SupplementoEspecialidades medicas e pharma-
ceuticas.Litteratura medica.Hydrologia me-
dica.
N. 10.Trabalhos inditos.Do jequirity, suas
indcacoes e contra-ndicagoes, pelo ir. Dr. C. de
Bittencourt.
Archivo clnico.De 1 emploi de l'antipynne
contre les accidenta febriles de la dcntition, par M.
le Dr. C. Ferreira.
Reprodceles.Guia para o tratamento antisp-
tico das feridas, segundo o methodo usado na cl-
nica do profeasor Billroth, pelo Sr. Dr. V. Ritter
Von Hacker.
Bcletm Bibliographico.Revista pharmaceu-
tica, pag. 466.Estudio sibre la difteria y el
ciup. *"
Revista estrangeira.Tratamcnto da meningite
tuberculosa.Tratamento do epitbelioma pela re-
sorciaa. Tratamento da glycosuria pelo teidj
salicylico. Tratamento da biennorrbagia In-
fluencia dos amargos sobre a digesto e asaimila-
cao dos materiaes albuminoides. Contribuida o
para a pathologia da menstruaco.S'ovo antipy-
retico : a antifebrina.Tratamento das bemopti-
ses pela ergotinaCollutorio contra as dores de
dentes.
Boletim.O nono congresso internacional de
medicina. P digestivo de Royer.Dyapepsia.
Supplemento.Eape ialidades medicas e phar-
maceuticas.Litteratura medica.Hydro'.ogiame-
dica.
O* hroe* do diaDo Corriere Mercantil
de Genova, traduzimos o segunte :
.r Un individuo cm Pars disparou no crneo
una arma de fogo, ba poucos diai.
Um suicidio !
Succedem tantos Por amor, por miseria e por
loucura O progresso do auieidio est em raso
directa do progresso da civilisaco. Parecen ter
moa contradictorios ; e o facto os acompanha, mas
nao os justifica, nem explica as razes do ueompa-
nhamento. Os suicidios sao frequentes muito fre-
queotes; e a tendencia fatalmente nos leva a um
numero sempre maior d'elle?.
Oa jornaea dedicam a cada suicidio duai linbas
de chro.ica. J houve qnem observasse quedus
linhas tambem muito; quo o suicidio conta-
gioso ; que s com o fallar d'elle se augmenta a
eficacia do contagio, e em conclusao tirou-so que
os chronistas teem a culpa de muitos sucidioa.
Ao suicida de Paria nem aeharam aufficientea
duas linhas de chronica. Toda a inprenaa da Eu-
ropa delles se oceup u extensamente, fazendo-o
at um hroe.
Foram repetidas as suaa facanhas, e chistes ;
por pouco nao fiseram o elenco das mulheres que
se lhe haviam entregado, obervaudo-a >, entre-
tanto, que quem quizease poasuir o catalogo deltas
nao tinba mais que escrever para aples e Pars.
O principe de M dissano hab con primeiro em a-
plos, e quando ficou crivaio de dbitos dirigi se
a Pars ; mas quando aqu o s<>u nome foi fizado
com a nota de infamia, res saltar os milos. Mors
omnia solvit.
Todoa oe seus eredores foram pagos com aquelle
tira, porm, os jornalistas de toda cor destinaran
lhe~a apotheose.
O que fez peln patria e pela humanidade este
que proclaman) hroe ? Fe: 10 ou matou muitos em
duelo, foi dolo das mulheres, e contrahio muitos
dbitos.
A coragem em duello nao commnm, mas nao
cortamente amelhor forma da coragem em geral.
O habito ahi entra por tres quintos. Assemelba-
se ao espirito de sociedade, que muito apparente
que muito superficial.
Geralmeate as pessoas que mostrara muito es-
pirito em sociedade, escrevendo, revellam m estylo
mais inspido do mundo.'
Devendo glorificar a coragem, temos de perto
todos os milagrea da revoluco italiana. Nao,

senhores! Urna estcada do principe de Melis-
sano teca fibra popular mais do que o valor dos
Mil.
O pobre Loopardi dizia :
Donne, da voi non poco la patria aspelta.
E Descuret obeervava que o homem ama a bel-
leza physica, a mulher; a belleza moral.
Parece na verdade que tornamos poca ro-
mana, quando
II gladiator terrible
Nel guardo e mel semblante
Spesso fra i chiusi talami
Fu ricercato amante,
Quando os principes de Mdiasano sao o dolo
das mulheres, os desastres de Scdau acham urna
explicacio.
Fallando das estribaras, Salvador Morelli na
cmara observou qne se penaa em melhorar a re-
prodcelo dos cavalloa e nao a dos homens. Ad-
mittda urna estribara humana, o principo "de Me-
l83ano teria sido um ptimo garanhio. E' urna
qualidade incontestavel, o muitos a invejariam.
Mas merece a apitheosede todo o jornalisrao eu
ropeo ?
Para aquillo que pela sociedade escolbida cha-
ma iodespreso, o povo baixo, sem sentmentos,
que cada um reconheco morbosos ; odeia a polica
e ten nm culto immcnso pela torca, tamben des-
viada das suas legitimas applicacoes e brutalmente
personificadas em um bandido. O odio polica
nao cono creem alguns, urna coasequenca do
odio antiga polica poltica; um sentimento
morboso que deriva da secreta sympathia pelo
del'cto. Tenho perguntado a mim mesmo, qual era
prefnvel entre o amor do povo baixo pelo mal-
feitor, amor que se evapora em calorosos applau-
sos no theatnnho da praca da consolaco ou amor
da haule por este principe dissoluto, jjgador cheio
de dividas, sjbre cujo tanulo toda a iuopren'sa eu-
ropea curva os seus jomase, as grandea banderas
da poca actual. Como honen, tenbo 03 defetos
dos outros homens e confesso que supposto que
podesae ter por gente semeihante secretas sym-
pathias, seriam pelo bandido c nao pelo prn-
cipe.
A origem da sympathia a mesma. Tanto no
hojoem como no outro caso se adora a f ,rcn nao
como o grande principio de todo progreaso huma-
no e cosmolgico, mas n'um dos seus desvarios. O
desvario sena mais delicado nc prncipe, mais bru-
tal no salteador, pirm nesta brutalidade pode ha-
ver attractivos mais do que aquella delicadesa e
se o falso brlhantsmu desta delicadeza todo o
lucro obtido pelo gabado progresso devemos ac-
crescentar, que estamos muito atrazadoa, muito na
retaguarda do caminho da verdadera civ;lisacio
O bandido ag.rride os ricos, o principe contrahe
dividas ; paga as de joo dentro das 24 horas
restitu quando p !c os dinheiros emprestados po-'
algn da sua c .nitiva ; nao paga por preceto ja-
mis aa dividas doalfaiate, do sapateiro, etc com
toda agente que trab-dha, c que nao tem tenpo,
nem amigos, nem voutade para cobrir de infamia
aqudle que aa defraudou cu para expr ao pelou-
rinho o seu norae.^ Este aos seus olhoa e de todo
homem honesto ni) so diereacia de ura ladro
nenio por ter desenvolvido melhjr fcstuca.
Max Nordau observou que 03 joven?, quando,
eomecara a sua carreira, teem uini esp-cie de de
ver de coatrahir dbitos ; e isto por duas razes
para goaaren a vida em tempo porque mais tarde
na > b-iver mais aorrisos para eles, c para terem
muitos e f.rtes apoioa, porque nao ha teura mai
que trate de um filho adorado m:.is do que aquillo
400 os eredores fazem pelo detestad.; devedor.
Max Nordan ter exprimido um piradoxo. Eu
nio o disjuto. De todo modo observo quo na sua
intensio quem ceutrahe dividas desde joven deve
d-'poia pugal-as na idade madura e deve trabalbar
pura pr-se em posico de pagar. As theoris dos
prncipes de Melissano (sio tantas sao iegioes .')
auo entretanto para a vida ocios 1 de graude se-
nhor, feitas sempre custa de todos e com espe-
cialidad da gente pobre.
El sustentava (pobre ingenuo!) qu> aventurei-
ro3 deste genero poderiam ter sido os dolos da al-
ta sociedade do secuh passado. Durante, este se-
culo, na Italia, tivomos muitos her -s seriamente
para c^mpr hymnos a cst s herea do ultraje.
Enganaram-me E com toda a certeza esti gen-
te ordinariamente d e8pectaculo di propria nor-
te no estrangeiro, onde nio augmenta belfo lustre
ao nome italiano. Como noa pintan no estran-
geiro ?
Teen en conta porventura das inteilgeaeias
escolhidas, dos Alberonis, dss M.izzarinos, dos
prncipes Eugeni03 de Saboa, dos Alexandres
Farnezes e de mi outros? Nio, os italianos no
eatrangero sao desenptos na imagnaco popular
e nos romances cono bandidos, ou como aventu-
remos astutos e dssolutos. Esta fana d minae o
crdito a que tem direito a Italia ; e sao darano-
saa muito mais quo nao se er as consequencias
polticas e econmicas deste malagoirado descr-
dito.
Mas prescindamos no estrangeiro.
Nenhum econonista se ten janais oceupado de
un calculo bastante estravagante em appareneia
nuito serio e verdadeiro en subatanca. A rique-'
za se diatribue em parte a quem a tem produzido,
ao capitalista; ao operario; mas em parte e nio
em minma part; destinada forjadamente a quem
a rouba, a quem se npropria della indebitimente.
At que quantidade ? Seria impossvel calclalo.
Mas quem paga pelo reo ? ^obre que se refaz o
alfaiate, o estalajaddro, e o sapateiro ? Sobre os
homens de bem evidentemote. Paga o bom pelo
reo. Com tudo na immensa platea que applaude
a morte do principe Melissano, e ouve com avide-
zss a narracio das suas proezas romanescas,
quantos teem jamis pensado de prncipes como
Melissano viven muto3, muitos, custa de na
tod >s que fugimos de ser herea do romances e nos
limitamos a ser e em parecer homens honestos.
HoMpital PortuguezO movimento das
enfermaras deste hospital na semana finda foi o
segunte :
Existiam em tratamento...... 12
Entraran.................. 4
Sahiram curad 8........
Fallecern)............
Ficam em tratamento...
Eutr.ju de semana
CI80 Maia.
16
2
2
. 12
16
o Sr. mordomo Albino Nar-
r
c


Ijeilfie*.Efi'ccuar-ac-ho:
Hoje :
Peo agente Pinto, s 10 horas, na ra do Mar-
ques de Olnda u. 6, de 50 caix'ia com cerveja ;
1 hora da tarde, na ra do Bario da Victoria n.
32, da armacio e mais pertences de urna loja.
Peto agente Modesto Baptsla, s 10 horas, na
tua Bella n. 37, de movis, loucaa, vidros, etc.
Amanhi :
Peto agente Gusmao, a 11 1/2 horas, ra de
Paysand n. 35, de movis, loucas, vidros, carros,
cavalloa, etc.
Pelo agente Burlamaqui, a 11 horas, na ra do
Imperador n. 30, de movis e objeetos de prata.
Peto agente Pestaa, s 11 horas, na ra do Vi-
gario Tenorio n. 12, de movis e muitos objeetos
e artgos.
Peto agente Pinto, a 11 horas, na ra do Mar-
ques d'linda n. 6, de diversas e variadas fazeu-
daa e miudezas.
HiNoan fnebre*. Serio celebradas :
Amanh:
A's 7 horas, no convento do Carmo, por alma
de D. Jovina Pereira de Albuquerque; s 8 horas
no Espirito Santo, por alma de Antonio Alves
Ferreira.
Sexta-feira :
A's 8 horas, no convento do Carmo, por alna de
Joio Jos Mendos Bastos.
PaNsageiroaSahidos para Fernando de
Noronha no vapor nacional Giqui:
Alferes Antonio G. Castro Jnior, sua senhors
2 filhos, 1 criado, pharmiceutico Jos da Fonceca
e Silva, 1 cadete 17 sentenciados, 26 pracas, 7
marinheiros e 7 filbos diversos das pracas.
Sabidos parr os port-S do sul no vapor nacioe
na S. VancMco:
Antonio Francisco de Souza, Antonio Josa/lint
Vienna e sua senhora. Guilerme Nabuco, Matbeus
de Souza Machado, caoito Raymundo Cyriaco de
Carvalho. tenente coronel Francisco Cavalcentj de
Albuquerque, Joo Baptiata Juoqueira, Marcoh'uo
Araujo do3 Santos.
Proclama* de casamento Foram
lidos no dia 14 de Novembro na matris d? Afoga-
dos, os seguintes :
Jos Antonio de Castro Abreu com Kosalma
Avelina da Rocha.
Antonio de Moura Ucha com Zulmira Avelina
Machado. .
Foram lidos na matris de Santo Antonio, no
dia 14 de Novembro, os seguintes: Jn
w.


Diario de Pernambuco--tyaarta-feira 17 de Novembro de 1886
i

Eduardo Estanislao da Costa com D. Candida
Rosa Goncalves Wanderley. *
Joaquim Jos da Silva Morcira Jnior com D.
Leonor Ramos Machado Silva.
Raphail Baptista Marques Das com D. Ludu-
vida Candida Marques.
Joo (iuilherme das Mercas Lima com Mana
Emilia Moreira.
Antc-io de Moura Uchoa com D. Zulmira Ave-
lina Machado.
Pedro de Fontes Ferraz com D. Rayneldes dos
Santos.
Jos da Silva Oliveira com D. Mana do Carmo
A Ivs.
Antonio Luiz da Silva com D. Anua Flora de
Souia.
Foram tambem lidoa na mesma matriz e nos
dias 7 e 14 do corrente os seguintea :
Z:ferinoLourenco Martina com D. Acacia Cam-
pello de Andrade.
Augusto F.rnandea do Reg com D. Rita Ca-
clina Paiva Fiuza.
Joao do Nascimento da Vera Cruz com D. Isa-
bel da Silva Ramos.
Dr. Auguito Cohibo Leite com D. Amelia Ro-
drigues Guimarea.
botera ta provincia do Rio de Ja-
neiro Eis os nmeros mais premiados na 4
parte da 3(i' loteriii, da 1' em beneficio das obras
da nova matriz de Petropolis, extrahida em 5 de
Novcmbro :
premios de 100:000*000 a 1:000*000
2055 100:000*000
7197 20:000*000
283 5:000*000
710S 2:000*000
7921 2:000*00
555 1:000*000
1171 1:000*000
3756 > 1:000*000
1425 . 1:0000000
9229 1:000*000
12802 1:000*000
appboximacoes
2054 1:000*000
205o 1:*000000
7196 600*000
7198 600*000
287 400*000
398 400*000
7207 300*000
7209 300*000
7920 300*000
7922 1 300*000
PBEMIOS DE 500*000
245 3661 8169 9i31 9290
1500 6904 8968 9178 10173
2769 7515 8975 9285
I'IIKMIOS DE 2001003
1821 3716 6126 10100 11728
1849 4071 7807 10430 12377
1977 5622 8531 10759 13273
1979 5867 8751 11490 13299
8888 59 7 9383 11710 13397
PREMIOS DE 100*000
93 3410 7225 8913 12584
562 3785 7555 9669 12764
1391 4999 7844 9773 13086
1518 5571 7900 10364 13133
2123 6097 7995 10141 13140
2509 6117 8822 11480 13188
2528 6152 8389 11570 13507
2747 6637 8496 11651 13511
3125 6972 8697 11759 13562
jjio 7054 8889 12494 13610
Lotera da provincia Quinta feira, 18
do Novembro, ao meio dia, so extrahir a 10* parte
da 1." lotera em bennficio da Santa Casa de
Misericordia do Recife, pelo novo plano appro-
vado.
No consistorio da igreja de Ncasa Senhora da
Conceicao dos Militares ser teita a extracco
pelo ayate ina da machina Fichet.
Lotera do CearA 5 serie da 2a lote-
ra deata provincia, cujo premio grande de.....
200:00000 ser extrahida no dia 17 de Novem-
bro.
Os bilhetes acbam-se venda na Boda da Fjr-
tona ra Larga do Rosario n. 36.
Grande lotera da provinciaA lo-
tera em beufici "dos Ingenuos ~>ia Colonia Isabel,
cujo premio grande 210:0005000, ser ixtrahi-
da no dia, 17 de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Rada da For
tnna ra Larga do Rosario n. 36. ,
LoteraA 10' parte da 1 lotera da prov
cia, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, pelo novo plano, cujo premio grande-
100:000*00,aera extrahida no da. 18. da Novem-
te, princir ando a extraccio ao meio dia.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa da. Fortuna, ra Primeiro de Marco nume-
ro 23.. ...
Tambem acham-se. renda na Cata Feliz,
praca da Independencia ns ^7 e 39.
Lotera E*traordiarfa do 1 piran
aja-O 4. e ultimo aorteio da* 4. 5, series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida no dia 20 de Novem-
bro. ...
Acham se expostos venda os restos dos ti-
tee na Casa da Fortuna ra rimeiro de Maree
n. 23. '
Tambem achr-s Seada Ha..praca'(Ja, Jnde-
dendencia ns. 37 e 89.' ,'. v / "' '
Lotera do aloA 1 parte da lotera
n. 366, dq naso plano, p premio ,de 100:000*000,
era extrabWa no da ". ."ele Novembro.I' vj
Os bilhetea* achara ae venda na Casa d For*
tana ra Primeiro de Marco.
Tambem acham se venda na praca da noe-
pendencia ns. STe 39.
Lotera da rorleA 2 parte da .201Mo-
terit da cort, cujo premio grande de lUrOtJ
ser extrahida no dia 19 de Novembro.
Os bilhetes acham-se -venda n* Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.'
Tambem *cham-ae yenda na prac* da Inde-
pendencia-na.-37. e 39.
atadearo PublicoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 72 rezea para o conaume
do da 17 de Novembro.
Sendo: 57 rezea pertencentaa Oliveira Castro,'
Jl C, e 15-a diversos.
Mercado Municipal de S. ioat O
movimento deste Mercado no dia 16 do coi rente
foi o seguate:
Entrarais :
33 bjis pesando 5,127 kilos.
407 kilos de peixe a 20 rea
45 cargas de farinha a 200 res
21 ditas de fructas diversas a 300
3 taboleiros a 200 ria
12 Suinoa a 200 res
Foram oceupados :
26 columnas a 600 ria
26 compartimentos de farinha a
300 ria.
22 ditos de comida a 500 ria
64 ditas da iegun&s *400 f i
16 ditos de anio a 700 res
11 ditos de treaaaras a 600 res
10 talaos a 2*
2 diies a 1*
A Oliveira Castro 4 C.:
54 tafhos a 13 ris
2 talhos a 500 ris
Deve ter sido arreeadada neste di
a quantia de j ..
Rendimento dos dias 1 a 15 de No-
vembro
no Pcreira de Brito, recorrido o juiao. Relatoi
o Sr. desembargador Olivtira Maciel. Negou ee
provimeoto, contra ca votos doa Srs. desembarga-
dorea Alves Ribeiro, Pires Qoncalves a conse-
lheiro Freitas Henriques.
De Paulo AffonsoRecDirente o promotor pu-
blico, recorrido Manoel Jos de Saldanha. Rela-
tor o Sr. desembargador Alves Ribtiro. Deu-
se provimento, unnimemente.
D dro Rodrigues de Oliveira Ribeiro, recorridas os
mesana. Relitoro Sr. conselheiro Araujo Jorge.
Den se provimento, unnimemente.
De Paulo AffonsoRecurrente o promotor pu
blico, recorrido Luiz Francisco de Araujo. Re-
lator o Sr. conseiheiro Araujo J)rge. Deu ae
provimento, unnimemente.
Recursos crimes
De IguarassRecorrente o juizo, recorrido
Julio Alves da Roch 1 l'.ta. Relator o Sr. conse-
lheiro Freitas Henriques. Adjuntos oa Srs. dea-
(mbirgadores Pires Ferreira e i-ires Goncalves.
Negou se provimcuto, unanin .mente, e mandou-
se responsabilisar 6 delegado e subdelegado de
polica da comarca, aquelle por nAo ter dado as
iniormaedes exigidas pelo juiz e este por ter con-
servado o paciente na priso illegalmente.
Do RecifeRecorrente D. Mara Xavier de
Maeedo, recorrido Lenidas Tito Loureiro. Rela-
tor o Sr. conselheiro Freitas Henriques. Adjun-
tos oa Srs. deaembargadorca Toscano Barreto e
Buarque LimaDeu-se provimento, unnime-
mente, para se pronunciar o recorrido no art. 206
2 part; do cdigo criminal.
De Pao J'Aih.Recorrente o juizo, recorrido
Joaquim Lauriano doa Santos. Relator o Sr. des-
embargador Monteiro deAndrade. Adjuntos 03
Srs. conselheiro Freitas Henriques e desembarga
dor, Buarque Lima.Negou-se provimento, un-
nimemente.
Do BonitoRecorrente o juizo, recorrido Joa-
quim Gomps Ferreira. Relator o Sr. desembar-
gador Pires Qoncalves. Adjuntos os Sr. des-
ca cargadores Oliveira Maciel e Monteiro de An-
drade.Negou-se provimento, unanimemeute.
Aggravos de peticao
De JaboataoAggravante Franciseo Casado
da Fonseca, aggravado o Bario de Nazareth.
Relator o Sr. desembargador Alves Ribeiro. Ad-
juntos 01 Srs. desembargadorts Buarque Lima e
Pires Qoncalves.Negou-se provimento, unnime-
ments.
Do RecifeAggravante D. Isruenia Ayres da
Silva, aggravado Hermana Ludgren. Relator o
Sr. desembargador Buarque Lima. Adjuntos os
SrB. deaembargadorea Alvea Ribeiro o Oliveira
Maciel.Negou-ae provimento, unnimemente.
De OlindaAggravante Cecilia Mara do Es-
pirito Santo, aggravado Claudino Coelbo Leal.
Relator o Sr. conselheiro Fretaa Hcnriquea. Ad-
juntos oa Sra. deaembirgadorea Prea Ferreira e
conaelhero Queiroz Barroa. Negou-ae provi-
mento, unnimemente
Appellaces crimes
Da ParahybaAppellante o juizo, appellado
Antonio Sofero de Souza. Relator o Sr. desem-
bargador Oliveira Maciel.Mandou-se a novo ju-
ry, unnimemente.
De QaranhunsAppellante Miguel Rufi.no.Tei-
x bargada Oliveira .Maciel.Mandou-ae a novo ju-
ry, unnimemente.
INDICARES STEIS
ra.
8*140
9*000
6*300
600
2*400
15*600
13*000
11*000
1
6*600
20*000
2*000
54*0130
1*000
186*440
3:018*240
PASSAGENS
Do Sr. con3lheiro Freitaa Hjnriq'iea ao Sr.
conaelhero Queiroz Barroa :
Appellacoea crimes
Do Alag* de BaixoAppellante o juizo, ap-
pelladp /j;.qu:in Jos do Sant'Anna.
Da ParahybaAppellante o iuizo, appellado
Cau'liJo Pertira.
O Sr. conselheiro Araojo Jorge, como procura-
dor da cora e prcinotor da justica, deu parecer
noa seguintes feitoa : -
Apfellaco civel
De Pao d'Alho'Appelfante Dr. Joaquim Fran-
cisco de Mello Ca valuante, .appellada D. Anna
Joaquina M. Silveira.
' Appejlaces crimes'
De TraipuAppellante o juizo, appellado Ma-
noel Pereira dos Santos.
De Aguas BellasAppellante Luiz Gomes, da
Silva, appellada a juatica.
Do BuiquaAppellaote Joilo Martina de Oli-
veira, appelld a justjci. > ,
De TaquartingaAppellante o promotor pu-
,blic 1, appellado AntoniaHenrque Je Araujo.
Do Sr. deaembar^ador Buarque Lima ao Sr.
djeaembargador Tojeuno Barreto :
Appellacoea crimea
De Bananeras. Appellante.Madoel Ferreira
Lima, appellada jdstica.
De Bom JardimAppellante Manoel Alveg do
Monte, appellada a juatica.
Do Sr. ciesembargaiUjr Toacano Barreto ao Sr.
deaeinbargador Oliveira Maciel :
: '* m AppeWacloa, crimea
Do TeixeraAppellante o juizo, appellado Ma-
noel Antonio de Oliveira.
De Pedr&s do Fogo Appellante Justino de
Souza Oliveira, acmellada a juatica.
" De PdVt <5ltbf-Apppliite Antonio Jqe do
Eapirito Santo, appellada a juatica.
'I (,tv}4ppe|laces civeia ,i
Do ReciteAppellante o ju-zo, appellados Ber-
net &C. ........,,. u. ... .
Do Recia- -Appellante o juizo, appellados
Bercet&C s- '' V --
Do Sr. desembargador Olis^eiep Maciol ao Sr.
ueaenioargador Pires'FeYrerrB r '
Appellares crimea
De Nazareth.Appellante o juizo, app\lado.
Franciactf de Lyra Barbosa.'
De ItambAppellante Antonio Viira da Ro-
cha, appellada a juatica.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires Uoncatves :
Appellacio civel
De Bom JardimAppellante Joo Alves Ca-
mello de Araujo Pereira, appellado Antonio Ber-
nardo Moreira.
. Db Sr. desembargador Prea Qoncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribetro-......... *
Appffhvfo Civ^ -;7,T
De Mamanguape >\.p|eiiJW J4 felix da
Reg Barroa, appellado Dr. Jos Elias d'Avila
Lina.
Do 3r. desembargador Alvea Ribeiro ao Sr.
cons-lbuiro Preta Henriques :. '
{ 1 \^ppeHaco rimo J ,
De Bom JardimAppellante o promotor pu
blico, appellado Antonio Henrque.
Medico
O Dr. Lobo Moscoso, do volta de sua
viagem ao Rio de Jaaeiro, contina no
exercicio de sua prolissSo. Consultas das
10 s 12 horas da manha. EspedalLlado :
operajSas, parto e molestias do senhoras e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreto Sampaio mudou seu consul-
torio do 2." andar da casa n. 45, a ra do
Barao da Victoria, para o 1." andar, da
casa n. 51, mesma ra, como consta do'
seu annuncio inserto na secgo compe-
tente. Residencia a ra Seta de Sstein-
bro n. 34.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jeaus n. 23,
obrada.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manhl s 2 da
tarde. Especialidad : molestias e opera-
coes dos orgos ganito-urinarios do homem
e da raulher.
Advocado
O Dr. Henrque Millet tora o Beu es-
criptorio de advogacia ra do Imperador
n. 22, 1." andar.
Drogara
Francisco Manoel da Suva & C. dopo1
sita:ios de todas as especialidades pharm'j
ceutic&s, tintas, drogas, productos chimico
e medicamentos homceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
errarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapino
J o Francisco dos antos Maeedo, caes do
Capibaribe n. 28. N oste grande estaba e
oimento, o primeiro da provincia n'cste ge-
aero, compra-se e vndese madeiras de
todas as qualidades,, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparara obrar
de carapira por machina e por precos cea;
mHwwiwMJa,
Drogara
Faria Sobrinho & C., droguistas por at-
acado, ra do Mrquez de Olinda n. 41
Lavrou-se algum termo do a'ludido acto?
NSo ; e quando se lavraaae, nenbum efreito, certa-
mente, produzina.
A supplicante declara-o perante V. S. e, ae for
preciso, dil-o-ha perante o mundo inteiro :E'
casada com Joli Baptista Muuiz, porque unio-ae
4 elle, ha mais de 20 annoa, vvendo na maia doc
harmona, e amboa tem tido numerosos filbos.
O termoCasado, de que usou o legialadot
nao pode ser entendido por modo diverso d'aquel le
que realmente exprime e, quaudo qualquer du trida
houveaae a respeito, sabe bem V. S. que, no dizer
de Jousse, a ngra fundamental em materia de in-
terpretaco que nos factoa duvidoaoa cumpre ao
interprete nclinar-se sempre para o lado mais be-
nigno in tlubs enim benigniora praferenda sunt
Demaia, saba qualquer juiz ignorante, e c-m
maona de razo V. S., que Ilustrado, que em
favor da liberdade as razoea sao muito fortes. Al-
var de Io de Abril de 1860.
Aaaim, pois, convicta a aupphcante de que V. S.
sabe dar o pao da justica, quem d'elle precisa,
espera que reformar a lista apresentada pela
juuta classificadora de eseravisados, incluindo aeu
nome em um dos primeiroa lugares.
Com semelhante modo de proceder, adquirir
V. S. maia um diamanta para engastar na corda
que cinge-lhe a fronte de juiz a tora a giatidao de
urna familia inteira que, em fervorosas oraco^s,
levar o nome de V. 8. at o Throno do Todo
Poderoso. Pede deferimento. E. R. M.
Iguarass, 10 de Novembro de 1886.
A' rogo de Catharina.Manoel da SUvi Piloto.
O
e ao pu-
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde d 320 a 560 ris o kilo.
Carneiro de .720 a 800 ris. idem.
Sainos de 520 t 640 ria idem.
Farinha de 240' a 320 res & cuia.
Milho de 300 a 360 reia dem.
Feijo de 560 a 640 idem.
3:204*680
mi
1
*
CHRONICA JUDICIAMA
Tribunal da itelafo
8ESS0 ORDINARIA EM 16 DE NOYEMBRQ
PRESIDESCIA DO EXM. SB. CONSELHBaBO
QINTCO DE JHBANDA
Secretario Dr. ^rgiliiCoelho
A'i horas de costume, presentes os Srs. desem
cargadores em nume o legal, foi berta a seaaao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Diatribuidoa e patsados os" fetoT deram-te o
eguiutes
JULUAMEtfTOS
Rec*'soi eleitoriu-s
De Macei Recorrente o juii,' recorrido Jos
de Souza Lima. Ri lator o Sr. conselheiro Quei-
roz Barros. Negou se provimento, unnime-
mente. ,
Do ReeifeRecoirente Beruardino Austriclia-
1
DILIGENCIAS
Com viste lo fe. coiselheSro preenrador da eo*
roa e promotor da j ustica as seguintes :
Appellacos ro veis
De S. JooAppellante o,collector d,.rendasJ
geraea, appellado Joaquim Marins" de Fari&B1
Castro.' .1 1 b
Do ReiferAppellante Jps Caetano.do Madei-J
ros, appellados a Visc^ndessa do Livramento e
outros.
Appellacoea Crimea
Do loga H-ikf&iUnte ?elismdo Joaqoim. d
Araojo, appellada a juatica.
1 De ItambAppellante Manoel Theotonio dos
Santos, appellada a justica.
De CibrobAppellaotes Sev'erino Martina
de Oliveira e outro, appellada a justica.
Com vista s partea :
Appellacio commercial
Do ReeifeAppelUntea Moreira Irmos & C,
appel'ada a eompanbia de segaros Indemnisa-
dora.
DISTEIBUiyOES
, Recurso eleitoral
r Ao Sr. dceembargador Pitea Ferreira :
JDa ParabjbaRecorrente o juizo, recorridos
4^raaciaco de S Pereira e Joao Daniel da Crua.
Aggravo de instrumento
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De MamanguapeAggravante Manoel Peuoto
Florea, agravadoa Brito,Lyra & C. '
Appellajfles Crimea
1 o Sr. desembargador Monteiro ( de> Andrade
D IngaxeiraAppellante o promotbr' pnblfoo,
appellado Jco Nicolao da Costa.
Ao Sr. desembargado; Pires Goncalve :
Do RecifeAppellante Sober Henrque de Al-
meida, appellada a juatica.
Ao Sr. desembaj a 'or A'ves Ribeiro :
Da IndependenciaAppellante Joao Paulo Go-
mea Cabra I, appellada a justica.
Ao Sr. conaelhero Freitas lbJlues :
De BananeiraaAppellante o""juTto, appellado
Manoel Moreira Minles da Coata.
Appellacio oivel
Ao Sr. conaelhero Freitaa Henriquea :
De BarreirosAppdlunCe o padre Christovio
do Reg Barros, appellado o juixo.
ra- ae a sesaio as 2 horas da tarde.

PBLICiCOES A PEDIDO
Iguarass
De volta de um paaseio a urna das comarcaa do
norte desta provincia, onde fui tratar-me de gra-
ve incommodo de 8aude, tequei na voihn e hiato-
rica villa de Iguarass e all drmorei-mo algumaa
horas.
Hosiiedei-me em cusa de um .migo, u quem co-
nhe(o deede a infancia; mas, nao o encontrando,
fez-me as honras da recepcao um Vclho, s.'U re-
presentante em aua8 auaenciaa.
Dacutiinca largamente 8obre varios aasumptos
de puro intcr> ase local, chegando eu, finalmente,
triste concluso de que Iguarass vai em maravi-
Ihoso regresso.
Entre outras cousas dignas do nota, causou-me
espauto saber que naquelle lugar nao ha juizes de
direito e substituto, porquanto aquelle est licen-
ciado, e este, proprietario interino da vara, mora
nesta t-idade, para onde, ha muito, conduzio a fa-
milia !
E o que maia ateressante que o 1 suplien-
te do juiz substituto ignora que est em exercicio,
visto como neubnina cbinmuuieacao receben a tal
respeito !
Recuao-me a contar tudo quanto ouvi do meu
hosped, que alias me pareceu homem serio e in-
te. 11 gente, porque temo nao ser acreditado. Sem-
pre e om dzer que da gostosa palestra apauhei
a seguinte quidra, que, forc de ser repetida,
ficou-me na memoria
Peior do que o microbio
E do que urna ruim aogra,
E' de ?aarass a jnstiei,
Pois ninguete della ae togra. '
, Garanto que, at agora, ninguem comprebendeu
a causa occaaional do que fica esenpto. A cousa
simples:
_ Procnrei um exordio para a tranacripeo da co-
pia de um requeriraento, que all mo deram, peca
curiosa e que, segundo me informaram,, na p;i-
meira opportunidade, isto quando por aqwlhs
mundos apparecer por acaso ojuiz.de Jiraito inte-
rino, bacharel Telssphoro Salles, ser-lhe-ha apre-
sentada d -'apacho. '-
Sou decidido abolicionista e fajo minina as
nsideracoes constantes da referida petico, qutf
abaixo publico.
Oala possam ellas aproveitar a muitoa infeK-
zea captivos, animando oa a que quebrem as ta-
ces de Beus algozea os pea idos gnlhoea .que ma-
nietam-lhe oa pulaoa e, at, o coracao .'
Recife, 16 de Novembro de 1886.
Major Jos Gomes Durvai..
Illm.'Sr. Dr. juiz de direito interino.A eacra
vianda fiharina, matriculada''como tferteneeot^
viuva d Franciaco Xavier C ivalcante, vem pa-
rante V. S., asando de um direito sagrado, recla-
mar contra o acto pelo quai a junta de clifssifiea-
(o desta comarca deixou de incluil-a em um dos
primeiros tugares na lista que ltimamente rga-
nisou doa eseravisados, em ondicoea de serem
alforriadoa pelo fundo de emancipacao. >
Nao pomprehende a supplicante e motivo que
levou a referida junta a violar assim to cruel-
mente claras diapoaicoea de' le, e, ae nao fra
grande inconveniente-dar crdito a cerros boatos
que correal pelaa raaa deata villa, ella avanzara
a dzer que a mesma junta, composta em sua to-
talidade de escravocratas, s,procura dar gaidio
de causa aos aeua socios, deixando que oa aguan-
tados discpulos de Jos do Patrocinio, em cujo
numero se acha a rouiher que a escravisou, con-
servemos seus irmioa em captiveiro. <
A' anpplicanfe vai demonstrar que uo ae lhe
podia negar entrada na lista organisadu, e fal-o-ha
por modo a convencer a V. S. de que a' seria in-
justicia de que vem.ella de ser victima carece de
inmediato reparo.
Ella tem intima sat'sfacao em dirigir-ae a um
juiz, cujas ideas abolicionistas silo muito conheci-
daa e que, agora meamo, acaba de dar urna prova
do gran Je amor causa que dsfende, acouselhan-
do a diversos escravos de urna resp^itabilsaima
aenhora, residente nesta comarea, que nao lhe
preatasaem maia servi;oa, facto este que ia moti-
vando urna injusta aufclevacio doa meamos. >
A' V. S, distincto abolicioniata, ininigo da es-
cravido, cabe a ingTite tarefa de pugnar para
que deaappareca do lmpido co do Brasil a escura
e apardamscada nuvem da eseraVdSo, apagadora
doa belloa e penetrantes raios do aol da liber-
dade. ,
Naa preferenciaa eatabelecidas na lei, a suppli-
cante v 'in primo loco aa' ecravas caaadaa com
homens livre.
Parece, primeira vista, que a supplioante nfio
pode invocar em seu favor a aobredita preferen
cia, porquanto a peaaoa qus a conserva em capti-
veiro dedarou ao matrculal-a que ella era soltei-
ra; mas, estudada a queato la da philosophin,
nlo ha qaem posea negar aupplcante seme-
lhante preferencia.
Partamos daa denicee ;
Casar com alguem, dizem todos os lexicogra-
phoa, no que cato de accordo oa jurisconsultos,
contrahir matrimonio.
I E o que matrimonio ?
. Vai fallar o immortal Coelbo da Ro :ha. Oiz
, em auaa inatitu'coes de Direito Civil 213 :
Matrimonio ou nupcisa a eociedade e unio
rae entre duaa pessoaa de difFerente sexo com
o tim da proerearem e educarem oa filhos, ou ao
menea de ae aoccorrerom reciprocamente.
Exige, por ventura, a noasa lei para que a es-
cravisada tenha direito ana liberdade pelo tacto
de ser unida um homem livre, que essa umc
aeja santificada pela gr. ja Catbolica, ou que
ella preceda qualquer foriw lidadc ?
Nao, decerto ; e qein poda exigil o, porque ae-
r?abs rio!
Sabem todoa que a civillaac3o'mod;rna tem ad-
mittido casamentos, aimplesmete por acuerdo en-
tre o homem e a muiher, aem embargo de qualquer
outro ponto de apoio.
" 1 E' lestenanno o faoto de na cidade do Recife
um pai entregar ama filha a um moco de mereci-
iMnto, deaWrndo-oa casados.
$r. fos Mariano
QuOUSQUE TNDEM CATEL INA,
AUTBE l'ArrEKClA NOSTBA !
XIII
Sim, nao mala cada de rir, jue a eatyra nao
infunde vergonha aos miseros que oatentam s co-
nhecer Dtua no ouro !
E o numero dcstes tao grande nesta trra mise-
randa, seu despudor tao inslito, seudcscaramento
to repugnante, seudeapejo, aeu cyniamo toaaqoe-
roso, que nao praduzem k o nojo, o aseo, mas o
horror, e maia que ato o terror dos que ae aentem
fra do charco de acntimentoa to infames.
S elles poderiam elevar a altura de chefe de um
partido, como intitulara, de chefe de nma das cun-
panhias de interrsses mutuos, que taea ao oa par-
tidos do Brazil, e maia que isso, a, gro-aenhor,'ca-
belleira, o terror de urna provincia inteira, um
honvm por aeua feitoa todoa que ostenta como pa-
droea de glorias, nos quea nem a moral nem a lei
encontra Um s ponto de apoio.
Se assim sao 03 no8aoo partidosde interesaea
mutuoscmo em toda a parte onde de todo se
tenha finado o sentimento do patriotismo, o descaro,
o'cynismo da mmoralidade, nao tem toe ido, como
nesta, ao zenit da deprovacJo, emnenhum delles, as
outras provincias.
Ease partido que jfoi aqui, assimno nome, como
no sentimento que na .acjo, no brio, mais em
todas 88 provincias irmes, pela liberdade, est
reduzido a lorpitude dos sentimentoa mais via e maia
tacanhoa.
Elle e cempasto da urna parte por grandes jialt>.s
de cacetistas, do faquistas que vo cantir porta
da igreja o man n'im sum, que a invadem e com
torpezas ultraja n, que invadem os lugares sagra-
dos, estaqueara moribundos Iraies, cortam a
punhal aa aelaa por auaa imagens repreaeatantea
de sacrosantos nemes, semprecommandadas por seu
glorioso chefe, ;;j:m nestaa fayinhas, como nos
feitos grandes dos assassmatos, que o eaccltam
sempre para no menor ataque do cidado inerme o
anxilan in com seu ccete; grande parte de lazarom
que lhe eotendea constante a mao qne nnnea se
retira vaaia I
E' como um senbor de grandea dominios, de
grandes rendas que nunca ae tsgotMn, que susten-
tan) grandes, porenes e lautas mesa?, que ae libam
em abundancia delicados nectarea, com que cele-
brara ostentosos brindes de immensos louvarea, a
aeu excelso 1 erve; como aquelle, o maia sublime, do
thec-oureiro do desfalque de dous miihes.
A outra parte c de gente mais fina, que umitas
vrzea com aquellas maltas se cenfunde e sem a
quil ellas nao seriam.'.. E' a genre sabia que se
ri de Deua, que s tem- compaixlo ou desproao por
aqueilua que .clle cicim, que adora o ouro e maia
preeam aquellua que o sabem h&ver, fazer-se lico,
valioso e grande, de tanto maior mrito quanto
ma9 depr. eas chegam a grandeza aurfera.
Entra nesta pandega que se intitula partido li-
beral de Pernwbuco, 03 nossoa republicanos, ou
sejam oa idelogos ou os da repblica de j, que
s.Vj quaai todoa (oa de Pernambuco) que nao po-
dem conciliar com Deua a liberdade,* essa e toda
a maia simplea idea da divindade que rapellida
pela saiencia moderna, a que nos tem conduzido a
evalucao dos sectil os! Ah pedantes!... pedan-
tea da liberdade aem Deua : serio todos elles tolos
ou ser ao perveraoa ?
Entretanto entra aindi uesse tal liberal partido
de Pernambuco, muita gente seria que nao ae ri
de Deu.1, que nao adora a ouro, e que a levada
pelo nome mgico da liberdade. E:tes nao teem
louvaniaa para os crimes, para 43 immoralidades ;
mas que fazer se o nasso partido da liberdade est
assim e nao ha outro? *
Nao fallo da outra parte, a potencia leonina, que
de liberal em neuhum sentido nunca te ve nada,
que, aem popularidade, s por sua riqueza, que
nunca es podo distinguir entre oa conservadores,
d'onde nunca Ih'aa confiaran), vieram impdr-se do outro
lado.
De ama e da outra parte os dous bandos ae
odeiam e medero-sa; carecendo um dp outro, os
ledes do pavo, 01 masaaniello-mariani do dinheiro
delje?, que raro sangra, ora se uuem, ora se apar
taro, sorfrenda com appaaente calma e paciencia os
primeiroa militas vezs tfs maia furicsbftMquei.
Ser chefe entro nos ter o poder de dar empre-
go. Este basti nio dado a qualquer p rapado ;
no en tanto Massaniello-Marani tem conseguido
tlvez muito mais do que o Chefe do bando rico.'
Eis aqui o sea primeiro e grande mrito, to de-
cantado por todos os seus,. nesta trra cm que a
poltica a tem por fim dar de comer aos maia va-
lidos doa tantos militares dos, que teem foma e pri-
meiro i ucllea destes quo mais se distnguem em
servcoa eleitoraea. Mas aem dinhc'ro, essa che-
tanca partida pode lha cabir das mos a Massa-
niello e elle caTece" delTa filtTfa', efrp^iro arYfeba-
tar a parte do leio, alias, sem aoauhaa para Iludir
o povo, aem idea nem animo para eonduzl-o
gloria.
E' preciso aor ehefe para ter dinheiro, -preciao
ter dio he ir 1 para aer chefe : a iiviaa do temi-
do odimo Cabellara.
Maa de que modo, e o que desse modo ae tem se-
guido e o que ?
'Como nao ae pode dizer breve o caso, e hoje o
dia de mcus pobres annoa (66), aaaim decorridos,
como todos sabem, 1 sem neuhum proveito deata
trate patria, embora oa estorcaa oa maia ornados,
sacrificios tao dolorosos,ivaiao8 deixal-o para ou-
eo artigo.
Recife, 20 de Novembro de 1886.
Affonso de Albufuerque Mello.
Ao Ex ni. Sr. Dr. presidente da pro
Inda e Mr. Dr. chefe de polica
N'uraa repreBcntaco doa moradorea da villa de
PanellaB, que dirigiram ao Exm. Sr. preadente da
provincia contra a nova casa que tem de servir de
nova cadeia, o digno Dr. chefe de polica, mandou
ouvir o delegado d'aquella villa; maa com certeza
ignora va que aquella autoridade estiva fazendo
oa concertos precisos na referda casa, onde tem
uterease nos lucros dos reparos, nos alugueis e na
venda futura da mencionada nova cadeia, proprie-
dade de seu amigo e prente muito prximo o ma
jor Jos Cordeiro doa Santos.
Portento, a informadlo do respectivo delegado
s pode aei favoravel a elles interessados, e deafa-
voravel quelleaque com justica e caridade, repre-
sentaram contra urna propredade insalubre e sem
seguranca para o tim que a distiuam, da qual o in-
formante e o aeu prente pretendem lucrar dez,
por aquillo que s vale um, custa das vidas dus
iiifelizes detentes !... e da boa f do governo....
Anda nao fra de tempo para o Dr. chefe de
polica, mandar ouvir a seu collega o Dr. juiz de
direito d'aquella villa; que tem responsabilidade
legitima sobre a vida c seguranca dos detentoa, 0
nao tem casas para alugar.
Recife, em 16 de Novembro de 1886.
Os panellcnscs.
Ao commercio
blico
O abaixo assigaado tondo de retirar so
para fra desta provincia, por motivos de
doenga, declara que dcsie o dia 3 do cor-
rente mez, deixou de fazer parte da firma
de Couto & C, da fabrica do cigarros,
denominada -Maravilha sita a ra da
Imperatriz n 19, ficando o activo e paesivo
a cargo do Sr. Candido A. S. da Motta
Jnior.
Outro-sim tambera julgo conveniente de-
clarar nada dever a p?ssoa alguma, quer
nesta, quer n'outra qualquer praca, tanto
da firma social cima, como particular sua,
e quem se julgar seu credor queira dignar-
se em apresentar suas contas ou ttulos de
qualquer especie no referido estabelleci-
mento, para depois de reconbecido a au-
tentificado das mesmas contas ou ttulos,
serem pagos no improrogavel praso de
quatro dias a contar da data desta publi-
ca o.
Recife 17 de Novembro de 1886.
Augusto Jos do Couto.
O Xaropc de vida de Benter. I.
infallivel Emphaticamente o aaaeveramos, iofal-
livel! Quem o negasse negara a verdade. Todac
aa doencas e incommodos do estomago, figaJo, in-
testinos e ria cedem s 8uas maravilhoaaa pr-
priedadea purificantes e curativas. Pouco importa;
que tempo tenha durado a enfermidade ou film
arraigada esteja, o emprego motbodico e constante
do Xarope de Renler !\. Z nunca deixa de
effectuar x cara, restabelecer a sade e prolongar
a vida.
Despedida
O Dr. Democrito Cuvalcaut", de vendo aeguir
para o norte, com destino capital do Para, pede
desculpa ais aeua amigos de nao ir peasoalmente
deapedir-s9 e receber suaa ordena.
Oflerece-lhes aili aeua aerviso8, e previne a to-
dos de que o tenente Horacio Pires ttalvao, ra
do Imperador n. 41 (entrada pelo oitao) fica en-
carregado doa aeus negocios.
Recife, 17 de Novembro de 1886.
Despedida
O abaixo aaaignado, retirando se hoje, no vapor
Giqui, para Fernando de Noronba, cuja direccSo
vai assumir, pede desculpa aos seus amigos por
nao ter ido pessoalmento despedir-se e receber
auaa ordens, e, fazendo-o por eate meio, Ihes offe-
rece oa aeua diminutos prestimos all.
Recife, 16 de Novembro de 1886.
Joaquim Agripino F. de Mendonca.
Se a escrfula e a tiaica fazem tantos estragos,
por qoo muitaa vezes o estomago recusa ps ali-
mentos que recebe; o Bftngre torna se pobre, as
dgeetoes sao lentas e incompletas-. Natas con-
dicea oa mdicos nao hesitam em recorrer Pep-
tona de Cbapoteaut, uuico medicamento capaz de
impedir a invasao das duas terriveis molestias,
(iracas a ama alimentaco liquida, promptamente
aaaimilavel, por qne a Peptona Cbapoteaut a
carne de vacca digerida pela pepsina, o organismo
ae fortifica, desenvolve-se e torna-se refractario a
contrahir semelhantes enfermidadee.
Olinda
1
Diversas peasoas que nao podera ser n-
differentes s grandezas q te ainda restara,
orabora em estado de ruinas, nesta. cidade,
reuniram-se na casada residencia do Exm.
e Rvm. Sr. conego r. Luiz Franciseo
de Araujo, para o fra de combinarera nos
meios de reparar o magestoeo templo de
N. S. do Carmo hoje tao arruinado,
Estudados os reparos e senciaea pelo ia-
telligente e pratico engenheiro arahitecto,
Dr. A. Pereira Simres. que do boa yon-
tade a isto se prestou, e est prorapto a
dirigir a parte technica do trabalbo, foram
eleitas duas comraisses : umageral, cora-
posta do Dr. H. S. Tavares de Vascon-
cellos, presidente, tenente Manoel J. de
Castro Villela, secretario, padre Julio Ma-
ra do Reg Barros, thesoureiro ; e outra
de esmolas, composta do desembargador
J0S0 Franciseo da SiUa Braga, presiden-
te, Antonio Estevo de Oliveira, secreta-
rio, eonego Manoel Jlo (Jomes, o conego
Dr. Joaquim Graciano de Aran i :
As comuiiib: trabailiaai ^^^-fiafafjtf.
para obter os r,eoprsos necessarios <-fjec-
tividade do intent, que mprehendratn e
de esperar que encontrera n'piio e ani-
magao da parte de todos aqic-llos, aos
quaes reconerem para fim tao piedos.
Nesse sentido vao dirigir circulares.
Caso liuporante (0)
LE-SE EM UM JORNAL DE PELOTAS
A joven Marciana, de 15 annos de ida-
de, morad ra ra do S. Miguel n. 11,
nesta cidade de Pelotas (Rio Grande da
Sul), ha muitos mezes ackava-se soffreado
do peito.
O seu organismo depauperado apresenta-
va todos os syrapt ornas de urna grave affec-
oao pulmonar : falta de appetite, cansado,
tosse, dSres no peito e as costas, extrema
debilidade, todos estes caractersticos da
terrivel doenca apresentava a pobre rao-
cinha.
A sua saude, tilo profundamente altera-
da, comecou a inspirar serios cuidados
sua tia D. Joanna Ferreira Cardoso, que
em vao apresentou a sua doente a alguna
illustres mdicos, sem nenhum conseguir
atalhar o curso da enfermidade.
Esta senhora, seriamente preoecupada
com os progressos da doonja, teve a felie
i-6a de recorrer experiencia do uso do
Peitoral de Cambar, importante deseo-
berta do Sr. Alvares de S. Soares, destt
ci la Jo, e em tao boa hora o fez, que si-
gues dias depois a doente apresentava sea-
siveis melhoras, o o medicamento fazendo
(riumphar a nalureza da enfermidade, de-
pois de alguns mezes de tratamento, rea-
tituia a saude perfeita joven Marciana.
O autor do Peitoral de Cambar, com-
pletamente estranho a esta prodigiosa cura
obtida pelo seu maravilhoso medicamento,
recebeu um dia, com sorpreza, a visita de
D. Joanna F. Cardoso, 'que muito satia-
fcita, e em companhia de sua sobrinhatn,
trazia lhe um attestado que corre impresao
na maior parte dos jornaes da provincia e
em todos os opsculos que acompaaoc
cada frasco do Peitoral de Cambar.
O leitor deve procurar apreciar esse im-
portante documento, por m"io do qual po-
der devidamente julgar a transcendencia
da victoria obtida na cura de urna affeecSo,
que ainda cm nossos dias faz os desespe-
ros da sciencia medica. (Vedo o folhet
que acompanba cada fraseo.)
nicos agentes e depositarios geraes em
Pernambuco -Francisco M. da Silva & G*:
Ra Mrquez de OHnda n. 23.
LOTERAS DE ALfVGOAS^
Pede-se s pessas r
que jogam nesta lote-
ria que procuren! lr i
o que escreveu nos
Ijornaes da mesnla pro-
vincia b Sr. Joao Alves
Es te ves, g;uar,darlivros
dp thesmireiro das
mencionadas loteras,
e, por esses escriptoa
podero julgar da ^.li- :
sura que, existe^na ex-
trac^o desta5 'mesma
lotera.
Um qejogava.
N. 7. A Erauls2o djp gcott j ojmelho
medio at hojo descobeWc para- a cur
tisiea, bronchitts,. .-esoefujas,) anania
chitis e. debilidade, em geraf ; tambera
um curatro, infalJivel para ...os deflura
toase chronica e nffecsoja da garganta.

Srs. Redactoreslienda o aeu conceituado Dia-
rio de 13 do corrate, deparei com uaa protesto
aaaignado por diversos cidadoa e rgido ao pu-
blico e aa autoridadea superiores da provincia, que
diz re peito a minba humilde individuatldade.
Para qoe no paaae aem um repato, venho pe-
rante o publica declarar que;nio reoonbeco nos il-
trea autorea do referido protesto, autoridade al-
guma para julcar d< competencia na incompeten-
cia de meus actos.
Nao venho e nem quero deacatil-o, roas para
que o publico fique aciente da foica io dito pro-
teato, baata diaer .que, entre os Ilustres signata-
rios notam-sc Cidadaos moradorea e eleitorea em
ontraa fregueziaa desta capital, outros que pelos
lacos de parentesco para com a pcasoa a qaem se
dirige o mesooo protesto, tornar-83 inteiramente
auspeito ; e diversos liberaes, que pelo facto de
tercm adherido o mesmo : protesto tornaram-ae
conservadores; pelo que dou lhea os mena devidoa
parabena.
Protesto nSo dar mais urna palavra a respeito,
qualquer que aeja a provocacSo que ae me faca.
Recife, 15 de Novembro de 1866.
Jo Francisco Ribeiro Machado.
Companhia Franceza de Operetas
Empieza Richard
Alguna doa priheipea artistas desta companhia
tendo se recusado aeguir para o MaranhSo e Pa-
ra, apeaar de aerera obrigadoa pelos contraetoa le-
galisadoa no conaulado do Brazil em Para, resol-
v dissolver aqui a dita companhia.
Ri tirando me para o Rio do Janeiro no paque-
te Mandos, fferer.0 aos mena amigos mena ser-
vicoa na corto do Imperio, ra da Aisemblea, ho-
tel Barandier.
Recre, 16 de Novembro de 1886.
A. Richard.
Oleo paro medicinal de ligado efe
bacallio. de Murraj A Lanman
Os doutores de medicina recunheceraai, faz al-
guna annos, aem oceultar o seu aasombro, que as
moleatiaa pulmonares e hepticas, com nenbuma
outra cousa ae podiam curar, mas sim poderiam
ser completamente extirpadas com o oleo de figado
de bacalhao. Apenas se annuncignum tal sute-1-
ao, quando para logo o mercado ae vio inundado
de toda a casta de composicoes de azeite ae baleia,
de phoca, de raaos de vacca, de toncinho e um sera
numero de outras, aos quaes ae ajuntou o nome do
especifico legitimo, porem sem possuirem nenhum a
de auaa reaes virtudes. Porem agora temos no
oleo puro medicinal de figado de backlho, deLan-
man Kemp, um artigo cuja perfeita legitimida-
de de excellencia, ae acha comprovada pela Facul-
dada Medica. Noa hospitaea militares, navaea e
civis dos Estados Uui Jos da America elle tao
bem conhecido como na pratica particular dos pri-
cipaes mdicos.
Nenbuma claasede tosse, resfriamento, afiec^ao
dos bronchioa, molestia dea pulmoea e do figado ou
ffeccoea eacrofulosaa, podem resistir a ana mara-
vilhosa apcao medicinal. Sem rebaixar o mereci-
mento de outraa preparacea legitimas da mesma
natureaa, pde-ae afiancar que aquelle superlati-
vamente ezcellente. Garante-so a sua bsa conaer-
vacao em todoa oa climas.
Acha-se venda eu todas as boticas e loja de
perfumariaa.
Agentes em Pernambuco, Henry Fester & C ,
ra do Commercio n. 9.
Dr. Joao Paulo
MEDICO
Especialista em partos, moleatiaa de senhoras e
de chancas, eom pratica asprincipaea materni-
dades e hospitaes de Paria 6 de Vieana d'Anstria,
faz toda aa operacoes obsttricas cirurgieaa
concernentes as anas especialidades.
Consultorio e Tesidencia na ra do Barao da
Victoria (antiga ra Noval n. 18, V andar.
Consultas daa 12 a 3 horaa d'tarde. Tere-
phoae n. 467.
.Dr. Ferreh'a da Silva, consultas' n
dais 9 o meio da. Residencia e **
consultorio, n.t 20 ra Larga do
Rosmr-
Consultorio medico-
'j ...
cirnrgico
O r Castro Jess, contando .mais de 13i aaiMB.
de escrupulosa observacao, reabre consultorio nea-
ta cidade, ra do Bom Jess (antiga da Croe
n. 23, I. andar.
Horas de consultas
De dia : daa 11 s da tarde. ,,
De noite: da 7 .a 8. ., .
Naa demaia horas da noite aera encontrado c
eitio traveaaa doa Remedios n. 7, primeiro por-
to esquerda, alm do porcio do Dr. Cosme.
Oculista
i
ca

F
'
Dr. Mattos Barreto, ex chefe da elini-
_, de olhos do Dr. Moar Brasil e da
policlnica geral do Rio de Janeiro e me- l
do aggregado do hoapital Pedro 11-^
deata cidade. i <
Conaultorio, rna do Imperalor n. 65, !
andar, das 12 a 3 horas da tarde.
Residencia, Caminho Novo n. 159.
As operacoes sao feitaa aem t dor,
meio da cocana.
Conaultaa e operaftea, gratis aos
brea.
a
parj.
po-j.

Dr. Fcrnandes Barros
Medico
Cdnsultorio rur d Bom Jeaua n. 30.
Consultas de n eit dia i 3 horas.
Residencia ra da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
C linica medico clrurglea
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EapetialidadePartos, molestias de senhaa*,
criancaj. .
Residencia Ra da Im-rerutna n. 4, aeguai
andar..



Diario de PernambiicoQuarta -feira i 7 de Novembro de lf]6

Licor depurativo vegetal iodf'.
IX)
Medio Quinte!la
Este notabilissimo deparante que vem precedi-
do de tio grande fama infallivel na cora de todas
ai doencas syphi ticas, escrofulosas, rheumatiea
e de pelle, come tumores, ulceras, dores rheumati
cas, osteocopaa e nevralgicas, blennorrhagias go-
das e chronicas, cancros sypbiliticos, inflamma
ooes visceraes, c.'olhos, ouvidos, garganta, intes
tinos, etc., em toias as molestias de pelle, simple
ou diathericos, ajsim como na alopecia ou qa.da
do cabello, e as doencas determinadas por satu
Tacan mercurial. Dao-se gratis folhetos onde se
ncentram numerosas ezp jriencias feitas com este
aspecifico noj hotipitaes pblicos e muitos attesta-
dos de mdicos e documentos particulares. Fas-se
descont para revender.
Deposito eco casa de Paria Sobrinhs & C.
Ra do Marques de Olinda n. 41.
Dr Paula Lupes
( De volta de sua visgem Europa, rea-
/ bri > sea consultorio A raa do Mrquez de
I Olinda n. 1.
) Especialades : Molestias de creancas e
nervosas.
Tratameutos pola eleetrecidade (Electro-
therapia).

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T
Consultas: De 1 hora as 4 da tarde.
Residencia : Ra da Soledade n. 50.
Tcleplinne nn. 9 e US
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estico, panelro e operador
Residencia ra Bar&o da Victoria n. 1S, 1- andar
Consultorio ra Duque de Casias o. 59.
Da consultas das 11 horas da manhl as 2 da
Urde.
Atiende para os chamados a qualqner hora
telephone n. 449.
MEDICO HOMEOPATUA
Dr. Balthazar da Silveira
Especialidadesfebres, molestias das
criancas, dos orgos respiratorio das
senboras.
Presta-se a qualquer chamado par*
on di capital.
AVISO

Tbd<>8 es chamados devem ser dngi
dos pharmacia do Dr. (Sabino, a roa do
Bario da Victoria n. 43, onde se indicar
i n residencia.
Aviso
I
O Dr. K. Oasclan Bosael Jledico pelt.
Faculdade de Medicina de Pars.
Condecorado com a meialha dos hospitses.
Socio correspondente: das Academias da Med
cia do Rio de Janeiro e de Barcelona ; da Sj
eiedade de Medicina pratica de Pars e da Socie
dade Francesa de Hygien, ez-director do Museo
AnatomoPatolgico da Faculdade de Medicini
Jdo Rio de Janeiro, tem a honra de prevenir o pu-
blico que durante a sua estada em Pernsmbacc
Sea a disposicSo dos Jacotes que desejarem fcoa-
xal-o com a sua confianca.
Chamadas e consultas de 1 s 3 horas da tarde
roa do Marques de Olinda n. 51, 1.a andar: na
aospedaria de D. Aatonu (Caminho Novo).
Especialidades : molestias das vas respirato
?as coraeao, estomago, ligado, etc., molastim
avas, e syphilittcas.
SI
Oculista
I
Dr. Barreta Sampaio, medico oca
litta, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, mudou seu consultorio, do '-'
andar da casa n. 45 raa do Bario da
Victoria, para o 1.' andar da casa n.
51 da menina ra. Consultas* de meio
dia s 3 horas da tarde. Residencia
raa Seta de Setembro n. 3 A.
Dr. Gerpelra Iiit
*
BDIVO
o sen escriptorio a roa
Tcm
liss n. 74, das 12
Duque de Ca
s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia roa da San-
ia Crus n. 10. Especialidades, molestias de se-
ahoras e criancas, telephone n. 326.
EITAES
EnsiHo particular
Por esta secretaria e de ordem do 8r. Dr. inspec-
jr geral se taz saber aos profesaorea constantes
ia rilaco inra e dos demais profesaorea particu-
lares e directores de collegies de entino primario
ju secundario, tambem particular, que, sob fiCua
de malta de 104 a 50/000 sao elles obrigados a re-
aietier a esta secretaria, no corrente mea por in-
termedio do delegado litterario competente, ama
elacao dos alumnos que leccionam em suss escolas
collegios e dos quaes leccionau em casar parti-
.-nlares, com declarars da naturalidad*, dude, fi
iiacfto e aproveitamenta delles (art. 187 S*, art.
190 parsgmpho nico e art. 192 do regalamento
vigente.)
Sexo maiculino
Jos Antonio da Silva.
Jallo Soares de A zevedo.
Amaro de Snza Pessoa.
Luiz de Franca Bezerra.
Jos de Snuza Cardoso Pimental.
Orego-.-io Joo de Sonsa Lyra.
Joan Ribeiro Pessoa de Oliveira.
Fortunato Ooeniano da Costa Landim.
Thelesphoro Goncalves Lima.
Francisco Alves Dantas.
J -s Riymundo Ferreira do Moraeg.
Luiz Jos da Silva Cavalc>>ote Filho.
Hi'nrique de Paula Ferreira Rabello.
Aoto Bernardino da Roda AragSo.
Salustinno Cavalcante Correia de Mello.
Jos Francisco de Soares Interaminense.
Mauoel Vicente Elias Cavalcante.
Minervirn Francisc Lobo.
Antonio Cardoso de Agmar.
Thomaz valcante da Silveira Lins.
Antonio Hermenegildo Becerra.
Joo Baptiata dos A "jos
Quiatiuo Freitas Nogueira.
Manoel Gomej dos Passos.
Francisco Wauderley.
Manoel Ribeiro.
Laurindo Pinto Seabra.
Pedro Martina Braga.
Manoel Ve issimo do Reg Barros.
Valentino Goncalves Mendes de Britto.
Alejandre Olympio de Hullanda Chacn.
Autonio de Vssconcellos e Silvu.
Manoel Ribeiro da Silva Pontea.
Jf 3.0 Baptista de Medeiros.
Joaqnim Bellarmino de Mello.
Gai riel Cabral de Guerra.
Tertuliano Severino Percira de Souza.
Firmino P. mpeu de Mello Falco.
Claudino Ferreira de Macedo.
Manoel Jo da Roda.
Feliz Pessoa Camello.
Joao Braga.
Joo Rendal Wercerter.
Landelino Rocha.
Jos Ouarte Cnlisto.
Zeferino Ferreira de Audrade.
Padre Joo Servulo Teiieira.
Jos de Sjnza Cordeiro Smes
Jcio Januario dos Santos.
Vicente Ferreira Fonseca Carvalho.
Antonio Clernenlino Bezerra.
Luduvino Augusto Soares Barreta.
Leodegario F. S. Santas.
Je ao Alves da Silva Vianna.
Antanio Xavier Ribeiro.
Joquim Cavalcante Leal de Barros.
Jos Candido Fonseca de Medeiros.
Bianor GadouU F. de Medeiros.
Joio H. da Silva Braga.
Williara T. Robsson.
Manoel C. da Silva Braga.
Antonio Marques.
Antonio Cesario Moreira Dias.
Jos de Oliveira Cavalcante.
Argemiro Leodegario deS. Santos.
Alezaa Ir Jos Rodrigars Filho.
Joaqun Francisco Percira da Silva.
Vigark) Jos Francisco da Silva Braga.
Raymandn Nonata da Silva Braga.
Joaquim Jos de Sant'Anna.
Antonio Bcnicio Cava loante.
J<-f Arnildo Feitoss.
Chil. n Heraclito Peizota c Silva.
Mnoel Ribeiro da S. Campos. .
Z.-t- rio Candido Galv > Filho.
B.rM >lomeu O. de Ancliiela e Silva.
Jet Antonio de Miranda.
Jos A. de S a O iveira.
Elysi i Alves Fijueira.
Man.el Francisco de Medeiros.
Severino Cynllo da Costa.
Joo Hermogencs da Silva Braga.
Francisco Aureliano do Reg Mederi s.
Justino de Faria Mnciel.
Satastians Cavalcante Correia de Mella.
Manoel da Silva Chaves.
Joaqnim Goncalves de Souzs.
Malaquias Jos Per. ira.
Manuel Francisco Alves.
Anto Alves de Sant'Anna.
J L'onardo Joo Grego.
Manoel Alves Vianna.
H-i mino Rdrigu-s de Siqueirs.
Dr. Manuel Sebastij de Araujo Pedresa.
Augusto Hygino de Miranda.
Dr. Manoel Barbosa de I ranjo.
Dr. Jote Antonio Moreira Dias.
Francisc i R. Reia Lima.
Francisco Delfino da Silva.
Padre Franzco Adelino de Brito Dantas.
Dr. Joaquim Jos F. da Rcha.
Asceneio Minervino Meira de Vasconcellos.
Dr. Jesamo Lopes de Miranda.
Lenidas Silva.
Jos Mara de Hullanda Cavalcante.
Dr. lovis Bevilaqua.
Jos Ferreira da Cruz Vieira.
Dr. A Sonso Olindeoae Ribeiro de Soasa.
Jos Marques Acau.
Dr. Luis da Costa Ferreira Porto-Carreiro.
D. O ympia Afra de Meod Jos Antonio Pereira da Silva.
Dr. Jos Dinis Barreta.
Dr. Joo Feliciano da Motta c Albuquerque.
Madame L-vy.
D Leonor Pbilomena da Silva Vianna.
Joo Baptista Feln.
F. F. Rose.
James Fanstone.
Torquato Laarentino Ferreira de Mello.
Adolpho Sehsebe'.
Antonio Claudio de Oliveira.
Joo Jos Rodrigues.
Colonia Isabel.
Lyeo de Artes e Oficios
Carlos Ferreira Porto-Carrc-iro.
Sexo jeminino
D. Mara da PnriGeaco V. da Silveira.
D. Mara do Carino Rodrigues de Almeida.
D. Ada-inda Simplicia Santa R js ..
D. Oliadina Theophla do Sacramento.
O. Mara Candida Vilella.
COfflMERCIO
Bolsa eonimcrclal de re
baco
RECIPE, 16 DE NOVEMB&O \>E Ufe*.
A tres hor&i da Urde
f'Otacou offieiau
Sambio sobre o Rio Grande do Sal. 90 d/v. com
2 3|8 0/U de descont.
Cambio sobre Pelotas, 90 d|v. com 23{8 0|0 de
descont.
O presidente,
Pedro Jos Piolo.
O secretario,
Candido C G. Aleoforad*,
aKNJMEMTS PBLICOS
ti s de Novembro de 1886
ALKANi.-EGA
aVUDa enaa
D, 2 m 15 518.735>677
>a>u j. 16 4:773*7i>9
aaauA rsoviaciaL
De 2 a 15
ldew a 16
Teta
UacaaanuaiAO' 2 a
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90:334>225
8:0Atm
15
98:4261122
689:935/598
24.183 A044
1:584*735
CoasiiAiiu Ho.mcuL
I.U-.U, de 16
D 2 a 15
25:367,779
8:6934105
4:398>853
flsxtra naiv_ o 2 a 15
detn de 16
18.091/958
6:065*049
2KT/345
6:351/394
DESPACHOS DE IMPORTAgAO
Hiate nacional Sio Aartholomeo, entra-
do do Aracaty, no dia 14 do corrento, e
consignado a Bartholomeo Lourenyo, ma-
nifestou :
AlgodSo 398 saccia a Maia & Rezende.
DKliFACHOS DE KXPOiTAgO
K-n 15 de Suvembro de 1888
Parst o exterior
Na barca americana Ethel, carr.'gou :
Para New York, M. J. da Rocha 1,500 saceos
com 112,500 kilos de assucar masca vado.
Nn p,tacho mglez Itatella, carregaram :
Para New Yoik, Julio at Irmo 3,000 saceos
com 225,00'J ki'os de assucar mascavado.
No vapor americano AUianca, carregaram :
Para New York, H. Nuesch 4 C. 14.600 pelles
de abra ; F. Galvaj 3,140 pelles de cabra ; M.
J. da Rocha 300 s ceos com 22,500 kilos de assu
car mascavado.
Ns vapor mglez Tren/, carregou :
Para Lisboa, J. D. Pinto e Silva 2 barra com
170 litros d; agurdente.
Ns barca portugus Pereira Borgei, carre-
gara:i .-
Para Lisboa, Amorim Irma s & C. 30 barris
eom 4,8t) litros de agurdente ; J. M. Dias 16
banis ccm2,6b0 litros de mel.
"sirsi o interior
No patacho nacional Taborda, carregaram
Para t Iotas, Maia & Rezende 20 pipas con
9,600 litros de agurdente.
No vapor nacional At/mor, carregaram :
Para Porro-A egre, P. C rueiro C. 1,325 vo-
lumes cojj 96 960 kilos de assucar branca e 450
ditos com 3H,550 ditos ue dito mascavado.
Na barca noru Para o Para, A. M. C. Oliveira 40 pipas com
19,200 litros de agurdente.
No brgue noraegamse Lietand, carrega-
ram :
Para Santos, P. Carneiro & C. 150 saceos com
9,000 kilos de assucar branco e 100 ditos com
6,' 00 ditos da dito mascavaao.
No vapor nacional Mandos, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, V da Silveira
saceos com 22,500 kilos de assucar mascafado
200 ditas com 15,000 ditos de dito branco ; J. A.
D. Florinda Mara de Carvalho.
D. Miraodolina Bo>'ges Pcstani.
D. Josepha Gomes de Soasa Frrea.
D. Mara Joaquina de Salles Braga.
D. Mara Evangelina Ferreira.
D. Arcelina Mari i d- Araujo.
D. Idalina Verouica do Amor Divino.
D. Amella da Silva Pinto
D. Francisca Barbosa de S LeitSo.
D. Oreste Tavarvs da Silva.
D. Mara Umbelina da Costa.
D. Francisca Mana de Arauj).
Madame Blanche d'Herpeiit Torgo.
D. Philadelphia Ernestina de Almeida Fortes.
D. Anna Virginia Wauderley de Albuquerque.
Miss Anca Caroll.
D. Carlota A. F. Belfort.
D. Franceliua Dornellas Pessoa.
D. Amelia Suzana Z iclier.
D. Josepha L. Miriuh > Sarment.
D. Rita de Jess Barros.
D. Fortunata A. de Almeida Fortes.
D. Amelia Jacobina Romaoguera.
D. Emilia Augusta Alder
D V Idetrodes Primitiva da Foneeca Talles.
Di Porcia C. de Mello.
D. Mara Candida Bandeira de Magalhaes.
D Anglica F. de 8. Viat.
Irma V. Janoser.
D. Anna do R. Almeida.
D. Vicentina Cesara de Mello.
D. Mara Helena da Rocha.
D. Augusta de Ornellss Bcttencourt.
D. Augusta Carneiro.
D. Prescilla S. M. de Albuquerque.
D. Zima Rozo Lima.
D. Mara Coelho da Silva.
D. fiara Capitalina Martina Ribeiro.
D. Leopoldina de Siqueira Varejo.
Madame Adour.
Collegiu de S. Jos.
Irma Lesart. -
Secretaria da lastraccSo Publica de Pcrnambu-
c~, 5 de Novembro de 1886.
O secretario,
Pergentino Saraiva de Araujo Galrio.
Monte Pi Portuguez
Assembla geral
Para eleicSo dos nov s funceionarios que tem
do dirigij os destinos desta p-.a instituicao no anno
social de 1886 a 1887.
NSo se tendo reunido numero suffi:iente dos
senhores socios no domiu^o 14 di corrente, de
novo rogo aos meamos s> nhors seu comparec-
menta pira domingo 21, na sedo social, s 11
horas da manhj, para aseistirem a leitura do re-
latarlo e tratar su de urgontis .irnos interesses so
ciae.
Recife, 17 de Novembro de 1886
Jos Vieir de Siqueira Ferraz,
Secrrtario.
DECLARACES
VENERAVEL IRMANDADE
DA
Cilorloaa Senbora SsnCAnna da
Igrejis ila nula Cruz
Cunstrucco de catacumbas
De orden da mesa regedora, scientifico t todos
03 nossos carissimes irmaus que a mesa geral do
dia 14 deOutubro fiudo autorisou a mandar coaa-
truir no cemiteno publico catacumbas para serem
sepultados todos os noss"s irmos fallecidos ; ro
go nquelles que quiz>-rem gosar destas regalas,
tan'o par < si, como tamb^m para seus filhos me-
nores, que dig-iem se remet 'r a quaatia de V>,
im jurtancia estipulada pela referida mesa geral,
ao n.isso innan thosoureiro Joio Fn.ncisco Duraes
em sua casa ru de Dias Cardoso (auti^a do
Ctldeireiro) n. 32, das 4 horas da tarde em diante,
afirn de a ellas ter direito.
Outrosim, em nome da mesa reg3dora. pejo a
todos os n S90B irui. s que dignem-se coadjuvnr-
noa nesta importante obra, empregando todos os
esfircos que estiverern em seu alcance, afim de
ser com a inaior brevidade possivel c-ff^ctuad* a
sai ceucluai ; sendo para este fim nomeada urna
cominif til composta dos nossos prestrnosos irmaoi
os Srs. Antonio Alve". Vilella, Antonio Raphael
Alves da Costa, Joaquim Ramos da Costa, Manoel
Doraingues da Silva, Joao Amaacio Bruno, Ma-
noel Martius da Cruz c Joo Francisco Duracj, i
quil aclia-sc incumbida de man lar onjtrnir.
Secretaria da vencravel irmandade da Gloriosa
Sinhora Sant'Anna da igr ja du Santa Cruz do
Recife, em 16 de Novembro de 1886.
Antunio Saphael A. da Costa.
Secretario.
Comp..nhia de trilhos urbanos do
Kecife Olinda e Beberiijc
A3SEMBLEA GERAL, CONVOCAgO
De ordem do Exm. Sr. presidente da assembla
geral convido aos Sr. accionistas para se reun-
rem em asserab a xeral extraordinaiia na sexta
feira 19 do correnta raez, na sala das sesses, ao
meio dia, na foru a do art. 63. 3 pirte di regu-
lameato n. 8821, de 30 de D zeiabro de 1582,
afim de se tratar da reforma dos estatutos, fijan-
do setentas de que a reuna > se efie-ctuarA com o
numero de accioustas que e mp.irecer, em vrta-
de de ser esta a 3* convoeaci".
Sala das seseos dncoipinhia de trilos urba-
nos do Recife a Olinda e Beberibe, 12 de No-
vembro de 1886.
O secretario,
Jos Antonio de Almeida Cunha.
Obras Publicas
De ordem do Iilm Sr. Dr. engenheiro chefe,
faco publico que no dia 17 do corrate, aomeii
dia, recebo-se na s< cretana desta reparticao pro-
postas para a ezecucao d s reparos das pontes da
estrada da Luz, de Tapacur e de Maus, ore .do
em 780*000
O orcauento e mais condicoes para o contrato,
acham se disposicao di>s ueuhores pretend. ntes
para sercm examinados.
Secretaria da reparticao das Obras Publicas de
Pernambueo, 5 de Novembro de 1886.
O secretario,
Joao Joaquim de Siqueira Varejo
l.onilot and Brasillan Ha
Jnilteti
Ra do Cominercio n. 32
^acca por todos oa vapores sobre as oa
i c do mes rao anco em Portugal, sendo
'm Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos InglezeB.
fi
a
Obras do Porto
De ordem do Iilm Sr. engenheiro director da
rerarticSo da osras de conservaco dos portas de
Pernambueo, e de conformidade com a autorisaed j
de S. Exc o Sr. ministro da agricultura, com-
mercio e i bras publicas de 27 de Uutubro prxi-
mo passado, faco scieote a quem interessar possa
que, no dia 20 do orrente mea, o mMj Jia, na
mesma reparticao, recebem se propostas em cartas
lechadas e competentemente selladas, para a venda
dos seguintes objectos:
Urna machina completa de baixa pressao de ba-
lanceiros, em perfeito estado de conservaco, me-
diado o cylindro 26 polegadas inglesas de dame
tro. com torca efF.-etiva de 25 cavarlos.
Una caldeira cylindrica completamente nova
(anda nao servida) com 49 tobos de lat&O de 3 1/4
de p ilrga la de dimetro, e 11 ps ingleses de com-
prim uto de forca evaporativa efectiva de 25 ca-
vallcs.
Cavername centado de u:n navio, compondo se
todo de madeira de sicupira e amarello, raltando-
lbe tmente o taboado do costado, tendo as segnin-
tes dmensoes : 33,">44 de roda roda, 31,n>35 de
quilha, 3,>24 de pontal, e 7,nil0 de bocea.
A machina e a caldeira acham se na qfficna de
machinas sita ao caes do Ramos e o cavername,
no estalheiro da officina de carpinteiros e calafatei,
em Fora de Portas, onde podem ser examinadas
pelos pretendentes.
Reparticao das obras de conservaco dos portas
de Pernambueo, 11 de Nov.mbro de 1886.
O Io escripturaro, Manoel Duarle Pereira.
loiiipanliia de EdiOca^o
Commuaica-se aos Srs. accionistas, que por de-
libera? lo da directora fo resolvdo o recolbi-
meato da quinta prestacao, na razio de 10 p>r
cento do valor nominal das respectives a:ces, a
qual dever re.alisar se at o dia 5 de Dezembro
prximo futuro, na escriptorio da companhia 4
praca da Concordia n 9.
Recife, 5 de Novembro de 1886.
Gustavo Antunes,
director secretario.
^^^BiW5iH^SSl^,lHSPHHli^sjpj
Para o Rio de Janeiro, T. de A. Souza 225
saceos com 13,500 kilos de assuesr mascavado ;
M. do Nascmento 5,000 cocos, fructa e 1 caixa
peonas de ecaa ; F. de Saboia 1 caixa com ?gpa.
nadores de penna e 5 ditas com 400 kilos de cera
vegetal.
Para a Baha, J. A. da Costa Medeircs 16 bar-
ricas com 1,802 kilos de assucar branco.
No vapor Bmericano'.dl/ia/ica carregaram :
Para Maranbo, Maia 6t Rezende l pipa com
480 litros de agurdente ; Baltar Oliveira & C.
2 pipas com 960 litros de agurdente.
Psra o Para, Baltar IrmSos & C. 1 pipa com
480 litros de agurdente.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios sahidos no dia 16
Nova-Orleans Vapor inglez Delambre,
comtuandante A. Cadagan, carga varios
gemros.
Rio de Janeiro por escala Vapor nacional
Mandos, comraandante Guilherme Wad-
diogton, carga varios gneros.
Baha por escalaVapor nacional 8. Fran-
cisco, commandante Joaquim da Silva
Pereira, carga varios gneros.
Ferrando de Noronha Vapor nacional
Giqul, norarcaniante Souza L)ubo,
carga varios gneros.
Parahyba Lugar sueco Soea, captlo B.
O. Boyosson, em lastro.
Para Barca norueguense Elenezer, cap lab
G. Westermark, carga assucar.
Observacfio
NSo houve entrada.
VAPORES E3PERADOS
da Cta Medeiros 35 barricas com 3,849 krtlre* 'Espirito Santo
Mocar branco.
Para Pelotas, E. Barbosa 300 si ecos com 22,500
k'i f de ssEUcer branco.
Paranagu
Para
Mrquez de Caxias
Advanoe
Ville de Victoria
John Eider
Tagus
UedeCear
'erchant
Cear
de Hamburgo
do sul
da Babia
h je
hoje
amanhit
Paranhense
La Plata
Orenoque
de New-Port News a 19
a 20
a 21
a 24
a 24
a 25
a 26
a 27
a 27
a 29
80
do sul
da Europa
da Europa
da Europa
de Liverpool
do ncre
do sul
de New-York
do sul
do sul
Aviso ao publico
Do da 18 do corrente em diante haver as se-
guintes alteracoes no horario dos trens desta com-
panhia, e novas tabellas sero pregadas as esta-
ees e podem ser. procuradas pelos senhores assi-
gnantes na escriptorio da companhia.
Para a Varzea
0 trem de 6.18 da inanb! sahir as 6.0
> s 3.18 da tarde 3.10.
5.28 > 5.18.
5.28 ir t a Varzea.
. 7.28 sahir as 8.0
Da Varzea
O trera de 6.10 da mauh sahir as 5.52.
8.14 da tarde de l'nni; aahir da
Varzea as 7.29 e de Caxaug as 7.30.
I.i.ilia lo trrntal
O trem de 6.15 da m. do M n!. sahir as 6.0.
> 4.15 di tarde 4.10.
5.20 5.10.
6.25 de Apip. 6.15.
7.25 da tarde 7 20.
6.40 do m. do Enir. 6.25.
> 3.0 da tard. do ttec. 3.18.
5.42 do Ent. 5.35.
9.17 da inanlia uos doiniugus,
dias santificados sahir as 8.45.
I.Iiilit (trinripal
O Ircm de 5.52 da tard. de Apip. sabir as 5.45.
7.45 do Recife 7.40.
12.45 i.o> domingis e
dias santificados ir at Dtus Iru>iios.
O trem de 1.45 de Apipucos nos douingns e dias.
santificados sahir de Dous Irm'tos a 1.42.
R cife, 16 de Novemb'o de 1886.
O gerente,
______________B W. S'onehevtr Bird.
Thesouro Provincial
De ordem do Iilm. Sr. inspector desta reparti-
cao, faco publico que no dia 17 Jo crreme mez,
paga-se a classe de 2i eutraocia de profesoras,
relativamente ao mez de Setembro prximo pas-
sado.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
uco, em 16 de Novembro de 1886.
O escrivo da despeea,
Silvino A. Rodrigues.
Companhia de Beberibe
Cnnvida-se ao* Sis. accionistas a vi rem recabe r
o 77 dividendo na proporcao 44400 por aeco,
cujo pagara nto se effectuar neste escripterio das
10 horas da minh a.l hora da tarde, diariamen-
te at o ultimo desta mez, e ao depois aos sabba
dos.
Recita, 14 de Novembro de 1886.
O director secretario,
Jos Eustaquio ferreira Jacobina.
Subdelegada le poltrta du dlnlrlclo
de Marlcola. i de .X o ve mitro de
I88S
Por esta subdelegada se faz publico acbar-se
em deposito um cavailo russo, tomado aum indi-
viduo desconbecido, que pode rvar-se. logrando
os esforcos da polica : quem for seu dono, com-
parev* nesta subdeiegacia, munido da competente
justilicacao, que dando 03 signaes certos c pagan-
di as despesaa do trat, Ihe ber enrregne.
Ionte de Soccorro de
Pernambueo
Os pos8iiidores das cautelas de penho-
rrs dos nmeros abaixo sao convidados a
resgatal-as at o dia 23 do corrente:
11,632 11,633 11,615 11,703 11,976
11,981 H,988 12,010 12,022
12,103 12,107 12,168 12,202
12,306 12,319 12,3i4 12,329
12,336 12,346 12,349 12,351
12,360 12,361 12,362 12,370
12,376 12,381 12,387 12,391
12,394 42,402 12,405 12,406
l,408 12,409 12,411 12,412
12,416 12,422 12,431 12,438
12,445 12,149 12,462 12,463
12,467 12,470 12,472 12,473
12,486 12,497 12,499 12,501
12,510 12,5-li 12,516 12,517
12,522 12,524 12,525 12,531
12,533 12,538 12,651 12,552
12,565 12,566 12,567 12,569
12,584 12,592 12,594 12,595
13.603 12,610 12,514 12,62i
12,628 12,630 12,633 12,635
12,650 12,652 12,661 12,665
12,669 12,672 12,679 12,684
12,593 12,694 12,697 12,700
12.604 12,709 12,715 12,717
12,719 12,724 12,726 12,731
12,733 12,742 12,744 12,746
12,749 12,750 12,755 12,757
12,765 12,771 12,777 12,778
12,780 12,784 12,786 12,787
12,790 12,792 12,693 12,791
12,802 12,809 12,841 12,847
12,855 12,858 12,870 12,871
12,877 12,878 12,886 12,888
12,895 12,898 12,89J 12,912
12,918 12,922 12,023 12,924
12,935 12,936 12,'l37 12,939
12,949 12,950 12,953 12,955
12,965 12,966 12,978 12,980
12,987 12,988 12,989 12,991
12,995 12,998 12,999 13,001
13,004 13,005 13,006 13,007
13,014 13,016 13,017 13,018
13,024 13,026 13,032 13,034
13,040 13,044 13,045 13,050
13,058 13,061 13,065 13,067
13,072 13,073 13,076 13,078
13,080 13,088 13,089 13,091
13,093 13,095 13,096 13,097
Recife, 8 de Novembro de 1886.
O gerente e guara livros.
Felino D. Ferreira Coelho.
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOA1 JESS-N.
Seguro rnarillsatoa e ferreasrea
Nc-tes ultimo a nica eotpanhia Beata pra;a
que concede aos Srs. segurad* s isea>p;&ode paga
menta de premio em cada oetino anno, o qs
equivale r.s skMOOto de OCR
avor dos si girados.
fcd; 15 por ecata ea
Companhia
ferial
DE
m:i;iro contra roeo
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Promplo pagamento e prejuitoi
CAPITAL
Rs. 16,000:000/000
Agentes
BROWNS & C.
N. ^Ra do CommercioN.
SEGUHOS
MARTIMOS contkafogo
Cotnpauhia Phcnlx Per-
. oaiubiicaua
Ruado Coinmercio n. 8
CONTRA P(l0
!he Liverpool & bridn i Glob
INSMAME COMAN!
Mura Brollo k C.
Companhia Dahlaoa de navega
cao a V;tpor
Macei, Villa Nova, tened o, Aracaj,
Estancia e Baha
0 nw Hamsez k Caxias
Commandante Nova
E1 esperado dos ooriop aci -
ma ate o dia 18 de Novembro
e regressar para os mes-
mos, depois da demora docos-
tume.
Para 'aiga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete 'racta-se na agencia
i 7tiua do Vigario 7
\ Domingas Alves Ma hens
V CHARGELBS EIMS
Companhia Franceza de .\'avcga-
eo a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lia-
Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos)
03a
c o>;IliA FOGO
Xoi-lb Brilish k Hercantile
CAPITAL
t:OOO.OOo de libras sferllaa*
A GEN 1 ES
A do ni son Howic & .
Espera-se dos Dortos do
sul at o dia 22 de Norcmbro
seguindo depois da indis-
pensavel demora para o lia
are.
Conduzem medico a bordo, silo de marcha rpida
e offereceni excellentes cornniodos c ptimo passa-
dio.
As pascagens pdenlo ser tomadas de antemSo.
Recebe carga encommendas e parsageiros para
os quacs tem excellentes accommodacoes.
stemer Ville de Cear
E' esperado da Europa
n> dia 24 de Novembro, se-
guindo depois da indispen-
aavel demora para a Ba-
bia, Rio :'. Janeiro
e Mani*.
ttoga-se aos Srs. importadores de carga p'los
vapores desta lnha,aueiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng ua-
quer reelamafo concernente a volumes, que po-
ventura teuhau seguido para os portas do aul.afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nSo se
responsabiiisa por extravos.
liecebe carga, encommendas e passager* par
s quaes taro excellentes accomodaccs.
Augusto F. de Oliveira H
A .!:.VTKM
42-R1.A U> (X>MMERr'IO 42
tmifrd SUles-BrasiFljil 8.8. C
O vapor A_dvance .
Espcra-se de New-Port
News, at o dia 19 de No-
vembro o qual seguir depois
da demora uecessaria para a
Bahia e Hlo de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e din.hcir)
freta, tracta-se com oa
AGENTES
llenry Forsler & C.
N. 8 RA DO COADMRClO N. 8.
1- andar
COMPAW1IIA PEBKAHBUCaKA
DE
Aavegaeo Costelra oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Pirapama
12,025
12,30
12,335
12,359
12,371
12,392
12,407
12,414
12,439
12,465
12,503
12,505
12,521
12,532
12,561
12,583
12,596
12,622
12,636
12,66
12,689
12,70*
12,718
12,732
12,747
12,764
12,779
12,788
12,801
12,850
12,873
12,889
12,914
12,929
12,93
12,960
12,984
12,9.-14
13,003
13,013
13,019
13,038
13,056
13,069
13,079
13,092
13,101
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em I ..
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
Al 31 de dezembro de 1884
Harilimos..... 1,110:0008000
Terrestres,. 516:000^000
41 -Ra do oiuuierelo
COMPANHIA 42 NEL'ROS
MIRTIIKRV
de LUnilri-N e Iberdei'ii
Poalctttt ananeelra (Driemliro 1885)
Capital oubsciipto
Fundos accuraulados
Bccella annuali
Di premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros


3.000.000
3.134,348
BIJA
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John II- Boxwell
CUHMEHIIOCIO >. I" ANB4B
THEATRO
DE
VARIEDADES
COUPAS
Appeflo
COMPANHIA LTBICO-COMICA DE OPERE-
TAS FRANCEZAS
ao generoso povo per
nambucano
Un I ata feira i h de corrate
Me espectacalo a mMi
EM BENEFICIO DOS
Artistas da companhia
PRESOS
Camarotes com 5 entradas 8*000
Cadeirss e galeras 1 500
Plateas numeradas 1*000
Entrada geral no jardm, theatro aberto lOOO
Os bilhetes esto venda em CHsa de Cuar-
les PInym & C, na ra do Cjmmerco n. 24, Be-
efe, e na biihetaria do Ibeatro no dia do esperta-
culo.
Segu no dia 20 de
Novembro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 19.
Encommendas passagens e dinheros a frete at
i 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambwxma
_________________n. 12_________________
< Ofl I 1 Mil i EH HENMAVE
HIU HARITIHE!!
LINHA MENSAL
0 paquete Orenoque
Commandante Xortemard
E' esperado dos porto do
sul no dia 30 do correte,
seguindo, depois da demora
do costume, para Berdeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se sos senhores passageiros de todas
as classes que ba lugares reservados psra esta
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessous ao menos e que pa-
garen) 4 passagens inteiras.
Por exceptu os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se das at dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
afrete: tracta-se com o *
AGENTE
logaste Lab'lie
9 RA DO COMMERCIO -9
PacGc Siean Navigalion Companv
STRAITS OP MAGELLAN UNE
Paquete John Eider
E' esperado da Euro-
pa at o dia 21 de No-
vembro, e seguir de-
pois da demora do cos-
_ 'turne para a
Baha, Rio de Janeiro, Monte-
video e Valparaizo
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wlison Sons dr. t.. Limited
N. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
AARuilOS
toHPAMiii reu\iMRict\A
DE
\.i vegada o costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Tiniandar e Rio Formse
0 vapor Mandahu
Segu no dia 22 de
Novembro.pelas 5 ho-
ras da mauh.
Recebe carga at o
tia 21.
Encommendas, passagens e dinheros frete at
4 horas da Urde do dia 21.
ESCRIPTORIO
At Cass da Companhia Pernambucana
n. 12
Vapor Ayraor
Esperado do Rio de Janoiio
at o da 15 do corrente, se-
guir depois da demora pre-
cisa directamente ao Ro
Grande do Sul.
Recebe passageiros, para os quaes tem excel-
lentes accommodacoes; a tratar com
PEREIRA CARNEIRO & C.
N. 6 RA DO COMMERCIO N. 6
is
Lisboa
8egue com brevidadj a barca portogneaa Pe-
reira Borvis i para o resto da carga que falta,
trata-se com Silva Guimari's & C-, ra do
Commercio n. 6.
Rio l.niml do Sul
Segu com brevedade para os portos cima P pa-
tacho allemaj Brilhante.
Para carga trsta-se com Baltar Oliveira s C_
t
i
s,


f





Diario rtc Pernambuco^oarla-feira 17 de Novembro de I8S0
5
LEILOES
Quarta-teira 17, deve ter lugar o leilo de mo-
feta, fitas, jrro, e cerveja do aruaiem da ra do
Mrquez de Oliuda n 6
A 1 hora da trde o da rmajiu e mcrcadorias
daloj da roa do Bario da Victoria u. 42.
Quiuta-feira 18, o de diferentes volum-s
oom fazendas de lei que serao vendidas rm
bo urina-ein da rea do Marquoi de Oliuda
J.
Lnlao
D movis, quadros, louc.a e vidros
tu;ii-t;i feira. 19 do correte
A's 11 horas
Agente Pinio
3i sobrado da ra do Mrquez de Olinda
n. 6 ________
Leilao
Agente Pestaa
De um piano, cofre, guarda-vestid", guarda-
cae*, cartci.-HB, pree* do torro coco meta, com-
aaadaa e 1 si hiu de moutariu, jarros, candi, iros,
a-etagioa, bah-i s. laucas, vidros, caixilhos de ma-
ieira, ditos de vidro, latas com fumo, barricas com
fuoo, barricas com mate, finalmente t dos os objee-
4a* existentes no armazem ra do Vigario Teno-
rio a. 12, os quaes sSo vtndidos ao correr do mar-
tetlo, por ter o encamo sg nte de mudar de arma-
SALETA
2 Mesas de pinho, I jarro, 2 eavaletes, 1 guar -
da ce m i ias, 1 escada de di ura, 1 lote de KSTt-
mentas para jardn), 1 banheiro de ebuvisco, 1
ixcellejte machina para serrar capim.
Cosiuha
1 Mesa de pinho, 1 jarra, fogareiros e grande
lote de tr dcheira e CBtribtria-
1 Lindt victoria nova, com todos os i rrcios e
pertence?, 4 excelh ntes ca rallos, 1 carro de mi,
1 grande casa de madeira colierla de telhs a qual
serve de cocheira e estribara e cnuitos outros ob-
jed s que esta ao patentes no acto do leilo.
O ag'-ute Gusmo, compeleutemente autorisado
pelo I.lin. 8r. Dr. Ilypohtu Veloso Pederneira, fa
rleilao no dia e hora cima mencionado de todos
oa ubjeetca cima dc'arados existentes na casa
de sua residencia rna do Payasand n. 35, oa
quaes se ?orn un Iteoann n lavis por s rom novos
de gosto.
A's 10 6' partir ucu bond que dar passa-
gens gratis aos c uctirreutes.
Aos .00:000$000
Leilo
(arta feira, lo
A's 11 horas
eorrente
Leilo
fe m piase, 1 mobilia de junco, 1 cspt-lbo pran-
*% 12 quadros, 6 jarros para fl:irs, 12 casticaes
ata gas, pannos de crochet, candiciros a gas, 3
Caneca e argolas para cortinados.
Un gunrda-vestido, 1 commoda, 1 cama fran-
cesa, l toilet, 1 raea de o.ui- c 6 cadeira?.
Via aparador, 1 porta-licor, 1 quartioheira, 1
reJogio, eapreguicadeira1cade jarros, 11 r s e inuitos cutres rticos.
Quirta feira 7 do eorrente
Agenle Pinto
3a sobrado da ra do Mrquez de Oliuda
D. 6
O reieruJeleila) cotnecar s 10 h.ras em pon-
a a> < ter o mestuo agente de tftectuar um outro
.teJioi. 1 hora da tarde.
Leilo
fiarla f.-lr* 19
A's 11 horas
No 1 andar do sobrado da ra Relia
u. 37
O agento Modesto ta Mista, cempeteutemeute
aatoriaad. ar lei lo de 1 mobilia fingindo bam-
a oooiposta de 1 sof, 2 censlos com pedra, 4
cetras de braco e 12 de gitarnicav, 1 cama Ira: -
leca, l .lavatorio, 1 estante para livros, 2 apara-
alores, 1 mesa elstica, 12 cadeiras de junco, 2
Ba/vjueso ?. 1 importante cama para menino, 2
xdeiras de b-.laen, 1 commoda, 2 espriguicadei
rao, 2 quadros, 4 jarros, lavatorios, clices, do-
jakraa. 7 tap-tee pequeos, louca, trem de cosiuha
ssostroa artigos miados.
Leilo
,!><3 filtros e jarras para agus, contendo de
8 gigas
A's 11 horas
Agente Pinto
Xo armazem da rui do Mrquez de Olinda
n. 6
De faztidas, lencas, bordados e entre-
rueios
Coiisiaudo Je fiits cortea de vestidos de 13, pe
(as de bordados c entieineios, cambraias de sal-
picos, p> llucia, vellud >, la para vestidos, lencos,
coatumea para meninos eoutias fazondas de lei.
Quinta feira 15 do eorrente
A's 11 horas
No armazeai u ra do Mrquez de Olin-
- da o. 6
O agente into levar a leilo por mandadoe-
em presenca do Exm Sr. Dr. juii de direito espto
cial do commercio, tm virtude de requerimen e
do curador fiscal e depositario da massa fallida de
Caetano Rimos C differentes volumes com
fazendas de lei pertmeentes a referida massa que
serai vi ndiaas em lotes a vontide doa comprado-
res, s 11 horas do dia cima dito uo armazem da
ra do Mrquez de Oliuda a. G.
Entrega e pagamento em actocontiuuo.
Grande leilo
de no veis i: prata
SESTa-FEIRA, 19 DO CORRENTE
A'a 11 lu ras
Ra do Imperador n. 30, andar terreo e
sobrado
O agente Builamaqui, pjr ordem d urna fami-
lia quo ee retira para fra da provincia, levar a
leilito as se mobilia de faia a Luia XV com encost de palhi-
nba, compista de 1 sof, 4 cadeira* ae braco, 12
de guarnidlo, 2 dunckerques com espelbo, nutra
dita de dito, outra de Jacaranda, 1 cama de Ja-
caranda franceaa, guarda-louca, guarda-vestido,
marquet'.'s, cadeiras, marquezas, quadros, espe-
lbo?, banco para jardim, mesa de pedra, salvas,
colberea de prata obra de gosto e muitos tutros
artigoe que estaro patentes uo acto do leilo.
16-Hua do Cabug-16
O abaixo sssignado vi^ndeu nos seus ven-
turosos bilheles garantidos os premios so
guintes : 13440, 8583, 11373, 20975,
20534 c-om ucn cont de reis, 6581 a 6590
eom 200^1 o n. 18061 a 18070 com 1004
e 5151 a 5160 com 600000 da 9 par-
te da 8* lotera.
Coiivida.se aos possuidores a virea rece-
ber sem descont algum.
Acbam-se venda os venturosos bilhe-
tes garantidos da 10a pirto da 1* lotera d
provincia em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Rocife que so extrahir
quinta feira 18 do Noverobro.
Presos
1 Vigsimo I4OOO
Meado quantidade snperlnr
a 10 0:000
A dezena 94000
Joaquim Pires da Silva-
C1SI 1)1)1)1 II!;
AOS
100:8001000
Boa do Bario da Victoria o. 4o
e casas do costante
Leilo
da armacao, balanca, gneros c utencilios da ta
verna sita ra do coronel uassuna n, 220,
esquina da ra de 8. J0S0
Sabbado 20 do eorrente
A's 11 horas
O agente Gusmio, competentemente autorisado, I
far ltilo di taverna cima mencionada, a qual
se acba bem localisada, e s-r vendida em um oa
mais lotes, vontade dos compradores. Garanto-
se a-i chaves.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8JO0O no becco doa Coe-
Iboe, junto de 8. Goncallo : a tratar na roa da
Impcratrii n. 56.
Leil
ao
i armacao envidra^ada, armacoes inglezas, bal
ato. aDesas, cadenas, carteiras, repartimeuto de
alija 1 'ni. cofre prova de fogo, machina de co
fr actas, cpelbos dourados, lastres a gaz, en-
aioieicato e registro, relogio e movis, tu Jo ava-
*T-*------t:500/i 00.
A faeendas, iniaddzas o mais mcrcadorias, tu-
U mv-.lad.i em 10:006/369.
toara feira. 19 do eorrente
A' 1 hora da tarde
Xa loja da ra do Barao da Victoria n. 42
O agente Pinto levar novamente a leilao, aer-
astsafo de base as i-ffertaa ibtidas, a armacao, mo-
a e mercadorias da loja da ra do Barao da
~VasCcria o. 42, petencentes massa fallida de
Casiano Ramos 6 C, por mando e assistencia do
2iB. Sr. Dr. juiz de dir-ito especial do cominer-
as, a> virtude do reqaerimento do curador fiscal
< .. Leilo
Oe urna grande caixa com fazendas e chapeos
v*r*dos, servindo de base a oflerla de 10/000.
"J* pecas de algodo da Fabrica, com avaria.
^ainta feira, 14 do eorrente
A's 11 horas
Agente Pinto
Ra do Mrquez de Olidda n. 6
Grande leilo
importantes movis, eapellio*,
porcelanas < erystaes
'.jiiinta-feira, 18 do correte
A's 10 1/2 horas
o P,._vBsand(Magdalena),sobrado enea-nado
esquina do Oajueiro n. 35
bala de visita
Uaia Tica -mobilia a Luis XV com 12 cadeirai
ie aaarnicao. 2 ie bracos, 2 de balanco, 1 sof, 1
ilteas"! i i'i i t mesa de meio de sala, 1 importante
asesa de chaiao, 2 espelhos (moldura dourada), 1
aseas de madeira tosca, 3 cadeiras douradas, 2 jar-
es* defl.res, 2 ditos para Aires, 1 tapete para so-
a, 1 lito ciMiro d'oncae, 1 capacho de coco, escar-
Kaderas de porcelana, esteia (forro de sala),
lo quarto
TJna secretaria, 1 rscrivania, 2 importantes can-
tiliiiin para gaz k rosene, sendo um de pendurar,
i seats para papis, 2 cadeiras de mola, estante
as livros, tapete (forro de quarto).
2 quarto
Urna rinda mobilia de pao d'oleo com 6 cadei-
.xaa de guaroico, 2 ditas de bracos, 1 sof, 1 im-
prtanle relogio de parede, 1 lavatorio com jarro
hacia, tapete forro do mesmo.
Sala dr jantar
Usa importante mesa de csrvalbo, 1 aparador
ate earvalbo com pedra, l guarda louca de carva-
ko, Z erpriguicadeiras de lona, 6 importantes ca-
4ensi de espaldar de carvalho, 6 ditas torneadas,
A fiados quadros a o'eo, 2 ditos menores, 2 cadei-
ide bataneo (junco), 1 apparelho de porcelana
iota, copos, garrafas, coo poteiras de crys-
SOTEA
1* sala
1 Rieo-oillet de carvlho com pedra e espelbo,
1 iasportante cama de carvalho para casal, 1 me-
an asa oom seas accessorios, 1 rico lavatorio de car-
aalhn cooi pedra, 1 guarnicio de porcelana para o
asea','I guara vestidos de carvalho com espe-
flao. I sof de amarello, 3 cadeiras^de faia, 2 tape
4^ i banco de amarelo, 1 colxao para cama de
asad, ca*tieaes com mangas.
1 quarto
1 L iv lorio americano eom a competente guar-
mi^ia, l cabide de columnas, 1 dito de parede, 2
sao* para depitito decondueco d'agna.
2* quarto
1 Cama de lona, 1 cabidi- de parede, 1 ezocllen-
opsar i -vestidos de raioa de amarello, 1 cama
paraajliciro, 1 banco de amarello.
3o quarto
1 Casta de ferro com lastro de rame, 1 cama
ie tasa, 1 banco de amarello, I marquesa, 1 espe-
san, 1 meta.
2* sala
1 Uobilia de jicarand, 1 mesa tlastics de ama-
treUa, 1 nwtu de bichos prepralos e mais diver-
m )veia.
Aluga so os andares superiores do predio n.
51 ra do Imperador, com excellentes accommo-
dacoeo para familia : a tratar com N. I. Lidstouc.
rri do Commercio n. 10.
Arrcnda-se o sitio denominado das Jaquei-
ras, com gande casa de viftnda, arborisado e
junto a estacas ; a tratar na ra Piimeiro de Mar-
co n. 18, ou no mesmo sitio.
Aluga-se o 1- andar do sobrade n. 74 e o-2-
do 23, sitos ra de 8. Jorge, caiados e pintados,
frescos, com boa vista e rommodoj para familia ;
a tratar na roa Augusta n 286.
cmmiz
Vos 100:0001000
BII.IIKTi:* <; \tt HTinON
^ra^a daindependen
cia ns. 37 e 39
O abaixo assignado vendeu da 9a parte
da 1* lotera extrabida hoje, 11 do corren
to, os seguiutes prem'us : de 2:000)5 era
o n. 5302, de 1:0005 em o n. 18035, de
5000 em o n. 1554 e 15817.
Achara-se venda os fezcs bilhetct
garantidos da 10a parte da 1* lotera s
beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Reoife, que se extrahir a 18 do cor-
rente.
nim
De cada vigessirno 15 00
Empopo do 1005 P^ra cima 900
AnOir.io Augusto d Hamo- Porto
Aluga-se
urna casa nova no largo da Casa Forte, junto a
eitaco, com grandes commodos, prestando-se para
urna ou duas familias, tendo entre quartos e salas
, 26, e mais duas cssinhas com duas saletas para
I engommado, tendo gas encanado, com boa agua
1 de Deber, tendo duas bombas, banheiro?, com agua
encanada, tanques, apparclhos e gallinbeiros, ten-
! do o predi > terreno sos lados, cercado estes por
i muro, e no fundo por quaitos, com dous porioes
' na frente, preco razoavel : a tratar com o Gui-
j maraes na Casa Forre, junto a loja de faicudus.
Caixeiro
Precisa-so de um pequeo de 14 a 16 annos de
idade, pan caixeiro depidaria; a tratar com
Gomes & Primo, na travesea da Madre de Dens
numero 14.
O abaixo assignado acaba de vender
um vigsimo de n. 5,113, eom a sorte
de 10:0005000, dous ditos.de ns. 14,334
o 23,346 com a sorto de 2:0005000
da 9.* parte da 1.a Ioteria que se extrahio
a 11 do eorrente.
O mesmo abaixo assignado convida aos
pjssuidores virem receber na conformi-
cUde do coBtume, sem descont algum.
Achara-se a venda os afortunados bi-
lletes garantidos da 10.a parte da 1.a lote
rias a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, quo se excrahir a 18
do eorrente.
Presos
1 vigessimo 15000
Km qnantidade malor de loo*
1 vigessimo 5900
Joo Joaquim da Costa L'eis
mllil
Aos 100.000^000
23roa Primeiro de Har^o23
Da 9,* parte da 1.* lotera da provincia,
venderam Martina Fiuza & C, os seguin-
tes premios garantidos :
6,548 100:00 .'5000 16,607 5005000
18,055 30:0005000 12,881 5005000
21,018 2:0005000 9,212 5005000
21,920 2:0005000 3,491 5O0JO00
18,915 2:000500012,207 5005000
G,020 1:0005000 14,575 5005000
1,104 1:0000300 5,549 5005000
21,649 5005000 5,798 5005000
4,696 5005000 17,913 5005000
1:0005000 14,575
1:0005300 5,549
5005000 5,798
5005000 17,913
Acba se venda os afortunados bit he tes
garantidos da 10 a parte da mesma lotera,
que se extrahir quinta-feira, 18 do eor-
rente.
Preeos
1 vigsimo I5OOO
ta porc de toos par cima
1 vigessimo 5900
Taixeiro
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 14 ann> s,
com pratica de molhados, e que de fiador sua
conducta ; a tratar na travrssa do Monteiro nu-
mero 180.
Gasa em Olinda
Aluga-se a de n. 45 ra de Mathias Ferreira,
com bons commodos e perto do mar ; a tratar na
rna de S. Bento n. 48, das 6 s 8 liona da manha,
e das 3 da tarde < m diaate.
Ama
Precisa-se de urna ama de idade, para cosinhar
e ensaboar *, no largo da Santa Cruz n. 14.
.urecisa-se de urna boa
da Aurora n. 8), 1' andar.
cosiubeira : na ra
Precisa-se de urna boa cosinbeira, que dnr-
ma em casa de familia, e de u-n criado de 14 an-
nos, que nao seja fidalgo ; na bja ra do Barao
da Victoria n. 39.
Precisa se de urna ama para tratar de duai
crian; ip, lavar e engommar para as mesinaa : na
ra da Aurora n. 81, 1- andar.
Aluga se o 5T andar do sobrado n. 12 ra
das Larangeiras, com sotio, e a casa terrea n. 9
& roa de Cnlabouco : s tratar ns ra das Trin-
cheiras n. 17.
Aluga te nma casa para familia regular,
caiada e pintada de novo, com agua e gaz, oa ras
das Nymphas u 26 ; a tratar na mesma, ou ra
do Co i.mercio n. 15.
Para se paasar a festa, aluga-se no Caxang
urna grande casa com ailio, a qual fiua defronte
da rio, e tom a trente azulejada ; a t.llar na ra
Imperad, r n. 19.
Compra-se urna escrava de 40 a 60 annos>
cosinbeira c lavadvira ; no largo de Pedro II n.
75, 1* andar, a tratar com Frederico Chaves.
Quem precisar de um feitor para sitio e jar-
dim, cu mesmo para criado, dirija-se rna da So-
ledade n. 62.
Precisa-se de urna ama para cosinhar em
casa de muito pouca familia, e que durina na casa
do seu im prego ; a tratar na Capunga, ra das
Pernambucanas u. 18.
Precisa-se
Rosario n. 18.
proprietarios do muito conhecido estabelecimeuto denominado
MUSEU DE JOIAS
| sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeitarel PUBLICO que receberam uk
grande sortimento de oias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tan.
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que continuara a receber pe
todos os vapores vinde da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que en
outra qualqner parte.
MIGUEL WOLFF & C.
de urna ama ; na ra larga do
Prccisa-se saber onde se acha morando o
Sr. .loio Marinho da Richi Falcao, que aceitando
urna hypotheca em 9 de Marco de 1878, neata po-
ca dizia morar cm Palma-es. como consta da es-
critura, nunca mais procurou o seu credor, e
este procurando saber noticias de seus parentes,
dizem que nSo sabem aonde. o mesmo se acba :
quem souber, informe narui dos Saartyrios n.
148,2- anda'.__________________________________
Precisa-se fallar eom o Sr. Epipbanio da
Rocha Waoderley, que na > tem querido rrspender
as cartas que se Ihe tem esenpto, ocm mandar en-
tregar o que tem consciencia que deve fazel o ;
tudo is'o porqce est Ion e e zombande de seu
amigo.
Attenfo
Aluga-se a loja do sobrade n. 20 da ra da Im-
peratriz, com muitos commodos para grande ne-
negocio ; a tratar com Cap tul ino de Gusmo, na
ra do Bf-m Jess n. 11, andar__________^^^
Pilulas purgativas e depurativas
de Campanil
Estas pillas, cuja preparacao puramente ve
^etal, tevm sido por mais de 20 annos aproveitadae
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : afieccea da pelle e do figado, syptiilis, bou
boes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
^onorrhas.
Modo de nunl no
Couo purgativas: tom.-se de 3 a 6 por dia, tie-
&endo-se apds cada dsu um ponco d'agua adoca-
da, eh ou raido.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar
Estas pilulas, de invenco dos pharmaceoticoe
Almeida Andrade t Fdbos, tecm ertdtedim doi
rs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
se mais recommendaveis, por sereui um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que poden, ser
izadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
% droaaria de Parla ohrlnho dr
*l -BA DO MABQUEZ DE OLINDA 41
N. 4RA DO
Corapra-se ouro e prata velha.
CABUGA
----N. 4
DOMESTIC
Sao reconheciaas ser as mait
elegantes, aa mais durareis
em todos os sentidos.
AS MELHORES
Para precos, e circulares com
illustracoes de todos os estylos, diri
jam se
Domeslic Scwng Machine & C
NEW YOR, U. S. A.
Telephone n. IS8
BANHOS DE MAR
Superiores costumes de excellente azenda pa
Criado
Precisa se
numeio 109.
de
um criado ;
Da ra da Aurora
Para sen lio ras.
Para Imiiiciis .
Para crian^ns.
10^000
8^000
5^000
Proniptamentc prepara-se qualqner eos-
turne para o qu<3 temos os molho. es tecidos.
o mesmo ostabelecimento se com iiiuarf
a encontrar constantemente verdndeiras pe
chinchas.
M Primeiro de Marco i. 20
JUNTO DO LOUVRE
O
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EUGIJIIO MARQESDEflOUAJHUL
j \^rfy/yyeneyo'
VSO PAJUI IUMH.TOf V>
-S.eivjnjci Ag3tttadt>f/c6j>if3a todo *Je
a/Ufe i me Xluiat xt c&uictia.dojeu, .autbv
ce
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^^liheumatiemo.Cancr-os.Bobas.Iiripi^enS :
etodaeas molestlM que tenho sua origem
na impureza do sarigue devidaa ftvpha
ABOBATOBlO^EHTRAi Dt f ROOUCTOS'*IOIClHAt
DA FLORA BBA8.IIERA
14' Ruado Vise onde do Rio Braaoo '
--------JKIOIIE JA.NKIHO------
(Je Osut4-.f ~ .'

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PARS
15 Bue d l'EobiqBicr.
Foruooedor
prifilegiado dr. Casa Real 33 Espanha
e de B. I-I. a Rainha de Italia.
Ozea P.
Ozea Sachet.
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os denles.
Ozea Puta para os dentes.
Ozea Oleo,
Ozea Sabo.
Ozea Pomada.
Ozea Fixativo.
Ozea Cosmtico.
Ozea Brilhantina.
Ozea Cold Cream
Estas exquisitas preparaces sao muito apre
ciadas na mais distincta sociedade pela deli
cadeza do seu perfume.
WMR E C E R'S
TRANSPARENT CRYSTALS9AP
(Sabf.j transparente cristalino)
reconhecido como o mais perfeito do todos os slbaos de toilette pelas suas
propiedades higinicas, pelo seu arocui c pela sua larga duracao.
Dppsj .3 ..v^ii-..., rerramarias, Farmacias, dea.
OLEO
os TERRA-NOVA
SEM CHETnO NEM GOSTO DOS LEOS ORDINARIOS
33H9
de FIGADOS Frascos
KBACALHAU<*
h.UicaciaUe certa contra a Molestias de Perto, a Tsica. >
Bronquitis, PrisAos da Ventra, Toases ohronicas, Aileccoes escrotuloaaa.
4DI >.'K .VCI.4. JSjcigo-a ao rotulo o mello-Azul do Estado fratcw. i
HOGG. Pbarmacaatico. 2. roa Castialione. PARIZ, e prinejuaes I'barmaciair
as
GK2

Q
G
Cbapeiis e ciiii|ielina$
36 A40-PRAQA DA ND3: NURIA-----36 A 40
B. S. CARVALHO & C.
Proprietarios deste bem r-ouhu i in -t.. >el-neutn pajfecip-'n

a?
9Z.
es:
se
m
as Exaaas. familias c ao publico eu ger.il >i u enclmente receben
das principaes casas em Pwris >l ja le mellu-r
^^ apralo goslo ha em chap li^a^ nhoias o n,( i
^^ e das primoiras fabricas de H Ju mellar em iia-
pos para homens e crianzas, e mnib-a ourr i rtigos .-or'orni.es
chapelaria.

C#6
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Flor.-8 artificiaes part ornamento de


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Diario de Peraammc-- Quarta--fcira 17 de Noveinbro de 1886
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COISAIUO SUA
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PASA 0 CABEILO,
IBMMUIO a
KACIO, REXIVEL
f^Miau IqlVJCA M
E LUSTROSO.
:iAi"i.--
Aliiga-se
o segundo andar da casa rna da Aurora n. 81,
jsnto a eEtayao da estrada de ferro de Olinda ; a
tratar na ra do Commercio n. 15, cscriptorio de
Sebastiao de Sarros Barreto.
Aluga-sc
i predio n. 140 ra Imperial, propno para es-
belecimento fabril : a tratar na ra do Commer-
io n. 34, com J. I. de Medeiros Reg
Alaga se barato
Ba do Bom Jesiis n. 17, 1 andar.
Ba de Lomas Vainillinas i. 4, com setilo '
Largo do Merend n. 17, 1 ja com agua.
As casasda ra dr. Coiom.1 Suassnna n. 141
Ba do Coronel Huassuna n. 50,1" andar.
Largo do Corpo Santo d. 13, 2." andar.
Ra da Palma n. 11.
frata-se na ra do Goinmcrcio n. 5, Io andar
eseriptorio de Silva (xuiraaraes & C.
Aluga-sc
t casa n 1 ma L mbianca do Gomes, em Santo
Lcnaro, tem agua : a trata na ra da Imperatr
i. 32, 1. andar.
Luz brilhante, sem Fumo
OLEO AROMTICO
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
4luaa-se
a casa de sota ra do Conde da Boa-Vista n.
58, com bastantes cotnmodos, agua c gaz ; a tra-
tar na mesma ra n. 91, padaria, ou ra da Ca-
deia do Recite n. 60.
luga-se
predio n. 12 ra de Santo Amaro do bairro de
Santo Antonio, ermpoe-se do pavimento teirro^dt
um andar e grande eotAo. teinaraa, ga^deepcj^J
banheiro, etc.; as c'
, Na praca do Conde
le de urna ama que
pouca familia.
l I,tT- andar, precisa-
be,- para casa de
MARTXNS BASTOS
JPernatnbuco
NUMERO TELPHONICO : N* 38
Agua florida.- Extrnhida de flores bra-
silciras pelo aeu delicado perfume, suavida-
de o sugb propriedades benficas, excedo
a tndo que neste genero tem apparecido de
mai8 celebre.
Tnico americano.- E' a primeira das
preparacSes para a icnservacSo dos ca-
bellos. Extingue as cuspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tem agrande
vantagem de tornar ivres de habitantes as
cabecas dos que os usam.
Oleo vegetal- Compcsto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Excellente remedio
contra a carie dos denles, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo hlito.
Vende-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TF.LEPHONE N 33____________
Tricofero de Barry
Garntese que faz nas-
cer e crescer o cabello sin Ja
aos irais calvos, cura a
tiiiha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. PoBtiTa-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranque-
cer, c infallivelmente o
torna espesso, macio. lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda n frmula V'V
original usada pelo-iaent9r*eiii '
1 Bp. E' o nnied perfume no mun-$ W
do que tem a apprnvacao official de
ora Govemo. Tem dos vezes t
raais fragrancia qne qnalqner ontra V
-.llira Oaobro do lempo. E' uiijt,... _,
ma8 rica, ana ve e (li,lietnjrt"'*'"*,"t
muito mais fina e delicada. '
mais permanente e agradavel no
| lenco. E' daos vezas mais refres-
Do banho e no quarto do
5Eo S'rf&Te. a
Hace**;?* as
o taqsac& c os
Precisa-ee de nma ama
de pouca fami.ia ; a Ira
xias n. 85, leja.
,cosinhr em casa
na ru Duque de Ca
KANANGA do JAPAO
RIGAUD y P, Perfumistas
PARS 8, Ru Vivienne, 8, PARS
unir
(4 (gd de QSan&ng, a locfio a mais refrige-
rante, a que mais vigor d pelle, e que mais branquea al
cutis, perfumando-a delicatamente.
(EjXtraCtQ de $nng, suavissimo e aristocrtico,
perfume para o lenco.
(QleO de (Knng, thesouro dos cabellos que abril-
hanta, faz crescer e impede de cair.
(SabOttite de (^RRg, o mais agradavel e macio,
conserva cutis sua nacarada transparencia.
0OS de (KZlnga, branqueao a tez dando-lhe elegante
cor mate e a preservao de sardas.
Depsito as principaes Perfumaras
Aos 1.000:
200:000*000
100:000|000
LOTERA
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUGO
Bitncd a 1S ile Dezemfira fie 1886
0 tliesoureiroFrancisco Goncalvcs Torres
Vende *e
tijo'es de al venara grossa de boa quahdade i
mato duplo pcr""serem do Aracaty. por commodo
preco ; a tratar na ra da Madre de Deus n. 8,
cos Bartholomeu Lcurenco.
Cascas de canellciras
Pede-se
ao Sr. Francisco Joe Vhnna
mandar ra de Hortas n, 17.
o favor de vir on
l'arajardiiis
O Paulino, proprietario do archi-armazem do
Campes, recebeu raide quantidade de vasos de
(ferro proprios p.ru chrotons, roseiras, etc., etc.,
Cjmpra-se qualqucr quantidade no armazeai de sao superiores as tinas que usam fazer de barra,
Guimarilos & Valeute ; Corpo-Santo n. 6. i por serem muito iguaes e de duracao eterna. Re-
i cebeu tambem o superior vinho verde espumante
i as castanhas de Lisboa.
Profe.ssor
Um rapaz soltero, maior de 30 sddos, e de
conducta i,ffi.inc*da, offerece-so para leccUttl
em algum engenho dusta provincia cu fVa dclla,
as 8eguintrs materias : primeiras lettrus, fianccz,
principios de latim e de msica : quem precisar
dirija-se ao pateo do Carino n. 2, tuvernu, que se
dar informales.
Criado
Precisase de um ciiaiodull L 16 aunes
tratar na ra do Commercio n. 44
MORSOIsPEPSINA!
iaallivel e agradavel
INOGSTO
Sob n forma de
rsAscos, pos
on GLBULOS.
VENDE-SEniMUHDO INTEIRO.
rilKl'ARADOS DE
Pepsina Jflorson
Muito recommsndadas
pelos principaes Mevicos.
MORSON & SON
^'Jtbampton Row, Stissell-Squara
LONOON
i Mi i ii i IV
t*+*+*
Admlnlttrafto : PHIZ, $, Boulerard Montmtrtn.
OBANDE-GRIt,T.E.AffeCeilyniphatics,clon-
casdas v.as dstivas,obstrncc5es do ligado edo bato
obslruc<:':es i .s-era 's, coDcre^s calculosas da bile.
a'iJi^ostiV
diffloil, ii
f,'.i. tralgias
CILE8TINS-AtTcc{6esdosrin. lalieiigaireia,
concretos das (uriiu-.gila, diabetes, albii'iiinr.ria.
HAtrrERiVE.- I' --i.area:
eOB6l i iiuria.
EXA-SE i FORTE Da CAPSULA
HOPI1AL ljsiai)i;i'stiraiiiicomiiK)-
(''.' ilJo dilEoil, inappelencia,
Em Firr} .i uj,
ni.i m:!:-alas tcbLi-M era casas u
HARISHENLY & LACILLo, 9. mi Jo Cor.merao-
-. SL'I^EF. KOTOHUlf, 35, rna d Crol.
Osiwsitarospra Pernambu:o : Franc"M da Silva A C1*
Para cosinliar e engommar
ij-jPreesa-se de urna ama para casa de duas pea-
soas ; a tratar na ra do Mrquez de Olinda nu-
mero 41.
Vende-se urna arma cao propria para pharmacia
cu drogara ; a tratar na ra larga do Rosario
numero 31.
Billiele perdido
O abaixo assignado tendo peidido o vigessimo
u. 9914 da 7 parte da 14* lotera de Alagoas que
se extrahir amaobS, pede a quim achcu se digne
entregar ihe no thesouro Provincial.
Itecife. 15 de Novembre de 1286.
Francisco Martins Ferreira.
Elixir carminativo e tnico do
pharmaccotico Ve as
Remedio que cura dyspepeias, gastralgias e tc-
daa as perturbacoes ligadas desarraojoa d? es-
tomago e intestinos. Aconselhado por varios cli
nicos dos mais conecituados desta cidade, acha-se
venda exclusivamente na pbarmacia americana
de A. Vi. i eras & C, ra Duque de Casias nu-
mero fiT,
i PHOSP HATO de FERRO
de
Pharmaceutico, Doutor em Sciencias, Inspector da Academia
Approvado pela Junta de Hygiene do Rio-de-Janeiro
Esta solugao, que foi admittida na Pharmcicopa Francesa (Edicao
de 1884), clara, lmpida, anloga a urna agua mineral ferruginosa
concentrada, o nico dos ferruginosos, que, assemelhando-se
composftja dosglobulos reparador e reconstituinte dos ossos e do sangue. Sem fatigar
jamis o.esjomago* sem enegrecer os dente, sempre de grande van-
tagem paracqWbaier asadores de estomago, as cores paludas, a.
anemia, pobresa do sangue, a leucorrha, airregularidade
da.menetruaco e outras indisposigpes a que esto sujeitas as senhoras,
as mogas na idade da puberdade e as creangas debis, anmicas e
sem appetite. ... ...~~..,......
Deposito em Paris, 8, ru Vivienne e as principaes Pharmacias e Drogaras.
I
Precisa se do duas anas, sendo urna pa-
ra cosinliar e lavar T'ttra para engom.
mados e outros srvicoa de ^aaa de poue*
familia; tratar n^ rua'^t^ie de Caxias
n. 42, 3o andar por cjwa d typograpbia
do Diario de Ptrndnifjuco.
Precisa-se de duas amas, umtf para cosiubar e
entra para andar com enanca ; na Capnng*, ft
ra do Dr. Joaquim Na0ee n. 3.
Precisa-se de ama ama para ajudar na cosinha
a tratar na rus de t. Jcao n. 13.
51. J
in
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar e lavar,
para casa de pequea familia ; na ra de Fernan-
des Vieira n. 24, taverna.
b~ PASTILHAS
>\5 C
De AN6EL1M & MENTRUZ
BS
( I
W5
99
as
es-
3
es-
es
3
Dxror3DEa*x-.
Cura positiva e radical di Mas ss formas de
sorofulas, Syphi.?, Ferj^a| Escrofulosas,
Affec^Ses, Cutneas e uao Couro Cabel-
ludo oom perdadO Cl*llt>s fedo todas as do-
encsdo(angueF:cado, e Bins. Garante-se
que purifica, 'eirrqne^ 8 "Vftalrsa o Sangue
e restanr e jjgW* 0f y4wn> inteiro. ,9 -
Sabao Curativo de Reuter
'Para-o Banho, Toilette, Crian,
cas e para ,a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
em todos es periodos.
Deposito em Pemambueo casa de
Franciaco Manoel da Silva & C
3aflcmuiselle tlotiiilia
Ainda centina na,ra do Imperador W55, 2
andfcr, ode sua artiga* e Ircguizas podcnbeu-
coutral-a para confiar -me M trabafr.% qbe Oomo
modista desempeaha, como sejam, toil-.ttes peL
teados de todo gosto, de secorde wip oa guri
modernos ....., .. j .
i
eofllros
Tomem nota
Trilhos para engenhos
WAGOXS TARA CANNA
Loeoniolvas
Hacjilnlsmo eomplco pitra e
genhos de todos os lmannos
Sytama apcrfeiyoado
E8pecificag3es e presos no eseriptorio dos
agete i ]
Browns7^ G
>'. Hii;i do C'omuicrcio
N. B AlmdoacimaB & C., tem cat)a,l9gosde,
mo i t-implementos ne'ccssarlos agricultura, come
.nmbe-m nmebinas para decarecar Tgttd, mo
ohos para caf, trigo, arroz e inilho; cerca de fer-
ro galvanisado exccll'-ntc e mdico em preco, pee
loa nenhuma pode trepa.-a, ucn | mal que-
oral-a.
alugor um sitio com boa morada para familia, de
preferencia nos arrabaldes da cidade ; quem tiver
dirija-se botica francesa, na ru* da Cruz n. 22,
ou a ra da Madfc de t>e

O Remedio mais cfficaz e ^^*
CS Seguro que se tem descoberto ate
^fl hoje pare er/^e'/ir as Lontrigas.
ROQulAYOL FRERES
Pastilhas vermilugas
de Hcring
o melbor especifico contra v< rtnes : deposito cen-
tral em casa de F> ra Subrinho & ra do Mr-
quez Olitdn n. 41,
Criado
Precisa se de um menino de 10 a 12 annos,
para criado de um i pequea familia, dando fiador
sua conduc'i ; na ra do Capito "iu* n. 19,
em Santo Amaro da Calmas.
Peitoral 3e cambar
Agentes e depositarios gcras neste provincia
FRANCISCO M. i)A SILVA & C.
om armazem de drogas ra do Mrquez de
Olinda n. 23. Preoos : Frasco 94500, 1/2 duzia
13*000 e duzia 24J000.
Precisa-se
de urna ama para lavar e engommar ;
Cruzes n. 14.
na ra das
Ensrommatic.n'
Precisa-se de urna ama que rngomme com per-
feico ; na ra do Marqqez dp %rval n. 10.
Bazar k, passaros
Rna lo Bom Jetas n. 2H
Neste estabelecimentoencontra-se sempre gran-
de Bortimrnto de especiaes passaros e gaiolas,
nacionaes e estrangeirae, frucias de diversas qua-
jidades, balainhos para ninhos de canarios do
imperio, jarros e cestos de timb, trhbalho muito
aperfeicoadn, a saborosa pimenta em conserva em
lindos fraiquinhos vindoe da America, pelo barato
preco de 120 rs. cada nm, e cutros muitos gene-
ros, quo se tornara enfadonbo mencionar, tudo por
preces mdicos.
W.iudc e vigor
TABA TODOS QU! FiEBEM UZO DAS P1LU-
las antx-dyspept;cas e reguladoras
do ventbe.
Preparadas por Bartholomeu &. C\
Estas pirulas, coja formula nos foi con-
fiada peto distincto clnico desta cidade, o
Illm. Sr. Dr. Carneiro da Cunha, sao ap-
plicadaa com o melbor xito contra a fra-
queza do estomago, prsao de ventre, en-
gorgitamento do gado e bago, anemia,
tonteiras hemorrhoidaes, etc. et:. Ellas
nSo causam o menor vtxame ou dor no
estomago, produzindo sua acjSo operativa
branda e suavemente.
NSo prostam as forjas, nem abatem o
espirito, antes pelo contrario do alent,
desenvolver o apetite, d8o maior vigor e
rstituem aos doentes suos primitivas for-
jas, concorrendo assim para o completo
restabelecimento da saude.
DBPOSITO
EM SUA PHARMACIA
BA LABRA DO EOSABIO N. 34. |
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
Tintan inflana
PARA TIN GIRA
Ra^ba eos cabellos
triada
Precisa-sede urna criada para cuidar e andar
com um menino de dous annos ; n tratar na es-
trada de Joao de"Barro, srtio'n. 27.
INJECC0 DE GRIMAULT E C
Proparada oom as folias do Matice
Approvada pela Junta d'Eygiene do Rio-de-Janelro.
Esta injeccSo preparada com as folhas do Matico do Per para a cura
da blennorrhagia, adquiri em pouco tempo urna reputacao universal por
ser a nica innocente, contendo apenas vestigios de ses adstringentes, que
se encontrao em outras em grande quantidade. Em poucos dias ella acaba
com os corrimentos mais dolorosos e mais rebeldes.
Deposito em Paris, 8, Ru Vivienne, 8
Cada fraaco lava a marca de fabrica, a firma e o sello da nossa casa.
LOTERA do ceara
ffi BYfOfTO^PHITO DE CAL j
fmpregados com tanto etilo p*ra curar i>
pL:hisca c as molestia* tuberculosas,!
.'vendem-be nicamente ero frascos qnadra-
Idos con? oiomedo doutor Cbcbce'x sobre"
8ob a influencia dos Hrpopl'osiihltoa a
Itosse diminuc, o appetite augmenta, as for-
jas torneo a vir, 03 supres nocturnos cessSo, I
e o diK nfc gezarie ui mn^rst.-tV hs.isilo^
CSfimoAolp^i/fts &ue?lei-io a marca>
M Abifratdf i'fahnli'ij S W A M,'
12, futa Cmtijlibul t"rh, sin m |i
e*s IrerMl&iqps] c weiaitrnteri-lailos (velo
D' CHUnCHlLL, aft/oi- da descoberta
8!ts propriedades curativas.
Prer.-j : 4Jrancos por fraseo em rra^a.
'< fs.>Ai. mis p*ir,ciaatP>irnn.iti.
0 portador de dous vigsimos desta nova lotera
est habilitado a tirar
20:012$000
BILHETES VENDA
RODA DA FORTUNA
36Sua Larga do Rosario36
OPPRESSAO
-rosar
UTilAjUMIEFLBU
NERRfiS
Pelo* Clfms E!*K
\spira-se a f'jm-"* aue penetra no peto acalma o symptoma aeroso, faclUt:.
a eipector*t*0 nrorisa as.funocpes dos orgaos respiratorios.
HllHl w (U* e J EiriC. f iva N'-Hiorf. ca Parla
Dsfosttanotem e*rnambM<*^f:^4Si&&?..-t^LVA* C*\ _' n

Ama
Precisa-Be de urna ama para cosiubar
vessa dor Pires (leriqiritij u." 5........
na tra-
cimejpP'.n

~
wsttieira
cosr

Prrcisa-yr, sendo sseiado, paga-se hem : a
tratar na raa do Pajisand n. 19 (PaStagmJ da
Magdalenn).
------------------------r~*-----------
Hypophosphitos de cal e soda
ApproTada pela Junta de H.v
glene e.aaforisada pelo
goverao
- E' o melbor remidi at heje descoberto para a
Ixir-n broneblte, << o|>liulns. ra-
rhl iim. ammia. <: ehllldadc em geraM.i
iieOiiioii, toaiMe cbronlca e affeceftea
do pello e da sarunntn.
E' muito superior ao oleo simples de ligado de
bacalho, porque* al de. tercinro e sabor *gra-
daveis, possue tolas es virtudes medicinaes n-
Criado
No largo do Corpo Santo n. 19, 2- (indar, pre-
cisa-se de um criado que saiba 1er remore no
hpirrodo Rejife.
________________________________________________________________________________ .
Caixeiro
na ra de Marcilio
i
Marca
Registrada
l'n csm-s. ,'e u-n caixeiro
Dias n. 1-11.
tntivas do oleo,'
[oflasis vi
, alea) das 'propriedades tonia
reconstituintes dos Wpophsiplutos. A' ven
drogaras eboti*8.S -> 3 i
Deposito em Pemambueo
a
0 pre^o fi.\o
i
lianHovni. 21
ReceKu elo timo vagsr fran^z aioboiito
rtimento ae-oculOs, piaifitz, eseira^ tjaniv-e-
s. naval has '.ermometrfis pira mdicos, c dirr-
sos instrumentos de crurgia medica e dentaria
-*.
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
1
Cal ?irgeni de Jaguar i be
Abri se ra do Bom Jess n. 23,
um armazem onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem de Jaguaribe,
acondicionada em barricas proprias para o
fabrico do assucar.
Estaca!, em Dada inferior que nos
vem do estrangeiro, vendida pelo preco
fixo de 6^000 a barrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho
Jaguaribe, cujas pedreiras lhe d o nome.
h encarregado da venda nicamente
nesta cidade o Sr. SebastiSo Bezerra,
com eseriptorio ra do Bom Jess n. 23.
Cautella
As P/ltas purlflco o Singue, corrlgem todas as desordems de Estomago b
dos Intestinos. *
Fortalecem a saude das constitucoes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermidades
ares aoseio feminmo em todas as-edades. Para es meninos assim como tamben para *s
pessoas de idade avancada a sua eficacia e incontestavel.
Erfai muJicinas sli prparidas rnenle no F.stb*lecimeoto do Professor 'Hollowav,
T, HffW; OXF0BD STEEET (antes 5S3, Oxford Street), L01DBES,
f E vendetnse^m eoda aspliarmacjas jio uoiyetso.
[*aT Os compradores sao conridados respeitoumente a examinar o rtulos de cada cauta e Poto se nao teeaj a
direcoao, 533, Oxford Street, sao fakificasoes.
F '' 1 1 1 1 I .... '
I
Perdeu se a cautella n. 15.421, do ..
Ssccorro ; pede-sc a quem acbal-a que a entre- na 's\e,a do EpP,r,t0 Santo-
gue nesta rypograpbia.
Antonio tlvrw Ferreira
Jos Uernsrdino Ferreira, rs irmaos e sobrinhrs
. de Antonio Alvrs Ferreira, agradecen) de todo o
. coracao todas as pessoss que se dignaran) acom-
panhar ultima morada os reatos mortaes daquel-
J le sen amigo e' prente ; e de novo as convidsm,
i para a mise do stimo dia que se realisar na
quinta-ierra, 18 de corrente, s 7 horas da manri,
1
lloii(|uel>
Fsz-se lindos bouquets para casamentos e for
mauraB, com lindas fitas e sem ellas, e por pre-
iC"s commodos ; a tratar na ra do Imperador nu-
mero 45.
Boa pinga
Acaba de chegar para a ra da Hortas n. 17,
pelo vapor Senegal, eonsignaco. urna qualidade
de vinho especial, o que torua muito recom-
mendavel porque nao tem eonfeccao, e seu sabor
furo e agradavei.
Criado
Precisa-se de um criado de 16 a 18 annos de
idade, que d flanea de sua conducta ; oa ra
Velha u. 40.
Casa no Arraial
Aluga se urna casa terrea no Arrial ao p da
estacao ds Casa Amarella, com commodos para
familia ; quem pretender dirija-se aj eatabeleci-
mt uto de molhados do Sr. Domioga*.
D. Jo vina Pereira de \ Ibuquer
que
Jeo Joaquim Pereira de Alboqu'.ique, Antonio
i Pereira! de Atbuquerque, Manoel Pereira de Al-
buquerquir, Joaquim Pereira de Albuquerque,
Paulina Pereira de Albuquerque, Candido Henri-
que Per ira, Carolina Eusebio de Soasa e Albu-
qu-rque. e Zulmira urea de Albuquerque, irmSos,
cunhados e sobrinhos, agradecen do intimo d'al-
ma todos os eeus parentes e demais peesoas que
se dignaram acimpanbar ao cemiterio publico os
resto i mortaes de sua presad* irma e cunhada, D
Jovina Pereira de Albuquerque ; e de nova con-
vidara a todos a assistirim a missa que. por sua
alma mandam resar ea igreja do convento do Car-
mo, quinta-feira 18 do corrente, as 7 horas,
stimo do seu pussarnento, c por isto desde j se
confessam agradecidos.
Huno, i Mue Crrela de Mallos
Eugenia Mana da Concuica.) agradece cordial-
mente todas as pess a que s dignaram aconv-
panhar os reatos mortaes de seu presad i irmao,
d- novo as convida para assistirem as missas,
que por alins do mesmo finado, manda celebrar na
igr. ja de N. S. da Soledado. s 7 horas da ma-
nb do dia 18 docor.ente, stimo do seu falleci<-
mento.
Ltffij
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f




, r I
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"-"i*!- ''*''" '-'
I




Diario de Pernambucoftuarta-feira 17 de Novembro de IS86
Vndete um kiosque no pateo do Paraso :
a trat ir no meBmo.
__ Vende Ee i> hotel Rocambole, 8to ao pateo
do Terso n. 7, livre e desem iara?ado ; a tratar
no meamo.
Padaria
YEBDAS Doce de caji secco
Do primeiro da pre-
sente safra, tem para
vender, em latas de
libras, a ra do
Boni Jess n. 35, arma-
rais_______________
Loja e armapao
Vndese urna, propria para qnalquer ramo de
negocio, na ra do Cabug, que muito se recom-
menda p;r ser urna das principaes ras para todos
os negocios. Garante-se ao comprador as chaves
da mesma : a tratar na ra Nova n. 15.
Vende-Be um cylindro amcrican", par barato
preco : a tratar no Caminho Novo n. 91.
A llevoluco
A' ra Duque de Caxias, resolveu vender
os seguintes artigos cora 25 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Z 'pliiroa nno3, lindos padroes, a 500 rs. o covado
Las de quadros, a 400 ris o covado.
Ditas lavradas a 400 res o dito.
Ditas eom bolinhas a 500 e 600 ris o dito.
Ditas com Utriubas de seda a 560 ris o dito-
Ditas mescladas de seda a 700 ris u dito.
Cachemira de cor a 900 e 1*200 o dito.
Dita* pretas a 1*200, l500 e 2*000 o dito.
Ditas de cor bordada de seda a 1*500 o dito.
Linhos escossees a 240 rs. o covado.
Zephiros de quadriuhjs e lisos a 200 ris o co-
vado.
Linhos lisos a 100 ris o cjvado,
Setim maco a 800 o 1*200 o dito.
DitJ damass a 320 rs. o dito.
Setinetas de quadrinh s a 320, rs. o dito.
Ditas escocezas a 410 rs o dito.
Ditas matizadas a 360 rs. o dito.
Cretones finissimos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Chitas escuras e claras 240, 2S0, 300 e 320 rii
o covado.
ansuc finas a 300 ris o dito.
Enxovaes para baptisado do 9*000 um.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Seda crua a 800 rs. o covado.
Colchas brancas a l*5i.O, e 1*800 urna.
Cobertas de ganga a 2*800 urna.
Fecbs prateados a 2*500 e 3*000 um.
Ditas, de pellussia a 6 0'<)0 um.
Ditos de la a 1*000, 2*000, 3*000, 3*500 4*00u:
e 5*000 um.
Panno nretJ fino a 1*000 o covado.
Cortes do casemira a 3*000, 5*000 6*00(
nm. <
Crcpj para coberta a 1*000 o covado.
Cretone pura coberta a 400, 500 rs. o covado.
Lencoes a 1*800 um.
Bramautc da liuho a 2*000 a vara.
Dito de algodao a 1*200 a dita.
Dito de 3 larguras a 900 ris a dita.
Panno da costa a 1*400 e 1*00 o c\aJo.
Dito adamascado a 1 SOO o dito.
Espartilhos de ciuraca a 4*000, bf 000, 5*500,
6*000 e 7*500 um.
Cortinados bord.dos a 6*500, 7*500 e 9*000 o
par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Lencos de 1*200 a 2*000 a duzia.'
Velludilhos lisos e lavrados a 1*000 e 1*200 o
covado.
Anquinbas a 1*800 rs. urna,
Panno de crochet para cadeiras e sof a 14000,
1*200, 1*600 e 2*000 um.
lienrigue da Silva Moreira._______
Terreno na ra Impe-
rial
Vende-se um proprio, junto ao cbafariz, que
mede 90 palmos defre ite e 1,000 de fundo, ate a
estrada de ferro do Eecife Caruai, e outro da
referida estrada *t a baixa mar; a tratar na rui
Imperial n- 181._______________________
Aos senhores mdicos
Vende se um excellente microscopio, rcente-
mente recebido de Paris a ;tratar na ra do Ca-
bug n. 9. ___________________________
Pechinchas!
Alienta
Vende-se "ma importante taverna ; a tratar na
ra do Mrquez do Hervid n. 29. A raso de se
vender se dir ao pretndante.________________
"Rifas lsinhas
A *'< c 400 res o covado
Acabam de chegar para a loja da ra da Iin-
peratriz n. 32, uin grande e bonito sortimento de
lsinhas de cores para vestidos, sendo fasenda de
muita phantaeia, com cores claras e escuras, e li-
quidara se a 320 e 400 res o covado, por haver
grande porco na leja de Pereira du Silva.
Excellente aequisiejio
Bom emprego de capital
Vende-se por preco commodo o bem localisado
predio da ra Duque do Canas n. 39, reedificado
ltimamente e dando um bom rendimenta ; a tra-
tar na ra 1 de Marco n. 20.
Teeidos de linho
A 500 rs. o covado
Na loj da rna da Imperatri n. 32, vende-se
aro bonite sortimento de tazendas de linho para
vestidos, tendo largura de chita fr*necza, com
muito bonitas cores e palminhas bordadas, pe-
chincha a 500 reis o covado, na loja de Pereira da
Silva.______________________________________
Serrara a vapor
Caes do CapSbaribe d. 1
N'esta serrara encontrarlo os_ Bf nhores fregue-
ses, um grande sortimento de picho de resina de
cinco a des metros de comprimen e de 0,08 a
0,24 de esquadros Garante-se preco mais como-
do do que em outra qualquer parte.
Francisco dor Santos Mact do.
"VAPOR-
e moenda
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
aso ; a ver no engenho Timb-ass, muito perto
da estaco do mesmo nome
mperador n. 48, 1* andar.
a tratar na rna da
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Eacaesas preterive
ao cognac ou aguarden^ de canna, para fortifica'
o corpo.
Vende-se a rctalho nos iu lherea armasens
taolhadps. _______.
Pede KOYAL BLEND marca VIADO enjo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Brasi.
BROWNS & C, agentes _______
\ltencao
Vende-se us proprii dade Sancho, em retalho,
1,500 palmos de frente e 2,000 de fundo, coja pro-
priedade dismsrca com Tigipi, perto da mesma
estaco, com omito boa sabida, com urna belK
vista, e bastante varzea para qualquer plantacao,
rio corrente para banho, diversos ps de fructei-
ras ; quem pretender dirija-se mesma proprie-
dade Sancho.______________^^^^^^^^^
Oleo para machinas
Em latas contendo cinco gales, a 9*000 ; ven-
de-se nos depsitos da fabrica Apollo.
Taverna
Vende-se a armaco e utensilios proprios para
taverna, da casa sita ra de Domingos Theotonio
n. 15, livre e desembaracada e imposto* ; a tra-
tar na mesma.
PINHO DE RIGA
de 3X9, 4X9 e 3X12 ; vende-se na serrara a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dous de No
vembrop. 6.
Pinlio de Riga
Acaba de chegar pelo brigue Atalanta um com-
pleto sortimento de pinho de Riga da melhor qua-
lidade e de diversas dimensoes, como sejam :
4 X 12
4X9
3 X 12
3 X 11
8X9
2 X 12
e tabeas da mesma madeira de 1 e 1 1/2 polle-
gadas. ___
Vendem MATHUES AUSTIN & C, ra do
Commorcio n. 18, 1 andar, ou no caes do Apollo
51,n. por precos commodos.
Cocheira venda
Vende-se urna cocheira com bons carros de
passeio, bcra localiaada e afregaezadt., por preco
muito mdico, em razio de seu dono nao poder ad-
ministrar por ter de faer urna viagem : os pre-
tendentes acharao com quem tratar ra Duque
de Caxias n. 47. ____________________________
Camisas nacionaes
A .500. 3COOOe a*5oo
32=-; Loja a ra da lmperatriz -= 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortim*nto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p jnhE d linho como de algodao, pelos
baratos p-ei,os de 2*500, 3* e 4*, sendo fazenda
muito r&eihor do qu as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambern
ee manda fazer por encomraendas, a vmtade dof
fregueses : na nova loja da ra da lmperatriz n
3.', de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazer Jas
_ Roa da inipe z = '-
DE
FERREIRA DA hl__VA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
pjitavel publico um variado sortimento de tazen-
das de todas as qualidades, qae se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambern se man
da fazer por cncommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
caseroiras e brins, etc
ac-
-a
7*001
10*001
12*001
12*CXX
6*501
6*501
8*(XX
3*(XX
1*60
1*00*
Boa da Imperairlz
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se u roupss abai
iu mencionadas, que sSo ba- tbauna*.
Palitota pretos de '"te*' aiagonaea e
acolchoados, senao tasenis muiuo en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cerdao muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella azul sende ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorao preto, acolcho-do,
sendo fazenda mnitc encorpada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de. muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e
Oeroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
Colletinhon de greguella muito bem feitos
Assim como nm bom sortimento de lencos d<
inho e de algodao, meias cruas e collarinhes, etc
to na loja aa ra da lmperatriz n. 3_
e. Netlnetazt e iiiniisin a BO
m, o covado
Na loja da rna da lmperatriz n. 32, vende-
ora grande sortimento de istdes brancos a 60*
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-coree
fazenda bonita para vestidos a 500 rs. o covadi,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
cores, a 500 rs. > covado, pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
AlKodoziulio francs para lenre
MOlf., 1* e 1*900
Na loja da ra da lmperatriz n. 32, vende-
superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e 1(
palmos de largura, proprios para lencoes de un
ao panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 >
metro, e dito tranado pa- a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro largura;
para lencoes, a 1*500 o metro, barato na loj:
da Pereira da Silva.
Boupa para meninos
A 4*. liso e e*
Na nova loja da ra da lmperatriz n. 32, 8-
veode um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calo
nha corta, feitos de brim pardo, a 4*000, dito
de moleaquim a 4*500 e ditos de gorgorao prett
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; ni
1 jja do Pereira da Silva.
A' Florida
Ra Duque de Caxias u. 103
Chama-e a attenco das Ezmas. familias para
os procos seguintes :
Luvas de seda preta a 1*000 o par.
Ciatos a 1*500.
Luvas de pellica por 2*500.
2 caizas de ppel e envelopes 800 rs.
Luvas de seda cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para hornera a 3*.
Meias de Escossia para enanca a 240 rs. o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 8*, 3*, at 8*.
Kamcs de flores finas a 1*500.
Lavas de Escossia para meaina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 r*., 1*\ 1*500 e 2*.
Pentes de nikrl a 600 ra., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnieres de dem idem a 500 rs.
Anquinhas de 1*500, 2*, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 600 e 600 rs.
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
Bicos de alencoa com 4 e 5 dedos de largura a
2*500 a peca.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1*000
BPeca- ...
Pentes para coco com nscripcao.
at Babadores com pintura e inscrpeoes a 5C0 rs.
Alta novidade
Cales de vidrilho bronzeado e gTan para ves-
tidos de eores e preto a 2*, e 2*500 o metro.
Para toilet
Sabao de areia a 320 rs. nm.
dem phemeado a 500 rs. um.
dem alcatro a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface a 1*000.
Agua celeste & 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Mac icos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3* a duzia.
BARBOSA & SANTOS
afto asi aesrulniesi qae ucOnliiva-
mente nao entrarao no prximo ba-
taneo
Admire tn!
Bonito sortimento de mariposas e fustes, cores
firmes, a 240 e 320 rs. o covado!
Nansoks de cores mimosas a 180, 200 e 320 rs. o
dito!
Linhos escocezes, novidades em padroes, a 200 e
240 rs. o dito !
Setinetas, as mais finas que tem vindo, a 320 e
360 rs. o dito !
Cretones franceses a 260, 280 e 320 rs. o dito!
Sargelim diagonal, todas as cores, a 240 rs. o
dito I
Popelinas de cores, a 1G0 e 240 rs., listras de se-
da, barato 1
Lzinhas modernas, a 440 e 500 rs. o dito 1
Cachemiras, lindos gostos, a 600 e 700 rs. o dito !
Senda indiana (imitaco), linda fazenda, a 700 rs.
o dito!
rlanda, delicados desenhos, um metro de largura,
a 800 rs. o dito !
Merinos e cachemiras, pretas c de cores, a 900 rs.,
1* e 1*200 o dito !
Setim maco, todas as cores, a 800 e 1* o dito !
Veludilho de todas as cores, lisos e bordados, a 1*
e 1*200 o dito !
Casemirjs inglesas, de cores, a 1*200 e 1*400 o
dito!
Cheriots, preto e azul, a 2*500, 3* e 3*500 o
dito I
Casemira diagonal, a 1*800 o dito 1
Panno inglez superior, preto e azul, a 2*200 e
4* o dito 1
Pecas de esguio para casaquiuhos, 4*500 e
4*!
dem de superior algodao, a 4*, 20 ids !
dem de renda poloes americanos, a 4*500, 5* e
6*, 24 ida !
Para as Ezmas. noivas, lindas grinaldas e veos,
por 12* e 15* !
Ricos cortinados, todo bordado, completo, por
9*!
Lindas gnarnices de crochets, cadeiras e sof, a
8*1
Superior bramante de algodao, quatro larguras, a
900, 1* c 1*200 o metro !
Atoalhado bordado a 1*400 e 1*800 o dito !
Pannos de diflerentes cores para mesa a 600,1*200
e1*600 o covadoI
Cobertas de cretones, lindos padroes, a 3*800 e
4*.
Lencoes de bramante (cama de casal) a 2* um !
Colzas franeezas, de cores, a 2*, e 6* superiores 1
Lencos de cores, lindos desenbor, a 2* a duzia !
Seroulas bordadas, de bramante, a 16* a dita !
M>-ias inglesas, brancas e de cores, a 3*200 e 6*
a dita.
Cambraia bordada, branca, a 6* e 7*, as melhorcs
que tem vindo 1
Sortimento completo de sedinhas de cores, grosde-
naples, filos bordados, crep, mantilbas, capas
de la*, fich.-'.
CnamadoNTemos ressoal habilitado.
Vendas em (rooDescontos da praca.
5Ra Duque de Caxias-59
Car Miro fla Ma & C.
Cabriolet
Vende-se um cab.ioltt em perfeito estado ; na
cocheira ra da Roda n. 45, por mdico prc->.
Taverna
Vende-se urna taverna sita no lugar da Torre,
esquina da ra da Conceico n. l,bem afreguezada
e propria para principiante. O motivo da venda
se dir ao comprador.
Leitura para senhorar
Brolhc-s nikelados e dourados a 2*000.
Bonitos grampos dourados a 500 ris o majo.
Esplendido sortimento de galoes de vidrilho.
Grande variedade de legues de sitim, a 4*000.
Frisadores americanos paia cabello a 3*000 o
maco.
Setas de phantasia para cabello.
Bonita colleccao de plisss a 400 ris.
Brineos, imitaco de bnlhantc, a 500 ris.
Aveataes bordados para criancas a 2*000.
Chapeos de fustao e setim para criancas
Sapatos de merino e setim idem, idem.
Meias brancas e de cores, fio de Escocia.
Pomada de voselina de diversas qualidades.
Sabonetas finos de voselina e alface.
Eztractos fiaos de Pinaud, Guerlain e Lubiu.
Lindas bolsas de coure e velludo.
Fechs de la para senhora a 1 *800.
Sapatos de casemira preta a 2*01)0.
Tesouras para costara, de 400 ris a 3f000.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immeosa variedade de botoes de phantasia.
E milhares de objectos preprios para tornar urna
senhora elegante, e muicos outros indispensaveis
para uso das familias, tudo por prefos adrciravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
Ra do Ctespo u. 9
Duarte O.
Grande reforma !...
Realmente foi grande a que se fez n* Loja dos
Barateiros.
Boa da lmperatriz n. 40
E sao os nicos que tem as seguintes especia-
lidades !!!...
Lie alpacas, grande e importante sortimento,
e lindissimos padroes, o maB fino e apurado gosto
que tem viudo, e por preco baratissimo, de 000 600,
700, 800 e 1*000,0 covado, porm fiuo e bom !...
Querem ver ?... aparee,am !!!...
Exmas. senhoras II...
T.mos um lindissimo sortimento de failhe, que
a vista agrada a mais excepcional freguesa ; iato
por menos do que em outra qualquer casa ; s n.
40 !....
Pois custa 600 rs. o covado.
Temos mais lindos sortimento de fustoes a 500
rs. o covado.
Chitas finas, especialidade, porque houve gosto
na escolha, e veude-se por 240, 280, 320, 360,400
e 5tO rs. o covado, n. 40.
Tambern temos!!!...
Lindos padroes em baptista de 180 a 200 rs. o
covado.
Cambraia victoria e transparente finas e boas
de 3*300 a 8*000 a peca.
Brim braoco de linho specialidade de 1*500 a
3*500 a vara pechincha, !
Brim pardos lisos e trancados de 700 a 1*600 a
var, aproveitem festa! 1 !...
Mohsekim grande sortimento a vontade do tre-
quez, vende-se de 400 a 560 o covado, venham !...
Sitinetas !!!... esplendido e importante sorti-
mento rcese artigo, sendo brancas, pretas e de co-
res, lavradas e lisas, o que se pode desejar em bom,
vende-so de 400 a 610 o covado.
Temos mais !. .
Casemira de todas as qualidades e cores, e ta-
semos costumes de 304 a 60*00, barato e em
covadoe de 2*500, eousa fina e que a todos agra-
dara, apptrecam !
Acredittm ?...
Venham ver, para crer !!!...
Madapoln de 1 qualidade de 4*500, 5*500.
6*!>00, 7*500, 8*600 e 10* a peca, e que ha de
melhor.
Algodao de 3*5C0 a 7*500 e 8*000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e brancas de 800 a
1*800 e 2*000. nrui
Colcha de lindos desenhos a 4*010, casta 6*000
em outras casas.
Pannos da costa do melhor que ha custa apenas
2*750, o metro, pechincha !
Bramante de linho a 1*800 a vara, 10 palmos,
para a cabar.
dem de algodao a 1*300, palmos tambern bom.
Algodao entestado, 10 palmos a 900 rs. o metro,
muito bom para lencSes.
Alem das fzendas j mencionadas temos muitos
artigos de modas como seja, leques de fino gosto,
grvalas, colarinhos, punhos, meias etc. etc.
Alheiro &C.
RA DA IMPERATRIZ N. 40
EXTRACCAO
DA
2.a serie da 24 lotera que se exlraliir na igreja da Conceicao dos Militares
HOJE17DE NOV^EMBR
SOB O SEGINTE
BsLi A MO
PARA EXTRACCAO DE LOTERAS NESTA PROVINCIA
DA
COLONIA ISABEL
CONCEDIDAS PELA LE PriONICUL N. 184?, E .HW0 PELO EM S|. ,ICE PRESIDENTE Di PROVINCIA
POR ACTO OE l DE SETEMBRQ DE 1886
4o,ooo li leles em vigsimos ISooo..... 800:000$
Despezas ,.......... H8;8oo$
68F00I
i premio de.
i dito de
i
1
i
9
23
400
dito de
dito de
dito de
ditos de
ditos de
ditos de
para todas as centenas, cojos
2:(
i:U00$
dous algarismos
240:0001
40:000*
20:0001
10:000*
5:0001
18:000*
23:000*
40:000*
1:000*
1:000*
39:600*
19:800*
9:900*
8:000*
6:000*
4:000*
2:200*
1:700*
96:000*
96:000*
681:200*
Esta lotera ser dividida em 20 series de 4,000 dezenas. Quando as terminacoes do 1. e 2. premio3 foreru
iguaes, a d'este passar ao algarismo immedialamente superior. De9 passa a 0e de 0a1. Os premios sao
pagos sem descont algum.
O premio grande de cada serie acha-se garantido por um deposito equivalente c igual quantia no Banco
Rural do Rio de Janeiro.
21 deOutubrodc 1886.
O THESOUREIRO,
Francisco Goncalves Torres.
forem iguaes aos dous ltimos do primeiro premio inciusive
1 dito de 1:000$ para a sorle, cujo numero na extraegao for mais alto
1 dito de 1:000$ para a sorle, cujo numero for mais baixo
99 ditos de 400$ para toda a centena do Io premio.
99 ditos de 200$ idem idem do 2 premio .
99 ditos de 100$ idem idem do 3o premio .
2 apps. de 4:000$ para o Io premio ....
2 ditas de 3:000$ para o 2* dito ....
2 ditas de 2:000$ para o 3o dito ....
2 ditas de 1:100$ para o 4o dito ....
2 ditas de 850$ para o 5o dito ....
4,000 terminacOes de 24$ para o Io premio inclusive
4,000 terminacoes de 24$ para o 2o premio inclusive


COLONIA ISABEL
Hoj
EXTRACQO SEMANAL
i' parte da i." Inlerta
CORRE
ie 17 de Novembro de 1886
IntransfermH Intransferml!
0 POETADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:006$200
Esta lotera est garantida, alm da fianza, por um deposito
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
de cada serie.
BILHETES A.' VENDA
MA
RODA DA FORTUITA
36 Ra Larga do Rosario50
liernardino Lopes Alheiro.



s
Diario de Pernamhucu([Darta-feira 17 dv Noycmbro de l HS6
UTTRATW
CASAMENTO II REVOLVER
POE
JULES MARY
-)(*)(-
VI
(Contiouaglo)
__J tinht visto
coinsigo Valentn,
que
este pardiciro, diese
mis sempre julguuei
f-ra deshabitado...
Empurrou de vagar a porta ; estava fe-
chada ; deu volt casa, ao lado opposto
havia tambera urna porta e duas jan-Has,
tapadas estas por mio do taboas preg<
da*... Experiiuentou abrir a porta, mas
intilmente... Somente, ao tala, notou
que u na das taboas das janellas cedia e
despri'gava-se...
Arrancou-a com um empuxlo forte...
Valenta), conforme disseinoa," era ma
gro; introiuzio-se pela abertura deixala
pela taboa ; estava to cacuro l dentro,
que nada pG le ver ao redor. Comegiu a
caminbar s apalpadollas, com as milis
para a frente, fi:n do nlo ir do encontr h
algum movel e de3Cobril-o.
O aposento onde so achava nlo eta rao
biliado.
Uidr porta que ella empurrou conduzi-o
a ura segunda quarto que, confor.ne todas
as appareocias, estava to habitado como
o primeiro.
E sempre ouvia-se os racsm s clamores
vindps do sub-solo.
Era um eatranho estabilecimento :.quelle
onde Valentim acaba va de aventurar-se,
raysterioso e terrivel a) mesmo tempo sob
o seu aspecto de abandono ou miseria I
Ignorado da polica, que julgiva o des-
habitado, o estab-aciment s era conhe-
cido por alguns vagabundos com o nome
estranho deCanhilo de Marslha.
No pavimento tarreo, ao nivel dos terre
nos baldos, nada podia fazer adivinhar o
sub solo, e entretanto esto, ou antes as
adegas, cram coropostas de muitas s; bastante espagosas, onde estavam dispos-
tos mesas o bancos, pirque o Canbao de
Marselha nao era inaUt do que utn bote-
quim clandestino.
Atrs de um pequeo baldo, a ura can
to, elevava-se como era um threno urna rau-
lher magra a angulosa, de olhar mo, em
cuja facs via-sc urna grando mancha cor
de vinho.
Era Bigarreau, a amante de La Guya-
ne.
As salas naquelle momento estavaro
cheias de fregaezes; muitos dos quaes es-
tavam bebados; de tempos em tempos
travavam-sa altercagoes entremeiadas de
insultos e de ameagas ; por duas vezes as
facas j tinham sido tiradas, o sangue ha-
via corrido, sem que um s dos bandidos
tivesse querido intervr entre os aivarsa-
rios.
Eram as sccnas habicuae3 aquella antro.
Era l que se preparavara os crimos, con
binavam-se os planos de ataque, organisa-
vam se os bandos que espalhavam se, no
dia seguate, em Pars ; era l tambera que
se dividan) oa lucros ; e o ouro e as joias,
luz enfuraacada dos candieiros, scintil
avaiU era ralos ensangrentadas.
Entretanto Valentim, depois de rauito
procurar, achou o algaplo que oceultava
a escada que oonduzla s adegas.
Segurou o pela argola e proeurou suspen-
Nlo o pode; o algaplo estava fechado.
Nlo abrem, da certo, Sv; n qa* se
faga o signal combinado, disse elle cora-
sigo.
Ouviram sa passos pasados e tropegos
na escada de pedra.. Valentim te ve me -
do de ser sorprend lo. .. voltou para tras,
rastejou at janella e fugia.
A' noite, cada vez mais escura, prote-
ga o com as sombras...
Saliiram alguna homens do CanhSo de
Htxrttlha c le pparecerain ao longe, si-
l'-n.-iosamenta, as trras bal lias.
Alguns niatos d>-p>is mais outros, o
assiiu por
  • la vra. Ninguem mais havia no antro si-
    nistro.
    Vnlentira aproximou-se, escutou... nada
    se ouvia I
    O que devia fazer ? J que era all o
    covil do La Guyaiie, bastara que avisasse
    aeus amigas Tromp; l'CEd e Augusto.-.
    Tornariain a encontrar La Guyane all, no
    di seguinte... ou em outro dia...
    la afasfar se e j dera dous ou tres pas-
    sos, quando parou de repente, cora a sen
    sacio estranha do sobrenatural.
    Uiante d'elle, a 8us ps, alguraa cousa
    brilnava... era como um pequen ponto
    luminoso seraelbante a urna estella.
    Machinalraenta poz o p era cima e olhou
    para o co, julgando que era urna estrella
    que reflectia-sa sobre urna poca d'agua. .
    mas o co continuava a estar sombrio:
    chovta, o vento tiuha cessado.. .
    Valeatim abaixou-se...
    A Inz vnha de baixo, pareca filtrarse
    ao longo de ura tubo, destinado aera du-
    vida a arejar a adega, mas cujo orificio
    exterior tiuha sido tapado com taboas so-
    bre as quaes baviam espalhado trra e
    cascalbo.
    A trra e o cascalbo tinham-sa desag
    gregado era utn lugar e por urna fresta,
    entra duas taboas, passava um raio de luz,
    de volume igual ao das menores estrellas
    que so veru no coa era noitos l-npidas e
    serenas.
    Valentim ca?ou a trra com as unhas ;
    a chuva tiuhi-a araollecido; o trabalho
    tornou se fcil. Era alguns minutos, des-
    eo brio as tabjs; erara tres que elle le-
    vantou e poz de lado o pelo respiradouro,
    j entilo desampedido, escapou-se uraa onda
    de luz.
    Valentim senta o coracao bater violen-
    tamente. .. O que estava fazendo era gra-
    ve ; arriaba va a vida; sabia-o.
    O tubo, sobre cujo orificio debrugava-se,
    era apaas sutfi ent m^nte largo para dar-
    lho passagem ; o propria Trompe l'CEil,
    apesar de su.a magreza, n3o palera en-
    trar n'ella ; Augusto muito menos.
    Construido de podras, o respiradouro
    desda dous ou tres metros abaixo do chao,
    descrevendo um ngulo de'quarenta e cin-
    co graos; como vdtasse bruscamente no
    meio, era ioipossivel distinguir a outra ex
    trem lade e ver o lugar mysterioso d'onde
    pirtia a luz.
    Valentim emfiou a cabeca e comecou a
    deslisar-so pelo tubo a dentro, lentamente,
    para evitar que a trra ou cascalbo, ca-
    brado na adega, chamasse a attenclo; seus
    ps Hppare :erara una momento cima do
    solo, depois nada mais se vio; a trra pa-
    reca tel-o engu'ido.
    G conducto, por onde se arriscara, era
    tilo estreito qua, nlo obstante a delicadeza
    de seu talhf, as pedras latoraes raagoavam-
    Ihe os hombros.
    Deseen.. e des A outra extreraidade do respiradouro ti
    nha grade de ierro; e, rastejando, Velen-
    tira chegou a-. l...
    Em biixo havia ura q arto aluraiado por
    urna vela, posta no gargalo de urna gar-
    rafa, e era habitado, porque l estavam do
    nico lado que Valentim podia ver, urna
    masa, ura banco e urna cama.
    Uraa parta raassica dava comraunicaglo
    'ara as salas do botequim, mas era to
    baixa que ?ra preciso abaixar-so para pas-
    sar por ella.
    Abri se a porta ; entraram um hornera
    e urna mulher. La Guyane o Bigarreau.
    Os sigaaes dados por Smelo e Chilp-
    ric, eram demasiado precisos para que Va-
    lentim hesitasse em reconhecel-os.
    Ambos fi:arara calados, a principio.
    Bigarreau tinha colljcado sobre a mesa
    os restos de jantar da vespera queijo,
    dous litros de vinho, pito e dous copos...
    Estavam comendo e b.bando...
    >, com os
    FOLHETIN
    CE
    SIMA &OSA
    POR
    zavisb de wama
    (Continuacao do
    XX Xi
    163)
    paludo
    Valentim observara os,
    dentes cerrados.
    No profuudo silencio que reinara na ade-
    ga, parecia-lhe que as palpitares do seu
    coracSo tinham sonoridades ruidosas.
    E recciava que fossem ou vidas...
    O horaem e a mulher trocaram alguroas
    phras's rpidas, era voz baixamas, por
    mais baixo que fallassera, as palavras che-
    gavam aos ouvidos de Valentim.
    Ha muito tempo que te no tenho
    visto, dizia B:garrau... houve trabaluo
    em casa do p tri ?...
    E u5o pequeo. .. Raptamos -a pe-
    quena. ..
    A pquena dosmilhSjs?... E onde
    a esconteram ?...
    No lugar onde nenhura dos quo a
    procurara, se lembrar da r... na aveni
    da do bosque, sabes, atrs do palacete de
    Mourad ?...
    Bigarreaux deu uraa risada aguda...
    Tem graca 1... quem foi quo teve a
    idea?
    Ora essa ioi o patrio, j se v!
    Eis o que godo se chamar um ho-
    rnera .. E que patro I... Generoso !..
    franco como o ouro.
    E, com ura tremor na voz, perguntu :
    Pagou-te ?...
    Puntualmente.
    Quanto?
    Qunhentos francos... o que pro-
    metteu. ..
    EstSo coratigo ?
    Toma Estenie o avental, la Ga-
    rande 1
    Ouvio-so o trado sonoro do ouro que
    caba... depois ura silencio .. Os mise-
    ra veis respira vara a custo. Seus jlhos fe-
    bris ilo podiara desviar se daquelle ouro...
    eram avaros. E Bggarrem cora a mo
    comprimida e escura comejou a revolver,
    a atirar para o ar, donie torna vara a ca-
    hir como chuva, os vinte e cinco luizes
    trazidos por La Guyanne... depois, como
    se tivesse sido atacada por um sbito ac-
    cesao de loucura, poz-se a dangar pelo
    quarto, dando guargalbadas estridentes.
    Parando, emti'c, cangada :
    Sabes, disse ella, que j temos mais
    de sete rail francos, ao todo... e era ouro,
    s em ouro... anda... vem ver as ama-
    rellnhas. c o quo te.nos oconoraisado..
    o que ninguem sabe. .
    Forara a ura canto, levantaram urna
    podra que occeultava uraa cova, e a luz
    da vela, que trema na rallo de Bigarrea ,
    fez sciotillarem muitas moedas de ouro...
    A raulhitr tinha-se ajoclhado.
    Ouve esta msica, disse ella reme-
    xendo o ouro.. Escuta o som agradavel
    que produzem... Ah! como isto suave
    ao ta-to, como refresca os dedos !..
    Gomo descanja a vista !... Eu era capaz
    de passar a noite toda a contemplar estas
    mimosas, estas galantes, estas faceiras. ..
    Torna a collocar a pedra, La Guyane,
    meu querido '. .
    Arrancaram-ae contemplado do the-
    souro; La Guyane espalhou alguns punha-
    dos de trra nos intersticios da pedra com
    as lages vizinbas e caleou-a com o p ;
    depois levantando se, achou se junto de
    Bigarreau...
    Conteve ura grito de susto, prestes a es-
    capar lhe...
    Bigarreau OBtava horrivelmente paluda,
    mal podia ter-se em p e nilo desviava os
    olhos attoaitos de sobre um pequeo espe-
    Iho dependurade parede, defronte do res-
    piradouro... a vela vacillou desordenada-
    mente e quasi escapou-lhe das mSos...
    E entSo o que ? perguntu brutal-
    mente La Guyana.
    Cuidado, disse ella em voz baixa,
    estilo nos espiando I
    La Guyane seguio a dracSo do olhar de
    Bigarreau.
    No pequeo espelho, ligeiramente incli-
    nado, os dous miseraveis viam reflectida a
    imagen de Valentim, deitado no respira-
    douro, com o ouvido encostado grade
    de ferro, atiento a tudo quanto se estava
    passando e ouvia.
    La Guyanue mordeu os labios at fazer
    sangue-: doseqhou-se-lhe as feicSes uraa
    expresso terrivel de colera ; passou lhe
    urna navem vermelha pelos olbos...
    de
    Lentamento tip'u de sob u vesta
    velludo uraa comprida faca punhal...
    Aqui-lla sabir daqui viro murmu-
    rou elle.
    Mas Bigirreau, que tinha tilo tempo de
    reflictr, tomou-lhe o brajo e, levando o
    para a extreraidade da adega, murmurou-
    lhe ao ouvido algumas palavras.
    Ambos sorrara-sa -msdonho sorrosso ;
    La Guyane sahio sem fazer bulha e
    Bigarreau coraejou a passear do ura lado
    pa q^tro na adega, passando p>r baxo
    do respiradourj o continuando a fallar era
    vjz alta, cono" so seu cumplice ainda l
    Miinm.
    Era dous saltes La Guyane galgou a
    escada e ajou-ee fra.
    Dianto delle appareeia o orificio escan-
    carado do respiradouro, no fundo do qual
    Valentim, nilo desconfiando do perigo que
    o araeacava, continuava a escutar.
    La Guyane ria-3e sileaciosamacte...
    Comejou por tornar a collocar as tres
    taboas, sem fazer ruido, caminhando cora
    precaugSes infinites.
    Depois foi, a ura canto do pardiero,
    bus :ar uraa p e cobrio as tabos cora^trra.
    A entrada do respiradouro iijou tapada,
    mas aso nilo bastara... cora o p Valen-
    tim podia destruir todo aquella trabalho...
    e recuperar a liberJade.
    La Guyane afastou so... desappareceu
    em meio da noite sombra...
    A cera metros dalli hara silo abando
    nada a construccas de urna cazinba. ti-
    nham ficado algumas pedras de alrenara,
    vigas e pedacos enormes de madeira.
    La Gayane rolou urna daquellas pedras
    at o casebie e assentou-a sobre o respira
    douro.
    Eram trezentas ou quatrocentas libras
    que iam pesar, dahi a pouco, sobre 03 ps
    do prisioneiro!...
    Feito o que, La Guyane tornou a en-
    trar para casa, rindo-se com o raesrao riso
    sinstro... escancirando a bocea, com os
    olhos injertados de sangue...
    Quando chegou adega, disse :
    Est feito E, como so nao tivessem
    dado pela presenr;* de Valentim, deitaram-
    se, apagarara a vela e adorraeceram...
    (Continua.)
    surgidas ou vivid jadas palo corapositor-li-
    brettiatarisSis que j baviam perpassado
    en su i ment quer era sonhos, nos da ra-
    neios dj seo estro potico, qtur era inspi
    rages gnitas das tradicionaes e mirificas
    leudas do lendario Rheno.
    EntSo todo o coiosso de lyristno que
    jazia era seu amago inerte, sopeado, a
    carencia de incentivo e s paludamente
    revelado p.-lo extranho colero do soben-
    no-poeta ao sentir as mebdias musicaes,
    espbacelou por encanto os nastros que o
    captiv.ivam e golfou rigoroso, qual Pallas
    ao surgir do cerebro genitor, e impetuoso
    como ;m torrantes eaodaiosas de ura dique
    ao estilbar se-lhe as eclusas.
    E' irrofragarel quo o dynasta bavaro
    era serrio do ura espirito predestina io, e
    8S0 o atiesta saciedado a raagesta la do
    suas inspirag3es.
    E' evidente que s as agaias fruera o
    privilegio de dorasaar o invisrel e que s
    os cncephaios genacs lograra concretisar
    todo ura mundo de imaginayilo.
    Sua alma do poeta acariciara indeacs 11
    vantados imbuidos de phantasias que pri-
    mavam quer pela origioaliaie, quer pela
    sublimidade das conccpgS^s.
    Em sua lyra sonorosa, elle, vate primo-
    roso, tangao caprichos peregrinos, extra-
    ragante3 como bordados de arabescas.
    De urna iadole nimiamente romanesca
    quo o attrahia para o visionario e sera ter
    quam cerceassa as azns aos seus dor.racios
    ou impedissaosseus roosrertiginosos, os ca-
    prichos do revolucionario musical diFunli-
    dos na copella reg i, surliram ampiara inte
    dilatados e quig sublimados.
    O desrairamento de S. M. attngia raes-
    rao ao grao de dege.'ierar-seera puorili lade.
    VARIEDADES
    Luiz II da Uaviera
    Edmundo CascSo
    (C.ontiniMCclo)
    II
    O HOMEM
    Este ao menos era o
    re virgem e a sua
    memoria pura. Es-
    te namordu-ae de
    um ideal levantado,
    de um idel artstico,
    sublime.
    Pinheiro Chaqas (")
    era apreciar superfi-
    corao o convirio do
    Osear in'.orrorapeu-se durante um minu-
    to, de bocea aberta, olbos arregalaaos, re-
    fiectindo ; depois tornou :
    Se fos3e... sira, se fosse o proprm
    assassino ? Isso parece tolice ; entretanto,
    a nao ser esse patife, quem maU poderia
    conhecer cssas minudencias! Em todo o
    caso, preciso q< elle me explique isso.
    Mas, onde aehal-o ? No ihs sei o r,z;uv c
    ignoro a su morada.
    Dizend isso, o rraio de Sopba raar-
    rotava o manuscripto cora mao tebril{
    No fim da ultima png'^a, urna liona e?,-
    cripta em tinta encanada chamoa a a
    attenslo.
    ^a
    Imagina, meu relbo, que eu apanhei
    urna pista, e magnifi a, respondeu Osear.
    Se o autor deste drama nilo o assassino
    Z J;y3>e Bernier, elle, Io menos, o co-
    nhece, e por seu intermedio en hei de co-
    nhecel o, porque garanto-te que elle nao
    rae ha de escapar. Tenho aqui o meu re-
    volver, e se elle tentar fagir, bei de que-
    brar-lhe ama pata ou duas.
    O carro ia a bom pas30, mas j eram dez
    horas.
    Osear bufava de impaciencia.
    Afinal parou o carro
    Tinha ebegado ra Cujas n. 12.
    Os doua homens apearara-sa e entraram
    juntos na casa.
    O Sr. Ciemente LttOOX ? disse Os-
    ear, abrindo a porta do quarto do por-
    tero.
    Este, prevenido peio sea locatario e ven-
    do um rolo do papei?. na mao do recem-
    chegado, perguntu ;
    O senhor trftZ ux maauscrpto, que
    achou ?
    - S.
    Oh o Sr. Lero'jx ha de ficar bem
    contente. Suba depressa. .. E' no quarto
    andt-r, a p rta que lh> ;a em frente.
    O ex-oiascate o companheiro subiram
    a oseada coro a rapidci qW p-ripittiam as
    pernas, ainda frfCis, do Tombriga.
    Osear toso a carapaicha no andar indi-
    OadJ- .
    Oaviram. passos na raterior, porU abri-
    se e M duas visitas a-charam-se em presen-
    <\ ib un personagero, qie o irua<
    pbia conhe^ia boro. Ciemente
    autor dramtico, nao era senilo Clemente,
    s, o escrivao do Sr. de G-ivrcy.
    theatro, Clemente
    Encetemos agora,
    cial e despretenciosa
    maestro com o seo fervoroso enthusiasta,
    foi to nefasto a este ultimo.
    E' notorio que o musico-poeta raagnetisa-
    do pelo estro lyrico que inundava sua al-
    ma e anhelante de provocar sentimenta-
    lismo para os seos scientilicos spartitos
    que abusando talvea um tanto da sonori-
    dade, vezes nilo dalieiam ao espirito doi-
    xou o terreno histrico pelo pbantastico, e
    foiabsorrer inspira^Sesparaa confecc2o dos
    seos libretlos no copioso manancial das ob-
    soletas epopas de cavallaria e legendas
    trovadorescas dos minnesingers da velba
    Allemanha e na prstina roythologa teuto-
    scandinara, t2o sublimemente decantada
    nos Eddas e nos Nibelungens.
    Deparando no grande agitador musical
    um msico poeta, um lyrico-phantasioso
    urna psych rasada em cadinho idntico a
    sua, com a mesma intuicSo esthetica o a
    palpitar pelos meamos almejos o rei Luiz
    com a alma ateada pelos enthusiasmos
    frvidos da juventude, ficou fascinado, fi
    cou arrebatado, ante as mgicas visSes re-
    E prova significativa do que avancaraos
    a sua mania de phanta3ar-se, com todos
    os tiques, afim qua a illusao fj3se absolu-
    ta e a metamorphose real, como o hroe
    lendario qua n'aquellc dia oimpressionasse,
    naturalmente imaginan lo-se usufructuario
    do privilegio de Protheo ou depositario do
    encantado tarnhdm o famoso talismn de
    Alberch, o hrrido Nibelungen.
    NJo importa qua o auctor' do Tannhu
    ser houvessc-se retirado da corta bavara.
    Sua ausencia era nada modificou a nor-
    ma de proceder do soberano.
    O philtro de suas phantasias havia sido
    rastillado em alma phantasosa : embryao
    plantado era uberrira > oasis capaz do es-
    pontanea garrainacSo.
    S. M. alera de nSo fraquejar em se> cul
    to reverente palas tbeorias e doutrinas do
    maestro favorito ou arrefecer o seo embe-
    vaciraento pela msica d> futuro, fez levar
    scena as suas notaveis representantes
    cora opulencia deslumbrante um cont
    de fadas que entontecera at ao capri-
    choso librett8ta.
    E' facto, entretanto qua mais tarde o
    raonarcha tambem deixou-se seduzir pelo
    brlhantisrao da corto da Luiz XIV, mas
    esse enthusiasmo conservou-se a um ni-
    vel inferior ao da afFeicilo intrnseca que
    constantemente davotou a msica do futuro,
    as suas heronas e ao seo inspirado crea-
    dor.
    E a observar-se detidamento so nutrir
    a convcao que si elle construe castalios
    suraptuosos querendo emular com uiz
    XlV os adorna poin com frescos repre
    sentando as scenas do Lohengrin do Ta-
    hauser ou da Walkiire; que si os pota
    de estatuas magistraas fazendo lembrar
    Versailles, ell.s allegorisara os hroes da
    msica do futuro; que si os parques for
    raosos dessas mararilhas de architactura
    alraejam adumeraraos inexcedivuis do mo-
    numental palacio de Luiz o Grande, seos
    aposentos o ninho dos sonhos do seo leal
    ncola memorara cora seos bosques luxuri-
    antes, do pomos ureos, os famosos cam-
    pos elyseos scandinavos.
    Eoto em amor o seo typo antithese
    do grande-rei.
    Se nilo tome a nuvem por Juno qual
    o desventurado Ixion, o seo modelo Wol-
    franz ()
    Ao passo qua Luiz XIV del tara-so no
    amor sensual, lubricitaute, voluptuoso, sal-
    tando dos eburoeo3 bracos da La Vallire,
    para os alabastrinos da Montespan, Wol-'
    franz aspira pelo amor casto, puro, etbereo>
    qua deifica, qua sublima alma, e a muradi-
    fica das debilidades e fragilidades humana,
    Sim, o i leal do rei Luiz era amar
    a paixo ile Lohengrin por Els uns amo-
    res areos, vaporosos, que tres*oaa*n forte
    ao i lyllio de Cupilo o Psych.
    Elle execra o amor concupiscente, mate-
    rial, carnal, do velho carailero Tannbaosar
    embora a lore sua existencia molle, vo-
    luptuosa, toia rodeada de delicias no desv
    lumbraote palacio do Veuus.
    E' notorio quo o rei Luiz prmaoece
    sompra inacaessivel, sarapre irreductiveL,
    ao amor sublunar.
    Nao houve diva qua lograssa astillar n
    sua viscera cnica uraa gotta dos Beo
    araavios 1
    No houra deidale que se jaetasse dav
    conquista d'esse orgara refractara a toda
    83 caricias I
    Sempre insensivel aos requebros doce
    de olharej teraos, que imprecavam amor!
    Sempre irapassivel ao sorriso mego de
    labios corallinos que requestavam 03culos \
    O corago da S. M. dir-sa-ia talhad
    era marraore destinado a espantar as sagit-
    t.irias de Eros, ou, quera sabe ? seria fra-
    gra nto d'um polo, infusivol mesmo tem-
    peratura escandescente do amor !
    Entretanto affirraacSo ger.il qaa a ir-
    realisajo do consorcio projectaio com a
    duqueza Sophia da Baviera (actualmente
    Duquaza d'Aleogoaj causara-lita viva ma-
    Depois dessiminara n qu' aquelle cora-
    caoinexpugnavel hara baqueado s in-
    vest las da archi.luqu z i Gisella qu^ alera
    palejar abroquelada sob una gida de tem-
    pera indctil os seos attractV03 pes-
    soaTs ferira a lucta pro vida d'uraa arti-
    lhara forraidavel: convertera sa era phre-
    netica proselyta do dos spartitos ivagneria-
    nos.
    Mas qual !
    A nada d'isto o.......rei scisrnarento
    se miveo 1
    (Continua)
    Corrigenda
    O periodo quo inicia o presante capitu-
    lo, publicado hontera, c precisamente o fi-
    nal do capitulo precedente, rubricado O
    eei e inserto no Diario de 14-do cor-
    rente .
    A
    -
    J
    de So-
    L-roux, 9
    SiC
    Qua sarta !
    Hei de
    Cirnante Leroux-, rila Cujas n. 12.
    __ O nome e a morada !
    Apanbei-o...
    Ha|le dizer o que
    obrieal-e.
    Rigola bateu duas ou tres pancadas-no
    vdro da frente do vehculo.
    O cocheiro parou o carro.
    _ Quo quer ? perguntu.
    _ Volte... V ma n. V, a
    brid... dez francos de gorg*ta.
    Ma estamos quasi em Batigno
    _ Voltaremos c. Faya o que
    5 cocheiro philosopbicamente mudou de
    de Leroux,
    toda a
    lhe di-
    Para escrever para o
    tinha juntado a esse nome o
    quo ra o de sua mili.
    - Sr. Uigault exciamou elle cora urna
    sorpreza fcil de comprebender.
    __ Km pessoa 7ardadeira e natural, res-
    poodeu Osear, entrando aom Lombriga. E
    ao-ora, que o rc-onhe;, comprebendo o
    negocio. Oh I muito, Sr. escrivao, ser-
    vir-se o senhor de sepredos da jusUga par
    fabricar urna paca I "Qie ria o senhor se
    eu fosso daqui levar asa papelada a br.
    iuiz do instruegao ...
    _ O senbor nao tem nenhum m.eresse
    em fazel o, replicn o ex aollalwtador de
    Paulo Darnala. Pracedi talvea com algu-
    raa leviandade : mas ee o meu drama tor
    cireccao para ir ra Cujas. ma > i -- .
    -Que vais fazer ? perguntu L^mbn- ^m succed.do, pretenda dar i^^
    i_j_ 1 .aan la p?tjv" par. ser es^ppw u*
    raatco, o nesse caso ninguem poder cen-
    surar-me.
    E' poasivel 1 Mas encasquetou-se-me
    oa cabesa que o Sr. de Gevrey nSo ficaria
    satisfeito e acharia meio de impedir a re-
    presentasSo da pega. Pois bem, n5o direi
    nada, com a condi.ao de contar-me o se-
    nhor todo quanto sabe.
    Tudo quanto sei T repetio Clmente.
    Oh aim / Cartas na mesa, meu ca-
    ro En li trechos da sua peca, encontrei
    nella accusacSes forraaea contra certas pes-
    soas, cujos nomes, posto que estropiados,
    sao reooohecveis. Sao fundadas essas ac-
    cusacSes ? Se desconfia de alguem, pre-
    ciso dizer-me. Se est em alguma pista,
    preciso in iieal-a. Assim, quem esse
    Dr. Vitalli ?
    E' o Dr. Proli.
    O oculista ?
    Elle mesmo. Dme a sua palavra
    que nao me ba de trahir ao Sr. de Ge-
    vrey antes da primeira represeatacSo do
    meu drama, e eu nao lhe oceultarei nada
    do quf comprehendi, do que que sorpren-
    d, do que adivinhei.
    Don lhe a minha palavra.
    Pois bem I sim,'' reio conhecer o ver-
    dadeir^ allassino de Jayme Bernier, tor
    nou Clemente Leronx.
    Devia telo indicado ao Sr. de Ge-
    vrey.
    Quiz fazel-o, mas elle eJ,a Ue satis
    feito comsigo mesmo, qu est ceg e
    vaidado o ensurdece ,, >.\o tem confiaoca
    senio em si, e ^esdenbosamente rapor-roe
    silencio. oi o sen desdm que deu-me a
    idea de fazer 'representar urna peca era
    que demonstrare! que urna instruccio di-
    rigida por elle nao tem senO comutum e
    ni > pode ser senlo ttm absorJo. A sede
    da ving^nja rev.loa me a minha vocacSo.
    - EntEo eonbeee o asassino ? tornou
    Osear.
    Anda ama V-fc. creio conhecel o.
    O seu nOite^,
    ~ Entilo, lendo nao comprebendeu?
    N*6 li tudb.
    Kntao, Sr. Rigault, leia a ultima sce
    na, a ha de coraprehender ; porque estou
    certo de que a intuicSo fvs-me quasi pro-
    phdta.. Aquel!-- a quem acenso, com qua-
    si tjrteza, aquelle que ver commetter,
    ao dsfetho da miaha peca, um ultimo ati-
    ne, *que dve lgicamente, fatalmente, co-
    rtar todos os outros. Se meu patrio se
    (*) Persoii&gera do Tannhcluser.
    muito que essemseravel.nao inspirara mais
    receio... Leia /
    Emquanto fallava, Clemente Leroux of
    ferecia a Rigault a copia do ultimo quadro.
    Osear tornou o maouscrpto e com os
    olhos devorou a scena que o escrivao lhe
    indicava.
    Sbitamente, urna palldea mortal cobrio-
    lhe o rosto e urna exelaraa$ao de horror
    escapou-lho dos labios.
    - Nlo I nao impossivel I disse elle
    depois, nao posso acreditar Se o senbor
    realmente adivinhou, se esse crime mons
    truoso devia ser comraettido, e se o senhor
    nao avisou a polica, o senhor nlo menos
    culpado do que o infame que o senhor in-
    dita. E' o que vamos ver...
    t o ir mo de Sophia, arras tando Lom-
    briga, sabio, deizando Clemente Leroux
    muito desconcertado e um pouco assusta^o.
    Angelo Proli tinha passado em p a
    maior parte da noite.
    Espera va com rescenta ani'j,edde, que
    se traosformoa era angust-^, a volta de
    Luigi.
    A's quatro horas d manh3, morto de
    fadiga e vendo que, 0 seu cumplice nlo
    voltava, resolv--^ dc-ltar-se, mas Foi-lno mi
    ___:_.i ..__.____.
    Se a la no espago, erguendo se limpids,
    mente trouxer-te as noites de outr'orar
    nlo chores crianca,
    no mundo ha um Daus supremo, infinito,
    um Deus de boodade, do imraensa justita.,
    ara Deus d'esperanca.
    Que importa se a sorte avara, mesquinha-,
    lancou-me no mundo sem nome, infeba,
    a sos me deixando ;
    anima-rae a crenga, sou mogo e lata
    sedente me atiro, e nella vencido,
    fenego te amando.
    Nao tenho o que dar-te, o ouro me ibge
    qual si'gue-me oa p ssoa, persoguc-me a v'i-.v
    o fado incruento,
    s posso te amar; condemnem se e crtao
    e te amando sou nobre, mais rico, mais probo
    que o fofo opulento.
    ..........- s
    Se noite sentires no sopro da brisa,
    qua vinda do mar brincar te aos cabellos,
    um beijo estalar :
    recabe-o nlo fujas, nlo negues as tranca,
    nlo voltes a fronte, meu este beijo
    que a brisa vai dar.
    Previne-te pois, se sempre, constante
    sentires rumor, seguir os teus passos
    um ser, ama sombra.}
    nlo tentes fugir, sou cu que sigo
    qual louco, perdido, mulher por quem morra
    teus passos na alfombra.
    Servio Mauritjt.
    possivel,
    co
    >a as suas
    preoecupagoes cres-
    iustante.
    centes.^ a0rmir um s ..
    liogo que raou o dia, e Dous s*e se
    a* horas lhe pa ece longas at entlo, cha-'
    moa o sa criado e deu-lbe ordeus que 'fos-
    se ver se Luigi estava no seu quarto.
    O criado voltou ao cabo de alguns minu-
    tos e disse :
    -- O quarto est vazio, a cama intacta.
    Pcrguntei ao porteiro... O Sr. Laigi nao
    passou a voite na casa de saude.
    Bem.
    Essa ausencia prolongada pareca mais
    do que estranha ao doutor.
    __ Eli* olo conseguira ? inquiri elle
    de si, ou seria d--pois obrigado a fugir e
    oacultar se t Tudo possivel. Nada indi-
    ca que elle fossa mal saocedido ; entretan-
    to, tenho medo, se.u saber ue que

    rauito nredado.

    imissao de
    Angelo levantou-se, vestio-se lentamente
    e desceu do sea gabioete para esperar a
    hora da visita da raanbl.
    Chegad essa hora, foi sala onde os
    seas ajudantes e discpulos o eeperavam e
    esqueceu, ou pelo menos pareceu esquecer
    momentanearaente as saas preoccupagSes.
    Havia j algum tempo que a Bella Her-
    vaoaria estava com a filba.
    As duas esperavam, em ura estado
    que de descrever, o momento da operaglo.
    Proli senta am desejo febril de ir para
    junto de Erama Rosa, de acabar com ella,
    ou antes com o porigo que emanava della ;
    por S39 abreviou a duraglo habitual das
    suas visitas.
    Afinal fiirou no quarto da menina.
    A presenga de Angela Bertllr e a ex-
    presslo relativamente calma da sua phy-
    siouomia o tranquillisaram ura pouco.
    Con -luto d'ahi que nada estava desco-
    berto e que Luigi tinha supprimido Osear
    Rigault muito correctamente.
    - A pproxiraa-se o momento, minha que-
    rida menina, disse elle a Emma Rosa cora
    um sorriso. Daqui a pouco hei de mandar
    aviaaaa e a senbora sua mli a levar pa-
    ra a ala em que se far a operaglo. Nlo
    se assuste, tudo ir bem.
    Depois de pronunciar em tom carinhoso
    estas poucas palavras, o sucoessor de Grs-
    ky voltou ao seu gabinete para alli esperar
    a chegada daquell* que deviam estar ae
    seu lado, qu-ndaelle operasse Emma Rosa.
    Eile senta qtt estava agitado, nervoi,
    vagamente inquieto.
    O criad aunun.- tu logo que os Srs% de
    Ro iyl, de Gevrey, L^lo Loroyer, Retate
    Dharvilie e Supina Rigault tinham che
    gado.
    Bo Osear nlo se fallou.
    'Pertanto o ex mscate nlo era mais pa-
    ra temer, e como Sopuia alli estava, cm
    certeza todos ignoravam ainda os factos
    consuramados na noite anterior.
    Proli deu ordem que enirassem os re-
    cem-h ga'os.
    - Parace me preoacupado mea caro Sr.
    doutor, disse-lhe o Sr. de Gavrey, aper-
    Undo lhe a mo.
    Cora etf ito, estou, e muito, repluou
    o italiauo. E quera ulo o estara, como
    ,-a, Da o. csio de pratcar uraa operagao
    p^rig isa ? _
    - Tenh-a coragem e coofianga 1 U se
    nhor ha d ser b>ra saccedido...
    - Se alo oonUsse oom isso, recus-ri*
    Mas, emquante ba duvida, h*
    sartv-.'ri.ijrcKc-*.-s** -i-**
    operar.
    receio..
    XXXII
    P,roli deu ordem o criado que levasse
    as visitas sal em que geralraeote se p a
    ticaram as eperagoes.
    O ctrurgio adjunte, Annibal Gervasoni,
    cercado de ajudantes e discpulos, j l es-
    tava.
    Angelo para li foi poucos minutos de-
    pois.
    Todos ficaram impresBionados pela sua
    pallidez.
    J preveniram a Sr*. Bernier ? per-
    guntu elle a Gervasoni.
    Sim, Sr. doutor. Ella vea. j.
    Proli poz-se a examinar os instrumen-
    tos de cirurgia espalhados em cima de una
    atesinha.
    Entro essa mesa e a [mella, expoata
    luz, estava a pohvon* em que devia aca-
    tar-se a pessoa que ia ser operada.
    Gervasoni estudava silenciosamente *
    physionomia do sen compatriota, cotao ja
    tinha feito no theatro de BatignoIIes da-
    te o ultimo acto de Serge Panine.
    Achara singular, como da primear-*,-
    a expresso dessa physionomia.
    A Bella Hervanaria entroia, sustenUndo
    Emma Rosa.
    Ella estava de ama pallidea. mortal-
    Fernando de Rooyl foi^ vivameBie, ao
    encontr da filb*.
    Minha filho, minha querida nina, da-
    se lhe elle, apertando-a ootatra o. cor agio,
    tem coragem.
    Oh 1 hei de terr meu pa, socega I
    respondeu a joven cega,-coia- u n Borriae,
    asseguro-te quo nlo tenhe-medo.- Todo
    os nossos amigos esto-abi ? '
    __Todos, sira, miaba senhor*; muraw-
    rou Lslo Leroyer, caja voa mprensiooo*
    agradavelmente a menina.
    Excepto meu. irmlo, reph'ioa .ptt-
    Nlo comprchendo esta demora ; oaaa tt
    sera duvida ha de virv
    __ Queira darme a sua mo, rotaba e-
    nhora, disse Proli, approximand se d
    Emma Rosa.
    A menina obedeceu e nlo poie deimar
    de estremecer, sentindo a mo do itahaa
    fra como o roarmore.
    Porque treme ?- perguntu elle: ^^
    Nao estou-tremendo, Sr. dou:oc JO
    tenho medo, usseguro-lbe. Tenho w>,'"f*"
    9* e ae o meif coraglo bato- cora roai fcr-
    ga, a esperanga que o faz palpitar aaacm
    Eu serei feliz- se, gragea ao senhor, sa pe*
    .ler tornar a ver- aquelles a quero mmt
    Ab Sr. dbutor, como eu o abtgoare
    Essas palavras vausaram ao italiano wa
    emoglo profda que elle nlo pftte evite
    Por maiacalejada que estivesse a al
    do miseravel, ellas produzam nessa al
    o effto que aro ferro-em braaa prodoan
    (Continuar-te-hof.
    '
    - '
    "Ttb- D**rioTV*l>aw


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