Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17504


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Full Text
-



AMO LIIII iOMfifiO 192
\ -
PA A CAPITAL E LldiAREH ONDE MO SE PAA PORTE
Por tres mezes adiantados............... 6000
Por seis ditos idem................. litfOOO
Por um anno idem................. 23)5000
Cada numero arulso, do mesmo dia............ 0100
DIARIO DE
O* Srs. Imsild 3'rlnee ti C
4 Paria, & > os domos agentes
exclusivos de nao tinelos e p u-
bcacSes un franca e Ingla-
terra
JARTE OFFiCU
ep
ELEGRAMMAS
-
Sa
32*C*a
UVAS
PALERMO, 21 de Agosto.
, Durante a*, ultima ? 1 Horas o lio
lera-morbo.* fe* aqu ti victima**
MADRID, 21 de Agosto.
O general Salamanca dea a sua
tlcmlnao de jtoiernador de C.iba.
BERLIM, 21 de Agosto.
S. M. o imperador
melbor.
(liberase val
PHILIPPOPOLI, 21 de Agosto.
O principe Fernando I da Salgarla
rabil de ebegar aqu.
Aa. Harsuij 'ial
23 de Agosto de 1887.
en r'eruaisbuco,
INSTROCCiO POPULAR
FHW&1& HulM
(Extrahido)
A BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOBAS
SEGUNDA PARTE
fit*C;-e DE hkmmo
(Continuara o)
Al pires se tesaonas do appirelho visual sao
1- K3 rbitas cavidades osaeas situadas na juoccio
iid fue-: com o craueo, na parlo anterior da cabe-
te, o me sao destinadis alojar m oa globos ocu-
lares ;2o aa palpebras, formadas exteriormente
p?la pelle e forradas internamente por naja mem-
brana mucosa que tem o norne de onjunctiva ;
3. os msculos do olho.
Entre a pelle e a conjunctiva palpebral ha urna
cartiiagem e msculos que serven) pira mover as
palpebras. A conjunetiva, uao i forra interior-
mente as palp;bras, mas tambein, reflectindo-se
na base destaa, vai forrar a parte anterior do glo-
bo do olho. A parte que corresponde as palpebras
chama-se conjunetiva palpebra ; a que correspon-
de ao gljb,1 coojuuctva ocular. O msculos que
serv?m para mover o globo do olb> alo em nu-
mero de seis : os quatro msculos rectos (superior
inferior, int.'ruo e citaruo) ; e os doui obliquos
(grande e pequeo).
A'm das partes accessorias e protectores
que deixamos enumeradas, ha anda, tamben)
como orgaos protectores do olho, as pestaas e as
sobrancelbaa que o defendem contra a luz dema-
siadamente intensa e contra os corpsculos de p<5
que fluctuam na .tinospbera.
M.ch.niaino da vUao O olho Um a maior se-
mehaiici com instrumento ptico tonhecido pelo
nome de castra escura e que est escripto pag.
7 da physict elementar (vol. VIII da Bibliotbe-
ea Jo rovo e das Escolas). A pupilla a abertu-
ra ptl v u i i.m os ralos luminosos ; a cor-
nei tr&aspareut ._ o crystallino representara a
ni ; n retina eonstitue o
i i i : ')-. ..u em pbyaica se demoustra
s lentes bi-eo /. i> i< uzem iinagens reaes e
nvertidas loa ruados a'm do seu foco
principa!. Do mesmo rj.oJo se formam as imageus
na r-
A marcha do3 raioj luminosos no iaterior do
olho e o molo como u i retina s: produx a imagem.
'.'i ralos partid.t J. ponto vio reunirse, depois
de terim atravessado os mei03 refrangentes do
olho, no ponto situado na reiiua ; os raios parti-
d.s do ponto reuuein se do me mo modo cm outro
' > di mesmo membrana.
Como acontecera o mesmo a todos oa raios en-
viados dos pontos collocados, d'aqui resulta o for-
mar s; sobro a retina urna imagem real mais pe-
Suena e invertida, do objecto Esta imagem pro-
oz na retina ama iinpressao, que ,e transmittida
pelo ervo ptico ao cerebro e u'elle origina a sen-
sacio do objeeto visto.
Para que a visito aeja clara a exseta, necessa-
r o que a retina esteja preciaamente diatancia
focal da imagem. Esta distanciacomo se ensina
em pbyaicavaria com a do objecto ; e, comtudo,
o olho poasoe a faculdade de nos faaer ver distin
tamente coros situados a distancias variadsimas.
A explicarlo dease pbenoioeno >'< por maito tempo
ponto de grandes duvidas entre os phyaiologistaa.
Pretendan) nns que a facoldade de ver distin-
ctamente a distancias variaveit dependa de alt-
rnelo da curvatura da cornea ; outros sueteotavam
ra o resultado do alongamento e retrahimento
alternativos do olho, no sentido do aeu eix antero
posterior. Houve anda quem recorresse, para tal
' explicacio, s deslocacoes do crystallino, aos mo-
vimentos da pupilla cuja abortara diminuira ou
augmentara segando a distancia do objecto etc. ;
mas nenhuma daquellas hypotheae dava texpl ca-
cao aatiafatoria do phenomeuo.
S opa ltimos tem pos teve o problema solacio:
os dosis physologiatus Cramer e Hclmholtz de-
monstraran, com a mais evidente preeiso, que a
faculdade de acomraodacio do olho a perfeita vi-
sao a distancias dift'irentea depende onicameote
das mudancas de curvatura das duas faces do
crystallino, em especial da face anterior, que se
torna tanto mais convexa, quando mais prximo
for o objecto que est sendo visto pelo olho, e que,
pelo contrario, se achata, quando o objecto for
distante.
Para eorpoa de um grande volunte eauffieiente-
mente illuminndos indefinido o limite da distan-
cia a que podemos vl oa ; por isso que vemos aa
estrellas, que estilo a urna distancia enorme de nos
Mas para os objectos de pequeas dimeusoes (por
exemplo, para as lettras da escripia), ha urna dis-
tancia determinada, a que temos de eollocal-oa, su
queremos ter a viso clara d'elles. E a distancia
da viso diatiocta alm e aquem da qnal a per
eepeao se torna confusa. A distancia da visio
distincta para a vista normal 25 a 30 ceniime-
tr0
( Continua)
Governo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 22 DB
AGOSTO DE 1887
Abaixo as8goados, encarregados de pro
mover a concluso das obras da eapelh.
do povoado de Apipucos. Remettido ao
Si. inspector do Thesouro Provincial para
attender, urna v*>z que os supplicaates pro-
vera o carcter m qu'i requerem o pres-
tem previamente tanga idnea.
1." tenente Antonio Botelbo Pinto de
Mesquit Informe o Sr. inspector da
Tiiesourari do Fzenda.
Cordolina Amelia da Paz. Como re
quer.
Francisca d*8 Chagas Ribeiro de Olivei
ra.Sim, mediante recibo.
Flix Jos Ignacio.Deferido com offi
ci u'esta data ao brigadeiro com mandan te
das armas.
Fran.-isco Flix Qongalvea.Dirija-se a
Thesouraria do Fazenda, que est habili-
tada a effoctuar o pagamento solicitado.
Jos Jacintho PavSo. Dirija se a The
souraria de Fazenda, que est habilitada a
effeotuar o pagamento da que se trata.
Jos Raymundo Ferreira de Araujo Sal
danha.Sim, satisfeitos os direit03 fiscaes
Jos Prente Vianna.Sim, satisfeitos
os direitos fiscaes e foros em divida, e pro
cedidas as delig:-n-ias do estylo.
Jos Francisco das Neves. Passe por-
tara e a respectiva carta de naturalisa-
c3o.
Capito Manoel Nunes Correia.Dou
proviroento ao recurso para o fiti de leter
minar Cmara Municipal de Timbaba,
que, baveudo crdito, effectue o pagamen
to do qu i se dever ao recorrente, observa-
das as disposicS s dos arts. 53, 56, e 57
da lei n 1,791 de 27 de Julho de 1833,
remettendo-se quanto as demais allegacScs
estes documentos ao promotor publico da
comarca de Timbiba para proceder como
no caso couber.
Marcolino Furtalo da Silva Cabral. -
Sim, com metade do ordenado.
Miguel de Queiroz Amaral. A altera
(So dos limites da parochia e municipio d
S. Jos do Egypto determinada pela lei
n. 1,880 de 30 de Julho de 1886 tara
bem referente e effiitos judiciaes e 83 evi-
dencia do art. 10 l. do acto adiicional.
Por isso, n2o procede a reclamaco.
Macoel Feroandes da Costa Torrea o
Jos Antonio da Costa.Sim, satisfeitos os
direitos tiscaes e foros om divida.
Maooel Jos dos Santos. Passe porta-
ra e a respectiva carta de naturalisagSo.
Thereza de Jess ('.aval :ante do Ama-
ral. Entreguem-sa os documentos me-
diante recibo, e o raquerimento por certi-
ato.
Z ^ferino Jos Cardos). Remettido ao
Sr. rogedor interino para attender a vista
da sua intorraacio.
Secretaria o Presidencia de Pernam-
buco, 23 de Agosto de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
C, Fwncisco Izidoro Ribeiro de Carvalho
e contas do Corpo de Polica. H^ja vista
o S". Dr. procurador fiscal.
Pret do Corpo de Polica. Exaroiae-ao.
.Amelia de Mello Pires Gal vilo. Regis-
tro-s^ e facam-se os ..ssentamentos.
Jo5o Joaquim Alves de Albuquerque,
Fabo Velloso Freir, Bento Perera Bas
tos, officio do Dr. procurador dos feitos,
Henrique Ferreira Saltar Sobrindo e Joao
Pinto do Souza. Informe o Sr. contador.
Sopha Quilhermina da Moura. Fajam-
se os notas da portara de licenga.
Fret do Porpo_.do Polici". Pague se.
Joaquim Francisco Collares eClemcnti
Gomes da Silva. -Informa o Sr. Dr. ad-
ministrador da Recobndoria Provinii.il.
QDiBfA-FElfi U CE AGOSTO BE 1381
PARA DESTHO E PORA DA Pito VI3C14
Por neis mezes adiantados...............
Por nove ditos idem................
Por am anno idem................
Cada numero avulso, de dias anteriores..........
13.J50C
20^000
27^C0C
0100
JJropttcfratK lut Jmo ^jguetra t>e Jm& i Si^og

o
Repartico da Polica
2* secc3o. -N. 735.Secretaria de Po-
lica de Pernarabuco, 23 da Agosto de 1887
111 m. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
qua fjram hontem recolhiios Casa de
Det ;neao os seguintes individuos :
A' minha ordem Joaquim Simio de .Viacedo, re
mettido pelo Dr. juiz municipal do termo de S.
Bento, como pronuncia lo por enme de morte, ten
tativa e damoo.
A' ordem do audelegado da freguezia de Santo
Antonio, Vicente Victorino doa Prazerea, Buto
Ignacio da Silva, Antonio Joaquim Bibiano, Jos
Augusto Cavalcante, Plorindo Antonio do asci-
ment, Joa Corris da Silva Araujo e Eduardo da
Silva Santos, par disturbios c uzo de armas d-
teza.
A' ordem do do I. diatrieto da freguesia da
GracA Manoel Pinto de Mello, por embriagues e
uzo de armas defezs. -
A' ordem do de Belm, Joanna Mara da Con*
ceicio, por crime de furo.
A' ordem do do Peres, Joa Paulino da Silva
Montenegro, por disturbios e uso de armvo de-
feca.
Hontem amanheceu roubada a luja n. 6 na ra
do Livrsmento, de propriedade de Leito Bastos
& C.
Oa ladrea por meio de chavea falsas entraram
pelo porto que d sabida para o becco do Padre
e penetrando no quintal do eatabelecimento, com
um trado fizeaam um rombo na porta qm era cha
peada de ferro e quebrando o cadeado que prenda
a tranca da mes,na introduziram-se no eatabeleci-
mento e conduziram diversas pecas de seda e al-
godo, proprias para o fabrico de chapeos de sol,
bem assun 124 40 em diah iro, importando tuio
em cerca de 3:&OOJ0jU
O subdelegado da freguesia de Santo Antonio
ahi cumpereceu, lez proceder 4 viatoria e empre-
ga aa diligencias necesaariaa afim de deaeobrir o
autor oa autores de semelhante roubo.
Em a noite de hontem para boje, na casa do Dr.
Antonio Jos da Costa Ribeiro, a ra da L'uio n.
33-A, entraram os ladroes por urna jsneila do pa-
vimento terreo, qoe por descuido tiera aberta, e
aabtrahiram de diversos movis, que tambera a-
tavam abertoe, 804000 em dinheiro e varias joiaa,
calculando-se o pr juizo em cerca de 804 00.
A familia dorma no pavimento superior e nuda
oresentio, assim como nao houve arrombamento
em nenhnua movel.
O anblelegado do 1 diatrieto da Boa-Vista to-
mu conhecimeuto e prosegue as necessarias di-
ligencias para descubrir oa autorea do tarto.
Deus guarde a V. Exo. Illm. e Exc.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Aaevedo, amito
digno presidente da provincia. O chefe
de poli:ia, Antonio Domingos Pinto.
Thesoaro Provincial
DESPACHOS DO DIA 22 DE AGOSTO DE 1387
Jos Ramos de Vascomellos. Informe
o Contencioso.
Moura Borgts d C, Manoel Antmio
BulhSes, Fr. Jos de Santa Julia Botelho,
Mendes Lima & C, Tiburcio Oliveirt DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE, 24 DE AGOSTO DE 1887
Noticias da Europa
Pelo paquet6 ioglez Tagus, ebegado hontem da
Europa, recebemos as seguintes noticias, alm das
que constan) da carta do noseo correspondente de
Portugal que vai publicada sob a rubrica n-
ter or.
Henpanba
O no3so correspondente eacreve-uos sobre este
reino o a-guinte :
O peridico de Pontevedra La Justicia, pabliea
urna interessanre reaenha das deelaracies feitas
pelo Sr. Salmerou, a'uma conferencia que ha dias
teve com a redaccio daqaelle jornal.
O Sr. Salmern de opiniio que as circums-
tancias actuaes ser infructfero e perigoso qual-
quer movimento revolucionario que ae intente fa-
zer em Hespanha.
Segundo elle, o partido republicano beapanhol
devi primeiro que tudo ganhar a confianza do
paiz c dos que teem interesaos ligados conser-
vadlo da ordem, mostrando-I he; bem elaramente
que a repblica mais do qie nenhum outro gover-
no eojopativel com a absoluta manutencao da
ordem e o mais completo reapeito pelos direitos
adquiridos.
Para realiaarmos ease intuito, contini elle,
necessario usar de grande prudencia, sem pnjuizo
de urna ac(io enrgica em determinadas cir-
cumitincias ; sendo, porm, conveniente evitar
todas as exageracoes na propaganda e milito prin-
cipalmente as impaciencias revolucionarias, que
s dio proveito e forca aos defensores da realeza.
Oefendeu tambam a necessidade urgente de
ee orgauaarem activa e tegularmente as forjas
republicanas, s quaes necessario dar vida e
alent por me i o da imprenta das conferencias e
do3 comicios.
Reconhece tambem ser inadiavel a pablicacio
de um programma claro e definido, t.fim de que
ae saiba quaes as ideas e os principios que os re-
publicanos quando governo tencionam defender, e
quaes as reformas que ellea promulgario.
Peito isto, conclue Salmern, s>ndo conciliado-
res e habeia, em ves de intransigentes e impolti-
cos, nos nao tardaremos muito a tirar seguro pro-1
veito doa erros da oaonarebia e a noess peregrina- {insulta um general
ci pelo deserto nio ser longa.
Outro.- j ornaes bespanhoea publicam efas de-
clama-oes de Salmern, commentando-as de d ti'e
rentes modos, mas sendo todos unnimes em Ibes
attribuir grande importancia poltica.
A's fustas d" Miria Pita na Corunhe tem
sido eonsideravel a hfHu-ncia de eatrangeiros.
Est all S. A. o infante D. Augusto irmio do
re de Portugal. O orpheon Eco den no dia 6
urna serenata em honra de ana alteza. Nos jar-
dins do Relleno houve neite magnificas illumi-
naco es.
A ceremoaia religioaa celebrada no dia toi mui
to brilhante e aolemne.
O govemador civil presidio a corrida de toros
a que asaiatio o infante. Torearam Mazzan-
tini e Pelippe Garca. A praca completamente
cheia.
Muito em breve sabir para S. Sebastiano
dahi a Bilbao, e Victoria, o intendente de palacio
real, conde de Lspulveds, afim de realisar oa
preparativos necessarios a visgem de sua mages
tade pelas vascongadas.
Parece que aua magestade mostrou desejo de
qua durante a ena permanencia em S. Sebastian,
facam a guarda do paco os alabardeiros do pala
co de Madrid, e os Migueletes de Gupuscda
(soldados da deputaco.)
' A coromissao eucarregada de erigir urna esta-
tua no formoao paeseio da Zuraiola em S. Sebas-
tian, ao Ilustre marinheiro Oguendo, trata de
convidar a rainha, para que se digne co'l.car a
primeira pedra do monumento.
Telegramms recibidos daquella cidade parti-
cipam, que a munlcipaliiade prepz aos duques
de Bailen a compra do sen palacio de Ayete, que
vai ser oceupado por sua magestade, deaijundo
aquella corporacao mebilial o e accommodal-o
convenientemente, afim do legrar deete modo que
S. Sebastian seja daqui em diante a capital es-
colhida pela corte para paasar a estacio calmosa.
Por sua parte a infanta Isabel nao parece dia-
posta a sabir da Granja, o trata de aguardar oes-
te real sitio o regresso de sua cunbada e de aeus
aobrinhos.
Os miniatroa partem no dia 9 para a Granja,
afim de celebrar conaelho antes da rainha come
car a sua viagem.
A' exposicio martima de Cdiz assistiro na-
vios de guerra de Portugal, Italia, Inglaterra e
Allemanha. Os de Italia aero commandadoa
pelo duque de Genova, e ca de Inglaterra pelo
principe Alfredo.
Noticias de Cdiz asaeguram que os traba'bos
da exposicio pregridem muito, e brevemente esta
rio concluidos
Diz ae que no caso de se crear em Bretinha
um biapado, ser prvido nelle o padre Leichundi.
Foi para Tnger o parir [ismhsAdl e-.m o fim
de asistr a rocepeo da embaixada heapanholai
pelo anltio em Rabat, no dia G.
O nuncio monaehor Di Pietro eotregon a.-s srs.
Moret e Sagaaeo as medalhas commemoratvaa da
interveocao do Papa na questao a dassrolinas, e
outras duas em um rico eatoj i para Craioha.
Eat marcado o dia 9 de Outubro para o
congresso litterari* internacional em Madrid. Pa-
rece que todos os hit. rotos franceses que devem
tomar parte no conirreaao cita-te Julcs Siman e
Alexandre Damas. Preparam ae para esaa occa-
sio grandes festejos. E'a rainha de H.spauha
quem vai abrir o congresso.
Os principaes boa eos de letras de Madrid re
solveram convidar oa aeua collegas que tomarem
parte no congresso a visitarem Toledo, a Escu
rial e Salamanca.
Bateram-se no dia 11 em duello pistola o filho
do general Salamanca e o director do Resuman,
ficando este ultimo ferido n'uma perna; mas o fe-
rimento nio grave.
Franca
O Sr. Ftrry, que inaultara o general Boulanger
chamando-o Saint-Arnaud de caf concert, acaba
de provar que tem demasiado amor. ana pelle.
Lia a critiea dos fictos com toda a imparciali-
dad, e cem paixSo.
_ O general Boulanger, na qcalidade de offepdido,
tinba a escolba das armas c das coudicoes do
duel.'o.
Mas as condicoea podiam ser taca que o duello
nao podesse aer aceito por nio estar conforme
com os costme! francezes. Um duello a carbi-
na de dois caaos, por exemplo, mu chamados os
satina um para o outro, como ae fax na Ame-
i'ri i inaceitavel em Franja,
s condijdes do duello propostaa pelas testemu-
nbaa do general Boulanger, nao e am. porm, to
duras-como iaso. A ultima con .-essio feita por
e- te se.ihires era: urna serie d i balas trocadas
entre os d ua adversarios a 2> pacaos, at que uj
fosa, f rid, ou entio daas balas ai a 2) passoa e
lo-se fazer pontaria.
Note-se quo estas c indicos j cram urna modi-
fieu-jlo s primeras proscriptas pelas testemu
urina do offendido. Mr. Ferry ou os s^us amigos
aeeitaram tal duello como o do general Bou-
langer c o Sr. Larenty, iato u 30 passos e a
ni Paverot de flerdrech e conde Dillon,
lo peloi a.uia direitQs da recular as conli
s?5 asbate, como rcpresonia .-a do vftWli lo,
'oo quizeram (uauir s propostaa dos Sra. Proust
e R-tywel, que desejavam um duello maie anave ;
.ram-s e fiseram urna acta relatando o acon-
trsiment Esta acta foi c>mmunieada ao general
Boulanger, que reapoudeu tel-graphicameute :
C'est bien, merci, ms anris <
A imprensa parisiense oceupou ae dcste impor
tinte fucto. O Sr. Ferry foi em goral piuco bem
tratado pelos j ornaes, que foam quaai unanimea
A cooaiderar o procedimento daa testemu has do
general Boulanger como muito correcto. '
-Houve, porm, iil.'UQS jornaes que desafinaram
neate concert laudatari, maa foram pouuoa. Eulre
etica citaremos Le Sobil, > jornal orleaniata,
O Sr. Ferry defendido por orle mista.
0 Sr. Paul do Caasagnac tambem aeha que o
duello era intceitavel por ser duro de maia e con-
trario aos coatumea francezea.
A opiniio do Sr. Caaaaguac, qua passa por ser
aatoridade em materia de du lio?, podia aer boa,
snao foase urna crcumstancia quo se dea no caso
Boulanger-Ferry. O Sr. Cassairnac disseque o
Sr. Ferry am homem que nao couhese as armas e
^e o general Bonlanger devia ser ma3 generoso
esm eile. Maa, so Mr. Ferryuio couhece as ar-
mas, se nio pele bater-se cm utn militar, para
qe toi elle insultar o generoso Boulanger ?
O melbor meio de evitar duelloa duros nio iu-
aaltar ninguem.
Eata que era verdade.
O Sr. Ferry, que um ambicioso, um invejoso,
quera espectorar o seu odio contra un homem que
ike fazia aombra, e foi a Epinal, para long", bem
entendido, e inaultou de urna maneira grosaeira
um general francs, uaaa gloria do exercita fran-
cs.
v O valentente soldado para defender a sua honra
pessal e a honra do exercito francer exigio-lhe
urna reparaeao aria pelas armas ; fez o seu dever
de militar brioso.
O Sr. Ferry encolbeo-sa.
O resultado d'este duello Boulanger-Ferry que
Mr. Ferry nio poder ser nada mais do importante
em Franca, onde se perda tudo, excepto a falta
de coragem.
O general Boulanger publicou a seguinto carta
dirigida aos aeus ex-padrinhos na pendencia com
Julio Ferry :
Meus caros amigos Acabo de ler a carta que
Mr. Farry enviou aoa aeua padrinbis.
Esas carta insprame apenas urna conBideracto:
gravemente injuriado par Mr. Ferry, eu quera um
combate serio e nio um duello quasi sem risco.
A opiuiao publica julgar aquelle que, de longe
sulta um general e que depois s Ihe que.- dar
urna reparnclo irrisoria; ees qocria arriacar a
vida para vingar a minha honra de soldado.
Clermont, 6 de Agosto.
lm cordeal aperto de mi.General Boulan
ger.
Eat pois a pendencia terminada.
No da > bateram-se em duello uo florete os Srs.
Magner, director do Evnement, e Reinacb, direc-
tor da Hepublique Francaite, ficando este ultimo
ferido por baixo do seio direito.
Actualmente em Franca a separacio da
igreja e -do Estado por assim dizer a ord-m do
da, falla-se no aaaumpto com grande insistencia.
Tem apparecido diversaa propostaa de lei entre
aa quaes se conta urna um tanto original a se-
paracio facultativa. Oa seus autores projectam
fazer algumas conferencias afim de propagar as
auas ideaa, auxiliadoa por alguna deputadoa: A
pnmeira reunido eat marcada para Setembro
prximo.
Os legitimistas francezea, chamadoa os Broncos
de Hespanha, que proclamam a ebefia de D. Joio
de Boorbon, pii de D. Carloa, celcbramram em
Augers o coatumado congreaao auuual do acu par-
tido.
A assembla foi presidida pelo conde de An-
digu : e antes de se reunir, todos os membros que
a compunham se coafesauram e ouviram msaa,
para que Dcua lluminaasa a aua inteligencia,
nos graves accordos que se piopunham to nar
sobre o futuro da Franca.
O general Catelineau pronuncicu um grande
discurso exaltando a restauradlo da baudeira
branca, 8 qual bymbo'iaa aa glorias mais puraa da
Fiauca, e vi^iperaudo com exprestoes muito enr-
gicas os apostatas e os pseudo-legitimistaa, em urna
palavra, os urbanistas, que, aceitando a bandeira
tricolor, lenegaram oa seas antecessores, u pac-
tuau.m com a revolucio a cuja bandeira ao aco-
lheram.
O conde de Maille, ua dos horneas mais in-
fluentes do partido, falln tambem, tomando como
thema do seu discurso que aa renuncias de Fe-
lippe V, de Hespanha, e dos aeua successores aos
aeua direitos acerca de Franc, contidaa no tra-
tado de Utrech, sao illegitimaa e de todo o ponto
nuiles, -
O congreaao adoptou, por acclamacio, urna or-
den, do dia, consignando a fidelidade do partido
lei slica, e nao reconhecendo como re legitimo de
Franca senio D. Juio de Boubon, pai de D. Carlos
ao qual intitularam o primognito da casa de
Aoj >a.
Blgica
Um dos concursos maia adiantados na sua erga-
nisi-cao entre todos oa que tero lagar em Bru-
xelloa, em 1888, na oceasiio do Gratule Concursa
Internacional das Sciencias e da Induatria por
serio concurso presidido pelo Sr. Eumeno Mecaa,
o qual tem par objecto o asaucar.
A. dita industria mui activa em certoa pairea da
Europa, experimenta preaentemente nmi tranafor-
n .cao que induz os eapeciatir.taa de variaa nacoes
a darem a sua adheao refirida seccio da expo-
sicio.
Na Blgica todos oa industriaes deram nica
mente a aua collaboracio.
Em Franja a associacio dos chmicos para a
fabricacio do asaucar, assim como para o destil-
ar determinoa por em concarso, em Braxellas, em
1888, urna medalha de modelo grande e accrea-
centou duas questSes, novas ao programma. Da
aignou trea delegad"s qae hio do tomar parte nos
trabalhos da Commistio.
O syndicato dos fabricantes de asaucar em
Franca votou 2:000 francos para o dito concurso
e ser n'ello representado pelo seu preaidente.
Para a AOemanha o Sr. Gors obteve a interven-
cao dajsocieiade Geral doa Fabricantes de Assucsr
cujoa trabalhjs notaveis sio conhecidos. Repre-
sentantes d'aqutlle paiz serio adjuntos commis-
sio de fabricacio de aasucar.
Em Austria a assocacio dos fabricantes de as-
aucar de Bohemia, teve ntencio de dar um au-
bsidio, porm os recursos d'esta socidade esto pre-
aentemente eaaajegados peloa trabalhos sobre a
reviaio doa impostos. Negociacoea entaboladaa
com a Sociedade doa Fabricantea Auatriacos pro-
inettem um xito favoravel.
A reepeito da Ruaaia a 8ociedade Techmca da
Fabricacio do Aasucar spprsvou o programma ela-
borado^em Bruxellas paraje uoneurio iaternacio-
ual e tormou urna commisio que ha de oiganisar a
participacio runa.
V-se de todos 03 lados a attencAo concedida
s-lucio dos desidertums e a grande importancia
que obter no grande concurso do anno prximo
tuturo em Bruxellas, a Industria da Fabricacio de
Assuc r Internacional.
A Cmara dos Reprcsentnntea de Bruxellas ade-
ptou por 81 votos coutra 16 e abateoces, o pro-
jecto de lei regulando o pagamento des salarios
aos operarios.
O principio d'obrigacio do pagamento em moeda
metlica ou fiduciaria tendo curso legal foi admit-
tido mas com urnas certas reservas na sua applica-
cio.
Depois de urna troca de explieacoea entre o mi-
nisterio-e^ necio central, convcncionen-ae que a
deputaco permanente poiera autor8ir os cietes
de industria a fornecer aos ai-ua operarios a titulo
de imputacao' sobre aeua salario* os comestiveis,
vestuarioa e combustiveia com a condicao exprs
aa do que estes firnecimentos snro feitos pelo
preco do custo e nao poder constituir urna fonte
de receita para os pairos.
A depntacio permanente fica livro de determi
nar aa condi,"> is s quaes subordinada a auto-
risacio sempre revogavel em caso de abaso.
Italia
R-grcaaaDdo a 7 de Agosto o re Humberto
Roma, por causa da criae determinada pela morte
do emiuente estadista Deprets, que era o presi-
dente do conselho de ministros, tratou ligo de con
ferenciar com alguna homena mporUntef, e con-
venceu oa Sra. Sarraco e Coppino a eonaervarem
as auas pastas, encarregando o Sr. Crisp de or-
ganiaar aovo ministerio, misaio esaa que este uo-
tavel homem de Estado aeceitou.
A presidencia do novo gabinete pertencer ao
Sr. Crisp, que interinamente exercer o cargo de
minatr doa Negocios Eatrangeiros.
O facto de vir a aer o Sr. Crapi o succeisor do
Sr. Deptretia, tem altissimt importancia uio t
para a poltica italiana, maa tamb;m para a poli-
tica internacional.
Eia aqni algumas notas biograpbicas acerca do
eminente homem publico, que ueste momento o
alvo das atteacos da Europa.
E' certo que toda a Italia prestoa a homenagem
da sua ayunpathia e do seu rffecto pelo carcter
e talento notabiliaaimo do Sr. Criapi.
Este estadista conta perto s seaaenta e oito
aonos, porque naaceu em 1819.
E' o decano da actual cmara dos deputadoa
italiania. Depois dos acontecimentos de 1848,
installaram-se em Itilia quatro parlamentos : em
Roma, aples, Veneza e Palermo. Este, que se
chamava cmara doa communa as sicilianas,
inaugurou-so em 25 de Marco do 1848 e delle
fazia parte o Criapi. Dessa epoea heroica do
parlamentarismo italiano, aobrevivem apenaa com
o illuatre estadista, os Sra. Mancini, San Donato,
Pi incini e mais dois outros. Depois da restaura-
cao dos Bourbma de aples, emigroa. Esteve
entio em Franca e Inglaterra.
Quando regressou Italia, foi absentar banca
de advogado ni Piemonte, conquistando dentro
em piuco enorme reputacio, que ihe grangeou
larga clientella a deixoa avultadoa proventos.
No emtanto o Sr. Criapi naj deixou de cultivar
a poltica Em 1.860 depoia da quedados Bourboas
toi eleito deputado deata vez, e desde entio at
hoje nio deixou nunca de representar os scua com-
patriotas no parlamento. E' deputado p:lo Pie-
monte ha 27 anuos.
Entrando na poltica pela porta revolucionaria'
amigo intimo de Garibaldi, o Sr. Criapi tom u as-
aento na extrema eaquerda.
Podiam ser-lbe entio attribnidaa nmaa certas
idis republicanas ; mas a verdade que o Sr.
Criapi nunc sa couprometteu e nanea se lancou
no camioho da intransigencia. Pelo contrario,
por urna evolucio lenta maa continua, foi se ap-
proximando do centro, a ana opposicao foi-se
tornando gradualmente dynastica. E era natural.
A consolidacio da monarchia na qual toda a Italia
puoha as suas melhores esperan; ta, havia extin-
guido os primeiros ardores revolucioaarios. O Sr.
Criapi senta em ai dotes intellectuaea e energa
baatante para aer bomem de goverao.
Em 1876 foi eleito preaidente da cmara, no
momento em que o poder paajava da direita para
a esqaerda.
Ministro em alguna gabinetes ephemeroa, o Sr.
Crisp nio deixou, porm, de aaaigna'ar a sua paa-
aagem pelo poder.
A autoridade foi-se-lhe robustecendo pela bu
aititude parlamentar acabando por conquistar aa
sympatbias publicas. .
Maia tarde o Sr. Depretis nao duvidou chamal-o
para seu coiperador, e, scob.-rto da aua grande
autoridade, o Sr. Crisp impoz-ae ao inundo polr.i-
co, como o continuador da poltica esclarecida,
prudente e patritica seguida pelo estadista nota-
vel que ha pouco falleceu.
Eis como o Sr. Crisp se acha agora frente
de um dos graudea partidos poltico da Italia.
Sem aer nm orador de primeira ordem, o Sr.
Criapi faz-se ouvir com muito agrado e a aua pa-
lavra muito apreciada.
Se ae nao eleva at sublimidades da alta elo-
qu.-ncia, paasa, comtudo, por ser um dos mais ha
beis e doa inais tem veis polemistas contempor-
neos. E' um Kom -m de aeco, decidido e nergico
e um tauto auctoritario.
Diz ae que eat muito resolvido a reprimir com
tolo o rigor qualquer tentativa contra a ordem
publica e toda a gent; eat convencida de que o
Sr. Crapi, se bem o diz, melbor o far.
O Sr. Crisp nao paasa por muito affoicoado
Franca.
Os jornaea francezes, que' *t referem proba-
bilidade de aucceder o Sr. Crisp a Depretis, nao
deixam de rcaentir-ae, as sus apreciares, desta
preoecupacio, que tal vez nao tenba fundamento.
Tambem nio falta quem diga, que nij aera
sob o goveruo de .iue o 8r. Criapi fiser parte, que
ae adiantar a questio da recouc.liacao entre
Qairinal e o Vaticaao, porque o Sr. Criapi conaer-
va anda certo culto pelas idaa do italianismo de
lb43.
O re Hurabero concedes do aeu bolso urna pea-
sao de 10.000 francos Sra. Amelia r'lorer viuva
de Depretis, como teatemunbo de agradecimento
aos aervicos prestados por aquelle homem de esta-
do m narchia de Saboia.
Parece estarem em caminho de accordo as ne-
gociacoea concernentea a uan mediacao inglesa
entre a Italia e a Abyaaima, relativamente a Mas-
suah, eniaboladas entre lord Salisbury e o em-
baixador da Italia.
Sania S
Eia o programma das testas do Jubilen do Papa.
No. dia 31 de Desembro de 1887, aua santidade
recebe a commisaio internacional, composta de in-
dividuos da commisso promotora e doa delegados
doa comits nacionaea e eatrangeiros, que Ihe offe-
recerio um altar. Receber depois por dioceses a
peregiinacio italiana.
No dia 1 de Janeiro de 1888, sua santidade ce-
lebrar a sua msaa do jubileu pelo mundo catho-
lico e pelos offerentea, no altar offerecido pela com-
misso internacional, que a poder ouvir e rece-
ber commuohio em repreaentacao de todos es ca-
tholicos de todo o universo, o- quaes, aquella mes-
ma hora e dia, unirio oa aeus votos aos do summo
pontfice.
No mesmo dia sua santidade inaugarar a expo-
sicio do vaticano ; a apr- svntaco daa dadivas far-
ae-ba pela seccio italiana de cada urna daa coin-
missoes diocesanas, presididas peloa mil reveren-
doa biapus e pelos seas delegados, que estaro no
lugar onde estio expostas as respectiva dadivas;
as ontras seccoea P*loa delegado do conue es-
trangeiros.
Nos meses posteriores de Janeiro a Abrd de
1883, sua santidade receber succeaaivamente,pela
ordem seguida, aa peregrinacoes dos diveraos pai
zea, continuando aberta durante este tempo toda a
exrosie j no vatican >.
Inglaterra
No banquete de Maasien Houae, o Marques de
Salisbnry, depois de agradecer ao parlameuto a
cooperacao que tem prestado ao governo, examinou
a questio externa ; entende que o convenio anglc-
turco tinhi por fim garantir a aeguranca do Egy-
pto contra oa pengos do exteri r ; o papel da In-
glaterra era puramente philantropico ; terminou c
discurso affirmando a c inviccio de que a tranquil
lidade gpral nio ser perturbada peia guerra.
Oa cdvnoa irlandezea continuam resistindo o
eviefSes e atacando os agentes da autoridade. A
guarda policial tora ae visto obrigada a dar car-
gaa de bayoni-ta. iffeetuando varias pfmfag>4.aaBH
Diz-se que vai aer intentado contra o Time.-,
novo processo por diffamacio. O autor Sir Johro
Pope Hennessy, governador da ilba Maaricia
Tendo aifo chamado reeentt mente a Inglaterra pa-
ra dar rxplicacoes ao governo sobre eertos abusos
administrativos de que o aecusavam, Sir J. P.
Hennessy retutou todaa aquellas aecusacoes, e foi
convidado pelo gov mador a voltar para o seu
posto. Mas, como o Times continuou a criticar com
violenct oa actos da administraco de Sir J. P.
Hennessy, cate instaurou ao jornal um processo de
diffamatao, reclamando-lhe 20,000 libraa esterl-
Imaa de indemniaacio.
r Os jornaea ingleses apreciaron da se quinte for-
ma o facto da Cmara doa Communa da Inglaterra
nio ter admittdo diacuaaio o bil relativo con-
strueco de am tanuel sob o Mancha, projecto sut
mettido ao parlamento por Sir Waikin.
O Morning Post, diz que a Cmara dos Com-
muna teve razio de recuaar diacutir um projecto j
muitaa vezes condemnado pelas duas Cmaras e
pela opin'ao publica.
Segundo o orgio conaervador, oa motivoa que
outr'ora fizeram dizer ao Sr. Gladatone que a exe-
cucao do projecto pona o reino em pengo e dara
occaaiio a um augmento de deapezaa para ae acu-
dir defeza do paiz existem anda. Oa deputados
actuaes nao podiam, pola, deixar de seguir oa chic
pos dos aeus predeceaaorea, e rejeitar um projecto
que toroava possvel urna uvasao do reino por
trra.
O Times lo nega as vocagens Je um tunnel
submarino entre a r'raoct a Inglaterra, sob o
ponto de viata commercial, maa declara que razoea
militares serias impedem aa pessoaa prudentea de
approvar um projecto que poria em perigo a aegu-
ranca do paiz.
O Times julga que a construccao do tannel tor-
nara possvel ama invaaia eatrangeira e obrgaria
b Inglaterra a dispender sommas consideraveia e"n
trabalhos de defeza. Em preaeDCi da sitnacio 4
actual, diz elle, uio temos o direito de renunciar ,
grande vantagem militar que temos sobie os coa-
sos adversarios.
O Daily Neuis diz que muito provavel que o
tunnel acr.barpor a t construido, maa quenaa cr-
cumstancias actuaes ha motivos para nao por essa
idea em exeeuco.
O Daily Chronicle mostra-se pelo contrario fa-
voravel idea do perfuramento de um tunnel. Se-
gundo a opiniio d'aquelle jornal, a Inglaterra nio
tem maia razoea para aeoppr aquelle projecto, do
que as que teria a Italia para impedir o porfura-
mento do monte Cenis.
O general Hamley escreveu a este reapeito urna
longa carta ao Times, para recordar todas as ob-
jeccooa que os militares oppoom a esta empresa.
As objecces de que se trta bo j coohecidaa e
aio aempre as -Sesmasa possibilidade de urna in-
vasio eatrangeira.
Emquanto a rsquadra inglesa cruzasse no Man-
cha, p ii iia o iniiiigo paaaar por debaixo da qui-
Iha doa navios de guerra d'essa eaquadra, e apode-
rar se de Douvres, marchando d'alli aobre Lon-
dres.
Como o tunnel psasariade Douvrea para Calais,
evidente que o inimigo que temem Lord Wu'.-
aelry, Sr. Hawley e o bario Worma, a Franca.
Aeata idareap-uirTem os advogadoa da empreza,
que difficilmente ae deve acreditar, que um exer-
cito poasa paaaar o largo eapauo de vinte e tantas
milbaa sem aer presentido. Suppoo se portante
que a opposicao ingleza, que se manifesta sempre
que ae trata o assumpto, deve ter outras causts, e
nio airapleamente aquella que se apresent i.
A Inglaterra parece ter mudado de atttude, com
rtlacao questio da Bulgaria, e a sua imprtnsa
apresenta-se j como interprete desta d :re:i?a.
O Standard, peridico de Londres declara n'u-n
dos aeus ltimos mineros, que tendo-se malograda
o projecto de ccntercncias, perante a resistencia
da Kuaaia, ser necessario que oa blgaros se
resignem a regular, s por 8, os seua proprioa ne-
gocios. Este jornal nio acredita aa poasibilidade
de urna Infervoncio ruaaa; e aconselhi os blga-
ro a aescolh.-rem um principe mais corajoso do que
Femando de Coburgo.
Allemanha

Diz ao que a carta que o imperador da Allema-
nha dirigi de Gastein a Loo XIII por occaaiio
do a -u jubileu, depoia das felcitacoes do C03tume,
fez o elogio da poltica do pontificado.
Fallada graudeca da missi) de paz, de ordem
e de ccuciliacio, allude 4 poltica pessoal do pon-
tifico e declara, que, gracas aos estercoa do Papa
e da AlK-manha, a paz tem se sustentado e conti-
nuar a sustentar sendo pcssivel.
Esta carta foi muito ccmmentada noa crculos
diplomatico8 prussianus do Roma, c ju-gam o im-
perador grande partidario da poltica de concil'a
cao de Loo XIII.
Diz-se que o Papa deu carta urna reaposta
breve maB precies, em que affirma o goso que Iha
causa ver renasoer a paz religiosa na Prussia e
na Allemanha,^ expreaaa a esperanca de que
o imperador proteger os iutereasea catholicos.
Realisou-se no da 7 a entrevista entre os im-
peradores Fianciaco Jote e Guilherme, a qual ae
diz ter aido cordialisaima.
O imperador Francisco Joa chegou a Gasteiu
do da 6 s 2 horas, acompanhado de dona ajudan-
tes de campo.
Depoia de ter ?do recebido pelaa autoridades
locaea e victoriado pela multido, dirigiu-se casa
de campo do imoerador Guilherme onde era es-
perado ao fundo da escada por todo o squito do
imperador, que j receben entrada doa aeua apo-
sentos e o abn-o^u repetidas vezes. Depois apoi-
ando ae ao seu brac, dsse-lhe aornndo : T
nao peneavas de certo tornar a ver-ma an-
da urna vez ? O imperador Franciaco Jos
apertaudo-lhe a mi, respondeu immediatamente :
Tu' podes estar convencido que me regosijo
sinceramente de te tornar a ver.
Depois de meia hora de conversacio oa dous
aoberanoa separaram-ae e o imperador d'Auatria,
entrou nos aeua apoaeutoa, e deapediu alguna des-
pachos imperatrz Eliaabetb, ao principe Ro
dolpho e princesa Estephania para Ihe annunciar
aua feliz chegada a Gastein e a sua alegra de
ter encontrado o imperador Guilherme de perfeita
sade.
Aa 4 horas oa doua monarenas ternaram se a
encontrar ho juntar e noute deram um paiseio
de carruageio.
As montanbas prximas eatavam Iluminadas.
__ O c.unelh* municipal de Essem reaolveu
contribuir com 60:000 mareos para erigir um mo-
numento a<> cei.-bre fabricante Krupp, cognami
nado O rei do/erro.
Foram expunos do territorio allemao por ordem
daa autoridades superiores 38 tmpregadea do ca-
minho de ferio frane z residentes em Avricourt
0 tratade de navrgaco e do commercio con-
dusido entre a Allemanha e a Italia que podia ser
denunciado at 31 de Julho ultimo foi prorogado


I

V
I-.

1
nBtjnn

'
L




2
Diario de eraambucoQiiarta-fnra 24 de Agosto de 1887
i -


de comn.um aecordo, entre rntai poteneae, at
ao primeiro d,Fvereiro de 1892, M *"*?
poendocointudo ser denunciado oo nm de cada
u..l.
Foram coocorridiesimaa as exequias de Katkoff,
ue se celebraran. M igreja do Lyceu.
Assistiram numerosas deputacoes, o conseibo
municipal e o miuisterio, todo o pessoal do s-_
jornal etc. Mala de eem coroas foram deposita-
das obre o ithtude.
A bra do tmulo foram pronunciados discur-
sos por Stauseff Ntssc.iw.-k'>, AsUfi-ff, Kalakosfai
e Sbarap ffg.
O governo russo aeeba de temar medie* extre-
mamente rigorosas esotra as remedios cereta*
eom que os chumos ss pnsrmaoautiooa ailhsmie*
envenenara nqu-lusaiz. .
Um decreta avisasautoridades sduaaeiins qsw
i importlo dessas sub<>taei*B ser saAseettiaja
a umeanieseve.o, cta sssfarmiJBk am as lew
ospeciaes formuladas pira -ste fim.
Balearla
OSr Nargf.witck, ministro dos negocios estrau-
eeros na Bulgaria nunca perdeu as esperances de
decidir o principe Fernando de Saxe-Cburg.-Oro
tha de ir para Sotii, e declarava. a quem quena
ouvil-o que a delioeraco do pri-jeipe nao paeaana
de urna questo de lempo.
Affirmn-ae at que telegraphra aoa raspis*
que o iiisMlipn fixaria, para muils prximo, a data
da sua partid, e que f.i em consequeucta desse
telegramma que os regentea partiram para Roust-
ehook atiin de reeeberein o principe.
O Lnucipe Fernando n doclaranio formal-
mente que re-usava o throno da Bulgaria, fasia
cosa que se acroditasse na continuadlo das confe-
rencas eom s polcnciab, a deapeito da opposicao
da Russia. ...
Disia mais o Sr. Natchewit.kque se o principe
nao aeeitasse o throao, o regentes fariam prolou
gar os seuB poderes pela SubranU e quo se jul-
gsra bastante fortes pora muter 4 ordem no sana.
Tambem por ^utra parte seasaogurava que o Sr.
Natchiwitck anda negociando clandestinamente
eom o principe Alexaodre de Battenberg, cujj r -
gresso Bulgaria seria inulta bara aeoHiido p
exercito. .
N'estc ponto se achivam as causas quanto no
dia U de Agosto se participava tl*g*.pbioameote
de Vienna d'Austna qne o principe Fernn o de
Coburgo sabir*, eam effeito, daqaella capital, com
destino i Bulraria.
A Freiedenblatt dix que o principe procede assim
em conselho das potencias, nem auctorisacao da
Subiim; Porta, e que o governo que elle vai cou-
atituir, lecotnoativel eom as preaeripcoes do tra-
tado de Berlim e urna empresa de aventuraros
Os regentes chegaram a 9, noite, a Lom-Pa-
lauta. Partiram a 10 eom os ministros para Or-
sova iodo ao encoutro dj principe Fernando de
Coburgo, que descea o Danubio at Rustehuk
A 10 a tarde o principe chegou a Oraova,e nes
aa mesraa noite parti para a Bulgaria.
Des-Bente-se o boato da eoiispiracio tramada pe-
los emigrados blgaros contra a vida da pnn-
01 'jornal de S. Peteriburgo considera a partida
do principe Fernando de Goburgo para a Bulgana
urna aventura depioravel. Todos os j .roaes rus
sos qualificam de a\euturosi a resolueao do pnu-
cipe Fernaudo.
Afiirma-se quo lego qu.i o principe chegar, a
Widdm euviar urna circular as pAeaoias xpli-
cando as raxoes que o aeterunnaram a acudir ao
chamamento da Bulgaria. .
O principe declasou que pretende viv r na Bul-
garia maneira e ao gosto franc.z e nao *l-
0 erroepondente do Standard em Vienna dis
constar-Ib.) que o priucip' pub.icaria um mani-
fest logo quo chegar 4 Bulgaria, mas que nao
preatrar juramento constituidlo ; e al ojame
insina que o principe casa connivente uom a Rus
aia para demittir os regen*8 e oonvooax a nova
Soorawt.
E.n muitoa circuios polticos de Inglaterra per-
rtuta-se em que qualidade se dirige o principe
sraaudo de (irtrargo Bulgaria. fora de du-
Tida que uinguem pode impedir que o principe
visite aquelle pais como touritte, e alguna desp.
chos assim o tcm indicado irnicamente ; mis ou-
tros suppoem que elle vai uoicamente para agra-
decer ao pjvo blgaro a honra que lhe diopenaoa.
Estes susteutam que o princiiie se pdemo trar
attencioso e polido, sem offander a Russia mas
entendemque elle nao ouaar tomar cjnta do
thr.no em situaco to perturbada, devendo neete
caso pensar eom muita seriedade.
O embaixndjr da Turqua em Vienna empregou
secundo diaem, activas diligencias pira conseguir
que o imperador obatasae partida de pr.ncipo
t-eroando para a Bulgaria.
O Times peta sua prte t^m uformacojs de So-
fia, das quaes Ihu consta que era grsmde o movi-
mento na Bulgaria, em consequenca de se annuu-
ciar alli a prxima ehegida do principe ter-
a*Singu-m pjie prever o desfecho deste negocio.
\ffirma-se pjr outro lado que a Turqua est pre-
parando um pr.jecto para resolver interinamente
a auest) buigara. O sensainento uomear umi
regencia uu.pessoal. O goveroo ottomauo secun-
daria assim os desejis da Russia; mas segundo
esta versa.), o regente da Bulgaria ser designado
pela Porta.
Communicam de Bucharest, qu, em conse
quenjii das noticias recebidas acerca da conspi-
racio p^ra attentar cintra a vida do pnocipe
Fernaudo em Turn Sever.n, o Tatch em que o
priniipe ha de viajar foi eubmottido a um rigoroso
exame e todos os viajantes o bagagens que cue-
gam juella cidfde sio objecto de minuc.oss
A Sobrante foi convocada para 13 de Agosto.
Reunir-so-hia n'esse dia em Tirnova p*ra receber
do principe Fernando o jurameuto de fidelidade a
constituicau da Bulgaria, o que partes estar cm
coutradieao eom a noticia que se eBpalhou de qo.
0 principe nao prestara esse juramento.
E' certo que as ultimas noticias ambiciando a
nartida do pr.ucip3 Fernando para ir tomar cooU
do throno da Bulgaria, teem urna importancia ma-
nifeBta, e cjotirinam que Haba raxao quem previa
easa :o 00*0 quiudo ere crenca geral que o prin
cipe nao partira.
O principe Fernando tomou a resolucao que
mais csnvinha aos seus interessas e aos dos seus
nevos subditos.
/en lo-o joven, ambicioso e eheio de bravura,
os blgaros elegeram no sappindo encontrar nelle
um prinoipe, que, identificiudo-sa em corpo e al-
ma eoos os sentimentos dos seus subditos, se pu-
lesse res dutamente IW da movimeoto que
ba de c nvrrier a Bulga... em naco.
O pri'neiro des-ogaua chegou quaudo gados da S branii foiam notificar ao principe a
Boa leiei e encontraram um rpa pallido, de
aspecto quasi do-nto, que re-pindia as exhorta-
c5'es par que fosse oceupar o throno da Bulgarin
com besitieoes, disendo que era pieeiso respeitar
os trata os e consultar o autcrata russo.
E'n seguida, as indecisoes do principe e a sua
falta de vontude de prtir para a Bulgaria, iinpa
cientariam os blgaros de forma tal que, se esta
resoluc* i tardasae mais em ser tomsda, ob s os fu-
turos subditos Bubatituirinm o pr ncipe diplmala
como princ piav*-n j a cham^r-lne, por outi de
animo mais guerreiro e que maior impulso dsse
as suas r'SO.ui;5-a.
A Bulgaria um pais de rapases, governado
por rapases. .... ,
ministro da guerra d'alli oo coronel, o mais
antigo da eseaU, que tem vinte e seteanoos.
O ministro do interior aioda nao fes trinta. A
voluta i, que teve como resultado a aunex*cao d*
Buumelia, foi obra de um exercito de estudantes.
Cimprehende-se, pertauto, que tal p>vo e se-
elb-nte gotero gostem mais d brio juvenil de
asa principe soldado, que Jo conselho timorato e
pusilnime de um principe diplomata.
Por outro lado se a partida do principe se dem-
rame mais, dara talves logar a que este, quaodo
chegasse Bulgaria eocontrasse o lugar lomado
or algum delegado russo, mais resoluto e com p -
aeres mais ampios que o pr pno geueral Koleara,
aae tastos desgostos deu regeocia.
TraUodo-se ae luta to renbida e tio encami
ada como a que sust. ntm a Russia e B ligara,
mostrar resolu^io e tomar a iniciativa ter m a
partida ganha
t Toda, a Europa seguir estes diaa, com grande
stitteoffto, a que talves nao ser estranbaa inquie-
t|*-. a atiiiuQe da Russia em frente do acto de
aadasia do principe Fernaudo e do DOTO bl-
garo.
Dificilmente, entretanto, se deciiir a Russia a
nter ti r pela foros de armas, mais verosmil pa-
rece que continu seguindo a sua poltica de espe-
CUtiva
Se, entretanta contra sodas ss ressonsabilida-
des, o esar dose ordem s sns tropas pscsi osar-
chareas sobre a Bulgaria, oppor se-nia a isso a
Austria, e depois da Austria a Itnlia, a Ingla-
rterro e a Turqua.
Ha poucoa das disia o Standard, orgSo officioso
do g >venid ing'es, fallando d ala contingencia:
t fje a Austria se resolver a opprforca forea
na Bulgaria, a Inglaterra ter inevitavelmsnte,
de ir eui auxilio da Austria, a
Estamos, entretanto, persuadidos que nlo e
empregar entra forca senao a diplomtica, 8 que
efiVctivamenri! a Austria, a Italia, a Tarqi ia e a
I i^taterra, e talves a AUemaaba, estado ao lado
da Bulgaria, e a Russia e a Franca contra l lia,
Consta que o principia de Batlenacrg Jscre-
veu o priaciw Pw^indo. aconaelbasio-0 a acei-
tar a votacio do novo busgaro.
Em r aposta a esta caria, o asssseips Fertinflo
inaaitest ix a sua arteucao d-> ir prximamente A
BuIsjuch, expnmiodo as saas uppsafaeoses sobsss *
fataro <*a Raleara.
l)b um .(capacho do Berlim para o Vorn.i sJes
Debates, que dsqae da B Kr.ieato II, reeusju defioitivimente ao principe
Peraando autorisasao de a eitar o throno da Bul-
garia.
Itoiimnnla
O governo da R umama r.-soiveu nao receber
offieialmenfe o principe Fernando de Colurgo,
quj-e" dirige para a Bulgaria afin do tomar posee
do thrsno do principado.
Esta res lu^ai nio impeli, entretanto, que o
ministerio rumaieo desse urJeus muito resti iotas
as autor dad-a d> psii, paru qu'j faeilitem a via-
m-do priuci.i- e garautam a toa saguraoea pes-
soal.
Em Turn-^everin, ponto em que o principe dei-
xar a linha terrea o to.nir.-i um dos vapones do
O.mubio, aera escrupulosamene srigiades o via-
jantes que proederem do territorio situad) aa
parte superior do rio.
Estas precaucoes t n p ir fim euitar q'je os
filmdos di partido rusa- pouham esn p'atics o
seo anuunciado proposito de-attentar contra a vida
do principe.
servias
O rei Misan chegou no dia 7 a Budapest < m o
principe herdeirod* iiervij, pasteado nasaa saeama
noite para fas t ns> dn aguas de Imeks (l'atre
Fused) onde estara at 14 de Agosto. Dipiis
votlar com o priocipe a Budapeet, oaie sis ea-
contrar eom a r.inlia Natalia, Bagaindo depois
toda a familia real para Vienna. D-jpnss de urna
certa demora na capital austraca, o rei ir ;om-
pletar a sua cura a Qleiberv, e a raiaba com o
principe berdeiro iro a Badn indo depois passar
o invern a Florenca. O principe berdeiro ficar
alguna anuos aa Allemaaha para fazer os seus
estudos em Drtsd e em Stuttgart.
Turqua
Ssgundo aflirmam de Vienna, .parece que o em-
baixador ture fes todas as diligencias .para o im-
perador Franciaco Jos obstar partida do irriu-
ciue Fernanlo de Cobargo e que a Turqua, tjnd
adoptado os iutuilos da Raasia, elabwau um pro-
jeoto que comporta a aeceitaoo d' um regente
para a Bulgaria.
O governo britaamo Ccz distribuir, na sessio de
9 de Agosto aos m mbros do parlamento a ultima
porte da corresponcncu diplomtica trocada en-
tre o marques de Salisbury e Sir Ilenry D. ^.jlff,
relativam-nte ao conveuio angio- turco para se
regular a questo do Egypto.
Esta ultima parte da correspondencia diplom-
tica tai intereseante como a primeira
Estabelece com toda a claresa que o sultn es-
teva a ponti de ratificar o eonvanio, mas que de-
baixo da presso da Russia e da Fraoea nao e
atreveu a iaa> afiual, acabando por declarar isto
in-smo, sem rodeios, a. enviado extraordinario in-
gles.
Nestas circumstaneias consta, que o snlto du-
sera textualmente o seguinte.
O meu maior deaejo seria nao oSender a In-
glaterra .
Mas a ratificicao do convenio acarretiria
asmes o imperio o tiras no perigos cintra os quaes
a (ira BreUnha nao pode dar-me su luciente ga-
ranta.
No seu ultimo despacho, antes de sabir de Coas-
tatiaapla, consigna Hit Henry Wosff a gratido
que deve acs bona oficios qne em favor da ratifi-
cayo di> convenio interposeram os embaixadsres
da Austria, Allemanba e Italia.
O eh. fe do governo iugl. z moatrou ltimamente
em um banquete que o malogro da convenci de
modo algum se deve considerar cerno um desaire
para a Ori Bretanha, cuja posicSo no Egypto con-
tinua aempre a rnanter-se no mesmo estado.
EXTERIOR
Corrcspoudi'uria do Diario de
PernaMbueo
PORTUGAL Lisboa, 13 de Agosto de
1887
Nao de esperar que se realise hoja o .encerra-
mento das cortes, segundo o disposto no ultimo
decreto de prorograco. Anda se falla n'outra e
que remedio baver, visto que .apesar de toda a
actividad-i actual das daaa cmaras legislativas,
o praso legal da sessio foi dissipudo em recrimi-
nacoes partidarias e s bretudo na exploracao do
lamentavel incidente Ferreira de Aludida t A
proposito, dir-lhes bei que j foi assignado o de-
creto q-ie manda constituir a cmara dos parea
em tribunal de justioa, logo depois de encorramon
to das cortes, para o julgament d'aquelle e dou-
tro deputado
Em quauto aquelle decreto ia para o paco as
signatura real, os amigos do Sr. cooselheiro llin-
rique de Macedo, ex-ministro da marinba e ultra-
mar oflereciam-lhe urnas insignias da gr-cruz
com que o mesm foi agraciado, logo em seguida
ao desacato de que foi victima em pleno parla-
mento, e que deu origem prisa) do Sr. Ferreira
de Almeida e ao mais que se lhe segmo, sem x-
ceptuar a demisso pedida pelo Sr. Heurique de
Macedo.
As rolhas republicanas, que n teem napas n*
lingua, mm-iiit iui nevamente a merca da gr-
crus -m tal opportunidade e o acto da offerta por
su bien pcao de taes insignias !
Absteubo-me de reproducir esaes eonsmeataiios,
m.s, diga se a verdade, o eculo, que fasia desse
asaumpto o s u i.rtigo udictorial de houtem oa i ia
muito longede interpretrar o sentir da opiniopu
olica a tal respeito.
Realmente agraciar eom um% gra-crus, um ho-
mem que acaba de levar un* bofetada de outro
homein, que o governo de que o offeodido faz parte
mana eucarcerar, (imitanlo-eo a -xouerar se do
cargo de mmiatro para que se nao presuma que
pretende influir eom a saa autondade no jstlga
ment desse delicto, levar muito longe a le-
viandad-i.
Ninguem dse inbeee o merec-imenro do ex-mi-
nistro, mas a occasiio para Ib'o galardoar nao
poda ser mais mal eacolbida.
\ subscriuco para que Ibe fosse offerecida urna
veaera de brilhautes a cons-quencia do primeiro
disparate, nada mais.
A discussao, na cmara dos deputados da
I- i coacernente aos tabacos, foi menos diffusa do
qu-, geralmente, se esperawa.
Q-ier-se dizer que, muito de proposito, este de-
bat foi adiado para quaodo a cmara eativoaao
j muito fatigada, e que o mesmo se diapox em -e-
ucii ao projecto de revisan das paut 8 adua-
neiras.
As poucas emendas e aditam -ntos que nasceram
l'aquella diseusaio tendem maii que tud > a m -
h.rar a ituaca doa operarios, tanto pelo que dis
respeito duraoii de cada dia ae trabalho e re-
mu i-racio Jo servioo prestado, como pelo que se
retere participar) dos operarios nos lucros da
fabricar), e s pens-s de reforma a que Ibes dar
direito a sua diutur udade no servio >.
Iostituir-se-bo duas commisses mixtas de pa
troes e operarios, orna em Lisboa e outra no P r
10, 4- quaes incumbir fixar a regulamentaco do
trbaldo e as coodicoes das relacoea entre os pa
troca e o seu pessoal manuf.ctureiro.
O projecto que a cmara dos depurados acaba
de votar comprebeode a formacto, entre as faun
cas existentes e ss que, ulteriormente, verem a
eatabeleeer-se, de urna assodaco de garanta
para eom o Estado, de um rendimento mnimo an-
nual, de 4.S&0 contos de res (fortes) como pro-
ducto do imposto do Ubaca, ficaodo prohibido a
quaeaqnsr entras fabricas que nao faoam parte
da asso ;iaoo, a importaco d* tabaco em bruto e
a sua fabricacad-
' ae mesmo lempo a conservaco da liberdade
de industria, visto qne o entrar para a associaco
facultativo a quaesq er fabricas que veubam a
etabeleoer-se am for'ngal, e a inauguraco de
um monopoke, porquaato s a assocUcio de ga-
ranta conservara o direito de importaco e fabri-
caoio.
E' essa a parte fundamental do prometo e so-
ssoota ao oasn sis quo a associaoo de .garanta
nio visase a constituirse qne e le autorisaria a
eonceseo directa do monopolio de importaco e
de faoricaco, oa na ausencia de resultado do o >n-
curso aberto para ess monopolio, a nstituico
da regie, ou a importaco e faoricaco por eouta
do Estado.
Apesar dos principios de liberdade relativa
prevista e preconistda no projecto de lei, nao
falta quem diga qa o governo anla negooundo
com a mais importante das fabricas existentes
urna combinacio ".ev lente a assngurar a essa fa-
brica o direito de'prefereucia ou de cpolo ao con-
ourso psasa o ssiasKipoiio, e que, mediante esta
eancesso, fioasui ioutiliaada a la da consttui-
eao de ussa iisssiiiiii.i i da garanta.
' possivel sjne saja isio o que se anda combi-
sjaado ajardina ; opposico que denuncia a
existencia de taes negociares, du cujo resultado
resaltara ser logo sWphisBtada 4 naacenca a lei
apawavada yela aamara dos deputadas, e cuja
adapelo pata esm^m. dos paros uaj offrece taoi-
baas a manar dusida.
Na cmara alta, esaquanto na dos deputa-
dos se tratava do p-ojecto relativo aos tabacos,
discuta-se a reviso das pautas das alfandegas.
O thema printisiil dos debates muta cmara (ci-
i tinha succaJi-d na caara pipular), foi a
parto da pauta reativa s substancias alimenta-
res e nsito eapceif.lmffn'e a que dis r-ppeito acs
cereaes. Na amara dos pares sobaram aeerri
mos defensores m ideas francamente proto-'ci )-
nstas.
Ko ae tratou do r'giman dualu-iol, dutantc a
discussao, faeto esso que j se tinha dado na c-
mara ponoiar. Ust ponto, segn lo cuns a, tic .
de remiasa at quo aa dispoaicoss legislativa*,
que se estilo dispoado na Ailem imIii noerea da
exp.irtaco dos alcools allemes, sejam definitiva-
mente conh'-cidaa.
Assevera-se q i", eo\r-tanto, o go^ern fez sa-
ber esmsaUso de l'az -niia da cmara dos depu-
tados o plano que tem de erigir em monopoJi do
estado a fabricaco do alcool no reino, o de expro-
priar para case fim, as fabricas actualmente eils
entes e em actividade. Parece, todava, que esta
idea tem oucuutrado clorosa opposiuo.
E' unta questo por extremo complexa, em pre>
sesea da aassa situaoj agrcola e do grande aw
mero de ioteresses que sena indispensavel conci-
liar.
E' esperado em Lisboa por todo este mes
S. \. o duque de Genova, primo do rei Humbertj,
de Italia, e da Sra. D. Marta Pa. Dis-se que o
principe vem a bardo do monstruoso cour&cado
f Diulio., d'ouio 8. A. assistir inauguraco da
expoaiei) martima de Cdiz.
Foi promovido a c >osul de 1.' classe, em
virtude do concurso a que veio aoococrar, o Sr.
Vicente Nunes Tav^res, que era eonsul de 2.
classe cm Buen -a Ayroj, e ltimamente se acba-
va enearregado do oousulado em Pernambuco,
para onde parte brevemente..
Vai ser agraciado cam a commenda de Nos-
sa Senhora da C .nceica de Villa Vicesa o Sr.
Joo Jos Rodrigues Mandes, provedor do Hospi-
tal de Ben-rie- neia Portugueza e presidente do
Gabinete Portugus de Lo.tur*.
Foi approvado um projecto, da Comaanhia
Real dos camiohos d ferro portugueses, rira li-
gar h liuha terrea urbana eom a linha de Lisboa
a Giutra o Torres Vadeas e eom o ramal do Santa
Apilonii e Beinfisa.
Coutiuuam as folbas polticas dos diversos par
tidos, rtwippln das que a-ih-iriram cleic) do
Sr. conselheiro Antonio de Serpa Pimentel pira
ehefe de um dos grupos regeneradores, a hostili-
ssl-o por todos os midos e t.itios, sobretodo pela
oharge e pelas iranias pungentes, diga-se a Ver-
dade, muito exageradas.
Na questo do bil de indemnidade, que se
tem ltimamente discutido na cmara d)s paras e
que toi votada na sessio dehontem, depois de lar-
gos debates, o Sr. Antonio de Serpa tambem to-
mou parte, seidi esta a primeira ves qu* S. Exc.
til i -a na cmara depois da sua investidura na
chefia ou 'coetnea, como agora lhe cbamam, do
partido regenerador. Foi na sesso d> 11, quin-
ta-feira. bm ves, pum, da ecrenidade que era
de espetar da ana cininen.ee situaco poltica, apre
senteu-se ibestil.
V-se qae traz o ospisito atrasado e que se pre-
oceupa, em extremo, eom a idea de querer mostrar
energa o que dtu em resultado ser demasiada-
mente aggressivo. Por consequeneia, a crtica
da mprensa foi cruel para com elle. ^Vieram ne-
ceasariamente os e ufrontos com a primorosa cor-
tez-a do eu antecessor o falleoido Fontes Pereira
de Mello : um chuveiro emfim de commentarios
destavoraveis. E' urna cousprtcio jurada para
o ameaquinharem. E como o Sr. Serpa escrevia
mediante urna retr.buicio pecuniaria anda ha
punco, no p-riodico do Sr. con le Baurnay, todas
as allusoes tendem a repreaentel-o como um in-
strume to social as mos do sen antigo.... pa-
trio___o que me parees injusto.
Dis-se que este empeoho em exaltar o Sr. Bar-
jona em detrimento do Sr. Serpa fi ho de um
plano poltico a que uo sao estranhos os actuaes
ministros da fasenda e das obras publicas, os Sra.
Max'uiiano de Curvalho e E. Navarro.
O Jornal do Hommercio, o -Diario lilustrado
e outras folhas affectas ao grupo serpaceo, todos
os das enumerara c publican) as adheses da pro-
vincia chefia daquelle estadista. E' a.sua des-
forra.
Foi publicado ba dios na folha cffieial um
novo programma do ensino primario complementar
e que, na parte respectiva, dsveria ser observado
nos exames de a imissao aos lyceus.
Estes exames de admisso n) sao obrigatorios
uoicamente para os individuos que pretendem tre-
quentar os lyceus ; mas p ira todos que precisara
de uar, nos ollegies de ensino livre ou n'outros
quaesquer estabelecimentos as disciplinas de in-
strueco secundaria. Hem urna certido de ap-
provaco nesses examss, que s) precedidos pelos
da ius'ruecao primaria elementar, nao pie nin-
guem apresentar-se a tazer exames de instruefo
secundaria, alm de provar por um documento
que tem 10 aunos de idade.
E' claro pois que aos exames de admisso aos
lyceus se submettem pela maior parte criancas de
9 a 10 annia e s vezes de menis idade.
U cursi dos lyceus dura 6 annos e preciso en-
trar cedo as aulas da instrueco superior para
concluir ess-s cursos a tempo.
O qu imigioam 03 mius amigos a espeito das
exigencias do nove programm i para a instrueco
pi i a ria complementar, e portanto para os exa
mes de admisso ?
Materias e questoss que smnte no 3o e 4 au-
no do curso dos lyc us se tratam !
Nao fasem idea do ridiculo com que este pro-
gr ainma fii esmagado oasceoca.
O Sr. Pinbeiro Cbagas desfiou-o com epig- am-
inas na cmara dos deputados e teve a por algum
tempo em plena hiUridade, fasendo Vr os graves
problemas de h-atona, de economa social, de po-
ltica colonial, etc., exigidos a enancas de nove
para des annos.
A imprensa, por unauimidade, sem excluso dos
proprios j iruaes que apoiam o ministerio abateu
o programma com as armas da troco e deixou-o
redundo a p.
Urna commisso de professores de ensino livre
reuni-se logo para representar contra a adipco
do malfadado prograintna, e assiin o fes obtenlo
do ministro f reino a promassa da tomar em co i-
sideraoy as suas allegacoas.
O mais divertid que tendo sido mandado pdr
omuxecou) essa programma pdr ministro do re
no, as folbas que o apoiam ibe cobrem a respon
sabilil.de com o pretexto de que a S. Exc. nao
ohega o tempo para se oceupar de taes promeoo-
res.
U oa delenia calKargo, nao fasem idea.
O Sr. couselh-iro Jayne Mus, que vioe-
pr sidente do conselb superior de insiruccio pu
bli-:a, lente do curso superior de lettras e um dos
noaaos parlamentares mais eloquentes, procur-.u na
oa-oara dos pares a que pertenee, defender o pen-
sam-nto do fulminado programla.
Seria defensavel, se Portugal fosse a Allema-
nba ; se os programlas dos nossos institutos de
instrueco secuuaaria comeoassem justamente per
onde a inttiuccio primaria complementar propu-
uba acabar.
Mas cm o rgimen em vigor, taes exigencias
scram um verdadeiro disparate, e por isso que
apesar de to eloqueote defeza, as palavras do
ooselneiro Jayme Mus nao lograram convencer
niugnem.
Excusado ser diser-lbes que o folhetim, a ga-
setilba, a troca emlim tem cornado incessaotemen-
te sua conta aquelle monstruoso parto do conse-
lho superior, inadvertidamente sanccionado pelo
couseiheiro Jos Luciano de Castro.
Na prxima reuniio plena do conselho superior
aera elaborado outro program rmr que substitua
cese a que me tenho referido.
Oaqui a vinte ou trinta annos, estabelecido o
ensino primario e secundario n'outraa bases, com
um pessoal docente idneo, em todos os centros Ili-
terarios do pas, seria admissi vel exig o conbe-
cimento daquellas disciplinas com igual desenvol-
vimento, aos estudantes que le dispem a cursar
os lyceus.
Agita-a tambem, a propos tj des3e minumen-
tal disparate, |aest&> qne i crualmente preiccu-
pa aFraoca scientifiew; o itrophiamenfo cere-
bral resultante da t-uso exe. salva e precoee das
faculdades intellectutes di m auea e da adoles-
cencia.
A Europa culta, pronuncou-se ja e devem te-
guir-se nooessariament pir toda a parte a essa
evoluco, reformas do atu los prelimiuareB teu-
deutes a at.t-n l-T s graves louderacoes que se
t -m addusido e que j ebegarun c mviceiio do
mundo dirige Digam sao se nao aera um (.islote pyraini ial vir
o govorno sobr-'-earregar os es udas prepamtorios
para a trecpseiiei-, das aulas s usussWrias asas -xi-
gencias pwdautescas, ni p^dprio avu>- i' i em qae
os demsM vaiz-s tratum enerst^^^pte de resca-
tar a a ljseseencia de mea qjssr lhe x.ro-
phia o otisssaismo o Iba eom9gppe a vi'alicdade,
Lisboa est desertada fl i sjent-- conb -.-ida.
Daqui a tres das, em se fe;h ndo o parlam-m-
to, a deserce ser geral.
As praiaa e as estavoes thi-i maes, essas que
est repletas de convivencia fartas de distrac-
ces.
As demolico^-na Avenida ra as abras di
lineo I lornam o sitio mnla mus enfad inho.
Na Trindade u c na j-mhia lo zarzscl roune
todas as noites muita :a'e.
L.
KviSTA DIARIA
Csstleclorl de *. Reiilo Por p .rtaria
da pr-aid rucia de 2i de Ags".o eorrente foi, s >b
prop ista do inspsc: aerado Q-mitin > Alvea da Silva Valenca do cargo
de escriv) da eo!l-ctora de S B -nto, c naneado
para substituil-o o eidndo Ciriolano de Paiva e
Mello
Tenotmrsirle de Faiteada- Por ter
hbntem deixado o exercicio do lugar de inspect ir
da Tbnsiuraria o Sr. commandador Joaqiim An-
tonio Vaaquas, aasumio eese ex-reicio o Sr.tMan .el
Autonio Cardoso, digno contador da mesma The-
souraria.
AooVixsrn asieetnria dirrio o Sr. commen
dador Vasqoes ao seu substituto o seguinte officio
que muito honra aos emproga ios daqaella repar-
tioo :
Thesouraria de Fasenda ce Pernambuco, 23
de Agosto de lfif?7.N. t3i. Illm. Sr.Tendo
siJ i aposencado, a pedido, par decreto de 18 do
correte, coa forme communicaci) que recebi.aeaim
o comcauoico a V. S. para que se sirva de aseu-
mir a diraeco da raparticao. Ao deixar o ejer-
cicio, me grato testemunhar a V. S. os m-us
agra4ecim?nto3 pela Jealdade selo que manifes-
tou no desempenho de suas fu iccoes, assim como
a tod)s os empregados das < i versas necees da
rop .rucio pola oa ventada e diligencia co n que
executarara os diversos trabaib;s de qne foram in
eumbidos.
Curta foi a saiuha estada i frente dista Tiie-
souraria, mas suffieiente para pader can vencer m '
da siaceridadd dos sentimentos que dexo exores-
sados.
D.-us guardo a V. S.~Illm. Sr. Manosl An-
tonio Cardoso, eintador da Taesouraria de Faz--n-
da destn provincia.O inspae'or, Joaquim Antonio
Vasques .
Presidente de tioyma Deve boje chegar
do norte.no paquete nacional Pernaatoseo, oxm.
Sr. Or. Fulgencio Firmin Snnea, ltimamente
aomeado presidente da provincia de G.iyas.
8. Exc., durante o tempo que se demorar aqu o
paquete, ser encontrad o na cana de seu amigo, o
*r. ea>,)it) Maaoel do Nasoimsato Cesar Burla-
snaqui.
Air danier-Assim se intitula urna linda
sausKta para piano, qae acaba de publicar o esta-
belecimeato de msicas do Sr. A. J. de Ase-
vedo.
Agradecemos a offerta que nos fax de nm
exempkar.
1 sBepabllestDistribuanse hontem o n. 2
esta revista quinsenal do Centro Republicano de
Pernambuco.
PartoOs I adroes aproveitarnra-se durante a
madrugada de hontem de um descuide dos famu -
los do Sr. Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro, que
reside rna da Vaio n 33 A, para Ibe faserem
urna visita.
Tendo ficads aberta urna janelia do pavimento
terreo da reincida casa, por ella penetrsram ss
e'y'u* e ubtrabiram de diversos movis, que esta-
vam abertas tambem, oitenta mil res em diaheiro
e diversas joias, caleulaudo-su tude em cerca de
8004.
Nao hauvs arrombameoto e ncm os ladroes fo-
ram presentidas pela familia, que dorma uo 1
andar.
He. Commeodador lasques-Dei-
xou hontem o exercicio do lugar de inspector da
Thesouraria de Fasenda, o Sr. commeodador am-
qoim Aotooio VaBques, por ter sido aposentado
por decreto de 18 do corrate, segundo oommum-
cacio telegra hica rec-.-bida.
Hontem mesmo segu>o no vapor francs Ville
de Cear, com sua Exma. familia com destino ao
Rio de Janeiro e d'alli partir para o Rio Grande
do Sul, sua provincia natal.
0 Sr. coinmendador Vasquee, durante o pouco
tempo em que estove nesta provincia, dirigindo a
nossa mais importante repartico de Fasenda,
mostrou-se um funecionario activo, intelligente e
cuidadoso do sea-vico publico e ao mesmo tempo um
cavalheiro estimavel.
Miitos amigos e collegas concorreram ao seu
embarque, onde fizeram-lhe as ultimas despedi-
das
Desejamos-lhe e a sua Exma. familia prospera
viagem.
iior nacional PernambucoTen-
do deixado hontem o porto da Parabyba, deve
amanhecer boje no nesso.
Seguir h.-je mesmo, s 6 horas da tarde, para
os prtos do sul
1 tu prense estr stnsresraDe Pariz rece-
bemos hontem as segnintes publicacoea :
Beoue du Monde Latn, 1 tomo deste mes, sen-
do este o aummsrio :
I. Le conclave de Venise et le concordat frail-
eis (1799-1801), par M. le comte de Barral.
II Enseignement Mutuel (uouvelle), par M.
Francois de Carel.
III. Un Jourualiste au XVI Sicle : Lirtin,
par M. Lefvro Saiat-Ogan.
IV. La Littrature et la Rvolutiou de 1830,
par M. Charits Gidel.
V. L'Electricte en 1887 : Tlgraphes et T-
lphoues, par M. A. Berget.
VI. Variets : I. Pros d'Un Berceau, posiej
par M. H. Buffenoir.2 Simple Point d'Iuterro-
gation au 8ujet du Mol Huguenot, par M. Adrien
de Barral.
Vil r'olitique et diplomatie.Bulletin mensucl,
par M. le comte de Barral.
VIH. Le Monde Fioancier. par M. X...
IX. Thatres et Concerts, par M. de St Geor-
ges.
X. Bibliograpliie.
Le Bresil, cerreio da America do Sul, n. 162,
sendo este o seu bu omano :
Tlgrammes. L'Empereur Uom Podro II et
aa potinque.Le Brsil. Notre conrrier de Rio
de Janeiro. (Correapondaoee particuliere). Eebos
de parlout. Los Bauques d'mission.X. Plata
et Pacifique. Nouvt-lles des provnoos : San-
Paulo, Pernambuco, Ciar, Paran, Goyas. Re-
vue comn reale. D. Noel. Kevue financire.
M luvemen' man time.
Aevue Sad Americaine, n. VJ2 quinza ario que
est m ti" auno. E.s o suinmari) :
La politiqueeon -ni in Internationale des paya
latina du Nouveau M nd, l'Euripe vis-a-vis de
l'Amcnqu par P. 8 Lamas, page 25Aux mi-
grauts pour la Kpublique Argentino, par Lois
liuilaine, page 2o.La Prease Brsilienne et la
rWpubliqu- Argentino, a l'occaeion de l'anniver-
Baire de l'Indpendance Argentiae, page 28.Un
jogement sur dom Pedro II, paga 2t L'mission
du caual de Panam, par Louis Guilaine, page
29.Une prface an paya des Pampas, biogropaie
de l'auteur D. Mariano A. Pellias., page 30.Les
travaux d'embellissement de la ville de Buenos-
Ayres, page 32. furrier d'Amnque, pa^e 3.
Revue eonomique page 87. Revue finaocire,
pago 42.Bibliographie, page 46. Annouces,
page 47Circu'airu, page 46.
Hevitta de Med cia e Pkaamata, n. 1 do 2* an-
no, a ndo este o seu aommano :
Bcietiin.A ex'enuaoo intellnetnal e a hygie-
nc escolar A obrigatortedade .Je vacinaco na
cmara dos eommuas. (Ingla erra). Osear de
Araujo.
Trabalhss originaos. Considersooes geraes so-
bra os ce mitanes. Osear de Araujo.
Casos clnicos. -Catarata lenticular molle por
traumatismo no oleo direito eom synechia e amol-
lecimento incipiente do vitreo (fynchyse), kerati-
te vascular o tractoma, tracoma e catarata le -ti-
anlar do olho eaquerdo; cura. Dr. Jos Gastaldo
Pontabella.
Sociedade francesa de ophtalmologia.Catara-
ta naphtaliuea. A opbtalmotumia posterior no
glaucoraa. Tratamento cirurgio do glaucoma
mediante a creacio de urna fstula conjanctival.
Aeepsia ocular. .Sobre a etiologa da k-.ratite.in-
t-.stieial. Modo de notar o astigmatismo. A. Ga-
viln.
Sociedade medica doshispitaes d-Pariz.Seia-
tica f> usta. Ileur aia purulenta consecutiva s
d-terminacoes pulmonares do catarrho epidmico
Silvio de S Vale.
S.ciedaJe da siru'ga de Pariz.Valor prog-
nos'ic d> r-M-xo teimos) nos diabticos. Su
tura ossea pratiead.t eom um fragmento de tibia
de vitello. Kystos nydatico3 intraperitunaaca.
ilvio de S Valle.
Revista ds jomaos m'dices.Tratam-nto da
blennorrhagia ohronica. Anatnnia tep i .-rophica
dieapa^) somilon-ir de Trauhe A antipyrina
- in iujecces subcutnea com sucedneo da mor
ahina.
Bibliographia.
F ruiul .rio.
\ viciarlo.
lutormacoes uteis.
H. Liiurenro de MalteEuvinram-nos o
seguinte :
Chame attenjo do Sr. fiscal, para a grande
quantil-.de de caes, cabras, pircos o carneiroa
mordidos hontem p r um cao hydropbobico que
undeu d -raute o dia > las ras desta povoac) ;
paveando ser .ste logar mais cercado de cria-
cl->, que municipio da capital! Eatamos sujeito
a ni.) puderm is sabir, logo que deseuvolver-se o
mal uestes animaes.
. O fjr alase I, cumpra mais as posturas, deixau-
do de parte s condecedcncias para com ts ami-
gos v.
' Paquete Inglez Procedente da Europa,
chegou hontem o vapir ns?lez Tagua que hon-
tem mesmo depois da demora do costume seguio
para o sul
ClsestedaDe Lonlree, onde ss acbava, che-
gou hontem a esta ci-1 ie no paquete inglez o
Sr. Dr. oaquim N-ibuco. candidato a deputaco
geral pelo 1- diatrteto deata capital, na eleico a
que se proceder no dia 14 de Sctembro prxi-
mo
Os seus ara'goa assistiram ao bou desembirque
oa prac do Commercio e acorapaobarain-n'o at
ra do Imperador em frente ao escriptorio da
redaccao da Provincia d'onde foram pronan-
ciados alguna discurs is.
MerlnhVmDesta villa escrevem-nos o
seguinte em 22 d-ste inezj
Prineipiarui palo invern que este anno tem
ido aiem do que era desejado, pois os agricultores
se achara todos atrasados em su^s plautafoes pus
o tempo da ol'n -ita ili -s bate a porta, e as var-
seas que se achara encharcadas, elles anda nem
seslssass rucar.
Por esta razio ae n te:n feito seutir anda
a falta de trabuhal.res, mas ha granle acacez
delles, o que de alguraa sorte, tem augmentado o
o deaanimo d-iqueem geral se vo pissu'ndo os
agricultores, pos .jue ao raros oa que teem bracea
em numero a.nieionto s su is neceasi.la les.
E, com effeit i utravessa a n-sasa gran le laven
ra a .un i urna qualra uiliicimi e t.da ebea
de apprehen=oes.
abilicioniam exagerado por sis princi-
piou a gerar-a ense, trazendo comsigo um gran i
cortejo de bmIs que por ora nao onvem descrever
mas, j a perda do capital que, para o agricultor
representara os seus escravos ; o depreeiamento
pela m-'tade do valor dos engeahos, aearrotam a
falta de crdito, e tud) ist i aggravado com a baixa
dos pre .os do assucar, pr-; s que actualmente,
nao .tttingein as despezaa de pl uitacao e fabrico,
cada dia n-aia ouerad-s com a terrivel luilosti* da
preciosa grammin-'a.
A -.-ste coajuucto de cireumstancias aggregue
so a alta dos precos de todo3 os gneros de aeu
imprescindivel c insumo, taes como a ferragem,
que, apesar da subida do cambio, nemais baixoo
de certo tempo a esta parte; o xwque, e c .rao e. u
sequencia, o bacalao ; a propria cal do paz por
precos nunca vistos,etc. etc., tudoisto a um mesmo
tempo, nao poda deixai de pioduzir o desequili-
brio que, infelizmente, j patente e que arrojar
por trra o grande edificio da lavoura, se o brsc>
patritico do governo, o nao amparar emquanto
tempo,
E nao nos btsta smeate a snppresso de
toloa os impoatos de exportae* sobre o asauear.
Urg i que se facam tratados de eommmercio com
aquellas naeoes onde as tarifas aduaneiras sao por
assim dizer, prohibitivas entrada daquelle genero.
SenJo a la/iura com certeza, a nica indus
tria explorada neste paz, sendo della que tira o
estado toda t sua seiva, de vera ser por este, aera
pre encarada eom olhos paternaes
Ao em vez dessas estradas de ferro por deser-
tas e ridos sertes, em que, parece, s furam at-
tendidos interesses particulares, bonvessem os
iio3s>8 g .vernos estabelecido bancos agrcolas de
crdito real, onde quer que fossem necessarios,
e todas essas medidas de progresso que tasem as
questes do dia, vriam por si mesmas, pela ordem
natural das cousas.
Vas que, a analyse sobre a lovoura ia ultra-
passando os limites de urna aissiva doalieia !
O 008S9 estado sanitario conserva-se bom ;
tmente aa praias naa epocbaa do invern eo
acommettidas de sezoes que de preferencia atacara
a classe desvalida.
a Man'em-se em paz este termo, apenas desper-
tada a coriosidade publica p?r conflictos do juris-
dico, algumas vezes suscitados entre os diversos
delegados e subdelegados de polica, pois nao ep-
atante ser talvez o mais pequeo em territorioe po-
pule cao pacifica, tem duas delegadas e duplicadas
subdelegadas mas quasi sempre acephalas, e um
s destacamento em -cinstante ocio e n'uma bal-
burdia sobre cumpr.mento de ordena : um delega-
do prohibe a salude de pracas, outro por sua vez
i rapo! igual restrico e por isso cantara os solda-
dos ao s un da classica viola, aquel les versos muito
conhecidos Parto ; nao aei se parto,Fico
nao sei s; fico etc.*
Era conveneaiente que, nesta parte volvesse
mos ao antigo estado : urna delegacia e duas sub-
delegadas.
< O foro, como no geral, apatbico ; a nao seren
algumas execuco?s por dividas nao teamos o
prazer de apreciar libellose interlocutores que
muito honrara seus autores.
Rassutnio o exercicio de seu esrgo o Dr.
juiz municipal.
O Espino Fldnlajo Consta nos que o
Congresso Dramtico Beueficente, pretende rea-
lisar brevemente um espectculo em beneficio dos
respectivos cofres, levando sceoa o apparatoso
drama em 5 actos, intitulado O Espio Fidal-
go que, ba da.- annos, foi representado nesta ci-
dade.
Precos de claqueLemoa em um livro
publicado em Pr.z a seguinte tarifa dos precos
estabulecidos para a claque ao servico dos tbeatros
d'aquella capital ,
Francos
Um applauso commum 5
Um applauso e'.tbusiasta 15
Um applauso insistente 20
Tr s salvas consecutivas 25
Urna ch imada scena 25
Chamadas illimitadas 50
Signaos de honra 5
Murmurios de espanto como se faiteasen!
f reas para app'audir 15
Sol" eos prolongados seguidos de applau-
sos no fiaal de urna scena de assassi-
oato 12,50
II i &
Urna gargalhada 10,50
As exoiamacoes! Ah Velhacol Que
chiste s-'gundo as casas 15
As axclamacOds Divino! Sublime !
P.rtentoso! 80
As phrases que tem de ser pronunciadas t-
bida dos tbeatros ou doa pasae os, por exemplo :
Que conjuncto! Que magnifica eompauhia i
Nio ha empresario como F... etc., precs con-
vncionaes
O ai ti oso passs;elre>Fallecen ha p neo,
oos Etadoe-Uuidos, toado 98 annos, e Dr. Wd
liam Perry, que era o uoico aobrevivente dos 50
passageiros, que fiserain no J7esdes a viagem de
experiencia do primeiro vapor construido por R.
Fulton.
,.-il*naEfiectuar-se-nao:
- H.je:
Pelo agente Brito, as 10 1/2 horas, roa Pedro
Affonso a 43, de fasendas, armadlo, piano e oatros
muitos objectos.
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, roa do Mar-
ques de Olmda, de 7 Dsrrioas coa cerveja.
Assanb :
Pelo agente Pinto, aa 11 h iras, rea do Mar-
ques de Olinda n. 52, do movis, pianos, ote.
Pelo age-ste Modesto Baptists, s 11 horas,
a ra do Bario da Victoria n. 24, de 1 cofre,
pianos, movtii, eto.
S-xta feira:
Pelo agente Gusmo, s 11. horas, a ra do
Mrquez de Ouoda n. 19, de predios.
asis-ovN onebrea -6erao celebradas:
Iloje :
A's 8 boras, na igrej* da Madre de Deus, pela
a'ma do acadmico Fernando Pedro das Nevs.
Amanh :
A's 8 horas na matriz de S. Jos, pela alma de
D. Anua Ferreira de Brito Macado; s 7 horas,
ua matriz de 8. Jos, pola alma de D. Julia Adc-
Ude da Silva Ramus.
Peasas;elrosChegudos da Europa no va-
por iagl-z Tagut:
Joaquim Pacheco la Silva, Jos Lsdais, Br-ny
-itassrt, Dr. oaquim A. Nubuao de Araujo, Pat
Gaumir. M. Carn.ti, Praneiaco i.drigues, Nicols
Drmiuguez, Luiz Caldns y Cruz, Charla Meno, W.
Ricbnnoud e George Wator.
Sahidos para o sul no mesmo vapor :
Manoel Jos de Campos, Richard Jones e Jos
Ferreira Simo-s
Chegadoa da Parabyba ne vapor inglez Afer-
Joao da Silva Nevea, Jo.' Holmes, Antonio
-oares de Pmho Jnior e Candido Soares de Pinho.
Sahidos para o sul uo vapor fraucez Ville dt
Cear :
Ju8 Paulino Marques Jnior, L. P. G. Cha-
briea, ominendador Joaquim Antouio Vaeques
sua senhora, 2 fi-hos e 2 creadas, Francisco G*.
Q leiroz, Mar Eplugat y Borras e Eugeni Go-
thari,
Uewiioea sociaes lia hoje as segiua-
tes :
Do Club Cuinmercial Euterpe, s 7 horas da
nmte. em asaembla geral, para eleico de alguna
fuuccionanoa, em substituidlo de outros que nao
accitaram os cargos para que tinban sido elei-
tos.
Da Associaco Beneficente dos Empregados
Geraes da Fazenda, em sua sede provisoria rua
das Larangeiraa n. 12, Io andar, afira de tratar da
2 e 3 discussao dea respectivos estatutos.
isirevlorta mus toras ae coasersa-
ctio dos porto*loletim meteorslogieo do
lia 22 d- Ag. stode 1887:
V
S?o
doras o a -a
B O 60
-a H
H
6 m. 23ol
9 22a6
12 24" -2
3 t. 230
6 3--3
-- -S
Barmetro a Toaso 1
Oo do vapor j
19,35 a
761-42 91
U2">* 18,76 91
762">5l 19,50 85
7t0'97 1,76 91
76l'i>74 18,74 87
remperatora mxima26",75,
Dita mnima2,50.
ivapirayo em 21 boies ar> sol: 1",4 ; som-
ire: lm,4
Chava29m,5.
OireceSo ao vento : SEe EE, com interrupeo
Je 61 minaCos E, de meia uete n< 12 niatos da
tari ; E e ESE at 2 horas e 11 minutos ESE va-
n a- -i entre SE e E, at 6 horas e 42 minutos ; SE
c ESE at meia noite.
Ve.ocidade media do vasto : 3m,4l por segundo.
NcbuiosiJade modia: 0,91.
B-ile'm do porto
la. 1 s Dia 22 de Agosto a m 2 de Agosto Horas Altura
3. sf. P. M. B. M. 1 7 da tarde 7 6 143 da manila 0,"i3i 2,>c0 0,"5iJ
casa de UeieoeaoMovimento dos pre-
sos da Casa de Deteuco do Recite no dia 22 de
Agosto de 1887 :
Exisliam 369 ; eutraram 11 ; sabiram 8 ; exis-
tem 372.
A saber :
Nacionaes 339 ; mulherea 17 ; estrangeiros 10 ;
escravos sentenciados 4 ; dem processado 1 ;
idem de eorrecco 1Teta! 372.
Arralados 339, sendo :
Bons 315 ; doentes 24.Total 338.
Movimento da eufermaria :
Tiveram baixa:
.los Mansinho do Nascimento.
Joo Epiphaun Ferreira da Costa.
Teve alta :
Manoel Pereira dos Santos.
Loteras diversasA asa Felis, de A.
A. dos Santos Porto, na praca da Independencia
ns. 37 e 39, tem a venda os bilhetes das seguiotes
loteras :
Espirito-Santo : A 5a parte da 3 lotera,
cujo premio grande do 50:0004000, pelo novo
plano, se extrahir no dia 26 do correte impre-
tenvelmente.
Saota-Catharina: A 1" parte da 2 lotera
cujo premio grande de 50:000 ser extrahida
bievemente.
Cear : premio grande 250:000*000 se ex-
trahir no dia, 29 do correte, impreterivel-
mente.
Alagis: A 3.* parte da 19. lotera, pelo
mvo plano, cujo premio grande de 4":000000,
ser extrahida araanh 25 d) crrente, ao meio
dia, impreterivelmente.
Provincia: A 9 lo'eria, pelo novo plano,
cujo premio grande 12:000 jOO, ae extrahir
irapret rivelmeute hoje 24 do corrente, s 2
h iras da tarde em beneficio da Santa Casa d
Misericordia do Recife.
Parabyba: premio grande 20:0001000 se
extrahir boje 24 do corrente, s 3 boras da
tarde.
slbeles de loterasEm mao do agen-
te Beruardino Lipes Alhero acham se a venda os
bilhetes das seguiotes loteras :
Do Esplrlto-Sanio : A 5*parte da 3 lote-
ra, cujo premio grande e de 50:000*, pelo nove
plano, ser ext. abida no dia 26 do corrente, im-
preteri ve'mente.
De Sania Catharlna : A 1' parte da 2
lotera com um importante plano, cujo premie
grande de 50:000*000, ser extrahida quands
for annnnciada.
Do Cear : com nm importante plano, cujs
premio grande de 250:000*000, eer exfrahida
oo dia 29 do corrente, seguuda-feira, impreteri-
velmente.
Da pro smela : A 9' lotera, pelo novo pla-
no cujo nremio grande de 12:000*000, em bene-
ficio da Santa Casa de Misericordia, ser extrahida
impreterivelmente boje 24 do corrente, s 2
horas da tarde.
De tlsxoasi A 3.a parte da 19. lotera,
pelo novo plano, cujo premio grande de........
40:000*000, ser extrahida amanh 25 do corren-
te, (quinta-feira), s 12 horas da maob, impre-
terivelmente.
Da Parabyba : sendo o premio grande de
20:000*000: ser extrahiia boje 24 de Agosta
(quarta-feira) s 3 horas da tarde, impreterivel-
mente.
lo liro-Par : A 1'parto da 12* lotera,
pelo uo"o plano, cujo premio grande de lOOOOO*
ser extrahida hoje 24 do corrento, impreteri-
velmente.
Lotera da B>ro*ixscla-A 9 lotera pela
nov-i ploo, cujo premio grande de 12:000*000.
ra beneficio da Sania de Misericordia do Recife,
se extrahir impreterivelmente hoje 24 da
corrente, s 2 horas da tarde, no consistorio da
igieja de Nossa Senhora da Coacciono dos Milita-
res.
No mesmo consisrorio estarlo expostas as ur-
nas as eapberas a apreciadlo do publico.
Os bilbet.-s garantidos acham-se venda na
Casa Kelis na pr.ea da Independencia as. 37
oS9.
Tambem acham se venda na Casa da Porta-
oaa ra Primeiro de Maryo a. 23 de Mariis F.u-
sa* C.
Asaiei eoao na Cesa d Or- aa-ia do Bars
da Victoria n. 40 de Joo Joaquim oa Costa
Leite e oa Boda de Fortuno, na me Larga do Ro-
sario n. SS.
botera de asa Cslhsrlss Ksta
lote-ia, coas nm importante plano, cojo premio
grande 6 de 6OHXMMN00, ser eitraeide mande
for annunciada.
Os biloeteaaoham-oe venda aa Casa da Porta-
aa ra Primeiro de Mareo n. 83, Martina
r*iusa C.
botera da prosistela do Parama
A lotera danta pcoviseia,pelo aovo plano, ee-
.
I

1
;
-

PWfflttl
i




Diario de Pernarobaco^yarU-ieira 24 de Agosto de 1887
3
jo pn .i do 12:000^000, se exlrahir I f|De TaquaretingaApp-llaute o jai, appslla-
*
no da 30 deAg'sto.
liilfcotH veo Un Casa da Fortuna, ra
Primeiro de Mareo numero 23, de Martin Fiu
sa & C.
IoeHa do CearEsta acreditada lote
ria sujo premio uwior do 250:000*000 sera ec-
trabida luipreteiivelmeote no da 29 do corrente
(segunda feira).
Oa bihetea aeham-se a venda na Casa da For-
tuna ra Ftimeiro de Marco n. 23 de Martina
Fiuaa & C.
Molerla de alaieoaiA 3.a parte da 19*
lotera, pelo novo piano, cujo premc grande de
40:000Oi)0 ser extrahida amauh 25 do corrente
(quinta feira) as 12 horas da manh, impreterivel-
mente.
Oa bilhetes acham-se venda na Caaa da Por-
tuna ra Prim-iiro de Marco n. 23, de Martina
Fitua & C.
Lotera da Parabybaasta lobera cajo
premio graudo de 20:OX)*030 aera extrahida
hoje 21 de Agosto (quaria-feira) :' s 3 horas da
tarde.
Oa bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna rua Primeiro de Marco n. 2, de Martins
Fiuaa eC.
Lotera do rao-Para Al* parte da
12* lotera Uesta provincia, pelo novo piano, cujo
premio grande 100:000*000, ser extrahida
hoja 24 do corrate (qu arta-fe ira) i inpreter vei-
ntn te.
Os bilhetos achuin-se venda na Casa da For-
. tuna ra Primeiro de Marco n. 23, de Martins
Fiuza & C.
Lotera do Espirito MantoA 5a par-
te da 3" lotera desta provincia cujo premio gran-
de 50:000*000 ser extrahida no dia 26 de
Agosto.
s bilhetes acham-se venda na Casa da For
tana roa Primeiro de Marco n. 23 Martin Piu-
sa & C.
Cecaiterio PublicoObituario do dia 20
de Agosto:
Anna Kaquel Macedo de Barros, Pernambuco,
30 annos, casada, Ba-Vista ; febre paludosa ty-
phoyda.
Mana, Pernambuco, 7 dias, Ba-Vista; ttano
dos recemnascidos.
Sopbia, Pernambuco, 1 auno, B i-Vista ; en-
tente ebronica.
Joe Gomes da Silva, Pernambuco, 48 annos,
aolteiro, Boa Vista; pneumona aguda.
Alvaro Mara de Carvalno, Portugal, 35 anuos,
solteiro. Ba-Vista; beriberi.
Manoel, Pernambuco, 4 meses, Ba-Vista ; COn-
VuU '8.
Joviniano Jos de Barros, Pernambuco, 71 an-
nos, solteiro, Ba-Vista ; ascite.
Manoel, Pernambuco, 1 h>ra, Graj; fraques*
congenita.
- 21 -
Maria Florinda do Espirito Santo, Babia, 40
annos, casada, Ba-Vista : insuficiencia mitra).
Eulalia, Peinambuco, 1 unno, Boa Vista; con-
vulsocs.
Francisca das Chigae, Pernambuco, 60 annos,
viuva, S. Jos; leio eardiac.
Joio Pi rapare a, Pernambuco. 70 annos, casado,
Ba-Vista; cistite prostatica.
Amaro Jos Antonio, Pernambuco, 60 annos,
solteiro, Ba-Vista ; leso cardiaca.
Maria Jos de Mello, Pernambuco, 25 annos,
solteira, Boa-Vista ; ulcera syphilitica.
22 -
Fcliciaui Rosa Reg) oelho, Sergipe, 28 annos,
casada, Ba-Vista; tubrculos puimon tres.
Josepha .a Costa Bez-rra, Rio Grande do
Norte, 25 annos, soltura, Sauto Amonio ; tubr-
culos pulmonares.
Jos Francisco da Costa, Pernambuco, 10 au-
nes, solteiro, Santo Antonio ; cirrhose heptica.
Alfredo, Peraambuco, 6 meses, Recite ; bron-
cbite.
Bibiana Maria da Conceico, Pernambuco, 20
annoi, solteira, Graca; dyarrha.
Luis, Peauambuco, 7 annas, Belm.
Manoel Andr Soares, Pernambuco, 27 aunoa,
solteiro, S. Jos : bronchite chronica.
Joo Baptista Patro, Pernambuco, 27 annos,
solteiro, S. Jos; febre palustre typboida.
Roque Antonio da Silva, Pernambuco, 87 annos,
solteiro, Boj Vista; iniufficiencia artica.
Agutda Maria da Conceico, Pernambuco, 2b
annos, solteira, Boa -Vista; tubrculos pulmo-
nares.
Laurentino L-ite. Pernambuco, 25 annos, ca-1
gado, Ha-Vista ; hernia estrangulada.
lRita, Pernambuco, 60 annos, solteira, Bi- |
Vista; dyarrha.
do Jos Claudino dos Santos.
De Macei -Appellanteo promotor publico, ap-
pellado Elias Ribeiro dos Haotot.
Appellacio civel
De PanellasAppellante o collector das rendas
geraes, appellado Manoel Joio de Sousa, leohor
de Lau rindo.
Coniicto de jurisdiccio
Entre os juizes dedireito da provedoria e dos
feitos da fasenda do Recite.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr.
desembargador '"avares de Vasconcellos :
Appellaco commercial
De PalmaresAppellantes Manoel Antonio de
Loio e outro, appellaio Candido Alves de Farias.
Do Sr. desembargador Tavares de Vasconcellos
ao Sr. conaelheiro Queiroz Barros :
Apoollacao crime
De Alaga do Monteiro Appellante o juizo,
appellado Jos Pedro Coutinho.
DILIGENCIAS
Mandou se ouvir o Sr. desembargador promotor
da justica nos s -giintes feitos :
Appellacoes crinjes
Do Recifo Appellantes o promotor publico,
Francisca Cardse Leal e outros, appeilados Hen-
rque Fi-nvir i Pontes e a justica.
(Jom vista s partes :
Appeliaco civel
Do R 'cifeAppellante Seriphim Antonio Ro-
drigues Gumaries, appellados os menores Anto-
nio Dias Gumaries, filhes de Monoel Dias Coelbo.
DI8TR1BUICOKS
Recurso crime
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrado :
Do MamanguapeHecorrente o juiso, -acorri-
do Joo Baptista Cavalcante de Albuquerque.
Aggravos de peticio
Ao Sr. dse noargador Mouteiro de Andrade :
Dr ReeifeAggravante Fabio de Albuquerque
Gama, aggravado o juizo dos feitos da fasends.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Do KecifeAggravante Jos Krause, agra-
vado o juis i de ausentes.
Appellacoes crimes
Ao Sr. conaelheiro Queiroz Barros :
Do ReeifeAppellante Augusto Moreira da
Silva, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Da Imperatris Appellunte o juizo, appellado
Arthur de Siqueira.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
De Caruar Appellante o juiso, appellado
Joaquim Bernardo da Crus.
Appellacoes civeis
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Do loga -Apoellante o ju.so, appellada D. Be- d(j ^
ranisia Mana Umbelina da Conceico, aenhora I r v.n,aeiB ,eoo
da escrava Cordolina.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Da villa do CondeAppellante o juizo, appel-
lada D. Clara Gomes P--reir, senhora dos escra-
vos Bellanuiuo, sua mulher Alexandrina e seus
cinco fihos.
Encerrou-se a sesso as 2 horas e 10 minutos
da tarde.
o ensejo para defender-se, o invcaudo o a u pro-
pasa testemuubo, nao vejo justo motivo pira aqu lia
reparo.
.da esta explisaclo, d encastrare i que asseva-
rei urna verdade, alBnnand i, ao contrario do q ie
se escreveu na minuta doa.'gravo, que nao bouv
despacho comminaudo p-n de prisio ao meu con-
stituate, nem o julgaineoto della por sentenca, "it
que o Sr. Lacer la, d.-pois de intimado, tivesse ag-
gravado para o Dr. juiz de direito.
Quanto a esaa a-isevoracJo, diz o Sr. Dr. Jos
miiiigos que aou o primeiro a sonfessar n'aqoelle
meu artigo, e en toda a evidencia do typo itlico,
que o D.-. Barros de Lteerda fra intimido par,
no praao do 3 dias esob as penas da lei, consigasr
em juiso a qmntia do 47.-00 >*000, importancia do
immove1 que Ihe tora adju licado.
Em vista dessas paUvras, oacluio S. S. que a
ie-priso foi camminada por despacho, sein ap-r-
ueber-se do engao em que laboro, nao obstante
ser manifest.
Ai tes de tudo, convm notar que a expropriacao
a nica peua commimda pela lei ao adquirente
do immovel que nao ren>ir a bypotheca que o oneut.
Consciente desta verdade, e ignoraudo a existan-
ia de quilgu-T decisSo, do immovel em que^to, submetti despaoho o ro-
quenmeuto de que. fallei no artigo anterior, de-
clarando que meo constituate nao quena remir o
bem, e subjeitava-ee expropriac&o, protestando
todava discutir em lempo a preferencia que a
sentenca exequenda tinha reselvado.
N2o teudo sido attendido, interpus o recurso de
aggravo, deeidido pela aeutunca que publiquei, e
onde, do mesmo modo que na minuta do aggravo,
nao se tratou absolutamente de pena de priado.
Para demonstrar que nao tive sciencia da rn-
terlocutoria que ordenou a adjudicado, publico
em seguida urna certido em que se declara que
a referida sentenca nofoi intimada e, bem que se
perguatasse quaes as raides que determinaran!
essa taita, oficiosamente accrescentou-sa por nao
ter o Dr. Barros de Lacerda procurador constituido
nos autos, que fosse morador no tormo ; defesa
esta, ateta de extempornea, completamente impro-
cedente ; porquanto a execucio esta va susp asa,
havia mais de 2 anuos, e nio era licito cootinual-a
sem citaco pessoal do adquirente, que, per torca
do julgado, passou a figurar no processo como
executado.
Nao poda eu, pois, presumir que existase seme-
Ihante sentenca que, nao tendo sido intimada ao Dr.
Barros de Lacerda, nenbumetTeito produzia contra
lie, conforme alleguei na minuta do aggravo, qu
nesta parte nio foi contestada pelo juiz, quando
d>:lle tomn conbeciuoento. Por esie motivo limt-
tei-me a discutir simplesmcate a questio da pre-
ferencia sem cogitar de modo algam da supposta
INDICAQOES OTIS
CHRONICA JUDICIARIA
Tribunal da Rela^o
SESSO ORDINARIA EM 23 DE AGOSTO
DE 1887
PRESIDENCIA DO EXM. SB. CON8KLHEIBO
QDISTISO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
A's horas do costume, presentes os Srs. desem
bargadores em nume.-o legal, foi a berta a sessio,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e pasnados oa feitos derau-se os
seguintes
JULSASIENTOS
Habeas Corpus
Pacientes :
O. Antonia de Hol'anda Cavalcante de Albu-
querque.tlandu-se ouvir as autoridades judi-
ciarits de Pao d'Alho o o juiz de direito da co-
marca de Jaboatio, contra o vote dj Sr. desem-
bargador Tavares de Vasconcellos.
D. Hermelinda de Barros Cavalcinte Man-
dou-se ouvir o juiz municipal de Pao d'Alho e o
juiz de direito de Jaboato, contra oa votos dos
Srs. conaelheiro presidente e desembargador Ta-
vares de Vasconcellos.
Aggravos de petico
Do ReeifeAggravantes Alian Patersan & C,
aggravados Temporal He, Filhos. Relator o Sr.
desembargador Buarqao Lima. Adjuntos os Srs.
deaembargidores Deliino Cavalcante s Pires Gon-
calvesSegou-se provimeuto, unnimemente.
Do commercio do ReeifeAggravante The Cen-
tral Sug ir Faetories, aggravados o visconde de
Campo Alegre e outros. Relator o Sr. desembar-
gador Pires Ferreira Adjuntos os Srs. desem-
barga lores Buarque Lima e Monteiro de Andra-
de.Negou-Be provimento ao aggravo, unnime-
mente.
PA88AOEN8
Do Sr. desembargador Buarque Lima ao Sr.
desembarcador Toscano Barreto :
Appellaco crime
Da Palmeira dos Indios A|ipllante o juiso,
appellado Manool Limerra da Silva.
Appellaco civel
Do ReeifeAppellante D Felisarda Maria da
(", Miceico, appellada Mana Rita da Conceioio.
Do Sr. desembargador Toscano Barreto ao Sr.
rJesembirgador Delfioo Cavalcante :
Conflicto de iuriaiiccao
Bntre os juizss de direito do 2* e Io districtos
criminaes do R cife.
Appellaco crime
Do Bom Conseltio Appellante o juiso, appel-
lado Antonio Luz di Silva.
Appellaco civel
De Porto Calvo ~ Appellante Jos Norberto
Castello Braoco, appellido Jos Antonio Fernlu-
des Fradique.
I- Do Sr. desembargador Delfino Cavalcante ao
Sr. desembargador Pires Ferreira :
Appellaco crimo
Do LimoeiroAppOI'KI u prOUtotbr publico
e Joaquim de Albuquerque Gandra, appellados
Joto Kirboaa da Silv e outros.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr
deserabaigador Monteiro de Andrade :
Appellac -a crimes
De Bin'in 'ir i-Appellante o juizo, appellados
Joi Januano M lotfciro e outros
De CimbresAppll-ut- Lonardo Alves de
fjqneira, apjelladi ajus'ici.
)o Sr. dejembirgador Mo.iteiro de Andrade ao
8r. desembargador Alv.s Ribeiro :
Appellaco civel
De TimbabaAopliaut s Dr. tAun>el Xiver
de Moraea e Vaicoueellos o outro3, appeilado o
juizo
O Sr. desembargador Pires Goncal ves, como pro-
cirador da cofa e promotor da justica, deu pa-
recer noa seguintes tritoa :
Appellacoes crimes
Di LimoeiroAppeiliute Foitauato Alves Pi-
nheiro, appellada a justica.
Di Vctor a Appellante o promstor publico,
appclli lo Autonio B^nto de Lima.
Do Br joAppellante o joizo, appella'd Manoel
Felipps Gomes.
Medico*
Dr. Barros Sobrinho d consultas da
meio dia 1 1/2 na na do Bario da Vic-
toria n. 25 por cima da Pnarmacia F.an-
ceza, e das 2 s 4 na ra do Vigario a. 4,
l.o andar*
O Dr. Lobo Moscoso, de volt?, de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conntia no
ozercicio de sua profisaao. Consltaas das
10 s 12 horas da manbS. Especialdides
eperacoes, parto e molestias de sen horas e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr- Barreto Sampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra '> Bario da Victoria, n. 51. Resi
dencia ra Seta de Setembre n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tam o sen consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
I sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia raa do B. do S. Borja n. 25.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manh s 2 da
tarde. Especialidado : molestias e opera-
ooes dos orgaos genito-urinarios do homem
e da mulher.
Dr. Joaquim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, Io
andar, de 12 s 2 da tarde residencia no
Monteiro-
U Or Barro* IJiilolSraes
Pode ser procurado no es^riptorio deste
Diario das 11 horas da manhil s 5 da
tarde, todos os dias.
O Dr. Mi et mudou seu escriptorio de
advocacia para a ra do Duque de Casias
n. 50, 1 andar.
Bachard Antonio Aunes Jacotne Pires'
prega d Pedro II n. 6.
O bacharel Bonifacio de Aragao Faria
Rocha continua a eearregar se, mediante
previo contrato, de questo -s perante os jui-
zes desta cidade e os das comarcas viai-
nhas. Poder ser procurado em seu es-
criptorio ra do Duque de Casias n. 50,
l. andar, das 10 horas da manhS s 3 da
tarde.
ColleRio Speneer
Estabeleuimedto de educacao primaria e
secuudaria em Jaboato, sob a direcyo de
Jos de Olireira Cavalcante.
Drogara
Francisco Monoel da tivj & C, deposi
tarioa de todas ;.s especialidades pharma-
c-*uticas, tintas, drogas, productos cbimi-
cos e medicamentos homeopticos, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
Drogara
Faria Sobrinko & C, droguista por
atacado, ra do Marques de Ouda n. 41.
Herrarla a vapor
Serrara a vapor e officinas de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes do
Capib-rib-' n. 23. Neste grande estabele-
cimento. o primeiro da provincia neste ge-
nero, comprase e veude-se madeiras
de todas as qualidades, serra-se madeiras
de conta alheia, asc,ioi como se preparam
obras de carapina por machinas e por pre-
go sem competencia Pernambuco.
Casa de Moda de J. Baatos- le C.
A ra do Cabug n. 2 B, estabeleci-
mento de modas, encontrarlo so freguezes
grande e variado sortimento de faz^ndas
de seda, 12 e algodo, o que de melbor se
botem nos mercados do Paris e Lyon.
JURISPRUDENCIA
(Jasian jiidi'iaiua
Nao devo ilex a S'> n resposta a contestaoao que
o Sr. Dr. Joa Domingo- opp.-s ao que publiquei
uo Diarii do da 20 do correte, dando ama bre-
ve n .ticia da causa em qui S. S. litiga com o Dr.
li fttrOS de L.cerda.
Principa S. S. nct^odo que a publicaco do
meu artigo c incidi c m a distribuicao do aggra-
vo no Superior Tribunal dtr Relami.
En* c n^-ur* de todo infan-iida ; porquaat',
vindo ioapreaaa, declsrel cim a maior rr*nqo<,su
que desejava^eenficar algum>s preciioes, raen > 9
.XHCta, da minuta do aggravo submettido ao co-
i-beeiuoent; da T ibuaal. e prevenir d'est'arte que
ellas mfliissem na d ciso do recurso.
Si o meu artigo appirecesse no da estique o re
curso tivesse de ser jugado, poieria algnemrJB-
peitar que eu procurara eorpreHenier os juises, e
trustar quaesqoer eiclareimentos ?-r parte do
outro c ,nteudr ; mis, tendo procedido de modo
diverso, proporcionando ao Sr. Dr. JoB Domingos
ugtew ignora que essa pena, como qualquer
outra, deve ser comminada expressamente, segundo
enainam todos os prazistaa, fundados no Ord. de
L. 3 tit. 53 13 ; e que s considerada subsis-
tente depois de expreuamente indicada, e de jul-
gada por sjutenc a comaiuacao.
O Sr. Dr. Jos Domingos, no intuito de provar
que en nao deseonbeeia essa decisio, traoaereveu
urna sentenca do Dr. juiz di direito, julgando o
|:iticimento do praso, assiguado para a cmsigoa-
coem juiso da importancia do inmovel, sob a com-
minacoei legaes; e acresceuta que, estando essa
sentenca nos autos de execucio (fl. 211) que eu
devia tur examinado mais de urna vez, nao poda
ser ignorada por miro.
Depois que o Dr. Barros de Lacerda foi inti-
mado para depositar a mencinala quantia de
47:O0JjOO0, li os autos urna vez somonte, quando
os recebi pura minutar o aggravo de que ha pouco
fallei, o que fiz ligeiramentd pelo limitado tempo
de que dispnz para examinal-os, obrigado, como
esta va, a devolvel-oi para o termo de Ipijuaa,
d'onde vieram e para onde deviam voltar dentro
de vnte e quatro oras.
Acredito que ento nio bavia anda aquelle
despacho, julgando o lancimeato ; mas, admit
tiodo mesmo que j tivesse elle sido preferido,
nio me era licito aggravar desta d-.cso para o
mesmo Juis d'onde ella emauou. Se incontes-
tavel que o aggravo sempre interposto para
Juis de cathegoria superior, como affirma o Sr.
Dr. Jos Domingos que, depois de intimado do
mesmo despacho, interpus o recurso de aggravo
que nio foi prvido pelo Dr. Juiz de Direito ? !
Para provar o contrario, traoscreve S. S. a pe-
ticio em que o solicitador aggravou do despacho
que negou a visti pedida pira embargos de nulli-
dade execucio, a na qual se le o seguinte :
haveodo V. B. indeferido ou denegado a vista
pedida na PBTiflo mnsxi, e mandado expedir
carta precatoria para a prisio.....quer aggra
var ete. -
A FETiflo ahnkxa a quo o solicitador se referi,
era exactamente aquella em que ne requereu vista
para embargoa de nullidade execucio, e cujo la-
deferimento determinou o segundo aggravo no
qual tratei somente, como se v da seateoc
tambem ji publicada, da denegacio da vista para
embargos de nullidade.
Devo com toda a franqunsa declarar que, nio
podeodo es?rever as razoes do aggravo que, p lo
motivo ji referido, deviim se.- apresentadas
dentro de poucas horas, ped a um distincto col-
lega e ami.o, cujo testemunho invocarei, si fr
necessario, que se incubisse desee trabalho, indi-
cando-lhe tio somente, para maior tacilidade, a
especie de que se tratava (denegacio de vista para
embargos execucio), sem examinar os autos,
nem lr mesmo a minuta qus assiguei, certo de
que a questio seria, como foi, discutida proficien-
temente.
Do exposto v-se que nenhum dos dous aggra-
vos, interpostos para o Dr. Juis de Direito, fot de
despacho comminando, ou julgando por senteuca a
comainacio da pena de prisio.
' verdade que, no requerimenti em que n pro-
curador do Dr. Barros de L .cerda aggravou do
despacho denegando a vista para tmbarzos 4
execucio, incidentemente alludio-se precatoria
que se ha va mandado expedir para aquello fia ;
mas, igualmente certo que a interposicio do re-
curso foi s motivada pela denegacio da vista re-
querida, nica materia que se discuti na respec-
tiva minuta, e sobre que versou a decisio.
Anda urna consideracio oceorre-rne adiuzr
sobre este ponto da contestadlo do Sr. Dr. Jos
Domingos. S. S transereveu urna decisio do Dr.
Juis de Direito julganda o laocamento sob as com-
municacoes legaes ; e delia infera a obngacao em
que censtituio o Dr. Barros de Lacerda, de resil-
lar sob aquella pena o deposito de 47:00)>OOJ,
preco em que foi avaliade o immovel, esqueeeo lo
que, se tal decisio tivesse sido intimada, o recurso
seria interposto pira o Sapsrior Tribunal d* kt
lacaa Era indispensavel nio s a intimavio, oom
que se assignasse pr so em audiencia, para ser in-
terposto o competente recurso, ou passar em julg .-
do o lancamento.
Fez se por sentenca essa intimacio ? assignou-
so em audiencia o praso para aquella sentenca
passnr em julgado ?
Em tace des autos de execucio a resposta nao
pode deixar de ser negativa, pois delles se evi-
dencia que o Dr. Barros de Licerda foi apenas
intimado do despacho que Iha ouceleu o praso
do tres das para consignar em juizo a quintil
peddi.
O que se tera praticado na execucio, depois
dessa intimacio, so.prehende a todos quintos co-
nhec;m as les reguladoras do processo.
Para demonstrar as irregularidades all com-
mettidas, basto ponderar que o despacho que r-
denos a adjudicaco o o que julgou o lanciuiento
do praso assignado, que nio sio terminativos do
feito e admittem o recurso do aggravo, foram pro-
feridos pelo Juis de Direito, deveudo sel-u pelo
Juiz Municipal, em vista da Lei n. 2->33 de 20 de
Setembro de 1871, dos Decretos na. 4824 de 22 de
Novembro de 1871 e n. 5647 de 12 de Novembro
de 1873.
lAEsta di8posir,io deve ser entendida de aecordo
com o 3- dos arts. 309 e 315 de mesmo regula-
meato, onde, dep )is de estabelecer-se contra o ad-
quirente a obrigaclo de pagar a diffdreoca entte
o preco da avaliacio e o da alienaeio, se Ib con-
cede a aecio regressi a contra o alienante para
haver smente o exeesao.
Ora, se o adquirente s responsavel por essa
difterenca- e carece de accio para baver do alie-
nmte quantia a ella superior, corno poder ser
conatrangido a responder pela importancia inte-
gral do immovel ?
fc< preciso evitar a nterpreracio absurda que
rosultar do citado art. 312, se prevalescera in-
telngeuea que Iho di o Sr. Dr. Jos Domingos.
Nio conceb vel que a lei, coocedeudo ao ad -
quironte o direito de haver do devedor hyp.the
cirio o excsso que por elle pigou ao crecr, lhu
recusisse a ae^i para lehiver do alienante a to-
tahdade do preco porque Ibe f .i adjudicado o im-
movel, se fosse ccagido a dopoiital-a em juiso.
Eutretanto seria esta a conclusio neeessaria da
doctrina que se teuta inferir do art. 312 Jo re-
gulamento, que a repelle e c indemua em todas
as anas disposicoes.
Quem examinar attentamento o art. 10 da le e
consultar as disposices do reguliineuto evit.r
tao repugaanto absurdo, e conlaecera parleramen-
te o pensamento da legislador.
A lei prescreveu a obrigar;ao de remir a bypo-
jC*' ?uus rei4' 1ue acompauha o immovel para o
poder de quem quer que o adquira, eestatuiono
a:t. 10 o processo pira a remissi), ms seguintes
termos: .0 adquirente notificar ju licialmente,
dentro de triata dias, aoscredores hypethecarios o
seu contracto, DacLaaismo o pasfo da alienicio ou
outro maior p.ra ter lu^ar a .emusio (^ 4) ; i
credor notificado pode requenr que o immovel se
ja licitado ( $) effoctaada a liciticlo, o imtoo-
vel hyootbecario ser adjudicado ao adquironte
etc., ( 7- e 8-, art. 315 } 3- e 4- do regla-
mento, l'eixeira de FfeitaaAecooa Hypolheca-
nas pag. 159 e segtrintes).
A falta de remissio, diz o 3-, subjeita o ad-
quir nte: I- s aceoas que contra elle propuzerem
os credores hypothecarlos ; 2- s custas; 3-
Jifierenca do pieco da avaliacio e adjadeacio,
SB ESTA IKOLVEB LOSAR.
Destas disposices v-se que a lei presume sem
pre o preco da alienaeio em poder do adquirente
e per isso admitte a possibilidade de Ihe ser ad-
judicado o immovel.
O r -gulamento nio eatabeleceu, nem poda ea-
tabele.-cr, doctrina nova, e em nada alterou a dis-
poaicio da lei, cujo pensamento desenvolveu para
que toare ella convenientemente exeeutada.
Attendendo so que ordinariamente devia acon-
tecer (id quod plerumque fit), o regulameuto con-
cedeu ao adquirente a accio regressiva para hi-
ver soiente a difforeaca entre o preco da avalia-
cio eo da alienaeio, que nem pela le, nem pelo
regulameuto, deve ser depositado, como era na
Opportunamente, quando discutir essas deei-
soes, domoostrarei as nullidades iusauaveis que
viciam todo o processo da cxeueio ; abstend )-m
de fazel-o agora pel necessidade que t nho de
refutar a parte do artigo do Sr. Dr. J is Diuiin
gos, onde S. S. affirma qu-- o adquirente e^t
sempre suji-ito adjndtcaoSo fornida e pena de
prisio, se nio consignar em juizo a importancia da
avaliacio.
Para patentear a improcedencia dessa doctrina,
transcrevi o 3- do art. 10 da lei n. 1,273 de 24
de Setembro de 1864, d'onde se conclue que a ni-
ca pona resultante da falta de remissio do iinrm-
ve', ooerado com Uypotbeei*, a efprDprtavio fi-
eurtada ao credo* para exentir o s-u dir-it'.
C invencido de que a citada disposcio nio o po-
da favorecer, o mnu illustre collega, giiarda.i 11
sobre ella rigoroso slleoci invocou em seo aoxil o
os ana. 312 e 314 do reg. o. 3,453 le 26 deAonl
de 1865, que tambem nio suffragam a sua iu-
tiUCO.
O primeiro destes dous artigos apenas deelira
que, nio havendo laocador, ser o immvel adju
dieado ao adquirente pelo preoo da avaliacio, qual-
quer quo teuhi sido o preco dd alienaeio.
eessario pela legislacio anteriormente em 7igor
Ord. L. 4- tit. 6.
Inatituindo a remissio e determinando o mojo
porque ella deve effectuar-ae, as citadas disp edes preeerevem que o ere lor indique o preco di
alienaeio ou outro maior, que deveri ser pago an
tes do julgamento, art. 308.
Supponlo o preco da alienaeio em poder do ad-
quirente, a lei e o rugulamento lmente cogitaran
da adjudicacio uo caso em que isto se venficasse,"
efoi por esse motivoque cencederam a accio regres-
siva para haver a dilfe-renca entre os dous prec >s,
a saber, o da alienaeio e o da adjuiieacio.
No presuposto de que o adquirente cuuservisse
em seu poder o preco da compra para libertir o
immovel, decretou se contra elle a adjuiieacio,
responsibiiiaando-o pela difierenc entre aquelle
preoo e o da adjudicacio, dff ^reuc qu-, nio ha-
vendo lancador, devia ser insignificante, a menos
que tivesse havido concluio entre o adqu'reuto e o
alienante para fraudar ocrcior; porquanto segun-
do o art. 311, a avaliacio na execucio do credor
tem por base o preco da alienaeio.
Ora, nio apparecendo lancador o tendo de eflec-
tuar-sea adjudicaco com o abate da lei, pdese
presumir que, salvo sempre o caso de fraude, a
quintil que o credor teria de pagar seria raiis ou
menos a qua conservava em seu poder, isto o
preco da alienaeio. No caso de pagar mais se
ihe concede a accio para haver a difi-reuci.
Isto se compreheo.de e se explica fcilmente;
mas, nio se justifica por modo algum, nio est na
lei, nem noKeg a supposta obn^acio do adquiren-
te qae comprou e pagou de repetir esse pagamen-
to sob pena de prisio. Semelhinte obrigacio
urna verdideira novidade que se pretende enchu-
tar na lei, nio obstante parecer demasiado rigor.
Cure pre agora demonstrar que o art. 314 do
Iieg. tambem nao f.vorece a opmiioex adverso.
Dispoe esse art: Tambem nio licite ao adqui-
rente largar ou entregar o immovel, mas sempr;
obrigado a responder pelo resultado da excossio
judicial, como se determina nos arts. 309 e se-
guintes.
Esta disposicio incontestavelmente refere-se a
da 2 do art. 10 da lei, que, nesta parte, derogou
a faculdade qus a legislacio anterior (Ord. do L
4, Tit. 3 pr.) conceda ao creJor de largar a by-
potheca.
II >je o adquirente, obrigado propter rem, nio
pode abandonar o immovel, porque responsavel
pelas custas, pelo dsmao provemeute de culpa sua
etc. (art. 309 4 do R-g.)
A lei responsabilisando o adquirente pelas cus-
tas, pela diminucio de valor que a immovel tiver
soffrido em consequencia de culpa sia. foi cohe-
rente nio Ihe p-rmittiodo abandooal-o; mas, d'ab
nio se pode coucluir a obrigacio dems i idamente
r.gorosa ou mesmo iniqua de pagir duas vezes o
preco do mesmo objecto.
Res, finalmente, examinar a parte do artigo
do Sr. Dr. Jos Domingos em que S. S. pretende
demonstrar que o adquirente est sujeito peni
de prisio, fuudaodo-se nio na lei e Reg. que r-
geme materia, mis na doctrina proessada por
L-;ite Velbo em sua monograpba oas execucoes.
Antes do tudo, cenvem esclarecer um ponto de
suinma unp rtancia sobre o qual V. S. labora em
engao, enfundinio ideas mato distinctas entre
si e al mesmo iuconciliaveis. A expropriacao
differe profundamente da adjuiieacio e nio se po-
de aventurar, como o va o mea Ilustre collega,
que a segunda sejs urna consequencia da pri-
ineira.
Diz S. S. em um dos topieos de seu artigo:
cerda nio enanos aojdoicatak.o, sem abibuatas-
tb ; mas, simplesjieute adqu-rent-i e, como tal'
subjeito expropriaf lo por nao ter remido o im-
movel.
Nem Leite Velho, nom outro quilquor escriptor
patrocini a doctrina que cii para o adquirente
que couiprju s pigou, mas nioqu-r remir o immo-
vel, a obrigtcio de c .ns.'nir em juizo, sob pena
ds prisio, a quantia j recebida pelo vendedor
ou por outro credor bypo'hecario.
Diz aiada o me > illustre colleg que o conae-
lheiro Liffiyette foi por m;m citado contraprodu-
centemente, pois sustenta a sua opinai; esti as-
sirc', poraj, ti) ficilm.'ute aventurada, jamis
poder s -r dem onstrada.
Coailuiudo assevero ao Sr. Dr. Jos Domingos
que a amisaie nao me faz desconh c;r o seu di-
reito, que, s-guudo o ju'gado, outro nio senil o
de pr.se^uir na execucio, fi-.-ando salvo ao Dr.
Barros de Laceria o de discu'ir e n tempo a pre-
ferencia que resulta de sea titulo; continuirei a
acatar o julgamento proferido, procuiando sempre
concorrer pira qu l sejs elle respeitado.
Eeerffl, 23 de Agosto de 18S7
Dr. Joaquim Correa de Aruigo.
CEKTIDA)
C -itjtij j que dos autos de que faz monjo a p;-
t.ai/etro a sentenca pedida por certido da
forma e theor s.igumte :
Sentenf i Na i tendo havido lancador ao im
movel p-noorado e levado prici pilo exequente,
na quilidide de orador hypothocario dos fina i os
Bario do Mercs e sua mulber, adjudico o pelo
preco di aviliioau ao U". Praucisco do Reg Bar-
ros do LicerJa, seu adquirente, para os effeitos da
remissao ou exprop-iacao judicial; d se-lhe a
a carta da adjudicaco querendo, depois de pago o
imp ;-r i devldo e custas
Uab i, 18 le Mirco do 1887.Francisco Teixei-
ra de S.
E que a dita aentenc nao foi intinada ae sup-
plloante, nem a sen procurador, constituido nos
autos, morador ueste termo; mis qua pelo procu-
rador do exequonte Dr. Jos Domingos da Costi,
t' i requerido em audiencia, aiai^nado a prazo de
des das, pira pissar a m aufl i a .iteuca em julga-
do, e fiado esto prazo foi lancai o. Dou t. Villa
de Nossa Senhora do O' de lpjjuca, 26 de Julho
de 1387.
O escrvio,
Jos Gemido Ferreira.
rmiMOS i PSOIDO
.4 c,iMf atihia do Ciaz
Ha :ilu n t-; no i, S. lux:., o prsidonte
da proviaoi-i, oaainrio a iioterminnlo da
lei provincial, ulti lativa ao contrato de Iluminarlo d -sta ci-
dade, nomeando a commisalo de quo falla a
inesma l;i pira avaliar o raateri-l que ac-
tualmente possuo a Companhia do Gaz.
Essa co-nmissao, composta de professio-
naes distinctos e insusp -,itos pala sua pro-
bidade e honradez c-rtam'nte ha de des
empenhar-se da honrosa incumbencia de
modo satisfactorio.
Quem conhece as disposijSes da refer
da l.-i sabe, que essa avaliacio da m-
xima importancia para esta provincia, nio
s porque servir ella da baso indenni-
saco, qu-s dever ser pa^ a actual Com-
panhia doCoTtz, se nili for preferida para
o tuturo contracto, como tambem porque
ha de servir de fundamento as propostas,
que opportunamente tenham de concorror
para este contracto.
A concurrencia publica nio poder ser
annunciaia, nem realisada emquanto nio
fr definitivamente coohecido o resultado
do trabalho da commisso avaliadora, pois
qua no annuncio ou edital, que chamar
a concurrencia, ser determinada a impor-
tancia da inl-)m.iisacao devida aos actuaos
conctratantes.
C fcilmente sa comprehanda que as
propostas para o novo contracto o preco do
gaz ser maior ou menor nos limites da
citada lei, segundo o quantum em que for
a valiado o material existente e pertencente
Companhia.
lodos os clculos eyrarao obrigatcna- -, r '
j i- |esqueciias essas accusacoiS e censuras: e,
mente sobre a imp3rtancia desa avaliacio. Z._-_____ __..-. _,* '
Nesta ord-'nt.fisto os aleives e as ba-
naes aiiulacos, as sugg- coutram no artigo a escanialo eleitoral
da columna alugaia do Jornal, que vive
em guerra a com a verdade e cort a jas-
tico. B
O accesso do Sr. desembargador Frei-
tas para a Relarjio de Goyaz, nao era, e,
nem motivo para tantas laawriaa, njra
para a opposicao irritarse e insultar a tan-
ta gente.
O ministro da justija praticaudo am ac-
to louvavcl, daudo ac:esso a um magistra-
do partidario, com pretericio de outros
magistrados conservadores, aecusado e
censurado pelos liberaos, que teem dous
pezos e duas medidas, urna para quando
govorao e outra para opposic3o.
Cedo, muito cedo, esqueceram-se os li-
beraes de Pernambuco dos sete annos e
m o de seu dominio, e do arbitrariedades
e nsticas que praticar<.m com distinctos
magistrados, removendo os para provincias
1 ongiquis, s<5 neute pelo enorme crime de
militar as fileiras conserv-zd .ras 1 I !
O partido liberal supprimio comarcas,
trocou os nomes primitivos da aigumas
existentea; divi lio e classificou as intrancias
de outros ; croou outras tantas oamarcas
--om o damnoso intento de arradar o ma-
gistra lo hoarado, iutelligente a compridor
ios seus deveres e ageitar os districtos
elditoraes, remover *- difiiouldades dos
seus candidatos, entretanto, hoje, esses
meamos liberaes qua assim proaederam,
gritam e vociferam nicamente, porque o
goverao promove para um alto cargo de
magistratura um juiz do direito liberal e
exaltado, cujo nouie eal&vu na lista dos
quinz", crgaoisada pelo Supremo Tribu-
nal T
Porque a opposigSo d3o confessa antes,
que a remogio por accesso um direito
conferido pela loi ao governo, que se soo-
corredesse recurso legal paraim pedir a con-
tinu-icao 'os abusos de magistrados partida-
rios ?
Nos nao applaudimos essa disposicSo da
lei'; aeharaos urgente e nemssario mesmo
garantir-se o magistrado no cargo quo
exeree, e collocal o cima das exigencias
dos maod3 is de aldeia, decratando-se urna
lei garantilora da iniependencia de poder
judiciario; mas nao se devo aecusar boje
ao partido conservador polo uso dessa an
tigo direito, e do qual todos os ministerios
liberaes e ambos os partidos teem laucado
lo.
Os liberaos da Pernambuco, reborden-
se que removeram acintosamente os Da.
Correia da Sil /a e Correia de Araujo e
outros muitos juizes, as mesmas condi-
c53s do Sr. desombargador Fritas, para
comarcas longiquas as provincias do Para
e Matto GroBSO. Entilo, nao sa lerabraram
os liberaes, que o Dr. Correia da Silva
era magistrado pobre, honrado, chefe de
numerosa familia, e, nao poda fazer a
viagem p?los meamos motivos hoja allega
dos em favor do seu prestimos! correligio-
nario ? > '
Como mudam os tempos e as opiniis ?|
Sa o Dr. Freitas nao fosse promovido,
tendo entrado na lista, a apposigao grita-
rla da mesraa forma; usara da mesraa lin-
guagem ; diria que o governo nao aprovei-
va um magistrado, cuja virtude, honra, e
mere imento o recommeidava.
En poltica sempra se usou desses expe-
dientes de accusacSo: o partido que est
de baixo, gri'.a, vocifera, aecusa e conderjj-
na todos os actos bons e mos do governo,
mas, quando u a dia, sobe ao poder, icam
Como eotender-se qua a comminacio, sob que
foi o meu contendor intimado a bxpbofbmcao,
quando esta achava-se j reilisada e olt hada (!)
confirme as disposices de lei a que me acabo de
referir, pola adjodicacIo?' O objeeto, o fim da
intimagao foi josum-ute entrar c^moprecoda
ADJUniCA^AO, BBStrLTAOO 00 ULTIMO TERMO DA BXPK0-
pbiaqaO. Cousegmntemeute dizer-so que a coin-
astnoo legal, sob que aquella intimacio foi feta,
nio aignituava outra cuusa sen-i exor-pri ir u
bem, impirta dizer que o mesmo raMovat deve ssb
XTBOPBIADO MAIS DE UMA VEZ (H)
Expropriar aigniftca excluir on privar algueuo
d; sua proprielade; adjudicar, exprime urna idea
inteiramente opposu, isto dar ou conferir ao
credor por autoridade judicial o bem que nio
ichou lancador.
Uomo, pois, disar qus a adjuiic icio o resulta-
Jo ou o nltimo termo da expropriarjii? B' mani-
fest o engino em qae labora o meu illustre col-
lega.
A expropriacao realsa-se e ultiint-3e p-la ven-
da do hem em praca ou pela sua adjudicaco ao
(.redor exequeate; mu, sj esfe paito p--lo ad-
q-oirente, ella nio uns a-cessaria, p >is desap-
par<*ce a causa que a motivava; o pigamen'o
meio de evital-a, como positivamente aispoa a I-i,
qu-mio, prescrevendo apenhon e vendado i umo
vel p>r ccnti do comprador (a rxpropriacio), ac-
cr-scentasalvo: se o adquireuto pagar a bypo-
thrca.
Havendo, portanto, pagimento, nio ha expro-
pri..ca i e o adquirente couserva o dominio que ti-
nha s.bre a propriedade de que nio d:ve mais ser
invado.
A ipiuio do Sr. Dr. Jos Domingos ennduz
abstruzi conclusio de que a ADJBDiCAfo t o ter-
mo oo bb8oi,tado da expropriacao. i^sti couse
juencia p>r si s suficiente para con le unir to
da a sua theona.
Tratautaudo em geral das eiejacoes civeis,
nio epeciilin-nte das ex^uooes 'jypothecariai,
diz Leite Velbo no '89 da sua citada bro, que
o cbbdos adjboicatario da proprielade equipa-
rado ao arrem ttiute pira todos os effoitos lega-.-s a
est por essa razio subjeito s mesmas rearas e
obrigacojs do ultimo, aaerareeata amia o mes
mo autor que se o abbbmatantb ncorrer e n mora
pir tempo excedeutd aos tres das, polo a-r i/iti
mado pira deutr i deatt praso pagar o preci da
arremataclo, assignanio s-- Iho teimo em uiien-
cu, e que somente dopois do Uncido'po lera sua
prisio ser ord -nida.
Eis a doctrini em que se fund o Sr. Dr. Jos
Domingos pira justificar carta precatoria; ella,
poim, uii dd modo algum applicavel ao caso
discutido nos autos, visto que o Dr. Barros de Lv
Consta-nos agora que a Companhia pre
tenle oppor-sa ao ttabalho da commisso,
j negando se a fornecer os dados neces
sarios psra a realisaoSo, j nSo consentin
do a entrada da commisso em seus es-
tabelecimento* e j tiaalmente racorrendo,
se preciso fr, ao poder judicial para este
interpor sua autoridale contra as deter
uiuaycoes da presidencia, alias fundadas na
lei provincial j referida.
A ser exacto isto, conforme nos const <,
csr a provincia tolhida de exercer um
direito legitimo e que entende com o bam
estar e melhoramento publico desta cidade,
o qual nao podo ser interrompido em sua
accio e duracao permanente. Sam a ava-
liaga ser diffiul, ssno impossivol, cha-
mar a administradlo concurrentes para o
novo contracto, e dabi resultar ou a sus
penso do servico de illu ninarjlo publica
ou sujsitar-ao a admiuistragao a quaesquer
imposicoss que Ihe queiram tazer os actuaos
contractantcs.
V se bem a graviiade do projedimen
to, qua, diz : un os, ter a Companhia do
GaZ.
Poler, porem, a Compinhia regular e
legalmente assim prooader, embaragando
a administraco, prejudicando a provincia
e diili ultiudo mu servio.) publico de gran-
de importancia e nace siiada para os ha-
bitantes dasta cidade ?
E' o qua examinaremos.
Racifa, 23 de Agosto.
EHson.
A |>rom n-o do Ir. desembar
adr Freitas.
A oppoBicio liberal da columna alugada
do Jornal, ve'o houtam toda irrtala por
ter sido promov lo a desembargador de
G~>y capital, Dr. Jos Manoel de Freitas,
quem qualificou de < magistrado notavel
pelo tilent i e illustrajio, pela sevari lad > e
immaculada probidade, administrador eme-
rito, orno se revelou em altos cargos de
administraco, que exerceu em importan-
tos provincias, parlara, ntar distiooto etc. *
Nada temos cem esses applausos ao ex
juiz; nem com a adulacio ao homem poli
tio, quo prestou,. ver dada, relevantissi-
m s serviqas ao seu partido como aduoinis
tr.idor desta pro viuda; apenas, em con-
testacfto aos artigos da Prov'ncia e da
c mas notas nuf-gem.
A maliciosa mentira, diz um moralista,
c istmna adulterar e contrafazer tudo.
Trocando os nomos das causas e mudando
as faces dallas, co-nverte e bom em mo
exalta vi oos quaes virtudes, torpezas
qua-8 magnanimidades. Simulando ser
elle a m-8ua verdade em pesaos, faz figu
rar do vicioso e criminoso o mrito e a
virtu 1', desobre raidos e cobardas na
p u lencia, derrotas na victoria, e eo^nba
outra transformag5-s con qm de varios
no los engaa e lida qmesquer de boa
t que de experieacia sio destituidos.
continua sa na pratica desses mesmos actos,
que ento mereciam rt-provaco.
c Nuu.-a ou vi mos dizer quo a provincia
ie Goyaz, ondo existe imprensa e jornaes
diarios, collcgios da iostrueco secundaria,
urna relaco, e forja publica, fosse inhs-
pita, ruim e apropriada a desterro de ma-
gistrados probos e s&bios, somente, os arti-
culistas da Provincias do Jornal se anima-
ran, levados pela exageraco partidaria,
insultar um grande numero de brasileiros
que habitara aquella zona.
Admittinio, confessando mesmo o mera
cimento do magistrado Dr. Freitas, a quem
respeitamos e acatamos nesse nosso artigo,
pi-rguntaramos a appos;co liberal, o governo
poda ou nao promover legalmente ao Dr.
Freitas para a vaga de desembargador,
desde que entrou na lista? ou nao um
direito que tem o ministro da Justica de-
dar accessos aos magistrados ? .'
Nenhum interesse, nem alcance poltico
poder baver nessa proraoeao Si Dr. Frei-
tas o magistrado que aprega a Provincia
o modelo dos juizes, cujas ideas polticas e
o s-u correligionaria mo nunca pertubou os
aentimentos de justica ; se ella nao se in-
volvera as lutas dos partidos, em que di-
remos nos, poderia influir a sua promoco,
no pleito eleitoral, que vaa f .-rir-se 14
de Setembro para a reeleicao do Sr. minis-
tro do imperio?!
Os noasos adversarios nao teem razao
oas suas injustas censuras, qua tambera se
est'-n lera aos seus amigse correligionarios.
' .-elhor, mais conveniente abandonar
essas lamurias e, aeonselhar ao digno
magistrado que v administrar ju3tica aos
povos de G >yaz, onda, como costume,
se demorar pouco tempo.
Agosto 87.
Juvenal.
\ conferencia de domiage
Como estiva aununciada, realis:u-se no domin-
go (21), a 17" couferencia das que tem sido pro-
movidas, no theatro de Variedades, pelas socieda-
des Federal e Pirnambueana contra a Escravi-
dio.
Foi encarregido desia conferencia o Ilustrado
<>r. Eugenio de Barros Falcio de Lacerda, que
asesar de ser a pnmeirt vez que fallava em pu-
blico, dese-npenhm-se com muita vantsgem e fe-
lcidade nio fi -tnio a quem dos muitos conforen-
ciadnrea que hio oceupado a attencio publica n'es-
ta cidade.
Na i queramos equiptrar o sympitbico orador
Dr. Eugenio de Barros com loaquim Nabuco, Jos
Marianin e outro?, ni ; por.n, Uro moco as
condico s do mesmo Dr. Eugenio, dispendo, oa
idade de 2 an ios de intelligencia robusta e gran-
de som na d.-. coohecimentos, com certeza, mais
tarde, p le, coutinuaado estudar, igualar se a
qualquer delles.
O que vimos de diser nio lisonja nossa, a
vtrdade.
Nio nos importamos que algum gaiato procara
nos contrariar, pois, os invej osos, oomo que sar-
;em de toi >s os cautos c naturalmente appareca-
rio mais urna vez.
A impre isa desta cidade que sabe faier justica
a q i-m merece, antes m smo de ver realiaada a
fallida couf-reni-ia, expressou-ae de maneira mu
honr >8i para o Dr. Eugenio.
A Provincia em seu numero 187, de 21 do mes
corrate, em sea noticiario, assim disas :

I





Diario de Pernambuco---(uarta-fefra 24 de Agosto de 1S87

*
Conferencia AbolicionistaAi sociedades Per-
nambucana Contra a Escravidao e Uaiio Federal
-ealisam hoje a sua 1 7* conferencia, que come as an-
teriores, ter lagar no theatro de Variedade e a 1
hora da tarde.
O Dr. Eugenio de Barros Falcio de Lacerda
o orador inscripto e do aen talento muito tem a
sperar a deiesa da cansa abolicionista.
O Jjrnal do Recife em sua gazetila de domin-
go, assim se exprimi:
c Conferencia Abolicionista A 17* conferen-
cia, qne tem sido promovidas pelas sociedades
Jniao Federal Abolicionista e Pernambocana
Contra a Escravidao, ter lugar boje, no theatro
de Variedades.
8eia conferenciador o Dr. Eagenio de Barros
Falcao de Lacerda.
* O alentoso moco deve faaer boa conferencia
pois dispondo de intelligencia superior e conheei-
montos sem duvida desompenbar satisfatoria-
aiente a missio de que se encarregou.
A impreasa vio que o bom conceito firmado a
respeito do Dr. Eugenio tinha todo fundamento
pois o talentoso moco nao desmentio, ao contrario,
affirmou, pernote ella e o publico, que, se havia
:omado a seus hombros a ardua tareta de faaer
urna conferencia, era porque tinha conaciencia de
que seu desempenho seria completo como foi.
Os jornaes que davam conta do resultado da 17"
conferencia expressaram se pela forma seguinte :
Diz o Jornal do Recite de 23, em sua gaietilha.
Conferencia Abolicionista Ante hontem rea-
isou-seno theatro de Variedades a 17 conferen
;ia das promo/idas pelas sociedades Uniio Fe-
deral e Pernambucana Cintra a Escravidao.
A tribuna foi oeeupada pelo Sr. Dr. Eugenio
de Barros Falcao de Licerd, que fallou sobre a
abolicio e a poltica geral.
U ntelligente moco que conservou se na tri-
ouna por espaco de quasi urna hora, apesar de ser
i primeira vea que fallou em publico, desempenbou
muito bem a missao de que dignamente encarre-
gou-ee e foi applaudido ao terminar o seu dis-
curso.
A Provincia tambera de 23 deo o resultado da
.onferencia nos seguintes termos :
< Conferencia Abolicionista.Coube ao Sr. Dr.
Eagenio de Barros Falcio de Lseerda occupar
ante hontem a tribuna na conferencia das socie-
dades Pernambucana Contra a Escravidao e Uniio
Federal Abolicionista.
O jovem e talentoso orador, muito feln em sua
primeira exhibicio, fallou indiciosamente sobre a
grande causa da rdemelo dos captivos, merecen -
do a attencio e applaueos dos que o ouviram.
O Dr. Eugenio de Barros deve estar satisteito, e
e nos nao podemos ser indifferentes aos louros co-
hidos em sua prirteira jomad.A shaka hani.
Um amigo.
O subdelegado do Io dlstrlcto
de Pao d'Alho ao publico
Londo no jornal Provincia n. 186, de
20 do corrente mez, um artigo, sob a
epigraphe Pao d'Alho -, assigoado
o Po-d'Alhense -, venho do alto da im-
prensa protestar contra o roesmo artigo,
quanto aos pontos a mim dirigidos.
Nao 6 exacto ter eu dito as testeajunhas
que depozeram no habeos corpus preven-
tivo a favor de meu prente Joao Carnei-
ro, que o pi ocesso pretendido contra elle era
urna verdadeira perseguido. E' verdade
que, conversando eu com as mesmas teste-
znunhas, disse que tinha havido persegui-
do do infeliz subdelegado Manoel Ignacio
familia do eogenho Eixinho, da qual faz
parte JoSo Carneiro; e que a polica, que
funecionou noinquerito policial acerca doas
assinato do mesmo subdelegado, nao fez
mais do que cumprir o seu dever. As tes-
.emunhas, se fizeram a tal declaracao nos
seus depoimentos, enganaram se completa-
mente. Nao exacto tambom ter eu, oito
dias antes do assassinato do infeliz subde-
legado, aconseihado o escravo Joaquim, e
mandado que elle fosso para o eogenho do
meu cunhado Jos Carneiro: certo, po
rem, que, poucos dias antes do mesmo as-
sassinato, chegando o referido esoravo em
casa de minha residencia, nesta cidaie, ao
meio dia, pouco mais ou menos, pedio-me
o que oomer, declarado ter vindo de Tim-
baba, de ordein do seu senhor, vender
as plaatacSss que tinha] no Eixinho, e
ver se tratava de sua liberdade. Mandei
dar-lhe alimento e depois despedi-o, dizee-
do-lhe que seguisse sua viagem, que eu
nao o queria em casa era cinco minutos
elle retrou-se incontinenti.
Eis coms se passaram es factes, e o ar-
ticulista da Provincia os adulterou, sem
duvida, porque eu nao me quiz prestar a
servir de testemunha no referido habeas-
corpus, como fui instado. Comquanto eu
s a prente de JoSo Carneiro, n2o me
presto a praticar actos indecentes para de-
fendel o. Sinto de veras o que elle presen-
temente soffre, mas nao Iba posso dar re-
medio, portanto, procure elle legalmente
justificarse e defender se, que o que
deve fazer, e nao consinta que para sua
defeza se invente a calumnia, afira de com
prometter a quera quer que seja, como est
faz-indo o articulista da Provincia.
Pao d'Alho, 22 de Agosto de 1887.
Francisco Ignacio de Lima Cabral.
poracSo acadmica, oonta servidores ar-
denles e dedicados.
Ainda bem que boje pizou o solo desta
trra o espirito dirigente do verdadeiro
abolicionismo o Ilustre Sr. Dr. Joaquim
Nabuco que, sabemos, ir assumir o posto
primario na redaccao 'A Provincia e te-
mos a certeza de que este orgao tomar
outro rumo, deixando de ser a guilhotina
de reputacSes. Esparamos isto, de accor-
do com o procedimento de S. Exc. que
sabe conhecer a arena onde os homens de
bem, o i batalhadores nobres do
bate.
com-
Ao tal carneiro villela, que consta ser
bacharel, s por mizeriordia dizemos o
seguinte : Ha muito tempo andavamos a
procura de um desfructavel a medida dos
nossos desejos : encontramol-o na sua pes-
soa. Est no seu papel!... Para histriSes
de sua merca resta-nos o consolo da que o
publico os conhece desde aquella celebre
fuga do juis municipal de urna das comar-
cas desta provincia........
Nao ha festa sem um arlequim e o tal
carneiro presta-se ao caso.. .
23 do Agosto de 1887.
A commissao acadmica.
f-OMMERCIO
Boiisa commerclal
l/OTAgES OFFICIAE8 DA JUNTA DOS COK-
RECTORES
Rect're. 23 de Agito de 1887
Apolices provinciaes de 7 0|0, ao par.
Acedes da companhia do Beberibe, valor de 100*
a 155* cada urna.
Letras hypothecarias correndo jaros, a 94*500
cada urna,
arabio sobre Londres. 90 d(V. 22 1/2 d. por IX,
do banco.
Na hora da Liolsa
Venderam-se :
1 apolices provinciaes.
30 apolices provinciaes de 1:000*.
1:800* de ditas miudas.
100 cedes a Companhia do Beberibe.
21 letras hypothecarias.
12 ditas idem.
O presidente-,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
Uoiiait-nlii nanearlo
EXCITE, 23 DE AGOSTO DE 1887
PEACA DO RECIFE^
Os bancos mantiveram hoje no balco a taxa de
22 1/2 d. sobre Londres.
Em papel partii-uUr fireram transaccoes a 22
11/16 d.
PRAGA DO RIO DE JANEIRO
Adoptaran) hoje a taxa de 22 3/8 d. sobre Lon-
dres, constando algumas transaccoes a 22 1/2 d.
A commissao acadmica redac
cao d A Provincia
Ao despertar .aos pela raanhS, como se
nos inundasse o organismo una exhalagio
de pestlentas sentinas, romos surprehaa-
didos com um pastiche de lama no noti-
ciario da folha que se est aproveitando do
distinctivo abolicionista, para poder dar sa-
bida franca aos seus rancores ridiculos, mas
ridiculos de urna maneira que nao d lugar
a um riso gracioso.
O que A Provincia espnmon hoje con-
tra nos, a proposito da nossa pomposa con-
sagrado ao Exm. Sr. Dr. Jos Joaquim
Seabra que, queiram ou nao, est em
altura que os odios dos bobos por ndole
nao chegam a ser vistos por sua pessoa,
nao nos parece cousa dos seus dois reda-
ctoresDrs. Souza Pinto e Maciel Pi-
nheiro.
Nao possivel que Ss. Ss. praticassem
aquella pouca vergonha, que revel^ssem
tamanbo descaro.
Aquillo s nos parece obra de algum
salteador da honra alheia que, a horas
murtas da noite, uouveasa penetrado as
offi'inas d'aquelle jornal e intercalasae, as
escondidas, semelhante injuria consoante
s suas profissSjs de detractadores burles-
cos.
Em todo o caso, os dous alludidos reda-
ctores nao podem esquivarse de urna cer-
ta responsabilidade em tal difamacao, par
quanto Ss. Ss. devem ser cuidadosos na
direccio da empreza que se Ibes confiou
O contrario darem pravas 'e perfidia que
desnaturam a grandeza de urna causa que,
na propria personalidade difamada, a cor
a;
^^'
t

Urna lagrima
sobre o tumnlo de Fernando Pedro das
Neves, no 7<> dia de sen prematuro
pacsamento
24 de Agesto de 1887.
BEO.CIESCAT 1N FAC.
J.N.
^T^^^^^Tv^Sro
Knira*> de asisiacar e algodo
UI DE AGOSTO
Auuear
Entradas
Dias Saceos
Foi
:-.'8 d.
feito negocio em papel particular
22
itarcacas.....
Via-terrea de Caruar .
Animaea.....
Via-terrea de S. Francisco
Via-fcrrea de Limoeiro .
i 20
20
a 20
20
20
omma.
1.573
271
220
1.699
199
3.962
Entradas
Algoddo
Dias Saccas
Barcacaa...... 1 20
Vapores...... 1 20
Via-ferrea de Caruar 1 20
Auimaes...... 1 2Q
Via-ten ea de S. Francisco 1 20
Via-ferrea de Limoeiro 1 20
Somma.
624
929
178
2.368
253
546
4.898
0 engenheiro Arthur de Lima
Campos ao publico e a seos
amigos
Sorprehendido com a noticia de minha
exoneraco do 'cargo de engenhoiro aju-
dante das obras geraes e obras do porto
desta provincia ; nlo posso por cmquanto
explicar aos meus amigas, coll'gas e ao
publico a razao que motivou tal acto.
Cazando da inteira eonfianja de meu
chefe o Sr. Dr. Lisboa, a ponto de passar-
me elle interinamente o cargo que to dig-
namente oceupava; evidente que essa
exoneracao rilo teve por movel falta de
cui priiueuto de deveres.
Nao estando por outro lado filiado a ne-
nhum ,dos dous partidos polticos ; contan-
do alera diso com amigos e affeicoados
nos dous grupos e entre elles com o enge
nheiro Dr. Joo Portella ; nao posso por
conseguate attrbuir esse a:to a questo -s
polticas.
Ficarei, portanto, na expectativa at
tnaiores esclarecimentos,
Aathur de Lima Campos.
alaaparrilba de Brintoi
SI
Trinta anaos de triumphantes resultados teem
outorgado este antisptico vegetal urna reputa-
cio ineommensuravelmente superior a todos quan-
tos se conhecem para a cura das escrfulas e de
todas as mais classes de enfermidades ulcerosas e
eruptivais.
Os mdicos os mais acreditados e expelientes, os
periodistas e os esciiptores de medicina, sao tei-
temunbas vivas de sua effisacia quasi maravilhosa.
Tem salvado e cODtio* a salvar as vidas e os
membros de milhares de pessoa*. Ella at o da
de -boje nunca foi administrada em vio, nem at
mesmo nesses casos reputados como desesperados
ou incuraveis. E' o nico remedio para as escrfu-
las, erysipellas, herpes, chagas as pomas, abees-
sos, cancros, tumores, enfermidades syphiliticas e
mercuriaes e toda a casta de erupcoes cutneas.
Encontrase i venda em todas as pbarmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 8.
L se no Progres Medcale :
O vinho de extracta de Ogado de
bacalbo. de Ctacvrier. presta 03 maiores
servidos:
Aos individuos exhaustos por longas secrecoes
mrbidas.
Aos antigos rheumaticos privados de appetite.
Aos gotosos inveterado? que- nSs digerem
mais.
As crian? is debilitadas pela denticao.
Aos adelesceofes cujo crescimento fatiga.
Aos adultos cujo trabalho ou prazer exhausta.
Todoe achim neste medicamen'o um licor
agradavel, juntando a um poder regenerador in-
discutivi I um gosto de natureza tal, que satisfaz
aos paladares mais estragados.
< Sao seria pir demais recommendar aos nossos
leitoreso eu>pr.-go deste excedente medicamento.
Vapor trances Ville de Cear, sabido hontem,
levou a carga seguinte :
Para Rio d- Jtmeiro :
200 saccHs cjid algod&o.
Para Santos :
150 saceos com assucar branco.
79 ditos com dito mascavado.
50/2 barricas com dito brauco.
40 pipas com aguardante.
Carregaram diversos.
Elixir depurativo vegetal
Formula de
Angelino Jos dos Santos Andrade
Approvado pela inspectora geral do hy-
giene publica do Rio de Janeiro, em 20 de
Julho do correute anno (1887).
Este depurativo de grande eficacia as
molestias syphiliticas e impureza do saogue e
encontrado a venda, por ora, na ra do Bario da
Victoria n. 37 e rus estreita do Rusario n. 11
Para provar a grande eficacia ou quasi prodigios,
do preparado do Sr. Andrade btsta apresentar o
crescido numero de attestados expontaneamente
prestados por muitos cavalheiros que tem feito
uso delle dos quaes publicamos alguns de pessoae
conhecidas e residentes nesta cdad.
Tbomaa Antonio Eapiaca. cirnrcto
dentlata pela Paculdade de Medi-
cina da Babia.
Atiesto em favor da verdade que sendo accom-
mettido em Agosto de 1884 de urna violenta febre
diagnosticada febre syphiHtiea foi ella ao fim de
64 dias debellada pelos esforcos continuos do seu
Ilustrado medico assistente. Quando porm jul-
gado livre comecava a convalecer foi nuvamente
asaltado mas agora por uns tumores ou gommis
brancas que em numero superior a ciucoenta es
palhavam-se-lbes por todo o corpo.
Os esforcos empregados pelo seu intellig'te e
illustrado cliuico (uram infructferos. 0 mal z >.li-
bando dos grandes recursos da sciencia e reali30U-
se fatalmente a suppuracao.
O seu estado era desesperado. Lutou um anuo
ainda fasendo uso de iodureto de potassa como
nico lenitivo as dores mas que reconbecia impo-
tente para vencer a origem do mal.
Foi, pois, nesta h n ivel situaco entre a descren-
ca de melhoras e os soff.-imentos conlinu s que a
instancias do seu ami^o o .Sr. Jos Mara da Silva
Fernandes recorren i um preparado do Sr. Ange-
lino Jos dos Santos Andrade. E' preciso declarar
COlIPAMniAS
Companhia de Edificaco, juros das aec(;s re-
midas, vencidos em 31 de Dezembro do auno pas-
sado.
Memorial
Aos accionista- da Estrada db Fesbo do Ribbi-
bXo ao Bonito foi marcado o prazo de W dias, a
contar de Agosto correte, para realizaren] a 7.
entrada de 10 0/0 de 6uas aec5es.
Dessacbos de exportaco
HEZ OE AOOSTO
Nos dias 1 22, toram despachados na Alfan
dega os artigos seguintes :
Para fra do Imperio
Agurdente..... 32.071 litros
Algodao......1,385.916 1/2 kilos
As tabellas expostas aqu foram estas
Do Intebnaciosal :
O djv vista
.podres.......
Pars........
Italia........
amburgo......
Lisboa e Porto.....
rincipaes eidades de Portu-
gal........
New-York......
Do Lohdob Bm :
22 1/2 22 1/4
422 426
. . 426
523 528
236 238
243
2J25U
fO d/v vista
Londres .
Paris. .
Italia. .
damburgo
.-'ortugal
Sew-Vork
22 1/2
422
523
236
22 1/4
426
426
528
238
2,1250
Jo EaoLisa Base :
yO djv viita
-jyadte....... 221/2 22 1/4
Pars........ 422 426
italia........ . . 426
rlamburgo...... 523 528
Lisboa e Porto..... 236 23S
'rincipaes eidades de Porlu-
243
iiba dos Acores .... 246
iiha da Madeira .... 243
N'ew-York .... 2250
Absucar
Borracha .
Caf......
Carocos de algodao.
Garrapato .
Cera de carnauba
Cibre velho .
Cocos (fructa) .
G.la......
Couiinhos e pellet .
Couros espichados .
Couros salgados.
Doce......
Farinha de mandioca .
Ferro velho ....
Mel......
Metaes velhos
Ossos......
-uro velho .
Parreira branca.
Passaros seceos .
Piassava .....
Pranchoes de amarello.
Prata velha ....
Residuos de algodao
Sementes de carrapato.
Trapos.....
Unbas de boi
2.113.J31
4.133 .
122 .
451.275 .
100.000 .
9.685
10.000 .
10.000
18 kilos
65.034
392 kilos
4J.683 .
83 .
2 saceos
52 tonelad.
6.415 litros
3 tonelad.
300.00J kilos
368.788 grios
4.OjO kilos
.a o
3.0uOkilos
69
1.223.960 grios
70.926 kilos
3.880
41.000
25.000
Em 26 do corrente, ao meio dia, ter lugar, com
qualquer que seja o numero de accionistas presen-
tes, a eleicio, em assembli geral, da directora
da Cohfambia do Bebbbibe que deve funecionar
em o novo benaio social.
Navio, a caria
Estao sendo despachados os seguintes .
Bngue portugus Armando, diversos artigos, para
o Porto
Escuna alleraa Geiine, assucar e agurdente, para
o Rio Urande do Sul.
Escuna allema Frifs. agurdente e outros artigos,
para o Iin (iraode do Sul.
Escuna Dorueguense Reform, assucar e outros
artigos, para o Rio Grande do Sul.
Patacho portuguez Verilai, diversos artigas, para
8. Miguel.
Vapor uacional Pe nambueo, diversos artigos, para
es portos do sul. I panhia Pernambucana, maojfestou :
Vapor ingles Merchant, diversos artigos, para Algodao em rama 929 saccas a Luiz Antonio So-
C ira o descont de 4 0/0 e at 30 de Setemb-o
vindouro, serio substituidas na Thesoubabia de
Fazenda as notus do valor de 2000 da 5.* estam-
pa, 5*000 da 7. e 10*000 da 6.
Importaco
Vapor nacional Jaguaribe, chegado dos portos
do norte, em 21 do corrente 4 consignado Cora-
Mercado de assocsr e algodao
UCOT, 23 DB AGOSTO DB 1887
Astucar
A cotacio deste producto, para o agricultor,
Lontina a regular aos algarismos abiixo, por 15
kilos :
.-franco, oa melboree que
apparecem no mercado,
regulara de .... 2*200 a 2*400
o.a sorte boa..... 1*900 a 2*100
1. regular..... 1*700 a 1*8M
Hmidos e baixos 1*500 a 1*700
amenos...... 1*300 a 1*400
.Jascavado..... 1*040 a 1*100
ito....... *900 a 1*000
ttame...... *700 a *800
Alaod&o
O de 1. sorte do sertio foi cotado a Bt^QO por
15 kilos.
Agurdente
Alcool.....
Algodao .
Assucar.....
Carrapato .
Cocos (fructa)
iJoce......
Elixir cibeca de negro.
Espanadores de penna .
Fio de algodao .
Folhas de jaborandy .
Medicamentos
Oleo de mocot .
'leo du ricino .
Pranchoes de vinhatco.
Preparados medicinaos.
Queijo do sertio
Rap......
Sal ......
Taboas de pao carga .
Tamancos .
Vassouras de piaasava.
Viubo de jurubeba .
Para dentro do Imperio
.... 382240 litros
.... 9.600 *
74.016 kilos
.... 741.1751/2 .
.... 5.500
22.100
820 kilos
15 caixas
80
250 kilos
50
1 caixa
475 kilos
4.830
12
36 caixas
50 kiles
216 1/2
15.000 litros
3
3 fardos
50 duzias
54 velumes
B8CA[ITUI.ACA0 DO ASSUCAB
Para o exterior 2.113.231
Para o interior 741.175 1/2
kilos
Soma 2.854.4061/2 .
Fretaraento
Foi feito o da escaaa allema Getine., para car-
regar aqu, com destino a Pelotas, assucar na ra-
zio de 260 res.
Vaporea doapaenadoa
Vapor ingles Togas, sabido hontem, levou :
Para Montevideo :
50 saceos com cocos (fruct*).
Carregon J. L. de Barros.
Liverpool.
Vapor iogles Elstow, algodio, para o Bltico.
Xaviox a aeacarsra
QCAORO DO B1CALHO
Lugar inglez Florense.
Patacho iogles J L. B.
O.UADRO DO XABO.EB ,
Barca nacional Marianninha.
Escuna dinamarquesa Fides.
CABVAO DE PEDHA
Brigue inlez Ephratah.
Barca nirueguenae Nina.
Barca dinamarquesa Jorgen J. Lots,
Barca norueguense Homborgsund.
TRIUIOS DE FEBEO
Brigue portugU'.-s Figueirente.
MADE1BA
Barca norueguense Vernica.
OOBDCBAS
Barca nacional Maria Angelina.
Barca uacional Marinho XI.
Patacho portugus Tentativa.
SAL
Patacho dinamarqus Anna Charlotte.
VARIOS GNEROS
Barca norueguense h'xpedit
L^ar inglez Caledonia.
Patacho ingles Tiber.
Pauta da Alfandeca
SMtABA DB 22 A 27 DB AOOSTO DB 1887
Assucar refinado (kilo) .... 175
Assucar brauco (kilo) .... 126
Assucar mascavado (kilo) 066
Alcool (.litro)....... 165
Arroz com casca (kilo) .... 65
Algodio (kilo)...... 366
Borracha (kilo)...... 1*066
Couros seceos salgados (kiic) 460
Couros seceos espichados (kilo) i85
Couros verdes (kilo)..... 275
Cacao (kilo)....... 400
Caf bom (kilo)...... 80
Caf restolho (kilo)..... 600
Cachaca (litro)...... 00
Carnauba (kilo)...... 333
Carocos de alrodao (kilo) ... 14
Carvio de pedra de Cardifl (toa.) 16*000
farinha de mandioca (litro) ... 30
Oenebra (litro)...... 200
Mel (litro)........ 40
Milho (kilo)....... 40
Tabeados de amarello (dusla) 100*0J0
Juro e dlvldeadoa
Estio sendo pagos os seguintes :
DIVIDA PUBLICA
Apolices genes e provinciaes.
Apolices mnnicipass 'rs. 151 i 256).
LETTBAS HYPOTHECARIAS
Do Banco de Credtto Real, 7 0/0, ultimo se-
mestre.
BASCOS
Crdito Seal de Pernambuco, 2. dividendo,
razio de 5 0/0 sobre o valor das entradas reali-
zadas do capital, ou 3*000 por accio.
Brasil, 67." dividendo, na rasio de 9*000 por
accio. Estio encarregados desse psgamento os
agentes Pereira Carneiro & C.
CARRIL BB PERRO
Trilhot Urbanos do Rec\fe Olinda e Beberibe,
25 dividendo, razio de 8 0/0. O pagamento
fas se no escriptorio da companhia as tercas e
sabbados.
qoeira, 182 a Browns 6c C, 460 a Borstelmann As
C, 60 a Machado & Pereira.
Couros salgados seceos 353 a Borstelmann
& C.
Machina 1 caixa a Luiz Antonio Sequeira.
Pelles 26 f.rdos a Abe Stein & C, 11 a Her-
mn Ludgren & C.
Vapor inglec Taqxu, chegado dos portos da Eu-
ropa, em 23 do corrente e consignado a Amorim
Irmaos & C, maniiestou :
Amostras 19 volumeo a diversos.
Chapeos 3 caixoes a Alfonso Oliveira & C.
Livros 1 caixao a Jobnston, 1 a O. Gratis.
Machinismo 6 volumes a Manoel dos Santos
Viliaca.
Mercadorias diversas 4 volumes a Ouimaries
Irmio r. C, 6 a F. Elliotr, 1 a Companhia do Be-
beribe, 13 a Baltar Oliveira.
Objectos para escriptorio 1 caixa a Baltar Oli-
veira, 2 a Wilson Sons & C., 1 a Eogsh Bank.
Salitre 50 barris or em.
Tapetes 5 fardos a Guimaraes Irmios & C.
Tecidos diversos 279 volumes ordem, 15 a Nar-
ciso Maia 4 C, 5 a Olinto Jardim C, 5 a Qon-
calves Irmios & C, 17 a Machado 4 Pereira, 2 a
Andrade Lopes 4 C., 3 a Alves de Bntto & C-,
19 a Querr 4 Fernandes, 13 a A. L. Ouimaries,
4 a Andrade Maia 4 C, 9 a A. Vieira 4c C, 18 a
A. Santos 4 C-, 5 a M. D. da Silva Guimaraes,
38 a Luis Antonio Sequeira, 6 a Loureiro Maia
4 C, 1 a Ferreira 4 C.
Vidros 1 caixa a A. Duscable, 1 a Affonso Oli-
veira 4 C.
Exportaco
ttem. 22 DB AOOFTO DB 1887
Fara o exterior
No vapor inglez Elstow, carregaram :
Para o Bltico, Borstelmann & C. 216 saccas
com 16,287 kilos de algodio.
No vapor inglez Merchant, carregou :
Para Liverpool, C. P. de Lemas 10,000 kilos de
cobre velbo, 300,000 ditos de carocos de algoc3o e
100,00) ditos de bsgos de mamona.
No vapor iogles Tagus, carregaram :
Para Montevideo, J. L. de Barros 5,000 coces,
fructa ; P. Carneiro 4 C 40 pipas com 19,200
litros de sguardente.
Pora o interior
= Na escuna allema Frtz, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, J. M. Dias 900
barricas com 85,912 kilos de assucar branco.
__ Na escuna norueguense Reform, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sul, Amorim Irmios &
C 75 barricas com 8,410 k los de assucar branco.
__ f^a escuna allema Jesine, carregaram :
Para Pelotas, Maia & Rezende 20 pipas com
9,600 litros de agurdente.
__ No vapor francs Vilte de Cear, carrega-
ram
3ua nessa occasiio existiam 18 gommas em abun-
ante suppuracio e mais trinta e tantas prestos a
suppurar.
O effeito benfico da primeira garrafa nio me-
recen especial mencio, mas desde a terceira dse
da segunda garrafa comecou a mmifestar-se nio
um bom resultado, mas sim um verdadeiro milagre.
As gommas que estavam prestes a suppurar en-
trarais desapparecer da tnesma forma que as
outras diminuiam a suppuracao,
No fim da quarta garrafa o puz que anda saba
das ultimas gommas era de uinacr verde bem dis-
tincta, pheuomeno este que nao souue como expli-
car. Quando completou a sexta garrafa restavam-
Ihd apenas as cicatrizes de tio incommodativa e
perigosa molestia. E por ser verdade o que cima
attesta assigoo-me e pode fazer o uso que lhe con-
vier.
Recife, 27 de Janeiro de 1887.Thomaz Anto-
nio Espiuca, cirurgiio dentista.
Estava sellado com duas estampilhas no valor
da 400 ris e devidamenle ionutrlisadas.
Reconheco a firma supra.Recife 9 de Agosto
de 1887.
(Estava reconhecida a firma).
Illm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.
Recife, 12 de Marco de 1883.
Em abono da verdade e cumprinJo um dever
de gratidio venho dar-lhe os meus sinceros para-
beus pelo seoElixir depurativo e restaurador do
sangue, verdadeira maravilha para soffrimentos
de origem syphilitica. Do emprego do seu efiiea-
cissimo- Elixir em caios do erupcio de pelle e
rhoumatismo syphilitico obtive tio promptos e pro-
veitosos resultados em pouco tempo com poucas
garrafas, que foi para mim verdadeiro assombro.
Assim, pois, aceite os meus mais sin eros embn-
ras pelo eeu feliz invento e fac do meu testemu-
nho o uso que lho couvier.
Aproveito oensejo para subscrever-me, com at-
tenc^ao de V. S. veneradjr e criado, obrigado.Af-
fonso Oliodenso Ribeiro de Souza.
Estava sellado com urna estampilha de 200 ris
e inutiiisads da m ineira seguinte:
Reeebedoria de Pernambuco, 1 de Maissde 1883
Silva Carvalho. -
(Estava reconhecida a firma).
Pernambuco, 5 de Janeiro de 1883.Illm. Sr.
Angelino Jjs dos Santos Andrade,Teado sof-
frido e por muito tempo de rheumatismo syphiliti-
co. dores nos rins, catarrho na boxig.i e muita de-
bilidade no estomago, sem nenhum appetite para
qualidade alguma de alimentacao a ponto de ficar
quasi sem accio no movimeuto do corpo, fui acon-
seihado por um amigo a usar do Elixir por V. S.
preparado, o que de prompto principiei a usar da
primeira garrafa, conforme as prescripcoes que a
acumpanham, dando em resultado no fim de 12
dias e ja; nt segunda garrafa, apparecer-me urna
bemorraghia de sangue impuro pela uretbra, e
preto como tinta de escrever, que correu em gran-
de quantidade desde i 5 horas da tarde de enb
bado atis 11 horas da manha de terca-feira, aca-
bando pjr sahir sangue inteiramente limpo e
puro.
Aqneile sangue assim impuro ext<*ahi Jo por for-
es de seu Elixir, qu .ndo em pistas se parta nao
er:i miis nem menos do que puz (materia) e conti-
nuando a usar deste precioso Elixir fique i com-
pletamente restabelecido com quatro garrafas, o
que affirmo e juro se n 'cessano lr.
Pole V. S. fazer o uso que Ih-J approuver desta
mioha carta, que s tem por fim provar quanto.
prodigioso o seu Elixir para os soffrimentos que
levo meuciouados.
Sou, com subida estima o consideracio, de V. S.
criido e obrigadissim\ Joo Fernxnies Baptista.
Estava s 111 Jo com urna eitampilha de 200 rs.
e inutilisaj da seguinte maneira : Recnbedoria
de Pernambuco, 9 de Janeiro de 1883. Fortunato
de Andrade.
(Estava reconhecida a firma).
Illm. Sr. Angelino Jas dos Santos Andjade
Tendo eu sutirido por duus ou tres mezes de urna
ferida ulcerosa dentro do nariz, usando eu diver-
sos medicamentos sem resultado algum. Lancei
mi do seu Elixir purifteador do sangue. Garan-
Rio de Janeiro 50:000*003
Pelo vapor nacional Sergipe, para :
Macei" 3:800*000
Hendioieotos pblicos
HEZ DE AOOSTO
Atfanityai
Renda ireral
L> la 20
dem o 22
Renda proviucial
De 1 a 20
dem de -2
584:277681
37:4.3*151
60:0991435
2:653491
621:700,1832
62.752*926
to-lhe sob minha palavra que urna garrafa smen"
te foi suficiente para me restabeleeer de tio gran-
de soffrimento, a conseibo ao Sr. Angelino que
faca vulgarissr este tio prodigioso remedio, que
tio til deve ser humanidade.__
Poder fazer o uso que quizer destas poucas li-
nhas que s con tem a pura verdade.
Recife, 5 de Marco de 1882.Da Vmc. criado e
ebrigado, Miguel Xavier de Souza Fonieca.
Estava sellado com urna estampilha de 203 ris
e inutilisada da maneira seguinte : Reeebedoria
de Pernambuco, 4 de Dezembro de 1882.Fortu-
nato de Andrade.
(Estava reconhecida a firma)
Sr. Angelino dos Santos Andrade.Soffrendo
ha longos annos de dores nos ouvidos qne me im-
possibilitavam de trabalhar durante alguns dias,
fui ha 10 mi zes accommettido seriamente deste
mal, pois alm de nada ouvir, trouxe urna inflsm-
maco enorme, que me escaldava os ouvidos e que
pelo mo ebeiro, se nao podis suppsrtar. Alguns
mdicos disserum me ser um grande abeesso. Ou-
tros, porm, me aconselhavam que me tractasse se-
riamente, pois era urna molestia de ptlle de appa-
rencia darthrosa e de mo carcter.
Usei entio do licor de Donavau, composto de
iodo, arsnico e mercurio, tomei CajurubOa e mui-
tos outros depurativos, e nao tinha mais esperan-
zas de melhorar, pois a minba orclha esquerda
principalmente era urna chaga e eugrosiou horri-
velmente, cuno succede aos raorpheticos.
Um amigo, em boa hora, me aconselbou o seu
Elixir; e eu, queja tomei a quinta garrafa do seu
preparado, acho-me completamente restabelecide,
e a orelba, que eu julgava podre, est hsja mais
b do que nunca pensei.
A bem da humanidade faco a presente declara-
dlo o autoriso-o a fazer della o uso que lhe coa-
vief.
Reciio, 30 de Abril de 1886.Eduardo Floro
de Paiva.
Estava sellado com urna estampilha de 200 ris,
devidamente inutilisada.
(Estava recooheeida a firma).
(Continua)
Leonor Porto
Una to Imperador n. 15
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
figurinos recebidos de Londres, Paris
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costura, em bre -
vidade, modicidsde em precos e fino
gosto.
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
lista, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, d consultas de meio dia s
3 horas da tardo, no l.o andar da casa
n. 51 ra do Bario da Victoria, ex-
cepto nos domingos e dias santificados.
Residencia ra Scte de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.
Dr- Lopes Pessoa
Medica e operador
Residencia Rui Larga do Rosario n.
38 Io andar.
Consultorio Ra do Bom Jess n. 37
1* andar.
ConsultasDas 12 s 2 horas da tar-
de.
Chamados-A qualquer hora, por 68-
cripto.
De 1 a 20
dem de 2
De 1 a 20
dem de 22
Del a 20
dem u 22
Ricebuloria geral
lieeebedoria p.ujinsiat
Caledonia Livrament 4 C.
Elston ordem.
Expedit FoDseca Irmios 4 C.
Epbr:itah ordem.
* Emolator& Jobnston Pater 4 C.
Fides ordem.
Fritz Baltar Oliveira 4 C.
Frita H. Lundgrin 4 C.
Figueirense ordem.
Florence Saunders Brothers 4 C.
Gesine Pereira Carneiro & C.
Homborgsund Wilson Sons 4 C.
Jorgen J. I.jtz ordem.
J. L. B. ordem.
Leipzig ordem.
Merchant S. Johnston.
* Martha Borstelmann 4 C.
Nina ordem.
Reform H. Lundgren 4 C.
Seiprig ordem.
* Tagus Amorim Irmios 4 C.
Tentativa Amorim Irmios 4 C.
18:770*503 T.ber- Saunders Brothers 4 C.
28*073 Unioni H. Lundgrin.
Veritas Amorim Irmios 4 C.
18:998*576 Vernica ordem.
Ville de Cear Angoste Libille.
684.453*758
19:3351926
530*452
O signa! indica ter a embarcacio sabido.
Recife, Drainage
32:562*657
Mercado Mnulclpal de S. Jote
O movimento deste Mercado no dia 23 de Agosto
foi o seguinte:
Entraram :
431/2 bois pesando 6,262 kilos, sendo de Oliveira
Castro, 27 1/2 ditos de 1 qualidade 2 de 2*
o 14 ditos particulares.
108 kilos de peixe a 20 ris 2*160
74 cargas de farinha a 200 ris 14*800
15 ditas do fructas diversas a
JB 300 rs. 4*500
10 taboleiros a 200 ris 2*000
13 Suinos a 200 ris 2*600
Foram oceupados :
241/2 columnas a 600 ris 14*700
25 compartimentos de farinha a
500 ris. 12*500
23 ditos de comida a 500 ris 11*500
61 ditos de legumes a 400 ris 24*400
30 ditos de fazendas a 400 ris 12*000
18 ditos de saino a 700 ris 12*600
11 ditos de tressoras a 600 ris 6*600
10 talhos a 2* 20 8 ditos a 1* 8*000
A Oliveira Castro 4 C.:
Vaporea entrar
19:866^878 dos portos do sul
Espirito Santoa 26.
La Plata-a 29.
34:703*303 Corrientesa 1 de Setembro.
2:140*646 Advancea 5.'
Manosa 6.
Mondegoa 14.
Pernamoucoa 16.
Camilloa 27.
Tagusa 29.
DOS P0BT03 DO KOBTB
Pernambucohoje.
Mrquez de Caxiashoje.
Marinho Viscondeanianha.
Camilloa 3 de Setembro.
Paraa 13.
Espirito Santoa 23.
DA EUROPA
Cotopaxia 28.
Girondea 3 de Setembro.
Tamara 10.
Nevaa 24.
DB SEW-POBT
Financea 9 de Setembro.
DB NEW YORK
Lisbonensehoje.
54*000
202*360
4:634*140
4:836*500
Para o Rio de Janeiro, U. Burle 4 C. 200
eaccas com 15,400 kilos de algodao.
__ No vapor nacional Pernambuco, carrega-
ram :
Para Victoria. P. Carneiro 4 C. 100 saceos com
7.500 kilos de assucar mascavado.
!__ No hiate nacional Aurora 2*, carregou :
1 ara Mossor, J. Baptista 1 barrica com 60
kilos de assucar refinado. >
Ulnnelro
BXPBDIDO
Pelo vapor ingles lagus, para ;
54 talhos a 1*
Deve ter sido arrecadada nest.es dits
a quantia do
Rendimento dos dias 1 a 22
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde de 240 a 00 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos, de 320 a 500 ris idem.
tranuba de 200 a 240 ris a cuia.
Milbo de 240 a 320 ris idem.
Feijio de 640 a 1*000 idem.
Maiadouro Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 94
reses para o consumo do dia 23 de Agosto.
Sendo: 67 rezes pertencente a Oliveira Castru,
c O, e 27 a diversos.
Embarcacoe* sartas no porto
98 de Agosto
ACIONAES
Armandoconsig. Loyo Si Filho.
Jaguaribe Companhia Pernambucana.
Lamego(canhoneira de guerra).
Marianninhaconsig. Baltar Oliveira 4 C.
Mandah Companhia Pernambucana.
Marinho XI Jos da Silva Loyo & Filho.
Maria Angelina Loyo 4 Filho.
Pirapama Companhia Pernambucana.
S. Francisco Companhia Pernambucana.
ESTBASOEIBAS
Anne Charlotteconsig. i ordem.
Bateau Cteme I& Wilson Sons 4 C.
* Bateau Cteme II Wilson Sons 4 C,
eaa
Vapores a aablr
Jaguaribe h je, s 5 horas da tarde, para Ca-
mossim, tocando na Parahyba, Natal, Maco,
Mossor, Aracaty, Cear e Acarah.
Pernambuco hoje, s 6 horas da tarde, para os
portos do sul.
Cotopaxi a 28, as m?io dia, para Valparaso,
com escala pela Babia, Rio de Janeiro e Mon-
tevideo.
La Plata a 29, l hora da tarde, para Sou-
thampton e escala.
S. Franciscoa 29, s 5 horas da tarde, para Ma-
cei, Penedo, Aracaj e Baha.
MoviDiento do porto
Navio entrados no dia 23
Parahyba10 horas, vapor inglez Merchant,
de 895 toneladas, commandante J. D. Plutts,
eqoipagem 27, carga vario) gneros ; a Samuel
L Johnston.
Soutbampton e escala13 1(2 dias, vapor inglez
inglez Tagus, de 1,962 toneladas, comman-
dante Gillies, equipagem 108, carga varios g-
neros ; a Amorim Irmios & i .
Sahido8 no mesmo dia
Buenos-Ayres e escalaVspor ingles Tagus,'
commandante Gillies, carga varios gneros.
Santos e escalaVapor trances Ville de Cear,
commandante Simonet, carga varios gneros 3
Nova-Orleans Vapor allemio Martha, com-
mandaato R. Echert, carga varios gneros.
PanamVapores columbianos Bateau Citerne
1 e Baten Citerne 2, commandantes Balis
e J. Spechitiz, em lastro. .
Barbado, Escuna inglesa Emulatcr, capitao
Thomaz Paul, em lastro.
Qbservac&o
Fundeou no lamario ama barca norueguense e
nao communicou com a terrs, a qu! entrara hoje
para o ancoradouro.


i



pn

Diario de PernambucoQuarta-lciru 24 ae Agosto de 1887

.}
A Imprenta e o peltoratl de Cani-
llara (l)
D'entre as muitaa apreciares que este impor-
tante medicamento tem continuamente merecido
do j maliamo de qaaai todo o imperio, offerecemos
agora ao publico a opinio insuspeita de um Ilus-
trado orgo que v a luz da publicidide na cida-
de do Kio-Qr nde do Sul.
Lila:
Sabemos de um asthniatica, di o Artitt i, que
regularmente, urna ves por mei, era accommettido
de ataques que,, o inutilisavam por alguna da.
Entretanto, no espaco de oito meses que tem usa-
do do Peitoral de Cambar do Sr. Jos Alvares
de Soma Soares, o seu estado de saude nio tem
continuando a soffrer oa rudes golpes daquella in-
commodativa enfermidade.
Escrevendo estas linhaa, o faxemoa na crenca
de que prestamoa um aervico humanidade aof-
fredora. '
Apontamos-lbe o Peiloral de Canutar, que
nao contendo na sua proparacao cousa a'guma no-
civa, tem producido curas admiraveia.
Companhia
DE
m
EDITAES
= De ordem do Iilm. Sr. engenheiro director
geral, faco publico que tendo S. Exc. o Sr. pre-
sidente da pruvi c>a concedido autorisaciio Im
perial Scidade dos Artistas Mecbanicos Libe-
raes para deaaprspriar o terreno com seis peque-
as casas, existentes ao lado do sul do edificio do
Lyeeo de Artes e Ofiicios, para o es tatelcci ment
de oficinas e aulas praticas annexss ao mesmo
Lyoi'o, sao pelo presente chamados os senhores
interessados, para no praio de dous mezas virem
examinar a planta respectiva que foi approvada
pela Cmara Municipal do Recite e achate nest-
secretaria, o apresentarem as reclamacoos que
tivcrex, sob pena de proceder-se a arbitramento
para indennisaco, na forma da lei n. 129 de 2 de
Mauo de 1881.
Secretaria da reparticao das Obras Publicas de
Pernambuco, 23 de Julho de 1887.
O engenheiro secretario,
Joaquim Gomes de Olivei a e Silva.
luizo dos Feltos da Fazenda
Nacional
Escriv&o Reg Barros
P. ranti* o Sr. Dr. Ju z Substituto dos Fcitos da
Paseada, L ndolpho Hisbello Corroa de Araujo,
no dia 26 do correte mez de Agosto, pelas 11
horas da manh, depuis da audiencia deste juio,
ae vender eui prac* publica, o dominio til do
terreno de Manaba u. 82, sito ra dos C^elbos,
oaes de Capioaribe, pertencente aos herdeiros dj
Jlo Francisco Paredes Porto, avaliado o mesmo
domiuio em 250000, peuhjradu para pagamento
Ja Fazenda Nacional e custaa. Assim c mo ss
arrendar cin praepFpublica ua mesma occasio o
alngitel do sobrado de um audar e loja sito .i ra
do Marques do Herval n. 61, tundo o mesmo tres
oortas no andar, com varanda de ferro corrida e
no pavimento terreo tem tris pirtas, sendo duas
que diij entrada parau.n armazem que oceupa-
do com venda e u na que sjbe para o mesmo an-
dar, avahada a reuda annr.al em 4804000, que
ser arrendado p.-le tempo que for aufficiente para
pagamento das execu^ojs da Fazenda Naeional
provenientes de foros de terreno de Marinba em
que est edificado o mesmo predio e impostos de
vidos pe) actual pissuidor do referido sobrado
ilatljiaa Muuiz Tavares.
Kecife, 1G de Agosto de 1887.
O solicitador da Fazenda Nacional,
Lu* lachado Botelho.
O Dr. Thomaz Garcez Prannos Montene-
gro, commendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
cio desta cidade do Red fe e seu, termo,
capital da provincia de Pernambuco, por
S. M. o Imperador a quem Deus guar-
de, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem oa
elle noticia tivereo, que por parte de Jos de
Almeida R ib jilo mu f ji dirigida a pe tic lo do
iheor segniute :
Illm. a tixin. Sr. Dr. juiz de direito es-
p cial do commercio. Jos de llmeida Ra-
bel! credir de Francisco Jos da Costa Ribeiro
da quantia de 2:00040.0, importancia da letra
junta, alm dos j iros estipulados, e como o sup-
plicado est' ja ausente em lugar incerto e nao sa-
bido pelo suppliciinte, estando prestes a presenp-
, Jo da mesma letra, quer elle interromper a pres-
..Tipcao na forma do art. 3'Jl do Regulamento
Commercial, para o que, requera V. Exj. se digne
mandar que, distribuida e autuada a presente,
-.ji tomado por termo seu protesto e designado o
.lia para a uqtiiricao das testen unbas, seguindo
-e aos demais termos para o fim requerido.
Pede deferimento.Espera receber mert.
Recife, 29 de Agosto de 1887.Lydio Alerano
Baudcira de Mello, procu-ador. (Sellada com
orna estampilha e 200 rs., regularmente inutili-
sada.)
E' o que continha dita petico cima copiada
:ia qual profer o despacho do theor seguiuta :
Distribuida. Cmo p de. O escrita) designe da.
Ricife, 20 de Agosto de 1887. M Em virtudc deste meu despacho sendo a mesma
petico apresentada ao respectivo distribuidor
este a distribaio ao escrivao do primeiro officio
que fez lavrar em seguida o termo de protesto do
rhecr seguinte :
Aos 22 dis de Agosto Je 1887, nesta cidade
do Kecife, em meu cartorio compareceu o solici-
tador Lydio Alerano Bandoira de Mello, procura-
dor bastante do supplicante Jos de AlmeilaRa-
oello e ante mim e as testemunbaa iufra astigna-
Jas disse que p:r parte de sea constitainte redu
zia a termo de proteste para interrupco de pres-
cripefio o couttdo da petico retro que fica fa-
zendo parte integrante do presente afim de ser
.ntimado ao supplicado para os devidos eff jitOB.
E de como assim o disse e protestou, lavro este
termo em que aasigno com as testemunhas pre-
sentes depois de lido por mim Manoel Lopes de
Carvalho Chives, c escrevente juramentado, que o
escrevi.
Ea JosFraDklin de Alencar Lima, escrivao, o
fix escrever, subscrevo e dou fe.Lydio Alerano
Bandeira de Mello.Francisco Manoel de Al-
meida Jnior. -Matheus Eugenio Peixoto.
Nada mais continha dito termo de protesto ci-
ma fielaente transcripto.
tendo o snpplicaute producido a justificaco
do estylo, o respectivo cscriva me fez os autos
conclusos sellados e preparados e nelles profer
a seutenca do theor aeguinte ; Vistos. Hei
por justificada a ausencia do supjlicado em
lagar incerto, c mando que seja o mesmo intimado
por editaes com o prazo de 30 das do protesto de
tclhus duas verso, para interrupclo da prescripeao
do titnlo de folhas. Cust&s ex-causa.
Rcife, 22 de Agosto de 1887. -Thomaz Qar-
cet Paranhos Montenegro.
Em virtude desta minha senlenca o respectivo
esenvao fez passar o preaeute edital por cajo
theor chamo, cito e hei por intimado o supplicado
Francisco Jo9 da C)sta Ribeiro, para que no
prazo de 30 das coutados da data da pubiicacao
compareca ante este juixo, afim de allegar o que
. bem de seu direito.
E para que chegue ao conheciinento de todoa o
presente ser publicado pela imprensa e outro de
igual theor affixado no lugar do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recite de Per-
nambuco, aos 22 das de Agosto da 1887. Ea,
Jos Lrankln de Alencar Lima, subscrevi.
Thomaz Garcet Paranhos Montenegro.
Fiapo e tecidos de
Pernanibuco
A directora tas sciente aos senhores subscrip-
tores da nova emsso de acces para o levanta-
meato da fabrica aa Torre, que fica mrcalo o
praso de 30 das, desta data, para o pagamento
da aegunda prestaco de 25 0/0, e autorisado o
Sr. thesoureiro Jos JoSo de Amorim Jnior, para
o recebimento, ra do Bom Jess n. 3.
Recife, 23 tls Agoato de 1887.
Os directores
Manoel Jos da Silva GuimarSes.
H-nrique Saraiva,
Secretario.
Jos JoSo de Amorim Jnior,
Tnesoureiro-
Celestial contraria k Sanlissima
Trindae, 22 de Agosto de
1X87'
Conselho fiscal
Dj ordem do carissimo irmo procurador geral,
cinvido aos carissim s irmos ex joixes e ex-pro-
vedores, para comperecerem em nosao conaistorio
quarta-frira 24 do corrente, pelas 6 1/2 horas da
tarde, afim de em sesso do conseibo fiscal dar
eumprimento ao dsposto nos arta. 37 e 38 e
1", 2- e3 O secretario,
JoSa Jacintho Guedes de Lacerda.
"Clli IlBraciflirflTigir
Tendo o conselho administrativo de organisar
o corpo de remadores para a prxima regata, s;Io
convidados todos oasi.-iis que faze n e os que
queirarn*fazer parte do mesmo a se inscreverem
em um livrs qne para tal fim ao ucha na secreta-
ria lo club. Aquellos que nao o fizerem ao iia-
prorogavel prazo de oito das, julgor-33-ho ex-
cluidos do corpe.
Secretaria do Clnb Internacional de Regatua,
21 de Agosto de 1887.O 2- secretario,
Alfredo B. R. Borges.
Thesourariade Fa-
zenda
De ordem do Illm. Sr. inspector, faco publico
que, conforme communicou a inspectora da Caixa
de Amortisac). em officio de 6 do corrente, foi
pela respectiva junta administrativa, em sesso
tambem de 2 lo corrente, na forma do art. 136 do
regulamento de 11 de Fevereiro de 1835, marcado
praso p ra a aubstituico, sem descont, das no-
tas de 104000 da stima estampa, o qual ser
contado daquella data at 31 de Marco do prxi-
mo auno de 1888.
Thesouraria de Fasenda de Peroambueo, 20 de
Agosto de 1887.~-Pelo secretario,
J. II. Oliveira Amaral.
Obras publicas
De ordem'do Illm. Sr. engenheiro director geral
das obras publicas e de conformidade com a au-
torisHco de S. Exc. o Sr. presidente da provincia
de 30 de Julho ultimo, faco publico que no dia 25
do conente, ao meio dia, aa mesma reparticSo,
recebe-se propostas para a obra de recoastraeco
da ponte do Junqaeira sobre o rio Pirapama, or-
eada em 8:6704207.
A planta, orcamonto e clausulas especiaes do
contracto acham-se aesta secretaria para serem
examiaados por aqu llea que pretenderem arre-
matar a meema obr<, da acc rdo com o que dispoe
os arta. 70 73, 8. e 90, S2, 97 101, 106, 115 e
116 do regulamento de 20 de Junbo do corrente
anno.
Secretaria da reparticao das obra publicas de
Pernambuco, em 2 de Agvto de 1887.
O engenheiro secretario,
Joaquim Gomes de Oliveira e Silva.
O administrador da Kecebedoria Provincial fas
publico para chegar ao cooheimento de todos a
quem posss caber a execu$5o do regulamento de
4 de Julho do corrento anuo, que pagaran o de
vido imposto para vender em seus estabelecimen-
tcs bilbetes de loteras de oatraa provincias os
Srs. Antonio Augusto dos Santos Porto, estabe-
lecido praca da Independencia ns. 37/39, e Ma-
ncel Martina Fiusa NI Primiro de Marco a.
23 sendo que o ultimo deixou de bolicitar a res-
pectiva licenca.
Alem destes, e com vendedores ambulantes,
pagaram o impoeto e obtiveram liceuca por esta
reparticao os Srs. Joo Pereira de Biito, Bcrnar-
dino Lopes Alheiro, Porfirio de Albuquerque Ma
galbaca e Joo Rodrigues Pereira.
Recebedoria Provincial de Pernambuco,
Agosto de 1887.-O administrador,
Francisco Ajjyothaa de C. Monra
19 de
S. K. J.
oeledade Beoreaiiva Javealude
Sarao bimestral em 28 do corrate
Os senhores socios que desejarem tirar convites
para este sarao, po iem apresentar suaa aotaa ao
Sr. presidente.
Secretaria da sociedade Recreativa Juventude,
16 de Agosto de 1887.O 2 secretario,
Jos de Mediis.
ifcLASACOES
Obras Publicas
De ordem di Illm. Sr. etgenbeiro director g>
ial das obras publicas e de conformidade com a
aiftorisacSo de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia de 12 de Agosto do corrente aaao, faco
publico que no dia 15 de Ontubro prximo, ao
meio da, na mesma reparticao, recebe-se propos-
tas para a obra dos reparos preciaos no acude
Dublico da comarca de Flores, oreados esa.......
.: 7814200.
O orgamento e clausulas especiaes do contrato
acbam-ae neata secretaria para serem examinados
por aquellos que pretenderem arrematar a mesma
obra de accordo com o que dispoe os arta. 70
73, 89 e 90, 92, 97 101, 106, 115 e 116 do regu-
lamento de 20 de Junho do corrento anno.
Secretaria da repartido das obras publicas de
Pernambuco, em 23 de Agosto de 1887.
O engenheiro seerecario,
Joaquim Gomes de Oliveira e Silva.
Estrada de ferro do Ribciro ao
Bonito
Pelo presente faco saber aos Srs. accionistas
desta empresa, que apeaaa realisaram a 3.* en-
trada de 10 '/o de suaa acedes, constantes das cau-
telias ns. 19, 28, 29, 34 e 35, que em virtude do
disposto no n. 1 do art. 9 dos estatutos, fica-lbes
marcado o praso de 30 das, a contar de 16 do cor-
rete mes, para realizaren) a 4.a entrada de suas
accoes com a malta de 20 ".,.
Oatrosim, o accionista que nio realisar suas en-
tradas no praso determinado, perder um beneficio
da empresa as entradas que j tenha feito.
Recite, 11 de Agosto de 1887.
Jos Bellarmino Pereira de Helio,
O director secretario.
Nauta Casa de misericordia do
Recife
Por esta secretaria sao chamados es prenles
ou protectores das menores abaixo declaradas,
pars, at o dia 30 do corrente, apresen tal-as no
collegio das srphs, afim e serem ahi admittidas.
visto acharem-se inscriptas eui primeiro lagar, no
respectivo quadro.
Laura, filna de Miguel de Seuza GalvSo e Isa-
bel Mara da Silva Galvb.
Sydronia, filna de Cosme Damio Felippe da
Silva e Constancia Mara do Carmo.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 16 de Julho de 1887.
O escrivao interino,
Prancisco Gomes Castellao
Companhia 'lo Beberibe
Nao se tendo reunido hja accionistas em nu-
mero sufficiente para constituir assembla geral,
sao da novo convidados para a assembla geral
extraordinaria, que ter lugar 1 o da 2 i do cor-
rente mes, ao meio dia, no 1' andar da casa a.
71 roa do Imperador, para proceder se a eleicao
da directora que deva fuoccionar em o novo bien-
nio social.
A reuoio ter lagar com qualquer que si ja c
numero de accionistas presentes como diapoem es
estatutos.
Recite, 19 do Agosto de 1887.
Ceciliano Mamcde Alves Ferreira,
Director gerente.
Jos Eustaquio Fenera Jacobina,
Director secretario.
Misil M of Rllliio
Lio um
Capital do Banco........ 1.000,000
Capital realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,001?
A contar desta data e at ulterior reso-
luto, concedf:r-se-ha juros de dous por
canto ao anno, sobre os saldos do dinbeiro
depositado era conta corrente de riiovimeii-
to no roesmo Banco.
Recebe-se tambem diuheiro em deposito
a juros por periodos determinados, ou su-
jeito ao aviso previo de trinta das para sur
retirado, mediante as condicfos de que se
dar conheeifbento aos iateressados.
Pernamcuco, 23 de Maio de 1887.
Henry K, Oregory,
Gerente.
!i
De hojepor dianle os presos
dos materiaes da Diaria a Vapor,
sero regalados pela tabella se
pinte, sem descont:
Tijolos grossos formato com-
1111111), milheiro 18$ Ditos for-
mato pequeo 108 Telhas, mi-
lheiro 35$, Ladrilhos de diver-
sos formatos 5W00O,
Recife, 1 de Agsoto de 1887.
Antonio V. Nascimeuto Feitosa.
GERENTE INTERINO-
Santa Casa de Misericordia do
Recife
Na secretaria da Saota Casa arreada-se os se-
guntcs predios :
Ra do Bom Jess n. 13, 3- andar.
dem dem n. 44, 1- andar e loja.
dem do Vigario Tbenorio u. 22, 1- andar.
dem idem n. 25, sobrado.
dem do Marques de Olioda n. 53, 3- andar.
dem do Apollo n. 24. 1' andar.
Ide ii da Moda n. 4'.
Ipem dem n. 47.
dem idem n. 49.
dem idem n. 37.
dem da Lngaeta n. 14, 1* andar.
Becco do Abreu n. 2, 2- andar.
Secretara da Santa Casa de Misercorda do
Recife, 25 de Maio de 1887.
O escrivao intSrino,
Francisco Gomes CaatcllSo,
AVISO AOS PASSAGEIROS PORTA-
DORES DE SERIE
Em virtude do desejo manifestado por mata de
um dos Sra. passageiros desta catbegoria, resolveo
a directora reunida em aesao ordinaria hontem,
que fossem validos os bilbetes de series indistinc-
tamente dentro do aes para o qual tiverem sido
emittidos, segando o numero de visgena contidas
em cada talo ; ficando por esta forma abolida a
restriccao de s ser aceita urna vagem diaria de
ida e volta.
Fuoda-ae esta alteraco no tacto de allegaren!
alguna dos sobredtos paseageiros que para elles
urna viagem perdida a dos das sanctificados, ao
passo que poderia a mesma ser aproveitada para
urna segunda ves em qualquer dos das uteia. E
fica-lbes assim o direito de faser at as 30 vingens
n'um s da, caso julguem opportuno nesse praso
esgotar toda a serie.
Eacriptorio do gerente, 10 de Agosto de 1887.
O director gerente,
___________________________A. P. Simpes.
C. CE.
Club Commercial Hulerpe
Assembla geral extraordinaria
Visto terem recasado aceitar os seus cargos
alguna dos funecionanos eleitos oa assembla ge
ral ultima, rogo o comparecimento dos senhores
socios sede social quarta-teira 24, s 7 horas da
noite em ponto, para procederem a urna eleicao
definitiva.
Secretaria do Club Commercial Euterpe, 21 de
Agosto de 1687.O 1' secretario,
F. J. de Amcrim.
SEGUROS
CONTRA FOGO
Fhe Liverpool & London & Globe
INSURANCE C0MPANY
se.
(-OMIM.\IIIt l> seguros
CONTRA FOCO
Norlb British & Mercantile
CAPITAL
:000.00o de libras scrliuas
A O EN 1 ES
Adomson Howie & C.
MABuIIOS
DO
DEEM
Oescripterio d'esta
companhia a cha-se
tunecionando no largo
de Pedro II, n. 77, l.
anda..
I incumbe se median-
te contrato c a paga-
mento em prestafoes,
de construefes e re-
construcfdes de pre-
dios, cujos projectos e
ornamentos sejam ou
nao confeccionados
pela companhia.
No escriptorio se en-
contraro sempre, as
amostras dos produc-
tos da fabrica a vapor
do Taquary, tendo sem-
pre venda: tijolos
ni as si vos de al ven aria.
ditos para ladrilhos,
diversos formatos, te-
lhas romanas, francs
zas, de capote comen
caixe, de crista; cano-
e curvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e tijolos fina-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas c en-
comendas, no escripto-
rio central.
BRASIL
Capital 0,000:0004
dem realisado 8,000:0004
A caiza filial d'este Banco faoccionando tem
porariameute ra do Commercio n. 38, saca,
vista oa a praz>, contra oa seguintes correspon-
dentes no estrangeira :
Londres......... a/N. M. Ro-hschil & Sons.
Paris........... De Botbschild Prres.
Hamburgo.......\
^BrVm..........I Deutscne Bank.
Bremente........
Prankfart s/ Main '
Antuerpia....... *
Roma...........
leuova.........
aples.........
Milao e mais 340
cidades de Ita-
lia............
Madrid..........;
Barcelona.......
Cadit...........
Malaga.........I
Tarragona......
Valencia e outrasi
cidades da Hes I
panha e ilbas I
Canarias....../
Lisboa.........\
Porto e mais c- f
dades de Por-f
tugal e ilbas... '
Bnenos-Avres.... )
Montevideo......)
Nova York...
Banque d'Anvers.
Banca Genrale e
agenciae.
Banco Hipotecario de
Espaa e suas agen-
cias.
Banco de Portugal
saas agencias.
llnued SUles & Brasil 8. S.
O vapor Advance
E' esperado dos portos de
sul at o dia 5 de Setembro
depois da demora necessaria
seguir para
aranhao, Para, Barbados, S
Thomaz e .\e w-Vork
Para carga, passagens,eic uimendas dinheirt
* frete, tracta-so com oj
AGENTES
O paquete Finance
Eapera-ae de New-Fort-
News, at o dia 9 .e Setem-
bro o qual seguir depois d
demora necessaria pira
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
to com os
AGENTES
Henry Forster k C.
N 8 RA DO COMMERCIO -N. 8
1. anda
Hamura-SaBfiamBrlamsciB
DainpfschinTalirts-GeselIschafl
O vapor Corrientes
Compabia Braslleira de Har-
Saco a Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante o 1 tenente Carlos An-
tonio Gome
E' esperado dos portos do sal
at o dia 26 de Agosto, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portot
do norte at Manos.
Para carga, passagens eneeromendas e valeres
tracta-ae na agencia
PRAGA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
O vapor Pernambuco
Commandante o captio de fragata Pedio
Hyppolito Duarte
E' esperado dos purtos do
norte at o dia 24 de Agosto
e depois da demora indis-
pensavel, seguir para os
portos do sul.
Recebe tambem carga para Santos, Santa Ca-
tharina, Pelotas, Porto Alegre e Rio (rande di
Sal, frete modie .
Para carga, passgens, encommendas e valores
trata-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N 9
Conpanha Bahiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, teuedo, Aracaj,
Estancia e Babia
PORTOS DO SUL
O VAPOR
Marinho Visconde
H
Por deliberavao da directora sSo cbamadoa os
Srs. accinistas desta empresa, para no praso de
60 dias a cootar de 4 do corrente mes, realisarem
a 7' entrada de 10 % de suas accoes nos termos
do nico do art. 4 dos estatutos.
Recife, 3 de Agosto de 1887.
Jos Bellarmino Pereira de Mello,
Director-secretario.
Yacciua publica
De ordem do Exm. Sr. Dr. presidente da pro-
vincia, declaro que no Ovmnasio Provincial ha-
ver vaccina publica todaa as quintas teiraa, das
11 horas ao mei] dia, oa em qualquer dia saut> a
meama hora.
Gymaasio Piuvincial, 1 de Agosto de 1887.
Dr. Esteva Cavalcante de Albuquerque.
English Bank of the Ri-
ver Pate, Limited.
Q. Amiii k & C.
Compra saquea sobre qualquer praca do impe-
rio e do eatrangeiro.
Recebe dinbeiro em conta corrente de movi-
mento com aros a tasao de 2% ao anno e por le-
tras a prazo a jaros convencionados.
O gerente,
WilMam M. Webster
(OMP ANEJA
MPERIA I
DE
SEGUROS contra FOGO
ESTi 1803
Edificio e mercadoru
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuizoa
CAPITAL
Ha. 16,000:0001000
Agente
BROWNS A C.
N. ftRa do CsmmercioN. 5
Cilla Si Um Filitt,
lo Lisooa
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESSN 7
Seguros marlilmo e terreatres
estes ltimos a nica companhia neata praca
que concede aos Sra. segurados isempcao de paga-
mento de premio em cada stimo anns, o que
equivale ao descont annual de cerca de 15 por
cento em favor dos seguradla.
NORTHERN
de Londrea e Aberdeen
Paalro Onancelra (Uesembro 1SS5)
Capital oubsetipto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,348
Reeelsa annual t
Dj prealios contra fogo 577,330
De premios sobro vidas 191,000
De juros 132,000
E' esperado dos po-
tos do sul at o dia 1
de Setembro e seguir
d pois da demora ne
ce saria para
Lisboa e Hamburgo
Para passageiros e carga a frete trata-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCIO N. 3
1' andar
COMPAINHIa PERKAHII'CVa
DE
Navegaco costeira por vapor
fORTOS DO SUL
Macei, Penedo e Aracaj
0 vapor Mandahu
Commandante Mafra
Segu no dia 29 de
Agosto, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at e
dia 21.
Encjmnieudas, passagens e dinheiros frete at(
3 horas da tard do dia 29.
ESCRD7TORIO
Ao Caes da Companhia Pemambucana
n. 12
Pacific Steam Natigation lompanv
STRATTS OF MAQELLAN LINE
Paquete Cotopaxi
E' esperado da Euro-
pa at o dia 28 de
Agosto, e seguir de-
pois da demora do eos
'turne para Valparaso
E' esperado dos oj.-cop ci-
ma at o dia 25 de Agosto,
e regressar para os mes-
moa, depois da demora docos-
tume.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
PORTOS DO NORTE
Maeo, Mossor e Aracaty
0 rapr Marpz ni Caxias
Cammandante J. J. Coelho
Espera-se ao dia
dia 24 do corrente
dos portos cima
e seguir depois
da demora do cos-
tme paraes mes-
meamoa portos cima indicados.
Para carga, passagens, encommendas e dinbei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7Ra do Vigario 7
Domingos Alves Matheus
IELE&
Quinta-feira, 25, deve ter lugar o leilao de
mobilias, pianos, quadres e outros muitos movis
existentes no armazem da ra do Marques de
Olinda n. 52.
Moj-. 24, deve ter lugar, por iatervencao do
agente Pinto, o leilao de iazendas e chapeos, an-
nuuciado para o armazem da ra do Mrquez de
Olioda n. 52.
4s
eom escala por
Baha. Rio
John. H-
O AGENTE,
BoxweU
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelclda em 1H5.>
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
kt 31 de dezembro de 1S84
Martimos..... .,110:000)000
Terrestres,.- 316:000$000
4-i-Rua do Commrelo
BA UO COMMErtCIO N. 26 1* ANOB
i.nilou k. Braslllan Bank
Umlted
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todoa os vapores sobre as ca-
sa do mesmo banco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n. 75. No
Porto, ra dos Ingleses.
"SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Compamhia Phenlx Per-
nambucaua
Ra do Commercio n. 8
de Janeiro e Monte
video
Para carga, passagens, encommendas e din-
beiro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wllson Sons A V., Umlted
N. 14 RA DO COMMERCIO-N 14
COHPA^'Ult l'KR\.4HU'l.\t
DE
avegaco Costeira or Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macdu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor S. Francisco
Commandante Pereira
Segu no dia 24 de
Agosto, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 23
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRTPTORIO
Caes da Companhia Pemambucana
n. 12
I0VAL MIL STEAM PACKT
C01PAM
Vapor La Plata
esperado
do sui no dia 29 de
corrente seguinJc
Idepois da demora
necessaria para
Lisboa e Soulhampton
Reducgao de passagens
Ida Ida e volta
A' Soutbampton 1* classe 28 42
Camarotes reservados para os pasaigeiros de
Pernambnco.
Para passagens, fretes, etc., tracta-se cerno
Consignatarios
Amorim Irmos &C.
J. 3- RA DO BOM JESS N. 3
ti
de fasendas, i armacao envidracada, 1 piano, mo-
bilias de Jacaranda e mogao, camas, marquezoes,
commodas, toilets, lavatorios, 1 secretaria, estan-
tes, guarda-ljucas, guarda-vestidos, mesas, gualda
comida, cadeiras avulsas, 2 moinhoa, 1 relogio de
parede, jarros, quadros, candieiros pira kerosene
muitos outTCfl.objectos, para liquidacao, ao cor-
rer do martellof no armazem roa de Pedro Af-
fonso n. 43.
Agente Brillo
Quarta-feira 24 do corrente
As 10 1\2 horas
Leilao
De fazendas e chapeos
CONSTANDO DE:
Madapoloes, cretones, chitas, brins atoalhados,
pannos para lde, caaemiras, panno fino, roupa
feita, damasco de la, oxf.rda. popelinas, sapatOB
de trai;cs, chitas, chales, creguelas e outras fa-
zendas.
Chapeos de manilha, do Chile, de la, de feltro,
de palha, de sparterie para homens, senhoras e
meninas, e boneta.
Quarta feira 24 de Agosto
As 11 horas
Nc armazem da ra do Mrquez de Oiinda
n. 52
O agente PINTO levar a ieilo um variado
aertimento de chapeos, fazeedas e miudeas exis-
tentes em o armazem da ra do Mrquez de Olio-
da n. 52, aa quaes sero vendidas para fecha-
mento de centas.
Leilao
ingleze
De 7 b irricas cora cerveja preta
em garrafas
Quarta-feira 24 do corrente
AS 11 HORAS
Yo armazem da na do Mrquez
de Olinda u 19
Era continuado
De 1 bahu gt^ude de madeira, mobilias de di-
versas qualidades, pianos, mesas elsticas de 3, 4
e 6 taboas, camas francesas, guarda-vestidos
guarda-lcueas, mezas com gavetas, cabides, mar-
quezoes, latas cem bolachinhis de 2 e 4 libras.
latas com ervilhas, espelhos, jarros, quadros, pra-
tos, chicaras e muitos outros artigas.
Por intervengo do agente
Gusmo
Leilao
por
Par 'os portos cima indicados seguir breve-
mente o brigue portugus Armando.
Para carga e passageiros trata-se com os con-
signatarios Jos da Silva Loyo & Filhe.
De nm piano de Erard quasi novo, urna mobilia
de Jacaranda, 6 quadros dourados, serpentinas de
bronze, 14 venezianas de caixa, jarros para flores,
pianhas com redomas e 1 estante com mesa, i toi-
et, 1 cama, 1 lavatorio, 1 berce, 1 commoda, 1
colzao, camas de ferro para meninos, garrafa, copos,
clices, bandejas, aparador, 1 guarda louca, 1 serafi-
na pequea, 1 mcbilia de pau-carga, 1 dita de ama-
relio fingindo megno, cadeiras de bataneo, relo-
gios, jarras e ontros muitos movis de cas:: de fa -
QUINTA-FEIRA, 25 DO CORRENTE
A's ll horas
Agente Pinto
No armaneiii da ra do Mr-
quez de Olinda u
EM CONTINUAQAO
Um cavallo para sella.
I Itiinu JeilaO
Na rua Nova n. 4
Quinta-feira, 25 do corrente
A's 11 horas
De J cofro preva de fogo novo, 2 pianos, 3 mo-
bilias, 2 guarda-loucas, 2 fiteiros, 2 aparadores, 2
mezas elsticas, 1 guarda-v- stidts, 1 commoda, 2
secretarias, 4 camas para casal, 3 bercos, jarros,
qualrog, miudesas, perfumaras, eapelhos, papel
pautado, maisena, cognac, brinquedos para meni-
nos, relogios, de ouro, prata, e muitos outros arti-
gos.
1





t*
Diario tte Peni miniar--- quarta-feira 24

ea
O agente Modesto Baptiata, f-r o ultimo UO&i
10 oarrtr do martelio, paa entregar as cbaves do
muta.
Leilo
De bon movei, espelho, jarros e um bou piano
de fabricante acreditado
Sonde : urna bonita mobilia prtta medilhJ"" com
quatro oadeiras da bracos, doge ditas de guara-
caVi. dona coas I 3 com p.-dra. um rf, um ex-
eellente piano forte, ama cadeira para o mesmo,
nm tapete pira sita, seis dit s para pottaa, um
impoitante candieiro de crystal para kerosene,
deua pares de jarros para e i los, orna secrrta-
ria de Jacaranda, ama cun i fian cesa de dito, dual
meias cmodas de amarello, um marquesSn, um
cabide de columna, um grande jarro para fl res,
Uta berco de amarello, ama cama para menino e
daaa espreguifadeiras. Um* mesa elstica de ama-
relio, doas aparadores de aito, am sof de dito,
douB aparadores envidracados, cadeirai para sala
de jaotar, daas cadeiraa de brac > do amar- lio,
urna mesa redonda de acarani cem pedra, doas
cspeihoB, urna qo irtinbeira de columna, louca, vi-
dros, treoa d- cojiuhae outros muit >s movis.
Sexta feSra, do corrate
A's 11 horas
No 1- andar do sebrado n. 28 da ra do Via-
ooode de Albuquerquc antiga roa da matiiz da
Boa Vista.
O agento Marting far loilo dos movis a mais
objectoa existente no referido sobrado a roa da
Matria da Boa-Vista onde morava oSr. Mantel
Jos Soares de Avellar.
Da casa terrea u. 166 sita a ra IraperUI, fregue-
cia de S. Jos, junto a taverna do Si. Joiquim
Netto, e defronte do sobrado da viuva do Vil-
devino, nova e edificada em solo fjreiro ma-
rinba, com frente de asulejo; tendo |>or;a e ja-
nella, oqu.rtos, 2 salas, costnha externa, c-
ctea* e grande quintal murado at o uur, onde
existe am solido cei.
Sexta feir 93 do corrate, as
I I horas
No armazem de agencia de leilues ra do
Mrquez de Oliida n- 1.9
Em continuado
De diversos movis, pianos, quadros, espelbos,
jarros, tal rieres, eopos, clices, garrafas, i silhSo
quasi novo c m seus pert-nc.s, malte para via-
gem, charutosde diversas marcas, r-logios, can-
dieirr e miudezis.
lor iulerveaco do agente
Gusrno
AVISOS DIVEfiSOS
ios 919 era!
Sera dieta e sera modifi -
cafoes di costnmes
Laboratorio central, ra do Visconde
Rio Brmco n. 14
Esquina a ra do Regente "Rio de
Janeiro
Especficos preparados peio pliar-
macentico Eugenio Marques
de Hullanda
Approvados pelas juntas de bygiene da
Corte, Repblicas do Prata e Academia le
Industria de Paria.
Elixir fe Imbii bina
Restabelece os dysp'pticos, facilita as digis-
to-i e promove as ejeeces diflceis.
vioho de anana* feiruf(lnoo e
quinado
Para os chloD-anemicos, debolla a hypoeciia
intertropieal, reeonstitue os bvdropicos e berilie-
ricos.
Xarope de flor de aruelrn e mu
lamba
Muito reconwiendado na bronebite, na hemep-
ty--! e as toases agudas ou ebronicas.
Oleo de leaimlu ferruglnoan e ran-
cata de larunjn anargas
' o primeiro reparador da fraquesa do orga-
nismo, na fysica.
Minian anlc porludlran. preparada*
rom pererlaa. quina ejaburanil}
Cura radicalmente as tebres intermitientes, e-
mittentes e perniciosas.
Vleho de jurubelia aimiilro e lam-
ben rerrnartnoaio. preparados
era vlnho de caja
Efficazes as inflamayoes do figado e baco agu-
das ou ebronicas.
Vlnho touioo de capllaria e quina
Applicado as convalescencaa das parturientes,
retico ante-febril.
Francisco Mmoii a Silva & C.
RA DO MRQUEZ DE OLINDA
Precisa-se de um bom cosinbeiro ; no hotel do
Caminbo Novo.
Fumo carioca
Preparado pela acreditada fabrica do Rio, de-
nominada Foote Limpa ; vende se em pacotinlios
em lodos os estabelecimeotos de retalho.. Uoico
deposito, na fabrica Veneza, arco da Concei;ao
nmeros 4 e 6.
Aloga-se casas a 8J0M) no becco dos Coe
inos, junto de S. Goncallo : a tratar oa ros. d
Imperatriz n. 56.
Alaga se por 10*000 a casa n. 21 na Var-
sea, defronte da estafa;, com armac) ; a tratar
na ra da Imperatris n. 56.
Compra-ce urna casa terrea na ra da As-
sumpcao oa Santa Cecilia ; a tratar na roa do
Marques de Oliuda n. 3, loja.
= Alaga-se a casa terrea n. 127 roa das
Cinco Ponas, e a da ra da Matriz da Boa-Vista
n. 56 ; a tratar na ra de S Jurgo n. 56, ta
verna.
Aluga-se o 1- andar do sobrado n. 36,
roa de Paulino Cmara ; tratase na roa do Vis-
conde de Albuquerqu; n. 28, 2' andar.
Precisase de urna cosioheira ; na ra da
Matriz da Boa-Vista n. 9.
Aloga se a casa terrea da sua de S. Fran-
cisco n. 27 ; a tratar no becco das Carvalhas nu-
mero 1.
= Precisa-se de urna pessoa que eaiba cosi-
naar bem, homem ou mulher ; na ra 24 de Maio
n. 13, 1 andar.
Alorase o predio da ra do Burilo de 8.
Borja n. 28, com comandos pura numerosa fami-
lia, com agua e gaz encanados ; a tratar na roa
d Auror n. 85, merceara.
Compra-se orna easa terrea- na freguezia da
Bja-Vista oo de Santo Antonio : quem a tiver,
deize carta uesta typograpbia com as inlciaes
J. M.M._________________________________
Vende se um inesSo e um bauco para escola:
na roa dos Oss s n. 40.
Aluga-se o sobrado grande ra de Pay-
sand n. 4-, com commodos para grande familia ;
tem agua e gas ; a tratar na estrada do Csjuei-
ro, coin s Sr. Braga.
Farinha de mandioc
de OO a l*soo o Maceo
Venie-se no trapiche Barbosa.
Antonio Duarle
recebeu directamente do Porto vinbo verde, dito
do Djuro, salpicoes de fumeiro, ditos em calda, e
vende pot preco madieo em sea estabeleeiment,
ra da Uaio n. 54, confronte a estacSo.
0 o Mcoiisca
Preprio para mesa
JoJo Ferreira da Coeta, nmeo importador dos te
i zcellente vinbo, acaba de recebar urna nova i e-
messa, que resolve vender ao sen armazem de me-
Ibados roa do A mor i m a 61, em pipas, barris
de quinto de decisse ; a que avisa aoi Sre. re-
tal hp. dores qae desejarem pro por venda este de-
licioso vinbo.
Boa acquisigo
Com os precisos commn*os para qualquer enta-
bflecimento coamercial, alugs-se a loja do sobra-
do n. 11 da ra da Imperatriz, que se acha capri-
chosamente limpa ; a tratar no 1- andar da ilitv
casa.
\lteni;;o
Presisa-se de am bjm, ofBcial
roa do Rangel d. 50.
de bar be i ro ; na
Precisa-se de ama, para eosinhar em easa de
familia e que s*ja de boa condneta ; na ra do
Imperador n 75, 3' andar.
AMA
Precisa-se de ama ama para comprar e
cozir.har em casa de familia: na ra de
Riachuelo u. 13 se dir.
Ama
Precisa-se de nma ama; a tratar na ra do
Psysand n. 19, Passagem da Magdalena.
Ama
Precisa-se de nma ama para engommar e taser
servicos de casa ; na typograpbia do Diario, no
3- andar, n. 24, ra Duque de Cazias.
Ao commercio
Os abaizo assigoados tendo comprado aos Srs.
Agostinbo Pereira Leal 4 C o seu estabelecimen-
to de molhados sito i praca do Conde d'Eu n. 15,
livre e desembaiscado de qualquer onos, cbamam
a qualquer credor da referida tirina que tenham
direito dividas do metmo estabelecimento, a
apresentar-se no praao de tres das, a contar da
data deste, para ser satisfeito. Recife, 22 de
Agesto de 1887.
Manoel Correia & C.
Aluga-sc barato
Saa Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
Ra Coronel Snassuna n. 141, qaarto.
Travesea do Carmo n. 10, loja.
Largo do mercado com agua n. 17.
Travesea do Carmo n. 10.
Tratk-se na ra do Commercio n. 5, 1* andar
es -riptorio de Silva QuimarSes & C.
Alua-se
om grande sitio, contendo as prineipaes fructas,
no Caldeireiro n 9, com boa casa de morada (qoe
foi do finado Mamede), tendo agua e gas, a quid
confronta com a casa do Dr. Aleoforado ; a tra-
tar na roa do Apollo n. 30, I' andar.
r*flSBs|sS^85S
0 Remedio do Dr. Ayer
' IBA BEEi: .
F." ai tal, e,
peurt : :."'iiix-iii'i pi m tiu-i-
como n i i certo para
as lis Ka ii ird ns de-
-n;i erigen a nm ves natlco
uetrn no sangne pelo altera
. io e uiotivi os ilinere rtes cas
- conhecid lerciar'.as e
Quatrenarias, Internas, de Prio,
Malifmns, Intermitcsntes, Remit-
ientes, Biliosas, o Typi.ioid'3.
o ii:mi:i>!o do Db. Avr.t Beotrass >
a mlnirnetlsn eexpek-e-dosystemAk
i mitt-iu aatalm nem agrediente :il-
gum mineral; seguro e tooflbnsWes e
m Mgoad i m dlretsjej.
llipiaiMM) l'F.I.O
DR. J. C. AYEIt e CA.,
Lowell, Mass., E CJ. A.
A' venda us prineipaes pliurmacias e
drogaras.
Alug1
ase
AM
Precisa-se de urna ama qne saiba osiobar
tratar na ra Velba.n. 75.
E' barato
Para mk
Urna mobilia completamente nova, de nma fa
milia estraogeira que se retira no primeiro vapor
para Europa; na roa do Marqaez de Oliuda n.
59, 1 andar.
Sementes de carrapalo
Compram-se pequeas qnantidades ; na droga-
ra de Francisco M. da Silva & C-, ra do Mr-
qnea de Olinda n. 23.
Aluga-se mi Uoa Viagem urna caua oom as-
tantes unsnmoos, perro da estaca o da via-tarrea e
dos bonds ; a tratar na ra larga do Rosario iu-
mero n. 31.
Ag eommerc'o
O abaizo aasignado declara ao corpo commsr-
cial desta praca, qoe aesta data cemproo ao Sr.
Maocet Gamas de Paiva o estabelecimento de mo-
lhados sito roa Imperial o. 133, livre e desi-m
bamcado de qualquer onos. Recife, 23 de Agos-
to da 18&3.
Francisco Jos de Barros.
LIQIJIDAQAO
/%
wr.mmmm____
Tende-se por todo preco, a retalho, todas as faz:ndas existentes na loja ra
do RaDgel n. 53, para acabar
CAJURUBEBA "
'IIAI'EIUIII) VIMIIISO EPIB1TIV0
APPBOVAO PiLi JONTA. DE ETIBIfl FBLl& DA GORTE
Aulorisala \m dnrelo imperial de 20 de Junta, de 1885
Coiii|M,sic. EMPBEGADO COM A MAIOR EFFICACIA NO BHEMATISMO
DE QUALQUER TATURBZA, EM TODAS AS MOLESTIAS DA PELLE, NA8
LEL'CORRHEAS OU FLORES BRANCAS, NA ASTHMA
BitoNchites (lesllas da vas respiratorias), nos soffbimentos
OCCASIONA DOS PELA IMPUREZA DO 8ANOUB K FINALMENTE
AS DIFFEBENTES FOKMaS DA SYPHILIS
Propag-adorA. P da Cunha
As importantes curas, que este importante medicamento li-in pruduzido, sues-
tadas por pesaoas do elevada pasfSo social, fazem com qua de tod* parte seja elle
procurado, corno o melhur e mais enrgico depurativo da sanguo.
Di'purur o ssnguc, como ondiyao de urna circulando benfica e efficaz, eia ero
qne consiste principal.liento o ionio nyais seguro de conservar a aa io e de curar 88
xcolestiaa que > impurezt lio rangue oucasiooa.
O Cajrulba, pela sua accSo tnica e enrgicamente depurativa, a medica
ment que actualmente pode conseguir esse resultado sem prejudiiar nem alterar it>
func^o-s do estomago m dos intestinos, porque nSo conten substancia nocivas, apesir
do vigor depurativo dus pro>iuitoB qsie cousiituem a base prinvip.l d'este medicamento.
As. multas curas que teas feito, esta compro vados, peiti.UMaeauiobe.das) d:s-
tinctos e eonhecidos cavll. iros que firmam os attestados, qne este jornal tem publie
do em-sua se^jao ineriit.iial
Deposito central, Fabrica Apollo, mu Hospicio 71)
A' venda em mulla starmaclr* lo Brasil e do eairanceiro
a casa terrea na travessa da Ponte de Ucfada n.
12, com bastantes commodos para grande fami-
lia, com sitio morado e arborisado, b a agaa po-
tavel para beber, deposito e banheiro de cimento
e bomba, fica a dita casa margem do rio Capi-
baribe, com banho doce temperado e salgado :
quem pretender dirija-se ao mesmo sitio, das 6 s
10 horas da manb, qae encontrar o propie-
tario.
Para engenio
Offerece-ee nma senhora com todas as habilita-
coes oecessariss para ensino primario, oa em
qualquer povoado qne nao tenha professora ; quem
dos sens prestimos precisar, dirija-se & ra da
Imperatriz n. 14, segando andar, a tratar oom >
mesma.
Falsik(fles,
Para evitar falsificaces com referencia ao co-
nhecido PEITORAL DE CAMBABA, deveeii-
gir-se este preparado com a firma do auitorAr-
vares de S. Soares em rotulo circulando a ro-
lha do frasco e a marca da fabrica nos involtorios,
rulada pelo norne dos agentes o depc-zitarios
geraes em Pemambuco Francisco Manoel da
Silva & roa do Mrquez de Olinda n. 23
Oleo high-life perfumado
para o cabello
Ou oleo do bom tom
Mandado fabricar eipreisameate
esa Par por Angelo Ka a nac
* (om pan lila
A grande copia de otees ordinarios e falsificados
qne invadem este mercado, com grande prtjuixo
para o cabelle, aconselhoc-nos a mandar fabricar
por eneommendn, em Pars, por am dos iccllicres
perfumistas, um oleo extra-fiox), vardadeiro de
amendoas, de perfumes suaves, parfeitameote lm-
pido e qne nao formasse deposito de sedimentos
ou borra nos frascos, como geralmeate acontece
com os leos baizos, e cujas qualidades higini-
cas podessemos garantir aos consumidores os mais
escrupulosos. Tal fien foi pleuamente pn enchido
com a creaco do High-lfe oil, que. temos a honra
de a presentar venda as priucipses tojas de per-
fumarias deeta praca.
_____________ Angelo Rapliael & C-
Fabrico de tssucar
Apparelbos econmicos para o coaimen-
ta e cura. Proprio para engenhos peque-
os, ai'ndo mdico em preco a ef-
fectlTO em operelo.
i'ode-se ajuntar aos engenhos existentes
do systema velbo, melhorando muito a
quadade do asauoar e augmentando a
quantidade.
OPERAgl MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
madiiuistuo aperfeigoado, systema moder-
no. Plantaa campUtas oa> macbinismo
separado.
Espcctlcay3*8 e informacSas com
Browns V.
5RA DO COMMERCIO5
Criado
de Paysandu n. .19
Extracto lie Malta re Krlepe
Preparadlo
DE
Itl ItOl <-IIS WELIXOIG & c.
CUIMICOS DE LON'DBES
Um poderoso agente digestivo e acimilativo ; um
alimento nutritivo, especialmente adoptado para
os enfermos e nao; nm grande succedaneo do
aseite de figado de bacalbo.
O Extracto de Malta de Kepler um alimento
perfeito em si mesmo e contem todos os principios
digestivos e nutritivos da cevada, is'.o phospha-
tcs, maltosa, destrina, albmina e o importante
quanto poderoso aeceisorio digestivo chamado
Diastase,podendo-se assim iicer qne com a in
trodnccSo do Extracte de Malti., como agente the-
rapeutico, se ha produzidc ama revoluc&o no trac-
tamento de sertas enermidadei da nutrico, ope-
rando especialmente na dyspepsia, alceracao do
estomago, caera do estomago, debilidades, con-
valesceneiss de enfermidades agudas, vmitos e
gastro-enterites das criancas, marasmos, affseces
escrofulesas, tuberculosas, etc.
I'nleo depoiltii
34 Ra do Rosario34
Pharmacia e Drogara
Criada
Precisa-se de nma criada q le
bem, para o ser vico de nm casa. ;
too do Paraso n. 8 2- andar.
saiba eosinhar
a tratar no pa-
t
Bernardo Jos Crrela
D. Maria Engenta Correia e huss filhas, Manoel
Jos Curris, Antonio Jos Finto Osorio i sua
familia agradecen! cordialmente a todas as pes-
aoas qae compartilharam na ior immensa que
acabara de sofrrer, e assistiram as missas pelo re-
pouso eterno de seu sempre lembrad) esposo, pai,
irmo, genro e cunhado, Bernardo Jos Correia ;
e de novo eonvidam aos parent >s e amigo* do fi-
nado para assistirem as miss-is q'ie mandam re-
sur na o'dem tere-ira. de 8. Franciscj e na ma-
tria da Graca, s 8 horas da manha da 27 do
orrente, trigsimo dia de sel passamento, de
cajo a:to desde j se confess^m eternamente gra-
tos.
SEN0MNA
De Brons k Ei de Glasgow
Este artigo, prepara Jo por uta novo processo
de trig > da melhor quadade, posase oa elemen-
tos neceasarios para nutrico de criaaots e di en-
tes, < muito se recommenda e icil di-
gesto e gesto muit<> agr-avel : t.ni'b.-in p 0W*8e
fazer um-t xcellente papa, misturado em partes
iguaes c m a maizena dos mesmos fabricantes,
addiciouandc-se-lhv algum leite. nicos agentes
uesta oraea, Saunders Brothers & (',., la/go do
Corpo Santo u. 11, primeiio andar.
a 400 rs. a arroba
Cbeg ii a primeira remessa do precioso farello
de caroco de algodo, o mais barato de todos os
alimentes para anima, s de mci cavallar. vaceam
suinn, etc. O caroco de algodo depi.is de ex-
trahida a casca e todo o oleo, o mais rico ali-
mento que se pode dar aos animara para os f..rta
lecer e engordar com admirarel rapidez.
Nos Estados-Unidos da America do Norte e na
Inglaterra elle embregado (com o mais feliz re-
saltado) de preferencia ao milho e outros farellis
qae sao muito mais caro e nao sao de tanta sus-
tancia.
A tratar no BeclfeO Largo do Cor-
po sanio. 1 andar
DOENCASdoESTOMAGO
DIGESTOKS DIFFICEES
Dygpepsias, Gastralgias, Anemia,
Perda de Appetite, Vmitos, Diarrbea,
Debihdude das Guangas
CUHA SaOURA B KAPllJA PBXO
ELIXIR GRE2
TNICO-DIGESTIVO
com Quina, Coca t l'epnina
Adoptado em todos os Hospitaea
MEDALHAS AS EXPOS'QES
PARS, r. LaBriyere.34, e em todas as Pharaiciaj.
'ecbnclias!
Vade-nerum do Homoeopathico
Methodo conciso, claro e seguro de ebrar
horaoeopathicBOiente todas as m lestias que
affligem a especie humana, particularmente
aquellas que reinam no Brasil pelo
DR. SABINO O. L. PINHO
15.J e(liecao
consideravelmente augmentada e annotada.
Veode-se nnicamente em Pernarebnco. \
PHARMACIA HOM(E')PATHICA (
PeloDr. J. Sabino L. Pin to
no
DR. N litigo
43BA DO BARAO DA VICTORIA-43
Na anllg casa (Jameiro du (iunha
Ai!mirem!
Setinetas lavradas, lindos padrojs a 280 rs. o co-
vad)!
Fustoes brsncos, novos desenhos, 20 e 400 rs.
o dito I
Esplendido s rtimenti de linlas la para vestidos,
a 4UU e 440 rs. o dito !
Cachemirep felpudas a if a dito 2 larguras.
Mirins pretoa e de cores a 8'X) rs. o dirol idem.
Veludilhos de todas >.s core?, bordados, a 1/000 o
dito I
Cr< t nes de (ores firmes a 240 o dito! bom ve-
rem.
Damasco de la, 2 la. gur-.s, proprio para capas
de piano, a 2 o dito 1
Pannos de lindos deseabos para mesas a 1/600 o
dito !
Coi tinados birdados, riquissimis, a 6/ e 7/o par
Guarnieoes de crochet para s-if' e cad iras a 8/1
Camisas brancas inglezaa a 36/ u duzia !
itas de cret'.ne finas a 24/ a dita !
Seroulas bardadas a 12/ e 18/ a dita !
Lencos em lindas caixiubas a 3/ a dita !
Meias arrendada para s^uh rasa G/ a dita / e
Chapeo* para senhoras e crianca* a 2/5oO,
6/000.
Esoartilh*8 de couraca a 4/ e 5/.
Brim pardo lona a 360 rs. o covario!
I rm branco n. 6, de hnho a lb"0 o m tro !
Tapetes aveludad s a 12/, 15/ e 22/.
Superiores redes com 4 puuh a a 12/ e 14/.
Colchas francezaj a 3/ urna.
G'bertaa de ganga, 2 pannos, n' 3/ !
dem de setinetas tinas a 3/500 !
Lenco.-8 grandea de bramante a 2/ !
Cambraia Victoria de 10 jardas a 3/ a pega !
j dem c m calpici s b. ancos e de cr.'S a 5/, 5/500
e 6/, 10 jardas !
Madapvles pelle de ovo a6/200, 24 jardas.
Camieas e saias para senh >ras por todo o prej
Bordados de Cambraias finas a 1/ a ptea.
Fichas c capas de 13 a 2/, 4/ e 6/.
batimento de casemiras, ebeviots e pannos por
precos baratissimo3.
Grande deposito de fazendas para os Srs. nego-
ciantes do centro, tendo descont as vendas em
groase.
59-RA DUQUE DECAXIAS-59
VERMIFUGE COLME
CHOCOLATE oom SANTONINA
| IiriLLIVEl fin destroir u L0HBBI6A5
lata Vermlfuco e reconmsDdido pelo (ll
\ sm nat tptiv t caiuerrijio isdens. Jf/
Etiir t asignatura :
lfir.PIi"COUin-<,Al. 'l'mnUrt m DAYit MARTIN
Fornietdom d Sua Hajmtad a do Erarsrto t Hartam aHtammlm.
GflAIXA BRILHMTE LIQUIDA
GRAlXA-PasuUNCTUOSA
OLEO m ARBEIOS
Uswssssaanrli |sm iNintaH* san
M toan u fraa.
DBPOSTTO OSRAL KM LaNDRIS:
>, High Hutborn, 97
a hsaakM* l FUM- 1. M UTA ft .
Fabrica de chapeos
Antonio Jos IHaia & C.
DEPOSITO
roa do Baro da Victoria ns.
!4tSI
Os proprietaiios deste estabelecimento scienti-
cam aos seus numerosos fregueses e ao respeitavel
publico, que continuam a Mr grande sortimento
de chapeos de todas as qualidades e formatos.
manufacturados com toda a perfe.ie.ao e por presos
mais vantaj. sos que em outra qualquer parte.
Mademoseile (olinha
Roa do Imperador n. 55, segundj andar.
____________Modista
Dr. fieli* Gomes
Medien parfelr
Mndon sen consultorio e residencia para a ra
larga do Rosario n. 44, onde p le ser procurado
a qualquer hora do dia e da noite.
Aluga-se
Urna casa terrea cem 2 salsa, 4 quartos, cos-
nha fora, pintada e caiada, A roa ds Hospicio n.
70, traerar na mesma n. W.
Oleo d mamona
em barris;
do Mattos
vende-se no trapiche Vianna Forte,
Auna Ferrelra le Brillo Macelo
Jos Flix da Brito afacedo e seua innocentes
filhinhos agradecem do intimo d'alina as pessoa
que se dignaran aoompanhar at cemitem publies
o corpo de 8ua idolatrada esposa e mai, Anna
Ferreira de Brito Macedo, ede novo as eonvidam,
bem assim aos prenles e amigo), para assistirem
a .nissa d i satimn dia, qne ser celebrada em 25
do correute, s 8 horas da manha, na matris de
S. Jnf
t
Precisa-ee de nm ra
(Pass. guau du Magdalena)
Pula^ purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuji: preparaco puramente ve
tal, tenea sidj por mais de 2 anuos aproreitada
jom os melhores resultados, naa segnintes rnoles-
H8 : affeceoes da ^elle e do figado, syphilis, bou
oSea, escrfulas, chagns inveteradas, erisipelas t
onorrhas.
Nodo de umal-as
Como purgativas: rom. -se de 3 a 6 por dia- l>e
aiudo-se apos cada dse um pouoo d'agua,aaoos
Ja, cha ou caldo.
Como reguladoras .- Uime-se um pUula ae jantar
Estas pilulas, de iuveiivo d..s pbnrmaceutico
Almeida Andrade & Filbos, teem vmdictum do
Srs. medico* para sua melhor garanta, tornande-
is mais recommendaveis, por eerein um seguro
oureatiro e de posea dieta, pelo que poden, ser
isadas em viagem.
ACHAM-SE A' VEVDA
a drosarla de Fariu Woltrlsiho 11 -RA DO MAKQLEZ DE OLINDA 41
Acadmico Fernando Pedro dais
Ufewea
Stimo dia
A familia {teves se confrssa eternamente reco
nhecida tod-.s as pessoas que a scompanharam
durante a lyranai molestia o por oecasio do en
trro do indttow acadmico Fernaudo Pedro das
Neves. Ao mesma temp.i as convida e bem assim
aos amigos c collegas de finado, para assistirem
ai id:imi que por sua alma serao celebradas na
igreja da Madre de Deas, qaartu-feira 24 do cor
renf'-, A 8 hor-s da manhj.
Precisa-si de urna ama- para eosinhar
de Pedro Affuseo n. 7i>.
Gom-s da Costa & C, estube'rciujs rna da
Imperatriz u. 63, c im arinaz m de mereearia, par-
ticipara aos sens numerosos tr guezes, que aca-
bam de receber um inagnincj v sabor^so vinho
especial da Figueira, que t o bem paladar far
crer. A elle, SBtes que se acab .
Utendite
B
Bouquets de diversos inr deles para casamento,
etc., e tambem ennella* i.-iortu-ni.ta de perpetuas,
fabricados por Jos Samuel B.ueiho ; proelanwue
para casamento ; tratar na ru Nova, loja n. 20,
e na rna da Cadeia do Hucife, I j i n. 43.
4 Revoluto
JHhbDhb nCaffls-48
Recebe as seguintea i'azendas de novda-
de:
Cachemira de listrinha a 600 is o co-
vado.
dem broche borda a l,-)500 o dito.;
dem pretas 700,800, 1,5000,1,5200,
141400, 1600 e 2^000 o dito.
dem de todas as cores a 800, 15000 e
11,5200 o dito.
Ricas guarn553 de velulilho a 65000
urna.
S^tins lisos a 800, 1$000 e 1^200 o co-
vado.
Seda escosseza a 640 rs. o covado.
Lidos metins com listrinhas a 400 rea
o dito.
Faile com palminhas a 400 rs. o dito.
Setinetas escossezaa a 320 rs. o dio.
Ditas com listrinbas o paimiabas a 320
o dito.
Lionay-se com palminhas de retroz a
144000 peca.
Organdir bordado a seda a 15^000 a
dita
Etamine tecido transparente a 10)000
a dita.
Cambraia bordada a 5)5000 55500 e 6$
a dita.
Fusi5ea branco a 30, 400, 440. 500,
600 e 640 rs. o covado.
Lidas alpacas de cores a 320 o covado
Sintos de cbagrem a 1(5500 um.
Camisas inglczas a 36^005 a duzia
Colarinhos o punhos para senhora.
Sabidas de baile 3^500 urna.
Fechus de l a 2,5, 2^500 34 e a 8,500
um.
Guarn9Ses de crochet a 8$ e lO^OOff
urna.
Lenfos de esguiao a 2^3CO e 3,5500 a
duzia.
Grande sortimeuto de madapol&ode 4iJ
a 105000 a peca
Lequcs de papel 500 rs. am.
Cortes de cachemira para vestido a 205
um.
Toilet para baptisado a 95000 e 145000
um.
Veludilhos lisos, lavrados o bordados a
retroz a 15000 e 158tO o covado.
Anquinhas a 15800 urna
Colubas bordadas a 55, 65000 e 75000
ama.
Cobertas com dous papos a 25800 urna.
Grande sortimento de case airas, brina
brancoss e de cores, punhos, colarinhos,
gravatas, meiaa e lencos e artigos para
bomem e senhora.
S Da loja da Revoluto
Henrique da Silva Moreira
PO CLERV Vende-se em toda aparte
Sobrado a render-se
Vende-se o sobrado n. 87 rna da Anrora, em
frente a ponte de Santa Isabel ; quem pretender,
pode eutender-secou> o rrcetor Pedrc Jos Pin-
to, na pra?a do Ciminerclo.
NICA TNICA
0t FI.L1OL. Dt FI.LIOL
iiraTANTANl^ p.- s onbx J ROaaBAptrxIiruic
4 nm %wro. Bm pr^aru;W I Vrwcot
nm lirifjm. saa COr pnmi'.lT
?JieiUpnJ a Parlar FI3.UOX,t7, mTT.-sae, FAkf
V ftrHan.ca FBAM M da BU. VA o
*\",
Benjamn Arittides Perreira Bandeira, Maria
Jaba de Moscoso Bandeira e sens filhos convidara
a seus prenles e amigos para 1 uvirem as missas
qne mandam celebrar por alma lo seu -reaadissi-
mo irtno, cunhado e tio, .lonquiui Ariatides Fer-
reira Biiideirn, na matris da Boj-Vista, s 8 1/2
horas da maohl do dia 27 do corr.-n'e, anteei-
pand> Ihea sen reeouh>emento.
YENDAS
Terreno
Vende-se um terreno confronte aestc>*.o de
Principe, estrada de Joao de Batrog, com 90 fui-
mos de frente e bastantes fundo, e eim alieerces
para 3 casas; tratar na ra d'Apolt n. 30, prt
eiro aadar.
roliiriiihos c pi.iiliosTe
selluloidiv
Carlos Sioden receben pelo ultimo v.por, e
vende baraiisiimo ; na rua\d Barao da Victoria
numero 48.
YMHO^jURtiBEBA
BARTiwLciiEo a c
Pharm. Pemambuco
Usucos'preparados de .UifUJBF.BA re-
cominondados pelos Mbd ra as
Doenpi do Estomago, Plgde Bajo
C Intestinos, Perda do Appetite, etc.
15 Autos de bom tirito!
EXIGIR A ASSIG-MATTJR/_
i



Diario de Peroarobnco-- Qoarta-feira 24 de Agosto de 1S87

*

IPiLULAS DIGESTIVAS SE FANGREATINA
de DEFRE8NE
Pharmuceutico de i" Classe, Fomeccdor dos Ilospitaes de Pars
A Pnncreatina etnpregacfa nos hospilaes de Puais, 6 o mea fS
Jiliirpsiivo, que se conhec.-a, visto como lem a proinie-laile i -PSfl
ssimilaveU nao smente a carne c i
Isltambi-m o i ido e as feeui.
raer qoe Beja oausa da intolerancia dos aMmentos, a!tc-rac;ao, oujfe'f
I ausencia de sueco gstrico, inflauunacBo, ou aloeracOas do estomago, our"1
ido intestino, 3 a 5 punas de Paucreatina de Def.tsne depoia
I mida, sempre alen liados c i escripias uBI
Ipelos nicdico.s os:
[Falta de appetits. Anemia. j Gasti
'Ms digestoes. j DiarrL i U!c
1 Vomite ;. j Dyscnteria. I En Flatulencia estomacal.; Gastriies. 1
i Somnolencia depoisjf cam6r,evr:
PAfe'CREATiMA BEFISESPrc en
ra!
Em cisa de DEF^ESMH, autor da Peptona, PARS, lea I
FUNDICO DE FERIO
CARDUZO IRMAO
Ra do llamo do Triiimpno lis. 100 a 104
Deposito a ra do Apollo ns. 2 e 2II
Te S-uiprc era deposito todos os machinism s e ferragons precisos agricul-
tura do.-ti provincia, como sejam : vapores lo1 omov is, s-mi fixoa, coa cal leira
horuis ou para fogo de assentamento, moendas de todos os tamaitos, Ucfcas -batidas
e fundi as, etc.
Mandara vir por encoraroenda qualqu?r m.ichinisruo, encarregam-se de sental-os
e se respnsabilieam polo bora trabalho do mesrao.
Vender a prazo ou a dinbeiro com descont e a precos resumidos. *
EXTRAIT JAPOHAIS
Agua para fazer Crescer os Mellos
Esta AGUA, inventada pelo celebre Chixnico
H. ROTHE, impede instantneamente a cahida dos
cabellos e fortalece de tal forma o seu crescimento
que basta applical-a durante alguns mezes para pro-
porcionar s Senhoras cabellos de 180 centmetros
de comprimento. Pelo emprego d'esta AOUA, os
calvos recuperaro em breve os seos cabellos ja
cabidos.
Emte producto nao contera substancia aiguraa
nociva para a sauda.
Deposito geni: H. ROTHE, Chinaco, 11, B' del Italiens, PARS
Lotera da Provincia
Extrahir-se-ha quarta-feira 24 de Agosto s
4 horas da tarde
Acha-sc venda a 9.a lotera a bene-
ficio daS. f!asa de Misericordia do Recife, que
ter lugar no consistorio daigrej de Nossa
Senliora da Conccifo dos Militares, onde
estar.) expostas as espheras em orden? nu-
mrica, para seren examinadas.
VINHOgilbert SEGU N
AEproTado pala. Aoitdtmi da Medioin &m -T-retn?
AIS Di SES9ENTA ANNOS DE EXPERIENCIA
Tlnllt de orna eificacia 'ncontastavel como Antiperiodico para cortar na Fmmrea,
e como Fortificante as Convaleaeencas, Debilidad: do Sanaue,
Falta de Meimtruactlo, Inappetetutin, IHyeatOem difftceU,
Eitfertnidadem nervomtf, Miebilitlade.
Pharmacia O. 8EGUIN, 378, ra Saint-Honor, PARS
Depositarios rni Pernambueo : FRAH M. da SJLVAe C.
AO LOUVRE
J adedea de core?, a 2(500(1, a peca ; vale 50000
Satina inmensamente largos a 102CO o covario; soberba pecbincha!
Cret-nues Je salpiccs a 300 rs. o covado; convtn !
Roo u.is lie seda a 500 es. o oovado ; pana liquiddar !
Ti-i idos transparentes para aoire a 500 rs o covado ; aproveitem !
X'nccs abombados a 25000 a duzia I
Las de quadro, es Papelin-s de Lyon, fazcada de 20000 o crvado por 1)5000 o covodo !
Cobeitores de la, bem grandes a 33500 um !
Toalhas alr-.ocboadaa, a 40000, a duzia ; que pecbincha e mitras militas
chinchas em exposiySo.
CASA XDIDS GONFXANQA
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l>sslt*iMMi a Pernambueo : FlAt M. 4a SUVA&C e as principaes Casas de perfumaras
Wl...............i......Hllll 11 MHH.
^OMPHIA Ali^
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1VOVA LOTERA
SANTA CATHARINA
5O:00O$000
IMPORTANTE PLANO
Esta loleria corre do ilia.....de Agosto
Btlhetcs venda as Casas do eostume.
CMorose, Anemia, Catnarro pulmonar. Bronchlte chnmica,
eatnarro da Bexiga. Httistca, Tossa canoulsa. Dispepsia. PaltM,
Persas semnaes, Catharros antigrs e complicados, etc.
oulevam DenalD, 7, em PARZZ. e ni prlacipae. fkunitlll.
DE
4LIERT0 HENSCHEL & C.
:2Rua do Barao da Yirtoria-32
Este acreditado estabfleciroerjto photographico participa ao respeitavel publico,
qae contina a ezecutar os mais aperfeicoados trabalhos pelo ayatema maia moderno e
ais apreciado. Acha-se habilitado a satisfacer as mais diffi.;eia exigencias, quer em
kabalhos photograpbicos, qu r era pintura a oleo.
Alm de seus trabalhos pholngrpdeos que slo por demais conheeidos enaorre-
gase tambera de retratos a obso para o que j ae aeha entre nos de vorta de sua via-
gem a Vienna d'Austria, onde visiten as prin jpes gnlerias o eximio pintor Ferdmand
Piereck. bastante conhecido pela perf^iyio de seus trabalhos, desde 1877, quando aqu
cate ve em nnasa casa e ltimamente o anno passado.
jfl | Para satisfaaer em geral a todos que honrarem o nosso estab'-lecimento com
lias encommendas participa, qae alm dos retractos, seja qual for o systema, tambera
recebe encommendas para qualquer vista ou pxysagem, quer photographicas, quer pin-
tadas a ole, sendo o encarregado destas ultimas o mui conbecido p^ysagista o Sr.
Tellen Jnior..
Rnga-se s Exmag. familias e mais pessoai o ibsequio de honraren? com suas
visitas nosso estabelecmento, onde sempre ixiste urna magnifica exposic&o dos traba-
los que executamos e onde tambem os senhorea visitantes encootrario Ihaneca 00
tracto, pe feicJo nos trabalhos e modicidade nos precos.
[C. Barza,
GERENTE.
Na roa 1.* de H,irfo n. 20 (Jimio aoLoQvrc)
APR0VEITEM!
Alta novidade cm (;ambraias de cores com salpicos a 55000 peca.
Ditas brancas a 50500 a peca.
Merinos de cores com duas larguras a 750 rs. o covado.
Cachemira de Uatras, ultima novidade, a 400 rs. o covado.
Gorgorinas com palmas do cores a 440 rs. o covado.
Metins de cores, lindissimos desennos, a 220 e 300 o covado.
Renda branca da India a 240 ra. o aovado, aproveitem I
Fustld branco a 400 e 700 ra. o covado.
Zepbires de cores a 240 rs. o covado; pecbincha 1
Esguines pardo de linho a 360 rs. o covado.
Percales de cores a 240 rs. o covado.
Grande sortimento de crotones a 280, 320 e 360 rs. o oevado.
Completo sortimento de las para vestido.
Creps de cores, do prejo de 800 rs. por 360 o covado, pecbincha I
Bramante de linho, com 10 palmos, a lf$300 o metro.
Dito de algodao, com 4 larguras, a 800 e 1:J000 o metro.
Panno da Costa de lis tras a 1000 o covado.
Dito de tito de quadros a lf$200 o covado.
Atoalhado branco, muito largo, a 1^300 o metro.
Guardanapos de linho para cha a 2800 a duzia.
Ditos de dito para j-ntar a 50000 e 6 MadapolSes a 40000, 40500, 50000, 50500, 60000 e 70000 a peca.
AlgodSes de 30OOO, 40000, 40500 e 50000 a pega.
Espartilhos fioiasimos e muito commodos, a 50000 o 70000, um.
Leques transparentes a 20500, um.
Ficbs de linho rendados a 20000 e 20500, um.
Bordados tapados e transparentes a 500 rs. a 20000 a peca.
Cortinados bordados a 70500 e 8000 o par.
Lences de bramante de linho, muito en orpado, a 30000, um.
Cobertas de gangas com dous pannos a 20800, urna.
Ditas de chita com dous pannos a 30000, urna.
Chambres para hornern a 50000, 60000 e 70000, um.
Toalbas felpudas para bandos 10500, urna.
Ditas ditas para rosto a 50000 a duzia.
ARriQOS PARA HOMENS
Palitots de seda-palba a $0500 um.
Lindissimos cortes de case miras para costumes a 190000.
Ditos de casemiras com mselas de seda, para calca, a 60, 90 e 100000.
Grande sortimento de cheviots, casemiras, pannos pretos e de cores para costu-
mes, por precos sera competencia.
E amitos outros artigos como sejam : camisas de linho, de flanella, collarinbos,
punbes, graratas, meias, ceroulas de lindo e de algodo por precos raaoaveis.
Para banios de mar
Costumes para senhoras a 10000, um.
Ditos para do nens a 80000, um.
Ditos para meninos 50000. um.
Sapatos e bolyas para o mesmo fiar.
AMARAL & C.
lj.ii
Este MEOiCAMiiiTO de uin guato agradavel. adoptada oom crand* axlM na
luda ae ao uin peloe rnethO"* Medico de Parla, cura os e/luxut, tm*, rosa*,
as Par...... CW.il rr' -^*- *> da* Tlss whmmrtm A DarttW
k
de Narco n. 0.
Participara ao respeitavel publico que, tendo augmentado seu
eatabeleciment de JOIAS com mis um seejao, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos de ELECTRu-PLATE, convidara, as
Exraas. familias e seus numerosos freguezes para visitsr seu estele-
cimento, onde en> ontrarao um riquiasimo sortimento de joias de ou*1 o
prata, peroUs, brilhantes e ontras pedras preciosas, e relogios de -oro,
prata e nikel.
Os artigos que recebera directamente por todos os vapor sao
exeeutados pelos mais afamados especialistas o fabricantes da Europa n
Estados-Unidos.
A par das joias de subido valor acdarBo urna grande variedade
le objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
pasamentos, b; ptisados e anniversaries.
Nem em relacfto ao prego, e nem* qualidade, os objectos cima
mencionados, encontrarlo concurrencia n'esta praga.
XAROPEd reinvillier
Tanraado pela Academia de Mediolaa
^q CMJk94roe*Leoli.4e Honra ,T*f3&
SB:ATOd.CAL assi-^1^
O Fbofpbtto de ai a substancia mineral mata ouncant > do organismo Ud* vas qae asa
fuantldaae normal iilmlnae resulta urna aT'ccio oriranlca grave.
Mala de cinco mil curas, a mor parte ;m.tllfeada pelos Hretesores e Mdicos das Facilidades
ro oDtlas ltimamente e flzer&o com que o Xarope do & Reinvillier fosae clasallcado
como o especifico mais seguro contra a Tsica pulmonar, Broacbttn enronlca, aneaala,
Aactattlsaao, Sebilldaae do Ortultmo. o Xaropr do lf Itiirniki.er aduuaa'xaao
diarUniente aa claucas facilita a denUcao e o crescimento: tus maes e amas de leHe lona t
kate Daslnar; Jmpede a carie e qaeaa dos denles tao u-eqaeitsa depota da prenues.
Dspialto: rhumacla vnSNQVB, S, Flaee ds la Maqlslalp, FABIX.
Em Pernambueo: FBAXm M. da SILVA Jb C, piinsiptet Pftarnuoi'n t Dro/artu.
Venda (I' sitio
Veode-ae ou permuta-ae por predio D?sta cida-
de um bom sitio com boa casa, imitas baoteiras,
exci Ileute baoho do rio, boa agua de cacimba,
exteuaSo de terreno para baiza de capim, to lo
murado na frente, com ortSo e gradeamento, com
caminbo ie torra e e^taQo junto ao dito sitio, no
Porto da Madrira, eonhedldo pelo sitio do Jco
Selleiro, junta ao Dr. Erne to de Aquino Fon se-
ca : quem pretender dirija-se i praca da Iude-
pendencia n. 40, d>.s 11 horas da 4 da tarde.
t
Diariamente debate-se na imprensa a ciisa
aterradora porque eato paseando aa provincias
do uorle deate imperio ; sSo innmeros 03 recla-
mes de todas as claases, sen que sijkui attenditO'
oa aeua juatoa pedidos, de que ae gloriam us ua-
foea civlliaadai.
E para que ae possa dar imputaos aos deaejados
progresos que certamente trarao o bem estar de
todos, resotveram Martina Prea & C. eatabele-
cidra com armazem de molbadoa ra Es-
treita do Ros rio ns. 1 e 2, a vender por precos
mdicos os artigos concernentes ao seu ramo
de negocio, que certamente cnustituc urna eco-
noma diaria e onde se acba um completo sor-
timento dos seguintes artigue, que pela sua qua-
lidade e precos sao recommendaveis, como se-
jam :
Vinhos fios do Porto
Madeira
Sheny
Cbambertin
Bordeauz
Moscatel
Ci'iU-s e Bu salas.
Completo sortimento de cervejae, cognac, bitter,
licores, doces, bolachinhas nicion&fs e estrangei-
ras.
Queijos frescos do sertao, prato, Minas e fia-
mengo
Aseite de coco, mate do Paran, formicido ca-
panema.
Precos sem competencia.
Ns. 1 e 2Ra Estreita do RosarioNs. 1 e 2
Martins Pires & C.
Aproveitem
Mudapolao bretanba americano com 20 va-
ras, peca 46*"0
Dito francs superior com 20 varne, peca 54080
Algodo branco lona, superior com 20 jar-
d-s, peca 4**00
Dito dito liso bom com 20 jxrdas 3*500
Chitas cretooe, tinas, cores fizas, covado 240
Chitas escuras, covado, 200 r. e 240
Brim pardo lieo aupen >, covado 320
Casemira oequim, covado 320
Brim pardo, duas larguras, para vestidos de
se inora, avado 4P0
Renda branca de China, covado 200
Qestinhss de palba da Indi*, urna 14000
Ra? Duque e Caxias n. 80
Lima Coutinho & C.
Ultimas notas ao ap-
proximar-se a hora
CRISE E MAIS QRISE I !
Todos pergimtain o que ha de uuvo. Recebes-
tea algum telegramma da corte '? Uos dizem
qne sim, outros disum que uSo, e alguns em reser-
va que foram apenas consultados. E no meio
deata. confuao apreaentam se Pedro Autunes &
C., offerecendo aa egaiotes novidades, que natu-
ralmente agradam muito mais ao tezo amavel e
daa modas, a quem maito particularmente pedi-
mos a valiosissima proteccao. Com kcenca......
Boaitos ramos de flores ae laranja para a ele-
gante vestido.
Bi ns leques diaphanos de bonitas sores.
Orinaldas e v s para todos os prejos. Renda
hespanhola, erme e preta, em seda 9 em linho
bordada.
Finas meias arrendadas de cores, ditas bordadas
a seda e muitas entras qualidades em meias para
enhoras.
Completo sortimento em bordados, Victoria e
transparentes. i
Commcdos espartilhos para seuhoraa e moci- ,
chas.
Finos extractos e aguas para tofiets .
Especial cold di crine pira amaciar a cutis, i
Nao mensa agradavel p Candor para perfumar.
Finus subouetes perfumados e Dedicinaes.
Variedade em cutilariaa tinas.
Que sortimento de arMgoa para presentes !
Oculos e pencines d'aco e tartaraga.
Pianos para criancas e grande variedade em
calongas.
Que boneexs iuteressantes Capases de fasci-
nar qualquer enanca. E muitoa outrta artigos
de que retamos prevenidos, psrm qae nao ejae-
remos aburar da paciencia das ama vais, leitoras-
63RA DUQUE DE CAXIAS63
NOVA ESPERANQA
J"edro An'unet 4 (7.
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIADO
Este excellente WhUky Escossea pre-
ferivel so cognac oa agurdente de eanna,
para fortificar o corpo
Vende se a retalho nos melbores arma-
zens de mnlhados.
Pede ROYAL BLEND marea VIADO
cojo n 'in- e emblema ble n giatrados fara
todo o Brasil.
_______BROWdJS A C, agentes.
Attencao
Vende-se especial frinha de milho e de arroz
feita h vap r e preparada para bollo, capgica.
cuscs e i utras diversasespe-es de eomederias que
neceeaitem destes mesm ris o kilo, oh padaria d..travesea do Pomhal a,
1, perteueente a Pereira Pinto.
Tel.pb.ne n. 296^____________________________
Piano e casas
Vende-se um bom piano e luja-se duai casas
na Paaeageui, com hHstnnti s commodae ; ratar'
na ra dos Pires n. 83.
Fio de alsodiio da fnliricn CatilInM
A nmi a. da Balita
Vendem Machado & Pereira, roa do Impe-
rador n. 57, por c morado preco.
A FLOHIDA
Mu a Dnqne de avias n. IOB
ADMIREM!
Cintos modernos a 10000.
Lavas de pellica a 2f5~>00 o par.
I K m do seda a 20000, 20500 e 30000 re.
o par. ?
Fitas de velludo a n. 9 a 60000 d 5 a
400 rs. ni tro.
Albuns de 30000 .-.t 8000.
l.iuos de flores finna a 1-S500.
Luvas de escocia para menino, lisas, o bor-
dadas a 800 r*-. o 10000 o par.
Port retrato a 5t0 rs. 10000 10500 e
20000.
Anquinhas de 10500, 20500, e 30000 urna.
Plisseis de 2 a T ordem a 400 rs. 500 rs.
e 600 rs. o metro.
Pentes para cc com inscripc3o.
Encdovaes para baptisadoa a 80, 90, o
120000.
1 Ciixa papel e 100 envelopea por 800
reis.
Capellas e veos para noivas.
Suspensorios americanoa a 20500*
L5 para bordara 20800 a libra.
Est< jos para croedet a 10000.
Bico8 de cores cote 2, 3, 4 dedos de lar-
gura a 30000 40000 e 50000 a peca.
Lindos broches a 30000 10000 e 500 re.
Leques para menina a 200 rs.
Lindas para machina a 800 rs. a duzia.
Garrafa agua florida a 800 rs.
Leques com borlota a 800 rs. um.
Bicos hran-03 para setineta, cr tone e chi-
ta para correr baados a 10000 10500
a peca com 10 varas, e barato.
Albuns de chagrn, velludo e velbotina
paca 50 e 60 retratos a 60 70,6
80000 ura.
Meias de escocia para senhoras a 10500 o
par*
Lencos de linho em lindas caixas.
Bicos das ilhas muito fino propro para toa-
lbas e sa.s.
dem hr ancos uom 5 dedos de largura a
30000 i peca co;u 10 varas.
Caixas com sortea de jogo de mgica pro-
prios para 8f.lao a 50000.
Sabonetes de diversas qualidades a 120
200 e 500 rs.
Boleas de couro para menina de eaoola.
Grande pecbincha era espartilhos de linho
30000 um.
Lindas pastas de 500 rs. 10000 20000
30000 e 60000.
Carteiras para guardar sedulas de 100000
a cem.
Ditas letras com 's .repartimentos de Ja-
neiro a DeZeu'bro.
BARBOZA SANTOS
Cltf prcto superior
Carlos Sinden receben pelo ultimo vapor e con-
tina a veuder sem competencia ; na ra do Ba-
rio da Victoria n. 48, luja de altaiate.
Livraraento & C.
vendem cimento port'aud, Jmarca Robins, de 1
qualidade ; no caes do _{KHH u. 4\
/I/ceno/ado pela Inspectora Ger*J
de Hygine do Imperio do Brizil,
\
XaropeZed
(De CODEINA TOLU)
O Xarope Zed emprega-se contra, aj
Irrumpes do Teito, Tosse dos Tsicos, Tosst
convulsa [Cottuluche),'Broncmtes,ConsHpa(fiUt
Catarrhos e Insomnios fersislenes.
\. ranin ai, ms-orouct. ~ -imane
Attencao
Vende se poj preco eomu ido um b m chalet,
defronte da estacao de Parnamcirim, acabado de
novo, e eom todas as accommo iacoes, assim cotn4
urna casa na ra do Amparo n 6, em Olinda, cent
2 janellas e 1 porta, 2 salas, 3 quartos, cosiahs
ezterna e quintal mirrado ; tambem tem para ven-
der um bom piano quapi n ivo, de tres cordas, ?
melbor autor, e outros objectos : a entender-M
com Maximino da Silva Gusmao, em qualquer
lugar em que o me.-mo se achar.
Cofre
Vende ae um xsotre de Mjlners era bem estado ;
na ra larga do Rosario n 3t>, loja.
Sement de cacao
Vende-se. no caes Viute e Dous de Novemhrs,
armazem da bola smarelia n. 36, sement de Sa-
cio. Estarnos no tempo de plntalo.
f D'<*S?.
r'vo co^
VINHO
Vs&*
Ao n. 19
Vende-se um balean, urna aroiaeao toda envi-
dracada e pintada ; Basar d" Lvueiepto.
Padaria e refina^ao
Vende-se um estabelecmento neetaa coadicoes, i
com furiio, foroalhas, tazos, tanque ps,ra agua e
todas as mais perteofas para um e outro meter ,
a tratar na ra de Domingos Jos Martina ou-
meio 96.
\EPEPTICO(
/DoDrVial de PARIS^
Cacts as (rss ttrmtnt
d* tOgaato i
ItyiU, Bill lili PuSXU-ial
IOS1TADO VOB TOBOi
L tardas elafcartaaaa, yaasp-L ,
[.!. Oaa_%ta, aui cas lentas, etc.
.Deposite ge_l : B. VITHUI
SO, j.' SMaaaowu, aa Dada
S.IS NSAI A* MAUJUCUS
'SUSPENSORIO MILLERETj WAS MtU-ERET^
_^__l__|___ Elstico, saca CarMw <_*.*'-'l"""!'"- ** _^""?^_.
' E^'+Z33XT'(
_ Para evitar as osm*inaea i
Mn.T.nnwT, us aoznuec, Sminnr, 40, ns /.-r.
k DsreSrr*a^_i'voai4 _s parcrr-AXS PHA.RMACt~y


_






.

8
ashblea gebal
Diario de PcrnambocoQuarto-feira 24 de Agosto de 1887

SENADO
56. SES3AO EM 6 DE AGOSTO
PRESIDEN6IA DO SR. CANSAXSAO DE 8INIMB
Matricula de Escravos
(Concluscto)
Nao comprehendo que a voz do nobre
senador pela provincia do Paraca, muda
n'aquella occasiao, sraente agora em que
Be estabeleceu tal precedente ae faga ouvir
com tanta vehemencia contra este modo de
proceder, e que o nobre senador por S. Pau-
lo que deu o seu voto aquella tnogSo, hoje
Be levante para corabatel a com infraego
do regiment e das regras do :systeroa re-
presentativo.
Neste momento em que se trata de re
formar as regras do regiment, nao julgo
conveniente empenhar-rae em nova discus-
sao sobra este assuropto ; nao me conside-
ro com direito de contestar a 1-gitimidade
deste roeio, que j toi reconhecido legal e
aceito pelo Sanado como bom : se tenho
que considerar a materia contida na mogao.
A este respeito estou de accordo com o
autor da mogilo.
O Senado tem a faculdade do velar na
guarda da consttuigao e das leis. (Apoia-
dos.) O acto do gverno foi urna exorbi-
tancia, como se conclue das proprias pala
vraa do nibre senador por S Paulo; o
governo que nao tinha competencia para
declarar nulla a matricula, tambora nao ti
nha competencia para declarar valida.
(Apoiados.)
Segundo se iofere das palavras com que
o nobre Ministro da Fazenda, em outra
sessao, terminou o seu discurso, o acto do
governo nao teve outro fia, sinao fazer
presso sobre a esmaciencia dos magistra-
dos. ("Apoiados )
O Sr. Affonso Celso : Doutrinar.
O Sr. Franco de S E' Uto que que-
remos impedir. O Senado, como guarda
da Constituigao e das bis, como parte do
poder a quem compete a interpretagao das
leis, diz ao governo : Nao tendes este di-
reito ; recuai.
Tal a significado do voto quevoa dar
em favor da macSo. (Muito bem.)
O Sr. Baro de Cotegipe (presi-
dente do conselho) : Sr. presidente, nao
posso deixar encerrarse esto debate sem
dizer alguraas palavras.
Si algum dos senhores senadores preten-
de ainda fallar, pego licenga para sentar
me; si, porm, depois da9 poucas palavras
que vou proferir, o Senado vtar, como
parece desojar c estar asacntado, eu con-
tinuare!. (Pausa.)
O Sr. Correia : Nao pode deixar de
continuar.
O Sr. Barao de Gotegipe (presidente do
conselho) : Senhores. reconhego que os
nobres sanadores da opposigao, auxiliados
por alguns dos meus co reIigionari)s,acham
se accidentalmente em pequea maioria
nesta questilo.
RecoHhecendo isto, foi que abstive-ma
de intervir no debate para justificar o acto
do governo, sendo substituido pelo meu no
bre collega o Sr. Ministro da Fazenda e
pelo nobre deputado Ministro da Justiga,
que tambem teve de emittir a sua opiniao
sobre o mesmo assumpto. Quero simples-
mente apreciar a consequencia da recom-
mendago, do convite, do conselho, da cen-
sura, ou como lho quizerem chamar, que
o Senado entende offerecer ou infligir ao
governo.
Sr. presidente, para se poder chegar a
este resultado foi mister que so desfizessem
certas arestas que tornavara irapossivel um
acc6rdo tilo unnime como se eatabeleceu
entre os nobres senadores.
Muitos dos que vilo dar um voto no sen-
tido da mogao, sao da opioiao de que, por
exemplo, a declaragiio de filiago desconhe-
cida nao importa de modo nenhum li-
berde dos escra/os.
O Sr Henrique d'Avila : A mogao nao .
tem nada com iito. (Apoiados e apartes.)
O Sr. BarSo de Cotegipe (presidenta do
conselho) : Tenhm paciencia.
Tambem entendem que o govorno, es-
clarecendo os agentes administrativos a
respeito do modo por que 'se deve effectuar
a matricula, ou approvando o modo por
que ella foi feit, est dentro de suas at-
tiibuigoes.
Aasra que appirecia urna specie de
anarchia na adminstragao ; nilo era s o
Poder Judiciario que estava indevidamente
intervindo eram tambem os agentes e os
proprios delegados do governo.
Saba-se, por exemplo, que por ordena e
por dcciaa\> do presidente da provincia da
Parabyba, foram aunullada matriculas j
realizadas Portanto, ora mister que o go-
verno dnsse a sua opiniSo, e nisto estava
do aecrdo cdiu as suas attribuigoes cons-
titucionaes de expedir nstruegoes para a
boa execugao das leis. As instruegoes nao
consistem soliente em regulamentoa, mas
em avisos declaratorios, como acontece em
todos os ministerios.
Sendo assim, Sr. presidente, por que
esta colligagao, por que se congregara es-
tes differentes ses permitta-se-me a ex-
presado abolicionismo com opposgao p9
litiea e com oppoaigao conservadora, os
quaea dSo em resultado um acto que tende
a diminuir a forga moral do governo, cen-
surando o e accasando-o injustamente de
nao executar propositalmente a lei ?
Por consequencia, senhores, expliquera
como quizerem os termos da inocuo e o
seu fira; dentro est urna questao poltica,
manifestamente poltica.
Sei que o Senado nao faz poltica para
derrubar ministerios (apoiados), opioiao esta
que acatada por todos ; roas muitos ca-
minbos levam a Roma, e este tem por fim
debilitar a forja moral do governo, indu-
bitavelmente.
Reconhecendo esaa intengSo, Sr. presi-
dente, declaro, em noma do governo, que
elle sustentar os seua actos, porque os
julga legaes ; que escusado que o Sena
do, faca este convite, porque a resposta
ser negativa.
E, si me permittido, como um dos
mais velhos desta corporaglo, menos do
que o meu honrado collega, que hoje fal-
lou em primelro lugar, dar um c nselho,
direi que as opinies que j tm sido ex-
ternadas pelo nobre senador sao sufficien
tes para que o effeito seja produzido; e s
entendem que nao, si esta opposgao do
Senado nao smente do Senado, si ella
tem relagao com a da Cmara daa Srs.
Deputa ios, os nobres senadores devemexi
gir que os seua co-religionarios all apre-
sentem a questao, e entilo decidir que n
pode decidir da sr-rte dos ministerios.
O Sr. Correia :Seria muito prudenta
a retirada da mogao.
O Sr. Barao de Cotegipe (presidente do
conselho) : Mas dizem que a maioria nao
pode dar forca ao governo ? Pergunto :
o que d forca ao governo T SSo as mino-
ras ? Qual o raeio de se reconbecer a
opiniao publica? Falla se todos os das em
opioiao publica, e ao ouvir-se os nobres
senadores, suppSe-se qu: cada um a tem
na algiboira,
O Sr. Dantas : Ha tactos que a mos-
tram.
O Sr. Barao de Cotegipe (presidente do
cmselho) : -Mas, senhores, a opiniao pu-
blica, neste nosso syatoma, a so pode re
couhecer por meio dos seus representan-
tes ; e os representantes mais immediatos
sao os deputados.
O senado vote como quizer. Reconhego
que estou em minora ; mesmo melhor
nao votar, porque, nao votando, podem
augmentar o numero de votos a favor, po
de so dizer que a mogao foi approvada
quaai unnimemente, como disse o nobre
senador pela Babia, quecontava com rau-
tssimos senadores.
FOLHETIM
JOSLAUONZA
O Sr. Dantss : Eu nao disse muitissi-
moB.
O Sr. BarSo de Cotegipe (presidente do
conselho):Sr. presidente, V. Exo. me
deaculpe. Sinto oceupar hoje e cargo que
oceupo para nSo ir adianto e dizer algu-
raas verdades ; mas algum dia hei de di-
zel-as ao senado brasileiro, a que me or-
gulho de pertencer.
Vozes:Muito bem Muito bem '
O Sr. C hrisllauo Ottonl :Eu
devera talVez ter pedido a palavra pela
ordem, porque nao pretendo entrar no dea-
envolvimento do debate e somente expor
um grande embarago em que me acho para
dar o meu voto nesta mat'ria, e-nbaraco
filho de oceurrencias da presente sessao.
Oa nobres senadores ten discorrido
quanto ao fundo e quanto forma da roo
gV: no fundo estou de perfeito accordo
com seu autor.
Acredito, como S. Exc, que o aviso
nao caba as attribuigoes do governo ;
acredito, como hoje foi demonstrado per-
feitamente pelo nobre senador por Goyaz,
que, encerrada a matricula, oa direitos
della, nao podem ser ubjectos de avisos do
governo, roas que pertencem exclusiva
mente ao poder judicariario.
Entretanto, assim de accordo quanto ao
fundo, divirjo dos nobres senadores quan-
to forma.
Divirjo como diverg na outra questao,
que citada como precedente ou aresto,
como diverg da quaai unanimidade do se-
nado, fazendo na acta a minha declaragiio
de voto.
Nao comprehendia entilo, como nSo
comprehendo hoje, o conselho ao governo
para praticar ou deixar de prrticar taea e
taes actos.
Alguns nobres senadores, que commigo
votaram aquella mogao, dzera hoje :era
a minha opiniSo, mas segumos o aresto
que o senado estabeleceu.
Neste ponto esteu divergente. Eu a
quem o senado venceu, mas nao conven-
ceu, persisto em crer que conveniente,
em vez de seguir o aresto, reformal-o por
outro, em sentido contrario.
Eatava resolvido a intervir no debate,
neste sentido. Entretanto, o mestre em di-
reito, que teoho minha dreita, me an-
nunciou o raquermento que hoje leu e
pretenda, estou autorisado a dizelo ao se-
nado, apresentar como substitutivo mo
glo e eu desist de toda a id de tomar
parte no debate, resolvido a votar pelo
substitutivo.
Entenden lo se, porem, o nobre senador
com a mesa, o Sr. presidente julgou que,
sendo um requerimento, nilo poda ser
apresentado como substitutivo indicagao
o que devena ser apresentado separada-
mente.
Entao o nobre senador apresentou o seu
requerimento, e eu contava que ello fosse
votado pelo Senado.
Votado o requerimento que tem a mes
ma materia da indicago sem a forma que
me repugna, estava em meu espirito e era
perfeitaraente lgico sustentar que a mogao
ficava prejudicada, e entilo votara nesse
sentido.
Entretanto, adiase o reqoormento para
amanhS, e vai votar-se a mogSo ; e si a
coudemno, poder se-ha dar a meu voto in-
terpretagSo que nao- autoriso.
O Sr. Affonso Celso :V. Exc. expli-
cou se perfeitaraente.
O Sr. Christiano Ottoni : Eis e emba-
ragou em que me acho.
Ebtou convencido de que o que convm
e votar se o requerimento que hoje foi
ldo em substtuigSo a esta mogao.
Feita esta declaragao, si apezar de tuJo
a mogao for posta a votos, ver-me-hei obn-
gado a votar contra.
NSo havendo mais quem pedisse a p-
lavra, encerrou se a dis .ussao.
Posta a votos, foi approvada a indica-
gao.
LITTERATUn
do por
Agora estamos a sos com elles, disse
o tenente, em signal de animago.
E ordenou que cagasaem as escotas, que
as rajadas de vento tinham bambeado.
De repente o cutter tornou o mudar de
amura.
O pirata, perdendo a espranos de ven-
cer a velocidade do lugar bolina, de mo-
do a chegar a urna das enseadas prximas
de Bolonha, metteu a proa para a costa da
lACQUES I)U FLOT E PEDII MAEL Inglaterra.
Eu esperava sso, resmoneou lre-
__ gueru. O tratante foge para o outro lado
do estreito. Mas, tenha paciencia, meura-
, paz, h&vemoa de ir at o fim.
Schopenhauer
(Commercio de Portugal)
(Conclusio)
Apenas me perpassa pelo cerebro a lei
do pensador da Francfort, de que a vida
se passa entre a dor e o tedio, e, entilo,
eu que t5o cedo soube quanto silo duros
os in)pulsos da sorte, abyamo-ma no bou
fataliamo; mas, logo de seguida, vem a
reaegao, e a aiuha constituigao fraca e ne-
vralgica, lerabrando-se da neeessidade de
luctar, parece, qual Anteu que, tocando
no ch5o, creava novas forgas, rejuvenescer-
80 na comprahenso do seu dever.
Mas, assim, a pouco o pouco, que vao
fazendo proslitos innmeros as doutrinas
desoladoras do philosopho alleraao, que hSo
de ir progredndo sempre, e reforrasndo-se,
lentamente, n'um trabalho cullectivo e in-
consciente.
O schopenhaureanismo provavel, que
pela fraqueza do espirito contemporneo,
triuraphe sobre todas as outras philoso-
phias, rovestindo a i de gallas comteanas
Depois que Plaeekel ura dos mais ujt i
veis horaens dos ltimos tenpos creou um
systema positivo de philosopbia geral
luoniaino, qoe explica todos os pheno-
raenos com a pbrase materia em mo
vimentn ; e que devido ao colossal tra-
balho do venerando Daiwn, que fez urna
revolugao na scienca co n a descoberta da
origem dos especies, ensioando ao horaera
as differentes modalidades de existencia
por que passou antes de attingir o estado
de perfectibilidade orgnica, em que actual-
mente se acha, talvcz deficiente ainda, es-
tilo assentes as bases naturaes a esse ma-
terialismo scientitco, que ha ir beber
philosophia pesaimista do diacipulo de
K tnt, a lei immoral da inaegao physica e
mental.
J passou a poca priraeva, em que a
humanidade ignorante, creava, pelo senti-
mento do terror, os seus deusea, e entra
mos na vida poaitiva com o rigoroso dever
de concorrer com urna parcella, embora
diminuta, para e trabalhoso edificio que a
philosophia contempornea anda construin
do ; pois, preciso que combatamos vigo
rosamente cssa doutrina malfaadda e bestia-
lis inte do nirvanismo.
O grandioso ideal dos modernos pensa-
dores ebegar ao alvo a que mira va Com
to e que tanto se afadigou por alcangar a
lava incandescente daquelle cerebro vigo-
rosamente constituido de Emilio Littr,
alvo de que, felizmente, alguma consa nos
approximamos j, e que so resume em
marcar um limite s investigages pbiloso-
phieaa.
E' delimitar a rea aberta ao raciocio-
nia do horaem concepgao geral do cos-
mos ; sintbetisar, cerno resultado final a
unificago do saber humano ; e as ultimas
descoberts feitas no campo da seiencia
experimental tecm provado que isto nilo
orna utopia de cerebros enformes.
Na el ra de Schopenhauer encontrase
esse grande poder creador e forga intuiti
va de quanto a intelligencia produz dobai-
xo do imperio do elemento sentimental, mo-
mentos em que parece que a forma preee-
cede a genese da idea, ligados a urna
feigilo demonstrativa de que o seu e8tylo
o sazonado fructo das longas horas de
enervante abstraego que Schopenhaer de
via passar a meditar sobre a sua triste theo-
ra do mal de vver.
Elle conseguio urna captivadora duali-
dade de ser.
A par da profundeza dos seus pensa-
mentos que se casam sempre com o deli-
rar daquelles espiritos que se deixam ir
na vertente do um desengao at ao com-
pleta anniquilamento moral, encontra-se
sempre o estylo do singularismo philoso-
pho, filho da exaltagSo dos momentos psy
chologicos que todo o homem deve ter en-
contrado na sua vida, em que o espirito
se acha esoravisaJo-por barbara nevrose,
eacripto de urna manara quo parece que a
phrase j lhe escorrega, limada, dos bicos
da penna, exactamente como os pingos
cryatalinos que caham das nuvens, prece-
dendo as grandes chuvas do gelado gra-
nizo.
Devem ser productos deaaes cataclyamos
raoaes, deasas tempestades do corag.lo,
desses raartyrios obscuros, o Eurico de
Alexanire Hsrculano e as Memorias de
um doid) de Antonio Pedro Lopes de
Mondonga, livros que sao para a religiilo
do amor o que a Imitaco de Christo
para a regio christi, criscs de puras
sensagSas, que bao de arroatar, impvidos
com o cahir continuo dos graos da arapu-
lheta, emquanto existirem as situacZes (a
expressilo de Hegel, qie fazera tanger o
alaude lyrico
E para a poeaia lyrica morrer neces-
sario que deixera de pulsar totalmente os
ooragSjs que seatem ; ella desemadeia-se,
vaaada sempro, era brilhantes moldes, der-
ramando na sua passagem, urna torrente
de ideas em que ha a virgindade do lyrio,
a belleza da camelia, o cheiro da magno-
iia, tudo alliado ao calor euave de um seio
palpitanto de forraosa donzella.
Schopenhauer, deegragadarante, pro-
vavel que seja o dolo de manhil}^ ser
fatal.
Mas o que deixo eacripto, julgo que^oi
em relevo oa mentoa porque a cdade de
Francfort lhe quer erigir um monumento.
E porque, primeiro que tudo, elle foi
um luctador, isso ser ura acto de juatiga
e um trabalho de preparagao.
Abmando da Silva.
VARIEPADES
Impresso de um passelo
Hontera, era do tarde, o sai a descendo
O ultimo degro de seu altar de azul ;
E ao nivel do ocano,
Ja ia sua fronte olympiamente bella
Em nuvens escondendo.
L4 por ser cazo, nao I que val um eorpo etbelto
Quando a alma nao tem a branca lucidez
Do bro e da honradez ?
Que val um corpo airoso
Um vaso de crystal contondo a estupidez
De um sendeiro manhoao ? '
Byron era coxo e re, e re pois foi poeta
E quem ousa dizer
Qu; as obra3 que dcixou
Precisara de muleta?
Leiam os versos seus, e l procurem ver :
Djnn.ndj ou acordado, s.ffreado ou no banquete,
Era um genio... um vulcao I
Sui .lraa era capaz
De por em combustaoura cipo desorvete !
E uiato intsrrompi monologo tao intimo...
Parei sbitamente... era no fim da ra.
All eu rae detive a contemplar a la
Que esplendida surga... oh! candido luar-...
Bebi com os olhos meus aquella luz sem fim
Que vinba doeement j a fronte me oscular,
To pura... como a luz de uas olhos des'umbrantea
Que neata occasio volveram-se p'ra mira.
Uns olhos-'... (eu sei l 0
Uns olhos fulminantes,
De brilho3 (iivioaes '
Uns olhos... ai! Jess! que eu nao os veja mais !
Resolvi-me a voltar. D'ahi a raeia hora
Era findo o passeio, eu penetrara em casa.
Estava differente '.. .
Nao sei o que senta. ..
A imaginagao em braza
Vagava doudarnente
Creando um novo mundo!
Minha alma pareca
N'um xtasis profundo
Asphyxiar-se em luz !
E era regiSea azues
Vivern'um torvelinho alado de ventura'
Pensei no doce olhar
Repleto de ternura,
Que o anjo me lngara,
E entilo que fiquei mil vezes convencida
De que aquello olhar tao meigo, enternecido.
Viera com feitiqo
Feiti^o de matar
Que o anjo me botara !
Parahyba 1B31.
POB
C1RHEX
(Continua'v.o dj n.
XX
191)
O tenente mu^u de rumo, pela terceira
vez.
Eato comegou uaia corrida furiosa.
O lugar ganhava, pouco a pouco : a mao
que o governava sabia muito bem aprovei-
tar todas as rajadas de vento.
O cutter, pe sua armagao, era menos
favorecido nesse ponto. Teve de arriar a
bujartona, s a vela grande e o gafe tope
Darmaiy pareca pouco convencido. falimentavam-lhe a marcha.
Arband, qu9 notara isao, disse-lhe sor- [ Entretanto, o pirata, tambem, nao per-
rindo : I dia nenhuoa vantagem que o vento de vez
SooegtM, meu caro JuHano, Pouli-jcra qUando lhe proporcionava.
guen nao est exagerando. Essa a ar-1 O gigante diz3 de si para si :
ma branca que elle usa. Com isso na m2o, Podes correr, rneutratante. Ha ga-
elle nao tem inedo de vnta homenc. Deus geiros mais fino3 do que tu. Sopra na tua
quera que elle possa lhe provar ora breve vela. Vais danaar o teu altimo minuete e
que, ea um combate desses, a sua forga largar a amarra,
prodigiosa vence toda a resistencia. De-! Appareceram duas luzes a estibordo pela
cada ura de
mai3, caa ura e noa tem um excellente proa.
revolver Colt e est entendido, como disae ; Eram oa phar.s de Feikestone.
ha puco Treguern, que em ultimo caso fa j _. Elle nao ha de aportar, murmurou
remos fallar as armas do fogo. | Tr'guera. A gente da alfandega havia de
Assim coatinuou a eaga, Treguern e La-. prndelo.
ronza am ao leme das embarcag3es que
ilrigiam.
A bordo do lugar, bem como a bordo do
cutter, a equipagem eatava offegante. E'
que all entre mar e co, esses horaens to-
dos sabiam que era preciso venser, se nilo
queriam morrer.
Por um momento o tenente pensou que
o pirata vrava de bordo o voltava pra a
coBta franeeza. Teve impeto de roetter o
leme de encontr.
Foi apenas para fingir. Approximando-
se da Perda, Larooza coroprehendeu que
o guarda da pesca quera bloquear o yacht
contra a costa, e fez um grande circuito
arribando de vagar. Depois, seguio o pri-
meiro rumo.
Laronza, como se tvesse ouvido a rene-
xao do tenente, virou para bor3te.
Asim aproava para Winchelsea ou Hs-
tinga, onde lhe ora maia fcil operar um
desembarque clandestino.
Vinte minutos depois, o cutter entrava
do canal quo separa a pequea ilbado Has-
tinga do continente.
O lg^r estava so a duas amarras de
distancia.
Como o vento levasse a voz, Jos poda
ouvir a conversa dos cinco amigos.
Distingui estas palavras, pronunciadas
por Treguern :
.Nao nos podem escapar, o canal nilo
tero fundo o a roer baixa.
De repente, o cut'.er baten em urna ro-
Treguern imitou essa manobra, com- cna flgr d'8gua. O choque derrubou o
quanto ella o afastasse e consideravelmen-
te do yacht e do guarda da pesca, que,
dando caga um ao outro, nao tardaran a
desapparecer no horizonte.
Isso no o preocenpava.
mas tro.
O pirata rugi. Langiu um ultimo des-
afio aos seus adversarios e atir ndo se ao
mar, deu ordem aos auatro murinheiros do
'yacht que o eguissm.
XXI
A costa ingleza estendia se a perder de
vista. Viam-se no horizonte, eaquerda,
as casas brancas deJWinchelsea ; dreita,
as brumas da manha, as ultimas scntilla-
g5es do pharol de Folkestoae. Em frente,
os pantanos que contornara Hastings.
Oa bandidos alcangaram a estrada de
trro, pelo receio, muito justificado, que
lhe inspira va a gente da alfandega. Atrs
delles, corriam Maximiliano, JoSo e Ned,
acompanhados de Pouliguen, cujos bom
bros robustos nao se curvavam sob o peso
do corpo inerte de Carmen.
Em urna occasilo, Maximiliano chegou
tSo perto de um dos fugitivos, que parou
para fazer pontaria.
Mas o homem cesappareceu de repente,
eoroo se a trra o tvesse engolido.
Arband recomegou a sua carreira, acora-
panhado de Treguern e Ned. Por sua vez
foram obrigados a parar e tiveram entSo a
explicagao do phenomeno singular.
O caminho acabava bruscamente em urna
ponte que se estava reparando. Por bai-
xo da ponte passava a viaferrea.
E a neblina era muito espessa.
Damn my eye exclamou Ned Hob-
aou. Nao podemos seguir por ah. Elles
vilo ter um avango consideravel.
O facto que tera sido muito perigoso
seguir os bandidos pelo caminho que toma-
rara.
A cerragSo salvou Laronza.
Os cagadores de horaens reuniram-se en-
tao para deliberar.
De repente, o doutor soltou urna excla-
mago.
Juliano 1 Onde eBt Juliano ? Ah !
meu Deu 1
Admirados, inquietos, oa outros tres exa-
minaram com o oltiar as profundezas da
neblina. Cbamaram. Nenhum grito Ibes
respondeu.
JoSo estremeceu e nao pO le oceultar o
seu terror.
Oa pantanos! disso elle em voz bai-
xa ; coohego a costa. Comtanto que elle
n3o teuha cabido as areias movedigas I
Mas, nSo havia tempo a perder. Vol-
t ra a a toda pressa para a costa, afim de
tomar eutro caminbo.
Quando iam chegando praia, clarean-
do o dia, poderam distinguir a trezentos ou
quatrocentos metros de distancia uia vulto
que se mova rapidament.
Era Darmailly ? Era Lironz i ?
Oa quatro homens recomegaram a cor-
rer.
Cammhavara na lama pegajosa, saltan-
do de comoro em co noro.
Sahi passeiar :
No ceo por sua vez surgiam as estrellas,
E as mogas despregando o cllo da costura,
Trementes de ternura
Surgiam as jan-lias
Eu ia muito sirio-o serio do costume
Seguindo gravemente
Com este meu orgulho
Mu proprio a quem presume
Ter um chic no p capaz de electrisar !
E de enloiiecer gente I I
Andar de cascabulho
Pergunto en, quem tem, to bello e fascinante ?
Dize me todos va : qual ease estulante
Venturoso de mais, para prender os olhos
Das mogas raais bonitas
De toda urna cidade ? 1
E' isto urna verdade, urna verdade pura,
Que eu digo sem maldada ;
Verdade sem mistura...
Nao se ra, Sinh !...
O meu andar doce doce como inga \
Se por compaixab, se benevolencia,
NSo sei de consciencia :
O que certo porm, oh quanto eu agradeco !
E'quea gent9 nao cauca en Oar-me urna attencj
Que, creiara, nilo merego.
Ah que agora que vejo !
Cortei o fio historia
Que ia-V03 contando :
Andava passeiando,
E em continuo remar
Entrei a navegar
Aqu em certa ra.
Triumphantede ver que todos os olhares
Se oceupavam de mim,
Racocinava assim
Pallando aos meus boto;s : Eu bou muito feliz 1
Que nao bou um toopeira todo mando diz...
Joao Pessoa.
Entretanto, a cerragao dissipava-se len-
tamente. Em breve emergiram as ilhotas
de verdura o aftnal appareceu a planicie
enorme.
A dous kilmetros de distancia, na fren-
te, via-se urna casioha branoa. Era a es-
tagao de Hastings. Cinco formas huma-
nas iam chegando, pisando terreno eviden-
temente maia solido.
O offidal e oa seus companheiros os re
nbeceram.
Dessa vez era Laronza e o: seus cum-
plios.
Mas, entre elles e a estrada de ferro ha-
via urna especie de fosso enorme que a ma-
r alta devia encher.
Temos tempo, disse Ned, podemos
alcangal-o.
Os quatro homens, arfando, comegaram
a correr e tomando o caoiinbo mais curto,
entraram pelos pantanos.
Novo incidente veio intecrompelos.
Carmen, at entilo mergulhado no seu
terrivol lethargo, despertou bruscamente e
desembaragando-se dos bragos de Pouli-
guen, deixou-se cahir no chSo.
O seu olhar vago, admirado, errou pela
paysagem.
Onde estou ? perguntou ella, espan
ttda.
Com amigos, minha senhora, respon-
deu o gsgeiro.
E austeve-a para que podesse dar alguns
paBsos.
A moga o encarou cora estupefaegao
mrbida, nSo se lembrando das aceas ter-
riveis por que tinha passado, nao compre-
hendendo por que estava assim em um lu-
gar deserto, sab a guarda desse gigante
de ar terrivel e ao mesmo tempo brando.
Entretanto, Maximiliano e Ned, que iam
na freure, vndo que s- Treguern os se
guia, pararam.
Vendo Carmen em p, sustentada pelo
brago de Pouliguen, voltaram correado.
Arband chegou prineiro.
A moga recobrou a memoria.
Maximiliano I exclamou ella, esten-
dendo os bragos e corando vivamente. Oh !
aira, estou entre amigos, agora lembro-me
de tudo, tudo !
A alegra illuminou-lhe as fegtes emma-
grecidas.
Chiton I disse o doutor, aportndo-
me a mao. Ainda est doente a fraca.
Socegue. Ainda nao chegmos ao fim dos
nossos trabalhos.
> Nesse momento a moga vio Ned Hobson.
Reapparecia o peaadello. Ella tremeu.
Mas o bandido, transformado, approxi-
mou-se della.
Aj elhou-se no pantano e cobrindo de
! I timo passageiro do primeiro
vapor
Falleceu, ha poueo, nos Estados Unidos,
tendo 98 annos de dado, o Dr. William
Perry, que era o. subrevivente dos 50 pas-
8geir03, que fizeram no Hendson, a via-
grm de experiencia do primeiro vapor cons-
truido por Roberto Fulton.
Nao ba muito, contou o mesmo Perry
alguns curiosos promenores d'aquella ar-
riscada experiencia da navegagao a vapor,
rectificando n'easa occasiao o nome do na-
vio que j nao se chamava o Clermont,
como geralraente disseram todos os histo-
riadores do acontecimento, mas sira Chahe-
rine de Clermont, nome da esposa do famo-
so inventor.
O doutor contava o facto nos seguinte
termos:
Nunca se publicou urna narrativa ver-
dadera d'aquella viagem, e vou resumir
em breves palavras as peripecias de nosss
celebrrima excurslo, do que me record
como se se tivesse:n passado houtem.
Estavamos a JO de Agosto de 1807
Fulton communicra aos habitantes da
Nl.w York que a nvengao era perfeita-
raente appiicavel navegagao ; porm,
como nao poda deixar de succeder, nin-
guem o acreditava.
Todava, urna mullidao |de curioso!
agrupou se na Cattery para observar como
se deitava agua o Catherine de Clermont,
e principalmente para ver como voava pelos
ares feito em pedagos com os seua 50 paa-
sageiros.
(Contina)
beijos as mSozinhas da hespanhola, dizia
era voz entrecortada pir solugos :
Oh I a senhora est viva I E' a ni-
ca eousa qne desejo. Nao tenha receio de
mim. S quero que viva e eu serei feliz.
E elle multiplica va os seus protestos e
os seua earinbos.
Nesse momento, Joao, qae olhava para
o horizonte, murraurou com urna especie
de colera :
Meus amigos, tarde. Os nossos
tratantes desappareceram e l vai o trem.
Era verdade.
Urna linha de fumo desenhava se sobre a
liaba frrea e o ruido da locomotiva che-
ga-lhes aos ouvidos.
Nada mais poderemos fazer, disse o
yankee desanimado.
Maximiliano respondeu vivamente :
Na Ja maia por e8te lado, tal vez, mas
precisamos saber que fim levou o nosso po
bre Juliano.
A sua incerteza nao durou muito.
Ao mesmo tempo, homens armados, que
sahiam da estrada, dirigiram-se a elles.
Eram guardaa da alfandega.
Os quatro deixaram se conduzir ao pssto.
Joao, Maximiliano e Ned fallavam in-
glez.
Tiveram de passar por um interrogato-
rio.
Quem sao os senhores ? perguntou o
chefe do posto.
Cada um dos homens deu o seu nome e
profiasao.
Damos caga a uns bandidos, replicou
Maximiliano.
Tinham mandado alguera cidade. Che-
gou um policial com plenos poderes.
Maximiliano teve de dar explicagoas.
Telegrapharam logo para Bolonha. A res-
posta chegou sem demora. Em Bolqnha a
polica franeeza ficou tSo admirada como
poda estar a polica da Inglaterra. Depois
de duas horas de formalidades fatigantes,
os quatro homens e Carmen poderam se-
guir o seu caminbo.
Um telegramma expedido para Londres
ao mesmo tempo, avisava as autoridades
da capital.
Mas o agente diase a Maximiliano :
Receio que seja tarde. Os seus tra-
tantes devem ter chegado ha meia hora.
Quando chegaram eatagilo, onde os
empregados confirmaran! o que tinham ou-
vido a respeito dos viajantes, o homem do
postigo levantou a voz.
Eram seis, disse elle tranquilamente.
Seia 1 exclamou o doutor.
Sim, seis. Antes dos cinco homens
de que oa senhores fallara, chegou um ho-
mem maia baixo, cojos sigaaes eu nao pu-
de tomar, porque elle tinha a cara littera.
mente escondida pela galla d-) sobretuda
pardo que estava levantada.
Segundo esta descripgao, nao havia maia
duvida possvel.
Darmailly I exclamou Maximiliano
Louvado seja Deus. Estejamos tranquillos
a seu respeito. Mas onde foi elle ?
Ora I arriscou Pouliguen rindo, esta
exercendo o seu officio de juiz. Est se
guindo os bandidos at Londres.
Juao e Arband nao puderam deixar de
rir.
Deviamo3 ter previsto isto, disse Tre^
guern.
Ned que nao tinha proferido urna pala
vra, observou :
Meus senhores, esse papal lo deixs
de ter seu perigo, se os tratantes o desa-
brir ra.
Os tres corapanheiroa estremeceram.
Era evdento que Laronza e os seu*
companheiros nao hesitariam em desemba-
ragar-se do advogado, se este os ncoram.o-
dasse.
Partamos sem demora, opinou Ar-
band.
Estavam todos em estado lamentavel.
A lama dos pantanos cobria lhes a roup.
Entretanto nao hesitaram.
Todava tiveram um escrpulo.
Carmen nao estava era estado de acoav
panhal-os.
Resolvern, pois, que a moga ficari
provisoriamente em Hastings on em Wiu-
chelsea, dubaixo da guarda de Ned.
Um telegramma o avisara do resultado
que obtiveasem.
O yankee aceitn a condigao, e Carmen
teve de submetter se.
Alera disso ella senta que havia alguma
cousa de repugnante para ella em perse-
guir o homem que fora seu amante, ainda
quando ease homem fosse, como era, cul-
pado do raais abomiaavel dos crimes, o as-
sassinato do pai.
Maximiliano, JoSo e o gigante, portanto,
partiram sos.
A viagem durou duas hozas.
Quando chegaram estago, um empre-
gado chegou porta do compartimento.
Oentleman, algu m dos senhores o
Sr. Dr. Arband ?
Sou eu, respondeu Maximilano.
E um outro o Sr. Joao de Tre-
guern ?
Por sua vez o officai;respondeu affirma-
tivamente.,0 que tambem fez o gageiro, a-
terpellado.
(Continuarse-la)
Typ. do Diario roa Duque de CaxUa n. .
-




,


J0T


Full Text
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