Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17501


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Full Text
"^SJBSzfJSf-
AMO L XI i J IVIfiJH 189



<
*
PARA A CAPITAL E JLl GARK OXDE MO HE PfiA PORTE
Por tres mezes sdiaatados............... 6,5000
Por seis ditos dem................. 120000
Por am anno idem.................. 230000
Cada numero avulso, do mesmo dia............ f>100
DIARIO DE
SABEADO 20 DH AGOSTO DE 138?
PARA DESTRO E FORA DA PROTIMCIA
Por seis mezes adiantados..............
Por nove ditos idem...............
Por um anno idem................
Cada numero avulso, de das anteriores..........
13,5500
200000
270OOG
100
RNAMBCO
Praprieiral* *t Mnnot iifturira te J*ria Styos
TELE6RAMMAS
asavxse mmM so subid
RIO DE JANEIRO, 19 de Agosto, aos
50 minutos da tarde. (Recebido s 2 horas
e 45 minutos, pela licba terrestre).
foi remolido do'Tribunal da Be-
ln<;ao de fioyai para o do Para, o
deoembargador Caaemlro de Sena
Madurelra*
Forana nomoailos :
Denembargador do Tribunal da Be-
Inruo de toja/ o Jalz do* relio* da
fazenda do Herir?, desembargador
honorario Jone Hanoel de Frella.
Julz do* f.'lioi da fazenda do Becl -
re. o Jalz de dlrelto Antonio Domin-
go* Pinto.
Chore de polica da provincia de
Pernambuco ojala de dlrelto deFlo
re*. Francisco Domlnguen Rlbelro
Vianna.
I'oram removidos i
Oguarda mor da llfundeja de Per
uambaco, Joi laganlo de Aieredo
Marque* para a guarda mora da ti-
fandega do Para e o deata. Jone Joa-
quina da tama Halcber para a de
Pernambuco.
RIO DE JANEIRO, 19 do Agosto, s 5
horas e 40 minutos da tarde. (Recebido
s 6 horas e 50 minutos, pela linha terre s-
tre).
i'uram Horneado* :
Juiz de dlrelto da comarca de Flo-
re* em Pernambuco o Julz munici-
pal de Ingaselra. bacbarel Argeml-
ro Hartlalano da Cunba .almo.
Julz municipal e de orpbo* do
termo de Ingaselra na mesma pro-
vincia o bacbarel Pedro Jorge de
Souza.
Foi rerondusido no lugar de Jalz
municipal e de orpbo* do termo de
Saboelro. o bacbarel Jf anoel de Pai-
ra Cavalcanle.
Conata que roi aposentado o ln*-
pector da Tbeaouraria de Fazenda
d e Pernambuco o commendador
Joaquina Antonio Vaaquea.
A Cmara dos epatado em tra-
tando em &M dlacusafto do orramen-
to do sllnlsierlo da Fazenda.
.:s7:::: &:r- un:
RIO DE JANEIRO, 19 de Agosto, s
horas e 30 minutos da tarde.
O Exm. Sr. conselbelro Sllvelra da
Molla em una discurso que pronun-
cila no Senado, pergunteu ao gover-
no quae* as medidas que aerj to-
rnatrs para a transformarlo do tra-
b lilao.
sia C'ain-ira dos Reputados conti-
nua a discussiio do* orcamenio* do*
ministerio* da agricultura e Fa-
zenda.
TIRNOVA, 19 de Agosto.
rodas a* gurnieea da Bulgaria
acabam de prestar Juramento ao
ovo principe Fernando I.
O conseiiio de regencia passon ao
principe todoa o* aena poderes.
O ministerio pedio a sua demtsaaj
conectiva.
Consta que o principe partir pr-
ximamente paral Fellpopoll.
PARS, 19 de Agosto.
As grandes potencias da Europa
parecem Indecisas, perante nova
sltuacao da Bulgaria.
ROMA, 19 de Agosto.
O moler morbo* mostra se esta-
cionarlo na liba da Sicilia.
Agencia Hars, filial jb Pernambuco,
19 de Agosto de 1887.
INSTRDCCiO POPULAR
Ok
FST.U1A HUMANA
(Sxtrahido)
BIBLIOTHECA DO POYO B DAS ESCOLAS
SEGUNDA PASTE
FI-XCOUF.il BE BLICA*
(Continuacao)
locomocZo
Os orgos por meio dos qnaei se exercem os oso-
vimentos'so do duas ordeno : nos pasaivos, outroa
activos. Os orgaos passivos do movimeoto alo
constituidos por corpoa duros e resistentes, aos
quaes applicada a forca motriz, o que lbe oba-
decem movendo-se. Oa orgaos activos do movi-
mento sao os que fjroduzem ou traosmitt m aos
paasivos aquella torca. reuniodos orgaos pas-
sivtf foima o que se chama esqueleto ; os orgaos
activos sao os msculos e"os tendoes.
EsqueletoO esqueleto divide-se. bem como se
divide o corpo humano para estudo da a,nat oini
em cabeca, tronco e extremidades. Os ossos "do
qus se eompoe teem oafiguracSo variada. Con
siderados sob o ponto de vista das suaa dimeaaoes,
distinguem-8e em : ossoa longos, chatos e curtos.
Sao longos aquelles cojo conaprimento excedo
considere, ve mente as duas outras dimenses, como
acontece no fmur ; chatos, os que teem compri-
mento e largura superiores espessura, como o
frontal; curtos, aqoelles cujas tres dimenses sao
approximadamente igaaes, como as vertebras.
Na cabeca ha a distinguir o crneo e a face.
O crneo urna caixi oasea, ovoide, eollocaia na
parte irais eminente do esqueleto, sustentada pela
eflumna vertebral, com a'qiyil se articula, e des-
tinada a conter o eucephalo. formada pela
reunio de 8 ossos, dos quaes 2 sao pares (orpa-
rietaes ees temporaes) 9 4 impares (o frontal, o
esphenaide, o ethmoiie e o occinital). AJace for-
ma a parte anterior e inferior* da cabeca e cofi-
stituida por 14 ossos. Divdese em maxilla supe-
rior e masilla inferior.
A primeira e formada por 13 ossos, dos quaes 6
parea e I impar. Sao pares : os maxilla res supe-
riores, os malares, os ossos' propjios do naris, %b
unguis ou lagrymaes, os palatinos, e os cornetos
oa turbinados ; o impar o vomer. A maxilla
interior composta de am s osso, denominado
maxillar inferior.
No tronco ha a setudar a columna vertebral, as
custellas e o estejao. A primeira, tambem cha-
mada rachis formada por 21 ossos denominados
vertebras, pelo sacro e pelo coecyx, que a termi-
na interiormente. As costellas sao em numero de
12 pares, articuladas posteriormente com a colum-
na vertebral e anteriormente com o esterno. A
columna vertebral, as costellas e o esterno, cir-
cumscrevem ama cavidade chamad! thorax.
Os fnembros dividrrn-sc em" : membros superio-
res oa thoracicos e membros interiores ou abdomi-
naes. Os primeiros conot%m de :espadua (for-
mada pela clavicula anteriormente, e pelo omopla-
ta posteriormente) ; bra;o (que firmado p;r um
c osso, o qual se chama humero) ;3nte braco
(formado por dous ossos, que sao ; o cubito e o
radia) a mo (constituida p lo carpo, com oito os-
sos"; pelo metacarpo com 5; e pelos dedos dividi-
dos cada um em tres phalanges, excepto o pollegar
que s tem uu a).
Os membros inferiores constara de :baca (for-
onda pelos ossos iliacos, tambem chamados nomi-
nados oa ossos do qaadril e pelo sacro e coceyx,
a que ji nos referimos, como fazendo tambem "parte
da columna vertebral);coxa (constituida por um
8 osso, o fmur) ; perna (que tem dous ossos :
a tibia e o peroneo ;3 o p (que se compe do
tarso com 7 ossos ; do metatarso com 5 ; e dos
dedos c>m ti es phaJanges Cada ura excepto o dedo
grande, que tem duas. Junto da articulado da
coxa com a p;rna(isto no joelho) ha um osso
mettido na espessura dos tendoes, que su chama
rotla.
Chama-se articular o janecao de dous oa mais
ossos, qus se tocsm ou se corresponden! por super-
ficies de configuracSo reciproca. Ha aiticutaces
immoveis, como as dos ossos do crneo,e movis,
como a da coxa com a baca. As superficies, pelas
quaes os ossos se articulara, sio mantidas tm jux
taposico por ligamentos constituidos por teixes
fibrosos, que as cercara exteriormente e estSo dis-
pobtos de modo que limitara a extenso dos mi
vimentos.
Msculos e tendo .'s-Os masclos sio orgaos
activos do nr.vnv?nto. 8J0 ellea que, coutrahin-
do-se, faxem que se movam nns sobro os outros
os ossos que com, :im o esqueleto. Formara o que
vulgarmente se chama carne, e sao compostos de
feixei de fibras unidas pir tecido cellalar. Ha duas
especies de msculos; uns, que so contraem por
determioaco da vontude; e outros, cujos movi-
mentos sao involuntarios. Os primeiros pjrtcn
cem vida de rulacSo ; os segundos, como o cor-
ceo, as fibras de estomago, do intestino etc con-
correm para as fuoccas da vida orgnica. Os
masculla da vida de relaoao eataj, pelas suas ex-
tremidades, fixados aos ossos, ou s outras pirtes
qae devem mover, taes com a pelle, algamas car-
tilagens, o -globo do oibo, etc. ; maa a insercao
obre as partes movis nao se faz directamente,
porm, sira, por intermedio do cordoes fibrosos,
braucis e luzdios, qae se chamara tendoes.
Mechaniamo dos movimentos. D-baixo da n-
flencia da aeco nervosa, qae a voatad? provoca,
as fibras musculares "ontraem-se, i ato incartam-
se bruscamente ; e os feixes, que ellas, coustitaem,
tornara se ao mesmo tempo mais grossos e mais
duro E' fcil de comprehender-sj que os mus-
cilos, coatrahindo se, bao de tender a approximar
ama da ontra as duas partes do esqueleto em qae
se inserem as suas extremidades. Mas, as mais
das vezes, um deseas, parte fiza, emquanto a
outra movei. O'ahi resalta ser esta ultima a
que se desloca e se approxima da primeira, que
n'essecasj cfferece um ponto fixo contraeclo do
mo.3Culo'
(Continoa)
MRTE OFFICiAt
Ministerio da Vstiga
Foram exonerados, a pedido, dos lu
gares de juiz municipal e de orpblos do
termo da Itapeva da Faria, na provincia
de S. Paulo, e dos de Santa Mana do
Bocea do Monte e S Martinbo, na do Rio
Grande do Sul, os hachareis Leovigildo de
Mendonya Ucha o Felippe Alves de Oli-
veira.
Foi removido, a pedido, o juiz munici-
pal e de orpbaos, bachirel Antonio Lopes
de Mondonga, do termo da Vigia para os
de Camet e BaiSo, na provia ia do Para.
Foi nomeado juiz substituto da comaroa
de Braganca, na provincia de S. Paulo, o
bacharel Jos Mara Borroul.
Foram no meados juz;s municipa^s o de
orpbaos:
Dos termos de Santa Mara da Bocea do
Monte e S. Martinbo, na provincia do Rio
Grande do Sul, o ba:harel Boaventura An-
tonio da Costa.
Do de Bag, na mesma provincia, o ba-
charel Leonel Jos da Rosa.
Foi declarado insubsistente o decreto de
15 de Julho de 1884, que tez merc, a
Marcelino Machado, da serventa vitalia
dos oficios de tabelao do publico, judi-
cial e notas e escrivSo de orbaos e au-
sentes do termo de Picos, na provincia do
Maranhao, visto ter o mesmo serventuario
eotradp em exercicio e v baver pago os
direitos do respectivo titulo.
Foram oomeados para a guarda na-
cional :
Major-fiscal do 2." batilliao de infanta-
ria das comarcas da capital e Rio Nero,
na provincia do Amazonas, Deodato Go-
mes da Foaseca.
Major, commandante do 30. esquadrSo
de avallara da comarca de Barras, na
provincia do.Plauhy, o tenente Fernando
Alves de Lobao Veras.
Foi concedida' passagem para a reserva
ao major ajudante de ordens secretario ga-
ral do coramando superior da capital do
Para, Francisco Jos do Souza S%lies.
Foi passado diploma habilitando a
bacbarel Francisco Luiz Osor .aonJargo
de juiz de direito.
Declarou se sem efeito o decreto de
25 de Janeiro ultimo, que nomeou o ba-
charel Lilialo Pereira da Costa para o
lugar de juiz municipal e de orpbaos do
termo do Porto de Pedras, provincia das
Alagoas, visto nulo ter entrado em exerci-
cio no prazo legal.
Hlolsterlo do Imperio
Cpn:edeUfSO as honras de conego da ca-
thedral de S. Paulo ao padreNunzi Greco.
Foi agraciado com o titulo de Barao
do Retiro o Sr. Ge raido de Arauj 1 Re-
zende. ,
Miiiisfcrio 'da Fazenda
Foi automada' a Tbeaouraria de S.
Paulo a continuar a pratica de fazer em-
prestimos aos cofres provinciaes, at que
se fesolv ?era deste objecto em relagao
a-todas as provincias.
Ministerio da C-tierra
Foram reformados: o capitaq do 4. ba
talbao ae infautaria Clemeotino Pereira
Psssos Cavacante, conforme pedio, e o
tenente SabastSo Rizando Leal, que eslava
aggregado arma de infantaria.
Foi nomeado o btigadeiro Jos de Al-
meida Brrelo para continuar a inspeccao
do Asylo dos Invlidos da Patria.
Para inspeccionar a companhia de infan-
tara de Sergipe foi nomeado o tonente-
coronel do corpo de estado-maior da 1 a
classe Antonio de Senna Madureira.
Declarou-se ao presidente da provincia
de Pernambuco que ao tenente do 2.* ba-
talhao de infantaria Jo3 > Bernardo do Rago,
devem ser pages vencimentos geraes, a
contar de 15 do Novembro do anno passa-
do, por isso que, nSo obstante achar-se
n'aquella data aggregado referida arma,
paseou a fazer servico por ordem do com-
mandante das armas, por baver sido jul-
gado em inspeccao de sade prompto para
o servico.
Foi nomeado alfares quartel-mestr.; do
13. batalhao de infantaria o alferes Er-
nesto Antonio Cardoso, sendo exonerado
do dito cargo o alferes Jos Candido Ve-
lasco, que est respondendo a conselho de
guerra.
Foi nomeado ajudante de ordena do
presidente da provincia do Cear o major
reformado do exepcito Antouio Joaquim
Guedes de Miranda.
Foi concedida a demissao que pedio do
servico do exorjito ao capitSo extranume-
rario do corpo de estado-maior de Ia clas-
se Licinio Athaaazio Cardoso, conservan-
do, porm, as honras do mesmo posto.
Foi mandado reverter l1 classe do
exercito, sendo elassieado na 3a compa-
nhia do 4 batalhao de infantaria, o capi-
tao aggregado mesma arma Pedro Ave-
lino de Oliveira, que, em
inspeccao de
para todo o
saude, foi julgado prompto
servido.
Foi nomeado commandante da fortaleza
da /issumpcilo, no Cear o major reforma
do do exercito Demetrio Mara de Mello e
Oliveira.
Foram transferidos para a 2* classe, ta-
cando aggregados arma do infantaria a
que pertencein, de conformidade com a
imperial resolucSo de 1 de Abril de 1871,
por terem sido julgados incapazes do ser
vico do exercito, o capitSo Francisco Ge-
nuino Simes e os tenentes Francisco Eva
risto de Souza e Mariano Jos Pereira da
Silva, este do 2 batalhSo o aquelles do
14.o
Permittio-se a troca de corpas entre os
alferes Francisco de Albuquerque Pajuaba
e Bento Joaquim Soares, este do 15 e
aquello do 10' batalhao de infantaria.
Foi mandado addir ao 10 batalhao de
Infantaria, at segunda ordem, o capitSo
do 6* da mesma arma Silvestre Rodrigues
da Silva Tavares.
Dirigio-se em 10 do corrente ao Sr. aju-
dante-general o seguinte aviso :
t Tendo V. Exc. com as informacSes
n. 477 de 23 de Maio ultimo da repart
cao a seu c rgo, submettido consulta
deste ministerio o offio n. 63 de 2 'e
Marco anterior, em que o coronel Benedito
Mariano de Campos, inspector militar do
2 batalhao de artilharia trata da desliar
mooia que en.'ontrou naqut lie batalhao no
registro das livrangas, mappas mensaes e
livro de carga e descarga da arrecadajao,
com relacao s quantidades dos gneros
que sao diai ament recebidas e distribui-
dos para o rancho, bem como dos que sao
fornecides ao destacamento do forte de
Coimbra, declaro a V. Exc. que nos cor
pos e compa hias solados do exercito, de-
vem ser carregados em receita e despeza,
de aocSrdo com o art. 33 do regularaento
approvado pelo decreto n. 7,685 de 6 de
Marco de 1880 todos os gneros que oon-
stituem as refeiedes, sem exolusao dos de
pedidos e fornecimento diario, sendo as
praca8 da guarda daquelle forte considera-
das com vencimentos fra do corpo e fa-
endo o commandante do mesmo forte* os
competentes pedidos e a respectiva escri-
{ituragao parte da do mencionado bata-
blo.
Foi approvada a proposta, feita pelo
conselneiro cirurgiao-mcSr do exercito, de
pharmaceutico tenente do corpo de saude
do exercito Honorio Caetano de Abreu
para o lugar de eniarregaio da pharma-
c* militar -da provincia do Espirito-
Santo.
Declarou se ao pre3lente da provincia
dij Cear, em respoati ao siu telegramma,
qt,-desde que a guarda da cadeia, por
forja de polica e futa pela de li-
nha, o commandante da referida guarda
deve dar parte ao official superior de dia,
de todas as oceurrencias concernentes a
ordem e disciplina militar, e ao chefe de
polica ou autoridade competente, de to
das as que so referirem ao servico. interno
e especial do estabelecimonte, na forma do
respectivo regulamento.
Ministerio da Agricultura
Foram remettdos ao ministerio da fazen-
da 03 documentos relativos s despezas fei
tas com a 4' expoBicao nacianal, ntim de que
po3sam ser liquidadas as contesdo commis
8ario responsavel, conselheiro Barao Ho-
rneen de Mello.
Ministerio da M irinha
Teve ordem de embarcar na corveta
Nitherohy o tenente Alfredo de Avila Me-
nezes.
Teve ordem de desembarcar da corveta
Nitherohy o 2o tenente Carino de Souza
Franco.
Foi nomeado para servir no corpo de
iraperiaes marinheiros o enfermeiro Manoel
Goocalves da Rocha Mattos.
O official da secretaria da inspeccao do
arsenal de marinh da corte Pedro Anto-
n;o de Oliveira e Souza desisti da apo-
sentadoria que havia requerido.
Teve ordem de desembarcar da corveta
jQuinabara o macbinista de 2* classe Al-
berto da Silva Pinto.
O offi al de fazenda de 2 classe refor-
mado Jos da Silva Moreira foi nomeado
para auxiliar o ofi:ial do fazenda do cor-
po de imperiaea morinbeiroi na escrptu-
racao de cadernetas das pracas do mesmo
corpo afim de por em dia csses trabalhos.
Soverno da provincia
DBS PACHOS DA PRESIDENCIA, DO DIA 18 DE
AGOSTO DK 1887
Abaixo assignadOs eleitores da parochia
de S. SebastiSo de Ouricury. A' vista do
artigo 216 do regulamento expedido com o
decreto n. 8213 de 13 de Agosto de 1881
nib cabe a esta presidencia tomar conhe-
cimonto da reclatnacSo.
Bacharel Antonio Sergio Lopes Lima.
En jaminhe -se.
Antonio Henrique Joaquim Vianna.
Informe o Sr. juiz municipal do termo de
Floresta.
Antonio Malaquias de Mattos. Informe
o Sr. juiz municipal do termo de Barrei-
ro.
Birdominiano Nilo dos Santos Ferreira
Barros.Sim.
Eduardo Montero de Moura. Informe
o Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Gustavo Adolpbo Cardoso Pinto.In-
forme oSr. Dr. juiz de direito das exe-
cu<;5as crimioaes da comarca do Recife.
Generosa Sebastiana Furtado de Men-
dosca e Mara Francisca Furtado de Men-
doica.Diferido com officio dirigido boje
ao Sr. inspector da Thasouraria de Fa-
zenda.
Jlo Gome3 da Silva.Informe o Sr.
juis de direito da comarca do Bonito.
Bacharel Manoel Ferreira Escobar J-
nior. Eacaminhc-se, deveudo o suppli-
cante pagar o respectivo porteo Correio.
Martiniano Godoy do Nascimento. Ao
Sr. Dr. chefe de polica para conceder
quanrenta e cinco dias de licenga com a
respectiva diaria.
Manoel de Siqueira Passos Sobrinho.
Nao tem lugar o que requer.
Manoel Archanjo Biptista. -Deferido
com officio desta data ao brgadeiro comman-
dante das armas.
Rufina Demetria de Souza.Sim.
Secretaria da Presidencia de Pernambuco, 19
de Agosto de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Repartlco da Polica
2 secc2o. -N. 723. -Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 19 de Agosto de 1887
Illm. e Exm. Sr. -- Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos Casa de
Detenco os seguintes individuos:
A' ordem do subdelegado da fregaeiia do Re-
cife, Samuel Bany, J. Simitn, Joha Mitchice, Jo-
hn Chrisley, Jobia B?y e 8. Irene, a requer
manto do consol ingles.
A' ordem do de Stoto Antonio, Victoriuo Jos
dos Santas, preso em flagrante por crime de tur-
to.
A' ordem do do 1 districto da Bea Vista, Pru-
dencio L-al do Nascimento, Martinho dos Santos,
Jos augusto de Albuquerque, Irineu dasCbagas
Ferreira, Anastacio Jos d'Assuinpcao, Antonio
Flix da Siqueira Lana, Jos Ignacio P reir,
Mara Francisca Cromes da Conceic&o, e rsula
Mara da Conceicio por embriagues, disturbios e
offeosas a moral publica.
Pelo subdelegado do districto de Belm, foram
remettidas a esta repartilo ama pistola, ama na
valba, 3 c mpssaos, urna faca de ponta e am ca-
ivete, armas estas tomadas a desordeirosd'aqu-1-
le districto.
Commanicoa-me o subdelegado da freguesis de
Santa Antonio, que hontem as ^ horts da noute,
foi prego em flagrante o individuo de nome Victo-
rino Jos da Santos, por ter furtads do estbale-
cimento de Albino Amorim & C, sito a roa Duqu-
de Caziai, 2 eortes de chita, 'i coeirus, 1 caifa, 1
corte de chita para eoberta e 3 varas de madapo-
lio
Aquella autoridade depois de mandar lavra/ o
termo de flagrancia o fes reedher a casa de deten-
ci, e pr jcade a respeito nos termos da lei.
Participoa-me ocidadSo Marcelino Antonio Pe-
reira, em officio datado de hsntem, ter naquella
data assuinido o exercicio do cargo de subdelega-
do do 2 districto de Jaboito.
Foi por esta repartico remettdos ao Arsenal de
Querr afim de ter conveniente destino, 461 facas,
15 navalhaa, 30 caivetes, 41 compasaos, 32 fer-
ros diversos, 3 pistolas, 3 granadeiras a 41 chaves
de diff -rentes tamanhos.
Deus guarde a V. Exc.--Illm. e Exc.
Sr. Dr. Pedro Vicente do Azevedo, rouito
digno presidente da provincia. -O chefe
de poli ra, Antonio Domingos Pinto.
Thesouro Pro vi acial
OESPACHOS DO DIA 19 DE AGOSTO DE 1887
Antonio de B rros FalcSo.laja vista
o Sr. Dr. procurador fiscal.
Miguel da Silva Guiraaraes.Junte co-
nhecimento de decima do ultimo semestre.
Lsal & Ir;naos, Jos, Vieira de Oliveira
Maciel Jnior, Francisca das Chagas Ri
beiro de Oliveira e Simplicio da Cruz Ri
beiro. Certifiqese.
Miguel de Oliveira. Eatregue-se a
quantia em deposito.
Francisco de Paula Lins de Carvalho,
Maria Leopoldina Pires Ferreira, Cordo-
lina Amelia da Paz e Joanna Tiburtina da
Silva Luz.Registre se *e faam-se os as-
sentamentos.
Bellarmino Ferreira Padilha, Ordem 3.a
de S. Francisco de Olinda, Francisco de
Paula Freitas, Clara Maria Seve Baptista,
commissao de estudo da molestia da canna,
gerente do Lindon Brazilian Bank, Jos
Pereira de Araujo, Liberato Augusto de
Lima e Thereza de Jesii3.Informe o Sr.
contador.
Maria de Jeaus Pereira.Informe o Sr.
Dr. administrador da Recebedoria Provin
cial.
Francisco Carlos da Silva Fragoso.
Volte ao Sr. contador para as competentes
notas en folha.
Miguel Tolentino Pires Falcao. Ju nte-
8e copia das informacSes.
DIARIO DE PERMMCO
RECIFE, 20 DE AGOSTO DE 1887
A agricultura do norte
Em sessao da Cmara dos Deputados, de 8 do
corrente o Dr. Felippe de Figueira Faria, repre-
gentante desta provincia pelo 3 districto eleitoral
tomando parte na diecussao do orcamento do Mi-
nisterio da Agricultura, Commercio e Obras Pu-
blicas, pronanciou o eloquente discurso que em
seguida publicamos.
Maia urna vez o distincto deputado deu arrhas
do sen patriotismo e do seu subido interesse pela
prosperidade e engrandecimento d'esta provincia
expondo com lealdade, energa e franquesa as mais
instantes necessidades, e as medidas censequentes
qae sao reclamadas e devem ser attendidas em sa-
tisfaclo s aspraces"]da agricultura do norte.
Pasaam de seas esforcos resultar para a agri-
cultura beneficios, coja realisacle depende do con-
curso do governo, e o qae mais ardentemente de -
sejamos.
Eis o discurso :
O Sr. Felippe de Figueira Sr. pre-
pidente, amigo da situaco poltica qae dirigo os
destinos do paiz, eu nao pretendo, nem posso de
ficto tomar o encardo de criticar as verbas do or-
camento sujeito debate neste momento.
Tenho, alm disso, raides especiaes para na>
me incumbir dessa tarefa. Aprecio os talentos e
as qaaldades do honrado ministro que dirige a
pasta da agricultura, soa sea admirador, e isto,
qaando outras razos nao boavessem, me impedira
de tomar o encar ;o a que aliado.
Entretanto, Sr. presidente, devo diier a V. Exc.
e Cmara, qae sinto-me em divergencia com o
honrado ministro n) tocante magna questo que
tanto impressiona a opinio publica, qae tant agi-
ta os espiritos neste pas: refiro-me qaesto
servil.
O nobre ministro da agricultura, mimbro do
gabinete de 20 de Agosto, cujo chefe declarou nes
ta e na outra casa do parlamento que a le da 28
de Setembro de 188?, era a ultima palavra do go-
verno nesta qaestao, deve ser solidario com essa
opinio do honrado presidente do conselho, no en-
tanto qae ea discord desse modo de ver, sinto-me
distanciado dessa opinio.
Pens qne indispensavel caminhar am poaco
mais; pens qae, em vista das manifestares qae
apparecem do norte ao sul do Imperio, necessa-
rio, indispensavel, iaadiavel dar am passo
avante nesta malfaiada questo. (Apoiados).
V. Exc. ha de ter observado qae por todos os
modos porque costama maoifestar-se a opim.Io pu
blica, ella se tem expressado neste sentido. as
Asscmblas Provinciaes, as Cmaras Mnoicipaes,
na imprensa, as reunies publjcas, aqu n'esta
casa do parlamento e no Senado todos teem mani-
festado a opinio de que necessario c iminhar
nesta qaesto.
K qaando tudo isto nao bastasse para motivar
o meu pronnneiamento nesse sentido, ser-me-hia
bastante o que se est passando na minha pro-
vincia.
Representante de Pernambuco, e tratndose
seriamente all de fazer caminhar um pouco mai
clere a questo servil, eu nao posso ser indiffe-
rento ao movimento expontaneo d'aquella heroica
provincia. (.Vluito b?mj.
Eu, portanto, peco licenca ao honrado ministro
para em nome de mioha provicia dizer a S. Exc.
que acooselh : os seas collegas de governo a modi-
ficarem o sea plano em referencia a essa qaesto.
Pens que preciso progreUir, a esse e a outros
respei tos : e nem ha que extrauhar nisso, pois qae
si pertenco & escola conservadora, soa da sua van-
guarda, dessa qae se diz progressista.
j foi, porm, para dizer estas cousas que ea
ped a palavra, mas sim para fazer sentir ao hon-
rado ministro da ag cultura, o qae Ihe teem feito
sentir alguna dos oradores precedentes, isto, qae
a lavoura do norte do Imperio est definhando de
modo espantoso e em vsperas de completa ruina.
Na zona que vai da Babia ao Cear, os princw
paea productos da lavoira sao o assncar e o algo-
do. Se este ultimo tem soffrido baixa nos precos,
aquelle, o assucar, muito mais depreciado se aeba.
pois que tem xperimeotado urna baixa coactante
de 1884) para c.
O Sr. Joo PenidoNao pJe competir com o
de beterraba.
O Sr. Felippe de Figueira Por que nao se
colloca a nossa industria em condices de poder
lutar.
No Coagresso Agrcola que se reuni na corle
em 1878, V. Exc. te ha de recordar qu o governo
apresentou um questionario, que foi respondido
dando-se como primeiio motivo dai difficuldades
de toda a lavoura do p-iiz a falta de bracos.
N* provincia de Pernambuco reuuio-se poste-
riormente otro congresso, em que tomaram parte
as provincias de Sergipe, Alagoas, Parahyba, Rio
Grande do Norte e Cear, alm d'aquella em que
funecionou o mesmo congresso ; e neste ficou as-
sentado que nao era a filta de bracos a principal
causa do depreciamento da lavoura do norte. Ou-
tras foram as necessidades indicadas, outras as
causas all cabalmente apontadaa como originarias
do mao estar da lavura do norte.
Lerei a V. Exc. a resposta d ida pelo congresso
do norte ao Io quesito do questionario.
Ella resume aa necessidades da lavoura, as
mais argentes e imperiosas.
1' rguotava se no Io qaesito (16):
Quaee es necessidadea mais urgentes e4mme-
diatas da grande Ir.voura ?
E a resposta foi esta (l):
i l." Meio circa'ante ou dinh -iro, coja insufi-
ciencia na zona representada neste congresso
muito 8ensivel pe i falta de bancos ;
a 2. Vas de communicaco, qaer frreas oa de
rodagem e molboramenta das fluviaes ou mar-
timas ;
3. Iuatraccao profissional, pratica e superior;
4. Diminuidlo, desde j, do imposto de ex-
portaco dos productos agrcolas da mosm i zona,
o substtuicao delle pelo territorial, qaando esti-
ver feito o cadastro agrcola ;
5. Desamortizado immv.liaca das grandes
propnedades do Estado;
6. Descriminaco legal das materias tributa-
veis, pelo poder eral, pelo provincial e pelas mu-
nicipalidades, convindo serem as attribuices des-
tas ampliadas e eficazmente garantidas. >
Nao poda ser mais eloquente a resposta. En-
tretanto, debalde s; passaram os annos ; cuasi na-
da do qae foi reclamado est attendido.
Qaanto ao primeiro item da resposta, maio cir-
culante e recursos pecuniarios, nada se fez abso-
lutamente. A' lavoura fallecem todos os elemen-
tos pnra o seu deseavolvimsnto ; faltarn-lhe capi-
taes, com que possa curar doamanho das trras,
da colheita dos tructos e da adaptacj dos produ-
ctos s necessidades do consumo.
Nenhum banco existe que forneca dinheiro a
juros midicos e a longos iirasos lavoura, cerno
tantas vezes foi promettido, quintas vezes esque-
cida a promessa.
Em Pernambuco, que o imporio principal dos
assucares do norte nao existe siquer um banco
agrcola.
E' tacto que no anno passado se creon, a esfor-
css de alguns cidados, um banco de crdito by-
pothccar.'o ; mas, poaco auxilio tem elle prestado
a lavoura, e como que se tem limitado a tomai
hypotbecas em predios urbanos.
Entretanto, a lavoura sente-se cada vez desfal-
lecer mais.
V. Exc, Sr. presidente, comprehende que ns se
planta a selecta gramminea, nao se colhe a canna.
nem se fabrica o asquear, sem os elementos ne-
eessarios para este fim. Desde que a lavoura,
tendo embora trras, alguns instrumentos de tra-
balho, e fractos pendentes, nao encontra quem so-
bre taes riquezas lbe empreste dinheiro, sente-se
abatida, sent se tolbida para proseguir na senda
a que se vota.
Em relaco ao segundo item da respos'a, refe-
rente viaeco, tambem quasi nada so tem cami -
nhado.
Na minha provincia, por exemplo, quando se
realisou o Congresso do Norte, j estavs em bom
comeco de construeco o prolongamento da via-
ferrea do Recife ao ti. Francisco, c j se pecsava
ns de Caruar, desviando d'aquella um trecho de
100 kilmetros.
As duas estradasprolongamento do Recife a
S. Franciscoe Recife a Caruar poaco tm ca-
minhado. quando deviam ter proseguido rpida-
mente. Nao aecuso ninguem por isso, pois sei
qae a causa capital da demora tem sido a insufi-
ciencia de verba para essas construcc.'s; mas
nao posso deixar de deplorar o facto e chamar
para elle a attenco do nobre ministro da agricul-
tura.
Em relacao ao tercero item da resposta do Con-
gresso, nada be fez (apoiados); entretanto come
ple a lavoura desenvolver-se sem a instruecc
necessaria ? Sem instrueco as diversas classe
da sociedade nao podem progredir.
A lavoura principalmente, quasi o nico factor
da nossa riqueza, carece de ser instruida, theori-
ca e praticamente, sobre todo qaanto interessa
trra e s condics climatolgicas, sobre o plan-
to e amanho, sobre a colheita e preparo dos frac-
tes, obre a transformaco destes em productos
para o commercio, emfim sobre tudo que diz res
peito agronoma.
Entretanto, Sr. presidente, uo ha um s esta-
belecimento de iostruccao profissional para a la-
voara do norte, nao ha nessa banda do imperio
um estabelecimento adeaaado especialmente la-
voura da canna e ao fabrico do assucar qae, na
luta em qae se acha empenhado com o de beter-
raba, est a pedir am aro e auxilio.
Em relacao ao quarto item da resposta do Con-
gresso, referente diminuico do imposto de ex-
portaco dos productos agrcolas, fez-se alguma
cousa, mas ns o que era necessario e bastante.
Na lata terrvel qae se acha travada entre o
assucar de beterraba e o da canna, convm nao
desperdigar a menor vantagem em p dos assu-
cares de canna. Entretanto, eeses assucares an-
da boje esto sujeito? em nasso paiz a um impost-
de exportaco, pesado e cruel, imposto que contri-
bue poderosamente para empeiorar as condicea
com que luctam nos mercados consumidores.
A Allemanha, por exemplo, longe de tazar a
exportaco de seas assucares de beterraba, pele
contrario, incentiva essa exportaco, cfterecendo
premios aos que a fazem e restituindo os direitos
internos pagos, em determinadas condic=s. XL-
Brazil cobram-se direitos de exportaco pelo as-
sucar, contra o parecer e todos os clculos dos qae
se oceupam com estes assumptos.
E' cert, Sr. presidente, que ba por parte do
governo a promessa de, no orcamento da receita
geral do imperio, adoptar urna disposico suppres-
siva do imposto de exportaco sobre os assucares
e o governo est mesmo compromettido a fazel-o,
como muito bem lembra o nobre deputado pela
minha provincia...
O Sr. Pedro Beltrao NSo vtuha por ahi algu
mi lograco.
OSr. Felippe de Figueira... mas indis-
pensavel que essa promessa, ao realissr-se, aej -.
completa, isto indispensavel que na forma d:
projecto que foi apresentado por 25 coll gas -
consideradlo desta calmara, seja o assucar iaento
do imposto de exportaco desde j.
A conveniencia desta medida de fcil intui-
co
As safras do assucar, no norte, comecam sempre
entre Agosto e Seta nbro, e se nao se dec a jsemp-
co do imposto desde j, ella nao aproveitar a
aafra que est prestes a comecar.
Portanto, de indispensavel necessidade a con-
cesso desse favor ; e eu espero que o honrado mi-
nistro da agncultura,"que no seio da commissSc
j se pronunciou a favor ds abolico desse impos-
to, contine a ajudar a industria saccharina de
norte a levantar-se do marasmo, da ruina em que
ae acba. pugnando para qae seja quanto antes lei
o projecto apresentado consideraco desta aci-
sembla.
O 8r. Rosa e SilvaE' indispensavel e urgente
a iatervanco dos poderes pblicos. Nao se com-
prehende a inaiffermea em assampto tao grave.
O Sr. Felippe de Figueira O estado da la-
voura da canna nao pds ser mais precario.
J assignalei rpidamente as causas que influ-
em para a decadencia da industria saccharina ; e
agora peco venia para submetter consideraco
da cmara, alguns algarismos, que corroboram os
meus assertos.
No ultimo qoinquennio, de 18821886 a expor-






( mam I
HMM*


Diario de fernambucoSabbado 20 de Agosto de 1887





tacio de asquear feita pela A'fandega de Per-
nambuco fe a s-guinte: em 1882, 136 milbeg de
kilos : em 1883,132.400.000 kilos; em 1884....
136.800,00J kilo; em 1885, 118.950,CkiO kilos ;
em 1886, 106.790,000 kilos.
V< V. Exc, Sr. presidente, que de 1884 a eob
houve decrescimeoto constante na exportaco, o
qne quer dizer dirninuicio constante na "produc-
Porqun houve esa dirninuicio de 1884 a 1836 ?
A razio obvi,. : os precos nio corresponda** a
expectativa do agricultor ; muita cu bcaa no
campo sena peder transformada a a*aaear, sar-
que os precos nio compensavara as despezas na
fabrica ci. _-w
Em consequencia da baxa dos precos, o vmwr
representativo dessa exportacio, calculado pea
media do precos em cada anuo, foi sendo succe
iivamente menor. Em 1883, anno em que o acer-
T0 exportado foi da 125 milboes k-l% o -fac
attingio a 28.150:000*000; em 1883, em quea
expJLcao foi maior *'Z?mL m?RM
kilos o valor desceu a 27.512:000*000; em 1884
em que a quantidade exportada alcaucou. ........
136.800.000 kilo., o valor deeceu anda ,maigdo
que em 1883, pois foi apenas de 21 492:(W*000.
Nao admira, portante, que em 188a e 1806 esse
valor fosse ainda menes, pois que nesseg annos a
exportacio, como ja disse, foi mais redusda. Ba-
jea valona foram. em 1885, 17.772:000*000, e
eml886, 17.047:000*.
Bem \ V. Exc, Sr. presidente, que o decresci-
meoto constante do Valor exportado determina
positivamente a terrivel crise por que pasa a la-
Toura do norte.
Quanto aoa preces, no quinquennio de que estou
me oceupando, feram elles em media, para cai
anno: em 1882,3*381 por 15 kilos; em 1883,
3*117; em 1884, 2*355; em 1885, 2*241 ; e em
1886, 2*744.
No anno fiado, esses precog deram pequeo ex-
cedente sobre o de 1885; mas cumprc attender a
que a differenca entre os precos de 1882 e 1885 foi
enorme, pois que attingio a 1*110 em 15 ko-
grammoa do producto, ou 33 % para menos.
Entretanto, o cambio medio no periodo que es-
tou historiando foi sempre cahindo; passou de
21 7/32 d, que foi en 1882, a 21 11/64 d. em
1883. deseando a 20 11/64 em 1884, e a 18 21/64
em 1885, para subir um pouco em 1886, em que
attingio a 20 23/32 d. por 1*000.
V ee, pois, ennorea que nio ha proporcao
nenhuma, absolutamente, entre as taxas cam-
biaos e os precos do oesncar. Quanto mais des-
oa o cambio, tanto menor era o preco do aasucar;
facto anmalo, phenomeno curioso que denuneia a
profunda cris- por que pasea o assucar.
O Sr. Pedro Beltro O cambio artificial do
Sr. ministro da faienda foi ainda em detrimento
da lavoura.
O 8r. Feppe de FigueiroaEntretanto, releva
observar que o produccio, tomada em absoluto,
nio tem decrescido, porque segundo as medias dos
ltimos quinquenios, a produccio de assucar as-
cendeu no quinquenio de 1882 a 1886 sobre o de
1877 i 1881. At passo que no 1." quinquennio, foi
a prodcelo, calculada em saceos de 75 kilos, de
1.514:430 saceos, no 2." quinquenio, de 1882 86,
passou a ser de 1.685:183 saceos, de onde resulta
urna differenca de 170:353 ssccos em pro da media
do 2 quinquennio, differenca correspondente a
11 1/3 /
O mesmo facto se observa quanto ao algodo ;
ge os presos decresceram, nio decreceu a produc
ci ; ao contrario, augmentou constantemente.
Ao passo que no quinquennio de 1877 a 1881 foi
a media da prodcelo de algo lio de 72.010 far-
dos, no quinquenio de 1882 1886 attingio a
media o algarismo de 168.502 fardos. A diffe-
renca das duas medias de 96:492 fardos, o que
quer dizer que a prodcelo cresceu na razio de
184 % em cu da anno do 2. sobre a media annual
do l. quinquennio.
Nio lere Cmara dados qne aqu tenho, re-
ferentes ao alcool e agurdente, porque a produc
ci deates gneros de somenos importancia, com-
parada com a do algodo e do assucar.
Mas o que eu disse em relacio ao algodio e ao
aasucar, bastante para fazer comprehender que
trata-se de urna industria grande, que preciso
amparar no seu estado de decadencia.
Os meioa de amparar a lavoura da canoa e a
iodustna fabril de assucar estio ja suficiente
mente indicados : separar a cultura do fabrico
per meio d'-a fabricas ou eogenhos ceutraes ;
crear bancos para a lavoura, bancos que possam
auxilial-a nn meneio de seus negocies ; desen-
volver a viacio frrea e a de rodagem e fluvial ;
, finalmente cuidar seria e muito seriamente da
instruccao profisaional.
Mas o que vemos nos, Sr. presidente, em relacio
aoa engenhos centres ? Na miuha provincia, por
exemplo, em que havia 12 iBgenbos contraes,
concedidos a daas companhias, a t Central Sugar
e a North Brazilian Sugar cinco dessas fa-
bricas j 4 desappareceram, porque as concessoea
foram julgadas caducas. Restam apenas 7, per
tencendo quatro Central e 3 North Bra-
ziliara Sugar.
A primeira, a Central Sugar no anno pas-
sado, em Dezembro, abri fallencia em Londres,
deixando quatro engenhoe de fogo morto ; e seja-
me relevado dizer que ease triste acontec-
ment deu-se em .raude parte por culpa do go-
verno.
O Sr. Rosa e Silva : Apoiado ; nio houve a
menor fiscal sacio.
O Sr. Felippe de Figueira :O governo nio
se importou cim a fiscalisacio quando se con-
struiram essas fabricas e nellas foram empregados
apparelh .s rejeitades pelo Egypto para iguaes es-
tabelrcimcntos.
O Sr. Pedio Luiz :Apoiado; o lugar de enge-
nheiro fiscal dessas fabrican urna verdaieira
sinecura.
O Sr. Fclippe de Figueira :O tacto foi de-
nunciado na imprensa e ficou bPtn eorreccao. O
resultado foi o que vimos ; fabricas que tioham
obngacio de preparar diariamente 2,000 tonel-
ladas de assucar, nunca poderam fabricar mais
de 1.000 Comprehende se que, tendo ellas um
grande capital, ni) poderiain com essa pequea
fabricacio ter reudimeoto sufficiente para cubrir
as despezas uecessarias e menos para distribuir
dividendos pelos respectivos accionistas.
O resultido foi seren supprimidas quatro fa-
brica importantes, o que ainda mais aggravou a
situacao da lavoura de canna de Pernambuco,
pois que gemelhaute acontecimento nio pJe deixar
de repercutir na orgaoisacio de outros estbale
cimentos da m sma natureza.
A outra empresa de engenhos centraes, que
fuucciona em minha provincia, North Brazi-
lian Sugr tem a couceeeii de tres engenhos :
um em S. Lourcuco d i .tta, outro em Pao
d'Alho, e o terceire em Nazareth. Do de Pao
d'Alho diz o relatorio do eDgenbeiro fiscal respec-
tivo que apenas estio feitas as fuadacoes para e
edificio e as machinas, e construida a quarta parte
da ch mim. Do de Nazareth o mesmo fiscal de
clara que pelo decreto n. 9,674 foi revalidada a
soncessio, seudo marcado o prazo de um anno para
O cornee i das obras.
Quanto ao en^enho c-ntral de S Lourenco da
Matta, diz o rtfeiido funecionario, entre diversas
outr.s criticas que faz, que a moeoda existente
nio tem capacidade para moer 40j tooell das de
canna por din, no minino' nem a respectiva ma-
china a isso se presta.
Eis, Sr. presidente, como se construem os notaos
engenhis centraea: nio tem cpacidade para
moer a quantidade de canna a que sio obrigados
pelos contractos!
A mesma coopanhia North Brazilian Sugar
tem no Rio (irande do Norte duas fabricas urna em
S. Jos <1 i -bi' e outra no Cear Mirim. A de
S. Jos de M piba' ainda nio est um construccio;
a outra tem a ana coustrueco em atraso.
Ainda tem a referida empresa na Parahyba
ma uutra fabrica, cuja construccio est tamOem
ttrazada. _____
Nestaa condicuea, quasi que era melbor nio ter-
mos semelnantes compauhias para esse mister.
(Apoiados.)
O Sr. Joo PenidoNio tem servido para nada,
enio para moer o nossso diuheire.
O Sr. Felippe de Figueira Entreunto, Sr.
preaidenlf, nio se pode contestar a grande vanta-
gem que advem lavoura da separaco da cul-
tura da canna edo fabrico do assucar, da divisio
do trabalho : (Apoiados.)
O Sr. Joio PenidoDeixe-ae sao iniciativa
individual de preferencia.
O Sr. Felippe de FigueiioaNio ha duvida, e
a proposito do aparte do nabre deputado, citarei
um facto i,ue caracterstico. Ao passo que a Com-
panhia C-ntral Sugar abra fallencia em Lon
ores, deixando quatro eogenhos de fogo morto, os
particulares coustruiram duas fabrioaa em melbo-
res eondiepes do que as construidas por easa em-
prea. Refiro-me ao engenho central do 7\mb,
tito n > districto que tenho a honra de representar,
que orna fabrica importante, montada por um
eapitnlista, sua teta, sem auxilio do governo,
e i Usina Pinto...
O Sr. Rosa e SiUaApoiado.
O Sr. Felippe de Figueir*... montada, sem
subv'-nc '8 nem auxilios dos poderes pblicos,
por um grupo de capitalistas e negiciantes, pre-
xim a estacio dj Kibeirio, na ferr-va do Recite
ao S. Francisco.
Estes factos deixam fra de toda a duvida que
na competencia ludustrial iniciativa particular
cabe armpre a victoria. (\piid)s e apartes,)
O goveroo, em re.aoi aoa eogenhos c-otraes,
tesa aido illstdido as caenaasdes por eapeculadores
qae vendeas os privilegio* obtidos por grandes
eaaasaa, qae vio augmentar o capital das em-
presta u dificultar a sua vida industrial. (Apoia-
dos.)
O Sr Pedro Bel trioE uio se eons'gue nada
aqui uo governo a este respeito. No aano pastad >
insist por tato, a m Sr. sataiiscra da agrieoMara
foi s-mpre urdo ao reaiame. Oeageaneire hoja
o mesmo que l estava.
O Sr. Risa e Silva -Mas tem sabido cumprir o
gen dever e muito digno.
O Si. Pedro BeltrioE' muito digno e nada
tem feito.
O Sr. Felippe de FigueiraEm geral os go-
verno* deste pala, em que pose ao nobre deputado
pelo Rio do Janeiro, descuram tod.ia os negocios
do norte para darem preferencia aog do sul.
Os Sr*. Joio Penido e Pedro Luis Nio
apoiado.
O Sr. Felippe de FigueiriOs facas que suc-
ciotamentd acabo de referir em relacio aog en-
genhos centraes, si) pblicos, e postos em con-
fronto com o que se paasa no sul, deixam tora de
toda duvida o espirito que tem animado desde
muitos anuos 08 governos do pais em reUfio ao
norte.
O Sr. Pedro LuiaV. Exc. injusto.
O Sr. Felippe de FigueiraNio son injusto ;
ao eontrario, pretumo ser justo, e easas amargas
queixaa que externo siuto-ab com a populacio do
norte.
Quer V- Exc. am outro exemplo denunciador da
preferencia que o governo tem pelo sul do impe
rio ? Eu lh'o vou dar.
Segundo o relatorio do ministerio da agricul-
tura, a rede geral de estradas de ferro consta de
8000 kilmetros em trafego, 1,300 em construc-
cio, e3,656 em estudoa, gommando todo 12.956
Poia bem : entre o Amazonas e a Babia inclusive,
apenas catio contruidos 2.035 kilmetro* e em
construccio 387.
Quer V. Exc. facto mais eloquente ?
O Sr. Pedro LuisSobre estradaa de ferro ?
O Sr. Felippe de FigueiraSm.
O Sr. Pedio LuizEntio ah V. Exc. nio po-
de defender-ge.
O Sr. Felippe de FigueiraComo nio? V.
Exc. niopie contestaros algarismes, que sio
officiaeg, tirados do relatorio.
O Sr. Pedro LuisNio ha iniciativa individual
no Norte. No Rio de Janeiro todas as estradas
sio fetas pela provincia. (Apartes).
O Sr. Felippe de Figueira Si V. Exc. cote-
jar a viacio f com a parte que pertence ao norte, ver anda
que a proporcao enormemente desfavoral ao
norte.
Mas, Sr. presidente, o nobre ministro lembra
no seu relatorio urna med da que me parece da
mais alta conveniencia ; e tu peco venia para cha-
mar a attencio de S. Exc. para este pont >.
Refiro-me ligacio frrea das provincias de Per-
nambnco, Parahyba, Rio Gtranie do Norte e Ala-
goas
O Sr. Pedro Beltrie A idea cahio coro o minis-
tro Prado.
O Sr. Felippe de FigueiraO ministro actual
fes soas as idis do seu antecessor. Asa gnando o
re itorio, tomou a paternidade da idea, que ex-
celleote, muito pratica e de ventajosos resul-
tados.
O Sr. Pedro Beltrio -E que custar muito pou-
co sacrificio.
O Sr. Felippe de Figueira O relatorio lem-
bra a conveniencia de ligar-ge a eatrada de f rro
Conde d'Eu, na Parahyba, com a do Limoeiro. em
Pernambuco, fazendo-se a junecio com 30 kil-
metros entre o Pilar eTigabaiib* : lembra idntica
junecio entre aa linhaa Conde d'Eu e do Natal a
Nova-Cruz, no Rio-Grande do Norte, mediaote
50 kdometrog de novas linhas; e lembra finalmen-
te a junecio da ferro-via do Recif-< ao S. Fran
cisco com a da Imperatriar as Alagoas, entre
Canbotiubo e Lage, por meio da construccio de
30 kilmetros de linba.
Sio ao todo 110 kilmetros de liuhas frreas a
construir, e cesas linhas trario a vaotagem de por
em commuoicacio urna viacio frrea de 838 kilo-
metros j construidos e em eiploracio, e de mais
183 em construccio as quatro provincias.
Este pensamento trar grandes vaotagens ao
commercio do interior das provincias interessa-
das; mas, eu julgo conveniente lembrar a S. Exc.
?ne, em ves de faser a junecio da estrada da
mpera'riz, as Alagoas, com a de S. Francisco,
em Pernambuco, faca junecio desta ultima com a
de Paulo-Aficnso, na mesma provincia das Ala-
goas.
AligacaodaS. Francisco, cima de Quipap,
cora a estrada da Imperatriz, trar notavel pre-
juizi linha frrea de S. Francisco e grande
damno a Pernambuco ; ao passo qne a outra, sem
desviar todos os productos daquella regiio para
Alagoas, ser urna junecio mais natural de Per-
nambuco com aquella provincia.
Um ontro melhorameoto que reclama a minha
provincia, deve igualmente merecer a attencio do
nobre ministro da agricultura. Refito-ma ao porto
do Recife, desde tantas dezenas de annos estuda-
do, sempre improductivamente.
O antecessor de S. Exc. mandoo faser estudos
pelo actual director das obras da conservacio da-
quelle porto. Estes estudos j foram apresenta-
dos e lamento que nio teoha sido distribuido esse
trabalho, como promettera o honrado ministro no
seu relatorio.
Ser de grande vanlagem ao parlamento conhe-
cer essa trabalho e a mim ioteressa particular-
mente essa publicacio, porque tenho-me oceupa-
do ha muitos anuos em 1er e estudar todos os piu-
jectos refereutes ao porto de Pernamiuc^.
Conhef/O diversos projectos e varias memorias
presentadas a respeito e desejava fazer um con-
fronto desdes trabalhos com o plano do actual di
rector das obras de conser7aco do porto de Per-
nambuco.
Entretanto, Sr. presideute, nao sei que valor
ter este trabaih). Presumo que elle tem inereci-
mento, porque, segundo urna carta que me foi mle-
trada do notavel engenheiro trancez Sr. Vctor
Fonraier, o projecto do Sr. engeuheiro Alfredo
Lisboa se barmonisa eon o que aquelle engenhei-
ro traocez formolou e apresentou ao paiz espou-
taneameote.
De tolas as memorias que se tem escripto sobre
o porto de Pernambeco, a d* Sr. Foornier foi a
onica que nada custou ao Eatado, pois elle, sem
inc mbencia alguma do governo o formulou goian-
do-se por sua propria iiispitacio, e baseando-se
em valiosos documentos que obteve na Hollanda,
e por estados que depois realisju ni local.
No meu conceito o honrado Sr. ministro da
agricultura, antes de por em concurrencia o novo
projecto do Sr. A. Lisboa, gi que tem esta in-
tencao, como devo crer, deve mandar fazer um
cstndo comparativo deste projecto com os ante
riorea e especialmente com o do Sr. Vctor Four-
nier, cuja memoria me parece ser a obra capital
no meio de quantas se tem escripto sobre o porto
de Pernambuco.
Urna vez que faei no porto do Recife, s-jame
licito dizer que no relatorio do actual director
das obras de conservacia d-sse porto, se l que
das sondagens execotadas (refere-se ao auno
de 1886) ficou verificado que pequea a altera-
c/io httvida no fundo dorante o espado da um
anno ; assim em Cinco Puntas, na extenaio de 184
metros a profundidade dimiuuio, em mlia, de
0,"158, e defronte do pharol da Barra de 0,*27
sobre urna extenaio de 386 metros. *
Ora, Sr. presidente, V. Exe. comprehende que
este facto grave, pois que a propria reparti-
cio das obras de conservadlo do porto de Pernam
buco, que ali< despende eerca de 20J:0J0*. quem
dis que os ancoradouros diminuem de profundi-
dade. Isto excede os limites de minha com
prehensil; e eu peoo ao nobre minigtro da agri-
cultura que tome < ste tacto em conaideracio
Nio sei, Sr. presidente, qnal ser a inteucio do
nobre ministro da agricultura, em relacio ao
porto de mioba proviocia. S. Exc. leve a gen-
tileza de diser-me particularmente, e folgo de tra
t esta cuaverga para a tribuna, que pona em
execuci) o projecto de melhoramento d'aquelle
porto. Nio ereio que S. Exc. usasse desse modo
de diserpara illuuir-me.
O Sr Joio PenidoNio apoiado, elle incapaz
disso ; justic* seja feita.
O Sr. Felippe de FigueiraAcredito que S.
Exc. tenba desejos de realisar este pensamento,
e por assim acreditar que fia as reflexoes que
acabo do externar, offerecendo S. Exc. eogejo
para dizer qual o seu oeoaamenlo completo acerca
desse melhoramento, pelo qual reclama mnba pro-
vincia mais de 0 annos.
S. Exc. o Sr. ministro da agricultura pode
i'ff ctuar esse melhoramento sem grvame do
Tbesouro. Bastar que cobre urna taxa por to-
nellada de carga, eutrada ou sahida d'aquelle
p trto, para que teoha recursos suuicientes para
fazer face s despezas da empreza que realizar a
ebra.
Era 1871 calcuTava o Sr. Fournier qui era do
um milhi* de ooalladas o mov ment do porte
do Recife. Eu aaaeguro ao honrado ministro e
teuhj confianza nos dados por mim proprio colli-
id"8, qne o m .vimeuto total de entradaa e sahi-
>a de navios foi em mlia, no quinquennio de
1082 a 1886, de 1.614 000 tonellada*.
Bem v 8. Exc. que cim esta base, j nio
digo del.00,000, mas de 1.300,000 tonel ladas,
de earga ta*o ulasa toe segara* para fazer oso
ealculo dog meioa de que pode dispor para a
realisacio do melhoramento do porto do Re-
cife.
Esse melhoramento ple ser realizado, repito,
sem onus para o Estado ; basta que se lance um
imposto de ton-Iagem sobre as einbarcacos que
entrena ou oaiam com carga, a exemplo do que o
parlamento autora>u o governo a fazer cora re-
lacio i barra do Rio Grande do Sul, sobre cuja
falta de realisacio tio amargas qu'ixas externoo
o Ilustre deputado por essa proviocia, que falloo
oo ultimo da de sessio.
Confio que o nobre ministro da agricultura leva-
r a effoito esse melhoramento, poia que elle ca-
pital para a provincia de Pernambuco, e ha lon-
gos anoos esperado.
Nio concluirei, Sr. presidente, sem chamar ain-
da a attenQai do ho irado Sr. ministro da agri-
cultura para a necessidade de urna reforma, qae
reputo urgente, na reparticio dos telegraphog na-
cionacs.
V. Exc. sabe, Sr. presidente, que a renda do
telegrapho nacional tem constantemente diminui-
do de alguns anuos para c. Este facto confir-
mado no relatorio do director dossa reparticio,
onde elle atlribuido concurrencia daa empre-
sas de telegraphog submarinos e das compaoQiaa
de estradas do ferro, que ttn linhas telegraphias.
Maa a verdade, em meu conceito, que o decres-
cimeoto da renda do telegrapho nacional provffl
do facto de inspirar elle pouca cmfianca, j pela
demora na explicacio e entrega dog despachos, j
pela divulgacio do coatedo dilles.
Commigo mesmo, em Pernambuco, deram-se
deases factos. Mais de urna vez acontecen qae
telegrammas, que me erara expedidos aqu da cor-
t-i para gerem publicados no Diario de Pernambu-
co, urnas vezes chegaram demorados, outraa ve-
zes chegaram ao conhecimeoto d) publico antes
de ter eu sciencia delles.
Denu ciei esses factos na imprensa, levei-os ao
conhecimeoto do governo e nunca ootive provi-
dencias coercitivas. O resultado foi qua me vi
obrigado a passar o servico telegraphico do Diario
de Pernambuco para o cabo submarino, com e qual
me teaho dado bem.
Iguaes factos occorrem em outraa provincisa.
O honrado 3 secretario disse me que do mesno
mal se queixava em reiac/lo a sua provincia, o
Cear, e outros collegas me t4 n aSrmalo que as
suas respectivas provincias ddo-se .factos seme-
Ihanteg.
Nio sei de quom a culpa, nem aecuso a nit-
guem individualmente. Relato 03 factos de qae
tenho cenhecimento, para qae o nobre ministro ia
agricultura providencie em ordem a salvaguardar
os interesa '8 do Eatado coraproinettiios seriamen-
te pela m administracio da r Je dos seus telu-
graphog.
Um Sr. Deputado :Nessa reparticio o minis-
tro i ntiu-i pouco.
O Sr, Felippe de FigueiraAcho que de ur-
gente necessidado reformar essa reparticio, pon-
do-a mais na dependencia do ministerio da agri-
cultura. A independencia deque gosa a repar-
ticio dos telegrapbos constitue-a qaasi um Esta-
do no Estado, e V. Exc. comprehende qae Uto
nio pode eontinoar.
Feitas estas reflexoes, Sr. presidente, don por
concluida minha tarefa, pedindo Cmara dos
Srs Oeputados que me desculpe ter-lbe roubado
algum tempo de attencio, e ao honrado Sr. minis-
tro da agricultura que me desculpe igualmente si
p >r alguma palavra ou algum modo de diser pude
iffander a sua 8usceptibildade ; certo S. Exc. de
que essa nio foi a minha inteucio, mas nicamen-
te pedir a sua benevolencia' para o estado precario
da lavoura da eanna n* norte e para alguns me-
Iboramentog de que precisa a provincia de Per-
nambuco. (Muito bem.)
Yotielxs do Sal
O paquete francez Orentque trooxe noa hootem
as seguiutes mticiag, alera das offi.-iaes, pobli. a-
das na scelo respectiva, e das constantes da
earta do nosso correspondente da corte, inserta
sob a rubrica Interior.
Pacifico e Rio da Prafa
Foi han de Buenos-Ayres e Montevideo at 7 e 9
do correte mes, as quaes encontramos noticias
das repblicas do Pacifico at 6.
Telegramma de Santiago do Chile, expedide no
dia 3, dis qud ge tornaram publicoa os pormeno-
res da extraordinaria negociacio celebrada pelo
governo do Per com os possuidores de titulo de
crdito da mesma naci.
O Per, diz a commuoicacio, cede por espaco
de 66 a moa todas as suas vas frreas e guios
''escobertog e por descobrir, d direito perpitao
para explorar suas minas de carvio, ouro e pmta.
Cedo 4 0.0,000 de rea de seu territorio ; d au-
torisacao para fundar um banco em Lima, com
direito de emittir notas por tempo de 25 asnos
com 8 "(o de garanta, e outorga aos possuidires
dos ttulos de crdito a garanta aonual te
120,000
Os possuidores compromettem-se a construir
algumas vias-ferreas, explorar minas, pagar 2) (0
do producto liquido daa vas-frreas e guanos, e
ao cancelameoto de metade da divida exttrna,
ascendente a S 32 000,0 JO. a
A imprensa chilena em gersl lamentava e con-
deuinava enrgicamente o contracto celebrado
entre o governo d Per e os possuidores de ttu-
los de crdito, porque entrega a soberana de
um estado americano cubica inaaciavel dos
agiotas.
O encarregado de negocios do Prr em Santia-
go, < m artigo que publicou na imprensa, diss que
o governo peruano, cel brando aquelle contracto
uio fazia mais do qae cumprir um rigoroso dever,
qual o de pagar sna divida externa, no valar de
consideravel numero de libras esterlinas, e que o
povo peruano representado per sua imprens sem
Jistiuecio de cores piliticas e pelos bomeos maia
distioctos de todos os partidos julgou aquelle con
tracto urna medida salvadora da crise que o aca-
bruoha, e ningujm melbor juis do qua elle para
julgar da sua conveniencia.
Estas palavras do representante paruano esta
vam sendo commentadas pela imprensa de San-
tiago, qu pedia ao governo do Chile que adoptas-
ae urna linha de procedimento recta e provisoria
no intuito de se discriminar claramente o quo no
contracto Qrace peesa suscitar a mais leve emer-
gencia de complicares com os inte.-tsaei chi-
lenos.
O contracto Aranibar-Grace communicon ao
diario portenbo La Nacin o seu correspondente
em Santiago preoecupa vivamente a attencio do
governo. E' opiniio geral que o dito contracto
annalla um das clausulas do tractado de paz com
o Per.
O plenipotenciario argentino no Chile dirigi
ao seu governo o seguate telegramma :
Santiago, 3 de Agosto. U-ram-se em Angol
alguas casus de cholera ; o mal, porem, ni 1 se
propaga nem toma o carcter epidmico. Neata
e em outras localidades parece que existe latente
o germen do cholera, sendo para receiir que na
es avio propicia ao seu deseuvolvimento tome o
carcter epidmico.
A' Cmara dog Diputados ao congrg*o argen-
tino foi sub-aettido um projecto, asaignado por
quatro depurados, mandando reintegrar no posto
de teneute-general ao cidadio Bartholomeu Mitre.
Aauuociou La Iribana Nacional, na edicio da
ultima data, que ao correte mes ser apregenta-
do ao coagresso o pn j cto de le de casamento
que est redigindo o ministro Dr. Posse, adian-
do ge o trabalho j muito adiantado.
La Chronica, de Montevideo, publicou o segua-
te telegramma, expedido de Bueoes-Avres, no
dia 4 : 3 '
Uontem na gessio da Cmara dog Deputados
da provincia de Buenos-Ayres, fizeram-se tre-
mendaa revelacoeg acerca de negocios escandalo-
sos realisados durante a administracio D'Amico,
em trras publicas.
A opiniio foi sorprendida por essas revela-
dora qae, segando careee, nio peeoam pelo ricio
da iaexaetidio.
Acredita-se que ser aceito, pela Cmara, o
projecto, apresentado por varios deputados, de-
clarando nullas todos as concessous posteriores a
14 de Maio de 1884 e ordenando que se proceda a
rigorosa investigacio acerca de taes negocios,
afin de que o fisco seja iudemoicado das quan-
tias em que tiver sido defraudado
Passava por cousa certa em Montevideo que
ficariam adiadas as mod ficaces da lei de casa
ment civil, por assim o ter promettido o general
Pages a urna eommissio de catholicos, presidida
por Juan Jacksou.
Pal Ucea o general de brigada Paulo Groyena,
que tomara parte as guerras da indepen-
dencia.
Em carta q le dirigi ao deputado Theodoro
Garca, pedio Mitre a retirada ao projeet* a -re-
sentado Cmara com o intuito de o reiutegrar
no posto de geueral, declaraudo qae reeuaava ter-
minautasMnte receber do couraaao 11 ra honra
qae dav themas para digcossdea e ataque*,
quando devia ter o carcter de espuntaueidade.
Em artigo editorial, dis La Nacin :
E' opiniio dominante entro og m dicos o
reapparecimeuto, na prxima egtauio, do flagello
que no auno passado e nos invadi de paggagera,
deixando os germens que reviveram com o am-
biente propicio da primavera ou do verio.
O directir da assistencia publica, r. Ramos
Mejia, que compartilha a creoca do reappa eci-
mento do cholera, cempeaetrando-ae da reapon-
gaoilidade do gen cargo e do zelo de que deve
baver na adopcio das medidas le precaufio, di-
rigi intendencia o oficio que* adiante traascre-
vemos.
O Dr. Ramos Mejia nao trata gmente das
medidas hygieoicag, mas tambem daa administra-
tivas que as tornam efficazes, concorrendo para a
rpida e segura expedijio das proscripcoos dic-
tadas.
Resmese assim a sua commuoicacio ; esta-
belecimento de nova caaa de 'isolameato no norte
do municipio; am lugar de observadlo para os ha
hitantes daa casas oode se deram og primeiros ca-
sos ; creagio de um servico de ambulancias com-
pleto ; formacio de um corpo de enfermeiros ins-
truidos em escola especial; desineccjlo nos domi-
cilios ; servico de filtracio de aguas e outras me-
didas.
O director da assistencia publica pressade de
alargar-se em considerarles acarea do saaeamen-
to do Riachuelo e da Boca, por ser ponto discut
do suficientemente. Por nossa conta acoresceota-
remos que all qae se deve concentrar a vigilan-
cia hygienica, porque o foeo microbigano onde
og germeng iofecciosos encontram o meio propicio
a sua proliferacio. N-ste ponto deve-se, portauto,
accumular todos os recursos da polica sanitaria.
Ple-se diser que estamos em vesperas de
urna grande campauha, e que temos a felicidade
de conhecur o inimigo, o tempo do sea appareci-
mento no campo e sua maneira de combater.
< Nio aeremos apanhados de aurpresa.
Muito desgranado aeria entio o municipio de
Buenos-Ayres, se tiveese de ver chegar o momen-
to eritico sem que o exsrcito da aaude e da hygic-
ne estivesse preparado para entrar em lu'.a .
A reparticio nacional de hygiene convidpu a
junta de saule de Monteviio a exceptuar das
quarentenas decretadas para os navios proceden
tea da Italia os paquetea que troui^rem medico
argentino a bordo, e indica-lhe a conveniencia de
eatabelecerem as autoridades enentaes com og ar-
gentaos ura'corpo medico internacional.
Em Montevideo causou sirproosa goral o ines-
perado apparecimento do ex-dictador Lourenjo
Latorre naquella capital, em compsnhia de sua
familia, Ma.ioel Magtrinos e Lino Fernn Jes.
Pouco tempo depois de desembarcar dea a sa-
ber os motivos do sen regresso em extensa carta
dirigida ao ganeral Tajes, presdante da repbli-
ca, e que a imprensa transcreveu.
Podemos assegurar, diz El Siglo na edi-
cao da tarde ds 6, que a chegada do ex-dictador
produzo urna grave crise ministerial, cuja sola-
cio esperada boj i mesmo eora vivissimo inte-
resse.
Na elifX) da minha de 7, noticiou o mesmo
diario : A partida do vapor Olympo > foi de-
morada pela autoridade, at s 8 horas da noite,
em virtud* da eueigica resolucio de qae dio no-
ticia oa documentos que adianto transcrevemos
< O ex-dictador D. Lourenco Latorre parata-
neceu em sua caaa (ra Reconquista) at s 5 1/2.
as proximidades havia agentes da polica
de seguranca.
Aquella hora ebegou um carro que condusia
o ebefe poltico, coronel Tajes, e pouco depois D.
Lourenco Latorre gauia em companhia do dito
funecionario para embarcar no Oyrapo a.
O governo dirigi urna mensagam ao poder le-
gislativo, e diz m nos que estes factos passaram-
se sem produzir nenhuma disaidencia entre o pre-
sidente da repblica e os seas ministros ,
A eommissio permanente do poder legislativo
dirigi, com efiaito, e eoverno urna mensagem, que
termina assim :
O poder executivo, collucado nesta situacio,
qne representa um verdadeiro caso de perturba-
cio interna, usou das taculdadeg que Ihe concede
o art. 81 da Coostituicio, ordenando ao ex-dicta-
dor D. Lourenc LUorre ana retirada immediata
do territorio da repblica como medida prompta de
seguranca, e cumprida esta resolucio vem dar
conta do seu prooedimento, de conformidade com
o que preceitua o refeiido art. 81 do cdigo fun-
damental.
A eommissio permanente approvou as medidaa
adoptadas pelo poder executivo.
Noticiando a chegada a Montevideo de D. Car-
los de Bombn, disse El Siglo :
As nossas autoridades procederam correcta-
mente em relacio ao preteodente D. Carlos de
Bourbon.
> Nenhuma cortezia especial, que teria impor-
tado aggravo ao governo hegpanbol.
< Consideraram-o oficialmente como a quilquer
estrangeiro, desaes que as centenas chegam a es-
te paiz e tem direito a hospitalidade e garantas,
s jam quaes forem sua patria e seus pergam-
neos .
O Jornal do Commercio da corte publicou
os seguiutes telegrammas :
Miutevido, 11 de Agosto :
O presidente da repblica, general Mximo Ta-
jos, assignou hoje a nomeacio do Dr. Carlos Ma-
ra Ramrez para o cargo de enviado extraordina-
rio da repblica junto ao Imperio do Brasil. O no-
vo ministro embarcar no dia 19 para o Rio de
Janeiro, a bordo do vapor francs Provence .
Celebrou-se hoje, na cathedral, um oficio so-
lemne em memoria das victimas do naufragio do
Rio-Apa *
A ceremonia foi imponente, baveudo am magni-
fico catafalco.
Assistiram o ministro do Brasil, grande nume-
ro de brasileiroa e as principaes familias da ca-
pital.
Officiou o Rvm. monsenbor Innoeencio Mara
Yeregue bispo do Uruguay, sendo a missa canta-
da por diversos artistas e coristas da cathedral.
Depois da cerera nia abri se ama subscripcio
em favor das victimas do naufragio, queja sobe a
qaaatia avultada.
Buenos-Ayres, ll de Agosto.
O intendente munioipal, Dr. Crespo, -deu ordem
aos engenheiros da municipalidade para prepara-
ren! urna planta de todas aa obras necessarias ao
saname uto da capital, no praao o mais breve
possivel.
Estio cahindo chavas muito abundantes em
quasi toda a Campanha : receiam-se inundacos.
Buenos Ayres, 12 de Agosto.
Falla-ae muito de um emprstito) municipal de
vinte milhdes de p'sos, que serio empregados nos
grandes trabalhos de saneamento da capital.
Kealisaram-se hoje, na proviocia de Salta, as
eltcoes para o parlamento da provincia ; todo
correu na oaelhor ordem.
Oa jomaes coutiuuam a discutir a carta do Ba
rio de Capanems. O Dr. Quirioo Cista, ministro
de estraogeiros, telegraphou ao core nel Garraendia,
pedindo-lbe informac/tas ; a resposta do ebefe da
eommissio foi qae o mais perfeito accordo oonti
uuava a reinar entre argentinos e brasileiroa.
Montevideo, 13 de Agosto.
A noticia da carta do Bario dn Capaoema ao
coronel Cunha Mattoa causou aqui certa eraocio.
As rodas polticas e os jornaes fasem numerosos
commentanos sobre este acial -cimento.
Buenas-Ayres, 13 de Agosto'
O goveroo Vai sobmetter apreciacio da junta
do hygiene nm decreto techando inteirameote o
porto da Bocea do Riachuelo aog navios proceden
tes da Italia, emquanto o cholora fiser victimas na
pennsula.
Santiago, 13 de Agosto
O governo chileno mostrase muito descontente
com o contracto celebrado ltimamente entre o
governo do Per e os credore* ingleses da r>p 1
blica.
Coasta que o ministro dos estraogeiros aore-
sentar reclamaooes ao governo ingles e ao do
Per.
fiovas
Datas at 22 de Julho :
Falleeram na capital o octogenario Jos
Antonio Ferrera na cidade de M.rrinhos, Mel-
chior Pereira Martins.
. Paulo
Datas at 13 de Agosto :
Limos no Jumal do Commerc:o da csrte os
seU'utes telegrammas :
S. Paulo, 11 do Agosto (2 h. 40 p. m.)
Hij-i os alumnos da escola de direito celebraram
na mesma escola uma sessio solemne em homena-
gem ao dia 11 de Agosto.
Foram distribuidas ll cartas de liberdade.
Pronunciaran!-8't numerosos discursos e houve
gran le concurrencia.
O nveting annuncia 1 o para protestar contra a
prohibicao das reunios abolicionistas na corte,
realiaar se-na no tbeatro Gymnasio.
Faz hoje beneficio no tbeatro S. Jos o a3tor
Emanuel com o drama K'.an. Os acadmicos pre-
parara um* grande festa. Nio ha mais um s bi-
lh-t'i ve oda.
II Je Agiste ( noite).
Realiaou-ae boje o meet\ng, s 5 horas da tar-
de. Tudo correu oa meihor ordem. Foi votada
uma ra icio contra a prohioicio ordenada na corte
pelo gsverno.
O benetaoio de Emanuel estave verdadeiramente
esplendido.
O tbeatro se acbava todo ornado com Aires.
No saguio tocn uma banda de msica. Foram
nff-T cidos muitos presentes ao beneficiad).
Emauael, ao meio dos applausos dos espectado-
res, entregou duas cartas de liberdade, prooaa-
ciando algumas palavras.
Diplis do espectculo, uma raultidio imraensa
acoupanhon o granio artista, 00 meio de vivas e
com uma magnifica marcha aux fiambeaux.
No dia 11, s 11 horas da manbi, suicidou-
ga o gravador ailemio, residenta na capital, Car-
los Hermana Walter. Para conseguir o seu n
tent ingerio uma dose de ludano : vendo, po-
rm, qae nio produsia effeito immediato, disparou
am tiro de revolver sobre o cotacio. Em uma
carta que deixou declara o infeliz ser levado
aquelle extremo p>r atrasos pecuniarios.
Realisoa-se na academia de direito, a fasta do
11 de Agosto, a data da fandacio dos cursos ju-
rdicos do imperio.
Presidio sessio o veneraulo lante Dr. Anto-
nio Carlos, que nessa occasiio tez uma allocu$ip.
A festa terminou om o hymno nacional, per-
correlo as ras da cidade alguns acadmicos,
precedidos de uma banda de msica.
Foi recolhido cadeia, por ord'm do jaiz de
direito da 1> vara. o qual se apresentou, o reo
Joio Pedro, aecusado do crims do assassiuato na
pessoa de Amaro Branco de Anir.-.de, em Dezsm
bro do anuo passado, no bairro do Jaceguava, no
municipio da vida da Santo Amaro.
Em Brotas, foi assis-inado.por um sobrinho
idiota um eamarada chmalo Henri-jU!, empreg*-
do na fazenda do teaente Jos Ribsiro de Al-
meida.
Falleceram : em Campias, D. Eimari* Ma-
na dos Santos ; ni Amparo, na i Jal 3 de 91 an-
nos, D. Francisca Mana de Jess ; nt P -nha do
Rio do Peixs, Mariano Goncalves da Cunha ; n*
capital D. Norberta Eugenia Alcoforadi de An
drade ; e em Santos o Dr. Tito de Souza lio Ir
gues.
Rio do Janeiro
Datas at 14 de Agosto 1
Eia o resumo dos trabalhos l'gislativos :
No dia 11, no Senado, leu-se o parecer opinan-
do pela licenc requerida pelo Sr. Carri 1.
0 Sr president-i nom;ou o Sr. Nunes Goncal-
ves, para substituir o Sr, Bario de Mamor, que
pidira dispansa da mani'oro' da erjunisiio espe-
cial que tem de dar parecer sobra o projecto de
administracio loca1.
Na ordem do da, continuando a 2> discussio
do ornamento do Ministerio de Estraageiros, ora-
ran) os Srs. Soares Braodi), Silvira Marti oa.
Taunay e Avila, ficaalo a discussio adiada pels
hora.
Foram lidos os pareceres da eommissio de or-
namento sobre es projectos de l. filando aa des
peas doa Ministerios da Marinha e da Guerra
para o exercicio de 1888.
Na cmara, depois de lida e approvada a acta
antecedente, teve segunda leitura e foi julgado ob-
jecto de delib.'racio o projecto apresentado bontcm
pela deputacao paalista prorogaado o prazo das
companhias Ylogyaua e Paalista.
Fram lidos e ficaram adiados dous requerimentoa
do Sr. Affonso Celso Jnior, pedindo informaces
ao governo.
Na ordem do dia, foi approvado o projicto can-
ee lendo aposentadoria ao inspector da pagadoria
das tropas da corte.
Contnuou a 2* discussio do projecto reformando
a cleicao doa deputados previociaes. asndo apoia-
dos dous additivos do Sr. Pedro Luiz e uma
emenda dos Srs. Seva Navarro e Paulino Chavea.
Orramos Srs. Milton e Pedro Luis, fieanlo a
discujsio adiada pala hora.
Na diacubsao do ercameato da agricultura to-
mram parte oa Srs. Pedro Beltrio e Costa Pe-
reira.
A dacuasio ficou adiada.
No da 12, no Senado, depois de lidos varios pa-
receres, um relevante a preseripcio da uma tenca
e outros opinando pela concesssio de licenca a ma-
gistrados, o Sr. Candido de Oliveira justificou o
seguinte projecto vedando a coerci do direito de
reuma o :
A Assembla Geral decreta :
Art. 1* E' permittido aos cidadios brazileiros
no exercicio do direito da qua trata o art. 179 4'
da Coostituicio Poltica, reuairem-se pacifi^amen
te e aern armas, as pravas publicas, theatros,
quaesquer outroa edificios e logares convenien-
tes.
lo Para uso dessa faculdade uio neceasa-
ria previa licenca da autoridade policial.
2 A nenhuma autoridade licito, salvo no
caso do do art. 179 35 da Constitnicao, prohibir
que se realise a reuaiio annunciada, limitando-g;
a sua acelo a dissolvel-a, nos casos e pela forma
determinada no art. 285 e seguintea do Cdigo
Criminal.
1 3 Os infractores da presente lei alera da res-
ponsabilidade criminal, incorrem na multa de...
500* a 1:000*, imposta pelos jaizes de direito,
com recurso para a Relacio do districto.
Art. 2 Revogam-se aa dsposicoea em contra-
rio.
Sala daa sesses do Senado, em 12 de Agosto
de 1887.Candido de Oliveira .
O Sr. Affonso Celso pedio que para a ordem do
dia fosse dado o seu projecto sobre habeos-corpas,
ao que responden o Sr. presidente ponderando a
necessidade de alten ler a ^paasagem das leis an-
nuies.
Fez o Sr. Taunay ponderacoes sobre o anda-
mento do sen projecto, de secularisa^io de c-mi
teos; 6 respondeu-lhe o Sr. Nuaes G'netlves
declarando achar-se prompto o parecer da com-
uvssio.
O Sr. Viriato de Mederos apresentou um re-
querimento pedindo iaformacis sobre a nomeacio
de um fiscal doa relogios do gaz. Este requeri-
meato foi sem debate approvado.
Na ordem do dia oraram os Srs. Bari) de C-
tegipe e Candido de Oliveira sobre o ornamento do
ministerio de estrangei.-os, seguindo-ae o eucorru-
mento do debate e a votacio.
O Sr. Bario de Cotegipe leu o segointe tele-
gramma :
Palmas, 18 de Agosto de 1887 Effeetiva-
rae.ute escrevi a Cuaba Mattoa carta, cuj uso nio
autorise, versando sobre.occupar soldados em ser
vicos de vas de c minuincacio, sobretudo aquellas
que teem, oa podem ter, serventa estratgica,
mostrando que dahi resultara termos tropa hab.-
tuad i a fadigas e boa disciplina ; e que muitos
officiaes estudam e, sem appliaar o que apreadem,
i.e inatilisam, o que se evitara ; foi materia nsi-
tas vezes discutida entre os meus coinpanheiros
le eommissio, que coacordavam tambera que seria
a:n meio do d straccio para affas'ar a iiiterveneio
na pilitica. Aera disso, todos pmtavam o estado
do nos.iO exsrcito pouco lsongero e mesmo como
escola da vicio para o soldado, que pouco poderia
ap.'"V-itar ao bom material que possuiraos. Sen-
do Cunha Mattoa o oficial qae dirigi, a cons-lho
do Maiquas do Herval, as linhas telegraphicas
construidas com soldados no Rio Grande, o qae
realisou com rapi les, perfeicio e enorme economa,
e, segundo me afirmaran outros oficiaos, debaixo
da mais vigorosa disciplina lembrei a elle, pir
occ isii da orgaoisaoio do club militar, qae s>-
uccupaggem com easa materia. Eu conbeoia o ho-
ra 'tn por aervicog prestados, e os seus companhei -
ros o defendam. Quando escrevi estava debaixo
da impresaio de noticias telegrapbicas recebidas
por diversog, de ter a imprensa argentina rompido
com violencia cootra o governo da Regencia,e maso
entra va, un j ir na I uffioiogo ; qae se encommenda-
ram oreada quareuta metralbadoraa ; qae um
corp 1 das tres armas ia faaer uma excursio mili-
tar a Migaes, etc. As noticias chegaram depois
< '

de eu ter comecado a carta jue estio termine!.
Mais t^rle ) as noticias que tinham fund unento,
mas nao as rropirsoes avisadas.Capanema ..
C intinuando a discussio do projecto da nave-
gado dos n.s Tocantins e outr.,s, suscitou-se ama
qu stio de ordem, relativa aceita^io do projecto
substitutivo do Sr. Saraiva, e na qual tornaram
parte os srs Silveira da Motta, Antouio Prado, Sa-
raiva e presidant-. Orou depois s bn; a materia
o Sr. Silvaira da Motta, o ficou a discussio adiada
pela bora.
Na Cantara, depois de lida e approvada a acta
antecedente, teve primeira leitura am projecto
de reforma eleitoral ofierecido pelo Sr. Costa
A guiar.
Preeneheu a hora do expediente o Sr. Maacio
Rih'jiro que tratou de negocios de sua provincia.
Na ordem do dia, u requerimeoto do Sr. Seve
Navarro, foi euoerrada a 2* discussio do orca-
mento da agricultura, seudo approvada a proposta
como o additivo que autoras a reforma da secre-
taria da agricultura.
O Sr. Paulino Chives requereu dispensa de In-
tersticio para que a proposta fosse dada para a or-
dem do da de Boje.
C mtinuou a discussio do projacto da reforma
eleitoral, orando -s Srs. Penido, Luz e Pairo Bel-
trio.
A discussio ficou adiada pela hsra. _
Na 2* parte da ordem do dia, entran em dis-
cussio a interpellaclo do Sr. Maciel ao Sr. mi-
nistro da juanea aobre o ultimo ediul do Sr. chefe
ue poc;a prjhioiii.li as reumis publicas.
Oraram os Srs. Maciel e Mae-Djwsll (ministro
da justica).
O Sr. Andrade Figueira requereu urgencia
para que proseguase uo da seguate a discussio
da interpallacao.
Nio foi aceito o requeiimeoto, sendo rejeitado
tambera um requerimeoto do Sr. Penido pedindo
prorogaclo da sessio por ama hor.
No da 13, no sonado, o Sr. Silvera Martins
judtific iu um reqa-'rm -uto pediudo copla daa ia-
forinaccs que motivarara a rjmocai do juiz mu-
nicipal de Bag para Santa Mara. Oroa o Sr.
Barii de Citcgipe, e a padido do eeu autor, foi re-
tirado o requeriraento.
O Sr. Leo Velloso justificou outro requerimen-
to pedindo copia dos documentos qua serviram de
base ao perdi c nceiido a um criminoso de >
morte. Orou o Sr. Bario da Cotegipe e fieoa a a
discussio adiada pala hora, fio ui Jo com a palavra
o Sr. Liio Velloso.
Na ordem do dia entrou em 3 discussio o or-
(ameuto do ministerio da justica para o exercicio
de 1888.
Oraram os Srs. Miira de Vasoonjellos, Siqueira
Meudes, Caadido do Oliveira, Leio Velloso e
Tauuay.
A discussio ficou adiada p;la hora.
Na cmara, depois de lida e approvada a acta
antecedente, teve segaud* leitura o projecto apre-
seutado pelo Sr. Costa Aguiar, seudo remettido
eommissio de coostituicio e legislagio.
Ficaram alalos dous rcqujrim;utos do Sr.
Iff ms 1 C"lso Jnior e um do Sr. Jaguaribe Filho
pedindo laformifes ao governo.
Na primeira parte da ordem do da oraram os
Sr*- Affonso Celso Jnior e Coelho de Rezendc.
NiS'gunda parte, a requ-rimenti do Sr. Por-
tagal, f ii eacerrada a 2> diacus3i do projecto do
corrente aano reformando o systema das elei^es
proviuciaas.
O projecto foi approvado com nraa emenda do
Sr. Carlos Peixoto e remettido eommissio de
red*ccio.
O Sr. Miurio obteve dispensa da intersticio
para qua o proj-cto entre na ordem do dia de 16.
Na 3 discusai do ir^imnti da agricultura
oraram 03 Srs. lienriques Salles, Coelho da Re-
zeade Das Carneiro o Montandou.
A discussio fiem aliada pela hora.
Teado-se publicado na corte que a eommis-
sio de trras do Valle do Paraaapauema se tem
achado en parigo da vida, do motivo de possives
aggressoes da indios, e sera que o governo baja
providenciado a tal respeito, iuformou presi-
dencia da S. Paulo o chefe da eommissio, enge-
nheiro Jos Ribairo da Silva Piraji, que nenhuma
reclaujaoio ou requisicio de meios recabara dos
incoloros da commisio para garanta da sua se-
guranca individual, tendo exigido, no emtanto,
uformacioeg minuciosaa dos agnmauaorea acerca
do objecto.
Das untes de haver recebido esta coramunics-
cio, recommendra o Sr. ministro da agricultura
presidencia de S. gVaulo iuformasse acerca da ne-
cessidade de ser posta disposicao da eommissio
uma forca militar ou de augmentar o numero dos
trabalbadores para impedir aggressoes doa sel-
vicolaa.
A' competente directora em Londres re-
metteu o sapriateadeote da ferro-va de Santos a
Jandiahy, a 22 de Julho, a quantia de..........
106:371*200, ao cambio de 22 916, por conta do
salde do trafego.
O Sr. senador Manoel Francisco Correia
mandn para a escola nocturna gratuita do Con-
gresso Operario de Bineficencia um livro denomi-
nado Premio titevo Silva, para ser conferido ao
alumno que mais se distinguir na aula da deaaiho
de figuras e ornatos, a cargo do professor Estevio
Riberto da Silva.
Na eleicio da Santa Casa de Misericordia,
procedida em 10, foram eleitoa para servir no de-
finitorio, durante o anno comproraiaaal de 1887 a
1888, oa seguiutes irmios: senador Alooso Celso
de Assis Figueirodo, general Ayre8 Antonio de
Moraea Ancora, Dr. Antonio Ferreira Vianoa,
Bario da Mamor, Bario de Villa Velha, senador
Jeronymo Jos Toix ira Jnior, consalhairo Luiz
Antonio Pereira Franco, desembargad ir Serafim
Muniz Barreto, conselheiro Antonio Pedro da
Costa Pinto, Bario de Aadaraby, Bernardiao Jos
Borjes e Miguel Arcbanjo Gal vio.
O Dr. Antonio Al ves Ferreira dirigi ao pre
sidente do Lyceu Litterario Portuguez, a segointe
carta, referente ao donativo de quatro apolices
da divida publica :
Desojo contribuir com o meu fraco contin-
gente para a prosperidade do Lyceu e dar uma
prova do quaato sympaiiiso com a importaste in-
stituifio que V. S. tio dignamente preside, a
qual tio relevantes servicie tem prestado e conti-
nuar a prestar instruccio popular, quo o maior
de todos es bens, distribuindo com grande profu-
80, sem diatinefio de nicionalidade, o pao d*
espirito s classes d sprotegidas da fortuna, s
quaes elle tio neceaaario.
Levo, portaoto, ai conhecimanto de V. S. que
nesta data mandei averbar na Caixa 1a Amortisa-
cio quatro apolices geraes, inalienaveis, de 1:000*
cada urna e juro de 5 %, para com os seus juros
de 200i, constituir tres premios de animacio, an-
nuaes, durante ciocoenta anuos, fiados oa qtaea aa
apolicea reverterio para o fuuJo ou patrimonio do
Lyceu.
Os premioa que desejo estabelecer aio os ae-
guintes :
Um de cineoenta mil ris (5O0O0), aob a
dsncminacio de Vasco da Gama, que ser confe-
r lo ao alumo que mais se distinguir em qual-
quer das aulas de nutica, de geographii, oa de
sana comraercial, dando preferencia de nu-
tica ;
2o Oatro de cucoenta mil rea (50/000), qae
ser den.minado Luiu de CamSes, que ser desti-
nado ao alumno que mais o merecer por sea adan-
tameuto e applieacie na 4a classeportugus
adiant ido ;
. 3 Outro de cem mil ris (100*000), com
titulo Dr. Antonio Alves Ferreira, que ser desti-
nado ao alumno que mais se distinguir em qnal
quer das aulas de chimica orgauica ou inorgnica,
da phyaica, oa de astronoma, dando sempre prefe-
rencia A de chimica.
Resum: Tres premios em dinhero, sendo
os dous pruneiros de 50000 cada um e o ter-
cero de iOJiQ.K), os qaaes serio coaferidos e dis-
tribuidos auuualmente, conforme cima fica indi-
cado.
Se por qualquer motivo imprevisto o Lyceu
Luterano Portuguez deixar de funeconar, paaaa-
rio aa quatro referidas apolices e os seus juros
para outra inatitu:cio do mesmo genero, eacolba
do entio Sr. ministro do imperio e com aa mesmas
c m lices e ttulos mencionados cima.
Tambara peco p-rmiasio para enviara V. S.
os dous livros seeuiutes, destnalos bibliotheea
do Lyc-u : Io, Hydrologie Genrale, por Antoni*
A'ves Ferraira; 2a, Les Aterveles de la Scitnce,
por Lmis Figuier.
Deus guarde a V. S.Illm. Sr. commenda-
dor Jos Joio Martins de Pinho, digno presidente
do Lyceu Litterano Portugus.
O Dr. Antonio Alveg Ferreira tambem fes
ao Lyceu de Artea e Oficios o donativo de uma
apollo* da divida publica, do valor nominal de
1:0(0*000, para constituir-so com o jaro' della,
durante 50 ana is, m premio annaal de 50*000,
denominado Pedro Alvares Cabral, qae ser dad*
ao alumao que mais *e digtinguir na anla de geo- ,
graphia, de physiea oa do cargo eommeroial, re- ^

.
1

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:ittllr-,

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-;"'
Diarfo de PernambacoSabbado 20 de Agosto de 1887
vertend o a apolice para o
decorridos os 0 anuos.
O mesin i seabor, que j hara eariquecido a
bibliotheca do Gaoinete Portugus du Leitara com
1,300 volumes. fes agora aj mesmo gabinete um
donativo de 500*0 K).
No da 11 faileeeu na corte o major honora-
rio do exercito R^yin-undo Duarte Beserra, que
era oficial da ordeos da R si, eavalleiru da de
Christo e tinha a ra datha do mrito por servcos
prestados na tatnDinba dj Paraguay; e na ci-
dade de Diamantina o eoroiel Francisco Jos da
Almeda e Silva.
Espirito Baulo
Datas at 11 de Agosto.
Nada occ.rreu de importante.
Babia
Desta prcviueia ala rasabas*** folhas.
Alagou*
Datas at 17 do Agesto.
Nada de importante oecorreu.
patrimonio do Lyosu, inento da rainha Victoria, inspiraodo-se na un-
nifestaco das urnas, e accreacentava, como que
INTERIOR
Corresponden -la do l hiri de
*eraauibuco
RIO DE JANEIRO Cobtk, 13 de Agosto
de 1887
ScuMAEto : Atraso dos trabilhos do parlamento.
As materias orcameutariaa pendentes
aiuda da Cmara dos Deputados. Hbi
toa de nossos legisladores. Urna sarta
do Burilo de Cnpamma lida no Club Mi
UUir Moca i por este votada. C"m<> o
Paiz a coiosid rou e quaes as ill .i/"
que tiruu.Os eouselbos apreciados pe-
ios escriptores goveruiataa. Discussao
do orvimutu do Ministerio de estrun-
geiros.Um telegramma do Sr. Capase-
ma.Apreciaco no Senado acerca das
nossas r- lato-a com u Kepu! lica Argen-
tinaDos trabalbos da Cmara dus De
notados. Iuterpclico do Sr. Maciel
acerca demeetingi. Juiso da Gazeta
do Noticias a tal respeito. Carta do
Sr. Dantas, como documento histrico.
Vio atrasados os trabalbos da presente sesso
parlamentar.
Podemos cousiderar-nos no meio de Agosto,
pois que asssnhl domingo e depois dia santo ;
e smente 16 das uteis nos I4tam para o termo
da e sso ordinaria. Eutretauto na Cmara dos
D-.'putadcs somante boutem Csi votado im 2a dis
cusso o orcmento do Ministerio da Agricultu-
ra, qiie hoje e itrar em 3*, por ter sido votada
ft.
urgencia para esse fm, e nao de esperar que os
deputados inaciiptjg com a palavra, qne deixaram
de fallar u'aque la, por causa do encerramento pe-
dido por parte do governo e aceita pela Cmara,
O deixem de iazer uesta.
Em todo o caso, mesmo na bypothese mais favo-
ravil, s na sesso de 16 poder comecar a dia-
cusso dcoicmento do Ministerio dsFazeuda.
Faltam ainda a receita sobre a qual anda a
cominissao uo apresentou o respectivo paiecer
6 08 auditivos ; p r muito que sejam os trabalhog
accelerad.s. ( la para o fim do mez poder o que
concern ute lo Ministerio da Fazenda chegar ao
Senado, onde, a jelgar p' lo que ge tem dado com
08 crcameutos que ahi se toin digcutido, nao de
esperar que ag cousag andem com rapidez.
Diversas e variadas to as causag que tecm con-
corrido para gemelhante atrazo, gendo, talve, a
principal d'elks, o u.j habito em que se puzram
os nossos legisladores, principalmente na Cmara
dos Deputados, de e-spordicarcm tempo, fallando
de tudo e a todo proposito, menog por interesse da
caus i publica do qua para fius.utrcs, quaes os
de rec minen larem-se a g seus el iitores e amigog
nal provincial, ou de causarem embaracos ao mi-
nisterio quaudo ge faz part da oppasiyao. Por
Jarte do governo nem sempre se d boa direccao
Cmara, e doixt-ee perder os sabbados durante
tres mezes, para no quarto aprovcital los com sof-
freguido.
Com tudo, cumpre fazerjuatica actual legis-
latura. Na eesso paseada, apezar do t-.mpo gas-
to com a verificaco do poderes que sempre
motivo de escusa para o pouco que se fas na pri-
meira sesso de cada legislaturafoi votada a lei
do orcamento, que teve larga discussao em am-
bas as cmaras, mesmo porqae era a prim ira da
nova situaco.
N.ste anno tambem as cmaras nao seroen-
cerradas, embora com proregacao, sem que se te
nbam votado as leis annuaes, como acsnteceu por
mais de urna sesso na situaco passada, em que
urna lei do ornamento vigorou em tres exercicios,
mediante proiogaco, sem que se votasse novo
orcatneuto.
Passem's, poim, ao que interessa e deque me
cumpre dar conta. E' no Senado que uestes l-
timos das os debates teem despertad mais inte-
resse, pilas questoes que foram trazidas tria na
2< discussao do orcamento do Ministerio de Es-
trangeiros, bontem encerrada. Foi assumpto co-
mo que obngado p.ra todos os oradores o estado
de nossas relaeoes com a Repblica Argentina e
os fundamentos de receios de guerra com ella, c 1-
ligidos do ti echo de urna carta do Baro de Capa-
nema, chele da oosia cominisso de limites, diri-
gida ao corom I Cuuha Mattos, e que este leu em
sesso do Club Mil.tar.
Importa, antes de ir adianto, dizer o que conti-
nua aquelle trecho e o que occorreu cm relaco a
essa questo, que procurou-se rxplorar pelo modo
que inelhor parecer, ligando-a dos meetingB,
de qua dei na passada ligeira noticia, e a que te-
rei de relerir-me ainda boje.
Pelos j:rnaes levados pelo Trent deve ser ahi
conhecida a noticia dada pelo ?aiz e pela Ga-
seta de Noticias de urna sesso daquelle 'Club,
em que foi proposta e votada a seguinte m cao,
a que deram o nome de moeo de desconfianza
ao ministerio >, achando se a naco abandonada
pelo exercito :
< Pror.onho que, vista da indift'ercnca do go-
verno en re ac-j aos meios de defesa de que dis-
pee o exercito e a armada, sejam nomeadas, com
argencia, pelo Club, commissoss encarregadas d
indicar quaes as providencias que quanto antes
devem ser tonadas pira garanta da naco e
quaes as reformas urgentes a iazer.
Antes de ser apresentada cssa mooo, deu, na
mesma sesso, o coronel Cuoha Mattos conheci-
mento ao Club do citado trecho, no qual o Sr. Ca-
pia.me, felicitndola organisaco do mesm Club,
aconselhava a tratar-se, antes de tudo, dos nte-
resses da patria ; porquanto pelo que tem visto,
julgava que nao podernnos evitar urna guerra,
para a qual nao estamos preparados.
Comprebeide-se que, sendo a questo de limi-
tes o motivo que faz recetar urna guerra entre o
Brasil e a Repblica Argantina, sem lbante opi-
niao do chefe da nossa commisso de limites, que
no proprio territorio em litigio trabalha com a
commisso argentina, para que ambos os pases
ebeguem a urna soluco pacifica, nao poda det-
xar de produzir viva impresso, nao obstante as
noticias recebidas, quer directamente, quer por
telegrammas do Rio da Prata, de que os dous
commissarios achavam se no m dhor accordo.
Nada mais natural, portanto, di que estando
a funecionar o parlamento, provocar-se o governo
a dar a esta os precisos esclarecmentos que o
onentassem no modo de proceder, atientas as cir-
cumstancias, na defesa dos direitos e dignidide
da naco.
E', porm, de notar que o dsse menos
importancia aquella opinii attribuida ao Sr. Ca-
panema, do que a ndicueo do Club, que com-
mentn, cm artigo sob o tituloAcrise, achao-
do-a de tal gravidade que at juatificava, se nao
impunha, a demsso do ministerio, como bem o
de. a comprebender a Princesa Regente.
< Nao um partido poltico, observara aquella
folha, refei-indo-se tal muco de cenaura, que
apenas exprime o pensar de alguna officiaes exal
tados que nao acbam apoio na m ioria dos sus
camaradas que pensam e reflectem com calma, e
a que seria p uc > serio chamar a naco arma-
da ; nao sem partido poltico, nao urna op-
posico, oo um grupo de cidados descontentes
quem asaim maniesta um voto de tal ordem, qn
equivale mais solcmuj coudemnaco que se
possa lavrar c intra um governo ; o exercito
braxilero, a naci armada, sao os fiadores da
honra e da d- teta da patria os qae annunciam ao
mundo que, nao hivecdi no Brasil governo que
trate de appar- ilnr a rucJU para a detesa da eua
honra e da eu i existencia poltica, elle quem vai
encarregar so de eatudar e propor os meios neces-
ssrios e m'iis urgentes para o Coaeguimeoto
desse grande fim. _
Em artigo posterior, tratando anda da crise,
sob a epigrapae O poder pessoal., e dizendo
que fazia justici as intngoes intimas da au-
gusta senhon que deaempenh o cargo de regen
te do imperio, a qsal arnsca-s-! a seguir o>o ca-
mnho na falsa supposico da que o sen procedi-
miento correcto lembra o Paiz o procedi-
para animar a Regente a demi'tir o gabinete p
at dissolver a cmara, se tant toase preciso :
Nao acontece o mesmo nos paizea emo o
nosao, onde a vontade nacional sabe falsificad t
das uruas eleitoraes. N ata hypoth-se, que a
nossa, a tarefa de reinar torua-se penosissima.
S o criterio peaaoal do soberano pode arredar
as eriges e prevenir as revolueoea.
Sua Altesa nao ignora qa-\ a permanecer na
sua intenaSo, Minulau io acatar o prineipio con-
stitucional (*ic) da ,b.4leveia o do aceordo com
a n.iioria da Cmara dos Deputados, tac.l ser ao
partido que es ti ver no governo eternisar-se no
poder
Desde que os ministerio!, lib'ra s ou conser-
vadores, sao os que fazem as eleico:s e compo m
a Camaia dos Deputados com os s>ua ad- ptos ou
clientes, o ministerio actual do Sr. Biro de Co-
tegipe, apoiado, como nao se contesta, por gran-
de maioria do seu partito, preponderante na c-
mara temporaria, pola prolongar a eua existen
ca, ebegar ao fim da legislatura, oleger urna c-
mara idntica actual e couservar-se indefinida-
mente no poder, nao o transferindo senio a ami-
gos e co-religionario;, qui prosigam na in;sma
poltica.
Poder Sua Altesa empr. hender e levar ao
cabo sem- Ibante poltica, semelhante pratica eons-
tirucitnal sem correr o risco de sublevar contra si
11 lus os ou'ros partidos subju^ados, j uo fallando
d'aquelle que pode legtimamente nutrir a aspira-
co de suporiinir o tbrouo e supprimir a reslesa
Ora, eis abi! Depois do conseiho a ameaca;
e se Sua Alteza a Regento cao quiser ver sup-
p imidos o throno e a realeza, demitta o gabinete
de que presidente o Sr C-tegipe !
Atacad pelos escriptores governistas, que ex-
pr bram aoescriptor republicano aeonselhar golpea
de Estadu, e prpgar as rautagens do poder pessoal,
o Paiz fas-se dtsapercebido e mudando um pouco
de rumo, volta em artigo de boje, ainda aob o
'tufoA erite, insistiodo que esta nao j
ministerial, mas criao governamental, pois que
estando enferrujadas na molas do systema, nao ha
mais centro de gravidade e perdido e.t o equili-
brio dos poderes por causa da anarchia creada
pelo Ministerio do Sr C'tegipe ; pelo que eom-
preh nde se o cnloio e o veame que esto opri-
mindo e desnorteando o espirito da Augusta Re-
gente do Imperio.
A impresso que neste. momento domina o
animo de Sua Alteza, acrescenta a citada folha,
deve sur igual aquella que nos proprios sentimos
a de se acbar em um slo oscillaote, vendo (ls-
abar em torno de si monumentos e edificios, cui
encontrar um abrigo onde se refugie, o
Continuando, diz que a carta do Sr. Capanema
nao tem a importancia que se Ihe tem querido dar
(e de facto, as expheacoea dadas bontem no Se-
nado tiram toda a duvida a esas reapeito), mas que
o que justifica os receios de guerra e complica s
nossas retaco -s com a Repblica Argentina a
permanencia do Sr. C-otegipe no poder, a sua p di-
tica errada, pois que, com ou sem razo, elle
considerado ali como um inimigo.
Taes sao as apreciacota c conceitos do Paiz,
com os quaes tenho, tal vez, me alongado de mais.
Foi no Senado, como disse, que o debate en-
carreirou ae nos terrenos das nossas relacoes com
a Repblica Argentina, p. das reclamaces deata
por causa da questo quarentenaria ; e ao Sr.
Affonso Celso coube iniciar a discussao, pronun-
ciando um importante discurso, em que s tratou
das citadas reclamacces, mostrando quanto eram
estas de*arroroadas e quo tora de proposito eram
as instrucco.-s dadas pelo governo argentino ao
seu ministro nesta corte, instrnecoes at certo
ponto insolentes, e que foram dadas publicidade
na imprenaa de Buenos Ayres
Por fortuua, o Sr. Moreno, representante d'a-
quelle governo junto ao do Brasil, proeedeu sem-
pre com o devido criterio e moderaoo, mas aifir-
mou em um officio ao ministro das relavos ex-
teriores de sua naco que o uosso governo taitn
promessa que fizera de reduzir o prazo para a
a-dmiaao da carne secca do Rio da Prata.
Que ministros foram esses que encharam de
esperaocas ao argentino, p rguutou o Sr. Alfonso
Celso, e nao cumpriran a promessa? Pela minh-i
parte, Sr. presidente, confesso que laboro em da-
vida cruel: por quanto, si nao posso crer em tanta
facilidade e indiscripco, por ontro lado nao paso
tambem suppor que atiirmasse urna inverdade to
distincto cavalbetro; nao capaz disto. Espero
que o nobre presidente do conselho livrar-me-ba
deata duvida.
O Sr. CotegipeEu responderei.
De fact i, tomando depois a palavra e faseudo
coufisso da impresso causada p do eloquente dis-
curso do honrado senador mineiro, o Sr. Cotegipe,
com o criterio e reservas qie a sua posielo lhe im-
po-, abundou as consideracoas do Sr. A5ou?o
Celso, mostrando que ontro procedimento nao po-
da n'aquellaa condico -a ter o governo do Brasil, e
nemoutro tem sido o procedimento do go/erno ar-
gentino cm relacio a questojj de quarentenaa
sempre q le ha aqu ou presumem n'aquella rep-
blica que ha tebre amarella.
Para confirmar eaae acert apresentou S. Exc.
um resumo, extrahido do archivo da secretaria de
estrangeiros, das ques::s que se tem suscitado a
reapeito, e de como tem sido ellas resolvidas.
Quanto promessa, uo a fes positiva ; mostrou,
bem como o Sr. Mamar com quem sempre esteva
de accordo, bi vantade de attender s recia na-
cOes e reduzr o prazo, mas declarou sempre que
toda e qualquer resoluco do governo bavia de ter
por base o parecer do conselho superior de sade,
e este foi, como sabido, contrario redueco do
prazo. Ora isto foi exactamente o que por mais
de urna ves se tem dado com o governo argentino,
3ue nao obstante a sua boa vontade e manifest
esejo de attender s reclamaeO.-s do ministro bra-
sileiro, nao o tem feito, por nao o permittr a opi-
nio scientifica, qua elle respeita, como de tudo
consta prova que o Sr. Cotegipe exhibi.
Em todo o caso, 8. Exc nao v motivo para que
as boas relacoes de ambos o paizea possain uufra
quecer-se por causa dessa questo.
Continuando a discussao com largueza e faseudo
outros oradores reierencia ao Club Militar e
carta do Sr. Capanema, voltou hootein o Sr. Cote-
gipe tribuna, tratando longament-i d<.s queato:a
que se aa.>tam ou podein ser agitadas entre o Bra-
sil e a Repblica Argentina, as quaes podem ser
resolvidas pacificamente. Quanto ao Club Milit ir,
aeha que elle est em seu direito, discutindo e re-
presentando ao governo para se adoptar este ou
aquelle alvitre no intuito de melhorar-se o exerci-
to earmada; mas nao temo direiio de querer iu-
trometter-se as reparticoes publicas, porque isso
seria um estado no estado.
Pelo que respeita carta do Sr. Capanema, em
que este dizia que a guerra era lnevitavel, dis que
telegraph ju perguntando-lhe o que bavia de verda-
de sobre as nossas relacoes com a Repblica Argen-
tina, a proposito da questo de limites, e se bavia
escripto a carta que foi lida no Club Militar.
A resD ista lo Sr. Capanema foi a seguinte :
Palmas, 18 de Agosto de S87.Effactiva-
monte escrevi a Cunha Mattos carta, cujo uso nao
autoriaei, veraaodo sobra oceupar soldados em ser-
vicos de vas de communicaco, sobretodo aquel-
las que ten, ou pidtm ter, serventa estratgica,
mostrando que dah resultara termos tropa habi-
tuada a fadig.s e boa disciplina; e que muitos
officiaes estudain e, sem applicar o que aprendem,
se inutilisam, o qu se evitara; foi m.teria inui
tas veses discutida entre meas c impauheiros de
co nmiaso, que coneordavsm tambem que, seria
um meio de distracco para afastar intervenco
na poltica. Alm disso, todos pintavam o estado
do nosso exercito pouco lisongeiro, e mesmo como
escola de vicio para o soldado, que pouco poderla
aproveitar ao bom material que poasuimos. Sen-
do Cunha Mattos o oficial que dirigi, a conselh i
de Marques do H rval, as linhas telegraphicas
conttruidas com soldados no Rio-Grande, o que
realiaou com rapidez, perfeico e enorme econo-
ma, e, egundo me affirmaram outros of-
ciaes, deb ixo da man vigorosa disciplina lem
brei a elle, par occasio da organisaco do Club
Militar, que se oecupassem com essa materia Eu
conhecia o homem por servcos prestados, e os seus
compauheiros o aufendiam. Quando cscrevi esta
va debaixo da impresso de aoticias telegraphicas
recebidas por diversos, de ter a imprensa argenti-
na rompido com violencia contra o geverno da Re-
gencia, e nisso entrva um jornal olfleioeo; que
se eocommeodaram pressa quareata metra ha-
dara]; que um cerpo das tres armas ia taser urna
exourao militar s Miseoes, etc. Aa noticias che
garam das depois de eu ter comecado a carta
que ento terminei. Mais Urda li as noticias, que
tiobam fundamento, mas nlo ns proporcoes &v\-
aadit. Capuiiana.
Nao v, portanto, o orador motivo para apro-
b isoea, e em seguida l a communicaco do coui-
nissario argentino ao seu governo, dando conta
dos trabalhos e dizendo que estes se tem atrasa -
do por causa da chuva e qae as relaco s com a
Quando o Sr. Cotegipa dava estas explicaedes,
disse o Sr. Vertato de Medeiros, em aparte, que a
carta em questo mostrava qual o criterio do da-
legado do governo que anda alarmando tudo com
guerra, quando nada ha.
Exolicado como se acha o caso, nao to gran-
de como pareca a indiscripco do 8r. Capanema.
No qu? elle nio revelou eriterio, foi em confiar no
criterio do amigo a quem, na expanso da amisa-
de e em correspondencia intima e ligeira, extercou
um pensameoto que a muita gente tem occorrido,
sem desconfiar jamis qua tal amigo o atirasse
malignamente aos quatro ventos da publicidade,
como arma de guerra contra o governo do que o
mesmo Sr. Capanema representante na questo
sujeita.
Em coacluso, toda a discussao do oretmento
do Ministerio de Estrangeiros no Senado foi intc-
reasante.
Na Cmara dos Deputados, de pir com o orna-
mento do Ministerio da Agricultura de que cima
fallei, tem sido discutido o projecto do Sr. Rodri-
go Silva sobre reformu da eleico dos deputados
provinciaes, ao qual tem sido apresentadas diver-
sas emendas. No debata a opiuio geralmente
manifestada qua convem acabar com a eleico
por districtos, volcando ao systema de eleico por
provincia, com voto incompleto, ou S3m elle. Ho-
je deve ser encerrada a discussao, e muito pro-
vavel que se vote urgencia para o projecto entrar
em 3 discuiso na seguate sesso, visto o emp^
nho manifestado p.'lo sau autor. O que nao de
esperar qua ainda neste anno o projecto podsa
ser adoptado no Senado.
Como sabe o leitor, huva o Sr. Maciel, em das
paseados, apresentado urna nterpellac) ao Sr.
ministro da justica, que ento a<*hava-so oceupado
nu Senado, sobre o edital do chefe de polica pro-
hibindo os meetings as ras e pracas publicas.
J tendo sido a materia debatida no Senado com
o mesm) ministro e j tendo o Sr. Rodrigo Silva
dado breve resposta s observaedas faifas na C-
mara sobre o assumpto, parece que seria de bom
conselho que o Sr. Maciel prescindase da sua in
tcrpellaco, pois o interesse e eff-jito de occasio
j tinbam pasaado. Nao foi esse o alvitre segui-
do, e na sesso da bontem entrou em discussao a
mesma oterpellaco.
Segundo os amigos da governo, fes o honrado
deputado do Rio Grande do Sal, Uader real ou
supposto da minora, mas em todo caso leader pro-
clamado, o mais completo fiasco, com o qual con-
trastou a resposta do Sr. Mac Dowal, que foi com-
pleta e irrefutavel.
Mas como o juizo dos governistas deve ser sua
peito, aqui c rasgno o qua a tal respeito disse a
Gateta de Noticias no sea boletim parlamentar,
emquadeu conta da sesso:
Accusar um governo de querer sapprimir di-
reito de reuaioes geralmente urna tarefa facilima
para a opposico.
S em lugares commuus e em chapas de rhe
1 do corrente, foi exonerado a sen pedido, do
cargo de guarda de 1 claase da Casa de Daten-
co rrederioo Pompeo de Baos Lima, e nomea-
do para aubatituil-o o guarda de 2 claase Anto
nio do Rago Barros, bm eomn para substituir a
este ultimo o cidado Fabio de Naseimento Gon-
calves da Luz.
ytem iinheiro. aena bllhelea da
*' lotera Remetfe m nos o seguate :
N 785.Thesouro Proviacial de Pernam-
buoi, em 12 de Airosto de 188T. Illoa. e Exm.
Sr.Em observancia ao que recommendou-me
V. Exc. por offi.-i) de 27 de Julho ultimo, na
mesma data offidei ao thesoureiro das loteras dos
ingenuos da Cdouia Isabel poniiando-o a reco-
Iher a importancia de 5:27i0O0, que consta exis-
tir em seu p ,der etn bilheteg da grande lotsria
daquella concesso ; osas at a presente data ne-
nhum* resposta teva aquelle officio.
E o que me cabe informar a V. Exc, enm-
pnudo o que me ordena em oficio desta data so-
bre tal negocio.
Deus guarde a V. Exc. Illm e Exm. Sr.
r. Pedro Vicente de Asevedo.Mu digno pre-
sdeme da provincia.O inspseror, Antonio Wi-
truvio Pinto Bmdeirae Aicioli ia Vasconcollos.
Vapor erKlpe O Sr. Douingos Alves Ma-
tbeus gerente da Companhia Bahiaaa, pede-nos
para noticiar que a sabida desta vapor que esla-
va annuaciada para o dia i'J, eoi virtude das
chavas, fi^ou transferida ptra o dia 21 do cor-
reare.
Embarque-Com destino provincia do
rara einbureou hontem no pajuet) nacional o
nosso amigo Da Democrito Cavalcante de Aibu-
quequa a que u d-sejam )s feliz viagem.
A lllurtrucn-1) -st i excellente revista de
Portugal e do Brasil da que director proprieta-
tarioem p4rz 0 jf> Miriano Piua, recebemos
remettido do Rio de Janeiro, o n. 12, que traz
primorosas gravuras.
O gereite em Portugal e Brasil da tlllustraco
o Sr. .vid Corazzi.
I'alleclmenlo. -Hontem falleceu no Ar
ran.l o.ilo se aehava em trata cento de urna fc-
bre pali'.dosi o jovem e intelli,;ente aca-damico
Feruauda Pedro das Neves.
O s.'u enterramento realzoa-si Iioiteu no Co-
miterio Publico, com assistenc i da numerosos
amigos.
A sea digno irmio e nosso amigo Antonia
Lastra com tal facilidade qu i em pouco tem-
pe sssenborea ae de grande territorio, e quando
apertada cm estreitos limites ganha por ventura
as suas mais nteia propriedades qne ao as de aba-
far todas as ouiras hervas ruina, impediudo a ger-
minaco de aementes ms a poupando por isso ae
lavrador o trabalho de continua las limpas. As
suas raises o ste caso sao verdadeiras cabolleiras
embaatidas at a profundidad' de um decmetro
mais ou m -nos da aup-rfieie, formando um culeho
impermeavel, as suas folhas crescem ento vert
clmente a palmo e meio dando ares de capinsal.
O d-minio que timado terreio to usurpa
dor, que fcilmente mata os eapinzaes dos terre-
nos caneados to inimigos dos lavradores. Para
isso basta plantal-a logo apoz a quima do sapo,
e nascendo as duas plantas de parceria, como mais
duas cu tres queimas, ficar a gramma domi-
nando.
Sendo as suas folbaa macias, oa aoimaes as
preferem mesmo s do capim d'Angola nao muito
vinoso, Nao deve ser confundida com outraa varie-
dades de grammas com ella muito parecidas, urna
pela folha, mas que nao lastra por meio de filbos
distiuctos nem com tant* profuao, e outra que
pela reprodueco e tambem pela folha semelhante
de Pern'imbuc, mas ten a raz mais rala e me-
nos protundi, nao roun;ndo pois aa quuliJades
d aquella de que nos oceupamos.
Propbllaxta da ral va Ao Sr. Ministro
do Imperio dirigi em data de 3 de Julbo do cor-
rete anno o Sr. L Pasteur a seguinte carta :
Sr. ministro.Encarregaa'ea b i maia de um
anno Dr. Perreira dos Santos da vir estudar em
Paris o method) diprophyUxia aaraivae a bacte-
reolofia : sua misso est acabada o elle volta
pira o Brasil. Nao devo, Sr. ministro, deixai
apartar-ge da nos to amavcl cavalhero gem
dizer-vos que por seu asjiduo trabilho, pela grande
ameni-dade de seu carcter, nao meuos que peli
aixo do davor, en todas as cousas o Dr.
Ferreira dos S intos onquistou as sympathiaa, de
todos no meu laboratorio. Ninguem est melhor
preparado do que elle para fundar e dirigir o
instituto auti-rabico no Brasil. Queira Sr. minis-
tro, aceitar a ixpresso do meu respeito e de
muiha d-jdicscao. -
O Sr. Ministro do Imperio respiudeu :
Rio do Janeiro cm 30 de Julho de 1887.Ao
Exm. Sr. profeaaor Luis Pasteur.Pela carta que
V. Exc. dirigi em 3 do corrente mez ao minis-
tendemos que o governo procedera avisadamente
fazendo recolher infirmacoes que tornem patente a
verdade
Oa milheiros da aliemes estabelecidos no
Brazil vivem f lizes ; gozam de todas as garan-
tas que as nossas leis eorocedem ao estrangeiro
coaservam a sua liogua, continuam os seus eos-
turnes, exercem livremente as profisso'S da sua
escoma, mas do mesmo modo que todos os ou-
tros estrangeiros devem reapeito e obediencia, de
r0Aequdee,,ert0,8lB9eaJ8f"b- 'ra-
fea cahiriam ... al(;ada tnbunaes
smente dignos de
Bra
p r suaa mus fizessem ins
cahiriam deba.xo da aleada d
como verdadeiros criminosos
repreaa) severa.
Club Internacional
Hoje este club d aos seus
liar do costme.
le Regatas-
socios a reunio fami-
d;
mingo as sa-
Beunlde* aociaea Ha
gulotes :
Da Sociedade Minerva Progresso Pernambuea-
no, s 10 horas da mauh, em sua sede, para cm
sesso de assemola geral ordinaria tratar de ne-
gocios dirarses e urgentes.
Do Moute-Pio dos Typographos da Pernambuco,
i II horas da manh, ra do Nogueira n. 47.
Do Iustituto Litt- rario Oiiud-use, j II horas
da manh, em sess, de assembla geral, pira
prestago de contas.
Da S ce lado R creativa Juventud, cm assem-
b.a eral ordinaria, para leitura do relatcrio e
eleico da nova presiden 'ia.
uirecturta da obran ae conaerva-
cao doa portnBoletim meteorolgico do
> 18 d \./-sfi d" t7-
(oras !'- Ji 2 *> H Barmetro s Oo Tcaso do vapor a m ns 1 s
-------
6 m. ao6 762">17 17,37 95
9 12 3 t. 6 22' -; -i >-'i 24--5 22'4 7t:jm20 762<53 7til Pedro das Neves aprsenteme! nossas coodo- terio dos negjeios a meu cargo, ficou o governo
leuciaa. j iu:p-rial informado de que o profe3or da Facol
EmbarqueCom '
torica ha, para esses casos, urna rica e variada col-
destino no Rio de Janeiro
seguio no dia 18 do crrante a bordo do vapor al-
lemo Paranagu, o Dr. Augusto Cocino Leite,
distincto medico desta capital, 'i. S. vai em bus-
ca de melboraa sua saudc, seriamente alterada
pelo terrivel beriberi.
Faz m03 votos pelo completo reatabelecimento
da sua sua saude, e esperamos que dentro de pouco
.tempo volte sua trra natal a ao seo de geus
lecco.
' Nao se servio deila o Sr. Maciel; maa tal vez
por iaeo e tambtm pelaacondicoesem que se aeha-
va S. Exc. a interpellaclo foidebil e incolor.
O Sr. ministro da justica detendeu o acto do
gjverno, citando leis e demonstran i o que, vista
da maneira porque foi annuneiado, o meeting
do Campo da Acclamaco era urna reuniu Ilcita
e como tal devia ser prohibida.
_ Em resumo se a iuterpellaco de hontem ser-
vio para alguma cousa, foi nicamente para ? go-
verno ter urna occasio de se justificar,
Cumpre* nao esquecer que o Sr. Maciel fazia
parte do gabinete Lifayutte que, depois do inci-
dente da 25 da OutubroApulcho de Castro,
mandou prohibir as reunios as pracas e ruaa.
Autes de concluir devo dizer que tendo oa pro-
motores do meeting de loval-o a effeito no thea-
tro Polytbeama, aeaim o anuunciaram, convidanio
o povo para concorrer a elle. Acontecendo, porm,
nao t-.rein chegado a accordo com o proprietario
ou o procurador do proprietario do theatio, diatri-
buiram ua vespera um boletim dizendo que dei-
xava de ter lugar a annunciada reuaio porqua a
polica, por meios secretos, havia feito o proprieta-
rio do mesmo theatro recusar-se a prestal-o.
_ II .ras depois o procurador do proprietario fazia
distribuir outro boletim declarando que a polica
nada teve que ver na sua deiiberaco de recusar
o tbeatro, a qual teve por motivo nao quererem 03
promotores da reunio responoabilisar-se com as
precisas garantas por qualquer estrago que por
ventura ae desse no theatro, devido a coufliotos e
tumultos, como os occorridoa no anterior mee-
ting, em que foram quebrados bancos e cadeiras
e deram-se outros estragos materiaea.
Ora, estando prohibidos os meetirgs a cj
aberto, e sendo o Sr. Dantas de parecer, como ee
v da carta que abaixo transcrevo, como documen-
to histrico, qua se obedeca autoridade, est o
negocio adiado at aehar-se urna melhor soluoo.
O Paiz havia annuneiado, quando foi convidado
o povo a reunir-so no Campo de Sant'Anna, em
frenta ao quartel general e secretaria de gu-rra,
que tinha sido escolhido aquelle local, para que oa
ministros, se quizessem, pudessem, como na Ingla-
terra, assstir ao meeting > e, por si meamos jul-
garem do effeito dalle.
Nesse intuito, antes de partirem para o ponto,
dirigram os promotores do meetiog o seguinte
convite ao Sr. Dantas e demais senadores liberaes:
' Hlins. e Exma. Srs.A03 dignos senadores
que no aeio do parlamento representam a resisten-
cia legal tyrannia e aos abusos do actual minis-
terio dirigem-se respetosamente os abaixo assig-
nadoa, pouderando-lhea que julgam ser oca dever
moral dos mesmo dignos sonadores prestarem Ihes
a cooperaco da aua conspicua presenca no mee-
ting annuneiado para hoje e prohibido illegal-
mente pelo chefe de polica desta espita*. Nio
estando no intuito dos abaixo assignadoa e dos seus
amigos praticarem acto algum de sedico, ou do
qual resalte altrselo da ordem publica, mas ni-
camente exercer o seu direito dentro da rbita da
Coastituico e das leis, entender qua o apoio mo
ral que solicitam da parta dos representantes da
naca >, aos quaes se dirigem, ser urna garanta
para o direito dos cidados e para a conservaco
da ordem e da paz publica.
Rio de Janeiro, 8 de Agosto de 1887.
Ao Illm. e Exm. Sr. senador Manoel Pinto
de Souzi Dantas e mais dignos senadores que vo-
taram a favor da in iicaco approvada em 5 do
sorrente mez.Joo C'app.Jos do Patrocinio.
Q. Bocayuva.
Eis a resposta do Sr. Dantas :
Illms. Srs.Tendo apresen ado aos meus col-
legas senadores o convite que Vs. nos dirigram
para assistirmoa ao meeting de boje, eabe-me,
em nome collectivo, declarar a Vs. que estando a
renoio prohibida pela autoridade, uo nos licito
comparecer, tanto mais quanto em nosao posto so-
bram-nos meios de sustentar os direitos do cida-
do e tomar contas pelos abusos contra elle com-
mettidos.
" Prevalecendo-me do enaejo davo ainda aocres-
coutar a Vs. que acertado ser obedecerem a
qualquer intimaco feta no termo dos artigas
289 e seguinte do cdigo criminal para dissolver-
se a reunio, que alias poder tftactuar-aa pacifi
camente em qualquer ponto qua nao seja prohi-
bido.
Rio de Janeiro, 8 de Agosto de 1887.
Deus guarde a Vs.Illms. Sra. Joo Clapp,
Jos do Patrocinio e Quiotiao Bocayuva.O se-
nador Manoel Pinto de Souza Dantas.
amigos e dientes, onde sempre g sou de geral es
commisso brazileira sai as unus cordeas.
KhviSTA DIARIA
Delegado Iliterario f^r puriaria da
presidencia da provincia, de 16 do corrente, foi
exonerado, a pedido, o tenente-eoronel Jos dos
Santos e Silva do cargo dad degado do dstricto
litterario de Panellas, e Horneado para substituil-o
Joo Rufino de Mello e Silva.
Iileenea. Por portera da presidencia da
provincia, de 17 do corrente, foi prorogada por
trinta das, com ordenado, a liceoca que ultima-
mente obteva o Dr. Matheus Vas de liveira, ins-
pector de hygiene.
Aatortdadesj policiacaPor portera da
presidencia, de 18 do corrente e proposte do Dr.
ebefe de polica foram mineados para o lugar
vago de subdelegado do diatricto de S. Vicente
do termo de Timbaba, o actual 1* suppleate
loo Francisco de Moura a para o lugar des
Ehas Elyseu Alves Camello e para o de 3- aup-
plente da referida subdelegada Paulino Gomes
Cavalcante, em subatituico de Sebaatio Jos de
Mondonga Filh), que fica exonerado.
Na mesma data foi nomeado para o lugar de
subdelegado do dialrictods Mariuote do termo de
Iguarasa, o actual 1- supplente Tamerlo da al-
buquerque Naseimento, em aubstituico de Jero-
nyino jeito da Costa Machado, que nao acceitoa
a nomeaco e para o lugar de 1- supplento da
masma aubdalegacia Joo Chrfsostomo L-ito
Rangel.
isarda da Caaa de OelesseaoPor
portara do Or. choto de polica la provincia, de
tima pelos bona servie.s pr.etidoa a tolos e
causa publica.
\uvion ensantrado*Cimmunicou o ca-
p to da barca norueguense Nini, entrada bon-
tem deCardiff, ter encontrado no da 16 do cor-
rente urna barca inglesa, cuj. nomo corres-
ponda as iniciaes K D. B. V., na lat. 4 2' Sal
e 28, 43', long. Oeste de Greenvieb, a qual segu
com destino a New-iTork, sem novidade alguma a
bordo.
Nu) dia 17 tambem do cor-ente eucontrou
com a birca inglesa, cujo nome corresponda s
iniciaes W. B. P. T, na lat. 5o 30' Sule30' e 45',
d. long. Oeste de Grecnwich. E;te ultimo decla-
rou que vinha de Iniqua.com destino a Boston,
levando 60 das da viagem, e que tudu a bem a
bordo.
Sem condicoAssim o libertado pelo
Sr. Joo Baptista l'.aheiro, negicianta, o seu ni-
co escravisado Silvano de 2 i anaos de ida de o
qual passou a gozar immadiatamc ite d sua nova
condico.
Escusamos de encarecer o act: pratica lo pelo
Sr. Piuheiro, pos elle por ai s a melhor prova
dos sent :n ::: n da{uella saahor.
BetrateJousta nos que os empregados da
estrada de trro do Recifa a Cirur, pretenden-
do dar um testmuuho do quanto s) gratos ao
molo cortes e delicado piv qua ao tratados palo
digno prm.iro engeuheiro daqcella estrada de
ferooDr. Antonio S.impaio Pir s Ferreira, re-
solvern] cfferecer-lha no dia 7 di Setembro pr-
ximo futuro o retrato a oleo daquelle doutor.
O trabalho est sendo exegutado na oficina da
ph)to^raphia allem dos Srs. A. II nsclnl.
Bonda at aaataco dais Claco Pon
tas Communcaram nos o seguiute :
< Annunciou a Companhia Ferrc-Carril em
fias do anno paasado urna tabella em correspon-
dencia com os trens da estrada da ferro do Secife
a S. Francisco.
< A principio uotavamos toda a regularidade
no servico, mas ltimamente os paesageiros
d'aquella estrada j nao encontram o boud aa 10
horas e 20 e teem que esperar um quarto da hora
palo bond de Arogados, como hontem ac iteceu,
dizendo o conductor deste (n. !>) que o bonl pe-
queo se tinha adiantado.
Si a empresa pensa ganhir mais 100 reis
obrigando os passageiros a seguir m no carro da
linha dos Afogadoa, engaa se, porque nem a to
dos convem espersr um quarto de hora, como
aeonteceu bontem (16) apezar da chuva.
Kinigraco bemraLemos na Semainela-
dustrielle, de L;o, que, por esforos combinados
da commisso organisadora do Museu Commercial
o do Sr. Heuvelmans, ser abarlo naquella cidade
um eacriptorio destinado a prestar aos emigrantes
as informacas da que carecerem. Dirigido pelo
Sr. Losuiaae, conservador do Mus u, ministrar o
eseriptorio aos emigrantes indicaces efactas cer
ca do paiz qua Ibes offerecer mellares condices
da bom xito; arrolar os trabalhadores belgas
qua tencionarem emigrar e empregar todos os es-
tur? is para obter auxilio e proteceo, no paiz a que
aa destinaren), para tolos os belgas que emigraren),
individualmente ou por levas.
Sement de iiuina-callnaya -Do Im-
perial Instituto exigi o ministerio da agricultura
aementes de quina-calisaya afim de S'rem distri-
buidas pela presidencia da provincia do Rio da Ja-
neiro a agricultores quo a solcitarain.. Exigio-se
tambem a remessa de sementas daquella variedade
de quina, bem como de arroz e algodopara sereno,
fornecids cmara municipal de Santa Mara
Magdalena, da mesma provincia
Registramos com prazar este noticia, tamanho
a interesse que da longa data temos manifestad >
pala cultura daqu da cinchoni, infelizmente cir
eumscripta entre nos vasta planteco da raz da
serra de Theresopolis. Observaremos, entretanto,
que o fornecimjnto da aementes, cieaaompanbado
de instruecea claras e positivas qtanto i natureza
do solo apropriado cultura e aos cuidados que esta
exige, poder acarretar o desgasto de experimen
tedfai inuteis, teudo por nica effiito malbaratar
estorcos que, applicad .s a outro ramo agrcola,
muito meihores resultados promettsm. Por isso te-
mos lembrado que a cultura das quinas deve de
ser promovida de modo systematico, determinan-
do-se de antemo, e aps os ueceisirios estudia,
nao s quaes as variedades que tenham de ser
preteridas, mas a natureza dos terrenos adecua-
dos cultura e os methodos que a sata devam pre-
sidir.
Por louvavel que seja a tenteti/a dos agricul
toros do Rio de Janeiro, ser praciso oriental-a
c;nveuientena*nt, de maneira qu nao redunde
em sacrificio esteiil. Mesmo por si tratar de cul-
tura nova, cumpre impedir que i iniciativa por
mal eocaminbada tenha de ha ver-su com resultados
negativos.
tirammit de Pernambuco-Ao Jornal
do Commercio da corta escrev. rana o seguate :
Ha das publicou V. na Oaxet:l\a urna curta,
mas impirtautissima noticia do Dr. Pedro Gordi-
Iho sobre a gramma de Pernambu:o. Pedlndo ve-
nia para accrescentar maia alguna dados sobre
to til vegetal, rogamos a V. o favor de tambem
piibcal-os, se os considerar dignos da divulga-
cao
A gramma de Pernambuco in portada na pro-
vincia do Espirito-Santo por um iliustrofaseadeiro
do Itapeminm, foi ha annos transjlantada para o
municipio de S. Joo da Barra por quem escreve
estas lio has, e hoja alia b;in conhecida no norte
da provincia do Rio de Janeiro, principalmente
naquelle municipio e id de Jamp.s.
Sao taes as vantagens que ell a offereee sobre
as outraa plantas similares, alm das enumeradas
pelo Dr. G- ordiiho como urna das mais ricas em
principios nutriiivos.que uoduvid im a recommen
dal-a aos nossos criadores, e imo n mais merece-
dora dos seus canarios. E' planta ]uc vegete bem
em terrenos altos e seceos, desenvnlve-se peifeita-
tneutu om lagares frescos, definhaiido pelo contra-
rio nos encharcados ou muito hmidos. R -oste de
tal trma secca que miito depois da estaram
reduzi los a pilb o eapim d'Angola, o mineiro ou
chamado da cidade, e outraa qualidadss de gram-
mas, anda ella verde e domina as pastagens.
dade d i Medicina do Rio da Janeiro, Dr. Augusto
Ferreira dos Sautos, incumbido de estudar a pro-
pliylaxia da bylrophobia e a bactereologia, mere-
cer, por suas qualidades pesaoaes e assiduidade,
geraes aympathas no laboratorio em qua acotn-
panhou os trabalhos de V. Exc bem assim de que
ninguem melhor que o mesmo professor aa acha
preparado para crear e dirigir no B-azil um inati-
tuto destinado ao tratameuto da referida molestia.
> Foi mnito agradavel ao governo o recebimen-
to de un communicaco to bom osa pura aquel-
le medico brazileiro; 'e, reconhecido ao tffi:az
auxilio que V. Exc. se dignou prestar-lhe, apro-
veito s opportuaidaee para apreaentar a V. Exc.
os protestos de miuha elevada estima e cieside-
raco mui distincta. >
Populactto eaerava de H. PauloDe
estatistica receatemente orgauisada consta ha-
Vi'rein sido dados nova matrcula na provincia
da S. Paulo, 197, 420 eser.vos, assim classificados
por sexo :
Do sexo masculino 62.688
Do 8xo feminino 41.611
Qua'ito idade, classificam-se :
Menores de 6 i anuos 44.781
Haiorea de 30 a 40 33.867
Mauoreade.40 a 50 19.779
Maiores de f<0 a 55 5.520
Maiores de 5o a 60 3.382
Quanto ao estado :
Solteiros 79.293
Casados 24 018
Viuvts 4.019
E' este o valor dos meamos escravos, fixado na
forma da tabella estabelecida pela lei de 28 de
Set-.-mbro de 1885 :
Menores de 30 annos 33,478:589*000
Maiores de 3J a 40 annos 21,710:378*000
Maiores do 40 a 50 annos 10,706:513*00)
Maiores de 50 a 55 annos 2,042:635*033
Maiores de 55 a 6J tnnos 610:696*000
lm,5 ; som-
Temperatura mxima25y5.
Dita minima20,50.
Evaporaco em 24 horas a
ora: 1,0
Chuva10ra,5.
Direccao do vento : S-W e SW alternados de
meia uuitp at 3 horas e 33 minutos da mauh ;
SSW at 8 horaa e 31 inmutas ; S at 33 minutos
da tarde ; SE e SSE alternados at 5 horas e 21
minutos ; S at meia noite.
Velocidade media do vento :
Ncbulosidade media: 0,97.
Boletim do
lm,50 por segundo.
porto
Valor total
73,557: SI 1*000
Segundo a estatistica de 30 de Juuho de 1885,
presumia-se existirem na provincia de S. P..u1j
153,270 escravos, nao sendo ento conhecidos oa
dados refereates a tres mnuicipios.
A -lili .'re.ica entre as duas estatisticas de...
45,941 individuos para menos, e esta differenca
to importante qne nao ser nicamente para im-
putar s emistoas e irregularidades de antigo
registro.
II uve patentemente na provincia de S. Paulo
numerosas abstencoas]voluntarias, do mesmo modo
que se verificou em todo o Imperio.
Os dados cima indicados referem se date de
30 da Marco deste anno e notorio como desde
ento a philantropia particular se tem manifestado
na pro ,pera e rica provineia a prol da emancipaco
dos captivos.
Cofiamos que eaae generoso moviinento ha de
accelerar-ae, e, continuando empenhada a provin-
cia a obra j adiantada ia transformaco do tra-
balho, nio tardar muito que a depreciaco da
proprielade servil produza 08 aeus naturaes re-
sultados.
Oa allcmue* no BrasilLS-se na folha
Le Bresil, publicada em Paris :
A 7 de Julho publicou La trance o telegram-
ma seguinte :
pedir circular com o fim do desviar os emigrantes
de se encaminharem para o Brazil. Consta que
um advogado do Rio de Janeiro, de nome Costa
Pinto, prometten ao governo brasileiro introduzir
no Brazil 5,00J emigrantes do norte da Europa, e,
como a miseria madeoba na Prussia, numerosos
emigrantes estavam j arrolades por aquelle ad-
vogado. O governo allemo, bem certo de qne
maior miseria esperara no Brazil os desgranados
emigrantes, prevenio os interessadoa de que nao
devem dirigir-se para o Brazil onde < seriam maia
escravos do que aublitos diz a circular.
Examinado o caeo (accrescenta Le Bretil),
nao existe semelhante circular allem. Trata-se
to smente de polmica da imprensa, quanto lei
brazileira de locacao da servcos, qie folhas alie
ms consideran! perigoaa para os seus compatrio-
tas estabelecidos no Brazil. Isto, porm, nao data
de hontem, e a prova que contra esta lei nao
tem cessado o Sr. Escraznolle Tauaay de redamar
na Sociedade Central de Immigracio. J sabemos
por tslegramraa ter sido proposta no Senado a
abrogaco da lei e alias recordaremos que em S.
Paulo a Sociedade Promotora da Colonisaco ado-
ptou como regra absoluta nao admittir contracto
de servcos quanto aos immigrantes que colluca em
to grande numero.
< Convem, no eatanto, tornar conhecida a opi-
mas do cnsul geral da Inglaterra, no Rio Gran
de do Sul, acerca dos aliemes all estabelecidos,
para que os leitorea possam julgar se aquelles in-
migrantes sao all mais escravos do que subdi-
tos ou, pelo contrario, maia eenhores do que
mesmo os brasileiros.
Para mais de 95,000 aliemes (diz o cnsul
da Inglaterra) esto estabelecidos em colonias re-
c 'utemeute fundadas ao norte, nordeste e norues-
te da Porto-Alegre e sem duvida acham-se sujei-
tos em theoria lei brazileira. De facto, porm,
guvernam ae a si meemos, conaervam a aua lingua
e os seus costumes e continuara a empregar-se naa
oceupaepes que exercitavam na patria. Receute-
meute, teudo os tnbunaes brazileros abaolvido c
autor de um homicidio commettido em S. Louren-
90, colonia allem de 10,000 habitantes, porto de
Pelotas, foi preso o assaasiuo ao tornar colonia,
julgado de novo, e condemnado e arcabusado.
Dam se de frequente tactos anlogos. Em geral
os a'lemes casam entre ai.
i- Difficilmente podero ser exageradas a impor-
tancia creacente e a influencia de taes colonias.
Todas prosperam e produzem beneficios. Nellas
tn-se formado numerosas pequeas firtunas e
all gozam de bem-estar todos os h.-mens indus-
triosos.
C>m a reprodcelo destaa linhas, dis o Jornal
d Commercio da Corte, temos por nico fim h ibi-
litar a opiuio quanto ao presumido facto de ha-
ver o governo allemo publicado a circular de
que acnase tr-.ta. Lso seria tanto para magoar-
nos qua nos apressamos a tornar conhecida a con-
testaeo da folha pariziense. Ponderaremos, eu-
tretauto, que o facto invocado pela cnsul da In-
glaterra para provar que os colonos aliemes s
theoricamente se acbam sojetos s leis e aos tri-
bunaes do Brazil coostitue verdadeiro crime,
que, a ter sido commettido, ter provocado op
portuna interveneo da justica territorial. Nao
temos noticia do deploravel acontecimento e en-
a SI M 2 u
a a
H a
3
0. O
i. M.
f. M.
5 M.
i> M.
Dis
18 de Agosto
19 de Agosto
Huras
10-22 da manh
415 da tardo
Altara
Proclaman de canamehto Foram li
dos nos domingos 7 a 14 do crrante, na matriz da
Boa-Vista, os seguintes :
Rodolpho Geraino dos Ssnt08 com Oliva Benigna
da Silva Macieira.
Stiro Rodrigues Peixto com Joanna Evange-
lista Moreau.
Jos Francisco de Paula com Jesuina Leopoldi-
na dos Aojos Reg.
Jos Carlos da Costa Teixcira com Thereza Je-
suina da Fonseca.
Jaaquim Jos Dias Pereira com Mara Magda-
lena de Oliveira.
Bacharel Manoel Cicero Peregrino da Silva com
Ijnacia de Jess de Albuquerque Lima.
Mi noel Medeiros cm Maria Elisa Baltar.
Cosme Quiiherme Das com Ira Maria da Can-
eci lo.
L.elia**Eflcctuar-ee-ho:
Hoje :
Pelo ageite Modesto Baptista, s 11 horaa,
ra Nova n. 24, de 2 pianoa e moveia diversos.
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, no pateo
do Ter{o n. 20, de arm ic > e mais pertenecs do
bote) ahi sito.
Pelo agenta Pinto, a 11 horas, ra do Mar-
quez de Olind* n. 52, de raiudezas avariadas e
manteiga em latas.
Segunda-teira :
Pelo agente Burlamaqui, s 11 hor.s, ra
do Imperador n. 22, de 2 cavalloa e 2 carrocas.
Mlaaaw fnebres-Sero celebradas;
Hoje :
A's 8 horas, na igreja du Carmo, pal alma de
Walfrido da Silveira Tav.ora ; s 7 horas, na
igreja do Terco, pela alma de D. Alexaadriua da
Silva Pinto.
PasaagelroM Sabidos para e norte no va-
por nacional Para :
Justino F. Silveira Mello, Francisco de A. Bar-
bosa Lima, Jos Ribeiro da Costa, Rosa da Rocha,
Belmiro da Silva Leal, Joaquim Ferreira de Paula,
Manoel Cintra Jnior, Dr. Jos Lopes Pesaoa da
Costa, Luis Giacomo, Filomeno Arcello, Benhard
Cockris, Thcodora da Conceic", Jos de Barros
Ferreira, Jovioo Cesar Pacs Bsrreto, Antonia
Martins da Silva, sua senhora e 2 filhos, Antonio
Pinto Carneiro da Silva e sua senhora, Manoel
Domingues, 1 cabo, 2 pracas e 2 criminosos.
Sahdos para o sul no vapor allemo Para-
nagu :
Luis Antonio Valle, Antonio Campos da Silva,
Jorge Nicola, Dr. Augusto Coelho Leite e sua se-
nhora e Manoel de Freitas Guimares.
Chegados dos portos do sul no vapor francs
Orenoque :
Gastn Ferchault e aua senhora, Lucion Da-
pigney, Soeur Rodrictz, 1 irm de cari dadeGo-
mes, Dr. Luiz Guimares, Lmz Jos de Sampaio
Jnior, Josquim Dias, Jos Miguel dos Santos,
Joo Ferreira Coelho, Pedro Carlos da Costa, Je-
ronymo Pontual Rangel, Raymundo Catando- a
Marcivaillo Luiz.
Sahdos para a Europa no mesmo vapor:
Ca 1 Schindler, Joo Joaquim da Silva, Gingni
Riagio, Manoel Bodrigues Cauhoto, Lasalvia Gui-
seppe, sua senhora e 1 filho, Bruno Antero, Joo
Felisberto e Manoel da Silva Araujo Guimares.
Chegados dos portoa do sul no vapor nacional
S, Francisco :
Jos Flix da Trindade, Flora Maria de Oli-
veira, Antonio Eduardo e Dr. Olivio Tavares.
Chegado de New York no vapor americano
Ad vanee:
Max Harts.
Sabidos para o sul no mesmo vapor :
Manoel Alves Vianna, Joo P. Machado, Dr.
Alberto A. de Fgueiredo e su i senhora, Revd T.
L. Hollerbacth e J. L. Keunedy.
liOtertaa diversasA 'Jasa Felis, de A.
A. dos Santos Porto, na praca da Independencia
ns. 37 e 3?, tem a venda os bilhetes das seguintes
loteras :
Espirito-Santo : A 5* parte da 3 lotera,
cujo premio grande de 50:000*000, pelo novo
plano, se extrshirno dia 26 do corrente impre-
tenvelmente.'
Santa-Catharina: A 1' parta da 2> lotera
cujo premio grande de 50:000* ser extrahida
bievemente.
Parahyb*: premio grande 20:000*003 se
extrahir boje 20 do corrente, a 3 horas da
tarde.
Cear : premio grande 250:000*000 ae ex-
trahir segunda-feira, 22 do corrente, impreteri-
velmente.
Alagas: A 3. parte da 19." lotera, pelo
nsvo plano, cujo premio grande de 47:000*000,
ser extrahida no dia 25 do eorrente, ao meio
dia, impreterivelmente.
Provincia: A 9* lotera, pelo novo plano,
cujo premio grande 12:000*000, se extrahir
impreterivelmente no dia 24 do corrente, s 2
horas da tarde em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Recife.
Btlbetea de loterasEm mo do agen-
te Bernardino L>pes Alheira acham se a venda os
bilhetes das seguintes lotetias:
Do Eapirlto-Santo : A 5'parte da 3* lote-
ra, cujo premio grande de 50:000*, palo novo
plano, ser cxt. ahda no da 26 do corrente, im-
preterivu'm mte.
Be Santa-Catbarlna : A Ia parte da 2*
lotera com um importante plano, cujo premio
grande de 50:030*000, ser extrahida quando
for aununciada.
Ba Parabyba : gando o premio grande de
20:000*000: aera extrah ia hoja 20 de Agosto
(aabbado), a 3 horaa da tarde, impreterivel-
mente.

/

i


Diario de Pernambueo---Sabbado 20 de Agosto de 1S87

Do CearA : com no importante plano, cojo
premio grande de 250:000*000, sera ?*'
segunda-feira, 22 do crtente. ^Ptof'*elmff1
i *._* v.r& A 5" Darte da 10a lotera,
^^rowUscia: A 9- lotera pelo novo pa-
ni0 grande de 12:000*000 em bene
ficioda Santa Casa de Misericordia, ser extrahida
impreterivelmente no dia 24 de corrente, ai 2
hora' da tarde.
le Alaioast A 3." parte da 19. lotera,
pelo noro plano, cojo premio grande de........
40:000*000, ser extrahida no dia 25 do corren
te, (qumta-feira), a 12 horaa da manh, impre
terivelmente. .
Lotera da proyocia A 9'lotera pelo
novo pUno, cujo premio grande de 12-000*000,
em beneficio da Santa de M.sencordia do Recife,
se extrahir impreterivelmente no da 24, do
carente, s 2 horaa da tarde, no consistorio do
igreja d Noaaa Senhora da ConceicAo dos Milita-
do meamo conaiarorio estarlo expostas as ur-
nas as espheras a aprecisco do publico.
Os bilhetes garantidos acham-se a yenda na
Casa Felia na prea da Independencia ns. 37
a 39.
Tambem acham-se venda na Casa da Porta-
nai ra Primeiro de Mareo n. 23 de Mariis F.u-
sa4 C.
Asaim como na Casa d > Our" na -aa do Bario
da Victoria n. 40 de Joo Joaquim aa Costa
Leite e na Roda da Fortuna na ra Larga do Ro-
sario n. 36.
Lotera do Esjplrlto-SaatoA 5'par-
te da 3* lotera desta provincia cujo premio gran-
de 50:000*000, ser extrahida no dia 25 de
Agosto.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 Martin Fin-
ia & C.
Lotera de Sania Calarlna Esta
lotera, com nm importante plano, cujo premio
jSnde de 50:000*000, ser extrahida quando
for annunciada.
Os bilhetesacham-se venda na Casa da Fortu
na ra Primeiro de Marco a 23, Martins
Fiusa & C.
olera da provincia do Paran
A 24 lotera desta provincia.pelo novo plano, ca-
jo premio grande de 12:000*000, se extrahir
?o dia 23 de Agisto.
Bilhetes a venda na Casa da Fortuna, ra
Primeiro de Marco numero 23, de Martins Piu-
sa &C.
Lotera do CearAEsta acreditada lote-
ra eujo premio maor de 250:000*000 ser ex-
trahida impreteiivelmente no dia 22 do corrente
.segunda feira).
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 de Martins
Fiuxab C.
Lotera do Grao-Para A 5* parte da
10 lotera desta'-provincia, pelo novo plano, cujo
premio grande i 120:000*000, ser extrahida
hoje 20 do corrente (sabbado) impreterivel-
mente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 33, de Martins
Fiusa & C.
Lotera de Alasroas A 3.' parto da 19
lotera, pelo novo plano, cujo preooo grande de
50:000*000 ser extrahida no dia 25 do corrente
(quinta-ieirs) as 12 horas da manh, impreterivel-
mente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For.
tuna ra Primeiro de Marco n. 23, de Marti ni
Fiusa & C.
Lotera da Parabybacstaloleria cujo
premio grande de 20:000*000 ser extrahidu
hoje 20 de Agosto (sabbado) t 3 horas dt
tarde.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 2, de Martina
Fiosa &C.
Casa de DetencaoMovimento dos pre-
sos da Casa de Detencao do Reciie no dia 18 de
Agosto de 1887 :
Exisliam 362 ; entraram 16 ; sahiram 6 ; exis-
tan 372.
A saber :
Nacionaea 334 ; mulheres 14 ; estrangeiros 18
eacravos sentenciados 4 ; idem processado 1:
idem de correcco 1Tetal 372.
Arracoados 310, sendo :
Bons 313 ; doent.es 27.Total 340.
Movimento da enfermara :
Teve baia:
Sebastio Antonio P. Oadelha.
Cemlterlo Publico.Obituario do dia 18
de Agosto:
Rufino Saarea da Silva, Pernambuco, 55 jwnos,
solteiro, Graca ; encephalite.
Marcelino, Pernambuco, 2 meses e meio, S. An-
tonio ; convulaoes.
Uro reeemoascido, Pernambuco, S. Jos.
Francisco, Pernambuco, 5 annos, Recife ; co
queluche.
Antonio Bom de Deus, Pernambuco, 10 annos,
aolteiro, Recife ; tubrculos pulmonares.
Manoel, Pernambuco, 6 das, Recife ; ttano
dos rccemnaacidos.
Francisca Umbelina da Cunha, Parabyba, 70
annos, viuva, Recife ; cachexia paludosa.
COMERCIO
ercado do Blo de i -neir-o
ULTIMA DATA -13 DE AOOSTO DB 1887
CAFE'
Deposito no dia 1 de Agosto
Entradas de 1 a 11. .
dem em 12.....
Vendas de 1 a 11
58.859
8.365
Saccaa
269.577
67.224
336.801
13.727
333.000 saccas
8.000
1.000 >
Calmo.
22 1/2
2.000 saccas
1.000
12.CO0
Deposito no dia 12, tarde. 323.074
Nao foram declaradas vendas no dia 11.
Durante a semana linda vendern-se 3.321
saccas que incluem 277 do dia 12.
Os precos tiveram baixa.
Cetava-se por 10 kilos :
Qualidades Por 10 kilos
Lavado....... 7*830 a 8*850
Superior a fino..... Nao ha.
1.. boa....... 8*300 a 8*440
1. regular...... 8*030 a 8*170
1 ordinaria ..... 7*760 a 7*900
2.' boa....... 7*420 a 7*620
2> ordinaria..... 7*010 a 7*280
TELEGRAMMAS
DA ASSOCIACO COMMEBCIAL PABA BOVA-YOSE
(Expedido em 13 de Agosto de 1887, de manh)
Caf
Existencia verificada .
Entradas no dia 12 .
Entradas em Santos .
Estado de mercado .
Cambio sobre Londres, parti-
cular .......
Precos :
1 a regular 8*150 por 10 kilos.
2. boa 7*600 por 10 kilos.
A' tarde
BIO DE JAHEIRO
Vendas para os Estados-Cui-
dos durante a semaua .
Vendaa para a Europa e ou-
tros pases durante a se >
mana.......
Embarques durante a semana
para oa E3tdos-Uuidos,
em navios de vela .
Prete para os Estados-Unidos
por vapor......20 c. e 5 0/0.
Vapor carga para os Es-
tados Unidos.....1
SIMIOS
Existencia de manha, em pri-
meiras mos.....280.000 saccas
Dita dita, em segundas mos 54.000
Entradas durante a semana 11.000
Embarques para os Estados-
Unidos durante a semana 4.000
Embarques para a Europa
duraute a semana 8.000
Vapor carga para os Esta-
dos Unidas.....1
Estado do mercado E tavel.
Preco do good average 7*500
Bol ommerclal
COTA5OK8 OFFICIAES 0A JUSTA DO8 COH^
RECTORES
Recife. 19 de Agosto de 1887
Letras hypothecarias correndo juros, valor de
100* a 94*500 cada urna.
Cambio sobre faris vista, 429 rs. o franco, do
basco, hontem.
Cambio sobre Hamburgo, vista, 531 rs. o R. M.,
do banco, hontem.
Cambio sobre o x*orto, vists, 140 0/0 de premio,
do banco, hontem.
Na hora da bolsa
Venderam-se :
50 letras hypothecarias.
31 ditas idem.
Jfferecerarr: Vender Comprar
100 acedes da Companhia do Be-
benbe 160*000 155*
o presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
Movimento nanearlo
BECITE, 19 DB AOOSTO DB 1387
PRAA DO RECIFE
O Internacional e o Loadon abriram hoje com a
taxa de 22 3/8 d. sobre Londres.
O English pela manh nao affiou tabella e so-
mente tarde adoptou a taxa de 22 3/8 d.
Nao houve negocio em papel particular.
PRAQA DO RIO DE JANEIRO
Os bneos inantiveram no balco a taxa de 22
3/8 d. sobre Londres.
Papel particular escasso, constando transaccoes
a 22 1/2 d.
CHRONICA JUDIC1ARIA
Trlbuaal da elapo
SESSAO ORDINARIA EM 19 DE AGOSTO
DE 1887
PRESIDENCIA DO EXH. SR. COSSELHEIRO
QDINTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
A's horaa do costume, presentes os Srs. desem-
bargadores em nume.-o legal, foi aberta a sessao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os feitos deram-se os
seguintes
JULGAMENTOS
Recursos eleitoraes
De BeserrosRecorrent Luis Beserra de Vas-
concellos, recorrido o juiso. Relator o Sr. desem -
bargador Buarque Lima. Deu-se provimento,
unnimemente.
Do Loaron Bank
Londres.
Pars. .
Italia. .
Hamburgo
Portugal
New-York
90 djv vista
22 3/8
425
526
238
22 1/8
429
429
r31
240
2*260
Do Ebqlish Base :
Londres.......
Pars........
Italia........
Hamburgo......
Lisboa e Porto.....
Principaes cidades de Portu-
gal........
liba dos Acores ....
Una da Madeira ....
Sew-York......
90 djv vista
22 3/8
425
526
233
De Pedras de Pogo Recorrente o juiso, recor-
ridos Alexandre Rodrigues dos Aojos eoutros.
Relator o Sr. desembargador Pires Goncalves.
Deu-se provimento, unnimemente.
Appellacoes crimes
De Palmares Appellante o juiso, appellado
Antonia Jos do Nascintento. Relator o Sr. des-
embargador Monteiro de Andrade.Annulloa-se
processo, unnimemente, por falta de numeio
legal de testemunhas.
De Piane Appellante o juiso, appellado An-
tonio da Luz Pereira. Relator o Sr. desembar-
gador Pires Ferreira.Mandou-se a novo jury,
unnimemente.
Appellacoes civeis
De PalmaresAppellante Miguel Affonso Fer-
reira, appellado Jos Abilio de Barros. Relator
Sr. desembargador Oliveira Maciel. Revisores
os Srs. deaembargadores Pires Ferreira e Mon-
teiro de Andrade. Confirmou-se a sentenca,
unnimemente.
Do RecifeAppellante Luis Pereira de Paria,
appellado Antonio da Silva Ferreira Jnior. Re-
lator o Sr. desenbargador Pires Goncalves. Re-
visores os Srs.. deaembargadores Alves Ribeiro
e Tavares de Vasconcellos.Confirmou-se a sen-
tenca, unnimemente.
PASSAGEN8
Do Sr. desembargador Buarque Lima ao Sr.
desembargador Toscano Barreto :
Appellaco crime
De Iguarass Appellante Manoel Ferreira da
Silva, apjellada a justica.
Appellaco civel
Do RecifeAppellante juis dos feitos da fa-
senda, appellados Bernet & C-
O Sr. desembargador Dalfino Cavalcante como
promotor da justica ad hoc den parecer na si-
guite :
Appellaco crime
Do LimoeiroAppellante o promotor publico,
appellado Manoel Francisco Tavares.
Do Sr. desembargador Oliveira Maciel ao Sr.
desembargador Pires Ferreira :
Appellacoes crimes
De BananeirasAppellante o juiso, appellados
Jos Jsnuario Monteiro a ontros.
De S. Bento Appellante Liurindo Jos de
Franca, appellada a justica.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
Sr. conaelheiro Queiros Barros :
Appellaco civel
Do RecifeAppellante o commendador Vicente
de Paula Oliveira Villas-Boas, appellados Affonso
Augusto de Brito Taborda e outros.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Appellaco crime
De MaceiAppellante o promotor publico, ap-
pellado Augusto Alves Marroquim.
Appellaco civel
Do RecifeAppellante Dr. Arthur de Barros
Falco de Lacerda, appellados Bento Manoel Car-
los e outros.
O Sr. desembargador Pires Goncalvej como
promotor da justica deu parecer na seguinle :
Appellaco crime
Do IngaAppellante o juis de direito, appol-
lados Joo Alves Nepomuceno e outro.
juiso,
Tamancos ....
Vassouras de piasaava.
Vinho de jurubeba .
3 fardoa
50 duzias
54 velumes
BECAIITULAQAO DO ASBUCAB
Para o exterior 2.082.814 kilos
Para o interior 587.0121/2
Mercado de assucar e algodao
BECIFE, 19 DB AGOSTO DB 1887
Assucar
A cotaco dcste producto contina a regular
aos algarismes abaixo, por 15 kilos :
Branco, os melhores que
apparecem no mercado,
regulara de .... 2*200 a 2*400
3. surte boa..... 1*900 a 2*100
i. regular..... 1*700 a 1*8JO
Hmidos e baixos 1*500 a 1*700
jmenos...... 1*300 a 1*400
Mascavado..... 1*040 a 1*100
Bruto....... *900 a 1*000
Rtame...... *700 a *800
Alqod&o
Mercado frouxo, cotando se nominal o de 1 *
sorte do serto a 6*500 por 15 kilos.
Entrada* de assucar e algodao
HEZ DE AOOSTO
Assucar
Entradas Dias Saccoe
Barcacas...... 1
Via-terrea de Garuar 1
Animaes...... 1
Via-terrea de S. Francisco 1
Via-fcrrea de Limoeiro 1
Dias
16
17
18
16
17
Somma.
Entradas
Algodao
Das Saccas
Barcacas......1 16
1 16
1 17
1 18
1 16
1 17
Vapores
Via-ferrea de Caruar .
Animaes.....
Via-terrea de S. Francisco
Via-ferrea de Limoeiro .
Somma.
Despachos de exportaeAo
MfcZ DI AOOSTO
Nos dias 1 18, foram despachados na Alfan-
dega os artigoa seguintes :
Pura fra do Imperio
Agurdente..... 4.406 litros
Algodao......1,315.541 1/2 kilos
Assucar......2.08-'. 814 >
Borracha...... 4.133
Caf....... 62
Carocos de algodao. 151.275
Cera de carnauba 9.685
Cocos (fructa) .... 5.000
Courinhos e pelles 65.034
Couros espichados 392 kilos
Couros salgados. 4.).683
Doce....... 83 *
Farinha de mandioca 1 sacco
Ferro velho..... 52 tonelad.
Mel....... 6.415 litros
Metaes velhos .... 3 tonelad.
Ossos....... 300.003 kilos
Curo velho 18 kilos emais 1.500
graos
Parreira branca. 4.030 kilos
Passaros seceos .... 1.800
Piassava...... 3.000 kilos
Pranehoes de amare lio. 69
Pratavelha.....60 kilos e mais 5.000
graos
Residuos de algodao 70.926 kilos
Sementes de carrapato. 3.880
Trapos...... 41.000
Unbas de boi 25.000
Para dentro do Imperio
Agurdente..... 312.640 litros
Aleool...... 9.600 .
Algodao ...... 58.646 kilos
Assucar...... 587.0121/2
Somma 2.669.826 1/2 >
Fretamentoft
Foram hoje efiectuados os seguintes :
Barca noruegueuse Union, para csrregar aqui
22 1/8 com destino aos Estados-Unidos, assucar, na ra-
429 rao de i.0/.
429 Lgir sueco Armida, para carregar em Gamos-
531 sim, com destino ao Para, gado vaceum, a 3:000*.
240
Vaporea dsapacbado
245 Vapor americano Advance, sahido hontem, le-
248 vou
245 Para Rio de Janeiro
2*260 40 pipas com agurdente.
Carregou Firmino de Moracs.
Vapor francei Orenoque, sahido hontem, levou :
Para Lisboa :
237 saccas com algod&o.
Carregaram Fernandes da Costa & C.
Navio* a carga
Eato seudo despachados os seguintes .
Brigue Dortuguez Armando, diversos artigos, para
o Porto.
Barca portuguesa Claadina, diversos artigos, pa-
ra o Porto-
Escuna allem Fritz. agurdente e outros artigos,
para o Rio Grande do Sul.
Escuna oorueguense Reform, assucar e outros
artigos, para o Rio Grande do Sul.
Patacho portugus Ventas, diversos artigos, para
S. Miguel.
Vapor nacional Sergipe, diversos artigos, para os
portos do sul.
Vapor ingles Math ( chegar), algodao, para Li-
verpool
Vapo r iugle Elstow, algodao, para o Bltico.
Navios A descarga
1.549 261 Escuna inglesa Emolalor.
182 Lugar inglez Fiorenie.
1.359 Patacho iogle| J. L. B.
O.OADBO DO XABQB
Barca nacional Marianninha.
3.550 Escuna dinamarquesa Fides.
Escuna allem Qesine.
CABVO DB PBDBA
Barca dinamarquesa Jorgen J. Lotz,
Barca norueguense Homborgsund.
406 TBILIIOS DE FEBBO
900 Brigue portugus Figueirense.
112 MADEIBA
1.564 Barca norueguense Vernica.
202 UOBDDBAS
526 Barca nacional Marinho XI.
Patacho portugus lentaliva.
3.710 SAL
Patacho dinamarqus Anna Charlotte.
vahos oehebos
Barca norueguense Expedit.
Patacho ingles Tiber.
Vapor nacional S. Francisco.
As tabellas expostas aqui foram estas
Do brnuuucioHAi.:
90 djv vista
Londres.-...... 22 3/8 22 1/8
Paria........ 425 429
# % 429
526 531
Lisboa e Porto..... 238 240
Principaes cidades de Portu-
gal........ 245
2*260
Carrapato ....
Cocos (fructa) .
Doce......
Elixir cabeca de negro.
Espanadores de penna .
Fio de algodao .
Folbas de jaborandy .
Medicamentos .
Oleo de mocot .
Jleo de ricino
Pranehoes de vinhatico.
Preparados medicinaes.
Queijo do serto .
Rap......
Sal......
Tabeas de pi carga .
5.500 .
22.100
820 kilos
15 caixas
80
250 kilos
50
1 caixa
475 kilos
4.830 *
12
36 csixas
50 kilss
216 1/2 .
10.000 litros
3
Pauta da Al'andega
8MAHA >S 15 A 20 DB AGOSTO DB 1887
Assucar refinado (kilo) .... 146
Assucar branco (kilo) .... 126
Assucar mascavado (kilo) 066
Aleool (litro)....... 150
Arros com casca (kilo) .... 65
Agurdente e...... 056
Algodao (kilo)...... 373
Borracha (kilo)...... 1*066
Couros seceos salgados (kilo) 460
Couros seceos espichados (kilo) 585
Couros verdes (kilo) ..... 275
Cacao (kilo)....... 400
Caf restolho Otilo)..... 320
Carnauba (kilo)...... 366
Careces de alrodo (kilo) ... 014
Carvo de pedra de Cardift (toa.) 16*000
Caf bom (kilo)...... 460
Cachaca (litro)...... 05G
Farinha de mandioca (litro) 035
Fumo restolho em rolo (kilo) 405
Fumo restolho em lata (kilo) 5t0
Fume bom (kilo)...... 720
Fumo em folha bom (kilo) 720
Fumo em folha ordinario (kilo). 400
Genebra (litro)...... 200
Mel (litro)........ 040
Milho (kilo)....... 040
Taboados de amarello (dusla) 100*000
duros e dividendos
Eato sendo pagos os seguintes :
DIVIDA PUBLICA
Apolices geraes e provinciaes.
Apolicea muoicpaes (ns. 151 256).
LBTTBAS HTPOTHBCABIAS
Do Banco de Credtto Real, 7 0/0, ultimo se-
mestre.
BASCOS
Crdito Real de Pernambuco, 2.' dividendo,
raso de 5 0/0 sobre o valor das entradas reali-
zadas do capital, ou 3*000 por aeco.
Brat, 67. dividendo, na raso de 9*000 por
aeco. Esto encarregados desse pagamento os
agentes Pereira Carneiro k C.
CA8H1L DB PEBBO
Trilhos Urbanos do Recife Olinda e Beberibc,
25 dividendo, raza de 8 0/0. O pagamento
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr.
desembargador Tavaros de Vascoocellos.:
Appellscoes crimei
Da Palmeira dos I idiosAppe. lante o
appellados Jos Valerio da Silva e outro.
De Nasareth Appellante Antonio Joaquim
Francisco do Nascimento, appelladi a justica.
Do Sr. desembargador Tavares ce Vasconcellos
ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Appellaco crime
Do RecifeAppellantes o jmac e Manoel Ju-
venal Munls, appellada a justica.
DILIGENCIAS
Mandou-se ouvir o Sr. desembargador promotor
da justica nos segaintes feitos :
Appellajdes crimes
Do BonitoAppellantes Jos S< raphim da Sil-
va e outro, appellada a justica.
Do RecifeAppellante Jos Luis Saturnino,
appellada a justica.
Com vista ao Sr. desembargador procurador da
corda :
Appellaco civel
De Panel las Appellante o collictor das ren-
das geraes, appellado Antonio Jos Goncalves
Pires Ferreira.
Com vista as partes:
Appellaco commercii.l
Do RecifeAppellante Jos F.ancisco de Bar-
ros Reg, appellados Temporal & Cilhos.
Em diligencia
Appellaco civel
Do RecifeAppellante Joaquim Monteiro Gue-
des Gondim, appellado Virginio Horacio de Frei-
tas.
DI8TRIB1C5E8
Rerursos crimes
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
De BeserrosRecorrente o juiso, recorrido
Autonio Francisco dos Santos.
Ao Sr. desembargador Delfiuo Cavalcante :
Do RecifeRecorrente Henrique Jorge Pass
Barreto, recorrido o juizo do 4" distristo.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
Da IndependenciaRecorrente c juiso, recorri-
do Jos Pedro Dias Carneiro.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
Da IndependenciaRecorrente o juiso, recor-
rido Calixto Carneiro da Costa.
Aggravos de petico
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Do commercio do RecifeA-rg avantea Alian
Paterson & O, aggravados Temporal & Filbos.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
Do civel do ReciteAggravante Dr. Jos Do-
mingos da Costa, aggravado o Dr. Francisco do
Kego Barros de Lacerda.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
Do commercio do Recite Acgravante The
Central Sugar Factoriea, aggravadjs o Visconda
da Campe Alegre e outros.
Appellacoes crimes
Ao Sr. desembargador Pires Feneira :
Da Parahyba-sApp liantes Lcopoldino Coelho
de Mello, Genuino Coelho de Aruujo e outros,
appellada a Justina.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrado :
faz se no escriptorio da companhia as tercas o
sabbados.
C0MPASBIA8
Companhia de Edtficacao, juros das acedes re-
midas, vencidos em 31 de Dezembro do auno paa-
sado.
Memorial
Aos accionista' da Estbada db Fiirbo do Rjbei-
alo ao Bonito foi marcado o prazo de 60 dias, a
contar de Agosto corrente, para realizaren! a 7.'
entrada de 10 0/0 de suas aceces.
Aos contribuintes dos impostas deindustria e
profiaso e predial, foi marcado o praso de 30
dias, que terminar 22 do corrate, para apre-
aentarem na Recebedoria Gebal aa reclamacoea
que porventura tenhara de faser com relaco ao
ultimo lancamento.
Com o descont de 4 0/0 e at 33 de Setemb-o
viuiouro, sero substituidas na Thesodbabia db
Fazenoa as notas do valor de 2*000 da 5. estam-
pa, 5*000 da 7.' e 10*000 da 6.
Importaco
De JaboatoAppellante Antonio Gomes de
Amorim, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
De Agua PretaAppellante Jos Joaquim de
Medeiros, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Tavares de Vasconcellos:
Da IndependenciaAppellante o juiso, appel-
lado Manoel Joo de Oliveira.
Encerrou-se a seaso a 3/4 depois de meio dia.
Vapor americano Advance, che^ado da New-
York e escala, em 18 do corrate, e consignado a
Henry Foater & C, manifestou :
Amostras 2 volumes a diversos.
Ac 25 feixes a ordem.
Arcos para barricas 450 feixes a >s consignata-
rios.
Banha 50 barris aos consignatarios, 50 a Costa
& Medeiros, 50 a Joaquim Ferreira de Carvalho
* C, 50 a Domingos Cruz 4 C, 21 a Silva Mar-
que* A C.
Bren 20 barricas a Beltro e Costa.
Cervga 10 barricas a R. de Druaina 4 C.
Canos de ferro lfeixe a Gomes de Mattos Ir-
moae
Candieiros de vidros e cbamiaiis 7 volumea
a Bernardina Duarte Campo- 4C-, '> a ordem.
Drogas 13 volumea a Rouquayrol Fires, 6 a
Faria Sibrinbo 4 C.
Fanuba do trigo 700 barricas a Pereira Carnei-
ro ct C, 100 a Julio 4 Irmoa.
Ferragena 24 volumes a ordem, 3 a Ferreira
Guimarea 4 C.
Flanella 1 caixa a G. Laport & C 1 a ordem.
Fio 2 fardos a Beltro ce Costa.
kerosene 50 caixas a Paiva Valente 4 C-, 37 a
Francisco Manoel da Suva & C.
Graxa 5 caixas a Vianua Castro & C, 2 a Nu-
nes Fonseca c* C,
Mercadorias diversas 1 volume a Francisco Ma-
aeel da Silva 4 C, la Machado 4 Pereira, 2 a
Gomes de Mattos Irmos, 1 a Van na Castro &
O, 2 a Salaxar 4 C, 1 a Nunes Fonseca 4 C.
Maisena 100 caias a Joo Fernandes de Al-
meida.
Machinismo 8 volumes a Ferreira Guuraraes &
C.
Machinas para descarocar algodao 6 caixas a
Ferreira Gui maraes 4 C, I a Vianaa Castro & C.
33 a Albino Silva 4 C.
Orgo 1 aGeu B. Nina.
Pinturas 1 caixa a J. A. Dias.
Ponnas de ac 1 caixa aoLondon Urasilian Bank
ditas de ouro 1 caixa a W H. M. Ciacker.
Pbosphoros 1 caixo a ordem.
Relogios 6 caixoes a ordem.
Tnicos 2 caixas a Nunes Fouscci 4 C.
Tecidos diversos 3 caixas a Rodrigues Lima 4
C, 6 a ordem, 2 a Figueiredo & C, 2 a Luis An-
tonio Siqueira.
Tintas 6 barricas a Francisco Manoel da Silva
*C- .. ,
Tinta 13 volumes a Gomes de Mattos Irmaos
24 a Vianna Castro 4 C.
Typos 1 caixa aos mesmos.
Carga do Maranho
Vinagre 20 barris a Joo V. Alvos Matheos &
C.
JURISPRUDENCIA
lucslo indiciarla
Ha cerca de quatro annos, apresentei, na quali-
dade de advogado do Dr. Francisco do Reg Bar-
ros de Lacerda, embargos de terceiro senhor e
possuidor penhora feita pelo Dr. Jos Domin-
gues da Costa em urna parte do engenho Merca,
para haver o pagamento do debito que para com
elle contrahio o respectivo proprietario Baro de
Mercz.
Limitar-me-bia a discutir smente nos autoa
essa questo, se, em vista do que ltimamente tsm
occorrido no processo, nao me parecesse necespa-
rio divulgal-a, nao s para prevenir conceitos in-
justos, como tambem para rectificar algumas apre-
ciacoes menos exactas, feitas no aggravo que vai
ser julgado pelo Superior Tribuual da Relaco.
Por escriptura publica de 21 de Abril de 1883, o
Dr. Barros de Lacerda compr.u ao Baro e Ba-
ronesa de Mercz urna parte que possuiam no
mencionado engen'uo pela quantia de quarenU
contos de lis, que foi receb'da pelo Baro de Mu-
ribeca, a quem estava hypothecada a mesma par-
te, assim como outros bens, o que explica a aun
intai vencao, na mesma escriptura consentindo na
venda.
Foi com ease titulo que fundamentei os embar-
gos oppostos penhora.
Contra elles allegou-se que, alm da hypotheca
feita ao Baro de Muribeca, exista outra em fa-
vor do Dr. Jos Dominguea; e que, nao tendo si-
do feita a remisso do bem bypothecado, devia pro-
seguir a execuce-
Em vista dessas allegacGos, julgadas proceden-
tes, foram despresados os embargos, nao conhecen-
do a sentenca da questo da prioridade das bypo-
tbecas, porque ella (ao palavraa da aeutenca) af-
fecta smente a preferencia de que no se trata por
ora e que t opportunamente poder ser discutida.
Confirmada essa sentenca pelo Superior Tribu-
nal da R--laco, foi interposto o recurso de revista,
ao qual o Supremo Tribunal nao deu provimento.
Depois deBsa deciso, o Dr. Jos Domingues
procurou receber as custas na importancia de
562*640, que immediatamente lhe fram pagas.
Smente refiro esta circunstancia que nenhuma
importancia tem para a questo, porque ao aggra-
vo juntuu-se urna certido dos julgamentos profe-
ridos sobre os embargos, e da importancia das cus-
tas contadas nos respectivos autos, d'onde se po-
de inferir que nao foram at hoje pagas, o que
uo exact >.
Paasados alguna dias, foi o Dr. Barros de Li-
cerda intimado, por urna precatoria viuda de Ipo -
juca, pira, no prazo de tres das, sob as penas da
lei, consignar em juizo a quantia de quarenta e sete
= No vapor trances Ville de Maranh&i, car-
regou :
Para o Havre, J. C de Mello 1 caixa com 8
kilos de doce e 1 sacco com 62 ditos de cal.
Na barca portuguesa Claudina, carregou :
Para o Porto, Domingos P. de Freitas 5 pipas
com 2,350 litros de agurdente.
No patacho portugus Ventas, carregaram :
Para Ilha de S. Miguel, P. Pinto C. 30 barris
com 4,800 litros de mel.
No brigue portugus Armando, carregou :
Para o Porto, Iarael A Ferreira 1 barrica com
60 kilos de farinha de mandioca, 1 caixa com 20
ditos de doce e 1 barril com 40 litros de mel.
Para o interior
= Na escuna allem Fritz, carregaram :
Para o Rio Ur.,nde do Sul, Moura Borges 6 C.
25 pipas com 12,000 litros de agurdente.
No vapor nacional Pord, carregaram :
Para Maoss, Amorim Irmos 4 C. 40 barris
com 3,840 litros de agurdente ; F. A. de Azeve-
do 15 volumes om 910 kilos de assucar branco.
Para o Para, F. M. da Silva & C. 6 caixas com
eligir medicinal ; A. C. Moreira 10 pipas com
4,800 litros de agurdente ; A. F. dos Santos 8
caixas com vinho jurubeba ; E. C. Beltro 4 Ir-
mo 100 barricas e 20 saceos com 4,212 kilos de
assucar refinado.
Para o Cear, Maia ce Resende 10 barricas
com 1.050 kilos de assucar branco.
No vapor americano Advance, carregou :
Para o Rio de Janeiro, F. de Moraes 40 pipas
com 19,200 litros de agurdente.
No vapor nacional Sergipe, carregaram :
Para Babia, M. O Lopes Vianna 2 caixas com
120 kilos de doce.
Para Penedo, P. Alves 4 C. 15 barricas com
1,350 kilos de assucar refinado.
No hiata nacional Correw de Natal, carre-
garam :
Para o Natal, P. Alves 4 Q. 15 volumes com
908 kilos de assucar refinado.
Na bar caga Aurora 2, carregaram :
Para Mossor, M. A. Senna & C. 2 barricas
com 190 kilos de assucar refinado.
Dinbelro
BBCBBIDO
Pelo vapor francs Orenoque, chegado hontem,
para :
Amorim Irmos 4 C. 2.003
Manoel Teixeira 4 C. 2:000*000
RendJmeatos pabllcos
MBS DB AOOSTO
AIJaniega
Vapir francez Orenoque, chegado de Montevi-
deo e escala, em 19 do carrente e consignado a
Augusto Labille.
Nanifeatou :
Xarque 797 fardos a Pereira Ci.rneiro & C,
410 a Maia 4 Resende.
Vapor nacional S. Francisao. che gado da Bahia
b escala, em 19 do corrente e consignado a com-
panbia pernambucana.
Manifestou :
Algodao em rama 29 saceos a Alberto Vas de
Carvalho.
Barris vasios 14 a Rodrigues Soeira.
Bagas de mamona ICO saceos a ordem.
Cordas de Piassava 300 a Jos Alves da Silva
Santos.
Farello de carocos de Algodao 134 saccas a
ordem
F8 sendas 2 caixas a ordem.
Peanas de ema 1 caixa a ordem.
Pelles 1 atado a Prente Vianna & C
Piassava 159 molho* a Jos Alves da Silva
Santos.
Pipas vasiai 50 a Jos da Cssta Meirelles, 4 a
Francisco Rodrigues Soeira.
Exportacao
Bacn, 18 DB A00FTO DI ] 887
r"ora o exterior
No vapor francs Orenoque, carregaram:
Para Pars, J. Krause 4 C. 13 kilos de ouro
velbo e 55 ditos de prata velha ; 3. Goetchel 5
kilos de ouro velho, 5 ditos de prata velha e 1,800
passaros seceos.
Para Lisboa, Fernandes da Costa & C.
saccas com 18,125 kilos de algodao,
Renda eeral
De 1 a 18
dem de 19
Renda provincial
De 1 a 18
dem de 19
450:181402
47:370;370
48.565*364
3:432*572
497:551*772
51:997*936
contos de riis, importancia da avaliagSo do itnmo-
vel que lhe havia sido adjudicado.
Certo de que a saneco legal era a expropria-
fo de immovel, fiz um requerimento onde decla-
rei que o meu constituinte aceitava-a, protestan-
do usar do direito de discutir a preferencia, salva
pela sentenca exequenda, e ped que esse protesto
fosse reduzido a termo nos autos, e intimado ao
exequente para os devidos effeitos.
Esse requerimento teve o seguinte despacho :
__Indeferidoio qual interpuz o recurso de ag-
gravo, fundado nos 3 e 15 do art. 669 de Reg.
n. 737 de 25 de Novembro de 1850, para o Dr. juiz
de direito, quo lhe negou provimento pela senten-
ca que abaixo publico, sera o menor commentario,
to patente est a sua refutaco nos proprios fun-
damentos do recurso.
Nao tendo sido admiltido o protesto por prefe-
rencia, o procurador do Dr. Barros de Lacerda
requereu ao juiz municipal de lpojuca que lhe
ceucedesse vista dos autos para oppor embargos
de nullidade do processo e sentenca.
Negando o juiz a vista pedida sob o fundamen-
to den&o ser na especie caso delta aggravei
ainda desse despacho para o Dr. juiz de direito
da comarca, e, no proposito de dissipar qualquer
duvida que podesse provir das palavraa que se
liam naquella petico embargos de nullidade do
processo e sentenca, e de tornar bem patente que
os embaos quo tinba oppr, eram relativos
nullidade da execuco, pronunciei-me, as razojs
de aggravo, nos seguintes termos : o aggravante
executado, como se r do julgamento de V. S. a
fla. 211 v; e sendo executado, e querendo oppr
embargos de n-illidade contra a execufo, nao po-
da o juis a quo negar a vista pedida.
Nao obstante essa declaraco, o Juis de Direitn
eoteadeu que os embargos seriam relativos sen-
tenca, e, nesse presuposto, fundado no art 581 di
citado Reg. d. 737, negou provimento ao aggravo
pela sentenca que tambem em seguida publica-
mos.
Almdesses dous aggra vas, nenhum outro in-
terpuz at hoje neaaa caus ', o que exclue a asse-
verac/io feita pelo Dr. Jos Domingues, quando
affirma ter sido proferido um despacho comminando
a pena de priso, que (oa intimado ao Dr. Barros
de Lacerda, e finalmente baver sido interposto O
recurso de aggrovo, qua nao teve provimento.
Convencido de que S. S. labora em um engao,
e nao teve o proposito de referir urna iaexactidc,
iembrando lhe tudo quanto se passou, nao hesite
em invocar o seu proprio testemunho em confir-
macao dj que acaoo de expr.
Em vista dos despachos do juiz municipal e das
seotencas do juiz de direito, era intil apresentar
perante elles qualquer reclamado; e por esse
motivo resolv aguardar o prosegaimento da
execuco.
ltimamente fui informado de que havia sido
expedida urna precatoria em que se requisitava] a
priso do Dr. Barras de Lieerda, at que fosse
depositada a quantia de 47:00'J* para ser entre-
gue ao Dr. Jos Domingues.
Requer ao Ilustrado Dr. juiz de direito do ci-
vel que, antea de raandal acumprir, meconcedesae
vista para oppr embargos de notoria iueptido
Farinha de 160 a 21) ris a cuia.
Milho de 210 a 320 ris idem.
Feijode 640 a 1 SJ idem.
Matadouro Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 98
rezes para o consumo do dia 18 de Agosto.
Sendo: 67 rezes pertencente a Oliveira Castro,
tsc. O, e 21 a diversos.
Embarcares
o
porto em
De 1 a 18
dem de 19
De 1 a 18
dem d 19
el a 18
dem da 19
Recebedoria geral
Recebedoria psovinciai
Recife Drainage
237
ercado Municipal de Jos
O movimento deste Mercado no dia 19 de Agosto
foi o seguinte:
Entraram :
35 bois pesando 4,720 kilos, sendo de Oliveira
Castro, 19 ditos de 1 qualidade e 16 di-
tos particulares.
424 kilos de peixe a 20 ris 8*486
45 cargas de farinha a 200 ris 9*000
24 ditas de fructas diversas a
300 rs. 7*200
10 taboleiros a 200 ris 2*000
8 Suinos a 200 ris 1*600
Foram oceupados :
24 columnas a 600 ris 14*400
24 compartimentos de farinha a
500 ris. 12*000
24 ditos de comida a 500 ris 12*000
61 ditos de legumes a 400 ris 24*400
30 ditos de fasendas a 400 ris 12*000
18 ditos de suino a 700 ris 12*600
11 ditos de tressuras a 600 ris 6*600
10 talhos a 2* 20*000
8 ditos a 1* 8*000
A Oliveira Castro 4 C.:
54 talhos a 1* 54*000
Deve ter sido arrecadada nestea dias
a quantia de 204*280
Rendimento dos dias 1 a 18 3;829|000
Foi arrecadado liquido at hoje 4:033*280
Precos do dia :
Carne verde de 240 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Suinos de 560 a 640 ris idem.
surtas no
de Agosto
NACIOMAES
Armandoconaig. Loyo Filho.
Lamego(canhooeira de guerra).
Marianninhaconsig. Baltar Oliveira 4 C.
Maniah4 Companhia Pernambucana.
Marinho XI Jos da Silva Loyo & Filho.
Pirapama Companhia Pernambucana.
Sergipe Domingos Alves Matbeus.
S. Francisco Companhia Pernambucana.
ESTBAXOEIBAS
* Advanceconaig. Ueniy Forater 4 C.
Anne Charlotte ordem.
Bateau Cteme I Wilaon Sons & C.
Bateau Citernu IIi Wilson Sons & C.
Claudina Loyo & Filho.
Elston ordem.
Expedit Fonseca Irmos 4 C.
Einolator Jobnston Pater & C.
Fides ordem.
Fritz Baltar Oliveira 4 C.
Fritz H. Lundgrin 4 C.
Figu irense ordem.
Fioreuce Saunders Brothers 4 C
Gesiue Pereira Carneiro iz C.
Homborgsund Wilson Sons 4 C.
Jorgen J. Lotz ordem.
J. L. B. ordem.
Nina ordem.
# Orenoque Auguste Labille.
Reform H. Lundgren 4 C.
Tentativa Amorim Irmos 4 C.
Tiber- Saunders Brothers 4 C.
Uuion H. Lundgrin.
Veritas Amorim Irmos 4 C.
Vernica ordem.
William ordem.
O signal indica ter a embarcaco sahido.
Vapores A entrar
DOS PORTOS DO SUL
Espirito Santoa 26.
La Plata-a 29.
DOS POBTOS DO iOETE
Pernambacoa 23.
DA ECBOPA
Ville de Cearhoje.
Taguaa 23.
Cotopaxia 28.
vapores A sabir
Ville de Cear hoje, ao meio dia, para a Bahia,
Rio de Janeiro e Santos.
Sergipe amanh, s 4 heras da tarde, para Ba-
ha, esm escala por Macei, Villa Nova, Pene-
do, Aracaj e Estancia.
Tagusa 23, s 2 horas da tarde, para Buenos-
Ayres, com escala por Bahia e Rio de Janeiro.
Jaguarbe a 21, As 5 horas da tarde, para Ca-
16:816*681 messim, tocando na Parahyba, Natal, Maco,
452*017 Mossor, Aracaty, Cear e Acarah.
Cotopaxi a 28, ao meio da, para Valparaso,
17:268*698 com escala pela Baha, Rio de Janeiro e Mon-
tevideo.
La Plata a 29, 1 hora da tarde, para Scu-
tbampton e escala.
S. Franciscoa 29, s 5 horas da tarde, para Ma-
cei, Penedo, Aracaj e Bahia.
Navios A entrar
Antelopde Hamburgo.
Caledoniade Cardiff.
Jloviiueuto do porto
Navios entrados no dia 19
Buenos-Ayres e escala10 dias, vapor francez
Orenoque*, de 2,484 toneladas, commandante
Moreau, equigagem 130, carga varios gneros ;
a Augusto Labille.
Bahia e escala8 dias, vapor nacional 3. Fran-
cisco, de 382 toneladas, commandante Joaquim
da Silva Pereira, equipagem 30, carga varios
gneros ; a Companhia Pernambucana.
New-Castle32 dias, vapor columbiano Bateau
Ci:erm> n. 1, de 27 toneladas, commandante
Balaiz, equipagem 12, em lastro: a Wilson
Sons 4 C
Hamburgo47 dias, barca norueguense Expe-
dit, de 319 toneladas, capito C. ('ristiansen,
equipagem 9, carga varios gneros ; a Fonseea
Irmos 4 C
Cardiff42 dias, brrea norueguense 'Nina, de
496 toneladas, capito E. Hausen, equipagem
11, carga carvo de pedra ; a orden.
Ntw-Castle e escala34 dias, vapor columbia-
no Bateau Citern n. 2, de 27 toneladas,
commandante Spichtig, equipagem 13, em las-
tro ; a Wilson Sons 4 C-
Sahidos no mamo dia
Bordeaux e escalaVapor francez Orenoque,
commandante Moreau, carga varios gneros.
Rio de Janeiro e escalaVapor americano "Ad-
vance, commandante Jas Lord, carga varios
gneros.
Rio Grande do Norte Hiate nacional Correio
do Natal., Diestra Joo Quedes de Moura, car-
ga varios gneros.
Observa co
Procedente dos portos do sul scguio coto desti-
no ao Havre o vapor francez Ville de Mara-
nho, o qual nao communicou con. a trra.
549.549*708
16:305*999
186*717
16:492*716
27:196*884
1:145*986
28:342*870
-----
u





...

Diario de PemambacoSabbado 20 de Agosto de 1887
r
i

I
da precatoria e de iacompeteacia da juiso depre-
cante.
Deferido esse requerimento, foi interpoato o ro-
curao de aggravo eob o fundamento de que desse
despacho resultava daino irreparavel por nia
estar seguro o j jto, e nao ser o executado obri-
gado ao psgamento de jarea.
O juizo eat seguro com a peabora feita no im-
movel, e se nSo r este suficiente para o paga-
mento dos juros, os herdeiros da devedsr qua con-
trahio obrigacao pessoal, serio reaponssveis
pela differenca. O terceiro detentcr, segundo en
aina o conselheiro Laffiyette, nia oontrahio obri-
gaclo alguma pensil para com o credor, mas a
poase em que elle est do immovel bypothecado, o
subjeita obrigica-, par a.isim dssr, real, vincu-
lada ao objectoDireito das cousas 258 pag.
295.
Esta simples exposcaa bastante para revelar
a origem da precatoria, e a improcedencia do inj-
tivo com que se pretende juatifical-a ; entretanto,
Dar que se passa julgar, com exacto conh acimen-
t, do merecimeoto delta, e da injustica com que
foram despachados os requerimeotoa do l)r. Bar-
ros de Lacerda, e decididos os recursos que nter-
poz, adduzirei oatras consideracoes.
A pena de prisao que se procura faser effectiva,
nao foi commioada, e conseguintemente nia houve
ju.'gameoto por se o tenca dessa comminacao, como
alias era indispenaavel para que se expedase a
inqualificavel precatoria qu: se pretende rxecu'.ar.
Fara reconhecer-se a veracidade deste asserto,
basta considerar que nao su transcreveu sentenca
alguma na precatoria, mas smeute o re^uerimen-
tarde desenvolvere^ se
gar convenante.
por ventura assim o jal
to em que o Dr. Jos Dominguvs, argumentando
Recife, 19 de Agosto de 1387.
Dr. Joaquim Correa de Araujo.
SENTENCA
Vistos aggravad) nao foi aggravaote Dr. Fran-
cisco do Reg Birros de Lacerda, pelo inieferi-
mento de i a pjtica para ello ser admittido na
preseute execuoio hypothecaria como credor pre-
ferente.
O aggravante funda o seu aggravo, quer na
disposicii do 3 do art. 669 do Beg. n. 737, quer
no | 15 do meama art., e allega contra o despa-
cho aggravado :
1-* Qjs) a sentenca que julgou improcedente
os seus embargos de senhor e possuidor, deixou-
lhe salva o direito de opportunamente discutir
preferencia.
2.Q io sendo intimado para consignar om
joiso a importancia da avaiiacao do immovel
executado por farc* da adjudicado de fli., a elle
feita nos termos da art. 312 d > Rog. hypotheaa-
rio, declarou na patica indeferida pelo juis a
quo, que renuncava o direito de remir o imnovel
para que podesse ter lugar a expropriacao, pro
testando pela preferencia que Ihe foi reaalvada na
alludida sentenca sob os seus embargas Ce tor-
ce i ro.
S.'-rQis igaorava ter-lhe sido adjudicado o
immuvl, porque o interlocutorio de fli. 188 n2o
Ibe tai intimado, e por isso nao pode contra si
producir effeito ; mas anda assim, visto que a ad-
judicacao, c informe diz o mesmo interlocutorio,
com dispaaic oes e dotriua inapplicaveis ao caso,
affi-mou que a pena que devia ser imposta, era a
de prisa,? e coocluiopedindo que fossc por aquel-
lo mado tornada effectiva.
Ora, si a pena de priro tivesse sido commioa-
da, e cstivesse julgada por sentenca a commina-
cao, ai) hivia necessidada de argumentos para
justificar aquillo que ji esta va decidido, aem se
teia dexado de inserir n'aquella peja a sentenca
cuja execuoio se deprecava, formaldade essencial,
segundo correte em todos os praxistas.
Nao querco o, porm, insistir escusadamente
sobre o valor desta considerarlo, passa a demoas-
trar a ineptidao da precatoria, encarando desde
lo;o a questo debaixo do ponto de vista princi-
pal, lato da adjudicacao anteriormente feita, e
da qual se afirma que resalta a obrlg-tc,a a, para
O adquirente, de pagar o preco da avaliacaa.
E para que nao se diga que a doctrina que sus-
tento, inspirada pelo sentimento do interesse ou
da amixade, iovocaref a autoridade de todos que
tem e3cripto sobre o assampto.
J tive occasio de afirmar com o Sr. conse-
lheiro Laffayette que a o'angicae do adquirente
real e nao peseoal. Easa opiniao tem anda
a seu favor a autoridade de Fernandes Rabello
(Estados Hypothecarios pag. 146), que com toda
a preciaao diz : o adquirente ni devedor pes-
soal, tanto que O credor bypothecaro vai direito
ao immavel por meio de acc,a real; a obrigacao
poia que tem o adquirente consiste em soffrer que
o cred r exerca sua accao sobre o immavel, como
se nao tivcss paasado das maoa de seu devedor,
reaponieudo entretanto pelas perdas e damnos
etc para o quo tem accio regressiva contra o
vendedor.
E' certo que o adquirente que deixa de remir o
immavel onarado com outras bypothecas, fie su-
jeito deaapropnaclo : nao pode impedir a exe-
cucao promovida pelo credor, e sinente se pode -
r libertar desse onus se pagar a iinpartancia das
bypothecas ; mas, o meio de liberacae da execuctito
pelo pagamento integral (diz Teixeira de Freitas
Accoes Hypothecariks pag. 106, nota 77) mera-
mente facultativo e nao obrigario ; o dqcireste
lAGAi SE QL'IZKB.
Alei n. 1273 do 24 de Setembro de 1861 dispoe
no art. 10 3 : Se nos trinta das depais da traus-
cripc.io o adquirente na notificar aos creiores hy-
pothecarios para a remissao da bypatbeca, fica
obrigado :
As acetis que coatra elle propuzerbm os ere-
dores hypothecarios para indemniaaco de perdas
e damnos ;
* As custas e deapezas judiciaes ;
cacao, se esta houver lugar.
O immovel ser penhorado e vendido par conta
do adquirente, anda que elle queira pagar ou de
pasitar o preco da venda ou avaliacia.
Salvo :
Se o credor consentir ;
* Se o preca da venda ou avaliacia bastar para
pagamento da bypotheca ;
Se o adquirente pagar a hypatheaa
foi para os etlicos da remissao ou da expropria-
cao judicial, ella nSo pode obstar a discusso da
preferencia.
4.Qae elle aggravante sujeta-se a expro-
priacao, mas nao pode ser canstrangiio a remir o
immovel, que adquiri, pagando agora o preco da
sua avaliacaa superior em 7.-O00JO00, ao qu i Ihe
custara, poia que So ha lei nem jurisprudencia,
que autorise tal cousa.
5.o(oe o processo da execucao tem corrido
tumultuariamente, poia que dous credores que
protestaram por preferencia nao toram anda ci-
tadas para apresentar seus artigoa.
6.Que tendo fallecido os executados Barao
de MeMs e Baronesa de Merca, a execucao pro-
sigui indepondentemente da habilita^ao dos her-
deiros d'aquelles execatadoa ; requerendo, final-
mente, que por este facto seja annullado o proces-
sado de fl. 187 em diante para se proceder a essa
habilita cao.
E' o que se contm na minuta de t. ; mas sao
improcedentes, baldas de fundamentos jurdicos
tasa allegacoes.
Quanto a 1.*o que se l na sentenca de fls.
177, nao a exequenda, tocante a quest&o de prio-
ridade das duas bypathecas que primitivamente
gravavam o immovel, nem de longe suff.aga a
intencaa do aggravante, que fi jura na txecuc.ao
na qaalidade de executado, visto que comprou o
immovel bypothecado.
Quanto a 2.* a reauucia de direito de re-
missao, feita pelo aggravante, para preferir a
expropriacao, nSo o autoras a discutir preferen-
cia, sujeita-o sim a todos os eSeito3 legaes da ex-
propriacao. Direito das Causas, tom 2." 259.
Qaanto a 3.'sendo o aggravante terceiro de-
tentor e adquirente do bem bypothecado e nao
tendo-o remido, rea na execucao, e executado ;
e se sujeita-se a expropriacao, nao tem que alle-
gar preferencia como crodsr de si mesmo.
Quanto a 4.'as disposicoes do nosso direito
hyp^thecario sao to inilludiveis, que admira di-
I cer o aggravanteque nao ha lei ou jurispruden-
cia, que sujeite o adquirante de um immavel by-
. pothecado a responder pela differenca entre o pre-
co da avaliacaa e da alienaco.L;i n. 1,237 de
' 24 de Setembr- de 1861, art. 10 3..Reg. art.
1 309 3.0Direito das Causas loe. citado.
Quanto a 5.aa discusso da preferencia dos
credores que concorreram a execucao direito de
terceiro de que opportunamente se tratar e a
execucao actual contra o aggravante.
Quanto a 6. os herdeiros do Baro e da Ba-
ronesa de Mercs nao sao mais partes na execu-
cao do immovel alienado ao aggravante para que
devessem ser habilitados, a parte legitima o
aggravante.Beg. n. 737 art. 492 6..Lei n.
1,237 art. 10 1.*.Rsz. bypothecaro art. 309
lA
Subsista portante o despacho aggravado e con-
damno as custas o aggravante.
Cabo, 10 de Jnlho de 1887.
Francisco Teixeira de S.
na sua capital pleitear ama eieicSo cos sa-
aelhauta baadeira.
Seria isto utna embacadella que j nao
faria fortuna nos districtos onde a menta-
lidade nao tito apurada como aqu.
O Sr. conselheiro Machado Por tolla
milito conbecido no paiz, mais anda na
sua provincia e conhecidissimo no Io dis-
tricto eleitoral, onde tem triumphado di-
versas vezes contra a especulado de tal
bandeira.
Todos os abolicionistas do 1 districto
salaam que S. zc. nunca foi oentrario a
grande idea da aboliyao do elemento ser-
vil, que tem sido traduzi la em leis, sem-
pre promulgados pelo partido conservador,
do qual um dos chafes.
Nao igaoram mesmo que S. Exc, na
admin8tiae2o desta provincia, sanecionou
leis, que autorisavam a applica^So de par
te de sua receita em libertades de crian
cas do sexo feminino e exeoutando essas
leis eatregou aojuiz de orphaos, em 7 de
Setembro de 1869 e 1871, muitas cartas
de alforria, concorrendo assim para qu9 a
nossa provincia, por acta legislativo, dase
o primeiro passo para a grandiosa idea da
liberdade do ventre.
Alm disto a entrada de S. Exc. para o
ministerio nao tem significacSo contraria
aos intuitos abolicionistas, e sabe-se que
S. Exc, justificando um requerimento da
commissSo, que tinha de dar parecer so-
bre o projecto do Sr. Jaguaribe Filho, da
qual fazia parte, teve occasio de declarar
que taes fossem as informayoes pedidas, era
bem possivel que elle tivesse ideas mais
adiantadas.
Accresce a isto que, depois da entrada
de S. Exc. para o ministerio, os Srs. oon-
selheiros JoSo Alfredo e Prado, qua tm
ideas adiantadas sobre a questito, declara-
ran), prestar todo o seu apoio ao ministe-
rio, que urna prova cabal de que nao
contam com difficuldades da parte delle,
contrarias ao seu pensar E' questSo de
tempo.
O que temos nos fra disso ? O projecto
do Sr. Dantasurna patacoada pode nao
ser osquecido com o rotulo de bomenagem
a revolucSo franceza, que nSo tem razao
de ser, porque os agricultores estavam al-
forriando em massa os seus escravos, no
mximo com a clausula de 3 annos de ser-
Informaram mal ao Jornal do Becife,
em cuja noticia hoje puolioada basta apon-
tar o trecho seguinte : i... tomou a reso-
lucSo de ir estacSo da guarda cvica lem-
biar-lhe a divida, o que n&o conseguiu por
mais esforgos que empregatse. Isto difie-
re muito de ter sido pag sera nenhum es-
forjo.
Recife, 19 de Agosto de 1887.
O subdelegado,
Santos Neves.
Subdelegada da Jreguczla do
Reelfe
Anta-bontem, s 4 horas da tarde, apre-
sentou-se na estajJto da guarda oivca Mara
Epiphania dos Prazeres, procurando um
guarda que Ihe devia 2fJO0O. O 1. sar-
gento Serra indagou quem era o devedor e
o iuduzio a pagar, o qi.e elle fez imme-
diatamente. Nao cont ate com isto, a
mesma mulher, que se acbava exaltada,
comecou a vociferar, UBtiado de palavras,
offensivas moral publica. Chegaei nossa
occasio o admoestei-a, e como ella conti-
nuaesse do mesmo modo, a fiz recolher
Casa de Detenjao, por algumas horas, at
que lho viasse a calma.
Informaram mal ao Jornal do Becife,
em cuja noticia hoje publicada basta apon-
tar e trecho seguinte : .. tomou a reso-
lugao de ir estacSo da guara cvica,
lembrar-lhe a divida, o que nSo conseguio
por mais esforqos que empregasse. Isto
difiere muito de ter sido paga sem nanbum
esforgo.
Recife, 19 de Agosto de 1887.
O subdelegado,
Santos Neves.
Encentra-se a venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, flenry Forster & C,
ra do Commercio n. 8.
EDITAES
O Dr. Jos Antonio Corroa da Silva, ca-
valheiro da Imperial Oriem de Christo,
juiz de direito de orphSos da comarca de
Olinda, por Sua Magestade o Imperador
a quem Daus guarde, etc
Faca saber aos que o presente edital vi-
rem e dello noticia tiverem, que a requiaicaa de
Jos Candido da Silva Pesaos, inventariante dos
bens deixados pela finada Henriqueta Peixoto, sao
chamados os herdeiros da mesma, ausentes em la-
gar nao sabido, afim de assistirem a todos os ter-
mos do inventario, ou constituirem procurador que
os represente.
E para chegue ao conhecimento de todos, man-
dei passar o preseute, que ser affixido no lugar
do coaturne.
Dado e passade nesta cidade de Olinda aos 21
de Julho de 1887.
Eu, bacharel Francisco Lius Caldas, escrivSo, o
subscrevi.
Jos Antonio Correia da Silva.
Club Concordia
Prels Kegeln
(Jogo bolas com premios)
Domingo 21 de Agosto de 1887.
Aa 2 horas em ponto.
___________ A directora.
vicos, o que todos nos sabemos, com as
garantas de que dispouos, tanto vale co-
mo libertar sem onus algum, porque os li-
bertos nesta caso, s prestarSo servigos se
forera homens de bem. e ha muita gente
boa que faz e far propaganda para que
elles sejam moleques.
Faga a Provincia o que quizer e tudo
ser intil. O eleitorado do Io districto
pela sua mtntalidade, apezar de abolicio-
nista, anda urna vez ha de dar urna prova
do seu bom sonso, nao acreditando no abo-
licionismo do seu candidato.
Ha abolicionista e abolicionistas, como
muito bem disse o Jornal do Becife em urna
aetavel discus3to com ^Provincia, ba bem
pouco tempo ; trate, pos, a Provincia, mu-
dando de vida, de chamar todos esses ma
tizas a um s gremio, o qua duvdamos e
SENTENQA
Via'js aggravado na foi aggravante pelo dea-
A avaliacaa conclue o 5 3, nunca ser menor i pacho do juis a qtto que Ihe denegau vista para
que o prec.a da venda. I embargos de nultidade na presente execucao re-
Desta diaposicaos: evidencia que o legislador Ilativa, a urna sentenca proferida em grao de re-
quiz prevenir as ernaequencias resultantes do con
laia cutre o adquirente e o devedor,no permittin-
da :i adjudicaca em favor da primeiro seno me-
vista.Reg. n. 737 art. 581 2..
A nultJade da sentenca gmate pode ser alle-
gada por e-nbargas na execu$ia30 ella (aenten-
diaute o pagamento da differenca entre o preco da j caj nio fr proferida em gra de revista
venda eo da avaliacSo.
Quer reto, porm, dzer que o adquirente fica su-
jeito adjudicarlo forjada do^immovel bypatheca-
de e ao pagamento integral do preco da avaiiacao ?
Por certo que nao : a:melhiiite interpretacao
positivamente repellida pelo citado 3, que apaes
obriga o adquirente a pagar a differenga do prego.
E intuitivo que quem est obrigado a pagar a
differenca entre dous prec as, nao poie ser con-
etrangido por.mado algum a pagar a totalidada de
qualquer delira.
Prosiga a oausa nos seus termos, pagas as cus-
taa pelo aggravante.
Cabo, 18 de Julho de 1887.
Francisco Teixeira de S.
NBLICaCOES A PEDIDO
Cabala ofUcIal
Grande faina tem sido a da Provincia
' mesmo inconcebivel que a lei quizesso sujei-
tar quem comprou um immavel a pagar novamente P '"" vingar a Uto repellida e despre-
a importancia da seu valor estimado nesse ou ; sada candidatura do Sr. Dr. Joaquim Na-
naqu.lle preco. O adquirente paiia possair a ^ buco pelo Io districto eleitoral desta pro
quantia precia* para comprar o pagar a prmaira | Taca
vez; camprehende-se que, pela inabservancia de i *, ,.
urna farmalidade legal, passa elle perder o bem, I Desde que fai chamado aos conselhos
vendoease ou aquelle credor excutir a sua hypothe- da corda, o Exra. Sr. oonselheiro Machado
ca ; mas, ninguem acreditar cortamente que le
gislai.Va alguma fosse ioiqna ao panto de condena-
nar o comprador, a pagar segunda vez o objecto
comprado sab pena de prisao 1.....
Invoca-se para sustentar o contraro a aucteri-
dade do conselheiro Laffayette na obra citada
i 259 nata 3. Ah diz elle: Na casa de adju-
dicaca, o adquirente obrigado a depositar o
preco da avaiiacao. Sa o preco da avaiiacao
superior ao da acquisicio, evidente que o de-
tentor adianta a diflereiica .
Estas palavras nao favorecem a opiniao que se
pretende hoje sustentar : o que dallas se depre-
hende necessariamente a reaponsabilidade do
adquirente pela differenca entre o preco da ven-
da e o da adjudicaca e nada mais ; donde se
conclue que esta sem grave njastica ou cga vio-
lencia, nao deve ser mais ordenada, nem decretar-
se posteriormente o deposito de teda quantia em
que fr avaliado o immovel, se o preco da venda
foi loga pago.
Accresce que a citada nota 3.' remissiva ao
261, onde diz o mesmo jurisconsulto : o ad-
quirente que soffrer a expropriacao toreada, ou
pagou a divida hypothecaria, tem accao regressi-
va, etc. Por esta aceito o adquirente ( 265 pag.
319), no caso do immavel Ihe ter sido adjudicado,
tem o direito de haver do alienante a differenca
entre o preco da acquisicao e o valor da adjudi-
ca ca a .
Ora, se quem adquiri estivesse obrigado, anda
mesmo depois de satisfeita a importancia da com-
pra, adjudicacao toreada e ao pagamento inte-
gral da avaliacaa, evidente que a le nio o res-
pansabilisaria nicamente por essa differenca, nem
Ifcfl recusara, nesse caso, a aeco regressiva para
haver do alienante toda a importancia que, pela
segunda vez, fosse compellido a desembolsar pelo
mesmo bem.
Emquanto o pret}0 da acquisiflo nao est pago,
se campreheude a necessidade da adjudicacao tor-
eada ; porquacto o adquirente devedor do preco
do immovel alheado, o que o constitue na obriga-
cjto de consigoal o em juizo ; mas, se a compra
foi feita a dinheiro, o que ora acontece, semelhante
arbitrio, aggravado alm disso com a exigencia do
deposito de toda a quantia da avaliacaa ulterior
do mesmo immovel, e com a comminacao da pena
de prisao, urna iniquidade de ordem tal que s
por um falsa apreciacao ou ignorancia da lei, po-
da ser adoptado.
A lei, obrigando o adquirente a remir a bypo-
theca, cogitan do caso em que elle conservasse em
sen poder o prec a da compra para ease fim, e so por
esta razio foi que o sujeitou adjudicacao, res-
ponsabilisandoo pela differenca entre a importan-
cia da alienacia e a da avaiiacao.
Na hypothese, porm, em que o adquirente, como
ora' auccede, connado na prioridade da bypatbeca
que pagou e na subrogacio dos direitos do credor,
deixe de promovor a remissao, a adjudicacao tor-
eada do immovel e a exigencia de seu valor m-
gral sao urna verdadeira violencia le, razio e
at ao bom senso.
Tarecendo-me sufliciente esta breve exposicio
para o fim que tenho em vista, aqai termino,
omittindo outras muitas consideracoes, que mais
Portella, a Provincia nSo cogita de outra
cousa.
Ora annuncia a vinda do seu candidato
em cartazes que faz pregar as esquinas da
ra, como grande acontecimento ; ora pu
blica telegrammas de encammenda com
urnas noticias de effeito, anda mes no que
arrisque trazer em sobresalto a populagSo
desta cidade : com ameaca de sedicZes mi-
litares, bombas estouradas, descargas sobre
o povo, apedrejjmento de ministro e do de
legado de polica, meetings com assistencia
de senadores e deputados, etc., etc., enoa-
dernando tudo isto, j se v, com o aboli-
cionismo, que pao para toda obra.
Ha bem poucos das dizia a Provincia,
que a questo do elemento servil era urna
idea triumphante no paiz o que s o sul
anda Ihe creava tropecos, mas que no nor-
te era cousa vencida.
Muito satisfeitos fioamos com essa ma-
nifestagao, porque somos daquelles que
sempre ti vemos medo da propaganda abo-
licicionista, que Uto caro nos tem custado,
que o diga o Visconde de Campo Alegre,
e dissemos com os nossos botijs : agora
sim, os bomens se dirigem para n sul e
deixam nos socegados. Mas qual, l veio
a eleigao do Sr. Dr. Joaquim Nabuco fa-
zer funecionar o realejo e temos todos os
das repetiglo das mesmas msicas que
ha tanto tempo cacetam os nossos infeli-
zes ouvidos.
J se v, nao ha abolicionismo fra do
Sr. Dr. Joaquim Nabuco e o Sr. conse-
lheiro Portella escravocrata, em urna
poca era que at o Sr. Visconde de Ta-
batinga, que, com tanto garbo, como tal
se declarava na Assambla Provincial, j
abolicionista.
NSo pode a Provincia oom justiga e boa
f glozar esse motte.
No nosso paiz felizmente nSo ha hoje
ninguem absolutamente, que uao considere
urna quesillo de ordem publica, tal tem
sido o caminho trilbado pelos abolicionis-
tas, a Bolug&o, no mais greve prazo, dessa
questao e por isso os agricultores, que
tm os seus grandes interesses a ella li-
gados, estilo hoje na vanguarda. NSo ",
portanto, em ame dessa ic'a e em urna
provincia como a nossa, que tanto ultima-
mente se ha distinguido em tal sentido,
em distinagao de partido, que [te possa
nZo ser poueo, e deixe-se de estar se oc-
cupando eom o eleitorado conservador que
nSo Ihe deu procuragSo para cobrar do
Sr. conselheiro Manoel Portella as promes-
sas de empregos e at presentes de fasta.
S. Exc. um homem serio e s promet-
teu o que poda dar, nio tenha reeeio a
Provincia de que S Exc. perca um voto
por semelhaate motivo, o mesmo nto dire-
mos ns do seu candidato que prometteu
cos e trra e, batendo a linda plumagem,
nem no menos responde as cartas des ca-
loteados.
Tudo isto porm se tolera, s2o recursos
de que lngara mao advogadoa era deses-
pero de causa, o que nao se sopporta
querer a Provincia julgar o Sr* conselhei-
ro Manoel Portella pelo seu candidato,
suppondo aquelle capaz de langar mitos
dos recursos de que ell tanto abusou na
eleigSo presidida palo ministerio Dantas.
Os empregados pblicos nao foram votar
com chapas carimbadas, o que seria menos
humilhante, raas obrigados, coitados, ara-
oeber chapas na occasio da mao dos sub-
delegados ou cabalistas offi:iaes.
Nio finja a Provincia receiar qua o Sr.
conselheiro Manoel Portella lance mao de
taes raeios_ nio s porque repugoam elles
ao seu caractar, como porque nunca pre-
csou disto para vencer no 1.* districto, to-
das as vezes que tera sido candidato, an-
da mesmo em opposigao e apezar da car-
nificina de S. Jos.
Deixe-se tambem a Provincia de estar
ligando a todos os despachos do governo
para esta provincia, a eleigao do 1.- des-
trcto : nem o Sr. commendador Laal, nem
o Sr. Dr. Jos Oiorio, amigos dedicados
do Sr. conselheirc Manoel Portella, preci-
savara dos despachos qua tiveram para se
esforgarem pela eleigao de S Exc, isto
est na consciencia de todos e at mesmo
dos redactores da Provincia.
Quanto a futura repartigo da colonisa-
gao para qual tem a Provincia, os olhos
Uto erescidos, acredite quo ser convenien-
temente montada e ora pessaal habilitado,
e sendo muito provavel que o Sr. Dr Jos
Osorio para os cargos de sua nomeagito,
aproveite antes os seus amigos, do que os
amigos da Provincia.
Freguczia de S. Jos
Aos eleltores conservadores
Pelo presente se convida ao eleitorado
conservador da freguezia de S. Jos,
reunirem-8e na casa n. 93 ra Marcilio
Das s 6 horas da tarde do domingo, 21
do corrente, afim de traotar se de negocios
de interesse do partido no futuro pleito
eleitoral.
Recife, 19 de Agosto de 1887.
Jos Simplicio de S Esleves.
Freguezia de 9. los
AOS ELECTORES CONSERVADORES
Pelo presente se convida ao eleitoraio
conservador da freguezia de S. Jos, reu-
nir ra se na casa n. 93 ra de Marcilio
Das, s 6 horas da tarde de domingo 21
do corrente, afim de traotnr-se de negocios
de interesse do partido no futuro pleito
eleitoral.
Recife, 19 de Agosto di 1887.
Jos Simplieio di S Esteves.
Festa acadmica
Effectuando-sa amanhS, domingo, um
saru litterario, no theatro Santa Izabel,
s 7 l[2 boras da noite, promovido pela
corporagao acadmica, pira solemnizar o
anniversario do Exm. Sr. Dr. Jos Joa
quim Seabra, a commissSo convida todas
as pessoas quo quizerem concorrer com as
suas presengas para maior brilhantismo da
festa.
A solemnJaic ser presidida pelo vene-
rando Sr. conselheiro Dr. Joao Jos Pinto
Jnior.
O theatro estar ornamentado a capri-
cho artstico e Iluminado luz elctrica,
interna e externamente. Os camarotes
serao reservados para as Exms. familias.
Recife, 20 de Agosto de 1887.
A commissSo.
A. directora da Sociedade Philarmonica En-
cdense 6 de Abril em neme de todos os seus asso-
ciados, faltara ao mais sagrado dos deveres se nio
vesse pela imprensa cordialmeote agradecer aas
Srs. commerciantes de Precheirag a cavalheirosa
delicadea que tiveram de mandar fechar os seus
estabelecimentos commerciaes, juntando-ge aos
seus caixeros (alguns nossos consocios) na bri-
Ihante recepeo qae os mesmos Srs. fizeram a ban-
da marcial da mesma. sociedade quando all foi no
dia 15 do corrente.
Outro-sim, a mesma directoria nio tem expres-
oScts com que possa agradecer ao Sr. Ere minio
de A'meida Bastos ac ., commurciante all esta-
blecido ; a horogissima manifestaco de apreco
que dispensou banda marcial da Sociedade Pbi -
larmonica Escadense, em rgosijo pela visita
que a meema banda all fes ; conceder com toda a
philantropia e mui outros altos sentimental de que
dotado tio Jperfeito cavaiheiro carta de lber
dade sua escravisada Hircionilla, dispensando
tambem todos os direitos que tinha aobre a
ingenua Mara filha daquella.
Portanto a directora da Philarmonica Escadense
coatessa-se sumamente grata pela lhaneza e bon-
dade que se lia no semblante do cada um daquelles
distinctos mocos, que a parfia procuravam ser
agradaveis aos seus hospedes, dorante as 45 horas
que estiveram entre to perfeitos cavalbeiros.
Acceeitem os Srs. commerciantes de Frecheiras
e os dignos empregados da estacao do mesma
nome, e os seus consocios dalli, as saudales dura-
doras que cada um de nis tem gravado no amago
de seu coraco.
Nio pode a directoria deixar no olvido os Srs.
commerciantes de Ribeirioque all compareceram
e que de commum accordo com os Srs. de Fre-
cheiras, s soberam dispensarnos delicadesas e
bondades.
A quelles tio distinctos cavalheiros um sau-
dojissime aperto de mi.
Cidade da Escads, 16 de Agosto de 1887.
Presidente,
Ouilherme Muniz de Souza.
Vice-presidente,
Jos Antonio Goncalves.
1 secretario,
Flix Tolentino da Foneeca.
2o secretario,
Jos Antonio de Barros Wanderley.
Thesoureiro,
Francisco Dionisio S. da Fonsec.
Fiscal,
Vicente Ferreira da Silva.
DECLARARES
Conferencia abolicionista
Sociedade Inio Commercial e
BeneflceniedosMercieiros
2.a SessSo ordinaria da assembla geral
Oe ordem do Sr. presidente convido os Srs. so-
cios compareceris na respectiva sede, domingo,
21 do andante, s 4 boras da tarde, afim de s
proceder a eleicio dos novos funecionarios, confor-
me determinara os ai ts. 23 a 27 dos estatutos.
Pede-se aos Srs. so:ios o obsequio de compare-
rem na hora cima determinada, afim de nio se fa-
xer demorar os trabalhos.
Agosto1887.
J. M. Capitio,
^__________________1secretario.
O administrador da Kecebedoria Provincial fas
publico para chegar ao conhecimento de todos a
quem possa caber a execucao do regulamento de
4 de Julho do corrente anno, que pagaram o de-
vido impos'.o para vender em seus estabelecimen-
tos bilbetes de loteras de outras provincias os
Srs. Antonio Augusto dos Santos Porto, estabe-
lecido praga da Independencia ns. 37/39 e Ma-
ncel Martins Fiuia ra Primeiro de Marco n.
23, sendo que o ultimo deixou de bolicitar a res-
pectiva licenca.
Alem destes, e coma vendedores ambulantes,
pagaram o imposto e obtiveram licenca por esta
repartiera os Srs. Joao Pereira de Brito, Bernar-
dino Lopes Alheiro, Porfirio de Albuquerque Ma-
galbaes e Joao Rodrigues Pereira.
Kecebedoria Provincial de Pernambuco, 19 de
A 17* conferencia, das promovidas pelas socie-
dadesUniio Federal Abolicionista e Pernambu-
cana Contra a Escravido, tara lugar no domin-
go, 24 do corrente, 1 hora da tarde, na theatro Agosto"dT887*. -oTd"mim"strador.'
das Variedades. ....._ Francisco Amynthas de C. Moura.
Occupar a tribuna o llustrado Dr. Eugenio de
Barros Falcode Lacerda.
A parte recreativa contina a cargo dos distin -
ctos artistas que at hoje se teem prestado a
preenchel-a.
As commisees recebera esportulas em favor da
causa abolicionista.
Secretaria da Sociedade Pernambucana Cantra
a Escravido, 18 de Agosto de 1887.
Adolpho Guedes Aleo/orado.
secretario.
Matriz de Santo Antonio
Veneravel Irmandade do SS. Sacra-
mento
Pelo presente convido aos irmios desta vene-
ravel irmandade comparecerem no respectivo I
consistorio, s 11 horas da manhi do dia -1 do
corrente, para o fim de proseguir-se na eleicao
doa irmios que preencham as vagas existentes na j
mesa regedora do anno compromissal de 1887 '
1888, que foi interrompida no dia 14 deste mesmo
mes. Consistorio, 18 de Agosto de 1887.
O escrivio,
Dias Quintal.
A' SI*, o Lnp.\ Arch.\ d Yn \
S.\ B \ Cavalleiros da Cruz
De ordem do Resp.-. Ir.-. Ven.-, sao convi-
dados os Obr. desta Ang. Off.-. a compa-
recerem em sua sua sede no dia 22 do correnta s
7 horas na noite, afim de proceder se a sessio de
financas.
Recife, 18 de Agosto de 1887 E. V. .
Eduardo Goncalves 18. -.
Secret.-.
Corapaiiliii Nao se tendo reunido h je accionistas em nu-
mero sufliciente para constituir assembla geral,
! sio de novo convidados para a assembla geral
i extraordinaria, que ter lugar ro dia 2 a do cor-
\ rente mez, ao meio dia, no 1 andar da casa n.
71 ra do Imperador, para proceder se a eleicSo
da directoria que deve funecionar em o novo bien-
nio social.
Areuniao ter lugar com qualquer que soja c
numero de accionistas presentes como dispoem es
estatutos.
Recite, 19 ie Agosto de 1887.
Ceciliano Mamede Alv3s Ferreira,
Director gerente.
Jos Eustaquio Feneira Jacobina,
Director secretario.
Inspectora de hvgiene publica
De ordem do Sr. Dr. inspector interino de hy-
giene publica e para cumprimento do art. 92 do
regulamento sanitario, chamo a attencio dos se-
nhores mdicos para a seguinte disposrcio do mes-
mo regulamento :
9. O medico que verificar um doente de que
trate, e quando nio reinar epidemia, algum caso
de molestia pestilencial, dever participar inme-
diatamente o facto autoridade sanitaria.
A infraccio ser punida com a multa de 200
E para qua chegue aa conhecimento de todos,
faco publicar o presente pela imprensa.
Secretaria da Inspectora de HygenPu'a lies,
10 de Agosto de 1887.O secretario,
Guilherme Duarte.
THEATRO
SANTA ISABEL
COMPANHIA DRAMTICA
BMPBESA E DIREGQAO DE CAMBO VILELLA
ESTRA HA GOHPATHU.
SABBADO20 de Agosto de 1887-SABBAD
COMA
1.* REPBESENTA Do magnifico e apparatoso drama em 5 actos, do Dr. Carneiro Vilella, intitulado:
O NIHILISTA
DISTRIBI l AO
Subdelegada da freguezia do
Recife
Ante-hontem, s 4 horas da tarde, apre-
sentou-se na estajao da guarda cvica Ma-
ra Epiphania dos Prazeres, procurando
um guarda que Ihe devia 20000. O I." sar-
gento Serra indagou quem era o devedor
e o induzu a pag.r, o que elle fea imme-
diatamente. Nio contente com isto, a mes-
ma mulher, que se ashava exaltada, come-
cou a vociferar, usando de palavras offen-
sivas moral publica. Chegaei nessa oc-
casio e admoestei-a, e como ella oontinu-
asse do mesmo modo, a fiz recolher
oasa de detenjo, por algumas horas, at
que Ihe viesse a calma.
Dr. Coelho Leite retrando-se para e sul do
imperio por motivo de molestia e, nao podendo
por isso despedir-se pessoalmente de seus amigos
e clientes, o fas pelo presente onerecendo-lhes
sous diminutas prestimas onde quer que se ache.
Aproveitando ensejo, participa aos seus (lien-
tos que ficam encarregados de seus servicia me -
dicos os seus Ilustres collegas Drs. Joio Paulo e
Barros Carneiro.
5. anno da Academia
Tendo por terca de muita ebuva deixado de
comparecer um grande numero de quinto annistas
reunao convocada para se tratar da escolha da
pbotographia que se deve incumbir do quadro, e
nio podendo o anno conformar-se com a minera
de 23 estudintes que decidi do negocio, protesta
e convoca nova reuniio para sabbado prximo das
11 horas ao meio dia na sala onde funeciona o
mesma anno.
Um grande numero de quinto annistas.
Sr Antonio Coimbra Jnior
Lisboa.
Augusto Peres. Araujo. Fernando Lima.
Manhonca. Vieira Villa.
I D. D. Lyra. Rosa Manhonca. Edelvira Lima.
Sr. Livramento.
N. N.
saisoparrllba de Bs-IMol
seo
Os inventores de poderosas machinas de des-
trucao taes como Armstrong, Whitney, Dahlgren
immortalisaram-8e. O Dr. Bristol, que com a
ana preparacio tem salvado mais vidas de quan-
tas se perdem em urna dexena de batalhas, merece
por certo um altar tio alto ao menos como o d'a-
quelles, no templo da fama. Quando os tranquillos
a pblematicos observadores, e os mdicos os mais
distinctos de todas as partes do paiz, voluntaria-
mente se s'presentam a qualificar os effeitos da
galsaparrilha de Bristol, como verdaderamente
milagrososos mais incrdulos nio podem refutar
esse testemunho com desdea, dixendonio o creio.
Pelo espaco de 35 annos, tem este remedio, o
maior e o melhor dos modernos, alcaneado taes vi-
ctorias sobre as enfermedades escrofulosas, cance-
rosas e eruptiveis e o rhsumatismo, etc., que o
mundo nunca as houvera crido possiveis. Tem
triumphantemente proseguido a sua marcha por
sobre os decadentes tamules de cem talaificacoes e
imitacoea diversas e eada ves adianta e augmenta
mais.
Conde de Salinskaff.
Carlowitch
Ivau Newn8ky
Warsovisky, polaco
Turneberg, allemSo.
Romaniew, cossaco.
Nicolowicb, russo .
Gaetano, lazzarone.
A princesa de Smolensk .
Olga Nieff .
Um official russo .
Um criado
Um lacaio, urna criada, soldados russos, camponezes, homens do povo, nihilistas, etc.
A aeco paisa-se na Ru!a e na actualidad*-
------):o:(------
Denominado dos actos
l.o actoServo contra fidalgo. 2. ditoO repto singular. 3. ditoO
duello de morte. 4. ditoTraidor e cobarde. 5." ditoA iustiea nihilista.
MISE EN SCENE DO AUTOR
A empreza chama a attem;ao do publico para o scenario impressionista do 3.
acto, representando as grandes ruinas da ABBADIA DE KIEL, cobertas de gelo.
Este drama, escolhido propositalmente para inaugurar os trabalhos da compa-
nhia dramtica, que o Dr. Carneiro Vilella organisou com a prata de casa, mas prata
de lei, esta montada com todo o esmero e capricho, e arrece- a attencio do publico
pernambucano nio s pelo nome de seu autor, como pelo assumpto de que se oceupa.
O emprezario presenta ao publico a sua oompanhia, nao cono ama reuniio de
SUMIDADES (quasi sempre balotas), mas pura e smplesmente como um conjuncto
harmnico de artistas, uns bons o outras soffriveis, todos porm trabalhadores, estu-
diosos o dignos de ser applaudidos.
Alm disso nao tem outra pretencao senio a de offerecer ao publicoa este
publico que tem engulido tanta estopada,urna diversao dramtica regular e artstica,
para o que garante a b3 escolha das pegas e o esmero em polas em secna.
Se forem bem aceites os seus enforgos e a realidade corresponder a sua expec-
tativa, o publico do Recife ter conseguido ter um theatro dramtico regular, onde ir
ver, de perferencia os trabalhos nacionaes, dignos de serera vistos, e de mistura com
elles as melbores pegas do repertorio estrangeiro, com tanto, que, tanto urnas como as
outras, sejam inteiramente novas para aqui.
Fazem parte do repertorio montar os seguintes dramas: O Nihilista, Tra-
gedia era Familia, Miserias, Sociaes, Os Gales do Casamento, Os Ladr3es de Casaca,
O Escravo, As Victimas, O Terceiro Peccade, e outros ; e as comedias: Guerra as
Mulheres, A Vendedora de penis, Entre o Jantar e e Bae, A ra da La, As Ideas
do Burro, Macaco Azul e outras.
O emprezario e a sua companhia esperam a coadjuvagao do publico e promet-
iera, em troca, nSo faltar aos compromissos que agora contrahera.
O espectculo comecar s 8 horas.
Haver bonds para todas as linhas e trem para Apipucos se for preciso.
PRECO DOS BILHETES
Camarotes de 1.' e de 2.a ordem .
Ditos de 3.' dita........
Ditos de 4.1 dita........
Cadeiraa de 1. classe......
Ditas de 2."...... .
Galeras.........
Plateas..........
Paraizos ....... .
Os bilbetes esto desde j na bilheteria do Theatro.
respeitadas at o meio-dia.
100000
60000
30000
30000
20000
20000
10000
0500
As encommendas s sSo






?

Diario de Perluuubuco- Sabbado 20 de Agosto de 1887
O
S. R. J.
Secledade Recreativa JoYcntode
Assembla geral ordinaria
84o eonvidadoe todoe os s*-nitores socios rea-
nirem-se domingo 21 do correte, em nossa sede
social para de conforniidade com os nonos esta
tatos ouvirem a leitura do relatorio e elrgerem a
ora presidencia.
Secretaria da Soeiedade Recreativa Juventude,
17 de Agosto de 1887.O 2o secretario,
Jos de Mediis.
De orden do Illm. Sr. Dr. inspector geral, se
declara ao professor publico Ricardo Fonseca de
Medeiros, removido por portara da presidencia da
Jroviucia, de 11 do corrente, da 2 cadeira do\T
atricto da Boa-Vista para a 2- cadeira do Io dis-
trfeto da mesma fre^uesia, que lhe fiea marcado
o praao de 20 dias, a contar da data de dita re-
mocao, afina de assumir o respectivo eiereicio.
Secretaria da instrnecao publica de Pernambu-
co, 16 de Agosto de 1887.O socretario,
Pergentno S. de Araujo Gtalvae.
isb M o Blo Janeiro
LlileU
Capital do Banco....... l.OOO.OCO
Capital realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,00C
A contar desta data e at ulterior reso-
luto, conceder-se-ha juros de dous por
cento ao anno, sobre os saldos do dinheiro
depositado em conta corrente de movimen-
to no mesnio Banco.
Recebe-se tambem dinheiro em deposito
a juros por periodos determinados, ou su-
jeito ao aviso previo de trinta dias para ser
retirado, mediante as condicfrts de que se
dar conbecimento aos oteressados.
Pernamcuco, 23 de Maio de 1887.
enry K, Oregory,
Gnrente.
I
L
DO
BRASIL
Capital 0,000:000*
dem rcaNsado 8,000:000*
A caixa filial d'este Banco funecionaado tem
Horariamente ra do Commercio n. 38, saca,
vista ou a praz.i, contra os s.-guintes correspon-
dentes no estrangeire :
Londres......... /N. M. Rothsehil & Sons.
coMPwni* rt;tt\i*BiC4>
DE
\aveooio costelra por vapor
ORTOS DO SUL
Macei, Penede. Aracaj e Baha
vapor Mandahu
Segu no dia 29 *
Agosto, as 5 horas da
Urde.
; Recebe carga at e
_Jda 24.
Encommendas, passagens e dinheiros frete at
ai 3 horas da tarde do dia 25.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Prnambucana
*. 12
Paris...........
Hamburgo.......\
Berlim..........( t
Bremente........(
Frankfurts/ Main)
Antuerpia.......
Roma...........
Genova.........
aples.........
Milao e raais 340
cidades de 'Ita-
lia............
Madrid..........
Barcelona.......
Cadix...........
Malaga.........
Tarragonp......
Valencia e outras
cidades da Hes
panba e ilhas
Canarias......
Lisboa.........
Porto e mais ci-
dades de Por-
tugal e ilhas...
Biieaes-Ayres....
Montevideo
De Rothschild Frres.
Deutsche Bank.
Banque d'Anvers.
Banc Genrale e suas
agencias.
Banco Hypoteeario de
Espaa e suas agen-
cias.
Banco de Portogal e
anas agencias.
)
)
Nova York......
Engiisa Bank of tbe Ri-
ver Pate, Limited.
G. Amaina & O.
Compra Baques sobre qualquer praca do impe-
rio e do estrangeiro.
Recebe dinheiro esn sonta correte de mov-
mento com jures a raxo de 2% ao anno e por le-
tras a pr&zo a juros convencionadoe.
O gerente,
William M. Webster
ffiAMilIS
Compa:-.5?.1a BraIlelra de Nave
gacSo a v apr
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante o 1 tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos portos do sul
at o dia 26 de Agosto, t
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portot
, do norte at Manaes.
Para carga, passagens encommendas valeres
tracta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
O vapor Pernambuco
Commandante o capitcto de fragata Pedio
Hyppolito Duarte
E' esperado dos partos do
norte at o dia 23 de Agosto
e depois da demora indis-
' pensavel, seguir para os
portos do snl.
Recebe tambem carga para Santos, Santa Ca-
tharina, PeloUs, Porto Alegre e Rio Grande di
Sul, frete modic
Para carga, paasgens, encommendas e valores
trata-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N 9
loVALMAlLSTEAM PACET
COHPANV
O paquete Tagns
E' esperado daEuropa no dia
23 do corrente, segninds
depois da demora necessaa
apara
Baha, Rio de Janeiro Monte
?Ideo e Hneno.ti-.tyres
Para passagens, fretes, etc., tracta-se *-. m os
Consignatarios
Amorim Irmos &C.
N. 3- RA DO BOM JESS N. 3
Pacific Steam Navigation lompanv
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Dotopaxi
E' esperado 4a Euro-
pa at o dia 28 de
-Agosto, e seguir de-
pois da demora do eos
___Itume para Valparaico
eom escala por
Baha, Rio do Janeiro e Monte
Tido
Para carga, passaguna, encommendas e din-
Viro a frete tract ie com os
AGENTES
1* 11 son Ron ** C, Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO-N 14
COMPANHIA PBBXAM1UWN1
DE
arecacio Costelra or Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
i> vapor Jaguaribe
Commandante Pereira
Segu no dia 24 de
Agosto, s 5 horat
da tarde. Recebe
carga at o dia 23
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
as 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Cmpanhia Prnambucana
Leilo
De mobilias de diversas qualidades, guarda-ves
tidos, uuarUa-louca, camas franezas, eommodas
de Jacaranda, mesas elsticas, Aparadores, menas
eom pedr, Hados quadrus, etagers, espelbos, j*r-
ros, cofres, talheres, colheres, copo, clices, di-
versas qotlididrs dS bebida- e inindezas.
Secunda feira, ** do corrente
A'S 11 HORAS
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
POR INTERVENgO DO AGENTE
(r lis mo
n. 12
CHARGEIRS REUNS
Companhia Franceza de Mavega-
co a Vapor
Linha quinzenal antre o Havre, Lia-
boa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
O vapor Ville de Cear
Commandante Simn t
No Rio Grande do Norte
No dia 23 do corrente
O agenti' Amorim Garca, competentemente au-
torisadj, levar a leilo no referido dia o casco e
todos ut pirtinces da barca inglesa ILMy Banqh,
asaim comu do carregado composto de 511 tonel
Jadas de carvj de p--dra, cuja barca acha-se en-
calbada bo cubo de >. Roque da provincia do Rio
Grande do Norte.
Os pretendientes devero comparecer nesse dia,
porque ser entregue ao maior lance que for ofiFe-
recido, precedidas as formalidades legaes
mrm
AVISOS DIVERSOS
-
E' esperado da Europa
at o dia .20 de Agoato, se-
gumdo depois da indispen
savel demora para a Kn-
hln. nio de Janeiro
e santo.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p'lot
vapores desta linha,o:ueiram apresenUr dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng;
qner reclamaco concernente a volumes, qna po-
ventoiatenham seguido para os portos do sul,afim
de se poderem dar a tempo as providencias necea-
sariaa.
Expirado o referido praso a companhiioa n se
responsabilisa por extravos. .
Para carga, patsagens, encommendas e dinheirt
a frate : trata-se eom o
Aigosle. Labille
9-RA DO COMMERCIO-9
Aluga-se a boa casa n. 2 no preo de S. Pe-
dro-novo, em Oliuda, com muitos commooos, ng>a
e gaa, muito fresca ; a tratar no Caminho Nov i
n. 128. Na mesma casa precisa se de urna criada
que siba cosinhar bem e engommar, sendo j* de
maior idadi', prefere-ae pjrtugueza, toma-se tam
bem urna orpb de 7 8 annos de idade, promet
tendo-se tratamento caridoso.
Aluga-se casas a 84000 no becco dos Coe
.hos, junto de S. Ooncallo : a traUr na ra d>
imperatris n. 56.
Alnga se por IOOOO a casa n. 21 na Var-
es, defroute da estadio, com armaco ; a tratar
na ra da Imperatris n. 56.
Precisa-se ds urna cosinheira e de um criado
para casa de familia ; a tratar na ra do Bario
da Victoria, n. 39, lija.
Preciaa-se de urna pessoa que saiba cozinhai
bem, hornera ou mulher, ra Viute e Quatro de
Maio n. 13,1 andar.
* Aluga se a casa na Enerusilhada de Belem
por 8000, est limp, tem quintal e cacimba, e a
foja da ra do Coronel Saaseuna n. 139 ; a tratar
na ra da Imperatriz n. 56.
Precisa se le nm menino para vender tabo-
leiro ; no becco dos Patas n. 11.
Porto por Lisboa
Para os portss indicados seguir brevemente
o brlguc portuguex Armando ; para carga e pas-
sageiros trata-se com os consignatarios Jos da
Silva Loyo & Pilho.
Precisa se de urna cosinbtira ; na iaa da
Matriz da Boa-Viata n. 9.__________^^^^^^
Precisa-se do urna c sinheira ; na estaca o
da Jaqutira, sitio do Sr. Valenca.
Precisa-se da urna ama para coeinhar ; no
pateo do Terco n. 18.
Aluga-sc barato
Rus Vlsconde de I tapanca n. 43, armazem.
Ra Coronel Suassuna n. 141, qoarto.
Travessa do Carrao n. 10, lija.
Largo do mercado com agua n. 17.
Travessa do Carmo n. 10.
fraU-se na ra do Commercio n. 5, 1' andar
es Tiptorio de Silva Guimares & C.
UiLES
Sabbado 20 de ve ter logar o leilo de orna
caixa cosa miudezaa a vanadas bem cosao fazendas,
chapese 12 esixaa com manteiga, no armaxasa
ra do Mrquez de Olinda o. 52.
Aluga-se
um grande sitio, contendo as principaes fructas,
no Caldeireiro n 9, com boa casa de morada (que
foi do finado Mamede), tendo agua e gas, a qual
confronta com a casa do Or. Alcoforado ; a tra-
tar na ra do Apollo n. 30, I- andar.
Leil
ao
De manteiga ingleaa em latas de 1|2, 1, 2,
7 e 28 libras
EM L0TE3
Sabbado. SO do correle
Agente Pinto
A's 11 horas
\o armaiem da raa do Mr-
quez de Olinda n. 5*
Por occaaiio do leilo de fazendas, chapeos e
miudesas avariadas-
Alug
a-se
a casa terrea na travessa da Ponte de Ucba n.
12, com bastantes commodos para grande fami-
lia, com sitio murado e arborisado, b a agua po
tavel para beber, deposito e banheiro de cimento
e bomba, fica a dita casa margem do rio Capi-
baribe, com baubo doce teuperadu c salgado :
ucm preteuder dirija-se as mesmo sitio, das 6 s
O horas da manba, que encentrar o proprie
tario.

Leilo
De miudVras avarisdas
Sabbado o do corrente
A's 11 horas
O agente Pinto levar a leilo a caixa marca
NF4C n. 311 descarregada de bordo do vapor
ingles n Mercbant, com avaria d'agua do mar,
as 11 horas do dia cima.
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 52
EM CONTINUAQO
vender o mesmo agente fazendas e chapeos para
bomens senhoras e meninos.
De 1 armacao, estantes, aparadores, mesas de
jantar, cadeiras de june j americanas, 1 relogio de
parede, 1 machina de preguear, etagors, quadros,
candieiros para kerosene, facas, colh res, louca,
jarros, transparentes, 1 espelho, trens de cosioba
e ostros objectos. pertencentes ao hotel sito no
pateo do Terco n. 20
Sabbado odo corrente
As 10 1\2 horas
Por interveneo do agente
Britto
Leilo
Sabbado. *o do corrente
A's 11 horas
Na raa Nova n. 24
De 2 pianos, 1 cofre nova prova de fago, 1 mo-
bilia de jnoeo novo, 1 de Jacaranda, 1 de mogno,
2 mesas elsticas, 2 guarda loucas, 1 guarda ves-
tidos, 1 commoda, 2 aparadores, camas, bercos,
secretarias, 2 fiteiros, cadeiras avolsas, espregui-
cadeira, espelhs, quadros, jarros, mindesas, per-
fumarias e oatres artigos.
O agente Modesto Baptista, tendo de entregar
as chaves do armazem cima far leilo ao correr
do martillo afim de liquidar cintas.
4. leilo definitivo
Da casa terrea :om sotes, ra do Socego
n. 32, em solo proprio
Segunda lera, 29 do corrente
A'a 11 horas
Ru do Imperador n. 22
O agente Stepple, por mandado e assistencia do
Exm. 8r. Dr. juis de direito privativo de orpbios
e ausentes a reqaerimento do inventariante do fi-
nado Manoe.l Antonio Teixeira, levar a 4. e defi-
nitivo leilo a casa terrea cima em solo proprie.
Os Srs. pretendentes desde j podem examinar
a dita cass, a chavo aeha se junto no n. 32.
Agente Burlamaqui
Leilo
De 2 cavallos e de 2 csrrocas com
pouco aso
Segunda frica. 19 do corrente
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 22
O agente cima, auti risado pelo Sr. Jio Ma-
do Evaogelbo, levar a leio o que cima de-
rs, e que se prestam para qualquer servico.
Arrenda-se por cinco aunos o eogenh) acims,
situado na comarca do Bonito, moente e corrente,
com todas as cuas portencas. Pode safn jar para
mais de 1,500 pies, e dista daestacio de Catende
legua e meia, sendo sua renda por mdico preee ;
a tratar na ra da Crus n. 16, pnmeiro andar.
Ave Libertas
A Soeiedade avisa as pessoas que tem pedido
para serem considerados seos escravos, afilhados
e protegidos, que vai haver libertacoes e que para
este fim devem apreBentar as matriculas no praso
de 8 dias a contar da presente data.
Sede da Soeiedade, em 13 de Agosto de 1887.
AS
Enfermidades Secretas
BLENORRHAGIAS
GONORRHEAS
FLORES BRANCAS
CORRIMENTOS
recentes ou antigos sao curados em I
poneos dias em segredo, sem regi-1
men nena tisanas, sem cncer nem I
molestar os o.'gaos digestivos, pelas |
e injeegao de
KAYA
DO DOUTOR FOURNIER
Cada Pilula ttm gravade Kamt, ffowuui:
PILLAS, 5 m. dueccXo, 4 TU.
PA.ni8, BS, Plmce da la Madeiein
lledilha ODRO, PirU 1885

Dr. IMeliv Gomes
Medico pstrlelro
Mudou sen c usultorio e residencie para a ra
larga do Rosario n. 44, onde (ole ser procurado
a qualquer hora do dia e da noite.
Caixeiro
Precisa-se de um menine de 12 14 annos,
para praticar ; na fabrica Martina, ra da Impe-
ratris n. 1.
*Lmm
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; na rna
de Pedro Affosso n. 70.
Fregaczia do Rrife
Aluga-se por 84 n sotio do 1- andar n. 63 da
ra do Visconde de Itaparica antiga do Ap illo,
no mismo precis*-s3 de um criado, paga-ae bem.
Criado
Precisa-se de um na raa da Santa Crus n. 10,
traxendo attestado de conduela.
Semenies e cmapalo
Compra-se na fabrica Apollo rna do Hospicio
numero 79.
Modas
Para toiletts de qua qoer genero, com perfei-
}Lo e gosto, procure se mademoiselle Cotiaha, Im-
perador 55, 2o andar. Preces razoaveis, figuri-
nos os mais modernos.
AMA
Precisa-se de urna ama para comprar e
cozirhar em caga de familia: na ra de
Riachuelo n. 13 se dir.
Precisa-se de urna ama eugommadeira ; na ra
da Aurora n. 27.
Ama
Precisa-se de urna ama ; a tratar na roa do
Paysand n. 19, Passagem da Magdalena._______
Ama
Precita S2 de urna criada para engommado liso,
e outros servicos em cesa de familia ; na leja de
fazendas ra Duque de Canas n. 41.
Ama
Precisa-se de urna para cozinha e mais servico
de casa de familia ; ca ra Bella n. 43.
Ama
PrecUa-se de urna ama para engommar e lser
servicos de casa ; na typographia do Diario, no
3- andar, n. 24. ra Duque de Caxias.
Al
As Pilulas Catharticas
Do Dr. Ayer.
A experiencia do tempo, npplicarto s* Pilnla. Dr. Avrr, tem dad
.bti que estas Pllnla nhtivennn um:i p"puWiri.l:i'l. "m-
mhoma ootta mwUotoa rnxssn ti m
potdo riv.ilisar.
\s PILCLAS no DE. Ave-, parpim coi
ra-Mite rentre com maUm c lor-
tlcamoa or;.. mitos.
As Pilulas do Dr. Ayer
rurara iniMseftAo a bnptt BTitaun muitas
Bt-rias e
por aquellas desor I
Para as doencas <1 RttOSBafO, Figa-lo < Rn?,
cujoa pymptnia3 sao as Knfern.i ladM *!a Peu
Ardor c IVso -i un -<>, Nutiwa,
Dr*1* de Cabera. Hlito Ftido, Fr-bre Biliosa
6 Clica. Bre do L-Momago eoKM flapadnas,
lii<-liat; romptdao como as Pili'las ik>
DB. Avrc; M OMI iko 0> | MB to utHidade uo
curativa ';i- llcuiorrhoUlas.
Como remedio domebtco nao ten cgual.
PRErAltADAS PELO
DR. J. C. AYER e CA.,
Lowell, Mass., E. U. A.
A' venda as principaes puarmacias c Jrogarias,
Criado
Precisa-se de ura criado para vender na ra :
na ru% Duque deUnxias n, b9, 2- andar.
Manteiga do sertao
Em tudo superior a inglesa, nto s por ter me-
lhor paiad.ii com i tambem pjr nao ter composicio
alguma, e consegu utemeute apropriada para
qualquer mfea ; assim como da mesma apurada
em liquido para tempero di Encontrase uo armazem de Alheiro, Oliveira Sb
C, ra da Imperatriz n. 42._________________
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar e comprar
para casa de pouca familia ; na ra do Marqnez
do Herval n. 79.
Para en^enlio
Offereee-se nma senhora com todas as babilita-
coes necessarias para cnsino primario, oa em
qualquer povoado que nao tenha professora ; quem
dos seus prestimos precisar, dirija-se ra da
Imperatris n. 14, segundo andar, a tratar com a
mesma.
Oleo higls-life perfumado
para o cabello
Ou oleo do bom tom
Mandado fabricar einremamenie
em Parla por Angelo Raptaael
A Companbla
A grande copia de leos ordinarios e falsificados
qne invadem este mercado, com grande prrjuizo
para o cabello, aconselh. u-nos a mandar fabricar
por encommenda, em Pars, por um dos melhcres
perfumistas, um oleo extra-fino, verdadeiro de
amendoas, de perfumes suaves, parfeitamente lm-
pido e qne nao formasse deposito de sedimentos
oa borra nos frascos, como geralmente acontece
com os leos baixos, e cujas qualidades higini-
cas podessemos garantir aos consumidores os mais
eacrnpnloRnu. Tul fim foi plenamente preenchido
com a creaco do Uigh-life oil, que tem >s a honra
de spresentar venda as priucipaes lejas de per-
fumarias desta praca.
Angelo Raphael & C.
O p =
1
|-

sr ~i
p-2
Quem precisar de urna ami de leite, dirlja-se
ruaestrei.a do Rosario n. 2. ___
^ta
o
=


Compra-se
urna meia agua as proximidaces da cidade, em
terreno proprio. lnformacoes rui Formosa
""" DBPOSRO'
34Rua Larga do Rosario-34
PERNAMBUCO
SAUNDERS BUOTHERS & C, largo do Cor-
po Santo n. 11, teem para vender :
Cerveja preta e branca, de M. B. Forster &
Sons.
Dita allcma, Pilstn Beer.
Vinho Shury. Amantillado.
Dito B. rdeaux, 8t. Julien.
Whisky, Thiet Blend Scotck Wiok ***
Dito *
Presuntos de Adamson.
Maicena de Brc wus & C.
Phosphoros. Ameslosto Safet Matches.
Tincas em masan, branca de ziuco de chumbo
preta e verde.
Barcia
Plvora da muito coubecida c acreditada mares
8EM0LIM
DeBrons & C, de Glasgow
Este artigo, preparado por um novo processo
de trigo da melhor qualidade, possue os elemen-
tos necessarios para nutrico de criancis e daen-
tes, e muito se recommenda por ser Je fcil di-
ge8to e gosto muito agralavel ; tambem pode-aa
fazer urna txcellente papa, misturado em partes
iguaes cjm a maisena dos mesmos fabricantes,
addicionando-se-lh algum leite. nicos agentea
uesta oraga, Saunders Brothers & C, la/go do
Corpo Santo n. 11, primeiro andar.
Allencio
Na rna Augusta n. 254 cose-se vestidos, ronpa
branca, por figurinos, e pre,os mdicos, trabalha-
se tambem em fljres, e em papel e talargaca, para
quadros, cartoe, etc. ^^__^^.^
Aviso
Fabrico de assucar
Apparelhob econmicos para o cozimen-
te e cura. Proprio para engenhos peque-
nos, sendo mdico em preco e ef
fectivo em operaco.
Pdese ajuntar aos engenhos existentes
do systema velho, melhorando muito a
qualidade do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERAgAO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraea,
mavshinismo apereiyoado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
Especificagoes e informales com
Ill'OWUS ".
5-RUA DO COMMERCIO-5
Antonio Duarte
receben directamente do Porto vinho verde, dito
do Donro, salpicoes de fumeiro, ditos em calda, e
vende por preco mdico em sen estabelecimento,
rna da Unio n. 54, confronte aEtacao.
Criado
Precisa-se de nm ra de Paysand n. 19
(Passfgem da Magdalena). ^__^__^^
Escripias avolsas
Urna pssoa que dispoe de algum tempo ofiere-
ce-se para faser algumas ; a tatar na ra do
Marques de Olinda n. 10 e Imperatris 54.
Na fabrica do rap ra do Visconde de Ooy-
anna n. 157, precisa se de urna cosinheira para
pequea familia, sendo boa paga-ae bem.
Precisarse de nm crisdo par i vender na roa ;
na ra Duque de Caxias n. 39, 2' andar.
Aluga-se
Vende-se ferrnos juuto a capel linha de Belem,
na Encrnsilhada ; a tratar na ra larga do Bssa-
rij n. 10, 1" andar, eacriptoro.
Apalazadores
Precisa-se que sejsin perfeitos em trabalbos do
calcados ; ra do Livramento n. 24, fabrica de
calcados.
' FbibIIo da canco a hiieoiisd
a 400 rs. a arroba
Cbegon a primeira remessa do precioso farello
de caroco de algodo, o mais barato de todos o
alimentes para animara de raca eavallar, vacenm
iuinn, etc. O caroco de algodo depois de ex-
trahida a casca e todo o oleo, o mais rieo ali-
mento que se pode dar aos aoimaea para os forta-
lecer e engordar com admiravel rapides.
Nos Estados-Unidos da Ameriea do Norte e na
Inglaterra elle empegado (eom c mais felis re-
sultado) de preferencia ao milbo e rutros farell >s
que sao mui'o mais caro e nao sao de tanta sus-
tancia.
a tratar n neclfeO Largo do Cor-
po Mani. < aaditr
Emilio Hillion, EDgenheiro Mecnico, engarre-
ga-se de montar novos apparelhcs, dos melhores
fabricantes franceses, e os mais apperfeicoados,
pelas condcots e prc?os seguintes :
O assucar ser fabricado pelo systema Bro-
cheton e Billion igual ao da Usina Pinto.
-- Garante-seno mnimo 9 % de assucar cris-
tallisado de todos es jactos, e 10 '/. com mcenda
de repreesao, augmentando os precos abaixo de-
clarados.
O trabalho dos apparelhcs ser por 24 tu-
ras, ee aproveitaro os edificios existentes, com
pequeas reformas ; os proprietarios darao todo
material, como : tijolos, cemento, cal, area, ma-
deira, etc. ficando por conta do empreitorio todo
mais trabalho.
Preco da Uaina
S un OD S - 8 sd
GQ 1 2 -a M ti < M
ca oo i < 5 2 B a < u p h s
11 *
1 lOOtonnel. 9.000 k 110 sac. 110:0004000
2 125 11.250 . 140 130:000000
3 150 13.500 . 168 150:000*000
4 iOO 18.000 225 180.000*000
Para qualqn er explicacao, dirigii sens praca
Aripib su Usina Bosque.
f
Alexandrina da fitilva Pinto
Antonio 8oares Pinto e seus ti i hos pungidos do
maior sentimento agradecem do intimo do coraco
a seus amigos igualmente as irmandades que bon-
dosamente te dignaram acompanhar os restos mor-
taes de soa presadissima e sempre lembrada es-
posa e mi D. Alexandrina da Silva Pinto ao
cemiterio desta cidade, ao mesmo tempo ccnvidam
a seus amigos e parentes para assistirem as mis-
sas que mandam resar na igreja de Nossa Senhora
do Terco, sabbado 20 do corrente, s 7 horas da
manba, 7. dia, cnfessando-se desde j gratos por
este acto de religio e candade.
Eamolas aos pobres na necasio da miesa._____
Winfrelo da dllTeira Tai-ora
Lnis Antunio da Silveira Tavora convida aoe
seus amigas para assistirem a mista que manda
resar na igrfjn do Carmo, pelas 8 horas do da 20
do corrente, por alma de sen pranteado filbo
Walfi telo da Silveira Tavora, por ser
o mencionado dia o 1 aumversatio do si u Dassa
ment. __________
f
dallo de Albaqaerqae Hiranbio
O bacbarel Antonio Ribeiro de Alouquerque
Maranhao, sua mulher e filbos, Jos Francisco de
Albuquerque Maranbo, Rosa de Albuiurrque
Maranhao Paes Barreto, Mana Maranhao Cmara
Lima e gnea Cavalcante Maranhao Lacerda man-
dam resar missas por a^ma de sen sempre lembra-
do irmo, inn'iado, tioe pai, Julio de Albuquer-
que Maranbo, naignja do Carmo, segunda feira
' do corrente, s 8 horas da manh ; e convidam
todos os seus parentes e aaigos, bem como os do
finado, para assistirem a esse acto de religio e
caridad', pelo que desde j se coufeesam agrade-
cidos.
Vraut-laru !\. da Stla Luliu
Alfredo de Asevedo Campos manda celebrar
nma misas no dia 22 do corrente, s 7 horas da
maiih, na mstris rJa Escada, pelo repanso eterno
a'alma de seu inditoso amigo._______________
0
mourisca
Proprio para mena
Joo Ferreira da Costa, uniso importador deste
excellente vinho, acaba de receber nova remessa,
que resolve vender no sen armazem ra do
Amorim n. 64, empipas, barra de 5" c de dci-
mo, o que avisa aos senhores retalhadores que
desejarem expr venda este d'.lcioso vinho.
Oleo d mamona
em barrie ; vende-se no trapiche Vianua Forte,
do Mattcs
nadan
nomos,
P CLCRV
Vende-se em toda a parte
x'Uuga-se
Urna casa terrea cem 2 salas, 4 quartos, cos-
nha fora, pintada e caiada, ra ds Hospicio n.
70, tractar na mesma n. 81.
VENDAS
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIADO
Este excellente Whisky Escossez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de carina,
para fortificar o corpo
Vende-se a retalho nos melhores arma*
zens de molhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO
cajo nomo e emblema 2o registrados para
todo o Brasil.
BROWNS & C, agentea.
Fio de algodo da fabrica Catilina
A nutra, da Babia
Vendem Machado & Pereira, ra do Impe-
rador n. 57, por cemmodo preco.
Atten^o
Vende se poj preco commodo um bom chalet,
defronte da estaco de Parnameirim, acabado de
novo, e eom todas as accommoJaeces, assim como
orna casa na ra dj Amparo n. 6, em Olinda, com
2 janellas e 1 porta, 2 salas, 3 quartos, cosinha
externa e quinta! murado ; tambem tem para ven-
der um bom piano quasi novo, de tres cordas, do
melhor autor, e outros objectos : a entender-se
com Maximino da Silva Guarni, em qualquer
lugar em que o mesmo se achar.
Sobrado a vender-se
Vende-se o sobrado n. 87 ra da Aurora, em
frente a ponte do Santa Isabel ; qnem pretender,
pode entender-se com o c>rreftor Pedro Jos Pin-
to, na prava do Commercio.
Terreno
Vende-se nm terreno confronte a estacan do
Principe, estrada de Joao de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e esm alicerces
para 3 casas; tratar naroa d' Apollo n. 30, pri-
eiro andar.
Trras venda
Vende se terrenos em chaos proprios, boa trra
para plantaco, cem arvores de fructo, boa agua e
barro para edificarlo a 2J0 0 e 15'J0 o palmo ;
trsta-se no mesmo sitio, das 8 1/2 da manh s 3
da tarde, junto a estaeo do Campo Grande.
Veada k sitio
Vende-se ou permuta-se por predio n.?sta cida-
de nm bom sitio com boa casa, muitas fructeiras,
ex lente baoho do rio, boa agua de cacimba,
xtensao de terreno para baixa de capim, tole
murado na frente, com porto e gradeamento, con
caminho ie ferro e ejtaco junto ao dito sitio, no
Porto da Madeira, conhecldo pelo sitio do Joao
Selleiro, junto ao Dr. Erne.-to de Aquino Fonse-
ca : quem pretender dirija-se praca da Inde-
pendencia n. 40, das 11 horas s 4 da tarde.
Cofre
Vende-se um cofre de Milners em bom estado :
na ra larga do Rosario n. 36, toja.
Colarinhos e pnnhos de
selluloide
Carlos Siuden recebeu pelo ultimo vapor,
vende baratiraimo ; na roa do B nao da Victoria
numero 48. ^^^
AttenQo
Vende-se especia! farinba de milho e de artos
feita a vap r e preparada para bollo, oargic,
cuscs e ontras diversasespe.-ies do comedones qua
necessitem destes meemos gneros, sendo a 240
res o kilo, na padaria da travessa do Porobal n.
1, perteacente a Pereira Pinto.
Telephone n. 296.
I





<


1




K
Diario de PerumiobncoSabbado 20 de Agosto de 1887
EMII
SO A RES
GASA DE ALFAIATE E CONFCCCDS PARA H0EN5
A de maior reputado e nomeada em todo o norte do Imperio, tanto pela
presteza e perfeico dosseus trabalhos, seriedade e modicidade nos presos, como
pela constante e variadissima collecgao de fazendas de primeira qualidade: casemira
de phantasia para costumes, cortes de casemiras para calcas, casemiras pretas e azul,
pannos finos, etc.
TUDO DE APURADO GOSTO
ALTA NOVIDAD

S9-RUA DO BARAO DA VICTORIA--59
PERNAMBUCO
-
I
0 FERRO
BRAVAIS
A peasaa anmica* a en-
fraque adae por un empobre-
cimer .o do sangue. a quem o
medico aconseiba o > niprego
do Ierro, supportao aein can-
sagoalgumas GOTTAS CONCENTRADAS
de FERRO BRAVAIS. <*
preferencia a quaeequer ou-
troa preparado .rr uginoaoe.
0 FERRO
BRAVAIS
nao prodam caimbrae,
oanaaoonoestomago.nemdlar-
rbea, em conttipacao. Nao
tena sabor algum, nem cbeiro,
e nio commanica cbeiro nem-
hum Aagua,nemaovinho,nem
qualquer liquido cotn que
pode eer tomado. NUNCA.
ENNEGRECEOS DMNTES.
0 FERRO
BRAVAIS
As Crem pallidaa, aBeiaao
tto iwmmnii entre as miooamno
momento da formaoMo, a Ane-
mia, a Chloroaie, annuneia-
doree da mor parte dae affei-
obee ohrnicae,aaocombatiataut
com a maior eMcacia pelo
emprego regular do FERRO
BRAVAIS.
0 FERRO
BRAVAIS
Hratltne no Bente
roloriirno que perdeu
pela molestia.
NUMEROSAS IMITACOES
Kxigtr a Q-ma
R. BBAVAI9
Imprimida vermelha
Deposito ia mr prl das Ph ".
MARCA DE FABRICA
MOTA. Para evitar aa contrafaccbes, a se dar
aoceitar as garrafas qui tirerem incrustadas no ndro
ai patarras : Vinho do D' Gabanes, Paris, e
soore os rtulos, tiras de papel que enroliem
gargala e a marca de fabrica,
a asignatura do D' Ca
baes e o sello de garanta
da Uniio doa Fabricante!. **~& -fu gt*
le pape que enroirem o
VINHO
DO
Dr Gabanes
KINA-CABANES
O Vlnno da S' C abanos, submetUdo
approvacao da Academia de Medicina de
Paris, o reconhecldo como um tnico
enrgico (por encerrar os principios consti-
tutivos do Sangue e da Carne), que di ao
sangue forca, vsgor e energa-
Os Snr* D" Trousseau, Ourard e Vel-
pesn, professores da Faculdade de Medicina
de Pars, o rereilam todos os das com o
melhor xito s mulheres enfraguecidas por
excessos de toda especie, trabalho, prazerm,
menstruaco, edade crtica e amamentaoie
prolongada. Y? extremamente ellcaz contra
n Pastio. Mi diaestSet. nvsnepsias, Gustritis.
Tonturas e Vertigens.
Da resultados maravilhosos nos casos de Anemia, rhlorose. Pauperismo do sangue, Bsttri-
Udade das mulheres, Flores brancas, Perda seminaes. Impotencia prematura, Emmagrecimtnto
geral. Tsica pulmonar, rebrea tercas, Intermitientes, Palustres, Endmicas e
Bpldemicas.
O Vlnho do X>' Cabaaes, pela energa de sua accao cordial, desenvolve as torcas, activa a
crcularao do sangue c 6 mullo recommendavel para as eonvnlesceneaa.
Faz cewar os vmitos tao frecuentes durante a gravidez, augmenta a secrecao do lelte nos
nutrizes e d extraordinario vigor as criancinhas de mama; gru^s a influencia dos seus prin-
cipio? tnicos, soberano nos casos de Diabetes, AITecco da medulla, Hysteria, Epilepsia,
Bachtismo e cm geral, em todos os casos em que preciso recorrer um tonteo poderoso, que
di vigor e restaure as forras dos doentes.
Como aperitivo substitue com grande vantagera os lquidos perniciosos como abslntbo,
vermouth, etc. E' um preservativo apreciado pelos viajantes e marinheiros, como antl-epide-
mlco e antidoto da febre amarella, Vomito e outras Molestias troplcaes.
Deposito geral: TROETTE-PERRET, 264. bonlevar Voltaire, PARS
Depsitos em Pcmambuco : fran- m. da silva ec-e as princlpaes pharmaclasj
FNDICO DE FERRO
CAWZO & IRMAO
Ra do BaraO do Triumpho ns. 100 a 104
Deposito a roa do Apollo ns. 2 e 2 B
Tem sempre em deposito todos os macbinisraos e ferragens precisas agrie li-
tara desta provincia, como sejam : vapores Joi-orooveis, seroi fixoB, com caldeira
ehornis ou para fogo de assentamento, moendas de todos os tamanhoa, tachas batidas
fundidas, etc.
Mandara vir por encommenda qualquer machinismo, encarregam-se de aental-os
se respnsabilisarD p*lo bora trabalho do mesrao.
Vender a praso ou a dinheiro com descont e a precos resumidos.
notG, FKaruaaetnitUo, m, ra Caetlelleua, fiBH
OLEOFIGADO BACALHAO HDGG|
Sem ehero nem gosto doa Olaoa de Flgado de Bacalhao ordinarios.
Este Oleo natural e puto de orna efflcacldade certa, contra as Molestia. de Peito,
a latea, ronohla, Oamtlaaaai, eeeee enreacas, Tamoree rlaiidalarlos (
tamben efflca para rbrtiaoar aa Maneas rraoas e deUeadas. ______
Dtv*-m emttr o neru a* Boee, e de maU o certificado do nr LKSUEUH, Ck4fidos\
Trabamos CMmxem ta FnxuUmaU U MHicin* tt Parit.qpe val laapreeso no rotulo colado
em Oadrs vldre trteaa^|sa..-OaAsBTanda>asamtodMMprnMdpaeePi^
ATIMQ.-
retasM tmUe esMsl a>
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faculdade da Medicina de Parit. Premio Montjmn
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro o contra as affeccOes seguintes:
Asthma, Insomnia, Palpitacoes do Corago, Epilepsia, Hallucnacao,
Tonteiras,' Hemicrania, AfeccSes das vias urinarias et para calmar toda
especie de excitacao.
im urna explicado detalhada avompanh* cada Fraaco.
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto d Camphora de CLIN C?S
de PaRIS, que se encontrad em casa dos Droguistas et Pharmaceuttcoa.
Lotera da Provincia
Extrahir-se-ha quitna-feira 24 de Agosto s
2 horas da tarde
Aelia-sc : ypi,..i a 9.a lotera a bene-
ficio d::8. Casa de Misericordia do Kec i re, que
ter hiRar no consistorio daigrej de Nossa
Senhora da oncei(o dos Militares, onde
estaro expostas as espheras em orden? nu-
mrica, para serem examinadas.
-
De urna grande parte de fazendas existentes na acreditada casa ra Duque
de Caxias n. 59: presentamos em seguida urna lista de alguns artigos que realmente
sSo baratissimos.
Esplendido sortimento [de cachemiras para vestidos, de 400 rs. a' l^OOO o
covado.
Merinos de cores a 600 e 800 rs., duas largaras I
dem pretos desde 800 rs. a 20000 0 covado !
Setinetas lindissimas a 280 rs. o ditol
Riscadinhos para vestidos, core lindas, a 160 e 200 rs. o dito !
Cretones claros, superiores, a 240 e 280 rs. o dito!
Damascos de 15, duas larguras, proprios para capa de piano a 2^000 o dito I
Camisas inglezas, branca, a 365000 a duzia !
dem de cretones finos a 240000 a dita I
Ceronlas de bramante, bordadas a 125000 e 140000 a dita !
Meias superiores a 20800 e 30800 a dita I
Cambraia Victoria com 10 jardas a 30000 a peca!
MadapolXo pella da ovo, 24, jardas, a fi^OO a dita I
Tiito mori'snn, superior, a 50800 a dita I
Bramantes de Hnbo puro, 4 larguras, a 20000 o metro !
dem de algodSo superior a 800 rs. o 10200 o dito!
Cortes de casemiras e meia-casemiras a 20500, 30000, 50000 e 60000!
Casemiras diagonal para roupas de r-riangas a 800 rs. I
dem de duas larguras a 10800, 20000, 20200 e 30200 o covado!
Briiis de cdies e pardos para todos os precos.
QuermcSes crochets para cadeiras e sof a 800001
Cortinados de bordados a 70000 o par !
Col .has e cobertores a 20000, 20500 e 30000 I
Sortimento de fichs, luvas, loques, enxovaes para Exmas noivas.
Deposito de fazendas e as vendas em grosso damos desconfo da pra^a.


"TT'.T-gyi
SAOTA CATHAIUNA
50:000*000
IMPORTANTE PLANO
Esta lotera corre do (lia.....de Agosto
Billictes venda as Cusas do costume.
ALCATRAO DE GUYOT
GOUDRON DE GUYOT
i a..,^a m t.T.t ame oara preparar nma agfla de alcatrao, moito fflcM agradavel aos
rjAAS^loS-BSTSfl^inSi auemenu o apetite^ levanta as forpas e efficaz em todas a.
doe^dosulmos, -^o^da^go^J^~t a0, principiec hospites de wn*
* SSfnS S3. n tempo epidmico urna bebida hyglenie. e pierfadora. O a tidn
para preparar dore 'ltros d'uma bebida salutarissima. _,.,_ M.An 6 .%iea ao rotulo e con> trez cores a assignatura :
Venda m vareja ata aaar f>arte **+**'******
|.:CaaaL.FIURE II, rae Jw **
MOLESTIAS
CORA
Asma, Catarro
OITRA OB32TJ
OOH O SMPKSOO DC S
Granulos Antimomaes!
D PAPIUAUD
aiterl fnemil ti IcisiJ ii mitlu m rs*.
samfisM trii jnu Hiiiiu tt ma.
Ssrs-M eilgir sibre cada Frase > os nomea de
a. M0TJS1-TIER as L. PAPILLAX7
ni I'. iSITO OKKAL
rkirnien KOI, 1S, re UnillMn. P1IB
Ptrntmbuco : rAI- i. di tan C._
jKrifiri'rfl-frflMHHaJ
CARJNEIRO DA CNHA & C.
S9--Rua Duque de CaviasS9
V-
AO LOUVRE
Bardados de cores, a 20000, a peca ; vale 50000
Setios immensamente largos a 10200 o covado; soberba pechincha!
Cretones de salpicos a 300 rs. o covado; convm I
Popelinas de seda a 500 rs. o covado ; para liquiddar !
Tecidos transparentes para soire a 500 rs. o covado ; aproveitem !
Lencos abainhados a 20000 a duzia I
Lis de quadros, deaenhos novos a 300 rs. o covado I
Popelinas de Lyon, fazenda de 20000 o covado por 10000 o covodo !
Cobertores d \i, bem grandes a 30500 mi
Toalhas alcochoadas, a 40000, a duzia ; que pechincha e entras maltes f
chinchas em expsito.
G.A.S.A. XJ7S GO3NfDPX.A.OSTQA.
DE
4 Ra..' de Marco n. 20 A (Esquina)
Vende-se
nma (averna no Pombal, bem afregaesada, pro-
pria pura principinate por trr psuoo capital ; a
tratar na rus da Aurora n. 85, ipercearia.
"TolT.r
Vende-se um balco, umi armaeSo toda envi-
dracada e pintada ; Bazar di> Livramento,
Jarl-ao vidrado
Vetide-ae nm ; na ra Fornosafa. 31.
Aproveitem I
Chita com pequeo toque de mofo a 199, 160 e
200 ra. o ovillo madapolio superior cem 20
varas, peea 3*500 ; algodo sueerier com 20 jar-
das, pee 3* e 3*500 : ra Doque de Carias nu-
mero 80.
Piano e easas
Vende-se nm bom piano e aluga-se dual
na Pasaagem, coa bastantes commodo ; a tratar
na roa dos Pires n. 83.
Venie-se nma taverna propra para priaeraisa-
te, junto a estacSo do Zambi; a tratar na aeisns,
o motivo da venda se dir ao comprador.
Ch/ preto superior
Carlos Sinden receben pelo ultimo vapor cea.
tina a vender sem competencia ; na roa de Ba-
rio da Vietoria n. 48, loja de altaiate.
Senente de eaco
Vende-se ne oes Vinte e Dona de Nvemete,
atmazem da bola amarella n. 36, sement de ca-
ca. Estamos ao tempo de plantel-o.




8"
Diario de PernambacoSabbado 20 de Agosto de 1887
ASSEMBLEA GERAL



HE'V A D
56. SESSaO EM 4 DE AGOSTO
PRESIDEN6U DO 3B. CANSANSlO DE SINIMB
Matricula de Escravos
(Continuarlo)
O Sr. presidente : Continua a discus-
sSo do requerimento do Sr. Dantas, para
ijm""' se votou bontem urgencia.
Tem a palavra o Sr. Antonio Prado.
O Sr. Dantas : Pola ordem.
O Sr. presidente : O nobre senador j
falln duas vezes.
O Sr. Dantas :Mas peso a palavra
agora pela ordem e simplesmente para di
ser qae por uiim e por muitos collegas do
Senado, sem distinc$3o de partidos, offere-
50 o seguinte additamento, ou como for con-
siderado, ao requerimento em disouss3o (15):
Requeiro que se convide o governo a
declarar sem effeito os avisos de 20 e 22
de Jolho passado, deixando jurispruden-
cia dos tribunaes fixar o verdadeiro sentido
da lei de 28 da Setembro de 1885, em
solujao s formalidades da matricula e aos
seus effotos.
Pa9o do Senado, 4 de Agosto de 1887.
Dantas.
O Sr. presidenta : Declaro ao nobre
senador que n3o posso aceitar o seu addi-
tamento ao requerimento em discuss3o, por
ser de natureza diversa.
Segundo o regiment, os requerimentos,
como esse que se discute, tm por fim pe-
dir infcrmac3e8 ao governo. As proposisSes
dividem-se em projectis de lei, emendas,
pareceres de commisso"es, indicasoes e re-
querimentos, como o que se acba em dis
cussao.
Sao cinco proposites diversas; e o re-
giment designa a natureza de cada urna,
sendo que os requerimentos entram logo
em dacussSo, differengando-se nisto das
indicares.
O art. 43 do regiment disp5a que os
requerimentos silo verbaes ou escriptos : os
requerimentos verbaes tm por fim somon-
te a economa dos trabalhos do Senado,
por exemplo urgen jia para a discass3o,
a dvipo de votajUo o outras disposisBas,
sendo estes requerimentos votados sem dis-
cussao.
Os requenmentea escriptos, de que talla
e art. 64, sao os que tm por fim pedir in
formajoes ao governo sobre qualquer as-
sumpto ou comraunicacjlo de documentos
officiaes. Esta a natureza dos requeri-
mentos que se recebe m antes de entrar-se
na ordem do dia.
Os requerimentos, depois de lidos e
apoiados, entram em discu3s3o, e silo pos-
tos a votos.
premo como contrario disciplina do exer-
cito.S. R.~ Silveira Martint.
< O Sr. Preiidente : A materia contida
no requerimento do nobre senador, sendo
ama indicajao, deve ser sujeita ao apoia-
mento.
c Os senhores que apeiam, queirau le-
vantarse.
E' apoiada aindioagSo.
O Sr. Presidente :Est em diaous-
8.1o. 0
Depois de observases de alguns nobres
senadores, o Sr. presidente assim se pro-
nunciou (l) :
t Diese o nobre senador que a materia
sujeita discussao n3o da competencia
do Senado e est fra do regiment.
Quanto comp3tencia, o Senado de-
cidir.
< Quanto ao regiment, respondo, como
presidente do Senado nSo materia *
requerimento a que se comprebende nin-
dicado do nobre senador, conforme os arts.
48 e J9, que definem sobre que poiem
, sim, de indica
Por consequenoia, o requerimento do
honrado senador, tendo por fim pedir in-
formagoes ao governo, de va ser posto logo
em discussSo e seguir o seu turno ordina-
rio, como sigui.
A materia, porm, que offeroce agora o
nobre senador como additamento muito
diversa daquillo que o r'gimento d como
a natursca do requerimento, e por isso nao
a posso aceitar.
Segundo a natureza ueste additamento,
eu o considero antes como urna iodicacao.
Mas, como indica$3o, o seu processo mui-
to diverso.
Quanto s indicacSas, quando sao offe-
recidas, sendo do natgreza importante,
mandase ouvir alguma commissSo ; si, po
rm, tm pouca importancia, mandam-se
imprimir para entrar na ordem regular das
discussiJes.
O seu processo pois, muito diffirente
do de um requerimento.
N3o posso, port.nto, como disse, acei-
tar o additamento offarecido pelo nobre se-
nador.
O Sr. Craz Machado : Ha a bypothe-
se regida pelo art. 89 do regiment, que
foi o que se deu na questo militar.
O Sr. presidente : Nao tenho nada
com a questao militar. Estou fallando de
outras dispoaicoes do regiment...
O Sr. Cruz Machado : Eu n3o con
testo ; estou at auxiliando a V. Exc
O Sr. preBidonta ... que estabele-
cera para o caso regra diversa.
O Sr. Baatas (pela ordem) : Te-
nho por devar acatar sempre da melhor
vontade as decisSes de V. Exc, ou con-
sidere V. Exc, como cidado puramente,
ou como presidenta do Senado. Mas tenho
o dever de, sem incorrer em desacato por
qualquer forma, procurar justificar o meu
procedimento, para que n3o pareja, dentro
ou fra deste rucinto, que em fui fcil na
apreoentafo deate requerimento.
V. Exc. o o Senado e recordarSo de _
um facto, que assumiu grandes proporgBes
na historia da nos3a vida poltica e parla-
mentar, oooorrido no Senado. Tomando
por base oque entao se fez, julguei-me
bem amparado cora o aresto quo ficou
creado...
O Sr. Candido de Olveira : Apoiado.
O Sr. Dantas: ... consideraado-o
escudo inexpugoavel na apresentacjlo deste
additamento, ou, repito, como melhor norae
tenha.
Na questo anda hoje conhecida sob a
denominacao questao militar digamos
a cousa pela sua verdadeira palavra, hou-
ve u:n requerimento, urna mocSo ou qual-
quer cousa, erofim, concebida mutatis mu
tandis nos meamos termos. E' este
versar requerimentos;
alo,
t Com relacSo ao requerimento do nobre
senador, sinto dizer que n3o o posso rece-
ber por ser contrario, n3o s ao regimen-
t da casa, como Constituido do Impe-
rio, art. 61.
1 O Sr. Jaguaribe : Sirvam as minhas
palavras de protesto contra o expediente
adoptado.
O Sr. Presidente : Cumpro a lei e
mais nada.
O Sr. Cruz Machado :E' porque era
indicado.
O Sr. Dantas : -Pois entao "apraveito
esta declarado para dizer: si o aresto
creado pelo Senado consiste em admittir-se
como indicajao, sendo logo discutida e vo-
tada a mocSo offerecida pelo nobre sena
dor pelo Rio Grande do Sul, este mesmo
aresto deve vir em meu auxilio para que
eu obtenha de V. Exc. que, ai ida como
indicaao, este requerimento seja posto em
discussao e votado.
O Sr. Cruz Machado :Mas nao ad-
ditamento ao requerimento, urna indica-
do.
O Sr. Dantas : Aceito como indicasao,
requerimento de additamento ou o que me-
lhor nome tenha.
O honrado presidente do Senado disse :
nSo posa o aceitar sinao como indicaglo
e, pela explicado por S. Exc. dada, de-
carei que aceitava como indicacjlo, deven-
do S. Exc. proceder de conformidade com
o precedente creado pelo Senado, quando
tratou-se da 000580 offerecida pelo nobre
sonador pelo Rio Grande do Sul, com urna
differen(a que entao nada havia em dis-
cussao, nenbuma materia estava em causa :
foi um requerimento que nasceu sainho,
desacompanhado de toda e qaalquer cir-
cumstancia. (Apoiados).
Mas agora n2oest em discussao, ha
dias, um requarimento sobre a opportuni-
dade e legalidade da expediento de dous
avisos do ministro da agricultura.
A discuss8ao abrio-se largamente, pro-
mette continuar e, como consequencia del-
la, parece-me que nada mais razoavel do
que o requerimento que offereci, declaran-
do, nao com a miaba nica autoridade,
mas com a grande autoridade de mu tos
senadores de um e outro partido.
V. Exc, Sr. presidente, depois destas
minhas observacSes para justificar simples-
mente o meu procedimento, resolver co-
mo entender e o paiz far de tudo o que
se vai passando o juizo que for justo.
(Apoiados..1
Realmente, V. Exc dir que n3o era
prnaidento entao. E' exacto ; V. ExO.
individualmente nSo roopouoavol por to-
do quanto ent3o se fez. V. Exc, porm,
presidente do Senado o o presidente do
Senado, obedecendo s decisSes do Sena-
do, deve manter esse precedente, direi
mesmo esse aresto, resguardando a sua res
ponsabilidade.
Respeito muito a V. Exc e parece-me
que manter-se-ia na altura em que sempre
est respeitando o precedente creado pelo
Senado.
Eu disse, quando foi apresentado o re-
querimento na questao militar, que, pira
oa que entendeasem que o caso era de sal-
vacSo publica, as disposic3)S regimentaes
nSo podiam prejodicar o requerimento
mas para os que entendessem que as cir-
cumstaneias eram graves, sim, mas que
lavras no sentido de apoiar a deciaSo de
V. Exc e trazur memoria do Senado
factos que se deram entao.
O Sr. Ignacio Martn* (pela or-
dem) : Sr. presidente, o tacto que se deu
boje idntico ao occorrido na sess3o de
20 de Maio : o honrado senador pela pro-
vincia do Rio Grande do Sul, quando apre-
sentou aquella mdicac2o, convidando o go-
verno a mandar trancaras notas, redigioa
como requerimento, dizando requeiro,
etc.
Presidia a seBs8o o horrado vico-presi-
dente que me precedeu na tribuna; S.
Exc. recebeu o requerimento declarando
que era urna verdadeira indicado ; mas
em virtude do art. 89, seguio se a mesma
marcha das indicaySes, e como ninguem rs-
queresse que fosse a urna commissao, foi
sujeita immediatamente discussao.
O meu honrado amigo senador pela Ba-
bia, como j declarou, n3o faz questao de
que a moco que apresentou seja conside-
rada como indicac3o ou requerimento ; e
V. Exc, de conformidade com o proced
ment, em caso idntico, do Ilustre vice-
presidente do Senado, declarou que a acei-
tava como indicac3o, e como ninguem re-
quere u que ella fosse a urna commissao,
deve seguirse a sua d3cussao.
O nobre senador pela provincia de Mi-
nas levantou a questao da inopportuniiade
de apresentagao, dizendo que, estando em
discussao um requerimento, nSo pode apre-
sentar-se urna indicado.
O Senado concedeu bontem urgencia para
prooeder-se djscussao do requerimento
do nobre senador pela Babia, no sentido
de pedir documentos para mostrar em que
lei se baseou o nobre ministro da agrioal-
tura para (expedir o aviso que nos to-
dos conhecemos. Creio que cate o sen-
tido do requerimento.
O honrado ministro da agricultura j
declarou na Cmara dos Srs. deputados
que esse aviso foi expedido smente ten-
do por base a consulta do collector de
Campos, que j foi lida por S. Exc.
Portanto, a informaf3o pedida pelo meu
honrado amigo j est dada ; e a questao
da inopportunidade pode ser cortada pelo
nobre senador, pedindo a retirada do sea
requerimento ; neste caso eu pedirei ur-
gencia para que a sua indicacao seja dis-
cutida immediatamente.
O Sr. Dantas requer a retirada do seu
requerimento, e offerece como iadicac3o o
additamento, que nesta qualidade nao foi
aceito palo Sr. presidente.
Consultado, o Senado cocente na reti-
rada do requerimento do Sr. Dantas.
O Sr. Presidente : Comeyarei por di-
zer ao nobre senador que agradeco as be-
nvolas palavras que me diriga.
Creio que au carego dizer ao Senado
quo, emqoanto estiver nesta cadeira, hei
de ser sempre o executor fiel do rgimen
to, tanto quanto a minha intelligenoia me
inspirar acerca do seu espirito e das suas
disposic3e8.
N3o carago dizer igualmente ao Senado
quaes sao as minhas opiniSes polticas;
n3o sou um homem novo, mas, urna vez
collocado nesta cadeira, hei de ser sempre
o executor fiel do regiment.
O Sr. Dantas : -Confiamos nisto.
O Sr. Presidente : Pejo aos nobres se-
nadores que attendam para as disposiyoes
relativas s indicagSes.
O precedente s aproveita na carencia
de disposic3o expressa do regiment; mas
quando a materia est olara no regiment,
n3o servem os precedentes.
Foi invocado o art. 89, que diz o se-
guinte (l) :
A indicac3o de qualquer oKi-*-, t
s. ds twiA para broiecto de loi, pre-
cisa ser apoiada por cinco membros, e, es-
tando assignada por esse numero de sena-
dores, o receber o 2" secretario para en-
trar em discussao na forma regular.*
O Sr. Affonso Celso : -Pego a palavra
pela ordem
O Sr. Presidente : -Diz o art 90 (l):
um
facto grave, porque o Senado, em suas
deliberares sobre casos idnticos, n8o pode
ora resolver sim, oran3o.
Dizia eu, Sr. preai lente, que nessa ques-
t3o militar foi offerecido um requerimento
igual na redaoco e na forma ao que aub-
metti a V. Exc. para ser pelo Senado to
mado em considerac3o.
Como o presidente de ontSo resolveu
differentemento do modo por que V. Exc.
acaba de declarar.. .
O Sr. Cruz Machado :-Considere! co-
mo indicaclo em vita do art. 89 do reg
manto.
O Sr. Dantas : Oh Como indicacao,
pelo regiment, que V. Exa. n3o podia
considerar a moco.
Es como o facto se passou (l) :
Veio mesa o foi lida a seguinte
IndicacJio
Requeiro que, vista da imperial rc-
solujao de 3 de Novembro de 1886, toma-
da sobre consulta do Conseibo Supremo
Militar de 18 deutubrj do mesmo anno,
o Senado convide o governo a fazer cessar
os effetos das penaa disciplinares, ante-
riormente resoluc3o impostas a militares
por uso indeviio da imprensa, fra do caso
especificado na consulta do Conselho Su

outro devia ser o remedio, esses deviam vo-
tar contra. Foi esta a declarac3o de meu
voto. Mas, firmado o precedente, venho
estribado nella, apresentar o meu requeri-
mento.
Espero a decislo de V. Exc. sem recor
rer do Senado.
O Sr. Cruz Hachado : (pela or
de) :O aparte que dei, Sr. presidente,
foi era auxilio de V. Exc, porquanto, em
caso idntico, tendo eu a honra de oceu-
par a cadeira de presidente do Senado,
decid tambem que a 010580 apresentada
nessa occasia*) era urna indicacao, e li oa
artigos do regiment que se referiam ma-
teria.
Os irtigos relativos a requerimentos de-
finem to precisamente a materia, que a
mocSo que entao se apresentou, que idn-
tica na forma que veio hoje mesa, di-
vergindo smente na materia, n3o podia
absolutamente caber no numero dos reque-
rimentos.
Recorr entao syathese geral do art.
89 do regiment, que diz que toda a pro-
po3sa>, que nSo cmtwer materia de pro-
jecto de hi, ser considerada iodicac3o ; e
assim foi decidido. Portanto, o meu apar-
te foi em auxilio de V. Exc.
Quanto questao de quo se trata, n&.>
quero entrar na apreciago de. meritis, nem
contesto o direito do nobre senador pela
Baha para apresentar a sua indicacao,
mra dis.uto si ella deve ou o3o ser aceita,
como Be ellegou entao.
Eu declarei entao ao allegante que,
quanto competencia do Senado, a este
cumpria resolver, e que, quanto ao regi-
ment, eu resolva a questao de accordo
com o art. 89.
O mesmo pie dizer-se agora.
Resta anda a questao da opportaoidade.
Estava em discussao um requerimento, e
agora Rpr.>8"?Hta-se, no meio da discussao,
como additamento, esta moc3o ou indica-
c3o
Ha opportunidade ou n5o ? V. Exc. re-
solver com entender ; eu me sujeitarei
sabed aria de V. Exc.
Quiz pinas, tendo occopado a cadeira
do pr jiiu'.e por O3casiao de tratar-se de
um oto idntico a este, dizer alga mas pa-
Sera duvida alguma urna indicacao tem
o seu processo no art. 39 e outros do re-
giment, isto sendo apr sentada, si nao
se requer que pela sua importancia v a
urna commissao especial, 9 dada para or-
dem do dia, afim de ter discussao regular;
mas o regiment, sob pea de er defec-
tuoso, de faltar ao fim que tinha em vista,
que harmonizar as exigsncias da discus-
sao oom as conveniencias dos nossos tra-
balhos, providenciou sobre o caso em que
a urgencia da in atera deniandasse prom-
pta discussao. E' a hypothese do art. 48,
invocado pelo nobre senador pela provincia
do Minas.
Um senador qualquer tem a faculdado
de pedir a preterido na forma regular,
ficando dependente da decis3o do Senado
si o asaumpto deve ou nao ser immediata-
ments considerado.
Em ultima analyse, nos orpos delibera-
tivos a maioria que decide, e por isso o
regiment 'acautelou estes casos.
O requerimento do nobrs senador impor-
ta a pret-.Tc3o de normas ordinarias; mas
pode ser determinada pt lo senado a sua
immedata discussao em v rtude do pedido
de urgan.'ia.
Creio que V. Exc. n3o pode*sen3o sub-
metter votajao o requerimento do nobra
senador, e, si o Senado entender que a
discussao deve ser immelata, ter de fa-
zer-se.
O Sr. Presidente : Peco a attenc3o do
nobre senador: o art. 56 dispoo quo, de
cidida affirmativamente a urgencia, entra-
r em discussao na seguinte sesso a ma
teria quo assim for julgada urgente.
O Sr. Affonso Celso:Esta disposic3o
refero se a projactos; mas emfim aceito-a.
O Sr. fagnarbe (pela ordem) :
Sr. presdante, ped a palavra pela ordem
para mostrar a V- Exc. e ao senado quan-
t8o sao mos ou erfeitos daquellas medi-
das adoptadas extralegats.
Quando app&receu a m$3o que agora
se invoca, protastei contra ella por pare-
cer-rae que importava umt. invas3o de po-
deres, como pens que in: porta a de que
actualmente se trata.
O senado sabe que a respeito do objecto
a que se refere a moc3o, o meu voto co-
nhecido, e, si mil votos tis esse, eu os da
ria pela medida e o governo se cobriria
de applausos e louvareB do paiz.
Mas parece-me que o senado n3o com-
petente para invadir attribuigSes de outro
poder. Entendo que, quando urna lei nSo
e boa, a medida que se deve tomar pe-
dir a Ba revogacjlo.
Portanto, si a indicasao do nobre sena-
dor for apresentada em occasi3o opportu
na para ser considerada como medida le
gislativa, estou prompto a votar e a louvar
a iniciativa que S. Exo. teve.
A urgencia, pois, do nobre senador
inopportuna; n3o indicc3o, porque as
as indicacSas siio relativas marcha dos
trabalhos da casa. Entretanto, esse meio
importa impor no governo, e nos s pode
mos fazer estas imposiso'js por meio de
leis.
Manifestando neste sentido a minha
opiniao, declaro que acho inopportuno tudo
isto e principalmente a urgencia pedida
pelo nobre senador por Minas.
Consultado, o senado concedeu a urgen-
cia pedida.
SESSaO DE 3 DE AGOSTO DE 1887.
NEGOCIOS DE MACAH
O Sr. silvelra da Hotta :~Sr
presidente, tenho de fazi r dous requeri-
mentos : o primeo, pedindo informacSes
pelo ministerio da justica. rop
viam o caso serio ; e um foi intimado da
parte da delegado de polica para retirar-
se do municipio, dentro de 15 dias, sin3o
seria morto. Os cavalleiros corriam em
disparada pelas mas : de garrucha em pu-
nho, gritando :< Appareca quem abo-
licionista I > Veio gente at da Magdale-
na, Cantagailo e de Minas. Um desses di-
zia que quera as orelhas de La cerda.
A segunda carta, procedente de Cam-
pos, confirma estas noticias.
Note se quo todas as autoridades toram
indiferentes a estes tumultos.
Requisitaram-se providencias de alga
mas, e estas deram por desoulpa de seu
>
dos
uiiuus acontecimetos do dia 31 do mez
passado, na cidade de Macab; o segn
do, pelo ministerio da agricultura, a res-
peito do matricalas teitas por posso as in-
competentes e de matriculas com filiac3o
deseonheoida.
Tratarei, em primeiro lugar, das infor-
macSes que pec.o a respeito dos factos l-
timamente occorridos na cidade de Ma-
Si a indicacSo for de t-1 importancia, cah.
que o Senado julgue conveniente ir a urna O Sr. Dantas: E que v3o se tornando
commissao, ir aquella que 'tenha relacjto, cacia vez mais graves ; tenho aqu tele-
cora o objecto, ou a urna especial. grammas de bontem e de boje, expedidos
Diz o art. 91 (l) : p9lo Sr. capitSo Lisboa.
a Neste caso, lido o parecer da com- O Sr. Silveira da Motta:Tenho
miss3o, votar a cmara,
da com-
sem discussao,
aqu
duas cartas e me limitarei a referir os fac-
si a iadioac3o objecto de deliberac3o ; tos, sem mesmo declarar 0 autor das infor-
e, decidindo-se pela affirmativa entrar em
discussao.
O Sr. Dantas:laso na bypothese de
ir a urna commissao.
O Sr. Presidente : -O meu procedmen
to, pois, acha-se firmado as disposicSes
des artigos que li.
E anda hoje o Senado viu qual foi o
destino que dei indicasao feita pelo no-
bre senador por Santa Catharina.
Um Sr. Senador : Mas pode-se pedir
dispensa de impreBao.
O Sr. Presidente : -Anda que se peca licJo.
dispensa de impresBao, nSo se pie pedir
dispensa de entrar em disouss3o segundo a
forma de regular.
Neste s termos, aceito a indicasao e vou
submettel a ao apoiamento.
Foi apoiada a indicasao e a imprimir
para entrar na ordem dos trabalhos.
O Sr. Affonso Celso :(pela or-
dem) : Acho que a deciso de V. Exc.
efectivamente conforme a lettra do regi-
ment; n3o porm, conforme aos pre-
raayo.-s, conten ando-me om assegurar ao
senado que s8o ellas dada por pessoas fi-
dedignas.
No dia 31 do mez passpdo, havendo
ama festa de Sant'Aona na cidade de Ma-
cah, rouitas familias e pessoas gradas da
cidade de Campos dirigirm-se a Maeah
para tomar parte nessa devesao, e entre
as pessoas que se dirigrain para all an
nunciava se que vinha o Sr. Lacerda, co-
ndecido pelos amitos servidos que tem fei-
to na cidade de Campos causa da abo-
nao compareeimento estarem oceupadas na
msica da igreja.
Para estes faotos eu chamo a attensao
do governo.
O Sr. Dantas :Apoiado : chama a at-
tens3o do governo.
O Sr. Silveira da Motta : ... e peso
algumas providencias.
O Sr. Dantas:Para casos de menor
gravidade pediam se aqui, om certos tem-
pos, providencias fortissimas. Alguem, que
me est ouvindo, dir se tenho raz3o.
O Sr. Silveira da Motta :Cada vez
mais aggravam-so as circumstancias do
paiz pela criso que produzio nelle a in le
cis3o do governo a respeito da mxima
questao, que ha no paiz, qual a questao
do elemento servil; e eu estou cada vez
mais conveacido de que um grave erro
dos governo j esperarem que as manifesta-
S5es da opiniao se exagerem, para ent3o
elles cederem ou resistirem.
Nesta questao da aboliySo, a meu ver,
o maiorerro do nosso governo persistir.
O Sr. Dantas : Apoiado.
O Sr. Silveira da Motta : Hoje nao
possivel que o governo espere mais pelas
manifestase es da opin3o do paiz, para que
elle tome um rumo diverso daquelle que
tomou. N3o sei o que mais espera o governo.
Nos governos livrea ninguem exiga que
elles sejam os arautos da propaganda, nem
se ponham frente do movimente com a
bandeira ; exige-se, sim, que estjam mui-
to attentos para as manifestares da opi-
niao do paiz, que tenham um thermometro
seguro dessas manifestaseis, para que ce-
dam quando preciso ceder e resistam
quando ha exageras Jo as opinio.-s. Es
por que digo que persistir o erro do go-
verdo actual. Nao tenho propens3o algu-
ma para fazer-lbe opposc3o. No estado do
paiz a opposs3o deve ser feita ao syste-
ma de governo e n3o ao3 ministros : a
opposisao que tenho faito sempre ao sys-
tema do governo.
Nao tenho disposicao alguma, repito, de
fazor opposis3o ; mas ob3ervo, com dor,
que o governo nao quer reconhecer a forya
da opiniao do paiz nesta questao de abol
S*o.
O Sr. Dantas : Eu tambem tenho dor
nisto ; quizera vel-o melhor collocado des-
de o primeiro dia de ana organizas8o.
O Sr. Silveira da Motta : Desde a
ultima matricula, quando os escravos es-
t3o reduzidoj talvez a menos de 500#000;
quando os proprios proprietarios de escra-
vos sao os que esto ensinando ao gover-
no o caminho que deve seguir ; quando
sao os proprios interessados os que estao
fazendo concess5es de liberdade oom a
obrigasSo de ser visos smente por dous
annos e estas concess5ea repetem-se todos
os dias, de maneira que j n3o 83o con-
cesses feitas a quatro oa cinso escravos,
mas grandes proprietarios qne ooncedem
liberdade a centenas de escravos ; n3o
Imito ao governo recusar sua cooperag^r
para que esta queat3o chegue ao seu termo.
Anda nesta semana os jomaos deram
noticias de urna grande libertacio de 240
escravos.
O Sr. Christano Ottoni : So o Visoon-
de de Ub libertou de urna vez 500.
O Sr. Silveira da Motta : Quando se
est3o vendo factos desta ordem, o governo
tapa os olbos para no ver qual a opinia)
do paiz.
E si acaso reconhece que esta a opi-
niao do paiz, por que nao ha de por sa
frent > della dirigin lo-a ?
E' o que eu quera. N80 qaeria que o
governo se fizesso agora, tarde e a ms
horas, propagandista, nem nos precisamos
della para propaganda, porque j est fei-
ta quanto basta para obrigar o governo a
reconhecer que a questSo da eseravd3o
urna questao meramente de tempo e de
precausSo ; est resolvida, ja, n3o pro
pierna.
Todos estes factos est3o conduzindo a
opini3o do paiz a reclamar que o governo
Sr. presidente, n3o posso mais fallar
de p, e por isso peso licensa ao Senado
para fallar sentado.
(O Sr. presidea'e consulta o Sanado si
permitte que o orador falle sentado.. O
senado assim decide.)
Sr. presidente, nem poderei oceupar-
me novamente da questao a respeito da le-
gitimidade dos mandatarios a da filiasao
desconhecida.
Quando, pela prmeira vez, toraei parte
neste debate, a minha questao principal
n3o foi essa, mas, sim, o da competencia.
O Sr. Dantas : E' exacto.
O Sr. Silveira da Motta : Podem chi-
canar como quizerem a respeito da legitimi-
dade dos representantes e da filias3o des-
conhecida ; podem sophismar, recorrer
mesmo ao Digesto para resolver urna ques-
tao que de simples ntus8o.
O Sr. Dantas :E expressa na le.
O Sr. Silveira da Motta : A questao
toda para mim reduz-se competencia do
Poder Judicial para decidir as duvidas que
houver a respeito da matricula, depois del-
la feita.
Senhores, ainda hoje ) um erudito dis-
curso do Sr. Andrade Figueira a respeito
dessa questao, em que elle muito se esfor-
Sou por mostrar que tudo quanto diz res-
peito matricula prtenos alsada admi-
nistrativa e nao judiciaria. Ora, nin-
guem contestou que a acsao administrati-
va, a competente para todos os actos da
matricula at ella ofectuar-se ; mas, des-
de que effectuada a matricula, prodti e
tira direitos.
Desde quo a matrcula est realisada, a
quest3o nao mais do poder administrati-
vo, dos direitos resultantes da matricula,
visto como a lei coramina positivamente a
consequencia da liberdade para o escravo
que nSo seja legalmente matriculado.
E' effeito legal da "matricula gerar di-
reitos, pergunta-se :contina o governo
a ser juiz dos seus proprios actos ? No
pode ser.
Qualquer livro de direito administrativo
estabelece e mostra as raas de um e outro
poder, onde corneja e onde acaba a com-
petencia administrativa e onde nasee a
competencia judiciam.
Continua
ce lentes da casa; e entretanto nao fajo
quest3o disto, porque, como o nobre sana
dor pela Babia, estou sempre prompto a
raspeitar as decisfcs de V. Exc. 'Quero
apenas prevalecer-me de um recurso qu?
me offerece o regiment no art. 48. Di*
este artigo (l):
< Os requerimentos s3o verbaes ou es-
criptos :
S3o verbaes os que tiverem por fim
pedir: ... urgencia para apresentac3o de
algum projeeto, indioas3o e requerimen-
to, ou para que entrem discussao.. .j.
Requeiro, portanto, urgencia para que
entre em discussao a indicasSo do nobre
senador pela Babia.
O Sr. Presidente : Observarei que,
tendo um nobre senador pela provincia de
Minas pedido urgencij ha alguns dias,
para um projeeto, e tendo sido votada essa
urgencia, eu anda nSo pude dal-a para a
discussao, porque n3o se podem prejudicar
as materias da ordem do da o as propostas
governo.
O Sr. Candido de OU reir : -
(pela ordem):Sr. presidente, V. Exo.
j saba que respeito muito as suas dec-
ales, e por isso mesmo tomo a liberdade
de pedir a attens&o esclarecida de V. Exc,
para as diversas pbaaes regimentaes.
F i bastante, senhores, annuncar-se que
este bom cidad&o vinha da Campos a Ma
cabe, p&'a que, chegada do trem nesta
ultima cidade, Be apresentasaem homens
armados, n3o menos de 200 a 300, em
procura da victima que ei.peravam, e que
felizmente escapou porque, tendo sido pre-
venido desse damnado intento, deixou de
vir.
Entretanto, oa factos quo se passaram
ent3o foram metito gravis, como se v
destas cartas, que n3o len i por extenso,
para nao fatigar o senado; lerei defama,
escripta de Macah a 2 do corrente mez,
o essencial relativo aos factos, e o seguin-
te Ce) :
* No dia 31 do passado veio de Campos
um ciub carnavalesco para assistir festa
de Sant'Anna, trazendo grande numero
de familias. Deate club orador Carlos de
Lacerda. Os faz9ndeiros iaqui, constan-
do-Ibes que Lacerda vinha fazer conferen-
cias abolicionistas, armaran -se ate aos den-
tes ; apresantaram-se nesta cidade ao rom-
per do dia cerca de 300 pe soas a cavallo
e muitas a p, promptas para matarem
Lacerda quando chegaase no trem de Cam-
pos, s 9 horas da manha.
* Lacerda teve sciencia disto por tele-
gramma e n3o veio; si viesie, seria victi-
ma e com ella muitos outros. A polica
nao teve forja para reagr ; tratou de pe
dir por favor, e ollas s diziam qae a sua
quostio era com Lacerda. Nao se viam
sinSo garruchas, facSos, etc. Fui om v r
dadeiro da de guerra.
< A raultidao, nao encontrando Lcor-
da, cornejou a eepancar os abolicionistas
c da trra, de cujos nomes traziam ama
lista ; elles tiveram de esconderse, porque
saia de sua inercia; e si acaso o governo
n3o sahir de sua inercia, a responsabilida-
de em consequencia deste seu acto perten-
cer ao governo, porque a causa da liber-
dade urna causa vencedora e como cau-
sa vencedora pode ter excessos que se po
deriam evitar si o governo, na sua mar-
cha, em vista desta manifestas3o da opi-
niao, nSo tivesse mostrado o pensamento
de retardar o movimento de abolc3o, quan-
do o que o governo devia era moderal-o,
guial o, dirigil-o, mas n3o retardal o.
O Sr. F. Octaviano : O governo de-
via propor as medidas convenientes.
O Sr. Silveira da Motta : Mas eu vejo
que o governo, em todas as suas medidas,
tem sido retardador de movimento. Assim
j aconteceu quando elle fez o reglamen-
to para a lei de 1885 : alongu o prazo
por mais anno e meio, quando devia encr-
talo.
Foi para mostrar a sua vontade da re-
tardar, foi para manifestar o seu espirito
que o governo, tendo diante de si essa lei
de 1885, t3o apoucada as suas conces
sSss, em vez de corrigir alguns dos seus
defeitos, facilitando o movimento da abo
lis3o, diffi;ultou, alongou, estendeu o pra
so a mais anno e meio.
O Sr. Chrstiano Ottoni : -Cbcanou
tamben a respeito da reducc3o dos pre-
sos.
O Sr. Silveira da Motta : ... poz em
duvida a reducs3o dos presos da Isi de
1885, e ltimamente apparece esta nova
demnstraselo U querer retardar a aboli-
So eom essas medidas que ltimamente
sio objecto de preoccupas3o do espirito pu-
blico.
Estes factos da cidade de Campos, qae
refer nos preliminares de meu discurso,
se prendem quest&o que tem sido obj te-
to de tSo largo e esclarecido debate em
ambas as casas do parlamento a res-
paito das matriculas de escravos fetas
por pessoas incompetentes, e das matricu-
las sem declaracSo de filiado.
LITTERATUM_____
Schopenhaner
(Commercio de Portugal)
(ConHnuaco)
E j que a mens3o do annoso livro de
Kempis me levoa a fallar do ultimo perio-
do da escbolastica, farei urna approxima-
co.
Assim como as lutas philosopbicas dos
fins do secuta XIV e principios do XV,
entre os nominaos e os realistas, conduzi-
ram os pensadores para o roysticisrao
apostolado ; em 1350, calorosamente por
Tauler e Garson, as lutas actuaes entre os
modernos philosophos atheistas e destas
arrastam a philosophia contempornea
para o schopenhaureanismo que nao boje,
mais nada que um exaltado mysticism*}
pantheista.
Pantheista, porque admittda a existen-
cia de um ente supremo forsoso aceitar
tambem que elle o creador e o regulador
deste meohanismo, escravo nos seus gi-
ros, das leis de evolujao e do movimento,
e a baila alma do pensador de Francfort
philosopha, que o poder director da esphe-
ra terrquea inconsciente e insensivel ;
lato' chamar lhe Materia.
Es a expressao de Schopenhauer, qae
encontrei citada n'um! folhetim devido
penna daquelle espirito superior, profunda-
mente philosopbador, da companheira que
teve em vida, aquelle malogrado poeta que
no mundo teve o nome de Gonsalves Cres-
po :
< Se um Daas fez o mando, eu nao gos-
tava de ser esse Deas : a miseria do mun-
do rasgarme ia o corado.
A propaganda descrente do seculc
XVIII, continuada ainda no actual, que
tirn humanidade o seu legendario Deus,
o motor que mais concorreu e concorre
para fazer schopenhanreaniatas.
H1 ainda outro factor, e este o mai3
importante.
Todos nos, na aurora da vida^sentmoa
urna violenta aspiragao para a" felicidade
impossivel de obtor na ierra; alguns psy-
chologos tiram at deste fa:to ama prova
da immortalidade da alma.
E ent3o a individuo tende naturalmente
a apodorar-se de tudo o que deseja e quan-
to mais intenso esse desojo, que impede
nelle o exercicio do livre arbitrio, mais
exaggera o valor desse bem que pretende
alcansar.
Is'o que urna exareebagao de apetites
que se chama pax3o, coage-o, domina-o,
levando o, nao raras vezes, a praticar ac-
tos que reconhece, ao mesmo tempo, serem
criminosos ; mas quanto maior a pertur-
blo do espirito, tanto menor a liber-
dade do agente, e portanto a responsabili-
dade do eu.
Chamam-se estheticas as paixSes, sa o
seu objecto o Bello.
O amor urna paixao estbetica : ees
amor, que quasi sempre faz victimas, que
for$a sb almas dasilludas a deixarem-se
ir na voragem maldita do pessimiamo de
Schopenhauer.
Esses homens colossaes que, em dife-
rentes pocas da historia, teem assombra-
do as geras^as com os productos do seu
genio, principalmente teem sentido o peso
bruto da m3o da De>gra;a, por causa das
Nathercas, das Lauras, das Colonnas, das
Leonoras, das Boatrizes, das Elviras, das
Dianas e das Modestas.
Por isso, qua as obras de Chateau-
briand, Byron, Musset, Lopes de Mendon-
fa, Alves de Aznvedo, Gonsalves Das,
Casimiro de Abseu, e tantos outros, nor-
tes e vivos, ha o roci maldito do mal de
viver.
E eu, em noites de insomnia, quaadt
record a vida desses ses de immenso
brilbo, perganto a mira mesmo : Porque
ser que o talento, na sua passagem pela
vida, vai sempre agulhoado por um atroz
padecer ?
E na minha roda, continua a mesma
mudez o mesmo silencio',* que nem o es-
talar do pinho confrangido pelo calor, ous"
perturbar.
(CoHtinia)
Typ. do Diario roa Doque de Carias *&
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MsMOMVH
I


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