Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17502


This item is only available as the following downloads:


Full Text

7-T-"

AMO LIIiIIMB1IO
PARA A CAPITAL E LIGABB8 OME SAO E PAA PORTE
Por tres mezes adiantados............... 65000
Por seis ditos idem. *...... ...... li^OOO
Por am anno idem................. 23I000
Cada numero avulso, do mesmo dia............ (J100
DIARIO DE
20MH0 21 DE AGOSTO BE 1881
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantados............... 1350C
Por nove ditos idem................. 20,0000
Por am anno idem................. 270COC
Cada numero avulso, de dias anteriores. .......... 100
Pr0prt*frai>e i>* JHaiwel f\#atho& t Jara 4 Slaos

TELEGBilIAS
ssaviso risiscaw se subi
RIO DE JANEIRO, 20 de Agosto, s 4
hor38 e 27 minutos da tarde. (Racebido
s 8 horas da noute, pela linha terrestre).
O S!>:Jo n.ii runrriunou hoje.
A Cmara do Oeputadon approvota
int.it* ca 3.a diMCUWFo o orramenlo do
mlsicr-io da Airlcaltnra. InclUNive
as emendan rrlaiiva conntracro
de un Irecbtv de entrada de ferro de
4iam.-ll-'irn e Caruar e reforma
da repaartlrde* do Correaos e don
Teiegraplion.
Forana nomeadON >
Presidente da provincia da Para
ti y lia o Mr. Fr anciwce de Oliveira Bor-
dea sendo exonerado o anual. Dr.
(etniniano lira/ i de Oliveira Ciew ;
Secretarlo da provincia de Alacian
o Dr. Oacar Macedo Moar, sentlo
exonerado o actual :
9." Vire-presidente da menina pro-
.incin Jone Francisco Cnntello Gran-
cu-
Foi removido da AI fa n il para a de Pernamhneo o guarda-
nir. j -se Joaquina da Cama Val
cner e o da de Pernambuco. Jos
tuicanto de Azi-vedo Harqaei para
a de Porto Alegre no Rio (irande do
Sal.
Fot aposentado o inwpector daTtoe-
sourarla de Fazenda de Pernambu-
ca. rommendador Joaquim Antonio
astiue.
Parti boje para o norte no paque-
te nacional o Dr. Pac Brrelo.
sansa 24 Afi-Hcu nm
MADRID, 19 de Agosto.
O Mr. Halague r ministro das co-
lonias retlron o sea pedido de de-
mio.
Agencia Havac, filial
20 de Agosto de 1887.
era Pernambuco,
1NSTRCC0 POPULAR
(Extrahido)
OK BIBI.IOTHF.CA DO POVO E DAS ESCOLAS
SEGUNDA PARTE
II \l< rK DE BEL CAO
LOCOMOQAO
(C o n l i n u a f a o)
Oa d.ff.rontes oasos d> esqueleto representara
verdadeiras alavancas, sujeitas nos sena movimen-
tos a le:a da meehanica. H* no organismo os
tres _r iiivauois, e ue todos elles vamos
eit-.r axeinploa. O ante-braco representa ama
i inca d i 9* genero, asjo pontode apoioest na
articula-;** do c ttorell -, a resistencia na mo, e a
potencia ni isuergaV d >s rnifeeulos que o approii-
ai'irn do braco, ian e. entra a potencia eareaia-
teucia.
De aiavanca do 2" genero -rmos ucn exempls no
p, cajo ponto de apoio durante a marcha na sua
parte anterior, a potencia no calcanharisto ,
na inserclo do tendo de Achulese a resistencia
no peso do corpo, que se commanica vertic liman-
te rticulaco do tarso com a peraa, isto entre
o ponto de apoio e a potencia.
Como exemplo de aiavanca do Io genero, sita
remos a cabec, pojo panto de apoio est na parte
superior da columna vertebral, a resistencia no
peso da face, e a potencia atraz (na inserco dos
msculos posteriores do pe3cico).
(s movimentcs exocutados as differentes arti-
culacoas esto em ^armona cora a disposico das
auas superficies articulares. E3tes movimentos
ido, em certas articulacoes movis ; movimentos
no sentido antero posterior flaxao e extenso ; mo-
vimentos laterae adducco e abduccao ; o de
circuoiduc ;o, em que o osso deacreve nm cne,
cejo vrtice corresponde a articulado e cuja base
corresponde 4 extremidade opposta do mesmo oaao;
o de rotaco, no qual o osso gira sobre o seu eixo ;
e o de escorregamento.
Articulaces ha tambem, dotadas de todos estes
movimentos excepto o de rotaco ; outras nao teern
o movimento de opposico seno n'um sentido,
isto a tlexo oa a extenso ; outras apenas pos-
sucm o movimento de rotacao ; e algumas ha em
que apenas se effecua o escorregamento.
naaugZo
D-ae o nome de phonacio ao conjancto dos
phenomenoa que concorrem para a produeco da
voz e da palavra. E' ama fuoccao que pertence
vida de relaco, que se inclue as de movimento
' e que, limitada noa outros animaes simples pro-
dcelo da vos brata, oa do som vocal com intona-
cxjes diversas, muito mala complicada no horneo*,
o qual tem por attribato essencial a palavra ou roa
articuhida.
O orgo a qae est incumbida a pboosco e a
laxynge (que ji descrevemos, quando tratamos do
apparalho da respiraco)' Alm das diffarentes
partea, de que ento Usemos formar se a larynge
devem anda meneionar-se, como auxiliares daquel-
la faneco, alguna msculos, que proalasem movi-
mentoa necesaarios produccaj da veja.
^ Voz e os aons vocaea sao produsidoa pela ac-
eao do ar sobre aa cordas vocaba, Oa pbysiologis-
tsa comparam geralmente a larynge com am ins-
trumento msico de palbeta. A corrente do ar
erplrado, vindo doa pulmoes, imprime a cordas
vocaes vibraces mais menos rpidas que, trana-
mittindo-ae as paredes da larynge, formara aons
mi^ gjmdos oa mais graves. Demonstrase em
Acstica que ca sona produridos por cordas ou la-
minas vibrantes :sao tanto mais agudos, quanto
ellas sao mais surtas e esto mais tensas.
(Contisraa)
1ARTE OPFICIflt-
ftoverno da provlacia
BXPBDIENTE DO DIA 3 DE AGOSTO DE 1837
Actos :
O presidente da provincia, attendendo ao
que requereu Mara Auta de Jess Campello,
professora da cadeira de ensino primario dos Be-
medios, e teodo em vista a ioformacao n. 193, ds
id de Juiho rindo, do inspector geral da Instruc-
(lo Publica, reaolve conceder peticionaria trez
mexes de licuaba para tratar de aua aaude, sen lo
uin mes com ordenado por iateiro e dous somente
com tnetade.
O presidente da provincia resolve, de con-
tormi'lade com a proposta do Dr. chefe de polica,
em oScj n. <>'i2, do 1" do corren' nomear para
o lugar de 2o supplente do subdelegado do dis-
tricto da Peuba do termo de Floresta Joao Gon-
calves S, em substituido de Antonio Goncalves
da Silv.; rorree, que fieu exonerado.
O presidente da provincia, de conformidade
com h proposa do Dr. chefe de polica em officio
n. 664, do 1" do corrente, resol ve exonerar Joa-
quim Pinto de Amorim Barros do caego de 3" sup-
plente do subdelegado do 1 districto do termo de
Buique e nomear, para substituil-o. Serafm Gon-
calves de Mello.
O presidente da provincia, de conformidade
com a propo3ta do Dr. chefe de polica em orficio
n. 663, do Io do corrente, reso!ve exonerar Joao
Barbosa da Fonseca do cargo de subdelegado do
dittricto de Sarita Ciara do termo de Buique, e
nomear, para substituil-o, Luiz de Albuquerque
Mello.
Ufficios t
Ao brigadeiro commandante das armas.
Providencie V. Exc. para que boje, s 4 horas da
tarde, se ache postada em frente ao predio n. 78,
ra de Marcilio Das, a forca precisa, aSin de
facer as honras fnebres ao capitao da guarda
nacional Francisco Egydio de Luna Freir.
' Ao mesmo.Iuteiralo do que expoe V. Exc,
em ofik'io do 1 do corrente, sob n. 3S2, relativa-
mente aos concertos ltimamente teitos as oe-
nitenciarias do quartel do 2 batalbao de infanta-
ra, recommendo.lbt! que louve o engenheiro das
Dorna Militares pelo zelo com que desempenhou o
servico a seu cargo.
Ao inspector da Thesoararia de Fazenda.
Devolvo a V. S. as relacoes ns. 81, 95 e 96 afitn
de mandar preeneher, com a poasivel brevidade,
as lacunas que se nota a as declaracoes dos va-
loros dos escravus matriculados no numeipio do
Brejo, sob ns 262 a 269 e 298 a 300 corrigir as
dos de ns. 81, 359. 360. 389, 391 e 485, constantes
aa relacoes ns. 38, 119, 133 e 169, e bem assim
declarar se realm -nte de 6OO'J e valor dado ao
escravo Diuiz de 50 annos de idade, matriculado
sob n. 295, conforme consta da relacao igualmeute
junta n. 93.
Ao director do Arsenal de Guerra.Auto-
riso Vaca mandar satisfazer o incluso pedido
que faz o commandante do 14' batalhao de infan-
tara, para o concert de diversos artigas perten-
centes casa da ordem do dito batalbao, urna vez
que, para pagamento da respectiva despeaa, cal-
culada na importancia de >36J30, segundo o or-
namento, annexo ao officio dessa directora de 31
de Marco ultimo, sob n. 988, existe crdito, con-
forme declaras Ti*esour*ria de Fasendaem officio
n. SOOflel do corrente.Uooomtnnicon-se ao ins-
pector da Thesoararia d i Fazenda e ao brigadeiro
commandante das armas.
Ao mesmo.De conformidade com o orca-
mento, na importancia de 3t>00; annexo ao offi-
cio dessa directora de 14 de Maio ultimo, sob n.
1,018, autoriso Vmc. a mandar fornecer ao 14
batalhao de infantaria, para o completo do pedido
que acompaohou o officio desta presidencia de 26
do dito mez, os artigos mencionados no referido
ornamento, urna vez que, segando declara a The-
soararia de Fazenda em officio de 30 de Juiho
fndo, existe crdito para pagamento da respectiva
despera.Communicou-se r.o inspector da The-
soararia de Fazenda e ao commandante das
armas.
Ao mesmo.Davolvendo as iuMasas propostas,
que ficam approvadas, ceitas pe* conseibo de
compras desse Arsenal em sessao de 8 de Juiho
fi ido, para ofornecimentode artigas de fardamen-
to, e'juipamento, utensis e armamento, destinados
a diversos corpos do exercito desta e outras pro-
vincias, segundo consta de offioio do presidente
do dito conselho, autoras Yin a mandar lou-
var os respectivos termos de contracto na forma
do regulamento de 19 de Oatubro de i872.
Communicou-se ao inspector da Thesoararia de
Fazenda.
Ao juiz municipal, presidente do conselho
de revista da Guarna Nacional da comarca do
Cabo Em solucao duvida constante de s;u
officio de 28 de Juiho fiado, declaro a Vmc. que
pode convidar pira fazer parte di con3c!ho de
revista da Guarda Nacional dessa comarca o fe-
reador Firmino E. Kibeiro Varejio, salvse este
se julgar impedido par sasp.'icao, caso em que
dever ser chamado para aubstituil o o vereador
immediato em votos.
Portaras :
O Sr. gerent* da Campanhia Pernambucana
faca transportar provincia da Parahyba, por
conta do Ministerio da Marinha o Ia tenente Jo-
s Kodrigues de Abren que vai servir na escola
de aprendizes marinbeiros d aquella provincia, se-
gunda as ordena do quartel general da Marinha.
Ao referido oficial acompanba sua niulber
AdeUide Crespa de Abrea e tres filbos menores
de nomes Mana, Jaita e Jos. Communicou-se
ao inspector do Arsenal de Marinha.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
faja transportar do presidio de Fernando de No
ronba para esta capital, por conta das passagens
gratuitas a que a provincia tem direito, o robar
macentico daquelle estabelecimeato Jos da Fon-
seca e Silva e sua familia.
EXPEDIENTE V3 DS. SECBBTASIO
OffU-ios :
Ac brigadeiro commandante das armas.
De ordem do Exm. Sr. presidente Ja provincia
commonico a V. Exc para os fias convenientes,
qae a directora do Arsenal de Guerra est nuto-
risada a satisfazer o pedido, annexo ao sea officio
n. 386, de 26 de Juiho rindo, de diversos artigos
para a Fortaleza do Brum.
Ao director do Presidio de Fernando da No-
rooha. Da ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia commonico a V. S. para us fins conve
niuntes, que uesta data expadiram-se as ordena
necessarias para que regresaem para esta capital
o pharmaceutico desse Presidio Jos da Fonseca
e Silva e sai familia, o qual pedio para aqui
aguardar despacho do reqaerimento em que soli-
citoa do Ministerio da Jnstica sua exoneracao.
Communicou-se ao pharmaceutico Jos da Fon-
seca e Silva.
Ao gerente da Companhia Pera mbucana de
Navegacao. S, Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia ficou intuirado peles officios de V. 8. de
29 de Juiho fndo e de hontern, que essa Cimpa-
nhia expedir os vapores Ipejuca para os portos
do norte at o Cear, s 5 horas da tarde do da 5
do corrente, Jacuhype para os co su at a Baha
mesma hora, a 6, e Oiqui a 10, ao meio dia
para o Presidia Je Fernanda de Norooha. Fi-
zeram-se as devidas communicacea com referen-
cia expedlcao do vapor Oiqui, para o Presidio
de Fernando ds Norooha.
BXPBDmTB DO DA 4 DE AGOSTO DE 1887
Actos :
O presidente da provincia, attendendo ao que
representou e props o secretario da provincia, re-
solve nomear Franklin Augusto de Moraea 8'lva
para servir o cargo de 3 official da 1 seccio da
secretaria da presidencia, durante o tempo da 1-
cenca concedida ao funecionario eFectivo, perca-
bendo a gratificado que a esto deixa de ser abo-
nada.
'J presidente da provincia, attendendo ao
que requereu o 2o cirurjrio do corpo do shls do
exercito Manoel Arvellos Bottas, e tendo em vista
o termo de inspeccao de sale a qae foi submetti-
do, reaolve, de accordo com a intormaco do bri-
gadeiro commandante das armas de 1" do corren-
te, sob n. 395, conceder ao peticionario 70 dias de
lie uel com veucimantos na toima da lei, afim de
tratar de sua sade na provincin da Baha.
O presidenta da proviucia, attendendo ao que
requereu o capitao da 7a comoanhia do 52 bata-
Ihjo de infantaria da guarda nacional da comarca
de Cimbres, Raymuodo Ferreira de Mora-a, resol-
ve transferil o para a 1* companhia do dito bata-
lhao, que se acha vaga, por ter o capitao Vicente
Ferreira de Saut'Auia, qus a oecup'ava, mudado
de residencia. -Commuaicou ue ao respectivo com-
mandante superior.
O presidente da provincia resolve, de confor-
midade com i proposta do Dr. chefe de polica em
officio n. 660, de 1 do corrente mez, nomear para
o lugar vago de 1 supplente do delegado do ter-
mo de Floresta Jos G mcalves Torres e para 2
supplente do mesmo delgalo Jos Cypriano Go-
mes de S Correa, que nao aceilou a nomeaco
anteriormente feta.
C presideute da provincia resolve, de con-
formidad-! com a proposta da Dr. chefe de polica
em oficio de 2 do corrente mez, n. 669, exonerar
Jos Antonio da Muraes e Joaquim Jos de Mo-
raes dos cargos de subdelegada e 2a sapp'ente do
districto de Palmeira da omarca de Garanhuns.
Officioa:
Ao provedor da Santa Casa de Misericordia
do Hecife.Tendo, hoje, com as intormacoes pres-
tadas por Y. Exc. em seu officio de 29 de Juiho,
instruido o governo imperial o pedido um auxilio,
para attenuar as diffieuldades, com que lucta essa
Santa Casa, afim de attender aos seus compromis-
sos; assim o faco constar-Ihe, em resposta ao
predito officio.
Ao inspector da Thesoararia de Fazenda.
Remctto a V. S., para a devida execufao, copia do
aviso do Ministerio da Marinha de 27 de Juiho
ultimo, n. 1030, relativo ao pogamento dos opera-
rios imcumbidos da conclusao da casa de que tra-
ta o aviso do mesmo Ministerio de 14 de Dezem-
bro do anno paasado, n. 1665, destinada ao pes-
8oal do pharol das Rocas.
Ao mesmo.Communico a V. S., para os
fina convenientes, que o bacha'el Antonio Sergio
Lopes Lima, juiz municipal e de orphaos do ter-
mo de Santo Anto, em 31 de Juiho fiado reassu-
mio o exercicio de seu cargo por ter terminado a
licenca em cajo gozo se achava.
Ao inspector do Thesouro. Provincial.Pro-
videncie Vmc. para qae, nos termos da sua infor-
mado de 27 de Juiho prximo fndo, n. 757, seja
recolhida aos cofres desse Thesouro pelo fornece-
dor de alimentaco aos presos pobres da Casa de
Detenclo a importancia ds 22105, proveniente
das sobras de gneros, constantes da inclusa rels-
co, verificadas no semestre de Janeiro a Junho
do corrente anno.Communicou-se ao D.\ chefe
de polica.
Ao mesmo.Em solacao ao exposto na seu
officio de 22 do mez fiado, n. 745, declaro a Vmc.
que providencie no sentido de ser posto novamen-
te em arrematacao o servico da illuminacao de
Iguar8ss correspondente ao semestre qns tem de
terminar em Dexembro prximo vindooro, deven-
do ser tomado por base o preco de 199 ris por
lampean, de que tracta o officio desse Thesouro,
de 23 de Junho ultimo, n. 683, offerecido por Ma-
noel Clementino Correa de Mello.
Ao mesmo.Mande Vmc. pagar a Fi'lden
Brothers, nos termos da informacao desse Thesou-
ro, de 20 de Juiho prximo findo, n. 741, a impor-
tancia 289800 de qae trata a incl isa conta, pro-
veniente do gaz consumido com a iiluminacao do
quartel do corpa de polica, durante o trimestre
de Abril a Junho do corrente anno.
Ao director geral das Obras Publicas.Re-
commendo a Vmc. que d canhecimento compa-
nhia do gaz, da nomeacSo, feita por esta presi-
dencia, da commisso para a avalUco de suas
obras, nos termos do art 1" Io da lei 1901, cojo
lido Ihe ser apresen tado opportunamente, para
que a m 'sma empreza, por sua vez, proceda de
igual modo afim de se reduzir a accordo o arbi-
tramento do valor da indeuoaisacao que tem de
ser paga pelo modo determinado na clausula 13'
do contracto.
Ao director do Arsenal de Guerra. Ao al-
feres da companhia de cavallaria, Leobaldo Au-
gusto de Moraes, mande Vmc. fornecer, na forma
das disposicoes em vigor, as pecas de fardameuto
constantes do incluso pedido.Communicou-se ao
brigadeiro commandante das armas e ao inspector
da Thesouraria de Fazenda.
Ao juiz de pas presidente da junta de alis-
tamento militar da paroebia do Poco da Panella.
Iuteirado pelo officio do Io.do corrente dos mo
tivos porque deixou de encetar os respectivos tra-
balhos a junta de alistamenta militar dessa paro-
ebia, recommendo a Vmc. qne designe novo dia
para a reunio da mesma junta, como Ihe compe-
te, nos termos da ultima parte do aviso do Minis-
terio da Guerra de 21 de Agosto de 1875, .dirigi-
do presidencia da provincia da Babia e se acha
publicado no repertorio ou ndice alphabetico dos
avisos d'aquelle Ministerio para a execuco da
nossa Vei do recrutamento.
Ao Dr. chefe de polica e ao parocho dessa fre-
guezia me dirijo no sentido de ser cumprido o
precei'o da lei.Communicou-se ao Dr. chefe de
polica e ao respectivo parocho.
Ao director do presidio de Fernando de No-
rooha.Faca Vmc. regressar para esta capital, se
estiver restabelecido, o reo Pedro Jos Goncalve
2, de quem trata o seu officio de 18 de Juiho
findo, sob n. 287.
Ao mesmo.Providencie Vote, para que, na
prmeira oppoitanidade regressem para esta capi-
tal os reos Jos Marcelino, de Araojo e Gabriel
Ribeiio, o primeiro para ser posto em liberdade, o
segundo para ser snbmettido a julgamento no ter-
mo de Bom Jardim. Communicou-se ao Dr. juis
de direito do 2 districto criminal da comarca do
Recite.
Ao 1 tenente Joo Maximiliano Algernon
Sdney Sch. ifl -r.Pelo < fficio n. 3 de hontem, ti-
co iuteirado de haver Vmc. assumido na mesma
data o commando do patacho .Guararapes, para
cuju cargo foi nom*ado por aviso do Ministerio da
Mariana, n. 1150 de 25 de Juiho fiado.
Ao promotor publico da comarca de Gara-
nhans.Tendo em vista da representacao cons-
tante de seu officio n. 34, de 14 de Juiho fiado e
propssta do Dr. chefe de polica de 2 do correte
mez, exonerado hoje Jos Antonio de Moraes e
Joaquim Jos de Moraes dos cargos de subdelega
do e 2' supplente do districto de Palmeira dessa
comarca, recommendo a Vmc. que contra este ul-
timo proceda conform1* couber em suas attribui-
coes pelos factos criminosos de que trata a citada
repreaentacao.Communicou-se ao Dr. chefe de
polica.
Portaras :
Concedo a autorisseo solicitada pela C-ma-
r Municipal do Recite para despender, segando o
ornamento annexo ao officio n. 52 de 28 de Junho
ultimo, aquanta de 1:669*948 com a pintura e
concertos do mercado publico de 8. Jos, com tan
to que nao baja excesso do crdito, consignado
pelo art. 3- 14 n. 13 da lei n. 1,882 de 10 de
Dexembro de 1886-
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
de Navegacao. mande dar passagem de r at o
porto de 8. Salvador, no vapor que seguir para
os portos do su I a 6 do corrente, ao Dr. Fulgeocio
Alvares, por conta das gratuitas a que o governo
tem direito.
EXPEDIBSTE DO DR. SECRETARIO
Officios :
Ao brigadeiro commandante das armasDe
ordem do Exm. Sr. preaideute da provincia Is-
claro a V. Exc. para os fina conveniente, que a
directora do Araonal de Guerra eat autoriaada a
satisfazer o pedido que acompanhou o seu officio
n. 399 de hontem datado.
Ao inspector do Thesouro Provincial De
ordem do Exm- Sr. piesidentn da provincia com-
munico a V. S. para sea conheciuiento e fins con-
venientes que, no requerimen',o do Florentino Ca-
valcante de Albuquerque, eollsetor do municipio
do Cabo, a que ae retare a i fonnicJlo de8se the-
aouro de i* do .Iu!ho ultima, a. 763, foi h jo pro-
ferido o dipacho segaiuto :
Indefirido, em vista da%i .
Ao mesmo.O Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda cointnuuicar a V. S. qae nesta data
proferio o seguinte despacho na peticao de Augus-
to Labille, sobre a qual essir Thesouro Proviacial
prestoa a informacJio de 30 di' Juiho prximo pas-
sado n. 765 :
Estando hoj.s em vigor a tabella A, annexa
ao dec. n. 9,746 de 22 de Abril ultimo, por torca
duart. 3' nico, do regulamento de 25 de Ju-
iho, prximo passado, nao pode o supplicante aer
atteudido se nao na parte em que loe aproveitar a
mesma tab da .
Ao mesmo De ordem do Exm. Sr. presi-
deute da provincia communico a V. S. para seu
c uhecimento e fins convenientes, qae, na reque-
rimento de Walfrido Barreta de Mello Reg, a
que se refere a iutormaclo dease thesoaro de 26 de
Juiho ultima, a. 751, foi proferida hoje o despa-
cho seguate :
Est extincta a autoris*i ao contida na le n.
1,649 de 26 de Maio de 1882, por nao ter sido
executada dentro de dous exercicios depois de sua
decretacao(lei n. 1,524 de 1881) .
Ao director geral das Obras PublicasO
Exm. Sr. presidente da prov ncia, ficou inteirado
pelo officio de hontum, sob r>. 167, de haver V.
. mandado lavrar termo de recebimento definiti-
vo da obra de reparos da paute sobre o rio Cari-
ma, em Barreiros e passar certificado de paga-
mento da prestaco de reaponsabilidade, devida ao
arrematante visto estar a obra em peifeito es-
tado.
Ao gerente da Caixa Filial do Banco Inter-
nacional do Brazil, nesta cidade.De ordem de
S. Exc. o Sr. presidente da provincia acenso o re-
cebimsnto do officio de hontem, com o qual V.
S. enviou copia authentica do balando das operacoes
efectuadas por casa Caixa Filial durante o mez de
Juiho ultimo.
Ao director do presidio de Fernando de No-
ronbaDe ordem de S. Exc. o Sr. presidente da
provincia commuuico a V. S. para seu conhecimento
e fins convenientes, que no rrquerimento do scu-
tencido Henrique Jos Meyciier sobre que versa
a infoimacao desia directora de 18 de Juiho ulti-
mo, n. 286 fot hoja proferido o despacho seguinte :
Junte relaco dos objeetos contidos no volume
a que se refere, na conformidade do art. 75 do
regulamento annexa ao decrelo n. 9356 de 1# de
Janeiro de 1885.
Ao mesme.-De ordem de S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia transmuto a V. 8. para os
fina convenientes e em solucc ao seu officio de 18
do mes findo, sob n. 290,.copia da informscao pres-
tada pelo juiz de direito do 2" districto criminal
obre u assumpto do reqaeriinonto do sentenciado
Vaiaevmo J.S deuSuusa.
aVs safSmo.-De .ordem de S. Exc, o Sr. pre-
sidente da provincia communico a V. S. em solu-
cao do sea officio de 18 do mez fiado, sob n. 289
qae teve hoje o conveniente destino a peticao di-
rigida ao Governo Imperial pelo sentenciado Ma-
noel Bezerra de Moura.
Ao Dr. juiz municipal e de oipbSos do termo
de Bonita.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente
da provincia communico a V. S. qne nesta data
foram expedidas as ordens necessarias afim de se-
guir para ease termo, conforme aua requisico, o
criminoso Marianno Amancio Ferreira.
Outrosim o mesmo Exm. Sr. manda declarar a
V. S. que nao devem vir presos para esta;capital
individuos nao processadas.
Ao Sr aairculanoLo es Corris, subdelegado
do districto de Barra de Jangada.S. Exc. o Sr.
presidente da proviucia manda declarar a V. S^
que o destacamento de qne trata o seu]officio de 27
de Juiho finio deve ser por V. S. requisitade ao
delegado de polica de Bonito, em cuja comarca
est estacionada a forca distribuida pelas comar-
cas desta provincia, de accordo com a portara de
82 de Fevereiro ultimo.
Outrosim convem que V. S. se abstenha de diri-
gir- se directamente ao mesmo Exm. Sr. sobre nego-
cio de servico policial, devendo fazel-o por inter-
medio do delegado do termo a que pertence es e
districto, o qual por sua vez se dirigir ao Dr.
chefe de polica.Remetteu-se copia ao Dr. chefe
de polica.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA, DO DA 19 DE
AGOSTO DE 1887.
Tenente coronel Braz Carneiro'Iains e
Mello.Deferido com officio do hoje ao
Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Companhia Pernambucana.Sim, nos
termos da portara desta data.
Carlos Borrotneu Coelho da Silva.
Prorogo, previsoriamente, por tres mezes.
Euclides FonsecaComo requer, no
dia indicado pelo administrador do theatro.
Fielden Brothers. Remettido ao Sr.
inspector do Thesouro Provincial paia
mandar pagar, de accordo com sua infor-
mado de 16 do corrente, n. 791.
Fabio Velloso Freir.Informe o Sr.
Inspector do Thesouro Provincial.
Joaquim Marques da Porciuncula. In-
forme o Sr. juiz de direito da comarca de
Palmares
Rodolpho Pessoa,Satisfaga a exigencia
do director geral das Obras Publicas.
Vicente Ferreira da Costa.Informe o
fiscal da companhia Ricifo Drainage.
Secretaria da Presidencia de Pernambuco, 20
de Agosto de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Rejiarlico da Polica
2 8ecrSo. N. 737.-Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 20 de Agosto de 1887
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos a Casa de
Detenclo os seguintes individuos:
A' ordem do subdelegado da fregaesia do Rci-
fe, Francisco Antonio Machado, como vagabundo.
A' ordem do d. B'-lm, Filix Antonio doa San-
tos e Hermenegildo Jos Antonio do Sacramento,
como vagabundos turbulentos.
Deas guarde a V. ExcIllm. e Exc.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe
de poliiia, Antonio Domingo Pinto.
Thesoaro Proviacial
OE8PACH08 DO DU 20 DE AGOSTO DE 1887
Jos Elias de Oiiveira e Dogo Aagaato doa
Res. Ioforme o Cootencio.
Marcolino Pedro de Souza Braga.Satisfaca a
exigencia.
Augusto Oetaviano de Souza.Entregue-se o
deposito.
Mana Rita do Livramento Cavalcanti, Hermn
Ludgren & C, Eduardo Mouteiro de Moura, Jorge
Cypri'Mio da Silva Ferreira, Manoel Caetano Go-
mes Bezerra, Herdeiros de Manoel Antonio de
Jess, Anna A. Minervina Cavalcante, Augusto
Octaviano de Souza, Gerente da Recife Draynage
e Directora geral das Obras Publicas.Informe
o Sr. contador.
Fielden Brothers.Junte-Be copia da informa-
cao.
Manoel Muniz Pirca e Laureutino Pires de Car-
vxlhe. Certfique-se.
Francisco Goncalves Torres, Viuva Miranda <5c
Filbo, Eduardo Ii. Gomes de M-llo e Ferreira
Uaa cao & Filbo.Entregese pela porta.
Joo de Araujo.Pague-se.
.-rJessonc & C, Augusto Octaviano de Souza,
Santos & C. e J. Ferreira Netto.Ao C-nrencio-
so para cumprir o despacho da Junta.
Anna Francisca Soares Pacheco, Hara Emyg-
dii de Almeida Monteiro e M. Cavalcante de
Albuquerque Rocha.FacSo-s: asnotas da porta-
ra de licenca.
liclmiro Alvos de Carvalho Azevedo.Entre-
gne-ae a quanta cm deposito.
Joo Fernandes Lopes e Antonia Mara da Paz.
Ao Sr. Dr. anministrador da R-cebedoria Pro-
vincial para cumprir o despacho da Junta.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro, Maximiano
Henriqae da Silva Santiago e Antonia Francisco
Carvalh j de Mello.Haja vista o Sr. Dr. procu-
rador fiscal.
Recebedoria Proviacial
DE8PACHOS DO DIA 19 DE AGOSTO DE 1887
Charles Pluym 4 C., Francisco de Azev-*do
<& O, Oliveira & C, Frederico s C-, Joa Braz da
Conceicoe S-.lva, Jos Monteiro Torres de Castro,
Manoel dos Sautos Villaca, Jos Antonio dos San-
tos Cosaeiro, Res & C-osseiro, Allon Paterson &
C, Jos Tavares Carreiro, Jos dos Santos Cie-
Iho, Zacaras Goncalves Machado. Silva Jnior &
Asis, viuva de Joaquim J. Pinto, Mara Clara e
outra, do procurador dos feitos, Joaquim Goocal-
ves da Silva e C, Vctor Grandiu, Francisco
Jos Leite & C. J juseu Ebla, Frederico Sodio
da Motta, Joa T. Pereira, Eugenea Goetchel, do
procurador dos teitos (4), ntoaio Alfonso Simoes
e Costa Maia & Irma o.Informe a Ia seccao.
Adolpho & Ferro, OJilcn Duarte & Irmo,
Antonio Pedro de S. Soares.Sim.
Christiani & C-, Joaquim Antonio Gomes, Maia
Sobrinho & O e Joo Euthimio de Britto Macedo.
Sim, em vista das informacoes.
Francisco Lauria. Deferido de accordo com as
informacoos.
Marcolino da Costa Bello.Deferido em vista
das informacoes.
Francisca Emilia de Gusmo Ferreira.Deferi-
do com relaco ao l- e 2- semestres da exercicio
corrente, em vista das informacea.
Jos Francisco de Carvalho.Deferido com re-
laco aos 1' e 2* semestres do exercicio da lei
n. 1860, em vista das informacoes.
Irmandade de Nossa Senhora di Boa-Viagem.
Deferido com relami ao 2' semestre do exer-
cicio de 1886 a 1887 em vista das informacoes.
Joaquim Machado de Lima.Cumpra-se.
Thomaz de Souza Pereira t C, Duodato Tor-
res Se C, Sampaio Coelho & C, S. Piuh dr.~C,
Manoel Joaquim da Cruz e Joaquim Alves da Sil-
va Jnior.Sim.
^ Joo Mara Seve.Junte conhecimento de de-
cima relativo ao ultimo semestre.
Victorino Marques da Fonseca.Satisfaca a
exigencia da 1 seccao.
Joo Francisco Ramos da Silva.A' Ia seccao
para os devidos fins.
Olegario Saraiva de Carvalho Neiva. A' 1
seccao para attender.
Marcolino de Souza Travasso, Joo Bezerra &
C, Joo Valente da Cruz, Manoel Pereira Bernar-
dino, o mesmo, Bellarmina Laarenco da Silva,
Alejandre dos Sautos Silva, Baro da Soledade e
Benedicto Pedro Alexandrino.luforme a 1" sec-
co.
Antonio Sasolvia.A' 1* seccao para os devi-
dos fins.
Almeida Santos & C. Junte conhecimento de
quitaco do impasto.
Inspectora Geral da lastruc-
cSo Publica
DESPACHOS DO DIA 16 DE AGOSTO DE 1887
Ricardo Fonseca de Medeiros, professor publi-
co.Cumpra-se e registre se.
Mara Rita de Aguiar Fonseca, professora pu-
blica Cumpra-se e registre-se.
Julia Mana Caldas Rocha, professora publica
Justifico as faltas de 13 e 14 e de 23 ao ultimo
de Junho.
A mesma.Justifico as faltas de exercicio da-
das pelo supplieaute de 1 a 7 e de 29 a 31 de Ju-
lhu fndo.
Pacfico Paulino Malaquiaa, professor publico.
Abono.
Bardominiano Nilo dos Santos Ferreira Barros,
professor publico.Eocaminhe-se.
Rufina Demetria de Souza, professora publica.
Encaminhe-se.
17
Theophilo Ferreira da Silva Azevedo. Defe-
rido.
Aona Emilia de Miranda Henriques, professora
publica.Justifico.
Balbina Firmina da Rsa Leal, professora pu-
blica.Encaminhe-se.
Joaquiu das Merca Ferreira, profeasora pu-
blica.Abone.
Ignacio Francisco de Barros Leite, professor
interi no.I ndeferi io.
Marcolio* Furtado da Silva Cabral, professora
DUblic.- Eucamiohe-se.
P 18 -
Camilla do Carmo Torres, professora publica.
Justifico.
Silvestre Autonio de Souza, professor publico-
Abono as tahas de exercicio dadas pelo suppli-
cante nos dis 31 de Maio el a 3 de junho findo,
como se v dos attestados jantos.
Jos Octaviano da Rocha Mello, professor pu-
blico. Encaminbe-se.
Secretaria da Instruaja Publica de Per-
nambuco, 20 de Agosto de 1887.
O porteiro,
J. Augusto de Mello.
DIARIO DE PERNAHBCO
sas Associac5e8, que deve ser attendida em prc-
veito da nossa industria agrcola.
Senhor !
i Aa Associacoes Commercial Beneficente e
Agrcola de Pernambuco, tendo em vista os leg-
timos interesaos mercantis e agrcolas desta pro-
vincia, to intimamente ligados, entre si, vom pe
rante V. M. imperial reclamar contra o imposte
de 5 |t a que, a titulo de expediente, ficavam pela
nova tarifa das alfandegas, aujaitoa os machinia-
moa destinados aos engenhos de fabricar assucar.
Taes artigos oram pela velha tarifa, isentos
d'aquelle impoato, e bem entendidamente, por
quanto como V. M. imperial perfeitamente sabe,
ee alguma esperanza resta anda de que a indus-
tria do aaeucar nao ae extinga por improficua e
prejudicial aos que exercera neste paiz, reaide tod:
ella no desenvolvimeoto desejado e necessario dos
meios de produeco mais rpido e econmico que
a obtida pelos antigos e defeituosissimos proces-
aos, infelizmente, anda em uao demasiado geral
n'esta e n'outras provincias do imperio.
o Ora, o imposto contra o qual respetosamente
ae represi-nta, conalitno som duvida um grande
einbaraco transforma cao imprescindivel dos
instrumentos de fabrico, dadas as actuaes e pre-
carias circunstancias da industria saccharina e c
preco elevado dos referidos roachinismos.
Com effeito, urna usina do custo, alias com-
inum, de quatro centos contos de ris pagar em
nossas alfandegas vinte contos de reis (e 1:2725
a provincia) de mpoto directo e ineoinpeuaave
relativamente ao que o paga, pois que o baxo pre-
co do assucar nos mercados conumidoiea estabe-
lece para o productor um limite, por assim dizer
fatal quanto ao custo da produeco, e o qual nac
poder exceder sob pena de ver-se vencido e ani
quitado na concurrencia aborta nesses mercadas.
se esta ponderosa razo dispoz o govern:
de V. M. imperial a accetar patriticamente a
eliminaco do imposto de exportaco sobre o assu-
car, nao menos para esperar que V. M impe-
rial, reeonheceudo oa inconvenientea resultant-'s
do imposto que d lugar a esta repreaentacao, ha-
ver por bem attendel-a coma de tola a jas-
tifa .
E. R. M.
Recife, 20 de Agosto de 1887.
Pela Associaco Commercial i
Manoel Gomes de Mattos,
Presidente.
Jas Adolpho de Oliveira Limi.
Vice-presidente.
Jos de Oliveira Bastos,
Secretario.
Pela Commercial Agrcola :
Baro de Nazereth,
Presidente.
Sebast'o Manoel do Reg Barros,
Vice-presidente.
Antonio Arthur M. de Mendoncs,
Secretario.
"RECIFE, 21 DE AGOSTO DE 1887
Fabrico do assucar
Ao Govern Im.erial se dirigem as Associacces
Commercial e Bdaeficeate e Agrcola desta pro-
vincia, reclamando contra o impasto de S *{. ago-
ra estab.decido na nova tarifa das Alfandegas
para os machinismos, destinados aos engenhos de
fabricar assucar.
Nada precisamos accresceutar procedente ar-
gumeotaco, que essas Associacoes desenvolvis
na repreaentacao, que encaminoam ao Governo
Imperial.
Publicando-a nesta seccao isto suficiente para
significar a nossa adhesSo a justa pretenco des-
Xotlclas da Europa
Eis a resenha daa principaes noticias trazidas
pelo vapar francez Ville de Santos :
Portugal
Datas de Lisboa at 7 de Acost.
Sob a rnbrica Exteiior publicamos a carta
do nosso correspondente.
Hesipanba
Sobre este reino escreveu nos o seguinte osu-
pracitada correspondente :
Foram presos pela polica de Barcelona os au-
tores daa proclamacea revolucionarias que d'alli
tinhara sido enviadas para Madrid.
Os taes sujeitoa, alm de proelamsces] faziam
tambem notas falsas do banco de Heapanba, de
que Ihe foi apprehendida grande quaotidade.
A Heapanba e a Franca chegaram a um accor-
do acerca da questo de direito do alcool.
O pretendente D. Cirios acha se actualmente
no Per.
Os jornaes hespanhoes contam, a proposito, que
o ministro da Franca no Per' instara com o cor-
po diplomtico para que este visitasse o preten-
dente e que, em presenta d'uma recusa formal de-
sistir do seu intento para nao offender a Hespa-
nha, mas que em seguida comparecora a am jan
tar, em que esta va D. Carlos, e a que se oega-
ram a asaistir os ministros da Italia e da Alie
manha.
Este proceder do representante da Franca
muito commentado pela im prensa hespanbola.
Parecem estar momentneamente afiastadaa
as probabilidades de reconstituico ministerial.
O general Cassola e o Sr. Len y Castillo, que se
diza terrm sabido de Madrid, sob o pretexto de
aeu mo estada de saude, para encobrirem as suaa
intencoes demssionistas, Azorara annanciar pela
imprenaa que regresaaiiauo dentro em pouco.
as actuaes circunstancias urna crise ministe-
rial contrariara extremamente o Sr. Sagasta, o
qual i-mpregou.'a ser verdade o qne seaffirma, to-
dos os meios ao seu alcance para qae os ministros
da guerra e do reino pozeaaem de parte aa suas
dis8encoes. Duraro ss treguas provavehneote
at se tornarem abrir aa cmaras. Chegado
osso movimento, a < Laboraco doa programmaa
f ir rebentar novamente as diasidencias.
E' de presumir que o presidente do conselho
proceda a ama reorgauisaco do gabinete em prin-
cipios de Setembro, quando a rainha regente re-
gressar a Madrid, depois da sua viagem a San
Sebastian e a Bilbao.
Acredita-se geralmente que o Sr. Moret passa-
r para a pasta do reino, succedecdo-lbe na dos
oatrangeiros e Sr Albareda, actual embaixador de
Hespanha em Pars. Esta ultima eseolba seria
a manifestacao da importancia que o governo hes-
panbol liga manutenclo das suas boas relacoes
com a repblica francesa.
Em Hespanha contina a opinio publica mui-
to excitada contra o povo allemo, e a nomeaco
para a pasta dos estrangeires de um estadista
suapeito de tendencias mu favoraveis Allema-
nhs, como, por exemplo, o marques da Vegajde
Araujo seria multo mal recebido peloshespanhees.
A nomesso para o cargo de governador gene-
ral de Coba, do general Salamanca, que se sabe
como foi hostil Allemanha, na qoesto das Caro-
linas, rejeitando as condecoracoes allomas, prova
que, p> le menos, o gabinete Sagaata nao admitte
pressoes extericres.
A questo dos alcools que tem motivado lti-
mamente a irritaco contra a Allemanha. E' no-
torio que depcis da iovaso da Hespanha pelos
alcools sllemaes, o fabrico das bebidaa espirituo-
sas com esses alcools industriaes tomou um des-
envolvimeoto enorme em detrimeuto da hygiene
publica.
A elevaco coosideravel do premio exporta-
cao do alcool pelo goveroo allemo, deve necesaa-
riament aggravar o mal. As cmaras de co-
mercio pedem com instancia ao governo qae eleve
s direitos de entrada, como fez a Franca ; mas o
governo allemo oppe-se a essa medida sobre oa
alcool da industria dos seus nacionaes, fundan-
do se na convenco hspano-allem de 1883 reno-
vada em 1886, a qual concedeu a esses alcool o
favor de urna tarifa reduaida, enastando a con-
currencia estraogeira.
O Sr. Menet prosegue em negociacoes junto so
gabinete de Berlim, mas duvids-se do bom xito.
Participara de Santiago em data de 31 de Ju-
nho :
Verificou-se hoje na grande baslica de Cam-
poetella a inaugurucio da annunciado concili
campos tellano.
Pouco depois das 9 horas da manh sahiram
em direcco a cathedral oa prelados, o cabido, a
municipalidade e a diversas commissoea qae se
tinham reunido jko palacio srcbiepiacopal.
A comitiva entrsu no templo pela porta prin-
*
-




IMBHffW
HVP
4VVWVBBMHB
. -' 1
2
Diario de fcrnambncoDomingo 2 i de Agosto de 1887


w
cipal, qne s Be abre em da de grande eolemni-
dftde.
Quando os bispos, ae corporales e as commis-
jes mencionadas occuparam ,os seus respectivos
lugares, foi ce!, brada a missa do Eap.nto banto,
oficiando o bispo de Orense.
O bispo de Oviedo pronuacioa urna predica
muito netavel, expondo com eloqueocia a doutrina
da groja acerca dos concilios.
Ao terminar a ceremonia lea o arcebispo uin
discurso em laiim e em seguida declaro aberto o
concilio. ..
Dorante alguns di 'S haver reunios particu-
lares. A segunda, que- prometta oer muito so-
lemne celebrar-se-ha a 12 de Agosto.
EXTERIOR
Correspondencia do Diarlo de
Pemambuco
PORTUGAL Lisboa, 7 de Agosto de
1887
No da 31 do passado tre peridicos da manbi,
sendo \im delles o Jtrnal do Commercio publica-
vam d lugar de honra o seguinte manifest,
nos abaixo assignadoa declaracio ou procla-
macao, cuja assumpto, como natural est seoio
ainda o theina obrigado de quasi todas us diacus-
soea jornalisticas :
Os abano assinados, deputados da naci, pa-
res de remo, ministros de estado honorarios, e de-
potados e g.ivernadores civis durante a ultim si-
tuacio regeneradora, oonscios ia necessidade de
estreitar os lacos de uoiio entre os homens que
professam as doutrinas polticas que o parttdo re-
generador detende e ttm traduzido nos actos da
sua iniciativa, quando govetoo, e as leu de li-
berdade e ordem, de moralidade e progresso, que
assignalam na legislacao poltica c civil da naci
a sua paasagam no poder ; e reconheceudo que
para este resultado muito deve contribuir a esco-
ma de um chefe, que presida s suat deliberacoes,
que convoque, quando fSr necessario tomar algu-
ma decalo importante, oa membros das duas crsas
do Parlamento que seguem as ideas deste parti-
do, e que pela sua autoridade moral, longos ser-
vicos e pratica dos negocios, posea tomar a ini-
ciativa de acouselhar e propr o que, no interesse
do paiz, for mais conveniente, resolvem proclamar
bcu chefe o digno par do reino e conselheiro de
estado, antigo deputado e antiga ministro, Anto-
nio de Serpa Pimental, e coufiam na valiosissima
adbeso dos seus amigos polticos em todo o
paiz.
Lisboa, 30 de Julh da 1387.
Este documento, que importante, por ser a
acta oficial da scsio do partido regenerador,
scisao a que largamente ma referia na minha de
29 de Julho, viaha firmada por muitos nomes.
Sao 157 asignaturas as que firmam o manifes-
t serpaceo.
Paltam entre essas aasignaturas os nomos de
dona ministros do ultimo gabinete regenerador :
os Srs. Barjona de Freitas e Thomax Ribeiro.
Tambero brilham pila sua ausencia os nomes djs
Srs. Mi tena Ferrio., conde de Casal Ribeiro,
Cardosa Avelino. Sunches de Castro, Jayme
Moniz, Barros e S e Mello Goveia, que, em di-
versas epacba.i, fizeram parte de situacoes rege-
neradoras como ministros da cora.
Dos actnaes deputados asaignaram apenas 26,
quando a opposicao regeneradora conta na Cama
ra 44. Nenhun das membros da familia Foutes
Pereira de Mello subscreva o documento cima
transcripto.
Todas estas omissoes bao de concordar que
sao trisantes, e o que tambem nao deixa de ser
caracterstica o affau com quo a imprensa pro-
gresista, registrando-as minuciosamente, procu-
ra depreciar a significacao poltica do grupo que
se condecora cam o titule de verdadeiro partido
regenerador, f.zeuda ver que, nao tem, na reali
dade o valor collectvo que pretendem attribuir
lhe 03 horneas que se baadearam naquella tacci.
escolhendo par* seu chefe e succeasor de Fontca
Pereira ao Mella o Sr. Antonio de Serpa Pi-
mentcl. ___
Poda fazer me cargo de reproduzr as facecias
e epi2rammas com que a imprensa governamen-
tal est ajudando todos os das o manifest a que
chamam da capa rica alluaio ao extraordna-
ro discurso do Sr. deputado Faachiui, a que me
refer na minha ultima.
Effectivameata esaa manifest nao traduz a
opimio unaume do partido regenerador. Assini.
4 mesma hora em que distribua o Jsrnal do
Commercio e Di rio 1.lustrado e urna outra folha
onde se la o manifest sabia a t Revalucin de
Setembro., o velho peridico de Antonio liodrguea
Sampaio, o jornal que fo em todo o tempo conai
derado o raaia le tiroo interpreta das principios e
ideas polticas daquelle partido, com um artigo de
fuuio que t.'rmiuava pelos aeguintes periodos :
Nodso chefe agora, exactamente quem Fontes
Pereira di- Mella nio quizara a seu lado do ultimo
periodo gravissiroi do seu commando ; nem a seu
lada, nem sequer junto aos paladinos mais juvenil,
e menos aasigmladoa deste partido.
Como um desertor, cama um rebelde, como
um estranbe !
Soaso cheta agora, quem ainda ha dous annos
nos hostilisava insistentemente, declarando ao
paiz que nos eramos a sua ruina !
Todas essas gloriosissimas iueiaces, pontas
culmiuautes da masa grande historia, sao camo
quo os iumiueaos pedeataes de Saldanha, de
Aguiar, de laagalhli s, de Sampio e d- Fontes e
es titulas uabilisaimos de Barjona de Freitas e
Andraie Corro.
o Do candidato nenhuma.
Ncuhuuia
Ria-se c-mo ua sceptico em 1852 ; aggreda-
Uus cjmo ara iuimigo em lb8o.
Para a njssa historia, um estraoho ; para a
eonaeencia da partido, um rebelde.
Sosco chefe, nunca.
5* Nuuea. .
Continuando na sua analy3e da3 assignaturaa
do mauifcsto, urna folha progressista decompe
essa lista d-: ames em cathejorias, e diz que
sendo os sigaataric s 157.
E s'uJo d'estes :
Antigos ministros
Pares do reino vitalicios e cffectivos 37
Antigos deputados 79
Depa aaes 27
Antgoa g;vcr^adores cvis 26
Somma 181
Figurando partanto na lisia com duplicada ca-
thegariu 31._
Ainli mai=:
cmara anterior o partido regenerador ti-
nha 182 deputados p-rtanto ficaram cam o par
tido a que presido o Sr. Barjona de Freitas 52.
D^s auti^-a governadores civs ttmb m acha a
critica i.r greaoista que r 12 tiuh>im nos disrric
tog | i nflai DCia propria, s.-ndj 14 os que
so tinham a influencia que Ihes empre3tava o &eu
carg) adminir.tivo e portanto sem importancia
eleitoral ou p>litiea, r.'Juziuio.-3e assim a 16 os
inflaut:3 de valar que fiearam ao lado do Sr. Au
tomo de S
Todos os autros autigos governadores civis do
largo consulado regenjxador f>rmam no nipa do
ijarjana. detinaddm representar na cmara a
eequordQdynaatica.
__ parlamentar do Io do correrte
foi curiossima tanto n'uma como na outra ca-
mar'1- c- c MI t.
E' preciso notar que o Sr. Serpa uesae da ha-
via partido para Cintra com a sua familia e nSe
te apresentou no seu posto de chefe de partido por
motivas que os seus adversarios procurara expli-
car mais ou menos graciosamente
Na cmara dos pares, et,perando-se que have -
ria iinportant.- explcacoes, hava apertio as
galerias e tribanas, apexar de urna temperitur
leradissima.
A concurrencia de pares e deputados era enor-
me. O primeiro cuidado de todus os curiosos era
procurarem com os olhos o Sr. A. ae Serpa. S.
Exo que tio aasiduo tem sido aos traba has par-
lamentares, por amor dNgquaes se despedir pro-
visoriamente da redaeca do ./ornu do Commer
o. (de que proprietano o Sr. Conde Buro.y),
nao comparecer, como cima digo, d'ondo oon-
clniram os orgios progressistas de boa f on por
irona, que o Sr. Serpa recusava a ciiefia em que
o tinham investido, e muito principalmente por-
que a 18 de Novembro de 1885, poucos das depois
da morte de Anselmo Brancamp, ebefe o partido
progressista, e quando se dispuoham os trabalhos
ireparatorios para a eleicao de novo chefe daquel-
e partido, o Sr. Serpa esereviu e publicoa no
mencionado Jornal do Cowmerdo:
Os chefes de partido uao se elegem por escru-
tinio. Faxem se a si, e apparecem fritos, procla-
mados e recouhecidoe par todos, pelos pruprios
partidarios e at pelos que Ibes sao adversarios,
sem que ninguem oa indique ou propanha, sem qne
hBJa escrutiuio, acta ou documento, que ctrtifiqua
a s ja nomeacio. Quando isto nao acontece, o
partido ficascm verdadeiro chefe, o que um sig-
nal de decadencia.
Qual fo o c imicio partidario que elegeu che-
fe de partido em Fr/inc, Quiset, Thiera ou Gam-
betta ? Qu-rn elegeu na Inglaterra, Palnferston,
Disraeli uu Qladstone ? E em Portugal quem ele-
geu Pasaoi Manuel, Costa Cabral, o Duque da
Loul, ou Fontes Pereira de Mello? Quando
ni) ha chefe, porque nao ha partido.
Quer iete diaer que marren entre na o parti-
do scograsMt'i ? Nao; mas quer dizer que o
partido, sjsm entre nos tem este nome, est em de-
composicia, como o csto os outrus partidos. O
partido regesieadec o nico qua parece a'"*"
unido, porque tosa um chefe, que sobreviven
poca em que este partido tinbacohosao e auto no
ma, que o difl'erencava dos ootrea.
Vive, poU, asada, ess>e aggregaflfo, sa ji nao
te n razan de viver camo idea. Vive tambem um
pmco pela falta de vida dos outroa. Vive tal vea
mais dos erros destes do que das suas virtudes
propri>>s. .
Urna das causas deasa anarchia partidaria,
que boje reina, que oe nossos chamados partidos
p-litios nio teem verdadeirameute ideas politicas
que os distiogam, e os nomes de regenerador, pro-
gressista, coustituinte, reformista, que oa partidos
teem tomada cm diversas pocas, nao correspon-
der hoj a principios polticos definidos, que os
sep ir vn uns dos outroa.
A regeneracao, que den o noma a um dos par-
tidos, fot um tacto poltico importante na nussa
biatoria constitucional. O partido progressista,
mais antigo com o noma da setembrista, e depiis
com o de histrico, representava certas idat de
progresso poltico, em relaei a outras ideas de
uoverno man conservadoras. Hoja tu Jo osti con-
fundido. O partido regenerador j nao regene-
ra, o progressista j nao progride, eo conati-
tuinte e o reformista nunca constitniram nem re-
ferinaram consa nenhuma.
0 que pro va tudo isto que os partidos poli -
ticos estao chegadas a urna poca de transforma
cao. Por outro lado, d -se esta especie de anar-
chia poltica, porque nos, verdaderamente, nao
temos a_rara grandes neeeasidadea palitieas. Da
que na temos necessidade de administracao.
A traoscripeo longa, mas importantissima
parase vir que foi achada, a hypothese da sup-
poata recusa do Sr. Serpa. Ora, como nao consta
que S. Exc. haja recusado o basti do cammando
do grupa que sa intitula partido regenerador,
claro que no espaca de 2 annos incompletos as su-
as ideas sobra a cheba dos partidos mudara ra-
dicalmente.
Por all podomjulgar se os seos adversaras po
uticos aprovetariam ou nao com aguoada critica
a contradicen) patente e o mais que se colha aos
principios en'o expostos pelo Sr. A- de Serpa.
Agora, resumr-lhes-hei o que se passou as c-
maras:
Encetau o debate o Sr. Barjona de Freitas, de-
claranda que precaava definir a au* situaca cm
presenta do manifest, declaraoao ou abaixo-asaig-
nado que na vespera tinham publicado alguns
jornaes.
Se esse documento se referisse a urna nova agre-
mi.acia, nada dina sobre elle, e limitar-se-hia a
felicitar particularmente oa s-us signatarios pela
escolha que haviam feto. Ma3 coma nesse. eacrip-
to se dina qua elle tinha Dor fim es'reitar a uniao
do partido regeueraior nao poda deixar de pro-
tes'ar contra elle.
E' regeneradar da longa data, represenou va-
nas vezes esae partido no podar, sembr ao lado
de F-ntea Pereira de Mella. Vio Batear para o par-
tida muitos, quasi todos os signatarios desae docu-
mento. Mas elle nao foi consultado para a redaeco
do manifest e na figura o seu nome no fim delle,
issim cuma nao eacontrou l os nomes de homens
importantes, que, em diferentes pocas serviram o
partido regenerador, exercendo os mais altos car-
gos da administradlo publica. S patos jornaes
tove conbecimento de semelhante papel.
Nao vemoular a historia intima dos episodios
succedidos desde que m rreu Pontea Pereira de
Mello. Por um seutimento de recato, nao quertra-
zer a publica o que se passau em familia. Mis nao
segredo para uinguem que oa antigoa collegas
do Fontes Pereira de Mello no ministerio se reu-
niram no qu se chamau o collegio dos Cardeacs.
Nessas reunies, deelarou que raputava urna
solu;ao defiuitiva, tomada n-ote momento, coma
devenio daterminar urna scisao que par todos os
meioa convinba euitar. Declarou se, entretanto,
prompto a comparecer n'uma reunio geral da par-
tido, em que se tratasse a questaa, se esclaresaes-
aem os correligionarios, afim dse proceder depois
e m contormidade com a decisao da maioria.
Nao se fex esta : ningnen lhe disse mais nada ;
e de repente apparcceu nos jornaes o manifest das
157 assignaturas, manifest em cuja exiatencia
elle mal pode acreditar mesmo depois de o ver pu-
b.icado.
Entrando na analyae rpida desse documento, o
Sr. Barjona de Freitas notou que sendo elle adre-
de publicado para abrir urna sclsaa, nao pode
deixar de considerar se como urna suprema e Jer-
radeira irona, o dizer-se all que se fez o abaixo
aaaigoado para estrciar a uniao do partido regene
radar. .
Alm dease fim, o manifest define as attribui
coea do novo chefe. A primeira a de convocar
os membres das duas casas do parlamento, porten-
tos ao partido reijenerador. Ora isto nlo era mui-
te urgente as actufes circumstancias, quando nos
achamos no final da sesso parlamentar.
Alm desta faculdade o chefe ter a inicitva de
propar e acouselhar os seus correlieioaarios. Ora,
como o Sr. Barjona notou, com desdeohos a ma-
licia, esta faculdade nao pade deixr de p-rtencer
a todos 03 partidarias. O chefe nao fiea rico com
aemelhlnte attribuisio. Mas a respeitoda misaio
d.: dirigir e guiar o partido ajo diz palavra a por
taria de 157.
O Sr. Barjona deplora tudo lato, e pergnn'.a com
tristeza onde est o partido regenerador. Est nos
que aasignam ou nos que nao assignam ? H*ve'
r <5 differeuca nos nomeaou tamoem naa idaa ?
Nao qaer resp indar a estas pargontas; a uuic
causa que pede que Iba consintam a eile e aos
aeus amigas, representar as ideas liberaes do pat-
udo regenerador. Seria tal vez melhor levar a cam-
pa de Fontes Pereira de Mello a certidao de obita
da partida regenerador, do que eaphaeelar este
partido, lancauda-o n'uma anarchia pengasa.
Seguio se-lhe o Sr. Fernando Palha, que decla-
rou t-=r sida regmeraior emquanto viveu Fontes
Pereira de Mello. Morto elle, tratan iealmente de
c .ntr-.bdir pan urna solnco qua mantivease firme
a unido todo o partido. Vendo que nada cona-guio,
retrabio-se. Ago a \ o manifest pub'ieado ;
Dao o consultaram, nao o ouviram para isso Se
a tivesaem conautado teria negado a sua assigna
ture. Keputa se agora desligado de todos os par-
tidos.
O Sr. Thomaz Ribeiro disse, em seguida, que
era bem exacta a prephecia de Fontes Peieira de
Mello.
Elle fez ouita falta!
N lo assignou o manifest, nem adhere a elle. E'
regenerador desde 1861 e nuuea faltar onde o
parti loapparecergenu.mente represeit do. Uo
o \ por agora; par iaso se licenceia,mas aao se
inscreve nem as matricula em nnbim grupo.
Na conclave dea cardeaes inst u pelo adiameoto
para evitar a seisa, Nao peree.be a urgencia de
eleger um chefe no fim da sesaai parlamentar.
Riuta a aciao muito importante, nao to pela
quantidade como pela qoalidale das dissidentos.
O grupo que prociamau um chefe, nao o parti-
do regenerador; apenas urna faccio. Aquelie
recenseameato nio o de partido.
Onde eBt a retorm-i, on le tica a orthodona? O
Sr. S -rpa repreaenlava ha t.-mpas nm aciama no
partido regenerador. Nao a iba, pa3, o que boje
prevalece.
J no tempo de Fontes Pereira de Mello existia
o germen d'esta anarchia partidaria; asaistio a
mnitas amarguras, que por isso soflreu 1 tea fina-
da chefe. Entaro curados oa que fizeram isso!
Nao est s, cmtinuou o Sr. Thomaz Ribeiro,
alguna digus part s o acompauham, e alie anda
espera qoe com estes elementos ae ha de recompr
o partido regenerador. Parece-lhe que o prospecta
do novo grup > escasso para programma de um
prlido de governo.
Oepoia do 8r. Thomax Ribeiro, falln o Sr.Hinta
Ribeiro.
Disse que o dever dos correligionarios de Fontes
era amparar e salvar o partido na situaco do
presente e as esperances do futuro.
Sob este tbema tea varias obaervacoes demons-
trando a necessidade de haver dous p-rtidos. Ae-
crescentou, que era urgente ama salucao definitiva
para ageueiar > s partidarios; mas, logo adente
levantou urna ateerco do Sr. Thomaz Ribeiro, at-
firmando que o pai :ido -steve sempre unido. Enu-
meran varias attribuiooes do chefe, tendo, porm,
o cuidado de nio ceutar entre ellas a de dirigir.
Terminou assegurando que o partido regenerador
est cam oa signatarios do manifest.
Coneluio faaendo votos para que o Sr. Barjona
vulte casa paterna como o filbo prodigo.
Na Cmara dos D puta loa, no mesmo dia, o
Sr. Fontes Oanhado, soorinho de Fontes Pereira
de Mello, reterindo-se ao manifest, proclamando
ter sido investido na chefia do partido regenerador
o Sr. Antonio de Serpa, accentuou a sua posicio,
marcando qual era a importancia que lhe mereca
aquelle abaixo assignado.
Que ninguem o consultou para assignar esse
documento. Depois devia afirmar qoe nio consi-
dera como legitima a eacolba que assim dizia ter
teito o partiie regenerador. Sobrinho de Fontes
Per ira de Meti, que por tanto tempo dirigir
aquelle partido, affirmava em virtude de urna po-
scaa patiea e abrigado pelas suas tradicoes de
tamilia, oa>a a nova bandaira nio era, em seu pa-
tacer, a.]iie eeu to sustentara, par isso nio for
mava, oaato uiagaem da sua familia formara, ao
lado d'eate penda*.
Itopoit de algmas incide ates da discos sio do
projecto que eatava na ordem do da, talln o Sr.
Marcal Pacheco.
Eutende que todos oa homens pblicos team
obrigacio de definir a aua posicio. Na sua opi
niio os partidos polticos sao indispensaveis para
o deseuvolvimento das nacoas. Nio taz a histo-
ria, amas vezes triste, outras alegre da que se
passou cosa a chefia do partido regsaerador.
kaA falta de juizo de uus e ambicio da muitos
abriram a scisio.
Que o partido regenerador morrra. Na valia
que uns e outras dissessem tel-o levado comaigo.
L;u o notavel artigo do Sr. Antonio de "^erpa,
que tranacrevi mais cima, e foi mostrande lgi-
camente a dasharm ma que existe entre o modo
de pensar do redactor do Jornal do Commerci.
e a proceder d'aquelles qua o elegeram agora.
Explicou depois que o parti l j regenerador tinha
em si. ha muito tempo, dnas correntes, urna mais
liberal, outra mais conservadora. Em vida do
glorioso chefe que todas praotaavam, essas duas
'torrentes eram convenientemente dirigidas^ do-
minadas. Mas a sua direccio faltara, por isso
os actuaea desvos succediam.
Muitas outras considerares politicas fea o ti
lencoso orador, coneiuindo por diaer qua visto ba-
ver-se dado a separacio, por sua parte ficaria
esqnerda,porque eram essas as condicos do su
espirito, porque nio tem amoicoes polticas, e
finalmente determ'nado pelo propno manifest,
forjado por snbscripcio e por conspirscb. Esta
era a sua opnia e posicio, mas nio quera, ain-
da respeitando o sen fina lo chufe, levantar ques
toes irritantes entra aquellos que tinham i stndo
ao lado d'elle. Agora que se va a falta que ti-
sera Fontes Pereira de Mello. Como nm furacao
violenta ao ptssar para a eternidad", Itscara e
partir em duas a arvore da seu partido !
Respondeu-lhe o Sr. Lopo Yaz, que disse uao
canbecer o artigo da Sr. Serpa que all leu.
Eutende que os partidos nio morrem emquanto
virem representadas as suas ideas, emquanto a
grande maioria que estivara ao lado do chefe
morto se agrupava para continuar as auaa tradi-
dicoea, emquanto homens da tanto valor como os
qua asaignaram o documento recam-publicado, se
juutavam no mesma proposito.
Levantou a phrase de que o manifest fo feto
par subseripeaj e por canspiracao e explicou o
modo como as couaas se passaram. Referi-se
aos muios de conciliario empregados, mas que to-
d^s li jarana baldados, infelizmente.
Qua nio querem, nem quizeram nunca expulsar
ninguem, e que vivissimo o sentimento de petar
que tem, por ver llomens como Marcal Pacheco
^partarom-ae do seu lado.
Torneu o Sr. Marcal Pacheco a fallar repli-
caudo-lhe n'utn improvisa esplendido.
Alooguei-ine tanto que muito ainda teria
dizer mas escasseia-me o tempo e o espaco.
Apenas duas palavras sobre o coogresso repu-
blicano.
lia por l tambem scisao e grave.
No ultimo da da reuniio alguns dos chefes re-
publicanos, ou talvez s um, o Sr. Jacintho Na-
nea propot ao qoe parece que fosse dada auton-
aacio ao directorio para mudar de proeesso em or-
dem a tornar mais efiaz;s os esforcos do partido
etc., etc., mas segundo as falhas menarchicas
melhor informadas disseram, tratava se de urna
juncfio com a esqoerda dymnastica em que tic,
o Sr. Barjona de Freitas.
Protestoo-se, discursou-se, esbrav-jou-se muito
contra aquella idea de approximacoea monarebi-
caa ; maa paasando se vutacio apenas por cin-
co votos de maioria ficou derrotada a proposta, di-
vidinio-se a asaembla dos delegados em dous
campos.
O novo directorio nio se chegou a eleger, e pa-
rece qoe o Sr. Dr. Arriaga, leader da maioria
que ficou inteiramente com poderes dictatoriaea
no seu partido.
Ante-hontem em sessio do tribunal superior
de guerra maiinha, foi publicada a sentenfa
que manda submetter a novo julgamento o alfe-
ras Marinbo da Cruz, assasaino do seu condiscpu-
lo na escola da exercito o cabo Pereira.
Depois dos rtspect vos considerandos, o accor-
dio remata assim:
Dando por este modo provimento ao aggravo a
fl. 324, julgam procedente o recurso interpasto,
para,o effaito de aonullar como annollam o proeesso
dtsde a audiencia dp julgamento, inclnsive, em
dante; e mandan) que os atbs sejam enviados
ao general com mandante da l1 divisio militar,
afim de qne o reo seja nevamante julgado por ou-
tra conselbo de guerra, ebmpste noa termos do
3 do artigo 39:) do coija/dB jastica militar.
Lisboa, em sessio de 25; de Juina. Navarro de
Paiva.Seabra Preto. Ponte Nova.Gomes.
Fui presente, Costa Antones, tenente-coronel, se-
cretario, servindo de promotor.
No dia 4 bou ve red mi da maioria no mi-
nisterio do reino, presidiado a reuniio o presiden-
ta da cmara dos depatados.
O Sr. Jos Luciano, presidente do conseno,
orou iongamente, agradeeenda a maioria o apoio e
leal cooperaclo que tinha dado ao governo e ta-
zando ao mesmo '.etnpo o resumo dos servcos pres-
tados ao paiz pela actual situactlo.
Tomaran) parte nesta cavagueira poltica va-
ri >b deputadaa que pratestaram a sua adheei) ao
gabinete se^do utioal, par um dalles proposto um
v a de louvor ao presidente da cmara e a mesa
pela boa direccio que tem dado aos trabalhos par-
lamentares.
As seaaes das cmaras legislativas acabam de
ser pr irogadas at 13 do corrente.
Eata reuniio p le conaiderar-se pois camo a das
des pe liaas pas nio de crer que se decrete an-
da outra prorogxcao na aessao actual.
Falleceu o Sr. Viscauda de Carriche, no ho-
tel do Bom Jess do Monte, em Braga onde estava
com aua familia tm villegiatura, tendo regresaado
ha puaeo de Mondarioa.
Succumuio repentinamente. Era aogro do Sr.
conde do Rratella (Fedro Franco). O luueral deve
realisar-se boje (7), sabindo o prestito fnebre da
estadio do camiiiha de tarro de S. Apolonia peas
9 horas da mauha.
Na dia 5 partiram para o Mnho o Sr. vis-
conde de S. Jauaario, ministra da guerra e sua
esposa.
Falla se em que o Sr. Barros Gimes deseja lar-
gar a lutenuidala da pasta da marinha, conti-
nuando porem a s abracar a dos negocios estran-
geiros.
laJigitam ae varios nomes para o cargo de mi-
Metre da mariuha e ultramar, ; entra el lee os das
Srs. Antinio Eonea, Antonio Candido e Elvno de
Brito. Neunuin dessea tres cavalbeiros foi anda
ntinistre.
Parece que logo qua as cortes sejam encer-
radas se c instituir a cmara dos parea em tribu-
nal de justca para o julgamento do Sr. deputada
Ferreira de Alm id i, que aggre tira com urna b >fe
tada o Sr. enriqae de Macedo quoentio era mi-
nistro da inariuba. Ser tambem julgado cutro
deputado, o Sr. J par urna aggressio idetica a um officiol superior
do 'X rciui u'os corredores das ci maras.
C .unuua a ser visitado por extraordinario
numero de pessaas o meseu luduatrial e commer-
clal de Lisboa, laslallada n'uma das galerias ma-
nuelma do monumental edifieio dos Jeronymos i-m
Belem, e de cuja inaogoracio Ibes fallei na mi-
uba de 29 de Julbo.
Na sessio de sexta-f-ira 5 do corrente, pro
seguio na cmara dos deputados a discusaio do
projecto de le relativo aos tabacos.
Pillau largamente o Sr. Jos Das Ferreira. O
seu discurso foi verdaderamente notavil. Bes
pandeu-iba com grande praficieuc lidade de palavra o Sr. Vicente Mantelru, relator
da commissio.
Tralou-sa na cmara dos pares do projecto qoe
tem par ti ai melbirar os vancimeotos dos prutea-
sares de instruecio superior, fallando brilbante-
mente o Sr. Jayme Mumz. Varias meioros
daquelia cmara tomaram parte na discuaaio
senda afioal appravado o proj -cto com um artigo
addicioual apreseatado pelo Sr. Frnandec Val.
O Sr. Folippe de (Jarvalbo, proprietanoe re-
dactor que fo por muitos annos da < Correspon-
da de Portugal a, folha bem conhecida no Bra-
sil, sahio se ba das com urna folhi laria que se
denomina O Pa- rido Regenerador sab a che-
fia do Sr. Antonio de Serpa Pimental.
Basta o titulo para se lhe adiviuhar o program-
ma Defende a ootraoee a escaiha do ir.
Serpa para chefe do oartido reg- ncrador, e no seu
furor defeusvo at dasculpa que em teinpaa que
ji l vio, quaado o Sr. Serpa ra do parti i his-
trico tivease aecusaao Fontes Pereira de M-llo de
ter fabricado patacos falsos em Cabo Verde, ca-
lumnia esaa tantas vezes desmentida mas que vol-
tou agora tona lodosa das polmicas a ttulo de
represalia contra o nova chefe regenerador. Mais
nos dia a 8r. Felipp de Carvalha para aitennar
aquella nodoa antiqusima e nanea desmerecida
da carreira jorualisra do Sr. A. de Serpa.
Diz qae ha ciucaenta anaos (triata oa qnarenta
deva toe dito) se explorava a u,lamina coma ar-
ma de combate nojornalissao portogooz eq An-
tonio Rodrigues Sampau fo dos publicistas que
mais a exploraram. Santo Deua !
Pois que demonio de zelo regenerador este do
novo jornal serpado que vai remexer as cin-
zas venerandas de um dos semideuses do jornalis-
mo nacional e de certo um dos dolos regenerado
res mais qu-ridos e de memoria respeitada, para
com essa caarctada inoppartuna attenuar o mao
effaito produxido pelas recordaces daquelias ver-
laras j realsticas do Sr. A. de Serpa A Iuva
fu levantada creio que pelo Ircpareial do Sr.
Thomaz Ribeiro.
O certo quo o jornalzinho a que me eston re
ferindo nio leva a melhor, porque de todos os la-
dos u estio batendo desapiedadamente e sobretudo
pela facecia e pelo ridiculo, que sio as armas fa-
voritas da imprensa de hoje.
O jornal nocturno e de pequeo formato.
L,
hviSTA MARI;
Principio de laceadlo -No hotel Coa.
mopoiita, roa da Madre de Deus, na. 30 e 32,
pertencente ao Sr. Joaquim Santino de Figuei-
redo, manifeatou-se incendio, ante hontem, pouco
depois das 9 horas da noite, estando o estabeleci-
mento fechado.
Comparecendo o Sr. Figueredo e o subdelegado
com diversas pracas da guarda-cvica, consegui-
ram extinguir immediatamaute o fogo, que coma-
uara na cosinha em urna pilha de car vio de pe-
dra.
Os prejuizos foram quasi millos.
Mubatitaico de notasj A inspectora
da Caixa de Amort8acio commuuicou a Tbeaau-
raria de Fasenda que ua forma do Ut, 136 da re-
gulamento de 14 de Fevereiro de 1885 fiea marca-
do praso para a substituicio sem descont das no-
tas de 10/ da 7* estampa, o qual sera contado at
31 de Marco do prximo anuo de 1888.
Palelo mualcml Iuformam-nos que aa
domingo, 28 do carrente a banda musical da Club
Cammarcial Euterpa dar um pasaeio da excursio
at a cidide de Uliuda partindo da eatacao da ra
da Aurora na trem daa 4 1/2 horas da tarde do
referido dia.
I'ronuncla-0 Sr. Dr. Joaquim Correia da
Oliveira Aadrade, juiz do direitodo2- districto
criminal pe dio-nos que declarassemos nia t"r elle
tido nenhuma participacio na publicucia da des-
pacho de pronuncia do Dr. Arthur da Btrros.
Qaarlel de cvanoslaGracas a bao-
dade do Sr. Dr. Gregorio Thaucaturga da Aze-
vedo, digno engenbeiro militar encarregado das
obras militares nesta provincia, tivem is occaailo
de ver a plantado novo quartel decavallaria, pro-
jectado por squelle engenbeiro mas que por falta
de quota nio possivel levar a effaito; bem como
vimos a planta da reconstruccio do actual quarte!,
trabalhos casca que sobremodo hanram aos conhe-
cimentos e bom gosto do Dr. Thaamatargo.
Quera couhece as ms o improprias condicoes do
actual quartel de cavallana, nio pader d ixar de
reconbecer a urgente necessidade que havia em
ser ao meaos reconstruido em parte aquelle eata be-
lcciuie.it. militar, nia s por ser improprio ao fim
a qua destinado, como p 'lo mo effeito que pro-
dus um edificio de tio m architectura em urna
praca como a do Campo das Princezas.
Para qne fiqoem os leitores desde j com urna
idea da planta do novo quartel, que como j dise-
mos nio possivel fazer e das obras e me hora-
meatos que vio ser introduzidos afim de melborar
as condicoea do actual, cujas obras j foram ence-
ladas, passaremos a dar urna noticia desses proje-
atos, segundo os dados e apon taten toa que nos fo-
ram f ornecidos:
Comprehende a memoria justificativa, a descrip-
cio e .eapecificacio, e o orcamento, acompanhado
de um desenho do actual quartel e do que tem de
ser exaeutado.
A memoria justificativa trata da exposicla dos
motivos que contribuiram para a reparacao do
quartel que se acha em ma con lices, e princi-
palmente a cavallanoa.
E' de jpiuiio o respectivo engenheiro qu; o go-
verno deveria mandar construir um predio novo,
com frente para o jardim e ra do Imperador, che-
gando ae a fachada principal ao alinhamento da
roa e desapropriando-se o convento dos francisca-
noa e urnas casas pequeas contiguas eavallarica.
0 projecto para tal edificio deveria ser orgaoi-
sado sob as seguiutea bases : na parte terrea do
lado do jardim ficariam dnas cavallarigas com es-
paco para um esquadrlo, attendendo-se ao deseu-
volvimento futuro da provincia, deposito da forra-
gem, corpo da guarda, xairez, penitenciaria, re-
tn t u-io das pracas, tanques, banheiros e privadas;
no 1 andar dormitorios, escola, arrecadacao gersl,
secretaria, archivo, casa da ordem, estado-maior e
quartoa para inferiores e cadetes ; ero outro pavi-
mento, formando quatro torreoes indep'nieatea,
casas com sc:ommadacoas para o commanlante, o
tenente e os doos alferes da companha.
Do lado da roa do Imperador o edificio ter no
pavimento tarreo : a secretaria, archivo, sala das
ordena e a doa conaelhoa; no 10 andar, sala de vi-
sitas, gabinetes e outras dependencias ; e em um
torreao central e superior, os aposentos do com-
mandante das armas.
Com otenta a cem cantos de rea, aprovetando-
se os materiaes das coustruccoes demolidas, se po-
derla execu'ar esse prijecto.
Resi indo, porm, oa oiciaes as dependencias
do edificio, para haver certa compeasacio ao es-
tado, lemDra o mesmo eagenheiro que se deveria
descoatar mensalmenta dos vencimentos doa uih'
ciaes urna certa, quanta proporcional ao sold de
cada um, como aluguel dessas caeas ; ficaudo taes
quantias depositadas na Thesouraria de Fazcnda
serem txclusivsmente empregadaa em repa-
ros futuros da mesmo edificio ; o que quer dizer,
construido elle, o governo jamis consignar verba
no orcamento geral do imperio para reparos nesse
propro nacional, lucrando com isso o estado, os
otfieiaes e e servico.
A 2* parte do projecto trata de especificar os
reparos e melharamentos introduzdos.
Em primeiro lugar nao convindo conservar a
actual fachadt por ser muita baixa, deteituosa e
sem 'aspecto de quartel, tem necessidade de trans
f irmar as portaa e jaoellas existentes de um lado
do edificio em mesamnoj, dando-Ibes, e aos inter-
vallos, dirteusoea uniformes e procedendo igual-
mente do outro lado.
Existem 24 mesauiu' a no pavimento terreo e 24
janellas no pavimento superior, que dio por c.m-
s gumte, bastante luz e ar por essa parte do edi-
ficio.
Na centro da fachada baver um porta j de fer-
ro de 2,1 8 de largura e 3," 8 de altura, afora a
ba odeira.
Sobra esta parta central ladeada de dous pilas-
tros, ergue-se o fronrio em cuja tympauo hovera
o tr pha das armas de cavallana.
Ao ebegar-ae ao portio v-se a praca d'armas
ie 25 de comprido e 9, 5 de Isrgura, e no fim
dalla u corpu da guarda, com sala separada para
o c muan laate, e tres solitarias contiguas.
N ita praca d'armas formar a companha.
Na cavallana houve urna trantforinacio radical
e mnito econmicamente projectada, pois sendo os
actuaes estivas ao lungo da parede, tendo os caval-
loa aa cabecaa voltadas para ella, sem receberem
ar e lus directamente, aspirando o mesma bafo in-
feccionado, com a tranaform icia passaram as baias
para o centro da cavallanoa, ficando eutre as man-
gedouras um soalbu de 0",8 de largura para um s
homen faaer a distnbuicio diaria da forragem,con
dusindu -a em um carriuho raante sobre 2 trilhos
latentes.
Cada baia separada par gradea de ferro e es-
tas prexas a trilhoa que, apoiando-se em outras de
pedia vio pr-nd r-se ao madeiramento do tecto,
sjstentando-o por sua ves.
A 3a.2J do chao oa a 2,60 cima deste aoalho
existe outro da 36, sobre as buhas das thesooras
e limitado por grades de madeira para ae recolher
a forragem que diariamenee sabir do deposito geral.
Para este aoalho se sabe por meio di ama pequea
escada de mi que se collocar oa se retirar
vontade.
O systema de madeiramento simpies e econo-
nico relativamente ao grande vi) de 12.
Com o systema projectado do emprego de trilhos,
incuuiestaveimenre so realiea urna econ mia bem
aensivel e pela primeira vez adop'ado nos quarteis
do estado. Pntalos eiles resisiirio muito mais
tempo do que se toeai-m empregados estivas de
madeiras enterrados no cbie.
Para limpeza diaria da eavallarica ha duas for-
neras c m mangerias estabelecidas em dols dos
trilbos das baias, de modo qne dona homens ao
mesma tempo, e em paucoa momentos, fario todo o
aervico de aaseio, alm de tanques para dar de be-
ber e lavar os animaes.
M tade das baias, a parte superior, calcada
c\ m parallelipipedos de madeirs,pintados de pixa em
cinco faces ; e a outra metade cun parallelipipe
doa de pedra tendo as juntas cimentadas at
sargeta Da sargete at parede o ea'camento
tambem de paralk-lipipedos assentes em areia.
Em cada trilhu que separa o espaco de um ca-
vado ba 3 bracas de ferro destinados receber o
seilim e arreios. lato tem a utilidade de po-
der formar a companha em poucos minutos
visto ter cada praca .o lado do Beu cavallo todos
us uten illius precisos para montar e entrar em mo
vimento, facilitando ao mesmo t< mpo urna rpida
inspeccao. E' tambem ama introdcela nova, nio
existindo em nenhum i utro quartel.
As sargetas cimentadas para darr-m escuamento
s urinas e aguas de iavagem tem o declive de
0"\03 por metro Es es lquidos vio canaliaadus
at a galera das aguas pmviaes.
Noa aous oites da cavuliarica ha arcos de 5",
de dimetro para ventilacio geral, alm das 12 ja-
n-lias e 12 mesaninos.
Na eavallarica ha espaco para 45 ca vallas occu
pando cada um a rea de 1" 40 de largara so
bre 2m,60 de compnmento, desde a mangedoura
at sargeta.
Na Austria, com a reforma dos quarteis ejecu-
tada pelo regulamento de 1871, onie 66 operaram
importantes melborameotos, o espaco adaptado
para cada cavallo de l" 58 de largura para 3
de compnmento. Na ingiat-rra e outroa paiz a da
Eurupa, nos qurteis de Presten, Colchester, Cam
bridg'eetc. adapta se desde l",5t at l,m90 para
largura subre 2i,6 a 3,ml6 paia compnmento.
Aqu, nio havendo o espaco suficiente para dar
essas diinem-es. e alm disso para attender a ou-
tras exigencias de commodidade s pracas, e con-
siderando mais que os nossus cavailos nao tem o
mesmo desenvulvimento dos da Europa, o espaco
adaptado, de l,4">42ra,6 mais que bastante.
Fra da eavallarica, ao lado da praca d'armas
ha mais 15 baias singetaa, porm em melbares con-
dicoes de sal lez, asaero e hygiene do que as actua-
es estivas. Um tiuque servir para dar da beber
e lavar esses cavados.
Um muro separa o picadeiro do espac compre-
heudida entre elle e a praca d'armas. Eate espaco
tem arvores plantadas, o que um refrigerio.
No i" andar as mouificac -a i'as aao : o !c-
vantamento do tecto, a conatruccio do urna sala
para secreta-, ia, de um gabinete, da outra sala
para o quartel-mestre e um sallo para a arreea-
dacij geral, ficando a a-etual destinada para es-
cola.
Oa encanamentos d'agaa, de laz e esgoo sio
aubatituidaa por uovos.
Finalmente : teitaa todos os reparos indicados
no projecto, o quartel ficar em ptimas condioes
e ter a utilidade desejada.
Com a deinotieio da parte do convento, di-
reita do quartel c saliente sua fachuda actual,
e reconstruccio de novas paredes BO alinhamento
do edificio, ficar eate com 100 metros de trente
e 9 metros de alto, augmentando portanto as
aecummodacoes.
O orcameuta para todos esses trabalhos importa
em 34:452*015.
Abatendo-se 4:0954244, economa feta com
materiaes existentes, o addicionando a quanta
de 1:3044230 para substituidlo, de ertcanamentos,
lea o orcameuta no valor de 2S:ti61 001.
J exiatindo oa Thesouraria de Fazenda para
reparos nesse quartel a quanta de 2:083i, v-se
que faltam apenas 25:978*5001, que o Exm. Sr.
presidente da proviucia vai solicitar do governo
imperial.
A S. Exc. se deve a iniciativa desta reforma
que, estamos certas, elle procurar executar coma
j levou a effeito a codcIuso da quartel do 14.
batalhio de infantera.
Sabemos que o Dr. Taumaturgo tem encontrado
os melhores desejos e auxilio para reazacio d'es-
sa obra com a qual muito luerar a provincia,
porque ficar possuindo mais um bom edificio, no
Exm. Sr. presidenta da provincia, cammandante
das armas e no capillo Justiniano Rocha, com-
maudante da compauhia de cavallaria, bem como
nob demais offieiacS, procuraodo todoa coneorrer
na sua esphera para obviar qaaesquer difficul-
dades.
A nos s noa cabe louvar o esforco e bom gosto
dos trabalhos do Dr. Thaumaiurgo, com o que re-
vela-se um profissional distincto.
Kiruroue pedafxCicaa> Comecaram
no da 20 do correte, a aer organiaadas pelo Ins-
tituto Dexenove de Abril exoaraos pelos differeo-
tes eBtabelecimentos pblicos e industnaes desta
capital.
A primeira foi composta dos alumnos da aula
de lingua nacional e doa da quarta serie da Aula
Infantil e dirigida a serrara vapor do Sr. Ma-
cedo, sita no Caes do Capibanbe.
Applaudimos easa medida, que agura pe em
pratica o intelligeate e activo director do Institu-
to Dexenove de Abril, cujas alumnos reeolherio
grande proveito dessas excuraes, apropnadas a
verdadeiras liccoes de cousas.
nsiiiui > ArcbeoloRlco e teosra
pbico PernansbucanoSessio ordinaria
de 4 de Julho de 1887.Presidencia do Exm. Sr.
conselheiro Pinto Jnior.
A' 1 hora da tarde, presentes os Srs. Drs. Ci-
cero Peregrino, Baptista Rigueira, 1. secretario e
Lopes Macbado, e oa Srs. Augusto Costa, D. Juan
Busson e major Codeceira 2." secretario, foi aberta
a sessio e a acta da antecedente lida e appro-
vada.
O Sr. Dr. 1." secretarla menconou o seguinte
expediente o offertaa :
.. Pelo consocio Dr. Jos Hygino, 2 volumes en-
cuadernados do Diario do Grao Para, do anuo de
1873.
Dous ditos, ditos, do Jornal do Para, de 1872.
Tres grande pontea antigua de tartaruga.
Daua machados indgenas de pedra e um prato
antigo.
Pela Sociedade de Geographa de Lisboa, 1 fo-
Iheto__Homenag m a Luciano Cordeiro.
Pelo ^major Cintra, 5 ditos, Relatnos das re-
particoes da sade publica, apreaentades ao Go
verno Imperial, noa annoa de 1876, 1877, 1878,
1879 o 1880 e 1 volume A Grande Poltica por
Tito .Franco de \lmeida.
Um tolhetoVctor Hago na EternidadeApo-
th. ose em 1 am acto e 1 epilogo, por Jos de Asu-
rara.
Pelo Exm. conselheiro presidente da provincia
da Babia, 1 volume Colleccio de ebras relativas
historia da capitana, depois provincia ds Babia
e a sua geographa, mandadas re mprimir oa pu-
blicar, pelo Bario H .mem de Mello
Pelo consocio Dr. Thomas Montenegro, por in-
termedio do Dr. Jos Hygino, a faca com qua Pe-
d o Meliano da Silveira Leasa, assassinou aa suas
cuuhadas D. Muria Amalia da Silveira Leasa e
D. Amalia da Silveira Lessa.
Pelo Sr. Thonax Carneiro, urna pedra ante
dla va ua, am cbitre de rbenoceronte, um dito de
mastodonte,.um dito de urso maiinho, um dente
de um grande peixe que deu costa na Kio Grande
Jo Norte e urna castalia de baleta.
Pelas respectivas redaccoes diversos jornaes
desta e de outras provincias.
Passando-sa ordem do dia, lido e Tai a im-
primir o balancete do 1 trimestre de Abril a Ju-
nho do corrente anuo:
Receita
Subveocio recebida do Thesouro
Provincial 60040O0
Saldo a favor do 8r. thesoureiro 1:5224780
Despeza
Pelo que ae deve ao Sr. thesou-
reiro segundo o ultimo bataneo
Ordenado aoa empregados con-
forme oa documentos
3:1224880
1:8784780
2444000
2:1224780
Somma
Vem mesa a seguinte proposta :
Proponbo que este Instituto ae encarregue de
escrever a historia desta provincia em vista dos
documentos existentes em sen archivo e dos qne
anda lhe poasam ser fornecidoa, de modo a aerem
rectificados os deleites que at hoje se tem es-
cripto a esta reapeito.
c Sala das sassoea do Instituto, 4 de Agosto de
1887.Dr. Pinto Jnior. >
Posta em discusslo approvada onanimemeat
e remettida s secci s reunidas do historia nacio-
nal e da historia colonial, para apreseiitermo o
plano desae trahalho e o modo pelo qual maisfa-
cilmente poasa ser realisa
E' anda lida, discutidapsppaivJda qatra pro-
posta coneebida no9 aeguintes tertrk
re Proponho que se gradeca ao nosp consocio' o
Exm. Sr. conselheiro 11 aniel do Ni semiento Ma-
chado Portella, o servico qoe acaba da prestar ao
Instituto, premoveodo na Cmara Temporaria a
passagem da emenda que lhe concede um auxilie
para a pablicacio dos valiosos documentos exis-
tentes no archivo do mesmo Instituto.
Sala das sesades do Iastituto, 4 de Agosto de
1887. Baptista Kegueira. Codeceira. Lopes
Macbado.Pereira da Costa.
Outra concebida as seguintes termos:
Attendendo-se e importantes o fierras qua
tem feto o musen do Instituto o Sr.'Thomaz
Carneiro da Cuuha, propomos para qur em signal
de sea recoohecimento Ihe-confiru o Instituto o
titulo de socio correspondente, independente da
cantribuicio da Joia, a qua sao obrigados os res'
pectivos sucios.
Sala das acaso ja do Instituto. 4 de Agosto de
1887.Codeceira.Dr. Pinjo Jnior.Baptista
Regueira.
Eata proposta depois de discutida approvada.
Sio ainda approvados para socios correspon-
dentes do Instituto os Srs. Ura. Pedro Curreia de
Oliveira. Joao Baptista de Albuquerque Salles,
Jos Flix da Cuuha Menezca e Felisberto 'irmo
de Oliveira Freir, e tenente Emiliano Ernesto de
Mello Tambnrim.
Nada mais havendo a tratar-se, foi levantada a
sealio.
Club Cario* Cime* O citavo anniver-
sario da nstallacio deste Club, que se verifica no
da 7 de Setembro prximo, ser sulemnisado com
um concert musical.
O Clob Carlos Gomes costuma dar grande bri-
lho e esplendor s auaa testas e a ie que se trata
est sendo delineada com interesse e cuidado pela
ana Ilustre directora.
Numerosos convites estio sendo j distribuidos.
Agradecemos ao digno l secretario da Club a
fineza da convite, que em nome do conselho ad-
ministrativo nos d.rigi.
t?e*ita de Man'aunaAmanha realsar-
ae-ba a modesta quao tradicional festa da glo-
riosa Sant'Anna da igreja da Santa Cruz constan-
do dos seguintes actos :
As 10 horas di manhi raissa solemne e s 7
da noite entrar a ladainhia salemne.
Em ambos os actos oceupar a tribuna sagrada
o distincto pregad r da caoea imperial o Rvdm.
frei Augusto da I-mnaculaJa Cmeeicao Alves.
A orebestra achn-ae cufiada direccio do
maestro Lyde de Oliveira, qie far executar a
missa don uninada Santa Rita.
O t mola acha-se modestamente ornado com
gosto e perfeicio pelo hbil irmio Joa Castor de
Amnjo Souza.
Cluh Iliterario l>i< iio\ Jnior
Este club fun ;ado no Instituto Dezenove de Abril
nesta cidade, fnncci'nou no dia 18 do corrate,
aob a presilencia do Sr. Arthur Pinto, 2- secre-
tario.
Lida a a-ta. foi approve.da corr ttaa emenda
d' Dr. Cirios P Carreiro: a aa chronicas foram
tambem sporovadas com unendas.
Oraram os Srs. : Ismael Marqaea, Alberto Pin-
to, Graciliano Martina, Virginio Braga, Bernar-
do, Jlo Paulo e L'opildo Pires; aquelle sobre a
deacobarta da imprenaa, a 03 doua ultimas sobre
climas.
Foram serteados cbrouis'us : primario, o Sr.
Jos Martina ; secundario, o Sr Abel Pinto.
Lnnlerna MasticaOistnbuio oe hontem o
n. 198 deste p.-riodico livre e humorstico.
CaboEserevem-nos deasa cidade :
No domingo, 21 do corrente, a 8 horas da
noite, ter lugi.r o espectculo que em beneficio
do Gremio Luterano e da Sociedade Dramtica
promove eata, representanda-se o notavel drama
Y inte e Nove uu Monra e Gloria.
As sociedades beneficiadas nio tem ponpado
esforcas para bem corresponder as exigencias do
drama e do publico, que, estamos certa, piocurar
corresponder a tio louvavel empenbo, viste o fim
ntl a que ae deatina o producto do referido es-
pectculo.
Ponte da Boa-ViNlaPoiiram-noa a in-
sercio daa segu atea linhas :
A extraordinaria tnorosidade que tem bavido
no andamento dos reparos da ponte da Boa-Vista,
est reclamando providencias de parte da primeira
antoridade da provincia, visto como, ao que pa-
rece, a reparticio competente tem aido muito be-
nvola para com o coatractante dessas obras.
Ninguem dir que ha trabalho na ponte, tal
a quietacio o auseneia de operarios que all
reina.
O commercio da ra do Bario da Victoria,
qu ix-8e e com razio doa prejuizos que tem sof-
trido occasionados pea alludida demura.
Asaociaco Sledico-Pbarmaceatlca
Pernsmbucaaa-Ante-hontem bouve seesia
desta aesaciacio sob a presidencia do Sr. Dr.
Ignacio Alcebiades Velloso.
Lida a acta da sessio antecedente foi sem de-
bate approvada.
Posto em discussia foi approvado o ponto, apre-
sentado pelo Sr. Dr. Lisboa Coatinho na sessio
de 12, o qual o seguinte :
Estudo critico sobre a accio theurapeutica
dos medicamentos cardiacos ltimamente preco-
nisadoa.
O Sr. presidente commaaicou casa ter man-
dado urna commissio, em nome do Instituto, com-
pnmentar o Ilustre mcrobiologista brasileiro, Dr.
Domingos Freir em sua passagem por esta ci-
dade, de viagem para os Estados-uidos, onde
vai presiair o congresso medico, e urna outra com-
missio para compnmeatar o nosso consocio, Dr.
Coelho Late que, por molestia, embarcou para o
sul.
O Sr* Dr. Cyaneiro commaaicou um caso de sua
clnica no Hospital Pedro II, enfermara de Santa
Martha, de aneuriama da poreao thoraxica ia
aorta descendente, cujo diagnostico foi confirmada
pela autopsia e ottertce asaoeiacia a prca ana-
toma- pathologica.
O Sr. Dr. Ermirio Coutinho d3sertoa s:bre a
Nevropathia cerebro-cardiacanio a conside-
rando um estado de alienadlo mental, fazeudo o
diagnostico differencial com as demais nevroses
e emquanto a physiologia pathologica da molestia
aceitou mais a opiniode Boachet que a considera
devida a perturbaces do grande sympitbico do
que devida a urna alter icio da massa cephalica
como pensa Krisbaber, oceupando em sua sser-
tacio toda a hora e sendo muito applaodido.
O Sr. presidenta levantou a sessio, marcando
para ordem do dia a cuntinuacio da mesma, fi-
cando com a p.alavra o Dr. Paula Lopes.
Baodeira de S. 4.oura! em Sanio
Amaro da SalinasSer hasteado o es-
tandarte deste glorioso patriarcha, no dia 26 do
corrente, pelas 7 borus da noite, com a pompa a
bnlhantismo com que costume fazer este acto.
Reanides oclaen -- Ha hoje as segua-
tes :
Da Sociedade Mioerva Progresso Pernambuca-
no, s 10 horas da manbi, em sua sede, para cm
sessio de assemola geral ordinaria tratar de ne-
gocios di verse 8 e urgentes.
Do Monte-Po dos Typographos de Pernambuco,
s 11 horas da manbi, ra do Nogueira n. 47.
Do Instituto Litterario Olndenae, s 11 horas
da mauh, em sessio ue asaembla geral, para
prestaco de contas.
Da Sociedade Recreativa Ja'ventude, em asaem-
bla geral ordinaria, para leitura do relatorio o
eleicio da nova presideu -ia.
Da veneravel irmandade do SS. Sacramento, a
11 horas do da, para o fim de proseguir-se na
eleicio do3 irmios que preenchnm as vagas exis-
tentes na mesa regedura do auno compromissal de
87 a 08.
O PolnroDstribuo-se o n. 4 deste peri-
dico critico, iitterario e noticioso, do qual e&o re-
dactorea os Sra. Samoel Parias, Pedro Brrelo, e
Auatregesillo Jnior.
Obngados par um exemplar com qoe noa mimo-
sea rain.
tbeliia da TaimanlaEm urna explo-
raca que fex, em 1884, nos bosques australianos,
o Dr. E. Guilu-, nm dia, no alto de um
eucalyptus de sote metros de dimetro e 120 de
altura, ama especie de ninho enorme, em forma
de simbario, em volta do qual voavam e lumbiaa
myriades de insectos negros. O explorador reco-
nbeceo quasi immediatamente que se achava dian-
te de ama calmeia de abelhaa da Taamania.
Depois de faaer derrubar a arvore, o Dr. Gdil-
metb extrahio da colmeia a qoantidasl enorme
de 35,K) ki lograra mas de mel, erad parece pos-
auir quahdades medicinsea particulares.
JornaesO Diccionaria da imprensa da
todo o mundo, publicado em Lsndrea por Mr.
\i
\
r
*

11




Diario de Pernambuco---Domingo 21 de Agosto de 1887
Sell, e qae ainda o una pastado tinha 704 pagi-
na*, apu.ir.ceu essa auno coin 1,300. 'eUe toma-
ina* os sagnintes dados :
Pablicam-se em todo o mundo 35,000 jornaes,
jO.O'O dos qaaee ue>taa_eui Europa.
FiguraeinptSmr jlvrgtr u Aemanba com-----
5\660, sndo'*aarios. Segu m-se a Franca com
, e a Inglaterra com 4,000 e
I lirrio:,.
As outras nag-S da Europa conservam a se-
guinv ordem quauto ao numero de publieages
peridicas : Italia, Austria, Hespanba, Portugal,
. Buesia, Grecia, Suissa, ti l-'ica e ilollanda.
Na Asia publicara se 3.000, 206 na frica, 700
na Auatnlia. e as ilhaa do Sandwich, 8.
Aajpubhcagoes de Londres attiages* urna cir-
cnlago ajnual de 1:017,0J0,00J exemplarea :
as de Eans i: 103,000,OJO, e 5l6:0JO.0OO as de
Nova-Yai^ ,, ,
i E,tados-Uaido3, s?guem-3e Nova-York,
(Jhcago, Phiflidelpbia e Bjaton.
atapl*l<*z itapido como o pensamento
jau njir te, e geralmeate se julga que a
imposBirel' tn-'d.t a,vclocidade do pensamiento.
Ptisheui, umr" cp*ra^o que fes lleller hi iou-
0 :i.mtto depressa e em vos alta,
o i)amt'ro u !io de letras que poiia lr em un
miau* i. Depois oalculou o ito do er-
vo que vai desdi o eerebio &is muscuios da iia-
gaa.e'di bocea. Coosideraudo que ceda letra
neejptteva i um impulso nerv.so, nao teve mais
do que mu ..cur o numero das letras pelo som-
primentc do ervo.
O resoltado o que a transmisso nervosa do
cerebro-se eHeeta na razo de 49",50 por secun-
do. Este resaltado, poiin, nao era exacto, e ex-
periencias f liths ltimamente demonstram que a
velocidade do peusamento de 3",tio : o que
mostra que penst-mos com a velocidaae de um
como^yo expresso e nada inais.
A paras', pois, de trapido e*mo o pensamento,
deixa d.- tor peraute a ciencia a expresso da
maicr rapidez conhec
Papa*-En:re os 259 papas que teem gover-
ind a Igrcja, sjrnent; 15 ehegaram a celebrar o
5U asmivraario da un orienacao sacerdotal, e
foram : J o 12, Calixto 3o, Paulo
3o, faulo 4 I Inocencio 10", Clemente 10*, Iono-
ceucio 12. 15 nedieto 13", Cl.raente 12", Benedicto
14*, Fie 6, Fio 7, angaria 16> Fio 9J.
Aqa:lie que oceupt o numero 16 na lista dos
papas qur tem chegado a celebrar as bodas de
ouro, o tuesicj quo actualmente cecupa a cadeira
da S. Ped
\ i da 3! de Dezembro do corrente annj ha-
qoe Lete 139 eeiebron a primeira
Bissa.
AHNUbiUMDiaa** de Pana, que nada menos
de 10.000 assobios fabricara um s industrial
daque.ia C-dade, para vender gente que concor-
i do dia 14, para fizer urna de-
moustrag o uoo'-J ao presidente da Rcpubhca.
O ciiaba roi que os do asaoWo sabiram asso-
....
IncoadloTekgrapbam de S. Peteraburgo
que rebanura um grande incendio em Witebsk.
capital dos goveruos de Sm-oleuks, Mobidcff e Wi-
tebsk.
Ard ram (fjat.-ocentas e vinte casas. O qua-
dro era pavoroso, porque o fogo adquiri rpida-
mente tl violencia, qae ala havia meio humano
de obstar a elle, a pesar da cidade ser atravessada
por um rio.
A populacao logia em maasa e as ras esUvam
cheias de mulberes, hoiaens a crvangas, que cor-
riam em tropel fugindo das chammai e dando gri-
tos de terror.
Entre os monumentos destruidos contam-se duas
igrajas.
^, im e o calor que desprenuiam as ruinas
eram ta insupportaveis, que os moradoras dos
bairros prximo* do incendio tiveram de abando-
nas as i:n casas.
Calcila-3e em dez mil aproximadamente o nu-
mere = que fearam sem teeto nem abrigo
em resultado do togo.
Paquete nacional--. Parti hontem do
porto aa Fortaleza s 5 horas da tarde o vapor
brasileiro Prrnambuco, que rejressar de sus
vtagem aos pjrtos do norto.
Deve ebegar aqui n: terca-teira 23 do cor-
rente.
Directora da* obras ata eooer*a-
co do* portoaBolctim metecrologieo do
di* lr.< d- Acost Hp 1887:
3:000/000
1:500/000 os aegainte*
11763
Estao premiados C3m
nmeros:
9050 18143 18576
Estilo premiados com 6004000 os seguintes:
5719 6192 7567 11491 14358 14659
E-tiij premiados com 3004000 os seeuintes :
3335 3974 4368 9632 10*61
12608 12871 16993 17679 18579
Approximacoes
19297 1:5004000
19299 1:5004)00
1H933 6004000
10935 600401.0
2280 1504000
2282 150/000
Os nmeros de 19291 a 19300 estao premiados
com 1504000 exclusive o da sorte grande.
Os nmeros de 10931 a ln40 estao premiados
com 90/000 inclusive o da sorte de 30 contos.
Os nmeros de 19201 a 19300 estao premiados
com 90/C0J.
Os nmeros de 10901 a 11000 estao premiados
com 6'J/O .
Os nmeros terminados em 98 estao premiados
com 604000.
Os nmeros terminados em 34 estilo premiados
cote 60/000.
Todos os nmeros terminados em 8 e 4 estao
premiados com 30/900 excepto os terminados em
98 e 34.
A seguinti! lotera corve no dia 24 do corrente,
pelo plano de 100:00 J/OOO, da 1.* serie da 12.
1 a Horas i SJ Barmetro a 0o Teasao do vapor o o fi o 03
6 m. 22-2 <6245 18,02 89
9 763">6i 18,31 89
12 S5o_l' 763>19 18,42 76
3 t. 25'61 761-81 18,27 74
6 24'6 76171 16,50 73
Temperatura mxima2 j*,25.
Dita minima21,50.
Evaporacio em 24 horas an sol: 3",8 ; a som-
bra: 2-,C
Chuva3m,6.
Direccao ao vento : S de meia noit" at aos 27
minutos da manha ; S>W at 2 horas e 12 minu-
tos ; S at 2 horas e 25 minutos ; SE at 3 horas
e 8 minutos ; S at 3 horas e 26 minutos ; SSW
at 4 horas ; S\V at 5 botas e 13 miautos ; SE
at 5 horas e 4 minutos ; S at 6 horas e 56 mi-
nutos ; SE at i hras e 58 minutos ; S at 8 horas
e .46 ininutoa: SE e ESE com interrupcao de 12
minut :s E, at 10 horas e 6 minutos ; SE e SSE,
com inserrup'.ao de 13 minutos ESE, at meia
Doite.
Yelcad&da media do vento : 2>,17 por segundo.
Nebulosidad'.: media: 0,83.
Boletim do porto
a-E -2 --2 a CU o Dia 19 de Agosto 20 de Agosto Horas Altura
B. M. P. M. B. M. P. M. 10-56 da manha 447 da tarda 11 4 517 da manha 0,>23 2, "70 0,">37 2,75
)
tjeile*Etlectuar-se-ho:
Amanb:
Pelo agents Burlamaqui, s 11 horas, a ra
do Imperador n. 22, de 2 cavailos e 2 carrocas.
Terja- fe ira :
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, ra das
Laraugeiras n. 27, de movis e vidros.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, ra do Mr-
quez de Ound n. 52, de fasendae e chapeos.
Pelo agente Siiveira, s 11 horas, roa estreita
do Rosario n. 24, de metade da um predio.
PaasaceiroaUhegados da Europa no va-
por franeez Ville de Cear:
Callos dea Saatos Silva, Fauny, J. Bochetoy,
Lui*e Bocbctoy, Elisa Duprat, Misael da Costa,
Mara da Costa, Lucan Leroy, Eduard Moilier,
Marianno Zoppa, Eagenio Vesja, Gaetano Foli,
Giovaai Pagogna e Joaquim da Silva.
OperacoeM cirurgicaaForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 20 do corrente, as
seguintes :
Pelo r. Maiaquias :
Extirptcao de um adenoma direita em homen
Pelo Dr. Pontual :
Posthotomia pelo thermo cauterio indicada por
phimoais e cancros.
PeloDr. Berardo:
Extracco de cataracta senil dura pelo processo
dq Decker.
Caaa de DeteneioMovimento do* pre-
sos da Casa de D?ten&0 do Recite no dia 18 de
Agosto de 1887 :
Exisvi^m 372 ; entraram 3 ; sahiram 5 ; exis-
temi370.
A'saber :
Naeioiae* 335 mulberes 14 ; es t ranga iros 15 ;
escravoi aent'.nciados 4 ; dem processado l;
dem de .orreccao 1Total 37*.
Arras mdos 338, send j :
, ,us 310 ; doentes 28.Total 333.
Movimento da enfermara :
Tiveram oaixa:
Joao Seve o dos Santos,
Manoel Sonreir da Silva.
Tiveram alta :
Joaqmm Joo Jos do Nascitcento.
Jog' Barbjsa da Silva.
Ijaat-ria do Viro-ParaEis rs premios
a 5> parte da 10* lotera ao Grao-Par, extrahida
em ao d- Ag-sto:
. lWS 120:000/000
10934 3U-00O/000
9281 12:0004000
12359 6:000/000
IiOlerCaa dlveraaaA Casa Feliz, de A.
A. dos Santos Porto, na pra;a da Independencia
ns. 37 e 3, tem a venda os bilhetes das seguintes
loteras :
Espirito-Santo : A O* parte da 3 lotera,
euj> premio grande de 50:000/900, pelo novo
plano, se extrahir no dia 26 do crrante impre-
tenvelmente.
Santa-Catharina: A 1* parta da 2> lotera
cuja premio grande de 50:000/ ser extr-tbida
bievemenf.
Cear : premio grande 250:000/000 se ex-
trahir atnanba, 22 do corrente, impreterivel-
mente.
Alagas: A 3. parte da 19. lotera, pelo
n-vo plano, cujo premio grande de 4'-;:000/000,
ser extrahida no dia 25 do eorrente, ao meio
dia, impreterivelmente.
Provincia : A 9* l-/eria, pelo novo plano,
cujo premio grande 12:00040o0, se extrahir
imprettrivelmento no din 24 do corrate, s 2
h jraa da tarde em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do R'cife.
Parabyba: premio .-rinde 20:C0000J se
extrahir no dia 24 do corrente, s 3 horas da
tarde.
Btlbetea de lotera*Em mao do agen-
te Beroariico L ipes Alheiro acham se a venda os
bilhetes das seguintes loteras :
Do EnplrKo-Sanlo : A 5'parte da 3a lote-
ra, cujo premio grande de 50:000/, palo novo
piano, ser exf. abida no dia 26 do corrente, im-
preterive mente.
De Manta Cantarna : A 1" parte da 2
Icteria com ora impirtante plano, cujo premio
grande de 30:000/000, ser extrahida quando
for anouncada.
Do Cear : com nm importante plano, cuj i
premio grande de 250:000/000, -era exrahida
amanb, segunda-feira, 22 do corrente, impreteri-
velmente.
Da provincia : A 9a lotera, pelo novo pla-
no cujo premio grande de 12:000/000, em bene-
ficio da Santa Casa de Misericordia, ser extrahida
impreterivelmente no dia 24 do corrente, s 2
horas da tarde.
De tlacuam A 3.* parle da 19.> lotera,
pelo novo plano, cajo premio grande da........
40:000/000, ser extrahida no dia 25 do corren-
te, (quinta-feira), s 12 horas da manha, impre-
terivelmente.
Da Parahyba : sendo o premio grande de
20:000/000: ser extrahida ao dia 24 de Agosto
(quarta-feira) s 3 horas da Urde, impreterivel-
mente.
Do Grao-Para : A 1' parte da 12* lotera,
pelo novo plano, cujo premio grande de 100:000/
ser extrahida no da 24 do corrente, impretert -
velmente.
Lotera da provincia A 9* lotera pelo
novo plano, cujo premio grande de 12:000/000,
em beneficio da Santa de Misericordia do Rectfe,
se extrahir impreterivelmente no dia 24 do
corrente, a 2 horas da tarde, no consistorio do
igreja de Nossa Senhora.da Conccico dos Milita-
res.
No mestno coosisrorio estarlo expostas as ur-
nae as espheras a apreciaco do publico.
Os bilhetes garantidos acbam-se venda na
Casa Feliz na prca da Independencia ns. 37
a 39.
Tambem acbam-se venda na Casa da Fortu-
na roa Primeiro de Mar^o u. 23 de Martis F.u-
a&C.
Assim como na Casa d > Our na "a d" Bario
da Victoria n. 40 de Joao Joaquim aa Costa
Leite e na Roda da Fortuna na ra Larga do Ro-
sario n. 36.
Lotera de Manta-Catnarlna Esta
lote-ia, com um importante plano, cajo premio
e.i8nde de 50:000/000, ser extrahida quando
for annunciada.
Os bilheteaacham-se venda na Casa da Fortu
aa ra Primeiro de Mar$o n. 23, Martina
Fiuza & C.
Lotera da provincia do Paran
A 24* lotera desta provincia,pelo novo plano, cu-
jo premio grande de 12:000/000, se extrahir
no dia 23 de Agesto.
Bilhtes a veuda na Casa da Fortuna, ra
trmetro de Marco numero 23, de Martina Piu-
sa & C.
Lotera do CearEsta acreditada lote-
ra eujo premio maior de 250:000/000 ser ex-
trahida impreteiivelmeote amanh 22 do corrente
(segunda feira).
Os bilhetes acbam-se a venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 de Martina
Fiuza & C.
Lotera de Alagoaa A 3.* parte da 19
lotera, pelo novo plano, cujo preme grande de
40:000/000 ser extrahida no dia 25 do corrente
(quinta-feira) s 12 horas da manha, impreterivel-
mente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23, de Martina
Piusa & C.
Loleria da Parahybacata lobera cajo
premio grande de 20:000/000 ser extrahida
no dia 24 de Agosto (quarta-feira) s 3 horas da
tarde.
Os bilhetes acbam-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 2, de Martina
Fiuza & C.
Loleria do Grao-Para Al' parte da
12* lotera desta provincia, pelo novo plano, cojo
premio grande 100:000/000, ser extrahida
no dia 24 do corrente (quarta-feira) impreterivel-
mente.
Os bilhetes aeham-se venda na Casa da Por-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23, de Martina
Fiuza 4 C.
Ceaviterlo Publico.Obituario do dia 19
de Agosto:
Manoel Bibeiro de Mello, Pernambuco, 41 an-
nos, solteiro, S. Jos; tubrculos pulmonares.
Fernando Pedro das Neves, Pernambueo, 17 an-
tios, solteiro, Pojo; febre palustre typhoida.
Quinteillouea, Pernambaco, 17 meses, Santo
Antonio; bronchite aguda.
Joao Almeida Penna, Pernambueo, 22 anaos,
solteiro, Santo Antonio ; tubrculos pulmonares.
Dr. Geminiano Hylario de Oliveira Mello, Per
nambuco, 83 annos, viuvo, Santo Antonio ; Ueore-
pitude.
Jacob da Costa, frica, 70 anuos, solteiro, Boa
Vista; bronchite.
Tbeodora Mara de Jess, Pernambuco, 60 an-
nos, solteira, Boa-Vista ; anemia palustre.
Rita Mara do Rosario, Pernambuco, 18 annos,
casada, Boa-Vista; tubrculos pulmonares.
Jos, Pernambuco, 1 da, Boa-Vista ; fraqueza
congenita.
Vicencia Mara da Conceicao, Pernambuco, 30
annos, solteira, Boa-Vista ; Uoerculos pu'tnona-
res.
Um ecemnascido, Pernambuco, Boa-Vista.
cinco contos sobre as loteras de fra da provin-
cia. Semelbante censura carece de proceden-
cia.
Em todos os totopos, e em todas as provincias,
onde ha loteras, d-se adiamento da extraeco
d''8tas, sem prov*;ar tamanha censura, princip*!-
I mente sendo esee adiamento determinado por mo
tivo justo.
Mavendo annuuciado a extraccSo da 9.* lotera
par o dia 18, e na vespera d'esse dia, tendo co-
nbeeimentj de que os bilhetes baviam tido punca
sabida, resolv adiar a extracco por seis diaa,
para u dia 24, e mandet atfixar, como de facto se
atfixou na porta da thesouraria, o annuncio d'esse
adiamento.
Com antecedencia pedi permissao ao Exm. Sr.
presidente da provincia para asse adiamento, al-
legando a sua causa determinante. Nao pie me-
recer censura o tneu procedimento, adiando por
motivos to justos e por < seis das, > a extraccao
da lotera.
Desde Mao do corrente anno, quando tomei
posse d > cargo de thesoureiro at esta data, toa
sido extrahidas sito loteras, c nenhuma d'ellas a
nao ser urna do dia annunciado para o seguate,
foi adiada, muito embota eu tivesse lutado, como
ainda hoje luto, com o descrdito em que cabiram
as loteras d'esta provincia por motivo conheci-
di da qual ainda consequeneia o adiamento da
9.' I iteria.
Teub* empreheodido debellar ease descrdito,
porm as auas raizes sao to protundas que as
suas consecuencias se sentir) por muito tempe.
Nao foi, por conseguinte, por nao estar aquele
regulamento em execuco, confirme disse o autor
do artigete publicado h ntem, o motivo do adia
ment, desde qu3 tal regulamento est deinais a
mais em execucio; e quando nao estivesse, nao
sena 880 para mim causa d'aquella resolucao.
Comprebendo o interesee que ha, em se me ferir,
como thesoureiro das loteras da provincia, phan
tasiando-se contra mim motivos de censura. En
tretauto quem quer que seja que, aob a eapa do
anonymo, se dedica a essa empieza, nao lograr o
seu miento.
Diz ainda o atitar do artigu'te, que nao recolhi
o producto dos bilhetes veudidos. E' anda urna
falsidide. O producto dos bilhetes vendidos j se
acba recolbido ao Thesouro Provincial, e esse re-
colbimento nao teve lugar depois da censura feita
pelo eleitor bilheteiro que, apezar da mascara,
est muito conhecido.
Por abi se v a improcedencia da censura que
se esiende at a falta de publicaco por mim dos
nomes dos individuos, a quem teem cabido as
loteras extrahidas as sortes grandes e outros pre-
mios, cerno se a mim correse essa obrgico, que,
entretanto, nao foi cumprida por nenbum dos the-
soureiros, meus antecessores, e nem tem sido por
qualquer uutro. E' de forc-a tal censura!
Entretanto devo dizer que as oito loteras j
extrahidas, apezar de ter ficado grande numero de
bilhetes na thesouraria por seis vezes a sorte
grande foi vendida pelo coronel Manoel Martina
Fiuza, por urna pelo Sr. Isaac lavares da C sta,
de Macci, e na corte pelo Sr. Manoel Marques de
Carvalho Alvim.
Pica assim reaoonddo categricamente o arti-
gete do Sr. eleitor bilheteiro.
Recife, 20 de Agosto de 1887.
Jote Candido de Mtraes.
PLBLiaCQES A PEDIDO
Loteras da Provlaeia
S b esta epigrapbe veio no Jornal do Recife de
hontem um artigete, no qual um eleitor bilhe-
teiro me censara por ter adiado para o dia 24
do corr nte a extraeco da lotera que astes/e an-
nunciada para o dia 18, allegando qae o fis, por
nao estar ainda em execacao o regulamento expe-
dido pela presidencia para cobranza do impasto de
A* publico e ao commercio
Ha faetos que devem sempro aer trazidos luz
da publlcidaae, para que os seus autores sejam
devidamente couhecidos e (Hgados pelo publi-
co, em cujo meio vivera.
Um d'estes faetos o que fo: praticado pelos
Srs. Alfredo Lopes He C- no dia 21 de Julbo pas-
eado.
Deixei propositalmente decorrer um mez, antes
de trazer tal facto ao conbecimeoto do publica,
esperando que u'esse longo periodo aquelles se-
nhores tntJitariam no pasao errado que haviatn
dado, e procuraram retractar-se. Como porm
ate hoje nada fizeram, e ao contrario tem alardea-
do com seus amigos a boa peca, que dizem ter-me
fcito, levo o facto ao conbecimento do publico, pa-
ra que este nos julgue, e veja de que lado est a
razo.
No citado dia 21 de Julho entrou em nosso es-
ta'ieleciineuto, sito ra da Imperatris n. 83, a
familia do Illm. Sr. Carlee Lopes Guimares ; e
depois da compra de diversas miudezas, a Exma.
senhora d'aqueile cavalheiro p^rguntou ao meu
caixeiro se tinha bico prelo de teda. Estando eu
ausente n'essa oceasio. e mostrando-se aquella
aenhora contrariada por lbe dizer o mestno cai-
xeiro que nao tinha, e chegando n'essa mesuia oc-
easio um moleque, que criado da casa da Exma.
Sra. D. Argentiua, o mesmo caixeiro disse a aquel-
la senhora que procurara remediar tal falta.
Chamou o moleque e mandou o pedir o livro de
amostras de bicos em casa ios Srs. Alfredo Lopes
& C, cujo estabelecimento tica prximo.
Chegando o referido livr >, a senhora escolheu
urna peca de bico, cujo prego estava marcado por
oito mil res.
Estando porm duvidosa entre a escolba d'esta
peca e de outras duas, o caixeiro tirou da gaveta
e mandou como penhor a quantia de treze mil
ris, pedindo que lbe mandassetn ae tres peyaf
marcadas, para escolher-se urna.
N'essa oceasio, desconfiando os Srs. Alfredo
Lopes & C. de que o bico nao era para a casa da
Exma. Sra. D Argentina, e sim para alguem que
estava comprando em nosso estabelecimeato, fi-
zeram o moleque declarar isto mesmo, e eutao
mandaram tempre as tres pegas de bicos pedida,
porm tendo previamente arrancado a etiqueta e
augincutado os pregas de um modo descommunal
e inslito.
Che /ando as pegas com os precos augmentados,
a senhora moatrou-se incommodada com tal pro-
cedimento e declarou ;ue nao quera mais o bico
por prego algum, pelo que eu, que j havia che-
gado, mandei devolver todas tres pegas, diseodo
ao portador qae troaxesse o dinheiro que tinha fi-
cado em penhor
Voltou pouco depois o portador, disendo que
aquelles senhores haviam recebide os bicos, e
negavam-ie a entregar o dinheiro depositado!___
E' preciso declarar que a verdade de todo o ex-
posto est comprovada pela carta, que abaixo vai
publicada, do Illm. Sr. Carlos Lopes Guimares.
Recusei-me a principio a acreditar que um ne-
gociante, que pocura zelar seus crditos, houves-
se procedido por modo to irregular ; e como nao
estava em boas retacos com os mesmos senhores,
ped ao Sr. Manoel Jos de Oliveira Lima, amigo
commum, qae procurasse entender-so com elles,
afim de ver o que havia de real
A resposta que me dea o Sr. Oliveira Lima
consta da carta, que tambem vai abaixo publica-
da, e da qual se v que os Srs. Alfredo Lopes &
C- nao trepidaram confessar qua tinnam alterado
os precos, confessando mesmo que aquello bico j
estava considerado alcaide, e que assim oconside-
ravam vend lo por trese mil res, embora tivesse
sido iangado no balango por oito mil ris !
Dase tambem que o negocio era s commigo, pois
fora eu que mandara comprar o ioo-. Entretanto,
>o A
Theotonio Domingues e Dr. Joo Tbom A. da
Silva, para serem lidas por quem qaizer :
Rscife, 16 de Agosto de 1887.-Illm. Sr. Car-
los Lopes Guimares.Rogo-lhe o obsequio de
narrar-me ao p desta o que se passou com sua
Exma. Senhora ocuahada a respeito de urna pega
de bico preto, qae proenraram em meu estabel-.-
cmeuto no dia 21 de Julho prximo fiado, por
oceasio em que comprava diversas miudezas, e
nao havendo ubi, maadou se buscar no estabele-
cimento dos Srs Alfredo Lopes & C.
Permitta-me V. S. tazer de sua resposta o uso
que me convier.
Sua com estima de V. 8. amigo criado e obri-
gadoJ. M. Lema Duarte.
Recife, 17 de Agosto de 1887.Illm. Sr. Jos
Mara Lemoa Dart.>.Presente.Em respos-
ta carta retro de V. 8., tenhi a dizer-Ihe que,
estando mnha mulhcr e cunbada no estabeleci-
mento de V. 3., no da apontado em sua carta,
comprando miudezas, pediram ao seu caixeiro
(\ S. e-lita) estava ausente) urna pegt de bico
preto de seda, e este disse-lbes que nao tinha.
Mostrando-se contrariadas, di caixeiro que proc iraria remediar a falta, e che-
gando n'essa oceasio um moleque, que constou-
me ser da casa da Exma. Sra. D- Argentina, o
MO c.iixeiro mandou por elle ver as amostras de
bico preto em casa dos Srs. Alfredo Lopes <5t C-
Cbegado o livro de amostras, agradaran]-se,
do urna pega do bico, eujo prego estava marcado
por 8/000, e ento o caixeixo tirando da gaveta,
creio que 13/000, mandou como penhor, pedindo
que mandassem 3 pegas setnelbautes qua marcou
para eseoiher-ss urna.
Voltou o portador com aa tres pegts porm
differentes das qae tinhata sido escolhidas ; e
viudo estas com a etiqueta arrancada e com os
pregos augmentados, sendo que a que estava mar-
cada p>r 840o0, no livro de amostras, trazia en-
to o prego de 13/000.
IocotntnodaJas por este faefo, disseram que ne
qu ri un mais bico, e ento o seu oaixeiro e V. S.,
qae j hivia ebegado, remetteram de novo aa tr -s
pegas di bico, disendo que a nao queriam mais
por prego algum, e que o portador trouxesse os
13/100que tinham ficado como pmhir.
Conslon-me, porm, que os Srs. Alfredo Lo
pea Si O, tendo alias recebido as tres pegas de
bico, nao quizoram entregar o dinhoi.o que fijara
em penhor. \
E' o que soi sobre o facto que V. S. ca pede
para nairar.
Pode V. S. usar de minha resposta como Ihe
convier.
Sou com estimaDe V. S. amigo attento e
jbrigado,Carlos Lopes Guimares.
Recife, 16 de Agisto de 1887.Illm. Sr. Ma-
noel Jos de Oliveira Lima.Bogo a V. 3. o
obsequio de respoader-me ao p des:a permittin-
do me fazer de sua resposta o us 1 que me con-
vier, do que se passiu entre V. S. e o Sr. Al-
fredo opes, a respeito de urna pega de b.co
pr to, que diz o mesmo aenbor ter eu comprado,
quando V. S. proeurou entender-se com o mes-
mo, sobre a entrega do dinheiro que havia ficado
depositado como penhor, e a que elle se negou.
Seu com estimaD' V. S. amigo criado e obri
gado. 7. M. Lemos Duarte.
elevado conceito em que elle cid 1 por seus ami-
gos e comprovincianos e, finalmente, por todo o
pas.
19 de Agosto de 1887.
Juvenil.
ineso indiciarla
Sob esta epigrapbe apparecea no Diario de Per-
nambuco de 20 de corrente um artigo assigoado
p o Dr. Joaquim Correia de Araujo e onde sob o
pretexto do prevenir conceitos injustos e recti-
ficar algumas apreciages menos exactas > teitas
por rriin no aggravo que ltimamente interpuz
para o Tribunal da Relago, emenden o mesmo
doutor ser conveniente aos interesses do seu con-
stituinte o Dr. Francisco do Bego Barros de La-
cerda, fazer urna exposigo de todo o occorrido na
acgo e execugo bypotbecaria que contra este
mov pelo juizo municipal de Ipojuca do onde veio
a carta precatoria que deu lugar ao indicado ag-
gravo.
A pubcago do artigo do Dr. Correia de Araujo
coincidi com a da distrbuigao do recurso que in-
terpuz ; e comquanto esta circumstancia parega
de todo insignificante todava sufficente para
que eu veuha imprensa refutar algumas das as-
severacoes feitas pelo mesmo doutor, aguardndo-
me para etn temp opportuno dizer com toda a lar-
1 o que tem oecorrido a respeito desta quos-
tao, ae o juigar conveniente.
Diste o D.-. Joaquim Correia que na minuta
oto qu i susteutei o meu recurso foram fitas apre-
oiacos meaos exaeta*, a* qnaes cousistram: 1
"ir ter eu aflirmido haver sido proferido um des-
pacho julgauio a eoininiriagio da pena de prisa i
co:itra o L)r. Lacerda ; 2" em ter eu asseverado
tambem quo do dito despacho tnterpuzera o mesmo
doutor o recurso de aggravo que nao obteve pro-
vimento.
Ni'o ha o engao que me attribue o meu con-
tradictor em qualquer da^ asseveragoes que fiz, e
at relativamente ao primeiro ponto elle proprio
quem _c.ufc.-isa em seu artigo e em toda a evi-
i ucia do: typo itlico, que o Dr. Barros de
Licerda fra intimado para no prazo de tres das
e sob ss pems da lei consignar a quantia de
quarenta e sote contos do ris, importancia do ira-
movel que lhe fra aiju lie 1 lo.
Ora, assiguado em juizo o prazo dessa intima-
go, depois do respociwo langamento subiram os
autos concluso do Sr. Dr. j uiz de direito do
Cabo, e este proferio a sentenca que passo a tran
Se parece demasiado rigor constranger aquele
que urna vez pagou o prego do immovel bypothe-
cado que adquiri, a repetir a entrega desse preeo,
verdade que isso se acba claramente coasignado
na lei hypothecria, em pena da falta que com-
mette o ajquirente de um immovel hypotheeado a
terceiro e qne nao foi remido em tempo. Ficam
cima transcriptos os artigos que tal determinara.
; l^?'8^8 apaa8 aoUr em rela?5o allegada
ineptido da precator.a, que nao se poder indicar
a falta de urna so formalidade extrnseca, e que
nao hav.a necess.dade de transcrever nella pegas
V\ tT J""? .eoo,Prov* expuz no requa-
rimento .ped.ndo. sua exped.go ; porquaato o iuiz
que a mandou expedir fel-o a vista dos autos e
ao juizo deprecado nao cabe resolvee nada aobre
a pnso, a qual foi ordenada pelo juiz da exeauco
em despaeho que passou em julgado, determinando
a neeessidade da precatoria apenas a cixcumstan-
cia de ser o mea contendor residente nesta co-
marca.
Fico por ora nisto, nao havenao tido jamis o
proposito de tras r este negocio para a imprenaa.
Permitta-me, porm, o Ilustre collega que lhe di<*a
que s o interesse que tomt pelo sea cliente-e par-
tcula' amigo fal-o deseonhec-.r o meu direito. que
anda agora, qu-ndo est o processo ultimado, a
respsito do incidente que se suscite to-claro
como o fui desde o principio.
Acredito que o collega tanto se encana, de pre-
sente, quanto engaado andou em relago aos em-
bargos de terceiro senhor e posouidor em favor dos
quaes nao conseguio um s voto dentre tao:os ma-
gistrados provectos e Ilustrados que iutervieram
aa causa, desde a primeira instancia at ao Su-
pteajo Tribunal.
Recife, 20 de Agesto de 1887.
Jvs Domingos.
A directora do Club Internacional
de Begalaa
Em 11 do corrate fiz publicar sob esta mearaa
epigrap'ae e ueste Diario o seguinte :
f Tendo sido pr iposto e approv do para socio do
Clab Internacional tm Junho do eorrente anuo e
elimi.-.a!> em 3 desle m'iz, do q!te tive conheci-
raento por commuoicago do secretario do Ciub,
aera declarago do motivo e com infraego das
disposigea dos estatutos da asssciagao, dirig a
scr:ver e que se encontra a i. 211 v. dos au!os da e8ti di.-ctoria um offieio, datado de 4 do corrente,
indo posteriormente um cavalheiro A nossa me
Ihor sociedade (cujo -nome invocare oppor'una-
mente, se for necessario) faU^-lLee sobre o mes-
mo negocio, responderam-lbe os Srs. Alfredo Lo-
pes iV C que nada tinham commigo e s\m otm a
Kxma. Sra D, Argentina, de cuja caa era o por-
tador !
Pois bem, anda nao i tudo. Indo no dia se-
guinte o Or. Joo Tbom A. Silva, filho da dita
senhora, procurar resolver esse negocio, torna-
ram-lhe a dizer aquel lee senhores que o ttrgc'o
era sement commigo !
Veja o publico que firmeza de carcter revel-
laram aquelles senhores, contando a cada ara urna
historia diversa !
Entretanto nao quero commentar tal procedi-
mento !... i
Continuaram as cousas n'eite p at que no dia
7 do corrente escreveram aquelles senhores ao
Sr. Jos Theotonio Domingues, meu cuuhado, re-
mettendo-lhe a pega de bicoe nomeando-o ex pro-
pria auctoritate depositario da menina.
Nao sei a que vem esse deposito extrsjudieial e
supinamente extravagante.
Julgaram aquelles senhores que assim me obri-
garo a coroprer-lh-is o bico pelo prego que qui
seram iapr ? Ou acreditaro qje esto em tr-
ra de beocios e assim se juntificaro do procedi-
mento passado ?
Se o fazem s com o fita de guardar os treze
mil ris que, dizem, nao entregaro, ento dir
Ihea-bei que podem guardar urna e outra atnsa.
pois talvea esse dinheiro lhes seja mais necessa-
lio do que a mim.
Estou disposto a fazer-lhes doago d'essa qaan-
tia
O publico que nosjalgue.
Recife, 21 de Agosto de 1887.
Jos" Mara de Lento Duarte.
Eis os doeumontos, ficando em poder da redao-
go do Diario mais duas cartas dos Srs. Joa

Recife, 17 de Arosto de 1887.-Illm. Sr. Joa
Mara Lemos Duarte. -Em resposta a sua
carta, teuho a dizer-lhe que, na oceasio em que
fui fallar ao Sr. Alfredo Lopes, com relago ao
theor de sua carta ; elle respondeu-me que eatre-
garia a pega de bico, pois a considerava vendida,
porm nao os 13/000, os quaes j faziam parte
do apurado daquelle dia, e mesmo nada tinba
commigo e sim com o senhor que era o verdadei -
ro dono do referido bico, visto o portador que o
foi buscar, ter lbe declarado que foi o seuhor
qu -m mandou comprar.
Disse me mais que aquella pega de bico j 4 es-
tava considerada alcaide, poia j tinha entrado
no balango por 8 ot 9/OlO. porm j a tinha ven-
dido por 13400J, e de forma alguma, entregara
mais o dinheiro. Foi justamente o que aa paasou
podendo o senhor fazer desta minha resposta, o
uso que lhe convier.
O mesmo criado e obrigadoManoel Jos Oli-
veira Lima Fho.
Kspancamento policial
Pela simp es narrativa do facto, frita pelo pro-
prio individuo a quem ella aproveitava, veio a
Provincia de hontem com um artigo de profligago
polica, que considera sanguinaria e diz
1 guiada pelo honrado magistrado que a dirige.
Se nao fosse um meio muito conhecido e explo-
rado esse de procurar-se, calculadamente, os es-
eriptorio* ,daa redaeges dos jornaes polticos para
dar-se curso e maior alcance a faetos, ora insigni-
ficantes, ora inteiramente falsos, o que coata a
Provincia no artigo a qne alludimos, com tanta
compaixo e em estylo romanesco, de par com a
mais virulenta offeoaa aos sentimentos da pnmei
ra antoridade policial, mereca urna completa e
cabal contestago.
Para responder-se, portante, s consideragoea
feitas pelo orgo do.abolicionismo serio, convria
ter-se, como cerco, que nao sq ellas a prova desse
meio de que cima fallames, e que encobrem, com
visos de verdade, um facto.de consecuencias dig-
nas de urna preciago justa, reflejtida e bem fun-
dada.
A certeza, porm, .que possuimos a respeito
que, ainda urna vez, a imprenaa oppojicionista deu
parabeos iua fortuna por haver oceasio de
guindarse ou palavras de-a um enviado extraor-
dinario 1 para dcscarregar uns golpes pesados so-
bre a polica e ferir, sem coascienda, o sea digno
chefe.
Feiismiao Marinbo Falclo, o pobre filho que
para a mi pobre conduzia pao e fructas nao foi
victima de um tai Manoel Jacintbo, na estrada dos
Remedios a pretexto de se lbe tomar armas prohi-
bidas.
Maooe! Jaciatho n id inspector de quartei-
ro como diz a Provincia.
Esta afirmativa basta para destruir a grande
aecusago feita polica.
Si, pois, nao verdade que aquella individuo
exerga um cargo policial ; si nao verdade qae se
tenba arvorado em inspactor de quurteiro, g-
mente por ser capaz das faganhaa sanguinolentas
de que aecusado, porque se ha de respoosabi-
lisar o chefe de poiicia por qualquer acto que por
ventura elle pratque e sja commentado redac-
go da Provincia, que, creamente, nao dispensa o
para por em acgo os seus sentimentos de hostili-
dade visivel e provada contra o gobern e os seus
agentes ?
Assim : desde que negamos, formalmente, o fac-
to cap-talisto a qaalidade policial de Ma-
noel Jaeiotbo nada temos que ver com resto.
A historia que a Provincia conta : a.descripgo
que fas de Feiismioo, depois de oovir a elle, que,
sem modestia, affimou poder ter grandes deleites
menos o vicio da embriaguez
as, para um capitulo
Domingos Pinto.
l|,i. nao seria ssse mesmo
!) servio, a pe-
de lujurias ao iilustre Dt.
nm da Pro
vnicia F
Si, evidentemente, o foi, como esiamos coaven
cido, que detestavel posigo essa do nobre argo
da imprenaa I
A injuria erigida em programaos !
A folsidade constituida em elemento de opposi-
oao, e servindo de base a aftroaUs indignas ao
carcter distincto das autoridades !
Ocbefe de polica um sanguinario !
Manda derramar o sangue do povo !
E' o que mais sangue ha derramado no Impe-
rio !
E' um insensato .'
Eis o epilogo da historia de Feiismioo por elle
contada Provincia e por esta contada ao pa
blicol
Mas a prova da insensatez, da perversidade, da
calumnia e da injuria nao est ah n'esse modo
de apreciar os faetos pblicos de ije, esquecen-
do-se, muito de industria, os de hontem, de maior
importancia, de mais gravidade e da consequen-
cias mais lamentaveis ?
A hecatombe da Victoria Quauto sangue der-
amad 11
O chefe de polica de ento nao ara um sangui-
nario, u_o era um insensato !
O morticinio de S. Jos 1
O chefe de polica nao derramo 1 o saogue do
povo ; nao era um sanguinario; nao era um insen-
sato !
O assassinato de Apulcbo de Castro...
O imposto do vintm...
Nada o sangue uo corren.,
, os chutes de po-
no eram usen-
licia nao eram sanguinarios.
satos!
Basta! o espirito pilitico da Protanca vale
muito; mas ao chega para mudar a qualificagu
dos seutimeotos nobilisannos do nagistrado, que
anda ae achs frente da policii, nem alterar o
execu;o, os quaes o Dr. Correia ,de Araujo deve
ter lid'o mais de urna vez :
Julgo por sen tenga o langamento do i. do
' prazo aasignado ao executado Dr. Francisco do
Bego] Barros de Lacerda para consignar em
juizo a importancia do immovel que lhe foi ad-
judicado na presente ex r-cigo bypothecaria, na
qualidade de terceiro adquirente, sob as com-
mmagea lega es: pagas as custas pelo mesmo
executad).
Cabo 7 de Julho de 1887.Francisco Tei-
xcira de S.
E', pois, fra de duvida em face desta seotenga,
que a comininago legal foi julgada.
O Dr. Correia de Arauj r, p rm, que nao pa-
reee estar, como os outros, sujeito evidencia, pro-
cura fugir da ditli.'uida.i, dizendo que a saueoi
legal a expropriagi do immovel adjudicado
e nao a de pnso, como reza a precatoria. E' in-
coatt sta velmente forgada esta interprecago que
ne encontra o minimo apoio na lei uem nos pra-
xistas. E' claro que leudo sido, em virtude da
propria le, levado praga e adjudicado ao Dr.
Lacerda o immovel por elle adquirido e nao re-
mido em tempo, nao poda esta mesma lei man-
dar incoherentemente que fosse agora tirado do
seu poder para ser novamente levado praga.
Oart. 312 do Dec n. 3i53 de 26 de Abril de
1865 diz : nao havendo langador, ser o immo-
vel adjudicad! ao adquirente pelo prego da ava-
liagy, qualqoer que tenha sido o prego di alie-
na gao.
O art. 314 do mesmo Dej. diz : tambem nao
licito ao adquirente largar ou entregar o immo-
vel, mas sempre obrg.vto a responder pelo re-
bultado da execago j idicial, como se determina
uos arta. 309 e seguintes.
Como entender-se que a comminagio, sob que
foi o meu conteudor intimado, a expropriago,
quando esta achava-se j 1 realizada e ultimada,
conforme as disposig -a de lei a que me acabo de
referir pela adjudicaglo ? O objecto, o fim da
intimago foi justamente entrar com o prego da
adjudieago, resultado ou ultimo termo da expro-
priigo. Conseguiutemente dizer se que a cotn-
minago legal, sob que aquella intimago foi
feita, nao s jnificava outra cousa seno expro-
priar o bem, importa dizer que o mesmo immovel
deve ser expropriado mais da urna vez.
O qao o Dr. Correia de Araujo preteade que
ao seu constituate seja permittido largar o im-
movel e por esse modo exonerar se de toda a rea-
ponsabilidade, pretenso essa j suscitada na
execugo e desattendida pela sentenga que trans-
creveu em seguimento ao seu artigo, a qual
perfeitamente jurdica e honra a iuteireza do
juiz que a proferio.
De certo, como fazer tal coneeaso ao meu con-
tendor em face da disposigo terminante do cita-
do art. 314, com o qual o sen patrono se nao
quiz oceupar ?
Se o Dr. Lacerda nao pode exonerar-se abrin-
do mao do immovel, uo ha razo seria para que
o seu Ilustre advogado e amigo admire-se de que
eu exija o prego da avaliago do immovel em di-
nheiro. pois que este meu direito clarissimo na
lei, e de que eu o faga pelo meio coercitivo da
priso ; urna v -z que o adquirente neate caso,
equiparado ao arrematante judicial.
Q : a comminago legal julgada por sentenga
do Dr. juiz de iireito do Cabo de priso, veri-
fica-se claramente do qua escreve Leite Velho,
Monograpbia das execugoes, art. 293 as pala-
vras a o credor adjudicatorio da propnedade ou
dos rendimentos cortos e por tempo determinado
equiparado ao arrematante para todos os
effeitos legaes, e so-lhe applicaveis todas as
regras expostas no capitulo XI.
E no art. 196 deste capitulo diz : se incorrer
(o arrematante) om mora por tempo excedente
aos tres das ou alin do necessario para os
actos preparatorios iidispensaveis, a parte
mais diligente pode requerer que seja intimado
para dentro deste prazo pagar o prego da arre-
matago, assignando se-lhe termo em audiencia,
e sendo Iangado, ordena-se lhe a priso.
Ainda accrescenta o citado escriptor em a
nota 15 ao 289 : que a arrematar 11 e a ad -
j 1d1cag.il se traternisam para lhes serem appli-
cavis as mismas regras, qaanto s consequen-
cas de um e outro acto.
Esta doutrina sustentada por Lafayette nos
mesmos artigos citados pelo Dr. Cirrea de Arau-
jo contraproducentemente.
Quanti segunda inexactido que me attri-
buida, afirme! e anda afirmo que o meu conten-
dor interpoz aggravo que nao foi prvido, do des-
paeho que manduu passar man lado de pritb cou
tra elle. E para proval-o b*sta trauscrever a
p rigo a fl. 214 dos autos e o termo de aggravo
a fl. 216. Eil-os :
Illm. Sr. Dr. juiz municipal.O Dr. Francisco
do Bego Barros de Lacerda, havendo V. S. nde-
ferido, on denegado a vista pedida, na petigo an-
oexi e mandado expedir carta precatoria para a
priso do supplicante a requerimeoto do exeqaente
Dr. Jos Domingos da Costa, ate consignar em
juizo a quantia de 47:0004000 constante da exe-
cugo que move ao supplicante, com o devido res-
P'ito quer aggravar de petigo para o Exm. Sr.
Dr. juiz de direito da comarca, e como seja case
de aggravo em vista dos 6 e 11 do art. 669
do Beg. n. 737 de 25 de Novembro de 1850.
Por isso requer a V. S. se digne mandar lhe
tomar o aggravo seguiudo-se os demais termos.
Defer ment. E. R. M.
1.11 juca, 12 de Julho de 1887.O solicitador,
Joaquim Thomaz Bibeiro Varejo.
D spichoSim, em termos.
Ipojuca 12 de Julho de 1887.B?go Barros.
Termo de aggravo de fl 216
Aoa 12 diaa do mes de Julho de 1887, nesta
villa de Kossa Senhoia do O' de Ipojuca, em meu
cartorio, compareceu o solicitador Joaquim Tho-
maz Bibeiro Varejo, e disse que com o devido
respeito aggrava para o Sr. Dr. juiz de direito da
comarca de conformidade com o despacho e sua
petigo retro, que fica fasendo parte do presente
termo.
E do como assim o disse assignou com as teste-
munhas presentes.
Eu Jos Qeuuino Ferreira, escrivo, escrevi.
Joaquim Thomaz Bibeiro Varejo Vietorioo Ve-
ri.-=imo da CostaCaodido Eiias das Neves.
Por'anto ainda desta ve* nao houve equivoco da
minha parte, mas sim da do Dr. Correia de Araujo,
cjue uuuca auppuz viesse contestar este facto.
Qaanto ao mais que se di* no artigo a que res-
pondo, nao |passa de urna prelecgo, porm intei-
ramente contraria a direito escripia.
exgindo que me fosse declarado o motivo, que
fundamenten a minha eliminago.
Sao pissados seis das, e a directora ainda nao
encontrou urna razo explicativa do sea acto para
dar-mu em resp.sta.
Nao posso deix-ir que a miuha honra fique as-
sim a mcrc Jos caprichos e odios do3 directores
do Club.
Teoho feito o grande sacrificio de pradensiar e
esperar at agora por uin* resposta, que a direc-
tora por dever e digndade propria j devia ter-
me dado, e que a lealdade entre cavalheiros exige
que seja dada.
Nao posso mais aopicar a justa indignagao que
me inspirou o inquisitorial e traig eiro acto de mi-
nha eliminadlo.
Pur ora, querendo ainda considerar os directo-
res do C'ub, orno cavalheiros, e nao podendo
aceitar, como inexacto, o que bocci pequea e
sob a ruponsabilidade do anonymo so diz ter mo-
tivado a m'noa elmiuago, e em vista das delon-
g*s e desculpas com que alguna directoras teem
procurado mysficar-me, provaco a directora do
Hlub, appellando para es bros, boara e dignda-
de 1I03 eavalheiros, que a campo;m, para que no
prazo de 48 horas declarem com lealdade e fran-
queza, qual o motivo de minha eliminago.
Sa o nao fizerem, fico autorisado a conside-
sidera!-os como leviaoos e eanaibas e o publico
poder ajuiza.- do covarde procedimento dos di-
rectores do Club, que pretenderam ferir-me n'a-
quillo qae prezo mais qu3 a vida a minha
honra.
Becite, 10 de Agosto.
Os.......nao soi que noma d aos que com?
poem a directora do Club, nao desccam a levan-
tar os seus bros, honra e digaidade, correspon-
Bendo ao appcllo que com toda lealdade lhes
dirig.
E' preciso que publico coohega os nomes dos
directores, que estav-u. presentes na sessao em
que foi votada miaba eliminago.
Foram os Srs. :
Antonio Joo de Amorm, Joaquim Alves da
Fonseci, Jos Ferreira Marques, forapo Colono
Casanova, Jos da Silva Neves, Joa Ricardo
D. Fernandes, Joo do Livramento, Jos de Bar-
ros Taveira, Arthur Almeida, Francisco M. do
Amaral e Ernesto V. de Araujo.
Ag.ra o publico qu3 ajuize de todo esse ne-
gocio.
Nao preciso fazer commentarios.
Becife, 20 de Agosto de 1887.
Joaqum Anselmo de H C. de Albuque que.
Mercado Publico de S. fos
Continua a perseguigo dos marchantes por
parte daquelles a quem a lei de 1 de Outubro de
1823 encarregou de provar sobre a commodfdade
dos mercados e abastanga de man'imentos.
Existem no Mercado Publico de S. Jos, lado
do norte, 64 ageugues para carnes verdes, deste*
esto 54 em poder de Oliveira Castro & C. e 10 em
poder de diversos.
Oliveira Castro & C- conservara diariamente24
(termo medio) agougues sam carne, prejudicaudo
a receita do mercado, porque pagam metade da
taxa, a concurrencia publica, porque pedem agou-
gues sem preciso para conserval-os sem carne e
alistar os concurrentes, e o consumo publico com
a taita de genero, o que determina a caristia.
A I limara Municipal nao deve conceder mais
agougues aos contractantes do abastecimento de
carne verde, do que posaam precisar para seu
negocio.
E' esta o espirito da lei provincial n. 1857 de 3
de Agosto de 1885, que approvou o c.ntracto edo
art. 11 do seu regulamento. oude se le que na pri-
primeira quinzena de Abril e de Outubro dever o
contratante fazej por escrpto o pedido dos traba-
lhos, de que predi ~pot mercados pblicos e etc.
Nao se pode admlttir o pedido sem neeessidade
ou preciso provadi," prtanlo compete a cmara
verificar se o contractante pede talhos para expor
carne a venda ou para afastar a concurrencia, que
a lei e regulamenti citados tiveram em vista man-
ter em bem do municipio.
Para oatEM que o pedido de talhoa tem por
fim exclusivamente afastar os concurrentes, basta
lr o que se segu :
Numaios dos talhoa desoecupados no mez de
Julbo_proximo fiude|pertenceates aos contrastantes
de caruc verle Olivera Castro & C.
N. dia 1 -34. 2-25, 3 -13, 427, 5^25, 6-
27, 7 25, 8-33, 9-23, s0 -18,11 -24, 1225,
13-20, 1423, 15-26, 16-26, 17-16, 18-26,
19-23, 20-24, 2123, 22-24, 23-17, 2424,
2525. 6-23, 27-23. 2322, 2930, 3022
e 3113.
Nao houve um s dia durante o mez que os
contractantes oceupassem todos oa talhos.
Agora preteode-se obrigar o marchante expor
em cada talh somente a carne de urna res e na
concede-se os talhos de que precisa para seu ne- s
goco.
O fim disto prejudicar a receita do matadouro
e da provincia, desde que se obriga o marchante a
reduzr _no .negocio, do mercado, desde que
se aluga"os talhos por 14000 aos contractantes
tendo quem os queira por 2/000, prego da taxa
dos talhoa do lado do norte, a concurrencia, desde
que se permitte aos contractantes tomar talhoa
para vs conservar desoecupados, e ao consumo
publica com a falta de genero, proveniente do
mo.wpolio do commercio de carne verde.
Becife, 20 de Agesto de 1887.
O Uunicipe.
illm
Diarlo
Srs. redactores do;
de vernambuco
Tendo o praser de lar no Diario de Per-
nambaco de boje, o bem elaborado discur-
so do patritico representante desta pro-
vincia Dr. Pelippe de Figueirla Faria,




I


*r
Diario de PeraambacoDomingo 21 de Agosto de 13S7



cumpre-me levar ao conhecimento de Vr.
Ss. o segninta facto.
No da 31 de Julho prximo passado
apresentei antea de meio-dia na estac&o te-
legrapbica desta cidade, am telegramma
para ser expedido a Jos Romao, Piranhas
Penedo pelo qoal pagaei 10500 conforme
o recibo que tenho em meu poder, sendo
14100 do telegramma e 400 rs. de porte
e registro ao correio da cidade de Penedo,
para a povoaclo de Piranhas, presumindo,
ser remettido dito telegramma no dia 1 de
Agosto crrante, pelo vapor da Empreza
de Navegacao Fluvial de S. Francisco,
subvencionada pelo Governo Geral cono
40:0004000 por anno para coaduccSo de
mallas; e que costuma sabir as segundas
leiras (e o dia Io foi segunda feira).
NSo segcio porem o telegramma senao
no dia 8 (semana seguinte, conforme tenho
zaxU. de. Jos Romao datada de 10), o que
me causn grave transtorno, pois era ques-
tSo de remessa de dinheiro.
N2o culpo a ninguem, mas creio, que
quem expede um telegramma, tem urgencia
na transmissao da noticia.
Rogo a Vs. Ss. que levem ao conheci-
mento do governo, o facto que acabo de
narrar, pois estou convencido, que o Ilus-
trado Exm. Sr. ministro da agricultura
da opiniao, que ob empregadoB pblicos
jumpram com os seus deveres, pois para
isto sao pagos.
Com a meama subida considerarlo sou
De Vv. Sb.
.migo velho^e obrigadissimo,
Antonio Peixoto de Abreu Lima.
Recife, 20 de Agosto de 1887
aearat
Chegon-nos a grata noticia de actaar-se nomeado
jais municipal e de orphos da comarca de Pal-
raeira no Rio Grande do 8ul, o noaso Bympathieo
e Ilustrado proaiotor publico Dr. Tito Celso Cor-
reia Cesar.
Os seus actos, nesta comarca, quer como pro-
motor publico, quer como delegado litterario po
dem ser minuciosamente examinados e analysados
aobrasahindo em todos o espirito de justica e da
jbrgacao inherente ao cargo.
O Dr. Tito Celso inteiramente sympathisado por
todos os habitantes desta infeliz comarca (salvo
, alguem) exerceu cabal e satisfactoriamente por
COMMERCIO
TELECiRAHHl
Servico da Agencia Havas
LIVERPOOL, 19 de Agosto.
ASSCAR:Tranaaorde* regalare*,
presos uiicniaao.
O de Pernambuco u. 9, vndese a
116 por quintal.
ALGODO: Mercado calmo.
O FAIR de Pernambuco vende ate
a S 9/16 d. por libra.
Vcnderam e boje dorante o da
cerca de 1O1OOO fardos.
NEW-YORK, 19 de Agosto.
ASSUCAR: Mercado calmo, preces
tendendo a balxarem.
O FAIR REFINlNGtM*s Pernambaco
ende se a 49/16 cent, por libra.
Agencia Havas filial em Pernambuuo,
20 de Agosto de 1887.
Bolia com me re a I
1 'OTA<&8 OFFICIAKS DA JGNTA DOS COE-
KECTOBES
Recife. 20 de Agesto de 1887
Acedes da companhia do Beberibe, valor de 100*
a 135* cada urna.
Accoes do banco do Brasil, do valor de 2004000
a 240f cada urna.
Letras hvpothecarias correndo juros, a 944500
cada nma.
Cambio so ore Santos, 60 d/v. com 1 1/4 G|0 de
descont.
espaco de um anno o referido cargo demonstrando
sempre maita intelligencia e honestidade a par de
urna exemplar ctividade ne exercicio de to espi-
nhosa msso.
Parabens, portento, aos habitantes de Palmeira
por terem de acolher em seu seio um jais hbil, e
justiceiro.
3-8-87.
O poltico imparcial.
Ao eleitorado do Io distrieto
Approxima-se o dia da nova lucta elei-
toral no primeiro distrieto desta capital.
O partido conservador, animado pelo ex-
plendido trumpho que conquistara no ul-
timo pleito eleitoral, elegendo como um dos
seus ligitimos representantes no parlamen-
to, e, por urna maioria extraordinaria de
votos, ao distincto pernambucano Dr.
Manoel Portella, entra novamente em luc-
ta com a cortesa da victoria.
Hoje trata-ae de urna questo de alta
poltica em que inmuem poderosamente a
honra e dignidaie, nao s de um partido
poltico, como do proprio povo pernambu-
cano.
O brioso eleitorado do 1 distrieto toma-
r o seu posto, dando assim um testemu-
nbo solemne de sua adheso a causa do
partido da ordem que foi sempre e ser
em todos os tempos o sustentculo e a ga-
rant das instituyos do paiz.
Sejamos, pois, todos coherentes: una-
mos-nos urna s voz; abracemos com ar-
dor urna nica causa e o trumpho ser
nosso.
Cerrar fileiras, sem discrepancia de um
s voto, para derrotar o pretencioso can-
didato liberal abolicionista, o pernambuca-
no naturalisado inglez, ser urna das mas
nobres das missoes dos eleitores do 1 dis-
trieto, na presente emergencia.
Uniao completa, eis a divisa do eleito-
rado, que ha de derrotar a Joaquim Nabu-
co, que nao representa a idea liberal, e s
quer o mandato para ostentar sapiexcia.
Sim. Ser para todos nos, conserva-
dores e liberaes puios, um trumpho du-
plo, um facto brilhante que se registrar
nos annaes da provincia, a reelecSo do
illustre pernambucano, que actualmente
exerce o cargo de ministro do imperio ; e
a derrota (como licelo) de Nabuco, que como
flbo ingrato abondona a trra onde nasceo,
para viver em Londres, no meio dos tlor-
ds, gosando dos attrativos e commodos
que offerecem um grande cidade civilisa-
da! !
As urnas as ornas 1
Agosto1887.
Um pernambucano.
Gratido
Braceo, os melhore qne
apparecem no mercado.
regulam de .... 24200 a 24400
3. sorte boa..... 14900 a 24100
3. regalar..... 14700 a 148KJ
Hmidos e baixos . 14500 a 14700
14300 a 14400
14040 a 14100
4900 a 14000
4700 a 4800
Algodo
Contina frouxo o mercado deste producto.
Cota se nominal a 64500 por 15 kilos.
Entradas de assncar e algodo
MEZ DE AGOSTO
Astucar
Entradas Dia*
tarcaeas...... 1 16
Via-ferrea de Caraar 1 i 18
Animaes...... 1 4 20
Via-terrea de S. francisco 1 4 17
Via-frrea de Limoeiro 1 4 17
Entradas
Somma.
Algodo
Saceos
1.549
271
220
1.472
199
3.711
Acaba de ser Horneado desembargador da Re
laco de (Joyas o Exm. 8r. Dr. Jos Manoel de
Freitas que nesta capital tSo dignamente exerceu
a vara dos feitos da fazenda.
Nao poseo deixar de publicamente manifestar a
tao conspicuo magistrado a minha eterna grati -
dio pelas maneiras afraveis e delicadas com que
sempre se dignou tratsr-me, nao s particular-
mente, como na qualidade de escrivo que peran-
te elle servi por espaco da 4 annos pouco mais ou
menos, tempo bastante que me habilitou a conbe-
cer de pertu as eminentes quaiidades de que do-
tado seu co.aco.
Magistrado inteligente, probo e trabalhador,
despido de orgulho, reunindo a par de tudo isto,
um desinteresse pouco commum na percepeo de
seus vencimentos, no intuito somente de nao pre-
judicar o direito das partes, que perante seu juizo
pleitea vam.
Recebam pois o Exm. Sr. desembargador Frei-
tas e sua Exoia. familia es sinceros votos de gra-
tido de quem respetosamente e saudoao lhes di-
rige.
Recite, 20 de Agosto de 1887.
Joo Vicente de Torres Bandeira.
Secnranca nos sitios e locares Insa-
lubres
ato
O uso da sal'aparrilha de Bristol, tem effectua
do caaos admira veis de sezoes, tercans, febres bi-
liosas, calefrios, febres remitientes e outras moles-
tias cansadas pelas nocivas exhalacdea do terreno
e das aguas estagnadas. Referem-se casos occor-
ridoa nos vales do Mississipi e do Ohio e em todas
as partes da California, para os quaes, depois e
se haver empregado infructuosamente os talentos
dos mdicos os mais experimentados, este grande
restaurativo e conservador da sade, nao somonte
desalojou a molestia, como tambem regeneran to-
talmente o doente, dando lhe se rundo disse um in-
dividua que se havia salvado das garras da morte,
nova vida, novo vigor e tornando-o invulnera-
vel contra os effeitos da malaria, exposicoes e to-
das as mais influencias perniciosas de um clima
insalubre e doentii.
Para a cura das molestias ulcerosas e eruptiveis
o nico e derradeiro remedio infallivel.
Para Lisboa :
300 saceos com assucar branco.
2.427 ditos com dito masca vado.
1.640 coaros salgado..
Para o Porto :
50 saceos com assucar branco.
100 ditos com dito mascavado.
4 barricas com dito branco.
654 siccas com algodSo.
200 ditas com farinha de mandioca.
5 pipas com agurdente.
20 barra de quinto com inel.
40 pranches de vinhstico.
Carregaram diversos.
Encentra-se 4 venda em todas as pharmacias e
drogarias.
Agentes em Pernambuco, flenry Forster ce C,
ra do Commercio n. 8
O vlnbo de extraeto do Usado de
baca I nao, de Cbevrler, no |ual se acham
todos os elementos eflicazes do olto de figado de
bacalbo, possue ao mesmo tempo ai propriedades
therapeuticas excedentes dos preparados alcooli-
cos. Com o alcool sustenta o poder vital, excita-o
e fornece mateiiaes de primeira es :olha 4 recon-
tituico orgnica; em urna palava reas a tra-
ma animal e anima-a. O seu aso pois indicado
as inumeras circumatancias pathologicas quu re-
aultam do empobrecimento do sangae.
Rscommendamol-o especialmente aos nossos lei-
tores.
(Revue Medcale).
Freg,nezls> de 8. los
AOS ELKITORES CONSERVADORES
Pelo presente se convida &o eleitorado
conservador da fregueza de S. Jos, reu-
nirem-se na casa n. 93 ra de Mar cilio
Das, s 6 horas da tarde de domingo 21
do oorrente, afim de tractar-se de negocios
de interesse do partido no f aturo pleito
eleitoral.
Recife, 19 de Agosto de 1887.
Jos Simplieio de S Esteves.
A directora da 8ociedade Philarmonica Es-
cadense 6 de Abril em nemu de todoH os seus asso-
ciados, faltara ao mais sagrado dos deveres se nao
viesas pela imprensa cordialmente agradecer aes
Srs. commerciantes de Frccheiras a cavalheirosa
delicadeza que tiveram de mandar fechar os seus
estabelecimentes commerciaes, juDtando-se aos
seus caixearos (alguna nossos consocios) na bri-
lhante reoepeo qae os meamos Srs. lizeram a ban-
da marcial da meama sociedade qusndo all foi no
dia 15 do corrente.
Outro-sim, a meama directora niV tem exprea-
sess com que possa agradecer ao Sr. ECemimo
de Alrneid Bastos it U., commerciante all eata-
belecido; a horosissima manifestaclo de apreco
que dispensou 4 banda marcial da Sociedade Phi -
larmonica Escadense, em rigosijo pela visita
que a mesma banda all fez ; conceder com toda a
philantropia e mni oatros altos sentimentvs de que
dotado to perfeito cavalheiro carta de lber
dade 4 sua escravisada Harcionilla, dispensando
tambem todos os direitos qu tmha sobre a
ingenua Mara filha daquella.
Portanto a directora da Philarmonica Escadense
conteesa ge sumamente grata pela haneza e bon-
dad qae se lia no semblante do cada um daquelles
distinctos mocos, qae a porfa procuravam ser
agradaveis aos seas hospedes, durar te as 45 horas
que estueram entre tao perfeitos o.valheiros.
Barcaca...... 1
Vapores...... 1
Via-ferrea de Caraar 1
Animaes 1
Via-tenea de S. Francisco 1
Via-ferrea de Limoeiro 1
Dias
4 16
4 19
4 18
4 20
4 17
4 17
Somma.
Despachos de exportaefio
HEZ OB AGOSTO
Nos dias 1 4 19, toram despachados na Alfan
dega os artigos seguintes :
Pera fra do Imperio
Agurdente..... 13.006 litros
Algodo......1,315.5411/2 kilos
Assucar ...... 2.082.864
Borracha......
Caf *.....
Carolos de algodo.
Cera de carnauba .
Cambio sobre S. Paulo, 60 d/v. com i 1/4 0/0 de Cocos (fructa)
descont.
Descont de letras, 9 0/0 ao anno.
Na hora da bolsa
Veuderam-ae :
20 accoes da Companhia do Beberibe.
15 ditas idem.
2 acedes do banco do Brasil.
100 letras bypothecarias.
Jffereceram Vender Comprar
10 accoes da companhia Loco-
motora, valor de 1004 a 604 a 254
' ,-reamen te,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U secretario,
Eduardo Dubeux.
Moluieneo bancarlo
RECITE, 20 DE AGOSTO DE 1887
PRAQA DO RECIFE
Os banco* abriram hoje firme com a taxa de 22
I;8 d. sobre Londres.
Se apparecesaem offertas de dinheiro, prova-
vel que dssem a 22 1/2.
Em papel particular nao houve transaeces.
PRAQA DO RIO DE JANEIRO
O banco Ommercial adoptoa a taxa de 22 1/2
d. sobre Londres e os outros a de 22 7/16.
Papel particular escasso.
As tabellas expostas aqui foram estas :
Do Intebmaoional :
90 djv vista
4.133
122 >
151.275 .
9.685
5.080
65.034
392 kilos
4.683 .
83 .
1 sacco
52 tonelad.
6.415 litros
3 tonelad.
300.000 kilos
e mais 8.500
Conrinhos e pellet .
Couros espichados .
Couros salgados.
Doce.......
Farinha de mandioca .
Ferro velbo.....
Mel.......
Metaes velhos ....
Ossoa.......
Juro velho.....18 kilos
graos
Parreira branca. 4.800 kilos
P.isaaros seceos .... 1.800
Piassava...... 3.000 kilos
Pranchdes de amarello. 69
Pratavelha.....60 kilos emais 23.000
graos
Residaos de algodo 70.926 kilos
Sementes de carrspato. 3.880
Trapos...... 41.080
Unhas de boi 25.000
Para dentro do Imperio
->.ndres.......
Paris........
Italia........
Hamburgo......
Lisboa e Porto.....
Principase eidades de Portu-
gal........
Vew-York......
22 3/8
425
526
238
22 1/8
429
429
531
240
215
24260
Do Lobdoh Bahe
90 djv vista
Londres .
Psris. .
Italia. .
Hamburgo
Portugal
Sew-York
22 3/8
425
526
238
22 1/8
429
429
031
240
24260
Agurdente
Alcool .....
Algodo .
Assucar.....
Carrapato ....
Cocos (fructa)
l)oce......
Elixir cabeca de negro.
Espanadores de penna .
Fio de algodo .
Folhaa de jaborandy .
Medicamentos .
Oleo de mocot .
-'leo de ricino
Pranches de vinhatico.
Preparados medicinaes.
Queijo do serto
Rap......
Sal ...... .
Taboas de pao carga .
Tamancos ....
Vassouras de piassava.
Vinho de jurubeba .
341.440 litros
9.600
58.646 kilos
591.0731/2
5.500 .
33.100
820 kilos
15 caixas
80
250 kilos
50
1 caixa
475 kilos
4.830 .
12
36 caixas
50 kilos
216 1/2 .
10.000 litros
3
3 fardos
50 duzias
54 velumea
Mavlo* a carga
Esto sendo despachados os seguintes .
Brigue portugus A rmando, diversos artigos, para
o Porto.
Escuna allem Frt'i. agurdente e outros artigos,
para o Ro Orando do Sul.
Escuna norueguense Reform, assucar e outros
artigos, para o Rio Grande do Sul.
Patacho portuguez Veritat, diversos artigos, para
sj. Miguel.
Vapor ingles Elstow, algodo, para o Bltico.
Navios a descarga
4UADBO DO BiCALHO
Saccaa Escuna inglesa Emolator.
Lugar inglez Plorense.
406 Patacho inglez J. L. B.
'''' O.CADEO DO XARQU
178 Barca nacional .ifarianninAa.
2.368 Escuna dinamarquesa Fides.
210 Escuna allem tesine.
b'6 CAEVO DE PEDBA
Barca norueguense Nina,
Barca dinamarquesa Jorgen J. Lotx,
Barca norueguense Homborgsund.
TBrLHOS DE FEBEO
Brigae portugus Pigueirense.
MADEIBA
Barca Doruegnense Veroaica.
GOBDDSA8
Barca nacional Marinho XI.
Patacho portuguez lentattva.
SAL
Patacho dinamarqus Anna Charlotte.
VAEIOS QESBBOS
Barca noraegueng" Expedit.
Lugar ingles Caledonia.
Patacho ingles ZYoer.
Vapor allemo Martha.
Vapor nacional S. Francisco.
Pauta da Aifandega
SEMANA DE 22 A 27 DE AGOSTO OS 1387
Assucar refinado (kilo) .... 146
Assucar branco (kilo) .... 126
Assucar mascavado (kilo) 066
Alcool (litro)....... 155
Arroz com casca (kilo) .... 65
Aguarden) e...... 056
Algodo (kilo)...... 366
Borracha (kilo)...... 14066
Couros seceos salgados (kilo) 460
Couros seceos espichados (kilo) 585
Couros verdes (kilo)..... 275
Cacao (kilo)....... 400
Caf restolho (kilo)..... 680
Carnauba (kilo)...... 333
Careos de alrodo (kilo; ... 014
Carvo de pedra de Cardift (toa.) 164000
Caf bom (kilo)...... 800
Cachaca (litro)...... 050
Farinha de mandioca (litro) 030
Fumo restolho em rolo (kilo) 405
Fumo restolho em lata (kilo) 50
Fuon bom (kilo)...... 720
Fumo em t'olba. bom (kilo) 720
Fumo em folha ordinario (kilo). 400
Oenebra (litro)...... 200
Mel (litro)........ 040
Milno (kilo)....... 040
Taboados de amarello (duzla) 1004000
Importado
Barca norueguense Nin-t, ebegada de
Cardff em 19 do corrente e consignada a
Johnston Pater & C, manifestou :
Carvao de pedra 733 tone liadas or-
dem.
BECARTULACAO DO ASSOCAB
Para o exterior 2.082.864
Para o interior 591.073 1/2
kilos
Do EaoLisa Base :
90 djv vista
Londres ....... 22 3/8 22 1/8
Parta........ 425 429
Italia........ . . 429
526 531
233 240
Principaes eidades de Portu-
gal........ 245
liba dos Acores .... . . 248
liba da Madeira .... 245
\ew-York...... 24260
e aigod ao
BECrTB, 20 DE AGOSTO D* 1387
Assucar
A cotaco deste producto, para o agricultor,
contina a regalar aos algarismos abaixo, por 15
kilos :
Somma. 2.673.937 1/2 .
Vapor despacbado
Vapor nacional Sergipe, 4 sshir hoje, leva a
carga seguate :
Para Macei :
241 fardos com xai-que.
20 caixas com sabio.
Para Penedo :
15 barricas com assucar branco.
5/2 ditas com dito dito.
7 aaccsB com caf.
85 fardos com xarque.
125 caixas com sario.
Para Villa Nova :
2 caixas com calcado nacional.
Para Aracaj :
313 fardos com xarque.
Para Baha :
30 barricas con assucar.
4 caixas com doce.
Carregaram diversos.
Navio despacbado
Barca portuguesa Claudina, sabida hontem, le-
voa a carga seguinte ;
Jaros e dividendos
Esto sendo pagos os seguintes :
DIVIDA PUBLICA
Apolices geraes e provinciaes.
Apolices municipaes (rs. 151 4 256).
LETTBAS HTPOTBECABIAS
Do Banco de Crdito Real, 7 0/0, ultimo se-
mestre.
BASCOS
Crdito Real de Pernambuco, 2. dividendo,
rato de 5 0/0 sobre o valor das entradas reali-
zadas do capital, ou 34000 por aeco.
Brasil, 67. dividendo, na razao de 94008 por
aeco. Esto enoarregados desse pagamento os
agentes Pereira Carneiro & C.
CABBIL DE VEBBO
Trilhos Urbanos do Recife Olinda e Beberibe,
25 dividendo, 4 razo de 8 0/0. O pagamento
fas se no escriptorio da companhia as tereus e
sabbados.
C0MPAHHIA8
Companhia de Etficacao, juros das accoes re-
midas, vencidos em 31 de Dezembro do anuo pas-
sado.
Memorial
Aos accionista, da Estbada de Febbo do Ribei-
bo ao Bosito foi marcado o prazo de 60 dias, a
contar de Agosto corrente, para realizarem a 7."
entrada de 10 0/0 de suas acedea.
Aos contribuintes dos impostos deindustria e
profisso e predial, foi marcado o praso de 30
dias, que terminar amanb, 22 do corrate, para
apresentarem na Recebedobia Gebal as reclsjna-
coes que porventura tenhsm de fazer com relaco
ao ultimo lancamento.
Com o descont de 4 0/0 e at 30 de Setembro
vindouro, sero substituidas na Thesourabia di
Fazesda as notas do valor de 24000 da 5.a estn:- I
pa, 54000 da 7. e 10/000 da 6.* '
Barca norueguense Expedit, chegada de
Hamburgo em 19 do corrente o consignada
a Fonoeca Irmaos & C, manifestou :
Aicatrao 20 barra e 20 raeios dito a
Jos Alvos da Silva Santos.
Agua mineral 50 caixas a H. Nuesch
4C.
A:ido sulfrico 12 -.aixas ordem.
Amostras 1 volume ordem.
Barras de ferro 300 amarrados a Anto-
tonio Duarte Carneiro Vianna.
Cerveja 140 caixas ordem, 30 a Joa-
quim Ferreira de Carvalbo < C, 100 a
Guiantes & Perman, 50 a Fernandes
da Costa & C, 50 a Fernandos & Irmaos.
Candieiros 8 barricas a Azevedo & C.
Gordas para viola 1 caixa a Prente
Vianna & C.
Cognac 1 caixa a l. Nuesch & C
Cimento 1,500 barricas crdem, 250 a
Vicente Ferreira de Albuqu raento.
Cevadioha 15 garrafSes ordem.
Drogas 20 volumes a Herir es de Souza
Perora & C
Ervilbas 10 garrafo^s a Goncalvea Ro-
sa d Fernandes.
Espeletas 1 caixa a A. D. Carneiro Vi-
anna.
Frascos vasios 200 grades a Alberto Ro-
drigues Branco, 65 a Fern.ndea di Ir-
mitos.
Ferragens 4G volumes a Ferreira Gui-
maraes & C.
Genebra 40 caixas a Augusto Figueire-
do & C\, 60 a Guimar3e8 & l'erman, 15
ordem, 40 a Fernandes & Irmaos.
GarrafSea vasios 1,900 a Guimaracs &
Perman.
Louca 23 grades a Gomes de Mattos Ir-
maos, 25 a Costa A Medeiroi, 30 a Souza
Basto Amorim & C.
Mcrcadorias diversas 2 rolames a Oli-
veira Basto & C, 17 ordena.
Movcis 1 caixSo a Guim.rSes Per-
man.
Machinas de costura 8 caixas ordem.
O!eo 5 harria a Guimaraes & Perman.
Piche 5 barra a Jos Al ves da Silva
Santo*.
Parafna 10 caixas ordeni.
Pintaras 1 caixa a Frar cisco Lauria
* C.
Pregos 80 caixas a Gom;s de Mattos
Irmaos, 40 a A. I). Carneiro Vianna.
Plvora 100 barris ordem.
Pia ios 2 caixSes a H. Vogeley.
Papelao 1 caixa a Prente Vianna rS C.
Papelao 1 caixa a Prente Vianna
cSC.
Pimenta preta 5 saceos a Joaquim Fer-
reira de Carvalbo i& C, 30 a JoSo Morei-
raC.
Phosphoros 10 cfkSes a Francisco Lau-
ria & C, 40 a Soares do Amaral A Ir
mos, 20 a Ferreira Rodrigues & C, 10 a
Araujo Castro & C, 10 a A. D. Carneiro
Vianna, 10 a Augusto, Figujiredo & C,
130 ordem, 20 a Souza Basto, Amo-
rim A C, 10 a Gomes de Mattos Irmaos,
33 a Fernandes & Irm2os, 10 a Fernan-
des da Costa 0., 10 a Ferrsiro & Irm2o.
Papel de embrulho 1,062 fardos or-
dem, 350 a Fernandes & Ir naos, 500 a
Fernandeg da Costa & C.
Sag' 15 garrafas Gonjalves Rosa &
Fernandes.
Sebo 20 barricas orden:.
Vidros 4 volumes a Ferreira Guimaraes
& C, 4 a Azevedo Manoel da Silva & C, ditos para vidracas
73 caixas a Ferreira Guimari.es & C.
Velas 50 caixas a Paiva Valeute C.,
30 a Antonio Jos Soares <&(.'.
Acceeitem os Srs. commerciantes de Frecheiras
e os dignos empregados da estaco do mesmo
nome, e os seus consocios dalli, as saudades dura-
doras qae cada am de nj tem gravado no amago
de seu coraco.
Nao pode a directora deixar no olvido os Srs.
commerciantes de Ribeiroque all compareceram
e que de commum accordo com os Srs. de Fre-
cheiras, s soberam dispensar-nos delicadezas e
bondades.
A quclles to distinctos cavalhciros uin sau
dosissimo uperto de in;v>.
Cidade da Eacaaa, 16 de Agosto de 1887.
Presidente,
Quilherme Muniz de Souza.
Vice-presidente,
Jos Antonio Goncalves.
Io secretario.
Feliz Tolentino da Fonseca.
2 secretario,
Jos Antonio de Barros Wanderley
Thesoureiro,
Francisco Dionisio G-. da Fonsec.
Fiscal,
Vicente Ferreira da Silva.
Dr. Coelho Leite retirando-se para o sul do
imperio por motivo de molestia e, nao podendo
por isso deapedir-se pessoalmente de seus amigos
e clientes, o faz pelo presente offerecendo- hes
seus diminutos prestimos onde quer que ae ache.
Aproveitando e ensrjo. participa aos seus clien-
tes que fesm encarregadoa de seus servicos me
dicos os seus Ilustres collegas Drs. Joo Paulo e
Barros Carneiro.
Liiniiiaii k kemp
Previuem o publico que existem nesta praca
imitacoes fraudulentasdo seuoleo fbc de fi-
gado de Bacalhaocontra as quaes se devein
acautelar os consumidores, por isso que o uso
d'esses leos falsos sera, em prejuiso dos
doentes.
Entre esaaa ialsrficac3es ha urna quealm da
differenca ua puresa do liquido que s pode apre-
ciar-se comparando o oleo verdadeiro com o falso,
engaua fcilmente os iacautos, e por isso apresen-
tamos as diffdreufes que existem nos frascos e in-
volucros :
A circular que acompanba 'ida frasco deve
ser assignada porLannu Temp--=o n=c
Lenman & Kempcomo na falsificado.
Os nossos frascosas tres lados descobertos
truzem em relevo no mesmo vidro as seguintes
palavras : Cod liver o Lanman & Kemp
New-York, em quanto que os falsos vidros tem :
Refined Cod Liver Oil=New-York.
as nossas capsulas metallicas l-se :Lan-
man & Kemp, Droguistas, Nueva York, em quanto
as falsas se :Cod Liver OU=Refined=Nue-
va-York.
Barca Dgleza Caledonia, chegada de
Cardiff em 20 do coan-nte e consignado a
ordem, manifestou :
Carvao de pedra 834 tonelladas a Li-
vramento & C.
Exoortaco
BUCITB. 19 DE AO0FTO DE 16S7
tara o exterior
No vapor francs Orenoque, carregaram:
Para Pars. A. Seg & C. 1,000 graos de ouro
velbo e 18,000 ditos ae prata veiha.
ParaDak.r, A. Labille 1 sacco com 60 kilo
de caf.
Na escana norueguense Reform, carrega-
ram :
Para Artiga", Amorim Irmaos & C. 20 pipas
com 9,600 litros de agurdente
No patacho portuguez Verias, carregou :
Para Illia de S. Miguel, F. de Mor.es 1 barrica
com 50 kilos de assucar branco.
Para o interior
a escuna norueguense Reform, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sul, Amorim Irmaos 4
C. 20 pipas com 9,600 litros de agurdente.
Para Jagaaro, Amorim Irmaos & C. 30 pipas
com 14,400 litros de agurdente.
= Na escuna allem Frirz, carregaram :
Para o Rio (irande do Sul, Maia < Resende 10
pipas com 4,800 litros de agurdente.
No vapor nacional Sergipe, carregaram :
Para Baha, Amorim Irinoa & C. 30 barricas
com 3,655 kilos de assucar branco.
Na barcaca Aurora 2", carregaram :
l ara Mossor, M. A. Senna A C. 1 sacco cem
75 kilos de assucar branco.
. No cter Jaguarary, carregaram :
Para Macabyba, M. A. Senna 4 C. 5 barricas
com 331 kilos de astucar refinado.
Rendlnieatos publico
MEZ DE A80ST0
Alfaniega
Renda geral
De 1 a 19
dem de 20
Renda provincial
De 1 a 19
dem de 20
497:5514772
42:459*692
51:9971936
4:585*968
Recommendamos, pois, aos doentes que quize-
rem usar do nosso oleo, e retirar os resultados
maravilhoBos pelos quaes se tem acreditado em
todo o mundo, tenham todo o cuidado em exami-
nar os frascos que comprarem, para' nao seren
engaados por infames falsificacSes.
Tambem ha umitas falsificacoes da noasa aooa
FI.OBIDA DE MURBAT & LAHHAB, E MICO OBnSHTAI,
di KMP, falsificacoes essas preparadas geralmen-
te com substancias prejadiciaes 4 pelle e ao ca-
bello ; exijam, pas, os consumidores os verda-
deiros e nao recebam outros.
HAVENDO BBOISTBADO UESTE IMPEBIO TODAS AS
HOSSAS MASCAS ISDOSTBIAES E BOTLOS, PBEVEMIHO
OS IMITAOOBES E FALSIFICaDOBBS, O.OE PBOCBDEBEliOS
OHTBA BLLES EOS TBIBSAES, EM FBOTECCo DB
NOSSOS DIBEITOS.
Pernambuco, 28 Junho 1887.
Lanman & Kemp.
Porque me slnto eu to
luiseravel ?
TSo fraco e tao lnguido ? Qual ser a
causa de tal azi* e dores de estomago, de
tal acrimonia e de tal sabor desagradavel
na bocea ? Porque ser que alguma ve-
zes sinto um apetite devorador e depois um
dissabor tal por todas as comidas? Porque
que o meu animo tilo frequentemente
irrita ve 1, desesperado, melanclico e aba-
tido ? Porque que s vezes nos persua-
dimos de algum perigo imaginario e nos
amedronta qualquer rumor inesperado, tor-
nando-los agtalos como se urna grande
calamidade estivesse imminente ? O que
sigoificam estas desagradaveis meloncoli-
cas dores de cabeca; estas palpitacoas vio-
lentas do coracao, este desasoseg febril,
estes suores nocturnos; esta inquieta e
imaginativo somno que nao nos d repou-
so refrigerante, mas apenas lamentacoes e
palavras inarticuladas e os horrores do pa-
sadelo ? A resposta : Estes sao apenas
os symptomas de indigesto ou Dyspepsia,
o comeco e prognostico de quasi todas as
doencas humanas. Indigesto a fraqueza
ou falta de poder dos fluidos digestivos do
estomago para converter o alimento em
substancia saudavel para o proprio alimen-
to do corpo. E' causada a maior parte
das vezes pela irrfgularidaia de dieta ou
alimento improprio, falta de exercicio sau-
davel e ar livre puro. Pode ser derivada
por atfliecilo mental, o choque de alguma
Lamego(canboneira da guerra).
Marianninhaconsig. 4 Baltar Oliveira & C.
ManJab Companhia Pernambucana.
Marinh) XI Jos d Silva Loyj & Filho.
Pirapama Companhia Pernambucana.
Sergipe4 Domingos Alves Matheus.
S. Francisco Companhia Pernambucana.
ESTBAMQEIBAS
Aune Charlotteconsig. 4 ordem.
Bateau Cteme 14 Wilson Sons & C. ;
Bateau Citerne II1 Wlson Sons & C.
* Claudina4 L .yo & Filho.
i'aledonia Livramento & C.
Elston4 ordem.
Expedit4 FoDseca Irmaos & C.
Emolator4 Johnston Pater C.
Fides4 ordem.
Fritz4 Baltar Oliveira & C.
Fritz H. Lundgrin & C.
Figueirense4 ordem.
Plorence4 Saunders Brothers & C
Gi-sint4 Pereira Carneiro t C. ]
Homborgsund Wilson Sons & C.
Jorgen J. Lotz4 ordem.
J. Li. B.4 ordem.
Martha4 Borstelmann & C.
Meath4 Saunders Brothers & C.
Ninaa ordem.
Reforma U. Luodgren & C.
Tentativa4 Amorim Irmaos & C.
Tiber ~ Saunders Brothers & C.
U'noii4 II. Laadgrin.
Ventas4 Amorim Irmaos & C.
Vernica4 ordem.
Ville de Cear44 Auguste Libille.
William ordem.
O signal # indica ter a embarcaco sahido.
De 1 a 19
dem de 20
De 1 a 19
Id".m ae 20
le 1 a 19
dem d 20
Rxebedoria geral
Vaporen a entrar
DOS POBTOS DO SOL
Espirito Santoa 26.
La Plata-a 29.
Manosa 6 de Setembro.
Mendegoa 14.
Pernambucoa 16.
Camilloa 27.
Tagusa 29.
DOS POBTOS DO SOBTB
540:011*464 Pernambacoa 23.
Camilloa 3 de Setembro.
Paraa 13.
Espirito Santoa 23.
DA ECH0PA
56.583*740 Tagusa 23.
Cotopaxia 28.
596.595/204 Tamara 10 de Setembro.
Nevaa 24.
17:268*698
924*862
Secebedoria p.omnoiai
18:193*560
16:342*870
511*384
Recife Drainagt
16:854*251
28:342*870
1:660*963
30:003*835
Mercado Municipal de H. Jos
O movimento deste Mercado no dia 20 de Agosto
foi o seguinte:
Entrar a m :
43 bois pesando 5,942 kilos, sendo de Oliveira
Castro, 26 1/2 ditos de 1 qualidade e 16 1/2
ditos particulares.
438 kilos de peixe a 20 ris 8*760
71 cargas de farinha a 200 ris 14*200
35 ditas de fructas diversas a
300 rs. 10*500
9 taboleiros a 200 ris 1*800
21 Sninos a 200 ris 4*200
Foram oceupados :
24 columnas a 600 ris 14*400
23 compartimentos de farinha a
500 ris. 11*500
24 ditos de comida a 500 ris 12*000
62 ditos de legumes a 400 ris 24*800
30 ditos de fasendas a 400 ris 13*000
19 ditos de saino a 700 ris 13*300
11 ditos de tressuras a 600 ris 6*600
10 talhos a 2* 20*0UC
8 ditos a 1* 8*090
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1* 54*000
Deve ter sido arrecadada nestes dias
a quantia do 216*060
vaporen a ablr
Sergipe hoje, s 4 horas da tarde, para Baha,
cm eseala por Macei, Villa Nova, Penedo,
Aracaj e Estancia.
Ville de Cear4amanh, ao meio dia, para a Ba-
ha, Rio de Janeiro e Santos.
Tagusa 23, s 2 horas da tarde, para Buenos-
Ayres, com escala por Baha e Rio de Janeiro.
Jaguarme a 24, s 5 horas da tarde, para Ca-
rnes sim, toe indo na Parahyba, Natal, Maco,
Mossor, Aracaty, Cear e Acara h.
Cotopaxi a 28, ao meio dia, para Valparaso,
com escala pela Baha, Rio de Janeiro e Mon-
tevideo.
La Plata a 29, 4 1 hora da tarde, para Sou-
thampton e escala.
S. Franciscoa 29, 4s 5 horas da tarde, para Ma-
cei, Penedo, Aracaj e Bahia.
Navio a entrar
Antelopde Hamburgo.
Farwardde Liverpool.
Hardide Cardiff.
Lidadordo Rio Grande do Sal.
Mariedo Rio de Janeiro.
Mariettado Rio Grande do Sul.
Marinho Ido Rio Grande do Sul.
Maria Angelinado Rio Grande do Sul.
Petrus de Savannah.
Positivodo Rio Grande do Sul.
Temerariodo Porto.
Withelminede Hamburgo.
Moviuicnlo do porCo
Navios entrados no dia 20
Buenos-Ayres e escala15 dias, vapor
allemo Martha, de 1379 tonelladas com-
mandant: R. Echert, equipagem 29,
Reudimento dos dias 1 a 19*
Vapor allemo Martha, chegado de
Montevideo e cacsla em 20 lo corrente e
consignado a Borstelmann & C, manifes-
tou :
Farinha de trigo 200 barr :as a Pereira
Carneiro & C.
Massas alimenticias 50 caixas aos
meemos.
Xarque 4,000 fardos a Araorim IrmSos
Foi arrecadado liquido at heje
Precos do dia :
Carue verde de 240 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 560 a 640 ris idem.
farinha de 160 a 240 ris a cuia.
Milho de 240 a 320 ris idem.
Feijao de 640 a 1*000 idem.
4:032*880
4:248*940
aiadonro rabile
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 98
rezes para o consumo do dia 18 de Agosto.
Sendo: 67 rezes pectencente a Oliveira Castro,
& C-, e21 a diversos.
Embarcacies artas no porto em
O de Agonfo
NACIONAES
Armandoconsig. 4 Loyo & Filho.
carga
AC.
varios gneros, a Barstelmann
Montevideo, 11 dias, vapor inglez Meath,.
de 1337 tonelladas, commsndante John,
J. Ormistou, equipagem 29, carga va-
rios gneros a Saundrs Brothers & C.
Londres por Cardiff -55 dias, lugar inglez,
Caledonia, de 311 tonelladas, capitao F,
Hoffmeyer, equipagem 8, carga varios
gneros a Livramento & C.
Havre e escala 17 dias, vapor francez
Ville do Cear, de 1698 tonelladas com-
mandante J. Simonet, equipagem 42'
cargo varios gneros a Augusto Labule.
Sahido no mesmo dia
PortoBarca portuguesa Claudina capi-
tao Jorge Cerreia, carga vario gne-
ros.

-
I

sasaasissMssssssaMB i


*
Diario de PernambucoDomingo 21 de Agosto de 1887

grande ealamidade. Tambem pode ser, e
rauitas vezas aggravada e intensificad,
se nao originada, por fraqueza conse-
quente de applica$So mental intensa, de-
masiado trabalho pbysico, apoquenta$5es
domesticas, anciedade em negocios, ou dif-
ficuldades financeiras. Se o estomago po-
desse conservar se sempre em ordem, nSo
seria a morte jamis um assumpto de tor-
rivel anciedade tanto para os noros como
para os adultos, mas sim seria contemplada
como visita do um amigo que se espera ao
findar urna idade feliz e pacifica. Oomtu-
do, o primeiro invasor hostil no dominio da
sade o felicidade a indigestSo.
Ha por ventura algum alivio, algum re-
medio, alguma cura ? E' esta a pergunta
que faz o infeliz padecente de dyspepsia.
O que se requer urna medicina que re-
nove completamente o estomago, entranbas,
rins, e que preste assistencia prompta e
gados b efficaz aos orgaos digestivos, e
que restaure aos systemas nervoso e mus-
cular a sua energia original.
Tal medicina felizmente obtivel. Nun
ca na historia de des?obertas medicas, co-
mo o evidencia a prova de urna duzia de
annos, se encontrou remedio contra indi-
gesto t2o rpido, to seguro e tao sur-
prehendi nte nos seus resultadoB como o
Xarope Curativo da MSi Seigel, porm
boje um remedio modelo para aquella af-
fliccao qus que universal em todos os
paizes civilisados da Europa, Asia, Afrioa
e America. Pblicos testo munhose cartas
particulares de officiaes de exercito, ban-
qjeiros, negociantes, capitSes de navios,
mchameos, lavradores e suas mulheres e
filhas, todos confirmara os seus poderes cu-
rativos.
Acha-se venda em todas os boticas,
lojas de medicina em toda a parte do mun-
do e em casa dos proprietar'os A. J.
White, Limited, 35, Farrindon Road, Lon-
dres, E. C.
Depositarios na provincia do Pernambu-
co por atacado : Francisco M. da Silva
C, na cidade do Recife.
Vendedores a retalho, na cidade do
Recife, Bartholomeu & C, J. C, Levy
4C.,A. M. Veras C, Rouquerol Fre-
res, Faria obrnho & C. e T. S. Silva ;
em Palmares, A. C- de Aguiar e em S.
Jo2o da Igreja Nova, J. A. da Costa e
Silva.
do con venda e urna que sobe para o mesmo an-
dar, avallada a renda annr.al em 480J000, que
aera arrendado pelo tempo qae ar auffieiente para
pagamento das execu^oea da Fazenda Naeional
provenientes de foroa de terreno de Marinha em
que est edificado o mesmo predio e impostot de-
vidoa pelo actual posauidor do referido aob-ado
Matbiaa Mans Tavarea.
Recife, 16 de Agosto de 1887.
O solicitador da Fazenda Nacional,
Luis ochado Botelho.
DtULARACOES
Arsenal de Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, diatribue-
se costuras noa diaa 22, 23 e 24 do corrente toes,
as coatureiraa de na. 251 300, de conformiriade
com as diapoaicoaa doa annuncios anteriores.
SeccSo das coaturas do Arsenal de Guerra de
Pernambuco, 21 de Agosto de 1887.
Flix Antonio de Alcntara.
Alfeies adjunto.
AOS INCRDULOS
O abaiio aaaignado, atteata e jura ae for pre-
ciso, que soffren muitos mezea de rheumathiamo,
comecado no peacoco e que em pouco tempo esten-
Tendo o conseibo administrativo de organisar
o corpo de remadores para a prxima regata, sao
convidados todos os socios que faze n e os qne
queiram fazer parte do mesmo a ae inacreverem
em um livr qne para tal fim ao acba na secn-ta-
ria o club. Aquelles que nao o ficerem no im-
prorogavel prazo de oito diaa, julgnr-se-bo ex-
cluidos do corpa.
-Secretaria do Clob Internacional de Regatas,
21 de Agoato de 1887.O 2- secretario,
Alfredo B. R. Borges.
Conferencia abolicionista
A 17* conferencia, das promovidas pelaa socie-
dadesUniSo Federal Abolicionista e Pernambu-
cana Contra a Esoravido, ter lugar no domin-
go, 24 do corrente, 1 hora da tarde, na theatro
das Variedades.
Occupar a tribuna o i Ilustrado Dr. Eugenio de
Barros Falcaode Lacerda.
A parte recreativa contina a cargo dos distin
ctoa artistas que at boje se teem prestad > a
preenchel-a.
As comraisEo'-'s receberSi esportulas em favor da
causa aboliciomata.
Secretaria da Sociedade Pernambucana Contra I
a Escravidao, 18 de Azosto de 1887.
Adolpho Gucdes Alcoforado.
secretario.
Thesouraria de Fa-
zenda
De ordem do Illm. Sr. inspector, faco publico
que, conforme communicou a inspectora da Cana
de Amortisacao. uva offieio de 6 do corrente, foi
pela respectiva junta administrativa, em sessao
tambem de 2 lo corrente, na forma do art. 136 do
regulamento de 14 de Fevereiro de 1885, marcado
praso pira a substituido, sem descouto, das no-
tas de 10*000 da stima estampa, o qual ser
Matriz de Santo Antonio
Venera el irmandade do KS. Sacra-
mento
Pelo presente convido aos irmaos desta vene-
ravel irmandade comparecerem no respectivo
consistorio, as 11 horas da manh do da -1 do
corrente, para o fim de proseguir-se na eleico
doa irmaos que proencham aa vagas existentea na
meaa regadora do anno compromisaal de 1887
1888, qus foi interrompida no dia 14 deste mesmo
mes. Consistorio, 18 de Agosto de 1887.
O escrivao,
Dias Quintal
Sociedade llniao Commercia! e
Hendiente dos Mercieiros
2.a Sessao ordinaria da assembla geral
De ordem do Sr. presidente convido os Srs. so-
cios comparecerem na respectiva sede, domingo,
21 do andante, a 4 horas da tarde, afim de se
proceder a eleicSo dos novos funecionarios, confor-
me determinam os ai ta. 23 a 27 doa estatutos.
Pede-ae aos Srs. so2ios o obsequio de compare-
rem na hora cima determinada, afim de nao se fa-
zer demorar os trabalhos.
Agosto1887.
J. M. Capitao,
Io secretario._____
C. C. E.
Club Commerclal Eaterpe
Assembla geral extraordinaria
Visto terem recuaado aceitar os seas cargos
alguna dos funecionarios eleitoa na assembla ge
ral ultima, rogo o comparecimento dos seuborea
socios sede social qoarta-teira 24, s 7 horaa da
noite em ponto, para procederem a nma eleicao
definitiva.
Secretaria do Club Commercial Euterpe, 21 de
Agosto de 1687.O 1 secretario,
F. J. de Amcrim.
THEATRO
SANTA ISABEL
COMPANHIA DRAMTICA
EMPRESA E DIRECCAO DE C&BNEIBO VILELLA.
ESPECTCULO PASA :L NOBEE CLASSE COMERCIAL
55 < JC SS^ 427 3
HOJE- DOMINGO--21 de Agosto de 1887---B01NG0--3OJS
COMA
2.a REPRESENTACAO
Do magnifico e apparatoso drama em 5 actos, do Dr. Caraeiro Vilella, intitulado:
O NIHILISTA
DISTRIBI I %0
deu-ae por todo o corpo at oa pea, ficando entre- (ootMiio daqnella data at 31 de Marco do proxi-
vado e servido por outras peaaoaa : tn.tou.ge com j mQ annQ de jggg
esmero sem poupar nada, e ja deeanimado com o
trjuit j aoffrer sem eaperanca de aarar, resolveu
tomar o Anti rbeomatc* Paulistano, eapecialidade
do pharmaceutico Luis Carloa e que felicidade! ha
mais de qaatro mezea que nao aente o mnimo in-
commodo! Desejando que o bem ebegue para
todos, o motivo real porque d este attestado.
Joaqdim Dmiz Valois.
S. Carlos do Pinhal, 22 de Desembro de 1885.
Depositarios : Francisco Manoel da Silva C.
droguistas, a ra Marque de Olinda n. 23.
PODEMOS ASSEGURAR (2)
Infcizmente bem comroum, nesta pro-
vincia, urna molestia terrivel, conhecida
pcos noroes de Jysica, Consumpcao Doen.
$a do peito, etc.
Nao pretendemos affirmar que o Peito.
ral de Cambar cure todas as fysicas, por-
que at boje tem sido impossivel curar a
tyaica, quando ebegada ao ultimo periodo;
porm, podemos asse^urarque todos os do-
entes que usarem do Peitoral de Cambar
ne primeiro e segundo periodo, logo acha-
ro, com toda a certeza, grande all vio
e depois a sua cura completa, por meio de
um tratamento prolongado e persistente.
O Peitoral de Cambar n!to limita a
sua acjSo benfica, s doencas de peite :
cura, tambem, muitos defluxos, bronchites
e tosaes que, as mais das vezes, quando
despresadas so a causa desaffeegoes pul-
monares.
O Veitoral dd Cambar acha-se a venda
na agencia a cargo dos Srs. Francisca
Manoel da Silva & C. ra Mrquez de
Olinda n 23.
Frasco 2$500, meia duzia 15|$000 a du-
zia 248003.
A agencia enva quem pedir condigSes
.mpresaas paraas vendas por atacedo.
Thesouraria de Fazenda de Percambueo,
Agosto de 1887.Pelo secretario,
J. II. Oliveira Amaral.
20 de
EDITAES
O Dr. Jos Antonio Correia da Silva, ca-
valheiro da Imperial Orera de Christo,
juiz de direito de orpblos da comarca de
Olinda, por Sua Magestade o Imperador
a quem Daus guarde, etc
F&C) saber aos que o presente edital vi-
rem < dellc noticia tiverem, que a requiaicao de
Jos Candido da Silva Peaaoa, inventarame doa
bens deixados pela finada Uenriqueta Peixoto, sao
jhamados os herdeiros da mesma, ausentes em la-
'ar nao sabido, afim de assistirem a todos oa ter-
mos do inventario, ou constitairem procurador que
is represente.
E para chegue ao conhecimento de todos, man-
iei passar o presente, que ser afExado no lugar
do eos tu me.
Ddo e passade nesta cidade de Olinda aos 21
de Julho de 1887.
En, bacbarel Francaco Lina Caldas, eacrivo, o
subscrevi.
Jos Antonio Correia da Silva.
= De ordem do Illm. Sr. engenheiro director
geral, faco publico que tendo S. Exc. o^Sr. pre-
sidente da provincia concedido autorisaco Im
oerial S-ciedade dos Artistas Mechanicos Libe-
raes para desaprapriar o terreno com seis peque-
.as casas, existentes ao lado do sul do edsfioto do
Lyceo de Artes e Officioa, para o estabelecimento
de officinas e aulas praticas annexas ao mesmo
Lyceo, sao pelo presente chamados os senhores
iateressados, para no prazo de dous meses virem
examinar a planta respectiva que foi approvada
pela Cmara Municipal do Recife e acha-ae nesta
secretaria, e apreaentarem as reelamaepes qae
rivc-rea,, sob pena de proceder-ae a arbitramento
para indemnisacjlo, na forma da le n. 129 de 2 de
Mato de 1884.
Secretaria da reparticao das Obras Publicas de
Pernambuco, 3 de Julho de 1887.
O engenheiro secretario,
Joaquim Oemes de Olivei a e Silva.
luizo dos Fe i tos da Fazenda
nacional
Escrivao Reg Barros
P, r-.nte o Sr. Dr. Juiz Substituto doa Feitos 4a
Fazenda, Lmdolpho Hiaoello Correia de Araujo,
ao dia 26 do corrente mez de Agoato, pelas 11
horas da manha, depois da audiencia deste juizo,
se vender em praca publica, o dominio til do
-erreno de Marinha n. 82, aito roa dos Coelnoa,
caca de Capibaribe, pertencento aoa herdeiros dd
Joao Francisco Paredes Porto, avaliado o mesmo
lomin'O em 250*000, penhorado para pagamento
da Fazenda Nacional e costas. Assim como se
arrendar em praca publica na mesma occasio o
alugnel do aobrado de um andar e loja aito A roa
do Marques do Herval n. 64, tendo o mesmo tres
portas no andar, com varanda de ferro corrida e
ao pavimento terreo tem tres portas, sendo daas
que do entrada para um armaiem que oceupa-
A' GI *. do Lnp/. Arch.*. d Yn \
S/. B Cavalleiros da Cruz
De ordem do Resp.-. Ir.'. Ven.-, sao convi-
dados os OObr.-. desta Ang.'. Oftv. a compa-
recerem em sua sua sede no dia 22 do corrente s
7 horas na noite, afim de proceder se a sessao de
finanzas.
K.cife, 18 de Agoato de 1887 E. -. V. .
Eduardo Goncalvea 18. .
Secret. .
S. R. J.
Sociedade Recreativa Juventnde
Assembla geral ordinaria
Sao convidados todos os senhores socios a reu-
nirem-se domingo 21 do corrente, em nossa sede
social, para de conforniidade com oa noasoa esta-
tutos ouvirem a leitura do relatorio e elegerem a
nova presidencia.
Secretaria da Sociedade Recreativa Juventude,
17 de Agoato de 1887.O 2 secretario,
Jos de Mediis.
O administrador da Recebedoria Provincial fas
publico para ebegar ao conbecimento de todos a
quem posss caber a execnco do regulamento de
4 de Julho do corrente anno, que pagaramo de
vido imposto para vender em seus eatabelecmen-
tos bilhetes de loteras de outras provinciaa os
Srs. Antonio Angosto dos Santos Porto, estabe-
lecido praca da Independencia ns. 37/39, e Ma-
ncel Martina Fiuza ra Primeiro de Marco n.
23, sendo que o ultimo deixoa de aolicitar a res-
pectiva licenca.
Alem deatea, e como vendedores ambulantes,
pHgaram o imposto e obtiveram licenca por esta
reparticao oa Srs. Joo Pereira de Brito, Bernar-
dino Lopes Alheiro, Porfirio de Albuquerque Ma-
galbaea e Joo Rodrigues Pereira.
Recebedoria Provincial de Pernambuco, 19 de
Agoato de 1887. O administrador,
Francisco A.nyntha* de C. Monra.
Companhia h Beberibe
Sao se tendo reonido hoje accionistas em nu-
mero auffieiente para conatituir a8sembla geral,
sao de novo convidados para a assembla geral
extraordinaria, que ter lugar r o dia 2i do cor-
rente mez, ao meio dia, no 1' andar da casa n.
71 ra do Imperador, para proceder se a eleico
da directora que deve funecionar em o novo ben-
mo social.
A reunio ter lugar com qaalquer queaeja c
numero de accioniatae presentes como dispoem os
estatutos.
Recite, 19 de Agosto de 1887.
Ceciliano Mamede Alves Ferreirs,
Director gerente.
Jos Eustaquio Feneira Jacobina,
Director secretario.
Estrada de ferro do Ribciro ao
Pelo presente faco saber aos Srs. accionistas
desta empresa, que apenas realisaram a 3.* en-
trada de 10 % de suas acedes, constantes daa cau-
telas na. 19, 28, 29, 34 e 35, que em virtude do
dispoato no n. 1 do art. 9 doa estatutos, fica-lhes
marcado o praso de 30 diaa, a contar de 16 do cor-
rente mes, para realizarem a 4* entrada de suas
aecea com a multa de 20 "/..
Outrosim, o accionista que nao realisar suas en-
tradas no praao determinado, perder um beneficio
da empreza aa entradas que j lenba feito.
Recite, 11 de Agosto de 1887.
Jos Bcllarmino Pereira de Mello,
O director secretario.
Por deliberaco da directora s5o chamados os
8rs. accinistas desta empreza, para no praso da
60 dias a contar de 4 do corrente mez, realisarem
a 7* entrada de 10 /. de suas aeeoes nos termos
do nico do art. 4 dos estatutos.
Recife, 3 de Agosto de 1887.
Jos Bellarmino Pereira de Mello,
Director-secretario.
Recife a OIMa t BeMbe
AVISO AOS PASSaGEIROS PORTA-
DORES DE SERIE
Em virtude do desejo manifestado por mais de
um dos Srs. passageiros desta cathegoria, resolveu
a directora reunida em sessao ordinaria hontem,
que fossem validos oa bilhetea de series indiatinc-
tamente dentro do mez para o qual tiverem sido
emittidos, segando o numero de viagens contidas
em cada talo ; ficando por eata forma abolida a
restriccao de s aer aceita urna viagem diaria de
ida e volta.
Fuoda-se esta alteraco no tacto de allegaren)
alguna dos sobreditos passageiros que para ellea
urna viagem perdida a dos das saoctificados, ao
passo que poderia a mesma ser aproveitada para
urna segunda ves em qualquer dos dias nteis. E
fica-lhes assim o direito de faser at as 30 viagens
n'um s dia, caso jalguem opportuno nesse praso
esgotar toda a serie.
Eacriptori* do gerente, 10 de Agoato de 1887.
O director gerente,
____________A. P. Simoes.
Obras publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro director geral
daa obras publicas e de conformidade com a au-
torisaco de S. Exc. o Sr. presidente da provincia
de 30 de Julho ultimo, faco publico que no dia 25
de crtente, ao meio dia, na mesma reparticao,
recbese propostas para a obra de reconstrueco
da ponte do Junquera sobre o rio Pirapama, or-
eada em 8:670*207.
A planta, orcamento e clausulas especiaes do
contracto acham-se neata secretaria para serem
examinados por aqu lies que pretenderem arre-
matar a mesma obrt, de accordo com o que dispe
os arta. 70 73, 89 e 9, 92, 97 101, 106, 115 e
116 do regulamento de 20 de Junho do corrente
anno.
Secretaria da reparticao das obras publicas de
Pernambuco, em 2 de Agoito de 1887.
O engenheiro secretario,
Joaquim (Jomes de Oliveira e Silva.
De hoje por diante os presos
dos materiaes da Olaria a Vapor,
sero regulados pela tabella se
pinte, sem descont:
Tjolos grossos formato com-
mum, milheiro I8S Ditos for-
mato pequeo 16$. Telhas, mi-
lheiro .)d$, Ladriihos de diver-
sos formatos 30^000,
Recife, i de Agsoto de 1887.
Antonio Y. Nascmento Feitosa.
GERENTE INTERINO.
Vaccina publica
De ordem do Exm. Sr. Dr. presidente da pro-
vincia, declaro que no Gymnasio Provincial ha-
ver vaccina publica todas aa quintas -teiras, das
11 horas ao meio dia, ou em qualquer dia santo a
mesma hora.
Gymnasio Piovincial, 1 de Agosto de 1887.
Dr. Estevas Cavaleaote de Albuquerque.
Bn Bil of i fle Janeiro
Capital do Banco....... 1.000,000
Capital realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,00 A contar desta data e at ulterior reso-
luto, conceder-se-ha juros e dsua por
cento ao anno, sobre os saldos do dinheiro
depositado em conta corrente de oovimen-
to no raesruo Banco.
Recebe-se tambem dinheiro em deposito
a juros por periodos determinados, ou su-
jeito ao aviso previo de trinta dias para ser
retirado, mediante as condicSes de que se
dar conbecimento aos interessados.
Pernamcuco, 23 de Maio de 1887.
enry K, Gregory,
Gerente.
Santa Casa de Misericordia do
Recife
Na secretaria da Santa Casa arrenda-se os se-
guintes predios :
Ra do Bom Jesua n. 13, 3- andar.
dem dem n. 44, 1- andar e loja.
dem do Vigario Thenorio u. 22, 1 andar.
dem dem n. 25, sobrado.
dem do Marques de Olinda n. 53, 3' andar.
dem do Apollo n. 24, 1- andar.
Ide n da Moda n. 4'.
Ipem idem n. 47.
dem idem n. 49.
dem idem n. 37.
dem da Lingeeta n. 14, 1' andar.
Becco do Abreu n. 2, 2- andar.
Secretaria da Santa Casa de Misercordia do
Recife, 25 de Maio de 1887.
O escrivao intrino,
Francisco Gomes Castellao,
Sr Antonio Coimbra Jnior
Lisboa.
i Augusto Peres.
Araujo.
c Fernando Lima.
a Manhonca.
a Vieira Villa.
. < Lyra.
D. Rosa Manhonga.
D. Edelvira Lima.
Sr. Livramento.
N. N.
Conde de Salinskoff.
Carlowitch
Ivan Newinsky .
Warsovieky, polaco
Turneberg, allemo.
Romaniaw, cobs&co.
Nicolovvicb, ru8so .
Gaetano, lazzarone.
A princesa de Smolensk .
Olga Nieff .
Um official russo .
Um criado
Um lacaio, urna criada, soldados russoa, camponezes, homens do povo, nihilistas, etc.
* areno pnaaa-ae na Bsala e na actualldade
Denominado dos actos
l.s actoServo contra fidalgo. 2. ditoO repto singular. 3. ditoO
duello de morte. 4." ditoTraidor e cobarde. 5." ditoA Justina nihilista.
MISE EN SCENE DO AUTOR
A empreza chama a attenc3o do publico para o scenario impressionista do 3.
acto, representando as grandes ruinas da ABBADIA DE KIEL, cobertas de gelo.
-------):o:(-------
O espectculo comecar s & horas da tarde e Hadar s 7 de
ordem da presidencia
-------):o:(-------
PRECO DOS BILHETES
Camarotes de 1.* e de 2.a ordem 100000
Ditos de 3.* dita........ 60000
Ditos de 4.a dita....... 30000
Cadeiras de 1. classe...... 30000
Ditas de 2.'........ 20000
Galeras.......... 20000
Plateas.......... 10000
Paraizos....... 0500
------):o:(-------
Os bilhetes esto desde j na bilheteria do Theatro. As encommendas s sao
respeitadas at o meio-dia.
COMPANHIA PEBXAMil'CASIi
DE
Navegaco costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Araeaji e Babia
0 vapor S. Francisco
Commandante Pereira
Segu no dia 29 a*
Agoato, a 5 horas da
tarde.
Recebe carga at e
dia 27.
Encommendas, passagens e dinheiros frete at
3 horas da tarde do dia 29.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pernambucana
n. 12
.'
s
LELES
Terca-feira 23 deve ter lugar por intervenco
do agente Pinto o lei 3o de um avariado sortimen-
to de fasendas e chapeos para homens, senhoras e
meninos bem como manteiga in^leza em latas.
4. leio definitivo
Da casa terrea com sota, ra do Socego
n. 32, em solo proprio
Segunda feir. 29 do corrente
A'a 11 horas
Rilo do Imperador n. 22
O agente Stcpple, por mandado e assistencia do
Exm. Sr. Dr. juis de direito privativo de orphos
e ausentes a requerimento do inventariante do fi-
nado Manoel Antonio Teixeira, levar a 4. e defi-
nitivo leilao a casa terrea cima em solo proprio.
Os Srs. pretendentes desde j podem examinar
a dita casa, a chavo acba ee junto no n. 32.
Agente Burlamaqui
Leilao
De 2
cavallos e de 2
pouco uso
carrosas com
Segunda feira, '"i do corrente
A's 11 horas
.iVb armazem ra do Imperador n. 22
O agente cima, autorisado pelo Sr. Jno Ma-
chado Evangelho, levar a leilao o que cima de-
clara, e que ae prestaos para qualquer servido.
Leiio
De mobilias de diversas qualidades, guarda-ves-
tidos, euarda-louca, camas francesas, commodas
de Jacaranda, mesas elsticas, aparadores, mesas
com pedra, lindos quadros, etagers, espelhos, jar-
ros, cofres, talhere8, colherea, eopos, clices, di-
versas qualidades de bebidas e miudezas.
Segunda felra, 39 do corrente
A'S 11 HORAS
No armazem do ra do Mrquez de Olinda.
n. 19
POE INTERVEXQO DO AGENTE
Gusmo
8. R J.
Sociedade Recreativa Juventude
Sarao bimestral em 28 do corrente
Os senhores socios que desejarom tirar convites
para este sarao, podem apreaeatar anas notas ao
Sr. presidente.
Secretaria da sociedade Recreativa Juventude,
16 de Agoato de 1887.O 2- secretario,
Jos de Mediis.
DO
BRASIL
Capital 80,0:00
dem realisado 8,000:0004
A caixa filial d'este Banco funecionando tem-
porariamente ra do Commercio n. 38, saca,
vista ou a prazo, contra os seguintes correspon-
dentes no estrangeim :
Londres......... ,'N. M. Rothachil & Sons.
Pars
Hamburgo.......
Berlim..........
Brmente........
Frankfurt s/ Main
Antuerpia.......
Roma...........
Genova.........
aples.........
Millo e mais 349
cidades de 'Ita-
lia............
Madrid..........
Barcelona.......
Cadia...........
Malaga.........
Tarragona......
Valencia e outras
cidades da Hes-
panba e ilhaa
Canarias......
Lisboa.........j
Porto e mais ci-f
dadea de Por-/
tugal e ilbas... /
Buenos-Ayres.... )
Montevideo......)
Nova York
De Rothschild Frrea.
Deutsebe Bank.
* Banque i'Anvers.
Banca Genrale
agencias.
e ansa
Banco Hypotecario de
Espaa e suas agen-
cias.
Banco de Portugal
suaa agencias.
Ri-
Englisb Bank of the
ver Pate, Limited.
G. Amaick & C.
Compra saquea sobre qualquer praca do impe-
rio e do estrangero.
Recebe dinheiro em_ oonta corrente de movi-
mento com juma a razo de 2% ao anno e por le-
tras a prazo a juros convencionadoa.
O gerente,
_______Willam M. Webster
Santa Casa de Misericordia do
Recife
Por eata secretaria sao chamados os parantes
ou protectores daa menores abaixo declaradas,
parz, at o dia 30 do corrente, apresental-as no
collegio das srpbas, afim ce serem abi admittidas.
visto acharem-se inscriptas em primeiro lugar, no
respectivo quadro.
Laura, filha de Miguel de Seuza Galvao e Isa-
bel Mara da Silva Galvao.
Sydronia, filha de Cosme Damiao Felippe da
Silva e Constancia Mara da Carmo.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 16 de Julho de 1887.
O escrivao interino,
Prancisco Gomes Castellao
MARTIMOS
co
VMIM,
PEWVAMBUCANA
DE
Savegacao Costelra oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macdu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
* > vapor Jaguaribe
Segu no dia 24 de
Agosto, s 5 horas
da tarde. Recebe
g;i at o dia 23
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horaa da tarde do dia da aahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pernambucana
n. 12
!Companhia Brasileira de Xave-
gaco a Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante o Io tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos portos do sul
at o dia 26 de Agosto, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passngens- encommendas valares
tracta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS~DOSUL
O vapor Pernambuco
Commandante o capit&o de fragata Pedio
Hyppolito Duarte
IE' esperado dos portos do
norte ate o dia 23 de Agosto
e depois da demora indis-
pensavel, seguir para os
i Frv~tos do sul.
Recebe tambem carga para Santos, Santa Ca-
tharina, Pelotas, Porto Alegro e Rio Grande d:
Sul, frete modic-.
Para carga, passgens, encommendas e valores
t rata-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N 9
PaciOc Seam Navigatioo tompanj
STRAITS OF MAGELLAN UNE
Paquete Cotopaxi
E' esperado da Euro-
pa at o dia 28 de
Agoato, e seguir de-
da demora do cos-
ie para Valparaso
eom escala por
Baha, Rio de Janeiro e Monte
video
Para carga, passagens, encommendas e din-
Seiro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wilson Sons ft C, Limited
S. 14 -RA DO COMMERCIO-N 14
BOYAL MIL STEAM PACKET
COIPANY
0 paquete Tagus
E' esperado daEuropa no dia
23 do corrente, eeguind
depois da demora necessaa
apara
de Janeiro Monte
Buenos Ayres
Leilao
De fazendas e chapeos
CONSTANDO DE:
Madapoloes, cretones, chitas, brins atoalhados.
pannos para rede, casemiras, panno fino, roupa
feita, damasco de la, oxfjrds, popelinas, sapatos
de traafa, chitas, chales, creguelaa e outras fa-
zendas .
Chapeos de manilba, do Chile, de la, de feltro,
de palha, de aparterie para b..mens, senhoras e
meninas, e bonete.
Zerca feira 22 de Agosto
As 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 52
O agente PINTO levar a ieilo um variado
sertimento de chapeos, fazendas e miudesas exis-
tentea em o armazem da ra do Mrquez de Olin-
da n. 52, as quaes sero vendidas para fecha-
mento de cuntas.
Agente Silveira
Leilao
De quatro stimas partes da casa terrea
sita ra de Santa Cruz n. 36,
foreira a particular
Terca feira, 3 do corrente
A's 11 horas
A* ra eafreita do Uosarlo n. 94
O agfnte Silveiro, por mandado e com assis-
tencia do Exm. Sr. Dr. juiz de direito de orpnaos,
levar a leilao quatro stimas partea da casa ter-
rea ra de Santa Cruz n. 36, perteneente aos
menores filhos de Vicente Teixeira Bacellar, ten-
do a aaaa 2 portas de frente, 2 salas, 2 quartos,
oozinha fra, quintal murado, cacimba propria.
Os Srs. pretendentes desde j podem examinar.
Leilao
No Rio Grande do INorte
No dia 23 do corrente
O agente Amorim Garca, competentemente au-
torisado, levar a leilao no referido dia o casco e
todos os pertences da barca ingleza Hally-Banqh,
assim como do carregado compoato de 511 tonel-
ladas de carvao de pedra, cuja barca acha-se en-
calbada no cabo de S. Roque da provincia do Rio
Grande do Norte.
Os pretendentes deverao comparecer nesse da,
porque Eer entregue ao maior lauce que for offe-
recido, precedidas as formalidades legaes
Leilao
Baha, Rio
?ideo e
Vapor La Plata
esperado
do su! no dia 29de
corrente seguinJr.
depois da demora
necesaaria para
Lisboa e Soullianiplon
Reducgao de passagens
Ida Ida e volta
A' Southampton 1 classe 28 42
Camarotes reservados para os passtgeiros de
Pernambnco.
Para passagens, fretes, etc., tracta-se ^m oa
Consignatarios
Amorim Irmaos &C.
S. 3- RA DO BOM JESS-N. 3
Porto por Lisboa
Para os portas indicados seguir brevemente
o brigue portugus Armando; para carga e pas-
sageiros trata- se cum os consignatarios Jos, da
Silva Loyo & Fho.
Por Intervencio do agente
Britto
O agente cima, autorisado pelo Illm. Sr. Joo
Jos Gomes de Souz. que retir9-se para a Euro-
pa a tratar de ana sade, far leilao do seguinte :
Urna mobilia preta, marquezoes e marquesas,
aparadores, commodas, banquinhas, lavotorios, ca-
deiras de amarello e de junco, cabidea, etagers,
quadros, espelhos, jarros, mesa de jantar, trena
de cozinba, lonja e outros objectoa.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se a boa casa n. 2 no pateo de S. Pe-
dro-novo, em Olinda, com muitos commodos, agua
e gas, muito fresca ; a tratar no Caminho Novo
n. 128. Na mesma casa precisa-se de urna criada
que saiba cosinhar bem e engommar, sendo ja de
maior idade, prefere-se p>rtugueza, toma-se tam-
bem urna orph de 7 8 annos de idade, promet-
tendo-se tratamento caridoso.
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Coe-
ihos, junto de S. Goncallo : a tratar na roa da
Imperatriz n. 56.
Alnga se por OOOO a casa n. 21 na Var-
zea, defronte da establo, com armacao ; a tratar
na ra da Imperatriz n. 56.
Preiisase di urna cosinheira e de um criado
para casa de familia : a tratar na ra do Bario
da Victoria n. 39, loja.
Aluga se a casa na tniruzilhada de Belem
por 8000, est limpa, tem quintal e cacimba, e a
loja da ra do Coronel Suxstuna n. 139 ; a tratar
na ra da Imperatriz n. 56.
Precisa-se de urna c> sinheira ; na estaca o
da Jaqueira, sitio do Sr. Valenca.
Precisa-se da urna
pateo do Terco n. 18.
ama para cosinhar ; no





I




;-

Si

Compra-ee urna casa terrea na roa da As-
sumpeo ou Santa Cecilia ; a tratar na ra do
Mrquez de Olinda n. 3, loja.
*S

I






iaru de PerufiXibuco-- Domiiig* 21 !*=> Aloga-se a esa terrea n. 127 roa das
Cinco Poatas, e a da roa da MatrU da Boa-Vista
n. 56 ; a tratar na ra de 8 Jorge n. 56, ta
yerna.___________________________________^
t Aluga-se o 1 andar do sobrado n. 86, a
roa de Paulino Cumiara ; trata- ae na roa do Vis-
oonde de Albuquerqur n. L'8, 2- andar.
Attendite
t> Bonqueta de diversas modelos para casamento,
etc., a tambem capellas mortuariaa de perpetuas,
fabricados por Jos Samuel Botelbo ; proclamas
para casamento ; a tratar na ra Nova, loja n. 20,
e na roa da Cadeia do Kecife, loja n. 43.
Cromes da Costa de C, estabelecidos roa da
Imperatriz n. 63, ora armazem de mercearia, par-
ticipara aos seus numerosos tregeles, que aca-
bara de receber nm magnifico e saboroso vinho
especial, da Figueira, que s o bom paladar far
crer. elle, antes que ae acab '.
. s
g so ^
gj?* "i
8* B I B -
5'. a. 2 a. o
b a W a, ^.
c B O o 9> .
52.go",B2. 5
5.8 s.0* s
o2ao."t'
g-S-a.'g-2.
. 5 L^ o <*
o C o
o O 5 -S | cr
CB I> O C6
CC 3 E. cb
9 S* I* I f
Oo- 2-
y- o ;ai
ce 2T
a -a* 0 3
< < ss "
^4
V A*
s
c
AMA
Precisase de ama a ra para comprai e
coziebar em caaa de familia: na ra de
Riachuelo n. 13 m dir.
A M Sl "
Precisa-se de urna ama engommadeira
da Aurora n. 27.
na ra
Ama
Precisa-se de urna ama ; a tratar na ra do
Payaand n. 19, Paasagem da Magdalena._______
3-g


Falsikacfles
Para evitar falsificacoes com referencia ao co-
nhecido PEITORAL DE CAMBABA, deve eli-
gir-se este preparado com a firma do au.torAr-
vares de S. Soares em rotulo circulando a ro-
lha do frasco e a marca da fabrica nos involtorios,
genes em Pernambuco Francisco Manee! da
Silva & C roa do Marques de Olinda n. 23.
Aluga-se barato
Ra Visconde de Itapurica n. 43, armazem.
Ra Coronel Suassuna n. 141, quarto.
Travessa do Carao n. 10, loja.
Largo do mercado com agua n. 17.
Travessa do Carmo n. 10.
Trata-se na ra do Coicmercio n. 5, 1* andar
es riptorio de Silva Guimares & C.
Alusfa-se
Ama
Precisa-se de urna para cotinba e mais t-ervieo
de casa de familia na ra Bella n. 43.
Ama
Din grande sitio, contendo as principaes fructas.
no Caldeireiro n 9, com boa casa de morada (que
foi do finado Mamede), ten do agua e gas, a qual
confronta com a casa do Dr. Aleoforado ; a tra-
tar na ra do Apollo n. 30, 1- and&r.
Alug
a-se
a caaa terrea na travessa da Ponte de Uchoi n.
12, cora bastantes commodos para grande fami-
lia, com sitio murado e arborisado, b a agua po-
tavel para beber, deposito e bauheiro de cimento
e bomba, fica a dita casa margem do rio Capi-
baribe, com banbo doce temperado e salgado :
quem pretender dirija-se ao mesmo sitio, das 6 s
l'J horas da manb, que encontrar o proprie-
tario.
Arrenda-se por cinco aunos o engenh) cima,
situado na comarca do Bonito, atente e corrente,
com todas as suas portencas. Pode safr. jar para
mais de 1,500 paes, e dista da estacio de Catende
legua e meia, sendo sua renda por mdico preee ;
a tratar na ra da Cruz n. 16, primeiro andar.
Ave Libertas
A Sociedade avisa as pesaoas que tera pedido
para serem considerados seus escravos, afilbados
e protegidos, que vai haver librrtacoes e qne para
este fim devem apresentar as matriculas no praso
de 8 das a contar da presente data.
Sede da Sociedade, em 13 de Agosto de 1887.
Dr. MelL Gomes
Medico parlclrii
Mudou seu c .nbultoi io e residencia para a rus
larga do Rosario n. 44, onde pule ser procurado
a qoalquer bora do dia e da noite.
Caixeiro
Precisa-se de um menina de 12 14 annos,
para praticar ; na fabrica Martina, ra da Impe-
ratris n. 1.
% !* %
Precisa-se denmaama para eosinhar ; na rna
de Pedro Affosso n. 70.
Criado
Precisa-se de um na rna da Santa Cruz n. 10,
trazendo attestado de conducta.
Precisa-se de urna ama para engommar e tazer
servicos de casa ; na typographia do Diario, no
3- andar, n. 24, ra Duque de Cazias.
Para engenno
Offerece-se urna senbora com todas as habilita-
coes uecessarias para ensino primario, ou em
qualquer povoado que nato tenha professora ; quem
dos seus prestimos precisar, dirija-se ra da
Imperatriz n. 14, segundo andar, a tratar com a
mesma.
Oleo high-life perfumado
para o cabello
Ou oleo do bom tom
Mandado fabricar expresianienle
em Parla por Angelo Bapbael
dr Cuniuinliia
A grande copia de leos ordinarios e falsificados
que invadem este mercado, com grande prejuizo
para o cabello, aconselhou-nos a mandar fabricar
por eneominenda, em Paria, por um dos melhcres
perfumistas, nm oleo extra-fino, verdadeiro de
amendoas, de perfumes suaves, parfeitameote lm-
pido e que nao formasse deposito de sedimentos
ou borra nos frascos, como geralmeate acontece
com os leos baixoa, e cujas qualidades bygieni-
cas podessemos garantir aos consumidores os mais
escrupulosos. Tal fim foi plenamente preenebido
com a creaco do Higb-life oil, que temos a honra
de apresentar i venda as principaes lojas de per-
fumarias deata praca.
Angelo Raphael & C
Fabrico de assucar
Apparelbos econmicos para o coziraen
te e cura. Proprio para engenhos peque-
os, sendo sModico em preco e ef
lectivo em operaco.
Pode-se ajuntar aos engenhos existentes
do systema velho, melborando muito a
qualidade da assucar e augmentando a
quantidade.
OPERACO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraea,
majhinismo aperfeigoado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
Especificares e informacSes com
Browns C.
5RA DO COMMERCIO5
Antonio Duarte
recebeu directamente do Porto vinbo verde, dito
do Douro, aalpicoes de fumeiro, ditos em calda, e
vende por preco mdico em seu estabelecimento, i
ra da Uniao n. 54, confronte a estacio.
Criado
Precisa-se de um ra de Payaand n. 19
(Passigem da Magdalena).
Escripias avnlsas
Urna p?ssoa que dispoe de algum tempo oflere-
ce-se para fazer algumas ; a tratar na roa do
Marques de Olinda n. 10 e Imperatriz 54.
0 PEITORAL de CEREJA
Do Dr. Ayer.
As cnfecniidrules mnis doloi-OMI o f
guita e
resaltado nao s*> dilrk'-
mente e tr;it
o progr o a demora
I Tokkuh dfl<> reciprncnihiit- o
.lUdo de lArinKilIrt. AMhMOB, BPOndtl,
AI*HfcW Fwlmwiwr i Tislcau
Todas as lauuUte que :
0 Peitoral de Cereja do Dr. Ayer
en caaa para o usar em caso d dade. A
perla de nm r dia. pod-
a!- acria c< se deve
rlcr u-uipo pi-eoloeoi experimentando re
elfieafia duvMoaa, eiiKjuanto q"- a enfermi-
Mt rado systema e su arraiga profunda-
que se neeessita t->marnesse instante,
o ramalo maih cer i
remedio sem duvida algutua o PBITOKAX lK
CEltt-JA IK) DR. Avii;.
PBEPABAD PELO
DB. J. C. AYER e CA,
Lowell, Mass., E. U. A.
A' renda nos principaes pbarinacias e drogaras.
AtlenfJu
Na ra Augusta n. 254 cose-se vestidos, roupa
branca, por figurines, e pre.os mdicos, trabalha-
se tambem em flores, e em papel e talargaca, para
quadros, cartoes, etc.
Aviso
Emilio Billion, Engenbeiro Mecnico, engarre-
ga-se de montar novos apparelbos, o melbores
fabricantes franceses, e os mais apperfeicoados,
pelas condicoes e precos seguintes :
O assucar ser fabricado pelo systema Bro-
ebeton e Billion igual ao da Usina Pinto.
- Garante-s no mnimo 9 % de assucar cris-
tallisado de todos os jactes, e 10 "/, com moenda
de repressSo, augmentando os precos abaixo de-
clarados.
O trabalbo dos apparelbos ser por 24 ho-
ras, se aproveitaro os edificios existentes, com
pequeas reformas ; os proprietarios daro todo
material, como : tijoloa, cemento, cal, area, ma-
deira, etc. ficando por conta do empreitorio todo
mais trabalbo.
Preco dan loinan
Criado
Precisa-te de um criado pnra vender na rna
na ra Duque de Casias n. 9, 2 qudar.
Alanteigit do serto
Em tudo superior a ingles.., al s p->r ter me-
lbor paiadn com i tambem p ir ni.o ter composicao
alguma, e conseeui'itemen'ft i.proprtada para
qualquer m em liquido par.i tPinperu dos manjares mais finos.
Encontrase do MMMm de Alhairo, Oii
C, ra da Imperatriz n. 42.
Compra-se
urna meia agua as proxiroidaces da cidade, em
terreno proprio. lnformacoes ra Formosa
D. H. ______ ______
SAUNDERS BB0THE8S 4 C, largo do Cor-
po Santo n. II, teem para vender :
Cervejapreta, e branca, de ''. B. rVrntsx &
Sons.
Dita allemS, Plisen Beer.
Vinbo Shury. Amentillado.
f)ito Birdeaus, Sr. Juli n.
Whisky, Thisti- Blend Scoti-k Wiak **
Dito o *
Presuntos de Adamson.
Mai'ena de Br< wiis 4 C.
Phospbnros, Amestosto Safet Matches.
Tintas em massa, branca de lisMO de chumbo
preta e verde.
Znrco.
Plvora da muito conhecida i acreditada marca
EB.
SEM0LIM
De Brons & C, de Glasgow
Este artigo, preparado por um novo processo
de trigo da melhor qualidade, possue os elemen-
tos neceesarios para nutricao de criaoc-as e doen-
tes, e muito se recommenda'por ser de fcil di-
gestSo e gosto muito agr >avel ; tao>bem pode-se
fazer urna txcellente papa, misturado em partes
iguaes c m a maizena dos meamos fabricantes,
addicionando-se-lb algum leite. nicos agentes
nesta araca, Saunders Brothers & C, la/go do
Corpo Santo n. 11, primeiro andar.
nontis,
P CL.ERV
Vende-se em toda a carU
LIQUIDAgAO
Dl
MBA
Vende-se por todo preco, a retalho, todas as faz?ndas existentes na loja ra
do RaDgel n. 53, para acabar
^
^QOMPHIA ALlty

a 400 rs. a arroba
de
alimentos para animaes de raca (avallar, vaezum
suino, etc. O caroco de ulgodao depois de ex-
trbida a casca e todo o oleo-, o mais rico ali-
mento que se pode dar aos animaes para os forta-
lecer e engordar com admiravel rapidez.
Nos Estados-Unidos da Amerita do Norte e na
Inglaterra elle eraptegado (com o maie feliz re-
sultado) de preferencia ao milho e outros farellos
que sao muito mais caro e nao so de tanta sus-
tancia.
A tratar no IIecifVa Largo do Cor-
po Manto. Io andar
i
DE
ALBERTO HENSCHEL & C.
;a-.| ilii Bario di Viclutlj-52
Este acreditado estabelecimento pbotograpliico participa ao respeitavel publico,
que contina a executar os mais aperfeicoados trabalhos pelo systema mais moderno e
mais apreciado. Acha-sa habilitado a satisfazer as mais ditfijei3 exigencias, quer em
trabalhos photographicos, qu-r em pintura a oleo.
Alm de seus trabulhos photographicos que sao por demais conhecidos encorra-
ga-se tambem de retratos a oi gera a Vienna d'Austria, onda visitou as principies galeras o eximio pintor F^rdinani
Piereck, bastante conhecido pela perfe.igSo de seus trabalho, desde 1877, quando aqu
esteva em nossa casa e ltimamente o anno passado.
Para satisfazer em geral a todos que honrarem o nosso estab ^cimento com
suas encommendas participa, que alm dos retractos, seja qual tor o systema, tambam
recebe encommendas para qualquer vista ou paysagem, quer photographicas, quer pin-
Chegon a primeira remessa do precioso farello tadas a oleo, sendo o encarregado destas ultimas o mui conhecido payaagista o Sr.
carolo de algodao, o mus barato de toaos os qiu|iPR T,,:-
Telles Jnior..
Roga-se s Exmas. familias e mais pessoas o absequio de hoar,.ren>' com suas
visitas nosso estabelecimento, onde sempre existe urna magaitica exposigaa dos traba-
lhos que executamos e onde tambem os senhores visitantes encontrarlo lhaneza no
tracto, perfeicSo nos trabalhos e modicidade nos precos.
C. Barza,
GERENTE.
O
!
s.
B
M
3
5
i i
8a
100 tonnel.
125
150
200
3
x

a
9.000 k
11.250 .
13.500 .
18.000.

110
140
168
225
sae.
la

18
m
llOrOOCUOOO
130:00t<000
'150:000*000
aso.ooooou
Na fabrica do rap ra do Visconde de Qoy-
anna n. 157, precisa-se de urna cosinbeira para
pequea familia, sendo boa paga-se bem.
INTURABPOMADA
NICA 0 TNICA
Modas
^Para toiletts de quaquer genero, com perfei-
jao e gosto, procure se mademoiselle Cotinba, Im-
perador 55, 2o andar. Precos razoaveis, fignri-
nos os mais modernos.
MOLESTIAS DfiPEITi
'D?CHURCKIIiL
O D' Chnrchill, autor da descoberta das
propriedailes curativas dos Hypophos-
phitos nu trat.im^iito da tsica pulmonar,
tem a honra de participar aos seus cillegas
mdicos, que os nicos Hypopbosphitos
reconliecidos e recommendailos por elle
sao os |iie prepara o Sr. Swann phar-
maceiitico. 1?. ra Casiielonr
xaropes de HypophosphHos de
Soda. Cal p F quadrados tendo o aome do D' Chnrchill
o vidro. sua axsignatura no envoltorio c
na tira de papel encarnado que cobro a rolha.
Cada frasco rerdariro leva alein d'isto a
marca de labrica .la Pharmacia Swann
PE FILLIOL
MSTAN tanca fn > oarha.
M na naco, m jrwfirifl* -
n laTfB,
*KpnJ em TmrU rn.lXor,,i?, nn>ir;em, PiSp
+*HAOil..c* ratM> M da 8IXVA
i FILLIOL.
kwiiirui
onocM
na Cor prlmlUr
Para qualquer explcacao, dirigir-sena praca
Aripib so Usina Bosqae.
ATKINSON
PERFUMARA ingleza
afamadi ha mais de nm smbIo ; exoed* todas
asoutraspcloaen perfume JHicidoeexquisito.
TRVZ Mi. [JAI.HAS IIK OuRO
PARIZ 1878. CALCUTTA 1884
pela extra-tina exrell<>nriadeiaaqnalida>i.
Afamada
1CD1 DE COLONIA DE 1TMS0I
incomparavel pelo eu perfume e sua
C0Dc^nira<;ao. Excede todos os productos
similares vendidos -ob o mesmo Dome.
SABonm bu siawi wiidssh de atiins
KMe Mbr.nelp universal a supennr a lodo
osnairopeUmotlo de hmpar B pede
OftAssetiOAdo qaa Un communtc&de cxceDl
perfume e prolonga.io uso,
bwiln-u Cu U Uto n hcMbita FiMetHai
J. E. ATKINSON
24, Od Bond Street. Londres.
Vade-mrrum do llomceopalblco
Methodo conciso, clare e seguro de ebrar
bomceopathicauiente todas as molestias que I
affligem a especie humana, particularmente|
(aquellas que reinam no Brasil pelo I
1 DR. SABINO O. L. PINHO
S.' edlr?;iii
consideravelmente augmentada e annetada.
Vende-se nicamente em Pemambuco.
PHARMACIA HOMEOPATHICA
Pelo Dr. J. Sabino L. Pinho
no
DR. HABIDO
j 43BA DO BASAO DA VICTORIA431
Fabrica de chapeos
Antonio Jos Maia & Q.
DEPOSITO
roa do Sarao da Victoria ns.
Os proprietat ios deste estabelecimento scienti-
cain aos seus numerosos freguez?s e ao respeitavel
publico, que continan) a ter grande sortimento
de chapeos de todas as qualidadea e formatos,
manufacturados com toda a perfeieo e por precos
mais vantajosos que em outra qualquer parte.
Madeoioiselle iotiuha
Roa do Imperador n. 55, segundo andar.
Modista
Venda ', Venle-se ou permuta-se por predio nesta eida-
i de um bom sitio com boa casa, muitas fructeiras,
: exccllente banbo do rio, boa agua de cacimba,
: extensao de terreno para baixa de capim, to o
| murado na frente, com porto e gradeamento, com
1 caminbo de ferro e estacao junto ao dito sitio, no
; Porto da Madeira, conhecido pelo sitio do Joao
; Selleiro, junto ao Dr. Ernesto de Aquino Fonse-
; ca : quem pretender dirija-se praca da Inde-
pendencia n. 40, das H horas s 4 da tarde.
VENDAS
Terreno
^MarcadeFabrica-"iua 'Rosabraoc*"
i Lyrm de Ouro. "
sobre urna'
Aliga-se
Vende-se ferrnos junto a capellinba de Belem,
na Encrusilhada ; a tratar na ra larga do Bjsa-
ria n. 10, 1- andar, escriptorio.
Apalazadores
Precisa-se que sejam perfeitos em trabalhos de
calcados ; rna do Livrameoto n. 24, fabrica de
calcados.
CosinJteira
rjPrecisa se de urna, para eosinhar em casa de
familis, e que seja de boa conducta ; na nu do
Imperador n. 73, 3 andar.
0
mounsca
Vtndem-K em todas a* Pharm cias.
Pagara e refinafo
Vende-se um eetabek-cimento nestas condices
Cora forno, fornalbas, tsxos, tanqne para agua e
todas as mais perteacns para um e outro mister ,
a tratar na rna de Djsai.igoa Jos Martini nn-
meio %.
Proprio para neis
Jo2o Ferreira da.CoBta, nico importador deste
excellente vinho, acab de receber nova remessa,
que resolve vender no seu armasem ra do
Aaorim n. 64, em pipas, barra de 5- e de dci-
mo, o qne avisa hos senhores retalhadores que
desejarem expor u venda este delicioso vinho.
Oleo de mamona
em barris ; vende-se no trapiche Vianna Forte,
do Mattrs
Aluga-s^
Urna casa terrea com 2 salas, 4 quartos, cosl-
nha fora, pintada e caiada, 4 rna da Hospicio n.
70, traetar na mesma n. bl.
fallo de Albuquerqne Haranbio
O bacbarel Antonio Ribeiro de Alouquerque
Maranhao, sua mnlher e filbos, Jos Francisco de
Alouquerque Maranbo, Rosa de Albuqnerque
Maranhao Paes Barrete, Mana MaranhSo Cmara
Lima e Ignes Cavalcante Maranhao Lacerda man-
dara resar missas por alma de seu sempre lembra-
do irmo, cunhado, tioe pai, Julio de Albuqu?r-
que MaranhSo, Da igrtja do Carmo, srganda-feira
'2 do corrente, s 8 horas da manba; e convidam
todos os seus prente e anipos, btm como oa do
finado, para assistircm a esse acte de religio e
c ridado, pek que dttde j ce confesssm agrade-
cidos.
f
aulla Adelalde da Silva Baos, ea
pona de Joio Kvangellat* Xavier
Iisioi
A administracao regedora da devoco de S.
JtSo Baptistado 2- diatricto de S.Jos, convida
aos parentes e amigos, e irmaos desta devoeio
para assistirem a urna missa que manda celebrar
no dia 25 do corrente, pelas 7 auras da manb. na
igreja do S Jos de Riba-mar, onde tem esta de-
voco de ser erecta, e desde j se confessa eter-
namente grata por este acto de candade.
O secretario,
_______________Conrrto Sr Fnnsx- a e Silva.
Vende-se nm terreno confronte a estaco do
Principe, estrada de Joo de Batroe, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e com elicerces
para 3 casas; .tratar na rna d'Apollo n. 30, pri-
eiro andar.
Trras venda
Vende-se terrenos em chaos proprios, boa trra
para plantaco, cem arvores de fructo, boa agua e
barro para edificaco a 24000 e 1 500 o palmo ;
tista-se no mesmo sitio, das 8 1/2 da manb as 3
da tarde, junto a eataeo do Campo Grande.
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIADO
Este excellente Whisky Esoossez pre-
ferivel ao cognac oa agurdente de canna,
para fortificar o corpo
Vende-se a retalho nos melbores arma-
zens de molhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO
cajo nome e emblema ta registrados para
todo o Brasil.
BROWNS & C., agentea.
rolarinhos e punhos de
selluloide
Carlos Sioden recebeu pelo ultimo vapor, e
veade baratissimo ; na ra do Batjo. da Victoria
nomero 48.
AttenQo
Vende-se especial farinba de milho e de arroz
feita a vap r e preperada para bollo, cangica,
cuacs e entras diversas especies de comedorias qu*
necessitem destes meemos gneros, sendo a 240
ris o kilo, na padaria da travessa do Pombal n.
i, pertencente a Pereira & Pinto.
Telepbone n. 2%.
bobrado a vender-se
Vende-se o sobrado n. 87 rna da Aurora, em
frente a ponte do Santa Isabel ; quem pretender,
pode entender-se com o corrector Pedro Jos Pin-
to, na praca do Commercio.
INSECTICIDA GALIT
DESTRigAO INFALLIVEL
mrtrro; Pula; Plolha*, "hmi, Umkrlam,
7rpt, Formifis, Laarta; Soriulhn, ets.
O Mo, II fr.; IOObt. prtooorrelo. l'IS.
rABR ICA: 7i.oars d'HsrhoBrU*. m LYOt
Diariamente debate-se na imprensa a ciise
i aterradora porque esto passando as proviicias
do norte deste imperio ; sao mnnmeros os recia-
| mes de todas as classes, sem que sejam attendidos
os seus justos pedidos, de que se gloriam as na-
Ces civilisadas.
E para que se poasa dar impulsos aos desejados
progresos que certamente traro o bem estar de
todos, resolveram Martina Pires & C. estabele-
cidos com armazem de molhados rna Es-
treita do Rosario ns. 1 e 2, a vender por precos
mdicos os artigos concernentes ao seu ramo
de negocio, que certamente cnnstitne nma eco-
noma diaria e onde se acha um completo sor-
timento dos seguintes artigos, que pela ana qua-
lidade e precos sao recommendaveis, corno se-
jam :
Vinboa fios do Porto
Madeira
Sherrr
Chambertin
Bordeaux
Moscatel
Cellares e Bucalss.
Completo sortimento de cer vejas, cognac, bitter,
licores, doces, bolachinbas nacionaes e estrangei-
ras.
Queijos frescos do serto, pralo, Minas e fia-
mengo.
Aceite de coco, mate do Paran, formicido ca-
panema.
Precos sem competencia.
Ns. 1 e 2Ba Estreita do RosarioNa. 1 e 2
Mar ti ns Pires & C.
; Aproveitem
Madapolo bretanha americano com 20 va-
ras, peca 4*6'10
Dito francs snperior com 20 varas, peca 5/000
Algodao branco lona, snperior com 20 jar-
das, peca 4*800
Dito dito liso bom com 20 jardas 3/500
Chitas cretone, finas, cores fizas, covado 240
Chitas escuras, covado, 200 rs. e 240
Brim pardo liso superior, covado 320
Casemira pequim, covado 320
Brim pardo, duas larguras, para vestidos de
senbora, covado 400
Renda branca de China, covado 200
Cestinhas de palha da India, ama 1 000
Ra buque !e Caxias n. 80
Lima Coutinho & C.
Ultimas notas ao ap-
proxiinar-se a hora
CRISE E MAIS CRISE I !
Todos perguntam o qus ba de novo. Recebes-
tes algum trlegramma da corte ? Una dizem
qne s va que f iram apenas consultados. no meio
desta confuso apresentam se Pedro Autunes &
C, offereeeodo as s> guiles novidades, que natu-
ralmente agradan) muito mais ao sexo amavel e
das modas, a quem muito particularmente pedi-
mos a valiosissima proteceo. Com licenca......
Buuitu ramos de flores de lararji para um ele-
gante vestido.
Bcns leques diaphanoa de bonitas cores.
Qrinaldas e vios para todos os precos. Renda
hespanhula, eraie e preta, em seda e em linbo
bordada.
Finas meias arrendadas de cores ditas bordadas
a seda e muitas ontras qualidades em meias para
senboras.
Completo sortimento em bordados, Victoria e
transparentes.
Commodos espartilbos para senhoras e moci-
nhas.
Finos extractos e aguas para toiets. .
Especial cold de orine para amaciar a cufia. Vende se poj preco cosnntodo um bom chalet,
Nao menos agradavel p Candor para perfumar, defronte da estaco de Parnaraeirim, acabado de
Fio de alffodao da fabrica Calilin*
A nutra, da Babia
Vendem Machado k Pereira, ra do Impe-
rador n. 57, por commodo preco.
S na loja da Revoluto
tanque da Silva Horeira
A FLORIDA
Boa Buque de Cailni n lOl
AD Vil RE vi:
Cintos modernos a 15000.
Luvas de pellica a 2(9500 o par.
dem de seda a 2^000, 20500 e 3^000 rs.
o par.
Fitas de velludo a n. 9 a 6000 v. 5 a
400 rs. metro.
Albuns de 30000 at 80000.
Ramos de flores finaa a 10500.
Luvas de escocia par menino, lisas, e bor-
dadas a 800 rs. e 10000 o par.
Porta retrato a 50 rs. 10000 10500 e
20000.
Aoquinhas de 10500, 20500, e 30000 urna.
Plisseis de 2 a 3 ordem a 400 rs. 500 ra.
e 600 rs. o metro.
Pentes para cc com inseripgao.
Enchovae8 para baptisados a 80. 90. e
120000.
1 Caixa papel e 100 envelopes por 800
reis.
Capellas e veos para noivas.
Suspensorios americanos a 20500*
La para bordar a 20800 a libra.
Estojos para crochet a 10000.
Bicos de cores coic 2, 3, 4 dedos de lar-
gura a 30000 40000 e 50000 a peca.
Lindos broches a 30000 10000 e 500 ra.
Leques para menina a 200 rs.
Linhas para machina a 800 rs. a duzia.
Garrafa agua florida a 800 rs.
Leques com borlota a 800 rs. um.
icos branros para setineta, cretone e chi-
ta para correr babados a 10000 10500
a peca com 10 varas, e barato.
Albuna de chagrn, velludo e velbotina
para 50 e 60 retratos a 60 70, a
80000 um.
Meias de escocia para senhoras a 10500
par#
Lencos de Hnho em lindas caixas.
Bicos das ilhas muito fino proprio para toa-
lbas e saias.
dem br ancos com 5 dedos de largura a
30000 a peca com 10 varas.
Caixas com sortea de jogo de mgica pro-
prios para s.-ilao a 50000.
Sabonetes de diversas qualidad"8 a 120
200 e 500 rs.
Boleas de couro para menina de escola.
Grande pechincha em espartilbos de linbo
30000 um.
Lindas pastas de 500 rs. 10000 20000
30000 e 60000.
Carteiras para guardar sedulas de 100000 *
a cem.
Ditas letras com os repartimentos de Ja-
neiro a Dezembro.
BARBOZA & SANTOS
CW preto superior
Carlos Sinden receben pelo ultimo vapor e con-
tina a vender sem competencia ; na ra do Ba-
rSo da Victoria n. 48, loja de altaiate.
Livra ment & C.
vendem cimento port'and, marca Robins
1 qualidade ; no caes do Apollo n. 45.
de 1*
Attenco
Fino* sabanete* perfumados e medicina*!.
Variedade eos entilaras finas.
Que sortimento de artigos para presentes !
Oculos e pencines d'aco e tartaruga.
Pianos psra enancas e grande variedade em
calongas.
Que bonecas interessantes .' Capases de fasci-
nar qualquer enanca. E muitos outrts artigos
de que estaosos prevenidos, psrm qne nao que-
remos abu?ar da paciencia das anmveis leitoras.
68-RUA DUQUE DE CAXIAK63
NOVA ES"BRANCA
Pedro An'unei & C.
i novo, e ca todas as accommofacoes, assim como
urna casa na ra d i Amparo n. t!, em Olinda, com
2 janellas e 1 porta, 2 salas, 3 quartos, cosinha
externa s quintal murado; tambem tem para ven-
der um bom piano quasi atvo, de tres cordas, de
melhor autor, e outros objectos : a entender-se
com Maximino da Silva Guarni, em qualquer
logar ea que o mesmo se aehar.
Cofre
.*
M



Vende se um cofre de Milners em bom estado ;
na roa larga do Rosario n. 3o, loja.
#






I

Diario de PermunburoItomnigo 21 de Agosto de 1887
EMILIO SO A RES
GASA DE ALFAIATB S CONFEGgOES PARA BOMGNS
A de maior reputado e nomeada em todo o norte do Imperio, tanto pela
presteza e perfeicao dos seus trabalhos, seriedade e modieidade nos presos, como
pela constante e variadissima colleccao de fazendas de primeira qualidade: casemira
de phantasia para costumes, cortes de casemiras para calcas, casemiras pretas e azul,
pannos finos, etc.
TUDO DE APURADO GOSTO
A&.TA NOVIDADE
S9-RIIA DO BARAO DA VICTORIA-SO
PERNAMBUCO
V

^fcfll*lS DORES oeofr^
*>Q Er, Pee Pasta dentifrioios r*?S
RR. PP. BENEDICTINOS
,
da Abbadia de SOLAC (Gironde)
DOH MAGUELONNE, Prior
2 MBSA.LHAS DE OtJRO
Bruiella 18I Londres 18St
As tasis elevadas recom tersaos.
INVENTADO IMBfM Pelo Pntor
o A3XO lO/OPtorreBOUKSAUD
O uso quotidiano do elixir
Dentltrielo dos U. P*. Be-
nedictinos, com dose de alni-
mas gottas com agua, ,. jvem
e cura a carie dos dentes, em-j
branqueceos.fortaleceDdoe tor-
nando as engivas pcrfclta-
mente sailias.
Preslmos um verdadelro
servico.asslgnalando aos n<
k-itors este antigo e utiUsslmo
ircparado, o ntelhor essra-
iiti e o nutro preservativo contra as
*//'<<'""' dentarias.
Casada randada em 1807 __
Agente fif-/* I 11 sal 3.ME BU6UEHII,3
Geral : 9 BU Itff 11^ BOROEAUX
ch-se em todas as boas Perfumarlas, Pharmaolai
a Drogaras.

FUNDICO DE FERRO
CARDOZO ft IRMAO
Ra do BaraO do Triumpho iis, 100 a 104
Deposito a roa do Apollo ns. 2 e 2 6
Te id seropre em deposito todos os machinismos e ferragens precisas agricul-
tura desta provincia, como sejam : vapores locomoveis, seuii fiaos, com caldeira
chornis ou para frgo de assentamento, rooendas de todos os lmannos, tachas batidas
e fundidas, etc.
Mandara vir por encommenda qualquer machinismo, encarregam se de sental-os
e se respnsabiiisan pelo bom trabalho do mesmo.
Venden a prszo ou a dinheiro com descont e a precos resumidos.
ADaONISTRACAO :
PABIaV S.BsuUvardMontmartrs.PAJLlI
I
T..- -a.
M EA M pastixbas digestivas fabricadas en. B
*A LW L\ ^ M H Vlehy com os Soes txtrahidos da* Pona. SSo
5 A__BB ssw. _Jk I de gosto agraria vel e a na acc&ooerta con-
I E&atfJSSBaaaaaSBBaaaasBaBBMaMaaaaiaaaSaaaaaaaH Ir a A lia e as DlgestSes dif/tte.
I SUS DE VICHT PaR* t>aNH0$. Dm rolo para um Wanho. para aa pessoas que nao pon Ir a Vtohy. 1
Para evitar at imitaron exigir en toiot os productos a
MAKCA DA. OOMP> IMB -VICUrST
tm Pfrawbma, aa rntmdat ariir. .rhio-ie am t*a aa HARISM EVDT i mn.t, t, na 4a UaaaaM
SjV_______________________ SUI/ER J[ HOFC-.M- Vi. SJ 'O H Cmi.
Lotera (la Provincia
J
Extrahir-se-ha quarta-feira 24 de Agosto as
2 horas da tarde
Adiase a venda a 9.a lotera a bene-
ficio il S. Casa de Misericordia do Recite, que
ter lu^ar no consistorio da igrej i de Xossa
Senliora da Conceifo dos Militares, onde
estar expostas as esphems em orden? nu-
mrica, para seren examinadas.
PHOSPHATINA
Falires
AUMEKTAgTo* EACIOML
SssMssaV
Mato, Criangas, Amas,
Conoalescentes.
Este alimento, de un sabor agradavel, precise
sobretudo :
Para as Maes, durante a gravidez;
Tara as Criangas, na occasio de desmamal-as;
Para as Velhos e Convalescentes.
A PHOSPHATINA constitue o verdadeiro alimento
"das Criancas alimentadas no seio ou na mamadeira. Nenhuma
Fcula, Conserva ou Pos ditos de alimentacao para a infancia,
pode competir-lhe.
E a administrando fcil do Phosphaio de Calcium, que fortifica at
Crianzas durante o seu crescimento.
PAEIZ, 6, wat Victoria, 6, PARS
Depositarles n Pe Bambuco : FRAN- mi. da SILVA l> C .
AO LOUVRE
B rdados de corea, a 20000, a peca ; vale 50000
iSetius irnmensammtc largos a 102(jO o covado; soberba pecbincba!
Crotones de salpicos a 300 rs. o covado; convm !
Popelinas de seda a 500 rs. o covado; para liquiddar !
Tecidos transparentes para soire a 500 rs. o covado; aproveitem !
Lencos abainbados a 20000 a duzia I
Las de quadros, desenlios novos a 300 rs. o covado!
Popehas de Lyon, fazenda de 26000 o covado por 10000 o covodo !
Cobeitores de la, bem grandes a 30500 um !
To.'.lhas aloochoadas, a 40000, a duzia ; que pecbincba e outras muitas pe
chinchas em exposicSo.
*L_* v\. O *c\.
DE
LOTERA
SAINTA CATHARIN
50:000^000
IMPORTANTE PLANO
Esta lotera corre no da.....de Agosto
Bilhetcs venda as Casas do eostnme.
\ Ra 1." de Mareo n. 20 A (Esquina)

ORIZA LACTE CREME ORIZA ORIZA VELOUTE
aos Consummidores
PERFUMARA oriza
PARS 207, Ra Saint-Honor, 207 PARS
OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA L.LEGRAND
riere sen urcesso e favor publico :
1* Ao cuidado escmpitao tan qoe < 2' A na (ulidade isalteravel
da labrlc.-dos. J i snitidad de tu prtame.
AS SE IMITA OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA
em attinglr ao aeu oraa de delicadexa e perfeicao.
0. A apparencia exterior destas imitacoes sendo idntica aos Verda- Ai
Pjk driroH l'rodurtos Orlxa, os consummidores devero se Al
*^m. precaver contra este commercio Ulictto e considerar como aZar
Tt*^, coiitrafaccdo quainuer producto de qualidade inferior J&F
*s vendido por catas pouco honradas. ff'>
Kemeiia do Cataloiro llluxtr ido pedido tranqueado.
Na na 1.* de Har$o n. 20 (Junto ao Louvrcj
APROVEITEM!
Alta novidade em cambraias de efires com salpicos a 50000 a peca.
Ditas brancas a 50500 a peca.
Merinos de cores cora duas larguras a 750 rs. o covado.
Cachemira de listras, ultima novidade, a 400 rs. o covado.
Ororgorinas com palmas de cores a 440 rs. o covado.
Metins de cores, lindissimos desenhos, a 220 e 300 o covado.
Renda branca da India a 240 rs. o covado, aproveitem 1
FustSo branco a 400 e 700 rs. o covado.
Zepbires de cores a 240 rs. o covado : pechincha t
Esguioes pardo de linho a 360 rs. o covado.
Percales de cores a 240 rs. o covado.
Grande sortimento de crotones a 280, 320 e 360 rs. o covado.
Completo sortimento de 12s para vestido.
Creps de cores, do preco de 800 rs. por 360 o covado, pechincha t
Bramante de linho, com 10 palmos, a 10800 o metro.
Dito de algodao, com 4 larguras, a 800 e 10000 o metro.
Panno da Costa de listras a 10000 o covado.
Dito de tito de quadros a 10200 o covado.
Atoalhado branco, muito largo, a 10300 o metro.
Guardanapos de linho para cha a 20800 a duzia.
Ditos de dito para juntar a 50000 e 60000 a duzia.
MadapolSes a 40000, 40500, 50000, 50500, 60000 e 70000 a peca.
AlgodSes de 30000, 40000, 40500 e 50000 a pega.
Espartilhos fioissimos e muito commodos, a 50000 o 70000, am.
Leques transparentes a 20500, um.
Fichs de linho rendados a 20000 e 20500, um.
Bordados tapados e transparentes a 500 rs. a 20000 a peca.
Cortinados bordados a 70500 e 80000 o par.
Lences de bramante de linho, muito encorpado, a 30000, um.
Cobertas de gangas con dous pannos a 20800, urna.
Ditas de chita com dous pannos a 30000, urna.
Chambres para hornera a 50000, 60000 e 70000, no.
Toalbas felpudas para bauhos 10500, urna.
Ditas ditas para rosto a 50000 a duzia.
ARriGOS PARA HOMENS
Palitots de seda-palha a 80500 um.
Lindissimos cortes de casemiras para costumes a 190000.
Ditos de casemiras com mselas de seda, para caiga, a 60, 90 e 100000.
Grande sortimento de cheviots, casemiras, pannos pretos e de cores para costu-
mes, por precos sen competencia.
E muitoB outros artigos como sejam : camisas de linho, de flanella, collarinkos,
punhos, gravatas, meias, ceroulas de linho e de algodao por precos razoaveis.
Para banhos de mar
Costumes para senboras a 100000, um.
Ditos para ho n * Ditos pi>ra meninos 50000. um.
Sspatos e belgas para o mesmo fioj.
AMARAL & C.

nico Inven to*
SABAOSUCCO*ALFACE
i 0 melhoT dos Saines de Toucaor
J
^^COMEN00O^^
Kvltar aa Imltc6e
,<**
"Dota* na* princigatia Par'nuariaa. fina nuil i CabaLartmna m ,
PEROLAS DO DB CLERTAN
Approvada* pela Academia de lr.licina de Paria.
V
AS PEROLAS DE TERFBFMTISJ % acalmara, em alcruns minutos as enxaquecas. aa MAIS
VIOLENTA8 DORKS DE CABEgA e DOENQ S DO FIGACO. Si a dose de trez ou quatro perlas
nao produzir efiecto dentro de alguna instantes intil sera
continuar. Cadra vidro contem irinta perolas. Para ter o pro-
ducto bem preparado e efficaz, convem exigir a assignatura do: E
AS PEROLAS D'ETHER s&o o remedio, por excellencia, das pessas ->/; -^
'OSAS iujeitas as suffocaces, catmbras d:estomago e aos desmaios, as quaes V^-*-^* ~)
n ter sempre mo este precioso medicamento. Exigir a assignatura : JD i-o^S^*
nervosas
devem ter sempre a moa este precioso meaxcamento. Exigir a assignatura
AS PEROLAS DE QUININA conteem cada urna dez centig arnmas (dois graos) de sulfato de T*"*TMI
Por isso efficacia dellas certa nos casos de febres alero do que nao causam repu-
gnancia, nem fastio e engolem-te fcilmente. As perolas de quinina conservam-se C^^SUa.
indefinitamente em ettragarem-se. E indispensavel exigir a signatura : p.^ygr
a vaade a varejo na mor sarta das PMrmaclas.
Fabrioaolo e atacado, Caa L. FRERE 19, rae Jacob, em Pars.
"V
Sement de cacao
Vesde-ae na caes Tinte e Dona de Novosasre,
armasem da bola amarelia n. 36, emente da ta-
cas. Estamos no tempo de plantal-o.
Piano e casas
Vende-e ubi bom piano e alnga-ae duas casas
na Passagem, coa bastantes commodos ; a tratar
na ras dos Pires n. 33.
Ao n. {9
Vende-sa um balcao, ama armaco toda envi-
dracada e pintada ; Basar do Livramento.


Aproveitem!
Chita com pequeo toque de mofo a 12*, 1M e
200 r. o covado ; madapolio superior cent 2f
vara, pees 3 aaa, seca 3#" e 3*1500 : rus Buque de Casias ni-
ero 9*.
*r

\
i




-*ir
*W
8



Diario de PernambacoDomingox 21 de Agosto de 1887
ASSEMBLEA GEBAL
SENADO
56.a SESSAO EM 6 DE AGOSTO
PEBSIDESeA DO SB. CANSANSAO DE 81NIMB
Matricula de Escravos
(Continuagao)
Por sbo eu sempre insist era que a mi-
nhft questo era a da competencia.
Tem-se gasto muita erudicaj na eluci-
dago das duas questSes juridiaaa, reco-
nhego ; mas para mim a questao principal
esta : at a matricula toda a competen-
cia do governo ; depois da matricula to-
das as contestagSes que apparecerem sao
da competencia judiciaria
Ora, no mesmo regulamento do governo
expedido para esta lei de 1885 est cla-
ramente estabelecida a competencia judi-
cial para todos os actos posteriores a na
trcala.
O Sr. Dantas: Nos estamos defen-
dendo o ex-ministro da agricultura contra
o actual.
O Sr. Silveira da Motta: O mesmo
regulamento do governo que fundamenta
esta minha opinio a respeito da compe-
tencia.
Diz o 3. do art. 1." do regulamento
de 14 de Noverabro de 1885 (le) :
Logo que for annunciado o prazo para
a nova matricula, ficaram relevadas as
multas incorridas, por inobservancia das
dieposigoja da lei de 28 de Setembro
de i 871 relativas a matricula e declara-
gSes prescriptas por ella e pelos respecti-
vos regulamento.
O Sr. Dantas: Nada mais claro.
O Sr. Silveira da Motta: Si acaso
bavia duvidas a respeito da matricula era
precise que a matricula ficasse suspensa,
para que o poder judicial pudesse decidir.
O regulamento mesmo feito pelo gover-
no nunca deu ao poder administrativo o
direto de decidir a questo da competen-
cia.
Veja se o 4. do art. 3. (i);
a Em qualquer tempo, a requerimento
do senhor, proceder se-ha matricula sus-
pensa, si, pelo que fr julgado, ti ver de
prevalecer a declarado contestada.
Ora, ha nada mais claro ?
Ahi se diz que fica independento intei-
ramente do poder judicial qualquer contes-
tado quo se estabeleca a respeito da pro-
cedencia da matricula ; o proprio gover-
no que no seu regulamento o reconhece.
O Sr. Dantas: E agora est suando
o topete para demonstrar o contrario do
que ahi est.
O Sr. Christiano Ottoni: O governo
todo est ausente ; nao querem ouvir.
O S>-. Silveira da Motta : Tambem
nao fazem falta.
O Sr. Christiano Ottoni: Os minis-
tros saliiram todos.
O Sr. Presidento
teocao interroroper
tmulo de um almirante hollandez era
Ocano, talvez eu poasa dizer que meu t-
mulo o Senado.
O Sr. Presidente : A observaco que
fiz nSo teve por fim coarctar a liberdade
do nobre sanodor.
O Sr. Silveira da Motta: Hei de ta-
zer toda a diligencia para nao exceder a
hora.
Reduzida, pois, a questo, segundo o
meu proposito, questo de competencia,
e tendo eu demonstrado que o governo
mesmo. no seu regulamento, sujitou to-
das as contestagtes sobre procedencia de
matricula autoridade judiciaria, como
que quer agora o governo arrogar-se o di-
reito de intrometter-sa em urna matricula
j feita, j acabada, e decidir as contesta-
goes que se podem levantar a respeito da
procedencia dessa matricula ?
Senhores, eu lamento est9 novo episodio
de resistencia que o governo inventou...
O Sr. Dantas : Apoiado.
O Sr Silveira da Motta : ... para
oppor boa intelligencia da lei, roaU fa-
voravel libertago. Foi mais urna in-
vengo para retardar, para contrariar, para
resistir ao movimento de libertago, essa
interpretago do novo ministro da agricul-
tura, declarando que sao competentes para
fazer as matriculas dos escravos quaes-
quer oficiosos, por mais incompetentes que
sejam para declarar os eslavos alheios
como matriculados em nome de quem nao
os autorisou.
Esse aviso do nobre ministro da agri-
cultura vem trazer ao gabinete, digam
os Srs. ministros o que quizerem, urna
a matricula ao Po-
NSo minha in-
ao nobre senador, so-
bretudo pelo estado em que se acha, que
o obriga a fallar sentado; mas de meu
dever advertir que faltam menos de 10
minutos para lindar a hora dos requer-
mentos e entrarse na discussao de urna
materia que foi julgada urgante. Pego li-
cenca para fazer essa observago, seno que-
rer de modo alguna restringir a liberdade
de V. Exc.
O Sr. Silveira da Motta: Mas nao
pos80 deixar de dizer o que tenho de di-
zer; hei de completar minha tarefa.
O Sr. Presidente : S advert para
V. Exc. limitar seu discurso hora.
O Sr. Dantas : Elle vai terminar :
est fazendo viaivelmonte sacrificio de sua
8ade.
O Sr. Silveira da Motta: Morrere
aqui.
O Sr. Presidente : Deus nos hvre
O Sr. Silveira da Motta: V. Exc,
Sr. presidente, que me conhece ha muitos
annos, sabe que minha vida toda de par-
lamento ; creio que tenho de morrer um
dia qui.
O Sr. Presidente : Nao desejo.
O Sr. Silveira da Motta : Como o al-
mirante hollandez, que dizia que o nico
grande diffieuldade, porque ficou patente
anda mais patente, a vontade que o go-
verno tem de contrariar o ospirito aboli-
cionista da lei.
O espirito da lei o de facilitar o mo-
vimento da libortago, mas faciltalo legal-
mente; entretanto, com essas interpretagoas
azeda-se o espirito publico, crSara-ae resis-
tencias exagera-se mesmo talvez o esfor-
933 dos defensores da aboligo, que com
muita desculpa podero hoje fazer exces-
so8, que seriara injustificaveis si nao fos-
sem os excesBos do governo.
O receio que tenho, sinceramente o digo,
que esBes excessoa do governo provo-
quen! excessos novos no sentido contrario,
e excessos novos que tenho procurado re-
primir aconselhando, com a pouca autori-
dade que tenho a mederago da propa-
ganda.
O Sr. Dantas: Apoiado.
O Sr. Silveira da Motta: Essa mo-
derado talvez eu nao possa continuar a
conseguir, vista desses actos do novo
ministro da agricultura.
Um nobre senador disse ha pouco que
nos estamos defendendo o ex-ministro
quando aecusamos o ministro actual. Se-
nhores, os actos que o ex-ministro da agri-
cultura praticou a esse respeito sao todos
elles em referencia a matricula, mas antes
de encerrada ; portanto, S. Exc. estava
em sua jurisdiego, estava regulando o
modo de fazer-se a matricula. Dando
urna deciso pela qual nogava a compe-
tencia de um genro para matricular escra-
vos de seu sogro sam procurago, estava
em seu direito.
O Sr. Dantas : Apoiado.
O Sr. Silveira da Motta:Hoje, porm,
a questo toda esta: a matricula est en-
cerrada : aaabou a acgo do governo; co-
mega a acgo do Poder Judicial. Um
preto matriculado legalmente, suppouha-
mos, porque a pessoa que o matriculou
poderia ter taes poderes, eu concordo;
mas, desde que a matricula est irregular,
quem tem obrigago de intentar acgo de
escravido o senhor e nao o preto, que
tem a presumpgo de liberdade dada pela
matricula viciosa.
Portanto, senhores, acha que o governo,
que supponho bem intencionado nesta ques
to, posto que em caminho muito errado,
pode sahir desta diffieuldade a respeito do
aviso do ministerio da agricultura, dndo-
me urna intelligencii que se possa compade-
cer com as disposigoes do regulamento que
elle mesmo promulgeu ; entregar todas
as contestares sobre
der Judicial,
Apparecendo alguma duvida a respeito
da matricula, o governo pode declarar que
o seu aviso de 30 de Julho nao teve por
fim decidir a respeito da legitimidade da
matrcula.
O Sr. Dantas:A que veiu entao o
aviao ?
O Sr. Silveira da Motta :Desde que
elle declare...
O Sr. Dantas:Isto, sim.
O Sr. Silveira da Motta : ... que o
aviso de 20 de Julho nao teve por fim de-
cidir questoas entre o matriculado e o ma-
triculante ; desde que ficar reconhecida a
competencia do Poder Judicial para deci-
dir aobre assumpto...
O |Sr. Christiano Ottoni : Exclusiva-
mente.
O Sr. Silveira da Motta : ... e a in-
competencia do poder administrativo, tj-
mos que o governo anda pode sahir da
diffieuldade muito airosamente.
O Sr. Antonio Prado : Mas nao so pre-
cisa da declarago do governo ; umacun-
sequencia necessaria da lei.
O Sr. Silveira da Motta : -E' urna con-
saquencia necessaria da lei; mas os nobres
senadores ouviram j o nobra ministro da
fazenda protestar contra esta deduego.
O Sr. Antonio Prado: -Dessa maneira,
nao, senhor.
O Sr. Christiano Ottoni:-At terminou
dizendo que o Poder Judiciario daqui em
dianta juigaria de outro modo.
O Sr. Dantas : -Intimou.
O Sr. Silveira da Motta :O honrado
ministro da fazenda at appellou para a
intelligencia..
O S. Christiano Ottoni :E na porora-
c.o do discurso.
O Sr. Silveira da Motta: ..- que o
Poder Judiciario daqui em diante havia de
dar questo.
O Sr. Antonio Prado : Reconhecendo,
portanto, a competencia do Poder Judi-
ciario.
O Sr. Silveira da Motta :Si acaso
o governo reconhece a competencia do Po-
der Judiciario para decidir essas questSes,
cu forneco lhe um meio muito hbil de sol-
ver o embarazo, apresentando o meu re-
querimento concebido nestes termos (') :
Requeiro que pelo ministerio da justi-
9a se informe que providencia tomou para
reprimir e punir os tumultos que tiveram
lugar na cidade de Macah, no dia 31 do
prximo passado mez, por occasio da fes-
ta de Sant'Anoa.
a E que, pelo ministerio da agricultura,
se pega a seguinte informago :
Si em virtude do illegal aviso-circular
de 20 de Julho, o governo entende que as
matriculas dos escravos feitas ltimamente
em Campos, por pessoas incompetentes, ou
com declarago de filago desconhecida,
podem produzir effeito de sujeitar escra-
vido as pessoas illegalmente matriculadas
antes da deciso do Poder Judiciario.
Pago do Senado, 5 de Agosto de 1887
Silveira da Motta.
Mandando mesa, Sr. presidente, o
meu requerimento, entendo que tago um
servigo mesmo ao govorno, fornecendo-lhe
um meio para solver esta questo, ficando
salvos os principios jurdicos e ficando tam-
bem salvos os motivos todos legtimos, que
temos nos, para reclamar com toda a ener-
ga o cumprmento das disposigo'eB da nos-
sa lei, que tenie a facilitar a libertaco do
Imperio; porque o primeiro pensamento da
lei acabar com a escravido...
O Sr. Jaguarbe:Apoiados.
O Sr. Silveira da Motta:O goveano
quer parar ? (Com forga). Nao pode pa
rar ; e, si o quizer, si nao quizer andar,
ho de fazel o andar (Muito bem ; muito
bem)-
O Sr. Presidente : Como j passou a
hora dos requerirn tos, fica o que o no-
bre senador acaba de mandar mesa, pa-
ra ser apoiado na sesso de amanbS.
INDICACAO
Entrou em discussao a indicago do Sr.
Dantas, para que se convide o governo a
declarar sem effeito os avisos de 20 e 22
de Julho passado, deixando jurispruden-
cia dos tribunaes fixar o verdadeiro sent
do da li de 28 de Setembro de 1835, em
relago s formalidades da matricula e os
seus effeitos, para que foi votada a urgen
cia.
O Sr. Antonio Prado tSr. pre-
sidente, depois dos discursos proferidos
pelos nobres sanadores da opposigao, a res-
peito dos avisos do honrado ministro da
agricultura, que tanta celeuma tem levan-
tado, nao era da esperar a apresentago da
indicago ou mogo sobra que tem de ver-
sar o presente debate.
Rasulta, Sr. presidente, da tudo quanto
se disse- a respeito desta questSo, que o
honrado ministro da agrie ltura, expedin-
da aquelles avisos, s mente teve por fim
responder a urna consulta ou proferir urna
deciso cujos effeitos erara exclusivamente
administrativos.
Ora, em vista disto, pergunto ao Sena
do : pode ter justificago a approvago da
mogo, no sentido do exigir que o gover-
no declare sem effaita aqu lies avisos ?
E' fcil a resposta, Sr. presidente, mas
somonte a pedirei depou de examinar a
questo nos seus devidos tirraos.
Considerarei principalmente a questo
da matricula de Campos, que a mais im-
portante, e a que maior clamor tem levan-
tado.
Encerrada a matricula, dirigirara-se ter-
ceiros ao presidente da provincia recla-
mando contra urna irregularidade allega-
da, e pedindo a eliraioago dos escravos,
que 86 dizia illegalmente matriculados.
O presidente da provincia devera, pura
e simplesmente, indefarir o requerimento,
porque faltava-lhe competencia para annu-
lar a matricula, que j estava encerrada.
Mas, por escrpulos que eu respeito,
tratando-se de urna questao de certa im-
portancia, entendeu que devia sujeitar o
facto ao conhecimento do governo, pedin-
do instrucg3a8 a respeito.
O ministro da agricultura entendeu, c
muito regularmente, que n3o' podia man-
dar eliminar da matricula 03 escravos qu
tinham sido matriculados. A sua deciso
nao podia deixar de ser essa, em vista da
lei.
Na verdade, pode se deixar de reconhe-
cer que faltava ao governo competencia
para annullar a matricula effactuava ? Ve-
jamos o que diz a lei de 28 de Setembro
FOLHETIB
JOSLARONZA
POB
JACQUES FLOT E PEDRO MAEL
ii'srvr.t pirt::
(MRBEX
(Continuadlo da n.
XIX
186)
O yankae pareceu qu^si commovido, re-
sisti emogao e respondeu brutalmente :
- Vocc esparava os papis e nao a mi-
nha pessoa.
Rouval deu urna risada.
Um trazendo os outro3, meu caro ;
porque supponho que tu o trazas.
Sim, eu trouxe... os passaportes.
Laronza fitou-o.
Ests zombando ? Bem sabes o que
eu chamo passaportes.
Ora, motejou o curo, 03 cedernos de
cheques ; sei muito bem.
Justamente D c.
E Stepban Rouval estendou a mo para
toma! 03.
Ned recuou um passo.
De vagar, patro. Temos, primei-
ramente, urna conta a justar.
O pirata arr?galou os olbos.
Urna conta a ajustar? Que queres
dizer com isso ?
llobsou ia se encolerisando, e era voz
que sibilava entro dentB :
Quando mandou-me ao palacete, qual
er* a sua intengo ?
Jos ficou admirado. Hesitou, mas res-
ponden :
A minha intengo ? Rehaver os pa-
pis que tens ahi.
Um 8orriio irnico passon pelos labios
do yankee.
Isso nao certo. E a prova do con-
traro que voc desappareceu sem me
esperar. S depois que vocS deu por
falta dos papis. Alm disso tiaha se es-
quecido de una co^a.
Esquecido ? Que foi que esqueci ?
Que os mortos s vezes fallara.
O yankee deu outra risada.
Esse rir soou lgubre no tecto enfuma-
gado da taverna.
Rouval tinha previsto tudo, tudo, menos
isso. Ora, a iso nada tinha que respon-
der.
Vendo o em barago e terror do outro,
Hobson crescia'aos proprios olbos. O tenen-
te valia o seu cheta ; o servidor levantava-
8e contra o patro, apanhado em flagrante
delicto de mentira.
Laronza balbuciou :
Os mortos fallam I Que queres di-
zer ?
Ned Hobson recuou, empurrou a porta
e correu o ferrolho.
Rouval o observava com anaiedade.
Depois, o americano voltou, e imperti-
gando-se cm frente ao patro :
Capito, disse elle com preciso, vo-
c aDunbalou o velho. Autes de morrer
elle con ton-me tudo.
Nao havia meio de negar, alm disso
nao era occasio de procurar subterfu-
de 1885. Em seu 2o, art. Io estabeleca
ella o s?guinte:
A matricula que for effectuada em
contravngalo s disposigoe.s dos Io e
2* ser nulla.
Eis a disposigo desses paragraphos do
art. 1 da lei :
1 I 1." A inscripgo para a no va ma-
tricula far-ae-ha vista das relagSas que
serviram de base matricula especial ou
averbago effectuada em virtude da lei de
23 de Setembro de 1871, ou vista das
certido'es da mesma matricula, ou da
averbago, ou a vista do titulo do dominio,
quando nella estiver exarada a matricula
do escravo.
< 2. A' idade declarada na antiga
matricula se addicionar o tempo decorri-
do at o dia em que for apresantada na
repartigao competente a relagSo para a
matricula ordenada por esta lei.
Sao estes os dous nicos casos de nulli-
dada da matricula estabelecidos pela lei.
E' claro que nenhum delles dava-se com
relago a* facto occorrilo na cidade de
Campos. Nao se trata da transgresso de
qualquer daa prescripgoas estabelocidas
as disposic5es citadas, mas nicamente da
incompetencia de pessoas que se tinham
apresentado para effactuar a matricula,
no impedimento dos senhores. Conseguin-
temente, nao era caso de nullidade, e, por
tanto, o governo nao podia deixar de res-
ponder a consulta do presidente no sentido
de ser mantida a matricula.
O Sr. Affon8o Celso : Nao fez s isto ;
declarou que era legitima.
O Sr. Dantas :O ministro devia fazer
gios.
E'
Ma
verdade. Ella nao menta.
1 tei o
Ah e porque o matou ?
Porque elle quiz trahir-me, 'porque
me aborrecia.
Ento assira que recompensa os
que o sarvem.
O pirata respondeu em voz firme :
Aos que me servara, dou ouro e mu-
Iberes ; aos qua me trahem, mato.
Muito bem E anda tem a quem re
recompensar ?
Es. punir, sim. Escolbe. Metade
dos meus homens esta aqui. Sao doze.
Outros doza csto a bordo do yacht, que
est meia milha ao mar. Temos embarca-
goes mao. Sa nos acompanhares, a noa-
sa torga recomega- Com os papis que me
trouxeste, posso realisar seis milhoes em
vinte e quatro horas. Dou-te dou, ie qui
zeres, e depois fars o que entenderos,
Ned tinha tirado do b-lso os cadeinos de
cheques. Mas, ao meamo tempo, puxou
do seu revolver.
Foi nma precaugo til.
Tinha visto urna fca brilhar na m2o de
Lsronza.
Aqui csto, disse elle tranquillamen
o que V. Exc. ha pouco disse em relago
ao presidente.
O Sr. Antonio Prado : O legislador foi
muito cauteloso em resguardar as disposi-
cojs da lei com relago matricula, dos
abusos que poderiam dar-se na exeaug3o.
O Sr. Dantas:Abusos ou nao, j esto
praticados e a matricula encerrada-
O Sr. Antonio Prado:E' assira qua
nao somante estabaleceu os casos expres-
aos de nullii vda da matricula, como os
casos em que poder-se-hia effectuar alte-
rago.'S nella depois de encerrada, em con-
sequencia da irregularidada havida no seu
processo.
Estes casos esto esprossos na lei e sao
os seguintes : Io, quando o encarrega
do da matricula deixa de effactual-a em
tempo certo, por culpa sua; em 2o lugar,
quando, no acto da matricula, lavanta-sa
contestago sobre as declaragoes da antiga
matricula, ca30 em que o encarregado da
matricula suspende-a, remetiendo a con
te3tago para o juizo, e, depois de senten-
ga passada em julgado, o proprietario, em
qualquer tempo, diriga-sa repartigao
competente requarendo que se proceda
matricula.
Sao estas os nicos casos em qua a ad-
ministrago pode determinar que 83 altere
a matricula, depois de encerrada.
Nao se trata va, Sr. presidente, da qual-
quer dessses casos; por consequencia, an-
da nesta hyptbese, faltava ao govorno cora
potencia para determinar qualquar altera-
gao. Ainda, foi, portanto, conformo a lei
a deciso do honrado ministro da agricul-
tura.
O Sr. Dantas : Nao apoiado.
O Sr. Antonio Prado : Mas pode-se di-
zer e o que dizem os nobres sonadores :
o governo reconhecendo-se iocompatento
para deferir o requerimento em que se pi-
dia a annullago da matricula, nao devia
dar a sua opinio sobre o modo de atten-
der a lei com relago competencia de
terceiros para a inscripgo, no impedimen-
to dos proprietarios.
Sr. presidente, quero estar de accordo
com os nobres senadores nesta ponto.
Hontim achava-rae inscripto para tallar
nesta questo ej na tribuna, quando tive
de santar me, em vista de urna questo de
ordem levantada pelo nobre senador pela
Babia. Depois, o nobre senador requareu
ao senado vo'.ou a retirada de seu reque-
rimento, de modo que fiquei inhibido de
discutir esta questo.
Presentemente, ella est collocada em
outro terreno, pelo que ab3tanho-me do
entrar nella, para nao desviar a attengo
do senado do ponto objectivo do debate.
Sr. presidente, disse que quera estar
de accordo com 03 nobres senadores. Seria
melbor na verdade, que o governo deixas
se de fundamentar o seu aviso nos termos I
em que o fez.
Mas, pergunto aos nobres senadores :
esta deciso do governo pode ter effeitos
jurdicos ?
O Sr. Jaguaribe :Pode influir sobre
os juizes tmidos que gastara de agradar
aos governos.
O Sr. Silveira da Motta:Nao deve
ter effeitos jurdicos.
O Sr. Antonio Prado : Os nobres se-
nadores sabem que a attribuigo constitu-
cional dada ao poder executivo para inter-
pretar as leis e expedir ragulamentos e
instrueges para execugSo exercita-se sem-
pre com a inte*vet>53o do ruperalor, como
ebefe do poder executivo.
Trata-sa, porventura, no caso presente,
de urna mterpretago doutrinal dada pelo
poder executivo a urna disposico da lei ?
Nao ; tratase nicamente de um funda-
mento apresentado pelo ministro da agri-
cultura para justificar o seu aviso.
. O Sr. Dantas :E' urna revogago.
O Sr. Antonio Prado :Por conseguin-
te, o acto do Sr. ministro da agricultura
nao tem o alcance que parece dar-lhe a
indicago do nobre senador pala Babia.
O Sr. Dantas: Ento ainda mais
condemnavel.
O Sr. Presidente : Pego attengo.
O Sr. Antonio Prado : O acto do mi-
nistro da agricultura nao pode ter outro
effeito aino o da approvago do prooedi-
mento de um agente da administrago en-
carregado da matricula.
Pode se dizer que esta approvago era
desnecessaria e que ella resultara, do in-
deferimento do raquerimento. .
O Sr. .Dantas :V. Exc. eugana-se ;
j ha muita gante qua argumenta a favor
da escravido par esses avisos.
O Sr. Antonio Prado:... mas nao
ae ple argir ao governo de incompeten-
te para approvar o procedimento da um
agente da administrago
O Sr. Dantas : At dando forga de
sentenga.
O Sr. Antonio Prado :Sr. presidente,
porventura a deciso do honrado Sr. mi-
nistro da agricultura pode ter o effeito do
resguardar interesses Ilegtimos ou defen-
der direitos adquiridos ?
Appello para a boa f e para a lealdade
da nobre opposigao.
Pde-se dar 3emelhante effeito a urna
simples deciso governamental em um ac-
to de pura administrago, que nao tam de
maneira alguma effeitos jurdicos ? S a
paixo partidaria poder justificar serae-
lbante aecusagao.
Tem-sa dito, Sr. presidente, que o go-
verno exorbitou : qua nao era de sua at-
tribuigo manifistar a sua opinio a res-
peito dessa questo, erabora procadendo
dentro da esphera administrativa.
Mas, si o governo exorbitou, si praticou
acto de prepotencia, o meio regular de res-
tablecer o imperio da lei nao e o de que
lembrou-se o nobra senador pela provincia
da Bahia. Quando o governo exorbita e
conculca a lei, o recurso legal a respon-
sabilidad'; do ministro que praticou a ille-
galidade.
O Sr. Candido de Oliveira :Isto nao
nos compete.
O Sr. Dantas : A opinio do S;nado
que o governo violou claramente a lei.
O Sr. Jaguaribe d un aparte.
O Sr. Dantas :Esta questo nao da
partidos.
O Sr. Presidenta:Reclamo attengo.
O Sr. Antonio Prado : Diem ainda
os nobres Baadores: nacassario destruir
os elTeitos moraes da opinio do govern
em relago ao poder judiciario, ao qual
eat affecta a questo da matricula dos es-
cravos de Campos.
Mas, pergunto aos nobras sanadores :
admittindo mesmo que o. poder judiciario
seja susceptivel de collocar-se em urna
posiyo coacta vista d%-aviso do minis-
tro, em que posigo ficar o masmo poder
depois de urna votego do Sanado, no sen-
tido em que quer o nobre sanador ?
Porventura a independencia do poder
judiciario dase nicamente em frenta do
governo ?
O Sr. Candido de Oliveira :O Sanado
nao d opinio.
O Sr. Dantas :O Senado est dizendo
que a deciso desta materia compe'.e ao
poder judiciario.
que
re-
te, os papis. Mas contente-se com velos,
Voc ainda tem sonhos bonitos. Infeliz-
mente para voe nao passam de sonhos.
Devras ? Por que ?
Porque, pronunciou Ned, resoluta-
mente, levantando a arma, porque vou ma-
tal-o.
Lsronza sentio que empalideca. Esse
hornera o dominava naquelle momento.
Tentou motejar.
Ah O cao levanta-se morde a mo
que o alimeotou. E poderei perguntar-te
por que queres matar-rae ?
O yankee estava feroz.
Porque preciso que pagues as mi-
nhas humilhag5es, as minhai torturas pas-
sadas ; porque devo e quero vingar Cela-
nos, que tu mataste, porque eu amava
Carmen, a quem tu tambem mataste.
Urna gargalhada estridente sahio da
garganta do pirata.
Carmen I Eu matei Carmen Ests
doudo, Ned ?
Laronza leu na alma do seu subordina-
do.
Ned Hobson s tinha urna paixo, o seu
amor.
E esse amor, naquelle momento, era a
salvago de Rouval.
Chegou-se ao americano, e aegurando-
lhe o punho :
Vem I dase-lbe elle, vem ver, nao
tenhas medo.
Ned, dominado, por sua vez, nao offere-
ceu resistencia.
Laronza levou-o para o fundo da sala.
All, em urna cama de vento, oceulta poj
urna cortina dorma urna mulher. Essa
mulher era Carmen.
Hobson soltou um rugido surdo.
E' ella, pronunciou ella com esforgo.
Cbton disse o pirata. NSo a acor-
des Est fatigada. Dorme.
Mas Ned nao o ouvio. Tinha deixado
cahir o .evolver.
De joelhos ao lado da moga, esqueceu o
passado, o seu pacto com a polica e os
seus quatro amigos. Esqueca que o tempo
corra rpidamente.
Entretanto, com os seus beijos, Carmen
despertou.
Maximiliano! murmurou ella, ainda
as brumas do sonho.
Em vez de Maximiliano, ella vio Ned.
A realidada horrivel desenhou-se a seus
olbos.
Sentou-se.
Sempre voces 1 Meus perseguidores e meus
algozes !
E paluda, trmula, ella os affrontava
eom o gesto e com o olhar.
Tudo I tudo I de preferencia sua
odiosa presenga.
Rouval approximou se e, segurando-a
pelo brago :
Nao faga barulho, Carmen. E' pre-
ciso fugir sem demora. Ests prompto,
Ned ?
O yankee fascinado, respondeu simples-
mente :
Sim, capito.
Ento chama os outros e vamos.
Hobson dirigo-se para a porta por onde
tinha entrado.
Mas, nesse momento, ouvio-se um ruido
formidavel do outro lado da porta.
Ouviram se gritos e gemidos e brusca-
mente fendeu-se a porta com um empurro
de gigante.
E Pouliguea, coberto de sangue, terri-
vel, appareceu na abertura que tinha feito*
XX
A' hora marcada es amigos seguiram pa-
ra o becco sem sahida de Douvres.
A vista dos bairroa pobres nao os im-
pressionou.
Aseim, nao foi, p or re, quando entraram
na viella immunda, em cujo fundo luzia a
lanterna do covil.
Cosendo-se como pod am com as casas,
avangaram, lentamente, at porta da ca-
sa de pasto.
ii) se oavia nenhum rumor.
Entretanto, vase ama linha vermelhs,
um fio de luz por baixo da porta.
Prova de que havia gente no interior.
Joo de Treguern fez os amigos parar.
Se do licenga, disso elle, en tomarei
o commando da columna. Destribuamos
os papis convenientemente, procedamos
de accordo. Avante de armas em punho.
Resolveram qne Joo e Maximiliano se-
riam os primeros a cari ega.-. Depois Poul-
iguen e Darmailly, formando a rectaguar-
da, atacaram por sua vez.
Ignoravam o numero dos seus adversa-
rios.
Convinha, portanto, ser prudentes.
Alm disso nao deviam empregar as ar-
mas de fogo na ultima extremidade.
Arband e Treguern avangaram, pois,
cada um por seu lado da ra e subiram ai
Ah I exclamou ella, ainda voces I multanearoente os dous degros qae prece-
diam o limiar. Ento, Joo, que tinha na
mo am cassette, batea porta com for-
5a-
Ninguem respondeu do intenor.
Bateu segunda, terceira, quarta vez.
O silencio contiauou profundo.
O tratante nos enganou ? perguntou
Joo.
Nesse momento, porm, ouvio-se um rui-
do.
Vem gente, disse Maximiliano at-
iento.
Com effeito, dentro searam pasaos pesa-
dos,
Quem vem l ? perguntou a voz ron-
ca de James.
Abra, respondeu Treguern.
Fosse curiosidado ou imprudencia, o ban-
dido entreabri a porta.
Com nm empurro formidavel e tenente
abri de todo a porta.
Soaram gritos e irapreoagoes.
Os dous amigos, porm, nao deram tem-
po ao3 adversarios para voltar da sua sor-
preza.
Aqui marujo 1 gritou Treguern.
J Darmailly e Treguern subiam os de-
gros.
Com o punho armado, Joo tinha que-
brado a mandbula do Sr. Harry, que foi
cahir na sala.
Ao mesmo tempo, Maximlauo tinha em-
bebido a lamina de um punbal no peito de
outro bandido.
James conhecia bem o vigor de Arband
e nao se arriacou atacal-o s. Langou um
olhar aos companheiros. Eram dez ao to-
do. O pirata indicou-lhes o doutor.
Quatro avangaram para elle.
Maximiliano abateu o primeiro. Mas,
urna mo paralysou-lhe o brago direito, que
tinha o punhal, e dous outros, agarrando o
pelas pernas o derribaram violentamente
A cabega do mogo bateu em um banco, cor-
reu um jorro de sangue. Elle deamaiou
Por seu lado, Joo, que tinha avangado
sem encontrar obstculo, foi tambem ataca-
do por quatro dos acelerados.
Teve de encostar-se a um canto para
fazer face aos aggressores, quatro a o mes-
mo tempo.
Entretanto, sobre o peito do doutor, ca-
bido, um dos tratantes brandio o punhal,
que lhe tinba arrancado da mo.
A arma, desviada por um movimento
falso, a apanbou a carne do hombro do
doutor. A dr reanimou Maximiaoo, que
O Sr. Antonio Prado : E? o
aultar da approvago da mogo
O poder judiciario nao pode decidir li-
vremente urna questo, porque o ministro,
por um simples aviso, expondo os funda-
mentos do mesmo aviso, externa urna
opinio que pode influir no animo dos jui-
zes : entretanto, o Senado, um dos ramos
do Podor Lagislativo, pie manifestar
opinio sobre esta mesma questo.
Um Sr. Senador :Nao manifesta.
O Sr. Antenio Prado : .. .e a magis-
tratura nao fica coacta, ou, palo menos,
na mesma situago em que estaria em
frente da opinio do governo l
Os nobres senadores sao verdadeiram.n-
contradictoros neste ponto.
(Contin&a)
sentou-se. Mas, pela segunda vez, o fer-
ro brilhou na atmosphera escura da luta.
A faca subi de novo, Arband, de peito
n, cabido, j ferido, estava perdido.
Da repente, o bandi lo que segurava a
lamina foi elle mesmo agarrado, levantado,
e antes que os companheiros aterrados, po-
dessera pr-se em guarda, um cadver me-
neado pelos dous bragos do gigante cahia
sobre elles com todo o seu peso, projecti!
terrivel, cujo choque 03 aterrou.
Era Pouligen,"qae, segundo a sua ex-
presao pittoreaca, entrava na danaa.
Ento, mudou a face do combate.
Maximiliano levantou-se offegante.
Obrigado, meu bom Pouliguen, disse
elle ao marujo.
E dessa vez, resoluto, mas prudente,
langou-se contra os bandidos.
Darmailly, que nojtinha a forga dos ou-
tros tomou uma resolugo sbita.
Vio uma pesada mesa no meio da sala.
Essa mesa servia de contraforte a um ar-
mario de louga e de. ferros. O peao d
movel devia ser enorme.
Sem hesitar, Juliano correu mesa e
puxou a.
O marinheiro comprehendeu o seu pen-
samento.
Nao tenha medo, rapaz gritou elle,
tratando Darmailly, no sea enthusiasrao,
como os mogos de bordo-
E o colosso faz arma de tudo quanto
lhe cabio as mos.
Bancos e cadeiras, mochos e escabelos
voaram sobre os bandidos attonitos.
Treguern j estava dasembaragado.
Tinba fendido o crneo de um dos ag-
gressores.
Afaste, capito, bradou a voz poten-
te do marojo.
Joo afastou-se.
De am pulo Pouliguen chegou mesa.
Ja o vasto armario balougava sob a pro-
pulso medonha do hrcules, ouvio-se um
s fi-rito lamantavel, grito de sgonia, abft-
fawfcaelo barulho do movei que cahia, es-
magndo tres cadveres.
Ao mesmo tempo, Maximiliano, lonco de
dr e de raiva, apoderou-se de um pedago
de ferro e com elle quebrou o crneo do
James. ~
Havia sito coraos cabidos na sala, us
quatro sobreviventes fugiram pe. portad*
casa de pasto, que ficara entreaberU.
s- (Continuar sea).
Tjp. do Lhario roa Duqae 09 Caria n. 42. j
l
->
I
i

ilTiH) 11 i


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ECDSZMCKY_KGC6KT INGEST_TIME 2014-05-22T22:05:41Z PACKAGE AA00011611_17502
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES