Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17505


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Full Text






AHO IllliJffMEBO 193 '
_____ ________________ _____________________S>
H
PARA A CAPITAL E LUCAJRJB OJVDE SAO SE PAA PORTE
PortreBmezes adiantados............... 6 Por seis ditos dem................. li^OOO
Por um anno dem................. 23|JO0O
Cada numero avulso, do mesmo dia............ (JIGO
DIARIO DE
PTA-fEIBA 25 DE AGOSTO) DS1381
PARA DENTRO E PORA DA PRRTIMI
Por seis mezes adiantados. .....,.....
Por nove ditos dem......i........
Por um anno idem...... f......
Cada numero avulso, de das anteriores. ........
13|50C
200000
270COC
100
RNAMBCO
|)r0ptt,ei>ai>e te Mmo Jfifiictra He aria 4 Silbos
TELEGRMMAS
[sango mmii 23 siasio
RIO DE JANEIRO, 24 do Agosto, s 4
horas e 30 minutos da tarde. (Receido
s G horas e 40 minutos, pela linha terres-
tre).
O P&IZ noticin boje que o Dr. Pe-
dro Vicente de iioved deixaria a
adminlMtrncao da provincia de Per
nambuco era Siicmbro prximo. asj-
Mumindo a menina admlnlstracao o
Br. Francisco do Reg Barro* de La-
cerda.
\a Cmara do* Bepatadoa o Br. Pe -
dro Beltro aprrsenloa una reqnerl-
meato pedindo InrormacSe* acerca
da noticiado PaIZ efei al gama coa
ideracoe* no Mentido de demons-
trar a Inconveniencia dente acto.
A Cmara contina a ocenpar se da
% dlscnMwo do orcamento do Minia-
terio da Fazenda.
O Senado approcon boje um reqne
rimento do senador Leo Velloso.
pedindo copia do* doenmentoa que
ser vtram de base a concesnfto do per
dito em faiur do aentenclado l.nsia
vo Idolpbo.
SOPHIA. 23 de Agosto.
Acaba de chegar aqnl o principe
Fernando I sendo aclamado pelo po-
<. e sendo alvo de maltas ovaefies.
ROMA, 24 de Agosto.
Appareceu aqu o cbolera-morbas
foseado durante a da de nonlem -
virlimn
As^noli Havas, filial em Farnambuco,
24 de Agosto da 1887.
1NSTR0CC0 POPULAR
::ni:: da akssia un:
MOSCO W, 22 de Agosto.
O governo russo anima malta ues-
te momento as novas plantaces de
algodo no Cancaso. concedendo fa-
vores e sobrenades a lodos os plan-
tadores.
VALPARAIZO, 23 de Agosto
lina grande tempestade acaba de
darse as costas do Cblle.
VIENNA, 22 de Agosto.
Exma. Sra. Qnqaea de ileseoa
adiase completamente restabele-
elda.
PARS, 23 de Agosto.
Hr. Cuartea Bouvltr pronancloa
bontem n'aat banquete um Impor-
tante discurso.
O i:ni. Sr. presidente do conseibo
de ministros declaren que o go ve rao
continuar a seguir urna poltica In-
terna liberal, repudiando sempre
a poltica chantada de compresso.
BERLIM, 23 de Agosto.
ts grandes potencias da europa
repellen definitivamente a noaaea-
cao do Buque de Cobourgo. como
Principe da Bulgaria.
LONDRES, 23 de Agosta.
0 governo a presentan ao parla-
mento um relativo a dlssolncao
da I.aoil I.ea^ue na Irlanda-
Mr. Cbamberlaln acaba de dea-
mentir pela Imprenta a noticia de
terse separado do partido ministe-
rial.
MADRID, 23 de Agosto.
1 ma exposlro Onctnante de pro-
ductos bespanboes deve partir bre-
vemente devendo tocar em todos as
portos da America do Sal.
RIO DE JANEIRO, 24 de Agosto, s
f> horas e 5 minutos da tarde.
Xa Cmara dos Bepntados conti-
na a discnsso do orcamento do Mi-
nisterio da Faaenda.
O Sr. Andrade Flguelra pronun-
ciando um discurso derlaron ao go-
verno que sao urgentes as eco no-
sagia* para equilibrio do orca-
anento.
DUBLIN, 23 de Agosto.
(m grande meetisq aeaba de ter la-
gar aqu allm de protestaren! contra
as medidas do go ver no relativamen-
te a prohib ao da liga Irlandesa.
Sj. Bvaaa. o arceblspe de Bablln ap-
provou a resolueo tontada pelo BBs-
TfSO.
(Extrahido)
>A BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
SEGUNDA PARTE
FUXCCOES BE ItEl.tt tn
VI8A0
(C ontinuaqao)
Vimos cima que a imagem dos objectoa forma-
se invertida sobre a retina. Diversas bypotheses
se teem apres ntado para explicar o modo como,
apezar da i n verba o da imagen) vemos os objectoa
na sua posicio verdadeira. Houve quem explicas-
se o phenomeno, dizendo que tormaodo-se igual-
mente invertidas sobre a retina as imageas da to-
dos os ob,t'ctosque vemos, as relaces reciprocas de
poaieao entre elles nSo sao alteradas. Oatros phy-
aiologiBtas sustentara que a percepcao da imagein
na poaico verdadeira do ubjecto depende de que
vemos, nao a imagem da retina, mas a direceo
dos raios lumimsos que aproduzem ou, por outras
palavras, de que a retina tem um certo modo de
funecionar independente, pelo qual transmuta ao
cerebro as impresses dos objectoa, cuja imagem
nella se ptoduz. Esta segunda explieae,ao a que
melhorse justifica ea que mais satisfaz o espirito.
AODicIo
DefinicoA audicao ou sentido do ouvido,
aqaelle que nos d conbecimento dos sons produ-
cidos pelos movimentos vibratorios dos corpos, e
que nos d a i iculdade de apreciarmos o timbre,
a altura, a intensidade e a direccao dos mesmos
sons.
Apparelbo auditivo0 apparelho da audicao
est em grande parte contido na espessura de urna
porcao do osso temporal que, pela saa grande da -
reza, se chama o rechedo. Distinguem-se n'tste
apparelho tres seecoes, designadas pelos nomes
de ouvi Jo externo ouvido imJio e ouvido interno.
O onvido extern> constituido pelo pavilbao da
orelba e pelo canal auditiva O pavilhao da ore-
Iha formado por ama lamina fibro cartilaginosa,
elstica e Jisposta por forma qae tem a contigura-
cao de ama corneto acstica ; o seu mister re-
eoiber e concentrar os sons.
O canal auditivo um canal osseo, cavado na
espessura do temporal e inclinado de baixo para
cima e de tras para deante. E' forrado pela pelle,
que no seu interior se converte em mucosa, e
dotado de um grande numero de f lliculos sebceos
destinados a segregaren! urna sustancia amarella-
dua e espessa, conbecida pelo nome de cerumen.
O ouvido medio, tambem denominado caixa do
tympano, urna cavidade de forma irregular, ca-
vidad* de forma irregular cavada na,espessura os-
sea do rochedo. Est separado do ouvido externo
(ao qual serve de prolongamento) por um septo
membranoso multo tenso, chamado membrana do
tympano. Na caixa do tympano e sobre a face
oppoita a esta membrana, ha duaa aberturas, fe-
chadas, tambem por membrana, e denominadas,
em razo da forma qae apresentam : janella oval
o janella redonda.
( Confinas)
PARS, 23 de Agosto.
Diversas folbas europeas tendo
censurado severamente a poltica
da Bnssia relativamente a Bulgaria.
as Jornaes rassos responden, de usa
iodo violento e bastante apara-
dor.
?arte ornan
Governo da Provincia
BXFEDIEKTS DO DI 8 DE AGOSTO DE 1887
Actos :
O presidente da provincia attcndeudn ao qae
requereu o Dr. Tobas Barreto de Meneses, lente
substituto da Faculdade de Direito do Recite, re-
sol ve, nos termos do art. 3- do dec. n. 247 de 15
de Novembro de 1842, prorogar por um mes pro-
visoriamente e sem vencimento algum a licenca l-
timamente eoucedida ao peticionario para tratar
de saa saude.
O presidente da provincia reaolve de aeeordo
com a proposta contida no officio do procurador dos
feiios da fazenda provincial de 6 do corrente n.
467, oomear o solicitador provisionado pela rela-
to do diatiicto ROtilio Tolentino de Figueiredo
Lima, para exercer effectivamente o lugar de 2*
sol.citador da meama fazenda, vago pelo fallec-
ment de Francisco Egydio de Luna Freir.
Camiounicou-s! ao inspector do Theaoaro Provin-
cial e ao Dr. procurador dos feitos da faaenda pro
vincial.
O presidente da provincia attendendo ao que
requereu Antonio de Barros FaLco e tendo em
vista o resaludo da inspeccao medica a qae se
submetteu o peticionario e o seu tempo de servio
publ co superior a vinte annos, resol ve conceder-
Ihe aposeutaco no lugar exlincto de apontador di
reparticao das Ooras Publicas, na forma do art.
150 do rcgulatnento de 20 de Jan'ao do corrente
anno, com os vencimento a que ti ver direito e fo-
rera liquidados legalmente pelo Tesouro Provin-
cial.
OfScioa :
Ao brigadeiro commaodante das armasDe-
signo de accordo com indicacS> feita por V- Exc.
em officio n. 410 de 6 do corrate, omajor do 14-
batalbo de infantaria para presidir a commissao
que, na forma das disposicoes em vigor, tem de
dar consumo, no respectivo qusrtel no dia 12 des-
te mes, s 11 horas da maoh, diversos artigos
julgados inserviveis, pertencentea ao 2' baUlhio
de infantaria.
O qae declaro a V. Exc. para os divides fios.
Na mesma data designou-ae o ajadante inte-
rino do Araenil de ttuerra e expedio-se ordem ao
inspector da Thesouraria de Fazenda para deai -
gnar um cnpregado de faaenda afim de fasereo
parte da commissSo.
Ao mesmoDe accordo core a informacao n.
403 de 6 docorr-nte, autonso V. Exc. a conceder
baixa do aervico do exercito, mediante substitu -
ci, ao soldado do 2- batalnao de infantaria Se -
bastio Telles de Menezes.
Ao inspector do Arsenal deMarinhaDecla-
ro a V. Exc. em resposta aoa sena ofEcios de 6 de
Mio e 28 de Julho ltimos, ns. 58 e 86, qae,
vista da informacao junta por copia, ministrada
em 4 do corrente, peta Thesouraria de Faseod*,
pode esaa inspectora faser acqoisir So dos tub s
neeessarios caldeira da bomba de apagar incen-
dios pertencente a Alfandega, correado a despea i
na importancia de 506^400 por conta do Ministe-
rio da Fazenda.(Joinmunicou-se ao inspeetor da
Thesouraria do Fazendt.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda
('.romnico a V. S. paraos fins convenientes, que
por oiiiuio de 3 do corrente declaron-me o juiz de
direito da comarca de Olinda ter sido absolvido o
empregado da canatazia da Alfaadega Sebastiao
do R?go. Barros Barreto, do processo de responsa-
bilidade que se Ibe insUurou.
Ao mesmoAttendendo ao quo requereu Jo
s Joaquim da Silva Santos, mcrador no munici-
pio do Cabo e de conformidad^ com a informacao
de V. S. em officio de 4 do corrate, sob n. 509.
relevo a multa de 10U, imposta pelo respectivo
collector, por ter o supplicante dad i a matricula
fora do piaso legal, o ingenuo Joio, filho da escra-
va Mara, pertencente aos menores Jos e Ame
lia, seu.i tutelladoa.
Ao inspector de sande do portoPara os de-
vidos fins, commuoico a V. S. querec bi do Exm.
Sr. miuistro e secretaria de estado Jos negocios
do imperio o segunte telegramma :
Declarados infeccioaados portos Malta. Navios
devero iazer quareutena Ilha-Grande .
Ao commandante superior da guarda nacio-
nal da comarca da Victoria Inteirado do que ex-
poe V. S. em officio de 1 do corrente, recommen
do-lbe que remettn-me opportuoameate urna rela-
cao nominal dos officiaes da guarda nacional sob
seu commando superior, que deixaram de se far-
dar, com declaracao dos corpos a que perteacem.
Ao inspeetor do Thesoaro Provincial A'
vista do que Vmc. informou em efficio n. 7til de
29 de Julho fiado, recommendolbe que, logo que
s'j.i posaivel, pague, pelo meaos, 2 mezes de vea-
cimeatos atrasados, devides ao professor Joo
Jos Rioeiro de Moraes.
Quaato ao final do predito officio, declaro lbe
qae, havendo meios, dever-se-ba proceder ao pa-
gamento das dividas paasivas, contempladas p''o
art. 2" 72 e o respectivo quadro da lei n. 1884
de 30 de Abril ultimo ; porquanto, estando aquel-
la lei em execuco, nao de mister, aguardar tal
pagamento para Janeiro do anno vindouro.
Ao meamo.Informando o director geral
das Obras Publicas, no officio de 6 do corrente,
sob n. 171, nao ter encontrado quem se encarre-
gue dos reparos precisos na casa da escola de
Agaa Branca, recommendei boje ao inspector ge-
ral da lastraccao Publica, que mande contraatal-oa
pelo respectivo delegado Iliterario com quem ma-
Ihores vantageas offorjeer, servindo de b*se o or-
namento por copia, na importancia de 3304000 ; o
que I he declaro, em additameato ao mea officio
de 15 de Julbo ultimo.0ffi;iju-se ao inspector
geral da Instrucco Publica e ao director geral
das Obras Publicas.
Ao inspector d~. Alfanlega.Sirva-se Vmc.
de mandar entregar ao portador deste officio um
caixo viudo da corte contendo cartas geographi-
cas enviadas a esta presidencia pelo inspectora
geral primaria e secundaria do municipio da
c3rte.
Ao juiz municipal e de orphos do termo de
Cabo.Constando da reluci que acompanhoa o
officio de Vmc. de 26 de Marco ultimo, que o es-
cravo Manoel, do tenente-coronel Braz Carneiro
Lius e Mello, toi libertado por 3504000, e deca
rando este que o valor accordado no arbitramento
foi de 5504000, haja Vaac. de, examinando os au-
tos respectivos, informar a respeito.
Aojis municipal t de orphaosdo termo de
Triumpho.Tendo nesta data determinado que
pela Thesouraria de Faaenda s-ja paga a Antonio
Francisco Xavier a quantia de 6004, importancia
d escravo Pedro, libertado nease termo, por con-
ta da 7* quota do fundo de eroaicipacii, confor-
me a relaco annexa ao officio de Vmc. de 10 de
Maio ultimo, declaro-lhe que o saldo da dita quo-
ta, com o saldo da anterior, de 2654553.
Expedio-se a devida ordem ao inspector da The-
souraria de Fazenda em additaamento ao officio
de 16 de Maio.
KXPEDIENTH DO DB. SECRETARIO
Officios :
Ao brigadeiro commandante daa armas.1>
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia, de-
claro a V. Exc, para os fins convenientes e em
r.-sposta ao officio n. 402 de 4 do corrente, que,
por despacho desta data, autorisada a directora
do Arsenal de Guerra a satisfazer o pedido ane-
lo ao citado officio, concernente ao tornecimento
de diversos artigos companbia de cavallaria.
Ao mesmo.D^ ordem do Exm. presidente
da provincia, declaro a V. Exc, em resposta ao
officio n. 406, de 5 do corrente. que foram dadas
aa providencias sobre o aasudspto do citado offi-
cio.
Aos agentes da caixa filial do London &
Brazilian Bank Limited.S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia manda aecusar o recebimento
do officio de Va. Ss. de 5 do corrente, acompanha-
do do bataneo das opemeoes dessa caixa filial effe-
tuados no mes de Julho ultimo.
Ao commandante superior da guarda nacio-
nal das comarcas de Bonito a Beaerros.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia, inteirado do as-
sumpto do officio de V. S. de 2 do correte man
da declarar-Ihe que nao ha necessidade de publi-
car-se aqui na capital a lista dos officiaes nomea-
dos 'para os censeihos de qualificacio da guarda
nacional sob seu commando superior.
EXPEDIENTE DO DIA 9 DE AOOSTO DE 1887
Actos :
Ao inspector do Thes^uro Provincial.Para
que todos os empregados pblicos provinciaes es-
tejau em ilentidadedecond'coea quanto ao tempo
de seu pagamento, cuja tabella e-omee,ou a vigorar
no corrente mez, coavm que Vmc. providencie no
sentido de desap parecer a irregularidad-! de esta-
rem una com atrazo de um mez apenas ou at sem
elle ; emqiianto outros, principalmente os profes-
sores, ato por ser pagos de dous, tres e tal vez
mais mezes.
Para ser justa a tabella em execucao, preciso
que as classes u que ella tem de ser applicada,
aehem-se equitativamente embolsadas de scus ven-
cimentos.
Nivele completamente o pagamento, evitando
queixas de que certoa empregados sao pagos de
pr_', ia a outros, e proceda de modo que, senao
mente, o menos no mais curto prazo
possivcl Beja o atrazo o mesmo para todos os em-
pregados, sem diatinecoes de clas&ea ou c'tte^orias
Ao gerente da Companh'a Pernambucana de
Navegacao.Providencie Vmc, afim de ser trans-
ferida para 20 do corrente, a sabida do vapor que
deve ir ao presidio de Fernaudo de Noronha.
Fizeram-se as devidas communicifojs.
Ao director do presidio de Fernando de No-
ronha.Providencie Vine, no sentido de regressa-
rem a esta capilal, no primeiro vapor que d'ahi
sahir, os reos Jos Joaquim de Barros, Joaquim
Correia Lima, Joa Venancio da Silva, Jos An-
tonio da Silva 1. e Manoel Paulino de M jura, que
' n de responder ao jury na sessao cenvocada para
5 de Setembro vindouro.
Ae juiz de paz, presidente da juuta do hlis-
tamento militar do parochia de Noasa S-inhora do
Rosario da Varzea.Inteirado pelo officio de Vmc
de 2 do corrente do motivo porque deixou de fune-
cionar'no dia I. a junta do alistamento militar
d'essa parochia, declaro-lhe em reipoata que pelo
Dr. chetede polica, segundo consta de informadlo
de hontem, sob n. 687, foram dadas as providen-
cias no sentido de ser cumprido pelas autoridades
policiaes o preceito da lei.
Ao Sr. Jos do Rogo Barros e Albuquerque,
juis de paz da parochia de Nossa Senbora da Luz.
Inteirado do que expon Vme. em officio de 31
d Julho fiado, declaro-lhe em resposta, qae no im-
pedimento de todos os juizes de paz d'essa parochia,
deve ser chamado para presidir a respectiva junta
de alistamento militar o 2." juiz de paz da fregue-
zia mais prxima, ou seus immediatos aa ordem da
votacao, qae no estiverem impossibilitados, con
forme toi decidido pelo Ministerio da Guerra, em
aviso de 4 de Setembro de 1875, dirigido a presi
dencia da provincia do Espirito Santo.
Ao juiz de paz, presidente da junta de alis-
tamento militar da parochia de Nossa Senbora da
Uonceitio dos Montes__Pelo Dr. ebefe de polica,
egundo consta de informacao de hontem datada,
sob n. 686, foram dadas as providencias no senti-
do de ser satiafeita a requisicao constante de seu
offisio do I. do corrate.
O que declaro a Vmc. para os flus convenientes
cVrn resposta ao citado officio.
Portaras :
Em reapo8ta ao officio da Cmara Municipal do
Altinho de8 da Julho ultimo, n. 17, com relaco
a sello devido em ttulos de empregados, reraetto-
Ibe por copia o officio da Thesouraria de Faaenda
de 6 do crrante, n. 514, e chamo saa actencao para
o que expoe a respeito a mencionada Thesou-
raria.
O Sr. agente da Compaabia Braaiieira de
navegiuao faga transportar a provincia do Ciar,
poj conta do Ministerio da Guerra, o ex-cabo de
asqusdra do 18 batalho de infantaria Antonio
Martina ra Silva, que, vindo da Corte, afim de re-
colher se aquella provincia, desembarcou aqui por
ter adoccido a bordo sua inulber Mara Amaneia
de Naacimento.
Ao referido ex-cabo acompauha sua familia com*
posta da dita sua mulher e de aeua filaos Francis-
co de 3 annos de idade e Mara de 2 anuos de ida-
de.Communicoa-se ao brigadeiro commandante
das armas.
EXPEDIENTE DO DS. SECRETARIO
Officios :
Ao Dr. juis de dirsito do 2" diatrijt3 crimi-
nal do Recite.-De ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, communico a V. S. que no seu officio
de 6 do correte mez, sob n. 339, proferio-se hoje
o despach j seguicte :
< Ao Sr. director do presidio de Fernando de
Noronha para cumprir.
Ao agente da Companhia Bahiaoa de nava-
gagio.De ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, acenso o recebimento do officio de hontem,
no qual V. S. participou ter chegado da Babia em
direitura, o vapor < Mrquez de Caxias o qual
seguir para o Aracaty, com escala por Macau e
Mossor no dia 14 do corrente, s 4 horas da
tarde.
O presidente da provincia reaolve, de con-
formidade com a proposta do Dr. chete de polica,
constante do officio n. 688, de hontem datado, no-
mear Ignacio Alvea da Silva, para o lugar de 2
sapplente do delegado do termo de Quipap, em
subatituicao de Manoel Joo de Sonsa, que nao
aceitan a nomeacio anteriormente feita.
O presidente da provincia reaolve exonerar,
a pedido, o baeharel Tito Celso Correia Cesar, do
cargo de promotor publice da comarca de Tacarat
e nomear para substituil-o o baeharel Jos de S
Cavalcante de Albuquerque. Commumcou-se ao
inspector da Thesouraria de Fazenda e ao juiz de
direito da comarca de Tacarat.
Officios :
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Declaro a V. S., para os fios convenientes, que na
petico do 1 sargento Joaquim Basilio Pyrrho, so-
bre o qual easa Thesouraria preatou as informa-
coes de 19 de Janeiro e 16 de Julbo pioximo pas-
sado, na. 41 e 454, profer nesta data o segunte
despacho :
Constando que a importancia de 454400 foi
recolbida Thesouraria de Fazenda, como auxilio
libertario de Luiz-., e qae esta hoja livre pela
4* quota do fundo de emancipsgSo, nao tem lugar
o que requer o supplicante. >
Ao jais da irmandade da igreja de Nossa
Senhora da Conceicio dos Militares.Para os fina
coavenientes, commanico a V. 5. qae por portara
de 6 do corrate mez, desigaei o consistorio d'essa
igreja para a sede da 4* seccio eleitoral da fre-
gorzia de Santo Antonio do Recite.Mntatis mu-
tandil ao jais da irmandade da igreja de Nossa
Senhora do Rosario, de Santo Antonio, quanto 2'
seccio.
Ao tenente-coronel Jj&o Nepomaceno Mallet.
O Exm. Sr. ministro da guerra, por telegramma
de hontem datado, determina que V. S. suspenden-
do a inspeccao do Arsenal de Guerra, siga quanto
antes para a provincia do Piauby, afim de presidir
conseibo de guerra.
O que lh'o declaro para seu coahecimento e de-
vidos effeitos.
Ao inspector de sade do porto. Para os
devidos effeitos, communico a V.S.,qae recebi hon-
tem do Exm. Sr. ministro e secretario de Estado
do Negocios do Imperio, o segunte telegramma '
Declarados infeccionados a contar 1 Agosto
< portos italianos do golpbo Trento mar Jnico
estreito Messina e mar Tyrrheno at Gaita SPS-
peitot portos italianos Mediterrneo.
DESPACHO DA PRESIDENCIA, DO DIA 23 DE
AGOSTO DE 1887.
Antonio Jos de Miranda Falcao.Informe o
Sr. Inspector do Thesouro Provincial.
Aaolpho Firmo de Oliveira.Informe o Sr. Di-
rector Geral daa Obras Publicas.
Antonio Rodrigues Pinto.Tendo o recorreate
s depois de cinco annos reclamado, nos termos
do art. 270 do regulament de 2 de Julho de
1879, a resttuicao de imposto indebitamente
pago, incorreu em prescripc/Jo o seu direito de
ser considerado credor da Fazenda por quantia
equivalente, como expresao no art. 261, 2> par-
te, do citado reg lamento e art. 2- l' do de-
creto geral n. 857 de 12 de Novembro de 1851,
pelo que confirmo a deciao ia junta do Thesouro
Provincial.
Faria Sobrioho & C-De accordo com o pare-
cer fiscal, duu proviaeato para considerar os re-
currentes sujeitos nicamente 1' part> do 12
do artigo -' da lei n. 1860 de 1885, como com-
merciantes em grosso ou por atacado, em vista da
prova qae offereceram contra o (andamento do
segando imposto, prova nao contestada em juizo
pelo procurador doa feitos, nem fra delle pelo
Theaoaro Provincial.
Frimcelina Forjas de Licerda.Informe o Sr.
Inspector do Thesouro Provincial.
Gerente da Companhia da Estrada de Ferro do
Recife a Caxang. Nao pode ser, por emquanto
ao menos, o qae requer, coavindo qae se observe a
tabella como foi approvada.
Gustavo Adolpho Cirdoso Pinto.Sujeite-se
decisao do Exm. Sr. Ministro da Justica.
Genesio Libaaio de Albuquerque Moateiro.
Em vista da informacAo do inspector geral da
loatruccao Publica, aguarde o acto a qae se refere
e mesmo inspector.
Irmandade do Senhor Bom Jesns dos Affl ctos
da igreja de 8. Jos de Riba-mar.Encaminhe
se, 'devendo ser pago o porte na reparticao dos
correios.
Jos Crispiano da Silva.Informe o Sr. Ins-
pector de Thesouro Provincial.
Joio Pinto Leao.Ao Sr. Juiz de Direito da
comarca de Pao d'Alho para satisfazer, devolven-
do este reqoerimento.
Jos Mondes Carneiro de Soasa I., indeira.In-
forme oSr, collector geral do municipio da Es-
cada. |
Joaquim Carneiro Lina do Alquqaerque. O
Instituto, a que se refere, foi creado, e approvado
sem estatutos pelo decreto n. 2517 de 23 de De-
sombro de 1859, pelo que nao tem lagar o que
requer.
Miguel Archanjo Mindello. Informe o Sr.
Inspector do Thesouro Provincial.
Membros da Commissao Direc;ora da Igreja
Evanglica Pernambucana.Em "ista do art. 10
n. 10 do acto addicional, os snpplicantcs devem
reqaerer Assembla Legislativa Pioyincial a
approvacio des estatutos, sioio preferiris re
correr ao G jverno Imperial, conforme o despacho
desta presidencia de 28 de Djzembro de 1885.
Sofa Guilhermina de Millo.Informe o Sr.
Inspector do Thaaouro Pr vincial.
Secretaria da Presidencia de Pernatnbuco, 24
de Agosto de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
RepartieSo da Polica
2* secg3o. N. 737.Secretaria de Po-
lica dq Pernambuco, 24 de Aoato de 1887
Illm. e Exm. Sr. -Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidoa Gasa de
Detenga) os seguintes individuos :
A'ordem do eub'elegado do distritto de Belm.
Antonio Joaquim do Eapifito Santo e Genuino Jos
de Oliveira, este como vagabudo e desordeiro e
aquelle por crime de furto.
Communicou-me'o subdelegado dol diatricto do
P>co da Panclla que lioutem peis 6 i/2 horas da
tarde no lugar Poco, Alfredo de tal, msico do 2
batalho de'infanteria indobanhar-se,auccedeu que
ao cabir n'agua desa parecesse sem ser mais visto
apezar das deligencias para isto empregadas.
O subdelegado ao ter conbecimento do facto
participou pelo telephone ao Exm. Sr. general
commaudante das armas.
Alem daa roupas encontradas a margem do ro
pertencentea aojinfeliz Alfredo, foram encontrada
mais, ama toalba e urna garrafa vasia que parece
ter coatido agurdente.
Das averiguaQes procedidas, verificou-se ter
sido o facto todo casual e delle foram testemu-
nhas, Manoel Joaquim de Lima, Jos Pedro Emi-
liano, Luis Jos Bezerra,.Democrto Carlos de Mi-
randa Peixoto e outros.
O cidadio Nicol 10 Antonio Duarte, participou-
me em officio datado de 18 do c Trente, ter naquella
data aaaumido o exercicio do cargo de delegado do
termo de Bom-Iardim.
Deus guarde a V. Exc.Itlm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, rouiti
digno presidente da provincia.O chefe
de polijia, Antonio Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO OU 23 DE AGOSTO DE 1887
Margarida Maria de O'iveira Figueire-
do.Informo o Sr. Dr. administrador da
Racebedoria Previncial.
Joao Braulio Correia e Silva.Informe
o Sr pagador.
Damio Lima & CEntregese pela
porta.
Regedor do Gymaasio, Francisjo Ma-
noel Accioli, Thereza Adelaide Martins de
Albuquerque, Manoel Ferreira Lipes, Fir-
mino Theotonio da Cmara Santiago, Jo-
s Candido dos Santos, Costa & Bento
de Freitas Guimaraes, JoSo Guilberme
Gjncalves L., e officios do Dr. procu-
rador dos feitos.Informe o Sr. conta-
dor.
Francisco de Faria Dures. Regis
tre-sa o fagam-se as notas.
Augusto Labille, Jos Cypriano da Sil-
va Pereira, Anna Carolina de Barros Lu-
na, Pedro Ramos Lieathier, Augusto Oc-
viano de Souza e Jos Pereira d'Araujo.
Haja vista o Dr. procurador fiscal.
24 -
Joaqaim Luiz Teixcira & C, Antonio da
Silva GuimarSes, Oliveira & C. e Joaquim
Alves.Informe o Dr. administrador da
Recebodoria Provincial.
Francisco Marques da Trindade.Re-
gistre-se e fagam-se os assentamentos.
Joaquim Machado de L'ma.Entrege-
se pela porta.
Miguel Archanjo Mindello, Joao Kerops,
Antonio Augusto da Frota Menezes, Jjs
da Silva Ltao, Luiz de Franca Padilha,
Manoel Cardoso Jnior, Olympio d'Abreu
Marques B&calho, Lourengo & Primo, An-
tonio Jo de Miranda Falco, officio do
Dr. procurador dos feitos e Eduardo A.
Burle.Inform o Sr. contador.
Floriano B ptista de Oliveira.Fagam
se as notas da portara de licenca.
Recebedoria Provincia!
DESPACHOS DO DIA 23 DE AGOSTO DE 1887
Frederico So ir da Motta. Em vista
da informaclo o supplicante acha-se Hen-
dido .
Francisco Martins Gomes, Antonio Fer-
reira Nobrega, Joaquim Maia &C Euge-
nio Goetechel, Vctor Neesen, Rodrigues &
Sobral, Francisco de Mallo Cavalcante de
Albuquerque e Maria de Jess Pereira.
Informe a 1* secgSo.
Isidoro Marinbo Cesar. Certifique-se o
que constar.
Jos de Araujo Veiga & C. Bellarmino
Loareoco da Silva, Nevess Salgado, Jos
Cordeiro do Reg Pootes, Antonio Augus-
to de Lima & C, Lourenco Bastos & Maia,
Oliveira Gongalves, Marques & Almeida,
A. M. Veras C, Barbosa & Santos, An-
tonio da Silva Jnior, Francisco de Aze
vedo & C, Alexandre dos Santos Silva,
Frederi-.ro & C, K ;is & Cosseiro, Silva
Jnior & Assis, Cesar Jnior e Dr. M. J.
Sabino Ludgero Plnbo. Satisfacam a
exigencia da 1*. seccSo.
Francisco Pretrocelli & IrmSo, Barbos
Lima 4 C, Antonio Maria Marques Fer-
reira, Francisco Jos Fernanies Marcos,
Jos Duarte Pereira, Manoel Joaquim da
Costa Carvalho, Gongalves Lourengo 4 C.;
Pedro de Allantara Borges Castro, Angelo
Rapbael & C Antonio Pinto da Motta,
Manoel Antonio Pereira, H-nrique Vo-
geley, Magalh&es Smtes, Victorino Sil-
va d C, Joaquim Fernandes da Rosp,
Santos Filho C Antonio Joaquim de
Saot'Anna, C llago d C Emilio Pereira
de Abren e Jos Cordeiro dos Santos.
Sim.
Amorim Irmoa d C, Auna Marques
de Amorim, Manoel doa Santos Falcfto e
Amorim d Cardoso.Informe a Ia secgo.
H. A. Lemos & C. Sim, vistas as
iaformagoes.
Martiniano Jos de Campos. A' 1*
secgaa para oa devidos fins.
DIARIO DE PERBAHBECC
RECIFE, 25 DE AGOSTO DE 1887
A elclr.'io de 14 de Setembro
O prximo pl.'ito eleitoral, motivado pela uo-
meaca. do conselbciro Manoel do Naacimento Ma-
chado Portella para oceupar a pasta de ministro 6
secretario de Eatado dos Negocios do Imperio, tem
dado ensejo ao collega da Provincia para expen-
der consider-i^o-a acerca dos mritos e vistas po-
lticas dos doua lluatres candidatoa, que breve-
mente ae aujetarao ao pronunciamento da cinfiaa-
ca do corpo eleitoral do 1 diatricto d'eata pro-
vincia.
Provocados a manifestar-nos sobre um facto em
que se quer v. um expediente de cabala eleitoral
aproveitaremos a opportuoidade para tomar es:
eonsideraco as apr c:acja do noaso illustre col-
lega da Provincia, sobra a eleiclo de 14 de Se-
tembro.
NYio deixou de aoa causar reparo o modo singu-
lar com que o coega manifestou desejoa de saber
oque pena unos acerca do sarvico de colonisacSc
nesta provincia, e, ao meamo tempo, a ntimac:
que nos fez para defendermos o governo e o minis-
tro nosao comprovinciano.
Entretanto, sem que tenhamos por mia3lo e fim
a def vinciano, que eatao defendidos com o proprio acto
que auggeno ao collega o seu edictorial de bontem.
procuraremos, poilica parte, acompanhar o con
temporneo em anas apreciacoM, urna vez que tan-
to umpenbo mostrou em conbecer o nossa modo de
pensar.
Nao temos necessidade de reformar o juizo, que
expendemos sobre a colonisacao, que mais conven:
no8ea agricultura ; continnamoa na mesma con-
viccao, de que esaa colonisacao deve ser a nacio-
nal.
Permita, porra, o collega lembrar-lht, que ni
nos manifestmoa adversarios da colonisaclo es-
trangeira, e a nom*acao de um inspector de colo-
nisacao em Pernambuco nao quer dizer que cogics
o governo excluaivatne.it-: da urna ou da outra ca-
loniaacao.
E, neste ponto, estamos de perfeito accordo com c
conaelheiro Manoel Portella, qua pronunciou-se nc
mesmo sentido, quando, presidente da sociedade
Dote de SeteuJ/ro, teve de abrir a exposiclo agr-
cola deata provincia em 1873, promovida pela mes-
ma s?ciedade.
NSo negamos as vantagens da colonisacao es-
trangeira, mas, em vista das difficuldades para oh-
tel-a, opinamos pela nacional, que nao exige tan-
tos sacrificios, come aquella.
Nao nos parece procedente a couclaso a que
quiz chegar o collega, fundando-se na falta de tr-
ras devolutas parajulgar impossivel o servido de
colonifacl '
S se ple admittir colonos em trras de volutas?
Igualmente as Iostruccojs da Outubro do anno
paaaado, que marcaram as attrbuc<3s dos inapec-
tore* de colonisacao nao ivorecem ao contempo-
rneo, para aflirmar, que o se noma inspectores,
quando j4 existe e aeivico de coloniaxcao.
As nomeaces de inapectares se fasem, ou para
o fim de regular-se esae aervico nos lugares, onde
ji exiate, ou para o fim de se dirigir e organisai-o
onde/Sr conveniente etlabelecel-o.
As palavraa aublinbadas sio das Inatraccoas ci-
tadas, qae indicam tambem 'o que deve faser o in
spector para conseguir a orgamsp.fao e estabele-
cimento do s -rvico da colonisacao.
Se nao estava eatabelecido nesta provincia este
servico, devia o governo ipso facto deixar de pro-
videnciar para organisal-o e estabelec.-o ?
Se aasim fosse, seriam impoasiveis todo] e quses
quer melhoramentos, todos c quaesquer commetti-
mentos de progresso.
Pois primeiramente deviam vir os colonos para
entao depois designar o governo quem se encaire-
gasse de providenciar sobre a recepeo, agatalho e
expedicao dos mesmos ?
O governo procedeu justamente pela maaeira
indicada pela Provincia.
Mandou um engenheiro para verificar a existen-
cia e determinacao de terrenos devo'utos proprioa
para a agricultura, afim de promover nesta pro-
vincia a iormacao do ncleos coloniaes para o es-
tabelccimento tanto de europeus como de nacio-
naes, segundo se i no annexo ao Relatorio do Mi-
nisterio da Agricultura.
Diz o contemporneo, qae trras devolutas nao
existem nesta provincia, mas eata circumatancia
devia imposaibilitar ao governo de promover aqui
a colonisafo?
Se o governo aasim procedesse, merecera ai
censuras io collega, qua da noasa parte encon-
trara ento quem o acocipanhasae em to patrio-
tico procedimiento.
Tendo, porm, o governo procedido de modo
contrario, para o q.-e, estamos certos, deve ter
concorrido o ministro amigo de sua provincia, ao
qual ae referiu o collega, nao merece eertamente
as suas aecusaces.
Quando de toda parte leclama-se do governo,
que tome a iniciativa de certos molhorameut. oio
deve ser censurado o acto, que nomeou um inspector
de colonisacao, acto iniciador io estabelecimento
deste importante servido nesta provincia.
O que dira o collega se o governo, querendo
subvencionar, auxiliar ou promover a creacao de
bancos agrcolas, nomeaase alguem para confeccio-
nar um plaoo geral e entender-se com interessa-
dos acerca deste assumpto?
Dira qae tal nomeacAo era injastificavel, si-
mente pelo facto de nao existirem anda eaaei
bancos agricolas ?
Infelizmente a nomeaco de inspector de colo-
nisacAo se fea em ama epocha prxima nos
pleito eleitoral e dah que partem principalmente
as aupposicoas do collega, de ser esse acto nm
expediente de cabala.
A nomeacAo recahio em um cavalheiro que por
ser hoje como>ra de h% muito, dedicado amigo do
conaelheiro Portella e um adversario tanto mai*
temivel da poltica da Provincia quanto mais firme
e devotado a causa conservadora, mereceu tambem
por causa deatas circumstancias ser atacado pelos
sem adversarios.
Poltica parte, porm, nioguem dir qae o
servico publico e acc&o governamental devessem
ficar paralysados at que paaaado fdsae o pleito
eleitoral nesta provincia.
E anda que assim fosse, as apreciacoes dos ad-
versarios do conaelheiro Portella seriam as meamas,
tmente com urna differenca.
Em lugar de dixerem, como agora, que as no-
asaacoes f itaa sao um expediente de cabala, diziam
qae as nomeaces eram o pagamento de servico
eleitoral, tudo viria a dar no mesmo, tudo se pro-
curara prender e ligar a eleico de 14 de Se-
tembro.
Deixamos para outra occasiSo o que temos
ainda de dizer sobre a prxima eleico, toman-
do em eonsideaco as apreciacoes do Ilustre
contemporneo, a quem desde j precisamos pedir
que -ao nos confunda com os anooymoa do<* Ape-
didot por cajas publcacoes n5o cabe rsponsabili-
dade alguna, asta redaccao.
------------- ^ -----
Modelas do Norte
O paquete nacioual Pernambuco, chegado hon-
tem, fot portador das seguintes noticias :
imaionaa
Datas at 12 de Agosto :
Foi a' mead i cb-fe de polica interino o Dr.
Roymondo Jos He be I o, que seguir domingo, 7,
para o Rio Madcira em diligencia.
Admiramos, dis o Rio Bramo, e registramos
mais este acto do Exm. Sr. presidente da provin-
cia, coronel Numeyer, pea havendo muitos ba-
/


rwm
i


Diario


ehareia nesta capital, noineia contra a Ist^aara o
eargo de chefe de p lieia interina atuaal-nMior
da Assembla Provineial! >
- Do Mioioor bavia s seguintea noticias, ae-
rando o Diario do Ordo Para :
. Acaba de cbe#rar o vapor do alto Madeira,
temiendo h trate notioia da continuacaa doB tac-
tos de Carapanatuba.
Alvaro Cesar e alguna dos seu3 empregados.
aeabxn do ser asaassinados de einbjscada per Te-
lespbsro Salvatierra.
Sempre toi istu previsto.
Sao, pirm, responsaveis por iata e venalidade
de una e a acihdide da Relaca dj districto.
O honradj Dr. juiz de direiM da omirr-a le-
te, alii coco serios einbaracos para castigar os cri-
minosos, qua contam protectores at na Rela-
5o 1
Pelo guarda canfereute da Recebedona Pro-
vincial, Srf Marcello Gaimares, foi apprehendido
na fui do rio Itecoaby, affiaente do Javary, 2,100
kilos de borracha, que forana remettidos ao Sr.
administrador d.quella repartico.
para.
Datas al 14 do Aguato :
__Preparavam-se grandes festejos para odia 19,
U snuivera'.riu da independencia da provincia.
__O presido ote J proviacia, conselheiru coro-
nel Francisco Jos Cardosa Jnior, soffrera in-
eommodos de s-de, aitimameate. Eslava j res-
tarx'l cido.
__L-se no Diario do Ordo Para:
< Acha-se bastante enfermo o Sr. Joo Baptista
Ledo, filho do noaso amigo Joo Goncalvea Ledo.
< Occasicnou a grave alteraco da sade des-
te cavalh iro o ter elle se servido de urnas tai-
has m >queadas ao alinoco.
O peixe, devido talvez ao processo pelo qual
0 moquearan, estova envenenado.
luformam-uoa tambim que alm do Sr. Joo
Baptista, ssta tambera gravemeate doentes mais
dous meninos, meinbros da familia do noseo amigo
Ledo.
A'a 11 horaa da manb de hontem (10) na es-
trada de S. Biaz, eatando em sua casa Maria Lui
xa do Espirito Santo a dar conselhos ao sea filho
Jos Ai'lioario, este ficoa tnaito alterado e, lau-
cando mo de urna acha de lecha arremesaou con>
ella sobre aua mai dando lhe um grande golpe na
regio frontal esquerda, depoi do que evadi so.
i A pacieute foi queixar-ae ao subdelegado da
Trindade.
__L 8e na Provincia do Para :
Do sitio S. Joo, freguezia de Barcarena, nee-
ta provincia, ref rem que nodia 5 do corrente ca-
hio all urna chuva, acomoanhada Je pequeas pe-
queas pedraa de glo
Nao ha noticia de que em poca alguma alii
se dsse igual pheoomeno.
__O estado sanitario cautinuava sem melho-
ras.
Msranhao
Datas at 18 de Agosto:
Effectuara-ae em a uoite de 11 e n'um dos sa-
lees do palacio da governo, urna reunia para tra
tar-se da adherencia de todo o funceionaliamo pu-
blico geral, provincial e municipal ao estabeleci-
mento, na capital do imperio, do Banco Unia dos
Empregados Pblicos, qual, a pedido do inspec
tor e dos outr s funcciouaros da Tbesouraria de
Fazenda o Eim. Sr Dr. presidente da provincia
dignou-se presidir. Depois de faxer S. Exe. urna
previa, esclarecida e bem desenvolvida exposico
das vantogens que podem advir aoa aasuciadoa
da realisaco da idea aventada por distinctos ci-
dados da corte do Imperio, resolveu-se que os
empregados da provincia eatavam dispoatos a
faxer parte aasociaco urna vex que nella, attin-
gindo o numera das acedes a 500, se estabelecesse
ama Csixa Filial com autonoma relativa.
Em seguida abri se a insenpeo entre os em-
preados que compareceram reunio, sendo logo
tomaJas242aeces na importancia de 12:!'! ; .uOO :
contiuuou depois a inscripeo.
No da seguinte (12) effeetura-se as 7 botas
da noite, tamb o em palacio, urna reunio coovo-
:ada pela Sociedade Auxiliadora daLavoura e In-
dustria.
Assumindo a presidencia da reunio S. Exc. o
Sr. presdeme da provincia, na qualidade de pre-
sidente honorario da sociedade, e, d< pois de urna
breve exposico dos trabalhos da aasodac, fetn
pelos Srs. Parga e Cantanhede, presideu e uteri-
no e secretario, declarou o Exm. Sr. Dr. Jos
Bento de Araujo que a Auxiliadora resolver ta-
xer a propaganda da fundacao de urna fabrica de
tecidoa de algodo na capital OU em qualquer
localidade prox'ma, propoado-ae a aoganar ac-
cionistas nao a entre oa habitantes deata cidade,
jomo tambem do interior. Que s peasoas pre-
sentes, se c ncordaasem na utlidadede tal empre
xa, nao e pelas vantagensque resultaran! para o
capital empregado, como para a provincia, viato
proporcionar ae por tal meio consumo oara urna
das produccVs agrcolas maia importantes, pode
riam desde logo tomar accojs.
0,te einprez .8 similhantes, diz o Pas, esta-
helecidas em lugares importadores de algodo es-
tavan pr isperaudo e que era lgico esperar im-
porUtit-s resultados de urna fabrica fundada n> sta
provincia, onde a materia prima nao seria one-
rad* da despexa do frete de importaco. E de-
0)18 de algumas consideracoea, em referencia a
observacoe8 feitaa por cavalheiros presentes, re-
lativas ao valor das accoea e do ctpital necessa-
rio, q le foi calculado de 300 a 500 contos de ris,
O Sr. Dr.' Jos B nto dec'arou, euj nome ia Au-
xiliadora, que estova aberta a subacripeo das
acco's qud, segundo fieou assentado, teriam o Va-
lor nominal de 100000 ris. Foram immediata
mente imadas accojs na importancia de.....
73:500JOOO.
Cear
Datas at 9 de Agosto.
Continua van os trabalhos da Assembla Pro-
vincial Legislativa.
I'r sramma da Karmesut que se eff ctuou nos
aiaa 14 e 15 Jo andante em beneficio do M. aumento
Tiburei i :
\'* 5 horas da msnh de 14, as bandas de mu-
sica do IIo batalho da infantana e do corpo poli
cial toearie alvorada em frente do porto central
do Pasaeio Publico e as rnaa de seu percurso,
deat" pontj psr> oa reapectives quarteis.
W 5 horas da tarde c mparecero ao mencio-
nado jariim a comea sai) administrativa e oa au-
xiliar-a da kermesse e as Esmas. Sras. incumbi-
das >;a adoBatrafo doa paviibja, cabanaa e
barracas.
Depois de na-.alladas as commisess nos seua
respectivos postes ser tranqueado o jardim con-
currencia publica.
Eutra-se, mediante blhete entregue aos portei-
ros, pelos p rtdes em freu'e ao quaitel do Jl" ba-
taihio e ra do Mjor Fac;uol >.
O p.rti em fren e i Santa Casa de Misericor-
dia reservado exclusivamente para a sahida.
A'a 6 1/2 horas da tarde a banda de mnsica do
11" bt>.lho reunida c.m a uo corpo de poli-
ca, f rmando um todo de 50 figuras, executaro
11 Guarany, eympboiiia da grandiosa opera do
maestro braileiro Carlos (Jomes, dirigida pelo
f.iimte Benvolo.
En seguida, do palanque ergan' ir a cabana
Lertador, pronaiciara o seu u.o-jrao o orador
uffioial da testa, Dr. Justniano de Serpa.
Terminado o discurso as duaa bnia3 de msica
exeeutaro de concert a grande peca Bt Lan-
qaed-c, ouvertura original de E. M^nesoba di-
receo do Ilustre profesaot Jorge Victor.
Abre se em seguida a kermesse em todos os
pavilhes, cabanas e barricas, prvidos de tudo
absolutamente quanto pode apetecer ao bom gosto
publico, proLngando-se at meia-noite.
Aadministraco dos pavilbo^s, barracas^ e ca-
banas est confiada s seguiotes commissoes :
Paviiho Tibarcio
DD. Hilda (Xrdeiro, Ludia lsen, Cecna Bo-
lm, Jovma Cabral, Elvira Pinho e Elisabeth
Hughs.
Auxiliara esta commisso 08 Illms. Sr. capito
M. Thom Cordero, teneute Francisco Pedro d s
Santos, J.J. Avres, alferes Francisco Baptista
Torres de Mello, Alfreda Milton le Soui* Leo e
alferes Jos Custodio.
Kiosque Villa-Vicosa
DD. Isabel Santos Braga, Firmina de Albu-
qnerque Mello, \ngeliea Borgeg de Castre, Bi-
cardiou de Sonta Mendos, Carolina Borgea de
Maura, Filostena Oondisa e Mara Heunqueto de
Sonaa Mendes.
Auxiliadas pelos Illms. Srs. alferes Joe Mar-
tina Ferreira, teen te Francisco Benvolo Ry
mondo Toruapio Frrreira, teneote Baymaodo do
Carmo Ferreira Chaves, Alfredo Salgado e al-
feni Jos Mara Mean Barroco,
CABANAS E BABRACAS
Ilka da Redempcao
DD. Marietta Borges e Francisca Ayres.
Libertador
DD. Joanoa Ste 'a da Costa e Julia Linhares.
15" de iufanteria
DI). Josepha d; Vbrcu Lage e Genoveva Nu-
nes Valente.
BUaWotlo
DD. Ol^a Citan la e Adelaide Abreu.
Otala do Norte
DD. Braica Acciotye Autonma de Souxa Men-
dos.
'.: Voluntarios
DD. Mara Julia da R icha e Dandon Jorg
Corrientes
DD. Mara Nuoea de Mello e Mara \melia do
Amaral.
Porangaba
Antonio Beserra de Meneaos.
Club Iracema
DD. Tberexa Barbosa, Simphronia Medeiros,
Anglica de Oveira, Mara Amelia de Oliveira,
Christina Costa Sousa, Maria do Carno de Souaa,
Mara Vidal, Ernes'iaa Vidal, e Emilia Vianna.
Auxiliadas pelos Illms. Srs. :
Antonio Marats, A varo Miranda, Adolpho Br
roo. Francisco Carneiro Monteiro, Joaquim Jos
le O iveira Filh Joaquim Costa Sjuz-a, Antonio
Machado Freir o Antonio Papi Jnior.
A commisso central adminittrativa, incumb l
de auxiliar o servico das pequeas cabanas, e na
direcco geral da kermesse compoe-ae dos se-
atores :
Jo> Lopes, major Manoel Bexerra de A'bu-
querque. capitao rfos -Marcal, capito Tristao de
Alencar Araripe Sucupra, Antonio Felino Bar-
roso, Dr. J. de Viremon, Tboin Augusto da
Mitti, Antonio ArTonso d-s Albuquerque, Isaac
Amaral, major Jo> Bngido, Dr. Juatiniano do
Serpa, Martinho Rodrigues, Jorge Victor Ferreira
Lopes e Niels lsen.
No da 15 o mesmo programma, menos o dis-
curso do orador ofiicial.
Depois da execuco das peeas_ annuneiadas as
duas bandas de msica oceuparo os respectivos
palanqnes e tecaro alternadamente pecas de sen
repertorio.
A's 11 1/2 horas da noite a sineta do passeio
dar aviso para encerrarem-se as vendas do dia e
meia noite em ponto ser fechado o passeio.
Os bilhtes de ingresso vendem se a 200 ris no
Club Ceareiut, no Grande Hotel do Norte, no
Canto di Tbeatro S. Lui e no vestbulo do lado
occidental do qnsrtel de infantera.
Seguido se i no Libertador em dous extensos e
circunstanciados artigos a respeito da kermesse o
progrmala foi cumprido fielmente e a esta esteve
na altura dos mimios esforcos dos seua agentes.
A k -rmesse rea leu :
Salda lquido l:70fi20
ttecebido do Club Iracema 57*lS?
dem da Gozeo do Norte 370*)00
Saldo total 2:603*220
Inaugurou se o novo ramal da alfandega, da
estrada de ferro de Baturit
No dia 8 do corrente, s 2 horas da madru-
gada falleceu o Sr. Manoel Albano Filho.
A renda da Alfandega da Fortaleza ttm sido
i 4 este anno : ,
Janeiro 111:387*024
Fevereiro 123:225*097
Marco 122:468*747
Abril 171:784*896
Haio 153:679*022
Junbo 295:358*011
Julho 188:035*894
Agosto, at 18
1.165:939*291
138:652*i'51
1.304:691*342
Deve, pois, a renda do anno exceder muito a do
anterior.
itio Grande do Norte
Nao recebemos jornaes d'esta provincia.
Parabyba
Datas at 25 de Agosto :
Continuaram os trabalhos da Assembla Legis-
lativa Provincial.
INTERIOR
Exposico de eamlnnoM de ferro
branlleiroa
i Icrnal do Commercio do Rio de Janeiro de 3
de Agosto de 1887).
H mtem na presenca de S. A. a Recente e seu
espesa e com grande concurso de seahiras e se-
nil res, realisou-se o encerramento desta exposi-
co.
Becebidas Suas Altezas porta do edificia pela
commisuLo directora da eiposici e pela directo
ra e membros do Club de En;enhara foram con-
duzidaa ao salo de honra e tomaram assento sob
o docel.
Na mesa da commisso directora sentaro-se os
Srs. ministros da agricultura, conselhe.iro Sinim-
ud, presidente do jury da eiposicio, Visconde de
Mau, deputado Carlos Peixoto, Da. Mello Bar-
retto e Pedro Betim e Perora Hirta e o secreta-
rio u-eral da exposico los Carlos de Carvalho.
Aberta a aesso, o Sr. cooselheiro Snimb leu
o seguate relatorio do jury da exposico :
A commisso nomeada pelo Club de Enge-
ntara para dar cumpimento clausula XI do
programma organizado para a exposico dos ca-
min s de ferro braxileiros, vem apresentor-vos o
resultado de seus trabalhos.
o Como determina a citada clausula, a commis-
so procurou nao a conhecsr dos merecmentos
relativos dos ubj-ctos exoostos, como anda tixer
seleceo daquellea que deveriam figurar na expo-
sico internacional 1e Pariz.
Achaodo se, porm, hoje res ilvido nao mais
comparecei-ae mquelle certamen industrial, que
i los protestos o abstencors das granuea compi-
obas de i stradas de ferro iraucezas deixou de
corresponder ao plauo grandioso, com que se an-
nunciara, fica prejudicadaa segunda parte do !n
balho feto, limitando se a commisso a apresentar
a primeira, rcle.tiva aos premios que devem ser
conferidos aes diversos expositores.
k Quarenta e um foram os expositores, a saber :
2b eatradas.de ferro, urna companhia de minas,
12 particulares, a Esc >la Polyt.chuica, a directo-
ra de obras publicas do Ministerio da Agricultu-
ra e o Club de Eogenbaria.
Dignos todos de louvor pelo contingente que
forneceram para abrilhantar a primeira exposico
dos esminh a de ferro brnzileir -s, cojo xito exce-
deu s melhores espectativas, a commisso julgou
dever class fical-os em tres grupos, de aecrdo c >m
as trez cathegorios de premios eatnoeleeidfji pelo
prugramma, toman lo para base o merecimentc re-
lativo dos cbj'Ctosexpoatoa e anda a aua proprie
dade em reluci ao fin pratico da expoaico.
No primeiro grupo, merecedor da medalha de
ouro, coutcmplou ea primeiro lugar o Club d En-
g-M,hara, nao so pela expoaico da sua revista e
do archivo do primeiro coogresso de estradas de
ferro no Brasil, que offerece precioso manancial
de estudo e c nanita, como porque lhe cabe a
grande gloria de ter por sua iniciativa e exclusi-
vos esforcos conseguido o resaltado deslumbrante,
que veio patentear de modo elopuente oa trium-
puoa da eogenbaria brazileira.
Alm naso, conferir a medalha de ouro au
Club de Engenhana, um meio indirecto de con-
templar promiscuamente neate houroao premio n
gmeralidade dos trabalhos techuicoa, expistoa ou
n', cujos autarea pertencem quaai todos a esst.
lu til e patritica associaco.
A outra medilha de ouro cabe dejustes a
estrada de !rro D. Pedro II, que apreaentoa n
mais bella e somp eta exposico.
D> exame nos ubj-ctos expostos faz se idn.
das dirficaldades e bedeaas do seu tracado por
planeas de urna correceo ioexcedivel e por pboto
grapbias admiraveis. Avalia se precisamente de
modo porque tem sbido adoptar todos os melhora-
meatos modernos pelo sea numero de speeimem,
relativos 4 constroeeao e trafago. O desenvolv-
meneo de suas oficinas atteatodo por varios tra
bainos perteitameote b de graixas, molas, rodas, etc., aobresahindo princi-
palmente um apprelh> de bomba de alimentaco
para locomotiva e ama oadeira de longeron, nelia.i
toijada.
Finalmente, pelos seas mappas estotisticoa
diversos modelos de impreasos, coodices regala,
mentores, ete., revela a regularidade e meth^do d.
sua eacnptaracio, o que tudo concorre para firmar
os merecidos crditos, de que gosa, de ser a todot
os respeitos a nossa primeira via-ferrea.
A exposieio prodasida pela estrada de ferre
D. Pedro 11 constitue urna eccola completa, achao-
do-se nella representados todos os ramos de ser-
vico inclusive o da conservaco da lioha. E t->
grande a ditferenca, qu spr- sena a estrada de
ferro D. Pedro II com os demais expoait res, pela
CMcnplicidade de su- exposico, que embira reco
nhecendo-lhes mrito real mas nao os podendo a
ella equiparar, vio-se a commisso obrigada a
classifical-os no J e 3 grapns, respeitondo sem-
pre o valor relativo, base do seu julgamento.
N i grupo a que d-ve ser conferida a me
dalua de prata, eontempl 11 a commisso em pri-
meiro lugar a corSBauhia C-opoldina, que com as
eatru i, >o Novo, Alto
Mosihh>, i^raflH|sWi' ii' fouro, a ellas boje nn-
uexjidas, c>tis{itw a mai unpirtante rel de es-
tradas de bitaia eatreitn serviudo a mais rica sona
agrcola da proviuci v de Minas, com i claramente
se v do exoellente mappa corograpbico to bem
por alia exposto.
Alm dassc b lio mappa, garant^-llie o pri-
meiro lugar do 2o grupo um apparelbo de bunbi
de alimentaco para locom itiva, feto em suaaoffi
tres dehcaiis inoielu na encala
de 1(10 de seu material rodante.
" Segnem-se depois com direito me ialha de
prata, as estradas : Mogyana, Prncipe do Gr >
Para, Unio Valenciana, prolongamentoda estrida
D. Pedro II, Santos a Junllaby, Rio Oran ie a
lag e a estrada de ferro da Babia, n taveu to-
das, como a Leopoldina, p >r suas p antas, p rtic.
variadas colleccoes de madeiras com suas respec-
tivas applicacos e magnificas pbotegraphias de
trechos importantes, e importantes obras de arte
Pertence anda a esse grupo a directora de
obras publicas do ministerio da agricultura pela
rica collecoo de estudo e memorias de varias es-
tradas do Imperio, firmadas pelos mais acreditados
engenheiros ncionaes.
Classificou a commisso no 3" grupo, que deve
ser distinguido com menco honrosa, as outras es-
tradas que se fizeram representar Umbem digna-
mente, porm a'a de maneira to c .n.nieta e bri-
Ibante como as anterioras ; a saber : Estrada de
Ferro do Reefe a S. Francisco, cujo primeiro lu-
gar lhe asnignalado por um imp ir tanto lbum,
em que figuram com todos os detalhes os projectoa
de suas obras d'arte, trabalho que pode ser con-
sultado com vantagem.
A esta estrada segaam-se immediataisente
depois, sobresahindo unas por suas planta? e pr-
fis, outras por suas memorias, phoUgraphas ou
quadros estatisticos e quaai todas por valiosas col-
leeees de madeiras, as estradas : Oeste de Minas,
Paran, Bafurit, Cantagallo, Central da Bthia,
S. Paulo e Ro de Janeiro. C-ntral de A'agas,
I fiereza Christina,Conde d'Eu, Itaqui a Quarahim,
Macah a Campos, Recife a Caruar, Rio e M as
Sergpe.
Sao ta nb-m dignos de menco honrosa e muito
especial os seguiotes expositores, cujos objectes
teem relaco mais ou menos directa com estradas
de ferro :
Companhia de Minas de Carvo de Psdra do
Arroo dos Ratos, pelas bellas amostras que ex
hibio.
Os eugeubeiros Manoel Mana de Carvalho,
II Tin o Candido da Ciato Alvea,e o commenda-
dor Jos arlos de Carvalho, pelos intsressantes
mapoas e graphicos que apresentaram.
o O engeaheiro Jos Carvalho de Soasa pelos
lubncadores de aua invenco para carros e machi
as e que j tem sido ensaiados com vantagem na
estrada de /erro D. Pedro II.
Os engenheiros Alolpho Jos Dd-Vechioe
Antooio de Paula Freitas por suas obras, o pri-
meiro sobre materiaes o segunlo sobre estradas
de ferro.
O engenh-Mro Francisco Picanc pela collec-
co da Heviita das Estradas de Ferro por elle
creada e hbilmente redigida.
O Sr. Auto.-ii i Jos Martina p. U engenho-n
cancella automtica qua inventou para passagens
de nivel e que promette ser de vantajesa appli-
c-ieo.
A Escola Polytechnica por seus varias speci-
mens de material para vas frreas.
O Sr. Argemiro Augusto da Silva por sua
lampada elctrica, a que parece destinado auspi-
cioso futuro.
Earas Vaccum Brake pelo systema de freio
do vacuo, j empregado no paiz.
Os Srs. Joaquim de Mattos Faro & C, pelas
rodas de vagn fundidas em suas oficinas.
O Sr. Paulo R ibin At C. por seus mappas.
O Sr. Octacidio Cmara pelo plano ds defeza
da provincia do Rio Qraode.
E, finalment', o Sr. Marc Frrea pelas mag
oificas photogrsphias de importantes trechos de
nossas vias frreas, cira que concorreu nao a para
abrilhantar a Exposico como at para supprir al-
gumas lacunas sensivcis de estradas que se nao
fizeram representar.
< Dando conta da melindrosa incumbenci a que
lbe foi conferida, a commisso protesta ter procu-
rad > iospirar-se na mais escrupulosa imparciali-
dade, pedilo a todos desculpa por qualquer apre-
ciar menos exacta que tenha involuntariamente
feito do merecimento relativo de cada um.
< A tarefa era difficil, e tanto mais difficil
quanto dignos de louvor foram todos pelo muit i
que fizeram para o esplendido xito da primeira
exposico das camiihos de ferro brasileiros, que
era merecedora de ficar constituida em exposico
permanente, enriqueceudo-sa de dia em dia com o
progrsso da industria e os navas cammatimentos,
que no paix foaaem tentados.
Terminando faz a ommisso votos para qu
o governo aproveitands-se da patritica iniciativa
do Club de Eagenharia, realise, a ex-mplo dos
paizes euroupeus, ta bello desidertum, que seria
urna verdadeira asela pira o publico, lisongeira
carta de apres -utaco para 08 estrangeiros que
visitassem este paiz to pouca aelles coahecido, e
una finte de consulta para a nossa macidade es-
tudiosa.Joo Lius Vieira Cansancio de Sinim-
b.Prdro Betim Paes L'me.Christiauo Bene-
dicta Ottoai Visconde de Mau.Carlos Pexoto
le Melli.Alvaro Joaquim de Oliveira.Manoel
Jos Aives Barbosa.
O Sr. Dr. Mello Baireto, usando da palavra,
aeradeceu a suas altezas, ao governo e aos expo-
sitores o apoio e stvco que prestaram para o
bom xito da exposico.
O Sr. cooselheiro Rodrigo Silva pronuncioa o
seguinte discurso :
S'i-enissimos principas, miabas s-;nhoras e
aaeus sentir. Ao ter a honra de declarar aber-
ta a presente exp isici, prim-'ira de seu typo o
Americi, manitestei a esp-ranca de que iieubuu.
anni se saeenari para o Brasil sem que centenas
de kilmetros te.ham augmentad) a nossa rede
de vi-ci frrea, e desenas de locomotivas e mi
Iheiros de vagoes tenbm feito avultar o noaao j
cooaideravel material deate poleroao mechanismo
de proi?res80
Pois bem, senbores, psucos diss decorreram
desde entio e, por auspiciosa approximaco de
faetOS, c liooi iirim com esta agradavel feata d.
trabalho, manifestacoes que, roborando aquella es-
peranca, merecom ser notadas como sympto as
do proapero desenvolvimento para a vitco farrea
do Brasil.
Em to curto intervalla de t-mpo, ao passo
que mais de urna centena de kilmetros foi abar
ta ao trafeem nos prolon^amentos das estradas de
ferro de D. Pedro II, Pernambuco e Babia, caube-
me a grata misss d', em n >me da excelsa prin
teaa imperial regente, solicitar do pider legislativo
os meios necessarios conclusa! da estrada que
tem de ligar capital da Bihia a cidade do Joa-
seiro, na margem da S. Francisco, e a construeco
das liabas que completovam a rede projectada ua
provincia do Rio Grande do Sal.
< Pasaam multiplicar-se oa faetos desta n tu-
ren e expandindo-ee a viaca frrea o progri'so
do Brasil ha de accelerar se na proporca das gi-
gantescas forc> naturaes que, sem d vida, reser
vam nossa patria glorioso e folis destino em to-
das as espberna da actividade humana.
Autil exposic) que toca a seu termo poc a
prova a tendenei do espirito publico para esta
ordem do melhoramenros.
O extraordinario concurso de visitantes de to-
das as clisses, que afilio a estas salas, d testemu-
nho do vivo interesae que a tolos o brasileiros e
amigos do Brasil inspira o progreses da viavio
frrea. Tal concurrencia foi ao mesmo tempo
aignal evidente do grande apreeo com que o pu-
blico acolheu a benem-rita iniciativa do Club de
Engeobaria, e esta iniciativa mereca com effeito
os app'ausos que tem despertada.
Antes de encerrar esta exposico cbeme o
desempeoho de oatro honroso dever : S. A. im-
perial a regente dessjando manifestar sua solio.
tude por tudo quanto possa intereajtr a protperi-
dade e grandeza do Brasil sempre animando todos
os esforcos e sacrificios patriotiios, urdeoou-me
que publicasse hoje os decretos pelos qaaes foram
agraciados com diversos graos da ordem da Rosa
os Srs. Dr. Antonio Paulo de Mello Barreta. Joa-
Juim Miguel Ribeiro Lisboa Jas Eubank da
amara, Jos Freir Parreiras Harta e Jos Car-
los de Carvalho.
Em seguida declareu em nome de S. A a prin-
cesa reg.-nte, encerrada a primeira exposico dos
caminhos de fe-ro brasileiroa.
Suas altezas viaitaram todas as salas da expo-
sico, retirando se a 3 horaa da taide.
Pez a guarda de honra porta di difieio da
expisico urna fjros do 7 balaibo de infantana
n towu no saeu) durant a sol-mnidade a banda
de ma*ic* do Io bitulhio de infmtana.
KiiviSTA DIARIA
^latarailiacAe< P ir p irtar o presiden-
cia da provincia d' 22 do crrante foram natura
lisadis os subditas p irtujuezes Maiuel Jos dos
Santos e Ji Francisco da Neves.
IteeUsnacao de oatleara- Por portara
da m ama data foi designada a cal -ira m-xca de
Porto de Qallinhaa afim de nella lar ex-rcici > a
profesora avulsa ('.ord lina Am<-lia da Paz.
Matricula ip eacravoa -Kemettem nos
n seeuiute pira publicar :
c A respeito d julgado da Tribunal da liel.ea l
da corto que provocan actos illegae< de vsrias au-
toridades por terem considerado, se n processo re-
gular, vres os escravoa matricuUd >s rom filiaco
Heaconhecida, reeebeu o Exm Sr. presidente da
provincia telegramma do Exm. Sr presidente do
cnnaelho de ministros, de 22 do coi rente, commu-
nic mi o hsviT aquelle tribunal, err. s sso de 19
deste mez, reformado o respectivo a 'cardo.
Subsiste, portanto, a inte'pretajo dada pelos
avisos do Ministerio da Agricultura Cimm-rcio e
Obras Publicas de 18 e 20 de Julh ultimo.
Or. Coelbo suelteUn tel";ramraa rece
bido hontem ds corte pelo Sr. Beito de Freas
Gu i maraes, sogro do Sr. Dr. Coellio, d a agra-
davel noticia que este distincto medico, nosao com-
provinciano, alii chagara, na vesp< ra, muito m -
Ihorado.
S. 8 como noticiamos, seguir p ira all no pa-
quete allemo Paranagu.
Club Internacional de llesrataaA
reunio familiar, que todas as sem mas propor-
cionada aos sabbados pelos dignoi. directores de
m>z deste Club, ter lagar amanh, e nao no sab-
bado.
Antes do costumado recreio dansante baver um
pouco de msica executoda e canuda por algumas
aenhoras e socios do mesmo Club.
llavera trem para Apipucos que lartir da ra
For-n E' de esperar que egaa reunio seja urna das
mais agradaveie, e muito se tem usureado para
isto o Sr. Claudio Dubeux, director do mez cr-
rante.
Paquete nacionalO vapor Pernambuco,
da C moanhia Brasileira, hontem chegado dos por-
tos do norte seguir boje tarde pata os do sul.
Imprenta*R-cebamos han'ern do norte o
2o fascculo dos Elementos rfa Chiirooraphia do
Brasil do Sr. 1' teen te J. Ainoso, pubiieacio ma-
ranbense.
Tambem recebemos o n. 3 da Revista Afen-
sl de L tteralura, Sciencias e Artet do Pinuhy,
cujo summario este :
Eatudoa Antropilgicos por Clodoaldo Freitas.
Evoluc) do tempo (poesa) por Lenidas e S.
O Padre Romano, oor Hygino Cuita. -Violeta
por Adalberto.O B.-asil e a Icstrucco, por
Lenidas e S.Doatrioas Ut is (poesa) por
Nascimento Filbi.Soneto, por Astrolabio Pas-
8js. -Historia do mez de Julho, pir Bias.Re-
gistro noticioso.
Companbla deEdiQsacoNo paquete
nacional PemaM6uco, hontem chegado do norte,
veio da provincia do Amazonas, onde se achava o
rngenbeiro Ricardo de Meoezes para aasumir a
gerencia 'eata comp inhia para cujo cargo foi eleito
pela assembla geral dos respectivos accionistas.
A actividade e aptido do novo j;erente desta
companhia deve proporcionar aos accionistas e ao
publico a confianca e crditos necessarios ao d s-
onvolvimento e prosperidade da mesma.
AfosadoTendo ante hontem por volta das
6 1/2 horas da tarde ido banbar-ae no rio Capi-
baribe, na altara do povoado do Poc> da Panella a
praca do 2.a bstalhio de infantaria, praticante da
banda de msica, de nome Alfrdo Goncalves
Maia, acout'cea que ao atirar-se ragua, deu um
to forte raergulho que nao tornou mais a appare-
cer.
L'vaio o faeto ao coohecimento co subdelegado
do 1 o districto d'aquella freguezia, dea este as ne-
cessarias providencias afim de ver se ain ia era
possivel ser salva a enfeliz prac-, sendo porm
baldadas todos os esforcos.
Foi encontrado na margem do rio ilm da roupa,
urna garrafa qn pareca ter contids agurdente,
tendo sido todo o occorrido levado ao coaheci
ment do Exm. Sr. general comm.it danta das ar-
mas.
Exeorso pedasroaicaO director do
Instituto Desenove de Abril far foje a segunda
excurso pedaggica com os seus alainn >s d i lingua
nacional e da aula infantil, visitaido a Casa de
Detenco.
ProvidencianMoradores dn ra Direito,
oa freguezia de Afogados pedem-nos. que recla-
memos providencias da Cmara Municipal no sen-
tido de prevenirse o Derigo de que eato amea-
cados pelo sobrado n. 18 da mesma ra, o qual se
acha desaprumado e ameaca deaabai.
Merecem ser attendidos.
Justo abaulvlco -Pedem nos para pu-
blicar o seguinte :
Pelo Dr. juiz de dir-ito do 1* districto crimi-
nal desta captol foi abaolvido o Exm. Sr. briga-
deiro Francisco Joaquim Pereira Lobo, ex-direc-
tar da presidio da Fernando de Noionha, no pro-
cesso que lhe fra instaurado pelo :rime di res-
pina-ibilidada previsto no medio di art. 158 do
Coi. Crim., devido aos.acontecm"n:is crimin sos
occorridos naquelle presidio nos ltimos das da
ad.ninistraca de S- Exc.
Tio jr.sticeiro julgamento ben. traduz que o
Exm. Sr. brigadeiro pjreira Lobc nenhuma co-
participaca teve em toes delicies, os quaes se
nao oa pode evitar pelas difficuldad's do momen-
to, o menos cumprio o seu dever punindo aos
delioquentes como 'he foi pessivel e sob a egide
da le.
A sua ab3elviclo ama pr< va eloquente
disto.
ttoroe fieosjrapblcaa e laiatorlcaa
de PrruansucoO Sr. prof-aaor primario
de Conceico de Maranguape, Eleiterio Roberto
Ti varea do Eapirito-Santo, acaba de publicar a
2a edico do seu livrn sob o ti tu o cima, com-
p-ndio adoptado pelo Gonselho Littorario para aso
das escolas primarias desta p ovin da.
Na Livraria Econmica etigtein nxpostos ven-
da oa exemplares deste livro.
Agradecemos ao Sr. pvofessor Tiindade o mimo
que nos fez de um exemplar.
XowaaSenbora da Peona-E' amanh,
'-'6, que, Jcpiia da missa cantada orcheatra, s
4 hjras da madrugada, hastear-se-ha com todas
as formalidades do esty'o a bandeiri de Nossa Se-
nbora da Penba em frente ao seu magestoso tem
po, e 4 tarde, ia 5 3/4 eomecaro as novenas c >m
h p impa doa outros aonoa e acompaihadaa sempre
de bom instrumental.
Tanta no levantamento da banduira como as
novenas toenr no pateo da igreja da mesma ex
celsa Sen hora, Virgem da P noa, a msica mar
Cial do 2 bataibo de infantaria.
facualde* Bocine*-Ha boe a seguate:
Do Recreio Infantil Nove de Agosto, s 3 horas
da tarde, em sua ade, (Institua Vcademico) em
sesso ordinaria do cosiume.
Amanh :
D>8 accionistas da Companhia co B-beribe, ao
meio da, -m aesso de assembla g-rai extraordi-
naria, n< 1* andar da casa n. 71 di toa do Lope
rad >r, para a eleico da directora le deve tunc-
conar na prximo biennio.
Domingo:
Da Sociedade Minerva Progresen Pernambuca-
no, s 10 bcras da manh, em sua sede, para em
aesso de assemola geral ordinaria tratar de n
g-ei>B diversos e urgentes.
Da Maute-Pio dos Typographos ce Pernambuco,
s 11 horas da manh. roa do iogueira n. 47
Do Instituto Lit'erano Uiindenie, s 10 h iras
do dia, n ade social, em asaembla geral, para
preataco de comas
sjanlfeataedoHonten cnscido numero
de amigos e correiiitiooarf s do d.-aembrgador
los Manoel de Freitas, a convite do Dr. Jos Ma-
rianno, depois de rrouidos roa do Imperador
em trente da escriptorio da redaco da Provincia,
foram eneorp Tados e precedidos de ama banda de
msica at a residencia do mes ooileeembargador,
em demonstracfto de apreeo, provocada pela no
meaco que para a Rehtoio de Gtyaz fes o go-
verno imperial do Dr. Freitas.
Chegid a c sa de residencia ilo desemlarga-
dor fiseram se avir os Drs. Joaqaim Nabuco, Jo-
s Manaono, Ulysses Vanos, Jos Mana, aeade
mico Caasiano Lopes e outros
Respoodeu-lbes agradeceudo o Er. Freitas, dis-
solveudo-se em seguida a reunio.
Uirecco don baldeaA "ommisso do
grande coucurso internacional qu> no prximo
anno se deve realisar em Bruxellas, em que se
tratar do grande problema da direcco doa balos
j o Sr Joseph Rad -zint-ky, de Praga, enviou
8:0"0 francos para se fazer um servico de baldea
dirigiveis
O Sr. We'ker, de Berlim,*estabelecer vastas
instillacoea aerostticas, coja deapeza eett oreada
em 650.000 francos.
O Sr. Toulet, representando um grupo de aero-
nautaa, tara ascensoes para m atrar a eficacia de
i-i.'rt s apparelbos de invenco moderna e que
muito bao de facilitar a nav.-acio aerea.
Convite InternacionalO ministerio de
n-layes exteriores da rupubliea da Per diriga
ao governo braz'siro um convite para fazer se
representar no coogresso sanitario americano, que
se abrir em Lima na dia 1 de Novembro prximo
com o fin de adoptar se um systema un forme que
nos cas '8 de epidemia dispense o extremo recurso
do feeham uto dos portos.
.folela* A lecaci do Paraguay, em M-'a-
t 'vi lio publicou o seguints :
Ao cidado paragmy > Victoriano Y-ir, re-
sidente no Imperio do Bmsl.
Seu irmo, o coronel Z icarias Yara actual
chefe de pliciade Aaaumpco, em seu nome e na
de toda a familia, deaeja ter n iticias suas e saber
o lugar de sua residencia.
Pedo-se a quem souber alguma informayao
a seu respeito o favor de dirigir se a legaco do
Paraguay em Montevideo, ra de Sarandi n. 131.
Roga-se impressa do Braail a reprodueco
destas liabas.
Directora dan obraa ae conaerva
cio doa porto*Boletim meteorolgico do
lis 23 d- Agesto de 1887:
hj| a o
loras 5 "- 2 a O te Barmetro a Os Tcnsao do vapor a o S
ps a
6 m. 23o-4 6203 17,25 79
9 23 763t"59 15,95 73
12 26"-4 762'8S 16,73 (4
3 t. 26-5 76143 16,30 63
6 2.V1 76!-"87 16.01 68
Temperatura mxima7*,25
Dita mnima22,50.
Evaporaco em 24 horca ao sol : 6,u,4 ; soro-
ra: 2-,7
ChuvaO, .
Direcco ao vento : SE e E3E.com interrupco
de 48 minutos E, de inea salte at 8 horaa e 10
minutos da manb ; SE s SSE vanaveia at mei*
noite.
Velocidade media do vento : 3',03 por segundo.
Nebulasidade media: 0,51.
Boletim do porto
Ha 3 a "" 3 Dia 11- ras Altura
P. M. 21 de Agosto 731 da manh 2.m57
t. M. * 154 ia tordo 0.n>52
?. M. m 798 2.m4d
a. d. 23 de Agosto 20) da manh 0,-62
I eilleEUec.uar-ee-hc :
H,je :
Pelo agente Piuto, s 11 liras, ra do Mr-
quez de Olinda n. 52, de m ives, pianos, etc.
Pelo agente Modesto Bapiiata, s 11 horas,
ra da Barc da Victoria n. 24, de 1 cofre,
panos, movis, etc.
Sexta feira :
Pelo agente Ciusmlo, s 11 horas, a ruido
Mrquez de O.lula n. 19, de predios.
Mla*a* fnebres Sera celabradis :
Hoje :
A's 8 horas na matriz de S. Jos, pela alma de
D. Anna Ferreira de BntoMacjdo; s 7 horas,
na matriz de 3. Jas, pela alma de D. Julia Ade-
I .de da Silva Ramos.
Amaob :
A's 8 horas, na ordem terceira do Carmo. pela
alma de Joo Au .rusta dos Santos.
Sabbado :
A's 8 h iras, na matriz da Boa-Vista, pela alma
de D. Feliciana Rosa do Reg O elho.
Pa**aa*elro<*Cbegados dos portos do norte
no vapor nacional Pernambuco :
Cordoiina Ferreira Franco, Amelia Ferreira Jor-
ge e nm fiibo, Raymunda Jorge, cabo Manoel Tho-
maz Medeiros, Julia Cesar Araoha, Dr. Ricardo
Menez urna filba e urna crala, Pierre Basu-
tant, Jos Batlho, Mana Francisca da Cruz, Ru-
bert Velasques, 4 imperiaes marinbeiros, Bernar-
dino Cardoso, Antonio A. Ferreira de Sonza, Luiz
Mavignier, Pierre Lami, piloto Valente Francisco
e 9 nufragos, Julio F diosa, Dr. John H. Mo-
rante ana senhara, Augusta Parson, piloto Wil
liams Evans e 6 nufragos.
Cb-'gados do norte ao vapor nacional Mar-
quen de Caxias ;
Vicente da Silva Porto Primo, Laurentino do
liego Barrse aua senhora, Liberalino do Reg
Barros, Samuel da Costa, Pantaleo Bezerra, Isa-
he! Bastos e urna criada, Antonio Campello Ma-
risco, sua senhora o um filho, Manoel Mendes Qui
maraes, Joaquim d-t Oveira Maia.
Sabidos para 03 portos do norte no vapor
S. Francisco :
Joaquim Ignacio Pereira, Joel Odonco Freir
^e Amiriro, Dr. Francisco de Paula Salles, Joo
C. Galva, J. Z. de Figueiredo.
Proclama* de caaaniento Foram li-
dos no dia 21 do corrente, na matriz da Boa-
Vista, os seguintes :
Joo Manoel Lopes Braga com Anua Monteiro
da Silva.
Antonio Rodrigues de Freitas com Bemvinda
Oiilherme da Costa.
Manoel Nivardo Ferreira Gomes com Candida
Margarida Ta vares.
Joaquim Augusto de Almeida com Carlota Leo-
poldina Birgard
Joo da Caoba Magalhes com Delmira Rodri-
gues Tavarea de Mello.
Jos Leoncio de Soasa com Lucinda Maria
Martina.
Podro Antones Ferreira com Amelia Teixeira
de Almeida.
Caaa de DetencoMovimento dos pre-
sos da Casa de Deteo"co do Recife no dia 23 de
Agosto de 1887 :
Exisliain 372 ; entraram 2 ; sahiram 6 ; exis-
tem 368.
A saber :
Nacionaes 335 ; mulheres 17 ; estrangeiros 10 ;
escravos sentenciados 4 ; dem processado 1;
dem de correceo 1Total 368.
Armc/iados 339, sendo :
Bons 314 ; doentes 25.Total 339.
__ Movimento da enfermara :
Tiveram oaixa:
Btrnarlino de Arruda Senoa.
Pf ;ncisco Themotheo do Andrade.
tarande lotera do Para Eis os nu-
raer s premiados da 1 serie da 12" lotera ex-
trahidaem 24 de Ag;sto :
2054 100:000*000
1313 ib:0l0i00
4942 6:0001000
957 2:100*000
2613 2:000*000
2I6 1:101*000
4073 1:000*000
4810 1:000*000
Estio premiados com 500* :
463 766 1032 1903 276 3102 4037 4391
539 5494
Approximace8
2053 1:000*000
2055 1:0 0*000
1312 3(0*000
1814 3iK)<000
Os nomeros de 2051 a 3060 esto premiados
com 200*.
Os nmeros de 1311 a 1320 estio premiados
com 100*.
Os nmeros de 4941 a 4950 estilo premiados
com 100*
Os nmeros terminados em 54 esto premiadas
com 100*.
Os nmeros terminados em 13 esto premiados
com 100*.
Todos os numeres terminados em 4 estio pre-
miadas com 60* excepto os terminados em 54.
Todos os nmeros terminados em 3 esto pre-
miados com 50* excepto os terminados em 13.
A seguate lotera corre no dia 37 de Agosto
com o p ano de 1OO:<0O*.
tsoterta da provinciaResumo dos pre-
mios da 9* lotera da provincia em beneficio da
Santa Cas de Misericordia do Recife, extrahida
em 24 do corrente :
4815 12:000*000
23a2 2.000*100
3725 1:000*000
Esto premiados com 50 J :
1967 2566
Esto premiados com 200* :
2880 3101 6429
Esto premiad- s com 100* :
998 1011 1873 2541 3201 4150 4189 6366
Es'o premiados c un 50* :
14 879 2 91 2239 2304 2a67 2376 28>7 2932
3780 4361 5836 6361 6524 6773 7881
Approximacoes
4814 150*090
4816 15O*-(0
1351 95* 00
2353 95*'W0
Os nmeros de 4811 a 43 0 esto premiados
com 30* xcapto o da aorta grande.
Oa nameros ds 2151 a 2360 esto premiados
com 20* excepta o da de 2:000*.
Tados oa uumoroa terminados em 15 esto pre-
miados com 15*.
Os numeres terminados sm 52 esto premiados
com 10*.
Todos oa nmeros terminados em 5 esto pre-
miados com 6*.
Caaa PellaEste estab-lecimento lotrico,
pertenceute aa Sr. Antanio Augusto dos Santos
Porto, vindeu os segiiintea premios, da 9 hteria
desta provincia, em beneficio da Santa Casa da
Vlgericordi do Rcc'fe, extrahida hrntcm 24 do
corrate :
6.429 200*0<;0
9^8 100*000
2.f/dl 100*000
Lotera* dlseraaaA '.'asa Feliz, do A.
A. dos Santas Porto, na praca da Independencia
ns. 37 e 3J, tem a venda os bilhetes das seguiotes
loteras :
Espirito-Santo : A 5* parte da 3' lotera,
cujo premio grande de O.-OOOd'dOO, pelo novo
plano, se cxtrahiramanb 26 do corrente impre-
tenvelmen'''
Sauta-Catbarin i \ V parte da 2" lotera
cujo premio grande de 50:000* ser extrihida
bievemente.
i'. i; remio granda 250:000*000 se ex-
t'ahir no dia, 28 do corrente, impreterivel-
m 111 -
Alagas: A 3. parto da 19. lotera, pelo
n-ivo -lao, caja premio irrande de 4'':000*000,
ser extrahida hoje 2b do eorrente, ao meio
da, impreterivelmente.
Provincia : A 10 1 o'eria, pelo novo plano,
cuja premio grande 12:000*000, se ex'rabir
quaiido f ir aanunciada, s 2 horas da tarde em
beneficio da Santa Casa de Misericordia do Re-
cife.
Bilbelea de lotera*Em mo do agen-
te Bcriiardino L>pes Alli-iro acham se a veuda os
bilbetea das seguintes i tema :
Do E*pirito-*ian(o : A 5' parto da 3* lote-
ra, cuj > premio grande de 50:000*, pelo navo
plano, ser ezt. ibida, manb 26 do corrente, im-
preterive nvnte.
e *3ani:t-C'albarina : A 1' parte da 21
Ictena cin um impirtunti plano, cuj premio
grao te de oO:O'JO*'0O, ser extribida qnando
for anoonci
Oo t.'ertr : com nm imnirtante plana, cujo
premio rrrande de 250:000*000, -era extrahida
no dii 28 da corrate, s.-gund i f ir:i, impreteri-
velmente.
Ua provincia: AlO'litcria, pala nova pla-
no cujo premia grande de 12:000*000. 'tn bene-
ficio da Santa Caaa de Misericordia do Reeite, ser
extrahida quan do far anaunciad, s 2 oras da
tarde.
Oe tlasoasi A 3." parte da 19.> lotera,
pelo nov i plano, coj > premio grande de........
40:000*000, ser extrahida boje 25 do crran-
te, (quinra-feira), a 12 hars da manh impre-
terivelmente.
Oo (iro-Par : A 2' part da 12 lotera,
pelo novo plano, cujo premio grande de 100:000*
ser extrahida no da 27 do corrente, impreteri-
velmente.
joteria da provnolaA 10' ioteria pelo
novo plano, cujo premio grande de 12:000*000,
em beneficio da Santa de Misericordia do Recife.
se extrahir quanda for unnonciada, (impreteri-
velmente) s 2 horas da tarde, no consistorio da
igieja de Nossa Senhora da Conceico dos Milita-
res.
No mesma consisrorio estarlo expastos as ur-
nas as eapberas a apreciaca do publico.
Os bilhetes garantios acham-se venda na
Casa Feliz na pr>.ca da Independencia ns. 37
a 39.
Tiimbom acham se i venda na Casa da Fortu-
nan ra Primeiro de Mareo o. 23 de Martis F.u-
zaifc C.
Assim como na Casa d 0"r" na a d--> Baro
da Victoria n. 40 de Joo Joaquim aa Costa
Leite e na Roda da Fortuus. na ra Larga do Ro-
sario n. 36.
Lotera de Mania-Catbarlna Esta
lote-ia, com um importante plano, cajo premio
grande de 50:000*000. ser extrahida quando
far annuneiada.
Os bilhete8acham-se venda na Casa da Fortu
aa ra Primeiro de Marca n. 23, Martins
b'iuza & C.
Ijoterla da provincia do Paran
A "4" lotera desta provincia,pelo novo plano, cu-
jo premio grande de 12:000*000, se extrahir
no dia 30 de Agesto.
Bilhetes a veuda na Casa da Fortuna, ra
.'rmeiro de Marco numero 23, de Martins Fiu-
sa &C.
Lotera do CearEsto acreditada lote-
ra -ujo premio maior de 250:000*000 ser ex-
trahida impreteiivelmente no dia 8 da corrente
(segunda feira).
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 de Martins
Fiuza & C.
Lotera de (Uagoa* A 3.* parte da 19*
lotera, pelo novo plano, cujo preme grande de
40:0(0*010 ser extrahida hoje 25 do corrente
(quinta feirs) s 12 horas da manh, impreterivel-
mente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For
tuna roa Primeiro de Marco n. 23, de Martina
Fmza & C.
Lotera do Grao-Para A 2' parte da
12* lotera desta provincia, pelo novo piano, cojo
premio grande 100:1100*000, ser extrahida
no dia 27 do corrente (sabbado) impreterivel-
mente.
Ua bilhetes achum-se venda na Casa da For-
tuoa ra Primeiro de Marco n. 23, de Martins
Fiuza & C.
Lotera do E*plrlto Santo A 5' par-
I i da 3 ioteria deata provincia cujo- premio gran-
de 50:000*000 str extrahida amanh 26 de
Agosto.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ru. Primeiro de Marco n. 23 Martin Fiu-
za & C.
Cemlterlo PablIco.Obituario do dia 23
de Agosto:
Anna Mana da Cinceco, Sergpe, 24 annos,
solteira, Qracs, ; epilepsia.
Horecio Aquino Oaspar, Baha, 21 annos, sol-
teiro, Boa-Visto ; tubrculos?.
Mana Zf ria da Silva, Pernambuco, 42 an-
no*, casada, Boa-Vista ; diarrha.
Francisco das Chavas Riirigues, Pernambuco,
63 anuos, casado, Boa-Vista ; hemiplegia es-
querda.
Luiza, Pernambuco, 4 das, Santo Antonio im-
perfuraco do recto.
Francisco Tavares Corris, PxnambBco, 35 an-
nos, solteira, S. Jo- ; uremia.
C saria, Pernambuco, 40 annos, solteiro, Reci-
fe ; beriber.
Antooio Jos dos Santos, Pernambuco, 38 an-
nos, solteiro, Recife ; intecea purulenta.
CHR0N1CA JUDICIARIA
nula Commerclal da eidade do
Heclfe
ACTA DA SESSO EM 18 DE AGOSTO DE
1887
rmzsroasc a no iiist. sa. eoMnUDADoa iiroato ao-
aas Da mibamda lbal
Secretario, Dr. Julio Gnimar&M
A's 10 horas da manh declaron-se aberta a
sesso estando presentes os Srs. depatados Olints
Bastas, Be Itrio Jnior e Hermino de Figueiredo,
faltando aesa participacio Sr. epatado com-
mendador Lopes Machado.
Lioa, foi approvada a acta da uosalt anterior,
e fez-se a leitora do seguinte



/

i

I
ffj^v t**f/ v*^*


Diario de Pernambuco--Quinta-letra 25 de Agosto de 1887


<-





EDIMTB
| Oficios :
De d do corrate, da Juata Commerelal de 8.
Salvador remetteodo a relac o dos commerciautva
matiicuiados no primeiro semestre deste auno.
Reepouda-se e archive-ae.
D.' 1*2 do mes fiudo, da Junta Commercial de
Porto Alegre, remette.ido a relacao doa comraer-
ctaateg matriculados no mermo periodo.Archive-
Be, depois de respondido.
D' 13 do corrente da junta dos eorrotores
desta prac, enviando o boletim das cotacoes
ofiSciaes de a 13 do presente mes.Para o ar-
chivo.
Dj Dr. chafe de polica, de i6 do corrente, re-
metten lo a precatoria requerida por Sin tos & C.
contra Asevedo C, devidameote cumpriia.
Archive-se.
Diarios ofliraes de us. 211 a 212Para o ar-
chivo.
Pora-a distribuidos ruhriea os segurates
livros :
Diario de Alheiro, Oliveira n., dito de Mou-
ra Borges 4 C, copiador de Ferreira Rodrigues
4C.
O Sr. corameodador presidente d sciencia
Jantn s esta 6ca inteirada do despacho aeguinte
proferido a 12 do corrente na peticao docuomnta-
da de lautos < C, requeren 1j appreh 'ns> de
marcas imitadas vendidas em cig..rros no estabe-
lecimcnto de Azevedo (S| C. ru* do Queimaio
a. 68Oomo requer, na frm da lei e do pare-
cer fiscal.
Participa igualmente, qae a 11 do corrente, de-
pois de tilda a aesso, Ihe foi apresentado nm of-
ficis do Dr. juir. do commercio, d tado dessi m.s-
mo dia, devolvendo cnmprids a portara de sus-
pensas do asente de leiles Jos Jaciatbo Silvei-
ra. que Ihe tora remettida a 12 de Siaio prximo
passado ; e apreseotando-lhe o dito agente ama
peticao s licitando o levanumeoto da snspenso.
provaodo ter pago o imposto qu a ella dea can-
sa, mandou registrar o eonbecimeoto e deferio o
pedido do mesrao agente.
Poi assignada a carta de matricula de Joo
Vctor A Ivs Matheus, desta praca.
DESPACHOS
Peticoes :
De Sodr da Motta Filbo C, pedindo baixa
no registro 1a nnmeaci de sea ex-caixeiro Rodol-
pho Sodr da M acta. D se a baixa pedida.
De Antonio Piato Lapa & Irmo, id 'm de Prau-
ciss) M'-n.'iinca de Vasjoocelloi. Como peder,
pago o solio da baixn.
De Maim -I Omeotino Ribeiro, ideo de Mareo-
lino Francisco de Ass-s e Manoel Joaquim da Sil
va Lordco.Como requer.
De VI,n t1 Alves Barbosa, successores, dem de
Jos da CosU "orraca.Deferida.
De Carlos Playm & C, dem de Augusto Pires
dos S Hitos e Francisco Cesar Nevea. Na forma
requerida.
D- Eugenio & Vieira, idem de Artbar Teixeira
Bastos e Emilio Garaldo de Figueiredo. Defe-
rida.
De Antonio Domiugues de Lima C, de Vcitor
Sepuldida D.oiz e Alfredo Martina Mo-eira e re-
gistro da nomeacao que apresentam.Gomo pe-
dem.
Dj Dias Silva & C idem de Affonso Martins
dalSilva e registro da nomeacao que apresentam.
D se a baixa pedida, e quanto ao registro sotis-
facam o parecer.
De Domingos Jos Antunes Caimaraes, idem de
Marcelino Francisco de Assis e Jos Gomes de
Araujo e registro da aomea^o que apresentam.
Como requeren.
De Joaquim de Alraeida 6* C. para que se re-
gistre a nomeacao que apresentam. Registre-ae,
depois de satisfeito o pareeer.
De Agostinho & Irraaos, baixa de Joao de
Araujo Cesar Sobrinho e registro da nomeacao
que apresentam C>rao pedem.
De Mareolino de Sonsa Travassos, baixa no re-
fistro s ibre sea ex-caixeiru Sdanoel Curstove de
aiva.Deferida.
De D Maria Amelia da Cuaba, por sen procu-
rador, pira que se fa?am as competeates notas
que a marca de commercio que pertenera a sea
fallecido marido Antonio Pereira da Cuoha, per-
tence supplicaate. Satisfaga o parecer fiscal.
Proferio-se o despacho Registre-seas se-
guiates peticoes, solicitando registro de nomeacoes
de caixeiros de :
Aatonio Piato Lana & Irmo.
dodr da Motta Filh) & C.
Jos Gomes de Oliveira.
Jaciath > de Medeiros Barbosa os C
Beato Gomes de Piaho.
Francisco Ferreida da Costa.
Silva & C .,,,
Henrique Xavier de Araujo Saraiva de Mello.
Poblman & C.
Lopes Alheiro & C.
Henry Forster 4 C.
Manoel Clementino Ribeiro.
Antoaio deSouza Daarle Ferreira.
Amorim & Cardos.
Mendonc* Primo & C
Mello & Irmo.
Barres & Britto.
Francisco Martins Gomes.
A Junta Coxmercial ordena que se declare que
nem ella nem a respectiva secretaria dirigi tele-
gramma de felicitaco a S. Exc. o Sr. conselheiro
miniaira do imperio, orno foi dito pela mpreasa
desta cidade e da capital do imperio.
Eucerrou-se a seaso s U 1(2 horas
Drogara
Faria Sobrinho 4 C, droguista por
ataoado, ra do turquea de Olila n. 41.
Herrarla a vspur
Serrara a vapor e officinat dt carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes do
Capto* ribe n. 23. Neste grando estabele-
cimeoto. o primeiro da provincia nest^ ge-
nero, compra se e vende-se madeiras
da todas as qualidades, serra-se madeiras
de conta albeia, asbim como se preparam-
obras de carapina por machinas e por pre-
(o sem competencia Pernambuco.
Cana de Moda* de J. Bastas di C.
A ra do Cabug n. 2 B, estabeleci-
mento de modas, en ontrarSo so freguez^s
grande e variado sortimento de faz^ndas
de seda, S e algodlo, o que de melhor sa
botem nos mercados de Pars e Lyon.
JURISPRUDENCIA
<|ues N3o visnd i outro fim enm o artigo que publi-
quei n > Diario de Pernambuco de 20 di corrente,
senSo estenlisar o campo d'onde ja coineQava a
rebeotar o pasto osra a maledicencia, coafesso que
nao tive a intencao de expor o Sr. Dr. Teixeira de
S juisos temerarios, nem de arrastal-o a im-
prensa para justificar-se.
O leitor, portHoto, poler bem avallar o desa-
grado que em mim despertoa a publicac.o do Sr.
f)r. Teixeira do S, feita ao Jornal do Heet/e de
h .ntem, e onde S. S. me attribae am proposito que
nanea esposei, colloesndo-me desta aorto na obri-
gacao de responder ao que Iheaproave lili escre
ver.
Ponderare em primeiro lugar que a rainha de
claracao, referente a renuncia de novas reclama-
edes. que, se tossem desattendi a pelo juiz mu-
nicipal, po iiam provocar o recurso de aggravo
para o Sr. Dr. Teixeira de SA, o5o cnastitue de
modoalgnm, como parecen a S. S. um derivativo
mal agei ado, visto nao Ibes faltar o mei ou forma
legal pela qual etlat podatem serfeitaa, segundo foi
insinuado naquella publicacSo
Para dem mitrar a serarasio de S. S. aeste pon
to, lembrar-lhei apenas que a vista dos aatos s
me foi denegada pela suspeita de que os embargos
que eu tinha a nppr, enm relativos entenca,
o qne nao permitte o artigo 587 do Reglamento
a. 737; e que nada me impedia de asistir aessa
occasiao por nova vista para embargos de aulli
dade e desordem da execuco, que nao a'-ctavam
a sentenca. Entretanto ojo tentei esse ineio, do
qae anda hoje nao me arrependo, certo en>So, c mo
agora eston, de que seria desatendido, nao direi
que por parcialidade dos juises, mas, por estarem
convencidos de que nenhum recurso mais me ea
ba.
Parecen siogular a 8. S que eu, procurando dis-
sipar qualqner duvida sobre a natur sa dos em-
bargos, que pretenda oppor, tivesse dito serem
elles os de nullilade da execocio.
Os artigos 577 a 581 distinguem perfeitamente
9stes embargos dos de nallidade da sentenc-t: os
ltimos, segundo o art. 581 em qne S. S se fun-
dn, nSo podem ser oppostos, se a seateac* f>r
preferida em grao de revista.- os de nallidade do
processo da execuco, porm, sao anda admissi-
veis nesse caso, por nao tf -nderem o jali;ado, e
serem sement relativos actos prati^ados poste-
riormente ao raesmo julgado.
Portento a censura feita na publicacao a que
respondo, por haver eu indicado de modo gen-
rico es embargos para cuja spresentaco pidi vis-
ta dos autos, devendo, no entender do Sr. Dr.
Teixeira de S, especifical-os, de todo infuoda-
da.
Sem preoccapar-me com o mais que escre veo S.
S. aqu termioo, asseguraudo-lhe que opportuna-
mente analysarei os fundamentos de sua primeira
sentenca, a qual, estou certo, nao foi inspirada pela
proveoco, parcialidade ou ontro qualqner seoti-
mento menos eontessavel.
Recife, 23 de Agosto de 1887.
Dr. Jeaqnim Correa de Araujo.
Marco de 18785 anuos, 7 m ses e 15 dits ahtbs
de proferida h 1 aeatnnca favor da Exequen'e ;
e, da declaraca > feita pelo >lfijial do registro fl.
312 v., se v qa, Cont Guimares, o aaquirente,
regitlrou a tr.ituntiuSo d'eua 2.* casa, em 1 de
Abril de 18785 annos, 7 meses e 4 das asths
de proferida aquella 1.* sentenca a favor da Exe-
quente.
Francisco do Coate Guimara-s possnio, mansa
e pacificamentj essas duas casas, at que, reti-
raudo-se pira a Europa, de la enviou procuradlo
para aerea vendid -3 tidos os seun bens ; e foraoi
essas duas casas, vendidas ao aggravante em 21
de Maio le 1883, como se v da eseriptura fl 277
5 meses e 15 dias. abtbs de proferida a 1 sen-
tenca favor da Exequente.
E' certo que o aggravante na i registrou, desde
logo, a co ora que fes Couto Gui nar>s ; nas,
semelhaute fnlta nao podia, de modo algura, ser-
vir de fundamento para sujeitar as mencionadas
casa ao ptgtmento de dividas de D. Alexandri-
na, porque, pergunta-se :
A Exequent'- poda faaer penhora n'essas duas
eas8, estin.to ellas na posse de Cont Guimaraes r
NSo ; absolutamete na i ; porque, Couto Guima-
raes registrua nao a d'acfdo in solutum, como a
arrematacSo
E pjis, se a Exequente nao podia pe"horar ditas
casas, em poder d'nquelle, que as adquiri direc-
tamente da devedora, pela raso de ter essead-
quirente registrado devidamente os ieus ttulos de
acquisico, como que podia penhorar essaa mes-
mas cacas em poder dos agersvaotes, succesiores
de Couto Guimaraes, e subrogados nos dire'tos
d'este 1
Ainda que Couto Guimaraes nao tivesse traas-
cripto, ao registro d byp ithecas osseus ttulos de
acquisico, ou que se tratasse de divida do proprio
Couto, nao poderia a Eieqaente, de maneira algu-
jii, faser penbora em ditas casas, sem que, de sua
parte, tivesse satisfeito o preceito legal, Uto ,
tem que tiveue imcripto a >ua hypotheca judicial.
Sao muitisiimo terminantes, as disposieoas re-
galadoras desta materia, e immensos os julgados,
neste sentido.
Oii o art. 3 12 da lei a. 1237 de 24 de Se-
tembro de 1864 :
< Nao se considera derrogtdo, por esta lei, o
direito que ao ixequeate compete de proseguir a
execuco da sentenca contra os adquirentes dos
nena do cindemoado; mi, paba seb opposto a tbb-
CEIBOS, COKFOBMB VALBB, DEPENDE DE 1N3CBIPCA0,
(art. 9'.)
O art. 9 repete :
As brpothecas legaes especialisadas, assim
como as convencioaaes, smbntb valbm costea teb-
CBIBOS, DBSDE A DATA DA INSCBIPCAO.
O art. 122 do Reg. respectivo, d a mes m a con -
sa, isto que para que a hypotheca judicial
pissa .valer contra tsreeiros, pbbciso sbb isscbi-
um por tii collocar o Tribunal Superior, na
posico de examinar e rever o seu proprio Jal-
" gamento, oara man(el-o ou corrigir seas erros e
faltas d'onde se verifica qae, todos quantos
vm os seus beos suj^itoi ama execuco, tem o
direito de mar lo meio luga!, paraobter a retra-
tac. do juieado que obrigou ditos bens esta
ex'cu\;aj. Este direito cabe, ni s ao proprio
devedor, como tambera w< 3* s^nhor e possuidor.
Portanto, os embarg-s que os aggravantes
prcteniem oppdr, e para i qu pediram vista, tem
por fim collocar o Venersndo Tribuaal em pisieo
de examinar e rever o aicirdo d: 283 v., e
repirar a absolu'a injustica qae elle enserra, m-
justica e taque fica evid-nfem nte provada com
o documento junto, obtido depois de proferido >
raesmo accordo.
Senhor. O Ilustrado ais i quo ( preciso fa-
xer-se-lhe juatica), sostei:.t doutriua igual i qu"
acabamos de exrnder. Q lr no d spacho de fl.
410 v., qur na eoatrainiuta junta por certid i
fl. 419, elle fez cor.side aijes maito lumincsa9
respeito desse incontestivel direito que tem o
senhor e possuidor de bees penhoraios Je p dir,
por meio de_embargos infnugeates e de nallidade,
a uallificaco do accordSi, que, desprezanlo os
seus embargos de 3.", obrigoa os stus bens
execucd's de outrem, e s por obedieacia am
accortio do Venerando T-ibunal, que a Exequen-
te juutou, na certido a fl 42) v., elle reformou o
despacho que ha va eonce lid > vista aos aggra-
vantes ; mas, alm de que urna deciso solada
nao pode firmar jurisprudencia, aecresce que as
circunstancias, que occo-reram na execuco de
que foi extrahida aquella <:ertido, sai outras bem
differeates :
All, a penhora fra leita em dinhero ; aqui,
a penbora foi feita em bens de raiz, susceptiveis
de hypotheca.
_ All, o dinhero havii. silo cedido i 3. pr-
ximamente penhora, pelo que allegava-se fraude
da execuc&o ; aqui, as casi.s penhoradas nao per-
tenciam mais devedora anuos, antes de ter a exequeate obtido sentenca
centra a mesma execotada
Alli, o aggravante er o exequente, que (nn-
dou-se principalmente na fraade da cesso, alias
amplamente discutida e recoahecida aa senteaca
que desprezou os embargos de 3." ; aqui, os ag-
gravantes sao os proprios execatados, aquelles
cujos bens esto sendo execatados, e contra quem
nao pJe pairar a menor suspeita de fraude, vist >
que nao receberam os beai penho'idoj da deve-
dora da Exequente, mas, sim de ama 3.* pessoa,
qna os bavi obtidoum, por arremataco, em
pra{a publica,outro, por daegao in solutum,
ambos multes annos antes d ter a Exequente sen-
tenca contra a mesma sua devedora.
INDICARES OTIS
Medico*
Dr. Barros SobrTiho d consultas da
meio dia 1 1/2 na ra do Bario da Vic-
toria n. 25 por cima da Pharmacia Fran-
ceza, e das 2 s 4 na ra do Vigario n. 4,
l.o andar
O Dr. Lobo Hoscoso, de volt* de sua
viagera ao Rio de Janeiro, conntia ne
oxercicio de sua profissio. Consltuas das
10 s 12 hora3 da manha. Especialdades
operares, parto e molestias de senboras e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr- Barreta Sampaio d consultas de
rucio-da s 3 horas no 1." andar da casa
a ra i? Baraoda Victoria, n. 51. Resi
dencia ra Seto de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par
teiro, residencia raa do B. de S. Borj n. 26.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manha s 2 da
tarde. Especialidade: molestias e opera
oes dos orgaos genito-urinarios do homem
e da mulher.
Dr. Joaquim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, Io
andar, d-s 12 s 2 da tarde residencia no
Monteiro'
*> Br. Barros Usluaraes
Pode ser procurad ao esenptorio deste
Diario das 11 horas da manha s 5 da
tarde, todos os dias.
O Dr. Mi et mudou seu eacriptorio de
advocada para ra do Duqua de Caxias
n. 50, 1 andar.
Baeharel Antonio Annes Jacome Pires'
pra^a ''e Pedro II n. 6.
O baeharel Bonifacio de Aragio Faria
Rocha continua a enuarregar se, mediante
previo contrato, de questS .s perante os jui-
aes desta cilade e os das comarcas wsi-
nhas. PolerA ser procurado em sea es-
criptorio rui do Duqui de Cazias n. 50,
1. andar, das 10 horas da manha s 3 d
tarde.
Colles-lo Npestcer
Estabel-' i'nedto de edU'jaco primaria e
ecuularia em Jaboatao, sib a direccio de
Jos le Olir^ira Cavalcaote.
H.sxana
Francisco Monoel da Sot C, deposi
tarios de todas ;.s especiali ladts pkdrau-
ceuticas, tintas, drogas, productos chimi-
Ao Egregio Tribunal da Ite
lacSo
Senhor I
Kara V. M. Imperial se aggravam Fruncisco
Cecilio Fernandes da Silva Guimaraes e sua mu-
lher, do despacho fl. 421, pelo qual o digno Dr.
juis do commercio negoa-lhes vista dos presentes
autos, para que elle podeasem oppor embargos
de nullidad e infringentes dos julgados de fl
383 v. e fl. 398 v., que sajeitaram a esta execu-
co "s bens de seu dominio e posse penhorados a
fl 371 ; e tal a convicelo do direito qae Ibes
assiste. e d indetectivel justica de V. M I., qae
elles nao davidsm qae V. M I. dar nrovimeato
ao sea aggiavo, que baseado no art. 668 do Reg.
n. 737 de 25 de N ivembro de 1850, para o fim de
ser restabelecido o despach) de fl. 410, qne Ihes
havia concedido a vista imperada
Senhor. Trata-a de umi questo seria, posto
qae de simples iatuico ; seria, porque procura-
se, a todo transe, sujeitar-se ao pagamento da
presente exncnco b-ns que os aggravantes c >u>-
prram terceiros qae, nem ao menos eram de ve-
dores da Exeaaente, e qae possaem desde muito
antes de ter ella obtido sentenca que habilitas-
se a faser penbora, ou que ihe dsse direito a hy-
potheca indiciara ; de simples intaico, por serem
por demais claras e terminantes as dispoaicoes da
lei reguladora da materia, e qae, com o mais pro-
fuudo respeito, diseaos foram infringidas pelos
venerandos accordos a fl. 383 v. e fl 398 v.
Como ver V. M. I., D. Mara Joaquina das
Dores, em 5 de Novembro de 1883, obteve sentea-
ca (9 125 v) contra D. Alexandrina Maria de
Carvalho Miranda e suas enteadas, viuva e filhos
de Aatonio Francisco Martins de Miranda.
D'essa senteaca bouve appellaoo qae foi jul-
gada deserta, em 8 de Abril de 1831, (fl 183).
Extrahiad a respectiva carta, a Exeqaeiite fez
penhora em diversas casas, sendo 1 na roa do
Mrquez do Herval ; 2 no becco do Espinheiro;
1 na travessa da Hora, e 2 mei'aguas no boceo do
Jaciorho (fl. 138 v. i fl. 140 v).
Os devedor as oppozeram-se, hiuve discusso, e
afnal a Exequente receben, em Setembro de 1885,
as quantias constantes dos recibos de fl 205 e
fl. 266.
Ootendo novo mandado contra a referida D.
Alexindrina, enlo j cassda com Francisco de
Asis Penna, fez p noora as casas ns. 16 e 18,
ra de Nunes Machado. Essa penhora, como se
v de fl. 271 v e fl 272, teve logar em 22 de Se-
temb o de 1885.
Os aggravantes, senbores e possuidores das
ditas casas, opposeram embargos de 3.*, fl. 384,
os quaes foram jalgados provados, oela jurdica
entenca de fl. 338 v., que foi confirmada no Ve
nerando Tribunal, p-lo accordo de fi. 69.
A Eisqueote, entao appellanu-, oppos enbargrs
4 esse mmiooso accordo, e eoaseguio tosse ell
reformado, b m como a sentenca appellada, pelo
a ico e exclusivo fundamento de que ado se
< ochando transcripto o titulo de trasssaiisao de
ben e rai. fl 377. sobre que recaho a penhora
*di podiam o> aggrav ntes com elle oppor em-
baraos de 3.a. stnhore e potsuiiores, visto que
t PBJ.A TKANSCBIPoSo, JOB UHK FALTA. O.OB) 8B OPB-
. BA A TBASSPBBENCIA DE DOMINIO B P0B8B DO ALLB
hasts ao adquibmitb, sem ella nao produz effeito
o contra 3*s, que nao foram parles no conracto
Este acooi oao foi confirmado pelo de fl 398 V.
Si ben qae ao seja oc.asio opportoaa de mos-
trar a illegndade (rrapeitoaamente o disemos) de
s-melb.nt fundamento, pe'o qaal os be.is do do-
minio e posse dos aggravantes toram obrigados
presente execuco, todava, para tornar mais sa-
liente a n-cessidade de se taeilitar aos aggravan-
t-s os meios legaes de opprem-se execoco de
semeibaute deciso, diremos, ligeirameote, o se-
gu ute :
Da escriptnra de fl. 286 v-se qa-, em 21 de
Oatubro de 1767 aunas, 1 mes e 15 dias, atbs
de ser proferida a 1. sentenca, favor di Ele
qutDt.-, contra herdeiros de Miranda, Francisco
do Comu Ouimarles, recebeu, em pigamento de
urna hypoiheea, que D. Alex.ndnua d sea marido
ib b.viam fei, a casa n. 18 da roa de Nones
M .chado.
Esta escriolura dn dac^o in solutum,/ trans-
cripta, no registro de hyputkecat, pelo adqairen;e,
ra 3 de Novembro de 1876 7 aun s e d das,
Aimea ie ser proferida a 1. sentenca i favor
dn Lx>'queute.
Da c-rta do arremataco, i. 290, vfr-se, qae o
mesuio C 'Oto Guimtres arrematuo a ootra casa
Hn. 16, em praca publica do iuiso do comm-rcio,
eos e med .'amentos homeopticos, ra oo
Mrquez de Olioda n. 23.
em execoco da Jo Gomes Ferreira Mala, toatm
a referida D.Alexandrina e sea marino, esa 21 de
No Direito, vol 3 pag. 59 ; vol. 7 pag. 95 ; vol.
37 pag. 550, ericontram-se decises do Supremo
Tribuaal de Jastica, confirmando o principio de
que a inscripc&o da hypotheca judicial, i ibdis-
PENSATEL, PABA A EFPBCTIVIDADB DO DIEEITO DE SB
QDELA CONTBA OS BENS DO DBVBDOB EXECOTADO, B QUE
rOBAM ALHEIAIjOS A TBBCEIB9S.
Mas, pergaata-se : a Exequente satisfes este
preceito ? registrou a aua carta de sentenca para
qae nodesse ter o direito de sequla ? Nao, abso-
lutamente, nao. A certiJo, ora juuta, obtida pos-
teriormente ao accordo exequendo, passada pelo
oficial do registra de hypothecas, ds que nao
consta hypothecx alguma legal registrada em nome
da exequente contra herdeirss de Antonio Francisco
Martins de Miranda, e menos ainda sobre as casas
ns. 16 e 18 da ra de Nunes jiachado-
Ora, en: taes coodiccoes, provado como se acha
nao 8 que o antecessor dos aggravantes transcre-
vea os seas ttulos de acquis'cio das casas, desde
maito antes de ser proferida a primeira sentenca
a favor da Exeqoente como tambem que a exe-
quente nao iegistrou titulo algum, para qne po-
desse faser penhora em bens qae,ha 9 aonos
haviam perteocido executada devedora ; ser
possivel faxer executar am accordo qae o docu-
mento ora junto, prova cooter um julgado contra
direito expresso ?
Nao, o Venerando Tribunal da Relaco, quando
proferio o accordo de fl. 283 v, ignorava que da
parte da exequente se tivesse infringido o preceito
legal, se tivesse deixadode satiafazer a condiccao
essen al, para que podesse fazer penhora em
bens do dominio e pesse dos aggravantes, e nem
semelhante falta, alias tambem igaorada pelos ag
gravantes, foi allegada e provada, seoo agora,
em face do citado documento ; e estamos intima-
mente conveneidos de que, se tivesse noticia desta
falta, outra, bem diversa teria sido a deciso.
A Exequente est to convencida disto, qae tem
se esforcado para que os aggravautes nao sejam
mais oavidos, cargando 'ser queembargis
infringentes e de nallidade s podem ser oppostos
pelo execatade, e ao por terceiros, senbores e
possuidores dos bens penhorados e qne o uaico
recurso que caba aos aggravantes era o de re-
vista, de que nao osaram!
Seahor. Como sabe V. M. Imperial, a lei tem
estabelecido os meios pelos quaes urna sentenca
pode ser nallificada.
Esses meios, diz o art. 681 do Reg. a. 737, sao :
1 ADpellieao.
2o Revista.
3 EMBABOOS i Exacnao.
4* Accao rescisoria, ao sendo a sentenca pro-
ferida em grao de revista.
O Io meio, comprehende-se, refere-ae s sen-
tencas de 1* instancia.
O 2* meioa revista s cabe quando a causa
excede a aleada, e no caso vertente, o valor dos
b ns penhorados sobre que versam os embargos de
terceiros inferior 5:000000.
Os meios, portanto, que cabem aos aggravaites
para pedirem a nullidade dos accordos exequen-
dos sao: 1 embargos execuco : ." acalores-
cisoria.
Desde que, a lei admitte, como meio de obter a
nullificaco de orna deciso que se execots, os em-
bargos execuco, resta ver-se aquelle que un: a
vez oppos embargos de terceiro senhor e possuidor
do bem que se ex -cuta, pode, por esse meio, pedir
. a nullidade da deciso que sojeita os seus bens
execuco, por divida de outrem ? A afirmativa
o qae nao ser difficil provar.
Ex. cutadoao quer diser soaenteo devedor,
ou aquelle contra quem foi proposta a aeco ; exe-
cutado todo aquelle que safF.-eos effeitos de orna
condemuaco, anda qae esta nao tenha sido dire-
ctamente contra si. Esta a definico qae se de-
duz do art. 491 do Reg a. 737, onde se 16 :
competente a execuclo contra os herdeiros, o fia-
dor, o chamado i antora, o successii singular.
sendo a aeco real, o comprador oo possaidor de
beos bypothecados etc.
Ora, se a execuco competente cootra outros
que ao o proprio devedor accionado segue-se que
a expressoDos embargos do executadode que
osa o Reg. ao cap. 1*, tu. 5 genrica e refere-
es a todos aquelles contra quem a execuco com-
petente.
Seria am contraseaso, am absurdo do legislador'
considerar partes competentes para soffrerem exe-
cu^o. terceiros, que nao roram ouvidos e conven-
cidos na aeco, e negar-Ibes o direito de, pu- meio
de embargos infriugnt-s e de aullidade, pedir a
retrataco ou nullificaco do julgado, que sujeitou
seaa beos ao pagamento de dividas alh ias.
Se o proprio devedor tem o direito de oppor taes
embargos, quanto mais aquelle que v os seus bens
pe >horados para pagamento de dividas de outrem?
Dii a exequonte qne estes o Reg.-co iceicu,
aos arts 596 e aeguintes, o direito de oppr em-
bargos de 3.
Esta allegaco involve urna onfujai das dis-
piaicoes reg lamentares, seoai um verJadeiro
sophismi.
O senhor e possaidor de bens penhorados, em
execuvoes contra outrem, e que oppoe embargos
de 3.*, sea do estes despresados, um verda leiro
executado, tanto qu'nto o proprio devedor, oo
antes mais do quo o proprio devedor, que, em tal
caso, nada tem que ver com a execuco que pas-
sou correr em bens alh"ios.
Os embargos de 3#, com relaco penhora, es-
to na mesma raso que a contestaco do reo com
relacao a teco ao lib.'ll i; tanto assim qu-, da
mesma lrm qu o autor ou u r> ple appeUr
da deciso que julga improce lente ou procedente
a aeco, o embargante 3.* ou o embargado ple,
i,'U il uen e, apoelUr da aenteuc* quo despresa ou
julga provadoa os embargos.
E, pois, se o reo poda, na execuco dos accor-
dos qu- cinfir nr-m a sentenca que julga pro-
c -dente a accao, oppeV mirgo* de nullidade e
iofriogeotes, e aseiio obter and fijico dos mes-
nos accordos ; da m ama terina o em Dar gante
3 que v os seus embargos despresad s no Tri-
buna da Keaca, pote, qu-rnlo sa trata de dar
execuco ao accordo que decidi contra si, oppr
emb irgos de igual nalu. eza, co o o fim da obter a
nulufiuaco do mesmo accordo.
Os embargos infringentes, 'is o Conselheiro
Baptista (Compendio de Prat., 3 sd. f 212, a. 2)
de talento, illastraco luridiea e parlamentar dis-
tinct i, c >me se a ttelacs de Goyaa nao fosse dig-
na de um juiz com taes e to recommendaveis
predicado* : e procuramos mostrar, sendo alias ea-
cusado, porque est na conszienca de todos, que
Ues coaceitos nao eram verd tieiros, porqaa o des-
embargador Freitas nuacafii tidopir talento, por
ulu8tracaj jurdica e nem por parlamentar dis-
tincto, se nao agora pela nec-saidade de encare-
cerse u ri injustica, que su ao deu, quando elle
nunca exhibi se de modo a ser merecedor de taes
conceitos.
Fosse o desemborgador Freit s am conservador,
e nao s i quedariam os loras do Jornal em malsi-
oal-1 todos os dias, com os qualiacativos de que
costumam usar a respeito de to ios aquelles dig-
nos magistrados, que ao fazem parte de sua grey
poltica.
Esta que a verdade.
(juaesquer que fo sem os predicados que exor-
uassein a p;ssoa di deaembirgador Fr itas, para
os lords do Jornal elles de aala valeriam, desde
que ee tr .taaae de um conservador.
h tem sido esta sempre a teico caracterstica
do msdo de proceder dos Ilustres lords a respeito
de seus adversarios.
Qiante' arguico que os lords do Jornal, com
tanta benevolencia, apanharam do chao, para
aprecia! a sobre a bauca. isli referente ao
arti turismo exagerad) do desembargador Freitas,
que introiuzio phosphoros no 2" districto, diremos
que ella to procedente, qu3 os esforcos, ingen-
temente empregados para deatrail-a, nao o pod-
ram conseguir.
A qualificario do 2 districto, feita ao tempo que era juiz do respectivo datricto criminal o hon-
rado mag strado, de saudosa memoria, Dr. Joa-
quim Goofalves Lima, e antes que nella inter-
viesse com juiz revisor o desemoargador Freitas.
nunca esteve eivada de phosph iros, coms dessa
data em diante.
O triumpbo que alli obteve o Dr. Jos Marianno,
qae alias nao ple e!eger-s' em 1" escrutinio na
eleico em qae foi eimpitidir com o Dr. Correia
de Araujo, maito abaixo de cuja votaco fieou,
s foi devido, todos o sabem, circumstancia,
qae Ihe foi proveitosa, de divergencia dos cooser
vadores, os quaes ao 2* escrutinio Ihe deram os
votos, fasendo o, por isso, victorioso.
Em 1884, ainda foi victorioso o Dr. Jos Ma-
riano pelo terror de que se viran possaidos os
conservadores, receioaos de que se dssem alli as
scenaa que oc:orreram aa matriz de S. Jobo, as
quaes effectivamente teriam logar, si a menor re-
sistencia fosse por aquelles otfereeila.
Da revisa) de 1881, porcia, em diante foi que o
eleitorado favoravel ao Dr. Jos .Marianno eres-
cea de modo assombroso, e a'uma proporco tal,
Alli, os embargos infringentes repetiam a i na freguezia do Poc), que oo pode ser admittida
materia j4 allegada, discutida e desprezada ; I em faoe da pipulaco daqaella freguezia, como foi
aqui, os embargos fundam i e em documentos ob- I evidentemente demonstrado n'um trabalho, que
tidos depoii da sentenca, e contero materia que foi publicado, no aoao passado, ao Diario de Per-
ainda ao foi allegadaa cual, como fica dito,
coasisteam ao ter a Exequeatei nscripto a sua
carta de sentenca, para que podesse usar do di-
reito de seqoella, juaudo, por ventura, os bens
penhorados nao tivessem sido transcriptos pelo
adquirente que os traasferio aos aggravautes.
V-se, portanto, que as circumstancias que mo-
ti varara o accordo, por cert dao fl. 420 s) mu
to diferentes das que eccorrem nestea aatos, e
que, por isso, ao teria sen do de fundamento,
para reformar do despacho }ue coucedra vista
aos aggravautes, se oo tora o excessivo escr-
pulo do integro juiz a qu.
Mas, cabendo a V. M I. reparar o grvame que
urna tal d cisai occasiona aos aggravantes, pri-
vando os de um meio que. a le expressamente
consagra para se onaeguir \ nullificaco de um
julgado qusl o de embargos infringentes e de
nullidade, de esperar que V. M I afteodendo
s dispoaicoes que regem a materia, se dignar
de mandar que o Ilustre Dr. juiz do commercio,
reformando o seu despacho de fl 421 v. faca sub-
aiatir os de fl. 405 e fl. 410 v., qae Ihes haviam
concedido vista, para poderem deduzir o seu di-
reito.
0 direito de defesa, Saahor, natural e sagra-
do ; por isso, que todos ensinam que os meios
de exercer-se tal direito dev-sm ser ampliados e
ao restringidos.
Se a Exequeate nao receiaase ver derribado, por
meio dos embargos infringen es e de nullidade,
provados com o documento je ato, todo esse cas-
talio que tem erguido sem base, certamente nao
se esforzara taato para que as aggravautes fiquem
privados at de enunciar :m os seus artigos de
defesa
Os aggravantes, portanto, pedem V. M. I.
Ihes garanta os meios que as leis facultam para
defenderem o seu d reito de propriedade, esse di-
reito que a C'nstiluiclo dizser garantido em
toda a sua plenitude.
P. V. M. I. favoravel deferimento
E. R. M.
Recife, 16 de Agosto de 1887.
Francisco do Reg Baptista.
CONTRAMIXUTA
Submtto V. M. I. o mer semiento dos autos,
certo de qae ser feita a justicia do costme. Re-
oife, 17 de Agosto de 1887.
(Assignado) Tbomas Garcez Parauhos Monte-
negro .
nambuc*.
Confronte-se a qualificaco da freguezia do
Poco, taita at 1833, com a que existe actualmen-
te, depois das revisoss de 1881, 1885 e 1886, e
ver-se-ha si foi, ou ni, exacto o que disemos.
E quem foi o juis dessas revisos ?
Resoondum-nos os lords do Jornal, e desmiotam
aos, si poderem.
Os qoalificativos com q i-. se digaaram tratar-
ais os sapientes mestres de portugus, escriptores
da columna, qua'.ificativos que para nos alia ao
sao surprendentes, porque naacem do v> >, ficm
naquella mesma columna, em q-ie foram escriptos,
si os uo quizerem recebar de retorna aquelles que
delles uaaram.
Scrates.
Escanda, v eleitoral
O tenenfe eoroael Pranelseo
Croncalres Torres
No Jornal do Recife de hontem appare
eso o teante-coronel Francisco Qonjalves
Torres firmando um .-.rtgo, no qual me
provo-a a que declaro -se aljama vexelle
me offereceu ou m; fea aigurna proposta,
ao santiio traspassar rae a machina Ficha
-pois s autjrisado por isso poderia eu
affirmir que elle (Tures) qutr ohrgorme
a cmpral-a
Sorpreh-enii-nv cora esse artigo firmado
pilo Sr. Torres, referinlose a mim, e de
modo t3o grossiiro, quando as b6as rela-
95s de amisale qae mantenho com S. S.
n>8 quaes nunca houve estremecimento, e
o coahecimento que S. S. deve ter
do raen carcter, exgam que S. S. na
me considerass) com > autor do artigete
publi-ado no Diario de hontem, no qual
se *z aquella insinuico contra S. S.
Nao sou culpado de que alguera apro-
vitando-se da circumstancia de ter sido
feita a mim por un eleitor bilheteiro urna
censura que provocou urna resposta categ-
rica publictla no Diario de domingo ulti-
mo, e por mira tino ida, viesse no Diario
de hontem, e sob o rotulo de eleitor da
Vurzea, fazer aquella i siouacao contra S.
S., relativamente a venda da machina Fi-
chet. Nao pode cabr a mim essa respon-
sabilidade quo S. S. me attribue, e fique
S. si be ii i o que, ae eu tivesse motivos
para fazer tal insinuaco, a faria sob a rai-
nha assigoatura, e nao procurara, para fe
ril-o, a capa do anonymo, da qual as servio
o eleitor bilheteiro em artigo publcalo no
Jornal desabbado, e cuja autora eu pode-
ria attribuir a S. S se quizesse ter pro-
cediuiento semelhante ao que teve S. S.
:ontra miro, sem motivo, entretanto de
PUBLIG4G0ES i PEDIDO
0 novo desembargador
Nao nos era eatranbo, porqoe desde logo pre-
vemos, que os lords do Jornal do Recife, acudi-
riam presaurosos em respsoder-uos, urna ves que
tiohamos a audacia de tocar no seu dolo, boje
tido como tal, por forca das circumstancias ; mas,
nao podamos prever, que lies, em falta absoluta
de motivos para urna resposta aria, ee animas -
sem, como fiseram, a qualificar o que dissemos, de
beroardiees de um eserevinbalor aculado pela aa-
aba do partidarismo ioconveiiieate e vil, ou tortu-
rado por srdidos intereases.
E' certamente a arma propra de quem se v
batido com vantagem a de que uaaram os lords
do Jornal.
Iodicam elles o conceito de Byron em sua Im-
precac&o de Hie va, e ap ntam o estigma que me-
recala o irreverente profanador do templo de Dia-
na e o bsroaro demolidor do frontespicio de Par-
thenonErastrato e lord Elgin; disendo que
mais merec-'dor desse estigm-- aviltante deve ser
aquelle, qae atira-se reputacs illibada de um
cidado reapeitavel e respeitado, para mareal a,
com improperios e aceusaco :t aleivosas, e aquelle.
que n o trepidoa em coaspa car o nome de am
grande himea escreven lo-o oor baixo do seu vi
rulento atante1, redigido em u,nportugus abomina-
vet por incorrec'o, que o Diario publicou sob o
Ctoio :O novo desembargad >r.
Nao pretendemos retaliar quaato correceo d
portugiiez do aosso artigo, porque seria levar aos
altimos extremos urna discuseo qoalquer, nasa1
terreno; e, de vemos diser, que nao reconhecemos
autoriiade de meatres nos lords do Jornal pira
faserem tl aflirmativa, desde que, como diz o rifo,
presumpyo e agua oenta. cada qual toma a qae
quer.
A nao ser o emprego do "erboten. qae por
eagauo de coinp isico e revislosthio em logar de
teve, d sejariam s qae os sapientes mestres aos
indicassein quaes os erros, qu: toruaram o uosso
artigo iocorr eto, se eativesseinis dispostos a dis-
eu.ir a grxmmatica e a eorre^rJ p'rtugueza com
aquelles, que precisara aindu de boas licec
Mas os lords do Jornal subem perfeitamente
quaes os inconvenientes e o p >a> proveito de taes
discussoea, e por isso jalgara, eacusada a que po-
deria motivar o sea asserto, mais proprio de quem
tioha necessidade de enchr tm artigo com cou
sas estraohas ao seu assurapto, como um derivati-
vo para elle.
Anda bem qae os lords d> Jornal coafessam.
qae aqaelle coaceito de Byion devem mere er
aquelles que se atiram contra reputares illiba-
das.
Assim, Uvram elles a sua propra conle.nna-
co, pois as reputacea illibadaa, ns graudes bo-
rneas, os caracteres por muu ttulos reapeitaveis
noeacaparam aa sauha voras, com que tem os
Urds se dis'.ioguido sempre, e nao escapar) del-
ta, com cer tes a, aqne le, qu', nrmn motivo qaal-
quT, nao foram anda t-.-ndoa .
Nenbuma senteuca houve ainda maie justa, e
nem m*is recta.
vina, tornando agora ao assumpt) do aosso ar-
tigo, qual foi o ataque que usemos reputadlo
do desembargador Freitas?
Dissemos aquillo que est r.a coasoiencia de to-
do.-.
Nao consentimos qae se fizisse effto co o urnas
tantas palavras escriptas a retpeito da nom-aga >
dj dea mbargidor Freitas para Goyaz, e com hs
quaes se pretenda encarecei a grandeza da in
justiea de que fra elle victima, sando pira alli
nomealo, nao devendo sel-o palos seus crditos
O finado Marqaez de Marica, um dos melhores
moralistas que conhecemos, em seu livro de mxi-
mas e fundamentos, querendo censurar aos aaar-
chista, a a melles que com seas exageras e ideas
extravagantes, perturbara a paz da sociedade,
dase : < oa anarchiatas sao como os jogadores in
felizes ou inhabeis, que, baralhaodo muito as car-
tas, ou mudaaio de baralhos, esperam melhorar de
fortuna e de coudicoes .
Essa mxima vale muito ; coutoa em si verdades
to claras, que ningaem duvidar dos males que
prov.a da commuoho social, dos disparates e dos
meios insensatos que anarchiatas lancam qtiasi
sempre mo para tentarem fortuna.
E' urna grande verdade, a liberdade embriaga
como o viobo e nos impelle a iguaes desatinos.
Quem, como nos, msditar seriamente para o que
se tem oassado nesta provincia ltimamente, e
quem lr os joroaes da opposico, a Provincia* e
a columna alugada do Jornal, ha de convencer-
te do que avancen o eximio moralista sapra ci-
tado.
A opposico na imprensa liberal, sem direceo,
entregue criancolas sem criterio e vidos pelos
empregos oublicoa sem os quaes nao podem viver,
procura apadrinbar com a opinio publica as suas
opinioes e disparates.
Ora, encontrara se artigos incendiarios, attacan-
do ao goverao e suas instituicoes, aconselhando
como se v em artigos edictoriaes do orgo aboli-
cionista,aos escraviaados para conquista da li-
berdade, a matar ao senhorio, bem assim a auto
ridade pclic.al, que tentar captural-os ; ora, in-
aulta-se e calumnia aos bina caracteres da socie-
dade pernambucana, a quem se procara menos
presar: ora, sao manipulados artigos bombs-
ticos, em estyio budionico >, reeheiados de
pedacinhos a esmo de Littr. Augusto C>nte, e
outros escriptores eatrang iros, desses conhecidos
talvez pelos catlogos das livrarias, somente para
annanciar-sc tbeorias e ideas extravagantes que
jamis podero ser accetaa em um paiz mooarcfei
co ; ora, ao elogios, baixas aduladnos e inters
seiras dirigidas aos seos correligionarios.
E' 8so orna subverso dos bons principios da
nobre misso da imprensa seria, que quer prestar
boas servidos ao paiz oa ao povo; orna deprava-
cao doa sentiraentos maraes, semelhante norma
adoptada pela opposico liberal.
A maior vaatagem de ama opposico, ao con
siste no aso de falsas doatrioas e maos exem los,
nomtujido insulto, da calumnia contra o ad-
versaria, mas, sim, como temos dito, em orna dis-
cusso seria, franca e leal, na qual se aprecie e se
analyse os erros, os abusos do goveruo e de seus
agentes, haveodo, porm, o respeito mutuo, porque
como notou am escriptor de nota, os horneas em
sociedade sao como as pedras em ama abobada,
resistem e se ajudam simultneamente.
Lendo e relendo os artigos da columna alugada
de hontem, sob os ttulos Escndalo eleitoral,
o novo juiz dos fet a e o ministerio 20 de
Agosto aos eoavecemoa do que dase o finado mo-
ralista, os escriptores libxraea desta trra sao orno
os jogadores iafelizes e inhibeis, baralbam maito
aa cartas, ou mud*m de baralbos, aa esperanza de
melhorar de fortuna e coadico, isto ua eape
rauca do goo do poder com e qual sonbam diaria-
mente.
Causa noju quem ler e meditar, a linguagem
atrevida, inslita, immuada qne os riscadoreg da
columna uaaram neaaea artigos, prncipalmen e.
no que vem sob a epigraphe escndalo eleito-
ral.
N'esse artigo, o corajoso escriptor elogia ao Dr.
Jos Manoel de Freitas calumnia ao actual jais
dos feitos da fazenda e ao Exin. Dr. Portella acto .1
ministro '3 imperio.
Nos nao acompanharemos a esse mico impru-
dente, que deaconhece as regras da civilidade.
E' preciso o partido liberal desprez ir o auxilio
d'-ss) escriptor leviaoo, qae compromette a pro-
pra opposico, que nao merece mais crdito, p>r-
que os maldizentes, como os mentirosos, acabam
por oo merecerem crdito ainla mesmo dizenlo
verdades, elles sao como os mascarados aadases
por degeonhecidos.
Para que o illuatrado publico e o pas inteiro
conh.'ca o molo de faser-se opposico da columna
liberal do Jornal do R cife, a transen-veremos
um trech) do alludido artigo e por elle ver-se-ha
a caluraoia, o insulto manejados cintra o brioso
eleitorado liberal e coos-rvador do 1' districto e
especialmente, contra o digno e Ilustrado jais dos
feitos Dr. Pinto, e mais empregalos do fisco.
Eil-o :
c A vara de fazenda exercida por um jais sem
escrpulo como Domiagos Pinto, que a coa-e
guio sub eo'iditioae de proteger a caolida-
tura d) ministro que lh'a dea, pode convertar-
se por suaa mltiplas dependencias em um po-
i deroso e proficuo lemeoto de cabala eleitoral,
uas xetuaes circumstancias.
De feit i, ha inuitoa eleitore que devera im-
pistos e outros que esto sob a presso de rxe-
cuco para pagamentos delles. >
(I-so orna to'ice e envelve ama injuria ao ma-
gwtra lo, e ao eleitorad i liberal e ao proprio ex-
juis, amigo e correligionario do escriptor.)^
Ficam m boje nessas ligeiras coBsideraces.
Agosto 87.
Juveaal i"
natureza alguma, que o autorisasse a fazor
eas> juizo a meu respeito.
Eu nao poderia servirme do sanonymo,
para aflirmar que S. S. quer obrigar me
a comprar a machina Fichet porque sou
o primeiro a declarar que j pretend com-
prar a S. S. aquella machina, e nesse sen-
tido entend me com S. S., sendo que,
logo que della precise, nao duvidarei ain-
da cmprala, se S. S. nao se recasar a
vendel a. Ora, quem procede assim, nao
pode ser considerado responsavel pelo arti-
gete publicado hontem sob a epigraphe
Ser verdade ? e ncabiveis sao, portan-
to as express5i8 cora que S. S. me mi-
moseou em seu artigo.
Em que fonte, porque meio foi S. S.
descobru que a mim caba a responsabili-
dade do artigete de hontem ?
E doloroso ver como sem fuadamento
procura ferir-me quem s tem motivos,
para, at boje, nao duvidar do meu carc-
ter, da n.inLa lealdade.
Magoado de um modo to bru^o por
S. S., ea poderia retribuil-o na mesma
moeda, e at mais speramente. Entre-
tanto uo quero, nao d -vo eatrar em reta-
liacSes que nao s< ajustam com a miuha
norma de conducta, nem com a de qual-
quer homcm de bem, por mais magoado
qua se veja
Nao posso, porm, consentir que passa
sem meu protesto, que S. S. somente com
o intuito de exaltar as vantagdns de sua
mchica Fichet, procure langar o descrdi-
to sobre as loteras desta provincia, sim-
pleamente por nao ser feita a sua extraccjLo
por aquella machiaa. O systema actual-
mente adoptado nunca levantou grita al-
guma no tempo do honrado thesoureiro,
commendador Antonio Rodrigues de Sou-
za, e de meu antecessor, de rendo notarse
que ltimamente s se introduzio a ma-
china Fichet por causa das loteras em se-
res com grande numero de bilhetes, que
nao comporta o systema das espLeras. Se
por este systema o commendador Antonio
Rodrigues de Souza ebegou a extrahir por
muito tempo duas loteras por semana,
qual o motivo de S. S condemnar tal sys
tema, e de at attribuir a elle o descrdito
das loteras desta provincia ?
O verdadeiro ceg aquelle que nao quer
ver.
Se o descrdito das loteras a meu car-
go devido tambem, com diz S. S., aos
mos planos por mim adoptados, os quaes
do lugar ao adiameuto das loteras,
qual a razio pela qual S. S., sendo the-
soureiro e havendo adoptado planos tSo
apregaados, adiava a extraeco das loteras
pequeas r
E diz ainda S. S., que, apezar da pro
teccSo de que goso, nao conseguirei extra-
hir urna duzia de loteras !
Para que S. S. falla em protecelo, quan-
do nao conhejo nesta trra um homem que
fisse mis protegido do que S. S., com
thesoureiro de loteras ? Pota S. S. na*
teve tantas leis e regulameutos, favorecen
do enormemente as loteras a seu cargo,
sendo que das loteras desta provincia, as
de S. S. sao as cercadas de melhsres pre-
vilegos ? Anda ltimamente na Assem-
bla Provincial com a maioria conservado'
ra, S. S. nao conseguio favores, collocan-
do as suas loteras em melbores condicScs,
resultando dahi que o presidente da pro-
vincia, notando a desigualdade de favores
canc -didos s loteras, oonsideroa esta con-
cesso feita a S. S- como um dos motivos
para negar sanc^o lei org a mentira,
onde havia sido incluida aquella conces-
so ?
Qual a proteccao de que goso!
Sou thesoureiro victalicio como S. S.
o ? J coasgui da ass-vnbl.. e do pre-
si lente da provincia tantos favores para
as loteras a m-u cargo, como S. S. os
conseguio T
J cons-gui a extinncSo do imposto so-
bre os premios maiores de 200, imposto
que nao pesa sobre lotera de outra pro-
vincia, e quo tambem nao pesava sobre as
loteras a cargo de S. S., apesar de se-
rem tamben desta provincia V
Que desigualdade, Sr. Torres !
E entretanto procura magoir-me, apro-
veitan lo-se ie u n artigete cuja autora
d a mim !
Os planos apres otados por S. S. toram,
esteu certo, sempre .pprovados pelos pre-
sil-nt-s desta provincia.
Entretanto, apesar da proteccao de qae
goso, j alguna planos meas, ti n deixado
de merecer a approvaco do Exm. Sr.
Dr. Pedra Vicente de Azevedo, maito dig-
no presidente desta provincia, a quem nao
r gaterei -Ingis pelos sentimentos de jus-
tica, qua o ora un..

--.,


V
i
i
I
Recife, 24 de Agosto 1887e
os Candido de Moras.



pMVP t

Diario de Pernambttcotyuinta-feira 25 de Agosto de 1SS7

Comarca de iJnaoelro
A missiva sob a epigrepbe cima publicad no
Jornal do Bedfe de 10 deste mes, tena merecido
eoao entras de igual jaes, o domo ioteiro despreso,
ai nao envolvesse orna aggresso covarde di-
rnidade de um nosso amigo respeitabilisaimo, o
Sr. Joaquim Francisco Pimentel, subdelegado em
exrcicio, que considerada e estimado por todos
o humeas sensatos dos diversos matyses polticos.
O individuo de sobr'olho carregado e um tom de
/aire peur, veio i imprensagritar, bradar e (an-
ear malaicoes por todos os ngulos, representen
o triste papel de transmiasor de inverdades, per-
versamente imaginadas, com o fm de malsinar-se
a reputaco alheia e de terir-se a administrado
policial desta comarca, onde, depsis que, para fe-
.icidadejdo pais, desabou a situaoo liberal se tem
gosado de tranquillidade e de mais garanta.
Narrando um crime de homicidio commettido na
estrada do Sap desta comarca, ni* se limitou o
missivista a contar a verdade do facto, nem a diaer
com imparcialidade, qual a attitude da polica que
;em a sua trente o capito Antonio Jas Pestaa,
digno e incaneavel delegado deste termo ; mas,
ao contrario bosquijando grosseiramente um qua-
dro ttrico, quia com urna m f e leviandade
incriveii lancr conta das autoridades policiaes
da comarca, principalmente do honrado subdele
gado Joaquim Francisco Pimental, toda a respon-
sabilidade da morte do inditoso individuo, a quem
cbamnvameco Velho.
D'abi a scena descripta em que se figuraum
cadver estendido na floresta, coberto de feridas
a jorrarem sangae, cercado de algoies esfaimados
que regeitando a caridoaa lembranca de urna se-
nbora que offerece um modesto esquife para en-
terramento da victima, atam-no de cordaa e depois
j saquel-o atiram-no dentro de urna eatreita fossa,
at que no meie do fumo da plvora que se mis-
tura com o canto melifluo dos pasearos, quando
de um lado um pai indignado amaldicoa ao filho
que de revolver em punho, ainda quer matar o
morto (cumulo de ferocidade!! !) surge t fulmina-
do de scentelhas divinas (?) um ente phantasma-
gorico (e de effeito !) que aterrorisando os sica-
rios, falos corre espantadizos erguendo ao mes-
mo tempo do seu alveolo o assassiuado que clama
por'vinganca !!Tableau.
E assim qne se trata de nm facto grave e
muito seno, dando se lbe proporedes de urna tra-
gedia redculo, cujos personagens gritam, a po-
lica, o subdelegado Joaquim Pimental !!
Acostlimado durante a situaco passada a pre-
senciar holocaustos em que as victimas eram sacri-
ficadas pela polica de ento, sua amiga, como
aconteceu com Daniel de tal do Ta, Guilbermioo
Alves, na porta da matris desta cidade, Manoel
de Marica, na rna da Aurora da mesma e um
irmo de Severino Jos Co na passagem do ria-
cho de Cacatuba qsando segua para sua casa em
Vertentes; querem faaer os liberalices desta co-
marca que a polica de boje a mesma de seus
:empo. Baldado eropenho !
Desespero de quem sonhou com os fastigios do
poder cuja cspide, por nm momento julgou-se ter
alcancado tal annunciou-lhes um telegramma
qarto passado a um dos presumidos chefes da al-
deia liberal !
Nem com tanta sede ao pote... Louvami-
nhem a quem bem Ibes parecer, mas nao assaltem
a semelbanca de baodiios mascrados a reputa-
co de um cidado que tcm jus ao bom conceto.
O digno subdelegado Juaquim Pimentel tem
tanta parte no crime do Sop, como seu detractor,
a quem nao deviamos honrar com esta resposta
desde que, enverouhando-se de apparecer, garnio
na esenrido do anonymo.
A polica tornou-se irreprehensivel pelos esfor-
cos que empregou para descobrir os autores do
assassinato de que se falla ; proceden com empe-
nho a todas as diligencias, deu sepultura decente
ao assassinado, como se pode verificar, abri ri-
goroso inquento, sendo por isso acensado, como
sel-o-bia igualmente se houvesse organisado um
inquerito ligeiro e deficiente ; remetteu depois, o
resultado de suas nvestigacoes ae juiso compe-
tente, este ao illustrado promotor pjbco que pro-
ceden a respeito com a costumada imparciadade ;
esta que a verdade.
Entreunto, aecusa-se a polica de conivente em
jemelbante crime sem o menor criterio, sem o mais
leve fundamento, e com nm descaramento cynico
assaca-se calumnias ao respeitavel anciao!! I
P jbres de espirito!
Querendo, por fim, dar mais nm tom ao sea boa-
quejo termina o escrevinhader chorando a lorte de
Antonio Pereira qne, dia elle, se acba ameacado,
em lembrar-se de que as sombras que elle soppde
ver em horas monas da noite, devem ser os re-
moraos das selvagerias, praticadas por :sse seu
dislinct* amigo um dos bravios da situacc morta,
quando ezercia o carga de inspector do Sop.
Protestamos nao dar mais importancia nem res-
poeta ai aleivosias dos missivistas do Jornal do
Bedfe.
Lycurgo.
ODr. Arlhur de Lima Campos
A bem da verdade declaro que, nem di-
recta, nem indirectamente concorri para
que fosse exonerado do lugar de ajudante
do Melhoramento do Porto, o meu amigo
e collega Dr. Arthur de Lima Campos,
que disto deve estar convencido. Julgo
necessaria esta niinha declarsco para
sciencia dos nossos collegas e do publico,
que levados por noticias falsas poderiam
attribuir concurso meu semelhante facto.
Recife, 24 de Agosto de 1887.
Joo P. Machado Portea.
CMMERCIO
Boina onunercial
COTAgES OFFICIAES DA JCNTA DOS COR-
RECTORES
Recife. 24 de Agosto de 1887
Cambio sobre Londres. 90 d|V. 22 5/8 d. por l,
do banco.
o presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U secretario,
Eduardo Dubeux.
ovlmenlo nanearlo
BBCITE, 21 DE AGOSTO DB 1887
PRAQA DO RECIPE
Os bancos mantiveram ainda boje a taza de 22
1/2 d. sobre Londres, dando, poroi, a 22 5/8 d.
Nao houve negocio em papel particular.
PRAGA DO RIO DE JANEIRO
Mantiveram tambem a taxa de 22 1/2 d.
Londres, dando todos os bancos a 22 5/8 d.
Em papel particular fizeram transacc=a
3/4 d.
As tabellas ezpostas aqu foram estas :
Do Iktsrsacional :
sobre
a 22
90 djv vista
Londres.......
Pars........
Italia........
Hamburgo......
Lisboa e Porto.....
Principaes eidades de Portu-
gal........
New-York......
Do Losos Bank :
22 1/2
422
524
13"
22 1/4
426
426
530
140
243
245
A polica do Peres
Em resposta a noticia publicada no Pro-
vincia n. 188 de ter9*-feira 23 do corren-
te, sob o titulo Canibalismo policial
Escreven-nos do Peres, etc etc.
Extrahimos do Jornal do Recife n. 184
de domingo 14 do corrente o seguinte :
i A polica do Pera Escreve-nos do
povoado deste nome o s-guite :
c Sr. Redactor NSo somos polticos, e
por isso costumamos dar a Cesar o que
de Cesar.
Estar muito regular o policiamento
desta localidade, o qual era dirigido pelo
Sr. Antonio Costa, que, depois de algu
mas censuras feitas pelo seu criterioso
Jornal, conseguio vencer a repugnancia
que tinba de desagradar a um individuo que
aqui pretende ser cousa.
c J vivamos, portanto mais tranquillos.
c Mas, oh! sorte infeliz, o Sr. ebefe de
polica, entendendo que nao deviamos con-
tinuar socegados, taes tricas fez, que o Sr.
Costa, desgosiando-se, paesou o exrcicio
da subdelegada ao curandeiro Lucio, ho-
rnera inepto e que nao d um passo Bem o
oonsentimento do tal individuo que se diz
o ebefe da gente da ordem.
* J por aqui andam os Paulinos eou\
tros que taes, useiros e viseiros na pratica i
dos crimes, e dos habitantes deatc infeliz
povoado estamos de novo aterrados, pois'
sem duvida as cousas vokarao ao antigo
estado.
Seo /o Paulino era bom homem, para
que o aecuaaes, e seje mo para que o de-
fendis ? O publico, que lcia o Jornal do
Recife, antes do homem ser preso, e a
Provincia depois de preso, e vejam qual
dos dous falla a verdade que vergonha !
assim que querem fazer poltica 1
O tal Paulino voltou armado de ponto
em branco, ameacando de morte a quem
ae lhe atravessaase adianto; mais depois
de grande resistencia foi preso.
E soffram as autoridades, porque cum-
priram o seu de ver 1
Nao se pode ser juiz com taes mordo-
mos.
?-----------
Parabens Olinda
Livre das garras do indefferentismo, que
a abata e atrophiava, surgiu a heroica On-
da grandiosa e radiante em defesa do abo-
licionismo.
J nao a Olinda servil, a Olinda
gnerreira que sentada ao lado da Casta
Diva Liberdadeno carro do progresso,
tem a fronte cingida com o phrygio barre-
te e a mo estendida amparando o fraco do
jugo do forte e livrando o opprimido das
furias do oppresso '
E', sem duvida alguma a ella que vae
caber, depois de um longo e profundo ter-
mo lethargico, a mais gloriosa epopa, por
ser o primeiro de todos os municipios que
gritar Liberdade, mostrando que no
seu solo redimido nSo se ver mais o hor-
rendo drama de lagrimas do infeliz escra-
visado.
Ella dorma, verdade; mas dous cida-
dos prestrnosos a acordaram; os dous
athletes do abolicionismo Jos Candido Pes-
soa e Jos Guedes Alcoforado,fundando em
nm momento dado o Club Abolicionista, D-
Jos, cuja festa, bontem assistimos.
Parabens Olinda!
Parabens aos dous hroes !
Vaporea...... 1
Via-ferrea de Caroar 1
Animaes 1
Via-tenea de S. Francisco 1
Via-ferrea de Limoeiro 1
Somma.
20 929
20 178
20 2.368
20 253
20 546
4.898
Deapaeboa de ezportaco
HEZ SE AOOirO
Nos das 1 23, foram despachados na Alfan-
dega os artigos aeguintes :
Pura fura do Imperio
Agurdente..... 32.071 litros
Algodo......1,385.916 1/2 kilos
90 djv vista
Londres .
Psris. .
Italia. .
Hamburgo
Portugal
New-York
22 1/2
422
524
137
22 1/4
426
426
530
140
21250
Do Esowsa Bank
Londres .......
Pars........
Italia........
Hamburgo......
Lisboa e Porto.....
Principaes eidades de Porta-
gal........
liba dos Acores ....
liba da Madeira ....
New-York......
90 djv vista
221/2
422
524
137
22 1/4
426
426
530
139
243
246
243
2*250
Assucar
Borracha.....
Caf ......
Carocos de algodo.
Carrapato ....
Cera de carnauba, .
Cobre velbo ....
Cocos (fructa) .
Cila......
Courinhos e pelles .
Couros espichados .
Couros salgados. .
Doce .
Farinha de mandioca .
Ferro velho ....
Mel......
Metaes velhas .
Osos......
'uro velho .
Parreira branca.
Passaros seceos .
Piassava.....
Pranchoes de amarello.
Prata velha ....
Residuos de algodo .
Sementes de carrapato.
Trapos.....
Unnas de
193.181
4.133 >
122
451.275
100.000 .
9.685
10.000 .
10.000
18 kilos
65.034
392 kilos
4J.683 ,
83 .
2 saceos
52 tonelad.
6.415 litros
3 tonelad.
302.770 kilos
368.788 graos
4.000 kilos
1.800
3.000 kilos
69
1.223.960 graos
70.926 kilos
3.880
41.000 .
25.000
boi .
Para dentro do Imperio
Agurdente..... 423.010 litros
Alcool...... 9.600
Algodo ..'... 74.046 kilos
Asaucar......744.5561/2
creado de arar e algodo
aacn, 24 db agosto de 1887
Attucar
Os precos, pagos ao agricultor, continuara a re
guiar aos algarismos abaizo, por 15 kilos :
rJranco, os melbores que
apparecem no mercado,
regnlam de .... 2*200 a 2*400
3.* sorte boa..... 1*900 a 2*100
.i. regular..... 1*700 a 1*8)0
Hmidos e baizos 1*500 a 1*700
Smenos...... 1*300 a 1*400
tfascavado..... 1*040 a 1*100
Bruto....... *900 a 1*000
Rtame...... ?00 a *800
Alaod&o
O mercado de algodo esteve boje frouzo, ha-
vendo cff< ras inferiores a 6*500 por 15 kilos o
de Pernambuco e boas precedencias, em trra.
Entrada* de assacar <
HEZ DB AGOSTO
Attucar
Entradas
Barcacas ...... 1
Va-terrea de Caruar 1
Animaea...... 1
Va-lerrea de S. Francisco 1
Via-ferrea de Limoeiro 1
Somma.
e algodo
Das Saceos
20 1.573
i, 20 271
a 20 220
i 20 1.699
20 199
Carrapato ....
Cocos (fructa) .
Ooce......
Elizir cocca de negro.
Espanadorea de penna .
Farinaa de mandioca .
Fio de algodo .
Folhas de jaborandy .
Medicamentos .
Oleo de mocot .
-Meo de ricino .
Pranchoes de vinhatico.
Preparados mediciuaes.
Queijo do serto .
Rap......
8al......
Taboas de pao carga .
Tamancos ....
Vaasonras de piassava.
Vinho de jurubeba
5.500
22.100
940 kilos
15 caizas
80
30 saceos
250 kilos
50
1 oaiza
475 kilos
4.830
12
36 caizas
50 kilos
216 1/2
15.000 litros
3
3 fardos
50 dusias
54 velumes
BECA?ITTLACAO DO ASSDCAB
Para o ezterior 2.193.181 kilos
Para o interior 744.556 1/2
Entradas
Algodo
ariscas
Dias
1 20
3.962
Saccas
624
Somma. 2.937.7371/2
Vapor daspaebado
Vapor nacional S .Francisco, sabido bontem, le-
vou a carga seguinte :
Para Parahvba:
30 ftrdos com zarque.
Psra Natal :
31 fardes com zarque.
Para Camossim :
16 barricas com assucar branco.
68/4 ditas com dito dito.
10 caizas com sabo.
Para Maco :
11 barricas com assucar brance.
52 caizas com sabo.
1 dita com velas.
8 barricas com bolacha.
Para Aracaty t
10 rolos e 1 encapado com fumo.
Para o Cear:
2 barris de quinto com agurdente.
Carregaram diversos.
vaviois a carga
Eato sendo despachados os segamtes :
Bngue portugus A rmando, diversos artigos, para
o Porto.
Para o Ein. Sr. presidente da
provincia apreciar o magis
lerlo da Serra do Vento do
termo do Brejo da Madre de
Deas-
Um pai de numerosa familia desta localidade,
vendo a circular de V. Ezc. solicitando infsrmacoes
quaes as cadeiras de eosioo primario estao no caso
de aproveitamento, frequrncia e qual o numero de
alumnos matriculados. E' portanto assim que ve-
nho narrar as circumstancias que ora continua m a
flagelar esta localidade, quanto aos ulereases ma-
gistraes.
Outr'ora ti vemos aqui o zelozo e iutelligente pro-
fesBor Manoel de Sequeira Pasaos Sobrinbo, que
nao b deizou grande aproveitamento, mas tambem
contava quarenta e muitos alumnos de matricula
e trinta e tantos de trequencia ; boje porm, que
o numero de meninos tem crescido que temos um
professor interino, que nao se presta aos deveres
magistraes,e por isso fugio o devido ap'oveitamen-
to e at mesmo a trequencia em numero legal, de
modo a tornar-ae elle ezaltadissimo desafecto dos
pas de familias da localidade, o que se provar
se preciso for, com tanto que, da alta capacidade
de V. Ezc. esperamos provimento idntico aos
professoies Cordeiro de Barros, Alvarenga e Pas
sos Sobnnho.
Paulino Auspicio Carneiro da Silva.
Liberdade de Serra do Vento do Brejo da Madre
de Deus
Paulina Auspicio Carneiro da Silva libertou
anas escravisadas Rita e Mara, crioula com a con-
dico de lbe prestarem servicos at 31 de Desem-
bro de 1890.
Joao Filgueira de Manezes, libertou Luiza e
Maria, sem onus algum.
Jos Lopes Menes, libertou Faustina sem onus,
por pedido final de tua primeira mulher.
Joo de Dsus da Fonseca, libertou Maria por
una pequea iodemuisaco, e este junto a seus
irm'JS ecuobados peraote o digno Dr. juiz muni-
Escuna allem Gesine, asaucar e agurdente, para
ajo Rio Grande do Sui.
Escuna allem FriU. agurdente e outros artigos,
pura o Rij Qrande do Sul.
Escuna norueguense Reform, assucar. e outros
artigos, para o Rio Grande do Sul.
Patacho portugus Ventas, diversos artigas, para
d. Miguel.
Vapor nacional Pernamiuco, diversos artigos, para
es portos do sul.
Vapor inglez Merchant, diversos artigos, para
Liverpool.
Vapor ingle Elstow, algodo, para o Bltico.
Navios a descarta
QUADBO DO BICALHO
Lugar inglez Florense.
Patacho inglez J- L. B.
quadbo no ZABQ.ua
Barca nacional Marianninha.
Escuna diuamarqueza Ftdes.
CABVO DB PEDBA
Brigue inglez Ephratah.
Barca norueguense Nina.
Barca dinamarquesa Jorgen J. Lotz,
Barca norueguense Homborgsund.
TRILH08 DE FERRO
Brigue portugus Figueirense.
MADEIBA
Barca norueguense fetrus.
Barca norueguense Vernica.
GORDURAS
Barca nacional Maria Angelina.
Barca nacional Marinho XI.
Patacho portugus lentativa.
SAL
Patacho dinamarqus Auna Charlotte.
TABIOS GNEROS
Barca norueguense Expedit.
Lugar inglez Caledonia.
Patacho ingles Tiber.
Vapor nacional Marqvet de Caxias.
Paula da Alfandega
SBMAHA DB 22 A 27 DB AGOSTO DB 1887
Assucar refinado (kilo) .... 175
Assucar brauco (kilo) .... 126
Assucar mascavado (kilo) 066
Alcool (litro) ....*... 165
Arroz com casca (kilo) .... 65
Algodo (kilo)...... 366
Borracha (kilo)...... 1*066
Couros seceos salgados (kilo) 460
Couros seccot e* pichados (kilo) 485
Cours verdes (kilo)..... 275
Cacao (kilo)....... 400
Caf bom (kilo)...... 80
Caf restolho (kilo)..... 600
Cachaca (litro)...... 60
Carnauba (kilo)...... 333
Carjcos de alrodo (kilo) ... 14
Carvo depedra de Cardifi (ton.) 16*000
Farinha de mandioca (litro) .
Genebra (litro)...... 200
Mel (litro)........ 40
Milho (kilo)....... 40
Taboados de amarello (dusla) 100*000
cipal da comarca ; libertaram Andr, Joaquim e
Rosala, do espolio de Francisco Xavier pai destes,
o qual tambem deizou em liberdade a escravisa-
da Rosa, todas sem onus algum.
----------->?-------------
HIssSo em Anadia
No dia 19 de Abril do corrente anno, a
convite do digno vigario desta freguezia,
aqui chegou o virtuoso missonario capu-
chinho Fr. Caasiano de Comachio, que im-
mediatamente deu comeco construccSo
de um cemiterio, conseguindo em pouco
tempo dotar esta freguezia de um edificio
publico tSo importante, e caja falta era
mui sensivel.
Os benficos effeitos da estada do
Revm Fr. Caasiano, e sen digno compa-
nheiro Fr. Clemente de Leonissa', entre
nos, sSo attestados nao s pelo edificio
publico, que urna memoria immorredora
de sua passagem neata freguezia, como
tambem pelo grande numero de confiss5es
e casamentos celebrados durante a mis-
sSo.
O Revm. Fr. Cassiano um sacerdote
distincto a toda a prova, um verdadeiro
apostlo, de urna illustracilo nSo vulgar, e
de palavra fcil e eloquente.
Segu este hoje para a freguezia de Li-
moeiro, onde sua presenta reclamada
pelas neceesidades publicas e espirituaes,
deixando-nos saudosos pelos modos atten-
C080B e affaveis com que iadistinctamente
a todoB tratava.
Anadia, 3 de Junho de 1887.
Ao povo pernambucauo
Bem quizera hoje possuir urna sonora
lyra de Um Voltaire, urna ligeira penna
de Um Homero, urna sublime philosopbia
de nm Vctor Hugo, para melhor paten-
tear os meus desejos ao heroico povo per-
nambucano. Bebendo eu no regaeo pater-
no as boas lices da moral, que at hoje
tem-me servido como phanal no grande
ocano da vida, tenho-as observado sem-
pre com o maior interesse, e estou conven-
cido por experiencia propria, que s na
virtude existe a ielicidade do homem.
Entretanto, sentindo eu desde a infancia
um extremo desejo em instruir me em
sciencias jurdicas e sociaes, e nao podendo
por mim s levar ao cabo tao brilhante
carreira, venbo pela imprensa invocar a
valiosa protecelo do benemrito povo per
nambucano, e especialmente a mocidade
acadmica do Recife, afim de concederme
as suas honrosas assignaturas, para a pu-
blicajSo de um trabalbo litterario, offere-
cido a mesma academia, para cujo produc-
to ser applicado aos meus estudos, e a
fundacao de um Asylo para 50 crianzas
desvalidas.
Portanto, espero na philanlropia do il
lustrado povo pernambucano, e na moci
dade acadmica desta provincia, que me
nSo bao de desamparar nos priuuniroa pas-
eos que dou no campo das letras, visto ser
apenas um obscuro preceptor da infancia
percambucana, e filho de um homem que
prestou relevantsimos servicos a patria,
um dos mais dedicados collaboradores da
Independencia do Brasil, um dos mais be
tes, a eleico, em assembla geral, da directuria
da Companhia do Bbbbbibb que deve funecionar
em o novo biennio social.
Com o descont de 4 0/0 e at 30 de Setemb-o
vindonro, sero substituidas na Tuesoobaria db
Fasbbda as notas do valor de 2*000 da 5.> estam-
pa, 5*000 da 7.* e 10*000 da 6.
Importaco
Paquete nacional Pernambuco, chegado
dos portos do norte em 24 do corrente e
consignado ao Visconde de Itaqui do Nor-
te, manifest u:
Caf 107 saceos ordem, 50 a Pereira
Carneiro & C.
Tapioca 10 eicapados a Rodrigues de
Faria & C.
Vapor nacional Mrquez de Caxias, che-
gado dos portos do norte em 24 do cor-
rente e consignado a Domingos Alves Ma-
theus, manifestou :
Algodo em rama 270 saceos a Gomes
de Mattos IrmSos, 760 a Machado A Pe-
reira, 354 a Joaquim da Silva Carneiro,
340 a Joo V. Alves Matbeus & C, 146 a
Jos Feij de Albuquerque, 190 a Souz
Noguera & C, 27 a Fernandes da Costa
C.
Cera de carnauba 75 barricas a Gomes
de Mattos IrmSos, 9 ordem.
Carne 6 garajos a Carlos Rabsllo
&C.
Couros salgados seceos 60 a Fernandes
da Costa & C, 124 a Gomes de Mattos Ir-
maos, 167 a Joaquim da Silva Carneiro.
Eateiras de palha 86 rolos a Gomes de
Mattos IrmSos, 14 a Joaquim Felippe &
Aguiar, 14 a Costa Lima d C.
Vellas de cera de carnauba 10 caxas a
Vctor Alves Matbeus d O, 12 a Gomes
da Mattos IrmSos, 12 ordem.
nevlos educadores da mosidade acadmi-
ca, e um dos mais distinctos cultores da
nossa litteratura brasileira, o finado Dr.
Jos Soares de Azevedo.
Em casa de minha residencia, ra
Velha n. 36, acha se o prospecto para as
assignaturas, e igualmente a sala das aulas
exposta a aquelles que se assigoar no
prospecto, psra examinarem a erdem dos
trabalbos, e o projecto para o Asylo de
enancas.
Ra Velha n. 36
Julio Soares de Azevedo.
Programina
Da festa do mllagroao s. Gonralo de
Ataaranie que ate venera na ca-
pala de Santo Amaro dan Salinas*
no da 18 do corrente.
DIA 26
Ba n deir a
Sexta-feira 26 do correnta, s 7 horas da tarde,
ser basteado com toda a pompa e brilhantismo
o estandarte do milagroso S. Goncalo, sendo con-
lusido da casa da Exina. juiza, ao som da banda
marcial do 2' batalbo de infautana, por crosce-
dissimo numero de distinctas senhoras e interes-
santes criancas trajando branco.
O ponto da reunio para esse acto ser na refe-
rida capella, d'onde seguiro encorporados para a
casa da Exma. juiza.
Durante o trajecto do estandarte sero queima-
dos diversos fogjs de bengila bem como sabiro
ao ar diversas girndolas de roguetea ; finalizan-
do esse acto com a ascenco de am lindo balo fei -
to a capricho por um devoto.
DIA 27
Vesperas
No dia 27, ao meio dia, urna salva real e diver-
sas girndolas subiro ao ar fasendo se ouvir a
referida banda de msica do 2' batalho que exe-
cutar 3 lindas pecas do seu vastissimo reper-
torio.
Ao toque de trindade, diversas girndolas subi -
rao ao ar fazendo lembrar aos fiis habitantes de
Santo Amaro das Salinas o momento de se dirig-
rem casa de Deus afim de implorarem do mila-
groso S. Goncah a grac* celestial.
A's 7 horas da tarde, comecaro as vesperas
constando de urna ladainha cantada ao milagroso
S. Gonca'o em tenco de todos os devotos que con-
correram com o sea bolo para a mesma festlvi-
dade. Antes e depois da ladainha, a mesma ban-
da de msica des-rapeuh iri lindas pecas, pondo
termo as festividades da vespera a ascenco de
um lindo e bem acabado aereodtato acompanhado
de algumas girndolas.
DIA 28
Aurora
Ao despontar aurora do faustoso dia 28, urna
silva real de 21 tiros, diversas girndolas e o so-
noro repicar dos sinos da capella, dispertars os
habitantes de Santo Amaro anuunciando-lhes o
grande dia de se render cultos ao beinaventurado
here de Amaranthe.
FESTA
A's 11 horas do dia, ap diversas e escolhidas
pecas de msica executadas pela mesma banda,
entrar a festa que ser presidida pelo R'vm. vi-
gario da Boa-Vista. A. misa* do distincto maes-
tro portugus Manoel Augusto Gaspar, sendo os
solos executados pelos mais eximios cantores desta
veneza brazileira.
Aorcbcatra acha-se confiada ao talento do maes-
tro Lydio de O.iveira.
Ao Evan^elho, subir a tribuna sagrada o elo-
quente pregadorda Capella Imperial, fre Augus-
to d-> Immaculada Conceico Alves, que, com o
seu reconbecido talento exaltar as virtudes do
milagrosos. Goocalo.
Ao terminar a festa, urna salva real de 21 tiros,
diversas girndolas e um pomposo balo subiro
ao ar, ao som da mesma bandi de msica que
exicutar Ludas pe;as.
EXPEDIDO
Pelo vapor nacional S. Francisco, sahido bon-
tem, leveu para :
Maco 3:20SJ!90
Mossor 10:OUO/090
itendiuienlo* publico
MBS DB ASOSTO
Alfandega
Renda eeral
O 1 a 23
dem do 24
Senda provincial
De la 23
dem de 24
6 21:700 i 832
37:olOi697
62.752*926
3:019*230
659:3114529
65:7721156
De 1 a 23
dem de 24
De 1 a 23
dem d 24
'>e 1 a 23
dem do 24
Rxebedoria geral
725.083*685
18:998*576
1:9254181
Hecebedoria p.vinnoiai
20:9234757
19:866*878
1:5614819
Recife. Drainage
21:4284727
34:4244309
2:6044553
37:028*8<>2
Juros e dividendo
Esto sendo pagos os seguintes :
DIVIDA PUBLICA
Apolices genes e provinciaes.
Apolices municipaes (r>s. 151 256).
LETTRA8 HTPOTHEC ARIAS
Do Banco de Crdito Real, 7 0/0, ultimo se-
mestre.
BAMCOS
Crdito Real de Pernambuco, 2. dividendo,
raso de 5 0/0 sobre o valor das entradas reali-
zadas do capital, ou 34000 por aeco.
Brasil, 67. dividendo, na razo de 94000 por
aeco. Esto encarregados desse pagamento os
agentes Pereira Carneiro & C.
CABBIL DB FBBRO
Trilhos Urbano do Recife Olinda e Beberibe,
25 dividendo, raso de 8 0/0. O pagamento
fas ae no esenptorio da companhia as tercas e
sabbados.
COIIPAKHIA8
Companhia de Edtfteacao, juros das accoes re-
midas, vencidos em 31 de Desembro do anno pas-
sado.
Memorial
Aos accionista! da Estrada db Ferio do Ribei-
bo ao Bonito foi marcado o praso de 60 dias, a
contar de Agosto corrente, para realizaren) a 7.*
entrada de 10 0/0 de suas accoes.
Araanba (26), ao meio dia, ter logar, com
qualquer que seja o numero de accionistas presen-'
Exportacao
BMCOT. 23 DB AQJFTO DB 1887
rara o extenor
No vapor ingles Merchant, carregaram :
Para Liverpool, C. P. de Lemos 2,770 kilos de
ossos ; J. Pater 6 C. 972 saceos com 72,900 kilos
ie assacar mascavado
No brigue portugus Armando, carrega-
ram :
Para o Porto, Oliveira & C. 1 barrica com 50
kilos de assacar branco.
Para o interior
Na escuna allem Jesine, carregaram :
Para Pelotas, P. Pinto oz C. 15 pipas com 7,203
litros de acnardente ; Amorim Irmos z C. 70
pipas com 33,600 litros de agurdente.
No vapor nacional Pernambuco, carregou :
Para Baha, M. C. Lopes Vianna 2 caxas com
120 kilos de doce.
= No vapor nacional S. Francisco, carrega-
ram :
Para Camossim, F. da Costa & C. 9 barricas
com 1,152 kilos de assucar branco e 7 ditas com
525 ditos de dito refinado.*
Para Maco, E. C. Beltro 4 Irmo 11 barricas
com 1,104 kilos de aBucr branco e 1 dita com
60 ditos de dito refinado F. de Sonsa Martins 30
saceos com tarinha de mandioca.
No hiate nacional Correio de Maco, carre-
garam :
Para Muri, F. Rocha & C. 6 barricas com 360
kilos de assacar branco.
Na barcaca D. Auna, carregaram :
Para Villa da Penha, F, da Costa 4 C. 2 barri-
cas com 180 kilos de assacar refinado.
Dlnbelro
RBCBBIDO
Pelo vapor nacional tPernambaco, chegado
bontem dos portos do norte, para :
A' ordem 5:4824170
Braga 4 S 7214100
Eusebio da Cunha Beltro 4 Irmo 5004000
__Pelo vapor nacional "Marques de Caxias,
chegado tambem bontem dos portos do norte,
Mercado Municipal de Jos
O movimento deste Mercado no dia 24 de Agosto
foi o seguinte:
Eniraram :
401/2 bois pesando 5,738 kilos, sendo de Oliveira
Castro, 27 1/2 ditos de 1 qualidade e 13 di-
tos particulares.
315 kilos de peixe a 20 ris 64300
96 cargas de farinha a 200 ris 194200
37 ditas de fructaa diversas a
300 rs. 114100
10 taboleiros a 200 ris 24000
10 Sumos a 200 ris 24000
Foram oceupados :
241/2 columnas a 600 res 144700
24 compartimentos de farinha a
500 ris. 124000
24 ditos de comida a 500 ris 124000
62 ditos de legumes a 400 ris 244800
30 ditos de fasendss a 400 ris 124000
18 ditos de suino a 700 ris 124600
11 ditos de tressoras a 600 ris 64600
10 talhos a 24 20400U
8 ditos a 14 84000
A Oliveira Castro 4 C.:
54 talhos a 14 544000
Deve ter sido arrecadada nestes dits
a quantiade 2174300
TARDE
No espacoso largo da capella, que para maior
brilhantismo estar embandeirado a capricho, ser
armada e exposta desde 3 horas da tarde philan-
tropia do devoto coraco do illustrado publico per-
nambucano que ahi concorrer, urna magnifica ker-
messe que contera lindas e variadas prendas
offertas dos muitos e generosos devotos de S. Gon-
zalo, cujo producto tem por fim ser applicado ao
esplendor desta festividade.
A's 4 horas, a Companhia Athletica, seb a di
receo do artista Jos Martins da Cuuha dar prin-
cipio a diversos e sorprehentes trabalbos gymnas-
ticos e acrobticos.
Das 5 horas da tarde por diante, novo genero
de divertimento nunca vistointitulado Marionct-
tes dancantesser exhibido pelo artista Cunha e
sua Companhiasobresahindo as simpticas figu-
ras da Exma. Sra. D.LaUtes Camaro do Arco
Verde e do Joven capito Romeo; preenchendo
os intervallos a mesma banda de msica. Diversos
baloes fendero os ares sobresahindo um de tama-
nho colosaaldenominado viajante d'alcs mundo.
A's 6 horas da tarde, 1 salva e diversas gyran-
dolas do foguetes servir de aviso que aproxima-
se a hora em que, de novo, voltam os fiis ao tem-
plo a implorar a proteceoao millagroso S. Gon-
calo de Amaraathe.
LADAINHA
A's 7 1|2 horas da njute entiar a ladainha
cantada a grande instrumental, em louvor do mes-
mo S. Goncalo, fasendo-se ouvir da tribuna sa-
grada, pela primeira vez neata capella, o digno vi-
gario da freguezia de Santo Antonio, distincto ora-
dor, commendador Manoel Moreira da Gama, que
com as brilbantes Aires da rethorica tecer urna
rica grinalda das virtudes do santo protector dos
solteiros.
Ao terminar a ladainha ser arriado o estan-
darte com a mesma solemnidade di hasteamento,
percorrendo tao smenteo pateo da igreja e nesta
recnlhide onde ser entregue a nova juiza.
Em seguida a asceuco de am outro balo ser
queimado um grande e sumptuoso fogo de artifi-
cio, composto de pegas de muito effeito e inteira-
mente novas feito a capricho pelo artista Olvmpio
de Mello.
A banda de msica j referida, prehencher os
intervallos com linias e variadas pegas, e um lin-
do aereoatato expediudo lindos togos, pora termo
a esta solemnidade.
DECORAgAO
Acha-se encarregado da ornamentaco da ca-
pella, o digno procurador geral da commisso o
Sr. Ago8tiubo J. Bezerra, que este anno exceder
aos demais anteriores na mesma ornamentaco.
AGKADECIMENTO
A commisso apresenta os seus protestos de gra-
tido mesa regedora da irmandade de Santo
Amaro das Salinas, pelas attenges que lhe tem
dispensado : outro sim muito agradece aos fiis
devotus que a coadjuvam para ter lugar a mesma
festa.
AVISO
A Corap inhia Perro Carril expedir durante todo
o dia at 11 horas da noute, grande numero de car-
ros extraordinarios pura condueco dos romeiros.
Consistorio da capella de Santo Amaro das Sali-
nas, 21 d; Agosto de 1887.
O 1* secretario,
Pedro Anl unes Ferreira.
Elixir depurativo vegetal
Formula de
Angelina Jos dos Santos Andrade
Approvado pela inspectora geral de by-
giene publica do Rio de Janeiro, em 20 do
Julho do correute anno il887).
Este depurativo de grande eficacia as
molestias sypbiliticas e impureza do sangue e
encontrado a venda, por ora, na ra do Baro da
Victoria n. 37 e ra estreita do Rosario n. 11.
Para provar a grande eficacia ou quasi prodigios,
do preparado do Sr. Andrade basta apresentar o
crescido numero de attestados ex oontaneamente
prestados por muitos cavalheiros que tem teito
para :
Antonio Ruarte Carneiro Vianna
9604630
Rendimento dos dias 1 a 23 4:8364500
Foi arrecadado liquido at hoje 5:0534500
Precos do dia :
Carne verde de 240 a 400 ris O kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Sumos de 500 a 640 ris dem.
Farinha de 160 a 240 ris a cuia.
Milho de 240 a 320 ris idem.
Feijlo de 640 a 11000 idem.
Matadonro Pablco
Foram abatidas no Matadonro da Cabanga 94
reses para o consumo do dia 23 de Agosto.
Sendo: 67 reses pertencente a Oliveira Castro,
Emaarcacdea aortas no porto esa
ti de Agento
ACIONABS
Armandoconsig. Loyo & Filho.
Jaguaribe Companhia Pernambucana.
Lamego(canhoneira de guerra).
Marianninhaconsig. Baltar Oliveira 4 C.
Mandaba Companhia Pernambucana.
Marinho XI Jos da Silva Loyo & Filho.
Maria Angelina Loyo 4 Filho.
Marques de Caxiasi Domingos Alves Matheus.
Pernambucoao Visconde de Itaqui do Norte.
Pirapama Companhia Pernambucana.
* S. Francisco Companhia Pernambucana.
ESTRANOEIBAS
Anne Charlotteconsig. ordem.
Caledonia Livramento 4 C.
Elston ordem.
Expedit Fonseca Irmos 4 C.
Ephratah ordem.
Pides ordem.
FriU Batar Oliveira 4 C.
Fritr H. Lundgrin 4 C.
Figueirense ordem.
Florence Saunders Brothers & C
Gesine Pereira Carneiro t C.
Homborgsund Wilsoc Sons & C.
Jorgen J. Lotz ordem.
J. L. B. ordem.
Leipzig ordem.
Merchant S. Johuston.
Nina ordem.
Petrus Pereira Carneiro 4 C.
Reform H. Lundgren 4 C.
Seiprig ordem.
Tentativa Amorim Irmos 4 C.
Tiber Saunders Brothers 4 C.
Union H. Lundgrin.
Veritas Amorim Irmos 4 C.
Vernica ordem.
O signa! indica ter a embarcaco sahido.
Vaporea 4 entrar
DOS PORTOS DO 8DL
Espirito Santoamanb.
La Plata-a 29.
Corrientesa 1 de Setembro.
Advancea 5.
Manosa 6.
Mendegoa 14.
Pernambucoa .16.
Gamilloi 27.
Taguaa 29.
DOS PORTOS DO SORTB
Marinho Viscondehoje.
Camilloa 3 de Setembro.
Paraa 13.
Espirito Santoa 23.
DA ECBOPA
Cotopaxia 28.
Girondea 3 de Setembro.
Tamara 10.
Nevaa 24.
DB SEW-POBT
Financea 9 de Setembro.
Vaporea 4 aablr
Pernambuco hoje, s 5 horas da tarde, para os
portos do sul.
Cotopaxi a 28, as meio dia, para Valparaso,
com escala pela Babia, Rio de Janeiro e Mon-
tevideo.
La Plata a 29, t hora da tarde, para Sou-
thampton e escala.
Mandah a 29, s 5 horas da tarde, para Ma-
cei, Penedo, Aracaj e Babia.
Navloa 4
Antelopde Hamburgo.
Farwardde Liverpool.
Hardi-de Cardifi.
entrar
Mov ment do porto
Navios entrados no dia 24
Manos e escala10 dias, vapor nacional
Pernambuco, de 1,999 toneladas, com-
mandante Pedro Hypolito Duarte, equi-
pagem 60, carga varios gneros; ao
Visconde de Itaqui do Norte.
Savannah 45 dias, barca norueguense
Petruq, de 540 toneladas, capito C.
O. Holther, eqnip;vgem 10, arga ma-
deira de pinho e breu ; a Pereira Car-
neiro d C.
Aracaty e escala3 das, vapor nazio-
nal Mrquez de Caxias, de 500 tonela-
das, commandante Jos Joaquim Cas-
ino, equipagem 22, carga varios gene-
ros : a Domingos Alves Matheus.
Sahido no mesmo dia
Camossim e escalaVapor nacional
Francisco, commandante Joaquim
Silva Pereira, carga varios gneros.
ObservacSo
Procedente de New-York e escala fun-
deou no Lamarlo o vapor inglez Lisbonen-
se, o qual entrar boje as 9 horas da ma-
nha.
S.
da




r


Diario de PernambucoQuinta--feira 25 de Agosto de 1887
i
1

oso delle dos qaaes publicamos alguna de pessoas
conhecidas e residentesnesta cidade.
Illm. Sr. Angelina Jai da* Santos Andrade.
Tendo teito nao do seu depurativo denominado
Preparado Nacional, por cauta de soffrer ba mais
de tres annos urna inchaco na peraa eaquerda,
que estendia-se do joelho ao tornozelo, o de urna
inflammaco peridica non teaticulos, clasaificada
por varios mdicos que consultei como urna irrita-
co des testculos, experimentei to felizns resul-
tados, que no fim do 4 frasco achava-se muito
diminuta a inchaco das pernas e dos testculos,
sendo que esta ultima nao reapparoceu mais como
costumva.
Devo accrescentar, em abono da verdade, que
se nao sinto ma anda inteiramente bom, attnbuo
a nao ter observado a dieta que V. 8. determinou-
me. Resultada satisfactorio tambem expenmen-
tou urna senhora grvida de doas meses, que
schando-se soffrendo de varios incommodos devi-
do ao seu estado, les uso, 4 conseibo meu,
do referido preparado de V. B., e depoia de ter
tomado mais de um frasco sentio-se parfeitament j
restabeleeida.
Em vista de to telises resultados, nao posso
deixar de consignar aqu um voto de gratido a
V. S. pela especialidade de seu remedio, que alm
de curar me dos incommodos referidos, acaboa me
com o rheumalismo que continuamente atacava-
me todo o corpo.
Sou de V. S. criado muito atteocioso e venera-
dor obrigado, Joaquim Santino de Figueiredo.
Eslava devidamente sellado com urna estampi-
da de 200 res.
Recife, 9 de Maio de 1887.
Reconheco a firma supra por temelhanca. Re-
cite, 10 de Agosto de 1887.
Em testemunho de verdade (signal)O tabel-
liao publico, Apolinario Florentino de Albu^uer
que Maranhao.
Illm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.
A' bem da bumaodade tenbo a satisfaco de lbe
oommuocar que estando aolfreudo por mais Ue 2
annosdeuma grande erjpcona pelle, clasaificada
o;los principies mdicos desta capital por moles-
tia contagiosa depois de ter gasto mais de 500/
era remedios de botica, e outros caseiros, aem
obter resultado algum fui aconselhado pelo capito
Auatricliniano de Torres Gillindo, sendo por esse
senhor e outras pessoas que visitaran;-me aconse-
lhado para usar to seu preparado, denominado
Elixir Purificador do Sangue e com uso de 6
garrafas fiquei radicalmente curado de to borrivel
eoffrimento.
Desata poucas linbas que s contm a pura ver-
dade pode o senhor faxer o uso que lbe aprouver.
Estava sellado com urna eatampilha de 200 ris
e intil isa Jb da maneira seguinte:
Recife, 27 de Maio de 1886.Maria O^ympia de
Oliveira Cyrillo.
Reconheco por semelbanca a firma supra.Re-
cife 22 de Junho de 1886.Em testemunho da
verdade (signal) o tabelliao publico Apolinario
Florentino de Albuquerque Mar ubi).
causa deltas, nao se limpa de seu
viciado, que
veneno com o uso da salsaparrilha de Bristol-o
detergente o mais poderoso de quanto se coihecem
os doentes nao s buscaro allivin em vao, mas
sim transmittiro suas molestias seus filbos como
ama heranea maldita.
As pessoas de ambos os sexos encontraro em
todos os periodos da vida, que este ineomparavel
remedio vegetal, cura rpida e radicalmoute as
erupcoes, cbagas, ulceras, inflammacoes glandula-
res, rheumatismo e quasi todas as molestias inclu-
sive as affecces mercuriaes que desfigurara ou
contrabem a forma exterior.
Ene. ntra-ae a venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra ao Commercio n. 8.
da
2.
27/216
ED1TAES
Respeitabilissimo Senhor.O regosijo, que sin-
to, por me achar no goso de perfeita s&de depois
de ser acommettida das perigosas escrfulas,
inmenso, e obriga-me, bem da humanidade sof-
fredora, vir ante Vmc. dar franco e sincero tea-
Terouuho de quanto sou devedora ao miraculoso
ngel uo, preparado por Vmc. ao qual. abaixo de
Deua, devo minba saude, como! vou relatar.
Contava a idade de 13 aonoa, quando c jmocei
a soffrer dasterriveis eocrofulaa, que ja se tinbam
desenvolvido de um modo assustador, inchando-
me as glndulas maxillares, causando-me febre,
falta de apetite, dores e ioflammacio na garganta.
j tiaha tomado varios remedios e recorrido a di-
versos mdicos, e ba va mais de nm anno que sof-
ria da maldita molestia, quando aconselharam-
me que recorresse ao ineomparavel Angelino, e
com tal felicidade comecei uaar deste milagroso
preparado, que logo experimentei melhoras ao co-
mecar o segundo frasco e grscas a Deas, com o
uso somente de 3 frascos fiquei de todo restabe-
leeida, e em menos de 3 meses de tratamento.
Actualmente cont 16 annos em plena robustos.
O medo esplendido perqu se operou mnha cura,
digno de attcnco, e impe-me a verdade, que o
atteste a Vmc. que poder fazer do presente teste-
munho, o uso que bem Ihe convier.
Com todo acatamento me assigno. Ds Vmc. hu-
milde, cresda e respeitadora. Boa-Vista 4 de
Maio de le87.Francisca Florinda do Rosario.
Estava sellada com urna estampaba de 200 res
e devidamente inutiliaada.
Reconheco por semelhanca a firma supra. Re-
cife, 10 de Agosto de 1887. Em teat-munho da
verdade (a-goal) o tabedio publico.Apollinano
Florentino de Albuquerque Maranhao.
Sr. Angeiino Jos dos Santos Andrade.Tendo
soffrido, ha quatro mezes de urna molestia que os
mdicos diziam ser hematuria da qual eu estava
soffrendo, depois de ter sido receitado por cinco
mdicos e msis homeopatbas, nao tirei resultado
nenbnm. Resolvi-me tomar o Elixir Depurativo
do Sangue, do Sr. Angelino, do qual tomei duas
garrafas e fot sufficiente para meu completo res-
tabelecimento, at a dita presente, o qual agrade-
co-lhe muito o effeito do seu preparado, sendo que
eu ourinava sangue dorante este mezes. Poder
fazer uso deste quando melhor lbe aprouver.
Estava sellado com urna eatampilha de 200 ris
e inutiiisada da maneira seguinte :
Recife, 23 de Dezembro de 1884. Ignacio
Troyano de Jess Bandeira.
Kecsnhbco a firma retro. Recife, 26 de Ja-
neiro de 1885. Em tefctemuobo de verdade (signal)
o tabelliao publico.Apollinario Florentino de
Albuquerque Maranhao.
10
Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.Tendo
toffrido ha una 9. annos de 25 frunchos n'nma
perna, o que era considerado pelos mdicos como
formigueiro, pelo q"ue, me diziam que nao tinha
cura, e que para nao passar adiante, que teria de
cortar a perna, e tendo esgotado todos os remedios
que os mdicos receitavam e inclusive os de meu
proprio pai, que toi pharmaceutico o Sr. Joo Jos
do Couto, e que teve botica na praca da Boa-Vista
n. 6, e cansado de gastar dinheiro e soffrer horri-
veis dorea, me aconselbaram que uaasse de sea
Elixir Purificador do Sangue com tanta felici-
dade, que, tendo apenas tomado tres garrafas do
aeu Elixir me julgo salvede to horrivel molestia,
e para que a humanidade possa gasar de to ben-
fico remedio em suas doencas syphiliticas Ihe
uasso o presente attestado para que Vmc. fazen-
do-o publicar, assim possa tornar mais publico o
sen -to santo remedio, podando Vmc. fazer o aso
ue Ihe convier do presente escripto.
Soa seu amigo obrigadissimo pelo grande bene-
ficio que me fez.
Recife, 14 de Outubro de 1882.Tito Jos do
Couto
Estava sellado com urna eatampilha de 200 ris
a inutiiisada da maneira seguinte :
Recebedoria de Pernambuco, 4 de Dezembro de
.882.Fortunato de Andrade.
Reconheco a firma retro. Recife, 20 de De-
zembro de 1882. Em testemuubo da verdade
isignal) o tabelliao publico.Apollinario Floren-
tino de Albuquerque Maranhao.
Nova coxeira
brese nestes dias mais om foco de miasmas
no centro desta cidade.
Nesta poca de febres de mi carcter que vao
constantemente fazendo Untas victimas entre nos
e isto certamente pelas ms condices bygienicss
desta cidade ; quando a Illma. Cmara Munici-
pal tem acertadamente determinado arredar do
centro da populaco as coxeiras existentes ; quan-
lo a Illm. junta de hygiene emprega ledos os es-
forc* para melhorar o saneamento desta cidade,
dando-se ao trabalho de passar revistas no inte-
rior das casas, mandando limpar os qumtaes, etc.,
afim de acabar com os montaros que sao focos de
emanacoes pestilenciaes, vem, como om escarneo
a todas fS3as precaucoea, mais ama coxeira psra
a travessa da ra Bella, em um quiutal com te-
lbeiro, que j est praparado para tal fim e o qual
confina com os fundos dos predios daquelle quar-
:eirSo!
E' nm bom presente que a seu propnetario quer
:azer aos moradores dalli e a todos em geral.
Pedimos pois a quem competir que venha em
soccorro dos que perto dalli ficam e livre-nos afi-]
aal de mais essa fabrica de typho.
Cnmpre accrescentar que as estivas, maojado
ras, ete., teem side preparadas coca a rraior ao
leraco.
O Dr. Ihemaz Garcez Prannos Montene-
gro, commendador da imperial ordetn da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
cio desta cidade do Recife e seu termo,
capital da provincia de Pernambuco, por
S. M. o Imperador a quem Deus guar-
de, etc.
Fa$o saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem, que por parte de Jos de
Almeida Rabello me foi dirigida a petico do
theor segninte :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito es-
p.'cial do commercio. Jos de Almeida Ra-
bello, credor de Francisco Jos da Costa Ribeiro
da quantia de 2:00J/0.-0, importancia da letra
junta, alm dot j iros estipulados, e como o sup-
plicado esteja ausente em lugar incerto e nao sa-
bido pelo supplicante, estando prestes a presenp-
co da mesma letra, quer elle interromper a pres-
en peo na forma do art. 391 do Regulamento
Cummercial, para o que, requer a V. Exc. se digne
mandar que, distribuida e autuada a presente,
S'ja tomado por termo seu protesto e desigoado o
lia para a inquirirn das testen unhas, seguindo
se aos demais termos para o fim requerido.
Pede deferimeoto.Espera receber merc.
Recife, 20 de Agosto de 1887.Lydio Alerano
Bandeira de Mello, procurador. (Sellada com
urna estampilha de 200 rs., regularmente inutiii-
sada.)
E' o que continba dita petico cima copiada
na qual profer o despacho do theor seguinte :
Distribuida. Como p de. O eserivo designe da.
Recife, 20 de Agosto de 1887. -Montenegro.
Em virtude deste meu despacho sendo a mesma
petico apreaentada ao respectivo distribuidor
este a distribaio ao eserivo do primeiro officio
que tez lavrar em seguida o termo de protesto do
tb.'or seguinte :
Aos 22 dias de Agosto de 18S7, nesta cidade
do Recife, em meu cartorio compareceu o solici-
tador Lydio Alerano Bandeira de Mello, procura-
dor bastante do supplicante Jos de Almeida Ra-
bello e ante mim e as testemunbas intra assigoa-
das disse que por parte de seu constituinte redu
sia termo de proteste para interrupeo de pres-
cripeo o contedo da petici) retro que fica fa-
zendo parte integrante do presente afim de ser
intimado ao supplicado para os devidos effditos.
E de como assim o disse e protestou, lavro este
termo em que aasigno com as testemuabas pre-
sentes depois de lido por mim Manoel Lopes de
Carvalho Chaves, e escrevente juramentado, que o
escrevi.
Ea Jos Franklin de Alencar Lima, eserivo, o
fiz eserever, subscrevo e dou f.Lydio Alerano
Bandeira de Mello.Francisco Manoel de Al-
meida Jnior.Matbeus Eugenio Peixoto.
Nada mais continha dito termo de protesto ci-
ma fiel .nenie transcripto.
E tendo o snpplicaute produzido a justifioaco
do estylo, o respectivo esenvo me fez os autos
conclusos sellados e preparados e nellee profer
a sentenca do theor seguinte : Vistos. Hei
por justificada a ausencia do anpolicado em
lu_>ar incerto, e mando que seja o mesmo intimado
por editaes cem o prazo de 30 dias do protesto de
tolhas duas verso, para interrupeo da prescripeo
do titnlo de folbas. Cuatis ex-causa.
Recife, J2 de Agosto de 1887. -Thomaz Gar-
cez Paranhos Montenegro.
Em virtude desta minha sentenca o respectivo
eserivo fez passar o preseute edital porcujo
theor chamo, cito e bei por intimado o supplicado
Francisco Jos da C >6ta Ribeiro, para que no
prazo de 30 dias contados da data da pubiicaco
comprela ante este juizo, afim de allegar o que
for a bem de seu direito.
E para que ebegue ao conhecimento de todos o
presente ser publicado pela imprensa e outro de
igual theor affixado no lugar do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 22 dias de Agosto de 1887. Eu,
Jos Lranklin de Alencar Lima, snbscrevi.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
27*216
113J4U0
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MLARACOES
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro director ge-
ral das obras publicas e de conformidade com a
autorisaco de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia de 12 de Agosto do corrente anno, faco
publico que no dia 15 de Outnbro prximo, ao
meio da, na mesma repartico, recebe-se propos-
tas para a obra dos reparos precisos no acude
publico da comarca de Flores, oreados em.......
3:781/200.
O ornamento e clausulas especiaes do contrato
acnam-se nesta secretaria para seren examinados
por aquelles que pretenderem arrematar a mesma
obra, de accordo com o que diapoe os arta. 70
73, 89 e 90, 92, 97 101, 106, 115 e 116 do regu-
lamento de 20 de Junho do corrento anao.
Secretaria da reparti.ao das obras publicas de
Pernambuco, em 23 de Agosto de 1887.
O engenheiro secrecario,
Joaquim Gomes de Oliveira e Silva.
Corrrio gral
Malas a expedir-te hoje
Pelo vapor brasileiro Pernambuco, esta admi-
nistraco expede malas para os portoa do sul,
recebendo impressos e objectos a registrar at 1
hora da tarde e cartas ominaras at 3 horas ou
3 1/2 com porte duplo.
Administraco dos correios de Pernambuco, 25
de Agosto de 1887.O administrador,
Atonto do Reg Barre.
Reis Gomes
Coelho n. 7. Claudino Henriqne
Silva
Soledade n. 36. Castro Estrada Ve! ha de Santo Amaro n
Clementino Gomes da Silva
Hora n. 8. Costa Soares & C.
Imperatriz n. 58. Duarte & Pereira
Estrada de Luis do Reg n. 38. Do-
mingos da Silva Guimares
Imperatriz n. 4. Fraucisco Hilario de
Oliveira Maia
Conde d'Eu n. 9. Francisco Jos Soa-
res
Visconde de Albuquerque n. 140. Fran-
cisco Casta & C.
Uoio n. 2. Francisco Ribeiro Guima-
res & C.
Hospital redro II o. 19. Francisco
Pedro de Alcntara
Soledade n. 4. Francisco Melchise-
dech da Silva Manso
Praca, da Santa Cruz n. 16. Henriqne
Luis Ferreira Leal
1 becco da travessa do Principe n. 2.
Heleo'doro Costa & C.
Imperatriz ns. 69 e 71. Henriqne Jan-
sen
Dita n. 10. Julio Ferreira da Costa
Porto
Dita a. 48. Justiniano Francisco Pe-
reira da Silva
Dita n. 52. Joo Francisco Paredes
Porto
Dita n. 70. Joo Claudino de M. Pe-
reira
Dita n. 74 Joaquim Francisco das
Chagas Silva
Dita n. 78 A. Joo Luiz de Paula
Conde d'Eu n. 8. Jos Antonio Fer-
reira Porto
Dita o. 11. Jos Maria Gomes da Silva
Dita n. 13. Joo Cames & C.
Visconde de Albuquerque n. 27. Jos
Cardozo de Mello
Praca da Santa Cruz n. 4. Jos Anto-
nio Goocalves da Silva
Principe n. 1 A. Julio Rodrigues Ir-
mo
Santa C-uz n. 11. Justino Gomes de
Almeida
Ribeira n. 3. Joo Joaquim da Costa
Leite
Lea Coroado n. 2. Jos Moreira Gui-
mares
Nympbas n. 22. Jos de Souza Perei-
ra Brito
Pombal n. 16. JosTavares Carneiro
Estrada de Luiz do Reg n. 24. Joo
Francisco de Oliveira
Dita n. 19. Joaquim Barbosa de Oli-
veira
Imperatriz n. 65. Jos Ramos Santos
Creoulas n. 37. Joaquim Antonio Pe-
reira Bastos
Baixa Verde n. 8. Jos Pereira de Al-
cantara Brando
Capuoga n. 20. Jos Rodrigues Beiro
Dita n. 20 A. O mesmo
Aflictos n. 22. Joaquim da Silva Pe-
reira
Estrada de Belm n. 10 G. Jos Joa-
quim dos Santos Jnior
Imperatriz n 31. Luna & Irmo
Praca da Santa Cruz ns. 6 e 8. Lyra
& C.
Ponte de L'chi n. 20. Luis Jeo Af-
fonso
Conde da Boa-Vista n. 107. Manoel
Jos de Almeida
Socego n. 33. Manoel Ferreira Braga
Santa Cruz n. 5. Manoel Jos da Sil-
va Araujo
Capito Antonio de Lima n. 72. Ma-
noel Joaquim de Soaza Mattos
Visconde de Goysnoa n. 213. Manoel
Carpinteiro de Souza
Dita u 214. O mesmo
Dita n. 217. O mesmo
Nunes Machado n. 2 E. Manoel Cuate-
di o Loureiro
Imperatriz a. 77. Pasaos & C
Socego n. 62. Pedro Manoel Trindade
Ponte de Ucbda n. 46. Parada & C.
Rosario n. 11. Souza Oliveira & C.
Socego n. 3. Silva Dias & C.
Conde d'Eu n. : 18. Zeferiuo Martina
& C.
Seccc do contencioso, 8 de Agosto de 1887.
Manoel do Nascimento Silva Bastos.
Companhla
DE
Fiaf o e tecidos de
Pernambuco
A directora tas sciente aos senbores subscrip-
tores da nova emisso de accoes para o levanta-
mento da fabrica na Torre, que fica marcado o
praio de 30 dias, desta data, para o pagamento
da segunda prestaco de 25 0/0, e autorisado o
Sr. thesoareiro Jos Joo de Amorim Jnior, para
o recebimento, ra do Bom Jess n. 3.
Recife, 23 da Agosto de 1887.
Os directores
Manoel Jos da Silva Guimares.
Henrique Saraiva,
Secretario.
Jos Joo de Amorim Jnior,
Thesoureire'
Conifiiiliia lo Bcbcribc
Nao se tendo reunido hoje accionistas em nu-
mero sufficente para constituir assembla geral,
sao de novo convidados para a assembla geral
extraordinaria, que ter lugar r o da 2i do cor-
rente mez, ao meio dia, no 1' andar da casa n.
71 ra do Imperador, para proceder-se a eleico
da directora que deve funecionar em o novo bien-
nio social.
A reunio ter lagar com qaalquer que seja c
numero de accionistas presentes como dispoem os
estatutos.
Recite, 19 de Agosto de 1887.
Ceciiianc Mameda Alves Ferreira,
Director gerente.
Jos Eustaquio Feneira Jacobina,
Director secretario.
O administrador da Recebedoria Provincial faz
publico para chegar aojeonhecimento de todos a
quem possa caber a execuco do regulamento de
4 de Julho do corrente anno, que pagaram o de
vdo imposto para vender em seas estabelecimen-
56/700 t08 D''nete8 de lteria8 dfl outras provincias os
Srs. Antonio Augusto dos Santos Porto, estabe-
lecido praea da Independencia ns. 37/39, e Ma-
noel Martina Fiuza rua Primeiro de Marco n.
23, sendo que o ultimo deixou de solicitar a res-
pectiva licenca.
Alem destes, e como vendedores ambulantes,
pagaram o imposto e obtiveram licenca por esta
repartico os Srs. Joo Pereira de Brito, Bernar-
dino Lopes Alheiro, Porfirio de Albuquerque Ma
galhes e Joo Rodrigues Pereira.
Recebedoria Provincial de Pernambuco, 19 de
Agosto de 1887.-0 administrador,
Francisco Amynthas de C. Maura.
26/460
37/800
684040
75/600
45/360
36/248
28/350
45/360
28/350
28/350
47/628
40/824
47/628
47/628
54/432
45/360
2/520
113/400
37/800
36/288
39/288
90/720
90/720
75/600
113/400
113/400
36/288
151/200
22/680
45/860
6 45/360
113/400
Estrada de Trro de Itibciro ao
M 1 le J
LirM
Capital do Banoo....... 1.000,000
Capital realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,00Q
A contar desta data e at ulterior reso-
lucSo, conceder-se-ha juros de dous por
cento ao anno, sobre os saldos de dinheiro
depositado em corita corrente de movimen-
to no mesmo Banco.
Recebe-se tambem dinheiro em deposito
a juros por periodos determinados, ou su-
jeito ao aviso previo de trinta das para ser
retirado, mediante as condicSas de que se
dar conhecimento aos ioteressados.
Pernamcuco, 23 de Maio de 1887.
Henry K, Qregory,
Gerente.
As enrei-JHldade*) exteraa*
f Acompanhadas de terrivels desfigaraces,
anzem effeitos terriveis, e se o sangue alterado
O procarador dos teitoa aa tazeuda provin-
cial tendo recebido do Theeouro a relaco abaixo
transcripta dos contribuales do imposto de 3 por
cento (gyro) sobre establecimeotos do exercicio
de 1885 a 1886 das fregnesias da Boa-Vista, Gra-
ca. S Jos, Santo Antonio e Recife, que deixaram
de pagar o mesmo imposto no tempo competente,
declara aos referidos contribuintes que Ihes fica
marcado o praz de 30 dias a contar da publica-
cao do presente edital para recolherem a impor-
tancia de seus dbitos na Recebedoria Provincial,
cei toa de que, nudo o referido prazo se proceder
a cobranca judicialmente.
Recife, 9 de Agosto de 1887.
Miguel J. de Almeida Pernambuco.
Relaco dos devedores do imposto de 3 por cento
(gyro) sobre estabelecimentos que deixaram de
pagar no exsrcicio de 1885 a 1886, das frague-
zias da Boa-Vista, Graca, S. Jos, Santo Anto-
nio e Recife.
Imperatriz n. 40. Alheiro de C. 151/200
Dita n. 42. Alheiro Oliveira & C. 226/800
Dita n. 46. Alves DiUn.49. Antonio Maciel de Siqaeira 66/150
Dita n. 55. Antonio E. da Silva Ca-
les 94/500
inte Velba n. 27. Adolpho Augusto
A. Seve 45/360
ota Croa n. 17. Angela Francisca
Bastos 90/720
beira n. 2. A mesma 75/600
Oito da Soledade n. 48 A. Augusto
Ricardo Cavalcante 45/360
Fernandes Vieira n. 50. Affonso Mar-
tina dos Santos 36/248
Estrada de Luis do Bcgo o. 12. An-
tonio Lopes da Silva .Campos 45/360
Dita n. 40 E. O mesmo 113/400
Estrada de Belm n. 3 H. Bento Jos
de Miranda 27/216
Estrada Nova de Belm n. 2 A. Ber-
nardno Jaciniho ^''^i
Coneeico n. 62. Caetano Jos Rufino 56/700
Largo dos Coelhos n. 17. Carlos dos
DO
BRASIL
Capital SO,OOO:OOO0
dem realisado 8,000.0004
A caixa filial d'este Banco fanecionando tem-
porariamente roa do Commercio n. 38, saca,
vista ou a prazo, contra os seguintes correspon-
dentes no estrangeira :
Londres......... s/N. M. Rothschil & Sons.
Pars
Hamburgo.......\
Berlim..........I
Bremente........1
Frankfurt s/ Main)
Antuerpia
Roma....
Genova. .
aples. .
Milo e mais 340
cidades de Ita-
lia........
Madrid..........
Barcelona.......
Cdiz...........
Malaga.........
Tarragona......
Valencia e outras
cidades da Hea
panba e ilhas
Canarias......
Lisboa.........
Porto e mais ci-
dades de Por-
tugal e ilhas...
Buenos- Ayres.... )
Montevideo......)
Nova York......
De Rothschild Frres.
Deutsche Bank.
> Banque d'Anvers.
Banei Genrale e suas
agencias.
Banco Hypotecario de
Espaa e suas agen-
cias.
Banco de Portugal e
suas agencias.
English Bank of tbe Ri-
ver Pate, Limited.
G. Amsink & C.
Compra saques sobre qualquer praca do impe-
rio e do e&trangeiro.
Recebe dinheiro em conta corrente de mov-
ment com juros a razo de 2% ao anno e por le-
tras a prazo a juros convencionados.
O gerente,
William M. Webster
Macioil
Tendo o conselho administrativo de
o corpo de remadores para a prxima
convidados todos os socios que fazo 11 e os que
queirara fazer parte do mesmo a se inscreverem
em nm livre qne para tal fim so acha na secreta-
ra io club. Aquelles que nao o fizerem no im-
prorogavel prazo de oito dias, julgnr-se-bo ex-
cluidos do corpa.
Secretaria do Club Internacional de Regatas,
21 de Agosto de 1887.O 2- secretario,
Alfredo B. R. Bofges.
Pelo presente faco saber soa Srs. accionistas
desta empresa, que apenas realisaram a 3.a en-
trada de 10 "/o de suas accoes, constantes das cau-
tellas ns. 19, 28, 29, 34 e 35, que em. virtude do
disposto no n. 1 do art. 9 dos estatutos, fica-lbes
marcado o praso de 30 das, a contar de 16 do cor-
rente mea, para realizaren) a 4.a entrada de suas
accoes com a multa de 20 %-
Outrosim, o accionista que nao realisar suas en-
tradas no praso determinado, perder um beneficio
da empresa as entradas que j tenha feito.
Recite, 11 de Agosto de 1887.
Jos Bellarmino Pereira de Mello,
O director secretario.
CO.tIP l.VHli: DES HEHSAB-
RIE* HAIIITINIS
LINHA MENSAL
0 paquete Gironde
Commandante Minier
Espera-se da Eu
ropa at o dia 3 de
Setembro, seguin-
do depois da de-
mera de costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Monte-
video
Lembre-se aos senbores passageiros de todas
as classes que ba lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se aos senbores recebedores_ de merca
dorias que s se attender a reclam aces por fal-
tas nos volumes que forem reconbecidas na occa
sio da descarga,
Para carga, passagens, encommendas edinheir
a frete : tracta-se com o
AGENTE
agoste Labille
9-RUA DO COMMERCIO9
(Jnied SUtes & Brasil M- S. S- C
O vapor Ad vanee
E' esperado dos portos de
sul at o dia 5 de Setembro
depois da demora necessaria
seguir para
Maranhao. Para, Barbados, H
Thomaz e Xcw-Vork
Para carga, passagens, eac.inmendas adinheirc
frete, tracta-se com os
AGENTES
0 paquete Finalice
Espera-se de New-f'or:.
News, at odia 9 le Setem-
bro o qual seguir depois da
damora necessaria para
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
se com os
AGENTES
Henry Forster & G.
8 RUA DO COMMERCIO -N. 8
1. andar
calicei, bandejas, aparador, 1 guarda louca.l serafi-
na pequea, 1 mr biiia de pau-carga, 1 dita de ama-
relio fiagindo mogno, cadeiras de balanco, relo-
gios, jarras e outros amitos movis de casa de fs -
milia.
QUINTA FEIRA, 25 DO CORRENTE
A's 11 horas
No
Agente Pinto
armazeni da ma do Mr-
quez de Ollnda n. 5 5
EM CONTINUAQO
Um cavallo para sella.
mimo Ieilao
Va na Mora n. 91
Quinta-feira, 25 do corrente
A's 11 horas
De 1 cofre preva de fogo novo, 2 pianos, 3 mo-
bilias, 2 guarda-loucas, 2 fiteiros, 2 aparadores, 2
mezas elsticas, 1 guarda-vestidos, 1 commoda, 2
secretarias, 4 camas para casal, 3 bercos, jarros,
qua iros, miudvzas, pertumarias, espelhos, papel
pautado, maisena, cognac, brinquedos para meni-
nos, relogios, de ouro, prata, e muitos outros arti-
gos.
O agente Modesto Baptista, far o ultimo leilo
ao correr do martello, para entregar as chaves do
armazem.

[U!
DampfschiiTfahrts-Gesellschan
O vapor Corrientes
De hoje por diante os presos
dos materiaes da Olaria a Vapor,
sero regulados pela tabella se
guinle, sem descont:
Tjolos grossos formato com-
imini, milheiro 18$. Ditos for-
mato pequeo 16$ Telhas, mi-
lheiro 35$, Ladriihos de diver-
sos formatos W00O,
Recife, 1 de Agsoto de 1887.
GERENTE INTERINO-
THEATRO
COMPANHIA DRAMTICA
Empresa e direc$3o de
CARNEIRO VII.EI.lt
HOJE! HOJE I
luina felra. 95 do corrate
Grande e justo festejo pela chegada do distincto
chefe abolicionista
Joaquim Naneo
Com a 2.a representaco do apparatoso e magni-
fico drama em 5 actos do Dr. CARNEIRO VILEL-
LA, intitulado
0 MGLSTA
N. B. O drama sobe a scena com o scenario
tedo novo e com o mesmo apparato com qae fui so
SANTA ISABEL.
O tbeatro estar todo ornado e urna banda de
msica tocar nos intervalloi.
Principiar s 81/2 horas.
Haver bonds para Afogados, Magdaleaa e Fer-
nandes Vieira.
MiRir
IOS
KOTAL1AIL STE.41 PACKET
COMPANY
Vapor La Plata
esperado
do sol no dia 29 de
corrente seguinlc
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Southampton
Reduccao de passagens
Idi Ida e volta
A' Southampton 1 classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Par passagens, fretes, etc., tracta-se cem os
Consignatario
SsfSk Amorim Irritaos &C.
"5, 3- RUA DO BOM IESDS N. 3
Porto por Lista
Para 'os portos cima indiexdos seguir breve-
mente o brigoe portugus Armando.
Para carga e passagei'os trata-se com os con-
signatarios Jos da Silva Loyo S. Flhe.
E' esperado dos por-
tos do sul at o dia 1
de Setembro e seguir
d pois da demora ne
asara para
Lisboa e Hambnrgo
Para passageiros e carga a frete trata-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUA DO COMMERCIO N. S
1' andar
COHPAKHI.1 PEB.-MAMafljCANA
DE
Navegaco costelra por vapor
fORTOS DO SUL
Macei, Penedo e Aracaj
0 vapor Mandahu
Commandante Mafra
Segu no dia 29 de
Agosto, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at e
dia 21.
Encommendas, passagens e dinheiros frete ate
as 3 horas da tarde do dia 29.
ESCRD7TORIO
Ao Caes da Companhia Pemambucana
_____________________n. 12____________________
Pacific Sleam taigation lompanv
STRATTS OF MAGELLAN UNE
Paquete Cotopaxi
E' esperado da Euro-
pa at o dia 28 de
Agosto, e seguir de-
pois da demora do coa-
e para Valparauo
com escala por
Baha, Rio de Janeiro e Monte
Tido
Para carga, pasaagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-aecom os
AGENTES
WIIsod. Sons *& C, Limited
N. 14-RUA DO COMMERCIO-N 14
Companiala Brasllelra de \"ave
gaeo a Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante o 1" tenente Carlos An-
tonio Oomes
E' esperado dos portos do sul
at o dia 26 da Agosto, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portot
do norte at Manos.
Para carga, passageBS- encommeBdsw valeres
tracta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
Companhla Bahiana de navega-
cao a Vapor
Maoei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
PORTOS DO SUL
O VAPOR
Marinho Visconde
E' esperado do3 oertop ci-
ma at o dia 25 de Agosto,
e regresaar para os mes-
mos, depois da demora docos-
tume.
Para carga, passagens,encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
7Rua do Vigario7
Domingos Alves Matas
De bons movei?, espelhos, jarros e um bom piano
de f ibricante acreditado
Sendo : urna bonita oiobilia preta medalbo com
quatro cadeiras de bracos, dose ditas de guarni-
co, dous consol.-s com pedra. um sof, um ex-
cellente piano forte, urna cadeira para o mesmo,
um tapete pira sof, seis ditos para portas, um
importante candiciro de crystal para kerosene,
doua parea de jarros para eonsolos, urna secreta-
ria de Jacaranda, urna cama francesa dedito, duas
meias cmodas de amarello, um marquezo, um
cabide de columna, um glande jarro para Airea.
um berco de amarello, urna cama para menino e
duas espreguicadeiras. Urna mesa elstica de ama-
rello, dous aparadores de dito, um sof de dito,
dous aparadores unvidracados, cadeiras para sala
de jantar, duas cadeiras de braco de amarello,
urna mesa redonda de jar-ara*d com pedra, doas
espelhos, urna quartinheira de columna, louca, vi-
aros, tren de cosinba e outros muitos movis.
Sexta feira, 96 do corrente
A's 11 horas
No 1- andar do sobrado n. 28 da rua do Vis-
conde de Albuquerque antiga rua da matriz da
Boa-Vista.
O agente Martina far leilo dos movis e mais
objectos existentes no referido sobrado rua da
Matriz da Boa-Vista onde morava o Sr. Manoei
Jos Soares de Avellar.
Lela
LEiLDES
Quinta-feira, 25, deve ter lugar o leilo de
mobilias, pianos, quadros e outros muitos movis
existentes no armasem da rua do Marques de
Olinda n. 52.
Da casa terrea n. 166 sita rua Imperial, fregu-
zia de S. Joe, junto a taverna do Sr. Joaquim
Netto, e defronte do sobrado da vinva do Val-
dtvino, nova e edificada em solo foreiro ma-
naba, com frente de azulejo, tendo porta e ja-
nella, 3 quartos, 2 salas, cozinha externa, ca-
cimba e grande quintal murado at o mar, onde
existe um solido cea.
Sexta-feira 83 do corrente, as
11 horas
No armazem de agencia de leilZes rua do
Mrquez de Olinda n- 19
Em continna^o
De diversos movis, pianos, quadros, espelhos,
jarroa, talheres, copos, clices, garrafas, 1 silho
quasi novo com seus pertences, malas para via-
gens, charutosde diversas marcas, relogios, can-
dieiros e miudezas.
Por intervenco do agente
Gusmo
Leilo
De bons movis, espelhos, lougae, etc.
Britto
O agente cima autorisado por urna familia que
retirou-se para fra da provincia far leilo do
segninte :
Urna importante mobilia de junco, 1 cama fran-
cesa de Jacaranda nova, 1 espelho oval, 1 dito qua-
drado, 1 guarda I juca, 1 mesa elstica de 6 taboas,
3 aparadores sendo 1 de caixo, 1 commoda, 2
marquezSes, largo e estreito, 1 maquina elctri-
ca, 1 dita para preguiar, 1 caixa de msica, 1 bi-
det, cadeiras avulaas de junco c amarello| 1 relo-
gio de parede, cabides, 1 guarda comida, jarros,
andieiros para kerosene, quadros, copos, clices,
louca para jantar e almoco, jarros, trena de cosi-
nha e outros objectos quasi todos novos por terem
tido pouco nao.
Sexta feir 26 do corrente
As 11 horas
Rua das Lomas Valentinas n. 78, 1- andar -
Agente Pestaa
Leilo
De predios e terrenos
Um sobrado de 3 andares com urna sota sito
rua de Domingos Jos Martins n. 38, o qual ren-
de 70/000 mensaes.
Urna casa terrea sita rua Imperial n 200-C,
fregueiia de S. Jos.
Urna dita dita rua da Via-Ferrea n. 16.
Urna dita mei'agua mesma rua u. 7.
Um terreno com casa de taipa n. 171 rua Im-
perial e um outro terreno na meama rua, entre as
casas ns. 157 e 161.
O agente Pestaa, Icgalmente autorisado, leva-
r a leilo na terca -reir, 30 do corrente, ao meio
da em ponto, ao armazem rua do Vigario n. 12.
Urna casa terrea rua Imperial n. 200 C, eon-
tendo 2 calas, 2 quartos, cozinha fra, mais um
quarto fra, quintal murado com cacimba, com
portas que do sahida para o rio, em solo proprio;
Urna dita rua da Via Frrea n. 16, com 2
salas, 2 quartos, cozinha fra e um pequeo quin-
tal com porto, em solo proprio.
Urna casa mei'agua n. 7 na mesma rua, com
urna sala e 1 quarto.
Um terreno com casa de taipa n. 171 rua Im-
perial, em solo proprio.
Um dito mesma rua com 122 palmos de fren-
te, entre as casas ns. 157 e 161.
Os Srs. pretendentes desde j podem examinar
os ditos predios e terrenos.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8/000 no becco dos Coe-
lhos, junto de S. Qoncallo : a tratar na rua da
Imperatriz n. 56.
Alnga se por lOOOO a casa n. 21 na Var-
sea, defronte da estaco, com armaco ; a tratar
na rua da Imperatriz n. 56.
Compra-te urna casa terrea na rua da As-
sumpeo ou Santa Cecilia ; a tratar na rua do
Marques de Olinda n. 3, loja.
= Aluga-se a casa terrea n. 127 rua das
Cinco Poutaa, e a da rua da Matriz da Boa-Vista
n. 56 ; a tratar na rua de S Jorge n. 56, ta-
verna.
Precisase de urna cosinheira
Matriz da Boa-Vista n. 9.
na rua da
Leilo
De um piano de Erard qnasi novo, urna mobilia
de Jacaranda, 6 quadros dourados, serpentinas de
bronze, 14 veneaianas de caixa, jarros para flores,
pianbas com redomas e 1 estante com mesa, 1 toi -
et, 1 cama, 1 lavatorio, 1 berco, 1 commoda, 1
colxo, camas de ferropara meninos, garrafa, copos,
Aluga-se a nasa terrea da rua de S. Fran-
cisco n. 27 ; a tratar no becco das Carvalhas na*
mero 1.
Compra-se urna easa terrea na freguezia da
Boa-Vista ou de Santo Antonio : quem a tiver,
deixe carta uesta typographia com as inlciaes
J. M. M.
Vende-se um meso e um banco para escola:
na rua dos Ossos n. 40
Aluga-se o sibrado grande rua de Pay-
sand n. 4, com commodos para grande familia ;
tem agua e gas ; a tratar na estrada do Cajuei-
ro, com e Sr. Braga.
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Diario de PerDanil>iic--- S8 S"
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o
ce
Oleo high-life perfumado
para o cabello
0 oleo do bom tom
Mandado fabricar expre-ammente
em Parla por Angelo Rapta el
* Compantala
A grande copia de leos ordinarios e falsificados
que invaden) este mercado, com grande prjuizo
para o cabello, aconselh >u-nos a mandar fabricar
por eneommend i, em Paria, por um dos melhores
perfumistas, um oleo extra-fino, verdadeiro de
amendoas, de perfumes suaves, porfeitamente Ha
pido e que nao foraiasse deposito de sedimentos
ou borra nos frascos, como geralmeate acontece
com os leos baizos, e cajas qualidades hyeieni-
caa podessemos garantir aos consumidores os mais
escrupulosos. Tal fim foi plenamente pr. enchido
com a creacao do High-life oii, que temos a honra
de presentar venda as priucipaes lejas de per-
fumaras desta praca.
Angelo Rapbael & C.
NocOes geographicas
Acha se venda na livraria econmica e outras
a 2* edico on I horada das noyes geographicas e
biatoricas pelo professor Eleuterio d> Espirito
Santo._____________________________________
Sitio
Na Passagem da Magdalena
Vende se um junto ao largo do cb tratar na loja de livros > o p do arco de Santo
Aatonio
A'uga-se barato
O 1 andar do predio n. 45 ra estreita do
Rosario, com muitos bons eommodos para familia,
muito fresco, pintado de novo, e a loja do mesmo
predio, muito propria para um bom eatabe'ecimen-
to de mol hados ou deposito de movis, est muito
lisapa : a tratar na ra Duque de Caxias n. 85,
loja.
CASA DA MTIA
\os 12:iOOSOOO
Blihetes garantidos
23 RA PRIMEIRO DE MARgO ~ 23
Da 9a lotera da provincia venderam
Martina Fiuza & C. os seguintes premios
garantidos :
3725 1:000(5000
2566 5006000
3101 200,5000
2932 50*000
Acbam-se venda os afortunados bi-
lletes garantidos da 10a lotera da provin-
cia em b-iaeficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se extrabir quan-
do fr annuciada.
Sem dieta e sem modifi-
ca*; oes d costnn.es
Laboratorio central, ra do Viaconde
Rio Brrnco n. 14
Esquina a ra do RegenteRio de
Janeiro
Especficos preparados pelo phar-
maceutico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvados pelas juntas de bygiene la
Corte, Repblicas do Prata u Academia de
Industria de Paria.
Elixir de Imblrlbtna
liestabelece es dyap> pticos. facilita as diges-
tS-' e promove as ejeccoea difficeis.
Vlntio de anaanz ferruiinonu t
quinado
Para os chloro-anemicos, debella a hypoemia
intertropical, reconstitue os hydropicos e berilw
ricos.
Xarope de flor de arnelra e mu
tamba
Muito recommendado na bronchite, na hemep-
tjM e na* tosaes agudas ou ebronicas.
Oleo de tealudmi firru(tlnoo e ras
cmm de laranjan amaras
' o primeiro reparador da fraquesa do on;a
nismo, na tyaica.
Plalas ante-peridicas, preparadas
com pererlna. quina e Jaborandy
Cura radicalmente as febres intermitientes, *e-
mictentes e perniciosas.
Vinbo de Jnrnbeba simples e lam-
bem ferruginoso, preparados
em tlabo de <-aj
Efficazes cas inflimacoes do figado e baco agu-
das ou ebronicas.
Viniio tnico de o-pilarla e quina
Applicado as convalesceneas das parturientes,
retico ante febril.
Francisco Haose m Silva & C.
RA DO MRQUEZ DE OLINDA
Ayso
Emilio Killijn. Engenbeiro Mecnico, engarre-
ga-se ds montar novos apparelbos, dos melhores
fabricantes franceses, e os mais apperfeicoados,
pelas condicoes e precos seguintes :
O assncar ser fabricado pelo systema fcro-
cheton e Billion igual ao da Usina Pinto.
- Garante-se no mnimo 9 % de assucar cris-
tallisado de todos os jactos, e 10 /. com moeada
de reprsalo, augmentando os precos abaixo de-
clarados.
O trabalbo dos apparelhos ser por 24 ha-
rs, se aproveitarao os edificios existentes, com
pequeas reformas; os propietarios darao todo
material, como : tijolos, cemento, cal, area, roa-
deira, etc. fcando por conta do empreitorio tado
mais trabalbo.
Prero das Usinas
3
s
o
100 tODMl. '9.000 k.
11.250 .
13.500 .
18.000 .

3
<
5
3*
110:000*000
130:00"iOOO
150:000*300
180:000*000
Para qualquer explcacio, dirigir se n praca
Aripib u Usina Bosque.
Aes sentaores acadmicos (!o 5o
anne
Alberto Henscbel & C. pedem aos senhores
acadmicos do 5 anno, que fazem parte do qua-
dro, a compareeercm impreterivelmente at o dia
15 de Setembro para se retrataren, afim de poder
ficar prompto em tempo o dito qaidro.
Quem qaiser alagar a casa n. 8 ra da Uniio
com muitas accommodaces, poder* entender-se
com os Srs. Negreiros ra do Imperador n. 24.
Caixciro
Precisa-se de um menino com algaras pratiea
de iDoIbados ; na ra Vidal de Negreiros n. 23.
Lotera da Provincia
Acha-sc venda a 10.a lotera a fcene-
Icio daS. rasa de Misericordia doReeife, qiiie
ter lugar no consistorio da igrej i de Nossa
Senliora da Conceifao dos Militares, onde
estaro expostas as espheras em orden nu-
mrica, para serem examinadas.
BOA ACOUISICO
A grande moda < a ezpressSo do bom gosto em artigos de novi lade encontra-se
presentemente no LOI VRE grojas a perspecacia de escolha de um dos socios,
que se acha actualmente em Pars e mui conscientemente convidamos as Ezmas. se-
nboras urna visita ao nosso estabelscimento ofTerecend9 especialidades aproveitaveis,
como sejam :
Rendas bicos largos em differentes teeidos e cores diversas, por presos sem
competencia !
Luvas de seda, de core', bordadas para senboras, grande novidade 1
Pl-stroos de (.ores, eacolha aprimorada I
Toile d'Alsace em cortes de 21 covado, mui lindo!
Mantilbas andaluzas, grande exposicSo.
Em liquidado para acabar!
Popelinas de seda a 500 rs. o covado 1
Dinas do Lyon a 15000 oeovado 1
Bordados estreitos a 5UO a peca!
To-lhas alcochoada8 a 3(J500 a duzia 1
Atoalhado de inho adamascado a 3{|00 a vara !
Komi iras visites e casaco de cachemira de 2/I000 a 40(|000 !
Sntim Duchesse, muito largo, a 1(J200 o covado.
Brim pardo liso a 320 rs. o covado 1
j r lados de cores, de 5 varas por 2(5000 a peca !
Pellucia branca de IgodSo a 500 rs. o covado !
TVc idos trasparentes pan soire a 500 rs. oeovado; aproveitem !
Las de quadrinhos a 300 rs. o covado 1 e muitos outros artigos que se acbam
em ezposicao.
NO GRANDE ARMAZEM DE
K Ra \! de Narco n. 20 4
GASA 333 GOONrOFXA-NrgA
PAR*
/Ov jS0 LENCO O TOUCAC08
E O BANHO.
AMA
Precisa-se de urna ama para comprar e
cozir.bar em casa de familia: na ra de
Riachuelo n. 13 se dir.
Ama
Precisa-ie de urna ama ; a tratar na ra do
Paysand n. 19, Passagem da Magdalena.
Ama
Precisa-se de urna ama para engommar etaser
servicos de casa ; na typograpnia do Diario, no
3- andar, n. 24. ra Duque de Caziaa.
lili
Precisa-se de urna ama que saiba osinhar ; a
tratar na ra Vclba n. 75.
Precisa-ae de urna ama para eosinhar ; na rna
de Pedro Affoaso n. 70.
Aluga-se barato
Kua Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
Ra Coronel Suaasuna n. 141, quarto.
Travessa do Carmo n. 10, loja.
Largo do mercado com agua n. 17.
Ra de Santo Amaro n. 14, loja.
rratk-se na ra do Cotomercio n. 5, 1* andar
es ;nptorio de Silva GuimarSes & C.
Allll-SC
um grande sitio, contendo as principaes fructas,
no Caldeireiro n 9, com boa casa de morada (que
foi do finado Mamede), tendo agua e gas, a qual
confronta com a casa do Dr. Alcoforado ; a tra-
tar na ra do Apollo n. 80, 1' andar.
Alug
a-se
a casa terrea na travessa da Ponte de Ucha n.
12, com bastantes coramodos para grande fami-
lia, com sitio murado e arborisado, b a agua po-
tavel para beber, deposito e banbeiro de cimento
e bomba, fica a dita casa margem do rio Capi-
baribe, com banbo doce temperado e salgado :
quem pretender dirija-se ae mesmo sitio, das 6 s
10 horas da manh, que encontrar o propie-
tario.
Aluga-se
Urna casa terrea cem 2 salas, 4 quartos, cosi-
nha fora, pintada e caiada, ra ds Hospicio n.
70, tractar na mesma n. SI.
Criado
Precisa-se de um criado : no largo da Penha n.
33, hotel.
s
Para evitar falsificacSes com referencia ao co-
nhecido fEITORAL DE CAMBABA, deve exi-
gir-se este preparado com a firma do aactorAr-
vares de S. Soares em rotulo circulando a ro-
Iha do frasco e a marca da fabrica nos involtorios,
rulada pelo nome dos agentes e depositarios
geraes em Pernambueo Francisco Manoel da
Silva ce C ra do Marques de Olinda n. 33
Ao commf-rcio
Os abaizo Bssignados tendo comprado aos Srs.
Agostinho Pereira Leal 4 C o sen estabelecimen-
to de mxlbadoB sito praca do Conde d'Eu n. 15,
livree desembarcado de qualqner onus, cbamam
a qualquer credor da referida firma que tenham
direito dividas do mesmo estabelecimento, a
apresentar-e no praso de tres diss, a contar da
data deste, para ser satisfeito. Recite, 22 de
Agosto de 1887.
Manoel Correia & C.
Fabrico de assucar
Apparelbob econmicos para o cozimen
te e cura. Proprio para engenhot peque-
nos, sendo modleo em preco e el
lectivo em operacSo.
'ode-se aj untar aos eDgenbos existentes
do systema velho, melhorando muito a
qualidade do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
masbinismo aperfei^oado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
Espeeifica^Ses e nformacSes oom
nrowns *.
5RA DO COMMERCIO5
O EXTRACTO COMPOSTO DE
Salsaparrilha
do Dr. Ayer,
K* um B 'Mj-il'-ta-
nu-nto rofu'a II i rcditarla, e :is
aIft-Cf;oes 'i1"' :*-::11 UBnldade cor" s cnfermida'les
lonas, e an ouco^icnadaK jte.o mercurio. Ao
o utalisi c eniUpi
iiiuiiicaii'lo urna M9&0 sanda. ismo e
rcjuvcucsceiido o systema intoiro. Krtta grande
Medecina Hegeneradora,
oomposla rom a wniadeira St laaparrilha Ue
Homluras. lia 1 virtudes
enratlTi ; a fornala i tpnlmvri oonha* da medt.a. e oa dwUm io a Salsa-
PABKUAA DO Da A.YEB 0OBM Ul 1
Remedio Absoluto
para as enferroMa na las pelo estado
tcoso do saueut1.
OOBeamiaito ao grao mais alio prarticav-.,
muito nuiis <|i:'- qu ilqm'r outra p*eparaalo da soa
, proporctonar ignava efaitoa, c
i pr>rtaut'>a medeelna mais barata, aaoim como a
melhor para purificar O aangM.
l'RKI'AKAI>0 PEL't
DR. J. C. AYETL k CA.,
Lowell, Mass., E. TJ. A.
A' venda naa priiicij>aeR j*liarnia<1as i Arogatlaa.
Isto que
A rifa com a dcDOmms^o cima, que corra
con a 13* lotera da provincia, pissa a coner com
a 10a da mes xa.
Criada,
Precisa-se de orna criada qu>!
bem, para o servico de um cassl ;
teo do Paraso n. 8, 2* andar.
ssiba eosinhar
a tratar no pa-
fTKINSON
PERFUMARA INiiLEZA
atuoWa ha nuil d nm tecalo; i verde todms
s oatnsMlo perfumedelsvloe*iqamto.
THEZ Mm*l.H*S DE C UNO
PARIZ 1878. CALCUTIA 1M
p>U extri-fin <-x',eli*n(*i* de se qualidade.
sram FLOWERS
JMUTCUJB JAS41
HELIOTrtOPIO MAC NOLI A
Ana alunada d-
UVINOA INGLEZA DE AKINSOM
ootros muitos conhecidoi p*ruii"s yt soa
qualidade e odor deleitare! e 'i fSTA IIIUTAl rAIA BEITES H ATIINSOI
em rival para aJrejar e emb^k er os dente
e preterrar as gentri it,
bnitrt-u a Can te ifM tiego Iti ai abncaalai
4. E. ATKINS0N
24, Od Bond Street. Londres.
Cade FabricaUrna" R- a branca"
obre ama Lyra de O ro.
t
Bernardo loa Crrela
0. Hara Enmenia Correia e eaas filhas, Manoel
Jos Oorreia, Antonio Jos Pinto Osorio e ana
lamilla agrade em cordialmente todas as pes-
soas que compartilharam na dor immensa que
acabam de sofirer, e assiatiram as missas pelo re-
poaso eterno de sen sempre lembrado esposo, pai,
irmao, genro e ennhado, Bernardo Jos Correia ;
e de novo convidara aos parentas e amigos do ti-
nado para assistirem as misa*! que mandam re-
str na c-dem tere, ira de S. Francisco e na ma-
triz da Grraca, is 8 horas da manhi de 27 do
corrente, trigsimo dia da se i passamento, de
cojo a;to desde j seconfessam eternamente gra-
tos. ______
il^kiManalMnnBS*^alaV^aaHnnMaBK*JEB'
Anua Ferr Ira le BlitO Hacedo
Jos Flix de Brito Micedo e seus innocentes
filhinhos aeradecem do intimo d'alma s pessoas
qne se dignaran) acompanbar so cemiterio pnbliee
o corpo de soa idolbtrada esposa e mi, Anna
Ferreira de Brito Macedo, e de novo as convidara,
bem assim aos prenles e amigas, para assistirem
a tnissa do satimo dia, que ser i celebrada em 25
do corrente, s 8 boras da maob, na matris de
S. Jos.
Benjamn Aristideg f'erreir:i Bandeira, Mara
Julia de Moscoso Bandeira e seos filhos convidam
a sens parentes e amigos para onvirem as missas
qne mandam celebrar por almt do seu presadisai-
mo irmao, ennbado e tio, Jonq im Aristides Fer-
reira Bandeira, na matriz da Boa-Vista, s 8 1/2
horas da machi do dia 27 do corrente, antect-
pando-lues sen reconhecimento.
SEM0LLW
De Brons k C, de Glasgow
Este artigo, preparado por nm novo proceaso
de trigj da melbor qualidade, porsue os elemen-
tos necessarios para iiurr.cao dr crinncis e doen-
tes, i muito se recommenda ^por ser gestSo e gosto muito agr'uvcl ; tamb'-m pode-se
fazer ama txc-llente papa, misturado em partes
igoaes c -m a maicena dos meamos fabricantes,
addicionindo-se-lhi? algum leite nicos agentes
nesta oraga, Saunders Brothers Jfe C., la/go do
Corpo Santo n. 11, primeiro andar.
Fare]lo'jcaru(9flefi
Clieg.u a primeira remessa do precioso iarell'
de caroco de algodo, o mais barato de todos os
alimentos para animaes de raca cavallar. vacom
saino, te. O caroco de algedao depuis de ex-
trahida a casca e todo o oleo, o mais rico ali -
ment que se pode dar aos animaes para os feria
lecer e engordar com admiravel rapidez.
Noa Estados-Unidos da America do Norte e na
Inglaterra elle emotegado (com o mais feliz re-
sultado) de preferencia ao milbo e outros farelhs
que sSo mui'o mais caro e nao nao de tanta sus-
tancia.
A tratar no Reelfe rom FrajraRecba
'K4F* Attendite
Buuquets de diversos modeloa para casamento,
etc^e tambera capellas mortuarias de perpetuas,
fabricados por Jos Samuel Botelbo ; proclamas
para casamento ; tratar na roa Nova, loja n. 20,
e na ra da Cadeia do Recife, lija n. 43.
VENDAS
Farinba de mandioc
de T atOO a 1 atoo o .aero
Vende-ae no trapiche Barbosa.
Para Feir
Urna mobilia completamente nova, de ama fa-
milia estrangeira que se retira no primeiro vapor
para Europa; na ra do Mrquez de Olinda D.
59, 1- andar.
Pechochas!
Vademcum do Homceopathlro '
Metbodo conciso, claro e seguro de cbrar<
hociceopathicamente todas as mt lestiaa que j
' affligem a especie humana, particularmente'
aquellas que reinara no Brasil pelo
DR. SABINO O. L. PINHO
S.a edlcco
consideravelmente augmentada e annotada.J
Vende-se nicamente em Pernambueo.
PHARMACIA HOM(E'PATHICA
PeloDr. J. Sabino L. Pinho
DR. NABIVO
43BA DO BARAODA VICTOKIA43]
Fabrica de chapeos
Antonio Jos Maia & (].
DEPOSITO
rna do Bunio da Victoria ns.
Me 31
Ka anlip casa Carneiro da Gunha
Admirem!
Setinetaa lavradas, lindos padroes a 280 rs. e co-
vado!
Fustoes branecs, novos desenhos, a 520 e 400 ra.
o dito !
| Esplendido sortimento de lindas ISa para vestidos,
a 400 e 440 rs. o dito !
! Cachemires felpudas a 1$ a dito .' 2 larguras.
, Mirins prero* e de cores a 800 rs. o dito.' idem.
Veludilbos de todas as core;, bordados, a 14000 o
dito!
Cri-t mea de eres firmes a 240 o dito bom ve-
rem.
Damasco de 13, 2 larguras, proprio para capas
de piano, a 2 o dito!
Pannos de lindos desenhos para mesas a 14600 o
dito !
Cortinados bordados, riquissimos, a 64 e74 o par
Gusrnicoes de crochet para aofs e cadniras a 84!
Camisas brancas iuglezas a 364 a duzia !
Ditas 4c cretone finas a 244 a dita !
Heroalaa birdadas a 124 e 184 a dita !
Lencos em lindas caixinhas a 34 a dita !
Meias arrcndada para senboras a 64 a dita
Chapeos para senboras e cranos a 24500,
64000.
Eapartilhoa de conr&ca a 44 e 54.
Brim pardo lona a 360 rs. o covado!
I em branco n. 6, de linho a 14500 o m-tr !
Tapetes aveladados a 124, 154 e 224.
Superiores redes com 4 punhes a 124 e 144.
Colchas franceza9 a 34 nma.
O bertas de ganga, 2 pannos, a 34 -'
dem de setinetas finas a 34500 '
t
Os proprietaiioa deste estabelecimento acienti-
camaoa sena nomeroaos freguezea e ao respeitavel: Lences grandea de bramante a 24 !
Cambraia Victoria de 10 jardas a 34 a peca !
pablico, qne continuara a ter grande sortimento
de chapeos de todas as qaalidadea e formatos,
manufacturados com toda a perfeico e por precoa
maia vaotajosoa que em oatra qualquer parte.
lademoiselle (otinba
Roa do Imperador n. 55, segando andar.
____________Modista___________
Dr. Mello Gomes
Medico parlelro
Mudou seo onbultorio e residencia para a roa
larga do Rosario n. 44, onde pode ser procurado
a qualquer hora do dia e da noite.
Emulsao de Kepler
Preparado de ituroiih-. Well
come & C.
CHIMICOS DE LONDRES
Azeite paro e fresco de figadj de bacalho da
Noruega m aoincao com o Extracto de Malta de
Kepler.
Erta a mais perfeita EmuUao at hoje conhe- [400, 15600 e 2,5000 o dito.
Foi introdaaida na pratiea medica a alguna i Wen de todas as cores a 800,
annos e desde entao o sen consumo tem tomado
dem c-m salpicos brancos e de cores a 54, 54500
e 64, 10 jardas !
Madapoles pelle de ovo a 64300, 24 jardas.
Camisas e saias para senhoras por todo o preco
Bordados de Cambraias finas a 14 a peca.
Fichus e capas de IS a 24, 44 e 64.
Sertimento de casemiras, cheviots e pannos por
precos baratiasimos.
Grande deposito de fazendas para os Srs. nego-
ciantes do centro, tendo descont as vendas em
grosso.
59-RA DUQUE DE CAXIAS-59
4 Revoluto
48-Rule Dmu lo Caxas~48
Recebe as seguintes fazendas de nov'da-
de:
Cachemira de listrinha a 600 is o co-
vado.
dem broche borda a 1#500 o dito.
dem pretas 700,800, 10000,1(5200,
o sen consumo tem
um incremento t3o extraordinario que nao ha um
s dia em que aeja receitada pelos maia aballas
dos mdicos do mundo, com preferencia sobre
todas as demais preparaces de igual natnreza, pela
certeza de sua tolerancia no estomago nao s das
cranlas como dos adultos, rebeldes muitas veres
ao oleo de bacalho e a muitas emulses mal pre-
paradas.
Assim, pois, a nossa EmuUao se recommenda
com preferencia para o tratamento da tsica em
todas as anea multiplicadas mamfestacoes e em
todas afieccoea dos orgSoa rpspirattrioe, como bron-
chitea, raqoitiam >, enfermidades escrofulosas, tu-
mores brancos. procedimento supurativo e na den-
tico das creancas, na caxexia ayphilitica, na
perda do appetitte e debilidade dos orgaos diges-
tivos e em geral em todos os caaos cm que ae faz
preciso o levantamento na nutricio.
nico depolio
34Raa Larga do Rosurio34
Pharmacia
BARTHOLOMEU A C SUCCESORES
Nenenles' de garrapato
SCompram-ae pequeas quantidadea ; na droga-
ra de Francisco M. da Silva 4 0., i ra do Mar-
ques de Olinda n. 23.
Criado
Precisa-se de um ra de Paysand n. 19
(Pasatgem da Magdalena).
Pillas purgativas e depurativas
de (auipanha
Estas plalas, cujn preparaCao puramente ve
etal, teem sido por mus de i annos aproreitada
com oa melhores resultados naa seguintes moles-
tias : affeecdes da pelle e do figado, sypbilis, bou
bes, escrfulas, chagaa inveteradas, eryaipelaa e
gonorrhas.
Modo de asal-as
Como purgativas- tome-ae de 3 a 6 por da, be
sendo-ae apoa cada dae nm pouco d'agua adoba-
da, cha ou caldo.
Como regaladoras tome-ae nm pilla ae jantar
Estas pi lulas, de invencio dos pharmaceuticof
Almeida Andrade & Filhos, teem veridietum dot
Srs. mdicos para aun melhor garanta, tornandr-
*e maia recommendaveis, por aerem nm segure
ourgativo e de ponca dieta, pelo que podeai sei
aadas em viageni.
ACHAM-SE A' VENDA
Irosara de Farla Hobrlnlie >
*1 BBA DO MAKCiUEZ DE OLINDA 41
Cosiibeiro
Precisas-' de nm bom cosuibeiro
Cxminno Ni vo.
no hotel
Funio carioca
Prenaradu pela acreditada fnbnca do Rio, de-
nominad'! Falito Limpa ; vende se em pacotinhos
em todos os estabelecim^otus lie retalho.. nico
deposito, na fabrica Veneza, arco da Conceicao
nunaeroa 4 e 6.
Joaquim Arthur doa Santc s convida a todos
os parentes e amigos de aeu tinado e saudoso ir-
m3o Joo Augusto des Santos, para no dia 26 do
corrente uiez, 3- anniversario de seu passamento,
assistirem a nma missa que x>r sua inten?o se
ba de celebrar a 8 horas da n auh, na igreja da
ordem terceira do Carmo ; pelo que antecipada
mente e confesaa em i tremo agradecido.
E barato
Aluga-se na Boa Viaeem ama casa com sa-
fantes eommodos, perto da estaco da va-farrea e
dos bonds ; a tratar na ra larga do Rosario nu-
mero n. 34.
Ao commerc o
O abaixo aasignado declara ao corpo commer-
cial desta praca, qne neata data c. mpron ao Sr.
Manoel Gomes de Haiva o estabelecimento de mo-
Ihados sito i ra Imperial n. 133, livre e desem-
baracado de qualquer cnua. Recife, 23 de Agos-
to de 1887.
Francisco Jf de Barros.
oslo BaplMtta iPalro
Manoel Patrio do Naaeirai nto, Alexandrina
Mara da Silva Patrio, Joanoa Digna da Costa
Patrio, Pbilemena Mara da Silva Patrio, Justina
Mara da Costa Patrio, Marit. Brasida da Silva
Patrio, Manoel Fernandes da (,'oeta Torrea e Jos
Antonio da Costa, agradecem do intimo d'alma a
toda* aa peasoaa que se dignaron) acompanbar
ultima morada oa reatos m rtats de teu sempre
chorado filho, irmao e cunbado, Joio Baptista Pa-
trio ; o de novo as convidam e a todos < s sena
parentes e amigos a assistirem hs missas que
Bsandatri celebrar pelo eterno descaoco de sua al
ma, no sabbado 27 do corren'e, a 7 horas da
ipanhft. na ieri ja d N. S. do Terco.
.Mencao
Precisa-se de ura bins
rna do Rangel n. 50.
official de barbeire : na
Precisa-se de ama, para
familia e que s ja de boa
Imperador n 73. 3- andar.
eosinhar
conducta
em casa de
; na roa do
inlenio Duarte
15000 9
14200 o dito.
Ricas guarnifoes de veladilbo a 6#000
urna.
Setins lisos a 800, 10000 e i,j200 o co-
vado.
Seda escosseza a 640 rs. o covado.
Lindos metins com listrinhas a 400 ris
o dito.
Faile com palminhas a 400 rs. o dito.
Setinetas escossezas a 320 rs. o dito.
Ditas com listrinhas e palminhas a 320
o dito.
Lionay-Be com palminhas de retroz a
14^000 peca.
Organdir bordado a seda a 150000 a
dita
Etamine tecido transparente a 100009
a dita.
Cambraia bordada a 50000 50500 e 60
a dita.
Fustoes branco a 360, 400, 440. 500,
600 e 640rs. oeovado.
Lindas alpacas de cores a 320 o covado
Sintos de chagrem a 10500 um.
Camisas mglezas a 360005 a duzia
Colarinhos e punhos para senbora.
Sabidas de baile 30500 ama.
Fechos do la a 20, 20500 30 e a 0009
um.
Guarnicoes de crochet a 80 e 100009
urna.
Leos de esguiao a 20SCO e 30500 a
duzia.
Grande sortimento de madapolaode 40
a 100000 a peca
Leques de papel 500 rs. um.
Cortes de cachemira para vestido a 200
um.
Toilet para baptisado a 90000 e 140000
nm.
Veludilhos lisos, lavrados e bordados a
retroz a 10000 e 108tO o covado.
Anquinhas a 10800 una
Colchas bordadas a 50, 60000 e 70000
urna.
Cobertas com dous pannos a 20800 ama.
Grande sortimento de casemiras, brins
brancosa e de cores, punhos, colarinhos,
gravatas, metas e
homem e senbora.
lencos e artigos para
receben directamente do Porto vinho verde, dito
do Djuro, salpieoes de fumeiro, ditos em calda, e
vende por preco mdico m eeu estabelecimento,
rna da Uniao n. 54, confronte a e- raoao.
O. Feltetana Ronti do Reg
Coetlio
Manoel da Silva Reg, sua molber e filhos, Joio
Antonio Co'Iho e sens filb. s, agradecem do inti-
mo d'alma As pessna* qne se dignaran) acotnpa-
nhar a ~ cemiterio publico o corno de sua idola-
trada filha, irmi, esposa e mii, D. Feliciana Rosa
do Reg Coelbo; e de lovo as convidan, bem
como aos parentes e amigos jara assistirem as
missas do stimo dia, que i-erio celebradas no dia
27 do corrente, a 8 horas manhi, na matris
t Boa-ViB'a
0
Proprio para mesa
Joio Ferreira da Costa, nico importador deste
excellente vinbo, acaba de recebt-r urna nova re-
messa, que resolve vender no sen armasen) de mo
Ibadoa a ra lo Amorim n 64, em pipas, barra
de quinto e de uecimo ; o que avisa as Sir. re-
taibcdores que desejarem pro por venda este de-
licioso vinho.
Boa acquisifo
Cota os pr. cieos erramodos para qualquer esW-
b'lecimeoto rommercial, aluga-se a loja do sobra
do n. 11 da ra da Imu'ratru, qe> s acha caprl
chusamente limpa : a tratar do 1' andar da dii
INSECTICIDA GALZV*
BE8TRUICAO INFALUVEL
ttrtntmot, M|ii, PmHm, Monas, Ttnrmr,
frasai, formina, LtttrtMi, crgulhot, ote.
O lo, II tr.; 100 fr. solo oorraio. I'H.
aa)WCA:71.ooar.alty
[
I

S na loja da Revolucao
Henrique da Silva Moreira
Sement de cacao
Vende-ae no ces Viute e Dous de Novembro,
armazem da bola unareia n. 36, sement de ca-
cao. Estamos no tempo de planta!.o.
XAR0PE
VINHOdeJURUBEBA
BARTHOLCMEO 8 C
Pharm. Pernambueo
nicos preparados de JURUBEBA re-
commendados pelos Mdicos aontra as
Boeroa do Z>toms e Xnteatlnoa, Verdm do As>petlt,ctC.
15 tunos de tom esto!
EZIffIR A AS8IOHATR/.
i


...
1



.-*=.


Diario de Pernwnbucuftuinta--lcira 25 de Agosto de IS87
rlfflHAfiliiiiiiiii
ANEMIA
48 VBEDAOEIBAS
CHLOROSE
PILULAS DE VALLET
NAO SAO PRATEADA8
O Mas TALLET impresa ma pret *** ada pilla,
A maior par* dos mdicos concordlo con a Academia demedeeina era que,
sttas me.erem a preferencia que se loes di obre os Mire. ferruginosos.
F.xislem numerlas imitafet da*
PII.IM > VALLET
T ,-li\ foiyi'r i caa extremidade do frat-
*m tillo impresto em qoatso coa*.
aaSISNATCaA
aW,
du prudi.
Para.
Venda na maior parte das pharmticias
fiiisir'"".....im""i'iiii'"if....."......!"'H""i"ii......i.......i
FUNDICAO DE FERHQ
CARDUZO 1- IRMO
Ra do BaraO do Triumpho ns, 100 a 104
Deposito a ra do Apollo ns. 2 e 2 B
Tem seropre em deposito todos os macbinismos e ferragens precisas agrieu -
tura desta provincia, como sejam : vapores loeorooveis, seroi fixos, com caldeira
choruis ou para fogo de assentamento, mocadas de todos os tamanboa, tachas batidas
e fundidas, etc.
Mandara vir por encommenda qualquer machinisrao, encarregam-se de sental-os
e se respDSabilisam pelo bom trabalbo do mesmo.
Vendem a prazo ou a dinbeiro com de sonto e a precos resumidos.
. k UlMS DORES DE D^.
** Elixir, Pee Pasta dentifricios r^S/
DOS
PP. BENEDICTINOS
da Abbadia de SOULAC (Gironde)
DOM MAGUELONNE. Prior
2 MEDALHAS DE OTTRO
Bruiellas Utt Ladral lili
Am ntai* elevada* recompensa*.
INVENTADO lAifA Pe!o Mor
so asso I a* T O PttrrfBOURSAD
t O uso quotidlano do aillxlr
Dentltrlcio dos UL PP. Be-
nedictinos, com dose de algu-
nias potlas com agua, p.3vem
c cura n carie dos denles, em-i
brauqueceos.fortalecendoe lor-
nando as }eug1vas perfeila-|
mente failias.
Prestamos urn verdadeiro
ico.asstgDalacdoaos nossos
leltor'es este antigo c iitilissinio
Sreparado, o ntclhor ctira-
ivo u o unir pre*ervatiro contra as
Affcrcoe* dentaria:
Canda fundada em 1907 ^^
Agente B KTaf*^ I 11 L\l 3. BDI BDtDOul.l
Geral : 9KaWlUIH BORDKAUX
Ach-se em toditas boas firfumtrlil, Pharmacii
e Drogara!.
SAUDE PARA TODOS.
L
UNGENTO HOLLOWA
Ungucato de Holloway um remedio infallivel par os. males de pernas e do peito ta mbem r*J
as fendas anug; s chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas u enl'ermi-
ades de peito ni* se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfrlamentos e tisses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para o merabrtrl
contrahidos e juncturas recias, obra -orno por encanto.
I
l,as medicinas sao preparadas jmenle no Estabeteciment do Profeasor HoueWAr,
78, 2EW OXFORD STREET (antes 683, Oxford Street), LONLRES,
E vendemie em todas as pharmact do universo. '
' Os ceeaaeadores alo conridadoa respeilosaraente a examinar js rtulos de cada caixa e Pote, si nao team a f
direegno, 533. Oxford Soeet sao aalaucaooea.
DE
WOLFF& C.
U-BA DO
~I 4
Ka ra 1/ de Marco n. 20 (Junto ao Louvre)
APROVEITEM!
Alta novidade em cambraias de cores com salpicos a 50000 a peen.
Ditas brancas a 5)5500 a peca.
Merinos a corea com duas larguras a 750 rs. o covado.
Cachemira de liaras, ultima novidade, a 400 ra. o covado.
Gorgorinas com palmas de cores a 440 rs. o cova io.
M'tins de corea, linciissiroos dea^ubos, a 220 e 300 o covado.
Renda branca da India a 240 rs. o covado, aproveitem I
Fustao branco a 400 e 700 rs. o covado.
Z'pbires de cores a 240 rs. o covado; pecbincha !
EsguiSea pardo de linho a 360 ra. o covado.
Percales de corea a 240 ra. o covado.
Grande aortirnento de crotones a 280, 320 e 360 rs. o cavado.
Completo sortimento de 13a para vestido.
Creps de corea, do preco de 800 r8. por 360 o covado, pechiucha !
Bramante de linho, com 10 palmos, a 4800 o metro.
Dito de algodio, com 4 larguraa, a 800 e 10000 o metro.
Panno da Costa de listras a 1(5000 o covado.
Dito de tito de quadros a 10200 o covado.
Atoalhado braneo, muito largo, a 1(5-300 o metro.
Guardanapos de linho para cha a 20800 a duaia.
Ditos de dito para jntar a 5(5000 e 6(5(KX) a duzia.
MadapolSea a 40000, 4,5500, 00000, 5,5500, 6,5000 e 7,5000 a peca.
AlgodSea de 30000, 4,5000, 40500 e 5,5000 a peca.
Espartilhos Suiosiraos e muito commodos, a 5^000 o 7t50O0, um.
Leqnea tranaparentes a 2^500, um.
Fi-hs de linho rendados a 2*5000 e 20500, um.
Bordados tapados e transparentes a 500 rs. a 2t50OO a peca-
Cortinados bordados a 70500 e 8,5000 o par.
Lences de bramante de iinbo, muito encorpado, a 30000, um.
Cobertas de gangas com dous pannos a 20800, urna.
Ditas de chita com dous pannos a 30000, urna.
Chambres para hotnem a 50000, 60000 e 70000, um.
Toalhas felpudas p*ra banhos 10500, urna.
Ditas ditas para rosto a 50000 a duzia.
AR1TGOS PARA HOMENS
PalitoU de seda-palha a 80500 um.
Lindisaimo8 corte8 de case miras para coatumes a 190000
Ditos ue casemiras com meaclaa de aeda, para caiga, a 60, 90 e 100000.
Grande sortimento de cheviots, ceserairaa, pannos pretos e de cr^-s para costu-
mes, por presos sem competencia.
E muitos outros artigos como sejam : camisas de linho, de flanel a, collarinhos,
punhos, gravatas, meias, ceroulas de linho e de algodao por precos razoa/eia.
Para banhos de mar
Costumes para senhoras a 10(5000, um.
Ditos para ho uens a 80000, um.
Ditos p&ra meninos 50000. um.
Sspatos e boleas para o mesmo fin.
AMAJIAL & C.
.-A
"\'e.|p muito rnnlircid eslabeleelsnen-
lo eocntr> r o respHtavel publico o mi
variado e cor- pelo *ortimento de alOIAfi
reerfaidas sempre dirpciamente daa inellao-
rea f. hrfcant*N da Kuropa, e <|ii primam
pelo apurado gosto do mundo elegante.
lllcoa derecog completos, liudasi pulsea-
ra, alfineten, volta* de ouro erawjadao com
brilkanfes, ou perelaa. anneis. eacaletaa.
boCoea e outros miiiton ai tigoa propria
des te genere*.
ESPECIALIMDE
,'m relogio de ouro, prula e nickeladoa,
para bom un. senhoraa e m* nios dos saais
acreditados fabricantes da Europa e Ame-
rica.
ara todos os rticos desta casa garan
te-st> a boa quali lade. aaim como a mod ci-
dade nos precos que fio mr m competencia.
.\\-at3 casa tambrm concert.^ qual-
quer bra d>- ouro ou prata e tambem rclo-
gios de qiiHlqii r qualidude que s-Ja
4-Ru do CabugM
LINIMENTO GENEAU
I^ara os Gavallos
I Empr-qido com i maior xito na oaTalharicaa renes de 88. MM. o J-iperatlor do Brazil, o Rei da '
Bslgica, o Rei dos Paizes-Baix neo Rei da Baxonla.
CONSTIPAQES e MOLESTIAS do PEITO
XAR0PE NTT,C0 BRIANT
PARS, Pharmacia BRIANT, 150, ra de Rivoli, PARtt
i As celebridades medicas de Pars recommendo lia mal s de 60 annos o
IxAROPE BRIANT como o medicamento peitoral de gotlo mais agradase! e
I de emenda moi certa contra os Detraxos. Conatipacdei, Catnarroe, etc.
Ette Xarope nunca fermenta.Deve-se exigir a Brochura em nove linguas
| com a asslgnalura bem lisivel do Inventor :
BBPOSITOS BU TODAS AS PRINCIPABS PHAKMACIA8
JIM IIIKR1USE i I,
Ra Io de Narco n. 6.
Participara ao respeitavel publico qn. tendo augmentdo sea
estabelecimento de JOIAS com mais urna scelo, no pavimento terreo,
com especialidades em. artigos de ELECTRU-PLATE, convidam as
Exmas. familias e seus oumerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimento, onde emontrarao um riquissimo sortimento de joias de ou" a
prata, perolas, brilhantes e outras pedrs preciosas, e relogioa de -oro.
prata e nikel.
Os artigos que recebem directamente por todos os vapor sao
sxecutados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da E iropa e
Estados-Unidos.
A par das joia de subido valor acharao urna grande vi.nedade
le objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para prese ates de
.-asaroentos, baptisados e anniversaries.
Nem em relacSo ao prego, e nem qualidade, os objectes cima
mencionados, encontrarao concurrencia n'esta praca.
? ? ?.!? ?.??!?;.*i....
TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHOdoStorJOHANINIO
DO
'DOUTOR'
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito
E DA QUEDA PO PELLO
S este precioso Top.co o nico que
I sufcauueocausticoecuraradicalmente
lempouccs dia< a~ manquetraa, novas
'e antigs, as Torcedora, Camtasoes.
I Tumores e Inchacoec daa perna.
> Baparavao, Sobre-Cannais, Fraqueza e Xn-
| cortjltamento das permts dos potros, etc., sem
I occasionar nonliuma choga, nem queda do pello
i mesmo ourante o tratamente.
M1RCA
I>l F.BPIC*
35 (Ar.nos de (xito
SE.VL RIVA-Xj
Os rcsultai os extraordinarios que tem '
oblio uas iiiversa.-i Afecc6e do I
Peito os C tar-uoa 3roncbla,'
lole-la>- la Oarg-antr.. Opbtal- |
ma, etc., B0 dio logar a concurrencia.
A cura faz-se am a mi em 3 minuto*, seta'
uor e sem corear, nem re spar o pello.

J ~.' *

SAWTA CATH4RINA
5O:00O$000
IMPORTANTE PLANO
Esta lotera eorre no tlia.....de Agoste
Bilhetes venda nas Casas do costamt;.
Becommendo-no nos casos que necessito tnico para recanstltulr e reirenerar
o organismo arruinado por molestias, excessos, natureza do clima, Anemia, CU loroau.
Amenorrnea, Cachala, Pluxo braaoo, que tanto arruino a saude das n.ulncres,
Pobreaa de Saugrue, Fraqueza coral, Debllldade, etc. I
H.VIVTB1T, droguista, 60, Boalevard de Strasboarf, em PARES
>P0O00OOOO00OOOOOO00O0O00O0O00O0O0OO000CC
CAPSULAS
Mathey-Caylus
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nao fatigao nunca
o estomago e so recommendadas pelos Professores das Faculdades do Medetiaa e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
du Gollo, 0 Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgaos genito urinaria.
(1a Um txplcQo dttalhada acomptnha cada Frasco.
Exigir a Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & O, de PARS,
que te achao em cata dos Droguistas e Pharmaceutico.
Venda d > sitio
Vende-se ou permuta-se por predio n?sta cida-
de um bom sitio com boa casa, inultas fructeiras.
exc lente banho do rio, boa ugua de cacimba,
xtensao de trrreuo para baixn de capim. tolo
murado na frente, com i ortio e gradeamento, com
caroinbo .e ferro e e>t.c5o junto ao dito sitio, no
Porto da Madeira, cinhecid pelj sitio do Juao
Selleiro, junto ao Dr. Erne-to de Aquino Fonee
ca : quem pretender dirija-se praga da Inde-
pendencia n. 40, das 11 horiis s 4 da tarde.
10
FUNDICAO GERAL
ALL4N PATEBSN ft C
N.44Ea do Brum--N. 44
.BNTO A ESTACO DOS BONOS
Tem para vender, por pra o mdicos, as segui s ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivaios de diversos tamanhos.
Rodas de espora, dem, dem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com sorra circular
Gradeameaio para jardim.
Varandaa de trro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modele
Portasd fornalha.
Vapores de torca de 3, 4, 5, 6 e 8 oavallos
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, svsteraa Leandro.
Encarregam-se deconuertas, e assentamento de macuinismo e ezecatam ta+>
trabalho com perfeicao e prestea.
Diarinmeotn debate-ae na imprensa a cuse
aterradora porque estilo passaudo as provincias
do norte deate imperio ; sao innmeros os reda-
mes de todas aa classea, sm que sejam attendidos
oa seus justos pedidos, de que se gloriam as na-
Coea civilisadas.
E para que se possa dar impulsos aos desejados
progresos que certamente traro o bem estar de
todos, resolveram Martina Pires ot C. eotabele-
cidos com armazem de molhados ra Es-
treita do Ros no ns. 1 e 2, a vender por precos
mdicos os artigos coneerneotea ao seu ramo
de negocio, que certam'-nte constitue nma eco-
noma diaria e onde se acba um completo sor-
timento dos seguintes artigos, que pela sua qua-
lidade e precos sao recoinmendaveis, oomo se-
jam :
Vinhos fios do Porto
Madeira
Sberry
Cbambertin
Bordeaux
Moscatel
Collares e Bncalas.
Completo sortimento de cervejas, cognac, bitter.
licores, doces, bolacbinbas ncionaes e estrang.i-
raa.
Queijos frescos do serto, prato, Minas e fla-
mengo
Aseite de coco, mate do Parao, fcrmictdo ca-
panema.
Presos sem competencia.
Ns. 1 e 2Ra Estreita do RosarioNs. 1 e 2
Martins Pires & C.
Ultimas notas ao ap-
proximar-se a hora
CRISE E MAIS CRISE !
Todos perguntam o qu ha de novo. Recebes-
tes algum telegramma da corte ? Una dieem
que sim, outros diaom qu nao, e alguns em reser-
va que foram apenas consultados. E no meio
desta confusao apresentam se Pedro Antnnes &
C, oflferecendo as sigoiotes novidades, que natu-
ralmente agradam muito mais ao sexo amavel e
das modas, a quem maito particularmente pedi-
mos a valiosissima proteccao. Com licenca......
Bonitos ramos de flores de laraj i para um ele-
gante vestido.
B ns leques diaphanos de bonitas .res.
Grinaldas e v^s para todos os precos. Renda
bespanhola, eime e preta, em seda e em linho
bordada.
Finas meia9 arrendadas de corea, ditas bordadas
a seda e umitas outras qualidades em meias pata
enhoras.
Completo sortimento em bordados, Victoria e
transparentes.
Commodos espartilhoB para senhoras e moci-
nhas.
Fios extractos e aguas para toileta .
Especial cold ds cine para amaciar a cutif.
Nao menos agradavel p Candor para perfomar.
Finos sabonetes perfumados e medicinaes.
Variedade em entilaras finas.
Que sortimento de artigos para presentes .
Oculos e pencines d'aco e tartaruga.
Pianos para enancas e grande variedade em
caluogas.
Que benecas iuteressantes Capases de fasci-
nar qualquer crianca. E mu toa outras artigos
de que estamos prevenidos, psrm que nao que-
remos abusar da paciencia daa amaveis leitoraa.
63RA DUQUE DE CAXIAC63
N<>VA ESPERANCA
Pedro An'unes 4 C.
Fio de nlfioiao la fabrica Catilloa
A iHinn. da iralita
Vendem Machado Pereira, ra do Impe-
rador n. 57, por crmmodi prreo.
A-FLORIDA
Ra Dnqne de Caxia n. IOI
ADVIIREM!
Cintos modernos a 15000.
Luvas de pellica a 25000 o par.
dem de seda a 2#000, 20500 e 30000 rs.
o par.
Fitas de velludo a n. 9 a 60000 v 5 a
400 rs. metro.
Albuna de 30000 *t 80000.
Hamos de florea finr. a 15500.
Luvas de escocia para menino, lisas, o bor-
dadas a 800 rs. e 10000 o par.
Porta retrato a 500 rs. 10000 l/r500 e
20000.
Anquinhaa de 10500, 20500, e 30000 urna.
Pli8seis de 2 a 3 ordera a 400 rs. 500 rs.
e 600 rs. o metro.
Pentes para cc com nscripcSo.
Enchovaes para baptisados a 80, 90, e
120000.
1 Ciixi papel e 100 envelopea por 800
reia.
Capellas e veos para ooivas.
Suspensorios americanos a 205OO-
La para bordara 20800 a libra.
Estojos para crochet a 10000.
Bicos de cores cote 2, 3, 4 dedos de lar-
gura a 30000 40000 e 50000 a peca.
Lindos Lroches a 30000 10000 e 500 rs.
Leques para menina a 200 rs.
Linhns para machina a 800 rs. a duzia.
Garrafa agua florida a 800 rs.
Lequ?s com borlota a 800 rs. um.
Bicos bran os para setiueta, cretone e chi-
ta para correr babados a 10000 10500
a peca com 10 varas, e barato.
Albiins de chagrn, velludo e velbotina'
para 50 e 60 retratos a 60 70, e
80000 um.
Meias de escocia para senhoras a 10500 o
par*
Lencos de linho era lindas caixas.
Bicos das ilhas muito tino proprio para toa-
lhas e saias.
dem broncos com 5 dedos de largura a
30000 a peca com 10 varas.
Caixas com sortes de jogo de mgica pro-
prioa para salo a 50000.
Sabonete3 de diversas qualidades a 120
200 e 500 rs.
Boleas de, couro para menina de escola.
Grande pechincha em espartilhos de iinho
30000 um.
Lindas pastas de 500 rs 10000 20000
30000 e 60000.
Carteiras para guardar sedulas de 100000
a cem.
Ditas letras com os repartimentos de Ja-
neiro a D^zerobro.
BARBOZA & SANTOS
WHISKY
ROY AL BLEND marca VIADO
Est<> excellente Whitky Escosaez pre-
Ch prete superior
Carlos Sindeo recebeu pelo ultimo vapor e con-
tina a veader sem competencia ; na ra do Ba-
rio da Victoria o. 48, loja de altaiate.
Livraniento & C.
vendem cimento port'aod, Jmarca Robins, de 1*
qualidade ; no caes do Apollo o. 45.
sclltiloide
Carlos Sinden recebeu pelo ultimo vapor, e
vende baratistimo ; na ra do Bnro da Victoria
numero 4H.
CURA CERTA
k todu s Affeofes pulmonares
A.
Attenco
Vende se poj preco commodo um bom chalet,
defronfe da estacao de Parnameirim, acabado de
nova, e eom todas as accommo lacoes, assim com:
urna casa na ra d Amparo n. 6, em Olinds, corr
2 janellas e 1 porta, 2 salas, 3 quartos, cosinh*.
,or.no externa e quinta', murado : tambera tem para ven-
fenvel ao cognac ou agurdente de canna, ,_ ^ ^ ^.^ ^ ^ de ^ cr;rda8) ^
para fortificar o corpo melhor autor, e outros objectos : a entender-se
Vndese a retalho nos melhores arma- corn Maximino da Silva Gosmo, em qualquer
zens de molhsdos. 'gw que o me.mo se achar.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO
cujo nome e miblema tao ngistrados para
todo o Brasil.
BROWNS & C, agentes. ________
Attenco
Vendf-se especial farinba de milbo e de arros
feita a vap r e prcpirada para bollo, cargica,
cuscs e (utras diversas espe ies de comedorias que
necessitem destes mesmns gneros, sendo a 240
ris o kilo, na padaria da travessa do Pombal n.
1, perteneentea Pereira & Pinto.
Telephone n. 296^____________________________
Piano e casas
Vende-se um bom piano e alOS-se duai casas
na Passagem, cora haetantef commodos ; tratar
na ra dos Pires n. 83. __^____________
Cobrado a venderse
Vende-se o (obrado n. 87 ra da Aurora, em
frente a ponte d^ Santa Isabel ; quem pretender,
pode entender-se com o cwector fedre Jos Pin-
to, na praca do C-immeroio. _______
Tolarinhos c punhos de
Todos aquelles que soffrem
do peito, devem experimentar
as Capsulas do Dr. Fournier.
Depositarlos em rVnamtiiice :
nuircisco a. d silva ft
Terreno
Vende-se um terreno confronte a estaeo ai
Principe, estrada de Joo de Batros, com 90 pai-
moe de frente e bastantes fondos, e oom alicerce-
para 3 casas; 4 t-atar na ra d'Apollo n. 30, pr
eiro andar.
Chlorose. Anemia Catharro pulmonar,Bronchlte chronica,
Mtharro da Bexiga, P'htisica, Tosse conoulsa Dyspepsia, PaMir.
Pardas seminaes, Camorras aleos e complicados, etc.
Boulevard Denaln, T, en. PABXX. e aaa pcasefcaa Pbarmaola.
Btwe, nu
***+,*,
FAMIH
OLEOFIGADO-BACALHAO HOGG
Sem cheiro ntm tmf io$ 01* i Ftgmi deBtclhao ordinarios. I
Eale Oteo natural saa *s ama aWUjIlliai oarta, ooatta ta Malastlaa a* Palto. I
I Ttlloa, Br.
tamben efflcac
Dtvt-M eaujtr M
TrmtaHum CUwtttmm
era Cadra vl'ra
AwtW,-
claadaOartaa i
*, em ais riwaa.as 4o afir lesueur. cuntes \
i TmUtlue tt Par*, j ral aapresso no rotulo colado
isr.-oaMaa alin a tosas as prlncipae Pbannacias



'-,'
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/

-Jr-


MMMNafl

8
Diario de Pernambaco--Quinta-feir 25 de Agosto de 1887

SC1ENC1AS
A fornia^io do systeaia solar
O aspecto do co, vieta dos planetas,
nio nos dio absolutamente dt do syste-
ma solar. Para bem comprehendel-o,
preciso, pelo pensameuto, desprendrme-
nos de nosso globo eaffastarmo-nos, de mo-
do a abranger de un s relance todo esse
pequeo mundo, (o nosso systema solar),
cujo centro occupado por urna estrella
muito vulgar, o Sol.
Em torno do Sol circulara oito planetas
prineipaes, collooados a distancias muito
desiguaes. Dentre esses oitos planetas,
seis tero satellites, isto sao por sua vez
centros do pequeos systemas, reproduiin
da em minLtura o mando salar. Assim,
a Ierra tem um satellite, a La ; Marte
tero dous, Jpiter quatro, Saturno oito,
Uranus quatro e Neptuno, o mais affasta-
do de todos, tem um. O que ha do ex-
traordinario neste systema e Ihe d origi-
nalidade, que o Sol gyra sobre si mesmo,
da direita para a esquerda e todos os pla-
netas, sem ex-epjio, se movem em torno
delle no mesmo sentido, quasi no mesmo
plano, o da rotajio do Sol, e descrevem
rbitas quasi exactamente circulares.
Nao se diria que um vasto movimento
gyratorio anima tolos esse corpjs, e que
os systemas secundarios da Terra, de Mar-
te) de Jpiter, etc., sao pequeos turbi-
lh5es nadando no primeiro ? Tal foi o pen
samento de Descartes. Si o system solar
nio constitue actualmente um turbilhio,
foi, na origem, constituido por um movi-
mento de tal genero na nebulosa quo lhe
deu naEcimento.
diversos grus de desenvolvimento, e de
tal arte, por assim dizar, asiiste a sen cre-
scimento.
Assim, a creajao do Universo continua,
pode-se dizer, sob nossos olhos. Ao prin-
cipio, nebulosas destacadas de um :ahos
geral, por fim, estrellas incandescentes, ou
outros globos menores que nio vemos, por
haver sua f ormacio provocado menos calor,
e ha?er-se extinguido j a sua luz.
II
Sendo assim, a existencia de aunis gy-
rando a um tampo s, oom o mesmo movi-
mento de rotajio, perfeitamente coropa-
tivel com essa referida condijio de peso,
e, si preexistiu um movimento perturbador
qualquer, algunas das espiraos nebulosas,
mais ou menos circulares, a pouco e pouco
se constituiram, grajas fraca resistencia
do naeio, em un complexo de anneis ds-
tinctos, como cima se descreveu.
ni
Aqui e alli, em grande numero, nos raos
co monioes gigant-seos de materia
tra o
extremamenta rarefeita, como as nevoas
de um cabos, som forma, nao tendo pas-
sado por condensajio sinio em gru ape-
nas necessario para nelles apparecer fra-
quissima luz.
Em geral, ?io precisos instrumentos op
ticos asss fortes para distinguir ossas ag-
glomerajoes de materia rarefeita. Com
taes instrumentos eocontram-se aos milha-
no co as nebulosas.
Si algum dia o leitor visitar algum ob-
servatorio sob a direcjio do astrnomo seu
amigo, diga lhe com antecedencia que, por
emquanto, nao quer admirar nem a la,
nem os planetas e seus satellites, nem as
estrellas simples, duplas ou trplices, bran-
cas ou coloridas, mas smente examinar
nebulosas em varios grus de condensajio.
Provecido o astromo far de antemio es-
colha dos exemplares mais caracterisados,
calcular as posees actuaos, preparar
sua mais poderosa luneta, e assim, dar
lugar ao visitante a fazer no co urna via-
gem interessantissima.
A nebulosa de Orion nao tem forma pre-
cisamente definida.
Distingue-se loe urna regiio mais bn-
Ihante que as outras, na qual a condensa-
jio da materia cahotica est asss adianto-
da. No mais, nos outros pontos, a luz
fraca ; descobrem-se longas correntes de
materia, cujo resultado c impossivel pre-
sentir.
A nebulosa da Anlromedes um dos
objectos mais notaves do co. Alm da
figura quasi geomtrica, que apresenta
tem no centro urna condnsalo
signalada.
n. nebulosa do Leao mostra
hulosos em via de formajio.
Emfimias curiosas nebulosas duplas da
Virgem, 3o Aquarb, etc., estio evidente-
mente muito prximas de sua transtorma-
jio ultima em estrellas.
Seria fcil multiplicar as intermediarias
e mostrar, por exemplo estrellas nebulosas
apresentando a penltima phase desta serie
de tranaformaS3es, quo principia por um
nevoeiro francamente luminoso e sem for-
ma, acabando por fim em um ou muitos
ses diversamente agrupados. Nao assis,
timos, sem duvida, a essas transformajoes-
mas procedemos como o botnico que, em
ama floresta, estuda as arvores em seus
bem
>
38-
anneis ne-
Supponhamos que, sob a 30580 de urna
certa causa, de que fallaremos acianto, as
espiraos de urna nebulosa turbilbonan;e se
tenham regularisado e transformada em
anneis nebulosos concntricos, animad*
um movimento de rotajio commum.
Existem, com effeito, no co, nebulosas
desta genero, por exemplo a nebulosa an-
nular da Lyra.
Si sio raros taes exemplos, porque em
geral nio tem em si grande estabilidade.
Aquella forma de simples transicao.
De facto, em razio das differenjas de
velocidada linear que ha em taes anneis ne-
bulisos, e da attracjio mutua de suas par-
tes, a menor causa produzir n'files tnno-
vellamentos que, forjados a seguir ma s ou
menos o mesmo caminho sob o influso de
velocidades um pouco diferentes, aquelles
ennovellamentos terio afinal de concentrar-
se e constituir urna s massa, reunindo 30b
essa nova turma toda ou qu-ui toda a mas-
sa nebulosa do annel.
E assim passar o annel a constituir um
planeta animado de movinento gyratono
anlogo ao do annel, rodeado de satellites,
circu indo o pequeo grupo no mesmo pla-
no do moviroento anterior.
Emquanto os anneis da nebulosa vio
constituindo-ae assim em planetas e satel-
lites, a enorme quantidade da massa cen-
tral da nebulosa, que permanece indopen-
dente dos anneis, pouco a pouco sa ir
condensando, mui lentamente a principio,
depois mais depressa, e formar afinal um
globo central, o sol do systema, gyrando
sobre si mesmo, no mesmo sentid
mesmo plano dos planetas.
Dando um passo mais, bem se compre-
henda que, em virtude da attracjio, taes
anueis teniem geralmente a se desfazur e
formar urna massa espherica nebulosa que
acaba colhendo todos os materiaes do an-
nel. Ora, estas nebulosas secundaria es
tio neoessariamente animadas de urna ro-
tceo no. mesmo sentido que a dos anneis.
riaver, pois, phenomenos de todo seme-
lhantes aos da nebulosa primitiva, isto ,
se resolvern em anneis coneentricos, e de
pois, em globo central. Por sua vez, ustes
anneis se condensarn em outros globos
mais pequeos, que serio satellites circu-
lando em torno de cada planeta, sempre no
mesmo sentido, so passo que o planeta gy
rara sobre sobre si mesmo, precisamente
neste sentido e no plano dos anneis circu-
lares.
E' assim que as cousas devem ter acon-
tecido em nosso systeme solar. Por feliz
circumstancia, e como viva prova do facto,
alguns anneis do systema secundario do
planeta Saturno esoaparam destruijio e
transformajio em satellites, facto quo at-
tribuo espessura extremamente estreita
I de taes anneis o rapidez de seu movi-
mento de rotajio.
Vejamos agora como um vagaroso mo-
vimento turbilhonante, mais ou menos con-
fuso de urna nebulosa, podo iegularizar-se
a ponto de dar nascimecto a estes anneis
circulares, concntricos e situados todos no
mesmo plano.
E' preciso, e sufSciente, para isso, que
a nebulosa geradora do systema solar tenha
sido primitivamente espherica e homognea.
Em semelhante accumulo de materia, o
peso interno, resultante das forjas atracti-
vas de todas as molculas, varia na razio
directa da distancia ao centro. As part-
culas ou pequeos corpos que se movem
em tal meio, caja rarefajio enorme e
inapreciavel, descrevem neoessariamente
cllipses ou circuios em torno do centro, no
mesmo lempo, quaesquer que sejam
distancias em relajio a esse centro.
Teamos teraioado a explicajio do
mundo solar, si nio offerecesso este syste
ma urna particularidad notavel, que pa-
rece contradizer completamente o que j
foi dito precedentemente.
Dos oito grandes planetas que circulam
em volta do Sol, seis tero satellites e for-
mam desta arte mundos secundarios, ver-
daderas miniaturas do mundo solar, que
os abrange. Segundo o que procedente-
mente foi dito, todas as rotajSos, todas as
circulares deveri m ser no mesmo sentido,
isto no sentido directo.
Ora, nos mundoa secundarios os mais
remotos, os do planeta Uranus e do pla-
neta Neptuno, as rotacSes e translacas
do3 satellites sio em sentido opposto,
isto retrogradas.
Dever se-ha crer qua a theoria exposta
seja falsa ? Nio ; mas incompleta.
Tocamos agora em um dos pontos mais
iuteressantes da historia das scienoias.
Newton e Laplace acreditavam que to-
das as rotajoas, todas as translajoes devo-
riam ser no mesmo sentido. Laplace foi
mais longe : applicou questio o calculo
das probabilidades. Fundando-se nos pla-
netas e satellites conhecidos em seu tetnpa,
sua analysa mostra que, dado o caso de
se descobrir um novo satellite ou planeta,
haveria mil a apostar contra um, que
a circulado deste satellite ou a rotajio
deste planeta seria directa, como todas as
outras. E accrescenta elle, que esta pro-
babilidade muito superior dos aconte-
cimentos histricos recebidos por nos com
a mais inteira confianja. O estudo dos
satellites de Uranus e a descoberta do sys-
tema de Neptuno nio demoraram em re-
duzir a nada esta probabilidada o a cele-
bre cosmogona de Laplace.
De faito, esta cosmogona faz derivar
do Sol todos os planetas, por um processo
engenhoso, mas que nio pode dar senio
rotajoes de planetas e circulajo'es do satel-
lites no mesmo sentido, do extremo do
systema solar, ao passo que, em verdade,
sio directas na primeira metade e na se-
gunda, retrogradas.
Completemos agora nossa theoria. Na
nebulosa primitiva, homognea e espheri-
ca, onde a presenca dos anneis circulando
em torno do centro, nada podia mudar a
lei do peso interno, vimos que este peso
variava na razio directa da distancia ao
centro. Porm, mais tarde, o Sol se for-
mou pela reuniio de todos os materiaes
nio contidos nesses anneis; fez o vacuo
torno de si.
Sol ainda nio existia ou alo tinha adqui-
rido urna massa preponderante ; a que os
planetas comprehandidos 11 a regiio exterior
muito mais ampia, se formaram quando e
Sol j existia.
Si, pois, descobrir-se uoi satellite de Ve-
nus, ser directo. Si des:obrir-se um pla-
neta alm do Neptuno, sui rotacio e seus
satellites serio retrogrado!.
Eis-nos chegados finalmente urna con-
sequancia de alto interas.s : a Ierra
muito mais antiga quo o lol. Si nio fos-
ee assim, se como qu .ria Laplace, a for-
macio da Ierra tivesse sido muito poste-
rior a do Sol, tudo estara mudado no as-
pecto do Cj : os astros sa levantariam no
occidente e se deitariam no macate, a
La seria animada de ura moviroento re-
trogrado como os satellites de Uranus e
Neptuno. Accrescentemon que a La era
entio mais afastada do sen centro do qua
hoja, porque quando os miteriaes colloca-
dos fra da orbiU terrestre, transpuzeraro-
lhe a esphera para se reunir na regiio
central e formar o Sol ; quando a attraccao
deste, tornou-se prepondeante ; a circula-
ci de todos os planetas situados quem
da nrbita do Uranus se aocelerou. Estes
planetas so approximaram do Sol ao mes-
mo tempe que seus satellites se afiastavam
uro pouco delles. Finaj mente o estado
actual se effactuou com a estabilidade que
rOLHETlM
JOSLARONZA
POR
JACQES D FLOT E PEDRO MlL
,l\Tl PABTE
(Gontinuacio do n. 192)
XXI
suas
em
Entio, a lei do peso no interior do sys-
tema assim modificado, foi de todo diver-
sa. Sob a accio da massa prepondorante
do Sol (o peso dos anneis nio era nem a
sua 8eptcente8ma parte), o peso interno
variou, nio sendo mais na razio directa
da distancia, mas na razio inversa do
quadrado da distancia ao centro, e tal
boje o estado das cousas.
Neste ultimo oaso, o modo de retaclo
de um annel de materia diffusa, muda ob-
solutamente. Note-se, porm, desde j,
que esta mudanca nio impede a annel de
subsistir. Prova-o Saturno.
Mas, emqnanto, sob o imperio da pri-
meira lei do paso, as velocidades libeares
da circulacio nesses anneis cresciam na
razio directa da distancia, sob o imperio
da segunda lei, estas velocidades decres-
cem, pelo contrario, na razio da raiz qua
drada desta mesma distancia.
(ua concluir d'isso ? Evidentemente,
que os planetas comprehendidos na regiio
central, a regiio mais estreita da nebulosa,
desde Mercurio at Saturno, formaran-so
sob o imperio da primeira lei, quando o
o caracterisa, quando a massa do Sol, tor-
nada enurme, nada mais :eve a colher da
nebulosa primitiva,- concluindo por fazer
largo espajo vasio em torio de si.
O Universo foi tirado do cabos, isto ,
de nontoes uformes de materia excessiva-
mente rarefeita, ocoupand) espagos immen-
sos e animados de movimontos do transa-
ci em sentidos diversos, que dividiram o
cabos geral em porgoes separadas, Foi
pela condensayio progressiva destas por-
co.'s de nebulosas cahoticas, gravitando
para certos centros de attraccao, que se
formaram as innmeras astrellas. A in-
candescencia lhes provro do calrico des-
envolvido no acto da foraiajio. Sua pro-
visio da calor limitada, e acabaran por
extinguirse.
Entre todos estes systemas, variados em
numero infinito, que originaram-se desta
condensacio do cahos primitivo, o systema
solar se apresenta como exemplo de um
caso muito particular. A nebulosa primi
tiva, que lhe deu nascimunto, era espheri-
ca e homognea. Separaado-sa das outras
partes, levara consigo tra jos de lento mo-
vimento turbilhonante.
Estes gyros dentro de oouco, se regula-
risaram, gracas lei particular do peso
interno resultante de sua forma c homo-
geneidade.
Anneis nebulosos formaram-se assim em
um mesmo plano muito antes da appare-
cer urna coniensajio central, o sol.
Esses anneis deram nascimento agglo-
merajSes nebulosas movendo-se todas no
piano anterior, no mesmo sentido e em r-
bitas circulares, em torno de seu centro
commum.
Os systemas secundarios os satellites
em torno dos planetas, formados pelo mes-
mo processo destas nebulosar parciaes di
videm-se precisamente em duas cathego-
rias. Aquellos systomas que precederam
a formajio do sol, gyram sobre si mes-
moa em sentido directo : ao passe que os
systemas os mais remotos, posteriores
formajio do sol, gyram em sentido retro-
grado.
Estos phenemenoR, que offerece o nosso
systema solar, sio muitos singulares ; rara
excepjio, sem duvida, no Universo, sio,
entretanto, consequencias naturaes dos
primeiros das da nebulosa originaria e de
lea da mecnica.
H. Faie.
0 publioo que tem acompanhado de al-
guna aorta esta grande questlo a bem da
bumanidade, encontrar hoje ma84umfioc-
caao de aprecial-a.
1 Chegou-nos de Pariz ha mais de um
anuo a extraordinaria noticia de que se po-
dia tornar inoffansiva urna das molestias
mais medonhas que existem, molestias sem-
pre mortal, inoculada muitas vezes ao bo-
mem pela mordedura de us ci, njetan-
do-se sob a palle da pessoa mordida o vi-
rus rbico attenuado par uoj processo ar-
tificial. Os mdicos, verdade, aceitaram
as hy,> )th ;ses qua a este trataroeato leva
raro o eng^nhoso-chimico Pastear. Porm
Pasteur atfirmava ter aloanjado o sucesso.
Acraditava em seu mathodo, e, escusado
diz 'i-, teva partidarios fanticos. Toda a
Franja encheo se de enthusiasroo por esta
fecunda descoberta : applaudio se o Ilus-
tro acadeoiico, j conheciio com razio por
seua eminentes trabalhos. Nio se poda cen-
surar os franceze8 por terem applaudido
to entusisticamente a nova descoberta,
elles que de 20 annos para c, nio s t n
feito grandes progressos no dominio da
medicina scientifica e da cirurgia, como
tambam seguara com custo e coxamente o
progresso collossal da sciencia allemi e in-
gleza.
A fecunda descoberta do Jenner, que
permitte, inoculando pus tirado a urna vac-
ca preservar o bomem as mais das vezes
do temivol virus da varila, ou pelo menos,
que em outros casos enfrajueca a sua ac-
jio, e3ta descobarta apezar dos nume-
rosos ataques, a tal ponto incontestavel
qua ni> subleva mais alguna duvida para
ulterior do virus rbico attenuado. Esta
affirmajio atfsstava-ae de tal modo do que
se passa naa outras vaccinajd'es, qua su-
blevou, coro razio, grande espanto e se-
rias refl.'xoes da parte de todos os mdi-
cos.
(Contina)
VARIEDADES
homens intelligentes quo se oceupam
O empregado ainda insisti :
__E conhecem o Sr. Darmailly 1
__Ande l, resmungou Piarrick, nao
conhecemos outra couaa.
Entio, com toda a sorte de precanj5es,
o inspector tirn do bolso um cartio de vi-
sitas amarrotado, no qaal Maximiliano leu
estas palavras : .
1 Proeuretn-me no hotel doPrince 01
Wales, Saint James road, West End.
Feita a commissio, o inglez recebeu a
sua gorgeta, e depois de coinprimentar re-
tirou-se.
Hurrah 1 exclamou o tenente, Julia-
no est vivo, e alm disso est na boa
pista '
Os tres amigos levaram urna hora para
chegar ao hotel indicado.
Encontraram Darmailly alegre, que eB-
fregn as mios ao vl-os.
__ Entio ? perguntou vidamente o dou-
-or-
Entio 1 emquanto voces esfalfavam-
se correndo atrs dos patifes, eu tomei o
cambo mais corto. Cheguei estajio
antes delles, vi-os instaliarem-se em um
compartimento e entrei atrs delles.
Ah 1. .. E seguio os ?
Os.... nio; seguio. Porque La-
ronza largou os seas homens, um aps ou-
tro as estajees. Estava s quando che-
gou. E como elle nio desconfiava de na-
da, en pude seguil-o at aqu.
E.., onde est elle agora ?
Hydrophobia
Damos h)je a nossos leitoresa importan-
te carta do distinoto Bilroth da faculdade
de Vwnna, a qual foi publicada na ATeue
Freie Presse. Apoiando-se no relatorio do
profeasor Dr. Frisch elle d a sua opiniio
acerca dos procesaos para a cura da raiva
poatos em pratica pelo sabio Pasteur.
d'esta questio Tambero, quando Pasteur
affirmou que podia attenuar o virus da ral
va, que as inoculajoes d'este virus attenua-
do, nio s nio faziam mal aos cies, po-
rm ainda os preserva/am das affacjoes do
virus rabio fresco tal como sa encontra
aa saliva dos cies damnados, esta affirma-
jio pareceu mui plausivel, por analoga com
a vaccinajio da varila.
i Entretanto havia ahi urna diffarenja
que nio podia escapar a um medico. O
homem inoculado con a vaccina da vari-
la atftctado, na realidade, de urna moles-
tia benigna Pstulas sobrevem no ponto de
inoculajio, muitas vezes produz-se febre e
tudo indica que a inoculajio foi seguida
de urna molestia, benigna verdade. Po-
rm nos animaes inoculados om o virus
rbico attenuado, nio se observa syrapto-
mas mrbidos.
1 D'este facto quo os animaes inocula-
dos por Pasteur we mordidos em seguida
por um ci damnado nio sacurobem a
raiva, ou pelo menos nio morrem todos,
de ve se concluir : Io Qua estes animaes
inoculados tiveram urna raiva benigna ;
2.* Que em consequencia d'isto que
elles nio adoeceram aps a mordedura de
um ci damnado.
a Ora, de ha muito sabe-so quo as
mordeduras de cies hydrophobos nio tero
urna acjio funesta senio em um numero
limitado de casos, quanto a introducjio do
virus no corpo do individuo mordido de-
pende de varias circunstancias. Quanto
a mordedurao que muita vez acontece
produz somonte um arranhio da pello, sem
que haja ferida, o virus pode muito bem
nio ter penetrado. Quando a mordedura
produz urna ferid* que sangra bastante, ou
quando a ferida lavada immediatamente,
o virus pode tambem ser levado por este
tratamento. Si o ci mordea por vezes se-
guidas, si suas glndulas salivares sio va
sias, sua guela aecca, a mordedura por
assim dizer inofTensiva.
1 Apezar de um grande numero de du-
vidas bem fundadas sobre o valor real das
experiencias de Pasteur, nio se pode afas-
tar toda a analoga com a vaccinajio Je
neriana, e vio-se as communicajSes de
Pasteur um contingente interessante aos
conhecimentos scientificos sem que delle
se tirasae nenhuma consequencia pratica.
c Porem Pasteur foi maia ionge ; sus-
tenta que uro animal ou um homem infic-
cionado, por modedura, podia ser preser-
vado da molestia e salvo pela inoculajio
I Itiino passageiro do primeir
vapor
(Conclus&o)
A mdonba assobiada com que o apu-
param quando o navio cahio na agua, res-
pondeu o proprio Fulton com o atroador
silvo do vapor, que, em vez de se desfa-
zer em pedajos, foi-se affast^ndo lenta e
magestosamenta dos caes de New York,
parou por um momento, e em seguida co-
mejou a subir as aguas do Huison em di-
reccio a Albany, coro urna marcha da seis
milhas por hora.
Eis alguns antecedentes do prodigioso
inventor
Depois de casar com Cathariaa Laving-
stone, passou Europa em 1787, afim de
se aperfeijoar na arte da pintura, a que sa
dedicara. Apenas chegou Franja dei-
tou fra a palheta o os pioceis e consa-
grou 8 3 inteiraroente ao estudo das scien-
ciass e da mechanica. Duranta sete anuos
permaneceu cm Pars, vivendo com seu
sogro, Norberta Lsvingstone, que era o
embaixador dos Estados Uoidos quo nego-
ciou cora o imperador Nspoleio I a ceden-
ca da Luisiania grande repblica, e se
interessava muito pelos trabalhos do seu
genro. Em Paris, as aguas do Sena,
foi que Fulton fez a primeira experiencia
corn bom xito.
Nio duvidando j do resultado definiti-
vo, voltou America com a sua nova ma-
china, da forja de 20 oavallos, applicando a
alli a um barco toscamente faito, o Ca-
therine de Clermont.
A primeira parte da memoravel viagem,
a que cima nos referimos, etfectuou se
sem inconveniente algum, e s volta de
Albany, foi quo a caldeira explosio. Ful-
ton nem ao menos nos dou tempe para nos
assustarmos ; mettou mios obra, concer-
tou, como pGie, o deaarranjo, e em se-
guida o Catherine de Clermont continuou a
viagem sem outro contratampo.
O grande mechanico, que inventara tam-
bem uro torpedo dorante a sua residencia
em Franja, considorava esta machina de
destruijio como muito superior inven-
jio da navegajio a vapor; porm, a ce-
gueira de Napoleio l foi muito roaior, re-
sistindo sempre a tomar a serio os appare-
lbos de Fulton; e bem claramente o mani-
festou um dia a Levingstone as segnintss
palavras : Dizei a vosso genro Fulton
que me deixe em paz de urna vez para
sempre. t
O Dr. Perry possuia um documento pre-
cioso : a carta quo Fulton escreveu a 22 de
Agosto de 1807, isto 12 dias depois da
excursio do Catherine de CUr-
Darmailly fez um gesto, que provocou
urna gargalhada de todos.
Subamos para o raen quarto, disse
elle. Vou mostral o.
No terceiro andar do hotel parou, en-
trou por um corredor e abri urna porta.
__ Entrem. Vio ser bom servidos.
Depois de estarem no quarto, verdadei-
ro quarto de hotel inghz, com todo o con-
forto possivel, Juliano approximou-se da
janella a abri um pouco a cortina.
Do outro lado, urna viella estreita, que
separava as duas cas casas, havia tambero
urna janella aberta, e por ella os quatro
amigos viram distinctamente Stepban Rou-
vl, ou antes Jos Laronz, fumando tran-
qaillamente um cigarro.
Maximiliano rangeu os dentes.
Tl-o alli ao seu alcance !
Pouliguen murmurou aimplesmente :
Sr. doutor, se foseemos segural-o ?
Sim, disse Arband, vamos apanhal-o.
Darmailly susteve-os e, deixando cahir a
cortina, poz um dedo nos labios:
__Chiton nada de barulbo nam de lou-
curas. O tratante sabe o que faa e havia
de escapar-nos. O hotel onde elle est
um verdadeiro covil, onde a polica nio ou-
a penetrar. Est cheio de aljapSes e de
esconderijos. Alli Laronza desafiara o uni-
verso. Se nos eppaoesermos, elle eclipsa-
se.
Quall exclamou Maximiliano, vocd
est exagerando, men caro Juliano.
Nada absolutamente, meu caro irmio.
Estou muito bem informado e o que lhes
estou dizendo a verdade pura.
Mas entio qua fazsr T Qual a sua
opiniio ?
A minha opiniio ? Esperar por em-
quanto.
Esperar, diz voc ? Esperar o que ?
A occasiio. Ella nio pode tardar a
apparecer.
Que lhs faz suppor isio T
Tudo. Primeiramente, o meu faro,
e sabem que elle j nos servio. Depois. a
necessidade que tem o bandido de voltar
para o aeu yacht, que vocj poderiam ter
visto, como eu, qaaodo atravesamos a
Mancha.
Treguern reflectia.
__Juliano tem razio, disse elle, afinal.
Vinte e quatro on quareota e oito horas de
demora nio nos podem prejudicar nwito.
Vigiemos o noaso bomem e saberemoe que
faser.
De facto, Darmailly tinha razio.
Laronza nio sabio todo esse dia.
Os quatro homens, oceultos atrs das
cortinas, podiam, pela janella aberta, ver
todos os seus movimontos.
A' tarde, medida que ia escurecendo,
elles notaram viva excitajio no bandido,
la acontecer alguroa couaa.
Com effeito, pelas seis horas, Rouval,
que tinha estado escrevendo, levantou-se
bruscamente e foi abrir a porta.
Um personagem alto, magro, entrou e
cumprimentou muito respetosamente.
O pirata entregou, em enveloppe fecha-
do, a carta quo tinha escripto.
Pelos seus gestos, os amigos comprehen-
deram que elle dava instruejoes minuoio-
sas.
Depois, deapedio o personagom.
Eis chegado o momento, disse Julia-
no. Precisamos apoderar nos do portador
e da missiva.
Desceram rpidamente a escada e che-
garam ra no momento em que o desco-
nhecido sahia da casa fronteira. Esto nio
Ibes prestou attenjio e passou por elles, sem
voltar a cabeja, a passo apressado.
Avante, disse Juliano, e nio o deixe-
mos escapar.
O desconhesido tomou urna dianteira de
uns oincoenta pasaos.
O homem, correndo sempre, atravessou
a oeste de Londres, a city, passou o Tami-
sa e dirigio-sa para o sul.
Entrou no bairro das dess e penetrou
nos terrenos baldos que confinara com*as
barreiraa mal definadas dacidade enorme.
Os amigos entio eotnejaram a correr.
O portador da carta nio desconfiava de
nada.
De repente ouvio pasaos apressadoB atrs
de si.
Vio que lhe davam caja.
Ficou com modo. Deitou a correr.
Mas nio devia ir longe.
Ligeiro e desembarajade e, demais, aju-
dado pelas suas pernas de vinte annos,
Darmailly ganhava terreno e afinal poz-lhe
a mi no hombro.
Vendo o adversario, o miseravel tentn
fugir.
Puxou de urna faca e investo para Ju-
liano.
Mas, nesse momlnto, outra mi, urna
verdadeira torquez, segurou-o pela gargan-
ta e a ros do marinheiro disse :
__Larga essa teta. Anda l, lesto
para virar !
E em esforjo fl-o dar urna pirueta e
tirou-lhe da mi a orma.
Entio, a despeito dos sous gritos, Maxi-
miliano, Joio e Pouliguen o ataram com a
propria cinta.
Agora, disse Juliano, o bilhete-
Revistararo o miseravel.
No bolso do paletot encontraram a carta.
O gageiro erguen o prisionero e polo
em p.
Desate-o, accrescentou o ad rogad o.
A ordem foi cumprida immediatamente.
O tratante dea um suspiro de alegra,
quando se sentio livre.
Darmaily tornou driginda-se ao homem :
You are not o homem, ihe man, que
nos procurames, sohom we...
Interrompeu-se, como se lhe faltasse a
Agosto
primeira
mont.
Snto-me devoras orgulhoso com o meu
trumpho, diza elle, porque, se a mnha
invenjio est chamada a prestar grandes
servijos navegajio dos nossos lagos e
dos nossos rios (Fulton nio conceba que
se podessem construir vapores que atra-
vessassem o Ocano, nem os hoavesse sa-
nio depois da sua morte, em 1819) a mim
ha de darme o bem estar, e j sabis ha
quanto tempo corro atraz da fortuna. Po-
rm, tenho ainda maiores esperanjas no
meu torpedo. Grajas a elle, vio as costas
da America ficar protegidas e a liberdade
dos mares assegurada: n'uma palarra,
este invento um beneficio para a huma-
nidade. Ha 15 dias rieis do vapor e eu
responda que veramos quem era o ultimo
a rir... Hoje, talvez tambera vos cause
riso o meu apparelho submarino; porm ;
autorise-me o governo dos Estados-Unidos
a fazer ir pelos ares o primeiro navio in-
glez que fundeie naa aguas americaaas, e
veris entio o que vale o meu torpedo.
Um biso de gaz brilhava a pequea dis- expressio em inglez.
O patife sorrio de prazer.
I amnot the man disse elle.
No, no, repetio Juliano com insisten-
cia.
tancia.
Juliano approximou sa delle e sua luz
vacillante lea a carta em voz alta.
Estava escripia em inglez, e continha
estas palavras :
i Pars Lombardo. Rena os homens e
leva-os a Dorchester e de l a Veymouth.
Li estarei depois de amanhi. Arranje
urna embarcajio qualquer. O yaoht ha
de estar as aguas de Jersey. E' preciso
embarcar nelle.Jote.
PooligSen tocou ama castanhola.
__ Hurrah I Agora temos certeza. A
caminho para Dorchester.
__Sim, disse Juliano. Seremos os pri-
meiros a chegar e apanharemos os homens.
Depois a teremos que inverter os papis.
__Lombardo? interrompeu Maximilia-
no. Esse o tratante que quiz assaasinar-
me.
__ E a mim tambem, accrescentou Ju-
liano.
Mas... elle de ve estar preso t
E' de crer que nio, visto ser a elle
que escrevem.
Darmailly bateu na testa.
Sim I Mas ende encontral-o agora I
Ninguem tinha pensado nisso.
E' preciso perguntar aquello ci, ar-
riscou o gageiro.
Elle nio respondera, ou havia de
oganar-nos.
Entio que fazer I
O advogado reiaetio, e levantando a ca-
beja :
Deixem-me arranjar a cousa. Esse
bomem nio comprehendeu a lingua que
fallamos. Vamos arriscar.
Approximou-se do bandido, estendido
no chio e que gema.
Este comejou a queixar-ae e a pedir
misericordia.
Levante o, Pouliguen, ordenou Dar-
mailly, fisgindo um grande sr de sutori-
dsde.
E aaxiliando-se com urna mimica expres-
sira, gaguejou :
/ btg your pardon. It was... en-
gao. Aqui tem... the letler.
Entregou a missiva ao bandido.
Co n um piscado de olhos, fez signal a
Pouliguen.
Este eatenden a sua immensa mi ao
prisionero.
Desculpa, camarada, e se sabes de
alguma taverna por aqui, vamos tomar al-
guma cousa, o que quizares ; genebra, cer-
veja e at english svoken, bruto do diabo.
O inglez, espantado, nio comprehendia
palavra.
Piarrick repetio varias vezes :
English spoken, english spoken.
A scena ia-se tornando cmica.
A respeito da sriedade da situajio,
Joio, Juliano e Maximiliano, morderam os
labios para nio rir.
Pouliguen oontinuara os seus gestos.
O adrogado apoiou com duas palavras
inglezas.
To drink, murmurou elle, fazendo o
gesto de quem bebe.
O rosto do insular expandio-se.
Nio por nada, Sr. capitio, disse o
gageiro, mas a carreira deu me urna sede
dos diabos. Eu estimara bem molhar a
palarra.
Entretanto, o rosto do tratante comeja-
ra a tornarse carrancudo.
Olhars, inquieto, em torno de si.
Entio, perguntou Juliano, you don't
enow ?
O inglez abanou a cabeja.
A duzentoa metros de distancia ria-se
ama pequea los rermelha.
Dtveser tuna tarerns, disse Pouli-
guen.
E, tomando o brajo do bandido, quiz le-
val-o na direcjio da luz da lanterna.
O tratante, porm, comejou a tremer e
esforjando-se para rir, recusou o offereci-
mento do gageiro.
Ihanh you, repeta elle.
Ab 1 Nio queres, soldado resmo-
neou Pouliguen. Tena medo de um calix
de genebra ? Como quizeres.
A um signal de Juliano, largou o tra-
tante, ao qual o advogado disse :
I beg your pardou, sir ; desculpe,
desculpe.
E os quatro homens foram para a ta-
verna.
Emquanto caminhavam para a tasca,
Darmailly nio perda de vista o tratante,
que pareeia afastar-se.
__Ou eu estou muito engaado, ou esse
homem ha de veltar. Attenjio !
Nio Be enganou, o homem voltou.
A taverna em que entraram os quatro
amigos era urna dessas bodegas construidas
de taboas, como os inglezes, grandesbe-
bedores, levantam as proximidades dos
estaleiros importantes.
Naquella occasiio, s estava alli a dona
Ja casa, virago abominavel, que servio
quatro culiees de urna genebra atroz.
Darmailly tentn beber, mas nio can-
seguio.
Todava lavou o calix aos labios, e lan-
jou, ao mismo tempo, um olhar obliquo i
porta de vidraja.
Urna cara inquieta estara emmoldurada
em uro dos ridros.
Juliano a reconheceu logo.
Era o menaageiro de Laronza.
O advogado fingi nio vl-o.
A cara desappareceu.
__Muito bem, penaou o mojo, era o
qne eu quera. Agora elle est aocegado,
porque vio-nos beber. Todava pode re-
iectir. .
E, sabindo, fez siga ti aos companhei-
ros. ,
A manobra deu bom resultado, ob-
servon elle.
Sim, disse Joio. Voc quiz
homem mesmo dtsempenbasse a
missio. ___
Pasitamente. Mas, se elle agora
comejasse a ter duridaa e fosse contar s
sua aventura a Laroosa 1
(Continuartia)
o

4 M


,
Typ
rdo~5s^STDiiq oe Carias n. 7
4*


Full Text
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