Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17690


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Full Text

\
a kn e ivibio
Pllll A C4PIT.IL E Lt'CARE* ofDE SAO SE PACA PORTK
Por tres mezes adiantadoe .
Por sais ditos idein......
Por ura anuo idern......
Jada numero avuiao, do mesmo i&.
65000
120000
24,5000
0100
Q0A8IA-FEIB O'lMnOtt
PARA DE.VTRO B PORA DA PROVESC.
Por seis mezes adiantados.........
Por nove ditos idcn.............
Por um anno dem..............
Cada numero avulso, do diaa anteriores.........
130500
200000
270000
0iuoj
DIARIO DE
|)r0jmeliai>c fce Jltanxie Ji$atfcte be -lana i -ftlljos


i


Os Srs. Amedee Prlnce A C
de Paria, sil os nossos agentes
exclusivos de annuaftios e pu-
tslle.icdes da Franca e Ingla-
terra.
Os Srs. Wasburne SI-rannos,
de lew-1'orL. Broad Way a.
900, silo os nossos agentes ex-
clusivos do annuncios
tados-Lnidos.
ios JBs
Aviso
Aos Srs. subscriptores deste Diario avi-
sa a respectiva direccao que, do 1." de
Janeiro prozimo em diante, far-se-ha a ar
recadago das asignaturas pela forma se-
guate :
Na cidade do R 'cife e lugares para onde
nSo se paga porte. 65000 por trimestre,
adiantado ou durante o 1.* mez do mesmo
trimestre, 6^500 nos 2." e 3. mezes.
lo fim do trimestre ser suspensa a re-
iressa do Diario aos que nao tiverem sa-
tisfeito o seu debito.
Fora da cidade, nos lugares para onde
se fazetn as remessas pelocorreio, 13#500
por semestre, pago as mesmas condic3es
cima.
Aos que quizerem pagar o anno adian-
tado, faz-se-ha o abate de 10000, para to
dos os assignautes.
TELEGRMMAS
SSSVICO FASTICULAS SS SIAEZO
RIO DE JANEIRO, 9 de Novembro, a
3 horas e 40 minutos da tarde. (Recebi-
do s f> horas da tarde, pelo cabo subma-
rino).
Foi nomoado corrlvo cbefc do -
rriptorio do ajndanlt' do Amenal de
tm-rra de Prrnambaeo. .\apoiena
Prstes.
IHSTRDCCiO POPULAR
HISTORIA ANTIGA
(Extrahido)
DA BIBlilOTHKCA DO POVO E DA8 ESCOLAS
' T i
INTRODUCCAO
Limites da Historia AktioaSa divisSoTk-
pos----pre-histoeicos---o iiomf.m pbe-iiistobicn---
Idade de pedk>--Idade de bronzeRacas uis-
tobicas ou pbikitivasos potos da auti81dade.
(Contimiarao)
Aos ltimos tempos da idade neolithica perten-
cem os chamados kjoekkenmoeddinger ( restos de
coaiaba), que sao grandes agglomeracoes de con
chas de diferentes mariscos, misturadas cum car-
vao, encontradas as costas da Dinamarca, e
rambem mais rei-entemente do valle do Teja, junto
Hugem, pelo j citado gelogo Carlos Ribeiro.
Perteucem tambein mesina epocha as palafittas,
cu povoacoes lacustres, achadas pela primeira vez
no lago de Zuricb em 1853, e que consisten! em
reunioes de cabanas junto das margens dos lagas,
construidas sobro base de estacara mercnlhada
na agua. Ni palaffiltas encontram-se notaveis
vestigios, que pr>m o "relativo adeantamento
da especie humana n'.-.quelles tempos. E' aasim
que a existencia de cereaes demonstra que j ha-
via agricultura; a de tecidos, que a industria se
tinha adiautado ; a de fragmentos de animaes do-
msticos, ura viver social ra va de progresso.
A existencia du utensilios de metal n*s palafit
tas indica que a epocha destas se prende ebrono-
lgicamente ao cometo los tempos histricos, ou
pelo menos ao periodo que preceden a aurora das
miis antigua civilisHCoes do Oriente. Comee
nesse ponto idade de brome, ou aquella em que I
ai armas e os diversos utensilio, at euto con
Atruirfus 'zc'usivtineiite de pedra, comecam a ser
substituidos por curros fabricados de bronze.
A idade de bronze variou muito em duraco nos
diversos p.iizes di Europa, sendo n'alguns povos
urna epochn iuteirameute histrica, e pertencendo,
pelo que respeita a outros, Arebeologia pre-bs-
torica. No scu todo deve considerar-so como um
periodo de traosicao entre oe tempos e os tempos
histricos.
Os povos que fguram na Historia da Aotigui-
dade prov> m de urna das tres racas semtica, cha-
mtica c japhetida (uiais geralmente denominada
aryana ou iodo-europea), as quaea por sso se di-
zem rocas histricas. A existencia des tes tres
troncos primiKivos revelada pela tradicao bbli-
ca e confirmada pelas' modernas investi<,aco>a
ethnographicas. Quando, decorrido longo periodo
depois da creac'io do hometn, Deus, offendido pelos
vicios qne baviam lnvrado em toda a especie hu-
mana, resolveu castigal-a com diluvio, apenas quiz
que escapasse Noe, que era justo, com ana familia.
Terminado auuelle cataclismo, s os tres filhos
delle ficaram incumbidos de povoar o mundo, e
cada um deliesSem, Charo e Japhetindo esta-
belecer-se em ponto differentfB deu origem a urna
raca. Sem ficou na As'a e foi o pai da raca se-
mtica ; Cham passou a frica e originou a raca
chamitica ; e finalmente Japhet, estabelecendo-se
no oriente da Europa, deu origem raca japhetida,
ou aryana, ou indo-europa, assim denemioada.
porque na ana expanso ulterior se extendeu at
As Indias.
( Continua.)
___?ABTE fTIC,
Gtrerio da Provincia
BXPEDIBMTE DO DA 23 DE orUBRO DE 1886
Acto:
O vice presidente da provincia attendendo ao
^ue requereu o juiz municipal e de orphaos dos ter-
mos reunidos de Cimbres e Alag de Baixo, ba-
charel Francisco Caracciolo de Freitas, resolve
e nceder-lhe tres mezes de lic-nca pn ti oria-
mente e sem vencimentos par tratar de sua
aade, devendo o peticionario entrar no goso da
referida licenoa no praso de vinte e cinco das.
Oficios :
Ao commandante das armas.Deferindo o re-
querimento do soldado da Companhia de Cavalla-
na Luis Pereira da Cuaba, autoriso V. Exc, a
vista da sna informacao n. 519, de hontem datado,
a conceder-lhe baixa do servico do exercito, me-
diante aubstituico.
Ao inspector da Sade do Porto.Em vir-
tude de orden do Exm. Sr. ministro e secretario
de estado dos Negocios do Imperio, expedida em
telegrammi de hontem datado, recommendo e V.
8. que redobre de vigilancia no inteiro cumpri -
ment das medidas preventivas da invaso do cho-
lera no porto desta provincia, no consentindo com-
municaco de qaalquer naturesa com os navios
procedentes de portos infeccionados, que s devem
fazer quarentena na liba Grrande, no Rio de Ja-
neiro.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda
Das informaroes prestadas por V. S. em officio de
9 e 23 do corrente sob ns. 718 e 754 cousta existi-
rem na Alfandega 8 temos de pesos e medidas do
systema mtrico decimal destinados s Cmaras
Municipaeg de Alaga de Baixo, Aguas-Bellas,
Granito, Leopoldina, Altinho, Timbaba, Concei-
co e Coneeiyao da Pedra, nao se verificando po
rm se tiveram o conveniente destino os demais
temos remettidos pelo Ministerio da Agricultura,
Commeicio e Obras Fublicas com os avisos de 10
de Junho de 1872, 23 de Outubro de 1880, 28 de
Julho de 1881 e 19 do Abril de 1884.Cumpre
por isso que se proceda a respeito o minucioso exa-
me nos armazees competentes.
EXPKDIHCTE DO SECRETABIO
Edital.De ordem do Exm. Sr. Dr. vice-presi-
dente da provincia faco publico para os devidos ef-
feitos que ao provtmento dos officios de 1. tabelliao
e escrivo de orphaos e annexos do termo de Pal-
marea concorreram no praso legal os seguintes
senhores:
Jes da Costa Reg Lima, Urcino Teixeira de
Barros, Antonio Gracindo de GustnSo Lobo, Mi-
guel Joaquim do Reg Barros, Jos Zeterino Bray-
ner de Souza Rangel, Agg) Cesar de Andrade,
Theophilo Xavier Cavalcante de Albuquerque,
Cicero Vieira Torres Grangeiro, Antonio Cordei-
ro Cavalcante.
E fra do refer Jo praso os senhores :
Alfonso Marinho Cavalcante, Manoel Fernsndes
Calute, Jeronymo Olympio Cavalcante de Albu-
querqne, Francisco Pereira do Lago, Silverio Fer-
nandes de Araujo Jorge Filho.
Ao director da 3. directora da Secretaria
de Estado dos Negocios do Imperio. De ordem do
Exm. Sr vico-presidenta da provincia transmiti a
V. S. a inclusa copia do officio de 19 do corrente
em que o inspector de bygiene desta provincia
remette a no'a das despesas que julga impressin-
diveis para a regularidade do servico a cargo da-
quella inspectora.
Assim respondo ao seu officio n. 4,390 de 13 do
citado mez.
Ao presidente da Cmara Municipal de Botn
Jardn. Com a copia incluso do officio de 21 de
Agosto ultimo o juiz de direito da comarca de Bom
Jardim respondo, de ordem do Exm. Sr. vice-pre
sidente da provincia, ao que V. S. Iba dirigi em
31 de Julho.
Ao commandante do Corpo de Polica.O
Exm. Sr. vice-presidente da provincia, em solucao
ao officio de V. S. de 13 do corrente sob n. 884.
manda declarar que, segundo informou o engenbei-
ro chefe da reparticao das obras publicas j foram
reparados e estao funecionando devidamenta os
combustores da illuminaco a agaz desse quar-
tel.
A' junta classificadora de escravos do muni-
cipio de Garanhuns.O Exm. Sr. vice-presidente
da provincia ficou inteirado pelo officio de 14 do
., corrente de haverem V'n tm anido n esse da,
no cumprimento do que decidi o mesmo Exm. Sr.
em 7 tambero do corrente.
EXPEniBBTS DO DA 25 DE OTrjBRO DE 1886
Actos :
O vice-presidente da provincia em execucSo
da lei n. 2,395 de 10 de Setembro de 1873, resol-
ve nomear para preenchimento das vagas existen-
tes na 12* seccao da reserva e 48 batalbo de
intantaria do servico activo da guarda nacional
da comarca de {tamb os seguintes officiaes :
Id* seccao da reserva
3.* companhia
Tenente, Vctor Correia do Regs Barros.
48* oatalblo de infamara
7. companhia
Alteres, Joao Demetrio de Moura Accioly.
'ommunicon-se ao respectivo commandante su-
perior.
'J vice-presidente da provincia, em execaco
da lei n. 3295, de 10 de Setembro de 1873, resol-
ve nemear l tilio de Figueiredo Lima para o
posto de capto da 5a compinhia do 27- bata-
lbo de infantaria do servico activo da guarda
nacional da cemarca do Cabo, vago por nao ter
Sebastto do Reg Barros Barreto, solicitado a
patente no praso legal.ijommanicou-se ao res-
pectivo commandante superior.
O vice-presidente da provincia, atteudendo
ao que lequereu o 3- escripturario da Alfandega
Odorico Jos Molulo, e tendo em vista as irrfor-
macoes contidas no oficio do inspector interino
da Thescurara de Fazenda, de 12 de corrente,
n, 721, resolve conceder ao peticionario tres mezes
de lcenca com o respectivo ordenado,-afim de tra-
tar de sua saude tora da provincia.
Officios :
Ao commandante das armas.Deferindo o
requerimento do 2' cadete forriel do 14' batalho
de infantaria Gailedonio Lina Callas, autoriso V.
Exc, a vista da sua informacao u. 521, de boje
datada, a conceder-lhe baixa do servico do exer-
cito, mediante substituto.
Ao cooselbeiro presidente do Tribunal da
Relacao do Recif.Transmit] a V. Exc. os re-
qxenmentos em que os sentenciados Henrique Pe-
reira de Lucena, Domingos Prssotti, Jos Patricio
Evangelista e Manoel Carlos da Silva, impetram
ordem de habeas-corpus.
Ao juiz de direito das execncoes criminaes
da comarca do Recife.Sirva-se V. S. de prestar
a informacao que exige o ministro da guerra por
despacho de 13 do corrente, exarado no parecer
da repartice do ajudante general do exercito,
attinente ao soldado do 6- baulho de intantaria
Joo Manosl Alves condemnado pelo jury desta
capital.
Ao inspector interino da Thesouraria de Fa-
zenda.De conformidade com a ordem do Tho-
souro Nac onal de 22 do corrente, n. 222, mande
V. S. effectuar o pagamente da importancia de
74920 proveniente da deapeza, do que tratam as
inclusas tontas feita pelo 14' batalbo de infan
taria com o eaterrainento do cabo de esquadra
Franklin da Costa Maraes e do soldado Jos Go-
mes dos Santos, follecido em Junho ultimo na en -
fermaria militar.
Ao mesmo.D.-claro a V. S. psra o devidos
fin?, que, segundo consta d aviso do Ministerio
da Marinha, de 16 do corrente, fsi autorisado o
quartel general da marinha a mandar desligar da
escola de aprendizes marinheiros desta provincia
o menor Joo, filho de Sopbia Mara do Rosario,
que pagar as desp?zas feitas pelo estado com o
menor.
Ao inspectr da Thesouro Provincial.Para
os fns convenientes declaro a Vmc. que a licenca
concedida por pertaria de 8 do corrente, a profes-
ssra de ensino primario em S. Bento, Julia Mara
Caldas Rocha, Jever Jecorrer daquella data.
Commuuicou-se ao inspector geral da Instrucco
Pub.ica.
Ao director do Arsenal de Guerra.Sendo
de toda a conveniencia que nao sejam augmenta-
das as despezas com jornaes de operarios dos ar-
senaes de guena, recommenda o ministro da guer-
ra, em aviso circular de 14 do corrente, que faca
coustar a Vmc. que de conformidade com o aviso
de 13 de Novembro de 1884 publicado no Diario
Oficial n. 317, ficam supprimidos os abusos aos
respectivos operarios de gratificacoes provenien-
tes de sestos, seroes e outros quaesquerserviyos ex-
traordinarios por clles executado, oque lbe com-
munico para sen conbecimento e devidos effeitos.
Ao Dr. juiz de direito
gueiro.Para execucii do
da comarca de Sal-
aviso do Ministerio
dos Negocios da Justica, datado de 2 de Setembro
prximo (indo, cumpre que Vmc. expeca as conve-
nientes ordens, no sentido de ser remet id i Se-
cretaria desta Presidencia a certido do processo
d-3 Jos Ferreira dos Santos, condemnado pelo
jurydoterm de Leopoldina e actualmed'e preso
na cadeiu de Villa de Flores.
Convem que a referida certido seja aompa-
nbada de urna informacao do juiz da condeinnaco
ou de quem o euccedeu no cargo, conforme precei-
tua o aviso circular do alludido ministerio, n. 287,
de 28 de Junho de 1865.
Portaras :
O Sr. agente da companhia brasilera, faca
transportar crte, por conta do ministerio da
guerra, no vapor Para, procedente do norte, o sol-
dado particular Pedro Ildefonso Freir Gamero
que foi transferido do 2 batalbo de infantaria
para o 10 da mesma arma.Communicou-se ao
commandante das armas.
O Sr. agente da companhia brasilera faca
transportar ac-te, por conta do ministerio da
guerra, no vapor Para, as pracas abaixo mencio-
nadas, que dalli vieram escoltando sentenciados
militares com destino ao presidio de Fernando de
Noronha.
2o sargento Francisco Xavier de Olivera Lu
thjar-1, eabo Antonio Joaquim Goncalves, anspe*
cada Mauoel Gomes de Souza, anspecada Joo
Monteiro da Silva, anspecada Joo Victalino, sol-
dados i'irmino Jos Vieira, Lupicinio Pereira Ra-
mos, Idalino Paschoal Baptista, Manoal Rodri -
gues Tavares, Antonio Joaquim da Costa Jnior.
Communicou-se ao commandante das armas.
EXPEDIENTE DO SrCRETARIO
Oficios :
A ag-nca brasilera.O Exm. Sr. vice-
presidente da provincia manda aecusar o recebi-
mento do officio em que V. Exc. participa que o
vapor Para, chegado hoie s 6 horas da manh
dos portos do norte, seguir para os do sol, ama-
nha s 4 da tarde.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
O Exm. Sr. vice-presidente da provincia manda
remetter a V. S. duas ordens do Thesouro Nacio-
nal de ns. 222 e 223.
Ao Dr. Joo Carneiro de Souza Bandeira,
secretario da provincia do Para.Pelo oficio a
que respondo, de 5 do corrente mez, fico inteirado
de haver V. S. n iquella data prestado juramento
e assamid) o exercicio do cargo de s cretario des-
ea provincia.
Ao director interino do presidio de Fernan-
do de Noronha.O Exm. Sr. vice-presidente da
provincia manda transmit ir a V. S., afim de ser
apresentada ao sentenciado Antonio Bento da Fon-
seca, esnbecido por Tat, o incluso requerimento
por elle dirigido ao conselheiro presidente da Re-
lacao do C-ear, o qual, depois de apresentado,
ser devolvido a esta secretaria.
Ao mesmo.O Exm. 8r. vice-presidente da
provincia manda igualmente transmittir a V. S.
copia do officio enviado pelo mencionado conse-
lheiro presidente da relacao do Cear ae presiden-
te da mesma provincia.
EXPEDIENTE DO DA 26 DE OUTUBRO DE 188G
Actos :
O vice-presidente da provincia resolve no-
mear o tenente Francisco Gomes de Araujo f- cida-
do Jos Bezerra Torres para os lugares de 2* e
e 8 supr/teotes-ito joiz municipal e de orphaos do
termo de Gravat.
Aos nomeados fica marcado o praso de nm mes
para prestar o juramente do estylo.Communi-
cou-se ao respectivo juiz de direito.
Oficios :
Ao commandante dae armas. Sirva-se V.
Exc. do mandar apresentar ao Dr. chefe de poli-
ca, diariamente s 6 horas da tarde, 8 pracas de
cavallaria afim de coadjuvarem o servico das ron-
das.
Ao mesmo. Remetto a V. Exc. a inclusa
copia da circular do director interino do presidio
de Fernando de Noronha attinente ao cirurgio
Dr. Euclides Alves Reqaerao, tenente Manoel
Mauricio Lopes Lima e arferes Manoel Quintino
dos Santos, afim de dar eonheeiment da dita cir-
cular aos interessados.
Ao presidente da provincia da Parabyba.
De conformidade com o que V. Exe. solicita em
officio de 23 do corrente, sob 1,732, providencioi
boje afim de serem publicados no Diario de Per-
nombuco os editaea chamando concurrentes para
contractarem diversos serviros nessa provincia,
antorisados pelas leis ns. 823 e 827, de 5 e 6 des-
te mes.
Ao Dr. chefe de polica. Declaro a V. S.,
para os fins convenientes, e em soluco do seu of-
ficio n. 968 de 4 do corrente mez, que fica appro-
vado o contrato de locaeo de nma casa, perten-
cente a Jos Cordeiro dos Santos, para servir de
cadeia e quartel na termo de Panellas, pelo preco
de 164UO mensaes e a contar do dia 20 de De-
zembro deste anno, data em que terminar o pra-
so do arrendamento do predio, destinado a igual
fim, de propriedade de Antonio Jos Goncalves
Pires Ferreira. Communicou-se ao inspector do
Thesouro Provincial.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda,
Ao cap to do 2o batalbo de infantaria Antonio
Ignacio de Albuquerque Xavier, mande V. S. abo-
nar tres meses de respectivo sold para serem des-
contados pela 5* parte de sens vencimentos, depois
que bouver recolbido a essa Thesou -aria o debito
em que est de 234600 de fardamento que lbe foi
fornecido antes da promoco ao posto que oceupa.
Respondido fica assim o seu officio n. 747 de 22 do
corrente.
Ao mesmo.Communico a V. S., para es fins
convenientes, que o juiz municipal e de orphaos
do termo de Nazareth, Dacharel Manoel Cabral de
Mello, interrompeu a 22 do corrente mez, o exer-
cicio de seu cargo por motivo de molestia.
Ao mesmo.Communico a V. S., para os fins
convenientes, que o bacbarel Adelino Antonio do
Luna Freir deixen hoje o exercicio do cargo de
juis de direito de orphaos e ausentes da comarca
desta capital, por ter sido nomeado por decreto de
16 do correte, desembargador do Tribunal da He-
la ci do Cear.
Ao commandante do corpo de polica. Au-
toriso Vmc. a excluir do corpo de seu commando,
conforme solicitou no officio de 21 do corrente mez,
n. 913, o soldado Manoel Baptista de Souza, visto
ter-ee intilisado para o servico.
A mesmo.Providencie Vmc. para que des-
taquem duas pracas no districto de Nova Cras,
dispoaico do respectivo subdelegado.Communi-
cou-se ao Dr. chufe de polica.
A' junta classificadora de escravos do muni-
cipio de Ciinbie?. Anda nd pode ser approva-
da a nova classificaco, que por copia acompanhon
o officio de Vmcs. de 14 do corrente, hoje recebi-
do. Alm de nao constar se est ou nao esgotada
a classe a que pertence a escrava Eufrasia, casa
da com livre, foi pir Vmcs. preferido o escravo
Pelix, que tem um filho menor de 8 annos, e 2104
de peculio, sobre Lucas, Lauriano, Joaquim e Ma-
noel, os quaes tem, cada um, dous filhos as mes-
mas condices e o peculio que varia de 2004000 a
1004001.
O regular que tenham a preferencia os escra-
vos qne tiverem maior numero de filhos em cir-
enmstancias da circular desta Presidencia de 26
de Junho de 1884.
Por essas razoes procedero Vmcs. a novos tra-
balhos.Remetteu-se copia ao respectivo juis mu-
nicipal.
Portaras :
O Sr. gerente d Companhia Pernsmbucana
mande conceder passagem a r, do porto do Rio
Formoso ao desta cidade, ao Dr. Lauro Castello
Branco e sna mulher, por conta das gratuitas a
que o governo tem direito.
- O Sr. gerente da Companhia Peroambucana
mande dar passagem a proa, at Penodo, na pri-
meira opportunicade, por conta das gratuitas a
que o governo tem direito, Antonia Mana da
ConreicSo, mulher do preso Romualdo Vctor Ro-
drigues, que segu para o termo do Ex.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Officios :
Ao commandante das armas. S. Exc. o Sr.
vice-presidente da provincia, manda communicar
a V. Exc. que, na petico do capito do 2 bata-
lho de infantaria Antonio Ignacio de Albuquer-
que Xavier, sobre que versa o seu officio n. 504
de 12 do corrente, foi hoje exarado o seguate des-
pacho :Como requer, reco'hndo primeiramente
o debito em que est psra com a fazenda.
Ao director interino do presidio de Fernan-
do de Noronha.De ordem do Exm. Sr. vice-pre-
sidente da provincia, recommendo a V. S. que pro-
videncie no sentido de ser apresentada nesta se-
cretaria a petico que o sentenciado Luz, escra-
vo de Joaquim Thcodoro Teixeira, tem de dirigir
ao poder moderador, visto pretender elle interpr
um recurso de graca da pena que lbe foi imposta
polo jury de Campia, na provincia de S. Paulo,
em sesso de 9 de Dezembro de 1865, conforme
declara ns petico enderecada Presidencia e an-
nexa ao officio de V. S., n. 46 de 9 do corrente
mas, que assim fica respondido."
EXPEDIENTE DO DIA 27 DE OUTUBRO DE 1886
Actos : .
O vice-presidente da provincia, em execuco
da lei n. 2395, de Setembro de 1873, resolve no-
mear Ignacio Fernande3 da Silva, para o posto do
tenente da 7< compauhia do 29 batalho de infan-
taria do servico activo da guarda nacional da co-
marca do Cabo, vago pelo aiietiinento de Manoel
Faustino de Mello Azev-io.- Coaimunicou-se ao
cosVnsndaute superior.
icios :
Ao iuspector da Th.-souraria de Fazenda
Communico a V. S. para os u3 convenientes, que
o jaiz de direito da comarca do Cabo bacharel
Francisco Teixeira de S, por motivo de molestia,
interrompeu o exercicio de seu cargo a 18 do cor-
rento mez, reassumin lo'o no da 22.
Ao mesmoA' Jos da Matta e Silva, resi-
dente no municipio de Salgueiro, sirva-se V. S.
de mandar pagar a quantia de 300501)0 de confor-
midade com a relacao junta, importancia de um
seu escravo all libertado por conta da 7 anota do
fundo de emancipac?, observando a ref pe o ds-
posto no art. 44 do regulamento de 13 de Novem-
bro de 1872.Communicou-se ao juiz municipal.
Ao commandante docoroo de policaAtten-
dendo ao que represen tou Vmc. no sen officio n. 907
de 19 do corrate mez autoriso-o a fazer substi-
tuir os turreis e sargento ajudante que se acham
commandando destacamentos em diversas locali-
dades, sem que da adopeo dessa providencia re-
sulte desorganisacao do servico.
A' junta classificadora dj escravos do muni-
cipis de Cimbres.Declaro a Vmcs. em addita-
mentcao meu oficio de hontem qne deve constar da
classificaco a data em que tiver sido constituido o
pecqlio dos escravos que forem clasaificados, afim
de que opportuuamente sejam contados os juros do
taes peculios na forma dasregras 9 e 10' do avi
so circular do Ministerio da Agricultura Commer-
cio e Obras Publicas de 19 de Janeiro de 1883.
(/'ommunicou-se ao juiz municipal de Cimpres.
Ao juiz municipal de orphaos do
Bbm Jardim.Declaro a Vmc. que, Ando o prazo
de 30 das, marcado no edital desse juizo, de 13
do corrente, vista do que esta presidencia deci-
di em 6 tambein do crrante, devem ser-me en-
viadas as reclamacoes apresentadas pelos interes-
sados na forma do art. 34 do regulaunnto de 13
de Novembro de 1872, ficando por isso suspensas
quaesquer decisoes por parte de Vmc. at que se
resclva a respeito.
Ao juiz de paz presidente da junta de alia -
tamento militar da parochia de Nossa Senhora da
Peona de Gamelleira.Declaro a Vmc. em res-
posta ao seu oficio de 17 do corrente, que o Dr.
chefe de polica por officio de 23 deste mez, sob
n. 1037, participou-me haver de novo se dirigido
ao delegado de polica do districto d'essa paro-
chia no sentid) de que trata seu citado officio.
Ao juis de paz presidente da junta de alis-
tamento militar de Bom Jess do* Afflictos de S.
Bento.
Mutatis mutandis em resposta ao officio de
13 do corrente, por officio de 23 deste mez, sob n.
1038.
Portara :
A' cmara municipal de Gamelleira.De-
termino cmara municipal de Gamelleira d as
proviiencias precisas afim de que se proceda nes-
se municipio no dia 5 de Dezembro prximo vin-
douro ele ic Jo para juiz es de paz, visto ter sido
auuullada pelo Tribunal da Relacao do Recife,
a qne te ve lugar no dia Ia de Julho ultimo, se-
gundo declarou-me em officio n. 2627 de 11 do
corrente mez o Exm. conselheiro presidente da-
qnelle Tribunal.
EXPEDIENTE DO SCSETABI3
Oficios :
Ao Dr. jnis de direito da comarca de Bom
Jardim.De ordem de S. Exc. o Sr. vice-presi-
dente da provincia communico a V. S. que teve o
conveniente destino a certido de exercicio aune-
xa ao sen oficio de 22 da corrente mes.
Ao Sr. gerente da Companhia Peroambuca-
na.De ordem do Exm. Hr. vice presidente da
provincia, aecuso o recebimento do officio de 21
do corrente no qual V. S. commnnica que o vapor
Jacuhype, seguir psra os partos do sul at S.
Salvsdor, no dia 29, s 5 horas da tarde.
lio ver no da Provincia
DE
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DU
NOVEMBRO DE 1886
Antonio Pereira da Silva, Benedita Mara da
Conceico e Cosme Jos Barbosa. Sim, pagando
o supphcaute as comedoras.
Antonio Marti as de Oliveira Machado, Francisco
Lucio de Castro, Dr. Hisbello Florentino Correia
de Mello, Jos da Vera Cruz Campos, bacbarel
Joo Buarque de Lima e Osear Destibeaux.
Sim.
Antonio Leocadio do Reg Barres.Deferido
com oficio ao Sr. Inspector do Arsenal de Ma-
rinha.
Antonio Ferreira Borges.Ao Sr. Director do
presidio de Fernando de Noronha para attender.
Bacharel Antonio Venancio Cavalcante de Al-
buquerque e capito Joo Athanasio Cavalcante
de Albuquerque.Deferido por officio expedido a
Cmara e ao Pro i.otor Pnblico.
Alferes Bellarmino Augusto de Athayde.Como
requer.
Cicero Vieira Torres Grangeiro.Sim, median-
te recibo.
Commisso administrat.vao do recolhimento de
Nossa Senhora da Gloria do Recife e padre Flo-
riano de Queiroa Coutinho.Deferido com officio
desta data ;.o Thesouro Provincial.
Eustaqulino Paulo de Lima. Ao Sr. Dr. juis
de direito das execocoes crimiuaes da comarca do
Becite para prestar ao pedido a consideraco qne
merecer.
Epaminondas Se'afim de Mello.At 8r. Dr.
jnis de direito de Timbaba para informar.
Ferreira de Oliveira & Irmos, Jos Joaquim
Aires & C. e Reis & Santos.Sim, com as res-
triegues do estylo.
Fabio Rio.D se.
Francisca Mana da Annnnciaco e Generosa
do Reg Medeiros Cavalcante de Albuquerque.
Sim, sem onus aos cofres pblicos.
Faustina.Informe a junta classificadora do
mnnicipo do Recife.
Henrique Burle CPane portara dando
provimeato so presente recurso.
Isabel Senhornha Viegas.Deferido com o
officio desta data ao Thesouro Provincial.
Jeronymo Odn Ferreira Cabral.Concedo o
prazo de tres mezes, a contar de 5 do corrente.
Jesuina Candida Saavreda de Jrdo e Guilhcr-
mina Libania Saavreda Jordo.Passe portara
negando provimeot i ao presente recursi
Jos Mauricio Alves de Areujo.A vista da in-
formacao nada ha que deferir.
Jos Ignacio Ribeiro Roma.Deferido com o
officio desta data a Thesouraria de Fazenda.
Dr. Jos Julio Fernandes Barros.Aguarde o
crediio pedido ao governo.
Joaquim Duarte Simoes & CConcedo de ac-
cordo com a informacao da Thesouraria de Fa-
zenda.
Capito Joe da Costa Reg Lima.Aguarde a
abertura do concurso.
Nympha Mus Tavares.Nao tem lugar.
Mesa Regadora da Coufrana de Nossa Senho
ra da Soledadc.asse portara na forma reque-
rida.
Mara Antonia da Costa. A supplicante j foi
attendida.
Porrina Jesuina Baptista. Informe o Sr. Ins-
pector Geral da Instrucco Publica.
A mesma. Satsfaca o que exige o art. 157 do
regulamento.
R, de Druzna or. CPasse portara reforman-
do a deciso de que tratam os supplicantcs.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, em 9 le Novembro 1886.
O porteiro, .
Francelino Chacn.
Reparti$5o da Policia
Secclto 2aN. 104.Secretaria da o-
licia de Pernambuc I de Novembro de
1836. -Iilm. e Ex ^r Partecipo a V.
Exc. que foram homteui re olliMos Casa
de DetencSo, os seguintes individuos :
A' ordem do Subdelegado do Recife,
Olympio Simphronio Puntalead, como alie-
nado, minha dispo3c3o ; Manoel Traja-
no Pereira e Thomaz de Aquino, como
vagabundos.
A' ordem do Subdelegado de Santo An
tonio, Mara Rosa do Carino, por offensas
moral publica: Luiz Jos Mendes. Jos
Guilberme Francisco de Sant'Anna, Seve-
ro Jos Fiancisc, Aianoel Jos Pereira da
Silva. Jo vino Cromas de Albuquerque, por
disturbios e embriaguez,
A' ordem do da Boa Vista, Nicolao Ru
ges, por embriaguez e disturbios.
Communicou-me o subdelegado do Re-
cife, que nesta data remetteu ao Dr. juiz
de direito do 1 districto criminal, o inque-
rito policial que procedeu contra Mauoel
dos Santos Cruz.
Pelo delegado de policia de Olinda foi
remettido a esta reparticSo, seis facas de
ponta e um revolver, tomados a diversos
Ossa
m.-r 'y..
a
_auos.
Deus guarde a V. Exc.111 m. e Exm
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Lelo
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de policia, Antonio Domingo
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 8 DE VOVEMBEO DE
1886
Cyrillo Augusto da Silva Santiago e N-
cas da Silva CusmSo.Junte-se copia das
informacSes.
Martiniano de Souza, officios do procu-
rador dos feitos, do Dr. chefe de policia e
do commandante do corpo de policia e fis
cal da eolleotoria da Esoada.Informe o
Sr. contador.
Maria Amalia Cavalcante.Ao Sr. Dr.
contador para fazerera-39 as devidas no-
tas.
Manoel Joaquim da Costa e Mari anno
di C. Entregue-se pela porta.
Cleomenes Lopes de Siquoira e Mana
Dornellas Pereira Coutinho. Haja vista o
Sr. Dr. procurador fiscal.
Joad Gomes Ferreira Maia. Satisfaga
a exigencia do parecer fiscal.
D.. Arihur Garcez Paranhos Montene-
gro e Aristidea Honorio B-zerra de Mo-
nezes, Vinssimo Bezerra dos Passos e Jo-
s Augusto de Mello.Pague-se.
Irino Coelho da Silva. Archive se pelo
contencioso.
Silva Das & C. Escripturese a divi-
da. .
Sebastiao Antonio de Albuquerque Mcl
loe Francolina Maurina da Silva Albuquer-
que. Fayam-se as notas da portara de
licenca.
Francisco Gongalves Torres. Certifi-
que-sc.
Gustavo Mermoud Filho e Firmino Ha-
noel da Silva Braga.Ao contencioso pa-
ra lavrar termo definitivo de contracto.
Vigario Manoel Esperidiao Martins.
Haja visteo 8r. Dr. procurador fiscal.
DIARIO DE PEKMJaCO
RECIFE, 10 DE NOVEMBRO DE 1886
Presidente de Pernambuco
No paquete nacional Bahia, ebegado hontem do
snl, veio, como se esperava, o Exm. Sr. Dr. Pedro
Vicente de Azevedo, digno presidente nomea-.lo
para esta provincia.
8. Exc. foi ssudado com as salvas do estylo, so
passar o paquete pela frente da fortaleza do Bruin ;
e ao desembarcar, no Arsenal de Marinha, foi re-
cebido pelos Exms. Srs. vice-prc;idente, chefe de
policia, commandante das armas, diversos diputa-
dos geraes e provinciaes, funecionarios pblicos e
militas outras pessoas gradas.
Prestoo-Ihe as continencias militares um guarda
de honra do 14* batalbo de infantera.
8. Exc, acompanhaoo de todos os amigos, se-
guio de carro para o pslacio presidencial, onde fcl
receido, aos sons da ausica do corpo de polica,
por outros muits amigos.
A' todos foi servido, as JO horas do dia, um ex-
plendido almoco, em que foram trocados brindes e
saudacoes pela fells viagem e boi vinds do hou-
rado administrador.
8. Exc. prestar juramento hoje, 1 husm. dsc
tarde, perante a Cmara Municipal do Reciba^
em seguida assumir o exercicio do cargo con <
o iestinguio o Governo Imperial.
Homero traquejado no meneio dos publico -
gocos, pois que S. Exc. j presidio as proviBS
do Para e de Minas Geraes, e jamis perdemefc:
vista a successo dos factos polticos, eco noca iea*
e administrativos, o honrado Sr. Dr. Pedro "Jo-
ce tu de Azevedo offerece como garsntia do asrav
governo en Pernambuco as tradicoes que oasi-"
mentam o ser passado.
Dem-.i, S. Exc. homem inteligente e Ilustrad!,
e tanto basta para qu-, accordemente com r.queliae
tradiccoes, justifique as esperabas que todo de-
positamos no desempenho de sua ardua miseao
E diremosarduade industria, por que efEse>
tvamente nao ser de rosas o mar pelo ao*
S Exc. ter de fazer vellejar a nao do sea gn-
verno. Pernambuco lucta com duas grandes diC-
culdades, cada qual mas seria : a financeira >
social.
Urna divida crescida, ornamentos deseqniCfrr
dos, crdito aballado, embaracos na percepcSo xsv
'mpostos, tudo se lhe antolha no problema l^omt-
eeiro : e esse problema pede soluco accommodaste
s cendicoes actuaes da provincia, bracos taa-
b.'-m com a crise econmica, que affliue o mandk
inteiro.
Por outro lado um mo estar geral em relaja*
s gaianias constituconaes, um desrespeito- ctsasr
me pela lei e pela autoridade, o crime alcaadxt*.
eolio e zumbando dos tribunaes, affrouxados' todas;
os lacos de subordinadlo, que constituem as lia
cues necessarias das sociedades bem organieada ;
tudo impo o dever de cogitar seriamente ete. is>-
pr as cousas no seu estado normal, aginde-1
energa e com justica.
A msso de S. Exc, repetimos ardua I
nao fra de proposito tambem assaverar de
que S. Exc. tem os requesitos necessarios jsvaa*
bem desempenhal-a.
Em nos S. Ex:, achara um esteio, anda nr
fi-aco; e o bem que fizer Pernambuco nos IkV
agradeceremos em nome da trra em que nasesasosi
e do povo em cujo seio vivemos e do qual nos \
a forca qne temos.
INTERIOR
Excnrso Imperial
i Junta! ti" Comwrcio, da corte !
Ribeirao^preto, 25 de'Outobrb. Apesar s3s>"
grande chuva que cabio noite e continuou pe&a
manb, partir- s de Pocos de Caldas s & 1/,
tendo recebido Suas Magestades na estaeao- s>
cumprimentos dos Drs. Lopes Chaves, S Leitr,
Tolentino e do Sr. Anselmo de Almeida, di>css>
res da empresa balnearia, e de grande numero ala*
pessoas que all os esperavam.
Disseram-me que Sua Magestade dec 488dc
para auxilio da coostrueco da igrejs, e 2QOd>
para es pobres do lugar.
A's 8 1/2 chegou o trem a S. Joo da- Boa
Vista, cujes habitau-.es tnbam preparado espes'
dida recepeo aos augustos viajantes. A estar*
estava luxuosamente enfeitada. Em frente, >
um elegante coreto, tocava urna banda de cueio,
e n'um estrado, expressamente feito para esa
occasio, notava-ae um bonito arco, em qa* ar
Um os nomts dos Srs. ministro da agricultor,
presidente da provincia, dos membros da directa-
ria e engenbeiios da estrada Mogyans. Eav-
thusiastica e estrondosa foi a ovaco que rcete*-
raa -Suas Magestades ao descerem do trem e ss
trarem no carro que os devia conduzir riada,,
a qual fica um pouco distante da estaco.
< No trajecto, cahio urna das maiores carga
d'agua, que tenho visto. Imagine-se, portsatn,
em qn estado ficaram os qne acompanharai
carro imperial a p ou em troly descobertos Unt
delies, se eu. teve de comprar roupa e sapassst
para poder voltar para o trem.
Suas Magestades foram e ouviram missa $ g*'
ja, regressando depois S. M. a Imperatriz' par
estKcao, e drigindo-se S. M. o Imperador
para a casa da Ctmara, onde, a padidodb De.
Publio Constante de Mello, dignou-se entregar
duas cartas de liberdade, para as quaes coxv-
correu com a matade da importancia da al-
forrias o Sr. Nicolao Heder, e com o resto- a
moradores do lugar.
Por ser da santificado, nao visitn Sua-1
gestarte as escolas.
c O Sr. Nicolao Reder, a quem me refer
pra, veio para o Brasil como colono, depois Jai-
constructor da estrada de ferro Mogvana ; em se-
guida comprou urna fazenda onde fez trabaltec
colonos ; construio mais tarde um engenho cestr',
e preparou lote, que vai distribuir por coleatt*
para plantaco de cauua.
E' um cidado utilissimo e que muito se inte-
ressa pelo progresso e engrandecimento do Braat.
< A cidade estava enfeitada com arcos e bac
deiras, c em urna casa liain-se em dous lindo
transpirantes os seguintes versos :
Junquc-se a ra de d >res,
Corra o povo prazenteiro,
P'ra saudar Pedro Segn lo,
U.-guih i do Brasileiro.
Viva o cidado rnonarehs,
Demcrata soberano,
Merecedor do respeito
Do prr-prio republicano.
H je S. Joo todo ufano
Se considera feliz,
Por se curvar reverente
Ante sua Imperatriz.
Depois da entrega das cartas, regressou OMZ-
MHgi'stade para a estaeao, e em urna das bala
adornada com muito gosto, e na qual se lia eatssx.
qimrtn.i : Aos Augustos Visitantes offerece-po-
vo de S. Joo foi servido um lauto almoco, con-
vidando Su i Magestade para sentar-se mes o
presidente da Cenara Municipal, Sr. Pocopio de
Azuvedc. que tom m lugar direita deS. 4
Imperntriz.
Fndo ohIidoco, entraram no trem Suaa Ms>
gestarte, e as acclamacoes se sUccederam coso iav
i-acnptu-el euthusasmo.
Con&ta-m>- i|U' .Sua Magestade .mandara en*-
(regar u presidente du Cmara a qaantia de
loOJ para "i pjbres\inas necessitados do lugar
Em Ciscave! wVou o trem na liuba princi-
pal da Mopy-iM. TV*8 as estacoes em que
i- ui teva a'guma demora estavam enteitadas es
"iproxnuar-c u trem cubiam ao ar grande orna
ro du gyrnd')las de fogueas, rompendo o pol
em cntnusissticos vivas. Em algumas havia-ba
das de uiiisica, que executavam o bynn aa-
uooal.
. Pouco untos da slaco da L'ge est a Sb->







lUBfYHj


Diario de PArnamtiur.n((uarta-feira 10 de Novembro de 1886
\



senda de SinUTeridiau, pertencente ao Sr. mi-
nistro da agricultura.
a All parou o trem : e ao ioib do vivas e es-
troniar de ligeles, f ram Suas Magestades reee-
bidos p loa colonos eatabelocidoa na fazenla e por
crescido numero de posaoas ulii reunidas.
S. M. a Imptratriz, por cauda do mo tempo,
Scuu no carro ; e 8. M. o Imperador, acompanhado
Kios Srs. Viscoude de Paranagu, conselheiro
ado, presidente da provincia, representantes da
impr-nsa e outroa senhores, tai a troly visitar a
iazenda.
Sua Mageotade eotrou ara d-versas casas de
alono, aterreas* os exansiaou as auas habita-
foes e depenslooaias, procurando informar-te das
ondiees cm quo se ashavam ; examinou o ter-
reiro para caf, e dssa que o melhor que tem
visto.
Tem a fasoada 50 familias de calnos, urna
das qnaes nos dis.-e que cora quatro pessoaa tmha
eolhido, alm de mantmentos, 1,400 alqueires de
5if. Um colono disse a S. M. o Imperador que
linha G:0 105, e perder um, que dera o premio a
ama peasoa que desapparecera. s colonos mos-
tram se satisteitos c viven: alegres.
Soas casas sao boas e nota-se nellas a maior
ardem e es3eio. A fazeoda Santa Veridiana, pela
sua cultora, peloa aperfeicoados machinismos Je
que dispoe e putos m- Ih lamentos que nslla se no-
tam, a mais signi&cativa demonetraco do quatuo
pede faser um espirito pratioo e emprehendedor.
A visita de Sua Sagestade durou mais de
ama hora.
Com as mesmss demonstrares com que faram
reeebidos, retirarasn-se Suas Magestades, .da Lage.
< Produi a man agradavel impresso o pano-
rama que offerecem os terrenos que margeam a
estrada; aqui grandes planicies, que quasi se per-
dem de vista, all moatanbas mais ou meaos ele
radas, a de um e outro lado extansos e viciosos
eafezaes, que pateoteiam a torc pode.osa da trra
roza, tilo afamada. A cada momento ama excla
jaacij chamava a attenco dos viajantes para um
oa outro facto. Estando o dia fresco e nao ha
vendo poeira, porque cbovera, foi a viagem sobre-
nodo agradavel.
A's 6 1/2 ebegmos ao Ribeirio Pret cuja es
iaco e immedacoes es'.avam litteralmente ebeias
de povo. Salvas e foguetes, vivas repetidos o en
shosiasticos e o byinoo nacional, executalo por
duas bandas de msica, foram as significativas
demonstrarles de regosijo da populacao pela visita
de Suas Magestades.
juros do governo geral ; ah est fuucciouando
urna ufficiaa da companhia.
Os paakeirn qu> f irem para o interior te-
rSo de d.irmir no Rib rao Preto, para no dia se-
guate partir para Batataes. O maior declive do
pnlongamento de 3 0|o o as curvas de menor
mo sao de 11,20, isto t o uoi raio d--101,28.
Como disemos no priueipio, a liuha Mogya-
na a mais extensa da provincia de S. Paulo, pois
fica actualmente com quasi 500 kilmetros. Com
i-ffeito as diferentes liabas tem as exteusoes que
4mosai sagaida :
e Cui^in.i h Ribeirao Preto. 313 k.
JX Ribeirao Preto a Batataes. d
Rainal da Paz........
da Ataaaro........30-
< de Caaa Branca...... 5 k.
de Caldas. ... '. 77 k.
494
Anda ficaram em coiwtraeeo 144 k. para
chegar ao Rio Grande.
O costo medio kilomtrico das duas liabas
deve ser de cerca de 25:000003. O capital da
Companhia Moeyana augmentado de 7,000:000*
fica sendo de '20,350:000*000
< O'Vo agora informar que ba aqui ms eir-
cumvisiuhaucae, em diversas tazendas, mais de
300, sendo o maior num ro da do r. Ma-tinho
Prado, um dos mais activos e intelligentes propa-
gandistas da immigracao e a quem ji auito deve
a provincia de 4. Paolo.
Partimos boje para Casa-Branca, onde almo-
caremos, indo pernoitar em Mogy.
aaiSTA DIARIA
KMseslaria le Rendan eraos
Por acra da presidenta da provincia de 6 do eor-
n'nt',.foi aosoendo cobrador da Reeebedoria de
Reoiia.trerafahSerHico Vietor de Miranda
OadseciiiooT Itawvlsaaaal Por postara da
presidencia da 6 deNUovesabru fui nnseado, sob
proaeata do inaa*eo do Tbasura>Usanor Pres-
cilio.no da Cuaba Souto Maior, para exercer o
cargo de esenvo da Cullectoria Provincial do
municipio do Bom Jardim, visto nao ter aceitado
a noineaco Jos G reino Bozerra Cabral.
iul do Imperio O paquete Baha, ebe-
gado hontem do sul, apenas adisatou lacas do
Ao ebegar aa.fim los trilhos, o De. Anieam. sjastita Santo a Aagoas.
Os augustos viajantes foram para a casa do
Dr. Ridrigo Pereire Leite, n qual Ihes preparara
kospedagem a directora da Companhia M igyana.
O logar apreseotava noita o mais be.lo as-
aecto, com a sua britbaute illuminacao.
A' 7 1/2 servio-se o jantar, no fim do qual o
Dr. Ataliba Nogoeira, presidente da compauhiB,
levanten um brinde a SS. MM. Imperiaes.
A's 9 horas, mais de seiscentos colonos, pre-
sedidos de urna banda de msica e desbaldando
as bandeiras portuguesa e italiana, foram em vis-
tosa marcha aux flambeaux at a casa onde se
achavam Suas Majestades, e sendo apresentados
aos augustos viajantes pelo Sr. ministro da agri-
cultura, romperam em estrepitosos vivas a Suas
Jlagestades.
S. M. o Imperador agradeceu, e disse que Ihes
desejava todas as te icidadea.
Partiremos hoje, s 10 horas, para Bata-
nes. >
Ribeirao Preto, 26 de Outnbro.Tendo chovido
aioitoaqui ante-hontem, o nao haveudo ealcai-ento,
ealcole-se corno nao estar a trra roxa em que
se acha edificada a villa! lato, porm, nao impe-
dio que a populacao se manifestaase de modo o
sais enthusiastico para c m Suas Majestades.
Hontem s 6 horas, S. M. o Imperador foi
visitar a p, acompanhado dos Srs. Visconde de
Paranagu, presidente da provincia, Dr. Ata)iba e
outras pessoas, a cmara u unicipal, onde foi re
cebido pelos vereadoes e secretario, ao son do
ivmno nacional ejecutado por urna banda de
siasiea, que estava em um coreto, subindo ao ar
grande numere de girndolas de foguetes.
Dep cotas publicas e no coll-gio particular, interuat > e
exteraato para meninas, denominado de Nossa
Senbora da Honceicao, de que directora D. Ade-
laide faixo, e em qie csto matriculsdas 40 me-
ninas.
. Sua Magestade examinou ama ntereasante
menina de neme Innocencia Cunha e mostrou-se
xoaito satisf-:ito com as respostas que slla deu, e
beta assim com o asseio e ordem que notou am
:udo, digoaode-ee de deixar em um livro a data
da su 1 visita c a aua assigoatura.
Em seguida examinou a construcco da nova
adeia. Qiaodo saino da cmara municipal Sua
Magestade entrn na antiga cadeia, onde ns ha
yia uenDum preso-
Vol'ando casa em que est hospedado, sa-
bio de carro com S. M. a Imperatriz, dirigindo-se
para a igreja-matiiz, onde foi recebido pelo vicario
da fregUHzia e ao aom da msica ejecutada por
ama banda postada no coro.
. Suas Magestades depois de fazerem oracao,
percorreram a igreja e em seguida a villa, visi-
tando o ceiniterio e o matadouro.
Aasistiram dep >is os augustos viajantes i
.nauguraeo das of&nas, que a companhia Mo-
gyana aqui estabeleceu, com as machinas e appa-
relkos necessarios para concertos, sendo acompa-
nhados pela directora, eng--nhuiros e pelo Sr,
Iwinerd, boj" chefe da traeco e das oflieinas e
ene cok 1675 loi o macbinista qoe cjuduzij Sua
Magesisjde na inauguraco at Mogy.
Antes de comecar o trabho o vigario da fre-
guezia beozeu as oflieiuas.
Alm dos semanarios, assistiram a inaugura-
cao os Srs. ministro da agricultura, presidente da
provincia, hs pessoas mais importantes do lugar
e grande concurso de pova, tocando escolbidas
secas a msica do corpo policial que anu est.
Finda a ceremonia reeolheram-ae Suas Ma
gestadi-s a sua residencia, Imocaram e s 10
joras, entraram ao trem que os deva conduztr at
ao fim dos trilhos no prolongament), e a Ba-
tataes.
Os augustos viajantes foram no oiesmo carro
aberto cm que snbiram a serra de Caldas. Houve
ama pequea parada n. importante ponte sobre o
rio Pardo e na estaco des te neme, que estava en
feitada e onde muta gente esperava Suas Ma-
gestades.
Puuco depois do maio dia chegaram esta-
co de Batataes,que ettava eofeitadacom a maior
elegancia e gasto, havendo um coreto em que to-
caya urna banda de msica. O povo, que alli es-
tava levantou euthusiasticos vivas e subiram ao
ar extraordinario numero de foguetes.
O trem aegnio at a pouta dos trilhos, no ki
ometro 69
Com a viagem de Ribeirilo Preto a Batataes
vao inaugurados mais 40 kilmetros da liuha Mo
gyaua.
Na ponte do Rio Pardo foi admirada a bells-
ima cantara de 1' qualidade e cor de rosa, em-
pregida nos ancontros e pilares.
Informaram nos qu- nao ba igual, pelo menoa
30 Brazil, e qu 1 a 10 kilmetros da ponte ba
della grande quanti ade.
Sobre o trecho inaugurado do Ribeirao a Ba
tates, transcrevemos do Diario Popular o se-
guate :
A ponte tem tres vaos de 41 metros cada um.
Os eocoutros e pilares sao de alveoaria e a supe-
rstructura de ferro, com vigas superiores ainen-
cauas, do systema Pratt e, construidas na fabrica
Seystone Bridge C, Pittsbourg. Dous kil-
metros adiaote da ponte est a estaca) do Rio-
Pardo.
Antes de ebegar ponte ha orna liada linha
recta de mais de 4 kilmetros.
Da estaco do Ri -Par lo de Batataes Bbe
1 linha, fie.indo esta cidade no meio de campos
enormes.
A esostruccao da estrada do Ribeirao Preto
a Batataes foi facilima pirquaoto o terreno bem
conformado, com pequeas ondulaces, sendo a
ponte do Rio-Pardo, de que cima fallamos, a
nica obra de arte importante.
< As distancias das eataco sao as seguintes :
Ezequiel de Ce.margo, jciz municipal do Ribeirao
Preto, pedio a Sua Magestade para entregar urna
carta de lberJade, couceiida pelo Sr. Pedro Vaz
de Almeida a um seu escravo. Sua Magestade
respondeu que o faria com o maior praser e eu-
tregando-a, dase ao lib .reoseja muito bjra ci-
dado.
s Da p >nta dos trilhos voltaram Suas Magesta-
des para Batataes, onde foram alvo das maiores
demonstrares de regosijo por parte da populagao,
sendo reeebidos pela cmara municipal, autori-
dades e muitas pessoas do logar e das circumvi-
zinbancas.
Em um carro puxado por duas parelhas de
cavallos brancos, psrtiram Suas Magestades para
a cidade que fica a 3 kilmetros da estacao.
< Abi chegando entraram na igreja, sendo reee-
bidos pela irmandade incorporada e debaixo do
pallio, cabindo sobre elles urna ebuva de flores,
atiradas oor senhoras e meninas, que se achavam
as tribunas e no corpo da igrfrj*.^
Depois do fazerem oracao, retiraram-sn Suas
Magestades com as mesmas formalidades e S. M.
o Imperad ir, ac npanhido pe 1 Sr. Visconde de
Paianagu, ministro da agricultura, presidente da
provincia, juiz de direit), promotor publico e pre
sid.'iite da cmara, foi percorrer a cidade. Visirou
taco Preto pia Paulo
fiibeiro-Preto. . .0 k. 313 k. 417,5 k
Rio-Pardo. . . 25 k. 318 k. 442 5 k
Batataes. . 49 k. 362 k. 466/. k.
As sttitudes dos diferentes pontos sao as se
gnintes:
Ribeirao-Preto...... 520 metros
Rio-Pardo........600
Estaco do Rio-Pard.....581
Batataes.........894
As obras de arte que existem do Ribeiro-
Freto a Batataes sao as seguintes : 42 boeiros
abertot, 16 de capa, um poi tilho de seis metros
del vao, doas pontee de 10 metros sobre o Rib -iri 1
Froto e a ponte do Rio Pardo.
< A villa do Ribeirio Preto fica sendo ponto
terminal da iiuha Mogyana provincial e ponto
inicial do prolongomento que tem garanta de
em primeiro logar a cadeia, onde interrogou os
dous presos que aili havia e em seguida a cmara
municipal quo fica no pavimento superior do mes-
mo edificio.
Depois foi a urna escola de meninos e a outra
de meninas, a primeira frequeatala p >r 22 alum-
nos e a segunda por 25. Persorreu diversas ruase
visir- u o cemiterio, ree.ilhendo-se casa cm que
deixara S. M. a Imperatriz cora quem se dirigi
para a estacao, parlindo para o Ribeirao Prut j s
4 iioraa da tarde.
A populacao de Batata s preparon-se Dar r--
ceber coadigaamente Sa>s Magestades. Nao e a
estacao, camo tam bem as c isas v as ras, estavam
eoteitadas e haviam sido levantados diversos ar
eos. A commissao comeada pla populac. e que
dirigi os festejos, adornou com muito bom gosto
a casa de recepcao e preparou urna esplondida re-
feuao. ^^
Informam-nos qoe Sua Magestade deixou 3 W
para auxiliar os melhoramentos de que carece o
cemiterio, 100i paraos pobres mais neceseitad >s
e 100 para principio de peculio da liberdade de
um eicravo qu eneontrou na caaeia e disse ter f-
gido por ser maltratado, ordenando, p irm, ai Dr.
juiz de direito qne tomasse todas as inforraacoes
c que se o escravo o merecesae uzease a indicada
applicacao, e no caso contrario applicasse-a pra
s libertaco de outro que della fosse merecedor.
Ten o mameipio de Batataes seis a vete mil
habitantes e est nelle bem desenvolvida a cul-
tura do caf. Existem j algumas machinas para
beneficial-o. Entrega tantes a criacao do gado.
A cidade est bem situada ; tem alguns bins
difiuios, principalmeite no largo da Matriz e fa-
zera-se alguns no mais prximo da estacao, o que
dar em resultado o augmento da rea da m<-sin t
cidade.
Est em coustrueco o edificio para a cmara
e para a cadeia, o que orna necessidade, p js o
actual nao polo ser peior.
Tem a cidade alguns botis, seado o principal
o do Commercio, que est em Jim bom edincio. o
hi alli nenbum jornal.
O trajelo do Ribeirao Preto a Batataes e a
continuafo do bellissimo panorama, a que me re-
fer.
E' preciso ver para faser idea da pujanea das
trras d>-a(as paragena, da esplendida e luxurian-
te vegetaco deste solo, que anda espera em grao
de exteuao o braco trabalhad>r qu; delle iar
brotar com a abundancia a felicidade.
A's 6 horas chegaram Suas Magestades ao Ri
beirao Preto, e depois de jantar receberain os
comprimentoa de nuicas pessoas do lujar.
Em om coreto em frente residencia trape -
rial, tecoo a banda do corpo policial diversas
pecas.
Ribeirao 'Preto urna villa qoe tem todas as
condico '9 para crescer e prosperar; tem ras ex-
tensas e largas e alguns edificios reculares ; ha
aqui j um deposito de machinas para beneficiar
cat e arroz o diversas lejas bem sortidas.
O que contraria ao p meo os seus habitantes
a trra roxa que, qnando cbove, torna-se lama
val insupportavel e quando o tempo seceo, levan-
ta om p arroxado que faz o martyrio das lava-
deras. Mas como este mundo de compensad-oes,
se ella traz estas contrarieda les, presta-se admi-
ra vel mente cultura do caf e outras preciosas
plantas.
A casa em que estilo hospedadas Suas Mag-'s
tades pertence ao Dr. Rodrigo Barreto ; um ex-
cellente edificio, de grandes proaatroees, muito
bem dividido e adornado com gosto e inesuo com
luxo.
O Sr. Pedro Vas de Almeida, que aqu mui-
to considerado e estimado, deu aos re preseai notes
da unpreasa a mais cordial e francahospitalidade,
e hontem ofereceu aos da da capital e de Campi-
as e da Gazeto. de Noticias e Jornal om lauto
banquete, ni qual se trocaram muitoa brindes.
junto villa acham-so situados os terrenos
cedidos pelo ministerio la rasenda ao da agricul
tura para a fuudaco de um ncleo colonial. Es-
tas trras fazera parte da fazeuda Ribeirao Preto
Abaixo, coja diviso judicial acaba de ser realiza-
da, tocando fazenda na ti mal o qoiiih > de dous
mil e oito hectares approximadameme que com-
portara o estabeleeimeut > de duzentas familias, ou
mil inmigrantes, lotes ruraes de dez hectaics Es-
ta rea suffiei'-ate, sendo excellente a qualidade
e poslcao das trras.
Cortadas de aul a norte pela estrada de ferro
M.'gyaua eesteudendo se desde a villa at s mar-
gena do Rio Pard >, ucbain-S'' perfeirainente cerca-
das por aquello rio, pela estrada de ferro e por es
tra las de rodag ni e caminaos que se cruzara em
dwersas direccoes.
As trras roas su 1 neontcatavelmente as mais
ferteia e procuradas nao s para a cultura do ca-
f, como de c-reaes, a boa dispojici topographi
ea e as abundantes aguadas remera todos s re-
quisitos exigidos para a fuodaci 1 de um excellen-
te ncleo agrcola.
Da planta que vimos o unieo inconveniente
que sen daca irregularidade em alguns pontos
do permetro, onde ficaram enera vados pequ-nos
qulnhoes de particular -s, que, nao hesitaremos af-
firraar a couveni'iicia da sua aeqosicao, sanando
aquella d.tfieuldade e augraeutaudo a cre.icao d -
ura ncleo que ser de grande futuro e laivez o
que menores sacrificios de tuniafo exija do Es-
tado.
Alm das vantagens naturaes, aqui ap raladas,
accresce a de acnarera se eases terrenos cercados
de fasendas impot tantos, onle encontrara os in-
migrantes durante as folgas das soas lavouras e
principalmente durante o noviciado das nosaas
praticas agrcolas, poderoso auxilio que Ihes off--
rec- o trabalho da grande lavjura, alias mu bsm
remuuerado.
Mas, tornado o ncleo vavel, nSo dex-'mos
desdeja de gara arir-lbe a eetabilidade que sopo
der vir da modiuidaJd das tantas daa estradas
de ferro, qu-, taes como sao actualmente, absor-
vem em fretes quaesquer resultad 18 dos produc-
tos col niaes.
D.'Stes trabalb s e bem assim da organsafo
dos ncleos colomaes da provncia c do aproveita-
mroto para immigraates das trras prximas da
Capital, est enea'regado o'engenheiro Jeaqu m
Ro iriguea Aotuaes, qoe tio boas servicos tem
prestados immigracao, tend desempenbado com
a mii ir a ieitule e intelligencia as mais impr-
tanles commisaes.
Fallei ua explendda manifestaco feita an-
te-hontem noite a Suas Magestades pelos.co-
lonos.
Eis o qne colbemoa das f.lhas:
Espirito Santo Datas at 1 de Nvembro :
Prosegua em seus trabalhos a Assetnbla Pro-
vincial, que maadou felicitar ao presidente da
provincia por urna commisao de seu seo.
A aieama corporaco inserio na sua acta de 27
de Outobro um voto de pisar pelo trespasso do
seuador Jos Bonifacio di An Irada e Silva, sus-
pendeadoos seus trabalhos desse dia e mandando'
pezames illustre familia do finado.
Le se na Prooincia do Espirito Santo de 29 de
Outubro:
Por cartas do Cehoeiro de Santa Leopoldina,
sabemos que na manb do da 23 do correte foi
brbaramente esp meado o cidado Joo Goncal-
ves das Candis pelo allemo Rodolpho de tal.
o D1 esp uuaueuto resuitou fiear o cidado
Caadcas com um gravo ferimento na cabeei.
c Eits facto criminoso originou-se em urna fes-
ta familiar havida o a casa do digno agente con-
sular da Allemanha, o Sr. Dietz.
U.n irraao do ferido teve urna altercaclJ da
palavras com Ridolpho, e Candis ve de inter-
vir- Amigos d'este, que se achavam presentes, o
seguraran) para Uval o do lugar oud se achava
Rodolpho.
Este, aproveitando o eosejo, a falsa f, tan-
ge-lho ama furmidavel cacetada na cabula, e, ia-
continenti, montando a cavallo, fugio.
Alagos Ua'as at 7 de Novembro :
N'jsse. da passara' o Or. adrainistracao da provincia ao seu suecessor Or.
Jos M >reira Alves.
L-raos no Diario da Mnita, de 4 :
O Exm. Sr. Or. t innnan ., digao presidente
desta provmsia, por act> de 28 de Outubro ultimo
ordeoou ao Theaotiro Provincial que iudemnisas-
se aos empregados pblicos o descont de 20 ,
que suffreram em seus vencim nt13, e que deste
raez era diante pagtsae o tbesouro integralmente
os Viinira-ntos.
li ndeu a Alfandega de Macei em Oatubro
97:601*599
FuKulai de La FontalneRecebemos
os fascculos as., l' 14 e 15 desta obra, texto por
tuguez de diversos autores, illus'rtcoes de Gus-
tavo Dor, edicio daCasa Dtvid Corazzy, de Lis-
boa.
E, como j temos dito, urna importante obra,
que merece lugar slaeto as b)as bibio'h -e is.
I.ailre* de avallo-N madrugada de
hontem, os ladres, arrumbando urna parede d
estribara existente no sitio do Dr. Luiz Ma. hado
Botelho. no Campo Graude, penetrara nj interior
da infama estribana, e d'abi roubaram dous caval
I os de sella.
Nao forara presentidos, e ileram as -de cilla
Diogo.
Presidente da ParabybaNo paquete
nacional Ilahia chegou hontem o Exm. Sr. Dr.
Gemraianj Brasil de Oliveira Goes, ex-presidente
da provincia das Alagoas c numeado ltimamente
para desemp.-nhar igual cargo na provincia da Pa-
rabyba.
*. Exc. segee para alli boje, no referido paquete.
Kt-otu de Kimss Senbora dofiuade-
lupeA que devia celebrar-se, na ciuade de
Olinda. no domingo uroximo, foi transferida para
a dib 26 do mez do Dezembro deste anao, por mo-
tivos imperiosos.
lilil ArcheoloRtoo Araaah,
hora a > cosluano, haver sessao ordinaria do Ins-
tituto Areheulogico e Geographico Pernambucano.
Acto de reslsriiaoA jfolha da oorte inti-
tulada O Rio de Janeiro, de 28 do mez prximo
fiado, notioiou o segainte :
Celebraram -se hontem varias missas pelo re-
pouso eterno da presada mi do Sr. conselheiro
J ji Alfredo.
81 para transes to dolorosos existe alguma
coosolaco, esta poder, Ulves, eocontrar o illus-
tre hornera de Estado na demonstrbalo que Ihe fi-
z irara seua naraerosiasimos aunigos, cuncorrendo
em maesa quel.'a piedosa ceremonia.
Grande oumero de senhoras, os Srs. prasiden-
te do conseibo, ministros do imperio, da justica
e gu-rra ; o Sr. Ceode de Baepeudy, presidente
do Senado: quasi todos os Srs. senadores e depu-
taos presentes na corte; msmbros de diversas
corporaees sceotificas, litterarias, militares e ar-
tsticas ; magistrados, advogados, mdicos, pro-
lussores, funceionarios pblicos de todas as cate-
goras, jornaiistas, coramerciantes, todos eucheram
o v,sto templo de S Francisco de Paula, demons-
trando ao Sr. conselheiro Joao Alfredo o alto
apreco t-m que tido, e quanto so identificara
coui o seu grande pesar.
Pacnldade de Dlrcllo Eis a lista dos
estudantes que serio chamados para fazer prova
escripia hoje :
Ia. anno
Ns. 242, 245, 249, 251, 255, 256, 259, 262, 263,
26-1, 265, 266, 267, 268 e 269.
Supplentes
Ns. 270, 271, 275,270, 277, 282. 283 (em 2*
chamada, ns. 3, 6, 7, 9, 10, 13, 16 e 21.
2.0 anno
Ns. 182. 183, 184,185, 186, 187,188, 190, 191
19i, 193,191,1%, 199 e201.
Supplentes
Ns. 202, 203, 205, 206, 207, 208, 210, 211, 212,
213, 214, 215, 216, 217 e 218.
3." anno
Ns. 187, 188, 189, 190, 191,192, 19, 196,197,
198, 199 e 200.
Supplentes
Ns. 201, 202 (em 2 chamada) os. 1, 2, 1, 8,10.
13, 33,36,37 e 42.
Os exames oraes do 4" anno principam na
sexta feira 12 do correte
Aeos do S". anno
Resaltado dos de houtem:
Gaspai Vicente da C >sta, plenamente
Manuel Dias Poutual, idem.
Da vi no dos Santos Poutual Filho.
Manoel Joaquim Machado Jnior, idem.
Math-us de Souza Machado, lem.
R 1 ilpho Gonzagit de Menezes, idem.
Estes rec-beram o grao de hachare! em scien-
cias jurdicas e sociaes.
Exames defrancezHoje serio chamados, s 3
horas da tarde, a exarae d froncez at o numero
de 40 estudantes, sendo preferidos os que apre-
S'-utarem exame de portoguez, mesmo dentre os
que j foram chamados, e cuja admisso dependia
dente ultimo
Eximes de portuguez do dia 9 :
Mana Augusta Lina de Azevedo, plenamente.
Osear Alberto Luis de Azevedo, dem.
Joaqciin Carneiro d Aadrade Mello, idem.
Demetrio Joaquim Rodrigues, idem.
Alr'rodo ed Miranda astro, idem.
Edgar de Novaes Carvalbo, snnplesment?.
Cnstociio de Guamo Uehoa de Carvalbo, idem.
Antonio Sucundino de Bairoa o Silva, idem.
Antonio Vascuncellos dos Santos idem.
Alfredo Wauthier deSouss, idem.
Foram r^-pr ivados na prova escripia oito, e na
prova oral des.
Hoje somente haver prova oral dos que fise-
ram a ercripta no dia 8.
Encola formalResaltado dos exames de
hontem :
/. aitno
Abdislo Caldas de S Barreto, plenamente.
Alfn do Ildefonso Barbosa dos Res, idem.
J auna Estelita Pereira de Lyra, idem.
Aut ra j Ribeiro Campos, idem.
Mara Francisca de Brrros Campello, idem.
Jos Bsnrra de Oliveira, approvado.
Hoja sero chamados os seguintes alumnos
mestres :
1* anno
Tbornaz Antonio de Barros Campello.
Jos da Hora Beda
(Juilnerme Das F ij,
D. Lucinda Ferreira de Souxs.
D. Hermina (lluminata Garca,
D. Amaiis Florentina Rosa e Silva.
3 anno
Vlcnnte Ferreira de Araujo Lima.
Jovino Rodolpho de Oliveira.
Joo Fernandes Soares.
D. Felsbella Amalia de Miranda.
D. Mara Josefina Vergoeiro Costa.
D. Am lia Rosa do Brasil.
Rolo e ferltnentoa Hontem, esrea de
5 1/2 horas da tarde, no largo das Cinco Ponas,
quando se recolhia ao respectivo quartel a guarda
de honra do 2o batalho, que. fez as eontueocias
militares ao Exm. Sr. Antonio Francisco Pereira
de Casvalbo, presidente do Rio Grande do. Norte,
um grupo de capoeiras travoa I ula, jogandu pe-
drada e cacetadas, do que itMltou diverso* feri-
mento e contusoes, sendo ni ,fenseuto fifi tai por
faca.
s>pois desse feito briiktmtt, a cajsoeiraatm iia-
pescou.
Ferimento leve -Ante-hontem, s 6 1/2
horas da tarde e na ra do Amorim freguezia de
S. Frei Pedre Goncalves, foi, por om individuo
desconhecido. terido com urna facada o creonlo
livre, natural das Alagos, solteiro e pratico do
porto, Jua. Jlonifacij da Silva.
O agresaor poz-se ao fresco.
Examinou o ofendido, ajpedido de amigos deste,
Sr. Dr. J. J. de Souza.
Socledade Monte Pi Rom Boc
ceaaoEata assoeacao proceden n> dia 7 do
coi rente a eleico para sua nova directora, a qual
ficou assim constituido : .
DirectorBenigno Jos de Figneredo.
Vice- 'irectorManoel Augusto da Fonc;ca.
1" secretarioArtbur B. de A. Campos'
2" secretarioUbaido Baptsta.
OradorJos Francisco de Mello.
ThesoureiroManoel Jos Henrlque.
BibliothecarioDavid Gentil.
Vogacs -Carlos Bandeira de Mello, Jos Vicente
Ferrjira, Francisco Pedro de Bajros, Manoel
Rodrigues Bicerra.
C"mraiss<'B de contasTimaz Marques Vieira.
Elias Emiliano Rodrigues, Pedro Theodosio R.
Pinto.
Cbft do Carpina Obscrvacoes thermo-
mtricas :
6 de Novembro
H,ras Therm. cent. asp. do co Direcco do vento
6 23* nevoeiro ESE
9 27> clniVa E
12 30f> nublado E
3 3101 sol E
9 25 luar Dia 7 millo
6 22 cuhva Nollo
9 25-2 chuva 8
12 SJ9i sol S
3 9sW4 sol ESE
6 2106 claro ESE
9 24* luar Dia 8 Nulb
6 22 nublado Malla
9 282 sol SE
12 30" sol E
3 8 m sol E
6 27^ claro E
9 25:. luar Hallo
Directora dus miran de conserva-
rn don portoBoletim meteorolgico d
diSd- N remero le 1886 :
Hjcus
11 I Barmetro a,T6n9So
26-0
287
29-0
293
27 6
761i20
76238
762n>00
760'.M)
76">n31
18.27
17.82
18.15
19.7J
19.07
71
il
62
to
76
Temperatura mxima3U0.
Dita miuiana253.
Evaporaco em 24 horas : 10 soli'"l, d som-
bra1"'J.
Chuvaoulla.
Direcco do vento : SE todo o dia com iuter-
rupeo de ESE durante 45 minutos.
Veloeidade media do vento 0,79 por segundo.
Nebuloaidade media : 0,5
UinbeiroO paquete Baha trouxe do sul
para :
London Bank 250:000*000
Eugleah Bank 26:00O{>O(i0
Martina Fiuza & C. 2:0000O0
B. Lepes Alheiro 2:000^000
O vapor Ipojaca levou para o norte divtrsos
aquuitiade 76:12U560
Pedro alegando Ameraran Ti-ii--
Krapb and Cable Gompany. Est se
terminando na Inglaterra o cabo submarioo qne
nos vem unir aos Estados Unidos e d'abi com a
Europa cerca de 4,000 milh :s, para dentro em
pouco tempo gozar o publico de mais esta melho-
ramento. K' urna empresa New-Vorkense encor-
poradane-te Estado.
Os governos do Brasil e Venezuela fizeram coo-
ceseoes tavoraveis companhia.
Os preces sero estabelecidos mais baixos que
os das outras buhas telegraphic.as, visto o accordo
feito com as liobas terrestres dos governos brasi-
leiro e venezuelano.
Os telegrammas desta cidade chegaro ao seu
destino em um quarto de tempo do que necessa-
rio actualmente para a sna transmisso >n Eu-
ropa.
A ponta meridional do cabo comecar no Para,
sendo Viseu o local escolhdo, onde est em exe-
cu\'io a coustrueco da linha que mede e rea de
22 kilmetros da mesma estacao de Viseu costa.
O'alli passar a Cayenna, na Guyana Franceza,
onde tocar indo ento embocadura do Oriuoco,
onde se ligar com algumas liabas terrestres de
Venezuela. Neate ponto o cabo seguir pela cos-
ta venezuelana, lado do norte, onde tocar outra
vez, commuoicaudo em Caracas e outras cidades e
portos da repblica. \
De Venezuela e cabo ir directamente a Porto
Principe, Hayti, um porto importante, e deste ul-
timo ponto o cabo seguir em linha recta a New-
York. Establecido o cabo submarino New-
Yurkense e a sua juneco com a rede europea as
Antilhas e o accordo feito com as linhas terrestres
do Brasil e Venezuela sem duvida um grande
melhoramento obtido, qoe muito satisfar as exi-
gencias do commercio, estreitando suas relacoes
com o mondo intoiro.
Costones dos Indioa gainneya
As mulheres sao de um typo repugnante^ e tm
sempre a cara pintada. Por todo vestido tem urna
curta saia ; mas sao Ioucas por misangas e usam
as orelhas urnas grossas argolas.
O matrimonio prohibido entre os paren tes pr-
ximos.
0 indio que deseja casar-se leva e deposita um
feixe de lenha porta da sua pretendida, cuja
disposco poam a lenha e retira a certa distan-
ca. A mulber consulta os pas : se aceita a pro-
posta ella recolhe a lenha, se nao queima-a no
mesmo lugar, e o solicitante nao deve pensar mais
n'ella.
A ceremonia do casamento muito simples : o
mais velho dos parentes, com iatervcuco do caci-
que, corta urna madeixa de cabellos da fronte dos
iuivos e guarda misturados comsigo at morte.
E' desconhecida a polygamia entre todos, ex-
cepcao dos caciques.
A mulber domina o marido e mais valente
que alie, e por isso muitas vezea, quando briga, o
mata ; mas quando morre ella enterrada com os
filhos pequeaos, se os tem.
Pbenomen** cariosoReferem as Nove-
dades, de N uva-York :
A menina Lilban Paol velava na noite de 18
de Jolho, no quarto dA pai. Fazis. urna grande
troroada: o granito fus liga va as vidracas, e vi-
vsimos relmpagos taziam de qoando em quan-
do, refrectiodo n'uma bandeja que estava sobre
urna mesa.
A rapariga levantou-se para mudar de lugar
a bandeja, cujas scintillacoes lhe incommodavam
oa olbos. Mas, ao pegar oa bandeja, um relampa -
1 a obrgou a voltar o rosto. Laocou sobre a
aduja nma cobertura qualquer, e assim a guar-
dn, sahmdo do quarto.
Na manh seguate vose com geral surpre-
za retratado o caso, com assombrosa parecenca, o
perfil da rapariga- Um photographo tireu a pho-
tograpba da bandeja, e varios electricistas ha-
bis estao fazendo experiencias afim de ver se
eonsegoem saber a causa de tal pbenomeno.
0 electricista Daft, inventor do motor do seu
nome, explica o caso, suppondo que o retracto foi
[.roduzido pela oxidaco instantnea do verniz
qne cubre a bandeja, e que deve contar entre os
eos agredientes o bicarbonato de potassio, o qual,
eomo-se sbe, muito sensivel dos raios solares.
< A luz do vivissimo relmpago, refl ictida oo
rosto da rapariga, foi bater nos vidros da jaoella,
os qoaes, pda aua vez, I ncarara sobre a bandeja
com o surpreheodente effeito que deixamos uar-
rado.
Ulllldadn dos banbos aaisradoa.
Reapeito a utilidade dos banhoa marinos em rela-
^Si medica, cu adoptados c 'mo meio de cura para
. Igumas molestias, repetmos a proposito o que es
creve o Dr. iuelli no seu bello livrnho Norma
dos Banhistas.
E' fora de duvida que as aguas marinas provi.m
muitissim nos ugoigi lamentos da figado e do ba-
f 1 e iias infinitas derivacoes da escrfula.
Albert Assegi>nd disse :
Os banbos de-mar sao ntilissimos as doencas
proveoieates da diminuico das potencias vitaes,
quaes sao as molestiao escrofulosas, e istopor cau-
sa r*a propxiedade emiaentemenfe tnica e exci-
tante destea banhos, que augmentan a energa dos
Blidos, apertura 03 poros da pelle, cjudensam qs
fluidos e ss repeliera da cireumfereneia ao cen-
tro.
o Hufelan os chamou nma dasprimerasneces-
sidades das actuaes gnracoes.
Uteis aos deb is de aoapbrodesa, os pequeoos
rachticos gauhain as suas forcas assim como os
aeus 0S8O8 se indiretam logo, e coraecam a correr
e a saaveose desembaracadamente, antes mesmo
que tenba logar um sensivel melhoramento na de-
formidade do esqueleto.
Sao os banhos de mar de grande utilidade em
todas as perturbaces das menstruaces as mulle-
res enfraquecidas por algnm aborto, donde abun-
dara secreces auormaes por qualidade e quanti-
dade, as ieaoes do ulero, abaixameato, desvia-
toea.
Qaer-se dar ao ba bo de mar um previlegio
social qual o de provocar e augmentar a fecundi-
dade.
A anemia, companhera sempre das molestias
esci-btuioras, cura-se completamente anda melhor
que nao se cura entre as paredes domesticas.
< Uteis sao em muitas doeucas cutneas, emp-
ees herpeticas. florescencias da pelle eeremas; na
cbagas se cicatnsam muito depressa, diminuindo
o vulume dos tumores lymphaticos.
Em alguns catarros broncbaes dependentes s
por vicio de secreco pela laxido dos tocidos, lu
erar o banho de msr, feito, porem, somente nos
diaa de vero.
As pessoas iracas e delicadas, e sobretudo aos
meninos rachiticos e escrofulosos, torna-se de van-
tagem o espojar-se sobre a areia da praia marina
e com ella cobrir o corpo, permaneceado assim p >r
ii'gum t mpo expettos ao sol ; se faz um baoh 1 de
Sol, muito proficuo tinto aos debis e hos meninos
(panto aos individuos que eofirem de afieccoes
i'beuraatoas.
s lactantes ni de.vem temar banbos martimos,
e em geni nao sedev rao levar ao mar os meninos
abano de trez annos ; tambem neste caso, porcra
quando o banho nao fosse bem supportado pe
meara), se dever suspender o uso, limitando.se a
ima simples iramerso ou a um banho muito rpido
esperando a idade dos 6 aos 7 anno-.
i.gualinentc nao devem ser aeonselbados os ba
nhos de mar aquem est sfiectado de doenca do
eoriiQao, ou auj'dtos a vertigens, ou acongestoes da
cabeca, c igualmente paseo os devem tomar os ve-
Ihus, os comales cutes, rs doentes d'olbo3 etc.
As pessoas de logares de trra firme que se
transportara urna inarg 111 marini afira de em
preheuderem urna cura pe'os banbos d'af;ua sal-
gada, ob'eein de ordinario vantagein tambem cam
acetada, e da reep-race do ar marino, impregna-
do de muitissimas molculas d'agua de mar.
l.'ra tal ar geralmente estimado como extraor
dinarlamente benefieo para os pulmoes e pjr isso
deve aconselhbr-se aaquelles, que resdem em lu-
gares de mar, para o fim de curar-se o demora-
rem-se o mais que for possivel, especialmente du-
rante as horas quelites do dia, na margem de mar
asseutau io-se sebre a cesta, ou tambem, a em
prehenderera trequentes passcies sobr: o proprio
mar.
Na oecaeiao, e depois de terem consultado o me-
dico, podero tomar igualmente dous baubos ao
da.
Lucraro depois urna conveniente comida, e um
rgimen de vida corroborante, como terabem o apro-
veitar, moderadamente e por quanto o permitta o
proprio estado de saude, variados divertimentos
que offerece e novo lugar de babiltaco.
Na Italia deudo alguns annos, guiada de ver
a iramensa vantagun que tirara os meninos escro-
fulosos dos banhos de mar, a cardade publica le-
vantou apropriads hospicios marinos, aos quaes
sao mandados das Communas os meninos escrofu-
losos a gosar da cura marina, com a sua summa
vantagem.
Estabelecimentos de bachos marinos se acham
em todas as cidades de mar, ha os pblicos e gra-
tuitos, ou privados ou com entrada retribuida.
Em geral so deve dizer, que os banhos de mar
hoje, tanto pelo lado hygenico como medico gosam
de grande apreciaco, se tambem nao se chega a
ter, como Sparta e Athenas, les qne os prescrevam.
Em todos oa lagares onde se tazem banhos, de-
vem baver acertadas providencias afim de queno
succedam desgracas, e presten) prompto soccorro
nos casos de necessidade, seja que um individuo
veaha a ser atacado d'algum mal durante o banho
ou que, accidentalmente ou por falta de cuidado
se ache em perigo de afogar ou outro.
Se reclama juntamente que estejam promptos os
meios de salvamen'o, e que os guardas saibam
usal-os.
Proclamas de casamento Foram
lidos no dia 7 de Novembro na matriz de AfFoga-
os sguintes :
Pedro Valentino de Veras com Joaquina Mafal-
da Alves de Carvalbo.
Jovino Sergio de Albuquerqtte Mello com Lucre-
cia de Pai va Campos.
Tbeitooio da Costa Torres com Euthichia Ma-
ra Torrej.
Patricio Cecilio Damaceno com Claudina Miria
da Conceico.
Francisco das Cbagas Albuquerque com Rita
Francisca da Costa.
Joo Mauricio da Silva com Horoncia Valenti-
n de Queiroz.
Foram lidos na matrs da Boa-Vista em 7
do correte:
Antonio Nunes Pinto com Rita da Conceico.
Bacharel Aprgio Augusto Ferreira Chaves com
Julta de Almeida.
Bacharei Carlos da Costa Ferreira Porto Car-
reiro com Anna J isephina Pires Ferreira.
Antonio Bezerra de Mello com Ernestina Bel-
mra de Figoeirdo Mello.
Horacio Ferreira Bastos com Mara Augusta
Sjoza Foaseca.
Placido Antonio Vieira com Joanna Theotonia
das Meres.
Gustavo Lucio Mergnlho com Mara Amelia de
Brito.
Cbristovo Breckenfeld Vieira da. Silva com
Mra do Carmo Pedrosa.
Augnsto Fernandes do Reg com Rita Carolina
Paiva Fiuza.
Dr Augusto Coelho Leite com Emilia Rodrigues
Guimares.
Lmo Barbosa Malta com Severina da Silva
Barbosa.
Jos Jacintho Ribeiro Junioi coa Lbania Go-
mes da Silva
Joo Fraucico de laula com Josephi Mara do
Espirito-Santo.
Zetir no Lourenco Martins com Acacia Cam-
pello de Andrade.
elides.Eflectuar-se-hao:
Hoje :
Peto agente Pestaa, s 11 horas, no armazem
do Anues, de gneros de estiva.
Amanh :
Peto agente Modesto Baptsta, s 11 horas,
ra de Domingos Theotonio o. 15, da taveroa ahi
sita.
Pelo agente Silveira, s 111 /2 horas, na Asso-
cia.'o Agrcola, de assucar.
rVto agente Gusmo, s 11 horas, na ra do
Visconde de Goyauna n. 24, de diversas movis e
objecios de casa ue negocio.
Sexta feira :
Peto agente Martins, s 11 horas, na ra das
Flotes n. 19, de movis, Ioucas, vidros, etc, etc.
Peto agente Pinto, a 11 horas, na ra do Bom
Jess n. 43, de urna caixa com facas de mesa ava-
nadas.
Missas fnebres.-Sero celebradas :
Amanh :
A's 7 hora na matriz da Boa-Vista, por alma
da Jos Affinso dos Santos Barros; s 7 horas, na
ordem Terceira do Carmo, por alma de Jos Foa-
Muim d Lima Beirao; s 6 horas, oa igreja de
Nosaa Senhora ds Penba, por alma de D. Mara
Maciel Vlonteiro.
Pawsitareitos Sabidos para os portos do
norte no Vapor uaciooal Ipojuca :
D. Siivina de Paua Rodrigues, 2 netos, 2 cria-
das, Joo Fernandes Alves ue Carvalbo, Alfredo
Santiago, Antonio Piplo, Rosendo Antonio, Ga-
brl I Igoez, Antonio Jos Pereira da Silva, Fran
cisco Epiphanio, Luis Antonio de Souza, Joaquim
Guimares, D. Adelia Clelia Valado, Manoel da-
Coste Cunha Lius, Olynto Pompibo de Mello, Arri
Pedro, capito Capi'ulmo Cesar Loureiru, sua se-
nh.ira, 5 filhos e 1 criada, Jos e"edro, francisco
Pedro, Luiz Chapeto, Antonio Daro, Francisco
Mazolli.
Chgeadjs dos portos do sul no vapor nacio-
nal Baha. :
Dr. Pedro Vicente de Asevedo e sua familia, Dr.
Jos Domingues da Oosta e sua familia, Augusto
F. de Souza Lean, Th- odorico de Magalhes Cas-
tro, Anastaqio\e Mara (criados), Mana Benedicta
e Benedicta, *"J O Soares, alteres Jos de An-
drade N. Meirelles, Jos da F.raseca e sua familia,
soldado Jos Antonio dos Santos, Dr. Aristides
Galv.) de Queiroz, Jesuino de C. Mattos, Antonio
de L. Braz Piuheiro, Paul da Silva Leite, Joo
C. de Lyra, Antonio dos Santos Porto, Joo Ra-
mos, A. de Vaeeoncellos, Antonio M. de Oliveira,
Lmo A. de Carvalho, Adelino Joo de Souza, Ma-
noel do Nascimento Los, Joaquim Luz Wander-
ley, Babiense, Miguelli Pinto, Dioclecio Accioli,
D. Leopoldina Torres Vedegal, John Simitb, J.
Mortha, Henrque da Silva e Joaquim de An-
drade.
Lotera da corte Eis a lista dos nme-
ros mais premiados nal." parte da 25.a lotera
200a em beneficio das obras do hospicio de Pedro
II, extrahida 28 de Outubro :
premios de 100:0001000 a 1:0001000 -*
OO.-OOOOOO
20:000000
5:000000
2:000*000
2:000*000
1:000COO
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
600*a00
600*000
2792
9123
U5c6
2708
6339
4723
4935
5773
7118
7178
8963
2791
2793
9133
9154
?PPBOXIMAOOES
I'KKMIOS DE 500*
89 3259 5879 7602 9985
361 4641 903 88*2 10033
3099 4647 7348 9323
PREMIOS DE 200*000
892 4742 9306 11302 12144
1953 5256 10080 113S9 12660
2986 63o 10094 11585 13021
4625 7970 10516 11591 13235
4684 8915 10681 11724
PllEMIOS DE 100*000
25'I 2665 5312 8536 11841
718 2896 5566 8964 11877
764 2995 6*82 8998 11975
1278 3060 6477 9171 12325
14 7 3537 6688 10631 12*01
1679 3982 7061 10667 12426
1862 4251 Si.70 10878 12641
1954 4756 8347 11204 18495
22:0 5100 8360 11388 18521'
2608 5160 8449 11814 13918
Casa de DetencoMovimeuto dos pre-
sos do dia 8 de Novembro :
Existiara presos 800, entraram 10, sahiram 10,
existem 300.
A saber :
Nacionans, 277, mulheres 4, estrangelros 8, es-
cravos sentenciados 4, prucesiado 1, ditos de cor-
receo 6Total 300.
Arracotdos 270, sendo : bons 261, doentes 9
Total 270.
Moviraento da enfermara :
Ti/era m baixa :
Manoel Oomasiodos Santos.
Libanio Jur de Sant'Auna.
liOterla da provincia Quinta-feira,II
do Novembro, ao meio dia, so extrahir a 9.* parte
da 1.* lotera em beneficio da Santa Casa da
Misericordia do Recite, pelo novo plano appro-
vado.
No consistorio da igreja de Nossa Senbora da
Conceico dos Militares pera, feita a extraeco
pelo systema da machina Fiehet.
LoteraA O* parte da 1* lotera da provin-
cia, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, pelo novo plano, cujo premio grande
100:000*001^, ser extrahida amanh 11 de Novena-
te, princip ando a extraeco aomeio da.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa da fortuna, ra Primeiro de Marco ouo?e-
ro 23.
Tambem acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns 37 e 39.
I.i.lerin Extraordlarla do Vpiran
Ka -O 4." e ultimo sorteio das 4. e 5. series
desta importante lotera, cujo maior premio ce
150:000*000, ser extrahida no dia 20 de Novem-
bro.
Acham-se expastos venda os restos dos hi-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Mareo
n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
botera do RioA Ia parte da lotera
n.366, -o novo plano, do premio de 100:000*000,
era extrahida no dia .. de Novembro.
Os bilhetes acbam-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da rrteA Ia parte da 201 lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:000*
ser extrahida no dia 12 de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acbam-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Matadoaro PublicoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga _70 rezes para o consumo
do dia 10 de Novembro:
Sendo: 55 rezes pertencentsa Oliveira Castro,
4 C, e 15 a diversos.
ercado Municipal de 8. JosO
movimento deste Mercado no dia 9 de Novembro
foi o segninte :
Entraram :
33 bois pesando 4,019 kilos.
341 kilos de peixe a 20 res 6*820
107 cargas de farinha a 200 ris 21*400
24 ditas de fructas diversas a 300 rs. 7*200
5 taboleros a 200 ris 1*000
16 Sumos a 200 ris 3*2UU
Foram oceupados :
53 columnas a 600 ris 16*200
21 compartimeutos de farinha a
500 ris. 10*500
22 ditos de comida a 500 ris 1*000
641/2 ditos de legumes a 400 ris 25*800
16 ditos de suioo a 700 ris 11*200
11 ditos de fressuras a 600 ris 6*600
10 talhos a 2* 20*000
2 ditos al* 2*000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1 ris 54*000
2 talhos a 500 ris 1*000
Deve ter sido "arrecadada neste dia ;
a quautiade 197*920
Reudiineuto dos dias 1 a 9 de No-
vembro 1:606*180
Foi arrecadado lquido at hoje 1:804*100
Precos do dia :
Carue verde de 320 a 560 ris o kilo.
Caroeiro de 700 a 800 ris idem.
S unos de 560 a 640 ris idem.
farinha de 240 a 320 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 res idem.
Feijo de 560 a 640 idem.
Tribunal da Relaeo
SESSO ORDINARIA EM 9 DE NOVEMBRO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SB. CONSELHEIRO
QDINTINO DE MIRANDA
Seeretario interino Dr. Alberto Coelho
A's boras do costme, presentes efr-Srs. desem-
bargadores em nume o legal, foi aberta a sessao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados oa fetos deram-se 03
seguintes
JCLGAMENTOS
Habeaa corpus
Pacientes. ...
Manoel Jos de Miranda. Indeferido, unni-
memente.
Eduardo Martine*.Nogou-se, unnimemente,
por nao ser caso de habeas-corpus.
Joo Francisco do Nascimento. Mandon-se
ouvir s juis de direito do 2 distrieto.
Recursos eleitoraes
Do Catle do RochaRecurrente Salvano Car-
doso de Araujo, recorrido o juno. Relator o Sr.
?I
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1
>



Diario de Pernambucoiinarta-feira 10.de Novembro de IHH6
M

V

conselheiro Qeirui BirroaDeu-se provimento
em part', unaniir.'-im nte.
De Garuar. K-rorreuto Francisco d.- Olivei-
ra Valen?, rooorrid* > jarao. Relator o Sr. des-
embargaior Buarque Lima.Negou te pruviinen-
to, unnimemente.
l)e Tnati.>i Rcorrente o juizo, recorrido
Jet Zferino Aives d Mello. Relator o Sr.
deseiuoar,'. !>r T>-.-iui> Bal taloDeu se provi-
nieato, aunDiui-mie, para a annullar a ava-
liacao.
De OlindaRecorrente rrancisco Luiz d* Sil-
va, recorrido o jaizo. Relator o Sr. dest-miar-
gador Pi.es Per reir Nao se totnoa couherimeu-
to do r.'cuiso. udanneai nte.
De S Juo da i'-ir.ibyb*Recorrente o juizo,
recurrido Januai io d* Coita Bnt .-. Relator o Sr.
desembargador Monteiro de Andrade. Deu se
proviinenta, ananiuieincnta.
Do Catle do Roeut- Recorrentes o juizo e
Salviauo Card s i ae Armij recorrido o juizo.
Relator o Sr. deseinb.ir{aUor Prea Gongalves.
Dcu-se provimi*Gto. uouoiin 'mente.
Frorogacaa de inventario
Inventariare D. Hara Angla de Moraes Pal-
CO.t'jire 1 -u at O praz > pedid >.
Aggravo de peti-'u
Do civ-'l do R cifeAg.ravau.te Joaquina Lo-
pes Teixn'ra, aggravadu Joaquim Fernao'ics da
Silva. Relator o Sr. cns'llieirj Queiroz Barros
Adjuntas os Srs. deaeiabargadocea Pir.'s Goucal-
ves a Al ves Ribeiro. Negou so provimento,
Mudamente.
Appellaces crimes
Do RecifeAppeiiaute o juizo, appellado Igna
ci Luiz de Mour. tlielatnr o Sr. desembargador
Pires Perreira. DJu-se provimento, unuuime
ment-.
De GaranhunsAppellan'e o juizo, uppclludo
Francisco Br.z Rymeiro. Catatar o Sr. desembar-
gador Pires Ferroira.Vlandmse a novo jury,
unnimemente.
Embargos infri agentes
De JaboataoEinOargante o Barao do Limoei-
ro, embargado Luiz Cesar Pinto de Parias. Re-
lator o Sr. dVscinbargador Pires Perreira. Revi -j
sores o Srs. d-'seuibariraorcs Mo iteiro de An-
drade e Pires (oncaives. Nao ae toiaaa conb"
cimento dos embargos, noanioi mente.
Apni-1'aces civeis
Do RecifeAppellaute Ifletor M oreira Lopes,
appellado .Man el Albino N Ain-jriui. R-lator o
Sr. desemb argidnr Pires Ferreira. Revisores os
Srs. desembargadori s Moutt-iro de Andrade e
Pires Ooncalvea.Foram desprez. Jos os embar-
gos contra o voto do Sr. doseuibargador Pires
Goncalves.
Do RadieAppellaute Miguel Jase Barbosa
Guimara-'S, iipacllad* D. Mara da Silva Campos
Guirnaraes. Relator o ttr. d- sembargador Tosca-
no Barreta. Revisores os Srs. desembargad res
(Mirara Maaiel e Pire, tamaaraForam auapru-
zados osembiro?, nnanimsntOBte.
Appellacoes com oerciacs
Do R cif.i Appellante Lu lvico Gomes da
Silva, appellado Joaquim Na la) Ferrara Re-
lator o Sr. desembargador Pms Fernira. Rcvi-
QDf Cbr /liAppnllaotej Cbriipiniano e Seve-
ri -a i, appellada a j ntica.
Appellacoes cimmerciaes
4o Sr. desembargador Pires Goue-alves :
De Ala.i NovaApoidlante Manocl da Costa
Travassos, appe'Udos Brito Lyra 4 C.
Ao Sr. desembargrdor Alves Ribeiro :
o RecifeApRallantes Moreira Irrnaos & C,
e a coinpanhia de seguras Amphitrite, appellado
os mesmos.
Encerrou-se a aesao as 2 horas da tarde.
quera attribuir-oie ; provada a inl-ncio culposa nsinam erros aos tillus e compram voiuntaria-
Jiiula Coinwercial da cidade do
Recife
ACTA DA SESSO EM 4 DE NOVEMBRO
DE 18F6
PKSSTDBNCIA 00 ILLM. SR. C01OINDAD0R ANTONIO
GOUES DR IIIRANDA LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimarae*
A's 10 horas da manh, declarou-se aborta a
sessao, estando presentes os Srs. : deputados
liuto Bastos, e .mmeuJador Lopes Machado e
supplente Hennino de Pigu.aredo, faltando com
participacao o Sr. delatado Beltro Jnior.
Lida, foi approvada a acta da precedente sessSo
e fes-se a leitura do segninte
EXPEDIENTE
Officios :
De 30 do mes findo, da Junta Commercial de S.
Salvador, dando sciencia de ter o Sr. Barao d.'
Guahy assum'do nessa data o exerc\'io do cargo
de presidente da uvsina junta. Accuso-se a re-
cepeo e archive-se.
Da Junta dos Correctores dt'3ta pra?a, datado
d'' 30 do mrz findo, enviando o boletim das cota
co: 8 ufficiae8 de 25 a 30.Para o archivo.
Da mesan junta,' datado do 30 do mez prximo
findo, coinmuincand i o numero de cota^oes effe
ctuadas pelas correctores.Archive-se.
Diario Officiae de ns. 290 a 293 Si jara ar-
chivados.
Foram distribuidas rubrica os soguintcs li-
vros :
Coutas correntes do afrente de leilojs Modesto
do Reg B iptista, copiadores do Correia & C sac-
ci SMT0, c Je Soares do Amaral Irrnaos.
Jos Luiz de Souzh, assignou termo de fiel de-
pi^itario dos ^eneros que receb r no trapiche Ba-
rao do Livr&m ato e expedio-se-lbc o competente
titulo.
Foi assignada a carta de matricula do Franco-
lino Rodrigues de Moura, natural desta provincia,
de 3t annos de idade, socio da firma .loa Rodri-
gucs de Mouia & Iruiao, co:n loja de fazeudas por
grossoe a retaihd roa do Livramento desta eida-
da n. 34.
DESPACHOS
Petic m :
Do gerente da Compauhia de Trilhos Ubm ta
do Recife a 1 'linda e Babariba, para que s> jain ar
chivadas na f rma da lei o balanC/O da companhi .
procedido a 30 de Ju iho prximo pHes4di>, e a re-
lacao nnmiual dos aeeianiataa.Sejaui archivados.
De Manoel do Nascimeuto Cesar Burlamiqui,
Thomaz Jos de Guatnao, Jos Isi i .-) Haroi
Alfredo da Silva Guimarii-s, Mo 1. s'.o do Reg
Baptata, para que ae rexistra o couhecimcuto ",----". z ,, i>ap:ista, para que se rorisir-i o couueciuicuiu i
sores drade e Pires G nc Uves. ro cnhrmida a sen _K calr.b(,
tenca, aaaniawmeute. __ I V,. H,.,.rim.. Gnilh^rm.. Steni.le. dem, de inte
I>o ReciteAppellaote Salzer Koiklin, appel-
lado Miguel lveo Lima. Retal r o Sr. desem
bargador Toscano Barreto. Revisores os Srs.
desembargalore" Olivcira Maciel c Pires Perrei-
ra. Forma desprezados os embargas, unnime-
mente.
passagi:xs
DoSr. eoaselh iro Araujo J r_" ao r. consc-
couselhoiro Qiciioz Barros :
AppeUseio commercial
Do Rjeifeppellaate Antonio Pinto Osorio,
appellados Birtholom-u *i C, successores.
0 Sr. tnelheiro Araujo Jorse, como procura
dar da conji c promotor dajaatica, deu parecer
nos seguintcs feitos : *"
Appel'aeOcs criraes
De BezerrosAppellaute o juizo, appellado Pe-
dro Go nes da Santos.
De Cimbres-App'llante Antoa appellada ajasticoi.
Do .t. e Qnciroz Barros ao Sr. des-
embargalor Buarque Li na :
Ap a'llafo crime
Do Limoeiro (!e Alarde*Appellante o iuizo,
appellaao Manuel Joaqun Pessoa.
Do Sr. deeembargador lluirqie Lima ao Sr.
desembargador Tojcmoo Darrvto :
Appellac.io commercial
Do RecifeApp> llar Ernesto &c L'opoHo,
appllndo o curadar fisea da massa fallida Os F-
lix Gomes Coimbra.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
desembargador M aiteiro de Andr>de :
Aop-llaco crime
De GaranhunsApp: i .u'c Juliao Toixcira do
Santos, appellada i. jaatiea.
Appcl' iro-s commerciae*
DaParahybt Appellaiite J s Ferreira da
Silva, appellados Silva Perreira & C.
Da ParahybApp-llantes D. Munoella de Me
nezes e Silva e cuta, appellados Figueiredo &
Irmo.
Do Sr. dcscrabarjador Pires Gon?alves ao Sr
desembargador Alves Ribeiro :
De Heurique Guilberme Stepple, dem, de inter
pre'.e do coiumerc'oDeferida.
Da Antonio Marques de Amorim Juni-r, C.n
dido Casimiro Guedes Alcoforado, Augusto l'into
de Lemos, Pedro Jo.- Pm'o e Eduardo Dubeaux,
idem.Seja registrado.
Curta de rehabilitadlo do coinmerciante desta
1 praca Jote Ca. tuno Baptsta das Santos, apresen
lada sem petifao. Juntando peticjlo ein que dc-
] clare o que pretende ser ut:eudido.
Peticoes :
De Alexandre Nunes de Lira, para que se re-
gistre a procurarlo que 'he paajra sen irmai te
nente Alvei:tino Nunes da Costa Agr, ennstituin-
do-o seu procurador na ci lado de Palmares desta
provincia, para compra e venda de gados, abat-
Jos ou retaihados, com podcrs de mindataiio.
Registre-se.
De D. Maria da Conceicao Scixas, para que sr
registre a escriptura ante-nupcial c de d;e que
celebrara com Antonio Machado dos Santos.Re-
gistre-se e publique-se.
De Antonio de Ciiveira Maia, para que at lbe
d carta de registro par a escuna Marietta, que
t --ii i > sillo de nacionalidade ingleza sob a Jeuoin-
n:i'; j Orange, sendo de ferro e de porte de 172
toneladas liquidas, passon a nacionalidade brasi-
iena por compra qne fizera.Prestado o juramen-
to e firmado o termo de r ."p msabilidade na for
ma da lei; passe-se carta de registro.
O supplicaote firmn o terna > e prestou o jura-
mento.
Nada mais havendo a despachar foi encerrada
a sessao s 11 1/4 horas da inauha.
com que S. S. oceultou aquellas p.lavras quede
finiam diapatao como uin Httrum?ntopelo qual
se afinam todo os outro instrumentos masicaes ;
conheci'la bem a verdad?, pela claridade leita
nos pmtos escurecidos por n. S. acerca desta
perspicacia, acc-rescenta humoristicamenta o il-
Iustre relator, na su* deteca de 7 de Abril :
Si non ver o ...
Mas, para nao drixar de embrulhar as cousas,
depo s de haver feito sta confissSo, accrescenta
logo rm6Hguida : que o erro nao desapoarece to-
talmente, porquanto seria preciso para que isso
succedetse que, eupprimidas as palavras
a que corresponde o la da segunda corda de ra-
beca, se disaesse-r-correspondente a 870 vibra-
ces oimples por segando.
Ora, na minba pbysica escolar se diz, a fls 91,
que o diapasao normal, adoptado p ra o esta-
belecimeutos de msica em Franfa produz 870
vibraeoes simples por segundo.
De modo que, admittida a sua rectifica (ao,
S. S. queria que eu escrovesge, talvez as paredes
do Hospicio de Pedro II :Que o dia^aa&o um
instrum nto que produz um sodi correspo dente a
870 vibru(038 simples or segundo, porque o
(fiapaidu normal produz 870 vibragoe simples por
segundo !
Ura bolas para as carambolas.
Pelo qne vejo, o Sr. Dr. Ayres Gama quer le-
var a sua defi.iicode diapasao ao quadrado, mul-
tiplicando 870 por 870.
S. S. pode-o fazer, prrque nao s nao papagaio
do Psapbon, como porqu.. pbysico premiado pelo
Thesouro Provincial 'de Pernambu^o. E como
para mim o sempre as aurora polares sao tao
completes; deixo-me ficar na penumbra do meu
livro de leitura.
*
Eata a ultima pueridade das eivas, transfor-
mada <;m pingos de chuva, maisou menos grossos.
Em ninhi resposta publicada no Diario de 7 d
Abri expliquei descnvolvidameute eatep mto.o ul-
tiuwov oiaiie'donateiade artuha ; ahifizver como
as experiencias de todos es dias autorisam a snppor
eaaiimar, pelas disposisSes dos pluviemetros,
colioeados em divi-reas diat .ncias acuna do solo,
que as gotas do chuva silo tanto maiorea quanto
de mnis alto se precipitam E agora apenas limito-
me a franscrever as seguintea palavras de Fran-
cisco Bcm-vides, que teudo sido citado por S. S.
Como aut.ridade, qu iucoutestnv. Imeilte na
materia, deve a eitaco deixar o Ilustro critico a
ver estrellas ao maio dia, prmittame a ex
pressao :
acooaana nysioa moderna, fis. 211. CHUVA
A cliuva provem da condemsic.lo dos vopo'cs
de agua nxisteasat na uthtnosphera ; geral-
mente produzi la pelas nuvens n'mhus a me
dida que se form no; os cumulus turapem poden
dar "Iniva qianlo o ar est inuito hmido;
as Qolt'i dechuva tao tanto mais (jrossas quanto
maior a altura de onde vem.
mente com seu dinbeiro esses erros'!
E, como os caaos apostados, sao innmeras as
pro vas eloqueutes-'qoe se oppSem ao laisser-aller
do Sr. Dr. A. de A. G.
E'certoqueS. S. dando de si, como materia
elstica, ja conf-ssou que algn erro sao de
penca gravidade.
Mas, alguns qnantos? Seis, oito, dez ?
No em tanto, apeear dapouca gravidade, confes-
sada ora em voz alta, ora balbuciadamente no meio
da confoso e desiquilibrio em que, com a minba
respost, ficou S. S., ainda bate-se, escrevendo
com a pennn de Cervantes, ao lado densas erros de
piuca gritvidade para prova* que sao de mutte
gravidade l
Este modo pittoraseo de argumentar lembra o
foi nao foiio coaxar dos sapes, deculpe-me di-
zel-o.
O Ilustre Sr. Dr. A. de A. G. como que tloha
vontade de cromar a eua filaucia scientifica e servio-
se do meu pobre livro, cujas folbas se lh transfor-
maram, contra a minba vootade, em palmas do or
tiga: quem b* cama fizer nella. se deitar;
pois si eu tiver paciencia e 15r forcado a reduzir
a livro esta polmica, alargar-lhe-hei o circulo do
horisonte, anda embebido em po ica luz, apreciando
os estudos luteranos deS. S.; pois me dizem que
ha campo enorme inexplorado onde so encontrara-I
muitas escintillantes paginas do grandes inspira-
res bebidas em inclyto* mettres, na phrase cor de
rosa e innoceDCe deS. S.
Pcpa Barro.
(Contina.)
podras, tijollo, area, etc., entoanrio canti-

Prealdente da Parnbjrba
Chegou hontem e segu hoje o Exra Sr. Dr. Ge-
miniauo Brasil deOliveira Gaes, ex-presidente das
Alagoas, que vai desempenhar igual cargo na pro-
vincia da Parahyba do Norte.
Felicitara s S. Exc. pela circuraspecta e fecunda
adminietracao, que desen/olveu uaquella provin-
cia das Alagoas, e fazemos sinceros votjs para
que S. Exc. continu na Parabyb* os iinport .ntes
servicis, que all assignalaram a mesma adminis-
traco, inspirada nos ciis elevados sentimentos
de justica e honestidade.
Aos parahybinos aatecipamos, cora inteta coa
fianQa, os iovidos parabens, pois quo a nove phase
administrativa, que o Dr. Gommiauo vai nielar
na Parahytoa nao desmerecer da accio vigorosa
e fecunda, que imprimi as Alagoas, recommen-
daudo o seu nomj j tao conhecido, estima d
paiz.
Anhelo
' AO PRIMO E AMIGO LOCJBEN'CO CESAR
Appeilacoes cnme3
Do Alag i do Moateiro
INDICACOES TEIS
Mdicos
O Dr. Lobo Moscoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, contint ne
exeraco de sua protisaao. Consultas das
10 s 12 horas da inmlia. Especialidaiq :
"-Tn" llanta o juizo, oper* appellado Hanoel Severino Ferreira da Motta. ajeniaos. Raa da Gloria n. 39.
De OlindaAppellante o juizo, appellada Ma- .
ra Joaquina, ineuor.
Do 3r. desembirgador Alvos Ribeiro ao Sr.
cons.lbeiro Freitas Henriqucs :
Appellacoes enmes
Da ParahybaAmpollante o juizo, appellado
Candida Pereira.
De Cimbres Appellante o juizo, appel'ado
Jos Joaquim de Sant'Anna.
Appcllacao civcl
Do Recife-Appellante a contraria de Nossa
Senliora do Livrair.ento, appellados Casemiro
Fernande: f C.
Ao Sr. conselhpiro Araujo Jorge :
Appellacao civel
Do Reeife Appellante Henriqne Olymnio Ta-
vares da Rocha, appellado Dr. Deodoro Ulpiano
Coelbo Catanbo.
DILIGENCIAS
Ordenon-se diligencia nos aegniata feitos
Appellagoes Crimea
Do Catle do RochaAppellante Francisco de
Isabel, appellada a jusiea.
Da VictoriaAppellante o juizo, appellados
Amaro di Cesta Soares e outro.
Appellacio civel
DeS. Joao Appellante o juizo, appellado Fir
mino de Freitas Cavaioajite, senhor dos cscravos
Mara, J-s eoutros,
QCom vista s partes :
Appellacao commercial
De Bom JardiroAppellante Antonio Bernar-
do de Moura, appellado Joo Alves Camello de
Araujo Pereira.
DISTRIBICOE3
Recursos eleitoracs
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
De Paulo AlfonsoRecorrente o promotor pu-
blico, recorrido Manoel Roberto Saldanha.
Ao Sr. conselheiro Freitas Henriques :
De Paulo AlfonsoRecorrente o promotor pu-
blico, recorrido Joaquira Jos de San;.'Auna.
Ao Sr. conse:lie,ro Araujo Jorge :
De Paolo AffunsoRvc Trente o promotor pu-
blico, recorrido Luiz Francisco de Araujo.
Kecnreos crimes
Ao Sr. desembargada Monteiro de Andrade :
De Pao d'AlboRecorrente o juizo, recorrido
Joaquim Laurutno dos Santos.
Ao Sr. desemtiargador Pirea Goncalves :
Do BonitoRecorrente o juizo, recorrido Joa-
quim Gomes Ferreira
/.o Sr. desembargador Alves Ribeiro :
De Bi zerrosRecorrente o juizo, recorrido Pe
dro Soares de Mendonea.
Ao Sr. conselheiro Freitas Henriques :
De Iguarass Recorrente o juizo, recorrido
Julio Alves da Rocha.
Ao 8r. conselheiro Quelroz Barros :
De MamangnapeRecorrente Dr. Pedro Volho
do Reg Mello, recorrido a juizo.
Appellacoes crimes
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De Macei o juizo, appellado Al-
iies Domieiano de Oliven-a
Ao Sr. desembargador Moateiro do Andrada :
De It8mb-Appellaute Manocl Theotonio dos
Saltos, appellada a jns ea.
Ao Sr. desembargai'or Pires Goncalves :
De Bom Jardirc -Appellante o juizo, cppellado
Joo Francisco de Paula.
Ao Sr. desembargador Alves liibeiro :
Ds Bom JardimAppellante o juizo, appellados
Manoel Francisco de Almeida, Manoel Antonio
Rodrigues e Antonio,ex-escravn.
Ao Sr. cons" be ro Freitas Henriques :
Dr. Barreto Nampaio mudou sea consul-
torio do 2." nadar da casa a. 45, a ra do
Barao da Vi-tona, para o 1. andar,
casa n. 51, mesma ra, como consta do
seu annuncio inserto na secco compe-
tente. Resideocia a ra Scte de Setem
bro a. 34.
O Dr. Castro Juus tem o sea consul-
torio milico, ra do Bom-Je3us n. 23,
Buorado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia raa do Hospicio n. 20.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manha s 2 da
t*rde. Especialidade : molestias e opera-
c3es dos orgiios genito-urioarios do homem
e da mulher.
A d va KB rio
O Dr. Henrique Millet tem o seu es-
criptorio da advogacia ra do Imperador
n. 22, 1." andar.
Drosarla
Francisco Manoel da Silva <& C dnoo-
lita; ios de todas as espeeialid.iaes plinrm
ceuticas, tintas, drogas, productos chimic..
e medicamentos liomceopaticos, ra do Mr-
quez de Oliada n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de earapinv
lo Francisco doa autos Macedo, caes do
Capibarioe a. 26. N '53te gr indo estaba e
cimento, o primeiro da provincia n'cste ge-
aero, compra-se e vende-se madeiras tkt
todas as qualidades, serra-se madeiras de
oonta alheia, assim como se preparan) obrai
de carapira por machiaa e por precos cen
;omr>*t'*<'ia.
Drosarla
Faria Sobrinho & C-, droguistas por at-
acado, ra do Marqu-z de Olinda n. 41.
A primeira c nltima questo, pois, esto litteral-
mente reaolvidas, ussim como a defiuiclo de sons
muaieaes, por aqueile eminente autor e profess^r
la pbysica. E desde quo os Ilustres Srs. Silva
Fragoso e Franoo de S novonham negar que
Bfsaa compendio as folbas citadas por iniui, nao
est iscripto tudo o que tenho apontado com re
!." i aquel le autor, que o r. Dr. Ayres Gama
fies de urna vez para sempre eloquentemente con-
testado pelo silencio dos ni us co1 legas ; e para
lato chamo a pirlicnlar attencao de todos os ho-
mens illustrados a serios de Pemarabuc.
('obi esta lealdade e de^assombro nao pode ar-
gumentar o Ilustre Sr, Dr. Ayres Gama.
Porque ?
Por ter escripto um parecer bascado em falsi-
dades ; o para snstentul-o escorrega e contradir.-
8d cada propo8icao. E prova o a sua defeza,
que vcio riscarde meu espirito a ultima partcula
da dnvida p ira suostituil-a pela convieco de que
S. S. nao stbe physica, nem elementarmente ; pois
o pouco que tem aprendido acha-se tio confusa-
mente colbido s pressat, que quando S. S. busca,
t HBO em sala de armas mergulhada em trovas, ser-
vir se do ara florete, sua mo, tacteando o rame
le urna mascara, utilisa-se de ura espadao seno
copos.
Bata a razao pela qual S. S. andou a inventar
erro?, divergindo immodestamente dos que saben
a sciencia ; pois nao tendo consciencia scientidea
nm e- bom senso litturario necessario pira discri-
minar a lioguagcm tecboica Ja que ae emprega
para vulgarisar e tornar eutenaido, som demous
trac.ij matbematica, um phenomeno scientiiico,
at rou-s-; a arengar sobre a sciencia para fiugir
que a sabia.
Nesfe ponto S. S. fai lgico por absurdo : Sem
xqurlle poder de capacidad'- scientica o fdalguia
de talento dos Drs. Domingos Freir, Martina Tei-
xeira, Leovigildo Coelbo, Oliveira Menezes, Barao
de S. Flix, Godotrodo Furtado, Birao de Ibitu-
iiina, Guii;alves da Silva, Victorio da Coeta, Eu-
geuio Gabaglia, Miranda Freitas e taotos e tantos
uutros cavalbciros eminentes em sciencia physicas,
S. S. diecorduu delles allegando a sua coragem
para dizer a verdade. coragem que nao liveram
aqu-ll-s papagaios!
Muita lubabilidade e fafice foi o que S. S. deu a
eonbccer com a app.cavao a martello da fbula de
Psapbon.
Si ha entre a boa sociedade pernambucana ca
valheiros ingenuos quo tnham admirado a sus sa-
bedoria, garanto ao Sr. Dr. Ayres Gama que, para
o incuos innocentes, a sua ignorancia na materia
de que no3 temos oceupado, alias do minba parte
milito superficialmente, se acha provada at com
os proprioa compendios citados por S. 8".; o esta
deseoberfa at ao osso peles cmsci'iUes papayaios
que leem lido no illuscrado Diario de Pernambuco
a discnpvao ftita da autopsia no sen parecer de
17 de Agosto, cuja defezados 3 dias de Abril veio
luiinergir em claridade os pootos ainda escuros.
perdoe-me dizel-o com franqueza, da sua iucuba-
Vio scientica, revelada por intpiraedo de inclgto
mestres.
Eu quezera creanca, o teu amor
Pois, que, elle seria a rainha vi la,
De iniuh'alraa serias a: esp'ranQa
Dos mnus soDhos tainbem, mulher querida.
Ser amado por ti, que ventura 1
Que prazer o meu peito sentina!
Oseular-t3 a rosea face, linda,
Outros gozos jamis alra^jana.
Oh I eatSo, meu viver seria doce,
E meus dias oriam t de floras,
Ds meu peito seria crenya firma
A deu9a, a mulher dos meus amores.
Cabo, 31 de Outubro de 188G.
Adolphc Vieira.
eos o louvan.io a Saata Mai de Deus.
No dia da collocacSo da prim ira podra
do oemiterio, houve projiasao sol-rane da
mesma, que foi aeompanhada dos dignos
m88oorios Fr. (.'aciano o Fr. Faustino
vigario da freguezia, da balda de msica
da sociedale Philarmonica Lagense e de
ama multidao le homens e mulheres, su
perior a mil p-ssoas.
No dia 0 do pasando, teve lagar a pro-
cissao d^ Triumpho, e em seguida a beo-
solemo8adas com a pompa e esplendor do
estyllo, no meio de um avuludo numero
de fiis, caleulados em \! ou 10,000, irais
ou menos; assim como a raissa e o sermao
foram ditos nesta occasiao, pelo R-svd. Fr.
Caetano no cemiterio, ultimando com as
bencaos ao povo. No ultimo dia houve
sermSo de despedida nonte, sendo tilo
commovente e enternecido, que a inultido
mostrou-su sensivel por demais; depois
suoacdeu tribuna o vigario da freguezia,
que com sua palavra eloquente agrdecou
aos dignas missionarios os spus bons offi-
cios, que acab iv'am de dispensar a seu pe-
queo, mas obediente e religioso rebanho,
derramando entre elle a luz, que dimana
do campanario da cruz, e em seguida des-
pedio-se do zeloso apostlo de Christo, em
phrases to sentimentaes, que a multidao
prororapeu em solucos e lagrimas I Por
ultimo subi tribuna o R?vd. Fr. Cae-
tano e luz de milhares de velas accesas
foi dala a boneao papal a todos, que se
acha vara presentes, benzeado em seguida
as vellas, rosarios, registros e cruzes, que
ao mesrno foram presentes. Nunca viraos
em nossos dias um acto tilo deslumbrante
e raagnifijonte, que nos cotnmovesse tan-
to ; impossivel descrevel-o in totum.
Sentimos profundamente a ausencia do ta
Ilustres missionarios, e nqui fazemos vo-
tos pda continuagSo de suas preciosas exis-
tencias.
28 -10 86.
PIBLICAMKS A PElHO
inslrucijao Publica
Weft'iinila reMponia to lilin. Sr. Dr.
AyreM de Alliaquerque tama
fContinuac'))
Este dcimo suppoato erro tao fluido, tio im-
palpavel que cao sei se sen!, (os onze, un da-
ouelles que S. S. indica ser de pouca gravidade;
coufissao esta d mxima gravidade e que deve
attiahir a r.fl^zao do Conselho Latterarin.
C mo diss em minha i i.josta pub irada no
Diario de 7 de Abril, etta eiva consiste em um
simple descuido derevuao, facilimo de conhecer ;
mas mesmo para evitar de ser conhecido que
S. S., habilissimo em virar as cousas do direlto
paia o avjso, tratando da definicao do diapmsio,
dada pir imn, nao a trarucrcvtti toda, mostrando
somante ao publico a- apara que Ihe convinba,
mas de moto qne nao foaso possivel avaliar-se do
enganor afim do qualitical o como erro scient'firo.
Explicado com lealdade o simples descuido, e
tirada a lirapo a embrulhida que com a snppres-
ido (!) das primeiraa phrase da definicao, 6. S.
Itespondendo phraselaissez-aller,empre-
gada por S. S-, e cuja melbcr traduccao Mara
vai com as outrasdigo : Sao muitas e por diffe-
rentes modos as provas de apreco generosamente
dadas p 1 >e lluatres cavalheiros que teem adopta-
do o meu livro deleitara ; provas diametralmente
oppostas ao'aissez-aller de S. S., porque en-
tendem com a alma e com a bolsa.
Eufre elles citarei : o laureado e benemrito da
patria Sr. Barao de Ibitnrnna, presidente da junta
de hygiene, comprando-o com o seu bom dinheiri-
nlu para dal-oa s escolas que patriticamente
eusteia na curto e em Minas Geraes ; o lente de
mathematica da Escola Normal de S. Paulo, Dr.
Godofredo Furtado, leccionando por elle sua in-
teresan nte sobrinba, neta do conselheiro Furtado ;
o Dr. Paula Uarreto, membro da junta de bygicne,
explicando por case livro (reprovado pelo Sr. A.
de A. G ) ao sen proprio filbinhn ; o engenheiru
Goncalves da Silva, bacharel em sciencias physi-
c $ e mat/tematicas, encarregado de dar parecer
para a adopjo ojjicial na provincia de S. Paulo,
fal-o id -ptar no grande collegio de Nossa Senhora
da Patrocinio em Ii, enj illustre directora tem
feito aequisieao de inultos exemplares, por diffe
rentes vezes. para as clasaes de meninas mais
a luntadas em leitura ; o mesmo o fizeram as dis
uetas irma Andrades para o sen acreditadi.-si-
nio cellegio em Campis, provincia do Rio de Ja-
neiro, aconselbadas pelo notavel medico, jornalista
e litterato 8r. Dr Francisco fortella ; do mesmo
iodo procede o Uvd. padre-mestre Luiz Gonzaga
adoptando o no maia noUvel, antigo e carc mido
estaoelucimento de edneacio no Brasil, o o'.\n-
X'o (j>rar;i em Minas Geraes. Ah o livro eiva-
do de erro?, de que'falla o professor de phy.-ica a
mnente philoio^o, gemetra e paiaagistn Sr. Dr.
A. de A. G adquirido em numero de 200 ex-m-
p'ares todos os aunse distribuido a duas classcH
de alum os : a de leitura adiantada e a oos qu-
apren I. m nocoes de physica, ensilladas por profes
sor formado nesta acuraaia, o qual expln-a aos
disipuln3 o que elle dera anteriormente com >
simples liect de leitura.
Isto ooetnodo iuteiligente de cnsino gradual e
aprove.tavel, com > o ex gem as leis de pedayoga
e de edueaca mo crna. Neste caso qee o pr<-
fess >r i. ve, na explicuf&o, corriqir e adiantar, vi
puder. o que na clatse de leitura ficou limitado
disciplina ,n-t'erial de ler. Foi esta a idea c m-
creta i|ue presidio a orgauisucilodo livro e ha si lo
entendida por todos os papagaios do Psapbon que
na i iS n o tpete vcrineiho da ignorancia.
E' sabido, acerca dos tratado scienl'ficos adopta
dos mis academias, que os leni-s ac uselbam, -
vezes, por crrtaa theorias ou defuiees outras q >e
para ihes parecem mais claras on mais correcta Uu
queas do pobre livro adoptado. E si isto ae d cora o
que puramente doutrinario e rigorosonenle scim
tifio c uio ser exigente at ao exagero com um
livro de leitura para meninos ? !
Oh: Hnn-Seiiso, nem todos te podem possuir,
porque es uiuito caio por isso mesmo que s inuito
raro.
Que.' Poil csses homens, eminente na materia,
S. Fos da Lage
Srs. redactores da Aurora. -No dia 9
do corrente, partirara desta villa com des-
tina a Papacaca, da provincia de Pernam-
buco, os virtuosos missionarios capuchi-
nhus, Fr. Caetano de Missina e seu digno
companheiro Fr. Faustino de Grennes,
quo por esgarjo de vinte dias aqu estive-
ram em santas raissoes, sendo acompauha-
dos no decurso do sua feliz jornada por
ura crescido numero do cavalleiros desta
villa e lugares mijacentes, por onda passa-
ram os ilustres viajantes; deixanlo o bom
povo desta boa trra inmerso era profun-
das saudades, pois qua aqui crearara os
dignos ministro do Senhor sinceras ayo-
pathias, j na pregigilo da palavra divina,
j fra da tribuna sagrada com seus jo-
viaes e amenos tratos, quo peculiarrnente
tanto lhes caracterisam suas venerandas
personplidades.
Immenso foi o triumpho quo obtiverara
aquellos dous incansaveis cvangelisadores
do catholicismo as santas laisocojs aber-
tas aqui ; pois, ha mais de quarenta an-
nos, qne este povo nulo ouvia por missio-
narios a divina palavra, tractos estes co-
lhidos, que mais augmentar a f da santa
religiao catholica, apostlica romana, que
de dia em dia cria milhares de proselytos,
pela si pureza de sua salutar doutrina.
Reaes sao os servicos prestados corporal
e espiritualmente pelo veneran lo Fr. Cae
tao a este paiz, e ahi e3tSo para attesta-
rem esses s?rvicos s provincias do norte
Pernambuco, Cear, Parahyba e Ala-
^oaa, onde se veem em cidades, villas e
povoajSes de suas urisdiccSes, cemiterios
e matrizes importantes, edificados com
exiguos capitaes, o que ao govemo custa-
ria o triplo do orjamento desta^ obras para
as construir; no emtanto, smente o dig-
no missionario as fez, com o singelo con-
curso do povo -Parece, que por inspira-
cao, coube a este lugar receber em seu
gremio aqueile illustre semeador do ovan-
galbo, nunca cansado em propagad o aos
povos deste eatholico do I3fasil, sendo que
durant a pequea estada dell* entre nos
proporcionou a este povo os beneficios e
salutares provimentos de seu sagrado mi-
nisterio. Nesta interim limitadissirao de
sua pormanencia aqui, foi nexcendivel na
pratica do mesmo, j cora temos cense-
lhos, guiando e ensinanlo ao povo a mo-
ral christii, sem o quo nilo temos aalva-
cio, e j com sublimes exemplos de virtu-
de e crdade evanglica da vida no al
gura justo, que ronovando a sua vida cor-
poral, para a vid espiritual, roorreram na
paz do Senhor. Quando fra da tribuna
sagrada era permansnfe no confissionario
e com o auxilie; de seu aigno companheiro
e do vigario, administraran! a sgrala
coinraunhao a 2,600 fiis. Os casamentos
realisados desdo o principio at ao tira das
santas missSes, dos quo esta vara em peo
alo rairt*1, inclusive os outros, foram
i()i3, sen lo para notar-se, qua a mor parte
los casamentus por concubinato eram de
pessoas residentes na freguezia da Irape-
ratriz e qu<-> os baptisados efectuados pelo
vigario subirn) a mais de 80. Maridos o
mulheres, que estavaiu separados, por fii-
Quando o estomago aoffie, sobretudo nos
paizes em quo reinara o calor o a hmida
de, os uelhorcs alimentos, se nao silo re-
cusados pelos doentes, nao sao por certo
digeridos, e produzem muitas vezes in-
Hunraacoes dos orgiios digestivos c do li-
ga lo.
1' clizraente a sciencia possue ura excel-
lcnto meio de sustentar o appetite, ajudar
as funceoes digestivas o restaurar as for-
cas de todo o organismo. Basta tomar
mesa, ao almoco e ao jantar, oVinho ou
ou Xaropa de lauto-phosphato de cal de
Djsart, cxcellentc digestivo e o mais enr-
gico toiiificaior do todos os tecidos. Os
mdicos hoje preferern eslas duas prepa-
rar-o.-s a quae.sqaer outras, desde que se
trata de corrigir a fadiga ou a inercia do
estomago.
As senhoras servem-se de perfumes e es-
tes variara co:n a3 modas ; ha, porm,
perfumes, qus sao constantemente empre-
gados, figurando em priraeiro lugar, corao
ioTE8is de alagoas;
Pel-se s pes^ag
que jog-am nesta lote-
ria que procurem ler
que escreveu nog
joruaes da mesma pro-
vincia o Sr. Joao JIres
Esteves, g-uarda-li vros
do thesoureiro das
mencionadas loteras,
e, por esses escriptos,
podero julg-ar da li-
sura jue existe na ex-
traecao desta mesma
lotera.
Um que jogava.
Xo ba mellior remedio para ait
'"-'leiiia o peit. que o Pello
ral de Cambar de H. loaren, de
Pella*. \.1).
Tratando de ura caso de fysica pulmo
nar, diz em urna carta o Sr. Ddfirn F. de
Vasconcelos, acreditado faz^ndeiro em D.
Pelrit), (Rio Grande do Sul).
Di saniraado, e sera saber mais o que
fazer, fui instado pfor uin amigo
minha doentc ologiado
bar e confesso
a dar L
Peitoral de Cam-
qoa nunca vi remedio
tao raaravilhoso, pois foi o que'salvou mi-
nha tlha do uma raort'j certa.
O Sr. J. Soares Gomes, respeitavel
cnsul de Portugal em Paranagu, refe
rindo-so a uina bronehite de ico carcter,
diz tambero em carta :
Minha muiher acha-se perfeitamente
restabelecida de sua grave enfermidade
com o uso de quatro vidros de Peitoral de
Cambar tendo antes experimentado, sem-
pre intilmente, talvez cincoenta remedios
diversos.
Sr. D-lfira Jos Rodrigues", fazendei-
ro em Santa Victoria, attesta o seguinte :
i Eu abaixo asignado nttesto, a bem da
huraenidade, que uina fillia rainha, que
soffria por mais de quatro annos de athma
e outras molestias do peito foi radica'm nte.
curada pelo maravilhoso Petoral de Cam-
bar do S Alvares cic S. Soares, de
Pelotas.
O acreditado, fazendeiro, residente
era Itaqui, Sr. Belizario Pereira de Atha-/
de, em cart dirigida ao Sr. Antonio Dia
do F.. Valle, diz:
SendoV. S. o sub-agente nesta ci
dade do Peitoral de Cambar, dirijo lhe a
^frif^. ^s_ 8eQhoria3/'e^ntf, o-presente, afim de attestar que, soffrendo
mir.ha mulher ha muitos annes de asthrai.
s agora, e cora o uso do referido medica
Extracto de Kananga do Japao da casa
Rigaud ik C, que, por suas propriedades
refrigerantes, produz efivitos salutares nos
climas quemes, minor ndo o calor abraza-
dor dos bailes e dos theatros.
una remedio vegetal animlir;o.
451
Afinal ehegoa a descobrir-aa na essencia con-
centrada de um producto vegetal, um -iSeassimo
remedio positivo, contra todas as enfermidades
prceuraoras da tysica. A arvore da aade, pois
que assim verdaderamente que se deve de cha
inar, da qual se extrae este ineatiioavel thesouro,
a Anacahuita do Mexio, e o Peitoral de Anaea-
huita, forma a preciosa eomposicao qus alcanct
sempre a victoria sobre as enfermidades inira.gas
dos orgaos da respirar^ao. Jamis houve remedio
alga n que se fizesse dentro em tio poueo terepo
tao umversalmente popular.
Oa gratos testemunhos dos coracoas agradeci-
dos, que padeceram de toases, esquintraeias, rou-
qaido, inrlinmaco do peito, bronchites, astlnna,
catarrhos, coustipacoes, tysiea, etc., se r--eebem
cada dia aos centenares de todas partes do uni-
verso.
Como gmustia contra as falsificar-oes, obsrve-
se bem quo os nomes do Lanman & Kemp ve-
nliain estampados em lettras transparentes no pa-
pel -do livrino que serve de envoltorio a cada gar-
rafa.
Acha-se venda eu todas as boticas e lojas de
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Heory Foster & C,
raa do Commercio n. 9.
O Xarops de Vida de Ucu'er >-
elimina do nystcma todos os mos humores, enri-
quece e fortalece o sangu-, faz desapparecer to-
dos os traeos de tratainento mercurial, e domina
completamente todas os afteccoes escrofulosas.
Etunula e regula a accao dos orgaos digestivos e
assiilativos, renova e fortalece as torcas vitaes e
cura toda a s irte de ulceras, chagas, carbnculos,
eryaipelas, erupeoes cutneas, nevralgia, rheuma-
tismo, debilidaoe geral e todas as doencas origi-
nadas na pooresa ou impuresa do sangue.
ment, ficou radicalmente, urada.
Ea o que tambera atiesta o Sr. Do-
min os de Jess Braz, negociante era Ja-
guarlo :
Eu .baixo assignado attosd que, sof-
frendo dous filhos meus de bronchites, fi-
cararn complr tamente curados cora o co-
nhecido Peitoral de Cambar, descoberta
e preparacao do Sr. Alvares de S. Soarea-
de Peloi as. i>
Muitissinos outros attestades e declara-
5803 oncontram-se no folheto que acompa-
nha cada frasco.
nicos agentes e depositarios geraes en
Pernambuco, Francisco M. da Silva & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 23.
i. l.E' maravhosa a rapidez com que
os tsicos, os anmicos, os esrofu'osos, os de-
bis e os que padecem do peito e da gar-
ganta ivsta.belecom-se depois de terem to-
mado a Emnlsio de Scott.
volca motivos firara reconciliados pelos
I gnus missiooarios, e acham-s1 hoje em
perfeita harmona conjugal. Al n dsti s
es^in.uaes benefi 'os, nos dotou o virtu>-
o luis-iionario con u>n outro material d-
su nina importancia, e de iioprescindivel
no-essidade a bem de nossas almas, -o
cemiteri) publico da freguezia repouso
eti rao dos finados, nos3a ultima morada,
a foi edificado no periodo do 20 dias, f.il-
aodo-lbe apenas o reboco e caiaraento in-
tenormentn ; trabalharam todos nesta pia
obra pelo povo da loealidade o mais fiei-,
que de 20 leguas e mais, vierara assistir
s santas misso-s. Nada tilo coramovedor
corao ver-se cssa compacta multdlo iliss -
minada em diversas direcco?s, conduziaio
Olinda
Diversas pessbas que nao podera ser in-
differentes s grandezas quo ainda restam,
embora era estado de ruinas, neste cidade,
reuniram-se na casa da residencia do Exra.
o Rvra. Sr. conego Dr. Luiz Francisco
de Araujo, para o tira de combinaren) nos
meios de reparar o magestoao templo de N.
S. do Carmo, hoje tao arruinado.
Estudados os reparos essenuaos pelo
intelligante e pratico engenheiro architec-
to, Dr. A. Pereira SimSss, que de boa
vontade a isto se prestou, e est prornpto
a dirigir a parte technica do trabalho, fo-
ram el-dtas duas commisfSes : urna geral,
composta do Dr. H. S. Tavare? de Vaa-
.-on.iellos, presidente, teneate Manoel J.
de Castro Villcla, secretario, padre Julio
Maria do llego Barros, thesoureiro ; e ou-
tra dor Jnao Francis ;o da Silva. Braga, presi-
dente, Antonio Estevo de Oliveira, secre-
tario, conego Manoel Jo3o Gomes, e cone-
go Dr. Joaquim Graciano de Araujo.
As coiniuisso 's trabalham cotn esfnrco
para obter os recursos necessirios effec-
tividade do intento, que| eioprehenderam
e de esperar que encontrem apoio e an-
uni'.ao da parte de todos aquelles, aos
qunn8 recorrerera para fira tao piedoso.
Nesse sentido vao dirigir circulares.
c.
sesb de cobre, lalao e ronze ee d
Golitzer Ufer n. 9. Berlina S. O.
Especialidade:
Construefio de machi-
nas e apparelhos
para fatnicas de assucar, destillaces e re-
finacoes com todos os aperiecoamentos
modernos.
INSTALLAgA DE:
En.jenlios Estabelecimonto filial na Havana sob a
mesma firma de C. Heckraann
C. e San Ignacio n. 17.
Coicos representantes
Haupt Gebru'der
EIO DE JANEIRO
Para informacoes dijijamse ai
Poli Imn &C
Ma do Coinio l 10
Dr. Fernandes Barros
Medico
Cjnsulti.rio ra do Bom Jess n. 30.
Consultas de meio dia i 3 horas.
Residencia ra da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
i Clnica inedieo-c.Vurglca
I IH>
i
Dr, Alfredo Gaspar
Dr. Joo Paulo
MEDICO
Esjeeialita em parta, m deatias de senhoras c
de crianzas, Cora pratiea nas principaes matern-'
dades e nospitaes de Paris e de Vieona d'Auatria.
fai todas aa operad-Oes obatetricas e cirurgicas
conceroeatea as auta especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Barao da
Victoria (antiga ra Nova) n. 18, 1 andar.
Consulta das 12 ia 3 horaa da tarde. Tele-
pone n. 467.
EspecialidadePartos, molestias de senhoras e
criancag.
Residencia Ra da Iraperatriz n. 4 segunde
andar.
Dr Paula Lopes
De volta de eua vigem Europa, rea-
bri sen consultorio raa do Mrquez de
Olinda n. 1.
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nervosas.
Tratamentos pela electri cidade (Electro-
thempii).
Consultas : D 1 hora as 4 da tarde.
Residencia : Ra da Soledde d. 50.
Ti'lfplKiin' na. 95 "*?
I




I


Diario de Pcrnambueo-~Qnartafeira 10 de Xovciiibro' de I2C6

Inspectora de hygiene
Em virtude do que disputa o art. 66 do
mraiamento que baizou com o decreto n.
9554 de 3 de Fevereiro do corren te anno,
M inspectora getal de hygiene fax publico,
xela prazo de oito dias que o cidadSo Mi-
gm\ Luiz Rodrigues da Fonseca diriga
Bus. Magjstade o Imperador a seguate
peticao coia documentos que satisfazerp. as
agencias do art. 06 do citado rogula-
Senhor diz Miguel Luiz Redrigues da
Jsmseca que, achtndo-se estabelecido na
o4*de de Pesqueira com cisa de drogas e
iendo o supplicanto pratica de longos an-
mm de pharmacia, nao 16 na cidade do
Psto, como nesta provincia de Pernam
Wco, como prnvam os documentos jun-
tes, e havendo grande necessidade de urna
ptiininrin nesta cidade, como prova com
attestado da Cmara Municipal vem o
suplicante requerer a Vossa Magestade
Isaperial a gracia de conceder-lhe lisenca
ysra abrir e administrar pharmacia na ci
lade de Pesqueira, em vista do art. 65 do
regularaeoto que baizou com o de.Teto n.
S&54 de 3 de Fevereiro de 1886, Nos
es termos Pede a Vossa Magestade Im-
serial deferimento Pesqueira 3 de Junho
s 1886, Miguel Luiz Rodrigues da Fon
eca, sobre duas estampilhas de 200 reis
aada urna.
E declara que, se nesse prazo nenbum
ybarmaceutico iormado Ihe comrouoicar
a-a inspectora de hygiene dn provincia
3er pharmacia na citada localidade, conce-
ec ao ortico a licenja requerida assig-
Mm Dr. Pedro Affonse de Carvalho. Se-
cretario da inspectora geral do hygiene.
Secretaria da inspectora de hygiene
ymblica de Pernambaco 28 de Outubro de
3886.
O Eecretario,
Quilherme Duarte.
Atso
O Dr. E. 0**1 an Ronoel Medico pela
Faculdade de Medicina de Pars.
Condecorado com a medalha dos hoepitaes.
Socio correspondente : das Academias de Medi-
cina do Rio de Janeiro e de Barcelona ; da So-
ciedade de Medicina pratica de Pars e da Socie-
dade Francesa, de Hygiene, ex-director do Museu
AnatomoPatolgico da Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro, tem a honra de prevenir o pu-
blico que durante a sua estada em Pernambuco
fica a diaposico dos doeates que dssejarem hju
ral-o com a sua confianca.
Chamados e consaltas de 1 as 3 horas da tarde
ra do Marques de Olinda n. 51, 1.a andar : na
hospedara de D. Antonio (Caminho Novo).
Especialidades : moleutias das viaa respirato
ras coraeJio, estomago, ligado, etc., molestias
nvag, e syphilittcas.
EDITAES
Ensiflo particular
II
MEDICO HOMEOPATHA
Dr. Balthazar da Silveira
licor depurativo vegetal iodifo
DO
Medito ([u inte Ha
Bate notabilissimo depurante que vem precedi-
4* 4e tao grande fama infallivel na cura de todas
as doencas syphilitieas, escrofulosas, rheumatica-
e 4e pelle, come tumores, ulceras, dores rheumati
asa, osteocopas e nevralgicas, blennorrhagias agu-
jas -a chronicas, cancros syphilticos, inflamma-
visceraes, d'olbos, ouvaos, garganta, intes-
i, etc., em todas as molestias de pelle, simples
> diathericos, assim como na alopecia ou queda
* cabello, e as doencas determinadas por satu-
"***V mercurial. Dao-se gratis folhetos onde se
njceatram numerosas exp >riencias feitas eom este
especifico nos hospitaes pblicos e muitos attesta-
daas de mdicos e documentos particulares. Fas se
TasMluuto para revender.
Deposito em casa de Para Sobrnhe & C.
Roa do Marques de Olinda n. 41.
Leonor Porto
Una do Imperador n 4&
Primeiro andar
Contina a execatar os mais difficeis
iSgurinos recibidos de Londres, Pars,
Xiieboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costura, em bre-
Icuiade, modicidade em preco* e fin o
[sate.
Dr. Gamieira Lpi
HBDIt'O
TNsai o seu escriptorio a ra Duque de Ca-
tmm. 74, das 12 as 2 horas da tarde, e dests
sssm^ta diante em gua residencia roa da San-
"kOasa n. 10. Especialidades, molestias de se-
-fcssi4-riancas, telephone n. 326.
Consultorio medieo-
cirargieo
^O'r Castro Jess, contando mais de 12 Min-i
crapulosa obaervaco, reabre consultorio usa-
-aa cidade, ra do Bom Jess (aotiga da Crus
vi.. 23, I. andar.
Horas de consultas
Oe.dia: das 11 as 2 da Urde.
3>e noite : das 7 as 8
Xas demais horas da noite sera encontrado n<
--'* travessa dos Remedios n. 7, primeiro por-
i esquerda, alera do porio du Dr. C>suh>.
;
Especialidadesfebres, molestias das
enancas, dos orgSos respiratorio das
senhoras.
Prestase a qualquer chamado para
ora da capital.
AVISO

Todos rs chamados devem ser dingia
dos pharmacia do Dr. Sabino, ra do
Uaro da Victoria n. 43, onde se indicar
sua residencia.

&-.
I
Oculista
Dr. Mattos Barreto, ex chefe da el ni
ea de olhos do Dr. Moni-a Brasil e da
policlnica geral do Rio de Janeiro e me-
dico aggregado do hospital Pedro II
deita cidade.
Consultorio, rna do Imperador n. 65, 1*
andar, das 12 as 3 horas da tarde.
Residencia, Caminho Novo n. 159.
As opera?oes sao feitas sem J dor, por
meto da cocana.
Consaltas e operaces, gratis aos po-
bres.
a*^
'*-v-.-'TO
Febres intermitentes
Eu abaixo amignada, certifico que, es-
tando ama minha netinha de 9 annos de
idade, com febres intermitentes durante
4 meses, e depois de ter usado bom nu-
mero de remedios receitados pelos nossos
clnicos, s se reatabeleceu completamente
com o Remedio Peruviano que me vendeu
o Sr. LaToque, phamaceutico em Br-
deos ; por ser verdade passei a presente.
Gujan, 1 de Setembrode 1885.
Viuva Tausin.
as pharmaciaa Americana
Encontra-se
o ConceicSo.
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
:
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
liita, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, mudou seu consultorio, do 3.*
andar da casa n. 45 i roa do Bario da
Victoria, para o 1.* andar da casa n.
51 da mesma roa. Consultas de meio
dia as 3 horas da tarde. Residencia
ra Sete de Setembro n. 3 A.
Dr. Csio Lfiite
Bedlco. pnrioirn operador
Rezidertcia ra Bario da Victoria 15. 1- ai-d'it
(jonsuirorio ra Duque de Casias n. 59.
D consultas das 11 horas da mantii As 2
tarde.
Attende para os chamados a qualqner hon
telephone n. 449.
COMERCIO
-otara eotnmerelal
buco
de Prrnun
ECIFE, 9 DE NOVEMBBO \)E 18o.
As tres horas da tarde
*'otac6es ui/inuc
r-fsftees da divida publica geral, de C 0/0, do
valor de 1-000*0JO ao par.
'isaSiie sobre o Rio Grande do Sol. W) d/v. com
2 3|8 0/0 de descont.
-*Jobic sobre Para, 30 d/v. cou: 7(8 0/0 de des-
cont.
S-^se obre dito, 60 d/v com 1 5/8 0/0 Je descont.
.-r-Jt sobre dito, 90 div. com 2 3/9 0/0 de descont.
"-io sobre Lisboa, SO d[V. 140 O/U de premio.
Veadeii
apolices
Na hora da bolsa
n-se :
(raes.
O presidente,
Ptdro Jos t*M>L>.
Pelo eretaric,
Augusto P. de Lemos.
IHHWMENTS PBLICOS
H.-t .H' >9vembro de 886
ALPAXDEOA
Dt
2t8
a 9
.shssm ovmciai
,.*mi de 9
301:218861
4d:157, 085
51:446.8i4
9:037<8'J6
Teta'
-O 2 a 8
Ukji> de 9
1 faOTTMCIAL
Wem.de 9
2 a 8
f^ztw* puy!aob e 2 a 8
<*Wide9
347:375I1G
60:484 t720
407:860666
8:8824450
6:9074396
15.770 016
3.810*567
4:263 066
3:999*57:')
oliUJ
4:336*980
espacb:os de importado
7mr nacional Baha, entrado dos portos do
sul no dia 9 do corrente consignado ao Viscoiide
de Itiqni do Norte, mauifestou :
Chapeos 21 cuxOes ordem.
Charutos 2 i-aix'S a Jos Antanio dos Sant >s.
Caf 82S sacos ordrm, 505 a D .mineros Cruz
* C..229 s remandes da Costa At C. 268 a Joa
quim Ferreira de Carvalho 6t C, 206 a Augusto
Figueiredo A C, 190 a S>usa Uat-. Amoriin Se
C, 112 a Paiv. /alent & C, .*10 a J.mq.iim
Duarte Simoes o C-. 10) a Ferreira Rodrigue* *
C, 65 a Pcreira de Carvalho & C, 54 a Araiij)
Castro & C, 14 a Jut J> aquiui Alve 4 C.
Drogas 2 voluntes t rmniisan Minnsl da Silva
& C, 1 a Bai-holo.ne-j i C-, 1 urdem.
Fazendas 3 caisas ordrm.
Fio de algodio '.22 saceos a jjo F. Leite.
Futi 1 1/4 volumes -rdem, 2 ill.J A da
Costa, 2 a F. Quim*raet, dito em tolha 10 tardos
a Joo F. Leite.
Alercadorias diversas 1 volme a *.. Fernanden.
2 a F. Man el da Silva A C, 1 m Jm Christn.ni
6t C, 1 a Pontual Roz Panno de algndilo 60 fardos a Machado & Pc-
reira, 18 ordem, 20 a Joo F. Leite, 26 a L. A
Siqaeira, 10 a A. Lipes & C, 10 a Albino Amo-
ntn de C, 7 a Alves de Britto & C, 6 a CratDT
Fi*j & C.
Papel p..ra impresso 14 volumes a ordem.
Lugar nacional Loyo, entrado do Rio GranJe
do Sul, ni dia 8 do crrente e consignado a Jo-.
da "slva L'>yi> & Filhn, ipaniteatou :
Xaiqa 177,120 kilos a ordem.
ou .PACtios im kxportagu)
Etc 6 .e \' ,v Para o exterior
Nc vapor ingles Sherbone, carregou :
Para"Liver?iol, J. H Boxwall "50 sacirscom
12.224 kilos dealgod...
No lugar ingles Merrielt, estregaran):
Para New-York, F. Casco & Filan 1,000 sac-
eos cm 75.000 kilos de assncar mascavado.
No lugar ingles nita /?.. carregaram :
Para Nrw-York, F. Casco i filho 2,000
eos eom '50,000 kilos de assucnr inasca\ado.
Na barca americana Watlact. carregaram ;
Para N w-Yotk, J. S. L>yo & Kho 1,416 sac-
eos coin 106,200 kilos de assucar mascavado.
*rs o Inferior
No vap;r frsnees Ville de Maranhao, car-
regaram :
Para Santoi, H Burle 4 C. 1,100 saceos com
to.CKX) kilos de assucar branco c 900 ditos coin
54,000 ditos de dito m-iscavado.
Pata o Rio df Janeiro, M. M. d* Olivirn 20
pipas c m 9,570 litros de alcool ; F. M. d* Silva
& C. 45 caizas oleo de rittei u 50 ditas cajurn-
belw.
Para Bhft, A. B. Corrria 50 caixas esjura-
beba.
No vapor nacional Principe do Grao Para,
carregarasa :
Para Baha, Amorim Irmos or. C. 100 saceos
com 7,500 kilos de assncar branca
Por esta secretara e de ordem do Sr. Dr. inspec-
tor geral se tas saber aos professores constantes
da relaco intra e dos demais professores particu-
lares e directores de collegios de ensino primario
ou secundario, tambero particular, que, sob pena
de multa de 10* a 50*000 sao elles obrigados a re-
metter a esta secretara, no corrente taei por in-
tcnoeJio do delegado litterario competente, urna
reanlo dos alumnos que lecconam em anas escolas
; collegios e dus quaes lecconam em casas parti-
culares, com declaracs da naturalidade, idade, fi-
lineo o aproveitamento delles (art. 187 2*, art.
1.0 paragrapho nico e art. 192 do regulamento
viente.)
Sexo mateulino
Jos Antonio da Silva.
Julio Soares de Azevedo.
Amaro de Sonsa Pessoa.
Luiz de Franca Besen-a.
Jos de Souza Cardoso Pimentel.
Gregorio Joo de Sonsa Lvra.
Joo Ribeiro Pessoa de Oliveita.
Fortunato Ooeniano da Costa Lindim.
Tbelesphoro Goncalves Lima.
Francisco Alves Dantas.
J'>s Raymundo Ferreira de Moraes.
Luis Jos da Silva Cavalcxnte Filho.
Henrque de Paula Ferreira Rabello.
Anto Bernardino da Roda Aragao.
Salustiuno Cavalcante Correia de Mello.
Jos Francisco de Soares Interaminense.
Manoel Vicente Elias Cavalcante.
Minervoo Francisco Lobo.
Antonio Cardoso de Aguiar.
Thomuz Cavalcante da Silveira Lins.
Antonio Hermenegildo Bezarra.
Joo Baptista dos Aojos-
Quintiuo Freitas NogOeira.
Manoel Gomes dos Pasaos.
Francisco Wauderlcy.
Manoel Ribeiro.
Laurudo Pinto Seabra.
Pedro Martina Braga.
Manoel Verissimo do Reg Barros.
Valentino Goncalves Mendes de Britto.
Alexandre Olympio de Hollanda Chacn.
Antonio de Vasconcellos e Silvb.
Manoel Ribeiro da Silva Pontes.
Joo Baptista de Medeiros.
Joaqoim Bellarmino de Mello.
Gaoriel Cabral de Guerra.
Tertuliano Severno Pereira de Soasa.
Firmino Pompen de Mello Falco.
Clandino Ferreira de Macedo.
Manoel Jos da Roda.
Flix Pessoa Camello.
Joo Brags.
Joo Rendal Wercerter.
Landeliuo Rocha.
Jos Duarte Calisto.
Zeferino Ferreira de Audrade.
Padre Joo Servlo Teixeira.
Jos de Sjusa Cordeiro Simoes
Joo Januario dos Santos.
Vicente Ferreira Fonseca Carvalho.
Antonio Clementno Beserra.
Luduvino Augusto Soares Barreto.
Leodegaro F. S. Santos.
Joo Alves da Silva Vianna.
Antonio Xivier Ribeiro.
Joaquim Cavalcante Leal de Barros.
Jos Candido Fonseca de Medeiros.
BianorGadoulr. F. de Medeiros.
Joo II. da Silva Braga.
Willam T. R.bsson.
Manoel C. da Silva Braga.
Antonio Marques.
Antonio Cesario Moreira Dias.
Jos de 01 i veir Cavalcante.
Argemiro Loodegario de S. Santos.
Alexandre Jos Rodrigues Filho.
Joaquim Francisco I'trcira da Silva.
Vigaro Jos Francisco da Silva Braga.
Raymundo Nonato da Silva Braga.
Joaquim Jos de Sai.t'Auna.
Antonio Bcnicio Cavalcante.
Jos Arnaldo Feitosa.
Cbilon Beraclito Peixoto e Silva.
Manoel Ribeiro da S. Campos.
Zetenno Candido Galvo Fnho.
Bartholrmeu 'i de Anchieta e Silva.
Jos Ant- iiiu de Miranda.
Jos A. de S e 0:iveira.
Elysio Alves Figueira.
Manoel Francisco de Medeiros.
Severioo.Cyrillo da Costa.
Joo Herinngenei da Silva Braga.
Francisco Aureliano do Reg Medein s.
Justino de Fariu M.ciel.
Salustiau v Ch f lante Corris de Mello.
Manoel da Silva Chaves.
Joaquim Goncalves de Sonsa.
Malaquias Jos Pereira.
Manoel Francisco Alves.
Anto Alves de Sant'Anna.
Jos Acciuli Cavalcante de Albuquerque,
Leonar lo Joo Grego.
Manuel Alves Vianna.
BsnsHlK- RidrigU'-s de Siquera.
Dr. ManseJ Sebaatio de Ar-uj i Pedresa.
Auguatt, Hygino de Mi rauda.
Dr. Maii'*l Baibosa de Araojo.
Dr. Jiie Antonio Moreira Das.
Francisco It. Reis Lima.
Fraucieco Delfiuo da Silva.
Padre Francisco Adelno de Grito Dantas.
Dr. J"a(|ui'D Jos F. da R ch.
Acenco M nervino Meira de Vasconcellos.
Dr. Jesuino Lopes de Miranda.
Lenidas Silva.
Jos Mara de Hollanda Cavalcante.
Dr. (lo vis Bevilaqua.
Jos Ferreira da Crus Vieira.
Dr. Alfonso Olindense Ribeiro de Sonsa.
Jos Marques Acau.
Dr. Luiz da Costa Ferreira Porto Carreiro.
D. Olympa Afra de Mendonoa.
Jos Antonio Pereira da Silva.
Dr. Jos Diniz Barreto.
Dr. Joo Feliciano da Motta e Albuquerque.
Madama Levy.
D Leonor Pbilomena da Silva Vianna.
Joo Baptista Feln.
F. F. Rose. '
James Fanstone.
Torquato Laarentno Ferreira de Mello.
Adolpho Schsebel.
Antonio Claudio de Oliveira.
Joo Jos Rodrigues.
C-lonia Isabel.
Lyco de Artes e Oficios.
Carlos Ferreira Porto-Carreiro.
Sexo jemit no
D. Mara da Purificaco V. da Silveira.
D. Mara do Carmo Rodrigues de Almeida.
D. Adorinda Simplicia Santa Ros .
D. Ondina Theopbila do Sacramento.
D. Mara Candida Vilella.
D. Florinda Mara de Carvalho.
D. Mirandolina Bo/ges Pestaa.
D. Josepha Gomes de fousa Ferraz.
D. Mara Joaquina de Salles Braga.
D. Mara Evangelios Ferreira.
D. Arcelinn Mara de Araujo.
D. Idalina Vernica do Amor Divino.
D. Amelia da Silva Pinto.
D. Francisca Barbosa de S Leito.
D. Orate Tavares da Silva.
D. Mara Umbelina da Costa.
D. Francisca Mara de Araujo.
M adame Blanche d'Herpeat Torgo.
D. Pbiladelphia Ernestina de Almeida Fortes.
D. Anna Virginia Waadcrley de Albuqucrqu.
Miss Anna Caroll.
D. Carlota A. F. Belfort.
D. Francelina Dornelias Pessoa.
D. Amelia Susana Zocher.
D. Josepha L. Marinho Sarment.
D. Rita de Jess Barros.
D. Fortunata A. de Almeida Fortes.
D. Amelia Jacobina Romanguera.
D. Emilia Augusta Alder
D Vildetrudes Primitiva da Fonseca Te lies.
Di Porcia C. de Mello.
D. Mara Candida Bandera de Magalbes.
D Anglica F. de S. Vial.
Irma V. Janoser.
D. Anua do R. Almeida.
D. Vicentina Cesara de Mello.
D. Mara Helena da Raeba.
D. Augusta de Ornellas Bcttencourt.
D. Augusta Cnrneiro.
D. Prescilla S. M. de Albuquerque.
D. Zima Rozo Lima.
D. Mara Coelho da Silva.
D. fiara Capitulina Martina Ribeiro.
D. Leopoldina de Siquera Varejo.
M adame Adour.
Collegio de S. Jos.
Irma Lesart.
Secretaria da Instrneco Publica de Pernambu-
c->, 5 de Novembro de 1886.
O secretario,
Pergentiuo Saraiva de Araujo Galvo.
Edital n. 12
De ordem do Illm. Sr. inspector faco publico que
no dia 11 de Novembro prozimo vindouro, perante
a junta deste Tbesouro, ir a pracs, contorme e
oficio do Exm. Sr. presidente, de 7 de Setembro
ultimo, a obra dos reparos da ponte sobre o rio
Pirapama, no engenho Junqneira, na importancia
de 7:500*, sob as clausulas abaixo transcriptas e
de sccordo com o orcamento sobre a m esma obra
apresentado pela repartico das Obras Publicas e
existente nesta secretaria i disposico dos Srs.
concurrentes.
Clausulas especiaes para a arreinataco da obra
da ponto sobre o rio Pirapama no engenbo Jun-
qneira :
A obra ser executada de conformidade com o
orcamento appzovado pelo presidente da provincia
na importancia de 7:500*000.
II
Ser a mesma obra con ecada no praso do 30
dias e concluida no de seis mezes, contados da
data da approvago do contrato.
O contratante ter, nos termos, do art. 50 do
Reg. de 24 de Fevereiro de 1874, copia authentica
do respectivo orcamento.
IV
O pagamento aera realisado em tres prestnc,oes
iguac-s proporco do servico executaTo.
V
O praso de respoiisabilidide ser de seis tecz.-s,
contados do dia em que for lavrudo o termo do re-
cebimento provisoria. Durante este praso o con-
tratante fica obngado a conservar a referida obra,
sendo rcsponsavel por quaesquer ruinas que appa -
reccrera por falta de boa execujo.'
VI
Em tudo o mais que nao es ti ver especificado as
condiedes cima, seguir-sc ba o que presc-reve o
regulumento citado.
Secretaria doThesoure Provincial de Pernam-
baco, 23 de Outubro de 1886.
O fecrettrio,
Affonso de Albuquerque Mello.
Ra de S. Jorge
N. 56 Manoel Fernandes
Velloso, taverna. 500400
N. 84 Eduardo Fradique,
acougue. 30|J000
N. 92 Marcolino Lopes d O.
taverna. 600000
N. 114 cumpanhia de carnes
verdes, acougue. 24)J000
N. 118 Manoel Alves de
Senna & G. refinajo. 90|$000
N. 120 Beltro & Estrella,
deposito. 360000
N. 89 Manoel da Motta
Bastos, taverna. 720000
N. 131. fHtrao & Estella,
taverna 120OOO
Ni 139, Santos Lapes & G.
idem 1080000
Ra dos Gurarapes
N. 70. Costa &C, refina-
0" 900000
N. 78. Ferreira & Cabral,
taverna 720000
N. 14. Netto & Alves, idem 510000
N. 8 F. JoEdos AnjosFa-
ria& C, idem 720000
N. 49 F. Francis:o Alvos
Lourenco, idera 360000
Travessa do Oscidente
N. 5. Aogelica do Jess
Borgea, taverna 210600
N. 13. Jos Pinto da Costa
Scbrinbo, idem 900100
Travessa do Barao do Triumpho
N. 2. Antonio Cardoso de
Edital n. 14
De ordem do Illm-. Sr. inspector, fago publie
que, onfoime determina o Lim. Sr. presideote
da provincia, v-ii de novo praca no dia lid.
orreute, o t ru-.'cimeuto da alimentaco c dttas
aos presos p.brrs da casa de deten cao, durante o
trimestre que fiuda em dezeir.hr.> prximo futuro,
servindo de base a diaria de 420 rs. v ns tabellas
novas cm vigor, sendo os geueros saos e de boa
qualidadc
Secr.tana do Tbesouro Provincial de Pernam-
buco, 5 de Novembro de 1 i8t. Servindo de se-
cretario,
LtnJolpho Campello.
Edital d. 7:;
5
(Interrogatorio)
De ordem do Sr. Dr. inxpcctor geral, f co c-o:is-
lar ao professor publico Frauciseo Deodato Lins,
removido ltimamente d* cadeira do sexo ma>cu
lino de Calende para a de igual sexo en, Urueoi-
erim, 'l.i qm. 1 nao consta ter aindi tomad p.s
s<", que f.ii designado o dia 15 de Novembro pro
ximo vindouro, para apresentar se nesta secreta-
ria, afirn de perante o eonselho litterario >-er in-
terrogado e produzir a drfeza o prava que tiver.
Secretaria da instruecao publica de Pernam-
buco, 30 de Outubro de 1886 ^=0 secr-tarie,
Perg-n-ino S. de Arauj Galvo
Edital fj. lo
De ordem do Illm. Sr. inspector fuco publico
que no dia 11 de Novembro prximo vindouto,
perante a junta deste Tbesouro, ir a praca, con-
forme o cilicio do presidente, de 22 de Setembro
Sudo, a execueo dos reparos de mais 3:000 metros
correntcs de empedramonte da estrada da Escada
(ramal da da Victoria) sob as seguintes clausulas :
A reconstruevo do cnpsdramento da estrada da
Escada (rainificaco da da Victoria) e os repxros
geraes da m< sma sent fcitos de couformiaade
com as iustruc^oes da K'.'particao das Obras Pu
bhcas, mediante o pre?o de 4500 por metro cor-
correte at o li nite de 13:500/C00.
II
O empedramin'o c os raparos geraes de que se
trata sirio executados nos lugares em que a juizo
da Kepart'co das Obras Publicas for mais neces-
sario ao me.'boramento da estrada.
III
O pagamento desse serv:cos r iffectuado uu
ejercicio de 1887 a 1888, ou posteriormente rjlin-
do permitlirem os recursos dos cofres provinciaes.
IV
9 pnsn pira a conclnsc das ubras ser de uin
anuo e o de re-pj.isabilida-Je ser de se>s inezes
contado este ultimo da data da entrega provisoria
da ref-rida ob-a.
V
Em tudo m lis que na i f r cogitado as presen-
tea clantulas se observara o que d'sioe o Keg. de
24 de Fevereiro de 1874.
Secretaria do Tiiesouio Provincial, 23 de Outu-
bro de 18%.
O secretario,
Affonso de Albtiqucrr/ne iftllo.
DECLARARES
Almeida, taveroa
Consulado Provincial
Relago dos contribuintts
nos in postos decretaras nos
Par Penedo, J. A. daCosti Medeiros 12 barri-
cas can 7-JO kilos de assuear branco.
No vapor nacional Espirito Santo, carrega-
ram :
Para o Rio de Janeiro, V. de Itaqui do Narte
100 saceos com 6,000 kilos de assucar branco e
300 dit >s com 18,000 ditos de dito mascavado; T.
de A. Soma 300 saceos com 18,000 kilos de assu-
car branco ; M. Cunha 200 saceos com 12,000
kilo de -ssucar branco ; H. Burle & C. 300 sac-
cas com 25,318 kilos de algodo ; D. M. da Costa
5,000 cocos, fructa ; F. F. de Saboia 6 caizas eom
400 kilos de cera anima' ; A. Lopes & C. 7u sac-
eos c ou 4,260 kilos 'leinillii; Engenho Central
2,587 saceos com 2O7,0(0 kilos de assucar branco.
Para Pelotas, Burle & C. 460 saceos com 34,500
kilos de assucar branco t 60 ditos com 4,500 ditos
de dita mascavado.
Para Ro G ande do Sul, V. T. Coimbra 40'
saceos i;oin 30.0 0 kilos d assucar branco e 100
dit..- r i., 7,6**1 difcm de dito inascaviflo ; Balt r
Irui.ius a. C. too barricas coin 4,S17 kilos de
assucar branco e 150 ditas coin 15.153 ditos de
dito mascavado; J. A. da Costa Hedei-os 150
barricas com 17,271 kilos le asssncar branco. '
No vapor nacional Baha, carregaram :
Pata Manos, Amorim Irmaoi r. C. 40 barris
com 8,840 litros de agurdente; H. Oliveira 20
barris com 1,920 litros de agurdente e 20 barri-
cas com 1,050 kilos de assucar branco.
Para o Para, P. C. de Alcntara 50 barricas
com 2.481 kilos de assucar mascavado e 200 ditas
com 17,1)53 ditos de dito branco ; Amorim Irmos
& C 80 pipas com 0,600 litros de agurdente:
Na-senna nacional Marieta, carregou:
Para o Rio Grande do Sul. Transatlantic Uom-
pany saceos eom 40u kilos de cera de c*m o.
No hiate nacional (ieriquity, carregarau;;
Para s Natal. Fernandes A Irmo 150 saceos
com farinh-i de mandioca.
Na barraca Duas lrmaet, carregoq :
Paa Porto Calvo, M. A. Araujo 1 Msoo con 6','
kilos de assucar branco
Edital n. 759
HrmiK-fMtt diMcipilaarcM
De ordem do Sr. Dr. inspector geral, declara-se
aos professores Eduardo IfonfSlfu de Moura e .Ma
noel D Iphino de Medeiros Favilla, removidos dis-
cipliame ite, o primeiro jara a Ilha de Assump
cji em Cabrob, e o segundo para a de Leopoldi-
na, quo Iht-s fica marcado o praso de 6 dias, a
contar deata data, para tomar p >sse e assumir o
exercico de snas novas CadViras.
Secretoria da Instruecao Publica de Pernambu-
co, 5 de Novembro de 1886.O secretario,
Pergentino S. de Araujo Galvo.
de Domingos Jos Mariins
N. 124 Miranda di Souza
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia !)
Rio de Janeiro p'.r eacala 9 dias, vapor
nacional Baha, de 1,999 toneladas,
commandante Silverio Antonio da Silva,
equipagem (50, carga varios gneros ; no
Viscondo do Itaqui do Norte.
Rio d* Janeiro8 dias. baria italiana Fo
mtnicti /Sonata, de i taneladas, ..api
tito Antoni- Forinn, equipage.-n \, car-
ga varios genero ; a Pereira Carneiro
& C.
Baha Blanca (Buenos-Ayres) 30 dias,
ban :i ing'.eza Virginia L Stafford, d;
482 toneladas, capitilo C- W. Phillipps,
cqm'pag'in 8, cm lastro ; ordem.
Rio Grande do .Sul 24 dias, escuna di-
naroarqueza Caroline, de 144 toneladas,
capitSo F. A. Brandt, equipagem 5, em
lastro; a H. Londgrin d C.
Rio Grande do Sul21 dias, pata?ho d-
namarquez Mercur, de 141 toneladas,
capito C Ihuroe, equipAgem 7, carga
xarqoe; a Maia R-*.zende & C.
Santos -13 dias, b^rca i-iglcza Rose of
Dvon, de 403 toneladas, capito A.
D-we, equipngem 11, em Latro; or-
dem.
Montevid> 17 dias, pato ho inglez Alice
Ada, de 295 toneladas, capitao David
Gassey equipagem 8, em lastro ; or,
deai.
Montevideo 17 das, broa ingkza Mar-
tha C. Graig, de 448 toneladas, capi-
fclo A, Witheford, equipagem 11, em
lastro ; ordem.
Rio de Janeiro8 dias, barra ingleza
Ch'irlott, de 377 toneladas, rapitSo D.
Nichella8, equipagem 8, em lastro ;
ordem.
Rio de Janeiro7 dias, barca americana
Mary G. Ried, do 579, toneladas, ca-
pito John S. Warran, equipagem 10,
em lastro; ordem.
Buenos-Ayres por escala 28 dias, vapor
inlilez Spenser, de 1,801 toneladas, cera-
mandante L. R Tnylor. equipagem 52,
crga varios gneros; a Saunders Bro-
t iers & C.
Navios ssahidos no mamo dia
Rio Grande do NortBarca norueguense
Flora, capito Johan Claster, em lastro.
Rio Grande do Norte B*r<-a noru-guense
Nympha, cnpitAo C. Williams, em las-
tro.
Ar-arali por escalaVapor nacional Ipo
juea, commandante Francisco da Costa,
carga varios generes.
VAPORES ESPERADOS
Muiulego da Europa hfjo
Sculptor de Macei amsuh
Delamer de Liverpool a 12
Pirapama do norte a 13
Mrquez de Caxiai da Babia a 14
AUianc,a do sul a 15
VeiU do sul a 15
Paranagu de Hamburgo a 15
Uaiiii do norte a 16
Para dO Slll a 17
Adcavce de Nevr-Port Nows a 19
Tagu da Europa a 24
Orenoque do sul a 25
Cear do norte a 26
Etpirito Santo do sul a 27
La Plata do sul a 29
co!uprhond los
15 e 1
do artigo 2.- da lei n. 18'iO, com I*!-
cao a f'iegiiezia do R-'i-ife, e pertcnlen-
te ao exerieio de 18860 t887, pelo
lanzador Joaquim T. de Lemos Duarte.
Roa do Vigario Tenorio
N. 20o 22 Francisco Manoel
da Silva & C. d0posito de
drogas 1505000
Traveesi da Madre Dos
N. 10 Manoel dos Santos
Araujo, deposito de sa-
bio. 90000
N. 23 Antonio Jos Soares
& C. armazem de gneros 1035>0O0
Ra do Amorim
N. GO Gomes < Gou /eia ar-
mazem de gneros. 108^000
Rui
&
deposito de ferragem 90^000
N. 140 Silva & Alves idem 90,5000
N. 142 Reis & Santos, idem. 1800000
N. 110 e 112 Francisco
M..ti(iei da Silva & C.
idera de dpogas lOrJOOO
Becco L-rgo
N. A 1 Francisco Gamillo
da Fonseca, officina de
csl.;ado. 245000
N. 1 Jo* Francisco Be-
. Zfrra, barbeiro. 195200
Ra du Visconda de Itaparica.
N. 2 Cardoso & Irmo ar-
mazera de ferragem. 420000
N. 6 Ddarte & G. bsr-
queiro. 400000
Ra do Visconde do Itaparica
N. 3 e 10 viuva de Manoel
Francisco Mrquez, arma-
zem de assucar. 3600000
N. 12 e 14 J. J. Castro
C. idem. 5400000
N. 16 Jos Peixoto da Fon-
seca, idem. 2700000
N. 13 e20 Amorim & Car-
doso, idem. 8100000
M. 24 Martios Oliveira,
idem. 240J000
N. 28 e 32 Martins Cordei-
ro, & C. idem. 5400000
N. 34 e 36 Carlos Louren-
50 Gomes & C. idem. 4800000
X. 42 carpbteiroPeres & C
idem. 3600000
N. 3 Anna Lucia de Olivei-
1a, cocheira. 1200000
N. 11 Duartei 8c C. barri-
queiro. 3S04OO
N. 13 Mendonca & C. ta-
verna. 5706OS
N. 21 Henrique Gomes da
Silva, barri-jueiro. 240000
N. 25 Fro-ocis.-o Joaquim
Ribeiro, idera. 600000
N. SI Jos Antonio de Al-
meida, idem. 800000
X. 37 Manoel Joaquim Lo-
pes de Azevedo, idem. 400000
N. 47 An-i'o Augusto da
Silva, taverna. 5-70200
N. 51 Bento de Freitas
GuimarSes, idem. 90j000
N. j5 Aniceto Augusto da
Silva, barriqueiro. 4--0000
Praga do Chaco
N\ 16 e 1* Alves Ferreira
A C. padaria. 900000
N. 21 Joao Martins da Sil-
va Barao do Triumpho
N. 2. Visconde do Livramen-
to, estaleiro
N. 4. Castos &C, idem
N. 44. Allam Paterson &
C, fundico
N. 48 e 52. David W.
Bcwman, idem
N. 51. Manoel dos Santos
Villana, caldeiraria
N. 56. Eusebio da Cunha
Beltrao, refinaco
N. 58. Mtnoel dos Santos
Villaya, deposito
N. 62. Gomes Mcndonga
& C, padaria
N. 68. Jos dos Santos da
Costa Moreira, retinaco
N. 72. Jes Velloso Soares
armaz-.-ra de assu':ar
N. 74 e 78. Augusto Octa-
viano de Souza, idem
N. 80 e Si, G. Gorccs Maia
& C idem
N. 86 e90. Henrique Xa-
vier A. Samira de Mello,
idem
N. 92 e 98. Francisco Ri-
beiro Pinto Uuimares,
idem
N. 66. Luiz da Cruz Mes-
quita, caldeiraria
N. 100 e 105. Cardoso &
Irmao, fundico
N. 67. Ernesto Christiane
Saur, ferreiro
X. 11. Antonio Rodrigues
Braga, taverna
N. 33. Augusto F. K->ffmara,
ferreiro
N. 32 A. Antonio Jos de
Pinko, idera
N. 43 e 47. David W.
Bowman, deposito de ma-
chinas
X. 49. Manoel dos Santos
Villana, deposito da offici-
na
N. 53. Joaquim Antonio Ro-
drigues Subrinhn, taverna
N. 65. Jos Francisco Do-
540000
2000000
1000000
2600000
3600000
1200000
1200000
480000
1200000
1500000
3900000
7200000
6000000
6fiO0OOO
1:3200
800000
4000000
i 9;5000
540000
360000
360000
4200000
600000
600000
900000
600000
240000
400000
600000
600000
540O>O
4500000
1200000
21O0COO
1200000
1200000
720000
Provincial: 8
mingues, idem
N. 67. Manoel Pereira da
Costa Borboleta, ferreiro
N. 39. Jos Dornelias Pes-
I 8o, barbeiro
N. 69. Joaquim Coelho
Barbosa, barriqueiro
N. 71. Francisco Marones
da Costa, idem
N. 79. Christiane Kauzer,
ferreiro
N. 81. Jos Pereira da Cos-
ta, idem
Praga de Pedro I
X. 2 e 28. Hermn Stolzen-
bak, armazem de couros
Caes do Apollo
N 45. Visconde do Livra-
roento, escriptorio
N. 53. Soares d'Amaral &
v Irmo, deposito
N. 59. Francisco Manoel
da Silva, idem de ferra-
gens
N. 77. Reis & Santos, idem
idem
N. 81. Deodato Torres &
C, idem de louca
1* Secjao do Consulado
de Xovembro de 1886.
O chefe,
J. X. C. de Barros Capeo.
N. S. do Terp>
Mesa geral quinta-feira 11 de Novembro de 188<>
A padroeira deata irmandade, verdadeira mente
commovda pelos phrasiados da procuridora ge-
ral, pede aos seus amados irmos do nutro lado,
para que nao aceitero cargo a gum (quando por
ventura sejam eleitos) para o anno compromissal
de 1887, poia a isso nao teem o menor direito, por
havenuos aportado a esta trra com caixai de
pinho s costas, e nos por sennos da mesma turma,
compreheudemos a necessidade de acompanhar a
Vlritem acnhora do Terco no justo pe-
dido ; pedindo-lhes anda, qa facam por se ms-
rulisarem, tendu eui consideradlo a recompasa,
que actualmente Ibes do por tantos trabalhos,
avultadas despesas, e festas brilhantes que coas-
taotemmte Ihe dispenearam
Recite, !t de Novjinbro de 1886.
________________________Ruk Trok.__________
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta repart--
cao, fa;o publico que no da 10 Jo corrente mes,
pags-e a claese de 3 eutrancia de prof ; sores
e escolas nocturnas, relativamente ao mez de Se-
tembro prximo paspado.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
uco, em 9 de Novembro de^ 1886.
O escrivao da despea,
Silviuo A. Rodrigues.
Club Impetriz
De o'dem do Exm. Sr. presidente, convido a
todo os senhores socios a se reuuirem em assem-
bla geral domingo 14 do corrente, s 11 horas da
Sinh, em sua sede ra da Imperatriz n. 42, 1 -
dar, afirn de bc tratar de negocios tendentes ao
mesmo club. Recife, 8 de Novembro de 1886.
O secretario,
Antonio Maciel de Siqueirs.

1
f
l
ILiBH
1


Diario de Pernanibuco(^uarta-feira 10 de Novembro de 1886
I
i
>
\
:
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i1
Instituto Archeologico geogra
piuco Pernambucano,
Quinta feira 11 do corrente, hora do costume,
haver sesso ordioana.
Secretaria do Instituto Archeologico e Geogra-
phico Pernau-bucano, 9 de Novembro de 1886.
Baptista Regueira,
1* secretario.
Monte Pi ortuguez
tatemlilfa giral
Convido os-enhorca secioo a reunirem-se n
ade social, a 11 horas do da 14 do corrente.
para se dar cuinprimento ao que pr.ceiia o 1-
do art. 22 dos estatutos. Reci:e, 9 de Novembro
de 1886. O secretario,
Jas Vi ira de M'queira Perra.
Cl Curios Gomes
Sato em 13 de novembro
S3o convidados os senhores socios a procurar
os scus ingresaos na sie do club, todas as noitea,
a contar do di* 10 do crrente, das 7 s 8 1(2 ho-
ras da noile, em mi do Sr. thesoureiro.
Secretaria do Club Curios Gomes, em 9 de
Novembro de 1886.O 1 secretario,
P. C. Casanova.
Correio geral
Malas a expedir-te hoje
Pelo vapor nacional Bnhia, esta administrado
expede malas para os portos do norte, recebendo
impreceos e object :s a registrar at 2 horas da
.arde, e cartas ordinarias at 3 horas ou 3 1/2
cm porte duplo.
Administraco dos eorreios de Pernambu o, 10
de Novembro de 1836. O administrador,
tfonso do Reg Barros, i
s
T ni) o Eira Sr. vice-presidente da provincia
conc-dido a Jeronymo Cabral Pereira do Amaral
a rei-sao do contrato que fez pura fornecer c*pim
i i;.;, linda da companhia de cavallaria no se-
mest.e csrrente, fajo publico, de ordem do Illm.
Sr. inspector, que pelo Exm. Sr. g-:jeral corcuian-
Jaute das urinas foi designado o ilia 12 do corren-
te, pela* 11 horas da manha, para ter lugar no
quartel general a arrematadlo de semelhante arti-
go at o /lia 31 de Oezembro dente anno.
As propostas serio fetas em carta fechada e
lar duplicara, c apresentadas at ae 10 horas da
manila lo referido da.
Thesouraria de Faseoda da Pernainbuco, 8 de
N vembro de 1886.O secretario,
Luis E. Pinh.'iro da Cam.ira.
Cnsul portugus
Attcsto, cm vista do passaporte conferido pelo
cnsul de Portugal, em Buenos Ayres, que o sub-
dito portugus indigente, Jos Tliomaz do Olivei-
ra, de 38 anr.os, distina-se 4 Paria a consclho a
rae 'ico?. fim de tazer urna opc-racSo, e para isso
implora o'auxilio dos nossos compatriotas aqui re-
sidentes, no intuito de eftVctuar a sua viagem.
Pica no escriptorio do Diario o autographo des
Aa. avizo quem quizer, por ?ua livre voaade a;si-
nar alguina qtiauti* em f.ivor do inesmo docote,
ricando d>sde j suminamcnte grato.
Dado sqb o selo do cumulado de Portugal era
Pernainbu, aos 6 dias de mez de Novembro de
J8S0.O eucarregado do consulado,
Vicente Nuues Tavares.
Ceoipanhia de Edificado
Oommuuica-se aos Srs. accionistas, que por de-
'.ibrr :n-nto da quinta prestacao, na razio de 10 p)r
e-cuto do valor noininal das respectivos a :ces, a
;u;il dever realisar se at o da 5 de Dezeu.bro
>ri>x)'m i futuro, nj escriptorio da companhia ;'.
lirada da Coucordia n 9.
liccife,5 de Novembro de 1886.
Gustavo Anlunes,
director sccretaiio.
Companbl* de trlllio* nrblnon do
Recite a oiimia e Bebe-ribo
ASSEMBLX GERaL
Nao se tendo re-anido, numero suficiente de ac-
cionistas p*ra a reunio da assembla geral, con-
vocada pura ho>e, determinou o Sr. presidente que
fosse feita a segunda convocacSo para o di i 12 de
Novembra, ao meio dia, no escriptorio da compa-
nhia. E'seu fim :
Tomar conhecimento do relatorio da directora ;
ouvir a leitura do parecer da commissio fiscal ;
diseutil-os e sobre ell- s se pronunciar, assim como
tobre o projecto d* reforma dos estatutos, apresen-
tado pela c-unniissao respectiva.
Segundo resolucJodo Sr. presidente e de accor-
do com a lei, entruro os estatutos rm discusso
se estiver representado dous tercos do capital
sendo que no caso c ntrario embora funccione a
assembla geral para os outros flus ser ef ta con-
vocafo considerada como segunda convocacao
para este fio especial.
Escri toiio da com janhia, 29 de Outubro de
1886.
O secr- tario,
J >s Aiitonio_de_Almeida Cunha.
Manta Casa"de~ Misericordia do
*S8 Rece
Por esta secretaria silo convidadas as amas
para que. acompanhadas dos expjstos que esto
criando, venham no dia 15 do co. rente, pelas 8
horas da maubi, ao respectivo estabelecimento,
receber as mensalidades vencidas de Julho a Se-
tembr fiudo.
Secretaria da Sania Casa de Misericordia do
R.-ciM, 6 de Novembro de 1886.
O secretario,
Pedro Rodrigues de Soiaa.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. engenheiro ebefe,
faco publico que no dia 17 do cerreute, ao meii
dii, recebe-se na secretana desta reparri'cao pro-
postas para a execucao d a reparos flus poutes da
estrada da Las, de Tapacur e de Maus, ore doa
cm 780*000.
O oreamento e mais condices para o contrato,
acham se disposico dos senhores pretendeutes
para sercm rxami nados.
Secretaria da reparticJo das Obras Publicas de
Pcrn?.mbuco, 5 de Novembro de 1886.
O secretario,
J&o Joaquim de Siqura Varejo
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
Seguros mariilaaoa e t**rrealrea
Nestes ultimo a nica compsnbia nesta praoa
que concede aos Srs. segurad)s isetnpcjlods paga
ment de premio em cada stimo asao, o JBC
equivale ao do-TOito de cerosjd; 15 por canto em
avor dos scu arados.
SEGUROS"
MARTIMOS contra fogo
Companhia Phenix icr-
nambncana
Ruado Commercio n. 8
( \ viii \ i<: si:<.i itos
NORTHERN
de EiOndrea e tberdeen
Poile flnanrelra (llezemhro I88S)
Capital oubsciipto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,348
Beceifa nnnunl i
Da pre.aios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
DampschinTabrts-GeselIschal
O vapor Paran o*u
Espera-se de HAMBUHGO,
va LISBOA, Bt o dial6 do
corrente, seguindo depois da
d< mora necessaria para
Leilo
De
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John II- Boxtcell
Kl A COUMEBOOCIO N. XO 1 t\IMB
i@ii
CONTRA FOGO
Fhe Liverpool & London & Glob
IXSIRIiWCE COMIHM
&C.
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, pasagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
Consignatarios
Borstelmann & C.
RUADO VIGARN. a
1' andar
CO~ PANallB~FE MIE\E-
RES M.lItlTIMEW
UNHA MENSAL
0 paquete Orenoque
Commandante Hortemard
E' esperado dos portos de
sul no dia 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do oostume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se sos senhores passageiros de todas
as elasses que ha lugares reservados para rsta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Paz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa
garem 4 pastagens inteiras.
Por excepco os criados de familias que foma-
rcm bilhetes de proa, gosam tambetn d'este abat-
ment.
Os vales postaes s se das at a dia 23 pagos
de contado.
a caixa com facas de mesa
avarigdas
Sextafeira, 19 do corrente
A's 11 horas
O agente Pinto, levar a leiijo por ordem dos
Srs. Gomes de Alattos Irmo, e por conta o risco
de quem pertencer da caixa maica diamante C
dentro, n. 66, com facas de mesa, descarregada de
bordo do vapor americano Alliance, com avaria
d'agua do mar.
Em 'ontiniiaro
L-ilao de 13 pecas de ^Igodo trancado da fa-
brica de tecidos da Magdalena, 2 pecas de case-
miras e outras fazendas limpas e avariadas.
No escriptorio da ra do Bom Jess n. 43
Ama
Precisase de urna ma somente para cosinhai ;
a tratar em Fernandes Vleira, sitio n. 7, casa de
azulejo amarello.
Caixeiro
Prec sa-se de um caixeiro ; na refinacio do \"a-
i-adouro.em Olinda.
Iao Bento Honiciru m Franca
Na ra do Capito Lima n 32, preeioa-si- .
com este senhor a negocio de stu interesse, t
com brevidade.
-
Taverna ecara
AVISOS DIVERSOS
I KXIiK SE 18 Cade iras deguxroic&o e 2 de
balanco, de amarello vinbatico, entalbadas e em
perfeito estado ; tudo por meUde de seo premitivo
valor. Ra do Bardo da Victoria lojaPorta
da Fortuna se dir.
Aluga-se casas a 8000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Ooncallo : a tratar na ra d
Imperatris n. 56.
Aluga se os andares superiores do predio n.
51 ra do Imperador, com excellentes accommo-
dacoes para familia : a tratar com N. I. Lidstone.
ra do Commercio n. 10.
. Precisa-se de um criido para vender tabo-
leiro _e fazer mais servicos de casa : na ra da
Matriz da Boa-Vista n. 3.
Precisa se de urna ama
numero 14.
Vndese urna taverna e casa em terreno pr -
prio, bem arborisado, com cacimba de boa agua e
m um dos melhores lugares da freguezia do Poco'
da Panella. A taverna bem afreguezads, e psra
melhores informacoes, a pessoa que pretender,
dirija-se ra de Pedro Affunso n. 12, ae achari
qnem d os esclarecimientos necessarios.
na ra do Aragao
Alugi-se a casa da ra da Conceicao n. 2-A
na^ Torre ; a chave est cm mo do Sr. Manocl
Elias, na mesma ra.
icovado.
COMPANHIA DE SEGUROS
t'OXTHl FOGO
Xorlh British k Mercantile
CAPITAL
t :000.00o de libras sterlinas
A GEN JES
Adomsoii Howie & C.
As cadernetas da eaixa econmica de ns.
7?03, 7804, 7805, 7806 e 8254 desencaminharam-
se : pedo-se a quem as acbou se digne entregal as
Para carga, passagens, encommendas e dinheir:, "a roa do Vigario n. 7, que ser gratificado.
afrete: tracta-se com o
\\\vtm Telephonica
Bourgard
RELACAO DOS NOVOS ASSIGNAN-
TKS QUE COLLOCARAM APPARE-
L' OSTELEPHONICOSNOMEZ DE
OUTUBRO.
A
"N. 86. Adolpbo Pereira Guarir, ra do Pro-
gresso.
\. 412. Alvaro Jos Pereira (Camisaria Ameri
cana), ra do Visconde de Inbainna.
C
N. SI. Cosa Lima & O., ra do Amorim.
O
. 798 Dr. Souto Maior (Casa de SaiHe)' Ponte
dlleaaa.
N. 406. Dr. Pedro Coua, Manguinho.
N. 466. Dr. Hypolito Pederucira (escriptorio),
Nuva Uescob^rta.

N. 371. Jos Cnvalcantr (Odlegio Nazareno), roa
'.o Bario de S. 1!Jija"
X. 472. Lonreiro 4 C- (venda), Magdalena.
M H
N. 315. Manoel Moreira de Sooza, ra de D.
Mana Cesar.
a
N. 194. Quartel de Cavallaria, largo do Jardim
das Princesas.
V
N. 280. Vinva Carroll Jb C, ra do Commercio.
Estarao do Cald*r*iro
N. 31. iniugos Gomes Cona (venda), Casa
Amaro! la.
N. 32. Antonio Neves da Silva, Apipucos.
Eecife, 1." de Novembro de 1886.
Antonio do Carino Almeida,
gi-reute.
^(ocledade Beneflcenle Coriiia ao vale da i ua da imperairix
De ordem do irinao presid.ute, convido todos
a senhores socios a comparecerem in a sede so-
ihI, no dia 10 do corrente, 6 horas tarde,
>,fim de proceder te a eleicao geral dos mem .ros
.a nova adini ^.rt. 3S0 dos regulamentos gerai s da ordem.
Secretaria, 6 de Novombro de 1886.
O secretario,
Jos C. Maci ito
Oe ordem do Exm. Sr. .couselbeiro director in
terino, se faz publico que os estudant- s dos diver-
sos annos desta taculdade que deixaram de com-
parecer prlmeira chmala serao admittidos
segunda, justificando perante as respectivas me-
sas examinadoras casa falta de cumprimento. o que
s ter lugar depois de concluidas t.idas as provas
scriptas da primeira chamada de cada anuo. Os
que levantaram-se da prova escripta oo deixaram
de pagar a taxa corresprudente a matricula de
i'.ncerramento ficam dependentes de resulucAo da
congregaeo. Igualmente se faz publico que os
oxames de franoez, aonuneiados para amaua, fi-
cam transferidos,f)ra quai Ik-1 ira 10 do corrente,
a 3 horas da tarde, em urna das sals desta fa-
culdade.
Secretara da Faculdade de Direito do R'cife,
$ de Novembro do 1886.O secretario,
Jos Honorio B. de Men^zcs.
S. n. J.
Seciedade Recreativa Juvenlode
Sarao bimestral em 5 re Dezembro
Estando designado esto dia para reaiisar-se o
-sarao do bimestre fluente, roga se aos senhores
socios que quizerem tirar convites, a dar suas
notas ca secretaria da sociedade. Previne-se que
n3o serao admittidos aggregados.
Os iogressos deverio ser procurados em man do
Sr. thesoureiro at o dia 4 de D.-zembro.
Becife, 7 de Novembro de 1886.
Jos de Medices,
Io ert-tari >.
\j \j* -E.
cu
I Commereial Ealerpe
Assembla geral
Tendo a directora de comunin accordo e por
:notivos imperiosos dado por finda a su missao,
convida a todos os socios para > rcuniao de urna
assembla geral na sexta-reir 12 do corren*", s
7 horas da noite, para proceder se a testara do
relatorio, prestaco de contal e eleielo de novos
tuoceionarios. A resolucao da direcioria defi-
nitiva, e por isso pede-se o comparecimeato de
todos os socios. A posse da nova directora ser A
em acto continuo.
Secretaria da Club Commereial Euterpe, 8 de
Novembro de I086. O 1- secretario,.
Francisco Lima.
Lycea e Artiis e Olios
A Imperial Sociedade dos Artistas lie-
cbanir-as e Liberaes ae Pernntnbuco, que
tcm a seu cargo o Lyceu de Artes e Ofi-
cios, no intuito de illuxtrar as elasses arts-
ticas e manufactureiras, raantm como j
bem conbecido em seu palacete no Cam-
po das PrincezHS, aulas de diversas linguas
e s-icniias, as qunes, funecionatn em todos
os 'lias uteis, das t s 9 horas da noite.
Com o roesrao intuito mantm ella urna
pequea e modesta bibliotheca que, com
patriticos donativos, 1 ugmcuta se de dia
para dia, e franqueada ao publico em
geral da: amerite, as mcsmis boras cima.
Assim, po's, com o mui applaudido in-
tento de t/rnar bem conbecido o progres-
so das artes e offieios entre nos a perfei-
cao e utilidade de seus productos, fazer
conbecido seus autores, bem como os lu-
gares de seus estabeleciiner.tos, afira de
Facilitar a sahida e o cons mo delles, pro-
move ella tolos es annos para o dia de seu
anni^ersario, segundo dispSe o 6o. do
art. 2." dos seus estatutos, urna cxposicZo
dos trabalhos d'artes offi.i'is e manufactu
ras. E' para a consecuclo de t2o aper
feicoado quao vantojoso tm, que a directo-
ra da sociedade vem pelo presente, soli
citar de to-ias aquellas pessoas que pos
suem por pergaminho o trabalho, sua effi-
cax con urrencia Expoficao aue, em 21
de Novembro deste anno se t ff-sutuai em
sua sede, Lyceu de Artes e Officios. ,
Curopre tambera a ella f.zer conbecedo-
r-s oj Ilustre senhores e senboras, que
a quizerem honrar com seus productos, os'
seus direitos e
Deveres
1. Deverao at 15 do dito mez envia-
rem as amostras de seus vendaveis pro-
ductos para o dito Lyceu.
2. Era todos os objectosdeverao acom-
panbar o norne dos mes .nos.
3. Ser i ni prescindid! ero todo c qual-
quer objecto a declaracilo do prego, e lu-
gar d sua fabrica ou deposito.
4. Que os objectos para a ExposiySo
devora ser tal qual os costutna tazer e
vender.
Direito
Art. 8o do regula ment da Exposiyao
Artistico-Industrial:
Somente aos expositores permittido
abrir as vitrinas para mostrar aos visitar-
tantea os seus productos.
A directora conscia de que uito se es-
forcarlo para o faustaso sultado deste
certamen to proveitoso e lisongeiro a to-
das us elasses industries, aotecipa sus
devidos gradecimentos.
Secretaria da Imperial Sociedade los
Artistas Mchameos e Liberaes, em 18 de
Seterabro de 1886.
Jos Castor de A. Souza,
1* secret-rio.
London and Braslllan Ba
M ni I fe i!
Ra do Commercio n. 32
racca por todos os vapores sobre as ca
t-. do mesmo anco em Portugal, sendo
?tn Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N
Porto, ra dos Inglezes.
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em l '.
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
Al 31 de dezembro de 1884
Martimos..... .,110:000^000
Terrestres,.- 316:000^000
41 Ra do Commereio
MARITIMOT
tnited States Brasil Matl S. S. -
0 .ail
E' esperado dos portos de
sul at o dia 16 de Novembro
depois da demora necessaria
seguir para
Maranho, Para, Barbados, 9.
Thoiuaz e \eVoil
Para carga, passagens, encommendas tracta-
te com os
AGENTES
. AGENTE
iognste Lab He
9 RA DO COMMERCIO -9
COHPtXIIIA IMIlVtWlU t A\4
DE
.^avegaeo coste!ra por vapor
Fernando de Xoronha
O vapor Giqui
Commandante Lobo
Segu no dia 12 de
N'ovciribro,pelas 12 bo-
ras da manha. fj_ Arrendase o sitio denominado das Jaqnei-
Recebe carga at o ras, eofa gi-ande casa de vivenda, arborisado e
diaI1- juoto a estacio ; a tratar na ra Piimeiro de Mar-
Passagcs at as 10 horasjda manba do dia da co n. 18, ou uo inesmo sitio.
partida. --------------------- ---------------------------------------
' CRIPTORO Aluga-se o 1- andar do sobrado n. 74 e o 2-
< ana la f mnaithia *ora.asaihiT 23' si,os rua-de Sl JTee< caiados e P'n'ados,
aa i/*a rmmt m- frescos, com baa vista e sommodos para familia ;
Aluga-se ou vende-e o sitio denaminado
Jacar, perto da estacio da Tamarineira, cem
muitos commodos, baiza de capim, muitas arvores
de ructo, e muite terreno pirra plantacoes: a tra-
tar na ra Nova n. 55, ou na guarpamora com
os Mottas.
Precisa-se de orna senbera para casa de um
moco com familia ; na ra do Marques do Herval
numero 105.
Alaga-se o 1- andar e soto do obrado
ra do Coronel Snawnna n. 278, muito fresco,
caiado e pintado, tendo agua e gas : a tratar com
Jos Antonic Marques, no ChorameninoH n. 12,
junto capella ; as chaves esto no andar terreo
do mesmo predio.
A pessoa que quizer subscrever, dirija-se ao
escriptorio deste Diario.
cana n. 1S
a tratar na ra Augusta n 286.
Rio lii'iinil'. do Sul
Segu com brevedade para os por tus cima o pa-
tacho allemo BrMante.
Para carga tmta-se cem Hallar Oliveira c C.
VENRZA!!!.. VENEZa!
O doge de Veoeza !!!
V'ni sahir.
Lisboa
O
vapo
r Advance
30
Em virtude do aviso do Sr. insp"Ctor d The-
souraria de Fazend, e de m*arAa enm o art. 6
da nova le i icamentaria n. 3310 de 1G ile Outu-
bro de 18s6. faco publico que se ach- supprimida
arestriecao das entra'as stmnnaes, ficando livre
O deposito de qualquer quautia, a qual somente
perceber juros o uumputo de 4:0005, conforma
as ditpositoas do art. 2o 15 da lei n. 1083, de 22
de Agosto de 1860. Riclfe, 2 de Novembro
1886.O gerente "guarda livros,
Felino D Frrreira Coelho.
de
(OMPANHIA
Imperial
Espera-se de New-Pnrt
News, at o dia 19 de No-
vembro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, eucoinmendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forsler & C.
S. 8 RA DO COMMtKClO N.-
1' andar
8.
CoaPtV'Kli PK1*Hlt. n
DE
Xavegncao costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Baliia
O vapor Jag-uaribe
Commandante. Baptista
Segu no da 13 de
Novembro, s 5 horas
-da tarde.
Recebe carga at o
Idia 12.
Encjmmcn.ias, passagens e diubeiros frete at
i 3 horas da tarde do di* 13.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Perrambucana
n. 12
I0YAL MIL STE.4I PACKET
COIPASf
0 paquete Mondego
E' esperado da Europa no dia
10 do corrente, seguin-
de depois da demora necessa
ria para
DK
NRGIRO cintra FO.O
EST: 1803 -
Edificios e mereadorias
Tazas boinas
Prompto pagamento de prejuiso*
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS A C.
N. 5Ra do CommercioN. 5
Macei, Bahia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Trent
E esperado
do sul no da 15 de
Carrete seguin ic
Idepois da demoro
necessaria par
. Vicente, Lisboa, Vlgo e Son
thampton
Para passagens, freres, etc., tracta-se *- os
CONSIGNATARIOS
Adanison Howie & C.
Segu com breridada a barca portngu'za F-
reira Borg.s para o resto da carga que falta,
tra'a-se com Silva UiiimarSes a C-, ra do
Commercio n. 5.
Rio til-ande do Sorte, a de >'oien-
liro de I8S
F R E T A M E N T O
Pracisa-so por fret-ment urna barcaca emboas d.e n>"'tos outr-a do p.-stoas caradas de : tosses
condiyOes Je apparelho e fobrica prompu a nve- simples, bronchites, aothma, muquidao, tsica pul-
gar de Pernambuco para os portos do Rk> Grande mouar> coqueluche, esearr.-s de saugue, etc.
do Norte, garante ae o freta ment por um anno :
quem quizer entrar neste negocio, annnncie, de-
clarando a lotacao da barcaca.
Criado ou fcltor
Precisi ae de um criado ou feitor : na ra Nova
n. 15.
TeLoral de Cambar (3)
Descoberta e prepratele de Alvares de S.
Soarcs. de Pelotas
Approvado pela Ezma Junta Central de Hvgie-
ne Publica, aut-risado pelo governo imperial, pre-
miado com as medalbas de ouro da Academia Na-
cional de Paris e Exposico Brasileira Allema de
1881, e rodeado de valieses attestados mdicos e
LEILOES
Agente Pestaa
Leilo
De 27 paoeiros cem tapioca e 2G ditos
com gomma e 96 tornciras de molas.
Quaita-feira ]0 do corrente
v A's 11 hor No armazem do Sr. Annes, no largo da Alfandegs
O agente Pestaa far le;lo por e->nta e risco
de quem pertm-er as mereadorias cima mencio-
nadas em um tu mais lotes a v-jutad-- dos com-
pradores.
Precos as agencias :Frasees 2J500, meia
dusia 13^000 e dusia 24*000.
l're;oa as sub-agencias :Frasco 24S00, meia
dusia 1540CO e dusii 28^000.
Agentes depositaras geraes nesta provincia
FRANCISCO MANOEL OA SILVA & C,
ra Mrquez de Olinda n. 23.
Cosinheira
Precisa-se de nina csiiihira que tambem eom-
pre : na ra da Aurora n. 19, 2* andar.
-58
Leilo
Mnlnla feira I I
A's 11 boras
Ra de Domingos Tbeotooio n. 15
O agente Mode-to Baptista, competentemente
autorisado, far leilao da armaco e gneros exis-
tentes na taverH da ra de Domingos Theoto-
nio n. 15, em uid t lote ou a retalbo conforme a
volitado, des c-mpradores.
Garante se as i ha ves da casa.
Em seguida vender tamb-in diversos movis ao
coner do inart* lio.
alu^sr um sitio com boa morada para famia, de
preferencia nos arrabaldes la cidade ; qnem tiver
dirija -se botica francesa, na ra da Cruz u. 22,
ou a ra da Madre de Deus n. 7.
Cosinheiro ou cosinheira
Precisa-te, Ecndo asseiado, paga-se bem : a
tratar na ra do Paysand n. 19 (Passagem da
Magdalena).
Precisa-se
de im empregado que tenha pratica de fazendas,
com idade de 14 a 16 annos, que d fiador sua
conducta ; a euteuder-ee na ra Duque de Caxiss
numero 105.
r>s>
i>&
PASTILHAS
De ANGELiM&MENTRUZ
I) 3 titeiros, meia coicir o la, 1 sof, cadeiras de
guarnic, bancas, mesa do cosinha, candieiros,
marquezoes, uina balarca romana cem pezos, de-
psitos para tarinlia e muitos outros ubjectos que
estarao patentes oo cio do I- i la".
iiilnta felra, 11 do correte
A's 11 horas
Na casa n. 24 da ra do Visconde de
Goyanna, antiga do L'otovello
Por interveocSo do agente
Gusmo
Leilo
De 60 sacos cora assucar de dirersas qua-
lidades
A's O e 11 horas
Quinta-feira 9 do corrente
Na associago agrcola
O agenetc Silveira por mandado e cem assisten-
cia do Exm. Sr. Dr. juis do Commercio, levar
leilo 60 sacos com assuear, requerimento de
Ascencio Minervino Meira de Vssconcelloa.
Ll'iiO
De bona movis e 1 espingarda de dous
Cinos.
Sendo 1 urna linda mobilia Ja pao carga enta-
Ihafla c-.ui 12 cadeiras de guaruicao, 2 ditas de
bravo?, 2 de balanco, 2 consolos com pedru, 1 sef i,
lauteruxs. j-rros, can ti- iros de mudap, mtrquezes, marqu- zs cnhides de ct-luin-
nas, diversos quadros, 1 t:tpiiigrda de duus eauos
para i-iissii, 1 mesa elattHM de nmirello, 1 si.f de
iit> 2 aparadores de dit--. caUeiras de junco, con-
solos, el geres, 1 guarda louc-t, louca vidres, eo-
ilu-ies le metal para sopa, d-tas (:aia cha, o-pjs,
facas finas. gaTta du metal, terno de bandejas,
campntiiras, licoreiros, fructi-irasde vidro eou:ros
uiui'os mnveir.
Sexta-futra 12 do corrente
Va II llOItl
Na casa n. 19 da ra das Flores
O agente Martina far leilo par ordem de urna
familia que se retirou para foia da cidade, dos mo-
vis e mais objectos existentes na referida casa,
todos em bom estado e seriio vendidos ao correr do
martellc.
C
5*

V
e@
B
as
s
O Remedio mal efficsz a
Seguro aue se ttm descoberlo fe
hoje fisrs oxpeilir as i.on brigas.
R0IJR14V0L HIERES
Aos 100:00011000
23roa l'rimeiro de Har;o-25
Da 8,a parte da 1.a lofrria da provincia,
venderarn Martins Fiuza i C, os seguin-
tes premios garantidos
1,591
3,800
8..43
18,057
1!,257
7,080
10,899
19,119
4,217
11,949
2,633
10,109
100:00'';$
:,0:0C0->
10-.000
4:000
2:000
2:000
2:000r>
1:000^
1:0004
1:000*
1:0005
1:000(5
9,346
15,591
15,988
5,740
17,761
2,064
23,321
1,275
1,711
1,494
12,577
500-5
5005
500,
500?
500:>
500
5005
500-5
5005
5005
5005
A-.ha-se venda os afortnalos bilhetes
garantidos da 9 a parte Ha mesma lotera,
que se ezirahir quinta-feira, 11 do cor-
rente.
Presos
1 vigessimo 15000
8at poreo de too* par eism
1 vigesBmo (5900____
'J-l'JLi]>TiMi7J
tintur;
NICA TNICA
DE FILLIOL
mSTAKTAMEA *r. MTb*.
MB Uvigea.
0E
FILLIOL.
.MtadftrMfC
aaaaa
soa Cor primitiva
twwU rinl Psrli: FIXX.ZOX,, U, ru tiriau, FUI
la HrwU'ies: Fhan- M. aa su,v*. o-,
anea...........
CASA FELIZ
Aos 100:0001000
tVKja da independen
ca ns. 37 e 39
O abaixo .finado vendeu da 8* parto
da 1" loteria'i x:rlii ia boje, 4 do corren-
te, os seguintes premijs : de 2:0035 em
cu r.s. 73lo, 9988 s 20125.
Acham-so A venda os fezes billiete-t
garantidos da 9a parte da lotera b
beneticiu da Santa Casa de Misericordia
do Ro.-ife, quu te extrhir a 1L do cr-
reme.
PREfOS
De cada vigessimo ljJOOO
Emporjao de J00)j para cima 900
Antonio Augusto dos San'o> Porto
Joa aiTonNo rio* Sanio.* Baaloa
Mura Marcelina dos Santos Bustos, Joaquim
Jovino Honorato Ba^'o? e Leopoldina Alexaudrin .
Pimeutel Bastos, ma.-idam rosar urna missa por
alma de seu esposo, pai e sogro, Jos Alfonso dos
Santos Bastos, na matriz da Boa-Vista, s 7 ho-
ras da ma h3 do dia 11 do corrente, 1' a aniver-
sario de seu fallecimento ; e pira asiistil a en-
vidan aos scus pnrentes e p nsoas de sua amiza-
!e, e ferSo agradecidos.
Ccmucndailnr J*i Joaquim
de l.iin.- Btilni
Os filhos do bQecidi) emivfaam os amigos para
assistircm a uiissa no dia 11 do correte, s 7
boras d.i manlia, na orlen) U'iceira da Calino, {
anniversiirio do seu pastumento, pelo que ficaraa
astas cratain- ute i padecidos. ___
II lili II II ......I I laallaaaaaaapaaPMaWa.
II. ilarcuiriia Coelnu to Ka ;
Atliuqiifrque
D. .Ntaria Cociho de 6a e Aibuqn.rqne, o capi-
tao Felippe de S e Albuqacrque e seus parent.;,
c-invidaio os amigos e prenles d? L). Marcolin*
Coclbo de S e Albuquerque, fallecida bontem, uc
engenho (Juararsp-.-s, pare assisrirern a dar se -
sepultura o c-idaver da ineama finada, hoje s 10
horas da manh, no ceiniteiio publico desta ci-
drade. Carros i roa do Imperador.
IIEGIVI
.
Aprovcitem
Compra se urna Lanterna Mgica, que esteja em
perfeito estado, c que tenba grande numero de
vistas ; na ra da mperatriz n. 53.
A MevoluQo
A ra Duque de Caxias, resolveu vender
os seguintes artigos com 25 /0 de me-
os do que em outra qualquer parte.
Zupbiros fino*, lindos padroes, a 500 rs. ocova
Las de quadros, a 400 res o covado.
Ditas lavradas a 400 res o dito.
Ditas com bolinhas a 500 e OO.ris o dito.
Ditas com listrinhas de seda a" 560 ris o dito.
Ditas mescladas de seda a 700 ris u dito.
Cachemira de cor a 900 e 1*200 o dito.
Ditas pretas a 1J200, 15500 e 2*000 o dito.
Ditas de eor bordada de seda a 1*500 o dito.
Linhos escosseres a 240 rs.'o corado.
Zephires de quadrinhoa e lisos a 200 ris o co-
rado,
Linhos lisos a 100 ris o covado,
Setim maco a 800 e 1*200 o dito.
Dito damass a 320 rs. o dito.
Setinetas de quadrinbos a 320, rs. o dito.
Ditas escocezas a 440 rs. o dito.
Ditas matizadas a 360 rs. o dito.
Cretones finissimos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Chitas escuras e claras 240, 280, 300 e 320 ris
o covado.
Nansuc finas a 300 ris o dito.
Enxovaes para baptisado de 9*000 um.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Seda crua a 800 rs. o covado.
Colchas brancas a 1*5C0, e lis;!) urna.
Cobertas de ganga a 2*8C0 urna.
Fecbs pateados a 2-i500 e 3000 um.
Ditas, de peilussia a (i-S000 um.
Ditos de 15 a 1*000, 2*000, 3*000, 3*500 4*000,
e 5*000 um.
Panno preto fino a 1 000 o covade.
Cortes de caaemira a 3*000, 5*000 6*0U
nm.
Crep para coberta a 1*000 o covado.
. Cretone para coberta a 100, 500 rs. o covado.
Lencoes a 1*800 um.
Bramante de Hnho h 2*000 a vara.
Dito de algodo a 1 -i200 a dita.
Dito de 3 larguras a 900 ris a dita.
Panno da costa a 1*400 e 1*00 o c\a o.
Dito adamascado a 1 j-00 o dito.
Espartilhos de curaca a 4*000, 5*000, 5*500.
6*000 e 7*500 om.
Cortinaoos bordados a 6*500, 7*500 e 9*000 o
par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Lencas de 1*200 a 2*000 a duzia.
Vclludlios lisos e lavrados a 1*000 e 1*200 o
covado.
Auquinhas a 1*800 rs. urna.
, Panno de crochet paa cadeiras e sif a l*00o.
1*200, 1*600 e 2*000 om.
Henrique da Silva Moreira.
--.
-1
v
I
a
. I







6
Diario e fcruauUMii <-Hiiarta-frira 10 de Novembro de IH8B
%
>



A ^OOAS OS USOS *"
Purgante as Familias.
fiip.ll pd. D=w.CfilRaCR[.ll.iiiJ*
Alnga-se
o segundo andar da casa a ra da Aurora n. 81,
ji>nto a estaeSo da estrada de ferro de Olinda ; a
tratar na ra do Commercjo a. 15, eseriptorio de
Sebastio de Barros Barrete
liisra-sc
i predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
jnelecimcuto fabril : i tratar na ra do Commir-
io n. 34, com J. I. d.s Mednirot Reg.
Aluga-se barato
Ra do Bom Jesus n. i 1 andar.
Ra de Lnmas V:i! latinas i. 4,-com soto '
Largo do JIcrcpdo u. 17, I ja com agua.
As casasda ra d<. Coi mu-.' Suassuna n. 141
Tratk-se na na do Coinmercio n. 5, 1* andar
eseriptorio de Silva (uimuies & C.
Largo do Corpo Ssnto n. 13, 2." andar.
Roa da Palma n. 11.
Aluga-sc
i casa n 1 im Lumbranca do Gomes, em Santo
Amaro, tem agu : a tratar na rui da Impcratriz
. 32, 1. andar.
Aluga-se
a casa terrea da ra de S. Jos n. 29 e a s&ta da
ra Bella n. 29 ; a tratar na ra Duque de Caxias
n. 66, l Aluga-se
o sobrada de um andur a sotio ra do Mrquez
do Herval, travesea do Pocinbo a. 33 ; a tratar
no largo do Corpo t-antoD. 4, 1" andar.
na rur de S. Pran-
Oflerece-sc nma cosinhe'ra:
cisco n. 58.
Ama
Precisa-se de urna ana que cosinhe, para tres
pessoas ; na ra da MaDgueira n. 7.
Ama
i recisa -se de urna cosinbeira ; no largo do Cor-
po Santo n. 17, 3- andar. ________________
Ama
Precisa-se de urna aba para comprar e cesi-
ubar bem : a tratar na ra da Palma n. 29.
Ama
Precisase de duas amas, sendo urna pa-
ra cosinhar e lavar e outra para engom-
roados e outros stvjos de caaa de pouca
familia; tratar na ra Duque de Casias
n. 42, 3o andar por cima da typographia
do Diario de Pernambuco.
Ama
Precisa-se de urna ama para engominar e cos-
turar perfeitaniente ; a tratar na ra de Riachucl-
1) n. 57, portao de ferro.
Precisa-se de urna ama para cosinhar, qne seja
perita e que durma em casa do patrio ; na ra
de Riacbuello n. 57, portas de ferro.
Em latas contendo cinco galoes, a 9/000
de-se nos depsitos da fabrica Apollo.
Oleo pura machina^
i cinco gal
la fabrica
km
Precisa-se de nma ama para cosinhar e outra
para en^ommar ; na ra da Matriz da Boa-Vista
n. 24, sobrado.
AMAS
Precisa-se de duas au>s, nma para cosi'ihar e
outra para andar com enanca ; na Ca punga,
ra do Dr. Joaqunn Naboco n. 3.
Ama de leite
Offerece-se urna ama de leite, com rnuita abun-
dancia de leite ; a tratar na ruado Coronel Suas
auna n. 18.
ximas de leite
Na roa de H"rtas n. 18, tem duas bous amas
de leite para se ? lugar ; quein del las precisar,
dirija-se ra e casa cima.
Cseas de canellciras
Compra-"' qualqner quantiddr. no armazem de
Guimaraes & Vleme; Corpo Santo n. 6.
^^A-Aos 1.000:000^000
200:000^000
OLEO AROMTICO
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
i
MARTDTS* BASTOS
Pernambuco
NUMERO TELPHONICO : M* 33
Agua rl.-ina. Exu.m. a de llores bra-
sileiras pelo seu delicado perfume, suavida-
de e suas propriedades benficas, excede
a tudo que oeste genero tem *pprecido de
uiais celebre.
Tnico americano. E' a primeira das
preparares para a i cr.servayao dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias capiilarCH, faz nascer os cabellos,
impede que embrarquecam e tem agrande
vantagem de tornar livres de habitantes as
cabis dos que os usam.
01:0 vegetal- Compcsto com vegetal
innocente, preparado par3 amaciar, for-
tificar e dar bruno aos cabellos.
Agua dcDfricia. Esc lente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o n o hlito.
Vend-se as principaes casas desta ci
dade e na f.ibrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TF.LEPHONE N 33
Tricofero de Barry
Garante-M que fas nas-
cer e cresoe ocabeiloain <1 a
aos maia cairo;, cura n
tinha e a caspa e reraovo
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
do cahiroude embranqno-
cer, e infallivdmente o
torna espesso, nxacio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
182'J. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacao oficial de
um Govemo. Tem duas vzes
iubb fragrancia que qualqner outra
ednraodobrodotenipo. E'muilo
jnai8 rica, suave a deliciosa. E"
muito maia fina e delirada. E'
mais permanente e ngrndavcl no
lcni;o. E' duas v.-zos mais refres-
conto no banbo c no quarto do
doente. % E' especifico contra :>
frouxido e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansaros e os
desmaios.
Xarope ie Viia ie Re* No. 2.
ASTESBETOli-O.
rrrois decsaiv-.
Cura positiva n radical de todas as formas de
escrfulas, Kjphilis, Feridas Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas e as do Conro Cabel-
ludo com perdido Cabello, e de todas as do-
encas do Sanrj-ie^Pigado, e Bins. Garante-se
qne purifico, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura e Sabao Corativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian.
Ss e para a cura das moles-
as da pel'e de todas as especies
' em lodos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Madamoisellc Cotinha
Ainda cintin. na rna do Imperador n. 55, 2-
andar, onde suas-amigas e iregu>-zas podem eu-
contral-a .ara comprar lhe <>s trabn'h. _-. que como
modista desempertba, como sejam t>>u ttes peL
teados d<- todo goato,
modernos
de 'eordi (din os ncuri irt
C#s(Bfcras
2- andar, precita-
Na roa do Imperado.* n. 55
sede cos'ureiras.
Bazar de passaros
Raa do Bom JeM* n. tH
Nes# t-stabel ctnento eocmn te sempre gran-
de sorrimento de rspeciais patraiiros e guilas,
naciinaes e eetrangeiras, frucui de diversas qua-
lidades, baiaiohoa par iiinh< de canarios do
imperio, jarro e eestot de timb, tr..bibi> muito
aperf.15 ado, a saberosa pimenra em conserva em
lindi s f'r qainboi \ ludes da Amrrica, p.'lo barato
precj de 10 rs. cjda um, c i-utros muitos gne-
ros, que se tornsni -n;adonho meiicicriar, tudo por
precos m dice.
Caixciro
Precisa-se de um caixciro
dia n. 165.
na ra da Concor-
II
O propiiet rio da mait > acreditada taverna sita
pra^a d" Coepelheiro Jo> Alfredo, por rr.otivi.
de molestia, convida a urna pes^oa para socio,
com pequ.-n" Cfe| it> I ; a tratar na misma.
>iad(>
Precisa-se de um criado de 14 4 1G naos
tratar na ru* d Cornim-rcio n. 44
Pre isg,-se
de um caiieiro para Gannt llura, que tenba prati-
ea de fazendus e n 1 Diados, o que d fiadjr sus
conducta ; traU-s uo Largo Jo Mercado n. 7.
Mande e vigor
PARA TODOS LAS aNTI-nvS' TICAS K REGL'LADORAS
DO VESTBK.
Preparada por Barthulomtn &. C*.
Esto pilulas, i jja formula tos foi con-
fiada pelo diatDeto eliafoo ilesta cidade, o
Illm. Sr. Dr. (Ja neiro i*a Caoba, sao ap-
pli<'ad:.s com < roelhor exit.i contra a fra-
queza do es'oiri'^o, pris o da reatre, en-
g'-rpitamento do S^ado e bsoo, anemia,
(onteiraa hemori-hojijacs, etc. et^. Ellas
nUn cu8f!io o m5tior v h>m 011 dor no
eston :igo, piodu.-iui o ua ftcclo eperativa
branda e euaveoiei le.
Na o prostaia as orcas, nem abatem o
espiit, antea-pelo "ontrario d;io lento,
riesenvolvefti > pfit, dSo maior vigor e
r-8titu*m acs doentes BUfcS primitivas for-
yas, concorreo' para o completo
rcstabvl'cimeDto I) IMNITO
EM IABMACIA
BA IBIO X. ui.
100:000|000
LOTERA
GMNDi
DE 3
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extrae^ a 15 de Mwm de 1886
0 tlicsoureroFrancisco Goncalvcs Torres
BRONCHITES, TOSSES, Catarros Pulmonares,
DEFLUXOS, Molestias do Peito, TSICA, Asmas '
CORA RPIDA B CERTA PELAS
Gottas Livoniennes
TROUBTTB-PBRRBT
Com CBBOSOTB de FAIA, ALCATRAO di SORBQA e BALSAMO de TOL
Esle preparado, infallivel para curar radicalmente todas as Molestias das Vias
jt respiratorias, 6 recommendado pelas Notabilidades medicas como o uuico efcai.
o nico medicamento que alem de nao fatigar o estomago, o fortifica, reconstitue a despena
o appetite : duas gottas pela manhS e i tarde bastam para triumphar dos casos mais rebeldes.
DEVE-SE EXIGIR O BELLO DE GARANTA DO GOVERHO FRANCCZ
Deposito principal: TROUETTE-PERRET, 264, bonle?' Voltaire. PARS
Depoilos ;n Pernambuco. TRArt iw. aa SILVA4 C'.ens principaesmannada
Gxcellente inorada na
Torre
Aluga-se urna casa com commodos iufficicntes
para l..ioili;i numerosa, com grpde sitio c j'.rdim,
triuit;) fresca o alegre, m>ircem do rio, em cujo
porto trmica a linha dos bonds, fundo na mar
g-rn cpposra do i o, a estaco da Torre, da coin-
paubirt dos trullos urbanos do RsciK- Caxangd :
atratar na riecifo, ra do Cozmercio n. 46, pa-
vimento trrrfo.
copeiro
Precisa-se de um de
14 a 16 annos, na ra
de Riachuelo n. 17.
Eiifronunaicir
s
Preeisa-se de um.i arra que mgnmme com per-
feicf o ; na roa do Msrqqez do Herval n. 10.
Por ,4$000
Aluga-se a Irja do sobiado ra de Limas
Valentinas a. 50 : a tratar na ra Primoiro de
Marco n. 7-A, livraria.
Ao j seflAores de engeno e oatros
Tornera nota
Trilitos para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
Hachfplsmo completo para en
genhos de 'dos os i amanaos
Systema api-rfeicoado
Especificacoes e presos no eseriptorio dos
agentes
Browns & C.
!. 5 Rua do Commercio
N. B Mein da cima B & C, teir. eatlmlogosde
DO i^mplRmentosnecr3sarios agricultura, come
.imb m machinas para descalcar algodo, moi
ih" para caf, trigo, arroz e milho; cerca de fer-
ro galvanisado cxcellente e mdico cm preco, pes
soa nenbuma pode trepal-o, nem animal que-
bral a.
-------------------------.-------------------------1,
?fi0fi0GT0S BNG10GIC
ao LYSSE ROY,raPit:ers (FroStf
SmtePdUST, SiiGr- & Genr
DOMESTIC
Sao reconheeitiafl ser as m&iz
elegantes, as mais dnravels
em todos os sentido3.
AS MELHOBSS
cir. ulares come
os eslylos, dir>
Para presos, e
illustratoes do todos
jato se
Doniestic Scwng 3Iachine & C,
NEW YOR, U. S. A.
ELIXIR
Ci8
T.GRAS
CONTRA
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
Dtz annos de successo demonstrarlo a superioridad deste medicamento para excitar o appetite e fazer digerir- CURA :
DYSPEPSIA VMITOS DYSENTERIA
T Arinca r-^-^ rcmMArsn ^
CLICAS
ACIDEZ DO ESTOMAGO
DIARRHEA
>;'o wliivr ri'fnnslHtiinto j PAKIZ, Ph"\ 9. rua Le Peletier. leposiUriis em Pernambuco : F3AN" M. da SIT.VA 5:0.
LOTERA do ceara
KK)*000
0 portador de dous vigsimos d'esa ovi ioleria
esl habilitado a
intransferive

H.
10 do corren te
Superior vinho de Pasto
Loureiro 4 C. receberam pelo Vil/e re Victoria,
p r CDcomirj'nda ecouta propria, que ha de mais '
superior em vinho de Pasto, do nosso mercado, j
Em pipas, quintos e decimos, vendem em grusso I
e a retalbo, e pedem a seus fregueses e nmig.is o I
favor de espenmenfarem. E' multo proprio pvra
hoteis, restnurant e casas de familia. Encentra te
&. venda no es-abelecimento de molhadrs dos mes- I
mos Ljureiro & C, Passagem a. 7 ; Augusto Fi-1
gueiredo & C. Recife.
k Pflrfame ensuitioo aos Vintca tu sobra/
de Me loo.................OfiOOtronoai
'. S iodo uEESoncinMCoj^iB" 'lOOfrucos
Partamos para tojos < Licores ^s 100 frascos
" C ,,c i.cla de Shura oa deTa'la, os i oO trasooa
soea
seo a.
OO fe.
1SB2, Bordeaux: Mtai'ht a Lrinu;
BIois: c3/n.i d- Pr.tti: Rocho-
lort : Kefflo ce tfe u h* /le PrtM,
i'inclt *nOc/o.-;883.Ain&terd.,m:
leatlti de PriU oour,.,,. 1885,
ExposicSo ds '. rabalbo :td.-x.$t*c
Alimentagao Rica
un principios antits 1 patspatados.
a rasiHHA attiw e o mellior auxiliar
na ama de IciU; na alliiiciitaco cas criancinnas.
Ksperiraentada co:n o mellior xito as Crochs,
Hospitaes e Asylos, boberan'a para as Chancas,
pessoas iilosa.<. fracas c as que sofl"rm"de
Gastritis, Gastralgias, Molestias de Intes-
tinos, Priso de Ventre rebeldes, e todas
as AfTcccOos que nao permittoiu ao estoruago
supportar a allmentacao necessarla para a pro-
duccao da forra e da saie.
EII61B i MARCA UlCISTBiti : i 7RGEM
PharnutciaKLIS.tm Bordean* (Franca)
la Pemamluco : Tran" K. da Silva V C*.
Depositarios em Pernambuco t
-llhnrio
Aluga-se em urna casa de familia, um quarto s
alguma senhora viuva ou so'tnra, que seja. de
conducta moralisada ; trata ee ua rua do Mr-
quez do Herval n. 182.
Liquida cao
Chpos modernos. palmHs, plumas flores e fitas,
tudo por precos muito barato.
Sime. Miquelina
Rua as Crnzes n. 39
Casa no campo
Aluga-se urna eiclK'irte casa com sotao e cem' i
modos para familia, t.odo um pequeo sitio, >s; !
tendo pintada de nvi, na trav sa da Cruz das :
Alma n. 4 ; a tratar ea roa Priuieiro de Maree ;
n. 25, lija de i- iat.
i i i s
IMLSO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fijado de baealho
COM
Hypophosphitos de cal e soda
4pproTada pela Junta de lly-
giene e autorizada pelo
Covcrno
E' o melhcr rem< dio at hrje descoberfo para a
iisilon ln-onriiii-*. eseropbalai, ra-
ctiiltn. anemia, i ehillttatle im senil.
ilctSuxon. !>< chrttnica e aOVceoe
Jo pello e la eartcania
E' muito superior no oleo simples de figado de
>acalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
javeis, iiossile todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm des propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophosphitos. A' venda na*
irogarias e boticas.
Deposito em Pernambuco
oje,
BILHBTES i VBXDA
ROM DA FORTUNA
36Roa Lara do Rosario30
* coraoos os "
Dartros, Cravos
Virus, Ulceras
DEPRATfvOCHABLE.
Em todas as Pbarmacias do Cnlrirto
Onde so encentra gratis a
noticia Cnablt.
36
CHABLE
;00s000 Loe*
9 curados de
GONORRHA, FLORES brancas.
Pedas seminaes,
ESGOTABIENTO, etc., etc.
CITRATO DE^fSo CHABLE
Em todas as boas
Pharmacios
o 9-resse
,\>
Cana
Cosinheira
?
tes
dio ao no.ito
a bella alvura vapo-
rosa fue tez a reputagio
das Bellezas da Antlguidarle.
PANAFIEU a C"
Paria, ri* Rochachouart, 70.
mposllirloj-BPernin.buco : FraseM.ClSr^VA *C
VINHO DEFRESNE
TNICO-NUTRITIVO
COM PEPTCNA
(Carwi assim'rlavel)
FERRO E UCTO-PH0SPHAT0 DE CAL NATURAES
Sendo o Vinho Defresne d'um gosto deliciosoTtam-
bern o nico reconstituinte natural completo.
o mais precioso de todos os tnicos; sob a sua
ini'.uencia, desvanecem-se os accidentes febn's, renasce
. 4fipetite,lbrlalecem-se os msculos e voltam asforgas.
Emprega-secom xito contra a inappetencia.os cres-
cimentos rpidos, convalescencas, molestias do
estomago (Gastralgia, Gastritis e Dysenteria), e
debilidade, a anemia o consumpeao.
[: foraecedor dos Hospitaei, Pars. Autor da Pancreatitis
(g tedas as gharmaaas
SrSSSSSBSBSSBSSBSSSBSBBSBSaSBSl
iharmacn M. da SILVA A O*.
lasfTBsWITTWWIMJiWMII 'UBI
.^Superior sgnsrdente de cana feifa do caldo,
p ra encommenda : vende-ae a que sobrou pelo
barato preco de 128J caada, na rua de Santa
Cecilia n. '"i, taverna da esquina, detraz da Pe
ha.
Caixciro
Precisa se de um caixeiro de IG 18 annos de
idade, com bastante pratica de molhados e que d
fiador* ana cenducta ; na estrada de Luiz do
Reg u. *U___________________________________
llWlJE RIGA
ie 3X9, 4X9 e 3X12; vndese na serrara a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dous de No-
vembro p. 6. -
Atteno
Pede-sc ao Sr. Manocl Vital, morador etn Ponta
de Pcdra, que venba ou mnnde pagar o que deve
no Largo do Mercado n. 7, psis j faz mais de
dous anuo?.
Pastilhas yermitugas
de Hcring
o melbor especifico contra vfrmes : deposito cen-
tral em casa de Fria Sobrinho & C-, rua do Mar
quez d oliuda n. 41,
Precisa-se de urna ama para cosinhar, compraa-
e mais servicos c'e casa ; na rua do Aragao nn-
mero 14.
Phosphoros quodlibet
Sao os melhores que tem vindo a este mercado,
que se tornam recommendaveis, tanto pela bra
qualidade, como por vireu coioradis em caixinba?
de phantasia e com obremos Vhriados, vende- = e
pjr precos modiecs. nicos depsitos :
Francisco Lauria & C, im do Bom Jess nu-
mero 61.
Costa Lima & C-, rua do Amorim n. 37.
m
~# Medalha de Ouro na Expsito universal 1878 ?*
3^
-
&S**1
2 J. FA.TJ -
"W 80R3EOS (FRANCA) )-
-% Depsitos en todas as tendas de Comestibles. #-
Titmi iiaia
PARA TINGIR A
Barba eos cabellos
Precisa-ce de um menino para criado, rua do 8ebo
n. 26.
sia tintura tinge a barba e os cabelLs instan-
tanearnente, dando-lhes urna bonita er preta e
natural, inofensiva, o sea uso simples e muito
rpido. Vnnde-se na botica francesa e drogara
de Riubuayrol Freres, successores de A. t aors,
rua do Bom Jess (amiga da Cruz) n. 22.
Marca
Registrada
SNDALO de GfSIPY
Aoprovado pela Jnnta d'Eygiene do Rio-de-Janeiro
Snppnine a Copahiba, as Cubebas e as InjecgSes.
Cura em 48 horas todo e qualquer corrimento. E' da maior
eficacia as affocgoes da bexiga, torna as urinas claras por mais
turvas que sejo. Deposito em Paria, 8, ru Vivienne.
Cal virgen deJaguiribe
ALrio-se rua do Bom Jess n. 2',
uui armazem onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem de Jaguaribe,
acondicionada em barricas proprias para o
fabrico do nssucar.
Esta cal, em nada inferior que nos
vem do estrangeiro, vendida pelo preo
fixo de 6f5000 a barrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho
Jngnaribe, cujas'pedreiras Iho d o noroe-
E encarregsdo da venda nicamente
neata cidade o Sr Sebastiilo Bezerra,
jom eseriptorio rua do Bom Jess n. 23.
Ao commercio
O abaixo asignado scientfica Aesta praca, quo
ven-ieu h loja de min-ietns sita A rua da Itnpera-
triz. Exma. ! Ciinha, e portento declam que ncohuma respou-
sabi'iiiade rem com as transaecots deste 'estabe-
declara ao rspcitavel pub-o, co espvcialdade lcci..ent que at ent'i pyrava sob a razo de
aos pHsadores de fstf na Bui-Viagem, qne tem sua firma individual, e desd.-'j.i proresta pela con-
urna dilK"nci.'l p.istada na estacio, afim de con- tiiiin-can de fcua firma nas rnnsaccoos do referido
duair oa patsageiros'psra a pivoaco ; ^arantin- I cstabeleciitcnlo Recife, 9 ne Nov.mbro de 1886.
do servr'.bem e i.or prec mdico- Frincisco dn "aula Duarte.
Atten^o
Compra se urna escrava engmmadeira perita e
radia, ou aluga-se nina ama para o meamo mister :
a tratar na rua da Imperatriz n. 11, primeiro
andar.
Sitio para alugar
No nprasivcl Cbacon n. 13, ten lo accommoda-
cues para familia, e rcut .b fructas ; a tratar na
rua da Aurora n. 81.
Partcira
A abaixo assignada d' clara as pefaoas de ten
eonh cimento que mudou a* da rua do Aragao u.
24 para a mesma ma n 32, onde jilf ser procu-
rada para o acto de sua crefissao a quaquer hora.
Mara Lina de U. e K Iva.
Deoda'o Francisco da Silva
,
CPPRESSAO
rnm
NEVRAL&lAS
UT1EU5XBM rtT|i|>alliy* p^jj, cigaBROS ESll
isplra-se a f-iniac que penelr. \ o pato acalma o symptora serroso, tacta
a expectoir^ad e rarortsa as fundos dos orgas respiratorios.
V*m0-. wMSHlnaem4a J. KMrir. it, i-i w>-Losore. em rsiii
_ fff^ntaostm *!*rmm
\
.
(
i
V


Mario de Peniambucti-*-itarta^{eira 10 de Novembro *u r88ft
VENDAS
t


i
i
Teciihts de linlio
A oo rs. o covado
Na IoJh da ra da Io.p naris n. 32, vende se
m bonite sortimento de rasmias de linlu para
vestidos, 'endo largura de chita fruteca, com
amito bonitas cores e palminbts bordadas, pa-
efaiucha a 500 res o covado, as kija ae P reir da
titira.
Camisas n.tcionws
A es&oo. aftooo ><(5o
32=*= Luja ra d* Imperatrs = 32
Vende-se oeste novo eafar-eleeimento um gran-
de sortim"jto de camisas brancas, tanto de aber
taras e pjtihos d linho como de algodo, pelo
baratos p-e\os de 2 JA0O, 3* e 4, sendo taiendt.
muito meihor do qu" as que veem do estrangeiro e
tauitv osis bem feitas, par serem cortada por
um bom artista, especialmente camiseiro, t.'-.mbeu
se manda faaer p >r ase oinmcndas, a v mtade dos
fregtiestes : na nova luja da ra da Iiaperatiis n
Jl, de Ferreiru da Silva.
Ao 32
Nova luja de fazr Jas
A* IIua da Iiupe = 9
DE
FERREIRA DA h*VA
Nehte novo estabelecimento encontrar o rei-
pjitavel publico irm variado sortimento de facen-
das do tod.i8 as qnalidades, que se vendem poi
precos baratissimos, Hssim como nin bun sorti
menta de roupas para homens, e tambem se dhd
da raier por encommeudas, p r ter um bom mee
re alfaiate e completo sortimento de pannos fiuot
iasemira* e brins, etc
Doce de caji secco
Do primeiro da pre-
st-n te safra, tem para
ven ter, em laias de
libras, ra do
Bom Jess n. 55, arma-
zcm.
**-
-a
VlOi
10*001
12*00"
L2*W
6*5(11
6*W
8*(K
3*001
1*601
1*0U>
-Mua da Imiierairii
Loja de Pertira da Silva
Ne&te estabeieciuiento vende-se as roupss aba
so mencionadas, que so ba- i.as
Palitots pretos de aiagonaes e
acolehoados, sen^o tassoaasmuHoen-
eorpadas, a forrados
Ditos de casemiru pret, do cordao muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melbor
Ditos de flauella azul sonde inglesa ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgoro preio, colchoado,
sendo fazenda muitr eucorpada
Ditos de casero ha de cores, sendo muito
bem fjitas
Ditas de faneila inglesa verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de bnm de Angola, de muleskim e
de bnm pardo a 2*, 2*500 e
Oeroulao de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a l'-XM e
ColletiahoB de greguella muito bem feitos
Assim cuno um bom sortimento de lencos di
linho c de algodao, meias cruas e eollarinh'.'S, et;
to na loa aa -un da Imperatriz n. 3i
des, n'iim-i e lazlabsn u 6
ru. O rutado
Na leja da ra da Imperatriz n. 32, vende-
no grande sortimento de vust6es breos a 6G>
rs. o covado, lziuhas lavradas de lurta-coret
. renda bonita para vestidos a 500 rs. o covadi
o setiuetas lisas muito largas, tendo de todas ai
cores, a 500 8. > covado. pecbincha : na loj.
do Pereira da Silva.
algodioslnho francs para lenroe
a SO r.. I e 1 *COO
Na l.ija da ra da Imperatriz n. 32, vende-
superiores algodaozinbos francezes com 8, 9 e 1'
palmus de largura, proprioa para lon^oes de un
so panno pelo barato preco de H00 rs e 1*000 i
tnetro, e dito traneado pa a toalhas a 1*28, a*
sim coaio superior bramante de quatro largura
para Icncoes, a 1*500 o metro, barato na loj
do Pereira da Silva.
Iloujia para meninos
a i. iSaoo e H*
Na nva loja da ra da Imperatriz n. 32, s
vende um variado sortimento de vestuarios pn
prios para irieumos, sendo de palitoeinho e calo
ba tufa, feitos de bnm pardo, a 4*000, dita
de molesquim a 45oC e ditos de gorgorlo preu
emitando casemira, a tif, sao muito barate a ; i
jja do Pereira di Silva.
WHISKY
KOYAJ, BLEND marca ViADO
Este .zcoliente Whisky Escesflcz preteriv
o cognac ou agurdenle de canoa, para rortic*
o corpo.
Vende-se a retaiho nos tu Ihores armazens
ao hados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo
e e emblema sao registrados para todo o Brazi
BROWNS C, agentes
6|50t
12*00*'
800
1*800
500
1*600
800
1*2
20801
1|800
400
200
Novas ias.nlias
A '390 e 400 reis o covado
Acabam de ebegar para a loja da ra da Im-
peratriz n 32, um grande e bonito sortimento de
iasinbas de c.rea pa.a vestidos, sendo fazenda de
muita pbautasia, com cores claras e escoras, e li-
quidan) se a 320 e 403 reis o covado, por haver
grande porcio na loja de Pereira da Silva.
A o comtnercio
Vende se a taverna sita no Pombal n. 16, pro-
pria para principiante, por ter poucos fundos e
< ommodos para familia ; o motivo da venda o do-
nj o dii i
liOjaearm.ifo
Vende-se urna, propria para qualqner ramo ie
negocio, na ra do Cabusr, que muito se recom-
senda p ser ama das principara mas pura todos
os neg icios. Garante-te ao comprador as chaves
da mesma : a tratar na ra Nova n. 15.
Faiendas brancas
80' AO NUMESO
4o ra da Imperatriz = 4o
Loja do barataros
Albeiro & O, a ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito ssrtimento de todas estas fazendas
abaizo mencionadas, eem competencia de precoe,
A SABEl' :
AlgodaoPjC" de Igodaczmbo cora 20
jardas, p!o- barato proco de 3*800,
4 4S, 4/.VK), 4* !>8, 5*500 e
MaapoloPe^as de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*, 6*' at
Camisas de mcia com listras, pelo barato
preco de
Ditas brane s e cruas, de 1 at
Creguella francesa, fazenda muito eneor-
pada, propria para lengoes, toalbas e
c-Toulas, vara 400 re. e
Cero as da mesma, muito bem feitas,
a 1*200 e
Colletinhos ra mesma
Bramante frunces de algodao, omito en-
corpada, com 10 palmos de largura,
m-tr.)
Dito da- linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Crotones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs.
Todas estas fazendas barotissimae, na coihecida
loja de Alheiro & C esquo do becco
dos 'erreiros
Algodc entestado pa-
ra cncocs
A M>o r. e looo o metra
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
;odo para lencoes de um s panno, com 9 pal-
8 de i^reuraa 900 re., c dito m 10 palmos a
(K) o metro, assim com dito trancado para
malhas de mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
i otro, lsto na leja de Alheiro ce C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 14800 e 2* o covado
A heiro & C, i ra da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bats merinos pretos pelo preco acirm
ditp. E' peehincha : na loja da esquina do bec-
co d> s Ferreiros.
EspartUhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilbos para senboras, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro & O, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingie-
ras, de duas larguras, com o- padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preoc
de 2*800 e Sf o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
3lK, sendo de paletot sacco, e 35* de traque,
grande peehincha pa loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO I/)NA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porfi de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32C
rs. o covado, grande peehincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a IOO r a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
oordaJo, dous metros cada peca, pelo barato pro-
co de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, sorti-
daa, por 5f, aproveitem a peehincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Tenden toce ou nozTre* do pello t
(<)
Usai o meihor remedio, que o PEITORAL
DE CAMBARA', e veris como vobbo soffrimento
desapparece Vende-se na drogara dos nicos
gentes e depositarios geraeg na provincia, Fran-
cisco Manoel da Silva at C, ra do Mrquez de
Olinda n. 23.
Pechinchas!
Excedente acquisico
oa rniprego de capital
Vende-se por preco commodo o bem localisado
predio da ra Duque de Cazias n. 39, reedificado
ulirnami nt- e dando um bom cendimento ; a tra-
tar na ra 1 de Marco n. 20.
Peptonas Ppsicas
de CHAPOTEAT
harmaceutico de X* CletaiSBO
1 "I" '-------
Approvad- pela Junta d'Hygiene do Rio-de-Janeiro. Empregadaa nos
Sospitaes de Pars e nos de Manaba
A Peptona o producto de digestao da carne de vacca pela pepsina de Chapoteaut
extrahida do estomago do carneiro e transformada em um alimento soluvel, imme-
diatamente assimilavel, que vae ter a todos os pontos do organismo por meio da
circulacao venosa, e alimenta os doentes sem fatigar-lhes o estomago.
O Vinho de Peptona de Chapoteaut por isso indicado as molestias que
tem por causa as ms digestOes, as afecces do ligado, dos intestinos, as
gastrites. na anemia, na ch.orse; as molestias do peito, na dysenteria
dos paizes quemes, as digestoes difficeis e laboriosas. Este Vinho alimenta as
creancas, que nao supportao a comida, augmenta a secregao do leite das pessoas
que crio e torna-o mais rico; fortifica os velhot e levanta promptaraente as forcas
dos convalescentet.
A Conserva de Peptona de Chapoteaut, que pode ser empregada interna-
mente e em clysteres, tem o poder de alimentar durante mezes os doentes mais
graves, como os tsicos, que nao possao tolerar alimento algum, os cancerosos, os
que soffrem da bexiga, dos rins e da medulla espinhal.
1" precito nao confundir as PEPTONAS DE CHAPOTEAUT com outras fabricada*
com carne de cavallo e vegetaes fermentados.
Deposito em Pars, 8, Ru Vivienne e as principos Pharmaoias.
HEM GHEIRO
OLEO
NEM GOMO DOS 0LE0S
DI TtRHA-NOVA
0RDINAM0S
de FIGADGS Frascos I
I^BACALHA^I
.uicieiUu ic ceru coaira a MolesUa ds Felto. a Tsica,
Bronquitis, Prisoes de Vcntrs, Toases ebroncas, AfeccOes escrofnloaaa,
ADi'tIC i l:\CIA. Ex.iga.-a* no rotulo o sallo-Azu do Estado traucez.
SOQG. Pharmacsutico, 2. roa CastiaUoue, P4RIZ. e p-incinaes l'liaxiuacuk
0 mu Simpiet. o mili futido e o mus Klast o< REPULSIVOS
indi8Pensavb:i aa "* "tt .t a a e aoa VIAJAXTIBB
USADO NO MUNDO INTEIRO
A Cmem illGOLLOT pede aoa Snr^. atedios compradora* que xl|aaa o
VERDADEIRO PAPEI RIGOLLOT
qtu tm cada a*
e em cada folba,
trai escripia
m Tinta Ineamad*
frmt
59
s
Uo ae sieguiaieM que definitiva-
mente n&o entrarao no prximo ha-
Mida
Admirem!
Bonito sortimento de mariposas e fsstoee, cores
firmes, a 240 e 320 rs. o covado !
Nansoks de cores mimosas a 180, 200 e 320 rs. o
dito!
Linho-i escoceses, novidades em padroes, a 200 e
240 rs. o dito !
Setinetas, as mais finas que tem vindo, 320 e
860 rs. o dito !
Crotones franceses a 260, 280 e 320 rs. o dito !
Sargelim diagonal, todas as cores, a 240 r*. o
dito '
Popelinas de cores, a 160 e 240 rs., listras de se-
da, barato !
Lasinhas modernas, a 440 e 500 rs. o dito !
Cachemiras, lindos gostos, a 600 e 700 rs. o dito !
Renda indiana (imitaco), linda fazenda, a 700 rs.
o dito I
ran da, delicados desenhos, um metro de largura,
a 800 rs. o dito!
Merinos e cachemiras, prctas e de cores, a 900 rs.,
1 e 1*200 o dito!
Setim macan, todas as cores, a 800 e lf o dito!
Velndilho de tedas as cores, lisos e bardados, a lf
e 1*200 e dito !
Casemiras inglesas, de cores, a 1*200 e 1*400 o
dito !
Cheriots, preto e azul, a 2*500, 3* e 3*500 o
dito I
Casemira diagonal, a 1*800 o dito !
Panno ingles superior, preto e azul, a 2*200 e
4* o dito !
Pecas de eeguio para casaquinhos, a 4*500 e
dem de superior algodao, a 4*, 20 ids !
dem de madnpoles americanos, a 4*500, 5* e
6*, 24 ids !
Para as Ezmas. noivas, lindas grinaldas e veos,
por 12* e 15* !
Ricos cortinados, todo bordado, completo, por
9*!
Lindas gnarnicoes de crochets, cadeiras e sof, a
8*!
Superior bramante de algodao, quatro largaras, a
900, 1* e 1*200 o metro !
Atoalhado bordado a 1*400 e 1*800 o dito !
faunos de difierentes cores para mesa a 600,1*200
e 1*600 o covado 1
Cobertas de cretones, lindos padroes, a 8*800 e
4*.
Lencoes de bramante (cama de casal) a 2* um !
Colzas francesas, de cores, a 2*, e 6* superiores 1
Lenccs de cores, lindos desenhot, a 2* a duzia !
Seroulas bordadas, de bramante, a 16* a dita !
Meias inglesas, brancas e de cores, a 3*200 e 6*
a dita.
Cambraia bordad, branca, a 6* e 7*, as melhorcs
que tem vindo !
Sortimento completo de sedinbas de cores, grosde-
naples, filos bordados, crep, mantilbas, capas
de la, ficb9.
ChamadoTemos fessoal habilitado.
Vendas en tronDsscontos da praca.
. llua Duque de C'axias-59
Carneiro fla Mi & C.
Cocheira yenda
Vende-se urna cocheira com bons carros | ie
pHsseio, bem localisada e afreguezadt., por preco
muito mdico, em razo de seu dono nao poder ad-
ministrar por ter de facer urna viagem : os pre-
tendentea acharao com quem tratar ra Duque
de Cazias n. 47.
VAPOR
e mocada
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
uso ; a ver no engenho Timb ass. muito perto
da estacao do mesmo nome ; a tratar na roa da
operador n. 48, 1 andar.
A' Florida
DA
COLONIA ISABEL
EXTRACQO SEMANAL
l' parte da 24.a lotera
CORRE
-w^-S-"
Ra Buque de Callas n 103
Chama-te a attencao das Ezmas. familias para
os -procos seguintes :
Lavas de seda preta a 1*000 o par.
Ciatos a 1*500.
Luvas de pellica por 2*500.
2 caizas de papel e envelopes 800 rs.
. Urampos invisiveis a 60 rs. o masso.
Luvas de seda cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios p.ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 3*.
Meias de Escossia para crianga a 240 rs. o par.
Leques de papel com correte al*.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs n. 5 a 400 rs. o
metro.
Lencos de eseuiSo a 1*500 a duaia.
Albuns de 1*500, 2*, 3*, at 8*.
Ramea de flores finas a 1*500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 el* o par.
Porta-retrato a 500 rv, 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 8oO rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnicoes de idem idem a 500 ra.
Anquinhas de 1*50, 2*, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs.
Bicos de cores com 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 3* a peca.
dem com 4 dedos a 4*500 a peca.
Espartilho Boa Figura a 4*500.
Ideu. La Figurine a 5*000.
Bicos de alencon com 4 e 5 dedos de largura a
2*500 a peca.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca.
Pentes para coco com ioscripco.
Para toilet
Sabio de areia a 320 rs. um.
dem phemeado a 500 va. um.
dem alcatrao a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface a 1*000.
Agua celeste a 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Mac eos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3* a duzia.
BARBOSA & SA\TOS
Serrara a vapor
Caes do CapSbarlbe u. t
Vesta serrara enoontraro os a< nhores fregu-
es, um grande sortimento de pinh> de resina de
neo a des metros de compnmen .24 de esquadros Garante se preco mais como-
o do que em outra qualquer parte.
Francisco dor Sanrrg Macedo.
Predios a venda
Vende-se, ou troca se por apolises da
divida publica nesta cidade o sobrado n.
82 ra da Ponte V'-llia, com entrada pela
travesea de Joo Francisco, e na cidade
de Olinda o sobrado n. 16 ra de S.
Rento e duas casas terreas urna a ra do
Aiup-.ro n. 14 e a outra ra do Bispo
Coutinhi', n. 11.
A tratar a ra d'Aurora n. 31.
Quarta-feira, 10 de Novembro de 1886
Intransfcrml! ntransforml!
0 POKTADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:006$200
Esta lotera est garantida, alm da fianza, por um deposito
no Baneo Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
de eada serie.
BILHETES /V YENDA
RODA DA ^FORTUITA
36Ra Larga do Rosario36
Bemardino Lopes Alheiro.

1
EXTRACCO
lA
LOXE&i
Pinlio de Riga
Acaba de ebegar pelo brigue Atalanta um com-
neto sortimento de piuho de Riga da meihor qaa-
lidade e de diversas dimensdrs, como sejam *
4 X 1*
4X9
3 X 12
3 X 11
3X9
2 X 12
raboas da mesma madeira de 1 e 1 1/2 polle-
"v-ndem MATHUE- AUSTIN & C, i ra do
i mm reio n. 18, 1 andar, ou no caes do Apollo
ol,n. por precos c .mmodos.
PKMEK SERIE DA: 24"
10 DE NOVEMBRO
SOB O SEGU(NTE
PLA IV CU
PARA EXTRACCO DE LOTERAS NESTA PROVINCIA
DA
COLONIA ISABEL
dUCEDlUS PELA LE PlONICIlL N. M. E iPPBWB PELO El. SB. VIGE PRESIDENTE DI PS01CU
""" ACTO Dt 2 DE SETtHBBO DE I88S
.... 800:000$
0.0001 'leles em vigsimos ISooo
Despezas .......
118;8oo$
682
1
i
i
i
l
9
23
400
premio de......
dito de .....
dito de .
dito de .....
dito de
ditos de .
ditos de .
ditos de 100$ para todas as centenas, cujos
2:(
1:000$
dous algarismos
forem ignaes aos dous ltimos do primeiro premio inclusive
1 dito de 1:000$ para a sorte, cujo numero na extraccao for mais alto
1 dito de 1:000$ para a sorte, cujo numero for mais baixo
99 ditos de 400$ para toda a centena do Io premio
99 ditos de 200$ idem idem do 2 premio .
99 ditos de 100$ idem dem do 3 premio .
2 apps. de 4:000$ para o Io premio
2 ditas de 3:000$ para o 2* dito .
2 ditas de 2:000$ para o 3o dito
2 ditas de 1:100$ para o 4o dito
2 ditas de 850$ para o 5a dito
4,000 terminagoes de 24$ para o Io premio inclusive
4,000 lerminacQes de 24$ para o 2 premio inclusive
240:(
40:000$
20:000$
10:000$
5:000$
18:0004
23:000$
40:000$
1:000$
1:000$
39:600$
19:800$
9:900$
8:000$
. 6:000$
4:000$
2:200$
1:700$
96:000$
96:000$
"68l5o$
Esta lotera ser dividida em 20 series de 4,000 dezenas. Quando as teiminacSes do l.9 e 2. premios forem
iguaes, a d'est passar ao algarismo immedialamenle superior. De9 passa a 0 e de 0a1. Os premios sao
pagos sera descont algum.
0 premio grande de cada serie acha-se garantido por um deposito equivalente e igual quantia no Banco
Rural do Rio de Lneiro.
21 deOutubrode 1886.
O TH SOUREIRO,
Francisco Goncalves Torres,



Diario de PcrnambacoQuarla-fcira 10 de Novembro de 1386
l!TTRATM

C1S1MEIT0 i REVDLVER
POR
JULES MARY
-)(*M -
III
'Continu: ("io)
Grbriella hesitou, d-pois eia voz baix>,
temendo ser ouvida :
Norberto anga me s vezes olharcs
singulares... Queres saber tado?... Pois
bem, elle casame terror !
Urna expressao de audacia viril, desde-
nhosa e resoluta, desenhou se no oto de-
licado de Valen tita.
Pois eu nao o temo .. hei da prote-
ger-te, Gabriella... Demais, o quo tens a
te:ner ? N2o t -us, al-a do mira, dous ou-
tros protectores... quo nos araam, dous va-
lentes rapaz s, dous valentes eoragSiS?
Refere-te a Trompe 1(E () e ao
Sr. Trutat ? disse da sorrindo.
Sim, a Trompe l'GSd, o escanotea-
dor... e a Augusto Trutat, o elowo do cir-
co Fr nconi... tao honestos e valente*
quaoto sao dextros e tortes... Tou pai dis-
se-rac, maitaa vezes, que, depois do acci
urnte do que fui victima, quando teve de
t car de cama perto de um anno, foi a
elles que devemos o nao ter morrido de
fome.
Oh tatnbem estou certa que. se al-
gum da precisasse delles, bastara cha-
mal-08... viriam immediatamente...
E te seguira n ao fim do mundo,
Gabriella.
Neste momento calarara se e puzeram-se
a escutar. Ouvia-so na escada um ruido
de voacs. Estas approxiraarara-se porta.
Justamente, sao elles, disse Valen-
tina. NXo erain capazas de esquecer-se de
qu* boje dia de teus annos.
Gabridla correu a abrir porta
Entraram dous homens... um
.a >gro, anguloso, com a
pellj
esgu:.\.
em cima dos
ossos, mas di o'har vivo e meancolioo,
anlav lsto e 1 se.nb.irag-.do, cm mu sor
ro nos labios... Em Tnmpe-l'tE '... O
nutro tS 0 hC^bVos rgos, rosto bo-
nancbao e quadrado, olhos superficie...
urna expressiio de honestidade e de bon-
dale... da forg* calma, experimentada,
sem jatancia... Era o Sr. Trutat, o clowa
Augusto do circo...
Eogina-Vista aiiantou-3e para Gabriel-
la e aprescntou Ihe a mao vazia, em cuja
extremidaie appareceu, de repente, um
ramillete de violetas, que esta recebeu,
agradecendo -depois outro e mais outro..,
Emfim, uus dez ramilhctes que ella rece-
bou, riodo-s, das mSos do eacamoteador,
ue perguntou :
__ Di-mc lieenga que a beije .
_ V*e boa vontade, ja que dia de
festa.
Em segaida chegou a vez de Augusto.
Gravemente, sem alterar seu ar de candu-
ra, exeoutoa, por cima dos hombros de
Trompc-1'GM, um salto vertiginoso-* rect.-
hiu com um joelho em trra, diante de
Gabrklla.
E apresentou-lhe um vaso de flor.
Aqu est.-maderaoselle, e disponha
de mim, quaodo precisar de um pulso for
te para defendel-a.
_ E tens ainda medo com semelhantes
amigos ? disse Valentim ao ouvido de Ga-
briella.
- Tena razSo..
Julgas qne, ae algum dia Norberto
quizease te fazer mal, nos trea reunidoa
n3o o poderiamoa impedir ?
Gabriella nao reapondeu. Este penaamen
to entriatecera-a Ue repente, como 8e tives-
se tido presciencia do luturo
Engaa Vista.
Onde que est Bertara ? perguntou
Augusto.
Anda u2o volton da ofi ici.
E fa silo sote horas f Entretanto pro-
metteu estar aqui s quatro hars.
Vou ao seu encontr, disse Valen-
tim.
Pois aira, respondeu Gabriella. Du-
rante esse tempo irei comprar goloseimaa.
Hilo de jantar aqui, n2o assim ? E
j que dia do ineus annos, justo que
h:>ja f-sta...
Valeutim sahiu para ir piocurar Bertar
c o casa de L^houssu, junto porta de
Pan'.in.
Eram pasaados apenas cin"o minutos,
depois que sahira, qando um outro prso-
uagera fez sua apparigS o era casa de G -
brilla, que senta um movimento de repul-
sSo ao vel-o.
Era Norberto de Argental.
Trompe-1'OZ 1 e Augusto comprimenta-
ram n'o polidaraonte.
Norberto adiantou se para a joven e apor-
tou-lbe a mao.
Recebeu rainhaa fljres ?... Sabendo
quo faz anuos boj", nito quiz deixar passar
u 11 tal dia....
O olhava para todos os ladoa, procuran-
do descobrir aeu ramilhante.
NJo procure, disse Gabriella, com
voz rpida e commovida, nS) procure ..
Suas assiduidades, senhor, comquanto me
l8ongeiem immensamente, n&o me con-
vem... Nio lhe oceul'.ei meu modo de
pensar, desde o primeiro dia em que o se-
nhor fea sua declarag3o !... O senhor nao
desagrafa a meu pai, verdade.., mas...
eu amo Valentim !
Urna enanca, disso elle com dea-
prezo.
Trompe-1' o Augusto, que o esta-
vam oavindo, fizeram um gesto de co-
lera.
Seja I disse ella... urna crianja...
mas cu amo... Quando chegou o seu pre-
senta, Valentim fez-me urna acea de ciu-
me... a para provar Hie o pouco caso que
cu ligava s fl >rea que mandou-me, atirei-
as ao pateopor aqulla janella-onde o
senhor podar is buscal-as, so quizar. ..
Norberto eropallideceu, mor leu os la-
hb08 e ata claro fugitivo brilhou lho nos
olhos.. .
Entretanto contevo so e foi com voz
quas: calma, foi quasi aorrinlo se que res-
ponden :
* II* de concordar, ma lemoiaella; ^";"
briella, que injusta para comigo. O quo
fiz para s r recebido diste modo e para
merecer aemeihante in8ulto '? Amo-a e nao
o oceultei a aeu pai. Ser crime ter lhe
amor ? Sara principalmente crime preten-
der aua rao ? Respeito muito a amizade
que tem a Valentim, mas pereisto em acre-
ditar quo nao se trata 8eno de urna ami-
zade fraternal e que se engaa Bobre o es-
tado de seu coracao.
A suavidade apparente destaa palavras
desmentida pelo olbar -prodnziu mais
effeito 8obr3 a colera da joven do que te
riam fcito amoajas ou censuras violen-
taa.
Gabriella comprehendeu qw, obedecen-
do aos prs^ntinentoa qua a tinham as
8altado, ao mysterioao instinato que af 18-
tava-a daquclle homem e fazia com que o
conaiderasso um inimigo, de quem tmha
tudo a recei-ir, havia feito mal, urna vez
que nada justificava suas apprehensBes.
A tranquillidade de Norberto dava-lhe
urna certa auperi )ridade sobra a joven, e
esta assim o entendeu.
Se, realmente, Norberto tinha raaos de-
aignioa, nSo seria arrostando os que escapa-
ra a elles, ma3 ao contrario dissimulando.
Alm disao, dista o marquez conti-
nuando a aorrir, j que lhe cauao tamanho
horror, nunca maia tocaremos aobre este
asaumpto. Prometto-lhe nSo tornar a fazer
a menor allusSo ao aentimento que me ina-
pirou. Renuncio a procurar obter o seu
amore nao imagina quanto iaao me cua
ta-acredite-o... Permta-mo apenas que
espere a volta do Sr. Bertara -que aco-
lheu-me melhor do que a senhora e a
quem devo comraunicar minha reaolucio...
F*r iaso com certeza?
ella n'ura npeto de alegra.
perguntou
- Mais ainda ; codj aua preaenc, 1 rea-
vi veria o meu amor e como desfjo merecer
sua estima, partirei, G-*biella. .. pan que
nito me tomo a v>'. .. Tonho negocios im-
portantes que reclamara minha presenca
na Alegria e que demorar-me hJo l muito
tempo... dous annos... trea annos tal vez
Daqui a doas das estare em Marselha
-o tempo do preparar as malas; dentro
de cinco dias, cara e cruel menina, tere!
posto o mar entre mim e a senhora. ..
Gabriella eacutava o interdicta.
Entilo havia-se engaado completamen-
te/ Norberto era um excellente r..p .z ?
Honesto a incapaz de fazer mal? E s por-
que a tinha amalo, havia-o feriio mortal-
mente ?
Dasvanecsrara se-lhe tojas as suspei
taa.
O marquez deixou-se cahir sobre urna
cadeira e com os cotovellos sobre a mesa,
o rosto entre as mitos, parejeu tSo acabru
nhado quo a joven tve corapaixilo delle.
Sr. Njrbertj, fiz mal... pego-lhe
perdi'.
Nerberto moveu a caboja por varias ve-
zea e respondeu cora voz abafada :
Perdi-lhe, Gabrilla... perdo-lhe 1
Tinha os olhos vermelhos.
Dirse-hia qua s o orgulho o impedo de
chojrar.
Durante este estranho incidente, Trompe
l'(E I c Augusto tinhara-se conservado si-
lenciosos a um canto, bastante atrap >lha-
dos.
Trompe l'CE 1 achou quo era tempo de
oparar urna diversa 1.
Perdi, desculpem, diase elle, j que
estilo reconciliados, sou de parecer que o
superfino nao do ve ser esquecdo... Ouvi
ainda agora Mlle. Gabriella dizer quo ia
comprar algumas goloscimas, pir ser dia
de seus annos... Eu e Augusto t-nlo
sido convidados para o juntar, fazemos en-
penho que nSo seja escarn teado esse festim
de Balthazar..
J nem psnsava nisso... Sr. Nor-
berto, so verdada q >e nio est sentido
commigo, d me um aperto de m2o e jante
comnosso. .. S,i liga aprego minha ami-
sade, como acabou do declaral-o, Cjta
esta c-un^icao quo a obter..,
Soja M is minha tristeza ar con
traste com a alegria dsta reuniHo de fa
raia... Ficarei para obedecer-lhe, c re
tirar mr-hei quando julgar que oppor-
tuno. ..
Ficar li/re de fazer o que quiz-r.
EntSo, est combinado ?
Esperal a-hoi.
Dentro de um quarto de hora estarei
de volta. Sf. Trompe-l' I, vamos, alguns
passes de escamoteacao para alegrar o Sr.
Norberto... Oalo estar o cesto das com-
pras?... Au! Tdrei esqu^cido o dinhei-
ro... Bom. Vou-ma embora... at
logo !. .
Sahio apressada, e o ruido de seu passo
subtil p?rdeu-so ao longe.
Ti-orape-1'Gi!, dcilmente, comocou a
executar alguns passe, emquanto Augua
to passeiava pelo qu irto, de pernas para o
ar.
Mas Norberto era sequer os va. Es
tava com o olhar aombrio, e a teata banha-
da de suor.
Por duas vezes encaminhou-se para a
janella que dava aobre a ra d'Allemagne,
como se tivesse o desejo diffi ilmente co-
udode olhar para fra.
Estava nervoso e respirava a custo.
Nao est melhor ? perguntou Trom-
pe-l'CE
Vendo-se observado, readquirio sbita-
mente a calma.
Estou, sim. Est acabado. Pode
E' Valentim, disse Augusto.
A porta abrio-3o com estrondo.
Era Valentim, com effeito, mas paludo,
consternado, tan perturbado que ero no-
tou a presenca ds Norberto.
Entretanto vio quo Gabriella estava au
sent.
Onde est ella? perguntou elle off.-
gante.
Na confoitaria, fazer.do comp as para
o brodio do boje. J se esqu.-ccu ?
I Trata-so di cousa mais seria. Sa-
bem o quo acontece ?
O que? perguntou Trompvi'US '...
E' verdale quo vem com u u ar tao ex-
quisito. P^gou fogo na casa de L-
houssu ?
Nao se sabe o que feito de Ber
tara.
Hein ? O quo diz ?
Digo que Bertara n2o appareceu na
officina, durante o dia iqteiro. Era Pan-
tin julgavam quo elle estivesse doente.
Fiearam sorprendidos quando me viram.
Bortara nada maudou dizer. Encon-
trei-o esta manh2, quando ia para a ofii
cia. A rampanhei o um momonto. Ia ale-
gre. Falava e o dar os os bons annos a
Gabriella... Disse que se havia de en
contrar aqui com migo, tarde... Bertara
trabalha, ha muito tempo, em casa de Le-
houssu. Nunca ficou fra un dia inteiro...
Nuac'. 1... ED quo dis8orara os mais an-
tigos operarios e contra-mestres... Nun-
ca I...
Isso sabido, disse Augusto. .. po-
der-3?-ha auppor...
Sim, mas no era um priguicosi.
E' verdade que s vezes parecia sof-
frer da cabeca... Sob pretexto, coafor-
me imaginava, de quo tinha iuimigos, pis-
8oa^8 que lhe queriam faz-r mal...
Ah! aconte.eu-lho alguma desgra-
aa... disse Valentim, com desespero...
E Gabriella? Como diz^r-lh'o quando
chegar?...
E olhou alternativaraents para Trorape-
l'QS 1 e para Augusto.
S entilo que vio Norberto.
Este escutava attentamente, contondo a
respiragao, pareconlo nada querer perder
do que estava dizeado o joven.
Valentim levantou-se bruscamente, e sem
refleitir :
O que qus estJI fazendo ahi?
O mesmo que o senhor ; espero Ber-
tara e Mlle. Gabriella, respondou o mar-
tar logo... mas, paciencia... nao tarda-
r que esteja aqui, cora toda a certeza!...
Valentim, lvido, com as maos na cabe-
ra invadido por um presentimento, ex:1a-
mava :
N2o volar, no voltar!
IV
Houve um momento de silencio penoso.
O marquez, naijuella circumst raeia, era
o nico quo canservava preaenja de espi
rito: Augusto e Trompe-l'Oeil trocavam
olhares assustadoa e Valentim, com as ma
cas do rosto muito vermelhas, febril pare-
ca ter um ataque de ervos...
Julgo seus recios exagerados, dizia
Norberto; porque, emfim, nada pro va quo
nilo veremos Mlle. Gabrielh entrar, de
um momento para outro, cora suas p.-ovi-
s3es e explicar-nos a demora que teve do
modo o mais natural do mundo... Nada
prova ignal.liento que tenha acontecido
alguma desgraca ao Sr Bertara... Que
desgraja podera ser? Rfluta um pouco,
senhor.
Mas Valentim, com os dentes apertados,
a colera nos olhos, olhava obstinadamen-
te para a porta a nem pensava em respon-
der.
Norberto te a razilo afinal dizia
Trompe-rO.il. Este rapaz nos po; em um
estado ... E' preciso esperar para sa-
fa r. ..
Esp^mr, sim, esperar, gritou Valen-
tim, cravando as unhas na palma das maos.
E quem sabe o que estar acontecendo em-
qu rato esperamos t
Raciocinemos, pelo amor de Dtus !
cc-ntrauou N,rberto- O Sr. B-rtara tem
iniraigos ?
Iniraigos II E' o homem mais pac-
tico e inoffensivo da trra.. Inimigos, po-
bre e desconhecido, como ? I.. Qu? i
lerabranca '. P*ra ter iniraigos pre-
ciso ser rico e poderoso... e poder fazer |
mal. .
Nioguem tinha entSo interesae em
que lhe aconteceese urna desgraca ?
Nnguem. ..
Quunto a Mlle. Gabriella, tambera
nao partilho seus receios, Sr. Valentim...
Erabora eu nao tenha a telicid; de de ser
amado por ella, tenho mais confianca do
quo o senhor em sua honestidade. ha
Que diabo
extra.
A filha e o pai ao mesmo tempo,
ordinario \
Gabriella Gabriella murmurara
Valentim, como so quizsse chmala...
esquecendo-so de Bertara para s lembrar
se daquella a quem amava... Ah nao
possomais... quero saber... Tal vez j
tenhamos esperado domis !
Um my3teroso sorriso passou pelos la-
bios de Norberto.
Ni^gue.n, porm, nolou o.
Valentim, acabrunhado ha pouco, pare-
cia agora mais calmo; tinha recuperado o
sangue fri ; brilhavara-Iho os olhos.
Vem, Trompe-l'Oeil... deseamos...
E' preciso que saibamos o que aconteeeu...
Augusto, fijars aqui... afira de explicar
nossa ausencia, no caso de Gabriella ou
seu pai entrar.
Nao se oceupava com Norberto.
Off Teo lhe novamente meu 3 servi-
cos... disse este. Ficarei to afflcto come
o senhor, se tiver acontecido algum acci-
dente aquella que ambos amamos. ..
Estendia-lhe a mao, offerecendo sua
amisade.
Valenti n fez um movimeato para aper-
apertar-lh'a, mas conteve-S3 e virou-se
para outro lado.
Nao, mais forte do que a minha
vontade... Odeio-o !...
E sahio, acomp l'CEil.
E' rancoroso este homemzinho disse
o marquez a Augusto.
E' sim, -respondeu o clown.
Tao constante na amisade como no odio
... Valente como urna aguia... e gene-
roso. .. um corado de ouro... Nao
sem motivo que lhe somos dedicados e es-
tamos proraptos a dar a vida por elle, se
preciso fr.
Norberto franzio os sobr'olhos e ficou
um momento pensativo.
Depois levantou os hombros e sorrio-se
com desdem.
Ora essa.' urna criaoca Poderei ter
medo ? Que loucura !...
Porqu! senta elle necessidade de tran-
quillisar-sc e a que pensament." responda,
murmurando comsigo mesmo, estas pala-
vras ?
Prompe-l'CE 1 e Valentim tinham des-
odo.
A escada ia ter ao mesmo armazem de
t
FOLHETIM
DE
EMMA KOSA
POR
2A7IS6 DE MHEFH
continuar. E' muito ligeiro de mSos ; seus
passes interessam-me.
Passou-se um quarto de hora, depois
meia hora; Gabriella nao volta va... O
marquez reapirou desafogadamente... Des-
annuveou so-lhe o rosto.
De repente ouvio-se na escada urna cor-
rida precipitada.
quez. E' intil mostrar-so insolente ; nao
quero brigar com o senhor.
Valentim, furioso, levantou os dous pu-
nhos, e, de certo, teria infligido aquella
homem um supremo ultraje, so Augusto,
agirrando-o pelo meio do corpo, nao o
tivesse levantado como se fos3e um? p:nna.
Est louco, disse lhe ao ouvido.
Norborto capiz de engulir quatro como
o senhor. Deixe-o socegado.
Esta observacao nao era propria para
acalmar Valentim, que debatase como
um desesperado.
Uraa reflexo do marquez moderou o.
Pareco-me que o mais urgente seria
saber o que aconteeeu ao Sr. Bertara. Se
lhe posao ser til?. .
Havemos de sab.'l-o, sem o senhor 1
__Como quizer, respondeu Norberto,
que acabava de olhar furtivamente para o
relogio e mudara de tom.
Da vara oito horas.
De sbito, Trompe-rOS 1 e Augusto t-
veram o mesmo penaamento. Estremecern!
e olharara-se ouvndo o som vibrante do
relogio.
Valentim notou lhes a perturbajao e viu
o olhar.
Onde eat Gabriella ? A que hora
sahiu? Pretenda fiear fra tanto tem-
po 1...
Nenhura dellea respondeu...
Tinham medo...
Valentim atirou-se sobre Trompe l'CEil
e aacudiu o com toda a forga :
Falla, falla, desgrajado I
Ha mais de urna hora que sahiu...
murraurou o pobre diabo... e devia vol-
de voltar, nij ha da vi i a ..
uraa moca nSo eat peruida por que d-1*
mora-se meia hora em casa dos vizinhos!..
Apparentemente tinha razao.
::s:::;:;: :::,:::::
(Continuao do n. 257)
XXVII
Iam se retirar.
Osear interveio :
PerdSo, Sr. juiz de nstrucao, disse
elle, j que estamos no Hotel Dieu, lem-
bro-me que tenho aqui um camarada que
recebeu por minha conta urna porcSo de
facadas. Se por effeito da aua bondade
me pcrmttissem dizer-lhe adeus, estou cer
to que elle estimara ver me.
__ Ha algum inconveniente em annuir a
esse pedido ? perguntou o Sr. de Gevrey
ao empregado.
Nilo, senhor, nenhum. Onda est
esse doente ?
Foi o chefe da seguranza quem respon-
den :
__ Elle estava entre os incommumea-
veis, mas tendo sido levantado o interdic-
to, sem duvida p-ssou-para outra sala.
O seu nome ? '
Dubos, por alcunha Lombriga, dase
Osear.
O empregado abri um registro coropri-
do que estava em cima da sua secretaria
e consultou as suas columnas.
Sala S. Vicente de Paulo, leito n. 20,
disse elle ao cabo de um instante. Vou
chamar um enfermeiro, que os levar at
l.
E apertou o boQ0 de urna campainha
elctrica.
V l procurar me no meu gabinete,
Rigault, disse o Sr. de Gevrey, l comple-
tar as informados que j me deu.
L irei com certeza, Sr. juiz, e com
muito prazer. Incommoda-me, porm, a
ida de que isso nSo valer nada. Ah !
mas preciso ser muito caipora / Quando
a gente pensava que ia poder saber tudo,
que a cousa escapa. Nao importa. Nao
desanimo a despeito do caiporismo. Pelo
contrario, eu m'ostino. A garro-me com
unhas e dentes Este est perdido! Pois
bem, hei de descobrir o outro.
Quera Deua quo voc consiga!
__ i L i de conseguir Esses tratantes
nSo hSo da seropre ter o diabo por ai.
At logo, meu amigo...
Os magistrados e agentes retiraram-se.
Entrou uro enfermeiro.
O senhor charoou ? perguntou o em-
pregado.
Sim. Leve esse moyo sala S. Vi-
cente de Paulo, leito n. 20.
Osear seguio o enfermeiro,
A visita mlica da manhS tinha termi-
nado na sala S. Vicente de Paulo.
Os doentes que podiam andar eatavam
se levantando para esperar a hora da re-
fe igo.
A entrada de urna visita a essa hora,
que nao era a reglame ntar, despertou a
atteneSo de todos os pensionistas da sala
em questao.
Era* preciso que essa visita foise singu
larmente protegida para conseguir um fa-
oor de todo o ponto excepcional.
O Lombriga, cuja alta .estatura exceda
de muito as doa^seus companheiros de sa-
la, estava em p ao lado do seu leito, aca-
bando de vestir-se.
Avistou Osear de longe e correu para
elle com a rapidez que lhe permittia um
resto de fraqueza.
Tu exclamou elle em tom alegre,
como, a tu ? Quasi nao posso cror nos
ineus luzos.
__ Sou eu mesmo, meu velho, respon-
deu o irraSo de Sophia, aportando mi
dd convalescente.
__Invalido, como eu I diaae o Lombri-
ga, indicando o braco ao peito do ex mas-
cate.
__ lato nfio vale nada... nao fallemos
nisso. tu, jestadep?
Sim. Ainda nao estou muito forte,
raaa eatou curado, por signal o medbo j
me deu alta, e amaoh5 de manh ponho-me
o fresco.
/
Meu pobre velho, quando me leaObro
qua fot por minha causa qua recebeste'es-
sas churinadaa naa costellas...
Isso deva ter te hombrado que de
vez em quando podas vir traser-me laran-
jas ou quatro sidos de tabaco !
XVHI
Mas, no joven, nervoso em excesso, e
alera disso, apaixonado e ciumento, os pre-
sentimientos falhvam mais alto do que os
raciocinios.
Resignou-ss a esperar...
O marquez conservava-se sentalo.
F;z ura cigarro, accen^eu-o e comejou
a uraar tranquilamente.
Augusto e Trompa l'Oeil conversavam
em voz baixa, de p, junto ao foglo, olban-
do para Valentim, que, debrucado ja-
nella, examinava a ra de Allemagne, va-
gara ent Iluminada pelos bicos de gaz.
Seguiu se um silencio, interrompido ape
as pelo tictac compassado do relogio de
marmore preto. ..
Mas, medida qu -. o tempo passava-
se, a inquietoslo ia-se apoderando de to-
dos.
Trompa l'Oeil e Augusto deixaram de
conversar.. Valentim olhou para o ::!ogio,
depois voltou para a janella... Estava hor-
rivelmente paludo...
Bateu meia hora, precedida do ruido
secco produzido pela mola... passarara-
ae oa minutoa... o relogio bateu nove ho-
ras...
Valentim deixou-se cahir aobre urna ca-
deira. .. levou oa punhoa fechados aos
olhos entumecidos e com voz estrangula-
da :
Digo-lhes que aconteeeu alguma des-
graca !
Norberto fumava cigarros, uns atrs dos
outro 8.
Palavra, disse ello, isso comeca a pa-
recer-me sorprendente, confeaao o !.....
Trazer-te laranjaa on quatro sidos
de tabaco, meu velho, repetio o ex-masca-
te, n3o foi a vont de que me faltou, mas
ni* havia meio.
Por acaso te recolberara sombra ?
perguntou o Lombriga.
Tudo quanto ha de mais sombra...
e a minha cabeca cerreu seu risco.
Tua cabeca !
Perfeitamente.
Nao possivel De que te acensa
sam entSo ?
O Lombriga tinha se sentado na cama.
Osear sentou-se em urna cadeira ao lado
delle e comecou a contar por mido aquillo
que os nossos ieitores j sabem.
O convalescente es.'utava de bocea abe--
ta e olhos arregalados de sorpreza.
EntSo, isso verdade, disse elle, de-
pois de concluida a narracao, prsfiro as fa-
cadas que levei. Eu teria perdido a ca-
beca A esta hora eu estaiia nao sei em
que seccao dos alienados Emfim, tu ta
sahsta bem Eat5o descubriste tua irma?
Sim, meu velho, e urna boa rapa-
riga a mana.
Que ests fazendo agora ?
Procuro o tratante, por cuja conta
mandaram-me tomar fresco em Mazas. Em-
quanto nao lhe puzer o gadanho em cima,
nao trato de eutra cousa.
Eotao, tens protectores ?
Verdadeiros... solidos.
Pois bem 1 ouve... Vou sabir da-
qui, mas completamente b Ido ao naipe.
E j que ests armado, has de ser bom ra-
paz e emprestar uas cobres para eu poder
mexer-me e, em primeiro lugar, tomar um
quarto, Nioguem me ha de alugar um
quarto mobiliado sem que eu pague pelo
menos urna qainzena adiantada. Ah eu
estou verdaderamente na miseria.
Nao ta incommodea, meu velho. Dei
xaste que te furassem a pelle para me de-
fenderos. Sou teu devedor e quero pagar
te a divida. Eu tenho um aposento com
duas camas. Offereco-te urna dallas o mo-
raremos juntos at encontrares alguma cou-
sa que te sirva.
Este estava porta, fumando seu ca-
chimbo e conversando cora ura visinho.
Sr. Lestibout, perguntou Valentim,
vio Gabriella?
A's seta horas. Lvave ura certo..
ia faz^r compras, disse-me ella, porque
era dia de seus annos. ..
Sabe se volteu ?
O vendedor de vinho pareceu muito ad-
mirado. V
NSo aahira da porta, deade as seta he
ras...
Estava certo que n3o tinha tor.iado a
ver a moja...
O que poda afirmar que ella ia
padaria e confeitaria... E o que hei
dissera Gabriella... e at tinha accrea-
esetado : Se tiver tempo, noite, Sr.
Lestibout, suba para tomar um copo de
vinho minha sa le. o
N3o cousa que se recuse, respon-
d-lhe eu, concluo o vendedor. E' urna
linda 9 excellente menina e nao ha um
locatario na casa, quo se n3o deixe fazer
em postas por ella.
Mas Valentim j nao dava attenc3o.
S pensava em U":a cousa: que Ga-
briella n3o tinha reapparecido.
Corramos, dase elle a Trompe-l'Ojlil ;
Gabriella costumava comprar e pao em
casa de Lingard, na padaria que fica es-
quina da ra des Ardennes e fornecia-ae
na Confeitaria geral, ra de l'Ourcs, em
casa de Lantaume... Talvez nos poasam
dar algumas inforraacoes I
Em poucos minutes chegaram padaria.
A dona da casa estava ne balcao.
Era duaa palavraa Valentim pola ao
corrente do que quera saber.
: (Contina)

l

i'
Tu s ura bom rapaz 1 diase Lombri-
ga, aportando a mao de Osear.
E tambora has de ter uns cobres no
bolso para cigarros, toraou este. Nao se
pode dizer mais, hem ?
L isso verdade, tambera quando
for preciso quo eu me faca deteriorar ou-
tra vez par ti, eu o farei com prazer.
Esperemos que isso n3o seja neceasa-
rio, tornou Osear rindo. Pretendes sahir
amanha de manha?
Sim.
A que hora ?
A's dez em ponto.
Has do me encontrar porta do Ho-
tel-Dieu tua espera e iremos alraocar jun-
tos.
Est dito.
Entilo, at amanha.
J vais T
__ Sim. E' preciao que eu volte casa
do juiz de inatruccao.
O Lombriga acompanhou Osear at a
porta da sala de S. Vicente de Paulo e de-
pois de novo aperto de mao, oa dous ami-
gos separaram-se.
O irma de Sophia foi immediatamente
ao Palacio de Jnstic4, ao gabinete do Sr.
de Gevrey e oompletou as informases por
elle dadas de modo summario, sobre o que
tinha sabidj na vespera n\ Reuniao dos
vidraceiros. Acerescentou oa noraes do3
dous homens que Iba tinham dado informa-
do s sobro o piemontez Donato.
Cario o Perrett toram immediatamonte
citados por agentes da polica.
A busca dada pelo chefe da segranos,
am casa da Donato, nao deu, como nao po-
da dar, nenhum resultado.
Os dous vidraceiros, que os agentes en-
contraran] no bairro de Batignolles, onde
faziam o seu gyro quotidiano, forarairame-
diatamentj conduzidos presenca do juiz
do instruocao, ao qual repetiram o que ti-
nham dito na vespera a Osear Rigault.
Tornou-se evidente que Donato era um
dos autores da infamia commattida, -com o
fim de fazer passar a Bella II -rvanaria por
cumplice do assassino de Jayrae Bernier,
mas a justica humana chegava tarde;
perante o juiz supremo quo o piemontez
prestava as suas contas.
Na prefeitura estavara todos estupefactos
e espantados com o ocano do trevas em
que se aohavam sem buasola.
Os enigmas mysteriosos e insondaveis de
tal amontoado de crimes singulares, abys-
mava n.
Os detectives mais habis perdam a ca-
beca.
S Osear Rigault, contando s comsigo,
nao.desesperava.
Hei de conseguir I hei de conseguir !
dizia elle de si para si. Hei de desemba-
razar a meada. Hei de por a mao na pon-
ta do fio, que ha de revelar-me o segre
de l
Como ?
Era pergunta que nao fazia nem a si
mesmo : contava com a sua habilidade e
ao mesmo temp o, com algum acaso feliz*
que se apresentasse.
Entretanto, Iembrava-se do homem que
tinha visto na Keuniao dos vidraceiros, e
que tinha tornado a ver no ia seguate,
porta do Hotel-Deu.
A presenga desse homem, coincidindo
coro a sui nos dous lugares, parecia-lhe,
pelo mecos, suspeita.
Lembrou-ae tambera, repetidas vezes do
tratante, que lhe tinha mettido no braco
eaquerdo uraa bala de revolver.
Esse devia ser, e elle disso n3o tinha du-
vida, o principal, o verdadero culpado, o
assassino de Jayrae Bernier, e autor das
duaa tentativas de assassinar Erama Rosa.
No dia em que o acaso puzer-me em
presenca de um ou de outro desses ho
mena, dizia o ex-maacate, s o largarei, se
elle matarme all mesmo.
Angelo Proli, avisado por Luigi da mor-
ta do Donato, nao senta mais nnhum des-
aaaocego.
O seu moral tinha se levantado.
Tinha dosapparecido todo o receio.
Litteralmente esmagado durante algu-
mas horas, ergueu so mais enrgico do que
nunca, prompto para desfechar o ultimo
golpe.
Neasa noite, Osear entrou em casa pela
meia noite.
Dormio um pouco, lembrando se do que
tinba a fazer no dia aeguinte.
Primeramente, devia s dez horas ir es-
perar o Lombriga no Hotel Dieu ; maa a
despeito de todo o prazer qua teria em fes-
tejar esse camarada velho, gravemente fe-
rido emquanto o defenda, contava nilo ne-
gligen- iar por sua cauaa a trela eaopre-
bendida e que quera levar a bom fim.
Durante a sua longa insomnia a lera-
branca do homem que encontrou duas ve
zes em frente ao hospicio e oa Reuniao dos
vidraceiros, veio novamente rapor-se e tSo
fortemente que foi lhe impossivel banil-a.
Gerou-ae-lbe no cerebro urna idea.
Elle a virn fpor todos os lados, po-
lio-a e, aatisfeito comsigo mesmo, dormio
um pouco aates de araanhecer.
Esse somno tSo tardo n3o foi de longa
dura g3o.
A's oito horas, Osear abri os olhos, sal-
tou da cama e vestio se o mais depressa
que pode.
Dizemos o mais depressa que pode, pois
o ferimento comquanto quaai cicatrisado,
ainda o incommodava bastante quando ti-
nha de fazer certos movimentos.
Sahio de casa s oito horas e s nove
horas menos alguna minutos chegou aa Ho-
tel Dieu.
All, entrou deliberadamente no quarto
do porteiro.
- Que deaeja o senhor ? perguntou lhe
este.
Osear poz-se na sua frente e disse :
Conbeee-me ?
O porteiro, depois de o examinar duran-
te ura ou dous segundos, responden : .
Creio que j o vi algures e ha pouco
tempo.
g^ Foi aqui.. bontem de manha... eu
acompanbava o Sr. juiz do instruegao a o
Sr. chefe da aeguranca.
Oh perfeitamente... Lembro-me...
O senhor sahio uraa hora depois deases se-
nboreB.
E' iaso mesmo ;. vejo que a sua me-
moria boa.
Esses senhore8, viera m por causa de
um certo Donato, um piemontez que- mor-
reu durante a noite.
Justamente, e a proposito deaae
meamo piemontez, que venho procural-o
boje :
Estou s suas ordena. Maa n3o vejo
bem como lhe posso ser til.
Respondendo a algumas perguntas...
a osta por exemplo : O corpo de Donato
ainda est no Hotel Dieu ?
Nao. E' enterrado hoja de manha.
O fretro sahio ha cerca de meia hora.
O corpo nao foi reclamado T
Nao, senhor. por nnguem o isso pa-
receu-me bem singular.
Porque 1
Porque o piemontez tem um irmSo
em Paria.
i.
(Continuar $e-ha.)
Typ. do Diario ra Duqua de Casias-n. 42.
>
rujan
t


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