Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17691


This item is only available as the following downloads:


Full Text
1
AKNC .Lili NDMEBO
PARA A CAPITAL E LIGIRES OXDE MAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadoa ...>?........ 60000
Por seis ditos idem. ...... ......... 120GOO
Por um anuo idem................. 24(J000
Cada numero avulso, do mesmo dia........ 0100
DIARIO DE
PIA-FEIIA 11 SE WSm HE 1886
PARA DESTRO E PORA DA PHOflSCU
Por seis mezes adiantados...............
Por nove ditos idem.................
Por um anno dem.............. .
Cada numero avulso, de das anteriores..........
PERNAMBUG
13J50G
20,0000
270001?
100
$)r0prtefrai>* tft ittaiwel Jigatxfa be Jax'm & f\)os>
Aviso
Aos Srs. subscriptores deste Diario avi-
sa a respectiva direccSo que, do i. de
Janeiro prximo em diante, far-se-ha a ar-
recadai;ao das assgnaturas pela forma se-
guinta :
Na cijade do Recife e lugares para onde
nao se paga porte, 6^000 por trimestre,
adiantado ou durante o 1." mez do mesmo
trimestre, 6500 nos 2. e 3." mezes.
No fim do trimestre ser suspensa a re-
cessa do Diario aos que nao tiverem sa-
tisfeito o seu debito.
Fora da cidade, nos lugares para onde
se fazem as remessas pelo co/reio, 13#50O
por semestre, pago as mesmas condicSes
cima.
Aos que quizerem pagar o anno alian -
tado, faz-se-ba o abate de lOOO, para to
dos os assiguantes.
TELEGRAMAS
SflTIJS DA A5SSCI 2A7AS
(Especial para o Diario)
ROMA, 9*de Novembro.
>;lo ba informarOc aatbentica*
acerca da enfado ailarlo do porto
de fccnoi.;
SOFA, 9 de Novembro.
A .'liiiAM, aiwemblca nacional bul-
gara, apprmou o procedlmento do
connelho de regencia da Bulgaria
em relaro a grandci potencia eu-
ropea.
A eleira do principe (era lugar
amanba.
SOFA, 10 de Novembro.
A soBBASii. acaba de eleger principe
da Bulgaria o principe Valdenaar da
Dinamarca.
BRUXELLAS, 10 de Novembro.
le ve lugar boje a abertura do par-
lamento belga.
a mennagem real refere ae a* bdaa
relacoes externa*, e trata exelusl-
vamente de qneulte de Intereatie
puramente nacional, e aem ae'occu-
par daa de Intereaae geral.
Agencia Havas, filial em Pernambnco,
10 de Novembro de 1886.
INSTRDCCiO POPULAR
HISTORIA ANTIGA.
(Extrahido)
DA BIBL.IOTHECA DO POVO E DA8 ESCOLAS
INTRODUCCO
LlMITES DA HlSTOBIA AnTIOASlA DIVISAOTeM-
POS PBE-HI3T0SIC030 H0MEM PBE-HISTOBICO
Idade DE pedka=Idade DE BBONZERacas HIS-
TOBICASO PRIMITIVASOs POYOS DA AUTIOC1DADE.
(Contiitua(o)
A raca semtica (uci semitas)apparece-nos
no decarrer da Historia Autiga, pwoande um vas-
to territorio eligido de nm lade pela alta Mesopo
tamia e pela parte meridional da Arabia, e do
outro pelas costas d) Mediterrneo e pelo o Ti-
gre. Eram desta raca os habitantes do imperio
da Assyria e de parte da Babylonia, os Htbreus,
os Lydios parte dns i" pulacO'-s da Syria. Pre-
sentemente esta rata est representada pelos Ju-
deus e pelos Aribes. A sua importancia histri-
ca deriva principalmente das religues que nella
tiveram origem e do desenvolvimento a que estas
chegaram. N'lla nasceram a antiga religiao moy-
saica, o christianismo e o mahometanismo. Na
Idade Media um ramo desta racaos rabes,
invadindo a Europa, trouzeram-lbe grande copia
da soiencia grega, contribuindo assim para a civi-
lisacao desta parte do mundo.
A ra$a chsmitica(ou os cbamitas)povoon na
Antiguidade s Ethiopia, o Egypto e a Nubia, e
encorperou-se tambem na populacao de Babylonia
e da Arabia meridional. Na actualidade est re-
presentada pelos fellahs do Egypto, pelos habitan-
tes da Sabia, pelo abexint c pelos tuaregs.
A raca aryanaos aryas, os indo-europens
foi representada na Antiguidade pelosIndus, Per-
sas, Romanos e Gregos ; e actualmente est o
sendo pelos descendentes deste povos e pelos Ger-
manos e Slavos. Os povus indoeuropeas sao os
mais importantes eob o ponto de vista histrico ;
estendem boje o seu habitat desde o norte da Eu-
ropa at s margena do Ganges ; no meio de les
que se paasa o grande movimento do progresso
social, e a sua expansao colonisadora estende-se
at aos confias do Novo Mundo, para onde teem
transplantado as maravilhas do progresso e os mais
perfeitos methodes de i ultara iutellectual.
Ha as tres raca histricas de que temos falla-
do um grande numero de variedades, dovidaa, nao
s a cruzamentos, mas tambem a modificaces
timas da differente accao dos climas e da diversa
influencia do meio.
O estado deasas difiVr ntes variedades leva a
ama classificaco differente da qne sob o ponto
de vista histrico fizemos, e baseada em caracteres
anatmicos que sao do domioio da Anthropologia.
Os principaes povus que figu-am na Historia da
Antiguidade sao : os hebreas, es egypcios, os as-
ayrios e babylonios, os pbenicios, os carthaginezes,
os syrioe, os persas, os indios, os china, os gregos
e os romanoi. De cada um delles trataremos em
capitulo especial.
( Continua.)
Btante, Paulo Alfonso, prolocgamento do Recife
a S. Francisco e do Recife a Caruar, hei por bem
approvar as novas tabellas que com este baixam
para o servico das referidas estradas ; ficandj re-
vogadas as que se achara em vigor, e modificados,
quanto a essa parte, os respectivos regulameutos.
Antonio da Silva Prado, do mcu conselho, mi-
nistro e secretario de Estado dos negocios da
Agricultura, Commercio e Obras Publicas, que
assim o tenha entendido e faca secutar. Palacio
do Rio de Janeiro, em 16 de Outubro de 1886, 65
da Independencia e do Imperio.Com a rubrica
de S. M. o Imperador.
Antonio du Stlcu Prado.
Tabella doa -encmenlos do pesaoal
daa entrada* de ferro do Enfado, a
que ae refere o decreto n. i
denla data.
I ESTRADAS DE SORRAL E PAULO AFFONSO
CATEGORAS
director engenheiro resi-
dente...............
chefe, do traiego e da lo
comoeo............
conductor ou mestre de
linha...............
thesoureiro pagador.....
guarda-livros..........
contador..............
almozarife.............
Io escriptuiaro........
2* ditos, ordenado 800
e gratificacao 4001
amanuense............
armazenista...........
servente ..............
conductor de trem de l1
classe..............
dito de dito de 2a dita...
Estacoes de l1 classe
VENCIMEN-
TOS
o
o
5:6001
4:000>
agente......
conferente...
telegraphista.
Estacoes de 2' classe
1 agente...............
1 telegraphista..........
Estacoes de 3a claise
1 agente-telegraphista...
Paradas
1 agento................ 5604 280*| 840
l:600
2:000*
1:600*
1:600*
1:200*
1:0004
1:6(0*
540*
800*
400*
720*
600*

2:800*
2:000*
800*
1:000*
8004
800*
600*
500*
800*
260*
400*
200*
360*
800*
-
<
S
9604 480*
480* 240*
600* 300*
S00*
400*
400*
200*
800* 400*
8:4004
6:000*
2:4004
3:0004
2:400*
2:400*
1:8004
1:5004
2:400*
800*
1:200*
6004
1:0804
9004
1:4404
720*
900*
1:200*
600*
1:2004
III-CONSTRUCQAO E ESTL'DOS
CATEGORAS
1 engenheiro chefe....
Chete de seccao......
Kngenheiro de 1' classe.
Ui to de 2a classe...
Conductor de Ia classe
Dito de 2 classe...
Desenhista..........
VENCIMEN
TOS
B

o ,e?
8 < 1 a
El
O i
O
6:400* 3:200*
4:000* 2:000*
3:200* 1:S00*
2:400* 1:200*
2:0004 1:0004
1:600* 80'4
1:00* 600*
3
s
9:600
6:000*
4:800*
3:600*
3:000*
2:400*
1:800*
Obaerva^Ses
O engenheiro chefe vencer mais a diaria de 64
a titulo de despesas de viagem e fizar aes enge-
nheiros e conductores que estiverem em strvico do
campo e ao empregado de escriptorio que fizer pa-
gamentos no logar dos trabalhos, urna diaria de 2*
a 6*000.
II
O numero e jornaes dos feitores, trabalbadores
e aerventej serao determinados, pelo engenheiro
chete, que Ibes abonar de 500 ris a 2*500 por
dia de trabalho.
Proloneamento da Entrada de Ferro
do Kecife ao S. Francisco e Entrada
de Ferro do Kecife Caruar.
II ESTRADA l>E BATUKITE
CATEGORAS
1 director engenheiro resi-
dente...............
1 chefe do trafego e da lo-
comoco
1 conductor ou mestre de
linha.............
1 thesoureiro-pagador..
1 guarda-livros.
1
1
1
-'
contador
almozarife.............
1 escripturario........
2' ditos, ordenado 8004
e gratificacao 4004- -
amanuenses, ordenado
5404000 e gratieacao
260*................
armazenista............
servente...............
Conductor de trem de Ia
classe ............
Dito de dito de 2a dita..
Estacoes central ou de Ia
ciasee
1 agente......
1 fiel.........
1 conferente...
I telegraphista
Esta;5es de 2* classe
1 agente................
1 telegraphista...........
Estacoes de 3a classe
1 agente-telegraphista....
Para las
1 mjente................
VENCIMEN-
TOS
o
a
te
a
5:6004
4:0004
o
%

2
2:800*
2:0004
1:6004 800*
2:000*1:000*
1:600*
1:600*
1:200*
1:2004
1:6004
1:620/
8004
400*
8004
7004
1:200*
480*
6704
6404
960*
400*
800*
800*
too*
600*
600*
<
8:4004
6;0004
2:4004
3:0004
2:4004
2:4004
1:8004
1:8004
8004 2:4004
780*
4004
2004
4004
3004
6004
2404
3304
320*
480*
200*
4C0*
6604 280*
2:400*
1:2004
6004
1:2004
1:0004
1:8004
72)4
1:0004
9604
1:4404
6004
1:2004
8404
?ARTE umUL
Actos do poder execnivo
DECRETO N. 9667-DE 16 DE OUTUBRO DE
1886
Attendendo a necesaidade de restringir as des-
peras de cuiteio daa estradas de ferro de Sobral,
CATHEGORIAS
Admiuistraco Central e
construccao
1 director engenheiro che-
fe...................
1 primeiro engenheiro...
Chefe de seccao.......
Ajudante de Ia classe..
Dito de 2a dita........
Conductor de Ia dita...
Dito de 2a dita........
1 secretario ............
1 guarda-livros.....-----
1 thesoureiro pagador...
1 contador .............
1 almozarife............
1 primeiro eseripturario..
2 segundos ditos, ordena-
do 8004, gratifleacio
400*.................
4 amanuenses, ordenado
5404, gratificacao
2604.-..............
1 desenhista............
Trafego
2 cheles de trafego e da
locumocaOi ordenado,
4:0004, gratificac.o
2:000*..............
Condnctor de trem de
1* classe...........
Dito de dito de 2a dita.
2 escripturario?, ordena-
do 3:000*, gratificacao
5004.................
2 amanuenses, ordenado
5404, gratificacao 2604.
Estacoes de 1' classe
1 agente......
I fiel.........
1 conferente ..
1 telegraphista
Estacoes de 2a classe
1 agente.......
1 telegraphista .
Estacio de 4* classe
1 agente telegraphista.
Parada
1 agente.
Conservaco
2 engenheiros residentes,
ordenado 3:2004, grati-
ficacao 1:6004........
conductores ou mes-
tres de linha, ordenado
1-6004 gratificacao
8004..............
VENCIMEN-
TOS
o
o
8:0004
5:600*
4:0004
3:2004
2:40J4
2:0004
1:6004
2:000*
2:0004
2:400*
2:000*
r:340
1:000*
1:600*
2:160*
1:6004
8:0004
8004
7004
2:0004
1:080*
1:2004
4804
670*
640*
9604
400*
8C0*
5604
6:4004
3:2004
2
<
O
1:00")*
2:8004
2:0004
1:6004
1:2004
1:0004
8004
1:0004
1:0004
1:200*
1:0004
6604
5004
800*
1:040*
800*
4:000*
4004
3004
1:0004
5204
BOUS
M#4
330*
3204
4804
2004
4004
2804
3:2004
1:6004
0004
4004
0004
8t0J
600*
0004
400*
:0005
:000*
600 a
0004
2:400*
3:2004
2:400*
12:0004
1:2004
1:0004
3:00'4
1:6004
1:8004
7204
1:000*
9604
1:4404
6004
1:2004
8404
9:6004
4:8004
Obuervaifiti
O numero e jornal aos mestres e contra-mestres
de oficinas e machinistas ser marcado pelo dir
ctor, que abonar salarios de 24 a 84 diarios.
II
O numero e jornal dos feitores, foguistas, traba
lhadorea, guardas diversos, serventes, operarios e
aprendaos de qoalqaar naturesa ser determinad a
pelo director, qae abonar salarios de 500 ris a
44, conforme a especie. Quando s-jtm necesarias
habilitacoes ou aptidoes especiaes, zigiodo maior
remaneracao, dever preceder admisaao do em-
pregado autors9io explcita do ministerio da
agricultura.
6 III
Todos os salarios a que se referem as observa
coes anteriores devem constar de tabellas que serio
submettidas approvacio do governo.
Sempre qne for possivel, o servico de telegra-
pbiata ser desempenbado as estacei de 1* clas-
se por um conferente e as ontras pelo proprio
agente.
Quando se aebem em estados oa construccao o
prolongamiento ou ramaes da estrada, o director
sccamularas foneces de engenheiro em chefe e
ter mais para auzui-il-o o peasaal constante da
tabella n 3, que vigorar para as % estradas So-
bral, Paulo Aff nso e Btante.
A diffV renca entre os vencimientos do director
marcados netsas duas tabellas correro por conta
da construccao.
Ao contador e thesoureiro-pagador abonar-se-ha
tambem por conta da construccao mais urna grati-
1 ficajio de 3004 annuaei.
ObetrvafSet
1
O director engenheiro chefe arbitrar mais a
cada um dos engenheiros e conductoros da cons-
truccao, quando em trab Ib os de campo, urna
diaria de 2(000 a 6g000, variando segundo a ca-
thegori, natoresi do servico e local de em-
prego.
Ao director engenheiro chefe cabera o mximo
daguella diaria, emquanto estiver na direccSo ge-
ral da estrada,
2
- O. director engenheiro chefe encarregar ao
almozarife dos despachos a fazer na alfan-
dega. ^
O director engenheiro chefe fizar, de accordo
com as necessidades do servido, o numero dos
machinistas e foguistas das locomotivas, mestres,
contra-mestres, opetaries e serventes da conser-
vaco e da construccao e estudos, guarda da bar
reir, agulbeiro, guardas e serventes das estacoes
e suas dependencias, serventes das diversas divi-
ses e do pessoa), zeladores. carvoeiros, estafetas,
apontadores, porta-mira e todo o mais pessoal
subalterno, lhes marcar o respectivo ordenado ou
salario, o que tudo deve constar de tabellas que
serao submettidas approvaco do governo.
( Palacio do Rio de Janeiro, em 16 de Outubro
de 1886.Antonio da Silva Prado.
----------------Jegaej---------------
Governo da Provincia
EXPEDIENTE DO DIA 28 DE 0UTUBB0 DE 1886
Actos:
O vice-presidente da provincia, tendo em vis-
ta o exposto no officio do engenheiro encarregado
das obras militares do 25 do corrente, n. 65, re-
solve abrir sob sua responsabilidade um crdito
da importancia da 4294980 verba obras militares
do ministerio da guerra, ezercicio de 18861887,
afim de occorrer s despesas com a concluso dos
concertas argentes do quartel da companhia de
cavallariaRemetteu-se copia ao inspector da
Thesouraria de Fazenda.
O vico-presidente da provincia reaolve, a vis
ta do exposto nos i flicios do inspector do Thesouro
de 17 de Agosto e 30 de Setcmbro ultimo, ns. 88 e
172, determinar que devero ser ses e de boa
qualidade os gneros das racoes e dietas para os
presos pobres da Casa de Drtenco, ficando assim
alterado o final da disposico da 2a tabella anneza
ao regulamento do 18 de Marco de 1835.Remet-
teu se copia a Dr. chefe de pelicia.
SZMDIEME DO SECBETABIO
Officios t
Ao ooselbeiro presidente do Tribual da Re-
aclo do Recife.Transmittoa V. Exe para que
se digne de providenciar s>'gundo entender conve-
niente, a inclusa representa cao feta por Pedro Ce-
lestino de Sonza Pimentel contra o juia tubstituto
da comarca de Iguarass em ezer'-icio interino do
cargo de juiz de direito bacbarel 'I'elesphoro Gomes
de Aruiij.
Ao Dr. juiz de direito do 2- districto da
comarca do Recite.Recommeodo a V. S. que pro-
videncie no sentido de ser tranamittida secieta
ria desta presidencia a certido do processo de
Ant nioAIanoel de Oliveira, que interpoa nm re-
curso drf gra^a da pena de 8 annos de gales e
multa de 20 por cento do valor roubado a qual Ihe
foi imposta pel jury data capital em dias de Ou
tubro do aano passado.
-r- A inspector da Thesouraria de Fazenda.
Communico a V. S., para os fins convenientes, que
o juiz municipal do termo do Limoeiro, bacharel
Francisco Leopoldo Marinho de Souza eo 25 do
corrate mez reassamio o ezercicio de seu cargo,
renunciando parte do praso da licenca com que
estava para tractar de sua saude.
Ao mesmo.Communico a V. S. para os fins
convenientes que o juiz de direito Jcaquim Correia
de O. Andrade assumio hontem o ezereicio da vara
de orphos e ausentes da comarca desta capital,
qae Ihe foi designada por decreto do 16 du corren-
te aez.
Ao inspector do Thesouro Proviuaial.De-
claro a Vnic para os devidos fins e em resposta ao
seu officio le 30 de Setembro ultimo n. 172 que de-
ve ir novamente praca o fornecimento das racoes
e dietas para os presos pobres da Casa de Deten
cao relativo ao corre ite trimestre de Outubro a
Dezcmbro ser viudo de base as novas tabellas e o
pre$o de 40 ris por diaria e sendo os gneros
6cs e de boa qualidade conforme a portara junta
por copia.
Ao director do Arsenal de Guerra.Fica
approvada a deliberado que tomou Vmc, segando
participou-me por officio n. 643, de 22 do corrente
de mandar proceder as corte das sobras de paono
recolhidcs ao almozarifado desse Arsenal para o
fim do citado officio.
Outro sim, declaro-lhe que, nesta data me diri
jo de novo ao ministro da guerra pedindo soluco
da consulta relativa ao pauno azul da fabrica do
Bii.k.
Ao commandaute de Corpo de Polica.Ao
Dr. chefe de polica mande Vmc. apresentar ama-
nba ao meio dia tre* pracas afim de canduzir dous
criminosos at o termo de Ourycury, as quaes all
ficaro como reforco ao respectivo destacamento,
conforme aolicitou o Dr. chefe de polica.Com
municou-se ao Dr. chefe de policia
Ao director do presidio de Fernando de No-
ronba.Faca Vmc rngressar a esta capital, se
estiver completamente curado o criminoso Andr
Al ves de barros condecido por Supino, afim de ser
submettido a julgamento no terso de Cimbres,
conforme solicita o Dr. chefe de polica.Commu-
nicon-se ao Dr. chefe do polica.
Ao engenheiro encarregado das obras mili-
tares.Declaro a Vmc. em resposta ao seu officio
de 25 do corrente n. 65, que fica autorisada a des-
peza na importancia de 4294980 com a concluso
dos contractos urgentes do quartel da companhia
de Cavallaria e assim approvado o orcamento sup
plementar a que alinde o citado officio.Nesta da-
ta abr aob a responsabilidade desta presidencia
um crdito la referida importancia.
A o juiz municipal e de orphos do termo de Be-
serros.Fico de poase do officio de 28 de Setembro
ultimo, no qual Vmc, expoo qne, mediante recla-
inacao de Jos Mana dos Santos, deu preferencia,
na classificaco dos escravos libertandos por conta
da 7* quota do fundo de emancipaco, a Cantillo,
casado commulber livre por ter 8 fihos ingenuos e
urna filha eserava mener de 21 annos, e est por
isso em cndilo s superior as de Joo da mesma
Fico tambem de posee do officio, de '0 do
corrente, no que 1 Vmc. presta as intormacoes exi-
gidas por esta presidencia, acerca da reclamafo
do Rv. Trajano de Figueiredo Lima, senbor do dito
escravo Joao. allegando nao ter sido regular a al-
teraco da classificaco approvada, a vista das
razes por elle expostas.
De tacto, ezaminadas a informaco de Vmc.
e a certido que enviou comprobatorio da dade dos
filhos de Joo e Camillo, verifica-se que o 1* tem
4 filhos menores de 8 annos e um menor de 21
ao passo que o segundo tem 3, menores de 8 annos
e 4 menores de 21.
Examinados do mesmo modo, os termos do aviso
circular do Ministerio da Agricultura Commercio e
Obras Publicas, de 31 de Maio de 1884, v-se que
foram n'eile estabelecidas classes destnelas de es-
cravos que tiveram maior ou menor numsro de
filhos livres, menores de 8 e 21 annos, firmndo-
se anda as preferencias em cada urna pelo maior
peculio rcalisade.
Sendo assim, Joo deve proceder a Camillo e
sua filha Leontr. sern attenco ao pecu.io de 1004,
attribuido ao 1 peculio que, allias, no caso pre-
sente deve ser levado em centa a favor do fundo
de emancipaco verificado a epocba em que foi
constitu Jo para a contagem dos juros.
Ao gerente da estrada de ferro de Ribeiao
ao Bonito.Fica approvado o accordo de que trata
o officio de Vmc. de 21 do corrente feito pela dire-
ctora d'essa estrada de ferro com o respectivo en-
genheiro fiscal afim de sereno Ihe mensalmente
pag s no escriptorio da companhia os devidos ven
cimentos emquanto convier do mesmo engenheiro.
Portaras :
O Sr. ger nte da companhia'penambucana de
navgaco faca transportar para as Alagdas. por
conta das passageos grotuites a que a provincia
t m direito 3 pracas do corpo de polica e 2 crimi-
nosos que para all seguem com estino ao termo
de Omicury afim de seren submettidos a julga-
mento conforme solcitou o Dr. chefe da polica.
EXPEDIERTE DO SECBETABIO
A o commaudante das armas.S. Exc, o Sr.
vice presi ente da provincia manda communicar a
V. Ezc. ter autorisado o director do Arsenal, de
Guerra a satisfazer o pedido que veio annexo d
sea officio n. 524, de hontem datado.
Ao Dr juiz de direito e de orqhos e ausentes
da comarca do Recife.De orden de S. Exc, Sr.
vico presideute da provincia acenso recebido o
officio em que V. S. partecpou ter assumido hontem
o axercicio de seu cargo.
A' agencia da Companhia Bahiaua.O Exm.
Sr. vice presidente da provincia manda aecusar o
recebimeoto do officio de 27 do correte em que
V. S. commnnica q te o vapor Marinho Visconde
ebegado, n'aquella datada Babia e escala regres-
sar para os mesmos portoa ao dia 30 deste mez
as 4 horas da tarde.
Ao superintendente da estrada da ferro do
Recife ao rj. Francisco.O Exm. Sr. vice presi-
dente da provincia manda tusar o recebimento do
officio de 26 do corrente com o qual V. 8. remetteu
2exemplares impresas s do rotatorio semestral que a
directora d'essa estrada de ferro, em Londres,
apresentou aos ac i mistas na reunio da an mb a
geral, de 12 deste mea para approvaco da respe-
ctiva centa de Janeiro a Juuho do corrente anno.
i
1
EXPEDIENTE DO DU 29 DE OTOBBO DE 1886
Actos :
O vice presidente da provincia, de eonfirmi-
dade com a proposta do Dr. chefe; de polica em
offieio n. 1,057, desta data, resolve-ezouerar, visto
ter de retirar-se d'esta capital, por motivo de mo-
lestia, o tenento Henrique Cecilio Barreto de Al-
meida, do cargo de subdelegado da parochia de
Santo Antonio e nomear para substitu!-o o te-
nente Miguel Nunes de Fre tas.
O vice-presidente da provincia, de confor-
midade com a proposta do Dr. chefe de polica
em officio n. 1062, desta data, reaolve nomear o
cidado Sidronio Ignacio de Mello para o cargo
do subdelegado do Io districto de Atogados.
Officios:
Ao inspector interino da Thesouraria de Fa-
zenda. Nos termos da sua informado de 23 do
corrente, n. 753, mande V. S. abonar ao major do
14" batalhao de infantaria, Jos Francisco Ribei-
ro, promovido a este posto por decreto de 19 de
Agosto ultimo, tres mezes de sold por adianta-
meuto, mediante descont pela 5a parte, de que
trata o aviso do Ministerio da Guerra, de 31 de
Maio de 180.
Ao mesmo.Communico aV. S., qae no dia
26 do corrente, o juiz municipal do termo de Na-
zareth. bacharel Maaoel Cabral de Mello, reassu-
mio o ezercicio de seu cargo.
Outrosim, communico a V. S. que justifiquei
boje as faltas de exercicio, que por molestia o re-
ferido juiz deu de 22 a 25 do corrente.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Naza-
reth.Accuso recebido o officio de 15 do carrete,
em que Vmc. partcipau-me haver o Dr. Antonio
Dourado de Azevedo dispensado a retribuico que
Ihe comsetia pelo tratamento dos presos da ca-
deia dessa cidade.
Em resposta cabe-me lou 7ar a Vmc. pelo inte-
resse que tomou sobre o tractamento de taes pre-
sos, incumbindo immediatamente aquelle faculta-
tivo, a quem dever igualmente louvar por parte
desta presidencia.
Ao engenheiro fiscal da esirada de ferro do
Recife ao S. Francisco. A' vista do qne repre-
sentou-me a Cmara Municipal do Cabo, em offi-
cio de 30 de Setembro fiado, n que se refere a iu-
formaco n. 106, prestada por Vmc. em 23 do cor-
rente, cumpre que a superintendencia d'essa es-
trada de ferro mande, de conformidade com o avi-
so do Ministerio da Agricultura, Commercio e
Obras Publicas, de 20 de Marco de 1881, sob n.
42, sujeitar afericao das cmaras municipaes os
p.-sos, bataneas e medida das estacoes, armazens
ou quaesquer outros esubelecimentos que se acha-
rem na circunscripfo dos respectivos municipio'.
Communicou-se respectiva Cmara Munici-
pal do Cabo.
Portaras :
O Sr. gerente da Companhia Penambucana
mande transportar oppjrtunameute, com passa-
gens gratuitas de proa, para a Parahyba, K j-
saliua Maria da Couceifo, mulher do preso Fran-
cisco Teixeira de Farias.
O Sr. gerente da C>mpanhia Pernambucana
mand-* transportar gratuitamente na primeira op-
psrtunidade, p:a, para o presidio de Fernando
de Noronha, Mara Balbina da Soledade, mu-
lber ci sentenciado Galdina Fereira de Souza, e a
dous filhos menores de nomes Salustiano de 11
annos de idade e Amancio de 10.
EXPEDIENTE DO SECBETABIO
Officios:
Ao conselheiro Francisco Jos Cardoso Ju
uior, director do hospital milita! da corte. De
ordena do Exm. Sr. vicepresidente da provincia
tenho a honra de remetter a V. Exc. a inclusa
quitacao dos medicamentos, drogas e mais arti-
gos pharmaceuticos de que trata o seu officio n.
436 de 24 de Setembio findo.
Ao Dr. chefe de polica. De ordem do S.
Ezc. o Sr. vice-presidente da provincia commu-
uico a V. S., que solicitou-se autorisaco do Mi-
nisterio da Guerra para que, pelo respoctivo ar-
senal n'esta provincia, a jara forneclos os 6 bs-
rilhos destinados guarda cvica, de que tracta o
seu officio n. 1047 de 26 do corrente.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 9 DE
NOVEMBKO DE 1886
Antonio Jos Maia i C. -Sim, nos termos do
officio dirigido ao Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial.
Avelino Gon^alves de Oliveira.Sim, pagando
o suppiicaote as comedorias.
Antonio Tenorio da Rocha. -Informe a Cmara
Municipal de Buiqae.
Antonio dos Anjos da Porciuncnla.Passe por-
tara dando provimento ao presente recurso, a
taxa de que se trata, na conf rmidade do disposto
no decreto n. 5581 de 31 de Marco de 1874.
Francisco de Assis Sampaio e Rosa. Nesta data
autorisado o pagamento reclamado.
Fautina Maria do Espirito Santo.Inforne o
Sr. Inspector interino da Thesnuraria de Fazenda.
Francisco Jaborandy de Moraes.Dinja-se a
Thesouraria de Fuzeuda que se acha habilitada a
pagar o que competir ao peticionario.
Fieldem Broth-rs.Remet.ido ao Sr. inspector
do Thesouro Piovincial para attender nao ha-
vendo inconveniente.
Bacharel Francisco de Paula Correa de Araojo.
Indeterido. Aluue-se urna casa por conta da
provincia, visto ser esta obrigada a fornecel-a ao
contratante.
II-reulano Pereira Dias e outro. Aguardem a
prxima reunio do juiz, convocada para o dia 3
de Dezembro.
Tenente Joo Barbosa de Soaza.=Junte-se.
O mesmo.Iufcrme o Sr Dr. juiz de direito da
comarca d^ Taquaretinga.
Luiz Autonio de Franca.Informe o Sr. inspec
tor intenao da Thesouraria de Fazenda.
Marianna Silva de Jess. Remettido a junta
medica Provincial a quem a peticionara seapre-
sentar para ser inspeccionada.
Manorl Joo.Nao ha que deferir vista das
informacSes.
Manoel Muniz Falco.Aguarde a primeira
reunio do jury, na qual ser submettido a julga-
mento.
R .salina Maria do Espirito Santo e bacharel
Vicente Pereira do Reg.Iof>rme o Sr. inspec-
tor interino da Thesouraria de Fazenda.
Vilardo Justiniano C*rneiro da Cunha.Sim,
pagando o supplicanie as comedorias.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, em 10 de Njvembro 1886.
O purteiro,
Francelino Chacn.
(ominando das Armas
QABTEL GENERAL DO COMMANDO DAS AR-
MAS DE PERNAMBL'CO, EM 9 DE NOVEMBRO
DE 1886-
Ordem do dia n. 131
Publico para conhecimento da gaamijo
que apresOQtoii-sc hoje a este quartel gne-
ral, viudo da corte no paquete Baha o
Sr. alteres Jos de Andrade Neves Mei-
relies que por portara do mioisterio da
guerra de 2, publicada na ordem do dia da
repartico do ajudante; general n. 2050
de 11, tudo do mez passado, foi transferi-
do do 3' regiment de cavallaria para a
companhia da mesma arma desta provincia:
Outro sim, por portara do Exm. Sr. vice
presidente da provincia, de hontem data-
da, foi concedido ao Sr. 2o cadete da re-
ferida companhia, Manoel Machado da
Silva, licenca por 30 dias para tratar de
negocio de sea interesse na Villa de Agua
Preta. "I
(Assignado ) O brigadeiro Agostinho
Marques de S, commaudante das armas.
(Conforme)O tenente Joaquim Jorge
de Mello Filho, ajudaote de ordena inte-
rino e encarregado do detalhe.
Repartido da Polica
SeccJt 2*N. 1097.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 10 de Novembro de
1836.-Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Exc. que foram hontem recolhidos Casa
de Detencao, os seguintes individuos :
A' minha ordem, Flonano Jos da Los,
vindo da Victoria como criminoso.
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Crescendo Conrado Brandao, por
disturbios e embriaguez.
A' ordem do do 2 districto da Boa-Vis-
ta, Jos Camillo da Silva, por embriagues
o disturbios, e Pedro Antonio dos Santos,
por uso de armas defezas.
Em cfEcios de 18 e 22 de Outubro ultimo,
o del'gado de Oaricury partecipou-rae os
seguintes factos :
No dia 6 de Setembro na povoaao Ser-
ra Branca, os individuos Francisco Fabri-
ci e Benedicto Fabricio, s.-m motivos co-
nheuidos, surraram brbaramente a urna
sua propria irma, cega.
A auioridadc local tendo feito proceder
a vistoria na offen'iida, foram considerado
graves os terimentos.
Contra os criminosos que evadiramse,
proce leu na formalidade da le.
No dia 24 do aecusado mez de Setem-
bro, a 1 hora da tarde, no lugar Scrra do
Ignacio, Joo Lopes do Nasoimento assas-
sinou a Joaquim de Sauz i, dando-lhe urna
facada debaixo do braco esquerdo, causan-
do-lhe a morte instantnea.
O delinquente foi preso, e acerca do
facto procedeuse a inquerito
No dia 12 de Outubro no referido dia*
tricto de Serra Branca, pelas 8 horas da
mauha, Umbelino Jos de Lima de3paroa
d emboscada um tiro em Francisco Igna-
cio que licou gravemente ferido.
O delinquente foi preso em flagrante e
contra o mesmo procede se nos ulteriores
termos da le.
Ainda no dia 18 do referido mez, eva*
diram-se da referida cadeia os sentenciados
Jos Fructuoso Lopes, Jos Ferreira do
Carmo conheciuo por Jos Maria, Maximia-
no Jos Clemente, Severino Lopes Ferrei-
ra, e o escravo Francisco.
O delegado tomou as providencias ne-
cessarias para captura uos fugitivos, sen-
do preso incontinente o ultimo pela praca
de polica que guarJava a cadeia.
Offi-'iou entretanto o dito delegado i*
demais autmdades de sua jurisiic.ao, as*
sim como as do Barbaiho e Crto no pro-
vincia do Cear, o que deu em rasultado ter
sido capturado no dia 19 pelo 2 suppienta
do subdelegado do S. Pedro, Clemente
Teixeira Oelmendes, o sentencisio Maxi-
miano Jos Clemente.
Deus guarde a V. Exc,IUm. e Exm
Sr. Dr. Pedro Vi ente e Azevedo,
muito digno vicepresidente da provincia.
O chefe de
Pinto.
polica, Antonio Dominga
Thesouraria de Fazenda
l'AKKCKB DO DE. 1 PBOHOTOB PCBLIC0 SOBBE A P1SX-
$A FBOVISOBIA CLTIMAMESIC BEQUEB1DA PELO BA--
COABEL EDUARDO DE BABEOS FALCAO DE LACEBD& A9
OB JUIZ DE DIBEIIO DO 2' DISTBICTOCS1MIKAI..
O luitre patrono do denunciadj, signatario da
peticao de fls. 450 fh. 452, em nome de a>'u clien-
te, o bacharel Eduardo de Barros Falco de La-
cerda, thesoureiro da Thesouraria Geral de Lazea-
da desta provincia, preso na Casa de Dctencio,
requereu s-r seu coustituinte admittido a pn star
fianza provisoriatnos termos dos artigos do Cdigo
do FroceBSj Criminal e 38 da lei de b de Deaem-
bro de 1841, combinado com o art. 14 da lei n.
2,033, de 20 de Setembro da 1871, allegando os
seguintes fuudamentos para ser Ihe concedida dita
flanea;
1 ter sido preso administrativamente eu> vista
do decreto de 5 de Dwmbro d* 1819, p-lo fooho
havido na Thesouraria Geral de Fazenda e j ha-
ver sido po-"to disposicao do juii de direito ert-
rainal, pelo inspector interino da Th-aourari res-
pectiva para ser proeessado pelo crime de peca -
lato, e assim estar devolvido o conh-cimeuto do
facto, que motivou a priso administrativa por sua
devolucao, e entrado no rgimen c iinmuin, e por
consequenc.a Ihe saoapplicaveis as dispoaigaej de
direito referentes fianza.
2* ter direito fianza, visto ser montestado,
que o art. 179 4 da Consttuico Poltica do
Imperio diz uia^uem poier ser preso sea
culpa formada, excepto no taso declarado era id"
e no 8o do mesmo artigo ainla diz que ni-
guem ainda com culpa formada ser conduzido a
prisao ou nella conservad, estando j* nreso, aa
pre tar finca, nos casos era que a lei admitte ;
3* oa categora dos en mea aancav.is rsia ia-
cluiio o crime de peculaio, capitulado no art. 178
do Cdigo Criminal, crime afiancavel, como reeo-
uheceu o Supremo Tribunal de Justina, na te-
ten$a de 18 de Setembro de 1878, conforme o do-
cumento jauto, para o qual p-de se attenca> ;
4o o decreto de 5 de Dezembro de 184, nao
abri e nao poda abrir excepfo no artigo 101 do
Co ligo do Processo ;
1* porque, sendo esse decreto acto do poder ese-
culivo, nao poda alterar a disposicao geueriea da
Coiigo do Processo e da lei de 9 de Dezembro de
1841;
2o porque, se o legislador tivesse querido con-
templar como inafiauc.vel por sua natureza o exi-
me de peculato, t-l o-tiia incluido n-is excepte
do art. 38 da lei de 3 de D sembr una vea qae
ao lempo dessa le vigorava a legis mc&> da Fa-
zenda Naciou-tl, o a!vr de 8 de Junh > de 1808,
que j comminava pri-o aos exictor-s da Fnzen-
da, que fossem ouiiasos ou reuiissos em fazer as
entradas dos dinbeiroa seu cargo.
Antes de emittir o meu parecer sobre a pretoa*
c2o do denunciado, respondeudo i cala um das
argumentas apresentados pelo seu Ilustrado advo-
gado em dita peticao, convm historiar esta ques-
tao de flanea agora de novo preteuiida po que-
rellado, nao obotante coot ouar adminittraUva-
mente pres i; para que fique ella consignada as
autos, em sua pleninde, ja que o illuotre uatroa
do denunciado aciboa em sua referida peco.
Como publico e notorio nesta capital, at par-
que o jornaes lofo isso noticiaran), o bachata!

I

;-:-

1
m
T~~~
?
-'




I
1


Owr* ie hTimiiHim-iQuintatHra H d** Novembro de iSSfi
!-
-
fido.rdo de Barros 1 iro trado ciado,
[
da Theeourar i de Fai
eo-4 ii"s d poi* d<; s > ntate preso
pg| ot fiujR IJ
de Superi .r i'
a&! oriera do liabeas oorpiu, alie
Eer se dad > aqu- II. r p rticaa o cr.rae
roubo e uSo uin desflalq'ie, pero que ana pris 1 >
w era mil ga af>r salto noa terinas
do art. o go do Pro sao Crunia .1.
Como puW i io o Egregio Tribunal n-
gou in liminc soltura aa impetrante, ind -peodeute-
naeute idhom de aadiaaea da *u torida.de, qne ri-
fcctiiaru a prsio, em rucio d achar-ae o paciente
administrativamente preen, de couforinidade com o
decreto o. 657 Je o de Oec-mn de 1849.
Com > anda publico e notario, pouco tempo
deuuis, at tambera porqae os jaranee o aottciarain,
Ilustre patrono dn denuncia lo dirigio-ee de novo
so Doliendo Tribaul da U-daca >, impetrando
soltura do Si'U cliente, ein raa i de S"r Uleeal sua
jiriaia. nos termos dos S 1 e 5o do art. o.">3 da
go oo IVocessa Crimiuai, cu fass; elle uiinir-
> a prest.ir nanea, vis: > mputar-s-lhecrime
especlalo, crime afiiucavel, i stand i ja concluido
o mqu ritj, c 3eu di. n:- sujeito jurisdiceio cri-
minal, hvena ansio cessado a prsio adminis-ra-
tara.
Cami tainb m ainda oubeo o notorio, o Vene
ramio Tribunal da hVlaci inda desta ves ner
a plena eoneestio do /tabeas corpus ao impetrante,
tu *usao de Ber legal a aua priaao, por unamrai-
dade de Votas, e inadmissivel a fi.ine.a'defiaitiva,
eia virtude de continuar o paciente preso adminis-
trativamente, nos t -vinos d art. do decreto de
5 da D zcmbio de 1S4.1, acim* mencionado, refe-
xivel ao alvar- de 2> de Junho de 1808, tend.
apenas doi's dos Ilustres m'utbn.a lo Triba.ua'
votada em favor di admissio ta fianc*..
Jta> obs 'ante, surge Bajaca o digna adv>gado do
Vuuiciadii era su > aliui.ia p tieso junta nos
autos, dirigida ao juiz forinidor da cul
aeUa dos mesin is argn nt -a q ic ji aervira-8"
ase enaa unten res peticoea oiierecidas illutra-
eao dj Supciio.' Tribunal pira conseguir o aeu
ttideratum; bem com i em auaa all _-
kaes, eoin a differeiica p Mas de que, MHMlaaeMo,
pretende fiait', provisoria, rw lugar >- flanea de
flmliva, o que o Veneroudo Tribunal ja den-gju-
Ihe.
Comprebecde-se facilmeate o que digo arrn que
rer fazer offeusa, que o ilustrad.i p ttrouo io denuo
iado api u >a pretend p.jr esse milo ir pela ter-
eira vez pr eencada Relafio,m dianto recur-o,
e por ventura nao admitlir-1 provisoria
o teu climt com na c iiiuiiasivel, principal-
ente tendo o Egregio Ti ibuual ja a g ido a bW-
a definitiva ao acu c insiituinte.
Poia bem !
besteatamoa que, depoia de haver o Superior
'Tribunal da U -i'. aifi aetinitiva M
denunciado, em r'izu de continuar -He em prisao
meramente administrativa pe icrune em quisi,
eouia aasim o Ve erando Tribunal ultima jultfou, nao pode na jttia a 1 instauc a cunc-der-
be fiauca provisoria pe'o referido fac-,o, pendente
ainda a prisao admiaiatrativa, pirqu-n'o, a aupe
rioridade nu grao da juria ii.ci junciana Inulta
a eomp tencia das ui ridadei nfariorra pe* au-
p^rioridad'i da byerarchi'. ju iii laria, como di'
direit' ezprrsso e os tribuir.' s euperiorea Uo p.ia
teen julgado tantas vez'S.
u) i npon i nue o deunnciado impetra agir
a-.na fiahg; provisoria, 8 'b pretexto de pedida dif-
ireme e dumais d'isio dep iU !' ;0 diaa da eu-
trada do denunciado para a p- isa ', liyp if.icae tiia-
bem em que ho sao miis admiaai*eia fiancaspro-
risorias, confcruie art. 31 do regulamen" di. 2
de Nvemuri de 1871, cuj s effeitus igu-ilmente
ti podeio dumr 30 das e m lia quaut a turem ih -
ecaa.irios p-.ra o r i apreoenfar se ao juiz couipe-
teate, atim de prestir anga definitiva oa r.zn
de 4 leguas p.ir dia (iei de 'JO art. 14, regul-mnt i. art. 3'\)
A omm est administrativamente preao, como o
Jtireg) Tribunal da Retaca > d'esta eapital con
ttna a considerar o denunciado, a in embargo de
catar j aVota a auaiforniiCiVi da culpa juria
dieco criminal, nfto t uo pode se leeulmmit--
osceJer kabcii-corpns, como tambera nao admi:
thr-se fianc, s.ja .'sta provisoria on definitiva,
ca vista das iitp isicoes uu d cretu cima citado
de 5 de De*'mbro d>- 1819, q i* apenas consoliiou
odas as leia, ouvidna aa s> cco-s da fazenda e jus
tica do coneelae a'estado, que regrin a adroinistra-
cdoda faaeuda nac mal, leis que ai. iavaoi ,-p .r
aaa, e por e=ati motivo erara cX'CUialas em pre
jaizoda meama f.znda nacional, o q'ie obsta va
igBj.liDtuti' a fix cao de urna jurisprudencia Oni
tenue a emelanr.- no. fdrj ease respeito.
Ese dacrete ogovemo imperial o expedio, tendo
tRiipct' ncia ]).ra taz.l o, era vista J g 12 do art.
JC2da cons.iiuic do im, eno, t m foic. de obri-
jar, couio todos os mala actos de igual Datares*
de poder eifcutiw); tanto iimis quauto rea I un me
aada iiuiovou relativamente lea sobre u adrni
lxac<- e fitca'.isavao dai rcudaa pablicas e re-
f rio se a,-ei a ao alvar de '8 de Junho d-- 180f<,
declarado cm s^u i"teiro vifr ., qnmln s diapoai-
ea contidas uo9 titnlos C. 4'. 7 e 1", por fue
aw do art. 8t> da Iei de 4 de Ouiubro ae 1831, de
*:uf.riiidaiie com o art. 310 do Cidigo Cri
miual
Erah m acj : ri:- leitnbi'isiraJO sccordio doSu
prem Trirmiil de Ju-tica, transcripto ra o uu
mero *a Provincia juu'o a p tic.L do denunciado,
todava, u uasaa elle de uin jugado d'aqa He
Teeran io Triannsl, somante vencido por doiu vo-
tos. r, qne sfguifieativo, que na. t ra foi^i :-
abrigar, em razio de nao cn-muir aaa-nto nos
tunava da 1.1 n ^i>al de 25 de Dcz-mbro d-
183
; Resulta ai ida da referida publicaeo, que n<>
a i mi oira s i.'.-;eit :!- -i:n os ntiniatr
8u+-i in i Tribunal d.- Ju.-t'Ca, presente que |j
'julyareent', corro iimbem i Kela;io da eri- jyl
gs am a m-ina qneatj em sutil i contrario ao
mi j :':_' .u nqiiel e Egr ge) Tribuu.il, e o Collen-
do Tribunal 'ia le icd ( te di incsm > modo
jue julgou o V-.nerand i Triboual da elaco dest
api tal.
(>>nvin ainin m tr, a mo niaae D'aqaella dia
asado cm dos ilustrados meotorae d. BapraSM
Tribonal, aeu digno c lal preei btot, i m ta s hy
puthrses nao n '-o uin sirapics pe-
ealataiio, nn.?, de ura r..- n- vil d->8 niuheiros
b -n] 'oa a um leuislac<)o especia', muda
em vigor, e que aegund ella ac ao administra-
Uva cn'inue. al que 0 delinqu ule s, j(l abs tvid'J,
.tnd sida B'.npre esl a )in i-pru lmicm di Tne-
aouro, com' U ra nistrou, c tan lo r 1-us aaaaflBa
das pelo oaii.iatio d taz. n : J a J aquini !t dri
jue Torre, de r.-is Vi.100 i d- Itaboruby, oe
undosa menora, o -1110 que ri'ferenilou o d-
tato di'6 de D. zerabro il 184', e tamb. rn do
Mu to H ae.ia U.valcante, nep-iia Vise Bata 0
rqu tui h 11. 'Sa in ra-*r;.i. le-
icdo qui- deve s' r reepeMads plos tribunaes
dopoiz. com o qu mo 1 ff n !se a Coustiluicao,
am o C digo Criminal, nvm do Pruceeso, uem
Sxm-.ia s>e reso- ito ero vigor.
C'inif ij. jii." viso d Miui-ieri'. da F.izi'nda,
a. :; de 29 I- De* mbro de 1851. o mi
bis'i ,qu- en'ao era o proprio
I Jos J.-i.qu m li u Forres, deciarou ao 111
^^^^Hor da rilen. itr ra Gernl da B.h'a,que os
aaU'8 d s I i l 1.0 un inoi I1111 a Itar os r> nl--s
h f : -'riicamwie presos,
t&o manifes'ament injuridicos irreavlire* e prati
lados com uffensa da md*.pendencia das autoridades
adminis'ratioas ew-nrreg da* di adminitracio da
fuzeada no extrao de toas a'tribu* cues, entre as
fuaes comp-eliende-se a de determinar a priso
tfmtra os resp< nsioeis omi-sos A l'K o pleio kii
OlSODt f\/,EXt>\ NACIONAL OU *T O O AS) O JIX-
i: aioiEu prkci8<> como estubel cid na Irgistcgao aci
mol da. kzbrcicio qmk AuroiurxioF.s Jimci..
SUS SOTEU BESPE1IAK. ABSTENDO-8S DE Oa EMBARCIR
niPECkR.
A-i-iui, portanto, m nit ato na 1 tero peder ju
diciario a ortri Bicio .iU e mpetuneia para man iar
soltar o di-tiiioe.. 1 .. aiimims'rativamente jtre-o,
emquinto nao hu 0111.1-ar m K.zenda NaciumU o
deatalqiio pe qual ae ifce ta, f.rmar culpa, salvo
aoeno d" nai pr no.-i* ; aam duiitil-o an
a, aeja esta fiefit'itiva 011 provisoria, principal
tente, por um jn z de in n r
Superior Tnbmul la K lai'io nefptdo-lhe ruiiya,
'i-rra -i il > art. 5 d 1 a 'ereto de 5de De2ernbro
de 184lJ. c .m > .eiin 1 disae.
P. la m -ni raio qoe, nuieimente o Suprem
Tribuna! df. Joati.;a. attuut* a diap isiesa do 4*
dt> art. 1 1 moro ce 1871 ; po
deri agora c ni-eder ordem 'le habeos corpas ao da
anneiad J oei.r .qn na V uerau lo Tiobona1
tarabo'm :' ter preae iienn ite conceder-h- fian-
za dejSnttiexi. p >r a jira .i fiaor; 1 provisoria, em
*;at ao urr 31 di Jecret- 1o 22 ae Novembro de
1871.
Pro'est a promotoia publica apresentar certi-
daes d s i'lo 1 dos, ae *amn fdr precia*,
qne nao f.,x j jara uio _Demorar o pr-aoute pa-
recer.
Quanto arguraenacad api- sentada pelo illua-
'" d art. I C)m-
pleta.neute des-ippirerje, desde que u'aqu 'le pa-
ipb 1 admit i-ae ni i for-
by-
pntheae era qnestai un desala cas is, o r fo ea do
ilvari de 28 da JUI1U a.. 1308, titulo, Z>, 4o, 5,
7" e 8' ra pleno vig ir, p >r forc.* d* art. 88 da
le de 4 d- uiub 1 de 1831 a art. 310 do Cdigo
Criminal, do mean 1 raido qne na arimea lu-tfiau-
cav ia nos termos do art. 0)1 da Mgalam uto n.
1J1I ie 31 le Janeiro de 1812; a.igim cono dea-
Sfa>al*(S) a renmeutacio em refer neia a > 9* de
iota no art. 179 la Cmat.itiuva >, neade que baeasoa,
em que a l'i ni admitte /anca, cent 1 ualmente
auceede n'esta hyp itb ae qinut) ao djnuuciado,
era vista do decreto de 5 de D.:semb.'o do 1849
cima citado.
Por tudo iato, poia, c pelo maia que aupprir a
lustr.ieai d dig .0 magiatra lo, actual juiz de
direito do 2o diatrieto cnmi.nil, que tees de r, sj!
ver a qu 8tlo, o 1 pr aaot r pub ico da comarca,
requer quo aeja lud^lerilaa alludida peticu) do
auoplieante
B aife, t de Novembro de 188-!.
Jooo Joafjaim de Freitas Henriques.
ACTO OE VI3TJKIA PBOCSOIOA BAf VA8AB0A8 B .IANEL-
I.A8 DA SALA DO TIIESOURBIBO DA inEBODRARIA DE
KAZ8MOA DB PE8BAUB0CO.
Aoa nove di 18 do mea d". Setembro do auno d >
NaaeimeutJ de N isj Seuhor Jesns Chriato de rarl
e tiitocentoa e oiteuta o aeia, pelas 10 iioraa do da,
presente na TncsountM d- Fazen a o Dr. Anto-
nio Djorioajae Pbrto. chafa de roiicia desta pr -
vincia, eufuiigO aimaajaa de sua aecretana WT-
viudo de escrivAo, a eoavm do respectivo tbes u-
Dr. E liard 1 d U irroa Faie.io de Lici-rd 1 e
aa testi-muubaa a ia;xo assigos las e os peritos p 0-
lissi maes Greuuin) Li N aflea e Cau ido Jos da
Goca Tellea, reaidsflt s seata eidade, o mesuio L)r.
ebefe de polrcia defer) nos p'ntoa jurament 1
naut >s Ev-aiig-ib a em ura livro darlas da bem (
fi 'hneut d seiupenhar-m a sua niKso, declaran-
o qu deacobrirem e ucontr %r, m
0 o que em aui.i c nac ucias vttt uderem, en ii -
i-lb'-a d p. Mse I t a ex .111 m todia as va-
randas e jan II is qoe dcitaui p ir o caes de V n-
te e Doas de N ivcmoro < qae rasiKMidimurs aos
quesir is aeguint- o :
Primeiro, ae lia ves'igi 03 de viole acias as va-
iS e aui ilav que Ueitaiu para o caes V ote a
DuUj de Novembro ;
giudo, quaes clles njaW ;
T rciro, a por pssm vioienciaa f..ram veneidos
oj pnderia vene r-a obsta ulo;
Qnarto, Se kavia ubstaeolo;
Q :int 1, aa se canpregau !orc 1, instrum-nitoa ou
1 p re.hos.
Em C'inaequeiicia Dassirim oa p ntJ3 a faz rem
os 1 xam a e uv- stig.icdes ordena loa e ao fjoe j 11-
gar.-m neeessariay, concluidas aa quaes leclart-
rain qur nao eueontrarara nmibuiu veatigl 1 d vio
..- ; a qu portanto, deixam de responder
aos quesitos propoatoa, e que aa>0 estas as d
ray s, que era sitas ti '8 u debnix de ju
ramento prestad) t eui a laaar.
y por nada mus baver d m-se p>r concluido o
ex.uD" uidmiada ; d iud ae lavrou o presente
auto que vai por mira -senpto, rubricado p lo Dr.
oh'fe de p iliei 1 e sasigoada pelo aseemo, pe.-ito3 e
t. steaiu ibas, coiomigu Ablisio de v*aaeooa
8'rviiidode eseriaSdqaebesarari e d u t.A I -
nio L 'iniug s Pinto (Jeuuiuo Euz Nniics.'J ;ii-
Jos di G>e8 T? les.Jos Juaquira do U -o
Juui >r.Joaquim Joir 1 I e HMlo F1I1..dbdisio
de VaS.'OUC
Est cjuf irme ao proprio origiual ao qual me
rep arto a dou fe.
Rcife, So de Setembro de 1886
E eu Joe de Ariraath* Ooata P n'es. escriv".o
aubscrevi c assigno Jo! de Ariraatua Cajta
Pontos.
AITO DE VISTORIA PROCEDIDA NA PORTA PRINCIPAL D V
KXTIIADA PA-.A A SALA DA THKS iCRARIA DE FAZK.N
DA OCCCPADA PELO RESPECTIVO THEsoUHEIE).
No meoino dia, hora e lagar proCOerau oa pe-
ritoa Candi lo J>c de Goea Tell-s e Cenuinn Luiz
Nanea, a cinmn na por a raraclpal de entrada
asa a ala da Theaoararta jU Paseada oecupada
pelo respectivo dnsoaraila, declararam queae-
uh'iin veat gi havia de arroaibamento.
E por nada aaaa haver deu-te poroncluiJo o
ex ame ordenado e de ludo ae lavrou o presente
aut) que vai por unm esc.-ipto, rubricado pelo Dr.
chef de polica e aaeignada p lo mesaao, pentoa e
t- stcuiunhas, commigo Abdisio de V'nsc >ncelIos,
-ervn.do de esenvo, que o eacrevi e dou.f.Au-
tobio Doraingus Pinto.Candido Jos de Goes Tal-
les.Genuino Luz Xjii'S Joa Juaquira do Re-
g JumorJoaquim Jorge de Mello Fi'ho.Ab-
diaio de Vasconcelos.
Est conforme ao proprio original ao qual me
reporto e dou f
Recite, 23 de Setembro de 1886.
Eu, Jote de Ariuiath. Costi Pontes, subscrevi
e assignoJos de Arimatua Costa Puntes.
que en auaa conacienciaa e debati do | o rara especial soliciiude do Exin. Sr. Dr.
10 teera fazer.
E p r nada maia I ocluid
cxi.o" ,r I n ido e dn lud 1 1 1
to qn- vai por mim p lo Dr.
e'n. te de polica e aaBiifii aoa peritos
el' t'iuiuiibaa, Cvinm'gn Ablia.o d; Vanea.1
aervindo di escrivi'qn' o-aaoravi, a Um f'.
dnt nio D mingos rimo. Can li In I I U,:-
T-iies G.rauiuo Lina Nunl 11 id ru C. Je
iiv-ira Cuntorado. I s TtmptV Ao liai
Va-couee 1 ia.
Qat conformo ao original ao qual rae r porta e
dou f.
Batata, 25 de Setembro de 1886 Eu Abdiai de
V-iaconiseilos, amanuense, 8 rvindo ( ^scriii',
subaerevoe aaaign i, Ao m > I Vas oue-lloa.
Thesouro t'roviarial
DESPACHOS DO UU 9 OK S iv'UMUKD OU
lrj86
Padre Mana l Go s da liritu e Mara
Zulroira de Brroa Li na. -R giatre ae e
l ra ii s oa asaoiit.'imeiitoa.
Joa Jooqui Al-es. Ao Sr. procura
'lor fal para ttener, uao Imvuquo io-
uouveniente.
Ar'hur de M-llo.'^erti6qu"-8e.
li .liar Irruios & C, Mauo l Clempratin >
Correia do M lio, Auiorim Ir nio i & C,
Atonio Aquilino 'le Cuupis, vig.rio An-
dr liurdeiro do Arujo Preira, ..ffi ios do
Dr. procurador dos fcitos a empr g.dos dj
Consulado. Iutormo o Sr. eoutadur.
MaQoel Josqui ii da Silvas paire G-
iiunio Walfrnlo in Souza Gurjo. H j'
vista o Sr. Dr. procurador tiacnl.
10 -
Antonio G raido do R-go B.rMea, Ma
ni l Xivi r f'arneiro de Albuqu-r
Franc lino R > ri(;iiea cis da Sdva Guaina, Mano' l L itao Fi-
gu-ira, J'.s Gim-a Ferr ira Maia e Luiz
(Jarlos la Costi Vili-lla H j i vista o Sr.
r. procurador ta tal.
D r. t-, a c i I t-50-) 8' m uistiuccao de co.es polticas, que ue
Ponto do GjTiinaaio.Ao br. p.gailor K M
. c iiu.b.8 na buvia.
jara 08 de vi.los falla.
Aivogafo IgOo L-opol.io.-Cert.fi | A rate f..cto, toda cst. cidade, todo o im-
gUR-se.
Jos Muuiz T-ixeir i Ginyalves, viuvu
Constautino Pinto Ferr ira da Silva e re-
dedor do Gyiunasio. Informa o Sr. eon-
I naca Joaquim de Suiza Le
Don i de m n r importan-
qu u"o uoSO intuito u historia miuu
.! i administr ico que vm de fiu lar.eona gir.r.-
ntoa qui nlgniis que to provaa eloqueute8 da
affirnaativa que a abnnoa de fazer
l-'i i >u-pci:.. I je mtro luci;) d' meada latea
i.as com .re ,i de S ilgu- iro e Ourk-ury, e por iaao
in trido era procesao, Marianuo da Costa Araujo
J piaa-, e ap zar de militar este naa filelraa do
partido conservad ir, n in pof iaao d'-ixea de aeatir
todo o peso da r spon-abili lado era que hara in
con id" e toda n inft xiblidade ia Ui ; nem por
iaao, depojg de colbid -a provaa anffieientes. dexa-
ram de ,er expedidas as mais terminantes ordens
p^ra aua captura.
E n-m logroa o espirito de partido desvirtuar
os factos, levantando aecusacoea, por nao ter ado
preao o indiciado, quando audou p ir esta cidad."
e haver sido retirado do a. rtio o offiei I qoe. na
quali laie de autoridad.- formara a culpa ; pirque
fui tira o evidencia que, ao tempo era que Aran-
j ) J.ipiaa- esteve neata cidade, neiihnina prova
tioba ainda oido colhida contra elle, e que a reti-
rada do pQetbl e do destacamento de acu comman-
do, ul's solicitada p lo commandante das armas,
por falta de forc/i nesta cidad.', a foi ordenada a
22 de Ja bo, qnaodo cem data de 5 do mestno m-z
o Dr. chefe de polica j tintn reo bido communi-
i. i de achar se concluido o proeeeso.
E, quaudo taes aecuaaces se fa2am com a maU
ti -.iii' inju-tiga, o animo calmo e recto do Exra.
Sr. Dr. Ignacio Joiqiim de Souza LeSo, isenta-
nobremente de toda t. p.eveuc), o as auto(
rid i'ies que haviam eoaesfsids para o descobri
ment c averign-.^oes do crirae erara elogiados por
Utlor.
Antonio Jos da Silva e Coruciro de
Souza & (J. -Informe o Sr. Dr. -ominis-
trador do Consulado.
Consulado provincial
DESPACHOS DO OA S DE NOVEMBRO DE
iS*6
SsbaattS Jos Pereira Cavalcautn, R.
de Drusina &C, Tibuicio d.i Oliveir-. i
C, Deodato Torres & l*, Affonao 0 ivei-
r:i d C, Manoi'l Carioso Ayr s, Maia
Sobrino? & (1 Leal & Inuao, Jo quiro
de AliD'id.1 C, Alfredo & C, Charles
Pluy u & C, Izaae G-ncalvos M.'lialo,
Companhia do S. gur s M ntimos > T.-rrs
tres Arophitrite, Bario di Solodade, Aut>
nio Pinto Lapa & Irmao, Santos & Al>U,
Hrmes P.reira & 0. Su:cessorc, Joaquin
Gongalves Cas- ao & C, Antonio Ferr^ira
N,,brega, Silva & C, M.r :olino de Souza
Traveasos, Jos Mmt-iro Torres le Cas-
tro, Manoel Jiaquim da Ro ha, M ia &
Rozende, Joao Vctor a1 ves Matbeus C.j
Carvalho Cunha & C. e Domingos Alves
Motheus Sim.
- 9
Irraatuiado da Santissiini Trindade.
CcrtJIJque-se. ^
Franoiseo Mar^ellino Monteiro, Joaqu'
da atttajia (Jarvalho, Mara Helena Gaio't
Mirmda, Jos Paulo Botelbo. Informe
1 seceso.
Joan de Albuquerqu, Jansnn & Eb'a. -
A' Ia saeojta para m .(ovidi.s litis.
Jos Firmino Ribeiro. -Junte conheci-
mento de dcima relativa ao ultimo soiaes-
tre.

AUTO DE VISTOIHV rttOCKDIDA HA" POETAS QCE nio
EKTKADA HA CASA-FOBTK
Acto continu, pr ce t u ae xirau as duas por-
tas que do estrada para a cas* f rt d-clarand)
os perir.. s, que na oriineira p .ra au de mndeira
Je sama vestigio algum de vial neta, porra en RECIFE, 11 DE NOVEMBRO DE 1886
contraraui una chave, q-ie abna a porta perfeita-
m.'ii'i'. cuja cltave igual a chave verdadeira. dan-
do a mesmi cltave demons'racao de ter sdofeita ha
;.v 4ias, declarando mai ^jue a dita ebave nao
d., ftifio das flechaduras communs, p rquauto tera
luioai/uio e trt rodas correspmdentes ; aVciaram ,Pedro Vicente de Azevedo as redeas dj gavera
mata qu a referida claxve floi fleita por artisLi pe
rito, pela perfeicao do trabdlio epatas sidas: pau-
sando examinar a canceila ue f.-r.-o, declarara
que tmbela uao tem vestigio de violencia por cu-
co.'rarem na f cb.lura uraa eapacM de chave de
I .'ao i>. c ra ura a-jlda u ligacao do annel, com o
cano que deixa entender que toi -.berta afeehadu-
ra da r- ferida graoe de t-rro. pan-cem ter aido
apert'eir;oadas e iiu>-.d:s na ucuasiao era que aervi-
rua o qu.-ae v pe!.,s c.-tea frescos e lustros.a noB
denles da ui-eraa E por nada savia o*ver nem declararem, dea se
p .r c .nciuido o i-xarao ordenado e do tudo ae la-
vruQ o presente auto, que val p ir mi.ii eaoript",
rubricado peio Dr. chefe de polica e asaiirna io
p- o oie-mo parata e teatemunbas, commigo Abdi
oo ae V ..re neell scicvi e dou f. Antonio U. m ng s P-uto. G -
nuiio Luz Nuu o.Candido Jos de Ges Tellea.
Joaqun J .rfre d Mello Kilho.Jos Joaquim
Das do lie lunior.AoJiaiu de Vascuuceiloe.
Eti co .forme il pr pri<. urigiual, ao qual m-
reporto e dou f.
ti cife, 25 d Setembro de 1836. E eu, Joa de
Ariraa liii Co-ta fo .tes, asriaAo, subscrevi e as
aiguu.Jas ue Anmatba C BU loutus.
AUTO DE EXAHE l'BOCEDIDO BO COFBE EXISTBSrE KA
CASA-FoBTE DA TIIE80UBABI\. DE K.vZSN.OA DB FEB-
KABBOCO.
Era se^'i'li 0 Dr. chsfe de pulida narreeoa
ao- peritos de p. .cederem a SSaSM no c Ir exia-
nt casa t r, d ; Tnesouraria de PaSeudj, e
que'rcspoudesseo ais quesito- ae^uintes :
Io e b. v-atigio d- viol'ocia n> a^fre existen-
te na Bea f rt.- di Tneso ir.-.ria de Paienda 9,
qUaea eilcs sejara ; 3", se p r esaaa violencias fo
r.in vencidos ou pid'am vi-ncer-Bd obaSacutna t
4o, so havia obataculo ; 5", se ac crapregou forca,
ios'ruioe.it >a i.u aop.r.-.ii j.
Em aeaawjjttaoei i patinara si a fazer .-xamos e in-
verte-icoea BaaBaatraaB, fcitas as qaaca, deelarHm
que eu oiifrarain na ta.npa do cofre OS espelhos das
flechadurasflorgados e dentro d flechadura da porta
do lado d'reito urna gasi de latao ; no toathujti*-
to oj mano cofre elava urna turnos, um alicate,
cinco lunas de diversos tamankfta e diinensoes, as
quaes pr vavara ter. io odo empr g idus no traba-
Ib i de preparo de termnenla para abrir o c fre;
eucontrarara maia uin formad, uiua chave graod
de paratuno, ura p queiu trado, um ponco, ura
buru, ura pedaco de f iro oruto, uin bailara a-ra
cabo e duas ga?>3, bem aaoiui tros e ves daa
ou.'ieg dui8 ae prearavam a abrir o c fr ; dep da
da aberto o mesmo cofre om aach.ves proprms
euj"iitraram quatro parafusos e auaa irasas, Beo-
do que aa I in.s se pr.-sti.rara ao aperfeicoauenio
d f. ridaa cha vea, declararam maia que aa chav js que
forain euc ntradna junto ao Cofre funeti' qiuhiq
perfeitam nte as feehidjr.is, tanto que o cofre
esta va fccb.do; declararam maia que alm daa
duaa chavea que Ihea par.-ci-m t rpm serv lo para
abertura do cofre, o* outros istriunen'os nao pode-
ri m abrir o mesmi cofre e que a gasa de tatdo
que toi etcon'ruda na fl chadura ndo o poderia
abrir, p-lo que reepou lera ao puraeir.. -sim. Ao
segn lolerera/orcado us espelhos das /echaduras
do mermo cofre. Ao teresnouao. Auquarto
s in, que era estar o cofre fechado. Ap quinto e
ultimoara, porque toi abrto eom as chaves que
j i d acreverara, aa qu ea fura n empregadaa c-mu
apparelboa proprios e que aio eatna aa declaracca
DARSO DS PERIARiieO
AdmiiQlstra^o da provincia
leudo o Exra. Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Sou-
za Leao passado hratero smaos do Exm. Sr. Dr.
desta provincia, como noticiamos na aeccao com-
petente, no resistimos ao desej), a que muis pro-
priamente devi r chamariamoe, de esboc-ir c-m
rpidos trarjos a historia de aua adiiinis'raco>
muito curta para os legitimoa interesses proviu-
oiaxa, que podiam t-o'.her ainda beneficios d'ellai
e bastante dilatada para urna interinidade, ci'-
cura tancia que, por si s, traduz um elogio.
Os actos que se d,atacara nessa adminiatracao,
e a duragSo de maia de aete mezes que ella teve,
justificara bem o eunecito que cima deixamos
enunciada, poique tirara a lirapocoma mais trans-
ite .videncia, nao a os proveitoa auferid. a
pela provincia, como a mais completa e hrarosa
confianca inspirada ao goveruo geral.
T.ilvez esta provincia dova aa lieongeiras ra-
per.incaa que boje funda com razio nos incautes-
taveis meritoae bem firmada experiencia do actual
presidente circurastanuia de ser conhecida a re-
cusa do Exra. Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza
Lela effectividade do houroao posto, em qu- tao
bcra so i'juve, e de qui tao g.lhardamento sahio.
Finda a lucta e!-iteral, de que a situaba politi-
c tirou-ae com a tranquilidade e pujanc* j pre-
nunciadas pcl.s victorias em opposicao, a proviu-
cia, que acabava de r. apirar a polm-a abertoa,
orno se tivesse tmergido de um mergulho long .
c bffl'ctivo, e que contejiplavu,entristecida e efcem
do aprehenao-.-a, aeus intercales descuradoa, aens
servicos deaerganisados, auaafinan;aa -m descala-
ira abjura., emfin, aos pea, preciaava de urna
arlminiatraco calma, critenosa e reparadora. O
Exm. Sr. coiai-lhiro Costa Pereira devia eti-
rar-se, a fim de tomar parte noa trsbalh >i legiala-
tivoa da assemb a geral; tudo depeudia da eaco
Iba, e o gabinete de 20 de Agoeto andou b m
inspirado, quando, para fazel-a, nio s esqueceu
do nome poro, da rputacao illibada, do alto cri-
ter: i e do carcter aev to h eneraic i do Exm Sr.
Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leo.
Quando outros servicos p.rvcutura nao ra reca,
Peraambuco nao po lera esquec.r este sem iogra-
tido.
A pr .pcridade relativa de que bjje gosa a pro
vincia e a reatauracao do imperio da tai e da mo-
alidade publica, que mal tiuhara aido imcialaa
palaa pnm' iras aduamiatiacoea couserv idoraa, rx
tor.'adas pela inopportunidade da poca, recbe
ram poueroao impulso, todo o impuloo posa'v.l, de
poia desea taco I ha.
A reprsalo do crime, a seguranza poLlica,
noasoa creditoa comprom ttidos, a fiscaliaacao das
reudaa da provincia e nossaa fiuancaa em apuro,
perio, c uihee ra hoje o audaoioso att ntadj per-
petrado na Thesouraria de F.izenda, a respeito do
q i al pr.iseguem anda .a neeesaarias avrigua-
r;es.
S.-m aventurar opini.to aates iu-: tais avarifraa
V'oes ae coocuam, e -sern produzir consideraco-'B
sobre o juizo que parece j f-rutado na opiutfo
publico, era virtude dj qua! hojeo facto qualifi-
cado geral tiente, ant-s can > ura desfa que a pou
co c pocco ateado, d que corao un roubo au
dazu nte praiicado, ap as faremos sentir nina
cireumitaucia, qua abri margera a diversos asm-
ine:i-.arios, pr.voc u o pasmo d- tnu tos e teriaen-
"i'; di auturidada e trausviado at
as suas pin<;;i.-:ii-, a nao serena as acertadas pro-
videncias tomados e & -uurgia o tiuo desenvolv-
d -s pelo Exin. Sr. Di. Ig i ic:j Joaquim d.- Soza
Le'.o, era anxi io daa outias autoridades. K f ri-
mo-uos i defeza iraaediat iracat-j e sem irais exa-
ine tmala por ura partido inceiro,.por sea orgao
na raprens, no intuito de arredaf toda a reapon-
aabidade do alguus dos no.siveia culpados antes
das iudisp- n?aveis dilig ncias e qnanio aa pri-
mearas impreSOcs produzidas pela simples obser
vacio do sceuario do crirae ulo diapnohara a opi-
auto publica uo sentido de crer na perpetradlo de
um roubo.
Cerrando os auvidos a grita levantada e s in
vectivas que lhe erara feitas, e nao se imprejsio
naudo cora us diti.-reat s diawrtflae armadaa opi-
nrS i, o illua're vice-presidente, de cuja adrainis-
raeo nos oecupamos, jjepjis de suspemo pelo go-
vcioo geral o thesoureiro, auspendea por aua vz
o inspector da Thesouraria, nomeou para o cargo
de piocurador fiscal interino o Dr. Olyrapio Mar-
ques, a cuja actividade e tino malta devem aa di
l;o.-acias at agora procedidas, e aaara eacarrei
rou com felicidade aa averiguacoa, que vao bom
o-miaho, e que em breve diro a ultima palavra
sobre o eacndalnsiaairao acontecimento.
No intuito de evitar a p"rturbacao da ordem,
onde ella era ameacada, e de restabelecela-a onde
fura altirada, mais de urna medida foi tomada cora
lanvavel acert o o melhor proveito.
Poi assim que dc-sin'el:igencias, prapasitalmen-
tc exageradas e exploraaas sem a desejavel boa f
ocorrdas na comarca de Bom Jardira, forara ar-
voradas em captulos do accusaco e .ch arara at
no parlamento, desapparecendo como por encanto
cam a deaiissao de ura supplcu'n de ura juiz mu-
n cipa), por portara de O de Setembro, contra o
qual bavia j i urna fundada representacao desde
17 de Jjlho, que foi attendida, depois de informa-
do s do juis de direito e do proprio supplcute e
de ouvilo o procurador da coraa, coja parecer tcm
a data de 23 do menino mez.
Nao ae tornou por este mado necessaria naqoel-
ia comarca a presunca do Dr. chefe de polica, a
qual era o apeusavei nesta cidad.:, porque aca-
ba va de ser perpetrado o atteatado da Thesouraria
de Faz a ia.
Para a cemarca de Tacarat, acensada de
achar-se fora da Iei, foi mndalo um delegado
militar, coinraandando um destacamento de 59
pravas e cora ordem de proceder c >m a necessaria
energia e a mtxiraa iaenc:l-> de animo.
Nao foi sem resulta lo a providencia, e a ordem
res'.abeleceu-se; sondo notavel que as vctimas
des att-utados allt praticados erara oapireutese
imigos polticas d> chefj conservador, para o qu .1
desde a situacao passada, os adversarios procurara
por meias meaos dignos preparar urna reout.aca
muito aveasa que.la que nao lhe contestara o
horaeus do bem.
Para acosa .r e capturar os criminosos e malfei
torea que mfestavam o surti, principalmente as
coujareaa de Plores e S-ilgiieiio. foi organisa lo
um destacamento volante, que segu) s?b o com-
raaudo de ura offi nal de liuha, e que j cera pres
tado os inelhores aervicoa.
B lativamente arrfecadacl-) aa rendas pro
v nciaes na > foram man >a profijms a intervengo
e actividad do Exm. -r. Dr.I^uacioJoaquim de d
Leio, e el;a3 se deve nao a a entrada para
oa cofres da quautia de 5:876461 ', importancia
d i desfalque verificada uua tr-'a ltimos triennius da
arreca-lacao do impasto de 3O por cabeca di
g. io vacoura abatido para o cjn.uini dente muni-
cipio, o juu deterra nou o pedido de (iemiasa > do
respectivo ag uto, coraa ainda a aunullacd de
contractos lesivos c;lebrados pela Cmara Muui-
cipal.
Os er.ditos desta corporacilo estavam compro
me iidos p-.ra com o Banco do Brasil, porque n.m
era am rtia.ila a divida com elle contratad -, nem
eram pagos os jiros as pocas convencionadas,
ui-t hu lose para oa outros fina aa quetaa que
levi-.m ter tal applicacaa ; e a iutervenco do il-
lustre vicepr-aid ule trouxe como resultado nao
n i pagamento dos ref-i idos juros, cornos bri-
gaca i para a Cantara Municipal de communiear
adraiuistri.cao da provincia esse pagamento as
pocas determinadas.
N i intuito de garantir oa beneficios preJEsaien-
t- 8 das loteras decret daa em tivor do toado de
emane paci e d s ingenuo* da Col ma 1^
nova fi.aca foi maulad i prcatai, BBtinHando-aa
primeira, irregularmeute feita, e forara oxpcdida8
.,a iiiatruccd-B de 6 docorr-rato mez.
Em virtode ie pedido do cominercij, S. Exe.
promoveu a p.sa-igein ni Aa8embla Provincial da
Iei iut rpretativa n. 187 de 8 de Juuha, em vista
da qual b je cobrado de modo mimos velatorio
o imposto de tonelada s einbarcacoes que des-
carregara no nosao porto.
8o intuitivos as vaaagens J'eaaa providencia,
e umr commiasio dos ug-nt.s dos vapores u .ci -
naes e estrangeiros f significar aa honrado ad-
ministrador seu reconh'cimento par um tal ser-
vico.
Com a calma c tranquillidade que presidem ao
processo elcitoral, aempre que este se effectua sob
o dominio do partido da o-dem, corr.ram as elei-
V0U8 municipaea, apezar da actividade e calor des-
nvolvidoa p.-los d ua partidos em lucta.
0 aervico, p.rm, maia relevante, que maia eio-
gioa autoriaa em fuvor da admiuistracao do Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao, mais hen-
eaos reclama desta piovincia, e que mais accenta
o tiuo e o patriotismo da criterioso administrador,
o que se refere s n-.saaa fin ancas, aa quaes sob
a aua vigilante e intelligente dir ccao melhora-
ram qu mto era poaaivel e sahiram da cahes cm
que endavam mergulbadas.
Au:ori3ado pela ci a. 186S de 15 de Maia do
eorrente anuo a cr.ntrahir um emprstame, ou a
cmittir apolices, para pagamento da divida da
pro-lacia, sup-ri.r a mil contoa, recorreu ao ulti
mo expediente, depois de haver teutala oprim ir;
peraate o Banco do Brafil.
II"ja est melh irada a aitaaedo da provincia,
ialu.enle qu auto ao pagaiaento do funeciona-
iaai I e reguurisacia de aeu debito e compro-
mlstO.
Fazeudo U60 da autorisH(;ao do governo gernl,
n l sentido de peder ser Cobrado o imposto de gyro
pela Alfandega, S. Exc. expedio as loatroceoea d.-
26 d Abril d.-8te auao, detcrmieaoJ-j que no aa-
bissem u'aqucl a rep m r^-a-ij.-i aujei-
tas ao referido imposto tc.-t o deaembaraco p r
parte do Consulado Provincial, aob pena de sercm
ellas apprtu ndid .^ como i ratrabaudo.
S. Exc. proeurava asstaa na< prvjudicar o inte
r. BOU, nem diminuir a importancia de ama rep ir
tiedo provincial ; mas o juizo dos f los .:a f.sen-
da, coei atncivc! ezeewo deattrxboico s. e notavel
iaprov.ne: .. prinoipou a
ueaWr manda Job da maant naSo, era vi.
quaes as lu-rca ioria3 en i da A i'.-i le-
ga sem a intervenalo do Consolado
Dado um samelbants cunt ota a h i u ido adra!
alabador raeorren Asembla Provincial, e foi
autonsudo a mandar tasar a obranca do irap istn
cic gyro pola Alfandega direct to cate, e neste sen-
tido baixou as iustiuecoo de 11 da .
Nao foram menos defendidos e tmp-itadas os ni-
t rc3scs da proviuc.a cem a nao sancca do orca-
mento approvado pea Assembli Proviucial, de
poia de successivas prarogacea, e com manifest
detrimento das rendas da provincia e de muitos de
seos servicos.
A nao sanela dease ore-amento ura dos netos
que mais recomraendam a administrr.ca-) do Exm.
Sr. Dr. Ignccio Joaquim de Sonsa L-ao; ellv por
si a dar lh"-hia direito aos inelhores cred-tos e
gratidao da provincia, e tanto ae impoe e tao alto
falla em nome da moralidade, da legilidade, que
aquelleaque pretenderam analysai o e critica!-o,
condemuando-o, arnpiaiam carreira, mal huviara
mcetado o improba trabalho.
Em resumo, e tao rpidamente quanto exige a
natureza deate trabalho, eia os actas mais impor-
tantes da adraioistraclo que non tem fiudoti. que
bao de fazel-a sempre lembrada, e que silo para o
Exm. Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza L- ao, ver
dadeiros tirulos benemerencia e gratido doa
seus amigos e conterrneos,
D.indo conta delles, cumpriuios um grato dever,
e regiatramos valiosos subsidios para a historia
desta provincia.
Asfalhas miniiteriae3 hanrera uoite cesinen-
tiara os boatos de er s- e zp*ieavam a pres nca
:. B irrc-s G-meg na minist-rio no reino, eo-
lito te-ido alli ida eliminar los proc. Sios, a pedi-
do do Sr. Jo^ Luciano d Cs.'Vo.
O Sr. Visconde d S. Marc.l, cansilheiros Car-
los Bento da Silva e ista (i mes teera m-ntido n'eatas u times das, aenaivea meihoras,
achando s qnasi de todo rrstabataeido.
b'gou do estran^eir-) ha pomos dia com
sua Exma. consorte o Sr. Bario de Carva-ho Bor-
ges, ministro do Braal n'esta >rre.
Appanece no Diario do Governo de bontem
uraa crta do Sr. coi.aelheiro Martina Fcrrao, ex-
plicando a ultima concordata co n a Santa S
el icdando c rtoa poutaa, fazeod. a hiatiria das
negociaces e_ anaiysaodo o valore a importancia
das roemmacoea e censuras qne se teera levanta-
do. Estas luformacoes do Ilustre diplomata es-
clarecem inulto a questo.
Nio ie poz a concurso, como alias, se espe-
rava o grande emprestimo que a cmara mamei-
pal de Lsba se propunha contrahir para a con-
versao da sua divida. 0 certa que do relatorio
que a eommissio cxecutiva da cmara municipal
acaba de publicar e para a diacus-ao do qual a
vereacao 8e r uni hontera em sessao plena ex-
traordinaria, consta que a operacao do emp.-esti-
mo foi concluida de mi a mi com o Bank fuir
Hind.l Uud Industrie, d-- Darrastadt, o mesmo
estabe'ecimeuto que contratou o emprestimo mu-
nicipal na ultima primavera.
Esta noticia da conclu.-ao da opcracSo mencio-
nada nao dex-au de causar certa irapressao no pu-
blico e tanta mais viv qua >to aabido que di-
veraoa candidatos tinhara manifestad i que esta-
vam prumpti s a tomar parte ua concurso, e que
por sua parte a m"sma cautmtasa. executiva da
municipalidade proclaraava altamente, era Marco
dance anoo, aa vaatageus da m'aior posaibilidade
possivclem todas os autos fioaneeiios.
Qaeixa-s o orgdo de ura dua caudidatoa que
desta vez essa duutrina fo.se cmpletaiiiente pos-
ta de p.rtc c faz notar que i,o relatorio se refer-
rara com modo muir,, completo ai eommunicacoes
rfirigidaa mnnicipalidade pelaa casas nanearas
ou estabcleciriicntos fiaaneeirOI que des-javam
concorrer adjodioaC&O no empr- i-timp
Be ainda a tirapo d- ih'as Cansmitr eu colher
noticias do que se passon na reunido plena da ve-
racomuu'cipa!, p der-1 ioformal-us daa ntolu-
coesque houveram si lo ton;
E-p lavase que a dUcusbo toase cal. rada.
Um dos aten broa aa oratnisnaa execntivs, a
8r. cous'lliciro Podro Franco, aaaignra venad
0 respectiva relatorio.
A operi io En inceira de qne ee trata compre-
i acnverao doa trea grupos de obrigac&ai
de V moni i| i anterior ao
.-mpiestiiiio concluido em Man.-) al timo, -., .-.aber,
as rana nominal nmeros rodndoa), < os em diversos tyo.s.
Acamara municipal prope-ae ag ra r f-indir
Vlda i.'.rn (yp;, ,je
4 "/ eontand.) se oa juros do Io de Janeiro de
188. e reembolsaTel por amortisaeo aanual no
et pee i de 90 anuos.
.. i te raras do contrata core o *B~nk fi.>r Uandel
and Industreia, de qne a eommissio execotva
i: io logaedo a lvida i subir a
na : 8.244:000 f.rre, da qual o B.neo
firme a Bomma de 917:770o fortes, t.-.xade
. stu aindate 3.326:23 ao areop de
rigaed de'J0, e opriga Matera disto
ndicSes de preco, para o
m uto das ubngucoea Kiiig.-is. ctj. recinbolso
for t-xigido pdos portadores at 15 do Dezembro
| .100.
Este ultimo compromisso da Baaoo de Dur-
mstadt aubordi h.o. todavn,, eventualiuide
de urna baixa de 1/2 p-.r cento a baixo dn 101
1 p ce a'aqoi a 15 de Dezembro pr simo
e m ase caso ter-ae-bla de proceder a novas com-
binaco -a.
A municipal! lude calcula tirar da operacao de
C i:v r.-_io um lucra de 46 -' c mtog de ris fortes
ou >.550U0 francos segando se d d',

EXTEHIOR
Correspoirileuela do Uiarlo de
Perajuibuco
* PORTUGAL Lisboa, 29 de Outubro
de 1886
Nao fai tao ligeira como da primrro ae disa -,
a ndispjsicio que accommetteo o Sr. conselheiro
Jos Luciano de Castro, presidente do c ns--iio
de ministros em Caseaes.- S. Exc. j ngressouem
Liaba tenda-lhe el-rei mandado urna 'das su .8
corara das Cbrruagena para o transportar com a
sua f-rnilii para Liab. 0 soberano tem raos-
trado a maiur aodcitude pelo d_-no ch^fe do par-
tido prores=isla.
Em Lisboi, aiudaante-hontcm II13 foi apolica-
do um caustico, deque lhe r-sultarara, diz-ae.me-
Ihoras c >nsideraveia. Ci a. iji.u de resfriamento
o me minado que t-Ve era aseaes, de que lhe
provuio uraa broncbfte da-i maia teim aa*. E' 8eu
assiati-nte o Dr. A/'tbur Ravara, medico da casa
real.
Em Cascaes el re tnha mandado outro medica
da real cmara, o Dr. M-tcy Figueira para ixa-
mutar o illustre enferma. Tem corrido boatos
desencontrados acerca da e -ferraidade da Sr. Jo-
a Luciano de Caatro. Xoa j -ru es, diz se que
paisaueira e que vai rauito melh r ; noa circuios
re. neradore8, affirraa-ao que a doeuca o impo-
sibilitar por muito tempo de oceup r-se dos ne
trocas pubifcoa, e que lod. a os recursos da scieu-
cia serio inefficasea 8e o illustre convallesc- ute
uao evitar qu .uto antes as f -digas do poder. .Se.
guindo eita ordem de ideas, desde dous diaa qu-
iera corrido b atos de recampoaioao ministerial ;
raesino de crise e j ae pubiicou era joruaes
u'aqu- He partido que por couselho 1I03 me lie o
Sr. conselheiro Joe Luciano de Castro vai reii-
rai-se vida privad ..
Hoolera, urna desfas folhas anauuciava cons-
tar-ih que o Sr. Jos Luciano eff-divamente se
retirara p ir algura t mp-i da poltica, sendo cha-
mado o Sr. causelb.'iro Joio Cb y-oatorao de Abr a
e Souza, lie-.n lo in'erioaraeiite euearregalo da
pasta do reino o Sr. Barros (ornes (actual minia
iro d.a estraugei'O-). Ceuclue dizeudo que p >r
est- modo nio tnurapbau aa pretauco a da Sr.
\l ri mu 1 do Carvalbo (que o actual ministro
da fazenda). Cono pr..va desta assercao accr. s-
eeuta qoe u- dia 27 j o Sr. Barros 'ornes e ti
vera a despachar uo ministerio do reina, em'oora
sem decreto. (J fae/o 10 Sr. Barios adi ter esta-
do auie-bontein .explica o outro j nial duna lo
que o Sr. Barros ti mea estivera ua aecretaria do
lento inf 1111 -u .o se de varios negocios do expe-
diente para ser on depois resolvidos pelo respecti-
vo ministro d- liuriu imeiite.
Era ca-a uo Sr, Jos Luciano reuno-ae ha
doua das o onr-elha de itiuistros e parece que
ah ae tratou do ass-impto grave, realmente, da
reca iBtruccio.
Tem ae indicado ainda outras veraoes, dando o
Sr. J i> Cnrysoatoino para a presideuaia, aera
pasta, o Sr. MariaoM de C-rvalho reina, o Sr
U.rros Gomes fazenda, o Sr. Heunqae de Maced 1
eatiaiigeiros.
Outro j mal da qoe se f-a ama junta de m-
dicos ao ttT. Joe Luciano, aeado todos concordes
em que a doeiica entrara n'um periodo saiiafac-
t no e que tudo taz cir que a moleatia entre
agora n'uraa pbaae favuravel a nm prorapta rea
taed cimento.
U ceno que de toda a parte o illustre esta-
dista coutiuua a receber pravas de nteres'.
*>
relaten-, da eomatisaSo exccuiiva.
eria maie prudente contar s mente com doui
t. re-s des.as rama c mo p .-dendo considerar-se
lacros certos, o que nao mpedia, comlndo. a cora-
miaaioexecutiva de poopor d,-sde ja rjuese votem
definitivamente as nbr 9 melh^ri.uientos a que
aev 111 ser applic-dos oslUO costos.
Calculando poia a corarais-n ixecutiva da ope-
racio liu.uceira placeada lhe fcartm dispomveis
esses 460 cornos approximidamente, propuz que
easa quantia si ja applicada do aegninte m do :
Para oastrneco de casaa baratas
destinadas s clasaes operaras 50 eontos
Para caleeiamento de raadeua das
principaes roaa da 15 ,i\ jgy ,
Para construcci) de um parque no
extremo da Avenida 200
Paia couclucao e melhaiamcutos j
empr-hendi-ios 0 i
A sesao extraordinaria da cmara munici-
pal abri hontem urna hora da tarde.
Eia a eouta que desta seasia d .la Noveda-
des :
Poi lidae approvad* a acta.
O pr.-sideute declaran que ia ler dou3 doca-
m>nt>s, que, por terem chegado i-Itimamcn.'e, uao
ta!) un p dioo ser reunidos ao relatorio.
O priraeiro era ura tcl. gramraa de um agente
finaDceiroGodeujithe, de Francfort, pedtudo uara
ser ouvida, O segundo, um offi.-io de entro agen-
te Charlea K-u!kar, cffarecendo :>.ce t)ir aa con-
di Seeda Cunverso, garautiado dinheira a menos
de 5,2o p. c. e em praca.
O preaidente das- que este segundo docurnen.
tu era imprtate, que prudasiria grande benefi-
cio para a uperaedo, portanto, que au'es de qual-
quer deiiberacio couvinba saber o grao de impor-
tancia da propo9ta.
Juigava, portanto, conveniente que apenas ae
diacutisae o accordo com oa pasauidores das obri-
g*VOts a oouverter, guardanda rara mais tarde a
acguuda parte d. op rucio.
a ._) Sr Consiguen Pedresa f.-z nlgutias consi-
deravoes, d-tlaraud I que a votacao da primeira
part- ua propasta nio ubritrava a apprcvar a se-
gunda.
OSr. Fuschi i abandou as ideas do presiden-
te. Convinha saber qu .1 a s-ii-dadeda priposta,
p irque ae tive aeatraz de si o Banco Alie nao era
muito itup .rt.uite. A c nnmissio immeaiataniente
hivestigaria este importante assurapto. A discns-
sio da piira -ua part? da operaeia uio ufluir,
pais, de uudo tlgura so are o modo de ver de cada
um 8-obre a seguu 1...
Assim ae reaoiveu.
O Sr. Pedro Franco uiandou para a mesa
uraa quesiao previa, pedtudo que ae abrase con-
curso.
li sponderam lhe oa Srs. presidente c Fuschini,
dizendo-lhe que em "isla da resolucij uuaoime
da c niara era iiiterap-sti va a propoata, vista qoe
a- nao discuta o emprestimo mas simpiesmente a
o- uipra de brg o,-o -.-.
o C usuitada a ciraara sobro esta prop stn, re-
j itoU a p .r iuoppartui.-i. .
. Passou se a discutir a primeira parte da pri-
ra-i/i res uci> asrim limitada: .. que spiraaves
o actus da c -raraissao 1 xecutiva e cuafir-n- is os
aceor I03 por ella teitos para re -usar a con versad,
aut irisando ae a elaborar 08 contractos definitivos
Cora os baleos e oa p .rtadorea das obrigaco -a doa
autig a erapre8timoa.
Foi approvada sem discassad e unnime-
mente.
Nao bavcudo mais que tratar f j levantada a
sessao.
cmara deve reaair-se hoje novamente.
Era paMafia circular do ministerio da reino fai
res olvida que aa carairas uunicipaes nao palera
actuaimenie alterar a c inatituicio das aesembla
elittoia. s nem a designaco das suaa sedes;que
a r.-pr 3 ni 5*0 daa minoras uao applicavoi, as
pr xiraas el- ices s juntas geraes do ui.-tri.to e ad
8 cantaras muuicipacs e juntas de paroehia, e qne
o uu ero de vogies a eleger para estes duua car-
goa a-lministrativos o designado no novo cdigo
de 17 de Jmho uitirai.
Sob a presidencia do Sr. conselheiro Francisco
Hara la Cunha leuuio a saciedadede geographia,
inaugurando us seus trabalhos do pr.-seuto anno.
O Sr. presidente propoz que se lau^asse na acia
um voio de aentitneuto pela m Tte do Sr. conae-
Iheiio Jos da Silva Meudes Leal, Carlos .Marcello
dos Santos e Jos Joaquun de .Vli.ttoa, e que se
ara.tec. 3-e municipalidade de Angola e uo cor-
pa couimercial daquella cidade a medalba de ouro,
que enviou d'reccio da sociedade de geognphia
para mi tf r c d* ao Sr. conselheiro Ferreira do
Ara.ra, como boraeuagera da provincia aos ser-
vicos pres a ios per aquella cava'heiro quando go-
vi ruaOor d all.
A. medalha de ouro e de nm trabalho primoroso
feito p lo istncio gravador da casa da moeda, o
Sr. Campos.
Tcra uo inverso, entre ama corda de carvalbo e
lomo, a segrate inecripcdo :
r
i


]

t


Diario i
y


Ao o nselheiro Francisco Joaqun* Ferreira d >
Aminil.
E n rrv i'M a eeeuinte :
O c'inicprcio atrricuitura e a industria de
Aug..lii. t iei-ein. 1885
A medalla t'ji entrene m sa da sociedade pelo
Sr. Aut""i" He "! ur-
Tra'ou-se de inultos ou'roa ntramptos, cneer-
ramio se a iO l/ hora da noi-e.
) a presidencia du Sr. conelheiro fcilvin.i de
Brito director [reral da agricultura, effectuou-se a
abertura .-oli'uane das au as d'aquelle importante
estab leeimoiito scentitico-
O Sr coaaolbeiru Fer.-eira Lapa, Ilustre director
do instituto, leu diacurao de sapientia, que um
docum nio do alio valor como tonos os qua o sabio
prnfessor teui prferido desde que dirigi aquella
escola.
No seu intcressante discurso, o Sr, Ferreira Lapa
deu cauta do movimeato escolar, as3m eam res-
peito > iltanos, com> saeag di cerpj docente
ao qiwl teceu os devidos lonvores pela sua appli
cacao c pelo seu zelo petos pr'>gre3sss do eu-
aino.
Rcferio-se depois dos melboramentos que oen-
sino agrcola deve ter no Instituto ero harmona
com' o pcojecto de reforma que j toi entregue as
mos do flrostre ministro das obras publicas e
coucluio o 3> n discurso mostrando importancia
da agricultura, a primeira de todas as industrias
de Portugal.
A c ocurrencia era numerosa.
Os .himnos premiidos orain os Srs, Joo Sabi-
no de Souza, em materia medie e toxicologia, e
Jos Joaquina do Almeida em microscopa e nozo-
logia vegetal.
A si as ao termiiv .11 p-rto das 3 huras.
Comee inio brevemente os trabalhos de canstruc-
cia da paute sobre o rio gueda que ligar a li-
nha frrea do Douro a Salamanca.
Roalisou-se ba dias a experiencia dos sleeping-
cars, pura a qaal fra convidada a impr^nsa da
capital.
Foi feita eutre a estacas de Suata Apofona ea
da Povoa ; um locomotiva puxava nm dinuerca e
um sleeping-eir.
Voueo d.pois da partida os Srs. Paferson repre-
sentan e da companhia e Sterner ehef 1 do servi-
co dos r staurant convidaran* 03 representantes
da imprensa a passarem ao disnuer-car onde les
foi servida urna pequena ceia.
Foram levantados brindes prosp-ridade da
compauhia dos sleepirig-cars pelos Srs. C insiguen
Pedrcso, Mencnnca, Costa e Thiinaz Bastos, e
imprensa pormgU' za e as senh-iras pelos Srs. Pa-
terson e Sterner.
As eanuageii8 sao. muito elegantes e conforta-
veis ; fforceem todas as eominodidades que se pa-
dem exigir num viagtns longa.
De futuro o horario ser modificado para os
sleeping and dirin1 reares, serem aproveitados c?m
meia Taatarjnm
rouco -asea va das II horas quando este com-
blo, que part > de Lisboa a 9 e 5 minutas dava
entrada na estoca 1 de Santa Apolonia.
O eousboioexj esi i c 111 estes carros de laxo fez
a sua primeira viagem ao Porto ne da 23.
U ministro do co -.uiercio e da industria de Fran
c* dirig a*-a presidentes das cmaras do commer-
cio ama circular anuuuciando que o Museu Com-
a reial de LLbo-, ossim como do Porto, reservoa
urna s-'ceiio par* exposicao p> rmanente e gratuita
de productos franjtzes, ain stras, Catalogo, pros-
pecto-", etc.
V .1 estab. lerer-se o novo servido de cartes
postaos.
Os car o;s p-sta s offe-e-cm urna gra de com-
Mdidfcde pava pulil e 1. -
So fechados, em f .rma de carteira, de mofo que
teem o conveniente do aigille das cartas, e a
c m jdida le de qualquer poder trazer no bolso o
njeio de f.ier u su 1 eLrr.spondencii cora a econo-
mia de papel e a i'uecript'.
Reuni antebont' m no ministerio do reinoacora-
missj incumbida de estudar um plauo de reforma
poli tica.
J e-t va eon.Tfrueco a base do pedestal para
o m .ineiuj a A t nao Honriques, em Uuima-
raes.
Tendo a procuradoria g. ral da cora e a junta
consultiva de obras publicas deliberado, par una-
uimidude, que n.iihim don pnjectos apresentados
em concurso para as obran do porto de Lisboa es-
tava as eoodicoes de merecer o premio que para
cssb pr. jecto esta va destinado, dehb-rou que ess>i
quantia revertrsse a beneficio do Estado.
, 1 f i praticado na liuhi
O Diario do Governo public m Ultime.m 'ato 11 na
portara n meando os 11 ss "!ie roa Luu Vi tor L,
Cocq, nrector da : dos caminBM de
ferro de leste e notas e IJ^ii Alta; JooPaln
Tavares Trigueiros, director 'i 'S de ferro
do sul e Siesr- ; .Kciu'h > Heli > loro U 1 V'.i^a bi-
cal da exploradlo dos cainiuli 'S d> trro Je leat e
nortee Boira A'to ; Aausto Jaur Justino Tei
xeira, director da ex >1 racio das camiulios de
ferro da Miaba e D iur; Augusto Luciano Si-
moes de C.rvalho, director da eonstruccio dos ci-
minlios de ferro de Miuh > o Douro ; e Francisco
Perfeito de Magalhaee, chele da reparticao de ca-
miiihos de ferro; para se cuustimireiu em eo -
misso em Lisboa, sob a presi'd -neia do cense
Iheiio director geral de obras pu >lic>> e minas,
Bento Fortunato de Maura CoUtiabo de Almeida
de Ec, sendo vice-presideite o pri.neiro dos no-
meados, afim de que bajaui de estudar o modo de
harraouisar iiqueHes servicoa em relaco, nao s
ao pessoal n'eliea empreado e aeus v-neimentos,
corno taanem eXMOaio metbodica dos mesmo-
ervicos ; ficando a referida c 'in nissao antorisada
a propr as inodificacoes que julgir uecessa^ias in-
troduair na actual orgaiiisace e regulament'S, e o
mais que tenha por coovenieute a betn da eficaz
e harmnica exeeuco dos inprtnit;s servicos de
que se trata e dos iuteresses do estado.
T.-ndo a experiencia evidenciado a urgente ne-
cessidade de organisar o servico judicial d s exa-
mes medico l.;ai a, por forma que possa corr- s-
pouder ao que no estado actual da sciencia delle
ha a ejperar, veio publicada no Diario urna porta-
ra determinando que se ja, desde j. convidada a
sociedade das seiencias medicas de Lisboa a pro-
pr as providencias que emenda deverem adoptar-
se, para que, sem augmento conideravel de des
peza, aqu-lle servico so possa tftvetaar as condi
co s mais aj quadas fcil, prompta e scientifica
investigaca 1 dos factos, a que destinada
O Sr. couselheire Barros (Jomes ebdareciJo mi-
niatra dos negocios esfransre'roe, escreveu una no-
tabilissima carta ao monsenhor Pinto de Campos,
o sanio naturalisudor do Dante em Portugal, sobre
o mcnumeutal trabalho que o eminente escriptor
sem em via de publicacao. Esta carta que po<
em relevo a altisai na capacida e vastos recursos
de erudiclo do Ilustre estadista, e.ubora sob a
mais despruteneiosa modestia, vai ser publicada
frente do precioso livro com que o esclarecido lit
t rato brasileiro vai enriquecer e honrar a nossa
lilteratura coutemporaiiea.
A ponte D. Luiz I, no Porto, que ser
rada solemnemente 11 1 din 31 do correte, domin-
go, anniv rsario natalicio de .-l-ret, compoe-se de
dous tab leiroa metal eos sobrepostos, supportados
por om grande arco de ferro.
O taboleiro superior quesera franqu ado ao
povo inste da.
O ref. ndo arco t*,n 172 metros e 59 centmetros
de ab rtura ou 12 ">0 nais do que a ponte D.
Mana Pa. A su 1 mtior aitura sobre os pontos
de ap4io, de 52.'"">U. E' formado de dous arco3
semelhant<'S r..uo:djs entre si e que se approxi-
mm um do outr >, desda a bas-> parte mais ele-
vada. O seu desvio Je 16,lo0 na parte inferior,
e de 6,mJ na parte superior. Tem 302 metros d
comprid) o tab leiro suuenor. A saa parte cea
ral descanca d.rectamente, sobre o arco e sobie
duas columnas de tflHtt tixas igualmi nte no arco.
E' sopportado 1 r tres pilares auetalhcos, dous de
alven ira e do 3 p go s a qus se acham ligadas
as avenidas de aceesso.
O pivimento do t boleirn mede 5,"j0de largu-
ra : os passei is inedem 1.T25 e sao guarnecidos
a lijollos striadas, em mosaico.
Aeh-4-s-' o taboleiro inf'nor seguro ao arco por
quatr-i tusp nses de ferro, ajsentando as suas
extremidades s bre os pegoes da bss di arco.
Este taboleiro .urde do oinprira"nto 174 metro e
de largura 8 mutroa. O pavimento tem 6 metros
de largura e 1 os passeios, que sao de chapa de
ferro striada.
Fica a 62 metrns cima do aivel do mar o pa-
vimento di taboleiro superior e a 11">70 o di in-
ferior. O peso total da parte metallica de 3:300
tonel ladas.
E' ama obra de arte notavel.
Al 1*0*) nenhum parte dava fcil cernina
aicaco entre a cid...ie do Porto e Villa Nova de
(r,ya. ftesse anuoestabeleceu-se pois, urna oonte
feita de barcas, seguras por. correntes de ferro.
Nao foi, longe, poim, a sua duracao : apjuas
trinta e sete anuos, dando por finda a sua misao
no de 1843.
Por muitas vezes a parte das barcas toi destrui-
da pelas chei-is, to frtquenies no Douro durante
a estacao inv rnosa.
Destes contratempos resultou ser a referida pon-
te substituida p-da pensil, em 1843.
1) u se principio a ponte pensil na da 2 de
Uaio de 1841 auuiv<-rsano da coroacao da rainha
D Mara 11, asaistinlo a este acto o goveroador
civil e militar o .s cmaras municipaes de Porto
e Gaya.
No principio de Feverciro de 1843 estavarc com-
pletos os trabalhos r a p< nte j se aehava no caso
de ser nberta circulacSo publica.
Espera va se apenas a ordem do governo que
dcvia ebegar de 10 u 12 des* mes.
Estavam planeados aiguus f-stejjs para solem-
nisar a inaugnrncao da p.nte, di-Vendo assistir
todas as au'uridades e tropas da guarnida 1, mais
ama cheia suoita, que sobreveio no dia 17 de Fe-
vereiro e que obrigou a retirar a oonte ds barcas
tez com que a p-'iite tosse franqu-ad ao taus"
publico na da 13 de Feverciro de 1843, tenao-s
consumido na sua p'incipal construccao um auno,
nove mez-s e qninze dias.
A ponte foi cous'ruida sob a direc^ado enge-
nheiro Clarang-s LoeeottV.
Vo ser convidadas todas as au'orid-des, corpo
consular, representa .tes de isaociaves, etc para
assistireo inauauraci do ubdoiro sup>T or da
pinte D. Luiz I, no Porta A ceremonia tera lu-
gar 1 hora da tarde, fazendo a guarda de hmr.
um regimeo-o ie inf atera. A fortaleza da Serr
do Piiar dar urna salva de 21 tiros.
Falleceu em Pengm a Sr*. D Car lina Bast,
Amaral, esposi do Sr. cohb Iheiro F. rreira di
Anwral, governad.r general do Estado da Lid a
Falleceu ein Coiinbra o digno par du rata
Vijente Jo. S x s e Alm-id nte jubilado da
facul la le dn direito. Deix 'U uiua fortuna cal
calada em 250 cootos de ris fortes.
O herdeiro do dicno par do reino, Dr. Vieentc
Josa de Seixa e AUr.eoa, lente jubilado la uni-
versidade de Coimbra, seu irmi, Sr Jos Mua
de Soaia Ferr r.
Chegou ha poucos dias no comb -yo xpresso d
Msdrid o diat'octo f-xplorador Serpa Pinto qae se
foi h'ispeda- no H itel Brnganza, onde, quando
all chegou, eniontrou na em bagacein a falta dr
todas us joiaii pertencautes a bus esposa que o
acampanhava, bem camo outras ubjectos de subido
valor.
Os aurores do roubo sao conheeedores da arte,
ue baveudo minias rendas entre as bagagens
rir.aram as de Bruiellas e Alen'coas desando ou-
tras mais inferiores.
T.rmioou no D'uro a colheita do tabaco e
c: meeju-se a desear dos seceadores para o collo-
cir as bancadas onde recebo un principio de
prepar.c' que o diape para as grandes mudas
ae frcment.cao.
Para deacer o tabaco do seccadouro necessa-
ria que a folba se tenha tornado macis depois de
tea seeja o nilinptriHitlWIIO na pagina e que a uer
vura e3teja muito reduzida, qucbrudiei e da cor
geral da folha.
Depois i.e collocado na bancada, a folbi nao
deve aquecer m'm humedecer, e com tal firn se
escolhem casas se/.cas e bem ventiladas, para a
arrecadar e fermentar; a boa fermontaeo e um .
n't; roa csogJha da folha, ao tazer a clasaificacao
pira emanocar, poiem corrigir inultos cefeitos
provenientes da agricultura.
O tabaco do D uro este anni menos bam, no
geral, que no anuo pai-sido ; o f.-ijque reinou at
1-3 de Jiinhi preju lieou-a mu; j. Ainda assim
h 'Uve colneiteiros, c imo s Srs Bario das Lages,
Dr. Piub ro, Antonia Teix"ira da cisa do Paco
de Lmelo o outros, que liveraiu m>gnifica co-
lheit-a em quali Jade e quantidade, apesar de,o se-
gundo destes cavalh ir .s lar a sua plantacn em
trra de eneosta do Alto Douro.
Aiguus dos plantadores teem desanimado por
iiilj c ilherem na rim do prim iro auno dos seus
ensaios todo o resultado que espera vam ; pas
necessario que se lembrem que 8 trra da vinha
oo est preparada para o tabaco ; indisp nsa
vel por principio adoptar s os calcos de trra
mais fundavel, preparal-as com cu tura de batata,
grao ou ootr, estaSBMre cavar muita,'e 16 depois,
no segundo ou tereciro anuo (fasta preparacao, se
poder metter o tabaco na trra para ter qualida-
de e quautidade. C >m trra branca, mal estru-
nada poueo ca .Tada, o tabaco grosso e amargo.
U'0
ai 3 horas e 35 mina'03 <:a tardo, r nN
A lo U ndfl de S. Salva lor f i bfl
Ni gare e.tuviin aave fcrcaai
m i eial e dos biiic-'S, a Con .ni e tudo qutnt > li 1
de di8finet> 11 1 camm rcio m lint a, Acornpa
isatq s \I ttosiataoa de ti id >s que o ^ape a-
vain Te-Denm na iir ja. Rceficio n 1 Cisa das
ese Jas. tJ'n""i Alves M"ude-, inipira'o, fez alio
euco. Administrador d > 'amar* e mi-
Ihares de posa jas aguardaiam-o no priueipi 1 d
Coiisclho. 1'onde de Peuha Lau*-i ct bsped .d 1
na casa de Mittosinhos, ras embandeiradas, mu
sica e itlii'ninaco's esta mite.
Em Li^bia o nosso beuemeriti compitri sta li -
via se hespedado era casa do Sr. Conde de Penha
Lmga (Pinto Liite).
Di Prto viera outro tolegrnmma expedido s
He meia d 1 raanli D zia :
Chegou es'-a inanna o Con lo de S. Salvad ir
de Mate 'SnNjs, sendo espirado ua estaeii in
Campaiih p-lns direcces da Vssociago Commer-
eial e Atheneu Commercial, vice-cousul do Brat.il,
muitos commereianfe^, ines-i do B un Joans de
Mattosiuh H, junta de parochia d ajaaaaa vola e
muitos amigos particulares de S- Exc. Seguio di-
rectamente para Matf09nhos, onde se calebnu um
Te-Denm na igreja matriz. Hiuve s-aao solemne
na secretaria da igr.ji. O c nd> offereceu em s'ia
casa almoco aos cavalheiros que o aeompanbaram
de Lisboa. S. Exc. declar^u que ia mandar erigir
urna laaida commemoiativa ai deseobriJsr da liba
da Madeira, irco.
Falleceu em Lisboa o general Joaquina Das
da Silva Talava. Mascara em 1808 e aaaaal irt
praca em 1824 com 17 an >a du i lade. E n 1827,
depoia du ter crsalo no Real Cailcgio Militar
academia de Marinba, foi despachad alferes. Se
guio as ideas libaraes e prestou eminentes servi-
cos a esta can. a, sendo um das bravos que d-s-
embirciram na liba Terceira e que d pois vierain
desembarcar as praias do Miudello com o exerci-
to lib-rtadar, sob o commando do va lente coro oel
Pacheco, que foi do regimonta do iufantaria n 10.
uuaa das glorias do exercito liberal. Fltame
espayo para recopilar da sua biograpbia 03 feitos
heroic.is em que se iustrou como deuedado cam
peae da causa que Pedro IV defenda com tan I
lo ardor com boa fortuna. Paz i sua alma.
Vai p d" a sua rof rma o general de divi-
so Antonio X iv-r Palmeirim, presidente do tri-
bunal superior de guerra e marinh 1. Na-sua vaga
ser prora.ivido o general de brigada Jos Teiin
ra Rebeilo, ajudante de campo de el-re.
L.
' lo 1SM8 di cam tiva mp nalrece-
heram d 1 Sr (J iri e de ou'ras peas ws do lugsr
as m
Ao putirein .Suas Magostada* roetirsm se
entliusiaMiie .s s acela naques.
> A cidade de OnSa Branca grande ; tem rnss
largas e exti-usis e gr nde numero de bon3 edifi-
cios, estando em conatruccao mallos outros. Pa-
sera ae all 1,0 mea.n 1 temp a cadeia e a Sa,ta
asa p ref rina-S" ctmpletamente a matriz, As
Jaas ultimas sao f-itas por su scripclo papular
e a prim ira e-ira o imposto de 4 ris que paga o
caf e a cuja cobrauca d- t a 18 cr.ntos. A
elra para estas edifieaces foi toda tirada d
muro do satino emirerio, muro de extraordinaria
larga za e construido pelos je.9u tas
Informar>in-m que fra eutregue a Sua M 1
de urna repraseataeo, pedindo a snppressa
da est.ac.lu d Anernidinho que fica a 5 kilmetros
ia cidade, acaban io-se assim com a bldeselo,
<|0 Gsasta 00 passagaiasa, yn v.-m no trem de
Bibsiau Preto era prjcura da i esraa cidade.
P)u;o depois da partida do treao da CI 1
a, lia-se em um dos canos a seguate qu 1
dn, attnbuida a um dos semanarios de Suas Ma-
les:
De Casa Branca a cidade
Alegra quem a visita,
Pois aas lado das smeos,
Tem muita moca bonita.
Audi \j o Ikd
>!va.
I). Anua E iz 1 le iiveira Birro?.
iri na Justina de rVmaa G uveia.
'). Mirii ''raueisea de B.rros.
i* atino
\nrnnii Birbosaile Arai.j > Fratas.
1 Attico de S tiza llgala
'ii'o Davmo da Oieta Luna.
I). Ma ia Til-reza Ferreira L na.
I) rieairiz (Joiih rinina de Miran la.
II1 lenca M ra L'rt' s.
Eiamen de PorlugnczO resaltado
das xauca proeediuos 110 da 10 toi o seguinto :
M o el Ti o diil. de Araujo Lima, plenamente.
Euplirasiu da Cunha Cavaleante, idera.
1 a 1 Quedas' 'orri-ia Gondim, id-m.
Jo- Pnsciliana de Luna Gaio, id'm.
1 Vigoiino'ide Alencar, tdem.
M noel Capitalino da Carvalho, idem.
Li.poldin. Fran.o Aecmli Lins, dem.
;-,'.oro Champeaux de Parias Castro, simples-
mente.
I ufa le Mm z;-s Lyri, idera.
Pabricii Porfirio de Aadrade Lima, idem.
.1 ao Pedro dos Santos Ferr- ira, idem.
Z.f rio Gimes Pereira do Lyra, idera.
Antonio Vicente Pereira ile A idrade, idem.
Kaiifto Taucrrdu dos santos Porto, idem.
I > O incalves ia>'lva Brite, idem.
Man el Gu-itavo de Farias Leits Jnior.
Masa el Baarqae da K cha Pe Iregulho, idem.
J s d iiv.ira Cav.>lcin-e Jnior, idem.
Amo lio Epamiuoadas de Barros Crrela Jnior,
idem.
Leonino Barbosa da Silva, idem.
Reprovadis em prova escripia 5
Em prova oral 1
a&ctarso imperial
(Jornal do Comnercii, 'a corte)
Moay 27 de Outuoro A' seis horas da manha
de bontera sahiram Suas Mageitad's do Ribe'io
Preto, d-ixanc'o o imperador 200500.1 para me-
Iharaineuto ao cewiteriS e lO.lJJO pira os po
bres.
A's 8 chegaram a S, Simia, cuja estaclo es-
tava enfeitada, sendo recebidos os augustos vi.-i
tantea ao san do bymao, dis acclama^oos de gran-
de uuuaero de praanas, quo all se aeliavara e entre
ellas a profesa .ra D. Joanua O'Conell Jersey com
as aluoin s Suas Magestades demoraram-se meia hora,
seudo- lies ol reeidos exeelleute cal, cbacalate e
urna delicada mesa de doces.
Foi nesta estaclo qae o canseiheiro Prado,
coramuuicou a Sua Maesatade a noticia lo falle-
cimento da conaolheiro Jas Bonifacio que da ca-
pital da provincia fura transmitid) pelo Diario
Mercantil aa Sr. Bar.li da Parnahyba.
Foi profundo em t idos o p zar pela infausta
nova, e Sua Magestada de.iois de algumas pala-;
vras eacarecendo a m mora do Ilustre morto q'"e
tanto hiuraa a provincia, disse ao Sr. conselb-.i
ro Prado que pissasso um tele^ramma famili-.
do duado dando-lhe o psame. O tule^rauma
expedido pelo Sr. ministro da agricultura foi este
o Sua Mageatade o imperador e Sua Mageatade a
Imr.i-r.itna mviam familia d) finado oonselbeiro
Jos Bonifacio os seus seutimentos de pezar.
Para os pobres deixou o imperador 1005000.
O trem parti s 8 1/2 de S. Simio, e, ao
No Jia24 do correte realiao-eeno MuzJda 'Pa8SMr P--.1* fasenda do canselh iro Prado rompe
ram em vivas acclamacoes 03 calonoo que era gran-
de numero esperav.m a volta de Suas Mageata-
dea.
Este m )te poueo tempa depois, estava gioza lo
de d as modos differentes.
A's 5 e 35 chegainos a esta cidade, onde nao foi
menos enthu-'s a, que nos outros pontos, a recep-
cao de Suas Magestades. Cmara municipal, au
toritad-s, senho, as, meninas e meninos dos colle
gios e extraordinario c mcurso de povo, enchiam h
estacan. Cobertos de flores, ao som de vivas e
msicas r ao atroar de fognetes, descerara do trem
Suas Majestades, que foram de carro para a n ai-
dencia do Sr. earonel Jos Guedos de Souza, qa-
a havia preparado luxucsa e ricanent .
Na uegma casa h ispedou-se o Sr. coose'heiro
Pando, ticaudo o Sr. presidente da provincia, di-
rector.a, engenheiros da estrada Mocyana e o
representa.iio do Jornal ua do Sr. Dr. Antouio
Pibheiro de Ucha Cintra.
Ao jautar sentaran se ao lado do 8. M. o In-
p-rajor urna fiaba do coronel Guedes e do S. M. a
Irnperatnz o 10-amo tr. cor -rae!.
A' noite era lindo o aspecto da cidade, especial-
mente ne largo da Matriz, bmh intrnente lilao
nado. Emqnanto urna mnsica percorria us ras,
nis quas havia muito povo, ou:ra toe iva em um
coo em trente da residencia imp-rial.
H je, e 6 horas, saho Sua Mageatade para
percurrr a cidade. Viaitnu o gabinete de loitura,
Sustentada pir urna assaci ico, e que, ainda em
modestas pr porcoes, conta cerca de 3000 volu
mes. S ia M igostade dignou se !e assignar o
livro dos visitantes e deu 100| para auxilio tiu
til estabelecimento. Em s-gnida visitou o edifi
ci.i em que funceinna.il a cmara e 0 jury e em
cojo pavimento terreo est a cadeia. E' o meluor
dos edificios que teuho visto. A* salas da cam-.ru
8 do jury esto muito bem preparadas e a c>deia,
m que apenas ha um oieso vinlo de S. Joao dr.
B,a-Vista, est em boas condicoes. D'ahi uer-
c o-reu Sua Mageatade diverays ras e foi ao edifi-
cio, em construccao, da Sauta Casa de Misericor-
dia. E' grande, de bonita fachada, muito bem
situada, bem constiuido e dividido em 20 qnartoa
raaiorea e menores, tendo duas salas, no centra de do crrante, d'aqu.l transetevem s as s-guiu-
lu .sr para capella e outras dependencias. tos noticias :
E' forca confeesar, como o notou Sua Mages- | Na segunda-fera deata semana, s 11 horas
tade, que o novo edificio nao est as condenes : do dia, ua ra do Curturne, Manoel J aquim de
exigidas para, um estibelecimento de tal ordera ; Sant'Aana assassin u com um tira de pistola a
im-lhe todas as condices hygienicas; nao ha Jos de tal, coubecido por Jos Ama Secca.
A EvolacaPublicou-se 6 n. 3 deste pe-
ridico.
_\ovai brava I*Ilontem, esrea de 4
h o is da tarde, qua ido seguia para o cues do
Coinm-rcio urna guarda do honra do 2o bata I hilo
de iufantaria, que ia f zer as continencias mili-
taras ao 'Exra Sr. r. G miuiauo Ges presiden
te da Parahyba. an pa-sar pata ra Mrquez de
Olinda, 03 eapoeiras fizerain um rol1, houve muito
pi o algumas faca las, sahiiidi diversas p ssoas
ieridas e.c O subMigado da paroebia dn S. Prei Pedro
e Iro Goucaives conseguio capturar diversos ea-
p n.iras.
Casa Ue OetencnS'o Th's uroPro/in-
eia!, boje, ao meio d a, vai a praca o forn-cimen
ta da alim -utac i e dietas ios presos pobres da
ijasa de Detunyi 1, ao trm-estre eorrente;
Club Cario (iommXosabbaao, 13 do
correute, este club d o aeu sarao musical e dan-
s.int- do mez actual.
C iiipanttia < 11 ln.r du ilii, trr lugir no quartel-general,
a arrematayao du torueenneuto de c:pnn cava-
hi.d.i da companhii de cavallana, no semi.'stre
corrate.
Ferro-va de OlindaAmanlia, reunrm-
se, ao nii io dia, os acci 11.atas da ferro-via de
Oleada, em ass-emb 1 geral, para tomar c nheci-
menta do relat rio d 1 director ia e cou'aa do s--
mes're fiado c disentir a ; cjecto de reforma dos
rwpeetivrn estatutos.
GoyannaRecebemos Jcssa cidade a Gaie'a
A elvicSa esta :
Directora
Presidente, Alen dre dos ISanros Selva.
Vice-presidente, Juaquim de Souza Viann Fer-
reira.
Secu:ario, Msnoel Dan'as Bastos.
I) Jos da Gama.
Tli s areiro, ','uel da C
Adjuntos
Francis-'O Gomea.dos Si
II urique da Costa Carvalho.
Vogaes
Antonia Alves Villela
Antonio noar'8 Pinto.
Joo Gomes da Silva.
Fraucisco Antonio de Oliveira.
J A. C. B dos Sontos.
Joaquim Franciseo Lopes.
Jos Gonca.'ves de Barro.
P la de Santo Amaro das Salinas, foi empeesada a
commisaao que tem de promover a testa do Glo-
rioso S. Goncalo de Am^rautho no prximo anne
de 1867, a qual fi.ou composta des seguinte*
Srs:
Presidente, Arthnr Her.ielito de Carvalho Gai-
maraes.
Vice-presidente, capito Adoipho Teixeira La-
pes
Io secretario, Mancei Horacio de Frekas.
2 dito, Ilenriqne Maria Palmeira.
Thesoureiro, Heleodoro Jos da Silva.
Procurador geral, Agoi-tinha Jacome Bezer.-a.
Procuradores, alfe.-cs Pedro Antunea Ferreira.
Bi-nto Vieira de Mello, Autno Muuiz de Azeve-
do Fmtado.
Directora das obra de coniervu-
co dos forlnBoletim meteorolgico do
di. 9 d- N ve.n*rnde 188fi :
associaciio dos architectos e arc.eologos portu-
gueses a sesso solemne pira a leitura do elogio
historio de el-re; D. Fernando.
Presidia o principe D. 1 arlos.
Foram agraciado; com a gran-cruz r?a ordem
de Pi IX, os Cons-laciros: Barros Gomes, Hen-
rique de Macedo, B.rbasa du Bocage e Barros c
S.
O celebre Gongunhama de cujos embaixadores
ibes contei em t'mipo urna historia muito cmica,
occorrida, sendo ministro da mariiho o Sr. Pi
nheiro Chagua, que os apresen*. iu a el-re o anna
paseada em 1 ntra, invenco ao q.8 parece de um
certo c-avalheiro paettogaas, trazem as talbas de
boutem noite noticias graves.
Parece que este sob 1 ou regu o indgena so poz
frente de 0,000 em rebcllio contra a nossa au-
t 'ridade e dominio em Mieamb'que.
Partee que este levantameoto combinada com
a invaao que ameaca a colonia do Cabo.
Faltara miis promenores.
Vai sahir par Mocmnbique c m ref orcos de ar-
mamento e marubagem a corveta Affonso e Al-
buquerque.
Foi uceiti afinal a exoneracao do Sr. Fer-
reira do Amaral, sendo mineada governadar ge-
ral da India o Sr. Cardoso de Carvalho, actual
commandante daquella corveta.
O Sr. Amaral insisti pelo telegrapho em que
lhe fasse dada a exoneracao, em cansequeneia do
profundo desgoso em que ficou pala morte de sua
esposa, a que mais cima nos referimos.
Falleceu hontem repuntinameate n'uma casa
de hospede: o Sr. Dr. Agostinho da Cruz, qne foi
director da cadeia do Limoeiro e administrador
dos coocelhas de Alcabac* e de Alemquer.
Nao se lhe conh*cem parentes em Lisboa.
Tioha fa iba na Figncira da Foz.
Diz se que sua eminencia o cardeal patriar-
cha vai publicar urna carta pastoral ao clero do
patriebado recammendando a mais completa sbs-
tenco poltica especialmente no periodo cleito
ral.
Abrio-se hantem o theatro de S. Carlos com a
Gioconda, agradando muito a prima-dona Elena
Theodcrini e o tenor Valero.
A esta opera seguir se-ha a Dinnorah entrando
logo em seguida o Rei do Labore.
Brevemente caraecaro os eusaios do Pescador
de Perolas, de Biset, que urna das operas novas
desla opera lyrica.
O governo francez pedio !icen$a ao governo
portiigU'-z para amarrar em M< (ambique um cab
ti l'graphico submarino, destinado a ligar Mada
gasear e as ilbas vsinh 18 que perteneci Fran-
ca, com a rede dos cabos telegraphicos submari-
no*.
O Economista, que deu esta noticia, suape que
nao baver duvida na couceso deata licenca,
que muita convini-ncia pode trazer a Portugal,
sem a menor dervantagem, *e aceresoenta :
A' liuha da costa onen'al affluirao por este
modo os rel<'grammas daq'jrllas possessoes france
zas, e a nos^a provincia de M (ambique fiear
mal iutim imeule !iada c m ellas, o que pode
uer incentivo para augmento do seu commereio 1
para e estab Iciin-n'.i de novas re!a';oes.
Dep us d 1 grande crise alimenticia, qne tan-
ti tem -lligido algumas ilhas do arcnypelago do
Cabo Verd veio agora a perspectiva de gran le
abundancia as prximas colheitas que deVem co-
uiecar em N .v-mo o.
Teem sido muito cociosas e regulares as cho-
vas na quadra que vai correndo, teem Sido al-
t roadla eam series d I dias de Bol e an.
E' o que mais c.uivm para as cultur p, e diss.i
provm o estaen ani os campos cim uin magni-
fico e proinette lor a*p eto.
O est iio s .11 t-it:o tem sid regular em toda a
provincia.
O govt-rn teu: cmtinuado a mant.er as provi-
disn a *en !eut a eotabaKw a crise, susten'anilo
ir .Daitio-pblicos-le i-aminhos ein lartta ese .la
111 to l..s aa qu .tro 1II1 .s de sot.vent. r n fin
guezia de S. Joi Bap'ist di ilh de S.^nto An-
uo.
A is-o s deve na ter havido victimas da lOeM
ni crises anteriores.
T ra sido xtr o roo n'hiisiasino c re
I '-e f 1 eeiebrudo o rerres= a P rfag I, O S
Coude S Sav im d Maitoi.mii s. & 11
m li arsax toln.s illi wi-a 1 s de L'sb >a e P r o ;
anigog en om o-tie Te Denm em Ma t se..i s
co: 1 j 1 u mor o a ipe ai n 1 e-t ifn do Caiu-
p nh, acom lanham nt at Mstloaiaboa, o n
etfc, tu o isio aiodi p ae. par. tiateuiiiisnar a
II ss> pr stante c moat.iot. as >yno hi s qo
seu nome mapira u todos quant>s couhecem o que
Ue t' generosamente ha fcito p^los nos.-os C011-
t rraaeos.
A' Casa Brancaaseguio otrem panco antes das
11 hiras.
A estacan que esta 'a vistosamente enfeitada e
na qual ue eutrava por uxn tnunel ftfito lie pal-
meii as, regorgituva de pavo. Estavam presentes
a Cmara Municipil, as autoridades da lugar e
grande numero de senhor..s, que espargiram fl ires
oobre Suas Magestades. Tocarain o hyrano duas
bandas de mnsici e foram successivarente levan-
tadas euthusiasticos vivas.
Cerca de trinta vehculos feram postos dis-
posico dos recem ebegados que nelles seguiram,
acompanbando o carro de Suas Magestades, que
foram hospedar-se na residencial do coronel Jos '
Antonio (jorreia, ua ra do Di. Queiroz Telles.
Tem esta ra mais doum kilmetro de extensa* e
estava vistosamente eafeitada eam a-eos, arbus
tos, bandeiras, e n is jasellas das casas viam-se
colchas de diversas cores. Em frente da residen-
cia impera! estava ItVantado um coreto.
Grande numero de mocas e de meninas co-
briram de fiares Suas ."lagestad-a quando entra-
ram na casa.
Pouco depois da chegada dos augustos via-
jan.es foi servido um sumptuoso hlinoc 1.
_ A oinamentacao da aa a era muito bem com
binada e do mais bello efF-nto. Grandes fklhas de
palmeiras, entrelacadas com as de outras arvores
formavara urna lida abobada e neasas arvorea
viam se os seus proprioa fructos. Sapotys, jabo-
tiuabas, pitangas, iaraojas, finetas do conde, ma-
nazos, cocos de diversas espeaies deleitavam a
vista e a bannilha e outras flir*s embalsamava.n
o ar. Os que alli se achavain na se farta'vam de
admirar o bum gosto que presidir ao arranjo de
tudo nqnillo e de louvor o Sr. Eugenio Zirco da
Cmara Loureiro, activo e intelligeute. agricultor
das immediocoea da ridade, e que j tem conse-
guido pelo seu esforco o dedicacao ver premiados
era diversas exposic -s productos da sua lavonra.
O Sr. Lmreiro dase que deveu a Sua Magestade
0 Imp-rador os primnos recursos, com que pode I
inc ruur-se no Brazil para deaicur-se a agricul-
tura.
Na mesa sentaram-se ao laio de Sua Magea-
tade a Imperador o Sr. coronel Corris, e ao lado
de Sua M ,i* s'ade a imp ratriz a senhora do mes-
rao Sr. coronel. Ao terminar o jautar, levaotou o
earonel Cor rei a um brinde a Suas Magestades.
Pind o almica foram Suas Magestades per
corr- r a cidade. Sua Mageatade o imperador vi-
sitan a matriz, grande templa, que .st senda com-
pletamente reformado, e o mercada, que o rae-
ibor qu.- t-nho visto aqu e conten des quartos
bons e em frente destes um grande pateo murado
eudo no centre um tanque. Visitn t-inbein 1
cadeia que se est construindo r tera 80 metros d -
frente sobre 14 de largo, cara dous pavimentos e
12 '.-ompartira1utos, a Santa Casa tambera em
cousirucea, edfiei > importante que tem nove ja
nellas de frente com grande vo de urna ontra
ora 10U-1 torr- oes lateraes e ura no centro, tend
este dous andares, o de cima cora cinco (anei sa,
Helo exarae rpido que pade faar, pensa que de
pon de concluido poder accommodar mais de 2u
1 lentes.
> llalli dirieram se Suas Magestades para a
Oi.mi.r Muiiieip .1, onde foram rreebtdos pe 1 pre-
sident>* e pios v.readores. D'-pois desta visit .
u .8 Maereatadeb que ba oito anuos tinham vi'ato
..lli o- soroca-, que ala t-ra'dos e 1 rotundas f o-
'l'8C ua .las pelas aguas, quizeram vel-as de
novo
Vnltaiido dalle, visitn Sua M ig stad a I -
i r .lor 1101a ese^ia de meninos e ontr..s de in ni
<.as
Ni-Bta cidad", Sua Mai"stade, ene ntrnndo
t n1 nte cor niel Vicente Silles, mais couh c lo p r
1 neii'e I.-niei 1, hom ra muito estima i> e ehjfe d
iiUUier ^;. r no ia. que elle ne ni'rara quon I 1 fSJra
I prniiei.a vez, pergueitou-ihe i'uan'oe filho-
tinhi
Dezenove respomleu o ancia'.
T loo viv s?...
Todi s. \
1* >r. um benemrito da patria, d3S"-llie
Imiieraiior li quanto netos tem ?
Ei neo 01 capaz, diase o velho, de dar uui
biaeout a C d 1 ura
t-'oi eapieailida a recepcao f.nla a SaaS M -
sta tes pelos habitantes da Cae* Branca, I n C
oartiam a auu-tos v Sitantes a 3 h ras e l'l uii-
utos da. tarde deixando o Imp rador 2.KJ par 1
as obras da matriz e 10i' para os pobres.
I) Sr. c r.niel Corres, ndl.ieoca I gi'ima da
loe ldade e cu- bospedou Suas Magestades, pn-
p rou a casa inaa verdadeiro !un.
ar, iiom luz. E isso nao pedia deixar de dar-se
quando, ponio-se de parte a irmmdade do lugar,
e desprezando-se as recia nucoas dos medicas, a
obra fji dirigida por urna eommissjo especial, no-
meada pela presidencia o f-ita por urna planta
organisala as obras publicas da capital.
Nesta planta desculpem-ma os Srs. engenhoiros,
mo.traram-ae esquecidos de que se tratava de nm
hospital.
Sua Magestade foi alli recebido pela Dr. Anto-
nio Ucha Ciu'ree, que deu ao augusto visitante
todas as nformaepes.
Visitn copis Saa Magestade urna escola de
mrn n)8 e outras de meninas. Ha na cidade e seus
differentes bairros 10 escalas : 7 de insniuos e 3
de m.-ninas, aquellas com a trequencia da 300 e
estas de 1O0 alumnos. Existem t".mbem dcu3 col-
le ios'paiticulares.
Te. a cidade cinco grejas das quaes a inaior,
bonito templo, a mitris est era obras, servindo
iovisoriamente em lugar d'aqaella, a do Carino.
Ea muito tempa comecada ainda nao est con-
cluida, outra grande igreja a de S. Benedicto.
A egua aqu excedente, e ha as pracas fon-
te3 de pedra e ferro. A cmara contratou as obras
do abastecimento d'agua, que devem comecar
breve.
O theatro mais oa menos, o antigo Gyranaso
dessa corte: a frente bonita : tem nm grande
.ah, duas ordens de camarotes cora 16 cada urna,
m cima varanda, e a platea accomm.ida mais de
200 p-ssoas. O palco muito grande e o panno
de boca representa a proclamaco da independeu
eia no Ipi ranga.
A mala vai fecbar-se, amanha diraioque mais
aqui oceorreu.
ftuiSTA DIARIA
Jmaincnlo e ponteeHontem, 1 hora
da tarde, perante a Cmara Municipal da Recife,
prestou juramento do cargo de residente de r*er-
nambucj o Exra. Sr. Dr. Pedro Vicente de Aze
vedo, nomeado por carta imperial de 4 de .Setem-
bro prximo fin do.
Em seguida S. Exe. dirigio-se ao p.il.-.cio presi-
dencial, onde fai lavrado e assignado o termo de
posee.
A' dupla ceremonia asia*irara os Exms. Di s.
vice-presidente, commandante das armas, ebefe de
p .liis, deputados geraes e provinciaes, chefes de
repartic 1, otficiaes de tetra e mar e outras pea-
soas gradas.
A fortaleza do Bruna deu a salva do estylo, e
fez as continencias nrilitares urna guarda de hon-
ra do 14 batalhao de iufantaria, tocando mais
em palacio duas bandas do msica.
Depois da-posse S. Exc o Sr. Dr. Pedro Vicen
te e Azev do e todos es presentes foram acora-
panhar de carro, at 1 casi de sua residencia, ao
E Alli foi.Ibes servido um lunch.
kFacaldade de DtrcICoEis alista des
esrudent.es que serio chamados para fazer prova
escripia ua da 12 :
Io. atino
Ns. 270, 271,275, 276. 277, 282. 283, 284, e em
segunda chamada, 3, 6, 7. 9, 10, 13, 15.
SuppUtUe*
Ns 16, 21. 24. 25, 9, 31, 32, 38, 70, 77, 90,
103, 113, 121 el42.
2.0 aruio
Ms. 2'i6 207, 203, 210, 211, 212, 213, 214, 215,
2:6,217, 218, 219, 220 e 21.
upplenles
Ns. 222, 223, 2J4, 25, 26, 227, 228, e 03 que
1 en lo faltado a chamado, justificaren) ante a ban-
ca examinadora o motivo do nao comparec ment.
3." auno
10 'a chimada) Ns. 1, 2, 7, 8, JO, 13, 33,
36 37, 41 49 e r>0.
Supplenles
Ns. 55. 56, 57, 58, til, 62, 69, 71, 72, 73, 75 e 79
Resultado dos actos e hont-m :
Acios rfo 5. auno
Chriatovo Bivkeufeld Vieira da Silva.Ple-
namente.
N'ereu da Silva Gusino.-dem.
Jn.qiiiin Candido Mariuh> de Souza.dem.
Cl-udino Rag b-rto Ferreira dos Santos.Idum
M noel Manir Dasdem.
Antonio Luiz Vasee >ie To'ed-..llera
Kceneruin o grao de bacnarel em seiencias ju-
ri 1 lea* e Sociaes.
K-roIsk Vormal-Eis o resultada dos exa-
mes ne hontem :
3 annv
Vicente Ferreira de Arauju Lima, plenamente.
.1 vmo R.'dolpho de Oliveira, idem.
1 i 1 Fernandes Soares, idem.
isblla Amalia de Miranda, idem.
I). Vtaria Josefina Ver*uoir<> Costa, idem.
i), bsaelia Rosa do Brasil, idem.
1." atino
Th mas Antonio de Barros Campello, approvado
la H ira Beda, idem
Gu Inerme Dias F ij, dem.
I) Licinili Ferreira de Souza, idem.
D Hrinina llluminata Garca, dem,
D. Ama ia Floreutina Rosa e Silva, idem.
H je sero chamados oa seguintea alumnos
mestres :
3 anna
Jos Mauricio de Alencar.
Horas 9 ag Barmetro a TensSo 0 -0 as -3
w *-ZJ 0 v 0* do vapor a
r*
H a

6 m 2G-0 76i">M) 20.32 83
9 V8l 762*25 21 6 77
12 28-7 7tl"i76 21.23 72
3 t. 27"8 760m42 19 87 71
(' !6 9 Tiil'n.".' 18.42 79
Ostro motiva uo hmve para apratiea ietao
brbaro crirae a nao ser a raalvadez de quemo
cornmetteu
A innocente victima era de genio tao bom e
brando que o vulgo d-.-u-lhe o appellido p.-lo qual
era conhecido.
O assassino dos muitos vagabundos que aqui
existem, conhecido por Manoel Ijaator. Assumu a
si a p'amasia de vale..rao, na de.ixaodo nunca d
carregar omsigo uraarsenal. Foi preso urna ho
ri depois do delicio, qu md 1 a victima acaba va de
dar o uitimo suspiro
o Dizem que esta fra pratic ira mais dous a*
3*198uato8, um na i'aiahyba do Norte e outro ni
freguezia de S. Liureufo de Tejucupapo desta
Comarca .
X lugar Estrada Nova, muito perta desta ci-
dad', um alraocr-ve disparnu urna pistola era urna
p .bre muin r all residente, resultando sahir teri-
da com dous carocs de churab). O ferimento f >i
lev, pnm pode tornar-se grave pelo catado mr-
bido da victima, que couvalescia de um parto re-
cont ,
Entrada do r.umttyEscr.veti-nas o se-
guinte o Sr. coron 1 Apolliuario Florentino de Al-
ouquerqne M-iranho :
Na Revitta de seu conceptuado Diario de 6
do correute, vera um comrauoicado no qual se re-
clama a attencao da municipalidade sobre a ex-
tin i;;1o de urna travessia, que se diz fazer fcil
caraiuho do lugar Estrada N .va do Casanga ao
povoa lo Torre. E acudiudo esto reclame, na
Revista de ante hontem, 10, refere o Sr. Car7alho
Kaes de Andrade a existencia de urna traves.-ia.
que m nidei fazer para m-n uso particular, nao
para servidao pblica. t"or isso, quando julguri
conveniente, maudei, ha dous anuos, acabar com
dita travessa, tem haver,"entietanto, rec! rancio,
visto ser ella de uso particular para mira me-mu,
e asseutar era terrenos dos quaes sou senhir til.
Por essa raza), quando havia tal travessi,
algumas pessi.ae, que avilase queriam utnsar, p-i-
diam liceu;a para fazerem passascns nio 10 pelas
razoes expostas e mais ainda por censervar-se all
o transito em trras que me pertencem, e que eu
us aproveifo no planto de algumas iavouras e ar-
vores fructferas.
Se, pois, o communicado referente a aquella
travessia, notavel a sem r izio, tanta mais cun-
tendo o mesmo communicado in xactido-s, taes
como referir-se que o Sr. capito Joo Carmro
Rodrigues Campello mandara fazer a alludida tra-
vessia, quando esse senhor nao a"mandou fazer, abstm de publcalos porque teme he succeds
l< inp' raiUrn ni xiiu J19%,
Dita minima253.
Evaoorico era 24 horas : .o sol5'"0, som-
bra'">6.
Chuva2,'".
Direcvi do vento : ESE e SE alternadamente
durante 11 horas e 5 minutos e 12 horas e 55 mi-
nutos resp divamente.
Velocidade media do vento l,i0 por segundo (de
meia noite s 3 h iras da manh 2,m4 )
N -bulosi lade media: cutre 0, e 0,3.
Reanier Matees fia h je as seguro- *
tes :
Do Instituto Areheologico, ao meio dia, na res-
pectiva sede. -
Da Irman lade de Nossa Senhora do T reo, f
6 horas da tarde, para al' 190 da nova mesa.
Do Becreio Infantil Nove de Agosto, 1 hora
da tarde, ua respectiva sede (Instituto Acad-
mico).
O celebre Je|uador Succi Tendo o
Dr. Mar.-ebal, de Poiz, posto em duvida a deseso-
b-rra de Succi, este lhe rscreviu propando urna
aposta de 10 mil franc a, que foi aceita pelo mes-
mo doutor, que cede os lucros aos pobrus.
Fal ando da sua desc b.r.'a com um redactor da
Tribuna, que foi visital o, Succi diese : que ella,
.11 para os que gosam de gande, mas para os
qne na a te. m, <>s quaes poderio expedir o? ger-
nens das mais terrive3 dot-ncas tolbenda Ibes a
f .rc-t e o alimento ; est seguro de quanto diss,
porque elle proprio na ultima experiencia de Mi-
o, eureu-se de uina c.injunctivite um tanto com-
plicada.
Occoire nina preparaco para tomar o seu licor,
porque o abale que o corpo por ello recebe tu-
t forte, m..s por outro lado efBcaz e benfico.
Elle nao t- ra mais necessidade desta pr.-paraca?,
porque est habituado a ella ; nao hesitara em
tomar mil gotas d ludano, como o daria sem al-
gura reccio 50 a um que elle curasse, depois deter-
Ibe teito tomar o sen licor.
Elle o temar em Pariz e depois fiear 30 dias
sem comer ; e nio se que' obrigar por um terops
maior, p 1 n depois de mais alguna das o off.-re-
cer aos parisienses.
Nio desc bre ainda o segredo do gu licor, o
qu-.l nao senso nma mistura ^de elementes ve-
geti.es para prov.-r se dos quaes nao precias ir a
frica.
A simplicidad-.; do seu acbado ser cansa de
grande m_raviihs, succ:d"ro mesmo como elee-
tricidade, pois que todos vern que nao seTbta
K-faSo de urna tor^a desc.nhecida que os cer-
ca va.
Elle fez casualmente esta descoberta n'uma de
suas viegens da frica, provando e tornando a
provir varios remedios pata curar se d'uma doen-
ca de figado que muito o encommodava.
Nao reeeia tambera que lhe soja rochada a dei-
c.iberta, porque nem mesmo com urna aaryae chi-
ma-a se a d scobrir como elle 6 ie diegar a com-
binar simultneamente aemelhantes substancias.
Comprara os ingredientes nec saurios parte em
Roma e Fl irenca e parte finalmente em Mi lia e c
restante em Pars.
r'ensou igualmente no caso em qu? viesse a
morrer antes de ter manifestado o seu segredo;
tr.z pesaoaa, que nao se conhecem entre si, sao
deposita) ias cada urna d'um maco de cartas ; por '
uceasio de sua mort.estas pessoas se reunirio,' ,
se elle notiver dado publicidade antes a saa
descnb<-rta, elles a publicaro.
Mus elle nao Jescobrir o seu segredo antes de
ter colbido os fundos necessiios para crear nm
-raude instituto internacional para os pobres; o
mundo fiear estnpetacto ao sentir os resultados
que se pod. m obter cum o seu achado, e elle se
pois apenas Benhor directo das terrenos, comp
tindo-me o dominio til ; e referir-se mais exis
tencia de um passadico, que nunca houve, e sim
plesmente a travessia de meu uso, j ha dous an-
uos extincta.
D'ahi colligir o Sr. redactor o mrito daqnel-
le communicado, qne precisava de mais circuin-
speecao e criterio verdadeiro no intuito de ser re
parado um damuo publico pelo ann quillamento de
urna servido por mera capricho ou prazer.
lato posto, rogo a V. S. a publicacao das pre
sentes lnhas na eonceitnada Revista de seu Dia-
rio, visto importaren) ellas o claro conheciaieuto
do referido communicado, penhsraulo a V. S- pelo
favor que peco, a gratido e estima de quem se
subscreve criado e respeitador.Apollinario Ma-
rsnho. en
On craveiroME' o titula de urna quadrilha
para piano, do Sr. F. P. N. Seixas, editada pelo
Sr. Azevedo, ra do Bario da Victoria n. 13.
E' bonita, e merece a apieciaco dos amadores.
Colonia Orpaanoioa-ica InabelEm
consequeucia de se estar procedendo ao a asenta -
ment do en -enha da Colonia Orphunologica Isa-
bel, nao ter lugar este anno alli a testa da res-
pectiva uadroeira, Santa Isabel, que costuma ser
cel"brada 21 de Novembro.
Obras de Jallo Verae Recebemos os
7o c 8o volum-s das int".reasant.es obras do gran-
de litterato francez Julio Verne. e das quaes
ageute nesta cidade o rr. Soares Quintas, ua pra-
ca Saidauba Marinho n. 4. --*-/
Em OarrcaryO 8r. delegado de Onricury
acuna de caminunicar qne alli occorreram os se
guintes tactos:
.No da 6 do mez de Setembro na pavosco d&
Serra Grande, foi brbaramente surrada por Fran-
cisca Fobrieioe Benedicto Fabricio um sua irmi
ee a, qu 1 tcm ferida gravement-, teudo se eva
did 1 os criminosos.
No dia 24 do referido mez e na Serra do Igna-
cio, Joo L pes do Naacimeuto-assaasinou com
nma faeada debaixo do brac 1 esquerdo a Joaquim
de Souza, sendo o criminoso preso em flagrante
d-licto.
No dia 12, do mez ando, e s 8 horas cia manha,
no di^tricto da Serra Branca, Urabelrao Jos de
L ino disparou nm tiro de emboscada em Francis-
ca Ignacio, que ticou ten di eravements.
O crimraoso toi preso em fl grante.
No dia 18 do referido mes evadiram-so da ca-
deia os t^ent nciados I s Fructuoso Lapes, J a
Pereira do Carme, conhecido par Jos Mura, Ma-
ximano Jos Clemente e oescravo Francisco. A
praca de pelioia qae goarduva a cadeia foi prosa
bem como dous dos evadidos.
.^EieicoA devtoio de Nossa Senhora c'a-
Mcrcz, 'erecU na igreja de S. Jcs de Riba-Mar,
procedeu no dia 24 de Outubro a eleicio dosfunc-
cicnarios qae teem de adminstrala no auno esm-
promiseal d 1886 a 1887, e deu posse aos mesmos
no dia 7 do correute.
como ha alguna aunos cm Roma, qaande foi tra-
tado d r doudo e mettido por seis mezes ne a.-ylc
dos aleados.
bolee iaLista dos nmeros premiados na
1 3. rio da 24 parte das loteras em favor dos
ingenuos da Colonia Isabel, extrahida no dia 10
do correnta:
I9S9
8457
20-2*0
ti7'K)
12000
i>40:00O50OC
40r0O0O0
20:O0OO0G
10:000il00ii
5:JU00i
4743
5716
37287
2303
6928
7294
9157
27952
28661
30169
1
32202
32257
37924
1:001-5000
1:000,1000
4:000*000
4:000|000
3:000,1000
3:000*008
2:000*000
2:000*000
1:000*MO
ls00<000
850*,)00
850*000
PKKseos de 2:000*000
17193 20549 28749
17769 28364 36973
rw-mos de 1:000*000
10451 18380 20831 25338
10484 19603 22942
13979 2(1508 22740
14313 20fc7 25173
N. mais alto 37924
N. mais baixo 2803
APPROXIUACOES
9988
9990
8456
8458
2ir285
20.'87
6699
6701
1 0u5
12007
Os ns. de 9,901 a 10.000 estao premiados com
40'*, excepto o da sorte grande.
Oa ns. 1- 8.401 a 8,500 esto premiados eam
200*, excepto o da sorte de 40 ratos.
Os ns. de 20 201 a 20,300 esto premiados com
100a, excepto o da sorte de20contos.
T das as centenal), terminadas em 89, esto pre-
miadas com 100*, inclusive a da sorte grande. _
Tod.s os ns. terminados em.9 e 7 esto premia-
dos com 24*.
i,<.e-ii-M.Effectu:r-se ho:
Hoje :
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas, i
ra de D mingos Thuotonio n. 15, da taverna ah
sita.
Pelo agente Silveira. s 111/2 horas, na Asso-
ciaca Agrcola, de assucar.
e'o agente Gusmo, As 11 horas, na ra i**
ude de Goyanna a. 24, de diverses movis e
objectoe de casa 4e negocio.
Pelo agente B'rilo, s 10 1/2 horas, na raa ce
Pedro Aff nt-j u. 43, de movis, loucas, vid ros,
miudezaa, eic.
A-dsub :
Pcio oyente Martins, s 11 horas, na ra das
Fi res u. 19, de mowis, loueas, vidros, etc etc.
Velo agente Unto, s 11 horas, na sua do BotE
Jess n. 43, de urna oaixatosa facas de mesa ava-
1 nadss.
>

'
\


i Walnl


Diario de Pernambuco---Quintafeira 11 de Novembro de 136
f
r

laaaa tanebret.-Serlo celebrada:
A^a7horaiiainiilrii d' Boa-Vista, por alma
da Joa Affonso doi Santos Barros; s 7 horas, na
ordem Terceira do Carmo, por alma de Jos Joa-
qun da Lima BeWo; as 6 horas, na igreia de
owa Senbora d Penha, por alma de D. Mana
Maciel Monteiro.
Amanha :
A'a 7 horas, na Ordem Tereeira do Carmo, por
alma, de Ernesto do Carmo Ferreira.
8e*undi-feira.'___. .
A* 7 horas, na matns de S. Jos, por alma de
Manoel de Lima Figueiredo.
rasiaaselroMOhegados da Europa no va-
por ingles Mondegi:. ___... ., .
i. f. Bigga, Antonio Camero, Antonio Dnarte
Campos, Mara da CouceicSo Neves, Antonio Jos
Pereira Jnior, Eduardo Marques M. da Silva e sua
enhora. Jos Augusto Lima Jnior, Antonio da
Silva Medeiros el filho, Anastacio Agostinho, Ben-
to Mario Dias, Antonio de Assumpcjo, Francisco
Pereira de tf agalnaes, Antonio Francisca Romano,
Evaristo Antonio da Fonseca, Oct ivio Duprat e
Claase Duprat e L P. H. Dunsmur.
Casa de Delen^aa-Movimento dos pre-
sos do dia 8 de Novembro :
Existiam presos 300, entraram 5, sahiram 2,
existem 302.
A saber : _
NaeJonaes, 279,mulheres 4, estrangeiros 8, es-
otros sentenciados i, procesado 1, ditos de cor-
reocao 6 Total 302.
Arraooados 270, sendo : bons 259, doentes 11
Total 270.
Movimento da enfermara :
Teve baixa
Antonio Fio rencio Dias.
Teve alta :
guaci Ferreira dos Santos.
batera da propnela Hoje, o" teira, 11
do Novembro, ao meio dia, aa extrahira a 9.' parte
da 1. lotera em beneficio da Santa Casa da
Misericordia do Recite, pelo novo plano appro-
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Coneeiclo dos Militares ser4 teita a extraccao
pelo systema da machina Fichet.
bateraA 9 parte da 1* lotera da provin-
cia, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recite, pelo novo plano, cujo premio grande
100:000*00^, ser extrahida hoje 11 de Novem-
te, princir ando a extraccao ao meio da.
O bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa da Fortuna, ra Primeiro de Marco nume-
ro 23.
Tambetn achamse ?enda na Casa Felis,
?rao da Independencia ns 37 e 39.
batera Bxtraordlarla do v piran
ga -O 4.* e ultimo sorteio das 4. e 5.* series
deata importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida no dia 20 de Novem-
bro.
Acham-se expostos venda os restos dos hi-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
.23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
batera do RioA Ia parte da lotera
^366, do novo plano, do premio de 100:000*000.
aera extrahida no dia .. de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tnna 4 ra Primeiro de Marco.
Tambem achamse venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
batera da edrteA l parte da 201 lo-
tero, da corte, cojo premio grande de 100:000f
ser extrahida amanha 12 de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
ma & roa Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
aladonro PublicoForam abatidas nc
Hatadooro da Cabanga 70 rezes para o consumo
do dia 11 de Novembro.
Sendo: 63 reses pertencentsa Oliveira Castro,
JC,e 16 a diversos.
ercado Municipal de 9. Son O
oriniento deste Mercado no dia 10 de Novembro
o o aeguinte:
Eatotram :
27 bois pesando 3,162 kilos.
582 kilos de peixe a 20 ris
82 cargas de farinha a 200 ris
51 ditas de fructas diversas a 300 rs.
6 taboleiros a 200 ris
15 Sainas a 200 ris
Forana oceupados :
>71/2 oolamnas a 600 res
22 compartimentos de farinha a
500 ris.
22 ditos ds comida a 500 ris
61 ditos de legumes a 400 ris
16 ditos de suino a 700 ris
11 ditos de tressuras a 600 ris
10 talaos a 2*
2 ditos a 1*
A Otiveira Castro & C.:
54 talhos a 1 ris
2 talhos a 500 ris
Devo ter sido arrecadada oeste dia
qoantia de -
Seadunento dos dias 1 a 10 de No-
veasbeo
Cemlterlo publica.Obituario do da 8
de Novembro :
Canuto Jos, Pernambuco,'- mezes, Santo Anto-
tonio; espasmo.
Arthnr, Pernambuco, 1 anno, S. Jos; enteral-
gia.
Elvira, Pernambuco, 1 anno, S. Jos; convul-
ses.
Josepha da Concecao, Pernambuco,- 28 anuos,
solteira, Boa-Vista; tubrculos pulmonares.
Candido de Barros e Silva, Pernambuco, 24 an-
uos, solteiro, Boa-Vista ; peritouite.
Bento Fernandes de Mello, Pernambuco, 26 an-
nos, solteiro, Grac; erysipela.
Manoel Antooio Torres, Portugal, 24 annos
solteiro, Boa-Vista; tubrculos pulmonares.
Manoel, Pernambuco, 20 mezes, (iraca ; estero
colite.
_ 9 _
Eugenia Francisca Pinbeiro, Rio Grande do
Norte, 26 annos, casada, Afogados ; eclampsia.
Jos, Pernambuco, 18 meses, Graca ; congas tao
cerebral.
Josepha Mara da Coneeiclo, Pernambuco, 30
annos, solteira, Boa-Vista ; infeccio purulenta.
Oljmpia, Pernambuco, 26 aanos, solteira, S.
Jos ; athr.psia.
Emilia Francisca de Lima, Pernambuco, 34 an-
nos, solteira, Boa-Vista ; anemia.
Bernardina Mara de Jess, Para, 52 annos,
casada, Recife ; tsica pulmonar.
Jos, Pernambuco, 4 -annos, Santo Antonio ;
fehre palustre.
PIBLICOES A PEDIDO
11*640
16*4u0
15*300
1*200
3*000
16*500
11*000
11*000
25*6 K)
11*2'K)
6*600
20*000
2*000
54*000
1*000
Foi rreeadado liquido at hoje
Pregas do dia :
Carne verde da 320 a 560 ris o kilo.
Caraeiro de 720 a 800 res dem.
Siiooj de 560 a 640 ris dem,
frutaba de 240 a 320 ris a cuia.
Milbo de 260 a 32 ris dem.
Pajio de 560 a 640 dem.
206*440
1:804*100
2:010*840
Instrucfo Publica
Segunda reapoata do Illm. Sr. Dr.
iyrr de Albuquerque Gama
(Concluido)
Concloda, como fica pea segunda vez, a respos-
ta da primeira parte em que S S. dividi a ana
Critica Luterana, da 17, publicada no Diario de
Pernambuco de 30 de Agosto do anno passado, isto
, aquella que trata da inrencSo privilegiada dos
onze erras, alguna dos quaes, como emenda, aquel -
le Parecer, S. S. declara que sa de pouca gravi-
dade, vem passar syntheticamente em segunda re-
vista a dadistribribuicao de materias confusa-
mente agitada em todos os sent dos, para assim
obter o Ilustre critico a creacao do impossivel.
Como se vi do parecer da Ia seccao do Conselho
Litterario, S. S. oceupa, no Diario de 33 de Agosto,
metade da sua peca litteraria, pregada aos seus
collegas, esforjanio-se por provar que o livrod
idea completa da formaco do cahos Da deteza,
porm, dos 3 dias de Abril, S. S. tendo-se visto
atacado enrgicamente, e seatindo-se apanbado
em flagrante delicto de urna, duas, quatro, dez,
vinte escamatagent e inverdades apontadas no pa-
recer, e testemunbadas pelas Ilustradas redaccoes
do Diario de Pernambuco e Jornal do Recife o
anda por todas as pessoas a qnem foram diatribui-
dos o meu livro, limitou-se a dar sde villas Diogo,
pub'cando apenas melhor emais correcta, segunda
ediedo da farmacia do cahos, nestes termos, que
leinbram as paluvras do Dante collocadas na porta
do inferno i
Na segunda parte notei smente a falta de me-
tbodo e ordem que desde a primeira parte at a
ultima pagina se observa em todo o livro, onde
nlo se encontra divislo alguma em titul s nem
captulos, e reina o maia completo e tenebroso
chaos na exposicao dos diff rentes assumptos de
. que trata o autor nos d-fferentes paragraphos,
nica d: viaa admittida em todo o seu trabalho
E para fingir que a accusaclo dessa segunda
parte ficava de p, fes das fraquezas forcas, e re-
petio aU'uns dos deteitos inventados, taes como o
calculo das alturas, que prove consistir em urna
simples operacao de multiplicar, os quadros com-
parativos dos pesos especficos que no compendio
oceupam poucas linhas ; a publicarlo integral dos
documentos acerca da inveneio do Bartholomeu
de Gusmo e nlo sei que mais de puerilidades disfi-
bradas e ji reduxidas atoraos em minha respost-i
publicada.
Mais eu que por dever para com a minha pro-
p. a coDsiencia nlo o passa deixar ficar aasim quie-
tinho sambra dos bambs, iiessa moita em que
S. S. se metteu acerca de todas as questcs falsa-
mente apontadas na segunda parta da tal Critica
Uttcraria (?) de 17 de Agosto de 1885.
Mas antes de passarmos a interrogar os factoa,
convm nlo deixar ir aguas abaixo aquella belleza
de estylo contradictorio, empregada por S. S. quan-
do cima falla usando da linguagem tenebrosa do
terceiro canto da Divina Comedia.
Diz S. S. :
Na segunda parte notei smente falta de me-
th do ordem etc., etc.
Alem da redundancia das palavrasmethodo e
ordem o emprego do adverbio tmente phrase
restriva, nlo permitte que S. S. v desatadamente
desenrolando um novello de desparates, que diz
ter encontrado no livro, at chegar aonde, na sua
phraseologia'reina o mais tenebroso chaos na
exposico dos diferente assumptos de que trata
o autor nos differentesparagraphos, nica divislo
admittida em todo o seu trabaih>. >
Nao ha duvida 'que este periodo dantesco im-
pressionou-me profundamente e eu quiz queimar a
4' edicao do livro, prompta para entrar no prelo,
com a falta apenas de 3 gravuras ; mas aquelle
smente empregado paradizer um bando de cousas
e outrne tantas Ututo fez-me entrar pelo espirita
a dentro a idea alegre de que o diabo nlo tao
feio cerno se pinta, e escrevi immedatamente ao
xylographo, n'uma caligraphia menas mi, dizendo
que me spromptasse as gravuras quanto antes,
poisa Critica Litteraria do Sr. Dr. Ayres de Al-
COMERCIO
eemmercial de Pernam-
bucd
ItECIFE 10 DE NOVEMBRO VE 188b.
As tres horas da tarde
Cotacbe offieiacs
Letras hypothecarias do banco do crdito real de
Pernambuco. juros de 7 0/0, do valor de
100*000 a 93*500 nada urna, sem juros.
Ditas a 96*50 cada urna, com juros.
(Jbio sobre Lisboa, vista, 147 0/0 de premio,
SM vana do banco.
Vendeaam-se :
27 tetras hypothecarias a 93*, sem juro.
67 ditas a 96*500, com juros.
O presidente,
Pedro Jos Pinta
O secretario,
Candido C. G. Alcoforade.
afcNIHMEiNTOS PBLICOS
Mea de Novembro de 1886
do 10
ALFANDEGA
347:375*946
44;10623J
ana. raovnKiu.
Oe2a9
de 10
60.484*720
6:533*919
391:482*179
67:0181639
Teta!
tiaauaooftiA O* 2 a
(as de 10
Cuasi PSOVIMCIAL
Uenj da 10
468:500*818
15:770J046
'950*808
De 2a 9
gaar dsuyniur o 2 a 9
'icm de 10
16:7201854
3:646*752
1:846109
5:492*861
4:163*777
396*820
4:560*597
DESPACHOS DE IMPORTACO
Vapoc n^lez 'Spencer, entrabo de Bue-
- Ayres e escalas no di 9 do crtente e
consignado a Saunders Brothers & O, raa-
nifestou :
Farinha de trigo 200 barricas a Mendes
Lima & C.
Xarque 748 fardos a Pereira Carneiro
4C.
Patacho ilinamsrquez Mercar, entrado
de Pelotas no dia 9 do corrente e consig-
nado a Maia & Rezende, manifestoa:
Xarque 159,000 kilos ordem.
Barca italiana Dominico Lanato, entrado
do Rio de Janeiro dia 9 de corrente e con-
signado a Pereira Carneiro & C, mani-
t'estou :
Barricas 1,380 volamos ordara.
Barris vazioa 1,132 ordem.
Vinagre 50 barris a Paiva Vslente & C,
15 ordem.
Vinho 30 barris ordem.
DESPACHOS DE EXPORTAgAO
Em 8 de Novembro de 1886
Vara o exterior
No vapar inglez Sculptor, carregaram :
Para L verpoal, 8. Brothers & C. 1,000 saccas
com 74,592 kilos de algodio ; J. F. de Sant'Anna
688 saccas com 52,060 kilos de algodio.
Na barca americana Ethel, carregou :
Para Npw York, M. J. da Rocha 1,500 saceos
com 112,500 kilos de assucar masca vado.
Na barca americana Wallace, carregaram:
Par New-York, J. 8. Loyo & Filbo 600 saccas
com 45,000 kilos de assucar mascavado.
Na barca norceguense Polykarp, carrega
r m :
Para New-York, Amorim Irmaas A C. 9,000
saceos com 65,000 kilos de assucar maacavadi.
No vapor inglez Cotopazi, carregeu :
Para Liverpool, J. Holmes 3 barricas com aba-
caxis.
Na barca portugaez* Pereira Borge, carre-
gou :
Para Lisboa, C. F. Tavares 30 praachoss de
amarello.
Para o Interior
No patacho nacional Andaluza, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sul, Amnrim Irmlos &
C. 850 barricas com 59.665 ki'os de assucar bran-
co e 355 ditas com 28,512 ditos de dito masca
vado ; M. Cunha 9o volumes com 7,970 kilos de
assucar branco e 75 barricas com 7,286 ditos de
dito mascavado; T. de Azevedo Souza 110 barri-
ca; com 10,490 kilos de assucar branco e 50 ditas
com 5.310 ditos de dito mascavado
Na barca nacional Mimosa, carregou :
Para Pelotas, J. M. Dias 50 pipas com 34,000
litros da agurdente.
Q No vapor nacional Baha, carregaram:
Paia Msnos, P. Alves & O. 25 barris com
2,400 litros de agurdente e 25 barricas com 1,170
bnquerque Gama me ha va dado cabo da 8* ediclo,
isto, nada mais menos de dea mil ejemplares, que
com quinze das duas primeiras edicoea, andavam
a correr mundo, as asas dos passaros de Pzaphon,
vinte e cinco mil exemplares da formac&o do chot i
Mas, vamos aos factos :
Parque, tendo eu averbado de falsa a propos-
clo do parecer de 17 de Agosto, em qual se afir-
ma que eu escrevi um extenso artigo na pag. 39
sob a epigraphe de principio de Archimedes, ba-
tanea hydrostatica e nataedo s tratei desta parte
na pag. 44, por que digo, tendo eu provado a fal-
sidade, S. S. na sua defeza nlo affimou mais o que
disse no parrecer, isto :que nada escrevi sobre
principio de Archimedes e balanga hydrostatica 1 !
Porqus engolio to desasadamente esta parte da
Critica Litteraria denunciada por mim como ver
goubosamente falsa ? I
Por que S. S. passou na defesa silencioso como
sobre o ponto que denunciei como falso, e que
vem afirmado no parecer, que, tratando no meu
livro daattracc&o universal -gravidade, enxertei
assumptos estranho, taes comopedral, preciosas,
pocos artesianos, nivets, repuxos, etc., quando
aquellas duas primeiras materias constituem o
objecto das paginas 27 a 32 e estas, coto epigraphe
distincta, enchem as paginas 33 a 39 ? !
Denunciada, como fcou, publicamente a falei-
dade do parecer e sepultar S. S. a denuncia em
criminoso silencio ou nlo constituir-se o autor
da Critica Litteraria em reo de plena confias! i ?!
E se ha urna grave falta publica a expiar,
como, depois, contessada pelo culpado deve em
outrem recahir a puniclo ? !
Si c Conselho latterario de Pernambuco, cerno
creio, gira em torno do grande eixo 'da morali-
dade, nlo precisava que ihe apresentasse tantas
provas criminosas, bastara u n facto, um s, de
citadlo falsa, de improbidade litteraria, para dei-
xar-se convencer de que foi victima incauta de
sua boa f.
Por que, perguuto anda, tendo o Sr. Dr. Ayres
Gama afirmado em seu apaixonado e improce-
dente parecer, referendado pelos Srs. Silva Fra-
goso e Franco de S quetendo eu tscriyto um
artigo intitulado FONTEa DE CALORtr- te-
nelle da DILATaQAO -; e contrariado par m
com o testemuoho Ja pag. 94 do livro, cuja e -
grapheda a atera POSTES DE CALOR-
DILATA'IAO e na indicada ordem se acham
tratadas as duas qumtes ; porque entupi S. S.
com a eloquencia da mudez, nlo dizendo em ana
defesa urna palavra, urna s sobre este panto; (?! i
tic-indo, assim, portanto, confessada a falsidade
de urna parte do parecer de 17 de Agosto ? .'
Batido corajosamente e de trente pela verdade,
o illustre pelator, depois de ter visto a luz da im-
preosa derreter as suas azas de Icaro, recuou, re-
cuou, at dcsapparecer na toca de erminaso si-
lencioso, sobre todos os pontos averbados de fal-
sos.
Nlo se comprehende como da boa f S. S. adul-
terarse todas as questi'S, falseasse as citaces e
at aecusasse o livro pelo que nelle nao havia ;
negando, pelo emprego de absoluto silencio, que
tvesse gravuras, e mesmo tratando de modo
pouco delicado, senao grosseiramente, o autor, em
vez de, com palavra fria e sem paixlo, aconse-
Ihal-o, com urbanidade, a melhorar o seu trabalho
modelando-o jielo seu Compendio para alumnos-
mestre.
Ao contrario disto, 8. S. preferio andar escor-
regando ou a mudar varillante o passo, do terreno
permeavel das contradicha para outro anda
mais fofo, o dis inverdades ; fazendo-me lembrar
que S. S. perfectamente o contrario daquelles
philosophos de que falla A. B llot os qu iei, diz
ee, slo como elephantes que, caminhaudo, nu >
aasentam nunca o aegundo p eui trra emquanto
o primeiro nlo est Sem firmado.
E' assim que, anda urna vez record ao Con-
selho hitlerario e ao publico que um dos motivos
que formaram o producto litterario que se tra iuz
pela nlo aceitaclo do meu livro, foi ter dito S. S.
que, tratando-S do phunomi'no das TROMBAS,
eu s havia dado eomo dsuripelo aellas urnas es-
trophi-s de Cames !
Respondeudo audaciosa accus&clo notei a
a- nj ceremonia com que 8. S. afrmou no seu pa-
recer que o verde era encarnado, e o encarnado,
amarello, e, para proval-o, transcrevi, no Diario
de 9 de Abril, um artigo especial do mesmo livro,
de fl<. llkl (sem s r os versos de Camoee) conten
do 26 linhas cerca daquelle pbenomsno t
E agarrado assim com a mo na combuca, o
qu disse S. S. para def-u ler se di falsidade f
Nada vezes nada nada.
E' assim que tenho desenrolado diante do illut-
trado publico de Pernambuco a serie de falsi da-
dea contidaa na Critica tiiiteraria de 17 de Agos-
to, a tal que pe a descobrrto a boa t e innocen-
cia, com que, de olhos fechados pela coufi.inci, os
.Srs. Silva Fragoso e Franco de S e o Conselho
hitterario se prestaram, como molas polidas e do-
c-'is, desculpem-me dizel o,a subscrever, approva
e mandar publicar at com empenbo, easa p'ea
officialcomprometteiora do seu criterio, sentimeu-
to de justica e capseidade intellectaal.
Vou, illustrado Sr. Redactor, referir anda nm
facto que deve desafiar um sorriso de irona de to-
das aa pessoas que medirem com precislo e jueteza
seguinte leviandade litteraria de S. S. ou antes a
falta de attenclo infantil com que o illustre critico
estuda as eousas as mais serias, aquellas mesmas
de que se serve at como arma de defeza.
Nao preciso esforcar-me para piovar que cada
scii'ucia t m a sua technologia ; cada idea scient-
fica sua nomenclatura especial; e que as phraaes
nlo servem senlo de roupagem apropriada para
dar a conhecer urna certa formula doutrinaria.
Todis conhecem o novo vocabulario das theoras
de Augusto Cont, Hurley e Herbert Spencer.
Pois beo, em minha resposta publicada, aecnsei
kilos de assuicr branco ; F. A. de Az< vedo 110
volumes com 5.695 kilos de assucar branco.
Para o Para, E. Barbosa 250 barricas com
12,230 kilos de assucar branco ; J. da Costa Me-
deiros 50 barricas eom 1,923 kilos de assucar
branco ; M. Cunha 100 volumes com 7,314 kilos
de ssucar branco ; Amorim Irmlos & C. 480
barricas com 30,623 kilos de assucar branco ; F.
A. de Azevedo 300 barricas com 19,980 kilos de
assucar branco ; T. de Azevedo Souza 600 barri-
cas c-im 12,900 kilos de assucar branco.
Para Maranhlo, A. B. Corris 20 caixas caju-
rubeba.
No vapor nacional Ipojuca, carregou :
Para o Natal, P. Alves & C. 10 barricas com
600 kilos de assucar refinado.
Da 9
rara o exterior
No vapor inglez Sculptor, carregou :
Para Liverpool, J. H. Boxwell 1,000 saccas com
76,712 kilos de algodio.
No vapor inglez Spencer, carregaram :
Para Liverpool, Borstelmann & C. 1,003 fardos
com 77,248 kilos de algodio.
No lugar inglez Anna B., carregaram :
Para New-York, F. Cselo & Filho 2,000 sac
eos com 150,000 kilosde assucar mascavado.
Na barea americana Elhel, carregou :
Para New-York, M. J. da Rocha 2,000 saceos
com 150,000 kilos de assucar naseavado.
Na barca americana "Wallace, carregaram :
Para New-York, J. 8. Loyo & Filbo 1,750 sac-
eos com 131,250 kilos de assucar mascavado.
No lugar americano Bonny D., carregaram :
Para New-York, P. Carneiro & C. 352 saceos
eom 26.400 kilos de a>i.uc>.r mascavado ; Julio &
Irmlo 3,000 saceos com 225,000 kilos de assucar
*na8Cavado.
Para o Interior
No vopur inglez Mondeqo, carregaram :
Para Uruguaya na, P. Carneiro & C. 420 barri-
cas com 39,093 kilos ie assucar branco.
[~\ So patacho nacional Audaluza, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, T. de A. Souza 100
saceos com 7,500 kilos de assucar branco ; F. A.
de Azevedo 50 saceos com 3,750 kilos de assucar
mascavado e 450 ditos com 33,750 ditos de dito
branco; Vinva Manoel F. Marques & Filho 350
saceos com 26,250 kilos de assucar branco e 150
ditos com 11,250 ditos de dito mascavaao ; M.
Cunha 101 saceos com 7,500 kilos de assucar
branco.
Na escuna allema Emma, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul. P. Carneiro & C.
iro volumes com 14,720 kilos de assucar masca-
vado e 1,000 ditos com 86,410 ditos de dito branco.
No patacho nacional Taborda, carregaram :
Para P Iotas, Viuva de Manoel F. Marques &
Filbo 150 saceos com 11,250 kilos de assucar mas-
cavado e 350 ditos com 26,250 ditos de di
branca
' No vapor nacional Baha, carregaram :
Para Manos, P- Pinto & C. 70 barris com
6,7-0 litros de agurdente ; Y. T. Ceimbra 75 vo-
lumes com 5,505 kilos de assucar branco ; F. J.
de Barros Jnior 2 barricas com 120 kilos de as-
sucar refinado.
Para o Para, Amorim Irmlos & C. 2 caixas
0 Sr. Dr. Ayres de Albuquerque Gama de ter, em
sen Compendio para alumnos-tnestres, tratando da
theoria do calor, que a mesma dos phenomenos
luminosos decidido-s por por inspiraedo pela theo-
ria das ondulacdes, mas empregado sempre a pala-
vra calrico,'- que aquella pela qual, especial-
mente, se distingue a theoria da emissdo, contraria
aquella.
Sentindo-se encalorado pelo quinao, ou antes
pela espichadella de grande alcance, por que de-
nuncia a coufusio com que S. S. c >piou e poz em
parallelo as duas citadas theorias,, o illustre rela-
tor veio defenderse comprometiendo se anda
mais, transcrevondo um trecho de Benevides e al-
legando que os diccionarios fallam de calrico como
expriminde a idea do calor.
Podara nlo ser assim, si a sciencia era a propria
a definil-o erradamente por este modo Pois si
theoria do calrico a que se acha condemnada, e
S. S. mesmo op'ou pela outra, como servir-se da
sua radical para applicar theoria das ondula
coes f !
Tanto verdade o que acabo de dizer, que vou
sorprender o Sr. Dr. Ayres Gama com as proprias
palavras d e Benevides, eecriptas no mesmo Com
pendi citado por S. S, em o qual aquelle autor
confessa a impropriedade de linguagem posta ao
servico de ideas modernas.
Si S. S. nlo tvesse to enfraquecda a faculda,-
de da attenclo, teria dado todo peso ao que diz Be-
nevides na introdcelo do seu referido compen-
dio.
Peco, pois, aos Srs. Silva Fragoso e Franco de
S o favor de verificaran) mais esta citaclo extra
trada das Nocdes de Physica Moderna* daquelle
autor e lancam ainda esta escorregadella no rol
das culgas de quem os exrozao servico amarlelc-
do da ironia : physica Moderna Introducido
( ultimo periodo ). Este livro a primeira i.bra
elemento de pby2ica em que adoptado o gran-
de principio da unidade da forcas physicas. O
estado de transilo em que se acha a sciencia e
a forca do habito, obrigam-oos a conservar,
gnsnto possivel, a antiga linguagem ao servico
das ideas novas o que um processo j d'antes
usado; assim a pesar de se acbar adoptada h
1 mndto tempo exclusivamente a theoria do mevi-
ment vilate rio para explicar os pbenomenos
luminosos comtudo a linguagem empregada ain-
dn a da antiga theoria da emissdo.
O que me diz a isto, Sr. Dr. Ayres Gama ?
Coucluindo esta respoaU, rogo ao Exm. ar. Dr.
J. Barbalbo Ucha Cavalcante desculpar-mo si,
magoado com to revoltante injusticia, defendo-me
respetosamente mas com energa contra o rude
ataque de que fui victima.
8. Exc. tambem, peco venia para dizel-o, julgan-
do outros pela nobreza de sentimento que irradia
de sua boa f, deixou-se embalar na teia de intel-
igente aranha.
E como estou certo que S. Exc. consciente da
alta e melindrosa posiclo que oceupa na dirocelo
da instrucelo publica da provincia de Pernambu-
co, nlo prefere as affeicas particulares aos sagra
dos e justos intoresses da collectvidade social,
peco, do vrtice da imprensa* pernambucana,
cujos conselhos foram levianamente despresados
pelo illustre relator do parecer de 17 de Agosto,
deite passar at a sala das sessocs do Conselho Lit-
ter-ario os raios luminosos que tcn irrompido da
dis csalo.
Digne-se V. Exc, illustrado e nobre Sr. redac-
tor amparar-me cura a sua reconhecida benevo-
lencia e justica publicando no seu conceituadisai-
mo Diario de Pernambuco esta segunda resposta ao
Illm. Sr. Dr. Ayres de Albuquerque G&ma.
De V. Exc. atiento amigo, admirador e criido
agradec de.
Francisco de Paula Barros.
Corte, 30 de Setembro de 1S8S.
Homenagem de reeouheel
ment
O abaixo assignado, empregado no Ar-
senal de Marinha, faltara a um dever de
consciencia, se nao viesse do alto desta
tribuna universal testemunhar os seus vo-
tos de eterna gratido ao illustrado medico
da armada e de mesmo arsenal, o Exm.
Sr. Dr. Tristlo Henriquea Costa, cirur-
giSo de divisao, pelos desvellos e pericia
que, sem interesse algum, empregou para
salvar das garras da morte a sua esposa
Heoriqueta Mara de Barros Pegado, cujo
estado febril, de 41 1| graos chegou a
inspirar os mais serios receios.
Accommettda gravemente de urna febre
typhoide, que a prostou do leito da dor
por 30 dias, em boa hora encarreguei de
seu trataoiento o Exm. Dr. Tristao, o qual,
benvolo e caridoso como de prompto a
acudindo acercou-a logo de taes cuidados
e bou ve-se tao proucientemente, que por
tim cons guio, como que por effeito de um
milagre, debellar-lhe aquella ariscada en-
fermidade, sendo-lhe para isto myster visi-
taba diariamente duas e mais vezas.
J em Maio de 1880 idntico mal inves-
tio minha lilha menor de nome Thereza, e
devido aos esfircos desse mesmo facultati-
vo, tive a dita de todo restabelecida.
Dando publicidade a esses seus trata-
montos, verdadeiros triumphos da sciencia
medica, s tendo per intuito das expan-
boes ao meu reconhecimento de gratidilo
aquello que tanto se esforcou po consegui-
los.
Aproveito o ensejo para tmbem reve-
ar-me penhorado pelas attenjSes e finezas
que se dignaram dispensarme, sobretudo
durante o tempo da molestia de minha
mulher, o Exm. chefe de di"is3o, inspec-
tor do Arsenal de Marinba, Jos Manoel
Picaneo da Costa, o Illm. Sr. ajudante, Io
tenente Leopoldo Bandeira de Gouveia, o
Sr. secretario Antonio da Silva Azavedo,
o Sr. almoxarife Manoel HugolinO Pereira
Q-iraldes, o Sr. escrivao Jos Faustino do
Silva Jacques e o Sr. fiel Jo2o Sabino Pe-
reira Giraldes.
Nao oraittirei o rnuit) que devo de obse
quios ao Sr. Jos Olympio de Souza Guerra
e a toda sua familia, sobresahindo a sua
digna esposa polo quanto se prestou a ca-
beceira de minba muiber, e, finalmente a
meu genro o Sr. Cyrillo Alves Praieiro,
que a recebeu em sua casa, para onde a
transporte! por ordem medica, e fomos ahi
dedicada e generosamente acolhidos.
Para todos em geral os meus protestos
da mais subida reverencia, e a cada um
em particular o offerecimento do que posso
valer para seu servico.
Recife, 10 de Novembro de 1886.
Francisco Manoel de S Pegado.
Um pedido justo ao director do
Prolngame ato da Estrada de
Ferro do Recife.
Desde que o mui digno ministro da agri-
cultura, no intuito de melhorar as condi-
c3es da agricultura e commereio era esta-
do tao milindroso, raandou reduzir as tari-
fas das estradas de trro, pertenr:entes ao
Estado, pedimos ao mui digno director do
prolongamento, qua se digne providenciar
afim de evitar as grande demoras que soi-
frem as merca dorias na estacao de Una,
por ter trem de carga smente duas vezes
por semana, o que se pode dispensar, por
que pouco ou nada adiantam ao commer-
eio, visto que :n msreadorias despachadas
para o interior levam oito dias mais ou me-
nos em caminho, tempo em que um com-
blo era costa do animaes pode vir pra-
ca e voltar.
Como sabido, a praxs desta prcu; 1
de 30 dias, por isso o n?gociante que tiver
pouuo capital est spito a faltar aos s?us
corapromissos, porque quande recebe sua
mercadoria, j si acha veacida urna terca
parte do praso concedido, pelo que pedi-
mos a V. S. pelo menos durante a safra,
se digne de mandar fazer seguir as mer-
caduras diari'imente, oque rauitr Iho agra-
decern os negociantes do interior.
Alguns prejudicados.
Rio Grande do .Wlo
Ao E\m Sr. ministro da justica
O Dr. Fabio Cabral de Oli veira, actual
juiz municipal do termo de Maco, nesta
provincia, tera era seu termo um cunhado
de oras Pedro Pereira de Souza (conhe-
cido por Pierre) pronunciado em crirae de
f.'riraentos graves e do resistencia, e que
est indiciado era crime de uzo de armas
prohibidas e em termo de bem viver !
O Dr. Fabio convive com Pierre, reside
sua casa no sitio Aguas Novas a 5 leguas
desta cidade, e trata da prescripjSo daquel-
les crimes e nao d andamento a estes !
Os crimes sai de 1880 para esta parte.
O Dr. Olympio Vital, chefe de policia do
Cear' foi quera pronunciou Pierre e sabe
dos factos.
J a poneos tempos por influencia do
10 de Novembro de 1886
A
'CLAUDINO fiOGOBEETO FEBEEI->
BA DOS SANTOS
>N0 DIA DE SEU BACHAEEL-<
LAMENTO
Abraca, na effuso afectuosa dtg
sincero jubilo
Sebastiao de Vasconcellos Galvdo \
PARABENS
AO MEU AMIGO
artinrfl Manoel Horeiraj
Diaa
Pela sua formatura
10 de Novembro de 1886.
Hermino Pedra.
Inspectora de hygienc
Em virtude l que dispoe o art. 66 do
regulamento que baixou cora o decreto n.
9554 de 3 de Fevereiro do corrente anno,
a inspectora geral de hygiene taz publico,
pelo prazo de oito dias que o cidadSo Mi-
guel Luiz Rodrigues da Fonseca diriga
Sua Magestade o Imperador a seguinte
peticao com documentos que satisfazerr. as
exigencias do art. 66 do citado regula-
mento :
Senhor diz Miguel Luiz Rodrigues da
Fonseca que, achando-se estabelecido na
cidade de Pesqueira com casa de drogas e
tendo o supplicanto pratica de longos an-
nos de pharmacia, nao s na cidade do
P01 to, como nesta provincia de Pernam-
buco, como provam os documentos jun-
tos, e havendo grande necessidade de urna
pharmacia nesta cidade, como prova com
o attestado da Cmara Municipal vem o
supplicante requerer a Vossa Magestade
Imperial a graya de conceder-Ihe licenca
para abrir e administrar pharmacia na ci-
dade de Pesqueira, em vista do art. 65 do
regulamento que baixou com o decreto n.
9554 de 3 de Fevereiro de 1886, Nes-
tes termos Pede a Vossa Magestade Im-
perial detrimento Pesquera 3 de Junbo
de 1886, Miguel Luiz Rodrigues da Fon-
seca, sobre duas estampilhas de 200 res
cada urna.
E declara que, se nesse prazo nenhum
pharmaceutico formado Ihe communicar
ou a inspectora de hygiene da provincia
de Pernambuco, a resoluco de estabele-
cer pharmacia na citada localidade, conce-
der ao pratco a licenca requerida assig-
nado Dr. Pedro Affonso de Carvalho. Se-
cretario da inspectora geral de hygene.
Secretaria da inspectora de hygiene
publica de Pernambuco 28 de Outubro de
1886.
O secretario,
Guilherme Duarte.
<


Dr. Fabio foi aqui absolvido no jury, com
escndalo Jos Virgolino de Soaza, cunha-
do tambera do Dr. Fabio, e qm fra pro-
nunciado como ura dos autores do roubo
foro/i armada, teito a infeliz Mara Luiza
a 3 leguas desta cidade !
E' um horror este juiz!
E pode selo era Maco ? I
Maco 1886.
c->m 75 kilos de doce ; Baltar Irmaos & C. IO
volumes com 7,293 kilos de assucar branco; M.
Cunh 1 SO volumes com 1,853 kilos de assucar
branco ; V. T. Coimbia 500 volumes com 39,064
kilos de assucar branco ; J. M. Dias 550 barricas
com 32,560 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Ipojuca, carregaram :
Para o Cear, Amorim Irmaos & C. 15 barricas
com 1,810 k los de sebo.
No hiate nacional S. Ambrosi>, carregaram :
Para Guarapcs, P. Carneiro 4c C. 300 sancos
com farinha de mandioca.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 10
Liverpool por escala19 dias, vapor in-
glez Ddamber, de 988 toneladas, cora-
mandante A. Cadazow, equipagem 26,
carga varios gneros ; a Saunders Bro
thers & C.
Suderhara77 dias, brigua sueco Amanda,
de 219 toneladas, capitao C. E. Ander-
son, equipagem 8, carga madeira de P-
nbo ; ordem.
Southampton por escala18 dias, vapor
inglez Mondego, de 1,463 toneladas,
commandante G. M. Haks, equipagem
80, carga varios gneros ; a Adams; n
Howh & C.
Navios saludos no mesmo dia
New-YorkLugar inglez Merritt, capitao
J. Shamper, carga assucar.
Mace Lugar americano Saylor Dickson,
capitao H. B. Lake, em lastro.
Rio de JaneiroBrigue sueco Amanda,
capitao C. E. Anderson, carga madeira
de pinho.
Manos por escalaVapor nacional Baha,
commandante Silverio Antonio da Silva,
carga varios gneros.
Porto-AlegreEscana nacional Marieta,
capitao Francisco Bernardos de Souza,
carga assucar.
S. Gonzalo da capeila de Santo
Amaro das Salinas
As comraissSes que tm de agenciar es
mola para a testa de S. Goncalo de Ama-
ran tho da capeila de Santo Amaro das
Salinas no prximo anno de 87, ficou com-
posta dos seguintes senhores ;
Freguezia do Rcife
Arthur Heracbto de Carvalho Guimarles.
Adolpho Texeira Lopes.
Freguezia da Gr3ja
Huleodoro Jos da Silva.
Bento Vieira de Mello.
Henrique Maria Palmeira.
Fregnezia da Boa Vista
Manoel Horacio de Freitas.
Pedro Antunes Ferreira.
Agostinho Jacome Bezerra.
Antonio Muniz de Azevedo Furtado.
Consistorio da capeila de Santo Amaro
das Salinas, 7 de Novembro de 1886.
O Io secretario,
Manoel. H>racio de Freitas,
Elcifo
Sculptor
Delamber
Pirapama
Mrquez de Cama
Allianca
Trent
Paranagu
Mano
Para
Advance
Tagus
Orenoque
Cear
Espirito Santo
La Plata
3 ESPERADOS
de Macei hoje
de Liverpool amanha
do norte a 13
da Baha a 14
do sul a 15
do sul a 15
de Hamburgo a 15
do norte a 16
do sul a 17
de New-Port News a 19
da Europa a 24
do sol a 25
do norte a 26
do sol a 27
do sul a 29
Da mesa tegedora da irmandale das Al-
mas erecta no matriz do Corpo Santo,
do Recife, para o anno compromissal de
1886 a 1887
Juiz
O Revd. capitao tenente Leonardo Joo
Grego.
Escrivao
Miguel Soares Moreira de Aranjo.
Theseureiro
Joaquim Texeira Bastos.
Procurador geral
Pharmaceutico Joao Facundo de Castro
Menezas.
Procurador do patrimonio
Alfredo Armando da Paz Fragoso.
Mesarios
Manoel Rodrigues da Silra.
Faustino Jos da Fonseca.
Manoel Goncalves Salgado.
Jos Antonio Moreira.
Jos Pereira da Costa.
Jos Antonio Fernandes Fradique.
Joaquim Ribeiro da Gama.
Antonio Jos Pedro Goncalves.
Conego Antonio Manoel da Assumpcao.
los Joaquim Pereira do Amaral.
Consistorio da irmandade das Almas da
matriz do Corpo Santo do Recife, 1 de
Novembro de 1886.
O escjiv2o,
Jos Ahes Cavalcante.
Olinda
Diversas pessoas que nao podem ser iu-
dillerentes s grandezas que ainda restam,
embora em estado de ruinas, neste cidade,
reuniram-se na casa da residencia do Exm.
e Rvra. Sr. conego Dr. Luiz Francisco
de Araujo, para o tira de combinaren: nos
meios de reparar o magestoso templo de N.
S. do Carmo, hoje tSo arruinado.
Estudados os reparos essemiaos pelo
intelligente e pratico engenheiro architec-
to, Dr. A. Pereira Simoes, que de boa
vontade a isto se prestou, e est prompto
a dirigir a parte tecbnica do trabalho, fo-
ram eleitas duas commissSes : urna geral,
composta do Dr. H. S. Tavarep de Vas-
concellos, presidente, tenente Manoel J.
de Castro Villela, secretario, padre Julio
Maria do Reg Barros, thesoureiro ; e ou-
tra ce esmolas, composta do desembarga-
dor Joao Francisco da Silva Braga, presi-
dente, Antonio Estevo de Oliveira, secre-
tario, conego Manoel Joao Gomes, e cone-
go Dr. Joaquim Graciano de Araujo.
As coramissd*es trabalham com esforco
para obter os recursos necess arios effec-
tividade do intento, quej emprehenderam
e do esperar que encontr m apoio e ani-
mai,3o da parte de todos aquelles, aos
quaes recorrerera para tim tao piedoso.
Nesse sentido vao dirigir circulares.
LOTERAS DE ALA50AS
Pede-se s pessoas
quejogam nesta lote-
ra que procurem,lr
o que escreveu nos
jornaes da mesma pro-
vincia o Sr. Joo Alves
Esteves, guarda-lirros
do thesoureiro das
mencionadas loteras,
e, por esses escripts,
podero julgar da li-
sura que existe na ex-
tracto desta mesma
lotera.
Um quejogava.
As proprias nuvens de odorfero incens que do
mais famoso thuribolo se levanten), n5o se compa-
rara em suavidade e fragrancia com as ondas de
perfume exhaladas do banho em quei tenha ver-
tido meia ou orna garraf* da legitime Asras
Florida de Barry. de torca dupla. Esta
agua florida, a nica preparada segundo formula
original, contm propriedades refrescantes e fort-
ficativss dnas ou tres vezes superiores s pos sui-
das por qualquer outra. Todas as mais sao tracas
e deterioradas, a de Barry forte, pura e fresca,
e preparada sob a inspeceo e garanta de empre-
gados do gove'no dos Estados-Unidos.

<
i

F
>i

i


Diario de PernambucoQninta--fcira 11 de Novembro de 1886


N&o ha padecimento mais incommodo 'lo I
que a asthma, nem que tenba suscitado
maior numero de medicamentos em geral
inefficazes. Isto decidi os Srs. Grimault
< C, a comporem os seus Cigarros In-
dios de cannabis india, que tem sido ex-
perimentados em grande numero de casos
sem que se possa citar um s em que dei-
xassem de produzir um aff-ito admiravel.
Os cigarros indios alm disto, sao excel
lentes para fysica laryngea, rouquido,
aphonia, insomnii, etc.
No secuto em que vivemos, os habitan
tes das grandes cidades, os que trabalham
dos centros industriaes e manufacturemos,
contrabem molestias, como a anemia, a
chlorose, a pobreza do sangue, por causa
da vida sedentaria, dos trabalhos intellec-
tuae8, da agitacilo nervosa em que vivem.
P08 bem ; todos esses incommodcs desap-
parecem dentro de pouco tempo, fazendo-
se uso doXaropo de quina ferruginoso -
de Grimault & C, que contera intimamen-
te combinados o phosphato de ferro solu-
vel e a quina real, apresentando urna bella
cor de rosa que o distingue primeira vis-
ta de productos similares, que b5o bem in-
feriores.
Im remedio vegetal de ama prodi-
galidad** aNNombroaa
48
Afinil chegou o dia em que se descobrio dentro
da concentrada essencia de um producto vegetal,
um remedio prodigioso e absoluto para a cura de-
todas as molestias precursoras da fysica. A arvo-
re salutar da Vida, pois que assim que verda-
deiram'.'ute se a deveri chamal, da qual se extrae
este precioso e iuestimavel theaoaro, a Anaca-
huita do Mxico, e o Peitoral de Anacahuite, a
preparando por excellencia que obtem com a maior
facilidade a victoria sobre todas as enfermidades
puliDOoares. Jamis bouve remedio algum, que
dentro de tao curto espap de tempo se tornasse
to univirsalmente popular.
Os testemunbos e attestados de suas inumera-
veis curas vm casos de toase, anginas, rouquido,
inrltmmaco do peito, btoochites, asthma, catai-
rhoa, const.paces, etc., se recebem aos centenaros
por cada correio, enviados de todas as partes do
mundo.
Como garanta contra as falsificaces, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman nbam estampados em lettras transparentes no pa-
pel do livrinho que serve de envoltorio a cada gar-
rafa.
Acba-se i venda ein todas as boticas e lojas de
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Henry Foster & C,
ra do Commercio n. 9.
EMTlES
%o lia aaelbor remedio para as
molealia do peito, que o Peito-
ral de Cambara de *oare. de
Pelotas. (4).
Tratando de am caso de tysica pulmo-
nar, diz em urna carta o Sr. Delfim F. de
Vasconcellos, acreditado fazendeiro em D.
Pedrito, (Rio Grande do Sul).
* Desanimado, e sem saber mais o que
razer, fui instado por um amigo a dar
minba doente o elogiado Peitoral de Cam-
bare confesso que nunca vi remedio
tSo maravilhoso, pois toi o que salvou mi-
cha filha de urna morte certa.
O Sr. J. Soares Gomes, respeitavel
:onsul de Portugal em Paranagu, refe-
indo-se a uroa bronchite de mo carcter,
diz tambem em carta :
Minba muiher acha-se perfeitamente
restabelecida de sua grave enfermidade
com o uso de quatro vidros de Peitoral de
Cambar tendo antes experimentado, sem-
pre intilmente, talvez cincoenta remedios
diversos.
O Sr. Delfim Jos Rodrigues, fazendei-
ro em Santa Victoria, attesta o seguinte :
< Eu abaixo assignado attesto, a bem da
humenidade, que urna filha minba, que
sofifria por mais de quatro annos de athma
e outras molestias do peito foi radicalmente
curada pelo maravilhoso Petoral de Cam-
bar doS-. Alvares de S. Soares, de
Pelotas,
O acreditado fazendeiro, residente
em Itaqui, Sr. Belizario Pereira de Atba-A"
de, em carta dirigida ao Sr. Antonio Dias
de F. Valle, diz :
Sendo V. S. o sub-agente nesta ei-
dade do Peitoral de Cambar, dirijo Ihe a
presente, afim de attestar que, soffrendo
minba muiher'ha rauitos annos de asthmi,
s agora, e com o uso do referido medica-
mento, ficou radicalmente curada.
Eis o que tambem attesta o Sr. Do-
mingos de Jess Braz, negociante em Ja-
guarao :
Eu abaixo assignado attesto que, sof-
frendo dous filhos meus de bronebites, fi-
caram completamente curados com o co-
nhecido Peitoral de Cambar, descoberta
preparaco do Sr. Alvares de S. Soares,
de Pelotas.
Muitissimos outros attestados e declara-
res aocontram-se no folbeto que acompa-
?ba cada frasco.
L'aicos agentes e depositarios geraes em
Pernambuco, Francisco M. da Silva & C.
yua do Mrquez dek01inda n. 23.
Ao publico
Os abaixo assignados, tendo registrado e depo-
sitado as suas marcas industriaes e rtulos das
suas preparacoes na junta commerciai do^Rio de
Janeiro de conft rmidade com as preseripces das
leis do impeno do Brasil, declarara e participan
aos interessados, que como nicos propietarios,
tem dircito exclusivo triaes e rtulos relacionados com manufactura
labricaco e venda das s guinies preparac-is;
Agua de Florida de V urray e Laman.
Tnico Oriental.
Peitoral de Anaeabuita.
Pattilhas Vermifugas de Kemp.
Oleo de gado de bacalho de Lanman & Kemp
Emulso de oleo de figado de bacalho com hy
popnosphites, de Lanmara & Kemp.
-Salsaparrilha de Bristol.
Extracto duplo de aveleira mgica de Bristol, e
ungento de aveleira mgica de Bristol,
e que, portanto, perseguirlo a todos os falsificado-
res ou imitadores das ditas marcas industriaes e
rtulos, procurando que sejam castigados com toda
a severidade da lei.
Tambem acautelamos e publico contra todos
aquelles que intentara substituir as nossas prepa
racoep cima mencionadas com artigos falsificados
que levam rtulos ou marcas industriaes que imi-
tara as nossas.
Lanman & Kemp.
2g. AEmulsao de Scott nao urna
jemedio1 novo, pois ha longos annos que
est se usando na Europa, nos Estados
Unidos e muitos outros paizes e tem sem-
pre dado os melhores resultados na tsica,
as molestias do peito e da garganta e as
br.nchites ebronicas.
"'De ordem da directora sao convidados os se-
ohores accionistas a r> colherem no London & Bra
silian Bank, no praso de 60 dias, a contar de
boje, a terceira entrada de 10 % do valor nomi-
nal de anas acedes.
No escriptorio da empresa sero distribuidas
Dlos senhores accionistas as suas acces, median-
te a exhibicao das cautellas dos recolhimentos da
criancas. 1>, 2* e 3* entradas. Recife, 5 de Novembro de
Residencia Ra da Imperatrix n. i, segundo I j886.O gerente,
andar. [ Hypolito V. Pcderneiras.
Cliaica medico elrurglca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de senhoias
O Dr. Hermoneges Scrates Tavares de Vascon-
cellos, juiz de direito do commercio da comarca
de Olinda por 8. M. o Imperador, a quem Deus
guarde etc.
Faco saber aos que o presente edital de vinte
dias virem, que no dia 11 de Novembro prximo
futuro, l hora da tarde, depon da audiencia, o
porteiro interino dos auditorios, trar a publico
prego de venda e arrematado o bem seguinte :
A 3* parte di-um sitio no povoado de Beberibe, a
margem do rio, com grande extenso de trras,
mattas, baixa de capim e alguna arvoreios fracti-
sobrado por ac Dar em vista do sea mo estado,
jeros, tendo nm avaliado em 10:000.
E vai a praca a requerimento do tenente-coro-
nel Jos de Oliveira Castro, na exocuco que mo-
ve contra o major Jos Joaquim Antunes.
Convido os pretendentes a cowpareeerem no dia
e hora cima indicados, afim de ter lugar a Ilu-
dida arremataco.
para que chegue ao conbecimentc de todos
mandei pasear o presente que ser affixado no lu-
gar do costme e publicado pela imprensa.
Dado e passado nesta eidade de Olinda, aos 21
de Outubro de 1846.
Eu bacharel Francisco Lins Caldas, escrivo o
subscrevi.
Hermoneges Scrates Ta vares de Vasconcellos.
~~~ EdiFal n. 12
De ordem do Illu. Sr. inspector faco publico que
no dia 11 de Novembro prximo vindouro, i erante
a junta deste Thesouro, ir a praca, contornee
officio do Eim. Sr. presidente, de 7 de Sctembro
-ultimo, a obra dos reparos da ponte sobre o rio
Pirapama, no engeoho Junqueira, na importancia
de 7:00, sob as clausulas abaixo transcriptas e
de accordo com o orcamento sobre a mesma obra
apresentado pela repartico das Obras Publicas e
existente nesta secretaria disposicao dos Srs.
concurrentes.
Clausulas especiaes para a arrematacao da obra
da ponto sobre o rio Pirapama no engenbo Jun-
queira :
A obra ser executada de conformidade com o
orcamento approvado pelo presidente da provincia
na importancia de 7:500000.
II
Ser a mesma obra con ecada no praso de 30
dias e concluida do de seis meses, contados da
data da 8pprovaco do contrato.
O contratante ter, nos termos do art. 50 de
Reg. de 24 de Fevereiro de 1874, copia authentica
do respectivo orcamento.
IV
O pagamento aera realisado em tres prestaces
iguaes proporco do servico executado.
O praso de responsabilidad? ser de seis mez?s,
contados do dia em que for lavrado o termo do re-
cebimento provisorie. Durante este prasp o con-
tratante fica obngado a conservar a referida obra,
sendo responsavel por quaesquer ruinas que appa -
recerem por falta de boa execucao.
VI
Em tudo o mais que naoestiver especificado as
condicOes cima, seguir-se-ha o que prescreve o
regulamento citado.
Secretaria do Thesoure Provincial de Pernam-
buco, 23 de Outubro do 1886.
O secretario,
Affonso de Albuquerque Mello.
Edital n. lo
De ordem do Illm. Sr. inspector faco publico
que no dia 11 de Novembro prximo vindouio,
perante a junta deste Thesouro, ir a praca, con-
forme o officio do presidente, de 22 de Setembro
fiado, a execucao dos reparos de mais 3:000 metros
correntes de empedramente da estrada da Escada
(ramal da da Victoria) sob as seguintes clausulas:
A reconstruccao do enpedramento da estrada da
Escada (ramificaco da da Victoria) e os reparos
geraes da mesma sero feitos de conformidade
com as iostruccoes da Repartico das Obras Pu -
blicas, mediante o preco de 45O0 por metro cor-
corrente at o limite de 13:5004000.
II
O empedramento e os reparos geraes de que se
trata serao executados nos lugares em que a juiso
da Repartico das Obras Publicas for mais neces-
sario ao mclhoramento da estrada.
III
O pagamento desse servico ser effeetuado no
exercicio de 1887 a 1888, ou posteriormente quan-
do permittirem os recursos dos cofres provinciaes.
IV
9 praso para a conclnso das obras ser de um
anno e o de respoasabilidade ser de seis meses
contado este ultimo da data da entrega provisoria
da referida obra.
V
Em tudo mais que ai j Lr cogitado as presen-
tes clausulas se observar o que dispoe o Reg. de
24 de Fevereiro de 1874.
Secretaria do Thesouro Provincial, 23 de Outu-
bro de 1886.
O secretario,
Affonso de Aliuqueraue Mello.
Edital n. 14
De ordem do Illm. Sr. inspector, faco publico
que, conforme determinan o Exm. Sr. presidente
da provincia, vi i de novo praca no dia 11 do
crrente, o fornecimento da alimentado e dietas
aos presos pobres da casa de deteucao, durante o
trimestre que fiuda em dezembro prximo futuro,
servindo de base a diaria de 420 ra. e as tabellas
novas em vigor, sendo os gneros saos e de boa
qualidade.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, 5 de Novembro de 1386. Servindo de se-
cretario,
Lindolpho Campello.
Instituto Arehe*>Iogico geogra
polco Perstumbucano,
Quinta-fe ira 11 do corrente, hora do costme,
haver sessao ordinaria.
Secretaria do Instituto Archeologico e Geograr
phico Pernambucano, 9 de Novembro de 1886.
Baptista Regueira,
1" secretario.
Monte Pi 'ortuguez
Assembla steral
Convido os tenhores socios a reunirem-se na
sede social, s 11 horas do dia 14 do corrente,
para se dar cumprimento ao que preceita o g 1*
do art. 22 dos estatutos. Recife, 9 de Novembro
de 1886.O secretario,
Jas Vi ra de Siqueira P-irris.
Sarao em 13 de novembro
Sao convidados os senhores socios a procurar
os seus ingressos na sede do club, todas as noites,
a contar do dia 10 do corrente, das 7 s 8 li2 ho-
ras da noite, em mo do Sr. theseureiro.
Secretaria do Club Carlos Oomes, em 9 de
Novembro de 1886.O 1- secretario,
P. C. Casanova.
.fHSsa r=-"j Si=3__
Tendo o Exm. Sr. vico-presidente da provincia
concedido a Jeronymo Cabral Pereira do Amaral
a recisao do contrato que fez para forneeer capim
cavalhada da companhia de cavallaria no se-
mestre corrente, faco publico, de ordem do Illm.
Sr. inspector, que pelo Exm. Sr. general conunan-
dante das armas foi designado o dia 12 do corren-
te, pelas 11 horas da manha, para ter lugar no
quartel general a arrematacao de semelhante arti-
go at o dia 81 de Dezembro deste anno.
As propostas sero fetas em carta fechada e
por duplicata, e apresentadas at as 10 horas da
manh do referido dia.
Thesouraria de Fazenda do Pernambuco, 8 de
Novembro de 1886.O secretario,
Luiz E. Pinheiro da Cmara.
ComP*nhla de trlltio urbanos do
o inda Beberibe
ASSEMBLE V GERaL
Nao se tendo reunido numero suficiente de ac-
cionistas para areunio da assembla geral, con-
vocada para hoje, determinon o Sr. presidente que
fosse feita a segunda convocado para o di i 12 de
Novembrs, ao meio dia, no escriptorio da compa-
nhia. E' seu fim :
Tomar conhecimento do relatorio da direetoria ;
ouvir a leitura do parecer da commisso fiscal ;
diseutil-os e sobre elles se pronunciar, assim como
sobre o projecto de reforma dos estatutos, apresen-
tado pela oimmissSo respectiva.
Segundo rcsoluco do Sr. presidente e de accor-
do com a lei, entrarlo os estatutos em dcusso
se estiver representado dous tercos do capital
sendo qne no caso contrario embora funecione a
assembla geral para os outros fins ser eeta con-
vocacSo considerada como segunda convocacao
para este fim especial.
Escri )torio da com uanhia, 29 de Outubro de
1886.
O secretario,
Jos Antonio de Almeida Cunha.
Manta Casa de HIserleordia do
Recife
Por esta secretaria sao convidadas as amas
para que. acompanhadas dos expostos que esto
criando, venham no dia 15 do co. rente, pelas 8
horas da manh, ao respectivo estabelecimento,
receber as mensalidades vencidas de Julbo a Se-
aaisrtSseiliieitwlie
DampfschilTrahrts-GeselIschat
O vapor Paranagu
Espra-se de HAMBURQO,
via LISBOA, at o dial6 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Leil
tembra findo.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia
Recife, 6 de Novembro de 1886.
O ecretario,
Pedro Rodrigue de Souza.
do
Cnsul portugus
Attesto, em vista do passaporte conferido pelo
cnsul de Portugal, em BuenosAyres, que o sub-
dito portugus indigente, Jos Thomaz de Olivei-
ra, de 38 anuos, distina-se Pars, a conselho de
mdicos. *fim de tazer urna operacao, e para isso
implora o|auxilio dos nossos compatriotas aqui re-
sidentes, no intuito de effectuar a sua viagem.
Fica no escriptorio do Diario o autographo des-
te avizo quem quizer, por sua livre vontade assi-
nar alguna quantio em favor do mesmo doente,
ficando desde j summsmente grato.
V. Tavares 104000
Dado sob o selo do consulado de Fortugal em
Pernambuco, aos 6 dias de mez de Novembro de
1886.O encarregado do consulado,
Vicente Nunes Tavares.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. engenbeiro ebefe,
faco publico que no dia 17 do corrate, ao meio
dia, recebe-se na secretaria desta repartico pro-
postas para a execnco dos reparos das pontes da
estrada da Luz, de Tapacur e de Maus, ore do
em 780J00O.
O orcamento e mais condicoes para o contrato,
acham-se disposicao dos senhores pretendentes
para sercm examinados.
Secretaria da repartico das Obras Publicas de
Pernambuco, 5 de Novembro de 1886.
O secretario,
Joao Joaquim de Siqueira Varejo
Gaa economtca b monte Ob soc-
corro
Em virtude do aviso do Sr. inspector da The-
souraria de Fazenda, e de accordo com o art. 6
da nova le ornamentaria n. 3310 de 16 de Outu-
bro de 1886, faco publico que se acha suppnmida
a restrieco das entradas stmanaes, ficando livre
o deposito de qualquer quantia, da qual somente
perceber juros o computo de 4:000, conforme
as disposicoes do art. 2 g 15 da lei n. 1083, de 22
de Agosto de 1860. Recife, 2 de Novembro de
1886.O gerente e guarda livros.
Felino D. Ferreira Coelbo.
S. R. .1
Edital ii.
755
(Interrogatorio)
De ordem do Sr. Dr. inspector geral, f*co cons-
tar ao protessor publico Francisco Deodato Lins,
removido ltimamente da cadoira do sexo mascu-
lino de Catende para a de igual sexo em Urucu-
erim, da qual nao consta ter indi tomado pos-
se, que foi designado o dia 15 de Novembro pr-
ximo vindouro, para presentar se nesta secreta-
ria, afim de perante o conselho Iliterario ser in-
terrogado e produzir a defeca e preva que tiver.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco, 30 de Outnbro de 1886.--=0 secretario,
Pergentino S. de Araujo Galvo.
DECLARAGOES
Club imperatriz
De odem do Exm. Sr. presidente, convido a
toos os senhores socios a se rennirem em assem-
bla geral domingo 14 do corrente, s 11 horas da
manh, em ana sede ra da Imperatriz n. 42, 1 -
andar, afim de se tratar de negocios tendentes ao
mesmo club. Recife, 8 de Novembro de 1886.
O secretario,
Antonio Maciel de Siqueir*.
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta reparti-
co, faco publico que no dia 11 do corrente mez,
paga-se a classe de 2a entrancia de professores,
relativamente ao mez de Setembro prximo pas-
sado .
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
uco, esa 10 de Novembro de 1886.
O escrivo da despeta,
Sil vino A. Rodrigues.
Estrada de ferro de
Ribeirb Bonito
Seciedade Recreativa Juvenlnde
Sarao bimestral em 5 de Dezembro
Estando designado este dia para realisar-se o
sarao do bisaestre fluente, roga se aos senhores
socios que quiserem tirar convites, a dar suas
notas ca secretaria da sociedade. Previne-Be qne
nao sero admittidos aggregados.
Os ingressos devero ser procurados em mo do
Sr. tbesoureiro at o dia 4 de Dezembro.
Recife, 7 de Novembro de 1886.
Jos de Medices,
2o secretario.
Companhia de Edifica?lo
Commnnica-se acs Srs. accionistas, que por de-
libeaco da directora foi resolvido o recolbi-
mento daquiata prestacao, na razo de 10 por
cento do valor nominal das respectivos a:coes, a
qual dever realisar-se at o dia 5 de Dezembro
prximo futuro, no escriptorio da companhia
praca da Concordia n 9.
Recife, 5 de Novembro de 1886.
Gustavo Antunes,
director secretario.
Correio geral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor ingles Mondego, esta administracao
expede malas para os portos do sul e Rio da^ Pra-
ta, recebendo impreseos e objectos a registrar
at 2 horas da tarde, e cartas ordinarias at 3
horas ou 3 1/2 com porte duplo.
Administracao dos correios de Pernambu o, 11
de Novembro de 1886. O administrador,
Affonso do Reg Barro.
. Rio de Janeiro e Santos
Para carga, pasagens e encommendas e dinhoi-
ro a frete tracta-se com os
Consignatarios
Borstelmann & C.
RUADO VIGrARN. S
1* andar
CO PA^Hll- DE MEHAUE-
11IK5* ll.llllTI.ilKM
LINHA MENSAL
0 paquete Orenoque
Cootmandante Hortentard
E' esperado dos portos. do
sul no dia 25 do eorrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Berdeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos senhores passageiros de todas
as classes qne ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e qne pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por excepeo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se dio at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinfceiro
afrete: tracta-se com o
AGENTE
4uguste Lab'lie
9 RA DO COMMERCIO-9
Umied States & Brasil MailS.8.C
0 w AlUaid
ao
De movis, vidros, espclhos, qnadros, jarros,
facas e garios, colheres, relogios, santuarios, apa
radores, camas de ferro, miudezas, fazendas c
muitos outros artiges avulsos.
Sexta-feira 10 do corrente
A's 11 horas
Por intervencfio do agente
espingarda de doua
E' esperado dos portos do
sul ate o dia 15 de Novembro
depois da demora necessaria
seguir para
Da bons movis e 1
canos.
Sendo 1 urna linda mobilia de pao carga enta
Ihada com 12 cadeiras de guarnico, 2 ditas de
bracos, 2 de bataneo, 2 consolos com pedra, 1 sota
lanternas, jarros, candieiros de gaz, lavatorio, com
modas, marquezees, marquezas cabides de colum -
as; diversos quadros, 1 espingarda de dous canes
para cassa, 1 mesa elstica de amurello, 1 sof de
dito 2 aparadores de dito, cadeiras de junco, con-
solos, et.geres, 1 guarda louca, louca vidros, co-
Iheres de metal para sopa, ditas para cha, copos,
facas finas, garlos de metal, terno de bandejas,
campoteiras, licoreiros, fructeiras de vidro eontres
muitos movis.
Sexta-feira 12 do corrente
AS 11 HORAS
Na casa n. 19 da ra das Florea
O,agente Martina far leilo por ordem de urna
familia que se retirou parafora da eidade,dos mo-
vis e 'mais objectos existentes na referida casa
todos em bom estado e sero vendidos ao correrdo
rnartello.
Leilo
De urna
de
caixa com facas de mesa
avariadas
Sexiafelra, Vi do corrente
A's 11 horas
O agente Pinto, levar a leilo por ordem dos
Srs. Gomes de Mattos Irmo, e por conta e risco
de quem pertencer da caixa maica diamante C
dentro, n. 66, com facas de mesa, descarregada de
bordo do vapor americano AUiance, com arara
d'agua do mar.
Em continuado
Leilao de 13 pecas de algodo trancado da fa-
brica de tecidos da Magdalena, 2 pacas de case
miras e outras fazendas limpas e avariadas.
No escriptorio da ra do Bom Jess n. 43
AVISOS DIVERSOS
Haranho, Para, Barbados, S.
Thomaz c \cw Vork
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
se com os
AGENTES
O
yapor
Advance
Aluga-se casas a 8 000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. 6on(allo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
Aluga-se os andares superiores do predio n
51 ra do Imperador, com excellentes accommo
dacoes para familia : a tratar com N. I. Lidstone.
ra do Commercio n. 10.
Precisa-se de um criado para vender tabo
leiro e fazer mais servicos de casa : na ra da
1 Matriz da Boa-Vista n. 3.
THEATRO
DE
VARIEDADES
- C. E.
Club Commerciai Enlerpe
Assembla geral
Tendo a directora de commum accordo e por
motivos imperiosos dado por finda a sua misso,
convida a todos os socios para a reuniio de urna
assembla geral na sexta-feira 12 do corrente, s
7 horas da noite, para proceder se a leitura do
relatorio, prestacao de coritas e eleico de novos
tunceionarios. A resolu^o da directora defi-
nitiva, e por isso pede-se. o comparecimento de
todos os socios. A posse da nova directora ser
em acto continuo.
Secretaria da Club Commerciai Euterpe, 8 de
Novembro de lo86.O 1 secretario,
Francisco Lima.
Monte de Soccorro de
Pernambuco
Os possuidores das cautellas de penho-
res dos nmeros abaixo s2o convidados a
resgatal-as at o dia 23 do correnta:
11,632 11,633 11,645 11,705 11,976
11,988 12,010
12,107 12,168
12,319 12.3*4
12,346 12,349
12,361 12,362
12,381 12,387
12,402 12,405
12,409 12,411
12,422 12.431
12,449 12,462
12,470 12,472
12,497 12,499
12,511 12,516
12,524 12,525
12,53S 12,651
12,566 12,567
12,592 12,594
12,610 12,514
12,630 12,633
12,652 12,661
12,672 12,679
12,694 12,697
12,709 12,715
12,724 12,726
12,742 12,744
12,750 12,755
12,771 12,777
12,784 12,786
12,792 12,693
12,809 12,841
12,858 12,870
12,878 12,886
12,898 12,893
12,922 12,023
12,936 12,937
12,950 12,953
12,966 12,978
11,981
12,103
12,306
12,336
12,360
12,376
12,394
12,408
12,416
12,445
12,467
12,486
12,510
12,522
12,533
12,565
12,584
13,603
12,628
12,650
12,669
12,693
12,604
12,719
12,733
12,749
12,765
12,780
12,790
12,802
12,855
12,877
42,895
12,918
12,935
12,949
12,965
12,987
12,995
13,004
13,014
13,024
13,040
13,058
13,072
13,080
13,093
12,988 12,989
12,998 12,999
13,005
13.016
13,026
13,044
13.061
13,073
13,088
13,095
13,006
13,017
13,032
13,045
13,065
13,076
13,089
13,096
12,022
12,202
12,329
12,351
12,370
12,391
12,406
12,412
12,438
12,463
12,473
12,501
12,517
12,531
12,552
12,569
12,595
12,62i
12,635
12,605
12,684
12,700
12,717
12,731
12.746
12,757
12,778
12,787
12,794
12,847
12,871
12,88
12,912
12,924
12,939
12,955
12,980
12,991
13,001
13,007
13,018
13,034
13,050
13,067
13,078
13,091
13,097
12,025
12,302
12,335
12,359
12,371
12,392
12,407
12,414
12,439
12,465
12,583
12,505
12,521
12,532
12,561
12,583
12.596
12,62*
12,636
12,668
12,689
12,702
12,718
12,732
12,747
12,764
12,779
12,788
12,801
12,850
12,873
12,889
12,914
12,929
12,943
12,960
12,984
12,994
13,003
13,013
23,019
13,038
13,056
13,069
13,079
13,092
13,101
Recife, 8 de Novembro de 1886.
O gerente e guarda livros.
Felino D. Ferreira Coelho.
COMPANHIA LYBICO-COMICA DE OPEEE-
TAS FBANCEZAS
TODAS AS NOITES
A's 8 horas
Espectculo variado
PRESOS
Camarotes com 5 entradas 82000
Cadeiras e galeras 15500"
Plateas numeradas lOOO
Entrada geral no jardim, theatro aberto 1/000
Os bilhetes esto venda em casa de Coar-
tes Pluym. & O, na ra do Commercio n. 24, Re-
cife e a partir de 3 horas da tarde na bilhetaria
do theatro.
O espectculo terminando s 10 horas e 45 mi-
nutos da noite, haver bonds para todas as linhas.
MARTIMOS
KOYALMAILSTEAN PACKET
COMPASY
0 paquete Trent
esperado
do sul no da 15 de
corrente seguinlo
depois da demora
necessaria para
8. Tcente, Lisboa, Vlgo e Son
thamplon
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com 0s
CONSIGNATARIOS
Adamson lio wic & C.
tuHPtVIlU PKRItlIBlH AA
DE
tfavegacao Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Baha
O vapor Jag-uaribe
Commandante Baptista
Segu no dia 19 de
Novembro, s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at
dia 12.
Encammendas, passagens e dinheiros frete at
s 3 horas da tarde do dia 13.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Perrambucana
___________nj&____________
PacOc Steam Navigation l'onipany
8TRAITS OF MAGELLAN LTNE
Paquete John Eider
E' esperado da Euro-
pa ate o dia 21 de No-
vembro, e seguir de-
pois da demora do cos-
tume para a
Baha, Rio de Janeiro, Monte
video e Valparalzo
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a freta tracta- te coro os
AGENTES
Wllson Nons *fe C, Limited
N. 14-_RUA DO COMMERCIO N. 14
icio rande do Norte, a de Novem-
bro de ISSO
PRETAMENTO
Precisa-se por fret ment urna barcaca em boas
condicoes Je apparelho e fabrica prompta a nave-
gar de Pernambuco para os portos do Rio Crande
do Norte, garante se o fretaraento por um anno : '
quem quizer entrar neste negocio, annuneie, de-
clarando a lotaco da barcaca.
Espera-se de New-Port-
News, at o dia 19 de No-
vembro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Precisa se de urna ama
numero 14.
na ra do Aragc.
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster k C.
N. 8 RUADO COMMRClO N.-8.
P andar
COMl'A-MIIA PEB\WICI>A
DE
iaTegaco costelra por vapor
Fernando de Noronha
O vapor Giqui
Commandante Lobo
Segu no dia 12 de
Novembro,pelas 12 ho-
ras da manh.
Recebe carga at o
dia 11.
Passagens at as 10 horasjda manh do dia da
partida.
ESCRD7TORIO
caes da Companhia Pernambn
cana n. 1*_______
Rio Grand do Sul
Segu com brevedade para os portos cima o pa-
tacho allemaj Brilhante.
Para carga trata-se com Saltar Oliveira & C.
Aluga-se ou vende-e o sitio denaminado
Jacar, perto da estaco da Tamarineira, com
muitos commodos, baixa de capim, mnitas arvores
de tracto, e muito terreno para plantaces: a tra-
tar na roa Nova n. 55, ou na guarpamoria core
os Mettas.
Aluga-se o 1- andar e soto do sobrado:-,
roa do Coronel Suassuna n. 278, muito fresco
caiado e pintado, tendo agua e gas : a tratar com
Jos Antonio Marques, no Chora-meninorf n. 12.
junto capella ; as chaves esto no andar terree
do mesmo predio.
Arrenda-se o sitio denominado das Jaquea-
ras, com grande casa de vi senda, arborisado e
junto a estacas; a tratar na ra Primeiro de Mar-
co n. 18, ou no mesmo sitio.
Aluga-se o 1- andar do sobrado n. 74 e o 2
do 23, sitos ra de S. Jorire, caiados e pintados.
I frescos, com boa vista e commodos para familia :
I a tratar na ra Augusta n 286.
Eu abaixo assignado, sendo inspector de
quarteiro do 2- distrieto de S. Jos, estando de
i servico no dia 7 do corrente mes, quasi perto do
i primeiro chafariz da mesma freguezia, e estando
I s ordens do subdelegado com as pracas que se
achavam comigo, poucos minutos depois retira-
| ram-s? asmesmas dasminhas vistas, e dando por
; falta deltas tratei logo de chamal-as por meio de
; apitos e nao de alarma, acbei logo um vagabundo
que notasse de mim na folha da Provincia, come
embriagado, quaado este [naturalmente estivesse
mais do que eu.
Antonio Becerra.
Precisa se de urna ama :
cado n. 8.
Lisboa
Segu com brevidade a. barca portuguesa Pe-
reira Borg^s para o resto da carga que falta,
trata-Be com Silva Guimares & C, ra do
Commercio n. 5.
LEILOB
Leilo
nlnla f.-ira 11
A's 11 horas
Ra de Domingos Theotonio n. 15
O agente Modesto Baptista, competentemente
autorisado, far leilo da armaco e gneros exis-
tentes na taverna da roa de Domingos Theoto-
nio n. 15, em um s lote ou a retalho conforme a
vontade dos compradores.
Garante-se as chaves da casa.
Em seguida vender tambem diversos mov ao
correr do martillo.
Leilo
. De 3 fiteiros, meia commoda, 1 sof, cadeiras t
guarnico, bancas, mesa de cosinha, candieiros,
marquetoeg, urna balanca romana com pesos, de-
psitos para tarinha e muitos outros objectos que
estaro patentes no acto do leilo.
Quinta felra, 11 do corrente
A's 11 horas
Na casa n. 24 da ra do Visconde de
Goyaana, antiga do Cotovello
Por ntervencao do agente
(mUSIIMO
Leilo
De 60 sacos com assucar de diversas qua-
lidades
A's c 11 a horas
Quinta feira 9 do corrente
Na associacao agrcola
O agenetc Silveira por mandado e com assisten-
cia do Exm. Sr. Dr. juis do Commercio, levar
leilo 60 sacos com assucar, requerimento de
Ascencij Minervino Meira de Vasconcellos.
Leilo
De fasendaa, miudesas, mobilias e movis, 100
garrafas do vinbo do Porto, 100 ditas de licor de
rosa, 10 barris de vinho branco, jarros, quadros e
mnitos outros artigos. ^ e m mand8ln rtMr nffla mJH
No armazem a ra de Pedro AJfonso n.-4J .,4m t,, ir?.~_ -.. j.
Agent Britto
do eorrente
horas
Quinta feira, 11
A's 1012
no pateo do Mcr-
Precisa-se alugar nm andar na freguezia de
Santo Antonio ou S. Jos, que nao exceda de 30 a
35000 mensaes ; a dirigir raa do Rangel nu-
mero 9.
Offerece-se urna pessoa habilitada a leccio-
nar primeiras lettras, para o mato, em qualquer
eugenbe, dando conhecimento de sua conducta : .
tratar com J. T. Ribeiro, ra da Imperatris na
40, loja de Alheiro & C._____________________
Precisa se de ama ama para tratar de duaa
criancas, lavar e engommar para as mesmas ; na
ra da Aurora n. 81, 1- andar.
Vende-se um piano de armario, em bom es -
tado : a tratar na roa de S. Francisco n. 18.
VENEZA!!!.. VENEZA!.
O doge de Veneza !!!
Vai sahir.
Criado ou reltor
Precisi-se de um criado ou feitor : na ra Nova
n. 15.__________________________^____
doo Beato Honteiro da Franca
Na ra do Capitulo Lima n. 32, precisa-se fallar
com este senhor a negocio de seu nteresse, iste
com brevidade.
Feitor
Precisase de um feitor para um sitio no Ar-
raial; a tratar na rna do Vigario n.12, armasem.
Commendador Jciie Joaquim
de lima Balro
Os filhos do fallecido convidara os amigos para
assistirem a missa no dia 11 do corrente, s 1
horas da manh, na oriem terceira do Carmo, 1
anniversario da seu passamento, pelo que ficaro
asss eratamente agradecidos.________________
Manuel de Lima Flftaeiredo
Therrza Mara de Jess convida asa seus p-
renles e aos do seu finado genro, Manoel de Lima
Pigueiredo, para ouvirem a missa ae stimo da.
que por alma do finaao msnda celebrar no dia 15
do corrente, s 7 horas da manh, na matriz de S.
Jos. Desde j se confessa ^rata t jdos os ami-
gos e parentns do faDecid i por mais esta prova
de amizade o eard irle.
Erueio do Carino ferreira
Gerirudes Verbosa Ferreira, Francisca Olym-
pia Ferreira, Antonio do Oarmo Ferreira, muiher.
na igreja da
o'dem terceira do Carmo no dia 12 do corrente.
s 7 horas, trigsimo dia de seu passamento ; con-
vidara a seus parentes e amigos assistirem a
este acto ae caridade, pelo que se confessam agra-
dec ios.
t
HKlttl
-4
I


>r

/'

i* 3'iruaiiiJn..- Quinta-fcira II le. NnTcmbro
tiVl
' IV
O Vl^or do
Cabello
EAyer
(Aycrs llair Vigor)
^KVlRAAOcej.
^
rr.mjkiU.M.
JA O CABEILO,
TOSNANCO-0
MACIO, FIEXIVEL E LUSTROSO.
Pirara* co D- J C HvEBCiA.!oH.lfa"-iilL>
Aloca-
se
81,
o segundo andar da casa ra da Aurora n.
jsnto a ettae,a> da estrada do ferro de Olinda ; a
tratar na ra do Commereio i 15, escriptorio de
Sobastio de Barros Barrer'.
Aln^ra-sc
predio n. 140 ra Imperial, proprio pa
ioeleeiuieiito fabril : a tratar na rua do Coi
/o n. 34, Coro J. I. de Medeir.u liego
ra es-
ommtr-
Alsigu se barato
Ra do Bou Jesus n. 47, 1 andar.
Ra de L mas Val: i tinas 4, com sotao"
Largo do M-ro-do n 17, i ja com agua.
As casasda ra di f'omm. Suassuna i). 141
Trata-ae na na do Con roercio n 5, 1 andar
es :riptorio de Siiva liuiro .? ".es .v. C.
f Largo do Corpo S>:nto u. 13, 2." andar.
Ra da Palma n. 11.
Aliiga-sc
i casa n 1 ;ii L uibianca do Gomes, era Santo
\maro, tero : a tratar na ra da Iinpcratriz
4. 32, 1. an ii r.
Luz brilhante, sem Fumo
0LEOTIC0
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARLAS
Aos 1.000:

Aloga-se
O sobrado de um anat.r e sotan ra do Mrquez
do Herval, traveisa do Pociubo n. 33 ; a tratar
no largo do Corpo tanto n. 4, 1" audar.
Ama
Presisa-se de urna ama somente para cosinhar ;
a tratar en Fernaudes Vieira, sitio u. 7, casa de
axulejo amarello.
Ama
Offereee-se urna cosinbeira: na rur de S. Fran-
cisco n. 58.
Ama
Precisa-se de una aun que cosinhe, para tres
pessoas ; na rea da Mangueira n. 7.
Ama
i recisa-s" de cma cotinbeira
po Santo n. 17, 3- andar.
no largo do Cor-
Ama
Precisa se de duas amas, sendo urna pa-
ra cosinhar e lavar e outra para eng'-m
ruados e outros btvcos de caaa de puca
familia; trat-r ua ra Duque de Caxias
n. 42, 3o andar por cima da typcgraphia
do Diario de Pernambuco,
Ama
1LAATBJTS* BASTOS
Pernambuco
NUMERO TELPMONICO : N 3
Agua tii.una. katraJitii a di Un rea bra-
sileiras pelo seu delicado perfume, suavida
de e sus proprtdades benficas, excede
a tudo que oeste genero tem .ppareeido de
mais celebre.
Tnico americano.- E' a primeira das
EreparacSes p;>ra a ecnservacio dos ca-
elloa Extingue as caspas e outras mo-
lestias capillares, faz n:.-ir os cabellos,
impede que euibranqueyam e tem agrande
vatitgem de tornar livres de habitantes as
cabecas dos que os usam.
OI'O vegetal- Coropcsto com vegetal
innocente, preparado pura amaciar, for-
tificar e dar brilbo aos eabtJlos.
Agua dentifricia. Exc lente remedio
contra a carie dos denles, fortifica as g"n-
gives a faz dcsapparecer o n o balito.
Vend -se as principies ewtl d< sta ci-
dade e na fabrica de leos vogetaes ra
da Aurora n 161.
Tr'LKPHONK N 33
Tricofero de Barry
Oarante-se que faz nas-
cer ecrescer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co ta cabac. Positiva-
mente impode o cabello
de cabir on de emblanque-
cer, e infallr.elnients o
torna espesso, laacio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor era
1 Hm E' o nico 1 lerf urna no mun-
ilo ijao tea; a approvac.ao official de
uro Ooverno. Tcra duas vezea
luais fragrancia que qualquer outra
cilnra odobrodo cnipo. E'muito
mais rica, susto a deliciosa. E'
rauito mais fina e- delicada. E'
mais permanente e am lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banbo e no quarto do
doente. E' especifico contra n
frouiidao e debilidacie. *Cura as
dores de cabecil, os eansacos e os
flminniaa
200:0001)000
100:000l000
LOTERA
Esa favor dos ingenuos da Colonia Orphanologie-i Isabel
DA
PROVINCI i DE PERN\MBC0
Eilfap a 15 tt Dhnsm fe I8d6
0 thesourciroFrancisco Gimen I ves Torres
Sitio para tingar
No aprasivel Cbaeon d. 13, ten lo accon.moda-
coes para familia, e muit s fructas ; a tratar na
ra da Aurora n. 81.
Xaro-je le Vifla Se Benter No. 2.
Cosiaheira
Precisa-se de urna ama para Doainkar, o uprar
f mais servicos i e casa ; na ra do Aragac :m-
aiero 14.
Superior vicho de Pasto
Loureiro & O r nb n.m DI 'o Ville de Victoria,
p r cncomm nda e couta proeria, t que ha de mais
lapcrior fi.'i vmlu de Pm*, no bosm ineraada<
Ein pipas, quintos e ilecimosi, vendem em grosso
a roa bo, e pe ero n seu fregaen s <: :-.mig. s o
favor de < spenmeutarem. E' multo proprio pira
botis, restaliraiit censas de familia. neo:-tra se
venda no i-s'abelecimenlo e molbades dos mes-
inos Loureiro & C, Passagem n. 7 ; Augusto F:-
gueiredo & C. Ri
Athoco
Aluga-se em urna casa de familia, um quarto a
algiuna senhora viuva ou so t<- ra, quo seja de
conducta morasada ; trata se ua ra do Mr-
quez do Herval n. 18'.
u
quicaQao
demos, paln
;cs mu'fii ba
Mine. Miquelina
Chpos modernos, palmas, plumas flores e fitas,
todo por preces rnu'to barato.
060
B! sniores fle
lo me ni aota
rrilhos para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Loeomolivas
nach?i7iin gnhos de dos os tamauhos
Systema aperfaice
tivpecificacoes e preqos no escriptorio dot
age/ttes
Browns & C.
V. 3t Ra do C'oMicaert U
N. E -luidoucima B ce C, tcic caih- i
no r.iopii:Mieiit>siii< i: i'j
.mbem machinas para descancar algodo, moi
ibos para c;ile, trigo, arroz e milho; cerca da fer-
ro galranisado excelli nte c mdico tm preco, pes
joa nenhuma pode trcpa!-a, nem animal que-
hral a.
II
DOMESTIC
Sfio neconbecii.as ser as en(i#
sirgantes, as t.ais durareis
em todos os sentidos.
ASS.
Para presos, e
illustra(,oes do todos
ja.'u se
fiomeslic Sewng Machine & C.
NEW YOR, U. S. A.
cir ularcs c-umo
os esiylus, ir>-
BANH0S DE MAR
Superiores costones de excdleule tonda p
o
a
Para seuhoras.
Para horneas .
Para crianzas.
WV HVWOTI <<><
n^^r^r^rv^r^rwi
Ra as Cruzes n. 39
no campo
Aluga-se urna exclente casa com sotao e erm-
modo? para fa .i!ia, t ndo um pequeo sitio, es-
tendo pintada de nvo, na trav sa da Cruz das
Alma* n. 4 ; a tratar na ra Primeiro de Marc;
D.J25, luja de j'.ias.
AimS DB OBAL- O. DXPOIS DE BL-4.
Cura positiva e radical le todas as formas de
scrofnlas, Syphiiis, Feridas Escrofulosas,
Affeoces, Cutareas e as Jo Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
encasdoBanguc,Figado, e Kins. Garantes*
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangu
restaura e renoTa o sistema inteiro. w
SabaoGaratiYOdeRenter
Precisa- se de urna ama pa a engominar e eos
turar perfeitann nte ; a tratar na ra de Ki&chucl-
b n. 57, portao rie ferro.
Precisa-se de urna ama para cosinhar, que seja
perita e que durma em casa do patrio ; na ra
de Riachuello n. 57, portas de ferro.
AMAS
De Figado de Bacalhau Pancretico
X>E DEFRB3NE
TODOS OS QUE PADEGEM MOLESTIAS DO PEITO
Devem lar o seguate
Este oleo tem o aspecto de um crerne braneo
que se pode diluir no leite, cha, chocolate ou
caf^ Possue todis as virtudes e propriedades
de to precioso remedio, e tambero toma-se sem
repugnancia alguma pelos doentes mais deli-
cados ; gracas a efficaz addicao da Panero-
atina, chega no estomago, digerido de tudo,
e nunca provoca nauseas nem diarrliea.
Depois de um semnumero de experiencias
praficadas nos hospitaes da Corte, esle medica-
meuto obteve a approvacao dos mdicos da Fa-
culdade de Paris. Hoje em dia, todes os mdi-
cos receitam o Oleo de Figado Pancre-
tico de Defresne, como nico remedio
para curar radicMmento:
LYJPUATIsno. HACHITISME
TABICA I-.'I.llOXAlt
e mais aflecces que impedem os efieitos da
nutricio e assimilaco.
EM TODAS AS PHARMACIAS
-se-
SUAVIDADE
concentragao
CREME OSMHEDIA
SA BONETE, EXTRACTO
ASUA DO TOPCADOB
POS DE ARROZ
COSMTICO, BRJI-AVTJJVA
OLMO, POMMAUA, VINAGRE
DepoStaric
A Perturaaru OSMHEDIA assegura
ALIENTES j-'lEIS
svtnludt etirna i (r sem igual
iUrimemPtrnamlnico: FRAN M. da SILVA tt C.
Para o Banhc. Toilette, Crian.
S&3 e para a cura das moles-
as da pello de todas as especias
* ero todot' os periodos.
Cosinheiro ou cosinheira __
DE
SCOTT
UE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
ypojrhosphitos de cal e soda
tpprovada pela Simia de lly
giene e aufocisada pelo
governo
E' o melhor rem> dio ar hijo deseo berta para a
tmicn bronehite. eaicropbnlaii. ra-
rbitin. anemia, elillioucic em u-eal.
deOoxii*. lUMHe clir>nii-a e Rtt; vtv.n
do pello e da garuam.
E' muito superior ao eli o .-iuipies de fufado dt
iacUho, porque, alm dej ter eh-iro e subir agr-
daveis, possue todas as virtudes medicin.ies e uu
tntivas do oleo, aim dus propriedades tnicas
reconstituinti s dos hypoj'huspnitos. A' venda nai
irogarias e boticas.
Deposito em Pernambuco
101000
8$000
5^000
Proniptatncnte prepara-se qualquer eos-
turne para o que temos os mallo es tecidos.
o mesmo ostabeleeimento se eonnuar
a encontrar eonstantemente vtrd^deiras pe-
chinchas.
Bni Primeiro ii Marco 120
JUNTO DO L0UVRE
Tetephonc n. 158

XAROPEd reinvillier
qq Laureado pela Academia de Medicina ^
^&C^ Carahe/ro ta Legiio de Honra rr*T&Q
US^UATOd9CAL GE^^
O Phospnato de cal a substancia mineral mais abundante do organismo e toda vez que sua
i
icos das Faculdades
que. o Xaropc to V Ile.invillie.r fosse classlcado
como o especifico mais seguro Qpstra a Tsica pulmonar, Broncbito : hroniea. Anemia.
Sachitismo, SebilidaUe do Or-aaismo. o Xaropv do If Keii.viUier administrado
otariamente as crlancas facilita a Vntico e o crescimento: as raaes e amas de leite torna o
! leite rccliior; Impede a carie c queda dos denles tao Irequenles depois da preniez.
Deposito: Phartr.acia VIJIEIC.T/E, 8, Place de la Magdeleine, PARXZ.
Em Pernambuco: FKAS" 31. dti SIL VA & C", o as principad /"u-mac.js i Ororfas.
Precisa-se de duas amas, urna para cos ihar e
outra para andar com enanca ; na Ca punga,
ra do Dr. Joaquim Naboco n. 3.
Ama de leite
Offerece-se urna ama de leite, com muifa abun-
dancia de leite ; a tratar na ruado Coronel Suas-
una n. 18.
Cascas de canellciras
Compra-ae qualquer qnantidade no armazem de
Guimaraes & Valente ; Corpo Santo n. G.
ixeiro
Precisa se de um caixeiro : na ra da Concor-
dia n. 165.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Macoel da Silva & C.
jHademoiselle (lotinha
Aioda cantina na ra d> Imperador n. 55, 2-
andar, onde sua > amigas e freir, zas podem eu-
coutral-a aia confiar Ihe ostrabi'h .- qne como
modista des.-mp -nha, jimn sejam. i ai ttes pe
teados de toda gosto. do ecurdt 'or os nguri
modernos
Prec-isa-e, eendo asseiado, paga se beas : a,
tratar na ra do Paysandii n. 19 (Passagem da j
Magdalena).
P1M0 DE RlliF
ie 3X9, 4X9 e SX1?; vende-se na s'rraria a va-
jor de Ciimaco da Silva, caes Vinte Dous de No-
'embro n. 6.
Atten^o
Pede se ao Sr. Manocl Vital, morador em Pinta
de Pedra, que venha ou monde pupar o qae deve \
no Largo do Mercado n. 7, pas ji faz mais de
dous annng.
Criado
Precisase de um criado de 14 16 annos
tratar naf ra do Commcrcio n. 44
Pre<-isa-se
de um caixeiro paia (Jsmt-lw ir, que tenba prati-
ca de fazeadas e mulhados, o que d fiador sua
conducta ; trata-se.no Lurgo do Mercado n. 7.
Aproveitcni
Compra ?e um Lanerna Mgica, que esteja m
perfeito estado, e que tenba grande numero de
ristas ; na ra da Iropcratris "'3.
Caixeiro
Prec sa-se de um caixeiro ; na refinacSo do Va-
radouro. em Olinda.
r'recisa-se
de um empregado que tenba pratica de fazendas,
com idade de 14 a 16 annus, que d fiador sua
conducta ; a entender-ce na ra Duque de Caxus
numero 1>.
Cosinheira
Precisa- se de o pre ; na rua da Aurora n. 19, 2- andar.
r^r um sitio e;m boa morada para familia, de
preferencia nos arrabaldes da cidade; quem tiver
se botica franceza, na rua da Cruz n. 22,
ou a roa da Madre de Deus n. 7.
Entornilla icir*
Precisa-se de urna anra qu < ngnmme com per
feico ; na rea do Marqqez do H^rva' n, 10.
Bazar de passaros
Ilaa de Bous J-. n. 2*i
Neste HSiabelcvimen:oeuc"iiirit be sempre gran-
de sortimrnto de especiis pausaros e guilas,
nacionaes estrangeiras, frncas de o i versas qua
lidades, balainboa para mnh s de c nanos do
imperio, jarrea o cestos de timh, Ift hutfw muit>
aperfi-ic-ado, a saburosa pimenia em conserva ero
lindi s fra quuilios vmdcs da Aa-riea, p.lo barato
preco de l0 r. cada um, c utros inultos gne-
ros, qu- e tornan ecfadonbo mencionar, tudo por
precia m dices.
Mande e vigor
PARA TODOS QOH Cl/EHKM CZO DAS P1LU-
la>> *HrDrmnHM e reguladobas
DO VENTEE.
Propartidas por Bartholomeu &. C*.
Est. pu.'as, caja formula noa foi con-
fiada p-lo distceto clnico ifesta cidade, o
Illm. Sr. Dr. Carneiro da Cunta, sao ap-
pliiada8 caaa o melhor escit > conlra a fri-J
queza do estomago, pris'o >'e ventre, eri-
|g'rgitErnfDto do figado e bar-, anemia
t'>n;eir;i heuiorrboidacs, etc. tt;. Ells.s
nSo c.ius(i3 >> rrjynor v xair.e ou dor no
estoniigo, prod^zindo sua aceito operativa
branda e suavemeoto. .
Nao prostam as forcas, nem aba tem o
eppiito, altea pvlo contrario do alent,
desenvolverrr 9 apetite, dTo maior vigor e
rjstjtaem aaa coented suas primitivas fof-
r;as, oncc:eDtla asim para o completo
rcatabeleeirr.ento da saude.
oc;ro*no
mi bUA PHARMACIA
RU.\ I.' \BIO N. 34. I
DOENCASdoESTOMAGO
DAY& MARTIN
forntxdom dt Sui Hijnttdt t RtleUt i IngliUrr,,
do introito t "j Utrlnhi britimlct.
GRAIXA BRILHANTE LIQUIDA
GRAIXA^pastaUNCTUOSA
OLEO para AEREIOS
EUdooqHieceiiarlii pmrruoi-anti4i
ssa Uum is tornm.
DEPOSITO QBRAl. BU UlIlDIId
V, i7i0/t Holbom, 07
raisr- DA BITA fe I

Z*3
tt
ZS1
f&


Chapeos e apelinas
36 A0PEAQADA NDEBNBEIA--3B A 4
B. S. CARVALHO & C.
Proprietartos deste bem conhecido estabelecimento paatecipam
as Exmas. familias e ao publico em geral, que mensalmento recebem
das principaes casas em Paris e Mancbester o que de melhor e de
apurado goso ba em chapclinas e chapeos para senhoras e meninas
e das primeirp.3 fabricas de Hamburgo o que ha de melhor em cha-
peos para homens e criangas, e muitt><< outros artigos concernentcs
cbapelara.
Flores artifciaes para ornamento de salas.
VD
^2-

i \
.3*
=13
SO
Dyspepsias
rda de Apf
Dabih
Gastralgias
itite, Vomit
mximsmz
TNICO-DIGESTIVO
com fin na, Cota t Pepsina
Adoptado em todos os Hospitaes
MEDALHAC KAS EXPOS^Of
PARS, r LaBfnwc-.^^eem todas as Puarmacui
Ao eommercio
O abaixo assignado scieiitifica A e.'ta praca, que
venieu a loja de miuitezas sita rua da Impera-
triz. Exma. '.ra. D. Maria Isabel de Cxrvulho
I Cunha, e v.crtanto declara que n. nhum> respon-
sabiiidade tem com as tranteo5r* deste estabe-
lecimeut que at ent. pyr*v s ib a razao de
SBa firma indivional. e desdi- j', protesta pela con-
Hoaaejfa de sua firm:i naa 'rnsKrcoes di refer !n
estabelecimento Ri-cfe, S oe N v. n>br > do 1886.
Frincscn d- Jau'a Du>.rte.
Precisa-ce de um menino para criado, rua do Bebo
n. 26.
larca
Aliento
Registrada
Vende-se "ma impnrtante taveraa ; a tratar na
rua de Mrquez do Herval n. 29. A razao de se
vender se dir ao pretendente.
Criado
No largo do Corpo Santo n. 19, 2- andar, pre-
cisa-se de um criado que saiba 1er
bairro do Rejife.
e more no
9#>
Madalha de Oaro ni Exposijio umveraaJ 1878 0"
e-^SsSW
fo
o-
FA.TT
^ BRDEOS (IIIAN(A)
-9 Dspositos em to-li ts itnds dt Comestibles. #-

Ja Haga,
irrti ) i:ana :75 IC rOStOto,
"da a a Urinkj
Aratr. na armo, etc.
\9ifi, PhaimscEtxo-Ch n-:w.
Precisa-se
im prat
conducta
YINHO E GRAGEAS ^ VIVIEN
EXTRACTO NATURAL DE FIGADO DE BACALHO
Premiado con m dalhas de Oaro Prat*
PELA ACADEMIA NACIONAL
Ordenadla no hospitaes de Franca. America, Inglaterra, HuanU, .
Administrar sob forius mu fac: o agrailavel todos os elementos enrsuvo do ola
evitan.lo assiiu o cheiro e sabor nauseosos d'este; alem d'isso esia preciosa prnparact
tem urna su|.eriorii)a le ineoatetavel solre o oleo porque pode ser usaos dursaia es
grandes calores em quanto o usa daqueUe irapossivel, tal o eminente ser neo prstate
peio Doutor VIVIEN; a experiencia tem confirmado o boro xito i"este producto.
Exigir a firma do inventor H. VIVIEN em duas cores ao red*- do *ar*aro de cada
San-ala oom o 8eHo de uniao dos Fabricante ro, bovlcvard Strashourt, em PARS.
Cal lirgem de Jagiiaribe
Abri se rua do Bcm Jess n. 23,
um armazem onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem de Jaguaribe,
condicionada em barricas proprias para o
fabrico do assucar.
Esta cal, em nada inferior que nos
vem do estr^ngeiro, vendida pelo preco
dxo de 6|J000 a barrica pur contracto que
[a o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira uroprietario do engenho
Juguaribe, cojas pedr-iras Ihe d o nomo
f encarregado da venrta nicamente I
nesta cidade o Sr Seb stifto Bezerra, ]
om escriptorio rua d.> Boi Jess n. 23.
Ao eommercio
O abaixo Pssignad" u al que, nesta di c mpruu 1103 Srs. Jof- de Car-
a bo & C. n sen i s'febeteeiiDento de no'hados, si- na Capunga, Baixa V
lu ru i do Potro u t!). Iivre e (1 .-em-arcneo de
'iuli)uer debiiu; p rom, se ileu.m jnl^Hr-se c ai
i r- no ao oiebn .. qu. irn apresestar eeus ttulos
ii" praao de 3 ilias, ude os qunes o aba.xo assig-
uad.t na- .-e re^j-nu^abilisa.
JSr.ife, 10 de Nov inhr. r(e 18ft.
Emilio Martnez.
Caixeiro
de um caixeiro de 10 12 aono6.
com pratica de molbados e que d fiador sua
na rua Je Principe n. 28-A.
Aos senbores mdicos
Vndese um excelleute microscopio, recfat-
stente recebido de Paris ; a tratar na rua do Ca-
buga n. '.'.
Pcitral de Cambar"
(5)
FREQOS
as B'neins : frasco 2.5500, Ii2 duzia 13 o
dnzia 24S0OO.
Has sub agencias : frasco 25800, li2 duzin
15*000 e duzia 2&V00O.
Agentes e depositarios geraes em toda a pro-
vincia Franei-co M. da Silva & C, rua de
Mrquez de Oiinria n. 23.
I i
Ama
Precica-se de urna a r,a para andar com urna
criHncmha e fazer alguaa a rvicoi ma s ; a tratar
le, rua da Ladeira n *5.
Vend' se
U'n deprt'to de steti s. proprio para prio'piante,
m mccuu.i:.u.ii,oi'- pnia fauin ua l u;i da hu).
'.. C uz n. 5 ; a tratai ua rua da Ponte Velha
-mu.ero II
Criado
e ama
Preeisa-se de uroi I n-ira que durma
eaM dos patroes, e de um rapazinho pare
criado ; na rua do Imperador n. 45.
CAPSULAS de GRIMALT & C'
COM
MATICO
lf prcTidas pela Juta esitral da Eygiene
publica do Braiil
Combiuacde da Sunela de Halico
com o Balsamo i Copakiba
Remedio infallivel para cura a
Gonarrhea.. sem embaracar o
estomago, nem provocar repu-
gnancia,, effetto que sempre pro-
duzom todas as capsulas de co-
pabiba liquida.
Deposito em PARS :
Ph- GRIMALT O, I, ma flrteiM
aa principis Pharmtolu t Drogaras.
i

( HIP




.

tbiri de P


-

s

\
Tccidos A OO rs. o eovado
[q p r- ti 'X ii. '2. wwh 'e
anJ i rtiineotu ce (HZi-adRs ilt- lnfaj pan
Safidos, 'finio argura d'' chita ir iuci zu, oua
muir' '' lJ
chiiM-h'i 5U0 reis u eovado, n luja ut- P reir da
(aiinsas nacinnais
.4 sssoo. 3*000 a 33500
32-- U a nu d lu pendres 88
BheotimiMii
do aorniii.tu tanto d< aht-r-
taras e p inbos dj linho como de alforio, pelo
bari-.t 'i p-eos de 2#SOO,.8# 44. sendo taad
muito av-inor 'io q\i '""> do e6trangeiro
ouit.. mais bel P"-'r erem c riada pot
um b m ariis:.- inb>-n
se mandu fazor p ri alus, a utade do
gtines : BU ni v lojii d... rin di a o
3;, de Ferreira da Silva.
Ao32
i!> njiV'secco
Do primriro Ja.pre-
Mnte safra, tem para
va ter- f m latas d<%
libras, ra do
Bom Jess n. 55, amia-
zcm.
&t
Nava luja de UQea 'as

Ra da I supe
DE
FERREIRA Da S.^VA
Kere novo "Stariel cimento encontrar o r. :
pjit.vi-l pablieo i:m variadu rtiinetito de tazen
das de tod.s as q.i ooe aa vendi-in p.>;
precus b nsaim cuno um boas 8 'rti
US para !i meas, ( niao
da ti.zer p. r i -i, p r ter um boin met
tro altaiate ecrnnpn eoto de puario* fiaot
ca*eu.'iraa e briu, ecc
joja e arm $ao
Vende-se nu u. prepria para qualquer rtmo 3e
neeop.o, ua rua doCabu.'A, qm; inuito se recom-
mc-iniH p r bit una > s principis na: p>ira todos
ua neg eiua. Gi-ranU'-se h> comprador as cbavps
da un-surn : a tratar na iua Nova n. 15.
Fazendas Iracas

33ian da Inar-eruitrlz -35
Leja de Pereira da iStvu
Reate eat&belee rpasaba
xo BMSBClunada i ba" as.
Palitct-, ..retos d. igeaaas e
Coi) h dos, i.. o tazetiaas inuin en-
sarnada*, r forr-idoo
Ditoj de casemina p.-eia, de coedo muity,
bpio
Ditos de dita, Surada Mito imAm1
Ditos de flanea arul Bfudo infiel, vur-
d&di ir:., e Intrads
Calcas 'le goi 90, COUfa
sendo (aerada mui;r eBCorpada
Ditos rit uaseejiira d rorus, nado wtt*
btra f itas
Dita% di fi i;iea verdadeira, e
anuto bem ti ;ts
iti.t. de briin de AiiRt;!a, de raaleskim e
de brim parda u 2, t!50l) e
Oeroui-ia de uKguellaa p^.ra horneas,
:t:s l^Ot) e
Colli tinhuo de greguaUa Boito bem f-itos
Assim bom Artioieato de loncos d>
:;rho e de algndd, inc'as ernas e ccllric!i-s. etx
to na loja c *:ia da ImpormtBS n. 8i
(ei Netioot&H e laiiaba* a &t>
r*. o rmao
Na !oja da raa da Imp-ratrii n. 32, vende-
3m grande. s. '"os brincos a tr
rs. o eoviidn. I'.ziuhas lp.vra-.1as de turta-coret
fcenda bonita para natidoe a > e setiuetS liaa;: outo largas, feudo de Codas ai
., a '.K) i. eovado. fuebincha : na o.)
do Pereira da Silva.
Alft-odiiortntio Crancea para lenco**
a SOO rn.. 1* e 1*2 O
N loja da ra da Impvrarris n. 32, veode-s
superiures .lgoJao."bos Baneeaa com 8, e J
pa'mos de largura, proprioa para lecces '!
so panuo pelo barato preyo de 1CK) rs e l'i(K> .
10IKX
12***'
lx;i^^
bM&
64''
8*ut*
I A
SO* AO NUMEO
*o raa da Imperairlz = -iO
Loja do* barateiro*
A'beiro & C i ra da liuptirarria n. 40, ven-
dem um bonito s tinento de rodas estns foaeudat
abaixo mencionadas, cem compendela de precos,
A SABE- :
AlgodaoPac* de Igodaezmho eom 20
" jardas p V b rato prevo de 3S(K),
4,, 4*tO, 4* 6$, 55imi e 6g50.
MadapolaoPecas de madapoln com 24
jardaa a 4.r>(it, 65. U ata 124001
Camisas de mcia com hstias, pelo barato
proei de 8IK'
Ditas brue is e crua?. de \i at J.alH(10
Crogaea fruncen, fazeada amato encor-
pada, propria para lenc^es, toaihas e
c r ulas, vnr 4 Cern as da inataa, muito bem fetas,
a 1J Colletiuhos r'a meema 8*i
Bramanfi- francs de algodSo, muito cn-
corpada, com 10 palmos de largura,
Ktrj U'
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 250 p a0.
Atoa ha'o lanmscado piira toaibal de
mesa, esa I patata de largura, metro lf80t>
Cretones p chitas, etfiTM e escuras, pa-
dres delicados, d 240 rs. at 40i'
Baptista, o que bi de maia delica io no
mercado, rs. 200
Toilae estas (Hiendas baratissimas, na co^heeida
loja de Alheiro & C esquin do becco
dos ;'errciro9
\Ig ra len^oes
.4 tOo r. e 1*MM> o metro
Vende-se na lija c.is barateiroe da iJoa-Vista
rndao pira kaanoai de um afi panno. Com !) pal-
s de aaawaa WK) is., e cit'i eim 10 palmos a
Ul c i/ etr assim com- dito trincado paxh
mu Ibas a. rn sa, com 9 palmos c largura a {O
i ctr-i. lsto n.i l:ja de Alheiro 6r C, esquina
do ecco dos rerreiros
MKRI.\SPRETOS
A Uttttt), 1,5400. Util-0, 1K' e 24 a eovado
A b-iro C, A na da lmperatriz n. 40, veo
d^m muito bons merinos pretoa pelo nreco aeim>
dito. E' pfi-bincha : na loja da esqi.ina do bse
cu di e Ferreiros.
Espartiihos
Na loja da ra da iuiperatriz n. 40 vcude-se
muito bons pspnrtilbos para senboraa, pelo prp?>
de 54' '"0, assim c iro um sortimentu de roupas
metro, e ditu trancado pa a t-ialhas n UI28, a; I de casimiras, brius, etc., isto na loja da esquina
3im como superior bramante de quatro largim
para leueoea, ;; lfKH; o metro, barato na lo.n
d Pereira da Silva.
par.
meninas
A -1&. tSS e 63
Na nova loja da roa da Imperarriz D. 32, t
vende um variado sorrimento de vestuarios pn
"ries para meninos, seudo de patosinbo e tale
iiha curra, fcitos de bri pardo, a 44000, ditu.
,de molesquim a 450C e {titos de gorgnrao preu
enaltando eaaacara, a 6, aV. muito barata ; n>
oja do Pereira da Silva.
WHISKY
BOZAL BLEND marca ViADO
Este exeeBente Whisky Escoss.'s preeriv-
o cogeac ou aguarden^ de canua, para tortific*
o corpo.
Vende-ee a retalho nos tu Ihercs armasen
aBolhadoE.
Pede BOYAL. BLEND marca VIADO cujo n
sae e emblema sao registrados para todo o Brasj
BBOWNti -i C, agvntes
Novas sinhas
A 920 e -AOO reis o eovado
Acbm de cbegsr para a loja da ra da Iin-
peratria n 32, um grande e bonito sortimrato de
ibas de c ros paca vestidos, sendo f.iZPnda de
Osaka phauUsia, com corea claras e escoras, e li-
Itddam-M a 320 e 400 >eis o eovado, por Laver
grande Dotfao nu loja de Pereira d: Silva.
A o comiuercio
Vende-se a taverna sita ajo Pombal n. 16. pro-
pria para principiaite, por ter piucos fundos e
1 ommodos para familia ; o motivo da venda o do-
nj o dir
de boceo dos Ferreiros.
CASEAIIRAS INGLEZAS
A 24800 e o eovado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
1em um elegante aortlmento de easemiraa ingle-
sas, de duas ..mura.-., com o padroes mais deii
oados para costume, e vendem pelo barato pree
le 24800 e 3J o eovado ; assim com ae encarre-
gam de mandar fazer costumi-s de casemira a
>ii-, sendo de paletut sacuo, e 354 de traque,
grande pecb Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o eovado
Os baratciros da Boa-Vista vi-udem urna grandt
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr--co de 3
rs. o eovado, gmnde pechincha : na loja da ea
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a IOU rn. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-B- pecas d*
borda .0, dous in'-tros cada peca, pelo barato pre
jo de 1(X) rs., ou em cartao com 50 pecas, sorfi-
das, por 5|, nproveitem a pechincha ; na toja da
esquina do becco dos f< rreirns
Teiide-t toce ou MOfli-ein do pello t
(4)
Usai o melhor remedio, que o PEITORAL
DE CAMBABA', e veris como vosso sofirimenU
desappareee Vende-a- na dr. garia dos unieo
agent'8 e depositarios geraes na piovincia, Fran
cisco Manuel da Silva & C, tua do Marques d-
Oiinda n. 23.
ExcelleDtc acquisico
Bom rmpreso de rapiial
Vende 6e por preco comm-do o bem localisado
predio da ra Duque de Caz-as n. J9, reedificado
ul imam> nt- e d..ieio um bnm rendimento ; a tra-
tar na ra 1 de Marco n. 20.
^jHOgilbetSEGUIN
.A.l>K>rcrvuio r>ela Academia de iedicina. de Franca
AIS DE SESSENTA ANNOS DE EXPERIENCIA
Vinho de nina efficacia incontestavel como Antiperiodico para cortar as Febvex,
e como Fortificante as Convaleseenca*, Debilidade do tiangue,
Falta de Meimtrxtaco, Inappetetteia. IUgentOe diffieeis,
Enfertnidade* nervosas, Debilidade.
Pharmacia G. SEGUIN, 378, ra Saint-Honor, PARS
lleno?!' ir .- pni I:,-vebuco : FRAt- VA e C'.
SABONETEdeALGATRAO
PARA TOILETIE, OS BAMHOS E CUIDADOB A PA A8 OBANCA8
Este SABOSKTE, rerdatteln antisptico, o maz etnoaz para a cora da todas
MOLCSTIAS D PELLP
SAPO CARBONIS DETERGENS
i.avat vossus Crurvraf cun o t,AfO l.iKOAis JH.lk.K*,..\H a/itn de poievtlH contra
o SRAMPO, a VARILA e a FEBRE ESCARLATINA
Estea SABOM'.TICH sjo r.commendados pelo Coryo modieo inleiro porque previnem as
OLE9TIAS EPIOEBIICAS e CONTAGIOSAS e r adapto a qualquer china.
MARCA UE PABHICA NOS ENVOLUEROS B NOS PaKS
Deposite weral : "W. "V. ^VRIGHT SX. C, Soxxtii-wroxlc LONDRES
Em. Pernamiuco : Fran^M. da P5TT-,"V A P^ C.
j-j,------------^-----------------------.^^^^^^^^^^^^^^s^^^^.*.*.*^.- .
,.
Purgativo Julien
C0NFE1T0 VEGETAL, LAXATIVO E REFRIGERANTE
contra PRISO DE VE NT RE
APPROVADO PELA JUNTA Cr.NTllA!. FIE HVGIENE PUliUCA DO DAZIL
Este purgativo exclusivamente oeyel-il so oj repunta aob a (drtaa de um oonfeUo agra-
davel,que purga enm suaviihn.le sein o menor iicuihiihmIo! K aduiiravel oonlraas affeccbet
do estomago e do fijuilo, a icterici i, bil', pituita, miptmi e ouist (i s. n fll'eilo rpido
e henelleo na etucaqueea, quaudo a tubrea <-.i,, p,-...,,,<, ., cl. ,1,,,/a, lingo* uja,
falta o appetite e a comida re/mffaa, as iiuhafAe* ems rtaa|tOt inflammucCto
intestinal, pois nao irrita os orgus atainnijnaet. Kinlliu, nas mabuHusde ,e'de. asaqre e
coutii.soes liii infancia. O Purgativo Juen reaoivcu o ilifliitil pnitilpma de purgar a
creangas que nao acoeitam purgativo algn, pois o peden) i'.umo se fosse urna pastillia
de chocolate saluda de conlcitaiia.
Deposito em Paris, 8, Ra Vivienne. e nu [ is Phirmacins e Drogaras.
Pechinchas!
No asi Megiiiiiipa que i:'0.ltt%-
menlp uo ealraniu nu piuxlmo Ita*
Innco
Adriiirem!
B- tito Bort-uip.it-- d- mariposas > fuatoes, cores
tirincH, m 2-10 p o2t) rs. o covadu !
Nansok) de cores mimosas a 180, 200 e 320 rs. o
ditul
Lmho escoces-s, n< vidades em padroes, a 200 e
240 rs. o dito !
0i finetas, as maia finas que tem vindo, a 320 e
360 rs. o dito !
Cretonas rraUBs a 260, 280 e 320 rs. o dito !
Sargelioi di igonal, todas aa cores, a 240 rs. o
dito *
Popelinas de cores, a 160 e 240 rs., listras de se-
da, barato!
L>inhas modernas, a 440 e 500 re. o dito !
I'. -.ctiemiraB, lindos gostos, a 600 e 700 ra. o dito !
ienda indiana (imitaco), linda fazeuda, a 700 rs.
o dito I
rli.nda, dlicidos desenhoe, tim metro de largara,
a 80J rs. o dito t
M- rinb e cachemiras, prjtas e de cores, a 900 rs.,
14 e 142011 o dito !
Stim maca'-, t idas as cores, a 800 e 14 o dito!
Velud'lho d. todas s cores, liaos e bordados, a 14
p 14200 dit !
Casemir.is ingltzs, de cores, a 14200 e 14400 o
nito !
Cheriota, preto e azul, a 24500, 34 e 34500 o
dito I
Cus- mira diagonal, a 14800 o ito !
i onno ingles superior, preto e azul, a 24200 e
4 o dit-!
Pecas de eeguio para ca;aquinhos. a 44500 e
44!
dem de tuperior algodao, a 44, 20 ids !
dem de mad i poies americanos, a 44500, 54 e
64, 24 ida !
Para as Ezm8. noivas, lindas grinaldas e veos,
por 184 e 154 !
Bloa cortinados, todo bordado, coapleto, por
94!
Lindas gnamicoes de crochets, cadeiras e sof, a
84!
Sup rinr bramante de algodiio, quatro largaras, a
900, 14 e 14200 o metro !
Atoalbado bordado a 14400 e 14800 o dito !
faunos de ninVri-ntrs cbfMpara mesa a6U0,14200
e 14600 o eovadoI
Cobertas de cr.lones, lindos padroes, a 34800 c
44.
Leiices de bramante (cama de casal) a 24 um !
Ci Izas francesas, de cores,.a 24, o 64 superiores !
Lcnccs de cores, lindos desenho, a 24 a duzia !
Seroulas bordad-.a, de braman'-', a 164 a dita !
M- :.s loglezas, brancas e de cores, a 34200 e 64
a dita.
Cambraia bordada, branca, a 64 e 74, as mclhorcs
que tem vindo !
ortimeato completo de sediohas de cores, gioade-
naples. filos bordados, crep, mautilhas, capas
de la, fichj.
CliamadonTomos pessoal habilitado.
Vendao e u croamiDseontos da pra^a.
&-Ilna Duque de Casias -'.
Carneiro GnMa & C.
Cocheira ve
Vende-se urna cocheira com Mfl^ssW "
pS!-cio, b m localisada c afregu^B V" pre^o
muito mdico, em rasao de 8 u di ^Tiuo poder ad-
ministrar por tet de faer urna viagem : os pre-
tendentes acharo com quem tratar ra Duque
de Cazias n. 47.
VAPOR
e [jioenda
Vende-sc un bom vapor e moenda cm ponco
aso ; a ver no eugeuho Timb ass. muito perto
ja eataeao do metmo uome ; a tratar na ra dr
operador n. 48, 1 andar.
A' FloFida"
Ba Duque de Casias n. 1<>3
Chama te a atteacao das Ezmas. familias para
os pr. eos seguiotes :
LuvkB de aeda prcta a 14000 o par.
Cintos a 14500.
Luvae de pellica por 24500.
2 caizas de ppel e envelopes 800 rs.
Urampos invistveis a 60 rs. o masso.
Lavas de aeda cr granada a 24, 24500 e 34
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para hornero a 34.
Meias de Esrosaia para enanca a 240 re. 0 par.
Loques de papel com correte a 14-
Fitas de velludo n. 9 a 600 ra n. 5 a 400 rs. o
metro.
Lencos de esgniao a 14500 a dusia.
Albuns de 14500, 2f, 34, at 84
harnea de flores finas a 14500.
Luvas de Ecossia para ueuina, lisas e borda-
das, a 800 e 14 o par.
Por;a-retra'.;- a 500 rv, 14, 14500 e 24-
Pentes de mkrl a 600 rs., 700 e 8"0 rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicoB a 200 rs. o par.
Guaruicoes de dem dem a 500 ra.
Anquinhaa de 145I--0, 24, 245C0 e 34 urna.
Plissa de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Bies de cores eom 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 34 a peca
dem com 4 dedos a 44500 a peca.
Espartilbo Boa Figura a 44500.
loe La Figurine a 54000.
Bicoa de alencon com 4 e 5 dedos de largara a
"4500 a poca.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 14000
a peca.
Pentes para coco com inscripcao.
Para toiiet
Sabao de areia a 320 rs. um.
dem phenieado a 500 is. um.
dem al.-atrito a 500 rs.
dem de amendoa a 300 ra.
dem dearfa.ee al4" Agua c leste a 24000.
Agua divina a 14500.
Agua Florida a 14000.
Mac coa de seoa a 10n re.
Meias brancus para senhora a 34 a dutia.
BARBOSA & SAVT08
Serrara a vapor
Caes do Capibarlbe u. *8
\"ea'a aern.ria eneontraio os s-nbores fregu-
i, um grande surtitneuto de pinb > de resina de
o a des metros de eouiprimeuco e de 0,08 a
l'4 de esquaoros Garante o preco maia como
'. do qu em u:ra qualquer parte.
Frani'is-o d ir Sant- a Maci'do.
Pinito de Riga
Acaba de ebegar pelo bn^ue Atalanta um com
.ii to sortimento de pinhn de Riga da melhor qaa-
idade e de diversas dimant s, como aejam :
4 x m
4X9
3 X 12
3X11
3X9
2 X 12
rabeas da meema madeira de 1 e 1 1/2 pollo-
m MATHUE^ AUSTFN & C, roa d
i Vniniri i in n 18, andar, ou un caea do Apoll<
'i.n. por pr> ea c mnindim
Olee p ra machina
Em latas eontmnto cinc caiSe, a 94000 ; ven-
de-se nos dep.itos da fabrica Apollo.
FMULSA DE SCOTT
DE
OLEO PURO DE FIGADO DE BACABO
Approvada pela Exnia. Junta Central de Hygienc Pnliliea do Rio de Janeiro e antorisa a pelo
Govereo loiperial
E'TAO AtiRADATEIi Ai? PALADAR COMO 0LEITB
CURA A
Tisica jfliiihV. teiltes. escrop ola, raciitis la cn'aafas. aliilMaa n eml,
6'
t
Combina, n'uroa forma saborosa e agratiav. i, o oleo de lig.i io d". bacalho e os hypophoahitoa de cal e soda, e com
seu uso obtero-se, simultneamente, es eff. itos de ambos estes dois valios^ s e bom conhe-idos remedios. Alm de que c tolerada e
assimilada pelos estmagos mais delicados, o nao caosa nem naisi, nem diarrha, orno muitas vezes acontece com o uso
do oleo simples.
Veja-se a opinio de Ilustres mdicos de varios p.izes, sjbre os resultados obtidos cora o uso da Emulsao de Scott ;
IIRAZIL t Srs. Sott & Bowne. 1) sde o ultimo
Attest tr empregado cora vantujoso J anno estnm .ipp!i'-;tri lo a Enudsaa de Scott,
resultadoi em doeutes Je tuberculose pul- a qual tem dado muito bons reaultados, pois
al nde ser urna ffi:az pr paraej > para to-
dasas doenQas nasquiis e-t indii-aiioo oleo
SUSPENSORIO MILLERET
Dadla, fia llfilirai atiin tai aza
Para eviltr as fatsificacoes,
exigir afirma do inventor, estampada
eni ruda suspensorio.
FQKBAS DE TODOS OS SISTEMAS
MSIAS PARA VABlZtS
Mninrr.lt8051DEC. inr-ier,r>ru. tt. r. II. ItsMias
rnonar, em minha casa de sale, a Emul-
sao de Scott de oleo de igado de bacalho
com bypophosphitos de cal e soda.
0 referido verdado e o juro in Jide
medid.
Rio de Janeiro, lo de OutuLro de {884:
Dr. J. lavano.
ESTADO* t'XIDOS
Nova York, l de Setembro de 1870.
Srs. Scott & Bowne.Teuho receitad)
na minha prados part u!ar e nos hosp!-
taes, a Emdsao de Scott de oleo de liga-
do de bacalho cora bypophosphitos, e es-
timo-a como urna pn-parago de grande
valor.
A Emulsao nao muda, mesmo no terapo
de grande calor, e agrada mais ao pala ar
do que qualquer outro preparado de cleo
que conheco.
Roberts Watts, director do servjgo sanitario
do hospital de Clurity.
INGLATERRA
Boyal Frce Husital. Grays Ina Roa;!
W. C.
Londres, TI de Mareo do 1884.
Srs. Scott & Bowne. Tenho usado
com Vantagens, a Emulsao de Scott neste
hospital, em casos, nos quaes, o oleo sim-
ples de ligado de bacalbo n> poda ser
otlerado, pois a Emulsao saborosa, ef-
ticaz e nao se repeto o gosto do oleo.
Chesam Sansn, medico interno.
de figado de bical
nur r'pugnanc.ia,
todos osrespeitoa.
nao,
vantrgem
so Bt m a
im mensa
me-
sob
EMTDO 1'HDAM
NJ
Bogot, 4
Sr. Si-ott & Bown.
esp:-rimeiit(-i, eiu dous do
Dr. S- Colom.
DE VOEO.W-
11 i ilgUUS
it's a
mezps,
Emulsao
de Scott. (Jm pade-ia desda muito tempo
de urna u! er.i es r iphulosa e o outro tinha
urna atroabja iopieots ''o fijado.
Ambo 3 cun.ram-se radical ment, com 0
uso da Emdsao.
Dr. Vicente Prez Rubio.
HEXICO
O doucr Ernesto Al. H-gi-wich, director,
do hospital ii'; S. Sebastian desta ci-
dade.
lenifica ter usado com bons resultados
a Emulsao de Scott ira escrophula e na tu-
berculosc, achamlo-a uu;a boa prepara-
gao que deve ser r-iom:nndada.
Veracruz, Abril ". 1883.
Ernesto M. Hegetvich.
Os abaixo assignados.
VEA'EKl'EELA
ViUcacia. Vcneauella Io -de Junho de
1884.
CIBV
diutor-s em me-
dicina e cirurgia, certilicam ha ver empre-
gado e continuaren! a empregar a Emulsao
Scott no hospital do cari ade para niulhe-
res (S. Francisco de Paula), encontrando
no dito preparado ex-ellentes propriedades
T-. constituintes, assim como o consideramos
de utilidade para as aUVecaes do peito,
qur tub-rculosas, qur outr- a. pois modi-
n--a vaDtaj meiras, emquanto a afieccao nao tem en-
trado no terceiro periodo, e temos observa-
do nas outras, que cura muitas dellas. Ao-
creS'!entar.mos em conclusao, que temos
acalmado algumas vezes e outras alvia-
do a toase pertinaz, que tanto afilie os
doentes do peito, com o uso desta Emulsao.
Nao duvidamns, portento, recommendar a
Emulsao de Scott para todos os casos, era
,' que estejara indicados todos os outros leos
e rigado de bacalho, e particularmente
naquell.-8 a que nos referimos. E para
constar onde convenha, pagsa nos o presen-
te em Habana, aos 14 de Fevereiro de
1882.
Dr. Nicols Carballo y Gutirrez.
Dr. Nicols Jos Guitarrez.
PORTO RICO
Cagoas, 30 de Junho de 1884.
Srs. Scott & Bowne. Tenho a satis-
fagao de participar a V. S., que teuho
receitado, amitos dos meus doentes, a
Emulsao de Scott, tendo.obtido, em todos
os casos, os mais favoraveis resultados.
Esta efiicuz preparaco, pela sua frm a
agradavel c seu bom cheiro e gosto, veio
eneber o vasio, que notava-.se de um me-
dicamento que, tendo por baso o oleo de
ig.'.do de bacalho, nao apresentasse os in-
convenientes deste, (sobre tudo pelas crian-
gas i devido ao seu cheiro repugnante e
gosto desagradavel.
Dr. Domingo Cabrera.
Deposito cm casa de Francisco Manuel da SilvaRa do Mrquez
de Oiinda n.23.
KSto MESICAMS^TO '1C- UIQ _
frafs de 20 auno pelos meJiioiss uedi m it Gorjanta. Calmo mimimtr.
S
v.sios Victoria
IB pernambucv:
P-H-dASIlMiP* ^
gusto agradavel. adoptada com irraade xito ha i
Mdicos de Parlz, cura os Uefluxos, 6-ve, osee, *_ia"^"
Titate i saas das Via rtnanqs e la Htxvta, ^ssamaas.-
privilegiado da Casa Real ds Espauha g
e de 3. 3L a Raiiiha de Italia.
Ozea P.
Ozea Sachet.
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os dentes.
Ozea Pasta para os dentes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabo.
Ozea Pomada.
Ozea Fixtivo.
Ozea Cosmtico.
Ozea Brilhantina.
Ozea Cold Cream.
Estas exquisitas preparaces sao muito apre-
ciadas na nais distincta oociedade pela deli-
cadeza do seu perfume.
TRANSPARENT CRYSTAtf 8AP
(Sab. / transparente cristalino)
reconhoeido como o mais perfeito a todos os sabiios de toilette pelas suas
propiedades hygienicas, palo seu r.ro:: c pela sua larga duracao.
-, if*, Ter ornarlas, atajnWBlsa, ca.
vebdabeirot n nnv liquido
purgativo
LE ROY
OU CM
PILULAS
PHARM
Os Purgativos Le Roy justifleam
ua reputacao secular e *ua superV>-
_ .idade por militares de curas; hoje alo
-adoptados por toda a pirte, de preferencia
qualquer outro para cura rpida e pouco
PIRCA" IF LE R O l'^f onerosa da
OLESTIAS CHRONJCAS
i,d conhectddS, mal curadas, e consideradas sem
ri7.ao como ineuravei,. Nao existe mediraco mais
tiesa contra os humores, pituitas ou biles alterada
'que pMvoeain ou entreleem estas tongas aflerodes; nao
Nwailnt m> kii.it, ^a fecnsiitmnie mais enrgico contra as reincidencias.
litai ufl.aiiiiiiw, M ru
/lvtj^ ^ jifia 4o evitar as Coatrafapes :
^y! deot recusar como inrfficaz ou ptriguto qualquer Purgativo
rije f ty liniiidn ou em pilu/as que nao sahis da i Si
'tiarmacia Cortin, aemro do CtnirgUio je Bou | Rde de Saine
Rn* de Sdln^A r\n trasfdo a a$s> sobre o rotio. {
A Ilevoluco
A' ra Duque de Caxias, resolveu vender
os Beguiutes r.rtigos rom 25 /0 de me-
nos do que em cutra qualquer parte.
Z -phiros tino-, lindos pudres, a 500 rs. ocovado
Las de quadros, a 4(10 ri o eovado.
Ditas lavradas a 400 reis o dito.
Ditas com bolmbas a 500 e 600 ris o dito.
D'tus cora listrinhas de seda a 560 ris o dito.
Ditas metclaaas de seda a 7i'0 ris o dito.
Cachi'mira de cor 900 e 1200 o dito.
Ditas pretas a 1200, 1500 e 20()0 o dito.
Ditas de cor bordada ie-aeda-a l500 o dito.
Linhos escosse'es a 240 rs. o eovado.
Zepbiros de quadrihjd e lisos a 200 ris 0 eo-
vado.
L'nh is lisos a 10i1 ris o cavado,
Setim maco a 800 e 12U0 o dito.
Dito dainass a 320 rs. o dito.
Setinet^s de qaadnnh s a 320, rs. o dito.
Ditas escocesas a 44(1 rs o dito.
Ditas matzadas a 360 re. o dito.
Cretones finissimos a 360, 400 e 440 ris o eo-
vado.
Chitas escuras e claras 240, 280: 300 e 320 ris
,i eovaoo.
Nansue finas a 300 ri9 o dito.
EuXovaes para baptiaado In 9000 um.
Colchas bordadas a 44, 5#, "H, e 8400 ama.
Seda croa a 8tK> rs. o eovado.
Colebas brancas a Ubi 0. 158(10 urna.
C ibertas de ganga a "#8 :0 UUIa.
Feebs prateados a 2 Ditas, de pe lassia a 60-K) um
Ditos de la a 14000, 241)00, 3^0 K. 3^500 4400,
e OOO um.
Panno preto fino a 14000 n covad".
Cortes da ca. mira a 340U0, 5(30 64000
soa.
Cri'pe para cob-rta a 14 "W o cavado.
Cretone para cobirta a 400, 500 rs. o eovado.
Lrncoes a l8fitl uin
Bramante d'- linh a 2iXX) a vara.
Dito de algodao a 14200 dita.
Di! > de 3 larguras 9<>Q ri- a dita.
Panno da costa a 1I4IK) a 1400 u c.tado.
Dito adamascado a 14^00 o dito.
Espartuhos de- ciuraoa a 44U00, 5f000, 64500,
64 Cortinaoos bordados a 64500, 74500 e 94000 o
par. \.
Ditos de crochet a 244000 o par.
Lencos de 14200 a 24IWKI a jiusia.
VeUudilbos liaos e l\rdos a 14000 e 14200
' eovado.
Auquinbaa a 14800 rs. ama.
Panno d croch' para cadeiras e sof a 14000,
114200, 14600 e 24000 um
Henrique da Silva Moreira.
Taverna ec.ua
Vende-se ama taverna e casa em terreno pro-
prio, bem -irb risado, com cacimba de boa agna e
om um d im-lho'es lugares da Iregiwaia do Poco
da Panela. A v- ra c bem afregneaada, e pan
melbores intormacoes, a peasoa que pretender,
dirija-se a ra de Pedro Aff.nso n. 12, que achara
qurin ( a i-sclarecini'-ntcs necessario.-.
TINTURA POMADA
UPHCA* TAWCA

Ul ritLlCL i
UI8TAMTANEAvu>< a.rta. I BOBADA"!
84 aa r,-->. taffTmfn^ t I ""L .*,
almiK 5 >a Cor priotlva
fe^isteni ravrisi nxxaoi, 47, tu li> tut, FUI
to Augusta um: FRAN- H. m ULVA O,
I



i


t



8
Diario de PcrnambucoQuinta-feir 11 de Novembro de 18S6
J>










LITTERATVR
Ki-hos Fluminenses
DAS AGDAS DE CAXAMBU'
__Nao sei o qua fazer do tempo !
Jomo os das correm do vagar: Irra!
J eatoa cansado de 1er, farto de passeiar,de
comer, de dormir... Esta vida semobjectivo
sem um fm, como urna garrafa vasia a boiar
as aguas do ocano, esta existencia vege-
tativa de frade moderno, cajo principal
programma mastigar e digerir, uo me
convm. Voa-me embora.
Eis o que dizem certos sujeites que aqui
33 acham em uso de aguas.
A naturaza humana assim.
as lutas do trabalho quotidiano, que
nos d o po, lutas ebeias de fel e de
amargores, o homem exclama muitas ve-
sea :
Meu Deus, quando terei um pouco
de socego ?
0 ente misericordioso compadece-se em
um bello dia da sorte do misero e d-lhe
o que almeja.
O homem, porm, que um ser essen
cialmente ingrato, e que nunca est satis
frito com o que tem, coneja no novo es-
tado a sentir a nostalgia do trabalho, eil-o
praguejar contra o ocio que era o seu
ideal :
N'io nasci para malaadro 1 Esta
vida nao mn quadra 1 Preciso fazer algu-
ma cousa para distrahir-me.
So no co fossem attendidas todas as
queixas e reclamares que sobem da trra,
o ofiijio da Deus seria impossivel I
Como os leitores acabam de ver ha su
jeitos aqui que nio sabem como hilo de ma-
lar o tempo.
Em compensac.Ho ha outros, que dizem
o segmnte:
Com os diabos nao tenho tempo
para nada De manh accordo, vou to-
mar as aguas ; 6m seguida almogo; depois
do almogo, principio a couhilar, zas, ferro
no somno; saio de novo para as aguas;
volto parajantar; depois do jantar pas-
seio; noite tomo cha e vou dormir.
Nao me sobra tempo para 1er, escraver. ..
estou com a correspondencia atrasada...
Isto nao tem geito. Vou-me embora.
Tanto os primeiro8 como os segundos,
levados por motivos diametralmeute oppos-
-OB, desejam retirar-se.
Entretanto uns e outros vao se deixan-
do ficar no Deus nolis hwc otia fecit.
E' que a santa paz do corpo e do espi-
rito nSo to ruim como os moralistas
apregoam.
Nao conhego nada mais curioso que os
doentes das estagoes de aguas.
Como tem pausado ? pergunta-se a
um sujeito.
Mal, muito mal.
Qual o sou incommodo ?
Eu mesmo nao sei. Tenho tudo.
Que aguas est tomando ?
Agora bebo as da fonte Isabel.
As ferruginosas ?
Sim. J aodei dous mil passos, com
outros quatro mil que caminhei depois
jos dous primeiros copos fazem seis mil
oassos.
Quantos copos d'agua toma por dia ?
Tres de manh1 e tres tarde.
E caminha sempre assim depois do
cada copo ?
Ando invariavelmante todos os dias,
quer chova quer nlo chova, doze mil pas-
sos.
Ahi tem os leitores um doente que sof-
tellio, e que estSo constantemente a di-
ser :
Nlo sei o que tenho no estomago.
Sinto um bolo aqu dentro, urna affrontagao
terrivel... E' celebre, estas aguas fazem-
me mal; nao me don bem com ellas. Se-
ria de um copo de leite que bebi hoje em
j-jum? Qual/ das aguas.
E a esta ou aquella fonte vo elles at
Os caixeiros e a dona da casa conhe-
ciam Gabriella; mas nao a tiaham visto
desde pela manh.
Valentim e Trompe-l'OEil sahiram des-
esperados.
O que fazer ? Como saberiam ?
quem deveriam nformar-se ?
Valentim repetia machinalmente :
Aoonteceu umdesgraga, bom
Com
di-
tribuindo os males que soffrem, do mesmo. zia, urna grande desgraga !
modo que nos costumamos atirar para cima
dos governos todos os desatinos de que so-
mos a causa nica.
As moyas por aqui queixam-se constan-
mente do anemias, de onxaquecas, de fra-
queza...
Faz gosto, porm, velas na ra.
A cinturinha fina e delgada est indi-
cando o quanto o espartilho a opprime.
Parece-me que as estou ouvindo no quar-
%o da tAlette :
Aporta.
Eh I Eh sinhasinha, j nlo pode
mais.
Aperta, j te disse.
E se bem as ouco, melhor ainda as vejo,
arfando de cansago e encolhendo a pelle
do estomago afim de que o coleta possa
ajustar-se lhes o mais possivel ao corpo.
sapato, seria am
a sua pequenez,
torna, grabas ao
o que
figurar
ir de tu tem, e que no entretanto poderia
n'uma galera ao lado do Bargossi I
Qaando se v um typo, ctaeio de robus-
tez, a vender saude, costuma-se dizer:
am sujeito tirado das canellas.
Ora, com taes pernas allegar enfermi
dades incuraveis, zoraibar da patholo
gia!
Outros doentes, e a meu ver os mais in-
ieressantes, sao os que coraem desenca
dernadamente; que sao os terrores das ta-
blea d'hte: que fazem com as iguarias
misturas que assombrariam o proprio Vi-
O p, que, fra do
primor na China, tal
anda mais pequeo se
Ferry.
E a dona delle caminha por este valle,
s Deus sabe como, a cambalear para a di-
reita e par a esquerda, guiaa de mar-
reqainha beira d'agua.
Algumas pouco sahem, afim de que o
sol nao lhes estrague a pelle.
Tomam a agua em casa, commodamen-
le sentad., quando nao as ingerem hora
da ssta, no doce conforto da linha hori-
sontal.
A' noite, quendo menos se espera, im-
provisarse um baile.
Os bailes aqui sao como as revolugoas
uo Rio de Ji.neiro ; armam-se do p para
a mo.
E el as, as mimosas doentes de Caxam
bu, a girarem em valsas vertiginosas, a
saltarem em todas as polkas, e correrem
como loucas em quadrilhas cheias de ca-
minhos da roga de caramujos, de damas ao
centro, etc., etc.
Encontrase a gente com urna deltas :
Como vai se dando por aqui, minha
senhora ?
Mal. Sinto-me cada vez maisfraca.
Estas aguas nlo me convm.
Eis o que sSo os aquaticos em geral.
Felizmente as aguas tem costas largas ;
supportam todas estas responsabilidades.
E os doentes, mais tarde ou mais cedo,
convencem-se da verdade.
Quaoto a raim se os homens valem o
que pesam devo estar satisfeitisaimo.
Grasas a Lambary e a Caxambu peso
mais dous killos !
Franca Jnior
CASAMENTO A REVLVER
POR
JULES MAR Y
-)()(-
IV
(Continuago)
Conhego muite Mlle. Bertara, res-
pondeu Mme. Lingard, e, como nao sahi
daqui, desde as seis horasnos jantamos s
cincoposso certificar lhe que ella no
veio c...
Era aqu que ella costumava com-
prar ?
Sim, senhor, e ha muito tempo.
Sahiram da padaria e foram ra des
Ardennes.
Dous caixeiros estavam jantando no
fundo do armazam, na ponta de urna mesa ;
Mme. Laataume estava ao balco.
E ia da diraita para a esquerda, pelo
passeio da ruad' Alie magna, tropezando a
cada passo, com a cabala vacillante, titu-
beando como sa a embriaguez lhe tivesse
esgotado as forjas...
Ah ah I eis um rapaz que vai em
bom estado I... diziam os transentes, que
tornavam-se cada vais raros.
Inconscientemente, caminhando ao aca-
so, tinham chegado ra de Meaux.
Em caminho haviam visitado todos os
armazens onde a joven poderia ter entra-
do, tinham dado seus siguaes, faito per-
guntas Vaos esforgos I
De repente, Valentim parou...
Em direego a elle, um trapeiro, com o
cesto s costas, a linterna rogando pelo
chao, vinha esgravatando os monturas...
e acabava de erguer na extremidade do
ganoho que trazia, urna dessas pequeas
cestas de vime fl txivel bordadas de ores
de 1S, de que se servem as criadas para
fazerem as compras I
A' luz amarella da lanterna Valentim
recoiheu aquella cesta...
Era a de Gabriella.
Valentim precipitou-se sobre o trapeiro,
arrancou-lh'a das milis... e examinou-a...
Um dos cantos estava marcado com a
letra G bordada a la 1
Nao havia mais duvida !...
Ento o que ? perguntava o tra-
peiro estupefacto.
Trompe l'OEil chegou naquello instante.
Sem pronunciar urna palavra, o joven
mostrou-lhe o que havia descoberto. O ou-
tro n'um volver d'olhos comprehendeu.
Com mil raios disse elle, o que ter
acontecido ?
J t'o havia dito, urna desgrana 1
urna desgraga, repetia Valentim... Foi-se
embora, nao tornaremos a vel-a 1...
Sentou-se beira do passeio.
O trapeiro, sem nada comprehender,
continuou seu trabalho nocturno.
A alguns passos do lugar onde estavam,
no canto da ra de Meaux e da ra d'Al-
de
FOLHETIH
DE
EMMA EOSA
POR
zayis de miso
:::nn::: de::::::
(Continuago do n. 25 8)
XXVIII
Osear estremeceu.
Ah ah I tem um irmSo em Pariz ?
repetio.
Sim, senhor, chegou hoje masmo, pe-
lo menos foi o que elle, me disse, porque
veio aqui pedir-me que entregaBse urna
carta ao irmo, visto como a hora da visi-
ta ainda estava longe. Tomei a carta o
Jevei-a & sala que elle indicon-me. Foi en-
to que eu soube que o homem era defan-
:.o, e torn i a trazer a carta.
E' verdade murmurou Rigault,
3enhor tem razo, singular que o corpo
nao tenha sido reclamado.
- Nao acha ?
E quando o senhor annunciou a essa
visita a morte do irmo, que entilo produ-
zie isso nelle ?
Pareceu-me mais atordoado pela no-
ticia do que pezaroso, tomou a carta qne
me tinha confiado e parti. O senhor de-
va tl-o encontrado nos degros da escada
exterior, porque elle sabio no momento em
que os senhores apeavam-se do carro.
Oh I com os diabos 1 se en tivesse
sabido I disse o i ex mscate. Entretanto
alguma cousa me avisava de que eu devia
desconfiir desse sujeito. Elle tinha am.
aa
Seu;cumplice.
EntSo Donato commetteu algum cri-
me?
Pelo menos ajudou a commetter....
Ah se eu soubesse... Mas isso
certo ?
Sim, muito certo, e a prova que se
esse sujeito fosse relmente irmo da vic-
tima, como dizia, e nao tivesse nada qua
receiar, teria rindo reclamar o corpo.
Isso l verdade.
Eu bem desconfiei que elle nao an-
dava por aqui de passeio. O padfe ouvio-
me conversar na vespera com dous opera-
rios em urna casa de pasto. Elle compre
henduu que eu viria ao Hotel Dieu com a
polica e adiantou se, afim de prevenir o
cumplice e dar-lhe a senta I E en, que o
tinha a meu alcance e policiaes minha
disposico para agarral o pela golla I....
Que caiporismo !... Mas a cara delle est
me gravada aqu, cantinuou Osear, baten-
do na testa, to bem como a do outro. ..
nao bao de sahir daqui !
Ouvio um toque de sineta, do lado dos
grandes edificios do hospital.
Esse o toque de sabida da manh,
disse o porteiro. Queira desculpar-me, mas
eu preciso ver quem sabe.
E eu tambem, replicou Rigault, por.
que espero um amiga. Agradego-Ihe as
indicacoss que teve a bondade darme.
O porteiro tinha chegado porta do seu
quarto.
Rigault seguio-o.
O dia, comtudo fri, estava muito bo-
nito.
Os raios do sol lancavam um nimbo de
ouro no alto das torres de Notre Dame.
Ouviram se passos, e o Lombriga appa-
receu no meio de um grupo de convales-
centes, dos quaes era elle o mais alto.
Pareuia ter enmagrecido ainda mais,
cousa inverosmil Estava de urna pallidez
esverdeada e caminbava com difficuldade.
Osear toi ao seu encontr.
* Ests vendo, meu velho, sou homom
de palavra, disae-lhe eile. Hora militar 1
Os dous homens apertaram-se as mSos.
Anda d c o braco... accrescentou
Rigault, vivamente ; apoia com forg, por-
que parece que ests um pouco fraoo das
gambias.
E' o effeito do ar lirre, respondeu o
con vales jente, e depois est fresquinbo ;
lemagne, estacionavam alguns carros
praca.
Dous cocheiros, os primeiros da fila
que andavam por all passeando, espera
de freguezes, aproximaram-sejulgando ter
havido algum accidente e informaram-se...
Eis o que ha, disse Trompe-l'OEil.
Estamos procura de urna moga...
cujo desapparecimento parece-nos estra-
nho... com quanto tenha tido lugar apenas
ha tres ou quatro horas
Ora vejam / exclamou o cocheiro,
como ia vestida essa moga ?
Trompe-l'OEil deu lhe os signaes. Ape-
nas acabou de fallar, o cocheiro disse :
Que acaso feliz 1... J creio que
posso dar lhe algumas informagSes...
Ambos adiantaram-se offegantes, ancio-
sos. O cocheiro nSo se apressou, tirou o
cachimbo, e, depois de telo sacudido so-
bre a unha do pollegar, encheu-o de fumo
methodicamente.
Era um bom velho senco e magro, ros-
to cor de tijolo, olhos apenados, malicio-
sos e sempre pestanejando.
Vi-a muito bem a moga de que
falam, disse elle parando a cada pala-
vra para soprar no cachimbo subia a ra
e eu achava a linda e at dizia comigo
mesmo: era capaz de seguil-a, se nao fos-
se to velho. Levava urna cesta no brago
e ia apressada... Ia entrar na confeitara
all a dous passos, quando dous sujeitos
sahiram-lhe ao encontr. Chegaram-se a
ella muito polidamente, de chapeo na mo.
Collocaram-se, um de cada lado da moga.
Eu segua pelo passeio, fumando Joanna
Maria Joanna Mara meu cachimbo
e ouvi o que diziam.
Valentim estava trmulo e enxugava a
cada instante com o lengo o suor que lhe
escorria da testa.
Pego-lhe, fale mais depressa, diga
logo tudo quanto sabe...
Aqui est, aqui est, mogo, respon-
deu o cocheiro com flougma: os dous ho-
mens, depois de terem comprimentado a
joven, purguntaram-lhe assim :
E' a senhora que Mlie. Bartara 1
Eu mesma... O que desejam ?
Vimos, neste instante de sna casa...
De minha casa ? E por que ?
-- Porque tinhamos que dar-ihe uma
noticia m e qua fomos nos os encarrega-
dos disso, na officina de Pantin...
Meu pai! exclamou a moga.
Justamente: trata-se da sea pai...
Aconteceu-lhe alguma desgraga ?...
Uma grande desgraga... cahiu de-
baixo da roda da machina e ficeu com
ambos os ps esmagados...
Meu Deus I...
Houve hemorrhagia... a vida delle
corre perigo... lavaram-n'o para a cama...
o medico nao consentio que fosse trans-
portado. .. Ento deram-no3 o seu ende-
rego, dizendo-mos :
V3o correndo prevenir Mlle. Gabriel-
la e conduzam-n'a, dentro de um carro,
para junto de seu pai!... Viemos a toda
pressa. Em sua casa, disseram-n'os que
a senhora acabava da sahir e puzemo-nos
sua procura... Fezmenta a condeca-
mos um pouco, teudo-a encontrado uma
vez na companhia de sou p ti !...
O cocheiro accendeu o cachimbo com
cuidado, lontaments.
A pobre menina estava quasi des-
fallecida. Um dos homens teve de am
paral-a e conduzio-a assim at um fiacre
que estava esperando-os, a dous pesso3 do
ponto onda eRtacionam os carros. Seria
um fiacre ? Nao o creio. Nao lhe vi nu-
mero. E' verdade que nao prestei rauita
attengo. O que certo que e cavallj
era bom. Parti a trote largo em um se-
gundo tinha desapparecido...
Em que direcgo? perguutou Valen-
tim.
Naturalmente na de Pantin, descando
a ra d'Allemagne. Ao subir para o carro
a joven deixou cahir a cesta. Ninguem
lembrou-se de levantal-a. Eu proprio nao
a vi e foi preciso a chegada dos senhores
e principalmenta o desespero desta mogo
e apontava para o infeliz Valentim
para despertar-ma a attengao.
Valentim tinha quasi recuperado san-
gue fri. A narrago feita pelo cocheiro
dava-lhe ao menos nlguma esperanga.
Ha muito tempo que passou-se isso I
perguntou elle.
Ha mais de tres horas... Ninguem
toma carro aqui no ponto. Nao sei o que
tem os burguezes do bairro... Vo todos
de mnibus, a quinze francos o cento I
Depois desta repente, o velho foi oceu-
par o seu lugar na bolea.
Valentim e Trompe-l'(Eil estavam sem
dinheiro; nao podiam pensar em tomar
um carro; mas tinham boas pamas e des-
ceram, correndo, a ra dAllemagne.
Quando passararn defronte da casa de
Bertara, Tromp-1 Se subissemo8 ?... Augusto viria
comnosco...
Um segundo depois, batiam porta.
Augusto foi quem abrio-a. Estava s
Norberto tinha-se retirado.
Augusto nada sabia. Nao havia sabido
de seu posto e a ninguam vira. Iam tor-
nar a sabir, todos tres, para sa dirigirem a
Pantin, qaando dous bomens entraram
bruscamente sem baterem.
Mlle. Bertara, perguntou um delles,
aqui que mora ?
E' mas nao est em casa.
J desconfavamos disso, porque vi-
mol-a de carro, entre dous iudividuos que
nao a deixaro to cedo, certo.
O que quer dizer "l
Que foi raptada ; ora essa !
Raptada! exclamou Valentim com
um grito de colera e de desespero. Bem o
nao tornare-
sujeito
cara feia... cara d poneos amigos, lh
esse homem era to irmo de Donato como|8enl gs0 ao 8'ahr e* ama 8ala bem qaen
te, mas ha de passar, logo que trennos
bebido am trag".
Ah I ento quem era ?
Os dous amigos sahiram do hospital e
dirigiram-se casa de um vendedor de vi-
nho da vizinhanga.
Ha muito tempo que nao bebes, hein ?
disse Osear. Depois iremos almogar com
bom appetite em uma casinha da pasto da
ra Dauphine, onde has de comer petiscos
da lamber os beigos. E' preciso, absoluta-
mente, que engordes !
Nao ha de ser cousa fcil! replicou
o Lombriga, rindo. Ha quasi trinta an-
nos que omm agrego.
Se fosse fcil, onde estara o m-
rito ?
Depois de tomar absinthio, proposto por
Osear, o convalescente e o amigo dirig
ram-se, um encostado ao outro, ra Dau-
phine, onde entraram na casa de pasto, cu-
jo mrito culinario o irmo de Sophia aca-
bava de elogiar.
Ahi os deixaremos, pedindo ao leitor que
tenha abindade de nos acompanhar outra
vez casa de saude do Dr. Proli.
Luigi e Angelo estavam reunidos no ga-
binete do director desde oito horas da ma-
nh.
O nosso interesse- obrig a-nos a no
perder um minuto 1 dizia Luigi. E' pre-
ciso nao dar tempo gente da justiga para
mez-r-se. Osiar Rigault levou-a ao Ho-
tel Dieu, onde chegou tarde.
O chefe da seguranga (tive certeza disso
honteru) deu busca no domicilio de Donato
e nada encontrou. Interrogaram dous vi-
draceiros chamados Cario e Peretti, mas
sem resultado.
Os policiaes eslo tontos e nao sabem
que fazer. Procuram nos por toda a
parte, a vot e a mim, porque agora eu
tambem esteu na dansa, como voc. E'
preciso que nao nos descubram. E' che-
gado o momento de desfechar o golpe de-
cisivo e tornar para sempre iosondaveis as
trevas espessas que envolvom este nego-
cio.
S depois de amanh que eu pos-
so operar, respondeu Angelo. E' o dia que
marqut;i.
Adianto a data. Faga a operago
amanh. 6u trabalharei esta noite. Nao
deixe um dia de intarvallo entra a morte
de Osear Rigiult e o que resolveu fazer.
Ninguem sabe o que pode acontecer.
Depois de refiectir um instante, Angelo
murmurou :
Talvez tenhas razo.
Com certeza, tenho razo tomou Lui-
gi, e o provo : Admitta que descubram
sabia I... tinha-o dito
mos a vel-a /...
Os que acabavam de entrar chamavam-
sa Simeo e Cbilpric.
Baixos, robustos, hombros largos, rostos
intelligentes e audaciosos, tinham, um com
o outro, uma certa parecenga que muitas
vezes havia os feita passar por irmos,
embora nem fossem parentes.
Estavam, desde alguus dias. ao servigo
de Mourad, que desta vez se nao tinha
fiado nelles, sem primeirameuta tomar in-
formag5aa e estar certo de que poda con-
tal com a sua probidode.
Mourard nao lhes oceultou a aventura
de Li Guzana ; dissc-lho tambem qual era
a misso difcil e delicada que se havia
encarregado de desempenhar em Pars e
aconselnou-lhes qua seguissom a pista do
antigo gal, afim de descobrirem quaes
eram seus projectos e a passoa por conta
de quem trabalhava.
Simeo e Ciiilprlc tinham pertencido
prefeitura de polica, tendo deixado o ser-
vigo em consaqueucia de um malentendi-
do com um de seus chafes, e qual tudo
fizera para rehavel-os ; mas os dous ho
mens, cujo orgulho tinha sido ferido, nao
cederam ; antigos soldados e companhei-
ros de armas, viviam, como irmos, dos
rendimentos de uma pequana heranga que
um delles recebera.
Conheciam L Guyaue, seus hbitos,
seu covil.
Descobriram-n'o logo e nao o perderam
mais de vista, regulando-se por elle e co-
piando-lhe a existencia.
Naquella tarde tinham visto La Guyana
e Loutfard subiraaj para um carro sem nu-
mero, que viera buscal-os porta de uma
casa da ra Lafayetto.
Simeo e Cbilpric, correndo atrs,
conseguiram seguil-o at o momento em
que tambem puderam tomar um fiacre.
Simeo subi para a bolea.
O carro de La Guyane e o companheiro
desceram e comegaram a passeiar us ar-
redores da casa onde morava Bartara.
Simeo e Cilpric entraram em um bo
tequim, sentaram-se o pediram urna garra-
fa de vinho, que despejaran! consciencio-
samente.
Comegavam a impacientar-se, quando
Gabriella sahio.
Nao lhe t-criam prestado attengao se nao
tivessam visto La Guyane e Louffard se-
guram-n'a, subindo a ra.
Vieram por causa daquella moga-
disse Chilpric, attengao !
Pagaram o vinho e puzeram-se no en,
caigo dos dous bandidos.
O fiacre ia seguindo-os, rogando pelo
passeio, mas eram obrigados a guardar
uma certa distancia, porque La Guyane e
Loufard tinham dado por elles e at os
haviam deixado passar, nao os perdendo
de vista.
Desconfiam de nos disse Simeo em
voz baixa.
Na altura da ra de Meaux, viram La
Guyane chegnr-se a Gabriella, esta cm-
bale, r, como ao choque de uma emogao
gama dianteira; o carro de La Guyane
acabava do parar; e viu-se sahir pela por-
tinhola a mo de alguem que fazia signal
a um soldado que voltava para o quartel,
com todo o vagar, do tendo ainda tocado
a recolher.
O soldado aproximou-se.
De dentro do carro, parlamentaran! com
elle, durante um segundo.
L-epois o soldado receben uma carta que
lhe estendiam e, em vez de continuar para
o quartel, pelo caminho que costeia as for-
tificagSas, voltou sobra seus passos e tor-
uou a subir a ra.
Simeo tinha visto tudo.
Toca para frente! meu velho... Pa-
gar-te hei o cavallo, se o arrebantares !
O cavallo tropicou, foi ao chulo e soltou
um relincho de dr ; estava com as duas
pernas de diante partidas.
Pois bem, pigue-o agora, a occa-
fulminante; viram Loutfard levantar a
moga e atiral-a quasi para dentro do car-
ro e este desapparecer, passando-lbes por
diante, com a rapidez de um relmpago.
Eis um trabalho bem feito disse
Chilpric.
Nao teria mos trabalhado melhor!
Subiram para o carro e Simeo mostrou
ao cocheiro o carro em que iam os bandi-
dos, e que se via ao longa, na ra deser-
ta, alumiado de tempos em tempos pelos
bicos de gaz e rpido como o vento...
Nunca poderei alcangal-o, disse o
cocheiro. Levam um cavallo vigoroso; o
meu ha doze horas que est atrelhdo !
Com mil raios I Entretanto, pre-
ciso 1
Impossivel! O cavallo trepega a cada
passo... Embora lhe quebr o chicote no
tombo nao ir alm da barreira...
Nao passava outro carro pela ra. De-
mais, apearem-se e tomarem a subir seria
perderem um tempo precioso.
Entretanto, na barreira, ganharam al-
sio ? disse o cocheiro muito v^rmelho.
Simeo saltou da bolea; mas o carro
que levava La Guyane, Loutfard e a moga,
tinha desapparecido no escuro... Simeo,
sem dizer uma palavra, correu na direcgo
em que vira seguir o soldado e dcangou-o.
Desculpe-me, disse ell, entregaram-
lhe uma carta... ha pouco ?
E' exacto, com a recomrdndago de
leval-a ao seu destino. *
E quanto lhe deram ?
Cinco francos I
Aqui esto viote DG-me a carta.
Encarrego me de entregal-a.
O militar poz se a rir.
Palavra, disse elle, nao cousa que
se recuse. Nao tenho escrpulos; vinte
francos valem mais do qu: cinco. Eil-a !
Ao menos promette leval-a ao seu destino ?
Im mediatamente. Se qiizer, pode
acompanhar-me.
Mas o sol lado j se tiuha ido.
Smelo foi ter com Chilpric, que havia
pago generosamente o cavallo ao cochei-
ro ; depois dirigiram-sa correndo ao ponto
indicado no enderego.
A carta ? Tem ahi a carta ? per-
guntou Valentim.
E' dirigida ao Sr. Bertara, observou
Sime2o.
A Bertara ? Sabero onde est elle
Talvez o tenham raptado, como fizeram
filha I ... O accidente qua lhe sobre veiu,
os dous ps esmagados eram um lugro
com o fim de obrigar Gabriella a entrar
para o carro... De-me a carta, pago-Iba !
Simeo obedeceu.
Valentim leu o sebrescripto e empalli-
cen.
E' a letra de Gabriella ; o que sart
Rasgou o enveleppa e leu-a n um re-
lance. Era curta, alias, e nao continha se-
no estas palavras :
Meu querido pai. supplico-te me per-
does o mal que vou causar-te, mas mais
forte do que a minha vontade e j nao
mais tempo de refiectir. Amo... Perten-
go a um outro... Elle quer que eu o
acompanhe... e parto com elle !...
t Oh I perda-me o abandonar-te... a^ti
que tanto te amo tambem... Tudo me diz
que tornarei a encontrar-me comtigo em
pouco tempo e que, reunidos, seremos fe-
lizes. Alguma cousa ma diz, ainda, que
estou destinada a realizar um dos teus
sonhos o de teres uma velhice tranquil-
la, rodeada de commodidadei, com a cer-
teza de que, daqui por diante, nada mais
f-ltar tua filha, do que necessario
sua felieidade.
Valentim ptssou a mo pala fronte.
E' exquisito, disse elle, desconhego
Gabriella... Nunca ouvi-a empregar phra-
sea como estas... Nao foi ella quam es-
creveu esta carta... Imitaram lhe a le-
tra, eis tudo... Qua duvida reflictam
comigo I... Em primero lugar, Gabriel-
la nao tinha amante... E' uma calumnia
infame... e se eu tivesse em minhas
mos quem teve semelhante idea !

f
!
urna pista, o que possivel, afinal de con
tas, se nao provavel ; que venham c e
que, surgindo a suspeita, carregucm com
Emma Kosa. Outro ha de tentar a ope-
rago (voc disse-me que ella era fcil),
que ser bem sucedida e a pequea ha de
recuperar a vista. Ora, a primeira cousa
que ho de fazer ser confrontal-a com vo-
c.
Nesse caso estaramos perdidos !
Afaste o perigo I Isso depende de vo-
c. Para isso basta praticar a operago
amanh. Osear Rigault com certeza ha
de dormir em casa esta noite. Amanh
de manh nao ha de inspirar mais receio.
- Pois bem, se ja como queres 1 disse
Proli, cautela em demasa nao pode fazer
mal. Amanh a filha de Angela Bernier
ficar cega para sempre.
Muito bam, agora estou tranquillo.
Era chegada a hora da visita da ma-
nh.
Luigi deixou o doutor, que foi ao ser-
vigo.
Comegou a visita.
Dapois da installago da Emma Rosa na
casa da deixou de ir saber noticias da filha.
Passava uma ou duas horas da manh
com ella e deixava-a para voltar tarde.
Nessa manh, havia uma hora que esta-
va com Emma, quando Piroli, acompanha-
do dos seus ajudantes e discpulos, eatrou
no quarto da menina.
Tinha o sorriso nos labios.
Ento, minha senhora, disse elle es-
tendendo a mo a Angela, qua a aceitou,
nao desconfiando que essa mo que &per-
tava estava tinta de sangue, sempre com a
minha joven e synipathiua pensionista ?
- Eu desejaria nunca deixal-a, Sr. dou-
tor. Tenho tanta pressa de vl-a curada.
Tenha mais algumas horas de pa-
ciencia.
Dous dias de espera... muito tem-
po.
Quem sabe se eu nao encurtarei o
tempo.
- O senhor pensa em adiantar o mo-
mento da operago ?
Talvez.
Oh faga isso, Sr. doutor disse vi-
vamente Emma Rosa, de mos postas, fa-
ga isso, eu lhe supplico Se o senhor tem
de reatituir-me a vista, como pens, como
espero, que seja breve, que seja antes
amanh do que no dia seguinte, que seja
antes naje do que amanh. Estou promp-
forga
e cora-
ta. Prometto-lhe que terei
gem.
Nao ponho em duvida a sua cora
gem ; entretanto, pens que ser preferivel
anesthisal-a.
Para que ? Por mais violenta que
seja a dor, hei de soffrel-a se.m soltar uma
queixa.
Preciso ainda examinar os seus olhos-
A menina deitou a cabega para tras, e
Proli, armado de uma lente poderosa, pa-
receu estdar a belida que cobria o globo
de cada um dos olhos.
Annibal Gervasoni estava em p ao la-
do do seu compatriota.
A operago pode se fazer, mestre,
disse elle. No seu lugar, eu nao espera-
ra mais. Com a sua habiliiade maravi-
Ihosa isso negocio para alguns segundos.
Como da minha opiaio, meu caro
Annibal, responden Proli, nao hesito mais.
Amanh tentarei a operago.
Amanh amanh 1 exclamou, ale-
grre, a Bella Hervanaria. Ests ouvindo,
qaeridinha, amanh has de recobrar a vis-
ta !
Nao v to longe com as suas affir-
mago*e3, minha senhora, replicou o doutor,
nao prudente regosijar-se a gente antes
do successo. A sciencia nao infallivel.
Que quer, tenho coofianca no Sr.
doutor e em Deus. A que hora far a
operago ?
- Depois da minha visita da manh, s
onza horas.
As pessoas que se interessam por mi-
nha filha podero asis ir ?
Angelo pareceu hesitar ; porm essa he-
sitago nao era sincera.
Operando em presenga de tantas tantas
testemunhas nao poderiam accusal-o de
desaso.
Nao costume, minha cara senhora,
respondeu elle, ao cabo de um instante;
mas, para ser-lhe agradavel, infringirei a
regra. Os amigos da menina, assim como
a senhora, podero asistir opevago.
Quando disse isso, o doutor estava certo
de que Osear Rigault nao ira casa de
saude no dia seguinte, porque devia ser
assassinado durante a noite.
Obrgada, senhor, muito obrigada, o
senhor muito bom / disse a hervanaria
em voz agitada, porque nao podia dominar
a sua emogo. '
O succe8sor de Grisky deixou as duas
mulheres e retirou-se acompanhado do seu
squito habitual.
(Continua)
c
t?-

I
Emma Rosa atirou-se nos bragos da mi,
que estava a seu lado e balbuciou trans-
bordando de alegra :
Oh 1 mam, mam, amanh poderei
tomar a ver-te, poderei rever o sol, o co,
as flores, todos aquelles a quem amo. Oh!
querida mam, como serei feliz. Parece-
me que isso impossivel, que felieidade
demais, que nunca vira.
E' possivel, queridinha, ha de vir...
e a miuha felieidade nao ser menor do quo
a tua.
Vai avisar o Sr. de Rodyl, meu pai,
da deciso do doutor ?
Sim, minha querida.
O Sr. Dharville, continuou a menina,
e tambem...
Ella interrompeu-se.
E tambem o Sr. Leo Leroyer, nao
assim '( concluio Angela Bernier, sor-
rindo.
Sim, minha mi.
XXIX
Tranquillisa-te, minha querida, tor
non a Bella Hervanaria, o Sr. Leo La-
royer ha de vir, todos os teus amigos es-
taro c. H-i de avisar o Sr. de Gevrey
e esse bom Osear Rigault, a quem deves a
vida.
E Catharina ? perguntou a menina.
Talvez eu nao tenha tempo de ir at
Batignolles.
- Oh mam, a pobre Catharina esti-
mara muito... ella que me quer tanto.
Hontem, quando ella veio visitar-me, eu
senti as suas lagrimas de prazer humede-
cer-me as mos.
Pois bem hei de pedir a algum dos
nossos amigos que v avisal-a. Hei de pe-
dir ao Sr. Leroyer, ou ao Sr.- Rgault que
v buscal-a amanh, porque eu quero vol-
tar logo para junto de ti.
Ento, vai j, minha querida, e volta
depressa.
Angela beijou a filha e sahio.
A su i primeira visita foi para o Sr. de
Gevrey, a quem annunciou a resolucao do
Dr. Proli.
Quero assistir operago, disse-lhe o
magistrado. E mais vontade tenho por es-
tar certo de que ser bem succedida. Irei
com o Sr. de Rudyl.
u
-J
f
(Continuar se-ha.)
Tvp. do Diario roa Duque de Gaxias n. 48-


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EZTUF3SHJ_0NEC0H INGEST_TIME 2014-05-28T00:01:27Z PACKAGE AA00011611_17691
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES