Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17497


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Full Text
lSO ilIIT JOMIO 185
PARA A CAPITAL E MK1HK* OSIIE SAO MB PAA PORTE
Por tres mezcg adiantadoa............... 641000
Por seis ditos dem.......... ...... 1^4000
Por um anno dem................. 23(5000
Cada numero avulso, do mesmo da............ ($100
DIARIO DE
rOMilfl U DE AGOSTO BE 1881
PARA DEITilO K FORA O A PRO VIACIA
Por seis mezes adiantadoa............... 13(5500
Por nove ditoB dem................. 200000
B$r um anno idem................. 2701OC
Cada numero avulso, de diaa anterioras........... ,$100
Pr0prie>ai tft JItanoel Jtfiwcira i>* Jara St*

TELS6RAIIAS

-.
- ,

ssav:;e mbcuiab so subi
RIO DE JANEIRO, 13 do Agosto, s i
horas e 5 minutos da ti-rde. (Recebido
s 10 bora3 da noute pela lioha torres
tre).
Foi removido o Julz municipal e
de orpiiaos do termo de lisin. na
provincia do Para bacbare Anlo
nlo Lope de Ht-n donen para o ter-
mo de Camela e Balao. na mesma
provincia, e dente termo para aquel-
lo, o bncharel Adrlno Rosendo do*
Santos i ocantlon.
Em eawn de honlem o Senado ap
protn em 9a dlacmnao o orcamen-
to do ministerio d* estranpjelros.
s Ese. o Sr. Baro de Coteglpe. mi
nlstro de estrauReiro* e presidente
do conselho de ministros, declarou
aue as relacoea entre o Brasil e a
Repblica Argentina eran as mal
cordeaes.
A cmara dos depotados em enasto
de bonlem approvou em *' dlseas
io o orcamento do ministerio da
agricultura, inclusive as emendas
presentadas pela comnltiio
F.m sesso de boje fol approvado
em dlscnsso o projecto do mi
alstro da Agricultura, coataelheiro
Rodrigo Silva sobre a eleledo dos
deputados provlnclaes por voto In-
completo.
A cmara occapa-se cosa a 3* lis
cdss&o do orcamento do ministerio
da Agricultura.
Folapresentado e Jnlgado objecto
de dellberaco nm projecto do ele
potado pelo Para, lose Lonrenco
da Costa Agolar, modlflcando o nu-
mero do pessoal da representacao
nacional dando cada provincia seis
deputados e tres senadores.
INSTRCCO POPULAR
(Extrahido)
OA BIBLIOTHKCA DO POVO E DAS ESCOLA8
; PRIMEIRA PARTE
fi>i,(h; im; \t r u< i
SECBEQOES
Contimuicao )
Secrce.ao a appar. Iho urinarioA secreto uri-
naria tem a eua sie nos ria. Batas glndulas
sao em numero de duas, teem forn a semelbaute
de um fe>jo e esto collocadas na parte posterior
do ventre, de um e outro laio da colamua verte-
bral, na sua regio looobar. A saa substancia
tem cor vermelba escura.
Na peripheria sao ccnsttuidos por um grande
numero de ppqaeninos tubos aggl enerados e di-
rigidos para o centro do orgia, formando a sub-
stancia cortical des rins. Estes tubos, tornndo-
se rectineos e reunindo-se uns aos outros, formam
um certo numero de feixes, que se cbamam py
ramides e eujos vrtices convergentes vo termi-
nar n'umas pequeas cavidades, denominadas c-
lices. Os teixts formam un conjancto, que se
chama substancia tubulosa (ou medulls) dos rins.
Os clices vio todo reuuir-se n'um sacco mem-
branoso .'11, minado bacinete, o qual se continua
com um can 1 b.s auto oigo qua tem o nome de
urter e se vsi abi 1 na bexiga.
A btxiga U'ii n 1 valono de forma arredon-
dada, cent luido [1 < tris membranas que s ,
de fra para dcn'r 1 : d serosa, urna muscular e
outra mucosa. I. .. uada na parte uttrior, an
tericr e mediana d 1 'i.lcineo. Recebe pelos dous
urteres amina formada nos rins ; e expelle-a
para o exterior por um canal membranoso, deno-
minado urtbra.
(Continua)

fABTE OFFIUAi
GoTerno da Provincia
DE8PACHOS DA PBE8IDESC1A, DO DA 12 DE
AGOSTO DE 1887
Amorim Irmaos & C Confirmo o despacho da
Junta do Thesouro Provincial, em viitude da de-
cieao desta Presidencia em recurso de R. de
Drusina & C, pela qual foi declarado que es ge-
ceros recebidos, exportados e mesmo reexportados
pelo commerciante, em qualqaer qualidade, esta-
vam sujeitos ao imposto de giro, doutrioa esta que
se acha consagrada pelo art. 2- do Regulasaento
de 25 de Julho prximo passado.
Antonio Justino Ferroira da Luz.Informo o
Sr. inspeetor do Thesouro Provincial.
Antonio Ribeiro Rodrigues da Silva.-D se
certidao dos cilicios do chefe de polica e juis mu-
nicipal do termo de Nazareth de 3 e 9 do corrente
mes.
Antonio de Barros Faleo. Sim, passsndo
recibo.
Cordolina Amelia da Pax.Informe o Sr. in-
spector geral da Instrcccao Publica.
Mejor Cbristovao da Rocha Beserra Cava lean te.
__Informe o Sr. juis municipal e de orpbos do
termo de 8. Bento.
Clemente F. da Silva.Informe o Rvd. Si. dire-
ctor da Colonia Orphanelogica Isabel.
Bacbare Diogo Carlos de Almeida o Alboqaer-
que. A ordem as pagamentos acha-se estable-
cida Aguarde, portanto, o supplicaute occasio
opport una.
Euclides Fonseca.Informe o Sr. administra-
dor do tbeatro Santa Isabel.
Coronel Jos Thomas Qoncalves.Forneca se.
Jos Eleuteno de Azevedo. Informe a Cmara
Municipal do Recife.
Joaqaim Csrneiro Lins de Albuquerque. In-
forme o Sr. eogenbeiro fiscal da estrada de farro
do Becif: ao S. Frcisco.
Joo Braulio Correia da Silva.Informe o Sr.
inspecto do Tbeacuro Provincial.
Vigario Joo Rodrigues da Costa.Deferido
na conformidade do cfficio expedido boje ao The-
souro Provincial.
Jos Francisco de Lima.Ao Sr. Dr. juis de
direito das execucoes criminara da comarca do
Jos Francisco Poreira. D se certidao das
informales constantes dos oficios de 20 de Julbo
fiodo e 3 do corrate mes do3 j liies de direito do
2- dis:ricto criminal do Recife e da comarca de
B>'zerros.
Bacharel Miguel Nuoes Vianua. Encaminhe-
se, devendo ser pago o porte na repartilo d.s
correios.
Manoel Alves Barbosa Successores.Informe o
Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Bacbare Manoel Ferreira Escobar Jnior.
Requcira ao governo imperial.
Sebastio Asterio Peixoto Gadelha. Fntre-
gue-se.
Tertuliano de Mendonca Nunes Bindira. -Nao
ha que deferir em vista das iuformaydes do The-
souro Provincial.
Alteres Vicente M-igno Nunes.Passe portara
cencedeudo a licenca pedida.
Secretaria da Presidencia de Pernambuco, 13
de Agosto de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
X 420.Quartel general do commandodas ar-
mas de Pernambuco, 12 de Agosto de 1887. -Illm.
e Exm. Sr. Tenbo a honra de apresentar a V.
Exc., em original, a infornuco que me prestou o
commandante do 14 batalho de iulantaria, so-
bre a priso de deus paisanos, ffectuada houtem
em trente ao porto do quartel, para o que foi
preciso ertpregar a forca, em visca da resistencia
que oppuzeram.
Mandei prender e ser castigado conveniente-
mente o cadete sargento qae commandou a escol-
ta, se verificar-se que excedeu-se no emprego dos
meios de que ianc-.u mao para conduzir prosen-
ei da antoridade policial aqueles presos que,
alm da resistencia, um- evadio-se e dirigio-lhe
greaseirts insultos
Deus guarde a V. Exc. Illm. o Exm. Sr. Dr.
Pedro Vicente de Azevedo. diguo presidente da
prsviacia. briradeiro, Jos Clarindo de il'iei-
ron.
N. 657.Quartel do commando do 14 batalho
de infantaria no Hospicio em Pernambuco, 12 de
Agosto de lb87.Illm. e Exm. Sr.Diz o Jornal
do Recife de hoje em sua Qazetilha, com a epigra-
pbeBarbaridade, que fra espancado brutalmen-
te um individuo que havia sido preso por um sar
gento do 14 batalho de infantaria, a 1 1/2 hora
da tarde.
A noticia est muito exagerada ; o fseto deu-se
da forma seguinte :
A's 2 horos da tarde, mais ou menos, dous in-
dividuos, vagabundos, em frente ao quartel, a 8
ou 10 paraos de distancia da sentinella de portao,
se atracaran) e, quando um d'ell-s puxou por umi
faca de ponta, a seutincl a bradou as armas e o
major chegando janella da casa da urdem gri-
tn que prendesst-m aquellas desordeiros, estes
corrern) dando sumifj faca, e as pracas os
perseguram at alcancal-oa, e para effectuarem
a priso foi precise usarem de seus s*bres biyu-
nctas.
Depos de presos, logo que ebegaram ao pirtio
do quartel o mesmo major mandou, pelo 2 cadete
2o sargento Lac rda, acompanbado de urna escol-
ta de du is pracas, que os levass*.m presecca do
subdelegado de polica, e em caminbo nm dos
presos evadindo-se arreo, e i pouca distancia
virando-se para o dito cadete acccoou-lne o bra-
co indecentemente ; pelo que o referido cadete o
perfegumdo coiseguio de aovo prndelo, sendo
preciso o emprego da f jrca.
Momentos depois da sahida do cadete o tele-
phone tucou par* este Quartel, e um Sr. Adelino
disse que no boceo dos Ferreiros um sargento que
condasia um preso espine a va este brbaramente.
O major fes seguir u alteres Villas-Boas, qae
estsva de promptido, afim de verificar o que se
dava e providenciar, e, regressando o dito alferea
com o cadete, ambos disseram nada mais ter hs-
vido, do que o que cima tica exposto.
E' o que me apresso a communicar a V. Exc, a
quem Deus guarde.
Illm. e Exm. Sr. general Jos Cltrindo de Quei-
ros, digno commandante das armas. Jos Thomaz
Gongalve, eoronel.
(ominando das Armas
QUABTKL GENERAL DO COMMANDO DAS
AKMAS DE PEKSAMRUCO, 6 DE AGOSTO
DE 18a7.
Ordem do da n 210
Tendo o Sr. capito do corpo de engenbelros ba-
charel Gregorio Taumaturgo de Azevedo, jncar-
regado das obras militares, desempenbado com
selo e proficiencia, os emeertos ltimamente fei-
tos as penitenciarias do quartel do 2 batalho
de infantaria, conforme informou presidencia da
provincia em officio n. 393 de 1, leuve-o, por
aquelle servido, como me rccommendou a mesma
presidencia em 1 ilicio de 3, tt'do do corrente.
(AssignadoiO bri^adeiro, Jos Clarin-
do de Queiroz.
iieparlvo da Polica
2a aec^So. -N. 707. Secretaria de Po-
lica de Feroambuco, 13 de Agosto de 1887
Illm. e Exm. Sr. Partiuipo a V. Exc.
que fjram hontern recolhidos i Casa de
DeteDcao oa seguintes individuos :
A' ordem do subdelegado da fregueaia do R>-
ciie, Mara da Coneeicao, por cffinsas moral
publica ; James Millez e Porfirio Jos da Silva,
este disposico do Dr. delegado do 1* districto
da capital, e aquelle a icquerimento do cnsul
ingles.
A' ordem do do 2' districto da freguesia de S.
Jos, Cewne Guilherme Das, por disturbios.
Ommuuiceu me o delegado do termo da Gloria
do Goit em officio datado de 10 do corrente, ter
naquella data, acompanhado do Dr promotor pu-
blico, doescrivo e do respectivo carcereiro, feito
a visita na cadea put>lic> onde encontrn 6 pre-
sos, sendo 3 por crime de morte, 2 por crime de
ferimentos e 1 por crime de furto.
Nenbuma reclamado fiseram.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exc.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia.-O chefe
de poli.ua, Antonio Domingos Pinto.
____Thesonro Pro vi acial
DESPACHOS DO DA 13 DE AGOSTO DE 1887
Manoel Nunes da Fonseca.Entreguem-se as
plices.
Dr. Jos Joaquim de Sonsa.Certifique-se.
Mara, Clara ) Salvina.Junto o conbecimen'o
de decima do ultimo semestre, venham por inter-
medio du Kecebedaria Provincial.
Pedro Ramos Lieuthier e Dr. Caetano Mara de
Faria Neves.Registre-se e facam-se oa assenta-
meutos.
Coronel Augusto Octaviano de Souza.Satisfaca
as exigencias do Sr. Dr. contador.
Maximiano Benriqne da Silva Santiago e Anto-
nio de Barros 'alco. Informe o Sr. Dr. con-
isdor.
Aona Carolina de Barros Ramos e Jos Perer
Bastos.Hja vista o Hr. procurador fiscal.
Jus Elias de Oliveira e Jos Teixeira Ossno.
Informe o Sr. contador.
Jos Guucaivea da Silva A C.Informe o Sr.
Dr. administrador da Recebedoria Provincial.
Officio do Dr. procurador dos Feitos.Volts ao
Sr. Dr. administrador da Recebedoria Provincial
pelo qne naja da respectiva commissio a precisa
infbrmaciu sobre o que allega Albino Jos dos
Santas.
Adolpho Julio de Mello.Ao Sr. pagador para
atteuier, logo que a arrecadaco da lei n. 1860 o
permita.
Recebedoria Provincial
DESPACHOS BO DA 13 DE AGOSTO DE 1887
Anna Mara do Nascimento, Visconde
da Campo Alegre, Thorasz de Oliveira,
Jos de S, Vieira & Silva, Marques &
Almeida, Eugenio A. Vieira, D. J. Sevo
* C, Beltro A Estella, Thomaz de Aqui-
no Cesar, Jos Theotonio Domioguos C.
e Joaquim Alves da Silva Jnior. Inor
ms a 1* secsSo.
Carolina Pinto de MagalhSea. Deferi-
do de accordo com a informado.
Francisco Uuedes do Araup. -Em vista
das iuformac8 e da K-i, o supplicanto
nSo po e ser atlendido.
Manoel Gonjalves Estella.Dirija se ao
Thesouro Provincial.
Santos & C.A.' 1* scelo para os de-
vidos fine.
Francisco Izidoro Ribsiro de CarvalLo
e Luiz Jos da Silva Quimares infor-
a Ia sec93o.
KECIFE, 14 DE AGOSTO DE 1887
Noticias do Norte
O paquete nacional Mandos, foi portador das
seguintes noticias :
Amazonas
Datss at 31 de Julbo :
No da 7 de Agosto seria exposta ao publico a
parte que est edificada, do hospital da Sociedade
Bortuguesa Heneficente, constituindo urna enfer-
mara guarnecida de 12,chdhb, convenientemente
preparadas, e tfferecidas por generosas senhoras
e cavilheiros, a qual breve poder funecionar,
prestando os servcos proprios de sen mister.
O Commercio do Amatnos d a noticia de
haver fallecido em Iqnitos o cnsul brasileiro Joo
T. Eiras.
Assumiram o exercicio da inspectora e con
tadoria do Thesouro Provincial os serventuarioB
pblicos Srs. Ignacio Nery da Fonseca e Nicolao
Tolentino.
Para
Datas at 5 de Agosto :
Nao era regular o estado sanitario, pois conti-
nuavam a fazer victimas a beribri, a varila e a
febre amarella.
Le se uo Diario de Belm de 28 do passa-
do :
Vo muito besa iniciados os trabalhos da es-
traccao da gomma elstica no grande estuario oc -
..-upado pela zona meridional do Amazonas, Puras
e seus numerosos sfflaeates.
Os carregamentos don vapores Santarim, Ca
queld e Aripuan, entrados s> corrente mes, attes-
tam esta verdade qne nma prova evidente do
que cima fica dito.
E' este facto um motivo de justa aatisfacio
para o nosso commercio, pois, se continuar o fa-
brico com os bons resultados que apresentou no
primeiro mes de trabalho, de esperar nma safra
extraordinaria.
Sao estes, tambera, os nossos votos.
Sob o titulo Companhia de Bombeiros, diz o
Diario do Oram-Par de 2 do corrente o se-
guinte:
Devido extrema delicadeza do digno com-
mandante da Companhia de Bombeiros, Sr. capi-
to Ivo de Abreu, tivemos o eoseja de visitar ante-
hontem o quartel da mesma Companhia.
m A disciplina que se encontra em cada um dos
subalternos do Sr. capito Ivo, a ordem e prompti-
do em que se acham todos os misteres para a
extineco de qualquer um incendio e o aceio que
se nta em todo o pavimento, sao a melbor prova
de quanto incansavel o distincto commandante.
< Em sru ultimo relatorio apresentado presi-
dencia o Sr. capito Ivo mostra o grande nteres-
se qne toma pela garanta da fortuna publica,
apootando todos os melboramentos de que carece
a sua companhia.
< Entre os melboramentos aponUdos notamos
que sao de prirceira nccessidsde a collocaco de
ca xas automticas em cada um dos qoarttiides do
ceotro da eidade e de boccat de incendio em todas
as ras, distanciadas de 10 em 10 metros por m-
nimo.
Este relatorio tem de ser apresentado a As-
sembla Provincial: por isso estamos certos que a
patritica corporaco nao deixar de lancar suas
vistas para este sssumpto.
o Agradecemos a finesa do Sr. capito Ivo, de
sejamos que S. S. contine a angariar dos pa-
raenses a mesma sympathia de que tem gozado at
hoje.
No da 4, s 4 1/2 horas da tarde, dos an-
daimes de urna casa em reconstrueco, da praprie-
dade do Sr. Iriaj Cclho, ra Nova de Santa
Auna, cahiram dois eperarios de nomes Joo
Santa Rosa e Alipio de tal, ficando ambos bas-
cante maltratados.
Foram medicados immedistamente, na pbarma-
cia Abel.
No dia 28 de passado, s 11 horas do da
quando o trem da estrada de trro de Braganca
chegava a Benevides, nm passagero cabio fulmi-
nado pela morte.
Procedidas as indagseoes sobre a identidade
d'esse infeliz, ventcou-se ser elle completamente
desconbecido.
Em suas algbeiras foi encontrada a qusntia de
75*600.
Sob o titulo Gatuno udat lemos o segniote
no Commercio do Para de 3 :
Hontem s 11 horas do dia no largo de S. Jo-
s foi preso pelo Sr. Rocha, carcereiro da cadea,
o celebemoo gatuno Manoel Joaquim, que nos fsi
importado da corte no paquete Mandos.
Es-e audas gatuno hontem comecou as suas
proezas, penetrando n'um casa ao largo de 8. Jos
para exercer as suas habilidades: foi presentido
pelo dono d'ests, o qual pergnnton-lhe o que de
sejava.
Responden que quera dinheiro ; como o dono
da casa moetrasse-lhe a ra, o gatuno lancou-se a
elle e sem duvida comniettena nm crime se na
occasio nao passasse o Sr. Rocbs, que o condosio
paraT a cadeia.
Por teligranma de SO do passado, do Sr.
ministro da fastnda ao Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda d'esta provincia, torsm dispen-
sados do sirvico externo des vigas da guarda-
miria e reduzdos para 2J50U diarios os salarios
don vigas e cercadores aas capatasias.
Sao homens honestos, trabalhadures, e quasi
todos cbifes de onmeroias familias, para a n-aon-
tencio das quaes e contavsm com os recursos de
seus ordenados, dis a sopracitada folha.
Falleeeram I na capital, a 28 do passado, D.
Anna Pinto Marques Moreira, irm do conego
Pinto Marques, e em Abaete o collector geral do
Affu.
A alfandega arrecadoa no mes de Julbo ai-
timo a quantia de 838:865f 480.
Em igual mes, no ultimo quinqnennio, foi esta
a renda da mrsma reparticAj :
1886 666:288*081
1885 661:115*073
1884 542:9*8*075
1883 9*9:441*468
1882 771:u80*579
No referido mez de Junbo a renda da recebo-
doria provincial attingio o total de 175:555*630
que se decora; o-; assim :
Recebedoria provincial 157:765*402
Ver-o-peso 9:969*339
Can. aras 6:914*410
Santa Casa 906*180
A renda arr;cadada pela mesma r-'partidlo, em
igial mez. do ultimo quinqnennio, fui a seguinte :
1886 157:277*672
1885 231:384*940
1884 115:263*279
1883 218:345*908
1882 129.860*616
A collectoria da decima urbana d'esta capital
rendeu em Julbo ultimo a quania de 64:933*194.
Maranbo
Datas at 5 de Agosto.
Os Exms. Srs. Drs. Jut Bento de Araujo,
presidente da provincia, e Candido Vieira Chaves,
chefe da polica, regressaram no dia Io do seu
pssseio povonco Primeira Cruz.
No dia 29 s 7 horas da noite teve lugar a
festa de libertaco do club Artstico Abolicionista
Maranheose para solemnisar o anniversario de sua
iustallaco e da adheso da provincia causa da
independencia e do imperio.
A's 8 1/2 horas da noite, .no pn municipal, que Lfra unnimemente cedido para
esse fim pela enmara, em presenta de numeroso
auditorio, o Sr. Jos Maria Baptista Maranhense,
presidente do club, convidou para presidir a ses-
so o Br. conejo Francisco Jos Baptista que de-
clarou aberta a sesso.
Tomou a palavra, m primeiro lugar o Sr. Vc-
tor Castello, orador do club, que explicou o fim
da sesso e oceupou-se da guerra que tem Hdri-
do n'cd'a provincia todos 08 que se dedicara a
cauta abolicionista, salientando entre mutos ou-
tros factos a perseguir i de que foi alvo um ve-
Ibo e bourado fuuccionarij pela suapeita de estar
era accordo de vistas com ellos.
S'-gunain-se alguns representantes de socie-
dades.
Serviram-se depois da palavra o Sr. padre Dr.
Joaquim Sampaio Castello Branco, Dr. Agripino
Azevedo, conego Francisco Hidelbrando Oomes
Angelin, maj >r Joaquim Ferreira de Sousa Jaca-
randa e Manoel de Bettencourt, que manifesta-
ran)-se francamente em favor da causa dos escra-
vos, recebendo applausos do auditorio.
Por ultimo, tambera fes-se ouvir o conego Frn
cisco Jos B iptista, que, ractificando as suas
ideas abolicionistas j ama ves manifestadas, mos-
trou que a escravido era contraria a todas as
leis divinas e humanas.
Foram restituidos a liberdade tres escravisa-
das.
A alfandega reudera no mez passado......
136:264*096.
Planby
Datas at 21 de Julho.
Tomara couta em 5 da administraco da
provincia o Dr. Francisco Jos Viveiros de Cas-
tro.
aa A presidencia convecou extraordinariamen-
te para o dia 20 de Setembro vndonro a respec-
tiva assembla legislativa c desiguou o dia 3 de
Novembro futuro para proceder-se a eleico de
deputados provinciaes.
Fallaasram : em Oeiras major Clarsmun-
do de M irtfes Bego ; em S. Joo, o tenente Jos
Antones Ribeiro e na capital, a 18, o capito Se-
bastian Jos Saraiva.
A Pacotilha do Maranho de 4 do corrente
d a seguinte noticia :
Telegrsmma '' cebido n'esta capital hontem
s 7 boras da noite, uoticia haver fallecido em sua
fasenda Descuido, comarca das Barras, provinei"
do Piauhy, na a vaneada Idade de 79 annos, o co-
ronel Jos Antonio Rodrigue;., commandante su-
perior da guarda nacional o chefe prestigioso do
partido liberal d'aquella comarca.
Era o coronel Rodrigues varo probo e geral-
mente respeitado pela nobreza de seus sentimien-
tos.
o Foi casado tres vezes, e deixou viuva e nume-
rosa descendencia, comporta de 10 filhos, 41 netos
e 8 bisaetos. -
Ceara
Datas at 10 de '.gosto :
Funccionava a Assembla Legislativa Provin-
cial. Esgotada a hora do expediente no da 3 pas-
sou-se ordem do dia, eleico da mesa. Corrido o
escrutinio foi per 16 votos contra 15 qua obteve o
Sr. Joo Paulioo, eleito presidente o Sr. padre Lei-
to, que oceupando a cadeira pedio dispensa do
cargo. Depjis de calorosa dlscusso, fieoa empa-
tada a votsclo do requerimento, em vista do que
o Sr. padre Leito declarou que aceitava o cargo :
levantou-se a sesso.
Devia nesse dia inaugurar-se o novo ramal
da estrada de ferro de Baturit, que vai at a Al-
fandega.
0 Libertador augmentara no dia 1* da for-
mato.
Luios oa Constituida de 10:
Ante hontem, s4 horas da tarde, em compa-
nhia do Sr. Jobo Ltylaud, arrendatario da empre-
sa do abasteciraento d'agua desta capital, dirigi-
ram-se ao reservaterio du B.'rafica, era bend espe-
cial, diversas senhoras e cavalheiroe, entre os
quaes os nossos collegas Dr. F. S, da Gazeta do
Ntrte, J. Lopes, do Libertador, Luis Miranda, do
fedro II, e Martinho Rodrigues leste jornal, afia
de visitaren] o deposito, machinas, etc., do cstabe-
lecimento.
O reservatorio eontem cerca de 3 metros de
agua limpa e perteitameote potavel, alm do ca-
cimbo do centro do mes no que lem 60 palmos de
profundidade.
Os dous grandes tanques estavam completa-
mente cheios e a grande machina a vapor func-
ionando regularmente.
O reservatorio, pois, est na.i melhoies condi-
coes de asseio.
Nao obstante a abundancia do manancial, o
Sr. Leyland pretende construir outro deposito,
puuce distante do actual, em lus.ar onde, segundo
uformacoes de petsoas antigs, nao ha receio de
faltar agua, anda as maioresstecas.
i r'ara a construeco do novo iceer va torio j fo-
ram eneommendadas as machinas e objectos ne-
cessarios.
A The Cear Watter Compaay Limited, pro-
prietaria da empresa, quasi que a havia .bando-
uado; hoje, porin, com a dirneco do Sr. Ley-
land o abasteciratiito d'agua ttm se tornado re-
gular e provavel qae de ora nm diante nao se
notein as faltas que davam lugar a constantes re-
claraacoes.
O que convem agora que o poder competen-
te faca cumpnr as condicoes do contracto respec-
tivo.
Actualmente bebe-se agua c mprada a indivi-
duos, alguns dos quaes vo bossal a na lig* do
Garrote e outros lugares pouco ssseados.
De volta daquelia visita foi i florecido aos con-
vidados um lauto jantar no Res snirante Henifica,
durante o qual se trocaram dive. sos brindes, s s
7 oras da u ite regressaram os convivas satisfei-
tos do amavel acolbimento do llustre enge
nheiro.
Victima de urna an^nrismi do coraco, de
que ha um m s padeca, fallec u no dit 2 cesta
capital a Exma. Sra. D. Joacjuina Amalia da
Costa.
A llustre finada era natural di eidade do Ara-
caiy e contava 88 aunos de idad 3.
Casoa com o negociante da prncado Recife Do-
mingos da Costa. Teve de seu consorcio um filoo,
que laorreu na infancia. Euviuvoa em 1825.
No dia 8, s 2 huras da madrugada, fineu-se
em Arronche, victima de ruptura de nma aneuris-
ma, o capito Manoel Albano Fi ho, gerente da lo*
ja Libertadora.
O finado era um moco muito estimado, dotado
de apreciaveis qualidades pessoaes e geralmente
bemquisto ; s:,ndo por isso seu passamento por to-
dos pranteado.
Era inupt e centava apenas 29 annes de
idade.
A seceo de arrccar;o no mez de julho pr-
ximo fiado rendeu 33:982532 e a alfandega no
mesmo mez 188:035*894.
salo tirande do .\orie
Dafas at 11 de Agosto :
As noticias desta provincia en tara da car-
ta de nosso correspondente publicada sob a rubri-
ca Interior.
Parahfba
Datas at 12 de Agosto :
No dia 2 do corrente rcuuind o se 24 Srs. de-
putados provinciaes sob a presidencia do Revm.
conego Dr. Meira H -nriques, procedeu-se elei-
co da mesa para o Io mez do 2o anno do bimno
legislativo, e em resultado foram eleitos os seguin-
tes Srs. deputados:
Presidente, Rvm. conego, Dr. Leonardo Antu-
nes Meira Henriques ;
Vice-presidente, Dr. Amaro Gomes Carneiro
Beltro ;
Io Secratirio, msjor JosCampello de Albuquer-
que Galvo ;
2 Secretario, capito J ao Manoel da Silva ;
1 Supplente,professor Gracilisno Fontino Lor-
do;
2* Supplente, advogaao Pedro Marinho Falcao;
seguindo-se em votos Veiga Torres, Amelio fresar,
Cartazo e Joo Alvino.
A eleico de presidente e vice presidente resol-
veu-se em 2o escrutinio, visto como no 1* nao ub-
tiveram maioria absoluta os Srs. conego Meira a
Dr. Irineo Jcffely, mais votados para presidente,
e nern anda os Srs. Dr. Amaro Beltro e com-
mendor Antonio Bezerrs, mais votados pars vice-
presidente.
Concluida a eleico da mesa, e feita a commu-
nica$o ao Exm. Sr. presidente da provincia, teve
lugar a installaeo da mesma assembla a 1 hora
da tarde do dia seguate, como S. Exc. deliberara.
Para o preenebimento da vaga aberta na as-
sembla provincial pelo fallecimento em 28, cm
Mumaugu ipe,do capito Jos Flix do Reg Barros,
desgnou S. Ex;, o Sr. presidente da provincia o
dia 4 de Setembro viodoaro afim de eleger se pela
1 districto da piovincia um membro da mesma
assembla.
Sob o titulo A Cidade i'Areia librtate, d
o hitpertador de 10 a seguinte noticia :
Desde 1871 que all, se fundou na associaclo
emancipadora a estoicos e por iniciativa do Sr.
Manoel da Silva, que tem sido incansavel atalaia
dos miseros escravisados, e prximo est o momen-
to de ver todo o municipio daquella importante ci-
dade inteiramente livre da praga do captivei.-o.
No mez de Julho rindo libertaram todos os
seus escravos os cidsdos, resideutes naquelle mu-
nicipio : Srs. Antonio dos Santos Coelbo e Silva.
Fausto Benj ,m n de Gouveia, Manuel Q irino de
Medeiros, Antonio Francisco Pereira Coque, Jos
Mathias de Souts, Deodato Francisco da Salles Pea-
soa, Jos Coelho de Lemos, Glicorio Cavalcaute
de A buquerque, Joo de L"mos Vasconcellos, e
as Exmas. Srts. DD. Maria Francisca da Fonseca,
Anglica da Eucarn Jess.
Tambem concederam liberdade a seas escra-
vos o Sr. Capito Joo Canato Correia Limae as
Exmas. Sras. DD- Maria Leocadia Pessoa de Al
buquerque e Victoria Pessoa de Albuquerque.
No dia 16 de Julho dito o Sr. Joaquim Fru-
ctuoso de Oliveira altorriou o seu uit rao esersvo.
o No dia 23 os berdeiros do fiuado Francisco
Me'quiano da Silva libertaram ao ultimo escravo
que aioda tinham.
No da 31 o Dr. Cu .ha Lima n seu cunhado, o
capito Manuel Gomes da Cunha Lima libertaram
seus ltimos escravos.
O capito Rufo Correia Lima, residente no
municipio de Piloes, da comarca de Aii, libertan
os seus ltimos escravos em numero de 12, tod>s
de idade inferior a 30 annos.
Honra a todos esees Srs. e Sras pelos genero-
sos setos de beneficencia e humanidade que aca-
baos de praticar ; as heneaos do eo chovara sobre
elles e por sobre suas Exmas. familias.
Da capital communicaram o seguinte :
O delegado de polica de Batalho Sr. Eaas
Villar dos Santos Barbosa ioformou as Dr. ch fe
de polica, em 28 de Junbo ultimo mais ou menos
o seguinte sobre um assassinato all commettido :
No da 26 de Agosto do anno dj 1886 deu-se
a morte de Joaquim de tal, conhecdo per Joaquim
Q'iixiabira, no lugar de sua residencia Carneiro do
termo de Batalho, sendo a morte teta por urna
forca de polica enviada pelo Dr. juis municipal
da villa de S. Joo, Joo da SiWa Pires Ferreira e
o delegado de polica do termo da mesma villa,
Francisco Mara Correia de Cantalice. Estes en-
tregaran! dita for$a ao proprio inira?o d'aquelle
iufez Qiixiabira de nome Manoel Joaquim, co-
nhecdo por Manoel Carpma, e este o coudazio da
mesma villa de S. Joao at o lugar Carneiro, onde
fora praticado o assassinato.
O corpo do infeliz Quixiabira foi conduzido
aquella villa da S Joo, nomeio de urna cangalha,
todo descoberto ; pola estrada ondepassava o povo
ficava horroraado pois o espicto era medonho !
At esta data porin, nao se procedeu ai inqueri-
to policial.
INTERIOR
Reforma do enslno primario e
secundario
EM SESSAO DE 26 DE JULHO ULTIMO FOI
A MPEIMIB NA CMARA DOS DEPOTADOS
O SEGUINTE
Parecer :
As commisses de instrueco publica e fasenda
examiuaram o projecto e apresentado em sesso de
24 de Agosto de 1886 sobre reforma do ensino
primario e secundaria, e applaadem os intuitos,
uelle contidoa de reorgaoisur-se o ensino pri-
mario e secundario do municipio neutro, desen-
volverse a instrueco publica as provincias e
elevar-se o ensino secundario en todo o Im-
perio.
O municipio neutra, cerno espelho e coraco das
provincias, deve dar Ibes exemplo e modelo de
ama boa ergaoisaco do ensino primario ; desen-
volver e aperfeicosr esse grau de ensino naque-lia
circumscripco nao portanto, cuidar o legisla-
dor sineute dos interesses da capital do imperio
e seu municipio e menos inspirar-se em senti-
mentos de egosmo looal, mas tentar patritico
ensaio que ser aprov.itado pelas provincias e
offerecer-lhe um lypo de orgaoisaco que ellas
dar-se-o pressa d adoptar desde qae se cou-
vencam do bem xito della. Para a realisaco des-
te proposito, fas-se conveniente elevar o enaiuo
primario do municipio ueatro, ja dando completa
execuco ao programma de 1854 e acommodan-
do-o as exigencias da pedagoga moderua, j do-
tando de m-lhor orgaoisaco as escolas puo'i-
cas, ja finalmente aubordinand* tolo esse novo
impulso aeco benfica dos dous principios car-
deaesda instrueco obrigatoria e da liberdade
do ensino particular.
Era referencia instrueco secundaria fas-se
mais necessana e argente a elevaco dos estados.
Os abasos constantemente reprodusiaos nos exa-
mes das disciplinas preparatorias, a soffreguido
com oao o alumno em regra quer ser approvado
sineute para consegair a matricula nos cursos
superiores, e o pouco preparo scientifico e Ilite-
rario resultante desse facto, nao s produaem na
tavrl depresso no nivel intelectual da'ncssa
mocidade, como se reflectem de modo sensivel as
instituido;s de ensino superior.
A elevagSo do ensino secundario, alm das
vantageos resultsntes da importancia propria
dease ramo de ensino, ser poderoso estimulo
para o pro^resso e melhoramento dos cursos su-
periores, condicao da sua prosperidade e meio de
obviar a lamentavel decadeneia dcll-s ; a instrue-
co secundaria, sendo a que mais concorre para o
desi'nvolvimento da inteliigencia, tambsm oali-
cerce e fundamento da ihstrucgo superior ; ne-
nbuma reforma poder-se ha faz r neste rama
de ensino, deizando a instrueco secundaria no
deleixo e abandono em que est ; preciso cor-
rigir primeiraraeate os defeitos e vicios desta,
para depois, sobre as solidas bases drssa reforma,
levautar o edificio da reorganisafo do ensino su-
perior.
A elevaco do ensino secundario faz se pelo
projecto adoptando-se como typo o Imperial Col-
legio de Pedro II, de modo que s se possam ma-
tricular nos curs-.s superiores os candidatos gra-
duados com o diploma de hachareis em lettras.
Esse diploma poder ser obtido naquelle collegio,
ou i m outros lyceus congtneres estabelecidos as
provincias pelo governo geral cu por lei pro-
vincial, segurado o alumno o respectivo curso, oa
estudandu em estabelecimentos particulares e
prestando exames gradativos nos collegios oa
lycus legalmente autorizados. Alm dos favores
conc-mentes validade dos ciara- a para a ma-
tricula nos cursos superiores e coliago de
graoi, ambos de exclusiva competencia do governo
geral, conceder este subvtnco aos Ijccus pro-
vinciaes modelados por aquelle typo e sujeitos s
condic- a determinadas no projecto, o que ser de
grande vantagem principalmente para as pro-
vincias peqir.nas que de outro modo ficariam pri-
vadas daquelle beneficio. O plano ideado no
projecto,>(. que ser pouco a pouco desenvolvido
at sua conseenfo final, de ser estabele-
cido um lycen provincial, modelado pelo Imperial
Collegio de Pedro II, na capital de cada pro-
vincia.
A iniciativa particular obtem, pelo projecto,
neste ramo do ensino, as maiores garantas. Nao
k a inscripfo livre para exaraes permitte ao
alumno escolher entre s collegios otciaes e os
particulares, como a "ates pie ser concedida,
mediante certas condicoes, a facnldade de collar
graos com os direitos a clics inherentes. Por
este modo facilita- e o valioso concurso daquella
iniciativa, obstando-se o monopolio dos estabeleci-
mentos i ili.'iaes e r- n Jendo-sc justa bomenagem
ao principio da liberdade do ensino.
No intuito de desenvolver a instrueco publica
as provincias, o governo autorisado polo pro-
jecto para crear escolas profissionaes e asylos
industriaes, e subsidiar estabelecimentos de igual
natureza, lyceus de artes e inicios, escolas de
adultss e escollas normaes fundadas por lei pro-
vincial ou por iniciativa particnlar na conformi-
dade da nm ty,Jo prestabelecdo, e bem assim
para auxiliar a fuoda(o de bibiiothecas populares
e museus pedaggicos. Por esta simples exposi-
co, prev-se o rigoroso impulso que, segundo o
projecto, ser dado as provincias ao desenvolv
ment da instrueco popular.
Julgtm-se dispensadas as commies'S de en-
traron em minucioso exaine do plano geral da
projecto, limitaudo-se o relator a refenr-se as
que expoz Cmara dos Deputados as palavrai
proferidas na ssso de 24 da Agosto do anno
passado por occasio de fundamentar este pro-
jecto, e ao relatorio que apresentou ao Ministerio
do I operio na qualidade de relator da commisso
por este nomeado e presidida pelo benemrito es-
tadista Visconde do Bem Retiro, de saudosa me-
moria, cujo nome llustre o melbor apanagio das
ideas comidas neste plano de reforma, que encer-
ron, nos ltimos momentos da sua preciosa exis-
tencia, o largo eyelo de valiosos e inestirnaveid
servicos por elle prestados patria.
Sem pretender, entretanto, afastar-se desta pro-
posito, deseja o reUtor, em seu nome e n> das
coramisses reunidas, tornar bem sensivel qne a
nota dominan:e deste pao de reforma desen-
volver, animar e reerguer a instrueco publica
as provincias, em todo o imperio ; e que, anda
mesmo dando melbor forma e mais completa
organisaco instrueco primaria do municipio
neutro, seu principal intuito offere:er s pro-
vincias um modelo qjie, couSrmado pelo xito
da experiencia, seja digno de ser por ellas imi-
tado.
Pareced a alguns membros das commissoas
por demais exteuso e desenvolvido o programla
do ensino primario, qual se acba no projecto, bem
assim superior s restrictas necessidades do en-
siuo entre nos a diviso das escolas publicas em
elementares, primarias propriamente ditas e pri-
marias superiores. Deve-so attender, antes de
tudo, que o plano refere-se a -. rauuicipio neutro,
cujo adiantamento m Tal n.io ple ser posto em
duvida. Accresce qae o programma com pe-
quenas altrneos i o do decreto n 1,131 de 17 de
Fevereiro de 1851, e aquella divisan de escolas
com organisaco de clames e exames gradativos,
aproveitando approxradamente das graduate
schools dos Estados-Uuidob, nao mais do que
um raeio pratico de fiuilitar o ensino das mate-
rias do programma primario, distribuiodo as gra-
dualmente por aquellas escolas e as respectivas
classes.
Ao contrario do que se julga, o programma pri-
mario proposto no projecto anda maito modes-
to em reluci s ideas me lernas e pratca se -
guida entre os povos mais adiantadoa. Para nao
amontoar exemplos, citaremos apenas a ultima
retorma das escolas primarias da Franca. O re-
gulamcnto de 18 de Janeiro do corrente anno, pu-
blicado uo jornal official da Repblica Francesa
dn 20 do mesmo mez, dando execufao lei de 30
de Uutubro do anno passado, que raorganisou o
ensino primario, estabelece no art. 27 o program-
tra da instrueco primaria elementar, e no art.
35 o da instrueco primaria superior.
A instrueco primaria elementar, segundo esse
regulamento, comprehendeensino moral e cvi-
co, leitura e esenpta, a lingua francesa ; calculo
e systema mtrico; Historia e geographia espe-
cialmente da Franca ; heoes de coasas e primei-
ras nogoes scientificas ; elementos de desenho,
canto e trabalho manual (trabalhos de agnlba as
escoks do sexo feraioino) e exercicios de gymnas-
tica e militares.
A instiuceo primaria superior comprehende,
aloa da reviso aprofundada das materias esta-
dadas na escola primaria elementar, aritbmetica
applicada, elementos de calculo algbrico e de
geometra, regras de cootabilidade usual e de
guardalvros, nocoes de ciencias physieas e na-
turios applicaveis agricultura, industria e i
bygiene, desenho geomtrico, desenho de ornatos
e de modelagem ; nocoes de direito usual e de
economa poltica ; noyes de historia da littera-
tura francesa ; as principaes pocas da historia
geral e especialmente dos temos modernos ; geo-
graphia industrial e commercial, as linguas vivas,
trabalhos de madeira e ferro para os meninos, e
trabalhos de agulba e de corte e costura para ai
meninas.
Coofrontando-se esse programma de ensino pri-
mar o na Franca com o lo prejecto, vi-se quanto
este ainda est longe de acompaohar o desenvol-
vimeuto que instrueco primaria do as legisla-
eoes dos povos mais adiantadoa.
Do mesmo modo, nao extraordinaria a exigen-
cia feita pelo projecto de somonte seren admiti-
dos matricula dos corsos superiores os candida-
tos graduados com o diploma de bacharel esa let-
tras.
A um dos membros das commissoes, o deputado
Ponido, assim pareceu, juagando sufficientoi^as





v

"-





1
i
I


2


Diario de fernanibucoDomingo 14 de Agosto de 1887







disciplinas j exigidas desde que o exames sejam
feitos coco todo o rigor e moralidad*, e sem ponto*
que postam ser materialmente decorados; nada
confiando em qualquer reforma emquanto aa ap-
provacoas forem fcilmente obtidas por meto do
empeuho. O nico meio de cortar este abaso do
estado material de pontos determinar a presta-
dlo de exames por series suocessivas que oxigem
applicagio constante do alumno e gradual deten-
vol vimento dos seus conhecimentos.
A exigencia do bacharolado em lettraa para
matricula nos cursos de inatrascjto superior na
condicoes actaaes, o meio nico e raseavel de ele-
var os estados superiores to decahidos; nem
ella extraordinaria, porquanto tacto muitas ve-
Bes realizado, havendo grande numero de horaens
formados que se habilitaram para aquella matri-
cula com o dipl-ma de bacharel em lettras do Im-
perial Collegio de Pedro II.
Nao ba, pois, razio para dovidar-se quejar to-
dos possa ser cumprido o que amitos taatuposto
em pratica ; e o projecto nao tas mais dccfie ge-
neraliaar um facto muitas vetes reproiuzido, que
tem dada constantemente os melbores resultados
e despertar as mais fundadas esperanzas.
Hera por certo injusta e inexequivel tal exigen-
cia, te o bacharelado so podeaae ser conferido pelo
Imperial Collegio; mas o.projecto.atteudendo
ecetsMade do desenvelvimento da inatruccao e
conveniencia das provincias, nao somente crea
novos estabelecimentos moldados por aquello ty-
po, coreo facilita a organisacio dos lyceas pro-
vinciaes e at permitte, na conformidade de de-
terminadas condicoas, a conceiso de iguaes d-
reitos e regalas a estabelecimentos fundados por
associscoes particulares.
Sobre pont.it de somonos importancia appareee-
ram tarabem algnmas divergencias no seio das
commissoes. Aos aeputados Carneiro da Cunh-i,
Dias Carneiro e Panla Primo pareceu muito one-
roso e inconveniente o 6- do art. 2- que auto-
risa o governo para contrahir um emprestimo, cu-
jo jaro nao exceda quantia que ti ver de despen-
der com os predios alugados, afim de mandar cons-
truir edificios apropriados para escolas no munici-
pio neutro, apetar da delimittcao expressa de que
O custo de cada escola dever corresponder, quin-
to fr possivel, ao capital enjo juro de 5 % eqni-
valha ao preco do aluguel annual do predio em
que a escola estivosse funecionando.
Os deputados Penido e Montandon entendem
nio ter justa a disposicao transitoria do i* do
srt. 4- que s considera validos dentro do praso
dedo s annos os exames de preparatorios feitos
antes da execucao do projecto; parecendo ao de-
potado Montandon que at se devera declarar se-
remos exames prestados no regim?n anterior ao
da exeeocao deate projecto de lei reputados vali-
dos para a expedi?Io de diplomas de bacharel aos
candidatos qua so mostrarem haoilitados as oa
tras materias exigidas.
Opiuou o deputado Costa Agaiar contra a ins-
truccao primaria obrigatoria, aiula mesmo cir-
comacripta ao munieipio neutro, reservando-te pa-
ra (asar oucras con9derac5;s na discussao do pro
jecto.
O deputado Olympi i Campos entende que nos
seminarios diocesanos se devem entinar todas as
disciplinas que constituem o curso do Imperial
Collegio de Podio II, sendo considerado? validos
para a mttricula nos curtos superiores os exames
prestado3 naquelles estabelecimentos.
Com idaa couiplemuntares ao plano desenvolvi-
do no projecto, consagra-se ahi, quanto aoapertei-
joara nto da inafiuccio primaria, a reorganisacio
da escola normal do municipio neutro, e, quanto
elevaci doensino secundario, a creacio de urna
faculdade de lettras.
A reoreanisacio da esciU normal de intuiti-
va neeesaidad?, principalmente no sentido de tor-
nar-se pratico o ensino dos normalistas. Anncxo
escola normil di sexo feminino, realisada a se-
paradlo dos cursos de um e outro sexo aatorisa
da pelo projecto, poder o governo crear, como
complemeutar dos estudos normalistas, um curso
de instruec.il secundaria para o mesmo sexo.
Este pncteiro ensaio de um estabeleeimeato of-
ficial de eusino secundario para mofas generosa
idi qua muitodeve ter applaulili. O desenvol
vimento intellectutl da malher nmi das mais
bellas aspiraeoes dos tempos modernos ; todos os
povos cultos porfiam, des le o cometo do seculo
actual, em dar mulher a cultura de espirito com-
pativi coma sm posicio social, elevara sua in-
telligencia e prcparal-a parabim cumprir a tua
missio na familia e na sociedade. E' esta urna
tendencia do espirito moderno ; urna idea dos nos-
tos dias; o rssultado do progresao e das necessi-
dades da civilisacao.
A Allemaoha no seculo XVI e a Franca no s-
calo seguate deaportarara effiaz prop ganda em
prol da iastruecSo da mulhar ; mas neohum alcan-
ce rivera n es es factos para a sociedade lesse
tempo e s neates ultmo3 00 anua ss ba real-
mente operado no mundo curto propsganda e mo-
vimeato em favor daquellas idia
A Bu>3ia vio niciarem-se ha cerca de um se-
cuto oa a mu institutos destinados en comeco 4
edacacidts filhas de familias nobres, tendo sido
o prmeiro deases estabelecimentos construido pe-
la impere.triz Cathirini II, cajos esforeot foram
continalos pela imperatnz Mara Feodorovna.
A Sai sa, deaenvolveado as suas nstituicoes de
ensino secundan para miciv tem podido espa-
lhar por > 11 03 pov03 as alumuas preparadas em
mas eacolas como missionarias da edecsclo no
seio das fmilia?.
A Franca, pela lei de 21 de Desembro de 1880,
conheeM do nom3 de tea autor por leiCamille-
Se, organiauu esse easino decretan lo a creacio
de estab:l-cmeat03 destinados a esse fim com o
concurso dos departamentos e das eommunas. Do
mesmimodoa AUemanha 3 a Prustia, a Ingla-
terra, a Austria II ngrii, a Hollanda, a Italia, a
Grecia, a Suecia e Noruega e os Estados-Unidos
nio descuram de facilitar e desea 7olver a osfruc-
eio eeaodar do sexo feminino ji pela inter-
vencao directa dot poderes publii03, j4 por tab-
veocao do Estado a e3tbelecimeatos particalares,
ja pela iniciativa de corporacSes dotadas de grao-
des patrimonios e largos rendimentos.
O plano consagrado no projecto apenas um
ensaio : figura cimo um curso complementar da
escola normal, havendo aulas communs aos dous
corsos, e acresce-tando-se somente inglez, italia-
no, aUemo e litteratura. O pro?ramma, qaasi to-
do j constante do curso normal, n5o exagralo,
comquanto suffi:iente; approximvse do program
ma da lei franceza de 1880 e do da Luiaen-
Schule de Berlin. Algumas disciplinat do cureo
normal, como pedagoga e ptatica do entino, sao
omittilas ; outras qae poderiam parecer dispensa-
veis, sao mantidas por j estarem comprehendidas
no programma do curso normal em vigor.
Na Eatados-Uoidos, o ensino secundario das
senhiras tem programma muito mais ampb, sondo
tal o empeuho de abrir-lhes a earreira da* let-
traa e tcienciaa, que para ellas at ba- etcolatde
instruccao superior. Na Ioglatcrra, poderosas cor-
porsco-s mantm importantes estabeleeimentos de
ensino secundario para mocas, entre os quaet re-
feriremos a escola de Cheltenham, o Qaeen't Col-
lege, o coll -gio de Bedford e escola Camdeu, ca-
jos programmas abrangem at grego e o latim,
a theologia e a economa poltica ; e a associacao
de educarlo para as senboraa mantm numerosos
Curso3 no c.lhgio da nnivertidade de Londres
com programma anda mais vasto, comprehendea-
do no estudo das lingual o tanteripto, o hebraico,
o rabe, o peraa e o chinez.
O ensaio eabocado no projecto portante, omi-
to modesto em relacao ao qno se pratica em na-
coes mais adiantadas, as quaes dase mxima
importancia cultura intellecinal da multaer ; mas
era j um grande passo eo meio_ de preparal-a
para educadora da* futuras gericoes. Si em to-
dos os tempos a mulher foi a educadora por ex-
celencia, hoje ainda mais se accentua cata tabli
me qualidade de qae dotoa-a a naturea; eata
ama daa feicoet caracter'tticas da eteola mo ler-
na, de cajo typo te approxima o projecto, confian-
do quasi exclusivamente a professorat e ensino
primario de nm e outro sexo. Dedicando-te a et-
tudot mais elevadoa, a mulher poder exercer no
eio das familias a missSo de educadora, alargan-
do a esphera dos conhecimentos e aperfeicoando
o espirite daa mocas, qae, potteriormente, como
mlit de familia, melhor podero cuidar na educa-
cao dos filhos. A ninguem escapar, por certo,
a vantagem qae d'ahi resalta para a sociedade. A
malher, etpota e mai, pela sua influencia sobre
o presenta e tobre o futuro, o maia poderoto agen-
te da civti.saco.
A creaco de orna faculdade de lettrts, como
complemento do bacharelado actual, conaequen-
cia da elevaco dot estados secandarios.
Etsa faculdade, alm de alargar ot horizonte!
da inttruccao tecundaria, formando tuna ponte
entre esta e a superior, facilitar aperfeicoada
cultura intellectual aot que ntVo quiterem tegair
earreira profittional e modificar a feioao do en-
tino entre nos, imprimindo-lhe eerta levaoao qae
dar vigoroto impalto ao movimeato luterano e
oieatifieo.
E' tempo de tirar ao entino o carcter exclus-
vamento utilitario como preparo para profistoet
lucrativas. No Ikazil as lettras nao tm tido at
hoje uutra f^ico a ni ser a profissional ; qaeui
estudn e sogae o tirocinio de alguma das nostat
faculdades, s tem em vista hibilitar-se para o
dssempenho de urna profissio" qae lhe di os meios
de tubtittencia ; nao exitte entre nos, tinJo ex-
cepcioaalmente, o amor da acieocia pela acienoia,
o gosto pelas lettraa e o estimulo do saber, que
sao as condicoes da mais alta cultura do espi-
rito humana o do progres so da sciencia.
Al faculdades de lettraa e as de acienciai, nio
te aditriugindo ao programma fondamintal de
qualquer profiatio, nem visando flus lucrativo!,
deapartarao na mocidade a dedicaoio pelos esta-
dos, a applieacao deainteresaada e o gosto pelo
saber.
Nio cogita o projecto de crear, pr emquanU,
urna faculdade de ocienciaa ; tomento propoea.de
lettrafl, e limita-se a conceder aatomacSo ao go-
verno sobre o modo de organiial-a, designando
apenas prra fazer parte de ssu programma o es-
tudo mais aprofondado e completo daa lingual e
litteraturaa clanicat.
O ponto tobre o qaal aurgiram maioros diver-
gencias no teio daa commuso a foi o das detpezas
resultantes de to vasta plano e o modo de a es-
tas faser face ; sendo, entretanto, certo que sem
acjtscimo de deepezas nada se poder real iz ir
oa apeaas se ensaiar rachitica reforma de acab-
allados resultados pratcos. Nio escaparam
commisao official. nomeada pelo Ministro do Im-
perio, as diffl^uldades provenientes da creacio de
taes despesas e das circumstaacias financeiras de
aosao paiz ; proenrou ella, entretanto, superar
etset bices', j instituindo um fundo escolar orga-
nitado de modo extranhe act recunos ordinarios
do ornamento, j dando a maior parte das dispo-
sicoet do projecto a frm i de simples autorisacoes
ao govereo para que este pules* dellas usar,
restringindo ou alargaado o plano proposto, coa-
forme, para esse fim eativesse habilitado pelo
maior producto daquelle fuodo escolar.
Por esta forma, parece nao haver justo motivo
de receio no augmento de despeza acarretada pelo
projecto, porquanto esta nio trar do3equilibno
ao ornamento e ser coberta pelos rosursos do
fundo escolar, alm de que, somente medida do
maior detenvolvimento dette, ir o governo gra-
dualmente ponda em pratica o plano propotto,
coja total e completa ressaclo depenler da
existencia de maiores recursos.
Esse fundo escolar alm dos donativos parti-
cularete daa quaotias votadas peio poder legis
lativo geral e provincial, ser constituido princi-
palmente palo producto de urna taxa escolar
creada para esso fim. Es taxa, secundo o pro-
jecto, ser de 15 a 3/, naturalin :ute coafo-me a
imp ;rcancia das localidades, e rrcahir sobreto-
dos os individuos de um e outro sexo, residentes
no Imperio, maiores de 21 annos, nacionaes e es-
trangeiros, que teaham emprego ou profissio ou
vivam de seua bons ou rendimeut03. basa peque-
a tata escolar, j lembrada em alaos projectos
sujeitos 4 consideracao da Cam ira do D 'pitados
e j podios em pratica em varios outros pases e
em algamas provincias nosaas, sr insignifieante
concurso que tidos, por corto, preatario de boa
vontade, ao desenvolvimeoto de um ramo de ter-
vico qae to profundamente liga se ao futuro da
nossa patria.
Canfia a conmissi-o, diz o relator! i da com-
misso nom'aJa pelo ministerio do imperio, que
a taxa propoata proluzr sommi suficiente para
fazer face t novas despesaa, e permjttir utili-
sir-se o governo das largas autorisafSja quo nos-
tat bases lh ti conferidas e que em su i maior
parte irao aproveitar t proviuci s.
Foi tambem atteaienlo aos iaterestaj destai
que a commisso piopos quintil dimmutissima
para determiaacio da taxa escolar, afim de pode
rem as provincias decretar por seu turao taxa
igual para, com essa fonto do reuii, deseovolve-
rem e aperfeicoarem o respeitivo servifO do ensi-
ao publico.
Nao aceitaram aljas mombros das commissdea
reunidis a taxa escolar qual est consignada no
projecto.
O deputado Carneiro da Cuaba cansidera incon-
stitucional qualquer taxa escolar por ser contra-
ria ao principio di gratulado do onsin) primario
e, especialmente, oppoo-se a esta por ser um iin
pj3to de capitaQio.
O depatado Penido julga aecessario substituir
taxa cstabelecidt no projecto por alguma outra
meaos odiosa e de mais fcil cobranca, lembran-
do a deeretacio de um imposto aidicional.
O deputado Limos prefere que, em vez da taxa
esco'ar do projeeto, app',13,1 :-se a esse efleito o im-
posto j 4 existente, de 2 por cont sobro ordenados
a subsidios.
Os deputados Cbristiano da Luz e Dias Carnei
ro entendem que a taxa escolar deve ser limitada
ao municipio neutro, fieaulo isentas della as pro-
vincias, as quaes por sea tarao s gotario dos
beneficios referentes ao3 lyceus de onsioo secun-
dario qoando poderem fundal os exclusivamente
com os seas recursos modelando os pelo typo do
Collegio de Pedro II, dispensaodo tolos ot favo-
re! do projecto remitentes dessataxa.
Parece, porm 4 maioria das commissoes que
e deve manter a tsxa escolar do projecto ao me-
nos para base da discussio, na qual, em vista do3
esclarecimeatos do debate, podec ser sustentada
ou substituida por alguus dos alvitres cima lem
brados oa por qualquer outro eato suggerido.
Realmeate nio tem grande alcance esta diver-
gencia, pois iodifferente ser a tax- escolar con-
stituida do modo como se estabelece no projecto,
ou por um imposto addicional, ou por qualquer
outra forma; o esseocial crear o legislador,
aceitando o projecto, nova fonte de recura is para
fazer face a estas despezas destinadas a servico
que em si contm todos os germens da grandeza
e prosperidade da noasa patria.
A instruccao primaria e a secundaria reslamtm
de ha muito a atiene! 1 do legislador; precisam
ambas de seria e profunda reforma.
Se, por escrpulos constitucionaes, tem se eu-
teadido nal* poder fazer o podar legislativo geral
em referencia instruccao primiria das provin
cias, p.l: se melborar e aperfeicoar este ramo do
ensino no muaicipi) da capital do imperio para
servir-Ibes de exemplo e modelo, e crear as pro-
vincias, asylos iodastriaes, paqueis bibliothecas,
lyceua de artes e oficios e outros eataoelecimen-
tes que, visando interesses praticos, elevem o ni-
vel intellectual da noasa populacho.
Quanto instruccao secundaria rao louvaveis
todoa os esforeos no intuito de reerguel-a do aba-
tmente em que est; as provincias, tanto ou mais
do que o municipio n utro, devem cooperar para
a realiaaoio deate empenho, que a todos leva be-
neficio, e que alm das vantagena proprias, ser
tambe n a condic 1 primeira e a pedr-i angular
da reforma do easino superior.
Em vista, pois, de quanto acabam de oxpor, sao
ai commissoes de parecer que o projecto entre em
discussio para ser adoptado com ai alteracoes
acoiiselbadas pelo debate e aceitas pela sab.-doria
da Cmara dot Deputados.
Sala das commissoes, 26 de Julho de 1887.
Carneiio da Cunhi, presidente da commiaaio de
faxeuda e das commissoes reunidas.A. C. da
Cuaba Leitio, presidente da commissii de ins-
truccao publica, relator. Seve Navarro.P.
Dias Carneiro.Christiano da Lus.Joio Peni-
do.Moataodon.Paula Primo.Alfredo Cor-
rea.Soares. Pcdre Olympio Campot.Cuta
Aguiar.Alineida Nogueira. -Mourao.ol. J.
de Lemot.Araujo Pinho.Rodrigues Jnior.
N. 831883
ESSISO PRIMARIO E SECUNDARIO
A aitembla geral resol ve:
Art. i E' livre, no municipio neutro, o enti-
no particular primario e secundario, salva a con-
dicao da provaa de moralidade.
Paragrapho nico. At escolas e colegios par-
ticulares, alm da obrigacao de preatarem infor-
macoes relativas 4 estatistica, coatinuam sujeitos
4 fiaealisa^io do governo no que diz retpeito
moralidade e bygiene.
Art. 2' O ensino primario dado as escolas pu-
blicas do Municipio Neutro comprebender :
Instruccio moral e religiosa ;
Leitura e eteripta ;
LicSe de contal ;
Lingua portuguesa e elementes de litteratu*a
nacional ;
Leitura explicada dos Evangelhos e noticia (la
Hittoria Sagrada;
Elementos de geogrrphia e historia e etpeci.l-
mente do Brasil, e expiicaoio succinta da organi-
sacio poltica do Imperio;
Aritnmetica e geometra elementar ;
Principios elementares das tcienciat physicas e
nttaraei em suas appoacdss aot usoa da vida,
agricultura, bygiene e ai artes industriaet;
Systema legal de pesos e medidas ;
Nocoea de economa social (para oa mesnos) e
de economa domestica (para as meninas) ;
Desanho ;
Nocoes d msica e exercicioi de canto;
Gymnattica ;
Naa etcolai do texo feminino:
Bordados e trabalhos de agulha ;
as escolas superiores do sexo masculino :
Exeroicioi militares.
Todas as discipliaas do programma do ensino
primario serio obrigatorias para 03 alumnos que
frequentarem as escolas publicas.
1- As escolas primarias dlvidi.'-tc-io em* ele-
mentare!, primariai propriamente ditas e prima-
rias superiores .
O governo far a diatribuicao das materias, or-
gsniaaado at eseolaa'dettes dout ulttmos gr4os em
eorso3 regularea.
As escalas publica elementare! terio mixtat, e
tanto eatai como ai do ensino primario propria-
monte dito da sexojteminino serio diri ridas exclu-
sivamente pos professoras, podendo sur tambem a
estas confiaita a direccio de etcolat primarias
propriamstMStslitas do sexo masculino. as es-
colas mixtas s serio admittidos mininos at
idade de 10 annos.
As escolas primarias superiores serio dirigidas
por profeasorea ou professorat, conforme o sexo a
que a escola se destinar.
j 2- Fie elovado o numero, das escolas publi-
ca, de modo a haver urna escola part 200 fogot,
polea Jo o governo rednzir etta proporgio naa lo-
calidades, onde a etcola publica tiver trequ.'acia
real superior a 60 alumuos.
Nenhum professor publico poder residir no
edificio da escola.
!! O governo subvencionar 03jardins da
infanciafundados por iniciativa particular, o que
recbenlo cranlas de um e outro sexo de quatro
a sete annos de idade, admittem gratuitamente
determinado numero de criancas pobres.
4 Crear-se-ao escolas publicas para adultos,
t quaet t serio ador.ttiiis alumnos maiores da
14 annos de idade.
Eatas escitas poderio ser nocturnas e haveri
pelo menos urna para cada sexo em cada piro-
chia.
5- A instruccao primaria obrigator.a pira
os menoras da um e outro sexo de 7 a 14 annoa de
idadoe para os da 14 a 18 annos nos locares oide
houver escolas de adultos ou profissionaes de-
vondo-sa proceder ao recenseamento da populaco
escolar e providenciando o governo sobre os meios
de fornecer aos filhos de pas reconhecidamente
indigentes o vestuario e mais objectos iadisp aaa-
vet 4 freqaeocia da escala.
Excoptuam-se desta obrigacio "l* os que pro-
varem que recebemem escolas particulares, ou as
proprias casas, instruccio primaria com o desen-
volvimento do progromma oficial de ensino pu-
blico ; 2- os que residirem em distancia maior de
um kilmetro da escola publica mais prxima ; 3-
ot impedidos por incapacidad: pbyaici ou moral;
4- ot que, tendo mais de 14 aoaos, apr'stntarum
crtificado de approvaio obtida em exime feito
em urna etcola publica com aa formalidades esta-
tuidas em regulameato di goverao.
Esta obrigatoriedade refere-se nio somente aos
pais e tutores, como a ,toda e qualquer pessoa
que tiver em teu servico ou compauhia menores
de i lado escolar; bem assim aoa proprietarios,
directores ou gerentes de fabricas e oficinas
que os tiverein empregados nesses cstabelceimen-
tos.
O governo promover.4, subsidiando e conenden-
do outros favores, a formaco de astoeiacdsi de
soccorros que tenbam pir fin fornecer ao3 me-
ninos p ib.-ea os meioa de frequentarem as esco-
las.
6- Fica o governo autorisado para contrahir
um emprestimo, cojo juro mo exceda a quantia
qae tiver de despender com os predios alugados,
attm de mandar construir edificios apropriado3
para escolas.
O cuate do cada escola deveri corresponder,
quanto fr posaivol, ao capital, cujo juro de 5 0l
equivalha ao preco do aluguel annual do predio
em que a etcola estivase funecionandj.
Art 3 O governo fica autorisado para rcorga-
atar a Escola Normal do municipio neutro, divi-
dindo a em duas de modo a haver ama para cala
sexo.
Ser4 creado na Escola Normil do sexo femiuino
um curso especial de jardins da infancia, com um
jardim apropriado ao3 exTcieios praticos ; e ha-
ver4 anuexa a cada Escola Normil urna ou mais
escolas primarias para exercicio dos alumuos nor-
malistas.
E' necessario, para ser admittdo 4 ma-
tricula do l anno da Escola Normal, apresentar
o candidato urna certidio de approvafio as ma-
terias do ensino primario em examo final feito em
ama escola publica com as respectivas formali
dadea.
A freqaeocia das aulas ser4 obrigatoria para
os alumnos matriculados aa Escola Normal, sendo
elles tambem abrigados t liedes e mais exercicios
escolares.
% 2" O diploma de habilitacio passado pela
Escola Normal d direito, indepenJeatc de con-
curso, 4 nomeacio de professor para qualquer es-
cola publica do municipio neutro, de categora
correspoadente ao diploma que lhe houver sido
conferido.
3 Podir o governo crear aunexo Etcola
Normal do sexo feminino, um cario do iutruccao
secuaJaria para o mesmo sexo.
Este curso constar das seguiates disciplinas :
Portugaes ;
Francs ;
Inglez ;
Italiano;
Allemio ;
Religiio e historia sagrada ;
Arithmatica, algebra elementar e geometra ;
Economia domestica;
Litteratura aotiga e moleraa ;
Elemeatos de scieacias physicas e naturaes ;
Geographia e cosmographia ;
Historia universal ;
Geographia e histeria do BrasilOrganisacio
poltica do imperio ;
Pbilosophia ;
Desenho;
Msica e canto ;
Calistbenia.
As aulas que fizerem parte do programma da
Escola Normil terio frequeutadas em commum
pelas normalistas e pelas alumnas do curso 10-
caad trio, e as alumnis approvadas em todas as
materias deste curso reeeberio um diploma de ha
b litacio.
Art. 4 No Imperial Collegio de Pedro II, alm
do curso do actual bacharelado, hovera urna fa-
culdade de lettras em quo se ensiaario com maior
deseuvolvim'nto as linguas e litteraturas clsti-
cas, ficando o goverao autorisado para crear
cadeiras de outras discipliaas que julgar couve-
uientes.
1 O diploma do bacharelado a etuil d di-
reito matricula nos cursos de easino superior
do Imperio, nio podendo ser ninguem admittdo
a etsa matricula depois de um praso marcado pelo
governo, sem se mostrar habilitado com ette di-
ploma.
0 de bacharel ou doutor pela faculdade de let-
traa do Imperial Collegio de Pedro II, alm de
igual direito matricula nos curaos superiores,
dar tambem direito preferencia nos concuos
para os cargos pblicos e para preenchimento das
cadtiras vagas em ambos ot cursos do Impe-
rial Collegio Pedro II e de outros estabelecimen-
tos congeneres ereados pelo governo geral.
1 2 Fica o governo autorisado para reorgani-
tar o curto de lettraa do bacharelado actual, de
modo que sejam consideradas preparatorias para a
matricula netse curso as disciplinas do actual 1
anuo, que ser sapprimido. Nao serio admittidos
alumnot avulaot.
3 Seris creados immediatamente curso de
lettraa, teguodo o typo do do Imperial Collegio de
Pedro II, as cidadet da Baha, Kecife e S. Paulo,
ficando o governo autorisado para creal-os por si
ou pata conceder iguaei direitos aos lyceua crea-
dos por lei provincial, desde que se confoimem
com as condicoes estabelecidas jneita lei. Apenas
funccionarem estes curios, serio suspensos 01 cor-
sos preparatorios aunexos as facildades de direito
destas duas cidades.
j 4< Fica o governo autorisado para crear
iguaes cursos de lettras as outras provincias, ou
para suhsidiar aquelles que forem creados por leis
provinciaes segundo o typo e programma do curso
de lettras do Imperial Collegio de Pedro II, urna
?es que se submettam inspecco do Estado, e
sendo, pelo manos, os primeiros prafessores Ho-
rneados pela governo geral, mediante concurto
feite no Imperial Collegio Pedro II.
I 5'. Fioa o governo autorisado para conceder
todas ai vantagens e direitotinherentet ao curso de
lettras deste estabelecimento aoi_ cursos creados
por leis provinciaes oestas condicoes e que tive
rom cinco annos de existencia regalar.
I 6*. Os estabelecimentos de ensino fundados por
associaedes particulares, e que se organizaren) se-
gundo o typo de cuno d lettras do Imperial Col-
legio de Podro II, poderio gozar de todos os di-
reitas e vantagens deste, mediante concessio do
poder legislativo, te tiver im 5 anac de existencia
regular e houverem dalo provat de maralidade e
aptidio oomprovada pela hibilitac .1 de mait de
2J alumnot diplomado! em examei eitoa no Impe
rial Collegio.
g 7'. Estes estabelecimentos, beo como os que
torem creados por lei provincial, nti caso da Ibes
ser feita tal concessio, deverio reger-se pelos
reglamentos do governo a seuir o programma do
ensino adoptado no Collegio de Pedro II, e fic.ro
sujeitos fiscalisacio do governo nio t quanto
execucao dettat condicoes, como qutate morali-
dade dot exames e o miis que conv miente fr.
Estas concessio feita pelo governo aot estabe-
lecimentos provinciaes c peio poder legislativo aos
estabelecimentos particularea, poder ser-ibes cas-
tada qoando nio forem preenchi Jas as condicoes
ou for irregular a seu procedimento. O governo
poder ciisear provisoriamente a concesso feita
pelo poder legislativo.
% 8. No enro de lettras e do Imperial Collegio
de Pedro II e nos que forem creados as provincias
pelo governo geral ou por lei provincial, serio
admittidss a exame quautoa o raque rerem ; e ser
expedido o diploma de bacharel aos candidatti que
porjapprovaciojobtidajneaset exame.i,|sc mostrarem
habilitados em tedas aa naterias do curso.
9. O governo marcar um pruzo, depois do
qual e serio admittidos matricula dos cursos
superiores os hacharen diplomados pelo Imperial
Collegio de Pedro II; pelos curos de lettras
creados na Bahia no R.-cifa e em S Paulo ; e por
outros curtos fundados pelo govern) geral ou por
lei provincial, na conformidade dt. presente lei.
At eutio, s serio validos os exames preparato-
rios preatadoa peraute 01 curtot an ros s facul-
dades do direito,]eot quen'esta capital forem pres-
tnJia no Iinp'rial Collegio de Pedro II, ou em
jurys presidido] por um dos reitoreu deste collegio
ou pelo inspector geral, e organizados cornos pro
fetsore e substitutos deste estabelt timento ; estes
eximes s terio vtlidoa dentro do prszo de dous
annot.
Art. 5". Fica o governo autoris.do para reor-
ganizar o Cntelbo Director da Instruccio Prima-
ria e Secundaria do Municipio Neutro; para me-
lborar 03 meios de fazer-se, tob 1 direccao do
inspector geral, afitealisacio dos estabelecimentos
de ensilo, podendo a dot collegiog particulares de
Inttruccao Secuudaria ficar acarg dos dout rei-
tores do Impe, ial Collegio de Pedro II, c a das es-
olas primarias ser feita por inspectores retribui-
dos que o governo nomear at ao numero de seis,
escolhidos de preferencia catre pescoas que se'jtn-
nhim dedicado ao magisterio ; para rever a actual
tabella de vencimentos do pestoal da Escola Nor-
mil,; e para crear ot empreg03 quo a execucao
desta le tornar indiapensaveis, mateando Ibes os
respectivos vencimentoa que serio lujeitoa 4 ap-
provacii do poler legislativo em sua primeira
ri'iinio.
l". Os iotpectorcsescolares perc iberio animal-
mente 4:O'J0J, cada um.
Os prafessores pblicos primarios actuics torio,
alem j3 seas vencim-ntos e vantt|;eue, a gnti-
fieagio annuil de 30)J; e os profesores pblicos
diplomados pela Eictla Normal ett actuaea que
se mostrarem hibilitadot em todas as disciplin is
do programma delta etcola terio 2:700j annuaes
e mais a gratificaco de 3003 por mno no .fim de
cinco annoo de exercicio de ruagittcrio, alm das
outras vantagens de quo ji gozam os professores
actuacs.
O reitor do extrnate do Imperi>.l Collegio de
Viro II tora a gratificicio addickaal de 2:000*
por anno e o vice-reiter a do i:2i'0J, emquanto
esti ver snpprimido o meio-peasionato do meamo
cjllegio.
g 20 Sibaa vistas e direccio da Inspectora
ieral e do Comelbo Director^paolicar-te-ha ns
capital do imperio um revista le iottruccio pu-
blica.
Art. 6o. Fica o governo autorisado para crear
escolas profissionaes e azylos industriaos no muni-
cipio neutro e na3 provincias e a subsidiar estabe-
lecimentos de igual natureza, lyceus de artes e of-
ficios, escolas de adultos e etcolat ormaes funda-
dos por le provincial ou por iniciativa particular,
na conformidad? de um typo pre atabelecido, e
bem tttim para auxiliar a fundacio de bibliothecas
populares e museus pedaggicos as localidades
que lhe pirecerem mais convenientes.
Art 7. Ser4 creado um fundo escolar para
acudirs despczas^resultantes desta lei. Alm dot
donativos particulares, das quantiits votadas pelo
poder legislativo geral e provincial e das multas
cebradas^em vir'ude detta lei, ter elle constituido
por urna taxa eicolat*4fe 1# a 3x, cae recibir em
tedoiot individuos maioret de 21ai nos, residentes
no imperio, nacionaes o estrangeiros, e qua exer-
cam profissio ou emprego, oa vivan de seus bens
oa rendimentos.
Art. 8". O governo em regulaineoto, impor
penas disciplinares e multas at 1004 pela infrac-
cio das obrigacoes estabelecidas nt ata lei, e mar-
car o modo de arrecadacio jdeasia multas e da
taxa escolar e a forma summanssima de execncio
contra os infractores; e contribuate! remittot.
Nesse regalnmento que, nio obstante ser desde
logo posto em execucio, ter sujeito approvacio
jo poder legislativo, codificar o governo as pre-
sentes diiposices e as outras em vigor que por
esta lei nio ficarem abrogadas.
Art. 9*. Ficam revogadss ai dispoticoet em
contrario.
Paco da Cimara dot Deputados, 24 de Agosto
do 1886Dr. Antonio Candado da Cunha Leitdo.
RIO GRANDE DO NORTEnatal, 10
de Agosto de 1887
Acham-so concluidas as obras que foram
eroprehendidas, no edifLio d'Alt'andega
desta cidade e nelle fuDCciosando a res-
pectiva reparticao, que desde muito, esta-
va n'uma casa particular, alugada para se-
melhante fim.
O edificio est por assim dizer infira-
mento novo, e pena que nao fosse possi-
vel melhorar sua architectura, dando mes-
mo urna nova forma aquello proprio na-
cional, o que demapdaria, nao somente
muito mais tempo, como tambem grande
dispendio e em tal caso, aeri proferivel fa
zer um novo predio.
Interior.nente possue todas as precisas
acommodacSs, tendo sido reedificado com
muito zelo e economia, pelo inspector da
Thesouraria de Fazenda, que na fiscalisa-
ao daquella obra, empregava as horas
que poda dispor de sua repartido, visi-
tando-as diariamente, pela manha e a tarde.
Antea de se effectuar a mi.danca de que
damos noticia, os empregados d'Alfandega
e negociantes desta cidade, cue foram tes-
temunhas do zelo e dedicagao do digno
inspector, fizeram-lbe urna jonrosa maoi-
festacSo, offerecendo nos salSes do proprio
edificio urna soir, na noute de 30 do pas-
sado, que apezar do tempo ebuvoso, foi
bastante concorrida, pelas piimeiras auto
ridades da provincia e pela jlit) de nossa
sociedade, durando a soir at 3 e meia
horas da madrugada
Em pouco teremos tambem a satisfd-
9S0, de noticiar, a conclusao das obras do
quartel de Iinha, (de que por vezes nos te-
mos ocoupado) servico este, que, a provin-
cia dever, aos esforeos e inuzcedivel seio,
do Ilustrado presidente o Exm. Dr. Perei
ra de Carvalho. O edificio ji est todo co
berto, restando ainda faser pequeos ser-
vicos, para sua aeguranga e aformosea-
mento.
Consta-nos que se pretende, no dia
7 de Setembro prozimo, extinguir do seio
da sociedade natalense, a pnlavra escravo.
Neste nobre e humanitarii emprehendi-
mento, nao ha partidos poitioas, nSo ha
iudividualisacBes, nem aerZj empregados
meios violentos e vexatoria 3. Nio pois
ideia exclusiva di ninguem, sendo de todos
e reservada a benemerencia a todos quan-
tos, prestam espontaneamen.e sua adhesSo.
A propaganda pacifica e persuasiva, que
se est faseado para conseguir o fim de-
sejado, nSo pode deixar de fazer echo, no
coracao de todo oa possui dores de escra-
vos, e assim, que se cont-o j grande nu-
mero de adhes3es, e tutlo nos fas crer,
qae se ver realisada no grande dia anni-
veraario de nossa independencia, a liberta-
i5) dos captivos deste municipio.
E' urna ideia ganorosa, que de coracSo
esposamos e para a qual, teremos sempre,
um brado de enthusiasmo e de animacSo.
Falleceram em dias de mez passado,
na cidade de S. Jos, o negociante Joao
Luiz Vieira de Mello, que all gosava de
geral estima e consideracio ; e na villa de
Sant'Aona da Mattos, o coronel Francisco
da Costa Machado, na evancada idade de
94 annos.
O subdelegado do districto de Paoel-
las, do termo desta capital, acaba de fazer
urna be deligencia, descobrindo um coito
de ladroes de cavallos e prendenio em fia
grante os individuos Manoel Francisco,
Joaquim Jos, Joaquim Gomes, Francisco
Gomes e Jos Francisco, quo se acham re-
colhidos a cadeia desta cidade, disposicao
lo Dr. juiz municipal.
No termo do Principe e districto de
S. Miguel, foi capturado palo respectivo
delegado, o criminoso de raorte Goncalo
Marques da Silva, cuja prisao havia sido
requisitada pelo Dr. chefe do polica da
Parahyba, visto ser pronunciado no termo
de Bananeiras. No a:to da prisao pro -.u-
rou o criminoso resistir armado de urna es-
pingarda, qua disparou sobre a forja pu-
blica, errando felizmente o alvo que fiza-
ra, recebendo afinal um ferimento no
brao.
Na cidade de Mossor, foi preso em
fligrante Feleciaao Pinto, que assassiuou
com tres punhaladas, o infeliz Manoel Bar-
rigudo
A polica, sob a intelligeate e activa
direccao do Ilustrado magistrado Dr. Jc-
ronymo Americo R. Cmara, continua, a
prestar os melbores ser vicos a provincia o
a causa publica.
Magistrado qua honra sua classe, c dis^
pondo de invejavel actividad^, S. S. ia-
cansavol na iepre3s} e punijao do ciime,
nio cessa de Eser reiteradas recmmcada-
cocs a seus auxiliares, e muito tem r;inse-
guido durante o pouco tempo qua dirige a
polica da provincia, conquistando assi n,
ruis seguros ttulos a estima e respeto
publico.
Comecou a ser agora publicado, no
jornal da provincia, o novo progra.nm.-,
para exames gjraes do prcpiratoriis. E
por fallar eai exarce da preparatorios, nao
sor lora do proposito, dar noticio, de uin
paragrapho da lei orcaincntaria, qae como-
gou 1 vigorar do 1.- de Julho do correte
anno.
Nj I 35 do art. 2 sa le a seguate dis-
posicao :
Imposto da 250000 por cada ia3:rip-
yao do exames geraes de preparatorios,
a que tiveremde ser prestados ai Atheneu
Rio Grandense, por pessoas que houvo-
< rem estudado as materias em outras pro-
viocias, pago o imposto no acto da ins-
< cripgao e mais 5000 por cada certifica-
t do dos exames prestados, pago o impas-
< to no acto da acqusicaor Os filhos da
provincia, e domiciliares nesta, p.garito
sme-\ta 1$000 por inscripgSo e 2000
i por certidio.
D. modo qu?, em vista desta d3pasicao
custar cada exame, para os que nao estu
daram na provincia, 300000 para os appro-
vados e 25$000 para os ropprovcdos, alem
da despezas de viagam, que na; sito pou-
cas.
Nao seria preciso isso, para impadir a
corrento omigratoria, queacreditamo3 ha de
desaparecer completamente, mantendo se a
moralidade nos exames, como se manteve
o anno passado e ha de ser mantida, d'ora
em diante, por honra desta trra, tao mal
apreciada fra d'aqui.
O movimento da estrada de ferro.
Natal a Nova Cruz durante o mez de Ju-
nho do corrente anno, foi o seguinta :
Houve 67 trens que percorreram 7063
kilmetros sendo o percurso medio de....
105,41 kilmetros, a composicao media 3,
5 vehculos epor trem kilmetros 0,33. Fo-
ram transportados 473 passageiro3, 2038
kilogrammas de bagagem e encommendas,
102123 kilogrammas de mercadorias o 12
animaes.
Foram transmittidos 55 telegrammas con-
teni 835 palavras.
A receita foi a seguinte.
Passageiros. 1:0380600
Bagagem e encommendas. 530960
Mercadorias. 8150300
Animaes. 140640
Telegrammas. 390600
Diversos. 750860
2:0370960
1:9370390
9510383
2:1610398
4:7390430
3:941$939
216^030
150200
Total
Daspeza:
Administrarlo em Londres.
Administragao no Brazil.
Trafego.
Tracjao o locomocSo.
Via permanente.
Telegrapbo.
Diversos.
Total 13:9620770
O dficit foi de : 11:9240810
Em igual periodo do anno anterior o
dficit foi 12:7960355
Difiercnca p>ra menos no
corrente anno. 8710555
O imposto de transito produsioa quantia
de 1030400 que foi reoolbida a Thesoura-
ria de Fazenda.
Continua a grassar com bastante n-
tensidade a epidemia do sarampo, que tem
feito algumas victimas as criancas. E'
para receiar, que depois se desenvolva a
varila, como quasi sempre acontece.
No intuito de prevenir o mal, S. Exs. e
Sr. presidente, sempre zeloso pelo bem pu-
blico, consta-nos que acaba de peiir para
corte, remessa de boa lympha vacciniea,
visto n3o haver aqu nenhuma.
Segando noticiamos por telegraama,
consta aqui ter naufragado na ponta-gor-
da, urna barca inglesa, que se diz ter um
importante carregamento de fazendas e
outras mercadorias.
NSo se sabe ainda, a prooedenoia e des-
tino do navio, assim como o seu nome.
Para o lugar do naufragio, seguiram a /
desto, empregados d'Alfandega, acompa-
nhados de forca, para garantir oa interes-
aos do fisco. Seguiram tambem immedia-
tamente, dois negociantes estrangeiros, que
vio naturalmente em busca da pingue con-
signaqUo, que constitue nestas ocoasiSe*,
boa fonte de exploracao, e a tal ponto,
que no nosso orgamento vigente se encon-
tr a seguinte disposicio no artigo de re-
ceita.
Imposto de 5000000 por cada consig-
1 nagao de navio qui encalhar as bar-
1 ras, costas e baixios da provincia, pago
o imposto por qualquer pessoa, socieda-
< de ou compinhia qua effajtmr o salva-
ment respectivo
Ein 11 de Agosto. Acaba de chegar
coramunicayao dos empregados, qua segui-
ram para o lugar do naufragio de que de-
mos noticia. O navio se destinava mesmo
ao nosso porto, sendo o seu carregamento
de carvao de pedra, para a cstr.ida de
ferro Natal a N iva Cruz.
Nio ha esparancas do so pider salvar o
navio, mas conta sa salvar todo o carvao,
ou ao menos a maior parte.
KhVISTA DIARIA
Paquete Hanot -Dos portos do norte
chegou hontem e honren meamo teguio para o Rio
de Janeiro e escala us:c vapor di Companhia Bra-
sileira.
Honroso-O D,-. Gregorio ThaumUurgo de
Atevedo, capiao do corpo de engenheirot e eucar-
regado das obras militares desta provincia, tendo
di'jemp -olalo com z lo e proficiencia 03 concert!
ltimamente feitos as penitenciarias do quartel
do 2.* batalhao de iaf*taria, foi louvado em ordem
do dia do quarte-gcneral do commando das armas
por assim haver recommendado S. Exc o presidea-
te da provincia.
E' mais urna priva, que o distincto engeaheir
recolhe de sua aptidao e meri'.o profissional.
Arsenal le MarineaHntem, peraute
o Exm. Sr. ebefe de diviao, inspector do Arsenal
de Mariana tomou potue e eotrou em exeriicio do
cargo de immediato da Compauhia de Aprendizes
Mariuhciros o r. 2. tenente Aphrodisio Fernn-
des de Barros.
Patacboo *aararape-Por telegramma
do quartel-general da armada teve ordem de em-
barcar neate paticho o 2. t-uents, Francisco de
Souza Pinta.
DetembarKador Harlin* Perelra
Mo paquete nacional Mandos seguio hontem para
0 Rio de Janeiro o Sr. ddsembargador Luiz de
A'buquerque Martina Pereira, ltimamente nooiea-
do para o cargo de desembargador do Tribinal da
Re'aco de Cuyab.
Desejamos-lno prospera via^em c agradecemos-
Ika a risita de deeoedida quo ojj f,;z.
lnquiTfi Pei-j .-oblelogado do 1.o distri-
cto da treguozia de S. Jos foi remettido ao Dr.
juit dt; direito do 3.* district. criminal, o ique-
rito policial a que procedeu contra L'edro da Al-
cantara du Santa Ana, conhecido por Pedro do
Vigari>, iucurio uo3 pe 113 do art, 192docoiigo
criminnl, por Ist ssaassinado o preto de nome Al-
bino, eeeravo do Ventura Pereira Penna, na ma-
nlil do 7 do corrente e no largo do Forte das
Ghmo l'ontis, quinlo para alii regressava o 2
oatilb, que vmha da missa.
O cnmiuis ', 4U0 tendo-se evadido depois de ha-
ver cooomettido o critn', todava foi preso c acha-
8n recolhido i priso comp3tau: na forma da
lei.
Ltbertacot) Sr. Franciaco Antonio Cas-
sulls acaba de dar libordade sem condicjlo algu-
ma a u 1 cacrava Aatonia, a qual so acha em
poder do 8r. Jos VilleU deC>atro Mariz.
Rjgiatramo3 este acfoco-n satitfacao.
AMutbt'iacu Ion Puuccionarlo* Pro-
vinclaea e PernambucooSendo ama-
nb dia santihedo, eata associacao realizar a
sua assembla geral do corrate mez na torja-fei-
ra 16 dj corrala, pelas cinco e meia horas da
tarde.
Tendo-sc de tratar neata sessao de negocios da
maior intarosM socitl, do esp'rar que a ello
concorra grande numero de atsociados.
renta la Paraizo.AmaahS celebrar-se-
ba com a pompa do costume e ua sua igreja a tes-
ta de Nossa S-nhora do Paraizo, padroeira da San-
ta Casa de Misericordia desta eidade.
Entrar s 10 horas do dia.
Depois de fiada ser exposto visita do publico
a'Casa dot Expottoa.
i'ioia le Nossa Senbora la Peona
Em outra seceo inserimos um artigo, sob este
titulo, para o qual chamamos a attencao dos nossos
leitorea e do publico detta capital, cujot sentimea-
tos religiosos, nunca desmentidos, sao avocados
afim de auxiliaren! a testa de Nossa Seuhora da
Penhs, que dever celebrarse ai dia 4 de Satem-
bro prximo.
AMociarai Hedlco Pbarmaceutlea
Pernambucana Teva lugar ante-hontem,
12, a reuaio desta assoeaco sob a presidencia
do Sr. Dr. Alcibiades Velloso.
Lida a acta da sessao anterior e appro val i
patsou-ie ao expedieute.
O Sr. Dr. Cisaeiro de Albaqaerque fez commu-
nicaco i casa de dout casos importantes de febre
typhoide de forma ataxica adinmica, observados
em sua clnica no hospital Pedro II, nos quaes
obteve satisfactorios result dos, apesar do estado
graviasimo em que os doentes se achavam, com o
emprego do alcool e baaho3 tepidos. Suscitou-se
animada ditcustJo sobre estes dous impsrtantea
easot clnicos, na qual tomaram parte 03 Srs. Drt.
Ermirio Coatinho, Paula Lopes e Malaquias.
O Sr. Dr. Paula Lopes propoz e a cata approvu
para se discutir em urna das saseoes indicada pela
mesa, a seguinte these :
Qaal a importancia da hydrotherapia uo trata-
meato das febres e quaes as saas iadicacoes ?
O Sr. pharmaceutico Bettencourt terminou as
suaa observares sobre aCouvalaria maiallis
confirmando ser ella a planta qua entre nos co-
nhecida sob o uoma de Lyrio dos Prados ou Lyrio
Agreste e negando-lha aa vantagens como cardio-
plgico.
Foi lida urna communieacao do Sr. Dr. Coelho
Leite em que, participan io casa o sea nao com-
parecimento por motivo de molestia, pedia para
serem adiadas aa discuasoea sobre as communica-
(Ses por elle feitas para quando podosse compare-
cer, o que foi coaeed;do.
Dada a hora, o Sr. presidente marcou para or-
dem do dia da sessao seguinte, que ter lugar no
dia 19 do correte, a dissertacao dos pontos ap-
provados em testa o de 8 de Julho, que foi adiada
por deliberaoao da cata, e maia a discasso do
ponto apresentado pelo Sr. Dr. Paula Lopes, fican-
do inscriptos para dissertar os meamos socios que
j estavam para a sessae passada.
Oleo blgb-life para o cabelIo-s
Sra. Angelo Raphael Se C, negociantes estabele-
cidos ra da Imperatris n. 80, enviaram-nos,
com a carta abaixo, um vidro com oleo excellente
para o cabello, e qae ha de ter acceitacSo.
Eis a carta :
< Considerando qua este mercado sa acha inva-
dido por urna grande copia de leos ordinarios e
falsificadas, muito prejudiciaes para o cabello, re-
solvemos mandar fabricar expreaaameate em Pa-
rs, por um dos melbores permmiatas, um oleo de
superiores qualidades hygienicas e de perfumes
suaves, cuja inoontestavel excellencia sobre os
demais leos, pudetsemot conscienciotamente ga-
rantir aos consumidores os mais exigentes. Nao
regateamos preco para blennos um oleo fino, ver-
dadeiro de amendoas, perfeitamente lmpido, e
que nao forme deposito aigum nos frascos, de se-
dimento ou borra,como geralmente se observa com
01 leos de baixa qualidade.
Alcanzamos o nosso fim com o oleo que cog-
nominamos aHigb-life, como V. S. poder
pessoalmente convencer se com a amostra que te-
mos a honra de ofTerecer-lbe.
Acha se actualmente o nosso artigo venda
as priucipaea lojas de perfuman ja desta praca. *
Ltbertaco.Enviaram-nos o seguinte :
O abaixo atsignado declara pelo presente
que, desta data por diante ficaro libertosos seus
escravisados mediante a condica de prestaco
de servicos at 31 de Dazembro de 1889.
Oa quf, desta data oor diante abandonarem o
trabalho, ou se ausentaren) do poder do mesmo
abaixo assignado, nio poiero contar o tempo
cima estipulado, que ficar depeadendo da von-
tade do mesmo abaixo atsignado.
Engenho Novo Mundo (antigo Serra d'Agua,
na freguesia de S. Qongalo de Uua), 1 de Agosto
de 1887. Francisco da Rocha Aocioly Wander-
Migad StrogafrA Livraria Corassi dos
Srs. toares Quiatas & C, acaba de receber mais
um volume da importante colleccao de romancea
de Julio Verne iatitalado Migael StrogofF, de
traduccio de Pedro Vidoera.
A julgar pelos anteriores deve ser de agradavel
e interessante leitura mais esse producto do grande
e conhecido escriptor.
Recebemos um exemplar que sgraaeoemos.

r


-
!


m m
Diario de Pernambuco---Domingo 14 de Agosto de 1887





O alno de arela. Lemos no
Commercio do Para, de 5 do correte o Beguiote :
< Habernos, p r um telegramma particular que
nos foi obsequiosamente communicado, que acha-
se preso em Paria, requiaic&o de nosso ministro
jauto ao governo da repblica, o Sr. Alexandre
Haig, sobre quem recab> ra suspeitas de ser o ver
dadeiro assassino do eapito Oarcia, em Manos
Dea causa a e3a priso a inexplicavel vida
luxuosa de arebi milli.in*no que rstava o Sr.Haag
a paaear na capital da Franja.
Mais se avigoram as suspei as pelo facto de
haver o Sr Hiag partido de Msnos para a Euro-
pa no da seguale ao da rnorte do capitJo Oarcia,
e de nao possuir haver, s conbeeidoe, que Ihe per-
mittisseu aquella iuvejavol existencia de nababo
oriental.
Damos eiti noticia eom toda a reserva que
merece e aguardamos explicacea que vamos soli-
citar de nosso activo correspondente do Rio de Ja-
neiro. *
Paaaelo matlral.-Hoje a banda de mu-
tica do Club Commercial Euterpe effectua um paa-
seio musical, sahindo da sede do Club as 4 1/2 bo-
ras da tarde para tomr.r um bond na eatacao ra
do Bario do Triumpho com destino aos fogados.
D'abi atravessar a cati ada dos Remedios at a
Magdalena, onde em regresso tomar um bond
desta liaba at ra da Imperatriz e desta ra
at a s Je do Club na freguetia da Recife o per-
curso ser feito p, fazendo-se sempre ouvir a
mesma banda.
Belaiorio. Recebemos o que *oi apresenU-
de pelo provedor commeudador Silvino Elvidio
Carneira da Cuoha, no da 2 de Julho de 1887
mesa e defin torio da S.inta Casa.de Misericordia
da provincia da Parabyba. Agradecemos.
Colleglo Onie de AsjoMo.Enviaram-
uos o seguinte :
A's 11 horas e 20 minutos do dia 11 do cor-
rente celebrou o collfgio deste nome a testa litte-
raria do 70 anniversario de sua fuudacao e 6* da
socie Jade do mesmo nome.
c Perante um grande concjrso de pessoas gra
das desta cidade, em um vasto aalao e sobre um
palco preparado convenientemente, o Ezm. Sr. Dr.
Pedro Vicente, muito digno presidente da provin-
cia, a convite do director, dignou se de faaer a
honra de presidir ao acto e entregar os premios
aos laureados.
Nao homo este anno quem alcancasse premio
de primeira classe, mas em cjmpensaco foi muito
maior do que o anno pastado o numero dos pre -
miados.
Receberam premios de segunda classe os alum
uos : Estacio de Albuquerque Coimbra, Bernardo
de Lima lirag, Francisco Yieira Boulitreau, Tra-
jano Chacn, Jos de Miranda Dutra, Manoel Gi-
tir .na, Virgilio Gitirana, Francisco de Miranda
Dutra, Antonio Villas-Boas e Lu Odilon de Oli-
veira ; de 3* classe : Augusto Chacn, Jos Anto-
nio Pinto Jnior. Joo de Andrade Lima, Manoel
Vieir i Barreto de Alencar, Jos Henrique tasar
de Albuquerque, Sebastio Carneiro da Cuoha,
Joio Clementino Carneiro da Cunba, Joo O'Aqui
no Ribeiro, Manoel Correia Pessoa de Mello, Fian-
cisco Marccllino do Amaral, Jos Joaquim Esem-
hut de Amorim, Joao Emiliano da Costa Albuquer
que, Jos Bonifacio Pessoa de Mello e Manoel Ce-
sar de Albuquerque, ao todo 24, sendo 17 internos
e 7 externos, notndo-se que o intermito consta de
35 alumnos e o externato de 42.
No fim da sesso toi distribu Jo p la quarta vez
o j.raal Onze de Agosto, contendo u'uma pagina do
honra o nome dos premiados.
A' noite te ve lugar o espectculo dramtico, re-
preeeutou-se oGhigi importante drama em 6
actes e as comediasUm quarto com duas camas a
Por causa da pindahiba.
Beuntoe* orine -Ha hoje as seguln-
tes :
Di Sociedade Minerva Progresso Pernambuca-
no, s 10 horas do dia, em sua sede, para em as-
sembla geral tractar de negocios tendentes 4
mesma.
Do Instituto Litterario Olindense, s 11 horas
da maulia, em sesso de assembla geral, para
prestaco de contas.
Da Sociedade Uniao Commercial Beneficente
dos Mercieircs, em sua sede, s 4 horas da tarde,
em assembla geral, para leitura do relatori j e
contas da administracao ltimamente finda.
Do Club Internicicnal ds Regatas, em sua s-
de, s 4 horas da tarde, para em assembla geral
ser eleito o 1 secretario, visto oo tar aceitado o
cargo o que (oi eleito ua reuniao de 7 do cor-
reate.
Da AssociacSo Portuguesa de Beneficencia, na
sede social, ai meio dia, pira en assembla geral
eleger a administrayao para o anno de 1887 a
1888 e discutir-ac urna proposta de iutereaae so-
cial que toi 4 commissao para dar parecer.
Do Club Dramtico Familiar, na sede social, s
10 horas da m.nh, para em assembla geral ordi-
naria ouvir a leitura do relatorio da directora e
a prestacao de cintas d; espectculo dado em Ju-
Ihi ultimo.
Da Confraria de S. Cbrispim e S. Cbrispiniano,
s 9 horas da manba, em sesso do conselho fie
cal.
Da Associacao Commercial Beneficente dos
Mercieiros, s 4 horas da tarde.
A man ha :
Do Monte-Pio dos Typographos de Pernambuco,
s 11 horas da manh, ra do Nogueira n. 47,
para a eleiclo de um orador, vago pelo fallecmen-
to do socio Taylor ; na mesan sesso serlo distri-
buidos diplomas aos socios que quizerem receber.
Da Ordem 3' do Seraphico Padre S. Francitco,
s 9 1/2 horas da manh, na igreja da Ordem,
para missa do padroeiro dos novicos e para po-
fisso destes.
Da Santa Casa da Misericordia do Recife, para
a festa da padroeira, s 10 horas da manb.
Da Associacao Ben- fcente dos Empregados Pu
bucos Geraea, em assembla geral, ru i do Hos-
picio n. 75, para continuar) da discusso dos
respectivos estatutos.
Do Club Carnavalesco Visconde de lnhama, s
4 horas da tarde, em assembla geral, a reque-i-
mento do socio thesoureiro.
Comli blltterario acadmico
Fuaccionou esta sociedade no dia 11 do correte,
aob a presidencia do Sr. Paulino de Mello.
Foram lidas e sem debate approvadus as actas
das duas sessoes anteriores.
Foram depois liJos os parecores da commisso
d syndicancia sobre os ^rs. Alencar e Freir Ga-
meiro, propostos socios, sendo favoraveis a ambos.
Procedeudo se ao escrutinio secreto, loram unni-
memente approvados.
Passaado-se segunda parte, discutiram tbeses
os Srs. Thiago da Fonseca, Antonio Lopes, Pau-
lino de Mello, Andrade Pinto e Falco Filho.
O Sr. thesoureiro apresentou o seu batanete do
mes de Julho, sendo re met Mj respectiva com-
misso.
Depois da varias propostas foram adiadas as
tbeses para a prxima sesso e sorteados para de
preferencia discutil-as os Srs. Falco Filho, Mon-
teiro Lopes e Victorino Maia.
Eos seguida encerrou-se a sasso.
Uy mnnalo Pernamhacano Amann,
dia da Asaumpcao de N-ssa Senhora, celebra este
instituto de educaco e instrueco a festa de sua
Padroeira, havendo missa solemne pilas 10 horas
da manha e exposijo de tudo o estabelecimento
at urna hora da tarde.
O Binpo do Para e a mlssio a Bo-
maCom este titulo acaba de publicar em Lis-
boa um livro o Exm. Sr. Baro do Penedo, refu-
tando por sua vez o que o Exm. Sr. Bispo do Para
publicara em 1882 sobre o intitulado MissSo espe-
cial a Roma em 1878.
Agradecemos a offert que nos fez o autor de
um exemplar.
J vlvcr. Lemos a seguinte noticia no
Diario do Gram-Para, de 29 do mez fiado :
No lugar Ananiuclua, estrada de Braganca,
vive urna pobre mulher de nome Rosa Celestina,
viuva de Heurique Santiago.
A su prole foi de 14 filhos das quaes sobre-
viven) 8, 27 netos, 11 bisnetos e 5 tatsranetos ; ao
todo 51 descendentes.
8uppoe-se que Celestina nasceu em 1777 e diz
ella que bouve n'esta provincia um governador que
ordenou que os moradores do interior se recolhes-
sem cidade, afim de carregarem trra e ateirar
o ugar onde actualmente est edificado o palacio
do governo, que era um pantano, e que durante
esse trabalho, em que timbero estiverun scuspais,
ella nasceu.
Celestina Rosa urna das pessoas que ba mais
tempo vivtm em Ananindua, e quasi todos os
sabbados tarde vai a p ao Providencia, onde
pernoita e assiste missa de domingo, regressan-
do 4 tarde.
Como sabem oz leitores a distancia entre Ana-
nindua e Providencia, de urna legua approxi-
madamente.
- Presentemente est de passeio nesta cidade,
rea nova de Sant'Anna.
Oa Indias do Maracanauoa. -Do De-
fensor Liberal, de Braganca, reproduzimos esta
local :
< Os indios pozeram cerco a estaco tclegraphi-
ca do Maracassum, e os sitiados pedir m auxilio
pela linha.
Consta que o governo da provincia proridenciou,
mandando que o major Olympio marclasse para
aquelle ponto com guardas nacionaes, e o delega-
do de polica com as pracaa em Viseu d'atacadas.
Tambem espera va-se forc da provincia do Ma-
rauho.
A felicidade dos sitiados foi nao comj>rehendc-
rem os indios que o fio era o transmisBor dos fac-
tos all oceorridos ; porque se cortada fosse a li-
nha, inevitavel era a desgrana .'aquellas familias
expoitas crueza dos selvagena. Muito valeu ter
na estaco munico auffieiente, com que e defen-
dern) os poneos exilados.
O rectora daa oDraa de con ser va-
Sao don portasBoletim meteoro ogico do
i a 12 de Agosto de 18871
Todos os numeres terminados em 6 esto pre-
miados com 60/ excepto os terminados em 16.
Todos os nmeros terminados em 4 esto pre-
miaaos com 50/ exeepto os terminados em 74.
A seguinte lotera corre no dia 20 de Agosto
com o plano de 120:000/.
Lotera do Espirito SantoEis os
nameros premiados da 3* parte da 3 lotera, em
beneficio da instrueco primaria, extrabida em 12
do eorrente:
3982 50:009/000
6535 10:000/000
% '

Horas o a t 82 S o te
S*
6 m. 242
9 26-2
12 269
3 t. 25'8
6 249
Barmetro a
0*
6146
76283
76262
761>i6
761*27
Tesso
do vapor
16,79
17,35
17,50
18,11
16,04
-o
ai
"5
a
73
67
66
73
68
Temperatura mxima27,,50.
Dita mnima24,25.
Evaporaco em 24 horas ao toi: 6,8 ; 4 som-
bra: 3,2.
Chuva0m,2.
Direcco do vento : SE e ESE de meia noite at
2 ,horas e 19 minutos da tarde; SE at '.!horas e
49 minutos ; SE e SSE varaveis at 8 he ras e 12
minutos ; SSE e S at 11 horas e 3 mitutos ; S
at 11 horas e 31 minutos da tarde; fe SW at
meia noite.
Voloeidade media do vento : 3">,31 por sagund
Nebulosidade media: 0,35.
Boletim do porto
712 4:000/000
4795 2:00:1/000
1617 1:000/000
1654 1:000/000
Esto premiados com 500/ :
1618 3639 4542 5905
Esto premiadas cera 200/ :
1465 4066 4186 4187 4285 7320 7523 9009
9365 9755
Esto premiados com 100/ :
366 572 799 1321 1872 i006 2373 2869 3279
3328 3461 3746 3842 4692 525 5329 6010
6117 6159 6706 6817 7508 8064 8552 8763 9442
tos telegrammas, reeebiios da corte, publicados
em boletim e nao reprod jzidos no jornal.
Nao tivemos em vista jffender os melindrea da
Ilustre redaeco, mas simplesmente acautelar o
publico contra certas noticias, que t eram dadas
por um jornal desta cidade e que nao eram con-
firmadas pelos outros orgiot da imprensa.
Niuguem por certo teta deixado de notar esta
circumstancia e d'abi a stspeita ou duvda natu-
ralissima de nao serem ex antas as noticias trans-
mitidas por aquellos tele.rrammas.
Era eecusada a defea no sentido de nao serem
taes telegrammas aqu inventados, pos que seme-
Ihante affirmaco nao fitemos mis.
O certo que as referidas noticias at hoje nao
foram confirmadas e salvando a intenco da re-
daeco da Provincia aguardemos, que o paquete
traga-nos os jornaes da corte e por elles verifica-
remos com a relaccao da Provincia, se o seu cor-
respondente foi fiel as noticias quo transmiti-
mos.
Approximacoes
N01 1:000/000
8983 1:000/000
6534 500/000
6536 500/000
711 300/000
713 300/000
4794 220/000
4796 220/000
Os nmeros de 3981 a 3990 esto
3 S = .2 u Z 1 -a, o P. M. R. M. P. M. B. M. Dia Horas Altura
12 de Agosto 13 de Agosto 10-26 da manh 447 da tardo 1125 533 da manh 1,79 1,10 1,>95 0,97
IjellAesEffcctuar-se ho:
Quarta-feira :
Pelo agente Pestaa, ao me:o dia, 4 ra do Vi-
gario n. 12, de um sitio.
Pelo agente Martina, s 11 hora, 4 ra do
Imperador n. 16, de um sitio.
Pelo agente Stepple, s 11 horas, no mercado
da Boa-Vista, de materiaes.
Quata feira :
l'eio agente Modesto Baplista, s 11 horas,
ra da Penha n. 33, de cofre, movis de escrip-
torio e casa de familia.
Minea* fnebres Sero celebradas :
Tercvfeira :
A's 9 horas, na cape'la do engeaho Caliec* de
Negro, na matriz de ozerros e na igreja da Pe
nha, pe i alma de Casimiro Licio Jorge ; s 7
1/2 horas, na matriz de S. Jos, pela alma do Dr.
Manoel Francisco Te>xeira.
Quarta-feira :
A's 7 1/2 Horas, na igreja da Santa Cruz, pela
alma de D. Francisca Faustina Machado.
PtMsatrelrosSabido para o sul no vapor
inglez Mondego .
Dr. Manoel Raymundo de Araujo Pinheiro, J.
Ferreira Guimares, Antonio dos Santos, Joo
Dantas Coelho, Dr. Juveaal Parada, Domingos
da Silva Torres e Joxquim O. de Almeida.
Sahidos para Una Rata no vapor ingles
< Naemyth :
Antonio Coelho Ribeiro Roma, H. Ridlsy J. S.
Lea, G. A. Bomage, 36 pessoas da empresa expo
radora de phosphato de cal
Chegtdos do norte no vapor nacional < Ma-
nos :
Antonio Novaes Ribeiro, Joaquim Novojs Ri-
beiro, jDs Dubeux, Carlota Cordeiro da Cruz,
pharmaceutico Bernardo de Bnto, Levindo Fran-
cisco de Lima e sua senhora, Maria dos Aojos da
dnceico, Jos Levy, Joo Antonio Coelho sua
senhora e 7 filhos, Jos Saboia de Albuquerque,
Jos Sombra, Arcedago M. Tavares da Silva, F.
Severno Duarte, Joaquim de Trata, Joe de T.
Vasconcellos, Manoel Xavier Ferreira, Sebastio
Ribeiro de Mello, Francisco Monteiro da Silva,
Joaquim da Costa Nogueira Filbo, Alberto Magno
da Rocha, Joo Evaogelista de T. Vasconcellos,
Silvino Alves da Costa, Victorino Cobra da Costa.
Maria Raymunda da Conceico, Juvencio C. B.
Barreto, Eneas A. Medeiros, 2o cadete Artliur B.
de Carvalho, Justino F. da Silveira e Mello, Jos
V. de Carvalho, Joo L^pas Pessoa da Costa, L.
Lmreiro, Carlos Villacs, Joo Flix de Oliveira,
Ambrosio, (menor) Jos de Oliveira Castro, Ar-
thur do Mello, Luiz Jacome, Jos de Castre Lon-
dres, Sndalo Tupiuamb, Jos Electerio das Ne-
ves, Flix M. de Almeida e Amnage Chrispina,
Vicencia a Conceico creadas.
Chegados do norte no vapor nacional Ja
guar be :
Jos Lopes Davim, Jos Carlos Bandeira de
Mello a sua senhora, Rosalha Carolina Pessoa de
Mello e 2 crancas, Luiz Felippe de Oliveira, M.
Alvares C >uto, Manoel Francisco Pires, Isabel
Maria da Silva, Dr. Celestino Carlos Wanderley,
Jos Justiniano Caatilho Brando, Di. Manoel R.
Castilho Brando, Joo Nunes de Lyra, Francis-
co Lamego, Laurindo Pereira Simas, Diogeres A.
Pernambuco, Joo Pereira Filho, Justina Maria
da Silva, Severiao Miguel Lima, Gustavo !'inho,
2 tenento Aphrodizio F. Barros, e sua seohora,
Irina de Oliveira F. Barros e 1 filho, Lauro
Pinbo.
operarte* cirararleasForam pntica-
das no hospital Pedro II, no dia 13 do eorrente. as
seguintes:
Pelo Dr. Pontual :
Talha hypogastrica pelo processo do Quyon,
extrahindo-se tres clculos que estavam reunidos
por urna carnada calcrea, pesando os tres 280
grmmas, e foram extrahidos separadamente.
Pelo Dr. Si nades Barbosa :
Excibo de um tumor fibroso da orelba direita,
sendo praticada a anesthesia local pela cocana.
Casa de BeteneaoMovimento don pre-
sos da Casa de Detenco do Reciie no da 12 de
Agosto de 1887 :
entraram 4 : sabiram 7 ; ex:s-
Exisliam 384
tem381.
A saber :
Nacionaes 350 ; mulherosll ; estrangelros 12;
escravos sentenciados 4 ; dem processac o 1;
idem de correceo 3Total 381.
Arracoados 342, sendo :
Bons 315 ; doentes 27.Total 342.
Movimento da enfermara :
Tiveram bana :
Joa de Lima Gomes dos Santos.
Manoel Jos do Nascimento.
Tiveram alta :
Joaquim Ferreira Lima.
Joo Ferreira da Silva
Jos Thom Ferreira da Silva.
brande lotera do Para Eis es n-
meros premiados da 10r serie da 11 lotera ex-
trabida em 13 deAg)Sto :
5016 .100:000/000
4874 15:000/000
4636 6:000/000
1356 2:000/000
5641 2:000/000
335 1:000/000
1233 1:000/000
2248 1:000/000
Esto premiados com 500/ :
1038 1333 1351 1976 2238 3911 4200 4)10
4580 5220
Approximacoes
l.-000/OOO
1 OJO/000
300/000
300/000
5011 a 5010 esto premados
5015
5017
4873
4875
Os nmeros de
com 200/.
Os nmeros de 4871 a 4880 esto premiados
com 100/.
Os nmeros de 4631 a 4640 esto premiados
tom 100/.
Os nmeros terminados em 16 esto premiados
com 100/.
Os nmeros terminados em 74 esto premiados
com 100/.
preciados
com 100/ excepto o premio de 50000/ e as ap-
proximacSea.
Os numeroa de 6531 a 6540 esto preciados
cosa 100/ excepto o premio de 10:000/ e as ap-
proximacoes
Os nmeros de 711 a 720 esto premiados com
109/ excepto o premio de 4:000/ e as approxi-
macoes.
Os nmeros de 4791 a 4800 esto premiados
com 100/ excepto o premio de 2:000/ e as appro-
ximacoes.
Todos os nmeros terminadas em 2 e 5 esto
premiados com 20/.
Eztraccoes instransferiveis todas as sextas
feiraB.
Loteras diversasA Casa Feliz, de A.
A. dos Santos Porto, na prc* da Independencia
ns. 37 e 39, tem a venda os bilbetes das seguintes
loteras
Provincia A 9 lo'eria, pelo novo plano,
cujo premio grande 12:000/000, se extrabir
impreterivelmente quinta-feira 18 do eorrente, s
2 horas da tarde em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Recife.
Espirito-Santo : premio grande 50:000/000
se extrabir no dia 19 do eorrente impretenvel-
mente.
Saota-Catbarina: A 1' parte da 2a lotera,
cujo premio grande de 50:000/ ser extrabida
bievemente.
Parahyba: premio grande 20:000/000 se
ertrahir no dia 20 do eorrente, s 3 horas da
tarde.
frar : premio grande 250:000/000 se ex-
trabir quando for annuncida.
Bilbetes de loterasEm mo do agen-
te Bernardno Lopes Alheiro acham se a venda os
bilhetes das seguintes loteras :
Bo Espirito-Manto : A 4a pirte da 3 lote-
ra, cujo premio grande de 50:000/, pelo novo
plano, ser ext. ihiia sexU-feira, 19 do eorrente,
impreterivulmente.
Ba provincia : A 9a lotera', pelo novo pla-
no cujo premio grande de 12:000/000, em bene
ficio da Santa Casa de Misericordia, ser extrahida
impreterivelmente quinta feira, 18 do eorrente, s
2 horas da tarde.
Be Santa-Camarina A Ia parte da 2*
lotera com um importante plano, cujo premio
grande de 50:000/000, ser extrahida quando
for annunciada.
Ba Parahyba : sendo o premio grande de
20:000/000: ser extrahida no dia 20 de Agosto
(sabbado), 4s 3 horas da tarde, impreterivel
mente.
Bo Cear : com nm importante plano, cujo
premio grande de 250:000/000, eer4 exrahida
quando for annunciada.
Bo tro-Par : A 5a parte da 1C> lotera,
pelo novo plano, cujo premio grande de 120:000a
ser4 extrahida no dia 20 do eorrente, impreten
velmente.
Lotera do Espirito-Santo A 4a par-
te da 3 lotera deata provincia cujo premio gran-
de 50:000/000, aer4 extrahida no da 19 de
Agosto.
Os bilhetes achain-se 4 venda na Casa da For-
tuna 4 ra Primeiro de Marco n. 23 Martin Fiu-
aa &C.
Lotera da provincia A 9 lotera, pelo
novo plano, cujo premio grande de 12:000/000,
em beneficio da Santa de Miaericordia do Recife,
se extrabir impreterivelmente quinta-feira 18 do
correte, as 2 horas da tarde, no consistorio dn
igreja de Nossa Senhora da Conceico dos Milita-
res.
No mesmo consistorio estarlo expostas as ur-
nae as eapheras a aprecisco do publico.
Os bilhetes garantidos acham-ae 4 venda na
Casa Feliz na pri;a da Independencia us. 37
a 39.
Tammbem acham ee venda na Casa da Fortu-
na4 ra Primeiro de Mar^o n. 23 de Martis F.u-
sa& C.
Assim como na Casa d i Oor na "a do Baro
da Victoria n. 40 de Joo Joaquim aa Costa
Leite e na Roda da Fortuna na ra Larga do Ro-
sario n. 36.
Lotera de aianta-Calbarlna Esta
lotera, com um importante plano, cujo premio
grande de 5000S/000, ser extrahida quando
for annunciada.
Os bilneteaacham-se 4 venda na Casa da Fortu
aa 4 ra Primeiro de Marco n. 23, Martina
Fiuaa A C.
Lotera da provincia do Paran
A 23a lotera deata provincia,pelo novo plano, cu-
jo premio grande de 12:000/000, ae extrabir
no dia 16 de Agesto.
Bilhotes a venda na Casa da Fortuna, rus
Primeiro de Marco numero 23, de Martins Fiu-
aa & C.
Lotera da Parabybaasta lobera cujo
premio grande de 20:000/000 ser extrahida
no dia 20 de Agosto (sabbado) 's3 horas da
tarde.
Os bilhetes acham-se 4 venda na Casa da For-
tuna 4 ra Primeiro de Mar$o n. 2, de Martins
Fiuza diC
Lotera do CearEsta acreditada lote-
ra cujo premio maior de 250:000/000 ser ex-
trahida quando fo.~ aonunciada,
Oa bilhetes acham-ae a venda na Casa da For-
tuna 4 ra Primeiro de Marco n. 23 de Martins
Fiuza & C.
Lotera do tiraoPar* A 5* parte da
10* lotera des's provincia, pelo novo plano, cujo
premio grande e 120:000/000, ser extrahida
no dia 20 do eorrente (sabbado) impreterivel-
mente.
Os bilhetes acham-ae venda na Casa da For-
tuna 4 ra Primeiro de Marco n. 23, de Martins
Fiuza & C.
Cemlterls PublicoObituario do dia 12
de Agosto:
Jos Rodrigues Vanna, Portugal, 35 annos,
casado, Afiogados ; hemorrbagia cerebral.
Joo Conguinho, frica, 72 annos, solteiro, Boa-
Vista ; tubrculos pulmonares.
Maria Ignez Bastos, Pernambuco, 28 annos, sol-
teira, Graca ; beriberi.
Jos Luiz de Franca, Pernambuco, 36 annos,
solteiro, S. Jos; leso cardiaca.
Jos Cosme da Silva, Pernambuco, 66 annos,
casado. Boa Vista ; tuberculoso generalisada.
Julia, Pernambuco, 23 das, Boa-Vista; con-
vulses.
Mara Olinda de Amarante, Pernambuco, 35
annos, viuva, Boa-Vista; gastro entente.
Dulce de Siqueira Brito, Pernambuco, 60 an -
nos, viuva. Boa-Vista; nephrite catarrhal.
Mara Pires do Espirito-Santo, Pernambuco, 68
anura, viuva, Boa-Vista; tubrculos pulmona-
res.
Ado Francisco, Pernambuco, 46 annos, soltei-
ro, Boa-Vista; encepbalite ebronica.
Antonia, frica, 75 annos, solteira, Boa-Vista ;
valirila do csraco.
Alerta, eleitores do Io dlstriclo
J comecam os inimigot das glorias o melhora-
mentos de Pernambuco, (oa liboraes) a ma-
chinaren) contra o distincto candidato pelo 1
districto. Hontem quando no poder faziam os
liberaos o seu deposito de eleitores no melbo-
ramento do Porto, bavendo quantidade de em-
pregaloa na Ponte Bjarque de Macedo que e o
eram para receber oa vencimontoa. Bera recente
sao os assasainatos de S. Jos com o fim nico de
ganhar urna eleco concluida de editaes fixados
etc. O desrespeito a casa do commerciante lloara-
do o contribuinte foi contviuaco dos desatinos,
que chegaram a constituir procissoes de fugaros,
aa qual o branco manhosamente se confunda eom
o preto, para afastal-o do proposito em que esta-
va sobre seu voto servia lo se delles com abuso
de confianca.
Brevemente chocar da Inglaterra o grande
Iribuno que (nao lhe cheirando a interesse pre-
tero gosar no estrangeiro a vida da aristocracia,
a enredar-se com a plebe qc.e nada tem para dar !!
Agora que pode tentar uoa aventura viraqual
a sua these, nao sabemosa abolico materia
passada em julgada e liquidada ; as descompostu-
ras as familias Souza Leo e outras nao sentir)
tffeitos, que prom-saa, ou descoberta vira elle *-
zer ? aguardamos.
Alguna eleitores do Io districto.
A' Igaotus
Pede-se a este patriota que nao desani.
me, nem ae acovarde, pois espara se que
trate das s;guinets assooiagSssEstrada
de ferro de Olala, Siota Thereza, Am-
phitrite e muito especialmente da Pernara-
buoa, sob a qual pedimos que nao deixe
de apreciar a luminosa, gereneia do Sr,
Francisco Ferreira Dorges.
Mister Pipo.
Sociedade Commercial 8. dos
Mercieiros
PUBLICACOES A PEDIDO
Telegrammas da curie
Lemos a declaraco justificativa do procedimen-
to da redaeco da Provincia, relativamente a cer-
Acha-se annunciada para hoje, s 4 horas da
tarde a reunio de todos os socios, afim de apre-
ciaren) a leitura do relatorio e coatas aposenta-
das pela administraco finda cm 30 de Junho pr-
ximo passado.
Segundo pos informam, ten esta associacao de
discutir interesses serissimos referentes a classe,
e bem assim ds cada socio en particular.
A directora nao tend) pojpado sena estorcos e
estudos no modo de orgausar os interesses de to-
dos e da associacao, espera que todo3 os Srs. so-
cios comparecen) a sesso eferida, afim de cada
um zelar os scus interesses e mais tarde uo ha-
ver queixa.
Rcctiffcii(o
nao exacto, que ao a?gravo de instrumento,
em quo figurei como aggrav.inte na aeco hypo-
thecaria contra o Dr. Gervasio Goncalves da Sil-
va e sua mulher se negasse provimento por una-
nimidade de votos, como foi noticiado pelo Diario
e Jornal do Recife.
O Exm. Sr. desembargad!>r Hermogenes, juiz
relator votou para que o aggravo fosse prvido.
Os j ni tea sorteados que votarsm contra e foram
os Srs. Alves Ribeiro e Monteiro de An Ira j
Recife, 13 de Agosto de 1887.
Bario de Limoeiro.
Os abaxo assignades, anda pungidos de dfir
pelo fallecimeoto de seu presado e jamis eaque
cido eapoao e pai Joa Eduardo de Souza Landim,
ex-profetaor publico do Bello Jsriim, comarca do
Brejo da Madre Deus, nao se podeoo furtar ao ri-
goroso dever de, pelo presente, testemunhar a todos
os habitautes desse Povoado o seu reconhecimento
pelas maneiras Ihanaa e attencisoas com qne sem-
pre o trataran) quando all exereeu o magisterio
primario, e maior aeu reconhecimento para com
aa Eimaa. Sras. DD. Maria Carolina Ferreira Cal-
lado, Carlota Leonilla Ferreira Callado e bem assim
oa prestantes Srs. Manoel Joa Rubalinho, Gau-
dencio Rodrigues de Araujo e Marcelino Barbosa
da Silva e Mello que, durante os penosos dias de
enfermidade que minou a existencia do finado,*
souberam lhe prodigalisar todos os disvellcs e cui-
dados possiveis.
Assim, a todos protcstaodo eterna gratido,
offerecem os abaxo asignados seus diminutos
prestimos onde quer que lhe litar a sorte vara.
Recife, 14 da Agosto de 1887.
Joaquina das Mercs Ferreira Landim.
Bacbarel Thomaz Landim.
Bacharel Manoel C. Ferreira Lsndim.
Bacbarel Vicente L. Ferreira Landim.
Aodr A. Souza Landim.
Kloy N. de Souza Landim.
Geraldo M. Ferreira Landim.
Pedro S. de Souza Landim.
Maria d'Aacenco Souza Landim.
Maria da Exaltaco Souza Landim.
Elixir depurativo vegetal
Formula de
Angelino Jos dos Santos Andrade
Approvado pela inspectora gera do by-
giene publica do Rio de Janeiro, em 20 de
Julho do eorrente anno (1887).
Este depurativo de grande eficacia as
molestias sypbiliticas e impureza do sangue e
encontrado a venda, por ora, na ra do Baro da
Victoria n. 37 e rus estreita do Rosario n. 11
Para provar a grande alficacia quaes prodigios,
do preparado do Sr. Andrade basta apresentar o
crescido numero de attestados expontaneamente
prestados por muitos cavalheiros que tem feito
uso delie dos quaes publicamos alguns de pessoas
conbecidaa e residentes nesta cidade.
Thomaz Antonio Eaipiaca, cirnrgl&o
denilnta pele Faculdade de Medi-
cina da Babia.
Atiesto em favor da verdade que sendo accom-
mettido em Agosto de 1884 de urna violenta febre
diagnosticado fehre syphilitioa foi ella ao fim de
64 das debellada pelos esforcos continuos do seu
Ilustrado medico assistente. Quando porm jul-
gado lvre comecava a convocar-se, foi novamentc
assaltado mas agora por una tumores ou gommas
brancas que em numero superior a cincoenta es-
palhavam-se-lbcs por todo o corpo.
Os esforcos empregados pelo seu intelligeute e
Ilustrado clnico oiam infructferos. O mal zom
tros, porm, me aconselhavam que me tractasse se-
riamente, pois era urna molestia de ptlle de appa-
rencia darthrosa e de mo carcter.
Usei ento do licor de Donavau, composto de
iodo, arsnico e mercurio, tomei CajurubDa e mu:-
toa outros depn/ajwos, e nao tinba mais esperan-
Cas de melhota,'poia a minha orelha esquerda
principalmente era urna chaga e engroasou horn-
velmente, como euccede aos morpheticos.
Um amigo, em boa hora, me aconselhou o seu
elixir; e eu, que j tome a quinta garrafa do seu
preparado acho-me completameote reatabelecdo,
e a orelha, que eu julgava podre, eet hhj9 maig
t do que nunca peosei.
A bem da humanidade faco a presente declara-
cao a autoriso-o a fazer delU o uso que lhe con-
vier.
Recite, 30 de Abril de 1886.Eduardo Floro
de Paiva.
Estava sellado com urna estampilha de 200 res,
devidamante inutiliaada.
(Estava reconheeida a firma).
tlaque-ae a
orlgona e
toma*
nao oa sjymp-
ae
Devemo nos lembrar que os eymptomas sao ai
provas da luta da natureza com a moleslia. Dissa-
nos que as forcas animaos esto lutando com o ve-
neno oceulto. Auxilie-se e forti6que-se com esse
restaurativo natural e soberano chamado a salsa-
parrllha de Bristol, e o resultado nao ser duvi-
doso. N.-nhuma doenca pode resistir a essa pode-
rosa allianca. Se o iaimigo se acba derramado pe-
las veas, este grande detergente o busca e desa-
loja deltas. Concluido isto a tosse que indica a fy-
sica, as chagasque denotam a presenca das escr-
fulas, os terriveis padecmentos do corpo e do es-
pirito inherentes um estomago aebacado, e o es-
tado preternatural do ventre deaapparecem para
logo e logo. Este puro e poderoso tnica e altera-
tivo vegetal e autyseptico, limpa, regala, fortalece
e vigonsa toda a organisaco interior, e a cura
completa.
Ene ntra-se 4 venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & CM
ra do Commercio n. 8.
I ni a ni ii l ti e r 1 Austria
Perto da elda de Zillingderf, na Aus-
tria Baixi, vive Maria Haas, urna mulher
intelligente e industriosa, cuja historia de
soffrimento physico e ulterior alivio, conta-
da por ella em pessa, de interesse s
mulberes. Eu era eui prega da, diz ella, as
lides de urna lavoura. Trabalho excessivo
deu origom a dores de cabeca acompanha-
das de desmaios e vmitos, at que por ul-
timo nilo podia reter no estomago alimento
ou bebida. Vi me na necessidade do ficar
de cama por alguma3 semanas. Achando-
me um pouco melhor com o deseando e
socego, tratei de rae dedicar ao trabalho,
porm cedo fui atacada por urna d6r no
bando dos grandes recursos da sciencia e realiaou--iado, a qual dentro de pouco tempo pareca
Academia
Pede-as ac estudantes do 5 anno que reunam-
se na quarta feira, 17, de oh da aula do Or. A.
Vsz, para em assembla designar-so qual das pbo-
tographiaa em queato deve ae encarrogar do
quadro do mesmo anuo ; espora-se o comparec-
ment de todoa oa 5o anoiatas afim de que maia
tarde nao haja discordia.
Rtcife, 13 de Agosto de 1887.
iPergtiuias ianoeentes
Em urna corporc'o composta de perto de 200
associadoa, pode se proceder 4 urna eleico pira
aubstituico de funcionarios da directora, com-
parecendo apenas 4 sesso convocada 20 eleito-
res?
A eleico procedida nesta j condices valida
perante o dimito applicado aoa estatutos que re-
gem a corporaco?
A ultima eleico procedida na Aasociaco Com-
mercial Beneficente em vista das perguntas ci-
ma, andou bem na uliima eleico que proceden?
Ser ella valida ?
Um accionista.
Festa de Nossa Senhora da Penha
A festa da Inclyta Virgeni da Penha, que ae
coatuma celebrar no mageatoso templo da mesma
Excelsa Senhora nesta cidade, ter lugar este
anno na primeira dominga di prximo \indouro
mes de Setembro, a qual cabe a 4 do mesmo.
Os religiosos espuchiohos esto j activamente
cuidando nos meios de realisur a sua tradicional
solemnidad, a qual ser celebrada este auno, como
tem sido sempre, com aquella costumada pompa e
magnificencia. Elles nao desconhecem as actuaes
precarias circunstancias da generalidade da po
pulaco deata provincia, em vista da persistencia
da criae que opprime com iutenaidade todas as
classes ; porm como o obulo da c iridade o nico
patrimonio de que podem soccorrer-se estes reli
giosos mendicantes, confiados uo fervor religioso
deste povo e na sua affectiva devoco Santiasi-
ma Virgem, ae dispem a apresentar-ae neatea dias,
4 porta dos fiis para implorar Ihes urna eamola
compativel com aa piases de cada um, para levaren)
a efieito a festividade.
A piedade per na m bacana, r. ae nao dcsamparou
os religiosos capuchiuhos na gigantesca tarefa que
elles emprehenderam para a e dificaco do mages-
toso templo de que est dotada esta bella capital,
a perseveranc com que este catholico povo tem
aempre concorrido com generomdade para o esplen-
dor das solemnidades do mesmo templo, oo dei-
xam duvda que se manifeutaro ainda d esta
vez.
E a Virgem Senhora da Penha recompensar
com juros o affecto dos bons c racoes e o sacrificio
que cada qual fizer para glorifcala na trra.
Previnam-se enttetanto os f eis de que os reli
giosos capuchinhos nao castumam encarregar a
outrem o cuidado de agenciar oa denativoa para
aa suas festividades.
Gratido
Estando prestes a morrer de um soffrimento do
figado e do coraco, tarde da noite, ped eonfig
sao, sendo atteodido pelo vifarie da freguesia, o
Sr. Commeodador Moreira de> Gama, que nao s
me ouvio como um sacerdote ondoso, que como
tambem me foi procurar um medico, sendo ento
quaai meia noite, trasendo en ana companbia o
Sr. Dr. Mello Gomes, que, acerca de um mes tem
aido incanaavel em tratarme gratuitamente,
acbando-me eu muito melhorado.
Aos dous apostlos de caridade : o bom e dis-
tincto facultativo, to intellirente, quanto pres-
timoso, e ao ministro de Senhi corros espirituaes, me ouvinde em confisso e ca-
sande-me, tem tambem me i occorrido com suas
esmolas, nada maia teuho a iiacr : eu oa aponto
aoa habitantes deata cidade para que os venerera
e deatingam, e a Deus, que de certo nao Ibes ne-
gar a devida recompeoaa.
Recife, 12 de Agatto de 1887.
Joaqvm Jos de Lima.
Be fatalmente a auppumcao.
O aeu eatado era deaeaperado. Lutou um anno
ainda fazendo uso de iodureto de potassa como
nico lenitivo as deres mao que recouhecia impo-
nente para vencer a origem Uo mal.
Foi, pois, nestah.nivel situaco entre a descren-
Ca de melhoras e os soff.-imentos continu s que 4
instancias do seu amigo o Sr. Jos Maria da Silva
Fernandes recorren 4 um preparado do Sr. Ange-
lino Jos dos Santos Andrade. E' preciso declarar
que nessa eccasio existiam 18 gommas em abun-
dante suppuraco e mais trinta e tantas prestes a
sappurar.
O effeito benfico da primeira garrafa nao me-
recen eapecial menco, mas desde a terceira dse
da segunda garrafa comefou a minifeatsr-se nao
um bom resultado, mas sim um verdadeiro milagre.
As gommas que estavam prestes a suppurar en-
traram 4 desapparecer da mesma forma que as
outras diminuan) a auppuraco.
No fim da quarta garrafa o puz que ainda sabia
das ultimas gommus era de um cor verde bem die-
tincta, pbenomeno este que nao soube como expli-
car. Quando ccmpletou a sexta garrafa restavam-
Hn apenas as cicatrizas de to incommodativa e
perigosa molestia. E por ser verdade o que cima
attesta aasigno-me e pode fazer o uso que lhe con
vier.
Recife, 27 de Janeiro de 1887.Thomaz Anto-
nio Espiuca, cirurgio dentista.
Estava sellado com duas estampilbas no valor
de 400 res e devidamente innutilisadas.
Reconbeco a firma supra.Recife 9 de Agosto
de 1887.
(Estava reconheeida a firma).
lino. Sr. Aagelino Joe doa Santos Andrade.
Recife, 12 de Marco de 1883.
Em aboao da verdade e cumprindo um dever
de gratido venbo dar-lbe os meus sinceros para-
bens pelo seuElixir depurativo e restaurador do
sangue,verdadeira maravilha para soffrimentoa
de origem aypbiltica. Do emprego do seu effica-
cissimo Elixirem caaos de erupeo de pelle e
rheumatismo syphilitico cbtive to promptos e pro-
vetosos resultados em pouco tempo com poncas
garrafas, quu foi para mim verdadeiro assombro.
Assim, poia, aceite oa meus maia sinceros embo-
ras pelo seu feliz invento e faca do meu testemu-
nho o uso que lho convier.
Aproveito oensejo para sobacrever-me, com at-
tenco de V. S. veuerador e criado, obrigado.Af-
fonso Olindense Ribeiro de Souza.
Estava sellado com urna estampilha de 200 ria
e inutilisads da maneira seguinte:
Kecebedoria de Pernambuco, 1 de Maio de 1883
Silva Carvalho
(Estava reconheeida a firma).
Pernambuco, 5 de Janeiro de 1883.Illm. Sr.
Angelino Joa doa Santos Andrade,Tendo aof-
frido e por muito tempo de rheumatismo syphiliti-
co, dores nos rins, catarrho na bexiga e muita de-
bilidade no estomago, seno uenhum appetite para
qualidade alguma de alimentaco a ponto de ficar
quasi sem aeco no movimento do corpo, fui acon-
aelhado por um amigo, a usar do Elixir por V. S.
preparado, o que de prompto principiei a usar da
primeira garrafa, conforme aa preacripcoea que a
acompanham, dando em resultado no fim de 12
diaaejna segunda garrafa, apparecer-me urna
hemorraghia de aaogue impuro pela nrethra, e
preto como tinta de escrever, que correu em gran-
de quantidade desde s b horas da tarde de sab
bado ats 11 horas da Manh de terfa-feira, ac
bando por sabir sangue inteiramente limpo e
puro.
Aquelle sangue assim impuro extrahilo por for-
Ca de aeu Elixir, quando em p staa ae parta nao
era ma8 nem menos do que puz (materia) e conti-
nuando a usar deste precioso Elixir fiquei com-
pletamente reatabelecdo com quatro garrofas, o
que afirmo e juro se necessano lr.
Pode V. S. fazer o uso que lhe approuver desta
minha carta, que s tem por fim provar quanto
prodigioso o seu Elixir para os sefirimen tos que
evo mencionados.
Sou, com subida estima e consideraco, de V. S.
criado e obrigadissimo, Jo&o Fernandes Baptista
Estava sellado com urna estampilha de 00 rs.
e inutilisada da seguinte maneira: Recebedoria
de Pernambuco, 9 de Janeiro de 1883.Forunato
de Andrade.
(Estava reconheeida a fin a).
Plilm. Sr Angelino Joe dos Santos Andrade.
Tendo eu softrdo por dous ou tres mezes da urna
ferida ulcerosa dentro do nariz, usando n diver-
ses medicamentos aem reaultado algum. Lancei
mo do aeu Elixir purifieador do sangue. Garan-
to-lhe aob minha palavra que urna garrafa tmen-
te foi onlficieiite para mo reatabelecer de to gran-
de soffrimento, a conaelho do Sr. Angelino que
fossa vulgsrsar este sao e prodigioso remedio, que
to til deve ser humanidade.
Poder fazer o uso que quizer destas poucas li-
nhas que s contem a para verdade.
Recife, 5 de Marco da 1882.De Vmc. criado e
ebrigado, Miguel Xavier de Souza Fonseca.
Estava sellado com urna estampilhi de 203 res
e inutilisada da maneira seguinte : Recebedoria
de Pernambuco, 4 ds Dezembro de 1882.Fortu-
nato de Andrade.
(Estava reconheeida a firma)
Sr. Angelino dos Santos Andrade.Soffrendo
ba longos annos de dores nos ouvidos que me im-
possibilitavam de trabalhar durante alguna dias,
fui ha 10 m< zea accommettido seriamente deste
mal, poia alm de nada ouvir, trouxe urna nflam-
macao enorme, que me escaldava os ouvidos e que
pelo mo cheiro, se nao poda supp;rtar. Alguns
mdicos disseram me ser um grande abeesto. Ou-
que se espalhava por todo e mcu corpo e
palpitava em todos os membros. A isto se-
guiose urna tosse e falta de respiraco at
que por fim nao poda cozer, tive portan-
to de pela segunda vez rae retirar cama
e segundo jtugaei, pela ultima vez. As pes-
soas de minha amizade disseram-me que a
minha vez se estava aproximando e que eu
n3o viveria seno at epocba de as ardo-
res se revestirem outra vez de verde. Por
essa occasiaj aconteceu que um dos folhe-
tos da M5 Seigel oie veio s mSos, Lio
e minha cara mai comprou-me urna gar-
rafa do zarope curativo da Jli Saigel qua
tomci de accordo com a prescripcao, e
mal tinha acabado de tomar urna garrafa
quando comecei a sentir me melhor. A
minha ultima doenga principiou era 3 de
Junho de 1883 e continuou at o dia 9 da
Agosto, dia em que comecei a tomar o xa-
rope. Cedo comecei a trabalhar um pouco.
A tosse abandonou-me, e no experimen-
te! mais difficuldades na respiraclo. Acho-
me agora completamente curada. E ah
quam feliz sou! Nao tenho expretsSas bas-
tantes para mostrar a minha gratid2o ao
xarope curativo da M2i Seigel. Devo
aqui dizer agora quo os doutores do nos-
so districto mandaram distribuir annnncios
prevenindo o publico contra esta medicina,
dizendo que nenhum alivio produz e muita
gente foi induzida a destruir os folhetos Sei-
gel j roas agora, quando se pode apanhar
um d'elle?, guardase como urna reliquia.
Os poneos que escaparan) sao pedidos em-
prestados para 1er, e o meu tenho o em-
prestado a distancias de seis milhas vol-
ta do nosso districto. Tem vindo gente da
deseseis milhas distantes d'aqui a pedir me
que lhes compre a medicina para elles, isto
por saberem que foi ella que me curou a
por se quererem afirmar da que compram
o artigo verdadeiro. Maria Haas.
Acha se venda em todas as boticas
e lujas ds medicina om toda a parte do
mundo, o em casa dos proprietarias, A. J.
Whita, Limited, Londres.
Depositarios na provincia de Pernambu-
co por atacado: Francisco M. da Silva
& C, na cidad3 ne Pernambuco.
Vendedores por retalbe, na cidade de
Pernambuco, Bartholomeu <& C, J. C.
Levy d C, A. M. Veras &C, Rouquao-
rol Frres, Faria Sobrinho C, e T. S.
Silva ; em Palmares, A. C. d'Aguiar ; e
em S. Joao da Igreja Nova, J. A. da Cos-
ta e Silva.
AOS INCRDULOS
O abaixo assignado, attesta e jura se for pre-
ciso, que sofireu milites mezes de rheumatbismo,
comecado no pescoco e que em pouco tempo estn-
deu-se pjr todo o corpo at oa ps, ficando entre-
vado e servido por outras pessoas : trotou-se com
esmero sem poupar nada, e j desanimado com o
muito s.ffrer sem esperanca de sarar, resolveu
tomar o Anti rheumatics Paulistano, especialidade
do pharmaceutico Luiz Carlos e que felicidade 1 ha
maia de quatro mezes que nao sent o mnimo iu-
eommodo Deaejando que o bem ebegue para
todoa, o motivo real porque d este attestado.
Joaqun; Ddttz Valois.
S. Carlos do Pinhal, 22 de Dezembro de 1885.
Depositarios : Francisco Manoel da Silva & C.
droguistas, a ra Marques de Oliada n. 23.
Toaae com escarrosj de amague (
Um honrado negociante do Cerro Pe lado, muni-
cipio de Pelotas (Rio Grande do Sol), achindo-se
gravemente atacado de urna enfermidade pulmo-
nar, tossindo constantemente e algumas vezes com
escarroa de aangue, vio sua 8;.de recuperada com
o uso de siguas frascos do Peitobal dr Cambaba.
Esta maravilhosa cura assim attestada pelo
ex-entVrmo, que hoje gosa a mais mvejavel eade:
Illm. Sr. Jos Alvares de Souza Soares.
Pelotaa.
Soffrendo ha trea annos de urna tosse pertinaz
com escarroa de sangu?, com carcter de urna mo-
lestia pulmonar, e depois de todo o mundo aqui
julgar me perdido, resolv tomar o seu grande re-
medio Peitoral de Cambar, e logo a tost foi de-
clinando, deixando de deitar maia aangue, aa for-
caa foram revigorando-ae e hoje, gracas Deus,
acho-me perfeitamente curado.
a Pie faaer o nao que quizer deata minha fran-
ca declaraco e creia-me, etc., etc.Antonio Luii
de Oliveira.
O referido medicamento acha se venda na
agencia a cargo doa Srs. Francisco Manoel
da Silva de C. ra Mrquez d'Olinda n. 23.
Frasco 2*500, meia duzia 134 e duzia 24*.
A agencia remette a quem pedir, condices im-
pressas para ai vendas por atacaHo.

=-
\
,


-


-*"*"P

' ^J ^.^^y^yWM M|| amf.
A



Hario de PerHambocoDomingo 14 de Agosto de 1SS7
EDITAES
O Dr. Manoel Cabral de Mello, Jai municipal e
de orpho negte termo de Naxareth, por Su
Magestade Imperial, ote.
Faco saber a quantoj o presente edital virem ou
delle noticia tiverem, que no dia 16 de Aposto, ao
meio di, em casa da camira municipal desta ci-
dada, depois dos pregos e pracaa do eslylo, ss ha
de arremat&r a quem mais der de renda trienal,
o cnenho Cutumgub desta comarca, moante e
correute, cojo engenho foi avaliado na quantia de
1:400* .01 de renda annual, e vai & praca a re-
querimento do Dr. curador geral dos orphos sob
as condicoes seguintes : da ser -
o arrematante
obrigado a zelsr as abras e conservar as matas do
soesmo engenho dar fiador idneo so preco da
renda.
E para que cheque a noticia a todos o presente
edita! ser publicado peW imprensa e afiliado nos
lucres do costume pelo porteiro deste juizo, o
qual ever lavrar a competente certidao pira ser
iunta aos autos.
Dadoepissado netta cidade de Naxaretb, aos
19 de Julho de 1887.
En, Aff,*nso de Hollanda e AlbuquerqueMa-
ranbao, escrivo, o sobscrevs e assigoo, Affonso
de Hollanda e Albuquerque Maranbo.
Mano 1 Cabral de Mello.__
ODr M.noel Cabral de Mello, juiz municipal e
de orph.s neste termo de Nazareth, por Sua
Magestade Imperial, etc.
Faco saber a quantos o presente edital virem ou
delle noticia tiverem, que no dia 16 de Agosto,
o meio da, em casa d cmara deste mnuicipia,
depois dos pregSes e praoa. do estylo se ha de
arreinaUr a quem mais der de renda trienal, o
eneeuh > Saguim desta comarca, moente e corren
te, cuj eogcnbo foi avaliado Da quantia de....
1- 00*000 de renda annual, e vai 4 prac* a re-
nuerimento do Dr. curador geral dos orphos, sob
as Beguint-'S condico.s : de ser obrigado o arro
matante a conservar e lelar a obras e mata uo
mesmo engenhc, e dar fiador idneo ao preco da
renda. .
E para que cheaue a noticia a todo, o presente
editalser publicad, pela imprensa e
lugares do ostome
qual dever lavrar
ser junta aos autos.
Dado e passado nesta cidade de Nazarea, ao
19 de Julho de 1887.
tu, Aflonso de Hollanda de Albuquerque Ma-
ranho, escrivo, o subserevi.
Manoel Cabral de Mello.
coa arecerem no dia de segunda-feira 15 do cor-
rerte me, pelas 9 1/2 hora da manh, na igreja
de nossa veneravel ordem, afirn de assistirem a
musa solemne 4 N. S. da Ajada, padroeira lo
novicos, na qual pregar4 o distincto orador Ri m.
padre commendador Manoel Moreira da Gama
Igualmente convida a todos es candidato ap-
provadss para ontrarem de irmos, e aos no i.sos
carissimos irmos novico, approvado para pro-
fesaarim, a compaiectrem uos e outros para lea-
lisarem suas entradas e profissoes 4s mesmas ha-
ras do dito dia.O secretario,
Arthur Augusto de Almeida.
Instituto iliterario oIIdense
Domingo, 14 do corrente, s 11 horas da manh,
ha ver Besso de assembla geral, para pretaco
de contas. _., ,A
Secretaria do Instituto Litterarlo Olindense, 10
de Agosto de 1887.O Io secretario, Pedro Hy
gaard. _______________________________
pelo porteire deste juio, o
a competente certido para
BsHer
Couvda-se aos Sr. accionistas a reuoirem-se
em assemb'.* geral extraordinaria no dia 1S do
correla m:i, ao meio dia, no prim iro andar do
predio n. 71 4 ru do I aperador, para proceder-
se a eleico da directora pira o anno biennio so-
cial, na irma das estatutos.
Rcfe, 12 de Agosto de 1887.
Ceciliano Mameda Alvea Ferreira,
Director gerente.__________
Arsenal de Guerra
e ordem do IIlm. Sr. major director, ds ri-
bue so castoras nos dia 16, 17 e 18 do me cor-
rente, s costureias de uj. 201 a 2 0, de coalor-
midade com as disposco.s dos annuncios anteio-
re.
Secco de costura do Arsenal de Guerra de
Pernambuco, 14 de Agosto de 1887.
Flix Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto_______^^
Do ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco
publico que no dia 18 do corrente ir Ue novo 4
praca o servioo da illumioaeo de Tguarass, cor-
respondente ao correute semestre, servindo de
base o preco de 99 r. por lampeo.
Secretaria do Thesouro Proviucial de Pernam-
buco, em 12 de Agosto de 1887 =0 Secretario,
Alfonso de AlbuquerqueMello.
^gmda praca
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, se fa pu-
blico que s 11 horas do dia 18 do me corrente,
sero vendidas em praca, na porta dest i repart
e >, as seguintes mercadorias :
Urna cala marca BF n. 38 vinla de Birdeaui
no vapr france Senegal, entrado no me de Maio
ultimo, contendo 27 kilos, peso liquido, do an-
nuncios impreeaoa em mais de urna cor, e 9 kilos,
peso liquido, de annuncios impressos em urna cor,
abandonada aos direito por P. Loi*is.
Um barril marca M vindo do Havre na vapr trance Ville de Mar
tih&j, en'rado em 21 dem idem, conteudo tumo
em tibco, pesando liqnido legal 117 k'los, aban-
donado aos direitoa por Meuron 4 C.
3 secco da Alfandega de Pernambuco, 13 de
Agosto de 1887.O chefr-,
Cicero B. dn Mello. .
O capitulo Antonio Bezorra do Monezes
Lyra juiz de paz em exercicio dft fre-
guezia de Nossa Senhora da Grsca ero
virtudo da lei, etc.
Faco saber aos que o presente ediUl virem qne
depois de nove das de prego e tres do praca tem
def perante este juixo, ser arrematados a quem
mais der e maior lanco cfferecer, no da 17 de
Agesto do corrente anno, em audiencia deste juno,
no lugar do costume, pelas 4 horas da tarde, os
bens peuhorados a Jos Ferreira da Silva Lima,
por execuco que lhe move Antonio de Souza
Brax, cujus bens sao os aegointes : duas vaecas
com crias j desapartadas, avallada por bO* cada
nma. ,
E par* constar e chegar ao conhecimento debi-
do mandei passar o presente para que seja afil-
iado pelo porteiro deste juio no lugar do costume
e publicado pela imprensa.
Fregueaia de Noasa Senhora da Graea, 5 de
Agosto de 1887.
Eu, Joaquim Clemente de Lemos Duarte, escri-
vo, o ecrev.
Antonio Bezerrade Menezet Lyra.
BtXLARACCES
rcrelari da weterawel ordena ler-
celra do Serapblco Padre S- rran-
claco, en TI de *|sl de l8
De ordem do carissimo irmo ministro, convido
a todo ob nossos ca:issimos irmos am geral a
r.OMKERCIO
De ordem do Sr. presidente dste club, convido
os seohores sicios para urna reuna de axseinbls
geral, que dever ter lugar na s le do mesmo
club, ao meio da de 14 do corrente, afirn de ele
gar-seol- secretario, visto cobo o e'eito na reu-
nio de 7 nao aceitn.
Secretaria do Club Internacional de Regis a
11 de Agosto de 1887.O 1- secretario,
Joaquim Alves da F.mseca.
Santa casa da misericordia do
Recife
De ordem do Exm. Sr. desembargador provedor
desta santa casa, convido a todos os senbores ir-
m)8 da mesma santa casa para a festa da pa-
droeira N. S. do Paraizo, que tem de aer celebra-
da pelas 10 horas da raanha do dia 15 do corren-
te, naigreja ele da respectiva irmandade.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife, 11 de Agosto de 1887.
O escrivlo interino,
Fraucisco Gomes Castellao.
Sociedade Ualao Cemnaercial Bene
fcenle do* Herclelroa
De ordem do Sr. presidente da assembla geral,
convido os senbores socios a compareecrem na res-
pectiva sede domingo 14 do andante, s 4 horas
da tarde, afirn de apreciarem a leitura do relato-
rio e contas da administraco fiada ero 30 de Ju-
nho prximo passado. Recife, 11 de Agosto de
18b7.=0 1- secretario,
M. Capito.

DO
BRASIL
0,000:000$
Capital
dem realtsado
A caixa filial d'es'.o Banco
.000:000$
C. D. F.
llu!) Drama'ico Familiar
Assembla geral
Em observancia ao disposto no art. 22, combi-
nado como art. 25 dos estatutos, sao convidados
os socios deste Club a se reunirem na sie social,
ra do Imperador n. 41, 1- anlar, no doming) 14
do corrente, s 10 horas da manh, para cm assem-
bla geral ordinaria ouvirem a leitura do rotatorio
da directora, referente ao movimeoto da socieda-
de nomex de Julbi findo, e a prestaco de contas
do especraculo dado no referid j me.
Secretaria do Club Dramtico Familiar, 11 de
Ag. O l* secretario,
Augusto Wanderlcy.
Club Carnavalesco Yiscondc de
Inhanma
Por otflem do U'in. Sr. presidente deste Club
convido M> socios do mesmo par* a sesso d'a*-
scmbla peral no J*fa 15 do > orrent*. as 4 horas
da tarde, a requerimento do ocio thesoureiro.
Sede do Club Cunavaleso V.sconde de Iuhu-
ma, 12 de Agosto do 1887.
O Io secretario,
Alfredo Fragoai.
Mairiz (Ib uito Antonio
veneravel Irmaailade do San
tisisimo acrameuto
Pelo presente esnvido ae irmos desta vene-
ravel irmandade a comparecorem uo respectivo
consiBtirio s 11 horas da mauh do dia 14 do
corrente, p*ra o fim de proceder-se a eleico dos
irmos que preenchum as vagas eiistentes aa me-
sa regedjra do anno c.-mpromissal de 18S7 a 1888.
Cons storio, 11 da Agosto de 1887.
O escrivo,
Jos Das Alvares Quintal.
S. R J.
Sociedade Recreativa Jnicniade
Commemoraco do sea '3." anniversario em
14 dj crtente
A presidencia desta sociedaie, gradee ndo a
seus convidados o amaval acolbimeoto que dispen-
sarais s coramisBik'B que entregaran os convites
para sua testa anniversaria, participa Ihes qu'
a sesso da installac) di band* musical comea-
r as 9 hora da .noite, e find._, principiar o
sarao.
Os aenbores socio podero desde j procurar
seus ingre:soa em p)der do Sr. tli soureiro.
Pr.vine-se que nao seadmilliro aggregadoH.
Secretaria da sociedade Recreativa Juveotude,
5 de Agosto de 1887.O 2- secretario,
Jos de Mediis.
Eaglla if 1118 Janeiro
UrM
Capital do Banco....... l.OOO.OCO
Capital realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200.00G
A contar desta data e at ulterior reso-
lugao, conceder-ae-ha juros de dous por
cont ao anno, sobre os salios dj dinheiro
depositado em conta corren'e de taovimen-
to no mesmo Banco.
Recebe-so tambej diuheiro em deposito
a juros por periolos determinados, ou su-
jeito ao aviso pivio de trint: dias para ser
retirado, mediante as coodigo'S de que se
dar conhecimento aos i iteressados.
Pcrnamcuco, 23 de Maio de 1887.
llenry K, Gregory,
Grente.
friccionando tem
n. 38, saca, 4
ntes correspon-
dentes no estrangeiro ^^^
Londre........ /-N. M. K .thschil ft S;us.
porariamente 4 ra do Commercio
vista ou a praso, contra os seguir.
TELHGHAIOAI
Servido da Agencia Havas
LIVERPOOL, 12 de Agoilo.
9, vndese A
calmo, m*
veade *e
ASSUCAR:Mercado calme, precon
em al(eraea.
O de Pernambuco n
:i por quintal.
ALGODO: Mercado
preco uafentadoa,
O FAIR de Pernambuco
a s 16 d. por libra.
Vendcram-ae boje dorante o da
aerea de SiOOO fardoa.
NEW-YORK, 12 de Ago(o.
ASSUCAR: Mercado multo calmo.
proco fruuios tendendo balsar,
O FAIR REFIN1NG de Peruambuco
vende e a ii cent, por libra.
Agencia Havas filial
13 de Agosto de 1887.
em Pernambuuo,
Retrospeeto coMinierclal do iuez
de Julho de 188 9
Damos boje conta do factoa occorrido em no-
m praca no mes de Julho fiado :
No referido me entraram para o mercada ....
25.199 saceos com assucar e 12.215 sacca com
algodo.
Comparados as entradas d'esses dous productos
com as de igual me em 1886, temos urna dffe-
renca p>a mai no mes findo de 18.591 saceos
coa assucar e 4 604 caceas com algodo.
Os procos do aasucar mantiveram-se mai ou
menos de accordo com o do me anterior ; o do
tigoii; p-irm. baixaram de 6<800 a 7300 por
15 kilos, os de 1" gorte do seitio, para 6J500 a
7*000.
este o rendimento
So me de Julho findo, foi
das repartieres pub Julho de 1887 U86 icas : Alfaniega
Mais un 1887 Recebedoria g
Juih) de 1887 1886
Mai em 1887
Corrtio
Julho de 1887 1886
geral
836:199*135
471:936*920
364:262*215
31:553*012
26:854*773
3:668*239
Mus eui 1887
Recebedoria Provincial
13:270*938
12:415*476
825*462
Julho de
1887
1886
188:470*637
193:735*801
Meno em 1887
5:265*164
Como se \, o rendimento das repartices pu
bcas foi regular em Julho findo, comparado coa
o de igual mes em 1886.
*
Sob a responsabilidad das companhia de va-
care?, que servem 4 praca do Kecife, esta I
Rccebeu em Julho da 1887 202:167*850
. > 1886 580:848*'i30
Menos em Julho do 1887
Expedio em Julho do 1887
. > 1886
Mais em Julbo de 1887
378:180*188
526:0.>2*'45
122:696*295
403:326*650
Alm da quantia que se vi cima, recebcu mais
a nossa orac* t 1.500, destinad 4 firma social
Amoriu Iru.j C
A expedico em Julho fiado, foi para :
RiodeJanV.ro 54;0l0*
Bahia 103:0,0*000
Sere.ne 14:000*000
A"aoa. 22:9O'*000
FerSando 5:857*985
Parakyba 18:800*300
Rio Grande do Norte 48:550*000
Cear 56:414*b6)
Mdranhlo 2:0)0*000
Para e Amaona. 200:500*000
*
Segundo as indicaces olficiaes ds bolb os des-
cont! de lettras da praca, no me de Julho fin-
do, regularan de 7 a 9 (,.
*
Ctoforme os prazo, effjctuarau-se tr*nsaccoe
com a segunte pracas do imperio :
Bio Grande do Sul, 5/8 e 1 3/8 a.
S. Paulo, 1 1/2 /
So de Janeiro, 1/4 e 5/8 #/o.
Baha, 1|2 {,.
Para, de 1/2 4 1 7/8 /
Sobre a praca est'angeiraa, os precos extre-
mcra do cambio, foram este :
Londresde 22 5/8 4 22 1/4 i.
ParU de 420 4 427 ra. o franco.
Hamburgode 520 4 529 r. o R M.
Portugalde 135 4 140 /o-
Foram aaccada sobre Londres i 236.000, sen-
do pelo banco X 80.OJO e por particulares
156.000.
No mercado de titnloa foram vendida :
A plices geraes : 31 do valor de 1:000*000, ju-
ro de 5 ,., a 950*000 e 960*0 0.
L ttrai bypotbecarias : 483 do valor de 100*,
a 90*5; 0, 91*000 e 94*003.
Acede de companhia : Ub do Banco ds Cr-
dito Real de Pernambuco do valor realisado de
60*0000, a 80*000; 223 da Companhia do Bebe-
ribe, do valor de 100*, a 155*000; 80 da Compa-
nhia de Edifieaco, sendo 38 do valor de 100*000,
a 65*000, 32 do vsl>r rea'isado de 70*030, a 35*
e 10 do valor realiaado de 60*000, a 25*000 ; 22
da Companhia de Fiaco e tecidos, do valor de
1:000*000, ao par ; e 20 da Companhia de Tri-
Ihos Urbano do Recife 4 Olinda e Bcbenb?, do
valor de 200*000, a 202*000.

Em Julhc findo foi o segninte o movimento de
oaso porto:
Entrada do Exterior
21 Vapores, lotando 34 228 toneladas.
17 Navios de vela, lotanda 4:556
Entrada) dos portot do Imperio
2f Vapores, lotando 21:280 toneladas.
13 Navios de vela, lotando 2:256 *
Total das entradas
41 Vapore, lotando 55:508 toneladas.
30 Navios de vela, lotando 6:812
Resumindo m entrada e comparando, tem-se:
Julho 87
71 embarcacoe, lotando 62:320 tona.
Julbo 86
72 embarcaces, lotando 56:963 tons.
----- Julho 87 -------
Menos 1 embarcaco, lotando mais 5:357 tons.
Sahidas para o Exterior
17 Vapores.
12 Navios de vela.
Sahidas para os partos do Imperio
25 Vapores.
12 Navio de vela.
Total dassahi'as
42 Vapores.
24 Navio de vela.
Resumindo as sabidas e comparando, tem se:
Julho de 87 66 embarcaces.
. de 86 69
Julho de 87Menos 3 embarescoe.
*
CT~-^EB ExroaTiiCAO
Qfi mercado exportador, foi regular no mez de
Julho findo.
Os preco em alguna artigo, baixsram.
Entraram para o mercado :
Assucar :
Jluho de 1887 25:199 sseco
, de 1886 6:608
Mais en 1887
Algodo :
Julho de 1887
> de 1886
Mai em 1887
18:591
12:215 sacess
7:611
Pars...........
Hamburgo.......'
Berlim..........'
Bremente........,
FrankfurtB/ Main,
Antuerpia.......
Roma..........'
Senova.........
aples.........
Miiao e mais 340
cidades de Ita-
lia............
Madrid..........
Barcelona.......
Cdiz...'........
Malaga.........
Tarragon?......
Valencia e outrae
cidades da Hes
panha e ilhas
Canarias......
Lisboa........ J
Porto e mais c- r
dadea de Por-
tugal e ilhas... ;
Buenos- Ayres.... )
Montevideo......)
Nova York...
agurdente :
Julho de 1887
. de 1886
Mais em 1887
Alcool:
Julbo de 1887
Couros:
Julho de 1887, por mar
511 pipas
393 .
121 .
SU a*
3:461
Regularam as vendas:
Assucar (com capa)Por 15 kilos
Branco3 superior
. 3.* boa
> 3.* regular
4.a aorta
Somenos
Mascavado purgado bom
regular
americano
BrutoRegular
Do canal
AlgodoPor 15 kilos :
1.* sorte
Mediano
2.* sorte
AgurdentePor pipa :
De
AlcoolPor pipa :
De
CourosPor kilo.
Espichados
Seceosde
Verdes 4
MelPor pipa :
A
2*800 2*900
2*400 4 2*500
2*200 2*300
i? i 100 4 2*200
1*750 4 1*900
1*6.0 1*800
1*150 1*550
* 1*200
1*100 4 1*150
*450 4 *950
6*500 4 7*000
5*500 6*000
4*500 4 5*000
48*000 4 49*000
'.'6*000 4 100*000
650 ris.
&J0 4 510 ris
3:0 ris
40*000
4:604
A exportaco pela Alfaudega tu a segninte :
AssucarExterior 1:631:420 kilos
-Interior 2:392:060
Total
Em Julho de 1886
Mais em 1887
AlgodoExterior
Interior
Total
Em Julho de 1886
Mais em 1887
AgurdenteExterior
Interior
4:023:480
2:716:017 .
I:3u7:463
kilo
litro
Total
Em Julho de 1886
Mai em 1887
AlcoolInterior
CourosExterior
BorrachaExterior
Interior
Total
CafExterior
CarrapataExterior
Cera de carnauba Int.
CocosExterior
Interior
Total
ConrinboB e pelles--Ext.
CumaiInterior
DoceExtei ior
Interior
Total
Expanadores Interior
Faiinha de mandioca
Exterior
Interior
Total
Fio de algodoInterior
Graixa Interior
L barriguda-Exterior
Medicamentos e droga
Interior
MelExterior
Paca d jangadaInt.
Pennas de avesInterior
PolvilhoExterior
876:010
802:803
1:778:813
285:982
1:392:831
_24^245
421:652
415:797
259:146
186:651
16:800 litros
86:826 kilo
4:187 kilos
536 .
4:723 .
31 kilo
10:082 k 1:845 '
11:000
18:100 .
29:100
75:050
50 kilos
230 k.lo
1:960 .
2:190 .
24
1:143 saceos
100 .
1:243 .
39 sacco*
600 kilos
998 kilos
315 volumes
9:120 litro
42
20 kilos
450 .
De Roh3child Frres.
Deutsche Bank.
Banque d'Anvers.
Banc Genrale o suae
agencias.
Banco Hypotecario de
Espaa e suas agen-
cias.
Banco do Portugal
suas agencias.
THE\TRO
Seganda-feira, IS de Agosto
Ruidosa festa artistic* em favor do actor
Companhia Bahiana de navega
cao a Vapor
Mac-ii, Villa Nova, lronedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
PORTOS DO SUL
0 vapor Sergipe
Ccmmandante Pedro Vigna
E' esperado dos oorto ci-
ma at o dia 14 de Agosto,
' e regressar oara os mes-
mos, depois da demora docos-
' turne.
Para caiga, passagens, encommendas e dinheiro
i frete tracta-se na agencia
PORTOS DO NORTE
laeo, Mossor c Aracaty
0
English Bank of the R-
ver Pate. Limited.
G. Amsick & C.
Compra saques sobre qualquer praca do impe-
rio e do estrangeiro.
Recebe dinheiro em conta corrento de movi-
meuto com juros a laxo de 2% o anno e por le-
tras a praso a juros cenvencionados.
O gerente,
William M. Webster
PRIME1RA PARTE
Grande orebestra correcta e augmentada para
essa noite.
SEGUNDA PARTE
Grande balburdia cm casa dos
Supersticiosos
TERCEIRA PARTE
Um modemssimo tyitema de obrgar o cidado
a mudar de estudo :
Di Mil i Pistola!!!
QUARTA PARTE
Urna simples amostra de um novo meio de esca-
par-so a um :
Recrutaraeoto na Aldeia
QUINTA E ULTIMA PARTE
Msica, canto, poesa, mimics. danca, togos da
Bengala, MARCHE AU FLX.MBEAUX o um
pessoal de 25 figuras formarlo urna immortal ope-
reta intitulada :
A Gata Borralheira
um suecesso espantoso !!! A maior das maravi
Ibas (sem Ber ueuhuma das seto at hoje coohe-
idas).
Nao obstante tantas novidades o fllbo do
l.vra reserva um man saborosissimo :
A musita de policia
graciosamente concedida pelo seu digno comman-
dante, para preonclier os iutervallos.
Chapa
li pcU l,yraeouta, espera e tem cer-
t za que o pequeo resto de plateas4" ordem,
nao lhe ficaii no belfo.
A'n horas.
(Jammandante
J. J. Coelho
Segu impretcrivel-
rnente para os perto
cima no dia 14 de
Agesto, as 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at ao li2
encommendas e dinhei-
diado dia 13-
Para carga, passagens,
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7Ra do Vigario 7
Domingos Alves Malheus
A. P. B.
a.*soc:i?u Portiigneza de Bene
Ucencia
2' R<-uoio da assambla geralordio.ria
Convido o Srs. socios, a reunirem-se na s Je
social, domingo 14 do correte, ao meio da, afirn
de elegerem os diversos poderes que consttuem
tsta associaco para o anno social de 1887 a
1888.
Outr'sim, neta assembla tambem ser posta
em discusso urna proposta de interesse aociai
apresentada na ulti-na seaso a qual foi delibera-
do mandar a commiiso reapectiva para dar pa
recer.
Bento de Aguar,
1- secretario da assemblt geral.
Recife 12 de Agosto de 1887.
Prancl Oju de
Exterior
Interior
tmarello
Total
vinhatico
41
7
48
kiles
kilos
Prancl os de
Exterior
Queijo do sertoIotsrior
KapInterior
SalInterior
SeboIuterior
SolaInterior

O v..lor deesa exportaco, calculado pelas me-
dias dos preco nieusacs, o seguate :
101
85
907 1/2
32:700 litros
1:455 kilos
199 meios
Assucar
Algodo
Agurdente
Alcool
CjUI'UH
Borracha
Caf
Carra pato
Cera de carnauba
Cocos
Couriuhos e pelles
Cuinar
Doces
Espanadores
Fariuba de mandioca
Fio de algodo
Graixa
L barriguda
Medicamentos e drogas
Mel
Peunas de aves
Polvilbo
Prancho s de smarello
PraucLOds de vinhatico
Queij i do serto
sy
Sebo
Sola
Total approxmado
513:888*977
641:24"*747
45:025*314
3:430*000
44:013*155
5:026*080
501*500
3:995*500
590*400
2:328*0J0
62:666*750
60*iX)0
2:190*000
24*000
3:169*650
390*000
180*000
995*000
4:725*000
760*000
60*000
90*00(J
48*000
101*000
85*000
1:815*000
269*775
5C9*250
995*000
1.339:166*098
wroTA*o
O mercado importador esteve animado no mez
de Julho fiodo.
Na rubricaImportando, o rendimento attingio
a cifra de 755:311*002, contra 436:154*936 em
igual me de 1386, ou mai 319:186*066.
*
O preca do diversos artigos, cm seguida rela-
cionados, salvo ea descontos, foram os seguintes
Alaosde 160 a 180 ris a maunca.
Arroz-de 2*450 4 2*500 por 15 kilos.
Aeite de oliveiraa 3*U 0 ogalo.
Bacalhode 17*500 4 18*500 a barrics.
Bauha de porco de 893 a 915 r por kilo.
BataUde 3*0D 4 4*200 por meia eaixa da
portuguesa.
Caf-de 12*500 4 17*500 por 15 kilos.
Canallade 1*400 a 1*500 por kilo.
Ceblasde 11*0J0 4 12*00J por caixa.
Ccrveiade 6* 4 10*500 porduzia do garrafas
ou botiJKS.
Chsde 3*500 a 6* por kilo.
C'.muhosde 17* a 18*000 por 15 kilos.
Farinha de mandiocade 2*500 4 2*600 por
sacco.
Farinha da trigoamericana de 17* 4 18* por
barrica ; e dd Trieste de 21* 4 24* por barrica.
Feijode 4* 4 8*000 por sacco.
Gomma de mandiocade 2*600 4 3*000 por
15 kilos.
Herva-doccdo 17*000 a 17*500 por 15 kilos.
Massas alimentares4 7*000 por caixa.
Mantegada francesa, em lata, de 1*635 a
1*656 por kilo; a do Trieste, de 2*507 4 2*725,
por ki o.
Milhode 65 a T) ris por kilo.
Passasde 9* 4 12* por caixa.
p.menU ds India-de 1*400 4 1*500 por kilo.
Queijosde 3*200 4 3*400 cada um dos fla-
""sfldo nacional de 800 4 850 ris por 100 litros.
Sardio hasde'310 4 320 ris por lata de quarto.
Toucinbodo 10* 4 13*000 por 15 klo.
Vinagrelo de Lisboa de 165* 4 170* por
pipa : e do nacional de 80* 4 100*000 por pipa.
Vmhode Lisboa, do 230* 4 235* por pipa ;
do de Figuera, de 235* 4 240* por pipa ; do de
Jette, 4 250* por pipa ; edo nacional, de 125*00
4 160*000 por pipa.
Xarque-do nacional, de 4*000 a 6*000 por 15
kilos.
Hiamios
Compasaba lira.ilelra de Xave-
gac-o a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Commandante Antonio Ferreira da Silva
E' esperado dos portos do sul
atjo|dia 16 de Agosto, e
seguir depois da demora n-
dispensavel, para os porfc*
do norte at Manaes.
Para carga, passagens- encoromendas valeres
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N.- 9
Alpistede 4*800 4 5*000 pjr 15 kilos.
Breade 10* 4 14*003 por barrica.
Ctrvi de pedra de 14* a 16* K)0 por tone-
lada 4 bjrd. ...
Cra de carnaubade 3*800 4 5*800 por lo
kilos.
Cimentode 6*000 4 8*000 por barrica.
Couriohos e pelles-de 40*000 4 127*000 o
cento, conformo a qualidade.
Fumode 10* 4 22*000 por 15 kilos, conformo
a qualidade.
Graixai 4*i00 por 15 kilos.
Kerozcoele 3*650 3*703 por lata.
Liucade 80* 120*00) ror gigo.
Papel de embrulbo-de 600 4 1*500 a esma,
cooforme a qualidade.
Sebode 5* a 5*500 por 15 kilos.
Velasde 300 a 810 ris um masso das nacio-
naes, e de 540 900 ris cada masoo das estran-
geiras.

Foram importados o seguintes gneros aPmen-
ticios, bebidas e condimentos:
Albos 602 canaatraa.
Ameixas22 caixas.
Arroz puado625 sacco.
Azeite de oliveira4 barr e 121 caixas.
Bacalhc12.953 barriess, 3.445 meiass4.01b
Banha de porco-1.446 barris e 50 caixas.
Batatas 1.536 caixas.
Bscoutos-30 caixas.
Bitter10 caixas
Caf1 852 saceos.
Camaides 8 volumes.
Csnella5 volumes.
Carne conservada21 volumes.
Ceblas1.160 caixa.
Cerveja978 caixas e 115 barricas ou barris.
Cevada54 barricas.^
Cevadinha5 garrates.
Ch477 volumes.
Champagne 37 caixas.
Chocolate1 caixa.
Cidra1 caixa.
Cocos-21.400.
Cognac263 caixas.
Conservas221 caixas.
Cravo1 sacco.
Ervilhas15 volumes.
Farinha de trigo8.654 barricas.
Pejo22 sacco.
Figo8 caixa.
Folha de louro2 saceos.
Fructas33 volumes.
Genebra431 caixas.
Gomma de mandioca57 volumes.
Ginger 'e-2 caixas.
Girima1.000.
Herva-doce-^l sacco.
Legumes35 volumes.
Leite condensado'0 volumes.
Licores -1 caixa.
Maizena350 caixas. .
Manteiga 475 barris, 1.025 meiose 497 canas.
Massas alimentares1J caixas.
Milho216 saceos.
Passas422 volumes.
Peixe de conserva12 volumes.
Pimenta da luda131 saceos.
Presuntosi caixas.
Provisoes69 caixas.
Queijos354 caixas.
Sag5 garrafes.
Sal75.570 litros.
Tapioca15 volumes.
Toucinbo180 barris e 1 caixa.
Vinagre-32 pipas o 120 barris.
Vinho288 pipas, 6 quartos,,13b quintos, 74
decimos, 924 barris e 130 caixas.
Xirope16 caixas. ... ,. ...
Xrque-285.0>0 kdogrammas e 4.244 fardos.
Wiskey16 caixas.
Entraram mais os artigos seguate :
Alcatro11 barris.
Alpiste55 volumes.
Alvaiade35 barricas.
Azeite de palma35 barris.
Aseite de peixe5 barris e 20 caixss.
Barricas e barris vasios3.829 e mais 2.570
volumes desmanchados.
Barrilha 160 tambores.
Borracha*>5 volumes.
Breu50 barricas.
Cabos120 volumes.
Cal80 barricas.
Calfados33 caixes.
Carrapato10 volumes.
Carvo de pedra75 toneladas.
DampfschilTfalirts-Gesellscliaili
O vapor Paranagu
Esperase de HAMBURGO,
por LISBOA, e ACORES at
o dia 15 do corrente, seguin-
; do depois da demora neces-
saria para
Rio de Janeiro e Santos
Para passaeeiros e C8r,ra a frete trata-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCJO N. S
l' andar
80YAL MAIL STEA1 PACKET
amn
0 paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
cfirrente seguindo
depois da demora
necessaria para
Vicente, Lisboa. Vigo e *ou
thampton
Reducas de passagens
Ida Ida e volta
A' outhampton Ia classe 28 42
Camarotes reservados para os passgeiros de
Peraambuco.
Para passagens, fretes, etc., tracta-se ctm o
Consignatarios
Amoriu. Irmos &C.
3- RIJA DO BOM JESS -N. 3
*i.
S.
Ceras22 volumes.
Chapeos38 fardas.
Charutos7 cano s.
Chumbodo de munico 240 barris ; em barra,
228; em cannos, lO.barricas.
Cigarro2 volumes.
Cimento6.751 barricas.
Cobre9 J volumes.
Cola2 volumes.
Courinhos e pelles -302 fardof.
Couros4.019.
Drogas e medicamentos380 volumes.
Dyoarcite270 volumes.
Enxofre30 barricas.
Estanbo73 volumes.
Esteiras24 volumes.
Estepa-72 farrtoa.
Farello3.101 saceos.
FerroEm ac>, 31 cuuhetes e 18 fexes; em
arcos, 419 teixes ; em barra, 5.859 o 686 feixes ;
em caonos, 20 e 91 fexes; em correntes, 1; em
enxadas, 75 barricas ; em ferragens diversas, 808
volumes; em fogoes, fogareiros e chapas para
lies, 295 volumes e pecas ; em folba, 40; em
flandres, 252 cuuhetes ; galvanisado, 15 feixe ;
em ps, 62 feixes; em pregos, 210 volumes ; em
panellas, 220; em trilhos, 4.572; e:n machinas,
apparelhos, etc, etc., 7.796 velamos pecas.
Fio de linho e algodo 303 volumes.
Fumo361 volumes, 3 fardos e 1 caixa.
Gjso 23 barricas.
Graixa6 barris, 4 caixas e 18.030kosem be-
xigas.
Jangadas -38.
K-rosene18.652 caixas.
Linhas175 caixes.
Lona12 fardos.
Louca 462 volumes.
Madeiraa35 praocbjs, 100 travs, 49 encha-
ms,6.000 achas de lenha a 1.013 diversas.
Marmrea o pedras-297 lagea e 2 pedras d
amollar.
Mercadorias diversas2.785 volumes.
Movis9 volumes.
Oleo223 volumes.
Panno de algodo di p>is-644 fardos.
Papel58 caixas e 3.377 tardos.
Perfumaras41 caixas.
Pennas de aves1 vojume.
Phosphoros591 caixes.
Pianos1 volume.
PiatsavaiOO molhos.
Pipas vasiaa617.
Plantas vivas1 v lume.
Plvora915 barris e 550 caixss.
Saceos vasios Ovolames.
Salitre620 barricas.
Sabo6 caixas.
Sebo42 barris.
Soda29 tambores
Sola1.470 meiose 4 volumes.
Tecidos1.684 volumes.
Telhas134 volumes.
Tintas86 volumes.
Trapos58 fardos.
Typos3 caixss.
Velas506 caixas e 17 volumes.
Vidros1.504 volumes.
Zarco25 barricas.
Zinco -12 barricas.
llolv lomnaerelal
JOTACKS OFFICIAES DA JUSTA DOS COR-
KECTOBES
Recife. 13 re Agosto de 1887
Aoolices geraes de 5 0/0, valor de 1:000*000 a
950*000 cada urna.
Letras hypotbecurias com juros, valor do 100*
a 94*500 cada urna.
Cambio sobro Para, 60 d/v. com 1 li4 0|0 de des-
3 cont,
jambio sobre Londres. 90 d[V. 22 1/2 d. por 1*,
particular.
Cambio sobre Pars vista, 429 rs. o franco, do
basco, hontem.
Dito sobre dito. 90 d, v. 422 rs. o franco, particu-
lar, hontem.
Cambio sobre Hamburgo, vista, 531 rs. o R. *.f
do banco, hontem.
Cambio sobre Lisboa, 60 d/v. 135 0/0 de premio,
part'cilar, hontem.
Na hora da bolsa
Veudtrain-se :
2 aoolices geraes de 1:000*.
35 letras hvpothecarias.
O presiuente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
y} secretario,
Eduardo Dubeux.
,



Diario de PcrnarabncoDomingo 14 de Agosto de 1887

Eiaed SMes & Brasil 1. 8.8- C
o nw AlliutB
E' esperado dos portos de
sulat o dia 16 de Agosto
dcpois da demora necessaris
seguir para
aranho, Para, Barbados, ft
T hoiua/ e Xew-l'ork
Para carga, passagcns.e ic m-nend&s idinheir
frete, tracta-se com oj
O vapor Advance
spera-se de SI
News, at o dia 13 e Agosto
o qual seguir jo;))' d-
deaonaMONuii !>'a
Baha eRio de Janeiro
Para carga, pasaageas, c eneommendas tracta-
eeom os
AGENTES
arsler & C.
M 8 RA'..O LOMMERCIO -N. 8
. a lu ai
llenry
CHARGELRS HELIS
omp.inhia Franceza de IVavega
cao a Vapor
Liuha quinzenal entre o H.vre, Lis-
boa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
0 Tapr Ville U Munido
Commandante Viel
Espera-se dos Dortos de
sul ate o dia 19 de Agosto
' seguiado -depois da indis
i pensavel demora para o U
' are.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece cxcellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As pastagens podero ser tomadas de antetnaV
Recebe carga eocommendas c paesageiros para
os quaes tem ezcellentes accommodacoes.
Para curga, patsagens, eneominendas dinkeire
frtte: trata-se com o
AGENTE
O vapor Ville de Cear
Commandante Simn t
E' esperado da Europa
at o dia.20 de Agosto, se-
guiado depois da indispeu
savel demora para a B-
ibia. Rio tte Janeiro
e Maulo*.
Roga-se aos Srs. iriportadcres de carga p "loi
vapores desta linha/jueiram apreseatar dentro de ti
dias a contar do da descarga das alvareng;i jua!-
quer reclamacao concernente a volumes, que po-
VPntu a tenham seguido para os portos do sul.an
de se poderein dar a tcaapo as previdencias neces-
eariae.
Expirado o referido prase a coinpaahioa n se
responsabilisa por extravos.
Para carga, patsagens, eneommendas e dmbeire
fete : trata-se com o
AGENTfi
Augusto Labilie
9RA DO CMMERCIO-9
COHPIIIIIE DE HEMMAtB-
mi:* HAftlTIHF*
LINEA MENSAL
0 paquete Orenoque
Commandante Moreau
E' esperado dos portos de
sul at o dia 19 do corrate,
seguiado, depois da demora
do costume, para Bordeaux
tecando em
Dakar e Lisboa
Lembra-ee aos senhorea passageiros de toda,
as cliisses que ba lugares reservados para est*
'igoncia, que podem tomar em qualqaer tempo.
Faz-se abatimonto dt 15 milias composta de 4 pessoas ao nietos e que pa-
gareis 4 pastageas inteiras.
Por excepcjSo os criados de familias que torna-
rem bilhetea de proa, gosam tambem u'cste abati-
meiito.
Os vales poataea s ee do at e dia 17 pagos
de coutado.
Pirra carga, passagens, eucomm^ndus a frete : tracta-se com a
AGENTE
Ilha de S. Miguel
Em 20 do csrrente argirl em lastro ou com a
curga que bouver, o patacho portugus Veriku ;
consignatarios Amorim Iruios 4 C.
LElLUES
9
Augosle Lahille
RIJA DO COMMERUIO-9
Hudmento bam-arlo
RECIPE, 13 DS AGOSTO DB 1887
PRAgA DO RECIFE
Os banco estabelec d. sobre Londres, firme.
Em papel particular fizeram trausaeces a 92
VJIG d.
PRAGA DO RIO DE JANEIRO
A taxa que os bancos adoptarais boje foi a de
22 3/8 d. sobre Load res.
COMIM.%11!.* PKH-lIBIHl.i.
DE
Yavegaco Costeira por Vapor
Fernando de Noronba
O vapor Giqui
Comandan te Lobo
Segu no dia 16 de
Agosto, pelas 12 ho-
ras da manh.
Recebe carga at o
dia 13.
Paasagt, js at as 10 ''aras dambiih do dia da
partida.
ESCRITORIO
raes da Companhia Peraassbu
cana n. 1
Pacilic Sleam Savigaliontompany
ST1AITS OF MAGELLAN LTNE
Paquete Sorata
Espcra-se dos portos do
sul at o dia 15 de A-
goito seguindo para
a Europa depois da
demora o costume.
Eslepaquete eos que dora
em diante seguirem locaro em
Plynioulh, o que facilitar che-
gaVem os passageiros com mai
brevidade a Londres.
Para carga, passagens, encommendas e din-
Viro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wilson Sons & 1., l.liuHt.i
N. 14 RA DO COMMERCIO-N 14
Porto por Lisboa
Para os pjrtts indicados seguir brevemente
o brigui portugu. z Armando ; para carga e pas-
sageiros trata-i' cum os consignatarios Jos da
Silva Loyo 4 Fi'hn.
Quarta-teira, 17, o de tazendas, chapeos para
bomens, senhoras e meninas, miudezas e ferra-
geus, por liquidaco e no armasem da ra do
Marques de Olinda n. 52.
Terca-feira 16, o do bons movis, finos
erystaes, objeotos de electro-plate, quadros e es-
pelhoB annuuciado por intervenco do agente
Pinto.
De 1 mobilia enveraisada de preto com 1 sof,
6 cadeiras de guarnicao, 2 ditas de bracos, 2 con-
solos, 1 jardineira, 2 cadeiras de bataneo, 1 es-
preguicadeira, 1 espelbo, 5 quadros, 4 jarros, 2
candeeiros para kerosene, 2 lanternas, 2 canas
para pas, 3 escarradeiras, 1 relogio, 1 tapete, 3
capachos, 1 tapete para sof, 1 cama francesa
com eolia) e cupcla, 1 toilett de jacaraod, 1 lava-
torio com jarro e bacn, l cabide americano, 1
banca com gaveta, 1 transparente, 1 espelbo, 1
candeeiro, 1 cabide coberto, 1 mesa para jantar,
1 aparador, 1 cemmoda de amarello, cadeiras, 1
banco, loucas, vidros e outros objeotos.
TER^A FEIRA, 16 DO CORRENTE
A's 11 Loras em ponto
No 2 andar do sobrado da ra do Bcm Jess
n. 59, entrada pelo becco de Jos Caetano.
Por intervenco do agente Gusmio.
Leilo
As tabellas expostas aqu foram estas :
Do IaTuuucioNAL :
Wdjo
Londres.......
Pars........
Italia........
Hftsobnrge......
Lisboa e Porto.....
Prncipaes eidades de Portu-
gal........
few-York......
Do Loxooa Basa :
Londres ....
Pars.....
Italia.....
Hamburgo ...
Portugal .
New-York ...
Oo Emush Bank :
vitta
22 1/8
429
429
531
240
215
2*260
90 4/0 nieta
22 3/8
ttS
526
238
22 3/8
425
526
238
22 1/8
429
429
531
240
2*260
90 djv vitta
Londres....... 22 3/8 22 1/8
Pars........ *J *2
Italia.......... 429
Hamburgo...... 526 531
Ifcsboae Porto..... 238 240
principaes eidades de Portu-
gal.......... 245
Ilha dos Acores .... 248
liba da Madeira .... 245
fcw-York..... 2*260
Mercado de awarsr e algodao
uteira, 13 d> agosto ob 1887
Asntear
Os precos deste producto, pagas ao agricultor,
continuam a regalar aos algarismos abaixo, por
15 kiles :
Branco, os melhores que
apparecem no mercado,
regulam de .... 2*200 a 2*400
3. sorte boa..... 1900 a 2*100
3.* regalar..... 1*700 a 1*8)0
Hmidos e baixos 1*500 a 1*700
Jmenos...... 1*300 a 1*400
Mascavado..... 1*040 a 1*100
Broto....... *900 a 1*000
Setame...... *700 a *800
Alqodao
' Cota-se nominal o de 1.* sorte do sertao, % ...
;500, frouxo.
Esiradas de assncar e alcado
HEZ OB AGOSTO
Aisucar
Entradas Dias Saceos
Barcacas...... 1 11 1.569
Via-terrea de Caruar 1 11 215
Animaes...... 1 13 160
Via-terrea de S. Francisco 1 10 1.259
Via-fcrrea de Limoeiro 1 11 199
Somma. 3.402
Algodo
Entradas ias Saccas
aroacas...... 1 12 406
Vapores...... 1 13 900
Vi*-ferrea de Caruar 1 11 66
Animaes...... 1 i 13 1.412
Via-fenea de S. Francisco 1 10 202
Via-ferrea de Limoeiro 1 11 30
Somma. 3.016
Despachos de eiporiaeio
MKZ DB AGOSTO
Nos dias 1 12, teram despachados na Alfan-
dega os artigos seguintes :
Pura fra do Imperio
Agurdente..... 1.960 litros
Algodo ......
Assuear......
Briacba......
Qaracss de algods.
C6e* fftksSs) ....
eoTMjsWf fO*f .
Gmsfet ffifftdof.
Do* ...'....
Ferro vilo .....
Metaes velh s
Parrcira brsnca.
Piassava......
Pranehes de amsrello.
Residuos de algodo .
Semeutea decirrupato.
Trapos......
Para daUro do
Agurdente.....
Alcool......
Algodo ......
Assuear......
Carrapato.....
Cocos (fructa) ....
i)oce .......
Espadadores de penna .
Fio de alg >dio ....
Folhas de jaborao i y .
Medicameutes ....
Oleo de inocot ....
-'leo de ricino ....
Pranehes de vinhatico.
Preparados medicinaes.
Queijo do serto
Rap.......
Sal.......
Taboae de pao carga .
Tamaucos.....
Vassouraa de piaasava.
Vinho de jurabeba .
831.168 1/2 kilos
1.864.09:1 .
567 .
151.275
5.000
200
27.951 kilos
55 >
52 tooelad.
3 .
4.0 X) kilos
3.000 .
69
70.375 kilos
3.880
5.000 >
Imperio
127.360 litros
9.600 .
26.853 kilos
205.833 >
5.500
17.100
700 kilos
80
250 kilos
50 .
I cana
75 kilos
4.800 >
U
30 caixas
50 kilos
216 1/2 .
10.000 litros
3
3 fardos
50 duzias
46 valumes
EECAPITULAQAO DO A88CCAB
Para o exterior 1.861.099 kilos
Para o interior 205.833
Somma
2.069.932
Fretamentoa e easrajassaeatosi
Os efectuados do dic 28 de Julno a 13 de Agos-
to, foram estes :
Patactio naraaguenae Re/orm, para carregar
aqu, com destino ao Rio Grande do Sul, 110 to-
neladas de assuear, a 260 rs.
Vapor inglea Lap'-ace, para carregar aqu 3.000
saccas com algodo, com destino a Liverpool, a
I/*-
Vapar in^lez Mcath, para carregar aqu, com
destino a Liverpool, 2.000 saccas com algodo, a
1'4-
Vapor ingles Trent, para carregar aqu, com
destino a Lisboa, 100 saccas com algolo, a 550
rs., e 3.000 Curos, a 310 rs.
Lugar ingle Armlda, para carregar gado em
CamosSim, com destino so Para, a 3:010*000,
quantia redonda.
I I lima* colocara de fretaucntoa
CABBKGANDO AO.CI
Com destinj a Liverpool, algodo a 1/4 o assu-
ear a 10/ s 5 0/0.
Com destino aos Estados-Unidos, a assuear (no-
minal), a 17,6 e 5 0/0
Com destino a Santos, assuear, a 130 r.
BO RIO GUINDE DO KORTE OU PAKAHfBA
Com destino a Liverpool, algodo, a 7/16.
Cojo destino aos Estados-Cuidos, assue'ar, a 20/
Mavloa A carga
Esto sen-'o despacbados os saturnias :
Brigue portugus Armando, diversos artigos, para
o Porto.
Barca portugueza Claudina, diversos artigos, pa-
ra o Porto.
Patacho portuguez Peritos, diversos artigos, para
& Miguel.
Vapor ingles TVen ( ch gr), couros, para Lis-
boa.
Vapor americano Al iinca (i chegar), diversos
urtigii, para New York.
7apor allemao Paranagu ( chegar), assacar e
agurdente, para Santos.
Vapor ingles E/itow, algodo, para o Bltico.
Vapor ingles La Place, algodo, para Liverpool.
\svius A oesearsa
IkAUBO DO BICALUO
Escuna inglesa Kmolator.
Lagar inglez Fioreme.
Patacho inglez QUADRO DO XAE0.CB
Barca nacional M/wianninla.
Escuna dnamarquera Fidei.
Do bena movis, finos crystaes, quadros a
oleo e da oleographia, jarros para flores,
objectos de electro-plate e chrystofle, a
saber
Um piano forte, 1 mobilia de Jacaranda com 1
sota, 4 cadeiras de braco e 12 de guarnicao, 4
quadros, 2 estantes para re'ratos, 3 sanefas para
cortinados, tapetes avelludados para gofa, tapetes
de carncira, 4 escarradeiras grandes, 2 serpenti-
nas, 2 figuras, lindos jarros, cufdtes de mesa e
albuns.
Urna linda cama am-ricana, 1 toilet e lavatorio
de jacaraod e_ pedra marmore, 2 c-.bids, 1 com-
inoda, guarnices para toilet e lavatorio, marque-
zoes, berco, 1 guarda roupa e 5 cadeiras.
Uui guarda-louca, 1 excellente mesa elstica, 2
quartinbeiras, 12 cadeiras de junco, 1 relogio de
parede, 2 apparelhos de porcelana para cha, 2
ditos para jantar, copos, clices, garrafas, truc
teiras, jarras, quartinhaf, lindos perta licores,
bandejas e salvas, talheres, galheteiros, porta-ge-
lo, facas e 2 jarros de faiance.
Mesas e taboas para engommar, mesas de eczi-
nha, potes, fUndres, banheiros, trem de cosinha e
muitos ontros movis de casa de familia.
Ter$a-feira 16 do corrente
Agente Pinto
Leilo
Ter^.i felra lt do corrente
A's 19 horas
RA NOVA N 24
De um cofre novo prova de logo, 3 mobilias.
sendo de Jacaranda, mogno e junco preto, esta
nova, 1 guarda-vestido novo, 2 apparadores, 2
mesas elsticas sendo urna nova, 2 fiteiros, 2 pia-
nos, 1 guarda-loucas com repart jientos, 1 secreta-
ria, camas de casal, cadeiras de bracos, bancos de
madeira, bercos. ricos quadros, espelhos, jarros,
candieiros elctricos, 2 cadeiras para barbear, 2
mezas de pedras para cabellereiro, perfumaras,
Escuna allem Guie.
Escuna allem t'ritz.
Escuna oorueguense Reform.
CABVO DB PEDRA
Barca dinamarquesa Jorgen J. Lolt,
Barca noiueguense Homborgaund.
TRILITOS DE PEBBO
Brigue portugus Figueirense.
MADEIBA
Baraa oorueguense Vernica.
Brigae eueco Frita.
GORDURAS
Barca nacional Marinho XI.
Patacho portugus Tentativa.
VARIOS GESEBOS
Patacho ingles Tiber.
Vapor ingles Merchant.
Pauta da Aifandesra
SkMtBA DB 15 A 20 DB AGOSTO DB 1887
Assuear retinado (kilo) .... 146
Assuear branco (kilo) .... 126
Assuear mascavado (kilo) 066
Alcool (litro)....... 150
Arros com casca (kilo) .... 65
Agurdente e...... 066
Algodo (kilo)...... 373
Borracna (kilo)...... 1*06
Couros seceos salgados (kilo) 460
Couros seceos espichados (kilo) 586
Couros verdes (kilo) ..... 275
Cacao (kilo)....... 400
Caf restolho (kilo)..... 320
Carnauba (kilo)...... 366
Careces de alrodo (kilo) 014
Carvo de pedra de Cardift (toa.) 16*000
Caf bom (kilo)...... 460
Cachaca (litro)...... 056
Farinha de mandioca (litro) 035
Fumo restolho em rolo (kilo) 405
Fumo restolho e-n lata (kilo) 5u0
Fumi bom (kilo)...... 720
Fumo em folba bom (kilo) ... 720
Fumo em folba ordinario (kilo). 400
Genebra (litro)...... 200
Mel (litro)........ 040
Milbo (kilo)....... 010
Taboados de amarello (duziaj 100*000
miudezas, brinquedos, papel, maisena, vinhos di-
versos e cu'ros muitos artigos.
O agento Modesto Baptista, tendo de entregar
as chaves do armaseis cima declarado, far leilo
ao correr do martello, para liquidar contas de mor
parte dos objectos cima declralos.
Agente Pestaa
Leilo
Das ruinas do sobrado incendiado, sito
ra do Mrquez de Oinda n. 42
Terca felra, ftt do corrate
Ao rneio dia
No armazem de agencia de leilZea ra do
Vigario Tenorio n. 12
O agente Pestaa, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz do orpbos, vender no dia e
hora cima mencionados, as i ninas do sobrado
ra do Mrquez de Olinda n. 42, que pela sua ex-
cellcnte localisaco chama a attencio dos Srs. cem
pradores ; serviodo de base a tuerta de 7:215*000,
de urna respeitavel senhora.
Leilo
Quarta-feir, 17 do Agosto
A'8 11 horas
No sobrado da ra da Penha n. 33, entrada pelo
largo do Mercado
O agente Modesto Baptis:a, autorisado por urna
pessoa que mudou de residencia pira fora da cida-
de, far leilo ao correr do martello, do seguiste :
1 cofre do fabricante Mlois, 1 carteira de ama-
relio, 1 mesa com p.-ensa para copiar, 1 batanea
cem temo de pesos de oitavas, 1 banquinha, 1 mo
bilia de Jacaranda, de gosto e com pcueo uso, 1
bonito espelbo grande com moldura de Jacaranda,
1 cama de casal, 2 commodas de amarello, 1 mesa
elstica, 1 guarda louca, 2 aparadores, 1 quarti-
tinheirs, 1 cadeira de braco, 1 cabide de p, 6 ca-
deiras usadas, 1 mesa de pinho, 2 venezianas, 2
diccionarios de syoonymos, 1 binculo, 1 tapete
para sof, 4 ditos pequeos, 4 quadros, 4 escuma-
deiras, 3 pares de jarros, 3 candieiros para kero-
sene, 2 pares de lanternas, 2 jarros, 1 bandeja, 1
pegador de moscas, 1 escada de pinho, 1 moinho, 1
pedra para copos, talheres, copos, louca, trem de
eozinha e outros artigos miudos.
EM SEGUIDA
O mcsuio agente vender um b m cavallo, mel-
lado, para sella.
Agente Pestaa
Leilo
Do importante sitio com excclleote e grande casa
terrea, dependencias para criados, estribara, jar-
din], muitas arvores fructferas, biixa para ca-
pim, um biTi viveiro, telheiro para lavagcns.
V rna Imperial n. loo. da fre-
guezla de H- los
Inventario de D. Calixta Francisca de
Queiroz
Qitarta-feir 17 do corrente
A'i 12 HORAS
.\' armazeias a rna do Vigario
Tenorio n. 19
O agente Pestaa far leilo, autorisado por
mandado do Exm. Sr. Dr. jais deorphos e ausen-
tes e com assiatencia do mesmo Sr. Dr. juiz, do
importante sitio com gran te casa com os commo-
dos seguintes: 3 Balas, 7 quartos, eozinha exter-
na, urna puchada ao norte com 2 quartos para
criados, 1 grande telheiro, estribara, jardim, com
arvores fructferas, baixa de capim, bom viveirs,
frente c ledo do sul murado com portas de ferro
e excedente agua, erijo sitio reclama a attenco
da Sis. pretendentes, j pala sj* localidade (oo
centio da cidadi) ej p-los commodos que offere-
ce para orna grande familia, medindo de fente 16
metr.'s o 10 centmetros, e de fundo 12 metros e
i\ centmetros, podendo desde ja ser examinado
pelos Srs. preten lentes.
Le'lo -
De trez quarlas partea do sitio de temas
proprias com casa de ti jlo sob n. 10,
no lugar do Lea, muito perto da esta-
c.1o dos bonda.
QUARTA FEIRA 17 DO CORRENTE
A's f t horas
No armazem da ra do I-operador n. 16
O agente Martina levar a leilo o sitio e casa
cima no ligar do Lea, por mandado do Exm.
Sr. Dr. juiz de direito do civel o qual foi penho-
rado a Antonio D. de A. Pfis por Joaquim
Francisco d.' Medeiros, tendo o sitio 711 palmos
de largo e 955 de fundo.
Na mesma occasio aera vendida tambem a ou-
tra quarta parte por autorisaco de seus proprie
tartas.
Agente Burlaiuaqui
' leilo definitivo
De carros novos e usados
Quarta feir 17 de Agosto
A's 11 1[2 horas em ponto
No sitio do finado Dr. Teixeira, ra do
Visconde de Ooyanna
O agente a.iuia, por alvar e assiatencia do
Exm. Sr. IJr. ju'B d direito de capailas e residuos,
a requerimento do testamenteiro e inventariante
do finado Dr. Manoel Francisco Teixeira, levar
a leilo urna importante victoria nova com srreios
tcob, 1 cabriolet de 4 rodas com arreios para um
e dous cavallog, l dito de dita tambem cem ar-
reios para um dous cavallos e 1 arreio completo
para um cavallo, os quaes acham-se disposico
dos pietendentes, ao sitio cima declarado.
Por llQiildacao
Sexta fera, 19 do corrate
A's 11 horas
Mo armazem da rna do Mr-
quez de Olinda n. 59
O sg. nte Pinto levar leilau por conta e or-
dem de diversos e por conta e risco de quem per-
tencer, differentes volumes com chapeos para ho-
rneas e seuboras, miudezas e ferragens, por liqui-
dacSo, existentes no armazem da ra do Marques
de Olinda n. 52.
De predios em chos proprios
A SABER
Um sobrado de 3 nadires com 4 janellss do fren-
te, ra Direita n. 36,
Uan casa terrea na ra de Fego b. 46.
Urna dita na mesma ra n. 19.
Urna dita na ra de S. Jorge n. 3.
Urna dita na ra dos Guararapes n. 47.
Quinta feira, 18 do corrente
A's 11 horas
Agente Finio
No armazem a ra do Mrquez de Olinda
n. 52
g^PP"aP*sBBBaaaaBBaBj
AVISOS DIVERSOS
!
De 29 travs gressas, 100 pedacos de pu de sicu-
pira, 2 grandes pus de jangada, grande porco
de pedras para alicerces, 10 tnilheircs de tijol-
los de alvenaria, 1 pipa, 1 torrador de Caf.
Quarta feira, 19 do corrente
A'S 11 HORAS
No Mercado da Boa-Vista
O AGESTE STEPPLE por mandado e assis-
tenciado Exm. Sr. juiz de direito privativo de
orpbos e ausentes levar a leiio os objectos ci-
ma, apprehendidos pelos fiicaes da Canina Mu-
nicipal. Os Srs. pretendentes desde j podem exa-
minar os diios artigos que se achata depositados
no referido mercado.
Leilo
Mo sobrado ra de S. Bento n. 10 em
Olinda
Quarta feira 18 do corrente
A'S 11 HORAS
Por intervenco do agente
Pinto
Ra do Marques de Olinda n. 52.
De fazendas, miudezas e um variado sor-
timento de chapeos para senhoras, ho-
mens e meninos.
CONSTANDO
De madapolfaoes, algodoes, chitas, chales, case-
mira inglesa, greguelas, gravatas, lenco, baptista,
camisas de meia, pannos para Je, atoalbados,
meias, paouo de linho, casemira e pannos pretos,
toalbas, casacos e muitas outras fazendas ingle-
sas, trancezas, suissas e allemas, bem como cha
pos de teltro, de palba, manilha, do Chile e de
massa, para bomens e senhoras.
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Coe-
hos, junto de S. Goncao : a tratar na rna ds
(mperatriz n. 56.
Alnga se por 10*000 a casa n. 21 na Var-
zea, defroute da e&tapo, com arinaclo ; a tratar
na ra da Imperatriz n. 56.
Precisa-ee d; urna cosinheira e de um criado
para casa de familia ; a tratar na ra do Baro
da Victoria n. 39, leja.
Precisase de ama pessoa quesaiba cezinhar
bem, homem ou mulher, ra Vinte e Quatro de
Maio n. 13, Io andar.
Aluga se a casa na Encruzilhada do Belem
por 8000, est limps, tem quiatal e cacimba, e a
loja da ra do Coronel Suassuna n. 139 ; a tratar
na ra da Imperatriz n. 56.
Precisa se te um menino para vender tabo-
leiro ; do becco dos Pat -8 n. 11.
CASA Vende-se urna na ra de D. Maria
Cesar n. 31 ; a tratar na ra da Madre de Deus
n. 36-A.
Aluga-se urna casa ua Torre, com pequeo
sitio ; a tratar na ra Form .sa a. 4.
Aluga-se a casa da traveBsa do Poclnho n.
58. a lujada travessa do Livramento n. 10 e o 1
andar da la do Padre Floriauc n. 69 ; para ver,
as chaves CEtSo na loja da ra do Padre Florfeno,
e pura tratar na iuii tio Pilar n. 125.
= Na ra do Visconde de Inhauma n. 34, 1-
and*r, precisa se de urna ama de leite que sega
sadia.
na mesma data e consignada a Sauuders Brothers
& C, manifestou :
Bacalbo 1,825 tinas aos consignatarios.
Patacho ingles Tentativa >, chegado de Pelo-
tas, na mesma data e consig.iado a Aanorim Ir-
saos & C, manifestou :
Graxa 297 pipas.
Sebo 1,0J9 barricas a Silva Gunnaros i C.
Patacho ingles < Tib ir bagado de Halifax,
na misma data e consignado a Saunders Brothers
t C, manifestou :
Bacalho 2,109 barricas 106 meias e 297 cai-
xas,
Madeira de pinho 41,732 ps sos coosigna
tarios.
Rendimeatos pblicos
HEZ DB AGOSTO
Alfandega
Rende ceral :
297:315*472
47:596*926
lal2
dem eo 13
Renda provincial
De la 12
dem de ]3
31.989/830
6:458*506
344:912*398
Aluga-se o predio da ra do Bars de S
Borja n 28, cem commodos para numerosa fami-
lia, com agua e gaz encanados ; a tratar na ra da
Aurora n. 85.
Precisa-se de um homem que entenda de
servico de sitio ; a tra ar na c9tacao da Jaqueira
sitio do Dr. Valeoca.
Aluga-se a boa casa n. 2 no p ifeo de S. Pe-
dro novo, em Oliuda, com muitos commodos, sgaa
e gaz, muito fresca ; a tratar no Caminho Novo
n. 128. Na mesma casa precisa-se de urna criada
que saiba cobiobar bem e engommar, sendo ji de
maior idade, prefere-ee portugueza, toma-se tam-
bem urna orpb de 7 8 anuos de idade, promet-
tendo-se tratameato caiidoso.
Boi
Vend-se um boi manso para carroca : na roa
Larga Rosario n.94.
38:1481336
Brigue buc) Frita, chegado de Karlsham,
Allemanha), em 13 do correte c consignado a
Lundgren & C manifestou :
Madeira de pinho 557 pecas com 81,981 ps
ordem.
f
Joros e dlvldeadosi
Esto sendo pagos os seguintes :
DIVIDA PUBLICA
Apolices ger es e proviociaes.
Apjlices muuicipaes (ds. 151 i 256).
LBTTBAS HYPOTBECARIAS
Do Banco de Crdito Rtal, 7 0,0, ultimo se-
mestre.
BASCOS
Crdito Real de Pernambuco, 2. dividendo,
raso de 5 0/0 sobre o valor das entradas reali-
zadas do capital, ou 3*000 por aeco.
raiil, 67.a dividendo, na ras de 9*000 por
aeco. Esto euearregados desse pagamento os
agentes Pereira Carneiro & C.
CARRIL DE FEBBO
Trilhot Urbano do Recife Olinda e Beberibe,
25 dividendo, razo de 8 0/0. O pagamento
faz se uj escriptorio di companhia as tercas e
sabbados.
COMPABHIAS
Companhia de Eiifisagio, juros das aecos re
midas, vencidos em 31 de Dezeaibro do anuo pas-
sado.
Memorial
Aos accionista? da Estihoa de Febbo no Kibei-
bao ao Bonito foi marcado o prazo de 60 dias, a
contar de Agosto coirenle, para realizarem a 7.a
entrada de 10 0/0 de suas accoes.
Aos contribuintes dos impcs'oa deindustria e
profisso e predial, foi mareado o praso de 30
dias, que terminar 22 do correte, para apre-
sentarem na Rbcbbbdoria Gebab as reclamares
que porventura, teuhaui de faier com relaco ao
ultimo lancamento.
Com o descont de 4 0/0 e at 30 de Setemb'o
vindouro, sero substituidas na Tbbsodbabia db
Fazknda as notas do v-ilor de 2*000 da 5.a estam-
pa, 5*000 da 7.' e 10*000 da 6.*
Importaco
Escuna inglesa Helia Rosa chegada de Ter-
ra-Nova, em 12 do corrente e consignada a Sano-
ders Brothers z C, manifestou :
Bacalho 2,092 barricas e 733 meias aos con-
signatarios.
Patacho ingles J. L. B ., chegado de (Jaspe,
Vapor nacional o Minaos chegado dos portos
do norte em 13 do correte e sonsigasdo ao Vis*
conde de Itaqui do Norte, manifest* :
Amsstras 10 malas e3 caixas a C- J. Lud-
an.
Barra vasios 70 a Amorim Irmos & C,
Caf 198 saceos a Amorim Irmos & C-, 170 a
Gomes de Matios Irma s, 143 ordem, 112 a
Pereira Carneiro & C.
Doces 3 caixoes a Afionso Oliveira c C.
Pipas vasias 35 a Pereira Carneiro &C.
Queijos 1 caixa ordem.
Tapioca 20 paneiros ordem, 14 saceos a Jos
Joaquim Pereira Ramos.
Vapor nacional Jaguiribe entrado dos por-
tes do norte, em igu>il dar e cousignado Com-
panhia Pernambucana, manifestou :
Algodo 900 saccas Pereii a Carneiro & C.
Bjrracha 31 barrio is orden
Caf 90 saceos ordem, 40 a Maia & Resende,
75 aTneod. Just, 19 a Pereira Carneiro oz C.
Gjinina 17 saceos a Gomes de Mattos Irmos, 6
a Prente Viauna ce C.
Peiles 6 tardos a Abe Steia & C, 31 a H.
Lundgren & C.
Velas de cera de carnauba 50 caixas or-
dem.
Eporl u-o
RBCIFB. 12 DB AOJFTO DB 1887
tara o exterior
No vapor ingles Sculptor, carregaram :
Para Liverpool, P. Carneiro ce C. 119 saceos
com 8,925 kilos de assuear mascavado.
No vapor ingles Laplate, carregaram :
Para Liverpool, S. Brothers Sz C. 262 saccas
com 22,010 kilos de algodo; C. Sioden 24 tardos
com 4,000 kilos de parreira brauca. *
=* No vapor iuglez Trent, carregou :
Para Lisboa, S. G. B.ito 1,200 couros salgados
com 14,4u0 kilos.
No vapor americano Allianga, carregaram :
Para NewYoik, Julio ce Irmo 6 barricas com
492 kilos de borracha.
No brigue portugus Armando, carrega-
ram :
Para o Porto, J. d. Loyj & Filho 1,310 saceos
com 98,250 kilos de assuear mascavado.
No pataehj pirlu^u z Ventas, carrega-
ram :
Para S. Miguel, P. Piuto & C. 60 harria com
9,600 litros de mel.
Para o interior
No vapor allemo Paranagu, carrga
ram :
Para Santos, Maia 4 Resende 11 pipas com
5,280 litros de agurdente, 4i0 taces com '5,200
kilos deassucar brano o 80 ditos com 4,800 ditos
de dito mascavado.
No vapor uaciuiial M. de Cox'as, carrega-
ram :
Para Aracafy, Fernandos & Irmao 4 barricas
com 240 kilos de assuear n-fiuad.-.
No vapor nacional Mandos, carregaram :
Para o liio du Janeiro, L. A. da Costa 5,000
cocos, fructa F. M. da Silva 4 G 125 saceos com
5,500 kilos de bagos de mamona e 150 caixas com
3,000 kilos de oleo de ricioo.
Para Bahia, M. Lipej S & C. 40 barricas com
2,403 kilos de assuear branco ; M. Baptista 1
caixa com 350 kilos de doce ; F. M. da Silva 4 C.
30 caixas com, vinho medicinal.
No hiato nacional Deas te Guie, carregou :
Para Aracaty, J. V. Campel 6 10 saceos com
250 kilos de fio de algodo.
De 1 a 12
dem de 13
De 1 a 12
dem de 13
'il a 12
dem o* 13
Rxebfiloria geral
383.360*734
12:739*233
1:375*606
liecebtdoria p.oinnoiat
14:114*8 J9
9:725*670
1:144*688
Recife Drminage
10:870*358
14:946*185
1:536*723
16:482*914
Herrado Huulrlpal de doa
O movnsentodeste Mercado no dia 13 de Agosto
foi o seguinte:
Entraran :
40 bois pesando 6,724 kilos, sendo de Oliveira
Castro, 23 ditos de 1> qualidade, 3 de 2"
e 14 ditos particulares.
301 kilos de peixe a 20 ris 6*020
93 cargas de farinha a 200 ris 18*600
20 ditas de fructas diversas a
300 rs. 6*000
10 taboleiros a 200 ris 2*000
22 Suinos a 200 ris 4*400
Foram oceupados :
25 columnas a 600 ris 15* 030
25 comoartimentos de farinha a
500 ris. 12*500
23 ditos de comida a 500 ris 11*500
61 ditos de legumes a 400 ris 24*400
30 ditos de fazendas a 460 ris 12*000
18 ditos de suino a 700 ris 12*600
11 ditos de tresBuras a 600 ris 6*600
10 tainos a 2* 20*000
8 ditos a 1* 8*000
A Oliveira Castro 4 C:
54 talbos a 1* 54*000
eve ter sido arrecadada negrea diss
a quaatiade 213/620
Rendimento dos dias 1 a 12 2:587*840
Foi arrecadado liquido at hoje 2:801*460
Precos do dia :
Carne verde de 240 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Suinos de 560 a 640 ris dem.
* farinha de 160 a 24) ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris dem.
Feijo de 640 a 800 ide.n.
Haiadouro Pableo
-"'Foram abatidas uu Jdatadouro da Cabanga 89
rajes para o consumo do dia 13 de Agosto.
Sendo: 63 rezea pertenceate a Oliveira Castro,
z C, e26 a diversos.
Btubarcacoea sartas no porto esa
13 de Agosto
HACIONABS
Armandoconsig. A Loyo & Filho.
G'qui Compauhia Pernambucana.
Jaguanbe Companhia Pernambucana.
Lamego(canhoneira de guerra).
Marianniuhaconsig. Baltar Oliveira 4 C.
Maniab Compauhia Pernambucana.
Marques de Caxiaa Domingos Alves Matheus.
Mariuho XI Joto da Silva Loyo & Filho.
# Manosao Visconde de Itaqui do Norte.
Firaoama Companhia Pernambucana.
E8TRANOBIRAS
Armidaconsig. Fonseca Irmos < C
Claudina L yo Filho.
Cluta Saunders Brothers 4 C.
Elston ordem.
EmolatorA Jobnston Pater & C.
Fides ordem.
Fritz Baltar Oliveira 4 C.
Frits H. Lundgrin 4 C.
Figueirense ordem.
Florence Saunders Brothers & C
Geaine Pereira Carneiro o C.
Homborgaund Wilsoa Sons & C.
Jorgen J. Lotz ordem.
J. L. B. ordem.
La Place Saunders Brothers & C.
Lyra Wilson Sons & C.
Merchant Jobnston Pater 4 C.
* Polsiyernen Ftnseca Irmos ce C.
Reform H. Lundgren 4 C.
Sculptor S. Jobnston & C.
Tentativa Amorim Irmos & C.
Tiber A Saunders Brothers 4 C.
Veritas Amorim Irmos 4 C.
Vernica ordem.
William ordem.
O signal indica ter a embarcaco sabido.
Vaporea entrar
DOS rOB'POS DO SUL
Trenthoje.
Sergipehoje.
Sorataauianh.
Alliaucaa 16. ,i
Paraa 17.
Orenoquea 19.
Ville do Maranhoa 19.
Espirito Santoa 27.
La Plata-a 29.
DOS PORTOS DO NOBTB
Pernambucoa 24.
DA EUROPA
Ville de Ceara 20.
Tagusa 24.
DB HAAtBCRGO
Parasaguamanh.
DB HBW-PORT
Advaoeei 19.
Vaporea a aahlr
Trenth:je, 1 hora da tarde, para Scuthamp-
ton e portos da escala.
Mrquez de Caxias hoje, as 4 horas da tarde,
para Maco. Mossor e Aracaty.
Merchanthoje, as 4 horas da tarde, para a Pa-
rahyba.
Sorata amanh, ao meio dia, para Liverpool e
portos da escala.
Paranagua 16, s 11 horis, para o Rio de Ja-
neiro e Santos.
Giquia 16, ao meio dia, para Fernando de No-
g ronba.
Moviutento do porto
Navios entrados no dia 13 de Agosto
Manos e escala-13 dias, vapor nacional
< Macaos de 1999 toneladas, equi-
pegera 60, comiui-udante O. Wadin-
ton, carga varios gneros; ao Visconde
de Itaqui do Norte.
Camo8sim e escala 11 diac, vapor nacio-
nal < Jaguaribe de 412 toneladss,
equipageni 29, commandante Antonio
M. F. Baptista, carga varios gineros;
Companhia Peruambuca.
Halifax-50 r*ia6, patacho iaglez Ti-
ber de 113 toneladas, equipagem 8t
capitSo Charles Vineo, carga bacalho
e madeira*; a Saunders Brothers & C*
Ssderhameus (Suecia) 87 dias, brigue
sueco Fritz de 242 toneladas, eqai-
pagem 7, capit2o A. F. Genib, carga
madeira de pinho ; a H. Lundgren & C.
Cabo da Boa Esperan$a 23 dias, barca
inglesa o Lyra de 369 toneladas,
equipagem 10, capito David Jones,
em lastro ; a Wilson Sons & O.
Sahidos no mesmo dia
Rio de Janeiro e escala -Vapor nacional
t Manos >, commandante G. Wad-
dington, carga varios gneros.
Camossim Lugar sueco Armida ca-
pitao O S. Anderson, em lastro.
HamburgoBar a sueca PoUtyornen ,
capitulo (i. Aoderson, en lastro.


V
!;



*


x;^-



iario de PernambucDomingo 14 de Agosto de 1887
AMA
Preciia-8o de urna ama para comprar e
cozinbar em casa de familia: na roa de
Riachuelo n. 13 se dir.
AMA
Precisa-Be de urna engommadeira e coiinheira
para casa de tres pessoas : na ra do BarSo de
S.Borjan.35.
J%.WMM
Precisa-se de urna ama para o servico de ama
casa de pouca familia ; na roa do Marque* do
Herval n. 182.
Ao coiumercjo
Urna pessea chegada ltimamente da Europa
propia-se a ser rmpregado do cemmercio desta
praca. Fazendo sciente a quem iuteressar, que
falla com perfeiciio a lingua italiana e com prati-
ca francs, ingles e hngaro, conhecendo tambem
nm pouco o allemio.
Quem precisar pode dirigirse ra de Santa
Rita velha n. 83, que achara com quem tratar.
Nao fas questao de grande ordenado.
Apalazadores
Precisa-se que sejam perfeitos em trabalbos de
calcados ; ra do Livramento n. 24, fabrica de
calcados.
Aviso
Emilio Bill ion, Engenbeiro Mecnico, engane-
?;a-i.e de montar no vos apparelhos, dos melboiet
ab'icantes franceses, e os mais apperfeicoadcs,
peli.s condicoes e presos seguintes :
O assucar sera fabricado pelo systema Bro-
cheton e Billion igual ao da Usina Pinto.
Garante-se no mnimo 9 % de assucar cris-
tal! sado de todos o jactos, e 10 /, cem meen* la
de represso, augmentando os precos abaixo ce-
claiadot.
O trabalho dos apparelhos ser por 24 l o-
ras, se aproveitaro os edificios existentes, cem
pequeas reformas; os propietarios daro to io
material, como : fijlos, cemento, cal, arela, ma-
deira, etc. ficando por conta do empreitorio tolo
maiii trabalho.
Prero dan I lna.
Compra-se
urna meia agua as proximidaces da cidade, em
terreno proprio. lnformacoes ra Formosa
n. 31.
Arrenda-se por cinco aunos o engenho cima,
situado na comarca do Bonito, moente.'e corrate,
com todas as suas portencas. Pode aafr. jar para
mais de 1,500 paes, e dista da estaeio de Catende
legua e meia, sendo sna renda por mdico prece ;
a tratar na ra da Cruz n. 16, primeiro andar.
Ave Libertas
A Sociedade avisa as pessoas que teto pedido
par. serem considerados seus escravos, afilhados
e protegidos, que vai haver librrtacoes e que para
este fim devem apresentar as matriculas no praso
de 8 das a contar da presente data.
Sede da Sociedade, em 13 de Agosto de 1887.
AttenQo
Vende-se especial farinba de milho e de arroz
frita a vap r e preparada para bollo, cargica,
cuscs e ontras diversas especies de comedorias que
necessitcm destes meemos gneros, sendo a 240
ris o kilo, na padaria da travesea do Porabal n.
i, pertencente a Pereira & Pinto.
Telepbone n. 296.
Ao conimercio e ao
publico
O abaixo assignado tendo comprado a Jos Mar-
tina de Almeida a seu estabelecimento demolhadoa
sito ra dos Coelhos n. 12, livre e desembalaba-
do de qualquer onus. Chama a qualquer credor
do usesmo Almtida, que se julgue com direito
dividas do mesmo esUbelecimento a presentar-se
no prazo de tres dias, con a ios desta data, para
ser satisfeito. Rccife, 10 de Agosto de 1887
Antonio Lasalvia.
Oleo high-life perfumado
para o cabello
Oti oleo do bom tom
Mandado fabricar expressamenle
em Parla por Angelo Rapbael
A Compantala
A grande copia de leos ordinarios e falsificados
que invadem este mercado, com grande prtjuizo
para o cabelle, aconselhou-nos a mandar fabricar
por eneommenda, em Paria, por um dos melhcres
perfumistas, um oleo extra-fino, verdadeiro de
amendoas, de perfumes suaves, parfeitamente lm-
pido e que nSo formasse deposito de sedimentos
ou borra nos frascos, como geralmeate acontece
com os leos baixos, e cujas qualidades bygieni-
cas podessemos garantir aos consumidores os mais
escrupulosos. Tal fim foi plenamente preenchido
com a creacao do High-life oil, que temos a honra
de apresentar venda as principaes tojas de per-
fumarias desta praca.
Angelo Rapbael & C.
Manteiga do serta
Em tudo superior a ingiera, no s por ter me-
lbor paiada com) tambem par nao ter composico
alguma, e conaeguiotemente apropriada para
qualquer mesa ; assim como da mesma apurada
em liquido para tempero dos manjares mais finos.
Encontra-se no armazem de Alheiro, Oliveira &
C, ra da Imperatris n. 42.
Prccisa-sc de urna
ama boa eosinheira: a
tractar ra da So-
ledaden. 83.
Vende-se
urna casa terrea nova, das melnores da Boa-Vista,
em terreno proprio, logo atraz da ra de S. Gon-
callo n. 22, com 6 quartos, 2 salas, corredor ao
lado, apparelho draiuuge e gaz, quintal bem plan-
tada ; a fallar com Antonio Carneiro da Caoba ou
com Liban i o Candido Ribeiro.
Para engenho
Offerece-se urna senbora com todas as babilita-
ces accessarias para eusino primario, ou sm
qualquer povoado que nSo tenha professora ; quem
dos sens prestimos precisar, dirija-se i roa da
Imperatriz n. 14, segundo andar, a tratar com a
mesma.

M
x
x
100 tonnel.
125
150
too
9.000 k
11.250 .
13.500 .
18.000 .
110
140
168
225
sae.
ftg
110:000*0)0
130:000*000
150:0004000
ieO:000ox)
Para qualquer explicaco, dirigir se na pra;a
Aripib su Usina Bosque.
ce
si: o
i S
S-g 5 I B
3 Ato g
*Ss 3
" O? B 2. 5" B
nc t i s> p
> SB e .?
D S s *" te S
8.S" ti B
o-Cg-o a-
a Ojo | B
ssirl.s
_ a. s-
" s> a 2
Ca a.
en jL d g"
< o <
a 400 rs. a arroba
Cheg^n a primeira remesija df precioso farello
de caroco de algodap, o mais barato de todos os
alimentes para animaes de raga (avallar, vaceum
suino, etc. O caroco de algodac depois de ex-
trahida a casca e todo o olea, o mais rico ali -
ment que se pode dar aos anima -s para os forta-
lecer e engordar coro admiravel rr.pidez.
Nos Estados-Unidos da America do Norte e na
Inglaterra elle empicgado (com o maie feliz re-
sultado) de prrferencia ao milho e cutros farelbs
que sao mui'o mais cxro e nao sSo de tanta sus-
tancia.
4 irniar no Beelfe Largo do Cor
po Santo. 1 andar
(5
C 95
$ o
o a
09 O)
3
-.. Q
a
^ e*
Sement de cacao
Vende-se no ces_Viiite e Dous do Novembro,
armazem da bola imarelia n. 36, sement de ca-
cao. Estamos no t- ipo de plantal-o.
Jarro vidrado
Vende-se um ; na ra Fornosa n. 31.
Charutos da Babia
Os rerdadeiros
A' m i a Madre m Dw i. 36
O calangro contina a receber de diversos fa-
bricantes, a saber :
Fragrancia, de J. F. de Simas.
Utilidade, de M. da Costa i erreira.
Barretto, de Sracindo Barretto.
Lnvor, de Antero Chaves.
A Nova Alliarjca, de V. Cardozc.
.Siriiio, de J,C. MagalhSes.
Ao n. 19
Vende-se um balcSo, nmi armaeo toda envi-
dra^ada e pintada ; Bazar do Livramento.
f
Canimlro Laclo Jorge
Trigsimo dia
F. Euclides Fonseca e Maria Emilia de Salles
Ponseea convidan) acs parentes e amigos para
assisiirem a missa que, pelo descanga eterno de
seu cunhado, compadre e amigo, Casimiro Lucio
Jorge, mandare resar a 16 do correute, pelas 7
horas da manbg, na igreja de N. 8 da Penha
Sam Bamon de Vaaconcelloa
Jos de Castro Perreira e sua filha D. Leocadia
Julia de Castro Ramos, feridos da mais pungente
dor, convi lam aos amigos e parentes de seu nun-
ca asss chorado amigo e sogre, Jos Ramos de
Vasconcellos, fallecido no dia 15 de Julho prxi-
mo rindo, na villa de Palmeira dos Indios da pro-
vincia de Alsgoae. para assistirem as missas, que
pelo repouso eterno de to eminente ebefe de fa-
milia, mandam celebrar no dia segunda-feira 15
do cerrente mez, trigsimo de to inesperado fal-
lecimento, s 7 horas da manh, no convento da
Penha ; e desde j agradecem do intimo d'alma
s pess-as i|ne se dignarem comparecer a este
acto de caridade e religio.
aaBaVSBBBVlSBBBBsVsBBBBBBaHSBBBBBaaaBSBBBBBBBBSBni
8AUNDERS BROTHERS & C, largo do Cor-
po Santo n. 11, teem para vender :
Cerveja preta e branca, de M. B. Forster &
Sons.
Dita allemS, Plisen Beer.
Vinbo Shury. Ameotillado.
Dito Birdeaux, St. Julien.
Whisky, Thiste Blend Scotck Wisk *
Dito *
Presuntos de Adamson.
Mai>ena de Browns & C.
Phospboros, Amesfosto Safet Matches.
Tintas em massa, branca de zinco de chumbo
preta e verde.
Zarco.
Plvora da muito conhecida (acreditada marca
EB.
SEMOLIW
De Brons & C, de Glasgow
Este artigo, preparado por um novo processo
de trigo da melbor qualidade, possue os elemen-
tos necessarios para nutricio de crianzas e doen-
tes, e muito se recommenda por ser de fcil di-
gestao e gosto muito agra-tavel ; tarobrm p-de-se
fazer urna excellente papa, misturado em partes
iguaes com a maizena dos mesmoa fabricantes,
addicionando-se-lb algum leite. nicos ag ntea
nesta praca, Saunders Brothers & C., largo do
Corpo Santo n. 11, primeiio andar.
Semenles k carrapato
Compra-sc grandes e pequeas quantida les :
aa drogara de Frrncisco M. da Silva & C, ra
do Mrquez de Olinla n. 23.
CasaemJaboato
Aluga se por festa urna casa com mobilia, mui-
to prxima da estaeio do caminho de ferro e do
rio ; a tratar no caes do Apollo n. 47.
VINHO DE JRUBE A
CON I0DIRET0 DE POTASIO
Tnico, depurativo e an
rheum&tlco
PREPARADO POB
j BarUtoloman & G. Saccessor
Approvado pela Junta Geral de Hygiene
da Corte e atitorisada pelo governo
Os repetidos pedidos que nos foram feitos por
muitos dos nossoa illuatrados clnicos para juntar-
: moa ao nossoViuho de Jurubeba,j 'Se vanta-
josameute conhecido no noeso pais, como no estran-
geiro, urna dose exacta aempre determinada de
iodureto de. potassio, creando a6sim um medica-
mento certo_e inalteravel, de immenaas virtudes
medicinaes, So nos deixaram hesitar um t in-
stante, e hoje ti mos a satisfazlo de apresentar ao
Ilustre corpo medico do nosso paiz e ao publico
em geral esse novo preparado, cuja accSo curativa
e certa em grande numero de molestias incon-
testavel, como seja no rheumatismo agudo ou
chronice, as obstruccoes do figado e baco, as
anenvas, ras oloroses, hydropesias, molestias uri-
narias, debilidade do estomago e as de origem
eypbilitica.
A jurubeba, casa planta preciosissima, tao ebeia
de virtudes medicinaes, associada assim ao iodu-
reto de potassio, o depurativo de um valor im-
menso, fas com que o aosso preparado seja usado
de preferencia, coma um medicamento certo e in-
fallivel para a cura das molestias que cima dei-
xamos descriptas.
Seu uso de fcil spplica^o, podendo por isso
ser tomado pelo duente : todava reccmmendimo.
a direccao de um medico, e b6 elle deve modificar
a sua accao, elevando ou diminuindo a dese se-
gundo o effeito que julgar preciso em fase das
molestias a comba ter.
_ O nosso vinho de jurubeba e iodureta de potas-
sio puro tem urna dose exacta de iodureto repre-
sentada em urna colher de sopa por qnatro grSos
de iodureto, podendo por isso ser temado pelos
adultos na dose de 8 colberes de sopa por dia e
pelas creaneas na di- 3 das de cha, momentos an-
tes cu no acto das refeicoes.
DEPOSITO
54-Rua Larga do Rosario-.l
PERNAMBUCO
oo
Vademcum do nomopaihlco'
Methodo conciso, claro e se/;uro de ebrar
homosopathicamente todas as nolestias que I
affligem a especie humana, particularmente^
aquellas que reinam no Brasil pelo
DR. SABINO O. L. FINHO
S.a edlceo
consideravelmente augmentada e annotada..
Vende-se nicamente em Pi rnambuco. ( )
( PHARMACIA HOM(EO.?ATHICA )
PeloDr. J. Sabino L Pinbo
DR. AIII\0
I 43 BA DO BARAODA VICTORIA 43}
Advogadn
(FSro civil e ecclesiastico)
Bachare Antonio de Lellis e Snuza Pontes, ra
do Imperador n. 37, 1 andar.
PEITO
Administrando diariamente una injeceo
sobcutanSa com o conteudo de i.ma seringa
de Pravz (modelo lie Broa) cuela de
EUCALYPTINA LE BRUN
CL'RA-SE
a Tsica, as Brotmhites
e oe
Catarrhos pulmonares
nao contm morphlna
Pharmaceuti :o Ch imico
A rucalyptlna
LE BRUN,
PARI8, 60 e 52. Faubourg M sntmartre
e 47, ra Lafayette, PARS
Deposito em Pernambuco: TUM" I. di SILVA < C.
Ama
Precisa-se de urna ama ; a tratar na ra do
Paysand n. 19, Passagem da Magdalena.
Ama
Precita so de urna criada para engommado liso,
e outros servicos em c?.sa de familia ; na leja de
fazendas ra Duque de Canas n. 44.
Ama
Precisa-s? de urna para cozinha e mais servijo
de casa de familia ; ra ra Bella n. 43.
Precisa-se de urna ama para engommar e tazer
servicos de casa ; na typographia do Diario, no
3- andar, n. 24, ra Duque de Caxins.
Al
Precisa-se de urna ama para cosinhar e comprar
para casa de pouca familia ; na ra do Mrquez
do Herval n. 79.
O Vigor
do
Cabello
do
Dr. Ayer.
Preparado Sob
Bases Scientiflcas
E Physiologicas,
para o
Toucador-
0 Vigor do Cabello
Do Dr. Ayer.
Devolve, com o briltao e frescura ra juventude, ao
cabello (rrisalho ou branoo ama rica ral, castaulio ou preto, como se deseja. Tolo sea
uso, ao csco claro ou rflxo pode dar-se una cAr
escura, c grossura ao calillo flno, emquanto que
frequen temen te cura a calvicie, porem nem sempre.
Impcdc a queda do cabello, estimulando o dbil e
enfermo a crescer vigorosanit-nte. Reprime o pro-
grcBSo e cura a tinha e caspa, curando quasi todas as
uoencas peculiares do pericraneo. Com Cosmti-
co para aformosear o cabello das Senhoras o
Vigor nao tem rival; nao contem azeite ou tinta al-
guma, torna o cabello suave, brilhantc u sedoso na
apparencia, e eommunica-lbe um perfume delicado,
agrauYivel e permanente.
rKEI'ABADO PELO
DR. J. C. AYER e CA.,
Lowcll, Mass., E. U. A.
A' venda uas principaes pharmacias e drogaras.
. ,.. i
Alnga-sc barato
Kua Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
Ra Coronel Suassuna n. 141, quarto.
Ra do Rosara da Boa Vista n. 39.
Travessa do Carmo n. 10, leja.
Ra do Rosario n. 39
Largo do mercado com agua n. 17.
QTravessa do Carmo n. 10.
Largo de S. Jos n. 74.
Prara-se na ra do Commcrcio n. 5, i andar
esJiipterio de Silva Ouimares & C.
PILULAS
Ferruginoqas
'JURUBEBAX
BARTKOLOMEO & Ca
Pharm. Pernambuco.
Curio a Anemia, Flores branca*,
Falta de Menatruapao,
I Debilidade Pobreza de sang-uei
-\ Exigir a as3ignatu.rayj'
Alup-se
Tinta preta
INALTERAVEL
a
COHHI'\IC.tTIVt
/ PHARMACIA CESTItAL
j 38 Ra do Imperador 38
l'rrnnmbnn
Serve para escripturaco mercantil e d4 tres a
quatro copias de nina vi z
Fabrico de assucar
Apparelhos econmicos para o cozircen-
te e cura. Proprio para engenbos peque-
os, sondo modiet em preco e ef-
fcrtlro em operaco.
'ode-ae ajuntar aos sngenhos existentes
do systema velho, melhor; ndo muito a
quadade do assucar c augmentando a
quantidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou enger;!ios ecutraea,
majbiniamo aperfeiyoado, sj'stcma moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
Especificayoes e informales com
Browns C
5-RA DO COM ME Rao-5
Xarope de cambara, guaco e bal-
samo de Tol
re parado pelo pharmaceutico Jos Francisco
Bittencourt
' um poderoso preparado para todas as affec-
des dos orgaos respiratorios, como catarrho pul-
monar, asthraa, coqueluche, bronchite, paeumo-
aia, tisiea, etc., etc.
Cada frasco 14000
Deposito na Pharmacia Central, ra do Impera-
dor n. 38. Pernambuco.
Al fanilega
1883.Borde.iin MMsiha dt tronzt;
BIob Jfwa/ftj d PrMt; Roche-
fort : AfenfJo i$ Mettlfia de Pn,U,
grindmoJetQ -1883,Amsterdam:
HecHM de Prttj acurada. 1885,
Exporta o de Trabalho; Admtat lo
FARIHH WLIH
Alimeiitar.ao Rica
i o sise;';.!! *i*t*s e sktsiliaUsM.
A raarsHA Minr o mellior auxiliar
da ama de le te na allmen'ido das crlanclnlias.
Experimentada com o rr.cihor xito naa Orcchos,
Hospitaes e Asylos, 6 soberana para wt'riancas,
pessoas ldosas, tracas e as que aotrrcm'de
Oasv.iti, Caattalrla*, Molestlf.a d Intes-
tinos, Pria de Teatro rebeldes, o tudas
as Affeccoos (|\ie nao permltlein ao estomago
snpporUr a aliinen:a ;So ecceesaria para a pro-
duccao da torca i
ni6tl 1 HiBCA RE :-!STRAlA : A TIRSE
PharmaciaXiil.'tt,OT Boi:7i-aux (rVSBSI)
la Ptrnambuc-j: rra- K. da silva &. C*.
Casas em Jaboato
Alugam-sc duas casas acabadas ltimamente,
muito prximas do rio e da estacao do caminho de
ferro ; a tratar no caes do Apollo n. 47.
um grande sitio, contendo as principaes fructas,
no Caldeireiro n 9, com boa casa de morada (que
foi do finado Mamede), tendo agua e gaa, a qual
confronta com a casa do Dr. Alcoforado ; a tra-
tar na ra do Apollo n. 30, 1- andar.
AIu
??
a-se
a casa terrea na travessa da Ponte de Ucha n.
12, com bastantes commodos para granda fami-
lia, com sitio murado e arborisado, b a agua po-
tavel para beber, deposito e baaheiro de cimento
e bomba, fica a dita casa margera d.i rio Capi-
baribe, com banbo doce temperado e salgado :
quem pretender dirija-se ao mesmo sitio, das 6 s
10 horas da manb, que encontrar o propie-
tario.
Aluga-se
as casas na. 22 e 24 da ra do Lima, em Santo
Amaro, caiadas e piuladas de novo, com 3 quar-
tos, 2 saias e quintal com cacimba ; quem preten-
del-as dirija-se ra do Mrquez de Olinda nu-
mero 8.
Semenles e carrapato
Compra-se na fabrica Apollo & ra do Hospicio
numero 79.
Oleo d
em barra;
do Mattcs.
mamona
vende-se no trapiche Vianna Porte,
Modas
i
45 de Agosto
^Para toiletts.de qualquer genero, cos perfei-
pao e gosto, procure-se mademoiselle Cotinha, Im-
perador 55, 2 andar. Preces razoaveis, figuri-
nos os mais modernos.
Mademoiselle Cotinha
Ra do Imperador n. 55, segundo andar.
Modista
10
Anneis da boa mor te, de ouro e de prata ; na
O fiel Hanoel iOS da Cs>8ia \ ra dus Tnncheiras n. 11 -t, primeira toja de ou-
Chamo attencao do dito senl.or para ir rna rives ao entrar pelo largo da matrii de Santo An-
Imperial n. 55 (.', dar urna satitiac&o sobre o n. tonio.
22,480, sobre pena de ser explicado para que foi_______________________________________________
mepregado o dito numero.
t
iMAMADEIRA-BOMBAl
MONCHOVAUT
Jk. nica com vaJvuia, em o/ne nunca
o leite torna a descer
OLHA IE CSTSTAl COM MRAFIISg TIMUOI
Precisa-se de nm ra
(Passigem da Magdalena).
Criado
de F'aysaod n. 19
Franclsjra lauxiina Hachada
Felismina de Lemos Duarte c seus filbos convi-
dam os parentes pessoas da amizade da finada
sua tia, Francisc Faustiaa Machado, para assis-
tirem a missa do stimo dia, que na igreja da
Santa Cruz mandam celebrar no dia 17 do cr-
ente, s 7 1/2 horas d rranh.
Jorge
Catlnairo Laclo
Trigsimo dia
O bachare Jos Francisco de Faria Salles con-
vida aos parentes e amigos pira assistirem a mis-
sa que por alma de sea cunhado e amigj, Casimiro
Lucio Jorge, manda reaar no dia 16 do corrate,
pelas 8 horas da manhS, na matriz de Becerros,
por cujo acto de caridade dede j antecipa os
secs sinceros agradeeinwotos.
CaslsMlra Laclo Jor
Jos Fernandet) de Salles Jorge, Maria Bita
Moi teiro da Cruz Jorge e suas filbas convidam a
todos os seus parentes e migos e aos do finado,
para assistirem a ama missa que mandam ressr
na capella de engenho Cabeca de Nfgro, no dia
16 do correte, s 9 horas da manb*, trigsimo
do passamento do sea sempre lembrado pai, sogro
e av, Casimiro Laci) Jorge, e desde j se cou-
hssam eternamente agradecios p?r mais este
acto de caridade.
.-
Medalhas
da Ouro
e
de Prata
Nova tarifa das Aliandegas
Acha-se venda no armazem n. 5 do caes da
Alfandega, a 6J00Q cada exemplar.
Compras por atacado
O Pelloral de Cambar
tem precos especiaes para aiuclles que compra-
rem grandes porgues. Distribni'ci-se impressos a
qutm os pedir, contendo as condicoes de vendas :
na ra do Marques de Olinda a. I drogara dos
nicos agentes e depositarios gentes
Francisco M. da Silva S'C.
Oplnio 1 D' BOU CHUT, lenta I
i asngado di Farultade de M.dicina de Par el
nudico do Hospital das criancas enfermas no en i
i iirro BygUna aa Infancia : I
a Urna Mamadelra bem acondlcionnada I
deve ter -ima vlvula onde o leite nunca i
- torne a descer : este o princicio d. I
MAMADERA MONCHOVAUT. P '
"HtnlfiMsUdii ai princlfaes Ptarmaclai i fresarlas
Bernardo Jone Crrela
D. Mana Eugenia Cirreia, seus filbos, pais e
wnaos, Manoel Jos Corma, Domingos Jos Cor-
rea e sua familia (lusentes), participan! t.os seas
parentes e amijos o fallec-mento em Poitugal de
seu presado esposo, filho, irmo, cunhado e gen -
ro, Bernardo Jos Corris, e os convidam para
assistirem as missas que por alma da mesmo fina-
do mandam celebrar na ordena terceira de S.
Francisco e matriz da Orac, s 8 horas da rna-
nh de quinta feira 18 do corrente, antecipandu
desde j os seus gradecimentos por este acto de
religio e caridade._____________________
a in-
Bernardo los Crrela
Antonio Leite Marques, tendo recebido
fausta noticia de haver fallecido em Portugal no
dia 28 de Julbo prximo passado seu prezadissimn
amigo e sock?, Beraardo Jos Correia, convida aoi
seus amigos.ejaos do finado, para assistir as mis-
sas que pelo eterno reaouso de san alma mandt
resar na igreja ila O.-dem Terceira de S. Fran
cisrc, quinta-feira, 18 do correte, s 9 horas di.
manha, confessando-se desde j muitissimo agr
decido.
Na fabrica do rap ra do Visconde de Goy
ana n. 167, precisa se de urna eosinheira nan
anna n. joi, precisa se de urna eosinheira
pequea familia, sendo boa paga-se bem.
para
Fabrica de chapeos
Ra do Har o da Victo
toria ns. 34 e 36
J Antonio Jos Maia & C avisaui aos seus nume-
rosos fregueses e ao publico, que continan) a ter
grande sortimento de chapeos de todas as quali-
dades e formatos, manufacturados com toda a per-
feicao e por precos mais vantajosos que em outra
qualquer parte.
t
Precisarse de um criado
na ra Duque de Caxjas n
par:i
39, 2
vender
andar.
na ra
Aluga-se
Vende-se ferrnos junto a eapellinha de Belem
na Encrusilbada ; a tratar na ra larga do Rasa-
rij n. 10, 1 andar, escriptorio.
Aviso
Precisa-se de um hornera para feitor, que enten-
da perfeitaaunte de jardim. prefere se da liba de
8 Miguel; a tratar na ra doT, rres n. 6, Becile
ATKINSON
PERFUMARA ingi.eza
riimad ha mu e om ucnlo; ezct de todas
a ontraspelo m perfume delicado e xquisito-
Trkz Medalhas de Ouro
PARIZ 1878. CALCUTTA UM
pela eztra-floa ex--ellenci de sna qual
GOLD MEDAL BODQDET
ESS. BODQDET WOOD VKLET
TBEVOL I CBYPRE
oiitros maiiof perfumea couheciJo pelaana
qualidbta e odor deleittTel e exq tsito-
." K TSILETTI K LSSS.CS IE A' CUKtS
lncomparavel para refrescar e iuinnr a pella
e pela ioexcedivel eacolna de Perfumea
pan o lengo ArPgiji dotos prepara loa pol
iDTentores ezcloavamente.
boitr-M m Cau 4e fodu H Kf^eiutu i ikeuiaj
J. E ATKINSON
24, Od Sond Street, Lona
^MarcadeFabrica.Urna" Hooabrtaca*
obra ama Lyr* de Ouro.
Pliar;acia central
Boa do Imperador n. as
Jos Francisco Bittencourt, antigo pharmaceu
tico da pharmacia francesa na do Bario da
Victoria u. 25, avisa a scua amigos e fregueses,
que se acba na pharmacia ucim, ende 'espera
continuar a merecer a confjanca quo felismente
depositarau em seus trabalhos protessionaes.
Escripias avulsas
Urna p'isoa que dispoe de algn tempo offrre
ce-se para faser slgumss ; a t'atar na ruado
Marques de Olinda n. 10 e Impera tria 54.
FregneziadoRe'.re
Aluga-se por 84 o sotio do 1- indar n. 63 da
ruado Visconde de Itaparica antiga do Apillo,
no mesmo precis-aa de um criado, pnga-se bem.
Pedro tiro nao Mooteiro de andrnde
Valerianno Manco da Cesta Reis e seus irmaos,
mandam rezar missas pela alma do seu sobrinho
Pedro Affsnso Monteiro de Andrade, na mat is
da Boa Vista s 8 da manbS do dia 16 do cerren-
tr, trigetsimo dia do seutfallecccimento, econvidam
seus parentes e amigos para assistirem a este acto
rel'giosn e desde j se confessam agradecidos.
Diariamente debate-se na imprensa a crise
aterradora porque estao passando as provincial
do norte deste imperio ; sao innmeros os recla-
mes de todas as classes, sem que sejam .(teudidos
os seus justos pedidos, de que se gloriara as na-
cSes civilisadas.
E para que se pessa dar impulsos aos desejados
progresos que certamente trarao o bem estarda
todos, resolveram Martina Pires & C. estabele-
cides com armazem de molhados ra Es-
treita do Bos rio ns. 1 e 2, a vender por preeo
mdicos os artigos conceraentts ao seu ramo
de negoeio, que certamente cnnstitue urna eco-
noma diaria e onde se acha um completo sor
timento dos seguintes artigjs, que pela sua qua-
lidade e precos sao recommendaveis, como se-
jam :
Vinhos finos do Porto
Madeira
Sheny
Chambertin
Bordeaux
Moscatel
Collares e Bucalas.
Completo sortimento de cervejas, cognac, bit ter,
licores, doces, bolacbinhas nacionaes e estrangei-
ras.
Queijos frescos do sertao, prato, Minas c fla-
aengo.
Aseite de coco, mato do Paran, formicido ca-
panema.
Precos sem competencia.
Ns. 1 e 2Ra Estreita do RosarioNs. 1 e 2
Martins Pires & C.
VENDAS
Criado
Precisa-sede um na iu da Santa Croa n 10,
trazendo attestado de conducta.
Dr. Hanoel Francinro Teixeira
Adolpbo Coelbo Pinbeiro, compadre e amigo do
Dr. Manoel Francisco Teiieia, de saud. sissima
memoria, querendo render um preito Je devida
bomenagem memoria do tao illubtre como dis-
tincto e inezcedivel medico pernaai ucano, vem
Convidar a todos os seus amibos c parentes? e aos
op illustre finado.para assistirem a urna missa, que
por sua alma manda resar no convento de S.
Francisco desta cidade, s 7 1/2 horas da manhS
do dia 16 do corrente, trigsimo do seu passamen-
to, pelo que desde j se confessa summi mente
grato.
m
Dr. Manoel Franelaco Telxeira
Ricardo Jos Gomes da Lus e Manoel Fernan-
dos Mascarenhas, amigas do finado Dr. Manoel
Francisco Teixcira, mandam na ter.a-feira 16 do
corrente, pelas" 7 1/2 horas, na matriz de S. Jos,
trigsimo dia do seu passamento, celebrar missas
pelo repouso eterno do seu Tanteado e prestimoso
amigo, para o que convidam aos parentes e ami
gos do mesmo finado, assim eomo as pessoas de
sua amizade para assistirem s esse acto de c.iri-
dade e religio, pelo que desde j confessam se
sumisamente, tratos.
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIADO
Este excellente Whisky Escosaez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de canna,
para fortificar o corpo
Vende-se a retalho nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede ROYAL BLEND ma-ca VIADO
cojo nome e emblema le registrados para
tedo o Brasil.
BROWNS & C, agentes.
Fio de algodo da fabrica lucilina
*t nafra, da Babia
Vendern Machado & Pereira, ra do Impe-
rador n. 57, por cemmodo preco.
AttenQo
Vende se poj preco commodo um bom chalet,
defronte da estacao de Pamameirim, acabado de
novo, e "om todas as accommo lacees, sssim como
orna casa na raa do Amparo n 6, em Olinda, com
2 janellas e 1 porla, 2 salas, 3 quartos, cosinha
externa o quinta! murado ; timbern tem para ven-
I der um bom piano quasi novo, de tres cordas, do
melhor autor, e outros objectos : a eutender-se
com Maximino da Silva Gusmo, em qualquer
lugar em que o mesmo se achar.______^^^^
~W preto superior
Carlos Sinden receben pelo ultimo vapor e con-
tina a veader sem competencia ; na roa do Ba-
rio da Victoria n. 48, loja de altaiste.
.
I



Diario de PernambueoDomingo 14 de Agosto de 1887
EIIIl
so\iti:s
GASA DE ALFAIATE E CONFEGtfES PARA BOHENS
A de maior reputado e nomeada em todo o norte do Imperio, tanto pela
presteza e perfeicao dos seus trabalhos, seriedade e modicidade nos presos, como
pela constante e variadissima colleccao de fazendas de primeira qualidade: casemira
de phantasia para costumes, cortes de casemiras para calcas, casemiras pretas e azul,
pannos finos, etc.
TUDO DE APURADO GOSTO
ALTA NOVIDADE
59-RUA DO BARAO DA VICTORIA--59
PERNAMBUCO
A MELHOR PERFUMARA INGLEZA
"PREMIADA COM SETE MEDALHAS _
m
TANGLEWOOD, MATHIOLA. WH1TE-ROSE, OPOPONAX,
WHTTE-HIJOTROPE, Esa. BOUQUET,
CRAB-APPLE BLOSSOMS, o mais novo Perfume.
mao po rUNDinor di 2 osc,
COK A IW DA COIOA.
nico agente parado Brszil:
Esses Perfumes sao os melhores que existo, e sSo vendido
em vldros com tapa patentada.
finest enolish, eau de cologne. A mais refrigerante en.
vi'lros de 2, ( e 8 oncas.
AGUA DE FLORIDA. Para o banho, qualidade extra.
OPALINE P DE toilette. inocua eInvisivci.
CHERRY TOOTH paste iTasta para os dentes). Conserva os dentes
c torna-os perfeitamente brancos.
O MELHOR SABAO IWGLEZ TRAR8PARENTE. Som ser perfumado,
ou com delicioso perfume, em lageas, bolas ou pao para a barba.
o MELHOR sabo inglez. Com alfazema ouopala, era pao.
OPALINA SOAP. Sabao para a tez e a c6r do rosto.
COAL TAR SOAP. Sabo de alcatro. Carbolic Soap, Sabei
superiores para a toilette. Deliciosamente perfumados, quali-
dade non plus-ultra. Od Brown Windsor.Honey, Eider Flower
Rose. Olvcerini e Amendio. Escovas de dentes afamabas dii
Coria.
Todos os arillos cima levau a nossa marca de fabrica aqu junta.
e podem ser procurados casa dos principaes negociantes di 1
America do Sul e da America central, e tambem pelo intermedie
de qualquer negociante Inglez
O Catlogo Ilustrado enviase gratuitamente i quem pedir
The CROWH PERFMERY C
177, Ifete-Bostd Street, 117 OTDBES
F. M. Brando no Rio de Janeiro.
LIQUIDAQO'
:/
m.


JDA
Vende-8e por todo preco, a retalno, todas aa fazendas existentes na loja ra
do Rangel n. 53, para acabar
AO LOUVRE
B r.i.. Setins immensamente largos a \$2b o covado; soberba pecbincba!
Creldies de salpicos a 300 rs. o covado; convra !
Pop'linas de seda a 500 rs. o covado ; para liquiddar !
Tecidcs transparentes pan soire a 500 s. o covado ; aproveilem !
Lengos abainhados a 20000 a duzia 1
LSs de quadros, desenhos novos a 300 rs. o covado!
Popelinas de Lyon, fazenda de 20000 o covado por 10000 o covodo 1
Cobertores de l, bem grandes a 30500 um !
Toalhas alcothoadas, a 40000, a duzia ; que pecbincha e oatras muitas po-
obincha em exposicao.
ca.s.a. do: Gox^D^xj^DiNrg^
De urna grande parte de fazendas existentes na acreditada casa ra Duque
de Caxias n. 59: apresentamos em seguida urna lista de alguns artigos que realmente
sSo baratissimos.
Esplendido sortimento [de cachemiras para vestidos, de 400 rs. a 10000 o
covado.
Merinos de cores a 600 e 800 rs., duas larguras I
dem pretos desde 800 rs. a 20500 o covado 1
Setinetas lindissimas a 280 rs. o dito!
Riscadinbos para vestidos, corea lindas, a 160 e 200 rs. o dito !
Crotones claros, superiores, a 240 e 280 rs. o dito 1
Damascos de 12, duas larguras, proprios para capa de piano a 20000 o dito 1
Camisas inglezas, branca, a 360000 a duzia !
dem de crotones finos a 240000 a dita !
Ceroulas de bramante, bordadas a 120000 e 140000 a dita 1
Meias superiores a 20800 o 30800 a dita I
Cambraia Victoria com 10 jardas a 30000 a pega!
Madapolao pelle de ovo, 24 jardas, a 60500 a dita !
Dito americano, supericr, a 508OD a dita I
Bramantes de linho puro, 4 larguras, a 20000 o metro !
dem de algodao superior a 800 rs. e 10200 o dito!
Cortes de casemiras e meia-caseroiras a 20500, 30000, 50000 e 60000!
Casemiras diagonal para roupas de criangas a 800 rs. !
dem de duas larguras a 10800, 20000, 20200 e 30200 o covado 1
Brias de cores e pardos para todos os pregos.
Guarnieres crochets para cadeiras e sof a 80000!
Cortinados de bordados a 70000 o par !
Col has e cobertores a 20000, 20500 e 30000 I
Sortimento de fichs, luvas, leques, enxovaes para Exmas noivas.
Deposito de fazendas e as vendas em grosso damos descont da praga.
FNDICO DE FERRO
CARDOZO a- IRM40
Ra do BaraO do Triuuipho os. 100 a 104
Deposito a roa do Apollo ns. 2 e 2 B
Tem sempre era deposito todos os machinismos e ferragens precisas agricul-
tura desta provincia, como sejaia : vapores loeomoveis, sean lisos, com caldeira
cornisb ou pira frgo de assentaii-nto, icoendas de tidos es tamanhos, tachas batidas
e fundidas, etc.
Mandam vir por cncomraeuda qualquer machinismo, encarregam-se de sental-OB
e se respnsabilisam pelo boro trabalho do mesmo.
Vendem a prazo ou a dinheiro com descont e a pregos resumidos.
VERDADEIROS GRAOStSAUDE do DrFRANCK
* i.icn:aiA.r>oc j-ei-a. msracTin i owni. r>R HYGIENK W> IMPERIO LKJ BRAZO.
I* Aperientes, Estomachicos, Purgativos, Depurativos
I contra a Falta de appetlte, .t Obstrucco, a Enxaqueca. as Vertigems,
as Consestftes, etc. Dose ordinaria : 4. i a 3 graos.
3PE53B.DeX3~A. & 3SflCJk.GrJiJ(L.3&3CJ^ES
Sl'f.CESSltES BE
CARJNEIRO DA CUNHA & C.
59-Rua Duque de Caxias~59
I
Desconfiar as falsiflcacoes Exigir o rotulo junto Imprimido em francs
cada &mteM^irAte e 0 Sello da Unio dos Fabricantes.
Em VARIZ, Pharmacia LIXOT DtfetitM em toau is frincoae Fhanudai.
Colarinhos e punlios de
sellnloide
Carlos Sioden receben pelo ultimo vapor, e
vende baratsimo ; na ra do Bar jo ra Victoria
numero 48.
Mastros
Vndese paos para mastros de biatea ou bar-
cacas ; a tratar no engenho Dous Irmos com o
administrador das obras da companhia do Bebe-
ribe.
Livramento <& C.
vendem cimento port'and, marca Robins, de Ia
qualidade ; no caes ,do Apollo n. 45.
Terreno
Vende-so um terreno confronte a estacio do
Principe, estrada de Joao de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e com alicorees
para 3 casas; tratar na roa d'Apollo n. 30, pri-
eiro andar.
Bois
Vende-se ezeellentes bois de carroca, gordos,
habituados ao trabalho, como timbera carrocas :
a tratama ra do Mrquez do Herval, armasen)
da companhia do Beberibe.
f\ Ra 1. de Marco n. 20 k (Esquina)
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faculdadt de Medicina de Pars. Premio Montyon
As Capsulas do Dontor CLIN ao Bromnreto de Camphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as affecgSes seguintes:
Asthma, Insomnia, Palpitagoes do Corago, Epilepsia, Hallucinagao,
Tonteiras Hemicrania, Aecgoes das vas urinarias et para calmar toda
especie de excitaco.
ilti urna exentado datalhada aoomptnhi oda Frasco.
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN t\ G'S
de PARS, que se encontrlo em cata dos Droguistas et Pharmaceuticot._______
NOVA LOTERA
AMTA CATHRINA
5O:00O$000
IMPORTANTE PLANO
Esta lotera corre no dia.....de Agosto
Bilhetes venda as Casas doeostume.
^?^?^^??^??^;^B^^^^
)
DE ARSEHIATO DE ODRO DIIAMIZADO
DO D" ADDISON
0 MAIS ENRGICO E 0 MAIS ACTIVO DOS RECONSTITUINTES
Licenciados pela Inspectora de Hygiene do Imperio doBrazil.
O ARSENIATO DE OURO se impo a todo aquella que for cui ladoso do seu boro astado de sade. Cora, dout granulo* por
dia.voitao appetiU,* forcae augmentio t urna sade perfeita euccede, r jpidamenlc um estado mqmetndor.
ANEMIA, ES80TAMENT0, MOLESTIAS NERVOSAS, MOLESTIAS DE SENHORAS
O Araeniato de Ouro dvnatnizado ._ufJ eo?. Ironchites chronicas, Asma Rheumatismos chronicos e todas as Molestia qn
combate victoriosamente a Tisioa,
reeultao do Esqotamento do systema ervos. .
Nio tem rival nos Eniraquecimentoa que resultSo do tongas molestias. *ua!Z??" ^^ reulador'u ** "*ner"
-:ir ao Ferro contra a Anemia, as Flores brur
8 Pebres que resistem ao sulfato de q
O Araeniato de Onro torna as mulheres
Nio tem rival nos Enlraquecimenio 4uu reauuiu uo iuug ....a...... ~-r--r-~-~-
*OYfio tornSo-no .perior a?Ferro contra a Anemia, as Florea brancasi e Nej"gaJfl 0uro
r^ ^ lo T.hraa aue resistem ao sulfato de qiumno cedem o Arseniatoae uaro.
mBSBnsjBsasa| aam^MH| Milhars de Doentes devem hoje sua
jovens e nutridas. Auxilia poderosamente o
atravessar a poca o temida da idade cnUca
a communica urna nova juventude.
Decoafie-Be das Contratos
eeiija-seaVERDADEIRA ETIOtTETTA
como a MARCA DE FABRICA assim
oomo a assignatura
e a do Snr.
NICO PREPARADOR
cura aos Granulos de Araeniato de Ouro
do D' ADDISON. Iimumoros attestados fov
rio dados, citaremos aqu alguns.
-----------------aos-----------------
O FHASJOO i B trneos, em Franca.
EM VENDA NA
Pharmacia GELIQT
38, ru Rwickourt, 38
PARI8
DsroiiTOs ni PCtiseMtsastea /
ntAirczsco m. a* stlva a a*,
t na* prinoipam Phtrmtoia* do araall.
aaa*****.rWrmW^^mm
bobrado a yender-se
Vende-se o sobrado n. 87 ra da Aurora, em
frente a ponte do Santa Isabel ; quem pretender,
pode entender-se com o corrector Pedro Jos Pin-
to, na praca do Commercio.
4 Revoiifio
48-Ba lo Djob He Caiias-48
Recebe as seguintes fazendas de novida-
de:
Cachemira de listrinba a 600 is o co-
vado.
dem broche borda a 1500 o dito.;
dem pretas 700, 800, 10000, 10200,
10400,~106OO e 20000 o dito.
dem de todas as cores a 800, 18000 e
10200 o dito.
Ricas guarniera de veludilho a 60000
urna.
Setina lisos a 800, 10000 e 10200 o co-
vado.
Seda escosseza a 640 rs. o covado.
Lindos metins com listrinhas a 400 res
o dito.
Faile com palminhas a 400 rs. o dito.
Setinetas escossezas a 320 rs. o dito.
Ditas com listrinhas o palminhas a 320
o dito.
Lionay-se com palminhas de retroz a
140000 peca.
Organdir bordado a seda a 150000 a
dita
Etamine tecido transparente a 100000
a dita.
Cambraia bordada a 50000 50500 e 60
a dita.
FustfJes branco a 360, 400, 440. 500,
600 e 640 rB. o covado.
Lindas alpacas de cores a 320 o covado
Sintos de chagrero a 10500 um.
Camisas inglezas a 360005 a duzia
Colarinhos e punhos para senhora.
Sabidas de baile 30500 urna.
Fechas do 15 a 20, 20500 30 a a 80000
um.
Guarnieres de crochet a 80 e 100000
urna-
Lengos de esguiSo a 208CO e 3#500 a
duzia.
Grande sortimento de madapolSode 40
a 100000 a pe5a
Leques de papel 500 rs. um.
Cortes de cachemira para vestido a 20|
um.
Toilet para baptizado a 90000 e 140000
um.
Veludilhos lisos, lavrados e bordados a
retroz a 10000 e 10810 o covado.
Anquinhas a 10800 urna
Colchas bordadas a 50, 60000 e 70600
urna.
Cobertas cora dous pannos a 20800 urna.
Grande sortimento de caseniras, brins
brancosa e de cores, punhos, colarinhos,
gravatas, meias e lencos e artigos para,
hornera e senhora.
I IfflVH 1







I
&




8
Diario dc;i'crnaiiibu<^"Domingo 14 de Agosto de 1N
O 4

ASSEMBLEA GEBAL
(AMAIIl DOS OBPITADO
DISCURSO PRONUNCIADO NA SES
SAO DE 10 DE JULHO DE 1887
OB9AMESTO DE ESTRASQEIROS
[Conclusao)
O Sr. Burilo de Cotagipa (presidente do
conselho e ministro do estrangeiros) :
Meu nobre collega, nem tolos os princi-
pios podetn ser applicados em absoluto ;
nao profiro opiado singular nem vanho
aqvi procurar sabida para a defeza e jus-
tficago do governo : j nagSas europeas
tem praticado isto que indico.
A Franja mandcu distribuir muitos mi
lh5es para indemnisago de prejuizos cau
sados pelas forjas allemaes.
O Sr. Andrade Figueira d ata aparte.
O Sr. Barao de Cotegipe (presidente do
conseibo e ministro da estrangeiros) : E
nos somos urna nago vencedora de urna
outra vencida, que nao Uva coaa que pa-
gar.
O Sr. Andrade Figura : Quanto
divida proveniente da guerra pode sar re-
mettida, e nao a dos particulares.
O Sr. Bario ne Cotegipe (presidente do
consalho e ministro de estrangeiros) : En
nao pretendo que saja ramettida, nem as
da guerra e aem as dos particulares.
Entenda-me S. Exc. ; nao pense que
vou raetter a mo nos cofres para pagar
aos prejudicados. Digo que, se o nosso
erario estvesse ero boas circumstanci is",
eu advogaria e bavia de de votar alguroa
iudemnisago. E' o principio qua susten-
to como equidade.
Mas, dizaro, ha un meio do Paraguay
pagar ; com trras, como tem feito aos
credores da Repblica Argentina. Digo
a verdade ; nao sei t que ponto exac-
ta essa tffirmativa.
Parece-roe que nenhucn dos credores
brasileiros tem procurado cobrarse por
esta forma. Se houver algum que queira
fazel-o, eu o apoiarei.
E' mister considerar a questo por ou-
tro ado -supponha se qua havia urna es-
pecie de iovaso de braaileiros para adqui-
rir trras no Paraguay. O governo para-
guayo as vendera ?
O Sr. Affonso Celso Jnior :Ha urna
invaso de argentinos e orientaes no solo
paraguayo.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros):
Pode ser ; estou trataudo de brasileros.
E' preciso collocar-se as nagSes, embora
mais fracas do que nos, em certa posgo
de independencia para def.'za do seu ter-
ritorio. (Apoiados.)
O Sr. Andrade Figueira : O Paraguay
at lucrara, porque assim teria popula-
go; seria csse um meio de colonisar o
seu territorio, e para nos seria urna garan-
ta, porque teriaroo9 l brasileiros.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros) : -
Observe que assim contraria a progaganda
de mmigracSo para o Brasil. V. Esc.
quer a emigrago para o Paraguay, quan-
do o contrario o que nos conviria.
O Sr. Andrade Figueira : -Para a Re
publica Aryentina conven que vo brasi-
leiros.
O Sr. Barao de Cotegipe (presiente do
conselho e ministro de estrangeiros) :
Divida paraguayaidea Bssociada divida t q Sr. Andrade
proprio em declarar guerra Confedera-
g.o de Rosas, seno o de sustenur a inde-
pendencia da Repblica Oriental ; intei es-
se que subsiste nSo to directo com o del-
ta naeionalidade, cuja existencia pengtva.
Ho de reuordar-se siguas dos Srs. de-
putados mais curiosos de qua ti ve ocoao
de produzir no senado algumas considsra-
coes sobre a divida da Repblica.
O Sr. Affonso Celso Jnior:O iis-
carso de V. Exc. at motivou nesta csa
o requerimento mau, porque da lista los
credoreB d'esse Estado foi excluido o Era-
zil.
O Sr. Barao di Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros.) Ifal
lando com franqueza, com um poucc da
innocencia com que costumo expri nir
me perante os representantes da nagi.o...
O Sr. Jlo Panido : V. Exo. couhe-
ciio como muito innocente... (Riso).
O Sr. Baro de Cotegipe (president? do
conselho e ministro de estrangairoBjJ:
Se me eonhecesse de parto, vera que
exacto.
... devo confessar que fui tul vez ao lan-
to severo para com os governos orientf.es ;
com o que offendi a Busjeptibilidade dos
cidados daquall. paiz.
Tratara.ro onto os priroeiros de oh"g*r
a ajaste comnosco para satisfazlo da divi-
da, que alias se vai amontoando de hora
embora. Houva as negociado;s, de que
do noticia rslatorios anteriores. Ve.u o
primeiro plenipotenciario, encetou as ne-
gociagiSes e retirou-se antes de conclul as.
Veiu segundo: o mesmo; o tarceiro ; sm-
fi.n nunca cbegaram a rasultado.
Nao poda eu, portanto, esquecer-me do
assucnpto, qua havia provocado como s Da-
dor.
Tiva e tenho esperanga de chegar a um
resultado acaitavel por ambas as partes,
mas a neg nago tom-se protellado, nao
por falta de vontade, siro por iucomaiodo
de saudo dos ministros e por circutns.an-
cias interiores do Estado Oriental.
Entretinto, a negociago est aborta;
j tonho tido conferencias com o ininitru
oriental, o digno e Ilustrado Sr. D. .os
Sagasturoe, e do rasultado darei contas em
tempo.
Espero trazar ao corpo legislativo uma
de-isao -sim ou nao; espero que esta ne-
gociago nao fi.-ar suspensa por muito
tempo; e, se as concessSas qu* o govorno
fizer dependerem, como praso que algunas
ho de depender, da approvaga do corpo
legislativo, elle ter de examinar se o mi-
nistro curapru com o seu dever e atlen-
deu aos interasses do Estado,
NSo parco, pois, de vista este assumpto
que tira mais gravidade do que tal vez se
auppoe.
O Sr. Affonso Ceiso Jnior : Apoado.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros) : E
aqu ponho fas.
O Sr. Andrade Figueira : Sobretudo
para as nossas circunstancias econmicas.
O Sr. Baro de Cot'gipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros). Isto
o menos.
OSr. Andrade Figueira: Mas tratu-se
de liquidar s, ou da pagar ?
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros).
Liquidada est ; sobre a liquidagao nao ha
duvida nanhurer.; a duvida versa sibre a
forma e condigSes do pagamento.
Figueira:Mas sobre a
oriental." A rspeito desta estamos em liquidagao que o ministros onutaes taro
muito melhor posgo, porque nao s os instrucges do seu goverao.
recursos do Estado Oriental sao muitis3i-' O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do
superiores, incomparavcloiente supe J conselho e ministro de estrangeiros).Nao,
r.10
riores aos do Paraguay, como tambem o
nosso crdito para com aquelia repblica
provm <:m grande parte de soccorros que
prestamos sustentago da sua nacianali-
dade.
Dizern alguns o Brasil tem nteresses
a defender.
Senbores, o Brasil nao tinha interessa
F0LHET1M
JOSLARONZA
POR
JACQES U FLOT E PEDRO MAEL
l|ll\Tt PARTE
c Aim:\
(Continuago do n. 184)
XVH
Oh I exclamou o doutar, isso nao e
seobor
Posso affirmsr ao nobre depatado qua a
divida liquida.
O Sr. Andrade Figueira :Sim, para
nos.
O Sr. Baro da Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de ostrangeiros).
E para elles.
Eu nao deseonfj de nada, dissa o
chefe da stgurang.i um tanto seccamente.
Limitme a indicar um dos meios a que
elle poda recorrer.
Juliano sorrio.
Nao tenho a pretengo da o achar em
erro, meu caro senhor. Sa disse isso foi
afm de indicar talvez algum outro ponto
de investgago.
Nao o comprehendo. Que quer di
zer ? #
Isto : O senhor roandou examinar os
covis de Point-du Jour ?
De Pont-du-Jour ? Por que ?
Darraailly, confirmado por Arband, con-
tou a sua entrevista com Lagouge, aem
omittir a minudenca relativa repulso
que o agente prevaricador sentio por esse
bairro de Anteail.
Essa indioago langou o policial em gran-
de perplexidade.
gradego-lhe a iniormago, dase elle,
e vou dar as ordens em consequencia. Sao
nove horas. Se quserem voltar s duas
horas da tarde, poderemos conferenciar.
Os quatro amigos retiraram-se vivamen
possivel. Essamulher tem muitas faltas, to npessionados, prop#do se perguntas
mas tambem tem algumas qualidades. Ella
adorava o pai, e Do o teria abandonado
assim vergonzosamente I
O magistrado fez um gesto de denega-
do.
E quam diz que ella o abandonou ?
Sabemos nos do que se passou depois do
crime commettido em sua casa. Para ci j
deixar atrs de si trahidores ou fracos,
Rouval apunhalou talvez esse velho, seu
cumplice, que se tornou perigoso para elle.
Depois amedrontou a menina e obrigou-a
a acompanhal-o.
Prefiro essa opinio, respondeu Ar-
jnd, cuja alma repugnava crer que a in-
feliz Carmen fosse cumplice de um parri-
cidio.
Em todo o caso, accrescentou o ma-
gistrado, o negocio singularmente tene-
broso e complicado. Temos que nos haver
com um velhaco de primera torga. Se
o homem que os senhores pensam, o ban-
dido Jos Lironza, de crer que elle dis-
ponga de recursos de que nem desconfia-
mos e dos quaes ha da tirar partido j.
O que ha de muito certo que elle j
tornou uma grande dianteira. D.ius trens
j aahiram de Pariz, um da linha de leste
e outro da linha Pariz Lyo-Mediterra-
neo-
Darmailly intarroixpsu:
E o senhor desconfia que um botneu:
desBa forga seja capaz da recorrer a esse
meio banal de fuga, quo o'menos inteligen-
te dos mulfeitores desdenhsria ?

insoluveis.
Por que foi que Rouval matou Cela-
nos ? perguntava Arband a si mesmo, ca-
da vez mais adm rado.
S Darmailly poiia explicar o enigma.
Ora, disse elle, creosaber ; e vou re-
constituir lhe a secna. Na occasSo em que
Rouval sabia da sua casa, corren para o
palacete. Naturalmente, encontrou o ve-
lho Pacheco. Este estava debaix das im-
pressoes das revelagSes que eu lhe tinha
reito a rspeito da filha. Comprehendem o
que se passou. Colera desmedida do pai,
imprecagd*es, violencia, ameagis a que Rou-
val pz tormo por meio de uma tacada
bem applicada.
Arband meditava profundamente.
E' isso, deve ser isso, murmurou elle
afina!. Voc simplesmente. admiravel,
meu caro Juliano. *As suas deducgSos So
de preciso, de rigor, mathematicas! Nun-
ca vi raciocinar com tanta facilidade. An-
da ha pouoo vc.'O humilbou o proprio che-
fe da seguranga-
E interrompendo Be com vivacidade :
Agora, que vamos fazer ? Que re-
solvo voc ?
Por sua vez Juliano reflactio.
- Eis a minha opinio, salvo resolugo
em contrario. A's duas horas voltareroos
prefeitura. Talvez baj alguma no vida-
de. Depois, quando tivermos colbido to-
das a informa^Oss deiejiveis, entraremos
em campaobp mr aoss prdpria conta, dei-
O Sr. Joaquim Pedro : -E' um nredor
muito condescen lente o Brazill Vejamos
se elles applicam o dinheiro eiu estradas
de ferro para nassa frodteira.
O Sr. Baro Je Cotegipe (presidente do
conselho e miaistro de estrangeiros) : Nao
convem tomar j em consideraglo o aparte
do nobre deputa Jo pelo Rio Grande do Sul,
mas pens qua j podam ter comegado a
pagar. (Apoiados )
Outro ponto articulado nao ter o go-
verno procurado celebrar alg.im accordo ou
convengo com a mesma Repblica Orien
tal para represso do contrabando qua se
faz pela nossa frontaira.
O Sr. Joaqu'uu Pedr : Qua roodo-
nho, e que vai recrudescer agora com a
nosa tarifa de una maneira espantosa.
O Sr. Baro da Cotegipe (presidenta do
consalho e ministro de estrangeiros).Se-
nbores, este assumpto tara o cupido a at
tengo do todo3 os governos, e nao tom si-
d > possival eolher truco das medidas ado
ptad-ts e que parecerara mais effioaz^s, nao
para evitar todo o contrabando, mas para
diminuil-o. (Apoalos).
Uma das adminstragSas orientaes, a
instancias do Brazil, estabaloceu no rgi-
men das suas alfandogas disposgo* a a res-
pato das cartas do guia.
Essas disposigo'js peavain muito o con-
trabando pelo lado do Uruguay o pela fron-
teira do Quarabim ; pos bato, depois de
feita a experiencia foram revogadas I
O Sr. Joo Penido: Porque nao pro
duzia effeito.
O Sr. Baro do Cotegipe (prasidente do
conselho e ministro de estrangeiros): Por
qua proluziram effoito.
O Sr. Pedro Luiz :Apoado. Porque
nao convnba.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do
conseibo e ministro de estrangeiros): -Ora,
por abi o nobre deputado conclua quanto o
caso diffiiil ; hei de insistir, hei de pro-
curar estudar qua?s as medidas mais effi-
cazes, porque raceio que o contrabando se
torne mais audacioso...
O Sr. Joaquim Pedro : Sam duvida.
O Sr. Baro do Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangairo) :...
visto como, segundo informages que te-
nho, j de ha muito tempo, o contrabando
pela fronteira terrestre se azia de uma ma-
neira escandalosa.
O Sr. Joo Ponido : Escandalosissina.
O Sr. Joaquim Pedro : Apoiadc, com
prejuizo do commercio serio.
Sr. Baro de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangoiroi).Ha-
via casas em Montevidu e em outros pon-
tos, como o Salto, onde o commercio mais
importante, que se obrigavam a por as fa-
zandas as residencias dos compradores no
Rio Grande Sul mediante prego certo.
O Sr. Joaquim Pedro: -Apoiado.
O Sr. Baro de Cotegipa (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros):Des-
ta sorte quera recebia o contrabando na-
nbum risco.tinha que correr.
Para que assim succeda, preciso que
haja uma cumplioidade de uma e de ou-
tra parte. (Apoiados e apartes.) '
O Sr. Joaquim Pedro : E' uma fron-
teira inmensa quasi de impossivel fiscali-
sago.
O Sr. Euphrasio Correia: Mas os pon-
tos de contrabando sao bem conhecidos.
(Apartes.)
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente
do oonsolho e miiistro de estrangeiros) : -
Nao duvido.
O Sr. Ratisbona : E' preciso empre-
gar todos os estorgos para acabar com
elle.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros) :
Temos feito todos os esforgos e todos os
sacrificios para diminuir o contrabando,
que nao s prejudicial ao nosso thesou-
ro como desmoralisador do commercio e
mesmo dos habitantes da provincia.
Desde que o contrabandista e aquelles
que recebem os goneros t n lucros, o com-
mercio honesto ou ha de n tirar se do ratt
cado ou ha de imtal-os.
Tentamos a tarifa especial; nao sei se
diminuio alguaia cousa o ontrabando.
O Sr. Joaquim Pedro : Diminuio mui-
to; ahi eato as rendas da Alfandega para
proval-o. *
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do
consalho e ministro do estrangeiros^) :
Diminuimos muito, diz o nobre deputa lo ;
mas esta questo necessiti de maior esa
me, porqua o rasultado pode ser explicado
por outras causis.
Assim por exoraplo, que a diroinui-
go das tarifas aecrogoa mais a importa
gao, e a maior importago poda produzir
maior renda das alfandegas. (Apartes.)
Um Sr. Deputado: V. Exj. foi sem-
pre contra as tarifas espec aes.
O Sr. B iro de Cctegipu (presidente do
conselho e ministro de ostrangeiros):
Estou explicando os factos, conforme mo
parece mais rasoavel, e o nobre deputado
ja me averba do suspeito. E' verdade
que nunca fui amigo das tarifas especiaos.
Continuando na minha argmnentago,
direi quo o augmento da rendas das al-
fandegas pode provir do ciusas outras qui
nao a dminuigo do contrabando em vir-
tude da tarifa especial. Vou dar, nao uma
prova, porqua a prova precisa ser docu-
mentada, mas uma razo pela qual parece
que a tarifa especial nao fez diminuir o
contrabando, ou, sa o fez, nao acabou com
elle.
O Sr. Joaquim Pedro: Eu uo avan
cai isso, disse quo dimnaram intensamen-
te. Para provar abi est&o as rendas das
alfandegas.
O Sr. Baro de Cotegipo (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros) :
Sobre a renda das alfandegas eu acabo
de assignalar uma causa q e podia ser de-
terminante do sau augmento; nao digo
que fosse, porque seria preciso conbecer a
qualidade e quantidade dos gneros im-
portados, para avangar categricamente
aquella proposigo.
Um Sr. Deputado : A revolugo da
II 'publica Oriental poderia tar augmentado
essa renda.
O Sr. Baro de Cotegipa (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros):
E' verdade, poderia ter augmentado a ren-
da por essa causa. Mas tenho mais uma
considerago a fazer.
Por motivo da invaso da epidemia do
cholera-raorbus no Estado Oriental, esta-
belecemos um cordo sanitario, mal sus
tentado, porque a existensa fronteira da
provincia nao podia ser completamente de-
fendida pala pequea forga alli estacionada.
Pois bem. Augmentou a renda de todas
as alfandegas, excepgo da de Uruguaya
na, cajo porto ficou fechada.
A Alfaudega de Porto-Alegre e a do Rio
Grande do Sul tiverara augmento em suas
rendas.
O Sr. Joaquim Pedro: A do Pelotas
tambem.
O Sr. Baro de Cotegipa (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros):
De onde proveio esse augmento de re ida,
a nao ser da difficultade de transpor-se a
fronteira ?
O Sr. Joaquim Pedro: Apoiado.
O Sr. Baro de Cotegipa (presidente do
conselho e ministro da ostrangeiros) :
Portanto, uma prova da que o contra
bando se fazia, apesar da tarifa especial.
O Sr. Theodoro da Silva : Indirecta,
mas concludente.
O Sr Baro de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estraDgairos) :
E' iniispensavel haver accordo entre os
dous paizes.
E' verdade que queixam-se de que do
Brazil tambem se faz contrabando, para
territorio oriental. A ser exacto, razo do
mais para que es dous governos se enten-
dam.
Se quizessomos retaliar, bastara decre-
tar qua os gneros quo_ entrassem ni bar-
ra do Rio Grande, destinados ao Estado
xando a policia trabalhar por seu lado, an-
dando a, mas sera pedir o auxilio della.
. Ap pro vado conclu o Maximiliano.
A's duas horas Maximiliano e Darmailly
foram prefeitura.
Eoto ? interrompeu Juliano.
Ento, responder.ni lhe, demos bUs-
ca em todo o bairro indicado S os nossos
borneas voltaro de mos abanando.
Darmailly nao pode reprimir um gesto
de descontentamente.
O chefe da segranca deu se pressa em
tornar:
Mas nao ha motivo para desesperar.
Continuamos as nossas pesquizas.
Juliano e Maximiliano tomavam os cha-
peos para sabir.
Nesse momento eatrou na sala um
agente.
Ahi est, disse elle, um hornero que
quer lhe fallar inmediatamente.
Que homem ? Quo quer elle ?
Diz que sobre o negocio desta ma-
nh, e que o senhor estimar fallar-lhe.
Ah 1 nesse caso, mande entrar j.
Elle disse o nome ?
Sim, senhor. Ctnma-ae Ned Hobsoo.
Maximiliano conteve uma exelamago.
Darmailly fez Ib-uro sig lal rpido que o
policial nao percebcu.
Mas a exelamago ecspou-lhe ao ver u
recem-chegado.
Tinham annunciado Ned Hobson.
Foi Jobn Harlett quem appareceu.
Por seu lado, o yankae, em presenga do
seu adversario quiz, instintivamente, re-
cuar.
O chefe da seguranga sorprenden esse
gesto duplo.
Conhece o Sr. Arband ? perguntou
elle a Ned, sem prembulo.
O americano langou a Maximiliano um
longo olhar em que este leu um pedido.
E ao uiesmo tempo Darmailly soprou-
lbe ao ouvido :
Deixe-o fallar. Vamos ver.
O policial repetio a porgunta.
Conhego, respondeu resolutamente o
bandido.
Muito bam. Elle pjder certificar
m suas palavras. Quem o senhor ?
Chamo me Ned Hobsoo ; bou o re-
presentante do banqueiro L wis Jubb, di
Sydney.
Ah 1 Liwis Jubb 1 disse 0 chefe da
seguranga, ou Jos Laronza, ou mesmo
Stephan Rouval.
Ned hesitou um momento, depois accres-
centou :
At hontero noite eu igoorava que
Stephan Rouval fosse o masmo^horoero que
Orientil, transitassem livrcrnonte ; mas
isso nao digno de uro governo serio.
O Sr. Andrade Figueira : O que con-
vem iguallar a tarifa e estabelecir fiseja-
lisago na fronteira.
O Sr. Joaqun Pedro: Rigorosa fis-
calisigo.
O Sr. Baro do Cotegipa (pres dente do
conselho o ministro do estrangeiros) :
Tern-se erapregado diversos meios de fis
calisago, todos niffsazes. Concedeu se
ao apprehonsor toda a roportincia do con
trabando.
O que aconteceu? Ou armavaro-se in
dividuos, e a pretexto da apprehender
contrabandos, roraticavaro toda a sorte de
violencias, ou elles proprios, a pretexto de
apprcbenso, eotandiam sa com os contra-
bandistas, e o negocio se fazia mais fcil-
mente, e melhor para elles. (Aparte.)
Quem estuda a historia fiaanecira de
qualquer p3z v que o contrabando um
Protheu.
Nunca foram to numerosos os contra-
bandistas coroo no tempo em qua eram en-
forcados.
At o bello sexo ptesta-se a passar con-
trabando, prin:ipalmoata com as modas
actuaes. (Risos.)
O sapateiro cava o salto do botiro, para
esconder johs; eratiin, acaba de todo com
o contrabando impossivel.
S9 alguara descobrir uro meio (a nao
ser a extinego da todos os inpostos de
importago na provincia do Rio Grande do
Sul) paca evitar o contrabando, que se faz
pela Banda Oriental, eu aceitarci.
O Sr. Joaquim Pedro : E o mais pre
judie .do n'isso o governo.
O Sr. Baro de Categipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros) : A
nago, da certo.
O Sr. Joaquim Pedro : A nago.
O Sr. Baro de Categipe (presidenta do
conselho e ministro de estrangeiros) :
J tenho abusado (nao apoiados), por tal
forma, da bondade do3 nobres deputa*
dos... (nao apoiados) nao tormula ora-
toria, conviego minba; ha tanto taropo
que estou fallando, pego aos nobres depu-
tados...
O Sr. Joaquim Pedro: Nos o estamos
ouvindo com muita attengo.
O Sr. Baro de Cotegipe (preaidante do
conselho e miuistro de estrangeiros):
.. ,e ao nobre deputado por Minas-Ge raes
desculpa, sa nao pude tomar em conside-
rago uma ou outra pergunta ou informa-
gao pedida, porque nao s por cansago,
tambem por falta de memoria: pego des-
culpa, porque desejo em todos os negocios
dizer tudo quanto s i e tudo quanto pens
e assim, cumprindo um dever, fico bem
com minha conaciencia- (Muito bem, muito
bem.)
HTTERATllM
o banqueiro L wis Jubb. Quanto a La-
ronza nq o conhego.
Darmailly approximou-se de Arband :
Estou vendo o jogo do tratante. Quer
salvar se s. Teremos tempo de o desmen-
tir e de o fazer contradizer-se. Por em-
quanto urgente Babermoa com que fim
elle veio c.
O chefe* da seguranga voltou se para o
lado de Arband.
Racobece a exactido das palavras
deste homem ? Chama-se realmente Ned
Hobsoo t
Maximiliano deu urna ros posta ambigua.
Creio que sim e o admitto at prova
em contrario, a menos que tenha outro no-
mo.
O americano fitou com persistencia o jo-
ven doator. Supplicava.
O policial continuou :
Ha muito tempo que est em Pariz t
Sim, respondeu evasivamente, o yan
kee.
E que vem dizer justiga ?
Isto : tenho que viagar-me de Lewis
Jubb, que esta noite apunhalou Clanos e
Pacheco, com cuja filha eu devia casar.
Juliano tocou o cotovello de Maximilia-
no.
- Eis a explicago do enigma. Esso
homem vinga-se. Deixemol-o proseguir.
Continuou o interrogatorio provisorio.
De modo que o senhor quer intornar
e auxiliar a justiga.
At onde pudor, sim, senhor.
E o que pede em troca ?
Pouea cousa: o direito de ficar livre
para nxercer a minha vinganga.
A ultivez dessa resposta pareceu irapres-
sionar o policial.
Eis ahi um pedido a que eu por mim
nao posso responder. Vou Aprescntal-o aos
magistrados ; e como o senhor veio espon-
tneamente por-sa disposigo da justiga,
nao achara rno esperar aqu mesmo a res-
posta.
Sahio deixando o americano com os dous
mogos.
Ned adianton-se um passo e dirigindo-se
a Maximiliano :
Pego lhe que esquaga, por emquanto,
o que so passou ero outra poca. Demais,
o odio que lhe tinha desappareoeu na da
em que soube qua o senhor amava a me-
nina d'Isaao. Pego-lhe que nao impega
que eu procure Carmen.
Nesse momento voltou o ehefe da segu-
ranga.
Ned Hobsoo, disse elle, como veio
por se disposico da justiga, vai ser ou-
vido j pelos magistrados competentes.
Queira aoompanbar-me.
chopenhauer
{Commercio de Portugal)
Francfort vai erguer uma estatua
Schopenhauer.
O mannore e o bronze servem para fal-
lar ao coragSo das .multidoes ; ao cogitar
dos hoffeos que peaaaro, falla a obra que
fica do pensador.
E j que, para afervorar o culto das
raassas quo nao lm, necessario uma
cousa que lhes falle aos sentidos, uma por-
go de materia que symbolise o objeoto
dessa culto que Ibes pedimos, eu acho jus-
to que a cidade de Francfort eleve a esta-
tua do original e siogalarissimo phyloso-
pho como tents, ao lado das de Goethe e
Luiz Boeroe.
E acho, anda, justo que os homens de
todos os paizes e de todas as relig<3as, que
comprehendem o'alcance da vida cvica
para que todos somos chamados, confrac-
O policial compriroentou os dous ami-
gos que sahram.
XVIII
Mais dous das passaram para elles, na
mais desoladora incerteza.
O prosesso comegou o seu curso lento e
metbodico.
Era preciso que se resignassem a espe-
rar.
No terceiro dia, porm, occorreu um fac-
to que reaoimou a vigilancia dos tres ami-
bos.
Pouliguen, que tinha ido passear para
os lados de Poiot-du-Jour, voltou e foi di-
reito a Joo de Treguern.
Parece-me, Sr. capito, dase ello,
que aqu est uma cousa que pode ter al-
guma sigaificago.
E tirou do bolso um objecto asss volu-
moso, que comegou a desdobrar. Era
ama mantilha de renda, uma mantilha hes-
paohola.
Arband a reconheceu a primera vista.
Tinha-a visto muitas vezes na cabega
de Carmen.
Onde achaste isso ? perguotou o te-
nente.
A' margem do Sana, a duzentos pas-
aos do viaducto. Estava presa a uro pao,
mergulhado na agua.
Ah I ex -laoiou Maximiliano, nSo ha
mais duvida. Rouval assassinou a filha de-
pois de assassinar o pai.
Darmailly abaoou a cabega :
Nao ba certeza disso. Talvez seja
esse um meio de nos desviar da pista. Rou
val um tratante muito ardiloso.
Nesse momento a criada aonunciou :
O Sr. Ned Hobson desoja fallar com
os Benhores.
Houva un movimento entre os assisten-
tes.
Os quatro homens consultaran!-se com o
olbar.
Mande entrar, ordenou o dontor.
O yankae foi introduzi Jo.
Est solt ? perguntou Juliano.
Sim. Recusei fallar em outraa con-
digSea.
Bam. E que dos traz ?
O meio de descobrir Laronza.
Esse meio serio e pratico ?
Os Benhores diro.
Elles calaram-se, ouviram com avidez.
Ned, ento cootou-lbes o que tioba visto
no palacete da avenida Wagran, coroo Rou-
val tinha tomado a dianteira, encarregao-
do o, sob pretexto Je passaportes, que
eram inuteis, de ir buscar papis indispon-
siveis.
tern.isero, no interese de concorrer, moral-
menta e materialmente, para o levanta-
miento do pedestal, era que oa allame
quarem colocar o busto do phlosopho qu
o grande romancista de Weimar charaava
o maior homem da nago d'alm Rbeno.
Joaon Frosina Schopenhauer, pintora 8
roraani3t3, foi a m e, portanto, pro-
vavel que educadora da Arthur Sbopa-
nhauer, que nasceu em 1788. '
O futuro pensador cursou algumas dis- '
ciplinas literarias e s.-ientificas, e viajou,
depois de so doutorar em Ien*, ate que,
ero 1831, se foi estabalecr rem Francfort,
onde morreu em 1860.
O seu systama philosophico parte de
Kant, que elle consideraba como mestre,
e despresando as reformas taitas no criti- '
cismo do sabio de Kce ligsbery pelos seu
su.:cessores Fichte. Schelling e Ilegel,
fundamento o na descoberta que julga ter
feito de um facto primordial, productor de
todas as formas da actividade do mundo
phisico e do inundo social, e que a von-
tade.
Este fa.to primordial, origem de todo*
os phenomenos, desde a actividade intel-
lectual at ao flux o refluxo das mares,
a substancia, a cousa em ti do systema de
Manuel Kant.
A sua moral, fonte principal da saa ce-
lebridade, toda asctica 'e levada at ao
stoicismo ; o sacrificio, a abjurago-de tudo
que pode ser uma aspiragSo ou um dese-
jo, a anniquillago do sentimento,. sao a
perfeigo moral.
Schopenhauer um pessimsta ; lia na
sua philosophia uro lugar para todas a
dores maraes. ,
Na Imitoicao de Christo, do.rayatico e
asctico Kampis, essa poema de amor e
luz, qua tem atravessado os scalos para
ir leva-, ao palacio e ao pardieiro, o par-
tome santo da'resignaglo, ha lagrimas, ma
ha consolos ; o meu corago cora i que se
balanga voluptuosamente em magos con-
fortos e deixa se le?ar, esquecido do sot-
frer que lhe anda congenito, o cerebro en-
hvado n'uma profunda meditago, at ao
completo esquecimento das anas dores, ao
voltear daquellas folbas.
Sao os dou3 livros a quem devo mais
coufortos e que sempre tenho lido embe-
vecido n'uai vago abstrabimentoa Bi-
blia, que apezir das suas muitas esterili-
dades, tem, nos choros e cnticos imprea-
sos as suas paginas, remedio para muitos
males e essa grandiosa creago da idade
media, quo faz iembrar as gothicas cathe-
draes, a segunda Biblia, que se chama,
recordando a consagrago do martyrio que,
no cimo do Calvario, teve o phlosopho su-
blime, o louro Jess, ImitacSo de Jess-
Christo.
Da Biblia nao fallarei nos Proierbioa do
grande Salomo, nem nos Ptalmos do re
David, nem mesmo as parbolas de. S.
Paulo : s recoidarei aquella poema santo.
repassado do mysticismo mais ferventer
aquello livro inegavel que narra a dea-
venturas de Job.
O livro de Kempis, producto lgico do
alteroso latejar do ultimo periodo da escho-
lastica, um marmore de Carrara, cober-
to de p-srfumosa royrra que o fogo do sof-
fri ment iucendiou. Vem o vento da crian-
ga, um vento suave que vem do norte, e
pega das nuvens de odorfero fumo e le-
va-as, como ao fumo dos sacrideios das re-
ligues pagas e do primitivo christianigmo,
para as infinitas regiSes azuladas, que te
chamam o co.
Reatemos ; na Im!taqcto de Christo e na
Biblia encontram-se dores, mis tambem se
encontra paliativo para ellas ; ms escrip-
tos de Schopenhauer, nao.
as paginas tristes dos seus livros ha
a m realidade, ha o soffrirnento desca-
bellado ; nao ha lenitivos. O phlosopho nao
acredita, e talvez tenha razo, na le das
compensares.
tContma)
Quo papis sao esses ? perguntou
Juliano. .
Os nicos necessarios, a saber, o ca-
derno de taloes que habilita va Laronza a
sacar cheques vista sobre as casas do*
correspondentes da casa Rouval.
Na sua precipitago elle o tinba esque-
cido.
E voc tem esse cadera de che-
ques ?
Tanho. Accreseento que, se nao sei
onde est Laronza, elle, pelo menos, sabe
onde poder encontrar-rae.
Esse lagar ?...
Hotel do Commercio, em Bolonba.
E suppoe que elle ir encontral-o la ?
Nao pode deixar de ir. E nada o
pode fazer desconfiar que tem em mim um
inimigo mortal.
E' muito justo, pronunciou Darmailly,
que vio logo o partido que podia tirar des-
sa odio selvagem.
Ente, para mais e exasperar, fing
acreditar na morte de Carmen.
Logo s primeiras palavras o pirata o .
interrompeu.
O seu rosto estava deoomposto, rangia
os dentea.
Ah 1 rugi elle, o senhor tem certe-
za dessa desgraga terrivel ?
I Infelizmente, ha toda a raza? para
crl-o.
As pro vas ? Tem as pro vas disso ?
Juliano f- z signal a Pouliguen, que ex-
plicla o seu achado, sem accrescentar ne-
nburo commentario, o que deu narragio
cor mais viva de verdade.
Ao mesmo tempo, o advogado mostrea %
mantilha a Ned.
Era a mesma que Carmen tinha posto na
cabega quando sahio do palacete pelo bra-
go dos dous horneas.
O desespero do bandido tornou-ee me-
donho.
Cabio em uma poltrona e con a cabecsj
entre as mos, solugou com espasmos con*
vulsivos.
Carmen I gemeu elle, minba Car-
men Morta I... morta I...
Os quatro amigos o olhavam, tomado*
de uma msela de sentimentos contrario*,
em que, entretanto, dominava a comps-
xo.
(Continuar te ha).
1
t


5


i
4
H
/
Typ. do Diario ra Duqae de Carias .
OD
bsbH


Full Text
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