Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17499


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Full Text
IMlHHI *'*""* -'
All LIJli JIOMEU 187
PARA A CAPITAL. E .1 GAnS OXDB \lO HE PAA PORTE
Bor tres mezes adiantados............... 6(5000
Por seis ditos idom......, ...... iJ.0000
Por um anuo idem................. 235000
Cada numero avulso, do mesmo dia............ 0100
DIARIO
Pi'A-EM 18 O AGOSTO 1381
PARA DBMTRO PORA DA PnOVlJClt
Por seis mese adiantados............... 134500
Por nove ditoa idem................. 20(>000
Por um anno idem................. 27|JCOC
Cada numero avulso, de dias anteriores........... iJlO
Proprirtaftr tft JRano /tgimroa fce Jna b Slljos
O* Sr*. Vm o 'plaflo 4 C
tic Pars, -> os n.*o9 agentes
exclusive de annuaclos e pu-
blieacoe* n* Franca c is;ia-
trra
TELS6B1IIAS

?A

as
CUEIG
tilO 'E JANEIRO, 7 de Agosto, s 4
horas da tarde. (Jtteceuido s 5 horas, pela
linha terrestre).
A (um.niai> dp orcameolo apre-
aeniou o eu parecer nobre a receila
(eral do Imperio, abollado dede j
o ImpoMlo de eapartaco obre o a-
orar.
4 Cmara do* contado continua
a cooparVie da dlacuaaao do or-
rameal do Mlalxierlo da *rl-al-
iara.
' ;:37I55 3A AlSaCa UTAS
RIO DE JANEIRO, 17 de Agosto, s
. 4horas c 50 minutos da tarde.
O Ksm. Sr. couaelnelro Belluarlo
drooia mlaUlrn da taseada pedio
boje na Cmara don Diputado*, a
aberlara de am crdito de ael mil
cont.
BES0S-AYRE3, 17 de Agosto.
O Senado mioii em aeaao de boje
o iraiado de exlradlccu de crimin-
los com a Betclca.
V.' prowasel qae neja reaolsrldo
pelo governoa cooMruceo do laza-
reto perto da Enaeaada.
TIRNOVA, 17 de Agosto.
Acaba de cbegar aqnl o principe
Fernando de Cobourg inn. sendo
proclamado remando I principe da
Salgarla. Km aegulda fol dlaaols-l-
da a SOBBANIfc.
\-,. ... Havat., aiial *e Uraaba*!,
17 Af Agosto He 187.
1NSTEDCCI0 POPULAR
PaTaiOLOBlnV fiOalla
(Extrahido)
,1A BIBMOTHKCA DO POVO E DA8 ESCOLAS
PRIUE1RA PARTE
trc;\ce suJ-raicAt
SECBEQBS
( Continuuo )
na*, -nci gorda, muito espe-.'a,
>.- cm'pT ri-n ... r o m.eio da epidermedar-
No tetado normal, a porcia de aerosidade eooti-
da as membranas muito pequea ;'a re-absorp-
cio apodera-ae della, conforme se vai exhalando,
deixando apenas a quaotidade neceasaria para que
e mautenha hmida h superficie hatera* d*a se-
rosas
CALOB ANIMAL
J disemos que, tanto o hornera co nooa animaes
queimam nos seus tecidos carb.nio hydrogenio,
que expellem aob a forma de acido carbnico e de
vapor d'agua. Esta combustas intijia, feita i
cuata do oxygenio absorvido ineeasautemente pelos
pu lines, a principal origera do calor animal.
Expn encas numerosas teem demonstrado que
a qoaotidade da caler prodnaida por um animal
11'um det rmiuado tempo proximeute igual que
forueceria c lora a cambuto do carb.-nio e di
hydrogenio que o animal queimou durante o mesmo
tempo O mm em que estes phsoomenos de com-
bustao vital se operam o amago ou 1. espessura
intima dos tecidos, sao todos os pintos do organis-
mo aonde chega o aangue.
Tem ae cstudado quaes, entr? as substancias in-
troduzidas bo organismo pela abaorpcio digestiva,
sao as que f orneeem especialmente oa materiaes
combustiveiscarbobio e hydrogenio -necessarios
para a manutenc&o do calor animal.
Ac-mo libando as auas soaa succesaiva. trana-
tormaco a aquellas substancias, tem-se recouheci -
do que urnas se fixam nos tecidos para lhJ8 couati-
luirem a materia viva, emquan'o outras, circulan-
Jo com o aangue, vo anudo qoeimadas pelo cxy-
genio e transformadas em acido carbnico e em
vap-r d'agus.
As substancias gordas e as feculentas, absorvi-
daa do cafado de assuear, sao aa que teem este
ultimo destina. Poriaao se chamam alimentos res-
piratorios.
Alm daa combustoea orgnicas, ha ainda outraa
fontes productoras de ealor inimal, mas menos
impui tantea como sao as outraa acc-a chimic.ia
que ae paaaam no organismo, as eontraecoea mua-
cularea, etc.
(Continua)
Ulll c utpna-abilidaia. tiistcn.
, as ti inda .rio.ras.em vodoa oa pontos
d pelle, excepto .11 |-Hw da mi', e n planta do
p. O aeu nuner) c eu vlum" tornara a prin
pin-palmate uolav- is m re lor daa azaa do nariz
no psvibieda oralha < no peifo.
Secrece das membrana mii'-oaas !>-ae a
rl.sigoaci d mocosas ai m. mbrauaa que forr..m
luter.ormcute os diversos duelos, Caiiaes e oreaos
ocos de eo.,TO, t-.es com o tubo digestivo, a Uiyu-
g-, a 'trachs, os bronchios, aa toadas nasaes, a
bexiga, etc. Ao nivel dos orificios exteriores dos
orgios'que com o exterior directamente communi-
am, as membranas mocosas continuaos se com a
pelle, da qual, nao sao mais do que urna modifica
ci e um prolongament j.
Nn peripheria dos labios e da abertura daa ven-
tila, por exemplo, vemoa a pelle revirur-ae para
dentro e tornar-ae mucoaa penetrando na bocea e
as fossaa naaaea, para ae extender, aaaim u_odih-
cada, por toda a auperficie interna do canal diges -
tive e dos bronchioa. A nica differenca de etru-
ctura qoe exiate entre aa membranaa mucoaaa e a
pelle que derme das primeiras meua dura,
ujaia eapoDJa e maia vascular que a da aegunda, e
que nellas a epiderme aubatituida por nma mem
brana celiulosn, muito maia macia e muito mais
tenr i qual se d o nome de epithelio.
i; As'membranas mucosas nao possueoa glndulas
sudorparas ; maa conteem um grande numero de
folliculos arredondados, que segregara um liquido
de consistencia variada, chamado muco Este
liumor aera! mente esperso e de cor amarelUda,
compoato de agua, de chloreto de aodio, de urna
aobuncia orgnica especial e de glbulos.
O muco tem por fim proteger e oaoter aempre
Hmidas as superficies que lubrifica, e posaivel
que teuba tambem parte mais directa Dasfuncco'B
URTE OFFlCUi
Cioverne da provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA, DO DA 16 DE
AGOSTO DE 1887
Ab^ixo assigoados eleitores da paroebia
de S. Jos da Belmonte. -Iuforme coro ur
gencia a Cantara Municipal de Villa Bella.
Angela Teireira de Souza. Pague-se
em t-jrrjio.
Arcelino Francisco de Araujo. Infor-
me o Sr. Dr. juiz de direito da comarca
de Bezerros.
Antonio Jos Pacifico de S. Segundo
consti de oinmunrac3o da secretaria de
estado dos negocios da Marinha de 2 do
corrente foi indeferido a peticJi do suppli
cante, dirigida an governo imperial.
Anna Candna de Barros Li me o Sr. inspect-.r do Thesouro Provinciaj.
Empreza da illuminAfao a gsz desta ci-
dade. Informe o Sr. director geral das
Obras Publicas.
Francisco de LemosVasconjellos. Sino,
pagando as coraedorias, s o supplicante
tem de cumprir pena em Fernando.
Temmte H-nrique Carneiro de Almeida.
Informe o Sr inspector da Thesoura-
de Faz'nda, ouvindo o aa Alfaniega.
Ignacio Alves Monteiro. Providen-
ciado.
Tcoente Joao Bernardo do Reg. Hoje
reroetto copia a Thesouraria de Fazeuda
do aviso expedido peta .ninist-irie da guer-
ra a respfito do vencimento que cabe ao
supplinant*.
Jos Nunes Tcix ira. Eocaininbe ie,
Jevendo ser p"go o porte na repartijao dos
correioa.
Joquim Barboza da Silva.Ao Sr.
Dr. juiz de direito da comarca de Pao d'-
Alho, para providenciar.
Manuel Marques dos Santos. Pague-se
era termos
M*noel Antonio da Silva. Ao Sr. juiz
municipal do termo de Santo Antao para
requesitar o supplicante a tempo de ser
nbmetdo o julgamento na primeira ses
sSc jury qu- tor convocada.
Pailre Manoel Gom-s le Britto o outros.
Informe o S'\ engeobeiro director che-
'e Secretaria de Agosto de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Eugenio Goctschal.Informe o Sr. Dr
. I ministrad ir da Rioeb^doria Provincial.
Mnoel (Jaetann Gomes Barros -lofor
ii o Sr. .ollestor lo Cabo.
Paire Muioei dolido daa Co gas G >a-
lim e offiso lo Dr. procurador dos feitos.
lufor ne ^conten ioio.
Pret d.gu.iria cvica.Pagese.
Pedra'Jjrg' aa Sil/a Ruaos. Eatre-
gU''-se aela porta.
M >ria\ Au'-a do J-iam C .mpello Fa-
oA uitii I i poi'uri* de l:ueqoa.
- 17 -
Antonio Joaquiin Cas :3o e Jorge (,y
pri.n. la Silva Per.'ira. aTlnfnrma o Sr.
provin-
cial.
Offi.i. do Di> pro-urador dos feitos.
Hija viata o Sr. pr.uralor fiscal.
Rotilio Tolentino de Fi^ueireio Lima
Curapra-se, registro-e e fagjm-se os as-
s -ntaioentos.
Dr. Pedro Celso U:h Cavalcante.
Facam-se as notas da portara de lieenca.
Fielden Brothers, Pdru Ri nos Lieu
liar, Anna Carolina de Birros Lina, offi
ci do Dr. chafa ile polioia, Augusto L .-
bille, Ildefonso Jos Pereira Si moas e Ala-
noel Bezerra dos Santos. Informe o Sr.
contador.
Mino-il Miri< de Araujo. -Certifique
se.
Jlo Rodrigues de atoara o lio Irigo Car-
neiro da Cuaba. -Entregue se as apolioes
em deposito.
Raymun lo Bero^rlo Liss^rre.Ao Sr.
Dr. administrador da receb dona para sa-
tisfazer ao despa.-ho.
INTERIOR
O subdelegado respectivo t uiou cinheeimeuto
do ficto o abri sobre elle o competen-u inquerito
policial.
Hiije, por mel d p-i, iraanh-ceii arrombada
a p rta d i eatab-lecimento de ir.olha loa pertcn-
ceute a Lipea 4 Irinlo, a roa do Padre EWiaOO
n. 41.
a ladroea codusirim um ocqu'no cofre, con-
tendo livros, papis, d >us anneia e 15000^
O cofre oi encontrado aber'o na praia, p)r t az
da iabrica de aabio da ra N iva de S^uta Rita,
ciiendo dentro apenas um livro.
Abr -se o c impetente in-juerito e deligeneia se
d'-scobrir o autor oa autores do crime.
Par ti e i pon-me u delegado do termo de S-lguei-
ro, em oS 'io datado de 28 de Julh ultimo, CLUJkJ
no da 14 di !t.T4>*.mB ni lrftr4r'*Boa"8J^^
C daqurlle tem o* o iudividuo de nome Jjo
Fnaetat, ferio gravemente com um faci a
Chnspiniano de dntto Vianna, coiiMegaindo eva- Dr. administrador da recebedoru
dir-ae lo^o nii o crim-.
Osubi'leglio resp ctivo lom.u conhecimento
do facto, f.'B proceder a vistoria e abri o ompe '
teutd inquerito que j teve o conveniente festino.
No dia 27 tambem d*qo--lie mea, no lugar Ja-
cho Verd8 do referido termo, o individuo de nome
Manoel Se/eriuo espancou a Mara Jasinths, eva-
din-lo-se em io_"ii i i.
Sobie este facto proeedeu-ae nos termos da lei
Coinmuniciu -me o delegad) do termo do Ex,
em officio de 11 do mes de Julho fiudo que, no
dia 10 daquelle mez, prendera o individuo de co-
me Joi) 'erro fariano, pira, achar al i prenun-
ciado no art. 205 do cdigo criminal.
No dia 30 de Julho proxim pisa ido, o delega-
do do trmj de Garauhuna, acempinhado do Dr.
oromotor publico, do eacrivio e do respectivo car-
c -reiroj fez a visita na cadeit' daqu-lia cidade.
onde encoutrou 20 presos, seudo 6 sentenciados, 7
pronunciados em diversos criuies e 7 appelladus.
N.-nhuma reclamacio fizeram.
Participou-me tambem o del. gado do termo do
Bom Jardim que no da 13 do e irrente me aCom-
punhado do Or. promo'or publico da comarca tez
a visita na cadeia publica e encoutrou 16 presos.
sendo 14 processados e 2 sentenciados.
O cidadi3 Silverio Joio Nepomuceno Bastos,
participou-me qu, no dia 15 do corrente na qua-
lidade de 2 supplente aasumio o exeteicio do car-
go de subdelegado do 3o diatiicto do Peres.
N / dia 13 do correte o subdelegado do 1* dia-
tricto da freguezia de S. Jas, remetteu ao juiz
de direito do 3" diatricto criminal o inquerito po-
licial procedido contra Pedro de Alcntara San-
t'Ania. conhecidopor Vigario, por ter aaaasaioa-
do do dia 7 do correte o pr to Albino, escravo
de Ventura Pere-a I eona.
O Jornal do Recife e A Provincia de 12 ao cor-
rete oceuparam-ae de um facto occorrido na roa
da Amisade do 1" diatricto da (iraca, ntre Joio
Soarea da Franca e o guarda cvico n. 98 Miguel
Pereira da Silva.
O foi facto adulterado por quem o coroiinQicou
aoa referid.s jornaes, levando o exagero a ponto
de dizer-se que Joio S jares, talves houvesse falle-
cido doa ferimeotia recebidoa. Eia o que ao deu :
o dia 11 do corrente, Joio Soarea, sndava os-
tensivamente armado de punbal na ra da Ami-
zade e cliegando iaso ao conhecimento do subde-
legado foi inaudado desarmar nej > ref-rido guar-
da, que o encautrando intimon-o a entregar a ar-
ma. Longo de attender. Soarea, inveatio sobre
o guarda atiraudo-lhe varias punhaladas, e este,
para def.niler-se laucn m4o do seo sabr, con-
aeguinds afinal desarma loe ondusil o i prcaen-
9a da autotidade.
Joio Soarea, acffrcu apenas dous ligeiroa arra-
nhOea, como ver V. Exc. do oflicio aoaixo trans-
cripto do major administrador da Caea de Deten-
cao, a quem ped iuformacio aobre o estado do de-
tento.
Deus guarde a V. Exc. Illm. e Exc.
Sr. Dr. Pedro Viceate de Az*velo, rruito
digao pre8Jeate da provincia. O chefe
de poli:ia, Antonio Domingos Pinto.
Csa de Detencao do Recife, 14 de Agosto de
1887.N. 923 Illm. Sr Rapondendo o omcio
ae V. 8. de bou tem datado, sob n. 3.609, cmpre-
me informar que Joio Soarea da Fonseca, reco-
Ibido do dia 11 do corrente o ord gado do 1- diatricto da Graca, preso em fligraute
por U90 de armas defesa e reaisteocia, foi entre-
gue neate eatab. leciment pelo guarda ci vico n.
94, s 8 1/2 horas da noite do referido dia, apre
aeutaudo doua pequeuoa ierimeotoa, aeudo um ao
lado da orrlha direita e outro ua orelha eaquerda,
doa quaes tora immediaiam-nte carado l se acha
bom sem ter sido preciao bailar enfermara.
Deus guarde a V. S. Illm. Sr. Dr. Antonio
Dommgoa Pioto, muito digno chefe de pe licia da
provincia. O administrador, Leopoldo Borges
Galv&o Uchoa.
que s respectivfS mucosas incumbem.
Seerecoes das membranas serosas D-se o
nome de serosas s membranas delgadas e trans-
parentes que envolvem oa principaea orgioa do
corno, taea como o cerebro, oa palmo :s, o coracio,
os iatestinos, etc. Estas membranas teem a forma
xie saceos sem abertura, e offerecem doua folhetoa
contiguos, dos quaea um forra a superficie exterior
do orgo. e o outro adhere a parede oterna da
cavidade em que < ata contido.
As principaea membranas serosas do corpo sio
__a arachnoida, que reveste o cerebro e a medul
la espinal Ia pleura, que envolve oa pulmoes ;
' nericardio, deutro do qual ae contem o coracao ;
Jo oeritoneu, qoe forra todas aa viaceraa cou-
das uo veotre ;-e as membranas aynoviaea, que
existen em todas aa articnlacoes ovis.
As membranaa serosas nio sio orgaoa de acere-
oioropriamente dita. A saa superficie interna
oo PrW"* ,d de Bnw exbalacio de sero-
2"ePfemoD i dSuios, qaando tratamos d. ex-
haeioi Uto de am liquido levemente albumino-
So, deitinado 1 favorecer o de.li.ar do. orgao. un.
- pelos outros.
RepartlcS da Polica
2l seccSo. -N. 713. -Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 16 de Agosto de 1887
Illm. eExm. Sr. Participo a V. Exc.
que forana recolhilos Casa de DetencJo
os seguintes individuos:
No da 13:
A' ordem do subdelegado do 2 diatricto de S.
Joa, Manoel Felippe.de Almeida, por diaturbioa.
A' ordem do do Si8 diatricto da Boa-Vleta, os
Avelino do Reg e Olympio Soares da Silva, por
disturbios.
No dia 14:
A' moha ordem, Antooio Pedro Alexaudriuo,
viudo do termo de Olioda como prcoaneiade.
A' ordem do Dr. de egado do 2o diatricto da ca-
pital, Isabel Mana do Espirito Santo, vinda do
termo de Olioda como alienada, at que tenoa o
conveniente destino.
A' ordem do subdelegado do 1 distncto da fre-
guezia de S. Jos, Joio Atlano Paa de Vascon-
c lloa e Joio Baplista de Souza, por diaturbios.
No da 15 :
A' ordem do Dr. delegado dsl diatricto da ca-
pitil, Eleuterio Gomea da Silva, por diatnibios.
A' ordem do subdelegado do 1* diatricto da fre
guezia de S Jos, Joio Alfredo bobo Santiago,
Mara Josepha da ABnunciacio, por diaturbioa e
uso de arma defeza, e Joio de Lima, por crime
de furto.
A' ordem do subdelegado da fregusta da Boa-
Vista, Clotilde Mana da Oenceicio, como alienada
at que tenba o couv>niente aestino.
A' urdem do do diatricto da freguexia da
Graca, Paulino de Araujo Lima, como alienado.
Na jianoideH do cerrenf em urna casa sita
rua N va de Santa Rita u. 1 A, Mecer re-
pentinamente o vagabundo de nome Manoel Fran-
cibco d.< Naacimeoto, que toi viatonado peo Di.
Joa Joaquim de Souza. que declarua ter eido cau
aa da uiorte, um* hemorrbagia pulmonar.
Hontem por volta de 3 horas da madrugada, n
ra do Naaceote do 2 diatricto de S. Jos, o in-
dividuo de uou Lus Rodrigues estoves, solteiro
de30annos de ida le, trabalhador na companhia
Ferro Carril, foi traic eiraanente ferido naa coataa
com urna facada, por Sevenno Farreira da Cruz,
que t< preeu anda com a faca de que :inha se
servido para cemmatter o crime.
2. seccSo.N. 716Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 17 de Agosto de 1887.
Illm. e Exm. Sr. -Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos Casa de
Deteucio us seguintes individuos :
A' nimba uidem, Joio Fir ou Joio Florentino,
vindo de Noaareth, como alienado, at que teoha
o conveniente destino.
A' ordem do Dr. delegado do Io diatricto da
capital,Joaquim Pereira da Silva e Joa Guilher-
me Francisco, por diaturbioa.
A' ordem do subdelegado da fregnesia do Re-
cife, Mara Epiphaoia doa Prazerea, por offenaaa
a moral publica.
A' erdem do do 2o diatricto de S- Jos, Antonio
Marinho dos Santos, por disturbios.
A' ordem do do 3 diatricto de Belem, Joa de
tal, como deaordeiro.
A' ordem do do 1 diatricto da Graca, Francia-
co Joa de aot'Anna e Joio Baptiata de Freitas
oa Joio Rodrigues Freitas, presos em flagrante por
crime de furto.
Hontem aasumio o exercicio do cargo de subde-
legado do distiieto de S. Lourenco da Matta, na
qaalidade de 1* auppleote, o cidadio Joio Affonao
de Mello.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente 'a provincia.O chefe
de polica, Antonio Domingos Pinto.
Cmara dos Depntados
SE3SAO DE 8 DEA009T,) DE 18S7
(Conclusao)
O Sr. Halla Machado I-Sr. presidente,
acabamos de ouvir as explieacoes dadas pelo aobre
ministro da agrieuleura, em relacio ao edital pu-
blicado p do chefe de polica
S. Exc, para justificar a ordem expedida, refe-
r)-nos o facto, que considera identieo, de ordens
expedidas anraote o ten>p > que o partido liberal
dirigi os destinos do paiz ; mas, nio querendo
fazer o histrico dos sucoeaeos qoe deram em re-
sultado a expedi$w deseas orieus, direi que aa
circumatauciaa eram inteirauien:e difFreutea,
(apoiadoa da minora, nio apoiadoa da maiora), e
uinguem quer negar ao governo, cujo primeiro
dever manter a ordem publica, o direito que
em certas a determinadaa circumstaaciaa lhe as
ai.te, qnaado s trata de garapiil-a, de laDcar
mi de .medida.. (Crazam se muitu. aparte, e o
Sr. presidente roclama attencio )
Sr. presidente, teuho muita independencia na
enunciacio de mea p.nsam-nto. Se o governo ae
visae em frente de urna aituaci', que oio fo.se
por ello provocada, na qual a ordem publica cor-
resse perigo, tinha o direito de I mear mi de
todos os melos legaes, para que a ordem uao fosse
perturbada ; mas ueste caao, atteuUndo osten-
sivamente contra o direito de reuniio e a li-
berdade da palavra, o governo quer impedir
reao'ss que se faiem pacifica e tranquilla-
mente.
O Sr. Joaquim Pedro : E' urna p.-ovocacio.
(Mutoa nio apoiadoa, apartee repetidos).
O Sr. Matta Machido : -Hi quautoa annoa a
populacio desta corte aasiate a esaas reunies abo
iicioniatas ? Ha quantos anuos ellas ae fazem
calma e tranquilamente, aem a maia leve per-
turbacao da ordem? H* quautoa an.ioa es.es cida-
dios se reuoem e annunciam aeu peiiaaoento, pe-
dinao a realiaacio da idea pola qual ae euipe-
nham ?
O Sr. Joaquim Pedro Propaganda pacfica.
(Apartes).
0 Sr. Matta Machado Em nenbnma iesaaa
reuni .-a a ordem publica foi alterada (apoiados),
uem quando o espirito publico maia agitado se
encootrava, aempre termiuavam eim muaica a
flores ; nunca ningu.-in receiou se de que a ordem
publiea foaae perturbada ; mas o que se di hojs
inteiram ote diffr nte. (rl* mui'OJ apartes).
O Sr. presideutM .ngitaudo as ca opaohiai reclama
attencio.
Eu direi como as circumatauciaa se modifica
rm
Reuniram se os meamos abilieioustas em um
thcatr^ publico, para pro'eatar contra actoa do
governo, exerceudo u.n direito que uic Ibas pode
ser couteatado, desde que aeja exercido sem
perturbacio da ordem e da tranquillida.de pu-
blica,
Qu-.udo orava o Sr. Quntao Bocayuva, que
todoa aabem que um orador correcto aa tri-
buna. ..
O Sr. Joaquim Pedro :E delicado.
O Sr. Matta Machado :... e delicado na ma-
niteatacio de aeua peassmeatoa, que jamis offen-
de neiu ao adversario, o que s deu ? Bombas
foram lancadss no recinto em que o meetlng se
realisava (apartes). Seriam lanzadas por aquel-
es que all se haviam reunido pacificamente...
(apartes) para um fim commum 3 determina-
do .. 11
Seriam por aquelles que la se reuniram para
discutir urna questio e defender urna idea qae
solidariameate sustentam 1 O bom sen.o repelle
esta hypothese. (Apartes repetidos.-
he hoave provocacio parti directamente doa
adveraarioa da idea mas, Sr. presidente, parti
du mais alto.
0 Sr. Joaquim Pedro :Houve bonbas e tiros
de revolver. (Ha mais apartes.)
Parti de mais alto. Na reuniio lo Largo da
Lapa, foi teatemunhado por diveraoa cidadaos aer
quei
otad., urna carta de bichas ao lado do 3o dele-
Thesoqro Provincial
DESPACHOS DO DIA 16 DE AGOSTO DE 1887
Officios do Dr procurador dos feitos, do
Dr. chefe de polica e do director geral
das Obras Publicae, Joio Braulio Correia
Silva, coronel Augusto Octaviano de Sou-
za, Tiburcio de Oliveira & C. e Antonio
Justino Farreira da Luz Informe o Sr.
i-ont< lor.
Joo Francisco de Paula Cavalcante de
Aitiuquerque. Cumpra-se, registre-se e
f.iyaiu se 08 assentamsntos.
J ido J. valbo Neiva. A' Recebedoria Provincial
par attender.
Antonio Jos Rodrigues de Souza. Sa-
tisfaya a exigencia.
Pret da guarda civica.Examine-.e.
J s Doiuingueg Maia, Fiel len Brothers
e J o Pinto da Silva. Certifiqese.
Olfi io do Dr. procurador dos feitoa e
a
gado de polica- (Oh Oh Anartes.)
O conflicto toi provocado pela prc-pria policia,
com o fim, alias claro e patente, de vi dser, mais
tarde, que a ordem publica toi perturbada, e an-
tecipar urna de.culpa ao governo pela prohbicio
de reuoioea desta ordem.
Sr. Soarea :Qu= terminam sempre por vivas
i repblica e coutra as iaatituice*. (Ha outros
apartes.)
O Sr. Matta Machado : -Terminis, verdade,
multas vezes com viva* repblica, e aa vesea ae
prouunciam discursos violeutoa e tasem-se alla-
coes que ea deploro ; Tas nao seque ra taaer cir
naci que emquanto Sua \la-eatsde o Impera-
dor teve a. redeaa do poder, a liberdade de reu-
oiio foi garantida, em toda a ana pleuitude (Con-
tinan os apartea), e que agora que o governo
a quer impedir.
Mas qu I foi o fim da policia provocando da-
turbios T O edital de hoje bem o prova j fizeram
disturbios para autoriear esaa prohbicio. Eia a
grande diff-.-renca que ha entre os lacios aetuaes
e oa factos a que alludio o nobre mil istro da agri-
cultura. (Apartea.)
Entao a ordem publica estava ameacad* e fac-
tos gravee anteriormente realiaadoa autoriaavam
a medida preventiva do governo ; e boje trata-ao
de diaturbioa provocadoa pela propria polica. .
(Contestaroea. Apoiadoa e aoartea.)
Um Sr. D putado :V. Exc. nio leu os jarnaes
de hontem.
O Sr. Matta Machado :Li, leio sempre.
O nobre ministro, termiuauio o seu discurso,
perguntou a quem poda uilisar a perturbacao
da ordem publiea. A iiin;uem ; respondo. Naa
ao governo e a aeua amigos, e mema a opp>sic,i~.
que ae tem mantide, nos terrenos da c -natituieao,
(ap, (Apoiados)
Nio noa interia-ia a pertarbar;ao da ord-fm pu-
blica ; o que nos interesa-, sobretodo, revindic .r
desta cade-ir* o direito eSOStttcado* do cidadio
i \piiad; .)
O Sr. Oliv.ira Rib'iro: Nao ba direit-
nenhum conculcad 1. (Bi outros apartes.)
O Sr. Matta Machado : -O ch-fe de p heia
quer prohibir que o povo exerca o direito d-reu
niio, que implica a liberdade da p.lavra. Rio
tambem um direito reawir s ord -ua illegaai .'
O Sr. Siares :Mas esta nio .
O Sr. Matta Machado :Si o povo julgar que
deve reaialir, nio tera o governo de. tancar mo
de meioa de repreasao que, atm de violDtos,
aempre deamoraliaam na givernoa ?
O Sr. Joaquim Pedro :E ante3 de empreg.tr
m-didas de prudeocia.
O Sr. Matta Machado :Seria mais prudente
que o governo peimittisse aoa abjlioionistas cou-
tiuuarem uo ejercicio pieitico da aua propt'aa
da. (Apartes.)
O governo o que quer lancir mi do systema
da mazorca para supitar urna idea que est ven-
cedora. (Nio apoiados o apoiadoa )
O Sr. Joaquim Pedro : Veremos a pilitiea da
resistencia em quo ha do dar. (Hi outros apar
tes)
O Sr. Marta Machado :Eu louvo ao noore
presidente do conaelho o Sr. bario de Cotegipe.
por ter col locado o partido conservador no aeu
verdadeiro e legitimo papel. O asa g.verno re-
presenta a resistencia a todas as ideas do pro-
gresso. (Mutos nio apoiados e protestos.)
O Sr. Joaquim Pedro :Progresso moral. (H*
outros apartes.)
O Sr. Matta Machado -Retiro expootaneam.'n'e
a expreasio que uj explica o meu penaament..
Quero dizer : o governo opp.'-ae completamente a
qualquer oncessio s ideas de progresso, sobre-
todo na questio do elemento s rvil nio adinitte
que o paiz caminhe. (Apartes).
O governo julga que poder ab.far pela forc>
a corrente da opiniio ; mas o governo ha de suc
cumbir e pode se dizer que ji suceumbio. que es-
t morto e moito por esta questio, (aptrtes) que
elle julgava ter enterrado.
Eu nio quero, Sr presidente, recordar outros
factos Cmara ; nio quero iuterro^ar ao nobr
Ministro aobre factoa que se tornam p ibcos.
O primeiio, e gravsaim >, o que ae refere s
noaa.is retaques com oa viaiiihoB d < Prata, que si 1
melindrosas, segundo a carta do chefe da comroia
io encarregada, nio de determinar oa limites
entre a Repblica Argentina e o Brasil, mas eu-
carregad de levantar ameote a pl.iuta doa te.--
renos contestados
Quando 9. Exc. o Sr. presidente do conaelho
recebe telegrammaa que garante n a maitr identi-
dade de vistas, a maior cordi .lidade eutre us mem-
broa daa dais commissdea, argentina e bnaileira.
o chefe desta e creve cartas com aquelli s que
me refir.
Um Sr. Diputado Devia ser demittido lili
outro. apartea).
0 Sr. Matta Macha lo Infelizmente a carta
real. Eu nio a li, mas ella esta exposta para
quem q-iizer -a, e p .deria citar um c llega que
o tes.
0 Sr. Affjuso Celso Junio.- Eu vi carta
hoje.
O .ir. Aodrale Figaeira. 0 que que ella
diz ?
O Sr. Matta Mtchado Nio posso infirmar a
nobre deputado do que ella diz. Euui. quina
citar o nome di collega que a tinha lid >, maa elle
acaba de tazel o.
Sr. presidente, foi juatam-nte a pr .psito desta
carta que o Club Militar, que se cooipoo de quasi
todos 08 officiaea da gu.ruisa: da Corte, reuuido
hontem. votou a mori., da qoal tambim (em co-
nhecimento a Ctmtra e o paiz. Recmhecendo que
o governo nio c ra do aeu mais aagrado dever,
que a defeza da patria, propoem eaaes militar -i.
que com o aeu aangue t ra 1 de aaencar ae pelo
pas, a oouieacio de commisaoes que ae eucarre
guem de catudar e promover oa meioa da defez*
nacioual
Sr. presidente, neeta aituacic, quando ta los es
ses elementos ae congregam para anarchiaar a so-
ciedade, que o governo lembra-se aluda de pro
vocar disturbios pt.-a ver 88 asaim eonsegue cha-
far a propaganda ab ilicionn'a n* Corte !
O governo nio f ji babil. o g iverno forte nio
deveria atrever-8e a tanto, q jauto mais u:n gover-
no que manda prohibir reuuioss que, segn io os
convites feitoa, deverit realisar-se em frente do
edificio oude ae acbam aquartela 'aa as forjas da
guaroicio.
De duas 11 oa, o dilemma irresp indiv. [ : se
bouveaao da parte dos abolicionistas intencaid:
perturbar a ordem publica, clles nio iriam eolio-
car-se diaote daa bayonetas dos batalboes de li
nha, aquartelados na Campo de Sant'Aana ; ou
entao qae o governo n3o conta com a torca ar-
mada all aquartellada.
O Sr. Pedro Lus E" preciso haver muito pa-
triotismo da parle da opposicio.
Vosea da minoraOra...
O Sr. Matta MachadoSr. presidente, acredito
que nem urna s palavra de tudo quanto tenho di-
to pode justificar o aparte do mea nobre col-
lega.
Nio son o leader da miaona ; temos o nosso
chefe que noa representa, e, por coosequeucia, eu
fallo em mea nome, com o direito de deputado,
manifestando os meus seutimentos, e esperando e
deaejando qae elle, estejara de accordo com oa doa
mea collegas da opposicio... (Apoiados da op-
posicio) .
O Sr. PresidenteEst dada a hora.
0 Sr. Matta MaehadoSento-me, Sr. presi-
dente. (Muito bem da opposici.. O orador fe-
licitado).
0 Sr. Rodrigo Silva (ministro da agricultura)
Peco a palavra.
O Sr PresidenteEst dada a hora. Nio pis-
so conceder a palavra a V. Etc.
O Sr. Rodrigo Silva (ministro da agricultura)
Com urgencia.
O Sr. Preaidente Nem com urg-ncia, pirque
ha em discussio ama le annua.
O Sr. Rodrigo Silva (miuistro da agricultura
Peco a palavra pela or 0 r. Presidente Tem a palavra pela ordem
para encamiohar a diacusao que vai haver.
O Sr. Rodrigo Silva (miuistro da agricultura)
__y Exe. sabe, Sr. presidente, quanto eu sou
reapeitador das suaa deoberacea ; e estt que V.
Exc. acaba de tomar de accordo com o regi-
ment.
V. Exc, porui, compreheude a posioio em
que ee acha o actual Ministro da Agricultura,-dt-
poia daa aecuaacoes que o nobre deputado acaba
de tazer coutra a polica da Corte. Asmjj, desc-
lava ler documentos que destazara complet
aa censuras do nobre deputado. Por elles vor-se-
hia que os factos referidos pelo nobre deputado
io destituid js completameute de fundamento ;
qae a policia garanti alli as proprias peseoaa que
tomaram a frente domeettue.
O Sr. PreaidenteV. Exc. nio pote eetar fal-
lando pela ordem (apoiadoa e aparto.) ; emquauw
o regiment da casa fSr o que boje, e eu merecer
a confianza da Cmara, o meu proeedlmento es-
te : ordem do dia... (Apartes).
VozesMuito b m.
O Sr. Presidente -Ei compro o rogment; se-
ja aro desagrada/el a. gavera ', oa sej 1 deii-rrt-
divel opposii; 1
V z;a vluito bem.
U Sr. Hodrigo Silva (rai:is:ro da agricultura)
Nio deaagridavel ao goveruo ; no contra io, aoa
o primeiro a recuuheeer que a dees> d; V. Eic.
perfeitamente rogi'iiontal.
O Sr. Carlos Pexitoe outros Sra deputado.
di. f partes.
Li *. f, Si ,' daa&itVaavcl ao
vou deiX'ir eata cadera, a Cmara resolver co
mo entender.
VoSeBNio apjiad ; nio s-uhjr.
O Sr. itidrigj Sliva (ministro da agricultura) -
Pe;i a palavra pela ordem.
OSi. PresidenteNi. loe panno dar.
O Sr. ftadrig 1 Silv 1 mi .iotr da agrieultu- )
' uuicamen:c para d io! trar que apoio a deciaio
de V. Etc.
0 Sr. .' isidente Mas houve um mimbro da
maioria que declarou que a decisio era le-airra
davel ao paiz ; d IX. a oadeirt da presidencia,
convido o Sr. v:oe presidente a o;-upad-a.
O Sr. Carlos Peixoto Po o contrario, f ji que
ni. era desigridiV lu paiz, o qu se i.as-*.
O Sr. Hresi lenteBem ; 31 foi assim. ordem
di da (Yliiitu bem ; muito o-m).
suas ua asesta lie* imperiaes
(Correspondencia da Gaze'a d noticias da eirt>)
Liabo.i, 17 de Junho.
Dakar, a posaisaio franc -za em trras de fri-
ca, offereee umi liadiss Cancador aos que, api louga viag m procuram o
seu porto. I'iiv z seja por iaso m-ira. : pis-
aivel que o estreito e nico rgimen de co e aut:
a que nos vimos euj--ifos durante oove das, con
correase era muito pira qoe, desp-rtado o excitado
o apaetite de 'erra, couviessemos todos e-a que
Dakar, com a sua trooleira i hi ic G .r ja, oF-re-
cia-nauni pyaig m b lusaimi, pittoreaca, ad-
mira velmente p>etica.
O imperador, disde que se falloo fin vista de
trra no horisoute, suoio pira o conv-z, e dj alto
do oasaiidico onde edt ico 11 o ciinraaniaule do
vap ir, esperou pacieateineute que aa trras de
frica se d -aenhasscm c'tramen-e ao longe, p ateo
a piuco f .;s 'id ae avoiuraaudo, t rainii corpo,
pateute indo seua ciutoruos pedregosos, oais tarde
a sua vegetuc) moducre. empr.becida, e por fim
as nanas, 1 gura .a piuladas do branco, ootrat
mal rea de amarello, cercada, de larga, vaiaudas
e deatacando-ae todaa no feudo verae escurj do
alto .11 uticulo, qu ae prol inga ptra o norte fjfr-
ratndo o cabo deeigoaio as cartas goograpaicaa
pelo mu 1 do Ctbj Verde.
E ic Hitado pela baila ptystg -ra, rmalo d > p
pe e laois, o imperador dem.rou-ae longts horas
a deseuhir o qu: ae offjrocia su 1 viata, copian-
do do natural a trabadlo um iesenhi que, diccm,
reconni ..i 08 aeus conhoira;utos e talento ar-
tstico!.
A' 4 1|2 o Gironie lanai va ferro dentro da doaa
de D kir, quasi tocando trra, lio proxim qae
poder-se-hia recouheeer as paoaa qui se achaa
sem ** praia 30 a c .oheceasem .8, porventura-
E i'ah. a cucominutos app-oximava una nar-
co, conduaindo o oflicial da viaiti o ageat; da
coraptuhia, os qutes oem puserara o pe ni osm.
ro degro da aseada, po's para as procedencia 1 do
sul da Amen ja, c.ma da Afn -a, a qaarent-raa em
D.kir eterut, peirain nte, mquebiautavel e ri-
dicula, como doutro era pouco o demoostrarei.
Antas, pirra, ds approximar-se o btreo da ri-
sita, antes misino do Gironde htver laaQado ao
mar a ancora, fainos t. ios sirpr acudidos por uaM
apptrc,io eatrauha e singular, que attrahio ge-
nes atteneos e qu; t >in >u-se a nica cu io-ilade
de b ir 11, at dep ns do nuce techada.
Rcp 'utinameute, teudo urgido nia se sa-ie 4e
onde, o Gironde fi.-ou Carctdo de caooaa, tripulada
p,rtr a 01 quatro n groa, cada urna, os quaea em
gran le alando, fazendo um biruiha iuiesc iptival.
peli-m um sou aos pasaa^eiros.
Eram oa nejrin'ms mergulhadorea ; tu los elles
ni > eoubeeeudj melhor alfaiate do que o que ser-
vio ao nisao pai Alio, presentavam XiJiularet
fidelirsiraos dos vest 'os usa lia nos tempes pira-
diaitcos : iii da Cabera ais ps, up -uas tiubtm
urna estrella tira de panno algodio OU ch ta, ps-
sada por entre as pernas, do lomb ao baili vea-
tre, presi pelas untas a um eordia amrralo i
cinta : a classiot folhi le parr-ira, tai'ez ma
poueo menos aufli.-iente, pira os effitos a jae ~
sava.
Pretos retintos, cim a pede negra muito br:!bsa-
f, a cabeca inteirameu'.e raaptJa uav. hi. ex-
hibiuds uiis grandes pei'oraea muito deseuvolvi
dos, uue bice.'a extrairdioariaraeiue refir^idoi e
principalmente uus glteos de. dnneuoo.s txu'M-
rantes, escanlaljsa?, oa uiergulba l;res gritavaa
em ra. fraucez, misturado do dialecto at-icano :
Pap, pap .'... Altes Mes un s-u Ve-
ntz ici ici !
[aajrtnt-nd lato gritado oasllane.im.rali par
cerca Jo eiucoe iti garganta, poasant-a n'wai b-
rulhala in'erual, iisurdeccdo.-a ; iutercortado de
grito8 de aoit alM '. coustituindo um cbarivati
eoorra-, desabrido, d- entontecer.... Atiava-ss
ao mar urna moeda de prata qualquer; ao mesmo
tempo daa canoas maia prximas saltavam seis
nitO, dez negrnhos (alli ch imam negr nho* iqael
les negralhojs) que atiraudo-se com estrepito
agua iam cac,a da raueda oa fundo do mar. Por
um inatante faza-3e silencia ; d'ahi a piuco sur-
giam flor d'agua e saltavam para dentro daa ca
noas os mergulhadores, trazeudo um deiles a*
bocea a moeda que lograra aptobar, disputania-
a murroa, dos aeua coo.pauheiroa Os passagei-
ros do Gironde, o imperador inclusive, o mcluaive
aa passateiras, acompanhavam este eapeetacaks
eom ardente curiosidade j algumaa damas busca
vam ouoiulos o asaeatando-os atteottmeote
n'aquelle grupa de formgas savas movedicas, oa
macacos pretos endiabrados, a guiara Ihea de per-
to as evolusoe8, e pareciam estudar com interesar;
oa aeua trajea oizarros, evideutemeute novo, pan-
todos nos.
Entao, oa pretiohos retiutoe. alteavam as vosa
c d'aquelle descoacertado charivari aurgiam gri-
tos.
Hdame jol\c de Fi anee... un tsu. Alies''
l^ap !
Cahirara ao mar moednhas de cinco-utas coa-
timos (le 'roinaoea iguaea as das nossas J*'S"t
moedaa do z reis) ; e Jos mergulhadores, den-
tendo-se, empurraudo-se. esb.feteanio-se, njn-
do do mar, como se fora em terra firme, apanha
vam.aa lestos e volcara is canoas e.-correodo ago
com a Mba da ptrreira (de pam.o) muito reduzrd,
os oihia ea exrr.-mo verm lhos e para reeomica-
rem desde lega o s-u a rido p-dindo, em vosar
j roucas, o sou a madamejMc de runc.
Alias .Mes, nao aceita vam uioedas da xoOr,
ainda que numerosas ; o sal era ape as a firman*
pedinch.na, nia ae atirandi ellea agua aeafe
para dispatar a prata, que, essa aas.ra, apauha-
vara com iacrival rapidez, indo bo.9ea.l-a s pra-
fuididades do mar.
Este espectculo, que a principio era rntPresaan
te o divertido, teroou-se anal repulsivo, nau*su-
te ; tambem oa pretta^os, illodidos por atgv
paaaageiros en'rarara a descarapor em um Oa
assaz arbitrario, iliustrado e explicado por aos
gestos mu x ib, o .atante expresaiv s, a OaataOSt
cojipr--h.radidos, por ser m cominos a toda. -
liDguaa univeraalmeate conhecidaa.... E aa da-
mas assisfam a este epilogo edificaote. aoeaMr
retiraudo-se de jauta da amurada, qu >ud-j a ins-
les, irado contra un pissageira que laif-.ra ar
%

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Diario .le fernambuco(luinta-feira 18 de agosto de 1887

suas moedinhaa m mar ene ves Je trocal-aa por ama
de ooro, como prometiera, entrou a atirar pedrM,
dasquaes algumas paaaaram Junto ao rosto dai
senhoraa e ama l'oi quebrar-ge junto cadeira
onde te actuva anuda aua mageatade a impe-
ratriz, a quem ette espectculo em nada pareca
divertir. Para a noite, os pretinhos aumiram se,
deixando-noa como nica recordavio de Dakar, a
ana apparicio phantaatica e repelientes trajea, e
de menos, as algibeima doa passageiros, alguna
francos sacrificados ao deaejo de ver gente preta
e nua a uaergalhar e nadar como peixea.
O imperador, tendo desenliado s> vistas D..kar
e da risonha ilha de Gora, cobert lirtealaiesse
de cagas, algumas de aoberbo porte, e entre as
auaes a do governador, a igreja e o hospital
eaceu e veio da amarada asaistir ao eepeotaculo
exhibido pelos pretinhos.
Como nos outros, sua mageatade manifestou sea-
timento por nao poder ir tana visitar a povaa.-
cie de que viramos tito ruina especimena. Em
verdade todos lamentamos nao nos ser psrmittido
o desembarque, pois desejavamos ver o rei e a
corte de Dakar, essa gente tio primorosamente
raspada e eaeanhoada, e que parece nSo poder
despender com os alfaiates vistos os gastos for-
jados com o bai beiro, que a arruina decidida-
mente .
O rei, principalmente, desejavamos muito ver :
vestido de n, cercado de todss as suaa mulberes,
as quaes vo de paasagem pe indo um sou aoa ea-
trangeiros, e rodeado de sua corte igualmente tra -
jada moda de Adi. Disseram-me que os pas-
sageiros que desembarcan) em Dakar, tratara logo
de ver o rei, e como este muito procurado e a
aua exibicao rende, as vescs chegada de mais de
um vapor ou de um f muito carregado de passa-
geiros, acontece que um s rei nio chega para sa-
ciar-Ibes a cunoaidade, e em tal caso arranjam-se
os pretinhos do melhor modo, valendo-ae de um
simples e htbil expediente.
Os passageiros volvem satisfeitos para bordo e
abi, este refere que vio e rei em tal logar, oecupa-
do em tal mister; aquelle que em outro sitio, e
iasendo cousa diversa, teve a fortuna de ver o
rei; e ainda outro vio em diffrente logar o rei,
qne estava a... dormir ao sol. Tres, quatro reis,
ao mesmo tempo e em differentes sitios bastarara
para o consumo dos passag.iros esfomeados de reis
de cor preta...
E' forcoso confessar que a monarchia da Dakar
sabe tirar-se de difficuldades, com a maior habili-
dade e que nao se acha tio despida de talentos
como de roupas.
Ou nao fosse ella, monarchia !
Entretanto nem Sua Mageatade nem nos outros
podemos apreciar todas essas curiosidades, porque
a isso oppos-se a feroz, a terrivel quarentena...
Urna quareatena durante a qual empregados de
trra approximam se dos vapores, nelles penetrara
para ah deixarem o carvan ; durante a qual os
agentes da compaabia e pessoaa de trra v#m at
escada e all comprimentam, conversam com o
pessoal de bordo, que desee at o ultimo degro ;
durante a qual veio de trra um enviado do go-
vernador comprimentar Sua Mageatade e offerecer-
lbe alguna ramos flores; durante a qual, final-
ment -, ha inteira communicacao entre os de trra
e os de bordo, apenas aendo prohibido que oa pas-
as reros desembarquen)...
Urna quarentena pour satisfaire l'opinion publi-
que, disse-me o amabilissimo commandante do Gi-
ronde; urna q arentena tout a fait Frits Mack
digo eu, jamis resignado idea de nao terjvisto o
rei de Dakar e a sua corte.
Sna Msgestade engolio s presaaa o jantar,
voltando logo ao aeu posto de observaco, de onde
examinava a payzagem em derredor, dando oa ul-
timo8 retoques ao seu desenho.
Servio-se entio a segunda mesa, na qual tem
aasento os passageiros do Rio da Prata, sendo a
primeira exclusivamente dos embarcados no Bra-
Estovamos todos em cima, na coberta e d'ahi
oovimos que faziam discursos no sali.
Era o caballero D. Octavio de L Barra, ciuda-
dano argentino, que lavantara-se, e tendo mandado
servir champagne iudistinctamente a todos os pas-
sageiros de todas as mesas, pronunciava um en-
tbusiastico speech em que celebrava o anniversario
do Congresso de Tucuman, ou independencia da
Repblica Argentina, convidando todos os presen-
tes a com elle beberem em honra aquelle data me
moravel, de 9 de Julho, tan cara a su pas.
O seu convite foi desde logo acceito, e com es-
pecial agrado: damas e cavalheiros presentes, da
Olivia, do, Chile, do Uruguay, do Brasil, da Fran-
ca, de toda a parte, nao podiam se recusar ae doce
sacrificio de sorver urna taca de champagne, em
honra da independencia da Repblica Argentina,
e demais, sendo o convite teito to gentilmente. ..
Seg'uiram-se ostros brindes ; e ouviado es o im-
perador, e informado do motivo que os provocava,
pedio ao commandante do Gironde que descesse
at o sallo e abi levantasse em seu nome um brin-
de repblica cujo anniversario se commemorava.
O commandante cumprio a miseio de que ae ach-
va encarregado, precedendo a de algumas pala-
vras que toram eoroadas de applausos ; e ento o
sobredi to ciudadano argentino Don Octavio de La
Barra, levantou-se do nova e em retribuico pro-
poz um brinde... repblica franceza!
A delicadeza de Don Octavio de La Barra nao
foi nem par isso grandemente lonvada, nem mea-
mo par aeus compatriotas ; e um brazileirre, o Sr.
Alkaine, distincto commercianie de Buenos-Ayres
corrigio a falta do Sr. Don La Barra, levantndo-
se e proDoii'io em hespanhol um brinde ao Brazil,
brinde que foi correspondido com enthusiasmo.
Ab esse procedimento do Sr. Barra foi corre-
gido fcilmente, assim como fecilmente foi reme-
diada essa falta. Porm a outra... a outra que
nao lhe perdoaram os seus compatriotas nem Ih'a
perdoarao jamis !
Imaginen] que o Sr, Don Octavio de L* Barra
uo outro da, andava procurando um a um os seus
convidados da vespera, pedindo-lhes nada meuos
que a sua quotapara a despera feita com o
champagne, deglotido durante o jantar patritico
e coinmemorativo do dia interior I
Entonces, diziam, usted no ha pagado ? !
Pero, responda elle entristecido, mire ustead
que es muy car...
Alguo8 explicaram-se, e que remedio ? OutroB
protestaram e negaram-se a pagar, poderando, e
com grande somma de raza i, que com sacrificio
haviam bebido o champagn .-, e nicamente para
nao (ffender a repblica; outros que ao seota-
rem-se mesa nem se recordaram de tal data
anniversara ; e anda cutroe, que at aquelle dia
nem sequer tmham noticias de Tucuman e mui'.o
men s do seu coogresso !
A' noite, emquanto pasag'ircs de Dakar, em
numero de cincuenta embarcavam no Gironde (e
entre esses, alguna officlaes do exercto francs,
metam rphoseadoa em camare*. cosidos pelo sol
rdeme do benegal) organia >u-si- um pequeo con-
cert mua:cai, cuja base era o piano valetudinario
e resp'Mrav-1 a queja >.l'uii.
Urna scuhira boliviana executou o hymno argen-
tino, oeea que, francamente, mas parece urna
opera p -la extensio desmesurada de que se reveste
e que foi tocada por aquella senhira com a dolo-
ros i e triste expressio que ella poderla dar... a
urna m ireha fnebre, por exemplo I
O Imperador e todcs os presentes ouviram de
p aquella peca, brbaramente torturada por ni-
veos dedos, afilados e erneis; e pouco de-
pois, alada p. rnvimes o hymno nacional bra-
ziloiro, eXi enfado com certo entrain pelo Sr vis
conde de Carapebs que ganheu mnita palma ao
retirar-se do piano, crgulhoso e altiro como quem
vinha de salvar urna situit;to.
A's 2 horas da madruguada, tendo sido todo o
carval mettido em multas toneladas ni bojo do
navio, e em p fino e aubtil as noasas narinas,
nos n isaoa ouvidos, as nossas boceas, nos nossos
olhos, nos nossos cabellos, naa noasas roupas e
noa oossos cubculos, L-vantou farro o Gironde e
abandonou o porto de Dakar, pastando por entre a
Gora e a doca, e dobraodo em breves instantes o
Cabo Verde, onde a luz amarella e intermitiente
do pbarol briibava como urna estrella nica, per-
dida na vastidb dos mares.
O dia seguinte, 10, paasou sem novidade digna
de mencao.
Desde a sahida de Dkar o vento, inteiramente
contraro, bata o navio pela proa, e as correntes
martimas adversas atrasavain a marcha do Gi-
ronde de um modo extraordinario e lamentavel.
Tivemos diaa de 9 milbas por hora ; e o vapor
colindo de frente pelas ondas, descrevia o movi-
mento de pndulatangayeque veio substituir o
reulis de abominada memoria.
Mais aupportavel a tangage, contudo ba.tante
incommoda, particularmente quando o navio m-
njergindo a proa n'agua, levanta a popa at dei-
xar a descoberto a hlice, que, batendo om falso
produz um estremecimento de todo o navio, real-
mente desagrada vel.
Neasaa oicasioea, o Gironde, que ja provou aer
um dancarino consummado, exhibe novas habili-
dades, mostrando que labe putar como um ca-
brito.
Einfim, eata a penltima viagem do Gironde
qae vai aer substituido pelo Equateur naa viageia
transatlnticas.
Perguntei ao commandante o que iam faier del le
aps a prxima e ultima viagem ; disse-me 0
command nte que nao aabia... Sei-o en ; e ju o
que ainda um dia hei de applaadir este mesmo Gi-
ronde n'um circo de eavallinbos transforma'lo
em luuambula. Nao aa foge facilmeate sorti.
Datante sha l o impender paaaou o dia a
ler anasaaript* do Sr. Bagenaky, um cavw-
Ihaipo fraaasia que embarcou em Dakar, e que tea
exarcado o aargo ac chala ou fiscal das colom
francazaa dt* America e da frica.
Neate carcter este ve longo lampo na Guyanna
Franceza, e o seu livso estuda detidamente a
queatio de limites com Bcaail, bem entendido, anb
o ponto de vista mais favoravei Faaaca.
O imperador deaaaaoa-a* aJguaaaa fcioaa eaa pai-
aar-lhe urna verdndeira aabbatina, e entre outra a,
couaaa perguntoa lhe ae elle Bagenfky j4 havia
lido a obra do finado Dr. Joaquim Caetano aob e
o Oyapock ; e, reaposta negativa daquelle ci
valbeiro, diaae-Ihe terminantemente :
Pois aconaelho-o a que lea, ninguem po le
eecrever sobre eata qu6stao do Oyapock, sem ter
precedido leitura daqualla obra, que a mt.is
completa a este respeito.
Depois do que mandou Bagensky tocar piano
cousa que, na opiniode Sua Mageatade, este ci-
valheiro sabe faser com mais perfeicio.
Neste mesmo dia 10 tivemos a bordo a noticia de
haver sido o principe D. Pedro agracia do com a
grS-crua do Cruzeiro. Sua Altesa recebera em
Dakar, as 9 horas da noite, um telegramma Brasil, aasignado pela Priuccza Imperial e regente
porm guardou a respeito completo sigillo intr i-
dnsindo e oceultaodo no vasto envello e da aua
modestia a noticia, para ai tao agradavel, cntica
no telegramma em qoeato.
Poia, francamente, pena Eate rapaz ia to
bem ; parece ser to sensato, tao deapido de fatui-
dades, que mette d a gente vftl-o obrigado a car-
regar tao ceda ama coaaa tao pesada como a
gr cruz e do Cruzeiro !
Muito intelligente, poaanindo urna initruccio
nao commum nos da aua idade, dotado de eapirito,
e de baatante cultivo Iliterario; tendo feito cem
diatinocuo um carao aaientifico ; e revelando qai-
lidadeade carcter muito apreciareise que ainda
maia ae evidenciam pela atTabilidade de bou trato
e simplicidade de auaa maneiras,o principe D.
Pedro parece que deveria estar a ooberto de ama
cousa dessas, aem duvida muito do igrado danossa
velha fidalguia, porm em extremo onerosa para
qaem esta a degfractar os seua vinte e um anuos e
a vivar de sonhos cor de rosa, entre os quaes, jo-
ro-o, nao se pode .inmiscuir a imigem pasado ia
e grave de ama gr cruz, e do Cruzeiro !
Apre t Que foram lego as do cabo, atiran lo
aoa hombros do sympathico mancebo a mais psala
de todas as cruaea* gr, ou a maior de entre
todaa ellas. ..
Mas agora reparo e me record de que elle pr n-
cipt: agraciado, foi connivente no caao que algtns
deploraram aqai a bordo : se nao mentaba pala-
vra de cavalbeiro respeitavei, Sua Alteza nao te-
cebeu em Dakir ama verdadeira, urna legitima
sorpresa, nem o telegramma da regeate chegou a
faser estremecer urna das fibras do sea coracio de
moco.
E' que, dizem. l oo fundo dassaaa malas, e bem
acondicionada, o Sr. D. Pedro ja trazia a sua
ernza famesa gr-cruz oom que hade deslumhrar
nos saldes europeas os cavalheiros e as damas, aa
damas, principalmente.
Se assim fica eliminado o penalac'ina tin-
cado, e substituido por ummuitos parabens ves-
tido do peito leal, do maia sincero e maio fervo-
roso dos admiradores de Sua Alteza.
Quem me deu a nava da gra-oma, e della !a-
vantou o veo, foi o Sr. conaelbeiro'Paranboa, no ao
distincto cnsul em Liverpool.
Nem outro podia ser. O conselheiro Parant oa
o sabe-tudo a bordo do Gironde, e assim como
eate paquete tem js mastros, e as velas, e a ma-
chinare um commandante, ,.e o diario de bordo, e
a biiasola, e todo maia, tambem posau' um ndice.
O ndice do Gironde oSr. conaelhairo Pra-
nnos.
E' S. Exc. qaem informa de tndo a todoa. E'
S. Exc. quem noa diz :
V ? Aquello um tarverneiro aposentado,
que viven 18 anuos na roa do Riachuelo, e vai
agora comer o ganhado em S. Thirao... Eate
um italiano que venda joiae em Buenos-Ayrea e
vai caaar em I achia... Alli eat um gallinhtiro
que fez fortuna na praca do mercado do Ro e mi
agora viaitar a familia em Badajea... Aqmlle
outro caaado com aquella aenhora ; elle aofire do
eatomago, e ella... do ventre ao qae parece.
Vio procura, elle de aguas, e eila de nm D-
paul qualquer...
E assim por diante. Com a sua extrema ana-
blidade, a sua calma impertubavel,oa seua modos
lhanoa, o conselheiro approxima-ae de todos oa
cavalheiros e de todaa aa damas, com todoa diacre-
teia amistosamente, e a todcs prende e attrabe.
Ajunte ae-lha o mais fino eapirito, urna ponta
de irenia e de disfamado humor aatynca, eoiittido
com urna placidez e naturalidade extraordinarias
e ter se-ha a peaaoa que no Gironde conquisten o
lugar de ndice, alinanake guia.
Fci elle quem deecobriu a numerosa colonia de
bolivianos, que o paquete guarda a bordo E
tambeo foi elle quem descobrio o tic dos bolivia-
nos, de julgarem-se e dizeremse todos mutua-
mentepatriotas.
Qaem aquelle ? perguntou S. Exc. a im
passageiro.
= /T um bolivia), ei capitn* Paz ; muy in-
telligente e muy patriota!
Mais tarde, a outro :
Quem aquelle ?
= Es um boliviano ; muy illnslrado e s muy
patriota !
E aquelle outro ?
= Uno commerciamtc de Bolivia ; s muy pa-
triota.
Urna destaa notea aurgiu ao piano urna dama,
avolumada, dj exbuberante carnadur e oatentun
do na prte anterior do tronco um-. especie de
banqueta de altar mor.
O conaelheiro Paranhos perguntoa ao sea viai-
nbo maia prximo quem ei a a nuva concertiiita.
Ah a una boliviana...
Baata interrn-.pernos todoa, anciosospor :iio
p-.-rder a nosea vez de destorra. E's urna bolivia-
nae s muy patriota t
Effectivameote o era, aquella avantajada Cbe-
le que pareca -er aleitado toda a human'.dade.
E' com c conselheiro Paranhos que Sua Mages-
t-.de o Imperador conversa quas continame! te.
Durante todo o dia 11 o Imperador se entreleve
em fazer charadae t-m verso, algumas con:, oa
n ornea do8 Sra. Nioac e tresnada menos de t.-es!
com o nome do Sr. conselheiro Paranhos.
No da 12 Sua Mageatade seotio-se inspirado e
compoz o seguinte soneto :
Andar e maia andar a vida a bordo ;
Mal eatudo, apenaa en vou leodo,
E a noite, com a msica eutretendo,
Ueito-me ciee maia celo accordo.
Saudosissiino a patia me record
E, para coasolo, versos lhe fazeudo.
Descubro trras, t aquella vendo,
E para uio chorar os labios mordo.
O dia ha de voltar, eu bem o aei,
Que o mea Brazil reveja jubiloso
E ae outr'ora em servil-o t peose,
Muito mais forte e muito maia zeloae
P'ra maia aervil-o, anda votlarei,
E vel-o, como aempre, generoao.
A 13 o Gironde paaaou pelas ilbaa Canariaa,
costeando a Forteventara e a Lancerota, que tea
cerca de oitenta mlhaa de comprim-nto, e apre -
aentam um trate aspecto, inteiramente deaprovi-
daa de vegetacio e parecendo cooatituidaa ao am
terreno pedregoeo, estril. Sua Mageatade de-
seohou durante quasi todo o dia, copiando a fista
daquellaa daaa ilbaa do grupo das Canariaa ; e de
tal modo se diatrahio neaaa oceupa^ao, que p< r um
pouco perda a ana licio de snscrito, den ando
por longo tempo o Dr. Seybold na sna cmaro, es-
quecido e enfronhado na aobrecasaca que tocos os
diaa enverga a 2 horas da tarde afim de ir pra-
ticar linguaa mortaa com o imperador.
Tivemos festa a 14 da Julho. A ofBcialidade
de bordo offereceu champagne aoa paaaageiroa da
segunda mesa, sendo levantados varios biindea
dorante o jantar.
O primeirc foi do commandante repi blica
francesa; em aaguida o Sr. viacoade de Nioac,
em nome do Imperador, brindoura Franca ; o
mandante brindou ao Braail, aoa brasileiroa, ao
Imperador e proaperidade da toda a ana fami-
lia; reapcmdeu o Sr. de Nioac, aaudando a presi-
dente Grevy. Seguirau-se outros brindes, qne
foram todoa muito entbnsiaiticamente eorreapoa-
didos.
Para a noite foi organisado um concert, po
rm este a valer, com programma antecipado, de
que se dea urna copia ao Imperador, a qaem pa -
rece ter sido distriooido o papel de maestro re-
gente, poia regen convictamente
do programla, aervindo de batuta
Foi o seguate o programma :
Primeira parte
Parca da destn, piano, pelo Sr. D. Pablo OH-
todaa as pecas
o pncenes.
Noctutao, de Ravina, por Mlle. Isabel Feij.
Ada, por Mlle, Labather.
Je sui chatuittau, caocoueta cmica nar Mr.
Fiadbl. *^
Walzer, por Mlle. Marie Louiae de Saboia.
Souvenir dea Antllea, por Mr. Bagonsky.
Carmen, habanera cantada por Mme. Rosen-
wald.
La filie da rgimeot, piano, por MU. Roaom-
blath.
Une soiie" em mer, romaoce napolitano, caata-
do pelo Sr. Carroaelli.
Segunda parte
Roberto do Diabo, por P. Oliva.
II Guarany, piano, por Mme. Haaa.
Guilherme Teil, canto, por Mme Roaenwald.
Adieu, piano, por Mlle. J. Saboia.
Lucrecia Borgia, piano, por Mlle. Roaemblath.
Pas d'histores piano, pelo Sr. Bagenski.
Le primptemps, canto, pelo Sr. Carroselli.
Serenata hngara, cauto, por Mlle. Magalhies.
Foram todos muito applaudidos, cabendo as
hsnras da festa a Miles. Feij e J. Saboia e ao
Sr. Pradel. Mlle. Isabel Feij Mavigmer, so-
briaha e pupilla do Sr. Dr. Luiz da Caoba Feij,
j urna pianista distincta, cujo adiantamento
honra sobremaneira o seu professor, o- maestro
White.
O concert comecon pela Marselheza (por nma
aenhora boliviana), pelo bymne brasileiro ^pelo
Sr. visconde de Carapebs. especialista deate
bymno) e bymno argentino (pelo Sr. Bagensky),
sendo os tres bymnos ouvidos de p por Sua Ma-
geatade e todoa oa espectadores.
Depoia, retiradas algumaa mesas do sali, dan-
caram, at meia noite, qaadrilhas, polkas e ma-
zurkas, durante as quaes deram-ae incidentes bas-
tantes curiosos, devidos ao balanco do navio. (E'
intil diser que por vezes os pares iam cahir to-
dos para a n lado, n'ama grande confuso, e fi-
cando alguna eaa sitnacio bastante critica.)
Era 1 hora da tarde do dia 15 quando foram
chamar a toda presea o la parador, diseodo-lhe
que vesse para junto da amurada, afim de ver a
trra que comecava a se desenliar no honsonte.
Effectivamente surga ao longa o cabo de Espiche!,
or onde paasamoa as 3 horas, s ebegando a en -
frentar s 4 1/2 com a forteleza assestada entra-
da de Lisboa.
O Imperador do passadico do commandante, e
acempanbado do Principe e o Sr. Nioac, assiatia
enthusiasmado ao desenrolar desse bello panera
ma, que muita gente abi no Rio j conhece por
tel-o visto tambem se desenrolarna Espadellada,
e sobre panno pintado. Os passageiros, qae pela
primeira ves viam aquelle esplendido espectculo,
inauitestavam a sua admiracao e eontentamento,
assestando attentamente os seas binculos pura a
bellissimu e risonha cidade, que pouco a pouco ia-
se-lbes desdobrando s vistas.
O Gironde icara no mastro grande a bandeira
brazleira e embandeirra todo em arco : e, ao pas-
sar por junto de uma/ragata. parada a entrada do
Tejo, a marnhagem d'esta subi a vergas e fez
as continencias eo Imperador. Oavio-se ento o
primeiro tiro do forte de S. Jnliao, e em seguida
o das outras fortalezas e navios surtos no porto,
indo o Gironde lancar ferro pouco alm da torre
de Belm. Approiimaram-se logo varios esea-
leres e pequeos vapores, atracando em primeiro
lugar o da Alfandega e sade do porte e aquelle
em que vinha a legaco brasileira, o ministro Ba-
rio de Carvalho Borgea eoacn secretario Dr. Luis
Guimaries. Com elle vinham o Bario da Estrella
e aua Exma. aenhora, o Conde de Penha Longa e
outroa cavalheiroa, qne logo penetraran) no Giron-
de e foram comprimentar os imperiaes viajantes.
O Imperador, viaivelmente aa'itfeito, receoeu ato-
dos com a maior alegra. Ao Conde de Penha
Longa (ex-Vsconde da Gandarinha) disse :
Adeus Gandarinha.
Observaram-lhe qae elle j tinha aquelle^outro
titulo ; e o Imperador replicn :
Nio quero saber d'aso... para aura aem-
pre o Gsndarinba.]Depois que idea essa de au-
dar a chrismar se mais de urna vez ? Nao com-
prehendo isto !
V-se que Sua Mageatade eatava a gracejar, aim-
pleamente. Nem poaaivel crer que se varreaaem
da sua memoria o Bario da Bella-Vista, chrisma-
do por Viaconde da iguiar Toledo, o finado Bario
das Tres Barras, ebriamado para Viaconde de Ja-
guary, e outraaebriamas em que8. Mageatade ofB-
ciou como celebrante.
Maia tarde .pproximaram-se do Gironde aa ale-
gantea galeotas reaes, vindo em urna d'ellaa, que
riquiaaima e tocada por oitenta remadores capri-
chosamente uniformisadoa, o rei 0. Luiz, seua aju -
dantes de campouna guapoa rapagea, qae nada
fazem lembrar os acasos velhos camaristass
presidente do conselho de ministros e mais alguna
d'estea. O Imperador desceu logo e foi receber
no prtalo o seu augusto sobrinbo, qae, dizem os
jornaes da trra, atirou-se aos seus bracos e, bei-
jando-o com effusio, apenas pode exclamarOh !
meu to'.
A. restante noticia da chegada do Imperador, e
sua estada em Lisboa, confio quelles jornaes que
as desenvolvern! em extensos noticiarios, compro-
bativos do adiantamento da repsrtagem lisbonen-
se. E para esses noticiarios convido o leitor,
apenas aqu referindo-me a um on outro epi
sodio.
No dia seguinte, j muito cedo, o Imperador
achava-se de passeio, p, pelas ras da cidade,
acompanhado.pelo Sr. Visconde de Nioac, e pouco
de; ca era visitado no hotel pelo Rei, que puzera
sua dispaaicio aa equipagena de sua casa. Ten-
do se despedido o Rei, sahiram ao meio dia o Im-
perador, a Imperatriz e o principe D. Pedro; e,
aeguidoa dos Srs. Nioac, Motta Maia, Carapebaa e
Viscondesaa de Carapebs, dirigiram se de carro
para o templo de S. Vicente de Fra. Ahi os re-
ceberam o arcebispo de Mytilene e alguna outroa
padrea, que aem demora os condaziram ao pan -
theon, onde se acham recalbidoa oa despojos dos
tullecidos da casa de Braganca. Apenas entrados,
Suas Mageafades dirigiram-se para e catafalco de
D. Pedro IV de Portugal, o I do Brasil, e ajoelha-
ram-ao no primeiro degrau, fazendo piedosa ora-
c. io, em que foram acompanhados pelos presen-
tes.
Em seguida o Imperador foi por suas proprias
mioa depositar grandes e riqusimas coroas si br-
os sarcopbagos de D. Pedro IV, I). Maria II, D.
Fernando, D. Pedro Vea Imperatriz Amelia.
Todaa aquellas coras, fetas em Lisboa, sao tra-
balhos,tirtistcoe,de subido gasto ;'porm a deposta
6obre o sarcopbago da princeza Amelia um ver-
dadeiro mimo, um trabalho delieadissimo. A co-
rda, de menores dimenaes do que aa outras, re-
pous-t sobre urna almofada, tambem de florea pri-
morosamente fetaa ; formando o conjuncto urna
obra de raro gosto e perfeicio.
O Imperador, aubindo aa eaoadaa junto ao sar-
eophago de D. Fernando, esteve a ver o cadver
embalsamado, accessivel vista, pelo tampo de
vidro do caixio. O cadver parece ettar bem con-
servado, e o rosto, apenas um pouco escuiecido,
guarda fielmente a expresis pbyaionontica; ape-
naa a farda, fitaa, calesa e paredes do caixio
acham-se cebertos de ama alta carnada bolo-
renta.
J Suas Mageatadea aahiam do Pantheon, quan-
do chegou o card- al patriarcha de Liaba, que all
oa tora comprimentar.
Regressando ao hotel, receben o imperador as
pessoas qae em grande numero o foram compri-
mentar e mais tarde sabio scompanhado dos Sra.
Carvalho Borges, Nioac e Motta Maia, e dirigi-
se para o palacio das cortes, afim de retribuir a
visita qae recebera de ambas aa casas do parla-
mento.
Os pares do reino, vendo-o assomar tribuna,
levantaram-ae todoa, e o presidente, revestido de
suas inaignas, interrompeu o orador, o par tem-
psrario, Peroira de Miranda, para saudar o Impe-
rador, dissndo :
Esta cmara fel.cita-se por ter a honra de
receber visita de Sua Mageatade o Imperador
do Brasil e tas voto pela aoa preciosa laude.*
Demorndo-ae poico, seguio Sua Mageatade
para a cmara dos depotados, onde foi igualmen-
te saudado pelo presidente, qne declarou qae a
cmara fatia votos pelo reatabelecimento da sau-
de do sea augusto visitante, e para que este co-
lheaae o desejado effeito da aoa viagem, afim de
continuar a reger com sabedoria ) brilho os des-
tinos do paiz amigo e irirao o Braiil.
Apoiadoa geraea cobriram aa palavraa do preai
dente proaeguindo o orador, deputado Avelar Ma-
chado, e diacurao que interrompera.
Ao sabir da cmara, o Imperadc r encontrou nos
corredores o deputado Antonio O indido, que o
primeiro orador portuguez para o pr igressistas e
nm dos dous prim-iros oradores portuguezes para
os regeneradores sendo o outro j Sr. Pinheiro
Cbagas.
Na vespera o padre Antonio Candido pronun-
ciara um discurso que foi oracio ce rara eioquen-
cia, segundo, afErmaram todos os jornaes, todos,
at os da poltica contraria do 8\ Antonio Can-
dido, e os qnaea elogiavam com calor a aua ora-
cio, ainda que nio lhe acceitaaani as ideas.
Refenndo se a isso, o Imper dor dirigi lhe
compriateatoB ; e aquella deputa*>, resaondendo-
Ihe, dtttvik* de fossensia, que proenro orrifisr
pedindacpasdo. O Imperador diaa-lhe, sis> s
Nio fasajmal, o mesmo; e at gostei, por ser
a primeira vez que sou assim tratado!
No hotel foi grando o numero i!o viaitantea du-
rante aadoia diaa da estada do Imperador em Lis-
boa, sendo incalculavel o numero de cartas, bilbe-
tes e officios que lhe foram dirigios e que, certa-
mente, nio foram lidos todos, a nio ser que algu-
mas pessoas da comitivs auxiliassem o destinata-
rio nesse pesado trabalbo
\companbou sempre o Imperad )r em seas pas-
seios e em suas visitas o ministro brasileiro, bario,
de Carvalho Borges ; ficando as ordena de Sua
Magestade o Dr. Luiz Guimaries, o nosso risonho
e estimavel poeta.
Este foi encarregado de procurar homens da let-
tras, que o Imperador desejav ver, e entre esses
o Sr. Bonanca, autor da Historii. da Luzitania,..
anda nio publicada, e qne Sua Mi.gestade conhece
por ter lilo um prspecto ahi no Brazil.
Apesar do ardente desejo man estado por Sua
Magestade, creio qne o Lua Guinares nio pode
servil-lhe o cobicado Bonanca, enrbora ojprocuras-
aepor todaa cidade.
Tivemos aqu em Lisboa urna grande massada
com a qnarentena para as bagagens.
Deratn livre pracica aos passag iros, porm, aa
malea foram carregadas para o Lazareto, {afim de
ahi aerem desinfectadas as roupas.
Oa passageirosfdo Girande, cenfisndo na som-
bra agradavel e protectora que sobre el les proje-
tava figura do seu imperial corepanheiro de via-
gem, ebegaram tranquillos e satisfeitos, sappondo
qae desta vez nao veriam com dtisgosto as suas
roupas limpas e servidas expoataa ao ar pelos em-
pregados do Lazareto.
Comprehende-se o diaaabcr por que passaram
quaudo ouberam que era contra as suaa pobrea
malas que se voltav* o cuidado, la aaude do por-
tomalas de onde minutoa antes tiraram as mea
maa roupas com que saltaram em trra e com que,
provavelmente, vieram infeccionar os ares lisbo-
nenses.
Alguna traziam pequeas malas demio, embru-
Ihos, etc. ; e, pois, chamo t attencio do Sr. conse-
lheiro Nuno da Andrade, que anda a fazer (guerra
aoa micr ,bina, para que S. Exc. fique aabendo de
ora avante onde os pode eneontrar para dar-Ibes
caca : no fundo dos babas... de [madeira e lona.
Madrid, 19 de Julho.
Tendc alugado um trem expresao, no qual foi
posto o wagen-aalo do rei de Portugal, aeguiram
Suaa Magestades s 8 1/2 para Madrid, acomp.i-
nhando-os at gara os res de l'ortugal e prin-
cipe O. Alfonso, sendo levantados vivas, enihu-
siasticamento correspondidos pel grande multi-
dio que alli se agglomerava.
O bario de Carvalho Borges a<;ompanhou Suas
Magestades ate estacio do entroucamento, de
onde regreason s 10 1|2 horaa da noite.
Suas Magestades chegaram a VI idrii 1 hora
da tarde, tendo parado smente na estacio de Ta-
la vera, para almocarem.
Em urna estacio prxima a Mudrid esperava-os
o nosso addido da legaco, Sr. Saldanha da Gama,
e na gare central doa caminhos de ferro o minis-
tro dos estrangeiros de Hespanhs.
_ O hotel de Roma, na calle Caballeros de la Gra-
cia, foi o escolhido por Suas Magestades, que alli
encontraram excellentes accommodacoes.
O Imperador e o principa D. Pedro, apos des-
cacco de urna hora, sahiram a paceeio, indo viaitar
a expoeico philippina, onde ha eurioasa artefac-
tos das Philippinas e onde forso recebidoa pelo
mioiatro daa colonia-, que esteve a pr- star-Ibes
minuciosas informacoss acerca d )s objeetos expos-
tos.
Em seguida percorreram de oarro algumas raaa
dessa beilissima cidada, dcmoraulo-ae na formosa
Puerta del Sol,* no Buea Re.iro* e em outros
logares.
Hoja vio visitar o mureu de pintaras, am qaa-
dro rico de am artista de grande ame, mas cajo
grande nome nio me occorre no noraeato, e a ex-
poiico de bellas artes.
Suas Magestades pretenden seguir em trem es-
pecial, s ti /2, para Pars, |omle se demorario
tres on quatro das, o tempo prezso para serem
ouvidos Charcot, Boucbard e Bi-owa-Sequard, a
quem o Sr. viseande de Motta-M lia vai consultar,
sata ultimo nio s por seu elevado posto na scien-
cia, poria tambem por ser muito amigo do Im-
perador.
E depois, seguirn para Carlabade, ende o en-
fermo fsr a estacio de aguas, di duracao que for
indicada por aquelle mdicos ; aps o que, irio
fazer longa digressio pela Europa e pela Asia, sa-
tisfasendo assim o Imperador a d :sejo, qae tem, de
ver a China e o Japao.
HtviSTA DIARIA
tulorlilnde* pollolaesjPor portara da
preaidencia da provincia de 17 < proposta do Dr.
chefe de polica de 13 do correte foram Hornea-
dos :
Subdelegado da freguezia de Santo Antonio
desta capital o alteres Luiz Jos Antunes e subde-
legado do 1* districto de Aiogscoso tenente Mi-
guel Nunes de Freitas.
Thenonro Protinelal -A base que ser-
vir na arremutacio da illumioieao de Iguarassn'
de 199 rise nio 99, como por engao foi publi
do no respectivo edital.
Beparlico Ion Crrelos)Por porta-
ra da presidencia de 12 do crtente, foi nomeado
o cidadio Lucindo Benicio Rodr gnes'"k:elho para
o lugar de agente do correio da villa de Petrolina,
sendo exonerado o actual, Joa Ceito da Silva
Vapor OrennsjueSabio hontem da Babia
aa 3 horaa da tarde, e deve che jar ao nosso porto
no dia 19.
Paquete nacionalII ntem chegou em
nesso porto, procedente do sul, ) paquete brazilei-
ro Para, que hoje a tarde continuar a aua via-
gem para oa p-irto.i do norte.
Oa jornaes de que foi portadi r nada adiantam
aos queja recebemos pelos vapores ltimamente
chegados.
O Dr. Barbosa LlanaSegu hoja para a
provincia do Cear, onde excrce dignamente o
cargo de juiz de direito da capital dessa provincia
o Dr. Joaquim Bai b sa Lima, c ue no paquete na-
cional regresas da corte, para un le tinha ido em
viagem de recreio.
Desojamos lhe feliz visgem < agradecemos-lhe
a visita qae dignou-se de fazer- ios.
PronunciaPor deapsehodo Dr. jais de di-
reito do 2 districto criminal foram pronunciados,
como incurso nss penas do art. 257 do cdigo cri-
minal o hachare! Artbur de Baros Falcio de La-
cerda, e como incurso naa pe.as do artigo 129
4' do mesmo cdigo o inspector da Tbesouraria de
Fszenda, Ant nio Caetano da Silva Kelly.
A* FarpaPara a Li'-raria ','orazzi doa
Srs. Stares Quintas & C, ao Jargo de Saldanha
Msrinho, vieram u? fascculos es. 7 a 10, que com-
pletan! ovoluae Io das Farpc, do Sr. Ramaiho
Ortigio.
A Cossspanbla Ferro CarrilRemet-
teram-noa o seguate :
a Ao honrado Sr. gerente da Companhia Ferro
Carril, pedimos que se digne fazer alguma modi-
ficacio no transporte de crianens que freqaentam
as escolas de instruccao prima-ia, facilitando-lhes
assim noa bouds das diversas inhas a ida ao Re-
cite para dito fin.
A Estrada de Ferro de Olinia j concede esae
transporte gratuitamente, e aeiia para deaejar que
a Ferro Carril prestaase igualmente tio relevante
servico, a bem da iuatrucco poblica.
Nio aeria penoso companhia fazer ama reduc-
is, fizando em 100 ria o jireco das passsgens
para aa crianzas que procurassaem os bonds as
horas de escola, isto at 9 hiras da manhi para
ida, e das 2 s 3 da tarde para a volta.
Esperamos poia ser attendidos pelo Sr. gerente
da companhia, e confimos que deliberar conve-
nientemente. *
Hevlaia lllualradaRecebemos o n. 461
desta excellente revista publicada na Corte pelo
Sr. Angelo Agostini.
Beunioan nociaesHa hoje ss seguin-
tea
Da Irmandade do Divino Espirito do Recife
para em aeaaao do conselho fiscal, s 6 horaa da
tarde, dar cumplimento ao -disposto nos arta. 83 e
84 do resoectvo compromiaao.
Do Iaaiituto Archeologico e Geographico Per-
nambucano, hora e lugar do coatume.
Doa eatudantes do 5 anno, ao meio dia, no edi-
ficio da Faculdade.
Amanbi:
Doa accionistas da Companhia do Beberibe, em
assembla geral extraordinaria, ao maio dia, no
1* andar do predio n. 71, ra do Imperador,
para proceder-se eleicio da directora p.ra o
novo biennio social na forma dos estatutos.
Do Club Cummercial Euterpe, em sessao da as-
sembla geral, s 7 horas ia noite, na sede social,
para leitura de relatorio e eleicio de novos func -
cionarios.
Domingo :
Do Instituto Literario Oliodense, s 11 horas
da manhi, em sessio de assembla geral, para
prestacao de contas.
Villa de licuaraNM..Eacrevem-noa dea-
ta localidade em 16 do correte mez :
Deva lembrar-se da qne em minha ultima mia-
aiva annunciei lhe qae os Ilustres membroa da Ca-
maia Municipal pretendan) rounr-ae para trata-
rem de negocio urgente e grave.
Alludi rebelda de am fanecionario d'aquella
corporacia, tendo, porm, a cautella de nao entrar
em pormenores e coafessando a minha iraqueza na
sciencia da presciencia.
O temporal deafez se e as cousas voltaram aos
seua eixoa !
O reo foi salvo pelo apparecimonto em juiz* de
ama testemunha, cima de toda excepcio.
Independente a altiva, como sabero ser os ingle-
es, fallou em term-.s tio claros e enrgicos, que
fes recuar a enorme vaga, ante a qsal seria com
eerteza submergido o frgil barco de papel da
creatura que ousoa, etn momentos de irreflexo, re-
bel lar se contra o seu creador.
Cousas de crianca....
Est convocada a terceira sessio do jury do
correte anno para o dia 12 do mez vindouro.
Creio que ella nio ser abundante de julgamen-
tOJ
Retirou-se boje para essa cidade, onde reaide,
deixaudo por urna ves o ejercicio do cargo de pro-
motor publico interino d'esta comarca, o Dr. Ma-
noel Joaquim Machado Janior.
Negocios de interesse particular i&varam S. S.
deixar, antes de tempo o referido cargo; sen-
do inegavel qae o sea modo de proceder dorante
o curto espaco da*tempo que esteve entre nos foi
muito regular.
Foi substituido polo Or. Francisco de Carvalho
Goncaives da Rocha, moco morigerado e de bous
costumea.
F.illa-se com visos de verdade que a festa dos
padroeiros, os Santos Cosme e Damiio ser feta
em Novembro prximo vindourc.
Est ella cargo do thesoureiro eapiti) Luiz
Ferreira Bandeira de Mello, cujo passado em casos
idnticos uflerece urna garanta do uturo.
E' verdade que o dinheiroelemento principal
anda muito vasqueiro e, infelizmente, os mila-
grea j rae sendo muito raros.
A ordem publica tem soffrdo algumas altera-
cues, principalmente em Maricota pivoado queja
merece a honra de figurar noa faatoa da biatuna
pelo bom aeylo que fornece aos malfeitores.
Manietadoa, como se acham os pulaoa das nossas
autoridades policiaes aute o negro phantaama do
proceaso de respoesabilidade, eorn-m as couaaa de
modo a que pode se sem exa^eravio diz-;r como o
Pereira: Libertas, decua et anima nostra in
dubio sunt. *
E nio vem fra de proposito diser-lhe que,
fiusa do monstro de que venho de fallar, vio ap-
pareoendo as especulacoes, as quaes. em abono
da verdade o digo, nio entra gente sena.
E o que de cauaar indignacio que em taea
negociadas urna das partea arreja-ae a destobrir a
cor6a, jogando sem autoriaacao com a reputado
da mulher de Cesar !!
Temos tido abundancia de cereaes. O feijio, a
farinha e o milho estio por preco muito baixo.
A feira de Itapissuma vai sendo o refrigerio dos
habitantes d'esta comarca.
Todos alli concorrem, p e cavallo, em busca
da provisio da semana.
Adeus.
loria de oteaEserevem -noa :
Inatallou.se nesta cidade na dia 8 do corrente
a 3* sessio ordinaria do jury, e nio bavendo nu-
mero legal para funecionar o tribunal, procedeu-se
ao sorteio.
No dia 9 foram aubmettidoa a julgamento Jos
Joaquim de Sant'Anns aecuaado pelo crime pre-
visto no art. 201 do Cid Crim. combinado cem s
art. 223 do mesmo cdigo. Teve por defensor o
professor Lourenco Goncaives Aleixo, o foi absol-
vido ; Manoel Raymundo incurao uo art. 201 do
Cod. Crim. Teve por advoga,do o tenenteIzidoro
Lourenco Bezerra, e foi absolvido.
No dia 10 : Lourenco Alves de Oliveira, ac-
ensado como incurao no art. 201 do Cod. Crim.
Iacumbio-se da defesa o tenente Izidoro Lourenco
Beserra, e foi condemnado a 30 dias de prisio e
multa correspondente a metade du tempo. Fran-
cisco Joio doa Sautoa, aecuaado pelo crime previsto
no art. 193 combinado com o art. 34 do Cod.
Crim. Teve por defensor o tenente Isidoro Lou-
renco Bezerra, e o jury negando a tentativa, con-
demnou-e no art. 291 a sofirer a pena de um anno
de prisio, e multa correspondente a metade do
tempo.
Dia 11 : Victorino Fidelis do Nascimento, ac-
cusado como incurso no art. 193 do Cod. Crim.
Teve por advogado o professor particular Jos
Raymundo Ferreira de Morios, e toi absolvido,
sppellando o Dr. promotor publico. *
Conselho IilMerario"Funccionou hon-
tem sob a presidencia do Sr. Dr. inspector geral.
Foram lidos oa seguintes pareceres :
Da 1* seceso, relator o Dr. Ayres Gama, sobre
o manuscripto intitulado Mimo Escelar, pelo Sr.
Geoesio Libanio de Albuquerque Monteiro, con-
cluindo que nio est no caso de ser approvado.
Approvado.
Da 2 secgio, relator o professor Miranda, so-
bre o pedido de reconducio feito pela profeaaora
contractada Maria Digna Nunea Vianaa, coucluin-
dc por solicitar esclarecimentos.Approvado.
Da 3' seccao, relator o Dr. Jos Diniz Barrete,
sobre a jubilacao da professora Isabel Francisca
Monteiro de Quintal Barrea, conclaindo que est
no caso da aer attendida.Approvado.
Da mcsuia seccao e relator, sobre a jubilacio da
profeaaora da eacola ptatica annexa Escola Nor-
mal, Sofa Guilhermina de Mello, concluiudo que
eata no caso de ser attendida.Approvado.
Da menina seccao, relator o Dr. Regaeira Costa,
sobre a jubilacio requerida pelo professor Joo
Fernandea Vianna, concluindo que est no caso
de ser attendido.Approvado.
Da mesma seccao e relator, sobre a jubilacio
requerida pela professora Francelina Forjas de
Lacerda, concluindo que eat no caao de ser atten
dida.Approvado.
Da mesma seccao, relator o Dr. Antonio Jus-
tino, sobre a jubilacio requerida pelo professor da
2' cadeira da Eacola Normal, Migqel Archanje
Minelo, concluindo que est no caso de ser atten-
dido.Approvado,
RnulasDe um anonymo recebemos hontem
5000 para distribuir cem pobres.
Demos hontem meomo o seguinte destino re-
ferida quantia :
D. Laura, viuva do typographo Vctor,
ra do Mangue m. 26 1G00
D. Mana Candida Wanderley Autran,
ra do Marques do Herval n. 137 14000
D. Joanna Francisca Pires, ra de Pe-
dro Affonao n. 76 JIOOC
D Hermelnda Sette, ra do Visconde
de Albuquerque n. 64 1000
D. Joaephiua Mara Francisca do Espi-
rito Santo, estrada do Combe 14000
lluclnaeoea belllcaa no parla-
mento braailelro.Cum este titulo diz a
Nation (folba portenha) de 30 do passado o se-
guinte :
No parlamento brasileiro continasm a ser
pronunciados discursos assustadores acerca de um
provavel casas belli eom a Repblica Argentina.
A verdade que, quando este pas s se pre-
oceupa com o sea desenvolvimiento econmico,
abrigando sentimentoa tio pacficos a conserva-
dores que chegaram a impor-se at na ordem da
poltica interna, nio sem prejuizo para as insti-
taicoes, estes alarmas de nossos visinhos revelan),
ou nio terem noci exacta da asoiracio nacional
dominante entre nos, ou que obedecem a essa des-
confianca da diplomacia antiga inspirada no clas-
sico aforismo diplomtico de : si vis pacen.....
preceito que tem alguma cousa de homeopathico,
quando pretende conjurar a guerra com a ameaca
o as causas que a produzem.
Nie se conceba de outro modo a insistencia
com que os legisladores braaileiros sgonram urna
collisio provocada pelos sentimentos hostis 'da
Repblica Argentina.
As folbas chegadas hontem registrara na
seccao parlamentar de 22 do corante os seguin-
tes discursos pronunciados a proposito da diacas-
sao do orcamento da guerra e da marinha.
Em seguida tranacreve o diario portenho tre-
chos do discursos doa Srs. Rodrigues Jnior
Canto, e accreacenta : Depoia destaa francas
e gratuitas previsSes, forcoso att-ibul-as a urna
ttlluciuacio bellica.
basareto internacional no al.
Reterindo-se ao projectado lazareto internacional,
diz El Siglo, de Montevideo :
Tambem nos surpreodeu, como Razn, a
noticia dada por folhas argentinas, de se ter ajus-
tado entre o governo oriental e o ministro argen-
tino em Montevideo o estabelecimcnto de um la-
zareto internacional na ilha de Gorriti, perto de
baldonado; nio somos, porm, tio oppoatos
realiaHcAo deste projecto, corno o nosso estimado
collega, que diz que o conaiderana como urna im-
prudencia, at que o governo orienta! tivesae
a-jeitado ad referendum a idea de eatabelecer um
lazareto internacional, sem mais nada.
Depois de algumas consideraces para mostrar
aa vantagena do ayatema projectado, pondera El
Siglo :
Est claro que, para que o lazareto ae estabe-
leca, ha de preceder am convenio aanitario entre
os governos oriental e argentino ; porque nao se
concebe que posaa haver communidade entre oa
quarentenaiios, sem que seja um o criterio com
que os governos julguem as precauces sanitarias
que convenha adoptar.
M*s, se julgamos que ao estabelecimeoto do
lazareto internacional deva preceder a celebracao
de um convenio entre a Repblica Oriental e a
Argentina, nio opinamos que baja conveniencia
em convidar ao Brasil para tomar parte na nego-
ciacio.
Sera 'muito boa a partic ipacio do governo
imperial, se bouvease esperanca de quo estejeonviee-
se emqae nunca tornara a fechar os seas portes s
procedencias do Rio da Prata, a pretexto de precau-
ces sanitarias, mas sendo o objecto do convenio
o cstabelecimento de um lazareto commum, ere-
mos nio ser pratico o intento de que esse lazareto
sirva ao mesmo tempo para estas repblicas e
para o Brasil. Bastara para se convencer disto,
ter em conta a situacio geographica do Imoerio e
a destaa repblicas ; accrescendo anda a "impos-
aibilidade do trplice couvenio pelo facto de que o
Brasil padece todos oa snnos do nma enfermidade
epidmica, de que felizmente estio livres as re-
pblicas do Prata.
Quem exercer jursdiccio no lazareto inter-
nacional? pergunta a Ratn.
m Respondemos : Dovo exercel-a a naci que
dona e soberana do territorio em que se estabe-
lecer o lazareto internacional : o que quer dizer
a repblica do Uruguay, ae o lazereto for esta-
blecido na ilha de Gorriti.
uppreasao de vara* mnnlcipaes.
Pelo Ministerio da Justica foram transmittidas
ao 1 secretario da Cmara dos Srs. Deputados,
ua trrra d* requiaieo de 5 do mes findo, copias
das informacoes prestadas pelos presidentes das
provincias do Amaz?nas, Pianby, Cear, Rio-
Grande do Norte, Pernumbuco, EapntD-Santo, S.
Pauo, Snta Cathariua, Paran, Rio-Grandj do
Sul, ilinaa Geraea e Goy..z, sobre a creaco oa
sup iressao de varas municipaes nos teimos das
mcamas provincias, deixando de remetter-ae aa de
outros presidentes por ainda nao baverem sido
ministradas.
\>va nota*).Breve serio emittidas notas
de 2'J0J da 7 estampa, com oo seguintes ca-
ractersticos :
A estampa mpressa sobre papel de linho com
tinta preta sobre um chao de mosaico cor de la-
riDJa e cor de cinza. A esquerda est oceupada
pela effigie de Sua Magetade o Imperador, enci-
mada pela palavra Imperio, e na moldura infe-
rior do quadro a numeraeo em tinta escarate.
O centro est impreaso com os dzeres da nota,
destacndose na parte superior urna vinheta
com o algarsmo 2, e na inferior urna barra cor
de cinz* da qual releva a palavradousem
tinta cor de havana. A' direita estio as armas
imperiaes e sobre estas a numeracao em tinta es-
carate, notando-se ab-ixo dellaa urna vinheta
com a palavra -^douaintercalando o competente
algarsmo. No verso o quadro impreaao com
tinta cor de tijolo, achando-se esquerda urna
roseta com globo armillar, no centro urna vinheta
com as palavraaI nperio do Brasile direita
urna figura triangular com o algariamo 2.
VarilaDo Paiz da corte, extrahimos o se-
guinte :
Apparecea a varila na Barra do Pirahy, e
desde logo eapalhou-se pela povoaco fazendo vic-
timas. Entre estas contase a estimada filha do
ageute da estacio.
Nio ha lympha vacciniea, e pedem-nos que a
reclamemos do Sr. presidente da provincia do Rio
de Janeiro.
O Sr. Dr. Rocha Leio nio ae descuidar i, cer-
tamente, de providenciar com a urgencia que o
caso requer. *
A eonvite do Sr. Bario de Ibituruna, inspector
geral de hygiene, comoareceu hontem sua pr-
senos o Sr. Firmo Lopes, o manipulador do espe-
cifico contra a vari.la, e que ha dias nos referi-
mos.
Tendo ouvido o Sr. Firmo a respeiti da sua
descoberta, o Sr. Bario de Ibituruna, por carta
escripta aos Srs. Jrs. Joio de Castro e Nogueira
da Gama, autorsou o emprego do medicamento
em questio no hospital de variolosos do Retiro
Sau i oso.
Hontem mesmo o Sr. Firmo dirigise quelles
mdicos, afim de comecar os seus trabalhos, de
cujo xito depende um grande beneficio huma-
nidada, tio victimada pela repugnante eferoji-
dade.
A respeito do tratameuto da terrivel enfermi-
dade, publioou um Ilustre medico de Portugal in-
tereaaante carta, da qual reproducimos a ultima
parte, pedindo para cila a attencao dos profissio-
naes.
... As bexigas aqu tiveram urna vida ephe-
mera, justamente porque, em vez de naturalistas,
ella encontraram mdicos,justamente perqu
em vez de Ibes facilitar a sahida, na bavemos
feito isto simplesmente : nio as deixar sahir!
O caso bem simples. As bexigas tem por
origem um organismo vivo, microscpiconm mi-
crobioque pollula nos milhoes no Corpo humano.
O veneno para elle o sulphuroto de calcio.
Esta pollulacio origina a febre: o veneno
para esta a aconitiua e e bydro-ferrc-cyanato de
quinno.
Um grauulo de cada um, tao cedo quanto pos-
sivel, ele quarto em quarto do hora ao principio
at intolerancia do estomago; em seguida de-
pois de um breve descanco, de meia em meia hora
tenazmente, insistentemente, de dia e ie noite at'
a queda da febre e at o aburtamento ou desecca-
inento da erupcio,tres, quutro ou cinco das, em
vez de tres, quatro ou cinco semanas .'
o Prova rea!Todos aa casosquinzetrata-
doa por mim neata villa foram aborta jos. Na epi-
demia, que peaetrou e se esteadea em S. Marti-
uho, quasi todos os casos foram abortados, alguna
dominados na sua intensidade 6 nem um leven a
aua preza ao tmulo.
A qualquer doa Srs. facultativos desta corte
ou de fra, que aceite a indicacio supra e colha
de sua applicaco bom resultado, pedimos a bon
dade do urna communicacio, que tomaremos ira-
mediatamente publica.
Oxal possam contribuir estas lionas
alivio e para a cura de muitoa enfermos.
para
Mu
deonataradaSob esta epigraphe
l-ae na Gazeta de Piracicaba de 4 do correte.
Estando hontem a lavar roupa margem do
Piracieaba, no Salto, proiimo a caixa d'agua a
preta liberta de nome Ephigenia, acompauhada ci
urna filhinba, crianca de una dou8 annos apenas,
de repente, tomando nos bracos a pobre innocente
arromessou-a correntesa do rio e pegando d
urna pedra em attitu.de de atirar sobre a filhinha
que j rodava agua abaxo, foi obstada por uns
pescadores que presenciaran) o violento attentado.
Atirando-se ao rio um destes, salvou a menor
asirn condemnada pela propria m, urna desna-
turada creatura!
Ephigenia foi cenduzida "prsenca do Sr.
delegado de polica, a qaem disse soffrer de uns
accessos que fazem perder completamente a riso,
o que confirmaran) pessoas que a conhecem. Dissa
ignorar qae hoivesse tentado conlra a vida de sua
fllha, a qual entregou nesse acto respectiva ma-
driuha, que declarou incnmbir-se de cral-a.
Dissersm-nos que Ephigenia costuma alcooli-
aar-se, o que acbamos mais provavel vista de
suas feicodi.
8eja como fr, o facto qne deve ella res-
ponder pelo crime commettido, um doa de maior
gravdade, cumprindo notar que, peigontada sobre
a razio qae a levou a pratical-o, em vez de rea.
*

i
i
f


^r
Diarici de P^naubaeoQuiata-feira 18 de Agosto de 1887
3
poader p.-reuma dise que sa tivesse arremes-
sado a filia du lado opposto do tu, ninguein a
pertubana
Pa*amealo.-Fall.sceu na Eacada, no do-
raiago 13, de uio dilatac lo da aorta, o pharma-
ceuti: alli estacelecido. Francisco Napolea da
Silva Libo, natuial da Bahia.
Era iDi-uioro da Cmara Municipal e adbeso s
ideas conservadoras.
Ao sea euterrainento compareceram muitos aini
gos, tocaujj o funeral a banda da Philormonica
Seis de Abril, da qual tiuba o fluido lido um dos
installadort-i.
A' beir* do tuinulo orou o Dr. Aquilino Porto,
que depositou, em nome do amigos do indi toso
moco, sobre o ineamo tuuiulj, urna capelia da Ma
e cootas.
HeraraoiEn eei8ao de 3 do corrate, sob Jo arbusto lvre da praga.
a presidencia do Sr. ministro d> faaenda, o tribu-j^ Julgo poder concluir que o
1 do thesouro defeno-os:
ParacszA Imwbial Reoente.Joaquim Delfino
Ribeiro da Lm.
Praga la* forailgaO Sr. Dar. lingos
Ferreira Mondes, fasendeiro no municipio di Leo-
poldina, da provincia de Minas-Genes, dirigi ao
Leopoldinense a eommauicac-1 > segrate :
Sr. Redactor.Tendo lido, ha das, no Jor-
nal do Commercio noticia da eficacia do sal para
eitiuccSo de forangas, resolv applical-o, como ex
petMneia. a um formigueiro existente na minba
borta. Depoato o sal dentro e roda dos ba-acos
e d- errida urna noite, observei na manh seiruin-
te que as forangas se baviam retirado. 1 endo
tambem circulado com sal do arbusto pro timo,
cujas fjihas estavam seudo decotadas po- farrai-
gas, cossaraa. ellas iuimeJiataiu-ute o tralalho,
nao oasaodo passar por cima do sal, e assim ficou
na. -
De Salzur it C, da decto da Thesouraria de
Peraaiobuco, confirmatoria da multa de direitus
em dobro imposta pela Atfandega da inesma pro-
vincia, pelas differencas de qualidade encontradas
em diversas addicoes de mercaduras coudas tu
4 caixas, c que foram propostas a despacho em Sc-
tembro do anuo hn-io; e cuj importancia exe.-dc -u
de O/OOJ por se terem reunidos differentes par-
celias; d.. vendo, porm, ficar sujeitos multa ao
1 a 5 /. 5
De W. Halliday & C. e de Braga & S contra a
cla88fic:ic,ao de envernizados, dada na sobredita
Alfandega de Peruambuco u urna parte dos couros
que prupuieram a despacho como tintos.
Indeferio os s-guiuts :
De Gmalves Innao 4 C-, contra a decisao da
Alfandega de Pernambuco qae sujeitou taxa de
l/oOO por kilogramo), como setioeta de algodo
lisa, a mercadura aubmettida a despacho como
metim de algodo tinto lustroso ;
De C 11. Anderson, capito Jo lugar norue
gaeose Salcha, da decisao da inspectora da so-
bndita Aifundega de Perotrabuco que susteotou
apprebeuso de diversos objectos que se en.-on
tratara oceultoa em acto de busca, e nao foram
manifest
Nao t inou conhecimento do de Adamson Howie
4 C, Antonio Cornil de Vasconcellos e Ferreira,
Barbosa & C, interpostos de deeitis da Alfan-
dega de Peruambuco sobre qualifieaeiis de mer
eaaoiiaa, por estarem dentro aa respectiva aleada.
O paquete Rio ApaAlm das minucio-
sas noticias que sobre naufragios diversos demos
hontem na parte relativa provincia d9 S. Pedro
do Rio-Gr.-iud do Sul, encontramos as seguintes
no Jornal do Commercio da corte sobre o paquete
Rio Apa:
O vice-presidente da provincia do Rio-Gran-
de do bul dirigi no da 2 o seguinte telegrainma ao
Sr. B.iro de Cotegipe, presidite do conselho :
Respondo -.o tvlegrainma de V. Exc. de bofo.
No da 14 recebi a primeira noticia sobre o Rio
Apa p r telegrainma do eaptelc do porto commu-
nicacdo ter este paquete estado na barra ua tar I
de 11, tazeudo-ce depois ornar e nao bavendoat
aquella data noticias do mesmo.
Iinmediatamente Ihe respond que, de accordo
com o cominvudante da barra, iizesse seguir o re-
bocador ,';/ia Duarte a percorrer a costa, o que t
poje eli-etusr-se uo dia 15, por ter estado at en-
to npratieevel barra, senlo o serve feito
pelo Lima Ditarle na costa do norte, e pelo S.
Leopoldo na do su!, nads encontrando. Anda no
dia 17 saino o Lima Duarte e nada descobrio por
causa da grande cirafio, que continuou nos das
17 e 1. Logo que comeciram a appareeer des-
trozos do navio, que suppunba sei do Apa, o in-
spector da Alfandega do Rio-Grande despacbou o
guard i-mr Perry, com toda a forca disponivel,
que se tt-ui conservado pt rcorrendo a costa com
orde-n de requisitar forca da guarni^o.
Mandei por forca policial estacionada as Tor-
res e percorrer tambem a costa, o que igualmente
mandou-se em Mostarda, onde as autoridades es-
tilo pr io. deudo a inqutrito sobre roubos havidos
los salvados. A pedido do agente da compunhia
nacional no Kio-Graude, mandei por sua dispo-
icao as pracas que precisasse e com ellas anda
correudo a costa, arrecadando o que tem viudo
praia. A costa immensa ; cadveres e destro-
zos ten apparecido em urna exteusao de 30 leguas
de norte a sul, o que torna impossivel perfeita vi-
gilancia e fiscaiisaco. J se fez inquento por
que motivo nao entrou Apa no dia 11, sendo in-
queridos ortico-mor e mais empreg^dos que nes-
se dia estavam a bordo da lancha, a fi.'ou prova-
do que 1 hora e 50 minutos appareceu o Apa na
barra, sahindo s 2 o 8 Leopoldo, para dar eutrada
ao mesmo, o que nao conseguio, embora avancasse
quanto possivel, por estar a barra bravissima e
nao poder avistar o Apa pela espessa eerrac,o,
que tambem bstou a sabida do paquete Rio-Gran-
de, que, desde s 11, se achava na barra. Nao
mandei mais vapores procurar o Apa, porque o Ja-
guarao, nico de que poda laucar mo, nao tem
condicoes nuticas para sahir ao mar, segundo in-
fermou o capiro do porto, como tambem nao as
tem o Lima Duarte, que, com o mar um pouco
agitado, embarca ondas que o assoberbaic, accres-
cendo que este rebocador da barra e nao pode
por ss auseniar-se della por multo temp. De-
vo por esta occasiao ponderar que a vompanbia
nacional tinha, segundo nos intormam, 0 paquete
Rio-Paran no porto do Rio-Grande. Em repeti-
dos telegrammas teuho dado conhecimeato ao
Exm. ministro da marinha de quanto deixo expen
dido. Concluo declarando que quanto teuho feito
ha sido por acto proprio, sem que tenba at agora
recebido represeotaco alguma das autoridades
locaes, cmara municipal, praea do commercio, ou
quaesquer outros intereasados.
O Sr. presidente do coiiselho recebeu no dia 7
do vice-presidente do Rio-Gr-nde do Sul o se-
grale telegramma :
em que tivesse sido inquerido o pessoal
da prartcagera da barra par* bera conheotr-se as
causas que obstaram a entrada do Rio Apa no
dia 11 de Julbo, depois que recebi o telegramma
de V. Exc, ordenei ao capitao do porto Goncalvea
Duarte que abrase rigoroso inquerito a respeito,
o que fez logo, verificndose ter o Apa sossobra
do no temporal da noite de 11 e nao ter entrado
na barra por circumstaocia de terca maior, nao
haveodo culpa da parte da praticagem. R uiette-
rei o inquento pelo paquete Paran. Villa
Noca. *
E ao Sr. ministro da marinha o seguate tele-
gramma :
Receoi hoje o seguate telegramma do capi-
tao do porto: Tem dado praia, na altara Ca-
pao do Meio, cadveres, sendo um de mulher.
Coasta ter apparecido na praia de Mostardaa urna
jangada com indici;s de ter transportado nufra-
gos.
Consta de comxunicacao official terem desear
bireadj do paquete Rio Apa uo poito da capital
de Santa Catbarina os paasageros Jos Antonio
do Mello, brazileiro; Domingos Gath, italiano;
Jorge Antonio, Miguel Jordo, Antonio Murcio e
duaa ricas rabes.
Embarcarais d'alli no mesmo paquete D. Paulina
Amalia Feij Carneviva e tres filhoa, Gustavo Ni-
coliche, D. Francisca Aurora Flor de Liz Gauveia,
brazileirus, e Zedenho Jameiseb, cnsul da Aus
tria-bungria.
Sobre o apparecimento do cadver do consol
geral Vaaicreck, passageiro do paquete Rio Apa,
recebuu o consulado austraco da cirte do Sr. G.
F. Uop, vice cnsul no Rio- Grande, o seguate te-
legramma :
E' ialso, at agora nao foi corpo encontrado.
Em tempo j demos providencias para seu trans-
porte e sepultamento logo que apparecease.
Territorio de MinnuHen ') Sr. presi-
dente do coas-lho resebeu este telegramma :
' Palmas, 30 de Julbo.
Exm. Bario de Citegip?. Rio.Acabo de
recebar noticia da turma do Chopim. Pouco poie
adiantar por causa de continuadas chuvas e en-
dientes do no encaohoeirado. O trabalho feito
bom. Ante-hontem pirtio do ultimo ponto, onde
anda ha miradores. S podere ter noticia quan-
do cheguem colonia do Chopim. Reina o mais
perfeito aecroo ent-e o pessoal das duas com-
missoes e a saude tem sido excellente.Copa-
nema.
sal alugenla as
formigas, quando nao as mate. Podem os ho nens
que cstudam es meios pratiooa de debellar a maior
praga da a proveito.
Eailgraro belga para o Brasil.
No Momteur de rEmgration, revia'a quinz;nal
de Bruxellas, acharaos sensato, artigo, no qcal o
Sr. F. de Libooton julga opportuuo rectnicar
apreciacoes geraes, que na meama foiha ha iam
sido expostas quanto ao problema da emigrarlo,
accrescentando o Sr. Liboutou nforajacoes e da-
djs otis aos scus compatriotas que descj rem
transportar-ae para o Bracil.
Cmhecendo de visa o Brazil, onde teve coca
sao de verificar por si mesmo o estado dos si rvi-
cos di immigrhco, summarioa o Sr. Libouto.i os
auxilios concedidos entre nos ao immigrante, ma-
nifestando a convieco de quj o Imperio cfferece
era varias provincias todas as condicoes des ja-
veis para collocacao e bemestar dos iramigraites
b lgas. Para roborar o seu testemuuho trouscreve
o Sr. Liboutou trechos de cartas escriptas do
Sabido para o norte no vapor americano
Alliancas :
Caetano de Vine da Campos. <
Casa ale OetencoMoviraento dos pre-
sos da Casa de Detencio do Recite no da 16 de
Agosto de 1887 :
Exisam 383 ; entraram 8 ; sahiram 29 ; exis-
tem 362.
A saber :
Nacionaea 331 ; mulheres 13 ; eatraogeiros 12 ;
escravos sentenciados 4 ; idea proceseado 1 ;
dem de correccao 1Total 3">2.
Arracoados 344, sendo :
Boas 315 ; doeutes 29.Total 341.
Movimento da enfermara :
Teve baixa :
Maooel Francisco do Naacimento.
Teve alta :
Jos de Lima Gomes dos dantos.
Lotera di%era*A 3asa Fela, de A.
A. dos Sautja Porto, na praca da Independencia
na. 37 e 39, tem a venda os bilbetes das seguintes
loteras :
Provincia: A 9 lotera, pelo novo plano,
cojj premio grande 18:000^000, se extrahir
unprjt rivelmente hoje 18 do corrate, s 2
h iras da tarde em b -netieio da Santa Casa de
Misericordia do Rrcife.
Espirito-Santo : premio grande 50:000JOO
se extrahir amanh 19 do correte impretenvel-
mente.
Santa-Catbarinu: A 1* parte da 2 lotera,
eujo premio grande de 50;00 aera extrahida
bievemente.
Parahyba: premio graode 20:00000J se
extrahir no dia 20 do corrate, a 3 horas da
tarde.
Cear : premio grande 250:000*000 se ex-
trahir quando for unuuncida.
Alagas: A 2. parte da 19.' lotera, pelo
u-.vo plano, cujo premio grande de 4'J:000000,
annoa,
Delmira Carneiro Aquino, Cear, 28
viuva, S. Jos ; tubrculos pulmonares.
Alexandrina Silva Pinto, Pernambuco, 24 anuos'
casada, 8. Jos ; septicemia.
Francisca Marn da Conceiciio, Pernambuco, 50
annos, viuva, S. Jos ; congestao cerebral.
Mara, Pernambuco, 7 meses, Boa-Vista ; con-
valides.
Francisco Antonio do Eapr to Santo, Pernam-
buco, 40 annoa, uiteiro, Boa Vista ; gangrena h-
mida.
Valentm Herculano da Boclia, Pernambuco, 42
annoa, solteiro, Be-Vista ; animia.
Amelia Valeriana de Melle, Pernambuco, 24
annos, solteira, R ife ; toben oos pulmonares.
Um recemaasc do de nome Luis. Pernambucs,
Boa-Vista.
CHHOHiCA JUIIICIARIA
triizil por mmigrante belgas, as qua s man- ser extrahida hoje 18 do eorrente, ao meio
fesfam content.imento e fundada esperaiea no
por vi r.
Ha meA .Libarte e o Fgaro de Pariz,
do couta do bom resoltado das experiencias que
acabara de tff;utur-S3 em Gu> lraa, da Arg la,
debaixo da direcclo do Sr. aplei> Ney, pira
decorticacao da palnta textil denominada Ramio.
T..es experiencias, acompauhadas de parto pelo
prefeito de Conataatina, pelo presidente e va ios
:i:mbros do conselho geral, sortiran o desej ido
rfffeito, sendo obtida a deeorticac>o da planta, no
estado verde, mediante emprego de machina mtito
singella, resistente e de transporte fcil e custo
pouco elevado. Ett assim resg|vida, diz o F-
garo, a questa) a tanto tempo examinada que
obstava a industria da Ramle, e o facto nao inte-
ressa eWnte Argelia mas tambem Tunisia
o a tedas as colonias francesas onde a preciosa
planta, o algodo trancez, ter de desenvolver-
se na escala neceasaria a substituir o lindo e o
algodo estrangeiros.
Outra noticia referente a este objecto achamos
no Boletn de Agricultura, da repblica de S.
Salvador, qual ter estabelecdo D. Manuel Vina,
ua sua estaco do Monte-Alto, urna machina le
uecortieafao da Ramie, haveodo obtido resultados
satisfactorios que deviam ser examinados por es
pecial commisso da junta official da agricul-
tura.
Tal o interessa com quo se tem procurado
achar na Rauuie nova fonte de riqueza, que em
varias localidades associac/oes tm sido organisa-
das cum o uuicj fim de fomentar a propagaco da
cultura, a introdcelo de m .chinas e a venda de
seus productos.
Eu're nos, coota-s? nicamente na colonia do
Gro-Par, da provincia di Santa Catharina,
apreciavel plantaco de semelhante vegetal,
acbaudo-se alli estabelecida para decortcacao da
planta urna machina recentemente introduzida pelo
Sr. J. Caetano Pinto Jnior, orgauisador da co-
lonia.
Segundo nos informam, sm-nte em experien-
cias tem sido at agora empregado alli o appani-
Ibo por nao haver anda chegado a quadra pn -
pna da colheita. As experiencias tm logrado
extrahir fibras de boa qualidade, posto que pouco
limpas.
Temos varias vezes invocado a attencao do -
verno e dos particulares para esta cultura, qu i,
ao menos em Santa Cathariaa, acba solo mu
apropriado. Tentativas de accliraaco e de di -
corticaco, bem dirigidas em algumas das colonias
do Estado, poderiam contribuir de modo efficaz
para abrir-nos pela cultura da Ramie fonte nova
de exportac".
Olrectorla da* obra* de eonserva-
ro dos portoBoletim meteorolgico do
dia 16 de Asesto de 1887 .-
Horas 9 r| Barmetro a 0
6 m. 9 12 3 t. 6 22--3 24 -8 2607 271 235 76177 7b*17 762*>62 761">i)o 76155
TeasSo
do vapor
17,57
17,81
18,57
18,89
18,74
o
a
i
O
87
76
71
71
87
IndultoNo Diario Official foi publicado
era 30 do passado o seguinte decreto :
A Princqt* linpcri.I Regente, conmiserndo-
se das circnmetaucias ea que se acham difieren
tea prQ is dos eorpos do exercito, que tiveram a
infeateidada. de desertar, apartando se de suas
bandeiras. Ha bem, em aome do Imperador,
induitaf-lhes o crime de primeira e segunda de-
sen,o simples, devenio ellas apresentar-se s
respectivas autoridades dentro do prazo de um
mez, coatado da ptiblicacio do presente decreto,
em cada urna das comarcas do Imperio, nctaiudo-
se neste numero qnellaa oracaa que j se acbem
sentenoiiidas oj para seutenciir p'lo referido
CtisMb
Palacio do Rio de Janeiro, cm 29 de Julho
de 1887, 66 da Independencia e do Imperio.
Temperatura mxima27*,75.
Dita mnima220,00.
Evaporaco em 24 horas ao sol: 4<*fi ; som-
bra: 2,2.
Chuva1>,9.
Direcclo ao vento : SE de meiauoitf at 2 horas
e 25 minutos da manb ; S at 6 horas e 18 mi -
utos ; SSW at 6 horas e 42 minutos ; SW at 7
horas e 17 minutos ; WSW at 7 horas e 47 mi-
nutos ; SW at 8 horas ; S at 8 horas e 11 mi
noto ; ?E at 10 horas e 15 minutos ; SE e SSL
variaveis at 1 bora e 51 minutos da tarde ; SSE
e S at 4 horas e 17 minutos; SE e SSE, com pe -
quenas interrupcoes de ESE, at 5 horas e 5 mi-
nutos ; S at6 horas e 12 minutos; SE e 8SE va-
riaveis at 7 horas e 20 minutos ; S at 9 horas -
5 minutos ; SE e SSE variaveis at 11 bcias e 41
minutos; S at roeia noite.
Velocidade media do vento : 2">,37 por segunde.
Nebulosidade media: 0,71.
Boletim do porto
i!
M.
M.
M.
Di;
10 de Agosto

17 de Agosto
Huras
234.da tardo
859
257 da roanha
Altur i
2, S0
0,67
2,"il5
(jeiloeaE8ectuar-se-hao :
Hoje :
Pelo agente Pinto, s 11 horas, ra do Mar-
ques de Olinda n. 52, de tarnba lctea e predios.
Asaanh :
Pelo agente Piuto, s 11 horas, na Passagem
da Magdalena, de bone e excellentes movis.
Pelo agente Brito, s 11 1/2 horas, no caes Viote
e Doua de Novemoro, de armaco e utencilios de
taberna.
Pelo agenta Burlamaqui, s 11 horas, roa
do Marques de Olinda n. 39. de 2 cavallos e 2
carrosas.
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, ra do Mr-
quez de Olinda n. 19, de predios.
Miaa fnebres Serao celebradas :
Sabbado:
A'a 8 horas, na igreja do Carino, pela alma de
Walfrido da Silveira Tavora ; s 7 h>raa, na
igreja dsToryo, pela alma de Alexaudriua da
Silva Pinto.
Paagelro"hegados dos portoa de sul
no vapor nacional Para :
Artbnr da C. Carneiro, M. de Andrade, Joio
Joaquim da Silva, Jos Pereira das Neves, Fran-
cisco de Souza Motta, sua senhora e 1 filho, 2- ca-
dete Julio FU vio, Alfredo Jos Pereira, Jos A.
Fernandes. Casimiro de Menezes, 7 ex-praca,
JcSo Felisberto, Manoel da Silva. D. Amelia Pa-
raguass, r. Bonifacio de Arago e sua senho-
ra, 16 apreudizes morinheirss, Jos Ambrosi)
Punficaco, capillo Marcolino e su familia, Joo
Sabino, Dimingos da Silva TorreB, Joaqun
Octaviano de Almeida, Vctor Mazze, Rraz Jan-
hi, Goacalo Mannho de Aibuquerque, Rosa Can-
dida Ramos e Francisco Goocalves.
Sabido para o norte no vapor nacional
Jagdaribe :
Salvador Cortes.
Sahiios para Fernando de Noronha no va-
por nacional Giqui :
Alteres Pedro Nolasco de Sonsa, sua senhora
e 3 fllhos, Mara Vcencia da Concecao, Maria
Geralda dos Santos, 3 criminosos, 2 sentenciadas,
13 pracas, 4 mulheres e 6 fllhos de urna das
pravas.
dia, impreterivelmeote.
Bilnetea de loteraEm mo do agen-
te Bernardiuo Lopes Alhero acbam se a venda os
bilbetes das seguintes loteras :
Do Epirlto--*tanto : A 4'parte da 3 lote-
ra, cujo premio grande de 50:000/, pelo novo
plano, serext.ahida amanh, 19 do eorrente,
im preter ve Imento.
lia provincia : A 9a lotera, pelo novo pla-
no cujo premio grande de 12:000000, em bene
ficio da Santa Casa de Misericordia, ser extrahida
impreterivelmeote hoje, 18 de crrante, s 2
horas da tarde.
De anta Camarina : A 1' parte da 2>
lotera com tira importante plano, cujo premio
grande de o0:0J0000, ser extrahida quando
for annnnoiada.
Da Parabyba : sendo o premio grande de
20:000000: ser extrah la no da 20 de Agosto
(sabbado), a 3 horas da tardo, impreterivel-
mente.
Do Cear : com nm importante plano, cujo
premio graude da 250:000/000, ser exlrahid
quando for annunciada.
Do fciro-Para : A 5' parte da 10 lotera,
pelo novo plano, cujo premio grande de 120:0004
ser extrahida no dia 20 do correute, impreten -
velmente.
De Alagoa: A 2.'parte da 19.> lotera,
pelo uoro plano, cujo premio grande de........
40:000/000, ser extrahida hoje 18 do corren
te, (quinta-feira), ao meio dia, mpreterivelmente.
1...lona lo Eilrito-Wunto A 4* par-
te da 3* lotera desta provincia cujo premio gran-
de 50:000/000, ser extrahida amanh 19 de
Agosto.
Os blhetcs acharase venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 Martin Fiu-
za&C.
Lotera da provincia -A 9 lotera, pelo
novo plano, cujo premio grande de 12:000/000,
em beneficio da Santa de Misericordia do Recife,
se extrahir impreterivelmeote HOJE 18 do
eorrente, s 2 horas da tarde, nj consistorio do
igreja de Noasa Senhora da Conccico dos Milita-
res.
No meamo consistorio estarlo expostas as nr-
nae as espheras a apreciaco do publico.
Os bilbetes garantidos acham-se venda na
Casa Felis na prea da Independencia us. 37
a 39.
Tambem acham-so venda na Casa da Fortu-
na ra Primeiro de MaryO n. 23 de Martis Fu -
smssC
Aasira como na Casa d i Our'' na .a d" Baro
da Victoria n. 40 de Joo Joaquim aa Costa
Leite e na Roda da Fortuna na ra Larga do Ro-
sario n. 36.
Lotera de tanta (sihsrlna Esta
lote-ia, com um importante plano, cojo premio
grande de 50:000/000, ser extrahida quando
for annunciada.
Os bilnetesacham-se venda na Casa da Fortu
na ra Primeiro de Marco n. 23, Martina
Fiuza & C.
Lotera da provincia do Paran
A 24 lotera desta provincia,pelo novo plano, cu-
jo premio grande de 12:000/000, se extrahir
no da 23 deAgtsto.
Bilhotes a venda na Casa da Fortuna, ra do Recife.
Primeiro de Marco numero 23, de Martins Flu-
a & C.
Lotera da Parabybaesta lobera cajo
premio grande de 20:000/000 ser extrahida
no da 20 de Agosto (sabbado) s 3 horas da
tarde.
Os bilbetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 2, de Martins
Fiuza itC.
Lotera do CearEsta acreditada lote-
ra eujo premio maior de 250:000/000 ser ex-
trahida quando fo. annunciada.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco o. 23 de Martins
Fiusa & C.
Lotera do tirao-Para A 5* parte da
10 lotera desta provincia, pelo novo plano, cojo
premio grande e 120:000/000, ser extrahida
no da 20 do eorrente (sabbado) mpreterivel-
mente.
Os bilhetos acham-se venda na Casa da For-
tuna roa Primeiro de Marco n. 23, de Martins
Fiuza & C.
Lotera de AlagoaA 2.a parte da 19
lotera, pelo novo plano, cujo premo grande de
50:000/000 ser extrahida hoje (quinta-feira) 18
do eorrente s 12 horas da manh, impreterivel-
meote.
Os bilhetos acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23, de Martina
Fiuza & C.
Cern lorio Publico.Obituario do dia 13
de Agosto:
Antonio Ferreira Pinto, Peruambuco, 58 anuos,
solteiro, Boa Vista ; tub reulos pulmonares.
Firmina Mara da Concecao, Pernambuco, 32
annos solteira, Boa Vista ; diarrba.
Um feto, Pernambuco, Recife.
Pedro Alexandrino de Lima, Pernambuco, 60
annos, solteiro, Boa-Vista ; diarrha.
Um recemnascido, de nome Manoel, Pernambu-
co, Boa-Vista.
14
Isidoro Antonio de Oliveira, Cear, 45 annos,
solteiro, Boa Vista ; febre typhoide.
Victoria, frica, 50 asan, solteira, Boa-Vista :
cvnorhise heptica.
Joanna Francisca de Paula, Pernambuco, 26
annos, casada, Boa-Vista : amenryama da aorta.
Jos, Pernambuco, 4 meses Boa-Vista ; athrepsia.
Manoel Francisco do Naacimento, Pernambuco,
40 annos, solteiro, S.Jos; hemorrhaga pulmo-
nar.
15
Roberto Heurique da Costa, frica, 90 annos,
viovo, S. Jos ; arterio sclsrose.
Potacio, Pernambuco, 1 annos, S. Jos ; tetan-)
traumtico.
Maria, Peruambuco, 5 meses, Boa Vista ; con-
vu ladea.
Paula Maria da Conceicio, Pernambuco, 60
annoa, viuva. Boa-Vista ; anemia.
Francisco de Paula Boa Ventara, Pernambuco,
51 anuos, solteiro, Boa-Vista ; insuficiencia mi-
tra!.
Uerculana Maria de Aquino Pestaa, Pernam
Tribunal da Helarlo
SESSO ORDINARIA EM 16 DE AGOSTO
DE 1887
PRESIDENCIA DO EXM. glt. CONSELHEIRC
QCETINO DE MIANDA
Secretario Dr. Virglio Coelho
A'a horas do costame, prese tes os Srs. desem
bargadoregemnumeolegal, fo aberta a sessao,
depois de hda e approvada a acta da antecedente.
Uistribuidos e paa.ados os fsitos deram-se os
seguintes
JULGAMENTOS
_ Babeas corpus
Paciento ;
Alfredo Aveliuo Maia a Silva.Negou se aor-
dem, unnimemente.
Recursos eleitornes
De Campia Orando Recurrente Francisco
DoinuiK'ueB da Cruz, recorrido Frederico Gil Ca-
valccute de Alboquerqac. Relator o Sr. desem-
bargado.- Baarque Lima. Deu-se provimento,
contia o voto do Sr. desembargador Deltino Ca-
valcante.
De Campia Grande Recurrente Francisco
Domiogaes da Cruz, recorrido Claudino Coelho de
Moura. Relator o Sr. desembargador Delfino
Cavalcante. Negou-se proyiniento, unnime-
mente.
De GoyannaRecorrerte Sev rio Gomes de
Aiouquerqae, recorrido o jaizo Relator o Sr.
desembargador Pires Goncalvee.Negeu-ae pro-
vimento, unnimemente.
Recurso crime
De OlindaRecrtente o juizo, recorrido Vir-
goino Flix dos Santos. Relato- o Sr. desem-
bargador Tavarea de Vaaconcellos. Adjuntos
os Srs. desembargadores Pires Ferreira e Ulivei-
ra Maciel.Nogou-se provimento, unnimemente.
Appellaces crines
De Bezerros Appellance o juizo, appellado
Sebastiao Jos Bezerra. Relator o Sr. desembar-
gador Oliveira Maciel.Mandou-ne a novo jury,
unnimemente.
Do TraipAppelante o juzc, appellado An-
tonio Jos de Farias. Relator o Sr. desembarga-
dor Oliveira Maciel.Mandou-s3 a novo ury,
unnimemente.
Da IndependenciaAppellante o juizo, appel-
lado Valdeviuo Jos de Barros. Relator o Sr.
desembargador Buarque Lima.Mandou-se a no-
vo jury, unanimemeute.
De Alaga do MonteiroAppellante Joao Ro-
que de Figueiredo, appellada a juatica. Relator o
Sr. deaembargado- Toacano BarretoAnuullou-
se todo o proceaso, contra os voto:i dos Srs. des-
eoargadores Delfino Cavalcante, Oliveira Maciel
a Buarquo 'Lima.
De AtalaiaAppellante Elias Jos Romao dos
Santos, appellada a juatica. Relator o Sr. desem-
bargador Delfino Cavalcante. Confirmou-se a
sentenca, unnimemente.
Do PilarAppellante Jos SJaros da Costa,
appellada a justca. Relator o Si. desembarga-
dor Buarque Lima. Mandou-se a novo jury,
contra os votos do relator c do Sr. desembargador
Toacano Barreto.
Appellaco coramerc al
Do RecifeAppellante Francia io Antonio de
Oliveira, appeilados Bernet & C. Relator o Sr.
deaembargador Toacano Barreto. Revisores os
Sra. dcjeuibargadores Delfino Ca aleante o Pires
l-'erreiraNao se toraou conhecimento da appel-
laco, unnimemente.
Reciificacao
Aggravo de instruannto
Do Rio FormosoAggravaote a Baro do Li-
moeiro, aggravado o Dr. Gervasi > Goncalves da
Silva. Relator ,e Sr. desembargador Tavares
de Vasconeellos. Adjuntos os Srs. desembar-
gadores Alves Ribeiro e Monteiro de Andrade.
Negou-se provimento, contra o voto do relator.
Junta Comasierclal da eldade do
Reeife
ACTA DA SESSO EM 11 DE AGOSTO DE
1887
PBESIDESC A DO 1IXM. Stt. COHUENDDOB SIOMIO OO-
MGS DE MIRANDA LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimar&et
A's 10 horas da manh declarou-se aberta a
gcasao estando presentes os Srs. deputados Olinto
Bastos, coinmondador Lopes Machado, Beltro
Jnior Uermino de Figueiredo.
Lida, foi approvada a acta da sessao anterior,
e fez-ae a leitura do seguinte
l II i II l T
Oineio de 6 ds correute da junta doa correto
res desta praca, enviando o boletim das cotacoes
officiaes de 1 a 6 do presente mez. Para o ar-
chivo.
Diarios officiaes de na. 208 a 210.Para o ar-
chivo.
O b. 67 do Diario do Parlamento Braaileiro.-
Arehive-se.
Foram distribuidos rubrica os seguintes
livros
Diario de Moura Borges & C-, dito de Alheiro
Oliveira &,C., copiador de Francisco Ribeiro
& C.
PASSAGENS
Do Sr. desembargador Buarqmi Lima ao Sr.
desembargador Tojeano Barreto :
Conflicto de jursdiccio
Entre os juizes de direito do Io e 2o diatrictos
buco, 70 annos, viuva, Boa-Vista ; cachexia senil.
Antonio Marcelino dos Santos, Pernambuco, 29
annos, solteiro, Boa-Vista ; congeato cerebral.
Antonio, Pernambuco, 43 das, Boa Vista ;
athrepsia.
Luiza, Pernambuco, 87 annos, solteira, Boa-Vis-
ta ; clica eapasmodica.
Firmi-ia, Pernambuco, 60 anuos, solteira, Boa
Vista ; amolecimento cerebral.
Honoria Maria da Silva, Pernambuco, 31 anuos,
casada, Boa-Vista ; gaitro enterite.
Antonio Gomes do Naacimento, Pernambuco,
39 annos oasado, Oraos ; coogestao cerebral.
16-
Joa Pinta de Souza, Rio Grande do Norte, 53
annos, solteiro, Boa-Vista ; insuffieneia mitra!.
Appeliaco civel
De OlindaAppellante Uenrique Ferreira Pon-
tee, appellado Manoel Elias de Moira.
Do Sr. desembargador Toscano Barreto ao Sr.
desembargador Delfino Cavalcant': :
Appellaco crima
De PalmaresAppellante o promotor publico,
appellado Sergio de Siqaeira Campos.
Ds Sr. desembargador Del fino Cavalcante ao
Sr. desembargador Oliveira Maci.il. :
Appellaco crime
De S. BentoAppellante Lairindo Jos de
Franca, appellada a jastica.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
desembargador Mos.tero de Audr Appellaco crime
De MaceiAppellante o promotor publie ap-
pellado Augusto Alves Marroquim.
Apptliacao civel
Do RecifeAppellante Dr. Arthur de Barros
Falco de Lacerda, appellados Becto Maooel Car -
los e outros.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Appellaco crime
De GaranhunsAppellante o'promotor publico,
appellado Antonio Eaptridio.daVilva.
O Sr. desembargador Montuno de Andrade
como promotor da juanea,o>hoc 'ieu parecer na
Appellaco crime
De Palmares-App liante Antonio Andr de
Barros, appellada a jos tic a.
O Sr. desembargador Pires Gong al ves, como pro-
curador da corda e promotor da. juatica, deu pa-
recer nos seguintes tei tos :
Appellaco civel
Da AlagasAppellautea a Baronesa de Giqui
e outros, appellado o commendado;- Misruel Soares
Palmeira.
Appellaces crimes
De Bom ConselhoAppellante o juizo, appel-
lado Marcolino Jos da Hora.
Da Villa do CondeAppellaute o juizo, appel-
lado Pedro Francisco da Costa.
De AtalaiaAppellante Dr. Amonio Eustorgio
de Oliveira, appellado Antonio de Almeida Braga.
De CamaragibeAppellante Jca Francisco de
Lima, apoellada a jas tica.
De TimbabaAppellante Antonio Francisco
Borges, appellada ajustica.
Do Sr. desembargador Tavares le Vasconcelos
ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Appellaco crime
Do PilarAppellante Lourenco Alves de Ar-
ruda, appellada a justca.
Appellaco civel
Do RecifeAppellante Matbias Lopes da Costa
Maia, appellado Aotouio Casemiro de Gouveia.
DILIGENCIAS
Mandou-se ouvir o Sr. desembargador promotor
da justii, i nos segaintes feitos :
Appellaces crimes
Do BrejoAppellante o juiso, appellado Ma-
noel Felippa Gomes.
Do GaranhunsAppellante o j liso, appellada
Qaiteria Virtuosa de Mello.
Do RecifeAppellantes o promotor publico e
Fraucsco Cardoso Leal e outros, t.ppellado Hen-
rique Ferreira Pontea.
De TaquaretiogaAppellaute a jaizo, appella-
do Joa Ciaudino doa Santos.
Do LimoeiroAppellante Fortunato Alves P-
nheiro, appellada a justica.
Com vista a partes :
Appellaco civel
Oo RecifeAppellante Joaquim Soares das Ne-
ves, appellado Miguel Jos Barbosa Goimares.
Appellac commercial
Do RecifeAppellantes P- 11. Tirmemaun e
Luiz de Paula Lopes, appellados os meamos.
Encerrou ae a sessao 1 hora e 15 minutos
da tarde.
DSPACHOS
Peticoca :
De SautbS & C. reclamando contra o deferi-
mento do registro da marca de Azevedo 4 C e
solicitando que a>' declare que os supplieantes
podem usar de aua marca nao s nos rtulos como
na seda de seus cigarros. Nao ha que deferir,
em vista do parecer fiscal-
De Joo Luiz dos Sautos 4 C, para que se d
baixa no registro de sua marea n. 180, sob a de-
uomiuacxo Le&o e se registre a qne apr-jsentam
com a denominaco Telephonicos, para oa ci-
garros de a.'u commercio expjstos venda no
Arco da Conccico n. 2.Como p dcm.
De Capitalino Rodrigues do I asso, com estabe
lecimento de cigarros a ra do Cabog o. 14, para
que se registre a marca que adoptara sob a dcuo-
minoco Leo para o seu dito commercio.In-
deferida.
De Carolina Cclbo, Antonio Bento da Silva
C'.Uo c Joo Baptista da Sdva C; ;ho, para qu l
seja archivada a prorogaco de seu contracto de
sociedade em nome collectivo eob afirma Vi.iva
Cciho 4 Filhos, com o capital de 34:775/673.
par* a eontinuac.il> do eommercio de ferragens c
miudezas praca de Macei, provincia das Ala-
gas.Arcbive-se, na forma da le.
Oe Joaquim Modesto da Silva, para que sj d
baixa no registro da nomeaco de seu ex-caixero
Alfredo Rodolpbo de Aibuquerque Maranbo.
Como requer.
De Antonio Gonfalves doa Sautos 4 C, para
que se registre a nomeaco de aeu caixeiro Marti-
uho Joaquim Ferreira. Registre-se, depois de
satisfeito o pareeer fiscal.
Do Joe Francisco Pinbeiro Samos, Joaquim
Gomes Pereira e Boaventura de Carvalho Castro
Maia, para que se archive a alteracao do contra-
cto dos supplieantes pela retirada do ex-socio Js
Francisco Pinbeiro Ramos, continuando os outros
doua socios com o mesmo contracto em nome col-
lectivo, sob a firma Pereira Carvalho & C.Ar-
cbive-se.
De Joo Victor Alves Matheus, natural da pro-
vincia da Bahia, de 38 annos de idade, domicilia-
do e estabelecdo cesta praca com escriptorio de
commiases, solicitando carta de commerciante
matriculado. Sao attestantes do crdito commer-
cial do imptrame Fooaeca Irmos & C-, Joo
Jca Rodrigues Mcudes e Gomes de Mattoa Ir-
mos.Como requer.
De Miguel Machado Ramos do Oliveira, para
que se d baixa no aeu ex-caixeiro Jacintbo Ra-
m.s Machado.Dse a baixa requerida.
De Tavares distrato de dita sociedade, da qual eram socios
Jos Antonia Tavares e Francisco Antonio da
FouS''ca Lene, ficando este de posse do estabele-
ciui. n sito ra das Trincheras n. 23 e do ac-
tivo e obrigads pelo paesivo da extincta socieda-
dade.Archive-se.
Profeno-se o despachoDeferidoas seguin-
tes petices, solicitando registro de nomeacss de
caixeiros de :
Francieco Inopes Gumarea.
Antonio Lua da Costa 4 C-
Fernandea (J Prin >.
Joa Pedro de Mello & C
Eugenio Goetachel.
Miguel Machado Ramos de Oliveira.
Francisco Jos da Cunha Sampao.
Janaen te Ebla.
Francisco Jos Leite 4 C.
Rodrigue8 Jos Antonio dos Santos Cousseiro.
Oliveira 4 C.
Pinto Oliveira & C.
Pedro Vitello t C|
Goncalves Santos 4 C.
Viuva Barros & Filhos.
Joa Antonio dos Santos, por sea procarador, pe
diodo restituico da procuracao.
O mesmo, rao Primeiro de Marco n.3.
Visconde de Itaqui do Norte.
Joaquim Bernardo doa Rea.
Joo Gosecdo & C.
Luiz Goncalves da Silva & Pinto.
Manoel Joaquim da Rocha.
Manoel da Cunha Lobo.
Manoel da Silva Nogaeira & C.
Aotouio Sampao do Nascimento.
Fraucsco Rioeiro Pinto Guimares.
Ferreira Monteiro & C.
Maooel Jos Fernandes.
Belmiro Torres & C.
Demetrio Brando.
Francisco Joa Alves Guimsres.
Ramos 4 Santos.
Jos Augusto Oas.
Antonio da Silva Ramos.
Damio Lima 4 C.
Ferreira Cruz 4 C.
Silva 4 Irmo.
Jo Focgals.
Jos Tavares Carreiro.
Oliveira Goncalves.
Alian Paterson & C.
Correa Lobo 4 C.
Frederico 4 C.
Bellarmino Lourenco da Silva.
Alexandre dos Santos Selva.
Martins Viegas 4 C, ra da Madre de Deas
n. 4.
Oa meemos.
Guimares 4 Sobrinho.
Joo de Araujo Cesar Sobrinho.
Manoel Bento Borges Cmara.
Joaquim Nanea Ribeiro.
Joa Theotonio Dominguea.
Zacaras Goncalves Machado.
Jos dos Santos Coelho.
Costa Maia Irmos.
Rodrigo 4 Sobral.
Silva Jnior 4 Assis.
Antonii da Silva Jnior.
De Ferreira Monteiro 4 C, para que se d
baixa no registro da nomeaco de seas ex-caixei-
ros Jovino dos Santos Vital e Joaquim Jos Gui-
mares Campos.Como pedem.
De Domingos Jos Ferreira 4 C, dem de An-
tonio Vieira da Silva e registro da nomeaco que
apresentam.Na forma requerida.
De Almeida Duarte 4 C, idem de Jos Candi-
do de Moraes Jnior e registro da nomeaco que
apresentam.Como pedem.
De Prealle 4 C, para que se registre a nomea-
co de sen caixeiro.Registre-se, depois de satis-
feito o parecer fiscal
De Joo Rodrigues de Moura, Joaquim de Oli-
veira Borges e Francelino Kodrigues de Moura,
para que se archive o contracto de sociedade em
nome collectivo nos termos do art. 319 Jo cdigo
commercial, sob a firma de Moura Borges 4 C,
com o capital de 60:000/000, para o commercio
de commisaoes, consgnaces e conta propria nesta
praca ao largo do Corpo Santo n. 19.Archve-
se, depois de satisfeito o parecer fiscal.
Nada mais bavendo a tratar foi eocerrada a
a sessao as 11 3/4 horas da manh.
PtBLMJiCOfcS A PEDIDO
Triiiiiipho
Ao Exm. presidente da Rilajao, desembar-
gadores e magistratura
Sra. Redactaras Anda volto as columnas do
sea conceituado jornal para levar ao conhecimento
do Exm. presidente da Relaco, doa desembarga-
dores e da magistratura brasleir* o procedmento
eynico, arbitrar i* e violento do jais municipal des-
ta cidade do Triumpao, .bacbaiei Francisco Jos
Meira Sobiinho, o qual sendo adrogado de Joo
Bezerra Leite, as quest'a que este move perante
ai, tem posto venda no balco immando dos lei-
loes da dignidade humana, ser apregoada a sua
toga para pola ao strvico de quem mais der, cal-
cando aos pea aa lea qne nos reg-m, commettendo
todos os crimes, quer como juls municipal, quer
na vara de dreito, como seu primeiro substituto,
para aufenr lucios c satisfazer oa seos instisretos
perversos, como j repreaencei a 8. M. Imperial,
denuncie, ao Collendo Tribunal da Relaco e ao
]U.z de direito dea.a comarca, por cajos crimes est
respondendo.
Um magistrado, Sra. Redactores, nestas coo-
coes deve ser expulao do templo da deusa Themes
4 cuata do azorrague, como oa vendelboea de que
falla a historia sagrada, e o comtiaro ao chefe de
ama casa de prostitaicao, que entrega pelo braco
ao dandy da moda a sua cara filha ou parenta
para depois ouvir o tiuir do ouro, e nada maia.
E para prova disto pasan aexpr-vos os horrip-
lenlos actos deste iuqualificavel cate, arvorado em
juiz municipal e de orphoa aesta infeliz cidade.
O Egregio Tribunal da Belacao sustentou o se-
queatro feito em bena de D. Phladelpha de Cam-
poa, malrasta de J i L ite, e inventa-
riante dos beos deixados por sea marido e pai des-
te, vndo no accordo o ferro do aeu finado inari-
uo, que eraAB, e o ferro que era do abaixo
assignado, isto por ter eu recebido em pagamento
da inventarame, antea do primitivo sequesfro, 45
rez s, e por ter Joao B -zerra Leite allegado que
seu finado pai, no inventario, que procelera por
morte de sua mi aso 1880, havia sonegad) bsas.
() juiz municipal de ento, bacharel Raposo da
Cmara, mandou pira va ordinaria provar o pe-
dido, que exceda de sua aleada, o que foi confir-
mado pelo juiz de dreito da ^marca e sustentado
pelo venerando accordo de 5 de Dezembro de
1884, que anuullou o inventario de ). 206 infine,
sendo confirmado o despacho do juiz muuicipal
do juiz de direto, que ae achava a fli...; maa,
agora o juiz municipal Meira Sobrinh., por urna
simples petico de sou cliente Joo Bezerra, sem
formalidade alguma incluio o pelido, nao provado,
e separou bena para seu pa.-amento entra a !ei
expreasa e disposico do accordo, e para ebegar
ao seu desidertum, exp:dio earUs prt'eatoraa pa-
ra todoa os termos onde existalo gados veuddos
pela invedtariaute na legitima n-aae por sentenca
do juiz de din ir i, qu.- h mologoo as ptrtilhas, co-
mo por maia de urna vez j levei ao conhecimento
do publico, innovando oseqnestro om m)3 de ter-
ceiroB, e recommendando em suas celebres pieca-
torias e cartas particulares, que ae fizeaae seques-
tro cm gados doa exeluaivoa ferros dos comprado-
rea, caao nao encontraasc om o ferro da inventa-
riante, o que era impossivel pela lista fornecida
pelo cli*nte, que duplicou o numero, c pe'o calculo
feito pelo juiz e aavogado da produeco, na razie
decupla, o que s foi executado com o abaixo as-
signado, valendo se para isso da ignorancia do
juiz municipal leigo do termo da Concecao, e do
seu eaenvo, que Veio para eata cidade receber in-
strujcea e copias de tudo que o de8almado juiz,
levado pelo srdido interesse. quera tasar para'
prejudicar-me, como acont ceu, fazendo se s?ques-
tro a bico de penoa, traucando-se-me depois as
portas da dtfeza, que foi uee ssario aggravar para
me ser.-m abertu, e provar, como prove exube-
rantemente que, os gados sequestrados imagina-
riamente, eram da minba exclusiva marca, a ex-
cepcao de 8 rezes, das que tinba legaimente com-
prado i'.ivcntaracle m^eira.
I'endo na occasiao de serem jolgados os embar-
gos de tercejro senhor e posauidor pr.judicado,
que spreseotei, retirado-se cjm liceoct para eaaa
cidade o juiz de direto, assumo a vara o desalma-
do juiz municipal, como seu primeiro substituto,
e desprezou sem fundamento jurdico os embargos,
de cuja decisao appellei para o hgregio Tribunal
da Kelaco, afim de ser reparada a injustica que
soffr, o que realizou-se pelo venerando accordo
de 8 do eorrente reformando a sentenca e trium-
phando ajustica do diablico calculo do malfada-
do juiz, que por todos os meios tem procurado com
o seu cliente esbtilhar me de minha propriedade,
em pregando todas as tricas o chicanas para che-
gar ao aeu fim. Nao observando a literal dispo-
sico do accordo, priucipiou o inventario, incluio
n'elle oa noasos gados, que se acbavam de-
pendente da decisao da Relaco, pirtilhou as li-
bertas Joanna e Antonia, e tez ti Ja a sorte de
absurdoa, qu lhe auggerio a aua escaldada ima-
ginacu, cujas partilbas subindo conclusa > do
juU de direto, mandou eate por urna interlocuto-
ria que se auspendesae o sequestro illegalm"nto
feito em mos de terceiros, e se procedesse a par-
tilbas de accordo com o venerando accordo, com
o que contrariado o juiz e advogado protelou o
despacho icterlocutorio por maia de vinte dias, e
mandou o aeu cliente dar o juiz de dreito de
suspeito, empunhando ae com algaem para eaae
fim, e aterrando com ameacas de morte a mi n, a
inventariante e ao seu cunbado Francisco Simes
da Silva Mafra Jnior.
O juiz de dreito, ameacado e sob presso, deu-
se do suspeilo de s consciencia, o passou o exer-
cicio ao celebre juiz Meira Sobrinho, como sea
primeiro substituto, julgando ter este dignidade,
e que cumprisse a sua interlocutoria baseada em
direto, e dictada pelo espirito de impareialidade
com que costuma pautar seus actos ; mas assim
nao aconteceu pelo-intereaae que tnba o inquali-
ficavel juiz Meira Sobrinho em approvar a abaur-
da partilba, que tinha feitu em pr .veito de seu
cliente, por cujo acto julgou se Jo> Bezerra se-
nhor de meus bens, e antes de ser publicada a
celebre sentenca foi para o termo da Concecao
do Pianc com carta de seu advogado illudir as
autoridades daquelle termo, voltando para esta
cidade com o escrivo e o official du justica, onde
permaneceram cinco diaa, recebendo natroeces
do celebre juiz Meira Sobrinho, e copias do que
hava faserpira ir ooaaa tazenda Pedreira iuti-
mar-me, e nao me encontrando lavraram auto de
resistencia, retirndose para a casa do fallado
depositario, onde offieiara ao juiz municipal d'a-
quelle termo requisitando forca publica para ga-
ranta de sua vida que se achava ameacada, des-
empeohaodo assim a farca urdida por Meira
Sobrinho para conseguir que viesse forja d'aquel-
le lugar reunida a alguna capangas desta trra irem
atacar-me, roubar-m" a vida, e assim apoderarem-
se de meus bens a ftrciori, nao obstante estar a
minha questo dependente da decisao do Egregio
Tribunal da Relaco, que para o juiz violento nada
valia, como dizia o seu proprio cliente; mas nao re-
alisaram o diablico drama, no qual representava
o papel mais saliente o juiz Meira Sobrinho, por
ter o integro juiz de direto do Piaoc, que esta-
va a par da infernal tragodia, imoedido que se
foruecesse forja publica para semelhante ab-
surdo
Agora que pelo Diario de 9 do eorrente virim
a jurdica decisao da Relaco reformando a iu-
justa seutenca'de um juiz de baraco e eutello,
machinam naa trevaa para apoasarem-se de nos-
sos gados e extravia! os, porque o imaginario de-
poaitario nada garante por ser homem proletario.
Este juiz sem exemplo cobroa de Manoel Can-
dido da Silva 4/600 de licenca por este ter casa-
do ha 10 annos. com a orph, filha do tinado Jos
Freir : tem nomeado tutores de orphos desva-
lidos e exigido 15/000 de assignatura da tatella :
tem contractado com aa partea divisos de trras
em que ha orphoa, e procedido contra oa interes-
aea uestes s com o fira de auferir grandes lucros,
como aconteeeu com o requereote Jos Luiz d
Silva e Joaquim Burgos, senao tal o cynismo com
qne procede, que entra por sitios demarcados, com
o nico fim do favorecer a aquello que lhe dera lu-
cro.
A inventariante D. Phladelpha dando o de
au3peito com documento irrecusavel noa embargos
que apresentou a sentenca de partilha, indefirio a
petico, auatentou depois o despacho, e negoo o
aggravo, sendo necessario a inventariante reque-
rer carta testemunbavel para o egregio Tribunal
da Relaco decidir a auapeico, que est plena-
mente pravada, e por isso chamo a atteuco doa
Ilustres julgado-es para a contra minuta da as-
tuta raposa que allega ter feito as psrtilhas de
cooformidade com a ordem deste egregio Tribu-
nal, quanlo o contrario, porque o accordo nao
mandou incluir o pe lido de restituico, nao prova-
da, cas julgou uullo o inventario de fls. 206 em
diante por incompetencia de juizo, o que ser f-
cil de verificar pela copia do accordo que deve
ter ficado no cartorio.
O Exm. presidente ds Relaco mandou o juiz
dn direite proceder criminalmente contra Ciernen-
tino de Souza Diaiz per ter matriculado as liber-
tas Antonia e Joanna; ms s sendo a mulher deste
irm paterna da do juiz de direto, este averbou-
se de auspeito, e pasaou em 18 de Junho findo pas-
sado ao aeu primeiro substituto pa a proceder ;
porm at eata data o celebre Meira nao den an-
damento, e procara laucar os papis no archivo do
p, porque sabe que elle o principal autor do
horrendo crime de redusir peasoa livre a escravi-
do, mxime em urna poca em que tedos traba-
Iham para a extineco do cancro que nos humilha
aote s nac/es civlisadas : assim, pois, peco, em

r
I



f\


Diario de Permiiiibucoitu.nta--.cira 18 de Agosto de 1J87
i da libertada ultrajada, ao Exm. 8r. preai
dente da Belac&o que tome em consideradlo o ex-
aoato, sfim de nao aer burlada a ordem emanada
daaatoridadd superior e ponidos com aa penas da
le aqoelles que commetteram tas negro crlme,
dsndo as piovideocias que ceaao exige. ,
Un> juis que ae acba ornamentado de taes re-
eommndHcoes como prevaricador Meira Sobri-
abo, merece aer lanrrado com urna corda de pyri-
lsmpos para offerecer a magistratura braaileira,
porque nella nao se encontra outro jais to cyni-
eo e corrupto que possa emparelhar-se com elle.
Queiram Srs. redactores dar pubhcidade a es-
ta lio has escripias sem odio, nem rancor, maa
dictadas pela rectide com que costumo proceder
eso todos os meus actos, com o que muito Ihes
agradecer o seu constante Iritor.
Tnumpbo. 29 de Julho de 1887.
JeroDymo Tbeotonio da Silva Loureiro.
Telegrammas da corte
Tinbamcs razSo preveoiudo ao publico e
ao eleitorado do 1. distrioto contra as no-
ticias dadas por telegrammas atizados as
esquinas das ru*s e distribuidos era bole-
tn, e que nao foram depois reproduzilos
em nenhuia dosjornaes.
Dissemos qui estes telegrammas nao
eontinhun a verdade, tinham por fim pro-
duzir tffoito ; e, a 14 de Agosto, que estas
noticias no tinh -m sido at entSo confir-
madas, o que com a ebegada dos jornaes
da ote verificaramos, com a redaccSo da
Provincia, se o seu correspondente foi fiel
as noticias que transmettio.
Nao necessitamos recorrer aos jornaes
da lrte: basta-nos as declarares da pro-
pria redaecSo da Provincia na folha tribuiia ante hontem, no intuito de infor
mar os seus leitores do acontecimentos que
se deram no Rio de Janeiro, e que Ihes fo
ram trammettidos por telegrammas.
Ero artigo que prncedeu as transcrip
5*8, a redacc&o d Provincia disse :
VerSo os nossos leitores que os nossos
telegrammas se covfirmam com estas restric
j3e.
As restriegues mostnrn que seu corres-
pondente nao foi fiel quando expedio os te-
legrammas, e que est-s s tiv3raro por fim
produzir ef-itO. ^^
Fique o publico sabendo que a redaeco
da Provincia diz qu a resolucXo do Club
Militar nao teve o carcter de hostilidade
formal ao governo, e que referi se sita
ci desfavoravel do exer.'ito e armada,
disendo o rnesmo a Gazeta de Noticias;
nOHERGIO
Bo-n Biin,r-"al
fJOTAVBS OFFICIAK8 DA JUNTA DOS COR-
RECTORES
Recife. 17 ae Agosto de 1881
Apoiices provinctaes de 7 0,0, ao par.
Acedes da companhia do Beberibe, a 1554 cada
ama
Letras bypotbecarias com juros, a 944500 ead
ama.
Ditas ditas sem juros a 914000 cada ama.
Sa hora da bolsa
Veud>ram-se :
7:500^ em apoiices provinciaes miudas.
SO acedes da Companhia do Beberibe.
10 litas dem.
50 letras hypothecarias com juros.
24 ditas idem sem juros.
-' rcoulciilt,
Anlouio Leonardo Rodrigues.
') secretario,
Eduardo Dubeux.
Hoclmenlo bamarlu
BECIFE, 17 DB AGOSTO DB 1887
PRAGA IX) RECIPE
O mercado de cambio conservou-se na misma
pesico de hontem, sem alterado as taxas offi
ciaes dos bancos, isto 22 3/8 d. sobre Lmdres
e aa equivalentes para ae demais pra(s.
Em papel particular fizertic transaccss a 22
9/16 i.
PRACA DO RIO DE JANEIRO
Os bancos maotiveram no baleo a taxa de 22
3/8 d. sobre Loadres, appareceodo tomadores.
Em papel particular nao constou transaeco.
bem como que reconhece que ainda foi in
fiel seu correspondente, sobre oapedreja-
mento, pois confessa que nao foi apedre-
jado nenbum dos ministros, nem o Dr.
ebefe de policia da corte ou qualquer eos
delegados deste, mas sim os carros do i
nistro da guerra e do Dr. chefe depoliiia
quando ambos se achavam na secretaria
da guerra no Campo da Aclamacao.
O Jornal do Commercio de modo algum
confirma as noticias exageradas, que de-
ram a Oazeta de Noticias e o Paiz sendo
que o procedimento destes jornaes se ex-
plica pelo intuito visivel de fazerem propa-
ganda contra o gabinete.
Acautele se, pois, o eleitorado contra
certas noticias, que s visam causar im-
pressSes e effeitos polticos no prximo
pleito.
EleicSo das juizas, eacrivSs e mordomas
que bao de concorrer com os seus dona-
tivos para o exercicio do mez doloroso
nesta igreja dos Milagrea da cidade de
Olinda no anno de 1847.
Juizas perpetuas e protetoras
As Exmas Sras. :
Viscondessa do Livramento.
D. Mara Araujo Rosa e Silva.
O. Hermelinda Amalia da Cunha.
D. PhiUnlla Thereza Dias.
D. Maria Florentina Cavbante.
Juizas por >-lec,o
D. Maria Gennes de Miranda.
Baronesa de Tacarana.
Baronesa de Nazareth.
Baronesa de Frexeiras.
D Carolina Sea res de Amorim.
D. Joanna rsula Mreira Alves.
D. Philomena Gonyalves.
D. Matildes Gongalves.
D. Francisca Correia de Araujo.
D. Henriqueta A de Menezes Lyra.
D. Josepha Perpedigna Padilba.
D. Mara Josepba Lobo Neves.
D.Francelina Kibeiro.
Juizas por devocfto
As Exmas. Sras. :
D. Maria N-ives.
D. Deoliada Moreira de Mendonya Moura
D. Joanna BaptUta da Silva Amorim.
D Ao irelina Claudia Cesar de Mello.
Baronesa de Caiar.
Baronesa de Moreno
Deiiparhua de eiporlacao
HEZ DE AOuSTO
Nos das 1 16, toram despachados na Aifau-
dega os artigos seguintes :
Pura fra do Imperio
Agurdente..... 1.960 litros
Algodao...... 1,225.068 J/2 kilos
Auear...... 2.079.064 >
Borracha...... 4.133
Carocos de algodao. 151.275
Cera de carnauba 9.685
Cocos (fnieta) .... 5.000
C .urinhos e. pelles 65.034
Couros espichado* 392 kilos
Cuuros salgados. 4.'.683
Doce....... 55
Perro velho ..... 52 tonelad.
Mel....... 1.575 litros
Metaes velh s .... 3 tonelad.
Oaaos....... 300000 kilos
uro velho..... 1.500 graos
Pxrreira branca. 4.000 kilos
Piassava...... 3.00 .
Prnnchoes de amarello. 69
fr..ta velha..... 5.000 graos
Residuos de algodao 70.926 kilos
Sement* de carrapato. 3.880
Trapos...... 41.090
Dabas de b 25.000
Para dentro do Imperio
.... 244.900 litros
D. Guilhermina Mbreira de Moraes Pi
nbeiro.
D. Francisca Lobo
D. Thomaiia Adelai ie Martina de Almeida.
D. Feliciana Dias Pontual.
D. Amelia Mathildus Lopes.
D. M ra Mathildea Lopes.
D. A uelu Octavia Pinbo Borges.
D Mara Carolina Farias Fiuz.
D. Maria do Carreo Rodrigues da Silva.
D. Joanna Rodrigues.
Escrivaa por eleiclo
D. Guilhermina Moreira.
D. Francisca Lobo.
D. Cathariua Pessoa de FigueirSa Faria.
D. Maria nna de Barro Birreto.
O. Anna Carolina do R'igo Dantas.
Mordomas todas as devotas das Dores
qua concorrem nesta igreja.
A medirla* por exeellencltt do e-
colo
Nao ba nenhum remedio que tenha receido
mais elogios de todas as partes, como seja a salsa
parrilha de Bristol. Ella tem sido approvada pelo
espado dn 35 aonos, por mais de mil peridicos
priocipaes; e pelos doutores, cbimicos e escripto-
res mdicos de todos os pases.
Fas 15 naos que toda a faculdade medica de
Bfalo, dea um testemunho unnime, de anas in-
estimaveis virtudes curativas, experimentadas du-
rante a langa pratica da sua profisso.
Quarenta un dicos distinctos, domiciliados em
diflferentes pov..ac5;'s do Estado de New York,
susteotaram-nos com um outro testemunho nao me-
nos emphatico e summameote lisongeiro, e desde
euto cinco oitavas partes da mais escelhida da
profisso, tem attestado seus mritos, debaixo da
reapoasabilidade de auas as signaturas, suis curan
de escrfulas, cancros, tumores e toda a ca molestias eruptiveis e ulcerosas, nunca aerao re-
queridas em quanto a iing'ia inglesa for lida e fal-
lada. Em urna palavra ellas tem sido cscriptas em
todos os idiomas modernos, e causado a admiraba j
de todo o mundo civilisado.
Encontra te a venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Porster 6 C,
ra do Commercio n. 8.
i' Virgem de Jaguaribe
Attestados
Attesto que na presente safra tenho usado da
Cal Virg'in de Jaguaribefornecid* pelo Sr.
Sebastio Bezerra, depois de ter usado em princi-
pio da mesma safra da cal de L'sboa, observando
que tendo regulado urna oarrica da cal do Peino
para 300 pe* de assucar, as de Jagaaribe tambem
As tabellas expostas
Do laTEasAciOKAL :
aqui foram estas
90 djv vista
Londres.......
Pars........
Italia........
Hamburgi>......
Lisboa e Porto.....
Priocipaes eidades de Portu-
gal........
' r York......
22 3/8
45
526
38
22 1/8
429
429
531
240
245
2i60
Do Lohdos Base
Londres. .
Paria. .
Italia. .
Hambargo .
Portugal
New-York
90 djv vula
22 3/8 22 1/8
425 429
. . 429
526 331
238 240
2*260
Do Ebolisb Bake
Agurdente
Alc-ool.....
Algodao .
Assucar.....
Ctrrapato .
Cocos (fructa) .
i toce......
Espanadores de peana .
Fio de algodao .
Folhas de jaboraody .
Medicamentos .
Oleo de mocot .
.'leo de riciuo
Praocboes de viohatico.
Preparados medicinaes.
Queijo de serto .
Rap......
Sal......
Tnboas de po carga
Tamancos .
Vassouras de pissava.
Vioho de jurubeba .
9.600
51.013 kilos
340.794 a
5.500 .
22.100
700 kilos
80
250 kilos
50 >
1 cala
475 kilos
4.830 >
12
30 caizas
50 kilo.
216 1/2 .
10.000 litros
8
3 fardos
50 duzias
46 velumes
Brigoe portugus F.gueirenst.
MADBIBA
Barca norueguense Vernica.
Brigue -ueco Pr'itt.
"qobduras
Barca nacional Marinho XI.
Patacho portugus lentatioa.
SAL
Patacho dinamarqus Anna Charlotte.
tabios qenebos
Patacho ingles Tiber.
i'aula da tlfamiesa
ShMAHA DB 15 A 20 DE ASOSTO DB 1887
Assucar refinado (kilo) .... 146
Assucar branco (kilo) .... 126
Assucar mascavado (kik-i 066
Alcool (litro)....... 150
Arros com casca (kilo) ... 65
Agurdente e ... 056
Algodao (kilo)...... 373
Borracha (kilo)...... 10<>
Couros seceos salgados kilo) 4t>
l)ouros seceos ei-picbados (kilo) 58
Couros verdes (kilo)..... 2'5
Cacao (kilo)....... 400
Cf restolho (kilo)..... 38
Carnauba (kilo;...... <6
Car icos de alfodio (kilol 01*
Carvaode pedradeCardfr (to>.i I<**d
Cat boto (kilo)...... 4<9
Cachaca (litro)...... 956
Kariiiba de mandioca (litro; 086
Pumo restolho em rolo (kilo) 405
Puuio restolho e-n lata (kilo) 6'0
Fum-. bom (kilo)...... 720
Fumo em folha bom (kilo) 720
Pumo ern folba ordinario (kilo). 400
(ieuebra (litro)...... 200
Mel (litro)........ 040
M.lo (kilo)....... 010
Taboados de Hmarello (dusla) 100*0,K)
deram para faser os meamos 3f.0 pies; e por-
taoto, sendo d. gases effeitos no fabrico, deve ser
esta.preferida pelo lado econmico emqaanto o seo
preco tr inferior aquelle. E pir me ser pedido,
em abono da verdade, passo o presente
Engenho Muitaa Cabras 14 de Dezsmbro de
1886.
Felisbino de Mendoncs Vasconoellos.
Attesto que tenho usado aCal Virgen de J--
guanbeno fabrico do assucar o me tenho dalo
bem ; pe-o qiie considero-a superior a de Lisboa.
Engenho Quileba, 31 de Marco de 18S7
Maximiano Ramos Ouarte.
Tenho usado daCal de Jaguaribecom muito
aproveitameoto, igual ao da cal de Lisboa, occor-
rendo ainda os mestres de assucar nao queimarem
tanto o assucar e ser um producto do pais, por
isso altelo ser mais vant> josa do que a de Lis-
boa
Engenho Cara-Aes, 21 de Abril de 1887.
Joo Carlos de Mendonca Vascoocellos.
Attesto qu" tendo osado daCal Virgem de Ja-
guaribeno fabrico do assucar tenho tirado ex-
celleute resultado, pelo que considero-a superior
a cal de Lisboa, nao s pelo seu baixo preco como
uor ser producto nacional, que deve aer prefe-
rido.
Engenho Brilbante 22 do Abril de 1887.
Alexandre Castro de Sousa.
Tendo usado daCal de Jaguaribena fabri-
ca(3o do asaucar encontrei nella resultado satis-
factoria, nao quauto ao seu rendimento, como
pelo lado do traosp irte que preferivel a de
Lisboa.
Engenh i Serra-Nova, 28 de Abril de 1887
Gurjao Sobrinho.
Attesto que fiz uso daCal Virgem de Jagua-
ribeno fabrico de ass'icar e estou satisfeito com
o resultado ; achaodo que deve ser preferida nao
s pelo lado econmico, de seu bixo e fis preco
e mudicidade de seu transporte na estrada de
farro, como por ser um producto nacional pernam-
bucaoo.
Engenhos: Jos da Costa e Limociro, 28 de
Abril de 1887.
Pedro Velloso de Albuqnerque
Em homenagem verdade
Acontecimentos se dio na vida humana que
cmquanto relativos a um s individuo, interes-
sam, tedavia a todos, em geral.
Nesta ordem de tactos, est indubitavelmante
adstricto o da conservado da vida, isto da vida
ccn sade.
Ha quem diga, de si para si, que a nica con
vieco firme aquella que se funda as provas
que cada um adqaire pessoalmente e nao aquella
que se transmitte ao individuo por factos que se
ser mais do que um paradoxo inacceitave, mais
BSCAHTBLACAO DO ASSOCAB
Para o exterior 8.079.064 kilos
Para o interior ... 340.794
90 djv vista
22 3/8 22 1/8
425 429
. , 429
526 531
Lisboa e Porto..... 238 240
Prineipaes eidades de Portu-
gal........ p . 245
lina dos Acores .... 248
liba da Madeira .... . . 245
New-York..... 2J260
creado de murar alxodo
BSCIFK, 17 DB AGOSTO DB 1887
Assucar
A cotacao deste producto, para o agricultor
eontLa a regular sos algarismos abiixo, por 15
kilos :
Branco, os melhores que
apparecem no mercado,
regulara de .... 2*200 a 2*400
3. sorte boa..... 1*900 a 2*100
3 regalar..... 1*700 a 1*8 i"
flamidua e baixos 1*500 a 1*700
'iomenoa..... 1*300 a !*400
Mascarado..... 1*040 a 1*100
Broto....... *900 a 1*000
Betame...... *700 a *8*ki
Alqod&o
O mercado de algodn coulii.i Irouxi, (sotan-
do-se o de 1. sorte do serto a 6*500 por 15
kloa.
Bsalrada*
de aanocar
HEZ de AGOSTO
Assucar
Entradas
e algoilao
Dias
Barcaeas......1 13
1 13
1 16
1 13
1 16
Va-terrea de Caruar
Animaes.....
Via-terrea S. Francisco
Via-f' rrea de Limoeiro .
Entrai^s
Somma.
Algodao
Saceos
1.549
261
16)
1.269
19:)
3.4. 8
Dias Saccae
Barcaeas ...... i
Vaporea...... i
Via-ferrea de Caruar 1
Animaes...... 1
Via-lenea de 8. Francisco 1
Via-ferrea de Limoeiro 1
Somma.
13
13
13
16
13
a 16
406
900
112
1.556
202
284
3.460
Somma 2.419.858 .
Vaporea dcapaebados
Vapor nacional Giqui, sabido aotehontem, le-
vou para Fernando de Noronha a carga seguinte :
1 sacco com assucar branco.
3 barricas com dito dito.
8/2 ditas com dito dito.
41 saccas com caf,
i paco te com dte.
saccas com farinha de mandioca.
471/2 ditas com dita dita.
147 fardos com xarqae.
30 caixas com aabao.
35 lataa com fumo.
8 saceos com sal.
1 barrica com bolacha.
Carregaram diversos.
Vapor americano Allianca, sabiJo houtem, L-
vou a carg seguate :
Para o Para :
1 barrica com assucar branco.
211/2 ditas com dte dito.
80/3 ditas con dito dito.
404/4 ditas com dito dito.
55 saceos com dito dito.
25 v lunv's com dito dito.
45 pipas com agurdente.
2.094 caixas cosa sabio.
3 caixoes com calcado nacional.
Para New-York :
3'U fardos com coarinbos.
56 bancas com borracha.
Carregaram diversos.
>'' A carca
Estao sendo despachados os seguintes .
Brigue portugus Armando, diversos anigos, para
o Porto
Barca portuguesa Claudina, diversos artigos, pa-
ra o Porto..
Eac;ua Dorueguense Refom, assucar e ontros
artigos, para o Rio Grande do Sol.
Patacho portugus Ventas, diversos artigos, para
-i. Miguel.
Vapor iDglez jderchant, assacar e oatros artigos,
para Liverpool.
Vapor necional [ara, diversos artigos, para os
portos do nor'e.
V'np.r aii'-mo Paranagu, assacar e agurdente
para Santos.
Vapor ingles Elstow, algodao, para o Bltico.
xavsun A deacarica
QOADBO DO 8 4CALHO
Escuna inglesa Kmolator.
Lugar ingles Florease.
Patacho ingles J. L. B.
O.UADBO DO XABQUB
Barca nacional Marianninha.
Escuua diuamarqurxa Pides.
Escuna allem tesine.
Escuna allem Frts.
CABVO DB PEDA
Barca dinamarquesa Jrgen J. Lols,
Barca noiueguense Homborgtund.
XBIUOS Dt, FEBBO
Joros e divldeudoa
Estao sendo pagos os seguintes :
DIVIDA PCBLICA
Apoiices ger es e prot'inciaea.
Apoiices muuicipaes (os. 151 256).
LETTBAS HTPOTHBCABIAS
Do Banco de Crdito Rsal, 7 0/0, ultimo se-
mestre.
BAJICOS
Crdito Real de Pernambuco, 2. dividendo,
laio de 5 0/0 sobre o valor das entradas reali-
zadas do capital, ou 3*000 por aeco.
Brasil, 67.* dividendo, na raso de 9*000 por
acfao. Estao en.-arregodoc desse pagamento os
agestes Peretra Carueiro & C
CABBIL BE rEBBO
Trilhos Urbanos do Recife Olinda e Beberibe,
25 dividendo, razo de 8 0/0. O pagameuto
fas se no escnptorio da companhia as tercas e
aabbados.
OMPABaiAS
Companhia de Edificacao, juros dasf accoes ie
midas, vencidos em 31 ue Dezembro do anno pas-
sado.
Memorial
Aos accionista. da Estrada db Febbo do Ribki
nlo ao Bohito foi marcado o prazo de 60 dias, a
contar de Agosto correte, para realisarem a 7.*
entrada de 10 0/0 de suas accoes.
Amarilla, 19 do corrente, ao meio dia, devem n -
uuir-se em assemb'a geral extraordinaria, os ac-
ci k : ; >,- da Cosipabbu io Beberibe. afim do ele-
:.. i, a dirut-irM para o iuuo nieuuio social.
Aos contribuintes dos impostos deindustria e
profisso e predial, foi marcado o prazo de 30
dias, que terminar 22 do corrente, paraapre-
seutarem n Recebbdobia Gebal as reclamacoes
que porventura tenham de fazer com relaco ao
ultimo luncamento.
Com o descont de 4 0/0 e at 30 de Setemb-o
vindouro, serio substituidas na Tbesoubaria db
Fazenda as nous do valor de 2*000 da 5.a estam-
pa, 5*000 da 7. e 10*000 da 6.
laiport.-tt'o
Vapor nacional Para, ebegado dos portos do
sul em 17 do corrente e consignado ao Visconde
de Itaqui do Norte, maniteatou :
Carga do Rio de Janeiro
Algodao 4 saceos u Pereira Carneiro t C.
Caf 6 saceos a Antoaio Ignacio do Reg Me
deiros.
Calcados 1 caixao a Fred-rico Ac C.
Chapeos 1 caixao a Augusto Feruandes, 1 a
Ado'pho 4 Ferro, 1 a Aitouso Oliveira & C.
Drogas 2 volumes a Francisco Manoel da Silva
t C.
Fumo 199 volumes a Moura Borges & C. 65
ordem, 11 a Almeida Machado t C.
Fasendas 1 caixa a Luis Antoaio Seqneira, 1 A
oidem.
Fogoes de Ierro a pertences 13 volum o or-
dem.
Machinas de costura 1 eatxa a Toe Singer Ma-
nufactore.
Mercadorias diversas 23 volumes a Manoel Mon-
teiro Braga, 20 a Joo Feruandes de Almeida 41
Presidvuria, 30 a Capitana do Porto.
Panno de algoiao 20 fardos a Machado Pe
reir, 25 a Agoatinho Santos & C, 12 a Alves de
Britto & C, 26 a Luis Antonio Seq'ieira.
Vinbo 2 pipas 20 barra a Soares do Amaral Ir-
moa, 26 ditos a Joo V. Alvi-s Matheus & C.,
20 a Joaquim Duarte Simos C, 20 a Carlos
Alves Barbosa, 5 a Jos Feruandes de Almeida.
Carga da Bahia
Charutos 5 caii.es ordem.
Drogas 1 chx* a Francisco Mauod da Sil"1*
& O.
Fio de algodao 40 saceos a Joo Francisco Leite,
:'0 a Moura Borg-s & C.
Moenda de ferro 1 a Vianna Castro & C
Panno de algod) 20 fardos a Machado 4 Pe-
reira, 20 a Ferreira r. Inno, 10 a Cruier Fn-y
& C, 6 a Olinto Jardim & C.
Pelles 67 amarrados a Aoe Stein & C
Vapor alleino Parnoagua, ebegado de Hro-
burgo e Lisboa em 16 do corrente, e consignado a
Borstelmann & C, manifestou :
Carga de H^mburgo
Amostras 19 voluntes a diversos.
Azul ultramar 1 caixa ortem.
Ag libas 1 caixa a C'nrad W*chsman.
Agua-ras 1 caixa a ordem.
Agua mineral 7 Ciixas a Francisco Manoul da
Silva 4 C, 6 a ord-m.
B 'toes 1 caixa a Paren'- Vianna 4 C.
Crveja 30 caixas n H. Burle i C 25 a Fer-
iin le 4 luaos, 21 a Carlos A. Vander Linden,
25 a Joaquim Felip'pa 6z Ag..iar. 60 a K. de Dru-
zn* A C, 2) a Domingos Ferreira da Silva & C,
l a Amor ni Irmog Jfc C, 70 e 10 barra A ordem
Chapeos 2 caixoes a Adolph.o ,t F.-rro, 2 a Af
baso Oliveira 4 C, 2 a Samarcos 4 C., I a Gui
uiai-s & Perinan, 4 ordem, 2 a Christi., ni A; C-
Calcado 1 caixao ordem.
Coures 1 caixao ordem, 1 a J. P Pontea.
Drogas 11 voiuuies a A. M. V-rxa, lia Fran
siseo Manoel da Silva & C 4 oidem.
E'her 5 caixas ordem.
Estopa 10 tardos ordem.
Encerado 1 eaixo a Uuwnare* Irmos 4 C.
Pi-rragens 2 volumes a S.in icl P. Johaston &
C, 1 a Albino ailva 4 C, 4 a A. D. Carneiro
Vianaa, i a Fraucsco Manoel da Silva o C, 1
a T. Juat, 4 a Prente Vi*bh< 4C, 7 a Oliveira
Basto 6 C, 3 a Gomes de Mattos Irmos, 2 a
Courad W.chaman, 2 a Maia 4 Silva, 4 a Ferrei-
ra Guimares 4 C, 7 a Nanea Fonseca & C, 2
ordem, 1 a Caciuir > Feruandes t C-, 1 a 11.
Nuesch 5c C, 3 a H. Peterseu 4 C
Fariaha de aveia2 barricas a G. Spiller,
Feltro 2 caixoeB a H Nuesch 4 C.
Frascos vasios 715 grades ordem.
Genebia 90 Caixas a R. de Druziua S C-
L'vros 1 caixa a Fraucisco Retumba.
Liuhas 2 caixoes a Prente Vianna 4 C, 1 a
Gomes de Mattos Irmos.
l.ouQ'i 87 grades a Jos de Mtcedo, 4 caixas a
Guimares de Perman.
La 1 caixa a Antonio Jos de Azevedo.
Lina 2 fardos a W. Hilliday i C, 1 a Fcrrei
ra Guimares 4 C.
Licores 2 c*ixas ordem
Meias 1 caixa ordem.
Mercadorias diversas 1 volume a J, P. Pontea,
1 a Prealle se C 6 v Courad Waehsman. 8 or-
dem, 3 a Nunes Fous ca 4 C., 8 a Oliveira Bas-
to 4 G, 1 i Antonio P. da Silva, 3 a Francisco
Launa 4 C., 1 a R. de Drusinu 4 C, 1 a Prente
Vianna 4 C, 2 a Main tsc. Silva, 2 a Salazar 4
C, 17 a H. Petersen 4c C, la (Jome* de Mattos
Irmos, 2 a A. D. Carueiro Vianua.
Macbiniamos e outros artigos 2,547 volumes e
pecas a Victor Neeseo.
Machinas de costura 6 Caixas a Prente Vian-
na 4 C, 5 a A. P. de Souza Soares & C-, 16 a
Gomes de Mattos Irmos, 12 a Courad Wacbsinan,
10 a Mauoel C'Haco 4 C, 3 a Beruet 4 C-
Moveis 2 eaixes a Guimares ir. Pcrinan, 1 a
Maia 4 Silva.
Oleo 5 barris ordem.
Potassa 10 barricas a Albino Silva 4 C.
I'aiatna 6 caixas a Francisco Jos dos Passos
(Juimari'8. 20 a C Fernn los 4 C.
Pregos 25 barris a Ferreira Guimares & C.
Tinturas 1 caixa ordem.
Pimeuta preta 10 saceos a Antonio Jos Soares
4 C.
Perfumaras 1 caixa a Ribeiro & Almeida.
Phosphoros 40 caixoes a Jco Moreira
a Costa Lima 4 C.
Papel 10 fardes a Azevedo & 0., 2 a Rodrigla
de Faria 4 C, 21 o 3 caixas ordem, 1 a F. U
Caris, 3 a A. M. Veras, 6 a Manoel Joaquim Ri-
beiro & C, 2 a Guimares Cardoso & G, 2 a Joa-
quim Bernardo aos Ruis Si C.
R' upa 1 caixa ordem.
T. Ihas de burro 32 caixaa a Baltar Oliveira
4c C.
Tecidos diversos 4 volumea a Agoatinho Santos
& (', 1 a Rodrigues Lima 4 C, 58 ordem, 8 a
Mamado 4 Pereira, 6 a Andrnde Maia 4 C, 3 a
Alves de Bruto oj C, 1 a Gonnires 4 Perman,
1 a T. Jost, 1 a Olinto Jardim & C, 1 a Gui-
umies Iruiaus 4C, 2 a Fraueiseo Launa 4 C,
6 a Luis Anionio Sequeira, 7 a Beruet iO,, 2 a
A. Vieira & C, 2 a Francisco de Azevedo 4 C,
2 a Andrade Lopes fi C
V< las 15 caixas a Preaie 4 C.
Vidros 2 eaixas a Deodato Torres 4 C, 3
ordeui, 1 a Salazar & C, 1 a William Halliday
4C.
Vinbo 11 caixas a Guimares k Perman.
Carga de Lisboa
Bagas de sabugueiro 1 caixa a Joaquim Daar-
tc Simes C.
Eructas 10 caixas a Domingos Ferreira i.' i Sil-
va Si C.
L guinea 5 caixas aos meamos.
Vinho 30/5 a Silva Guimares t C.
do que isso, pois significa a expresso mais anti-
puthica do egosmo.
Pois josto e admissivel que s acreditemos
em nos meamos? Pois nao haver, n'aquelles
que nos rodeiam, pessoaa que merecam tanta con-
tiaaca como a que temos no que experimentamos
ou no que presenciamos T
Aquolles que lerem estas liuhas, far nos-ho a
justica de crer na sinceridade d'ellas ; nao as-
sim ?
Pois ahi est a resposta maia lgica aoa argu-
mentos capciosos dos que nao crem nos eloqucn-
tes attestados paaaados em favor dos prodigiosos
effeitos do Peitoral de Cambar, preparaco cujas
materias componentes nao sao, em nada, nocivas
sade e, alm disso, permittem que esse reme-
dio seja o preferido pelas senhoras, creancas e
pessoas de paladar delicada.
Em homenagem verdade, pois, rigoroso dever
de quem, como nos, sabe das innmeras curas
produsidas pelo Peitoral de Cambar, apressar-se
a faser publicas essas mesmas curas, afim de, com
isso, prestar relevante Hervc a humanidad*.
A vos da verdade.
Recife, 11 de Abril de 1887.
lira. Sr. puarasaaceutlco Inla Carloa
de arroda alendes
8 Carlos do Pinhal, 27 d Maio de 1885-
Pre8adissimo senhor.- -Acerca de 8 mezes que a
minha senhora soffria de borriveis dores nos ou/i-
dos acompanbadaa de corrimento, deduz que ia
deixando a surda, e a na garganta que j Be via obrigida a alimentar,
se a caldos; passaado noites sem dormir, e dias
sem poder cuidar dos nteresses da casa. Todo
est< tempo viveu ella serapre em dieta de rigoroso
tratamento, sem ooter saude.
Desanimada, comecoa com os seus (sant >s) pre-
parados, o Licor Antipsorico junto com os Pos De-
purativos, e logo a saude veio chegando, e hoje
gracas Providencia, posso com todo o prazer
annunciar a V. S. e a todo o mundo que minba se-
nhora acha- se completamente boa dos ouvidos e
da terrivel ferida de garganta, e autoriso V. S. a
publicar esta a beneficio dos que soffrem igual en-
fermidade.
Son com estima. De V. 8. amigo, venerador e
obrigado.Eduardo da Silva Tavares.
Elixir depurativo vegetal
Formula de
Angelino Jos dos Santos Andrade
Approvtdo pela inspectora geral do hy
giene publica do Rio de Janeiro, em 20 de
Julho do correte anno (1887).
Este depurativo de grande eficacia as
molestias sypbiliticas e impureza do sxngue e
'ncontrado a venda, por ora, na ra do B ira o da
Victoria n. 37 e tan estreita do Rosario n. 11
Para provar a grande fficaciaou quasi prodigios.
do preparado do Sr. Andrade basta apresentar v
crescido numero de attesta los expontaneamente
Para New Yol k. H. Nueoeh S C. 1,-/87 pell.s
de cabra ; H. Lundgrio & ('. 9,017 pelles de ca-
bra ; Abe Stein & C. 54,50 I pilles de cabra ; C.
tabello 31 barricas com 2,170 kilos de borracha :
Julio c Irjio 3 barricas com 1,3."i kilos d: bor-
racha.
Nj vapor allein.i i Paranagu, carregaram :
Pira Himburgo, Abe Stein 4 C. 268 couros
salgados com 3,216 kilos e 155 sacos com 9,685
kilos de cera de carnauba.
Na b.rca portuguesa Claudiua, carrega-
ram :
Pra o Porto, S. B Amorim ai C. 77 saces com
5,90.) kilos de algodao ; B. O.iveira 4 C- 56 cou-
ros espiebados com S'JJ kilos.
No patacho portugus Ventas, carrega-
ra n :
P.ra lili* d S. Mia-uel, F. de Moraes 15 barris
con 1,57.) liirjs ae mel ; J. B. de Amonio 45
barricas com 4,<65 kloa de assucar brauco
Paro o interior
Na escuna uorueguense Re/srm, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sul, Amorim Irmos &
C. 70 pipos com 33,600 litros de acuardeute.
No Vapor alleuio Paranagu, carr./ga-
ram :
Pan Sautos, H. Burle i C. 500 saces con
30,000 kilos de Besucar mascavado ; A. Dutra
Jnior 815 'accos com 48,l'0' ki'os de xssacar
mascavado ; P. Carneiro & C. 20 pipas e 25 bar-
ris co l,0u0 litros de agurdente.
Para o Rio de Janeiro, 11. Burle 4 C. 300
Siccas com 24,190 kilos de algedo.
No vapor americano Allianca, carregaram :
Para o Para, Amorim irmos t C. 40 pipas com
19,200 litros de agurdente ; Eduardo Barbosa
224 barrieas com 8,676 kilos de assucar branco ;
T. de Asevedo Souza 200 barricas com 12,930 kilos
de assucar braoco; C. Burle 147 barricas com
10,862 kilos d- assucar braoco : J. Barbosa de
prestados por mnitos cavalheiros que tem feito
oso delle dos quaes publicamos alguns de pessoas
COnhecidas e residentes nesta cidade.__
Tbomaa ..monto Eaalaca. eirurglao
denilata pela Faculdade de Medi-
cina da Babia.
Attesto em favor da verdade que sendo accom-
mettido em Agosto de 1884 de urna violenta febre
diagnosticada febre svphilitica foi ella ao fim de
64 dias debellada pelos esforcos continuos do seu
Ilustrado medico aasistentc. Quando porm jul-
gado livre comecava a convalecer foi novamente
asaltado 'ras agora por uns tumores ou gommas
brancas que em numero superior a ciucoenta es-
palbavam-se-lbes por todo o corpo.
Os esforcos empregados pelo seu intelligente e
illustrado clnico loiam iofructiferos. 0 mal zom-
bando dos grandes recursos da scieocia e realisou-
se fatalmente a suppuraco.
O seu estado era desesperado. Lutou um anno
ainda fazendo uso de iodureto de potassa como
nico lenitivo as deres mas que reconhecia impo-
tente para vencer a origem do mal.
Foi, pois, nestah nivel situaco eutre a descren-
ca de melhoras e os eoffrimentos continaos qae
instancias do seu amigo o Sr. Jos Maria da Silva
Fernandes recorreu um preparado do Sr. Ange-
lino Jos dos Santos Andrade. E' preciso declarar
que nessa i ccasiao existiam 18 gommas em abun-
dante suppuraco e mais trinta e tantas prestes a
soppurar.
O effeito benfico da primeira garrafa nao me-
receu especial inencu, mas desde a terceira dse
da eeguuda garrafa comecou a mtnifeatar-se nao
um bom resultado, mas sim um verdadeiro milagre.
As gommas que estavam prestes a suppurar en-
traran) desappareoT da mesma forma que as
outras diminuan! a suppuraco.
No fim da quarta garrafa o puz que ainda sahia
das ultimas gommas era de uu.a cor verde bem dis-
tincta, phenomeno este que nao soube como expli-
car. Quando ccinplitou a sexta garrafa resta vam-
Ihe apenas aa cieatrizes de to incomrnodativa e
perigosa molestia. E por ser verdade o que cima
attesta assiguo-me e pode fazer o uso que Ihe con-
vier.
Recife, 27 de Janeiro de 1887.Thomaz Anto-
nio Espiuca, cirurgio dentista.
Estay* sellado com duas estampilhas no valor
de 400 ris e devidamcule innutilisadas.
Rrconheco a firma supra.Recife 9 de Agosto
de 1887.
(Estava reconhecida a firma).
Illm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.
R-cife, 12 de Marco le 1883.
Em abono da verdade e cumprindo um dever
de gratido veoho dar-lhe os meus sinceros para-
bens p^'lo seuElixir depurativo e restaurador do
sangu>-, verdadeira maraviiba para eoffrimentos
de origem syobilitica. Dj emprego do seu effica-
cissiiuo Elixir m casos de erupeo du pelle e
rheumatismo syphilitico ...btive to promptos e pro-
veitosos rt-sultud s em pouco tempo com poucas
garrafas, que toi para mim verdadeiro assombro.
Assim, pois, aceite os meus mais sim eres embo-
18 ditos de suino a 700 ris 124600
11 ditos de trcssu.as a 6W ris 64600
l'l talhos a -' 204000
8 ditos a U 84000
A Oliveira Castro 4 C.:
54 talhos a 11 544000
:)'\o ter sido arrecadada neau-s dina
a quantia de 2254300
Rendimeuto dos dias 1 a 16 3:3934940
Foi arreedado liquido at boje
Procos do dia :
Carne verde de 20 ) a vM ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sainos de 560 a 640 ris idem.
familia de 160 a 240 -is a cuia
Milho de 200 a 321 res idem.
f eijo de 640 a 140 X) idem.
3:6194240
Krulif
ireaedea
19
porto em
urias no
de tsiiKtu
HACIONAES
Armandoconsig. Loyo & Filho.
Lumego(ennhoueira de guerra).
Marianninhaconsig. Bailar Oliveira 4 C.
Man lah Companhia Pernambucana.
Mariubj XI Jos da Silva Loyo r, Filho.
Pirapama Companhia Pernambucana.
Paraao Visconde de Itaqui do Norte,
ergipe Domingos Alves Matheus.
E5TRANQEIRAS
* Aliiaucaconsig. Henry Forster 4 C.
Anne Charlotte ordem.
Claudina L yo 4 Filho.
Elston ordem.
Emolator Johnaton Pater <5 C.
Pides ordem.
Fritz Baltar Oliveira 4 C.
Frits H. Lnndgrin 4 C.
Fiueiren8ea ordem.
Carvaibo 20 valumes cojo 1,576 kilos de assucar FlJrence Saunders Brothers & a
branco ; E. C Beitro 4 Iruio 60 volumes
3,207 kilos de assucar refinado.
No vapor nac mal Para, carregaram :
Para Mauos, P. Pinto C 35 barris com
3,360 litros de agurdente ; H. Oliveira 30 saceos
com 2,230 kilos de assdcar braaco, 10 barricas
com 350 ditos de dit., 2 pipas c -0 barris com
,880 litros de agurdente
IMuhelro
BECBBIDO
Pelo vapir nacional Para, cheg*dc honcem dos
Sortos do sul, para :
ernardino Lopes Alheiro
Martius Fiuza 4 C.
Jos Candido de Moraes
EXPEDIDO
Pelo vapor nacional Giqui >, para
Presidio de Fernando
Pelo vapor americano Allianca, para
Para 150:000*000
4:00J4000
3:0394'0J
2:0004000
4:9.44660
Kendiiueuto pblicos
HEZ DB AOOSTO
Al)aniega
Kende ircral
U 1 a 16
dem c 17
Renda provincial
De 1 a 16
dem de 17
336:037 i 153
26:184*816
42.7864895
2:6604323
412.2Sl*d9
45:147t218
i Je 1 a 16
dem de 17
Ue 1 a 16
dem <'e 17
ca 16
I den c* 17
Rxebedoria geral
457.720*187
14:3864350
2:29^4162
16:6794512
tiecebedoria p.-ooinda
Recife Drainage
13:849;300
3774864
14:2274164
19:3224392
7:079/585
26:4014979
Uaisiliiuru Pul> Foram abatidas tn Ma'sdouro da Cabanga 98
rases para o consumo do dia 18 de Agosto.
Sendo: 67 roses pertenceute a Oliveira Ca
fc C, e21 a diversos.
Exportaco
aacira. 16 db ao jrw db 1887
Para o exie.ior
No vapor ingles Merchant, carregaram :
Para Liverpool, J. Pater 4 C. 1,600 saceos com
120,000 kilos de assacar mascavado ; C- P. de
Lemos 36,000 kilos de trapos velhoe, 300,000 ditas
de 08808 e 25,000 anbas de boi.
No vapor americano Allianca, carregaram :
Mercado Municipal de 9. dua
O movimento deste Mercado no dia 7 de Agosto
foi o seguinte :
Entrar ..i :
41 boisojsando 5,713kilos, sendo de Oliveira
Csmro, 22 1/2 ditos de 1* qualidade, 3 de 2*
e 16 ditos particulares.
225 kilos de peixe a 20 ris
160 cargas de farinha a 200 ris
260 ditas de fructas diversas a
300 ro.
10 taboleiroa a 200 ris
10 Suinos a 200 ris
Foram oceupados :
25 columnas a 600 ris
24 compartimentos de laaba a
500 ris.
24 ditos de comida a 500 ris
92 ditos de legumes a 400 ris
30 ditos de fasendas a 400 ris
G-'Biu' Pereira Carneiro Jt C.
1 Uomborg8und Wiisou Sons & C.
! Jorgen J. I.otz ordem.
J. L. B. ordem.
' Merchant Jobnston Pater 4 C.
Paranagu Borsteimsnn 4 C.
I Reforma H. Lundgren 4 C.
I Tentativa Amorim Irmos 4 C.
Tiber Saunders Brothers 4 C.
Uuion H. Lundgrin.
Veritas Amorim Irmos 4 C.
Vernica ordem.
William ordem.
O signal indica ter a embarcaco sabido.
Vapores & entrar
DOS PORTOS DO 8T.
Oren oquearr.anhi
Ville do Maranhoamanh.
Espirito Santoa 27.
La Plata-a 29.
DOS PORTOS DO XOBTB
Pernsmbacoa 23.
DA EUB0PA
Ville de Ceara 20.
Tagusa 23.
DE NEW-POR r
Advadeeamanh.
Vaporea A sabir
Psr hoje, s 4 horas da tarde, para os por-
ros do nort .
Paranagu buje, ao meio dia, para o Rio de Ja-
neiro.
Sergipe amanh, s 4 boras da tarde, para Ba-
hia, com escala por Macei, Villf Nova, Pene-
do, Aracaj e Estancia.
Orenoque aaiauh, ao meio dia, para Bordeaux,
tocando em Dakar e Lisboa.
Ville de Maranhoamanh, ao meio dia, para e
Havre.
Advancea 20, ao meio dia, para Bahia e Rio de
Janeiro.
Ville de Ceaia 20, ao meio dia, para a Bahia
Rio de Janeiro e Santos.
Tagusa 23, s 2 horas da tarde, para Buenos-
Ayres, com escala por Babia e Rio de Janeiro.
Mandah a 25, s 5 horas da tarde, para Ma-
cei, Peuedo e Aracaj.
\aviu A entrar
Antelopde Hambirgo.
Caledoniade Cardiff.
Expeditde Hamburgo.
Farwarddo Liverpool.
Hardid Cardiff.
Lidadordo Rio Grande do Sul.
Mariedo Rio de Janeiro.
Maretta do Rio Grande do Sal.
Marinho Ido Bio Grande do Sal.
Maria Angelinado Rio Grande do Sal.
Ninade Cardiff.
Petras de Savannah.
Positivodo Rio Grande do Sal.
Temerariodo Porto.
Withelminede Hamburgo.
Moviinento do porto
Navios entrados no dia 17
i Rio de Janeiro e escala 7 dias, vapor brazileiro
Para de 1,999 toneladas, equipagem 60,
commandante Antonio Ferreira da Silva, carga
varios gneros ; ao Visconde de Itaqui 'do
Norte.
Csdis 34 dias, paacbo dinamarqus Anne
Charlotte de 152 toneladas, equipagem 5, ca-
p.to H. S. Pederaen, carga sal, ordem.
Sahxdo no mesmo dia
New York e escalaVapor americano Allian-
ca commaudante D. E. Griffiths, carga va-
rios geueioe.
324000
74800
2 000
24000
154000
124000
124000
244800
124000




w*




Diario de Pcrnambuco(tuinU-fcira 18 de Agosto de 1887
ras pelo tea felix invento e fc* do mea testema-
nho o uso qu Ihe convier.
Aproveito o ensejo para subscrever-me, com at-
tencJio de V- S. veneradjr e criado, obrigado.Af-
fjusj Olindeose Ribeiro d9 Sonsa.
Estava sellado cora urna eatampilhi de 200 ris
e iuutilisada da maaeira segainte:
e .-ebed ira de Pernambuco, 1 de Slai de 1883.
Silva Carvalbo
(atava reconhecida a firma).
Pernambuco, 5 de Janeiro de 1883.-IMm. Sr.
Ajigelino Jos dos S.ntoa Andrade, Tendo aof
irid e por muito te.,-o de rheumatismo syphilm
co dores nos rins, catarrho na bexiga e multa de-
bildade no estomago, sem nenhum appeti'e para
quUidade alguma de alimentoslo a ponto de ficar
qaasi sem aceito no movimento do corpa, fui acn
selhado por nm amigo a usar do Elixir por V. S.
preparado, O que de prompto principiei a usar da
primeira garrafa, c informe as presen peOea que a
acompinh^m, dando em resultado no tim ai 12
dias e j o segunda garrafa, app*recer me urna
bemorragbia de sangue impuro pela urethra, e
preto como tiuta de escrever, que corren em gran-
de quautidade desde a 5 horas da tarde do sab
bado ats 11 hars da mauh de terca-feira, sea
bando pir sabir sangue inteiramente tirapo i
puro.
Aqueile singue assim impuro exfahiio por f r
c& do seu Elixir, qui.ndo ein pistas se parta na.,
era mais nem menos do que pus (materia) e cot
euiuJo a usar deste precioso Elixir fiquei cora
pletaraeote reatabelecido com quatro garrafas, o
que utfirmo e juro se necessaru tr.
Pola V. S. faaer o uao que Ihe approuver desia
minha carta, que e tem por fim provar quanto
prodigioso o seu Elixir .ara 03 softnmeu tos qu
leve luiucianadoa.
Sau, com subida estima e conaideraco, de V. S.
criado a obrigadissim ; Joo Fernanda Baptista
Estava sellado com uuna eatarapilha de 00 rs.
inutilizada da seguinte maneira : Recebed.ina
de Pernambuco, 9 de Janeiro de 1883.Fortunato
de Andrade.
(Estava reconhecida a finia).
Inin. Sr Angelina J.'e das Santos Andjade
Tendo eu s;-ftrido por daua ou tres meses de urna
Uda ulcerosa dentro do naris, usando eu diver-
sos ictdieaicentoa sem resultada algum. Laueei
mao do seu Elixir purificidor do sangue. Garau
to Ihe sob minha palavra que urna garrafa smt-n-
le fai Gulficiente para mi reatabelecer de to gran-
de sofiriraeiuo, a consellu ao Sr. Augelino que
faca vulgaris.r este tio prodigioso remedio, que
t i til deve ser humanidade.
Padera fazer o uao que quicr destas pouca li -
nhas quo e cautem a pjra verdad*.
Recife, 5 de Marco de 1882.-Da Vmc. criado e
obrigado, Miguel Zacier de Sonta Fonseca.-
Estava sellado cam urna eatampilha de 20 > riu
e inutiliaada da maneira seguiut- : R-cebedon^
de Pernambuco, 4 da Deseuibro de 1882.Fortu-
nato de Andrade.
(Eotava reconhecida a firma)
Sr. Aogeliuo dus Sanios Andrade. -Soff.euda
ba longos aunos de drea nos ouvidos que roe im-
possbilitavam de trabalbar durante Biguns diaa,
fui hi 10 m- s-s accommetudo seriamente deste
mal, poia alm de nada ouvir, trouxe urna nfl.in
raacao enorme, que me eacaldavu os ouvidos e que
pelo mo eheiro, se nao poda snpp-rtar. Alguua
mdicos disseraui me ser um glande abeesso Ou-
tros, porm, me aconselhavam qu^ me tractasse se-
riauent", pas er utaa molestia de p^Ue de appa-
rene.a drlhrosa e de meo carcter.
Uaei ento do licor de Donavau, compjato tb
iod., arseuico e mercurio, tomei Cajurobo* e mui
tos outr.is depurativos, e nao tinha erais eaperau-
Cas de meihorar, pois a minha orelha esquerd.
prnipalmeute era urna chaga e engrostou horri
vt'lra- n*-, c rao succtde aos morpheticos.
Um amigo, em boa hora, me aconselhou o s-.-u
Euxir ; e eu, que j tara i a quinta garrafa do seu
preparado, acho-me completamente restabelecidv,
e i orelba, que eu julgava podre, est h.j i malo
Ba do que uuuca pensei
Abemda humanidad* faco a presente declara-
dlo i autoriso-o a faxT della a uso que Ihe con-
VliT.
R-clc, 30 de Abril de 1886.Eduardo Floro
de faiva.
Eslava sellado com urna estampilha de 200 res,
devidamente inutilisada.
lEstava r.conh;eida a firma)
(Continua)
EDITAES
2 seceo.Secretaria dn Preaideacia de Per
uibuco, em 16 de Agosto de IS87.De ariem
do Exm. Sr. prsideute da pruviucia rC> publico,
para os devidos eff. toa. que ao proviov nto do
officio de 1 taballiio do puolici, judicial e notas
e escrivio do jury e execucoes criminaes de termo
de Limoeiro, concorren nicamente o Sr. Ernest
de liveira Cavalcaute.
O secretario,
Pedro Francisco Correia de 0 iveira
itLHACOES
__ O procurador dos MlM da taxenda provm
cial, tendo n-tebido do Th souro Provincial a r Ih
co abaixo transcripta dos devedores da contri-
ta icaod* Recife Drainage, da fregnexia de S An'o
nio, relativo aa l semestre d- 18821883, que dri-
xaram de pagar a meama contribuico na tem
po competente, declara aos meamos devedores
que Ihes fica marcado o praz i de 3) dias, a cou-
tar da publicar o do presente edital, n* canf.r-
midadedj d'spjsto no art. 53 da lei n 891, para
recolherem a importancia ds seas debitjs na
Recebedaria Provincial, certos de que, finii o re-
ferido prazo se pr ajederi a cobrauca ex'icutiva-
mente.
Rec-fe, 11 d- Julhi de 1887.
Miguel Jos de Almera Pernaabuco.
Relacaa dos devedores da cantribuicao da R-cif-
Drainage da freguexia de Santo A'itonio, rea
tiva ao Io semestre de 18821883.
Viscoode de Inhauma n. 53. Bario
da Soledade
Imperador n. 22. Anna Joaquina da
Caiiceicao 'I eixeira e ontros
Daque de Calas n. 15. Albino da
Silva Leal
Trincheiraa u. 28. Adelia Josephioa
Pereira de Lyra
Dita n. 25. Antonio Simoes de Al-
meida
Larga do Rasario n. 12. Antonio Je
Ssuza Moteira
Traveseada ra. rVll* n. 5. Anna de
Jesns Ferreira Guimara-s
Calabouco Velho n. 5. Antonio Pereira
Mendes
Travessa da Calabouco n. 1. Antonio
rochado SoarefGuimaraes
Becco do Calabouco n. 26. Antonio
Jos Conrado
Santo Amaro n. 28. Anna de Santa
Urania
Mathias de Albuquerque o. 8. Antonio
Ferreira Braga
Pax n. 8. Antonio Ciimaco Morcira
Temporal
Dita n. 20. O mesmi
Travessado Carteo n. 2. Antonio Joa-
quina de Souza Ribeira
Livramento n. 28. Antonio Joaqnim
de Amorim Carvalbo e outros
Visconde de Inhauma n. 26. Antonio
Jote Uancalves de Arrnda
Dita n. 41. Antonio Jaa de Souxa
Dita n. 57. Angela Mara de Luna
Dita n. 67 Adolpbo Al ves Ouima-
r2s
Dita n. 73. Antonio Jos Rjirigues
de Sonza
Pedro Aflenso n. 68. Anna Mara de C.
Ol j reir
Dita n. 53. Anna Mara deC. Oliveira
e ontr;
Travessa do Carcereiro n. 6. Antonio
Ferreira Alberto
Largo de S. Pedro n. 1. Antonio Jis
de Souxa
Coronel Snassana n. 56. Anna de J.
Ferreira Braga Gnimaraes
mala Tueresa n. 28. Ann*
do Reg B. e outro
an. 29. Anna de Jess
Braga Guimaraes e outro
vessa do Lobato n
Teixeira de Farias
.'ravesaa do becco do Falcio n. 3.
16.
Samico
Ferreira.
Antonio
55155
6U301
18J201
15325
15^326
48*853
15*325
19*663
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
30*650
35*416
15*325
45*977
,5*325
30*650
45*S77
15*325
61*301
15*325
45*977
15*325
15*325
15*325
15*325
Antonio Climaca Moreira Temporal
Travessa do Pocinho n. 18. O mesmo
Vinte e Quatro de Maio n. 26. O
mesmo
Travessa ds Concordia n. 14. Antonio
Ferreira dos Santos
Dita u. 18. O mesmo
Palma n. 40. Alexandre Rodrigues de
Almeida
Dita n. 48. Antonio Pinto de Barros
Dita u. 6. Antonio Cbmaco Moreira
Temporal
I becco da Cadeia Nova n. 15. Anto-
nio Victorino Avila
Dito n. 17. Augusto Cesar da Rocha
Falca
Largo do Parsixo n. 16. Angela Ma-
ra do Espirito Santo
Jc> do Reg a. 5. Bernardo Joaqnim
G Roda n. 29. Bernirdin: de Lesea Uen-
riques
Dita h. 47. Bernardo Jos Martius
Kibeiro
Patoa n. 16. Bernardo Joe Rodrigues
Ribeira
Travessa dosQaartcis n. 38. Bario
do Uau
Travessa do Livramento n. 16. O
mesmo
Visconde de Iuhauma u. 53. Bario da
Smedade
Dita a. 43. Camello Joo Ramos
L^rgo do Rosario n. 27. Capella dos
Praxeres dos Guararapes
Estreita do Rosario n. 11. Candido
Alberto Soar da Motta e outro
2 becco da Cambia n. 6. Claudina
Mara do Jess Beltrao
Fogo n. 13. Clemntno de Farias Ta-
vares e outro
Livramento n. 3. C'pella dos Prarc-
res de Guararapes
Marcilio Diaa o. 42. A mesma
Dita n. 44. > mi.-uia
Dil ii. 46. A mesma
Dita i. 52 A mesoia
Dt u. 69 A mesraa.
Coronel Snasauna n. 27. Caetano di
Rocha Pereira
Travessa do Pocinho n. 22. Ciernen-
tino de Farias Telles e outro
Mrquez do Herval n. 27. Custodio
F.aucisco M .rtins
Dita n. 95. Constantino Pontes Fer-
reira da Silva
Iirp.'rador. Convento de S. Francisco
C. Velbo ii. 29. Dunisio Das Mo-
reira Leite
.; .'lu.s de Albuquerque n. 5. U-
ining-3 das Pasaos Miranda
Pax n. 24. Dr. Eatevo Cavalcante de
Albuquerque
Crouel Suassuna n. 54. Elisia Ade-
lina e outros
M .rqoex do Herval n. 26. Elias B*p-
tiala da Silva
Dita n 31. Estevio C*valcaate de
Albuquerque
Imperador n. 46. Francisco Car va-
ina de Reaende e outms
Daque de Caxias n. 76. Francisca
Risa de Lima
Dita u. 88 Dr. Francisco do Reg
Barros Barreto
D t. u. 89. Francisca Risalim Vieira
S -USa
Largo da Paraso n. 39. Francisco de
Bausa
S. Francisco n. 66. Francsc Jos
Vianna
Travessa doa Qurarteis n. 11. F de Man el de Soasa Galvio
Fago u. 43. Francisco ie Mella Ca
valcante de A.buquerque
Pedro Affa.ito u. 58. Fraucisca Cn
dida da Silva
Dita n. 74. Filhos de Manoel Joaqiim
B tatos do Mello
L>oiaa Valentinas o. 8. Dr. Florencio
Francisco Gincalws da Racha
Dita u. 5. Francisco Antonio Bastos
Oorouel Suassuna u. 37 .loo Francis-
co de Si L til)
Marquex do H rval a. 23. Francisco
de Paula Pqaaa ousroe
Rada n. A). Faaisa (menor)
21 de Maio u. H Prwueiaca Das Ro-
drigues Saaiv
Trmcbfiras o Guilherme Frede-
rico de S^uxa Carvalbo
Duque de C>xas n. 13.
do Aquino Fousec*
Bario do Victoria n. 39.
de Aniouia Augusta da
outros
Tnncheiras u. 46. Herd-iraS do
dre Francisco Das de Oliveira
Dita n. 19. Herdeiroe de Joaquim
Viegaa
Travesea das Cruxes o. 4. Herdeiros
de F. tncisco de Paula Correia de
Arauj )
Roda n. 39. Herdeiros de Janquina
M.r>a Pereira Vianna
Travess.i dos Q larteis n. 22. H T-
deiros de Joaquim Jas Vieira
Mircilia Das n. 8i. Hrdeiros de An-
tonia tgylio da Silva
Largo de S. Pedro n. 6 Herdeiroe
de Joaquim Francisco das Cbagas
Santa Therexa n. 25. Herdeiroe de
Jeii Ignacio do Rege
Palma o. 19. H rdeiroa de Jaio Fran
ciaco M Mateara
Praca de Pedro II n. 2. Irmandade do
D.vino Espirito-Santo da Collegio
Triochciras n. 6. Isabel Mana Toeo-
dara e outros
Larangeiras n. 16. Irmandade do Di-
vino EspititoSantO da Ccllegi i
L.r;odj Paraixo n. 13. Ignacio de
Si Lipes Fernandes
Diton. 23. Irmandade de Nassa Se-
nh ira do R isano He Santo Antonio
Dita u. 25. Irm.odadeda Dviui Ei-
piriu-S tuto do Coilegio
Roda n. 25. Ignacio de Si Lopes
Fernandes
Patos n. 8. O mesmo
M^ihiaa de Albuquerque n. 28. Ir-
mandade de Noaaa Sentara da Con-
cedi dos Militares
Marcilio Dias n. 1. Irmandade de
Noasa S^ih>ra do Livramento
Santa Tb resa n. 32. Irmandade do
Divino Eapirito-Santo do Col|eifio
H;liodore
Herdeiros
Fouseca e
P-
15*335
15*335
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
19*205
15*325
15*325
45*977
47*436
15*325
62*282
21*625
15*325
30*650
15*325
15*325
18* 03
45*377
45*977
15*325
30*650
83*145
18*203
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
18*203
15*3 5
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
80*725
15*325
67*056
15*325
15*325
15*325
15*32)
15*325
15*325
15*325
15*325
15*3 J
19*441
17*53
15*325
7*423
15*325
15*325
45*977
45*977
48*853
19*611
76*627
15*325
30*650
5S*07
18*203
15*325
48*635
15*325
15*325
30*650
15*325
23*838
15*325
15*325
15 f 325
15*325
191*641
evo?o de S Joo Baptlsta no
dfstrleto de S los**
De ordem do presidente, convido a seus ama-
doa irmios, a campal ecerem na s le desta de-
vocio, boje 18 do corrate, is 6 horas da tarde,
sfim de tratar-ee do bem eetar da meems, em ae-
sembia geral, i ra do C iroot.1 Huasaunt n. 213
O secretario,
Conrado da F uaeca e Silva.
Concordia
Prels Kegeln
(Jogo i bolas com premias)
Domingo 21 de Agosto de 1887.
s 2 horas em ponte.
A directora.________
C. C. E.
Club Conmerelal Enterpe
Assembla gerai
Sio convidados todos os aenbores socios deste
club a comparecerem na sede social sexta feira 19.
is 7 horas da noite, para em assembla geral or-
dinaria, ouvirem a leitura ou relatorio com que a
directora ercerra os seus tra alboa e elegerom
novos funecionarioe.
Secretaria d.. Club Coumcrcial Euterpe, 17 de
Aeosta de 1S87.O 1 secretario,
F. J. de Amcrim.
S. R. J
Sociedaiie Recreativa Juvcnlade
Assembla geral ordinaria
Sao eonvidados todos os S'-nbores socios a rea-
nirum-so domingo 21 do corrate, em nossa sede
social, para de cooforniidade cam oa oossos esta-
tutos ouvirem a leitura do relatorio e ehgerem a
nova presidencia.
Secretaria da Sociedade Recreativa Juventude,
17 de Agosto de 1887.O 2" secretario,
Jos de Mediis.
Convida-se ana Sra accioniatas a reaniram-ae
em aaeemblt geral extraordinaria no da 19 do
crrante m-x, ao meio dia, no prim iro andar do
predio n. 71 i roa do Imperador, para proceder-
se a elegi da directora pira o novo biennio so-
cial, na trma das estatutos.
Recfe, 12 de Agosto de 1887.
Ceciiiane Mamede Al ves Ferreira,
Director gerente.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director Secrettrio
S. R. J.
flfoeledade Recreada a Juventude
Sarii bimestral em 28 do corrente
Os senhoree socios que d'S'jtrem tirar convites
para este Bario podem apreaentar suaa notas ao
Sr. prt-aiuent-*.
Secretaria da aociedade Recreativa Juventude,
16 de Agosto de 1887.O 2- secretario,
Joa de Mediis.
Hemo^o
Da ordem do Illm. Sr. Dr. inspector geral, se
declara ao professor publico Ricardo Fonseca de
Medeiros, removido p >r portara da presidencia da
proviucia, de 11 do corrente, da 2* cadeira do 2*
distrcto da Boa-Vista para a 2* cadeira do 1 dis-
tricto da mesma fre^nesia, que ibe fica marcado
o praza de 20 dias, a coatar da data de dita re-
mocio, afim de aasumir o respectivo exercicio.
Secretaria da iastruccio publica de Pernambu-
co, 16 de Agosto de 1887.O socretario,
fergentino 8. de Araujo Galvie.
A. P. B.
de Beneu
Corr$io g$ra
Mala a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Para, esta administracao
expede malas para os portos do norte, recetando
impreeEos e objectos a registrar at 2 hora da
tarde, e cartas orainarias at 3 horas ou 3 1/2
com porte duplo.
Pelo vapor Paranagu, esta admiuistraclo ej-
pede malas para o Rio de Janeiro, recebendo im
presaos e objetos a registrar a* 10 horas do dia,
e cartas ordinarias at 11 hars ou 111/2 com
porle duplo.
Administrscio dos correios de Pernambu 18
de Agosto de 1887.O administrador,
Afomo do Reg Barra.
Irmadadelo Divino Espirito San-
to do Recife
a.onelno lUrai
De conformidade com o art. 68 do noeso com-
promisao, c nvido aos cariasimoa irmios ez-junes
e tamfeitores a comparecerem em o nosao consis-
torio quinta feira 18 do corrate, pelas 6 horas da
tarle atim de daie.n cumprimenta ao dispasto na
1 parte do art. 83 e 2 do art. 84 do mesmo com
promisso. ,_. ^
CoDsiafa.-io dt irmandade do Divino brpinto
danto do Recife, aos io de Asosto de 1887.
O procarador geral,
Miguel Jos arhosa Guimaraes.
iKisro Portagaesa
cesaclat
Scientitico aos senhores aasociados qoe a atem-
bla geral ordinaria de 14 do corrente, sanecionou
a reformados art. M e 39 d a eatitntoa.
Additivo aos a**emblus geraet
Art 1 Meia hora depoia da marcada nos annan-
cios da coovocaco, nao se achaodo presente o
nurn to d- socios estipulado no 1 do art. 37,
poaer-se-ba constituir a aaseuibla geral com o
numere de 15 socios.
Art. 2* Se urna bora depois nio se achar reunido
o numero de socios estipulado no artigo antece-
dente, se constituir a asaembla com qualquer
numero que comparecer.
Recife, 17 de Agosto de 1887.
Beato de A guiar,
i' secretario l a aasemola geral.
De ordem do Illm. Sr. Dr. in8pector, face
publico que no dia 18 do correte iri de aovo i
prava o aervica da illuminaco de 'guirass, cor-
respondente ao correte semestre, servindo de
base o preco de 99 r. por lampeo.
Secretara do Theaouro Proviucial de Pernam-
buco. em 12 de Agosto de 1887.O Secietano,
Allana i de Albnq lerque Mello.
2. Secco. Secretaria da Presidencia de Pr
nambuco, em 10 de Ag.sto de 1887.De ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia taco publico,
para os devidos effeitas, que ao provimeoto do
officio de 1- utbellio do publico, judicial e notas
e escrivo do jury e ezocucoes criminaes do termo
de Limoeiro, concerreu nicamente o Sr. Ernesto
de Oliveira Cavalcante.
O secretario,
Pedro Francisco Correia de Oliveira.
DO
BRASIL
Capital SO,OOO:OOO0
dem realisado 8,000:0004
A caixa filial d'ese Banco funecionando tem
poranamente i ra do Commercio n. 38, saca, i
vista ou a praza, contra os seguiotes correspon-
dentes no estrangeira :
Landre......... s/N. M. Rothschil & Sons.
paria........... De Rotbschild Frrcs.
Hamburgo.......j
Berm..........(, Deatache Bank.
Bremente........
Frankfurt s/ Main
Antuerpia.......
Roma...........
3enova.........
aples........
Mio e mais 340
cidades de Ita-
lia............
Madrid..........
Barcelona.......
Cdiz.:.........
Malaga.........
Tarragoup......
Valencia r outrasl
eidadea da Hes I
panha e ilhas *
Canarias....../
Lisboa.........\
Porto e mais ci- (
dades de Por-?
tugal e ilhas... ;
Buenos- Ayres.... )
Montevideo......)
Nova York......
S. M. Q. M.
Sociedade Hnaical ttustorxe de
Marco
De ordem do Sr. presidente e combinacio do
Sr. prateaaor, soientinco aos aeohores socios em
geral, que a cantar de 7 do correute em diante se
observar a seguinte tabella de tosios e eoaaios :
Aulas
Seguudab, quartas, quintas e aabbados, das 6
is 7 1/2 horas da noite.
Entaiot da banda
Segundas, quintas e aabbados, das 7 1/2 is 9
1/2 horas da noite.
A"n*aio* de orchestra
Quartas feiras, de 7 1/2 at 9 1/2 horas da noite,
e domingos, das 11 is 2 horas da tarde-
Secretaria da sociedade musical Quartorze de
Marjo de 18870 secretario,
Aprigio Fumino Baptista.
Inspectora de bygiene publica
De ordem do Sr. Dr. iusaector interino de hy-
gieoe publica e para cumprimento do art. 92 do
regulamento sanitario, chamo a atteacio dos se
chores mdicos pira a seguate disposicio do mes-
mo regulamento :
9 o O medico que verificar um doente de que
trate, e quando nia reinar epidemia, algum caso
de uoleelia pestilencial, dever participar imme-
diatamente o facto i autoridade sanitaria.
A infraccio seri punida com a multa de 200*
E para que ebegue ao conbecimento de todos,
faco publicar o presente pela imprensa.
Secretaria da Inspectora de Hygieoe Publica,
10 de Agosto de 1887.O secretario,
Guilherme Duarte.
Goniia ie Triis Urbanos do
a Oliatfa a
is
AVISO
PORTA
AOS PASSaGEIROS
DORES DE SERIE
Em virtude do desejo manifestado por mais de
um dos Srs. passaeeiros desta catbegoria, resolveu
a directora reunida em sesaio ordinaria hontem,
que fossem validos os bilbetes de series iudistinc-
tameote deotro do mes para o qual tiverem sido
emittidos, segundo o numero de viagens contidas
em cada talio ; ficando por esta forma abolida a
restrccio de s ser aceita urna viagem diaria de
ida e volta.
Funda-ae esta alteracio no tacto de allegarem
alguna dos sobreditos paseageiros que para elles
urna viagem perdida a dos diss saoctificados, ao
passo qoe poderia a mesma ser aproyeitada para
urna segunda vex em qualquer dos dias uteis. E
fica-lhes aeaim o direito de fazer at as 30 viagens
n'ura s dia, caso julguein opportuno nesse praso
esgotar toda a serie.
Escriptoria do ger-nte, 10 de Agosto de 1887.
O director gerente,
A. P. Simoes.
~ ComoanMaJsEIcip ~
De hoje por diante os presos
dos materiaes da Oiaria a Vapor,
sero regulados pela tabella se
guinle, sem descont:
Tjols grossos frmalo com-
luuiii, milheiro 18$ Ditos for-
mato pequeo 16$ Telhas, mi-
Ibeiro 35$, Ladrilhos de diver-
sos formatos 30j?(00,
Recife, 1 de Agsoto de 1887.
Antonio V. Nascrneuto Feitosa.
______GERENTE INTERINO
UsE B o I al Janeiro
LileU
Capital do Banco....... 1.000,000
Capital realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,00 A contar desta data e t ulterior reao-
lujo, coneeder-se-ha juros de aous por
cento ao anno, sobre os salios da dinheiro
depositado em cauta corrente de rnovimen-
to no mesmo Banco.
Recebe-sa tambeaa dinheiro em deposito
a uros por periodos determinados, ou su-
jeito ao aviso ptvio de trinta das para ser
retirado, mediante aa condijS's de que se
dari conbecimento aos i iteressados.
Pernarocuco, 23 de Maio de 1887.
enry K, Qregory,
Gerente,
i^^^^^^^sai^MaM^ssaaisMasaMan
liRITIIOS
COMPAMUI4
Baoqae d'Auvers.
BaeO' Omerale e auaa
agenci-.a.
Banco Hypotecario de
Espaa e suas agen-
cias.
mco de Portugal
suas agencias.
as
OYALMAILSTEAI PACliET
COMPANY
0 paquete Ta^ns
E' esperado da Europa no dia
23 do corrente, seguinds
depois da demora neceases
riapara
Bahia, Rio de Janeiro Monte
video e Buenos Ayres
Para passagens, fretes, etc., tracta-se -" os
Consignatarios
Amorim Irmaos &C.
N. 3- RA DO BOM JESS -N. 3
i'ompanhla Bahlana de navega-
cao a Vapor
Machio, Villa Nova, JVenedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
PORTOS DO SUL
0 vapor Sergipe
Ccmmandante Pedro Vigna
Segu impreterivel-
mente para os portoe
cima no dia 19 di
Agesto, as 4 horas de
tarde. Recebe carga
unienmeoteat ao 1)2
dia do dia 19.
Para carga, passagens, > ucommendaB e dinhei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7lua do Vigario 7
Domingos Alves Malheus
MRGERS BllS
Companhla Franceza de Xavega
eo a Vapor
Linha quinzenal entre o Hvre, Lia
boa, Pernambuco, Bahia, Rio de .Tanfiro e
Santos
CommaDdxnte Vi-I
Espcra-se dos nortos do
sul at o dia 19 de Agosto
seguindo depois da indis-
pensavel demora para o Ha-
vre.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece exccllentes commodos e ptimo passa-
dio.
Aa pasfageas podero ser tomadas de antem&o.
Recebe carga encommeodas e paeaageiroa para
os quaes tem excellentes accommodaces.
Para carga, paasgens, encommendas dinheiro
a frete: trata-se com o
Ovapor ViUe de Cear
Commandaote Simn t
E' esperado da Europs
at o dia.20 dr Agosto, se-
guindo depois da indispen
savel demora para a B-
tala. Rio -. Janeiro
e laoloa.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p 'lo
vapores desta linha,queiram aprescutar dentro de 6
dias acontar do da descarga das alvareng' nnU-
quer reclamacao conceruente a volumes, que po-
ventU i tenham seguido para as partos do sul.au
ie se poderera dar a tempo as providencias nejes
carias.
Expirado o referido praac a coinpanhiioa n s<
responsabilisa por extravos.
Para carga, pai sagena, encommendas e dinheirt
a frete : trata se cora o
AGENT '.
Au^uslfi Labille
9 -RA DO COM.MERCIO -9
Unued States & Brasil 1 S.S- C
O vapor Advance
Espera-se de t*-ritr\.
News, at o dia 19 t Agosto
o qual scguir epi's d.
d.-rcora necisau' p ra
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encanimendas meta-
te com os
AGENTES
Henry hrudr & .
i 8 RA i/O (.OMMERCIO N. 8
. aiida
Cu
QuinU feira, 18 do corrente, 4 horado ce tame,
haveri seasao ordinaria.
SecreUra do Instituto Archeologico e Geogra-
phieo Pernambucano, 16 de Agosto de 1887.
Baptista ttegueira,
1 secretario.
Engah Bank ot the Ri-
ver Pate. Limited.
Q. Amsick & C.
Compra saques sobre quilquer praca do impe-
rio e do eetrangeiro.
Recebe dinheiro em conta corrente de movi-
meoto com juros a laxu de 2% ao anno e por le-
tras a praxo a jaros convencionados.
O gerente,
Willam M Webfter
Yacciua publica
De ordem do Exm. Sr. Dr. presidente da pro-
vincia, declaro que no Gymnasio Provincial ha-
ver vaccina publica todas as quintas -feiras, das
11 horas ao meio dia, oa em qualquer dia santo a
me?ma bora.
Gymaasio Piovincial, 1 de Azosto de 1887.
Dr. Esleva Cavalcaote de A'baqnerque.
lKH\%WWlC4Vt
DE
Vavesaco costelra por vapor
CORTOS DO SUL
Macei, Penedo e Aracaj
0 vapor Mandahu
p^. Segu no dia 25 dt
Agoeto, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at
dia 24.
Encommeodas, passagens e dinbeiros frete at
3 horas da tarde do dia 25.
ESCRIPTORIO
Ao Cae dn Companhia Pwrambucana
____________^12____________________
lOHP^UIE DE* ffl(EAl
RES .II.1KITIMF*
LINHA MENSAL
0 paquete Orenoque
Commandante Moreiu
E' esperado dos portos de
sul at o dir. 19 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, pi .ra Bordeaux
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos senhores passageiros de toda
as classes que ha lugares reserviidos para est*
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Fax-se abatimonto de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 pessoaa ao misos e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por excepcao os criados de familias que torna-
rem bilhetes de proa, gosam tambeni d'este abati-
mento.
Os vales poataea a ae dae at a dia 17 pagos
de contado.
Para carga, passagens. encommendas e dinheir
a frete : tracta-se com o
AGENTE
Migusle Labille
RIJA DO CO.MMEKJlO-9
Compauliia Bratileira de .\"ave
sr.eio a Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Pernambuco
Commandante o capvtco de fragata Ped o
Hyppolito Duarte
E' esperado dos -rtos do
norte at o dia 23 de Agosto
e depois da demora indis-
pensavel, seguir para os
f-toe do aul.
Recebe tambera carga para Santos, Santa Ga-
tharioa, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande d)
Sul, frete modic .
Para carga, pasagena, eucommendas e valorea
trata-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTN 9
lElLUBS
QuinU feira, 18, o de diferentes predios edi-
ficados em chais proprios n mesmo i.rmaxem da
roa do Marquex de Oiinda u. bi.________^^___
Sexta- teira, 19, o de b>ns movis, objectos
de prHta e eleetro-plate, porcelanas e crystaes na
casa da Passagem da Magdalena.
De fazendas e cbapos
EM CONTINUAgiO
Leilo
De predios em chaos proprios
A SABfiR
Um sobrado de 3 aodares com 4 jaoellas de fren-
te, ra Direita n.36.
Una casa terrea na roa de Fogo a. 46.
Urna dita oa mesma roa n. 19.
Urna dita na ra de S. Jorge a. 3.
Urna dita na ra dos Guararapes n. 47.
Urna cara terrea da roa de D. Mara Cesar n.
81.
Quinta feira, 18 do corrente
A's 11 hora
Agente Pinto
No armazem, a ra do Mrquez de Oiinda
52
n.
3* leilao definitivo de
predio
De 1 parte do sobrado sito a ra do Aurora n.
151, avaliado em 9:(K 0000 sendo 3:344*457 o
valor da parte, a qual ser tntregue pelo maor
lance que se obtiver.
Da casa terrea sita a ra do Coronel Lsmenha
n. 35, antiga dos Praxeres, freguezia da Boa-
Vista, com 1 porta e janella de trente, 2 salas, 2
quartos, cosinha, quintal murado e cacimba.
Em seguida :
De 1 cavallo preto londrino andador de baixo a
meio, diversas mobilas de jncarand, junco, ama-
relie, pao carga e taia, cninaa, marqu'-zoea. com-
modas, marquesas, cadiirue, guarda toncas,
toileta, lavatorios, pianos, quadros, louets, vidros
e muitos outros objectoa que aer&o vendidoa aem
limites.
Sexta-feira, 19 do correute
A's 11 horas
No armaxem da ra do Marquex de Oiinda
n. 19
Por intervencao do agente Gusm",
Leilao
De 1 armacao envidractda, 2 guarda louca
novos, 1 marquesa >, 1 viveiro para pausaros, 1
sof, 2 consol?, 2 cadeiras de braco, 2 ^itas de
balanco e 6 de guarnicao de amarnllo, 1 commoda,
1 bidet, 6 cadeiras de junco, 1 quartioheira. 1
banquinha, jarres, candeeiros kerosene, copos, c-
lices, facas e outros objectos.
Agente Brillo
Sexta-feira, f 9 do corrente
A's l e 1|2 horas
Caes Viote e Doue de Novembro n. 28
Leilao
De fazendas, miudezas e um variado sor-
timento de cbapos para senboras, ho-
mens e meninos
CONSTANDO
De madapolhea, algodea, chitas, chales, case-
mira inglesa, greguelaa, gravatas, lenco, baptista,
camisas de meia, pannos para iSJe, atoalhados,
meiaa, pappo de linii casemi.'a e pannoa pretos,
toalbas, casacos e muitas outras f^xendas ingle-
tas, francesas, suissas e allemss, bem Como cha-
peos de filtre, de palba, maDlha, do Chile e de
massa, para homena e aenb .rus.
Por liquidaran
Sexta fera, 19 do corrente
A's 11 horas
No armaiem da roa do Mr-
quez de Oiinda n. &2
O 8gente Piuto levar leilao por coota e or-
dem de diversos e por conta e risco de quera per-
tencer, differeutes volumes com chapeo para ho-
rneas e senhorbS, miudexas e ferrsgens, por liqui-
dco, existentes n^ armaxem da ra do Marquex
de Oiinda n. 52.
Sixta feira, 19 do corrente
De bons movis, tinos crystaes, quadros a
oleo e de oleographia, jarros para flores,
objectos de ele.ciro-plate e chrystofle, a
aaoer :
Um piaao forte, 1 tuobilia de Jacaranda com 1
sof, 4 cadeiras de braco e 12 de guarnicao, 4
quadros, 2 retantes par retratoe, 3 sanefas para
ortinados, tapetes avelludados para aof, tapetes
de carneira, 5 eacarradeiras grandes, 2 serpen-
tinas, 2 figuras, lindos jarros, enteites de mesa e
albuns.
Urna linda cama am trieana, 1 toilet e lavatorio
dr Jacaranda e pedra marmore, 2 cvbides, 1 com-
moia, guarnieres para folet e lavatorio, marque-
xes. berco, 1 guarda roupa e 5 cadeiras
Um guarda louca, 1 excedente mesa elstica, 2
qurtioheiras, 12 caJeraa de juoco, 1 relogio de
parede, 2 apparelhos de porcelaua para cha, 2 ditos
para jaotar, copia, cucea, garrafas, fructeiras,
jarras, quartinhaa, lindoa porta-licores, bandejas
e salvas, talheres, galheteiros, porta -gelo, facas e
2 jarros de faiance.
M -aus e taboas para eagammar, mesas de coxi-
nha, potes, (landres, banbeiros, trem de coxinha e
maiCos outros movis de casa de familia.
POR INTtRVENg^O DO AGENTE
Pinto
No sobrado immediato chcara do Sr. commen-
dador Joo Ignacio do Reg Medeiros na Pas-
sagem da Magdalena.
A's 10 horas e 20 minutos partir am bood qoe
dar passagem gratia aos concurrentes.
Agente Burlamaqui
Leilao
De 2 cavallos e de 2 carracas novas com
bons eixos
sexla feira. IB do corrente
s 11 horas
Nos fundos do armazem da ra Ao Marqeez
do Heroal n. 39
O agente cima, autrrisado pelo Sr. Jnao Ma-
chado EvaDgelbo, levar a leilao 2 cavallos e 2
carrosaa com pouco uso e bous eixos, e que se
prestam para qualquer srrvico.
Os Srs. pretendeutes desde j podem ir exa-
minar.
leilao de
Quinta-feira 18 do crrente
A' 11 oras
O agente Pinto continuar, hrje, o
chapeos e faxendas comecado hontem
No armazem da ra do Mrquez de Oiinda
n 52
9
Porto por Lisboa
Para os pirtes indicidos seguir brevemente
o brigui: portugus Armando ; pal a carga e pas-
aageiroa trata-se com os conaigua'.arioa Jos da
Silva Loyo & Filho.
Leilao
De farinha lctea, carne em cooaerva, tioto
preta em p, venezianas e chapeos para homens,
senhsraa e meninas.
Quinta feira 18 de Agost)
Agente Pinto
No armazem da ra do Mrquez de Oiinda
52
n.
Leilao
No sobrado ra de S. Bento n. 10 em
Oiinda
Quarta feira 18 do corrente
A'S 11 HORAS
Por Interveuclo do agente
Pinto
Ra do Marques de Oiinda n. 52.
4." leilao definitivo
Da casa terrea com sota, ra do Socego
n. 32, era 6olo proprio
Segunda-feira, 99 do corrate
A's 11 hora s
Ru do Imperador n. 22
O agente Stcpple, por maodado e assisteucia do
Exm. Sr. Dr juix de direito privativo de orphos
e ausentes a requeriment.' do inveatariante do fi-
nado Manoel Antonio T.ixeira, levar a 4. e defi-
nitivo leilao a casa terrea cima em aolo proprio.
Os Sra. pretendentea deade j podem examinar
a dita caes, a chavo acha ae junto no n. 32.
"AVISOS DIVERSOS
= Vende se o butel n. 27 sito ra de Lomas
Valentinas, antiga Aguas Verdea ; a tratar as
mesmo hotel.
Alutca-8e a boa casa u. 2 no piteo de S. Pe-
dro-novo em Oiinda, com muiles commoaos, flgaa
e g, muto freaca ; a tratar ao Caminho Novo
n. 128. Na mesma taea precisa se de urna criada
que saiba cosinhar bem t engommar, sendo j de
maior idade, prefere-ae pr'uguexa. toma-se tam-
ben) urna orph de 7 anuos de idaae, promet-
iendo-se tratamento caridoso.
Alnga-se casas a 8J0U) no neceo doe Cos-
hos, junto de 8. Qoncallo : tratar na ra da
'mperatrii n. 56.
s


.'


'-
1 aicnm i


6

Diario de PeruajubueoQuinta-eira 18 de Agosto de 1887
_ Alaga ae por 10,1000 a casa n. 2i na Var-
iea, defronte da estacio, cora armacio ; a tratar
na roa da Imperatriz a. 66.
Precisa-ae da ama cosioheira e de um criado
ri casa de familia ; a tratar na roa do Bario
Victoria n. 3>, loja.
Precisase de urna pessoa que saina coainhai
bem, homem ou mulher, roa Vinte e Quatro de
Maio n. 13,1 andar.
Alaga se a casa na Encrasiihada de Beln
por 8J000, esti limpa, tem quintal e cacimba, e a
loja da ra do Coronel Saasanna n. 139 ; a tratar
na raa da Imperatris n. 56.
Precisa-se ie nm menino par vender tabo-
leiro ; no becco des Patee n. 11.
Precisa se de urna cosinheira
Matrit da Boa-Vista n. 9.
na roa da
Precisase de ama c< sinheira ; na estaca o
da Jsqaeira, sitio do Sr. Valenca. ________^^
Farslls f 3 caroco ae isioao
a 400 rs. a
Chegou a primeira remesaa do precioso farello
de caroco de algodo, o mais barato de todos os
alimentos para animaes de rafa cavallar, vaceum
auino, etc. O caroco de algodo depois de ex-
trahida a casca e todo o oleo, o mais rico ali-
mento que se pode dar aos animaes para os forta-
lecer e engordar cem admiravel rapidez.
os Estados-Unidos da America do Norte e na
Inglaterra elle eiapiegado (com o mais ielis re-
sultado) de preferencia ao milbo e outros farelloe
que sSo mui'o mais caro e nao sao de tanta sus-
tancia.
A tratar no Beclfe liara: do Cor
po tanto, 1 andar
I

ade-mecam de llomaopathic
Metbodo conciso, claro e seguro de cbrar< >
bonioeopathicaaiente todas as molestias que I1
affligem a especie bumaoa, particularmente^ /
aquellas que reinara no Brasil pelo J
DR. SABINO O. L. PINHO \ j
.'. edlcro
consideravelmente augmentada e aanotada.
Vende-se nicamente em Pernambaco.
PHARMACIA HOMCEOPATHICA
PeloDr. J. Sabino L. Pinho
CUIDADO COM
FALSIFICARES!
DR. NABIXt
43BA DO BAKAO DA V1CTOBIA43

0 Remedio do Dr. Ayer
CO>TKA
F.' um tnico forl tal, o,
lelo coahtK'iiututa
tOS, G,l!LA.\IIl"i Cl I
as fiebres nialif"11- lodeas de-
vem a sua origcm a m
ana penetra no saagne pel< altera
o flgado e motiva
febres conaeeidas por Terciarias e
Suatrenarias, Internas, de Fri,
'alignas, Intermitientes, emit-
tentea. Biliosas, e> Typhoido.
O Rkmk.wo i>o Di lUsa o
venena miasmtico a
Nao coutt-in sntnina n n Ingrediente al-
ian inineral; seguro e inottVn-.
nunca tulla s a< u.- i
PRKPAKMH) l'KLO
DR. J. O. AYER k CA.,
I.owell, Mass., E. O. A.
A* venda DAS priniipaes iliuriuucias e
Amallas.
Alagase barato
Sua Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
Roa Coronel Suassuna n. 141, quarto.
Travessa do Carao n. 10, loja.
Largo do mercado com agua n. 17.
Travessa do Carmo n. l.
rrata-se na ra do Coinmercio n. 5, 1" andar
esriptorio de Silva (uimares & C.
Aluja-se
Precisa-se de um ra
(Passegem da Magdalena).
Criado
de Paysand n. 19
Xova tarifa das Alfandegas
Acba-se venda no armazem n. 5 do caes da
Alfandega, a G/000 cada exemplar.
Compras por atacado
O Pe toral de Cambara
tem precos especiaes para acuelles que compra-
ren! grandes porcoes. Distribuem-se impressos a
nm graade sitio, oontendu as principaes fructas,
no Caldeireiro n. 9, com boa casa de morada (que
foi do finado Mamede). teodo agua e gas, a qual
confronta com a casa do Dr. Alcoforado ; a tra-
tar na roa do Apollo n. 30, 1 andar.
AIu
d-se
a casa terrea na travessa da Ponte de Ucba n.
12, com bastantes commodos para grande fami-
lia, com sitio murado e arborisado, b a agua po-
tavel para beber, deposito e banbeiro de cimento
e bomba, fica a dita casa marc'm do rio Capi-
baribe, com banbo doce temperado e salgado :
uem pretender dirija-se no mesmo sitio, das 6 as
0 boras da manb, que encontrar o proprie-
tario.
PARA
O LCNCO O TOUCADOfl
E O BANHO.
AMA
Precisa-se de urna ama para comprar e
cozir.har em casa de familia: na ra de
Riachuelo n. 13 se dir.
Precisa-se de ama ama para o eervici de urna
casa de pouca familia ; na ra do Mrquez do
Herval n. 182.__________________________
ASMA.
Precisa-se de ama
da Aurora n. 27.
ama oogommadeira ; na raa
Ama
Precisa-se de urna ama : a tratar na roa do
Paysand n. 19, Passagem da Magdalena.
Ama
Precisa-so de ama criada para engommado liso,
e outros servicos em cesa de familia ; na loja de
fazendas raa Duque de Canas n. 41.
Ama
Precisa-se de ama para cozinha e mais servico
de casa de familia ; aa ra Bella n. 43.
Ama
Aluga-se
as casas ns. 22 e 24 da ra do Lima, em Santo
Amaro, caiadas e pintadas de novo, com 3 quar
qutm os pedir, contendo as condicoes de vendas : ^ 2 8a&8 e | com cacimb!i tuem preten-
na ra do Mrquez de Onda A. 23 drogara dos de,.ls ^.J. do Mrquez de Olinda nu
nicos agentes e depositarios goraes
Francisco M. da Silva <&JC.
Escripias anisas
Urna p:ssoa que dispoe de algum tempo oflere-
ce-se para fazer algumas ; a t'atar na ruado
Mrquez de Olinda n. 10 e Imperatriz 54.
Fregaezia do Re?/ife
Aluga-se por 8/ o soto do 1- andar n. 63 da
ra do Visconde de Itaparica antiga do Apollo,
no mesme precisa-se de um criado, paga-se bem.
mero 8.
Eiiiiilso de kcpler
Preparado de Burough*, \\ ell
come & C.
CHLMIC'OS DE LONDRES
Azeite poro e fresco de gud de bacalbo da
Noruega m soiuco com o Extracto de Malta de
Keplr.
Esta a mais perfeita Emulsao at hoje eonhe-
cida.
Foi introdusida na pratica medica a algnos
annos e desde en to o seu consamo tem tomado '
um incremento to extraordinario qae nao ha nm
s dia em que seja receitada pelos mais abaliaa
dos mdicos do mundo, com preferencia sobre
todas as demais preparaces de igual natureza, pela
certeza de sua tolerancia no estomago nao s das
creancae como dos adultos, rebeldes omitas veaes
ao oleo de bacalbo e a muitas emulsoes mal pre-
paradas.
Assim, pois, a'nossa EmuUao se recommenda
com preferencia para o tratamento da tsica em
todas as sueb multiplicadas manifeatacoes e em
todas aflec^oes dos orgos respiratorios, como bron-
cbites, raquitiam enfermidades escrofulosas, tu-
mores brancos. procedimento supurativo e na den-
tifn das creancas, na caxrxia sypbilitica, na
perda do appetitte e debilidade dos orgos diges-
tivos e em geral em todos os casos em que se fsz
preciso o levantamento na nutrico.
linico deposito
34Ra Larga do Rosario3-4
Pharmacia
BARTHOLOMEU C. SUCCESORES
Arrenda-se por cinco aunos o engenbj cima,
situado na comarca do Bonito, moente e crrente,
com todas as suas porteabas. Pode safr. jar para
mais de 1,500 pies, e dista da estacao de Catende
legua emeia, sendo soa renda por mdico prece ;
a tratar na ra da Cruz n. lt, pr Ave Libertas
A Sociedade avisa as pessoas que tem pedido
para serem considerados seos escravos, afilbados
I e protegidos, que vai baver libertacoes e que para
este fim devem apreaentar as matriculas no praso
de 8 dias a contar da presente data.
Sede da Sociedade, eos 13 do Agosto de 1887.
Industria nacional
Alcool de canna rectificado desinfectado, cog-
nac braaileiro (agurdente de canna desinfectada),
obtidos por A. M. Veras & C.
Ao commercic
O abaixo assignado declara ao corpo commer-
cial desta pra(i, qae nesta dita comproa ao Sr.
| Jos Ramos Souto o estabt-lpcimento de molhado-
sito ra da Imperatriz n 65, livre e deaembarae
cado de qualquer onus. Recife, 13 da Agosto de
1887.
Joao Francisco Riimos da Silva.
Preciaa-se de urna ama para engommar e lazir
servicoa de casa ; na typograpbia do Diario, no
3- andar, n. 24. ra Duque de Caxias.
~~ Al
Precisa-se de nma ama para cesinhar e comprar
para casa de nouca familia ; na ra do Mrquez
do Herval n. 79.
AMA
Precisa-se de urna
engommadeira e cosi-
nheira para casa de
tres pessoas: na ra
do Baro de S. Borja
n; 35._____________
Preeisa-se de urna
ama boa cosinheira: a
tractar a ra da So-
ledaden. 82._______
Para eng-enho
fierece-se nma senhora com todas as habilita-
coea oecessariae para ensino primario, ou em
qualquer povoado que nao tenha professora ; qaem
dos seas prestimos precisar, dirija-se ra da
Imperatris n. 14, segundo andar, a tratar com a
mesma.
Semenes e arrpalo
Compra-ee na fabrica Apollo ruu do Hospicio
numero 79.
Oleo de
em barris ;
do Maltes
mamona
vende-so no trapicha Vi.inna Forte,
Madeuiuiselle (otinia
Raa do Imperador n. 55, segundo andir.
tlodisla
Ao comnercio
Urna pessea ebegada ultimami nte da Europa
propod-ae a ser empregado no ctmmtrcio desta
praca. Fazendo sciente & quem mtereesar, que
falla com ptrfei(ao a lingua italism. e com prati-
ca francez, ingles e hngaro, conbecendo tambem
um pouco o alientan.
Quem precisar pode dirigirse ra de Santa
Sita velba n. 83, que achara com quem tratar.
Nao faa questo de grande ordenado.
Ao commereio
jEa abaixo assicuado declaro qui? ven ii aj Sr.
Joao Francisco Ramos da Silvr o nieu earabeleci -
ment de molbados aito ra da In peratriz n. 65,
hvre e desembarazado de qualquer onus. Se .I-
guem aejulgar com direito a protestar, queira
fazel-o no prazo de tre. dias. Reciie, 13de Ages-
ta de 1887.
Jof Ramos Souto
Fabrica de chapeos
Antonio Jos Maia & G.
DEPOSITO
roa do Baro da Victoria ns.
34e36
Os proprietaiios deste estabeleciciento scienti-
caui aos sena numerosos fregueses e ao respeitavel
publico, que contiuuam a ter grande sortiioento
de chapeos de todas as qual dad 'g e formatos,
manufacturados com toda a pt-rfeieai e por presos
mais vantajesos que em outra qualqier parte.
I
J
Diariamente debate-se na impiensa a ciise
aterradora porque estao passando as provincias
do norte deste imperio ; sao innuiaeros os recla-
mes de todas as classes, sem que sejam attendidoa
os seus justos pedidos, de que se gloriam as na-
dos civilisadaa.
E para que se possa dar impulso, aos desejados
progresos que certsmente trarao < bem estar de
todos, resolveram Martins Pires de C. estable-
cidos com armazem de molhadi a ra Es-
treita do Rosario ns. 1 e 2, a venier por precos
j mdicos os artigos concernentes ao seu ramo
| de negocio, que certamrntc cnnstitue urna eco-
noma diaria e onde se acba um completo sor-
timento dos seguintee artigos, qae pela sua qua-
lidade e presos sao recommendaveis, como te-
jara :
Vinbos finos do Porto
Madeira
Sherry
Cham'oertin
Bordeaux
Moscatel
Collares eBucalas.
Completo sortimento de eervejas, aognae, bitter,
licores, doces, bolacbinbas nacionaes e estrangei-
ras.
Queijos frescos
mengo.
Aaeite de coco, mate
paneros.
Precos sem competencia.
Ns. 1 e 2Ra Estreita do Roas rioNs. 1 e 2
do serto, prato, Minas e fia-
do Paran, formicido ca-
V1XH0 DE JURL'BEBA
COM I0DIRET0 DE IOTASSIO
Tnico, depurativo e any-
rheuniatico
TREPAKADO POR
BarlioN&CtaH
Approvado pela Junta Geral de Hygiene
da Corte e aHtorisada pelo governo
Os repetidos pedidos que nos foram feitos por
muitos dos nossc>8 illnstrados clnicos paru juntar-
moa ao uosso-Vioho de Jurubvba,j to vanta-
josameute conhecido no no-so paiz, como no eslran-
geiro, urna doee exacta setnpre. determinada de
iodureto de potassio, creanJo assim um medica-
mento certo e iaalteravel, de immenaas virtudes
medicinaes, nao nos dc.xi.iaui hesitar um in-
stante, e hoje temos a satisfaco de apreaentar ao
iliustr corpo medico do nosso paiz e ao publico
em geral ease novo preparado, cuja aeco curativa
e certa em grande numero de molestias incun-
testavel, c.mo aij in rheumatismo agudo ou
coronice, nas obstruc^oes do bgado e baco, as
anemias, Das clorosee, hydropeaias, m lestias uri
narias, debilidade do estomago e nas de origem
sypbilitica.
A jurubeba, (isa planta preciosissima, to ebeia
de virtudes medicinaes, associada assim ao iodu-
reto de potitssio, o depurativo de um valor im-
menso, faz com que o noaso preparado seja usado
de preferencia, como um medicamento certo e in-
fallivel para a cura das molestias que aeiua dei-
xamos descriptas.
Seu uso de fcil t-pplicaco, podendo por isso
ser tomado pelo doentc : todava recommendami
a direceo de um medico, e s elle deve modificar
ti sua accao, elevando ou diminniudo a dose se-
gundo o effeito que julgar preciso em .ce das
molestias a combater.
O nosso vinho de jurubtba e iodureto de potas-
sio paro tem urna dose exacta de iodureto repre-
sentada era urna colher de sopa por quatro t-'ros
de iodureto, podendo por isso ser tomado peles
adultos na doec de colheres de sopa por Jia e
pelas creancas aa d< 3 das de cha, momentos an-
tes ca do acto das refeicoua.
DEPOSITO
34--Rua Larga do Rosario,!,
PERNAMBUCO
8AUNDEES BROTHERS & O, largo do Cor-
po Santo n. 11, teem para vender :
Cervejapreta e branca, de M. B. Forster &
Sons.
Dita allema, Pilsrn Be r.
Vinbe- Sbury. Amentillado.
Dito Bcrdeaux, Sr. Juen.
Whisky, Thiste Blend Scotck Wisk
Dito
Presuntos de Adamson.
Maicena de Browns & C.
Pho8pboros, Ameslosto Safet Matches.
Tincas em massa, branca de zinco de chumbo
preta e verde.
Zarco.
Plvora da muito conhecida i acreditada marca
EB.
SEM0L1NA
DeRrons &C, de Glasgow
Este artigo, preparado por um novo processo
de trigo da melbor qualidade, posaue os elemen-
tos necessarios para nutricio de crianzas e doen-
tes, e muito se recommenda por ser de fcil di-
gesto e gosto muito agradavel ; tambem pode-se
fazer urna excellente papa, misturado em partes
iguaes c.m a maizena dos mesmos fabricantes,
addicionando-se-lhc algum lcite. nicos agentes
neata oraca, Saunders Brothers & C, la* go do
Corpo Santo n. 11, primeiio andar.
Semeoles e carrapalo
Compra-se grandes e pequeas quantidades :
aa drogara de Frtncisco M. da Silva ct C, roa
do Mrquez de Olinia n. 23.
trgencia
Precisa-se de costureiras que saibum faaer ves-
tidos ; na ra da Aurora n. 39, 1 andar.
Carteira perdidao"
Thesouro
Ap"ssoaque g.iardcn a eaiteira deixsda no
Thesouro Provincial em Y do corrente, queira
entrgala para nao ser chamado normalmente,
pois foi v'sto por qaem estava na sala de entrada.
A setinella da porta.
Antonio Uarte
recebeu directamente do Porto vinho verue. dito
do Djuro, salpicocs de fumeiro, ditos em calda, e
vende por preco mdico emseu estabeiecimento,
iub da Unio u. 54, confronta a eatacao.________
Uetscher evangeis-
cher Gottesdicus
Wird Donneratag den 18 und Preitag dea 19
dieses, 7 1/2 uhr abends in der englischen Cipelle
in der roa d'Aurora stattfiuden.
Nchher Besprechuug einer wichtigen angele
genheit und aoflegung einer Liste fuer jaehrliche
Beitraege fufr Reiceprediger, und einer Liste faer
Beitraege zu den Reisespesen. Um zahlreichen
zuspruch bittet.
1. Ii. II llerbach
Pastor.
Ama
Quem precisiir de urna am de leite, dirjase
ra estrci.a do Rosario n. '.'.
Modas
Para toiletts de quaiquer gen-ro, com perfe-
go e gosto, procure se mademoisi l!e Cotinh, Im-
perador 55, o andar. Presos r&zoaveis, figuri-
uos os mais modernos.
Compra-se
urna meia agua nas proximidades da cidade, em
terreno proprio. Informacoes rm Formosa
n. 31._________________________________________
Manteiga do sertao
Em tudo superior a ingleza, n'io s por ter me-
lbor paiad com> tambem por nao ter composicSc
alguma, e eonsepuintemeute apropriada para
qualquer mesa ; assim como da m-sma apurada
em liquido para tempero dos manjares mais finos.
Encontra-sc no armazem de Alheiro, Olivcira &
C, k ra da Imperatriz n. 42.
VENDAS

20
Na fabrica do rap raa do Visconde de Goy-
anna n. 157, precisase de urna cosinheira para
pequea familia, sendo boa paga-se bem.
Precisrsejde nm criado par i vender na ra
na ra Duque de Caxias u. 39, 2- andr.
Alua-se
Vunde-se terruos junto a capellinba de Belem,
na Encruzilbada ; a tratar na ra larga do Rosa-
rij n. 10, 1 andar, escriptorio.
Aviso
Precisa se de um homem para feiter, que enten-
da perfeitamente de jardim. prefere-se da Ilha p
b. Miguel ; a tratar na ra do T rrea n. 6, Becifa
Apalazadores
Pr calcados ; a ra do Livramento n. 24, fabrica de
caioados.
Criado
Precisa-se de um criado para
na ra Duque de Caxias n. 9, 2-
vender na roa
andar.
II
- RA PEIMEIR0 DE MAR90 20
(Junto aiLonvre)
MerBs de cures cem duaa larguras a 800 rs. o covado.
Cachemira de listras para vestidos, alta novidade, a 400 rs. o corado.
Percales de cores a 240 rs. o covado.
Esguilopardo de Jinho a 380 rs. o covado.
Cambraias bardadas a 5)5000 a pecu.
Cretones de cores de 280 a 400 rs. o covado.
Zepbires de cores, a 200, 240 e 320 rs., o covado.
Setinetas lisas e lavradas 360, 440 e 440 rs. o covado.
Alpacas de cores, lisas, a 280 rs. o covado.
Grande sortimento de las para ves ticos, por barato preco.
Bramante de linbo, com 10 palmos, a 10900 o metro.
Bramantes de dgodao a 800 e 15000 o-metro.
Panoda Costa a 10100 o covado.
Velbutica de.cres a 800 rs. o.covado.
Pecbinchas em ruadapoloes, aproveitom 1
Atoalhado branco, muito largo, a 10.SOO o metro.
Leqaes transparentes, ultimaoovidaie, a 2#500 um.
Espartilhos para senhora a 50000 uin.
Bordados tapados, finos, de 500 rs. a 20000 a pega.
Cortinados bordados a 60500 e 80030 o par.
Lences de bramante de linho, muit) encorpado, a 30000 um.
Cober'.as de gangas, forradas, a 30COO uma.
Chambres para homem a 50000 e 30000 um.
Toalhas felpudas para bauhos 10500 uma.
Ditas ditas para rosto a 30500 e 50)00 a duza.
Lindos fiehs de renda da linho a 20000 e 20500 um.
Ditos de la, completo sortimento.
Camisas de linho para homem, sem i unhos c sem collarinhos, o que vem de
Ihor a este mercado a 540000 a duzia.
Ditas Je li a 50000 uma.
Colletes de flanella cora meia manga a 30500 um.
Ditos de dita sem manga a 30000 un.
Completo sortimento de ccroulas, collarinhos, gravatas, BVM$ para homens
crianjaB e senboras, por menns precos que :m outra qualquer parte.
Para os senliorcs agricultores
Algodoes do Rio de 1. qualidade a 3i'0 rs. o metro, em porcao faz-se o descont.
Ditos da Babia, brancos, a 330 rs. o metro.
Ditos brancos Lsoa a 3000, 40000, 40500 e 50000 a peSa.
PARA AOABAR
Mallas americanas para viagem a 100000 e 150003 uma ; baratissimo !
Para bandos de toar
Costumes para bo.nens a 80000 um.
Ditos para senboras 10^000 um.
Ditos para meniaoB 50000 um.
Sapatos e bolyas para o mesmo fim.
Telephone n. 1S8
Martins Pires & C.
ternardo .Jo*><> Crrela
Antonio Leite Marques, tendo -ecebido a in-
fausta noticia de haver fallecido em Portugal no
dia 28 de Jnlho prximo pa-aado sen prezadissimo
amigo e socio, Bernardo Jos Corris, convida aos
seus amigos e.'aos do finado, para assistir as mis-
sas que pelo eterno reponso de soa alma manda
rezar na igreja da Ordem Tereei.-a de 8. Fran-
cisco, quinta-feira, 18 do corrente, s 9 horas da
manha, confessando-se desde j muitissimo agra-
decido.
_.;;? 5WV*.Trl*" .-.: t- 'TETtn'^t Si
$
PILLAS do Dr CRONKll
de :00UKT6 dt FCMO i d* QOIHIi I
11UWTA *!fN03flboni xito tOTdraowt *
aaMiasai joontaru.T'- d'Mtu Pula, qu i h mi !
totoi m tttmtnlM prteOotpara -rv'HM~fdc 4 $tmffmt
?9lu mu propriedadM tnicas t mpsrarfau,
olonvsxTO t naxci Qtmrar:j
o avtlicaiseDtc as vatro ooaoa m
Nni i* Uttomtgo Ohiorom immla
Parda de nppetlU
Fumsf -mpobrKBiotQ 1 t*wuu
/tfstee scroflosai, fc-
sttatu atril: 9, tn di anau*4aiit-eKaa, rua
4B *B+tmtumo : FRAM' M. rta BITA C
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIADO
Este excellente Whisky Escossez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de cauna,
para fortificar o corpo
Vende-se a retalho nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO
cojo nome e emblema ;! registrados para
todo o Brasil.
BROWNS & C, agentes.
Sement de cacao
Vende-se no caes Vinte e Dous de Xovembro,
armazem da bola amare! la n. 36, sement de ca-
cao. Estamos no tempo de plntalo.
Jarro vidrado
Vende-se nm : na raa Fo nosa'o. 81.
Ao n. 19
Vende-se um balcao, uma armario toda envi-
dracada e pintada ; Bazar do Livramento.
Fio de algodo da fabrica Calilina
A nutra, da Babia
Vendem Machado & Pereira, ra do Impe-
rador n. 57, por commodo pre^o.
' WMa>Ma>->^,a9<'Mua rrvtio.i
Attenco
Vende se poj prejo commodo um bom chalet,
defronte da eatacao de Parnameirim, acabado de
novo, e eom todas as accommo lacoes, assim como
orna casa na ra do Amparo n. t, em Olinda, com
2 janellas e 1 porta, 2 salas, 3 quartos, cosinha
ext-rna e quintal murado ; tambem tem para ven-
der um bom piano quasi novo, de tres coreas, de
melbor autor, e outros objectos : a entender-se
com Maximino da Silva Qusmao, em qualquer
lugar em que o mesmo se achar.
mm
me
',-:>
Bernardo Jos frrela
D. Mana Eugenia Correia, seas filhos, pas e
irmos, Manoel Jos Correia, Domingos Jos Cor-
ris e sua familia (ausentes), partic'.pam toe seus
parentes e ami/os o fallcciment en Poitugal de
seu presad- esposo, filho. irmo, cunhado e gen -
ro, Bernardo Jas Correia, e os ouvidam para
assistireas as misaas que por alma d) mesmo fina-
do tnandam celebrar na ordem terceira de 8.
Francisco e matriz da Clraes, s 8 heras da ma-
nh d quieta feira 18 do corrente anticipando
desde j os seas tigradecimentas poi este acto de
religiac e oaridi.de
de assucar
t
AMARAL & C.
Aleiaudi'iua da wIt.-i Ploto
Antonio Meares Pinto e seus filbo pungidos do
maior sentimento agradecem do intinio do coracSo
a seus amigos igualmente as irmaodsdes que bon-
dosamente te dignaram acompaohar es restos mor-
tes de sua presadissima e sempre lembrada es-
posa e mi D. Alexundrina da Si'va Pinto ao
cemitTio desta cidade, ao mesmo tempo ccnvidam
a seus amigos e parentes para asis: irem as mis-
sas que mandam resar nu igreja de N jssh Senhora
do Terco, sabbado 20 do corrente, s 7 horas da
manba, 7." dia, oenfeasaudu-se desde gratos por
este acto de religio c eandade.
Esmolas aos pobres na "ocasio d* misBa.
Apparelboa econmicos para o cozimen-
ta e cura. Proprio para engenhoa peque-
nos, sendo modict em preco e ef-
fcellvo eiu o pera cao.
Pode-se ajuntar aos engenhos existentes
do sjstema velho, molhorando muito a
qualidade do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERACAO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraos,
maminisroo apirfeijoado, sjrstema moder-
no. Plantas completas ou maobinismo
separado.
EspecificacSes e informacSes com
Browns C
5RA DO COMMERCIO5
Advog-ado
* ai r, ido ala aiiveira Tavara
Luis Antonio da Silveira Tavora .nvida aos
seus amigss para asbistirem a missa que manda
resar na igrej do Carmo, pelas 8 horas do dia 20
do corrente, por t.!m de seu pranteado filho
Walfrldo da SHtelra Tavora, por ser
/ o mencionado dia o 1 au:nvirsaiio ro seo oassa-
) ment.
(Foro cioil e ^eclesistico)
Bacbare Antonio de Lellis e Souz.. Pontea, ra
do Imperador u. 37, l andar.
Oleo liigii-lie per I uma do
para o cabello
Ou oleo do bom tom
Mandado fabricar expresamente
em Paria por angelo Baptiatel
A Companbia
A grande copia de leos ordinarios e falsificados
que invadem este mercado, com grande prtjuizo
para o cabello, aconselhou-nos a mandar fabricar
por eneommenda, em Paria, por um dos melhcres
perfumistas, um oleo extra-fino, verdadeiro de
amendoas, de perfumes suaves, parfeitamente lm-
pido e qae nao formasse deposito de sudimeatos
ou borra nos frascos, como geralrnente acontece
com os leos baixos, e cujas qualidades bygieni-
cas podessemos garantir aos consumidores os mais
escrupulosos. Tal fim foi plenamente pr> enebido
com a creaeS do High-Iife oil, quu temos a honra
de apreaentar i venda nas priucipaes lejas de per-
fumarias desta praca.
__________________Angelo Raphael & C
Aluga-se
Uma casa terrea com 2 salas, 4 quartos, cosi-
nha fora, pintada e caiada, ra da Hospicio a.
70, tractar na mesma n. l.
Cobrado a vender-se
Vende-se o sobrado n. 87 ra da Aurora, en
frente a ponte de Santa Isabel ; quem pretender,
pode entender-se com o corrector Pedrc Jos Pin-
to, na praca do Commereio.
Mastros
Vende-se paos para nnstros de hiates ou bar-
cacas ; a tratar no engenho Djus Irmos com o
administrador das obras da companhia do Bebe-
ribe.
Terreno
Vende-se um terreno confronte a estaclo do
Principe, estrada de Joo de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e esm alicorees
para*3 casas; .trat'r naroa d'Apollo n. 30, pri-
eiro.andar.
Oht preto superior
Carlos Sinden receben pelo ultimo vapor e con-
tina a vender sem competencia ; na ra do Ba-
ro da Victoria n. 48, loja de altaiate.
Boi
Vende-se um boi manso para carroca ; na raa
Larga do Rosario n.94.
Vende-se
ama taverna no Pamba!, bem afreguezada, pro-
pria para principiaste por ter pouco capital ; a
tratar na raa da Aurora n. 85, mercearia.
Vende-se uma taverna propri i para principian-
te, junto a estaco do Zumb; tratar na mesma,
e o motivo da venda s? dir ao comprador.
AproveiteuT! "
Chita com pequeo toque de mofo a 120,160 e
200 rs. o covado ; madapolj superior cem 20
varas, pega 3500 ; algodo superior com 20 jar-
das, pee* i e 3J50D : ra Duque de Caxias nu-
mero 80.
Venda da sitio
Vende-se ou permuta-se por predio nesta eda-
de um bom sitio eom boa casa, muitas frucleiraf,
exc( lente banbo do rio, boa agua de cacimba,
extensa de terreno para baixa de capim, tolo
morado na frente, com porto e gradesmento, com
camioho e ferro e estaco junto ao dito sitio, aa
Porto da Madeira, conhecido pelo sitio do Joo
Selleiro, junto ao Dr. Ernesto de Aquino Fonae-
ca : quem pretender dirija-se prae da Inde-
pendencia n. 40, das 11 horas s 4 da tarde.
Cofre


Venderse um cofre s Milners em bom estada :
na ra larga do Rosario n. 3o, loja.
IM
I



r
Diario de PernambveoQointa-feira 18 de Agosto de 1887
Emilio so i ni :s
GASA DE ALMIAR G G0NFGG69&S PARA BOH&NS
A de maior reputado e nomeada em todo o norte do Imperio, tanto pela
presteza e perfeicao dos seus trabalhos, seriedade e modicidade nos precos, como
pela constante e variadissiroa collecgao de fazendas de primeira qualidade: casemira
de phantasia para costumes, cortes de casemiras para calcas, casemiras pretas e azul,
pannos finos, etc.
TUDO DE APURADO QOSTO
ALTA NOVIDADE
59--RUA DO BARAO DA VICTORIAS
PERNAMBUCO

TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHOooStorJOHANNO
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito
Becommendio-no nos casos que oeccssito t*>aico para reaonstttulr e regenerar
o organismo arrumad por molestias, excessos, natureza do clima. Anemia, ctuoroala.
Amenorrhea. Cacnexla, riuxo braneo, que tanto arruinao a saude das mulheres.
Pobreza de Snese, Fraquexa ceraJ, DeMlidtde, etc.
S. TIV1SN, Sroffuiats, 60, Boulersrd le Strasbourf, em FABXS

AO LOITVRE
- ardasa* d* cures, a 20000, a peca ; vale 50000
Satina inmensamente largos a 10200 o covado; soberba pechincha!
Cretoiies de salpicos a 300 rs. o covado; convm !
Popelinas de seda a 500 rs. o covado ; para liqaiddar !
Tecidoa transparentes para soire a 500 rs, o covado; aproveitem !
Lencos abainhados a 2|$000 a duzi:t 1
Las de quadros, desenhos novos a 300 rs. o covado!
Popelinas de Lyon, fazenda de 26000 o covado por 10000 o covodo !
Cobertores de la, bem grandes a 30500 um !
Jg-Toalbas ahocboadas, a 40000, a duzia ; que pecbineha e outras muitas pa-
thincbas em i xposicSo.
GASA X)D GOXsf^XA.0NrgA
\ Ra l9 de Marco d. 20 A (Esquina)
\ .*
De urna grando parte de fazendas existentes na acreditada casa ra Duque
de Caxias n. 59: apresentamos em seguida urna lista de alguna artiges que realmente
sao b.irtissimo8.
Esplendido sortimento ^do cachomiras para vestidos, de 400 rs. a \$\!rOO o
covado.
Merinos de cores a 600 e 800 rs., duas larguras I
dem pretos desde 800 rs. a 20O o covado !
Setinetas lindissimas a 280 rs. o ditol
Riscadinhos para vestidos, corea lindas, a 160 e 200 rs. o dito !
Cretones claros, superiores, a 240 e 280 rs. o dito !
Damascos de la, duas larguras, proprios para capa de piano a 20000 o dito I
Camisas inglezas, branca, a 360000 a duzia !
dem de cretones finos a 240000 a dita !
Ceroulas de bramante, bordadas a 120000 e 140000 a dita !
Meits superiores a 20800 c 30800 a dita !
Camlraia Victoria com 10 jardas a 30000 a peca !
MadapolSo pelle de ovo, 24 jardas, a 60500 a dita !
Dito americano, superior, a 50800 a dita l
Bramantes de linbo puro, 4 largaras, a 20000 o metro !
dem de algodao superior a 800 rs. e 10200 o ditol
Cortes de casemiras e meia-casemiras a 20500, 30000, 50000 a 60000!
CaBemiras diagonal para roupas de criancas a 800 rs. 1
dem de duas largaras a 10800, 20000, 20200 e 30200 o covado!
Brins de cores e pardos para todos os presos.
Guarnieres crochets para cadeiras e sof a 800001
Cortinados de bordados a 70000 o par !
Col has e cobertores a 20000, 20500 e 30000 1
Sortimento de fichs, luvas, leques, enxovaes para Exmas noivas.
Deposito de fazendas e as vendas em grosso damos descont da prava.
M*V*r^*rVrVVVVVVVVVVVVW*V*r>rV**H
VINHO MARIANI
DE COCA DO PER
O flflio MABun que fot experimentado nos hospi taes de Part,
(rescripto diariamente com xito para combater a Anemia, Ohlorose,.
MaMllUis ms, Molestias daa Tas respiratoria e Enfraquecl-
manto do orgUo vocal.
O* Utiimt rdcommcndam-nn do Peuoat/rocas e delicada, exkautlat ptm awimtn,
aos Velkat e Criancas.
B- o Reparador sa PartarsacSea dtgeatrraa
O FORTIFICANTE por EXCELLEIOU
O VINHO MARIANI aa KNCONTRA Eli CASA OS
Snr. MiBIAin, Pl-Parts, il.laslmrt lauaaua?; sraw-Torfc,l>, Uat.trMtmt.
Em Pernambuco ; rraacUco aa. da SXXVA A O".
(AA^aSjalaJVVVkAaVVtArVVVMrVsJlBtat^^
L
SAUDE PARA. TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
1
O Usgacate de HajUoway um remedio infallivel para es males de pernas e do peito l tambe Aira
as fondas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enfcrmi-
dades de peito nS se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfrlamentos e tosses. y
Tnmore as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para as membrOS
contrahidos e juncturas recias, obra .orno por encante. a
Casas macanas sao preparadas smenle no Estabdadmeoto o Profesor Holl*wav,
T, NBW eXPOBD STK1ET (antei 533, xfard Street), LOHiES,
venderase em todas as phanaaciae do universo. *
, alo aoavkMes respeitosaaMMe a examinar es_ rtulos ie cada caixa e Pote, s nto teem a F
daecaao, 533, Oxford Street, sio iaU&caODea.
L 11
' j" '=>>
SANTA CATHAHESA
5O:00O$000
IMPORTANTE PLANO
Esta lotera corre no (lia.....de Agosto
Bilhctes venda as Casas do cestume.
>oooo OOOOOOOOOOOOOOO
DE
MELISSA dos CARMELITAS
BOYER
TJiiico Successor
dos Carmelitas
14, Ba de VAbbaye, 14
CONTRA :
Apoplexia i Flatos
Cholera Clicas
Enjo do mar | Indigestoes
Febre amarella etc.
Ler o prospecto no quat va ontoltida
cada cidro.
DPaX5lB.KXDB.aA. & XVXaA.G.A^alrXaA.3S
SOCCESSORES DE
CARNEIRO DA CUNHA & C.
59-Rua Duque de Caxias--59
fr*%*~C,ffA DB BOHKA
fcUD CHETRIER
aeelr.tetuao oe., Alcatrao,
tpico btlttmico, o gug muilc
mgmmlt u oroorltdtdu de ,
lOf,
j
OLEO de FIGADO
M ItClLIO FERRUGINOSO
#fl nico DtDOnMcio quo ptrmitto
t0mmi,trr o Ferro um pro-
tatir Pi-ao de Veatra, ntm
lacommodo.
Mposiro cJai es raa
3.ru4FMi'-IeJtairtre,21
<^^uoo ae lgS^
til PLOMA ~DM "ilf
1BCEITADO rl>M "ODAS AS
Celebridades Medicas |
DA FRANCAS DABUaOTA
MOLESTIAS Di KITO.
AFFECf Oes escrofulosas I
CHLOROSIS,
ANEMIA, OEBIUDADE,
TSICA PULMONAR,
BRONCHITES, RACHITISMO
Lotera da Provincia
Extrahir-se-ha quitna-feira 18 de Agosto s
2 horas da tarde
Acha-sc venda a 9.a lotera a bene-
ficio daS. Casa de Misericordia do Recife, que
ter lugar no consistorio daigrejn de Nossa
Senbora da Conceipo dos Militares, onde
estaro expostas as espitaras em orden? nu-
mrica, para serem examinadas.
Capsulas
M ATHEY- CAYLUS
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
' i-a.i .--------
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten n3o fatigo nunca
o estomago e sao reoommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Gorrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
da Collo, o Catarrho e as Molestia da Bezigas e dos orgos gento urinarios.
IDA Umt txpliCM$5o datalhada acompanha nada Frasco.
Exigir as Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & Cie, de PARS,
que se ache em casa dos Droguistas e Pharmaceuticos. j*
Colarinhos e punhos de
selluloide
* %nl Ordtm i' "*
**'
Vinho do Coca
I.ICKSCIADOS PEI.A INSPECTORA DE UTOIKNK I>0 IMPERIO DO BHAaiU
FUNDICAO DE FER
CARDOZO Ir IRM10
Ra do BaraO do Triumpho ii 100 a 104
Deposito a roa do Apollo ns. 2 e 2 B
Tero sempre em deposito todos os macbinismus e ferragens precisas agricul-
tura desta provincia, como sejam : vapores locorrtoveis, semi fixoa, coa. caldeira
cornisb ou pra fogo de assentamento, moendas de todos os tamanhot, tachas batidas
e fundidas, etc.
Mandara vir por encommenda qualqu^r machinismo, encarregam-se de sental-os
e se respnsabiiiain pelo bora trabalho do mesrno.
Vendem a prszo ou a dinheiro cora descont e a oreos resumidos.
PEITO
Administrando diariamente urna injeccao
sobcutana com o couteudo de urna seringa
de I'ra\z (modelo Le Broa) chela de
EICALYPTINA LE BRN
CCRA-SK
a Tsica, as Bronchites
E oa
(atarrlioh pulmonares
A Eucaiyptlna nao contm morpbloa
LE BRUN, Pharmaceutico-Chimjco
PARS, 50 e 52. Faubourg Montmsrtre
a 47, ra Lafayetto, PARS
Deposito em Pemambuco : FRAI" I. SILTAa f.
Atlenco
Vende-se especial furinha de milho e de arroz
feita a vap r e prcp?rada para bollo, cangics,
eiisca e cntraa diversas especies de comedorias que
npce8sitem destps mesmos gneros, sendo a 240
ris o kilo, na padaria da travessa do Poribal n,
1, pertenecnte a Pereira & Pinto.
1 .-!. phone n. 296.
Carlos Sinden recebeu pelo ultimo vnpor, e
veade baratissimo ; na ra do Baro da Victoria
numero 48.
ID escon.fi a. r-
I
I
I
)
!
O
DEPSITOS EM TODAS AS PHABJIACIAa V^jg*-^ ^Q^-~ "?-^ 0
DO JJniveruo. J ^>^^^^^ (I
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO')
Deve-se exigir o letrelro braneo preto,
em iodo os vldrot,
sveja rfial ior o tamanbo.
FALSIFICAgOES
Exigir a Assignatura
de
-.....i

...
APPUOVAgO DA ACADEMIA OV. MEDICINA DE PARS
11
^5>
O quinium Labarraque um Vi: ho eminentemente tnico et febrfugo descinado substituir toda*
ostras prepara5 O quinium Labarraque contem todos os principios activos dos vi:ihos mais generosos.
O quinium Labarraque proscripto com vantagem aos convalesccntes de doencas graves, as parrurientM C
todas as pessas fracas ou debilitadas por urna febre lenta.
Tomado com as verdadeiras pilulas de Vallet, sao rpidos effeitos que produz nos casos de eUorou, m-
mi, cores paludas.
Em razao da efficecia do Quinium Labarraque, preferivel S/s
em copo de licor, no fim da refeicao e as pilulas de Vallet antes, ^^grzja*
Vende-se oa mor parce das pharmacias sobe a assignatura : /
sssulo em c
Ven
PssriossgsVo e atacado : Casa L. FRERE
10, roe Jsoob, Pars.
CURA CERTA
de todas s Affeoces pulmoaares
Todos aquelles que sofirem
do peito, devem experimentar
as Capsulas do Dr. Fournier.
Depositarios em Parnambuco:
rRAMCISCO M. da SILVA A O._____J
Livramento & C.
vendem cimento port'and, marca Robins, de 1
qualidade ; no caes .do Apollo o. 45.
Alimentaijao racional
das mes, chianca^, amas & convalesceuth
Por uso di PHi-xPHATI\.i Fatitrea.
PARiz, 6, A.uauo Victoria, 6, pars.
OtjMiUrtoi ai Pernambuoo FRAN M. da SILVA A C"W



1


8
Diario de Pemumhucotyuinta-tcira 18 de Agosto de 188?
ASSEHBLE1 GERAL








8EKADO
56. SES3O EM 30 DE JLHO
yBBSIDEVeA DO SK. CAN8ANSAO DE gINIMB
Matricida de Escravos
O Sr. F- Belisario (ministro da fazenda)
; Senhoreg, de que se tr11 de tira acto
praticudo por mandatario, segundo as nor-
mas de direito. O nobre senador foge des
ta questo, considerando o escravo como
parte, mas (a isto responde tos apartes
que ba poueo ouviraos) o escravo nao
parto nesta questo
O Sr. Candido de Oliveira : V. Exc
esquece o Digesto, titulo de liberalleactione.
O Sr. presdante : Attengao.
O Sr. Candido de Oliveira : Foi o
primeiro aparte.
OSr. F. Belisario (ministro da fazenda)
Ha muito fechei os livros de direito
civil.
O Sr. Candido de Oliveira : Nao est
mostrando.
O Sr. F. Octaviano : Nao ha neces
sidade de recorrer ao Digesto nesta ques-
to, porque a nossa lei expressa.
Sr. F. Bolisario (ministro da fazend*) :
O escravo nao parte ; a questo entre
o mandatario e o aenhor. Si a lei quizesse
libertar o escravo, cstava no seu direito
fazel o : mas nao podemos nos, prevalecen
do-nos de pret xtos, fazer aquillo que a
lei nao determina e de que o legislador uio
cogitou.
O Sr. Dantas : Apenas digo a V.
Exc. que desde 1871 nao possivel dei-
xar de se considerar o escravo como parte.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do
conselho) : Assim nSo possivel discutir
O Sr. F. Belisario (ministro da fazen-
da):Eis os principios que regulan: esta
materia em direito: quando a lei disse repre-
sentante legal, nao exeroplificou qual o
modo da representado legal, deixou que
fosse entendida segundo a accep^ao jurdi-
ca da paiavra.
Tive o trabalho, robora conhega a lei,
de tornar all-a. Em parta alguma ella
exemplifiocu que representante legal era
smente aquelle que exhibase uid instru-
mento de procurado ; e nao panga que
foi casaal a amisso da lei.
Si o instrumento de proeurago fosse ne-
cessario, a lei mandara guardal-o como
prova da regularidad do acto e nao dei-
xaria d i provi Icn iar ficaudo ao arbitro
do colleetor attestar depois se fora exhibida
a proeurago, e se estava ella em r gra.
Si a procurado fosse la essancia do acto,
deveria ser archivada p.ra prova da sua
regularidade.
Ha nes r'gulamentos, nos de 1871 e de
1885. muitos casos em que sa trata dos
documentos ; nao ha, purera, unn s re-
ferencia ao instrumento de pro"urag3o bus
tante Assim, o primeiro reguUment de
1 de Dezembro de 1871, manda entregar
parte um exemphr da matricula e d
destjno duplcala, sera fallar da procura-
gao. O segundo regulameuto obriga o col-
lector a dar recibo dos documentos, e nao
falla de procriragio. Era surama, se osla
losse da ess-ncia do acto, o legislador te-
ria disposto a seu respeito.
Assim devo concluir que pela expressa
representante 1 gal a lei quiz exprimir
o mandatario na accepgio garal de direito
e nao no sentido i estricto, como se enten
de no foro, o procurador que exhibe alvar
de procu rago.
Tocando neste assurapto fallo para a
classe que se oocupa mais cora estas ques
toes, a da magistratura e dos hachareis em
direito. Mas ba urna face da questo mu
to mais importante, que aquella peU
qual o puvo julg, pois a do simples bora
senso, da leald-tde do governo e da boa
f oom que se deven executar as les
Senhores, em 187lcreouse a matricula
dos escravos. Esta q .estio de que era ms
oceupo nao surgiu entio ; a matricula foi
feita eii> todo o Imperio, i xactamente pelo
modo que buje argida de falsa !
Apresentararo-s como r."prrs"u*ant-s
do3 proprietarioa pess.as a rogo ou a man-
dado ds.es para mtricularem s-.us escra-
vos : fv-rara aceitos e a matricula surtu os
poda arrogar-se a qualidade do me usagra-
ro, da enviado do possuidor, na linguagem
do texto de direito romano, que citei, para
matricular individuos em una collcotoria
sem receber do propnetario a ordtin, as
instru'cSea e a entrega dos docammtos.
Como dizer : Paulo escravo de ?edro,
danlo o numero da relaja >, e o de ordem
na matrcula, a idide, a cor, etc., n apre
sentando os documentos originarios lo pos
sudor, sera sua autorsaco T
A matricula ainda feta cora o paga
ment de irapostos ; como, pois, un
ofi-
cioso, ura procura lor falso, como dmorai-
nou o nobra senador p-la Bahia, sa pode-
ria apresentar ? Na execugio do manda-
to, tal como foi feito, raalizam-so tudas os
requisitos exigidos em direito.
Para demoastrar como isto foi f smpre
assim entendido, nada melhor posso fazer
do que 1er o fficio do rallador de C trapos,
que deu origen ao aviso do nobre minis-
tro da agricultura; peco ao s attengao para asta .itfiio dirigido p'lo col-
lector ao presi le.it da provincia :
Illra. e laxo. Sr Teoho a honra de
aecusaro o fficio de V. Ex., datado de 5 do
crrente mez e anno, no qual manda-me
que informe a cuusa dos factos ocorrido-
durante o processo rec nte.nente Sido da
matricula dos escravos n ste municipio. E,
obedecendo ordem de V. Exc apres-
8o-rae era responder ^ue nio prescrivendo
a nova legislago servil ragras espaciaos,
aera tendo eu recebido iostruegoes sobre o
modo pratico de por em exeeugo e,se ser-
vigo, julguei dever executal-o de .caordo
cora a pr-ixe estabelecida na execut, a 1 do
regulamento anterior, de 1871, a que a lei
e regulamento ltimos 8? reportam. E, co-
mo por oecasiao do regulamento anterior,
feram admittidas as estico:s fiscaes, e
sera reclaraagio do governo, rdlajf'es de
matriculas asignadas por t pelido, eutendi nao dever impugnar agora
relar;5es as mesmas eondcoas, assijjnadas
por terceiros ou a pedido dos oeohorcs, jul-
ganlo nao lever preoci;upar a atterjSo do
goveruo cora duvidas sobre urna praxe j
aceita sem rcclaraayo por p-rte do raesmo
gov-rno em servico identico. Quinto ao
numero das motriualaa f-'itas en taea con-
di^Sise aos no das, tendo j ren-ttiio a V. Exc. as lis-
tas respectivas, ropato- ne dispensado de
dar informaos <8 que, alias, em parte nSo
constara dos livr-is da collectoria, isto ,
na parte referente assignatura das listas.
Julgo assim ter satisfeito ordem de V.
Exc a quem Deus Guarde.
Collect'ria das rendasgeraesom Cam-
pos, 7 de Maio de 1887. Illra. o Exm.
Sr. consMheiro Dr. Antonio da Rocha Fer
nandt-s LJo, dignissimo presidente desta
provincia.O collactor, Jos Francisco
Martins Guira&raes
Sanhores, fi prados coostaota oao s
por ocaiii) d ratri.ula era 1871 e 1872
como durante 15 annos, fazer'm se todos
os aclis impostos aoi s-ohores por meio
Je m.ud tios, sem a forraalidade da pro
curacao bastante. No interior, posio at-
testal-', todos 03 pnpri -tirios ten naa s-
s dos municipios ou adv^gaios ou ne
gociaut s que por ell-s praticara todos es
ses actos, taes ao<90: trans r.-ncia por
compra e venda, par mudanca de resisten-
cia, por lib-rta-3es, .lleci.n-nt >s, etc.,
nunca elles propeios exerc^ram taes actos
e era o tizerara p>r raeo de procuragSo
es T;pta.
Como, pois, sen lo es'.a desde 1871 at
hoje a pratic* constante, nunca impugnad,
quer pela magistratura, quer pelo governo,
surge agora este recurso for^nsp, para co
Ih-r incautos ou presumidos taes?
Ple urna praii;a constante ser de um
momento para outr ou vertida em arraa-
uilia contra boa f dos proprietarios ?
Senhores, o poder legislador tem a fa-
culdade de decretar a liuert'c5o dos escra-
vos ; faca-o qu*-udo quiz r, raas nao pode
aproveitar s', para fazel o, de urna exigen-
cia de que ninguera ra^itou.
Perguntou o nobre s-nadircora quem se
achava o governo, si con o actual ministro
da agricultura, qu assignou este aviso, si
cora o iiubre ex-inis'.rj da agricultura que
firmou, diz 3. Ex-., u.a aviso era sentido
contrario? O nobre x-raioistro da gri-
tradicoao ontie o governo, o nobre ex-mi-
nistro da agricultura e o actual.
O governo, portanto, neste nego.io est
com ambos os ministros daquella pasta.
O Sr. D .nta-< d ura aparte.
O Sr. F. Blis*ro (ministro da faz3nda) :
-V. Exc. nesta questao nao raciocina
com.. .
O Sr. Dantas : Misericordia Isto nao
pode dizer-se do escravisrao de V. Exc.
Isto nao delicado.
O Sr. Presidente : Pego ao nobre sena-
dor qua n3o interrumpa o orador.
O Sr. Dantas : Nunca deixi de ser
moderado e prudente ; pe$j ao nobre mi-
nistro que retire a expressio.
O Sr. F. B"ltsario (raiuistro da fazenda) :
Sr. presidente, eu uo tive intencao de
ofFender ao nobre senador...
O Sr. Dantas d outro aparte. der
O Sr. Presidente :Pego ao nobre sena-
dor que n2o centioue a interroraper o ora-
dor e pego ao nobre ministro que se dirija
mesa.
O Sr. F. Belisario (ministro da fazen-
da) : PerJilo ; eu disse apenas que neste
assumpto devia-se alten der sraent-i ao di
reito, e que nao nos devemos deixar levar
pelo enthusiasmo.
O Sr. Dantas : Nao tonho enthusiasmo
neo: nada disso.
O Sr.-Presidente :Ainda urna vez pe-
go ao nobre sena lor que nao interrumpa a
discussSo.
O Sr. Dantas : Eu gusto de ser bora
pagador de minbas dividas.
O Sr. Presidente (cora energa) :E
eu estou disposto a fazer curaprir o regi-
ment.
O Sr. F. Belisario (ministro da fazen-
da) :Estou prorapto a retirar a exprs-
sao contra a qual reclama o nobre sena-
dor ; qual ella ?
O Sr. Dantas : E' que eu n3o racio-
cino.
O Sr F. Balisario (ministro da fazen-
da) :Nao raciocina cora aquella calma
que conviria. Ha aisto offensa ? Mas nao
era V. Exc. pr>prietario de escravos ha
tres anuos...
O Sr. Dantas :E libertei os, obrigan-
do-os prestago de servigo por dous sa-
nos.
O Sr. F. B lisirio (ministro da fazen-
da) : V. Exc era proprictario de escra-
vos corao eu o sou ainda boje.
O Sr. D mtas : Assim como a minha
familia, na provincia da Babia, o ainda
hoje.
O Sr. Presidente :Assim impossivel
discutir.
O Sr. F. Bdsario (ministro da f^zen
da) : Repico a pergunta que j fz : qual
a oalavra que utf,-oieu a V. Exc. ?
O Sr. Dantas : Eu j disse.
O Sr. Presidente : -Attengao l
O Sr. F. Belisario (ministro da fazen
da) :Eu digo que V. Exo. nio deu a
devida attengao a esta questo. V. Exc
a vio as folhas polticas, nao a exautinou
com cuidado, levado pelo eathusiasmo.
Pois o enthusiasmo ceosuravel ?
O Sr. Dantas : laso tudo vai ao seu
collega.
O Sr. F. Belisario (ministro da fazen-
da) :Volto questo; estnu de accordo
cora o nobre ex-ministro da agricultura.
S. Exc. recebeu ura telegrarama, fazendo-
lhe a consulta seguinte (lendo O telegram-
ma) :
a O genro pode matricular eseravos da
sentante legalera diffurenta. Onde est
a discordancia entra o aviso do nobre ex-
ministro e o do nsbre ministro actual ?
O Sr. Affonso Celso : Pela theoria do
nobre ministro o genro pode ser represen-
tante da sogra.
O Sr. F. Belisario (ministro da fazea-
da) : Pego permissSo p^ra ler o que diz
o regulamento de 1871 :
Art. 3 Incumbe a obrigago de dar
a m trenla :
< l. Aos senhores ou possuidores dos
escravase, no impedimento destes, a quem
"os representara legalmeate ;
2. Aos tutores e curadores, a respu
to dos escravos de seus tutelados e curato-
lados ;
3o Aos depositarios judiarles, a res-
psito dos escravos depositados era seu po-
seu3 effeitos. No caso aotual muito mais | cultura dedarou era ura aparte que o seu
simples o negocio.
Quando a matricula fui Caita pila pri-
meira vez poiia-se corao mandatario de
erceiro ra- trioular eseravos ; mos 'i'jc que
o mandatario obrigado a exhibir os do
comentos da matricula anterior, elle nao
FOLHETIM
aviso nao 'iafia si lo mostrado aos seus col-
leg_8 ; S. Ex-., pir", procede cora tun-
ta gracHad, com t%ut* r-flexao e estudo,
que tive sempre a cert-z* de que o seu
acto estra perfeitamnt correcto ; eu o
asaigoaria anda hoje. NSo ha, pois, con-
JSLAKNZA
por
IACQDES l) FLOT E PEft Mi EL
(U!".Tt PIBTK
ciiini:\
I ontil 1 n.
XVIII
185
E'o, es3e horaera, coberto de criraes,
tinha um caBtO do cerebro, una parcella
do coragio e-a (ue vibrava al rosidade A sua ntur-za de fera era sus-
cepivel de alguraa educaga.i. Tinha ama-
do, o se a mulher que tinha amado tives
se querido, teria podido remr essa alma
perdida.
Pouligueu exprimi a sua compaixao por
um acto.
Cheg. n-se ao infeliz e btendo lite no
hombro :
Ol mou rapaz, ja que voltaste
boa conduct lerabia te, que um homem
nSo devo ohon r. Tens bora p, bu o olbo.
Manejas bera a machada de abordagem.
Com 8so a gente vioga-se, nao chora, b
se precisares de qu;ra te ajude tens all
tres mogos e tens tambera P.arriik Pouli-
guen, marujo de bordo do Vean d'Arc, qoe
s deseja chegar s roaus com o teu patio
damnado.
Ned levantou-se de olhar somuro.
Tera razSo. A gente vinga s. Tam-
bera nao estvu aqu para cutra cousa. Mas
jnlo quiz dizer nada polica, porque que
ro viugar me por roim mesrao.
E, era voz entrecortada :
Oaga. Nos lous vamos partir para
Bolonba. Avisare os bomens da polica
!que para li vou, mas para que elles nos
sgam de longe.
Quando eu chegar l, Laronza nao dei-
xar de ir reclamar os pipis. Ser essa
a occasiito. EU*, sera duvida, ha de mar-
car-me da e hora para urna entrevista.
Entao, cu llie darei o signal, e seremos
i muito caipor. s se nos einco n5o poderraos
apanhal-o.
Mas, accrescentou elle com insisten-
cia, ponho uraa condigSo absoluta.
Qual T perguntaram, simultanea
mente, JoSo, Juliano e Maximiliano.
E' que uinguem, senlo eu, levantar
a raao contra elle. Nos temos muitaa con
tas a justar, J^a e eu E' a mira que
ello pertence. Tsoa eu qusradeve raatal-o
Os assistente8 calara n-se.
Essa condigao purece-lhes inaseita
vel?
Maximiliano a responder.
Elle ta ibera (aba direito vida de Ls-
wis Jubb.
Juliano adiantiu-se e respondeu :
A condicao est aceita. Nos Ih'o en-
tregaremos.
A.1A.
No diaaeguinte, Ned ilobson apeou-se
no Hotel de Comraarcio om Bolonha. Na-
turalmente, a polica o tinha seguido, bera
bera c rao os quatro amigos, JoSo do Tre-
guern, Maximilian Arbaod, Juliano Dar-
raailly e Piarri k P.ruliguen.
Era cora estes que o yankea quera ficar
bem, p3ra conseguir o tira desejado.
Os quatro homens chegaram soladamen
te, atira de niio tereiu recoohecidos se, co-
rao era prov.iv!, Ltronza estivesse espan-
do ou man i'issc espiar a sua chegada.
Forara p^ra jm holel prximo juelle
que Hobsjii ..uhi escoihido. Com ef
sogra, esta ausente Ti
Esta consulta veto asumpanhada de ura
officio do presidente da provincia do Para-
n ero que se acha este p*recer do procu-
rador fiscal da thesourana :
Nao sendo o genro, por ess< nico
facto representante legal da sogra, pois
uao se acha comprehen lido em especie al-
guma dos euumerados nos arta. 3* ns. 2
a 5 do decrete n. 4,835 de 1 de Dezem-
bro de 1871 4- do decreto n. 9,517 de
14 de Noverabro de 18-i5, s poder effec-
tuar a matricula dos escravos a ella i-r
ttucentes, mostr.udo que o sou repre-
sentante, por maio de procurago, como i
establecido era direito (citado art. 3- n.
1 do decreto n. 4,835 de 1 de Dezembro
te 1871.) Contencioso, 27 de Margo de
1857. (Assignado).O procurador scb,
Joo Pereira Lago.
O Sr. Dan'.as : Estou de aecordo.
O Sr. F. Balisario (ministro da fazen
da) : Si a pergunta fosseo genro pode
ser mandatario da sogra a resposta sera
outra, mas sendo a p rguuta : o genro es-
tando ausente, a sogra pode ser seu repre-
4. Aos syndiuos, p-ocuradores ou ou-
tros representantes de ordens e corpora-
g3es religiosas, a respeito dos escravos des
sas ordens e corporales ;
5. Aos gerentes, directores ou ontros
representantes de sociedades, corapanhias
ou outras quaesquer assjciagS's, a respei-
to dos escravos dessas associagSes.
A isto o regulam -nto e a lei actual ac-
cre8centarara -oscredores hypotbecarios e"
pignoraticios.
Ora, ure-proprio nao ha outros, sanao
os citados que possara dar escravos raa-
tricula e me parece... Temo tanto offeu-
der ao Sanado... appaiecein tantas sus
ceptibililades, que nao posso fallar cora
fraoqueza.
OSr. Presidente : Nessa tribuna V.
Exc. pode tall.r cora toda a franqueza.
O Sr. F. Belisario (ministro da fazen-
da) : Nao posso, Sr. presidente, porque
receo offenier as susceptibilidades de quem
nSo tinha razio de se offender.
Assim, Sr. presidente, sobre este ponto
posso concluir que as palavras represen-
tante legal furam eotendidas do modo
que acabei do exprimir desde 1871 at bo-
je, sera reidaoiagio de pessoa alguma ; e
esti pratica nilo poda ser innovada desde
que a lei e o regularaento'de 1885 nSo o
declarara expressa e terminantemente ; as
exprselas, pois, uio podem ser entendi-
das sinio de accordacon os principios ge-
rats de direito.
Passo, Sr. presidente, ao segundo pon-
tosi estauio .matriculado ura escravo coto
a declarago detiliago desconheaida
este facto uraa presurapgio de liberdade,
que passa dar lugar a ella, corao -ae cons-
ta que se est tazendo por meio de sim-
ples mandados de manuiengSo na posse da
liberdade.
O Sr. Dantas : J ha decisSes dos tri-
bunaes.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do
conselh > e ministro de estrangeiros) :
Nao ha deciso d-uitiva.
O Sr. F. B;lis-.rio (ministro da fazen-
da) :Disse o nobre senador no seu dis-
curso (!) :
< Logo, sendo aseira a dispoaigio da lei,
a raeu ver, enteudida era seu espirit e de
accordo cora as circunutanci.-.s do aosso
paiz, nSo pode referir se simio aos frica
nos introduzidot antes da lei de 1831, por-
quanto a esses, realmente era impossivel
conhecer a tliagSo.
..................../.........
f O pensaraento da lei portanto, quan-
do tratou da tiliaco descoohecida nao po
da reierir-se sinSo aos anteriores lei de
1831. .
O Sr. Ignacio Martina : Aos Africa-
nos.
OSr. Dantas:... e com certeza
os brazlairo8 nSo devera ser considerados
es-ravos siuao depois qua os senhores, que
hoje se dizau le.sados em scus direitos,
provera a tiliago, emhora dando se-lhes o
prazo necessario para isto.
N*. sentenga que o nobre senador leu
pernote o Senado, este ainda o nico ar-
gumento.
Diz a sentenga :
c Considerando que repugna boa ra-
zao e ao direito, que a proposigUo condi-
cionalsi for conhecida do art. 1" da ci
tada lei de 1885 seja extensiva rtliago
do escravo nasoido no Brazil, quando
certo que de tiliago desconhecida s po-
de ser o africano importado corao escra-
vo. >
Portanto, Sr. presideate, o nobre sena-
dor, nao s pelo sau argumento, nico que
aprese 111 >u. ..
O Sr. F. Belisario ( ninistro da fazon-
feito, era preciso que estivessem p^rto do
baniilo para vigiar o seus actos eos seus
gestos e estarera preveni los, caso uraa
mu tanga de resolugao da sua parte araea-
gasse o projecto concertado com elle.
Ned, purera, nSo tinha a menor v-lloi
dale de trahir. Absorto na eua (Sr, o
miscravel oio pensava sanio na vioganga.
A lerabranga de C*rraen, de Carmen ar-
rebatada e assassinada encbia-lhe a mente.
Talvez ah houvesse uraa esporanga vaga,
a de encontral-a viva, porque at entao.
as pesquizas da polica, as s-indageos pra
tica-las no lito do Sena, nao tinliara c n-
seguido descobrir o cadver da moga.
S'guindo o plano que tiah >m elaborado,
era Maximiliano neni os seus corapanh-i-
ros sahiram do hotel em que estavam. Es-
perivam o signal de Ned Hobson.
O primeiro da pas*ou-se sem iujideute.
Na manhi do segundo da, ura criado
do hotel entregou ao amaricano uraa carta,
que ura mogo de reci-los tinhi daxtdo pu-
ra ella na vcsp<-ra.
A' primeira vista o yaukeo conheceu
Isira*
Era de Jos L tronza.
Antes de abrir a mssiva quz interrogar
o criado.
- Foi um mogo de reo dos que trouxe
esta carta ?
Sm, seuhor um mogo da nidada,
Ah I e nao pedio resposta ?
N-10, senhor.
Ned julgou dev r limitar as suas p r-
guatas a isso
Tambera seriam imitis b nao eoavnha
desp-Ttar suspeitas da gente do hotal.
Abri, pois, a carta e leu o s-guinte em
lingua ingleza :
Julguei que uo vinhas mais c que te
tiveaseta prendido. E nm, eoroo ests
ahi, tudo vai bem. Veo boje da ras da noite, ao becco de Uou/ras, casa
de Lebec no Gallo lo Ouro.L va os
papis.
f Hu alguen que estimar ver te.
da) : .. como pelo da sentenga que ci-
tou, entendeu que a clausula de filiagao
desconhecida importava a liberdade, desde
que n2o se referase matrcula de africa-
nos, nicos a quera a lei concedeu a ma-
tricula com a clausula de filisgSo desco-
nhecida.
Neste assurapto temos lei expressa.
O Sr. Berros Barreto : Apoiado ; te-
mos lei que s nao attendida por cer
t08 jllizes.
O Sr1 F. Belis.rio (ministro da fazen-
da) : O artigo da lei, mandando fazer a
matrcula, declarou que deva esta conter
taes e taes requisitos, a a filiagao, si fosse
conhecida.
O artigo do regulamento actual diz no
Io, art. 2.a :
u As reL.eii-s em duplicata para a nova
matricula serio confirmes o modelo A,
tendo a declarago do nome do escravo,
nacionalidade, sexo, tiliago, si tur conhe-
cida, oceupago, etc. )
Sao constantes estas palavras sempre
que se trata de tliagio si for conhecida.
(orno acabei de ler, o proprio texto da lei
sa refero aos modelos que a acorapanham
e ilella fazem p^rto.
Figura se no modelo, que aqu tenho
junto ao regulamento de 1871, urna relt-
gao de escravos ; o modelo A, para e3-
cripturago do livro da raatri rala, t 1
como deveriam escrevel-o os collectores.
Le se no modelo : Norae, Justuo de
Men tonga Residencia, Nitherohy s:-
guera-se os nura ros de ordera o as datas,
e depois de Ic-se : numes dos escra/os -
Mara da Gloriasexo, teraininoc6r,
parda idade, 28 annoa, filL.go, deseo
hecida, etc.
Ora, Sr. presidente, era posssivel que
a le dsse ura modelo para servir de ar-
gumento contra as suas proprias exprs
sojs e exeraplos ? Corao coucluit que a
filiagio desconhecida importa a liberdade,
quando a lei figura uraa parda de 28 an
nos, nasci'la no Brasil, de filiagao desco-
nhecida ?
Mais abaixo Ic-se no mesmo modelo o
norae de outro possuidor era escravo tara
bem nasciio no Brasil e com filiagio des-
conhecida.
No modelo B o facto ainda mais no-
ta vel, urna relagoo de ura possuidor, que
se figura residente em NitL-rohy e d
matricula oito escravos.
Pego a atteng 11 do senado, porque o
negocio tio sirapl-s, que basta ura pou-
eo de att-ingio.
Aqu est o modelo B; figura ss nelle
um individuo apresentando oito escravos
de nemes: JoSo, preto, cora 32 annos, na-
tural do Rio de Jinero, filiagao descoabe
cida. Mathi'S, pardo, 4) annos, natural
da Bahia, filiagio desconhecida. Firmo,
preto, 35 annos, natural do Rio da Janei-
ro, fili.gio desconhecida. Em suraraa,
ostiu toiis os oito relacionados como na-
turaes do Rio de Janeiro, Bahia e S. Pau-
lo, e todos elles com filiagao desconhe-
cida.
No regulamento raoierno, de 183, to
dos os modelos, A, B, E, etc., trazara es
era vos as mesmas condigo-s, e senpre
com a liagio desconhecida.
No modelo A est tainbera incluido o
seguiota caso: Manuel Jo= Birges apre-
senta a csurav Eudoxia, sex terainino,
cor parda, filha n-.tural de Beatriz.
Pergunto aos nobres senadores : pois a
de laragio que faz o senhor de que o es-
cravo filltj de Beatriz, prova qua Bea
triz fosse escrava ?
Si deve o senhor provar que o escravo
matriculado cora dliago desconhecida,
oasceu de ventre escravo, tanbera dever
provar no caso de dizer que filho de
Beatriz, como examplifica o modelo A,
que Beatriz era escrava A simples de-
clarago do senhor nala prova. E o nobre
senador, cora efifeito, disse, qua era preci
so provar que a mAi era escrava e ainda a
rail de sa mi.
Portanto, a declarago do senhor, de
qoa o escravo filho de t .1 pessoa nao
importa nenhuma prova, elle precisara
probar anda que a mu Jo escravo era
ou toi sserava.
A rassiva nao -atava assignada, mas qu-
iraportava isso? Ne saba de qua u era-
Urna cousa o -xasperou ao ler essas li
abas.
Foi a evoeaglo da lerahranga de Cerraen,
de Carmen raorta, que o miseravel, o as
sassiuo nJo receiou rememorar.
O primeiro aentiinento do subordinado
foi urna emogo rpida, recordndose da
sua anterior sujeigo a L tronza. Anda vi
via nedlc alguma cousa da filelidade dos
bandidas.
Mas a phrase desasada transforraava es
se sentiraento em odio E cono Jubb era
tao louco que sa entrega/a a elle, vingaria
de urna s vez as suas humillugd.'s passa
das i os seus des^ostos presentes.
Tomou inmediatamente uraa folha de
papel e ura enveloppe e mandou a Juliano
Dar nailly a seguate aviso :
o As miabas previsSes erara fundadas.
Esteja boje s oaze horas da noite, na ca-
sa da pasto do -Gallo de Ouro, ao becco
de ouvres. Eu l ratare
Feito isto, o bandido v<-rifi :ou qu* os pa-
pis p-didos catavara no sea bolso. Erara
tres cadernos de chequea, e 11 nome das
grandes o.isas banoarias .!a Asia, ita Eu-
ropa e ( lebra casa Rouval & C, de Pariz.
)'or ura monelo o bandido sentio uraa
especie de reroorso.
Ah. I era uraa empr zt cia que Lsronaa e C>-lauus teuta.-ara havia
vinte anuos, e que tinha silo bem suce-
dida era todos os pontos. A sua aaaooM
gi 1 tinh. criado u > iaperio. N I tu 1
v-.to as pravas oisao. Gr.igs ao crdito
i-u rma re qie iwpiinlia a casa Rou-'..I,
poda realimr eji alga mas hor.s, qua-
tio nu OtU'fl ttilbd**. M r al.ras tonaig'
n-das em Jiva, >mu Sing-poor, em C.l ui-
l, era Col''i: i i, : i Londres e mesmo era
Paiiz, cobiiain -saa -liv:da euorme. A Mu
dovia ao accrescentar o que nao se. sabia,
-ti e, os ra urs->s evidentemente acouina-
lados na A"ierice en nutras partes do
vellu ccntinn't', os iivideulos ds pirata-
Desde 1871 al hoje nenbum argumento
ao deduaio desta decl.rago de matriculas,
uio ttouve impuguagio do or lera alguma.
Desafio se n querer fazer urna questo
pessual com quera quer que seja, que
aquellcs que h >je declarara que se cra-
me tte o crine de reduzir pessoa livre
escravi-iSo, porqua escravos forara matri-
culados sem filiagao conhecida, que ellos
proprios assegurem si quando fizeram as
auaa matriculas cumpriram opreceito da
lei, diversamente do que estou expondo, e
se praticou era todo o imperio,
Sr. presidente, si houvesse necessidade
de uraa prova jurdica da filiagao, si da
declaragio da filiagio desconhecida se in-
teresa ipso facto a liberdade, a libertacao
total dos escravos se faria hoje mesmo.
O absurdo do resultado prova que nSo
se cogitou de se.nelhante intelligancia O
legislador nio podara querer extinguir a
escravido de uraa raadeira qua nao fosse
regular, franca e directa.
Si o nobre senador eotendesse sempre o
que hoje proclama, porque tudo quanto
tera feito dede (i de Junht de 1884?
Escusado era ter dissolvido uraa caraara,
ter se levantado nu purltraento corao chefe
do partido abolicionista, e finalmente ter
apreseatado o projecto da iibertagio, como
a propo no ti n de dous annos e meio.
A libertag&o estara hoje feita s por
este meio ; mas porque uao o fez o nobre
senador nesse tempo ?
O poder legislativo est em seu direito
de decretar o que melbor lhe parecer. Si,
pois, entender que outra lei precisa
alm da de 18S5, deve fazel o de maueira
franca o clara ; o qu9 no deve o governo
permiltir, que, por abusos, por raeios ir-
regulares, por modo extra-legal, se reali-
se aquillo que e o poder legislativo
competente para fazer.
Passo, Sr. presieente, ao 3o ponto :
Qual a competencia do governo para
iat 'rvir neste negocio ?
Era primeiro lugar dev i dizer que o go-
veruo desde 187L at boje tera expedido
aura .-rosissiraos avisos sobre questSes do
estado servil, jraais foi da o corao incom-
petente para o fazer. Do cilio questoes
graves de direito algumas mui controver-
tidas e ninguem reclamou, ninguem de-
raoiiatrou a sua incompetencia ; esta a
pri"->eira vez que isto apparoce.
A matricula dos escravos,Sr. presidente
ordeuada pela lei, ura servigo de ordem
administrativa, que incumbe ao governo e
realisado por intermedio dos s>us agen-
tes, e caben Jo-lh>; verificar a exactidao e
regularidade desse servigo.
O governo, portaato, tinha de da" a sua
deciso sobre os casos a respeito dos quaes
era consultado Este direito nunca lhe foi
oegado, e neste caso era o seu dever.
O Sr. F. Octaviano d um aparte.
O Sr. F. Belisario (ministro da fazen-
da) : O que o nobre senalor diz a ver-
dade ; o goveruo nao pode mtervir n'um
caso dado, nio pode einittr opima > a res-
peito de certa e determinada questo, su-
j ita ao poder judicial ; mas pode e deve
iutervir, como fez, por medida geral, res-
pondendo a uraa consulta que Iba era di-
rigida, e que abrange casas numerosos
para impedir que o servigo da matricula
deixass lacunas e duvidas to serias. Si
devesse esperar a deciso de ura caso, esse
da Rilagio desta cidade, nio poderla mais
intervir porque neste vasto impeo era
natural que a questo se reproduzisse,
variando as intelligen das e o direito, con-
forme a comarca, ou contarme osjuizes.
A a os ergio do nobre seaa or pelo Rio
do Janeiro, portanto, prova de mais.
O Sr. Presidente : Pego ao nobra se-
nador quo abrevie o sou discurso, porque
faltara apaas cinco minutos para terrai-
aar a bora do expediente.
O Sr. F. Belisario (ministro da fazen-
da) : Si mais extenso fui do que deveria,
depsndeu, Sr. presidente, dos apartes com
que rae honraram os nobres senadores;
terininarei com poucas palavras mais.
fr. presidente, se o poder legislativo,
pela direcgo, pelo impulso do nobre
senador u da qualquer outro, votar urna
lei era qualquer sentido, essa lei, fosse
muito erabor* de aboligo iramediata, devo
ser obedecida; mas o que o governo nao
pode consentir que, por meios irregula-
res, por meios extra-legaes, se faca aquil-
lo que o poder legislativo ainda nio con-
sentio ; o governo nio pode ser tastemu-
nha irapassivel de actos to irregulares.
Deraais Sr. presideate, singular que
aceta questo se entenda que o governo
deve andar sempre pari passa, cora a pro-
paganda mais exaltada ; isto nio se faz
em nenbuma outra ordera de assumptos
sociaes, quaesquer que sejara.
O Sr. Dantas: E' que nao ha no Bra-
sil uraa questo da natureza destas.
Continua.
ras e ^das deprcd maros da ludia e finalmente a reserva
desconhecida dos matos da Nova Guia, e
de Ora Linga A que algansmo digno das
Mil e uraa noites, monta va essa fortuna
pbantastica de que s Ltrouza possuia o
segredo ?
ra, essa fortuna, esses thesouros, Ned
ia arruinar pela base, entregal-a ao saque
dos bandidos sera chefe.
Urna tentayio cerrivel brilhou aos seus
olhos.
Fiz b'in, uiase elle de si pura si, de
nao avisar a polica. Se cora o auxilio do
Joutor e seus amigos, eu conseguir matar
Jos o elles me deixarera partir, eu passi-
rei p ir entre e reconstitu re l o imperio. Sorei senhor
por minha vez.
O orgulho invad i-ltte o cerebro.
Por u.u momento, essa homem esquec-ra
tudo, o seu odio o a sua vinganga.
Mas, da repente, voltou-lho a memoria.
Para qu i ? geraeu elle. Para qu",
jg ra que -.ll i nio exista mais, agora que
a minha vida est acabala, que a minha
alrat est vazia ?
Nd Ssbseo tornou a dobrar os papis e
p issou revista as suas armas.
(ioardju, para a oicasiio, apenas ura
revolver minsculo de seis tiros, mas cuja
pr-*cisao couheua, o uraa faca de cabo de
chifre, a mesma qua ja uraa vez tinha le-
vantado sobre o peito de Arbaud.
Prmeiraroeate vingsrei a fallec la I
resraou ou.
A's nove horas e raeia, Ned saho do ho-
tel.
Atrav>8aou a cidade, deixando atrs do
ai os burros Iluminados do eentro e eutrou
a i be cu gua sobera para o barrt alto
de Bolacha.
D ixando o molbe esquerda, II ibsou
sigui por vi lias 8treitaa, bordadas de
c.s.s de p acal.nos. parando quando via
ua.a lanterua vennlha, qua poda indioar
uraa casa ;:e p isto
Ati ial emroi uo becco de Duuvres.
Era ura becco sem sabida, raer'onho, de
g ilgtda descoujuutada, cheia da pogas de
lama. A' direita e esquerda alinhavam-
se casas de tijulo e de taipa e no fundo,
era urna taboleta carcomida, liam-se as pa-
lavras : AoGallo de Ouro.
Por raais babtuido que estivesse s
aventuras, N :d estremecer vendo o covil.
Era evidente que, urna vez l dentro, nin-
gueut sabira sem licenga do dono da casa.
Atrs, depois de um quintal mal cercado,
coraegava a praia, que dascia para o porto
dos pescadores. A' direita ficava o cam-
po, absolutamente deserto, por espac de
ura kilmetro.
All' poda matar cora toda a seguranoa.
Entretanto, N 'd nao hesitou.
Bateu porta. Pareca que 8 espera-
vara que alguera batease, para abrir. Uraa
espe -ia de berculos, zarolbo, que o ameri-
eam recooheceu ser James, entreabri a
porta e o dixeu entrar. Por tras de Ja-
mes, o yankae vio as caras conhecidas da
Sr. H-.rry e dos seus antigs curaplices da
Australia.
Oh I oh I disse elle de si para s;, o
yacht nio deve estar lonje, porque aqu
est a sua equipagem. Se eu matar e Jo-
s, estes quererlo oba de car-rae ?
Emquanto elle fazia estas rcflexSes, o
Sr. Harry O livuu, atravs de uraa sala la-
drilua a, para urna pega raais pequea que
dava para o quintal e para o mar
A' luz de um larapeo de kerosene, JNed
vio ura horaera sentado ao canto do togio,
i|tie crepitava alegremente. A despeiro de
estar a primavera adiantada, o fri era i -
tenso.
O hornera era Larouza. Livantou-se r-
pidamente e foi ao eucontro do recem-che-
gado.
Ah chegaste, afin-1, meu caro Ned.
Esperava-ta cora impaciencia.
Isso foi dito em tom que Ned nao C-
nhecia.
(Continuar se ha).
P/p.do Diario roa Duque oe Oaxias n. i2.
I
,

.
}
jSrSKt-L


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