Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17686


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Full Text
tygasX-
,4. f r C- .*~-

AJNC lili JOlfilIU *5
PAK a A lAPlL H LKiiARNS 0.\DE SIO t PA.i PORTE
Por tres mezo.8 adiantados ... .... 65000
Por seis dito idein. ..... 125000
Por um auno dem............. 245000
2ada numero avulso, do meamo da. ..... 5100
SELA-MA 5 HE HMIO i 1886
FABA UE.ITHU K FORA DA PROTEHCIA
Por seis mezeB adianuidos.
Por nove ditos idem.
Por orn anuo dem.
Cada numero avulso, de dias anteriores.
135500
205000
27500e
5100
NAMBUGO
|)ropri^a>e be Jttanoel iguctroa be -tarta 4 Styos
y
Os Srs. Amede Priace & C.'
de S*aris, sfu os nossos acontes
exclusivos de aammiios e pu-
klicjcdcs da Franca e Ingla-
terra.
Os Srs. lYasburne Dcrntanos.
de A'ew-York. Broad Way n.
20Q, so os nossos agentes ex-
clusivos de ann:i.uciss nos Es-
tados-Unidos.
Aviso
Acs Srs. subscriptores desta Diario avi-
sa a respectiva direccao que, do 1." de
Janeiro prximo era diante, far-se ha a ar-
reoadaco das assignaturas pela forma se-
guirte :
Na ci'la le do R.-cife e lugares para onde
nao* se pag. porte. 65000 por trimestre,
adiantado ou-durante o 1.* mez do mesmo
trimestre, 65500 nos 2. e 3. mezas.
No fin lo trimestre ser suspensa a re-
cessa do Diario aos que nao tiverem sa-
tisfeito o seu debito.
Fot a da cidade, nos lugarc3 para onle
se fazem as r^messas pebcorreio, 135500
por semestre, pago as mesmas condicoes
cima.
Aos que quizerem pagar o anno a lian-
tado, faz-se-ha o abate de 1.5000, para to
dos os assignantes.
TELEGRAMAS
:227:5o da iaacu savas
(Especial para o Diario)
BUDA-PESTH, 3 de Novembro.
Dlmiooc ciniicimcnic a epide-
m'a do cbolera-morboni Apenan fo-
ram naMignnlao* 4 cano noos < -f
bito na nlllnias 9-1 Horas.
NEW-YORK, 3 de Novembro.
Fol nomrftdo maike de Xew lork o
Sr. Hecilt.
NEW-YORK., 4 de Novembro, de ma-
nh.
l'iiram faioraicis nos republica-
nos ns eleirOcM 6 qne ne procedeu
em diverMOM emado para as res-
pectiva* iiss'iiibn-is locaeN.
LONDRES, 4 de Novembro.
Augmenta de importancia a lanar-
reico do AfgbaniMan.
PARS, 4 da Novembro.
s tropa* rumia deembarcaram
cm Varan.
Agencia Ilavas, filial em Pernambuco,
4 de Nov-mbro 1**6.
Vuma ca contigua dojant.r tomarse-bu
agradavel que exista um buhar, o qual proporcio-
nar uro bom exercicio para as tardes c noites de
i averno.
Para o pavimento cumpre emprear mosaicos de
madeircs rijas, de preferencia aos tapetes : o estes
quando os hcuver, devein sor seguros de modo que
se posiam despregar com facilidade para Ibes tirar
o p.
A illuminacao da casa dorante a noite merece
tambem attenco especial. Nem tudas as luzes
silo igualmente boas ; as luzes muito bancas sao
nocivas vista.
Os meios mais vulgares de illuminacao sao oh
candieiros de azeite, os de petrleo, as velas c os
candieiros de gaz
Oa can di iros do .izete, quando bom construidos,
do urna luz magnifica, nao so emquanto a inten-
sidad'- mus anda com respeito s coudic s byg'C-
nicas; a luz c em gcral bastante fiza e nao produz
demasiado calor ; tem, porm, o inconveniente de
ser muito cara ; um b.m candieiro dos denomina-
dos de corda pode consumir um litro de azeite du-
rante urna noite.
Os candieiros de petrleo dao tambem ama boa
luz, ..riiicipalmentc os de boccal do sec^ao circular,
sobretudo quando se tem o cuidado de filtrar o
p-'troleo, para evitar que as substancias solidas que
em geral o inquioam obstem soa regular sabida
pela torcida.
A luz do petrleo muito mais barata que a do
azeite. mas tem o inconveniente de produzir muito
mais calor.
As velas de boa stearina proporcionara ama luz
regular, mas que nao econmica.
Nos candieiros de gaz a luz tem um torta poder
Iluminante, mas em geral 6 muito trmula e produz
grande calor ; torna-se por isso duplamente noci-
va e nao econmica. Para evitar o inconvenien-
te da tremura da luz podem empregar-so os bicos
de sect,-a) circular e com ch >min. Ultimamecte
teeiu-se empregado uris candieiros en que o* pro-
ducto da combustao sao arrastados para fra da
casa Humiliada o em que a circulacao do ar diui-
nue muito o calor emittido : mas o systema ni)
anda muito vulgar.
' conveniente dar s luzes um tom verde ou
azul p >r meio du refl -ctores ; o uso dos globos fos-
cos, tornando diffusa a luz dos candieiros tambem
ri'commendavel.
Para os niart -s da cama poderiam emprear-
se em vez ae lampannas os tobos de Geissler que
ti'riam a vantagem de nao viciar a atmoaphera.
INSRUCCAO POPULAR
"" HYuffiOAEABiTAvO '
| > truhido)
DA BIBUOTHKCA DO POVO B DAS K8COLA8
CAPITULO Vil
O Lniu da caaa a Illuminacao
artiflcial
(Co nelusao'
O iuxo da casa nao ineotnpativel com a hygie-
ne ; pelo contrario, a casa do rico pode mais ta-
slmtute satisfazer a todos os diotames densa
ciencia.
Tornar bella a casa para nos e para os nossos,
i.o so prova de bom gusto, mas tambem um
"deroso meio de ma visar o trabalno e de chamar
*s seos habitan;er, as heras de descanco, a vida
de familia, beca mais til do que a que se passa
n atmospbera corrupta dos bolequins.
Mesmo sera ser rico, se pode tratar de adornar
a casa ; e quem a isso se baoitua encontra, nos
trabalhos que executa com esse fim, nao s urna
bea distracsaj mas ainda um pretexto para ejer-
cicio.
As aacoes mais civilisadss do nosso continente
silo as que prestam cas* um culto mais reveren-
te e mais caluroso, que a adornara com arte mais
estudada, que ahi dispendem a maior parte das
iroprias riques*a e a parte mais preciosa dotempo.
O primeiru luxo da caea consiste talvez em en-
cerrar nella um fragmento do mundo vegetal.
Aquelles, cuja forcoua lli'o permita, devem pos-
auir um jardim.
Os trabalhns de jardinsgem nao s constituem
urna distraccSo magnifica, mas anda um complexo
de exercicios gymnasticoa dos mais convenientes
para a snude. _
Quem nao pode ter um jardim, deve ao menos
ter om pateo ou um terracoonde principalmente
as eresneas possam tomar i r e luz, e correr.
Urna boa casa deve ser cercada pelo jardim, ter
aoenas dous andares, sendo o mais prximo do
slo separado deste por urna vasta cmara de ar ;
convm quetenha ampias jaoellas com ndrot bec.
planos e crystalinos.
Em todos os compartimentos deve poder entrar
o ar e a las em abundancia.
A ventilagao deve ser tal, que pelo olfacto se
nao possa canhec r o destino d'esses compartimen-
*
Junto ao jardim convir que naja um terreno
destinado a difieren tes jogos (como da bola e da
raalba), proprios para exercicios musculares, e um
telbeiro para servir de gymnasio.
JARTE OPFICU,
dioverna da l'ro acia
EXPEBIEKTE DO DA 20 DE OUTUBRO DE 188G
Actos :
O vice-presidente da provincia, resolve, de
accordo com o parecer constante do officio do
conselheiro procurador da coro*, fazenda e sobe-
rana nacional, de 9 de Junho do anno passado,
n. 53, e bem assim com as informaces do procu-
rador dos feitos da fazenda edo inspector do The-
S'.ur.j Provincial, de 28 de Julli > de 1881 e 9 de
Julho de 1885, n>-gar provimento ao recurso in-
terposto pelo Dr. Jos Ventura dos Santos Beis
Jnior, do jnlgado da junta do mesmo Thesouro,
de 2T de Novembro de 1884, que lhe nao reconbece
direito a restitnicAo pedida- do excesso de taxa
que allegou ter sido de duvida no juizo do inven
tario Jo commendador Manuel da Silva Sanios,
pel usufructo dos bens "por este deixados mu-
Iher do reeorrente, porquant) na cooformidade do
art. 30 do regulamento de 23 de Junho de 1874,
que alterou substancialmente a disposicao do art.
12 do regulamento geral de 28 de Abril de 1842,
nico adoptu do coma legi lacao provincial pe las
leis ns. 130 e 320 at a expedido do regulamento
j citado de 23 de Julho de 1874, os lo por cento
cobrados de urna s vez pelo usufructo, assentam
no valor da propriedade e nao no do rend-
ment.
Ordena qne se remeta copia desta portara ao
Thesouro Provincial paraos devidos fios.Re-
metteu-se copia au inspector do Thesouro Provin-
cial e ao Or. Joaquim Crrela de Araujo, procu-
rador ad hoc dos feitos da fazenda provincial.
O viee-presidente da provincia em execucao
da lei n. 2,395 de 10 de Seteinbro de 1873, resol-
ve nomcar para preenchimento das vagas existen-
tes no 61' batalbo de intantaria do servieo acti-
vo da guarda nacional da comarca de Buiqne os
se quintes ufficiaes :
1.a eompauhia
Capitao, Antonio Jos Peres.
3.a companhia
Capitao, o alteres Luiz de Franca Monteiro.
Tenente. Jus de Franca Monteiro^ommnni-
cou-se ao respectivo cummaodante superior.
Orneios :
Ao presidente da provincia de AlagoasDi-
gne- se V. Etc. de dar auas ordens, para que se-
jam transportados de Penedo a Jatob por conta
desta provincia os dous cunhetes de cartuchos pa-
ra espingardas a cambam que seguem boje no
vapor Caxas, da Companhia rJahiana com desti-
no ao destacamento de Leopoldina, devendo os di
tos cunbetes ser entregues em Jatob ao cummao-
dante do destacamento all existentes.
Ao administrador do theatro de Santa Isa-
bel.Anuuindo ao que silicitou a directora do
Gao n te Portugus de Leitura, cencedo esse thea-
tro no da 31 do corrmte para um espectculo da-
do p' lo Club Dramati.-o Familiar em beneficio do
mesmo gabinete, com os devidos ensaios no da
anterior, mediante a coutribuicao e mais condic-
co.'s do eosiume. O que communico a V. S. para
os fina convenientes.
Mututit mutandis a directora do theatro de
Sant Isabel e ao inspector do Thesouro Provin-
cial.
Ao inspector interino da Tbesouraria deFa
sen la.A' vista du autorisaco contida cm aviso
do Ministerio da Guerra de 18 de Setembro ulti-
mo, recommendo a V. 6. que mande pag .r sob a
responsabilidade desta presidencia a importancia
de 950 ris proveniente da passagens de qne tra-
ta a inclusa conta, concedidas em Junho ultimo
nos cn>.s da estrada de ferro do Recife o Sao
Francisco po' toma do referido ministerio.Com
municou-se ao superintendente da estrada de tr-
ro du Becife ao Sao Francisco.
Ao me-mi.Kemetto a V. 8. em satistacao
ao pedido constante do seu otticio de 15 do cor
rente, n. 733, a inclusa esnta documentada relati-
va a despeza na importancia de 755 com a publi
cacao da lista dos previlegios industriaos conce-
didos durante o anno prximo passado.
Ao mesmo.Para os fias convenientes, com-
munico a V. 8. que o Dr. Belchior da Gama Lo-
bo, tendo sido exonerado a pedido do cargo de
membre da inspectoris de bygiene, deixou o res-
pectivo exercicio a 14 do corrente mez.
Ao mesme.Para os dev dos fins, commuoi-
co a V. S. que o jais municipal e de orpboos du
termo do Cabo, bacharel Luis Salaiar da Veiga
Pessoa, poi ter assumido no di 18 do corrente
mes o exercicio da vara de dire'to em vista de
molestia do respectivo juu, p!>ando u i mesmo
dia o exercicio da vara municipal ao 1 supplente
Bario de Araripe.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Pro-
videncie Vmc. no sentido de ser fornecido ao com-
mandante do corpo de polica, eopia de contrato
do frr lamento do presente exercicio, m de co-
nbecer-se do praso marcado ao turnee-flores pa-
ra entregado mesmo fardamanto, cont.rme ponde
ra o referido cominandante em oficio n. 902 de 18
do corrente mez.
Ao comtnandante do corpo de polica.De
conformidade com o que expoe no oficio n. 9U5 de
hontem datado, autonso Vmc a excluir do esta-
do effectivo do corpo de seu commando, o solda-
do Antonio Pinheiro de S& Peixoto.
Ao adjunto do promotor publico da comarca
de Ouricnry, no termo da mesma denomicio.A'
vista da informaco prestada pelo juiz de direito
da comarca de Ouricury e d< dispasto no art. 21,
primeii parte, do regulamento u. 4,824, de 22 de
Novembro de 1871, pode o referido juiz designar
o adjunto que deva substituir em llug.r ao pro-
motor publico visto baver mais de um adjunto na
respectiva comarca.
Assim fica respondido o oficio de /me. datado
de 8 de Agosto ultimo.
Ao juiz de direito da comarca de Ouricury.
Com as copias inclusas dos oficios de boje data-
dos e 22 de Setembro findo dirigidos s cmaras
municipios do Ex e Ouricury. respondo ao que
Vmc. dirigi me em 28 d referido mez de Setem-
bro, relativo seleieesque deixaram de ter lugar
naquplles municipios DO dia 1 de Julho ultimo.
Portaras :
Approvo a arremat.Hcao dos impostos cons-
tantes do termo annexo por copia ao oficio que 'a
Cmara Municipal do Bonito dirigio-me em 27 de
Setembro findo.
Determino Cmara Municipal do Ex que
exp^ca o de vidas communicaco.'S aosjuizesde
paz e d as demais providencias do estylo afim de
qne se proceda nesse municipi-i no dia 5 de De-
zembro prximo vindouro a cleicao para vereado-
res e juizes de paz, que deixou de ter lugar uo
dia 1 de Julho ultimo, segundo declarou-me o Dr
juiz de direito da comarca de Ouricury, em oficio
de 28 de Setembro findo.
O Sr. agente da CompaDbi* Bahiana faca
transportar at o porto de Penedo, por conta da
provinciano vapor Caxias, dous cunhetes conten-
do cartuchos destinados ao destacamento existente
em Leopoldina.Communicou-se ao commandan-
te das armas.
O Sr. agente da Companhia Bahiaua de ua-
vegacJ) mande dar passagem por conta do Minia
terioda Justica a bordo do vapor Caxias ateas
Alagas, as pracas de policia Vicente Gomes de
Mara c Ncclo Al ves Rodrigues, que d'alli vie-
ram conduzindo dous criminosos.Communicou se
ao Dr. chefe de policia.
EXI-EDIENTE DO SEl.ltKTAUIii
Ao inspector do Arsenal de Marn lia.S.
Exc. o Sr. vice presidente da provincia manda
communicar a V. Exc. ter autorsado o director
do Arsenal de Guerra a satisfazei o pedido de
artigos para salvas que veio annexo ao seu oficio
n. 538, de hontem datado.
Ao Sr. agente da Companhia Brasileira.
De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da provin-
cia, aecuso o recebimento do oficio em que V. communica que o vapor Mandos, chegado dos por-
tos do sul hoje s 9 1/2 horas da manh e seguir
para os do norte amanha s 5 da tarde.
Ao engenht-iro chefe da Reparticlo das
Obras Publicas. De ordem do Exm. Sr. vice-
presilente da provincia acenso o recebimento do
oficio de hontem, sob n. 183, no qual V. S. com-
munica ter mandado passar certificado de paga-
mento da 3a arestscao, a que tem direito o arre-
matante da obra de reparos dos pontos do Aterro,
ra Bella e Acougue, em Kio Formoso.
ADDITA.UE3TO AO DESPACHO DO DIA 2 DE
HOVEMRRO DE t%S ------
Antonio Florentino de Oliveira.Nao pode ser
attendido por ser mixta aesdeira.
Aprigio Braz de Oliveira Lima.Nao ttm lu-
gar.
Amelia Mara da Conceco.Nao tem lugar a
vista do art. 148 do rugnlamento.
Amelia Josephina Nery da Fonseca.Nao pode
ser attendida avista do art. 148 do regulamento.
Fausta Felicia da Cunha Rosal.A vista do
art. 148 do regulamento de 6 de Fevereiro de 1885
a supplicante nao pode ser attendida.
Idalina Profiria do Amaral dem.
Jos de Moura Cabral.Nao tem lugar a vista
do art. 104 do regulamento-
Jos Antonio Baptista de Sonza.Nao pode ser
ut'entido visto ser mixta a cadeira.
Mara Adelaide de Carvalho Oliveira, Mara Eu-
lalia do Reg Barros e Mara Jos Pessda Ayres.
- -Prejudicado.
Senhorinha Mara de Oliveira Mello.- Passe por-
tara e jubilacao.
DESPACHOS DA PKESIDESCIA DO DIA 3 DE
NOVEMBRO DE 1886
Augusto Jcs de Moraes.Informe o Sr. inspec-
tor do Tbesanro Provincial.
Eng>-nbeiro Antonio Pereira Sirr-Oes.Junte-se
ao requerimento anterior para os fios convenion*
tes.
Amalia Carolina Pereira Caldas.Complete o
sello.
A nizia Augusta de Amaral.Sim, para a ca-
deira da liba em Barreiros, creada pela loi n. 1231
de 1806 a qual passar a ademittir alumnos de
ambos os sexos.
Adolpbo Fernandes de S Antunes.Sim pagos
os direitos fiscaes e foros em dividas.
Bacharel Antonio Adolpbo Coelho de Arruda.
Sim n* forma da lei.
Companhia Pernambucana.Informe o Sr, ins-
pector do Thesouro Provincial.
Carlos Albert de Menezes, gerente da Compan-
hia Ferro Carril.Sim.
Candido Thiago da Custa Mello.Informe o Sr.
impeetor da Thesouraria de Fazenda.
Candida Maria da Conceco.Sim pagos dire-
tos fiscaes e toros em divida.
Ewilia Eulalia de Albuquerque.Prejudieado.
Francisco Jos de Cnrvalho Walro.Informe
o Sr. commandante da escola de aprendizes mar-
nheirus.
Francisco de Paula da Silva Reg a Gertrndes
Maria da Conceicao Informe o Sr. inspector da
Tbesouraria de Fasend .
Julia Mara de Albuquerque.Indeferido.
Jos Muniz Teixeira Guimaraes.Pas.e porta-
ra na forma requerida.
Jos Alcntara Ve!ho B*rreto.Informe o 8r.
commandante superior da Guarda Nacional da
comarca do Recife.
Dr. Joo Mara Seve Deferido por oficio do
Thesouro Provincial.
Joo Lopes d Silva.Informe o Sr. inspector
di Thesonraria de Fazenda.
Joo Fernandes Marqu s.Nesta data au'ori"
o pagamento dos alugu- is venci is razan lia.. .
106000 mensaes e coutorme o coutract.. Quantn
ao alguel referente ao exercicio ucetrrado, aba
ao sopplicantu requerer ao Thesouro Provincial
para liquidar o debito.
Henry Fosrer s C,Passe portara dando pro-
vimento ao pr s- nte recurso.
Maria Lniza do Reg Barros Gom^s.Informe
o Sr. inspector da Tbrtouraria de Fazenda.
Math usInfirme com urgencia o Sr. juia mu-
nicipal e de orpb do termo de S. Beito.
Manuel Oas da Siva.Iuforme o Sr. inspector
do Thesouro Provincial.
Marcelino Manoei do Carino.Nao tem lugar por
quanfo em aviso de 19 de Outubro ultimo declaren
o ministro da guerra haver sido indeferido o re-
querimento, do peticionario relativo ao pagamento
a qu' hIlute.
Maria Jos Pessoa Ayres.Sim para a cadeira
milta da Vanea R donda.
Nynpha Muniz Tavares.A suppbcante nesta
data fui n meada professora da cadeira de Mu-
cambo.
A mesma.Prove o que exige o art. 76 1 e3"
do regulamento de 6 de Fevereiro de 188
Ferreira. Relevo a multa
pela collectona geral do
Pedro Alelandrino
imposta ao recurrente
Cabo.
Quitera de Almeida Bastos.Sim, com venci-
esen tos na forma da le.
Severino Augusto Italiano o Visconde de Taba-
tinga.Infirme o Sr. inspector interino da The-
souria de Fazenda.
Walfrido Moreira da CostaNesta data mando
proceder a nova arrematadlo ao imposto licitado
pelo supplicante.
Sedteiaia da Presidencia de Pernam-
buco, en 4 de de Novembro 1886.
O ajudante do porteiro.
Antonio F. da Silveira Carvailto.
Repartios* da Polica
SecsJo 2aN. 1074. Secretaria da Po-
licia de Pernambuco, 4 de Novembro de
18S6. Il!ru. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Exc. que foram hontem recibidos Casa
de D tee/So, os seguintes individuos :
A' rumba rrdem, Jos Thom Ferreira da Silva,
vindo de Timbaba, como sentenciado appellado.
A' orden d subdelegado de Santo Aitono, Li-
berato Francisco de Araujo, por disturbios e uso
de armas prohibidas; Manoel Brasliano dos San-
tos, Jos Soares de Oliveira, Jeronymo Jos de
SantAnna, Victoria Maria da Conceica e Rufi-
niano Xavier da C'uz. per disturbios.
A' ordem do subdelegad) do Io districto da Boa-
Vista, Jos Joaquim da Silva, por disturbios e
uso de armas prohibidas; Francisco Ferreira da
Cuoba, Vicente da Costa Lima, Coustanca de tal,
c Josepha Maria da Conceco, por offonsss mo-
ral publica.
A' orden do subdelegado do 3o dstricto da Boa-
Vista, Jos Joaquim Mariano, por disturbios
Communicou-me o delegado do termo de Pal-
mares, que no da 30 do mez passado, um indivi-
duo de cor parda par ni me Jos da Paz, em esta-
do de embriaguez, pretendeu passar a ponte que
traspasua o rio Pirangy, e n'esse acto cahio so Ore
as pedral, ficando em tal estado que fallecen no
dia seguinte.
Hontem, pelas 4 horas da tarde, na ra de
Pedro AfFonso, o carro n. 11 da Companhia Loco-
motora, carregado com assucar e que vinha da es-
taco das Cinco-Pontas, ao passar pela referida
ra, atropellou o menor Manoel Looea da Silva
Cruz, que cahindo, foi alcancado por urna das ro-
das do vehculo, do que resultou esmagar a perna
esquerda. Foi transportado para o hospital Pe-
dro II, onde vai ser visteriado. O coebeiro eva-
dio-se e contra elle procede-se nos termos da lei.
Hoje, pelas 5 horas da manh, communicou
me o subdelegado do Recife ter fallecido repenti-
namente em sua propria casa ra D. Maria Ce-
sar, a raulber de nome Felicidade Mara da Con-
ceco e da vistora a que se procedeu, verificou-
se ter sido a morte a coosequencia de padecimen-
tos do peito.
Deus guarde a V. Exc IUm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Sousa Leao
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de policia, .nont'o Domingo
Pinto.
The^juraHa le Paseada
Joo Leal Res, era-
Londou i Brasilian
Aut i de perguntas feitas a
pregado como caixa do
Bank Limited.
Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesns
Christo de 1886, aos 11 dias do mez de Setembro,
n'esta cidade do Recife de Pernambuco, em casa
de residencia do Dr. Francisco Isidoro Rodrigues
da Costa, delegado de polica do 1 dstricto da
capital, compareceu o caixa do London & Brasi-
lian Bank Limited, Joo Leal Res, ao qual de-
ferio o mesmo Dr. delegado o juramento aos San-
tos Evangelbos, em um livro d'elles em que poz a
sna mo direita e prometteu dizer a verdade do
que soubesae e lhe foss** perguntado, depois do
que fes-lbe as pergenias seguiutes :
Perguntado qual o seu nome, idade, estado, pro-
fisso, naturalidade, residencia e se sabe ler e es -
crever ?
Respondeu chamar-se Joo Leal Reis, de 36
anuos de idade, solteiro, caixa do London Bra-
silian Bauk Limited, natural desta pioviocia, re
sidente nesta cidade e sabe ler escreter.
Perguntado se nao recebera ltimamente de
Olympio Loup e da casa commercial deGuncal-
ves Pinto ft C, urna certa qoantia em deposito
e em que especie de notas e se parte do dinbeir
depositado nao fra em notas velhas e algumas
d'. lias j pelo Banco anteriormente recolhidas
Thesonraria de Fazenda e em qua data teve isto
lugar ?
Respondeu que no dia 21 de Agosto prximo
passado, apresentou-se no Banco Jos Joaquim
da Costa aia, representante da casa de Guncal -
ves & C. acompanbado de um crapregado de com-
mendador Rabello, conduzindo tres volumen, sen-
do duas bolsas e nm sacco de estopa, contendo
este a quantla de 100:0004 em notas miudas e
248:000, nos outros duus volum-s, afim de ser
recolhdo em deposito, sendo 270:0004 para cnta
de Goncalves Pinto e 78:000* para a de Castro
Rabello, que alm dos 100:0004 em notas miudas.
cuntidas no sacco de que failou, e que eram macos
de cont de res esda um, sendo as notas de cin
ca mil ris para baixo, havia cerca de quarent<
contos de ris, ainda em notas miudas, p >i>n in-
termediadas com sedulas de coja quantia fasa parte de urna das duas bolea
J que traten ; que a iinp'>rtuo'8 de cecn crnt-is
>le ris elle respondente com caixa que d'i Ban-
co nio qulz aceitar, nem aceitou como deposit ,
porque atufo, como j diese, em notas miuuue,
dara muit. trabalhu em i-uutar c emo guardn
no cofre, oque fui >icito p>>r seu Vmo qu- assim
mostrn confiar uo Banco; que os maC' s de di
ub> iro na importancia de cem cont >s em sedulaa
miudss, coudas nosacc, e os quareuta contos de
que trai-iou, t.rabeui miudu e demouoiravam ter
sido ariec- grande parte desas sedulas velnas e estragadas
Diese ainda qne fazia parte da quantia total de
ir.-i'n'oi e qnarenta e oit cootos oe i a, cerca
de qua'vnta ctit<>s em utas de d s sisea un
ris. rujo recolbimeuto r governo determin' c tizesse at 31 d- Dzemiro d-ot mui> ; qm-
elie ieBp iicteut n pode affi'mar p r t..eni r
tas n.jias ido reeolhida* pelo rJiue a Then.iii a-
ii- il-- Kazeud runale ne-sa i'im I v0- i.
u Baiic recolhdo grande souim.o d' ssas mewn.'
iii.o .
Perguntado se ueaene tresenr* > quareuta e o-
h> r. oit a le ri, nao exm is n -c M le seilulaa
novas es 0 ilinhmro velhv ni fo. reosaadadu
pe. Baueo e remettido a TtstMMUracM de F*en-
iat
Respondeu que nao xisa Deahtn maco com
mlulas mil-ase qua..i as seduu v- ie do di.ih no q-ie c ui! u. euneart algaaiss,
fe renilier Tiie^ourana de Fasenda, Iralan-
i) u. qui.h. ntxsmii ii; sea fu que, os e-es cu
toa cou'i los BViOaeou .le estop Sfltu .-euloen-
legue? aos referid Castro R. bello G ucalvc
'into & C, em pagamentos de seas cnequ-s. M
hend elle r-soo-Ueute que depois d nmoUJ"
as sedulas tem sido t' loadas na Tbesuuraiia pelor.
dunos u. s cheques
Mergnoiiio ao t' ndo ''lio respondente couv
caixa Irequenudo a Tii. sourana d- Kasenda par.
agamenU e recebiui- utor u'oesas cund coe. na
encoutraa o Dr. Arthar de Barras Falcao de La
cerda, na sa'a do thei- urciro Dr. Eduardo de Bar
ros Falcao de L*cerd, substiiuiod a este, pa
ando e recebeiido por t-utu dmheir -?
Rwpond< a jue na qualdade de caixa do Banco
lbe prohibido sahir do estabelecimento, pelo que
nao frequentava a Tbesouraria de Fazenda do
mez de Junho at esta data, mas que antes quando
era cobrador do mesmo Banco, por militas veze;s
foi Thesonraria de Fazenda trocar dinheiro di
lacerado e notas recolher, e mesmo receber juros
de apolices, e que com effeito, vio por duas ou tres
vezes o Dr. A thur de Barros Fal :.! 1 de Lacerda,
pagar e receber dinheiro no impedimento de seu
pai, o thes jureiro, Dr. Eduardo de Barros Falcao
de Lacerda, o que teve lugar tambem com elle
respondente, quando teve occasio de recolher di-
nheiro.
E como nada mais disse, nem lhe foi pergunta-
do, mandn o Dr. delegado encerrar este auto em
que assigna com o respondente, do que tuda don (
E eu, .1 de Arimatha Costa Puntes, escriva> in-
terino, o escrivi.Francisco Isidoro Rodrigues da
Costa Joo Leal Res.
Auto de perguntas feitas ao thesourero do Cur-
reio, Irineu de Araujo Cesar
Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jess
Christo de 1886, aos 11 dias do mez de Setembro,
nesta cidade do Recife de Pernambuco, em casa
de residencia do Dr Francisco Iziduro Rodrigues
da Costa, delegado de policia do 1 dstricto da
capital, compaieceu o tbesoureiro da Repartidlo
des Correios, Irineu de Araujo Cesar, ao qual fo-
ram feitas as pereuntas se^uintes. depois de ter
jurado aos Santos Evangelbos em um livro delles,
de dizer a verdade d j que soubesse e lbe f jase per-
guntado :
Perguntado qual seu nome, idade, estado, pro-
fisso, naturalidade, residencia e se sabe ler e es
crever ?
R 'spoudou chamar-se Irineu de Araujo Cesar,
de 27 annos de idade, casado, thesoujeiro da Re-
partico dos Correios, natural desta provincia, re-
sidente nesta cidade e sabe ler e escrever.
Perguntado se nao recebera alguma quantia da
Tbesouraria de Fazenda, quanto e em que especie?
Respondeu que tora no dia 4 do correte
Tbesouraria de Fazenda receber a quantia de
8:000*000, quantia esta requisitada pela admi-
nistracao da Reparisto dos Correios, para o pa-
gamento de vales poitaes, o que realmente fizera
recebendo 5:0004000 cm sedulas de 104 completa-
mente novas, sem terem tido circulacao, devida-
mente emmassadas c n um s masso lacrado e com
rotulo conforme remettido da corte pela Caixa
da Atr>ortizacao, e 3:0004000 em notas de 504000
1004000, e que as sedulas de 104 eram de nu-
meraco seguida de quarenta e um mil e tanto,
conforme mostra com a sedula que exhibe, cum
prindo notar que pouco mais oumenis ainda tem
no cofre a seu cargo a quantia de 6t04 das refe-
ridas notas que recebera emmassadas.
Perguntado mais se por diversas vezes indo re-
ceber dinheiro na Tbesouraria de Fazenda em
virtude de requisico do administrador de sua re-
partico, nao encontrn na casa-forte ou na repar-
tico, substituin io o thesourero Dr. Eduardo de
Barros Falcao de Lacerda, o filho deste, Or. Ar-
thur de Barros Falcao de Laeerda ?
Respondeu que nunca entrara elle respondente
na casa-forte, mas que por diversas vezes recebe-
ra dinheiro em quantia de cinco e oito contos de
ris do Dr Arthur de Barros Falcao de Lacerda,
qne lhe dizia achar-se o thesourero doente, razo
pela qual elle Dr. Arthar fazia os pagamentos re-
quisita-ios.
Disse mais que mensalmente elle respondente
recolhe Tbesouraria do Fazenda as quautiss ar-
recadadas pela Repartico dos Correios, entregan-
do-as ao respectivo fiel Fialho que passava o re-
cibo conforme lhe competa e iste na auseucia do
tbesoureiro.
E como nada mais disse nem lbe foi perguntado
mandou o Dr. delegado encerrar este auto em que
assigua com o respondente que ouvindo ler decla-
ren achar conforme, do que tudo dou f. E eu,
Jos de Arimatha Josta Puntes, escrivo nterin',
o escrevi. Francisco Izidoro Rodrigues daCos'a
Irineu de Araujo Cesar.
Est couforme aos proprios orignaes aos quaes
I me reporto e dou f Cidade du Recife de Per-
nambuco, em 18 de S-tembro de 1886.
E eu, Jos de Arimatha Costa Pontea, escrivo
interino, escrevi, commigo tabellio publico inte-
rino, Joo Presciliano da Costa.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 30 DE NOVEMBRO DE
1886
Dr. Joao de Oliveira.Deferido, visto
que nao achando-si o terreno de que se
trata, e as bemfeit trias no mesmo existen-
tes ao terapo era que realisou-se a respec-
tiva acquitico as condicSes da iaciden-
cia do imposto decretado no 23 art. 2
da lei n 1860, nao pole estar o suppli
cante su jeito ao mesia imposto, exigido pelo
Consulado por occasio de sua declara.; V*
d* haver comprado o dito terreno e n'ell-
construido o pr -dio ora existente, urna vez-
qu iquellas berofeitorias nao constituiam
ed ti ;ac&<>, nem era predio para ter lugar
o pagamento da t >xa legal.
Peregrino Affiwao Ferreira, Amorim &
Ir na >s, Antonio Joao de Amorim, I-d-i-
ro- di C. a Manoel Brasiliano Andra le
Poggi. IofuTia* o Sr contador.
Conta do Padre Genuino Walfrido de
Souza Gurjo e fo Ccilector de Agua Pr<--
ta. Appniv,.d .s.
Joaqun G>> ue. Ferreira de S L'ito.
- K'-alltUa 8.
Frnc o J s L lite <& C. Nio tem
lug.r o que r^querem.
Ponto da B'bliitti.n:a, Instituto Vacci
ajea e se retalia -I presi l-ncia. Ao Sr.
procurador para oa devidos fas.
Knitli-i KobTtn ou ros. Deferido, sen-
do a vista da i ..f'iriii (o do Consulado re-
finnado a ollet. de que se trata, ua ra
z de metal.- do que foi lang ido
B^rbisa d Sautos. -Deferido, sendo
liiiiinail.i os >Li,ipli -antes da colleuta de
o"j trat vis: nan ter para ella havi li>
jit- M ktwej "ps Turres, Virgini < H raoio de Ereitas e Au-
t-ui (...vaieaute ii Mell.. Certique-se.
Jii- Igi.ci d Avil., Joanna D-lpl.in
Ifhuo. F rr i 1
J -quiu Moreira Keis.
H ti.
i{ b lio. Deferido, dan-
mi as- n. 62 ra de S
MitfiKji a <-xti de 80 -81 ; porquau-
| (i ; 1 1 1 o 11 teiupo.
Dr Ar'.' i. >'< .i- ez Paranhos Montene
JT 1 FauUin 1 M nnho Falcio, Jea do
Amaral e coi a porteiro da se.Tet-.ri
da pn8id Hj> vista o Sr. Dr
pn.curador bacal.
J s S>aresdo Amaral.Deferid), to-
uauln'aei por ternvi a 11^09* offerec da de
aocordo como p.r-cer nscal.
J t da C- '
n .1x0 01
rftH'iina roiativi
Balbina Maria do Nascimento.Inde-
ferido, a vista das informaces.
Ordem Terceira de S. Francisco.De
ferido, ficando irresponsavel do debito an-
terior novo inquilino qua estabelecer-se na
casa u. 10 a ruada Pedro Alfonso cuja
desoecupagao se prova.
Francisco Gongalve3 Torres. Archve-
se pelo contencioso.
DIARIO DE PERhSCO
RECIPE, DE NOVEMBRO DE
\h-his da Europa
i88
O paquete francez Senegal, entrudo bontem da
Europa, trouxe datas que de Lisboa alcaocam
23 de Outubro, adiantando 10 dias s trazidas
pelo inglez La Piala.
Alm das de Portugal constantes da carta do
nosso correspondente, publicada na rubrica Exte-
rior, eis as demais noticias :
Heapauba
Esereve 23 de Outubro o nosso corresponden-
te de Lisboa :
A raiub* regente assignou o decreto que auto-
risa a publicacodo convenio celebrando c ;m Por-
tugal, para a troca de vales do correio entre os
dous paizes desde o dia 1 do prximo Dezembro.
Um telegramma de Berlim para o Te.mp*. an-
nuncia que a cotaco do^ fundos hesp^hes na
Bolsa de Berlim encoatra serias difileuldadrs.
O correspondente de Paris para a Pall Mal'
Gazelte, d conta a urna entrevista que tem lti-
mamente com Ruis /. irrill i.
No decorrer da conversaco, o correspondente
observou ao Sr. Ruiz Zirrilla que Emilio Castel-
lar er oa possibilidade de fundara repblica com
o concurso dos liberaos e pelos mefos legues o pi-
c 1 fieos.
Bem sei, respondeu o Sr. Zorrilla, mas a
meu ver elle nao tem nada a esperar desse lado
N3, republicanos progressislas, combatemos boje
para alcancir as liberdades que outros paizes j
possuem.
Urna luta do mesmo genero houve em Inglater-
ra pelo tabeas corpus, em Fran?* pelo sutFragio
universal e na Italia pela unidade italiana. Re-
clamamos finalmente, as liberdades que nos foram
assegunidas pela constituico de 1869. Pedimos,
antes de tudo, o sufragio universal, a liberdade
da tribuna e da imprensa, a liberdade de commer-
cio e todas as mais vautagens que resultara do
suffritgio uaiversal.
Nada temos de commum com os socialistas n-
glezes, os auarcbstas francezes, os nihilistas rus-
sos ou outros revolucionarlos internacionaes, mes-
mo porque nem sequer no momento presente te-
mos a liberdade de imprensa til, mal existe na In-
glaterra e na Franca.
O Figaro d os seguintes pormenores curiosos
cere da priso de Villacampa, que ainda tem
interesse como tudo que diz respeito ao temerario
general.
Depois do combate entre os insurgentes e as tro-
pas do governo, perto de Morats de Tajona, os in-
surgentes debandaram precipitadamente. Os lan-
ceires de Alpuera tinbam tomado as gurupas os
soldados de Careliano. O general Villacampa ga-
llipava na frente dos lanceiro.'. De repente o ca-
vallo em que o general montava cabio e todos os
cavalleiros que o seguiam passaram por cima de
Villacampa. Poneos minutos depois chegava um
brigadeiro que commandava algumas tropas leaes.
Ap-ou-se, e ajudou Villacampa a levantar-se.
Atfirma-se que entre os dous se trocaram as se-
guintes palavras :
Oh .' imi-u pobre camarade, disse o coronel, foja
ou tenho de o prender e eusta-lhe a vida.
Nao pr>8SO, respondeu Villacampa ; cstou.
doente e j o esta va quando 3 >bi de Madrid.
Mas quem est doente nao faz destas loueu-
ras. Fuji e depressa.
Parece que Villacampa cooseguio montar nova-
mente e partir a galope.
Teodo-se escondido no moinho de Achela, per-
to de Noblezas, Villacampa foi preso do modo se-
guinte :
O general Moreno del Villar andava procura
do chefe dos insurgentes. Cbegando a Noblejas,
um teuente da gendamera da reserva, approxi-
mou-se e disse ao Sur del Villar :
Meu geoeral, acabo de rebeber urna denun-
cia importante Ha um bomem que diz saber on-
de est escondido o general Villacampa.
Onde ?
O denuuciante pede urna recompensa de urna
mil pesetss.
Nao as t-nho aqui, respmdeu o general, mas
dou ordem que ser pago amanha em Araujuez.
Urai hura uepoi* o general era preso.
A nm 1 de Villacampa nao quis esperar pela
appancao d joma, s para agradecer populacio
Je Madrid o interesse qje hnvia tomado pelo ge-
ueral. T.-m um idea engenbosa que pos logo em
'xecuco. Diri^o-se ao Sr. Ducascal, o bomem
ma.s popular de Madrid e director de cinco ao seis
theatro*.
O Sr. Ducascal, nadando interr^mper a repre-
sentarn no theiir 1 Ap.ioMo, tu scena e dirigi-
se ao publici nos seguintes trra is :
Miubis seuboras < meus senhor' s. Em Lome
da Sra. VIIhc .mpa, a fithi dedicada, cuja alegra
actual 'gu-ila hs angustias paseadas, aradec.o mil
vezes ao povo de Malrid. Viva e re! Viva a
rainha Cbristiua !
Urna trovoada Je apjlausos corouu as ultimas
p lavras.
FalIcci'U o tenente P- ralt que f >i ferido no
da 20 de Set- mbro, em Vadeoas, u aecao que as
rropss do guveruo tiverain com os sno.cvsdos.
A minora m -oalis* republicana, contina a
receber muitos telegrammas dos seus correligio-
narios, felicitan lj-a pela sua attitude e proceder
na questo d indulto.
Galeote est seudo victima de urna excitacao
temvel.
A enas come e nao faz outra cousa se nao tal-
lar un nuncio e no padre Gbioo.
Quan lo v alguein da sua familia enfurece-se
muito e d graudes pancadas nos movis que
guarnec-.'in o quarto onde est iustallado.
Pede em gritos que o levem ao patbulo, que re-
pelle o perdj, que o nao quer.
A sua ailucjiu.ii.-a i mais habitual suppor que
hegada a sua ultima h jra e que se acha j sobre
o temvel estrado.
Eutao quer dirigir a palavra aos que suppoe
que o rodeiam e dis :
Puvo estupido !.
-,Quau .0 v algum desconhecido, diz-lhe :
S ras tu o carrasco ?
Pois se s abre-me as portas do co.
\0 Gaulois er que o duque de Sevilha e icol e-
ra para sua residencia Versaillcs.
Correu em Madrid a noticia de que ao tocar
as Canarias o navio que conduz os presos polti-
cos, se tmha evadido o brigadeiro Villacampa, as-
sim como os seus companheiros de infortunio.
Esta noticia desmentida nos centros ofliciaes.
Franca
Effectuou-se a r.absrtura das canaraa.
E-p-ravam-se seso.s tempestuosas por occa-
0 a da Jisjusso do orcamento, por sao que a
mki.iria da commisso do orcamento est em di-
vergencia mauifesta cm o ministro da fssenda na
quento du incomt tax.
Noticiava-nos ha das o telegrapho que o Sr.
Sarrien, ministro do interior, pedir a sua demis-
so, sem nos diser sobre que versara a votacao
que i avia provocado tal podido-





-
lUBlfflj



o
Diario de PcrnambneoScxla-lcira 5 de Novcnibro de 1886
t'J
x

Ob promenores encontram-se nos jornaea fran-
** que nos chegaram agora.
Km cansequeuuia de urna int erpollaco do de-
atade Maret sobre o proccdimcnto das autorida-
des e da intervenco da forQa armada na grtee de
Titrion, lavantou se c conflicto.
O discurso do Sr. Maree toi inuito enrgico.
Diase que o goverao e as autoridades tinham
srecedido com inuita imprudencia.
Os ataques do deputado .Maret foram acentua-
do pelo br. Basly, defensor dae qrve e do par-
tido operario.
Era nome do governo ftllou o ministro dj inte-
or, defendendo o ministerio das aecusaeoes dos
Sr*. Maret e Basly, o afirmando que todos os
5s*eoqar:o3 pblicos tinkaui cumprido o sea de-
itr.
Qoe existe o direito da grve mas que nao pode
admitir-se o direito dos greviata$ impedirem que
operarios trabalhem.
O deputado Dea.le pronunciou um discurso
TStfa justificar e defender os actos do governo.
A tate seguio-se com muita violencia o Sr. Mail-
leras, contra as autoridades a quem chamou pro-
vocadoras de inotics, terminando por affirmar que
w radicaes esto caucados de tanto soffrer.
Varios deputados apresentarain raocoes de cen-
sara ao governo e o Sr. Steeg urna de confianca.
O ministro, Sr. Sarrien dcclirou que aceita va a
"aoeao proposta palo Sr. Steeg. mas a cmara ro-
jsjboa por grande maiorin e f > votado urna or-
iemdo dia pura e simples, contra a opinio do mi-
istro do interior, que quera urna ordam do dia
sotivada.
A votaco foi eita por lerantados e sentados e
Tor eoasequeucia, sem escrutinio.
is*eacdiatauM3iito o sr. Samen sabio da sala
ana a teacao firme de ir pedir a sua demisso ao
vndente da repblica.
Quando atravessava um dos corredores fji in-
jmogado pelo Sr. Paulo de Cassagnac:
O Sr. cahe porque quer, disse ao miaistro o
iepotado Gers.
Prcfiro cahir nesta questao. Gosto muito
teaitaacoes claras e comeco j a ver asaim.
Autorisa-ina a repetir ascuas palavras ?
Cora todo o k tj.
OS. Sarrieu foi pedir a demissao ao Sr. Gre-
*y, di*igindo-se em seguida a cao do Sr. Frey-
Aqiii tieou assentado que no dia seguinte ha-
itk eoueelho de ministros completo e que ahi se
oireria a crise.
I>sta reuuio foi enviada imprensa a seBu-
5 oto:
* O eonse ho de ministros deliberou sobre a de-
3saoo pedida bontein pelo ministro do interior e
tbs al de novo instara no principio da ses-
m O eonselho foi de opinio que o debate de
ksdtem tinha levantado urna questao de politi_
er*l, eovolvendo a responsabilidade de todo o
M que era impossivel considerar o voto da
i do da pura e simples como um voto de
TGvacao, quer para esta poltica, qner pura
Sf*ttiea do ministro do interior.
m coasequencia disto, o Sr. Sarrien, a pedido
fea seas collegas e do presidente da repblica,
axteeatio enu retirar o bou pedido.
Oeliberou igualmente o eonselho, como tinha
sxlo communicado no abobado passado, sobre as
ttreamstancias as quaes o ministro dtfazenlii
, declarado retirar-se. O Sr. Sadi-Carnot, em
j"eneia de explicacoes trocadas no eonse:ho.
a sua demissao. e aecordo com os seus
Megas, mantera hs bases do seu ereamento e de-
xadel-as- ha na (Jamara.
O eonselho de ministros prolongou-sc at ao
->tw dia.
Ka primeira parte, o Sr. Sarrien resisti a to-
daa os pedidos, resistencia que obrigon a suspen-
Mr-se a sessa-i durante um i hora, para dar tempo
uiv. Sarrien de reflectir.
(tando se reabri a sesso, o Sr. Sarrien ret-
-o a sua demissao. Poi levado a isso, entre mi-
au raxes, pelo motivo de que a sua retirada ar-
xartarta a de tres dos outros seus collegas, que se-
ran o Sr. Deitile, ministro da justica e o* Srs.
Saihaat, das obras publicas e Develle, da agricul-
tura, o que provocara um:i ise geral, cuja sola
5o sena diffietl e longa na actuaes circumstaa-
JSb o que se passou.
Oaa palavras anda e -br.- os motivos que t-
akaaa determinado o ministro da fazenHa a pedir a
hit i 11,"i i. pedido que afiual retirou, como fien
til
Entre o Sr. Sadi-Carnot, ministro da fazenda
io gabinete Freyeinet e a commisso de orcamen-
Jaderam-se graves dcsin'elligenciaM,nao em quee-
toea do meras p;irticolaridades, mas deaaccordos
naofoados de doutrina.
^JA eommissi i era de opinio qu se devia con-
jervar o ornamento extraordiasrio, cuja suppres
-a era reclamada pelo ministro. Aquella MMM
r a fazer a converso das obrigacoes sexage-
b o Sr. Sad-Crn -t era de opiniSo contr .-
tm e oppuuha se amortisagao. Emfim, a com
waso ia pedir 51 milhoos de mpostos s bebidas
ataoaeas e 51 ao reudiineuto; e o ministro nao
-seria recorrer ao imposto da rendimento e tnbj-
Vbt* em 76 milboes as bebidas.
l>epois de varias exp!ici\-r>ji sobre a questao
jetadas, o ministro referio-se ao imposto do rea
dnento. A sua opinio, beca como a do governo a
ate respeito, que a votacao deste imposto mais
asan questao de principios do qne um m ;io de
atailibrar n ornamento. Bem sabia que no actual
oareicio nao produziria cousa nenbuma; roas, era
atsoiapto para se esludar. e na i para ser assiin
yosfo de parte pela ci umiesJo.
Quanto supp.vasao do ornamento extraordina-
rio, o governo tiuba a propo-ao, porque as prece
oestes commiesoes de faz-'nda e es ministros ante-
iorea o t.nhim enu lemnado.
Era de numen conveniencia obter a uniScacao
da oreaiaeuto, e isto s se poderla faze' com van-
aieeui na abertura de uto a e-sao legislativa, e se
staio etf'Ctuar desde j, o orcamento irse ha n -
:xnado, vivendo de einprestiinis e mais tarde se-
a impissivci de realisar a necessuria unifici'.c'io.
Eram eitas divergencias, seguido consta, ac.u-
3B da Habida do Sr. Sadi C-irn >'.. sobre que recon-
sdemu, harmonisando-se tudo, ao que parece.
A Cmara dos Deputados coineeou a discutir no
ds 19 o prejecto de lei sobre o ensino primario
} O governo francez nomeou j a commissa >
9'ntral para os trabalhos girxeB da exposifao, que
se realisar em Paris em 1889.
E* composta de i'S membros, sendo 17 em repre
atacito do Estado, 9 em repr?sentacao do Sena-
ir p 18 como delegados da sociedade de garanta.
Nesta commissao figurara, entre outros, os Srs.
Ustul Grvy, Cliaenccau, Goyot, Giricharol,
Sdaard Lockroy e Albert Chtistopble, que go
itiaador do crdito predial de Praaca e presiden-
ta da soci'dade de garanta.
Cada membro da cora nisso central representa
aabsidio do um milho de francos, e que eaui-
sae conceiso para as despezas do grandioso
f tamon, de 43 miiboes de f-anecs ou mais de
7:000 eontos de ris fortes.
Os trabalhos preliminares devem comecar na se-
aan-i que entra.
A' primeira sesso Dreaidir o ministro do com-
asereio s industria, que explicar sobre quaes ba-
sas ausentar o programraa da xoosicao.
A pirte majs interessante d'ella a que se des-
raa s expesicss retrospectivas.
A Franca, antes de 1889, ser representada em
t p-ivilhoej correspondentes a outras tantas pro
?sacias que compunham aquelle pas na occasio
da revoluciio.
Esses pavilboes, construidos de madeira, ferro e
trjoBo, serao conformes s constraccoes usadas
>aquella poca as divers-s provincias.
Esta idea dar gran iiasnno realce parte na-
eanal da expoico. Estamos persuadidos de que
tta ser urna das maiores e. mais nota veis exposi-
jfes, que se tem teito no presente scalo.
Blgica
O burgomestre de Cbarleca'auctorisou a mani-
isaueao proj-etada pelos socialistas para o dia 31
da Otobro. Os manifestantes podero desenro-
iar as snas bandeiras vermelhas. Os organisa-
dom responderam pela ordem.
Avalia-sa em 31:000 o numero dos individuos,
^k deverao tomar parte n'esta manifestscilo.
inuimerra
O secretaria da Federafdo democrtica socialista
afbnaou o governo de que a federacao, tendo es-
goaado baldamente todos os meics para attrahir a
ntft3" das austeridades sobre o numero sempre
treacentes dos operarios sem trabalho, resolveu
rioitivamente organisar urna deraonstraco, que
srave a necessidade de tomarem medidas para
aliviar a miseria dos operarios.
O manifestantes seguiro o cortejo do novo
jsrd-maire em direccao a Mansinhense, no dia 9
daNovembro. 03 socialistas projectam grandes
dssBoastracoos por occasio da referida procisaSo.
A'polica prevnaio os ebefes dos grupos socia-
*- de que os tornar responsaveis pelas desor-
i que u'este dia oceorram.
A Inglaterra comeciu urna companhia diploma-
matica em favor do goTerno blgaro.! Lord Edder-
leigh, secretario dos negocios estrangeiros, enviou
ha das urna circular aos gabinetes estrangeiros,
manifestando Ihes desejo que a regencia blgara
receba das uacoes o apoio moral necessari* para
cohibir quaesquer desordena interiores e implici
tamente para resistir melhor s exigencias da Rus-
sia. Ao nfimo tempo lord Churchill, a pretexto 4e
tratar de sua saude viajando, parece que tem tra-
tado realmente de estabelecer um aecordo entre os
gabinetes de Londres e de Vienna, para o caso de
qae a Russa entente oceupar a Bulgaria. Parece
que a Kussia prov-efa assenhorcar-se do princi-
pado blgaro antes de terminadas as negoeiacies
angle-austiacas. A Europa ter de sccei tar depois
o facto co-isumado, como tem sido costume nos
ltimos tempo
Trin-se manifestado nos alfirai s tempos desor-
dena graves na India inglesa. A poputaefio d'aqaelle
enorme territorio divide-se em crentes de inn-
meras seitas brabaiuanicas e em sectarias de rna-
hometanismo.
E-.tes ltimos sao muito numerosos e compro-
hendem a parte mais enrgica e religiosa da popu-
lacho.
(iracas ao rgimen inglez, os secretarios da
Brnhania viviam em pas com os secretarios de
Mabomef, e tanto una como os outros celcDravam
livre e pacificamente as ceremonias do seu culto.
Soecedeu, porm, coincidir urna das testas dos
mahometanos com urna das brahamanicus, e que
sem causa e numerosas rixas em diversos pontos
nf meadiir.etite as provincias do noroeste.
Eia Drlli, apesar das ordenada polica que indi-
cara os itinerarios que deviain seguirTduas procis-
soes de brahamanicos e de mahometanos, um ma-
gote de mahometanos invadi o caminha reservado
a outra prociseo e acntilou alguna caropeus que
pretenderam tomar-Ibes a passagem.
A polica indgena recusou-se a intervir e foi
necessario que sabissem para a ra duas compa-
nbias de soldados ingleses e duas de soldados
indies, qae despersarara os amatinadores.
Seguiram-sea'aqni represalias; uramahometano
foi encontrado assassinado em um jardim; os
brahamanicos foram a urna mesquita e deixaram
l um por>o mort e os mahometanos em desforra
d'este sacrilegio pratiearam outro nao menos hor-
rorosoderramaran) sangue de vacca em um tem-
plo de Brabema. A situacao tiaha-se tornado tao
grave, que foram pedidos retornos de tropas.
Em Etsuvah foram anda mais serias as desor-
dena religiosas.
Pe tal a attitudc hostil dos mahometanos que
o magistrado do districto foi bloq leado na esta-
fan de polica, em companhia do pequeo numero
de policas indgenas que tinham recusado fazer
fogo sobre oa amotinados.
Felizmente o chefe da estacas tevo a luminosa
idea d-- mandar parar um comb^yo que conduzia
um destacamento de soldados o quaes se apea-
ram e foram libertar o magistrado, dando diver-
sas cargas de bayoneta contra os desordeiros, dos
quaes foram presos 150.
Estes factoa mostram que o prestigio inglez na
India est muito decadente o que qualquer inci-
tamento exterior, e nao ser ditficil que a Russia
tome ejse encargo, poder atoar na India urna
coiirlagrsgo gerul.
Morren de fedre amar illa o general Mac -
pbersoa c )in na iruiauia.
O general Roberts, comraandante em chefe do
exercito das Indias, ir substituir na Birmania o
fallecido general Mscpherson.
O governo inglez acaba de publicar um livro
azul, contendo toda a correspondencia relativa
aaoex cao da Birmauia ao imoerio da India.
Encontra-ae alii, entra outros docum-ntos, urna
reU?io de perdassotfridas no exercito inglez.
E>sa relaco a seguinte :
Mortos em combate : otjiaes 4, subalternos e
sollados '').
Fallecidos em onsequencia de ferimentos : ot-
ficiaes 2, subalternos e soldados 29.
Alo. t- era resultado de doeuca : officia-j 1, su-
balternos e soldados 239
tlicmanlia
Entro as noticias contra lie; jn .s que ha alguns
dias circulara acerca do estalo de saude do im-
perador da A lemauha, muito difcil descorti-iar
a verdade. Em quauto certos despachos insistem
sobre muitos accidentes renovados constantemen-
te, assiin como uo estado de fraqueaa sempre
cr-scu.ite Jo monarcha, os jornaes allem;s esfor-
}m se em socegar o publico sobre este ponto e
prutendein fazer acreditar que o imperador eucoa
tra-se boje melhor do que outr'ora.
Com tudo julga-se que o seu estado se tornou
muito grave e que de um momento para o outro
succeder um acontecimento, cujas conseqaencias,
us conjunctura actual p-jdein tac na Europa um
alcance incalculavel.
As iiiforraacoes particulares de a'gumas folbss
fiaue-zas mostram o imperador u'uui estado ca-
matoso de que se torna muito difficil fazel-o sabir
desde que se vio accoram-ttido de frequentes e
longoi dusmaios, teudt at algamas vezes tres na
mesuta tarde.
Diz um: despacho recente de Berlim para o Jour
nal da Uebats que o i aperador Guilherrae nao
est aflautado de nenhuma doeac^a particular, mas
acha-se n'um estado de fraqueza quo poe a sua
vida a merc do mais leve accidente.
Com dua de 16 de Outubro rec:beu-se da Ber-
lim este telegrainina :
Em consequencia de S3 aggravar a doenct
do imp-rador Guilherme, o principe herdero con-
vocou era eonselho de reg :ueia, os principos raem-
bros da su familia e os priineiros ministros do
imperio allemao. ,
A morte do imperador da Allcmanh i, sobrevin-
do n? m ment em qU4 a qnesto do Oriente en-
eoutrou u'uma novaphise, onde poderosas riva-
lidades eot.i apenas sopeadas pulo respeito e af-
feifio de que elle objecto da parto dos outros
dous soberanos, d talvez como resaltado preci-
pitar oa fictos e abaudonar o campo a urna con-
rligraeii que hoje tem conseguido evitar.
Eis o motivo porque a sangue fri nao se pode-
rla encarar s-rndbaute eventualidade e por isso i
prudencia mais elementar acooselha a cada passo
que tica alerta e vige para seuao deixar surpre-
h-nder.
Qjera sabe o que estar reservado a Europa
n'um futnro prximo ?
Eis corro o correspondente do Fgaro se re-
fere ao estado do imperador Guilberme :
O estado do imperador tempre o mesmo. O
velho soberano est muito fraeo em sequencia das
syncopes que totTreu na ultima semana.
A noite de sabbado para domingo Coi excel-
Icnte at s 6 horas da manha ; em todo o caso o
imperador nao receben ningtem antes dojantar.
No sabbado a tarde dan nm paneio de car-
ruagem na a reida de Liehtenthal, os c val.os
iain a passo. O imperador que foi levado car-
ruagem, tinha um pessimo parecer. Estava lvi-
do. O que sobretudo impressiona os que o viram
anda ha poocos mezes, e o olhar apagado.
O imperador deixa prender a cablea, nSo le-
vanta nunca os elboa, elle que seduzira metade
da Allcmiuha peo brilho do seu olhar, procu-
rando de todos os i i n una mulher a quem sor-
risse.
Depois do passeio que durou apenas mei* hora,
o grlo-duque e a gr-dnqueza de Bade, a duque-
za de Hamilton, a princiza de Furstemberg, o
principe e a princesa MentisclnkcfF foram recebi-
dos na villa imperial.
O imperador nao se levantou da sua poltrona,
ella que nunca fallava a senhoras se na de p !
Apesar d'estes-melancolioas informafoes um des-
pacho de Berlim, de 21, diz que chegara demanh
aquella capital o imperador Quilhcrme gozando de
boa saude.
Outro despacho do mesmo dia refere que o im-
perador, quasi immediatamente depois de ter che-
gado a Berlim, examinoo os relatnos dos diversos
ministerios e'receben varios personagens.
Afinal de contas quem que falla verdade?
tutria llantera
Descobrio-se que a coaspiraco planeada, pelos
anarebistas para destruir Vienna e aisassignar a
familia imperial austraca, nao era um facto sola-
do, pois que fazia parte de urna vastissima conju
racao, que ? -mprehendia toda a Europa e qoe de-
via estalar ao mesmo tempo em todas as grandes
capitaes.
As familias imperiaes da Rossia e da Allema-
nba, S. rVteraburga, Berlim e muitas outras cida-
des daquelles dous imponos estavara tambem con-
demnadas a acabar.
Na Ruasia e em Vienna fiaeram-se simultanea-
neament um grande numero de priaoes de nihi-
listas.
Em S. Petersburgo passam de 50 os presos im-
plicados o* coaspiraco.
Em outras cidade^ foram presos 28 indivi-
duos.
Em Odeasa, Nieolakeffe Jeketerinoskoff chega a
16 o numero de detidos.
Basta
A julgar pelos ltimos telegrammas a Rutsia
ganhsva partido. Continua a existir a trplice al
Pianja, o que quer dizer que se conservar a paz
embora custa do abandono da pennsula dos Bal
kans aos caprichos do czar.
Sobein os fundos, o que cyinptoma de que nao
ser perturbado o socogo da Europa.
SSo unnimes os despachos de Berlim, Vienna e
S. Petersburgo a annunciarem que a Ruasia nao
oceupar a Bulgaria.
lito nao qner dizer qo^de um dia para o outro,
allegada a circnmstaucia da provocaco, que nao
ser difficil preparar, a Rnssia nao declare que se
ve obrigada a usar da violencia pira fazer a feli-
cidade dos blgaros contra a sua propria von
tade.
Se a Rossia tivesse a intencao sincera de nao
inttrvir militarmente na Bulgaria, pareee que dif-
ficilmente o conseguiris, sem qnebrade seu proprio
orgulho ou sem urna mudanca radical na attitude
do governo blgaro.
O resultados conhecidos das eleicoes para a
grande assembia que ha de eleger o soberano do
urna enorme maioria ao governo.
Se saeoeder, como diz um jornal de Moscow,
que, a assembia blgara eleja novamente o
principe de Battembcrg, ser inevitavel o rompi-
miento com a Rnssia.
Nesse caso a Europa aceitara o facto consuma-
do, qualquer que elle fosse, como bem o indica o
rerez soffrido pela poltica ingleza, que nao conse-
guio, apesar de bastantes esforcos, romper a al I an-
ca dos trez imperios.
Dizem de Varea que a opinio do general Ivaul-
bars depsis da sua viagem na Bulgaria,
que a maior parto da populaco dos campos nao
quer rompimento com a Russia e deseja que o
governo blgaro siga os conselhos do czar.
Nao parece que isto sej* muito verdfcde, a julgar
pelo resultado das eleicoes, que deram apenas 50
representantes aos amigos da Russia.
Accrescenta-se que o general Kaulbars de opi-
nio que nunca foi mais completo do que agora o
aecordo entre a Russia e Austria e que a poltica
da Russia continuar a ser pacifica.
Antes de entrar na Bulgaria, o general foi por-
tador entre o czar e o imperador da Austria dos
mais terminantes e recprocos protestos de paz.
0 general dera conta ao impsmdor da Austria
da m'sso de que eslava encarregado para per-
correr a Bulgaria e acerca della estabeleceu-se
completo aecordo.
Dopois de entrar na Bulgaria, priineiro cuida-
do do general foram os agntese ccnsulesaustra-
cos do modo como iatn desempenhando a sua mis-
slo.
Terminam estas noticias optimistas e pacificas
dizendo que o general Kaulbars receben em Va ra
grande inim-ra de camponezes que lho foram de-
clarar que desejavam que restabelecesse a bar-
corn a Kassia.
E' de crcr que os camponezes de NVarna nao
f.-.eam urna idea muito completa das vantagens
polticas da harmona com a Russia.
C para o occidente os camponezes nem sabem
quem o governador civil do seu districto ; mas
na Bulgaria trstam de poltica profundamente e
at do aos diplomatas indica^ocs importantes
para as relacoes internacionaes.
O governo blgaro que parece nao estar muito
satisfeito com o general Kaulbars.
Um telegram-na da Londres diz que o governo
blgaro miniara prender o coronpl Piloff, gover-
uador militar de Rutchuck, pelo ecu procedimeuto
suspeito durante o tempo em que o general Kaul-
bars estave n'aquella prac*. Das averiguacoes
do governo resultou saber-3 que o coronel Filofi
celebrara frequentes entrevistas com o consol da
Russia antes de chegar Kaulbars, e que n'essss
entrevistas se eoinproin Itera a auxiliar 03 .planos
da Russia e a facilitar, entre outras cousas a o>
e upa cao da Bulgaria pilas tropas moscovitas. Em
nome do Czar torara-ihe offerecidu em troca altos
pastos no exercito russo, logo que se efiectuasse a
ocenpacao.
Aseegurava-se que o coronel Filofi' seria julgado
immediatamentc e com severidade, pira escar-
ment d -8 outros eomjnaiiiantes das pracas bl-
garas que tivessem a velleidade de se passar a
favor da Ru>sia
.^Nove ofKciaes compromettidos em conjuracoes
com a Russia foram expulsos do s:u posto por or-
dem do governo da regencia.
Ontros, incursos nos mesmos deiietos, foram
transferidos par differentes corpos na Rcumelia.
0 consulado russo em Sofia dirigi um* pro-
clainay.io il todos os montcnegrinos e macedonios
residsates na Bulgaria, cxcitan/lo-a' a que se
apreaentassem a se pozesse.n disposico do re-
presentante da Russia.
E' certa realmente que os desacertos praticados
p4o geueral Kiulbars, em nome do Czar, crearum
tal auimosidade na. Bulgaria contre. a Russia, que
obrgarum o governo blgaro sob pena de perder
completamente o favor popular a resistir s irapo-
sicoes do delegado russo.
A Gazta da Cruz, um dos jornaes mais impor-
tantes de Berlim, diz que a Russia se livrar da
dilculdade de ter de oceupar a Bulgaria com tro-
pas ru.-siiH. obrigando a Turqua a oceupar aquelle
paiz c accr-'sceuta que esta supposico verosmil,
em vista da concentraco de tropas turcas na
frouteira da Roumelia e da Macedonia.
Todos os jornaes russos renunciara espe-
ranza da pacificar} da Bulgaria palos meios at
ag.>ra empregados,e entendem que se nao pode pro-
trahir mais um reviramento deciso.
O Invalido Russo annuncia que vai ser publica-
da urna ordenauca para chmame;.to eventual das
reservas.
O Jornal de S. Petersburgo diz quo a Russia nao
pode reconhecer a grande assembia blgara que
acaDa de ser eleita.
O correspondente do Daily Chronich em Vien-
na conta que se espalhou all o boato de ter sido
assassinado bentem o Czar ; mas o boato nao se
confirmou, e o correspondente ci que a verso
transtornada de nm outro facto que ella refere as-
siin : parece que a morte recente do Conde Brau-
tem, a qual surprebenden S. Petersburgo, foi de-
vida a Czar, que, ao entrar uo palacio n'um estado
de grande excitaco, enganou-se com um geto do
Conde Rcutern, e suppondo que este ia puxar de
um revolver para Ihe atirar, fez figo sobre elle e
mitou-o.
Oriente
Participara de Sofia que dos -190 deputudos que
teem de compor a grande assembia blgara esta-
vam el'-itos 420 favoraveis regencia, 20 afieetos
do Sr. Z u.kotf, e 50 di quem se nao sabia ainda
o nome. Ignorava-se ainda se o Sr. liaraveloff ti-
nha fieado tlcito.
Em Sofia ficiram eleitos para a grande assem-
bia todos os candidatos da lista ministerial. A
cidade estava tranquilla.
\s ioformacoes viadas das provincias do gran-
de maioria ao governo. Xa Romeiia nao foi elei-
to nenhum candidato da opposico. Ha ncticia de
intrigas russa em Varna c Widdiu.
As eleicoes para a grande assembia que ha de
elege:- o novo soberano da Bulgaria, deram origem
em Sofia a um conflicto serio, provocado por alguns
camponezes partidarios da Russia, que qoizerara
obrigar os eleitores a suspenderen) a eleico, visto
que o general Kaulbars havia dito emnome de czar
que era conveniente adiar a escolha de soberau.
Os eleitores receberam os camponezes paulada
e parece que em consequencia dVsta e d'outrns
manifestacoes de antipathia centra a Russia o cn-
sul geral desta naco rompeu re!ace3 com a re-
gencia e o governo da Bulgaria.
Noticias mais completas do conflicto que moti-
vou o ronipimento da Russia com o governo da
Bulgaria dizem que o ministro dos negocios estran
geiros da Bulgaria dirigi aos agentes das poten-
cias, na vspero de escrutinio para a grande as-
sembia urna circular convidando-os a intimaren)
os subditos dos seus respectivos paizea a que nao
se envalvesaem na pugna elei toral, sob pena de
serem expulsos da Bulgaria. O representante da
Russia em Sofia, recambiou a circular, informando
o governo desque emquanto nao recebesse instruc-
cols do general Kaulbars acerca deste novo in-
cidente julgava conveniente inter*oap.'r as rela-
ces entre o consulado da Russia e as autoridades
blgaras. Esta resposta extraordinaria a um auto
completamente legal, foi motivada pela censura
indirecta que se con tinha na c'rcular s intrigas
do general Kaulbars.
A pt-regrinaco do general Kaulbars na Bulga-
ria nao tem despertado enthusiasmo pelo governo
russo, antes tem dado origem a conflictos e mani-
festacoes desfavoraveis ao governo de czar. Em
geral os officiaes a quem o general se dirigi nao
quizeram tratar com elle, declarando-lhe que s
cumpririam as ordens do seu governo.
.0 governo da regencia acaba de dirigir aos
representantes das potencias urna nota verbal para
os informar de que a convocaco da grande assem-
bia blgara, depositara da vontade n >cional tem
por fiui fazer proceder a verificace dos teas po-
deres e sua constituico, a fim de se por depois
era relacoes com a sublime Porta e as grandes po-
tencias para a eleico do soberano.
O agente da Russia entregouao governo da re-
gencia tres notas escripias : a primeira por ordem
do general Kaulbars, censura speramente a cir-
cular que prohibe aos estrangeiros eatremeterem-
se as eleicoes; a segunda declara illegaes as elei-
coes ; e a terceira protesta enrgicamente contra
o ataque de que foi objecto o consulado russo por
parte da populaca. Estas not .s foram commaui-
cadas aos representantes das demais potencias.
A resposta do governo blgaro as notas diplo-
mticas do governo russo, desassombrada e pa-
rece ter exercido no espirito do governo russo bas-
tante impressc, pelos termos moderados mas dignos
com que est escripia.
A primeira nota russa, qae diz respeiU a circu-
lar blgara pedindo aos agentes diplomticos es-
trangeiros que intimem os subditos dos paizes que
representan) a que nao se intromettam as el-icoes
blgaras, respondeu o governo nos seguintes
termos :
- Muilos estados eentre ellos a Russia, sao jus-
tamente ciosos dos direitos de proteceo aos seus
subditos domiciliados em paiz estrangeiro. Na
applicaco desse direito sucede muitas vezes le-
vantarem-seconflictos entre as autoridades consu-
lares e as autoridades blgaras, principalmente
por causa de serem postas iramediatamente em li-
berdade os subditos estrangeiros compromettidos
em deiietos policiaes ou de ordem publica.
Foi para evitar taes conflictos que o ministerio
promulgou as previdencias a respeito dos estran-
geiros qne desobedecessem a le sobre eleicoes.
O representante russo concordar em qae para
se inauter a ordem e seguranza no paiz necessa-
rio que a aeco da autoridsde nao sej a eatornada.
n De outro modo sera neeessario que os repre-
sentantes estrangeiros se obrigassem a providen-
ciar contra os subditos dos seus paizes que des-
obedecessem s leis dos paizes onde residissem.
A ras posta accrescenta qne o governo blgaro
est convencido, de que o gabinete russo, < infor-
mado agora acerca do assumpto que motivou a
sua not, approvar as razea que levaram o mi-
nisterio bolgaro a dirigir a circular a todos os
representantes estrangeiros, razoes corroboradas
pelo facto de na ante vespera das eleicoes um
graude numero de estrangeiros chegados a Sofia,
teren. promovido o alarme nos bairros mais popu-
losos. Quanto as censuras feitas pelo general
Kaulbars, a resposta diz que os ministros bl-
garos s podem receber as censuras da representa-
cao nacional, como est estabelecide em todos es
paizeo constitucionaes.
A resposta do governo blgaro segunda nota
enviada por ordem do geueral Kaulbars, a se-
guinte:
a Deca rou-me, na sua Nota de 28 de Setembro,
que as eleicoes feitas n'esta data Misa consi-
deradas pelo governo i._ .erial como illegaes, isto
, como contrarias s leis do principado. Como
esta nota nao indica nenhum texto de le demons-
tiando esta illegalidade, p-rmitta-rae que expouha
as rases que, aos olhos do governo blgaro, es-
tabelecem o carcter legal das eleices em ques-
tao.
Nao ignora que o tratado de Berlim estabe-
lece a base da existencia poltica do principado,
que estipula igualmente que urna assembia na-
cional ser convocada em Tirnova para a elabira-
co de ura* constituico, que servir de baso ao
direito publico interior do paiz. Esta Constituico
que foi, com efleito, elaborada sobos auspicios do
coinra83ario imperial russo a appprovadi pelos
representantes das potencias, o fundamento de
toda a lei blgara.
Aseim, bem longo de contestar de nenhum
modo a I galidade d'este acto, o governo imperial
tem mais de urna vez, e de urna maneira olficial,
tfatcraunhado, pelos seus agentes na Bu gana, o
des-'j | de ver em vigor a Constitaico blgara.
O art. 43 da Constituico estipula quo o prin-
cipado blgaro ser goveruado strictamente pelas
leis qne torera feitas e promulgadas ras formas
indicadas na presente Constituidlo.
Por conseguinte, para eatabelecer a legali-
daie ou illegalidade das eleicoes qus se realisarem
recentemente, neeessario reponir-sc s leis es-
pociaes qoe regulam a materia.
Ora, segundo o art. 25 da lei eleitoral, as elei-
co-.-s sao verificadas pela propria assembia nacio-
nal, juiz nico di sua regularidade e validade
tamoem.
Mas, se lhe nao dado prejudicar urna questao
que depende da competencia exclusiva da assem-
bia nacional, o governo blgaro cu", no que res-
peita cua aeco, ter-se manado nos limites dos
seus poderes e attribuicoes coavocando oa colle-
gi is eleitoraes para o dia 28 do mez ultimo con-
forme com o desejo ltame,.te expresso peles re-
presentantes do pavo, na sua recente sesso ex-
traordinaria.
Peco-vos, pois, que submettaes as consider^ces
precedentes ao vosso governo, que, quero espe-
rado, se dignar apreciar as raz-.-s que levara o
governo blgaro a olhar como legaes as eleicoes
de >que se trata.
O general Kaulbirs dirigi ao governo blgaro
urna nota em que protesta contra o procelimento
das autoridades blgaras para com os subditos
russos residentes na Bulgaria, macau lo de que,
se taes fastos se repetirem, sooreviro as mais
graves coosequencias.
A terceira nota o ministro dos negocios estran-
geiros da Bulgaria, respondeu que nao cabia ao
governo responsabilidade as desordene do dia
das eleicoes, que tinham sido provocadas por gente
do campo, que fura por se sob a proteceo do con-
sulado da Russia.
Um telegramma de S. Petersburgo diz qun foi
completamente p ista de parte a idea da oceupaco
d-i Bulgaria.
A attitude. enrgica do gsverno blgaro coinci-
dindo com o triste resultado da misso do general
Kaulbars, contribuiram de certo para o retrahi-
mento das ameacas da Russia. Era S. Peters-
bugo as intrigas e as violencias do g.meral Kaul-
bais produziram a peior impresso. Por emquanto
o que parece serio por agora que a Russia pz
de parte a idea da oceupaco militar da Bulgaria.
As informales dos jornaes estraogeiros, in-
cluindo o Aord, que recebe inspiracois do governo
russo, confirmara i que cima deixamos dito acerca
do revez da misao do general Kaulbais na Bul-
garia.
O Nord, para explicar o acolhimento nadasyra
pathico, feito ao general Kaulbars, diz que foi de-
vido s precauces e s intimacojs da policia. Ac-
crescenta que a Russia est no firme pioposito de
nao renunciar influencia que pretende ter na
Bulgaria. A Russia, diz aquelle jornal, julg.i
ter o direito de nao permittr que se transime
urna obra que sua : e nao entregar aquelle pa-
vo resgatado custa de grandes sacrificios, aos
especuladores polticos de Sofia. Julga tambem
de seu direito nao permittir que ardilosameote so
transformen) em hostilidade os sentimentos de af-
fei\-o e confianca que o povo blgaro dedica
Russia. De aecordo com os seus alliados pode es-
culber a hora propicia para fazer validos os seus
direitos. Tauto os seus amigos, como os seus ini-
migos podem estar certos de que a Russia ba de
dizer a ultima palavra no aesumpto.
Destas ameacas, que pelos precedentes de ou-
tras sao pouco para temer, v se que os jornaes
simi otficiaes da Russia, contessam o revez soffri-
d) pela poltica do imperio nos negocios da Bul-
gana.
Entretanto o governo blgaro contina a raan-
ter a maior firmeza para com o gabinete de S. Pe-
tersburgo.
A situacao da regencia blgara realmente dif-
ficil. Resistiodo s iudieaco:s, ou s ordens da
Russia, toma a responsabilidade do rompimento
das relacoes com aquelle imperio; submetteudo se
s imposicoes do general Kaulbars, corre o risco
de provocar manifestacoes violentas dos adversa-
rios da Russia, que sao numerosos. Alm dis>o,
no exercito blgaro existe descontentamente a res-
peito do gov rao, e no proprio gabinete nao reina
o melhor aecordo. Os dous regentes, os Srs. Ka-
ranelofi e Stainboul.,fic, nao esto na melhor har-
mona a respeito do prooedimento a seguir com re-
laco Russia. Emquanto o primeira, contra a
opiuio de todo e governo, entende que se deve
evirar por todos os modos o rompimento com a
Russia, o segundo, depois de tai em principio
pensado como o seu collega da regencia, inclinou-
se depois para o parecer da maioria do goverao.
Nestas circumstancias possivel que rebente
lilgum movimento militar que derraba o goverao e
que o substitua por urna regencia presidida pelo
Sr. Kareneloff, mais favoravel s vistas da Rus-
sia. Esta hypothese seria talvez a que evitasse <
Russia a oceupaco da Bulgaria, que nem a Alle-
manba nem a Austria veriam com bons olhos de-
pois dos reiterados protestos do goverao do' czar,
de qus seria sempre pacifica a sua intervenco na
Bulgaria.
Chegou no dia 20 SofiaGabdan-effendi. Diz-se
que vem insistir com o governo blgaro para
adiar a abertura da grande assembia. Todos os
membroa da regencia e os ministros se preparam
para ir para Tirnova. O general Kaulbars devia
chegar a Sofia a 22, p.ila inanh.
A sede do goverao blgaro transferida de So-
fia para Tirnova emquanto drarem as sesses da
grande asserr.bla. Corre qie o general Kaul-
bars, logo que regressar Sofia, quebrrr as re-
lacoes com a regencia e sahir da Bulgaria com
todo o pessoal da regencia russa. Em todo o caso
o regente da Russia nao ir para Tirnova.
O Standard receia que 03 representantes das po-
tencias nao acompanbem o governo blgaro para
Tirnova, em consequencia da circular da Russia,
que nao reconhece a validade das eleoSes para a
grande Sobrani, e quo por tanto o represen-
tante da Inglaterra se veja all sesinho.
Confirma-se que a Bulgaria consmtou as poten-
cias sobre a candidatura do principe, que ha de
succeder a Alexundre de Battemberg. Diz se que
o candidato o principe Fernando Coburgo Gotha,
oificial do undcimo regiment dos hsares aus-
tracos.
Um jornal blgaro refere o pavoroso drama euc-
cedido em Dubnitza no dia da eleico para a
grande assembia, quando se travou o couflicto
eutre os dous partidos. Os partidarios da 3u3sia,
que eram mais fortes, trucidaram os dous deputa-
dos eleitos : um delles foi esquartejado, c ao ou-
tro di'ceparam a cabeca, que depis espicacaram
com facas. O sub-perfeito e um professor foram
tambem assassinados e depis cortados em peda-
eos, sendo estes arremessados ao rio. A polica
de Pbilippopoli predeu, na noite de 16, os ch. fes
do partido da Russia. Nao se sabe pira onde fo-
ram levados. O consulado da Russia estovo essa
noite guardado militarmente.
Correspondencia do Ufarlo de
Pernambuco
PORTUGAL Lisboa, 23 de Outubro
de 1886
Os jornaes, por falta de assumpto, esto de urna
sernsaboria incrivel. Bem vejo que nao pode ati-
rar pedras aos telhados do visinho quem os tem
de vidro.
Mas que querem ? Estas missivas sao o re-
flxo de toda a nossa vida publica durante alguns
dias, e da vida publica de oito oo dez da-\
de um paiz, como este, onde os successos da po-
ltica xterna pouco interesse inspirara nao se
apura muitas vezes seno com que encher alguns
quartos de paprl do magro noticiario. Depois, o
que mais fornece assumpto imprensa diaria sao
os -rimes, infelizmente, bem communs, roubos,
fraudes, aas>catos moral publica, uiaas tantas
facadus por semana, uns tantos suicidios por mez,
assassinatos aleivasos, atropellameutos fatuos ou
ligeiros etc.? einliin tudo que a polica for::e-ee
diariamente s ucharias do jornalismo barato, e
que este serve ios lei toros, s horas em que os
leiteros e padi-iros destribuem pelo3 domicilios os
mais vulgares elementos do almoc indgena. Ao
cahir da noite, quando oo sobreditos padeiros e os
sobreditos leiteiros i os b tem pirta sollicitos era
trazer-nos o men do cha patriarchal e davclassi-
cas torradas, na tuinas no?turnas vera introduz'r-
se-nos Isurrateiras por baixo da porta com o habi-
tual forneeimento de c;isos policiaes, de p?ssoas
nne saliera -:c Lisboa para as praias ou que re
gressam das villegiaturas cu das que ainda nao
perderam o costume de fazer annos e de fazo!-o
constar a toda a gente pelos jornaes.
De todos estes elementos que tero um certo
valor paro i coscovilhicc csseira, claro que nada
se pode joeirar que interesse aos leitores transa-
tlnticos.
Restara as polmicas, os chamados artigos de
fondo dos peridicos polticos, isto de todos pir
que da poltica todos elles se oceupam mais on
menos.
Quantos res de tinta nao corren) n'esta uz
fama ingrata de se denegrirem uns nos outros se-
gundo as suas atlVices partidarias.'
E valcr apena levantar d'essa arena os frag
montos nmolgados com que pelejarain ?
Raras voz-s. e principalmente quando, coco
agora, na ausencia do parlamento, o governo se
cucarregou de substtuil o com urna iniciativa
dictatorial que uns applaudirara << outrance e que
outros condemoaram a carga cerrada sera se re-
cordaren) dt que n'ease cartorio teem iguacs e
irais numerosas culpas.
V. realmente. O que se havia de dizer dos actos
dictatoriaes do gabinete, j se -ss-J pi ou contra.
em todos os ton?, desde a declautacao ttrica e das
jeremiadas plangentes at aos sarcasmos audazes
quo ferim como pnahaea de dais games, se as
pessoas contra quem taes golpes foram vibrados
nao estivessem inoroilinente blindadas.
Tambem elles, quando os seus adversarios vo-
lavam a constituico do Estado c assaltnvam o
capitolio da legalidade bradaram como gansos
atroando cos e trra.
E com tudo, logo quo se Ibes offereceu o pri -
meiro eusejo favoravel, nao recuaram parante o
attentado e invadiram a inviolabilidade constitu-
cional com a mesura sem cerimonia com que os
seus emules o tinham feito, invocando como elles,
evi lente, a suprema razo das conveniencias
publicas.
Foi decretado qne no da 14 de Novembro pr-
ximo, e na conformidade do novo cdigo, se pro-
ceda s eleicoes administrativas. E' urna lucta
eleitoral de que depender o exito das eleicoes
polticas logo que as cortes forem dissolvidas e se
trate da escolha de deputades... da naco, ou
para melhor dizer, dos partidos.
J se levantara clamores as folbas pregressis-
tas, de que os regeneradores, por indicaco do seu
chete, o Sr. Pontee, se esto adiando para as elei-
coes administrativas com os republicanos.
O mesmo exactamente que, em psridade de cir-
cumstancias, os regeneradores diziam dos pro-
gressistas.
Portante nao sao novas cssas tiradas trementes
de indiguac> monarchica a proposito de urna col-
liso qae os incriminados negam aos ps juntos,
exactamente com a mesma vivacidade com que os
pregressistas desmentiam anlogas accusac,oes dos
seus contrarios, os regeneradores.
No mcio de tudo isto, o indifierentismo geral
nao tem de quo adrairar-se nem se commove. I
As listas que se deitam as urnas vio quasi
todas era virtude de condescendencias pessoaes.
Urna parte porque se obedece a influencias da
localidade e se esperara meihoramentos para ella,
que interessam a muitos ou porque se tem em mira
algura accrescentaraeato iniividual.
Nao a rhetorica apocalptica do jornalismo
quem faz as eleicoes, creiam.
Os protestos dos citholicos da India contra
as clausulas da coneordata ha pouco celebrada en-
tre a Santa S e Portugal para a fixaco da jn-
risdieco espiritual do arcebispo de Ga, vo
apresentaudo cada vez maior importancia.
Logo que appareceram as primeiras reclama-
res contra a nova jorisdiccao ecclesiastica pro-
veniente da concordata, julgou o governo portu-
guez que taes reclamacoes nasciam, porventura,
da falta de um conbecimento exacto do que fura
estipulado com a Santa S e entendeu, por con-
seguinte ser indispensavel dar a maior publicida
de ao texto da concordata, quer em GSa, quer as
provincias da India Ingleza onde at agora o ar-
cebispo de Ga exercia os seus diieitos primaciaes
sobre o clero catholico.
O resultado, ao coutrario do qne o governo es-
perava, toi recrescercm as reclamacoes por parte
dos povos que a concordata da jurisdiccio da
igrejade Gi e quedeclaram hoje, abertam nte,
nao se querexem submetter a direta jursdioco da
Propaganda fide.
A prepeia imprensa governamental comeos,
poif, a apoiar esses protestos o a reclamar a re-
visti da ultima concordata.
Com que especie da acolhimento ser receido
em Roma o pediao da reviso da concordata pelo
goveruo portuguez, quando certo que ao Vati-
cano tanto custou a fazer as coocessoes e trausi-
gencias que o nosso governo delle obteve ltima-
mente ?
E resol ver-se-ha o ministerio actual a ajresen-
tar esse pedido Santa S ?
A questao das mais serias.
Teimam os jornaes da opposico que houve
um tal ou qual conflicto eutre o ministro da guer-
ra e o da fazenda, a proposito da collacaco de
officiaes do exercito nos coramandos dos corpos e
corapanhiaa ia guarda fiscal, do que,oppounamen-
te Ihes fallei.
Fundam-se para isso n'um decreto em que ulti-
raanwnte pelo ministerio da guerra fazfm sahir
dos quadros do exercito os officiaes que esto ser-
vi ndo nos corpos da guarda fiscal ou no tetado-
maior da fiscalisa^o aduaneira.
O decretobofetada, a epigraphe urbanis-
sima e aprimoradamente cortea com que as tolhat
regeneradoras designara csse acto do Sr. Visconde
de S. Januario.
Esfalfam-se as folhas ministeriaes em affirmar
que em tudo reinou sempre o mais perfeito aecor-
do entre o Sr. conselheiro Mirianno de Carvalho,
ministro da fazenda e o seu collega da guerra.
Alguns peridicos da opposico dizem esperar
que, at qu" o Sr Visconde de S. Januario re-
gresse da digrcsso em que anda pelas provincias
se encontr um expediente qualquer para attenuar
a supposta deaintelligencia entre estes dous mem-
bros do gabinete.
Continua a dizer-se que a dissoluco das
cortes Ber decretada sinda mesmo em Dezembro
d'este anno, por modo que as eleicoas gerans vi-
ro a effectuar-se era Janeiro, porquanto a nov*
cmara segundo as prescripcoes da carta co isti-
tucional devem abrir-se dentro de 60 dias conta-
dos da data da dissoluco.
Parece-me que a imprensa da opposico se en-
gaa, e que as cortes sero abortas em 2 de Ja-
neiro, que o prazo preceituado pelo nosso cdi-
go fundamental, e que, logo em seguida sua
abertura, sero dissolvidas, o que dar mais tem-
po para 830 ao g.veroo para ir preparando a vic-
toria eleitoral, que deve, em grande parte basear-
se no resultado das eleicoes municipaes e dis-
trictas.
Est-se tratando da projetada converso de urna
parte da divida da cmara municipal de Lisboa.
A somma que deve ser objecto da converso
eleva-se a 3,%0 eontos de res (fortes) ou 2J ma-
lhues de francos.
A opsraco de ver efTectuar se por meio da
emisso de um novo emprestiino cujo proiucto
ser destinado ao resgate da divida convertida.
Muitos pretendentes diz o Jornal di Commercio,
prepriedade do Sr. Henrique Burway, opulento
banqueiro belga a quem ltimamente foi dado o
titulo de conde), muitos pretendentes se teem j
apresentado para este novo e-nprestimo e hoje
mesmo, 21, a munieipalidade rect-beu urna decla-
rado proveniente do Banco Allianca, do Porto,
e da casa Henry Burnay 6c C, da nossa praca,
garantindo em nome e por conta d i um oyndicato
nacional e es'rangeiro o tomar, em concurso, os '
ttulos novos a 4 por cento amortisaveis em 90
annos, a um preco superior taxa de 73 1/2 por
cento, pela qual se roncluio na ultima primavera a
operaco de emprestiino tratada com o B meo de
Darmstadt e seus consocios.
Em mais de urna occa.io a cmara municipal
de Lisboa tem declarado nao querer tratar de
operaco^s finvnceiras sem coacurso publico.
Nao tardar pois a voroocao do municipio lis-
bonense e a annunciar a abertura do eoncurso
para o emprestimo de que se est tratando
agora,
Em todo o caso, desde j e em consequencia da
garanta cima referida a munieipalidade est
certa do resultado vantujoso da op"raco, porque
a taxa garantida faz com que o emprestimo saia a
menos de 5b/3, isto a ura juro muito maisfavo-
riivl do que aquelle a que o gov>rno portuguez
tratos recentemente.
Oa Srs. Alfredo de Oliveira Souza Leal e
Souza Lira & C1. submetteram ba poucos dias a
approvayao do govrruo urna propesta, que tem por
tira satisfazer a uina necessidade publica sem
maior^s sacrificios para o tbesouro que nao si-jsm
largamente compensados.
Tratam os proponentes de cstabelecer mais urna
carreira mensal de vapores da metrpole a An-
gola, tocando era outras provincias ultramarinas
onde csse servico se possa fazer sem pr.j.iizo da
rapidez da viagem entre os dous pontos indi-
cados.
Este, urgencia foi reconhecida por toda a ira-
prensa que mais particularmente se oecupa dos
awmnptoa coloniacs, toado a propria Assoeiaco
Commeicial de Lisboa represen-ado nest; s- nudo
aos poderes pubiieos em 2 d- Novembro de 1885.
Tambera nao Batistas a todas as exigencias le-
gitimas do commercio que o servico entre L-sboa.
e .Vfucambifiie continu a ser feit> por una com-
panhia cstrangeira, que, nao obstante tira valioso
subsidio, traz tora nte a este porto um vapor em
cada m>-z, il-moraiido-se cote apenas algumas
tacas e cora taes restriccoes no espigo disponivcl
para, as cargas do paiz que nao sao raras as re-
clamar-oes e queixas dos carregadores.
Em coaaideraco a estes dous tactos principaes,
os proponentes jnlgam que ser de graude presti-
rao d ira o commercio eutre a raetropoles e as uos-
sas duas fricas Occidental e Oriental ;
lo -Urna segunda carreira mc-isil do continen-
te a Angola ;
2eUrna carreira mensal do continente a Mo-
zambique, por Angola ligando estas duas provin-
cias ; e que esse servico ser anda de maio-
apreco se um einprebendimento de tal vulto fr
levado a cabo por urna compauhia nacional e com
vapores de grandes dimensoes, sppropriados na-
vegaco em climas queutes como os de frica e do-
lados dos machnBmos mais modernos que ^aran-
tam a mxima veloeidade em transportes destina-
dos ao commercio colonial.
3 proinnentes resol veram que o priineiro ponto
desanida dos vapores sej* do Porto, porque nao
ha razo alguma que justifique o estar p ir mais
tempo aquella prae.* segregada das reclamacoes
mercanca coo> as nos3as duas fricas, pelo que o
norte do paiz de"o lucrar altara nte,
A compauhia denommar-se-ha Mala Real Por-
lugueza, tendo a sua sedo em Lisboa, e obrigando-
sc a tazer o servigo de navegaco entre o Porto
e as duas fricas portuguezas com o seguiute
material e com as bases que se seguem :
IaO capital da companhia ser de Ib........
600:000, ou seja 2.700:000*3000.
2A 1* serie deste capital Ib. 350;000, ou
1.575:000*000.
3"Quatro vapores sero destinados ao servico
entre a metrpole o as duas fricas, vapores de
ac, coastrueco moderna com os mais aperfeicoa-
dos meihoramentos, de marcha nao inferior a 12
mhas por hora e lotaco nao menor de 2:000 to-
neladas.
4aEstes quatro vapores sero destinados :
a urna carreira mensal, entre os seguintes ponto?.
Porto, Lisboa,Punchal,Cidade da Praia,
S. Thom, Cobrada ou Congo,Loanda,Novo
Redondo, Benguella, Mossamedea, Cabo da
Boa Esperanea,Lourcnco Marques.
'Dous vapores de lotaco nao inferior a S00
toneladas, sero destinados ao servido dos seguin-
tes portes :
L Hirenco Marques,Inhambaue, Chiloane,
Q lelim i.ie,Mozambique,Ibo.
6*Transporte gratuito de vinte colonos em
cada viagem da metrpole para o porto de escala
que o governo destinar.
7*Transporte gratis em primeira classe, de
um fiscal do governo.
8" -Reducjo de 35 (0 na tabella do3 fretes da
compauhia, para os pasaageiros e frotas do estad
para as duas fricas.
9aA tabella maesa indica es fretcs que a
companhia cobrar.
10*A companhia que os supplica'ntes organi-
sarem, receber do governo de vossa magestade
um subsidio anuual de 160:0003003 (fortes) pelo
tempo de 12 annos.
lia_Oa 135:000*000 (fortes) tambera annuaes
pelo tempo e 15 aunes.
Os proponentes teem j reunidos todos os ele-
mentos indispensaveis para a realisaco do seu
pensamento, podendo provsr com os documentos,
que superiormente Ihes forem exigidos, que dis-
pera dos avultados capitaes qne urna empreza de
tal ordem reclama, assim como que possuem pro-
jectos e modelos dos grandes vapores, do certo os
maiores que vo navegar pela primeira vez com
bandera nacicnal, eutre metrpole e as suas mais
ricas provincias ultramarinas.
Os proponentes duem em sua petico ou pro-
posta dirigida ao governo que nao sao exagerados
as suas pretencoes, visto qoe, custando a actual
navegaco, que insufneiente, para Mozambique
a somma annual de 72 eontos de ris (fortes) ou
16:000 libras sterlinas, a dlfierenca a mais que se
pede apenas justa remuneraco dos sacrificios a
fazer para urna nova carreira entre o conti-
nente e Angola, com vapores de grande lotaco e
dos mais aperfeieoados systemas, e a ligaco de
Angola com Mogambique, o que tudo representa
um melhoramento de subido valor.
A proposta datada de 14 do corrento mez de
Outubro.
Pelos Srs. Souza Leal e Souza Lara & C, ini-
ciadores da nova empresa de navegaco, foram j,
apresentadas ao ministro da marinha as tabellas
dos precos da passagens o transportes, basa d
contracto que porventura so realise para a nave-
gaco a vapor entre a metrpole e as posseaeoes
portuguezas da frica Occidental e frica Orien-
tal.
O Sr. cbnselheiro Veiga Beiro tendo j \ con-
cluido as suas provas no concurso para o lugar ya-
go de lente de direito commercial no instituto in-
dustrial de Lisboa, provas em que mostrou gran-
de solidez de conbecimentos, sendo votado pelo
jury do concurso com distineco (abstendo-se de
votar um des antes d'aquelle estabelecimento que
ainda seu prente) reassumio as funecoes de mi-
nistro dos negocios ecclesiasticos e de justica, de
1
j
V 1
i

*
CKD


Diario de PernambucoSexte-feira 5 de Novembro de 1886

I


qua se affastra par olgun3 da para dar aquellas
provas.
Apezar d n-gun detractores ao precdante sin-
gular de uin oiaado qu< ministro de estado, ir
a am concurso de um lugar du magisterio, a qua
si unaninid.ide dos joraaes, de todas as cores e
parcialidades tein no npptvvado. sndo principal-
anete spplaudido o procedimento do Sr. Veijfa
BeirSo por dar to tranco documento de qae nao
quer fazer da poltica modi de vida, nem preten-
de tirar provent >s d t sua alta mas transitoria po-
sieito nos conselhos da cti.
O Jornal do Commercio, u'uio artiga publica-
do hontem e que g.-ralmento se attribuc a penua
austera di Sr. cinselheiro Antraio de Serpa P-
mentcl, director poltico d'aquelia folha, cscreveu
sobre o assumptj estas palavras, inauspetissimas
porque a poltica proiessada por aquella Ilustre
publicista contraria a que representa m gabi-
nete o Sr. Veiga B-irai :
O Sr. ministro da justica Veiga Boirio abun-
doii'ju por alguna das as sua* fuuccoes de minis-
tro, e foi, como candidato legal e nico, que era,
satas i ii t ministro, a urna cadeira do Instituto
Industrial, aprosuit ir-i.e ao exarae, perante o ju-
ry d'aqnclla escola,
o Alguns jornae3 da oppjsici, tem negarein a
I competencia da pessoa, c.usuram o proc-'dimento
d > ministro Nj louvaiaol-o.
E.' mau partir de principios absolutos em as-
sumpt-s cui que tudo e relativo. O mesmo proco
dimonto pode ser avaludo de tnancira d.versa,
conforme a poca, o paiz e as circunstancias,
conforme o meto, no sentido que a pbilosopbia ru
dorna attribua a esta palarra. N'outras crcuais-
rancias e toado competidores, era censuravel que
um ministro f. sse competir coui elles, valendo-S'!
da sua elevada poiicao, p>rque poda haver a eus-
peita de que a innegavel influencia d'ella torn.is-
sp a c mpeticao desigual, c o concurso Ilusorio.
Mas nao e este o caso de que se trata. Er. o mi-
nistro o nico caudidato legal habilitado) e diio-se
outras eircumstaueias importantes da poca o da
occasio. Quando os goveruos, anda sern dicta-
dura, dispoem livreineuts de multes empregos pu-
blico?, sein a necessiaade de concursos nem deha-
bilitacoes : quan'io dispo-'m, repetidas vezes des-
t '3 empregos, que a lei declara de livre co nea-
co, em tavor de amigos pessoaes o piliticos,sein
dotes nue os recouunendera, sem habilitado 's, sein
tirocinio as carreiras publicas, preterindo auti-
gos e habis funecionarios, e abusando da laten
Vlo da le, que sbente faculta a livre asa l lia.
para que u ministro possa escolberos mais dignos;
quando -ha quem entre n vida poltica sem ae*
uhumas conviccVs polticas, e s pira obt r um
bom empreg do favor ministeri .1 ; quando se pro-
cura obter uina posicao poltica para uto. e p ira
outras coisas muito peiorat; nestas c:.rcumstaiici3s
o proeediinenco do Sr. raiaistro da Justina deveser
elbado a urna luz especial. O lugar tMM elle pro-
curou obter prlas suas habilitado s, pelo sen cs-
tudo e pr um concurso publico, um lugar muito
lio iroso, mas mod'-sto.
o Na sua p 'sieao poltica, poda obter dentro de
poueo lampo um raiurgo miis bem rea.uuerado,
se a poltica fosse para elle um nioeuaouma
conviene, que pode ser errada, mas qie 6 hon-
rada.
Nautas cireumstiiiicas e por eaus desta* cir-
cumstanciis, louvaoios c applaudiin m.ntj do Sr. ministro da justica. Ha,aaeaai8ai e.r.
que a huuestidadc, qu um simples deve', se
torna urna qualida le. E' esta qualidade que ap-
plaudiinos .
Cheg u do Brasil a compautiia do theatro de
O. Mara II qje all f ri ein t-xcurso artstica,
bem Boom os artistas do th-atro Principe Real.
iiije reabre o theatro de D. liara II com a re
prise da Jyonisia
Tambem chegm no mesmo vapor o Sr. conde
de S. Salvadc. de Mattosinlios a quem os uossos
compatriotas que ah t.n ido sao devedores de to
subidas finezas. A imprtnsa de Lisboa un.nime-
uaente celebra a ehegacU de to prestante ouei-
Uado.'
Na igreja de Mattosinhos (PortoJ ser celebrado
uai Te-Deum quando allichegar o Sr. couie.
Prepirain se anda outros festejos.
Sr. Viera da .--Iva currespoudente do Paiz
tambem vi) na mesmo paquete.
Creio ter-lhcs ilito que suecumbio a ama tsica
de laringe o Sr. Quirino Chaves um dos antigos
redactores do Jornal do Commercio.
Alm de grande numero de deliciosos folbetna,
ana assigmie* com o modesto pseudonyino de Joao
Ni yuem, deixa um iivro em qua parte d'esses fo-
Ihetins foram colligados pouecs mezes antes da
sua morte. Intitula-so o Iivro, se bem me recor-
d. Xos Campos e as Veigas.
A morte de Quirino Chaves, que de humilde ty-
pographo que era, chegou a ter um nome entre os
nossos mais laureados jornalistas, dep'is de ter
tido por mejtre < s fallecidos Antonio Augusto Tei-
xe'ia de Vasconcellos e Visconde de Cttilho, de
quem foi secretario por algum tempo.
Quiriuo Chavea tinba nm pequeo emprego.
Morreu pobre.
No dia 15 do corrente foram abertas com so-
lemnidades as aulas do Lyceu Central de Lisboa.
Pronunciou um discurso adequado ao acto Luiz
Felippe L-ite, vice-reitor. Este discurso toi pu-
blicado na sua integra no Commercio de Portugal
de l, de cuja reiacco taz parte.
DcU aute-hontem entrada m ministerio das
obras publicas afim de ser approvado pelo governo
o projecto do novo camiobo de ferro americano,
com traecao a vapor, cutre a estar de Torres-
Novas a Alcanena.
A extensa* da I:ch3 de 21,k2GO, sendo a via
do systema Vignol.
Comprehender tres estacoes de primoira classo :
una junto da estacao do caminho de ferro do nor-
te e leste de T>.rres Novas; outra na Villa e ou-
tra em Alcanena.
Alm d'isso haver mais quatro estacos de 2
elasse em lt'achos, Lopar, Ribeira c /ibrera.
Este melboramentj iniciativa particular.
Oxal que seja imitado por outras localidades com
o que jiuito gaoharia a agricultura e a industria
nacional.
A pripc3ito de um telesramma de Londres
transmittido pela Agencia Havaa de ter o csar
assassinado com um tiro de revolver o conde Iieu-
tern, escrevia hontem As Novidades de Lisboa, o
aeguinte :
Parece-noe que nao tem n minino funda- .
roento a noticia que a Agencia lltvas communica inoras
com rtspeito ao Cz&r>
o Procuramos lnforma^oea do pr.prio ministro
que aqui representa a Russia. O Sr. Fonton de-
clarou-nos que nao recebeu do scu governo nenhu
ma noticia, que tenba relacio com tal aconteci-
menlo. Alm disso,a aftirmaca de que o cznr
matara o conde Reutcrn completamente invero-
smil, pas que sua magestade imperial nunca usa
arma de rogo comsigo, e ttaz apenas o sabr do
s"u uniforme.
i O telegramma do correspondente do Daily
Chronide sem dnvida forjado por suggestoes das
lili mili, que jogatn sommaa importantes uos fun-
"d s russos.
Tambem n.-s nao consa que no ministerio
03 negocios cstrangeiros se recebesse qualquer
telegramma tl2ci.nl, que conrmu o da Agencia
II ivas.
* Vai, pois, a noticia com todas as reservas d'um
canard.
Seguio o telegramma sensation, que a estas
horas dever ter feto o lour du monde.
Parece estar livre de perigo o Sr. Visconde
de S. Marcal que chegou a ser sacramentado, inspU
rando o maior cuidado aos seus amigos.
Foi ncmeado sub-director do miuistcrio dos
negocios estrangeiros o Sr. conde de Sabugosa.
Este fidalgo rene todas as quahdades de intolli-
gencia c de carcter para dignamente se desem
penhar do cargo importante para que toi Ho-
rneado.
E boje coite o grande concert inaugural
des-a poca no^Club Dramtico Musical, fia 20
nmeros, o que excessivo para urna noite. Can-
tam as mais distinctas amadoras e amadores : os
Ciros orpheonicos esto muito bem ensatados.
No dia 2S iuanjura-ae a poca de S. Caries
com a Gioconda de Ponchielli.
Supplentes
Ni. 124, 125, 126. 127, 131, 132, 133, 134,136,
137, 138,139, 141, 143 e 144.
3." anuo
Ns. 10-', 103, 101, 103, 106, 108,110, 111,112,
113ell4.
Supplentts
Xs. 115. 116, 119. 120, 123, 124, 125,126, 127,
129, 130, 131 e 118, aoqual s taita exame de di-
reito civil.
4 auno
Na. 84. 86, 87, 88, 89, 9(t, 91, 92,93, 96 e 97.
Supplentes
Ns. 99, 103, 101, 102, 113, 101, 105, 106, 107,
108,109 e 110.
5". anno
Hi. 82. 83, 84,85, 86, 87, 88, 89, 90, 91, 92 e
.'o.
Supplentes
Ka. 95. 96, 97, 98, OJ, 101, 102,103, 104, 105,
106 e107.
Exame tlt francez O resultado dos
exame* de hontem toi o seguiutc :
Chamados 20
Continua de semana o Sr. mordomo Manoel de I (uiseppe Petruccio, Petruccio Franeevco, Cbis-
Souza Asevedo Pires. | pelfa Luitri, Doria, De Semone Brasi, G. Milleet,
Approvados plenamente 5
Approvados simplesmente 4
Reprovaio 1
Nao foram admittid.is ao exime oral por terem
notam na prova escipta 10.
Iloje sero chamados 25.
Tiicatro d Varlt'tladftM Teve ante-
hiutein lugar peste th-atro o 7o especr.aculo da
compauhia de opera comisa, que actualmente se
acha traballiindo nesta pida le.
A apurada escolha que tem feito a companhia
das opereta-, vanddivilles etc., lhe vio graugean-
do as sympathias do publico, o que se prova com
as chmalas scenas dos artistas e os pedidos de
Sao porm dignos de mensaoe dos maiores ap-
plauEos.Mrs. Hooven, Garon Lavaliere.
Harte repentina Falleceu hontem de
madrugada, na casa de sua residencia, rua D.
Hara Caaar. parochia de S. Fre Pedro Goncal-
ves do Recife, Felicidade Mara da Concs(,-;la.
Avisada a autoridade policial competente, all
coinpareceu c m o Sr. Dr. J. Joaquim de Souza,
que, procedeudo exame, verifieou ter sido a cau
sa da morte da infeliz urna hemorrhagia pul-
mo lar.
Estrada de PapacaraCom o praso de
60 das, acha-se i. berta a concurrencia para a
construeco de um rainal de via-ferrea que cen-
duz-i de um das escacoes da ferro-via de S. Fran-
cisco (Caubctinho ou Po?o do Coelho). a villa de
Papacaca, passando por Palmeira de Garanhuns,
C^rrentes e Ligoa do Emygdio.
contracto, para o qual sero recebidas pro-
postas na secretaria da presidencia, ser feito na
eonformidade da lei provincial n. 1,871 de 31 de
Maio do crreme anuo, menos na parte referen
te garanta de juros de 7 /o sobre o capital.
Imiirenxa francesaRecebemos de Pa-
rs :
O n. 7, de 5 de utubro, do Jornal de Medicina
e Pharmacia, com este suuimario :
Boletim.A esp.'cialilaies pharmaceuticas no
Brasil.Simes d i Fonseea.
Clnica c'rurgha.Kisto liydatico do figado
pelo Sr- professor T>-clut.
Medicina legal.A respinsabiliJade parcial dos
alienados pelo Sr. profanar Ball.
Academia das Scicncia de Pars.Scsaao de 27
de Setemoro de 1836
Academia de Medicina de Pars iessao de 28
de Setembro de 1886.
Cbiuiica. Novas experiencias sobre a decotnpo-
sico do acido fluorhydrieo pela corrente elctrica,
riierapeutica.As grageas e o xarope de Gi-
b.-rt. -Dr. O. da Costa.Tratamento da coquelu-
che.Dr. O. da C st;.
Hygiene.A alinentaco da infancia.Dr.
Combes.
Pharmacia. Sob a pommada de precipitado
brauco. Pierre Vigier.
Revista dos jornaes de medicinaAs bebidas
aromticas pelo Dr. Dujardiu-Beaumetz.Contri-
buido para o cstudo das temperaturas periphen-
cas do homein no estado de saude e no estado de
m lestia pelo Sr. Emil Sebw ntz.
Instrumentos e apparelhos0 asprador-iojec-
tor do Dr. A. Buault.
Varia.4-Uia novo tebrifugo a antifebrina.
Pcrmulario.Tratamento da asthua, algodo
salycilado para os peusos uterinos, collutorio an-
tisptico.
Noticiario.Urna inovaco f-Jiz no encino cli
meo em Frauda.Novos professores em exercicio
na faculdade de medicina de Pars. i inortali-
dade da cidate de S. Laia do Maranbo.
N. 103 de 15 de Outubra, da ietiue Sud-
Amricaine, com este, summario :
La Rio de la Plata et le capital europen, par
L. Guilaine.L s territoires natiocaux de la li
publique.La 'ferr de Fea.Le pass el le pr-
sent de la Bauqne de la provuce de Buenos-Aires
(18221886), par L. Guilaina.Caurrier d'Ame-
rique.Revue couoinique.Revue financiere.
Arta., sciences ct faits divers.Annonc;s.
C No 223, de 15 de Outnbro, com este sum-
mario :
La soateur d'Escragnolle Taunay.M. B
Tlgrammes.Ecbos de parteut.Lcttre de Ro
de Janeiro (La questinu de la Nouvelle.Socit
des Forges et Chantiers de la Mditerranc
L'amendtment da snateur Bonitacio de Andrada
M. A. Prado et l'immigratiou). Liserb. Les
Terrea pub iques au Dlail.Alfred Marc
L'Expositicn de luz de Fora.Odui/el.Les Al
mauachs.Adnen Desprez. Nouvelles des pro-
vinces: Briil: Rio de Janeiro; Sam Paulo;
Babia; Minas Geraes ; Sauta Catbarina; Rio
Graude du Sul.- iievuo financiere.Revue com
incrciale. D. Noel. Mouvcment mantime.
Maisons lecommandec.Aunouces.
Vapor I u o Jucar'oi transferido de boje, 5,
para o dia 9 do corrente, s 5 horas da tarde, a
sahida d'estu vapor para os portos do norte, at o
Aracah.
Klnneiro O vapor A Francisco evou para:
Mossor 28:550000
Itlrectorla das obran de coaser*-
rn do* porto*toletim meteorolgico do
di i 3 de Nuvembro de 1886 :
Embarque. -No paquete francs Be-yl
embarcou hontem para a Babia o Sr. Augusto A.
Portella Filho, sub-empreiteiro das obras do pro-
longamento da ferro-via de 8. Francisco.
Club Coaumercial Euterpe.Amanh
este Club reala um sarao musical dancante, para
solemnisar o 1 anniversario da installaco da sua
philarmonica.
ArllHtaai Meebanlcoa e Iilberaea.
Hoje, s 6 horas da tarde, reune-se em aeseo de
assembla geral a Sociedade dos Artistas Mcha-
meos e Libaraes para diversos fas.
^Cb doCarpIna Observaces thermo-
metricas :
2 de Novembro
Huras Therm. cent. asp. do co Direcco do vento
6 11-
9 27-
12 30"
3 M-3
6 ag.
9 26
!I ii ; Fouquan e sua senhora, Adriano A. A.
Jordao, E. da Graca Pereira Jnior, Antonio
Goocalyes de Aaevedo e sua aeohrra, Fiorindo
T. de Carvalho, ana senhora, um filho e urna cria-
da, Antonio Vicente da Silva, Paulino T. da Coa
ta Leite, Augusto do Olivcira Maia, Forte Mi-
chtlle, Guiseppe Lanria, Vincenzo Lauria, Nicola
Cazenza, Domenico Pinella.
Sahidos para o sul no mesmo vapor :
Eugenio de Abreu, sua senhora, am filho e urna
criada, Monoel de Albuquerque, Jos Cavalcanti
Ribeiro Pessoa, Augusto Portella Filho e um cria-
do, Joao Seixas.
Proclaman de canamento Foram
ldos no dia 31 de Outubro e 1 de Novembro na
matriz da Boa-Vista os seguintea :
Manoel Augusto de Mello Reg com Irraina
Barreta do Mello Reg.
Eduardo Alfredo de Olveira com I*nez Alves
da Silva Accioli.
Bacharel Miguel Nunes Vianna com Olympia
de Pinho Borges.
Joo Manoel Mandes da Cuuha Azovedo com
Emilia Amaba dos Santos Porto.
Operaran cirurgicaFoi praticada no
hospital Pedro II, no dia 4 do corrente, a se-
guinte :
Pelo Dr. Pontual :
Urethrotomia interna pelo processo de Maison-
neuve reclama la por estreitainento fibroso da uro-
thra.
Hydrocele pela punco e cauterisaco de ntra-
t/de prata.
Extirpacao de uta kisto ceroso da face anterior
da p-roa.
Pelo Dr. Berardo:
Tarsorrbaphia com exciso ovalar da pelle da
palpebra, reclamada por tryebiasis.
Proclama* de canamentoNa matriz
de Afogados foram lidos no dia 1 de Noveabro,
os seguintef ;
Joao da Silva Telles com Emilia Carolina de
Barros Pereira.
Joo Nicolao com Ca-.harina Mara da Canec-
co.
Francisco Aleixo Jos de Sant'Anna com Mara
Luiza da Paixo.
Joo Francisco de Paula com Josepha Mara
Viera do Espirito-Santo.
Caaa de DetencaoMovimento dos pre-
6 22'- nevoeiro O
9 27 sol E
12 30o- ol E
3 31"- aol E
6 28 claro ESE
9 25oi loar ESE
Da 3
nevoeiro r.ullo
nublado E
sol E
ol ESE
claro E
luar E
4-nranliiiiin Escreve o nosso correspou-
dente em 2 do corrente :
Parti paia a prxima villa de Bom Conse-
Iho, no dia 11 do mez fiado, o Exm. Sr. D. Jus,
nosso amado diocesano, ap 15 dias de residen-
cia nesta cidade, em visita pastoral.
Anda na vegpera de sea partida para aquel-
la frejuezia, foi S. Exc. sorprehendido cem urna
esplendida manifestaco. Reunido grande nume-
ro de petsoas em sua maioria de senhoras e cava-
Iheros pertcncentes s mais distinctas familias
desfa cidade, levando em sua frente a banda mar-
cial e multas meninas conduzindo innmeras bau-
dcirolas brancas, seguio o cortejo para a casa do
Revm. vgaro Pedro Pacifico, onde o Sr. conego
Francisco Peixoto Duarte, em nome do poro oesta
boa trra, saudou S. Exc. em um lindo iinprovi
so, declaraudo a S. Exc. que aquella inultid > vi-
nba em piedosa romaria receber em despedida a
benco apostlica de S. Exc.
Muitisjimo CDinmo'>k'o, respondeu o illustre
prelado, agradecondo com pi'avras repassadas dejaos dodia 3 de Novembro :
profunda tristeza a migoa que lhe i u'aluiaao. Existiain presos 294, entraram 14, sahiram 3,
separar-se de um povo de quera sempre havia reo exisUm 305.
A saber :
Nacionae, 279, mnlheres 6, estrangeiros 8, es-
era vos sentenciados 4, procesjado 1, ditos de cor
reccao 7.Total 305.
Arracoados 273, sendo : bons 265, doentes 8
Total 273.
Nao houve alteraci na enfermarla.
* Loieria da provincia Quinta-feira, 11
do Novembro, ao meio dia, so extrabir a 9.* parte
da 1.a lotera em beneficio da Santa Casa da
Misericordia do Recite, pelo novo plano appro-
vado.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares ser leita a eztraccao
pelo systema da machina Fichet.
EiOtcriaA 9 parte da 1 lotera da provit?-
cia, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, pelo novo plano, cujo premio grande
100:00000,ser extrahida no dia 11 de Novem-
te, princir ando a extraecto ao meio dia.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa da Pcituna, rua Primeiro de Marco nume-
ro 23.
Tamhem acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera Kxtraorcilaria do Yplran-
sa -O 4. eultimo sortcio das 4. e 5." B'ries
desta importante lotera, cujo mainr premio de
15<):000O00, ser extrahida no da 20 de Novem-
bro.
Cordolina Mara de Sant'Anna, Pernambuco, 70
annos, viuva, Boa-Vista ; eachexia senil.
Manoel Ignacio Monz, Portugal, 42 annos, ca-
sado, Boa-Vista : ascite.
Antonia, Pernambuco, 6 mezes, 8. Jos ; lym-
phatico.
Luiza Leopoldina de Oliveirs, R0 Grande do
Norte, 24 annos, casada, Recite; pneumona.
Amelia Mara dua Santos, Pernambuco, 29 an-
nos, solteira, Recife ; tubrculos pulmonares.
Mara da Conceico Teixeira de Carvalbo. Per-
nambuco, 73 annos, viuva, Afogados ; insuniuien-
cia mitral.
2
Jorge Vctor Ferreira Lopes, Pernambuco, 66
annos, casado, Boa-Vista; feore typhica.
Marianna Joaquina Ferreira, Pernambuco, 66
annos, casada, Boa-Vista ; congesto cerebral.
Um feto, Pernambuco, Boa-Vista ; nasceu
morto.
Manoel Antonio. Pernmbuco, 55 annos, soltei-
rp. Boa-Vista ; gangrena.
Josepba, Pernambuco, 2 mezes, Santo Autonio ;
entero colite.
atinglish Bank of Rio de Janeiro
(Limited)
Capital do Banco em 50,000
acQoes de 20 cada urna 1.000,000
Capital realisado...... 500,000
Fundo de reserva...... 190,000
BALAXgODA CAIXA FILIAL KM PKUXAMBCO,
EM 30 DE OUTUBRO DE 18^0
Activo
Letras descontadas....... 359:3765960
Emprestimos e contas caucio-
nadas.............. 274:1765090
Letras a receber......... 252:7565090
Garantias e valores depositados 521:8594080
Mobilia, etc. do banco..... 2:297,0250
Diversas contas
Caixa......
1,232-5055610
..95:9665550
.' ' o
floras 1!. Barmetro a 0 Tenso do vapor 1 S 3 ca
6 m. 254 75882 16.92 69
9 28-l 760"23 17.80 63
12 289 759-74 17.66 &9
3 t. 28-6 7845 17.80 63
6 27'1 758-63 18.42 70
MviSTA DIARIA
ii dantes que serio chamados no da do corrente
pira a pr^v escripia :
i, anno
Ns. 139. 141, 142. 143, 144, U5, 146, 147, 148.
149, 15 ,155, 15'J, 161 el62.
Supplentes
Ns. 104, 166, 167, 169, 170, 171, 172, 173, 174,
175, 176, 177, 178, 179 e 180.
2. anno
Si. 106. 107. 108, 109, 110, 113, 115, 116, 117,
118, 119,120, 121,122 e 123.
Temperatura mxima295.
Dita mnima24*0
Kvapoi aco em 24 horas : ao aol6 "9, som-
bra1">9.
Chuvanulla.
Dircccao do vento : E durante o dia.
Vclocidode miia do vento 0,32 por segunde.
Nebuloaidade media: entre 0,4 c 0,5.
HeneOrinCommunicam-ncs :
Alguna amadores da arte dramtica acham-
se piomovendo um espectculo era beneficio da
vinva e Cilios de Alfonso de Albuquerque Mar-
tina fVreira, o qua! se realisar no fim do corre-
te mea, no theatro de Saoto Antonio.
A beneficiada digna da proteeciio publica,
e peda-nos para declarar que os bilhetes do mes-
m espectculo acham-se em aeu poder rua do
Visconde de Albuquerque n. 57, on le podem ser
procurados por quedes (le quizerem auxiliar
m to humanitaria tarefa. *
Entrada de assm.ir e alsodau
Vieram por mar c trra para o mercado do Recife
no mez de Oatubio :
^l(car
De 1880 1?1.783 saceos.
, 1885 128.545
. 1884 140.803
. 1883 27U.930
, 1882 55.227
Al'jodao
De 1886 34.725 saccis.
. 1885 23.067 .
, 1S84 16-257 .
. 1883 18.23*
, 1882 6.062 .
HuKitilal Portuiui'i-" movimento das
enfermaras deste hospital na semana lida foi o
aeguinte :
Existiam em tratamento...... 16
Entraram.
Sahiram curadas......
Falleced.............
Ficam em tratamento.
17
4
1
12
17
cebido as provas da mais pura veneraco, e res-
eito rcligiao do Divino Mostr, declarando que
em signal de eterna recordacSo cl'aquella noite
inolvidavcl, desejava que lhn fosse offorecido o
catandarte que guiava o prestito, onde via-te es-
tampado o signal da redemuco; no que foi S.
Exc. promptamente satistaito.
- Em seguida acompanhou S. Exc. o prestito
poi diversas ras da cidade, at que s 9 horas
da noite se dispersou o mesmo prestito.
i No dia 23 ai entrar S. Exc. n?sta cidade, era
regresso para a capital, f >i recebdo com as maio-
res provas de consideraeo de que 6 merecedor.
Foi um quadro impon-.'nte.
Por todos os lugares por onde S. Exc. devia
passar era enorme a multido ; arvores, telhalos,
muro', tudo regorgitava de espectadores que sau-
d-ivara S. Exc. com enthusiasticos vivas.
As ras aehivam-se primorosamente ador-
naaas, s>br'sahindo, entretanto, aquella que ten
o nome de S. Exc. c por onde fez o nosso amado
diocesano a sua triumpbal entrada.
Ahi, em nome do povo de Garanhuns, saudou
a S. Ex. o Dr. Lydio Marianno, ao estrugir de
bombas < innmeras gvrandolas de foguetes, qn^
annunciaviim a boa nova do feliz regresso de S.
Exc. esta cidade, onde jamis serSo esqoecidos
os ielizes das em que o ungido do Senhoi com pa-
lavras de amor o paginas sublimes dos evangelhos.
D.morandc-se ainda S. Exc. tres dias aqui,
ministrou o Sacramento do Chrisma, attingindo
ento a 10,179 o numero de pessoas que nesta ci-
dade receberara aquello Sacramento.
Com a presenca do Exm. Sr. D. Jos, foi no
dia 26 do mez findo CoUceada a cuimeira da esta-
cao desta cidade, sendo em seguida offerecido a
S. Exe. pelo Sr. Augusto Portella Filho, um lauro
e profuso copo d'agua, onde trocarain se mirtos
brindes e fizerara-sc b-nitos discursos.
as paredes do armazem, onde foi servido o
grande binqoeti-, liam-sc as datas mais salientes
da vida de S. Exc, desde 24 de Novembro de
1835 (nascimento de S. Exc), at 27 de Outubro
de 1886, em que S. Exc. regressou capital.
X.-i'te da retirando se, com clf-ito, o Ilustre
diocesano, toi acompanbado por 400 cavalhciios
at o povoado S. Joao, onde foi 8. Exc. recebiao
por grande numero de amigos e apreciadores de
suas elevadas qualidads.
All achava-se a nossa banda marcial, que
saudou S. Exc. com o hymoo nacional, continan
do a deleitar a todos com lindas c variadas pecas
do seu repertorio, at 3 horaa da tarde, quando
S. Exc. seguio para Canhotinho.
S. Exc, hospedando-se em casa do Sr. Jos
Mara de Medeiros, foi plena e magnficamente re-
cebado dispensando aquella cavalhero nao s a 8.
Exc, mas a todos que o acompanhavam, as raaio-
res provas de considfracSo e apreco.
O Exm. Sr. D. Jos, em todas as localidades
que visitn, foi alvo das maiores provas de apreco
e alta consideracao, salientando-se, entretanto, as
esplendidas recepcoes qac, nao t na vinda, cono
na volta, lhe foram feitas pelos habitantes desta
comarca, que jamis cessaram de prodigalisar
S. Exc. de maiores finezas e attmeoes.
Qoao proveitosa nao f ii sob muitos pontos de
vista deS. Exc. s localidades do interior !
Quantos beneficios nao foram prodigalsados
por S. Exc. as desvalidos da fortuna.
Que bons ventos eonduzam o preclaro dioee
sano ao seu destino, tao, em concluso, os nossos
mais ardentes votos, pedindo a V. Exe. que nao
se esqu ca desta parte de sua dioeese, onde 8.
Ex?, por um trato amavel e despretencioso, cou-
quistou todos os coraccs, todas as alma-.
Betirou-se des-a cidade no dia 13 do passado
o Rvd. Sr. conego Francisco Peixoto Duarte, il-
lustre vigario de Pesqueira.
O Ilustrado sacerdote toi acompanbado por
mui'oi cavalbeiros at urna legua de distancia,
deixando aqui grandes sympathias e amigos dedi-
cados, que soube-os conquistar gracas ao seu vasto
talento e recoohecida modestia.
> Falleceu no da 31 do mez findo Osario de
Godoy, eacrivo interina da collectoria deste mu-
nicipio.
" Era aa ia milito moco, suecumbndo a urna
tsica pulmonar.
Deixa mulher e doas flhinbosem extrema po
breza.
Acha se gravemente entermo o tenente Ma-
noel Tavares de Olveira Burros, collector pro-
vincial.
O seu estado nao deixa mais esperanzas.
Temos tido um calor asphixador, e algumas
chovas ao oerte.
I><*ilfina.Efl'ocluar-st-ho :
Hoje :
Peio agenU Pinto, s 11 horas, na rua do Bom
Jess n. 43, de fazendas limpas e averiadas.
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, na rua de
Pedro Affonso n. 43, de fazendas, mindezas u mo-
vis.
Pelo agente Burlamaqui, i s 10 1/2 horas, na rua
Imperial n 279 da taverna ahi existente.
Pelo agente Martins, a 11 horas, no 2" andar
do sobrado rua do Rangel n. 58, de movis, lou
qss, vidrof o espelhos.
Pelo agente GuamSo, a 11 hojas, rua do
Mrquez de Oliuda n. 48, de movis, miudezas,
etc.
AmanhS:
felo agente. G'.'sm&o, s 11 horas, na rua da
Aurora n. 139, de movis de diversos misteres.
relo agente Britto,&a 11 horas, rua. de Pedro
Affonso n. 43, de predios e terrenos.
Segunda-feira :
Peto agente Gusmdo, s 11 hora, rua do
Imperador n. 79, do bjeelos de trro, diversos
obj'Ctua e taboas.
Miaan fuarfcre.Serio celebradas :
Hoje :
A's 7 horas, na Soledade, por alma dp Carlos
Augusto de Seixas; s 7 boraa, na igreja d^ S.
Goocalo, pela alma de D. Mara Leopoldina Pes-
soa das Ci.agas.
Scgund i-feira :
A's 7 horas, na matriz da Boa-Vista, pela aluja
da D. Marinnna Joaquina Ferreira : s 6 \i hu-
ras, cm S. Francisco de Ol inda, pela alma do D.
M-ria Petronilla Vtllez Botelh \
Pa*aat<*iroNCbegados da Europa no va-
por francs Bemgal :
Francisco Goncalves Jnior, H. Nuesch e sua
senhera, Greco Fraacisco, Bruno Francisco, -pi-
nelle Nicols, Calabrio Francesco. Pfano i rau-
Contas correntes
simples ....
Deposito a prazo
fixo com aviso
e por letras .
Rs. 3,238:9365630
Passivo
097:174430
1,158:2645980
Letras a pagar........
Ttulos em caucho e deposito .
Diversas contas ........
1,855:4395410
1175590
521:8585080
861:5215550
Rs. 3,238:936630
S. E. & O.
P-rnambuco. 3 de Novembro de 1886.
Assgnados,(^<'"7/f ^oj-y, manager.
\,tired. Goodchild. accountaut.
INDICARES OTIS
Medico*
Dr. Brrelo Sampaio mudou seu consul-
torio do 2. andar da casa n. 45, a rua do
Baro da Victoria, para o 1. andar, da
casa n. 51, mesma rua, como consta do
v.o as obras ou raparos das matrizes por
cunta oa cofres provinciaes, podem os res-
pectivos parochos ser encarregados de saa
execa<&0, prestando, segundo o costante
as devidas contas perante o The3oaro, si-
go que n3o procede a irapugnac^o nesse
parte. Quanto, porm, a que se refere a
doacito, que fez o Sr. Barao de Santo Am-
dr no anno de 1883 ;
^ Considerando que as doacocs feitas s
igrpjas, por amor do culto divino, consti-
tuem direito das Fabricas, Alves, leis da
provedoria, | 434
Considerando que irrcgularmente e
sem justfiuac3o po3ivel nao tem tilo a
doacSo, de que se trata, a applicacao, qte
!he quiz dar o doador;
Considerando que nada ibsolutamerrt.
colhe a publica forma, que o encarregad*
da Fabrica fez juntar aos autos, a 21,
do offi.io, que por tolicitajiio, como se.de-
prehende de sou proprio contacto, lite di-
rigi o mesmo Barao de Santo Andr, e ae
qual declara que por su% oblaciio s te-
ria ello de prestar contas a Deua e a s
Considerando qu3 conslituiaa e aceita,
ha mais de tres annos, urna doaao quai-
quur, e principalmente urna da ordem d*
de que se trata, nao pode ter hoja o dea-
dor a faculdade do altrala impondo-lbe
rcs:rirc5e8, desconhecidas no direito;
Considerando que semelhanle restric-
(ao n2i se conformara com a lei, que es-
tatua que no caso de vacancia dos bens,
pertcncentes s grjas devem elles passar
a fazenda nacional sob a fiscalisacao de
juizo da provedoria;
Considerando que sendo o officio,.
que me tenho referido, datado de 22 de
Junlio deste anno, visto que foi <>8ertpt
depois de achar se era juizo prestando cos-
tas o fabriqueiro; o que evidencia qae
esse offi i o n2o passou de um reettTM era-
pregado pelo mesmo fabriqaeiro para eri-
mir-se da saneeo, eru que iniorreu ;
Consideran io tudo mais que consta doe
presentes autos, julgo por sentenga as
contas, de fls. a fls. para qu sao os devidos efftos na parle que eom-
derei regular, e mando que seja intimada
o encarregado de fabrica, Vigario Christe-
vao do Reg Barros para no praso da leie
sob sn?.s penas, presentar em juizo a im-
portancia integral da doscao f-ita p^lo Sr.
BarHo de Santo xndr, visto como a verbt
de despeza na importancia de 2o5^^X
constante do respectivo Iivro, nao se acha
lancada era termos que fica> f, desde
que faz referencia a urna offerta teita as
anno de 1883 e nao foi comprovada com
documento algum. Rscommendo mais que.
sem perda de teappo, se nomeie um fabri-
queiro interino que assumir logo a adnri-
nistracao d3o s pelas gravissimas falta*
seu annuncio inserto na seceEo compe- i que hei notado, como at porque nao pe
videncia a rua Sete de S'jtetn- dem os paroches desempenhir t es func-
:55es, prov. 31 de Agosto de 1874 ; paga*
bro n. 34.
O Dr. Castro Jtsus tem o seu consul-
Achara se ezpostos vendaos restos dos bi- j; 1 _,. j r> t m
, na Casa da Fortuna & rua Primeiro de Maree t0r, rae llc0. ru do Bom-Jesus n. 5,
tes na Casa da Fortuna rua Primeiro de Maree
n. 23.
Tambem acham-ae venda ua praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera do RioA 4* parte da lotera
n. 365, do novo plano, do premio di! 100:0004000.
*nr extrahida hoje 5 de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna rua Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da rrteA Ia parte da 201* lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:0004
ser extrahida no dia .. de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna V"'ia Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda ua prac* da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
ataouro PublicoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 53 rezes para o consumo
do dia 5 de Novembro.
Sendo: 41 rezes pertenecntsa Olveira Castro,
j C, e 9 a diversos.
Mercado Municipal de lome O
movimento deste Mercado uos das o e 4 de No-
vembro foi o se^uinte :
Entraram :
69 bois pesando 10,077 kilos.
1518 kilos de peixe a 20 res 30360
267 cargas de farinba a 200 res 534u0
sobrado.
as cu-tas. Barreiros, 29 de Setembro d
1886 Manoel Caldas Brrelo.
Parece-nos estampo anea qudquar dis-
Dr. Gama Lobo medico operador e par-1 cussao, desde que dessa sentenja intet-
tarde. Especialidade : molestias e opera- reir, por entender este qu* fra ella fa-
coes dos orgaos genito-urinarios do horaem j voravel ao mesmo ex fabriqueiro, nSo sea-
e da mulher. do exigidas as contas dos dinheiroa da lo-
Advosauo jteria
O Dr Henriqxte Miet tem o son es- S tinhamos raz3o para suppor que o Sr.
cnptono de advogacia a rua do Imperador BarSo de 3anfo Andr appSd88e 8 &.
n. 22, 1. andar. ,. j r
roa i cituda do juizo da provedoria em fater
JSrognrla
Francisco Manoel du iiva sitaiioa de tods as especialidaucs pharun.
ceuticas, tintas, drogas, productos chimici
o medicamentos homceopr.ticos, rua do Mr-
quez de Olinda n 23. "
Herrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapino
de Francisco dos antos Macedo, caes do
Capibaribe n. 28. N este grando estaba e
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
aero, compra-se e vende-se madeiras de
87 ditas de fructas diversas a 300 rs. 26100 todas as qualidades^ serra-se madeiras de
12 taboieiros a 200 ris -
32 Simas a 200 ris
Foram ocenpados :
521/2 columnas a 600 ris
40 compartimentos de farinba a
500 ris.
41 ditos d<- comida a 500 ris
141 ditos de legumes a 400 ris
31 ditos de aiiino a 700 ris
24 ditos de tre3saras a 600 ris
30 talhoa a 24
5 dito a 14
A Olveira Castro & C.:
108 talhoa 1$ ris
4 talho n 60u ris
Oeve ter sido arrecadada nestes dias
a quantia de
(iendiinento dos dias 1 e 2 de Outu-
bro
24400
644J0
31450
224500
224000
5644U0
2348 10
144400
4040011
54OOO
conta alheia, assirn como se preparara obras
de carapira por machina o por precos cem
Omrurn/Ja.
Brotarla
Faria Sobrnho & C., droguistas por at-
acado, rua do Mrquez de Olinda n. 41.
PIBLIC4C0ES A PEDIDO
1084000
24OOO
4444260
3644400
8084660
Foi arrecadado liquido at boje
Precos do dia :
Carne verde di 280 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Sunos de 560 a 640 ris dem.
Karinha de 240 a 320 ris a cuia.
Milbo de 260 a 320 ris dem.
Feijao de 560 a 640 idem.
Cemiterio publicoObituario do dia 30
do passado :
Jos, Pernambuco, 15 dias, S. Jos ; convul-
808.
Anttnio Alves Casado, Pernambuco, 32 anuos,
casado, lioa-Viet ; pneumona.
Theresa da Costa Ribeiro, Pernambuco, 50 an-
nos, tolteira, .-'uto Antonio; carcenoma.
Narciso Felismino Carneiro da Cunba, Pernam-
buco, 45 anuos, solteiro, Graca ; paralysia geral.
Eduardo Lopes Pereira, Alagas, 45 turnos,
casado, lija-Vista; edema do figado.
Secundina Mara da Conceico, Pernambuco,
25 annos, solteira, Boa-Vista ; tubrculos pulmo-
nares.
Anemia da Motta Silvcira, Pernambuco, 47
anno?, casado, B-ja-Vista; tubrculo! pulmona-
res.
Mara, Pernamhnco. B>a-Vista ; aspbyxia.
Marcelino da Silva Lima, Ccr, 62 annos, 30I-
teiro, S. Jus; lesao d" coraco.
Januario d-.t Paiva, Pernambuco, 50 nnnos, sol-
teiro, solteiro, Boa Vista ; tisica pulmonar.
Arcbaija Mari,, da Conceico, Pernambuco, 70
annos, viuva, Boa Vista ; leso cardiaca.
Um recem-naseido, Pernambuco, S. Jos ; re-
mectido pelo subdelegado.
31
Pedro, Pernambuco, 18 mezes, Boa-Vista ; es-
cropbulose.
Mara, Pernambuco, 2 annos, Boa-Vista ; coque-
leche.
Mana de Mello Lins, Pernambuco, 28 annos
solteira, Boa Vista; tubrculos pulmonares.
Theresa; Pernambuco, 28 anno, solteira, Boa-
Vista ; febre perniciosa.
Clementino Ferreira de Siqoera, Peruambueo,
47 anuos, casado, Boa-Vista ; congestio cerebral.
JoSn, P rnambuc, 5 ibczvs, Graca ; romettido
pelo Su^cic'jrade.
1 de Novembro
Joa Domingos Pereira, Pr.rnambncj, 57 annos,
casado, Afogados; heaiorrbagia cerebral.
Alcides, Pernambuco, 3 mezes, Santo Antonio;
convulsoes.
Manoel. Atrics, 70 annos, salteiro, Santo Anto-
nio; nsnlliciencia valvular.
Vicente Ferreira da C'jaU, Pernambuco, 45 au-
cesco, L\ Solva Nicola, BiagiiC;:zi e um filli0|nos, viuvo, Boa-Vista; aiaaarca
Barreiros
AO PUBLICO
Simple8mente como rsposta ao protesto
do Sr. Bario de Santo Andr, transcripto
n'este Diario, em 19 do corrente, publi-
camos a sentenca do juiz de direito desta
comarca nos autos de prestafilo de contas
da Fabrica da Matriz deste villa.
Eil-a:
Flix da Canha etc. Certifico etc.,
que do theor seguinta : Visto etc. Im-
pugnando as presentes contas do rendi-
miento da Fabrica da Matriz desta villa,
prestadas pelo vigario Christovao do Reg
Barros, opina o promotor do capellas, a lis.
18, que ellas nao devem ser aceitas por nao
se acharom legalisadas ou comprovadas
com documentos justificativos as verbas de
despeza; tambera porque nellas nlo se
menciona o emprego do dinheiro, resultan-
te das loteras concedidas pela Assembl
provincial para us rapares da igrej* ma-
triz. Ainda se oppoe pelo fundamento de
que tendo, ha mais de tres aunos, o Sr.
Barao da Santo Andr doado a matriz a
quantia do 1:180#000 para o fira de erigir-
se nella um altar e fazer-so mais certos
concertos, vG-se dos autos que soraente na
versa do receita do mez de Janeiro do cor-
rente anno que se acha lanzado a impor-
tancia de 3i95>333, como pro viniente d'a-
quella doacSo. Porfin junte o mesmo pro-
motor do capellas, como do-uineuto em
que assenta o seu parecer o depoimecto,
produzido era juizo, com as formalidades
legaes, fls 15 a 16, do artista Manoel Ale-
xandrino da Rocha, em que o mesmo de-
dar qua tendo ajustada por lOOfjWOO a
collocacao de um sobrc-frecbal na coberta
da matriz e rocebendo ess 1 qua.-itia e mais
Je 2JIOO soraente, para materiaes e ser-
ventes, tave entretanto de dar nina qaQi-
cfto na importancia de 20#000 pot lhe ser
sso pedido pelo mesmo vigario; affirmati
do mais que todo o seu servio o oceupou
por espago de tres dias. O qav tudo visto
e attendendo a que considerad-) legal toda
a ruceita e despeza da Fabnoa que, r.'gu-
lanuente o pola forma pres-ripta era di-
teito, estiver Uncida era livros para essa
fita destinados ; attendendo a que, corren-
effectiva sua intencSo, quandn fez una
offerta matriz deqta' villa. Engame-
nos. E' elle quorn qualifica de arbitran
e violenta a sentenca cima I
Abenyoada violencia ; aben5oada abr
trariedade I que fez restituir i igreja a
quantia de 1:180000, de que nao bae
noticia, ha tres annos !
Nada nos admira porem. Conhecema.
Iia rpui:o, a boa f do Sr. Barao da Saate
Andr. Ella tanta., que declara em sec
protesto qu i nao quera qua de sua doa-
co se iizesso a mais leve ostentadlo, ee
esquecendo tambem de declarar que fei
ella allegada como um servico para a ao-
quisi(;ao de seu titulo !
Ella tanta que anda hoje diz, no mes-
rao seu protesio que em tempo opportua
far valer em juizo o seu direito ct doa-
cao que fez em 1883 matriz desta villa !
Sr. Baro, medite V. Exc. ; esse see
protesto faz que se acredite que certa e
que o Sr. vigario disse varias passoaa
gradas desta localidade : qua o Sr. Ba-
rSo nun^a dra aquella quantia ; que o re-
cibo por elle f.n-necido a V. Etc., fra usa
favor por V. Exc. solicitado para acquiai
9I0 de seu titulo.
Nos, porem, pamente acredtanos qae
V Exc, ganen-so como fez aquella
offerta; o que nao podemos soraente de
tcrminar-llia a data se em 1833 ou se eta
anno anterior.
Deixemos o protesto, cujos effeitos, sa-
bemos, sao nenhuns.
O quo ae nos afigur;. grave, e gravissi-
mo, a attitude que outrem tem tomad
ness-; negocio, a ser exacto o que aqui cor-
re de plano.
Como se explica o telegramma aqui vis-
to, expedido pelo Ilavd. padre Lima e Si
e no qual recommenda ao ex-fabriqueiro,
quo pega ura prazo para a spresentscie
do dinheiro, n que appelle da sentenca da
juiz para o Tribunal da R laco ? Latet ax.
guis i* lierbis.
Nao sero mais os juizes os competen-
tes para tomar contas das abricas ? Pode-
mos admittir que assira sa pense ; roas Di
aceitamos a hypothcse, por inalicissive',
de que se procura amparar ou justificar a
demora de aprc.-entayao de urna quantia
qu?, era qualqucr caso, devia estar em de-
posito sagrado. Nao ser abstrusa a sup-
poeiciio de que o poder secular zle msic
os iuteresses e os dinheiros pertancentae
igreja do qua esta propria?
au avancemos, porem, juizos. Estiraos
convictos, pelo procedimento que tm tide
S. Exc. Kevcu o Sr. bispo i). Jos du
rete o tempo qu?, felizmente, administra
esta dio-ese, de que a mais completa jus-
tiea ser feita lego qu?, com animo des
provenido, c dignar tomar conhecimentc
dos negocios desta fraguezia.
W-
llissoes ua Baha da Trai^o.
No dia 'G de Agosto chegou esti villa
o virtuoso missionario capuebinho Fr. Ve-
nancio Mara da Fcrrara? com o tira d^
oiisstonar e tratar da consirucc.lo da. in-j\
dmta mesma villa. _
Ao beu encoutro foi quaai todo o pe
?.

i


i
llEfilKl


Diario de feruam&mcoSexta-leira 5 de SoyciiiIito de 1&6
.

desta localidade cujos habitantes se adharo
poaaiudos da mais intima satisfcelo peU
espranos que todos nutriam, de que s
elle poderia levar a effeito a construccao
do nosso templo, que ha mais de 20 annos
esta va principiado, e cuja conclusSo nao se
poda conseguir.
A esperanza dos habitantes nle foi in-
fundada, poib, logo depois de sua ehegada,
nomeoa urna commissSo composta das
orincipaes pessoas do lugar para se encar-
regar de agenciar donativos, commissao
esta que bem desempenhou-se do encargo
do que foi incumbida, promovendo e obten-
do em poucos dias quantia superior a um
cont de ris dentro do povoado, apezar
da crise actual.
Cora esta quantia, o Revdtn. misiona-
rio, ajudado da commissao e de todo o
povo, deu principio a obra, que j ost co
berta, e vai tratar se j de limpar o fron-
tespicio e fazer so as cornij as dos oites.
A igreja, que dedicada Santissima
Senhora da Penhn, mede no corpo 67 pal-
mos de cumprimento e 37 de largura, es-
tando hoje esta villa dotada cora um tem-
plo bastante espacoso e mais que sufficien
te para as necesaidades do culto desta vil-
la, quando ha poucos dias apresentava
urna palho^a em lugar de casa de Deus.
S o Revdm. Fr. Venancio pode reali
sar tSo arrojado intento, visto serem pe
quonos os nossos recursos, e nao termos
tido auxilio de especie alguna.
Pelo lado moral, elle muito fez em be-
neficio deste rebanho que delle se lembra-
r eternamente, ministrando elle a sagrada
commanhSo a 1,100 pessoas, I'azenao 59
casamentas e 51 baptisados, e sendo a
maioria dos nubentes amancebados, o que
consideramos um triumpho esplendido para
a nossa santa religio.
O Revdm. Fr. Venancio trabalhava de
dia e de noite, poia muitas vezes ou quasi
diariamente confessava at meia noite, e s
3 horas da madrugada j estava de p
para melhor attender aos que recorran ao
tribunal da penitencia ; e se assim nSo fi-
zesse, nao poderia elle contentar todos.
Foi tanta a afluencia de trahalho, que
tivemoB receio de que a sua saude viease
aggravar-se ; mas elle era incausavel.
Durante as missSes a sua palavra era
ouvida com religioso acatamento, nao ap-
parecendo urna s voz que distoasse, inter-
rompendo-o ; sendo o deaejo de todos ou-
vil-o mais e mais.
Durante este tempo o ordem publica
nao foi alterada, nao obstante tanto povo
reunido.
No dia 24 de Setembro s 7 horas da
manlia retirou-se elle para a provincia d >
Rio-Grande do Norte, tsndo sido acompa
nhado at Mataraca, 5 leguas distantes,
por quasi toda a populacho que aproveita-
va a oppirtunidade para manifestar tilo
Ilustre f acerdote sua eterna gratidao pelos
relevantissim s servicos, quer materiaes,
quer moraes, que Ihe bavia prestado.
A' tao virtuoso missionario dse jamos
que cada vez mais v elle colhendo bellis-
mos resultados de su as santas raissoes, sen-
do recebiJo com toda a attencao e respcito
de que digno e merecedor, onde quer
que chcgue.
Pedimos encarecidamente ao muito digno
prefeito do hospicio da Penlia, para que no
anno vindouro nos mande elle ou outro
missionario para misaionarnos e limpar a
i/ireja, e no pedido que ora fazemos, espe-
ramos ser attendidos.
Babia da TraicSo, 20 de Outubro de
1886.
Mutos catholicot.
Instruc^o Publica
egunda repota do Him. Sr. Dr.
iTrea de Albaqaerque t
(Continua$&oJ
A quaria invengo a do ozona, pir ter ea iito
no meu compendio, fia. 53 e 51 :
Na atmosphera exiatein anda diversoa gatea
' em pequenin3 quaatidadea, e entre elle* um,
cojo principio uxydante muito mais eaerg-
co que o oxyg'sno, e a que se di o nome de
otoa.
O otoa o mesmo oxegeno, iras em tal ca-
tado electriaaio.
No parecer de 17 de Agoato S. S. diaae que a
nroposico era faUa, e figuradamente, que o com-
pendi, em voz do autor, ae desmenta a ai
meamo.
o afn de juatifiear a aua accusa;o o 8r.
Dr. Ayrea Gama tanto fes que o peguei com a
:no na combuea citando, rasa como prata de ca,
o que eat escripto na BIBLIOTHECA DO POVO
200 rea) cfiimica orgnica paga. 22 e 23, aa:vo
COMERCIO
Kolsa commerclal de Pernam-
buco
RECIPE, 4 DE NOVEMBRO \>E 18B.
Aa tres horas da tarde
i-'oiace* oficiaet
Jambio sobre Londres. 90 djv. 22 d. por 1JO0O.
U presidente,
Pedro Joa finco.
Pelo aecretario,
Auguato P. de Lcmoa,
a variante da S. S. quando dit que o osuna
caracterismo por um cheiro de enxofre e phos-
phoro igual au que deixa aempre a jiassagem do
- raio quand) fulmina algum objecto terrestre (! !)
Tirada pittoreaca esta que me obrigou a por-
gan tar :
Quando o raio fulmina algum objecto terrestre
tem aquelle ebeiro, e quando fulmina algama
cousa do co ou do inferno que cheiro tem ?
Longe, poia, de, em aua defeaa, reaponder a
um por um doa argumentoa em que prove ha ver
aempre clectricidade no ar, meamo em cAo puro o
eem nuveaa, e, por tanto, em maior ou id r
quantidade, aempre otoa, que oxygeno electri-
sadi como dis o eminente Dr. Frer* ; eem nada
referir-ae contra aa provaa colhidaa :odoi oa diaa
noa obaervatorioa meteorol igieos do Rio de Ja-
neiro, Paria Londres, etc., o -r. Dr. Ayrea Gama
uo teodo empregado a faculdade caractenatica
da attencao para aa razos daa provars apreaen-
tadoa por mim, lanca-ae no vago deste aaphiama :
ii fosse verdadeira a existencia continua de
ozjoe do ar atmesphenco Williamaon, Fremy,
Beequerel e tantos outroa nao teriam empenhado
tamanho esforco para obtel, aubmettendo, como
fizeram, o oxygeneo a umaaerie de centelba elec
tricas, ou decompondo a agua por meio daa ilhaa;
bastando-Ibes extrahil-o e ambiente.
Fita cala operario da intelligencia, durante a
qual so nota urna grande falha no raciocinio em-
pregado, 8. S. descancou, depois de hv> r dado
um suspiro e ai de alivie como a parturiente ao
exrellir ; como o ultimo pucho, o tructo do aau
amor.
Poia, por que a acieucia houvsse interrogado
a natureza, por meio de ama experiencia, qner
iato dizer que a por aquelle modo poderia ella
reaponder conaelho ?
Deade quando ae conhece a preaenca do ozona
na atmosphera f
O oxygeno exiate a milharea e milharea de
annos, formando a 5a parte do volume da atmos-
phera existia j quando appareceu na auperficie
da ierra o primeiro animal, o primeiro chipanzi
que delle recebeu a vida ; no entunto, s agora,
ha poaco maia de 100 annos, em 1772, Prieatley,
celebre chimico ingles o deacobrio extrahindo o,
ni, da atmosphera, mas do oxydo rubro de mer
curio, pela aeco do calor.
No entaato, pela lgica de s. S. o oxygeno nao
permanente na atmosphera, por que ai fosar
Prieatley nao procurara obtel-o cm tanto eafor-
90, por meio difference d'aquelle que hoje em-
bregado.
Ha milharea e milharea de anjoa que oa ani-
maea e aa platitaa r< spiram o gaz da vida, e s
depaia da deacoberta de Prieatley que o immor-
tal Laroiaier, antea de haver dado a Iluminada
cabera ao cutello da revoluco franceza de 1789,
poude cooeeguir provar, de modo admiravcl, o
grandioao papel que o oxygeno representa noa
phenomenoa de reapiracSo e da combaat&o. At
ento oa cbimicoa aeu8 antnceaaorea attribuiram
os maia importantes phenomenoa da cbimica
existencia, em todos oa corpoa da natureza, de
urna cousa a que davam o nome de phlogistico
Aaaim, poia, nao de admirar que a existencia
continua do otoa, iato dj oxygeno electrisado.
que ae ae obaerva aer em diminuta quantidade na
atmosphera, paase pelo eadiubo da duvida, resul-
tante daa experiencias do Sr. Dr. Ayrea Gama,
quando o oxygeno, do qual elle nao mais do que
uma inodificaco, occapand" aempre c por toda a
parte vinte por ceuto daa l.' leguas da altura do
ar, s foi deecoberto u um panado prximo, por
tentativas a capases de fazel-aa oa genioa daa
acienciaa phyaicaa.
Nada provando, pircanto, o seu argumento, pro-
duzido contra aa lea do raciocinio, porque te op-
po s ralacoeg da verdade coobecida, deixo S.
S. a lberdade de, como menino temoao, conti-
nuar a tratar da aubtileza, bateado con a ms di-
reita fechada sobre a esquema aborta, e a dizer
que : errei, errei, errei, emquanto ea vou maia
um vez consultar o reaultado daa aualyaes, de
codos oa dias, doa obaervatorioa, certo de, anda
que encontr ercepcao (hypoth-ae) por falta de
rigorosa apreciac) experimental, acbar niaso a
confirmaco da regra ; poia touos sabem que ai Aa
vezea, falham aa vcrticicoea dohomem acerca de
phenomenoa pliyaicoa, ao infalliveis, porque sao
c. cavis, aa lea'da natureza
Ma? como nada me aproveita eatar enalbando
em ferro fro, convencendo o cjnvencido, que ae
nao quer deixar vencer, paaso a olhar para a 5a
eica peloa novoa burasoa abertoa por S. S. na pa-
rede de cavacoa e area aolta da defeza.
*
Neata invencao do 5 erro, dividido em duns
partea par 8. S.adareducc&o do gas carbnico
durante o dia,e a 'da transformaba das folhas
em flores e estas em perfumes ejructas.a drfeza
do 1 Ilustre relactor do parecer foi resumidissima, *
fugr com veloeidade do tloia de Aymorc ; por-
que sendo pingado para ail, torca de reclama-
cao, a aeguinte phraae, que eat no livro, (a As. ->3
decima primeira linha) e foi glosada no parecer :
PELA ACf;AO DA LA SOLAR, tornando
aaaim, contra a ootade do autor, diversa a qaea-
to, pela etnpalmaco da phraae ; maa, como diese,
undo pingado para all a ligereoa, nao pode maia
o Ilustre critico, tendo a arma quebrada na
mos, tratar della a peito n dizendo, como diaae,
falsamente, que cu tigurei o phenomeno de modo
abaolato! E eutio, metteodo se na moita, fez
tartalhar aa folhas seccaa para ainda duvidar qu<
aa verdes, presas aeiva da haate, ae transfor-
men! em florea, e estas em fructoa.
Quero aer generoso, laucando S. S. ama pon
te ae fuga, com a condi$o nica de ouvir na pis
aagem estas palavraa de F. Zurcber, ti'. 14 de
seu livro : Lea pbaomenes de l'atmospher :
Dana le vegeta', la feuilie ai transforme, ae
colore et divient la corolle parfuuid de la fleur. *
E emquanto Zurcher, para tanto dizer no gre-
mio de njincna sabios, fuuda-so em leia de biolo
gis, o Sr. Ayrea Gama mofando de Zurcher, pir-
que sabe mais do qne elle, tenca negar, aem pro-
var cousa alguma, eaaaa traasformacoea, duvidan-
do at que o tructo Vroha da H ir !
Quanta aabelorii, mea Das, comprimida n'um
pequeo balo de cabeca de homem ; n'um baldo-
sinho feito de fumo
E ior taea subtilcxas discutidas acerca de nm
livro d leilura; svbtiletas to subtis, tao impon-
deraveia e iacolorea que para encontral-aa no aeu
grande campo vaaio de idaa, maa cheio de erroa
e an:iguidades, S. S. ora embucha e ora deaappa-
rece noa atalhoa ; por todaa etsas filigranas de
sabedirias, digo, foi o meu livro reprovado para
nao en rar no mercado de Pernambuco com o ca-
rimbo do eonselho litterurio como o de Sr. Dr. Ay-
rea Gama exposto venda as lvrarias com este
reclame doa caixeiroa :
> Est adoptado na Escola Normal.
Tendo, poia, levado ao cadinho da verdade a
materia da d*fexa de S. 8. aobre este ponto, paaao
analyse da 6a inveHco.
Paula Barros.
(Contina.)
Ao publico
Li a denuncia do promotor publico, publi-
cada no Diario de Pernambuco de boatem, na qual
me actribuido o crime de estelionato.
O orgao da jaatica publica, quo nao coatum
mandar publicar nsa folhsa deata cidada pecaa de
qualquer natureza, mud u de proceder, tratanlo-
ae de fazer circular contra mim, maia uma perso
gui^o poltica daa muitas concebidas pelo Sr.
Fianeiaco do Rogo Barros de Lacerda.
A publicarlo do cerebrina denuncia teve por
fim aomente aproveitar paquete, que paaaou hon
tem para o eal e qae foi portador de ama machina-
cao perversa contra oa creditoa das loteras de qae
bou tbeaoareiro, oa quaea anda nao foram abala-
dos peloa anteriorea ajnnejoa do meamo Sr. La-
cerda.
Basta a exdruxula epigraphe da denuncia para
comprovar o que cima dase.
O proprio Dr. promotor publico sabe bem que
valor jurdico podem merecer oa documentos, que
juntou Aquella peca, depoia do examc por mim re-
querido, em t .dos os predioa dados A fianza.
Anda nSo pode deacobrir a razio da compe-
tencia do juix criminal do 4 diatricto, o Dr. Silva
Reg, deade que nao resido n'aquellc diatricto, oa
predioa nao estilo situados all, nem a ade da the-
sonrana ae mudou do bairro de Santo Antonio,
menos qae seja razao de aua competencia o facto
de aer declaradamente meu mmico.
Hei de fazer valer o meu direto em tempo
opportano e deade j posso aaaeverar ao publico
que, anda maia uma vez, aaberei confundir oa
meua perseguidores, alguna doa quaea irao a juizo
provar as calumniaa de que tenho sido alvo.
NSo devo entretanto concluir aem fazer uma
aoh-ne declsraco :
O novo trama urdido contra mim p>r meio da
denuocia nSo embaraza a extrac^ao daa loteras
de que aou thesour;iro.
Prestada, como se acba a fianca S que com
todaa aa exigencias fui obrigado, aa inesmaa lote-
ras cnrrreiro conforme ea'e annonciadas.
Recite, 5 de Noverabro de 1886.
Francisco Goni/alves Torres.
Cidade do Limoeiro
"^Constando-me que o Sr. espelo Conrado Ermea
tino Xavier Ramos pretende arrendar o predio de
sua oropriedade A ra Nova da cidade do Limoeiro
com a clausula de recebimento de um auno de
ulugu I adiantado/prevno a quem interessar possa
qao o referido predio eatA onerado por uma hypo-
theca pasaada no cartorio do escrivao lleriniuo
D-lphino do Naacimento Lina, devando ter lugar
o aeu venoimento a 2 de Janeiro de 1887.
Proteato deade j qualqer traoaaccao que aeja
feita com o proposito de prejudicar a direitoa por
mim adqueridoa.
Recite, 4 de Noverobro de 1886.
Joaquim da Si lea Carvallio.
Eleio
/
aKlNDIMEMUS FBLKJUS
Mes de Novembro de 1886
ALFANUEGA
ttUDS. OKlll.
De 2 3 105:445^078
.dem < 4 34:734*^67
tbsMD rsovcaciat
De 2 a 3 1 si. 185860
,dem d 4 8:159^306
Teta"
RtcnssDomiADe 2 a
iciem de 4
C0K8DIADO PBOVTXCIAb D 2 3
dem de 4
iaeirs dbaysaqe 'o 2 a 3
dem de 4
l40:17l/345
26:3454166
166:5*4*311
2:8244780
l:W1167u
4:466 45
1:548*343
362 2ul
1:'110X544
2:003i*<0
19/034
2:022*434
DESPACHOS DE IMPCRTACO
Patacho noruegnense Wdarbud, eiiwado de
rreenock no dia 3 de Novembio, e consigna o a
The Central Sugar Factorie. mauifestou :
Carvao de pedra 353 toneladas aos consigna-
tarioa.
Barca norueguenae Nal, entrada de Cardiff no
dia 3 de'evenibro, e consignada a Wilson Sona
ic C, mauifestou :
C ke 25 toaeladaa.
Carvao de pedra 701 toneladaa A ordem.
Barca inglez Tarajero, entrado de Terra Nova
no da 3 de Novembro, e consignada a J. Pater
ic C, mamfesfoa :
Bacalha'i 3,500 barricas e 1,500 meias ditas
ordem.
Lugar nacional Othelo, entiado do Rio Gr*nda
do Sal no dia 3 deNovembro, e coaaigoado a Amo-
nen Irmaoa z (*., manifeatou :
Xarque 168,000 kilos A ordem.
Vapor fraocez Senegal, entrado d^a porfoj da
Europa no dia 4 do crrente, e c^usiguado a Au-
guato Labille, mauifestou :
Amostras 5 volumea A ordem.
Ameixaa 7 eaixaa a Ramoa a C,
Batatas 100 eaixaa ordem, 30 a Salzcr Kauf-
fmam & C.
Cognac 5 caixcea a Salazar oc C-, 10 a Domin-
gas F rreira da Silva & Q., 10 a Jos Joaquim
Alve^ & C.
Champanh 3 eaixaa a Benjamn Scbwal, 1 a
Ca loa Pluyn & C.
Confecvoea 1 caixa a Caetano Ramos & C.
Couros 1 caixa a Orto Bobrea Successor.
Ervilhsa 10 eaixaa ordem.
Fructaa 5 eaixaa a llanni & C.
Joiaa 2 eaixaa a Augusto R'go & C, 1 a J.
Krauae ti C.
Livros 1 caixa a Joo W. -'.e Medeiroa, 1 a Ir-
mil Superiora do Collegio de S. Francisco de
Paula.
Mercaderas diversas 1 volume a Irma" Beiirard,
1 a Iiinao Salvignal, 1 a Manuel & C, 1 a Carlos
Pluyn & C.
Maoteiga 2 cixaa aos mesmos.
Papel 1 caixa e Antonio i). Carneiro Vianna,
dito para rmbrulhu 60 fardos a Souza Bastos
Anioriin S C., 51) Joao Feruandea de Almeida,
75 a Auguato Labille.
Perfumara 1 eaixa a Gomea de Mattoa Irmaoa,
1 a Joo Bezerra & C.
Qoeijoa 30 canas a C Pluyn & C.
Rel< gioa 1 caixa a Augusto Reg & C.
Roupa 1 caixa a A. de iliveira-
Sanlinhas 1 cixa a U Pluyn & C.
Tecidoa diversos 1 caixa a Bernef & C, 1 a
'Machado & Perrira.
\"iuh 14 ba ra a C. Pluyn & C, 1 a Eduardo
Migliorim 4 C, 1 ordem, 5 canas a Salazar &
C, dito branco 15 pip-s, 5U/5 e Xl/10 ordem
m iPACto iHb K\h.< iacAu
Ka 3 de Sovembro de ititm
Para o eiiermr
No vapor ingle Secily, carregou :
Para Liverpool, J H. Hoiwel 300 saces8 com
23,^22 kilo de algodo.
No lugar norarguenae Len, carregaram :
A nova mesa regedora da contraria de S. Chris-
pim e S. Cbriapiniano do Carmo do Reeife para o
anno de 1886 a 18S7, fieju aaaim constituida :
Provedor
Tertuliano Xavier da Cruz.
Vice provedor
Antonio Munoel Ferreira dos Santos.
Procuradoi geral
Domingos liamos Barbosa.
Secretario
Eloy Martiniano inopes GainfHres.
Theaonreiro.
Autouio Ferreira dos Rea.
1 procurador
Francisro Joa do Nascmcnto.
2 proourador
Basilio Elisio de Arauj i.
Definidbrea
Francia :n Xavier da Craz.
Joo Delfiuo do Nascimento.
Antonio da Silva B ittn.
Lourengo J. V. do Naacimeato.
Joao Paulino Monteiro de Soaza.
Berna rdino Antonio Ferreira.
Franciac-o Alvea Barreto.
lulio Frapeisco da Paz.
Francisco Flix Cavalcaute.
Luiz de Franca Praxedea.
Marcolino Martina da Cruz.
Francirco Norberto Ramoa.
O verdadelro remeiiln em aea ver-
adeiro tenapo
4K9
Jamis ae dever fazer pouco caso da toase e
daa constipacoea, e nem tao pouco esperar al que
os puluiea inflainmadoa e ulcerados, nao deixem
mais esperanza alguina. Logo ao primeiro e mais
leve syuptoina, aeada-ae inmediatamente e lnce-
se mo do maia delicioso e melhor remedio pulmo-
nar coohecido.
C Peitoral de Anacahuta por seso duvida al-
Para New York. J. S. Loyo & Filbo620 tactos
com 46,500 kilos de asaucar masca vado.
-- Na barca americana Ethel, carregon :
Para New York, M. J. da Rocha 1.000 saceos
com 75.000 kiloa de asaucar mascavado.
= No patacho sueco Helena, carregaruna :
Para Montevideo, Amonen Iranios C. 1,000
barricas com 107,280 kilos de assucar branco.
= No brigae portugus Adelina, carregaram :
Para o Porto, Vi. Lima & C. 79 saccas com
6,164 kiloa de algodo.
No patacho portuguez Commercio, carrega-
ram
Para o Porto, M. Lima & C. 36 saccas com
3.l>98 kiloa de algodo ; A. M. Ferreira 1 barrica
com M kilos de caf, 1 dita com 55 ditos de assu-
car branes, 1 dita com fariuha de mandioca e 1
caixa com 30 kiloa de doce.
Na barca portuguesa Pereira Borges, carre
garam :
Para Lisboa, B. de Soasa Travasso 107 saccas
com 8,143 l\ kilos de algodo ; S. Gnimaries A
C. 7a costados de amarello.
rara o silerlor
No vapor francez Senegal, carregaram :
Para Uruguay na, P. Carneiro & C. 550 harn-
eas com j3,310 kiloa de assucar branco.
No vapor nacional Espirito Santo, carrega-
ram :
Pura o Rio de Janeiro, Bartbolomcu A C. Sac-
cessores 19 volumes medicamentos.
No vapor nacional Ipojuca, carregaram :
Para Acarahu, E. C. Beitrao A Irmao 3 barr
ca com 225 kilos de asaucar mascavado.
Na i acuna nacional Marieta, carregaram :
Para Porto Alegre, Borle & C. 661 saceos com
49,575 kiloa de assucar branco e 539 ditos coa
40,425 ditos de dito mascavado ; Maia A Rta-nde
350 volumes com 9.250 kiloa de asaucar branco e
150 saceos com 12,750 ditos de dito mascavado.
Na barca norueguenae Ebeneter, csrreg: -
ram :
Para o Para, P. Pinto i C. 10 pifas eem 4,800
litros de agurdente ; J. M. Dir 10 pipas com
4,800 litroa do agurdente ; B. Oliveira C 2
pipas com 960 licros de alcool ; V. da Silveira
100 volumea com 6,810 kilos de assucar branco
No date nacional Ueriqiilg, carregara :
Para o Natal, E. C. Beltrao & Irmio 5 barricas
com 251 kiloa de assucar branco
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrado no dia 4
Bordeauz por escala- 16 diaa, vapor fran-
cs Senegal, de 2,373 toneladas, com-
roaodante More; u, equipagem 127, car-
ga varios gneros; a Angosto Labille
& C.
Rosario de Santa F-37 dias, brigne in-
glez Queen of the Fleet, de 261 tone-
guma o reme lio mais p derogo e etficaz para cora-
bater aa affeccoea da garganta e puliuoes, qae a
scieocia tem eucontrado, a experiencia compr va
do, e o teatemuuh i humano perfeitament** aopro-
vado. A ana compoaicao inteirameute vegetal, e
perfeitamente inoffensivo, conaervand > inalterada-
mente em todoa os paizes, adaptando-se admira-
velmeute todaa s idadea, temperamentos, con
stitieoes. Snaa coraa maravilbosns sao ctmpletas,
nao deixando nada desejar-ae. E' de aumma uti-
lidade em todoa oa caaos extremoa, porm vale
maia usal-o logo des^e o com:co de qualquer uma
molestia.
Cono o.tBANTiA contra aa falaiGcaces, observo
ae bem que oa nomea de juman & Kemp ve
nham estampados em lettraa transparentes no pa-
pel do livrinbo que aerve de envoltorio a cada gar-
rafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas dr
perfumaras
Agentea em Pernambuco, Henry Foater A C ,
ra do Commercio n. 9.
O maior beneficio deste notavel seclo a des-
cobeita do profeaaor Barry, a celebre e marav-
Ihosa compoaicao denominada o Trlcofero de
Barry. Deade 1801 quo este precioso prepara-
do tem estado oeranie o publico, e cada anno,
medida que aeua mritos vo ficaudo maia excen-
a mente conhecidoa a aua pipularidade augmenta.
Para acabar com a caapa, limpar e reataurar o ca-
bello e para todas aa moleatias da cabera reme-
dio aoberauo. Conaerva o cabello humi lo, espeaso
e lustroso, e garante-ae que o imoede de iinbran-
a luecer ou de fie ir ralo, spero oa de ente.
Sao seductores ans bonitos olhoa e urna bocea
ornada de (lentes alvos como o marfin ; nada po-
rm maia bello na mulher que uma cutis fina,
fresca e perfumada como se v 'iariameute, quan-
do ella faz aso daAgua de Kanangado Ja-
pao da cata Rgaud A C, que tonifica a pelle e
d Ihe um brilho admiravel.
Inspectora de hygiene
Em virtude do qae dispoe o art. 66 do
rogulamcnto que baixou coin o decreto n.
9554 de 3 de Fevereiro do corrente anno,
a inspectora geral de bygiene taz publico,
pelo prazo de oiti dias que o cidado Mi-
guel Luiz Rodrigues da Ponseca dirigiu
Sua Magsstade o Imperador a seguinte
petic3o com documentos que satisfaz-m as
exigencias do art. 66 do citado regula-
ment :
Senhor diz Miguel Luiz Redrigues da
Fooseca que, achando-se establecido na
cidade de Pesqueir.i coro c*sa de drogas e
tendo o suppli-anto pratica de longos an
nos de pharmacia, nilo s na cidale d<>
Poito, como nesta provincia de Pernam
buco, como provam os documentos jun-
tos, e havendo grande necessidade de uma
pharmacia nesta cidade, como pro va com
o attestado da Oamara Municipal vera o
supplicante requerer a Vossa Magestade
Imperial a graga de conceder-lhe licenca
p;.r* abrir e administrar pharmacia na ci-
dade de Pesqueira, em vista do art. 65 do
n-gularoento que baixou com o decreto n.
9554 de 3 de Fevereiro de 1886, Ncs
ten termos Pede a Vossa Magestade Im-
perial deferimento Pesquera 3 de Junho
de 1886, Miguel Luiz Rodrigues da Fon
seca, sobre duas estampilhas de 200 reis
cada urna.
E declara que, se nesse prazo nenhum
pbarraaceutico formado Ihe comenuaicar
ou a inspectora de hygiene da provincia
de Pernambuco, a resolucilo de estable-
cer pharmacia na citada iocalidade, conce-
der ao pratico a licencj requerida asaig-
nado Dr. Pedro Affonso de C.irvalho. Se-
cretario da inspectora g ral de liygen.
Secretaria da inspectora de hygiene
publica de Pernambuco 28 do Outubro de
1886.
O ^cretario,
Guherme Duarte.
Consultorio medico-
cirurgic
O Dr Castro Jess, eontaudo mais de 12 annnr
de escrupulosa obaervacao, reabre cousaltorio nes-
ca cidade, ra do Bom Jeaus (antiga da Crus
n. 23, 1. andar.
lloras de consultas
De dia : das 11 s 2 da Urde.
De noite : daa 7 As 8
as deinais horas da noite ser encontrado m
sitio traveaaa doa Kemedoa n. 7, primeiro por
cao esquerda, altn do porco do Dr. Coame.
ex-dele
da ira-
Qu atro lllnstres mdicos brasl
lelros residentes na lmpor
tanta cidade de Pelotas
Dr. Miguel Rodrigues Barcello, vice
presidente da provin ia, medico da Santa
Casa de Mseri ordia, condecorado pelos
governos da Alie uanha, de Portugal e da
Italia.
Dr. Vicente Cypriano da Maia, medico
da Cmara Muni ip .1, commissario vacci-
nador da mesma, capitao cirurgiao-mr do
comrasndo superior da guarda nacional do
municipio, delegado da sade publica, etc,
Dr. Serafim Jos Rodrigues de Araujo,
ex-me lico da Cmara Municipal,
gado da sau'de qublica, cavalleiro
perial ordem da Rosa, etc.
Dr. Octaclio Aristides Cmara, medico
homeopatha, cirurgio honorario da arma-
da nacionol, etc.
Attesto que o xarope Peitora de
Cambar, preparado pelo Sr Jos Alvares
de Souza Soares, rstabelecido nesta cida-
de, goza de propriedades emolientes o fa-
cilita a despectorayita, e o considero como
um excellente meio para alliviar e curar a
tosse quando convenientemente pres-
cripto.
O referido verdade e o affirmo sob f
de meu grao.
Pelotas, 27 de Fevereiro de 1884. Dr.
Miguel Roh-igues BaraMos.
Attesto que o Peiioral de Cambar
do Sr. Jos Alvares de Souza oares, pre-
parado de uma arvore aromtica denomi-
nada CAMBARA' que vegeta na Serra
dos Tapes, desta provincia, um excel
lento balsmico e expectorante,
o tenho expregado sempre com
tado nos affecc3es pulmonares.
O o referido verdade e o juro sob a
de meu grao.
Pelotas, 2 de Fevereiro de 1884.
Dr. Vicente Cyprirno da Maia.
Attesto que o Peitoral de Cambar,
preparado peL Sr. Jos Alvares do Souza
Soarea, um 'Zcellente mediement em-
pregado com muito bons resultados n s
molestias bron'ho pulmonares.
K por ser verdal*- passei o presente que
assigno em f .le meu grao.
Pelotas, 38 de Fevereiro de 18S4.
Dr. Serafim Jos Rodrigues de Araujo.
Attesto que o Peiioral de Cambar,
preparado pelo Sr. Jos Alvares de Souz-
Soares, tem urna accao especial sobre a
mucosa daa vas respiratorias, cirando ou
alliviando muitas molestias destaa rnestnas
e como tal
bom resul-
i'
EDITAES
Edital n. 34
De ordem do Illm. Sr. inspector se faz publicj
qae aa 11 huras do dia 6 do correte mez serio
vendios em praca no trapiche Conceico, 12 ki-
logrammas e 70<) grammaa de coral < m raizes e
em obna, e 750 grammaa de fitas de aeds, lisa,
nao especificada, apprehendidoa no da 20 de Ju-
iho do corrente anno, a Achules Qiomo, paasa-
geiro do vapor francez Vt'We de Victoria.
3" aec?ao da Alfandcga de Pernambuco, 3 de
Novembro de 1886. O chefe,
_________ Cicero B. de Mello.
Edilal n. 756
Conflrmacilo. do aeatenca
De ordem do Sr. Dr. i isp-ctor geral d instruc-
co publica, faco aaber ao prof> asor publico, re-
movido de Uru^u-mirim, .Mano-I ferreira Gue-
des, para sua inceiligencia e devidoa fins, que no
procesao disciplinar que lha foi inscaarado por
denuncia de Manuel Jos da Silva, profeno o
txtn. presidente da provincia em grao de recurao
uecessario. o seguinte despacho :
.. Neg prcvimento ao recurso interpoato, eon-
firmando, por aeua fundamentos, a aentenca de
ii ll, 30, em virtude da qual foi absolvido o pro-
ii feseor publico de ensino primaria em Urnc-
<< mirim, Manoel Ferreira uedes. Palacio da
presidencia de Pernambuco, 28 de Outubro de
1886.Ignacio Joaquim de Souza L-eo.
Secretaria da instrueco publica de Pernambu-
co, 3 de Novembro de 1886.O secretario,
Pergsntno S. de Araujo Galvo.
DEGLARACES
Faculdade de Direito
Lista de arilhmetica
(('cntinuacu)
1 Apollonio Perea Cavaleance da Gama.
2 Alfredo Vaz de Oliveira Lima.
3 Artbur Cya iciro le Siqueira Cavalcante.
4 Antonio Athayde Muniz Ribeiro.
5 Ananias Celestino de .Uineida.
6 Alberto Layrac.
7 Arcbimedea de Oliveira Soaza.
8 Artbur Lydio da Silva.
9 Antouio Marquea da Rocha.
10 Aflouso de Barroa Cavalcante de Albnquer-
que.
11 Alfredo Marques Muniz.
12 Ariliur Barreto da Rocha Lina.
13 Aprigio de Miranda 'ascro.
14 Arcoiicio Cainbom de Mendonca Vaseoucel-
loa.
15 Antonio Manoel da Cmara Sampaio.
II Antonio Ayrea de Almeida Frenas.
17 Antonio do Abreu Marquea Baculho.
18 Antouio Venancio Cavalcante de Albuquer-
que.
19 Alfredo Fock Pinto.
20 Antonio Leounrde Rodrigues Filho.
21 Adolpho Pereira de Mendonca.
22 Antonio Lucelia da Motta Silveira.
vas, o que prova cabalmente a sua crescen- -jd Antonio Francisco Regueira Pinto.
t'.s procura e aceitaco, que ainda nao teve ; 24 Ant wo Alipio de Souza Ribeiro.
producto algum offi.inal nesta provincia. | H^ ^iiiano Bezerra da Silva Coata.
O referido verdade, o que affirmo em '
f do m:u grao.
Dr.
Pclot-8, 28 de Fevereiro de 1884. Dr
Octaclio A Cmara.
Udcos agentes e dep sit03 geracs em
Pernambuco
FRANCISCO MANOLL DA SILA & C.
ftua Mrquez de Ollnda n. 23
N. 9. A Emulsao de Scott fortifica e
desenvolve o systema osseo e nervoso das
criangas debis e rachitica*, e nao ha nada
que poasa se comparar este remedio t >
agr*.davel ^ reconstituinte para a cura das
doenjas devidas a m condijao de sangue
e debilidade do corpo.
Dr. Joao Paulo
MEDICO
Especialista em partos, molestias de seuhoras e
de enancas, com pratica lias principaea inat-rm-
dades e hoapitaea de Paiia e de Vieona d'Auatria,
faz todas as operavo s obsttricas e cirurgicas
eoneernuntes as SUaS especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Baro da
Victoria (antiga ra Nova) n 18, 1' andar.
Conbultas daa 12 s 3 horas d tarde. Tele-
pbonc n. 467.
27 Afi' uso Goncalves Ferreira Costa.
28 Arthur Coelho L-mos de Oliveira.
29 Alesandre Felicio de Lemoa.
30 Anti.uio Leite de Magalhea Bastas Jnior.
31 Augusto da osta Ferreira.
32 Bernardo Augusto de Lirai Braga.
33 Bento Corroa de S Barreto.
34 Benedicto Marques da Costa Ribeiro.
35 Bemvenuto Bemvmdo da Silva Loureiro.
36 Braz Carneiro Leo.
37 Candido Alfonso Silveira.
33 Clemente Ferreira da Silva.
39 Carlos Jesuino Rodrigues.
40 Deocleciano Augusto L b.-.
41 Domicio Marinho Falco.
42 Estevio Cavalcante de S e Albuquerque.
43 Eurico Witruvio Pinto Bandeira Accioli de
Vaecoocelles.
41 Eugenio da Cesta Ferreira.
45 Ernesto de Souza Leo
46 Estacio de Albuquerque Coimbra.
47 Eipidio Rodrigues du Souza.
48 Francisco Gom;t. de Araujo Sobrinho.
49 Fraociaco Augusto da Fonseca e Silva J-
nior.
5> Francisco Joaquim de Souza Filho.
51 Francisco de Paula Guncalvea (Jselo.
52 Francisco Carneiro de Albuquerque Filho.
i ( ruiwn jnn P.iDiilniintn Dna im>
Medico, parielro e operador
Residencia ra Baro da Victoria n. 15, 1 andar
Consultorio ra Duque de Caxias n. 69.
D consultas das 11 horas da manB s 2 4
tarde.
Atiende para os chamados a qualquer han
telephone n. 449.
ladas, capitao W. TharapsoD, equipagem
9, em lastro ; a II. Lundgrin & C.
Byenos-Ayre828 dua, barca ingleza Gle-
nudal, de 493 toneladas, capitao Wil-
liams Jones, equipagem 11, em lastro ;
ordem.
Rio Granils do Sul18 dias, lugar inglez
Elizabeth Stevens, de 193 toneladas,
capitao John Strik, equipagem 8, carga
xarque ; a Baltar Oliveira C.
Rio de Janeiro 15 dias, Barca americana
Beatrice Xavener, de 525 toneladas, ca-
pitao J. W. Havener, equipagem 10,
em lastro ; ordem.
Pelotas19 dias, barca nacional Mara
Angelina, de 225 toneladas, capitao
Manoel Joaquim Mendes, equipagem
10, carga xarque ; a Loyo & Filhos.
Buenos-Ayres20 diaa, barca Americana
_4rcAer, de 456 toneladas, capitao H.
C. Mitchell, equipagem 10, em lastro ;
a Henry Forster & C
Navios sahidos no mesmo dia
Buenos-Ayres por escalaVapor francez
Senegal, commandante Moreaii, carga
varios gneros.
Liverpool -Vapor inglez Sicily, comman-
dante Frank Htrbord, carga varios g-
neros.
Liverpocl Vapor inglez Portuense, com-
mandante Fred Hews, earga varios ge
n'ros.
PamhybaBarca norueguense Ama!, ca-
pitao N. E. Lunal, em lastro.
Mossor -Vapor nacional S. Francisco,
cemmandante Joaquim da Silva Pereira,
carga varios gneros.
Maco Barca americana Sketlande. capi-
tao D. H. Haskell, em lastro.
VAPOKKS ESPERADOS
Clnica mcdicoclrurgica
DO
Dr, Alfredo Gaspar
Especialidad!;Partos, mo eslas de aenhoiaa e
crianzas.
Reaidencia Ra da Imperatriz n. 4, segundo
andar.
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico o
litta, ei-ehefe de clinica do Dr. de
Wecker, mudou aer consultorio, do 2.*
andar da caea n. 45 ra do Baro da
Victoria, para o 1.* andar da casa n.
51 da mesma ra. Consultas de meio
dia s 3 horas da tarde. Reaidencia
ra Sctc de Setembro n. 3 A.
Aviso
O Dr. E. Omiilnn Bonnet ledico pe
Faculdade de Medicina de Paria.
Condecorado com a medalha doa hoapitaes.
Socio correapondente : daa Academias de Med
cia do Rio de Janeiro e de Barcelona ; da So
ciedade de Medicina pratica de Paria e da Socie-
dade Franceza de Hygiene, ez-director do Museu
AnatomoPatolgico da Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro, tem a honra de prevenir o pu-
blico que durante a aua estada em Pernambuco
fica a dispoaico doa doeates que deaejarem hon-
ral-o com a sua coufianca.
Chamados e consultas de 1 a 3 horas da tarde
ra do Marques de Oliada n. 51, 1.* aodar: na
hospedara de D. Antonio (Caminbo Novo).
Especialidades : moleutiaa das vias respirato
riaa coraeao, estomago, ligado, etc., molestias
nvaa, e syphilittcaa.
91
I i Oculista
)
Esjrito Santo do norte hoje
Ville de Maranhao do Havre hoje
Bahio do aul a 7
Cotopaxi do sul a 8
Monaeqo da Europa \ a 10 >al2
Delambre de Liverpool
Pirapama do norte a 13
Paranagu de Hamburgo a 13
Tretd do sal a 14
Advance de New-Port Ncwa & 19
Tagus da Europa a 24
Oremgue do tal a 25
Dr. Ferreira da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
KHpelrali
ni:im o
Tem o aeu eacrptorio a ra Duque de Ca-
ziaa n. 74, das 12 a 2 horas da tarde, e deata
hora em diantc em aua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, moleatias de ae-
nhoras e criancaa, telephone n. 326.
Oculista
Dr. Mattos Barreto, ex chefe da clini
ca de Olhos do Dr. Moara Brasil e da
policlnica geral do Rio de Janeiro e me-
dico 8ggrea.ado do hoapital Pedro II
deata cidade.
Consultorio, rna do Imperador n. 65, 1-
andar, daa 12 a 3 horas da tarde.
Reaidencia, Caccinho Novo n. 159.
Aa operacoea ao feitaa aem dor, por
meio da cocana.
Coneultas e operacoea, gratis aos po-
bres.
53 Francisco Cavalcante Peaaoa.
54 Francisco de Albuquerque Mello.
55 Francisco Tlioiuaz Marinho Jnior.
56 Francisco Machado Dias.
57 Francisco da Rocha Salgado.
58 Francisco do Reg Barros Pesaos.
59 Francisco Pinto de Abreu.
60 Francisco Emilio de Andrade.
61 Fausto Freir de Qarvalbo Figaeiredo.
62 Gaspar Aotonio Vieira Guimares.
6 i Henrique Daniel da Cmara Pimentel-
64 Henrique MarqueaPessoa Lina.
65 Herculano Lina Caldas
66 Hermogcnes Scrates Tavares de Vascpncel-
los Jnior.
67 Ignacio Dias Pontual.
68 Jos Correia de Amnrim.
69 Joa L'opco de Franca Caldas.
70 Joa da Silva Loyo Neto.
71 Jo8 Bonifacio Peaeoa de Mello.
72 Jos Alvea de Carvalho.
73 Joa Thnmuz de Oliveira.
74 Jos Rufino de Scuza Rangcl Jnior.
75 Jo8 Ignacio Xavier de Andrade.
76 Joo Joa Lopes de Albaquerqae.
77 Jos Martina de Freitas.
78 Jote Ricardo de Souza Albuquerque.
79 Joo Manoel Pontual.
80 Joo Bapt'ata Rodrigues.
81 Joo Cancio da Costa Prazeres.
82 Jos Soln de Mello.
83 Jeaqnim Uoncalvea Cascao.
"!|4 Joo Pinto de Abreu.
en Jeronymo da Silva Frota.
86 Joa Martina Ribeiro.
87 Joaquim Guedea Correia Gondim.
88 Joo Ferreira da Coata Lima.
89 Joo Ferreira Monteiro.
90 Joaquim Jos de Far.aa Neve8 Sobrinho.
91 Joaquim Guedes Correia Gondim Sobrinho.
92 Joo Joaquim Correia de.Oliveira.
93 Joa Thimea Pereira Filho.
94 Jos da Fonseca Nunea de Oliveira.
95 Joo Paulo Carneiro Leo.
96 Joao Carlos Pinto.
97 Joo Baptiata Lopes de Castro.
98 Joa Alcebiadea da Silva Frota.
99 Jos de Miranda Costa.
100 Joe Luiz Goncalves Ferreira.
101 Joaqni-n dos Santos Leasa Jnior.
U2l 102 Joaquim Gregorio Pessoa Guerra.
&* 1103 Joaquim Gerardo de Bastos.
i I 104 Joaquim Monteiro Guedea Gondim.
l'J ;105 Joo Emiliano da Costa Albuquerque Filho.
106 Joaquim Carneiro de Andrade Meilo.
107 Jos Helvecio de Souza.
108 Jorge Gomes de Araujo.
109 Lu'z Peasoa de Mello.
1 Id Luiz Jos da Silva Jnior.
111 Luiz Francisco de Paula Cavalcante de Al-
buquerque.
112 Luiz Franciaoo Maia e Silva.
113 Luiz Gonzaga Muniz Mendes.
114 Lycurgo de Albuquerque.
li .Moooel Monte Falco de Cerqaeira Bello
116 Manoel da Paizo Vieir;..
117 Malaquiaa Goncalve8 da Rocha.
118 Manoel Macedo Filho.
119 Manoel Pedro Ferreira de Mello.
120 Masoel Correia Liborio,
121 Manoel Arthur Muniz.
122 Manoel Marquea de Amorira Jnior.
123 Manoel doa Pasaos de Aasis| Cavalcante :'a
Albaquerqae.
124 Manoel Barreto Lina.
125 Manoel Correia Peaaoa de Mello.
126 Manoel Thejphilo de Araujo Lima.
127 Aanoel Guilherme Attayde.
128 Mathiar Pinto de Abren Jnior.
'29 Migiel Lopes Cardim.
130 Manoel Paulino Cavalcante de Albuquer-
que.
131 Miguel Archanja Fernandea Pimenta.
132 Natalicio Camboim de Mendonca Vascou-
cellos.
133 Odilon Auguato Ribeiro.
134 Octaviano Cordeiro Coutinbo.
235 Pedro Alejandrino de Mello.
136 Pedro do Reg Barroa Cavalcante.
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Diario de PernambucoSexta fcira 5 de Novembro de 1886
1-57 Preecillo Auspicio da Cruz Cordeiro.
138 Raimundo Horacio da Silva .lunior.
139 Kodolpbo Fereira Brandu.
14d Reinaldo R*driguas de Souza.
141 Salvad ir Hennque do Albuquerque Silva
Costa.
142 Serafn) de Albuqu* r jm Suva Costa.
-143 Tliuranz Miranda d.- Paula Pessoa.
141 Virgilio Gonc.lvea Torres.
145 Vicente da Silva Poeta
146 Zenou da Silva Loureiro.
147 Ulero Seabra.
148 Antonio Jos Seabra.
O secretario,
Jos Honorio Beurra de Alete.
ADMTNISTRAgAO DOS CORREIOS DE PER
XAMBUCO, a DE NVEMBRO DE 1886
Relaqho da correspondencia registrada ($em
valor) que existe nesta reparticao, por
nao terem sido encontrados seiu destina-
tarios.
Recife Drainage
A companhia faz publico, para eonhecimento
'los interessados, que collocou no mez de Outubro
prximo lindo, os apparJhos abaixo declarados ;
Recite
Ra do Visconde de ltaparica d. 21, apparelho
a. 8,025, casa terrea.
Kua do Bario do Triumpho n. '8, app*reiho n.
5,025, 1- andar
Ra do Visconde de ltaparica n. 24, apparelho
a. 8,"27, loja.
Santo Antonio
Ra estreita do Rosn'io u. 35, apparelho o.
5,661, sot.
Ra das Trincheiras >. 36, apparelho n. 5,662,
soto.
Ra do Mrquez do Herval n. 37, apparelho a
5.678, casa terrea.
S.Jos
Ra nova de Santa Rita n. 59, apparelho a.
5,66 i, 1- andar.
Ra di Passo da Patria n. 41, apparelho n.
j,664, casa terrea.
dem idem a. 43, apparelho a. 5,665, casa
terrea.
dem idem a. 45, apparelho n. 5,666, casa ter-
rea.
dem ideal a. 4,7, apparelho u. 5.667, casa ter-
rea.
dem idem a. 49, apparelho a. 5,668, casa ter-
rea.
dem idem a. 51, apparelho n. 5,669, casi ter-
rea.
dem idem a. 53, apparelho a. 5,670, casa ter-
rea.
Idm ilem o. 55, apparelho n. 5,671, casa
terrea.
dem idem n. 57, apparelho n. 5,672, casa ter
rea.
Ra de S. Joao o. 10-A, apparelho a. 5,674,
casa terrea.
Boa-Vista
Ra do Conde da Boa-Vista a. 2', apparelho a.
10.K37, portio.
Recife, 3 de Novembro de 1886.
O gerente,
J. Dowslty Jtinior.
Thcsouro Provincial
De ordem do lllm. Sr. inspector dcsta reparti-
cao, fajo publico que no dia 5 Jo correte mez,
paga-se a elasse de Gymnasio e Escola Normal, e
:id da 6 tambein do crrente, paga-se a elasse de
Casa de etenco.
Fagadoria do The3ouro Provincial de Pernam-
ueo, em 4 de Novembro de 1886.
O escrivo da despea,
Sil vino A. Rodrigues.
Commando das Armas
Oe ordem de S. tic. o Sr. general commandan-
te das armas, pela segunda vez chaado ao
quartel geaeral o soldado reformado Joao Joa-
uiiii de Alb jquerque, que reqnereu para ser ad-
mirtido no Aeylo de Iovalidos da Patria.
Secretaria do i "ominando das Armas de Per-
nambuco, 1 de Novembro de 1886.
Francisco C. Pessoa de Laccrda,
Coronel secretario.
Irniandae do Kenhor Bnm Je
sus dos itfflietos erecta na
igrejade W. Jos do Riba-Mar.
De ordem da mesa regedora convido a todoi os
H9SSOS innos que estivereran* goso de seus di-
r fitos a comparecerera em o noseo consistorio, do-
mingo 7 do corrente, pelas 10 horas da manha,
para reunidos em assembla geral elegermos dous
definidores, na vaga dos que nao aceitaram o re-
n Jo cargo e para outroa assumptos.
Consistorio, de Novembro de 1886.
O escrivo,
Miguel doa Santos Costa Jnior.
.oj.
la roa
Concillaeo. ao val.
fio CaltuK
O Ir.-. Vea.-, manda-me convidar os OObr.\
esta Otfi.-. para a sess.'. de fia.', que se realisar
na segunda tira, 8 do corrale, a hora do costume.
Wr. Caneca 3.:
Secref.
Companhia de triibow urbtnoN do
Recife a Olinda e Beber! be
ASSEMBL \ GERaL
Nao se temi reanido numeio siifficiente de ac-
cionistas p*ra a reunio da assembla geral, con-
vocada para boe, determinou o Sr. presidente que
rosse t'eita a segunda convocado para o di. 12 de
Noveinbr, ao meio dia, no escriptorio da compa-
jbia. E* seu fim :
Tomar conhecimento do reltoro da directora ;
nvir a leitura do parecer da ce inmissao fiscal ;
iiscotil-os e sobre ell< s se pronunciar, assim como
obre o projecto de reforma dos estatutos, apresen -
:ado pela commissao respectiva.
Seicundu resolucodo Sr. presidente e de accor-
o com a lei, entrante os estatutos em di-eustio
se estiver representado dous tercos do capital
-endo que no caso c ntrario embora funecione a
atsembla geral para os outros fios ser erca con-
voca cao coosiderada como segunda convocaco
.ara este fim especial.
Escriitoiio da comiohia, 29 de Outubro de
1886.
O secn tario,
Jos Antonio de Almeida Cunba.
Estrada de ferro do Re-
cife aoS. Francisco
Aviso
Em vista da reclamaco feita pela sociedade
Jomroercial Agrcola contra a dehb-racao de s
se con-eotir a tiragem de amostras dos assucares
aransportados por esta estrada, depois de effee-
'uada a entrega dos respectivos conbecimeotoa, e
:endo ea'a snperiuteodencia ouvido sobre o as-
umpto, a digna directora da sociedade Auxilia-
dora da Agricultura, de accordo com o parecer
desna oirectoria, fica modificado o aviso de 18 do
mez finilo, sendo permittrlo a tira^em de dita
amostr.s, sempre que as p-ssoas que as tiverem
le tirar, se mostrarem autorisadas, por meio de
simples apreseataco dos couhecimeutos ou na
falta d-stes, de autorisico por rscripto e assig-
nada pelos senhores consignatarios. As amostras
aorm devem ter pequecas, oo ezcodeudo de una
libra para cada urna das qoalidades, e s ser
permutido tirar urna vez em cada "remessa.
Cabo, 2 de Novembrj d- 1886.
Wells Hood,
Superintendente.
C. C. E.
Club Commerelal Enterpe
Sarao em 6 do correle
Nesta noite realisar-se-ha o s*ri', solemnisan-
do o 1- euoiversario da inscallaeo da banda mu-
sica1. Os senhor-s socios queir m procurrseos
iner sos em mi do abano assignado. Princi-
piar o sarao dep-iis da p*rte concertante, execu-
ta'a pela banda do Hub.
PROORAMMA
La G-ande Ducb'sse, ouverture Offcnbach.
Betly, cavatina desta opera .... Dooisetti
Rob.rt le Diable, phantasiH vi,yerbeer.
Secretaria do lab C->mu>t-rcial tuit-rpe, 4 de
Novembro de 1886.O 1- secretario,
Francisc i Liuji..
Alfredo Correia Lima.
Acherubim Ferraz de Andrado (2).
Adalberto Dias Ferraz da Luz.
Adtlberto Ferraz.
Anna There de Jess.
Arthur de Mattos
Antonio B. Marinho de S.
Aatonio Cardoso dj Reg.
Antonio Culimodi.
Aotcnio Fausto Jos Rodrigues.
Antonio Joaquim da Costa.
Antonio Lino Pereia Datra.
Antonio Luiz Paraso Cavalcante.
Antonio Rumos de Azevedo.
Antonio Sarriera.
Antonio Ventana.
Balbina Mara da Silva.
Brantj js & C.
Benedicto de Almeida.
Carolina Maria do Bomfim.
Constantino de Almeida.
Claudino Cesar Fr ir.
Ciaudino da Incarnaco do Verbo.
Ce .ario Clau lioo dos Santos.
Casimiro Fraocisco de Araujo.
Estephania da Silva Lima.
Oaoriel Jos da Fonsecs.
Eurico de Caldas Brito.
Fabiana Amaro Lopes.
Fabio da Cunha Galvao.
Francisuo Antonio Salgado.
Francisco Jos Silverio.
Francisco das Chagas FalcSo.
'iuiaeppe Peonella.
Gabriel de Aguiar Moiitarrcyos.
Hemeter o Jos Ferreira Martins.
Josepbina Fernandes Silva.
Jovino Baptista Leitao.
Julio Cesar d- Magalbes Costa.
Juo Antonio da Silva. Pereira.
Joao Ferreira da Silva.
Juo Caocio Tavares de Oliveira.
Joao Jos de Siqueir Mendes.
Joaquim Ferreira de Souza.
Joaquim Francisco Colares.
Joaquim Mana Pinheii'o Costa.
Joaquim Mendes de Almeida.
Jos Torres Leite.
Jos Augusto Paula.
Jos Alves de CarvaJho.
Jos Bernardo Gomes.
Jos Car'os da Silva Leal.
Jos Ign co Guedes Pereira.
Jos Olympio da Rocha Santos.
Jos de Souza Mora es.
Leonor Augusta B -Imonte Mafra.
Libania Benedicta da Conceico.
Lydia da Costa Siqueira.
Luiz Goncalves da Lacerda.
Lusia Maria da Conceico.
Maria da Assumpco Ferreira.
Maria Ceriaca.
Mara Magdalena da C necicao.
Maria Salustiana de Scaza.
Marianno B ptista de uiiveira.
Mauricio Vannier.
Macoel Azevedo Pontea.
Manoil Feliciano Vason.
Manoel Gomes da Silva.
Maooel Joaquim da Rocha.
Manoel Pereira de Araujo.
Manoel d Silva.
Ohndina Augusta de Miranda.
Pedro Celestino de Aievedo.
Rita Joaoot.
Rita "aria de Jess Beierra.
Rosa Alexandr na da Cista.
R-iymundo Lasserre (2)-
Rita de Cassia Pacheco Osorio Pires.
Sebastiao Antonio Vidal.
Torqnato Antonio de Almeida.
Theophlo Borges Falcao-
Terencio Gomes Ferreira Velloso (2).
Victoria Rosa de Moraes.
Autonia Monteiro do Nascimento Fi ho.
Joaquim Bibiano.
Porcina Maria J. da Costa.
Sebastio Possollo.
O lo official,
Deodato Pinto dos Santos.
Matriz de Santo Antonio
Irmandade da* Alma*
Nao tendo comparecido numero legal de irmos
no dia 28 de Outubro findo, pan se procede, a
eleico da mesa regedora, que ha de dirigir a ir-
mandade ao aono compromissal de 1886-87, de
novo convido' aos irmos desta veneravel irman-
dade i comparecerem no respectivo consistorio s
6 horas da tarde do dia 5 do corrente para o fim
j indicado.
Consistorio, 2 do Novembro de 1886.
O escrivo,
M. A. Lessa.
Cala econorntca t ii le soc-
Em virtade do aviso do Sr. inspector da Tbe-
souraria de Fazenda, e de accordo com o art. 6*
da nova le ornamentaria a. 3310 de 16 de Outu-
bro de 1886, faco publico que se ach supprimida
a restriccJo das entradas stmanaes, ficando livre
o deposito de qua'quer quaalia, da qual smente
percebera juros o computo de 4:000, conforme
as dispoaicods do art. 2 15 da lei o. 1083, de 22
de Agosto de 1860. Recife, 2 de Novembro de
1886.O gerente e guarda livrof,
Felino D. Ferreira Coelho.
Imperial Sociedade dos Artistas
Mecnicos e Llberaes de
Pernambuco.
De ordem do irmo director, convido a todos os
irmos a reunrem-se cm assembla geral em nos
sa sede, sextx-feira 5 do corrate, pelas 6 horas
da tarde, afim de ser apreciado as occarrencias
do mea prximo passado e tratar-se da approva-
co da planta do edificio para as nfficioas da so-
ciedade, deveudo ter lugar dita assembla com o
numero que comparecer. .
Secretaria da Sociedade dos Artiitas, 4 de No-
vembro de 1886.
O 1 secretario,
Jos Castor.
Coopto!) p Seros Fli,
ile Lisboa
AGENTE
Miguel Jus Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
Mesrnro* naariilaao* e ierrestrrs
Nestes ultimo a nica eoapanhia acata praca
que concede aos Srs. aegoradia isesspciode paga
meato de premio em cada stimo anno, o tjae
equivale ao dcaooato de ccrcitdi !5 por canta ec
avor dos segurados.
(OMPANfflA
Imperial
/
N.
NEIRON contra FO*SO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuiao
CAPITAL
tta. 16,iXW:O00000
Agentts
BROWNS AC.
* Ra dt> Hinnmercio N.
Londd aod Braslllan ia
l.iiniltu
Ra lo Couimerci) n. 32
'.icca por todos os vapores sobre aa c
do meiimo anco euo Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Capellistaa n 75 N
Porto, ra do Inglezea.
SEIS
CONTRA F0C4
Fhe Liverpool k London k Glob
l\Sl IIRWCE C0NP4NY
Sanlers Brotters & C.
COMPANHIA DE SEGUROS
COMTRA FOGO
Sorlh British k Mercantile
CAPITAL
trooo.ooo de libras sterllnas
A GEN 7 ES
Vdonison Howie & C.
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelclda em 1*55
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
Ate 31 de dezembro de ih*j
Martimos..... 1,1.0:000^000
Terrestres,.- 516:000$000
41- Ra do <'oiiinior'io -
COJIIVWIIII ~D NEGL'ROM
NORTHERN
de LOndreM e Aberdeeu
Poaicaeflnanceira (Deiembro 188B)
Capital oubsciipto 3.000.000
Fundos accumulados 3.134,348
Becelia animal t
D premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGENTE,
John. H- Boxwell
Bf* COMMEWnOCIO M. 1' AXD4B
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhia Phenlx Per-
CilARfiEtRS RELMS
Companhia Franceza de Wavega-
eSo a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santoa
Steamur Villa de Maranao
E' esperado da Europa
n > dia 5 dr Novembro, se-
guindo depois da indispen-
save) demora para a Ba-
bia. Blo de Janeiro
e Manto*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p 'los
vapores desta linha,auciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng. |uaJ-
quer reclamaco concernente a volumes, qu<) po-
ventnra tenbam seguido para os portos do sul,afim
de se poderem dar a tempo aa providencias necei-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Kecebe carga, encoinmendas e passageir pars
os qnaes tem excellentes accomodaces.
Augusto F. de OiivciraU.
ua;vri:
42-RIJA DOCOMMERCIO-42
LEILOES
AVISOS DIVERSOS
Leilo
nambacana
Ruado Commercio n.
8
Companhia de Edificares
O escriptorio desta
companhia acha-se in-
stallado na praca da
Concordia n. 9, conser-
vndole aberto das 7
horas da manha s 5 da
tarde, em todos os dias
uteis.
Incumbe- se de cons-
trucQes e reconstruc-
c,es.
Recebe-se informa-
coes acerca de terre-
nos na cidade e subur-
bios^ a respeito dos
quaes queiram os res-
pectivos donos fazer
negocio.
No mesmo escripto-
rio se encontraro as
amostras dos produc-
tos da olaria mechani-
ca do Taquary, pro-
priedade da m e s m a
Companhia.
BOYAL MAILSTEAH PACKET
COMPANY
0 paquete Mondego
E' esperado da Europa no dia
10 do corrente, seguin-
de depois da demora necessa
ra para
Macelo, Bahia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
corrente seguinlo
depois da demora
necessaria para
9. Vicente, Lisboa, vigo e Non-
thamplon
Para passagens, fretes, etc., tracta-se >^-m 0s
CONSIGNATARIOS
Adamsoa Howic & C.
Companhia Bra.< llelra de ^are
gr.coa Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Bahia
Cammandante Silverio Antonio da Silva
' esperado dos portos do sui
at o dia 7 de Novembro. e
seguir depois da demora in-
dispcnsavel, para os portoe
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas valores
racta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
De fnzendas liropas e avariadas
Sexta felra, 5 de Movembro
A's 11 horas
O agente Pinto, levar a leilo por coata e ris-
co de quem pertencer nao e um fardo com algo
do trancado, como tambera outras tazendas es-
trangeiras, lirapas e avariadas, existentes no es-
criptorio da ra do Bom-Jess n. 43.
Agente Burlaniaqui
Leilo
Da armagao, lustre, pesos, medidas, ba-
lanza e mais utensilios, e gneros todos
de boa qualidade, que se vndenlo a re-
talho
Slexta-felra, & do corrente
A's 10 1/2 horas
No estabelecimento a ra Imperial n. 279.
arante-se a chave do mesmo estabelecimento,
visto a mesma casa ter bastantes cemmodos para
familia p ter agua encanada.
Alnga-se casas a 8*000 no becco dos Coe-
ihos, junto de S. Ooncallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56
Aluga se os andares superiores do predio n.
51 ra do Imperador, com excellentes accommo-
dacoes para familia : a tratar com N. I. Lidstonc.
ru do Coamcrcio n. 10.
Alaga se u casa terrea n 21 a ra de S.
Francisco ; a tratar na ra do Imperador n. 31,
armazem do gaz.
Aluga se o andar e soto da casa n. 70
ra de s. Francisco, o qual milito fresco per ter
jiinellas no oiio ; a tratar n escriptorio ao caes
da Companhia Pernambucana n. 6.
_ Precisa-se de um cmdo para vender tabo-
leiro e fazer mais servicos de casa : na ra da
Matriz da Boa-Vista n. 3.
Precisa se de urna ama
uumero 14.
na ra do Aragao
Leilo
De
bona novis, loiirn. tiilros e eti-
peibosi
Sendo urna mobilia de junco com ponco uso, ten
do 12 cadeiras de guarnico, 2 ditas de braco, 2
ditas de bataneo, 1 sota e 2 conso'os com pedra.
2 quadros, espelbos para consolos, 1 cama france-
za de amarello, 1 toilet, 1 lavatorio, 1 cabide de
columna, 1 guarda-vestidos de amarello, 1 com-
moda de dito, 1 marquezo largo, 1 dito estreito, 1
berco, 1 marqueza de amarello, 12 eadeiras de
junco, 1 cadeira de parafuso, 1 dita e 1 espregui-
cadeira.
Urna mesa elstica de 4 taboas, 2 apparadores
entalhados, 2 ditos de columna, 12 cadeiras de
pao-carga, 1 quartinheiro, 1 marqueza, louca de
jantar, copos, licoreiro, galheteiro, compotiras,
fructeiras de vidro e outros muitos movis.
Sexta-feira 5 do corrente
\ 11 HORA
No 2* andar do sobrado a. 58 da ra do
Rarjgel
O agente Martins far leilo por ordem de urna
familia que se retirou desta provincia, dos movis
existentes em dito sobrado, os quaes tiveram mui-
to pouco uso, e sero vendidos ao correr do mar-
tello.
Leilo
Em continuado
De movis avulsos, guardas- loucas uzados de
amarello e Jacaranda, commodas e meias-commo-
das, marquezes, camas francezas, camas de ferro,
espelbos, jarros, colheres, faccas, caldeiioes, miu-
dezas e outros muitos objectos existentes
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
sexta- felra. O do corrente
As 12 horas
PORINTERVENCO DO AGENTE
Gusmo
Alug-i-se a casa da ra da Conceico n. 2-A
na Torre ; a chave est cm mo do Sr. Manoel
Elias, na mesma ra.
Aluga se urna casa na estrada de Luis do
Reg n 9 B, com 3 quartos, 2 salas, eoainba fora ;
a tratar na casa n. 11.
Vende-se a taverna da ra dos Pescadores
n. 43, bem afreguezada, com poneos fondos e
commodos para familia, o motivo se dir ao com-
prador ; a tratar na mesma.
Precisa se de um ven iedor de cigarros ; na
fabrica Suzana, pateo do Terco n. 30, que d fia-
dor sua conducta.
Preciaa.se de om caixeiro com pratica de
taverna ; na rna do Conde da Hoa-Visia numero
143 A.___________________________________
Quem preeisrr de urna professora para ensi-
nar primeiras lettras, portuguez. francez, msica
e piano, e tambem italiano e flores, dirjase ao
Caminho Novo n. 12S, at as 9 horas do dia.
Aluga-se ou veode- e o sitio dmaminado
Jacar, perto da estaco da Tamarineira, com
muitos commodos, baixa de capin, muitas arvores
de f ructo, e muite terreno para plantacoes: a tra-
tar na ra Nova n. 55, ou na guarpamoria com
03 Mrt'as.
Menor fgido
Da casa do Dr. Claudino de MeflOj ra do
Visconde da Albuquerque n. 25, (autiga Matriz
da Boa-Vista) ausentou-se no dia 1 do corrente,
um menino seu tutellado, de idade de 10 annos.
pardo, rosto redondo, feces salientes, bocea gran-
de, muito esp< rto c fallado, 1 vando vestido, calja
de trabalho e blusa de brim pardo, com listras
azues largas e chapeos de palha.
O mesmo pede a quem encontrar o referido me-
nor, o especial favor de leval-o a sau casa, que
recompensar querendo.
Desconfia-se tcrvoltado para Palmares de onde
veio ha pouco.
4luga-se
Leilo
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
ao Marta Pessoa ra de j-acarand^ 2 conaJlos com "pedra marmore
*!rt0 ai v Pret. uma Ramera pedra, 1 santuario de
e at o da de 7 Novem- f .. ,. m OD,.,
Commandante Joao Mana Pessoa
E
norte
bro e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
.os p*tos do sul.
De 2 bufets, 1 rico relogio com msica em um
lindo quadro com paysagem, 1 espelho de moldu-
jacarand, urna mesa para o mesmo, urna estante
com gavetas, 1 bidet com pedra, urna mesa para
jantar, 1 aparador, 1 relogio americano, urna me-
sa de Jacaranda para jogo, urna davina de Spen
Urna casa nova no largo da Casa Forte, junto a
estaco. com grandes commodos, prestando-se para
urna cu duas familias, tendo entre quartos e sala?
26. e mais doascosinhas cora duas saletas para
engomado, tendo gaz encanado, con boa agua de
beber, tendo duas bombas, banbeiros, com agua
encanada, tanques e apparelhos e gallinheiro?,
tendo o predio terreno aos lados, cercados cstc
por muro, e 110 fundo por quartos, com dous por-
tos na frente, preco rasoavel a tratar com o Gui-
mares na Casa Forte, junto a loja d fazendas.
Alnga-se
MARTIMOS
Pacific sieam Navigation Companj
STRAITS OP MAGELLAN LINE
Paquete Cotopaxi
Espera-ae dos portos do
sul at o dia 8 de No-
vembro seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em diante segnirem ocarao em
Plymoiilli, o que facilitar che-
garem os passageiros com mal
brevidade a Londres.
Para carga, passagens, encommendas e din-
he ro a frete traeca e coi os
AGENTES
Wllson Moas k. e.. United
S. 14- RA DO OOMMERCIO -N 14
l nuedMales A Brasil liil S. S. I
O vapor Advanee
Espcra-se de New-Port
News, at o dia 19 de No-
vembro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha e Ro de Janeiro
rV+ra carga, passagens, encoinmendas e dinheiro
a frece, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster 4 (L
N. 8 RUADO (JOMAU.KC10 N.--8.
! andar
Recebe tambem c*rga
Grande d> Sul, Pelotas e Porto Alegre,frete mo-
dic .
Para carga, pasaren!, encommendas valores
rata-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N 9.
COMPANHIA PEB>4MaiC*\*
DE
i^avegacSo Costelra Dor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Ceard e Acarahu
0 vapor Ipojuca
Segu no dia 9 de
Novembro, s f horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 8
Encommendas passagens e dinhejros a freto at
3 horas da tai de do dia da sahid.
ESCRIPTORIO)
Cae da Companhia Pemmbuwna
n. 12
., ., ] cer, urna carrees, forquilbas de ferro com cepos
para Santa Catharina, i
toMPtxna PKHsmBic*iva
DE
tfavegacao Costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo e Aracaji
0 vapor Mandahu
Segu no dia 6 de
Novembro, pelas 5 ho-
ras da manh.
Recebe carga at o
'dia 5.
Encommendas, passag<..,s dinheiro a frete at
as 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRD7TORIO
Cae da Companhia Peraanbn
cana n. 1
Coppanhia Bahlana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, tenedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Principe do Gro-Par
Commandante J. F. Teixeira
Segu impreterivil-
mente para os portos
cima no dia 7 do cor
rente, as 2 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/2
dia do dia 6.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
7liua do Vigario 7
Domingos Alves Ma heos
Para o Para
Seguir dentro de poneos dias, por ter grande
parte do carregauent j prompto para esse porto, a
barca noruegueuse de Ia elasse denominada Ebe-
neser.
Para o resto da cirga engaj* se desde j, com
o seu consiguatario, ao largj do Corro Sanco
n, 9. ________^^_________________
Porte-Alegre
Segu com brevidade para o porto cima a es-
cuoa nacional Mamita ; para o resto da carga
quelhe falta, trata-se na ra do Mrquez de
Olindafn. -1.
para lacadas e amitos outros movis.
Sabbado 6 do corrente
A's 11 horas
Na casa o. 139 da ra da Aurora
Per intervtncao do agente
Gusmo
3 leilo
De predios e terrenos
Agente Brito
O agente Brito, por alvar do Exm. Dr. juia de
direito e da provedona levar a leilo : a mecade
da casa terrea n. 15, e duas quintas partes da casa
terrea n. 11 ambas ra do Camarita, espolio de
Antonio Martins de Carvalho Azevedo, em se-
guida vender mais 1 sobrado de 1 andar e soto .
quasejnovo, ra do Apollo n. 63 e rende 4324,
1 casa terrea moderna, no largo do Ampare n. 6,
em Olinda, outros predios e terrenos.
SABBADO, 6 DO CORRENTE
A's 11 horas
No armazem ra de Pedro Affonso n. 43
o segundo andar da casa ra da Aurora n. 31,
ji-nto a estacao da estrada de ferro de Olinda ; a
tratar na ra do Commercio a. 15, escriptorio de
S bastio de Barros Barreto.
Cocheira venda
Vende-se urna cocheira com bons carros de
pMsaeio, bem localisada e afreguezadi., por prego
muito mdico, em razio de seu dono nao poder ad-
ministrar por ter de faxer urna viagem : os pre-
tendentes acharo com quem tratar ;i ra Duque
de Cazias n. 47.
;w ii ii iii i vi
Aos 100:000^000
2o-raa Primeiro de Mar$o23
Da 8,a parte da 1. "lotera da provincia,
veoderam Martins Fiuza & C, os seguin-
tes premios garantidos :
Leilo
De cerca de 50 deposites de ferro para diversos
misceres, 2 bilcoes, uina armacao para deposito
de barras de trro, 2 fteiros, 6 vidracas, 16 portas
e 1 grande lote de taboas caixoes e barricas va-
zias.
Segunda-fetra 8 do corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Imperador no 79
Por intervenido do agente
Gusmo
1,591 100:0005 9,346 500->
3,800 30:000-5 15,591 5005
8,543 10:0005 15,988 5005
18,057 4:0005 5,740 5005
19,257 2:0005 17,761 5005
7,080 2:0005 2,065 5005
10;899 2:0005 23,321 5005
19,119 1:000o 1,275 5005
4,217 1:0005 1,711 5005
11,949 1:0004 1,494 5005
2,633 1:0005 12,577 5005
10,109 1:0005
Leilo
De bons
movis, 1 piano, espelhos, jarros
e vidros
\o obrado da ra da niuo n. O
Terja-feira 9 do corrente
A's 101\2 horas
Sala de visita
Urna benita mobilia de Jacaranda a Luiz XV,
coLStando de 1 sof, 2 cons lo, 1 jardineira, 4 ca-
deiras de braco e 13 de guarn;c&>, todas de meda-
Iho, 1 piano do fabricante Bord, 1 cadeira para
0 mesmo, 1 porca-musicas, 1 grande espelho oval,
(vidro biste) 2 ditos grundes para cima de conso-
los, 2 caderas de bhinco le Jacaranda, 2 ditas
de dito de encost de panno, 2 pares de jarros,
(bacarat) 2 pares de lanternas com pingrntes, 6
etagers e 6 jarros finos, 2 figuras de pedra, 2 es-
carraduiras finas, 1 tapete grande e 6 pequeos.
lquarto
Urna mobilia de junen fingindo canna, conten-
do 1 eoti, 2 co">modae, 1 jardineira, 2 cadeiras de
braco e 6 de guarnico, (todas aa p cas fechara, se)
1 toilet, 1 guarnico completa p.r o mesmo e 1
guarda-vestido de amxrello.
2 quarto
Urna cama francez, 1 lavatorio de mola com
suas pertencas, 1 corainoda iuteira de Jacaranda,
1 espelho de moldura d urada, 1 cabide de p, 1
cama pan menino e 1 bei\-.i.
3o quarto
Dous saarquezoes. 1 vaiorio de aman lio, 1
marqueza, 2 meeas com estantes, 2 cadeiras de
descanco e 1 dita de parafu a.
Sala de jant r
Um guarda-louc* envidrando, ( bra do R>mi
gio) 1 mesa etsatiea, 1 aparador guarda comida,
1 guarda comida piqU'U 4 psiad-T^a simples,
12 cadeiras de junco, 2 ilitaa de btlanco, I quar-
tinheiro, 1 relogi de paiede, 4 jarros de pedra,
copos, clices, l'-uca, 1 vel cip de de ac e outroi
artigos propriiis de casa de familia
O agente Modesto Bpus>, aut riaado por urna
familia que mudou de rea; je^.:'. pftra fra da ci
dadd, far leio dos oh< va eima, que se r-
cmica ism pelo seu lo de couservaco, e
principiar s 10 1/2 boros em punto por terem
muitos os lotes.
Acha-se venda os afortunados bilhetes
garantidos da 9 a parte da mesma lotera,
que se extrahir quinta-feira, 11 do cor-
rente.
Preeo
1 vigessimo 15000
Esa poreio de ioo4 par cima
1 vigessimo 5900
INSECTICIDA GALZV
DESTRTJigAO INFALLIVEL
SS Penonjoi, Pulgas, Piolhoi, Moscas, TentbriOc,
Irifis, Formlgss, Lsgirtts, Borgulhos, Me.
O dio, 11 tr.; 100 gr. plo oorreio. 1'flS.' ,
'ABRIC A: 71. ooara d-BarbonvUlau a LVOBI
D. Harianna Joaquina Ferreira
Antonio Mria Marques Ferreira, seos filhos e
ora agraiecem do fundo d'nlua todos os seus
parent. s e mais pessoas de sua amizade que se
digiaram ac mpanhar ao cemiterio publico os
reatos mortae de sua muito presada esposa, mili
e ora, D. Marianna Joaquina Ferreira, fallecida
no dia 2 do corrente ; e de novo Ihes pedem o ca-
ndi'so obs quio de assistirem ss missas, que por
alma iU mesma finada, mandsm resar na prxima
segunda-feira, 8 do corrente, pelas 7 horas da ma-
uh, na matriz da Boa-Visca, stima da do seu
pasamento.________________________
Mara Petronliia Yellez Botelho
Minoel Joqiiim B t Can-
dido ''essoa, Ignez Velh z Pes>o, P'rancisca Xa-
vier Velhze Mura F ancisea Botelho, agrndecem
todas as pesa i|-e se digo i raen anorop >nhar
ao eemiti rio da ordem tereeira 'ie S Fra-iea o oe
Olinda, os re< in ri es de au-, pie-.-la n pi)5n.
mi, irm e euubad vlri> Petr M i Vtlhv Bo-
t-ihi; de H > i ei vidam a to'"-- sena puen-
tes e .lingo prtTH a33nt'r"m as m d< nutilBO
dia, qn ser. --Ieur."li Da a
juu i leira 8 io c un at pe H
mauhS m di .' : seto quede, j
gntot ir ''' A '
rdtm, ae-
i ii ie da

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:

m

6
Diario de PerambucoSextafcira 5 de Xovembro de 1886
Tnico
Orier.za.
O VlSor d0
Cabello
Ayer
Ifljeft lair Vigor)
VMSM
, ) rtrwtAC :
^^Kay* f:',ACABEao>
y^ TORNANCO-0
MACIO. FLEXIVU E LUSTROSO.
- 'oB-JC'tS9CIAi*r-'
- --/
s* brlhante, sem Fumo
OLEO AROMTICO
Hygienico e Econmico
PURA LAMPARINES
Aluga-sc
predio n. 140 a rna Imperial, proprio para es-
ibelecimeoto fabril : a tratar na ra do Commer-
o n. 34, com J. I. de Medeiroa Reg._________
Alagase barato
Ra do Bom Jess n. 47, 1 andar.
Roa de Lomas Val rutinas i, 4, com sotao'
Largo do Mercado u. 1 7, I ja cora agua.
As casasda ra do Corono* Suassunu u. 141
frata-se na ra do Cowmercio n. 5, 1 andar j
eseriptorio de Silva Guimaraes & C.
r Largo do Corpo tilinto n. 13, 2." andar.
Roa da Palma n. 1L______________________
Anga-se
t eaaa n 1 mi Lvjibianca do Gomes, em Santo
Amaro, tem agun : a tratar na rus da Impcratriz
.32, 1. andar.
MARTINS* BASTOS
Pemamhuco
NUMERO TELPHONICO : tf 33
Agua florida. Extrahida de flores bra-
sileiraa pelo seu delicado perfume, suavida-
de e suas propriedades benficas, excede
a tudo que nesle genero tem epparecido de
mais celebre.
Tnico americano.-E' a primeira das
preparacSes para a tonservajo dos ca-
bellos. Extingue ae caspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tem a grande
vantagem do tornar livres de habitantes as
caberas dos que os usam.
Oleo vegetal- Compcsto com vegetal
innocente, preparado para smaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Escllente remedio
contra n carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo bajito.
Vend;-so as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TF.LEPHONE N 33
Alugnel barato
Aluga-se o importaute 1- andar i iua da Roda
n. 17, cem muito bons commodos : a tratar no
largo do Mercado n. 12.________^__^____
Aluga-se
a casa n. 12 ra de Santo Amnro, no bairro da
Santo Antonio, compSe-se do pavimento terreo,
1- andar e grande sotao, maito fresca, tem gas,
esgoto e agua encanada, banbfiro, etc., est muito
asseiada ; as chaves na ra Nova n. 48, loja.
Aluga-se
a casa terrea da ra de S. Jos n. 29 e a sota da
roa Bella n. 29 ; a tratar na roa Duque de Caxias
n. 66, loja de mind. zas, a fallar com o Pinheiro.
Ama
rrecisa-se de urna cosinheira ; no largo do Cor-
po Santo n. 17, 3- andar.
Ama
l'recisa-se de urna ama : na ra da Florentina
n. 2, taverna.
AMAS
Prccisa-se de duas amas, urna para cosi.har e
outra para andar com enanca ; na Ca punga, a
ra do Dr. Joaqun) Nabnco n. 3.
Ama
Precisa-se de urna ama para engomuar e eos
tarar perfeitamente ; u tratar na ruu de Ri&chucl-
lo n. 57, portao de ferro.
Ama
Precisase ie urna perfeita cosiobeira; a tratar
na ra do Cabug n. 14, sala da frente, de meio
dia a 2 da tarde.
/%!
Precisa-se de urna ama para cosinbar, qne teja
perita e que durma em casa do patr.io ; na ra
de Riachuello n. 57, portao de ferro. ______
Ama
Precisase de urna ama para lavar e engom-
mar ; na ru i do Padre Ploriano n. 41, taverna.
Ama
Tricofero de Barry
Garntese que faz nas-
cer ecrescer o cabello anda
aos mais calves, cura a
tinta e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabera. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranque-
cer, e infallivelmente o
torna espeaso, maco, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no ni un -
do qne tem a approvaeao ocial de
nm Govemo. Tem dos vezes
ni ais fragrancia que qualquer ontra
e dura o dobro do tempo. E' limito
mais rica, suave v deliciosa. E'
muito mais fin e delicada. E'
nada permanente e agradavcl un
lenco. E' duas vezas laois refre-
canto no banho e no qnarto do
(lente. E' especifico contra a
frouxidfio e debilidade. Cura as
dores de cabera, os cansacos e os
desmaios.
Xarope ie Tila le Bener No. 2.
AKTTS DE USAIV-O. SSPOZS DE USAL-A
Cura positiva e radical de todos os formasde
escrfulas, Sypkilis, Peridaa Escrofulosos,
AffeccSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
lndocom perdado Cabello, e de todas as do-
encasdoSangue^Figado, e Bins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro. w
Sabao CuraYO de Reuter
c
Para o Banho, Toilette, Crian.
8as e para a cura das moles-
as da pelle de todas as especies
* em todos os periodos.
Na praca do Condr. d'Eu n. i, 2- nadar, pre-
cisa-so de urna cosiobeira de boa conducta.
Ama de leite
Offerece-se urna ama de leite, com rcuita abun-
dancia de leite ; a tratar na ra do Coronel Suas-
suna n. 18.
Ama
Precisa-se de urna ama que compre e oosinbe,
para casa de pouca familia ; na ra Nova n. 15.
segundo andar.
Ama
Precisa se de nma ama para cosiohar e engoin-
mar : na rua rio Mrquez do Herval n. 18.
Ama
Precisa- se de urna ama no .: mazera de Pan
lino n. 28, i uh o Imperador.
Ama
Na rua da Madre de Deus n. 3, hotel,
de urca ama-de idaie, para pouco 'rabillo.
precisa
Ama
Precisa-se di orna ama para cosinbar
vssa dos Pires n. 6 (Geriquiti).
na tra-
Aluga-se muit barato a casa n. 37 i rna do
General Sera, snfigs do Jaamiro, est muito liui
pae muio fresca a traa.- junto.
PE'tcira
A abaixo asignada dclan as p-ssoss de sen
roulieeiniento qu" inudoj s>' tia rua do Aragao n.
24 para a aiesm rna n H-2. onde pode ser procu-
rada para o acto dr tua ptofi Mara Lina de C. e Silva.
(josinheira
Precisa-se de urna ama para cosinbar, comprar
e mais servidos e e casa ; na rua do Aragao nu-
snero 14.
triado
Precisa se de um criado, dando fiador k sus
conducta : na rua da Imperatrix n. 1.
Deposito era Pemambueo casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Madamoiselle Cotinha
Ainda contina na rua do Imperador n. 55, 2-
andar, onde asas amigas e freguetas podem eu-
contral-a cara comprar Ihe os traba I tos, que como
modista desempenha, cimo sejain, toilettes e pen-
teados de todo gosto. de accordo com os figurinos
modernos
O quinium Labarraque um Vinho eminentemente tnico et febtifugo destinado
ootras preparaces de quina. ,
O quinium Labarraque contem todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium Labarraque prescripto com vanugem aos co.-.vlcsccnics de doencas graves, as parturientes e
a todas as Dessas iracas ou debilitadas por urna iebre lenta.
Tomado com as verdadeiras pihuas de Y :.r. so rpidos efleitos que produz nos casos de chlorose, ant-
mia, cores paludas.
Em razao da efficecia do Quinium Labarraque, 6 preferivel
tomal o em copo de licor, no fim da refeico e as pilulas de VaUet antes. ^/&ss.
Vendc-se na mor parte das pharmacias sobe a assignatnra :
Fabricagao e atacado : Casa L. PRERB
10, ru Jacob, Pars.
W
Aos 1.000:
200:000*000
100:0001000
LOTERA
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
PROVINCIA De'pERNAMBUGO
Extracfuu a 15 je Dezemorj Je 1886
0 thesourciroFrancisco Gon?alvcs Torres.
Cura rpida e certa pelo
ARSENIATOdeOURO DYNAMISADO
do Doutor A. PDISON
da Cblorose, Anemia, todas as Molestias do Systeras nerroso, TitinK* ai
mais rabeldts. Molestias shronicaa dos PulmSes, Me, te
naiorea illaatraoi medicas tta attcitado o podar onratiTo deat medicamaoto doalsram-a'o
o primeiro e o mais enrgico dos reconstUuinte.
O FRASCO e FRANCOS |EU FRAJCOA.)
Todo muco que do trouxer a liana de Fabrica registrada e *a*slcndtiira--*&JlBlco F'brhtnf
dar* sor rigorosamente recusado. ^^-5* dnt
Producto
PAIJI3, Phancacia OEU, rna RocheoIiOBart, Sa.
Deposito eia Pemambueo : FRAN' M. da SILVA
JOEER
c.

Gxcellentc inorada na
Torre
Aluga-se orna casa com comroodos rnflWiiolin
para familia numerosa, eom grande sitio e jardiin.
muito fresca e alegre, i margem do rio, em cujo
portao termina a linba dos bonds, fundo Da mar
gein oppos:a do rio, a estatu da T-orre, da coni-
paubia dos trilhos urbanos do Kcie Caxang :
a tratar ne Secife, tum do Commercio n. 46, pa -
vimento terreo
CocheJra da rua da Impcratriz
TELEPHONE N. 189
O abaixo assiguado avisa aos seus amigos, fre-
guezes o 80 publico eui geral que o Sr. Dclfioo de
Azevedo Villarouca despedio-se da admiuistra^au
de ana cocheira, rua Ja Impcratriz d. 29, desde
o dia 9 do corrmtc, tendo prestado todas ai> cootas,
ficando a mesma sendo administrsda pelo Pr. An-
tonio Joaquim Morcira, a carge de quem se acha
tambera a cebranca; espera .poi?, merecer a mts-
rr.a confianca dos seus fregueze3.
Rccife, 18 de Outubro de 1886.
Jos Pedro Rodrigues da &i!ca.
Criado eopeiro
Precisa-se de um de
14 a 16 annos, na rua
de Riachuelo n. 17.
l]i."omiiia(cir
de urna ana que rngom
ua do Msrqqez do Herva
Scriuacm
irr
-
0;
I
Toniem aola
Trilitos para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
achFisme completo para en
gcahes ae todos os tamanhos
Systema aperfeijoado
Especificares e presos no eserptorio do*
agentes
Browns & C.
*' & -Rna do Commereio
N. Jtt Alm do cima t ce C, tem cathitlogos de
aiu i timplementos uee: sc::ri is ugricultura, como
.nmbem mnchinas para descnror;ar nlgodao, moi
nhos para cat, trigo, arroz e inilho; cerca d" fer-
ro galvanisado escellente e mdico cm pre<,-n, pes-
io nenbuma pode trepal-a, nem animal que-
>ral-.
AlhBco
Aluga-se fm urna casa de familia, um quarto a
alguma senhora viuva ou solteira, quo seja de
conducta moralisada ; trata se ua rua do Mr-
quez do Herval n. 182.
LiquidaQo
hpos modernos, palmas, plumas Acres e
upor preoos muito barato.
Mmc. Miquelina
Rua i:as Cruzes n. 39
AttenQo
Compra se urna cscrava engemmadeira perita ei vros do thesouieiro das mencionad is loteras, e.
&( y>i6> IOiera de Alagoa
Ped>' se as pesseas que jogara nesta lotera qne
procurein lr oque escreveu nos jornaes da mes-
ma provincia o Si. JeSo Aivcs steves, guarda
tadia, ou aluga-se urna ama para o mismo mister
a tratar na rua da Impcratriz u. 11, primeiro
andar.
Burros
nruito mansos e proprios
a Vt e tra'.ar na gur-
Vcudc-se dous burros
para cangalha e carro
peira da estrada de Apipucos.
Vende-se
um cstabelecimeuto de aolbadcs, bem localisndo
por ficar junto a estaco da rua do >ol; tratar
na rua Bella n. 37.
Sitio para alugar
No aprasivel Cbacon n. 13, ten lo accommoda-
ces para familia, muit .s fructas ; a tratar na
rua da Aurora n. 81.
por Ceses escriptos, poderSo julgar da lesura que
existe na rxtrace'j desta mesaia lotera.
Um que jogava.
NA EXP0S1CA0 UNIVERSA
VINHO de
de GLYCERINA e QUINA
0 mais poderozo tnico rcconstituinle prescripto R
dos cazos di; Dores d'estomago, Langor, Anemia t
Diabetis, Consumpco, i~ebres, Ti
Convalcscenga, Resultados dos parto3. ele. J
O mcsino vinlio com ferro. VINHO FERRUGINOSO Di
CATILLGN regenerador por exceReaea to sangue pobre
! e (eicorado. Este fiaba Cu t I:rar o ferro por todos
o* estomago c nao occasioa prisio de ventre,
\PARJS, 23, rua Sarnt-V ncenttfe-Piut. Em Pernai.iSjco:
Franc" M. da Silva e C', u i'hannmcia.
WMW-
Ao publico e ao-com-
nicreio
A o com mercio
O abaiio assignado faz sciente aos seus freguc-
zcs que comprava cigarros o seu empregado Bel-
miro Manoel de Oveira, qu o raesmo retirouee
de eua casa sen Ibe prestar conta nem deu a mc-
_ ... "or satisfseao. pi lo que nao paguem conta algu
O abati assignado cbama atteneao de alguem | ma a0 mesnj0 e sim ao abHX0 a3S:llado as31rn
que se julgar sen credor, a aprontar sua conta ; como nSo 8e respons ibilisa por conta que o mesmo
receber de^ta data em diantc, e taiobem Bao
respousp.vcl por debito al^um do icesmo, pois eati
tratando d is ir.eios sufficicntei para obrigar c
m"smo a dar cantas. Iiecife, 3 de novembro de
1886.
Manoel dos Santos Paleao.
n
no praso de 0 das, pira ser faga, a contar d .-ti
data em diante. OlindH, 4 de Novembro de Ifi86e
Joaquim .Morcira Co-lho.
Bom emprego de ca- :
pital
Ueiur cloque poliem
Vend^-se 17 eas:is piqueras, no Conedor do j
Bispo, denominadas Bcceo' Amniello, ertifi.adas modoe pan fa'Oilia, t.ud) um pequeo sitio, es-
em terreno proprio, rend in 140$0!HJ mcusnes, ou tendo pintada do n.iv i, na travr-ea da Cruz da-
1:6800C0 por iinno : 'i tratar coai o agente j Alma p n. 4 ; a tratar narria Priine;ro de Marc-
Martins. n. 25, liifa da joias.
do campo
Alu^a-se urna exc^Ilento casa com sotao e com-
Cuidado com as Falsifl
5*3
BEJJ
Precisa-se de urna atea que rngomme com per-
feicso ; na rua do Msrqqez do Herval n. 10.
Inventario!
O que feito do inventario do coronel Joao
Florentino? Peco ao Sr. vig.irio o favor de nao
riter... psra que eu nao volte ao hssumpto.
___________ Um credor.
Attcditc!
Boqueta da ultima invenco, pura casamentes,
etc., etc.. de Jos Samuel Botelbo ; a tratar na
roa do Baro da Victoria, loja n. 20, e rua da
Cadeia ao Recite, ioja n. 43.
Costnreira
Precisa-se de urna pessoa que cosa rom perfei-
(im ; da rua do Marques do Herval n. IV.
Por 1-1S000
Aluga-se a loja do sobrado rna de Lomas
Valentinas n. 50 : a tratar na rua Primeiro de
Marco n. 7-A, livraria.
HinJLAS do D'CROla1
Acabaro-se as O.3
*v.in,-iiiiea tai Cnbelloa t i ilartti*
t Cor natural
P> l' r~i n m i3 raefla mi Lanpi ni rr...
33 APIROS DE EX7S
E. SAI,I.;.'J tila: J. MONECIITJTTI. ricteaor
Pirijaista-CMinic, 13, r Tortlj, FH3
Hretm-m un l,?\i ti onn;ip".t perf-jiT.iriit o Dro'r ti \
_l:e.i:.-: ni.".-'-(i Fr.-iif~M M SILVA *CJ^_ I
Wnsidc e vigor
PAEA TOCOS QUE FIZEEEM LZO DAS PILU-
LAS ANTIDYSPEPTICAS E REGULADORAS
DO VENTBH.
Preparadas por Bartholomcu &. Ca.
listas pilulas, cuja formula nos foi con-
fiada pelo distincto clnico desta cidade, o
Illin. Sr. Dr. Carneiro da Cunha, s3o ap-
plicadas coni o rneliior xito contra a fr-
queza do e-toraago, prisco de ventre, en-
gorgitarnento do figado e ha<<~l nemia,
tonteiras hemcnrboidaes, etc. et?. Ellas
nao Itunn o menor v. xarr.e ou dor no
estomago, produzindo sua accSo operativa
branda e suavemente.
Nao prostam as foreas, nem abotem o
espirito, antes pelo contrario dfio alent,
desenvolvern Rpetitf, do maii r vigor e
r8tituem aos doeutes suts priiuitivas for-
jas, concnendo assim para o completo
rcstabelecimento d saurie.
i : i-o < 11 o
EM SUA PH A KM ACIA
RUA LARGA DO EO-AItIO N. 54.
O
i
\jfc
de raOUKT0 di KMO de QUIHIA I |
TKINTA AjrN08nbomExitotmdsmoe ufe |
aletRczcB ilconU'lwa- d'sstaa Pilula( toiot f tummiloi prreitetpara a r^af-wla 4 ri%r&-
Ptlaa mu propiiedsdei tonkat t mimyitUm*,
o rocPBETo ti rE&at > q-uxitrw'jk
o BdicamotiK ,n*^ motivo cooiua ms
B4rm i* littotr irjo ffriorotm iMmla
Pira rf mpseilte
!impibrtmlmtinta do Sanan*
Affectsi esc-ofulotas, eU
StHU Strjl: 5, ra m B-3Ssll-SB-afr.'E. P1I3
4) MnwtJ: TRXW10. da SUtTA & O
Oleo para machina-
Em latas conteudo cinco galoej, a 9O0O ; ven-
de-sc nos depsitos da fabrica Apollo.
Criado
Precisase de \im criado de 14 16 ansos ; a
tratar na rua do Commcrcio n. 44
fMLSnO
DE
SCOTT
D OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
llypophosphilos de cal e soda
ipprovada pela elnnta de Hy-
giene e antorisada pelo
i govemo
E' o melbor remedio at hoje dcBCOberto para a
(iMloa nroncnlten, < lojdiula-.. ra-
rfjili. anemia, ttehllidMdc em geral.
Uefliiiii, (OMfte cltronlca e an*eec;den
do pello e da ftarttanla
E' muito superior no oleo simples de figado de
Oacalbo, porque, alm de ter ch'.-iro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicioaes e nu-
tritivas rio ole. Hin das propriedades i nicas
reconstituintcs dos bypopbospbitos. A' venda nat
Irocarias e boticas.
Deposito cm Pernambueo
AGUA de MELISSA1
dos Carmelitas
:bo
nico Successor dos Carmelitas!
Rua de l'Abbaye, 14, PABIS
FA-ISIS, 14,
ua. o Cholera, o Enjo
I gestoes.'a Fcbr* nmarella. ett. L?r ^prospecto no qual tai envolvido cadi vtdro.
| Contra x Apopte^da. o Cholera, o Enjp do mar,"- Flatos, a Clicas. Indi-
bre amarella. etc. Lera,'
Deve-si' exigir o letreiro branco o preto. em todos os vidros,
soja qual fCr o taiiiano, como tambem a atsignutura :
Depsitos em todas as Pharmacias das Americas.
ttEDALHA DE HONRA
0 OLEO CHEYRIER
desinfectado pelo Alcatrtfo,
tnico e dj/m co, o tjitt muito
*umenta at proprledadea do
0 OLEO de FIGADO
DE BACALAO FERRUGINOSO
4 a tr.itca preparado qua permita
administrar o Forro aem pro-
duzir Prisflo de Ventre, nem
Xacommodo.
3RANCO;LQ1RO ^
'EFERRUGINOSOfe
*&<&
L0/ffl!ER.'
DIPLOMA DE BONRA]
ttECElTADO PO* TODAS AS
Celeoridad.es Usdicas
D* FRASA E DA EUROPA
oas
WOLESTIRS DO PEIT0,
AFFECQOES ESCROFULOSAS
CHL0R0S1S.1
ANEMIA, DEBILIDADE,
TSICA PULMONAR,
BR0NCHITES, RACHITISM0
21 ni o FnV-Hontiiiarut, 21 '*/ chim i' i"^
Dlil'OSITOS EM TODAS AS PRISCIPAF.S PHARMACIAS 1)0 BRAZIL.
Vinho de Coca
yri'niai
Exigir t, rallo fl fl ffl 12 'fl M E':ir s"
AO CHLORrtYDRO-rVOSPHATO DE CAL
O !! poderoso do areconatltaintes adoptado por todos 08 Mdicos da Europa na
/ &tupteui oeral. Anemia, ChlorosU, Tiva, Cachexia, Escronilac, BacJHtUmo, Doenctu
das otsos, cresetmnto dlfflcil das enancas, Fastio, Dysjiepias.
rtrii^COIRKE,Ji00,Jl- n*J* Caercbe-Bidi. }fMita_iuu priicistM Fbanau.
Marca
Precisa-se
de'cm caixoiro com Msitiea e molhados, de 12
1-1 annos ; na rua de Hortas n. 91.
Bazar de passaros
Rua do Rom Jcmii n. 98
Neste estabelecimento eucoutra se sempre gran-
de sortimento de especiara passaros e gaiolas,
nacionues e estraogeiras, fruc'Jis de diversas qua-
lidades, baiainbos para ninhos de canarios do
imperio, jarros e. cestos de timb, tr&bdlbo muito
aperfeicoado, a sab-irosa pinenta ern conserva em
lindos fraqomhos viudus da Aimrica, pelo barato
preca de 10 rs. cada um, c outros inultos gene-
ros, que se tornam enfadonho mencionar, tudo por
preces mdicos.
Criado
Aluga-se um mulatinho escrnvo, de 17 annos
de idade, muito proprio para criado ou boleeiro,
por ter dissj pratica ; a tratar na na do Mar-
ques do Herval, casa n. 182.
Elixir capiiinativo e tnico do
pbaroiaceutico Ye as
Remedio qne cura dyspepeias, gastralgias e to-
das as perturbacoes ligadas desarranjos de es-
tomago e intestinos. Aconselbado por varios cli
niecs dos mais conceiruades desta cidade, acha-se
venda eclusivmente na pbarmacia americana
de A. fu. eras & C-, rua Duque de Casias nu-
mprn -Fl7.
Coitinia a rcisar-s
de urna urna para cosinhar e mais servico de orna
casa, e de rua quando se torne necessario, paga-
se ordenado regular, e prefere-se que nao seja
muito moca. ; quem nao cstiver nos casos, nao
perca seu tempo em procurar ; na ruu do Padre
Floriano n. 48.
Cajxciro
Registrado
uV>*\ 'C>"4|irt*.> O > !V
KhSmP
Superior vinho de Pasto
Loureiro & C rpceberuin pelo Vitlc de Victoria,
p .r incoinm. nda e couta propria, o aun ha de mais
superior em vinho de Pas'o, no nosto mercado.
Em pipas, quintos e decimos, vendein cm grosso
e a reaiho, e pedeai :i seus freguerts e amigos o
favor di- t'p-umentiirciii. f muito proprio para
hotPif, lestauraut ccsas de faieili. Eucuotra se
venda no e'ab.U cimento de tnolliadrs dos meg-
roos L/mTfifi & C, P.iss;iy.iri n. 7 ; Augusto Fi-
gueiredo & C. R"c:ti-.
Cal firgem de Jaguaribe
Abrise rua um arruiizem onde se vende constantemen-
te a superior tal virgem de Jaguaribe,
MADOjcionadH em barricas proprias para o
fabrico do imw,
Esta cal, em nada inferior que nos
' veui do estrntigeiro, vendida p (XD de (000 a bonica por contracto que
fea o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Precisa-se de um caixeiro de 10 18 anuos de
idade, com bastante pratica de molhados e que d
fiador sua conducta ; na estrada de Luiz do
liego ll. 40.
NMIII DE RIGA
le 3X9, 4X9 e 3X'2; voaide-se na serrara a va-
lor de Ciimauo da Silva, caes Viute Dous de -So
/trubro P. 6.
Pintura domestica
PHAKMACIA DE
Heniles de Souza Pereira k C,
Soccessores
Reccbcu grande sortimento d'cst* escellente
tinta de todas as cores e em latas de 1 a 5 litaras,
que coritiuunm a vender por coininndo preco.
Qualquer pessoa (menino ou criado) pinta cem
perteicao.
Com esta tinta podem todos com p> no dispen-
Cosinheiro e engom-
1 maileira
Precisa-se de nm bom cosinheiro e de urna en-
gommadeira, para acompanh.rem um casal sem
filhos, que s gue para urna cidade prxima a esta
capital: quem se julgar em condicocs de bem
servir, dirija-se rua Imperial n. 178, ou rua de
Joaquim Nabnco (Capungx). que cliar:i com
quem tratar.
Atteiifo
Na rua D.rcita n. 69 ulughni so np.-sentns para
rapazes a 53000 inensacs com ciireito a banhos,
tratar na mesina casa.
Cascas d@ canellciras
Cimpra-se qualquer qnanrid-.ide no aruiazem de
Guimaraes & Vlente; Unrpo Sania n. (i.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho dio conservar suas cusas sempre hinpas
Jaguaribe, cujas pedreiras lho d o nomn
t, encarregado da venda unidamente
nesta cidade o Sr. Sebastiao Bezerra,
cora escriptorio rua dj Bom Jess n. 23
8Z
S
1.
Precisa-cnde um menino para criado, na do bebo
D. 26.
SAUDE PARA TODOS.
UNGUENTO H 0 LLOWAY
O Ungento de Rolloway 4 um remedio infallivcl para o males depemas e do peito tambera p..ra
as eridas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e pai-a todas as enfermi-
dades de peito n% se reconhece egnal ,,
Para os males de garganta, bronchites resfriamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nSo teem semelhante e para os membros
contrahidos e juncturas recias, obra como por encanto.
Casas medicinas s*o preparadas smenie no Estabelecimento do Professor Hollowav
78, HEW OXFORD STEEET (antes 636, Oxfora Stre*), LOHDBES, '
vendemse eni todas as pharmac s do universo.
HT Os compradores alo conridados respeilofamente a examinar os rtulos Se cada oaixa Pote te no teem a
^^^^^^^ direcao, 533, Oxford Stftet, ata faUincaSoea,
Tintar i umni
PARA TI NG IR A
eos
isla tintura tiag a barba e 03 cabll..s instan-
tanearfente, dando-Ibes uma boaita cor preta e
natural, nofeasiva, o n< uso simples o muito
rpido. Vnnrte-iO na av>te Iranccza u drogara
de K.ubu:iyrol -'reres, eiicc ssores Je A. lloN,
I ru do Bom Jetaa (mitiia da Cruz) n. 2.
Pastillias vermitugas
de Hcring
o mellior especifico contra v rmi-s : deposito een-
tral em caa (ie Paria Sobrinho & C-, rua do Mar
quez d ulinda n. 41,
ASA IILIZ
100:000S000
t^ra^a da 1 ndependen
cia tis. 37 e 39
O abaixo iBiigDadu vcudc.u da ba parte
da 1* loteria extubida boje, 4 do corren-
te, os sepuinfes prumi .s : de 2:000-5 ern
es ns. 7313, 998rJ e 20l>b.
Acham-se venda os fciaes bilbetes
garantidos da 9a parto da Ia loteria a
beneficio da Santa C-s i do Misericordia
do Rc;ife, que so extruhir a 11 do <
rente.
PREfOS
De cada vigeasimo liJ^OO
Emporcilo de l00jl para ciaia 900
Antonio Auyusiv &* Sanio-' Porto
'-
!


^WuVukluun^Busl
[ .
'

Diario de Peraambnco--Sexta-fcira 5 de Novembro de 1886
VENDAS
Cocheira a venda
VeDde-se urna cocheira com bons carros de pas-
eio, bom localisada e afreguexada, por preco mui-
to mdico em razan de seu dono nao poder admi-
nistrar por ter de fazer urna viagem : oa preten-
dentcs acharan com quem tratar ra do Duque
da Caxie.s n. 47.
Tccidos delinho
A dOO rs. o covado
Na loja da ra da ImpiTatris n. 82, vndese
um bonita sortimento de tazondas de lnlio para
vestidos, tendo largura de chita fWnceza, com
multo bonitas c6n>s e palmichas bordadas, pe-
chincha a 500 reis o covado, na loja de Pereira da
Silva.______________
Camisas nacionaes
A *ASO. 3*000e 83500
32=; Loja a ra d:i lmperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimcnto um gran-
de sortinvuto de camisas brancas, Unto de abor-
taras e p.inhns dj linho como de algodo, pelos
barates p*e\os de 2J500, 3 e 4, sendo laiond
omito raeibor do qu" as que veem do estrangeiro e
auto mais bem fritas, por serem cortada* por
um bom artista, especialmente camiseiro, tamben-,.
se manda faxer pur encoinmcndas, a vjntade dee
freguezes : na nova loja da ra da Impcratria n
3i, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazer Jas
ai Ra da Impe = '
DE
FERREIRA DA hUTA,
Neste novo i-stabel-cimento encontrar o rei-
poitavcl publica cm variado sortiinento de taaen-
das de todos as qualidades, qae se venden) poi
prepos baratissimos, assim como um bom surt
ment de roupas para horneas, e taubem semao
da tazer por encommendas, p r ter um bom mos-
tr alfs.iate e completo sortimento de pannos fino,
casemiras e brins, etc
i ira DOK
fOtt
10*(XX
12*001
12*001
5*501
6*KV
8J0(X
3*001
lfi(!t
IMAM
88Una da Imperairlz-K
Loja de Pereira da Hilva
Nestu estabeeciinento vende-se aa ri'apss aba)
so mencionadas, que so ba* > Man
Palitots prctos de i-'r-.. aiagonaes e
acolchoados, senao rnzenaas muuo cn-
corpadas, e forrados
Ditos de easemira preta, de cordao muito,
bem teitoa e forrados
Ditos de dita, fazi-uda muito melhor
Ditos de flanella azul sende ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calvas de gorgorito preto, colchoadp,
sendo inunda muitr encornada
Ditos de casemia de cores, sendo muita
bem fitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem iras
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e
Oeroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem fetas a 1*^00 e
Colletinhoa de gri-guelia muito bm feitos
Assim como um bom sortimento de lencos o<
lnbo e de algodao, meias cruaa e collarinhcs, etc
to na loia aa 11a da lmperatriz n. 3>
en. etlnetaai e lalnltaa a 60
r. a cavado
Na loja da ra da lmperatriz n. 32, vende.-
um grande sortimento de ustes brancos a 6W
ra. o covado, lazinhas lavradas de turta-core
tfczenda bonita para vestidos a 500 ra. o covade
e setini-tas lisa3 muito largas, tendo de todas a)
cores, a 500 rs. 1 covado. pechincha : na lqj>
do Pereira da Silva.
Alffodoslnho francs para lencae
a OOO ra.. I a e 1**00
Na loja" da ra da lmperatriz n. 32, vende-
superiores algodaosmoos franceses com 8, '. e V
palmos de largura, proprica para lencoes de un
e panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*1)00 1
metro, e dito trancado pa a tuulhas a 1^28", ai
sim como superior bruinanis de quatro largura
para lencoes, a 1 50C o metro, barato na Ion
da Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A *. 4SSOO e a
Na no7a loja da ra da lmperatriz n. 32, *
vende um variado sortimento de vestuarioa pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e cale
nha curta, feitos de brim parco, a 4*000, dito
de molesqum a 4*500 e ditos de gorgorito preu
emitando easemira, a 61, sao muito baratos ; n>
oja do Pereira da Silva.
Serrara a vapor
Cae do CapSbaribe n. **
Testa serrara encontrarlo 03 senhores fregue-
ses, um grande sortimento de pir.hj de resina de
einco a dez metros de comprimenco e de 0,08 a
',24 de esquadros Garante-se pre^o mais como-
So do que em outra qualquer parte.
Francisco dar Sant'S Macedo.
Vende-se urna armacSo de amarello, propria
para cigarros, por ser pequea, on ootro qualquet
negocio, .jreco commodo : na ra larga do Rosa*
rio n. 24.
Pechinchas!
Nilo a etulnio que deflnltlva-
meiilt- nu enlraro no prximo bu-
la neo
Admiren*!
Bonito sortimento de mariposas e fustes, cores
firmes, a 240 e 320 rs. o covado !
Nansoks de corea mimosas a 180, 200 e 320 ra. o
dito!
Linho? escoceses, novidades em padres, a 200 e
240 rs. o dito !
Setinetas, as mais finas que tem vindo, a 320 e
360 rs. o dito !
Cretonea francezes a 260, 280 e 320 rs. o dito !
Sargelim diagonal, todas aa cores, a 240 ra. o
dito
Popelinas de cores, a 160 e 240 rs., listras de se-
da, barato!
Lazinhas modernas, a 440 e 500 rs. o dito !
Cachemiras, lindos gostos, a 600 c 700 rs. o dito !
Renda indiana (imitacjto), linda fazenda, a 700 ra.
o dito!
ran Ja, delicados desenhoa, um metro de largara,
a 803 rs. o dito !
Merinos e cachemiras, pretal e de corea, a 900 rs.,
1* e 1*200 o dito !
Setim macan, todas as cores, a 800 e 1* o dito 1
Veludbo de tedas as corea, liaos e bordados, a 1*
e 1*200 o dito !
Casemir.18 inglesas, de cores, a 1*200 e 1*490 o
dito !
Cheriots, preto e azul, a 2*500, 3* c 3*500 o
dito! \
Casemira diagonal, a 1*800 o dito !
i'anno inglez superior, preto e azul, a 2*200 e
4* o dito!
Pecas de esguiao para casaquinhos, a 4*500 e
4*!
dem e superior algodo, a 4*, 20 ida!
dem de madapoloes americanos, a 4*500, 5* e
6*, 24 ids !
Para as Ezmas. noivas, lindas grinaidas e veos,
por 12* e 15* !
Kicos cortinados, todo bordado, completo, por
9*! ,
Lindas gnarnicoes de crochets, cadeiras e sof, a
8*
iperior ora
900, 1* o 1**00 o metro
Atoalhado bordado a 1*400 e 1*800 o dito !
Pannos de diflerentes corea para mesa a 600, 1*200
e1*600 o covado!
Cobertas de cretonea, lindos padres, a 3*800 e
4*.
Lences de bramante (cama de casal) a 2* um !
Cnlxas francesas, de cores, a 2*, e 6* superiores I
Lencos de cores, lindos desenhor, a 2* a duzia .'
Seroulas bordadas, de bramante, a 16* a dita '
M<:as inglezas, brancas e de cores, a 3*200 e 6*
a dito.
Cambraia bordada, branca, a 6* e 7*, as melhores
que tem vindo I
Sortimento completo de sedinhas de cores, grosde-
naples, filos bordados, crep, mantilhas, capas
de la, fiebs.
CliamaiioaTemos pessonl habilitado,
li'n em groaaoDescontos da praca.
38 Ra Ruque de Callas-59
Superior bramante de algodilo, quatro larguras, a
Carneiro Ha Ma & G,
Doce de caji secco
Do primeiro da pre-
sente safra, tem para
vender, em latas de
libras, ra do
Bom Jess n. 55, arma-
zem.
Lojaearma^o
Vende-ae urna, propria para qualquer ramo de
negocio, na ra do Cabusr, que muito se recom-
menda por aer urna das principis mas para todos
os negocios. Garante-se ao comprador as chaves
da mesma : a tratar na ma Nova n. 15.
t'adaria
Vende-se dous cylindros americanos, em per-
feito estado e com pouco uso, assim tambera uten-
silios de padana ; a tratar na ra Direita nume-
ro 32.
Molestias das Cranlas
XAROPE DE RBAO I0DAD0
e GRIMAULT e Ca, Pharmaceuticos
Approvado pela Junta d'Hjgiene do Rio-de-Janeiro.
Este Xarope que, pela sua recon^ecida efficacia, figura na Pharmacopa francesa
[BdigSo de i8841, goza da melhor repntac&o entre os mdicos de todos os paizes.
Substite o oleo de ligado de bacalhuo pela n teltrante comhiuarao intima do iodo com
o sueco de plantas antiscorhnticap, como o agriao, o rbao e a cochlearia, bem
conhecidas na mediearfio dos adultos e das creoncaa pelo iodoe o enxofre que ellas
coritm. Este xarope eonvni as ercancaa pailitas, iracas, sem appetite, predis-
postas a certas molestias como a ozagra, as crostns Ue leite, o engorgitar.:ento
das glndulas do p.escoco, qi so da ana aceao.
Essensialmente dejiuralivo e inoileii^ivu. nao ca moo iodnretode potassio
eo iodureto de ferro, ma^ ido ef < temperamentos
debis e para cotnhaier a t.:.;ica. a tosuts c. oa mos humores, ns molestias 'da pelle e '.;.: ~a<> devidas a um vicio
do saQgae. ---------------------
Deposito ora PARS. 8. Rne Vivi i:''.
A Revoluco
A' rna Duque de Casias, resolveu vender
os seguintes artigos com 25 % de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Cachemira bordada de seda a 1*500 o co-
vado.
Merinos de cores a 900 rs., 1*000 e 1*200 o co-
vado
Merinos pretos a 1*200, 1*100, 1*600, 1*800 e
2*000 o covado.
Velludilhoa lisos e lavrados a l*000el*200o
covado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Lis cora listrinhaB a 600 rs. o covado.
Gioadenapoles pretos a 1*800,2*000 e 2*500 o
covado.
Setins damass a 320 rs. o covado.
Zephiros com desenhoa modornos a 240 rs. o
covado.
Linhos eacosseres a 240 rs. o covado.
Gaze com bolinhas de velludo a 800 ra. o co-
vado.
Zephires lisos a 100 ris o covado.
Ditos listrados a 200 ris o covado.
Chitas finas a 240, 280, 300 e 320 ris o co-
vado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Baptietaa finas a 200 ris o covado.
Nansue finas com 3 padres lindos a 300 ris o
covado.
Las com mselas de seda a 700 reis o covado.
Setinetas com desenlies lindos a 320, 360, 400 e
440 ris o covado.
Ditas lavradas a 500 reis o covado.
Dias lisas a 400 e 500 ris o covado.
Fuatoes de cores a 320 rs. o cevado.
r Enxovaes para baptisado de 9*000 a 18*000
um.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Ditas brancaa a 1*800 urna.
Cobertas de ganga a 2*800 urna.
Lencoes brancos a 1*800 um.
Lencos de 1*200 a 2*000 a duzia.'
Toalhas telpudas a 4*000 e 6*000 a duzia.
Bramante de 3 larguras a 900 ris a vara.
Dito de 4 ditas a 1(200 a dita.
Dito de linho a 2*000 a dita.
Cobertores de 12 a4*E00 e 7*000 um.
Fechos de 12 a 2*000, 3*000, 3*500. 4*000,
e?4*500, 5*000 e 6*500 um.
Chales finos de 5*000 a 9*000 um.
.^Setins maco a 800 e 1*200 o covado.
Cortinados bordados a 7*000, 9*000 e 16*000 o
par.
Espartilhos de enaraca a 4*000, 5*500, 6*000
e 7*500 um.
Guardanapos de linho a 4*000 a duzia.
Madapoloes gemina de ovo e pelie de ovo a
6*500 a peca.
Camiaaa de meia a 800, 1*000, 1*500 e 2*000
urna.
Seroulas de bramante a 1* e 1*400 nma.
Flanella branca a 400 ris o covade.
Casemira diagonal a 1*800 e 2*500 o covado.
Cortea de casemira a 3*000, 5*000 6*000 e
7*000 nm.
Camiaaa de linbo a 30*000 a duzia. '
Brim pardo a 320, 360, 440 e 500 ris s co-
vado.
Linn com salpicos a 500 rs. e covado.
Fuatoes brancas a 360, 440 500 e 640 ris o
covado.
Panno da costa a 1 *400 e 1 *600 o covado.
Dito admascado a 11800 o covado.
Esguiao amarello e Rardo a 500 rs. o covado.
Cortinados de crochet a 24*000 o par.
Henrique da Silva Moreira.
DA
COLOMA ISABEL
EXTRACQO SEMANAL ~
La parte da 24.a lotera
CORRE
Ouartafeira, 10 de Novembro de 1886
Iatransfermll laransformll
PORTADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:006$200
Esta lotera est garantida, alm da fianza, por um deposito
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
de cada serie.
BILHETES A' VENDA
I
0
XA
fecivoaC*

._-.J
f\
FERRO GIRARD
Approvado pela Academia de Medicina de Pariz.
Approvado pela Juncta Central de Hygiene publica do Brasil.
O Professor Hrard encarregado do Relatorio Academia demonstrou c que
fcilmente acceito pelos doentes, bem tolerado pelo estomago, restaura as
Torcas e cura a chloro-anemia; que o que distingue particularmente este
novo salde ferro, que nao causa priso de ventre a qual combate, e elevn-
dose a dse, btm-se dejecebes numerosas.
O FERRO GIRARD cura anemia, cores paludas, caimbras de estomago,
empobrecimento do sangue; fortifica os temperamentos racos, excita o
appetite, regulariza as regras e combate a esterilidade.
Deposito em Pariz, 8, ra Vivienne e as prinripau Drogaras i Pharmacias
CAPSULAS
ll ATHEY- CA YLUS
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nao fatigSo nunca
o estomago e sao recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-Ycrlv, para a cura rpida dos :
Corrimentos amigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagla, a Cystite
du Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos oteos genito urinarios.
tut Urna mplicafSo datalhtda acompanha cada Fruteo.
Exigir ot Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & O, de PARS,
que M otho em cota dos Droguistas e Pharmaceuticos. .
VAPOR
e moenda
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
uso ; a ver no engenho Timb-ass, muito perto
da estaco do mesmo uome ; a tratar na ra do
mperador n. 48, 1* andar.
' Florida
Riia Duque de Caxlas n lo:i
Chama-te a atten^ao daa Exmas. familias para
os precos seguintes :
Luvas de seda preta a 1*000 o par.
Cintos a 1*500.
Luvas de pellica por 2*500.
2 caixas de papel e envelopes 800 rs.
Grampos invisiveis a 60 rs. o masso.
Luvas de seda cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios pra menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 3*.
Meuts de Escossia para crianca a 240 ra. o par.
Loques de papel com correte al*.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro. '
Lencos de esguiao a 1*500 a dueia.
Albuns de 1*500, 2*, 3*, at 8*.
Ramcs de flores finas a 1*500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 n., 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnieses de idem idem a 500 rs.
Anquinhas de 1*590, 2*, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Bicos de cores com 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 3* a peca.
dem com 4 dedos a 4*500 a peca.
Espartilho Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
Bicos de alencon com 4 e 5 dedos de largura a
2*500 a peca.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca.
Pentes para coco com inscripcSo.
Para toilet
SabSo de areia a 320 ra. um.
dem phenicadB a 500 vs. um.
dem alcatro a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface a 1*000.
Agua celeste a 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Mac .eos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3* a dosis.
BARBOSA & SANTOS
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escesset preferir
ao cognac ou agurdenle de canoa, para fortifica'
5 corpo.
Vende-se a retalho nos tu Ihercs armasena
colhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Brasil
BROWNS c C, agentes
Predios a venda
Vende-se, ou troca se por apolises da
divida publica nesta cidade o sobrado n.
82 ra da Ponte Velha, com entrada pela
travessa de Joao Francisco, e na cidade
de Oltnda o sobrado n. 18 ra de S.
.Rento e duas casas terreas urna a ra do
Amparo n. 14 e a outra ra do Bispo
Coutinbo, u. 11.
A tratar a ra d'Aurora n. 31.
Pinlio de Riga
Acaba de chegar pelo bngue Atalanta um com-
pleto sortimento de pinho de Riga da melhor qua-
dade e de diversas dimensSes, como sejam :
4 X 12
4X9*
3 X 12
3 X 11
3X9
2 X 12
e tabeas da mesma madeirs de 1 e 1 1/2 polle-
jadas. ____
Venden MATHE3 AU8TIN & C, ra do
Commorcio n. 18, 1" andar, ou no caes do Apolla
51,n. por preoos commodos.
RODA DA FORTUNA
36-Ba Larga do Rosario36
Bernardina Lopes Alheiro.
Ba 8.a parte 4a 1.a lotera $m beneficio 4a Santa Casa 4a
Miserioor4ia 4o Rooifo
EXTRAHIDA EM 4 DE NOVEMBRO DE 1886
(591
PREMIOS
100:000^000
1:0001
1:000$
3800 30:000 16892
8543 10:000$ 19119
18057 4:000$ 1275
7080 2:000$ 1494
7315 2:000$ 1711
9988 2:000$ 2064
10899 2:000$ 5740
19205 2:000$ 7344
19275 2:000$ 9346
20425 2:000$ 9570
1918 1:000$ 11474
2633 1:000$ 12577
4217 1:000$ 15591
7250 1:000$ 15988
7545 1:000$ 17761
9402 1:000$ 20891
10109 1:000$ 23321
11949 1:000$ 23452
5
500$
500$
500$
500$
500$
500$
500S
500$
500$
500$
500$
500$
500$
500$
500$
JIPP
1
I
Os nmeros de \!M i 1:600 (excepto o da sorle grande) estia premiadas can 200$.
Os nnincros de 3:701 3:800 (excepto o premia de 50:000$) cslo premiados cobi
Os nmeros de 8:301 8:000 (excepta o premio de 10:000$) estile premiadas con: 00$.
Todos es numeras terminados em e O eslo premiados com 20$. (Vejase o pLm no
verso dos bilhetes)
N. B. A exlraccaa da 9.* parte da 1.' lotera, em beneOcio da Santa Casa, 3ra
na qninta-feira II do crrente
0 tllCSOUreirOAugusto Octamano de Souza.
IIEEIiEl i
i


Diario de PcrnambucoSexta-feira 5 de Novembro VARIEDADES


Devnelo
'ABIA MENINA)
Alimentai ideal, sonhadorct!
Valestiii Maqalhaes.
III
(Conclusao)
Desta sorta, ra liosa, vai correndo placi-
da e serena nossa existencia afortunada.
E 08 das suceede j-se, copias fiis una dos
outros...
Mas permitti que vos expresse, rnavioso
cantor, errnea vossa intoipretagao a
respeito do que seja felicidade.
Crde :Contentarrao-nos com o que
possuimos, nada aspiramos alora do que
'ruimoseis era que substancia se a ver-
dadeira felicidade.
Pode ser que aira redarguio o pin-
tasilgo cm tora d'jscarneo. Quanto a mira,
affiango-vos as miabas aspiragoes sao iater-
minas... Oh como carpo o meu voo nao
ser altivolo como o da aguia ou do cndor
para desvendar os misterios sibillynos
das etherea3 plagas..... Sien 1 eu alme
jara guindar-me as parsgens onde erram
as nuvens.... ultrapassal-as mesrao.....
galgar o proprio Enpyreo... Oh 1 en-
tSo seria venturosissimo. Adeus! candido
lyrio. Adeus l
E foi-se modulando caprichosos gorgeios.
Impropicio momento escolheo.
Perpassava ura rapace gaviao que per-
cebende o incauto piotasilgo, atirou-se a
elle avidamento e triturou o em suas adun-
cas prezas.
IV
Mara Eugen'a :O candor de tua in
fancia demoveu-me a confecgo deste mo-
desto lavor, que dedico-te em testemunho
da sympathia que me inspiras.
Quando attingires a edade da compre-
hensao e apreeiaies a moral que encerri
este contosinho, consagra memoria com-
passiva ao leviano pintasilgo, victima de
sua irreverencia as prudentes reflexoas
maternas.
Desvlate, pois, em adumerar o sensato
proceder do lyrio e sobretudo sempre me-
mores-te destas inspiradas phrases da mi
mosa or :
ct Contentarrao-nos com o que possui-
mos, nada aspirarmos alera do que fruimos
eis em que suDstanaia-se a verdadeira
felicidade.
Recife, 31 de Outubro ce 1886;
Edmundo Cascao.
Corrigenda :
1.a columna onde 10 se que d e desdo-
brava se elmine-se o de.
dem elevada leia-sc enlevada.
dem dirigimos-nos lea se dirigirao-nos.
dem a entes lea-so aos entes,
dem aos sentimentos lea-se dossenti-
mentos.
2.a columna alvissima cscala lea-se bal
lissiraa cascata.
dem coaservassem frescas lea se con-
servassem frescos.
Hera huraanidade do solo lea se hu-
midade do solo.
dem Invervo lea se Invern.
dem nos campas lea-se nos campos.
3.* columna em mstica lea-se em mys-
tica.
dem concert fadaro lea-ae concert
fadarico.
dem na adulto lea-se nao adulto.
dem de wergis lea-se de xoergiss.
4.a columna tanto atenta lea-se tanto
alentara.
dem etenerario escantador lea-se ite-
nerario encantador.
dem os ardoreis lea-se os ardores.
dem- esteries lea-se esterieis.
L!TTRATuap
ECBOK in m\K\Hi:.
(Do Paiz)
DO BIO A LAMBARV
Finalmente, cheguei 1
Tal foi a exclamago que sahin-me es-
pontanea dos labios ao descer de urna des
,. '----------------------------------------------------------- .._
conjuntada liteira porta do hotel, onde
me acbo hospedado depois de urna viagein
de dous dias 1 !
O leitor da roja rir-se-ha sem duvida
desses pontos de admirago, e j estou ou-
vindo-o dizer-me com ar desdenhoso :
Pois isto l viagem I Urnas leguas
de cacarac fritas em camiuho de ferro
com a maior commodidade possivel, e um
pass^io a cavallo de seis leguas I
Leitor do Rio de Janeiro, meu caro pa-
tricio o amigo, que f.izes a dsgastao do al-
a\'i(o porta dos cafs e das confutaras
da ra do Ouvidor; que tens em frente ae
casa a linha de bou Id, qua te leva a todos
os pontos possve8 e iraaginaveis da cida-
de ; que votas ao repouso o mais enthu-
siastiao culto; que na douta antiguidade
pertencerias a todas as seitas phlosophi-
cas, menos dos p-ripatheticos; leitor ca-
rioca da gemina, ouve-me por alguns mo-
mentos e ve s tenho ou nao razio :
Sahi da corte s 5 horas da madrugada.
Sahi um modo de dizer, porque o trem
da estrada d-> ferro D. Pedro II, devendo
partir aquella hora, s principiott a mover-
se s 5 e 20.
A nossa divisa tenha paciencia e es-
pere um bocadinho applica se a tudo at
ao vapor e a d.ictricidade.
O dia erguera-se risonh > e fresco.
De um lado e de outro atravez das ja-
nellas do trem os panoramas os mais va-
riados substituiam-se velozes como o raio.
Ora era a raontanha elevada, cujo cimo
recordava o co em caprichosas curvas ;
ora o valle Iluminado pelo sol ; aqu er
gua-se urna povoacSo com as casinhas;
brancas como agucenas a sorrirem em mo
tas do verduras; all corria espumante o
Parahyba ; mais adame, calmo e tran-
quillo, reflactia em suas margena os gran-
diosos pertis zes dest-nhava-se no funJo escuro da flo-
resta o tronco mag"stoso do jequitib, a
cujos ps as outras arvores inalinavam se
re.-erentes, como se curva a espinha a um
rei ; outras vezes era urna cidade que pas-
sava; ora era urna cascata; ora...
Nao tentarei deBcrever tao gran lioso
quadro.
Os meus companheiros de trem cram na
maior parte inglezes.
O inglez foi feito expressaraenta para
viagem.
Nio conversa.
Quando lhe perguntam alguma cousa
finge que nao ouve.
Uns liam. Outros dormiam. Outros
dorraiam. Outros bebiam.
E tudo is'o no meio de profundo silen-
cio, sem um yes ou um all right sequer.
Urna academia persa, sem tirar nem
por!
A's 12 1/2 horas da manliS cheguei ao
Cruzeiro.
Embarquei-me na estrada de Rio e Mi-
nas.
Os wagn* sao pequeos, mas n'elles o
passageiro encontra o maior conforto pos-
sivel.
Partimos immediatamento.
Eu vinha alegre e satisfeito, quasi es
tendido em urna poltrona, desiructan lo a
paisagem, que na realidade encantadora.
Ou fosse effeito da luz intensa do dia,
ou fosse porque o meu espirito esta va bem
disposto, a natureza d'aquelles sitios ira-
pressionou-ine agradavelmente.
Que fonte inesgotavel de assumptos para
o paisagista era cala trecho de caminho
O verde da vegetago nao se parece
com o da nossa. L sombro e mages-
toso; aqu suave e alegre.
As montanhas esbatem-se no horisonte
calmas e serenas, como a consciencia de
um justo. Dir-se-hia que o Creador as
pintara com o mais fino azul de cobalto,
que encontrara em um canto de sua pa-
lu-ta divina.
Desculpera me a pieguice ; mas eu tve
a necessidade de abrir a vlvula da poe-
sa ao recordar me desta momento de to
pittorescos quadros.
Como isto bello, dizia eu. E que
conforto n'estes carros I Como se est
bem aqui. Tu lo limpo, arranjado... De-
cididam* nte v-se que isto empresa diri-
gida por inglezes.
FOLHETIM
DE
EMMA ftOSA
POR
zaviesde ::::;r:r::;
::s:::::: :::.!:::::
(Continuacao do o. 153}
XXV
E verdade. Pois bem I mas volra
ogo. Dize-lhes que esiiraarei muito que
venham.
Angela tornou a baijar Emma Rosa e
retirou se.
E' preciso, se queres que logo traga
os teus amigos
Proli, depois de terminada a sua visita,
entrn no seu gabinete e manJou chamar
Luigi.
O piemontez ia sabir, quando forera lh
chamar da parte do doutor.
Deseca a toda a presea e os dous fecha-
ram-se no gabinete.
Precisa de raim ? p rguntou Luigi.
Mais do que nunca. Priraeiramant*
tenho urna eous a coat*r-te. Eu bem pen-
sei que Osear Rigault era o salvador de-
sastrado de Lmina Rosa. Agora tenho
certeza.
Pois bem 1 elle qum ha de pg-r
as fav-s. Sabe onde mora r
Nio, mas tu saberi quando quiza-
res.
Como ?
H->je mesmo Osear Rigault ha de vir
c.
Aqui repeli o pi'inontcz at'.onito.
Elle ha de vir c ?
Justamente.
Vo. o attrahio a alguma arraadi-
Ih?
- Nlo sou tio tolo assim. Armar-lhe
um laco em rainha casa, seria o cumulo do
absurao. Ha de vir c visitar aquella que
salvou, Emma Rosa.
Ella o ha de reconh^cer.
Proli encolheu os hombros.
Decididamente ests ficando tolo, da-
se elle. Entilo imaginas que eu vou mas
trsr-me a elle ? Como ha de elle ver-me ?
Bem sabe que fajo as minhas visitas a lio
ras certas, e que durante essas visitas os
estranhos sao sempre rigorosamente exclui-
dos dos quartus dos pensionistas.
- Ess homem nao deve sabir vivo da
casa de saude...
- Outra asneira! E' preciso, p do con-
trario, que saia. Aqui nlo se poda fazer
nada Esta ttigault ha de vir aqui entre
meio dia e tres horas. Eu t o mostrarei e
tu o seguirs.
Bem.
Tu entao tonars as medid .s preci-
sas para nos 'les> ubarac -r desse ultimo
iniuigo. Digo ultimo, porque depois s ti-
i-r Eraiua Rusa e dessa eu me encarrego
J almoyaste ?
N2o.
Entilo, ilmo-eraos juntos. Depois
des er-raos para aqui nos installarniuos
atrs d-is cortinas d.-sta janilla. Quando
O' ar Rigault p-ssar eu t'o mestrerei. Da-
pois bastar seguil o quando elle sabir, no
qOfl nao ha-'era p-rigo, porque ello nunca
te vio,
H-'i Isso que preciso. Varaos almo-
5ar
Os dous horaens subiram para o apo-
-nio particular do doutor e entriram na
ala Proli apraentou-Ihe Luigi co uo um
(us i oiupiiriotas e amigos ; e a des-
p ito 'la-t urr oceupa^ijes a que os nossos
ti. p rson igens nao podiam subtrahir-se
lpl-iu>nt, a ref.i^ilo foi menos triste
e ae yo uria suppor.
Angla Beruier quando sahioda casa de
s .u foi logo ra Gungaud, afirn de
v r Osear.
O irrao da Soph < ontrava no momento
em que a h- lia hervanaria ch -ga'va casa
d II .
O ex mscate, nada desanimado, passa-
va o lempo a passeiar em Pariz, esperando
sempre tornar a encontrar o assassino de
Jayraa Brnier.
Boca que tal disseste.
A locomotiva para e coraega a chiar co-
mo a frigidoira de um frege-moscas abar
rotada de sardinhas.
As cabefas do meus companheiros de
viagem enfiam se pelas portinholas do carro.
O que ha?! perguntaram todos.
O que ha? pergunto eu por minha
vez, enando tambem a cabega pela porti-
nhola.
Tinhamos andad oapenas uns qaatro ki-
lmetros.
A locomotiva hava sabido da estaclo do
Cruzeiro em estado de nilo poder fun^cionsr !
E eu a gabar os inglezes !
Uns inglezes j tradnzidos para o portu-
guez com todas as aianbils e vicios que nos
caracterisam.
A machina no polendo caminhar, des-
pashou-se um proprio para a e3tac3o pr-
xima.
Proprio um modo do dizer, porque o
sujeito que foi era tudo quanto poda ha*
ver de mais iraproprio para aquelle a.
tstava muito longo de ser um rival do Bar-
goss.
Uraa hora depois voltou o tal proprio
com o segrate recado :
O homem l manda perguntar o que
foi que aconteceu na machina.
Um inglez que anda nao estivesse tra-
duzido para a nossa lingua mandar-nos-hia
immedatamcnte uraa locomotiva.
Sahiu de novo o proprio.
E desta vez disse-nos o seguinto :
Voltem para o desvio.
Para encurtar razias, leitores, espera-
mos na estrada quatro horas !
O sol dardejava em cheio sobre o te^to
do carro.
Eu ja nao tinha no estomago o mais pe-
queo vislumbre dos bifes o das couves
mineira, que hava almogado na Barra do
Pirahy.
Aforae principia va a agrilhoar-me.
Lembrei-me da jangada da Maduzi e
do celebro aplogo de Menenio Agrippa.
Entre os meus companheiros de viagam
vinha um distncto mlico do luiz de F
ra, homem de espirito fino o bastante via-
jado.
Caridoso, como sao em garal os mdicos
por habito do offijo, dissemo com o mais
araavel dos sorrisos :
O senhor quer um bocado do lora-
bo de porco? o que lho posso offere.
cer.
Pareca qu a sua voz revestia-se de en-
cantos e tinha harmonas ignotas ao pro-
nunciar aquellas palavras.
A phrase eu te amo proferida pela
raulher que adoramos estava muito longe
de ter a sua vi luda d aquella off-reei manto
de lombo de porco em situarlo to apro-
piada 1
Nunca o porgo soou to bem aos meus
ouvidos.
Aceitsi o lombo com effuso de reco
nbecimento.
Era alvo como a roupagem de ura anjo
e macio como a cadeira era que se vai sen-
tar o meu amigo, o Sr. Taunay, anda no
verdor dos aonos.
A's 4 horas da tarde pouco mais ou me-
nos appareoeu a lisoraotiva, que devia pu
xar-nos at Contendas, onde clguei *
9 horas da noite !
Felizmente pisse ah urna nota delicio-
sa, gracas delicadeza e ao bom trata men-
t que dispensou-mo o capt2o Pedro Jos
de Siqueira, dono do uni:o hotel que exis-
te na localidade.
No dia segrate quam passasso pela es-
trada que vai de Contendas a Lambary en
contrar-me-hia estpidamente sentado den-
tro de nma liteira.
Se algum inimigo me viesse naquolla
triste e ridiculo posicao, com que prazer
nilo exdimaria :
Estou vingauo!
Os leitores teriam pena de mim se lhes
contasse urna por uraa todas as peripecias
porque passei na estrada.
O burro que conduza a minha mala ti-
nha decidida paixlo pela linha horozon-
tal.
Nao poda ver terreno macio que nlo se
deitasse immediamente.
Para levantal-o era preciso tempo, vio-
le ou trinta imprecacSjs e muila verga-
lhada.
Os burros da liteira erara de boa n-
dole.
De vez era quando ouva o conductor
gritar :
Anda, Cravo.
Chamava-se Cravo a amivel eavalgadu-
ra que vinha nos varaes da fr-nt-..
No meio da jornada, quan lo dspunha-
me a conciliar o somno, embalado pelo mo-
vim rato da conduegao que urna especie
de brrgo, zas, quebra se o banco e l fui
eu para o fundo da liteira.
Dapos de urna viagem da nove hora3
mal Eentado, cheguei finUraenta a Laraba-
Para se alcancar o Paraiso preciso
passar por todas as provaySea do infer
no !
A impresso que recebi ao ver pela pri
meira vez este lugar a mais agradavel
possivel.
O clima esplendido.
Nos prximos artigos ditei minuciosa-
mente tudo quanto tenho visto e observado.
So a Ilustrada direegao desta folha nao
os receber cora a pontualidade, de que at
aqu tenho dado provase a culpa nao ser
minha, mas sira docorreio.
Franca Jkioe
Das aguas de Lantbary
As flores agradara-me pala belleza ou
pelo perfume.
Nao me interessa saber a que especie
pertancem ou a que familia acham-se fi-
liadas.
A minha paix^o por ellas puramente
artistica.
Entre o ftido cravo de defunto, ama
relio como as faces de um ictrico, e pur-
purea rosa perfumada, nao hesito t um s
instanteaceito a rosa, assim como acei-
ta ia um sorriso de preferencia a um pon-
tap, era hora partase este de mimosa bo-
tina Fcrry cora salto a Luiz XV.
Os botnicos, porra, nlo pensara do
mesmo modo.
Kara essas desapiadadas croaturas as fl
res sao raeros objectos de estudo.
Abrem lhes o interior, como se abre o
ventre da um cadver as mesas dos am
phitheatros ; disiecam-lhes um por um os
orgSos; sorprehendcra-lhes os mais recn-
ditos segredos pbysiologico.3 e traduzem-
llies a pureza da linha e os demais encan-
tos por uds no a i es gregos e la ti i os tao
faios, que sao a verdadeira autithese das
bellezas ideaes que pretendera exprimir.
O que os botnicos fazem com as flores
fazem tambem os mdicos eora o corpo
humano, esae corpo divinisado outr'ora
pelo eacopro de Pbidas, pelo pincel de
Apdles e a lyra de Homero.
As aguas de Lambary, como tudo o que
bom e til, passaram pelas mesmas pro
vas.
A sonda da scencia, revolvendo-lhes as
entranbas, analysou-lhes minuciosa mente
urna por urna todas as virtudes, e desta
averiguagao, mais proficua que as noasas
averiguagoes policaes, resultou o s guinte :
Ficara blidos u medico e a botica para
taes e taes enormidades.
Antes que a scencia, por-n, layrasse
decreto, j as aguas eram boas e produzam
verdadeiros milagres.
Pouco se me d da saber, e ao leitor
tambem, sa ellas cootm tanto de acido
sulfrico, tanto de aaido salicico ou carb-
nico, esta ou aquella porgo de sexqui-
oxydo de ferro, de potassa e de soda, se
go roagnesianas ou nao.
O qua nos interessa a esperang de
que em seu seio eiTarvescente est a saude-
E esta esperanga que traz a Limbary
doentes de todos os pontos do Brasil.
A historia da minha partida para esta
locaii iade pouco mais ou menos idnti-
ca de todos que para c vi' a.
Urna dyspepsia minava-me lentamente a
existencia.
Msero Sisypbo eu ia rolando como po-
da a minha pedra, cansado de percorrer a
via mera dos mdicos e de. ngrir todos
Ent2o sinb'Angela, perguntou elle,
como est hoje a sua monina ?
infelizmente o estado da minha fi-
Iha o mesmo, repondeu a pebre mai.
Desde hontem Emma Rosa est installada
na casa de saude de um grande medico
oculista, o Dr. Proli, que prometteu ten-
tar a op-rago.
Quando se far essa operaglo V
Nastes quatro dias.
- Ah I coitaaiuha, exclamou Rigault,
tomara que o doutor lhe d a vista, pri-
meiraraante, para que nao -fique cega, e
lepois para que nos diga se sujeito que
eu bei |de pilhar o tratante que quiz
raatal-a entre Villoneuve sur Yonne e
Saint-Julien-du Saulr, com repetigo era la
Pib. Isso dar uraa prov sem replica da
sua innocencia e eu poderei vingar me do
patife qua fez cora qua me mettessora
sombra em seu lugar e metteu me urna
bala no brago. Porque eu hei de acbal o
ou hei de p-r 1er o meu norae, palavra de
Kigolo. Imagine que venho do alto de
Montr uil.
E' por que espera achar a pista ?
Miuha irraa contou-me a historia do
vidreceiro que conuertou o vidro que um
transaunta tiuha quebrado cora a bengala
Olhe, esse transente, sinh'Ang-la, era o
uosso homem. O viiraceiro trabalbava de
acaordo com elle, isso certo, e enearre-
gou-se de esconder em sua casa o canhe-
nho comproraettedor. Se eu conseguir por
a mi uesse vidraaeiro, terei entre os da-
dos a ponta do to e desaarolan lo o no vello
evagarinlio hei de etiegar...
Deus o ouga I Mas porque procurar
era Montreuil e nao em outra parta 7
Porque sei que os vid^aceiros, muitos
dos quaes sao italianos ou piemontezes,
morara quasi todos nesse bairro, e quereu-
nera-se noite depoi* do trabalho. L
encontre os agentes enviados pelo chefe
da seguranga. N2o dref que elles sajara
desageitados, mas metteu-te-me na cabe-
ga que sou mais finoro do que elles. Ellas
s trabalham pelo seu salario. Eu traba
lho pela senhora, sinb'Angela, pela menina
e por minha vinganga pessoal. Isso que
d coragem gente.
Se o sonhor fosse bem succedido,
meu bom amigo, quanta gratido lhe deve
riamos, minha filha e eu, e nSo sei como
lhe pagaramos essa divida.
A boa amzade vale mais do que a
gratido. Depois fallaremos nisso, quando
eu tiver sido bem succedido. Entilo, si-
nli Angela, daqui a quatro dias que vo
fazer opara^aj na monina Emma Rosa ?
Sim.
-- Poderei assatir?
Nao sei. Acbo isso duvdoso. Mas
em todo caso, poder esperar na casa de
saude para saber o resultado da operagao.
L estarei S quera encontrar-me
l com o meu tratante.
NSo muito provavel que elle v l,
disse Angela com ura sorriso paludo.
A que hora a operagao ?
-- A hora anda nao est morcada
A senhora ha de avisir-me, nSo
assim ?
Prometi. Mas antes disso, nao ir
ver Emma Rosa T Ella conta com a sua
visita e con a da sua irru.
Ah I que boa menina. Eu nao ou-
sava pedir isso, entretanto o que mais
desojaba.
Qaer ir hoja ?
Ali! san duvida, quero 1 depois, cora
o coiago cheio de satisfa^ao, recomegarei
a minha viagam da desooberta atravez de
Pariz.
Lavar a sua irml ?
Vou j a casa delta avsal-a. A que
hora visita ?
A urna hora em ponto.
Onde nos encontraremos ?
Se quizerom, os dous, esperar-me
aqui, eu virei bscalos.
- Est dte.
Eu desojara avisar o Sr. L-ao L^-
royer e padir-lbe que nos acorapanhassa
tambem. Mas estar ella em casa ?
Isso nlo difficil saber, respondeu
Osear.
Diz nJo isso, dirigi se janella, que
abri.
Que vai fazer ? perguntou a herva-
naria.
Perguntar se os dous mancebos es-
tilo ere casa, as su -s janellas tcam justa-
mente em frente s minhas, a senhora de-
ve estar lembrada disso. Esta manhS, an-
tes de sabir, apartamos as raaos espichan
do um pouco o brago.
Osear apanhou no fogao alguns frag-
mentos de carva > de pedra e atirou-os cao-
tra uraa das vi Iragas dos estudantes da di-
reito.
os elixires estomacliicos que os joroaes an-
nunciam com mais ou ninos estrondo.
Por que n3o vais s aguas ? disse-me
um amigo.
Ruminei aquelle conselho.
E no meu espirito levantou-se o seguin-
te ponto de Qterrogag2o :
Devo ir para Caxamb ou para Lim-
bary ?
Os amigos e conhoailos que me encon-
travam dizum-raa o seguinte :
V para Lambary. Quer saber o que
aquillo? Falle cora ojuo Silva.
Parta para Lambdry. 0 Jouo Silva
l estove, c veiu encastado.
So voc aoffre do estomago, siga
quanto ;>ntes para Lambary.
O JoSo Silva manda para l todos os
doentes.
Lambary | um Paraizo. Quem o
diz o Joao Silva.
Ora, todo o Rio de Janeiro, ou antes,
todo o Brasil sabe que este simples noma
Joao da Silva symbolisa uraa gloria
medica nacional.
Vendo, pois, o Dr. Joao Silva c Lam
bary intimamente ligados pela opno pu
blca, nao hesitei ura so momento.
Aprpmptci as malas e part.
Ao respirar o ar puro destes campos,
comecei por sentir urna aleara indzivel.
Tres dias depois, com a simples ings-
tao de nove copos d'agua gazosa, ou tinha
um nppetite devorador, j digera soffri-
velmente e o meu bom humor, sempre
crescendo, poda correr parelbas com o de
todos os companheiros do hotel.
Lra os grandes efaitos das aguas de
Larabary tornar mansos os n lividuos os
mais in omaveis.
Chega aqui ura sujeito cora o ligado en-
tumecido, o estomago a doer-lhe, semblan
te fechado, e prinaipia a praguajar contra
todos o tudo :
Maldita viagem 1 Deram-me um
burro trotao... O fando da litteira arre-
bentou se-me... Vou-me embora e nSo
volto mais c.
O dono do hotel, que toma aguas desde
pequeo, responde-lho com a maior calma,
adocicando a voz :
Nao se incommodo. Isto acoutece a
todos. O senhor ha do ser aqu muito
bem tratado.
No dia seguinto o sujeito, logo ao beber
o primeiro copo d'agua, sente-se de melhor
humor.
No segando da diz aos carapanheiros :
Homero, isto por aqui nao mo.
No tercero ri se com satisfagao ao ouvir
urna anedocta, por mais cnsossa que seja.
Ao cabo de urna semana est calmo,
completamente calmo.
O effeito das aguas de Lambary sobre
o genio dos individuos tal que se revela
nos factos os mais inaiguifiaantes.
Alguns hospedes do Hotel Mallo pasaea-
vam ha dias para o lado do Machado quan-
do um rapazote disse-lhes com a maior s :-
reni laJe :
Os senhores tenbam cuidado que ah
vera urna boiada brava:
Um dos hospedes, o mea syrapathico
amigo Meirelles, qua, apezar de ter inge-
rido j muitos aopos d'agua, n2o pode an-
da perder a irritabilidade propria do su
jeito que lida com funecionaros da alfan-
dega, correu a toda a prossa para o hotel,
e cotnmentando o facto, exclamava :
Ora esta Dar-nos aquella noticia
no mesmo tom em que dira: Ahi vem
urna banda de msica !
Outro effeito das aguas explicar tudo.
Um sujeito tem dores de cabega.
E das aguas.
Passa bem da cabega.
E das aguas.
Nao tem appetite.
E' das aguas.
Come como um frade bernardo.
E' das aguas.
A empreza das Aguas Mineraes de
Lambary est sob a direcgo do Dr. Eus-
tachio Gargo Stockler, um medico ainda
mogo, intelligente, cheio de illustragSo e
sobretudo de vistas largas, o que uma
garanta para esta lo 'ahdade, fadada pela
Essa janella abrise logo e Lalo appa-
receu com Renato Dharville.
A bella hervanaria traba se approxima-
do.
Oh I minha senhora, exclamou Lelo,
d-uie noticias da menina Emma Rosa
De hontem para c nao houve alte-
ragao, respondeu Angela. Deixei-a ha
pouco. Ficou resolvido que uestes quatro
'dias o Dr. Proli ha de tentar aJoperagSo.
Nao temos portante muito que esperar.
Mas o tempo parece bem longo coitad-
nha. Ella lembra-se dos seus amigos e
estimara se nlo vl-os, infelizmente nao
pode, ao menos, saber que esto parto e
ouvil <>s.
Rjn>to e eu pretendamos ir esta tar-
de "asa de saude, respondeu vivamente
Le >, e pedir nos para ver a menina. Es*
peravamos encontrar l a senhora.
Bem, entao iremos todos juntos, dis-
se Osear. O ponto de reuniSj geral aqui
a uma hora.
E taremos da nos retirar s tres ho
ras, tornou Angela Barnier, regra da
casa.
A' uma hora em ponto estaremos era
casa do Sr. Rigault.
Ento fechamos o observatorio, disse
o irmao de Sophia.
E fechou a jauella.
Vou avisar minha irmS, acerescen
tou elle dirigindo-80 Angela, eu desgo
Oiu a senhora.
E depois da t<-r fechado a porta cha-
v, desceu a escaria, precedida da Bella
IlarvAiiaria.
Deixou a na ra Guugau
Angela tornou a entrar no carro e foi
ra Bonapart-, onde sabemos qu> ella oc-
cupava ura aposento p-qu.-n > em casa Jo-
barao de ' A' uma hora menos alguns minutos, Os-
ear e a sua iriuS, Leo e o seu amigo, e
peravam Angela Beruier na ra Qua
gaud, (liante de um carro que tmham to-
mado em camiiho.
A hervanaria chegou de carre logo _de
pois.
Quizamos poupar lhe o trabalbo de
ubir as escadas, minha cara sanh >ra, dis-
se Sopuia. Podemos ir. Quanto mais ce-
do l chegarmos, mais tempo teremos para
ficar com a nossa querida enferma.
Sophia e L~o entraram no carro de An-
gela, Osear e Renato no outro.
sua posigao e pelo sou clima para tornar se
o nosso mais aprazivel sitio de aguas.
Falei tanto a respeito d'aguas que os
leitotes ha o de achar este artigo bastante
agua.
Tenbam paciencia : a influencia do
meio.
Franca Jcniob.
De t'axanbu'
Cercada de verdes colinas, entre as
quaes avulta com seu umbroso bosque a
tradiccional montanha de Caxanb, donde
se goza esplendida vista, esta povoago ea-
tande-se em uma larga superficie salpicada
de hoteis, do casinhas pittorescas e de di-
versas construcgo'es ainda em obras.
Nessas ooras v se a actividada que a
Empreza das Aguas do Caxanb e Con-
tendas desenvolve, afim de tornar este
sitio um dos mais apraziveis do seu genero
no Brasil.
Pelo que j est feito, pode-se imaginar
o qua ser Caxanb em pouco tempo.
Para comeg-ir, a empreza acaba de abrir
um hotel.
Quando digohotelnao me refiro a
qualquer casa particular, remendada, trans-
formada, dividida em cubculos, com ta-
boleta na fochada e cora um prograrama
que parece dizer aos hospedes primeiro
o meu intevesse, depois o teu conforto.
E' um estabeleciment digno do tal no-
rae.
Os quartos s2o vastas salas, onde o ar
e a luz penetrara por largas janellas.
Pintados da novo, forrados de rices pa-
pis, comraodaraente mobiliados. elles con-
tribuem poderosamente para ajudar a cura
que aqui se vem procurar.
De que servira o podar mgico das
aguas medicinaes desta localidade, se o es-
pirito do doente andasse sempre abatido e
o o rpo rualtratido.
Um aposento limpo e bem arranjado,
com trastes graciosos, sem mesas cora ga-
vetas empeadas, e camas qua soffram de
rheumatisrao em todas a? juntas, predis-
p3e o individuo a sonhar cousas agrada
veis, e a ter sempre bom humor.
Supnonham o sujeito o mais pachorren-
to deste mundo.
Instalem o em um quarto onde o cabkle
seja substituido por pregos, as caderas
sejam cochas, e o leito duro como a crise
financeira que o paiz atravessa.
Em menos de ura raez os amigos ver-
se-hilo obrigados a remettel-o para o Pas-
teur, sobretudo se elle tiver a nfelicidade
de dormir, como eu j dorm, ha cinco an
nos, na provincia de.... em um colcho
recheiado de palha de rnillio.
Acordava todas as raanhs aborrecido e
com fortes dores as costellas.
O qua ser isto 'i perguntava a mim
proprio, apalpando o sitio dolorido, e expe-
rimentando a respirarlo. Estarei soffrendo
dos pulmoes ? Querem ver qua um plau-
riz ? Nao outra cousa : este mo estar,
esta dor-. .
Corr para o medico, o qual, depois de
as'ultar-me, tranquillisou me completa-
mente quanto as infundadas suspeitas*
Para encurtar razoes, leitores, sabem
qual era a causa da dr ?
Nao podera advahar.
Era nra sabugo de milho, um maldito
sabugo que estava dentro do colchao, mes-
mo no ponto sobre o qual eu descangava
as costellas 1
Os hospedes do hotel da empreza, em
Caxamb, nilo passara por estes transes.
A casa, alm de reunir todas as condi-
goas possiveis de bygiene, condigoes qu ea
tornara superior, como j disse em meu ul-
timo artigo, a alguns hoteis de Petropolis
e a muitos do Rio de Janeiro, est situa-
da era ponto elevado, donde se descortina
grande parte da povoagao.
A mesa sempre profusa, escolhendo da
cosinha franceza e brasil-ira o que ellas
tm de mais delicado e saudavel, est per-
feitamente em harmona cea o rgimen
diettico que aqui se deve guardar.
A' noite as familias dos hospedes reu-
nem-se no grande salo da frente, confor-
tsvelmente mobiliado.
. (Conimu'aS
Os dous vehculos, um atrs do ou,tro
seguiram para a ra da Saude.
Proli e Luigi, logo depois do almoco,
descerara para o gabinete do doutor, e si-
lenciosos, de olhos titos no pateo, espera-
vara os que cao tardaran! a apparecer.
A entrada de cada uma das visitas era
aqnunciada por uma campainha que havia
no quarto do porteiro.
A campainha tocou varias vezes.
Varias pessoas atravessaram o pateo,
caminho para os quartos dos pensionistas.
Nem Angela B rnier, era Osear Ri-
gault ainda tinnara apparecido.
O successor de Grisky dava signaes nac
equvocos de impacieacia.
Soou de novo a campainha.
Os iious homens chegaram janella co-
mo j tuviara feito uik quarto de hora,
dessit vez, porm, nlo foi nova decepgao
que os esprava.
- Sao elles murmurou o italiano, ven-
do entrr no quarto a bella hervanaria,
aaoiupanhada dos dous estudantes, de So-
pnia Rigault e d Osear.
Este le.vava o brago esquerlo ao peito.
Co.nqua tj o tt-ri.nento nlo tivesae ne-
uhuraa gracidade real, pois a bal de re-
volver oe Proli s linha atravessado as
carnes sem \<-znr nenhuma parte essencial,
o me iico tinha ordenado que conservasse
o brago suspenso, afim de o ra*nter em in-
a gao completa, durante um tempo, mais
ou menos longo.
- f il o t irmiu Angelo.
O que traz o brago ao peito ? per-
guntou Luigi.
Sira.
- E' uma cara que hp do v- onhecer
entre mil, dista o piemontez. Vi o uma
vez, quanu me ba-.ta.
As visit 8 di pois te- tuiuain ntra lo pela porta principal.
Luigi diiigio 3" par a porta do sabida
do g binme.
-- Ond vaie ? perguntou Proli.
Or-me cto sentinella.
J?
L b o-iiie do proverbio : Pra n5o
ter que corrnr preciso Sabir a tempo.
Eutilj vai.
O ex rmoiro aahio.
{Continuar te-ha.)

-{
<
.

h
Typ. do Diario ra* Duqu- de Casias u. U.
1 MfllB
^m i i i.


Full Text
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