Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17498


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Full Text

"
AMj LJIII Mano 186
PARA A r.lPIT.tL E LlABK* MU SAO NE PA.A PORTE
Pcif tres mezes adiantados......."........ 6(>000
Por seis ditos idea.......... ...... ii'dOOO
Por um anno idem................. 23>O90
Cada nuniero avulso, do mesmo dia............ 5100
PIIA-Ji 1? DE AGOSm BE 1887
PARA D ESTRO E FORA DA PRO VIS CA
Por seis meses adiantados............... 13500
Por nove ditos idem................. 20400G
Por um anno idem................. 27fiLOG
Cada numero avulso, de das anteriores........... ijl00
Proprtfimlie re Jland S\%Btira fce .foria i /"rUjos

TELEGRAMAS
I
:::::;; MnraLAa so atuje
RIO DK JANEIRO, 16 da Agosto, s 7
horas e 15 minutos da noute. (Reoebido
s 8 horas e 25 minutos, pela linha terrea
tre).
OSvnailo approvou hoje em 3.\dla-
iii*sao ui urrioi(>niu do Ministerio
A Cnmgrt don Deputado* trata eui
3'* li terlo da' Agrlcnltnra.
i""'n -
UTAS
.*,, !U 2-3KU
BUENOS-AYRES, 13 de Agosto.
i;- iiroiaii'l qne a Bepabllca tr
(entina ferbe nen porto s proce-
denrlns da Italia tniquanl durar
a epidemia Uo eboiera-morbui neate
pala.
TIRNOVA, |3 da Agosto.
O principe Fernando de Cobnorg
tiotba declarau qne obedecer aon
votos do poto Rallar.
RIO DE JANEIRO, l* de Agosta.
.\aa corrldaa do Jockey Club que
acaba m de ter lugar fot o cavallo
fraacez sjajvatus quena sanbou o
premio grande.
BUENOS AYRES, 14 de Agosto.
lima entatlia de aaaaaalnata aca-
ba de aer commettida contra a peo-
toa do *Sr. general Mximo Santoa
ex-prealdente ua Repblica do Uru-
guay.
BUENOS AYRES, 15 de Agosto.
E' excellente a afra de aaaucar
as provlnclaa do norte da Rep-
blica.
S. PETERSBURGO, 15 de Agosto.
Buaala acaba de proteatar con-
tra a eleico pela soBUAXi do principe
Fernando de Coboursj Ciolba para o
principada da Bulgaria.
MADRID, 15 de Agosto.
' O Sr. general Salamanca nomeado
gobernador da lina de Cuba val par-
tir prximamente para o seu poato.
RIO DE JANEIRO, 16 dVAgosto, s
6 hon>s da tarda.
O iena.l.. voton em 3." diacuaao oa
orramelos loa minlaterloa da Ju
tira e Etran;elroa.
?a Cmara doa Ueputadoa conti-
na a liacuaao do remenlo do Mi-
nisterio a muricultura e do projecto
.!< rerorfjla aas eleices para depu-
lados provineiaca.
BUESOS-AYBIv
16 J Agosto.
O Intendente eal orsanisando o
corpo de polica.
NEW-YORK, 16 de Agosto.
Em conaequencla da ruptura de
ama ponte, acaba de ter Ingar una
grande accidente no camlnbo de
Trro perto a minla.
Eleva-ae a OV o numero daa vle-
ttnaaa.
i m conaideravel Incendio cansn
lambrai randes ealragaa nacldade
de Pltteburg.
PARS, 16 de Agosto.
Oa Jornaea europeua sustentan
urna violenta polmica aobre apro-
leataro da Kussla contra o princi-
po de Cobourg.
Aginia Havae, filial em Paraanbnoo,
16 de Agosto de 1887.
INSTRUCCiO POPULAR
diversos taes, que eao principalmente ; o cbloreto
de sodio, o phospbato de calcio, o de ammoniaco, o
de magnesio, e o aulphato de -odio.
A orea a parte esseocia! da orina, existindo
neila na proporcio de 3 ; em peso. E' urna sub-
stancia azotada e crystallizavel. que se deeompoe
muito rpidamente s b a ii fio enca das substan-
cias animaes, cooverteodo-se completamente em
carbonato de ammomaco. Nao s oa nrina qne
existe a uia ; tambera apparece, mas em muito
diminuta qoantidade, no Bangui- c no suor.
A seerecio da orina opera-se na parte cortical
dos rie, custa de materiaes que sao fornecidas
pelo sangue, levado aquellas glndulas por doas
gnssas arterias, denominadas arterias renaes, urna
para cada riin. A urina, conforme vai sendo se-
gregada, passa para os cana s uriuifcro| da sub
stancia tubulosa e derrama s nos clices, qu a
lancum do bacinete.
D'es'e cai para os ur-.teros c por elles levada,
otta a gotta, bexga, onde se aceumula e se
demora mus ou menos tempo, at que a ni cessi-
dsde de a evacuar provoca as contrHccoes das pa-
redes a'aqueiie reservatorio e a-sabida do I quicio
para o exterior. E' pela secrego urinaria que o
organismo se liberta, em grande parte da agua e
dos principies azotados provenientes da decompo-
aico dos tecidos.
S-.creyo.-s da pelle. A pelle sede constante
de urna eibaleco insensivel da parte aquosa do
sangue, que sai atravez da epiderm* e se evapo-
ra na sua superficie, coro j vimos. Independ n-
te desta exbalaco, a pelle tamben sede de urna
Btcrecao especial, a do suor. Este liguido se-
gregado por urnas glndulas denominadas glndu-
las sudorparas, situadas por bsixo da pelle, no
oeio de um tecido gorduroso que est imonediata-
mente per baixo da superficie inferior da derme
e formada cada urna dellas por um tub termina-
do em fundo de sacco, enrolado n'um grande nu-
mero de voltas sobre si mesmo, e que termina, de
pois de ter atravesado a derme e a epiderme,
n'um orificio aberte Tiesta. As glndulas sudori-
pans sao extremamente pejuenas ; o seu dimetro
nao xcede a dous decimos de milmetro. Exis-
tem disseminadas em grande numero por todos os
pontos da pelle. Na palma da mi e na planta
do p, contam-se cerca de 800 por cada centme-
tro quadrado de superficie
O suor em grande parte COnstit nido por agua
que tem em dissoluco peqneD8g quantidades de
chloreto de sodio e de aeid0 lctico, de substancia
gorda, e vestigios de ura. levemente acido.
A secrefo do suor tem principalmente por fim
manter a eonatancia da temperatura do corpo.
Quando asta tende a elevar-ae alm do seu grao
normal, eotram.em aeyao as glndulas sudorparas
e a pelle cobre se de suor que, evaporndose, se
apodera do excesso de calor que tenda a aecumu-
lar-se nos orgaos. A' excreyo do suor, ou sua
sabida para a superficie da pelle, chama-oe trans-
airaol.
A pelle enctrra ainda na sua espessura entra
especie de glndulas. Sao os folliculos sebceos,
folliculos arredondados, cavados na derme, e que
Bfc abrem na superficie da epiderme por um orificio
estre.tj com forma de gargalo.
(Continua)

PHIOLOGli HOliNi
(Extrahido)
OA BrBLIOTHECA DO POVO B DAS B8COLA8
PRIMEIRA PARTE
Fl M*E BE SUTRICA
8BOBBCOCS
( Coa/MMWfo )
A nrina una liquido amarelUdo comporto de
urna poicao relativamente grande d'agna (95 ()
de ama substancia especial chamada urea, de urna
pequea quantidade de acido nrico, de moco, e de
?ARTE OrriCJH.
Ministerio do Imperio
Em atteocio aos relavantes servicos
prestados ao Estado e txpisielo dos ca-
uiinhos de ferro brasileiros foram agracia-
dos, por despachos de 2, com os seguintes
graos das ordens :
De N0680 Senhor Jess Christo, com-
mendador, engenheiro Joaquiru Miguel
Kibeiro Lisboa.
Da Roas, digoitario, engenheiro Anto-
nio >,ulo de Mello Brrelo,
Oficiaes, engenheiros Jos Freir Par-
reiras Horta, Jos Ewbaock da Cmara e
Jos Carlos de Carvalbo.
Em attenco a relevantes servidos pres
tados ao Estado fji agraciado com o grao
de cavalleiro o eng-uh. iro John H. Ala
riaot.
Por despacho imperial d mez :
Foi nomeado o eng-inheiro capitn Li-
cioio Athanazio Car oso para o lugar de
len'e d 1* oadeira do 2 anno do curso ge
ral da Escola Pulyteuhoica.
Fui t.,raciado com a coiaroenda da er-
dero da Ros-, em attenyo ac relevantes
ervwjos pr.-stadoa ao astado, o presidente
da j ata commercial do Recife Antonio
Gomes de Miranda Leal.
Concedeu-se :
Ao pescador Joaquim Bahu", a meda
Iba de l* classe designada no art. 1'
das instruegoes a que se refere o decreto
n. 1,579 de 14 de Marr;o de 1855, visto
ter elle, com risco de vida, salvado em 17
de Junho ultimo, os marinbeiros da guar-
09S0 do patacho de guerra Pirapama os
quans estavam prestes a perecer afogadoa
no lugar denominado Urca do Minbot,o
onde o dito navio havia naufragado na
noite do dia antecedente.
Por decretos e cartas imperiaes de 6 :
Foi nomeado o Dr. Theodoro Alves Pa-
checo para o. cargo de 2o vice-presidente
da provincia do Piauhy.
Por decreto e carta imperial da mesma
data foi aomeado o bar-.harel Liuiz Eugenio
Horta Berbosa para o cargo de presidente
da provincia de Minas-Greraes, sendo con
cedida a exoneraco que pedio o bacharel
Carlos Augusta de Oliveira Figueiredo da-
quel cargo.
Foram tranaferidos do 5o e 6o lugarea
para o 3 e 4* da lista dos vice-presiden-
tes da provincia de Pernambuco os hacha-
reis Francisco do Reg Barros de Lacer
da e Manoel Clementino Carneiro da Gu-
nba, seodo exonerados o bacharel Joaquim
Francisco de Mello Cavalcanti e o Baro
de Frecheiras.
Foram nomeados 5o e 6* vicepresiden-
tes da mesma provincia o bacharel Miguel
Jos de Alnaeida Pernambaco e Jos Ma-
noel de Barros Waoderley.
Foi concedida ao ba' harel Jos Moreira
Alves da J^lva a exoneradlo qoe pedio do
cargo de presidente da provincia das Ala-
goas, e nomeado para o mesmo cargo o
Dr. Antonio dio da Silva Prado.
Fui norr.tado director interino da ins ac-
toria de bygiene da c6rte o Dr. Manoel
Monteiro de Barros.
MlMiscerio da lustlca
Por decreto de 28 do corrsnto, foi no-
meado tenente-coronel commndente do 50a
batalho de infantaria da guarda nacional
da comarca do Brejo dt. Madre de Deus,
na pruvinaia de Pernun buco, e nao da do
Maranhtrj Como se publicou, o capitio
QermDiano do Reg Maciel.
Por decretos de 4 do corrente :
Foi removido o juiz dedircito Tiburcio
Valeriano da Rochu Lins, da con arca da
Imperatriz de 1* entrancia para a do Pil.r
de 2a, ambas na provincia das Alagoas.
Foram nomeados:
Jub de direitp da conarca da Impera
triz de Ia entrancia, na refetida provincia,
o bachanl Salvador Elias da Rosa e Silva.
Juizes municipaes e de orphos :
Do termo de Barccllos, 1.0 Amazonas, u
bacharel Manoel Tbomaz Barbosa Freir.
Do de Tacaratu', em Pernumbuco, o ba-
charel Joo Paes Barreto Lins.
Dos da Barra do Rio du Contas e Ma-
rab', na Babia, o bacharel Edaardo Fer-
reira de Orqueira.
Do de Palmeira, no Paran, o bacharel
Dcruingos Felippe de Souza LeSo.
Do de S. Jos 1 a Boa Vista, na mesma
procincia, o bach.n-1 Arsenio da Sil
veira Ousruao.
Do do Rio-Verde em Gryaz, o bacharel
Salustiano Vieira de Araujo Lima, ficando
sem 1 ffeito a anterior nomea^o para igual
cargo do termo de Santa Cruz, da referida
provincia.
Juiz substituto da comarca de Santo*,
em S. Paulo, o bacharel Jos Soriano de
Souza Filho.
Juiz de orphaos de termo da Cachoeira,
na Babia, o bacharel Pedro Vicente
Vianna.
Foram reconduzidos :
No lugar de juiz municipal e de orpblos
do termo de'Ponta de Pedras, nor*ari, o
bacharel Jlo Climaco Lobato.
No logar de juiz municipal e de orphaos
dos termos reunidos de Santa Luzia o K's-
pirito Santo, em Sergipe, o bacharel Uriel
Comes de S.
Foram exonerados, a pedido, o bacharel
Manoel Augusto de Ornellas, do lugar de
juiz munvip.il e de orphaos do termo de
S. Jos da Boa-Vista, no Para-', e o ba
charel Francisco de Carvalbo oncalve
da Rocha, de idntico logar no termo da
Palmeira, na mesma provincia.
Guarda nacianal :
Foi nomeado tenente-coronel comman-
dante do %%" batalba de infartara da co
marca de Monte Santo, na Babia, o capi-
to Marcellino Pereira de Miranda.
Foram reformados :
No mesmo poeto, e major ajadante de
ordena, secretarin geral do commando su-
perior da comarca da capital do Piauby,
Jos Gabriel Baptista dus Santos.
Foi aposentado, nos termos do art. 29,
% 10 da lei n. 2,033 de 23 de Setembro
de 1871, o desembargador da Relajo de
S Luiz Leocadio de Andrade Pessoa, com
o ordenado proporcional ao tempo de ser-
V90.
Foi nomeado, na conformidade do art.
115 do regulamento 'nnexo ao decreto n.
9, 420 de 28 de Abril de 1885, Evaristo
Valle de Barros, par oxercer o offioio de
6 tabellio de notas da corte, durante a
impoosibilidade do respectivo serveotuario
bacharel JeSo Evag< lista de Negreiros
Sayo Lobato, ao qual dever pagar a
terya parte dos reodimentos segundo a
lotscSo..
Foram commutadas :
Na pena de multa correspondente a dous
tni-zes e sete dias, a de quatro mnio me-
zes de priso e multa correspondente
metade do tempo, imposta por senteoga
do juiz substituto da comarca de Iguaras-
su', na provincia de Pcrnambnco, ao ba
charel Francisco Xavier Paes Barreto, por
crime d- injurias verbaea, proferidas con-
tra o ex juiz dedircito da comarca em acto
de seu oficio.
Na de gales perpetuas, a de morto a
que foi condemnado o reo Faustino, escra-
vc, em conformidade das decisdes do jury
do termo de S. Vicente Ferrer, no Mara-
nbo, por crimo de homicidio.
Em 4 do corrente, passoa-se diploma
habilitando o bacbarel Nicolao Tolentino
da Costa Jnior ao cargo de juiz de di-
reito.
Ministerio da Fazenda
Por decretos de 27 deste mez, foram
nomeados :
1- escripturario da Thesouraria da Ba-
bia, o 3- escripturario da Recebedoria da
mesma provincia, Amaro Climaco de Gou-
veia;
2- esrripturaro da alfandega da dita
provincia, o 3* escripturario Luiz da Fran-
ca Ferreira Braga.
Solicitador dos feitcs da fazenda do Piau-
hy, Joaquim Jos da Silva Viveiros.
Foram aposentados, a pedido :
O 1* escripturario da Thesouraria do
Piauby Francisco da Costa Martina ;
O oficial de descarga da alfandega da
Bahia Bernardino Goncalves de Senna-
Foi concedida a demissZo que pedio o
bacharel Raymando Jos Rebello do lugar
de procurador fiscal da Thesouraria do
Amazonas.
Por ttulos da mesma data foram nomea-
dos :
3- escripturario da Recebedoria da Ba
bia, o praticante da Thesouraria Alexan-
dre da Costa Nunes ;
3* escripturario da alfandega da mesma
provincia, o praticante Edaardo Americo
de Seixs Duarte ;
Oficial de descarga da mesma alfandega,
Pedro R-stelli ;
Pratrcanies Joo Audifaoe da Suva Frei-
r, da Thesouraria e Joo de Campos Al-
cntara, da alfandega. na referida provin-
cia.
Oficial ilc descarga da ilfonega de
Aracaju, na provincia de Sergip--, Joo Be-
lisario Junqucir.
Por titulo de 30 de Julho prximo pas-
ando foi nomeado Luia Ado.'pho Correia da
Costa para o lugar de ensaiador da casa
4a moeda do Rio de Janeiro.
Foi expedido a seguinte circular :
Ministerio dos Negocios J Fazenda.
Oiriular n. 19. Rio de Janeiro, em 30
de Jtr:o V 1887.
< Francisco Belisario Stares de Souza,
presidente do Tribuual do Thesouro Nacio-
nal, commuoica aos Srs. inspectores das
Tbesourarias de Fazenda, para a devida
execuco, que :.s notas em substituido,
sujeitas a descont, nao podem nem devem
ser recusadas pelas estac3es de arrecada-
ca ; mas, para que o Thesouro nao soffra
prejuizo, convm que, de couformidade
com a 2' parte do art. 138 do regulamento
de 14 de Fevereiro de 1385, no dia em
que findarem os prazos de cada urna das
laxas de descont os exatores da provincia
do Rio de Janeiro communiquem ao The-
soura, e os das provincias s respectivas
Thesourarias, a quantidade, valor, istam
pa e nuero das notas que se acharem em
seu poder, sob pena, caso assim nao pro
cedaui, de deduzir-se a taxa que estiver
regulando no dia da entrada do dinbeiro.
F. Beluario Soares de Souza. b
Ministerio da Cu erra
Por decretos de 4 do corrente :
Concedeu-se reforma ao capitSo t-ggre-
gado arma de infantaria Antonio Firmi-
no de Souza, nos termos da primeira par-
te do 1' do art. 9- da lei n. 648 de 13
de Agosto de 1852, visto achar se incapaz
de cont'Buar do s*rvico do exercito por
sofTrer molestia incuravel.
Foram nomeados :
2* cirargio do corpo de saude do exer-
cito o doutor em medicina Luiz Carlos Du-
que Estrada.
Captiilo-tenante do corpo ecclesiastico,
o capello extranumerario da armada im-
perial padre Benedicto Cooti. w
Almoxarife do arsenal de guerra da pro
vincia de Matto-Grosso, Saturnino da Sil-
va Rondn, que j exerce interinamente
esse lugar.
Declarou-se sem etfeito o decreto de 27
de Navembro'uitimo, que nomeou capello-
ttnente do corpo ecclosiastioa do exercito
o padre' Uellarraioo Jos d- Souza, confor-
me pedio o mesmo sacerdote.
A' Thesouraria do Fazenda da pro-
vincia de Pernambuco, approvaodo o acto
pelo qual mandou pagar provisoriamente
ao capito Joc detano de Souza Cous-
seiro, reformado por decreto de 8 de On-
tubro do anno prximo p;.asado o saldo
mensal de 10#, a partir de 1 de M..io
ultimo.
Officiou-se repartico do ajadante ge-
neral :
Mandando ficar sem effeito a transferen-
cia do tenente Joo Nepomuceno Pereira
Lisboa do 2- eorpo para o 1- regiment de
cavallaria.
Dar baixa do servico do exercito, por
inepacidade pbysfca, ao soldado do bata-
lho de engenheiros AscendinoDurao Vian-
na ;
Addir, por dous mezes, coupauhia de
cavallaria da provincia de S. Paulo o alfe-
res do 3- regiment da mesma ..rma Gas
parino de Castro Carneiro Leo ;
Concedendo quinze dias de licen^a ao
alumno da Escola Militar da corte, Alfredo
Eduardo Nogutira, para trntar do negocios
de seu interesas na proviuci > do S. Paulo ;
Transferidlo para o 18- batalho de in-
fantaria o alferes do 8* da mesma arma
Juvencio de Souza Medeiros, para o 5
tambem de infantaria o soldado do 16*
Porfiro da Costa Moreno e para o 1' regi-
ment de cavallaria o soldado do 2' corpo
da dita arma Flix Jos Monteiro.
Permittindo ao furriel do V batalho de
infantaria Manoel Alves da Silva assignar-
se d'ora em diante Manoel da Silva Ma-
cei.
Designando para servir na guarnico do
Rio Grande do Sul o 2- cirurgio do corpo
de saude Dr. Manoel o a Costa Barros.
Nomeando para commandar a companhia
de cavallaria da provincia de Minas-Ge-
raes durante a ausencia do respectivo com-
mandante, o capi'o do 3 regiment da
mesma arma Jos de Vasconcellos.
Seguir para a colonia militar de Itapura
o i-apito honorario do exercito Manoel Jo
s de Souza, ajudante da mesma colonia,
dando se-lhe passagem at a capital da pro
vincia de S. Paulo.
Approvando a nemeacjto do capito re-
formado do exercito Joaquim Caetano dos
Reis, para servir interinamente o lugar de
c-ncarregado da fortaleza do morro de S.
Paulo.
Transferindo do 1' regiment de artilha-
ria para o 4* batalho da mesma o 1' te-
nente Francisco de Paula Borges For.es, e
ueste batalho p ra aqu -lie regiment, ao
qu..l se acba addido, o 1' tenente Garibal-
dino de Faria Correia.
Da guarnico de Pernambuco para a do
Rio Grande do Sul, o 1" cirurgio do cor
po de saude do exercito Dr. Francisco Ja-
cintbo Pereira da Motta.
Concedendo ao capito do 7- batalbode
infantaria Manoel Presciliano de Oliveira
Vallado a exoneraco que pedio do cargo
de ajudante de ordens do commando das
armas da provincia do Rio Grande do Sul.
Transferindo para um dos corpos da
garmeo da corto o 2 cadete do 17 bata-
lho de infantaria Mariano Jos Pereira de
Carvalbo.
Mandando seguir para a provincia de S.
Paulo o capito do 4 batalho de infan-
taria Clementino Pereira dos Passos Ca-
valcante ;
Rescindir o contracto celbralo com o
pbarmaceutico Carlos Gomes Arieira para
servir na pbarmacia militar da provincia
do Espirito-Santo e contractar outro phar
maceutico, a quem aquello d.-ver fazer
entrega da dita pbarmacia, por mcio de
balando.
Dirigi-so aos presidentes das provincias
do Amazonas, Para, Paran, Santa-Catha-
ria, Goyaz e Matto-Grosso, a seguinte
circular :
Tendo o governo determinado, para o
bom diScmpenho da commieso, encarre
gada de apresentar um plano de reorgani-
sajo das colonias o presidios militares,
que a mesma companhia se dirija a ins-
peccionar as colonias e presidios sobre os
quaeB baja care ca de dados para a orga-
nisayo d'aquelle trabalho, regulando-se p- r
sso pelas instru cSes juntas por copia, as-
sim o communico a V. Exc. para seu co-
nhecimento e afim de que baja de prestar
aos membros da referida comroisso encar-
regada dossa inspecyo, todo o auxilio de
que precisar para semelbante fim. >
Foi nomeado o major de engenheiro
Luiz Mendes de Moraes para o lugar d
ajudante da commiaso de engenharia mi-
litar do Rio Giande do Sul.
Foi mandado addir por um mez ao 10 e
batalbo de na Uaria o alferes do 5." da
mesma arma Cyrillo Bernadiao Fornandes.
Concedeu-se por menagem ao tenente
do 5.* regiment de cavallaria Joo Pro
picio Carneiro da Fontoura, que tem de
responder a cooselbo de guerra, a cidade
de S. Gabriel, na provincia do Rio Grande
do Sul.
Foram tranaferidos: do 6." batalbo de
infantaria para o de 16. o alferes Joo
Emygdio Ramalho, do 18." batalho da
mesma arma para o 6*8 a que se acha ad-
dido o tente Fernaudo d Oliveira Me3-
seri, do 1. corpo de cavallaria para o es
quadro da mesma arma de Goyaz, a que
tambem est addido o soldado Antonio
Alves de Lima, e para o 4. batalho de
artilharia o 2. clete do 7. de infanta-
ria Arsenio Anisio Alves da Cunha.
Ministerio da Marinha
Em 30 ;e Julho ultimo concedeu-se ao
capito tenente de 2.* classe Henrique
Fausto Belham Iiceoca para embarcar am
navios do commercio.
Por titulo da masma data foi nomealo
Adeodato Ribciro da Silva para o lugar de
patro mor da Barra de S Matheus, na
provincia do Espirito-Santo.
Foram nomeados escreveutas : do "ncou
rayado Aquidaban Antonio Duarte Silva ;
e das oficinas de machinas do Arsenal de
Marinba do Para Polyarpo Lopes Tei-
xeira.
Concedeu-se ao imperial marinh -ro, in
valido, Antonio Ostaga, lioenea "para resi-
dir na provincia de Pernambuco, perce
bendo pela respectiva Thcs uraria da Fa-
zenda o sold e a importancia das r..z'i >
a qu tem direito.
Concedeu-se tambem licenga para resi-
dir na mesma provincia a Manoel Francis-
co da Silva, tamban imperial m irinheiro
invalido.
Governo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA, DO DIA 13 DE
AGOSTO DE 1837
Ibaixoaasignados, vereadores da Cmara Mu-
nicipal do Recife.Informe a Csmara Muuicipal
do Recife.
Abaixo assignados mercaderes d< fazeidaa
miadas e outros artigog nos c moartimeotos do
Mercado Publico de S. Jot-.Toado a C mar
Municipal do Reciie, segundo iuformou, conside-
rado sem effeito a deliberaco de que recorreram
os BupplicanteB nada ba que deferir.
Dr. Antonio Joaquim de Barros Sobrinho.
Sim, pagando o porte.
Companhia Qreat Western pf Brasil Raway
Limited.Encaminbe-se pagando a supplicante
o porte no corris.
Ora. Jos Joaquim de Souza e Relchior da Gama
Lobo.A lei nao permitte o que reqaerem.
Capito Jos Alfredo de Carvalbo Jnior.
Encaminhe-se, sendo pago o porte pelo sup-
plicante.
Bacharel Jooquim Maria Carneiro Vilella.
Sim, em termos.
Bacbarel Lydio Mariano de Albuquerque.
Ficam justificadas, percebendo o supplicante os
vencimentos a que tiver direito. Depois de no-
tado na ser< taria do governo, remeta se este
requerimento ao Sr. Inopector da Thesouraria de
Fasenda para os fias couveaieates.
Maximiano Henrique da silva Santiago.
Sim, pascando recibo.
Coronel Miguel Toleniiuo Peres Falci.Ba
fendo com o offiio dirigido boje ao Sr. Inspector
do Thesouro Provincial.
Rita de Jess Bastos.Sim, com ordenado s
mente na forma da lei.
Sebastian Asterio PeixUo Gadelha.J Be
providenciou sobre o que requer.
Dr. Vicente Ferrer de Barros Wanderley
Araujo.Iuforme o Sr. director geral das Obrao
Publicas.
Secretaria da Presidencia de Pernambuco, Ib
de Agosto de 1887.
O porteiro,
F. Chaoon.
DIARIO DE PERKA3BCC
Noticia do Sal
Os paquetes ltimamente ebegados dos jortos
do sul foram portadores das seguintes noticias,
alm das iffieaea, publicadas na aocco respecti-
va, bem como ao da lrte, referidas pelo nosio
correspondente, cuja carta inserimos sob a rubrica
Interior.
Pacifico e Blo da Praia
Datas de Montevideo at "i ae Agosto.
Segundo tel. gramma do Valparaso, expedido
a 25 do paasado, a quet*o %_limite entre o Pe
r e o Eqaador aaria sentid por va diplom-
tica.
Projectava-se em Lima a reunio, no da 1 de
Novembro, de um congresso sanitario am.ri-
cano.
No dia 28 o general Maasilla interpellon, na
Cimarn dos Oeputados do congresso argentino
a" ministro dos negocios estrangeiros, Dr Quiri-
no Costa, acerca das relacOes daquella repblica
com o Brasil e o Chile, vista das noticias as-
8ustadcrs que circulavam. Respond u o minis-
tro que as rela^oes da Repblica Argea'ina coa
todas as napoes e principalmente com o Brasil o
o Chile eram perfeitas e que a poltica do presi-
dente da repblica era extremamente pacifica.
Falthvan absolut .mente noticias da expedi^ao
argentina a 1 baeo e do comm .ndntc G imeuso-
ro desde principios de Juuho. Rceeiava-se que
se titease dado algum desastre.
A' Natitn eommunieou o seu correspoodffnt
particular em Santiago, do Cbile, que um tcle-
gramma de Angol annunciava o apparecimento de
chobra-aiorbus. tendo-se dado j varios falleci-
mentos. No da 27 houve 11 casos, 8'i.do 3 fa-
taes.
A'1 boras da mnnh de 21 do passado seuti-
ram-sc f rtes ab-ilos de trra em Mi lipilla, Saoto
Antonio, Rengo, San Fernando, Talca, Curico e
outras loca idades da repobliba lo Chile.
Us movimentos do solo eram do norte para c
sul e 'urarum alguns cerca de 40 segundos. Nos
dias auteriores (ora intcnsiasimo o calor.
Fallecen no da 15 o Dr. Fernando Blaitt, his-
po de Concepcin.
Diz o ferro-Carril, do Santiago, referiado-se
ao factos occorridos oa Alfandega de Valparsizo,
que se havi^m descoberto indicios de fraudes e
abusos niiiito mais importaates do que os imputa-
dos ao negociante Costa e a alguns empr-g.-idos
com quem elle se tinba mancomunado. O supe-
rintendente Villanu-'Va foi a Sautiago para coafe
n neiar a tal respeito com o ministro da fa-
senda.
Foram comeados : commandante do cruzado:
I Esmeralda o capito de fragata Lirz A. Goni,
da corveta O'H'ggint o capito de corveta Artarc
Wilscn, e do Blanco Encalada o capito Je fragata
Canstantino Baunen.
O presidente da Repblica Argentina partios
dia i." para La Plata, acompanhado pelo ministro
Dr. Wilie e pelo governador Paz.
O ministro do interior abri concurrencia publi-
ca para as obrx3 de eanulis 5S0, de que carecer
os rios da Prata e Vroguay para se tornares
inais fcilmente nnvegaveis.
Foi inaugurada, em Buenos-Ayres no dia 31 de
pasando, a primeira casa que o Banco Constructor,
mandara edificar, assistindo ao acto o Dr. Posse.
ministro dajuatica, como representante do chefe
do Estado.
Dixia-se em Montevideo que tanto o presidente
da R -publicH, orno m&ioria do goverco oriental
eram contrarios le do casamento civil e que c
nico que a quera eia o Dr. Julio Herrera, mi
uistro do governo.
Fallava-se tan bem na renuncia do coronel Lsoc
mii'-i-'O da guerra e da marinh*.
O eorouel Salvador Tajes foi nomeado presi-
Jcnte do Centro Militar.
O governo nao aceitou a renuncia do corone^
Muro, do cargo de chete da escola de artes e ofi-
cio $.
O coronel Juan Belinzon^ex-director da referida
escola o o ex-director do observatorio do mesmo
estabelecimento, Sr. Gareia Wicb, foram presos
pjr terco) travado meta corpo-al na ra. AmbM
flearam con:ondidos.
Realisou-se em Montevideo a reunio pubiie
para que tora co ividaJo o povo afim de se solici
tar do presidente da repblica a d-sti-uico do se-
nador e capito general Mximo Santos. Os con-
currentes dirigiram-se residencia do chefe ds
Estada, mas nao se adiando elle alli, rpgressou ac
ponto de partida, onde se diisolveu em grupos, as
dos quaes, o mais numeroso, percorren varias rusa
Tu I 1 se pasin em 01*. ordein. '
O Jornal do Commercii da crt". pub \cou os se-
guin es telegrammas :
Bu'ino9-Ayres, 30 de Julho.
Apezar do grand-- fri que se mauif-stou na re-
gio Andina c do ultimo temporal, as colheita a<
em geral ba9. A prxima safra promette ssr pe-
muoeradora.
Sintiag., 30 de Jn ho.
A epidemia do uho era rrappareceu em Ang,
no Araucania. as ultimas viute e quatro horac
lcr-iin se nesta cidade onse casos e tres uoortea.
Buenos-Ayres, 31 de Julho.
O tenor Masiui e a prima-dona Dalty Z-na, al-
caugar.nn um verdadeiro triumpbo oa representa-
Qao de Fra Diaoolo.
Fui-Ibes feits um esplendida ov-ir;lo.
Buenos-Ayres, 31 de Ju ho.
O Oriental Camf>er-., guarda fr^io do trem d
va-ferrea da capital pira Morn, na provincia ds
Buenos-Ayre, desacuMu o general Maxnn-i Santos
que se acbava no meemo trem e a part a villa ie
Morn.
O g-ncral pux'-u Je uin revolver que tinha com-
sigo e quiz ib .tar o guarda fre'V. Os viajantes
p lm, mtervi"ram e obngarao > general aguar
dT u arma.
O attentado de Campero, que uada tem de po:
tico, toi motivado por urna vinganca particular.
Esto se dando numerosas fallencias na prscj
do commercio da cidade de La Plata.
Buenos Ayres, i de Agosto.
O presidente da repblica, Dr. Jurez Celinas
acompaohado do governader da provincia de Be-
nos-Ayres, Dr. Mximo Paz, parti hoje para c
cidade de La Plata.
Buen s-Ayres, 2 de Agosto.
Est ioteiramente acabada a revelucoem Tu-
cuman.
A antiga administraco tornou a oceupar os sen
lugares, tendo sido o novo governador ii stalladr
pelo interventor nacional Dr. Zavala.
A ordera o a tranquillidade sao perfeitas em toda
a provincia.
Montevideo, 3 de Agosto.
No da 10 do corrente mes ser celebrado nt
igreja matriz de Moutevido um oficio solemne eot
memoria das victimas do naufragio do paquete
Rio Apa.
O ministro do Brasil, junto a esta repblica,
Sr. conselheiro J. Duarte da Ponte Ribeiro, coa-
vidou toda a colonia brasileira a assistir a este
acto religioso. A ceiemoni promette ser impo-
nente. ...
O principe D. Carlos, Duque de Madrid, t
esperado aqui amanba. Sua Alteza acaba de visi-
tar to"l morar .. lia alguns dias nesta cidade.
Buenos-Ayres, 3 de Agosto.
O estado sanitario nao muito satisfactorio.
; O jornal La Nacin iusiste para que sejant un-
mediatamente posto.- om execuco todos 00 ae-
Ihoramentoa aconeelhados pela junta de hygieue.
melhoramentos que j foram autorisados pela c-
mara.
O general D. Julio A oca, ex-aresidenta
da repblica, vai ser reintegrado no poste da e-
viado eutraordinario e ministro plenipoteuciark
junto do governo da Russi, que deixara por mo-
tivo de molestia.
Montevideo, 4 de Agosto.
Coasta que o principe D. Carlos, Duque de Ma-
drid, depois de alguma demora nesta capital, em-
barcar pasa o Rio de Janeiro.
Buenos-Ayres, 4 de Agosto.
Consta que o ministro da fasenda expedio ao re-
presentante da Repblica no Imperio instraecss
a respaito de certas loteras, cujos bilh. tes podoai
ter sido clandestinamente offerecidos venda as
Rio de Janeiro por individuos que ni tm aa
isto a menor nuiorisuco.


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2
Diarii ifc ernambncoftuarta-eira 17 de Agosto de 1887










Santiago, 4 da Agosto.
O governo decidi reformar e aogaasnar a es-
quadra chilena. O ministro da mancha pedir as
cmaras a abertura de um crdito especialmente
destinado a comprar, nos estaleirog europeo, na-
vio eucouraeadas dos systemas mais aperfei-
eoados.
Montevideo, 5 de Agosto.
Falleceu, depois de rpida doenca, o general
Goyena.
Cbegon hnje a esta cidade o principe D. Cutsa,
Duque de Madrid. Sua Alteza dinorar-se ha al-
guns das entre nos, acontado panvavaisaante para
o Brasil.
O general Tajea, presidente da RepaWica, ofc-
receu ao Dr. Carlos Mara Ramrez o posto de re-
presentante da Repblica junto ao Imperio, era
substituicao do Dr. Vasques Sagastume, que sate
caso seria chamado a um posto na Europa ; esta
offerta foi, porm, rejeitada.
Buenos Ayres, 5 da Agosto.
Chegaram noticias da expedico que, debaixo do
eommando do coronel Gomensoro, sabir em per-
seguicao dos indios, qu ltimamente saquearam
algnmas das colonias do departamento do Chaco.
A expedico alcancen os indios e bateu-os intei-
rasaente.
A' vista das noticias recebidas do sul da Italia,
O governo reuni a junta de hygiene para deli-
berar se nao ha neeesaidade de por em qnacen-
tena as procedencias da Italia. provavol que
esta medida saja decretada amanb.
Monte video, 6 de Agosto.
Voltou a esta cidade, com toda a familia, o co-
ronel Loreaao Latorre, ex director da rep-
blica.
Dirigi ao presidente da repblica, general M-
ximo Tajes, urna carta, na qaal declara ter aten-
alas inteiram-nte pacificas da estar firmemente
resolvido a voltar a vida privada e a respeitar as
leis do paiz, submettendo-se inteiramente as ordena
do governo.
Os jornaes msetram-se adversos permanencia
de Latorre no territorio da repblica. A este
respeito levantaram-se divergencias entros mem-
bros do gabinete ; provavel um& crise.
D. Carlas, Daqae de Madrid, partir no da 17
do correnta para o Ro de Janeiro, onde tenciona
dessorar-se alguns dias.
Montevideo, 6 de Agosto, ( horas da noite).
O governo, attendendo opinio publica, obri
gou o coronel Latorre a reembarcar para Bnenos-
Ayres.
Montevideo, 7 de Agosto.
Achara-ae i iterrompidas as eommunieacoea tele-
grapbicas submarinas entre esta capital e a cida-
de de Buenos-Ayres.
Montevideo 7 de Agosto.
D. Innoceneio Mari* Yeregui, bispo do Uru-
guay, visitn hoje o principe D. Carlos, duque de
Madrid.
A imprensa unnime em pedir nova expulsao
de coronel Lorenzo Latorre. A presenoa do ex
presidente pie dar origem a desordens.
Montevideo, 8 de Agosto.
D. Carlos, dnqua de Madrid, seguio hoje par.*
Rueos A) res, onde tenciona demorar-se alguns
dias antas de partir para a Europa, passando pelo
Rio de Jaoeiro.
Bnenos Ayres, 8 de Agosto.
O ministro da fazeada, de accordo com o gabi-
nete, estuda um projecto de suppresso dos direi-
tos de exportaco. K' prevavel que a receita
proveniente deste imposto seja compensada por
ligeiro augmento sobre direit >s de iinportacao.
Esli restabelecidas as commuoicaeoes wlegra-
phicaa submarinas com Montevideo.
Montevideo, 9 de Agosto.
O presidente da repblica, general Mximo
Tajea, dirigi ao Parlamento urna mensagem, na
qual annuncia ao congreaso uruguayo que o Dr.
Carlos Mara Ramrez toi eucarregado Je urna
asisso especial junto ao governo brasileiro.
O Dr. Jos Vzquez Sagastume, actual minis-
tro da repblica no Rio de Janeiro, ir represen-
tar o Uruguay na Italia, em substituicao ao Sr.
Antonini y Diez, ltimamente fallecido.
Por se ter quebrado urna das pecas da ma-
china, nao pode seguir viagem para o Rio de Ja-
neiro o paquete francez La Franct, da Compa-
abia dos Transportes Martimos, vapor voltou
% reboque at este porto, afim de tazercm-se os
eoocertos necessarios.
Buenos-Ayres, 9 de Agosto.
Consta que o general Mximo Santos, sendo
rrequentemente amescado e julgandoasua vida
acuco garantida* decidi partir brevemente para
Europa.
Falla-se no estabelecimento de urna lnha ar-
gentina de vapores no Rio Guasu.
Montevideo, 10 de Agosto.
Foi estabelecida quarentena de dous dias para
todos oa navios provenientes da Italia e do Chile.
O decreto menciona a apparicc do cholera nestea
dous pases.
Bueu^a-Ayrea, 10 de Aguato.
Continan) os triumpba da Companhia Ferrari.
Na opera Gioconda o tenor Masini e os outros
principaes artistas receberam urna ovaco esplen-
dida.
Montevideo, 10 de Agosto.
O Parlamento Uruguayo approvou hoje a no-
zneacao, feta pelo poder executivo, do Dr. Carlos
Mana Kamirez para enviado extraordinario da
repblica junto ao imperio do Brazil, em missao
especial.
Na mesma sesso foi approvada a nomeaco do
Dr. Jos Vzquez Sagastume, ministro plenipo-
tenciario do Uruguay no Brazil, para enviado
extraordinario e ministro plenipotenciario da re-
publica na Italia.
Buenos-Ayres, 10 de Agosto.
Todos os jornaes tazem commentarios sbreos
telegrainmas noticiando a carta do Bario de Ca-
panema.
Levantaran)-se violentos protestos. Pretendem
aqu que nSo existe desaecrdo entre as duas coa -
aiiseoes, argentina e brasiieira.
Rio (irandedo Sul
Datas at 30 de Agosto.
Sao interessantes e lgubres as noticias des-
ia provincia sobre os naufragios havidos ltima-
mente.
O Echo do Sul diz em 26 :
Temos a registrar mais um sinistro occorrido
no lugar denominado Arac, dez leguas ao norte
de Santa Victoria.
So indicado lugar uaufragou a barca norue-
guense Telanak, que ia em viagem de olontevido
para Peusacula Estados-Unidos), sob o comman-
do do capitao J. A. Janseu, tnpolada por 12 ma-
nawiroa.
O naufragio deu-se no dia 12 do corrente por
eSeito do terrivel cyclone que se fez sentir em toda
a costa do Rio Grande do Sul.
> Colbida pelo temporal foi impellida sobre a
praia, onde se acha totalmente perdida. O capi-
tao e seus co rpanberos pasaaram horaa tormen-
tosas valo cada momento morte diante dos
olhos. Teodo felizmente alcancado a praia aban-
donaram o navio para soffrerein novos tormentos.
Durant<< .6 dias andaram errantes pelos are-
aes sein encontrarem viva alma, curtiodo intenso
rio.
Por fim, ao sexto dia, encontraram um pesca-
dor uu quem quer que foaae, que pirtio immedia-
tasaentc para Santa Victoria a dar parte do au
fragio s autoridades, as quaes se apressaram em
activar as providencias que o caso urga.
< O admi.T3tr.id >r da mesa de rendad daquella
villa fez seguir para o lugar do sinistro um empre
gado acompanbado de cinco pracas de polica afim
de garantirem as vidas dos nufragos e de impe
direm a rapinagem.
" 0 capitao e demais tripolantes da Telanak,
foram transportadas em carreta para Santa Vic-
toria, onde tiveram por parto das autoridades u
da popu acao um acolhimento hospitaleiro e gene-
roso, por isso que j aili encontraram urna casa
com as precisas accommodacoes, sendo-lhes, sob
a reaponaabilidade individual do administrador da
nasa de rendas, fornecida excedente comida por
um hot-1 do lugar.
Os nufragos chegaram hontem a esta cidade
no vapor P ratiny e apresentaram-se ao Sr. Wei
Unan, digno cnsul da Noruega nesta cidade, pa-
rante o qual o capitao Janeen far o competente
protesto.
A Telanak ir em Lstro.
E' nm navio de 757 toneladas.
Por carta de Santa Victoria sabemos que na
costa do Chuy, no mes no lugar em que foi ha pon
co encontrada urna garrafa contendo nm escripto
firmado per Hugo Catani, deram praia tres ca-
dveres, sendo um de ama senhora. cujas roupas
indicara pessoa de trato, e os doos outros de duas
enancas igualmente bem vestidas e calcadas.
> Nao se pode verificar a identidade deesas in-
felices por terem os rosto* quasi completamente
devorados pelos peixes.
> PiCbume-se que sejam victimas do nanfragio
do Almirante Miaulit qne deve ter sosaobrado por
aquellas aituras. *
Pessoa pertencente 4 tripolacs do paque-
te nacional Rio Negro ante-hentcm chegi.do de
Montevideo, coaimuoica-noa que o paquete Rio
Jaguaro acha-se em posico tal, que parece es-
tar fondeado.
O casco e toda a obra morta acham-se em per-
feito estado, tendo o navio naufragada exactamen-
te em frente ao pbarol de Maldouado.
A mesma pessoa accresceota que ioipossi-
vel a salvacao do casco cujj tundo se acbi com-
pletamente destruido e espetado as pedras que
aaquclle logar avaacasa para o mar quasi 4 s-
parficie das agaaa-
Disaa-aosaxass qua, desde 27 milhas ao sul
da nossa-barra, o Ro-Grande vea encontwsada
numerosos doaroaos, taes como tabeas, fraaaaaa-
tos de maatm, portas de canaarotea moldura* da
spalhos douradoa, estafas deisofas, etc., etc.,
tudo j qae parece ter perteneido ao Ri Ap*. *
Em 28 escreveu a mesma toiaa :
ir jiianu mil a asta. cidaaaSr.
Antonio Diae Viaana, qne, par dcaaajairo,
havia ido costa do Albardio em servico dos sal-
vados do patacho D. Guilhermina
Aochegar aquelie lagar encontrn a noticia
de que, a alguma distancia do pinto, onde o refe-
rido patacho naufragara, eatavam dando 4 praia
numerosas deatorgas. de rcente naufragio.
c Acompanbado de algumas pessoas o Sr. Dias
Vianna percorreu a costa, e tendo visto os d istro-
ces em questao para ligo convenceu-se de qne
eram do paquete R'o Apa.
Entre mu tos obj actos tomou notas d se-
guintss :
Muitos bonts para officiaes do ex.reno de
diversas graduacoes. com a marca da faorici Cu-
uha Guimaries, Rio de Janeiro.
Malas de passageiros de pr* e diversa cai-
xas :
Caixoes arrombados com letreiro ao arsenal
de gue ra de Matto-Grosso ;
Quartinheiras de camarotes;
Um caixo contendo fasendas, cem a marca
G. M. C.;
Diversas de farinha de trigo, 100 libras ;
Urna cama trances para solteiro.
Algumas taboas de leme, bancos, caps cbos
charutos, xadrez e innmeros utensilios da mesa
de cmara.
Um detalhe horrivel: o Sr. Dias Vianna vio
um objecto de madeira, deases que os paq tetes
trasem nos camarotes para segurar a garrafa d'
agua e o copo manchado ou salpicado de saogue
orno se contra elle bou vase alguem partido o
era neo.
Urna das tolhaa da porta da cmara do Apa
appareceu tambemjmancbada de sangue e com os
vidros de cor completamente despedazados.
O Sr. Vianna diz que a praia achava-sii po-
vjida de aventureiroe, que se entregan cibo
maior descaramento 4 pilbagem.
Dia e noite eases individuos nao arredara p
da praia 4 espera dos despojos que o mar vai ar-
rojando 4 costa.
O Diario do Rio Grande di* o segninte :
a Pessoas ebegadaa da costa do ocano, do lado
do norte da barra, dizem que tora sido horrivel a
pilhagem praticida por varias moradores do Es-
treito.
Procedendo como selvageos, essss individuos
correm 4 praia armados, chegaodo a brigar una
com os outros por causa dos salvados.
Na noite seguate ao naufragio do Cavour, le-
varam a sua ousadia a ponto de atacar a tirj par-
te da tripolacao do vapor, que em trra guardavs
a carga de que tioha sido allviad) o navio.
Ao longo da costa vem-se grupos de indivi-
duos, que proceden) em relacio aoa objectos que
dio praia, co.no verdadeiroa barbarea.
At muflieres e enancas tomam paite na pi-
lhagem
Da a mesma folba de 29 e 30 :
Do lugar em que ae acha esse vapor (Catwur)
naufragado chegou hontem o Sr. Porfirio Antonio
Lopes condusindo as malas que vinham com Jes-
tino 4 provincia e que alcancam ao numero de 7.
Pode-se imaginar do estado dos caminhos e dos
trabalbos passados pelo Sr. Porfirio, sabendo-se
que a viagem durou nada menos de cinco das !
As malas vieram pela estrada real at S. Jos do
Norte em carreta tirada por cavalloa, e chegaram
aqu em perfeito estado. A correspondencia e
jornaes que ellas continham foram inmediatamen-
te expedidos ao correo desta cidade.
O Sr. Porfirio Lopes prestou-nos algnmas infor-
macoes. Toda tripolacao do Cavour e pessoas
que estao 14 ao servico do fisco acham-se em per-
feito estado de sade. O Sr. Menandro Perry,
guarda-mar da Alfandega desta cidade, reside em
trra, u'uebh barraca armada a psqaaoa distancia
da praia. O lugar est completamente livre da
ladrees, que foram corajosamente repellidoa em
variaa tentativas feitas com o intento de invadi-
rem o vapor para roubar.
O Cavour est4 de proa pi.ra trra; a ponpa es-
t apenas em dous pea de agua, o que vale dizer
que o navio est quasi totalmente em secco.
O Sr. Porfirio de opinio que o csco est ir-
remediavelmente perdido. Quando de 14 sabio
(domingo) faziam-se preparativos para a descar-
ga, que devia principiar na segunda-feira. A
carga ser transportada em carretas at ao lugar
denominado Abarracamcnto, margem da laga
dos Patos, e dabi vira em vapores ou hiates para
esta cidade. O Abarracamento fica exactam.mt.-
em frente ao lugar em que naufragou o Cavour, a
pf quena distancia.
Sobre o Rio Apa :
Do Pontal da Barra, 29: Recsbeu-se aqui
noticia de terem dado 4 costa, para os lados do
Eatreito, mais alguns cadveres cujas vestes iudi-
Ckio ser de militares e tripolantes.
Diz se, nao sei com que fundamento, que na
costa de Mostardas appareceu um grande escaler
completamente despedazado e com visiveis signaes
de ter andado com nufragos. Appareceu com
alguns pannos ou roapas atadas s bancadas. A
lancha Reb ,ucaa sahio ao mar.
A's 5 horas da tardeDo Pontal:
< A lancha Reboufu encontrou boiando a algu-
ma distancia da costa um cadver que se fosa
oiieceu ser de marinbeiro. Vesta camisa de chi-
ta, camiseta de baeta, ceroula de Amella ord.ua
ria e caifa de zuarte. Pan-cia ser de oeaaoa es-
irangeira por causa da barba e do bigode louros,
aquella cerrada. Recolhido lancha foi condu-
zido para aqu. O commandante da praticag-.'m
inauiou enterra! o junto estacada da commissi
de eogouhiria.
Escrevem-nos de S. Js do Norte em data de
bootem:
A's 8 horas da manha chegaram dous corre
coataa que andavam ao servido das autoridades na
praia, desde tres leguas quem do Pjntal ao Es-
treito.
Trazem noticia do apparecimento de seis cor-
pos, dos quaes quatro vestidos de militares e entre
esses um com os galoes do posto de capitao, tra-
zendo alguna dellea sobre aa fardas cintos de cor-
tica (salva-vidas) e outros sob bluzaa que nao ex-
hiben) diatinctivo algom de posto militar.
Dizem que todos essea eorpos achavam-se
quasi que em perfeito estado, como se a morte os
tjvesse sorprendido recentemente. Exbibiam oa
ventres eontrahidos, os dentes cerrados e en len-
tas indicios de haverem succumbido de tome e de
fri.
Um dos cadveres tiuha as moa feridas por
arma de gume.
Foram encontrados em diferentes pontos da
costa, a grandes distancia*.
Souberam que na praia do Capo do Meio ap-
pareceram Dupas 1e mulber, notando-se dous ri-
cos vestidos de sla com euteites de velludo escar-
ate j desbotad js p-la acc4> da agua do mar.
Essas roupas tinbam sido recolhidas por una
vizinh is, mas foram roubadas.
Em viagem para c cjnstou-lhes qne legu<. e
meia para o norte do CapSo do Meio dera-se um
gnnde conflicto entre varios individuos que se
entregam ao ronbo. Constou-lbes tumbem que a
autoridade do lugar, acompanbada de alguns mo
raJori-s, se dirigir para all. Prtaume-se que
bonve mortes.
< Na praia do Estreito continaam a apparecei
destrocos do Apa e fragmentos de malas, pa-
pis, etc.
As autoridades desta villa, do Estreito e de
Mostardas tOra dado as providencias necessarias
para o sepultamento dos cadveres, bem como pa-
ra a arrecadaco dos papis e valores que forem
encontrados as roupas dos morios .
Do norte : Confirma- se o apparecimento da
jangada na costa de Mostardas. D.zem-me que
evidente que transportara nufragos Duas leonas
ao sul do Estreito appareceu mais nm cadver de
mulber, trajando nm roop&o de casimira cinssnta
com alamares de cordo preto. Devia ter dalo 4
praia com joias, que foram roabadas; pois dizem
que os dedos apreaentam signaes de anneis ar-
raneados 4 forja. A praoa que trouxe a noticia
vio a infeliz, e dis que alta, cabello castanbo e
isagra. Appareceu eom o rosto deformado, ou la-
bios rodos, as mos crispadas e os dentes cer-
rados.
Sabe-Be qne de Mostardas, e por influencia da
autoridade, sahio um grnpo de corre-costas para
a Praia-Grande, onde consta terem dado muitos
eorpos e estar a praia coberta de corros .
L-se no Diario do Rio-Grande de 30 :
Seguio b inteos para a costa do oeeano o il-
lustrado facultativo Sr. Dr. Manoel a \tloaso
dos Reis.
S. S. vai com o fim de proceder 4 autopsia
nos cadveres que ten dado 4 praia,"para o que
levou os instrumentos necessarios.
Issfortante servico vai o Sr. Dr. Affoaso
Reis prestar 4 eaasa da verdade. Do exame a que
proceder veaiflnar sc-ha se os pobres nufragos do
Rio-Apa peceeeram por aspbixia por submer-
so, oa se par eflaito da falta de soccorros.
Segis hontem tarde para a costa, ao nor-
ia da baraa, urna forca de linha composta de 15
pracaa, osa inferior e um corneta commandada
pelo Sr. steres Salles.
Esta torca foi requisitada pelo agenta-da eom-
panhia nacional o Sr. Salvador Moutinho.
Peaaoa chegada da costa commuoica que en-
tre o Estreito e o capi> do Meio deram a praia
mais oito cadaves, todos em perfeito estado to-
dos com salva-vidas >, paludos e com o estoma-
Ka extremamente coutrahido. Dos oiio ada>xera,
seis deram praia quasi todos juntos.
Informan)-nos qne todos os eorpos foram dea-
pojados do que tinbam de algum valor.
Na praia foi encontrado o retrato de urna mo-
ca, nm pouoo corpolenta. typo allemo.
A photographia tem no reverso os aeguin'e:
diseres : Waldemar Reuard, photograhiscb, Ans-
talt Kiel, Sophienblatt 18.
Foram tambem encootuadas entre outros pa-
pis circulares de New-Yark Life Insurance Com-
pany. e urna carta acompanbada de uma factura
de Uarvalh Silva c C, do Rio de Janeiro, diri-
gidas a Marciuio, Leitao & C, de Jaguaro
Sobre o naufragio do paquete Rio-Jagoa-
rao publica o Correo Mercantil o seguiote
oficio do commandante, dirigido ao capitao do
porto de Montevideo :
Tenho a honra de commnnicar a V. 8. que
tendo sahido deste porto, no dia 10 do corente, s
5 horas e 40 minutos da tarde, com destino ao
Rio de Janeiro e escalas, no paquete Rio Jagaa-
ro do mea commaudo, tendo navegado nos ru-
mos de costuras at s 12 horas e 80 minuto da
noite, quands deviamos estar na altura da Ponta
de Este acontaceu que, devido espessa cerraco,
sobrevinda desde as 10 horas e 39 minutas, cho-
cou o navio nos recites que estao jautos 4 dita
ponte, abnud > agua immediatamoate.
Empregados todos os esforoos para safar o va-
por e reconbecendo a impoasibilidade de conse-
guil-o, por ter-se submergido at a altura da se-
gunda coberta, ao eaba de 30 minutos resol vi
abandonal-o, depois de preucber aa formalidades
legaes e de ter salvo os passageiros com sua ba
gagens, malas do correio, tripolacli, papis do na
vio, asaim como vveres, etc.
Neste servico fui auxiliado por ama lancha da
capitana do porto de Maldouado, enviada pelo
respectivo capitao do porto, o qual assim como o
Sr chefe poltico e demais autoridades me pres-
taran) todo o auxilio quo exiga minha stuaco .
O paquet trazia 52 bomens de tripolacao e con
duzia estes passageiros :
De 1" classe : Joaquim Manoel da Silva e Simio
Meira ; He 3a classe: Jeronymo Vilarino, Miguel
Ferrer, Lourengo Bertalicia, J. Varone, Mana
Chole e 4 tilli is menores, Matheu Pampierre, Ma-
na Luiza Leonarei, Gustavo Ser, Gabriel Fio-
tena, Felippe Roustan e Rjarique Gordini.
O carregamento que eouduzia era de 0 J tone-
ladas de farinba de trigo e 59 da vario gneros,
cujo cuato avalia-se em 200.0J0 pesos.
Alm da carga cima trazia as seguales quan-
tias : enviadas p ir Nery & Luisello, 2 eaixes
com 8,910 pesos; pelo Banco Loadoa Brasilian,
22,320; por Beruardo Pastorino, 1 pao te com
900.
Depois do horroroso temporal cabido no dia
11 sobre a loaga costado sul do imperio at o Rio
da Prata contam-se os naufragios das seguinte
embarcacoe8 :
Vapores: Cavour, Rio Jaguaro, Rio Apa e
Magallanes .
Navios 4 vela : Evora, D. Guilhermina, Ne-
fert, Lak-i of Patos, Telsnack, Almirant Miaalis,
Marchiuo, Genoveva e Son Battistino .
Em frente a Carmello (Estado Oriental) foram
a pique sete navios, cujo nomes nao se conhe-
cem.
Ao todo, poia, 19 embarcacoea e talvez nao se
eonbe^a anda o numero exacto.
Foram mais tocadas pelo tempsral, mas chega-
ram a salva : Bedmar, Positivo e Rival .
O tribunal da relaco acaba do absolver o
Sr. Dr. Miguel Archanjo de Figueredo, juia de
diroito da comarca da Cruz Alta.
Ne 3- districto de Sant'Auna do Lvramento
deu-se ba da um conflicto entre uns individuos,
ladros de gado, e oa Srs. Lauro de Asevedo,
Leandro Machado e um outro mogo, que tinham
seguido em perseguico daquelles.
Da luta resultaram diversos ferimentos, ficando
mortos Leandro e um dos audacissos larapios.
Diz um jornal de Jaguaro :
Confirma-so seren apontadoa como autores
doa barbaros assassinatos de Pedro Garca, seus
tres filhiohos e o crioulo, os ex-cadetes Franklin
Rodrigues de Almeida e Jos Mara Franco e o
pardo contratado cujo nome ignoramoa.
Pedro Garca tinba 26 ferimentos de faea uma
meuiua de cioeo antos 5 ferimentos. As outras
vctimas tinbam tambem diversos ferimentos.
O Sr. delegado, em comptnhia do subdelegado
do 3' districto Sr. alferes Manoel do Espirito-
Santo Soares andaram estes dias em activas di-
ligencias com o fim de capturaren) os criminosos
mas nao poderam descobrir o paradeiro deates.
As agaas do rio Jaguaro subiram a ponto
de sabirem lora do aeu leito.
Tendo desapparecdo o administrador da
mesa de reudas provinciaes de Bag Sr. Thomaz
de L 'moa V'ianuu. foi expedido contra elle man-
dado de piiso.
Consta estar alcancado em quantia avultada
com a tsenla provincial.
Fallecern) : em Porto-Alegre o tenente-
coronel Mauoel Carlos de Macedo Pires; em Al-
grete o Dr. Jos Carlos Pinto.
*jioysa
Datas at 16 de Julbo.
O presidente da relaca i confirmou em grao de
recurso o despacho de pronuncia do chefe de po-
lica contra os criminosos que assaltaram as La
vras de Abbadeem Vlea Ponte.
S. Paulo
Datas at 10 de Agosto.
L-se na Gazeta de Mogymirim :
Na fazenda de Sr. Manoel Dias Bueno de
Campos, deste municipio, foi descobrta ama mina
de chisto argiloaj, ao que nos parece, mais resis-
tente do que a pedra de It, qual muito se as
semelba.
No amparo deu-se um lsmentavel desastre
na padaria do Sr. Nunes 4 Cintra.
Quoreudo o Sr. Cintra apanbar um pouco de
massa, que sahia do cylindro dentado, collocou
uelle para esse fim a mo direita. mandando virar
o cylindro.
Infelizmente, porm, o cylindro virando apa-
nhou-lh- a mao, esmagando-lbe quatro dedos.
Na fazenda do Mando Novo, municipio de
Brotas, propriedade do Dr. Francisco de Assia V.
Bueno, estando ha dias um menino, filho de um
camarada, em um aposento, descobrio a um canto
uma lata com duaa libraB da plvora.
O menor, querendo divertir-se, laucou fogo 4
lata, que explosio, levantando o tecto da casa e
d iando o imprudente com horriveis queima-
duras.
\inda viveu alguns dias ; mas nao tendo o cu-
rativo conveniente, as feridas gaogrenaram e o
meniuo perecen,
Sob o titulo Tentativa de fuga d a Pro-
vincia, diario da capital esta noticia :
Ante heotem (4) 4 noite o Dr. chefe de poli-
ca teve denuncia de que os preso da cadeia pre-
paravam-se para uma fuga.
Immediatamente S. Exc. dirigio-se com uma
forc para a correeoo e com cIU poz cerco ao
edificio, afim de impedir a fuga dorante a noite.
Os presos, porm, seguros do segrado do sea pla-
no, de nada degcoufiavam.
> II iitein, pela manh, entrando o Dr. chefe
de polica inopinadamente na sala em que se
achavam os presos, all descobrio muitos caive-
tes de mola, punbaes, facas, enormes thesoura,
limas, etc.
O cab 'ca da tentativa era o reo Jos Pinto
de Alineida Jnior e por orna carta deste, qne
foi encontrada pelo Dr. ebefe de palieia, se v
que o mesmo tiuha encommendado >tadaw de
corda.
A fuga devia ter lugar pelo forro do edificio.
O Dr. ebefe de polica distribuio o prego au-
tores da tentativa por diversos compartimentos,
determinando ao mesmo tempo que todas as noi-
te seja collocada uma, sentinella no juatro can-
tos da cadeia, a qual far fog> sobre todo o vulto
saspeito que se aproxima dos muros.
- No dia 1- do corrent, n> Rio Claro, t'utou
soicidar-se, disparando um iro de revolver no
oavido, um moco de nome Elyseu Antuues de Al-
meida Cardia.
O estado do infeliz grave.
Faileceram; na capital > commendador Jcs
Pinto Ferraze Joo de Moar.i Guimares.
Tambem falleoerara : em Campias, .M .noel Be-
nedicto Correia, Ernesto Aug ista da Silva e Ma-
noel Uarlos de Cas.ro Camargo; em Tutuhy,
Fionndo Soares da Roa ; na franca, Luoas Sos-
res de Soasa ; em S. Hoque. Sebastio Rodrigues
Villaoa ; em S. Carlos do Pie hal, Lucas Ricardo
de Soasa ; em Santa Auna, Candido Baptista de
Morara; na Paaha do Rio d( Pane, Jos Piras
Monteiro ei em Br^ganca, na i'.lade de 100 aaaaa,
Jacintl Goncalves de Olivis, o nuia aatig
morador de lagar.
Minas) era esj
Datas at 10 de Agosto.
Em S. Goncalo de Bruaado deu-se no dia
26 do pasando o seguinte faetc :
A's 6 horas da noite effeciuou-se aqui, a pri-
so de dous individuos de noinis Reboucas e Jay-
me, pur cuma da.Uoubo.
Justamente quando estes tentavam vender a
um negociante alguns dos objectos, foram presos
ambos pelo subdelsgado de p avisado com tasapo, do roobo segua no encalco dos
criminosos, acompanbado de das pracaa.
Na occasiao, porm, em c ue os dous gatunos
eram conduzidos i priao, um delles, o afamado
Jayme, conseguio evadir-se e entrar em casa de
sea padrasto, uade apodarou-s de uma faca, e,
nao encontrando all seao urna pobre velba de
nome Auna, que aquacia-se ao fogo. o perverso
Jaym*, eujos instinctos de fra conh-cidos por
este povo o tornam um monstri, lancou-ao repea-
tiaamiite 4 desveatarada velb i inoffensiva e deu-
Ihe diversas facadas lacadas, ctusaado-lbe a mais
dolorosa morte!
Terminada esta seena de canibalismo, sacia-
dos os seus torpes desejos, Jayraa arrastra o ca-
dver anda quente da deagracda victima para o
quintal, e, avistando nesse mesma tempo os solda-
dos que para elle 80 dirigan), gritouqueopi-
dim prender, pois que ja estava satisfeito por ter
assaasioado aquella mulher... e proferindo estas
pala vras entregou-se 4 prisio.
As autoridades prosegu ni no3 term*s da le
afim de punir os crimiooaoa cun merecem .
A 5 do correte allecet. no Carmo do Rio
Verde, Minas, a imputante fas ndeira D. Mariana
Tridentina Junqueira, na idadt de 85 annos, dei-
vando uma prole de 200 pessoa.i.
Deixou livre por testamento, uma escrava, sera
nenhuina condicu, e dispenso i os serviexs dos in-
genuos, lilaos da mesma escrava.
Blo de Janeiro
Datas at 11 de Agosto.
No dia 30 do passado, n> sanado, foi lido o
parecer sobre a p.oposta do governo fizando as
despeeas do Ministerio de Esttangeiros.
Depois de uma rectificado do Sr. Veriato de
Medeiros, o Sr. Ilenrique d'Avila leu uma allocu-
co que, como orador da deoutsci do sead), di-
rigi a S. A. Imperial no da co anniversarlo na-
talicio da mesma Au rusta Seaiiora.
Foi approvado o requerimei to do Sr. I^aacio
Martina, para qua entre na ordi m do3 trabaihoa o
projecto revogando a le de 10 de Juuh) de...
1835.
Sobre nsgocios de Minas Gei-aea, o Sr. Aff.nso
Celso apresentou um requerimeuto, quo foi retira-
Jo a pedido do seu autor, dtpoi de orar o Sr.
Rib.'iro da Luz.
Relativamente matricula le escravos o Sr.
Dantas justificou um requerimeuto que ticou sobre
a mesa para ser opportunament; apoiado.
Proaeguio na urdem do dia a iiacuaso da orna-
mento da justica.
Oraram os Srs. Silveira da Motta e Mac-Dowall,
ministro da justica, ficando t discussao adiada
pela hora
Na Cmara nao houve sessto por falta de nu-
mero.
No dia 1* nao houve sessao no senado.
Na Cmara, depois da leitun. das actas atraza-
dss, prestou juramento e tonou asseuto e Dr.
Elias Chaves, deputado pelo l- districto de S.
Paulo.
Teve segnnda leara e foi jalgado objecto de
deliberaco o projecto da reforma do corpo da ar-
mada, organisado pelo Clab Na ral e apresen tadj
pelo Sr. Fernandes de Oliveira.
O Sr. Duarte de Azevedo d conta do modo por
que se desempenbon a d patacao nomeada para
felicitar S. A. a Prinoaaa Imperial Regente por
occasiao do sea anni versan" o.
O Sr. Pedro Mooiz, depois de communicar que
a commisso nomeada para acompanhar o enterro
do Baro de Villa da Barra cumprio rao doloroso
mandato, fea o elogio do finado e requeren, que,
em signal de pezar, fosse suspensa a sesso e
consignado na aota um voto le profundo senti-
mento.
Ddpois de algumas observarles do Sr. presi-
dente o requerimeuto foi approvado unnimemente
i>ando suspensa a sessao.
No dia 2, no Senado, depois da leitura do aato-
grapho do decreto fizando a for;a naval para o 2"
semestre de 1888, o Sr. presidente conviduu a res-
pectiva deputacao para que i bora designada
apresentasse o mesmo autographo a S. A. Impe-
rial a Princeza Regente.
Foi apoiado para entrar na ordem dos trabaihoa
o projecto do Sr. Siqueira Mendes, revogando dis-
posicoes da legislacao eleitoral.
Foi tambem apoiado e posto em diacusa) o re-
querimento do Sr. Dantas sobre a matricula de
escraves. Orou o Sr. F. Belisario, e ficou adiada
pela hora. O Sr. Danta requer u e o Senado con-
ceden urgencia para que conti junase o debate na
prxima sesso.
Proseguindo na ordem do di. a 2* discussao do
orcamento da justiea, o Sr. presidente suspenden
a sessao at qne regressasse a deputacao incum-
bida de apresentar o authog-ra >bo a S. A. Impe-
rial. Regressando a deputacao, o Sr. Carreira
deu conta do modo por que dosempenhara ella a
sua missao.
Oraram os Srs. E. Taonay t Mac-Dow II, mi-
nistro da juotic, sobre o orcamiinto em discussao,
e ficou o debate adiado pela hoia.
Na Cmara, depois da leitura da acta e na hora
do expediente, teve primeira leitura um projecto
apresentado pelo Sr. Pedro Ljiz sobre assembia
provinciae.
Foi lido e mandado a impr mir o parecer das
commissocs de fazeada, industria, commercio e
artes sobre o projecto de navegacode cab.tagem.
O Sr. Pedro Luis requeren e obteve urgencia
para que fosse dado oppertunamente para ordem
do dia o projecto sobre eleices previuciaea apre-
sentado pelo Sr. Ridrige Silva
Idntico pedido fez o Sr. Olympo Vallado so-
bre o proj cto, vindo do Senac.o, relativo 4 crea-
Foi negada a urgencia requerida peii Sr. Costa
Aguiar para que fosse tamb- m designado para
entrar na ordem dos trabalbos o projecto de pos-
turas da Cmara Municipal, tornando obrigatorio
o fechametrto das casas cummeri-iaet nos das san-
tificados.
O Sr. Alfonso Celso Jnior preeneaeu os tres
quartos de hora tratando dos ltimos naufragios
nos mares do sul e analysando a questao da filia
gao desconhecida.
Na orden de da, entrn em discussao o projecto
n. 49 concedendo licenca aojuis de direito Sil-
veira da Motta Jnior, sendo oferecidos, como
emendas, outros projecto concedendo idntico fa-
vor a diversos magistrados.
O Sr. Jaguaribe Filho reqiierju o adiamanto da
discussao por 15 dias, pedindo certas informacoes
ao governo.
Sobre o requerimento, que foi rejeitado, fallou o
Sr. Carneiro da Cuaba.
Foi encerrada a discussao do projecto com as
emendas, fieando adiada a votar, o pela bora.
Continua a 3* discussao do t re tinento da ma-
rinha, orando os Srs. Jos Pompen, Castrioto
(ministro da marinha) a Marcoudes Figueira.
A discuBso foi encerrada, ficando adiada a vo-
taco.
No dia 8 no Senado declarou o Sr. paesideute
que a falta notada, na eessac anterior, pelo Sr.
em um autograpbo de le, nao existe, porquanto
a formula adoptada coastituoional, e nao poda
portanto, ser alterada.
Proseguiado a discussao do requerimento do Sr.
Dantas sobre matricula de escrevos, oren o autor
do requerimento e ficou o debate adiado pela bo-
ra. O Sr. Affonso Celso requeren urgencia para
qne a diacusso continu na sesso seguinte.
Na ordem do dia foi approvado cem debate o
parecer opinando pela concesac da licenoa reque-
rida pelo Sr. Diego Velho.
Continuou a 8.* discussio do orcamento da jus-
tica : oraram os Sr. Candido de Oliveira e Leo
Vellosoe pela bora adiou-se a diacussao.
Na Cmara, depois da leitura da acta e na hora' /ia a um juiz de direito.
do expediente, teve segunda leitura, foi julgado
objecto de deliberaco e remetiido commisse de
constitucao e legialaco, o projecto hontem apre-
gentado pelo Sr. Pedro Luiz.
O Sr. AImisj Cela) Jnior off:receu uma indi-
cacao que reforma alguns artigoa do regiment.
Prueucheu os tres quartos de hora o Sr. Cami-
nha, que respondeu ao anterior discurso do 8r.
Ratisbona.
Na ordem do dia proeedeu-se eleico da meaa,
aenio reeleites todos oa membroa que a compem.
Foi approvado om 3 discussao o orcamento da
marinha, sendo rejeitadas as emenda do Sr. Mar-
condes Figueira.
Foi apprivado o projecto oneciendo lecenca ao
juiz do direito Silveira da Motta J unir, ornas 3
emendas concedendo idntico favor a outros ma-
gistrados.
A votacio de outraa emendas no mesmo gautido
ficou adiada por falta de numero.
O Sr. Ratisbona requereu o adiamanto da dis-
cussao do orcamento da guerra.
Encerrad a discusao do requerimento, ficou
adiada a votaco, ben cono a discussao do orna-
mento.
No Senado, a 4, ^foi lid* e apresentada a ae-
gtiote indcaos :
Indico quo a commisso de conatituicao, vieto
o art. da uonstituivo, di parecer sobre o se-
guinte ponto : Se a formula nesse artigo, eatabe-
licida deve ser invariavelmente seguida, anda
que, de coaformidade com o art. 117 da mesma
coaattuico, seja o imperio regido por uma iinpe.-
itttii*. ou se verifiqao a bypotheae d> art, l6 ua
parte relativa regencia do principe imperial.
Sala das sessoes, 4 de Agosto de 1837.Es-
cragnolle Tauoay.
Proseguindo a discussao do requerimeuto sobre
matriculas de escravos, para a qual na sesso an-
terior se requerir urgencia, o Sr. Dtataa apre-
sentou um additameato ao meam> requerimento,
para que fosse o governo contidado a declarar sem
effeito os avuos do Ministerio da Agricultura de 20
e de Julbo, deixando jurisprudencia dos tri-
bunaes fizar o verdadoiro sentido da le de 28 de
Setembro de 1885 en relacao s formalidades da
inatriuul e aeua effeitoa.
Tendo o Sr. presidente declarado que na forma
do regiment nao poda aceotar o adiitamenta
apresentado sobre esta questao de ordem, travou-
se uma discussao em que tomaran parte os Sr.
Dantas, Cruz Machadd e Ignacio Martins.
O Sr. Dantas requereu e obteve a retitada do aeu
requerimento, pediudo, porm, .que o ad litara mo
paaaasae a ser considerado como indicaco.
O pois de algumas explicaces do Sr. presi-
dente, o Sr. Affius) Cals.) requereu urgencia para
que na seasio seguin'e se discuts ie a n. iicii;ii.
Faliaram os Srs. presidente e, pela ordasa, o
Srs. Candido da Oliveira e Jaguaribe, sendot)al-
meute concedida pelo sen ido aurgeacia requerida.
Suspeusi a sessi pjr um quirtj de hora por
nao ser anda a hora fizada para a orden do da,
proseguiu a 2* discussao do orcamiato, orando oa
Srs. Viaonde de Paranagu e Mao-Dow :'.\ minis-
tro da justica, e ficando o debate adiado pela
hora.
Na cmara, depois de lida e.appravad-i a acta
antecedente, foi lido no expeliente um odvjio do
Ministro da Justica remetiendo inf irmayes re-
quintadas palo Sr. AIF0U80 Celao Jnior sobre
creaj) e auppresao de varas municipaes em di-
versas provincias.
Foram idos requerimeotoa dos Srs. Alvaro Ca-
miuha e Affoaso Uelso Jnior pediudo iutormaces
ao governo.
O Sr. Bnlboas Carvalho requereu e obteve ur-
gencia para ser dado opportuuamente para ordem
do dia o projecto concedendo ap)3entadoria ao pa-
gador das tropa.
O Sr. Ratisbona preencheu a hora do expodiente
respondeudo ao Sr. Alvaro Caminha.
Na ordem do dia foram votadas e approvadas as
emendas ofierecidas ao projecto n. 49, concedendo
licenca a magistrados.
Considerado projudicado c requerimento de
adiamento por 24 horas, apreseutado hontem pelo
Sr. Ratisbona, continuos a 3> discuaso do orga
manto da guerra.
Orou o Sr. Rodrigues Jnior.
A discussao foi encerredle adiada a votacao por
falta de numero.
Na 2* discussao do orcamento da agricultura,
oraram os Srs. Alvos de Araujo e Aidrade Fi-
guira.
A discussao ficou adiada pela hora
No dia 5, no senado, foi lido e ficou para ser
discutido na sesso seguinte um parecer pediudo
intormaces ao governo sobre a proposta de Ame-
rico de Castro, relativamente ao sane->mento e
ambelezamento da cidade do Rio de Janeiro.
O Sr. Silveira da Motta justificou um requeri-
mento pedindo informacea ao ministerio da jus-
tica sobre as providencias tomadas para prevenir
e punir os tumultos occorridog em Macab o mez
passado, e ao Minisetrio da Agricultura sobre os
effeitos das matrculas de escravos irregularmente
feitas em Campos, Este requerimento ficou sobre
a meza para ser apoiado na sesso seguinte.
Na I" parte da ordem da dia entrou em discus-
sao a i nd i cae j do Sr. Dantas, pira que se covi-
daase o governo a declarar sem effeito os avisos
do Ministerio oa Agricultura de 20 e 22 de Julho
psssodo.
Oraram os Srs. A- Prado, Uorreia, Franco de
S4, Baro de Cstegipe e Ottoni, e foi approvada a
indicaco por 25 voios contra 22.
Devendo proseguir na 2* parte da ordem do dia
a 2> discnsso do orcamento da justica, o Sr. L;o
Vellosa requeren nm adiamento por 24 horas, o
qual foi approvado.
Declarou ento o Sr. presidente que iam ser dis-
cutidas as outras materias da ordem dia, o- que
guscitou urna queato de ordem em que faliaram
os Srs. Ignacio Martins e Franco deS, requeren
do aquelle senador o adiamento das restantes
materias.
Este requerimento nio foi approvado ; e, en-
trando em discussao o project) relativo 4 navega-
cao dos ros Tocantiuse outros, orou o Sr. Meira
de Vasconcelos, e ficou adiado o debate pela
bora.
Na cmara, depois de lida e approvada a acta
da antecedente, foram lidos no expediente ofijius
dos ministros da Fazenda, da Agricultura e da
Marinha, satislazende a requsices da cmara.
Foram approvadas as redaccoea definitivas das
emendas eflorecidas ao projecto n. 49 concedendo
licenca a varios magistrados
Foram lidos, apoiados e ficaram adiados reque-
rimento do Srs. Affonso Celso Jnior e Beltro
pedindo iaformacoes ao governo.
Foi lida usiajiuterpellaco dos Srs. Ferreira
Vianua e Maciel ao|Sr.|Miuistro|da Marinha acerca
do naufragio do Rio Apa, deven Jo ser opportuna-
m-.-nte mareado o dia para a resposta.
O Sr. Coelho Campos requereu e obteve a inver-
sao da ordem do dia de boje para se proseguir na
discnsso do orcamento da agricultura.
Os Srs Affjnso Celso Jnior e .^eraidodeRszen-
de reqiererara e obtiveram urgencia para serem
dados opportunamente para a ordem do da p-o-
jectos que apresentam.
Preencheu a hora do expediente o Sr. Coelho de
R'zende.
Na ordem do dia foi votado e approvado o orca-
mento da guerra com as emendas da repectiva
commisso, sendo rem-ttido acorarais jo de redac-
ta o para redgir como foi vencido.
Continuou 2* discussao da proposta do go-
verno, convertida em projecto de lei, fizando a
despeza do Ministerio da Agricultura para 1888.
Foram lidas e remettidas 4 commisso de orna-
mento emendas importando em augmento de des-
peza.
Oraram es Srs. Matta Machado e Jos Marcel-
lino.
A discussao ficoa adiada pela hora.
No dia 6, no Senado, o Sr. Candido de Oliveia
apresentuu uma representaco dos operarios do
Arsenal de Marinha, depois do que, sendo apoiado
o requ-run uto apresentado pelo Sr. Silveira da
Motta na ultima sesso, foi retirada, a peiiio do
autor do requerimento, a 2* parte delle, que se re-
feria a matricula de escravos, sendo approvada a
1" parte referente a disturbios em Macab.
O Sr. Teixeira Jnior justifiou um requerimen-
to pedindo informacoes relativa ao servico da
sande publica e ao montepo dos servidores do es-
tado. Orou o Sr. Baro de Cotegipe, e ficou a dis-
cnsso adiada pela hora.
Na ordem do dia prosegnio a 2* discuaso do
orcamento do Ministerio da Justica. Orou o Sr.
Dantas, qne apresentou uma emenda, a que nao
foi aceita pela mesa por estabelecer servio novo.
Orou mais o Sr. Viriato de Medeiros, o ficou a
discussao adiada pela hora.
Na Cmara, depois de lida e approvada a aota
antecedeute, foi lido o expediente qne constou de
officios, requerimentos e pareceres.
Teve primeira leitura e ficou sobre a mesa para
ter segunda na issso seguinte um projecto assgna -
F&ram lidoa, apoiadoa e adiados, por terem pe-
dido a palavra o Sr. Rodrigue Alve e Pedro
Luiz, daus requerimentos do Sr. Affonso Celso J-
nior pedindo informacoes ao governo.
Depoi de uma explieaco do Sr. Alvaro Cami-
nha, o Sr. Duarte de Azevedo referindo-aa a ulti-
ma moco do Senado, apreaentou uma mico de
confiaoua ao governo como um proteato 4 poltica
invasora do ramo vitalicio da representaco na-
cional.
A moco entrou em discussao, orando contra I
ella o Sr. Affonso Celso Jnior.
A requerimento do Sr. Eufrasio Correia foi en-
cerrada a discnsso, com protest) dos deputados
da minora liberal que se retiraran) do recinto.
Votada nominalmente, a requerimento do Sr.
Portugal, a propost i teve 64 votos a favor e 5
contra.
Na orden) do dia continuou a 2 discusss da
proposta do governo convertida em projecto de lei,
fizando a despeza do Ministerio da Agricultura
para 1888.
Oraram os Srs. ministro da agricultura, Cus-
todio Martins, L -i'> da Cuaba e Mancio Ribero.
A discussao iicou adiada pela hora.
No dia a, no Senado, o Sr. Viriato de Medeiros
justificou um requerimento, pedindo que ao Sena-
do sejam remettidos exemplares do relatorio que,
sobre o melborameato do porto de Paranagu
apresentou o 1 tenente da armada Artbur Iadio
do Brazil. Este requerimento foi approvado sem
debate.
Tambem sem debate foi approvado um requeri-
mento apresentado pelo Sr. Meira de Vasconcellos
pedindo informaco.- relativas a navegaco dos os
Tocantins e outros.
Proseguindo a discussao do requerimento apre-
sentado pelo Sr. Silvsira Martius na sesso de 19
do passado, relativamente a negocios do Rio Gran-
de do Sul e a venda da estrada de ferro de Can-
tagallo, oraram os Srs. Silveira Martins e Ignacio
Martina seudo approvado o requerimento.
Na ordem do da, coutinuou a 2' discussao da
proposta do governo fixanda a despeza do Ministe-
rio da Justica. Ficou a diacusso adiada pela
hora depois da orar ra oa Srs. Teixeira Jnior,
Franco de S, Mac-Dowell (ministro da juatifa)
e Silveira Martins.
Na Cmara, dep;is da leitura da acta e do ex-
pediente, o Sr. Maciel enviou a mesa uma inter-
peliacao ao ministro da justica sobre o ultimoedital
do chefe de polica, prohibindo reunioes as ras
e pracas.
O;-.-;rain 03 Srs. Rodrigo Silva (ministro da agri-
cultura) e Matta Machado.
Na ordem do dia. entrou em Ia discuaso o pro-
jecto sobre votos incompletos naa eleicoe provin-
cUea.
O Sr. Affonso Celso Jnior requereu que o pro-
jecto loase 4 commisso mixta especial, impugnan-
do o requerimeuto os Srs. Rodrigo Silva e An-
drade Figueira.
Encerrada a diseusso do requerim nto e, posto
o mesmo a votos, foi rejeitado, proseguido a dis-
cussao projecto.
Or.iram os Srs. Maciel, Rodrigo Silva, Peni i
Kitisbsna e Affoaao Celso Jnior.
A diacusso ficou adiada pela hora.
Na discussa. do ornamento da agricultura orara n
os Srs. Figueiioi, Sebastian Mascareuhise Coelho
Campos.
A distaagalu fie u adiada pea hora.
No dia 9, no Senado, o Sr. Paulino de Souza
requereu verbalmente que a uma commisso espe-
cial de ste membros fosse remettido o projecto de
adminiatraco local. Approvado este requeri-
mento foram pelo Sr. presidente nomeados 08
membros da commisso. OS-. Affonso Celso re-
quereu, c obeve, que a estes seja distribuido o
projesto impresso.
Em seguida justificou o Sr. Meira de Vascon-
cellos um requerimento pediudo informacoes rela-
tivas ao naufragio do vapor Apa Oraram os
Srs. Baro de Cotegipe e Silveira Martins e foi ap-
provado o requerimeuto.
O Sr. Jaguaribe fez conaidsra^oea sobre os in-
convenientes das seases de cinco horas, suggerin-
do o alvitre da iviso da ordem do diaem duas
partes, na ultima das quaes entrasse a discussao
dos ornamentos. A isto nao accedeu o Sr. presi-
dente, lembrando a necassidade de se adantar o
debate das leis annuas.
Na ordem do da encerrou-se a 2 discussao do
orcamento da justica, deoois de baverem orado os
Sr3. Fnnco de S e Ignacio Martins. Por falta de
numero nao se procedju 4 votaco,que ficou adiada.
Prsoeguio a 2> discussao do projecto do Senado
approvando uma clausula do contraeto celebrado
para a navegaco dos rios Tocantins e outros.
Orou o Sr. Saraiva. que apresentou um projecto
substitutivo e ficou a discusao adiada pela bora.
Na Cmara, depois de lida e approvada a acta
antecedente, e depois da leitura do .xpediente, o
Sr. Affouso Celso fez algumas observacoes sobre
os acontecimentjs de ante-hontem, des 'jando ouvir
a respeito a opinio do governo.
Respondeu-lhe o Sr. Rodrigo Silva (ministro da
agricultura) que declarou aguardar informacoes
officiaes para apresental as Cmara.
Preencheu a hora do expediente o Sr. Coelho de
R-.'zende, que continuou em suaa anteriores obser-
vacoes sobre negocios de sua provincia.
Passanda-se 4 ordem do da, foi encerrada a 1
diacusso do projecto do Sr. Rodrigo Silva, regu-
lando a eleico dos membros das Aasemblas Pro-
vinciaes.
O prejecto foi approvado e pas^ou 2 discus-
ao, sendo concedida a dispensa de intersticio re-
querida pelo Sr. Pedro Luiz para que elle entro na
ordem do dia depois de amanb.
Continuou a 2 discusao da proposta do governo
convertida cm projecto de lei, fixando a despeza
do ministerio da agricultura para 1888. Oraram os
Srs. Joaquim Pedro, Oliveira, Ribeiro e Ratis-
bona.
A diaausso ficou adiada pela hora.
No da 10, no Senado o Sr. Avila apresentou
uma represeatco da Unida Operara relativa ao
monte-po dos operarios da marinha.
Foi approvado o requerimento do Sr. Saraiva,
apresentado em sesso auterior, sobre a divida flu-
etnante. Foi igualmente approvado o addtamento
ao requerimento que offereccra o Sr. Dantas.
Continuando o debate do requerimento do Sr.
Teixeira Jnior, pedindo copia do batanete do
Monte Pi dos Servidores do Estado e de uma acta
do congelho gnperior da gade publicu, orou o Sr.
Visconde de Paranagu, e, a requerimento do seu
autor, foi retirada a pai te do requerimente relativa
ao monte-po, sendo approvada a outra parte.
Na ordem do dia foi votado o orcamento da jus-
tica e no do ministerio de estrangeirjs oraram os
Srs. Affonso Celso, Baro de Oitegip.', Baro de
Mamor, Correia e Avila, ficando a diacusso adia-
da pela hora.
Na Cmara, depois de lida e approvada a acta
antecedente, teve primeira leitura um projecto da
deputacao paalista prorogando por 30 annoa o pra-
zo das estradas Mogyana e r/auista.
Foram lidos dous requerimentos do Sr. Affonso
Celao Jnior, pedindo informacaes ao governo e fi-
caram adiados por terem pedido a palavra os Srs.
Bezamat e outro.
Foi tambem lido e ficou adiado por ter pedido a
palavra o Sr. Pedro Luiz, um reqnerimeoto do Sr.
Custodio Martins.
O Sr. An irade Figueira enviou 4 mesa um abai-
xo assignado dos moradores dejSanta Barbara, em
Minas-Graes, no qual adherem s ideas extorna-
das por S. Exc. em relaco a economas.
Preencheu a bora do expediente o Sr. Jaguaribe
Filho, que tratou de negocios do Cear.
Na ordem do dia, foi encerrada a discuaso do
pr jecto au oris8odo o governo a aposentar o ins-
pector da pagadoria das tropas, Domingos Alve
da Fonseca, depois de orar coutra o Sr. Andrade
Figueira.
A votaco ficou adiada.
Continuou a 2 discusao do orcamento da agri-
cultura, orando os Srs. Rodrigo Silva, Affonso Cel-
ao Jnior e Eupbrasio Corroa.
A discussao ficou adiada pela hora.
- Encerrra-se ao da 2, na presenca de S. A.
a Begente e seu esposo o eacerramento da exposi-
co de caminhos de ferro brasileiros.
Ls-se no Jornal do Commeroio, de 7 do tor-
rente :
Hontem 4 noite no theatro Polytbeaaia, quan-
do orava no meeting annunciado o Sr. Quintino
Bocayuva, atiraram das galeras para a platea
cartas de bichas e bombas.
As pessoas que all se achavam protestara,
seguiodo se grande desorden).
Honve alguns ferimentos leves e grande quan-
tidade de cadeiras quebradas.
Feram presos dona individuos por toaatreaf
parte na aggresso.
Sob o titulo0 dia de hontem, diz a mesma
folha de 9 o seguinte :
Para bontem de tarde havia sido convocado
por parte da Confederaco Abolicionista nm mee-
\


do por di varaos deputado., concedendo aposentado- 'V*7 PPn,8r "! o quadnlatero do campo da Ac-
I clamaco, defronte do quarte!. Apezar d nm edita!

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Diario de Pcruaubucoguara-- feira 17 de Agosto de 1887

f


do Sr. cbtd de polica haver prohibido os ajunta-
mentos as piafas publicas, sabase qu se tenta-
ra levar a effeito este meeling, o as avenidas e la-
dos do logar marcado foram oceupados por forca
avultada de infantaria e cavallaria.
Apresentando-se os promotores da reunio, a
autoridade intimou-os a desistir do seu intento, ao
que elles declararan] que obedecam para nao ex-
porem o povo a ser pisado pela cavallaria, protes-
tando porm pelo sea direito constitucional que re-
putavam violentado. Tratou-se ent o de dispersar
o povo que as proximidades se juntara em gran-
des massaa.
Lincr*m-se patrulhas de cavallaria por di-
versas ras, particularmente pela do Ouvidor, a
dissolver os ajuntameutos que se formavam. Pela
volta das 7 1/2 horas da arde urna onda popular
desceu a na do Oavidor at s portis do nosso
collega d'0 Paiz. Tendo-se compromettido algu-
mas pes3oas respeitaveis perante o Sr. Io delegado
de polica que a oidera nao sera perturbada a au
toridade mandou retirar" as patrulhas e permittio
que varios oradores fallassem ao povo.
Efectivamente proferiram-se alguns discursos
no sentido abolicionista, acolbidos com ptimas e
vive enthusiasmo, e o ajuntamento dispersou-se
por si mesmo em boa ordem, lem que tivesse hav-
do o menor desacato a pessoa alguma.
< Felizmente nao dos consta que as differentcs
aceas que se deram houvesse ferimento.
Uealisara se no dia > unaa assembla geral
do Club Militar.
Achando-se presentes 120 ocios, o Sr. marecbal
piesid ;ute abri a sessio ; sendo approvada a acta
da antecedente e preenehidos os cargos vagos de
thesourero e 2" secretario, pelo rnsjor Valladares
e capitulo Marciano Bote!h .
Em seguida fui lida a carta dirigida pelo Sr.Ba-
ro de Capanema i um dos membros d Club, na
qual declara parecer lhe iuerttavel a guerra, e de-
poia de alguuias considerandos feifas por diversos
so.'ios, o marecbal presidente autorisado a no
mear urna ?orainissao para estudar o estado de or-
ganisaco e do material bellico e propor as refor-
mas e medidas mais urgentes para serem presen-
tes ao poder competente.
A coramisso ficoa composta doi Srs. marechal
de campo Visconde de Maracaj, coronis Jos Si-
meo, Cunha Mattos, Andrade Pinto, tenentes-co
rois Madureira. Eduardo de Moraes, msjores
Valladares, Marinho da Silva, capito Lua Ma-
ra, tenente Gabiuo Bezouro e Drs. Joo Severa-
no e Ciarindo Cba.ua.
No dia 7 tentara suicidar-se. a 1 hora da tarde,
no cemiterio de S. Francisco Xavier o commen-
dador Manoel Pereira de S Reg, homem_ idoso,
estabelecido com escrptoro de coinmissoes ua
rna do Genera! Cmara n. 4 e morador na da
Saude n. 115.
Prximo delle estavam a arma de fogo, do que
se servir, e um vidro, contendo peucs mas de
urna gramma de arsnico deluido em alcool.
Interrogado pela autoridade declarou o suicida
que, depois de beber grande porco do liquido do
referido vidro, disparara um tiro no ouvidu.
O Dr. Amaucio de 1,'arvalbo ministrou-lbe ant-
dotos ua sala da administracao do cemiterio, para
onde o infeliz foi levado nao Ihe podendo extrahir
a bala por falta de instrumentos proprios.
A's 4 horas foi conduzido para o hospital da
Santa Cisa da Misericordia, unde falleceu s 5 ho-
ras da tarde do da seguinte.
Em scu poier foram encontradas duas cartas,
urna dirigida sua familia e a outra polica.
Nesta refera que atrazos da sua vida commercial
o levavam a commetter tal acto de desespero, e
pedia que, se nao morrease logo depois do atten-
tado, o recolbessem a Santa Casa da Misericordia.
Tinham fallecido : de urna aneurisma da
aorta, Jos Antonio da Fonseca Lessa, doutor em
sciencias matbematicas, lente juoilado da escola
militar da corte, teueme-corooel do estado-maior
'de prim ira classe e director das obras munici-
paea da corte.
No dia 2 na idade de 80 mi js o Dr. Peregrino
Jos Freir, cirurgo formado um 1830 pela esco-
la medico-cirurgiea e douto: pela faculdade de
medicina em 1849.
No dia 8 o 1 macbniaa de armada Marcolino
Alves de Souza.
As repaftifoec fiseses renderam no mez de
Julho ultimo :
SH
da Silva, foram removidos para as cellulas da
casa de priso com trabalho.
O Sr. delegado mandando os soldados formar
quadrado no pateo da correccao, proceden ao com-
petente exams nos presos afim de verificar i es-
tavam munidos de armas e tambem saber quaes
tinham sido os fugitivos.
Em seguid* mandou que o sargento de polica
Lassance, acompanbado de 7 pracas, fosse uo en-
calco dos fugitivos.
Sao estes os quatro cima apontados e de i uita
importancia qualquer d'ellcs pela ordem de ciimes
commettidos.
O cadete Carolino Pires de Aragio, comrnau-
dante da forca que estava no dia de guarda na
c*sa de eoireccio, fui, por ordem do Sr. general
commandante das armas, mandando recolher am
de respondor a conselho de investgalo.
Jornal de Noticias publcou o seguinte tele-
gramma:
Caravellas, 1 de Agosto.
Na altara dos Abrolbos naufragou a barca in-
gleza Bubvokes, procedente de Londres com des-
tino ao Rio de Janeiro.
Depois di bater contra as pedras e estundo
abandonada; incendiou-se.
o Salvou-se a tripolacao, que se acba n'est a ci-
dade.
A barca era commaodada pelo capito Troup.
No vapor nacional Caravellas entrado no dia
9 pela manh dos portos do sul, ebegaram o Sr. A.
B. Troop, sua senhora e 12 marinbeiros, nufragos
da barca ingleza Pembrokeshire, que sossobrou no
dia 28 de Julho, na distancia de 5 inilhas ao S E.
dos Abrolbos, lat. 17. 20.' S. e long. 38. 30' \V.
A barca navegava de Londres para o Rio de
Janeiro com carregamento de diversos generas
(ferragens, plvora e phosphoros).
Os tripulantes salvaran) se em um dos botes do
navio alcalizando o porto de Caravellas, depois de
excessivos trabilhos sobre as maravilhosas va as.
No dia 10 do corrente falleceu na cidadn de
Maragogipe o joven Dr. Manoel Urbano Correia
de Araujo, filho do finado Dr. Antonio Josquim
Correia de Araujo.
Victima de leso cardiaca falleceu no dia 11,
ii 2 horas da tarde, o commendador Francisco
Candido Rodrigues de Castro, honrado chsttt de
eecco da secretaria de polica d'esta provincia.
O finado, que contava 72 annos de idade, tinba
mais de 40 como funecionario publico. Por su
zelo e assiduidade notaveis, intelligencia, e dedi-
ser seu representante legal ? Pelo qua nao ha
discordancia entre o avisa do ex-ministro e do ac-
tual ministro.
O debate travou-se animado tomando parle nelle
os Srs. Ignacio Martina, Candido de Oliveira e
SUveira da Motta, que aproveitando a discusao do
orcimeuto do ministerio da justica, que tem esta-
do na ordem do da, provocou, bem como o Sr.
Taunay, ao Sr. Mac-1) oweil, para que desse a sua
opinio a respeito. Nao se fez esperar o honrado
ministro da justica, e em seguida tomando a pala-
vra pronunciou um importante discursa, susten-
tando com grande copia de argumentos que o go-
verno nao interveio no direito privad, tomando
decisao a respiito deste ou daquelie escravo; de-
cidi apenas sobre o modo porque n'um acto da
administraba' deviam proceder os eeus agentes e
collectores ; a matricula estava encerrada, ceno,
mas o governo apeoas declarou que ella nao devia
ser alterada, que os colleetores deviam mantel-as,
qnanto a ^asignatura das relacoes de matricula
por pessoas que as firmar ain a rogo dos senhores
dos escravos, pondera que, como ja o havia de-
monstrado o Sr. ministro da fazenda, as leis de
1871 e 1885 estabeleceram que a matricula podia
ser feita ou pelo senbor do escravo, ou pelo seu
representante legal, e mastra que sob esta ultima
denoininacio podem julgar-se comprebendidas nao
s as pessois qu exarcem mandato em virtude de
procuracao, como anda os que exercem mandato
tcito, o neste ultimo caso sa acnam incluidos
aquelles que embora sem procurado exhibiram
perante as autoridades as relacoes da matricula
antiga, sendo de notar que desde 1871 tem-se
apresentado innmeras relacoes de matricula a
rogo, e nunca se suscitou reclamacoes.
Citando de memoria as lela e fontes dos prin-
cipios que rrgulain a materia, e mesmo admittndo
por amor da argumentaco, que bou ve irragulari-
dade as matriculas, pergunta, onde que na lei
i s. a cjinmunicacao de perda do dominio por essa
irregularidad, quando a mesma lei expressa,
estabelccendo tal communicacao fomente em eer
tos casos especificado nella? Reconhece que na
lei positiva muitos favores se concedem a causa da
liberdade; mas nem ao poder executivo nem ao
judiciario se podem conceder taes favori-a com in-
traecao da lei expressa; cumpriudo observar,
quanto a declaracao de liliacao, que a lei estabe-
lece a clausulasi Jor conhecida, sende portanto
de eatrauhar que nos tribunaus se levantem ques-
cacao ao servico foi por *ezes agraciado pelo go- toes, quando uunca foram suscitadas nestes ulti-
verno de Sua Magestade o Imperador, sendo ulti-, mos 14 anuos, d'onde e deduz que, ou alguns
mmente condecorado com a commenda di Risa. magistrados desconheciam entao o espirito da lei,
Alfandega 3,571:0851237
Mcsma data 1883 4,085:248*993
. Recebedoria 602:425*523
Mesma data 1886 489:660*596
Mesa provincial 7:386*969
Mesma data 1886 172:399*548
Espirito Sanio
Datas at 7 de Agosto.
No dia 29 do mez ultimo, nft lugar Azeredo,
districto de ltapoca, da freiruezia de Cariacica,
duas criancinhas, Anua e Francelisio, filhj de
Joo Coelho, divertiaqa-sQ em um cafezal prxi-
mo de casa.
Urna deltas teve a funesta lembranca de jun-
tar folhas seccs, esparsas pelo chao, e fazer urna
fogueira. Ao atear-se o fogo, aa cbammas alcan-
earam as vestes de Francelisio, um pequerrucho
de 4 anuos, e, envolvendo- lamberam-lbe incle-
mente e voraz a teara epiderme, deixando-o mo-
ribundo.
Aos gritos que soltava a desventurada crianca,
accudlram varias peasoaa. Todos os soccorros,
porm, prestados tarara inuteis oh baldados ;
Francelisio falleceu 21 horas depois da sua funes-
ta travessura.
Falleceu em Carapa, na idade de 96 annos,
D. Mar^arida rereira de Jeaus.
Babia
Datas at 13 de Agosto.
S. Exc. o Sr. conselheiro presidente da pro-
vincia foi em vapor especial villa de Itaparica
visitar o Sr. Dr. Domingos Rolrigues liuima es,
chefe de polica da provincia, o qual, se acha no
leito em coosequencia de urna queda que deu.
Diversos amigos communs acompaoharam o Sr.
comatkniso 8nndai>-d-Mallo
Accentuam-se as melhocas do diatincto magis-
trado.
Na casa de correccao, s 9 horas da manhS
de 4, quando se proceda a fachina, o bem conde-
cido criminoso Rato Pacca, apenas lhe abriram a
porta. Aa prisao om-yse, e ros, se achava encerrado, atirou se sobre um sel-
dado, em qu m deu urna bofetada, arrancando-lhe
em seguida o refle.
Neste movimento oa seus companheiros Candi-
do Marques Pinto e Thiage Jos de Oliveira, ar-
mados de facas, atrararn-se igualmente sobre os
guardas e o earcereiro.
Rato Pacca, encostado parede, fazia prodi-
gio de bravura ctui o refle.
Entre antros auxiliavam-no igualmente os pre-
sos Zeferino Celestino Palmeira, Manoel Boaven-
tura Bispo, Pedro Pispo da Silva, Manoel Jos do
Nascimento, Luiz Jos da Costa, conheeido par
P de Roda, Aatonio Francisco de Souza, vul^o
Antonio Marinheiro e Roque Daniel Pialo a Sil-
v.-ira, por antonomasia Bento s tu.
Avanzando para o carcereiro, Sr. Custodio de
Oliveira, atirou lhe um golpe de refle, qae feliz-
mente apenas pode alcanzar-1 he a cocha diraita,
salvan lo-o de morrer o preso de nome Tibureio
de al.
NSo havendo na correc^io mais de nove pracas
de linha, que tantos eram os que guardavam tio
mpciatanto niitiihaiaaiin ntn publico, os ltimos
quatro presos, todos senteaeiados, aproveitaram-se
da coafusao e fuiriram, seguindo-se-ibas dapois o
celebre Rato Pacca.
J maio exhausto de forcis por causa da luta
no pateo da correccio; nao p.ie correr tanto que
nao fosse agarrado pelo respectivo subdelegado e
pelo saldaio detum- Jos Henrique de Araujo,
na Fonte de Santo Antonio.
Por suas qualidades gosava de merecida consi-
deracao e de geral estima.
Sergipe
Datas at 6 de Agosto :
Em 26 do paseado fra nomeado para ura dos
lugares da L'nxi Econmica, annexa Thesou-
raria de Fazenda, Ricardo Viviano de (ouveia.
Falleceu a 2 do correte, eom 29 asnos de
idade, o martimo Jos Aivea dos Santos Jnior
Alagan
Datas at 13 de Agosto :
A presidencia por actos de 5 do corrente resol-
viu :
Adiar para 21 de Dezembro vindonro a eleicao
dos membros da Assembla Provincial;
Remover o promotor publico da comarca da
Iinperatriz, bacharel Manoel Antonia Supardo,
para a de Atalaia, e o desta, bacharel Alfredo Al-
ves de C irvalho, para aquella.
Por acto de 10 exonerou o bacharel Zacharias
Horacio dos Res, do cargo de promotor pubco
da comarca de Camaragibc. por baver sido no-
meado juiz municipal e de orphlos do term > de
Simo Das, em Sergipe; e bem assim nomeado
para aquella promotoria o bacharel Antonio Joa-
quim Duarte.
O commendador Manoel de Amorm LeSo,
seu irmo Luiz da Amorim LeSo, ou'.ros irmaos
maiores e seu cunhado Claudio Dubeux libertaram
58 escravos, que berdaram de seus fallecidos pas
p sogro o commendador Manoel Joaquim da Silva
Lio e D. Mara Josephina de Amorim Leao, com
a condicao de servicos at 31 de Dezembro de
1889.
Os libertadores forneeern aos slforriados trras
para a cultura, nos engeuhoa Utinga, Lagoa de
Una e Officina urna parte nos lucros da colheita,
prometiendo tratal-os e medical-os as molestias.
Paseados os dous annos os libertados, que per
manecerem as fazendas, gosarao dos direitos e
garantas concedidas aos lavadores tudo na forma
das clausulas especificadas na carta geral de liber-
dade onde se faa mc-nco dos nomes dos agra-
ciados.
Por impossibilidade legal, nao fazem parto dos
altorriados, M escravos perteucentes ao orphao
Francisco e os penhorados, o que ter lugar logo
que desappareca tal obstculo.
O conego Antonio Jos da Costa, deu tambem
liberdade sua nica escravinba de nome Lau-
rinda, com a coodicao desta lhe prestar servicos
at o dia 12 de Agosto de 1883,
O Diario da Manha publicou este tele-
gramma:
Potto Calvo, 12 de Agoot .
O nosso amigo Dr. Joo da Silva Reg e
Mello libertou mais 9 escravos, mediante servicos.
E' um proeedimento digno de elogios.
Conatava por telegramma, baver fallecido na
ciJade do Pilar, o antigo capitalista, major Jos
Casado Lima Parangaba.
p
1
CDnduzido para a estacao policial do antigo .^^.^^^^^^
curral do conselho, foi d'alli levado por pracas de ",''rtJa. lNl
liaba e de polica para a correcclo, de onde fu-
gira.
Durante o trajecto os soldados de linha foram
refreaeudo>a3 costas do fugitivo com numerosas
pancadaa de panno de refle, a ponto de Thomaz
de Aqumo Ferreira, Rato Pacca ficar completa-
mente proatrado.
Na sanhi do espaldeiramento os soldados arran-
caran! lhe a calcti, ficaudoellen da cintura para
baixo.
A' mtorvenoao do sargento Silvino, comman-
dante do piquete de cavallaria de linha, deve-se
nao terem os soldados terminado com a vida d'a-
quelie celebre gatuno.
Como diss mos, comparececam immediatamente
os Srs. Dr. delegado do Io districto, alfrez
e Getulio, o sargento Lassance do destaca -
, p,licial, do cimmerciocom 8 pracas, o des-
tacamoato di ra do Ps Freitas, 45 pracas do 9' e 16 de infantera e o pi-
quete da cavallaria dd linho eommandado pelo
sargeuto Silvino.
Os revoltosos Rito Pacca, Candido Marques
Pinto, Taiag > Jos de Oliveira, Satermo Celestwo
Palmsira, Manoel Bventura Bupo e Pedro lispo
INTERIOR
Correspondeocia do Diario de
Pernambnco
RIO DE JANEIRO -Corte, 8 da Agosto
de 1887
jummario: Questoes sobrematricolas.de escravos
e a solacio que Ibes deu o governo.
ftcquei i me uto do Sr. Dantas no
Saaado, transformado em mocio de
censura.Debate bavido a reapeito.
Urgencia para a discussao da mo-
cio e modo de encaral-a pelo Sr.
presidente do conselho.Votacao.
Nos
tsnoao
votacio.Prohibicio pela polica de
meetiugs as ras Interpel-
lafio em ambas as camasas.Boas
noticias sobre a saude do imperador.
imites de urna carta noticiosa como esta,
que nao podeter longas proporces, nao me pos-
sivel dar minuciosa couta de quanto ha occorrido
no parlamento e fra delle, desde a data da ante-
rior at a presente. Fal-o bei resumidamente e
levando em conta o qne, naturalmente, j tem o
telegrapho antecipado, como seja um novo voto de
censura infligido pelo Senado ao go^rno, por causa
de questoes que se teem suscitado na matricula de
escravos qne acaba de ter lugar.
O leitor j deve conh cer os termos de taes
questoes, a saber : se os escravos matriculados
TOrn declaracao de filiaco descoohecida, e es ma-
triculados por um terceiro, sem exhibir procurado
ou autorisacio legal deareapaotivos seunoreu, de-
vem ou nao ser considerados livres e mandados
eliminar da ora man leula. Foi o *ir.
quem levantou a questio, apresentando no Senado
um reqoeritaeato, em que pedia copia dos daoa-
mentos sobre que versaram duas decisoes do Sr.
ministro da agricultura sobre matricula de escra-
vos nos municipios de Campos, na provincia do
Rd de Janeiro e Ro Claro, de S. Paulo. Na pn
meira declarou S. Exc. que deviam ser considera-
das validas as matriculas de eacravos aaaignadas
mas p.r icrceiros,
rogo destes. Na segunsla, que, a vista do
art. 1 la lei de 28 de Bateanbro HeHeS, e art. 1
do regulamento de 1 de Dezembro de 1871, e do
modelo A, annexo a ete, bem como o qu<- eom
igual letra acompanha o regulamento de 14 de
Novembro de 1885, o facto de achar-se o escravo
Imatriculado aom a declaracao de filiaco desco-
nhecida nao d direito a liberdade.
Sustenixm o Sr. Dantas quo, quer n'um. quer
n'outro aso, as inBCripcoas nao esto de accordo
com a lei, sao aullas, e po'ta:ito livres devem ser
declarados os escravos a que ellas se referera. Para
reforcar a sua opmio, qoanto a prime'ra questio,
recorren ainda o Sr. Dantas a um aviso c.o Sr
Prado, respoadendo negativamente a umacimsul-
ta do prasidente do Paran, feiw por telegn mma,
nestes termos : O genro pode matricular uscra-
vos da sogra, esta ausente ? O Sr- Belisano foi
de opiniio ooatraria, mostrando que sio validas
em ambo* os casos as matriculas, quer se as con-
sidere perante as leis de 28 de Setembro e respe-
ctivo* swgulamentos, quer perante a lei civil, ou
commercial. Quanto ao aviso do Sr. Pralo, disse
8. Exe. que a pergunta foi muito vaga e teve
una resposta genrica, que seria outra se a per-
gunta fosse : o genro pode ser mandatario da
com censuravel ignorancia, ou querem agora adop-
tal-as s imposicies da opiniao, no que tambem,
nao fasem bem, porque o magistrado uo tem que
ceder opinio com detrimento da lei.
Convindo por termo ao debate nesse terreno e
chegar ao resultado que visava a opposicao do
Senado, e vendo que podia conseguil-o, apresen-
tou o Sr. Dantas, na sessao de 4 do corrente, per
si e par muitos dos seus collegas o seguinte
additamento ao requerimento:
Requeiro que se convide o governo a declarar
sem effeito os avisos de 20 e 22 de Julho passado,
deixando jurisprudencia dos tribunaes fixar o
verdadeiro sentido da lei do 28 de Setembro de
1884, em soluco as formalidades da matricula e
aos seus effeitos.
Recusou o Sr. Sinimb receber esse addita-
mento por consideral-o urna indica<;o e s como
tal poderia ser aceito
Depois de urna breve discussao de crdem, pedio
o Sr. Dantas a retirada do primeiro requerimento,
mantendo o segundo como iodicacao, que foi
apoiada, para ser dada para a discussio, depois
de impreasa, na forma do regiment.
Requerendo o Sr. Alfonso Celso urgencia, obser-
vou o Sr. Sinimb que, mesmo votada esta, s na
sessao teguinte podra a indicici) entrar em dis-
cussao, por nao se poder interro nper e prejudiear
as materias da oriem do dia e as propoatas do go-
verno. Conformou-te com esta decisao o Sr. Af-
fonso Celso, e foi approvada a urgencia, contra a
qual alias pronuuciou-ae o Sr. Jaguaribe, decla-
rando que, embra fosaea couheci los os seas sen-
(imeutos quanto ao objecto da mocio, ao qual
dara rail votos, si os tivesse, uo Ibe pareca que
o Senado tivesse competenciacomo j havia pon-
derado na quejiao militar -para invadir atribui-
ci?s de outro poder, fazsndo mposices ao governo,
por esse meio, quando s por meio de leis que
elle podia iuopor.
Jesde a veapera sabia se que a indcacio sera
apresentada, urna ves obtida a acquiescenuia a el i a
do Sr. Saraiva. O governo, portanto, nao toi sur-
prehendido, a muito de proposito abstiveram se os
miuiotros e seus amigos de oppor se a ella, certos
como estavam de que, contados os votos, a adop-
eo da urgencia nao era mais do que e prenuncio
da upprovaco da indcacio. A urgencia foi appro-
vada por 23 votos contra 19, sendo:
A favor, os Srs. Visconde de Paranagu, Meira
de Vasconcelos, Luiz Felippe, Silveira Martins,
Soares Brando, Franco de S, Dantas, Visconde
de Pelotas, Iieurique d'Aila, Lalayette, Lulo
Velloso, Taunay, Paula Pessoa, Affonso Celso,
Ignacio Martins, de Lamare, C. Ottoni, Saraiva,
Lima Duarte, Viriato de Mederos, Candido de
Oiivira, Octavano e Vieira da Silvaao todo 23.
Contra, os Srs. Gomes do Amaral, Jos Bento,
Barros Barreto, Fernandes da Cunha, Nunes Gon-
calves, Joaquim Delfino, Visconde de Muritba,
Bario de Cotegipe, Corroa A. Prado, F. Belisario,
B*rao de Mamanguape, Godoy, fausto de Aguiar,
Paes de Mendonca, Barao de Mamsr, Siqueira
Meudes Uehi Cavalcanti e Jaguaribeao todo
19.
Haviam comparecido a sessao, mas nio acha-
vam-se no salo os Srs. Teixeira Jnior, Cruz Ma-
chado, Silveira da Motta e Castro Carreira.
A discussio n da seguinle foi rpida, fallando
em primeiro lugar o Sr. Antonio Prado, para ex-
plicar o sentido do seu aviso e mostrar que nem
este, nem o do Sr. iodrigo Silva obrgam o po 'er
juliciario, sendo apenas medidas administrativas.
Saguio-ae o Sr. Correia, convidando, em poueas
palavraa, o Senado a que refloctisse sobre a reso-
laeio qne ia tomar, votando que a questao nao era
idntica, como se pretenda, a queatio militar.
Convidase o governo, observou elle, a que deixe
o poder judciano exercer suas atriDu$oes, mas
sogra? ouo genro, estando ausente a sogra, pode i influir com seus amigos para que aprcaentem a
questao na cmara dos deputados, que quem pode
decidir da sorte dos ministerio! ; neste nosso sys-
tema s se pode conbecer aoiino publica por
meio dos seus representantes, e destes os mais
immediatos s os deputados.
O Sr. Hhristiane Ottoni, sem pretender entrar
no desenvolvintenio do debat, disse que apenas
queraexpor oembaraco em que se achava psrs dar
o seu voto na materia, poisestando de accordo com
os que pensam que o aviso em questio nio cabia
aas attrtbuicoes de governo, diverge, como j d-
vergiu em outra ocuasio, que ao senado caiba dar
conselhos ao governo para praticar ou dexar de
praticar taes actos; a sua opiu o era que so de-
via votar o requerimento e nao lel-o retirado, para
substituil-o pe|4 rnocao, parecendo que quem vo-
tar contra esta, tem votado sontra a idea, que
ahs elle aceitava ; entretauto. persistindo a mo-
yao_ s-ria obrigada a votar contra ella, pois nio
aceitava o precedente invocado.
Encerrado o debute, foi a m cao approvada pelos
meamos quo votaram na vespea a urgencia, me-
nos o Sr. Ottoni, e mais os Srs. Jaguanb-'. Bara)
da Estancia e Castro Carrera, ao todo 23. Votaram
contra tambem os que regeitarura a urgencia, me
nos o Sr. Jaguarib!, e mais os Srs. Teixeira J-
nior, Silveira da Motta, Ottoni o Cruz Machado, ao
todo 22. '
Dos senadores existentes na Corte, nao se acha
ram presentes sessao os Srs. Bario de Maroim,
Joio Alfredo a Paulino. O prkaeiro, por doente,
desde muitos dias nao sahe de casa; o segundo,
por motivo de molestia e fallecimento do Dr. Ju-
venal, tem deixado ultimanente de comparecer ao
senado ; o terceiro tioha ido havia poucos das
para a sua fazenda no Macuco. O Sr. Diogo Ve-
lho, com licenca do senado, hiva partido no ulti-
mo paquete francez para a Euiopa, onde se acba
aua familia, com residencia temporaria.
Embora esperada, a votacio nao deixou de cau-
sar certa sensacio, achando-se luasi todos os se-
nadores desatientos quando o presidente annunci-
ou que paasavu-se a 1' parte d t ordem do dia
discussao do orcamenta do ministerio da justica.
Reclimon o Sr. Dantas, dizsnd) que o estado em
que se acbav i a casa, depois de votacio que aca-
ba va de dar-se, nio era possivtl prenderse a at
tencao do senado e proseguir a discussao com pro-
veico para os aseumptos do ministerio da justica.
Requereu o Sr. Leo Velloso o adiamante da
discussao, que foi approvado, rctirando-se em se-
guida a maioria dos senadores. Mas como o re-
querimento de adiam :nto s i e referi ao orca-
meuto do Ministerio da Justica, e haviam oa-
tras materias dadas para a segunda parte da
ordem do dia, declarou o Sr. Sinimb que passa-
va-ae discussao do projecto lelativo navega-
cio do Araguaya.
Reclamaram os Srs. Ignacio Martins e Franco
de S, ponderando que, pelo mesmo motivo, devia
ser adiada essa discussao; mas nao havendo mais
numero para voter-se, prosegu o a discussao, ca-
bendo a palavra ao Sr. Meira de Vasconcellos,
que teve de preencher toda a hora, afim de que
nao fi-aeso a discussao encerrada e podessem ou-
tros senadores, que como elle combatem o pro-
jecto, tomar ainda a palavra.
Emquauto no Senado se tratava de votar a ur-
gencia da indcacio, o Sr. Andrade Figu-ra, na
Cmara, tratava tongamente da queatio, sob os
trea seguintes pontos :
1. competencia do governo para expedir in-
Btrucces, regulamentos e decretos sobre a matri-
cula de escravos ; 2., sobre a validada de matri-
culas de escravos, cujas rela;ojs tenham sido
apresantadas, nao pelos proprietarios, mas por ter-
ceiros como procuradores, sem exhibirem iustru
ment em forma de proeurac > ; 3. sobre a va-
lidada de matriculas de escravos que sao dados
com a nota de .iliacao descoohecida.
Tendo de entrar no desenvolvimen'o da mate-
ria, comecou lavrando pela segunda vez um pro-
testo solemne contra a poltica invasor a que o Se-
nado brasileiro pretende inaugurar, nverteudo
as tradices daquella honrada corporacio, deslo-
cando o eixo onde deve gyrar a poltica do paiz.
que nesta Cmara eleita peli. nacito (apoados),
o dealocando o para uina c rporacio sem correcti-
vo, e onde outras devem ser ai preoccupicoes do
espirito, porque outros sao oa elementos de sua
composicao.
O Sr. Pedro LuizApoiad).
O Sr. Andrade Figueirad eplora qu l o faeto
j urna vez se tivesse dado, e cesta mesma tribu-
na o profigou, com toda a entrgia de que ca-
paz. Infelizmente a tentativa foi aceita pelo mi-
nisterio, a quem por esse motivo foi conetrangido
a negar o seu vo(J de coafianc?..
como se acontecer em poltica, aquella
sement vaii prpduzindo seus tructoa. Agora que
se wanifest* um novo rebento, o orador nao pode
deixar de renovar por antecipscio o mesmo pro-
testo que lavrou ha poucos diaa
Aquella corporacio nao se pronunciou ainda
sobre um requerimento, moc> ou como melhor
nome haja em direito, que loe consta ter sido
apresentado hoje ; mas, se poiventura o governo
aunuir semelhaute corruptela, declara desde j
que o sen voto ihe ser contrario agora como o toi
ento.
Votada, porm, a mocio no Senado, como fica
dito, apresentou, no dia seguate, o Sr. Duarte de
Azevedo, na Cmara, a segjiote indica$o, que
justificou com energa, condtmnando o proeedi-
mento do Senado, qoe assim ergua se em corpo-
racio poltica para conceder ou negar votos de
confaiica :
A Cmara dos Deputados, confiando em que
o governo contina a executar fielmente as leis e
a maoter a tranquillidade publica, passa a ordem
do da. >
Apressou-se o Sr. Celso Jnior em tomar a pa-
lavra para combater calorosamente a moco, e
quando terminou fallavam apenas 4 minutos para
entrar-se na ordem do dia. Como nao fosse possi-
vel requerer-se urgencia, porque, na forma do re-
giment nao se podia preterir a discussao dos or-
camentos, e accrescease que o dia seguinte era
domingo, do que resultava ficar a moco adiada
por 48 horas e o governo sob a pressio do voto do
Senado, o Sr. Eufrasio Corre i propot e encerra-
miento da discussao, que toi approvado, com vivas
reclamacoes e protestos da minora, que allegava
nia ter-se feito uvir ainda palo orgio do seu
leader, o Sr. MacieL; pelo que resolveu retirar-se
do sali e nao tomar parte na votacio.
De taes reclamacoes o que su infere que o Sr.
Celso Jnior anteuipou-se a chamar a ai o papel
que cabia ao seu chefe, que alias nao dizia cousa
melhor nem diversa do qne elle disse.
O resultado da votacio j dvia ter sido annun-
ciado ao Diario pelo telegrapho. Os cinco votos
contrarios ao gabinete foram d s Srs. Alencar
Araripe, Baro de Canind, Alvaro Caminha, Ja-
guaribe Filho e Miranda Ribeira.
O Paiz que na vespera havia declarado o mi-
nisterio em crisc, achaudo que apesar da forca
e elasterio do horaem extraordinario e assombroso
que preside o actual gabinete e qne ficar sendo
o exeinplar nico da mais desatusada consciencia
poltica que tem influido nos negocios do Estado ;
apezar da vastidau dos seus recursos como chefe
da cbicana parlamentar ; c qne nao se poderia
sustentar depois do golpe do misericordia que
acabava de desfecbar-lhe o Sanado, o Paiz noti-
ciou polidamente o resultado da votace da C-
mara, observando que nao devia o povo lludir-se
com o artificio da aceuogrjpliia parlamentar, e
qne as consequencias do voto do Senado haviam
de fazer-se sentir forcosameiite. Em outra sec-
cio deu na mesma occasio esta noticia :
Afinissrio.Constou-nos, i ultima hora, que
o Sr. Baro de Cotegipe declarara bontem em
ama reunio poltica que o actual ministerio, com-
posto, na sua inaior parte, de parlamentares do
grupo Paulino, nao pode fazer as concessOes re-
clamadas pela maioria do Senado e pela opiniio
publica; e que, portanto, ter de apreseuta- a
Sua Alteas Imporial Regente a demisso co(lec-
tiva do gabinete. >
E' escusado dissr que nio ha fundamento nesta
noticia. Nio me resta tempo para referir o que
se tem dado em ambas ss caoiaras, relativamen-
te a outros aseumptos.
Hoje, tanto no Senado como ns Cmara, foi o
governo interpellado sobre a delibTacao tomada
pelo chefe de polica desta capital du prohibir os
meetings as pracas publicas e ras da crdade,
podendo entretanto ter lugar uos theatrus e edi-
ficios particulares.
Os jornaes da amanha, que bao de ser levados
pelo Zren, darSo conta da discussao hivida
a'uma e n'outra cmara. D<.s respostas dadas
no Senado pele Sr. Ma? Dowell, e na Cmara pelo
Sr. Rodrigo Silva, fieou demonstrado qne a pro-
videncia agora tomada pelo Ha Coelho Bastos, foi
por mais de urna vez tomada e com maior rigor
pelos Srs. Pindabyba da Matas a Tito de Mattos
aa situacio liberal.
Cootinuam a ser satisfactorias as noticias
que, em telegrammas, nos ekcgam acerca do es-
tado de sade do Imperador.
De Badn, onde se acba Sea Magestade, sem
quaes
Paiz recebido diversos telegrammas, dos
transcreverei os dous seguintes:
a Badn, 4 de Agosto.Sou informado de que
ob mdicos que examnaram Sua Magestade o Im-
perador em Paria acharara no augusto enfermo
cansado (surmnage) cerebral sem nenhuma lesio
orgnica ou dos centros nervosos.
Diagnosticaran! glycosuria intermitiente, e,
como j annunciei, approvaram o tratamento in-
dicado pelo Visconde de Motta Maia, aconse-
jando duchas, strychniua e applicacao de gelo.
As applicaces gneas foram regeitadas.
Sua Magestade o Imperador mostra a antiga
actividade e o seu aspecto phyaico exceilente.
a Vai meihorando de memoria. >
Sua Magestade o Imperador contina a me-
lhorar sensivelmente.
O tratamento pelas duchas lhe tem sido mui-
to favoravel.
Passea todos os dias e alimentase bem.
mostiar que o governo sabio 91 tei, oUnTadc re-
gularmente uo o pode fazer por aquelle meio;
ahi est^ a lei de responsabilidade'que, sendo real
o facto, sujeito o ministro a julgamento qoe cada
um des nobres senadores pode provscar ; e neste
caso, como os que teem de ser juises antecipam
sua dociso ? O Senado tribunal julgador; toda
a reserva lho proscripta; nao pede previamente
tornar-se suspeito de faclidade, nem converter o
tribuual de justica em tribunal poltico.
Nio qunrendo retardar votacao da mocio que
era de coufianca, quera, porm, que dos annaes
constasse : Io que se oppos tenazmente a qua a se-
nado enverede por eaminno inconveniente e peri-
goso ; 2'que n5o julgava ser conforme a coasti-
tuioio a sua inlervenci) neste caso ; 3 qne urna
mocio d'aquella ordem nao poda ter o tff'ito de
far i e ti i si u aiiuisteiio, aiada qua appsavada por
maioria que nao seja de occasio.
O Sr. Franco de S, pretende harmonisar o voto
sjsjsssW sitao-iaitar aam o.que tinha agora
de dar, disse que, si com a regeico da mocio fl-
otase alterada a regra estabelecida pelo preceden-
te orador, elle estara contra ella, mas como a
regeicio s servira para diaer-se que a idea con-
tida na moco era oque toi regeitado, elle dava-
Ihe um vote, lamentando, entretauto, que s agora
fizesae o Sr. Correia ouvir a sna voz, quando cor-
to que o senado tem a faculdade de velar na guar-
da da conatituijao e das leis, e o acto do governo
foi urna exhorbitancia, que, conforme se conclua
das palavraa do Sr. ministro da fazenda, teve por
fim fazer presso sabr a conscienca dos magis-
trados, e isto erqne He orador e seas -amigos
querem obstar, porque o senado como parte do po-
der a quem compete a interpretacio das leis, pode
dizer ao governo :nio tendea este direito, re-
cuai.
O Sr. Cotegipe, nao podendo dexar encerrar-se
o debate sem d_ixar de proferir algumas palavras,
disse, em resumo, que qualquei que seja a forma
dada mocio, para explicar o seu fim, dentro della
est a questio poltica, manifestamente poltica ;
verdade que o senado, nao faz poltica para der-
rubur ministerios, e isto opinio acatada por to
dos; mas muitos caminhos levara a Roma, e aquelle
tinha por fim, indubtavelmente, delibitar a torca
do governff; assim, reconheoenao esta iotencio,
decUaava m nome do governo que sustentar os
sena satos por julgul-os legaes, sendo, portanto,
escusado qae o senado faca o convite, porque a
resposta seria negativa.
Sendo suficiente, acerescentoa S. Ex:., o effeito
j aroduiido pela mocio para o fim qae sa quera,
demauv aquelles que eotendiam que a opiniio es-
lava com elles, em ves de votar a mesraa mocio,
Caara dos Deputados
8E8SAO DEt DE AGOSTO DE 1887
O Sr. Ouarle le Azevedo (attencio)
Sr. presidente, os amigos da systema representa-
tivo foram hontera dolorosameute impressioaados
com o pracedimento que tiverara varios membros
em maioria da cmara vitalicia. (Muitos ap.iados
da maioria).
No systema que nos rege, Sr. presidente, o go-
verno do imperio parte desta easa. (Muitos apoa-
dos.) E' aqu que os ministerios se inspirara,
aqu que elles recebem a cor da sua poltica
(apoados), aqui que prestara as suas cintas,
aqu que tornam-se depositarios da coufianca da
naco representada por seus immedatoa orgos.
(Nmerosjs apoados; muito bem .')
O Sr. Joo PenidoVas na questao militar elle
inspiriu-se na p'ilitica do Sead .
O Sr. Duarte de AzevedoErguer se o Senado,
! Sr. presidente, altura de urna corporacao essen-
cialmeiitu poltica para conceder ou negar votos
de confianoa a um gabinete; querer immiscuir-se
o Senado na poltica diaria do paiz...
O Sr. Crista Pereira-E at na administracao.
O Sr. Duarte da Az-Ved... aasumindo a
grave responsabilidade de manter ou derribar mi-
nisterios, nada mais, Sr. presi lente, visto a or-
gsnisacio daquella corporacio poltica, do que in-
stituirse o Senado em urna verdadeira olygarchia.
(Numerosoa apoados : multo bem.)
O Sr. Coelbo de ResendeO nico poder do
paiz.
(Ha outros apartes).
O Sr. Duarte de Az-evedoA Cmara dos De-
putados nao pode supportar que o Senado brazilei-
ro se arrogue o direito de nm proeedimento desta
natureza. (Apoados ; muito bem.)
O Sr. Carneiro da Cunha Fra da C instituico.
O Sr. Duarte de AzevedoNos outros, orgaos
immedatos da opiniio nacional, representantes
directos da naci, ni > podemos, Sr. presidente,
scffrer a tutella, que poltica do paiz pretende
imprimir o Senado. (Apoados, muito bem.)
O Sr. Costa AguiarE' preciso convidal-o a
cumprir enm os seus deveres.
O Sr. Pedro Luiz A 1er a Constituicio com
mais attencio.
(Ha outros apartes).
O Sr. Duarte de AzevedoE parece incrivel
que na mesma occasio em que o Senado desco-
nhece ao governo o direito de dar instrnecoes e
esclareeiraentos para a execuco das leis. reconbe-
cendo smente no poder judiciario a attribaicio
de dar-Ibes intelligencia, o Senado entonda que
pode, nao por projectos de lei. mas por simples
indcacio, interpretar urna lei do paiz, como si fos-
se a maioria do Senado o nico interprete das leis
existentes.
Eu nio pretendo nesta occasio instituir o exa-
me aprotundado dos avisos do governo, sioo po
deiia demonstrar, tomando a licio do meu nobre
collega, representante da provincia do Rio de Ja-
neiro, que o governo uo exorbitou de seus deve-
res, declarando a urna autoridade administrativa
que tinha procedido regularmente. (Apoados e
nao apoados).
Nao se tratava, certo, de instrueces para a
boa execncio da lei da matricula dos escravos ;
mas sabido que o collector de Campos teve du-
vidas a respeito do seu proeedimento, o presidente
da provincia approvou a conducta do collector, e
consultou o governo si a sua decisao tioha sido
conforme a lei.
Pergunto a V. Exc. : o governo havia de abater-
se de responder ?
Si o governo entenda que seo delegado tinba
procedida curiaimente nao Ibe podia responder
que bem prodedeu? (Ap nados ; muito bem).
Pois os avises do governo nada mais fizeram
<( Apoados}.
E alteada V. Ere, Sr. presidente, para a inco-
herencia dos nessos Ilustres adversarios. E.lcs
que eutendem qua o governo nao poda declarar
ao collector de Campos que havia procedido de
conformidade com a lei, e regularmente fizenv a
matricula dos escravos daquelie municipio, sao os
proprios que enteodem que bem procedeu o presi-
dente de certa provincia declarando que outra
matricula era aulla. (Apoados e apartes.)
Pois si os presidentes de provincia podem pro-
nunciar nullidade das matriculas, porque nio po-
dem tambem reconhecer a validade dellas ? Apoia
dos.)
Si o governo pJe e deve condemnar o proced
dimento de seus agente que mal se houveram no
trabalbo das matriculas dos escravos, porque ra-
zio nao pode approvar o proeedimento daquelles
que bem procederam ? (Apoados, muito bem, mu
to bem;.
Nio tem outro alcance, nao tem outro expres-
so os avisos do governo, sino a approvacio do
proeedimento dos seus delegados e agentes.
Ninguem ignora que a opinio do governo, tal
qual se pronunciou, nio obriga o poder judiciario.
Nos casos individuaes, quando intentadas as ac-
coes competentes, o poder judiciario nao fica preso
pelos avisos do governo, tratando de appliear o
direito material, mas o governo que deve ter urna
opinio, devia executar um servido e fiscalissl-o,
que pode condemnar ou applaudir o proeedimento
ao seus delegados, tem competencia incontestavel
pura decidir, sobretudo provocado, que tal ou qual
empregado bem precedeu. (Muitos apoados, mui-
to bem, muito bem.
Senhores, de incoherencia em incoherencia, nio
sei onde havemos de parar.
O Sr. Joo PenidoIncoherencia do governo.
O Sr. Andrade FigueiraMais da opposicao.
O Sr. Duarte de AzevedoAllegs-se que o go-
verno deva manter urna matricula qie julgam
nulla porque s da aleada do poder judiciario
conbecer si a matricula nulla ou nao ; mas pre-
tende se que o governo deve mandar eliminar da
matricula os escravos qne, na opinio dos argu-
mentadores, foram indevidamente matriculados.'
Pois, si o estada de liberdade ou a qualidade
da pessoa assurapto de que s conhece o poder
judiciario, a propriedade privada nao tambem
materia sobre que o poder judiciario deve exclusi-
vamente resolver? (Muitos apoados.)'*
Pois procura-se defender a liberdade dos escra-
vos e nega-se a defeza que deve ter em todos os
paizes civilisados a propriedade privada ? (Apoa-
dos.)
Si a liberdade um direito, a propriedade nio o
tambem ?
Como, pois, o governo deve intervir as matri-
culas, quaudo se favorece a liberdade do escravo,
e nao pode intervir quando se trata de manter a
propriedade escrava? (Muito bem.)
O Sr. Affonso Celso JniorNao devia intervir
em hypothese alguma. (Ha outros apartes.)
O Sr. Duarte de AzevedoMas os senhores ap-
plaudiram o proeedimento de um presidente de
pr vuicia que mandou suoprimir matriculas a pre-
texto de favoreeer a liberdade, sem questionarsm
sobre a necesaidade de se discutir perante o poder
judiciario acerca da abolicio da propriedade qne
pertenca outra parte.
Si o poder jidioiario nico e exclusive compe-
tente para o caabecimento de um caso, o nico
e competente tambem para o conhecimento do u-
tro. (Apoados.)
O Sr. Andrade FigueiraNunca o Senado, s/ne
nio tem competencia alguma.
O Sr. Duarte de AzevedoDiz bem o nobre de-
putado. O Sanado que nao pede ter competen-
cia alguna para qualquer caso. Tem-n'a como
ramo de poder legislativo, mas para disentir e
approvar os prajectoa de lei. Na hypothese ver-
rente s por meia de um projecto de le de inter-
pretacio poderia o Senado funocionar. (Apaiado ;
muito bem.)
Senhores, o meo fim, tomando a palavra, nio
foi discutir os avisas, e mostrar a procedencia
d'alles.
Eu aceito, si nio com todas as consequenoias
que tirou'com tauta illustracio o meu honrado
aaigo deputado pela provincia do Rio de Janeiro,
a diktinccio qua no caso se deve faaerantre o man-
daban d magotia e o maniatum adjudia.
reqoer procuracao em forma, os actos extra-judi
ciaes nio precisam do titulo solemne do mandato.
Ou seja por mandato expresso ou tcito, deduzido
de actos e factos do mandante determinativos de
sua vontade, particular ou solemne, a ra s exige
para a matricnla dos escravos a representacao legal
dos mandantes, e to legitima ", conforme o
casos, a representacao por mandato solemne como
pelo mandato menos solemne. (Apoiados e apar-
168. )
Porm, j declarei que nao me propunba a dis-
cutir os avisos do governo sobre o assumpto, o
que talvez faca em outra occasio ; meu fim, por
ora, protestar contra o proeedimento do Senado
(apoiados da maioria), e, como desforc aquelle
proeedimento, indicar Cmara que confira ao
gabinete nm voto de confianca (apoiados da maio-
ria), e demonstre que reprova a attitude do Se-
nado, mantendo assim o direito que tem de nio
ser perturbada no direito que o systema lhe attri-
bue de apreciar, exclusivamente por si, o proeedi-
mento poltico dos gabinetes. (Apoiados, muito
bem, muito bem.)
A indicacao a seguinte (14) :
A Cmara dos Deputados, confiando em qae
o governo contina a executar fielmente as leis, e
a manter a tranquil lidade publica, passa ordem
do dia.
A indcacio vem mesa, [ida, apoiada, e posta
em discussao.
O Sr. Affonso Celso Jnior e outros Srs Depu-
tados pedem a palavra,
O Sr. Piesidente-Ttm a palavra o Sr. Aflonsc
Celso Juuior.
O Sr. ir<>iisi> CelNO Jnior observa
que nao occasio opportuna par aveutar-se a
questao da legitimidade da interferencia do Senadc
na solucio da matricula dos escravos de Campos,
nem inquerir das consequencius de semelhanle
acto ua marcha do nosso systema constitucional
representativo (Apartes.)
Si li .uve abuso, determinado pela invaso de
alheas attribnicoes, nao mauifestou-se elle agora;
data de lougo tempo; todas para elle tem con-
corrido, mais ou menos, ou pela approvacio oa
pela inercia ; (apoiados da opposicao) attiogio o
seu ponto culminante quando aquella corporacac
recusou, sem Ibe dar siquer as honras de um de-
bate, o projecto do Sr. Sinimb sobre eleicao di-
recta ; tora-no saneconudo e estimulado o acta.'
gabinete, consentiudo que o mesmo Senado demit-
tis8? o Sr. de Mamor e aceitando a solucio pro-
posta na questao militar. (Apartes repetidos.)
Para corrigir esse abuso, nada valem discusaoes
este-rcia ; fazem-se mister medidas radicaes.
O S nado s deixar de ser o que mola real
e exclusiva da nossa poltica,quando tornar-se
temporario. Ora, isso urna reforma esseocial-
mente liberal.
Se o governo julga ebegada a occasio de ef-
fectual-a, deve deixar o poder, passando-o a seus
adversarios. (Vivas reclamacoes. Rumor )
Mas a questi) nao esta ; a questio positi-
va ; a questio simples. Consist- nisto :o que
far o governo diante da movi boctem votada
no Senado ? Aceita-a ou nao aceita-a ? !...
Se aceita-a toll tur questit ', porm nio pode
continuar fr-nte do poder, porque implcita-
mente reconhece ha ver violado a lei. (Violentos
apartes.)
Se nao a aceti, perde o resto da forca moral
que porventura lhe reste (vivas recianacoes), por-
que ionporta isso confessar que procedeu mal,
quando, em hypothese idntica, na questao mili-
tar, embora com arranbous em sua dignidude,
submetteu-se solucio cfferecda p lo mesmo
Senado. Apoiados da opposicao ; protestos da
maioria.)
E poder acaso o gabinete viver diante do con-
flicto assim estabelecido ? Urna vez enveredada
urna corporacao daquella ordem pelo caminho que
tomou, poder recuar '? Ser-lhe-ha licito forne-
cer meios de administracao a um ministerio que
ella proclamou cooculcador da lei, reo do cri-
me.de reduzir pessoa livre escravido ? Esta-
r disposto o Sr. presidente do conselho a abrir
luta, com o ramo vitalicio do poder legislativo 1
Ser sso praticuvel, prudente, patritico ? Quaes
os resultados dessa luta ? Quera os poder pre-
ver Nao ser, em qualqaer caso, sacrificado o
paiz ".' (Apartes.)
Mas, replicara os amigos da situacio :o go-
verno eppor moco do Senado um voto de con-
fianca da Cmara, e continuar legtimamente no
poder, pois a Cmara a nica competente para
orientar a poltica do paiz.
Esse voto, porm, mostrar quo fraco sente-se
o governo, pois de outra sorte d'elle nao care-
cera.
A que vem esse voto ? Perdeu acaso o minis-
terio a mencionada confianca 'i Tem motivos
para duvidar da leaidade com que a maioria o
apoia ? Como e quando se reclamaram eases mo-
tivos ? Sao us.Ueientes as inauifestaces at
agora rec-ebidas ? Demais, o que adiantar esse
voto ? Obrigar o Senado a ceder ? Habilitar
o Sr. presidente do conseibo a debellar a resis-
tencia que acaso appareca ?
Nao ; obvio. Ple apenas retardar, mas
nunca evitar a queda do gabinete.
A moco oTerecida ser, quando muito. urna
imprestavel maromba para o goveino equilibrar-
se por momentos, na corda bamba em que se v.
(Vivas reclamacoes.)
Nio O nico expediente serio, digno, cor-
recto para o governo demittir-ae, dando lugar a
outro que repare seus srros ua questao servil.
O gabinete est morto e, cousa notavel, pela
questao qne elle blasonava haver posto fra de
combate.
Nao se transgridem impunemente certas leis de
mmal, de justica, de direito.
O gabineta na questio servil tem andado de
injustica em injustica, de abuso em abuso.
Proloagou itlegal nente por mais um aano o
captiveiro ; cbicanou sobre o precio das liberta-
coes ; ajoujou a corte aos eitos da provincia do
Rio de Janeiro ; expedio o laqualifioavel aviso
em que o suborno e a delacao eram erigidos em
meios policiaes ; re-escravisa, finalmente, por
um acto illegal, 13 000 cdadios que haviam ad-
quirido sua liberdade (Apoiados; uo apoia-
dos ; protestos.)
E, entretanto, promove a abolicio dos acoi-
tes !
E' justo que expe agora tantas faltas e tergi-
versa,oes !
O Sr. presidente do conselho presumi de mais
das aaaa finjas.
Nutri a temeraria pretencio de conter a mar-
cha triumphal do abolicionismo na conscienca
publica.
Esqu eeu-ae de que o milagre do Josu jamis
reproduzio-se ca historia (Muito bem ; muito
bem.)
O Sr. Eufrasio Correia (pela ordem)Sr. pre-
sidente, estas questoes depois de apresentadas,
vofam-se. (Apoia les da maioria.)
Com excepyo dos actos judidaas, em que sa tem gas, e sjoe as deve defender em
O Sr. MacielPerde-me V. Exc ; as preci-
samos dar as razoes de nossos votos.' (Ha outros
apartes.)
O Sr. Eufrasio CorreiaJ foi ouvida a maio-
ria, j foi ouvida a minora, e portanto requeiro
o eacerramen'.o da discussao. (Muito bem.)
Alguns Srs. deputados pedem a palavra pela
ordem.
O Sr. Presidente :Nesta occasio s posso dar
a palavra pela ordem sobre o modo de votar-se o
eucerramento.
O Sr. Maciel :Eu sappuz que o nobre depu-
tado pelo Paran ia requerer prorogacio da hora,
que asta rinda, para continuar a discussao da
mocio.
O Sr. Jaguaribe Filho :Peco a palavra pela
ordem.
O Sr. Presidente :Pla ordem s posso dar a
palavra ao neore deputado para reqoerer sobre o
modo de votar se o encerramento.
O Sr. Jaguaribe Filho :Pois para encami-
a votacio.
O Sr. Presidonte : Nao, sobre o modo de vo-
tar se o encerramento.
O Sr. Jaguaribe Filho : E' sobre isso que
quero fallar.
O Sr. Presidente : Entao tem a palavra pela
ordem o nobredeputa do.
O Sr. Jaituarine Filho iSr. presidente,
V. Exc. comprehende que sorpresa, que veame
produs o requerimento de encerramento... (apoia-
dos da opposicao.)
O Sr. Presidente :O nobre deputado nio pode
justificar o que vai requerer.
O Sr. Jaguaribe Filho .-... para aquelles qoe
fallam em nome dos principios, das ideas e qoe
teem atravessado urna existencia obscura embo-
ra, na deeaa de direitos que julga sagrados.
O Sr. Presidente : O nobre deputado nio pode
continuar.
O 8r. Jaguaribe Filho : -Submetto-me ordem
da V. Exc. ; mas pergunto ao nobre deputado
pelo Paran si um hoaem que tem conviccaes, qae
toda a






-






...
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n saja.
T
4



-*
Diario de PerHaiubucotyuarla--ieira 17 de Agosto de I3S7
parte, i*st4 ou nio em seo direito de justificar o
eu voto ?
O Sr. Presidente :O aobra deputado, oerloe-
as. dio polo continuar
O Sr. Jaguaribe Filbo : Vou pdir ai nobre
eputado qae desista do seu requeri into.
O Sr. Pesidente :Mas uS) pola justificar o
tea pedido.
O Sr. EuphrasioCsrreia : Nao retiro.
OSi. Jaguaribe Filhj : ...porque preciso dar
M explicacoes do meu voto, a occaaiio solemne
e o dever dos fortes na > opprimir aos traeos, qae
tirana su forca da propria fraqueza.
O Sr. Presidente :O nobre deputado desculpe-
me : V. Exc, nio pia continuar. E' preciso qu
\. Eic. attend i ao presidente que falla en nome
da Cmara. (Multas apoiados da mirara.) V.
Exc. sop i: requerer sobre o moio de votar o
encerrara n'o, para isso tem a palavra. (Apoia-
dos da unioria)
O Sr. S'baatiio Maaoarenhaa :Sujeita-se 4
violencia.
OSr. Jaguaribe Filhi :Enteudo que p dirigir a votacio em urna m>9o da tauta im ior
tancia, como essa do meu nobre collega...
O Sr. Presdante : V Exc. nao ple continuar
8 son obngado a convidar o nobre diputado a
sentar-se
O Sr. Jagmriba Fb) :Sentme, Sr. presi-
dente, para auboietter-me iatimacio de V.
Exc...
O Sr. Presdeme :Minba, nao senhor ; do re
gimen to.
O Sr. Jagua.ioe Pilho : ... appeanio della
uara o paiz
OS-. Maciel : P;;j pilavra sobre a votacio
O Sr. Presidente .Tein a palavra o nobre de-
putado.
O Sr Maciel -Sr. presidente, V. Exc. com_
prehende a impirtancia da v tacio qus se vai
dar ; e nestas coadicSea. mudos como ficaram os
mem-.ros da minora, que ui> poderam dar as
razoa Jos seus voto., elles nada mais p>dem fazer
de que retirar-se. (\poiados da minora.)
O Sr. Cesirio Alvim :O g .vemo que leve
Sua Alteza a ftegaute a mtioria em pessoa para
mostrar que tem o seu apoio ()h 1 oh !), porque
isto de votacio nao tem o mnimo effeito. (R ti -
rande-se com os outros membros da minora Ir
beral.)
O Sr. Presidente i Atteario.
O Sr Torres Portugal (paU ordem) requer e a
Cmara approva votacio nominal.
Procede-se votacio.
Responden sim os Srs. Pasaos Miranda, Crui,
Costa Aguiar, L-tao da Cunha, Domnguea aa
Silva, Coelhj de Rezende, Jayrae Risa, Torres
Portugal, Tarquinio de Souza, Carueiro da Cunha,
Sorano de Souza, Elias de Albuqu-rque, Theodo-
roda-Wva, Joveneio da Aguiar, Peliop'da Pi
gueira, Lucena, Aloforado Jnior, Bj ito Ramos,
ftjiicalves Perreira, Alfredo Correa, Luiz Freir,
(aoelho e Campos, Bario de Guaby, Freir de
Carvalho, Milton, Pedro Muuis, Jos Marcelliao,
Amenco de 8oua, Araiij > Pinho, Araojo Gs,
Bario de Oeremoabo, Junpuera Ayres, Accioli
Franco, Mattoso Cmara, Costa Pereira, Fernn
dea de ();iveira, Bulhocs Carvalho, Pedro Luiz,
Alfredo Chava, Pereira da Silva, Andrade Fi-
gueira, Cunha Laitio, Moorio, Bario da Leopil-
dina, Cbristiano da Lu, Olympio Valladio, Sob-
res, Pedro Brandio, Joio Caetano, Carlos Peixoto,
Elias Chaves, Rodrigues Alves, Geraldo de Re
xende, Duarte de Aaavedo, Cochraae, Deifiuo
Cintra, Xavier da Silva, Esperldiio, Bario do
Damantin), Eufrasio Corroa, Pinto Lima, Pau-
lino Chaves, Seve N ivarro e Silva Tavar&i
Respondem nac os Srs. Alencar Aranpe, Bario
de Caoind, Jag.iaribe Flho, Alvar Caminha e
Miranda Ribeiro.
A mjci> approvada por 64 votos contra 5.
Vem 4 mesa a sguinte
Declaradlo de voto
Declaro que se estivesse presente, por oceasiio
da votaci) da mocio apresentada pelo Sr. depu-
tado Ouarte de Azevedo, votara contra a mesma,
pjr nao approvar o procedimento do goveroo.
Sala das sessoes, em 6 de Agost
Joao Henrique-
de 1887. -
SESSO DE 8 DE AGOSTO DE 1887
Sio bdos, apoiados e postos em dscussio, adia-
dos por ter pedido a palavra o Sr. Costa Aguiar
os at'gnintes
Yiequerimcntc*
R-queiro que, pels Ministerios daMariuhae
da Guerra, informe o governo se tem conhecimen-
to da mocio fcuntem votada no Club Hurtar, na
r-OMMEBCIO
Mercado do lo de *-.nclro
ULTIMA DATA 10 DE ABOStO DB 1887
CAFE'
Dep >sito no da 1 de Agoste
Entradas de 1 a 8
Ijera em 9.....
Vendas de 1 a 8
41.349
7.542
Saccas
369 577
48.882
318.459
13.003
305.456
qual se propos e foi approvado que i vista da
indifiarenoa do m-sau gjvern) em reKciaos
meios da deasa da que ditposm o exercito e a ar-
mada actualmente, tossem nome idas commisaScs
ancarregadas de indicar quaes as providencias qui
quanto antes, dev m %mt adoptadas para garanta
da naci e quaes as reforxas mais urgentes a qui
se devo attendor e, n> caso affirmuivo, o qu;
pansa e pretenda ftxer com referencia referida
mocio.
dala das sessoes, 8 de Agosto de 1887 Affouso
Celso Jnior.
Requeiro que, pelo Ministerio da Ju;tif i, infor-
me o governo se exacto que pretende laucar
mi do recratamento para preeneher os claros do
exercito.
Saladas sessoes, 8 de Agosto de 1887.Af
fonso Calso Jnior.
V4m mesa as seguntes
Declarares de va'.o
Decliro teria dado o meu voto de confitnca ao
governo se, na sessio do da 6 de Agosto, me
achasae presente.Faruandas da CuahaPilho.
Declaramos qus, se eativeasem >s praseat -s quaa
do se voton a mci) de confiauca ao giverno, ot-
ferecida pelo deputado Djarte de Azevedo, vota-
ramos a favor.
Sala das aessoia da cmara temporaria, 8 de
Agosto de 1887.P. Diis Carueiro. Ribairo da
Cunha.
O Sr. Maoiel Sr. presidente, nio abusarei
nem da benevolencia de V. Exc, nem dos direi-
tis da opposieai, demorando m < na criban i na
tunimentaclo de urna pergun'a que desajo fa-
zer a qualquer dos nobres miuistros qu? se achem
presentes.
Hjj -, ficm)8 sorprendidos leudo no Diario Of-
fic.al um edital d> ebete de polica desta cjrte,
prohibiudo ajuntamento de pessoas em ras e pra-
caa da cidade, sob pena de dissolver, a viva f re. i,
as reunioes qua nesa.a lugares se realisarem, ou
em qualquer outro, sendo durante a niite.
Nio sei, Sr. presidente, saja enejamos ao es-
tado de que o governo, para mautar a ordem pu -
blica, necessite lancar mi de medidas violen las,
que nae eucontram amparo em nossa lagislacio
ordinaria e muo monos na lag'slacii constitu-
cional.
O Sr. Joio PeoidoPergunte se as garantas
estio suspensas.
O Sr. MacielNaate sentido dirijo urna inter-
pellavio ao nobre Ministro da Justica, perguntau-
do se o gc/ai-ao autoriso ao chafo di poiie-a a
pnblicar o elital alludido.
Dirigindi esta interpellacJki ai nobre ministro
da justica, que se acba auaeute, declaro comtu Jo
qu si algum dos nobres miuistros presautes qui-
zar dar me a devida respista com a cindicio de
se discutir, e de se apreciar a lu^alidade e a cons-
titucional! Jada do acto a qua m retiro, ab*uJo
narei a interpellacio e cingir-me-hei i dis-
cuasio que se abra sobre a respasta que me fo.
dada.
Tem por fim a minba iuterp :liaca > declarai
que, de modo nenbom podemos tolerar mais este
alternado que o governo comnatte. (Apiisdos da
minora).
Terminando estas ligeiras observacoes, po?) li-
ceuc i para reprodusir perante a Cmara palavraa
de um escriptor inglez perteitam -nte applicaveis
4 vida do actual ministerio : Tenbo lido e ouvi-
d i dizer, (sao as palavraa do escriptor a que me
retiro; que muita gente bate com as cabecaa as
paredes; o que estou vendo, pela primeira vez,
que ha alguam que manda levantar paredes pa-
ra quebrar cabecas sobre ellas. (Muito bem da
opposicio).
Vem 4 mesa e lida a aeguiote
Interpellafo
Requeiro dia e hora para ioterpellar o Minis-
tro da Jutica sobre o seguinte p oto :
O governo autorisou o ohote da polica da corte
a prohibir, por editai hoja publicado, o ajunta-
manto de passoas em ras e pracaa testa cidale,
sob peaa de dissolver viva tor^a s reuniea
realizadas noite em qualquer lugar, t dimnte o
da, f.a dos edificios pblicos e sals da espacta-
culos t
Sala das sessoes, 8 de Agosto de 1887. Ma-
ciel.
O Sr. PresidenteNa forma do regiment, s t
marcado dia para ser discutida esta intrrpallaa
ci, visto nio se achar presente o Ministro d
Jjsoica, a quem dirigida.
O Sr. MacielEu disse a V. Exc. qaa aceita-
ria a reapoata de qualquar dos ministros presen-
tes, si sobre a intrpelUc) se abrase dbate.
JO Sr. PresidentaEntio V. Etc. deva dar-lhe
Deposito no dia 9, i tarde.
Nao houve vendas no dia 8.
Cota va se nomioalmcnte p)r 10 kilos :
Qaalidadee Por 10 kilo*
Lavado....... 8*850 a 10J*X)
Superior fino..... Nio ha
1.. boa....... 9*650
1 regalar...... 9/HOO t
1 > ordinaria..... 9*120 i
2 bo....... 8*?h0
2 ordinaria..... 8*370 i
9*780
9*530
9*250
8*980
8*640
315.000 saccas
8.000 .
3.000 .
Calmo.
TELEGRAMMA
DA ASSOCIACO COMMBBCLAI. PABA HOVA-V0BK
(expedido em 10 de Agoste de 1887, de manhi)
Existencia verificada .
Entradas no dia 9
Entradas em Santos .
Estado de mercado .
Cambie sobre Londres, parti-
cular .......221/4
Precos nominaes.
Bota cowmerclal
J.OTAVE8 OFFICIAES DA JDNTA DOS OB-
BECTOBES
Redfe. 16 de Agosto de 1887
Letras bypothecariaa com juros, a 94*500 cada
Na bora da oolaa
Veuderam-se :
54. letras hypothecarias.
presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U secretario,
Eduardo Dubeux.
Suilmriilu banrarlK
BBC1TB, 16 DB AOOSTO DB 1887
PRAQA DO RECIPE
Os bancos mantiveram no balcio a taxa de 22
3/8 d. sobre Londres, tendo sido de ponco movi-
m'-nto o da.
Em papel particular fiseram transaccoes a 22
!i/16 d.
PRAQA DO RIO DE JANEIRO
Nio houve alteracio na taxa dos bancas, a qual
ccntmuou a ser de 22 3,8 d. sobre Londres.
O papel partcula- este ve escasso, fazendo-ae
transaccoes a 22 9/16 d.
As tabellas expostas aqu foram estas :
Do Ibtkbhaciobai. :
Uo Eaousu Babk
Liondres.......
Pars........
tTaiia........
rlamburgo......
Usbta e Porto.....
rViocipaes cidadss de Portu-
*l........
Una dos Acores ....
Una da Madeira ....
New-York ....
tO dv vista
22 3/8 22 1/8
425 429
429
526 531
238 240
245
248
245
2*260
creado de aaancar e aixodau
BBCIFB, 16 DB AOOSTO DB 1887
Asiucar
Os precos, pagos ao agricultor, continuaos a re-
gular aos logarismos abaixo, por 15 kilos :
Uranco, os melhores qae
apparecem no mercado,
regulaos de ....
3.* surte boa.....
i.' regalar .....
Uumidoe e baixos .
k>uoenos......
ascavado.....
Broto.......
Rtame......
outra forma. Bou .obrigado a respetar o regi-
ment.
O Sr. MacielA decisio de V. Exc. seria jus-
ta, se o nobre Ministro da Agricultura nio hou-
vasse pedido a palavra.
O Sr. R-drig Silva (ministro da agricultura)
Nio pedi a palavra sobre a interpllaoio, quo era
dirigida a outro ministro.
O Sr. PrcsileuteDasejo ser ornis liberal
possivel na execucio d" regiment, e creio que
sou libara! maniendo as suas disposioes.
V. Exc. d;rig;sua mtcrpelia^ao ao Sr. Ministre
da JustiQi, -lie nio est presente ; nos termos do
regiment a interpellacio fica sobre a mesa para
ter lugar no dia que fr marcado pelo presidente.
O Sr. MacielAcho muito conveniente o pro-
cedimento de V. Exc.
O Sr. Rodrigo Silva (ministro da agri-
cultura)Sr. presidente, o meu Ilustra collega,
ministro da justica, estando oceupado no senado
asm a dscussio do orcamento da sua reparticio,
respondere em seu lugar interpelUci> do no-
bre depjtado pela provincia do Rio Grande do
Sul.
O nobie deputado sorprendid) com a ordem do
digno ebefe de polica da corte, publicada no
Diari) Official de hoja, prohibindo reunioes do dia
ou noite, as prac s, qualifica < ssa medida de
ordem publica de grande atlejotado s liberdades
pub icas.
Sr. presidente, creio que os nobres deputados...
direi antes, o nobre deputad i pelo Rio Grande do
Sul, porqu somante foi ouvida a sua voz. .
Os Srs Affonso Celso Jnior e Jerooymo Peni-
doFalln em nome da opposigio.
O Si. R lingo Silva ( oiuistro da agricultura)
t m... os nobres deputados perd'ram completa-
mente a memoria...
O Sr. Alves da AraujoOgovern) q le per-
deu compt'tamente a cabaca ; provocacoas des-
sas nao faz -m os g ivcrnos fortes.
(Hi outros apartes).
O Sr. Pr. didenteAttencio !
O Sr. BazamatGovernos srio3 o quo nio fa-
zem pactuar com a anarchia.
O Sr Rodrigo Silva (ministro da agricultura)...
porque admiram-se hoje de que o chef; de poli-
ca dac.'te mandasse publicar umi ordem, qu to-
lo a'is ella teve orige o e execucio no longo pe-
riodo di situa(i> passada.
O Sr. Pedr^ LuisE' indispanaaval reprodu-
zil a na quadra actual.
O Sr. Affmso Celso JniorO Diario Oficial
reconhece que nio tem gravidade os acontec -
mantos. (Hi mais apartes).
O Sr. PresdanteAttencio !
O Sr. Rodrigo Silva (ministro da agricultura)
Sr. presidente, o primeiro ministerio da tua',-io
li beral, o ministerio do rcspeitavel estadista Sr.
C de Snimb, oceupando a pasta da justif a o Sr.
conselheiro Lafayette o a d i fazenda o honrado
pai do nobr representante pelo 20' districto de
Minas, fez o chafe de po'icia daqual a p >ca pu
blicar urna ordem prohibindo toda e qualquer reu-
niio, quer naa pravas publicas, quer nos theatros
desta capital. (Apoiados).
O Sr Aff'uso Calso JniorAs circumsUncias
eram muito diversas.
O Sr. Lem s Eram mais graves.
(Ui outros apartes).
O Sr PresidenteAUencao !
O Sr. Ridrigo Silva (ministro da agricultura)
Esta ordem esteve em vigor durante todo o
ttrmpo daquee ministerio; e posteriormente, sen-
do elle suosiituid) por ou'.ro, do q'.al foi presi-
dente d i couaelbo o ilmatraio Sr. senador La-
fayette, e chafe le polica da corta o Sr. Tito de
Mattos, essa orden toi repriduzida nos masmos
termos, proh'biodo-se reunidas, quer as pracas
publicas, qoar nos theatros. (Numerosos apoia-
dos n apirtes).
O Sr. PiesidenteAttencio !
O Sr R>drigo Silva (ministro da agricultura)
Eisajni. Sr. preaidante, o grande attentado que
u chafe de policia da cd-te pratiou !
Pui-licou umanrdem expedida e pista em exacu-
cio durante o longo periodo da sitnacio liberal .'
(Apoiados .1 malina; muito bem, muito bem).
O Sr. Maciel-O governo autorisou-o a isso,
nio? E' a minba questio.
O Sr. Ridrigo SilvaS nhores, se essa prohi-
bicio nio foi naquell:; poca um attentado s li
bardndes publicas, se ella mereceu entio os vossos
applausos, p 'rqu-. razio vindes agora censurar o
actual chef i de polica da corte por um acto que
attesta as pr 'entes circumetancias a sua con-
stante vigilancia pela ordem publica
Oleo da mocot
'-leo d>- riciao .
Prancboes de vinhatico.
Preparados medicinaes.
Queijo do serta i
Rap......
Sal......
Taboas de pao carga
Tainancos ....
Vassour-iS de piassava.
Vinho de jurubeba .
RBCAPlTULAClo DO ABSOCAB
Para o exterior 1.951.099 kilos
Para o interior ... 22.043
475 kilo*
4.880 .
18
#r
216 i/a
10.00* litros 3 3 fardos
50 dusias
46 velumes
O 8r. Alves r>e Araujo -Sio apoiado.
O Sr. Soareg e outros sentares Apaiado.
OSr. Rodrigo 8ilva (ministro da agricultura)
Nio venbam hoje cem est- argumento. .
O Sr. Affonso Celso Jnior e outros senhores
dio aparh-s.
O Sr. Rodrigo Silva (ministro da agricultura)
Nao centest m a authencidade daquella ordem.
Ella foi publicada. Apresenurei se quizerem os
documentos officiacs.
O Sr. Oiiveira RibeiroNio preciso : a po-
pulacio do corte o attesta.
O 8r. AfFmso Celso JniorO que eu disse
que falso que se tivesso dissolvido urna reu
niio em casa de um senador liberal.
O Sr. Rodrigo Silva ( nioistro da agricultura)
Neste caso, bem.
(Cruzam se diversos apartes).
i) Sr. PresidantiA 'aucio I
Q Sr. Rodriga S'iva (ministro da agricultura)
A ;ora que oa nobres deputado ji coufessam
qU a ordem existi, qu- na situucao liberal o
emprego daqu da medida foi urna necessidade im-
picta pelo dever qu- tem a antoridade de maate-
inalterada a ordem pub'ici, muiaui de tctica e
appellam para a desigualdad^ de circumsfanclas.
Ora, senhores, se a ordem um illegahdade, tanto
as actnaes circumstancias como o era as cir
cur: stancias que se incontravam os governoi libe
raes. (A >oiados e apartes).
Nao averiguarei mais ista questio da legalidad j
da ordem do chafa de policia, para a qual me que-
rem conduzir os nobres deputados ; invocand i os
p.-ecedeotes, quero apenas mostrar que o ministe-
rio de 20 de Agosto, para mnter a seguranca ge-
ral, sorvio-se de um expediente que as presentes
circunstancia; p.rt'ceu-ihj om lb-re mais ctfi-
caz.
O Sr. Affonso Calso JniorNam tudo que li-
cito honesto.
O Sr. Alencar AiarpeA primeira cousa que
devemos aqu manter a Cmstituicio do I np'no.
Tanto censuro o adital de boje, como o de outr'ora.
(Cruzam-se muitos outros apartes).
O Sr. Presidente -Attencio I Assim nio pode
continuar a dscussio.
O Sr. Ridrigo Silva (ministro da agricultura) -
Comparndose o pmcadiinento dos ministerios da
situacao liberal..
O Sr. Aives de Araujo Ministerios, nio
apoiado.
O Sr. Rodrigo Silva (ministro da agrcu'tara)
... dos ministerios dasituacio liberal.
O Sr. Alves de Arsujo (com ferca) Nio
apoiado.
O Sr. Rodriga Silva (ministro da agricultura)
O ministerio, de que fas parte o nobre deputado,
nao revogou es a ordem.
O Sr Alves de AraujoNo meu lempo- havia
reumo t doi os domingos, em todos os theatros ;
ellas nio foram prohibidas.
O Sr. Rodrigo Silva (ministro da agricultura)
Comparando se o procedimento dos ministerios da
situaci i liberal com o procedimento do actual mi-
nisterio, deve se recoubreer que, se o ministerio
actual merece alguma c-nsura...
(Cruzam ce apartes entre o Sr. Cjelho de Re-
zende e ontros deputados).
O Sr. PresidenteAtlenca !
O Sr. Rodrigo Silva (ministro da agricultura)
Ser a censura que merecem a moderucao e a pru-
dencia?
(Trocam-se muitos e repetidos apartes ; o Sr.
presidente reclama com iusistencia attencio.)
O Sr. Rodrigo Silva (ministro da agricultura)
S. presidente, eu nao desej > recordar factos...
O Sr. Joaquim PedroE' melhor.
O Sr. BeltrioNao tirari vanttgem.
O Sr. Rodrigo S'lva (ioinistro da agricultura)
. mas a Cmara e a populaca > desti; capital de
vem estar leinhrados dos acontec mentes..
O Sr. Oiiveira RibeiroApoiado, que sj muito
recentes.
O Sr. Rodrigo Silva (ministro da agricultura) -
. .. que tveram lugr depois de um meeting ff-c-
tuad i He dia n'uina ds pravas publicas desta ca-
pital. (Ap Eu pace um momento de attencio. Ni' estou re-
alixndo, estou procurando autoridad-.' as opin;oea
nos actos da situaca > liberal,
tes).
Isto nio retaliacio, ao contrario, applauso ao
procedimento dos hberaes no passado. (Apoiados
e aparte.)
Sr. presidente, voa concluir.
Que o acto legal, nio pode ser contestado
(apoiados) ; que elle foi praticado palos nossos
adversarios m tempo do seu dominio. .
O Sr. Lonrenco de A'bu juerqneC "n grande
applauso de V. Exc. e dos seus correligionarios.
O Sr. Rodrigo S Iva (ministro da agricultura)
Todos bio de reconhecer, 4 vista dos factoi que
acabo de recordar. P inhamos, pois, departe a
legalidade.
Agora, peco a V. Exc. licenca para fazer urna
pergunta aos nobres deputados, que sio br-izilei-
ros, e que devem ter os mesmos sentimentos da
patristismo, qua os seas adversarios polticos,
(ipoiados)
Quem neste paiz pie lucrar com a desordem ?
(Muitos apoiados ; muito b;.n muito bem !)
(C 'utina.)
3", qae aejam snbmettidos 4 quarentena de
rigor na Ilha Grande os navios procedentes dos
KCViSTA DIARI/
litceneaP>.' portara da prasid-neia da
provincia de 13 do correte, f ii oneedida a licen-
ca de dnns meses cora ordenndj 4 profassora di
Porto da Mtdeira R ti de Jesua Bast >s.
%"atcciuc&i> p>ibllca--A este raspeito o
digno provador da Santa '"asa dirigi a 8. Exc.
o presidente da orovinciao segoiute ofi.'io :
Santa Ca;a de Misericordia do Recife, 10 de
Agosto de 1787 N. 324. -Uto. e Eim. Sr.-
Teuho a h nra da comnunicar a V. Ere. qaa a
Junta Administrativa desta Santa Ca-'a de Mise-
ricordia do R'cife, em seasii d'- hontam, delibe-
ro! que os mdicos di hospital Pedro II, h spici
de Allanad a, usyin de
de Santa gueda sesaem as seus respectivos
estabelecimeutos, aquellos diariamente e os ou-
tros em da e hira certa de cada semaui, oppor-
lun'mente ann inciados, a inuocalacii da vaccina
a todas as p diii que sa apreaentarcm soli-
uitando-a.
b'iam, porta ifo, expedidas as providencias
de que trata o or \, de V. Exc. de 19 de Julho
prximo passado
D-ua guarde a V. Exc.Idm. e Esm. Sr.
Dr. Pairo Viceoto de Azevedo, prea dente da
provincia. -O provedor, Francisco de Asna OU
veira Maciel.
b'lemenlii nervil- Relativamente ao suc-
cedido na c.te sobre as questeea suscitadas
nltimamente, quor no Senado, quer oa Cma-
ra dos D 'putados, chamamos a attencio dos nos-
sos leitores para a carta do nosso correspondente
da c6r:e, e trab ilhos da Cmara pub'icados sob a
rubricaI iterijr, bem cora para os do Senado,
cuja pubiieac11 iuiciamos na 8* pagina.
In Jallo S. A. a princeza imperial regente,
commisarando se das circumstancias em que se
achara differeotcs pricis os corpos de marinha,
que tiverara a infe.icidada de desertar, apartan-
iio-se de suas bmdeiras, ha pirb-'n, em nune do
imperador, iniultar-lhes o crirae da priincira e se-
gunda desercii sirap'es, devenio ellas upreaentar
se as respectivas autorid -.des, dutro do praao de
um mez, ontado da publicidaie do presente de-
creto, em cada una das comarcas do imperio.
Ettio incluidas ueste numiro aquellas pracas que
j se acbe n sentenciadas ou p .ra s-ntenciar pelo
referido crime.
Cholera mor'inn-O Sr. ministro do im-
peri i expeiio a; inspector geral de saude dos pr-
tjo eates avisos
Constando ofS :ialmente o apparecimenti do
chilera morbos na ilha de Malta, resolveu o go-
verno, de accu'-ilo com o que V. S. propiz em of-
ficio de bont'-m datado :
" 1*, que sej->m considerados afeccionados os
portos da referida Iba ;
2, qu--1 sejam submettidos 4 quarentena de
rig >r na liba brande oa navios precedentes doa
meamos portas. >
Constan io oiK-ialsn-nte o apparecimento do
cholera mirbus naa oroviuciaa da Caiabria e nos
suburbios de N,icles, resol veu o gov-rno, de ac-
Apoiaios o apar cordo com o que V. S. propoz em offiau de hou-
tem datado :
Se u vou procurar nos precedeutes da sitnacio ] 1^, que sejam considirados infeccionados, a
lineral motivos para corroborar o procedimento da contar do da 1 do correte mez, os pirtos italia-
utoriinde. publica m: stuafio conservadora, vn nos de golph i de Tarento, onr Joniei, estreito de
os nobres d putadna que nao poaso censural-os nem Messina h mar Tyrrheno at Gaeta ;
attribuir-lhes senau urna responsabilidade inteira- 2, quo sejam consid-rados suspeitos os demais
mente legal por taesactos. (Apoiados, muito bem.) ; port< italianos do Mediterrneo;
Somma
2.176.142
2*200
1*900
1*700
1*600
1*300
1*040
2*400
2*100
1*8 K)
1*700
1*400
1*100
*900 a 1*000
*700 a *8i.W
Alood&o
O de 1. sorte do sertio cota-se a 6*50J por 15
kilos (frooxo).
Entrada* de macar e algado
MEZ DB AOMTO
Assucar
Entradas Dias Saceos
Bareacas...... 1 4 11
Via-terrea de Caruar 1 4 12
Animaes...... 1 4 13
Via-terrea de S. Francisco 1 10
Via-ferrea de Limoeiro 14 11
Somma.
1.549
261
169
1.259
199
3.4 8
Entradas
Algodao
Dias Saccas
Bareacas .....
Vapores.....
Via-ferrea de Caruar
Auimaes.....
Via-tenea de 8. Francisco
Via-ferrea de Limoeiro .
4 12
4 13
12
13
10
11
406
900
112
1.412
202
30
Somma.
3.062
Despacho* de exportarao
MEZ DB AOOSTO
Nos das 1 4 13, toram despachados na Alfan
dega os artigos seguntes :
Pesa fra do Imperio
Agurdente..... 1.960 litros
X) djv vista
Londres.......
Pars........
Italia........
Hamburge......
Lisboa e Porto.....
Priucipaea eidades de Portu-
gl........
N'ew-York......
Do Loados Baxb :
22 3/8
425
526
238
22 1/8
429
429
531
240
245
2*260
Algodao
Assucar ....
Borracha ....
('arocos de algodio.
Cocos (frocta) .
Coarinhoa > pe lies .
Couros salgadoi.
Doee......
Ferro velbo .
Metaes velhos .
Oaro velho .
Parreira branca.
Piassava.....
Pranchoes de amarello.
Prata velba .
Residuos de algodao
Sementes de carrapato.
Trapo*
.1,219.1681/2 kilos
. 1.954.09;
567 .
151.275
5.000
200
46.467 kilos
55 >
52 tonelad.
3
1.500 graos
4.6 jO kilos
3.*X)
69
6.000 grios
70.926 kilos
3.880
5.000
Vapore* dsapachadoa
Vapor nacional Manus, sahido em 13 do cor
rente, leven a cara seguinte :
Para Baha :
40 barricas com assucar branco.
30 canas com cajurubeba.
2 ditas com queijos do sertio.
I dita com doce de goiabi.
I Para Rio da Janeiro :
125 saceos cem sementes.
150 caixas com oleo de ricino.
95 saceos com cocos (frusta).
Para Porto Alegre:
80 pipas com agurdente.
Carregaram dive'soa.
Vapor nacional Marque* de Caxias, sabido em
14 do correte, levou :
Para Maco :
8 barricas com assucar branco.
4/2 ditas com dito dito.
Para Aracaty
4/2 barricas com assucar branco.
Carregaram diversos.
Vapor inglez Trent, sahido em 14 do corrente,
eenduzio a carga seguate :
Para Lisboa :
2.3-6 luuris salalos.
450 saccas com algodo.
5 barricas com gnmisa de mandioca.
1.500 grios de ouro velho.
5.000 ditos de prata velha.
Carregaram diversos.
Vapor ingles Sculpttr, sahido, levou a carga se
guite :
Para Liverpool:
13.897 saceos com assucar mascavado.
1.130 saccas com algodio.
340 fardos com dito
3.337 saceos com carooos de dito.
Carregaram diversos.
CABVAO DB PEDItA
Barca dinamarqueza Joryen J. Lotz.
Barca noi llegense Homborgaund.
TRII.IIOS DK FEBBO
Brignr portugus F'gucirense.
':*1A- MADB1BA
Barca norneguense Verouica.
Brigue ueco Frit*.
OORDCRAS
Barca nacional Mariano XI.
Patacho portuguaz lentativa.
VAHOS OEBBBOS
Patacho iugles Tiber.
rama da aifandesa
SBMABA DB 15 A 20 DB AOOSTO DB 1887
Assucar refinado (kno) ....
Assucar branco (kilo) ....
Asaucar mascavado (kil<;
Alcool (litro) .......
Arma com casca (kilo) ....
Agurdente e......
Algodio (kilo)......
Borracha (kilo)......
Couros seceos salgados (kilo) .
Couros seceos e> pichados (kilo) .
Couros verdes (kilo) -
Cacao (kilo).......
Caf restolho kitol _____
portas infeccionados
4, que 4 mesma qaarenteoa fljuem sujeitas
as embarcacoaa que, viadas de portos simplesmen-
te saspeitos, tiverem tido casos de cholera durante
a viagem ou trouxerem cargas susceptiveis.
O qua commnoico a V. S. paraos devidos
effeitoa.
Deu se conbeamento ao mininterio des ne-
gocios e8trangeiros, e, por telegrammas, A legacio
imperial cm Roma, aos presidentes do Amazonas
e Matto-Gn.sso e aos das provincias martimas.
Club de Hegataa Peraaoabucano
Na noite de s.abbado, 13 do corrente, houve nos sa-
ines deste club um animado sarao, que se prolon-
gou at depois de 3 horas da madrugada.
A concurrencia toi crescida; mais de 60 senho-
. ras da nossa melbor sociedad c grande numero
de cavalhars all passaram agradaveis horas, e
i sabiram penhorados pelas maneiras delicadas e at-
tenciosas com qu- foram obsequiados pelos socios
do club.
Oa saldes achavam se devidamente ornados,
man nao tmli uu a extenaao apropriada a reu-
ni -s como a que deu o club, que para evitar esse
inconvenit ute em futuras saraos, trata de fazer
acquisicio de um predio com as commodidades
precisas.
lie BreailE' este o titulo de um j irnal de
8 paginas, que ni mez finde, conecoa a ser publi-
cad em Auve.-s com o fim principal de ^ocupar-
se das cousis d> Brazil durante a exposifio uoi-
versal dessa cidade.
i ntidamente mpresso, hbilmente redigido
| e custa cada numaro 120 ris.
! Aradecemos o numero que nos enviaran).
Mora repentinaAssim falleceu na ma-
.. i nh do dia 14 'o corrente o vagabundo ie nome
: hospital, Mnoe, PraacsM do NaSC,met0i eB1 U[na caja
i da ra nova de Santa Rita.
Vistoriado pelo Dr. Jos Joaquim de Souza, a
l mandado da resp Ctiva autoridade, foi por aquelle
perito recoohecido ter occnaionado a morte urna
bemorrhagia pulmonar.
Club da pa Al^us dos benemritos so-
cios deste club, armados dos i-jiapenaaveia in-
strumentos, fizaran urna visita ao estabelecimen-
t,o de molhados dos Srs. Lopes & C sita 4 ra de
Padre Ploriano n. 41, e por urna porta do lado da
ra dos Acouguinhos, depois da a terem arromba-
d i, penetraram no int rior do estabel aciment, de
oude alm do mais carregaram um pequ- no cofre,
o qual foi depois encontrado aberto, tendo apenas
ura livro dentro, por uua meninos que se foram
banhar praia de Santa Sita.
A autoridade competente tomando coobecimento
do tacto, procedeu 4 respectiva vistoria e prose-
gue nos demais termoa.
E* deslumbranteFoi a palavra que nos
acudi o ver o magnifico sortimento de joias que
os Srs. Krausc C, estabelecidoa 4 ra Primeiro
de Marco, acaVam de receber, e que tveram a
amabilidade de nos mandar ovidar para ver.
Entre urna enorme variedade de j.iias do mais
apurado goato e luteirara. .-nte novaa na forma, 80-
bresahem a alfiu-ates com brlbantas e um rico le-
qua tambem cravfj.ilj do brilbantes, obra de
arte e muiti rosto.
Hirabe Na madrugada de hj iten penetra-
ram oh larapios na taverna de Antonio Lipes da
Silva Campos, deuominada Vmda Jo Barracio,
situada na ra de Joio do Rege, 2." dstricto da
fiegueza da Bia-Vista, e depois de terem arrom-
bado urna jmella fizerara-se senhores da casa, e,
alm do sortimento de generes que fizeram, leva-
rara mais da 225*000 era dinheiro, para as deeps-
zas do transporte.
Oa donos da taverna calcularam em mais de
400*000 o prejuizo.
A polica trata de descibrir os autores de tal
brincadeira.
Socledade Becreativa Juveolode
Realisoa-se no domingo ultimo, perante um con-
curso da 130 seoboras a muitos cavalheiros da
nossa elit social, o baile promovido pela S iciedade
Recreativa Juventudc, em commemorajio 4 in-
st al lucio da banda mus .cal da referida sociedade
e ao 23 auniversario da sua fundacao.
A's 10 horas da noite teve lu5ar a sessio e lo-
go depois o baile que proloogou-se at s 5 horas
da manhi, reinando entre socios e convidados a
melhor harmona e cavalhairismo.
Em solemnisacio 4 dita f-sta foi distribuido no
mes n.i dia o numero nico de um jonrtlsiuh) em
oitavo, ntido e luxuosameate mpresso, com o ti-
tulo da sociedade, e contando festivos artigos.
Carnauba (kilo) ......
Caracas de alrodio (kilo)
Carvio de pedra de Cardiff (toi.)
Caf bom (kilo).....
Cachaca (litro).....
^ Farinha de mandioca (litro) .
Fumo restolho em rslo (kilo) .
Fumo resto I bo em lata (kilo) .
Fuid bom (kilo) ... .
Fumo em foi ha bom (kilo) .
Fumo em folha ordinario (kilo).
Geaebra (litro).....
Mel (litro).......
Mlbo (kilo) ..*>...
Taboados de amarello (duela)
366
146
12
066
150
65
056
373
1*06
46'
58
275
400
320
Vapor inglez Trent, entrado de Montevideo e
014 1 escala em 15 do caatente, e consignado a Amo-
16*000 rim Iranios & C., manitestoa :
460 j Xarque 590 fardos a Jos da Silva Loyo & Fi-
056 ; lho, 500 a Maia & Rezende, 50 a Baltar, OliveK-
035 Ira k C 303 aos consignatarios.
405|
7on I Vapor americano Alliance, entrade dos portos
20 j d0 ea| em 16 do corrente e consignado a Henry
'20 | Forster te C, maufettou :
400 j Caf 150 saceos a Baltar, Oiiveira 4 C, 50 a
200 Paiva Valente &C, 10 a Domingos Cruz & C.
040 Drogas 21 volumes a Pinto Borges.
Pumo 12 volumes a Paiva Valente & C, 25 a
100*000
Importaco
Brigae inglez O. Blanchard, entrado de Cana
em 14 do corrente, e consignado a J. Pater
& C manifestou : Bacalhao 3,705 tinas 4 ordem.
Vapor nacional Sergipe, entrada da Babia e es-
cala em 15 do corrente, e coasignado a Domingos
Alves Mathcus, manifestou:
Barricas abatidas 120 volumes 4 ordem.
Couros seceos salgados 67 ao consignatario.
Farello de sementes d'algodio 36 saceos a Jos
de Si Leirio.
Pellas 18 atados a H Lundgren & C. ^^^
Xavier de Simas & Irmio, 8 a ordem.
, Mercadoriaa diversas 3 volumes a Mandes &
Pereira, 2 a Angelo Raphael & C, 2 a ordem, 8 a
viuva de Adelpbo Marques da Silva.
Panno de algodao 02 fardos a ordem, 150 a
Luiz Antonio Sequeira, 40 a Rodrigues Lima &
C, 14 a Julio & Irmio, 9 a Soasa Basto, Amorim
& C, 7 a Joaquim Agostinbo & C-
Tecidos de algodio 1 volume a Perreira & Ir-
mio, i a Almeida Duarte & C, 1 a Mendonca &
Pereira.
Soda caustica 50 barris a ordem.
Sebo 5 barricas a ordem.
Vinagre 15 barris a Joio Goncalves Coimbra.
Velas 5 volumes a nrdem.
Fundos pblicos, lettras hjpntliecarias, debenlures, bancos e companhias
16 DE AGOSTO DE 1887
a se-
.90,djv avista
Uadres .
Paria. .
Italia.
Ham burgo
Portugal
New-York
22 3/8 22 1/8
425 429
. . 429
526 531
238 340
2*260
Agurdente
Alcool ....
Algodio .
Assucar ....
Carrapato .
Cocos (fructa)
ioce .....
Espanadorea de penna
Fio de algodao .
Foi has da jaborandy
Medicamentos .
Para dentro do Imperio
^^^^^H 172.960 litros
9.600
26.853 kilos
222.043 .
5.500
22.100
700 kilos
80
250 kilos
50
1 caiu
Vapor ingles Laplace, sahido, conduao
guite carga :
Para Liverpool:
2.833 aacoas com algodao.
Carregaram diversos.
%aion a carca
Estio sendo despachados oa seguntes :
Brigue portugus Armando, diversos artigos, para
o Porto.
Barca portuguesa Claudina, diversos artigos, pa-
ra o Porto..
Patacho portugus Veritas, diversos artigos, para
S. Miguel.
Vapor nacional Para (4 chegar), diversos artigos,
psra os portos do norte.
Vapor americano Aliianga diversos artigos, para
New-York.
Vapor allemiO Paranagu, assacar e agurdente
para Santos.
Vapor ingles Eltlow, algodio, para o Bltico.
Navloa A descarsa
4BADB0 O0 BSGLBaO
Escuna inglesa Emolator.
Lugar ingiez Florente.
Patacho ingles J. L. B.
O.OADBO do XABq.ua
Barca nacional Marianninha.
Escuna dinamarqueza Fides.
Escuna allemi esine.
Escuna allemi Frit*.
Escuna norueguenae Beform.
Fl M>0<* PBLICOS
391,833:500*000
119:600*000
6,329:000*000
493:500*000
153:400*000
556:000*000
60:000*000
47:200*000
CIBCUI-AfAO
338,300:000*000
119:600*000
6,329:000*000
493:500*000
153:400*000
556:000*000
60:000*000
DEKOMlNMiO
A plices gery.es (de 1:000* a 200*)
provinciaes


5 V, 1:000*000
4'/. 1:000*000
4 0/ 600*000
v. 1:000*000
TU 500*000
'/, 200*000
7/. 100*000
T/. 50*000
*/. 100*000
COTACAO
H5*000
Ao par
OBSERVACOES
Cada cont
Procuradas
Ttulos ao portador
LETTBAH HVPOTHBCAHI.4N
TALOS KMITTIDO
1 319:600*000[
8,505
4,561
405
100*000
DENOHINACAO
Banco de Crdito Real de Pernambuco
jubos e vEHcmEirros
7 % 1 de Julho e 2 de Jan. 88
1 de Julho de 1888
SORTEADAS e
RECOLHIDAS
448
C0TACOES
94*500 velhas
91*090 novas
OBSF.RVACAO
Procurados
Dni:\riBE
EMISSAO
29:000*
41:600*
305:000*
100:000
. 366:200
, 860
. 12.070
. 31.500
108:800*
145
208
1.525
1.000
3.662
. 430
12.070
904
MITT1D08
Todss
Todos
Todos
Todos (em (Londres)
Todos
Todos
Todos
Todos
VALOR
200*
200*
200*
100
DENOHINAIJOES
100
100
2
2
2s)0*
Accoes prflferenciaes dos trilhos arbanos do
Recife a O i: da aBeberibe. .
Debentures dos trilhos urbanos do Recife 4
Olinda e Beberibe.......
Obrigaces garantid is da Ferr Carril de
Pernambuco........
Debentures e Bonds da Companhia do Be-
beribe (agua) .......
JUROS B VESCIklBllTOS
Debentnre da Great Western (Limoeiro)
tiecife Dramage......
Estrada de ferro do Recife i Catanga .
dem dem dem........
dem idem idem....
Companhia Pernambucana.
Janeiro e Julho
Janeiro e Julho
Abril e Oatnbro
V.
COTAQO OB3EiVA(JOES
Aopar
182*000
103
120
77 a 80
7 / SI de Marco de 1867
Sem vendas
Rio
Em Londres.
Amortisadea
13 ttulos
Era L mdres
m Londres
r'agos
1." entrada to-
man te
Procurados
'

I

nuairi
MMa*llBg.-''!WLiJIligL


'tan
n

'. 'Iff ''W
Diario de Pernambuco((uarto-teira 17 de Agosto de 1887
5

O Mea anea cienoP.oenrou nos b fir. Jos VilellB de Castro Man* e mostrou-nos um
documento, firmado pelo Sr. Francisco Antonio
CjsuIIo, em qae 8'" evidenci i que este conceder
Carta de liberdade a seu eseravisado Autouio,
de 39 annos ie idade, nio gratuitamente como no-
ticiamos do domingo, porm pe quantia de 57> *
da qual 270* pertenciam ao peculio d > referid)
Antonio.
A verdade aobr lado.
DonativoUm aoastado agricultor, cujo
fflfluie ordeuiu fi-asse oceulto. .frecen h ntem
Ariauta Casa de M serie rdia, cora destino ao hos-
pital dos Lasaros, e por intermedio do Sr. I)-
Jos Antonio de Almeida Cunba, a qoantu de
*d060 .....
ApreseDtado o donativo en sesso de hontem
da Illraa Junta Administrativa da referida Santa
Can, foi-lhe dad* o conveniente destino.
tiymnmnio-E.iviain-nos o seguinte :
Teve lugar ns dia 15 do enfrente, conforme
fir tnnuociado, a festa deste importante estabe-
Iecimeuto de ensino, a qual aunualuieite se cele-
bra fm honra da su* excelsa padrosira a Senh ira
da A>-uuopco
Fallecimi'iiloIuforunra nos que falleceu ruada Peohan. 33, de cofre, movis de escrip-
na cid.de de Maragogipe, Babia, victima da torio e dj casa de familia.
phthjsic* pulmonar, o Dr. Mano I U:bino Correia Pe!o agente Martina, s 11 hora", ra do
de Arauj, ha p uro tempo formado na Faculdade Imperador n. 16, de um sitio,
de Direuo desta cidad. Pdlj agente Stepple, s 11 h iras, no mercado
Ti-n lo sido nomei'l'i juiz municipal da coinire da Hia-Vi ii, de materiaes.
de D. Pedrito, no R -Uitnie do Sul, nao cuisen-'j Pelo agente Burlamaqui, s 11 1/2 hor s, roa
to a molestia, qu raniva-'h' a existen u, que lo Visconde de G yanna, de carros,
elle fiase tomar piase diase lugar. Pelo asente Bnto, s 10 1/2 horas, ra de
Moc > e intelligente o fi-n-.do era urna esperanc* Pedro Affmso n. 43, ae fizeadas, miudezas e mo-
de sua familia, que ag ra desolada chora t) la- veis,
menta vel perda. Acianhl :
Nossoa psames sua familia e especiaImente a Pelo agente Pinto, s 11 horas, ra do Mar-
seu digno rujio o Dr. Autouio Candido Coreia de que de Olinda n. 52, de tariuha lctea e predios.
Aranjo. S xta feira:
Aula le il..'>iii de paUaienn do Pelo agente Pinto, s 11 h .ras, ni Passagem
I.yron de Arle* e olllriosiSo domiugo da Maglaleoa, de bone e excelleutes movis,
u timo, i hora da tarde, efleetuou-se a primeira Pelo agent" Brito, s 11 1/2 boras, no caes Viote
excuri-S) artstica dos al um un* da aula de paia e Dous de Noveinoro, de araiaci) e utoncilios de
gens do Iinprial Lyeeu de Artes e Officios, eou- taberna.
!i uli ao incancav 'I zelo do seu distiueto prof-ssur, MlaaatN fnebre* --Stro celebradas .
Sr. THIes Jnior. | II >je :
Tvve a iicio p ir fitn a explicacio da liubi do | A's 7 1/2 horas, na igrejn da Santa Cruz, psla
horisonte, rendo o ponto eseolhiio a fortaleza di alma de D. Francisca Faustona Machado.
Brutn, lado do mar. Oa alu uuoa praticaram em PaftMazelron Chcgados dos portos do sul
Chuva15m,0.
Direcco do vento : SE de meia u.iite at 1 bora
e 35 minutos da menba ; SSE at 2 horas e 48
minutos ; SE at 4 horas e 54 miuutos ; SE, ESE
e SSE variaveis at 10 horas e 10 minutos ; SE e
SsE vanaveis at 7 horas e 22 minutos da tard- ;
SE, com pequeas interrupcojs de SE, at meia
noite.
Velocidadc media do vento
Nebulosidade media: 0,72
Boleria
5>,08 por segundo.
I
do porto
x 5 u
X S
fc. s
- o
p. M.
8. M.
P. M.
B. M.
D
15 de Agoto
a
16 de Agosto
Horas
154 da tardo
828
23.S da manha
8-45
Altura
2.i"16
Om80
2. ")20
0,55
A* missa, que coTieijou pelas 10 i2 horas, e f .i duas vistas, urna tirada ao so;i e outr* do cima no vpor na*!'oml Sergipe:
aotila pelo monsenhor rcovene, tendo offijiado das muralbas da reterida fort Jera, cujo comman
as ceremonias o Rvm. I>i. Jeronyino Thom. am- j dante, Sr major Justino, com a icaior affabilida-
bos pnfeseores do instituto, assistiram grande nu [de, tade faeilitou afim de poderem trabalhar a
mo.r de familias, 01 profeasores, muitos aiuiciiiis eonotod l Ot. novis artistas.
CXteri os, todos os iuteruos e os deuiais emprt-ga- No proxi no demi.ig). s 10 boras da manha, se
dos da caaa. hiu^er bom tempo, eff ctuar-se-ha a segunia ex-
Depois do acto religioso foi o estabelecimento cursSo. n> inesxo p mto.
vi t ido pir todos os circumstantes, que se moa- i Moda lilawlraila Deste excellente pe-
trarain satisfeitissimos da b a |ordem e aceio que riodico de xodas pnriaienses j v^io para a Livra-
eoeontraram, o que atiesta o aelo ea vigilancia do lia Fluminense o numero de 15 r'es'.e mez.
dtg.i regador, o Dr. C-Uo Quintella. Alm de fiuissimas gravuras intercalados no
E-te eavaldeiro, justica uefiraar, tem re- tex: i, traz um figunno colorido e urna estampa de
Telado duran'o a sua ndmiuist.-acao a maior s di | mldese bordado-
eitu.le por tudo quauto d'z resp ito ao impulsio-
nam "ufo e crditos d i instituto.
E'U seguiaa servio se em duas grandes m sas A reapeito do celebrrimo ladrSo e assassino
un d '.:;:: i t l iwh, primjirain'nta : senhoras, de- Pedro Cat.-l reoolhido na cad^ia desta cidade,
pois os lentea. censor e m-oui'ores, e bera assim esereveram A referid fo!ha o seguiote :
os i'ava'hciros que se dignaran de comparecer Pessoa que merece todo credio, e que acaba
i-'i ; e finalmente a's alumno) internos. j de ehe^ar d.> Cariry, informa que P^-dro Citle,
Un das mesas t i presidida pelo monsenhor
Areo.-rde; outra preoidio o Rvm. Dr. Jro-
bjuio Tb.m.
IIouve os s'guint'S brindes :
Do regedor aos dous virtuosos sacerdotes pela
di-'ie.adeza e boa vonrade cjid que se prestar un a
offi.'iar na misaa, celebrada em boora da pidroei
ra do instituto.
Dj Rvm. Dr. Jerouy.no Thom ad regedor,
Os parentes do dito Catle, segundo disseram,
pelo seu trato ameno, caValUoiriemo e altoa dotesj etfto a egp-ra qu- elle seja requintado pelas au-
que o eunobrecem e o tornam digno da estima do ioridad orpo docente. E' preciso cuidado .
Do regedor aos professoies, como importante- Falvceu no da 6 do corren
liana de sua administracio na pirte littTa- capitio Geraldo de Barr-s Coelho
Jui L onardo II einba, Pedro Massim, Er-
Beato Amonm, sua s-nhora e sua comadre, Mnoel
Custodio da Sdva, Eugenio Cbaline e tua senh ira,
Deodecio Ciudilo, Luis di Barrio da Silva Maris
Fessob, Jos lveo da Silva, Mari.: Luiza da C'U-
ceico, Maria Joaquina da Cavceico, Maria Pe-
reira Pinto, oraea Jos Slmdes e Silva.
Cbegados do sul no vapor iuglez Sorata:
Jerdin A. Zj'per, Antonio Lvra e Dr. Fortu-
nati Peixoto.
Cnegad -s dos portos do sul oo rapor ameri-
cano AUianja :
K.m. J L. Remiedy Eluardo Correia, A- D.
Cidade da VictoriaRecebemos o Lida- Castro, J. L. A'varez C impa, D, L onora A Tei-
dor de 6 do correnti xeira, Augusto F. Toixeira, Antonia C Nunes, J.
Carvalho de Onveira, M. J Felippe, I. j. Cmcei
ciio, Jos Phinoes, Jos Francisco, Jo9 M. Ale
; xandre, M. Joaquim D dio, Antonio Rodrigues
Leao. JoSo Antonio Silvino, Manoel Antonio
Frank Pereira, M. J. da Silva, Cousides Rosa,
ou PJio d'Alcantara, ou mesm i Pedro do MortO, Frederico Augusro da Costa, sua acnhora e um fi-
c-'i.'bre ladrao e crimiuopo nesta comarca e em ; bu, Augusto la Silva L *ao e sua seuhora.
muitas outras, chama-se Pedro F. Iix e tamb-'m Sahid.s para a Europa no vapor iuglez
criminoso no I.ig e em Campias da Parahyba do TVeni :
N'orte. Vicente Ferreira dos Santos Ciminha, Jos Xt
O nnsso informante este ve em casas de oartm- I vier de Simas, Jos Antonio dos Santos, Joao de
tes do afamado ladrSo morad ns no Cariry, todos | Oliveira Braga, Maooel Velloso Rodrigues, Auto-
os quaes t a o appellido de Flix.
_ Di censo'ao regedor e aos protessores, a*-
lnntnnlo as quadades que concorreal na p"SS 'a
do pnm- iro, e o muito que aos eeus pstorcaa e ac-
tividi.-le deve o estab'Iecimeuto ; e bem asaim o
selo e aptidao dos s gundos, e a invejavel harmo-
na que reina entre elies e o chefe do insti'uto.
^ Fiualminte, do reg.dor aoa alumnos in'erooa
agr leeendo-ihes a bui apphciCao e bam eom
poHam-uto, e enti^sui-and is a perseverarem na
prafica de tao louvaveie 6entimeutos.
Durante a festa a b inda de msica doa me-
ooret do Arsenal de Guerra tucou escoihidos tre-
,'hos do seu variadisaimo rep rtorio.
Dr. Miquelr* tavali anle H Rio
<]ia:ido do Sul acvba de ebegar a esta capital o
noao comprovinciano, Dr. Jos Camello Hess ia
de Sujueira Cavalcante, promotor publico di. co-
znarca da S. P;lro do Rio-Grande do Sul.
A tea respeito falla muito liaongeirameute o Ar
tutu He 14 do mez paasado; dzendo que no cargo
qae S. S oceupa tem prestado bcus servieos
just'\-d e scciidade.
h. S., regressando a esta provincia n) teve mais
feficidade de encontrar vivo seu digno pai, fal
leeid) nodia 10 do mez p-.ssado.
Ferlnenlo grae Au'e-h ntem, s 3 ho-
rma da madrugada e n'uma casa sita ra d
Nnseeute, do 2' disiricto da freguezia de S. Jos,
XjU-z Rodrigae* Esteves, solteiro, traballiador da
Cuinp-inbia t'errj-C'arril, de 30 anuos de idade e
mili ir.erador, foi traicoeiramento ferido por "-"eve
nao Ferreira da Cruz, que Ibe deu urna f.icaJa
_ i < ostas.
Foi aquella mesma hora preso em fl igrante de-
lieto a rt-eolfaido Casa de D tencio.
O ferimento fui ccatiderado grave.
nio Novaa Ribeiro e Joaquim Moraes Rib 'iro.
Sabidos para a Europa no vapor inglez
Soraa :
Conego Dr. Manoel Tivares da Silva e S. Mo-
nhard.
Sabidos para o sal no vapor nacional Ma
naos:
D -sembargador Luiz de Albuqu >rque Mirtins
I diversos cargoo de eleico popular e de nomeaeo pereira,Ioo G. Padilha, DamiJo Lipes Kereira
i do enverno morreu pobre e retirado da sociedade. Guimares, Jaciutho Jos de Andrade, Maooel
E' preciso cuidado .
nr rente o octogenario
maxiliares de sua administrac
ia; .; ao censor e uoiiitores, como seus auxiliares J teudo possuid) algiima fortuna e oceupado
oa parte disciplinar e econo nica
nano do Exerrlto Brastllelro
Receb-mo5 da corte o fascculo de Mare,o deste
annn, sendo este osummario :
I. Questao de li oit-s entre o Paran e Santa
C.ithirina, pelo major de eugenhciros Jaques Ou-
riqne.
II.ocois de direito apropriadas ao <-8tado
do direito ini'.tar, pelo capitao de estado-maior de
arfi'han Espirito Santo Jnior.
III. oco-8 Umeiifares de perspectiva, p^lo
eaito de -ngenheiros Leop .Ido Bittencourt.
IV. -luformacoes.
Club de l,i(leratara -Tambem recebe-
mos da corte um 1 nheto muito bem escripto, s>b
o titulo de Aunuario, publicad'-, pelo Club do Lit-
terat.ira, sob a direccio do seu presidente, o Sr.
Dr. Max Fleiuss.
Agradecemos.
i oiifederaro do NorteAssim se in-
titula o armazem de mo'h .do-i ra Estreita do
Rosario ns. 1 e 2 dis Sr. Martin. P res & C.
que U--S mandaram urna amostra Je cha especial,
que o vaidcn por pnc s reduzidos.
R alu.cote espeeial e vale a pena ser provado
por quem f. amador deste procurado producto.
Reonliu ocial Ha boje s 5 horas da
tarje em assembl >a geral da Aseociacao Beueficente
dos Empregados Pblicos Geraes, ra das La j
raugeiras n. 12, 1 andar, ; ara coutlnuacao da :
discussio de estatutos.
t.ellAenttiectui.r-se-ho .
- H -je :
Pelo agente Poatana, ao me:o da, i ra do Vi-
gario n. 12, de am sitio.
Pelo age-. Modisto Baptista, s 11 h iras,
Pereira Sampaio, Isabel Maria da Conceico, 2
enancas e 4 creados, L"yet Adolpho, Rodolpho de
Carvalho, Alberto Rob-rto da Rosa, Manoel Car-
oeiro de Albuquerque Vianna da Cunha e 2 filhos,
Antonio Severino Uuarte, Olympio F. Lup e sua
senh ira. Justino Torres, Lua Sspeagorllo, Gus-
tavo Israel, JoSo Firmiuo Rimero Edgar, A-a .jo
Romero, Clarindo, Antonio Nogueira da Silva e
sua senh ra, 4 filhos e 1 irmo, Dr. Alfredo L:s-
b i, capitao uofr Morcira Magalbes, sua se-
nh ora f 1 filho, Autinio Jos da Costa, Tranqui-
lino F. dos Santos, Targiuo Leandro Carneiro d-.
Cunba, Dr. Estevo C.rueiro e sua senhora, JosVi
Fernandes da C >sta S >asa, Jos Maria A^ra e 1
creado. 1 cabo e 1 desertor.
rectora da obras ae eoaserva-
oo dos porto*Boletim meteorolgico do
lia I i d Agesto de 4887 i
fl-5 -,
O fl 73
doras gJS2
n o ao
r3 is
P
6 m. 22-4
9 24-6
12 at"31
3 t. 25'-9
6 24-11
Barmetro a
O
162*17
7340
762*68
761*20
761*66
T.asao
do vapor
18,02
17,53
17,(5
18,73
18,71
-c
*
c
'a
B
B
89
76
67
76
83
1'cinperaiur.i mxima^7*,DO.
Dita mnima21,25.
i Evaporaco em 24 horas ar> sol: 5",9 ; som-
!ora:3',2. _____________^_
HggggeBggg**^ "
sataM COMPANHIAS
iinw,
33.000:000*
S 1.000:000
X 1.000:000
500:0004
30.000:000*
1.200:000*
100:000*
accoas
165.000
50.000
50.000
2.500
100.000
6.000
1.000
ElOTTIDAS
Todas
Toda.
Todas
T-das
, 3O0KW0 15.000
; 1.200:000
500:000*;
t 143:630
-600:000*
4.000:000*
2.000:000*
1.000:000*
1.000:000*
1.000:000*
1.500:000*
300:000*
00:000*
200:000*
500:000*
12.000
2.500
60.000
6.000
20.000
1.000
1.000
1.000
15.000
6.000
600
2.000)
2.500
Todas
960
Todas
Todas
Todas
Todas
2.375
Todas
3.690
1.358
Todas
Todas
Todas
Todas
3 809
Todas
556
1.444
Todas
1 KOMINAOOtt*
EKTRAOAS
/0 H Brasil
i 20 Euglish Bank of Rio de Janei-
ro, Limited......
20 i Linden & Brazilian Bank .
200*
HOO*
201*
100*
i 20
100
200*
t 2
100*
Crdito Real de Pernambuco
Internacional.....
Carriw
Fi rro Carril de Pernambuco
Locomotora Pernambucana.
Esiradan de ferro
Great Western of Brazil Rayl
way Company, Limitad (L-
mociroi......
Recite S. Francisco .
Recife Olinda e B oeribe.
Recite Caxang. s .
Ribeirao Bonito. .
Xavegarao
200* Companhia Brasileira .
q, Companhia Peruambucana
1:000*
*>>Kuro
Ampbitritc
1:000* Indemnisadora
1:000*
100*
50*
Pbeuix Pernambucana
Dltersaa
Companhia do Beberibe (agua).
Santa Thereza de Olinda (agua
e K*z).....- -
Fiacao e tecidos de Pernambuco
1:0004
J^JJEdificaclo
FCKOO DS RE-
SERVA
20*
10
10
60*
100*
200*
Todas
20
Todas
200*
Todas
60*
200*
200*)
100*
20
20
20
7.090:215*600
200.000
300.000
2:492*309
170:270*970
61:926*797
Tod
aa
o
Usina Pinto
Todas
Todas
70*
Todas
1.500:299*778
66:527*810
ULTIMO DIVI-
DENDO
9* Junho 86
9 /. Fev. 87
12 o/. Jan. 87
3* Junho 87
3*500 Jun. 87
6* Junho 84
ULTIMA COTACO
8%
Junho 87
Des. 86
2 3/40/,
tr. 6* Der. 86
5 A 1882
75:873*317
55:187*677
12 /. Des. 86
8 /, Dez. 86
10 /. Abril 87
30:000*000
6/.
lo/.
Jan. 87
Dea. 8d
240*000 (Rio)
14
18
80*0*0
100*000
70*000 (Rio)
30*000
18 419
104
202*000
13/8 4 15/8
265*'OO (Rio)
1S0*003
335*000
320*000
155*000
40*000
Ao par
65*000
35*000
Ao par
0BEBTACE8
Lotera* diversaA Casa Fliz, de A.
A. dos Santos Porto, na prac* di Iad^peodencia
ns. 37 e #.-*, tem a venda os bilhetes das sQguintes
loteras :
Provincia: A 9 lo'eria, pelo novo plano,
cujo premio grande 12:000,S0u0, se extrahir
impret -rivelmente quintafeira 18 do corrente, s
2 hiras da tarde em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do ReCife.
Espirito-Santo: premio grande 50:000*000
se extrah r no dia 19 do corrente impretenvel-
mente.
f-'auta-Catharina A 1" parte da 2 lotera,
cujo pruinio grande de 50:000* ser extrihida
bieveineot-'.
Parahyba: premio grande 20:000*00) se
'Ttraliir no da 20 do corrente, s 3 boras da
tard".
C-ar : premio grande 250:000*000 se ex-
trxhir quando for annuncida.
Alag-.!: A 2. parte da 19. lotera, pelo
ivo plano, cujo prsmio grande de 4':00*000,
ser extrabida amanha 18 do eorreute, ao ineij
da, impreterivelmcDte.
Bilbetesi de lotera*Em mao do agen-
te Bernardino L ipes Alheiro acham se a venda os
bilhetes das seguintes loteras:
o Eapirllo-Santo : A 4' parte da 3> lote-
ra, cujo premio grande de 50:000*, pelo novo
plano, ser ext ahida sexta-feira, 19 do corrente,
impreterive'mjnte.
Da provincia : A 9' lotera, p;!o novo pla-
no cujo premio grande de 12:000*000, em bene
ficio da Santa Casa de Misericordia, s;r extrahda
impreterivelm--nte quinta feira, 18 de corrente, s
2 hora da tarde.
De Santa Catbariua : A 1* parte da 2a
leteria com vm importante plano, cajo premio
grande de o0:0J0*000, s-r extraliida quando
for annnnciada.
Da Parahyba : sendo o premio grande de
20:000*000: ser extrahila no da 90 de Agosto
(sabbado), a 3 horas da tarde, impreterivel-
mente.
Do Cear : com nm importante plano, enj i
premio grande dd 250:0C0*i)O0, ser ex! rabia*
qusado for aonunciada.
Do Grao-Par6 : A 5'parte da 10> lotera,
pelo noo plano, cujo premio grande de 120:000*
er4 extrahida nodia 20 docorrent), impreten-
velmente.
De Alagoasi A 2.' parte da 19. lotera,
pelo novo plano, cojo premio grande de........
40:000*000, ser extrahida amanha 18 do corren
te, (quinta-feira), ao meio dia, impreterivelmente.
De n, Paulo i cujo premio grande de....
9:000*000, ser extrahida impreterivelmente boje
17 do crrante.
Lotera do Espirito SantoA 4' par-
te da 3 lotera desta provincia cujo premio gran-
de 50:000*000, ser extrahida no da 19 ds
Agosto.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 Martin Fiu-
sa &C-
Loterla da provincia A 9> lotera, pelo
novo plano, cujo premio grande de 12:000*000,
em beneficio da Santa de Misericordia do Recife,
se extrabir impreterivelmente quinta-feira 18 do
corrente, s 2 horas da tarde, no coasistorio da
igieja de Nossa Senhora da Conoc cao dos Milita-
res.
No mesmo coossrorio estarlo expostas as ur-
nae as espberas a apreciaclo do publico.
Os bilhetes garantidos acham-e venda na
Casa Felia na pruga da Independencia us. 37
i 39
Tammbem aebam ee venda na Casa da Fortu
na ra Primero de Mirvo n. 23 de Martis F.u-
ia& C.
Assim como ni Caaa d O >r na a d" BarSo
da Victoria n 40 de Joo Joaquim Qa Costa
Leite e na Roda da Fortua^ na ra Larga do Ro-
sario n. 36.
Lotera de Maata-Catbarlna Esta
lote-ia, com um importante plano, cujo premio
grande de 50:000*000. ser extrahida quando
for unnunciada.
Os blot aacham se venda na Casa da Fortu
na ra Primeira de Mirco n. 23, Martina
Fiuza & C.
Lotera da provincia do Paran
A 24* lotera desta provincia,pelo novo plano, cu
jo premio grande de 12:000*000, se extrahir
no dia 23 deAgsto.
B:lb"tes a venda na Caaa da Fortuna, ra
r*rimeiro de Marco numero 23, de Martns Fiu
f a & C.
Lotera da Parabybaasta loleria cujo
premio grande de 20:000*000 ser extrahida
no da 20 de Agosto (sabbado) 's 3 horas da
tarde.
Os bilhetes acham se venda na Casa da For-
tuna ra Prinviro de Marco n. 2, de Martius
Fiuza &C
Lotera do Ceara Esta acreditada lote
ra cujo premio maior de 250:000*000 ser ei-
trahida quando fo annunciadn.
Os bihetes acbam-se a venda na Casa da For-
tuna ra Primero de Marco n. 23 de Martns
Fuza & C.
Lotera do Grao-Para A 5* parte da
10* lotera desta provincia, pelo novo pla, cujo
pramio grande 120:000*000, ser extrahida
no dia 20 do corrente (sabbado) impreterivel-
mente.
Os bilhetes achmn-ae venda na Casa da For-
tuna ra Primero de Marco n. 23, de Martns
Fuza & C.
Lotera de alagoan Esta lotera, pelo
novo plano, cuj o preme grande de 50:000*000
ser extrahda amanha (quinta feira) 18 do cor-
rente s 12 horas da m inh.
Os biibetes acham-se 4 venda na Casa da For-
tuna ra Primero de Marco n. 23, de Martns
Fuza & C.
Em Londres
dem idem
Procuradas
Rio
40 accoes a e-
mittir por te-
rem c a b i do
em cmico
Em Londres
Em Londres
Firme
100 accoes a e-
rjLittir por te-
rem cabido
em cmico
Rodrigues Lima & C
Gomes de Mattoa 6t Irruios
Fernandes IrmSos 6 C.
Machado 4 Pereira
Cramer Fray Se C
Goncalves IrmSos & C.
Luiz Antonio Siqueira
Jos de Macedo
5:880*000
5:600*000
5:485*380
3:245*600
2:391*630
1:700*000
4:250*0)0
1:100*000
Os alugados d \ Jornal do Re-
cife
Na missii i vil e indecente que tomiram a si os
Alugados da Jornal do Reaife, de invectivar,
insultar e calumniar por t id is os modos os que
que nao commuogam as suas ideas politieae, ator
dfii-o^ a paga promettida ao que melhor desem-
panhar tao triste quilo ingliria incumbencia.
Sjrd-is 4 vos daconscieucia, nem siquer atten-
dem a que oa insultos e as calumnias de que fazem
victimas os seua adversarios, anda os maio alta-
mente collocados, looge de abalal-os, cada vez
maia os exaltam no couceito de que elles gozam
euti e a gente bsnesta e sensata do paz.
Dominados por tilo baix> seotimento, nao que-
rem ver os i fugados qu-os insultos ou elogios
que sahem de suas penuas mercenarias, m ividae
ura pelo odio e pela inveja, ora p lo sentimento
da bajulaca i, a ninguem podem tirar oa dar me-
recimeato alguno.
No selo excesaivo que empregam no desempe-
nho de sua triste misso, gilo levados muitas ve-
zas a condemoar inc inscientemente e sem a m-
nima refl :xo os seus adversarios por actos iuden-
ticos pratcados pelos seus melbores amigos, de
quem eaperam leceb.r a mais ventajosa recom-
pensa.
E' assim que movidos por um despeito e raiva
que nenhuuia razio justifica, entendern! dever
atar ao poste de seus insultos o Exm. Sr. cause
Iheiro Joo Alfredo, distinctissimo pernambucano
e um dos cheles mais prestrnosos do partido con-
servador do imperio.
Convictos de qu o Sr. conaelheiro Joao Alfredo
com tod* a justica g >sa no pas e entre os pro-
prios chefss liberaes da mais alta consideraco e
elevado conceito, pela sua probidade immaculada,
incontestavel illusfraca e patriotismo nunca des-
mentido, procurara os 'ugados Com applauso
Pelo vapor nacional Sergipe, procedente dos
portea do sul, para :
Mendes Lima a C. 3:441*000
Pereira Carneiro & C. 231*000
Marcolino Silveira de Araujo 100*000
Pt-lo vapor ingles Trent, pa Rie de Janeiro,
para :
Manoel Te xeira A C 2:000*000
BXPBDIDO
Pela vapor nacional Manat, para :
Macei 400*000
Rio de Janeiro 17:500*006
Rendlmentos pblicos
Renda ireral
L> la 13
dem c 16
MSZ DB AOO8T0
Alfandega
344.912*398
41:184 i 755
Renda provinaial
De 1 a 13
dem de ]6
38:4481336
4:338>459
386:0^7*153
42.786*795
Milho de 26) a 320 res idem.
Peijo de 560 a 800 idem.
latadoaro PabStea
99
. e 1 a 13
dem ae 16
De 1 a 13
dem de 16
Del a 13
dem a* 16
Rjcebedoria geral
128.883*948
14:114*8 o9
271*511
Heceiedoria p.imndai
Recife. Drtinage
14:386*350
10:870*358
2:973*942
Exportaco
BMCOT. 15 DB AO0PTO BB 1887
rVira o exterior
No vapor ingles Elsloio, estregarais :
Para o Bltico, Borstelmann em 327,579 kilos de algodao.
No vapor ingles Laplace, carregaram :
Para Liverpool, S. Brothers & C. 238 saccas
eom 20,082 kilos de algodio; Machado 4 Pereira
82 saccas com 6,011 kilos de algodo.
__ No vapor ingles Sculptor, carregaram :
Para Liverpool, J. Pater 4 C. 1,200 saceos com
10,000 kilos de assucar masca vado.
= No vapor ingle Tren*, carregaram :
Para Lisboa, P. Carne ro 6t C. 1,500 couros
salgados com 18,000 kilos ; Soasa B.ito Amorim
A C. 453 saccas com 34,328 kilos de algodao ; F.
Cousseiro 1,500 gr&cs de onro e 5,0 O ditos de
prata.
__ No brigue portugus Armando, carrega-
ram : ,
para o Porto, H Lundgrin a C. 43 couros sal-
gados com 516 kilos
__ Na barca portuguesa Claudina, carrega-
Para o Porto, M. Lima ot C. 8 saccas com 551
kilos de residuos de algodao.
Poro o interior
No vapor allemo Paraita^fud, carrega-
ram :
Par Santos, P. Carneiro & C. 10 pipas e 100
harria com 14,400 litros de agurdente ; Maia &
Resende 70 saceos com 4,200 kilos de assucar
b rauco.
No vapor nacional Sianot, carregaram :
Para Porto Alegre, P. Pinto C. 30 pipas eom
14,400 litros de agurdente.
Para o Rio de Janeiro, L. A. da Costa 5,000
cocos, fructa ; F. M. da Silva & C. 1 caixa com
30 kilos de oleo de ricino.
No vapor nacional Para, carregaram :
Para o Para, Baltar Oliveira & C. 10 caixae
cem 400 kilos de oleo de mocot, 25 pipas e 50
barris com 16,800 litros de agurdente ; T. de
Azeved > Sousa 152 barricas com 11,050 kilos de
assucar branco.
No vapor americano Allianca, carregou :
Para o Para, A. P. de Caaraiho 5 pipaa com
2,400 litros de agnardente.
No vapor uacijna. M. de Cax'a, carreja-
ra m :
Para' Maco, P. Alves & C. 12 volumes eom
960 kil >s de assucar refinado.
Jaro* e dividendo*
Estilo sendo pagos os seguintes :
DIVIDA PUBLICA
Apolices ger.ese provinciaes.
Apoliees municipaes (rs 151 4 256).
LETTRA8 HTPOTHBCARIAS
Do Banco de Crdito Real, 7 0/0, ultimo se-
mestre.
BANCOS
Crdito Real de Pernambuco, 2 dividendo, 4
ratSo de 5 0/0 sobre o valor das entradas reali-
zadas do capital, oa 3*000 por aceito.
Brasil, 67. dividendo, na razio de 9*000 por
aceito. Estilo encarregados desee pagamento os
gentes Pereira Carneiro & C.
CARin. PBBBO
Trilho Urbano do Recife Olinda e Beberibe,
25 d'vdendo, 4 razo de 8 0/0. O pagamento
fas ae oo escriptorio da companhia as tercas e
labbadoa.
COMPABHIAS
Companhia de Edtfcacao, juros das acedes re
midas, vencidos em 31 de Dezembro do anno pas-
sado.
Memorial
_Ao8 scciouistas da Estrada de Febbo do Ribbi-
bo ao Bobito foi marcado o praso de 60 das, a
contar de Agosto correte, para realisarem a 7.*
entrada de 10 0/0 de suas accoes.
Em 19 do corrente, ao meio dia, devem reunir-
se em aBserabla geral extraordinaria, os accionis-
tas da Companhia i>o Bbbbbibb, afim de elegerem
a directora para o anno bienuio social.
Aos contribuintes dos impostes deindustria e
profisso e predial, foi marcado o praso de 30
dias, que terminar 4 22 do corrente, para apre-
entarem na Recbbbdobia Gebal as reclamacoes
que porventura tenbam de faser com retacan ao
ultimo laucamente.
Com o descont de 4 0/0 e at 30 de Setemb-o
vindouro, serio substituidas na Thesoubabia db
Fazehda as notas do valor de 2*000 da 5. estam-
pa, 5*000 da 7.< e 10*000 da 6.
Dinbelro
BBCBBIDO
Pelo vapor nacional Mani, procedente dos
portos do norte, para :
Duarte C. 3:500*000
Martns Fiuaa & C. 968*250
Cramer Frey & C. 696*400
Soares do Amaral Irmos 824*000
Pelo vapor nacional Jaguaribe, vindo da nor-
te, para :
13:849300
J6:482i9I4
2:839478
19:322*392
Mercado Municipal de Jos
movimento deste Mercado nos dias 14, 15 e 16
de Agosto foi o seguinte :
Encraram :
1321/2 bois pesando 19,177 kilos, sendo de Oliveira
Castro, 79 1/2 ditos de 1 qualidade, 4 de 2
e 53 ditos particulares.
304 kilos de peixe a 20 res 6*080
137 cargas de farnha a 200 ris 27*400
38 ditas de fructaa diversas a
30t; rs. 11*400
29 taboleiros a 200 ris 5*800
53 Sumos a 200 ris 10*600
Foram oceupados :
74 columnas a 600 ris 44*400
73 compartimentos de arinha a
500 ris. 36*500
70 ditos de comida a 500 ris 35*000
1831/2 ditos de legumes a 400 ris 73*400
92 ditos de fasendas a 400 ris 36*800
54 ditos de suino a 700 ris 37*80"
33 ditos de tressuras a 600 ris 19*80u
30 talhos a 2* 60*00
24 ditos a 1* 24*090
A Oliveira Castro & C:
162 talhos a 1*
Deve ter sido arrecadada uestes diae
a quantiade
Rendimento dos dias 1 a 13
Foi arrecadado liquido at hsje
Precos do dia : v
Carne verde de 200 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 560% 640 ris idem.
Farnha de 160 a 240 ris a cuia.
162*000
590*980
2:801*460
3:392*440
Foram abatidas nr Matadouro da Cabanga
rezes para o consume do dia 16 de Agosto.
Sendo: 67 rezes pertencente a Oliveira Castro,
fe C.,se22 a diversos.
Das 67 rezes pertencentes aos Srs. Oliveira Cas -
tro & C, 2 foram para a caldeira.
Destas pertencentes a diversos 2 foram para a
caldeira : 1 de Manoel Paulo de Albuquerque e 1
de Ludvico.
No mesmo estabelecimento foram tambem
abatidas para o consumo do dia"17 do corrente 93
rezes.
Sendo : 62 pertencentes a Oliveira Castro &
C.,e 31 a diversos.
Embarcares nrtaa no porto em
i I IC lie sroato
BACIOHABS
Armandoconaig. 4 Loyo & Filho.
Qiqui4 Companhia Pernambucana.
Jsguaribp Companhia Pernambucana.
Lamego(c-uboneira de guerra).
Marianninha conaig 4 Baltar Oliveira & C.
Manlab Companhia Pernambucana.
Marque, de Caxias Domingos A. Matheus.
Marinho XI Jos da Silva Loyo de Filho.
Pirapama4 Companhia Pernambucana.
Sergipe4 Domingos A'ves Matheus,
BSTRABaEIRAB
Alliancaconaig. 4 Henry Forster A C
Claudina4 Loyo & Filho.
Cinta4 Saunders Brothers & C
Elatn ordem.
Emolator4 Jobnston Pater & C.
Fides4 ordem.
Fritz4 Baltar Oliveira & C.
Frita4 H. Lundgrin & C.
Figueirense ordem.
Florence4 Saunders Brothers & C.
GeBne--4 Pereira Carneiro Sr. C.
Homborgsund 4 Wilsou Sons & C.
Jorgen J. Lotz 4 ordem.
J. L. B.4 ordem.
La Place4 Saunders Brothers & C
Lyra4 Wilson Sons A C.
Merchant4 Jobnston Pater & C.
Reform4 H. Luodgren & C.
Sculptor 4 S. Jobnston & C.
Sorata4 Wilson Sons & C.
Tentativa 4 Amorim Irmoa & C.
Tiber Saunders Brothers & C.
Trent4 Amorim Irmos & C
Umao4 H. Lundgrin.
Veritas Amorim Irmos & C.
Vernica ordem
William4 ordem.
O aignal indica ter a embarcafao sabido.
Vaporea A entrar
DOS P0HT9S DO SOL
Paraboje.
Orenoquea 19
Ville do Maranhaoa 19.
Espirito Santoa 27.
La Plata-a 29.
DOS POBTOS DO HOBTB
Pernambucoa 23.
DA EUBOPA
Ville de Ceara 20.
Tagusa 24.
DE HEW-POBT
Advaocei 19.
Vaporea A aatalr
Alliancahoje, s 11 horas, para New-York, eom
escala por Maranhao, Para, Barbados e 8. Tho-
mas.
Paraamanha, s 4 horas da tarde, para os por
tos do nort .
Orenoquea 19, ao meio dia, para Bordeaux, to-
cando em Dakar e Lisboa.
de meiadusia de desorderos, que os cercam, dar
fatisfacao ao seu dspoto e inveja, assacando-lhe
injuriase aecusando o al pelos actos que elle
pratica, reveladores de teas nobres aentimentos.
A' proposito da lb rdade que o Sr. conaelheiro
Joao Alfredo conceder aos escravos que possuia,
os alugados que tantos elogios tecer*m ao vis-
conde de Campo Alegre e a ut> os correligionarios
seus por actos idnticos, procoram desmerecer a
generoaidade do iliustre ebefo conservador, por
terem eido dados 4 matrcula os escravo com a
declaracao de ser desconhecida a filiacao.
Nao queremos discutir agora a questao de sa-
ber se easa declaracao importa ou nao a liberdade
do escravo, tanto mais quanto o governo imperial
j se manifesteu em sentido negativo: e, se assim
nao fosse, oa escravos existentes eatariam, emqua-
si sua totalidade, livres, porque ?o raras aa ma-
triculas em que se encontra t. designaci da filia-
cao do escravo.
O nosso fim ou'ro : queremos mostrar aos
alugados que foram precipitados na censura
feita ao oonseiheiro Joo Alfredo ; porquauto, ella
aorange qu -lies por euja couta escrevem.
E, de facto, se os escravos libertados pe i con-
aelh -iro Jjao Alfredo eafavam liviea porque o seu
procurador os dera 4 matrien a sem deuleracoda
filiacao, tundo entretanto todos ella filiacao co-
nhecida, visto como nasceram e f iam criados nos
engenhoa doa anteceasres do conaelheiro Joo
Alfredo, entao livres sao ss escravos que possue
actualmente o Exm. Sr. eooselheiro Luiz Felippe,
e continuam na escravidSo, apeaar de terem sido
matriculados sem filiacao conhecida, segundo aa
v da certid-o passada pela co'lectoria do Cabo e
publicada, ha das, neste Diario.
Se oa eacrsvoa libertados pelu conaelheiro Joao
Alfredo j eram livrea per aquelle motivo e nio
devem maia prestar os servicoa pelo tempo que
Ihea foi determinado, livres estio os escravos do
S -. senador Luiz Felippe, que de mais a mais vo-
ten p"la moco Dantas, reconhecendo serem livres
oa escravos matriculados sem declaraca i de filia-
cio.
Nao censuramos a incoherencia do chefe liberal,
mantendo na eaeravidao aquelles que elle consi-
dera livres ; a outros compete esta missao.
Mas mesmas condicocs acbavam-se os escravos
libertados pelo iliustre Sr. Visconde de Campo
Alegre, que tantos elogios recebeu dos alugados
por esse acto digno, a nosso ver, de justos louvo-
res pela sua mignanimidade.
Pela certido passada pea coll- ct^ria do Cabo e
que em seguida publicam s, verifica-se que dos es-
cravos libertados pelo referido Viaconde com obri-
gaco de prestaedo de servieos por um certo tempo
oitenta foram matriculados com a declaracao de
aer deaconbecida a sua filiacao.
as m 'anas condicoes, quasi que podemos affir-
mar achavam-se matriculados os do Sr. Visconde
de Tabatinga e os dos outros agricultores que os
tem libertado com a cendico do prestacio de
servieos.
Se, pois, os alugad su nao se tem cansado de
louvar o Visconde de Campo Alegre e outros por
terem libertado escravos de filici'> diseonhecida.
como atrevem-se a censurar to acremente o con-
aelheiro Joi Alfredo por ter procedido do mesmo
modo! !
Felizmente sao conhecidos oa sentimectos que
movem esses cscrivinhadores, e o Sr. conselbeiro
Joo Alfredo acha-se tio elevado no conceito pu-
blico e o cerca tanto prestigio, que nao pode in-
commodar-se com oa insultos desses escripteres
que s m 'reeem o seu despreso.
Ataquem, se sao capases o senador Luiz Felippe
eo Visconde de Campo Alegre ; aquelle por con-
servar como escravos pessoas que elle considera
livres, e este por ter lber.ado condicionalmente
escravos matriculados sem a declaracao da respec-
tiva filiacao e deixem em paz o conselbeiro Joo
Alfredo, a quem nao incommoda o conceito que
delle facam oa escrevinhadores anonymos do Jor-
nal do Recife.
Coloaisafo em Pernambuco
A nomeacio do Dr. Jos Osorio de Cerqueira
para inspector de colonisacio nesta provincia pa-
recen ao Jornal urna causa aem explicacn possivel.
Iusinuou -se, que essa nnineacao era um arranjo
eleitoial ou um incentivo ao nonoeado para pres-
tar seus s'T'icos no prximo pleito.
Se os que moatraram eatudado spanto e fiseram
reparos a praposito dessa nomeacio, andassem
mais a p colonisaco em Pernambuco nao cousa do outro
Ville de Maranhao a 19, ao meio dia, para e
Havre.
Advancea 20, ao meio dia, para Babia e Rio de
Janeiro.
Ville de Ceara 20, ao meio dia, para a Baha
Rio de Janeiro e Santes.
Tagusa 24, 4s 2 horas da tarde, para Buenos-
Ayres, c >m escala por Babia e Rio de Janeiro.
Navio* A enerar
Antelopde Hamburgo.
Caledonade Cardiff.
Expeditde Hamburgo.
Farwardde Liverpool.
Hardid i Cardiff.
Ldadordo Rio Grande do Snl.
Mariedo Rio de Janeiro.
Marietta-do Rio Grande do Sul.
Ninade Cardiff.
Petrus de Savannab.
Positivodo Rio Grande do Su!.
Temerariodo Porto.
Witbelminede Hamburgo.
Mov melo do porto
Navio entrado no dia 4
Bnenos-Ayres e escala12 1|2 dias, vapor inglez
Trent, de 1,707 toneladas, equipagem 88, com-
mandanteA. E. Bel!, carga varios gneros;
Amorim Irmos & C-
Sonidos no mesmo dia
LiverpoolVapor ingles Sculptor, commandant;,
James Woodcock, carga varios gneros.
LiverpoolVapor inglez Jax Place, fcommandsnto
J. Woork, caiga varios generes.
Aracaty com escala Vapor brasileiro Marque:
de Caxiae, commandante Jos Joaquim Coelfio,
carga varios gneros.
Southampton e escalaVapor ingles TVen, com-
mandante A E. Bell, carga varios gneros.
MossorVapor brasileiro Jaguaribe, comman-
dante Antonio Maria Ferreira [Baptista, carga
varios gneros.
BarbadosLugar inglez Elutha, capitao O. G.
Joyce, em lastro.
Navios entrados no dia lo de Agosto
Babia e escala10 das, vapor brasileiro Sergipe
de 411 toneladas, equipagem 27, commandante
Pedro Vigua, carga varios gneros; a Domin-
gos Alves Matheus.
Valparaizo e escala23 dias, vapor inglez Sora-
ta. de 2,604 toneladas, eqmpagem 91, comman-
dante H. Brarrn,'carga varios gen-ros ; a Wil-
son Scns & C.
Sahidos no mesmo dia
Liverpool^Vapor inglez Sorata, commandante
H. Brarru, carga varios gneros.
Navios entrados no dia 16
Santos25 dias, barca norueguense Union, de 411
tonela .as, equipagem 11, capitao J. Pedersen,
em lastro ; a H. Lundgren A C.
Santos 27 dias, vaper americano Allianca, de
2.205 toneladas, equipagem 64, commandante
D. E. GrifBtba, carga varios gneros ; a Hen-
ry Forster A C.
Hamburgo r escala18 lias, vapor alienlo Po-
ranagu, de l,291itone!adae, equipagem 36, com-
mandante F. D. Rohlfs, carga varios gneros; a
Borstelman & C.
Sahidos no mesmo dia
Fernando de NoronhaVapor brasileiro Qiqui,
commandante Souza Lobo, carga varios gne-
ros.
BarbadosBarca inglesa Lyra, cap to David
Je oes, em lastro.
M



T
rwM


*-*3r":










Diario le PernamfoucCuarta-rieira 17 de Agosto de 1887
arando, e sin um sarvico que daa* muito w pro-
jecta estabelecer nesta provincia e que agora en-
contrn opportunidade de realisar se por ter o mi-
nistro da agricultura receido ai informaces e
ertadoa, de que foi iocumbido o distincto eege-
nheiro Lyeurgo los de Mello.
Serve de prova incontestavel o rotatorio do mi-
nistro da agricultura, qne assim se exprime :
Gom o fin de promover o ritabeiecimento de
nuciros coloniaes em algumaa provincias do norte,
enearreguei os eogenheiros Miguel de Teive e
Argolo e Lycurgo Jos de Mello, para, este na
provincia de Pernambueo e aquello na da Bahia,
escolherera entre as trras devolutas as que mo-
lhor se possam prestar collocacao de immigran-
tes, devendo na provincia de Pernambueo dar-se
preferencia as trras que demoraren] no municipio
de Garanhuns, para onde conduz o prolongamento
da estrada de ferro do Recite a Palmares, e bem
assim aa qne sao traveseadas pela linna terrea,
do Recite a Garuar ou ficarem prximas; na
Babia as que ficarem mais prximas da ferro-via
denominada Central e nos municipios por ella
atravessados.
Aos referidos engenheiros cabe explorar a son
mais apropriada para a fundacb de un on mais
ncleos de colonisaco nacional e estrangeira, ten-
do em considerado :
l. A populacho actualmente existente e que es-
tiver no caso de ser estabelecida como pequeos
proprii tari os nos lotes medidos;
2 A oxteneo aproximada de trras devolutas,
a aaa natureza e genero de cultura a que se pos-
sam mais vantajosameute prestar e as condicoes
climatolgicas da regio.
. 3. A situaco das trras em relacao aos meios
de transporte lluvial e terrestre, distancia dos
mercados consumidores ou exportadores e im-
portancia dos respectivos frotes.
Quanto ka malvolas insiouacoes com que se pre-
tenden ferir o Dr. Jos Osorio, nao merecem res-
posta.
Nao de boje qne o Dr. Jos Osorio com dedi-
carlo e esforco presta relevantes servicos ao sen
partido e portanto nao o attingem os conceitos cem
qne es seus adversarios quizeram molestal-o.
ligninas conslderaces sobre as
companhias anonymas existen-
tes nenia cidade.
XXII
Esteja tranquillo o pedinte do Diari de Pernam-
bueo, que a nossa misso ser completa.
Bem contra gosto nosso, temos demorado a pu-
olicaco da serie dos nossos artigos .
Rases poderosas, nos tem impedido de darmos
semanalmente os dous artigas do costnme.
Sob a companbiaAmphitriteIntaroof, com
urna sombra poderosa, cuja posico e dinheiro, mul-
to nos faz recelar.
Sob a Companbia Pernambncana, smente se-
rios embarazos nos tem feito demorar ; precisamos
receber um livro de actas, que nos dizem estar
trancado n um bab, em um predio de Santo Ama-
ro para d'elle tirarmos certas notas ; bem como a
expcacSo da perda do palhabote Probiiade, e ou-
tros factos qne nos dizem toram argidos por nm
jornal A Opinido ; o qne esperamos vencer, apesar
das difculdadea que se nos tem procurado ante-
pr.
Sob a Companhia de Trilhos Urbanos do Recife
a Olinda e Beberibe, amito diflicilmente podere-
mos fazer o histrico d'esas empresa, por se nos
terem trancado todas as portas ; aguardamos po-
rin, urna entrevista com nm respeitavel eavalhei-
ro, chron'tta d'aquella, e de outras companhias,
para de suas luzes e Wuitrac&o, tirarmoa o verda-
deiro conceito.
Anda sob a Companbia de Santa Tberesi; nao
menos diffieil a nossa roissao ; pois sob a falsa
suppjsicao de verdadeiro auter destea eacriptos,
nega-se-nos alguns esefarecimentos ; todavia, ba-
vemos de por a linipi urnas historias de curvan, de
dinheiro a juros, de acedes compradas a baixo pre-
fo, segundo uos informam pesadas cima de toda
sujpeita.
Aguarde poia o publico, que com alguma derno-
ra, anresentaremos o resultado das noasas invej-
tigacoes, as quaes esperamos, que pasaaro ao do-
minio da historia, sem a mais leve contestacao,
como nao tem tido at hoje. 'iaberemos deopre-
sar o ridiculo, que se nos tem procurado laucar,
sob o que, com muito patriotismo e entbusiasmo
Uu.os expenaido.
10 de Agosto de 1887.
Ignotus.
A' Ignotas
Cavalheiro, por sua honra e dignidade. nao pou-
pe as seguintes companhias inglezas :Estrada
de Ferro de Caxaog, Estrada do Ferro de S. Fran-
cisco, Bancos Inglezes, Drainage, Limoeiro. etc., etc.
Sabemos que o seubritanismoir chocar-se com
o seu tao preconisadopralnorismo ;(por Portu-
gal, nao verdade ?) mas o que fazer ? Diga-
nos alguma cousa sobre ellas, e a obra ser com-
pleta.
Do contrario, prevalecer o seu j conhecediasi-
mo conceito humilde para es abastados e altivo
para os necessitados.
Querer S. S. confirmar a nica verdade que at
boje se tem dita ? aquelles escriptos de Ignotas,
sao em desforco dos cobies perdidos na Companhia
de Edificacao. Nao acreditamos. Se assim o
meio de vinganca, foi por m systema novo; foi
a primeira companhia atacada, por tambem ter
sido a ultima que maguon ou repelliu alguem.
E' pois preciso erguer o conceito e mrito, de
to trabalaoaoa escriptos, para ser lido e acredi
tado.
Mister Pip*.
-\ Triprutiadr das wioei das asssssbleas f ;e-
raa das companhias, para que com a memo -ia
frenca, possa prevalecer a baixa intriga, e perfilas
ina nuacoes.
O publico est attento, para o velho perseguidor
da \umanidade.
Ah tartufo!
John Bull-mirim.
Enrermidade* causada-, por] eiu
lea
4
Os mineirosqm trabalham em toda a classe de
minas, acbarao na salsaparrilba de Bristoi, una
salvaguarda segura contra todos os desmanchjs
inherentes urna vida de privacoes o continuad ts
exposiepes, taes como rheumatismo, dyspepsia, fe-
brea intermitientes e biliosas, affecoao do figaeo,
abeessos, ulceras, nflammacoes glandulars, ernp-
c3ea, nevralgias, molestia* venreas, etc. Em o-
dos os caeosainda mesmo que se tenham aggia-
vado por desmtelogarante-se a mais completa
cura.
Todo aqnelle que a toma de vez em quando co-
mo preventivo, fortalece sen systema eontra as en-
fermidados, vigora e augmenta as torcas vitacs st
tal ponto, que preciso vel-o para crel-o. Lu
medien eminente declarou que ella se approxima
esse fabuloso elixir da vida, mais do que nenbum
outro remedio corhecido.
A salsaparrilba de Bristoi acha-se venda em
toda a parte do mundo civilisado.
Ene ntra-se venda em todas as pharmacias 3
drogaras.
Agentes em Pernambueo, Henry Forster os C
ra do Commercio n. 8.
8
es Fmukitaio
Quinta-feira, 18 do c rrente, hora do cestume,
ha ver sesso ordinaria.
Secretaria do Instituto Arcbeologico e Geogra-
phico Pernambucano, 16 de Agosto de 1887.
Baptista Regneira,
l" secretario.
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, face
puWleo qne no da 18 do corrente ir de novo
pracao servido da illuminaco de Iguarass, cor-
respondente ao corrente semestre, servindj de
base o preeo de 99 rs. por lampeo.
Secretaria do Thesouro Proviucial de Pernam-
bueo, em 12 de Agosto de 1887.=0 8ecietano,
Alfonso de Albuquerque Mello.
r 2. Seccio.Secretaria da Presidencia de Per-
nambueo, em 10 de Agosto de 1887.De ordem do
Exm. Sr. presidente de provincia fac;o publico,
para os devidos efleitos, qorc ao provtment do
offieio de 1' tabellio do publico, judieial e notas
e escrivo do jury e execuvoes criminaes do termo
de Limoeiro, concerreu nicamente o Sr. Ernesto
de Oliveira Cavaleante.
O secretario,
Pedro Francisco Correia de Oliveira.
MARMOS
EDITAES
O tapitao AntoDo Beaerra de MeneZis
Lyra juiz de paz em xercicio da fra-
guezia de Nossa Senhora da Graga em
virtudo da le, etc.
Faco saber aos que o presente edital viretn qie
d.pjis de nove das de pregao e tres de pracatem
de, perante este juizo, ser arrematados a quera
mais der e raaior lanco offerecer, no dia 17 de
Agosto do corrente anno, em audiencia deste juio,
no lugar do costnme, pelas 4 horas da tarde, os
bens penborados a Jos Ferreira da Silva Lima,
por execucao que lhe move Antonio de Sou.sa
lraz, cujos bent eSe os segnintes : daas vacc ia
com crias j desapartadas, avallada por 60 cada
urna.
E para constar e ebegar ao conhecimento de to-
dos mandei pasear o presente para que seja afi-
lado pelo porteiw deste juizo no lngar do coetume
e publicado pela imprensa.
Freguezia de Nossa Senhora da Graca, 5 de
Agosto de 1887.
Eu, Joaquim Clemente de Lemos Duarte, escii-
vao, o escrevi.
Antonio Bez&rrade Menezes Lyra.
bbULARCOES
8. R J.
Socledade Becreativa luientudc
Sarao bimestral em 28 do corrente
Ossenbores soiios que degejarem tirar convites
para este sarao, podem apresentar suas notas o
Sr. presiaente.
Secretaria da socidade Recreativa Juventude,
16 de Agosto de 1887. 2 secretario,
___^_________ Jos de Mediis.
fiemofo
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector geral, se
declara ao proreasor pubtieo Ricardo Fonseca de
Medeiros, fenVevido por portara da presidencia da
provincia, de II 'do corrente, da 2 cadeira do 2*
d8tricto lia Bsi-Vista para a 2* cadeira do 1 dia-
tricto da mesma fre^nezia, que lhe fiea marcado
o prazo de 20 das, a contar da data de dita re-
moeio, afim de assnmlr o respectivo exercicio.
Secretaria da instruccao publica de Pernambu-
eo, 16 de Agosto de 1887.'O eocretaro,
Pergenrino S. de Araujo Qalvae.
BOYAL MIL STEAfl PACKLT
C0MPA1W
O paquete Tagus
E' esperado da Europa no dia
23 do corrente, seguinda
depois da demora necessaa
ria para
Baha, Rio
video e
Para passagens
N.
de Janeiro Monte
Buenos-.4yre
, fretes, etc., tracta-se ci ni os
Consignatarios
Amorim Irmos &C.
3- RA DO BOM JESS -N. 3
< OMI**HIH Mi* 11KWMAVB
RIKN TI IHIIini N
LINHA MENSiiL
O paquete Orenoque
Com mandante Moreau
E' esperado dos portos de
Bul at o dii 19 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costnme, para Bordeaux
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-ea aos senhores passngeir.ii de todat
as clasaes que ha lugares restrvados para est
agencia, que podem tomar em qu:ilqaer tempo.
Faz-se abatimonto de 15 / i:m favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao mebos e qje pa-
jarera 4 paatagena inteiras.
Por excepcao os criados de familias que torna-
ren! bilhetes de proa, gosnm taml.em d'este a bati-
mento.
Os vales poataes s se dio at dia 17 pagos
da contado.
Para carga, passagens, encomovmdas e dtnheir
a frete : tracta-se com o
AGENTE
Angoste
9- RA DO COMMtiiCIO9
Porto por Lisboa
Para os portes indicados seguir brevemente
o brigue portugus Armando ; p> ra carga e pas-
sageiros trata-se com os consigo itaroa Jos da
Silva Loyo & Filbo.
Ilha de STMT^T
Em 20 do corrente seguir era lastro ou com a
carea que houver, o patacho portuguez Veritas ;
consignatarios Amorim Irmaos & C.
Labille
uum
A. P. B.
Aawoclarao
de Benell
Porluxnna
cenca
Scientitico aos senhores associados que a afem-
bla geral ordinaria de 14 do corrente, sanecionou
a reforma dos arta. 38 e 39 d. s estatutos.
Additivoe das assemblas geraes
Art l Meia hora dep s da marcada nos annua-
c js da convocacao, nao se acbando presente o
numero de socios estipulado no 1* do art. 37,
poder-se-ba constituir a aasembla geral com o
numero de 16 socios.
Art. 2 Se urna hora depois nao se acbar reunido
o numero de aoeios estipalado no artigo antece-
dente, se constituir a aasembla com qualquer
numero que comparecer.
Recife, 17 de Agosto de 1887.
Bento de A guiar,
1* secretariod a aasembla geral.
V a qaeo loca
Nada tenbo com a publ cacao de Ignotus.
Os garotos que querem jogar com o meu nomc,
perdem eeu tempo.
Nao partilho dos defeitos da rica latina.
Tenho ouvido dar a paternidade dos taes escri-
ptos, aos Srs. Dr. Retumb, Dr. Joo de Oliveira,
Dr. Valenca, Dr. Fiusa e outros, o que me eon-
vence ser o verdadeiro autorIgnorado.
O angmento de minha idade, o crescente peso
de meu corpo, d me direito a qu ; se considere
aer o menos apto i ara entregar-me a eaaa missao
activa e laboriosa, que demanda tal trabalho.
Devo porm confessar, que oa taes escriptos
merecem o meu franco e decidido apoio.
Protesto nao voitar a ini renaa seja l qual for
a provocacao d'esses criancas, gaiatos de nova es-
pecie.
16 de Jnlho de 1887.
F. F. Borges.
RectiGca$u6
Em nm artiga publicado no Diario de Pernam-
bueo de 13 do corrente, sob a rubrica Tribunal da
Heladio e a proposito da iniqua decisao desse Tri
bnnal sobre o aggravo de instrumento interpoato
pelo Baro de L.im eiro contra o Dr. Gervasio
Uoncalvea da Silva, l-se o aeguinte tpico :
A obtenco de juizea sorteados, o proposito
firme em que eatavam de fazer pender a balanca
da justica, cuja concha haviam clandestina-
mente cbumbido, tornaram-se salientes.
Onde se loblencao de juizes sorteadosdeve
ler-seo&i'nacao.
Publicada, cjipo foi principio, a expressao, pa-
rece que houve fraude no sorteio, quando entre-
tanto nao bouv:.
O sorteio foi licitamente feito.
Fazemos a presente rectificando para que nao
se explore com o proeedimento do presiaente do
Tribunal e do secretario, que sao incapaze.s de
proceder por modo Ilcito.
* *
laboato
MASCABAS ABAJXO
O commereio de Jaboato, tendo-se cotisado
para no da l do errente tuez expedir um tele-
gramma ao b"nem -ritj Sr. desembargador Lu -
cena, congratulando-ae c m o mesmo desembar-
gador pela collocaco da prim"ira pedra das offi-
cinas da estrada de ferro do Recife Carnar, e
constando-lhe que o Sr. Augusto Xavier Carneiro
da Cnnna proveit*ra-H- do dinheiro arrecadado
para expedir nm lacnico telegraiuma em seu no-
me peatoai, vem dar publicidade ao tacto e contra
elle protestar.
Jaboato, 13 de Agosto de 1887.
O commeroi indignado.
Irmandade lio Divino Espirito San-
lo do Recife
CoJLHt-lhO HMCill
De conformidade com o art. 68 do nosso com-
promisso, convido aaa oariesimos irmos ex-jnises
e bemfeitores a comparecorem em o nosso consis-
torio quinta-feira 18 do corrente, pelas 6 horas da
tarde, atiin de darem cuunpri ment ao disposto na
1> parte do art. 83 e' do art. 84 do mesmo com
promisso.
Consiliario di irmandade do Divino Espirito
Santo do Recife, aoa 16 de Agosto de 1887.
'O procurador geral,
Miguel Jos Barbosa G-uimare.
C C E.
Club Camaaerclal Enterpe
Assembla geral
Sao convidados todos os senhores socios leste
club a compare cereta na sede social sexta feira {%.
s 7 horas da noite, para em assembla geral or-
dinaria, onvirem a leitura ou reiatono com que a
directora enterra os seos tra alhos e elegerem
novos fanecionarios.
Secretaria d<> Club Commercial Euterpe, 17 de
Agosto de 1687.O J secretario,
F. J. de Amcrim.
S. K. J.
Socidade .Recreativa Javenlode
Assembla geral ordinaria
Sao eonvidadot todos os senbores socios a re
nirem-se domingo 21 do corrente, em nossa sede
social, para de conformidade com os nossos esta-
tutos ouvirem a leitnra do retatorio e elegerem a
nova presidencia.
Secretaria da Socidade Recreativa Juventude,
17 de Agosto de 1887.O 2 secretario,
Jos de Medicis.
Arsenal de Guerra
Coapataiaia Rratilelra de Mave-
gseo a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Commandante Antonio Ferreira da Silva
E' esperado dos portos dsiil
at,o!dia 17 de Agosto, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os pOrtot
do norte at Manos.
Para carga, passagens- encommendas e valores
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
O vapor Pernambueo
Commandante o capitao de fragata Pedio
Hyppolo Duarte
E' esperado dos partos do
norte at o dia 23 de Agosto [
a depois da demora india-
pensavel, seguir para oa
|F"-tn do sul.
Recebe tambem carga para Santos, Santa Ca-
tbarina, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande dj
Sol, frete modic .
Para carga, passgens, encomrcendas e valorea
trata-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N 9
Companhia Bahiana de navega
cao a Vapor
Macii, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
PORTOS DO SUL
0 vapor Sergipe
Commandante Pedro Vigna
Segu impreterivel-
mente para os porto;
cima no dia 19 de
Agosto, as 4 horas de
tarde. Recebe carga
niesmente at ao 1|2
dia do dia 19.
Para carga, passagens, encommendas e dinhei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7liua do Vigario7
os Alves lathens
Hoje, 17, deve ter lugar o liilo de fazen:las
de llbho, pannos e casemiras, bem como boj varia-
do aortimento de chapjs para honens, senhori-a e
meninos, no armazem da ra do Mrquez de Olin-
da n. 52.
Quarta-teira, 17, o de tazemlas, chapeos pare
bomens, senhoras e meninas, mi idezaa e f< rra
pena, por liquidacao e no arrn:.: em da ra do
Marques de Olinda n. 52.
Quinta-feira, 18, o de differentes predios edi-
ficados em chaos propries na meimo ; nr.azciii da
ra do Mrquez de Olinda u. h.
Sexta-teira, 19, o de bjns movis, objrctos
de prata e electro-plate, porcelani.s e cryataea na
caaa da Paasagem da Magdalena
Leilo
No
pelo
Qaarta-feira, 17 de Agosto
A's 11 horas
sobrado da ra da Penha n. 13, entrada
largo do Mercad >
O agente Modesto Baptis:a, autorisado por urna
pessoa que mudou de residencia pira fora da cida-
de, far leilo ao correr do martello, do seguinte :
1 cofre do fabricante Miloei s, 1 carteira de ama-
relio, 1 mesa com p.-ensa para :opiar, 1 balanca
com terno de pesos de oitavas, 1 lianquinba, 1 mo
bilia de Jacaranda, de gosto e' :um pouco uso, 1
bonito espelbo grande com moldura de Jacaranda,
1 cama de casal, 2 commodas de amarello, 1 mesa
elstica, 1 guarda louca, 2 aparadores, 1 quarti-
tinheira, 1 cadeira de braco, 1 es bid de p, 6 ca-
deiras usadas, 1 mesa de pinho, 2 venezianas, 2
diccionarios de aynonymoe, 1 binculo, 1 tapete
para sof, 4 ditos pequeos, 4 quadroa, 4 escuma-
deiraa, 3 pares de jarros, 3 candieiros para kero-
sene, 2 pares de lanternas, 2 jai ros, 1 bandeja, 1
pegador de moscas. 1 escada de pinho, 1 moinbo, 1
pedra para copos, talheres, copos, louca, trem de
cozinha e outros artigos miudoa.
EM SEGUIDA
O mesmo agente vender nm lnm eavallo, mel-
lado, para sella.
Leilo
De 29 travs gressas, 100 pedacoa de pu do sicu-
pira, 2 grandes pus de jangada, erando porcao
de pedras pan alicerces, 10 milheiris de tijol-
los de alvenaria, 1 pipa, 1 torrador de caf.
tluarta feira. 19 do eorrente
A'S 11 HORAS
No Mercado da Boa-Vista
O AGENTE STEPPLE por mandado e assis-
tencia do Exm. Sr. juiz de direito privarivo de
orphjs c ausentes levar a leiio i a obj ctos ci-
ma, appr hendidos p loa fi c es da Camira Mu-
nicipal. Oa Srs. preti udentea desde j podem exa-
minar es diios astgos que se acbarn depositados
no referido mjrcado.
No sobrado ra
Leilo
Bentj
n. 10 em
de S.
Olinda
Quarta feira 18 do corrente
A'S 11 HORAS
Por Intervenco do agente
Pinto
Roa do Mrquez de Olinda n. 52.
Leilo
De farinha lctea, carne em conserva, tinta
preta em p, venezianas o chapeos para homena,
senheras e meninas.
Quinta feira 18 de Agosto
Agente Pinto
No armazeia da ra do Mrquez de Olinda
n. 52
De predios em chos proprios
A SABER
Um sobrado de 3 sndires com 4 janellas de fren-
te, ra Direita n. 36.
Una casa terrea na rna do Fogo n. 46.
Urna dita na mesma ra n. 19.
Urna dita na ra de S. Jorge n. 3.
Urna dita aa ra dos Guararapes n. 47.
Urna cata terrea da ra de D. Mara Cesar n.
31.
Quinta feira, 18 do correnta
A's 11 horas
Agente Pinto
No armazem a ra do Mrquez de Olinda
n. 52
Leilo
2 guarda louca
para paisaros, 1
De 1 armacao envidracada,
novos, 1 marqueso, 1 viveiro
sof, 2 consoloe, 2 cadeirus de braco, 2 rlitas de
balanco e 6 de guarnicao de amarello, 1 commoda,
1 bidet, 6 cadeiras de juneo. 1 quartinbeira. 1
AMA
Precisa-se
cozinhar em
Riachuelo n. 13 se dir.
le urna ama para comprar e
casa de familia: na ra de
1
Precisa-se de urna
casa de ponca familia
larval u. 182.
ama para o servico de urna
na ra do Mrquez do
Ao conimercio
Urna pessea ebeeada ltimamente da Europa
prcfO ao a ter empregado no cemmercio desta
praca. Fazendo aciente a quera, i.iteresar, que
falla com perfeico a lngua itaiu.ua e com prati-
ca francez, inglez e hngaro, conheeendo tambem
um pouco o allemSo.
Quem Drecisar pie dirigr-se ra de Santa
Rita velba n. 83, que acuar com quera tratar.
Nao fas questo de grande ordenado.
Ao commereio
"Eu abaixo assignado decUro que ven i ao Sr.
Joo Francisco Ramos da Silvr o meu eatabeleci-
mento de molhados sito ra da Imperatriz n. 65,
livre e desembara,ado de qualquer '.us. Se al-
guem sejulgar com direito a protestar, queira
fazel-o no prazo de tres diaa. Recife, 13 de Agos-
to de 1887.
Jos Ramos Soufo.
Ao conimercic
O abaixo asagnado declara ao corpo commer-
cial desta prac, que ntsta data comprou ao Sr.
Jos Ramos Sonto o estabelncimeiito de molhadoi
sito ra da Imoeratriz n 65, livre e desL-mbara-
cado de qualquer onus. Recife, 13 d Agosto de
1887.
Joao Francisco Rimoa da Silva.
Criado
Piecisa-se de um criado para vender na roa ;
na ra Duque de Cuxias n. S9, 2- andar.
Aluga-se
Urna casa terrea com 2 salas, 4 quartos, coai-
nha fora, pintada e caiada, ra ds Hospicio n.
70, tractar na mesma n. 81.
Industria nacional
Alcool de car.na rectificado deainfaetado, cog-
nac brasileiro (agurdente de canna desinfectada),
obtidos por A. M. Veras & C.
Fabrica de chapeos
Antonio Jos JMaia & Q.
& uivi<.i| v i,ouvunD \v juuv". a. iiuainuuciiai A m *J*- *- '-'
ceTKs&oaTbtr do Baro da Victoria ns.
Agente Brillo
Sexta feira, IB do corrente
A's 10 e 1|2 horas
Caes Vinte e Dous de Novembro n.
Leilao
Lc!lo
De trez quarfs paites do sitia de t^rrras
proprias com casa de ti jlo sob n. 10,
no lugar do Luca, muito perto da esta-
^aO'ofys DOTJnS.
QUARTA FEIRA 17 DO CORRENTE
A's 11 horas
ra do Imperador
No armazem da ra do Imperador n. 16
O agente Martina lavar a leilo o sitio e casa
cima no lugar do Luca, por m;,miado do Exm.
Sr. Dr. juiz de direito do civel o qual foi penho-
rado a Antonio D. de A. P< is por Joaquim
iranciaeo de Medeiros, tndo o sitio 711 palmos
de largo e 955 de fundo.
Na misma occaslo -ser vendida tambem a ou-
tra quarta parte per avtorisacao de seus propie-
tarios.
A Stister Pipo
O aWmo artigo do impsgavelIgnotusfoi de
3(1 de Jolh i paasado. Esti.cou, com os desabafos
de novo genero ? Couhecemos o plan ; aguarda
'"le ordem do fhh. 9r. major direter, distri-
bue-ae costuras nos diss 16, 17 e 18 do mes cor-
rente, s costareas de ns. 201 a 250, de confu-
midada com as disposicoes dos annuncios anterio-
res.
Secco de costaras do Arsenal de Guerra di
Pernambueo, M de Agosto de 1887.
Flix Aatonio de Alcntara,
Alteres adjunto
Goipaia Oo hWM
Convida-se aon Srs.'eeiomstas a reaoirem-s;
em assembla geral extraordinaria no da 19 d)
corrente mes, ao meio dia, no prim iro andar do
predio n. 71 na do Imperador, para proceder-
se a eleicao da ditectjria pira o novo biei n t s:-
cial, na forma clai estatutos.
Reefe, 13 de Aguato de 1887.
CecJratfe'ltaniede Aires Ferreira,
Director gerente.
Joe Eiftatruio Ferreira Jacobina,
Director Secretario.
mied States k Brasil % S.;i C
O vapor Advance
Espera-s de New-ror
News, at odia 19 le Agosto
o qual seguir depon da
idc-noraneciaari : para
Babia e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
e com os
AGENTES
Henry Forster k C.
N 8 RA .,0 COMMERCIO -N. 8
.anda
CHAUtiElRS REJIS
Companhia Franceza de MaTeea-
co a Vapor
Linha quinzenal enre o H.vre, Lis
boa, Pernambueo, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
0 .
Commandante Viel
Espera-se dos DorWoa do
sul at o dia 19 de Agosto
seguindo depois da india
peneavel demora para o Un
re.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece exccllentea cornmodos e ptimo passa-
dio.
As pa8f agens podero ser tomadas de amemn.
Recebe carga encommendas e paesageiros para
os quaes tem excedentes accominodacoes.
Para carga, passagens, encommendas dinheiro
a frete: trata-se com o
AGENTE
O vapor Ville de Cear
Commandante Simn t
E' esperado da Europa
at o dia%20 de Agosto, se-
guindo depois da indispeu
savol demora para a Ba-
to !. Rio de Janeiro
e Manto.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p -lu
vapores desta linha,q jeiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng.. ,.-
quer reclamaco concernente a volumes, que po-
VPntU a tenham seguido para os portos do sul,afia
de se poderein dar a tempo as previdencias neces-
arias.
Expirado o referido prase a companhiloa n se
responsabOisa por extravos.
Para carga, patsagens, encommendas e dinbeire
a frete : trata-se com o
AGENTE
Angoste Labille
9-RUA DO COMMERCIO-9
Agente Pestaa
Leilo
Do importante sitio com excedente e grande casa
terrea, dependencias para cnades, estribara, jar-
dim, umitas arvores fructferas, baixa para ca-
pias, um bom viveiro, telheiro para lavagens.
A' ra Imperial n. 150, da ir
gnezia de S- los
Inventario do D- Calixta Francisca de
Queiroz
Quarta-feira 17 do corrente
A'S 12 HORAS
\'o armazem rna do Vigario
Tenorio n. I ?S
O agente Pestaa far leilc, autorisado por
mandado do Exm. Sr. Dr.'jui de orpbos e ausen-
tes e com assistencia do mesmo Sr. Dr. juiz, do
importante sitio com grande casa com os cooimo-
dos seguintes : 3 salas, 7 quarto:, cozinha exter-
na, urna puchada ao norte com 2 quartos para
criados, 1 grande tnlheiro, estrib iris, jardim, com
arvores fructferas, baixa de capin), bom viveirw,
frente o l>>do do sul murado com portas de ferro
e expeliente agua, cajo sitio reclama a atteneito
do- Aia. pretendentet, j pela ea* lucalidade (no
eeotio da ciJadt) ejf pelos comrxodos que offere-
ce para urna grande familia, medindo de frente 16
metr o lu centmetros, e de findo 12 metros e
24 centmetros, pudendo deade j;'. ser examinado
pelos Srs. preten lentes.
Agente Burlamiaqui
U e 36
Os proprietaios deste estabelccimento scienti-
I cain aos seus numeroses freguezes e ao respeitavel
i publico, que continuara a ter grande sortimento
j de chapeos de todas aa qualidades e formatos.
manufacturados com toda a perfeico e por precos
mais vantajesos que em nutra qualquer parte.
Oleo higii-life perfumado
para o cabello
Ou oleo do bom tom
Mandado fabricar expresamente
em l'ariM por Angelo Hapbael
A grande copia de leos ordinarios n falsificados
que invadem este mercado, com grande pr< juizo
para o cabello, nccusclh u-uos a mandar fabricar
por eneommenda, em Paria, por um dos melhcres
perfumistas, um oleo extra-fino, verdadeiro de
amendoas, de perfumes suaves, parfeitamente lm-
pido e que nao forinassc deposito de sedimentos
ou borra nos frascos, como geralmente acontece
com os leos baixoa, e cujas qualidades higini-
cas podessemos garantir aos consumidores os mais
escrupulosos. Tal fim foi plenamente preenebido
com a creaco do High-life oil, que temos a honra
de apresentar venda as priucipaes lojas de per-
fumarias desta praca.
Angelo Raphael & C.
AMA
Precisa-se de urna
engommadeira e cosi-
nheira para casa de
udados para sof, tapetes irCS pCSSOftS \\i\ 1*113
do Baro de S. Soria
n. 35,
De fazendas, miudezas e um variado sor-
timento de chapeos para senhoras, ho-
mens e meninos.
CONSTANDO
De madapolhoes, algodoes, chitas, chales, case-
mira ingleza, gregoelas, gravatas, lenco, baptiata,
camisas de meia, pannos para icde, atoalbados,
meias, paroo de linho, casemira e pannos pretos,
toalhaa, casacos e inuitas outras fazendas ingle-
zas, francesas, snisaas e allemas. bem como cha-
peos de teltro, de palba, maoiiba, do Chile e de
massa, para bomens e senhoras.
Por llquldaeao
Ke\ia-fera. 19 do eorrente
A's 11 horas
Mo armazem da na do Mr-
quez de Olinda n. 52
O agente Pinto levar leilo per conta e or-
dem de diversos e por conta e risco de quem per-
tencer, differentea volumes com chapees para bo-
mens e senhoras, miudezas e ferragens, por liqui-
dacao, existentes no armazem da ra do Mrquez
de Olinda n. 52.
Sexta feira, 19 do corrente
De bons movis, tinos erystaes, quadros a
oleo e de oleograpbia, jarros para flores,
objectos de electro-plate e chrystofle, a
saber:
Um piano forte, 1 mobilia de Jacaranda com 1
sof, 4 cadeiras de braco e 12 de guarnicao, 4
quadros, 2 estantes para
cortinados, tapetes avell
de cameira, 5 eacarradeiras grandes, 2 serpen-
tinas, 2 figuras, lindos jarros, enteites de mesa e
albuns.
Urna linda cama amerieana, 1 toilet e lavatorio
de Jacaranda e pedra marmore, 2 cabides, 1 com-
uiola, guarnicoes para toilet e lavatono, marque-
z5ea, berco, 1 guarda roupa e 5 cadeiras.
Um guarda louca, 1 exceliente mesa elstica, 2
qnartinheiras, 12 caeiras de junco, 1 relogio de
parede, 2 apparelbos de porcelana para cha, 2 ditos
para jantar, espos, clices, garrafas, fructeiras,
jarras, quartinhas, lindos porta-licores, bandejas
Precisa-se de una
ama boa cosinheira: a
2rarrde8tance^hettiri*'port8gel9' i tractor a ra da So-
ledaden. 82.
jarros de taiance
Mesas e taboas para engommar, mesas de cozi-
nha, potes, flandrea, banbeiros, trem de cozinha e
muicos outros movis de. casa de familia.
POR INTERVENaO do agente
Pinto
No sobrado immediato chcara do Sr. commen-
dador Joo Ignacio do Reg Medeiros na Paa-
sagem da Magdalena.
A's 10 horas e 20 minutos partir um bond qne
dar paeaagem gratis aos concurrentes.
se Vende se o hotel n. '1 sito ra de Lomas
Valentinas, antiga Aguas Verdes ; a tratar na
mesmo hotel. ____
De carros novos < asados
Quarta feira 17 de Agosto
A's 11 1[2 horas em ponto
No sitio do finado Dr. Teiaeira, ra do
Visconde de Goyaina
O agento a .ima, por alvar 3 assistencia do
Exm. Sr. Dr. juiz da direito de capellas e residuos,
a requerimento do testamenteiro e inventariante
do finado Dr. Manoel Francisco Teixeira, levar
a I lio urna importante victoria n.va com arreios
ricos, 1 cabriolet de 4 rodas com arreios pira um
c dous cavatina, 1 dito de dita arabera com ar-
reios para um e dous cavalloa e 1 arreio completo
pura um eavallo. os quaes acbsm-se disposico
dos pietendentes, no sitio cima declarado.
Leilo
Agente Bricto
Fazendas,'rmodezas, i piano, 3 mnbil caranda, 1 diu de inogu.i, 1 di ti ao amarello,
guarda vestido, guarda louca, mas francezas,
marquezoes, marquezas, 6 cadeiras junco, toiletc
e lavatorios pedra, espetaos, mesas, secretarias,
estantes, 1 espada, 1 carrinho, 1 relogio parede,
1 moinho, slaa, 1 grande bahu, Jarrea, qnadros,
candeeiros kerosene e gaz carbnico, jarros,
quadros, grande qoantidade livres de medieina,
Oireifo, etc. Tudo para liquidacao no ariflnzeni
ra PBro Affonao 43. '
<|narta feira 13 do correte
Pre'iaa-se de urna e. sinheia ; na estaca o
da Jaqneira, sitio do r. Valenca.
Illm. Sr. Subdelegado da Freguezia da Graca.
Peco providencias, que no dia 16 de Agosto, das
lia meio dia, arrumou-ae com um ccete o filbo
doSr. Lnis da venda, confronte S. Jos do Man-
guinbo, a insultar en palavras gravantes, por
dever 640 ris entendeu .lie que havia de me dar.
Tirou-me 1140 por meio de srr pobre porque na>
a primeira vez que elle fz isio-
Aluga-se a boa ciaa n, 2 no pateo de ti. Pe-
dro-novo, em Olinda, com uiuitos cornmodos, agua
e gas, muito fresca ; a tratar no Caminho Nov
n. 128. Na mesma casa precisa se de urna criada
que ai.iba cosinhar bem e engommar. sendo ji de
maior idade, prefere-se pirtugueza, toma-se tam
bem urna orpha de 7 8 anuos de idaae, promet-
teodo-se tratamento can'doao.
Franrlaen rauNilna Harbad
Felismina de Lemos Duarte e seus filhos convi-
dara oa pareatee e pessoas da amizade da finada
sua tia, Francisca Fauatiaa Machado, para assis-
tlrem a mise do stimo dia. que na igreja da
Santa Craz mandara celebrar no dia 17 4o cor-
ente, as 7 1/2 horas da manb.
Bernardo Jom Crrela
D. Mana Eugenia Correi.. eus filhos, pas e
irmaos, Manoel Jos C'orreia, Domingos Jos Uor-
reia c sua familia (inaentm), participam ,os seus
parentes e ami.-os o falleetsaflnto em Poitugal de
seu presado esposo, fi!h). irmo, eunhado egen-
ro, Bernardo Jos Corris, e es convidan para
asaiat.rem as misaas que por alma do mesmo fina-
do mandam celebrar na ordem terceira de S
Francisco e matriz r!a Graca, s 8 horas da ma-
nha d quinta feira 18 do corrate, antecipando
dese j os seus agradeoim^ntos por este acto de
relitiao e caridH'lM
Boi
Vende-se um boi manso para carroca
Larga do R08ario B.94.
na rna
%^i %
Precisa-Be de urna
da Aurora n. 27.
ama engommadeira ; na ra
AcQes entre amig-os
Com a lotera do dia 3 do corrente corree a rifa
do eavallo e relogio : quem tiver os ns 3878 e
'. 8000, poder procurar ditos objectos na pronrie-
1 dade de Una.
Bernardo los Crrela
Antonio Lerte Marques, tendo recebido a in-
fausta noticia de baver fa'le-ido em Portugal no
da 28 de Julho prximo pa-aado seu prezadissimo
amigo e socio, Bernardo Joe Corris, convida aos.
seus amigos ejaos do finado, para assistir as mis-
sas que pelo eterno repouao de sua alma manda
reaar na igreja da Ordem Terceira de S. Fran-
ciseo, quinta-feira, 18 do correLte, s ^ horas da
manh, oonfeasando-sc desde j muitissimo agra-
decido.
,





Diario de Peri

1? te Agosto de 1887
EMILIO SO II.I S
GASA DE ALFAIATG G CONF&GjtES PARA ROMGNS
A de maior reputado e nomeada em todo o norte do Imperio, tanto pela
presteza e perfei^ao dos seus trabalhos, seriedade e modicidade nos presos, como
pela constante eyariadissima colleccao de fazendas de primeira qualidade: casemira
de phantasia para costumes, cortes de casemiras para calcas, casemiras pretas e azul,
pannos finos, etc.
TUDO DE APURADO GOSTO
ALTA NOVIDADE
oft-RlA DO BAKAO DA VICTORIA-ifl
PERNAMBUCO



combate
COM
eiicacia
ANEMIA, CHLOROSIS CORES PALL
Acconselhadocom ptimo er/o speaaMfraoaS e ftdoentad&s predispostas ao empobrecimeato do sangus, Tomn-se
coa dos$ i otto a doze gottas cada refeicao. Numerosas imit&ces. Erigir a firma E. BEAVAIS
Impriitida vermellUL Deposito na mor parte das Pharmacias.
*kI**|S dores o**.
^J W% POB MBIO DO MPIIEOO DOS ^^^sB* #W **sW
%pr* Elizir,PePastadentifrioios 7^r
RR. PP. BENEDICTINOS
da ABBADIA de SOTJT-..A.C (Gironde)
DOM MAGUELONNE, Prior
9 Jlcdnflmn AS MAIS ELEVADAS RECOMPENSAS
9 i 3 PierrcBOKSADD
I NVENTADO
O Si
< 11 wo iiii.itiili.ii!" do* RR PP. Benedictinos, rom dose e
algamas goteas i-<.in Hiii.i. postaas. o cura a cae
lug dei -. fortaJeceado e tor-,
iwuni'i M gMlgii talaente -adas.
Prosttjmoii un. ntadat* torteo, aasipna-
lande sos luisa.ir- leiicirt eat.; aiUj^ro o utilis-
simo preparado. .> melhor curativo; o nico
preservativo eMMm as AifeccSes den-
tarias, ii
CisiD Fl'Millil U lili! Ct ? 0% III HI Bne Hugnerte, S
Aaente Gera! : OfiUUIIl BOROEAUX
Acha-se em todas ai coas Perfumtrias, Pharmacias t Drolariat.
VIHHO e GRAGEAS mm VIVIEN
Extracto natural de Figado de Sacalhao
PREMIADO COM MCDALHAS DE OURO E PRATA
pela. Academia Nacional
Ordenados nos Hospitaes de Franca, America, Inglaterra, Russia, etc., etc.
Administrar sob forma mui facile agradavel todos os elementos curativos do oleo evitando
asslm o chelro e sabor nauseosos (Teste; aleiri d'lsso esta preciosa prepancao tem urna
superiorldade incoulestavel sobre o Oteo porque pode ser usada durante os grandes calores
em quanto o uso daquelle impossivel, tal e o eminente servico prestado pelo Soator
vzvzxar, a experiencia tom confirmado o bom xito d'estc producto.
Exigir a firma do inventor S. vivuur em duas cOres ao redor do paralo de cada
garrafa com o Sello da Uiuo dos Fabricantes.
PtHis SO, Boulrmrtt de Stroabourg, SO PASiIS
GONSTIPAgOES e MOLESTIAS do PEITO
XAROPE
ANTIPHLOGISTICO
DE
BRIANT
PARS, Pharmacia BRIANT, 150, ra de Rivoli, PARS.
As celebridades medicas de Paris recommendiu ha mais de 60 annos o
I XAROPE BKIANT como o medicamento peitoral de gosto mais agradavel e
\de eflicada mais certa contra os Detluxos. Constipaces, Catharros, etc.
I Eite Xarope nunca fermenta.Deve-se exigir a Brochura em nove UnguaS|
| com a assignatura bem lisivel do inventor:
MPOSITOS EM TODAS AS PH1NC1PAKS PHARMACIAS
AO LOUVRE
Bir.i idos de cores, a 2)5000, a peca ; vale 5|5000
Soi.cs immensamente largos a 1(5200 o covado; soberba pechincha!
Cretones de salpicos a 300 rs. o covado; convm !
Popf-nas de seda a 500 rs. o covado ; para liquiddar !
Tecidos transparentes para soire a 500 rs. o covado ; aproveitem !
Len^s abainbados a 2SO00 a duzia I
LSs de quadros, desenhos novos a 300 rs. o covtido 1
Popelinas de Lyon, fazenda de 2000 c covado por liJOOO o covodo !
Cobertores de la, bem grandes a SfrbOO uro. !
Toalhas aleochoadas, a 45000, a duzia ; que pecbincba e outras muitas po-
ebincbas em exposicSo.
C.A.S.A. 3e ca'ssc^xj^ysccj^
DE
4 Ra 1. de Narco n. 20 4 (Esquina)
Em casa de todos os Perfumistas a Cabelleireiros
da Franga e do Extrangeirc
13 A -OTG! Q T
gas de tglri* Arroz especial
PRBPARADO COM BISMLTHO
Perfumista
oxx.
FJ^RIS, 9, Ku.a de la Pac, 9, PAEIS
rraVTR
SANTA CATHARINA
50:000^000
IMPORTANTE PLANO
Esta lotera corre no (lia.....de Agosto
Itilhctes venda as Casas do eostume.
De urna grande parte de fazendas existentes na acreditada casa ra Duque
de Caxias n. 59: apresentamos em seguida urna lista de alguna artigos que realmente
sao baratissimos.
Esplendido sortimento [de cachemiras para vestidos, de 400 rs. a lfJOOO o
covado.
Merinos de cores a 600 e 800 rs., duas larguras I
dem pretos desde 800 rs. a 2(5500 o covado 1
Setinetas lindissimas a 280 rs. o ditol
Riscadinhos para vestidos, cores lindas, a 160 e 200 rs. o dito !
Cretones claros, superiores, a 240 e 280 r. o dito 1
Damascos de 13, duas larguras, proprios para capa de piano a 2000 o dito I
Camisas inglezas, branca, a 36i$00O a duzia !
dem de cretones finos a 24J000 a dita !
Ceroulas de bramante, bordadas a l2'.->000 e 14000 a dita !
Meias superiores a 20800 o 35800 a dita !
Cambraia Victoria com 10 jardas a 3#000 a peca!
Madapoln pclle de ovo, 24 jardas, a 6^500 a dita !
Dito ameri -ano, supericr, a 50800 a dita I
Bramante* de linbo puro, 4 larguras, a 20600 o metro !
dem de algodao superior a 800 rs. e 10200 o Hito!
Cortes de casemiras e meia-casemiras a 20500, 30000, 50000 e 60000!
Casemiras diagonal para roupas de rriancas a 800 rs. 1
dem de duas larguras a 10800, 20000, 20200 e 30200 o covado!
Brios de cotes e pardos para todos os precos.
Guarnicoes crochets para cadeiras e sof a 80000!
Cortinados de bordados a 70UOO o par !
Col has e cobertores a 20000, 205UO e 30000 !
Sortimento de fichs, luvas, leques, enxovaes para Exmas noivas.
Deposito de fazendas e as vendas em grosso damos descont da praca.
CARJNEIRO DA CNHA & C.
S9--Rua uque de CaxiasS9
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
OPPRESSO nU\\ EVRlfilSS
UTAfiUO-DFUXO '* SJgIUftl Md C!GiR..0S ESPIC
Asplra-se a fumara que peuetra no poltocaitna o symptoma nervoso, facilita
a expectoracao e favohsa as runceOea dos orgaos rci^iraiorios.
Venda < alarudii em rana J >>' I*, ra i-Luare. ea Paria
Oepoito em_Pernamx>uoo : FRAN" M. da SILVA t C. r
A8 PHulas purlflcb o Singue, corrigen) todas as desordems de Estomago o
aos intestinos.
Fortalecen: a saude das constitucoes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermidades \
peculiares ao sexo feniinino em todas as edades. Para es meninos as. ira como tambera para as
pessoas de idade avanzada a sua eiicacia e incontestaveL
am medicinas sao preparadas smenie no Etahelecimenlo do Professor Hoi.lowa*,
T8, NEW OXTOSB STEEET (ante 633, Oxford Street), L0HDEE3
M E vendemsc em todas as pharmacias dr universo. r
J AI O compradores sao convidados repegosamente a examinar os r lulos de cada caixa e Pote se ofto teem % I
L direcao, 533, Oxford Street, sao ialsincafioei.
FNDICOlfFERaO
CARDUZO l IRMAO
Ra do Sarao do Triumpho ih, 100 a 104
Deposito a roa do Apollo ns. 2 e 2 B
Tem sernpre em deposito todos os maehinismos e ferragens precisas agricul-
tura desta provincia, como sejam : vapores locomoveis, serai tizos, com caldeira
cornisb ou para fogo de assentamento, icoendas de todos os tamanhos, tachas batidas
e fundidas, etc.
Mandsm vir por encommerida quilquer machinismo, ncarregam s da sental-os
0 86 respns; biiibam pelo boiu trabalbo do mesmo.
Vendum a praso ou a dinheiro com descont e a precos resumidos.
Cobrado a vender-se
Vende-ae o sobrado n. 87 ra da Aurora, em
trente a ponte do Santa Isabel ; quem pretender,
pode entender-se com o corrector Pedrc Jos Pin-
to, na praca do Uimmercio.
Colarinhos e piuilios de
selluloide
Carlos Sioden receben pelo ultimo vapor, e
vende baratsimo ; na ra do Barjo da Victoria
numero 48.
Mastros
Vende-ge poa para mastros de hiates ou bar-
caca ; a tratar no engenho D jus Irmaoa com o
administrador das obras da companhia do Bebe-
ribe.
Livramento & C.
vendem cimento port'and, marca Robins, de 1'
qualidade ; no caes ,do Apollo n. 45.
Terreno
Vende-se um terreno confronte a estacSo do
Principe, estrada de Joao de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e ejm alicerces
para 3 casas; tratar na ra d'Apollo n. 30, pri-
eiro andar.
J5ois
Vende-se oxcellentes bois de carroca, gordos,
habituados ao trabalho, como Nmbem carrosas :
a tratar na ra do Mrquez do Herval, armazem
da companhia do Beberibe.
CW pretu su per i o i-
Carlos Sinden receben pelo ultimo vapor e con-
tina a vender sem competencia ; na ra do Ba-
rio da Victoria n. 48, loja de altaiate.
"1
XARO?S
B, HTPOPIOSPETO D

-

Emregado3 flCHD tanto iiio .
pfctblsica o as lUOleritM. totoerc
vond
oto* 00) .o dov;toi I
Sob a tnfiuer.a dos Hyp |
Ltosse dinnu, o appclit.'
"as toraio 9 vir. O suores nocti
e c doMrte goza de um lr
Cs Sx-joopkosphitos que levo a
de fabrica da pUzrmacta S W A
12, rita Caftidhene.
Ok racori/ieciao e ;
' CHURCHEILL ic-ro/si'aj
ropriedades cunti*.
Piefo : 4 francos por fiasco A a irs-.
Vatm-tt a pnncytei PnitMMCiot. I
Fio de algodao da fabrica Catilina,
A mina, da Babia
V endem Machado & Pereira, ra d< Impe-
rador n. 57, por commodo preco.
Attenco
Vende se poj preco commodo um bom chalet,
defronte da estacao de Parnameirim, acabado de
novo, e eom todas as accommo jacoes, assim com
vrna casa na ra da Amparo n. 6, em Olinda, eom
2 janellas e 1 porta, 2 salas, 3 quartos, cesinha
externa e quintal murado ; tamben) tem para ven-
der um bom piano quasi novo, de tres cordas, do
melhor autor, e ontros objectos : a entender-se
com Maximino da Silva Gusmao, em qualquer
lugar em que o mesmo se achar.
EZEia
idmll1racto:PtRiZ. lou/r-0 Hcntmtrtn.
GRANn-GRILIX Affoec5ei 1 imphiUcas.doeo-
euduriatdigesliTM,obitrae$ietaongadoedolco
obetraeeei vuetraea, concrepei lalcalosas da tule.
EOPITAL. AScnesda Tiasdinertivi ineomae-
doe do .omaL-o, digesta Jiffidl, ioappeUacia,
ga&tralgiu dispepsia.
CLESTINS.Affetp*sdorin,dfeeiigareia.
coQcre^fiecidasonriua^,&--a,dsabuU,-AuiDiauria.
HAOTER1VE.AllKCo.'sdosrins.dabeiigajrelas
coDcrecdesdiO'ini ..ota.i1 abetes,albaBiianrU.
mtt-Si 2 RflE ii FOTE na CAPSEA
Em r*t*mucL u Agu dis Peala d* Vif hj,
i.'inu tomt.iu. eLIo-ee m ctw. de
CI'SalEN-Y . SVUb?. OXHLIS, K. rn Jt C'^i.
Vende-se
urna casa terrea nova, dss melhores da Boa-Vista,
em terreno proprio, logo atraz da ra de S. Gon-
callo n. 22, com 6 quartos, 2 salas, corredor ao
lado, appanlho draioage e gz, quintal bem plan-
tada ; % faar com Antonio Carneiro da Cunta ou
com Libanio Candi lo Ribeiro.
^^
^
^^
o^


GRAGEAS
rORTI
INJECQAO
de Copahhba, Cuben Sil |V I k'*M Hyqleuca e t'restrvtmHr*
Haiuihia Ferro, Bismutho g^JtoZ^LZk^^k^2^.^a sem ca*a''
tlcatrto, Tertbenthma. wkWkmwkmkmwkwk\\wkwkmkwm accidente alga**.
As ORAQEAS TOP"!1 :orio as prmeiras que obtiveram a approvaclo da Amdemim
de wtedKtna (1830j ,< ptaram-se nos Hospitaes. Cursan sus molestias secratas,
mais rebelde-/ ~"U fatigar os estmagos mais delicado.
A INJECCO FORTN compre recommendada como o complemento da medicacao.
ttsswaSsaaSBa nsmexee I rHAN- M da SILVA O. naa prlnolp
HOtB, ffca iiesiiWeo, M, ru Cmetiflionm, TAHU
OLEO < FIGADO BACALHAO HOGGI
Sem chelro nem gosto dos leos de Figado deBacalhao ordinarios.
Este Oleo natural e ouro 6 de urna etncacldade certa, contra as Molestias do aito,
a Tisis, ronohltls, OoastlsaaSes, Tosses eiucseas. Tumores claadalarlos; I
tamben efflcax para fertiaear as Orlanf as rraeas e delicada.
Dtvt-u exigir o none te BOW, e de mais e certificado do afir lesueub. Chtfe ios I
TratxUhot Chxmum ta Feculiatt te Mediana te Pon, que val aapresso no rotulo colado I
em Cadra vldre trlsngulsr.- O (UtaiSM vende-se em todas as principies Parmacias.
4FW. mmMjo, m rotmao o emito






-
X.

I

i EmiH:


-7T
8
Diario de FernambncoQuarta-fcira 17 de Agosto de
ISS7
ASSEHBLEA GERAL


56. SESSO EM 30 DE JULHO
PBBSIDEKCIA DO SE. CANSANSAO DE SltUMB
Matricula de Escravos
O Sr. antas:N seaBo ultima,
o nobre senador pela provincia da Minas,
qae est ao meu lado, a presen toa un re
querirneuto que ha pouoo foi votado b apro
veitou 8 da palavra para t^zer consid* r-i-
^Sea mui jud tosas sobra os actos do Mi
nisterio d* Agricultura, considerando es
cravos os indviluoa que nao tinham sido,
no prazo marcado por lei, dados matri-
cula por pessoas competentes, e, por aviso
dirigido a presidencia de S- Paulo, appro-
vando urna intelligencia por essa autorida-
de dada lei de 1885, quanto aos indivi-
duos de filiago desconbecida.
Sr. presidente, estas duaa opiniBea do
-.ctual ministro Ja agricultura nao podem
i.eixar He levantar os raais altos protestos
liberdade, e a tal ponto que, si ae tivasae
de proceder a ura aliataniento de votan-
tes, ai ellas ae moatraasera nos casos da le-
de 9 de Janeiro de 1881, deveriam ser idi
mttidas como eleitorea eu virtude da irea-
ma lei, para a qual tanto contribuio cora
aua palavra e eaforcoa o nobre senador filo
Parau, que neste momento me ouve ?
Pois e8tea homen8 vrea podem voltar ao
cptivciro en virtude do aviso do noi>re
ministro da agricultura, pisando aos pea
tolas eataa diaposigSes garantidoraa da li
berdade T
O aviso de S. Esc. o seguate H) :
< Cid ufficio datado da 12 de Maio ulti-
mo commuoi'-a V. Esc. qu-, vista das
informacSos dadas pelo collector das ren-
das geraes do municipio do Campos, nao
tm fundamento as arguieo" Ni feitaa ma-
tricula de avultado numero de eslavos >*lli
reaidentea, verificando-se tanto dea e>ila-
recimentos contidoa no of&cio daquelle fxn-
ccionario, remettido por copia, como das
integridade, lealdade e eonseiencia, que. cravo, teni o direito de pedir um deposito
vonha boje desdizer-se daquillo que, com que nao lbe pode aer recuaado, e exigir do
a responaabilidade de ministro, disse e af- s-nhor quo aprsente a prova da su flia-
fi-ngou face do paiz com applauso geral, gao.
3r. presidente, ae duvida existe, e eu
quero coaeedel-a por hypothese, ainda as
sim o goveroo nao poda to periraptoria-
raenle, no aviso que acabo do 1er, decre
tar a escravidao desaaa pessoas. Pruden-
temente praticaria elle se se abstivesse ci-
o Senado...
O Sr Candido da Oliveira :Apoiado.
O Sr. Dantas:., dos leg;sladores,
como j forano levanti-dos pela opiaio e
pela imprensa do paiz, em todo os luga
rea a que estaa deci3es lera chegado.
O Sr. Ignacio Martina : -E hoje pelo
Senado approvando o meu requTiroento.
O Sr. Dautas :Neatas eircurastanei-a,
comego p rguntaado ao ministerio a :tu*l
com quem se aeha S. Exc. ? Com o mi-
nistro da agricultura, que hoja dirige os ne-
gocios deasa rep*rtigo, OU cora seu illustre
antecessor, o Sr. eonstlheiro Antonio Pra
do?
Este honrado senador, sendo consultado
sobre um caso exactamente i tentico oecor-
rido na provincia do Paran, respondeu,
conformndose com a lej, isto que to-
dos oa individuos, que nao foaaera levados
matricula por seus dono ou procurado-
res competentes, doveriam ser considerados
vrea. Este aviso foi expedido e publica
do em Abril. Nao o l-io agora, porque
nao encontrsi no RelatOria nem nos Anne-
xoa.
O que certo que todas as collectorias,
todos os tribuoa-s tm procedido de con-
formidade com o aviso expedido pelo es-
ministro da agricultura.
Tratando se, porm, de facto igual oc-
corrido na eidade de Campos, foi determi
nado que i>s individuos nao matricula ios
no prazo legal, desde que estiverem na
matricula anterior e forem presentados
por terceros, embora asignando a rogo,
silo escravos I Isto um atteotado juridi-
co.
O Sr. C-nddi de Oliveira : Sob mui
tas frmaa, pode se considerado um at-
tentado.
O Sr Dautas :Chamo particularmente
a attenco do Sea-do para o que vou ex-
por.
Antea mesmo da I i da 1871, quando
apenas foram expedidos regulamentoa pa
ra fina meramente fiacaes ; quando se tra
tava de eouheeer o numero dos escravos
para sobre ell-s regular a tasa entao crea-
da, espedio-se em 28 de Marco de 1868
um regulamento. Note-so que nao se tra
tava de acabar cora a eseraviio, mas bo-
rnete de caber o uuraero dos escravos pa-
ra sobre elle recahir a tasa (16) :
Art. 4. Incumbe a raetricula :
c 1.* > os respectivos proprietanos, quan-
do residentes aa mestna eidade, villa ou
povoayo da residencia dos escravos :
2." Aos que, sendo moradores na re-
feridas localidades, os tiverem de pessoas
de fra dclls, empregados no aeu servido
ordinario, ou sob sua adaiiaistr-go por
alugucl, conMgnago, deposito cu qualquer
outro titulo
Em iguaes termos diapoz o art. 2* do
regula-nentc a que se refere o decreto o.
7,336 de lodo Novembro e 1879.
O art. 3- do rgularaeuto a que se reten
o decreto a. 1,835 da 1 da Dezarabro de
1871 diz qua* incumbe-ao a obrigago
de d&r matricula :
1. Aos aeQhores o poasniderwB da ea-
iravos e, no i-rpediraeicto deates, a que.o
os representar legal mete.
2." As ''ores, euradorc?, res? it
dos eacravoa de 3>-us tatellaiot iratalla-
dos.
t 3. Ac depoaitnrioa jodiesa*, a re-i-
p=ito dos cscrr.voi depoail P"
der.
c 4. A'-siyi : ', procni tu ou
tro8 represent ,t:t > de :-! is lorpori-
cSflg religius. pcito i i I V
as rdeos e corp r c3es.
o. Aos gerentas, directores ou outro
representantes de sociedades, coupanhiss
e outras quaesquer associacoes, i respeito
dessas associa^o-s
Estabelecc a ici n. 3,270 de 29 de Se
tembro de 1885 :
Art. 1 | 7.* SerSo considerados
libertos os escravos que, r.o prsso marca-
do, nao tiverem sido dos matricula. Se- cpl03
rao iseutos de prestado da s cravos de 60 a 65 r.nnos qu:i nj tiv?r-r
sido arrolados.
Preceitua o g 8. :
s A3 pessoas a quem in >u >r'Si
i;ao de dar matricula eacravoa ai'heios,
oa forma do art. 3o do daerato de 1 deDe-
zembro de 1871, indemn s raspeo
tivos senhor-s do valor 1 i > qui,
por nao ter sido raatri i U i lo
Mazo, ficar livre. >
'No segundo raembro dcate | 8* ae tez
.irn acereaeoM alciaed priores.
') accrescimo o seguiotr (!) :
Aoa credures hypotbecanoa ou pigno-
raticios cabe igualmeoto dar ;i matricula
os eseravns oonattoidoa i garaoti
,mto a V. Esc. Sr. pmidento, bt>
i) tio o Senado j,;, diaote d<
nsieSes que nao ad:)i:tem duvi la, o
honrado ministro da agricultura poderia ex-
pedir o seguinte aviso, contra o qual, o i
rao j Dotei, protestara s lea, a jurispru-
dencia admittida em todoa os tribunaes em
casos semf ibantea, e o proprio aviso do asa
antecessor, c portanto a opinia do jover-
no actual.
r-lucoes que s'-rviram para a raesma toa
tricula, nao ter havido contravencao do
rtispo8to na lei n. 3270 de 28 de Setem-
bro de 1885, sendo uuicamente exacto que
o referido collector, a exemplo do que se
praticara, aera increpajao de qualquer na-
tureza, por occaaio da matricula realisada
em virtude da lei n. 2040 de 28 de Se-
tembro de 1871, aceitn para a mutri>da
ultima relacZes asgignadas nao pelos pro-
prios senhores, mas por terceiros, a rogo
daquelle, segundo declararain.
i Era r.-sposta, declaro a V. Exc. quj,
de accordo cora seu parecer e pelos mot
vos no mesmo exarados, -evera ser consi-
deradas validas as referidas inscripto-s.
A assignatura a rogo nao pode ser dada
senao nos casos especificados por lei e com
as formalidades exigidas por ella ; e nesta
conforraidade, contra esta nova ioutrina
do actual ministro da agricultura, j tm
procedido diversos exactores da fazenda,
ti como este, de que vou dur noticia ao
senado (l) :
< O collector das rendas geraea deste
municipio faz pub'ico que, em virtude de
orden do IHm. Sr. contador, serviado de
inspector da theaouraria de fazenda, e por
decisao do Exm. Sr. presidente da provin
cia, foram mandados eliminar da nova ma-
Ui la de escravos deste municipio e do de
PilZes, sendo conside-ados livres, os esclavos
matriculado por procurador, que n3o exhibiu
procuraciio, ou os constantes d-s relaces
assignadas a rogo sem testemunhas cujos ae*
mes, tanto dos senborea como dos escravos,
aerSo publicado8 logo que chegue a esta
coll ctoria a copia authentica das relacojs
assignadas naa condii,5e8 aupra menciona-
das, que forara remettidaa desde o raez de
Abril ao Exm. Sr. presidente da provin-
cia, nada constando a tal respeito do livro
da nova matricula.
f Cullectoria das Rendas Geraea da ei-
dade de Ara, 7 de Julho de 1887.-0
collector, Rufino Olavo da Coata Machado.
Eia ah duas jurisprudencias urna bas9a-
da as 1-is, nos regulamentos, no direito em
summa e co sagrada no aviso qua faz h n
ra ao es-ministro da agricultura; outra
creando por seu proprio alvedrio uraa ju-
rispruden ia, fazendo direito novo e man-
dando que voltera ao captiv. iro individuos
que no captiveiro j nao xistiara, de con-
forraidade com a uellas lea !
E' preciso que quanto antea urna pro-
videncia 8o tome; nao potsivel que
abaiata isto :m nome da liberdade de tan
Us crei-tura?, n.lo s nente do municipio
de Campos, mas de todas as do Imperio
que so acharem as raesma3 coniigSes.
O caso exige urna provideacia prompta
-a nvogaga desse aviao, nao que elle
fay;a lei, nao que elle possa prejudicar aos
que as achara as c radijSes por mira re
feridas, roas siraplesmente para que nao
se iraponhain a esses individuo8 e aoa qua
os defendem, militas lifSculdadea p:ra aus-
tent.r a liberdado, era cuja posse j ae
achavarn esssa creaturaa e da qu 1 nao po-
diain aer deap'ja loa.
E' o caso de apr'sentar-se um proje to
ou urna roo?ao, si o governo nao recitar
deste eaminbo, ; .nvidanJo-o a entrar no
regimeo d* lej. N5o possivel que per-
dure um atienta "o que impede que a 13
ou 11 rail indivHuiS aproveite a irregula-
ri! .le que houve n matricula. Isto nao
est privisto na lei, nao est elarameate
lisposto n-. ? Como, por subterfugios,
per 3"phis'a >a qae i I) honram a qu''ra os
pratica, 3e pude lizer que estea intividuos
rJevetn volt r ae p'iveir> ?
O caso grsmsinM, Sr. presidente!
Aiala que ea'.wasemoa debaixo da iuluen
cia dos prinoipioe raiia escravistas, nao
haveri:'. quem, em boa f, deixaaae de n-
dign-r ae diante deate facto.
Ea -iisse ha p"U3o, de paaaagem, que
nao havia necessi 'ade de nenhuraa deatas
diaposi^3e para que taes individuos fossem
considerados vrea e o repito. Admita-
mos por bypotheae qua as disposicoes que
citei nao tivesse a previsto o caso ; os prin-
le direito eatavam dizendo
que do mesmo modo que ura falao procu-
rador no pode cstab lecer, uem tirar di-
reitoa, ura intruso levando matricula in-
divides como es-Tavos, sera e8tar reves-
tido de actorisacao de senhor legal, nao
pode crear dir1:!) ^ .bre oa individuos ma-
tricula das. rlavr quem negu esta Iou-
trina
O Sr. Chrisii.co Ottom : Oh 1 se ha 1
a tambem com ella o proprio minutario,
quaudo dizia que elle eslava com a lei.
E' couaa gravissima.
Sobra a queatSo da filiagSo d>-sconheci-
do, o honrado .-'r. ministro actual da agri-
cultura expediu o segrate aviao () : ^
Ministerio dos Negocio8 da Agriooltu-
ra Coramercio e Obras Poblicas. Direc-
tora da Agricultura.2' seceso. N. 14
Rio le Janeiro, 20 de Julho de lSJ.
Illm. e Exm. Sr.De aceordo com a
opiniao macitestada, era oificio de 12 do
correte, atarea da consulta que lhe fez o
uiz de orphaos do ter.no do Rio Claro,
ieolaro a V. Exc. :
2 i Que os servidos dos sexogen^rios,
da lu-'sraa forma que oa dos ingenuos, alo
ntranaferivea ;
2 Qua o aenhor do eaeravo nao deve
aer ouvido para que este possa ter, %m seu
nome, ou em deposito qualquer quantia
destinada a alterna ; porquanto, assim co-
mo o art. 4o 2o da lei de 28' de Setera
bro do 1871, e oa arta. 48 e 56. e anda
o Io do art. 57 do regulamento de 13 Novembro de 1872 perrattem ao escravro
formar peculio para a indemnizando do seu
justo valor, independente de consentm-n-
to do seahor, assim tambem ae dovo en-
tender com relacSo ao deposito das quan-
tas para eaae fim destinadas ;
3o Que tarabam nao deve st ouviio
o aenhor do eaeravo, quando se baja d
pasear j este a carta da alforria em r.zil>
do peculio apresentado ou por falta de ma-
tricula, visto como, no primeiro caso, w o
senhor intimado para entrar em accordo
judicial, aegundo-ae oa tramites da lei, eno
aeguinte, conforme o art. 7o do regula
ment :.n. 9517 de 14 de Novembro de
Je 1885 e aviao de 19 de Abril ultimo, aos
escravos, ou a quem por elles requerer,
ministrar gratuitamente a collectori* cer-
tidao negativa que servir de titulo de li-
berdade, sendo assim raeonbecida para que
produza seus effeitos jurdicos;
4.' Que, vista da art. 1 1. da
lei de 28 de Setembro de 1885, do art. 1.
do regulamento de 1 de Dezembro de 1871,
o do modelo A, annexo, a este, bem corao
que, com igul lettra acorapanha o regula
ment de 14 de Novembro de 1885, o
facto de aehar-ae o eacravo matriculado
cora a declaracSo do tiliacSo deaconhecida
nao d direito liberdade. Deus guarde
a V. Esc. Rodrigo A. da Silva.Sr.
presidente da provincia de S. Paulo.
Eis aqui tambem urna outra intervencao
do governo, quando a questao e3t pen-
dente da decisao d tribunaes de justic.
Aprecieraoa isto, porque podemo8 agora
fazel-o. O governo nao podia actualmen-
te fazel-o. Direi mesmo que nao me adian-
tei a tratar desta questao por nao rae pa-
recer prudente que, na occasiao em que os
juizea de 1 e 2.a entrancia8 8e oceupa
vara da lei neata ponto, adiantassemos a
nossa opinio.
Por aso me conaervei silencioso, apeaar
de rauito instado. O motivo foi este : dei-
xeraos que um po 1er compet nte, para na
axecucao da lei dar-lhe a devida intelli-
gencia, o faca. Si o poder legislativo se
conformar con ella, bera ; se nlo, tem em
suas maoa o meio de a interpretar ou fa
zer urna nova lei.
Por sso guardei silencio at hoje ; mas
nSo devoraos guardal-o mais, desde quo o
nobre ministro actual da agricultura inter-
poe a aua opioilo.
Se ea8a ooiniao nSo estiver de accordo
com as deciaoes dos tribunas de justiga,
em qua posi^ao tica o nobre ministro?
Mas, se essa opinio, pelo prestigio, for-
c, influencia que eserce o govern a nilo
irei mais longe, concorrer p*ra formar se
doutrina dif-rente d'aquella que considero
verdadeira; o aeo do governo nSo at
tentatorio do direito do cidadSo ?
Seguramente que sira Sub judice lis
est. Convinha aguardar a sentenc* dos
JUZ8.
Vejan oa, pjr n, as dispoaicS-ta da lei,
e apreciemos um pouco este p>nto era que
o nobre Ministro se apreaaou em proferir
sentenca.
No art. 8. da lei de 1371, ae disp5a
que era todo o Imperio ae proc desae
matricula com a declarac&o do nome,
seso, eatando, aptidio para o trabalho e fi-
liacao de cada um, ai fdr eonhecida.
No art. i. da lei de 28 de Sete obro de
1S85, tambem se dispfla que se prosada
matricula com a d"clar cao do ora, na
ciooalidade, aeso, filiajao, a for eonheci-
da, occup.tcao ou aervico era que ae em-
OlSr. Christian. Ottooi : Ha i*e che-
gar ludo a 8eus cixos- O aotoal ministra
d agricultura rop.is fiel do que o seu an-
eaaor poltica do mini ojo prin-
cipal it.tuito prolongar o ir.ais possivel a
drselo i instituicao servil.
O Sr. Dantas : Poaen essas crea'.uras
baaiaosa 3er reeacravisadas,eilts que'd^sde
o niomecito em que a matricula n2o t'oi t'ei
ta de a nforrnidade co.-n aa exigencias 1-.'-
; trarara do goao pleciisimo de sua
O Sr. D.mt : -E depois, senhorea re-
flieta-M no in aveniente de intrometter
se governo em DegOoioe desta nitureza,
que ja esto no dominio dos tribuoai s e
por elles julgados.
0> Srs. Chriatiani Ottoni e Ignacio Mar-
'ins dio a;> li
O Sr. Danta* : -Que quer dizer isto ?
Ex ; t. mente qx-.a lo peadera questSea co
mo en Carap< e ootroa pontos ito imp -i i,
appare.ic o laudo a sua opinio I
Mas a qu pap l o peder executivo reduz
o judie ai j 1
Qae papel | 013 n3, que faze
no., as lea, > assim as vamos burladas,
sophisma uiohadaei
B1 esse maia ma meio creado pelos que
querera li'iuttr a escravidao entre ni,
para
chegareo- :. moa fina.
En cham ixlio todoa os ae-
aadores, eu auxilio o autor do
avis> d 86 Abril do corrente anno,
man lando coi livres todoa quantos
oio aee matricula, ou por
eoj aenhores, ( i por aous procuradores
legairaecte constituidos.
toBt-\ e pajo a opinio eapecial do no
bra bX-noiatra da agricultura. Nao espe-
ro de S. Ese., carcter, da aua
pregar, idade, et -.
A duvi la, se duvida esisto, nasce do
seguinte: a quera se pode referir Ici,
quaudo, esigindo a declaracao da filiacn,
diz : sj for eonhecida
Entremos no espirito desta disposico e
pergunteraos : irapoasivel saber quando
os ea-eravos ao br;.zilciros, de quem elles
nasceram ?
Ningusm responder pela afHrmativa.
Depoia da lei de 1871, claro que s-
menta sao eacravoa no tir zit oa que nan-
cer m de ventra eacravo, ou oa que, nao
naacendo de ventre eacravo, forara intro-
duzidos da Costa de vrica at lei de 7
de Novembro da 1831.
S -ndo assim (argu uentemos de boa f),
pergunto : a quem po loria refen'r-se o le-
gislador ? Aoa escravos naacidos antes da
lei do 1881? Mas impossivel desconie-
oer, aa eile8 nasceram ou uo de ventre
escravo. Logo, a disposico da lei, a meu
ver, entendida m seu espirito e de accordo
cora as circurastancia* do nosso paiz, nao
pode referir-se sano aos africanoa iotr)-
duzi ios autes da 1-i de 1831, porjuo,
quanto a esses, realmente era impossivel
conliccer a filiacao.
Mas dizem : Esao n?gi;io torpa dos
eacravoa, durante 08 nnos em elle foi fi
to em nosso paiz, nem d iva tempo para
que, em titulea de compra e venia, se fi-
zassem, todas aa declaraco-s neiesiarias.
Mas, digo eu, deem-so hoje os seahorot
desaea eacravoa ao trabalho e deapaza
de tazer um proceaao retrospaeto at -lie
garera fon te verlaleira oa la poasee) dea-
cobrir a filiacao dos escravos que Ihes p-r-
tencam. Essa trabalho e esa- despez
querera oa aenhoras que corra por uate
dos escravua V E' irapoasivel, 'ieveig cor
rer por coata d'aquell. a, que disam :
Esse individuo cuja tilinga) nao
rada na matrieula, meu eacravo ; a
taato assim qua tolo iruiivi luo que se
acba aestas uoodi't3.ii>, p*s**n lo por es-
ar aua opinio e daelaraase aos que o cou-
sultaaaem que se dirigissera ao poder com-
p^t nte, que o pjder judi iario. Este ja
tem fallado ran3 da uraa v z, tenho aqui
cot* de dous ou tres julgados, dos quaes
dar< i coaheoiraeato ao Senado, porqu
possivel que alguns dos honrados collegas
io techam d'elles noti ia
O primeiro o a-edrdo o. 5,865 no qul
se declarou livre ura escra visado por se di-
zer no conheoiraento da matricula (eis o
fundamento do accordo) que sua filiacao
era desconbecida, quando no raes no docu
ment se afHrraava que era elle brazileiro.
O segundo na mesma conforraidade o
da appellaco civil n. 5,879. Entre os
juizea que firmaram esaa jurdica e juatissi-
raa deciao, figurara oa nomca doa Sra.
Trigo de Loureiro,' Augusto da Silva, Car
neiro do Campos, Tito do Mattos e tairez
outroa? Essea magistrados provectos, il-
lustrados, cons ieneioaos, enteuderam as-
sim a lei.
Siui dea ahi, : temos uraa seutenga que
faz honra ao magiatrrdo que a lavrou, Sr.
Dr. Antonio Rodrigues Mont-uros de Aze-
velo, que era urna questao igual levada a
seu conhecimento corao juiz, aentenciou
nestes termos que quero qua fiquem nos
Annaes de nosso parlamento para honra
de oossa magistratura.
Lerci a propria sentenca no meio do to-
las essas cousas que ahi vraos ; venba
alguraa que nos conforte, que nos consol!
Eis a sentenga (l):
< Vistos estes autos, entre partes : Ca-
tharina, parda, por seu curador (como au-
tora) e Antonio Leite Ribeiro (corao reo.)
Allega a autora a fl. 5 que sua condi-
gao.ser/il 60 poda 8er provada p;r compra,
doago, heranga e aamprc nasciraento de
ventre escravo, e no eratauto foi dada
matricula com filiago deaconhecida, ape
sar de nascida no Brazil; que nao ae aa-
bendo quera aeja a aua rai, a praaarapgo
jurdica que ella nao eacrava e deve
ser incluida na classe dos expostos ; pelo
quo pede aer restitua sua sntiga liber-
dade,
f Defende se o reo allegaado a fl. 7.
que possue a autora como sua eserava
desde 18 de Dezembro de 1878 em que a
'omprou por oacriptura publica; qua a
autora jamis estove de posse de sua liber-
dade, visto ter nascido eserava e neste es
tado a mantera sem opposigao alguraa, de-
vendo, portanto, ser julgada improcedente
a acgo proposta.
i O que tudo bem ponderado, provas e
razSea de uraa e outra parte :
Considerando que, por ter quem de-
manda pela liberdade a presurapgo de di-
reito a seu favor, deve ser plenissima a
prova de quem a contradieta para que pos-
aa iludir aquella preaumpgao, qua tam
bem prova plenissima : Rev. n. 7759 de
10 do Julho de 1871 no Dir. Vol. 3 pag.
20 ; Rev. n. 8853 da 22 de Margo de
1876, lei de 6 de Juaho de 1755 6.
Conaiderando que eacravo de nacio-
naldade brasileira s pode ser quem oas
ceu de veutra eseravo, antes da le le 28
de Setembro de 1871;
i Considerando que, era face de taes
principios, e tendo o reo na matricula de
fl. 3 v., opportuuaraente declarado ser dea-
conhecida a filiago e conaequenteraente
auapeita de illegalidade a escravidao da
autora, cabia-lhe por isao provar cumpri-
damente a origm desaa escravidao, o que
nao se f;z ; era cora a testeraunha de fls.
15, qua limitou-se ao fa to do ter estado
sob o dominio de reo, que era a >u depoi-
ment at confirma a sobredita declarago ;
nem com o titulo do fla. 9, que apenas
prova haver cmpralo a autora, como ea-
crava, sem mencionar a origera dessa e-
eacravido;
c Considerando que a matricula s pro-
duz effeitos juridieo8, quaodo radicada em
do".uraeut)3 e prjvaa coneluteutea do ca-
tado aervil do matriculado, viato que feita
i;m audiencia deste nao coniti'u*, por sua
propria natureza, prova legal, de capti
veiro, como tem sido uniforraeraoate jul
gado pelos tribunaes (Dir. vol. 34, pag.
216 o vol. 38, pag 364) donde resulta
que, quando foase tambara *pplicavel ao
escra de nacin didada brasileira a de
clarago da filiaefco deaconhecida da lei de
28 de Setembro de 1885, art., anda aa-
sira nao Valeria sua matricula sara o adm
aiculo de outras provas lagaes do captivei-
ro, por aer aua origera poata em uuvida
pelo oroprio matri ral .ate, como no caao
em quest > ;
t Considerando que repugna boa razo
e aos direitos, qua a propoigo condicional
si for eonhecidado art. Io da citada
lei de 1885 seja extenaiva filiago do
eacravo nascido no Brasil, quando certo
a irr cusavel quo da filiago deaconhecida
pode aer o africano importado corao ea-
cravo, antes da lei de 7 de Novembro de
1831 : po8 do contrario dar-8o-hia livre
curso ao crirae do art. 179 do Cdigo Pe-
nal, facilitando sa os raeioa de escravisar o
cidad brasileiro por contratos e raatri-
cdlv-s adroda preparados, e contra os quaes
nenbum recurro cabana aos es'!ravi desde que em aeu favor nao raais mililas-
se a presurapgo de liberlade ;
< Considerando que nao aproveita ao
reo o facto de haver mentido a autora
sob seu dorauio, porque a*liberdade ira-
prescriptiv-l, segundo o Direito Remano,
subsidiario iios cisos omissos de nosaa le
gislago, inormeuia quando o principio
nolle eatabeli'cido consoante a boa razo,
corao no praaeots oaao: lei de 18 de Agos-
to do 17G9 ; Ord. liv 3o. tit. 64; Perd.
Malli. escr. no Brasil 184 ; Aira, e Sous.
Mot. a Mallo, vol. 3 p-tg. 206 n. 7. Le
3 Col. de long. terap. prescripti.Sola
temporis longinquitati, fan si sexaginta
annorun curricula txctss?.rit; libertatis
jura mi-iime mutduri opportere, congruiti
m-juitati ;
< Na exp'sta oonformida la o o mais
dos autoa, julg procedente a presente ao-
g.lo daclaro livri a autora, para que
goza dea te j de sua plena li'ierlade : e
g m "Ustas ult-nta a u itureza ta causa.
i llio, 2 de Junho da 1887. A-.tonio
Rodrigues Monteiro de Azevedi.
Ora, Sr. presidente, como que, depoia
de estar assim a questao de filiago des eo-
nhecida eatre 08 tribuoaea do paiz, o mi-
nistro da agricultura vom de modo inop
porcuno e incompetente dar uraa opiniao
diaraetralraente opposta aquella qua j lm
proferido tribunaes de justiga em causas
que lhes nao sao subraettidas ?
Como qualificar este acto siao corao
um atteotado? -'
O pensameato da lei, portanto, quando
tratou da filiago desconbecida nao podia
referir-se aino aos acterioras lei de
1831. .
O Jr. Ignacio Martina:-Aos africa-
nos.
O Sr. Dantas : ... e com certeza os
brasileiros nao devem ser considerados ea-
cravoa aino depoia qua os senbores, que
hoje se dizem tesados em seu8 direito3,
pro vera a tlisgo, embora dando-se lhes
o prazo necessario para isto. Fecharse as
portas liberdade e abril-as ao captiveiro,
e do modo autoritario e arbitrario, violen
to e injusto por que o fez o nobro minis-
tro la agricultura, o que nao pode sub-
sistir '
O Sr. Jaguanbe : Cora esta doutrina e
predso ser riscado do Coligo Criminal o
artigo qua pune a red acgo de pesaoa livre
eacravido.
O Sr. Dantas : Est vislo ; porque ha
realmente casos em que a saocgo deste
artigo co cdigo pode cahir eu cheio so-
bre rauitos individuos. ..
O Sr. Presidente : Sioto ponderar ao
nobre senador que a hora est dada, o
pego que uoadua o aeu discurso ; o S'.
ministro da justiga espera na aate-Bala.
O Sr. Dantas :Sira, aenhor; terraioa-
rei, e vou mandar um requerimento. Es-
pero o concurso de todo o senado para ti-
rar a tirapo esta questao gravissima, nos
terapoa que atravoa8amoa; a muito princi-
palmente cont com as declaratoaa do hon-
rado es-miniatro da agricultura, e do aeu
nao menos illustre cdlaga, o nobra 3eaador
pelo Paran.
Ss. Exea, lm opinSes coahecidas e
compromettidas : um dizendo que a matri-
cula feita por pessoa incompetente nao es-
cravisa ninguem ; uufro dizendo que tem
direito elegibilidade os libertoa, bypo-
these que ae pode dar aa queato qua le-
vanto e para cuja solugo p go o concurso
dos honradoa senadores. !'oato com ella,
assira como espiro que todo o Senado,
dando mais urna prova de sua sabedori a
aeu patriotismo, 8e levantar corao ura s
bomem para profligar um abuso que ab80-
lutanrante nao pode subsistir era nossa U-
gislago.
O Sr. Hearique d'Avila: -Apoiado;
muito bem.
O Sr. D ataa: O requerimento .oa:-
guinte. (L) :
Devo declarar, Sr. presidente, pondo
termo, que tal.ez nao foaae deacabido in-
cluir ao meu requerimeato o pedido de co-
pia de qualquer consulta do Con8elho de
Estado sobre esta materia. J li na dis-
cusso havida na camar* e provcala pelo
esforgado campeo repreaentante do 20
diatricto de Minaa Geraea aobre esta ques
to, que o actual ministro da agri ultur
declarou que nao tintu ouvido consulta do
Conaelho de Eatado nem de quem quer
que foaae : que o aviao foi expedido inde-
pendente de parecer anterior. Esta cir
curasrancia aggrava maia o negocio. O go-
verno que costuma ouvir o Conselho do
Estado, s vezea queatSes mnimas, jul-
gou-se dispensado de fazel-o desta vez
Nao sei .t onde exclusiva a responsa
bilidade do actual ministro da agricultura
porque, repito, quando o nobre senador
por S. Paulo fxpado o aeu aviao, natu
ramente fel o de accordo com oa 8eus col
legaa de gabinete.
O Sr. Antonio Prado: Nao, aenhor.
O Sr. Dantas : Mas, em tolo caso, o
aviao foi publicado, executado e applaudi-
do, e oa seus collegas de ministerio, nao
tendo protestado, aceitaran ao.
Em urna questao desta ordera nao poa
sivel admittir 8e que o ministerio nao
fosse solidario; para quando se guard
ento a solidaria la ia ?
O Sr. Ignacio M rtins : Pouco tempo
depoia o aobre raiaistro lt Agricultura ra-
tirou-ae do ministerio.
O Sr. Dantas: Mas hoje o novo minia-
tro, expedindo um aviso inteiraraante con
trario ao priraoiro, ai ofezaoraente por aua
cunta e naco e nao por accordo cora o
ministerio, aventurou-ao a crear divergen-
cia no seio do g..bnete.
O Sr. Presidente :Lnbio ao nobre
senador que a hora de expediente est
fiodo.
O t"'r. Dant&a : Sira, aenhor. Temoa o
direito de pedir i a consultas do Estado
que nunca foram negadas ao senado, em-
bora na cmara, por uraa voz alias rauito
autoriaada se tenha negado eaae direito ;
terao8 o direito de pedir quaeaquer eacla-
reciraentoa.
Nao pego desta vez, porque o que aqui
est nos tmta. Tenho concluido.
Foi lido o seguiute
Requerimento
Requeiro que sa requisito do gove-no
por intermedio do miniaterio da agricul
tura :
1. Copia dos documentos com que fo
rara levados matricula oa individuos re-
sidentes no rauoioipio de Campos, a qu-
ae refere o aviso de 21 de Julho do cor-
rete anno.
2." Copia do offieio do prcaidente da
provincia de S. Paulo e doa docum^ntoa
que o acorapanharara, relativos a queato da
filiago deaconhecida, de qua trata o aviso
de 20 de Julho deate anno.
Sala das sessSea, era 30 do Julho de
1887.-Z?anaa.
O Sr. Prcaidante: -T ndo passado a
hora dos requariraautos, fiea adiado para
aer sujeito a [> iracuto na sesso seguio-
to o requeriraento do nobre senador.
SESS.iO DE 2 DE AGOSTO DE 1887.
Foi apoiado e posto em discuaso o ra-
ouertraento do Sr. Dantas, que havia tica-
do aobre a raes na aeaso anterior.
O Sr. V. Bellsarlo (ministro da fa-
zenlai Sr. presidente, ouv oom muita
ititenco o discurso do nobre 8enador pela
provincia da Babia, quando fandaraentou
o requerimento em discuaso ; e devo di-
zer ao Senado que este diaeurso cau80U-me
bastante sorpresa, na t pela attituie que
assumiu o nubra sena desculpe-ma S. Exc. quo o diga, nao ue
parecen ver n lia, e nbora foase, corao aera-
pre, a linguagem animada e coloiida, ar-
gumentos para sustentar a sua opinio.
Quanto ao primeiro motive de aorprezaj
explicar-me-hei.
Entre as glorias que o nobre seaadof
neata queato ae quer arrogar, figura a de
ter trazido para o parlamento urna quea-
to que, corao se dizia, agitava-se na pra-
ga publica, de modo anarchico e extra le-
gal ; pareca, poia, que o nobre senador
ainbicioniva a glora de ser o chefe do
abolicionismo l<*gal.
Mas agora, Sr. presidente, vejo cora sor-
preza, que o aobre senador, esposando
questao de qua nos o cupamos, deixa a>
aanda em que at hoje tinh camiohado...
O Sr. Daatas : Aiada nao sabi della,
O Sr. F. Bclisario (ministro da fazenda) :
... a sendo S. Exc. membro notavel
do parlamento, corao que quer seguir nest
queato outro carainho que nao o IJgal,
isto o do curapriraento daa lea votada
palo poder legislativo.
O Sr. Dantas : V com viataa ao es-
ministro da guerra.
O Sr F. Beliaaro (mioiatro da fazenda)
: O nobre senat jr tenha paciencia do
rae ouvir...
O Sr. Dantaa : Nao prec80 pacien-
cia.
O Sr. F. Belisario (ministro da fazen-
da): taata, quanta foi a atteo$3o
com que ouvi a V. Ese.
Sr. presidente, tres sao aa questSes con-
trovertidas : Ia, o que se deve entender
pela expreaso da lei representante le-
gal ; 2a, si a matricula do eseravo coa
a declarago de filiago deaconhecida esta-
balece ipso jacto presumpgo de liberda-
de ; 3", qual a 'competencia do governo
para intarvr nastes assuraptoa.
Sr. presidente, coraegarei diacutiado *
primeira queato 8ob o ponto da viata res-
tricto do direito, depoia hai de encaral a
aob o ponto de vista da boa f e lealdad
do governo.
A lei diz o segrate : que o escravo devo
ser dado matricula pelos seus s-rabores,
possuidores ou representantes lugaes deatea.
Deve-se entender que representante le-
gal nicamente aqualle que exhibe, ins-
trumento de procurago, ou a expressSo da>
lei encerra aecepgo geral, que compreben-
de todo aquelle qu exarca um manlat>T
Examinemos a questao segundo o na
direito e segundo oa principios geraes,d
jurisprudencia.
Pego permisso para entrar nestas mi-
nucias : vale a pena, que a questao foi trta-
zida ao Senado.
O Sr. Dantas : E a questao impor-
tantissiraa e urgente : todos esses indivi-
duos ou sao escravos e continuam na escra-
vidao ou sao livres, como entendemos inul-
tos e devem contiauar livres ; ao ha adi-
mento para isso nem pie haver !
O Sr. F. Belisario (ministro da fczen-
da) : Senhores, leio nA'CohsolidaqSfo da$
leis civis, de Teiseira de Freits, no capi-
tulo sobra mandato, nota 1.' ao art. 45oy
o seguinte:
t A disposigo do nosso'texto regola *
forma do mandato, mas a legislco que
autoriza trata somante (a ord. 1. 1.' tit.
48 15 e I. 3.- tit. 29 prin.) do mandato
judicial, e a ord. n. f2 de 30 de Margo
do 1849 do mandato para recebimento do
dividas da Fazenda Nacional as reparti-
g3es fiscaes. Era geral o mandato pode
aer conferido por qualquer forma, exprea-
aa ou tacita, escripta ou verbal, por iu-
truraenti publico ou particular, salvo no
casos, em que a lei exige urna forma do-
terminada.
Era todoa o caaoi tambem pode ser
aceito por qualquer forma, expreasa oa
tacita.
O disposto a tal respeito aoa arta. 140
e 141 do cdigo do commer;io perfeita-
raeate applicavel em materia civil.
O Sr. Daataa : Ahi eat taxativamen-
te a lei.
O Sr. F. Octayiaao : Apoiado.
O Sr. Affonao Celao : E atada ha um
outro excepgo : quando nao resulte dab
prejui/o de terceiro.
O Sr. Silveira Martina : Ex.etamente.
O Sr. F. Belisario (ministro da fazenda)
: Pego aos nobres senadore8 o ob tequio
de nao rae interromperem ; tocarei em to-,
das aa ques-oes.
O Sr. pre8idente : Pego attengo.
O Sr. F. Belisario (ministro da fazenda)
Vejamos oa artigos citados do ppdig
coramer ial, arta. 140 ,e 141 :
Art. 140. D-ae mandato mercantil
quando ura cominereiaate confia a outrem
a gesto de um ou maia negocios mercan-
tis, obrando o mandatario e obrig^adg e
em nome do comraittenta. \
d O mandato requer instrumrit* publi-
co ou particular, era cuja classe entrara a
cartas missivas ; comtudo, poder provar-
ae por teatemunbas no8 casos era que e
admiasivel este genero de prova (art. 123.)
Art. 141. Completa-aa o mandato pe
aceitago do mandatario ; e a aceitage
pode ser expreaaa ou tacita : o principio
da xecuco prova a aceitago para todo o
mandato.
Si do noaao eminente juriseonsulto e de
texto de direito citado, paasarrao3 s auto-
ridades que ao pronunciaran a respeto
deste assurapto, alias nao controvertido na
scienei, bastar-me-ha recorrer ao reperto-
rio de jurisprudencia e de legislago de
Dallo?, na palavra mandato, art. 6.'a. 186,
* O mandato um contracto do lireito
as gentes para cuja validado basta o con-
s ntiraento das psrtes e que nao oat su-
j.-ito a nenhuraa solemnidade ; assim O-
mandato se d, quer por acto publico, quer
por acto privado,' quer verbalmente (cod.
civ. I)85), quer ainda de ura modo taeii?.
Recorrendo ainda ao direito romano,
subsidiario do nosso, pego p^rraisao par
ler este fragmento do Digesto Liv. \it Tit.
1.- | 1.' do jur8conaulto Paulo :
Obligatio mandati conaensu contraben-
tiura conaiatit. Ideo per nuntiura, quoqoe-
vel pr epiatolam raandatum susc pi po-
test. tem sive trogo aive vol aiv
kraandnt aive alio quocuraque verbo acra*
pserit mandati actio est.
M ucionarei ainda aa Institutaa Liv, &.'r
Tit. 22 e Liv. 3.-, Tif 26.
O Sr. Dantas d ura aparte.
Continua.
< I
T/p. do Diario ra Daqne de Caxias 43
r@E


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