Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17506


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Full Text
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10 LXIIJ HlflfO 181
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P1H* A CAPITAL K LLTCAWB iHDE SAO SE PAA PORT8
Por tres mezea dIitadot. ''.....y *..... 6^000
Por seis ditos idm.......... ...... tf000
Por am anno idem. ............. 230000
Cada numero avulso, do mesmo da............ 100
DIARIO DE

SEIf-FEIfiA 2fi- DE AGOSTO W
PARA DEITRO PORA DA PROVIltll
Por seis meaea adiantados...........J ,
Por novo ditoa idem.............6 .
Por am anno idem................
Cada numero avulso, de diaa anteriores..........
1350C
200000
270GOC
100
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RNAMBUCO
Proprtefcafce tft Mmod Jtfluctra fre J*ria 4 S\os

i .
Os thm. Amed .'rase Cfc C
de Parts, tia os nostios agentes
exclusivas de aaaunelos e pu-
bcacOe Bu Franca
>rra
e Ingla-
TELEGRAMMAS
cumpurtim ntos, chamado rampa interna, termina
na janella redonda, que o separa da caiza do tyin-
pano.
U oavido medio est sempre cheio de ar, qoe
se renova por meio da trompa de Eustachio ; o
inferno, porm, nccupado por um liquido aquoso,
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DA 25 DE AGOSTO DK 1887
Dr. Paulo Mnniz Pereira Monteiro, Ma
*f*mi*n
9 *, 9S"J* f"l" W*,"*!"*
mililOiar: Jlau-o
RIO DE JANEIRO, 25 de Agosto, s 4
orvs e 25 minutos da tarde. (Racebido
a 5 boraa e 45 minutos, pela linha terres-
tre .
O Sonado approvou Iioje em ?.a din-
cusi o orramenlo do Ministerio da
Mariana.
\ii Cansara do* Uepol a do fol boje
approiado ein ?.' dlscuss&o o orca-
menio do Hiuliicrio da Fazenda.
% inctala Cmara t tratando
em t ilUcnsuo da receita geral do
Imperio.
O lepina lo Pedro Beltri&o pre-
sentis uin reqnerlmento. pedlndo
copla do rclalorlo Jo engrnbelro l*y-
rurzo Jo de Mello, acerca de tr-
ra* dovolala na provincia de Per-
nambuco.
F.ste requerimiento fol approvado.
?ai
(i
:ss sa Assm satas
RO DE JANEIRO, 25 de Agesto, s
horas e 30 minutos da tarde.
O Senado votou em 2 a ilrn<3o
0 orramento do Ministerio da Ma-
rinba.
.4. Cansara don Ueputado* votou em
1 diwranso o orcamento do Minia-
lerio da Fazenda.
MONTE VI DF'O, 85 de'Agosto.
Celebrase boje com muita pompa
e esplendor a festa do annlversairio
da independencia da Hepubllca do
Iruguaj.
ii..ii\<- revista de tropaa. te-dech, re-
repro pelo presidente da Bepa-
blira.
A' tarde ter luaar um grande bsn"
fuete e a nolte ama esplendida II-
luminaro.
MUNICH, 24 de Agosto.
O pariameiito eat convocado em
aeaaao extraordinaria para 1J
0islabro.
SOPHIA. 24 de Agesto.
Couala qne principe Fernando
conservar o meamo ministerio.
de
n u Uval, filial
> ."-<. Ar iat-> 'i -T.
em Fernambaoo,
NSTRDCCO POPULAR
a.
' -trahid)
OK BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESC0LA8
8EGUSDA PARTE
tt \n;oi:s BE UELtcAo
ansoZo
(Continuaba o)
Estas duas aberturas ejtabelecem a commanica
gao entre o ouvido media e o ouvido interno. A
caixa do fympaoo communica tambem com a pha-
rynge por urna todo Icngo e estreito (chamado
trompa de Eastachio) o qual se abre na parte pos-
terior das fossas nasaes. Na parede posterior tem
anda o ouvido medio urna abertura que Ihe esta-
belece communicacio com as cellulas osse-is a que
iu temporal se d o nome de cellulas mastoidas.
No interior do ouvido medio ba quatros ossos,
mu to pequeo, chimados ossinhos do ouvido, que
So articulados entre si, de modo que formam ama
cadeia continua, disposta transversalmente entre
n membrana do tympano e a janetla oval Estes
ossinhos denominan! se : martello, bigorna, osso
ieuticalar e estribo.
O martello apoia se, pela, sua baste, de en-
contal a membrana do tympano ; e o estribo, pela
libase, sobre a membrana que fecha a janella
oval. Pequeos msculos, que se inserem no mar-
relio e no estribo, imprimem a estes dous ossinhos
movimentos, por efieito dos qaaes as membranas
do tympano e da janella oval variam de tenso,
pase se adoptarem aos difiVrentes graos de inten-
sidede dos sons qoe se Ihes acmmunicam.
O ouvido interno, tambem chamado labyrinlbc.
stA cavado, ermo o ouvido medio, na espesenra
do rochedo. E' t-rmado por tres cavidades, que
g denominara : o vestbulo, os canaes semi circu-
lares e o caracol.
O vestibulo constitue a parte central do ouvido
interno e commnnica de um lado cero, o ouvido
medio, pela janella oval, e do outro cem o caracol,
por urna pequea abertura. Os canaes semi cir-
culare* IB0 tres peqaeninns tobos ossecs. corvados
em semi-circulo e situados na parte superior e pos-
terior do vestibulo, no qual e abrem.
O caracol incurvad em espiral, como a con-
cha do animal deque toma o aome ; e estA situa-
do por desate por baixo do vestibulo. E' inter-
naaaente dividido em duna compartimentos por nos
septs aemi-oteeo e aemi-membranoao. Um destes
contido n'uma memb ana '"om forma do sacco, ria Cavalcjnte de Albuquerque Rocha e
g -rente da estrada de ferro do Recife
Casanga. Certifique-se.
Cootas do corpo de polica, Jo Pe rei-
r de Araujo o Manoel Jos de Olivcira
Dias. Approvadas.
Firldoa asisSasas e Ildefonso Jos Po-
reira SimSea.Haja vista o Sr Dr. pro-
curador fiscal.
Maxiniano Henrique da Silva Santiago,
Antonio de Barros Falcao e Pedro Ramos
Leutier.Deferido, sendo approvado o
calculo a quo proeeHeu-se pela contadoria
de pensSo de inatividide.
Jorga Cypriano da Silva Teixeira.De
ferido, ficando irresponsnvel o supplieanto
pelo debito anterior do estabelecimento n.
2 travessa do Luca, visto provar nao
ter 8uceedido no mesmo.
Tiburcio de Oliveira A CDeferido
nos termos das ii;formao*es.
Jos Pereira de Araujo, Diogo Augusto
dos Reis, Jo Chrispiniauo da Silva, Isa-
bel Francisca Monteiro de Qnintal Barros,
Mnoel Antonio Leite, Leopoldina Maria
Teixeira Jacobina, Manoel Jaoquim das
Neves, snperinteadente da estrada de fer
ro do Recife a S. Francisco, Francelina
Forjaz de Lacerda, Sophia Guilhcrmina
de Mello e officio do couimandante do cor-
po de polica Dr, chefe de do polica.
Informe o Sr. contador.
Manoel de Medeiros.Deferido, fazen-
do se a transferencia das apolices nos ter-
mos regulares.
Augusto Labille e Moura Borges & C.
Restitua se.
Maria Lidia do Sacramento.Regstre-
se e facaro-se as notas
Manoel Bezerra dos Santos.Satisfa9a
a exigencia.
Augusto Octaviano de Souza.Deferi-
do, nos termos das icformaeoas.
cojas paredes forram o vestibulo e os canaes semi
circulares, sem Ihes adherir complttamente.
U ervo que receba a impresaao das vibracoes
sonoras vai expandirse, ramificando se, no liqui-
do que ruche o vestibulo, es canaea semi-circula-
iv- o ciracol. Tem o nome di nnrvo acstico.
M-cnanism < da audicAoO mechanismo da au-
dicAa deduz se fcilmente da disposicAo unatomics
do apparelho que acabamos de cstudar. As vi-
braedes producidas pelos corpos sonoros commaui-
cax-se ao ar atmospherico e chegam at ao pavi-
Ibao da orelha ; este recolb-as o dirige-is pelo
canal audittivo at a membrana do tympano, qu
por esse modo entra em vibrarlo. Em seguida
sao estas vibrnces trKnsmittil'is, p"lo r contido
no ouvido medio, e pola cadeia dos ossinh s n'elle
existentes, s membranas da j mella oval c da ja-
nella redonda, membranas que sssioi vibrr.m tam-
bem. Por fim sao commum-adas ao liquido que
enche o ouvido interno e, por este, aos Sietes ner-
vosos do ervo acstico, onde produzem a impres-
sA-, que transmittida ao cerebro.
A parte verdadeiramente essencial do apparelho
auditivo o ouvido interno. O medio e o externo
sao partes accessorias, que servem apenas para
tornar mais pcr.'eitas as impressoes sonoras.
0LFACTO
DefinicaoO olfacto o sentido, por meio do
qual temos onhecimento do cheiro dos objectos.
ch iro prodnzido pir partculas extremamente
tenues que se destaeam dos corpos odorferos, e
vio por sj em contacta com o apparelho oltactivo.
Apparelho olfactivoO apparelho olfactivo re-
sume-se n'uma membrana mucosa, chamada mem-
brana pituitaria, que forra as fossas nasaes, e que
recebe um uervu de %ensibilidade especial, o qual
tem o nome de ervo olfactivo.
As fossas nasaes sao duas cavidades osseas,
abertss na face, urna de cada lado da linba media-
na do corpo, por baixo das rbitas e por cima da
bocea. Sao separadas urna da outra por om septo
mediano e vertical. Estas duas cavidades com-
municam com o ar exterior por aberturas chama-
das narinas (vulgarmente, ventas) e com a pha-
rynge na parte posterior.
as suas paredes later2.es ba urnas laminas os-
seas, incurvadas sobre si mismas, fazenio salien-
cias, e que sAo em numero de tres em cada fossa
uasal. Estas laminas chamam-se cornetos que se
distinguem pelas designaces de superior, medio
e inferior, e qun sAo separados uns dos outros por
gotteiras ou soleos longitudinaea chamados meatos
As fossas nasaes comtnunicam tambem com urnas
cavidades que ha na espessora dos oesos maxillarse
superiore,s frontal e eaphenoide, e que se denomi-
nam seios, distiogoindo-se me : eeos masillares,
seios frontaes e seios esphenoidaes.
(Continua).
UNE om^ii
Sioverne da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA, DO DA 24 DE
AGOSTO DE 1887.
Anna Carolina Cesar de Mello.Sim,
com ordenado somentc.
Anna Cesar de Almeda Pessoa.Sim.
Anna Marques Pereira do Reg.Sim,
sem onus de especie alguma ao3 cofres
pblicos era mesmo do pagamento de
expediente no caso previsto pelo artigo 41
nico do Reg. de 6 de Fevereiro do
1885.
Eneas de Almeida Pedrosa. Informe o
Sr. Dr Juiz de Direito do 2o diBtricto
criminal.
Francisco Apolonio Bezerra e Silva.
Sim.
Francisco Rufioiauo Cavalcante. A'
vista da ioformagao, n&o tem lugar.
Isabel Francisca Monteiro de Quintal
Barros.Informe o Sr. inspector do Tue-
souro Provincial.
Padre Jos Porfirio Gomes.Sim, em
termos.
Julio Jos da Costa.Informa o Revd.
Sr. director do colunia orphanologica Isa-
bel.
Maria Julia Monteiro L^pes.Sim, com
ordenado.
Manoel Idefodso Penua Forte. Sim.
Secretaria da Presidencia de Pernambuco, 25
de Agosto de 1837.
O porteiro,
F. Chacn.
Recebedorla Provincial
DESPACHOS DO DA 24 DE AGOSTO DE 1887
Reparticao Ja olida
2. seceo.N. 744 Secretaria de Po-
lica de Pernainbuco, 25 de Agosto do 1887.
IUm. e Ex. Sr.Participo a V. Exe.
que hontem foi apenas recolbido Caaa de
Deteneo ordem do subdelegad^? da fre-
guezia do Reeife, Pedro Gomes de L icerda,
por uso de armas dffesa e disturbios.
Hontem s 6 1/2 horas da tarde, no
aterro do Giqui do 1. distriuto de Afo-
gados, o individuo Luiz Gadelha de Oli-
veira, descarregoo diversas cacetadas em
Francisco Alves PavSo, ferindo-o na ca-
be 5a.
O offensor foi preso em flagrante e o ef-
fendido foi vistoriado pelo Dr. Antonio de
Arroda B ltrAo e pharmaceutico Bellarmi
no TorreSo.
O subdelegado do 1. districto dj> Afo
gados, fez lavrar o termo de flagrancia e
abri o competente inquerito policial.
m data de hontem o subdelegado da
freguezia de Santo Antonio fez remessa ao
Dr. juiz de direito do 2. diatricto criminal,
do inquerito policial procedido contra Vic-
torino Jos doa Santos, preso em flagrante
no dia 18 do corrente, por ter furtado di-
versas fazendaa do estabelecimento de Al-
bino Amorim & C, a ra Duque de Ca-
xiaa.
O cidadao Manoel Heraclito de Albu-
querque, participou me em officio datado
de 22 do corrente ter n'aqueUa data reas
sumido o exercieo de delegado do termo
de Ipojuca, na qnalidade de 1." sopplente.
Deus guarde a V. Exc.IUm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azarado, muito
digno presidente da provincia.O chefe
de pocia, Antonio Domingo$ Pinto.
Manoel J0A0 Lobato, Lopes Alheiro &
C, Antonio Gomes de Miranda Leal, Bel-
mi:o ToYcea A C, Manoel Jo# .Fernn
des, Lenidas Tito de Loureiro, Henri-
que X de Araujo Saraiva de Mello, Joa
quim de Almeida A C Antonio Goncalves
dos Santos A C-, Maria Manuela do Sa
cramento Tavares, Antonio Domingues
de Lima A C, Ferreira Monteiro A C,
Margan la Marianna de Oliveira Figueire-
do e sua roS.Informe a l* aeccSo.
Oliveira Goncalves, D. J. Seve A C,
Victorino Marques da Fonaeca, Silva A
Alvaro.A' 1' aeccAo para informar.
Jos de Vasconcellos, Oliveira A C.
A Ia seceo para os dovidos fins.
Antonio Maria da Paz e JoSo Fernan-
des Lopes.Cumpra-se.
- 25 -
Jo2o Valente da Cruz, Manoel Pereira
Bernardino, Mar jolino de Souza Travasso,
Jos Antonio dos Santos Cosseiro, Jos
Monteiro Torres de Castro, Charles Pluyra
A C Manoel dos Santos Vlllaca e Oliveira
Al*,. Satisfacam a exigencia da Ia aec-
cSo.
J s de Macedo, Vctor Grandin, Brito
A Araujo, Antonio Jos do Carvalho e
Goncalves Coimbra dC- Sim, vistas as
uforroaco-s.
M'-llo A Irmilo, Barros & Britto, Fran-
cisco Pereira de Miranda e Jaciatho de
Oliveira.Informe a 1* seccZo.
Jcs Cordeiro do Reg Pontos, Frederi-
co & C, Barbosa & Santos, A. M. Veras
A C, Antonio Augusto de Lemos A C,
Neves A Salgado, Lourenco Bastos A Maia
A' Ia seccao para informar.
Jote de Araujo Veiga A C, Thomaz
Coelho de Almeida Sobrinho, Joao Bar
bo8a de Carvalho, Jos Pedro deMello &
C. Informe a Ia scelo.
Miranda Alves A C, Joaquirn Maia A
C.batisLcam a exigencia da 1* seccllo.
Joaquim Duarte Lemos A C e Marce-
lino Lopes & C. Indeferido, em vista das
informacres.
Francisco Lauria A CA' Ia aeccSo
para informar.
DIARIO BE PERMiaBCP
RECIFE, 26 DE AGOSTO DE 1887
A ele lefio de 14 de Setena bro
A e'eicao, que deve ter logar ao dia 14 de Se
temb.-o prxima, nao ama l'icta pessoal entre
dous bomens, esireveu e Ilustre autor do 1' edic-
torial da Provincia em sua edicSo de 24 do cor-
rete.
Felizmente, nao pode, nem deve sel o, acrescen-
tamos nos, porque ao contrario do que affirmou o
collega nao toppomos o eleitorado do 1 districto
mais apto para decidir da locta pessoal entre dous
horneas do que da competicio inconciliavel entre
duas systemas polticos.
E assim pensamos, fazendo a merecida justica
ao eleitorado, porque felizmente a ooasa patria e a
aossa provincia em ves de eBtarem entregues a
urna escravido inconsciente e fatalmente organi-
ssda em estado social como asseguroo o contempo-
rneo, acbam-se em vantajosas cmdQes para
com iateira liberdade e conviccao pronunciar-se
obre tudo quemis interesaar possa, a sus grao
desa e prosperdaJe.
Estamos certoa de que o Sr. Dr. Joaqun Na-
jico nao subseroverA o concaito do contempira-
n o a respeito das condicoos do paiz.
Realmente o mais exagerado pessiuiismo n'io au-
lorisarit impuuomentj a t-xternacAo do tao singu
|ar juiso acerca da nossa organisacao social.
E dizemos impuuemente, porque a n6a histo-
ria poltica, e at a p-litica defendida pela illas
trada redaccao da Provincia e os seus sectarios,
sin om protesto vivo contra a legtimidade j as-
serta, que comba temos.
Seja am inh-i eleito o Sr. Dr. Joaquim Nibueo
e iij dir e-rtamente, que o mandato Iho foi con-
ferido por am (I-Horado de naonsci-ntjs, ligados
a escravido, fatalmente organizada era estado so-
cial e na) dil-o-ha, como nao o diss, nem consen-
ti'ii, que se disaesse, uanio foi eleito por esta
provincia.
f atara o paiz e especialmente a noasa proviu-
em 1884 eutregue ho systema, que descend
lgicamente da escravid), quando o eleitorado do
1* districto repellio a bem aaparada candidatura
do lastre peraambucano, amigo da redaccao da
Provincia ?
Perdoe-nos o distiucto coll;ga e perinitta que
com franqueza Ihe digamos : foi infeliz no concei
to, que externou.
Pensando cahir a fundo sobre a situacas con-
servadora, esqueceu-se de que feria a si proprio e
ao seu partido.
O eleitorado do 1 districto nao mereca segura-
mente o juizo, que manifestou a Provincia e muito
mcuos a provincia de Pernambuco, cuj altivez e
independencia se tem feito constantemente paten-
tear nos certamen, occorridos as salas dos es-
crutinios eleitoraed.
Anda foi infeliz o contemp iraneo, quaudo
avancou, que o partido conservador, como est ae>
tualmente representado no governo, histrica-
mente o mesmo partido, que se tem opposto a to-
das as aspiracues do paiz, a todas as pretenfoes
humanitarias, a todas as reformas liberaes.
collega esquecea-se de indicar, quaes foram
essas aspiracoea do paiz, essaa pretences hnma-
nitariss e reformas liberaes a que se tem opposto
o partido conservador.
Quiseramos ver tirada limpo essa npposicao
do partido conservador a aspiracoes, pretencoss e
reformas de que o partido lib.ril cogitaaae e con-
seguase realsar, quando ni governo do paiz, nao
eaqorcendo as aspiracoea, pretencoes e reformas
qoa o partido conservador tem realisado a con-
tragosto, apezar da opposico do partido liberal.
O systema eacraviata, cujas deploraveis conse-
quencias o collega descreveu, nao pertsnee certa-
mente ao partido conservador, que aboli real-
mante o trafico, puni os traficantes, extingui as
faites da eseravidAo apenar da oppasioAo liberal,
creou e augmentou o fondo de emancipacAo, alar-
gou os caminbos, que levavam a libsrtacAo, abo-
li os acoutoa infamantes e melhorou a condicao
dos eseravos, reconhecendo-lhes urna peraouali-
dade e consequente capacidade jurdica.
O p irtido, que assim tem procedido relativa-
mente ao systema escravista, na) pia descender
da escravido ; os mais importantes monumentos
da nossa legislacAo, os factos da histeria poltica
brazileira, a propria lgica, p-otestam eloquente
mente contra o labe o infamante, que se pretenden
atirar sobre este generoso e patritico partido.
E o actual ministro do imperio por sua educa-
co e sua vida, pelo que tem feito e por tudo a que
aspira, tem provado, que em lugar de coucoirer
para o desapparecimento da nossa provincia e
decadencia do paiz, tem se distinguido pelo mais
proa unciado patriotismo e pelo mais firme e cons-
tante pernambucanitmo.
Vem proposito transcrever aqu o qac as
paginas do Joma', do Recife j alguem disse do
conselheirs Manoel Portella :
Quem se der ao estado da historia contem-
pornea desta provincia fcilmente ver, que ai-
las das suas pagina maia brilhantes pertencem
dejustica ao Exm. Sr. Dr. Manoel do Nascimeoto
Machado Portella. Ccm effoito, pernambucano ex-
tremoso, S. Exc. apenas iniciou a sua carreira de
h jffiem publico comprebendea, que a patria recia,
ma va toda a valenta doa seus esforcos, toda a I uz da
sua intelligen^ia, toda a abundancia da sua alma:
e alma, intelligencia e esforcos, tudo Ihe tem con
sagrado de entilo para c, Ininterruptameute,
com a -na'a viva effasao.
Nio incontestavelmente o con3elheiro Portella
0 homem esqueciJo d; so* provincia, como pre-
tenden a Prov ncia ; nao data de muito tempo o
congresso agrcola desta cidade, e todos se devem
anda recordar das palavras com que o conselheiro
Portella encerrou as sesoes do mesmo congresso,
na qualidade de presidente deste, dirigindo-se aos
pernambucanoa e aos representantes de entras
provincias :
Exultemos, pois, nos homeos do norte, per-
qu assim lavramoa um protesto em honra nossa,
como povo livre. E nos, pernambucanos, filboa
desta trra querida, por cojos bros e progresso
tanto estremecemos, mostramos-nos sempre dignus
d'ella ; saib irnos empregar esforcos e dedicacAo
para que seja mantido e respeitada o lagar de
honra, que soube eila coaquistar entre suas ir-
m&s.
Quem taes sentimentos exprime nao por certo
o homem esqoecido de sua provincia ; demais sao
bem patentes os seus servicos, quer pblicos, que."
particulares, para o engrandecimento desta trra,
que lbe cara.
Pretendeu se tambem tracar um honsonte s
vistas polticas e suciaes do conselheiro Portella,
dando-se como pouto extremo deste horisoutea
Escravido.
S pode ter licenc* de chamar escravista ao
nselheiro Fortella, qaem nao quizer conbecer a
apiniAo e os actos deste Ilustre peraambucano,
assntfestados em mais de am lugar e documento
pblicos.
O eleitorado do 1 districto deve coahecel os e
estarnas certo?, que pesar da $wx cor a da tua
pobreza saberAo os eleitores responder ao Sr. Dr.
Josqom Nabuco. que a c6r e a pobres* de qne
fallen em sea artigo de hontem, nao sAo absoluta-
mente inconciliaves cosa a honra, carcter, inde-
pendencia e dignidade, qae constituem o apsnagio
e a riqoesa doa borneas ds bem.
INTERIOR
nuevo ao projeeo de reforma
de Insiriicco Primaria e c
lindarla.
BASES PAEA A REORGANISAgXo DO ENSIXO
PRIMARIO E SECUNDARIO DO MUNICIPIO
NKL'TRO
Desenvolvimento da Instrueco Publica as pro-
vincias e ele vacao do ensino secundario em todo
o Imperio
Projecto e relatorio da commisse.o noneada pelo
.vniHtro do Iiupirio e presidida pelo Exm. Sr.
8 nselheiro de Estada Vise mde de Bom Ketiro,
relator o .'Exm. Sr. Dr. Antonio Candido da
Cu una Leitio.
Rio de Janeiro, 31 de Miio de 1886.
IUm. e Exm. Sr.Teado assumido interinamen-
te, no ipipcdimento do Exm. Sr. conselheiro da
Estado senador Visconde de Bom Retiro, a presi-
Isacia da cominisaao incumbida p >r V. Exc ile or-
j^anisar as bases da InS'rucco -"Primaria e Secun-
daria, tenho a honra de pas-ar as inos de V. Exc.
o plano elaborado pela meama commissao e o ral i
torio que ella eucarregoa-me de apresentar a V.
Exc, juntamente com as bases propostag.
Das guarde a V. Exe Illm. e Exm. Sr. con-
aelbeiro Baro de Mamor, Ministro e Secretario
de Estado dos Negocios do I epero.O presidente
interino da commuso, Dr. Antonio Candido da
Cunha Leudo.
Jomcnissao nomenda co Ministerio do Imperio
por avisos de 7 de Janeiro o 4 de Fevereiro
de 1886.
Presidente :
Conselheiro de Estado Visconde de Bom Retiro,
aeuador.
Membroa :
Dr. Antonio Candido da Cunha Leto (relator),
-^epatado i Assembla G_tiI.
])r. Amaro Cavalcante
Dr. Emygdio Adolpho Victorio da Costa, inspec-
tor geral da Instrucoao Priman e Secundaria do
municipio neutro
Dr. Joo Pedro de Aquino, director da Escola
Normal da corte. *
Dr. Jos Joaquim do Carmo, reitordo Extrna-
lo do Imperial ollegio de Pedro II.
Aurt-lKino Pereira Correia Pimentel, reitor do
Internato do Imperial Coilegio de Pedro II.
Baro de Macahubas.
Dr. Joaquim Jos de Menezes Vieira.
RELATORIO DA COMMISSlO EKCARREOADA
PELO MINISTERIO DO IMPERIO DE ORGA-
NISARASRAbES DA REFORMA DA INSTRUC
CAO PRIMARIA E SECUNDARIA.
I
A commiasao nomeada pelo Ministerio do Impe-
rio par organisir as,bases de ama reforma da Ins-
truccAo Primaria e Secundaria, vem desempernar-
se do seu man lato, aprensetando as ideas que Ihe
parecem mais aproprada ao desenvolvimento
daquelles ramos do ensino publico.
Keuaida em urna das salas da Secretaria de Es-
tado daquelle ministerio, ah discutiu a commiasao
em cinco sessoes o plano que pelos votos da maio-
ria foi aceito, comparecendo a ella todos os mem-
broa non,endos e sendo os seu'trsbalhos presid Job
pelo Fxm. Sr. conselheiro de Estado senador Vis-
conde de Bom Retiro, devendo-ae, por bomenagem
verdade, Jecl.rar qae, sem o concurso das luzes
de S. Exc. o sem a efficaz e Ilustrada direceo
por S. Kxc. dada aos trabalbos, nao teria a com-
miasao podido desempenhar-se dos seas arduos
deveres.
Na ul'ima aessAo, quando porm felizmente os
taabalbos j estavain ,quasi de todo concluidos,
viu-se a commisso privada da presenca do aeu
Ilustre presidente, que por motivo de molestia nao
poude comparecer; sendo ella ento presidida pelo
autor deste relatorio que foi cclamado presidente
interino e havia sido em anterior aeaso n .meado
relator.
O pensamento que, desde a primeira conferencia,
maia preoecupou a commisso, e no qial esta pro-
curou sempre aspirarse, foi a necessidade de
elevar os estados.
E' este em seu conceitoo intuito qas deve pre-
dominar na orgaaisacu de um largo plano de
reforma.
A instracco em todos os seas graos est em
seusivel decadencia. U ensino superior apresenta
os mais deploraveis symptomas.
O secundario, quasi exclusivamente a cargo da
iniciativa particular, toai.degenerado em simples
meio de cnegar s eseelas superiores, dahi resul
tan Jo u deleixo com que a maior parte dos estabe-
lecimeotos deste ramo de easiao depondo os esciu-
dulos de urna miaaao conscienciosa, qual devera
ser a sua, buscam em outros alvitres os meios de
auferir maiores lucros.
O eusino primario, apesar dos grandes esforcos
qee em prol delle bao sido enviados, quasi
uulla em seas benficos effdltof : poucas escolas,
freqei enca insignificante, mestresmal preparados.
E, este o quadro triste e sombro do ensino entre
us : nao deve, porem, isao desanimar-aos ; antes
n'elle devermo revigorar as foi v .a do nesso patrio-
tismo para acharaos a incgnita desse problema
social, que, tendo em si o segredo da prosperidad^
j uaces, a mira da civilisacao .ooderaa e o
lideratum coastaates dos pavos cultos.
A elcvaco do nivel dos estadas secundarios e
assnmpto aasaz complexo. Em nada poder-se-ba
melhorar a coadices do ensino superior, que,
allit, est fra do objecto da commissAo, sem
providenciar s-ibre os n eos d levantar o eoaiuo
secundario de modo que o candidato matricula
nos cursos superiores disponha de solido cabedal
de conbecimentos.
Para esse fim fai-sc necessario, principalmente,
alarg.r o programma do ensino offieial, fundar
iustituicoes apropriadaa ao desenvolvimento, de tal
programma esculpir esae eunb offieial as insti-
tuices provuciats e particulares, e exigir provaa
rigorosas da aptidao dos examinandos, nao s pea
ac ven dade dos clames, coilo pela moralidad e
indepeudeucia dos examinadores.
Eji referencia instrueco primaria, maiores
sao] as ditficuidadea pra'icas. Aim da elevsclo
dependente da sincera exe'uco do programma
pjr mestres habilitados, conscientes da importan-
cia da sua .nisso social, attrabidos por vocaco
ao magisterio e conpenetrados de que a sua pro-
fisao deve ser um verdadeiro sacerdocio,ha
anda a diicilima questAo da diosao do ensino
as carnadas populares pelos meios coercitivos,
tornando-a por lei obrigatono.
O que vai expotto, parecido simples, cncoutra
em sua execuco oa maiores bices, e entre estes,
como a diffieuld-.de que maia imperiosamente se
impoe, a dtspeaa enorme que acarralara a raali-
sa^Ao de to grandioso plaao. A commisaAo, at-
tendendo a ease peuto da exequibiiidade das suas
bases, wai sempre propoz o que melhor se Ihe sffi-
gurava, aino apenas o que aais pnssivel Ihe pa
recia ; anda aasim, por vezes, assaltou-lhi o es-
pirito o recoio de te.- ido aluo do que loo deveram
ermittir as circumstaacias financeiras do paiz.
Apesar de to escrupuloso retrahimeato, impor-
tar, port-erto, a execuco do pL.no proposto des-
pesa superior aquella que, as condicocs actuaes,
podera ser comportada ,>elos recursos ordinarios
Jo nosso orcamentj ; por este motivo, a commis-
so propoz a creacAo de um fundo escolar, sem o
qual intuitivo que nada se podar faser. A touta
principal desse fundo urna taza insignificautis-
ia.a, alia j auteriarmeute lembrada em outroa
projectos ssjeitos coosideracae do parlamento, e
que recabir sobre todoo os individuos da um e
oatro sexo, residentes no imperio, maiores de 21
aanoa, nacioaaoa e eatrangeiros, que teubam em-
prego so pre&ssAo ou vivau da seu besa ou ren-
d entos. Acredita a eommissa que essa peqae-
ni taxa escolar, ja em pratica em varios outros
pa ses, ser bem aceita entre nos, a nnguem ra-
pt nando coacorrer cora iasigaificaate obilo para
a ensecuco de um fim to gneroso e de tama
nb alcance para o futuro da nossa patria.
Confia a commisso que a taxa proposta produ-
sir somma sufiiciente para fazer tace s novas
despezas, e permittir utilisar-se o governo das
largas autorisacoes que oestas b iaes lbe sao can-
tridas, e qac, em sua maior parte iro aproveitar
s provincias. Foi tambem attentando aos inte-
resses destas que a commisso propoz quantia di -
minutsima para determmacAo da taxa escolar,
atim de poderem as provincias decretar poi sea
tumo taxa igual para, com essa fonte de renda,
desenvolveren! e ap rfeie >areoi o respectivo ser
vico do ensino publico.
Nao cabe nos limites de um simples relatorio
reproduzir 3 razocs peas quaes nao peaou no ani-
mo da commisso a duvida, por vezes repetida, da
inconsttucioualidade de ama taxa escolar em sua
applicaco ao ensino primario ; ponderaremoa ape
ii'ia que essa taxa nao contraria a gratuidade es-
tab-lecidi na Constituico'to Imperio, porquanta
nao ser paga exclusivamente por aquellos que se
teuham do aproveitar das escolas publicas, mas
pela massa geral da pop laeo ; nem guarda, ere
refereucia quelles, a menor proporco com a mais
mdica meusalidade que se podesse exigir pe a ad-
misso a urna escola ; e a prevalecerem em tac
demasiado rigor taea escrpulos constitucionaes
seria irapraticavel o preeeito da gratuidade, visto
como as escolas publicas sao, nem poderiamdeixa:
de ser, sustentadas por impostas pagos pela massa
da populaco.
Accresce que a taxa propasta ter de ser appli-
cada nao s mauutencAo de escolas publicas,
como tamoem ao desenvolvimento da iustruccc
secundaria e profiasional e de vanas instituicoee
como escalas normaes, bibli ithecas populares e mu-
seua pedaggicos, que por certo nao sao eompre-
henddos na gratuidade garauti la ao nosso pacte
fundamental.
Emende a commisso dev-r insistir na impres-
cndivel necessiaade de ser decretada a taxa esco-
lar, poia aem ella nao ser possivel dar um passo.
II
Tendo de estabelecer as bases para a reorgani-
saco do ensino primario, nao pode a commisso
dar a esse ramo do ensiao publico o desenvolvi-
mento que era de desejar pr causa da delimitacc
constitucional, qae restringe ao municipio neutro a
competencia do poder geral.
Ao relator, entretanto, parece, e por vezes o ten:
sustentado na Cmara dos Deputados, que a attn-
buicAo conferida pelo Acto Addicional a asaem-
b aa proviaciaea nao exclua a competencia do po-
der geral, sendo de toda a vaotagem que este in-
terveoha no patritico intuito de uuiforinisar o en-
sino, dar-lbe urna meama feicAo em todo o impe-
rio, e constituir da escola, quer ao municipio neu-
tro, quer as provincias, o molde de ama educa-
cao nacional que oo podereinoa ter sem a umtor-
midade da instrueco primaria.
Por certo, entende o relator, to importante ob-
jseto nao pode ser excluido do generoso concurso
cas provincias, a cujo patriotismo devam ae os
mais efficazes esforcos ; ao eootrario, a instrueco
do povo, com base que do eagraadecimentc
moral da na^o e cond'cAo primeira da sua futura
prosperidade, nao deve ser attnbuito exclusiva
deste ou daquelle poder, mas o obj-etivo da coope-
raca j de todos os poderes pblicos, o cmpenbo de
honra para o qual convirjam seas esforcos a paro-
cbia, o muaicipio, a provincia e o estado.
Nao compreheude, porm, o relator oaescrupu-
I ia coustitucioua -a daqueilee que entekdera estar
excluido o poder geral da competencia de legislar
sobre a instrueco primar.a das provincias, quaodc
o imperio nao ama coafederaco de provincias
nem est no espirito do Acto Addiciouai a idea fe-
derativa ; sendo que nenhum aasumpto por sua
natureza mais geral merecedor da criteriosa e pro-
vidente atteueco do estado, do que a illustracc
do povo eaeducaco nacional.
A decretado das grandes theses do ensino pri-
marioa gratuidade que a ConstituicAo at en-
feuden dever consagrar de modo indelevel, a
liberdade do ensino e a instrueco obrigatoria
que sao os tres fundamentos da escola aos tempoa
modernos ; e o programma do ensino, que o exa
sobre o qual deve girar a educvfo nacional e ao
qual prendem se a.-sumptos complexos da mais
alta monta, nao podem ficar indifferentes ao Po-
der Geral, que at faltar ao mais sagrado dever
de patrictism;, deixaado revelia to altos in-
teresses dos quaes dependem a aorto e o futuro da
patria
Nao cabe aqu apreciar o relator a queato da
incoostitacionalidade de que erguida essa dou-
trtna por elle levantada no seio do parlamento;
ultrapassHrla isso os limites deste relatorio; por
vezes, tem o relator sustentado essa sua opinio
quer na Cmara doa Deputados, em 1873 e em
1875, quer nos pareceres apreaentados ao Con-
gresso de Instrueco Publica em 1834.
Al.n da gratuidade, consagrada na Constitu
cao do Imperio, cntendeu a commisso ser essen-
cial para a reor^aniaaco do ensino primario, no
municipio neutra, a deerotacAo da liberdade do en-
sino particular e da obrigatoriedaie da instrueco
primaria. Parece-nos desnecessario demonstrar a
utilidade dcstss duas i'ei s, pois nao s as jal-
gamos aceitas por todos, como at j enraizadas
no espirito publico.
A liberdade do ensino particular propesta com v
a limitnco das provas de moralidade por parte
d'aquelle que pretenda dedicar-se ao magisterio,
nao mais sendo exigidas as provaa de capacidade
eseenciaea pelo regulameoto n. 1131 de 17 de Fe-
vereiro de 1854.
Dispensando a piova de capacidade, pela qual
entretanto se manifeataram alguna membros, en-
tondeu a commisso, pelo voto da maioria, manter
a exigencia da p.-ova de moralidade como meio,
anda que oo de todo efficaz, de obviar o pengo
de ser a educa?a da itifaucia confiada a profes-
sores de costumes pervertidos.
Quinto obrigatoriedade, f decretada no re-
ferido regulamento de 1851, julgoa a commisso
por voto unnime nao ser possivel adiar por mais
tempo a execuco de.-sa aalatar medida, j incluida
ba 32 anuos n'aquelle regulamento pelo tea illaatre
presidente, ento ministro do imperio.
Propouda de novo esta decrrtaco, entende a
commisso dever por ella insistir como sendo o
meio mais eaergio de mtlti rr hs cood coa de
ensino e de realsar o intuito de d.tf indir as luses
do espirito cor todas as carnadas p ipularcs. De
pooco aervir com effeifo abrir muitas escolaste
dotal-as de bons mestres, si a lei nao providenciar
para qu sejum ellas frequentadas; os dados es-
tatisticos offieiaes conveneem desse abauJono de
grande parte da popalaco escolar; e a experieucia
de todos os poros caitos demonstra qae rnente os
meios coercitivos de urna iei podem corrigir o
abaenteiamo dos meninos, veuecr a desidia e a
iodifferenca dos pata e das familias
Estabeleceudo esta obrigatoriedade. permitte o
projecto da commisso a livre escoiha entre as
escolas publicas, as particulares o o ensino na
propria casa; fixa a dade escolar; deiertxiQa os
casos de isempcao legal; providencia sobre o tor
n-cimento de v>>atuario e mais objectos aos me-
ninos indigentes ; exige um reoensearnento da pe
puluco escotar; e esiynde essa obrigaco nao ai
aoa pai* e tutores, como a qoantoa tiverem me-
ninos em seu servico ou empanhia, e aos prc
prietarios, directores e gar ntes i:e fabricas eoffi
cias. Quanto saneeo p -uai, entendeu a maioria
da commisso que, oo send > coa^eniente decre-
tar a priso e outroa meios enrgicos a esse pro-
posito estabelecidos as legislucoj3 estrangeiras,
aeria sufiiciente a malta, como seada a mais exe-








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Diario dt< fernambucoQuinta l'cira 26 de "Agosto de 1887
anivel e a que mi-nos se poder preetar aos aat"oa
te perseguices polticas. J ,
Pul ,drr tornar effectiva a obrigatone*. ade
a instruccio primaria e realisar o plano de fce
neralisal-a, preciso crear maior numero de esto-
la, O Dum. ro deatas nio poda aer de autem .o
fixado pareceu melhor alvitro estabelecer a pr -
porcio' do urna cacla para 200 fogos, ficando o
eoverno auionsado para reduzir essa proporciio
M localidades onde a escola publica tiver fr4>-
quencia real soperior a 60 alumnos. O aecres -
cimo, pois de escolas publica a errar depende da
cifra que ir attingindo a frequencia colar. A
93 escolas pblicos existentes actualmente do mu
nicipio neutro sao insufficientee para a popnlaeia
escolar, desde que, pela obrigatoriedade do en,-
lino, Una ella as escolas publicas. Computando
a media provavel da populacio escolar na stima}
parte da populacio gera!, e sendo esta poueo mam
eu menos de 280,000 almas, dedaaidoa os oacravott,
p6de-se calcular haver no municipio neutro 40,0.)f)
meninos em idade de ir s escolas; e conquauto
grande pt.rte pre6ra freqaentar estabeleclmentofi
particulares, coaitudc nao deixar de ser extraor
sinario o augmento da frequencia das escolas
publicas, sendo, portante, ogsencial elevar ao duA
po ou ao 'upio o numero destas. Prono i aind,,\
s commissio subvencionar o governo os jariiiu
la infamia, fondados por iniciativa particular, < meiro passo para a realisacao do generoso iutuito
-rearen se escola* publicas pira adultos de asa e ie confiar aos cuidados e aos cariahos da mulber
adiante : alm de seren tm xtaa o dirigidas por
aenhoraa as escolas elementares ou infantil, e de
se admittirem, como j peruiittido, meninos me-
nores de 10 Honre as escolas do sexo feminino,
julga o relator que seria de grande a'ihdade en-
tregar o euinj do primeiro grao Jas escolas pri-
uian .s de un a outro sexo direacio exclusiva
das acnhoras. O professorado feminino, pelas
qualidades q i fonisi o carcter e o coracio da
inulher cora e lu -adora, o mais apto para tomar
a sen cargo a misaav verdaderamente maternal
do enaioo nfautil, MU em referencia instruc-
cio nrelunnar como ao primeiro grao do ensino
primario, (ais o i latir, contra o voto da maio-
ria da commissio, qa is escolas desacotares di-
rigidas jor professoras toss-oi Hdmittidas crian-
cas de mais de qoatro ano s de idade, e que as-
aim, habituando as familias a cuidarem do prepa-
ro inte lectual de seas 6lbos desde tifo tenra id -
de e habituando pla- pratiea usa magisterio apro-
priado se iniciasse a reaiissieao de jardim da in-
fancia, em os quaes, com o temp, se devenam
trans ruiar aquellas escolas elementares; e que
para as enhorna se reservarse tambem o ensino
do primeiro grao primario. Entretanto, aceitan -
do o peasmeuto de entregar exclusivamente a
Henh iras o eusino das escolas elementares, j nao
fea poueo j, eunraissi e esse por certo o pri-
tutro sexo, podendo estas ser nocturnas e devendo.
haver, peto menos, u par cada sexo em cada
parochiaj ficando o governo autorizado para crear
este municipio esc las profissionaes e asylos iu
dustriaes. Com todos estes recursos de crer que
maito ha de melhorar a instruccio primaria da
;apital do Imperio.
A este proposito cabe aqui ni-i esqueeer qae as
gases apreaentad&s tambem propoem ser o go-
verno utorisado para crear as provincias escolas
profissionaes e asylos induBtnaes e subsidiar es
iabel -cimento de igual natureta, lyceus de artes e
oficios e esclat de adultos, fundados por lei pro-
vincial ou inioitiva particular; e bem aasuo para
auxiliar a fandacio de bibliothecas populares e
muaeus pedaggicos como auxiliares do ensino
publico e complemento das escolas, e como meio
de moralisar os esfumes, generalisar o gosto pela
mstrncv-ao e aperfeicoar o espirito moral e proas
lional das classes populares.
O programla do ensino primario continuara a
Mr o mesura determinado no regalamento de 17 de
'evereiro de 1854. Consta esse programla das
tegiutes disciplinas : instruccio moral e religio-
sa, leitura e escripia, grammatica portugaesa,
rineipios elementares de arithmetica e seu des-
envolvimento em suas applicacd>s praticas, ayate
aa d- pesos e m-didas, eitura explicada dos Evan
gelh os e noticia da historia sagrada, elementos de
historia e ge .grapbia, principalmente do Brasil,
principies das scieneas physicas e da historia ua-
:ural npplicaveis aos usos da vida, geometra ele
mentar, Hgrimensura, desenho linear, nocoes de
msica e exercioios de cauto, gymnastic* e, as
escolas d> sexo feminino, bordados e traba1 nos de
agulha. Entende a commissio abrsnger estepro-
jrinuit todas as exigencias do ensino, segando
as formulas do mais adiantado progresso ; e reco-
nheceu na discusso ueste assumpte que ama ou
outra disciplina aconselhada pela pedagoga mo-
derns, e que i primeira vista parece ahi estar omis-
3a, cabe perfeiUmente em um maior dese.ivolvi
ment dando a algamas dessas disciplinas, ^a ni"
passa de nova forma pslagogiea, de um methodo
particular de ensino a ellas applicavel.
Parecer extraordinario termas declarado em
someco a conveniencia de elevar o ensino primario
e maoti'rmos entretanto o mesmo programma j
decretado ha trinta e dous annos. E' preciso, po-
rm, dizer que esse programma do regulamento de
1851 nuac-i foi realisad seoSo em parte, teadofi-
jado at boje sem execuco o programma do ens -
no primario superior, oem se havondojma' da-
do escolas em qae este fosse dado Nao poje por
aais lempo perdurar esta lacuna; a instruccao
primaria precisa te- todo o desenvolvimento, e
oonvm abrir sem demora escolas publicas de mais
elvalo grao, as quaes se deseuvolva o program -
as do cuaiao primario superior.
Nao q-iis a cimmuso estabelecer em suas ba-
ses as graduayoes das escolas publicis, pareceo-
do-lbe mais acertado fiare gaverne: risadj
para decretal-as, podendo aesira apreciar o resul
tado pratico dessas gradaacoes e alt-ral-as con
forme as conveniencias melhor o aeouselharem.
Claro est que, na confbrmdade dessas gradua-
les, ser o programma do ensino desenvolvido
as escolas pab'icas desde os primeiros elemeatos
at aos couhecimentos mais elevad jb ; nio po-
rm, fra de proposito recordar qae a divso mai
natural, aquella que logo primeira vista se an-
tolha ao espirito, a de escolas inf .ntia. escalas
primarias propnamente ditas e escolas primarias
japeriores.
.'.8 escolas infantis, denominadas pela comrais-
sSo, em auns bases, escolas elementares, sao aquel-
las em que a criauc vai aprender os elementos
mais ru'mentaes, a comecar pjlaa lettras do abe-
cedario e pelas primeiras linbas da escripta. Pre
paraao o m -nio as materias do programma da
escola infantil, dever seguir o tirocinio das esco
las i, outros dous graos.
Eute:i ie o relator que as escolas publicas de en-
sino primar o prupriamente dito e de ensino pri-
mario superior devem ser organisadas de modo
que aa respectivas discipliuas sejam distribuidas
Eor earsm escolares.- com exames cuja approvecio
ibinte para passar para o anno superior o esns-
tituiuio aans um curso regalar ; as escolas in
iantis ou elementares serio por assim diser urna
aula preparatoria para a matricula no primeiro
curo, primario, e o alumno, depoi de receber o
seu Jipi 'mi de habilitacio em ama escola prima
ria propriaineate dita, ir matricular-se e taser o
curso o escola pi imaria superior. Affigura-se ao
reUtor que essa organisaQao das escolas publicas
em cursos regulares tera o mais beuefieos resul
lados.
No programma de 1851, aceito pela commissio,
est cumprebendida, como foi dito, a instruccio
moral e religiosa. Julg* a commissi) ser esaeneial
Beata poca de scepticismo, que tas receiar o au -
fragiodas molhores crencas, certo caobo moral e
religioso no ensino das encolas publicas. Qiialquer
que seja a rcligiao professada, nio conveniente
nscr do corayii da infancia sentimentos qua s
serviri) para notabital-o, c sao, por assim diser.
0 aluerce ominum a tojas as religioes. Ni i ae-
ve a lei permutir que um menino, qualqaer que
leja a re igiio de seas pas, faca o tirocinio esco-
lar sem >iilll 11 a noci do bem, qae a base da
moral, esem .uvir tantas veses repetida de molo
kgravar-se ua sua ima^lnicio infantil a crenca
da existencia de um D.-us.
A atmosphera da escola deve ser profundamen-
te religiosa; atirar ao coracio da enanca o ger-
aien da indifferenca sacrificar o seu futuro, e
preparar para a sociedade o maior de todos os pe-
rigos : aiu'truecio, pelo contrario, deve servir pa-
s desenvolver Oa sentimentos morses e religiosos.
Nio nsiutiri&uios neste ponto se o decreto n.
7 247 de 19 de Abril de 1879 nao houveaje disp.-u
lado os meninos acatholicos de frenqnentarem a
aula de i strucci) relig sa, e si, posteriormente,
em eonsequencia de nin aviso do Ministerio do Im-
perio, nio se honvesse.mandado retirar das esco-
las puulicas a imag -m de iesas Christo Crucifica-
do. A idea de Deus, a crenca de vida faiu-
ra, a immorialidade da alma, tolos esses s nti-
mentos religiosos que geran no espirito de qaem
os cul'iva a pratic das virtudes soc aes e ebria
tis devem ser iuoeulaoos nos curacoes dos me-
in s, 'iu>lquer que seja a religiio de seus pas.
N II II inda, onde prepondera o protestantismo
e ha graude numero de jnde >s as classes oomecam
pela recita9o de Pater Noster e de certas oracoes
geraaa.
Nos Estados-Unidos, predominando o protes-
tantismo O tantas outras seitas ao lado do catho-
licismo e sendo sabido qoauto all se respeita a
tolerancia religiosa, a escola publica primaria,
reconbecida como typo e modelo, eminentemen
te religiosa ; comecan lo a aula com bymoos sa-
grados lidos e d- p is e intados pelo pr fassor e
ac .irpanhado em coro pelos alumnos ; lendo em
seguida oprotessor um capitulo das Sagradas r.s
ripturas > incitando os alumnos a se occaparem
seriamente de todo o que se refere religiio ;
proferindo depois urna oracio simples, e concen-
tr ndo-se todos, prcf ssir e discpulos, com as ca-
becas corvadas, ao silencioso recolhimento de urna
oracio intima.
Estes ex-mplos sio insaspeitos. A instruccio
moral e rettgi sa deve, portanto, ser obrigateria ;
dispensar d. II certos alumnos sob o pretexto de
acatholieisme, nio sonn-nte um erro de aprecia-
cao, aomo abrir a p rta a abasos que podero ter
os mais lastimaveis effeitos.
Entende a confnissao qae as escolas asis ele-
mentare- o ensmo deve ser mixto, sendo estas es-
telas dirigidas por seoboras.
Ao relator parece qae se poderla ir vas poueo
i preparo das nivas geraco :s.
E' este um dos pontos para o qaal o legislador
i .e olhar attentamente ; constitue pir assim di-
ser a ie ci primordial da evolucio operada nes-
ies ltimos tempos no ensino, e de da em dia
mais se vai oruaado a expresaio typica da escola
m >lerna.
O ensino da infancia e da m-ninice, que tam
bem envolve a saa educacao, precisa ser gravado
no espirito e no coracio da crianca por meio da
paciencia, da solicitude, da meiguice e do senti-
mentalismo proprioi da mulher. Pasaou j, com
todas as asperesas do ensino antigo, a poca em
qoe devra ser um bombn mestre-escola para im
por se pelo terror e dominar pela palmatoria ;
boje a escola apreseota pbysioiomia diversa ; o
ensino deva ser dado por mans braodose saav a ;
cumpr despertar na im as sy.opathias pela oscila ; p-eeiso a tolos os
momentos fallar-lbe, mate do que ao espirito, ao
coracio.
Assim ideada a escola, est a mulber providen-
cialmente predestinad a dirigll-a ; s ella, que a
naturesa talhou para educadora e dotoa de seati-
men'os e qaalidades profundamente harmnicos
com os da infancia, deve des tujpenhar essa ais-
sio. E costo ao s'-io da fimilla mii que Bs-
cumU; mais nataralmtnte cuidar da educagio dos
filhos, guiar os saus prirnoiros pasaos, eusinar-
Ihes a oalbuciar as syllabas e a coohecer as let-
tras e os objectos, e a injriui r-lus u'al na a no-
cao do bem; assim na escola, que deve ser um
proiongainento d > lar lomeitieo, mulber, miii
ao hornera, cabe continuar a velar na plantinha
para all tranplantada, manter naquella eatifa
do espirito o calor que a alimentava e desenvolva
ao lar, despertar-lhe na itnaginaco a curiosidade
d i saber, e disp'Ut>ai', com urna segunda mai, to-
dos os carinhos de que precisa aquella idade.
IV
Na solacio dos complex s problemas da orga-
nisacio do ensino primario, preciso anda att n-
der a oatra ordem de i leas. Assim qae nio
basta crear muitas escolas e providenciar para
que ellas sejam frequentadas, nem smente dtal-
as de bem delineado programma ; preciso ter
bous mesties, preparal os de accordo com a mais
adiantada pedagigia, e ex-rcer sobre as escolas e
o ensino a mais severa fiscalisacio.
A Ecola Normal do municipio neutro, creada
pelo regalamento n. 7.684 de 6 de Marco de 1880,
precisa, no pensar da commieaio, importantes me-
Ihoramentoi; assim, propoa a di vi sao da escola
em duas, de modo a haver urna para cada sexo, e
a creacio de um internato na Escola Normal, do
do sexii feminim. A conveniencia daqu lia divi-
sio justifca-se pelo recejo da promiscuidade doa
ious sexos em urna idade j impropria, comquanto
o director da E>cola Normal, qae membro da
commissio, honvesse declarado nio ter havido a
menor falta a respeit.o, n'in s-ter dado o menor
inconveniente; e principalmente pela possibilida-
de de crescor o num ro dos matriculados, acoase-
Ihan i tal augmento d frequencia aquella divi-
sio a bem da disciplina e do proprio ensino. A
aatorisacio conferida ao governo i urna medida
preventiva, a qae elle s recorrer quando assim
o ender.
A questio maito debatida dos rnternatos foi lar-
gamente discutida na commissio, opioando alguna
inembros p iia conversio das duas escolas nor-
maos em dous internatos; outros se manifestando
em absoluto contra estes, e vencendo, finalnente,
Dlo voto da maioria a opiniio de ser externato a
Escola Normal masculina, navendo internato na
escola feminina. Prcpond tou ainda em comeco a
proposta de s se admittirem as normalistas com
internas, sendo exclusiva mente internato a Escola
Normal do sexo feminino; mas a ponderacio, (tos
teriormente feita, de serem algamas normalistas
e outras viuvas com filhos, e de convir, segaodo o
pensamento da propria commissio, facilitar s ac-
tuaes prtffesseras putlicas a freqaencia da Escola
Normal, aconselbou ser tambem mantido para o
sexo feminino o externato, juntamente com o in-
ternato, que julgou de grande otilidade.
O programma do ensino normal continuar a ser
o mesmo estabel sido no regulameuto de 6 de Mar-
co de 1880. Ser, porm, inaugura i i no Escila
Normal um curso especial de jardim da infancia,
no qual se preparem as seuh iras que desejem d-
dicar-se a esse ramo de instruccio infantil, e se
habilite pessoal idneo para poder o governo por
seu turno tentar a acclimatacio, entre us, de taes
insti.aices orno instrumentos de educaoio po-
pular.
Maito para desejar per o exemplo do munici
pi neutro imitado por todas as provincias, e fun-
iarara estas, segundo o typo e programma da Es
c ila Normal, outros estabelecimentos congneres
que se tornem viveiros de bons professorea, devi-
daraente habilitados. No proposito de levar a ef-
feit) esse plaoo de reconbecida vantagem para as
provincias, prope a commissio subsidiar o gover-
no as escolas uormaes que naquellas coudico -s,
forem creadas p ir lei provincial, podendo tamb'in,
em circumstaucias por certo extraordinarias, e
cuja apreciacio ficar ao sen criterio, auxiliar as
que houverem 3'do installadas e estiverem funccio-
uando por esforco de iniciativa jarticular
De accordo com o pensamento de elevacio in-
telle:tual que presidio coufeccio das presentes
Dases, nenhim candidato deveri ser admittido
matricula do 1* anno da Escola Normal sem apre-
sen! ar certidio de approvacio as materias do
ensino primario, em exame final, feito em urna es-
cola publica com as formalidades estatuidas em
regulamento do giverno. A frequencia das aulas
e os ejercicios escolares seri> obrigatorios para os
alumnos matriculados em contrapisicio disposi-
cao iucomprebensivel e anarchica do arr. 31 do
citado regu'ameutj que torna livre aquella fre-
quencia e declara uio serem os alumnos obriga
dos a co's. Finalmente, no designio de dar
prestigio Escola N rmal e de animar os que a
H|a forcm attrahidos pela vocacio ao migisterii,
entendeu a commissio dever assegurar ao nonn i
lista a nimeaci) independente de concurso, para
reger como profesa >r eflFectivo urna escola publica
do municipio neutro de cathegona corresponden-
te ao curso em qae tiver sido habilitado.
E u qualquer pUnode reorganisacio do ensino
primario, a nota predominante qae deve constituir
O ideal de toda a reforma, uio pode deixar de s r
o conveniente preparo do magisterio publico, ao
qual confia lo de preferencia pelo Estado, com a
mxima garanta da autondade dos poderes na-
conaes, o primeiro cultivo intellectual das novas
geraco es.
E' este, sem duvida alguraa, o pensamento in-
spirador da creacio de escolas normaes, aceito e
desenvolvido em todas as nacS-s modernas. No
Brasil, porm, onde est apenas em ensaio o ensi
no normal e por iaso poneos fructos tem dado, nio
bastar esse alvitre, cuja completa exequibilidade
depende de nio curto espieo espaco de tempo.
Lembroa por isao a commissio, nio sendo justo
per margem tantos profeeorae actualmente cus.
rentes na regencia das escolas publicas do muni-
cipio neutro, ne n mesmo sendo possivel dispensar
os seus aervicis, alias maito valiosos, estabelecer,
como m dida de aleaoee futoro, estimulo que at-
trahisse os setoaes professorea frequencia da
Escola Normal e a se nabilitarem em todas as
disciplinas do piogramma da mesma escola.
Para conseguir esse resaltado, parecen pruden-
te commissio nio melhorar as vantagens do ac
taal magisterio pablico primario, deixal-o estacio-
nado as presentes ceodiedes de sua existencia e
meihorar a sorte doa professores oriundos da Es-
cola Normal e doa professorea aetuaee, qoe. por
exames feitas nesta escola, se mostrareis habilita-
dos em todas as disciplinas do carao normal. Fir-
mando a supreetae destes duaa claaaea do ma-
gisterio normalista sobre os outros professores, e
dando-Ibes maiores vantagens, julga a corarais-
sio te despertar por este modo o amor proprio
do professorado actaaI e se conseguir sm
difficoIdade erguir o nivel intellectual do magis
torio pablico, e dotar as escolas primarias do Esta-
do de boas professores preparados segando as
exigencias da pedagigia moderna.
Ne mesmo intuito de meihorar o ensino sob o
ponto de vista do magisterio, propa a commissio
dous alvitres qae Ibe parecem salutaees em seus
eff'itos. O primen) estab.lecer a regra ioalte-
ravei de nio pod**" o profeasor residir no edificio
da eacola ; o aegOM^ affirmar cora mximo ri-
gor a constsasta- flcasuci> das escolas publi-
cas.
A prohibi!*-de residir o profesaor on professo-
raTtaedificio^aeelar fbi considerada pela commis-
si > como sendo de gratade utilidade para a disci-
plina e regultatdade d ensino, e para facilitar os
meioa de fisoaUaacio,- que d oatro m ido ser p ir
veses borlada.
Actualmente fica eseolha do professor mora
ou nio na escola ; mis, se ahi quiter rendir,
contara-se 25J' mensaes, a titulo de aluguel da
casa ; muitos professores j preterem rehuir fra
do edificio ; a maior parte, porm, aproveita-se
dessa vantagem, suj?itando-se ao deaeonto, alia*
insignificante. Determinando em absoluto a resi-
dencia do pr-d ssor no edificio da escola publica,
entendeu a commissio dever compensa'-o da d-ss-
pesu que assim Iba imposta, dando Ihe m>is
mensalmente qaantia igual aquella qae por tuiti-
vo idntico Ihe era descontada. Tal a iasii da
qaeua gratificacio >ddiciona'l proposta para oa
professores pblicos ni habilitados pela Escola
Normal.
Pira a rigoiosa fiscalisacao do ensino publico
primario, deseja a commissio que as escolas pu-
blicas sejam diariamente visitadas pir um repie-
sentante da inspeccio oficial. No proposito de
poler ser operada com exacto rigor essa fiscalisa-
cio, que c indicio esseucial de bia orlem das
escolas e da regularidade do enwna, convm divi-
dir o monicipio neutro em distnctos escolaras e
craar inspectores at ao numaro de sxis, bem re-
munerados e por isso mesmo exclusivamente ao-
plicados a este mister, devendo ser de preferencia
eseolhidos d'entre as pessoas que se teoham dedi
eado ao magisterio. Estes inspectores escolares,
bem com > o inepector g-ral, tari i visitas diarias
s escolas dos respectivos diktrictos, ficando as-
sim o professor j privado da commididade db es-
tar em saa propria casa quando se acha na esco-
la, receios de ser encontrado em falta, se uio
for exacto cimpridor dos seus deveres.
Esta rigorosa fiscalisacio, na qual tem parte
directa o inspector geral, augmenta os trabaihos
deste j pensionad i por afaseres extraordinarios,
nii podendo tambera prestar a devida attenofo
s exigencias do ensino secundario. J anterio.--
mente. nos resp ctivis relatorios, foi reeUraali a
couveiiencia da divisi) da inspectora geral em
duasurna relativa ao eosiu) primari, oui-a- ao
secundarlo ; e o actual inspector geni da instruc-
cio primaria e secundaria do municipio neutro
insisti ua indeclinavel necessiiade de ser ella
adoptada. Foi p ir iasi proposta pela cootraissi-)
a divisio da inspectora geral, ficando o governo
igualmente autorisado para reorganisar a secreta-
ria e o cous':lhi director.
A fiscalisacio das oselas primarias ser f -ira
pelo respejtivo inspjctor geral e pilos orifesslres
escolares ; o outro iuspMtor geral e os dous -ei-
tires do Imperial Collegio de Ped'o II se incum-
birio de flcausar os estabjlocimentos de ensino
secundario, dividinde-se para esse effeito o muni-
cipio neutro em dous diitrietis litterarios. Sob
as vistas e inspecci das duas iuspec.orias, pub-i-
car-se-ha urna reviatt de iustru.'cio publica, em a
qual se vulgarisem trabaihos, relatnos a dados
estatisticos sobre a instruccio primaria e secun-
daria de rauaicipio neutro e das provincias, e as
novas leis e melhorameotos decretados no estran
gairo, de maneira a tornar sempra couheci J i o es-
tado actual do ensino entre ni e o progresso N
alisado pelos povos caitos, que por nos possa ser
aoroveitado.
K n compleiisnta a essas medidas cogito a
commissio da conveniencia de tuaccionarem as
escolas publicas em predios propositalmente con-
struidos para esse fien especial. A pedagoga mo-
derna considera o edificio escolar entre as coodt-
coea essencaes para a boa orlem de urna escola,
e demire-i-lha certis m>ldes exigidos pela by-
giene c aconselhados pelas melbores praticas do
ensino.
Capricham todas as nacss cultas em construir
para as escolas edificios apropriados desde as pr i-
porces mais modestas at palacios, em cujas sum-
ptaosas construcjdes dir-se-his qaererem mate-
rislisar aos olhos do povo toda a graadeza e im-
portancia da educacao nacional. Felizmente teera
os nossos governos compreheodido a conveniencia
e o alcance de construir taes edificios ; a capital
do imperio j conta alguna que fariam honra a
qualquer capttal do mundo caito, e revelan ao
p ivo o apreco em que tida polos poderes pub'i-
coa a instruccio de seus filhos.
Cooviria, cortamente, qae no municipio neutro,
para exemplo e incentivo das provincias, as aulas
pablicas somonte funccionassej em predios na-
cionaes, elegantes anda qoe nio laxuoaos, mas
delineados segundo os mais rigorosos preceitoa da
moderna pedagoga. Taes desejos, porm, encoa
tram na saa realisacio bices resaltantes da aval-
tada despeta em qae importariam ; e a commia-
sao, nutrindo-os, nio ae animoa a aconselbar urna
autorisafio limitada para esse fim ; mas, nio po-
dendo deixar de dar expansao quellea anhelos io-
olvidaveis, quando se trata da reorgaoisacio do
enaino primario, lembroa e propiz modesto al vi
tre, jpor outros cogitado, de ser o gavera? au-
torisado para contratar um emprestimo igual
somma, cujo jaro legal seja equivalente qaaotia
que hoaver de despender coa) os alaguis de pre-
dios particulares em que funecionem as escolas
publicas, e com essa somma construir os edificios
apropriados, guardando, qaanto Idr possivel, aquel-
la proporcio de valor na construecio de cada um
d'elles.
Por este modo parece commissio conciliarem-
se todos os interesses, dotndose o ensino publi-
co de escolas edificadas com todo o rigor pedag-
gico, sem que sejam palacios de dispendiosa e in-
struccio, incompativeis com as circumstanciaa fi-
nanceiras do paiz.
V
O eusino secundario, qae mais concorre para o
desenvolvimea'o da intelligeacia e de cuja solidez
depende o progresa dos estados superiores, est
rao lamentivel decadencia.
A' excepeo do Imperial Collegio de Pedro II,
de u n outro lycea provincial, o ensino deste im-
portante ramo de instruccio faz-te, nio no sen
tido de preparar e Ilustrar o espirito da mocidade,
mas somente coas o fim material de vencer os exa-
mes exigidos como preparatorios para a matricula
dos cursos superiores, e chegar o maia depressa
possivel a essa almejada matricula.
A soffreguido dos alumnos em obter as appro
vacoes, tal oa qual indifferenoa doa pait, poueo
escrpulo dos pr. feasorea e directores de collegios,
e a condescendencia dos examinadores dio cansa
a extraordinarios abasos, e, salvas honrosas ex
cepcoes, que felizmente ba, buacam somente in-
ferir mais laigos interesis, os estabalecimentos
particulares de ensino secundario sio casas com-
merciaes que descurando o progresso e adianta-
mento dos discpulos, annOnciam grande lista
de approvaces, como chamariz de maior freqaen-
cia. Apenas se organisa o programma de pontos
para os exame, pubhcam-se folhet is, em que es-
ses pintos si> desenvolvidas e os professores fa-
cemos aluranea deco-al-oa materialmente, de modo
que se no exame Ibes sae um desses p jatos assim
deoorados, elles oa reprodusem na prora escripta
e na oral. Este eatudo assim feito, sem conscieucia
do qae apreodem e por eaforoo exclusivo da memo
ria, nio tem a menor importancia, nem deixa no fira
de poueos lias, o menor vestigio ; estraga a in-
teligencia e habita o alumno a decorar sem com-
pr. hender
Si no municipio neutro o ensino secundario offe-
rece taes resaltados, mais desaminador elle as
provincias, tendo para laso concorrido as mesas
de exames n'ellas creadas, qoe, pelos repetidos e
constantes abusos, bSo provocado serios reparos.
Taes inconvenientes nio devem perdurar a in-
struccio secundaria nio pode continuar Veste
abandono, merc da especalacio e da indiffe-
renca.
Antee, porm, de indicar oa meioa pelos quaes
p dem aer corrigidaa aa cansas de semelh.nte
anarchia, coovm observar um facto, que uio deve
ficar despercebido a qaem ae der ao estado da re-
orgHoisaoio do ensino.
E' o nuotero extraordinario de alumnos que an-
nual mente se matricalam no primeiro anno de
cada ama das noaaaa facaldades e escolas supe-
riores, e o numero igualmente extraordinario de
hachareis e doutorea por ellas formados annaal-
mente.
Eaaaa matriculas a faraatoraa ooatam-ae a
oentenaa Em regra, mal preparada, a mocidade
que fr-quenta os cursos supiriorea poueo estula e
aprende, nio tendo nem hbitos de estufo nem
base sufBente de orsaecimentos preparatorioa ;
e por esta forma que as facaldades graduara
annualmeute tantos mdicos e hachareis em di-
reito.
Este facto de grande alcance para o espirito
observador; demta forraaram-s- annualm-nfa as
faculdados mui ni n -1 de bichar i, e doul
do que sefat precisi para o ex-rcici i las profis
ses e convence da utilidade de ditficuirar aquo'ia
mitricula pir m-ios conducentes ao melhor pre-
paro intellactaal, Je raido qae s se deetiiiem
aos cursos sup^riore- aiuelles que livr- n liabno
e gosto pelo estado e a intelligedcia callivada por
so ida base de conneeimentos.
Das premissas estabelecidas a conetasi i uaica,
que resalta ao espirito, a convenieaeae uecessi-
dade de elevar, tunto quauto ff)r pwarvel, os eatu-
dos secundarle.
Para esse fim condicio imprescindivel esta-
belecer para esse ramo drf ensiao um typi ottieial,
p-h qual se modele o proprio ensino particular;
exigir maior-s j mais varia is conhi mia'os
naqu illesque deaejam dedicar-ae s carreiras das
o principio da eiigibililad de
lettras ; firmar
cursos regulares e e a Iraittir faz rem st exi
p rante os estabeleciment's utficiaes e na forma
gradativamante estabelecida uos pro ;ra'ninas dos
respectivos cursos.
O meio de chegar a esse de$iderat im aceitar
o curso de hachareis lo actual lo C ill'gio da Pe
dro II cimo typo do ensino secundar o, o somente
idmittir matricala dos cursos superiores o can-
didato graduado cora o diploma de baeharel em
lettras. E' este, no entender da commissai, um
dos pontos capitaea das preaentes bases, nio sendo
possivel sem elle conseguir a elevacio doa estudos
secundarios, j para inelh irar pir sin turno a in-
struccio superi'r, ji para levantar o nivel intel-
lectual da nossa mocidade. E' neceasario d -cla-
rar que este foi o voto unnime da commissio, es-
tando presentes tdos es seus merabros.
Esta medida, porm, lembrada em nome de tao
altos interesses, onvert-'r se-hia n'ura monopolio
em favor daquelle es'.abarecimento, si nio tisse
hanp ni sala com oa si'utares principios da liber-
dad- do ensino particular e da centralisacfo do
ensino em beneficio das provincias. Gyrando so-
bre estes tres eixos cardeaes, a bas-s propostas
pela cim-nissii atisfazem tidal as exigencias,
elevara os estuios, daaln-lbes ura molde offiiia',
facilitam a cooperaci) das provincias e auimam a
iniciativa particular.
Assim qua para a matricula uos cursos supe-
riores ser eisennal o diploma de baeharel em
lettras, mas esse diplima poder ser obtido, cur-
sando o estudante as aulas do '"ollegio de Pedro
II ou as de outros lyceus congneres, estabeleci-
doa na provincias pelo governo geral ou por lei
provincial, na conlonnidade d-i conlicoes prees-
tablecidas ; ou estalando em estabelecirnentos
particulares, o indo prestar exaraea gradativos
u'aqaelle collegio ou em oatro igualmente auto-
risado.
Para este effelti propa a couirniaaio fun lar 'ra-
se irnm.tdutara'iate tres cursia di lattras com
aquella orgamsagii as tres eilada Ja Uth.a,
Rcifo e S. Paulo, oda ha f iculJalas de me liorna
de diraiti, aa.oprimi'ili sj u-ssi 'c:*sii. os cur
tos annexos exist-ntea as duaa uHirais; fisanli
o goverao autorisadi para crear igutes cursis eo
outras provincias e para subsidiar os qa: pir le
provincial f or'm cralo i aeguu io o typo e p'o
gramas do curio de lettras do Collegio de Pe -
dro II.
Perante este estabelaciminto serio admiltidoi a
exame quauto oj requererem, iadepjndente de ma-
tricala e f.-equ-nc.a, e o alnnai, qae hiuver silo
approvaioen tdss as raitariis ciustidi^ivis di
bicharelalo, recebjri o diploma de bichare! em
lettras e cira elle ter direito matricula as es-
colas sup 'iiores.
A iniciativa particilar, cujo cincarsi indis-
pensavel a qu-, quauto mais elvalo f> o ensino
secaalario, t-tnt i mais deve ser aaimid* e garan-
tida pelo Esta 11, obtafe, alea d'aquella outra
importaotissima hom;nagsm. E' a da poder era os
e tabelecimaatos particulares, devidamiate orgs-
aisados, conferir o gria de bicharel, m-diante
certas e determinilas co ili^ '3.
Ser o givern geral o cimpetetita pa conce-
dar aos lyceus provinciaea o direito de conferir o
grau com as regalas elle inherentes ; aos esta-
b'leeimeatos particulares e-na coasassii s poda-
r ser feita por acto espscial do pider legislativo.
Para a obtenis desses favores, detorurua-o aa
b-tses qua?s as condicas necessaria, bem' como
para qae sejam m infidos ; porqasnto, em casos de
abusos, pilera elles ser ctasados pro/iaoria e de-
finitivamente.
D-'vero, portanto,ser preparatorias para a ma-
tricala nos caraos superiores tolas as disciplinas
do bacharelado actual do Cillegio de Pedro II, e
s serio validos para esst matricula os eimes
teitos perante este collegio, ou outros estabeleci-
nnntos congneres creados as provincias pelo
governo geral oa por lei provincial.
E emquanto nio pjdes ter inteira applicacio
esta parte do projecto, para a qual o governo mar-
car um prazo, tmente serio validos os ex'ames
f-itos nos corsos annexos de S. Paulo e Recito,
ao Cjllegio de Pedro II, e em jurys organieados
com professores e substitutos deste estabelecimeu-
to, sob a presidencia de um dos dous reiteres ou
do inspector geral, extingaindo-se assim nao s as
u.esaB de exames das paovincias como as mesas de
examinadores retribuidos orgaoisado na capital do
Imperio sob as vistas da inspectora geral. D 'ata
aorte desapparecerio os abusos, e consegu r-se-
levantar o nivel intellectual da mocidade. Tal fu
o modo como entendeu a commissio dever propor
a reorganisacio do ensino secandario no manici-
pi neutro e as provincias.
Aliberdtle de enaino, a cuja sombra nasce e
Iireace a iniciativa individual, que neste as-
aumpto, como era todas aa relacooa sociaes, a fa-
te viva do progresso, est consagrada as bases
prop istas.
A delimitado relativa s condicas de morali-
dade e hygiene niopie embaragal-a em suas ma-
nifestaces.
A elevacio doa estados secundarios e o modela-
manto delles por um molde nico exigem, mais do
que at boje, franca proteccio aos esforoes indi-
viduaes, cuja concurrencia til e neceaaaria, ni.
s para estimular o ensino oficial, como para abrir
espaco inscripcio livre dos candidatos. Nem
outro alvitre poderia ser lembrado sinio facilitar,
garantir e proteger a iniciativa particular, sob
pena de aaphixiar-se todo o desenvolvimento da
instruccio secundaria, para a qual a libardade de
eusino condicio de prosperidade, devendo amit-
sio do Estado limitar-se, qaanto fr possivel, aoa
meioe de eleval-o.
A opportanidade, reconbecida pila commissio,
de imprimir ao ensino secundario o typo do bacha-
relado do Collegio de Pedro II, augmentando as
disciplinas preparatorias, fel a considerar igual-
mente ipportuuo alargar a eapbera di-s estudos de
bellaa-lettraa, abrindo mocidade estudiosa mais
largos horis rates do. aperfeicoada edacacio litte-
rana. Um facto deve ser corollario do oatro.
Entendeu por isso a commissio dever propor que
os estudos de bellas-lettras do Imperial oilegi
de Pedro II fossem divididos em dous corso um
inferior, constituido pe o actual bacbarelad i, eou-
tro superior, mais desenvolvido e completo, que
tomara as proporcoea de urna faculdade de lettras
Essa faculdade cunferii os graus de baeharel e
doator, os quaes dario, aera do direito matricala
nos uufr s cursos superiores, pieferencia para es
cargos pblicos e nos concuraos pira prebenchi
ment das v-gas no magisterio dos daa curaos do
Collegio de Pedro II e de outros estabelecimentos
cong' aeres.
Nio nos parece neceasario comprovar e encare-
cer a utilida le da creagio de urna fsealdade de
lettras entre ai, na qaal se ensiuem mais desea
volvidameute as linguas e litterataras classicas; as
linguas ori-ntaes e principalmente o sansknto e
u hebraico; a philosophia da histeria com o estado
das civilisac s antigs e modernas ; a historia
das scieneas pbilosopbicas e natura, a ; o estada
comparativo das linguas e litterataras ae todos os
tempos, e algumaa outras disoispliuaa que sejam
julgadas coa venientes. J tempo, por certo, de
ncoinpanh-itmoa aa naodet civi isadas nesse propo-
sito de alargar a euliura dos conbecimentos lit
terario, despertar o gosto pelas bellas-leUras e
descoitinar quellea que nio qaiarrem appiicar-se
s prufi^s -s tranqueadas pelas escolas superiores
existentes, a carreira da (literatura, que Ibes pro-
porcione variada illustraoio do espirito
As lettras uo Brasil tem tido at boje feicie pa-
ramente profissional ; qaem a ellas se dedica, ta-
sen Jo o tir cinio de ama daa nossas faeuldades,
almeja habilitarse para seguir una pi fisso da
qaal ulira oa meioa desabaiatenc a. O amor pelo
eatudo, o g >sto pelas lettraa, a applicaoi i amen-
cia por amor da propria scieneia, ^ae coastitaem
a bise do movimento luterano e scientifioo das
naedea maia adiantadaa, nio exiatem entre nos
sioii como rexc"pcao rarisaima ; o uio se pode
deixar de attnbuir esse atrs i da nossa cultura
littoraria simio falta de estabelecim ratos apro-
priados para o eosino de certas diocionas, sera
fiearem adstrict-is ao progrtraraa fundamental des-
ta ou daquella profissio.
A orgaoisscio do nosao enaino superior e o seu
carcter exclusivamente ntilitario como preparo
pira prjfi3-o s lucrativas, tempiderosamente con-
cnrr.do p-ira aquella resultado ; em teda a parte
as facultades de lettras a as de scieneas sai as
que, afias'.audo compieaments a idi intoresseira
de qualquer profissio, imprirae.ra certa elevacio
aqueles estudia, attrabera a m.cidaie app'icada
e nella estira lam e avivam o gosto pelo aatasT, c-im
despr-ndimento de interesses de ordem material
e irap'ilsioiain Cira vigorosa en rgia o raovira^et i
scientifioo e littorario ; tal ser tambera ao Brasil
a missio que est reservada s facaldades de let-
tras e de sci ncias.
o aa nossas es olas de ensini superior func
cionassem em um s edificio, facilima seria a crea-
aa > de urna faculdade de scieneas. Bastara
combinar em ura cursi especial diversas d3ci
plinas ja pnfessadas ua^ f.icul iades o aecreacea-
tar ap-nas urna ou outra cadeira nova ora a qual
se cimpletassa a organiaacio do det-rmi lado pla-
no. Assim, cora desp-zi relativamente insiguifi-
caute, poder-se-n inaugurar urna faculdade de-
sciendas que viesae preencher easa lacuna de
masa instruccio superior. O que, porm, seria
muito fcil naquelle caso, ser -liili;ii, oneroao <
lalvez por emquanto iaopportuno nas eireoaa
stancias actuaes. Abrindo espag aestascousi-
deracas, oosso intento unicame ite d.-izar aqui
prolifica sement, qua dar por certo, quando
m"lhor arrotead i estiver o terreno, arvore mages
toaa e proveitoaos fructos
Nada (jropoz, p->rtanto, a ase reapeifo a com-
missio ; por agora i nente julga oppjrluui nao
adiar-se a creacio d urna faculdade de lettras no
ImpTial Collegio de Pairo II, com complemento
di curso d bacharelaio actual, que, pelas bases
propostas, tiruar-se-ha o molde di ensino secun-
dario em todo o imperio.
VI
Taes sio as ideas propistas n la coraraissi :
si forem realisadas, muito ter-sc-h* ja eoasani-
di. Nio sio ellas um plano c np'eto de reorga
nisaci), mis trario, por aerto, sensivcl melhora-
menio e progresso nas c radico:s de um outro
ramo. Peusa a commissio ter esbocadi nas base?
apresen.-1 i is o que de mais importante e urgente
se Ihe figura.
W ii i ou outra disposicio de somenos impor-
tancia, alera das qne terais e.xpanad neste rea
torio, l'onin injliidaa nas bases, e devem ser
aquiao raenis euu-n-radis. Assins, o pequeo
au^raento de um terc dos vencia-utos yara oa
erapregados da luspictoria da Instruccio, a re\-
sii da tabella de veocimentos dos professores da
Escola Normal, a gratificacio all.o ,ii- ao rator
e vice-reitor do Externato do I-nperial Collegio
I' Pedro II, emquanto estiver suppresso o mn-
oensionata, aio medidas de i > i i a equidad" : a
tacu'dade conferida ai governo para irapor multas
at ['))i e marcar o midi de arrajadacii dessas
multas e da taza escolar, e a forma suraraarixsira i
de execucai contra oa infractoras e contribuintes
reraisaos, sin a .-.au \ 11 piual da obrigatoriedade
dienatu prinari i, a muido t mar elf-ctivas a
taxa escolar e as outras obrigacos estabeleci >>
pela nova lei e sen regulara rato ; uuin se p>dur
d-'scouhecir a vaiitag-m d 8irin codificadas u-
das aa I'i.i. r'gu'-ira'iitoi e avian so-ire este aa-
aurapt, eo isolidani-e as duposices vigentes,
quer consagradas nova lei, quar as antariorea
que pr esta uio forem abrgalas.
Antas de terminarnos o presante reiatorio,
devoraos rera morar i npor tanto assurapo que
ni-i escapiu s cogitacOas da commissio : refer-
minos organisacio dj ensiu sacdB tari J para
senboras.
A educaci e iustruccii da muibar, qua em to-
dos 03 paites tem rairocrio ltimamente a maior
solicitude p r parte dos pideres pblicos, pro-
blema digno de serla atteocio. O 8-azil j nio
est fra desse movimento geral e cinta algunas
instituices que apecialurratc aa dedicara cul-
tura intellectual do sexo feminino ; as esoiaa nor-
maes da capital di impeno e das pro/iucias, alera
de nstituicoes devidas a iniciativa particu'ar e
de varias associaces, dio disso exemplo. A c:n
missio, do mesmo raid, uio se eequeceu de tra-
tar deste pnto, qua foi objacto de larga iiscussio ,
e, como primeiros ensaios, propos a creacio de es
colas de adultos para o sexo feminino de urna Es-
cola Normal exclusivamente destinada a esse sexo,
alm de ter aoerto largis horisontes ao desenvol-
vimento intellectual da raulti _r e ao sea futuro,
confiande-lhe em grande parte a missio educadora
das novas geraces. Perecea commissio nio
ser conveniente ir alm destes limites : sendo
preferivel, por emquanto, desenvolver e aper-
feicoar a instruccio secundaria do sexo mas-
culino, reservando o mais para occasiio oppor-
tana.
Por um membro da commiaaio foi proposta a
creacio de um lyceu de ensino secundario para o
sexo feminino ; mas a coma>issio em sua maioria
opin u i m contrario, nio s por aquella razio,
como pela superfluidade da despeta, nio estando
ainda o espirito publico educado para a opporta-
nidade de tal institaicio que seria frequeatada por
insignificante numero de alamoas.
O facto, a instruccio primara superior e o pro-
gramma de ensino da Escola Normal da capital
do Imperio supprem a falta daquelle lyceu e taci
litam j de modo vantajoso a instruccio das se-
nboras. Poder-se-hia, entretanto, noasa opi-
niao iudividual,orgaaiaar com pequeo accresci-
oi > de d-'spjza um curse de ensino secundario
para o sexo feminino annexo Escola Normal da
Corte, aproveitando varias disciplinas do pro-
gramma desta escola, dispensando algamas e
crean lo outras cadeiras qae completariam o novo
programma.
Assim tedas as materias do curso normal,
exc -pcao da pedagoga e pratiea do ensino, ac-
crescentando ae ingles, e talvez mesmn allemio e
italiano e nocoes de litteratura, constituitiam o
curso de instruccio secundaria do sexo feminino,
sendo apenas neceasario combinar as horas das au-
las de um e oatro curso, e devendo ser frequen-
tada em cora mura pelas normalistas e pelas almo-
nas do curso secundario aa aulas do corso normal
que tambem fizessem parte do novo programma
As alumnas que complet asem estados teriam um
diploma de habilitacio ; e este curso annexo tena,
alm de outras, a vantagem pratiea de preparar
pr olese oras particulares para a instruccio das mo
cas no seio das familias.
Terminando o presente reiatorio, j bastante
longo, fatemos sinceros votes para que aa ideas
acceitas pela commissio e por ella consagrada nas
bases 8Ujeitas appreciscio do governo imp-rial,
p 'ssam merecer a approvacio deste e do poder
legislativo, inaugurando-se ssaim nova era para
todos oa ramos da instrucoo nacional, melhoran-
do as condicas do ensiuo primario, elevando e
regenerando a instruccio secundaria, e por meio
desta reconatrnindo os alicerces do ensino sa
pTior- *
Rio de Janeiro, 31 de Maio de 1886.Dr. An-
tonio Candido da Cunha LtUo, relator.
Bases para a reorganisacio do ensino primario e
secundario no Municipio Neutro, desenvolvi-
mento da inatroccio publica nas provincias, e
elevacio do ensino secundario em todo o Im-
perio
(Tendo sido asaeotadas estas bases pelo voto da
maioria, fieou cada um dos membros da commissio
vencido em varias queat -s)
I. Liberdade de ensino particular limitada
pela exigencia de privas de moraluade. As es-
colas e coHegio* particular s,- alera da obrigacio
de prestaran inf rmaco -s relativas estatistica,
contiouam sujeitas fi-calisacio do giverm no
que dit respeite a condico s de menoridade e hy-
giene.
II. Obrigatoriedade da instruccio primaria
para os menores de um e outro s xo de 7 a 14
annos de idade e para os de 14 a 16 annos nos In
gares onde bouver escolas de adultos on profis-
sionaes ; devendo se proceder ao receoseameoto
aa popuiaci > scoiar, e providenciando o g >verno
sobre os meios de fornecer as fih s de p-.es re-
conhecidameote indigentes o vestuario e mais ob-
jeetoe indispeniaveis frequencia da escola.
Exceptuam-se desta obrig.tonedade : 1- oa
que provar m que recebem em esc las partica'a-
res, oa nas proprias casas, instruccio primaria
eom o diseuvolvimento do programma oficial de
enaino pubhco ; 2*, oa qae reeidirem em distan-
cia maior de 1 kilmetro da escola pablica mais
prexima ; 3*, es impedidos por incapacidad' pbf
sica oa moral ; 4-, os qoe, teado mais de 14 sa-
nos, npre'marera crtifieado de approaacaoobu-
da em exame feito em urna escola pablica eom
a formalidades estatuidas em regalamento do go-
verno.
Esta obrigatoriedade refere-ae nao sement aoa
pas e tutores cmo a toda e qualqaer pessoa
que tiver esa seu servio ou companhia menores
de idade eacelar ; bem aaeira aos pr-prietarios, di-
rectores ou gerentes de fabricas e officioas, que
oa tiverem emp.ogad*s nea-.es estubelecimentoa.
U governo promover, sunsidiando e conceden-
do outros favores, a formaci d associacoes de
s ccorros que teuham por fim fornecer aos me-
ninos pobres oa meios de fre imenterem as es-
colas.
III. O ensino primario continuar a compre-
benier as materias estabeleeidas pelo regulamen-
to n. 1131 A, Je 17 de Fevercir. da 1854. Todas
as dioiplims do programma do ensino primario
serio obligatorias para os alumnos que frequen-
tarera as ese-las publicas.
Ogiverno dotorrain.r as difforoutes gradua-
coaa das escolas, devendo as imais elementares
ser mixtas, dirigidas por seu horas. Nestat, esco-
las mixtas, s serio admittidjs meninos at a ida-
de de ID aunos.
Fica e evado o nutn t das -acolas publicas, de
modo a haver urna escola para duzentoa fogos,
pdenlo o governo reduzir esta proporcio nas
i-calidades onde a escola publica tiver freqaencia
real supencr a 60 alumnos.
N inaos professor publico poder residir no edi-
ficio da escola.
O govarno subvencionar o jardn a infancia
fundados por iniciativa particular e que, rece-
bendo criaiicas de um e outro sexo de 4 a 7 annos
do idade, admittem gratuitamente determinado
numero de crianzas pobres.
Crear-se-hio escolas publicas pira adultos,
quaes a seria adraittidos alr.mnos maiores de 14
aunos de idade. Estas escolas poderio sor noctur-
nas, e haver pelo raeuos nma para cada, sexo em
cada parochia.
IV. O governo fica autorisado para dividir a
Basla Normal do Muuicipio Neutro, la modo a
haver urna pata cadasexj ; na do sexo feminino
haver i internato.
^O enaino normal contiauar a comprehender as
disciplinas do programan actual. Ser creado um
carao espacial dejardtns da infancia.
E' u.-cessario, para aer admtalo |ma:ricuia do
Io anno da Esc ,la Normal, apreseuter o candidato
urna curtida/ de approvacio n is materias do cusi-
ii. primario em exame final futo em urna escola
publica com as respectivas lormilidades.
A froqueucia das aulas sari obrigaturi par os
alumnos matriculados na Escola Normal, sondo
elles tambara obrigados s licoas e raais exsreieoa
escolares.
O jiplooa de habilitacio passado pela Es. i.-
Normal d direito. iudepeudente de concurso,
niraoaci da professor para qualquer escola pu-
blica do municipio ueutr-, de cathegona cor.-es-
pralento m diploma que ihe houver s:do confe-
ride.
V,
No Imperial Collegio de Pedro II, alera do actual
un -n ,r a i i/liiv. r. urna faculdade de lettraa em
que se omsinario com maior desenvolvimento as
llngnaa e litterataras classicas,a historia da phi-
Ij bis, compreheudendo a critica de todas as
emolas e systerans philosiphieos,a phllosophia
d:i biatoria com o ostud comparativo daa civilisa-
oojs aatigas a rarJemas,ticanio o goverao aa-
torisado pn-i crear cu lanas de linguas orientaos,
de atada -.ni.ra'ivi d>l:ngua3 e litteratnraa
antigs n.l-rnas, e de outras disciplinas que
j-jlgir rinvenientes.
O diobrai do bacharelado actiiai di direito
Dsatricu'a nas curaos da ensino superior do Impe-
rio, v,~n pid.'ndo ser uingu un admittido a essa
matricala depofa de um pras mircai pal go-
varn, aeoj se miitra-- babilitoej coa .'aje di-
plo-aa. ^
O de baeharel ou -de doutor pela faculdade de
lettras do Imperial Collegio de Pedro IJ, alm de
igual direito matricula nos cursos superiores,
dar tambem direits preferencia nos conenrsos
para s cargos pblicos e pan preenchimento daa
cadeiras vagas em ambos os cursos da Imperial
Collegio de Pedro II, e de outros estabelecimentos
congneres creados pelo overno geral.
Para ser admittido matricula do 1- anno do
curso de lettras mdispensavel a habilifaao nas
materias do ensino primario, de modo que sejam
consideradas preparatorias paia essa matricula as
disciplinas do actual 1- anuo, que ser aappnnrld i.
Nao serio admittidos alumnos avulsoa.
Serio creados immedia'amente cursos d lettras
segundo o typo do Imperial Cnlegio de Pedro IJ,
nas o Jadea da Bihia, R-cifa e .S. Paulo, ficando
o governo autorisado paia creal-os por si ou para
conceder ignaes direitos aos lyceus creados po.- lei
provincial, desde que se contormem com as condi-
cas estabeleeidas ueste prjecto. Apate fue-,
oienarem estes cursos, serio suspensas os cursos
preparatorios annexos s Facaldades de Direito
destas doas cidades.
Fica o goverao autorisado para crear igases
curaos de lettras nas outras provincias ou pan
subsidiar aqaelles orne forem coeados por leis pro-
vinciaes segundo o typo e programma do curso de
lettras do Imperial Collegio de Pedro II, ama ves
que se submettam inspeccio do Estado, o sendo,
pelo menos, os primeiros professores oomeados
pelo governo geral, mediante concurso feito no
Imperial Collegio de Pedro II.
b ica o governo autorisado para conceder todas
as vaotagens e d.reitos inherentes ao curso de
lettras deste estabelecimento, aos cursos creados
por leis provinciaes nestas condices e qae tire-
rem 5 anuos de existencia no regalar.
Os estabelecimentos de ensino fundados por as-
sociacoes particulares, e iue se orgaoisarem se-
gundo o typo do carso de lettras do Imperial
Collegio Pedro II, poderio gosar de todos os direi-
toa e vantagens deste, mediante coneesaa* do po-
der legislativo, si tiverem 5 annos de existencia
regular e houverem dado provas de moralidade e
aptido comprovada pala habilitacio de mais de
20 alumnoB diplomados em exames foi toa no Impe-
rial Collegio.
Estes estabelecimentos, bem como ca que forem
creados por le proviocial, no caso de Ihes ser feita
tal concesso, deverio reger-se pelos regolamentos
do governo o segnir o programma do enaino adop-
tado no Collegio de Pedro II, e ficario snjeitoe
fiscalisacio do governo nao s qaanto execuco
destas condices, com qaanto moralidade dos
iXam:s e o mais qoe coeveniente fr.
Esta concesso feita peo governo aos estabele-
cimentos provinciaea e peio poder legislativo act
estabelecimentos particulares, poder ser lhes cas-
sada qaando nio forem preenchidae as coodicee
oa fr o aeu procedimento. O governo poder
casaar provisoriamente a concesao feita jelo oo-
der legislativo.
No curso de lettraa do Imperial Collegio de Pe-
dro II e nos qae forem creados nas provincias
pelo governo geral ou por lei provinaial, serio ad-
mita os a exame qaantos o requ-rerem ; e ser
expedido o diploma de bacbarel a s candidatos
qae, por appr..vacin obtida nesaes exames, se mos-
trarem habilitados em todas as materias do enrso.
O goveroo marcar um prazo, depois do qaal s
serio aimittidos matricala dos curaos superiores
os bachare-e diplomados pelo Imperial Ciliegio de
Pedro II; pelos curaos de lettras creados na Ba-
hi i, n Recife e em S. Paulo; e por outros corsos
tuudados pelo governo geral ou por lei provincial
na conformidade das presentes bases. At ento'
s serio validos os exames de preparatorios prea-
tadoa parante os cursos annexos, s Faeuldades de
Direito, e oa qae nesta capital forem prestados no
Imperial Collegio de Pedro II, ou em jurys pi -si-
di los por um dos reitores deste collegio ou p=la
inspector geral, e organisados com os professores
e substitutos deste estabelec meoto; estes exames
a serio validos dentro do prato de dous annos.
VI. Fica o governo autorisado para teorgaoiar
o eoaseiho director e a inspectora geral de int-
trucca. primaria e secundaria do municipio Dea-
tro, dividindo esta inspectora em duasama rela-
tiva ao entino primario e eutra ao ensmo secun-
dario.
Haver dona diatrictos litterariea para a fiscali-
sacio d.s esteleoimento de instruccio secunda-
ria, servmdo de delegados nesses diatrietes os dous
reitores do Imperial Collegio de Pedro II
Para a fisealisario das escolas primaria, a .
nicipio neutro s r d vidido em ii.t tl ,s
podendo o govario crear at se.a loastotei M uara
esaes d.stnetos Estes cargos de inspectores eiwo-
lares sera. retnbaidos e para elles serio nomea-
dos de preferencia pessoas qoe su teoham dedica-
do ao magisterio.
As escola publicas deverio ser visitadas dia-
riamente polo inspector geral ou pelo inspector do
respectivo diatneto escolar, segundo as erdeae e
iudi.-ai,;8 do inspector g- ral.
Sob aa valas o diieoyao das duas inspectoras
geraes, publicar ae-ha na capital do Imperio orna
revista ae instruccio publica.
VII. Os professores pblicos priaaariaa actuaes
ter i, alm doa bous veocioaentoa e vantagens,
gratificarla anuual de 3 O*; e oa proteaaorea p-
blicos dipl usado, pela Escola Normal eoa aetoaes
qae ae imostrarem habilitados em todas as disci-
r
\

I




Diario de PeriambncoScxta-leira 26 de Agosto de 1887


plisas do programan d-sta escola teri> 2:7004
annuaes e m na a gratificarlo de 3001 p ir auuo
no fira de cinco annos do xercicio de magisterio,
alm das ouiras vantagena de que ja gosam os
professores actuaos.
Os doua inspectores geraes pereeb-rao, cada um
del lea, os meamos venera utos do actual iospec
tor. Para os empregados de ambas as inspectoras
ser igual a tabella dos venc ments. Cada ins
pector escolar perceber 4:0004. O reitor do ex-
trnate do Imp-nal Coilegio de Pedro II ter a
gratifieago addicional de 2:4004 por anno e o vi-
ee-reitor a de 1:8004 emquantj estiver upprimi-
do o meio-pe.isionato do mesmo Colegio.
Bisa .) governo autarisado pira augmentar at
maia um tergo os venciraentos dos ciapregados da
inspectora de instriicf io; e a re vera tabella de
vencim-ntaa do pessoal da Escola Normal, caa -
tanto que o augmento nio exceda a um tere do
que actualmente sa despende.
VIII Fiea o govemo autoriaada para crear es-
colas piofissionaes e aaylos in luatriaes no muniei
pi neutro e naa provincias, e a subsidiar estsbe-
lecimea'03 de igual n.itureza, lyeeus de artes e of
fictos, escolas de adultos e escolas normaes, fon-
dadas p.>r I-i provincial ou p>r iniciativa particu-
lar, na coufoimidade de um lypo preestablecido ;
e b m assim para auxiliar a fuudago de bicho
thecas papulares e museus pedaggicos as locali-
dades que Ihc parecerem mais convenientes.
IX. Ser creado um fundo encolar pura acudir
as despezas resultantes d-ate projecto Alm dos
donativos particulares e das quautias votadas pe)
poder legislativo geral e provincial, ser elle con-
stituido par urna taxa escolar de 14 a 34 que re
cahir em todos os individuos maiorea de 21 an-
uos residentes no Imperio, nacioaaes e estrangei-
roa e que exercam pr. fissio ou emprego, ou vivam
de seus beus ou rendimeutea.
X. Pica o governo autorisado para contrahir
um emprestimo, cujo juro nao exceda a quanti >
que tiver de despender cem os predios a'u-raios,
afim de mandar construir edificios apropiados
para escolas. O custo de cada escola devera cor-
responder, quanto for possivel, ao capital, coja ju-
ro de 5 "/ equivalba ao prego do aluguel do predio
em que a escola eativease fueccionando.
XI. O governo em regulanento rapar penas
disciplinares e multas at 1004 pela infraeco das
obr i gaguea establecidas nesta lei, e marcara o
modo de arrecadagio deass multas e da tai a es-
colar, e a trma summanssima de execucao contra
os infractores e contribuintcs remisaoa. Nesse re-
gnlamento, que, nao obstante ser desde logo pasto
em execucao, ser sujeito approvago do pader
legisla!.v i, codificar o governo as presentes dis
posicoes e as outras em vigor que por esta lei nao
fiearam abrogadas.
Rio de Janeiro, 24 de Maio de 1886.Dr. An-
tonio Candido da Cuoha Leito, retador e presi-
dente uterino. Bario de Maca bobas. E. A.
Victorio ds Costa.Dr. J. I. de Menezes Vieira.
Anreliano Pereira Correa PimentelJoo Pedro
de Aquino.Jos Joaquim do Carino.Amaro Ca-
valcante.
REVISTA DIARIA
Autoridades pullclae Por portara da
Presideucia da Provincia de 24 do correte, sob
propasta do Dr. ehefe de polica, foi lomeado 1
supplenle do subdelogado do 1* districto de S. Jos,
o actual 2* supplente Pedro Jos Correia, em sub-
itituicao de Antonio Artbur Moreira de Mendonca
que nao aceitou a noineagio anteriormente feita ;
e pira 2" supplente do m -ama subdelegado o cida-
dao Tbeodomiro dos Santos Selva.
Por portara da mesma data e proposta do
Dr. chele de polica foi exonerado a pedido de sub-
delegado do districto da Boa-Viagem, o Dr. Ful-
gencio Infante de Albuqoerqoe Mello e nomeado
para substituil u < alferes Tiburtino Jos de Oli-
veira.
TelexraniMas-Conato-no3, que foram di-
rigidas ao governa imperial reclamacoes contra a
pratica da traoamissao de telegrammas para as
provincias, aando noticias ou exageradas ou fal-
sas, que podeic prejudicar as relaces eomracr-
ciaea e causar inquietagio ao espirito publico, e
que o governo imperial na intuito de reprimir cu
inutilisar essa protica, resolver transmittir a
presidencias qualquer noticia mais importante e
digna de me cao, ficando assim os presidentes
antoriaados a restabelecer a v-rdade do que oceor-
rer na corte, fazeodo publicar as communicacoes
qae receberem, qoaodo julgarem eonvenieote.
nenparhu de pranuorlaDo Sr. Dr.
Freitas Uenriques, digno Io promotor pnbiico des-
to comarca, recabemos para publicar o seguate
despacho de pronuncia, proferido no prnceaso cri-
me contra o inspector da Tbeaoararia Je Fazen-
da, Antonia Caetano da Silva Kelly :
Vistos estes autos. Jul^o procedente a de-
nuncia de di. a fia., do primeiro volume d'estes
autos para, m vista das declaraces do thesou-
reiro Dr. Eduardo de Barros Falcas de Lacerda,
de fti. 194 a fls. 204 da copia que a inatrne, das
dos seus fiis Francisco de Siqueira Carneiro da
Cunha e Victorino Tfajano da Costa Fialho, de
fli. 70 a 72. e 181 v. a 186 combinadas com o
ofikio de flj. 36 a fia. 30 dirigido pela reo ao en-
tlo vice-preaideot- da provincia, 'poimentos de
fls. 132 a fls. 168, 283 a 284 e interrogatorio de
fl-- 285 a 289 deste volime pronunciar o reo An-
tonio (Jactan i da Silva Kelly, ex-inspector da The-
sonraria de Fazeada deata provincia, incurso no
art. 129 4. do codiga criminal sujeito a livra-
ento ; por quanto tendo conhocimenta da proee-
dimento aboiV>> e ibu-i.j nai u s di aludido
HsWllill uil I, fazend>-se substituir par eu filho b*
cbarel Artbur de liar.- a Paleto ae Lacerda, em
contraveoco do art. 27 da regulameuta qoe bai-
xou com o decreta n. 870 de 22 de Novembro de
1851, quj peeeitua a sobstituieio dos thesourei-
ro! por seus fiis, neabuma providencia toman ten-
dente a represso de semelhante procedimeato co-
mo Ihe cumpria em face do art. 24 do citado re-
gulamento, antes tolerava-o por contemplaoo a
alies, posta em relevo no referido efficio com pre-
ciptacao Bm compromettedora dirigido a pri-
meira autoridade civil da provincia, no qusl, an-
tes das indispensaveis pesquisas a que tioba de
proceder o Dr. chefe de polica, ja o lea adiantava
juiao explicando o facto descoberto n'aquella re-
partico, do da 9 de Setembro do anuo passado,
alias attribuindo-o aos audaciosos salteadores d
quadniba que enfestava esta cidade. O escrivio
lance o nome de reo no rol dos culpados o d vis-
ta ao Dr. 1 promotor publico para formar o seu
iibcllo aecusatorio e offerecel-a na primeira do
juizo, sem prejuiao do recurso, caso qoeira o reo
interpol-o. mmm _
Eecif". 16 de Agosto de 1887.Jtaqmm Cor-
reia de Oliveira Andrade
Finulilaile de DirelloTermina na se-
gund..-feira, 29 do corrente, as 2 horas da tarde,
O praao para inscripcl dos caadidat. s ao canear-
lo qoe se tem de proceder oa Faculdade para pro
vimeoto de uaia vaga de lente sobatituto, occasio-
nada par ter passaio a cathedratica o Dr. Jos
Joaquim Seabra. .
Acbam ee j4 inacriptoa os Drs. GMveira Esco
re, Adolpbo Cirne, Joi Aostreesilo, H.-nnqoe
Milet e Castro Fonseca. .
EdtOclo d Fseoidle O conslbeiro
llsnoei Portella, ministro do imperio, dirigi na
ultima semana ao conaelaWo S leira de S uza
direct.r interino da Faculdade, um telegramma.
em que pedia para seren remettidos a secretaria
do Ministerio do Imperio os p' jectos e orcamen-
toa, qae existissem na lecretaria da Facuidade,
relativos a construccao do um edificio, destinado a
Wte estib-'lecimento.
Sendo satisfeito o pedido, agora cogita o conse-
Iheiro director da Pacoi lade, de aecerdo com o ea
gaobeiro Dr Thaum.lur Tontad- de organisar nina nva planta a de esco
lher 1 cal par a construccio do edificio da Fa-
culdade
Mono confiamos aos esforeos do digno director
nt-r. e la P.cul iade, secundad, pela I mvavel
boa vontade e siiicitade da Dr Th^omaturga, no
sent i i i r rero .vidas queaqa-5r J'icul la
des, que p>r ventura pp+ri}tta. aCdC* da reli-
saeaada onstruscao d-sse edicio, seodo apr.v^i-
tasVan o eredito laaread > a > orcaiaeoto do Miob-
terio d.i I iipuno e us b >us deiej s, qoe o raspee
tivom osiro mostr.iu de I- var a t-ffeita es**", me
Ihoram--ot, j4 maitaa v-e- r-.clamado p li Coii-
greg'C i H08 len'ea : direci...- i* Faculdade.
Carelada* Vnt> -boaten, iU I,] aoraa d
tarde, no .erro do (iiqaia, di 1- distrieto de
Aiogadou, o individuo Luis Oadelha de Oliveira,
4ese-T''_ :u diversas uac-ta tas -in f.-nc ves P.va i. feriado-1 aa can V
O delinque il ido foi viaf riai y ; D.. An'onio de \rrud,
Beltria e pela pharmaceuteo B l'.armma Tor
O'o
Penla d sasi.li Pelas 7harssda
aoute d b je *e groao r. sna cap t em Santo Amaro das Sl as.
6 m.
9
12
3 t.
6
i

P.
B.
P.
H.
M.
M.
.VI.
K.
ccldemte e aareHautem s 2 aaras
40 minutos*da tarde, s-ihindo da establo das
affic.nas dos triloos urbinos di Becife Caxang
a machina n. 13 que ia at o c-s 22 de Norem
oro para rebosar o Mam, que d'alli devia partir
as 3 boral e 10 minutos, ao cb-gar na altura da
ruada Aurora a ao lado da igreja dos ingeses,
alcanr,ou un velba preta sobre os trilhos, que
ao cboijue da machina cahio e ficou com ambas
us pernas esmagadas petas rodas da lacoinriva.
Tinha eaaa pr ita j atravessado os trilhos,
qj .mi notara ter cabida sobre as mesuios urna
trouia de raupt que trasia em um taboleiro.
Ao voltar para apanhar a roupa, avistou a ma-
china qne se approxim va e pea san o ter lempo
de retirar a roupt autea de chegar a machn., foi
par esta alcancada.
A a chaqu, que soffreu e ao esmagtmeato das
p'mas seguios* immadiatamente a morte, de
mola que guando retiraram n'a dos triibos, era
j cadver.
O macbinista, que se chama Ernesto Sobral,
fes parar a machina um pouco adiante do ligar
do accidente e evadise.
O subdelegado da Boa-Vista fes retirar o cada-
ver da prr,* pir'i a rj* do R^^e-o, onde o Dr.
Gama I. h pt i ira.
A aum..j.d pohciai eta prveotkMiaa ao res-
pectivo inquerito.
Victima do keroseneAote-honteai, s
9 hars da noite, na ra de Gervasio Pires n. 107,
da (regaesia da Boa-Vi'a, onde mora com sos. fa-
milia o alferes ao 14 batalbo de infaotaria, Pe-
dro de Barros Falco, urna mocinba de 14 aonos
de idade, de nome Mathilde Moreira da Silva, ag-
gregada desta familia, achava-se a le.- luz de
um caodieiro de kerosene, collocado sobre urna ea-
d ira, quando par um movimentido do braca so-
bre a cadeira fez cahir esta, tombando e derra-
mando-se o candieiro sobr a raacinhi, o qual fa-
zeado exploio commooic >u as cbammas aos vesti-
dos desta que ficou gravemente qaeimada.
Aos gritos da victima acudiram diversas pes
sohs, e apesar dos esforgas empregadss para ex-
tinguir as ehammas, s o canseguiram depais de
achar-ae Mathilde muito queimada, ficando tam-
bem com as moa queimadas o teoente d > sesmo
batalbo, Joaqoim Candido de Oliveira Marques,
que foi um dos primearos a soccorrer a victima.
Oa enaaloa Indaatrlaea Blgica
Enviam-n >s de Brux lias o seguinte :
Presentemente necupa-se o governo belga o auxilio dos industriaea os mais autorisados, da
organisacSo de urna serie de experimentarla < e
ensaios industriaes, cujos resultados serlo certa-
mente de grande interesse para os especialistas de
todos os pases.
O governo aproveifou para isao a excedente
occasiao do Grande Concuo Internacional das I Horas
sciencias e da industria que ter lugar em Bru- I
xellus em 1888. As supramencionadas experimen- '
tacoes, feiti.a pelos bomens os mais competentes
sobre os productos expostos, daro as decisees do
jury urna autoridade incontestavel.
N'uma circular dirigida a todas as commis-
soes que organisam as concursos o governo dii :
Varias commiaa-s, no curso dos seus notaveis
trabalbos, tem emittido o deaeja de ver o jury in-
ternacional canceder premios nicamente depois
de se esclarecer per ensaios numerosos e conclu-
sivos sobre n valor dos productos apresentados ao
c-ncorso. O cooselbo do commissariado geral do
giverno tambem secupou-se d'eata importar, e
questao e a mesa da commisso central permanen-
te na sua sessa de 15 de Junba prxima passado,
pelo orgia de varios dos seos membros, roconieo-
don calorosamente a applicaco d'aquella medida
para a maior parte dos productos que bao de ser
expostos no Grande Concursa Internacional das
scieoeias e da indostria.
as expesicoes que preeederam, era por ve-
tes o fabricante premiado e nao o objeoto expasto;
concedia-se urna parte extensa 4 pontos de com-
pantco de valor relativo, como a superficie ocen-
pada pelas instillaces do expositor, a importan
ca dos capitaes engajados, o numero dos opera-
rios empregados o das recompeosas anteriormente
obtidas, etc.
Convem para assentar o xito do Grande Con-
curto e conservar lhe o seu valor e origioalidade,
dar-lbe todos os caracteres de um concurso verda-
deiro e consequentemente de obrar de maoeira que
os juizos dados sobre o objectos apresentados, em
respaata aos desidertums teiham nicamente por
base elementos directamente mensuraveis ou resul-
tando de eosaios conclusivos.
N'es?a ordem de ideas parece iadispensavel
estudar, sem atraza alguna, o programma dos en-
saios para effectuar.
Na se pode seno applaudir a excelleote idea
promovida pelo giverno belga a qual dar aos indus-
triaes em 1888 a melhor ocoaaioque se poesa apre-
se itar de c nparar os seu3 productos. De experi-
mentaedea feitas to seriamente e deixaado de
lado todas as considerado 's na technicas, os in-
dustnaes verdaderamente habis bao de detejar
ardentemente participar.
Aquelles ensaios ainla realcaro de maoeira
mamfesta o brilho do Grande Concurso de 1888
cojo bom xito j se certifica positivamente pelo
augmento sempre crescente das adhesoes.
.'lab da paCammunicaratn-noa o segua-
te:
Os socios do club da pa v:,itam quasi todas
as noites os quiotaes das casas de parta da ra do
H ispieio, vivendo assim os reapectivoa moradores
em constante sobresalto, alm de pauco dormirem,
uo a por estarem pensando em ta > desalmada
gente, come tamla "n pe i horroroso ladrar dos caes
que Ibes anuunciam semelhante visita.
E' favor, portanto, dizer-se alguma cousa na
Stcista Diaria, accresc-ntaodo que, apezar dos ti-
ros de revolver e dos apitos, eliea continuam
n'aquella iixnobil faina. >
Clab Coaiaierelal BaserpeComa es
tava anannciad" procedeu-se ante-bontem a elei-
co dos novos funecionarios para esto sociedade o
toram escolhidoi os senhores :
DirectorJoaquim Maia Sobrinha.
Vice ditoFrancisco J. de Amarim.
1" secretarioFrancisco E. P. Lima.
2* ditaJos dos Santos Souza
ThesoureiroCarlos Villaca.
FiscalAugusto Carn-iro.
BibliotbecarioDr. M. L. Ferreira Pinto.
Adjunto do thesoureiroFrancisco J. Ribeiro.
VogalJos Pereira Santos.
DitoJoaquim O. de Almeida.
Commiato de exame de coatas : Jos Maia So-
bnnbo, Joaquim Jos de Amarim, Antonio de Oli-
veira e Silva.
Tragedla de amorA una trezent s me-
tro* da ponte de Saraguca, viram alguna indivi-
duos um horrivel quadro, que os impressionou tris-
temente.
Estendido no chao, estova o cadver de urna
formosissima rapariga de 18 annos. Tinha urna
ferida no seia direito, da qual saia saogne em
abundancia.
Ao lado d'ella estava o cadver de um rapas
anda muito novo, com o rosto completamente des
pedacado.
Eacoatrou-se na algibeira d'este altimo um re
volver com seis cargas e alguna cigarros.
A rapariga ebamava-ae Pillar Aguiar e servia,
ha cinco annos, em cas de ama viuva d'aquella
localidade, e parece quo mantinha relaces amo-
rosas com o filb i de sua ama chamado Antonio,
que sabira, havia ponco, do cullegio.
Suppoe que os dais namaradoe combinaiam
por teimi a vida.
Na vespera d'este acontec ment, Pillar per-
gontuu a mi se vestira lacto dalo o caso d'ella
morrer, e diss a algumas raparigas sitas ami-
gas que era a ueHa a ultima noite da sua exis-
tencia.
Oa jadean laglatarraPablieao se
em L-nidrea una eiwiuiioa curiosa cot respeita
colonia israelita dd^Keino Uoido.
V se por ella que o judeas goia naqixille
pas d.iiiH bens in-preciaveis: riqueaa e s^ ie.
D.s 7 7iK)0 < familias que existem na tJri-Bre-
taoba, O.IXJO o judias.
De caJa 2,500 familias chnstas nao ba senao
urna qu- diafruete d'uma reuda d* 10,00t libras,
M paaso que neata circnioatancia eneontra-se
eutre os israelitas urna em cada cento.
Isto quer dis- r qae em t .rno d* grandes ter-
aoo.l.daiea e m. oa Bltsehlde OS MaUtifi ir- pu .U
la todo um exame de pequen.* Greiui, cujai lor-
tuaas reunidas pagana* a divida d um clluo
por maior que ella f ase
ti.b o i/.oto de /ista hygenico, a estatu lea
moatra caiaoeai que os joieua levam natavel V*n-
tsgem sobre os cbnst s do Ori-Bre'aoba. Os
cnsas le Img vid^de sai entre os primeiros tete
i oito vesea maia frrqueutea q'te eutte o seg.in -
Domiugo:
Da Sociedade Minerva Progresso Pernambuca-
no, s 10 horas da manhi, em sua sede, para cm
sessio de assembla geral ordinaria tratar de no-
gjei'ii diversos e urgentes.
Da Moote-Pio dos Typographos de Peroambuco,
s 11 hora] da mauha, ra do Nogueira n. 47.
Do Instituto Lit'erario Oiindense, s 10 horas
do dia, na sede social, em assembla geral, para
prestaco de contas
Lt ellAnaKttc.uar-ae-tiao :
Hoja :
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, a ra do
Marquei de Ounda a. 19, de predios.
Amanha :
Pelo agente Modesto Bapiista, as 11 horas,
ra Estreita do Basarlo n. 24, de um predio.
Segunda-teira :
Pelo agente Silveira, s 11 horas, roa Es-
treita do Rosario n. 24. de predi as.
MH*a* fnebres --tjo c-J. bradas
Uoje :
A's 8 horas, na ordem terceira do Carmo. pela
alma de Joo Augusto dos Santos.
Amanb:
A's 8 hars, na matriz da Boa-Vista, pela alma
de D. Feliciana Rosa do Rogo O elho ; s 8 horas,
na igreja de S. Francisco, pe i alma de Bernar-
do Joa Correia.
PanaagelroaCb-gad>s dos portos do su I
no vapor nacioual vfarinAo Visconde -
Ernesto Estevio Pereira Juh e 2 cadete La-
dislao Jos Peixoto.
Sahidos para os portea do sal no vapor na-
cional Fernn.ac :
Perre Limo, Luis Mavigaier, ^rank Martio,
Manoel C. Pereira, Josenh Brot, Osear Vieira de
Mello, Manoel de Araujo Netto, Emilia Rodrigues
Maia, Mario Agripino Pialho, teoeote Achules
Velloso Pederneiras, alferes Antonio Pereira de
Albuquerque Souza, capita-toneate Francisco
Augusto de Paiva Buena Braudo e sua a-nhora,
Carolina Mara da Cooeeicio, Joaquim Jos Bar-
bosa, Joaquim Antonio de Sousa Marras, Alberto
Silva, Joaquim Moreira da Costa, 10 uaufragos
de nomes Valente Francisco, Flavio Degioia,
Qiannmi Ubaldo, Carlete Eiuarda, Augusto Car-
vero, Ciacci Maana, Chiaia Antonio, Casatari
Vincenzo, Giovanni Bustoechi e Giavanoi Gbeo-
8ier, Manoel Gane a I ves da Silva, Jos Tanta trio
Costa, Manoel G- Silva, Innoceucio Serpa e Dr.
Pedro Alfonso Mello.
Directora daa obran de conner a
Jao doa portnBoletim meteorolgico do
i 24 de Agesto de 18871
se Alaxoaai A 4 'parle da 19. lotera,
pelo nov i plano, cuja premio glande de........
40:0004000, ser extrahida nt dia 1 de Setem-
bro, (quinta-feira), s 12 har ida maoba impre
terivelmeote.
Uo t>r-Pr& : A 2' parte da 12* lotera,
pelo novo plaoo, cujo premio grtode de 100:0004
ser extrahida amanb 27 do corrente, impre teri-
velmeote.
Da Parabyba i sendo o premio grsnde de
20:O(JO4J00, ser extrahida no dia .. de Agosto
s 3 horas da tarde.
olera da provincia A 10* lotera pelo
novo plano, cujo premia grande de 12:0004000,
em beneficio da Santa de M sericordia do Recife,
se extrahir quando for anuuuciada, (impreteri-
velmente) s 2 horas da tarde, na consistorio da
igreja de Nossh Sonhora da Coacoicao dos Milita
res.
No mesmo consisrori-i estarla expostas as r-
nae as eapheras a apr c::-.;S. j publico.
Os bilbet's garantidos achnm-se vendat ua
Casa Felii na pr.ea da Ind pendencia na. 37
39.
Tambem acbam se venda na Casa da Portu
na ra Primeiro de Marcan. 23 de Martis F.u-
sa& C.
Assim como na Casa d O >r na --"a d"> B
da Victoria n. 40 de Joo Joaquim Qa Coata
Leite e na Roda da Portan* ua ra Larga do Ro
aarion. 36.
l.i>l lote*ia, com um importante plano, cujo premio
grande de 50:0004000, ser extrahida quando
for annunciada.
Os bilbetesacham-se venda ua Casa da Fortu
aa ra Primeiro de Marco n. 23, Martina
Piusa A C.
Lotera da provincia do Paran
A 24* lotera desta provincia,polo novo plano, cu
jo premio grande de 12:0004000, se extrahir
no dia 30 de Agesto.
Bilhotes a venda na Casa da Fortuna, ra
.Jrimeira de Marco numero 23, de Martins Fin-
ia & C.
Lotera da Parabybacata lobera cujo
premio grande de 20:0004000 ser extrahida
quando for annunciada, s 3 horas da tarde.
Os bilhetes acbam-ie venda na Casa da Fo
o a 13
20o3
249
27*-1
26'8
2>'0
Barmetro a
0*
6245
7S339
763>29
761">92
762">4-2
Teaio
do vapor
14,78
16,77
16,27
16,73
16.01

o
a
9
O
84
70
60
64
68
Temperatura mxima28*,00.
Dito mnima20,25.
Evaporacio em 24 horas a sol: 6",,8 ; som-
ara: 3-,2
Chovanulta.
Direcco do vento : SSE e 8 de meia noite at
1 hora e 31 minutos da maob ; S e SSW at 3
horas e 1 minuto; SSW at 7 horas ; SW at 8
horas e 14 minutos ; S e SSE at 6 horas e 4
miuut'js da tarde ; 8 at 9 horas e 8 minutos ; SE
at meia noite.
Veloisidade media do vento : 2m,38 por segundo.
Nebulosidade media: 0,41.
Boletim do porto
Dia
24 de Agosto
25 de Agosto
Horas
8-49 da manh
228 da tardo
849
259 da manhi
Altura
2.1142
0,>68
2. "29
0,-77
do..
Henaldea aoclaea -H* hoje leguiate :
O s accini>ts da Couipanbia do Beberas, ao
oieio da, m sessio de assembla geral eztroidi-
nana, a> andar da casa n. 71 da ina dolmpe
r, para eleico da direct >na qoe deve fue-
' conar no proxtmo oiennio.
OperacAo clrarglca-Foi pratteada no
hospital Pedro M, no dia 25 do corrente, a ie-
guinte :
Pelo Dr Malaquias :
Excisio de ata epitehom- do labio infdror.
Cana de Oeleoeas-Movimento dos pre-
sos da Casa de Detencio do Recife no dia 24 de
Agosto de 1887 :
Exialiam 368 ; entrn 1 ; sahiram 5 ; exis-
tem 364.
A saber :
Nacioaaes 334 ; mulberes 14 ; estrangelros 10 ;
escravos sentenciados 4 ; dem processado 1;
idem de correccio 1Total 364.
Arracoados 3o9, sendo :
Bona 313 ; doentes 26 Total 339.
Movimento da enfermara :
Teve baixa:
Manoel Francisco de Sousa.
Teve alU :
Joo Fraciaco da Sirva.
Lotera da ParabybaEis os nmeros
da 7 lotera da Parahyba em beneficio da igreja
matriz e Santa C ssa da Misencardia extrahida
em 24 do corrente.
1856 20:0004000
899# 2:0004000
3532 1:0004000
Estaa premiados com 50-14 :
2252 3697
Estio premiados com 2004 :
770 3261 5028 7068
Esto premiad-s com 1004 :
243 840 1934 2232 2688 4183 5471 6077 7226
7243 7657 8341
Esto premiados com 504 :
397 85 686 1844 2515 3439 8996 4138 4396
4853 4855 5473 6180 6708 7111 7978 8242
8799 9100 9619
Approximates
1885 1254000
1857 1254000
8997 10W4000
8999 1004000
3531 4040-
3533 404000
Os nmeros de 1801 a 1900 estio premiados
com 154 excepto o da sorte grande.
Os nmeros de 8901 a 9000 estio premiado!
com 104 excepto o da de 2:0004-
Todoi os nmeros terminados em 6 estio pre-
miados cam 54 excepto o da sorte grande.
A seguate loteri i ser extrahida quando
dr annunciada.
Loieriasdlversas-A Casa Felis, de A.
A. dos Santoi Porto, na praca da Independencia
ns. 37 e 3?, tem a venda os bilhetes das seguiutes
loteras :
Espirito-Santo : A 5* parte da 3 lotera,
cujo premio graude de 60:0004900, pelo novo
plano, se extrahir hoje 26 do corrente impre-
tenvelmente.
Sauta-Catharina: A 1" parte da 2* lotera
cujo premio grande de 50:0004 ser extrahida
bievemente.
Cear : premio grande 250:0004000 se ex-
trahir no dia, 28 do correte, impretenvel-
mente.
Alagas: A 4. parte da 19.* lotera, pelo
n*vo plano, cujo premio grande de 4 :0004UOO,
ser iextrahida no dia 1 de Setembro, ao meio
dia, impreterivelmente.
Provincia : A i0* lo'eria, pelo novo plano,
cuja premio grande 12:00040^0, se extrahir
quando for auuouciaia, a 2 h >ras da tarde em
b' neficio da Santa Casad' Misericordia do Re"
cife.
Parabyba: premio grande 20:0004003 se
ertrabir no dia .. do corrente, s 3 horas da
tarde.
libeles de lolerianEm mi do agen-
te BernardiDO Lupes Alheiro acbam se a venda os
bilhetes das seguiutes loteras :
Do Enpirlto-Manlo : A 5' parte da 3* lote-
ra, cujo premio grande de 50:0004, pelo nova
plano, ser ext. tbida, hoje 26 do corrente, im-
^reterive minte.
De Manta Calbarlaa : A Ia parte da 2*
lotera com um imp-maate plan i, cujo premia
gran le de 50:0J0400O, ser extrahida quando
for anuunciad i.
Do cear: com ao importante plano, cuj
premio gran le d 25O:00O# 100. -era ex'rbida
no da 28 do corrente, s guuda f ira, impreteri-
velneote.
Da provincia: Al"' loteri. pelo novo pa
no cujo oremio grande de 12:0004000, em bene-
ficio da Santa Casa de Misericordia do Recite, ser
extrahida quando for annunciada, as 2 oras da
tarde.
tuna ra Primeiro de Marco n. 2, de Marti a
Fiuza &C.
Lotera do CearEsto acreditada lote
ra cujo premio maior de 250:0004000 ser ei-
trabida impreterivelmente no da 28 do corrente
(segunda feira).
Os bilhetes acham-se a venda oa Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 de Martins
Fiuza & C.
Lotera de Alagoas A 4.* parte da 19*
lotera, pelo novo plano, cujo premo grande de
40:0004''"0 ser extrahida no dia 1 de Setembro
(quinta teira) s 12 horas da manhi, impreterivel-
mente.
Os bilbetea acham-se venda na Casa da F.r -
tuna rna Primeiro de Marco n. 23, de Martins
Finia & C.
Lotera da rao-Para A 2* parte da
12* lotera desta provincia, pelo novo plano, cujo
premio grande 100:0004000 ser extrahida
amanhi 27 do corrente (labbada^ impreterivel-
mente.
Os bilhetes acham-se venda aa Casa da For-
tuna roa Primeiro de Marco n. 23, de Martins
Finia & C.
botera do Baplrllo Santo A 5* par-
te da 8* lotera desta provincia cajo prenio gran-
de 50:0004000 ser extrahida hoje 26 de
Agosto.
Oa bilhetes acham-se venda ia Casa da For-
tuna a rna Primeiro de Marco n. 23 Martin Fin-
ia &C
Cemilerlo Publico.Obituario do dia 24
de Agosto:
Thereza Mara de Jess, Parabyba, 32 annos,
sol teira, Boa-Vista ; dyarrba.
Maiio-I Antmio C iho, Peroambuco, 39 annos,
viuvo, Boa-Vista ; aacite.
Antonio, Pernambuca, 45d>as, Bes-Vista; bron-
cha pneumona.
Mara da onceicao, Peroambuco, 44 annos, sol-
teira, Boa Vista ; tubrculos pulmonares.
Joo, Peroambuco, 10 das, 8. Jos ; ttano.
Florencio Jos Barbosa, Peroambuco, 61 aunos,
viuvo, Boa-Vista ; accesio pernicioso.
Um feto, Peroambuco ; BaVn.ta.
Antonia Mara da Canceicio, 30 annos, Belm ;
parto.
foram ai agora refutados, que a p'na que a sen-
tenca de a. 211 v. commiaau na outea que a
de prisia. Por esta occasia -acrevi o seguinte :
E claro qae tendo aido em virtude da pro.
pna lei bypotb caria levado praca e adjudicado
ao Sr. Dr. Lacerda o immovel por elle adquirido
e na i remido em tempo, nao poda esta mesma
lei mandar ncaberentemeote que fosse agora ti-
rado do seu poder para ser novameute levado i
praca.
Ejj vez de respoider a este argumento, o Sr.
Dr. Correia de Arauja par urna admiravel eyna-
nastica de palavras e raciocinio, enxerga com
graafe pismo urna cintra-liicao em ter en alfir-
mado que a expropringio jestaoa kkalisad e ul-
timada pela adjudicaco, e que conseguiutemente
nao padia ser fetto du 8. S. esereveu : Exp-opriar signifija excluir
ou privar alguem de su propriedade ; adjudicar
exprime urna idea ateiraatenU opnasta, ista ,
dar ou canf.-rir ao credor a ir autoridade judicial o
bem que nao achau laucadar. Cama, pais, dizer
que a adjudicica o resultado ou ultima termo
da expropriacio ?
Ta ingenua perguota deixa realmente avaliar
a seriedade com que tem argumentado o Sr. Dr.
Correia de Araujo cm toda a presente qaesto.
A respaata deixo-a eu ao proprio Sr. Dr. Cor-
reia de Araujo que log apa sua perguuta es-
ereveu (' h forca invencivel da verdal:.') a se-
guate proposicao :
A expropnagia re.'lisa-se e ui.iiM.v-.sa: pela
venda do bem em p-a?a, ou pela aojodiua^o ao
credor eiequente (!!!)
Entre isto' o que ea^revi, ha apenas a segunda
diff-renca contra a qual reclama a le expreaaa :
o Sr. Dr. Correia de Araujo d z que a adjudica^Io
para a1 timar n expropricao d v aer feita aa cre-
dor bxeqbbmte. nao liuvzitdo lancador ; a a paaso
que o art. 312 da decreto n. 8,453 le 26 de Abril
de 1865 diz em muito bom portugu z e na aua
integra que nao haoendo lancador ser o im
movel adjudicado ao ADQuiKEXTK pelo preco da
alien,cJo, accrescentando o art. 311 da maioi
decreto que ndo i licito ao adquirenle labias
ou bntbeoae o immovcl, mni sempre obrigad.. a
responder pelo resultado la excua-.ia judicial.
Ajuize agora o leitor paciente da forca da argu-
meutacao contra mim empregada, e diga em cou-
ciencia quem anda divorciado da lei.
das sentoncas civeis inferidas pelos juizas d
direito
Ora. a lentenga qne determ aou a adjudicaoioe
a que jnlgando o iauc .ment comminou a pena
lejral, foram pr deridas em um* ix'.CHfSo oujs
valor notoramente de 47.-000000.
C uno pois, diser se qu-t ao juiz municipal de
Ipojuca cabia prof enl as ?
A razio qae pr iaao aprsente o Sr. Dr. Cor-
reia de Araujo fas suppor qu.1 aas comarc.aa.geraes
nao h a ,rava d is
I'iises de direito !
Desta maoeira S
despachas profer ios pelof
O Sr. Dr. Joaquim Correia de Araujo fas grande agj
a. por urna simples peonad*
acabou com us aggravoa de iaitrnmsuto que, como
sabido, sio enterpostos dar decisees das iiae de
direito.
Agora, para terminar permitta-me o Sr. Dr
Correia de Arauj > urna simples observaba.
S. S. quando velo pela primeira vei impren-
aa, disse que o sao intuito era prevenir canceitos
iDJuatiS e rectificar higuanas apreciacoes saenot
exictas feitas ua miuuta do aggravo que inter-
puse que brevemente t:m de ser j iU-ada pelo
Tribunal da tietaco.
No artigo de h y; em resposto ao iliustrado e
integra Dr. Teixeira 'de Siaffirnou que nia
visava outro /So como artigo qu; publieou no
Diario de Peroambuco de 20 do c arrente,
senao esler l sar o campo donde j comeexva a
retentar o pasto para a maled cencix.
A' parte a belleza buclica da imagen) de que
se serva e que, leredito, nao vera cam enlereco a
mim, nao poiso de'ixar de nitir quo i. S. vai
pouco a pouco pondo ejj r levo o verda'le ro moti-
vo qu-: o levou a transportar dos tribunaea jara a
imprensa a diacusa > que me obriga a raiat-sr.
-'. S. no seu primeiro artiga apreseatiu como
jastificativa da. sua premie a em um lugar para o
caso improprio, oa dous motivos qae j iudiquei;
agora diz que para Uso a teve umi razia, -i essa
note-se bem, de tal ordem que dispensa em
absoluto as loagas apreciacoes quo tem feit>.
Taes apreciado s, couain'a S. 8. que eu diga,
tendere visivelmeate ua fim verdadeiro de revive
paraeffeitos traoscelentaea tuda quautoem defesa
d-i seu conatituinte qnii diser e redizer nos inn-
meros recursos que empregm.
Diga anda urna vezo leitor paciente ae tenia
oa nao raza para duvidar de que eatj* a S.-. Dr.
Coneia de Arauja cauveneida Je tu do quauto
JURISPRUDENCIA
Quesle judiciaria
J tive occasiao de duer oeste mesmo lugar que
nio estova p ar agora dispost i a liscutir pela im-
prensa a execucao que movo contia o Se. Dr La-
cerda, e que o faria mais tarde talvez, se o jul-
gasse conveniente. Afignrava-se-me e afi;ura se-
me ainda, impropria essa discuti, mxime agora
que pende do Tribunal da Relaco o recurso que
interpus, ha poucos das; pais beia, poieria pare-
cer que ella visava to aine.ut: o id pauco escru
puloso de crear urna opinio que '.ivesse de reflec-
tir sobre o julgamento desse Tribunal.
Entretanto sou ainda urna ves obrigado a vir a
imprensa para responder ao Sr. Dr. Correa de
Araujo que (coofirma-se infelizmente a minba sop-
posicu) oo eat como todo o suodo pensante,
sujeito luz purissima da evidencia.
uuca peosei qae depois ds primeiro artigo que
escrevi, viesse o Sr. Dr. Correia d Araujo sustentar
serem inexactas as assercoja que S cm minba mi-
nuta de aggraVO : 1, de que jugou se efectiva-
mente o lancamento do praso aas guado ao Sr. Dr
Barros de Lacerda para entregar ou consignar em
juizo a quaotia de47:0004, sobas comminavo:* le
gaea (pena de prisio); 2, de que da despacha que
mandara expedir a precstoria de pnso, interpu-
zera o mesmo doutor o recurso de aggravo, que nao
obteve provimento-
Para provar a minba primeira asseveracao, pu
bliquei a sentenca a ti. 211 v dos autos da exe-
cucio, e para prova da a -guada a peticio de fl. 216
doa mismoa aut>a. N'aquella a-ntenca ficou pa
tente que o digno juiz de direito daCaboJulgou por
senteoua nao a o lancamento como a commiuaco
sob as pmos legaes, e nes'a peticio que/asparle
integrante do termo de aggravo, disse o Sr. Dr. La
cerda pjr seu procurador, depois de referir-ee
expressameote oena dP prisa.,que baseava o
sea recurso nos %% 4 c 11 do ar 669 do Reg. 7S7
de 35 de Novembro de 1850. (Vi le //tarto de l'er
nambuoc, ae 21 de Agosto).
Ora, o art. 669 do citado reglamento tratando
dos casos em que se adinittiri > oa aggravo!, diz
no 6 dos despachos pelos fuaes se ordena a
PRISO.
Parece-me, poia, que isto lufficiente para con-
vencer a quem quer que aeja di: que nao faltei a
verdade, como claramente insini o Sr. Dr. Cor-
rea d'Araujo, quando affirmei que e sen constituinte
uiterpuzera aggravo do despacho que mandara
expedir coutr elle prreatoria de prisa).
Convencido (e por amor de seu i proprios crditos
naae licito sippor outra causa) de que a seutenc
de fl 211 v. ha va realmente juigido a ciinminacio,
procurou o Sr. Dr. Correia de Araujo fugir da
dilliculdadeem que mal aventuradamente se eolio
cou, duendo : 1" que a cominioi^o da prisao na i
foi expresamente jul^^da por i -utenga, como o
determiua a Jrd. L. 3 tu. 53 13: 2 que a
comminaco legal n caso oio t a de prisao, maa
aim a do expropriagio.
A Ord. L. 3 tit. 53 tratando da mod'> pelo
qual se /ardo os artigos para as partes serem obri-
gados depra elles, ais aa 13 parte final (a qae
parece referir se o Sr. Dr. Corra de Arauj > :
e se nio vier ao termo que lhe asai mandar as-
siuar sem justa causa, nav 1-i-ba por aoafel
lado, tendo a outra parte jured >, e aendo a lide
contestada.
Porra requ-Te-ie, qoe aiii seja julgado por
senleoca ; parque se elle mu rase, antes j n -
asli fosse por aenteoc' jolga lo, oio pastara
contra seu herdeiro a p-'na, que ibe he por Di-
reita dada, pela desobadi uci i, que eommetteu
em nio cumprir o mandado do julgador.
tteniineule oo sel que applicacao p ssa ter para
o Cas i a presente ordeuacao. Ko'rutaoto SI O sr.
Dr. Correi de Araujo quer tirr delta um argu
u.ent. a tNrrt, i curo que elle n lo c >lhe ooasa al-
galia, nao a p rque, como j ieroonstre, houve
urna aent-uca quejuigeu a c lniuaci, e maia
-.ni la porq io e o todo o trecha que transcrevi ua >
se v a uecusaidaie de ser a p-.na ntprrssamente
c imutiua ia, com palavras sacramentaes, como eu-
[eul U S. S.
J le.u.iustrei com a citacio de um trecho da
Vton gr.phia sobre execucea, de Leite V Ib)
(are 28J combnado com o art. 1% nota 15 aa
pnib no aVa-i a artig >-), com L.tFaytte que o
iilasir-tda patrono do sr. Dr. Lacerda Cita con-
traproduceuieasente e com arguuientoi que nio
cabedsl do 3 do artigo 1- da lei de 24 de Setem
bro de 1864 que declara sujeito differenca do,'
prego da avaliace e adjudicaco, si esta houver
lugar, o adquireoteque dentro de praso de 30 das
depois da transcripcio nio tiver notificado os ere-
dores hypntbecarios p*ra a remisaio da bypatheca.
Entende S. S. que o adquirente do immavel hy-
p itbecado est obrigado ao pagamento da diffe-
renca entre o preco da alienacio e o ia avaliaci a
e nunca ao deata ; e semelbaute interpretaco da
lei toda baseada na expressiosi esta (a adju-
dicaos ) houver lugar. lato quer dizer que no caso
vertente eu s toa direito a receber do Sr. Dr
Lacerda 7:0OO4"O0, differenca entre o preco da
avaliacio (47:0004000) e o da alienaco........
(40:0004000).
E'verdaderamente obstrusa e extravagante esta
doutrina. Alm de destruir completamente a ga-
ranta da hypotheca que a le creou e que os tribu-
naes do paz me reconheceram, acha-se ella em
completa opposicio como que determina o artigo
315 do citado Dec. de 1863 que estabelece o direito
regressiva do adquirente contra o vended ar do
immovel bypathecado, (g 1-) quanda soffrer a des-
apropriacio do immovel, (j 2) pagar a bypatheca,
( 3 j pagal-a por maior preca que o da alienacio
por causa da adjudicaco ut vi 'naci e ( 4')
supportar cusas e despezss ju ciaes.
Ora, nioguem eout- alar que pela menas sus
peita a interpretaco dada a urna lei, em perfeito
antagonismo com umi ou maia dispoaicoes do de-
creto expedido para o seu regulamento.
Maa nio isto s. Para patentear a extrava-
gancia da doutrina do Sr. Dr. Correia de Araujo,
basta attender-se ao abaurda que della resulta.
Imagine-se que, no caso de que me oceupo, posto
em prac.a o immovc I bypothecado e adquirido pelo
Sr. Dr. Lacerda, sem remisaio, apparecia um lici
tante que o arrematasse. Como essa arremataco
s podena ser teita por prega superior ao da ava
lisco, o resultado seria receber en em pagamento
oa 47:000400J a que tenho direito. Si porm, tal
arrematante no apparecesse (e foi justamente o
qoe aconteccu), adjudicado o bem ao adquirente,
nos termos do citado artiga 312, .- me Caberia re-
ceber a quantia de 7:00040.-0, differenca entre o
preco da alienacio e o da adjudicaco E diga
que s me caberia essa differenca, porque quant
ao immovel adjudicado ao adquirente, nao pode
este abrir mi delle, como expresso no j citado
arti.,'0 314
Poder o Sr. Dr. Correia de Araujo diser-me
razio legal que me priva doa 40:0 tes que o immovel adjudicado ao sea conatituot
me garanta ?
Disse anda o Sr. Dr. Correia de Araajo : 1
que nio fai intimado da sentenca que orden iu a
adjudicaco, era da que juigou o lancamento sob
as comniac es legaes ; 2 que estas sentencias
foram erradamente proferidas pelo digno Dr. Juiz
de Direito da Comarca do Caao, quando deveria
sel o pelo Dr. Juiz Municipal de Ipojuca.
Quanto ao 1 ponto peco a attenco do Sr. Dr.
Correia de Araujo para aeguuce :
A sentenca que mandou proceder adjudica -
ci (fl 181 dos autos) foi de 18 de Margo de 1887,
C despacho do Juis Municipal que a mandou
curaprir foi de 23 do mesmo mes, como se v a fl.
188 v a assignacio do praso de 10,diaa para que
essa mesma sentenca caasasso em julgado teve
lugar 29 de Abril, o que crista da fl. 190 v., e
o lancamento 'leste praso a 11 de Maio, como se
verifica a fl 193
O art. /a do Regulamento 737 de 25 de No-
vembro de 1850. por onde se reg-m ui execucoei
hyp thecarias ex vi do artigo 283 do Decreta de
26 de Abril de 1865 estabelece :
A excepcio da citacio na principio da causa
e da execucao, todas ai outras citacoes e intima-
coea da sentenca appellaca e de quaeaquer ctos
prejndieiaes serao fetas sob pregSo em aulienc':a,
ndo navondo procurador jud c al ou nao sendo este
ene ntrado para ssr atado ou intimado. *
Ora, at 20 de Maio (9 diaa depois do langamen
to) epocba em que o Sr. Dr. Correia de Arauj a que
reside no Recife, snbstabeleceu os pude-es que
tinha no procarador Joaquim Th imaz Ribeiro V-
rejio, era procurador na causa a Sr. Diogo Bap
tiata Feruaudes, que todas sab-m. igualmeote
domiciliada nesta cidade e que na tendo voltado
a Ipojuca nio poda ser intimado.
Recife, 25 de Agosto de 1887
Jis Domngos .
mumm 4 peliioo
A eleico do Io dis-
tricto
i
Isto o que consta dos autos, e o que confessa o
Sr. Dr. Correia de Ar uj i, nie mais na evidencia
do typa itlico maa com toda a nutonedade daa
aspaa dobradaa, quando esereveu, aecuaando in
juatamente o esenva de Ipjuca par lhe haver
dado as razoes pelas quaea nao foi iutimado pes
soalmente o procurador judicial do Sr. Dr Lacer-
da, aa seguiutes p.lauraa : p.r ni a ter o Dr.
Barros de Lacerda procurador constituida noa
autos que toase morador no termo, o que alias
parece estar em opposico com a eertid > que pu-
blicoa Relativamente 6 sentenca que julg u o
laoCiin.nto sob as coinminacoes legaes, a fl. 211 v.
dos autoa mandada cumprir e publicar pelo des
pacho de fl. 212, l-ae neste mesma folia o termo
seguinte :
Certifico que nesta villa em meu cartoro o-
timei aos procuradores Rotilio Tolentin i de Fi-
gueiredo Lima e Joaquim Thomaz libero Varrjio
a senteuc> retro, us q ia-a ticara seieoies : duu
f Villa de Noaaa Seuh ra do O' de Ipjuca, 12
de Julhide 1887.O esenva, Jos Oeuuiuo Fer-
reira.
E foi a' em virtude desta intimacia que o so-
licitador d > meu contendor interpaz ngirravo, fuu-
ii io nu.- || 6 e 11 do art. 66J da regulamento
737, sendo raearao de notar que a peticio para o
recurso tem a mesma data da iutimacio.
O sr. Or. Crrala de A'aujo, pode negar esta
verdade com i o tem negada inultas outras, mas o
Mrt i qu ella consta de fls. 21 e 2l4 dos autos
Q i .uto ao 2* ponto, a u lim' las phautaiiadas
inegalardd-g do proceaso, dis o Sr. Dr. Jorreia
de rauj qu- a leutenca de ajadicnco e a que
ju g iu o laugam 'uto do uraso aasignad l comminan-
1 m p na le^al. jdeviam s r proferidos pelo juis mn-
i c pi e ato p' o de ,direitocomo o foram, e d
para isa i > seguate e j iteat.isa razia:parque
ti i -n lene nao sio terminativas do feito e ad-
mit'em o recurso de aggravo.
S ui^toaoie raco dispenia-mn realmente de
discutir este pinto; eairetanto f ,i-o hei no intento
de esclarecer qaem nao qu ser ter o trsbalbo de
C oiguliar a
O ..'. 2i ? 2 e 3 la L'i n 2331 de. 20 de Se
tara oio W71, o art. 64 j 2 d > Decret> n. 4821
Je 22 le Nov mbro de 1871 e o art. 8 8 8 do
Decreto n. 5647 de 12 de Navembro de 1873 esta-
tu -o, que aoi juies mamci aes c mp -te o pio-
casao e julgamento dal Causas ci res na Valor de
10U4 at 5004, bem eoiao a aablicacio e ezecuoio
Decididamente o phaotaama da derrota tem
aturdido os liberaes de moda a fazer-lhes perdet
a cabec i. As promessas de imparcialidade e cri-
terio foram completamente esqu cidas !
Os Sra. da Pnoincia em um aos seus ltimos
nmeros, refutando algumaa aecusagdes que lhe
toram fitas, declararam que, na defeza da can-
didatura do Sr. Joaquim -Sabuco, nia baviam de
referir ae peasoa do Sr. canselheiro Portella,
mas sim aos a -us servigas e ideas (mais ou menos
eose o sentida do referido artigo).
Eis que, pela noticia da chegada do Chele, que-
bra-se o protesto... e ao primeiro grito de alerta
poe-se de lado a palavra emoenbada.
De facto, a Provincia de 23 despresando esaas
consideragoes comegau a repulsiva campaiih* da
intriga, atacando de um modo brutal e altamente
censuravel quer a peasoa do Sr. Dr. Joia Portel-
la, quer a do seu Ilustre pai, cuja carcter hon-
rado e probidose foi rec -nhecido pelo Jornal do
Recife e no Parlamenta por diversos membros da
oppoaigia. Mas a Provincia tinha neces-idade de
fazer urna estrondosa recepgo ao Grande Chefe e
emra .rauhou-se na intriga pequemos e vil d'onde
sabio cob-rta do ridiculo que quera laagar em
caractres distioctos e ioqaebrantaveis.
Cumpre nos, porm, dizer Provincia que o sea
coobecimento dos ne.?ocios da nossa trra tio
vasto, tem nm circnlo tio ampio que(nao abange
certos factos cuja nogia era necesearia para per-
feito sustentculo daa suas allegagoes.
Desconbeee a Provincia que esse Sr. Joo Por~
tslla, ch-de da 3* seeco, j exerceu de 3 de Feve-
reira a 7 de Junha de 1886 o lagar de chete do
trafego de ambas as estradas ?
Ignora a Provincia que o rapazola, que mal
sab : as primeiras lettras, de ame fraqu'-isa iatel-
lectual qne o tena inhabilitado para qualquer
prafiasio liberal se nio fosse filho de quem um
vadio que nio sabe anda quaes sao as suas obri-
gagoes ofliuiaes e que empregado inepto qae nio
poder obter trab.lho, onde quer que seja preciso
exigir habiltagoes profissionaes dos eogeobeiros >,
igaora a Provincia, diziamas, que o eogenheiro
Joao Portella foi nomeado conductor de 2 claise
em Abril de 1883 e promovido a ajudante de 2*
em 17 de Agasto de 1885portanto no dominio
liberal ?
J v o publica que ba duas cartiibas liberaes :
urna que opreciaudo o mrito do Joo Portella o
noinea e pramove e outra que o insulta e descon-
sidera s por exercer interinaminle um cargo pan
o qual se acba apto qualquer engenhero.
Alm dissodevemss ver que a Escola Polytech-
nica at boje, ainda nio foi aecuaada de meicade-
j adora de ttulos.
A capacidade dos seus Ilustres professores
e&to cima das imposiges e vontadea de qaem
quer que seja.
E nio s issa : as materias sobre que versa a
mor parte descurso de eogenbaria sao todas,po-
sitivas oude nio ha sophismas e dada qualquer
questao a urna ou mais incgnitos ha de neocsta-
mente achar-se o valor dex.
Como pois duvidar se seriamente da competen-
cia de urna peasoa que foi julgada habilitada por
horneas sisudoa, imparciaes e enrgicos.
S Pr*vincia cabe reapander.
Talvez, alguem, que odea o Dr. Joo Portella
pela sua independencia de Carcter, tenha ingerido
no espirito do articulista da Provincia urnas falsas
nagoes das cousas que o cercam.
Descancem os escriptores do orgio abolicionis-
ta, que o conaelbeiro Portella est julgado pelo
Paiz nio como o cabalista mais desbragado que
perdeu a distinegia dos modos de h mean educa-
do e o retpeit* da propria dignidade peesoal mas
aim carao um ho aein serio, trabalbador, capas
de andar em dia com o expediente de sua
psata.
Mas nia se deve esperar outra ecusa do orgio
da intriga, d'onde os espritus estillados sahem
para varejara honra daquelles que se achara pro-
tegidos pela firmeza e sisudez dos seas actos.
Compre-nos afora fazer um reparo a um dos
allugad s do Jornal.
A intriga que se move contra o Dr. Piras Fer-
reira vergonhosa.
A estrada de Caruar nio nm caitello elei-
toral dos Sa Luceoa e Portella pois eonta em
sea seio muiros empregados liberaes.
Mas, os adversarios da actual situagio na Ion
vavel firma do coatume querem, forga, implan-
tar um principio grandioso ...
Aquelle, que tiver um prente eamo afluencia
palitic. d. ve abandcnur a sua carreira, apagar
todas as aspirages e recolher-se aos bastidores
at que tenha desaparecido da rol dos influentes
aquelle que o poda proteger e amparar.
Bem lembrada a idea...
Oa Sra. Drs. Pires Ferreira e Icio Portella
devem ser pastos de lado, tmente porque lio
parete! de homeus que por sua illostracio atino
ga'garam as maia altas paaices.
Boa essa... .
A eleigio de conselheiro Portella est ganha,
Gntem, esbravjera, Uocem mi de todos os re-
cursos, ergam um railbia de peloarinbos onde
sjam consiantemeote trocidados os caracteroi
probos, uaem da calumnia aquelles qae se acbam
corromp 1 as ..
Nema intriga fricada com as maiorea pre-
Caugoes n-m a inveja ateada por qualquer meia.
pode abiter a canli lanira da illustre ministro do
imperio, que a essa b ira j deve estar convicta de
que os sjus amigja do Io districto a a bem cumprir
seu devar.
Tkenm.
O ra ijisr f irl.i- lieit le Alba
que rque e Ju zdedlrelt* de
C.iuipia 14a.r.m le bichirel lu
terliuuo Correia d. Orast*.
I
Pela segunda ves, e, pravavelmente que pela
ultima, sju torga i i occapar 4 atteag41 io grande


jmr\
m
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Diado de PeruambucoScAta-feira 26 te Agosto de 1S87




iurrda opiniio publica obre melindro diseus-
sio qoe no-tai no Diario de 23 de Jonho. rel.ti
vamente a prfida, iogratidoes que be. soffrido
do mea ex amigo bacharel .Austerliano Correa de
C^onmaepeoiede de chova da Janeiro :
ardo porm nao falto. ...
O mea obeso antagonista muito e abespinhou
om a pablieidde da eogasopadella de que por
om tri nao oa victima.
Sim, cariasimo 8r. Se eu engolisse a < pllala
oaladinbo, em tagir nem mugir >, nada have-
ria entre nos : seria considerad i como o melhor
do mortaes.
Mas, como por grosseiramente manipulad no
mmundo laboratorio do seu cunhado, o Sr. Or.
Jos Climaco, nio pude digeril-a,eis o mea anta-
gonista todo furia a vomitar contra inim nm rosa-
rio de* asnidades que, estou certo, casto fo
rao composta para se dar estampa no Diario
de 26 do mea de Juoho prximo passado !
Tergiversando da questio o mais que pode lhe
ajudar ua arte e engenho > ; procurando tu -
gir da inadiavel obrigacio em que est de pagar
ao Sr. Andrade Lopes & C. o segundo pedido do
sea cunhado na importancia de 161*003 ; mesmo
assim, nenhuma paiavra profano no seu tolo arti-
gete, que, contestar pudesse os expressivos ter-
mos da carta qoe me enderecou de Alagas, em
data de 6 de Agosto de 1885, e que fiz publicar
ipti* verbis no mea primeiro artigo,
Accommode-se o mea antagonista.
Nio inebe como baiac .
Essa celebre carta foi, e ser, hontem, hoje,
amanha e sempre o sea remorso vivo !
Para melhor comprehensio do leitor, passo a
facer urna ligeira recapitulaco das causas que
provocou essa confiaso do meu pipudo > anta-
gonista.
J assuatadisso om a prim ;ir* coala da Srj
Andrade Lopes C, na importancia de 197i,
que o meu pachola advogado, o Sr. Dr. Jos Cli-
maco, havia pedido om meu nome que pagoei
pontualmente, foi, que ao reober se macao para satisfaser a somma de 164* ; e sem
que eu houvesse po nenhum moda renovado
a miaba j extinta ordem do da > entendi de
bom aviso dever dirigir-me por conta do mea an-
tagonista exigindo-lhe promptas explicacoes acer-
ca do procedimento do seu canhado.
O qoe bouve ?
O que se deu ?
Como ento procedeu o meu guapo antag)-
nista ?
' o que mais urna vex vai apreciar o paciente
leitor.
Oaca e admire.
< Macei, 6 de Agosto de 1884.
Amigo Sr.major Leitio.Tenho presente sua
carta de 16 do passado, e estimei multo saber
i que V. com a Exma. familia facavam de sade.
Vejoo o que me di em explicacio das cu atas
do processo contra Manoel Alves.
J lhe bavia dito em outra carta, que commi-
go, entre na tudo se airumavasem novdade.
Repito lhe nesta a mesms cousa.
Me muito dirficil mandar d'aqui qualquer
quantia pelo receio que tenho de ser extravia -
. da. (!!l!)
Pretenda liquidar estas custas a muito tempo
pois julgaei estar por ahi desde o mes passado ;
mas n2o me foi possivel.
Tenha pois paciencia que nao ficari pobre
por ter-lhe demorado o pagamento de urna tio in-
significante quantia. Ni) eos tumo dever, e V.
sabe se deixei credores n'esta trra, donde sab
quasi de repente.
Tambem tenho resto de cootas em casa do
Lopes que opportunamente liquidarei, e ato mes-
mo j lhe mandei diser. Muito caros me sahirain
os proeessosMiranda eManoel Alvesporm ca-
tn satisteito.
8e ante de minha chegada por ahi poder ar-'
ranjar om meio de remettor-lhe ou liquidar nos-
sas conta o farei ; mas se nao o poder facer ro-
go-lhe que tenha paciencia, at que nos avis:emos.
Picamos bous. Nana muito se recommeoda
a D. Sal vina e mais familia o que tamoem muito
respetosamente o taco.
AdeusAcredito que nio estar longo o da
de abracar-nos.
Disponha do sea amigo obrigadissimo.
Aitsttrlia.no.
fiMMERCIO
Boia ominerclal
COTAfES OFFICIAK8 DA JUNTA DOS COR-
RKCTOBES
Recife. 25 de Agosto de1887
Algodao de Mossor 1' sorte, 64500 por 15 kilo
hontem.
Dito de dito mediano, 5*500 por 15 kilos, hon-
tem.
Dito de dito 2a sorte, 4/500 por 15 kilos, hontem.
Jambio sobre Londres. i>0 d|v. 22 5/8 d. por 14,
do banco.
Dito sobre dito, vista, 22 3,8 d. por 1*000, do
banco.
Cambio sobre Lisboa, 90 d/v. 135 0/0 de premio,
do banco, hontem.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U secretario,
Eduardo Dubeux.
Hollnenlo bastearlo
BEIOFB, 25 DE AGOSTO DB 1887
PRAgA DO RECIPE
A tai. inicial dos bancos foi anda hoje a de
2 1/2 d. sobre Londres, dando todos a 22 5/8 d.
Nada fiseram em papel particular.
PRAQA DO RIO DE JANEIRO
Abriram hoje com a taxa de 22 5/8 d. sobre
Londres.
Em papel particular houve transaccoes a 22
3/4 d., forme.
As tabellas expostas aqai foram estas :
Do Intebsaciobal :
P. S. Desejo muito conversal-o sobre nego-
cios d'ahi.
Estava sellada e reconhecida a firma.)
v o leitor qae, n'aquella poca, 6 do agos-
to de 1835, o Sr. Austerliano confessava-s deve-
dor do segundo pedido feito pelo sea cunh. do na
mportanci de 164*. nao mandando logo s itiafs-
el a por lhe ser muito diffi.'il mandar d'alli
qualquer quaotia pelo reoeio que tinha de lar ex-
traviada lita
Eita de tirar-se o chapeo !
O mea antagonista suppondo qae eu cah a na
* eaparrela de pagar esta somma aquella res-
peitavel firma commercial, dizia-me anda mai la-
biosamente: Tema pois paciencia qua nio fi-
car pobre por ter-lhe demorad] o pagamento de
ama tio insignificante quantia. >
E mais adiante : Tambem tenho resto de
contas em casa do Lopes que opportauameote li-
ouidarei, e isto mesmo ja lhe mandei dixer.
Agora o reverso da medalba.
Este Sr. Austerliano, voltando de Alagoas, e
gabendo qae eu nio havia pago (porque nio de-
va) aquello dinheiro, entendeu se com os Srs.
Andrade Lopes A C, e, como di no sea art gaete
saldou a auas contas com a referida firma
commercial, conforma os recibos que lhe eram
paasados pela referida firma, (que embroglio !..)
aaaignadoa pelo sea advogado.
Ora, se saldou as suas coutaa com essa firma,
depois que feto de Alagdaa, porque mates nio
lhe era possivel palo receio que tinha de ser ex-
traviada qualquer quantia ; logo, pagou tam-
bem a importancia do 1614.
Isto lojico.
Mas, se pagou outras coatas, e deixou ;sta a
margem. casao explicar-se esse enigma ? !
Hern ? 1
E tinha plena sciencia que eu oio havia i:ahido
na armadilha tio imbcilmente preparada !
E' o e iso de dizer-se com o Ilustrado Dr. Vi-
talia Tavares, de sauJ03a memoria :
Ha homens que tem cabeca,
E outro qae tem cabaca.
O meo antagonista o que tem ?
Cabeca ou cabaca ?
Opini pela cabaca !.
Se demorei-me alguna das em vir imprensa
refutar as objurgatorias d'dssesdous Sr.Auatiir-
liano a Jos Climaco, foi porque tinha mandado
cidado do Recife extrahir do proseaso coctra
Manoel Al vea urna certidio exacta das castas pa-
gas pelo meu desintereasado patrono.
Esta certidio tinha o grande aleance de mistrar
ao publico, que as custas d'esse summario, por
maioreg que tossem, nunca poderiam import.r em
1974. pnmeira conta qae pagaei, e menos anda
em 3C14tal era a importanaia que quenam eu
pagasse, se fac a asneira de dar a segundi con-
ta de 1644 !
O escrivio do crim, qae serve perant; o Exm.
Sr. Dr. juiz de direitsdo 2 districio criminal dea
sa capital, en sua certidio datada de 27 de Ju-
Iho ultimo, diz que n&o estando os autos nenia-
dos, nem as sendo condecidas por nio estar preso
(o reo Mano -I Alv-fs Pereira de Mello), nio podia
ser pissada a certidio pedida.
Piquei boqaiaberto !
Desmesuradamente estupefacto!
Cab das nuvena !
Suppuz-mo pormonentoa presago de algt.m es-
pirito n.aligno !
Pois qae Os satos aindi hoje ni] esta > con-
tados, e o meu patrono ha 3 anuos passado pede
aoa Sr. Aorado Lopes donda de 1974!...
Hum...
Diga-se- ne o que qaiier: aqu ha < bi :ho de
sete cabecas.
E alm disso querem que eu pague mais1614
titu.o de cuitas d'esae processo!...
Como sao gulosos !...
Nio; decid lamente nio pago.
Isto desaforo.
IV
O homem h meato, de si conaeiencia, qaardo se
v assim ferido nos seus bros, nio sabe avahar
at que ponto chegar os justos limites de sua de-
fez.
Est irrevogavelmente decidido :
l'rer i pagar, nai a esta 2. somma de 1614.
como 5004-, 1:0004000ou2:0d4O00; porm,
compellido pelos meio legaes.
prezam discute-se
e desapaixonada-
Aceitem-n'a.
que a corda que-
-.Oa Sr. Andrade Lope & C, si ae consideram
meu credores de tacto, que me chamem i juixo.
E' precisa acabaos com isto.
Carla na mesa.
Urge qae e tire limpo a suspeita de quem
seja o devedor de Ss. Ss.
Toda a demora na liquidacio d'essa torpe*
por demais prejudicial.
Basta j o tempo decorrido3 anuos !
Nio ae arreceiom o honrados negociante, qae
d'essa lucta judicial posaa-lhes advir o m-
nimo dezare ou descrdito para sua respeitavel
casa
Entre cavalheiros que se
qualquer controversia calma
mente, sem odio nem rancor.
Es a lava qae lhe offereco.
Sei, por experiencia propria,
bra-se sempre pelo lado mais frsco.
Serei eu o ve acido.
Nio importa.
Urna cousa, porm, me restar impolluta, eter-
namente immariavel: a minha honra e repu-
tacio.
E basta s iito.
V
Lancando ama vita retropectiva obre o pas-
sado poltico do Sr. Austerliano de Crasto, aco-
de-me ao espirito algama bem penoia reminis-
cencia------
E' bem eerto o antigo proloquio : O da do be-
neficio a vepera da ingratidio.
Qnanlo o partido liberal se achava no poder, e
quando o msu antogsnista precisava da mnba
fraca influencia para a consecucio dos seus fins,
alias nobres, era eu eideosado, e at apresentado
altas sammidades polticas deste meu partido,
como urna grande influencia, um baluarte inex-
pugnavel!
Que tempoa, e que homens !
O m-'u antogonista tem earradas de razio.
Insulte me quando, e como lhe aprouver.
Diga de mim o que Mafoma nio disse do toa-
cioho.
Est no sea direio.
Nem por isso arrependo-ma do pouco que fiz
para grimpal-o na alta poscio social que hoje
occopa.
Os meus amigos da capital, e nomealamente o
Sr. Dr. Jos (Jomes Coimbra, ju de direito da
comarca de Obidos, no Para, sabem qus de sacr
ficios ingentes nio fui capa para arrancar da
obscuridade em que jazia o meu desleal antago-
nista !
Muito bem!
Judas Iscariotes nio era capaz de representar
melhir papel.
Estou caneado.
Nio mais voltarei a imprensa sobre o miserando
assumpto de que me tenho oceupado.
Fique ato bem saliente.
Bom Jardim, 12 de Agosto de 1887.
Carlos Leitio de Albuquerque.
Via-terrea de Caruar . 1 24 289
Animaeg...... 1 25 276
Via-terrea de S. r'ranciaco . 1 23 2.435
Via-iorrea de Limoeiro . 1 23 19H
Somma.
5.086
Entradas
Algodao
Das Saccas
1 23 624
1 24 4.618
1 24 172
1 25 2.424
1 21 313
1 23 1.0U
90 djv vista
Londres.......
Pan........
Italia........
Hambnrge......
Lisboa e Porto.....
Prncipaes eidades de Portu-
22 1/2
422
524
137
Sew-York
22 1/4
426
426
530
140
243
24250
Do LosDoa Bin
90 djv vista
^ordres .
Psris. .
Italia. .
damburgo
Portugal
Sew-York
22 1/2 22 1/4
422 426
426
524 530
137 140
24250
90 djv vista
221/2 22 1/4
422 426
# 426
524 530
137 139
243
. . 246
# , 243
24250
Barraca.....
Vapore^......1
Via-ferrea de Caruar .
Animaes.....
Via-tenea de S. Francisco
Via-frrea de Limoeiro .
Somma. 0.193
Deupacbosi de eiporlaro
HEZ DE AGOSTO
Nos das 1 23, toram despachados na Alfan-
dega os artigos seguintes :
Pura fra do Imperio
Agurdente..... 32.071 litros
Algodao......1,385.916 1/2 kilo
2.193.181
4.133 .
122
451.275 .
100.000 >
9.685 >
10.000 .
10.000
18 kilos
65.034
392 kilos
4.1.683
83 .
2 saceos
52 tonelad.
6.415 litros
3 tonelad.
302.770 kilos
368.788 graos
4.OJO kilos
1.800
3.000 kilos
69
1.223.960 grioa
70.926 kil
3.880 .
41.060
25.000
A dlreetorla do Club da Morallda-
de Inieraaelonal e a itnmorallda-
de iic> directores)
Pergunt*-se a esta directora 89 per-
raittido pelos estatutos aos directores entra-
rem no toilete das senhoras. coio ha pou-
co fizeMoi dous directores sob pretexto
de distribuir bolinhos, e se vestirem de
tonca como fez um director, a tal ponto
do araeagar de bordoadas mulher do cria-
do do Club T
Porventura o moralisado presidenta nao
conhecer es3as mjralidades dos directo-
res ?
Deseja saber
A eliminaco.
Ao publico
Nao exaota que o digno promotor pu
blico de Pao d'Alho, em autos crims do
termo da Gloria tenha requerido elacSo por
precatoria de urna testemunha que se acha-
va ausente em lugar incerto e nSo sabido e
muito menos que, tenha passado fortis-
siraa descompostura ao respectivo juiz mu-
nicipal Dr. Cornelio Ran^-nl, por haver in-
deferido o seu requeran nto como em o
Jornal do Recife de 23 (o corrate asse-
rera um talCaio, Ferreira Limaque
nao mais do que O pao d'alhense, mis-
si vista desta comarca par a Provincia.
Esta s podia vir do agigantado cerebro
de Cato que na pa baptis nal recebeu outro
nome, que nao vem firmando o que diz o
mesmo Jornal; porque, conhecido aqui e
nessa cidade como o maior amigo da ver
dade, ninguem perdera r tempo em 1er as
sandices que elle dissessjdigo sandices
para nSo empregar o termo proprio.
Se nao verdade o que dizemos, Caio
que nao teve a coragem de assignar ser-
vindo-se de um nome fantstico, venha
perante o publico confuniir-nos, inserindo
no Jornal a certidSo da promovi a que
alludio e do mais que lhe parecer.
Brulu8.
1/5, 1/10 de pipa e 3 garrafSss com agurdente.
105/3 de pipa com mol.
1 amarrado com sola.
Carregaram diversos.
.avio* A arga
Eatio sendo despachados os saguinbw .
Brigue portugus Armando, diversos artigos, para
o Porto.
Escuna allemi (resine, assacar e agurdente, para
o Rio Grande do Sal.
Escuna allem Fritz. agurdente e outros artigas,
para o Ro Oran le do Sul.
Escuna Dorueguense Reform, assacar e outros
artigos, para o Rio Grande do Sul.
Vapor ingles Merchant, diversos artigos, para
Liverpool.
Vapor ingle Elstow, algodio, para o Bltico.
A&aucar
Borracha.....
Caf......
Oarocos de algodio.
Carrapato .
Cera de carnauba .
Cobre velho .
Cocos (fructa) .
G)la......
Conrnhos e pellet .
Couros espichados .
Couros salgados. .
Doce......
Farinha de mandioca .
Ferro velho ....
Mel......
Metaes velhos .
Osaos......
Juro velho .
Parreira branca. .
Passaros seceos .
Piassava.....
Pranchoes de amarello.
Prata velha ....
Residuos de algodio
Sementes de carrapato.
Trapos.....
Uuhas de boi .
Do EaousB Bbx :
vondres.......
Pana........
."Ulia........
damburgo......
Lisboa e Porto.....
Prncipaes eidades de Portu-
gal........
Jha dos Acores ....
Uha da Madeira ....
New-York ....
Mercado de asjancar e algodao
UCITB, 25 DE AOOSTO DB 1887
Assucar
Os precos deste producto, para o agricultor,
antinaam a regalar aos algarismos abaixo, por 15
kilos :
Sranco, os melhores qae
apparecem no mercado,
regalam de ....
i. surte boa.....
A* regular.....
Hmidos e baxos .
anenos......
sfascavado.....
3ruto.......
letame......
24200 a 24400
14900 a 24100
14700 a 14 10
14500 a 14700
14300 a 14400
14040 a 14100
4900 a 14000
4700 a 4800
Agurdente
Alcool .....
Algodao .
Assucar.....
Carrapato .
Cocos (fructa) .
i>oce ......
Elixir cabeca de negro.
Eapanidores de penna .
Farintia de mandioca .
Fio de algodio .
Folhas de jaboraody .
Medicamentos .
Oleo de mocot .
leo de ricino .
Praucbes de vinhatico.
Preparados medicinaea.
Queijo do sertao .
Rap......
Sal......
Tabeas de pao carga
Tamancos ....
Vassouras de piassava.
Vinho de jurubeba .
Para dentro do Imperio
.... 423040 litros
.... 9.600 >
74.046 kilos
.... 744.5561/2 >
.... 5.500 .
22.100
940 kilos
15 caixas
80
30 saceos
250 kilos
50 >
1 caixa
475 kilo
4.830 >
12
36 caixa
50 kilo
216 1/2 .
15.000 litros
8
3 fardos
50 duzias
54 velumes
BKCf ITLCiO DO AS8CAS
Para o exterior 2.193.181
Para o interior .
kilos
Algodao
O mercado deste producto manteve-se frouxo.
Entradas) de suturar e algodao
HEZ DE AGOSTO
Assvear
Entrada* Das Saceos
flarcaca......1 23 1.887
Somma
744.556 1/2
2.937.737 1/2
Fre lamento
Foi fechado hontem o do patacho iog!ez lber,
para carregar aqui, com destino aos Estados-Uni-
dos, assucar, a 20/.
rVavIo destpaenada
Patacho portugus Verta, sabido kantein le-
vou a carga seguinte :
Para a Ilha de S. Miguel :
350 saceos com assucar branco.
50 barricas com dito dito.
50 saceos com dito masca vado
1 barriea com farinha de mandioca.
Navio* oeacarga
(CAOBO DO BICALHAO
Lugar inglez Florense.
Patacho inglez J. L. B.
QDADBO DO XABO.OB
Barca nacional Marianninha.
Escuna dinamarquesa Fides.
CABVO DB PEDBA
Brigue inglez Ephratah.
Barca norueguense Nina.
Barca dinamarquesa Jorgen J. Lottt
Barca norueguense Homborgsund.
TE1LH0S DB FEBBO
Brigue portugus Figueirense.
MADE1BA
Barca norueguense i'etrus.
Barca norueguense Vernica.
OOBDUBAS
Barca uacional Maria Angelina.
Barca uacional Idarinho XI.
Patacho portugus lentativa.
SAL
Patacho dinamarqus Amia Charlotte.
VABIOS OENEBOS
Barca norueguense Expedit.
Lugar ingles Caedoni.
Vapor nacional Marqvet de Caxias.
Pauta da Altandega
SKKABA DB 22 A 27 DB AGOSTO DB 1S87
Assucar retinado (kilo) .... 1?
Assucar brauco (kilo) .... 126
Assucar mascavado (kilo) 066
Alcool (ltroj....... 165
Arroz com casca (kilo) .... 65
Algodao (kilo)...... 366
Borracha (kilo)...... 14066
Couros seceos salgados (kilo) 460
ouros seceos espichados (kilo) 485
Couro verdes (kilo) ..... ^75
Cacao (kilo)....... 400
Caf bom (kilo) .'..... 801
Caf restolho (kilo)..... 600
Cachaca (litro)...... ^60
Carnauba (kilo)...... 333
Caracas de alfodio (kilo) ... 14
Carvio de pedra de Cardift (toa.) 164000
Farinha de mandioca (litro) ... 30
(ienebra (litro)...... 200
Mel (litro)........ 40
Milno (kilo)....... 40
Taboados de amarello (duzia) 1004000
Memorial
Aos accionista: da Estbada de Febbo do Rjbki-
bo ao Bonito foi marcado o prazo de 60 das, a
contar de Agosto correte, para realizarem a 7.'
entrada de 10 0/0 de suas accoes.
Hoje (26), ao meio da, ter lagar, com qual
quer que seja o numero de accionistas presen-
tes, a eleieao, em assembla geral, da directora
da Compahkla do Bbbkbibe que deve funecionar
em o novo bienuio sticial.
Com o descont de 4 0/0 e at 30 de Setembro
vindooro, serio substituidas na Tbesodbabla db
Fazemda as notas do valor de 24000 da 5.* estam-
pa, 54000 da 7.* e 104000 da 6.
Iuportacao
Barca norueguense Petrua, chegada de Savan-
nah em 24 do corrente e consignada a Pereira,
Carneiro it C, mamfestou :
Bruu 1,531 barricas.
Madeira de pinho 3,841 pecas com 196,744 ps
aos consigeatarios.
Vapor nacional Mariano Visconde, chegado
As mlsses enere nos
NSo ha quem no reconber-a as inmen-
sas vantwgena, espirituaes e materiaes, que
deizam aos poVns deste nosso Brasil as
misO's catholicas, esp-c,alinete pregadas
pelos uapuchinhos que de longinquas para-
g-ns vem desinteressadamente dispensar
entre os povos, que sempre precisara, a
autorisada paiavra do Santo Evangelbo,
cujos fructos toroam-se surapre prodigiosos
e salutares. Ainda ha pmicos das eucer-
raram-se as santas missoss na villa de
Anadia, aonde urna concurrencia de 7 a
8 mil pessoas assistiam aos actos princi
paes da roissao, e 38G0 tiveram a felicida-
de de receber os santos sacramentos da
confissSo e communhao, 722 o do santo
matrimonio (361 casamentos) sendo quasi
toda* pessoas que v7au esquecidas das
luis da bonestidade e dos bros da honra ;
concederm-se 88 dispe.isas di impedi-
mentos.
Nio s : o lugar onde se faziam as
inhumad-oes dos baptisado%\ era apenas um
campo de pastagera, ta vez ma3 vinoso
do que os outros e por is:io mais procura-
do pelos quadrupedes, mas hoje graca a
santa missao, Anadia possue ura cemita-
rio bem murado com 140S metros quadra-
dos de superfisie, sendo 44 de fundo por
32 de frente. Sao fructo:. estes que pa-
tenteam a importancia, o poder e a virtu-
de da religiao, porque silo inspirados a
religiSo catholica apostlica romana, imjoa
atalaias vigilantes e fortes atlotha3 s3o os
missionarios capuebiabos.
Tambem a villa de Li noeiro participon
dos benficos influxos das catholicas mia-
sSes. Desde o dia 5 at 20 do corrente
estiv.-ram abertas ahi as misshs, e o povo
que em grande numero concorrera, ocou-
pou-se na coustruccEo de um extenso agu-
do, altamente reclamado por aquelle lugar,
cujos habitantes viam se conatrangidos a
ir procurar agua potavel na distancia de
duas leguas, ii'.u lirao entao os cos e o
espirito do catbolicismo que emqu.;iito
cuida da salvagio das almas, nao esquece
as necessidades mais palpitantes da vida
da Babia e escala em 25 do <-.rreute e coasigna-
do a Domingos Alves Matheue, man festou :
Milho 1,000 saceos a Jus ce S Leirij.
1' lies 5 atados a H. Luu.lgrem & C, 3 a Bai-
lar Oliveira C.
Tamancos 1 fardo a Manoe. R irnos.
Vapor ingles Lisbonense, chegado de Ntw-
York em 24 do corrente e coi .si nado >\ Jobaston
Pater ce C-, mauife8tou :
Carga de Niw Yoik
Bacalbo 231 barricas a ordem.
Breu 5U barricas a Francisco Manoel da Silva
&C.
Fariuba de trigo 300 barricis a Machado Lopss
4 (':., 200 a Lopes Irmio 6 ( .
Ferragens 6 volumes a Amonio dos Santos Oli-
veira, 3 a Res &. Santos.
Kerosene 500 caixas a So ires do Amaral Ir-
mus, 5i0 a Sousa Basto Amirim i C. 200 a Pai-
va Valente ce C, 5'J a Francisco Manoel da Silva
te.
Maisena 20 caixas a Gomet & Pereira.
Pavics 1 volme a Bernar lino Doarte Campos
&.C.
Carga de Balt more
Banha 50 borris a Ferr.ra Rodrigues & C,
100 a Soasa Basto, Am ren & C., 50 a Fernandas
da Costa & C, 50 a Soares do Amaral Irmioa,
25 a Araujo Castro & C 10C- ordem, 20 a Ea-
uaiy Rodrigues & C, 50 a Joo Fernandas de
Almeida, 25 a Guimaraea Roiha C, 50 a Qoo-
calves Rosa ce Fernandes, 25 a Gomes ce Pe-
reira.
Farinha de trigo 1,000 barricas a Maahado Lo-
pes & C, (,000 a Lopes Irmiis & C, 600 a Ma-
theu Anstin A C.
Toncinho 25 barr a Ferruira Rodrigues & C.,
20 a Soasa Basto Anurim & C, 15 a Antonio
Jos Soares C, 10 a Araujo Castro it C.
Exporta?:' o
BKCIFB. 24 DB AO)F"0 DE 1887
fara o exterior
No vapor ingles Elstow, carregaram :
Para o Bltico, Borstelmaun i C. 400 sscca
com 31,076 kilos de algodio.
Para o interior
a escuna norueguensj Re/srm, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sal, Amorim Irmios &
C. 150 barricas com 16,495 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Pei-nambuco, carrega-
ram :
Para Pelotas, P Pinto & C 15,ppas com 7,200
litros de agua, dente.
Para o Rio Grande do Su i, P. Pinto Si C. 35
pipas com 16,800 litros de ag lrdente.
Para o Rio de Janeiro, EL Burle S C. 440
saccas com 33,968 kilos de algodio ; L. A. da
Costa 5,000 coeos, fructa ; P. de Oliveira Maia 1
caixo com 120 kilos de queijoa.
Para Baha, J. G. da Cunha Pern 1 caixio com
c'O kilos de doce ; e'. M. da Silva & C. 1 fardo com
folhas de jaboraadv pesando 30 kilos ; F. M. da
Silva A C. 1 caixio com 40 ki os de oleo de ricino
e 1 dito com 100 ditos de ma i.
Para Victoria, A. F. dos Si.ntos 12 frascos com
tintura ae cabeca, de negro e 12 dito com xarope
medicinal.
= No vapor nacional S. Frantitoo, carrega-
ram :
Para o Cear, F. de Moraei 2 barris com 180
litros de agurdente.
Para Parnahvba, P. Alve i & C. 38 barricas
com 1,444 kilos de assucar branco e 30 ditas com
1,050 ditos de dito refinado.
Na barcaca Rainha dos Anjos, carregaram :
Para o Natal, P. Alves & ('.. 22 volumes com
l.-l.'i kilos de assucar branco e 27 barricas com
1,620 ditos de dito refinado.
matara! dos povos. Houve 1600 confissSes
* tari
uo'm
e communbSas, e 150 casamentos de mal
encaminhados.
?
Progrmala da feala do mllagroao 8.
fcunonio de Amarantbe qae ae ve-
nera na capella de Sanio Amaro
daa Malina*, no da 98 do corrente.
Dia 26
Bandeira
Sexta-feira, 26 do corrente, as 7 horas da tarde,
ser basteado com tola a pompa e brilhantismo o
estandarte do milagrosoS. Goncalo, sendo coodu-
sido da casa da Exma. juiza, ao a:xn da banda
marcial do 2* batalbio de ufaneara, por cresci-
disaimo numero de diatinctaa seuhjras e interes-
santes criancas trajando branco.
O pinto d reuio para esse acto ser na re-
ferida capella, donde seguirio encorporados para
a casa da Exma. juisa.
Durante o trajecto do estandarte aerio queima-
doa diversos fogos de beugula bem como subir io
ao ar diversas gyrandolai de foguetes ; finalisao-
do esse acto com a ascendi da um lindo balio
feito a capricho por um dev->to.
Dia 27
Ve-peras
No dia 27, ao meio dia, uin.. salva real e diver-
sas gyrandolas subirio ao ar fazendo se ouvir a
referida banda de msica do 2" batalhio que exe-
cutar tres lindas pecas do seu vastissmo reper-
torio.
Ao toque deTiindade, diversas gyrandolas su-
bir] ao ar fasendo lembrar aos fiis habitantes
de Santo Amar j das Salinas o momento de se di-
rigirem casa de Deus afim de implorarem do mi-
lagroso S. Goncalo a graca celestial.
A'a 7 horas da tarde, com'(ario as veaperas
constando de urna ladainba cantada ao milagroso
S. Goncalo em teocao de todos os devotos que
concorreram om o seu bolo para a mesma fetti-
vidade. Antes e depois da ladainba, a mesma
banda de msica desempenbar lindas pecaa;
pondo termo s festividades da vespera 4 ascendi
de um lindo e bem acabado aereostato acompa-
nh id i de algumat gyrandolas
Dia 28
Aurora
Ao despontar d'aurora do faustoso da 28, ama
salva real de 21 tiros, diversas girndolas e o so-
noro repicar dos sinos da capella despertario os
habitantes de Santo Amaro, annunciando-lhea o
grande da de se render cultas ao bemaventurado
hers de Ain.raiiii.
Festa
A's 11 h iras do dia, apa diversas e scolhidas
peca de msica executadas pela mesma banda,
entrar a Insta, que ser presidida pelo Revdm.
vigario da Boa Vista. A miasa do diatincto
maestro portugus Manoel Augusto Gaapar, sen-
do os sol >s executados pelos mais eximios canto-
res d sta Venesa brasileira. A orebeatra acha-se
confiada ao talento do maestro Lidio de Oliveira.
Ao Evangelbo subir tribuna sagrada o elo-
qaente prgador da capella imperial, frei Augusto
da Iinmaculada Coneeico Alvea, que, com o seu
reconhecido talento exa.tar as virtudes do mila-
groso S. Goncalo.
Ao termiuar a festa, urna salva real de 21 tiros,
diversas girndolas e um pimpos i balio subirio
ao ar, ao aom da mea-na banda de msica, qae
executar lindas p"cas.
Tarde
N) espacoao largo da capella, que para maior
brilhantismo estara embandeirado a capricho, se-
r armada c exposta desde 3 horas da tarde
philantropia do devoto coracao do lustrado pu
bliei Pernambucano que ahi conenrrer, urna ina-
nifi:a kinrmsse que esnter lindas o variadas
prendas, cti rtas dos muiros e generosos dovotos
de 8. Goncalo, cujo producto tem por in ser ap-
pcado ho esplendor de^ta testividade.
A'a 4 boras, a Companhia Athletica, sob a d-
iec(io do aitieta Jos Martns da Cunha, dar
principio a diversos e sorprehendentes irabalboa
gymnasticoa u acrobticos.
Das 5 horas da tarde por diante, novo genero de
divertimento nunca vjato intituladoMariuueliea
dansantesaera exhibido pelo urtuta Cuuha e sua
compaubia, sobrcsahinlo hs sympathicas figuras
da Exica. 6r. D. Lnlates Carnario do Arco-Verde
e do joven capitio Romcu ; preenebendo os inter
vallos a mesma banda de mnaics. Diversos bales
fenderio os ares sobresahindo um de tamanho co-
lossal denominadoViajante d'alm mundo.
A's 6 horas da tarde, ama salva e diversas gi-
rndolas de foguetes servir de aviso que appro-
xima-se a hora em que.de novo, veltam os fiis ao
templo a implorar a proiecsio so milagroso S. Gon-
calo de Amaranthe.
Lada'mha
A's 7 1/2 horas da noite entrar a Ladainha
cantada a grande instrumental, em louvor do
mesmo S. Gonjalo, fazeodo-se ouvir da tribuna
sagrada, pela primeira vez nesta capella, o digno
vigario da freguezia de Santo Antonio, dietincto
orador, commeodador Manoel Moreira da Gama,
que com as brlbantes flores da rhetorica tecer
urna rica grinalda das virtudes dj santo protector
dos solteiros.
Ao terminar a Ladainha ser arriado o estandar-
te com a mesma solemoidade do hasteamento, per-
correndo tio so>nente o pateo da igreja e nesta re-
colbido oude ser entregue a nova juiza.
Em seguida a ascendi de um outro balio ser
queimado um grande e sumptuoso fogo de artificio,
composto de peess de muito efeito e inteiramente
novas feito a capricho pelo artista Oiympio de
Mello.
A banda de muaica j referida, preencher os
intervallos com lindas e variadaa pe<;as, e um lindo
aerstato, expedindo lindos fogoa, pora termo a
esta solemmdade.
De coracao
Acha-se encarregado da ornamentacio da ca-
pella, o digno procurador geral Ja commissio oSr.
Agoatinho J. Bezerra, que esse anno exceder aos
demaia anteriores na mesma ornameutacJo.
Agradecimento
A commissac apresenta os seus protestos de
gratidao mesa regedora da irmandade de Santo
Amar i das Salinas, pelas attencoes que lhe tem
dispensado; outrosim muito agradece aos fiis de-
votos que a coadjuvam para ter lugar a mesma
festa.
Aviso
A Companhia Ferro Carril expedir durante
toao o dia at 11 horas da noite, grande numero
de carros extraordinarios para conducao dos ro-
miiros.
Consistorio da capella de Santo Amaro das Sa-
lina.", 24 do Agosto de 1887.'
O Io secretario,
Pedro Antunes Ferreira.
Ao povo pernambucauo
Bem quizera boj possuir urna sonora
lyra de Um Voltaire, urna ligeira pecna
(e Ura Homero, urna sublime philosophia
de um Vctor Hugo, para melhor paten-
tear os meus desojos ao heroico povo per-
narubueaoo. Bobeado eu no regajo pater-
no as boas lices da moral, que at hoje
tera-me servido como phanal no grande
ocano da vida, tenbo-as observado sem-
pre com o maior interesse, e e-tou conven-
cido por experiencia propria, que s na
virtude existe a felicislade do homem.
Entretanto, sentindo eu desde a infancia
um extremo desejo em instruir me em
scicncias juri licas e sociaes, e nao podeodo
por mim s levar ao cabo tao brilhante
\ carreira, venho peh iraprensa invocar a
1 valiosa protecc,ao do benemrito povo per-
nainbuaano, e especialmente a roocidade
i acadmica do Recife, airo de conceder-me
1 as suas honrosas assignaturas, para a pu-
I blivacilo de um trabalho litterario, offere-
: cido a mesma academia, para cujo produc-
' to ser applicado aos meus estudos, e a
fundacao de um Asylo para 50 criangas
I desvalidas.
Portaoto, espero na philantropia do il-
lustrado povo pernambucaao, e na moci-
dade acadmica desta provincia, que me
nao bao de desamparar nos primniros pas-
803 que dou no campo das letras, visto ser
De i a 24 65:772 156
dem de 25 12:708;568
De 1 a 24
dem ne 25
De 1 a 24
dem da 25
Oe 1 a 24
dem au 25
Rscebedoria geral
(iecebtdoria p.umnniai
Recife Drainage
Kiel- Boiwell & C.
Lisbonense Jobnston Pater & C.
* Leipzig41 driem.
-------------------I Merchant- S. Juhnston,
763.540*642 ) Nina ordem.
Petras Pereira Carneiro & C.
Reform H.Lundgren A C.
Seiprig ordem.
# S. L;nrcneo Amorim Irmios C.
Tentativa Amorim Irmios & C.
Tiber- Saonders Bro'.btrs & C.
Union H. Luodgrin.
Veritas Amorim Irmios & C.
Vernica ordem.
68:480i724
20:923*757
1:681*273
22:605*030
21:428*727
4684589
21:897/316
O signal indica ter a embarcacao sahido.
37:028*862
2:138*589
Herrado Municipal de *J. los
U movimento deste Mercado no dia 25 de Agosto
foi o seguate:
En (rararn :
43 bois pesando 5,548 kilos, sendo de Oliveira |
Castro, 27 1/2 ditos de 1* quaiidade, 3 de 2"
el2 1/2 ditos particulares.
265 kilos de peixe a 20 ris
27 cargas de farinha a 200 ris
31 ditas de fructas diversas a
300 rs.
10 taboleiros a 200 ris
15 Suinos a 200 ris
Foram oceupados :
241/2 columnas a 600 ris
23 comDartimentos de farinha a
500' ris.
24 ditos de comida a 500 ris
60 ditos de legumes a 400 ris
30 ditos de fasendas a 400 ris
19 ditos do suino a 700 ris
11 ditos de tressuras a 600 ris
10 tainos a 2*
8 ditos a 1*
Oliveira Castro & C.:
Vaporea a entrar
DOS PORTOS DO SUL
Espirito Santohoje.
La Plata-a 29.
Corrientesa 1 de Setembre.
39:167*4511 Advancea 5.
Manosa 6.
Mondegoa 14.
Pernambucoa 16.
Cimilloa 27.
Tagusa 29.
DOS F0BTO3 DO HORTU
Camilloa 3 de Setembro.
Paraa 13.
Espirito Santoa 23.
DA EKOPA
Cotopaxia 28.
Girondea 3 de Setembro.
Tamara 10.
Neva-*24.
DE NEW-PORT
Financea 9 de Setembro.
5300
5*400
94300
2*000
34000
144700
11*500
12*000
'64000
124000
134300
64600
2040UJ
84OU0
54 talhos a 1* 544000
Oeve ter sido arrecadada uestes dis
a quantia de 203*100
Rendimento dos das 1 a 24 5:053*800
Foi arrecadado liquido at boje 5:256*900
Precos do dia :
Carne verde de 240 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 700 a 800 ris dem.
Suinos de 560 a 640 ris idem.
Farinha de 160 a 240 ris a cuia.
Milho de 240 a 320 ris idem.
Feijao de 640 a 1*000 idem.
Haiadonro Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 94
reses para o consumo do dia 23 de Agosto.
Sendo: 67 reses pertencente a Oliveira Castro,
& C e 27 a diversos.
Vaporea A aabir
Lisbonense amanha, tarde, para New-York,
tocastdo no Para.
Cotopaxi a 2S, ai meio dia, para Valparaso,
com escala pela Baha, Rio de Janeiro e Mon-
tevideo.
La Plata a 29, i hora da tarde, para Sou-
thampton e escala.
Mandah a 29, s 5 horas da tarde, para Ma-
cei, Penedo, Aracaj e Bahia.
Marinho Viacoode a 29, s 4 horas da tarde,
para a Babia, tacando em Macei, Villa Nova,
Penedo, Arac?j e Estancia.
Xartoi entrar
Antelopde Hamburgo.
Farward de Liverpool.
Hardi-deCardifi.
Lidadordo Rio Grande do Sul.
Mariedo Rio de Janeiro.
Marietta do Rio Grande de Sul.
Marinho Ido Rio Grande do Sal.
Positivodo Rio Grande do Sal.
EsBbarcarde*
*5
porto em
Wlnlielro
BECBBIDO
Pelo vapor nacional Biarinho Visconde, entrado
hontem de Penedo, para :
Baltar Oliveira 4 C. 250*000
Itendinie a tos pblicos
Renda geral
Ds 1 a 24
dem de 25
SZ DB AOOS- O
Alfaniega
659:311*529
35:748*389
095:059/918
Renda provincial
siurtaa no
de Agosto
HACIONABS
Armandoconsig. Loyo & Filho.
Jaguanbe Companhia Pernambucana.
Lamego(canhoneira de guerra).
Marianninhaconsig. Baltar Oliveira & C.
Man iah Companhia Pernambucana.
Marinho XI Jos da Silva Loyo & Filho.
Marinho Visconde Domingos Alves Matheus.
Mara Angelina Loyo & Filho.
Marques de Caxias Domingos Alves Matheus.
Pernambuco ao Visconde de Itaqui do Norte.
Pirapama Companhia Pernambucana.
ESTRABOBIEAS
Anne Charlotteconsig. ordem.
Caledonia Livramento & C.
Elston ordem.
Expedit Fonseca Irmios 4 C.
Ephratah ordem.
Fides ordem.
Frita Baltar Oliveira & C.
Frits H. Landgrin & C.
Figueirensea ordem.
Florence Saunders Brothers A C
Gesine Pereira Carneiro Ae C.
# Homborgsund Wilson Sons & C.
Jorgen J. I.jtz ordem.
J. L, B.i ordem.
Mov meato do porto
Navios entrados no dia 25
New-York e escala25 dias, vapor ingles Lis-
bonense, > de 1,088 toneladas, commandantc A.
Bennock, equipagem 34, carga varios gneros;
a Juhnst- n Pater & O.
Santos26 dias, brigue portugus S. Lourenco,
de 218 toneladas, capitao Manoel de Jess Mo-
raes, equipagem 9, em lastro; a Amorim Irmios
&C.
Rio de Janeiro6 1/2 dias, vapor alUmlo Kiel,.
de 8o0 toneladas, commaodante H. N. Thomp-
son, equipacem 24, carga varios genero; a
Boxwell A C.
Bahia e escala7 1/2 dias, vapor nacional Ma-
rinho Viaconde, de 500 toneladas, commaudan-
te Manoel Viegas Pereira Jnior, equipagem
25, carga varios gneros; a Domingos Alves
Matheus.
Aracaty26 dias, hiate nacional Bom Jess,
de 85 toneladas, mestre Clementino Jos de Ma-
cedo, equipagem 5, carga varios gneros; a Ja-
noel Joaqaim Pessou.
Sahidos no mesmo dia
Rio de Janeiro e escalaVapor nacioaal Per-
nambuco, commandante Pedro Hypolito
Duarte ; carga varios gneros.
Haity (Antilhas)Barca norneguense
borsemd, capitio Th. Christiansen;
tro.
PortoBrigue portugus 8. Lonrenco,
Manoel de Jess Moraes; em lsstro.
ParaguayVapor allemio Leipzig,
dsnte N. Digalsk; em lastro.
Hato-
em Issf-
capitao
comman-

-



1





Diario de PernambocoSeita-ieira 26 de Agosto de 1887
'!
apenas um obscuro preceptor da infancia
percambucana, e nlho de um bomem que
prestou relevantiasimos servidos a patria,
non doa mais dedicados coliaboradoret da
Indepeodcncia do Brasil, um dos mais be
nevlos educadores da mocidade acadmi-
ca^ um dos maia distinctos cultores da
nossa litteratura brasileira, o fiaado Dr.
Jos Soares de Azevedo.
Cm casa de minba residencia, ra
Velha n. 36, acha se o prospecto para as
assignaturas, e igualmente a sala das antas
exposta a aquelles que se assigoar no
prospecto, para examinaren) a erdem dos
trabalhos, o o projecto para o Asylo de
criancas.
Ra Velha n. 36
Julio Soare* de Azevedo.
Salaparriliia de Brlatol
3
Os venenos das entranhas da trra e emprega-
U3 como remedios, matam aonualmente milhares
de pess'is. A propria plvora e as balas nao tSo
aem na me'ade to mortferas. A salsaparrilha de
Briatol est inteiramente isenta deesas maldicoes
do genero humano, chamadas especficos mine-
raes. Seas ucessances triumpbos atraver. do es-
paco d-: 35 anuos, sobre as escrfulas, cancros,
erysipellas e das glndulas, a se devem ao reino
vegetal. E' o nica remedio preparado pelos hu-
mens, que desarrai ;a do systoma o viras das en
fermidu'ies malignas e ao mesmo tempo restaura e
xortifica a constituico physica.
Aos debis d forca, aos ancioes vida, para os
jue soffrem, uui balsamo euavisador e santo, pa-
ra os abatidos de animo, um elixir vivificante, para
as pessoas do bello sexo um auxiliar perpetuo em
:odas os 3"U3 iacimmodos especiaes, e pira todos
remedio mais efficaz e moffensivo outorgado
. setnela para o allivio e preservadlo dos sof-
rim.'ntos humanes.
Ene ntra-se venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, flenry Forster & C
ra do Commercio n. 8.
-----10-----
8r. Angelino Jos dos Santos Andrade.Tendo
soffrido ba uns 9 aunos de 25 frunchos n'ama
perna, o que era considerado pelos mdicos como
formigueiro, pelo que, mo disiam que niu tinha
cara, e que para nao passar adiante, que teria de
cortar a persa, e tendo esgotado todos os remedios
que os mdicos receitavam e inclusive os dd mea
proprio pai, que toi pharmaceutico o Sr. Jo) Jos
doOouto, eque teve botica na praca da Boa-Vista
n. 6, e cansado de gastar dinheiro e sofirer honi-
veis djres, me aconselbaram que usasse de sen
Elixir Purificador do Sangue com tanta felici-
dade, qu'j, tendo apenas tomado tres garrafas do
sea Elixir me julgo s*lvo"de tSo horrivel molestia,
e para que a humanidade posta gosar de to ben-
fico remedio em saaa doencas nyphiliticas Ihe
passo o presente attestado para que Vmc. fazen-
do-o publicar, assim possa tornar mais publico o
sea -lio sauto remedio, podindo Vmc. fazer o uso
que Iheconvier do presente escripto.
Sou seu amigo obrgadissimo pelo grande bene-
ficio que me fea.
Reciff, 14 de Outubro de 1882.Tito Jos do
Couto
Estava sillada com urna estampilha de 200 ris
c inutilisada da maneira aeguiute :
Recebedoria de Pernambuco, 4 de Deaemliro de
1882.Fortunato de Andrade.
Rcouheco a firma retro. Recfe, 20 de De-
zembro de 1882. Em testemuuho da verdade
(sigual) o tabelliao publico.Apolliuario Floren-
tino de AlbuqU'-rqne Maranho.
Elixir depurativo vegetal
Formula de
Angelino Jos dos Sanios Andrade
Approvado pela inspectora geral do by-
jiens publica do Rio de Janeiro, em 20 de
lulho do correte anno (1887).
Este depurativo de grande eficacia as
molestias syphiliticas e impureza do sangue e
encontrado a venda, por ora, na ra do Bario da
Victoria n. 37 e rus estreita do Rosario n. 11.
Para provar a grande fficacaou quaai prodigios.
3o preparado do Sr. Andrade basta apresentar o
amando numero de attestados exDontaneamente
pri s'adoa por mu tos cavalheiros que tem teito
:iao d jotihucidas e residentes nesta cidade.
Illm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.
Tendo L-ito uau do seu depurativo denominado
reparado Nacional, por causa de soffrer ha mais
de tres aunos urna inchaco na perna esqoerda,
)M esteniia-se do jotlho ao tornozelo, a de nma
nfliinmaco peridica nos testculos, classificada
por varios mdicos que consultei como ama irrita-
dlo d s testculos, experimentei to felizs resul-
tadc, que no fim do 4* fraseo achava-se muito
diminuta a inchaco das pernas e dos testicalos,
sendo que esta ultima nao reappareceu mais como
costura va.
Devo accrescentar, em abono da verdade, que
se uau sioto ma ainda inteiramente bom, attribuo
a nao ter observado a dieta que V. S. determinou-
me. Resultad satisfactorio tambem experimen-
:ou urna seuhora grvida de doos m-zes, que
athaudo-se aoti'rendo de varios incomraodos devi-
do ao eeu estado, fez uso, conaelho meu,
do referido preparado de V. S., e depos de ter
tomado mais de um frasco seutio-se parfeitament;
restabeleeida.
itornmciKo imporiante (5)
Dia a dia vai augmentando o coasumo do Pci-
toral de Cambar, o remedio soberano para as mo-
lestias do peito e que tao brilhantes provas j tem
dad i da sua grande efiieacia.
<_> jornalismo de quasi todo o Imperio nao tem
dexado de elogiar este excellente preparado ; a
ciencia consagrou-o eloquentemente, por meio de
attestados valiosos, firmados pcir llastres apost-
los da medicina; o povo, easa grande torc^i que
representa a vos de Deus, tem prestado as mais
eluqueutes provas de reconbecimento pelos benefi-
cios prestados humanidade pelo Peitoral de
Cambar.
E asEim devia ser; porque nada mais digno dos
elogios da imprensa, da consagracao da sciencia e
da gratidao popular, do que aquillo que se destina
cura das enormidades que mais affligem e maior
mal causam humanidade.
Acabamos d6 lr nos tres mais importantes e
couueituados jornaes da corte, o Jornal do Com-
mercio, Pait e Gazeta de Noticia*, ama eloquente
prova do que levamos dito, prova que vem juntar-
se s muitas que j teem sido publicadas.
O Exm. Sr. Bario de Aveliar Resende, impor
tante tazendeiro, proprietario da fazenda de Mat-
to-Dentro, na estrada de ferro Leopoldina (esta-
ca de Sauta Isabel), que liga o Kio de Janeiro
provincia de Minas G-eraes, dirigio-se, pela im-
pri-nsa, ao descobridor e preparador do Peitoral
de Cambar, nos termos mais lisnngeiros, que con-
stitue um valioso e importante documento, cuja
eitura recommeudamos a todos quanto se inters
sam pelo bem estar da humanidade.
Es o documento :
Illm. Sr. Jos Alvares de Souza Soares.
Atacado de urna forte rouquido, e eem ter tido
a livio algum com o aso de muitos medicamen-
tos receitados, experimentei o sea xarope, Pfi-
Toa.vL de Cambar, e em poucos das a molestia
cedeu completamente.
Depos d'este facto tenho aconselbado a di-
versas pessoas o sea remedio, e todas teem lo-
grado os melhores resaltados. Queira, pois, re-
ceber minhas sinceras felicitiicoes.
Bario de Aveliar Rezende.
Faxenda do Matto- Dentro, estacao de Sania Isa-
bel, estrad de ferro Leopoldina, 18 de Janeiro
de 1887. .
O referido preparado vende-se na agencia
cargo dos Srs. Francisco Manuel da Mll-
vi k C m Mrquez de Olinda n. 23.
Frasco 2J500, meia duza 13* e duza 21*.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro director ge-
ral das obras publicas e de conformidade com a
autorisseo de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia de 12 de Agosto do correte anno, faco
publico que no dia 15 de Outubro prximo, ao
meio da, na mesma repartico, recebe-se propos-
tas para a obra dos reparos precisos no acude
publico da comarca de Flores, oreados em.......
3:781*200.
O ornamento e clausulas especiaes do contrato
acnam-se nesta secretaria para serem examinados
por aquelles que pretenderem arrematar a mesma
obra, de accordo com o que dispe os arts. 70
73, 89 e 90, 92, 97 101, 106, 115 e 116 do regu-
lamento de 20 de Junbo do corrento anno.
Secretaria da repart,5o das obras publica* de
Pernambuco, em 23 de Agosto de 1887.
O engenheiro secrecario,
Joaquim Gomes de Oliveira e Silva.
h
DO
> De Kothschiid Frrcs.
m Deutscbe Bank.
Banqae d'Anvers.
BRASIL
Capital o.ooooofi
dem realizado 8,000:0004
A caixa filial d'este Banco funcionando tem
poranamente roa do Commercio n. 38, saca,
vista ou a prazo, contra os seguintes correspon-
dentes no estrangeira :
Londres......... /N. M. RothachH & Sons.
Paris...........
Hamburgo.......
Berlim..........
B remente........
Frankfurt a Main
Antuerpia.......
Boma...........
olenova.........
aples.........
Vlilio e mais 340
cidades de Ita-
lia............
Madrid..........
Barcelona.......
Cdiz...........
Malaga.........
Tarragons......
Valencia e outras
cidades da les I
panba e ilhas j
Canarias....../
Lisboa.........\
Porto e mais ci-f
dades de Por- i
= De ordem do Illm. 8r. engenheiro director
geral, faco publico que tendo S. Exc. o Sr. pre-
sidente da pruvi c>a concedid > autorisaco Im
perial S ciedade dos Artista i Mchameos Libe-
raes para desaprapriar o terrino com seis peque-
as casas, existentes ao lado do sal do edificio do
Lyceo de Artes e Officios, pas o estabelecimento
de oficinas e salas praticas innexas ao mesmo
Lyceo, sao pelo presente chamados es senhores
ioteressados, para no prazo de dous meses virem
examinar a planta respectiva que toi approvada
pela Cmara Municipal do Recite e acha-se nesta
secretaria, e apresentarem as reclamacoes qne
tiverem, sob pena de proceder-se a arbitramento
para indemnisaco, na forma da lei n. 129 de 2 de
Maio de 1881.
Secretaria da repartico das Obras Publicas de
Pernambuco, 23 de Julho de 1887.
O engenheiro secretario,
__________Joaquim Gomes de Olivei a e Silva.
Companhia h Beberibe
Nao se tendo reanido hi je accionistas em nu-
mero suficiente para constituir assembla geral,
sao da novo convidados para a assembla geral
extraordinaria, que ter lugar i o da 2i do cor-
rente mez, ao meio dia, no 1* andar da casa n.
71 ra do Imperador, para proceder-se a eleico
da directora que deva funceionar em o novo bien-
nio social.
A reunan ter lugar com qualquer que si ja t
numero de accionistas presentes como dupoemos
estatutos.
Recite, 19 ie Agosto de 1887.
Ceciliano Mamede Alves Ferreirs,
Director gerente.
Jos Eustaquio Ferieira Jacobina,
Director secretario.
United SUtes A Brasil I. 8.8. C
O vapor Advance
E' esperado dos portos do
sal at o dia 5 de Setembro
depois da demora necesssris
seguir para
laranho, Para, Barbados, *
Thomaz e .\cw-Vork
Para carga, paaaagens.enc muiendas jdinhein
a frete, tracta-se com os
AGENTES
O paquete Finance
LEILOE&
Leilao
Banca Genrale
agencias.
e suas
tugal e ilbas.
Buenos-Ayres.... )
Montevideo......)
Nova York......
Banco Hypotecario de
Espaa e suas agen-
cias.
Banco de Portugal e
suas agencias.
A agencia enva a qaem pedir, condicoes im-
ressas para as vendas por atacado.
Ads portagnezes
A satisfacSo com que hojo vivo pela
Em" vsta* de tao feliaes resaltados, nao posso j saude recuperada, faz com que venha
deixar de consignar aqu um voso de gratidao a imprensa agradecer aos cos, de vir en
contrar o verdadeiro e nico remedio que
curou-me da terrivel enfermidade que ia
me consumindo ha mais de 20 annos, em
Portugal, onde fui tratado com esmero e
smpre doente ; vim para c em procura
da saude, que recuperei tomando os verda-
deros pos ante bemorrboidarios do phar-
maceutico Lniz Carlos, e que se vendem
na corte, na drogara de Silva Gomes
&C.
A minha terrivel doenca era toda hemor-
rhoidas, fazendo esta publicacSo, guiando os
doentes para verdadeiro remedio, creio ter
cumplido um de ver de gratidao a Deus pela
minha saude recuperada.
Santa Rosa, 28 de Janeiro de 1886.
Jos Lopes Esteves.
Deposito: Francisco Manoel de Silva
& C, droguistas a ra do Mrquez de
Olioda n. 23.
Englisb Bank of the Ri-
ver Pate, Limited.
G. Amsiok & C.
Compra saques sobre qualquer praca do impe-
rio e do estrangeiro.
Recebe dinbeiro em conta correte de movi-
mento com juros a lazo de 2% ao anno e por le-
tras a prazo a juros convencionados.
O gerente,
William M. Webster
Santa Casa de Misericordia do
Recale
Por esta secretaria sao chamados os parentes
ou protectores das menores abaixo declaradas,
pars, at o da 30 do corrate, apresental-as no
collegio das rphs, afim .e serem ahi admittidas.
visto acharem-se inscriptas em primeiro lagar, no
respectivo quadro.
Laura, filna de Miguel de Ssuza Galvao e Isa-
bel Mara da Silva Galvo.
Sydronia, filba de Cosme Damio Felippe da
Silva e Constancia Mara do Carino.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 16 da Julho de 1887.
O escrivo interino,
Francisco Gomes Castellao
O administrador da Recebedoria Provincial faz
publico para chegar ao conheeimento de todos a
quem possa caber a execuco do regulamento de
4 de Julho do corrente anno, que pagaram o de
vido imposto para vender em seus estabelecimen-
tcs bilbetes de loteras de outras provincias os
Srs. Antonio Augusto dos Santos Porto, estabe-
lecido praea da Independencia ns. 37/39, e Ma-
ncel Martina Fiuza ama Primeiro de Marco n.
23, sendo que o ultimo deixou de solicitar a res-
pectiva licenca.
Alem destes, e como vendedores ambulantes,
pagaram o imposto e obtiveram licenca por esta
repartico os Srs. Joo Pereira de Bcito, Bernar-
dino Lopes Albeiro, Porfirio de Albaquerque Ma-
galhes e Joo Rodrigues Pereira.
Recebedoria Provincial de Pernambuco, 19 de
Agosto de 1887.-0 administrador,
Francisco Amynthas de C. Moora.
Espera-se de Hesr-r-orl.
News, at o dia 9 .e Setem-
bro o qoal seguir ciepois d
demora necesaaria para
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
e com os
AGENTES
Hcnry Forster & C.
N 8 RA DO COMMERCIO -N. 8
1. anda
II
DarapfschilTfahrts-.csellschal
O vapor Corrientes
De bens movis, espelbos, jarros e um bom piano
de fabricante acreditado
Sendo : nma bonita inobilia preta medalho com
qnatro cadeiras de bracos, dose ditas de guarni-
co, dous consol.s com pedra. um sof, um ex-
cellente piano forte, ama cadeira para o mesmo,
um tspete para sof, seis ditos para portas, nm
importante csndieiro de crystal para kerosene,
dous pares de jarros para eonsolos, urna secreta-
ria de jacaraod, urna cuma fraoceza dedito.duas
meiss cmodas de amarello, um marquezo um
cabide de columna, um grande jarro para flores
um berco de amarello, urna cama para menino e
duas espreguicadeiras. Urna mesa elstica de ama-
rello, dous aparadores de uito, um sof de dito,
dous aparadores envidracados, cadeiras para sala
de jantar, duas cadeiras de braco de amarello,
urna mesa redonda de jacaraod com pedra, dous
espelbos, urna quartinbeira de columna, louca, vi-
dros, trena de cosinba e outros snuitos movis.
Se&ta feira, 'H do corrente
A's 11 horas
Nol* andar do sebrado n. 28 da ra do Vis-
conde de Albaquerque antiga ra da matriz da
Boa-Vista.
O agente Martina far leilao dos movis e mais
objectos existentes no referido sobrado ra da
Matriz da Boa-Vista onde morava o Sr. Manoel
Jos Soares de Aveliar.
V. pela eapecialidade de seu remedio, que alera
de curar me dos incommodos referidos, acaboa me
com o rbeuinalismo que contiauamente atacava-
me todo o corno.
Sou de V". S. criado muito atteacioso e veoera-
dor abrigado, Joaqoim Sanxino da Figueiredo.
Estava deyidameatte sellado com urna estampi-
Ika de 200 xis. ..,
Retife, 9 de Maio de 1887.
Reeonhec;o a Grana sopra por semelhanca. Re-
. 10 de Agosto de 1837.
Em testemunho de verdade (signal)O tabel-
liao publico, Apolioario Florentino de Albuquer
i:ic Maranho.
Illm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.
A' bem da humanidade tenho a satisfaco de Ihe
communicar que estando soffreodo por mais Oe 2
aunos de urna grande erjpcona pelle, classificada
peles principacs mdicos desta eapital por moles-
tia contagiosa depois de ter gasto mais da 500
com remedios de botics, e outros caseros, sem
obter resultado algam fui aconselhado pelo capitao
Austricliniano de Torres Gsllindo, sendo por esse
Mabor e outras pessoas que visitararr-me aconse-
lhado para asar do eeu preparado, denominado
Elixir Purificador do Sangue e com uso de 6
garrafas fiqaei radicalmente carado de tao horrivel
sofirimento.
Des-its pencas lioha que- s contm a pura ver-
dade pode o seahor fazer o uso que Ihe aprouver.
Estava sellado com urna estampilha de 200 ris
- inutilisads da maneira segainte:
Recife, 27 de Maio de 1886.Mari Olympia de
Oliveira Cyrillo.
Reeonbeco por semelhanca a firma supra.Re-
cife 22 de Janho de 1886.Em testemunho da
verdade (signal) o tabelliao publico Apolinano
Florentino de Albaqaerqae Maranho.
------8------
Respeitabilissimo Senhor.O rogosij, que sin-
to, por me achar no goso de perfeita sade depois
de ser acommettida das perigosas escrfulas,
immenso, e obriga-me, bem da humanidade sof-
fredora, vir ante Vmc. dar franco e sincero tes-
temunho de quanto sou devedora ao mraculoso
Angelino, preparado por Vmc. ao qual abaixo de
Deus, devo minha saude, como) vou relatar.
Contava a idade de 13 annos, qaando c imecei
a soffrer das terriveis eocrofulas, que j se tinham
desenvolvido de um modo assnstador, ochndo-
me as glndulas masillares, causando-me febre,
falta de apetite, dores e infiammacc na garganta,
j tiaba tomado varios remedios e recorrido a di-
versos mdicos, e bavia mais de nm anno que sof-
tria da maldita molestia, qaando aconaelharam-
me que recorresse ao incomparavel Angelino, e
com tal f.'licidade comeeei usar deste milagroso
preparado, qae logo experimentei melhoras ao ;o-
mtrxr o segando frasco e gracas a Deas, com o
uso somente de 3 frascos fiquei de todo restabe-
iecida, e em meos de 3 meses de tratamento.
Actualmente cont 16 annos em plena robustez.
O medo espleodido parque se operou minha cura,
digno de attenco, e impoe-me a verdade, que o
atieste a Vmc. que peder faser do presente teste-
munho, o nso que bem lbe convier.
Com todo aeatamento me assigno. Oe Vmc. ha-
mil Je, creada e respeitadora. Boa-Vista 4 de
Maio de 1887.Francisca Florinda do Rosario.
Estava sellada com ama estampilha de 200 ris
e devidamente inutilisada.
Revonheco por semelhanca a firma supra. Re-
cite, 10 de Agosto de 1887. Em testemunho da
verdade (s Florentino de Albaquerque Maranho.
Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade,Tendo
soffrido, ha qua:ro meses de urna molestia que os
mdicos diziam ser bematuria da qual eu estava
offrendo, depois de ter sido receitado por cinco
mdicos e mais homeopathas, nao tirei resultado
oenbum. Resolvi-me tomar o Elixir Depurativo
do Sangue, do Sr. Angelino, do qual tomei duas
garrafas e foi suficiente para mea completo res-
t*b'-Ii cimento, at a dita presente, o qual agrade-
co-lhe muito o effeito do seu preparado, sendo que
eu ounnava sangue durante este: mezes. Poder
fsser uso deste quando melhor Ihe aprouver.
Estava sellado com urna estampilha de 200 ris
e inutilisada da maneira segainte :
Recife, 23 de Dezembro de 1884. Ignacio
Troyano de Jess Bandeira.
Reonheco a firma retro. Recife, 26 de Ja-
neiro de 1885. Em testemunho de verdade (signal)
o tabelliao pnblieo Apollinario Florentino de
Albuquerqne Maranho.
Grinaura, modista
39-RA DUQUE DE CAXIAS-39
(i andar)
Faz, por figurines, vestidos para senboras e me-
ninas, com promptido e preces mdicos.
Recebe mensalmente da Europa jornaes do
modas.
-----------------^----------------
Cal virgem de Jaguaribe
Irmandade do Divino Espirito San-
to do Recife
Assembla geral
De coaformidade com o disposto na segunda
parte do art. 84 do nosso compromisso, convido
aos carissimos irmos a se reunirem em o noaso
consistorio domingo 28 do corr?nte, pelas 11 ho-
ras do dia, afim de elegermos alguna membros da
actual mesa regedora que recusaram os cargos
para que foram eleitos.
Consistorio da irmandade do Divino Espirito
Santo do Recife, aos 25 de Agosto de 1887.
O secretario do couselho
Domingos Jos Antuaes Guimares.
T11 esouraria de Fa-
zenda
Pagsmeoto de costaras
De ordem do Illm. Sr. inspector, faco publico
que no dia 27 do corrente mez serio pagas no
Arsenal de Guerra as costuras feitas durante a
segunda quinzena de Julho ultimo e primera
deste.
Thesouraria de Fazenda de Pernambuco, 25 de
Agosto de 1887.O secretario,
Tj. E. Pinheiro da Cmara.
Estrada de ferro do llibciro ao
Bonito
Pelo presente faco saber aos Srs. accionistas
desta empreza, que apenas realisaram a 3.* en-
trada de 10 % de suas acedes, constantes das cau-
to II as ns. 19, 28, 29, 34 e 35, que em virtude do
disposto no n. 1 do art. 9 dos estatutos, fica-lbes
marcado o praso de 30 das, a contar de 16 do cor-
rente mez, para realizaren) a 4 entrada de suas
accoes com a malta de 20 /(.
Outrosim, o accionista que nao realisar suas en-
tradas no praso determinado, perder um beneficio
da empresa as entradas que j ten ha feito.
Recite, 11 de Agosto de 1887.
Jos Bellarmino Pereira de Mello,
O director secretario.
E' esperado dos por-
tos do sul at o dia 1
de Setembro e seguir
d pois da demora ne
censara para
Lisboa e llambnrgo
Para passageiros e carga a frete trata-se com -a
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C,
RA DO COMMERCIO N. S
1' andar
Leilao
regs
TRADA
Avisa-Be aos senhores de engenho e
mais consumidores desta excellente cal,
que contiuua ser o seu deposito ge>*al a
rui do Bom Jess ?. 23. Ferfeitamente
e~barticada e em pedras, como a que nos
vem do estrangeiro e em nada inferior a
esta, continua a s<*r vendida pelo prego fzo
de 6&000 a barrica.
Alera do deposito geral j indicado, sZo
tambem vendedores della os senhores :
Guimares & Valente6 Pateo do Cor
po Santo -6.
Lopes & Aranjo38 Ra do Livramen-
to-38.
Beato de Freitas GuimarSes &C.
Rna do Visconde de Itaparica51, Recife
-----------------.-----------------
Clnica do Dr. Silva Ferreira
Especialidades. molestias de Senboras e de
pelle.
Consultas de 1 s 3 horas.
Ra da Cadeia n. 53.
Residencia temporariaPonte d'Ucha n. 55.
TELEPHONE417
"

DtULARACOES
Tendo o conaelho administrativo de organisar
o corpo de remadores para a prozima regata, sao
convidados todos os socios que fazen e os que
queiram faser parte do mesmo a se inscreverem
em um livr qne para tal fim so acha na secreta-
ria lo club. Aquelles que nao o fizerem no im-
prorogavel prazo de oito diss, julgnr-se-hao ex-
cluid os do corpa.
Secretaria do Club Internacional de Regatas,
21 dt Agosto de 1887 O 2- secretario,
- B. R. Borges.
Por deliberado da directora s3o chamados os
Srs. accinistas desta empreza, para no praso de
60 das a contar de 4 do corrente mez, realisarem
a 7 entrada de 10 % de soas accoes nos termos
do nico do art. 4 dos estatutos.
Recife, 3 de Agosto de 1887.
Jos Bellarmino Pereira de Mello,
Director-secretario.
Companhia
DE
Fiiifo e tecidos de
Pefnambuco
A directora taz sciente aos senhores subscrip-
tores da nova misso de accoes para o levanta-
ment da fabrica na Torre, que fica marcado o
praso de 30 das, desta data, para o pagamento
da segunda prestaco de 25 0/0, e autorisado o
Sr. tbesoureiro Jos Joo de Amonm Jnior, para
o recebimeoto, ra do Bom Jess n. 3.
Recife, 23 da Agosto de 1887.
Os directores
Manoel Jos da Silva GuimarSes.
Henrique Saraiva,
Secretario.
Jos Joo de Amorim Jnior,
Tbesoureiro.
Sania Casa de Misericordia do
Heclfe
Na secretaria da Santa Casa arrenda-se os se-
gnintes predios :
Ra do Bom Jess n. 13, 3- andar.
dem dem n. 44, 1- andar e loja.
dem do Vigario Thenorio n. 22, 1 andar.
dem idem n. 25, sobrado.
dem do Mrquez de Olioda n. 53, 3- andar.
dem do Apollo n. 24. 1- andar.
Ide n da Moda n. i*.
Ipem idem n. 47.
dem idem n. 49.
dem idem n. 37.
dem da Lingeeta n. 14, 1- andar.
Beceo do Abren n. 2, 2- andar.
Secretaria da Santa Casa de Misercordia do
Recife, 25 de Maio de 1887.
O escrivao intrino,
Francisco Gomes Castellao,
De hojepor diante os presos
dos materiaes da diaria a Vapor,
sero regulados pela tabella se
piulo, sem descont:
Tjolos grossos formato com-
mun, milheiro 18$ Ditos for-
mato pequeo .68 Telhas, mi-
lheiro 35$, Ladriihos de diver-
sos formatos .WOOO,
Recife, 1 de Agsoto de 1887.
Antonio 7. Nasciiento Feitosa.
GERENTE INTERINO.
Yaeciua publica
De ordem do Exm. Sr. Dr. presidente da pro-
vincia, declaro que no Gymnasio Provincial ha-
ver vaccina publica todas as quintas-teiras, das
11 horas ao meij dia, ou em qualquer dia saot > a
mesma hora.
Gymnasio Pi vincial, 1 de Agosto de 1887.
Dr. Estevas Cavaleante de Albaquerque.
Eoglisli k o Rio lie Janeiro
Lirlei
Capital do Banco....... 1.000,000
Capital realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,000
A contar desta data e at ulterior reso-
luto, conceder-se-ha juros de dous por
cento ao anno, sobre os saldos do dinheiro
depositado em couta corrente de movimen-
to no mesmo Banco.
Recebe-se tambem dinheiro em deposito
a juros por periodos determinados, ou su-
jeito ao aviso previo de trinta dias para ser
retirado, mediante as condieSes de que se
dar conheeimento aos iateressados.
Pernamcuco, 23 de Maio de 1887.
Henry K, Oregory,
Gerente.
< OHI'A-VHIA l>r;il\lllUl(l\t
DE
Navegaco coste!ra por vapor
fORTOS DO SUL
Macei, Penedo e Aracaj
O vapor Mandahu
Commandante Mafra
Segu no dia 29 de
Agosto, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at
dia 27.
Encommendas, passagens e dinheiros frete at
s 3 horas da tarde do dia 29.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Parnambucana
_____________________n. 12__________^^^
Pacific steaoi >'a vigation t ompanv
STRAITS OF MAGELLAN UNE
Paquete Cotopaxi
Di casa terrea n. 166 sita ra Imperial, fregu
ria de S. Jos, junto a (averna do Sr. Joaquim
Netto, e defrontc do sobrado da viuva do Val
d' vino, nrva e edificada em solo foreiro ma-
riuha, cem frente de asulejo, tendo porta e ja
nella, 3 quartos, 2 salas, cozuha externa, ca-
cimba e grande quintal murado at o mar, onde
existe um solido caes.
Sexta feira 3 do corrente, as
11 horas
No armazem de agencia de leudes ra do
Mrquez de Oliida n- 19
Em continua^o
De diversos movis, pianos, qaadros, espelbos,
jarros, talheres, eopos, clices, garrafas, 1 silho
quasi novo com seus pertences, malas para via-
gens, charntosde diversas marcas, relogios, can-
dieiros e miadezas.
Por intervencao do agente
finio
com escala por
Baha
E' esperado da Euro-
pa at o dia 28 de
Agosto, e seguir de-
pois da demora do cos-
tume para Valparaso
Rio de Janeiro e Honte
?Ideo
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta *e cora os
AGENTES
%VIIson Nod C, Limited
N. 14-RA DO COMMERCIO-N 14
MARTIMOS
(ONPi\llin DE HENSAVB
RES HARITIHE1
LINHA MENSAL
O paquete Gironde
Commandante Minier
Espera-se da En
ropa at o dia 3 de
Setembro, seguin-
do depois da de
mera de coetume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha. Ro de Janeiro e Monte-
video
Lembra-se aos senhores passageiros de todat
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, qae podem tomar em qualquer tempo.
Previne-Be aos senhores recebedores de merca-
dorias que s se attender a reclam aces por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidas na occa
sio da descarga,
Para carga, passagens, encommendas e dinhein
a frete : tracta-se com o
AGENTE
iugnste Labille
9-RA DO COMMERCIO9
Porto por Lisia
Para os portos cima indicados seguir breve-
mente o brigue portugus Arreando.
_ Para carga e passageiros trata-se com os con-
signatarios Jos da Silva Loyo & Filhe.
Compauasia Bravileira de Xave
aseo a Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante o Io tenenfe Carlos An-
tonio' Gome
E' esperado dos portos do sul
at o dia i6 de Agosto, e
seguir depois da demora Ln-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens- encommendas a valeres
tracta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
Companhia Bahiana de navega-
cao a Vapor
PORTOS DO NORTE
Haco, Hossoro e Aracaly
O nw Mm i Ganas
Cammandante J. J. Coelho
Este vapor sahi
r para os portos
cima indicados,
no dia 29 do cor-
rente, s 3 horas
da tarde.
Recebe carga nicamente at ao meio dia do
referido dia 29.
Para carga, passageus, encommendas e dinhei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
PORTOS DO SUL
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante Pereira
Segu impreterivel-
mente para os portor
cima no dia 30 dt
Agesto, as 4 horas du
tarde. Recebe carga
nicamente at ao 1[2
dia do dia 30.
Para carga, passagens.encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
7iua do Vigario7
Domingos Alves Malheus
K0YAL1AILSTEA1 PGKET
COMPAP
Vapor La Plata
E esperado
do sul no dia 29 de
corrente seguinJc
depois da ifemora
necesaaria para
Lisboa e Soiii.ian.plon
Reduccao de passagens
Ida Ida e volta
A' Southamptoo la classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambnco.
Para passagens, frotes, etc., tracta-se erra os
Consignatarios
Amorim Irmos &C.
S. 3- RA DO BOM JESS N. 3
Leilao
De bon8 movis, espelbos, louyag, etc.
Britto
O agente cima autorisado por urna familia qne
retirou-se para fra da provincia far k-ilao do
seguate :
Urna importante mobilia de junco, 1 cama fran-
cesa de Jacaranda nova, 1 espelho oval, 1 dito qua-
drado, 1 guarda I juca, 1 mesa elstica de 6 taboas.
3 aparadores sendo 1 de caixao, 1 commoda, 2
marquezes, largo e estreito, 1 maquina elctri-
ca, 1 dita para pregaiar, 1 caixa de msica, 1 bi-
det, cadeiras avulsas de juoco e ainarelloj 1 relo-
gio de parede, cabides, 1 guarda comida, jarros,
candieiroa para kerosene, quadros, copos, clices,
louca para jantar e almoco, jarros, trens de cosi-
nba e outros objectos quasi todos novos por terem
tido pouco uso.
Sexta feira 26 do corrente
A's 11 horas
Ra das Lomas Valentinas n. 78, 1 andar
Agente Pestaa
Leilao
De predios e terrenos
Um sobrado de 3 andares com urna sota sito
ra de Domingos Jos Martina n. 38, o qual ren-
de 70000 mensaes.
Urna casa terrea sita ra Imperial n. 200-C,
freeuesia de S. Jos.
Urna dita dita ra da Via-Frrea n. 16.
Urna dita mei'agua mesma ra u. 7.
Um terreno com casa da taipa n. 171 rna Im-
perial e um outro terreno na mesma roa, entre as
casas ns. 157 e 161.
O agente Pestaa, Icgalmente autorisado, leva-
r a leilao na terca-teira, 30 do corrente, ao meio
da em ponto, ao armazem ra do Vigario n. 12.
Urna casa terrea ra Imperial n. 200 C, con-
tendo 2 salas, 2 quartos, cozinha fra, mais um
qnarto fra, quintal morado com cacimba, com
portas qae do sabida para o rio, em solo proprio;
Urna dita ra da Via Frrea n. 16, com 2
salas, 2 quartos, cozinha fra e um pequeo quin-
tal com porto, em solo proprio.
Urna casa mei'agua n. 7 na mesma roa, com
urna sala e 1 quarto.
Um terreno com casa de taipa n. 171 ra Im-
perial, em solo proprio.
Um dito mesma roa com 122 palmos de fren-
te, entre as casas ns. 157 e 161.
Os Sis. pretendentes desde j podem examinar
os ditos predios e terrenos.
2' Leilao
Do sobrado de 2 andares n. 44 da rna
d'Assumpcjto
Sabbado, 3 7 do corrente
As 11 horas
Na ra Estreita do Rosario n. 24
O agente Modesto Baptista, por mandado e
com assistencia do Exm. Sr. Dr. juiz de orpbos
far leilao do sobrado cima declarado, pertencen-
te aos rilhos do finado Livio de Souza e Silva,
cujo solo existe duvidas de ser foreiro ou pro-
prio.
Agente Siheira
2' leilao
Da casa terrea ra da Santa Craz n. 3$,
foreir.i a particular
Segunda feira, 99 do corrente
O agente Silveira, por mandado e com assis-
tencia do Exm. Sr. Dr. juiz de orphos levar a
leilao a casa cima referida pertencente aes me-
nores filhos de Vicente Teixeira Bacellar e eutros
herdeiros.
Os senhores pretendentes podem examinar.
Na roa Estreita do Rosario n. 24
AS 11 HORAS
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 84000 no becco dos Coe-
ihoe, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
(mperatris n. 56.
Alnga se por lOOO a casa n. 21 na Var-
sea, defronte da estacao, com armacao ; a tratar
na roa da Imperatrz n. 56.
Compra-se urna casa terrea na rna da As-
sumpcao ou Sauta Cecilia ; a tratar na ra do
Marqaez de Olioda n. 3, loja.
Aloga-se a casa terrea da ra de S. Fran-
cisco n. 27 ; a tratar no becco das Carvalhas nu-
mero 1.
Compra-se nma easa terrea na freguesia da
Boa-Vista ou de Santo Antonio : quem a tiver
deixe carta nesta typographia com as inlciaes
J. M. M.
^Aluga-se o sobrado grande ra de Pay-
sand n. 4, com commodos para grande familia ;
tem agua e gaz ; a tratar na estrada do Cajnei-
ro, com e Sr. Braga.
Vende-se o sobrado de d..us andares e sotas,
em bom estado, em chao proprio, roa de Aguas
Verdes n. 22 ; a tratar com o leiloeiro Martina.

i
I

11 mi

SU*-1
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u,a mil in^Y' "
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6
Diario e Pcxiiajui>uci>-~ Sexta-.cira 26 le Agosto de 1887
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0 < 2= 5 B* s-O r3
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e 1 P
4es senhores acadmicos o 5o
anne
Alberto Heoschel & C. pedem aos senhores
acadmicos do 5" asno, que fazem parte do qua-
dro, a comparecercm impreterivelmeote at o dia
15 de Setembro para se retrataren!, afim de poder
ficar prompto em tempo o dito qaadro.
Advog-ado
(F8ro civil e eclesistico)
Bacbare Antonio de Lili eSoui Pontea, ra
do Imperador n. 37, t andar.
Criado
Precisa-se de um criado ; no largo da Penha n.
33. hotel:
iu era!
Sen dieta e sem modifi-
ca^es do costumes
Laboratorio ceDtral, ra do Visoonde
Rio Branco n. 14
Esquina a ra do RegenteRio de
Janeiro
Especficos preparados peio phar-
maceolico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvados pelas juntas de hygiene da
Corte, Repblicas do Prata e Academia de
Industria de Pars.
Elixir de Imblrlblna
Restabelece rs dysp t a e promove as ejeocoes dificeis.
vinno le ananas Orruginoso e
quinada
Para os chloro-anemicos, debella a hypoemia
intertropical, reconatitue os bydropicos e beribe-
ricos.
Xarope de flor de araelra e mu
taaba
Muito recommendado na bronchite, na hemop-
ty e as toases agudas ou ehronicas.
Oleo de testadas frrrafioos* e cas-
cas de laranjaa amargas
E' o primeiro reparador da traqaesa do orga-
nismo, na tsica.
Pllalaa aute-periodleas. preparadaa
coa pererlna, qulnn eJaborandy
Cara radicalmente as iebres intermitientes, re-
mittentes e perniciosas.
Vinbo de Jarabeba Imples e lam-
bem frrruiilnoon, preparados
em Tinao de raj
Efficazes as inflamacoes do figado e baco agu-
das ou ehronicas.
Vlobo lonlro de apilarla e quina
Applicado naa coovaleacencas das parturientes,
retico ante-febril.
Francisco Mauoei Ha Silra & G.
RA DO MRQUEZ DE OLINDA
AMA
Precisa-se de urna ama para comprar e
cozir.har em casa de familia: na ra de
Riachuelo n. 13 se dir.
Ama
Precisa-se de orna ama ; a tratar na ra do
Paysand n. 19, Passagem da Magdalena.
\lllil
Precisa-se de urna ama para engommar e taser
servidos de casa ; na typographia do Diario, no
3- andar, n. 24, ra Duque de Cazias.
Precisa-se de urna ama que saiba cisionar
tratar na ra Velha n. 75.
mm %
Precisa-se de urna ama para eoainhar
de Pedro Affosso n. 70.
na roa
Precisa-se de ama ama para comprar e eoai-
nhar ; na ra do Rosario da Boa -Vista n. 53
segando andar.
Ama
a tra-
Precisa-se de ama ama para cosinhar
tar no becco do Padre Ingles n. 8.
Aluga-sc barato
Ra Visconde de Itaparica n. 43, armaren.
Ra CorcDel Suassuna n. 141, quarto.
Travesea do Caroso n. 10, loja.
Largo do mercado com agua n. 17.
Roa de Santo Amaro n 14, loja.
rraU-se na ra do Commercio n. 5, 1* andar
esjriptorio de Silva uimaraes & C.
(MRIBEBA
PRAPERADO VIMIOSO DEPiRATIYO
PPBOVAOO pea JUNTA de hygiene publica da gorte
Autorisa.6 por decreto imperial de 20 de Juoho de 1883
Composico de Firniino Gandido de Figueiredo
EMPBEGADO COM A MAIOB EFFICACIA NO KHEUMATISMO
DE QUALQUER TATUREZA, EM TODAS AS MOLESTIAS DA PELLE, AS
LEUCORRHEAS O FLORES BRANCAS, NA ASTHMA
bbonchites (molestias das Tas respiratorias), nos soffrimentos
OCCASIONADOS PELA IMPUREZA DO SANGUE E FINALMENTE
NA8 DIFFERENTES FORMaS DA SYPHILIS
PropagadorA. P da Cunta
As importantes curas, que este importante medicamento tem prodnzido, attes
todas por pessoas de elevada posicSo social, fazem com que de toda parte seja elle
procurado, como o melbor e roais enrgico depurativo do Migue.
Depurar o sangue, como <-ondic3o de urna circulac&o benfica e efficaz, ca em
que consiste principalmente o meio mais seguro de conservar a sade e de curar as
molestias que a impureza do sangue occasiona.
O Cajrubba, pela sua accSo tnica e enrgicamente depurativa, 3 medica-
mento que actualmente pode conseguir esse resultado sem prejudicar nem alterar as I
fnnecoes do estomago e dos intestinos, porque nao contera substancias nocivas, apesar tael para beber, deposito e banbeiro de cimento
. *. 1 Jl _* nnsnka Rna a /Jifo ama A BaoaMMM 1 ~ l\.i
do vigor depurativo dos productos que consiituem a base principal d este medicamento.
As muitaa curas que tem feito, estSo comprovadas pelo testemunho dos dis-
tinctos e oonhecidos cavalleiros que frmam os attesUdos, que este jornal tem publica
do em sua seecSo ineditorial
Deposito central, Fabrica Apollo, ra Hospicio 7!) Vuga-se barato
As Pilulas Catharticas
Do Dr. Ayer.
A experiencia Br. Ayer, tem dado apprtmpflo eom oa reattttadoa
obtfdoa nona imunnn tbssssuida qoatrant* aaDOC
que estas Fllulaa "btiverm ama pftpnarlilinsf uni-
hnma ootra naed
\s pj| i i. >j do Db, \ i nt, pot(M.....
mente o ventre com loaA .
titcun es urgj < g
As Pilulas do Dr. Ayer
curam inHgesiAo e Inpediowntoye eritem muHa*
serias e a mkilo falne, enferinldaAlee, metrailM
por aquellas Uesonlois.
Para as doencas d ado >- Bina,
cu jos pyinptwiuaH s;i ai Kiift-rmuliiiU-M Ardor* e Pet*o DO Kht^nnapo, Nausea, Malt-w,
Dores Je tabees. Ilulltn Kftido, r.-br* HIIoml
< 'olica, alores do retomado rostas e efpaduaa,
Inehaefieh Hyclronlrim, .t< .. na cora seguranv" a pa DE, AYBtt; as quaes sao de gruiidu utUidade no
curativii dia H<-inorrhoidas.
Como remedio doaBHMCleO aaV) tere egual-
PBEPAJtADAS PELO
DR. J. C. AYER k CA.,
Jjowell, Mass., E. A.
.1* venda cas prinoipac phiirmarias a bregarlas
Precisa-se de nm ra
(Passigem da Magdalena).
Criado
de Paysand n. 19
Quero qaiser alugar a casa n. 8 ra da UniSo
com moitas accommoda^oes, pnder entender-se
com os Srs. Negreiros ra do imperador n. 24.
mwSmmim
de LVS^L BOY, em Poitiers (Franja)
tmteFiluUST, Sucor & Genro
L Perfume enantico dos Vinhos ou sobra,
deMedoc .............o100ra>o. 20Ofc
X. Rancio .uEasonoiairtCognac.us lu/rauco 500tr.
S. Perfumea para todo* os Licores os 100 frascos 300 ir.
EsaenciadeRhumondTafia,o 100 (rateen 600fb
DBPOMTAaios km Pcrnambuco :
rRAU1 ia^_ DA SILVA. Alusa-se
um grande sitio, contendo as principaes fructas,
no Caldeireiro n 9, com boa casa de morada (que !
foi do finado Mamede), teodo agua e gas, a qual
confronta com a casa do Dr. Alcoforado ; a tra-
tar na rna do Apollo n. 30, I- andar.
Alus
d-se
terrea na travessa da Ponte de Ucha n.
12, com bastantes commodos para grande fami-
lia, com sitio murado e arborisado, b a agua po-
ernardo los Crrela
Jeroavmo de Sonaa Rolim man ia celebrar urna
missa por alma daqaelle finad?, na ordem terceira
de 8. Francisco, is 8 horas do dia 27 do cor -
rente.
SEM0LINA
De Brnns & C, de Glasgow
Este artigo, preparado por um novo processo
de trigo da melbor qaalidadf, po.-sue os elemen-
tOB nerofisurios para uutricao d" criinC'is O d(ien-
tes, e mnito se recnmmenrla/por ser Je fac di-
g-'sto e gusto muito agr i'.vul ; tambem podu-se
fazer urna uceMente pap.>. misturado em partes
iguaes c m a maiiena dos fufamos fabricantes,
addicionandr-se-lhv alguin leite nicos agentes
nesta iraca, Saunders Brothers & C., la/go do
Corpo Santo n. 11, primeitn andar.
larllo da carDyO n&i
Cheg.ii a primeira remessa do precioso farellc
de caroco de algodSo, o mais barato de todos os
alimentes para animara de rsca (avallar, vacaum
auino, etc. O caroco de aigodilo depois de ei-
trahida a casca e todo o oleo-, o mais rico ali-
mento que se pode dar aos anintes para os forta
lecer e engordar coro admiravel rapidez.
Nos Estados-Unidos da America do Norte e na
Inglaterra elle em regado (com o mais feliz re-
sultado) de preferencia ao milho a outros farelbs
que s3o mui'o mais caro e nSo sao de tanta sus-
tancia.
A tratar no Beelf rom FraaBacba
UfiO HuMfBOP&TfllOU]
OD
Vade meriim ir<> Homoeopathiro
Methodo conciso, claro e seguro de ebrar
bomoeopathicamentc todas as m lestias que
affligem a especie bnmana, particnlarmente
{aquellas que reinam no Brasil pelo
DR. SABINO O. L. PINHO
/ &.' eillrriio
I consideravelmente augmentada e annotada..
\ Vende-se nicamente em Pernambuco. \
PHARMACIA HOMCEOPATUICA )(
PeloDr. J. Sabino L. Pin to U
IH. SABINO
43BA DO BARAO DA VICTORIA
Attendite
Buuquets de diversos modelos para casamento,
etc e tambem capellas mortuarias de perpetuas,
fabricados por Jos Samuel Bjtelho ; proclamas
para casamento ; a tratar na ra Nova, loja n. 20,
e na ra da Cadeia do Recifo, lija a. 43.
Caixciro
Precisa-se de um menino com alguma pratiea
de molbados ; na ru Vidal de Negniros n. 23.
Eofermidades Secretas
BLENORRHAG1A8
GONORBHEAS
FLORES BRANCAS
CORRHHEHYOS
recantes ou antigos sao curados e:n I
poucos dias em segredo, sem rgi-
men nena tisanas, sem cncer nem
molestar os o.'gaos digestivos, pelas|
XJXdsJSLS
e injeccao de_________
KAYA
DO D0UT0R FOURNIER
Cada Piluia tem gravade Kmm, .vwuuvl,
pillas. 6 r. uueccao, 4 ni
PJLI8, 83, jPJo da la Madeieine
>4\
Fabrica de chapeos
Antonio Jos >Iaia & (].
DEPOSITO
rna do Baruo da Victoria ns.
Meltlha de ODRO. Pvis 1885
wM
VENDAS
Farinha de mandioc
de'lOOs 1*100 o saeeo
Vende-se no trapiche Barbosa.
Para thut
Urna mobilia completamente nova, de urna fa-
milia estrangeira que se re'ira no primeiro vapor
para Europa ; na ra do Marqaez de Olinda n.
59, 1- andar.
4 ite.olucao
4H-Rad Ad Dnaae as Caxi(is-48
Recebe as seguimos i'zendas de novida-
de:
Cachemira de liatrinha a 600 is o co-
Os proprietaiios deste estabelecimento scienti- vado.
e bomba, fica a dita casa margem do rio Cap-
barita;, com banho doce temperado e salgado :
quem pretender dirija-se ao mesmo sitio, das 6 as
1U horas da manha, que encontrar o proprie-
tario.
venda em mullas ptarmaclrs do Brasil e do eatraaa;elro
FNDICAO GERAL
ALL4N PATERSON t C
N.44--Eua do Brum--N. 44
TOT AESiACAO DOS B0NDS
Tem para vender, por preio modicoa, ai. ae^oi ir.;
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivacos de diversos tamanb.^a.
Rodas de espora, idem, dem.
Ditas angulares, idem, ideti.
Bancos de ferro com aerra 'jroulj
GrradeameBto para jardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos rnodal>-i
Portasd fornalha.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e % -avallos
Moendas de lO a 40 poliegadas ie t.A.u^iu:-
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertas, e trabalhn com perfeico e presteza.
lOAACOISRAF
A grande moda e n ezpressSo do bom gosto em artigos de novilade encontra-se
presentemente no LOI VH|] grecas a perspecacia de escolha de um dos socios,
qae se a lkoras urna visita ao nosso estabelecimento offerecendo especialidades aproveitaveis,
oomo sejam :
Rendas bicos largos em differentes tecidos e cores diversas, por procos sem
competen' ia 1
Luvas de seda, de core*, bordadas para senhoras, grande r.ovidade !
PUstrona de cores, escolha aprimorada I
Tuile rt'Alaai-e ero cortea de 21 covado, mui lindo!
Mantilhas andaluzas, grande <-xposiclo.
En li^Hid^o para i.cabar!
Popelinas de seda a 500 rs. o covado I '
Dinas de Lvon a 15000 ooovado !
Bardados eslreit's a 5U0 a pee!
T.>-Jhas al'oclioaias a 3(J00 duzia I
A'oalhado de inbo acamas ado 3(5'iOO a vara !
Komeiras visito o asaco de cachemira d 2.")(J000 a 40(|000 !
S-tim Duchesse, mui'o largo, a \&2U0 o covado.
Brim pardo liso e. 320 rs. o i-ovado I
i r i .iiijs o carea, da 5 varas por 25KXX) & peca !
P- Hacia branca de hlgndao a b rs. o covado !
T-' id' 8 transp-rentes para soire a 500 rs o covado ; aproveitem !
La* de quadnnhob a 300 rs. o covado I e rauitos outros artigos que se acham
em posiv-^o.
NO GRANDE ARMAZEM DE
O- andar do predio n. 45 roaestrafta do
Rosario, com moitos bons eommodos para familia,
muito fresco, pintado de novo, e a loja do mesmo
predio, moito prupria para nm bom estabe'ecimen-
to de molbados ou deposito de movis, est muito
limpa : a tratar na ra Dnque de Canas n. 86,
CASHAFflRfiT-
Aos I^OOSOOO
III. he tes garaMtidos
23 RA PRIMEIRO DE MARQO -23
Da 9 lotera da provincia venderam
Martina Fiuza & C. os seguintes premios
garantidos ;
3725
2566
3101
2932
Acham-se venda
t
1KKK)^000
500,4000
200,5000
50^000
os afortunados
bi-
Bernardo Jone Crrela
D. Mara Eupenia Correia e suas filhas, Manoel
Jos Correia, Antonio I s Pinto Osorio o sua
familia agrade em cjrdialinente todas as pes-
soas que compartilbarn'a na dor immensa que
acabam de softrer, e aaiUtirain as missas pelo re-
pouso eterno de seu sempre l-mbrad) esposo, pai,
irmao, genro e ennhado, Bernardo Jos Correia ;
e de novo convidara aos parentes e amigos do fi-
nado para assistirem as missas que maodam re-
scr na ordem tere ira de 8. Francisco e na ma-
triz da Orraca, s 8 horas da manha de 27 do
correte, trigsimo dia de seu passamento, de
cujo a?to desde j se confesa .m eternamente gra-
tos.
cain aos seus numerosos fregueses e ao respeitavel
publico, que contiouam a ter grande sortiosento
de chapeos de todas as qualidades e formatos,
manufacturados com toda a perfeico e por precos
mais vantajosoB que em outra qualquer parte.
Mademoiselle Utinha
Roa do Imperador n 55, segundo andar.
____________Modista
Dr. Mi,, Gomes
Medico parleiro
Mudou sen onsuliorio e residencia para a ra :
larga do Rosario o. 44, onde pode ser procurado
a qualquerjjora do dia e da noite.
Eiimlsaii de Kepler
Preparado de Burougha, well-
come & t .
CIIIMICOS DE LONDRES
Azeite pnro e fresco de figad i de bacalho da
Noruega m soiuco com o Extracto de Malta de a dita.
KeP|er- Cambraia bordada
t-sta a mais perfeita Emultao at hoje conbe-
eida.
Foi inlroduaida na pratiea medica a alguns
annos e desde entilo o seu consumo tem tomado
um incremento to extraordinario que nao ha nm '
s dia em que seja receitada pelos mais abalisa
dos mdicos do mondo, com preferencia sobre
todas as demais preparacoes de igual natureza, pela
certeza de sna tolerancia no estomago nao s das '
creancas como dos adultos, rebeldes muitas veres
ao oleo de bacalho e a muitas emuleoes mal pre-
paradas.
Assim, pois, a nossa Kmuleao se recommenda
com preferencia para o tratameoto da tsica em
todas as soes multiplicadas manifestscoes e em ;
todas afleccoesdosorgSos respiratorios, como bron- I
chites, raquitism enfermidadcs escrofulosas, tu-
Idem broche borda a 1^500 o dito.
dem pretas 700,800, 10000, 102OO,
I04OO, 1600 e 2,5000 o dito.
Idern de todas as cores a 800, llOOO e
1,5200 o dito.
R cas guarnigSes do velulilho a |J000
urna.
Setin9 lisos a 800, 10000 e 10200 o co-
vado.
Seda escosseza a 640 rs. o covado.
Lindos metins com listrinhas a 400 ris
o dito.
Faile com palminhaa a 400 rs. o dito.
Setinetas escosseza a 320 rs. o dito.
Ditas com listrinhas e paluiiahas a 320
o dito.
Lionay-se com palminhaa de rer a
140000 peca.
Organdir bordado a seda a 150000 a
dita
Etamine tecido transparente a 100000
.tona Ferrelra de Brito Macedo
Jos Flix de tirito Macedo e seus innocentes
filhinhos agradecem do intimo d'alina s pessoas
que se dignaram acumpanhar ao ceiniten > publiee
o corpo de sna idolatra Ja esposa e mi, Anna
Ferreira de Rnto Macedo, e de novo as convidam,
bem assim aos parenres e amigos, para assistirem
ILetes garantidos da 10 lotera da provn- a mM do Mtitao ii> qaP ceiebrada em 25
mores brancos, procedimeoto supurativo e na den- ; duzia.
ti$ao das creancas, na caxexia svphilitica, na
perda do appetitte e debilidade dos orgaos diges-
tivos e em geral em todos os casos em que se faz
preciso o levantamento na nutrico.
nico deposito
34Ra Larga do Rosario34
Pharmacia
BARTH0LOMEU & C SUCCESORES
a 50000 50500 e 60
a dita.
FustSes. branco a 360, 400, 4-10. 500,
600 e 640 rs. o covado.
Lindas alpacas de cores a 320 o -^rado
Sintos de chagrero a 10500 um.
Camisas inglezas a 360005 a duzia
Colarinhos e punhos para senhora
Sabidas de baile 30501! urna.
Fecbu de. la a 20, 20500 30 e a 80000
um.
QuarnigSes de crochet a 80 e 100009
urna
Lencos de esguiSo a 208CO e 30OO a
Si'incntes de carrapalo
Comprara-se pequeas quantidades ; na droga'
ra de Francisco M. da Silva & C, roa do Mar-
ques de Olinda n. 23.
cia em beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se eztrahir quan-
do fr annuciada.
0
\ llu. i.* de
CJ^SJk. X33S GO3NT3?XJk.3STQA.
Fabrico de assucar
Apparelhob econmicos para o cozimen-
te e cura. Proprio para engenho* peque-
os, sendo mdico em preco e ef-
feetlvo em operaco.
^ode-se ajuntar aos engenhos existentes
do systema velho, melborando muito a
qualidade do assucar e augmentando a
^uantidade.
OPERAQO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes.
ma:binisroo aperfeigoado, systema moder-
no. Plantas completas ou machioisrao
separado.
EspecificacS-a e infornucoes oom
Rrowm c.
5RA DO (JOMMERCIO5
Ptalas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparacao puraneute ve
{etal, teero sidj por mais de 2 annos aproreitada
cosa os melbores resultados as seguintes moles-
das : affeecoes da pelle e do figado, syphjlis, boo
bes, escrfulas, cbagas inveteradas, erysipelao e
ironorrbaa.
Modo le asal-as
Como purgativas- tome-se de 3 a 6 por da, <*
sendo-se apos cada dse um pauco d'agua acloca
4a, cha on caldo.
Como reguladoras i tome-se um piluia ae jantar
Estas pilulas, de invencaa dos pharmaueuticof
Alireida Andrade & Filhos, tecm veridictum doi
Srs. mdicos para sua melbor garanta, toroaodr-
e mais recommendaveis, por serem um segur
purgativo e de pouca dieta, pele que poden, sei
izadas em viaireui.
ACAAM-8E A' VENDA
a ilrosMi ia de Farla Aotorlnho t
^l BBA DO MAKQOEZ DE OLINDA 41
do corrate, s 8 horas
S. Jos.
da manhi, na matriz de
Joaquim Arthur dos Santos convida a todos
os parentes e amigos de seu finado e saudoso ir-
mo Joo Augunto dos Santos, para no dia 26 do
corrente mez, 3- ano i versarlo de seu passamento,
assistirem a nma missa que por sua intenco se
ha de celebrar s 8 horas da manha, na igreja da
ordem terceira do Carmo ; pelo qae antecipada
mente >e conf-ssa em xtremo agradecido
i barato
Aluga-se na Boa Vagem urna casa eom as-
tantes commodos, perto da estacas da via-ferrea e
dos bonds ; a tratar na ra larga do Rosario nu-
mero n. 34.
Ao commerco
O abaixo assignado declara ao corpo commer-
cial dests praca, que nesta data c, mprou ao Sr.
Manoel Gomes de Paiva o estabelecimento de mo-
lbados sito ra Imperial n. 133, livre e destra-
bar., cado de qualquer cnus. Becife, 23 de Aeos-
to de 1887.
Francisco Jos de Barros.
Grande sortimento de madapolode 40
a 100000 a peca
Leques de papel 500 rs. um.
Cortes de cachemira para vestido a 200
um.
Toilet para baptisado a 90000 e 140000
um.
Veludilhos lisos, lavrados e bordados a
retroz a 10000 e 108 0 o covado.
Anquinhas a 10800 uma
Colchas bordadas a 50, 60000 e 70000
uma.
Cobertas com dous pannos a 20800 uma.
Grande sortiraentu de caseiiras, btins
brancoss e de cores, punhos, oolaririhqs,
grava tas, roeiaa e lentjos e artigos pira
hooiem e senbora.
[S Da loja da Revoluto
Henrique da Silva Moreira _
Sement de eace
Vende-se no caes Viute e Dous de Novembro
armasem da bola imarel la n. 36, sement di ca-
cao. Estamos no tempo de plautal-o.
iliOll'ilO
Fumo carioca
Preparado pela acreditada fabrica do Rio, de-
nominada Fjnte Limpa ; vende se em pac-tinbos
em todos os estnbelecim-otos >ie realbo.. Uuieo
deposito, na fabrica Venera, arco da tonceico do Boa-\
nnioeros 4 e 6. I (
loo Bapllata l'alro
Mancel Patrio do Nasoimeoto, Alexandrina
Maria da Silva Patro, Joanna Digna da Costa
Patrio, PhilemenR Maria da Silva Patro, Justina
Maria da Costa Patrio, Maria Braaida da Silva
Patrio, Manoel Fernandes da Costa Terrea e Jos
Antonio da Costa, agradecem do intimo d'alma a
todas as pessoas que se dignar,.m acompanbar
ultima morada os restos moitaes de seu sempre
chorado filho, irmio e cuobado, Joo Baptista Pa-
trio ; e de novo as convidara e a todos rs seos
parentes e amigos a assistirem as missas qne
mndalo celebrar pelo eterno descaneo de sua al
ma, do sabbado 27 do eorreule, s 7 horaa da
inxnhft. na igr. ja d>' N S. do T-r^o
I
Precisa-se de um bom cffieial
ra do Kangel n. 5').
de barbeiro ; na
4nlenio Duarle
receben directamente- do 1', rto vinbo verde, dito
do D .uro, salpico, a de fumeire, ditos em calda,
vende por preco mdico < m seu stabelecimeoto,
ra da Uoiu n. 54, confronte a e-lacio.
0 filio Hoiisca
Proprio para mesa
Joo Ferreia da Costa, nnic.i importador deste
excellente vinho, acaba de receb.-r uma nova re-
messa, que resol ve vender no sen armasem de mo-
lbados a ra io Amorim n 64, em pipas, barris
de quinto e de dcimo ; o qu,> avisa as S.t re-
talbedores qae desejai t u, projor venda este de-
licitso viubo.
XAROPE
VINHOdeJURUBEB
BARTHOLCMEO a 0a
Pharm. Pernambuco
nicos preparados de JURUBRBA re-
commendados pelos Mdicos contr: s
D" e Xnteatlnoa, Pird do Appetlte.. te.
/ 5 ;anos de bom xito.'
EXIGIR A A88IGNATUR',
i ~~ mmmm/
O Feliciana Bous do He o
(oelho
Manoel da Silva Reg, sua mulner e filhos, Joo
Antonio Co lho e seus riln. a, agrade.cem do inti-
mo d alma s peggi a- que se diguaram acorapn
nbar a emiteiio publico o coroo de sua idola-
trada filha, irmi, es -osa e mii, D. Feliciana Rosa
do Reg (oelho ; e de i.ovo as convidam, bem
come aos parentes e amigos para assistirem as
minsas do stimo da, que i-eiio celebradas no dia
27 do correute, s 8 horas da manhi, na matris
Boa ucquisifao
Com os pr cisos ccmms>8 pura qnalquer esta-
b-leeimento rommereial, aluga-sti a loja do sobra-
do n. 11 da ra da lmp-ratnr, q i se cha capri-
chosamente limpa : a tratar no 1- andar da dits
casa.
Voces geographicas
Acha se venda na livraria ecou mica e entras
a 2* edioo m< (horada das no,5es geo/raphieas c
histricas pelo pr ifessor Lleut rio do Espirito
Santo.
J\\\i.\\\\\\\VW//If7UIZIj
N NOVO
THERHOHETRO MEDICO
"B
5
de Lon BLOGH
raiviuarADoJ
Industria nacional
Alcool d- ra.na r ctificu Jo etrfsdlssa, cog-
nac biasileiro (agnardeiit-- 'e e**aa desinfectada),
obtidos por A. M. V. ras & C
S" Systema extra-ttenninel
Qu nao experimenta nriaoio algo
davlds a contraocio do vidro.
*oeUdo ss/t Ac.* de Mmidiu a> Hrtt
1 22 ira aeplemSro de 18SS.
ftss as assi httnoMiM irsu fat^oAj. *
Aoh-e ih principaea "-mi o* TsmT"~
de Cirurgia.
lud m Gnsu: 18 cu Alauy, m PABIZ
lipiiiti em Nraussa :
FH.AN- M. da SILVA
r. ana Bliuwp" ^-----
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-*F
Diario de PcrnnmlmroScita-feira 26 de Agosto dt} 1887
. t* IS DORES oe Oj^m
rfP Elixir, Pe Pasta dentiMoios 7C^/
~ RR. PP. BENEDICTINOS
da appatita. de SOTJTL.A.C (Gironde)
DOM MAGUELONNE, Prior
* Jfednlhas de Ouro : Bruxellas 1S80-- Londres 1884
_EVArAS RECOMPENSAS
INVENTADO |A^A
1.0 un |0 # "fc
l" Ixir DentUrlcio
I ovinos, ob "iu ii'.-mi, prevem u cura u cae
ihIo e tor-,
r ri i! riiatiniK un. v.irdaoeiro sarvioo, a asigna-1
lando antigo e utilis-
reparado. o melhcr curativo.'o nnico
preservativo contra AfieccSes den-
tarias!.
CISIDi mUU El 1807 s aT ^. t IIM Kne H<>merte, 3
Agente Geral 9EUUIil BORDEAUX
Aha-se em todas as boas Perfjmenas, Pharmacias i Drogaras.
ielo Prtor
Fierre BOtTRAXn>
FNDICO DE FERHO
CARDUZO IRMAO
Ra do Sarao do Triumpho ns. 100 a 104
Deposito a roa do Apollo ns. 2 e 2 B
Tem sempre em deposito todos os machinismos e ferragens precisas agricul-
tura .''("ti pn^inei, como ejan : vapores locornoveis, smi firoH, ern enMeira
chori ou pura fogo de assentarnerrto, moendas de todos os taannos, tachas batidas
r i las, etc.
se m
Mandan) vir per nocinmend qualquer raachinismo, encarreg^m se d sental-os
s^no .biusarn pelo bum trabajlio do niestno.
Vendem a prazo ou inheiro coro descont e a precios resumidos.
aajsjmajj|MaBaaa*i>A^
O mus Simples, o r t
XJSJIIX0JUI BA V K.T.. Av- -------'-
USADO NO *** lTBIRO
A O K.IVOI.JLOT pade aoa Sur*- ompradom i
VERDADEIRO P
0PPRESSAO
CITiESG-CrtM
VtfW<|'.T.f
\%L* ii,i.uhk
Pelos CIGABB0S ESNC
Asnira-se a rymaca que penetra 110 poto ai a .a o svmtoma nervoso, facilita
uracao e favorisa as ninrroes .ios oreaos res-oratorio".
% m.ri.i em alae-ada em tana de Oeposito im Pernambuco : FRAN" M.
. J'-I.aaiire. ea* Paria
da SILVA C.
fw m esda muxtt
g ten cada ft-lba,
tr$s\ tscnpia
m TiMtM incunaia
firm*;
; Fio de aiKodao da rab-ira calilla*
.* n"r. da Rabil
v.Wd 0** SlllO
Venoe-se oa ^rniuta-se por predio nesu cida- rador n. 57, por commodo pr-co.___________
de um Lnm dil cj ,: boa casa, .nuitae fructeiraa, : a ais l.|k I |\ a
exclleiite. bai.!;i do rio, boa agua de cacimba, \ f lilil Hf ,\
extensa.) de terreno para baix* re capim to 'o I
morado na reute, eom i orto e gradeamento, com i Bna '".nfn" f'** "" ,#*
earninb'. .e ferro e tacAo junto ao dito sitio, no | AU" _!" *
Ointoo moderno:. 1 jOOO.
Iaape-
Porto a Uttti
C'UbcotJ.> p. lo a.HU ao Jok-
Selleiro, junto ao Dr. EruttsUi Je A4u.n0 Fouse | Luvas (io pellica a 2j00 o par.
ca : quein prl uaei du-ija-ae ap.,.,.
da Indc-
, pendencia n. 40, das 11 horas aa 4 da tarde.
ELIXIR &VINH0
TROUETTE-
de PAPAINA (Pepsina vegetal)
sao os mais poderosos digestivos connecidos at agora, para combater as
AFFECQES DO ESTOMAGO: GASTRITES. GASTRALGIAS
HARREAS, VMITOS, PFS0 NO ESTOMAGO, MA DIGEST0. ETC., ETC.
UM CAUCE LOGO UEPOIS DA OOaTlOA BASTA PARA CURAR OS CABOS MAM RKBELDKS
venda na* principan Pharmacias a Drogaras.
Venda em grosso em Pars :TROVETTE-PERRET, bouletard Volkrt, ti
tense tufir SiUs U DIU0 u FlBalMITls sobre os Frascos para evitar as FiltmcaaiM.
Depsitos em Pernamraco : FRAN M. da SILVA e C- e as principaes pnarmadas.
VMV^aV^V^^^r> <
K
K:
DE
WOLFF& C.
14-RA DO CoBla'-1.4
liewt utuita onhrcido eslabeleclmen-
to encontr-r reapeitavel publica a aais
variada e campleta artinenta de JOIA9
receftidas sempre directamente datt melko-
res fabricantes da Kuropa. e qn e prmam
pela apurado gosto do mundo eleganto
Ricoa derecoa completas, lindas pulsel-
rao. aifineteo, valtao de ouro crav*Jadao com
brb botdes e antros mnitos ai ti^ao propria
des te generes.
ESPECALIDAE
Em relami de oura, prata e nickeladas,
para horu- n*. senharaa e m nios dos naais
acreditadas fabricantes da Europa e Ame-
rica.
-ara tedas as rticas desta casa garan-
te-se a boa qnalidade, aasim camo a mod-ei-
dadv- nos preces que Aa sem i-ompetrtela.
\ sta casa lamben concertarse qual-
quer -Jira de auro au prata e tambem res-
ios de qnalquer qualidade que srja.
4Ra do Cabng4
f
Casa PINIT, fundada em 1862, PARS
EXPLOTADO GBALsGAUTGHDG
POR HOnt PROOCSOS APtlFCICOADOt
ESPECIIllDBErMrnraEn(aMEOICINiCIRURGUwCOMSIElnUoo8auRa*JlH
aarlngaa.Bot
loraa, Peaaarl
ecedea CSystorea, Inlaotoraa,
a, Tubo, Biooa da Uamadatraa,
Orlnoaa. Serinoaa. BorBohas-Peras a&ra la)
rnlveruadoraa, Peaaanoa, Fundas. Vantoaas
Almo'adas BoUaa para ln)eccOes para qualquer nao, ato., to.
Miaafc at o catalom paaaoo
I. IASCSSH l 0*. tuir tt SacmiNT, 34, ra Turbigo. 34, IRIS
Estabolecnenlo tabrtl a vapor: AUI ULA8, perto de Parla.________
H. A i trena >/, tmpre antente m noeeoe productoe Modo Otdo lagar
i rWfcapt, conree eiigtr Saras W- K. a C". _______
Na ra I.' de Marfo n. 20 (Junio ao Louvre)
APEOVEITEM!
Alta novidado em cambr..ias de cores com salpicos a bfrtfOO a peca.
Ditas brancas a 5^500 a peca.
Merinos de cores com di;as larguras a 750 rs. o covado.
Cachemira de listras, ultima novidade, a 400 rs. o covado.
Gorgorinas com palmas de cores 440 rs. o covado.
M tins de cores, lindissimos desenhos, a 220 e 300 o covado.
Renda branca da India a 240 rs. o covado, aproveitem I
Fustao branco 0 400 e 700 rs. o covado.
Z-pbires de cores a 240 rs. o covado; pecLincha !
Esguines pardo de linho a 360 rs. o covado.
Percales de cores a 240 rs. o covado.
Grande sortimento de cretones a 280, 320 e 360 rs. o covado.
Completo sortimento de lis para vestido.
Creps de cores, do prego de 800 rs. por 360 o covado, pechincba I
Bramante de linbo, com 10 palmos, a 800 o metro.
Dito de algodio, com 4 largura?, a 800 e lfJOOO o metro.
Panno da Costa de listras a 1<$000 o covado.
Dito de tito de quadros a lf?200 o covado.
Atoalhado braneo, muito largo, a 1 300 o metro.
Goardanapos do linho para cha a 2-5800 a duzia.
Ditos de dito para jntar a 50000 e 65000 a duzia.
MadapolSes a 40000, 40500, 50000, 50500, 60000 e 70000 a peca.
Algoddes de 30000, 40000, 40500 e 50000 a peca.
Espartilhos foissimos e muito commodos, a 50000 o 70000, um.
Leques transparentes a 20500, um.
Fieha de linho rendados a 20000 e 20500, um.
Bordados tapados e transparentes a 500 rs. a 20000 a pega.
Cortinados bordados a 70500 e 80000 o par.
Lences de bramante de linho, muito encorpado, a 30000, um.
Cobertas de gangas com dous pannos a 20800, urna.
Ditas de chita com dous pannos a 30000, urna.
Chambres para horaem a 50000, 60000 e 70000, um.
Toalhas felpudas p.ra banhos 10500, urna.
Ditas ditas para rosto a 50000 a duzia.
AROGOS PARA HOMENS
Palitots de sada-palha a 30500 um.
Lindissimos cortes de casemiras para costumesa 190000.
Ditos (ie casemiras com mselas de seda, para caiga, a 60, 00 e 100000.
Grande sortimento de cheviots, casemiras, pannos pretos e de cr^s para costu-
mes, por precos sera competencia.
E amitos outros urtigos como sejatn : camisas de linho, de flaoella, collarinhos,
punhos, gravatas, meias, ceroulas de linho e de algodao por precos razoaveis.
Para banhos de mar
Costuraes para senhoras a 10000, um.
Ditos para ho.ncns a 80000, um.
Ditos para meninos 50000. um.
Sapatos e boleas para o mesmo fin..
AMARAL & C.
11.
Hhi T de Narco n. 6.
f'artkipjiui so respei avel publico que, tendu augmentado u
*8tabeleciir. com especialidades em artigos de ELECTRO-PLATE, convd.m **
Exmas. familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele
cimento, onde en< ontrarSo um riquissimo sortimento de joias de otv
prata, perolas, brilhantes e outras pedrns preciosas, e relogios de -uro,
prata e nikel.
Os artigos que recebem directamente por todos os vapor s2o
executados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias de subido valor acbarSo urna grande variedade
Je objectoB da ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
aasamentos, baptisados e anniversaries.
Nem em relacao ao prego, e nem qualidade, os obyectos cima
mencionados, encontrarlo concurrencia n'esta praga.
Go feteraco lo irte
Diariamente debate-se na imprensa a crise
aterradora porque esto passando as provincias
do norte des te imperio ; sao innmeros os recla-
mes de todas as classes, sem que sejam attendidos
os seus justos pedidos, de que se gloriam as na-
coes civilioadas.
E para que se pessa dar impulsos aos desejadoa
progresos que certamente traro o bem estar de
todos, resolveram Martina Pires 6 C. estabele-
cid' s com armazem de molbados ra Es-
trella do Ros no ns. 1 e 2, a vender por precos
mdicos o* artigos concernentes ao seu ramo
de negocio, que cortamente cnDstitue urna eco-
noma diaria e onde se acba um completo sor-
timento dos seguintea artigos, que pela sua qua-
lidade e precos sao recommendaveis, como se-
jam :
Vinhos finos do Porto
Madeira
Sbeny
Chaoi berrn
Bordean
Moscatel
Cellares e Bucalas.
Completo sortimento de cervejas, cognac, bitter,
licores, doces, bolachinbas nacionaes e estrangei-
ras.
Queijos frescos do serto, prato. Minas e fla-
mengo.
Aceite de coco, mate do Paran, formicido ca-
panema.
Procos sem competencia.
Ns. 1 e 2Ra Estreita do RosarioNa. 1 e 2
Martins Pires i
Ultimas notas ao ap
proximar-se a hora
CRISE E MAIS CRISE I !
Todos perguotam o que ba de novo. Recebes-
tea algum telegramma da corte ? Una dizem
que sim, outros disem que nao, e algans em reser-
va que foram apenas consultados. E no meio
desta confasSo apresentam se Pedro Antunes &
C., offrrecendo as seguintes novidades, que natu-
ralmente agradan? muito mais ao sexo amavel e
das modas, a quem maito particularmente pedi-
mos a valiossima protecoao. Com licenca......
Buin te tamos de flores de laraoja para um ele-
gante vestido.
B ns leques diaphanos de bonitas cores.
Orinaldas e v.is para todos os precos. Renda
bespanbola, erme e preta, m seda c em linho
bordada..
Pinas meias arrendadas de cores ditas bordadas
a seda e muitas outras qualidades em raeias para
enboras.
Completo sortimento em bordados, Victoria e
transparentes.
Commodos espartilhos para senhoras e moci-
mM>
Pinos extracto e aguas para toilets .
Especial cold da crl ne para amaciar a cutis.
Nao menos agradavel p Candor para perfumar.
Finos sabonetes perfumados e iredicinaes.
Variedade em entilaras finas.
Que sortimento de artigos para presentes !
Oculos e penoines d'aco e tartaruga.
Pianos para enancas e grande variedade em
calungas.
Que btmecas interessantes Capases de fasci-
nar qualquer enanca. E muitos outrss artigos
de que estamos prevenidos, psrm que nae que-
remos abusar da paciencia das ama veis le toras.
68RA DUQUE DE CAXIAC 63
NOVA E8HERANCA
Pedro An'unei & G.
Ideuj na seda a 20OUO, 20500 e 30000 nt.
o par.
Fitas de velludo a n. 9 a 60000 d 5a
400 rs. metro.
Albuns de 30000 at 80000.
Ramos de flores finas a 10500.
Luvas de escocia para menino, lisas, e bor-
dadas a 800 rs. e 10000 o par.
Porta retrato a 500 rs. 10000 1#500 e
20000.
Anquinhas de 10500, 20500, e 30000 urna.
Plisse8 de 2 a 3 ordem a 400 rs. 500 ri.
e 600 rs. o metro.
Pentes para cc com inscripgSo.
Enchovaes para baptisados a 80, 90, e
120000.
1 Caixa papel e 100 envelopes por 800
reis.
Capellas e veos para noivas.
Suspensorios americanos a 20500*
Lit para bordara 20800 a libra.
Estojos para crochet a 10000.
Bicos de cores cote 2, 3, 4 dedos de lar-
gura a 30000 40000 e 50000 a peca.
Lindos broches a 30000 10000 e 500 n.
Leques para menina a 200 rs.
Linhas para machina a 800 rs. a duzia.
Garrafa agua florida a 800 rs.
Leques com borlota a 800 rs. um.
Bicos brancos para setineta, cretone e chi-
ta para correr babados a 10000 10500
a pega com 10 varas, e barato.
Albuns de chagrn, velludo e velbotina
para 50 e 60 retratos a 60 70,
80000 um.
Meias de escocia para senhoras a 10500
par-
Lencos de linho em lindas caixas.
Bicos das ilhas muito fino proprio para tea-
Ibas e saias.
dem brancos com 5 dedos de largara a
30000 a pega com 10 varas.
Caixas com sortes de jogo de mgica pro-
prios para slao a 50000-
Sabonetes de diversas qualidades a 120
200 e 500 rs.
Bolgas de couro para menina de escola.
Grande pechincba em espartilhos de linho
30000 um.
Lindas pastas de 500 rs 10000 20000
30000 e 60000.
Carteiras para guardar sedulas de 100000
a cem.
Ditas letras com os repartimentos de Ja-
neiro a Dezembro.
BARBOZA & SANTOS
Attenco
Vende se poj preco commodo um bom chalet,
defronte da estacao de Parnameirim, acabado de
novo, e eom todas as accommo iacoes, assim como
urna casa na ra d) Amparo n. 6, em Olinda, com
2 janellas e 1 porta, 2 salas, 3 qnartos, cosinha
externa e quintal murado ; tambero tem para ven-
der um bom piaoo quaa novo, de tres cordaa, do
melhor autor, e outros objectos : a entender-se
com Maximino da Silva Gusmo, em qualquer
lagar em que o mesmo se achar.
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIADO
Este excedente Whisky Escossez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de canna, j airo andar.
para fortificar o corpo I ~"
Vende-se a retalho nos melhores arma-1
zens de molhados. ,
Pede ROYAL BLEND marca VIADO
cujo nome e emblema tas registrados para
todo o Brasil.
BROWNS & C, agentes.
Terreno
Vende-se um terreno confronte a estacSe do
Principe, estrada de Joo de Batros, com 90 pal-
mes de frente e bastantes fundos, e esm alicorees
para 3 casas; tratar na ra d'Apollo n. 30, pri-
Sitio
Licenciados pela Inspectora de Hygiene do Imperio do Brazil.
GOTTAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL THOSP80N
AS Coras man inesperada- sin (tendal a ene PRECIOSO MEDI-
CAMENTO, reparador por eeliencja de toda a< perdas eiptrimenUda
pelo organismo coaseqoeoles a EXCESSOS de PRAZERES.
Oottaa dio Tigor aos orgaos seioaes dos dous sesos : torio infalluelmeote todas as affeccoes
deoomiDadas ESOOTAMENTO, taes eomu Impotencia, E-ipennatorrha. Perdaa sen lnaea. etc.
O -tTraaoo : 8 Francos (em "Fraxioav.) ^S. nico Fabricante
Todo frasco que nao trouxer a atarea de Fabrica registrada e a essignaturatfjZf^&c.
dava ser rigorosamente recusado. r^^^"^
SAJUS, Pbarmacla OAlu, ras Boebaoboiisrt, SS. ~S Produott.
Depositarios em Fvreeaiesbeern : FttA KC" M. da SIL TA b C*.

AtteriQo
Vende-se especial farinha de milbo e de arroz
feita a vap r e preperada para bollo, cangica,
cuscs e outras di versas especies de comedorias que
necessitem destes mesmos gneros, sendo a 240
ris o kilo, na padaria da travesea do Pombal n.
1, pertencente a Pereira & Pinto
Telrphene n. 296.
Na Passagem da Magdalena
Vende se um junto ao largo do chafaris ; a
tratar na loja de livros .o p do arco de Santo
Antonio
Pechnchas!
Lotera da Provincia
1
Tnn>
S 4WTA C ATHAIIN A
50:000^000
IMPORTANTE PLANO
| Esta lotera corre no dia.....de Agosto
Bilhetcs venda as Casas do eostnme.
Acha-sc a vci-da a 10.a lerii a bene-
ficio d S. Casa d<" Misericordia do IteciiV. que
ter ln^ar no envistorio da ifirej A^ \ossa
Senkiora da Coflceifo tos MiLlares, onde
estaro expostas as esphers em orden? nu-
mrica, para screm examinadas.
Piano e easas
Vende-se um bom piano e aluga-se duas casas
na Passagem, com bastantes commodos ; a tratar
na roa dos Pires n. 83.
Cobrado a vender-se
Vende-se o sobrado n. 87 ra da Aurora, em
frente a ponte de Santa Isabel ; quem pretender,
pode entender-se com o orrertor Pedro Jos Pin-
to, na praca do Commercio.
rolarinhos e punhos de
selluloide
Carlos Sinden recebeu pelo ultime vapor, e
vende baratissimo ; na roa do Bario da Victoria
numero 4H
Ch prcto superior
Carlos Sinden recebeu pelo ultimo vapor e con-
tina a veuder sem competencia ; na ra do Ba
rio da Victoria n. 48, loja de altaiate.
Uvrament & C.
vendem cimento port'and, Jmarca Robins, de 1"
qualidade ; no caes do Apollo o. 45.
proprio para capas
Licenciado pela Inspectora Oeral de Hrglne do Imperto do Brazil.
PREMIO NACIONAL
dt 16,6 00 ir.
Grande Medalha de OURO
INA-LROCHE
Encerrando todos os principios das 3 quinas
APERITIVO, TNICO e FEBRFUGO
Agradabilissimo e de superioridade pro- t n pmn FERRUGINOSO
vada sobre todos os preparados de quina, M3 U 11 Icol IIU rtnnwuillVWW
contra a DepressAo de Forcas, as Af- Recommendado esniri o Depauperasento
fecqOes del Estomago, as Febres re- W do Sangoe, a Chloro Anemia, e as
BELDES, etC. I CONSEQUENCIAS DO PARTO, etc.
Paria. 22, na Drouot, e aas principaes Pharmacias do Mumdo.
Na anllg casaUarneiro da liunba
Admirem!
Staetas lavradas, lindos padres a 260 rs. e ca-
vad > t
Fustdes brancos, no vos desenhos, a 320 e 400 rs.
o dit j {
Esplendido sortimento de lindas las para vestidos,
a 400 e 440 rs. o dito !
Cachemires felpudas al* dito 2 larguras.
Mirines pretos e de cores a 800 rs. o dito! dem
Veiudilhos de todas as cores, bordados, a 14000 o
dito)
Cretone de cores firmes a 240 o dito bom ve-
rea).
Damasco de la, 2 larguras,
de piano a 24 o dito!
Pannos de liados desenhos para mesas a 1600
dte!
Cortinados bordados, riquissimos, a 6t elt o par?
(ruaraices de crochet para gofas e cadoiras a M'
' juanas brancas inglesas a 36f a duxia !
Ditas 4e cretone anas a 244 a dita !
Sroslas bordadas a 124 e 184 a dita !
Lenf.os em lindas caixiuhas a 34 a dita!
Meias arrendadas para senhoras a 64 a dita 4
Chapeos para senhoras e enancas a 24500,
Eapartilhas de couraca a 44 e 54.
Brim pardo lona a 360 rs. o covado!
dem branco n. 6, de linho a 14500 o metro !
Tapetes aveludadoa a 124,154 e 224.
Superiores redes com 4 punhes a 124 o 144.
Colchas franoens a 34 urna.
Cobertas dB ganga, 2 pannos, a 34 !
Idea d setraetas anas a 34500 !
LenooOB grandes de bramante a 24 !
Cambraia Victoria de 10 jardas a 34 a peca I
dem es salpicos brancos e de cores a 54, 5450a
e 64, I jardas !
MadapoRes pelte de ovo a 64200, 24 jardas.
Camisa c auaj ,ara denhoras por todo o precc
Berdados de Caatbraias fiaas a 14 a pega.
Ficbus e capas de IS a 24, 44 e 64.
Ssrritneato de casemiras. ebeviote e pasaos par
precos baratisaiatos.
Qrande deposito de faceudas para os Srs. net>
;i*nte4 do onuro, tendo descont as vendas jn
aaMM
&- KUA DUQUE DE CAXIAS-5
oassss >ssssssssss'
i ae Oaro aa Expoaiclo anlreraal ISIS
- aV *
Seau.'j
HA .v)
i Comestibles.
**o.,s *<
IU8VH





isa


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Diario de PernambocaSexta-feira 26 de Agosto de 1SS'
SClEPiClAS
tfica, a analyse simplas e lgica e a ex- pago interpalpebr.il est reduzido a ama | meagador ; pagae me ao menos, senbores,
Uj-drophobia
(Gonclas3o)
., Os servicjs acientifieos prestados por
Pasteur Da theoria das fermentares, sobre
tado na questlo das geragSes esponta-
neas >, tem importancia tilo grande o fe-
canda que podem figurar sem contestagao
entra os progressos maiores realisados em
nosso temp no dominio scientifiao. Posto
que outros trabalbos de Pasteur, por ex
emplo o lado pratico de scus estudos sobre
o carbunclo (ahi onde elle acredita ter al-
canzado successo) tenham sido demonstra-
dos como in3ustentaveis pela esaola da Ber-
lim, este ligeiro ./lasco do grande chimieo
no terreno veterinario medico nao impedio
o mundo sabio ao seguir con syrapathia o
o grande francez em suas experiencias so-
bre a raiva.
Porem o homam comportase de um
modo particular, e aquclle que se dirige a
elle para submettel o a experiencias com
virus, deve ter adquirida antes urna gran-
de cerjeza sobra o seu valor. Por maior
que seja a necessidade de encontrar bures
e de adorar o g*nio como urna manifesta-
g&o de um espirito sup.rior, desda que se
trata da nossa vida e cada um de nos
nao est livro de ser mordido por um cao
enthu-
1 posicao desta trabalho tornam-o diffkil
mente accessivel a um profano, para qia
pudesse seguir com os detalhes necessarios
estas pesquizas experimentaos criticas,
balbo em acompanbar passo a passo todas
as diffarentes mutages do pensamanto e as
series de experiencias sempre novas oue
ellas motivara. Porem isso absolutamen-
te necessario par* apreciar todas as obj >c-
c3es engenhosas e os recursos habis na lita
com sea adversario. E' necessario pensir,
estudando esta memoria, qne se trata de
pesquizas das raais difficois, tendo tomado
maisjde um auno de estudos, eque s forano
terminabas gragas a u:n trabalbo acurat o,
continuado dia e noite, com o auxilio t e-
dieado de fiis coll boradores (Dr. Fr*n
cisci e R. Eder) e gragas ao apoio male-
rial inexgotavel dado pelo instituto palicli-
nico.
Q.ial pois, em resumo, o resultado mais
importante para o hornera, deste laborioso
trabalho ? Esta questSo encontrar es-
posta na pagina 103 da memoria de Frisab,
Os coelhos e os ces submettidas ao
proeesso intensivo de inoculugoes appli-
eado ao homem, foram inficionados oe-
la raiva com estas vaccinagSes. W
de-se pois concluir com grande verosi ni-
lbanca que este m> thodo de inoculado :x
poa o homem a serio perigo.
Porm ao sabio austraco que cabe
o mrito de ter elucidado esta questlo do
modo o mais solido pelo trabalbo o mais
fctreita fenda stenopeica ; isso por casale que bom proveito vos fago.
da photophobia e como correcglo para o
astaigmatismo. Nystagmo proaucciadissimo
de lateralidade.
Carnea oblonga, irregular, no sentido
do eixo horisontal.
Breve ectopia da pupilla, para fra.
Pupilla ligeirameuto polygonal. Myoais
iraca.
Iris de c6r verde clarissima quando as
sombras ; a luz diffasa peritamente bran
ca; o circulo pupillar ainda mais claro e
com fibrillas claras em raios.
O quarto externo da iris muito mais des-
curado do que o resto della, tendo a ares
deste descoramento limites perfeitamente
definidos, geomtricos.
Iridodonazis.
Astigmatismo myopioo, composta, muito
irregular.
damnado necessario dominar o
siasmo, e cumpre aos sabios serios e cal- extenso e com os processos mais completos
ms prevenir em igual caso as consaquen- e de ter prevenido a bumanidade do per
cias praticas apressadas nascidas do ob-
servares incompletas e insuficientes
apoiadas por experienci s.
i O professor A. von Frisch foi enviado
a Pars para cstudar o novo inethodo.
Que esta viagem fosas necessaria, ainda
um detalhe curioso da questao. Pasteur
descrevera seas processos de inoculado
de um modo to pouco preciso, e deu de-
talhes to insignificantes sobre suas expe-
riencias que era mposaivel trabalhar aps
elle sem outras ndieacs. Cereava-se de
certo mysterio a publicagio da seu metho
do e o seu modo de actuar. Nao isso o
que de ordinaab ae passa na sciencia. Po-
rem, agradara Pasteur nlo communiear
auas deseobcrUs .enlo em uraa seria de
aphorismos, c nlo o censuramos por isso,
visto como um homain de genio bein
reconhetido.
a Pessoalmente, Pasteur acolheu o pro-
fessor Frisch do modo o mais benvolo.
Vejamos o que diz o praprio V. Frisch :
< Antes de tudo sou grato o Pasteur palo
modo delicado com que poz minha dis-
posiglo todos os raateriaes necessario-*
exocuclo de minhas expariencias sobre a
raivarFoi sem espirito preconcebido e sem
prevenglo que dei coinego aos meus tra-
balhos, e, francamente, cabar-me-hia gran
da alegra si pudessa confirmar in iotum
os resultados de Pasteur. Porem isto na
aconteceu. As grandes esperangas que sus
citaram as desobertas
Ales neo de vista central reduzidissmo,
15
em rnedia (Snellen) apenas^ e Wecker
200
n. 5, a um decmetro.
Boa reaegao da iris luz e a accomo-
dagao ; obedece bem a acglo dos mydria-
ticos e dos myosco3.
Nao ha anisometropia.
Nao ha scotmas.
Boa percepglo ebromatiea.
Fundo do olho cor de rosa claro. As
redes vasculares da retina e da chroroida
desenbam se com urna nitidez e brlho en-
canta lores.
Pupilla do ervo ptico circular, con
diaiuatro em extremo reduzido (0,0025) e
coberta de um como lacis escuro.
Olbando atravez de um vidro azul esto
os doentes mais sua vontade, mas nem
por isso se lhes melbora a visito. Com vi-
dro cor de vinbo escuro quasi nada vm.
Os globos oculares sao translcidos como
vidro fusco. Relexo da pupilla cor de ru-
b, como a um formoso rubi se assimilha
o globo ocular quando Iluminado por um
feixe de luz obliquo.
Os quatro individuos desta observaciio
sao mal conformados conforme costuma
go que apresenta o tratamento de Pasteur.
E' em estylo modesto e verdadeiramen-
te scientfico que von Frisch termina seu
trabalho :< Eu termino por estas pro-
pinas palavras de Pasteur (25 Fevereiro de
1884) : Mas antes da realisagao desta es-
peranga loDgo oaminho deve ser trilhalo.
Sim, exactamente, ocaminho lougo. Pob-
sa ser elle corrido com successo. Porm
antes nSo me parece justificavel fazer do
homem objecto de experiencias duvido-
sas. >
Consideramo-nos feliz vendo que esta
importante memoria d um novo prestigio
esla de Vienna, que testemunha o tri- sucoeder, s3o sadios e possuem regular in-
umpho alcangado pelo trabalho de um iius | telligancia; e, como se vio, apresentam
triaco no dominio da sciencia e da Luna- albinismo completo e total,
nidade.
Qual de vos tem dinheiro? perguntou
o que havii tirado o presunto, dirigindo-
se a seus camaradas. Quera paga isto,
que eu, por minha parte, nao posso pa-
gar 1
- Toma, John, toma a niinha bolsa que
podes dar a Patrick, disse n;.quelle momen-
to um mogo que, s gargalliadas, ouvira o
dialogo anterior.
E ao dizer isto, atirou para cima sua
bem replecta bolsa, quu ao chamado John
so apressou a apnhar no ar.
Obrigado, e atteng2o, exclamoa aquel
le oagador de bolsa. Nossj amig Harry
uecessita que lhe ensinemoi a ser econ-
mico, e vou dar-lbe urna Iic;ilo.
Toma, disse au taberneiro, umimoeda
de ouro, e emquanto este ss inclinava pro-
fundamente, guardou na alribeira a bolsa
de seu amigo, excitando w>te acto e esta
Uco&O sui generis a hiUridsde de todos a
quelles rapazes, qua ha pouco estremecan
as paredes da habitago ora a ruido de
suas vozes e de seus contoi.
Em raeio da algazarra o da orgia, e
quando aqueles loucos maja gritavam e
riam, John, o raesmo rapas; que pouco an
tes havia tirado o presunto e animado com
a liegau dada por Ilarry a seus alegres
cooipanheiros, impondo silencio aos grita-
dores, exclaraou subitamen e :
Um momento, camaradas: vos diver-
ts ?
Sim, nos divertimos, respondeu Har-
ry ; mas, porque o pergunt*3 ?
Porque nieahorreg>, espondeo John,
e, salvo vo880 parecer, creio que devenios
mudar de diversao. O prasuto j nlo
existe ; j nlo temos neni cerveja, nem
vihho, e, para n5o nos aborrecermos, me
parece opportuno qus saantus daqui e va-
mos fazer um susto aos vit jantes que ues-
te momento se dirijam de Londras a li >
chester ou de Rochester a Londres.
Hurrah por Joao e seu projecto ex-
clamou com entbusiasmo Ilarry e repeti-
rara em coro os outros : aHurrah, por
John, o derribando as mesas, e fazendo
Vejo que dorms, meu amigo, res-
pondeu tranquilamente Harry, porque aqu
no ha taes ladrSes, e sim uns tantos no-
bres que se divertem em paz.
O Principa de Galles exclamou com
assombro o magistrado, reconhecendo ojo-
ven que fallara; o Principe de Galles aqui 1
aecescentou e respeitosameute dessobrio
sua braaca e veneranda cabega, sendo imi-
tado por todos 03 que presenciavam aquel
la insperada saena.
Pois bem; eu sou Harry o estroin i,
ou, se o qu^zerdes mais claro, o Principe de
Galles; o qua tem isto de particular ? Nao
conveniente, talvaz, que o qua ha de
reinar um dia trate e se familiarise cora o
seu povo, estudando suas necesidades e
captando suas synpathias?
Bom meio, cortamente, replico
tudo no que se refero a applicago do sau
tratamento ao homsm, nao parecem dever
realisar-se.
O primeiro capitulo do trabalho de
Prisch um veneno do todosos traba-
lhos de Pasteur sobre a raiva. Ahi se
v que a idi importante da trans-
misso da raiva por inocalagSo, com
a medula nao pertence a Pasteur, mas
sim a Dubou e a Galtier. O segando ca-
pitulo trata da produeg^o experimental da
VARIEDADES
Urna familia de Albinos r)
EXAME DO APPAEELHO VISUAL
Da importante publicaglo medica Ar-
chivo ophtalmotherapico de Lisboa, inteli-
gentemente dirigido pelo distinat especia-
lista o Sr. Dr. Lourengo da Fonseca', va-
mos, com a devida venia, transcrever, por
nos parecer interessante, um artigo de
mesmo cavalheiro c qua tem o titulo que
cima adoptamos.
O artigo o seguinte :
Trata-se de quatro irmSos, dous rapazes
de Pasteur, sobre- um de 15 annos e outro de 14, e duas ra
parigas, de 18 annos urna de 9 a ou:ra,
exeellentes exemplares de albinismo.
Tem elles mais ttes irmos : duas rae
ninas e um menino, nao albiuos, todos de
cabello castanho e vislo or .nal.
A mi e o avo paternos eram inglazas ;
o pai e a av paternos portuguezes.
Nenhum dos ascendentes foi albino.
Caracteres communs. Ausencia completa
e absoluta de pigmento. Bonita pello mui-
to fina, rosa-alviisima como que coberta
de ligeira carnada de p de arroz. Cabel-
los completamente brancos lisos, e brar cas
as sobrancelhas e as pestaas. Palpebras
empre meia cerradas.
cerradas, m or-
mente na applicago visual, ge ento o ea-
raiva. No terceiro capitulo V. Frisch falla
das inoculago ?s preventivas. No quarto
refere-se a maneira de dar a immuaidade
contra a raiva. Em o quinto capitulo V.
Frisch submette a estatistca P-steur | P-lpebras sempre qu
urna analyse critica e termina apresentan-
do ao leitor os quadros detalhados de suas
proprias experiencias.
* Nio aqui o lugar propro para re-
producir raes'no suscintamente, o conte-
do destes diversos captulos.
A form-i severa e absolutamente scien
(*) Synonimia : Aetiopes, ablicantes, al-
binos (denomnago portugueza), bedhas
(em Ceylo), chacrellas (as colonias bol-
landezas), dundos (em Loango), leucaetbio-
pe, leucopatha, Nachtmenschen homen da
0 homem da arte tem mesmo algu.nj Ira- na Allemanha, etc.
Le e Re
(TEADICAO ISGLEZA)
V ir tifio do hespanhol
i
Urna noite, l pelo anno de rail quntro-
centos'e tantos, e em um extremo de Lon-
dres prximo do caminho de Rochester,
divertiam se reunidos em urna escura ta-
berna varios rapazes, oiisturando-se ao rui-
do de sua animada conversegao o estriden
te e pouco barmonioso som de seus aspe
ros e toscos vasos de cstanho e folhas de
flandres.
Um daquelles estroinas levantou-se s-
bitamente, e, deixando os-seus camaradas,
foi despendurar um presunto que, posto ao
fumo, sa ostenta va orgulhoso na cozinha ;
e logo que tirou-o voltou com sua presa
para onde eatavam os seus companheiros,
exclamando alegremente ao mostrar-lhe o
presunto :
Despojo do inimigo, camaradas, des-
pojo tomado a Patrick, a cuja aaude nos o
comeremos alegremente, sera pgalo toda-
va em justo castigo pela falta de nao nol-
o haver offerecido.
Sanhor, se atraveu a dizer o taber-
neiro : esse presunto nao meu ; esse pre-
sunto pertence a uns marinheiros que de
vem vir essa noite.
Pois que passam sem elle, respondeu
o moco.
E dizendo isto, tomando urna grande
faga cravou-a as entranhas de sua presa,
que dividiu em pedagos.
Pagae-me ao menos, replicou o vende-
dor de vnhos, meio supplicante, meio a-
Meu bom Piarrick, sei com quera
posso contar.
E para concluir, accrescentou :
Agora, s resta interceptar a passa-
i gem desse tratante, caso lhe d na cabega
avisar o patrio.
Os quatro homens voltarara pelo mesmo
| caminho, prestando attengo a lude.
Praram na ponte de Londres,
i Elle nao pode tomar outre caminho,
ACOES D FLOT E PEDRO \UELi disse Maximiliano.
E os quatro amigos pasBearsin par
FOLHETII
JOSLARONZA
rodar os bancos, todos aquelles loucos sai-
ram aos empurro;s da taberna.
Ouvi, disse John, ao sahirem: varaos
fazer um susto aos viajantes, os aliviare-
mos do peso de suas bolsas para completar
a farga, o em seguida volt iremos taber-
na para bebermos sua saude e aua
custa.
Porem isso desagrac a a Tiburr, re-
plicou um.
Nao tenhas cuidado, respondeu o au-
tor do projecto ; o principa dos ostroinas
vem comnosco e elle nos def .-nder, nao
verdade ?
E' certo, e eu respondo por tudo,
acudiu o interpellado, que. apezar de seu
nome de H*rry, nao era outro senSo o
Principe de Galles, isto o filho mais ve-
Iho e immediato sucaessor le Henrique IV.
primeiro rei da dymnastia de Lancaster.
II
Harry, John e seus oompaaheiros rea-
lisaram o que intentavam, e varios viajan-
tes foram eai breve despojados do quo era
seu com grande contentamente- e diverso
de nossos jovens, que carr^gados voltaram
rindo para a taberna.
Chegados a ella, nossos estroinas se en-
tregaran) completamente orgia, e em
quanto bebiam e cantavam, emquanto em-
briagados e aturdidos s ne prazer pensa
vam, a tempestado se desanoadeava sobre
sus cabegas, e um magistrado, sir Guilher-
rne Gascoaba, %p qual se tinham queixado
os roubados, se aproximiva, seguido de
um grande numero de arebeiroa, do lugar
da orgia e do escndalo.
Ao chegar all, o representante da lei e
da justiga penotrou resoli: tmente na ba-
bitago que Harry e seus eamaradpa oceu-
pavam, e disse com voz potente :
Era nome do Rei e las leis do paiz
vos prendo o todos como ladro-s e inimi-
gos do repouso publico.
severidade o magistrado. Coraegais rouban-
do os v >ssj8 subditos, e dep>is bavais de
querer que vos amera e respeitem.
Deixemo-nos de moral, disse viva-
mente e com impaciencia o Principe ; e em
seguida, voltando-s". para oa viajantes rou-
bados, accrescentou: Vos atrevis a susten-
tar que eu, ou algura d'estes senhores que
estao ou eatavam commigo, fomos os que
vos roubaram ?
O respeito e o temor embargaran! a lia-
gua de todos, e a parganta do Principe fi-
cou sem reuposta, al que ura dos rouba-
dos, usan lo sua vista em John, exclamou
resoluta e decididamente :
Esse, esse c um dos ladroes
Eu ? disse com fingida indignago o
indigitaoo.
Vos, sim ; vos, respondeu tenazraen
te o campontfz.
Esperae, disse ntervindo o juiz, es
perae.
E d -pois de ouvir as declaragoes dos via-
jantes, aos quaes entregou imraediataraen
te os objeetos roubados, orienou que os
companheiros do Principe fossem presos.
Tambem em estarei coraprehendido
n'essa ordem ? perguntou irnicamente
Harry.
Nao, mylord, respondeu respeitosa ainda
que dignamente, sir Gasconha ; por.u se
vos exceptu d'esta ordem e vos livro des-
ta bumilbago, nao por causa de vossa
posigilo, mas por considerago e respeito ao
tiei, meu Senhor e vosso pae.
Velho insolente gritou irado o Prin-
cipe, e langando-se sobre sir Guilherme o
esbofeteou furiosamente.
O representante da lei pedio ento o au-
xilio dos archeiros, e o soberbo Principe,
o futuro Rei da Inglaterra, foi, apesar de
sua alta estirpe, preso e encerrado em um
calabougo, cuja escurido e fri ambiente
acalmaram a impetuosidade dos arrebata-
montos do Principe.
III
Tendea razo, senhor, e nlo neg*rei
minhas faltas. Obrei mal, porn corramos
um vi sobre o passado.
Nlo, exclamou o Rii, parque ama-
nhl fars o mesmo. Quebrantaste a lei, ul-
trajaste a um juiz, e a um juiz ancilo, e
todo delicto exige urna pena, porqua a lei
deve ser observada e ter a mesma forgade
obrigar aos reis como aos subditos. Qtem
respeitar teus direitos, se cu nao r-apeita
os alheios, e atacas as proprias leis V As-
sira, pois, nlo obstante este digno magis-
traio ta ter iaspoato j um castigo por taas
faltas, como a pena pouca, necessario
que, como aneiao c magistrado, o satisfa-
gas pessoalmente e pegas e obtenhas seu
perUao.
Eu, o Principe de Galles I
Sim, tu o Principe ; e acjui mesma
em minha presanga, em presenga do Rei.
Senhor, disse aupplicante sir G -sco-
nha, nao exijis quo o futuro monarcha da
Inglaterra.
O futuro monarcha, disse o Principa
com "oz commovida, vos roga qua o per-
doeis.
E apresentou sua ralo ao magistrado.
Oh senhor! exclamou o juiz entu-
siasmado. Nlo vos per ioo, vos admiro .;
parque ueste momento sois digno filho de
u n grande rei.
E eu, repliaou este, sou ditoso, por-
que c ditoso deve charnar-sa um sooerano
que conta com um magistrado bastauta
integro para applicar a le a um culpado
POI
all
l'I^Tl PARTE
C1RMGX
193)
( Continuac'o don.
XXI
- J me lembrei disso, replicn
tran-
quillamente o advogado.
E, que pretende fazer ?
Volteaos para o hotel. E' preciso
telegraphar a Hobson que v directacnente
a Weymouth e que l fique oceulto. E'
preciso tambara avisar a polica francez.
Muito bem. Mas.. depois ?
Depois? Faga o calculo commigo.
Segando a carta, depois de amanhl que
Jos Lronza, deve ir ter com a sua gente.
Sim. Que conclue dahi ?
Slo precisas tres horas para ir. de
Londres a Dorchester. Sa me nlo enga-
llo, o patife nlo r pela estrada de ferro
aloi de Weymouth. Tomar um carro ou
rara a p o resto do caminho.
Bem, disse o doutor, mas ainda nao
vejo a concluslo.
Vai vl a. Para fazer esse trajete
p, o homem nlo ha de viajar de dia.
Ora, alo nove horas da noite. Os seus
camDceB hlo de ir adiante. Isso, uesso
estaglo, leva-nos at asianhl s dez horas
oa meio dia. E' preciso dar lhes tempo pa-
r i fazer o barco encommondado. Da to-
das as maneiras Laronza nSa sahir de
Londreo antes de amanhl noite.
Muito bem raciocinado, opioou Trt-
guern.
Temos, pois, mais ou menos, vinte e
quatro horas a nossa disposigao. Empr i
gando as bem...
Aqui Pouliguen interrompeu :
Basta dar as suas ordeRs, Sr. avo-
gado.
Darnjsilly apertou-lhe a mo.
at meia noite.
O menaageiro nao apparececeu.
Nlo necessario esperarmos mais
observou Treguern. Evidentemente, o ban-
dido nlo deseonfiun. A esta hora deve es
tar bebado.
Com essa affirrcaglo verosmil, volts rm
para o hotel.
Do seu posto de observaglo vigiaram a
espelunca fronteira, rendendo-se uns aos
outros:
De raanha tivoram a s^tisfaglo re veri-
ficar que Laronza anda estava no seu
quarto.
O pirata nlo paraaia inquieto.
Foi mesmo fumar um magnifico charuto,
a janella.
Entlo, depois d* corabioarem entra si,
os quatro homens dstribjiram oa papis
que deviam desempenhar.
Jlo foi ao telegrapbo avisar Hobson.
Maximiliano foi p03tar-se na eitaglo de
partida.
Quando Darmally jalgou chegada a o
casiao, sabio do hotel com o gageiro. Eo-
contraram Treguero j o doutor n* esta
glo.
Estava a partir um trem para a costa.
Os quatro amigos tomaram os seus la-
gares
A meio caminho, em urna bifurcagao, o
trem tomou a reboque os wagSes que vi-
nbam de Folkastone, ouvre e Wnchel-
sea.
N?d Hobson deve estar ah, disse Mixi-
milaao.
F. disse bem. Em Dorchester, Darmi.iliy
sabio e vio o americano e a sua compa-
nbeiro, no momento era que se apeavum.
Entlo? interrogou Ned, anciosc.
Venha comnosco, respondeu Juliaao.
Ern Weymouth o trem parou.
Eran aeis horas da tarde.
Daqui a urna hora noite, dase I oa-
! liguen.
Tanto melbor. respondeu lacn ca-
aaente Ju%ano-
Esperaram no botequim da estaglo que
anoitoce8se.
S entlo Darmally marmurou :
E agora, meus senhores, entrego o
com mando a quem de direto. E' preciso
ir pela costa at Portland e descobrir a
embarcagao fretada por aquellos que pro-
curamos.
Nlo era oousa fcil.
Hobson observou respetosamente :
Se dio licenga, meus aeahores, eu os
guare. Esaes homens fallam ama lingua
especial que eu conhego, accrescentou abai-
xando a cabega. Sigam me de louge. Eu
lhes dare sigoal.
Maximiliano fez con a cabega um gesto
de assentmento.
Oa seus companheiros o imitaram. Mas
0 doutor heaitou.
Olbou para Carmen.
A moga pareca radiante de sande e de
forga.
Desgragadamente, pensou o mogo,
toios essos indicios concordara, slo syrap-
tomas terriveis que nlo me engaara mais.
Eil a como estivdram meu pai e Jahar
Sing. A morte aorri antea de ferir.
Lembrou-se do aontra-veneno, o celebre
contra-veneno de Ramou Sa; tinha-o dei-
xado najFra ga, na precipitaglo da par-
tida.
Foi uma grande imprudencia, disse
elle de si para si.
E tornando a olhar para Carmen
J tarde. Cb?gamos ao fim do
drama.
Entlo, com tudo quanto havia de mais
ineigo, murmurou:
Minha senhora, o trajecto vai ser
longo e penoso. Ha de cangal-a muito.
Talvez fose melhor ficar aqu.
Ella sorrii alegremente.
Como ? Ficar ? Entlo por que ?
Nunca me sent melbor nem mais forte.
Maximiliano voltou o roste.
Tina lagrimas nos olbos.
A caminho, entlo, ordenou a voz
breve do tenente.
XXU
Era urna noite soberna, coite de fina de
Abril. A costa bordada de araia, prolon-
gava-se como uma fita de prata sob a luz
branca da la. As estrellas brilb co. Nenhuma nuvera no co azul, nem
uma onda no mar escuro, apenas uma li-
nba branca de espuma marcara o fim da
1 trra e o cornejo do abysmo.
No horizonte uma mancha vermelha que
empallidecia, gradualmeule, atiesta va que
o sol se atufara as aguas.
Alguuaas barcas de pesca esta vam na
praia. Aqui e all ouviaci-se as cangSes
roucas : grupos de bomens cantarolavam.
la comegar o refluxo. La trra soprava
urna brisa moma que se mesclava s raja-
das do mar e turbilhSes rpidos ora su-
biam do mar para a trra, ora espalha
vam se da trra sobra o ocano.
A caravana avangava silenciosa. Essa
gente do mar admirava-se de ver destilar
esses cinco viajantes e essa mulher, seme-
lhantes a phantasmas.
A medida que chegavata extremidade
da pennsula, as cabanas rareavam. Po-
brea arvores arr-.arellladas e torcidas esfor
gavara se pira fugir para o bums. Com-
prehendia-se que o promoi torio era o ponto
de reuoilo das teropestadej e que bil os
ventos deviam dar combates furiosos.
Ora, que slo as iutas dos homens com-
paradas tom a3 da nature; a ?
E, mesmo nesse momento, a despeito da
limpidez do co, a despeito da quietaglo
das oudas, tudo prepara va se para o daello
do mar com os ventos.
Todos os do pequeo gnpo que conhe-
ciam as peripecias das viagans, sentan1
que a tempo ia toldar-se.
Sr. capillo, disse Pouliguen em voz
baixa a Jlo de Treguert, a noite est
ruim para bordejar, especi dente em ama
casca de noz.
E' verdade, respondeu o official o tra-
tante bem o sabe. Conta com isso para
escapar-se.
Camiohavam sempre.
Por .lonaelbo de Ned, espagaram-se de
cem em cera pasaos.
O americano ia na fren*..
Estava attento a tudo q tanto vinha d^
praia ou do mar.
Neose momento o terral era mais forte.
Uma rajada envolveu os vijantes.
Cb*gou com rapidez madonha, torceu
violentamente as arvores definhadas da
costa, virou os barcos que ainda estavam
sobre as quilhas na praia e paroceu preci-
pitar o refluxo.
Chegram ponta ne Portland.
Alm comegava a villa.
Ned Hobson parou brusoa mente.
A' luz de am relmpago, vio cinao ho-
mens em uma baraa oceupados com oa l-
timos preparativos da part ia.
Er m os homens de Lar inza.
Ned deixou chegar os ce mpanbeiros.
O prestigio da lei fiaou completamente
a salvo, e a autoridade judicial foi respei
tada em sua acglo.
Na manhl seguinte, sir Guilherme Gas-
conha apre8entou-so no palacio real, e pe-
dio e obtave uma audiencia do Monarcha.
Depois de urna hora de cenversaglo com
o magistrado, o Rei perguntou se o Princi-
pe eatava j no palacio, e, obtendo respos-
ta affirmativa, fel-o comparecer em sua
presenca.
Sei tudo, disse ao Principe, logo que
este entrou na sala; sei tudo, porque este
digno e benemrito magistrado faz-rae sa-
bedor de teu abominavel comportamento.
Meu pae, crede.....
Te empenbasto em acabrunhar-me,
disse intorrompendo ao Principe e augmen-
tando em severidade o Monarcha, e nem
como pae, nem como rei posso consentir
que isto succeda, e nlo succeder : domi-
no a Inglaterra e sou obadecido na Irlan-
da, po88o uma parte do territorio francez,
e nio hei de poder dominar os instinctos
e as ms paixoes de meu filho V
Pallido e com os olhos fixos no solo, ou-
vio o Prinaipe as severas porm justas pa
lavras de seu pae, ao qual, depois de ou-
vil-o, respondeu com tom humilde :
a nlho est disposto a subraetter se a tal
castigo, s
E dizendo estas palavras, o rei despadi*
o principe, pediudo-lhc que jamis esqu?-
cesse a licglo.
E ao sahir da sala :
Recordai-a vos tambera, accrescentou
em toa ambiguo, dirigindo-se asir Gui-
lherme Gasconha.
IV
A Inglaterra em 1413 acabava de par
der Henrique. IV, e os fe.t-jos que ae fi-
zeram pela ascenglo ao throno de Henri-
qua V foram sinceros e ruidosos, poia,
cora quanto todos soubessem quo o novo
rei era o famoso Harry, o estroina, esta
principa, no meio de suas loucuras e ex
cessos, dera provas de ter um coragao
grante e generoso, captando desde meni-
no as sympat.iias ao povo.
Henrique V, 'iom effeito, ae nlo foi um
rei modelo de virtudes respeitoa sempre a
virtude, e a premiou, e honrou at onde
pode, demonstrando esta brilhante qualida-
de desde o primeiro dia de seu reinado a
era os seus primeiro* actos de rei, posto
que na primeira vez que recebeu sua cor-
te tivesse occasilo de fazer diante della
e quasi ao mesmo tempo, dous actos trac
scendentes de just'ga.
John e seas companheiros se lhe apre-
sentaram na primeira rccepgio, e quando
todos o esperavam risonhos e confiador
severo, os rece
qua
Jlo foi o primeiro a san lado.
Capitlo, disse o yank e, elles all es-
to.
Pouliguen tambem chegou.
Maximiliano por sua vez rennio-se a
elles.
E como Carmen tambam l estava acom-
panhada de Darmailly, o doutor disse-lbe :
Minha senhora, feche os olhos e cer-
r os ouvidos.
Ella toda tremia.
Entlo, Arband, dirigindo-se a Juliano :
"Mou caro irmlo, murmurou elle, con-
fio-Ihe esta moga. Vele por ella.
O advogodo quera tomar parta na luta.
Maximiliano impoz-lhe silencio.
Nlo, disse elle, nlo. Nos precisa-
mos trabalhar bem e rpidamente.
E voltou para os tres companheiros.
Cada um delles tomou uma arma espe-
cial.
Armas brancas, est claro.
Era preciso nlo fazer baralho. ,
Ned, entlo, entrou pela direita. emquan-
o Pouliguen avangava para o lado esquer-
do ia embarcagao.
Jlo e Maximiliano esperavam na praia,
immoveis.
Os relmpagos succediam se sem mter-
rupglo.
De repente -Iguem os to da barca.
Quem vem l ? bradou uma voz que
Maximiliano reaonbecea.
Do trra nogaera responden.
A voz continuou, dirigindo se aos com
panheiros:
rJsperem vo:s, vou ver quem .
E Lombardo sanio do navio.
Maximilano, mpassivel, vo-o avangar.
O bandido caminhava de ar altivo, con-
fiando em si. Tinba na mo direita a ce-
lebre faca catall que nunca doxava.
Parou a dez pasaos do doutor.
__Ola amigo, gritou elle em francez,
que fazes ahi a olhar para o roa.' ?
Nao teve resposta.
O tempo est mo, meu rapaz, e se
moras na costa aconselho-te que voltea pa-
ra a tua cabana. A mar desee e leva f-
cilmente um homem.
O mesmo silencio de Maximiliano.
Entlo, rosnou o miseravel, s surdo
e mudo ?
Avangou tres passos.
Mis abi parou coma petrificado.
Outro relmpago tinho rasgado o co e
elle p le ver Maximiliano terrivel, de la-
bios separados p >x am riso silencioso..
viram que o re, gravo e
beu sem alTecto.
Quem sois? perguntou a John,
o felicitava.
Como, senhor 1 V. Magastade cao
se recorda j de mim? respondeu este so-
bresaltado. Sou John, o amigo, o cama-
rada, o inseparavel de Harry, o estroina.
Retirai-vos, replicou framente o rei;
Harry j nlo existe, o, por mais que eu
me proponho a attender subsistencia dos
que foram seus amig>s, mando que vos
retiris, e vos desterro de minha prasenga,
nlo vos impondo outro castigo maior, por
que me lerabro que fui vosso complica.
Senhor !. .. balbuciou John.
Retirai-vos; e se um dia vos tornar-
des dignos de voltar a mim, o amigo, a
rei vos receber a todos em seus bragas.
Isto disse Henrique a seus antigs com-
panheiros, e em quanto estes sahiara da re-
gia estancia, havendo visto o re entre os
concurrentes a sir Guilharme Gasconha,
dirigi se para onde estava o probo ma-
gistrado.
(Contina/
aaaaBaaaaaaaaasaawaBpaaaaaaasa^
pronunciou ell* em
Ei'.ao, nSo
O Dr. Arband I
voz abafada.
Elle mesmo, Lombardo,
ests as sales ?
O bandido langou-lhc um olhar sinistro.
Nlo tenho tempo p ra explicar isso.
Voc agora est me aborrecendo. Desta
vez, tauto peior para voc.
A faca catall sibilou no ar.
Mas foi planiar-se na areia.
Um segundo depois, o bandido, seguro
pela lamina, at o cabo, na altura das
mandbulas.
Nao deu um grito.
O mogo levantou-se trmulo.
Que luta Eu, ainda reduzido a ma-
tar o meu semelhante.
Mas nio teve tempo para deplorar o sea
destino.
Da barca parti um clamor fortnidavei,
abafado bruscamente.
E8 o que houve :
Ned tinha avangado con agua ate a cin-
tura.
O Degollador malaio o tinha visto.
Havia muito que o sangue do selvagem
fervia com odio ao immediate.
N eorao um verme, com a faca na boc-
ea, atirou-se ao mar.
Travou-se entlo um combate corpo a
corpo entre elle e o americano.
Eram de forga igual ; igual era a so*
ferocidade.
Os dous desappareceram em baixa dfc
agua.
Jlo e Pouliguen eacalavam ao meso*
tempo a burea pela popa.
Nem houve luta.
Jlo apunhalou um dos bandidos.
Os outros dous, agarrados ao mesma
tempo pelo gageiro, tiveram as cabegas ea-
mogadas na borda.
Neuhura dos dous amigos teve uma ar-
raahadura.
Pouliguen voltou-se para o tenente.
Creio que est tado acabado, Sr. ca-
pitlo.
Nesse momento vio fervor a agua ao la-
do da barca.
Oh oh I disse elle, essa patife pode
faz?r alguma ao ynkao Attenglo.
Debrugou se sobre a borda e agarrou na
passagem o uialaio pelo pescoge.
Era tempo.
Ned, a despeito da sua forga, estar
sendo asphyxiado.
(Continuar te-ha)
Ir.
I'
o
Typ. do DMiri roa Ueqne o* Oaxia n. 41.


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