Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17496


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Full Text
)

iflIO LII JIOJIfiJt IIB4
PARA A CAPITAL E Li:fiARK OWI>E NAO *E PAA PORTE
Por tres mezea sdiantadoa............... ^#0
Por seis ditos dem.......... ...... li^OCK
Por am anno idem................. 23000-
Cada numero avulso, do mesmo dia............ H-^
DIARIO DE
SABEADO 13 DE AGOSTO .S 1881
PARA DEITRO E PORA RA PROVUCIA
Por seis meaes adiantados.............
Por nove ditos idem................
Por um anno idem................
Cada numero avnlso, de das anteriores..........
13J50G
20,5000
270GOC
(5100
^
NAMBUGO
Proprittad* U JRmod itfiudra i>* i*ria 4 Styos
Os Sr.i. Aaldde arlase t C
e Pars, si os unamos agentes
exclusivos de aanuaeios e pn-
bllcacdes na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMMAS
wm mwvm es subid
RIO DE JANEIRO, 12 de Agosto, s i
horas e 20 minutos da tarde. (Recebido
s 5 horas e 40 minutos, pela liaha ter-
restre).
Fol numeado inspector de roloni-
Maro em Peraambaco o lr. Jom
Ouorlo de Cerqaelra.
Ka Cantara don Deputado*. entran-
do em diacutt*o o projecto qae
altera a le eleltoral na parte rela-
tiva a elelro do depatadon pro-
vlarlar. o Dr. Pedro Beltro pro-
iiiiiciuii am dlacarxo. combatendo
o ayMtema do voto Incompleto^ con-
signado no projecto.
O ministro da ju tica responden
a ama Interpellacao. fundamentada
pelo depufado Antones Maclel acer-
ca da pronlblco dos meetimqs.
-?.OT50 2A A9B&U 2V4S
RIO DE JANEIRO, 12 de Agosto, s
6 horas.
Em resposta a urna interpellacao
na Cmara dos Iepatados o Eim. Sr
ministro da Jastica llenaron que o
goterno de ve lomar todas as preean-
caes afina de prevenir desordena.
Os debates forana multo animados.
sendo a dlscussfio transferida para
a es'sa* de anaanb.
BUENOS AYRES, 12 de Agosto.
O Sr. Garmendia ebefeda comal-
eao de limites argentina, teleajra-
pbou ao ministro dos negocios e-
trangetrow declarando acbar-se de
commum accordo con a commlsso
de limites brazileira.
BADE, 12 de Agosto.
O estado de sade de S. M. o Impe-
rador D. Pedro II. melborou rpida-
mente
S. M. tem recebido visitas de mal-
tos brazileiros.
WIDDIN, 12 de Agosto.
Acaba de ebegar aqu S. A. o prin-
cipe Fuando de Cobourg tiotna.
Agen-ii- Havati, tilial em Pernambuoo,
12 de Agosto de 138T.
E-lio ; a vea poita que, recebando o singue das
vea do baco, do paocreeas, doestemag e dos
intestinos, entra no figadoe no tecido d'elle so ra
mifica, comportando-s.', como se fora umu arteria ;
-a vea cava inferior que eoidux pira o coracao
o singue venoso proveniente da metade infra-dia-
pbargmatica do corpo, passa n'um euleo aberto
no bordo posterior do figado, e recebe n'esse ponto
as veas sub hepticas as quaes recebem o saugue
dos capillares. que sao as ultimas ramiticaedea da
veia porte ; a arterio h-jp.it.ca que se ramifica na
eapessura do tecido do figado e destinada nu
trfai deste ; a vescula do tel ou vesicular biliar
reservatorio membranoso e piriforme, com a sua
grossa extremidade dirigida pata debute, para a
direita e para baixo, e o seo vrtice para tras,
para cima e para a esquerdan'ella) se aecumo
la a bilis segregada no figado para ser depois lan-
cada no duodeno : o canal eystico, extremidade su
perior e terminal da vescula do fel, que, reunindo-
se ao canal hepticocollector do canalculos ex-
cretores do tecido glanduloso do figado torara o
canal choledoco, o qual se abre no doudeno, junto
da abertura do ducto pancretico.
O bordo anterior do figado delgado, convexo,
chautradoem dous pontos, e est spplicado de en-
contr peripheria da base do peito.
O bordo posterior muito esp aso, maii aiuda
do lado direito do qae do esquerdo, e est preso ao
diapbragma pelo ligamento coronario, que urna
prega d> peritoneo. Apresenta o sulco, a que j
nos referimos, u em que se aloja a veia cava in-
ferior.
A extremidade do lado direito delgada ante-
riormente e espessa na parte porterior. Est si-
tuada no bvpochondrio direito.
A extremidade do lado esquerdo tem volante va-
riavel, extende se por sobre a parte superior e an-
terior do estomago, s vezes ata ao bvpochondrio
esquerdo.
Quande a bilis segregada se tem acumulado
nos canalculos excretores hepticos, corre para
fora do figado pelo canal excretor commum, on
canal heptico. Cbegada a este canal, pode se-
guir um de dous caminhos : ou derramar-se im-
mediatamente no intestino pelo canal choledoco,
ou atravessar o canal eyatco e ir depositar-se na
vescula do tel.
Este ultimo cauoinho o que ella segu no n-
tervallo das digeatoes ; o orificio do Canal choledo-
co est ento contrahido e apenas deixa paasar
para o intestino algumas gottas de bilis em cada
minuto. O excesso do liquido segregado aecumu-
la se nesse canal e no heptico ; e propor-
cio que este se enehe vai o me.'mo liguido subiodo
no canal eystico (porque este e o hepetico, com a
direccao dos dous ramea de um V, terminam ambos
inferiormente no canal choledoco, e desta dispoii-
c3o resulta am systema de vasos, conh-cido em
pbysica pelo nome de vasos communicantes), e do
canal eystico passa para a vescula.
No periodo da digesto, h bilis accumulada na
vescula, e tendo ficado mais densa pela sua demo-
ra neste reservatoro, expellida pela coutraceao
da mesma vescula, pela dos canaes eystico e he-
paco, e provavelmente tambem pela compresso
que o estomago, ebeio de alimentos, exercesobre o
outros orgos contidos no veotre. Prova que as
coisas assim acontecen o tacto de terem os animaes
morios durante o periodo de vacnidadedo estoma-
go, a vescula cheia de bilis, emquanto pelo c traiio a apreaentam quaai vaiia quauda morcan.
dorante o trabalbo da digesto.
Segando as experiencias da pbyaiologia moder-
na, o figado naj tem smente por funecao segre-
gar a bilis ; serve tambem para transformar em
assucar alguna productos da digestSo intestinal.
Foi antor deste descobrimento o celebre pbysio-
logista francas Claudio Bernad.
Secrecao pancretica. Pncreas.O sueco pan-
cretico, que j estudamos qnando tratamos da
digesto, e segregada por urna glndula chamada
pncreas.
Esta glndula, situada entre o estomago e a co-
lumna vertebral e all extendida trasversalmente
formada per um tecido que tem a maior analog a
com o das glndulas salivares. Esa tecido do
cor branca e acimentada, e constituido por gran-
nulaces reunidas em lbulos distioctos, o que d
ao orgaoa forma de cacho. Djs diferentes loba
los oascem as radculas de um ducto excretor que,
como o do figado, vai abrir-ae no duodeno
(Continua)
Ao Sr. Jos Jo Livramenro, cnsul da Aus-
tria Hungra e encarregado interino do consulado
da Dinamarca. Accuso recebido o ofB:> d 25
do corrente em.que o Sr. Jos do Livramento, cn-
sul da Austria^Huogra e encarregado int uo do
consulado da Uinaunrca, me particp iqm tendo
de retirar-se por alguns das para o interior da
provincia, por motivo de molestia, fiear na sua
ausencia incumbido d-is respectivas funcco.is o res-
pectivo chanceller o Sr. J^s Sapinte.
Em i esposta, declaro ao Sr. Jos do Livramento
que tico inteirado de semelbante oceurreucia, da
qual passo a dar sji'iic-a s tats^oes competentes.
lien vo ao Sr. Jos do Livramento os protestos
de uiinha estima e consideraba.). Fisv-ram-se as
devidas commnnicacoes.
Ao engecheiro encarregado das obras mili-
tares. Para cumprimento do aviso do Ministerio
da Guarn, di 18 do correte, sirva-se V. 8. da aiaapi pa
examinar, com urgencia, os al >j imentos e mais de-
que se ach em concurso pelo praso de 6'l diaf" a
o oftieio de eacriv do geral e
termo creado pela le provin-
dc Abr.l de 1886 ; disposic3o
contar desta d*
tabelliSo do r
cisl n. 1868
citada
L art. 1- I Bcrtado o municipio o termo de
Nofsa ?enhor^HrO' do Altinho, o qual se com
pora da fn.'euStV daquelie nome e do 2 dstricto
d^ pas do Bebsdoaro.
5 u'lijo. O referido termo ter um t tabellio
e um partidor qw pre^ncher as funecoes da con-
tador.
t'ortanto, convido a todos que pretenderen) o
mesaio'ifHco apresentarem a este juiso dentro
do referido praso oa seus requer montos instruidos,
de ccncrmid 'de Cgm o decreto n. 9120 de 28 de
Abril de 168"). e .do.
E-p-'.i-i qas cv-' ao conheci aento do todos
. asar iKiWillslred(t yi-, depeis da as-
sijjnado ser afExido no lagar mais publico danueHe
pendincias da fortaleta dos Remedios, no presidio termp extrahiudo-se urna copia para ser remettida
jarte ornci
MSTRUCCiO POPULAR
PHYiOLOGli HUMANA
(Extrahido)
OA BIBLIOTHKCA DO POVO E DAS ESCOLAS
PRIMEIRA PARTE
Fl'MCES DE >t TIC4-
SECEECOI9
(Continaselo)
Este orgio impar, n2o symetrco, de forma ir-
regular, situado na parte direita superior do abdo-
men, isto, ao hypochondrio direito. sea teci-
do denso, friavel, de cor escura e avermelhada,
e formado por um infinito numero de pequeas
eranuiasojs, as quaes terminam ramifieacoe de
vasos sanguneos, e das quaes emergen as rad.-
culaa dos duetos excretores da bilis. O figado
alongado transversalmente, achatado dcima para
baixo, muito espesso na parte posterior, delgado
anteriormente,e dividido em duas faces, dous
bordos e duas extremidades. Aa suas faces sao :
urna tnperior e ontra inferior.
A face superior convexa em toda a sua exten-
sio, inmediatamente sitala sob o diaphragma, e
dividida por nma dobra do peritonu (chamad*
ligamento suspensor do figado) eui duas partes
desiguaes, das quaes urna se chama lobo direito ou
Srande lobo e a outra. muito menos volumoss, e
nominada lobo esquerdo.
Na face interior ha a notar o seguate ia parte
a superficie que pertence ao lobo direito;a par-
te da superficie que pertence ao lobo esquerdo ;
o reg antera posterior on reg da veia umbilical ;
o reg transversal ou da veia porta, dirigido no
sentido do grande dimetro do figado, formando
ngulos rectos com o antecedente, e oceupaudo o
terco medio do orgie,as emiuencias portas (an-
terior e posterior), eminencias de forma irregular-
mente triangular da qnaes urna, a qne est para
deante do reg transversal, e representada na
parte inferior da nossa figura, menas volnmosa
e te chama eminencia porta anterior, e a outra, si-
tuada por traa do mesme reg e representada na
parte mais elevada da figura, i mais volumoss e
chama eminencia porta posterior ou lobo de Spi-
.o verno da Provincia
EXPEDIENTE DO DIA 21 DB JULUO O* 1887
Acto :
O preidente da provincia, attendendo ao qne
requereu Francisco de Paula de Souza Leo, e
tendo em vata a nspeccio medica a que toi sub-
meitdo e a informa,*/) do inspector do Thesouro
Provincial de 23 do eorrente, sob n. 746, resol ve
aposentai-o com os vencimentos a qae tiver direit >
no cargo de apootador de 2" elasse da Reparticao
de Obras Publicas.na forma do art. 2" da lei u.
276 de 7 de Abril de 1851 3 do art. 9 da lei n.
1884 de 30 de Abril ultimo, e art. 150 do regola-
ment de 20 de Junbo prximo passado.
O presidente da provincia tendo em vista a
representado do delegado do dstricto Iliterario
de Itapissuma, constante de cfficio de 8 de Junho
findo e a iuformacao prestada a respeito em 11 do
correte mea pelo inspector geral da lastrucy >
Publica, resolve reintegrar na cadeira mixta de
Pasmado aprofessorallalin Ferrer de Mello, que
dever aprosentar na secretaria desta presidencia
o seu titulo, afim de ser apostillado, fijando assim
sem efieito a portara de 27 de Maio ultimo na
parte em que a exonerou do cargo de professora
da referida cadeira.Fiaeram-se as devida com-
municacoes.
Offieos :
Ao presidente da provincia do Maranhao.
Rogo a V. Exc. que se digne providenciar no sen-
tido de ser u-aasmittida secretaria desta presi-
dencia a certido do processo do reo Felippe, ea-
cravo de D. Anua Carvalho Reis, o qual interpox
recurso de graca da pena de gales perpetuas, que
Ibe foi imposta pelo jury da capital deesa provin-
cia em 48 de exemoro de 1880.
A certioo de ve acompanhar informacio do jai*
da coudemnaco, de coufurmidade com o aviso-
circular do Miuisterio da Justica, n. 287 de 28
de Junho de 1865.
Ao Dr. cnefe de polica.Sirva-se V.8. de
informar-mo :
lo Quantos sentenciados definitivamente julg -
dos ou u; existen oa Casa de Detenciio e porque
motivo ali se acham e ordena ou requtsicio de
que autondaie.
2 Quaes os que, em virtude da sentenca, deve-
ro all cumprir pena.
3 Ou os quo j se achando em cumprimento
de pena no presidie de Fernando d'au vuiram e
porque motive. _
A* inspector da Thesonrana de Faaenda.
Transmuto a V. S., para os tins convenientes, o
uflkio, por copia, de 49 do eorrente me, em que o
juisde direito d* comarca de Flores Oeciara o
motivo porque nio reassumio o ex-rcicio de seu
cargo depois de concluida a iicenca com que se
nebava para tratar de ana sande.
Ao mesmo. Constando do Diario Oflicm,
de 19 do crrente, n. 199, qne a lo toi aroitruda
em 1:000*. peto Ministerio da Justica, a ajuda de
costo ao bach.rel Hovero Oooealves Pires, noj ea-
do inis muoicipal e de orpoios do termo de Catiiio
na provincia de (Joya, antorno V. 6. a mar dar
abonar sob respousabilidade d'esta presidenc i.
mesma ajuda de cueto ao dito hachare!, levand >-ae
opportnunm>.nte a despesa w> crdito qne teui de
ser concedido pelo Thesouro Nacional.
de Fernando de Noronha e rgauisar o orcamento
dos raparos necessanes mesma fortaleza.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Con
vm que Vme. convido o thesoureiro das loteras
extraordinarias da provincia entrar para esa
Thesouro, ao menos com a quantia de 5:275O0O
em bilhetei que existem era seu poder, conforme
consta do ofBcio de Vmc, n. 600, de 4 de Maio ul-
timo, da grande lotera de 4,000:000*, qne nao ex-
traluo, j que nao presta couta dos demais valores
em dinheiro da mesma lotera.
Ao Dr juia de direito da comarca de Goyan
na.Convm que Vmc providencio no sentido de
ser presentada na secretaria desta presidencia,
acompanhada de ntormaco do juis da coudemna-
co, a certido do projesso do reo Joo Lopes da
Silva, qae interpo recurso de graca da pena de
14 annos de priso simples, que lhe foi imposta
pelo jury do termo de Goyanna, em ses&3o do 15
de Junho de 1878
Ao Dr. juz de direito da comarca do Bonito.
Recommendo a Vmc. que providencie para quo
seja ministrada a certido do processo do reo Ma-
noel Jos de liveira, que nterpos recurso de gra-
ca da pena de 14 annoa de priao simples, que lhe
fol imposta em 31 de Agosto de 1836, pelo jury do
termo do Bonito.
Convm que a referida certido acompanbe in-
formaco do jui da condemnaco, ou de quem o
eubstiuio no cargo, confirme preceitua o aviso-
circular do Ministerio da Justica, n.287, de 28 de
Junho do 1865 e o de 22 de Outubro de 1886.
Ao Io promotor publico da capital.Detlaro
a Vmc, em resposta ao seu efficio de 25 do eoi-
rente, que se essa promotoria reconhece ser o te
nente-coronel Francisco Goncalves Torres, na
qualdade de thesoureiro das 1 iteria extraordi-
narias da provincia, nomcado pelo governo, titu-
lido e at vitalicio, empregado publico, de ve pro-
mover contra elle a aeco criminal que no caso
couber, tendo em vista e acto da admiUistraclo
de 25 de Junho ultimo.
A deutrina dos considerandos do habeas-corpus
concedido quol! tuneciooario pelo T.-ibunal da
Relaco servia somente de fundamento para o ic-
cordo do 27 de Maio, obstando o Thesosa Pro-
vincial a requerer nova pnsio administrativa do
thesoureiro pelo desfalque da grande lotera, o
qnil hoje se verifica' elevar-se quantia do.....
457:997*840 compreheulendo bilhctes de loteras
em seu poder e oatroa valores de que tambem
nao quer dar contas ; mas nao "te= o Jeito de
transformar em lei, nena estabelecer como doutri-
trina soberanamente julgada, que um thesoureiro
de loteras em iguaes condicoes, deixe de ser func-
cionario publico e que publico apenas se deva
considerar o dinheiro que se arracada para oc-
correr s despesas necessarias i existencia, do Es-
tado e que pelo contribuiote pago obrigatona-
mente e por forca do l;i pois nomo sabe Vmc.
nicamente pelo S-ipremo Tribunal de Justica, e
nos termos do decreto n. 6142 de 10 do Marco de
1876 podem ser tomados assentos que ficaro in-
corporados na ccllicco de leis e com execnco.
As leis e regulamentos relativos s loteras
provincaes continuam, portento, em vigor com
restricco apenas da priso administrativa do te-
nente-coronel Francisco Goa^alves Torres quanto
ao alcance primitivo que se encontra em suas
contas, vista da sentenca de habetis corpas e
nao dos respective considerando.
Portaras :
O Sr. gerente da Companhia Pernambuca-
na de Navegaco mande conceder pa*sagem de
r, at Aracaj, a Joo Baptista de 01 i ve ira, por
coDta das gratuitas a que o governo tem direito.
O Sr. sopvnntendente da estrada de ferro
do Recife ao S Francisco faca transportar at
Palmares, em carro de 3 elasse, poi conta do
Ministerio da Guerra, o ex-cabo de esquadra do
7 batalho de intantaria, Francisco Pereira da
Silva, que obteve baixa do servico na corte a 17
do corrate mes, seguudo cenata d'i otficio do bri
gadeiro commaudante das armas, de hoje datado,
sob n. 387.
Ao referido ex cabo acompanha sua mulher
Theodora Mara da Conc;ici> e seus filbos Joo
de 14 auno de idade, Francisca de 3 annas e
Francisca Bertha de 2 annos.Commooicou-se ao
brigadeiro commandante das arma.
riPEDIEKTK DO CB SECBET1RI0
OfilOS :
Ao brigadeiro commandante das armas.
De ordem do Exm. 8r. presidente da provincia
declaro a V. xc, para seu conbecimento, que ao
Ministerio da Guerra enbmettido o assumpto
constante do i fclo de V. Exc, n. 381, de 21 do
eorrente, relativamente aos concert precisos na
fortaleza do Brum.
Ao agente da Companhia Braileira de Na-
vegaco. De ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia accuso o recebimento do oficio em que
V. Etc. participa que o vapo' Pernambuco chegou
dos portos do snl hoje, s 6 horas da maob e se-
guir para os do norte amanh, 5 horas da
tarde.
Ao gerente da Companhia Pernambucana de
Navegacao De ordem de S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia accuso o recebimento do ofB-
cio de bontem, no qual V. S. participa que o va-
por GioMi' seguir para Tamandar e Rio For-
inoso au amanhecer de 30 do eorrente.
Ao D. jui do direito do 2* dstricto crimi-
nal da comarca do Recife. O Exm. Hr. presiden-
te da provincia manda transmittir a V. S. para
os fin convenientes a copia inclusa do officio que
expedio boje ao juis substituto do 1* dstricto cri-
minal do Recife a respeito da vinda ao Recite da
seuteociados do presid de Fernando de Noronha.
Iguaes aos demais juizts de direito o subs-
titutos da capital.
Ao secretarlo da cmara municipal do Reci-
fe.De ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia traotmitto a V. S.em resposta ao sen cilicio
n. 668, de 25 do eorrente, 14 exemplares iropres-
bos das leis deste anno. ,
Por esta secretaria se faz publico, deconformi-
dde com o art. 157, no r.gulment annexo ao
decreto o, 9420, de 28 de Abril de 1885, o edital
abaixo transcripto pondo em concorso o cffijio da
esenvo do geral e tabellio do teimo do Alti-
nuo.
O secretario
Pedro Francisco Corroa de Oliveira
io Exm. presidente da provincia, afim de ordenar
a sua'publicaco pela imprensa na forma da lei.
Caruar 10 u Julho de 1887,
Eu, Francisco de Paula Bezerra Cavalcante,
escrivo que oeserevi. Barros Correia.
Conforme com o original me reporto e dou f.
Cidade de Caruar 10 do Junho de 1887.
Eu, Francisco de Paulo Bjzerra Cavalcante, es-
crivo que o escrevi.
Certifico que afiixei por ordem do Sr. jai muni-
cipal de Garnar o edital constante da copia retro,
na casa da cmara desta villa do Attnho. .
O referido verdad e dou f.
AUlnho, 10 de Junho de 1887.-0 offi:ial de
Justina, servinde de porteiro, Francisco Correia da
Silva.
XFEDIEXTK DO DI 28 DE JOT.HO DE 1887
Aoos:
O presi.lente da provincia, resolve exonerar
de delego, lo do dstricto litterari) de Boa Viagem
o nomear para substitu! o o bachirel Fulgencio
Iufaste Jl- Albuquerque Mello. Remetteu-so o ti-
tulofo inspector geral da Instrocso Publica.
' O presidente da provincia attendendo ao que
reqaereu Mara Cavalcante de Albuquerque Rocha
prflf s ira da cad-ira de ensino primario de G >yan,
na,-ettndo em vistas informaeo n. 189 de 15 do
eorrente, da inspectora geral da Iostrncco Pu
O tenente coronel Brasiliano de Barro Correia,
jui municipal upplente em exercicio p'eno dras
cidade de Caruai e en termo por Sua Mages-
tada o imperador que Dens guarde etc.
Tendo sido creado por acto do presidente di
provincia de 4 de Abril do anno fluente foro civil .mplese mulla le O > ao v.ior
no termo do Altinho, o qual j se echeinaullado, {^^P0J^t^^y^^elt
usando da attribuicao qne lhe eonfere o art. LOU
g 1 do regnlameato u. 9450 de 28 de Abril de
1885 fas saber ms que o presente edital rirem
soive conceder a peticionaria 2 mese de
com ordnalo para tratar de sua saude
ie convier.
residente da provincia attendendo ao que
requnjn *3amilla do Odrmo Torres, professora de
cusma)primario da escola mixta da Emberleira,
teudo em vista a iuformacao n. 192 de 20 do Cor-
renteimez do inspector gersl da Iostruccio Publica
e o attestado medico que exhibi, resolve conceder
peticionara 3 jmeses de lieenc, conl venci-
mentos na formada lei, para tratar de*UHIie,
O presidente dp provincia de conWedndad':
com a propista do administrador dos corre* em
officip de 23 do correte, sob n. 510. reblve, nos
termes da toi n. 27 44 de 20 de Outubro-de 1877,
nomear Agostinho Joviaiano de S. Peiao* Bra
exercer o lug*r de ageote.do eojreio da povosco
de Qdipap, em substitu 'I a noel Marinho
do Naacimeuto Valois.Cimmnuicoa-ae ao' admi-
nistrador dos crrelos.
O presidente da provincia attendendo o que
requ^* o promotor publico da couoarp do Brejo
bacharel Trajano Alipio Temporal Jtf Mndnga,
resolve prorjira* por um mes com os vencimeotoe
a que livr direito, a lioenca que obteVeem'2 de
Junho fiado para tratar de sua saude.
Oficio :
Ao procurador da Corda, Soberana i Faaenda
Nacional..rva se V. Exc. emittir parecer sobre^
o aesumpto de que tratamos i fficos juntos em
original do juz de direito de Floreetaj e promo-
tores pblicos dessa comarca e da de Villa Bella.
Ao director interino da Faculdaded Direito
do Bectfs>Sirva-si> V. Exc. de infor.nar sobre o
aaaumpto do requerimento junto instruido de docu-
mentos em que e professor Dr. Antonio Joaquim
Je Barros Sobrinho impetra do governo o adian-
rameiito da quantia de que trata o art. 26 do de-
creto n. 1331A de 17 de Fevereiro de 1851 para
couBtitnieo de monte.pio.
Ao Dr. chefe de Polica.Sirva-se V. S. de
informarme do que constar sobre a local do,/or
nal do Kecijt de h-jo com o titulo Grande Vio-
lencia.
Ao inspector da Thesouraria de Faseuda.
Communico a V. S. para os fins convenientes, \ne
o hachare.I Argemro Martiniano da Cunha Gal-
o em 13 do eorrente mez, deixou o exercicio do
cargo de jui municipal e de orphos dos termos
reuuidoa de Iugazeira e 8. Jos do Egypto, por
ter completado o respectivo quatri-nmo.
Ao mesmo.Communico a V. S., para os
fins coarenientes, que o juis da direito interino di
camarn d Cnruar, bacharel Antonio Pedro da
Silva Marques, interrompeu, por motivo de moles-
tia, o exercicio de seu cargo em 13 de Juuho fin-
do, resjMumindo o em 18 do citado mes.
in mesino.Tendo em vista a informaeo
de V:*8. de 25 do correte, n. 471, autorso-o a
mandar pa^ar as inclusas contas na importauca
de 5#560. proveniente de diff-rentes artigos com-
prados polo almoxaritado de maruha para o con-
cert da bomba de incendios pertencente guarda
mora- da Alfandega.Cimmonicou-se ao inapc-
Cttf do Arsenal de Matinha.
__ Ao mesmo.Tendo em vista a informaeo
do V. 8. datada de 26 do corren-.e, n. 476, a-ito-
nso-o a mandar pagar a Felismina Augusta das
Navas, mi do ex-aprendis marinheiro, Roberto
PaoaUgo fallecido por occasio do naufragio do
pataubo Pirapama, a quantia de 1974500, rela-
tiva ao premio de alistanwoto vencimentos do
meso aprend.-
Pira os devidos fins, remetta^lhe dous documn-
teos c<>Btante8 da certido de baptsmo e copia do
termo So referido alistamento.
__ 4.0 mesmo.-DmVuIvo as relaces juntas na.
5g $3, 73, 128, 140 e 143, remettida pelo cblle
otor geral dos mumcipioa de Buique e Pedra, afim
de ge declarar a que municipio aertencem os es
cravoe matriculados sob os ns. 162, 180, 212, 213,
, 3db, 339, 370 e 371.
^_ Ao mesmo.-^Jirva-sa V. S., de exigir com
a ms.or brevidade d. collector grral do municipio
de Salgueiro o motiva porqua^ieoertou a declara
qAo de matricula da meuor Jovinu de 13 aanos
de idade, sob n. 3, enviando-me o documento em
qu fe baseou para tal aClb.
A mesmo.Remeti a V- S. a relacao n.
31, 8m de mandar preencher as lacuna que se
contram na declaraco dos valores dos escravos
atricnlado no municipio de .Taquaretinga, sob
55 67.
, Aomosmo.Remetto a V. S., a relaco n.
7zl/^sfim de mandar preencher as lacuoas que se
not^n oa declaraco dos \ alores ios escravos ma-
i,icuosdp. no municipio de Naaretb, sob ns.
,05le,053.
Ao meamo. A' visU do art. J- do ttegu-
lamento n. 9,517 de 14 Je Novembro da 1885, que
estalelece os valores mximos do matriculando,
airva-se V. ti. de mandar redusir o de 800* dado
aesBaumn da escrava M muela e Tnereaa de
34a$3l anno de idade, matriculadas uo munici-
-ol. Nasarettv ob n. 2,6?2 e 2,839.
-t Ao Dr. jui de direito do 2 dutricto cri-
minal da comarca do Recife. -R novo a requu.vo
fel em otficio de 11 de Novembro de 18tH>. no
sentido de ser minitrada a certido do proaeo
ro reo Joo Ramo Pesaos, que luterpo recurso
de graoa-da pena de 4 annos e 8 mese de pnsio
simples e multa Je 5 ( do valor furtado que lhe
fui i'nposia pelo jury dest capitaLese acha cum-
priodo ni Casa de Deteoco.
A.> Dr. clnfa. de pUcia aando Vmo. apietentar ao
meio din, de 30 do eorrente mez, duas pravas afim
da conduzirem para o termo de Pu d'Alho o reo
Antonio Jos da Hora, rrquisitado pelo respectivo
juiz municipal para responder all ao jury.Com-
mnnicou-se ao Dr. chcf-; de polica.
Ao director do Arsenal do Guerra'Mande
Vmc fornecer ao alfere3 do 2' hatalho de infan-
taria, Victoriano Lopoldino da Silva Costa, na
forma das dsposico-s em vigor, as perjas de far-
damenlo constantes do incluso pedido.Commu-
nicou se ao commandante das armas e Thesou-
raria de Fasenda.
Ao 1" teaiut" Ignacio Luiz de Azevedo Cos-
ta.Pelo officio da hoatem ob n. 1, fico inteiado
de haver Vmc. ussumid >, na mesma data, o com-
miudo interino da Escola de Aprendizes M-iri-
nheiros dcata provincia, para cuj i cargo foi no-
raead por aviso do mini ferio da marinba de 27
de Junho finioCommuaicou-sc Thesouraria
de Fazonda.
Ao engenheiro director daa Obras Publicas
Geracs.Convai que Vmc. faca organiar e apre
sentar a esta presidencia um orcamento dos repa-
ros de que carecem os propros nacionaea do pre-
sidio de Fernando de Noronha de que trata o aj
dante dessa directora na informaeo annexa por
copia ao seu officio do 5 d > eorrente mez, sob o.
38.
Ao director do presidio da Fernando de N;-
ronha.No interesse de fazer cessar reclamacoes
sobre a qnalidade dos gneros alimenticios e di-
versos artigos remettidoa para o almoxarifado des
se presidio, rocommendo a Vmc. a maior vigilan-
cia as preseripcoes regulamentarea,devendo el.es
ser all examinados immediatamente ao desembar-
que, para evitar det-rioracoes possiveis por qua'-
quer mu acondicisnamento entre a sabida de
bordo e o recolhimeuto ao almoxarifado
Nesta data dirijo me aos inspec'crea de Hygiene
e da Thesouraria de Fazenda, recommendando-lhea
toda regularidade no servio, i do exame e embar-
que dos gneros e artigos citados.
Assim fica respondido o seu officio de 18 de Maio
ultimo, sob n. 214. Remetteu-se copia aos inspec-
rores da Thesouraria de Fazenda e de Hygiene
Publica.
Ao Dr. inspector interino de Hygiene.Re-
commendo a Vmc. que, com urgencia remett
Cmara Municipal do Recite alguns tubos ou la-
minaa contendo lyoipha vacciniea.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Bea-
Viata Para exeeac do aviso, junto por copia,
de 20 de Desembro do anno finio, reitero reqni-
aiclo feta em.emeio de 16 de Fevereiro ultimo, no
aentido de ser por Vmc. remettrda Secretaria
desta presidencia a certido do processo de Jos
Dia dos Sautos, condemnado em 1863 pelo jury
do termo de Boa-Vista, 12 annos de priso com
trabalbo.
A referida certido deve ser acompanhada |de
mfcrmafo do juis da condemnafo, ou d'aqielle
qne o tiver substituido no cargo.
r A' Dr. juiz de direito da comarca de Naaa-
reth.Sirvarse Vmc. de intormar-me quaes os
sentenciados allniidos em seu otficio de 14 do cor-
rente, qne se acham definitivamente julgados e
mide devero cumprir as respectivas penas.
Portaras :
Para poder resolver sobre o asaumpto do ofa-
cio n. 50 da 28 de Junho fiado, convm que a
Cmara Municipal do Recife me transmuta o or-
qu-i for.-.m hontem recolbidos Casa de
Detenyao os seguintes individuos :
a' ordem do subdelegado da freguezia,
do Recifs, Macario Pereira Marcos o Jos
Joaquim Queiroz, como vagabundos e tur-
bulentos.
A' ordem do do Io dstricto de S. Jos,
Izidro, escravo do BirSo de Araripe, por
disturbios.
A' ordom do do 1 diatristo da Graga,
Joilo S oares da Fonseda, por ase de ar-
uas dafezts e rsiateaoia.
Ante-hontem i 5 horas para ss 6 da tar-
.d<', quando ebegara o treno ia etajto das
Cinco Fontas, m'omeatos depois fallecen um
homem cuj o nora3 83 ignora, e vinba or
mesmo trem, ati n de recolber-se ao hospi-
tal Pedro II.
O subdelegado daqnelle dstricto tomou
conhecimento do facto e projedeu nos ter-
mos da lei.
No dia 26 do mez de Julho ultimo, e
no lugar Queimadas de termo de Quipap,
o individuo de nomo Antonio Ferreira de
Lima, aaaassinm a Cleoientina Alves da
Suva. O criminoso foi preso em flagrante,
e contra elle se procedeu nos termos do
inquerito policial.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exc.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azeveio, muito
digno presidente da provincia.-O chefe
de polijia, Antonio Domingos Pinto. .
Thesouro Provincial
.JESPACHOS DO DIA 12 DE AGOSTO DE 1887
Damio Lima & C, Manoel Nunes da Fonieca
e Eduardo R. Gomea do Mello.Ao Contencioso
para cumprir o despacho da junta.
Arthur de Barros Falco de LicerdaCerti-
fique-ae. .
Coutas das Obras Publicas Examioem-se.
Lydio Purpurarlo Santiago de Oliveira, Manoel
de Mello Cabra), J. P. da Silva, Jos Marcelino
da Silva Braga, Dr. Jos Joaquim de ouza e F.
de Paula do Reg B*rros.=-Reg8tre-e facam-
se os asacntamentoa.
" Jos Pinto Osorio A Recebedor para st-
tender.
Laurindo Arcelino de VerasAo Sr. Dr. fical
para attender, nao havendo inconveniente.
Dr. Jos Hnorio B-zerra de Meneses e Fran-
ciaca Candida da Silva. -Eutregue se pela porta.
Eudoxia Peregrina, Moraea Braga & C, officio
do commandante do corpo de polica e Francisco
Isidoro Ribeiro deCarvalheIuforme o Sr. conta-
dor.
Joaquim Machado de Lima. A R-cebedoria
Provincia! para es devidos fina.
Antonio da Costa Ferreira. Escrpture-se a
divida.
Recebedorla Provincial
Marco ultimo.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande transportar gratuitamente com passagem
de pro i, at Penedo, no vapor que segu hoje para
os portos do =ul, o soldado do corpo de policia, Pe-
dro de Alcntara Muais Sobrinho, que conduaum
caixo contendo fardamento para o destacamento
de Tacarat
EJPKDIEMTE DO DR. 8ECBETABIO
Officio :
Ao brigadeiro commandante daa arma.
De ordem do Exm Sr. presidente da provincia
declaro a V. Exc. que, por despacho desta data,
toi autorisada a directora do Arsenal deGuerra
a satisfaxer o pedido annexe ao officio de V Ere,
de hoje, sob n. 388.
Ao inspector da Thesourai a de Fazenda.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda remet-
ter a V. S. de ordens do Thesouro Nacional de
ns. 84 e 8 a 91.
Ao secretario da Aasembla Legialativa Pro-
vincial. O Exm. Sr. presidente da provincia
manda transmittir a V. S. 40 exemplares impres-
aos da Falla qne dirigi a eaaa Aasembla no da
de aua inatallaco a 2 de Mirco ultimo.
Ao capito Jesuino Archanjo de Albuquer-
que Pimentel, commandante interino do 13 bata-
Iho de i .fautora do guarda nacional da comarca
da Victoria.O Exm. Sr. presidente da provincia
manda aecusar recebido o officio de 13 do corren
te, em qus V. S. participa haver assumido o com
maudo interino de 13 batalho de infuntara da
gnarda nacional deasa comarca.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 11 DS
AGOSTO DK 1887
Abaixo aasignadoa negociantes, agricultores e
artistas moradores na villa de Tacarat.Informe
o Sr. inspactor geral da Iustruccao Publica
Auna Senhonijh.i Monteiro Pesaoa, Amelia de
Mello Pmbeiro talvo, Adelaide Rosalina Bitten-
eourt Barbosa, Francisco Marques da Trindade,
Firmiua Philomlla de Oliveira e Crus, Josepha de
(odoy e Vasconcellos, Marianna Pereira da Carmo
e Silva Pinto, Manoel Bezerra de Vasconcellos
Cavalcante, Philomeno Raymuodo Nunes de Lima
Rosalina Oiympia Becerra de M^llo.Apostille se
Capit) B.njamiuo. Amos Jos da Fonseca.
Passe portara designando o 2. batalbe para o
supplicante a elle ser aggregado.
Emygdio de Assis Campos Cardim.Em vista
das arguicoos concra a profesaor, remetta-ae este
requerimeuto ao Sr. inspector geral da Instruccio
Publica, afim de proceder-se a respeito nos termos
do art- 173 du regulamento.
Bacharel Francisco do Reg Barros de La-
cerda. luosme o Sr. inspector da Theouraria
de Fasenda.
Alfere Francisco de Assis Ferreira Maga-
Ihea.Paaae portara designando o 1. batalbo
do meamo aervco para ser a elle aggregade.
Alteres Ildefonso Nabuco de Figueiredo.Pasee
portara designando o 3.* batalho para a elle ser
aggregad' o supplicante.
Joa Tavare Ledo de Gouveia.^Junte attes-
tado de c uducta paasado por alguma autondade
Dolicial ou juJiciana. *
Joa Criapiniano da Silva.Informe O Sr. in
pector geral la Iuotrucco Publica.
Jos Preme Viauna.Iforme o Sr. inspector
da Thesouraria de Fasenda.
Jos Joaquim Aves & CIndefei ido, em vista
do diapoato no art. 76 do re^hlamento aooexo ao
decreto n 93o6, de lo de Janeiro de 1885.
Lusia Mana da ConoeicdlSim, pagando aa
comedoriaa. '
i -.( nno Joa Cardoso. -Iuforme o Sr. regedor
do ttymnaaio Peruambucano.
Cou.elneiro Jos Beuto da Cunha fgueiredo.
Informe o Sr. procurador dos teito da fasenda
proviuelal.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buoo, 12 dt. Agosto de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
carnelo que loe devotvi approvado, em li de DESPACHOS DO DIA 11 DE AGOSTO DE 1887
Manoel Antonio Pereira, Victorino Marqie da
Fonseca, Fraucisco Launa & C, Silva & Alvaro,
Manoel Clementiuo Ribe-ro, Epipbanio Antonio
Telles, Joaquim Antonio Gomes, Jote Moreira de
Souza Primo, Manoel Joaqnim da Costa Carvalho,
Urbano Jos Cirnciro, Francisco Guedes de Arau-
jo e Joaquim Luiz Texeira 4 C.Informe a 1.*
secco.
Joaquim Agostinho & CCertifique-ae o que
constar.
A. Ducasble.Deferido de accordo com aa in-
forma^oes.
RECIFE, 13 DE AGOSTO DE 1887
A administraco iiiniclpal
O observador atiento e desinteressada-
mente imparcial do quo uhimamenta ae
tem passado ns Cmara Muoicipal desta
ciiade, a mais i n porta tito da provinoia^
pa88ar por amargas decepjSes o ver des-
feitas certas illusoes acerca da possibilida-
de de se realisar e raanter a nobra e legi-
tima aspiradlo de franquezas e berdade
n* admnistrago local.
A propaganda para a conquista de urna
organisarjo municipal" sem aa pau e tutel-
la, oue prendera a administrar;3o local, se- "
gundo o mol'ie em que 4 actualmente caf-
cada, nao poder eucoatrar echo e apoio
aa opima > publica.
Essa propaganda ha de neeessariamente
encontrar resistencia da parta dos que, nao
aeompanhando o movimeato da onda, ob-
servara os factos e profundara os motivos
dos roaia importantes actos da nossa vida
municipal sob o aspecto da direccSo quo
lhe d3o os seus immpdiatos representantes.
Apesar das restriccSes e cautellas, eom
que a lei orgnica das cmaras cercou as
attiibuijSes dos representantes rauaicipaes,
apesar da responsabilidade que a mesma
lei raarcou, como um anteparo e obsta- .
culo aos poasiveia desvos do ciminho
do justo e do honesto, tudo tem sido intil
para soffrear oa abusos e Ilegalidades, com
que a maioria da Cmara Muoicipal tea
ltimamente caracterisado sua a iminiatra-
cJlo'.
Ora, a mala infrene reaccSo sem motivos
eouessavets, ou antes por ciroumstan uas
que ap prendera nicamente ao partidan3-
mo,o mais desenfreado, demitto funceiona-
rins-aptos e raoralisados, contra os quaes
uenhUm motivo legitimo e fundado pode
ser articulado, ora inp3e forjadamonte de-
mis85j8, reroovendo de uns para outros lu-
gares a funcionarios, sem cogitar da espe-
cialidade das aptidSes e das (unoc5es da
cada um, sem consultar se ha on na pari-
dade as oathegonas e retribuicSes dos era-
pr'igos, equiparando funoQ^'S e attribui-
cjSea muito di verana, deeorgaaisando de
ch.ifre sem reflixo e ofteri* oa servirjoi
monieipaes e quebrando sera causa 1-giti-
ma a uoidade e tradQo adruinistrativM,
indispenaaveis a b$a direccao doa negocios
pblicos.
Em outras occasiS s a inconstWaaao qu
a ignorancit, quando nao simplesraento
o capricho, erigido em norma de a ci,
dictara aa mais arbitrarias e attentatoriftS
7 delibera^ que nao ae limitara a ferir e
l.ou de Pernambuco, 12 le UW de80nh:cer. d]rtjit08 particulares, porqo.
Repartido da Polica
2 seeoao. N. 702. Secretaria da Po-
..a de Pero
Illm. o Exm. Sr. Partioipo a V.


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mMBHBfMHB

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I


I
r^"
1
Diario de fernambucoSabbado 13 de Agosto de 1887
B

OBeffeitos do taes deliberagoM- reflecten
ce e recaheta mais c6io ou msis tarde to
bre a rendW e patrimonio municipaes.
NSo desconbecida, a quam l os rela-
torioa e sotas" municipaes, atriste e doloro-
ia exporten :ia porque tem pasaade a mU-
niaipalidade, cujos cofres pagam a final,
com tinta maior usura quanto mais des-
communil o arbitrio das deliberares mu-
nicipaes, os damno3 e prejnisos, resaltan
tes do nao cu.nprimento da lei e das obri-
gagiSis jurdicas, solemnemente contrahidas.
Nao tudo.
A inconsciencia da responsabilidade col-
lectiva, em sua maioria, e o notavel desear
barago de substituir aos preceitos da lei a
propria vontade, sem nenbum correctivo
e muitas vezes sem conheoimento do dever
post-rgado tem arrastado a municipalidaie
ortica de abusos e tropellias*
Desde as assuadas e tentativas de per
turbceo da ordeno dos saus trabadnos at
as mais florantes violados de lei, que se
traduz ;:a por urna notoria indifferenca pelo
bem municipal e criminosa desidia na ap-
plicasao e fiscalisacSo da ronda do muni-
cipio, nada tem faltado para tristemeate
celebrar a Caara Municipal.
A gestao financeira da municipalidade,
S por si, suficiente para fundamentar
am capitula de accusajao contra a parte da
camar-i vencedora na delibarasSas, qua
toma e acceita.
Dasde a antarior situagao conservadora,
durante a liberal e jnesta, &i leia provin-
ciaes entra as quaes podemos citar os or
camentos municipaes de 1875, 1832, 1883
e 1880 (ictual) tem providentemente con-
signado disposigSas tendentes a evitar abu
303 repetidos na a pplioagao e fiscalisacSo
da renda municipal, mxime desta capi-
tal, coarct.ndo o arbitrio constante de se
esgotar verbas municipaes, de fazar-se sem
regra uem medida a transposigao dellas, de
applicar seos recursos de urnas satisfacgao
de outras, le pagarse despezas que consti-
Snemdividas pissivas, sem mais verificagaoe
por verbas improprias ou sem mais exame,
3empre vexatoria para quam nao abro a b3J-
sa de que seu, mas o cofre de urna enti-
dade abstracta, como j municipio, que s
iem raros defensores naquelles que melhor
deviao zelar os seus interesses.
As citadas leis em suas louvaveis dispo-
ic5:s, algunias modeladas sobre as da le-
gislado da tazenda nacional e provincial,
deram diferentes, providencias coercivas
de tantos abusos, mandan lo j disidir por
trimestres as verbas votadas para os dif-
fereutes servigos e prohibindo gastar em
cada U'Q mais do que a quota que lbe cou-
ber, j exigindo demonstraco de receita
e despcza documntalas sob as penas de
multa e responsabilidade criminal, probi-
bindo ao mesmo teoipo aos procuradores
que fizesse n pagamento sem autorisaco
Ou ordem expedida em virtule de delibe-
rares das cmaras.
Infelizmente estas disposigS s nao tem
sido cu:upridas pela Cmara Municip 1 Jo
Recife para a qual, nao havendo lei, a sua
norma de procedimento pautada pela
vontade arbitraria da sua maioria.
Assim, dispande ella em um trimestre
aikis do que as quotas distribuidas na3
differeutes v ;rb is ; nao observando tam-
as disposigSis relativas s dividas passivas
e o modo por que a lei proven ao seu pa-
gamento.
Langa mao e applica a differeutes das-
pezas verbas muita vez iuauffidientes para
o fim que foram destinadas pelo orna-
mento.
Essa gestao financeira assim, pelo modo
por que feiu, perturba todo3 os clculos
por mais avisados que sejaoi, dificulta,
senao torna impossivel a tia^alisacad da
renda appliaavel, o quando nenhum destes
resultados proauziss, importara e quan-
to basta, o nao curapri.nento do orgamen-
to ou sua rsforma pela Cmara, o que
coustitua aimplesmente a mais formal vio
laclo da lei e um dos mais graves abusos
que urna administradlo pode corametter,
porque versa sobra a applicagao e tiscali-
aagao, de rendas, confiadas ao escrpulo e
zelo que a lei presume nesto caso no func
cionario.
Para factos de tamanha gravdade cba-
aiamos a attencao de S. Exc, o presiden-
te da provincia, de cujo patriotismo e
energa esperamo3 as providencias, que
em sua aabedoria julgar convenientes e
acertadas.
INTERIOR
Trras devolatas
E' este o voto em^separado apres-ntado u Sena-
do em 26 de Julho ultimo, ao parecer que hootem
publicamos: t
Voto em separado
A eommissao especial incumbida de dar parecer
obre a reforma da lei de terr.s, proposta pelo go-
verno, reunio-se ap as duas vetes.
Na primeira reuoio, vencida a preliminar da
aceitago da proposta com as alteracoes que fos-
sem julgadaa convenientes, e feitas ligeras obser-
Ysgoes coaceroentes ao art. 1, fo am aceitas alga
mas emendas ao mesmo artigo, fieando o membro
da eommissao, Sr. Diego Velb, encarregado de
redigil-os de accord-com o vencido.
Na eeguuda e ultima reuniao, o llustrado rela-
tor apresentou um projecto substitutivo proposta
do governo, o qual julgo ser o mesmo assignado
pela maioria da cojomisBo e que vai ser sujeito
cousidraca do Senado. Lido o projecto, a com-
miaso deu por lindos os seus trabalhos.
Julguei conveniente fazer esta exposigo antes
de en:rar no desenvolvimento do meu voto diver-
gente, para assignahr a circunstancia da falta de
Este asserto da comm:sao carece de funda-
ment.
Na expo3ca do motivos da proposta, o govtr-
uo juitificou a reforma pela necessidade de fomen-
tar na escala conveniente, utlirago das trras
devolatas e pala da regularisaclo das posse e
concessoes. Para conseguir estes fias,entend3*
o gjverno que, alm de outras provideneias, de-
via : facilitar a creaeao da pequea proprielalo
as trras devolutas, pela venda, aforamento eco a-
oasa&o gratuita das mesmas, estimulando assim a
culura do solo; marcar praao imprirogavel pxa
a revalidacao de todas) as conceasS-'s anteriores e
para a legitisosioao das pjsses eatabelecidas, ns-
segurandopor ease modo o direitoda propriedaila,
legitimado pela morada habitual a cultura effacti-
va ; regalarishr o sistema das medicoes, s, finil-
mntfl, reorganisar o registro das trras possuidas.
Cumpria commissao, portanto, para funda-
mentar e jiistifiear o seu asserto, estadar a pro-
posta sob estes varios pontos de vista, que oons
tuem o sea objsetivo, combatendo-o, on, pelo me-
nos, os meios que ella con'gna para alcancalo.
Si a maoria.da cjmmissjo aceita e concorda
com o objectlvo da proposta e coademna a esta
dando preferencia ao seu substitutivo, caba lhe o
d-ver, para esclarecimento do Sanad*, de justificar
essa preferencia pela demonstracao da sua melhor
adaptaoSo ao fim da reforma. Si a divergencia,
porm, limita-se aos meios empregados para ac n-
secucao dos fi-ia da reforma, nem por isso estavn a
eommissao desobngada de justificar a preferencia
que d s disposicoes do substitutiva.
A ommisaao, pirm, limitoa-se a sssevarar
logmaticamnnte que a pnposta vai alm djs jus-
tos limites da reforma.
D reJaccii do parecer nesta parte pdese de-
dutir que a propoota ultrapassou os limi.es da re-
forma porqm revegou a le de 1850, ao passo que
reproduzio a mai >r parta das suas disposicoas.
A revogacii da lei de 18"j0, justificase pela
consideraco de que, dos 21 rticos do que ella
canuta, apenas o art. 6 foi integralmente mantido
na proposta.
E' veriade que a propaata adjptou a phraseolo-
gi da le de 1850, e cingo-se aos seus moldes;
a'ahi, talvez. o equivoco da eommissao,-que tom>u
a apparencia pela realidade.
E' opiniSo da cmmiss2o qua a lei de 1859 dis-
pensara anda agora qualquer alteracii si ella
tivesse recebido o impulso de urna fiel e activa
execuci), e oosidera ama profanacao o pretender-
se retirar dos alicoree desaa obra de 37 anu:.3,
os respeitaveis nomes dos seus fundadores.
Nao acceito o principio da immutabilidade das
leis, quo d-jvem perdurar para perpetuar a ma-
mona dos legisladores que as prjmulgaram; a
razia da lei positiva est na sua utilidade social,
que variavel, nndificando-se, segundo as cir-
cumstancias.
Com relacao ao assump' i que nos oceupa, te-
mos o exemplo da legislacio doj Estados-Unidas,
oude as importantas leis de prtemption e do ho
m'stead, aquella promulgada em 1H41 esta em
1862, paasaram por succesaivas molificacoas, di-
ctadas pela experiencia, sondo a do homestead l-
timamente revogada. Nam por issa deixam ellis
de ser consideradas verdadeiros monumentos da
legiglacao norte-americana e de transmittir poa-
teridadu a sabedoria d^s legisladores que as pro
mu'garam.
N > Brazil, enJu celebrase com fervor o culto
d)s nomes proprios, urna profaua9i> a deroga-
cao ou modifia.cl) daa leis que servem de alieer-
ce ao3 reapeitaveis nomjB doa seas fundadores. !
A le de 1850 nao tem sido executada, dix o
llustrado relator da e:mm9sao. Ora, nesta caso,
o qac o bom sen90 aconseiba 6 a exeeucaj da lei
e n5o a sua reforma, a ra'nos que a uai execuco
seja consequencia da sua inexcquibilidad3.
Carece, entretanto, de demanstracio o aaserto
da eommissao.
As principaes disposces da lei do 1850^ tem
sido ex-cutadas e essa exactamente a razao da
ueceasidade da sua reforma.
Compare o Seaado as principaes dispjsicpes da
proposta com as da lei d; 1850 a verificar que
rilas decorrem da necessidade d acabarcom os
abusis provenientes da execucl desta ; citarei as
disposcoes relaiivas veada praso, ao valor
das trras, Hnslis|ia da rea de terreno adqui-
rivel para cada comprador, assim com > para a das
posses legtimaveis, determinacao de praso ^im-
proro ;avel Dar as revalilaooes das concessoes o
para a legitimado das posses, etc.
Concluo, portanto, quanto a esta parte do pare-
cer, aualysada perfunctoriam uta, que a preferen-
cia do substitutivo proposta do governo no
est justificada, e que, conseguintemeute deve ser
mantida a proposta.
O desenvolvimiento que a eommissao don s
suas ideas, formulando os arts. Io e 2o do projecto
substituitvo, parece indicar que o seu principal
objectivo aitender aos intereases da colonlsaco,
transformando a projectada lei de trras do go-
verno em urna lei de colonisacSo.
A proposta do governo, como j ficou dito, tem
par objectivo principal fomentar a cultura do slo
pela creaca da pequea propriedade as trras
devolutas, e pjla regulanseao da propriedade
territorial por meio da revalidar > das sesmanas,
da legitimario das posses e pelo registro das tr-
ras possuidas.
E' claro, portanto, que a proposta iuteressa
multo de perto a questo da]immigraco e da_ colo-
nisaco, porque na cultura do slo que o immi-
grante vem procurar do Brasil melhorar as suas
condicoes de existencia; mas, a proposta nao poda
ser considerada como um projecto de lei de imosi -
graco ou de colonisacio, na qual deveriam ser
consignadas disposicoes diversas daquellas que
limita-se a estabelecer.
A eommissao, portanto, desloe ou a queatlo, en-
carando-a, quande muito, apenas por urna das
suas faces; mas o sai projecto, mesmo como lei
de colonisaco, nao pode ser acceito pelo Se-
nado .
O Ilustrado relator da eommissao inspiron se,
por certo, em urna lei que se recommenda pela sua
previdencia e pelo acert das suas principaes dis-
posices, qual a da Confederaco Argentina, de
6 de Outubro de 1876 ; mas, truncando as suas
disposicoes, tirou-lhe o mrito da organisacio do
servico da colonisaco, de eonformidade com os
captulos 2- e 3- da sua segunda parte.
De faeto, a lei argentina ne limitou-se, cimi
o projecto substitutivo, a consignar disposiQoas
relativas divisj dos territsrios naconaes desti-
nados colonisaco ; ella providenciou sobre o
transporte dos colonos, sobre o pagamento das
pasaagens, desde o porto de embarque at o de
destino, sobre o f irnecimeaco de casas para habi-
taco dos colonos, de vveres, *de animaes, de se-
mentes, de utensilios de trabalho e sobre muitas
outras medidas, todas no sentido de organisar o
rgimen colonial.
O proj 'cto substitutivo somente regula a medi-
co dos territorios e contem disposicoes referentes
ao preparo destes para a res-peo dos colonos, ao
f jrnecimento de gneros de primeira necessidade,
de sen entes, de instrumentos amorosfomeci-
m mto que Ib -s aerao fetos gratuitamente e ao
preco dos lotes e molo de pagamento.
O plano do projecto nesta parte, consiste, por-
tacto, em re .-i ver osystema de colonisaco official,
que alias coademna no par cer, e em revivel-o de
modo incompleto e defeicuoso, pjrque nao compre-
hendo colonisaco official sem os favores da lei
argentina.
Si o immigrante precisa obter do governe os
jecto aubatitutivo adoptado pela maioria da com
misso.
A julgar pelo que diz a eommissao no final do
ten parecer, os motivos que determinaram a apre-
ientaco do substitutivo foram os seguintes : di
vergencia da proposta em pontos essenciaes e
concordancia, em geral, com as emendas apresen-
tadas.
Conquinto, fosaem indicados no parecer a alguna
pontos da divergencia entre o projecto e a p re-
posta, a preferencia dada quelle carece inteira-
mente de fundamento.
O projecto substitutivo consta de disposicoes
que nao foram incluidas na proposta, mas que nao
Contrariara o seu penaamento ; de alteracoes a al-
guna dos seus argoa e de disposicoes que podem
ser consideradas estranhas ao assumpto.
Seria preferivel, portanto, que a eommissao for-
mulasse as suas ideas por meio de emendas, afim
de que o Senado se pronuuciasse sobre ellas, depois
de maior estado. Por este modo, melhor seria,
camprido o voto do Senado e o da propria com-
misaao, que, na sua primeira reuniao, resolver a
aceitaco da proposta mediante emendas !
A maioria da eommissao, porcm, assim nao en-
tendeu, e, resolvendo reconsiderar a sus delibert-
co, ju'gou preferivel formular o seu substitutivo,
qM passo a examinar.
A eommissao reconhece a neeewidade da revi-
sa} da lei n. 601 de 18 de Setembro de 1850, ma
antende que a proposta vai alm doa justos limi-
tes da reforma quando deroga a citada lei, da qual
reproduz a maior parte das disposicoes.
exame e discusso da, proposta, assim como do pro- f consignados no projecto, isto coastruc
cc de casas, ornecimento de vveres e de instru-
mentos de trabalho, porque careee de recursos
pecuniarios ; mas, teste casi, a primeira necessi-
dade a attender, seria o pagamento de passagem
do porto de embarque ao de destino e o transporte
deste at o logar d* collocaco.
O syat-m* da diviso das trras, segunao es-
tablecido pelo projecto, assenta em base intcei
tavel, qual o da olassificaco dos territorio em ru-
raes, pastoris, e industriaes. A palavra territorio,
no seutido em que a emprega o projecto nao expri-
me a idea do sea autor ; territorio nu sentido pro-
prio da palavra, urna rea ou regio oceupada
por um pas, e, como tal, nao se amolda classifi-
caco adoptad, porque no mesmo territorio pde-
se encontrar promiscuamente, e essa a regra,
terrenos de lavoura, de criacoe produeco extrac-
tiva. Accresce anda a consideraco de que a de-
nominaco de territorio industrial, nao tem a me-
nor propriedade, porque a cultura da trra, assim
como a criac) dos animaes sSo ramos da indus-
tria tanto quanto a colheita ou utilisaco dos pro-
ductos naturaes do solo.
Porqae nao adoptan o autor do projecto o sys-
tema de diviso daa trras da lei argentina, urna
ves que foi nella beber iuapiracJo para o substi-
tutivo? .Segundo essa le, os territorios ividem-
se em secces quadxadas de 20 kilmetros, as see-
coes em 400 lotes de lOt hectrea cada um, e estes
subdividem-se em meios e quartos de lote.
9* lotes sao urbanos ou ruraes. Cumpre aindu
observar que o territorio da lei argentina nao
urna rea on regiio arbitrariamente delimitada
pelo governo, para o fim da diviso e medicio das
trras publicas : ama diviso administrativa, de
organisaeo especial e com autoridades proprias.
Nao era possivel, portanto. que a le argentina oo-
gitasse da classificacio dos territorios em rjraea,
pastori s e industriaes, tratando de estabelecer o sys
tema da diviso das trras publicas, applicaveis
colonisaco.
A lei de 1850. cuja sabedoria to preconiaada
pela Ilustrada eommissao, eatabalecend > o systema
da medico das trras devolutas, dividiu as pro-
vincias em diatrictoa, estes em territorioa e os ter-
ritorios em lotes ou quadrados de 500 bracas por
lado. Segundo o Regalamento de 30 de Janeiro
de 1851, os territorios formavam regularmente
quadrados de 6,030 bracas de lado.
Pela legialaco dos Estados Uuidos, a diviso
das trras faa-se por townships, que se poder tra-
duxir por municipio". O towiuhip divide-sa em 36
secces, de tusa milba quadrsda cada urna, con-
tando por ciaeeguiate a seccaa 610 acres. A
seceao subdivide-se em quatra quartos, e o quarto
em quatro quartos de quarto, ou dcimas sextas
partea de seceao, que vem a conter 40 acres cada
um.
A propasta do governo adoptou systema ani lo-
go, que tambam o da lei do 1850, modificado :
a medicofar-ss ha por territorio, de 10 kilmetros
em quadro, o territorio ser dividido em 10) sec-
ces de kilmetro quadrado, ou 100 hecttrooj c
cada seceo em 4 lites de, 25 hoctareos.
Adoptado qualquer destes syatemas de divisa>
a medicas, comprahende-sa a classificaco das tr-
ras em trras de cultura, de criaclo e de produe-
co extractiva, porque a subdiviso prestase a
essa classificicao ; como, porm, appcai-aao sys-
tema do projecto, que d o qualificativo da terra,no
subdiviso do territorio, mas ao proprio territo
rio, que ple abianger em seu permetro trras
de diversas qualifieacea ?
C'impre tornar saliente urna uotayel divergen ua
neate ponto, entre o projecto substitutivo e a pro-
poata do governo. Segundo esta, a diviso das tar-
ras pubiicaa, antea de serem expoataa venJa,
far-se-haom a-maiar regularidad^ pos3vel,doter-
minando-ae a rea do lote; pelo projecto, a deter-
minacao da rea compete ao goverao, qu a far
ao seu arbitrio, segundo a q lalificaca) da trra.
E' couaa essenel^l em um syatcm i de diviao e
medico de terraa u regularidade dostes proc 'ssos,
nao sonante parque ellos sao e tanto mais econ-
micos quanto mais regulares, como tambam p rquo i
a regularidade da diviso muito importa descrimi-
naco da propriedade territorial, coadicao imp
tantisaima para a seguranca da direito, e con: |
guintemeata, do valor da propriedade.
E' asaim que a lagialacao dos Est idos Unidos,
que tem servido de modelo nosta materia, s egio-
lacoas dos pavos qae modernamente tem sy.tejii-
tisado a venda das terr,s publicas, estaba
nufo/midale da medico, e o mesmo faz o a
legislador de 1850, que salvou eutretaato os casns
em qn as circumstancias lcaos nao parmittis m
a applica^Jo do systema adoptado.
A mesma ragra existe na legislacio argentina.
E' certa s/M saesa sempro a configuracii do solo
permit a appliaci invariavel do system uni-
forme das medico's, mis, quando as condico:s to
pographicas o permittirem, nao ha raza) para qac
essa regra seja preterida.
0 prjseto substitutiva faz da excepsao ragra,
mandando attender na diviso sobretudo s coa-
dieo.'s t .pographicas para datermimr se o tima-
nho e a conlrjurayao dos lotea.
E' para notar qua o Ilustrado relator da eom-
missao, formulando o s?u projecto segundo os mol-
des da lei de 1876 da Confederar) Argentina, nao
tivesse adoptado muitas das expelientes disposi-
coja de3aa le, qua como j disse, urna lei de
itnmgraco e coliniaaeao, e nao urna lei de ter-
raa. NaqaeUa repblica, a venda das terra3 de
propriedade da nacin a medical e diviso dellas,
sao reguladas pela lei da 3 de Novembro de 1882,
que recommeudo leitura da Ilustrada co ania
sao.
Se, como parece, a maioria da eommissao en-
tende que a reforma da lu da 1850, nesta parte,
deve ter por objectivo a organisaco do rgimen
colonial, melhor seria propur a caaverso em lei
do regulamento da 19 de Janeiro de 18G7, coj i
execuco foi suspensa pelo decreta n. 7,670 de 20
de Desembro de 1879. Naquelle regulameato
csto consignadas as principaes disposicoes do
projecto substitutivo, levando aquelle yantagem
sobre este quauto ao methodo, preaiaa de lia-
guagem e clareza. Comparem-se as disposicoea
do projecto, nesta parte, com as do regulamento
e ver-se-ha que, salvo urna ou outra providencia
de someoos importancia, tu lo quauto consigna o
projecto a respsita da medico e diviao dos SJSM
territorios, a reprodueco imperfeita e trunca-
da das muito oonhecidas disposigoea do regula-
mento.
Parodiando, portanto, o parecer da eommis-
sao, direi : o Se o regulamento de 1867, referen-
dado pelo nosso Ilustrado collega o Sr. Dtutes
tvfsse recabido o impulso da urna activa e fiel
execuco, talvez anda agora dispeusasse qualquer
alteraco, o, se o progresso social, ou novas exi-
gencias do serv?), peJera provimento, seja este
attendido; coaserve-se, porm, nos alicerces des-
ea obra de 20 anaos o respeitavel nome de seu au-
tor.
lllude-se, entretanto, a Ilustrada eommissao se
acredita resolver o problema do deacuvolvimento
da immigraco no brasil por meio das disposicoes
que o seu projecto consagra. As providencias
udlle indicadas ji s) eflactivas as provincias do
Espirito-Santo, Paran, Santa Catharina e Rio
Cranda do Sul.
as antigs colonias do Estado fundadas nessas
provincias e hoje convertidas em ncleos de im-
migrantes, depois da suapenso do regulameoja
de 1867, existem sedes, ligadas por vas regulares
de ceminunicacas com povoaces, estacoes de es-
trada de f rro, portos divises on martimos, por
onde entram e sahem os productos de importaco
e exportace; das mesmaa sedes partem caminbos
vicinaes para os lotes ; os immigrantes encontram
vastos edificios para alojameno, emquanto nao
construem aa viveodts prepriaa ; ha plantas ge-
raes dos territorios coloniaes, contando nao s a
designadlo dos lotes medidos e demarcados, o tra-
jo das estradas e pontes, dos i ios e grandes cor-
regos e quaesquer disposicoes topographicas, como
dos terrenos reservados para a povoacao, destina-
dos para aa ras, pracas, logradouros pblicos,
igreja, escola, cemiterio, cadea e outros edificios ;
destas plantas ha cofias as administracoea dos
ncleos, na Iospectoria de Trras e Colonisaco,
na hospedara da ilha das Flores.
Mas, nao somente tudo isto : a administrarlo
dispensa os seguiutes favores imuj'grsco : pa-
gamento da terca parte do preco da passgem, do
Sorto de embarque, na Europa, ao de destino, no
:raz ; agaaalbo e alimentaco, durante 8 das,
na hospedara da ilha de Flores; transporte para
os ncleos, e salario, nos primeiros tempos do es-
Ubelecimento nestes, para os trabalhos de aber-
tura de picadas e construeco de caminbos, do
preferencia, na frente dos respectivos lotes.
E' ceito, portanto, que a immigraclo gosa, pre-
sentemente, de maiores favores do que aquelles
que o projecto da eommissao consigna ; conae-
guintemente, as providencias do projecto nao po-
dem produsir o resultado annunciado pela co n-
missode reformar o servicod* immigraco, aa
xiliaado-a mais efficazmenta do que est sendo.
J temos em execuco tudo quanto lembra a
eommissao e muito mais.
Nao exacto qua o governo nos Estados-Uni-
dos, como dis a eommissao, execute, as trras
publicas que sao expostas venda, os trabalhos
preparatorios a que se refere o parecer.
Por conta da administraco nao se fu m all
outras despeaas preliminares de veada alm das
de diviso e medico das trras, seguindo o sys-
tema queja indiquei.
Refenado-se ao pioneer, que abre o camiobo ao
immigrante e que levanta o abrigo onde este re-
c lhe a familia emquanto aguarda o f.ucto de
sea trabalho, naturalmente o Ilustrado relator da
eommissao quiz alludir ao iquateer, ou ao ameri-
cano industrioso, que, para viver independente,
entraoba-se nas breabas, acompanhado de sua fa-
milia, e vai roteiar um pedaco de trra e dalla
tirar na solido, mas na independencia, os meios
de sua subsistencia, ao qual a lei d o direito de
preferencia compra da trra onde estabeleceu-se
o que constitue a pre tmptton, por meio da qual
tem sido vendida a maioria das trras pabUcas
nos Eatadoa-Unidos.
O faeto apachado pele parecer da eommissao
nao justifica, perianto, a sua errnea asaergo de
que o governo nos Estados-Unidos executa traba-
lhos preparatorios nos tornoMp* antes da ven-
da, com a abertura de caminhos, csnstrucco de
casas, etc.
Nao precede, igualmente, e exemplo da provin-
cia de S. Paulo citado pelo pareeer. A immigra-
co dirige-se actualmente para aquella provincia,
de preferencia a todas as outras, em coasequeotia
dos favores especiaos que, nestes ltimos tempoa,
tem dispensado, sua custa, aos immigrantes, en-
tre os quaes sobresaem o do pegamento integral
do prego das pasaagens at o porto de gantos e
seu transporte at aos lugares da sua collocaco
no interior.
S* os poderes gjraes se rasolverem a seguir
n'este ramo do servico publico, urna estrada mais
long* do que aquella en que at aqui tem andado
s apalpadellas; se, por outra, quiserem adoptar
o systema do pagamento das passageus, a exemplo
do que est fasendo a provincia de 3. Paulo, o
numero dos inmigrantes entrados annualmente no
Brasil poder exceder de muito qaalle que se
dirige para a Repblica Argentina.
Nao vejo outro meio, attenUs as circumstancias
espeeiaes em que nos achamos com relaco aos
outros pases de immigraco, para coneeguirmoa
tittrahir grand parte da crrante inmigratoria
europea. ^Este meu modo de peoaar a reapeito da
immigrao) divergo da opinio do Ilustrado meo
bro da eommissao, e Sr. Tauuay, que nao se canea
em apregoar a improficuidade dos meios que a
provincia de S. Paulo est empregando paraattra-
hir a immigraco e para, por esse maio, resolver o
problema do trabalho livre na mannteucao da
graiiie cultura.
O futuro dar rszo a quem a tiver; quanto
ao presente, os resultados ahi esta para demons-
trar a toda a evidencia a falsa apreciaco que se
tem feito dos ooodigoet da iinmigrac) na provin-
cia do S. Paulo. No primeiro semestre deste auno,
entraran) na provincia 20,000 immigrantes e o
presidente da provincia acaba de contractar a in-
trodueco de mais 30,00}, at Juuho vindouro.
Em coocluso: as medidas que o projecto apre-
senta como um salvatorio da mmgrac>, nao sao
mais do que a reprodueco incompleta das provi-
dencias que at aqu tem sido empregadas impro-
ficuamentc para attrahr a immigraco europea.
Nem o governo, formulando a sua proposta,
como ja ti ve occasio da observar, cogitiu de pro-
pr ao parlamento urna lei de imaaigrdco ou de
colonisaco.
Qunto s emprezas, cuja rcorgauisaco o go-
verno deva promover, segundo peusa a commsso,
para executar os trabilhos de medifo e diviso
daa terraa ou pira a introdcelo o collocaco de
immigrantes, a emenda da Cmara dos Oooutados
ao 8." do art. Io da propasta, consigna a dis
posicitmais exequivel de tudo quanto lembrou a
eommissao.
Nao d-osonvjlverei esta opinio psra uao alon-
gar muito este parecer.
Saodo um dos fins principies da reforma da lei
de 1850 fomentar o desenvolvimento da cultura do
silo, nao podia deixar cila de attender conve-
niencia da legitimar) dis possas o revalidar)
daa concesso.'s da trras, coafennio aos posairos
e sesm.iros, qu cumprisseo. certas ondigos, a
faculdada da se cou3'itu.-em pronrietsrios daa tr-
ras era qua estivesscm estaoalecidos.
Pela 1> de 1850 foram revalidadas as sMOMM-
t's qui ae acbaasem cultivadas ou com princi-
pios de cultura e morada habitual doa respectivos
coacessionarios, ou de quem os representassem,
assim como foram legitimadas as p.isses manis e
picibcas, alquiridas por oceupagi) primiria ou
Imvidas do primoiro oceupaute o que sa achissem
a is meamaa condicoes de cultura c mrala.
O legislador do 185J, eatab-aheendo estas dia
p isicas, in3pirou-se, por certo, na legialaco i >a
Eatadoa-Unidos qua, uessa ep >cha, 4 haviam pro-
mulgado a celebre lei da pre-emption, que de
1811, e em virtuda da qua! tolo anata de familia,
ou viuva, ou solteiro maior i; 21 anuos, cidado
americaio ou que hiuvcsse feito a promossa de
uaturalisar-se, e que j nao f)S3e possuor da
320 acres da trra, tafia o direito de preferencia
c;mpra da trra em que se houvesse eatabelecido,
m rx'-'nso de 160 acres, desdo que provaase
querer compral-a para goso proprio e nao para o
fim da vendal-a ou especular com ella.
Posteriormente, em 1860, foi tambem promul-
gada a lei de homestead, ou do domicilio, bascada
nos inesmos principios de poss*, motada a cul-
tura.
As disposico "s da le de 1830 tinham a mearas
rasao de ser e basenvam-se no me3mo principio
das leis de perempeoe dom cilio d s Estados-Uui-
dos. Infelizmente, porm, o legislador daquella
epocha, autorisando o govorno a marcar prazos
para a medico da trras adquiridas por possas ou
por sesmirias o para prorogar os prazos marca-
dos, quando o julgar conveniente, abr.o a porta
a grandea abasos; numeras coucessos e posses
deixaram do ser revalidadas e legitimadas e os
p isseros Ilegtimos co tnuaram no g030 de gran-
des extenso :a de trras, das quaes foram dispondo,
passando ttulos sem sita* algum legal ; ao mes
mo tempo, aorocoados pe'a desidia da admiuis-
trac), que deixava de cumprir a le com relago
aos Intrusos nas terraa devolutas, conatituiram-se
neataa muitas poasea Ilegitimas.
Por outro lado, nas gitimacoes das posses re-
queridas, reas immenaaa eram por ellas abran-
gidas.
Comprehende-83 fcilmente o alcance de taes
factos.
D'ahi a necessidade, attondda pela proposta,
de pv termo a tantos abusos, estibeleeendo as
bases da organisaco da rgimen legal da pro-
priedade territorial.
Tmha o governo dous caminhos a seguir : man-
ter a disposico da le era todo o saa rigor, quanto
excluso da legitima gao das posses posteriores
ao regulamento de 1854 ou auavisar esse rigor,
tornando msis fcil a execuco da lei.
No primeiro caso, convinha ponderar, que se-
na resultado immediato da execuco da lei pri -
var de habitaco e trabalho a milhares de indi-
viduos que, com oceupantes Ilegtimos, esto es-
tablecidos em trras do estado, da cultura das
quaes tiram os meiss de sua subsistencia, assim
como que desse faeto resultara tambem, em vez
do desenvolvimento da cultura do solo, segundo o
penaamento da reforma, o retrahimento. E i-
tendeu, portanto, o governo, ser preferivel se-
guir caminho diverso ; d'ahi, as disposicoes do
art. 2 da proposta, permittindo legitimaco das
posses, de morada habitual e cultura effectiva,
posteriores lei de 1850 e anteriores data da
rsforma, urna ves que os posseiros requeressem,
dentro de um anno, a legitimaco das suas pos-
ses.
Marcan tambem a proposta o prazo improro-
gavel de quatro annos para se levaretn a effeitc,
depois de requeridas, as revalidaces e legitima-
coes.
Parece intaitiva a conveniencia de taes dis-
posicoes ; assim, porm, nao enteadeu a eom-
missao.
Reproduzirei as saas proprias expresses :
Assim, todas as infraeces praticadas contra
a lei de 1850 e seus regnlamentos, todos eaaea
actos illegaes do usurpaco e appropriacc de
vastas extengas do territorio publico, que a
condescendencia e fraqaeza, sino a omisso e
prevaricago das autoridades e juicas tem deixado
impunes, viro a receber nao somente o indulto,
mas a solemne conssgraco do proprio poder le-
gislativo, desrespeitado pelos infractores dos seus
preceitos, nullificado pelos proprios que tem o ri-
goroso dever de fazei-os effectivos, reprimindo os
abusos e restituindo ao estado o que criminosa-
mente lbe foi tirado. *
Depois de to formal condemnaco desta
parte da proposta, para notar que, no 3" do
art. 5* do substitutivo, a eommissao, regulando
o procaso da discriminace das trras publicas,
estabelecesse a manutenco das posses llegiti
m.s post riorea lei de 1850. Singular coutra-
diccao I
Nao eacapou eommissao a necessidade de
exp'icar essa contradieco, mas soccorreu-se aun
argumento de diffieil cemprehanso.
O projecto, diz o parecer, nao confere ao pos-
seiro o direito de requerer e tffectuar a legiti
raaco da sua posae ; d lhe apenas o direiU de
levar a aua reclaraaco ao governo que decidir
administrativamente, com pieno arbitrio, no caso
de aimp es oceupacio, ou ae poder judiciario, sen-
do a posse adquirida a titulo de inventario o ti
tolo legal constante._de escriptura publica.
Atteoda se, porm, i. disposico do 3* n. 11
lettra A do art. 5.
As posses, quer resultantes de eoncessesno
revalidadas ou cabidas em eommissao, q ler adqui-
ridas por oceupaco posterior le n. 601 de 1850
e anterior execuco da presente lei, que se
achreos cultivadas ou com principio de cultura,
oceupadas com criaco de gado on ut Usadas com
industria extractiva ; e aellas tiverem os passeiros
morada habitual, serdo mantidus etc.
Logo, os posseiros cujas posses sejam poste-
riores lei de 1850, mas que se acham cultivadas
ou com principios de cultura, oecupadas com
criaoao de gado ou utilisadas com industria extra-
ctiva, e nellas tiverem morada habitual t-.em di-
rtUo legitimario.
O mais notavel, porm, que quando os possei-
ros sao simples oceupantes as saas possas devem
ser manadas \p*o /neto, emborr. ''dependente a
legitimaco do aeto administrativo do governo,
quando, porm, forem possuidores a titulo de in-
ventario ou outro qualquer titulo legal, a legiti-
maco depender de deciss judiciaria, isto no
primeiro caso, o de simples oceupac >, o direito
de legitimaco, no segundo, o de aequisico por
titulo legal, esse direito depende de pleito judi-
cial !
E', porem, nsustentavel perante o direito a
disposico relativamente a posses provenientes de
titulo legal.
Segundo o direito, titulo legal, nest caso,
aquelle palo qual ae pode transferir a proprieda-
de ; mas, o posseiro nao prorietario antea da
la-itimacJo, logo na pode ha ver titulo legal antes
deate ae effectuar.
. O p-ojecto substitutivo, portanto, de todo o
ponto nsusteutavel nesta parte.
Fo art. 4" da substitutivo, a commisa) re luz a
ura anuo o prazo de readenca para a naturalisa-
co dos eatrangairos qua> comprarera trras e
aellas se estabelecorem, e marca o prazo de trez
annos da domicilio no Brazil, para a naturaliaa-
co tacita.
_ A preposta do governo nao reproduzio a diapa-
aico do art. 17 da lei do 1880 por entender, na-
turalmente, que nao convinha abrir excepeo
uossa le do naturalianco, que muito liberal.
A naturaliaaco tacita nao principio geral-
monte aceito nas legiaiacoea dos povos coitos e a
conveniencia da sua adopeo muito diacutivel.
Nao insistirei, porm, nesto ponto porque eu-
tendo que deve ser objecto da projecto especial e
separado da lei de trras.
^ Nao me sendo possivel entrar no exame e apra
ciaco da todis os pontos do parecer e do pro-
jecto db Ilustrada eommissao especial, poique
aena preciso dar ao meu voto divergente propor-
coes incompativeis coai o prazo limitada de que
dispunha, attenta a conveniencia de proseguir a
discuaao de materia to urgente como a aa refor-
ma da lei de trras, limitei-me a considerar os
trais caractersticos do projecto substitutivo ; c,
do que levo dito, posso concluir :
1." Qiea ques'o da preferencia do substitu-
tivo apreaentado pela maioria da camraisso nao
f)i esclareca t o nem justificada na apreseutacl)
do m'smo substitutivo ; -J
2. Quo as principaes disposigoas do projecto
substitutivo relativas diviso c medigao das
trras teram mais cabimento em um projecto de
coloniaago, e que, mesmo sob e3S3 ponto de vista,
nao se recora neniara approvago do Sen-ido ;
3. Que o substitutivo na parte rafereata 4. le
gitimagao da posses contradictorio c m o p.re
cer e contera diaoosigoas contrarias ;:o direito pelo
que lo i:i aceita veis.
Accrescentarai, finalmente, em favor daacaita-
go da proposta, as aeguntea ponderac:3 :
A proposta foi formulada pelo governo com os
valiosos clamentoa de que dispe para bem co-
nhecer as necesidades do servico publico ; aotes
de apreseatada ao parlamento foi examinada e
estafada por auxiliares do governo, de incontes-
tave. competencia na materirt, na qual, tratndo-
se de corrigir os def-itos da le da 1850 revelados
na saa oxecugo, a pratica da administraco tor-
il i-s de g.iuie valor ; qua na Caraira dos Da-
las fji e.3iudada por umi cominissao espacial
a setemarabroa ; qua, no corer da luminosa dis-
cusso que ulii teve a preposta, loram apresen -
tadaa e approvadia algumas emendas ; qi.' foi
approvada p la Cam ira dos Dspatadoj ; que, tlu il-
meute, no Sonad) teve o apoio de duas commis-
aoes reunidas.
N sas c.-ndigo-s geralm;ut-' recoaheeida, da reforma da le n. 201
de 1850, aou de parecer qi, prosegoiod) a dis-
cusso da propo;ta, seja convertida em le com as
seguintes emendas :
Ao | 2 do art. Ioam ves d'- 8 por hectrea,
diga-se4 ; em vez de 104, diga-se6.
Ao 7o do m'smo artigosm Vez de 8, diga-
se-44-
Ao n. 3 do 9 do mesmo artigoam vez de 8
diga-sei}-
Ao n. 4 de 11 do mesmo artigo -em vez de
4, di*a-se-2/J.
Ao Io do art. 2, supprmara-se depois da pa-
lavra pacificis as p'.la.Tij : apiuiridas por
oceupago primaria1 ou h ividaa da primairo oecu-
pante.
Ao art. 4", accrcsaente-si ficando extiucta a
Inspectora de Terraa e Colon3ago o as inspec-
toras espaciaes nas provincias.
Saa das commissoes do Sealo, 2 de Julho da
1887.Anton-o Prado.
HtviSTA DIARIA
Suarda nacionalPor portara da pre-
sidencia de 11 do corrate foram aggregados.'
Ao 1 batalbo de iufanteriada suarda Nacio-
nal do municipio do Recife o alfares da 6> compa-
nhia do 27 batalbo do mesmo g-rvigo da comarca
do Cabo Francisco de jA ssis Ferreira Magalbes.
Ao 2 batalhio do mesmo aevvigo no mesmo mu-
nicipia o espito da 6' companhia do 66 batalbo
das comarcas de Onda e Iguarass, Bemjamim
iVms Jos da Fonseca.
Ao 3 batalo do mesmo servigo no municipio
do Recife, o alfares do 1' batalho da provincia
das Alagoas Ildefonso Nabuco de Figuerdo.
ftepartic&o aati Obran Publica*.
Por portara da presidencia de 8 do correnta, foi
aposentado o apontador da Repartico das Obras
Publicas Antonio de Barros Falca), vista do
resultado de iospaeco medica, a que foi submetti-
do o por ter mais de 30 annos de servigo eflactivo
aa forma do art. 150 da regulamento de 20 de
Juuho ultimo.
Bepartica dos Crrelo Por portari i
da presidencia de 10 do corrrnte, sob proposta da
administrador dos correos, foi exonerado, a pedi-
do, Pedro da Silva Caldas, do carga de agente do
eorreio da cidade de Beserraa, e nomeado para
subatitail-o Laiz Bezerra de Franga e Silva.
Foi igualmente removida a agente do eorreio da
vilia da Tacarat Margarida Secandina Bothelho
para o de Jatob, vago pela dcmiaao concedida a
Antonio Rodrigues Firmo, e nomeado para Taca-
ra t Pedro Toacane Pequeo.
Telegramnias da CorteO nosso distin
cto collega e ilustrado redactor da Provincia Dr.
Maciel Pinheiro, veio hoitem ao nosso esenptorio
no intuito de mostrar-nos as notas telegraphicas,
que tem recebido da corte, e que coafrontadas com
os telegrammas que tem publicado, provam que
nos boletins da Preuincia nao foi alterado absolu-
tamente o penaamento deasas nstas e que em lugar
de ha ver na traduego dellas avenga o ou aceres-
centamento de factos, houve suppresao de pala-
vrss, oue podiam ser tomadas, coma expresso de
optimismo.
O Sr Dr. Maciel Pinheiro foi levado a procurar
nos para o fim indicado por causa do que se disse
em urna publicagao sob o titulo Telegrammas da
orle que na aecgo A pedidos inserimos em noasa
edigao de hontem.
Sem o menor constraagimento e em obediencia
a verdade, que nio precisavamos verificar nos du-
mntos, que nos foram apresentado;, tal a con-
fianga que nos merece a palavra do Dr. Maciel Pi-
nheiro, affi-mamos que os boletins e tsleg rammas
publicados pela Provincia esto de accordo com
as notas telegraphicas recabdas.
Arsenal de Hartaba da Corle^oi
nomeado director de machinas do Arsenal de Ma-
rraba da Corte, o Sr. capto-tcnente Francisco
Augusto do Paiva Bueno Brando, actual dire-
ctor daa officinas de machinas do Aruenal d'esta
provinaia.
Veio esta noticia hontem por um telegramma
particular.
Aaaoelaefio Coosmerclal Beneflcen-
(oReunidos hontem os Srs directores eleitos no
dia 9, procederam i eleico de-qua tratara os esta-
tutos, sendo este s resaltado :
PresidentaDr. Manoel Gomes de Mattoa.
Vce pieaidentcJos Adolpho dejOliveira Lima.
SecretarioJos de Olivera Bastos.
Taesoureiro -Julio Uezar Paes Brrelo.
DirectoresAntonio Leonardo Rodrigues, An-
tonio Quedes Valente, Osear Falheisen, Albino
Narciso Maia e Jos Joaquim Das Fernandes.
Viagens a ossor-O vapor Jaguaribea
segu em \iagera extraordioeria e expressa para o
porto de Mossor pelas 4 horas da tarde da dia 14
do corrente.
Beealbldo ft Cana de Detenc&o
flautea foi transferido para a Casa de Detengo
o subdito norte americano, George Washington,
marinheiro da barca inglesa Willium, que no dia
5. do corrente, em sito mar, assasainara a James
Mulber, seu companheirs. Est ferido.
A referida barca, que viera do Rio de Janeiro,
seguio hontem para a ilha Rata de Fernando de
Noronha, onde vai carregar guano.
Odio de AmonioRecebemos e agradece-
mos o numero nico do um peridico (4 anno)
sob o titulo cima, e diatribuido na aeaso littera-
ria do 7o anniversario do coegio Onze de Agosto,
Gasseta de tojaona-Recebemos o o-
ra to de 6 do corren-e mez deste Gazeta, que d
noticia de terem :
Era a noite de 5 do corrente, no eogenho Maca-
cas, os larapios peaetrado no estabelecimento do
Sr. He arique Ta vares da Rocha Filho, e conduzi-
do, sem que este deapertasse, grande quaatidade
da fazendas e algum dinheiro.
Constava que oa taes ladros moram para aa
bandas de Itamb.
As autoridades daquella oidade devem desenvol-
ver a maior actvidade possivel para a captura dos
innocentes 'cidados.
AMatusInato No dia 26 de Julho ultimo, no
luar Queimadas do termo de Quipap, O in-
dividuo de nome Antonio Ferreira de Lima assas-
ainou a Clementino Alvea da Silva, sendo o crimi-
noso preso em flagrante e procedeado o subdele-
gado contra elle nos termos da le.
Ao ebesjar o IrensNo dia 10 da correa-
to s 5 1(2 horas da tarde, ao nbegar o trem da
estrada de ferro da S. Francisco, falleceu um paa-
aageiro que vinha no mesmo trem com deatiuo ao
Hospital Pudro 2'.
Ignora-sa o nome do finado.
MiiniimiisSet-Do Sr. Dr. Frankliu Eu-
genio de Magalbes Seve receb mos hontem a se-
guinta carta, escripta de Jab ato era 11 do cor-
rente :
" Inaugurando-be boj o assentamento da pri-
meira pedra das offioina, da cslrada da ferro do
licifi a Caruar, oeste cidade, o Sr. Franeisao
Jos de Aranjo Mello, fiscal das obras, entregou-
me a carta que junto tenho a honra ds rematter a
Vv. Ss., padiodo a sua publieago em seu cou-
ceituado Diario.Da Vv. Ss. amigo, criado obri-
gad s asssiguante, Franklin Eugenio de Maga-
Ihdes Heve.
Eia a carta :
Jaboati), 11 de Agosto da 1887. lila. Sr. Dr.
Seve.Para tor.iir mala solemne o acto da fun-
dagao da primeira pedra das officinas, da estrada
de ferro do Recife a Caraard, nesta comarca, apra-
veito o eusejo de conceder liberd-ide sob a condi-
gio da prestago de servigos por dous annoa, a
contar de hoje, 11 da Agosta de 87, a 11 de Agos-
to de 89, s minhas duas ultimas eacravisadas
Eduwges e Anna Maiia, dispensado igualmente
oa servaos d: aate rogenswa
E, para que esta raiuhi dehberagl) ae torne
publica, pego a V. S., como engauheiro lisc.l das
obria das ni ass ficiuas, e a quem cabe grande
parta das glori is leste dia quo se digne de ler
esta p-rante todos que cacipareeerera ao acto,
man 1 .nio em seguida dar publicidade nas foihas
diarias da cipiisl. Cumpre-ma agradecer o fa-
vor.De V. 8. attento venerador criado obriga-
dissimo, Francisco Jos de Arau/o Mello
Keunies nociei 111 araanh as se-
guintes :
Dt Sociedade Minerva Progresso Pernambuca-
uo, < 10 horas do da, em aua sle, para em as-
sembia geral tractar de negocios tendentes
mesiQ'j.
I)) Instituto L i Olindense, s 11 horas
11 m -uhi, em i aasembla geral, para
praatac i ds cantas.
I)i S'jclcdade Unas Commercinl Beneficente
dos Meroieur e, em i m sede, as 4 horas da tarde,
em assemola ger :i, pira leitura do relatara e
conta3 di administraco ltimamente linda.
Do Club Iateraaci nal da Regatas, cm sua s-
de, s 4 boras da tarde, para em assembia geral
ser eleito o 1 aecrjUrio, visto oo t-r aceitado o
cargo o qua foi eleito na reuniao de 7 dwcor-
rente.
Da Aaaaciago Portugueza de Beneficencia, na
sede social, a o meio dia, para em asacmbla geral
eleger a adaiiuistragao para o anno de 1887 a
1888 e diseutir-se um i propasta de interesse ss-.
cial qo toi eommissao para dar parecer.
Do Club Dramtica Familiar, na sede social, s
10 horas da m:nh, para em assembla gera! ordi-
naria ouvir a leitara do relatorio da directora e
a prestago de contal du espectculo dada em Ju-
lho ultimo.
Da Confrara de S. Chrispira e S. Cbrispiniano,
s 9 horas da mauii, era sesso do conselha fis-
cal.
Segunda -feira :
Do Monte-Pio dos Typagraphos de Pernambuco,
s 11 horas da manh, ra do Nogueira n. 47,
para a eleigo de um orador, vago pelo falleciraen-
to do socio Taylor ; na mesma sesao aero distri-
buidos diplomas aos socios que quizerem receber.
JjDa Ordem 3' do Seraphico Padre S. Francisco,
s 9 1/2 horas da manh, na greja da Ordem,
para missa do padroeiro doa novigos e para po-
fisao destes.
Da Santa Casa da Misericordia do Recife, para
a feata da padroeira, s 10 horas da manh.
Da Associago Beneficente dos Empregados P-
blicos Geraes, em assembla geral, rui do Hos-
picio n. 75, para continuago da discusao dos
respectivos estatutos.
Dlsjirlbulco de diploma* Teve an-
te-hontem lugar, coma annanciamos, a distribui-
go dos diplomas da Escola Normal a cargo da
Sociedade Propagadora da Instrucgo Publica.
A'a 5 horas da tarde, presente ua, grande nu-
mero de pessoas gradas, o Dr. Alexandre Pereira
do Carmo, director da escola, o corpo docente em
sua totalidade, o Exm. Sr. conselbeiro Pinto J-
nior, presidente do conselha superior, comegou a
sesso.
O Exm. Sr. conselbeiro Pinto Jnior, aceitando
o convite do Dr. director da escola assumio ca-
deira presidencial e depois de pronunciar um dis-
curso anlogo ao acto e de trazer ao conhecimen-
te de todos o eotbusiasmo de que o conselho su-
perior se achava possudo pelo modo parque se
tem desenvolvido o ensino n'aquella escola, con-
clua felicitando s aluznas DI). Thereza de Mel-
lo, Arminda de Mello, Zulmira de Ratis, Mara
Candida T. de Mello, RiU de C. F. de Medeiros.
Aquilina Fernandes, Gulhermina Fernandes, Bel-
larmina Araujo, Amalia Barros, Cecilia Barros e
Mtrtiniana Carneiro, pela ceneluso de seus es-
tados.
Em seguida fez a entrega dos respectivos di-
plomas e deu a palavia ao orador do corpo docen-
te, Dr. Virginio Marques Carneiro Leo que, de-
pois de algumas ponderagea sobre o estado de
atraso em qua se acha a instrucgo primaria no
Brasil e especialmente nesta provincia e de de-
monstrar a necessidade de argentes reformas, con-
cluo felicitando aa alumnas diplomadas pelo re-
sultado lisongeiro que obtiveram e a Escola Pro-
pagadora por ter mais mais onse advogadas ds
causa por ella patrociaada.
Obtiveram a palavra as alumnas-mestras : DD.
Thereza de Mello, Arminda de Mello, Zulmira d
Ratis e Silva, Mara Candida Tarares, Gulher-
mina Fernanles e Beliarmina Araujo, a oradora
do Club Pinto Jnior, D. Anna Isabel de hvei-
ra, a alumna da escola D. Harcilia Graga e o
profeaaor da 1 serie Dr. Acau Ribeiro que em
um bello improviso fez um apanhado da servigos
prestados pela Socieda le Propagadora e concluio
reconhecendo aquella escola como ama das pri-
meiras, seno a primeira instituirlo do norte do
Brasil.
Foi incontestavelmente ama festa que agrados
a todos e honra a escola que a promovea.
Urna banda de msica lhe dava aindamis
realce.
Club Dramtico FamiliarEsta socie-
dade promove um espectculo em seu beneficie
psra o dia 19 do andaute no theatro Santa Isabel
com a excellente pega de D. Ennery O beijo ds
judas oa a Falsa Adultera.
Mlfscellanea Pbllouopblca e Soeio-
losjlcaAcha-se em distribuigo aos Srs. assig-
nantes, e venda, na Livraria Fluminense, ras
do Baro da Vctoria n.9, o & fascculo da Miscel-
lanea Philosophica e Sociolgica do Dr. Aprgio
Gaimare8.
Becolblmenlo da loria-Na segaada-
teira (15 do corrente) ter lagar a festa da excel-
sa Ssnhora da Gloria, principiando s 11 horss
do da, com assistencia do Exm. Sr. bispo diocesa-
no, pregando ao evangelho o eloqaente conego
Antonio Eustaquio Alves da Silva ; e no Te-Det-m,
s 5 1)2 hoiaa da tarde, o padre mestre Joo Mar-
ques de Sonsa.
Tocar pela manh e a noite urna banda de m-
sica.
LelianaEflectuar-se-hao:
Hoje :
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, roa de S.
Joo n. 5, da armajo e gneros ah existentes.
Pelo agente Martias, s 11 boras, roa larga
do Rosario n. 38, de urna armaco inglesa e mo-
vis.
1
',


m
i

--


Diario de FernambucoSabbado 13 de Agosto de 1887
3



- Quarta-feira :
Pelo ugeutc Pestaa, ao me:o dia, rna do Vi-
gario n. 12, de am sitio.
Pelo agente Martina, s 11 hora, ra do
Imperador n. 16, de am sitio.
Pelo agente Stepple, s 11 horas, no mercado
da Boa-Vista, de materiaes.
Mla\* fanebre -Sero celebradas :
Hoje :
A's 7 horas no Convento do Carmo, pela alma
de Ncemedea Maria Freir ; as 7 1/2 horas, na
matriz da Boa-Vista, pela alma de ThomCon*
de Araujo ; s 7 horas, na igreja da Penha, pela
alma de Jos Ramos de Vasconcelos.
Terca-feira :
A's 9 horas, na cape'la do engeuho Caneca de
Negro, na matriz de sierros o na igreja da Pe-
nha, peli alma de Casimiro Lacio Jorge ; s 7
1/2 horae, na matriz de S. Jos, pela alma do Dr.
Manot-f Francisco Teixeira,
Directora dan obra* de conserva-
cao do* portoBolctim meteorolgico do
di* 11 de Agesto de 1837:
Francisca Faustina alachado, Pernambucc, 92
annos, via va. Boa-Vista ; velhice.
Joanna da Conceico Veras, Pernambuco, 21
annos, soltsira, Olinda ; tubrculos pulnionarea.
Maria Theodora da jConceico, Pernambuco, 60
annos, viuva, Boa-Vista; leso d'aorta.
Francitieo Amaro de Oliveira, Pernambuco, 29
annos, casado, 8. Jos; clica intestina .
Jos, Pernambuco 7 annos, (Jrac ; V rmes.
Um cadver mandado pelo subdelegado.de S.
Jos.
Horas
6
9
12
3
6
m.
o a -a
aoo-8
25-l
269
27'6
256;
Barmetro
0
WI-8J
NM9
762>34
760">76
76i01
Teaso
do vapor
16,93
19,35
20,79
20,36
19,19
T3
m

33
93
80
82
73
78
CHR0N1CA JUD1C1ARIA
Tribunal da Relami
SESSO ORDINARIA EM 12 DE AGOSTO
DE 1887
PBESIDENCIA DO EXM. SB. CONSELHETBO
QISTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coel/u
Temperatura mxima28*a25.
Dita mnima20, 75.
Evaporaco em 2i horca M sol : 4B,4 ; som-
bra: 2-,l.
Chuvanulla.
Drccco do vento : SSE de meia uoitp at 10
horas e 12 minutos da mauh; SE e SSE alter-
nados at 3 hor.is e 33 minutos da tarde ; SE e
ESE, com interimpcoes de;E, at meia noite.
Calmara das 3 horas da madrugala at 6 horas
da inaoha.
Velocidado media do vento : i,60 por segunde.
Ncbulosidade media: 0,44.
Boletim do porto
5 ce
q .H -
3!
J 5 H
s o
i'. M.
B. M.
P. M.
B. M.
Dia
11 de Agosto
12 de Agosto
Huras
9-24 da manha
312 da tarda
940
359 da manha
Altura
2, "02
0,98
1,98
1,02
Cana de Ut'ieucduMovimento dos pre-
sos da Casa de Dnenco do Recite no dia 11 de
Agosto de 1887 :
ExiaUam 383 ; entraran. 6 ; sahirim 5 ; exis-
ten, 384.
A saber :
Nacionaea 355 : mulheres 10 ; rstrangeiros 11;
escravos sentenciados 4 ; dem processado 1 ;
dem de correceo 3Total 384.
Arruchados 314, sendo :
Bona 319 ; doentes 25.Total 344.
Moviment.) da enfermara :
Tiveram baixa:
Antonio Tenorio Cavalcante.
Jos Jeronymo Cesar.
Joaquim Julo Jos do Naacimento.
Manoel Tenorio Cavalcante.
Tiveram alta :
Henrique Gomes dos Santos.
Joao Severo dos Santos.
LoteriUN (live.NaNA Casa Feliz, de A.
A. dos Santos Porto, na praca d* Independencia
ns. 37 e 3?, tem a venda os bilhetes das seguintes
loteras :
Provincia : A 9 loteria, pelo novo plano,
cujo premio grande 12:000/000, se extrabir
impret-.rivelmente quinta-feira 18 do corrente, s
2 horas da tarde em beneficio da Santa .Casa de
Misericordia do Recife.
Espirito -Santo : premio grande 50:000,1000
se extrakir no dia 19 do corrente impretenvel-
mente.
Santa-Catbarina: A 1J parta da 2 loteria,
cujo premio grande de 50:000,8 ser extrahida
brevemente.
Parabyba: premio grande 20:000/000 se
extrabir nc dia 20 do corrente, s 3 horas da
tarde.
Cear : premio grande 250:000/000 se ex-
trahir quando for annuncida.
Bilbeten de lotera*Em mi do agen-
te Bernardino Lopes Alheiro acbam se a venda os
bilhetes das seguintes loteras :
Do Espirito-Santo : A 4' parte da 3* lote-
ra, cujo premio grande de 50:000/, pelo novo
plano, serext.ahida Bexta-feira, 19 do corrente,
impreterive'm',nte.
Da provincia : A 9' loteria, pelo novo pla-
no cujo premio grande de 12:000/000, em bene
ficio da Santa Casa de Misericordia, ser extrahida
impreterivelm/iit quinta feira, 18 de corrente, s
2 horas da tarde.
De Santa-Catnarlna : A 1' parte da 2
loteria com um importante plano, cujo premio
grande de 50:030/000, ser extrahida quando
for annunciada.
Da Parabyba : sendo o premio grande de
20:000/000: ser extrahiia no dia 20 de Agosto
(sabbado), a 3 horas da tarde, impreterivel-
mente.
Do Cear : com nm importante plano, cuja
premio grande de 250:000/000, ser cxlrahida
quando for annunciada.
Do Grao-Para: A 10* parte da 11 lotera,
pelo noo plano, cujo premio grande de 100:000/
ser extrahida hoja 13 do corrento, impreteri-
velmente.
Lotera do Euplrlto-SaatoA 4a par-
te da 3" loteria desta provincia cujo premio gran-
de 50:000/000, ser extrahida no da 19 de
Agosto.
Os bilhetes acham se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 Martin Fin-
so 4 C.
Lotera da provincia A 9 loteria, pelo
novo plano, cujo premio grande de 12:000/000,
em beneficio da Santa de Misericordia do Recife,
se extrabir impreterivelmente quinta-feira 18 do
corrente, s 2 horas da tarde, no consistorio do
igreja de Nossa Senhora daJConcecao dos Milita-
res.
No mesmo consisrorio estarlo expostas as ur
nae as espheras a apreciacao do publico.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa Felis na prea da Independencia us. 37
a 39.
Tammbem acbam-ee venda na Casa da Fortu-
na ra Primeiro de Marco n. 23 de Martis F.u
a& C.
Assim como na Casa d < Onx<- na -na n Baro
da Victoria n. 40 de Joao Joaquim aa Costa
Le te e na Roda da Fortuna na ra Larga do Ro-
sario n. 36.
Lotera de ama-Caibarlna Esta
loteria, com um importante plano, cujo premio
rrande de 50:000/000, ser extrahida quando
or annunciada.
Os bilnetesacham-se venda na Casa da Fortu
na ra Primeiro de Marco n. 23, Mart ius
Fiuza A C.
Lotera da provincia do Paran
A 23a loteria desta provincia,pelo novo plano, cu
jo premio grande de 12:000/000, se extrahir
no dia 16 de Ag'sto.
Bilhotea a venda na Casa da Fortuna, rus
Primeiro de Marco numero 23, de Martina Fiu-
za & C.
Lotera da Parabybacata lobera cujo
premio grande de 20:000/000 ser extrahida
no da 20 de Agosto (sabbado) 'b 3 horas da
tarde.
Os bilhetes ..bam-se venda na Casa da For-
tuna ra Prim-iro de Marco n. 2, de Martina
Fiuza &C-
Lotera do CearaEsta acreditada lote-
ra cujo premio maior de 250:000/000 ser ei-
trahida quando fo. annunciada.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro do Marco n. 23 de Martina
Fiuza 4 C.
Lotera do rao-Para A 10* parte da
li loteria desta provincia, pelo novo plano, cujo
premio grande 100:000/000, ser extrahida
boje 13 de Agosto.
Os bilhetes ach.-un-se venda na Casa da For-
tcma roa Primeiro de Marco n. 23, de Martina
Fiuza & C.
CemlterloPnblIco. Obituario do dia 11
f Agosto:
Luisa Mara do Carmo, Pernambuco, 20 annos,
solteira, 8. Jos ; cachexia paludosa.
A's horas do costume, presentes os Sis. desem-
bargadorea em nume o legal, foi aberta a sessio,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os feitos deaavse os
seguintes
JL'LGAMESTOS
Habeas corpus
Pacientes :
Severino Aleixo de Vasconcellos. Mandou-se
ouvir ojala de direito do Caruai.
Marianno Amancio Ferreira.Negou-se a sol-
tara, unnimemente.
Quiriuo Jos das Neves.Prejudicado,
Recursos eleitoraes
.' Ilom Cons IboRecjrrente o juiz}, recor-
rido Lourenco B. zorra da Silva. Relator o Sr.
desembargador Toscano Barreto.Dou-ieprov-
meuto ao recurso, unnimemente.
De IngazeiraRecorrente o promotor publie i,
recorrido Snverin Jos de Cald is. Relator o Sr.
desembargador Pires Ferreira.Negou-ss provi-
mento, unnimemente.
Aggravo de petico
Do Recife-Aggravante o cousul de Portugal,
aggravado Victorino Domiogues Al ves Maia.
Relator e Sr desembargador Tavares de Vas-
concellos. Adjuntos os Srs. desembargadores
Del ano Cavalcante e Monteiro de Andrade.Ne-
geu-se provimento, unnimemente.
Aggravo de instrumento
Do Rio FormosoAggrsvante o Baro do Li-
moeire, aggravado Dr. Gervasio Goacalves da
Silva. Relator o Sr. desembargador Tavares de
Vasconcellos. Adjuntos os Srs. desembirgado-
res Alves Ribeiro e Monteiro de Andrade.Se-
gou-se provimento, unnimemente.
Prorogaco de inventario
Inventariante D. Joanna Coelho Carneiro da
Cunha.C jncedeu-se o prazo de 6 mezes.
PASSAOBNS
Da Sr. desembargador Delfino Cavalcante ao
Sr. desembargador Oliveira Maciel. :
Appeliacao civel
De OlindaAppellante D. Olympia Fonseca
Gomes, appellada D. Clara Joaquina dos Passos.
Appeliacao crime
Do PilarAppellante Jos Sjares da Costa,
appellada a justica.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
desembargador Monteiro de Andrede :
Appeliacao crime
De GaraohunsAppellante o promotor publico,
appt'llado Antonio Esperidio da Silva.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrtde ao
Sr. desembargador Alves Kibeiro :
Appellaclj crime
Da Priuceza App liante o juizo, appcllado
Antonio da Luz Pereira.
O Sr. desembargador Pires Goncalves, como pro-
curador da corda e promotor da justica, deu pa-
recer nos seguintes feitos :
Appellacoes crimes
De Maeci=-Appellante o promotor publico,
appellaJo Joa Ferreira Lima.
De AlagSa do MonteiroAppellante o juizo,
appellado Antonio Ferreira Tavares.
De CimbreaAppellante Leonardo Alves de
Siqueira, appellada a justica.
Do PilarAppellante o juizo, Hppellado Pedro
Paulo da Silva.
De BananeirasApp--llante o juizo, appdlados
Jos Januario Monteiro e outio
De MaceiAppellante Joao Gasparino de Cu-
la, appellada a justica.
Appellacoes civeis
De BananeirasApp liante Lutia Josepba da
Ccnceicao, appellado Joao Loureo^o, aenbor da
appellante.
Do RecifeAppellante
a fazenda provine ial,
appellados Cramer Frey < C.
Do Sr. desembargador Alves Bibeiro ao Sr.
desembar. ador Tavares do Vasconcellos:
Appeliacao crime
Do PiancAppellante o juizo, appellados Jo-
vino Renovato e Luiz, escravo.
Do Sr. desembargada Tavares de Vasconcellos
ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Appeliacao crime
De AtalaiaAppellante o juizo, appellado Joao
Baptista Primo.
DILIGENCIAS
Mandou-se dar vista ao Sr. desembargador pro-
motor da justica :
Appeliacao crime
De TaquaretingaAppellante o juizo, appella-
do Manoel Vicente Monteiro.
Appeliacao civel
De Mace,Appellantes o juizo e o escravo
Cautano Vitalino da Silva, appellado Jos Anto-
nio de Almeida Quimares.
Conflicto de jurisdieco
Entre os jaiies de direito da provedoria e o dos
feitos da fazenda do Recife.
DISTBIBL'I(,'UES
Aggravo de peticio
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Do commercio do RecifeAggravante Ludovi-
co Gomee da Silva, aggravada D. f Luisa Florinda
Pedrosa.
Appellacoes crimes
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
De BezerrosAppelian'.e o juizo, appellado
Eneas de Almeida r/edrosa.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
Do Brejo da Madre de DeusAppellante Ma-
noel Antonio da Silva, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Delfino Cavalcante : .
Do ReciteAppellantes o promotor publico,
Francisco Lima de Freitas Barbosa, Bellarmioo
Jos dns Srntos e Francisco Cardozo Leal, appel-
lados Henrique Ferreira Pontea e a justica.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
Do RecifeAppellante Jos Luis Saturnino,
appellada a justica.
Appellacoes commerciaes
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
Do Recife Appellante Jorge Tasso, appellados
D. Ambrozina Augusta da Rocha Bastos Penna
e seus filhos.
Ao Sr. desembargador Delfino Cavalcante :
Da PalmaresAppellante Francisco Antonio
de Brito Filbo, appellado Dr. Antonio dos Santos
Siqueira Cavalcante.
Appeliacao civel
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel:
De SalgueiroAppellante Antonio Soares de
Maritano, appellado Antonio Joaquim de Torres
Leitinho.
Encerrou-se a sejso 1 hora da tarde.
gravados dirigiram aojuis a quo a|peticao defls-,2,
onde, depois de mencionarm o contracto que ce-
lebraran! com a aggravante para a venda de suas
safras s fabricas de Cuyambuca, Bom-Gosto e
Cabr>, mediante o preoo de 8 rs. por kilogramma,
ou-12/030 por cada 100 arrobas de eannas, se con-
sidsraram credores d'ella na importancia de.....
46:830/057, pelas quantidadea que torneceram
d'esaa prodcelo ; e, para garanta, d'esse debito,
requereram que se mandasse proceder a arresto em
bens da aggravante; o quo Ibes foi deferido e no
tivou os arrestos de fia. 276, 27?, 278, 279, 280,
281, 298, 323, 335, 310 e 341.
Em vista dos tutos Vossa Magestade Imperial
se convencer de que, para a garanta de.......
46:830/057, foram embargados todos os bsns mo
veis, semoventes e immoveis pertenecntes aggra-
vante, tod.s as suas fabricas, utensilios e produc-
tos ; tudo emfim que lhe pertencia ou viesse a per-
tencer I !
Tundo sido allegado tanbem na petico inicial
que a medida requerida era urgente, porque o gz
rente da aggravante estava dispondo dos assucares
existentes nos armazens e fabricas e o mesmo poda
fater com as oulros bens movis e dinheiro, foi por
esse motivo decretado o arresto antes da justifica-
co estatuida pelo art 323 do Reg. n. 737 para a
concessao a'essa providencia violenta, vexatoria, e.
por isao mesmo, comente comedida em casos ei
traordinarios.
No dia seguate (15) comec.'U-se a executar o
mandado que t foi recolhido ao cartotio depois
que a aggravante requeren que fosse elle junto-.os
autos, protestando contra semelhante irregularida-
de, fh. 303.
Nao obstante a urgencia do procedimento vio-
lento requerido contra a aggravante, v-se pelas
datas em que foram lavrados os termos de arresto,
que elle ao foi concluido no dia 21, isto seis dias
depois de comisado.
No da 18 depuseram as teatemunbas ofierecidas
peloB aggravadoa (fla. 273), e a aggravante pelio
vista dos autos para oppr embargos ao arresto
(fla. 305); e dous dias depois (23) era requerida ao
juiz, o por elle ordenada, a venda do assucar ar-
restado.
Em data de 27 do mesmo mez, a aggravante
protestou contra essa venda, allegando ser ella ir-
regular e antecipada, visto nao ter sido anda jul-
gado procedente o arresto, o que determioou o des-
pacho d-. fls. 313, pelo qual miniou-se suspender o
leilao, e ordenou-se que es autos subissem con-
clusa*).
No dia 28, foi o arresto julgado procedente pelo
despacho de fls. 345.
Em 10 de Janeiro foram os autos com vista ao
advegado da aggravante, que no dia seguinre
apresentou es embargos d.> fls. 366 e 367, cuja di-
laco probatoria s um mez depois (10 de Feve-
reiro) foi assigoad (fls. 370) pir ter sido apresen-
tada aoutestaclo no Io de Fevereiro (fls. 368 v.),
nao obstante terem os aggravados recebido os au-
tos no dia 18 de Janeiro (fls. 368).
Durante a dilaco que de 10 dias (art. 334 do
citado Reg.) taes e tantas foram as diligencias re-
queridas exadverso, que s em 18 de Maio reali-
sou-se o lancamento, de sorte que devendo ser tila
de 10 dias rnente, nao terminou seuao depois de
decorridos 97 das.
Apresentadas aa razo.'s de i. 4)6 em sustenta-
cao dos embargos, foram os autos com vista ao ad-
vogado dos aggravados, que s os recolbeu ao car-
torio depois de 25 dias; e isto mesmo, porque a
aggravantj requereu a i. 489, qu-s fossem lies
cobrados com as razoea ou sem ellas, renunciando
na mesina occasio o diroito de fallar sobre quaea
quer documentos que fsssem offerecilos, certa, co-
mo estava, de que, nao obstante todas aquellas Pe-
longas, se pretenda juntar documentos no intuito
smente de dar-se lhe novamente vista dos autos,
o que espacaria anda in&is o jalgamento dos em
bargos.
No dia 20 de Junho sitbiram oa autos con^lu
sao do J4iz, que smente os despachou depois de
passados 44 das, profeiindo a deciso de que re-
correu a aggravante, que nao fra pjr ella sorpre-
bendida, at ten tos os tactos, circu instancias e inci-
dentes que, com a maior fil-lidade, acaba de ex-
beleeimentos, trativa de requerer ao juis com
ptente, em pas estrangero, a sua liquidaco e
< procorava alheiar seus bens, como de facto
albeiou parte, verifica se perfeitamente alguns
' dos requesitos mencioni.dos no art. 321 do Re.
n. 737. >
Do exposto se v que, nos dous primeiros fun-
damentos da sentcnce o jais a quo prscurou de-
monstrar qus existia nos autos prova litteral da
divida, e que assim fra satisfeito o disposta no
1* Jo art. 322 para a ooncossSo do embargo ; mas,
exigindo esse mesmo artigo, alem dessa condico,
a justificaco de alguns dos casos referidos no
artigo antecedente, nao podendo determinar neste
considerando qual delles se verficaua, limiton-se a
urna vaga affirmaco, contida as seguintes pala-
vras que empregou fundamentando a sua deciso
=verifioamse perfeitamente alguna do3 requisitos
mencionados no referido artigle assim suppo
resol vida a difficuldade.
A analyao deste fundamento da sentenca ag
gravada vem patcntear que, aioda quando se po-
desso considerar perfeita a prova litteral da di vi
da, nao devia o arresto ter sido ordenado por nao
verifiear-se nem um s dos reqnisitos para a sua
concessao.
Segundo o art 321 o embargo ou arresto tem
lugar :
1- Nos casos expresso no cod. arte. 239, 379,
527, 619 e outros.
2. Quando o devedor sem domicilio certo in-
tenta a izentar-se ou vender os bens que possue,
ou nao paga a obrigacao no tempo estipulado.
Antea da transcripto dos outros do citado
art. 321, con vem notar que os dous, cima referi-
dos, nao favoreeem de sorte alguma o despacho
aggravado ; o primeiro, por que nao se discute
aqu nenhum dos casos em que o Cod. expressa-
mente concede o arresto ; e o segundo, por que
nao se trata de devedor, cujo domicilio seja des-
conbecido ; pois, segundo v-se do decreto n. 8,627
de 28 de Julho de 1882, a aggravante tem domi-
cilio certo em Londres, oude foi'requerida sua li-
quidacSo, que nao poda ser ordenada aqu, con-
forme reconheceu e deelarou o juiz a quo nos autos
em quealguus accionistas lhe requereram que de-
cretasse a liquidado judicial da companhia.
Isto posto examinemos oa outros casos de ar-
resto :
3." Quando o devedor domiciliario : 1.* inten-
ta auscutar-se furtivamente, ou muda de domi-
cilio sem se enca dos credores ; 2. quando muda
de estado faltando aos seus pagamientos e tentan-
do alienar os bens que posaue, ou contrahind.
dividas extraordinarias, ou pondo os bens em nome
deterecras, ou commettendi algum outro artificio
fraudulento.
Cumpre notar que a disposicao transcripta
nao importa cessaco de operacoes que deveado
ser realisadas, sao suspensas em virtuJe de liqui-
da gao requerida, ou de outraa quaesquer causas.
O legislador, empregando aquella exprcsso,
Iuiz designar com ella a renuncia criminosa, o
Mamparo total do estabelecimento, feito pelo
commerciante que delle se ausenta, escurando a
sua guarda e conservacSo.
Ora, as fabricas se conservaram abertas e esti-
veram sempre sob a guarda da aggravante, em-
quanto nao foi nomeado o depositario a quem fn-
ram entregues : logo nao se poda consileral-as
abandonadas ; convindo notar que a maior parte
de sen pessoal fra despedido, nao s pela deficien-
cia de meios de que ella nao dispunha para
mantel-o, como porque nao era mais necessano,
visto ter deixado de funcionar.
A aggravante, diz o juiz a quo, piocurara
alheiar seus bens, como de facto albeiou parta.
Semelbantc arguico funda-se sem duvda nos
dcpoimentos das teatemunbas produzidas pelos ag-
gravados, conforme demonstrar a aggravante.
As tres testemunhas de fia. 273 e 274, depois de
affirmar que a aggravante hava reque.ido urna
liquidaco em Londres, o que motivara a cessaco
dos pagamentos e at dos ordeaados aos empre-
gados das fabricas, disem que aioda depois de re
querida a lqudaco,-o gerente da justificada nes-
ta cidade eflectuou ou tentou effectuar venda de
por.
JURISPRUDENCIA
QESTO JDICIARIA
Arresto
aggbavo intebposto pela companhia the
Central Sugar Factobies 'em liqdi-
DAQAO) DA 8KNTKN9A DO Dr. JDIZ DE
DIREITO ESPECIAL DO COMMERCIO.
Sonhor!
Para Vossa Magestade Imperial se aggrava a
Companhia Tbe Central Sugar Factories of Brasil
Lim.ted (em liquidaco) do despacho a fls...., pele
qual o Dr. juiz do commercio desta capital julgou
improcedentes os embargos de fls. 366 a 367, op-
postes aos arrestos feitos cm consequencia da pe-
ti^ao a fls. 2.
Expresamente autorisado pelos arts. 335 e 663
18 do regulamento n. 737, de 25 de Novembro
de 1850, o presente recurso deve ser prvido para
a reparacao do damno causado por aquella deci-
so, inaustentavel ante o direito e offensiva jus-
tica, conforme a aggravante demonstrar na apre
ciaco que passa a faser.
No dia 14 de Desembro do anno passado os ag-
D^pois d'esaes esclarecmentos, todos adduzidos
smente para o cabal conbecimento do curso do
presente processo at hoje, a aggravante, no pro-
posito de evitar demoradas apreciacojs, limitar-
se-ha a diseutir os fundamentos da sentenca qne
julgou improcedentes os embargos opoostos ao ar-
resto, pois tanto lhe basta para tornar patonte a
injustica que a assignal-a e conseguintemente a
necesaidade de sua reforma.
I
Considerando que as escripturas de fls. 4 e lis.
9 combinadas com os recio>s du fls. 19 a fl). 264
constituem prova litteral de divida, qne na i
comente a que pode dar luar a accao de aasi-
gnaco de 10 dias, porm todo e qu>.lqu-:r docu-
ment que com a assignatura do devedor, seu
procurador, preposto ou representante convence
da certeaj da meama divida.
Aa escripturas e os recibos a que se refere o juiz
u'csse considerando, provam apenas que o aggra-
vante obrigou-se a comprar as canoas quo lhe fos
sem foraecidas pelo prec,o estipulado, e que cffecti-
vamente as recebeu d'aquelles com quem contra-
ctou. Isto por si smente jamis p .der autorisar
a certesa da divida que se procurou garantir.
Onde est a prova de que a aggravante nao pa-
gou as cannas tornecidas? Nao possivel encon-
tral-a, nem as escripturas, nem nos recibos.
Para que se podesse ordenar o arresto, era pre
;iso que o debito fosse certo, liquido, e estivesse
suficientemente demonstrado, o que nao so verifica
no c .30 presente; porq<>anto nao basta provar
que algucm se obrigou a comprar qual quer mer-
cadera, e que a recebeu. para constituil-o devedor,
e responsav 1 pelo prego ajustado, attendendo-se a
que este poda ter sido satisfeito na occasio da
entrega dos objectos, ou posteriormente.
Os referidos docamentoa, pois, de modo algum
attestam a existencia de divida, e anda menos
que seja ella liquida, e exgivel independeotemen-
te de outra prova=-"/anfo ultra scripturam non
requiritur aliquid extrinsecus prtbandum. Val.
Cons. 164 n. 5.
A aggravante, Senhor, nao desconhece a obri-
gacao em que est para com aquel les que fornc-
ceram cannas s suas fabricas, o que contest:'., po-
rm, a sua responsabilidade pela quantia refe-
rida na petico inicial, superior a que devida aos
aggravados, conforme se evidencia da conta pre-
sentada a fls. 396 e 397 pelos peritos que exami-
naram os livros a a cscripturaco da companhia,
sommande-se as parcellas a qne elles tem direito,
ou dedusindo-se as importancias pertencentes a
outree que tambem eom ella ontractaratr, mas
ua> intervem neste feito.
Essa confiaso, porro, nlo basta para justificar
o embargo, porque constitaindo elle nm recurso
excepcional e vexatoria s partes, s deve ser con-
cedido nos casos em que a lei expressamente o
permitte, e depo s de observadas todas as exigen-
cias e condicoea por ella prescriptas, conforme en-
sinam Ramalbo, Praxe Brazileira 86 e 90 Pe-
reira e Soasa nota. Moraes de Excut. L 1 Cap.
4 j i n. 34, etc.
Do exposto se conclue que aos aggravados nao
aproveitam a confiaso feita pela aggravante, nem
outra qualquer prova produzida depois da con-
cessao do embargo que requereram.
Coonridcrando que obrigando-so a embar-
gante por escripto a pigar aos agricultores por
um certo prec> e quinzenalmente as cannas per
elles fornecidas, e apresentando estes recib.s
assignados por pessas competentes de urna cer
ta quantidade das mesmas, que foram entregues
e nao pagas ha perfeita prova litteral de seus
crditos. *
Este considerando contm o reconhecimento da
contestaco que a aggravante propoz ao primeiro.
De feito ; disse ja a aggravante que os recibos
e as escripturas nao couvenciam da certesa da di
vida, jorque podia ter sido efectuado o paga
ment das cannas fornecidas, e no segundo conside-
rando o juiz a quo positivamente declara que a
prova do crdito resulta dos recibos das mesmas
qne foram entregues o nSo pagas.
D'onde se infere, porm, que nao foram pagas ?
Dos recibos consta emente que diversas quan
tidades d'esse genero foram fornecidas s fabri-
cas, onde tinbam de ser moldas, o que nao exclu
a possibilidade ou mesmo a iffectividade do pa-
gamento. Para considerar se a aggravante res-
ponsavel pela importancia que procurou garantir,
cumpria que os aggravados provassem de modo
irrefragavel que estavam no desembolso da quan-
tia por que vender n as cannas, o que nao fiseram,
como deviam antes do arresto.
O nio preenchimento d'essa obrigacao fas com
que nao se possa asseverar que as cannas forneci-
das nao foram pagas.
IH
Considerando que, estando plenamente pro-
vado, sem contestaco da prnpria embargan
> te, que ella cessou 8us pagamentos, suspenden
suas transaeces, feuhou suas fabricas ou esta-
somento applicavel aos devedores que nao sao
coinmerciantes.
Esta intelligencia suffragada por Orlandonota
202 a nica que se concilia eom a letra e o
espirito do preceito legal; poaquanto, si o citado
3o fosse extensivo aos devedores commercianteb,
seria injustificavel a repetico contida no 5., ou
antes nao se poderia imaginar os casos em que
devia ser applicado.
Na peticlo inicial os aggravados allegaram a
mudanca de estado da aggravante, fnndaram
por esse motivo o arresto requerido no g 3." da art.
321. Ora aquella eventualidade s autorisa se-
raelhaate recurso quando o devedor nao com-
merciante, pois quo para aquelles que o sao, a lei
decreta e permute a faliencia : logo mal decidi o
juiz, ordenando o embargo.
Sendo a aggravante urna sociedade anonyma,
cujo objecto commarcial, nil se pode negar-lbe
a qualidade de commercianteart. 287 do cdigo.
Continuando no exame dos requisitos legaes
para a concessao do embargo, reproduzir a ag-
gravtnte os outros dous do art. 321 do Reg.
citado reguladores da materia.
4." Quando o devedor poBsuidor de beas de
raiz intenta alienal-os ou hypjthecal-os, sem
ficar com algum ou alguns equivalentes s dividas
livres e desembargados.
5. Quando o deve br commerciante cesaa ns
seus pagamentos e se nao apresenta; intenta
auaeutar-se furtivamente ou desvia todo ou parte
de seu activo ; fecha ou abandona o seu estab
lecimento ; cccalta seua effeitos e movis de
casa ; procede a liquidacoes precipitadas ; poe os
bens em uome de terceiros ; Contrae dividas ex-
traordinarias ou simuladas.
Eis os casos em que, segundo o att. 321 1>
Reg. n. 737 permittido o arresto.
A concessao do arresto nao um acto discrecio-
nario, nem pode ser decretado sem que se realisem
as circunstancias ou prescripcoes que a lei esta-
belecea para evitar 03 abusos no emprego desse
meio extraordinario e at odioso facultada ao
c-cedor.
O juiz a quo, porm. dcsattendendo a todos es-
ses principios, man ou arrestar lodos os bens da
aggravante, declarando apenas em justificado de
seu acto que, na bypotheao qu?stionaia, verifi-
can)-se alguns dos casos mencionados nesse artigo,
sem designar expressamente algum d'elles, tama-
nho foi o embaraco que encontrou na especifica-
cao de um smente dos meamos casos.
Qual seria, pois, o fundamento da senteoea re-
corrida, interroga hoje a aggravante.
Verificar-se-ha a bypotheao do 3." referente
ao devedor que mua de estado, falta aos seua pa-
gamentos e tenta alienar os bens que possue ; ou
s do 5., applicavel ao devedor commerciante que
promove o desvio de todo ou parte de seu activo,
fecha ou abandona o seu estabelecimeuts ? Ns-
nhuma d'cllas pie ser inv>cada em justieacas
do proc:dimennto violento autorisado contra a ag-
gravante.
A madanca de estado e a falta de pagamentos
justificara o arresto, se o devedor na com-
merciante, conforme j foi demonstrado ; mas an-
da quo diversa fosse a intelligencia da lei, combi-
nados os 3.a o 5. j citados, v-se que nenhum
valor teria essa allegaco.
Certamente ; se no 5. dispoe o R'g. que o
arresto tem lugar quando o devedor commerciante
cessa os sjus pagamentos e nao se apresenta, nao
se deve tambem esquecer que semelhante proced
ment inadmissivel toda a vez que elle compa-
rece, e que acontece com a aggravante, que veio
logo a juizo e requereu que se procedesse sua
liquidaco.
Para a prova do comparecimento da aggravan-
te em juizo logo que seus pagamentos cessaram,
basta a transcripeo das seguintes pilavras da
peticilo a fls. 2 e acontecendo qu-j a mesma
companhia Tbe Central Sugar Factories of Rra-
zil, Limited tenha requerido a sua liquidac)
em Londres, onde tem a sua sie, mudando as-
sim de estado.
Foram, portanto, os aggravados os primeiros a
contessar que a aggravante apreseuteu-se em
juizo logo qus nao pode maia indemnisal-os ; mas
concedido que essa declaraco nao toase sufficien-
te para provar a correccio do procedimento da
aggravante, e a sua boa f, o documento que ella
orajuuta, dissipa qualquer duvida sobre a justica
de sua intencao ; psrquanto d'elle se evidencia
que no dia 9 de Dezembro (cinco dias antes do
requerimento do arresto) j ella pedia ao Tribunal
competente a sua li quid,te. lo.
O arresto, ensinam todos 03 essriDtores, um
meio cogitado para impedir a venda, aiiensco
assucares.
Todos esses depoimentos, produzidos pelo modo,
alias muito conbecido, que observado no juiz >
do commercio, nada provam relativamente albei
acao de bens por parte da aggravante.
Para se conbecer quo infundada a arguico
ahi feita, restricta smente a venda de assucares,
basta atteuder aos quesit03 do exame de fls. 389,
em seguida transcriptos e as suas respostas :
3
Qual a quantidade de assucar vendido desde
3 de Dezembro do anno passado a Pohlman
& C. ?
o Qual o preco dos assucares vendidos em 3, 7
e 14 do mesmo mez de Dezembro?
Qual a quantia recebida pela Compsohia Cen-
tral Sugar de Pohlman & C*., e qual o debito
dos mesmos Pohlman & C ?
5o
Alm dos assucares vendidos a Pohlman &
>.'., foi vendido algum outro assucar ?
< No caso affirmativo, a quem, cm que data e
> qual o valor ?
Responderam os peritos (fl*. 393 v.) ao 3o :
que a fls. 372 do diario, smente sob data de 15
de Janeiro de 1887, consta a debito de Pohlman
t C*., e a crdito da conta de assucar, terem sido
vendido aos mesmos pela Central Sugir Factories
8,391 saceos pe 59:023/640 e 360 por 2:604/2/0,
sommando tudo 61:627/910. que a quantia re-
cetada de Pohlman & C*., pela companhia foi, se-
gui-.do o livro caixa a fls. 24 em 4, 7, 15 e 16 de
Desembro de 45:200/0.'0.
Convm des Je logo notar que o assucar vendi
do a Poblman, muito anteriormente ao pedido <.c
liquidaco, foi arrestado pelos aggravados, e man-
dado entregar ulteriormente ao camprador pelo
juiz a quo, que considerou procedentes os embargos
de terceiro oppostos ao arreBto.
Ao 5 quesito responderam anda os peritos :
que alm do assucar vendido a Pohlman & C'.,
houvc outras vendaa que figurara no diario a fls.
373 aob data de 15 de Janein a saber :
sua, c suspendendo os seus traoalhos antes da
terminada a safra, desde qne por tal motivo
nio podia mais recebel-as, % ellas teriam de
perder-se, sua responsabilidade pela respectiva
importancia estava verificada e lateralmente
provada, correspondendo aos embargados o d-
reito de procuraren) garantir-se nao s pelos seut
crditos provenientes das cannas j esrtregnes,
como das que teriam de perder-se por culpa ds
embargante, sendo que o valor destaa nao podis/
ser logo precisado Dor denendor n ,,, niW.
A Pereira Carueiro 7,923 saceos
A J. da Silva Salgueiral 190 sac-
eos
A Pereira Pinto & C, 50 saceos
58:441/560
1:576/190
477/000
Bs. 60:494750
ou extravio de bens em prejuizo de terceiros ; ou
antes um recurso que estatua o legislad ir para
garautir o credor contra a fraude do devedor que
tenta frustrar o pagamento de seus dbitos, dis-
pondo do que possue.
Isto posto, e attendendo se a que pira a decrc-
tsco do embarga o Reg. expressamente exige,
alm da cessaco de pagamentos, a ausencia do
devedor commerciante, incontestavel que na by-
potheae oceurreute nao justi: ivel esse reenrso,
provada, como est, a boa f da aggravante, cuja
intencao nao d momenti em que requereu a sua fallencia, e a li-
quidaco de todo o seu activo e passivo, fieindo
d'eat'arte privada da adminiatraclo e albeiaco de
seus bens, e collocada conseguiutemenfe em con-
dico de nao poder prejudicar por modo algum
aos seus credores.
Urna ves demnstralo que a cessaco de piga-
mentos nao autorisa va por si smente o presente
arresto, visto a aggravante ser commerciante, c
ter comparecido em juno, examinar ella agora se
verifica-se alguma das causas mencionadas no
5. do art. 321 (desvio de todo ou parte de seu
patrimonio, eucerramento ou abandono de seu es-
tabelecimento) em virtudo das quaes fosse orde
nado.
A aggravante nao fechou, nem abandonou aa
iiBuaa fabricas.
*> Na poca em que foi o arresto requerido, ella
tinha o seu escriptorio nosta cidade, onde se acba
va representada por legitimo procurador, que im-
mediatamente comparecen em juizo, promovendo a
defeza de seus direitoa ; e as suas fabricas, posto
que nao funecionassem, estavam, como continua-
ram a estar, sob a guarda e vigilancia de seus
prepoatos.
O abandono de que cogita a disposicao citada,
Da resposta a esse ultimo quesito se pader In-
ferir talvez que a aggravante nessa data (15 de
Jan* ro) vendeu o assucar neile mencionado ; en-
tretanto toda a duvida desapparecer, se atteu-
der-se a respasta de fls. 400 v. dadaao outro (3o)
de fls. 399. Ahi disseram os peritos que de Pe-
reira Carneiro & C., a quantia iffeetivamente re-
cetada foi de 58:020/540, eendo de 5 a 29 de No-
vembro 50:020/540, de l a 16 de Dezembro.....
8:000/000 e de J. da Silva Salgueiral, a 4 de Ja-
neiro 1:576/190 e de Pinto Alves & C., em 24 de
Dezembro 477/000.
Do exposto, portanto, v-se que depois de 16 de
Dezembro a aggravante s recebu dinheiro em
24 de Dezembro e 4 de Janeiro, montando as quan-
tias qua recebeu n'es3as dataa a 2:05'i/190.
Eia a grande quautii rccebir>a pela aggravante
depois de requerida a liqui i,-!>, e que ella ap-
plicou, como as demais anteriormente apuradas,
ao pagamento das despezas das fabricas, tendo nos
livroa a sahida que 03 peritos mencionam a fl j. 394
v. e 400 v.
Ora si foram estas nicamente as vendaa que a
aggravante realisou, depois que requereu a su ii
quidatao ; si todas ellas foram devidainente escrip-
turadas, e nao desconhecida a applicacao dada
aos valores recetados, destinados, como toram ao
pagamento de despezas pelas quaes era responaa
vol, como suppor e affirmar que se procurou
1 alheiar bens c qua de facto se albeiou parte ?
Quem exuninar os autos por mais parcial que
seja, nao poder, em vista d'elles affirmar que a
aggravantu albeiou parte de seua bena ou mesmo
qvie procurou alheiar ; salvo se quizer fazer refe-
rencia ao assucar veudidj depois do sequestro a
Salgueiral e a Pinto Alves, na importancia de
2:053/190.
Esse assucar tendo chegado estac to daa Cinco
Pontas depois de feito o sequestro em tudo quanto
posaua a companhia neata cidade, eacapou por
esse motivo de aer envolvido na rede em que 08
aggravadoa suppozeram apanhir todos os bens da
aggravante. Nao estando, pois, esaa mercadoria
compreheniida nos sequestros feitos, a aggravante
podia veudtl-a em viata da autoraaco que foi
dada ao eeu liquidador pelo Tribunal em Londres
documento a fls. 416 v.
A venda do assucar, que para esse fim aqui che-
gou, nao podia ser considera ta um acto frau-
dulento, e capaz de justificar o arresto, mxi-
me estando o liquidador da aggravante competen-
temente autorisado, e tendo pela procuraco a fl
411 dado poderes ao ex-gerente da companhia para
represantal-o, e praticar no Brasil todos os actos
coocerneates a liquidaco.
Releva anda ponderar que a aggravante, suspen-
dendo o sorvic> das fabricas, tinha necessidade de
pagar aos seus operarios, que, nao conhecendo o
processo judicial da liquidaco das sociedades
anonymas, exigam com as maiores ameacas os 1 temunhas de
salarios a que tinham direito. Todos os aggra-
vados sabem perfeitamente o que entlo se passou,
e podem dar testemunho de que a demora havida
em algum desses pagamentos foi a csusa da morte
de umjdos melhores empregados da aggravante,
na fabrica de Bom-Gosto.
Nestas circumaancias, si nao fossem os arres-
toa, a aggravante teria vendido todo o assucar
existente as fabricas, e satisfeito aos seus empre-
gados, dos quaea alguna que tinham vindo para o
Brasil em virtude de contractos com ella feitos,
com todo o direito reclamavam a su* prompta in-
demnisaco, sem o que nao poderiam voltar para
seus pases.
Accresce que si a aggravante tivesse effectuado
em terxpo a venda do assucar arrestado, teria evi-
tado o enorme prejoizo qua soffreu a liquidaco
com a venda judicial em leilo, na qual apenas se
obteve cerca de 17:000/000 por asaucar de valor
superior a 60:000/000, ficando aquella quautia
sujeita a desoezas e commis&oes na importancia
de mais de 5:000/000.
Estes algarismos dispensara qualquer commen-
tario.
Antes' de paasar a aggravante a outro conside-
rando, convm psnderur que entre as causas da
justificaco do arresto, se encontra mencionada a
seguinte : tratar a companhia de requerer a ,
juiz competente em paiz estraugeiro a sua li-
quidaoo. *
Nao exacto que a aggravante nesse tempo
estivesse anda tratando de requerer essa liqui-
daco, pois j o havia feita como asseveram na
propria peticlo, os credores que pe liram o arresto ;
as suas testemunhas, nos depoimentoa du fla.
a fls. eo documento ora junto, pelo qual v se
que aquelie acto remonta-se ao dia 9 de Dezembro
do anno prximo passado.
Mas o facto de requerer a companhia a sua 1*
quidaoo podia autorisar o arresta ? Per certo
que nlo. Encontrar eate porventura melbor jus-
tificaco em ter sido o requerimento apreaentado
autoridade competente em paiz estrangero ?
Tambem evidente que nao. Quererla o juiz a
quo que a liquidaco lhe fosse requerida ? Nao
erivel ; poiquanto elle mesmo reconheceu qne o
nico Tribunal competente para ordenal-a, era o
do domicilio da aggravante.
Cono, pois, se invoca contra a aggravaite,
para justificar o arresto, o facto de ter ella reque-
rido quelle juis a sua liquidaco ? !
IV
Considerando que obrigando-se a embargan-
te tambem por escripto fls. 7 v. e fls. 15 v. a pa-
gar as canoas que ficassem na campo por culpa
ogo precisado por depender o sen conheci-
ment de avahaco.
Neste considerando o juiz a quo prejulgou ques-
toes que estao sendo discutidas peante elle, e
anda nao subiram sua concluso ; e firmn o
direito dos aggrav.dos ao pagamento da ennai
que deixaram de aer colhidas, ponto este que mais
tarde ter de ser por elle decidido.
Dest'arte se antecipou um julgamento que g
depois de ampia diacusso e r.flectido eiame, de-
via ser proferido.
Embora nao aeja licito ao juiz pronunciarse
anteeipadamente sobre questoes que ten de jul-
gar, todava a aggravante deixuria passar sem
contestaco o considerando de que ora trata, se
elle, mais regalista do q-e o re, nao viesse direr
que os aggravados tinham o direito de garantir
os seus crditos proveaieutes nao t das cannas j
entregues, mas anda das que teriam de perder-
se por culpa da embargante !
Senhorv basta que Vossa Magestade Imperial
lea a petico inicial para ver que os aggravados
requereram o arresto smente no intuito de garan-
tir o crdito proveniente de cannas tornecidas ns
importancia de 46:830/057.
Sendo o arreato pedido nicamente para esse
fim, com que direito o juiz a quo pretende exten
tendel o garanta de outro crdito nao cogitada
pelaa proprios aggravados ? .'
A apreciarn desse considerando parece Je to-
do excusada, to manifesta a injustica qus elle
consagra.
A aggravante, convencida de que o juiz a quo,
Ilustrado como tarde sa arrepender de havel-a
escripto, nao insistir mais neste ponto para nao
augmentar-lhe a i fiticco
V
Considerando qe tendo no curso daa accoes
que foram propos:as, se ve-ificado qui o valor
t destas cannas excede de 500:000/000, nao se p-
de qualificar oa arrestos de cxcessvos, pois gran-
dea poredes dos assucares arrestados ja estavam
o vendidos a terceires e nao se pode saber a prio-
ri se os engenhos appr. hendidos, no estado em
que se acham, teein valor muito superior di-
vida, sendo indiff.rente que elles presentera
ou nao quantias avultadas.
Nao exacto, como affirm o juiz a quo, que no
curso das accoes propostas (julgadas desde j nos
presentes autos) se tenha verificado que o valor
daa canaaa na) entreguea excede de 5-0:000/ lOO.
Foram feitas, verdadj, as avaliai b d fls.
a fls., mas a aggravants reclamou contra ellas
por consideral-as exagera las, e protestou por ou-
tras qne agora mesmo eatao sendo effectuadas.
Concedido, porm, que as avaliaces passadas
a futuras venham a elevar o crdito doa aggra-
vantea por cannas que nao forneceram, a.......
1,000.000/000, nio tendo elles pTcurado acaute-
lado, restricto, como foi, o arresto garanta de
46:830/000. o juiz a quo exproprio marte nao po-
dia auplial-o, pfrmittindo o embargo em bens
sullicieotea para o pagamento deseas centenas de
contos h que se julguem com direito os aggra-
vautes.
Requerido o arresto nos termos j men donados,
nao era licito ao juis exageral-o sob o faldamento
de que havia outros crditos, que alias nao lhe
cumpria, ex officio, garantir.
Do exposto v-se. poi?, qua houve manifesta
infraccao do art. 327 do Reg n. 737, s gando o
qual o embargo s pode ser feito em tantos bens
quantos bastem para a seguranca da divida.
VI e VII
Considerando que smente o negociante ma-
triculado que goza daa prerogitivas de nao
Bcrem seus bena arrestados, nao achando-se a
cmbargnnte n'aquelle casa ..........
Considerando que nao se trata de bens arre-
ar cadados cm consequencia de fallencia ou liqui-
daco jorcada, pois, quando se fizeram os arres-
tos a liquidaco ainda nao tinha sids requerida
ou decretada e a respee.tiva sentenca smente
teve ocumpra-se -muito pisteriormeote.
Nao ha duvida alguma quanto affirmaco
contida no primeiro desses considerandos. Nao
obstante, porm, nao ser a aggravante negocian-
t; matriculado, t estara sujeita ao arresto, se
contra ella se bouvesse verifieado algum dos casos
meacionados nos 4 c 5 do art. 321 do Reg. n.
373 ; o que nao succedeu, visto ter ella requerido
em tempo a sua liquidaco, acharem-se todos os
seus bens .sob a guarda de um depositario e ad-
ministrador nomiados dii accordo com a lei, e nao
haver mais uecessidade daquelle meio violento,
que nao pd9 s->r decretado noa caaoa de fallencia
Reviata Jurdica de 1871, pag. 173.
Pela fallencia nomeado um administrador,
aob cuja guarda e responsabilidade ficam todos 01
bena do fallido, e em conaequencia do arresto sao
elles depositados em poder do pessoa da confian-
ca do arrestante ; e nesse caso como poder o li-
quidador cumprir os deveres de seu cargo, estan-
do, por f irea do -.rrest", tolos os bens judicial-
mente apprehcndidos, e entregues a outrem ? !
Nao possivel conciliar jurdicamente estas duas
situacioes.
- ,0 liquidador da aggravante foi enesrregado
pelo Tribunal, em Londres (documento a fls. 416)
de tomar posse, recolher e proteger a proprie-
dade da companhia no Brazil e na Inglaterra...
dirigir os negocios da companhia quanto seja
necessano para benfica liquidaco da mea-
o ma, etc.
O Governo Imperial conceden exequtur sen-
tenca proferida em Londres, e mandada aqu cum-
prir pelo juiz a quo documento a s. 425 e 426) ;
entretanto at hoje nao foi ella anda executada,
porque, estando arrestados todos os bens movis e
immoveis da companhia, ns poude o seu liqui-
dador tomar posse delles.
Eis a verdade.
Nem se d.ga em justificaco do arresto qae elle
foi requerida antea de ser decretada a liquidnco.
Na petico inicial os aggravados affirmar jiu o con-
trario, quando requcr;ram-no em consequencia da
mudanca de estado da aggravante, por ter sido
ordenada a liquidaco ; o mesmo depjs .'ram as tes-
a fla. e tambem confirmado
pelo documento junto, d'onde v-se que em 9 de
Dezembro a aggravante apres ntou o seu reque-
rimento ; isto antes do arresta, que s foi feito
depois do da 15, quando j nao era mais exe-
quial.
E' exacta que o exequtur foi concedido poste-
riormente ; mas esta circumstancia, segunda en-
snam os jurisconsultos, pouco ou nada infiue para
a soluco da questo.
Flix e Demangeat considerara o julgamento
declaratoria da fallencia em acto de jurisdieco
voluntaria, qne deve produzir seus effeitos costra
territorium, sem que haja neeessidadede tornsi-o
executorio nos cutros estados ; considerara ainda
os syndicos mandatarios do fallido, nomeados
por um Tribunal estrangero no interessa da
masaa, e dabi cocluem que, do mesmo modo que
a procuiacao'regular valida ainda em pazeses-
trangeiros, a procuraco que o julgamento confere
aos syadces, sendo authentica, deve ser efficax
em toda a parte, onde es syndicos queiram se
prevalecer de aua qualidade.
A meama doutriua segu Mass, que, na tercei-
ra edico de su 1 obra 1 Direito Commercial es
suas relaciLa com o Direito das Gentes e o Di-
rtito Civil, abandonou a d3tinceo que anterior-
mente fasia entre o caso em que o fallido aceitara
a fallencia e aquelie em que a contestara.
Para evitar citaces excusadas, transcrever a
aggravante to smente a doutriua de um distinc-
to jurisconsulto italianoCariena seu livro in-
tituladoA fallencia segundo o Direito Interna-
cional Privado.
Abi diz elle : II fat un temps o, partant d'une
i lee trop absolue de la souverainet territoriale,
on disait qu'un jugemeutrendu l'etranger n'exis-
tait pas pour les autres Etats. On part aujoord'
hui d'un principe superieur, admis dans l'interet
de toutes les nations : on no soutent ,.i;is que
le jugement etranger manque daas les autres etats
de toute exi.tence jundique ; on dit seulement
que l'exesution de ce jugement ne peut pas avoir
lieu avant d'avo;r et demande l'autorit lca-
le et concede; par elle. Si done le pareatis est
necessaire, c'cst parce qu'aucun acte de l'execn-
tion ne p*ut itre oper dans un/etat si ce n'est
au nom de l'autorit lomle, laqueis a le de nepas
psrmettre l'execution avant une instaoce en exe-
qutur, instance don le but est de recbercher seu-
lement se jugement etranger reunit toutes les
conditions d'un veritable jugement et si son exe-
cutiou n'est pas contraire une loi d'ordre pu-
blie interne.
II suit de la qu' no jugement etranger n'a be-





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Diario de PernanibucoSabbado 13 de Agosto de 1387
oia d'ctre renda ezecatoire que lonqae s'il a'sgit
d'en veoir 4 an acte d'ezecacion pro[irement dte,
et qu' aa contrairo, a'il doit seulement etre produit
comme titre paar conatater aa fait oa pour de
terminer ane qualii, 1 n'y a paa beaoio. de le
soumettre i aae instanee en exequtur.
Appcando-se, poia, a doatriaa do citado ju-
risconsulto, vs-se qan afustetitavel o argumento
invocado em favor do arresto em questo, e de-
dasido da circunstancia de ter sido concedido o
exequtur a fl. 425, depois de concedido o im-
bargo.
VII
Considerando que sendo ojuiz competente
para decretar a liquidacao o da sede da com-
panbia, que em L adres e tendo se verificada
alguna dos requisitos mencionados no art. 321
do Reg. n. 737, nao se pode negar aos credores
> residentes no Brasil e por contractos a li reali
sados, a faculJade de se dirigirem ao juiz ter-
ritorial no intuito de garantiris os scus direitos
com a urgencia que era indispensavel para evi
Urem qualquer alienacao antes de ob'-idas as
sentencas cendemnatorias em termos de sercm
dadas ezecuco. a
O principio sobre que bas.'ia-se esse consideran-
do, e indicado as seguintes palavras lerem se
verificado alguns dos requisitos mencionados no
art. 321 do Reg. n. 737 falso, como j foi de-
monstrado.
Se fosse verdadeiro, polia eff-jetuar-ae o arres-
to, qualquer que fosse o lagar onde tivesse de ser
decretada a liqudaclo.
O direitos dos credorea,* jt qaal fr a aua na-
cionalidade, fcam suflficieutemente garantidos pela
liquidacao.
A falleneia, diz o citado Cirlep-iR. 30, como in-
stituicao commercial, tem um uuico fim,i protec-
(o do crdito, que a alma do coinmercio. Con
siderada em seus etf-ito, ella nao 6 mais do que
a applicacao pratica do seguinte principio de razo
universalos bens do devedor constituera o pe-
ntaor commum de todos es rredores. A le da f. 1 -
lencia a igualdade de condicio para todos os
credores que confiaram no devedor.... Por mais
variadas e mltiplas que sejam as operacoes da
falleneia, ellas tm por carcter urna tendencia
manifest, para a unidade e a conct-ntraca > um
t tribunal deve declarar a rallencia, urna s ju-
risdicclo proceder ver.ficacio dos crditos; a
concordata ama nica, e ama nica igualmente
deve ser a liquidacao do patrimonio do fallido, fei-
ta pelos syndicos, caja accao central substitue as
acedes individaaes de cada credor. Tudo o que
na doatrina ou na jurisprudencia, conclue o cita-
do jurisconsulto, tem por effeito romper esta uoi-
dade, contara o espirito das leis sobre a falles
cia e perturba-Iba a economia.
Quo diversa a doutrina do juiz a quo 11
Boina cominerclal
C1OTAgOK8 OFFICIAKS DA JONTA DOS COR-
RECTO BES
Recift, 12 de Agosto de 1887
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 15 djv. com 1|4
0/0 de descont.
Cambio sobre Londres. 90 d|V. 22 3/8 d. por li.
do banco, hontein e bt je.
Dito sobre dito, vista, 22 1,8 d. por 1/000, do
banco, boj.
Cambio sobre Lisboa, vista, 140 0/0 de premio,
do banco, boje.
Descont ae letras, 9 0/0 ae anno.
iJ resiente,
Antonio Leonardo Rodiiguee.
O secretario,
Eduardo Duneta.
uvlmenlti banrarln
BBCIFE, 12 PE AGOSTO DE 1887
PRACA DO RECIPE
Os bancos mantiveram hoje no baldo a taza de
22 1/4 d. sobre Londres, saccando, por'O, todos a
22 3/8 d., fechando firme a asa taza.
Nio conatou transaccao em papel particular.
PRAQi DO RIO DE JANEIRO
Os baaos, em geral, a ue-.ram a 22 3/8 d. so-
bre Londrer, nao constando em papel particular
transaccao alguma.
As tabellas expostas aqu forain estas :
Do Iktkbmaciomal :
90 djo vista
Londres.......
Pars........
Italia........
Hamburgo......
Lisboa e Porto.....
Principaes eidades de I'ortu-
gl........
New-York......
Do Lomos Bank :
Landres .
Paris. .
Italia. .
Hamburgo
Portugal
New-York
22 1/4
427
529
23.)
22
431
431
531
241
246
2270
!K) djv vista
IX
Considerando que quaesquer czcessos que por
ventara se tivesaem dado na ezecuco dos man-
t dados, nao podem prejudiear os arrestos, princi-
plmente tendo sido a embargante attendida,
como o foi em todas as suas reclamacdes..
Hi engao da parte do Ilustrado juiz a quo
n'eaaa a-ireciaco. A antea reclamado feita pela
aggravante contra os arrestos, a constante dos
embargos desprezadoa pala aenteaca de que se in-
terpoz o presente recurao.
A reclamacio attendida, e a que se refeie o con
aiderando, foi feita pe|o ez-gerente d aggr.ivant',
que pedio ao juiz a quo Ibe man dasae entregar aa
roup 18 de seu aaoe alguna movis que Ihe perten-
ciam. e achav,.m-ae em Cuyambuca, na caaa onde
msrava. Eaaa reclamaco feita em seu nome in-
dividual, e nao no da aggravante, foi attendida,
verdade; mas convem notar que foi preciso ezpo-
direm se duas prectoriaa, para que elle recebeaae
a quedes objectos individamente aequeatrados.
Se bou ve ezcesio na tzecueao do nandado de
arreatos, e foram penhorados beni no valor de
mais de 3,000:000/000 para garanta de........
46:830/057, como julgar improcedentes os embar-
gos oppostos? O art. 327 do RJg. condemna posi-
tivamente semelbante julzamento.
X
Considerando que a entrelinha de fli. 3 (que
alia nao est provado que fosae escripia poote-
riormente ao despacho) nao pode iufljir de modo
algum para nallificar o arresto, porque o qui da
meama consta j4 estava no corpo da pe ti cao e
nao altera o seu sentido.....
Eis o ultimo considerando da eeatenc* aggrava
da; e onde se affirmam auas proposico s inaus-
tentaveis em vista dos autos ; a saber : Io nio
ettar provado que a entrelinha de fli. 3 fosse cs-
cripta posteriormente ao despicho; 2 nao in-
fluir porque o que da mesma cousta ja estava no
corpo da petizao.
O arresto nos edificios nao estava indicado oo
corpo da petico, e altera-Ihe o sentido
Para demonstrar que eata a verdade, basta
tranacrerer da petico inicial o s.'guinle: e
acontecendo, dizem ah os aggravados, que
a mesma cimpanhia The Central Su^ar Facto-
ries of Brasil, Limited, tenha requerido a mi.
liquidacao em Londres, onde tem a sua sede,
mudando aasim de estalo, e ache-sa o respecti-
vo gerente dispondo dos aasucares eziaten-
tea nos rmaseos e fabricas da Companbia e
possa fazel-o rom outros betm nnnel
e tflnbelro, os supplicantes, fundados no
art. 321 g 3- do Reg. n. 737 requeren a V.
Ezc. que se digne de m*nd*r expedir mandado
de embargo para ser efectuada em anma-
car. cario de pedra ou ou ir. qual-
quer genero eximente nun arma-
Piassava.....
Pranehdes de amarello.
Residuos de algodSo
Sementea decarrapato.
Trapos
Para dentro do Imperio
Agurdente
Alco-ol.....
Algodao .
Assucar.....
Ccoa (fructa)
i)cce ......
Eapanadores de penna .
Polhas de jaborandy .
Medicamentos .
Oleo de mocot .
-Meo de ricino .
Pranehdes de vinhatico.
Q.ieijo do serto .
Rap......
Sal......
Tnboas de pao carga
Tamancos ....
Vassonras de piassava.
Vinho de jurubeba .
BECArrDI.A(AO oo assucab
Para o ezterior 1.765.923 kilos
Para o luterior 173.193
3.0J0 kilos
69
70.375 kilos
3.880
5.000
eno
122.080 litros
9.600 .
26.853 kilos
173.193 .
12.100
350 kilos
80
50 kilos
1 caiza
75 kilos
1.800
12
50 kilos
216 1/2
10.000 litros
3
3 fardos
50 duziss
46 velumee
Semina
1.939.116
22 1/4 22
427 431
431
529 534
239 241
2/270
Do Esqlish Bahc :
90 djv vista
Londres....... 22 1/4 22
Pars........ 4*7 431
Italia........ . . 431
Hamburgo...... 529 534
Lisboa e Porto..... 239 241
Principaes eidades de Porta-
gal........ . 246
liba dos Acores .... . . 249
liba da Madeira .... 246
New-York..... 2/270
creado de usucar e algodao
BEC1FK, 12 DE AO08T0 DX 1887
Assucar
A cotaco deste producto, para o agr cultor,
contiuf a regular aos algarismos abaizo, por 15
kilos :
[tranco, os melbores que
apparecem no mercado,
regulam de .... 2/200 a 2/400
3. serte boa..... 1/900 a 2/100
3.* regalar..... 1/700 a 1/8)0
Hmidos e baizos 1/500 a 1/700
Smenos...... 1/300 a 1/400
ilascavado..... 1/040 a 1/100
Bruto....... Z900 a 1/000
Rtame...... 70J a /800
Alijod&o
Hcuve cffertas do 6/60'J por 15 kilos ptra o de
1.a serte do eertao ; de suppr, porui, que nao
se suatente aquella cotac), visto o mrcalo ter
fechado freazo.
Entrada* de aucar e algodao
HEZ DE AGOSTO
Assucar
Entradas Dias Saceos
Barcacas...... 1 10
Va-terrea de Caruar 1 6 11
Animaes...... 1 12
Via-terrea de S- francisco 1 10
Via-frrea de Limoeiro 1 10
Entradas
Semma.
Algodao
Dias
Barcacas...... 1 10
Via-lenea de Caraar 1 11
Animaes...... 1 12
Via-ieriea de S. Francisco 1 10
Via-ferrea de Limoeiro 1 10
'Somma.
1.459
215
150
1.259
46
3.1*9
Saccas
400
66
684
202
24
1.376
Ueapnrno* de exportaran
MBZ DE AGOSTO
Nos das 1 a 11, team despachados na Aifan-
dega os artigos seguintes :
Pura fra do Imperio
Agaaydeute
Algodfio .
Assucar .
Borracha .
Caroccs de algodao.
Cocos (racta) .
Coarinhoa e pelles .
Coaros salgados. .
Doce.....
Ferro vellio .
Metaei velboi .
1.960 litros
803.158 1/2 kilos
1.765.. 23 >
7. ,
151.275 .
5.000
2(0
13.551 kilos
i .
52 fcnelad.
3 ,
Vaporea daspaciados
Vapor francs iondego, s&hido hontein, levoo :
Para Montevideo :
f;0 pipas com agurdente.
Carregaram Pereira Carnsiro & C.
Para Buenoa-Ayres :
50 saceos com cocos (fructa).
i/irreg iu J. Lopes de Barros.
Vapor ingl conduzio a carga seguinte :
Para Liverpool:
2.800 saceos com asquear masca vado.
6.047 Baceta com algodao.
50 toneladas de ossas.
40 ditas de ferro v lho.
18 fardos de raizea medicinaos.
Cari'egarain diversos.
\avio a caria
Esto sendo despachados os seguintes :
Bngue portugus Armando, diversos artigos, para
o Porto.
Barca portuguesa Claudina, diversos rticos, pa-
ra o Porto..
Vapor ingle Elstow, algodao, para o Bltico.
Vapor nacional lan os (i eb g .r;, varios gne-
ros para os portos lo sul.
Vapo* ingles La Place, algodo, para Liverpool.
Vapor ingles Sculptor, diversos artigos. para L:
verpaol.
Propuaiim a carga
Patacho portugus Verita.
Vapor nacional Mrquez de Celas.
Navios a dentar:*
WADEO DO BtOALHO
Brigue inglez O. Blanche.
Escuna ingleza Bella Rosa.
Escuna ingleza Emolator.
Lugar inglez Flor ente.
Lugar inglez Cluta.
Patacho inglez J L. B.
QDADKO OO ZABQOE
Barca nacional Mananninha.
Escuna diuamarqueza Fides.
Escuna allsma' Getine.
Eicuna allem Friti.
Escuna norueguense Refortn.
CABVO DE PEORA
Barca dinamarquesa Jorgrn J. Lolt,
Barca noiueguense Homborgsund.
TRILHOS DE FEBEO
Brigue portugU' z F^gueirense.
HADEIBA
Barca uorueeueuse Ferout'ca.
GOBDUBAB
Barca nacional Mariano XI.
Patacho portugus lenta/iva.
VABI08 GEHBBOS
Vapor inglez Merchanl.
Pauta da Alfanrteca
SKM4HA DE 8 A 13 DE AGOSTO DB 18SV
Assuear retinado (kilo) .... 146
Assucar braueo (kilo) .... 126
Assucar mascavado (kilc) 066
Alcool (litro)....... 150
Arroz com casca (kilo) 65
Agurdente e...... 06
Algodao (kilo)...... 373
Borracha (kilo)...... 1/06
Couros seceos salgados (kc! 460
Couros seceos et pichados (kilo' 5.S5
Couros verdes (kilo)..... 275
Cacao (kilo)....... 4'KJ
Caf restolho (kilo)..... 3:0
Carnauba (kilo)...... Kf
Carocas de alrodo (kilo) 014
Carvo de pedra de Cardfi (too.) 16/000
Caf bom (kilo)...... 460
Cachaca (litro)...... 056
Parinha de mandioca (litro) Oo
Pumo restolho em rolo (kilo) 4u5
Fumo restolho em lata (kilo) 6*50
Fum? bom (kilo)...... 720
Fumo em foiha bom (kilo) WQ
Fumo em folha ordinario (kilo). 400
(ieuebra (litro) ...... 200
Mel (litro)........ 010
Milho (kilo)....... 010
Taboados de amareiio (duia) IOO/OjO
sena da companbia oo de tercelro,
bem como as fubricas e mais em dinheirj en
poder do gerente E. C. C>nuor ou em mi de
i terceiro, pertencente a companbia, paasando ae
carta precatoria as Justinas das comarcar do Ca-
bo, Palmares e Eacada para nos engenhos cen-
traes situados n'essas comarcas tffoztuar-se
igual embargo (segu a entreliuha) noa eilill
co aaaucarca e anlmaea -,
Si o arresto foi requerido nos bens movis,
assucar, carvSo, dioheiro e gneros ezistentea
noa armasena e Fabricas, em poder do gerente e
da tereeiro por serem cases bena de fcil aliena-
^So, comoaffirma ojuiz a quo que o pedido do ar-
resto nos edificios estava j incluido no corpo do
requerim.'Qto, e nao altera o seu sentido ? !.. .
A entrelinha nos edificios, assucires o ani-
maes foi escripia depois do despchala a peti-
cao, como V. M. Imperial poder reconbecer, cza-
uvnando aa precatorias de fl. 294 v. e fl. 331 v.,
onde se encentra a mesma eitreluih;, comeado
ez'ictamente as mesmas palavraa que, so tivesae
sido escriptas na peticSo antes de ser cata despi-
chada, nao estariam, como estao, entrelinhadaa
as reteridaa precatorias.
Si em vez destas, t^ss.-in czpedidia outras, seria
difficil, seulo impossivel, provar que aquellas pa-
lavraa foram intercaladas dopoia do desasten i ;
maa, preferidas, como foram, pelo trabalbo que
haverit em renoval-as, ficou desde logo registra-
da n.stea autos a confirmado do que toi tl'egado
pela aggravante.
S.'uhor, a aggravante' j o dase as rozse de
fl., e pde venia a V. M. Imperial pira mais
urna rea repetir : os aggravados procurain desaui
mar os credores ingleses, inainuaudo-lhcsa deecren
Ca ni justiC/t dos Tribuuaes Brasiieiroa; inaa, cer-
ta da int^gridado e illustraclo do V. M. I. a
quem ae dirige, espera que setneihante intento nao
vmgar, e confia que aj reformada a son tenca
de fl. 490, que julgou improcedentes os embargos
a fl. 366 por ella oppostoa aos iniquoa arrestos de
fl. e fl., condemnados os aggravados as cuatis.
JUSTICA.
Recife, 8 de Agosto de 1887.
Dr. Joaquim Cono. d'Arauj >.
PILICICOES A PEDIDO
A columna
da columna man testa e ella
bom qual o motivo de tanta
A zioga
deixa ver
furia.
Os taes manhos $ contrariara muito a co-
lumna e embaracen urna desuna.) tao dc-
BINCOS
Crdito Real de Pernambuco, 2 dividendo,
nato de 5 0/0 sobre o valor das entradas reali-
zadas 'lo capital, ou 3/000 por aeco.
Brazit, 67 dividendo, na razSo de 9/000 por
aeco. Esto encarregados desae pagameuto os
agentes Pereira Carneiro & C.
CARRIL DB FEBBO
Trilhos Urbanos do Recife Olinda e Reberibe,
25 dividendo, razao de 8 0/0. O pagamento
f.iz se ni eacriptorio da compauhia as ten; ia e
sabbados.
COUPARHIAS
Cjmpi'thia de Siifiaci). vina das aea re
midas, vencidos em 31 de Dezembro do anno pas-
eado.
Memorial
Aos accionistas da Estrada de Pebro do Rbei
bao ao Bokito foi marcado o prazo d- 60 dias, a
contar de Airosto coi rente, para realizarem a 7.'
eutrada de 10 0/0 do anas accoes.
Aos contribuintes dos impcs'os deindustria e
protisaao e predial, f >i marcado o prazo de 30
dias, qu-'terminar 22 do corrate, para apre-
eentsrern na Kecebedobia Gbbal as reclarnagoo
que porventura tenhstn de f^zer com relat;i> ao
ultimo lancamento.
Com o descont de 4 0/0 e at 30 de Seteuib-o
vindouro, serao eubstitui las na Thbsodbaia dk
Fazknda as notas do vnlor de 2/000 da 5. estam-
pa, 5/000 da 7.* e 10/UU0 di 6.'
Importar
Vpor inglaz AfercAan che^ado de Liverpool e
escala em 11 do crreme e consignado a Alitiit o
Patrr & C, manifestou :
Carga de Liverpool
Asido sulfrico 1 caiza a B Otar O tea & C.
Arcoa de ferro 450 falsea a Pcrreira Ommares
& ;'.
Arroz 50 sacos orden, 50 a Surca do Ani
rl Iiinos, 20 a J. F. di Costa, 25 a Silva Mir-
qoea & C 25 a Arauj o.Caatr > S C, 50 a Oouiiu-
go Alv.ia M.itheus, 50 a J. B. de Carv..lho.
A.-nostr-ts 2 vo'umea a divera >s.
Annacoas para ac'lina 1 caiza a William llalli-
day z C.
Ancoras de ferro 3 a Jos Alves da Sdva San
tos.
Araruta 2 caizas a Francisco Manoe! di 'silva
&C.
Alpiste 15 saceos a Fernandes 4 Irooai, 10
Araujo Castro 4 C, 10 a J. B. de Carvalho, 10 a
Souza Basto Amorim & C 40 a Oomiug-os C^uz
os C, 10 ordem.
Barrilha 30 tambores ordem
Barra de ferro 20 a C>mpanhia de B-obT.b!,
16 a Perreira Quimaraes ft C, 313 e 10 feizes a
! tnpanbia Pernambucana, 47 e 210 a Autonio
Rodiiguea de Souza c C, 575 e 34 a R.-is & Sin
tos.
H.:cut'8 5 caiies a Gonpilvea Roja iV Fcr-
aauJca, 3 a Silva M irquea 4 C, 3 a Jos Joaqitn
Alves & C
Cha 35 grades ordem.
Calcados 1 traitoa Mano -I de Barros Civalem
te, 2 a Cesar Lopes St C, 5 a Albino Cruz C, 1
a Perreira Barbosa t C, l ordem, 2 a Thota.z
Je Carv-.iho 4 C.
Cognac 15 caizas a Carvalho 4 C, cerveja 20
barricas a Francisco Quedes de Arauj>, 10 a
Paiva Valen!e 6 C., 30 a Fernandea & Irmos.
C minios 5 saceos a Paiva Valente 4 C.
('.rrontes do ferro 1 barrica a Perreira Quima-
raes & C, 1 a Cirdoj> At Innios, 3 a Jos Alves
da Silva Santos, 3 a R;is 4 Santos, 6 a VianDa
Castro & C.
Cravo da la lia 3 saceos a Fernandea 4 Irma >
Ci ira 25 caizas a Francisco Quedes de Arauj ,
25 Crva!ho t C.
Canella 15 caizas a Fernandos it Irmos.
i.'b i ,o3 de sol 1 cHix) :i M.tnoel da Cunha
Loo i.
Canos dd torro 22 feiz-'s i ordem,
Cki 21 toneladas a Cardoso &, IrmSo.
Cobre 65 rolomes a Miguel Isabella 4 C.
Chumbo de muuicao 50 barns a PerKra Qui-
maraes Vt.inn.1 Caatro 4 C.
Dreg.e 15 volumes a Fraacis.'o Maao 1 da Sil-
va *. C, 9 ordem, 4 a Faria Sobriuho 4 C.
latosa 32 fardos ordem, mo.
Gozadas 50 barricas a A. D. Carneiro Viaa'i,
10 a VI i randa 4 Souza.
Batanb) 1 barrica a Miguel Iaabolla Se C, 1 i
Cotcpanbia Pernambucana.
fclastic; 1 caiza a A. D. Carneiro Vianna.
Eniitre 20 barricas a Francisco Matio.l da Sil-
va i- C.
Fio 4 firdos a Samuel I*. Juh isron 4 C, 1 a
Ferrcira Quimi.rrs C, 7 a A bino S Iva & 0.
14 barrio ts a VUnna Ciatro 4 C.
r olhns de ferro 7 fetxes a Cardoso Sr limai, ru-
tas de metal 9 eaizta a Atniritn Irarfoi 4 C.
Pogataaroa 150 a Mirenda 4 S>.uzi.
Perrageai 8 vo'utnea &rd>im, 2 O'iveira
to & 0, 2 a Parate Vianna 4 C, 1 a A. I). C ir-
a -jada, p*ra que possara paasear livremea-
te os italianos da Thesouraria de Fazsada
e de outras the:oururiaa. Se noa fosse
permittido, se estivesae mesmo na nosaa
ndole evitar a justa punijao de culpados,
fique certa a columna que consentiramos,
tal o remorso que transparece no na
artigo nos manhsos* pelo quo Azorara ami-
gos certo e dignos, que instara, porque j
i totopo, pelo cumpriuonto das promessas
facis, feitas em outros tmpos.
Tenhara paciencia 1
A culpa nao nossa e muito menos dos
dignos estadistas que juntos procurara im-
pritLr administrajao publica um cunho
deiconhecido para os alugados, e de cuj
falta o paiz se resenta ha muito tmpo.
Dus queira que as duras liqes que tem
recibido os alugados, neate tompo de se-
rie Jale, concorram para que, m is tarde,
mais cautelosos e precavidos, no cri'm
novos martyres, mudos e quedos, cujo bem
estar, seriamos os primaros a desejar, se
entonde8t>emo8 que o alhcij no tem dono,
pertence a tolos.
Teiihara pacieneia e resign^jlo, pj3
muit mais soffrem aquellos que, mal aqui-
nhoad-s, sontem, desde j, a dura separa-
gao da sjciedade era que viveram, alimen-
tando-se, de tempos em tempos, com pro-
mess'is engaosas que l chegam e tele-
gr-j'iitnis forgicadoa, pa bocea de outros;
pois o confronto dos de fra com os de
d-'ntro seria penosissirao.
Ao paseo quo fornecemos aos escrevinh'i
dores p.lavras de cunado, eDsinadas pela
religiio que profeaaamos, a qual nos apoa-
ta sernpre urna bemaventuranja eterna, os
alugados 7oItnn, e cada vez mais descon
fiados e tristes pelos recaioj ntimos que
os atormentam de revelayojs 'que infeliz-
mente nao virio I Parece que vai se tor-
nando muito tarde !
Ub I se poiessemos ouvir Ihes os sonhos
o p-'zadellos I
ons tempos oram os de outr'ora, Uaje
go rendoso, comminditas o papel... que
Maleriars par estrada de ferro 324 volumes e
p-'caa a Qrest Western of Brazil Rawiy Com-
Mercadorias diversas 1 volumo a Compauhia
de Heberib >, 2 a ordem, 1 a Almei'da Duarte, 4 a
i ornes de Msttos Irmos, 1 a Cramer Frey 4 C,
2 a Salaz ir 4 C, 9 a Quimareb 4 Pernan, 4 a
N. Ponseca 4 C, 10 a Baltar Oliveira 6 C.
M- ias 4 caizas a Cram -r Frey fc C.
M iveia 3 caizes a Silva Fernn Jes 4 C.
Orijectos para gaz 3 volumes a empresa, ditos
par estrada de ferro 21 volumes e pecas ao Dr.
II. V. Pederneiras.
Oleo de linhaca 2o birns a Francisco Mauoel
da Silva Az C, 10 a Faria Sobritiho 4 C, 2 tam-
bores a C. O da Costa Moreira 4 O, 33 a or-
dem.
Objectos pira chap)8 de sol 4 caizes a Leite
Basto C.
Presuntos 3 caizas a Taiva Valen;e 4 C.
Papel 1 caiza a O C. da Costa Moreira 4 C,
4 fardos a ordem.
Presos de cobre 1 barrica a Jos Alvea da Sil-
va Santos.
Pa deferri 30 feizes a Ferreira Guimaraes
AtC.
Sida ca-istica 50 tambores a ordem.
Tintas 21 barricas a Francisco Manoel da Sil-
va 4 C., 128 a ordatn.
I'rapoa 1 fardo a Baltar Oliveira oS C.
T-cidos diversos 6 volumes a Rodrigo de (.ir-
valho 66 C 14 m Gu rra &t Fernandea, 210 a
ordem, 6) a Machado c* Pereira, 34 a Laix An-
t.tiiio Sequeirt, 2 a Itn-nardino Miia 6e C, 25 a
Nareiao Maia 4 O. 22 a O uto Jardim Se (!, 2 a
I) I'. Wild ,; C. I a Bertiet & C, 9 a A 8antos
4 C 2 a FigueireJo & C, 8 a A. Vteir 4 O., 5
Soasa N g icira 4 C, 2 a Alves do lrito 4 C 4
Frincisc de A(^vedo 4 C, 30 a Gsacalvea Ir
.nao t C 4 a J'aqu'in Qoiicalves,! 16 a Couto
Sai'oa At C, 6 a Silveira Al C, 15 a Albino Amo-
rim At C.. 2 a Andrade Lipes & C, 13 a Loureiro
Main& C.
Vidros 8 caizas a ordem.
Viudo 15 caizas a Salzer Kanff.nann 4 C.
/no 1 barrica a Ferreira Quimiraes 4 C.
Carga di Lisboa
All is 45 caaastras a Rodrigues de Faria & C
Batatas 51 ineias eailaa a Qoncalves Rosa 4
Fernn Jes, 70 a Perreira Rodrigues 4 C 100 a
Pv Val-nteAcC, 100 a Silva Guimar.-a 4
O, 30 a Domingos Ferreira da Silva 4 C.
Ceblas 20 caizas a Qoiicalves Rosa 4 Fernan-
dea, 30 a Paiva Valeute 4 C, 20 a Cuuha Irmos
4 C 51 a Ferreira Rodrigues 4 C, 30 a Domiu-
gna Ferreira da Silva 4 C, 50 a Silva Gaimares
4 C
C -bis 24 rolos a Belirao Ai Costa.
Prelo 150 saceos a Paiva Valente & C.
Fru tas 25 caitas a Domingos Ferreira da Sil-
va 06 C.
I npreaaoa 1 caiza a G. Lapirt 4 C, 1 a Lan-
delmo Ricba, 1 a Beltro 4 Cuta, 1 a Audr
Santos.
Lvros 1 caizo a G. Laport 4 C.
Ptsaas 25 fardes a Domingos Ferreira da Silva
4 C.
Siuat-s 1 caiz.Ti a Gomes de Mattos Irmos.
Toucinho 50 meios barris a Cuoha.Irmos
C. 15 & Ferreira Rodrigues 4 C.
Vnagre 5 barris a Ram33 4 Sanios,
v'iuho v'O pipas a Pereira Carneiro 4 C 4 a J
P. ta Costu, 4 e .'16|10 a Joao Fernandea de Al-
ta i la, 12, 10,5 e 10,10 a Goocalves Roau 4 Fer
aaa lea, 25 e 35(5 a Domingos Cruz A6 C, 35 e
25,5 a Paiva Valente 06 C, 31(5 a_Ramos At San-
toa, 30|5 a Joaquim Duarte Sirnea 4 C ., 13,5 e
20|1 a Jos BoorigSMI 4 C, 25|d a Antonio de
Oliveira Maia, 5,5 e" 20|10 a Caetano da S.lva Pre-
zndo, 2t>|10 a Frai.cisco Ribeiro Pinto Guimares
4 C, 7t5 a Jos M. da Silveira, IOjIO a Luis
Antuuio Sequeira, 31|10 a Caatro Jnior, 20,5
o IOjIO a Domingos Alves Matbeas, 30,5 a Jo&-
quuu da S. '-arneiro.
Carga do Porto
A los 73 canaetras a Francisco Ribeiro Pinto
(>oni-iraes Ac O, 57 a Joao Fernandea d'Almeida,
50 a Mendes Lima 4 O, 68 a Paiva Valente z C.
Conservas 6 eaizas a Francisco G. de Araojo.
Cadinboa 1 barrica a Antonio J. da .Matta Gui-
inaies.
Caiachoa 2 fardos a William Halliday di C.
C.rtilbas 1 caiza a Manoel Jjaquim Ribeiro
fcC.
Kstanho 6 caizas a Francisco G. de Arauj-.
Ferrtigens 3 caixaa a Willtam Halliday & C, 6
ordem.
L/nba 3 caixaa a Mia Sobrinho 4 C. Dita e
papel 1 caiza a Nuaes Foaseca 4 C.
K -arios 1 caiza a Manoel Joaquim Ribeiro k C.
corra de ralo em mo, sera denunciar o
orirae que encsrrva, por ter sahido de
mos limpas e honradas !
O tempo foge, urgente livral-os quanto
antes da a^ao da ju-.ti;a !
Porque no o tazem pela for^a ?
Seria preterivel e mais proficuo do que
osystetni que adoptaram de descompos-
turas e desaforos. Nao s5o tao mogos
queja nao estejam citrtissimo3 da que des-
composturas e bravatas n5oderrubam situa-
(,'3es, e muito menos os meetings e mojSes
votadas por desordeiros. Goitados !
Que Ihe reste o consolo da votas5>s un-
nimes as raoc/Jes dos domingos. O povo
pode muito, o povo tu lo quinlo dirigido
p 1 > verdadeiro p ttriotismo, mas nao por
gente qu> quer o go verno pan fazsr o mes-
rao quo j fez, o ter cadeias disposiyao
para livrar-ss de algara importuno d* po-
pulaba que exige prompta e devida p"-ga.
O desordero vive mais feliz o satisfeito
agora, tem mais agrados, e nSo simples
odiid) at ouvido que o leva a eadflta.
Pode reclamar sol qi z;r, cero de que
ser atteadido ; porqio da contrario muito
2ousa surgir, o muito trabalho ter a po-
lica !
C ras^rve o auditorio das variediJes o
estado actuil las eOjpaatS, exija muito e vo
to sera psatcnjir as raorjS^s, pirque ebe-
gado o tmp> Je seu dominio e da distri-
buidlo do que foi arrecada lo. E, quando
nao atteudi lo, grite e grite muit>, porque
obter o devilo, ou entSo vira a interven-
<;5o uicessaria que Ihe dar na pirtilha tos
cem annos de 'perdao.
E' duro de soffrer, m.s on-lo o remedio
da partilha feita ? A n3 caba a responsa-
bihdade do governo do p^iz, no mo esta-
do pin qu-) nos veio, o o dover de castigir
os culpados ; aos desordeiros o Inra tempo,
a colheita, o resultado dos bons serrigos
que prestiram; aos alugados e abolicionis
tas do tom o ciptiveiro cruel, a obrigacao,
sera saiiida, de darem na razio do que li-
Machinismo 1 caiza Companhia do liebenbe.
Objectos para telegrapho 2 caizas a Brazilian
Tclegraph Snbmariae. Ditos para eacriptorio 1
caiza Companbia do Beb.'ribe, 1 a T. W. Com
ber. 1 a Bogiist.
Provisoea 19 caizas a Stundera Brothers A6 C ,
21 a Carvalho 4 C., 6 a H. J. Hardiog.
Preauntoa 3 caizas a S^unders Brothers 4 O
Perfuinvius 2 caizas a Uuiraares Cardos > 4 C.
Qieijx 7 caizaa a Alheiro Oveira Az C, 21 a
J. B de Carvalho, 10 a Ftrosales da Costa & C-,
5 a Quimaraes Rocha 4 O
Bemeotea 1 ciiza a \V. M. VVelster.
T. ctdoa diversos 159 7olnmes ordem, 39 a Luiz
Ant tafo Sequeira, 127 a Machad) 4 Pereira, 31
A. L. G'im*rea, 6 a Nirciso Mna4 C 6 a Gon-
calvea Irma j 4 C, 4 a Abe Stein A6 C, 2 a Joa-
quim Agostinho At O., 9 a Guerra 4 Fernandea, 27
a Alves tle Bnt 4 C-, 2 a A. Vieira & C., 4 a
Narciso Uata 4 C, 2 a Bernet & O
Uiuirt .ca
aacira. 11 un ao jfto db 18S7
tara o exterior
Me vapor inglez Scidplor, car regara ni :
Para Liverpool, J. A. C. Vianna 819 volumes
cstii 70,371 kilos de bagaco de earoco de algodao;
V. Neeaea 20 lardos c m 5,000 kilos de trapos.
No vapor ingles Els'ow, car regir aro :
Para o Bul tic >, Boratelmann & C. 2,000 saccas
com 151,110 kiLa de algodao.
Na barca portuguesa Claudina, carreja-
rain :
Para Lisboa, J. M. Dias 30) saceos com 22,500
kilos de asaucar branco.
Para o Porto, M. Lima o C. >36 saccis com
21,072 kilos de algodao.
fara o interior
No vapor nacional Mandos, carregou :
Para Baha, D. A. Matbeua.2 caizotes com 50
kilos de quejes.
No hiato nacional Corraio de Natal, carro-
gou :
Para Macliyba. Nano di Foaseca 3 tabois de
pao-carga.
Oinbclro
ITI*1M it
Pelo vapor francs Mondego, para :
Macei 17:000/000
Baha 12:0OJ/')O0
Rio de Janeiro 7:400/000
Headiiueacos pnblico
MES DB AOOSTO
ALfaniega
raram, quando o cofre j se acha muito
agotado.
Para tal raartyrio s podemos aconselhar
paciencia e resignarlo !
Tribunal da Relajo
Qoem houvesse de fazer a estatistiea doa pleitos
em que a juanea, a le e o din ito sao dcsspiedada-
mente trucidadoae em cuj julgamentoentramcomo
elementos a ff-icio ou o odio e ou.ros iuteressea
inc nfesaaveis teria de computar na eatatistica a
d-'ciso que em sesao de hontem, o Tribunal da
Rel.ieo proferio no aggravo iuterposto pelo BarSo
de L-mieiro co 'n o Dr. Gervasio Goocalves da
Silva e a oa mulher.
Foi relator do aggravo o Ex:n. Sr. desembarga-
dor lie mogenea.
Preciso e claro no relaturio do feito, perfeitameu-
te 1 gtco, naa conclutojs o diatincto julgador ac-
tingo precisamente o ponto culminante da qaesto
ovolveu com lucidez.
Tolo, porm, foi baldado! A t.btencao de jui-
Eea s rieados, a ptoposito firme, em que eatavarc
de tasar p-nder a balanca da justiea, cuja concha
haviam clandestinaineuto chumbado, tornaram-se
salientes.
EUcs tiaham aquella surdez evanglica caracte-
rstica de quem cerra os ni vi J -s d'a'ma e da cons-
eeneia para ciliar o remorso que sa revolta.
Tal foi a justa liidigoaeaa do relator, que nao
podendo conter o impelo verberou de immoralida-
do a lefesa do aggravado i
Foi urna iniquidade!
Entretanto tudj nao est a inda perdido!
O voto do relator um penbor seguro de encon-
trarlo m3 Urde aquella justiea, cojos princi-
pios i dementares formo houtem bruscamente 80-
phistnados.
Nem em toioTiibuaal o Dr. Gervasio Qoncal-
ves da Silva ter p trentes desembargadorea, para
apeaar da suspeico legal dar apartes nem acenara
juotirj vendada.
Recife, 12 de Agosto de 1887.
Sra. &etactores.Tendo chegado ao meu co-
iibecimeulo urna denuncia contra mim dada ao
Ulm Sr. aubielegado d-i Boa-Vista, como sendo eu
comprador de roubos, venbo pedir ao calumniador
denunciante que aupan.c i em plena luz, e nao se
valha do aiiouymo (pos'.al) para me querer deemn-
raliaar.
Su muito conhecido.
Camiiibo Novo, 10 de Agosto de 1887.
Manoel Jos de Almeida.
'. 'i .^i
Rend "eral
O 1 a 11
dem >c 12
it-.-uda provincial
De i a 1!
Idcoj de J2
28031/571
29:283*901
28:526 40C8
2:963/822
II!:ite nieional D. Ju'ia, chagado do Araeaty
eai 12 do orrente e c-nsignado a Bartbolomeu
LitiretiyO, maufeatou :
A s'odo om rama 350 aaccis a Gomes de Mat-
t -_ Ir -na .
sj! -00 alquerc3 ao consignatario.
Jaros e dividen to
Esto endo pagos os seguintee :
DIVIDA PUBLICA
Apolices ger es e provinciaea.
Apolices municipais (rs. 15t 256).
LITTKAS HVPOTHeC ARIAS
Do Banco de Crdito Rtal, 7 0/0, ultimo se-
mestre.
n iu Vianna, 1 a Companbia Peraaiabaeana, 6 a
Miranda 4 Siuza, 3 a Nuaes Ponseca Ai C 7 a
AItiiio Silva A; O, 30 a Res 4 Santos.. 2 i a Fer-
reira Quimarea Ac C, 5 a SimuclP J diti'tou
4 C, 10 a Wliliam Hllliday At C
F lhas de Flanlrea 25 ordem, 115 > Ferreira
Quimaraes A; O, 50 a A. D. Cirneiro Vianna, 30
a Saino I P. Ji hiitt'.n 4 C.
K-'rro guzo 20 toneladas e 1 quinta! a Ctrdbso
t 'iaio.
Lcuca 36 gigos ordem, 10 a J. F. da C ata, 1
a U..T11 irdiuo Duarte Campos z C, 68 6 barri-
cas >. Jos do Maeedo.
:i 6 fardos a Cramer Frey 4 O., 2 a Ant -,-.
nio Duarte Carneiro Vianna, 5 a S-.mn.-.l l'. Jahai^
ton Az O, 1 a oriem.
Licha 22 caizds a Oliveira, Basto ij, C 36 a
Nuoes Ponseca 4 C., 66 a ordem, 31 a Qom >e de
Mattos Irmos.
Magnesia 2 caizaa a C. Fernandos 4 C.
Machmiamo 2 caizas a Jos de S Leao, 7
a Ferreira Guimaria A: C, 9 a ordem, 2 a Vc-
tor Ncesea.
V.ipir inglez Tiigus, cbegido dos portos da Eu-
rop Ir u'i a 4i C, maufestou :
Am.aa l caizaa Miranda Ai Souza, 4 a Ferrei-
ra (luimares 4 C.
A ntiairas 45 volumes a diversos.
CU 4 coa l caizo ordem.
Estopa 6 fardos a Rodrigo de Carvalho 4 2., 5
a Antonio de Oliveira Maia, 1 a Machado 4 Pe-
r-i ni, 2 a Oliveira Basto Ai C, 30 a Olinto Jardim
4 C. 21 a Luiz Antonio Sequeira, 17 a Manoel J.
da R ha 4 C.
Fio 5 fardos a Oliveira Basto 4 C
Linha 1 caizo a Abe Steiu 4 C.
L'vros 1 caizo a lt. Midgley.
Lona 1 tardo a Rodrigues Lima &6 C.
Liuc 5 barricas a Costa Ai Medeiroa.
Matertaea para engenho 105 volumea e pecas a
ft ii-ir, Oliven a 4 C.
Mata) 1 caiza Compauhia do Beberib?.
Mercaderas diversas 1 volume a Pereira Car-
neiro 4 O, la Quimaraes <5t Perman, 2 a Maia
e silva, 1 a F. Best, 1 a Antonio Duarte Carneiro
Vi.nuu, 1 a Ferreira Quimaraes 4 C 2 ordem
e l a 11
Ice n oe 12
Do 1 a 11
liltii u 12
tl a 10
Idea U4 11
Rxebejloria geral
liiceedoria psuouiciai
Recife. Drainage
embsrcarse nurlas no porto em
19 de goito
NACIOHAES
Armandoconsig. Loyo (J Filho.
Qiquii Coinpai.hia I'ernambucina.
La mego(canhooeira de gurrra).
Marian'iinhaconsig. Baltar Oliveira 4 C.
Manlahi Coapanhia Pernambucana.
Marques de Calasi Domingos Alves Matbeus.
Mar>uho XIU Jote da Silva Loyo 6 Filho.
'.r t. .:i:ia Companhia I'ernamnucana.
ESrilAHOKIRAS
Ar.riidaconaig. Ponseca Irmos < C
* Bella Ros Saunders Brolhers 4 C.
Claudina L yo 4 Filho.
Cluta Sauna Elston ordem.
Kmolator Jobnaton Pater i C.
Pides ordem.
Fritai Baltar Oveira 4 C.
FitUfirense, crdem.
Florence Saundera Brothera & C
Q-ain: Pereira Carneiro Al C.
Homborgaund Wilaoa Sons 4 C.
Jorgen J. I.-.tz ordem.
J. L. B. ordem.
La r'lsce Saunders Brothers 4 C.
Menhint Jobnaton Pater 4 C.
* Mondegoi Amorim limaos 4 C-
* Naamyth Saundcra Brothera 4 C.
O. Ulanch .rJ Jolinaton Pater 4 C.
Pola'.yernen F ;i= ci l.m.Ios Al C.
Reforma U. Laudgren 4 C.
Sculptor S. Johnbtoo C.
Tentativa Amorim Irmos 4 C.
Veritaa Amorim Irmos 4 C.
Vernica ordem.
Willium ordem.
O eignal indica ter a embarcaco sabido.
Vaporea \ entrar
DOS P0BT0S DO SCL
Trentaooanh.
Sergipeamanh.
Sorataa 15.
Aliiancaa 16.
Paraa 17.
Oreuoquea 19.
Espirito Santoa 27.
La Plataa 29.
DOS PORTOS DO NOBIB
Mauoshoje.
Pernambacoa 24.
DA EUROPA
Villa de Ceara 20.
Taguaa 24.
DB HAUBL'ltQO
Paranagu a 15.
DE KBW-POBT
Advaucea 19.
Vaporen A ahlr
Maiioa hoje, a 6 horas da tarde, para os por-
tos do sul.
Trent amanha, 1 hora da tarde, para Sou-
thampton e partos da escala.
Mrquez de Cizias amanh, a 4 horas da tarde,
para Maco, Moesor e Araeaty.
Sorata a 15, ao meio da, para Liverpool e por-
to da escala.
12:536/244 Paranagua 16, s 11 horas, para o Rio de Ja-
202/989 neiro e Santos.
Qiquia 16, ao meio dia, para Fernando de No-
12:739/233 ronhs.
Aliiancaa 17, s 10 horas, para New-York, com
escala por Marath1, Para, Barbados e S. Tho-
maz.
\a vins 6 entrar
Ezpeditde Hamburgo.
Farwardde Liverpool.
Lidadordo Rio Grande do Sul.
Mariodo Rio de Jaueiro.
Marietta-do Rio Qrande do Sal.
227:315/472
31.489*830
328.805/302
9:539*024
186/646
9:725*670
U:964/765
2:981/420
14:946/185
Horrado Municipal de 9. O inovimeuto deste Mercado no dia 12 de Agosto
foi o seguiute:
Eniraram :
28 bois pesando 3,935 kilos, sendo de Oliveira
Castro, 14 ditoa de 1* qualidade, 1 de 2*
e 13 ditos particulares.
667 kilos de peize a 20 res 13/340
76 cargas de farinha a 200 ris 15/200
28 ditas de fructaa diversas a
300 rs. 8/10J
10 tabolciros a 200 ris 2/00 11 Suinos a 200 ris 2/200
Formo oceupados :
24 1/2 columoas a 600 ris 14/706
25 cimnartimentoa de farinha a
500" ris. 12/500
22 ditos de comida a 600 ris 1U000
65 ditos de legumes a 400 ris 26/030
29 ditos de fazendas a 400 ris 11/600
18 ditos de suino a 700 ris 12/600
11 ditos de treasuras a 600 ris 6/600
10 talhos a 2/ 20i0l
8 ditos a 1/ 8/000
A Oliveira Castro 4 C.:
54 talhos a 1/ 54/000
Deve ter sido arrecadada oestes dus
a quautiado 218/140
Rendimento dos dias 1 a 10
Foi arrecadado liquido t hoje
Procos do dia :
Carne verde de 200 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 80J ris idem.
Sainos Je 500 a 610 ris idem.
-urmlia de 160 a 240 ris a cuia.
Milho de 26) a 320 ris idem.
Feijo de 640 a 800 idem.
2:369/700
2:587/840
afatadouro Pubico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 89
reaea para o consumo Jo dia 13 de Agoste.
2 a Couipanhia do Bebenbe, 1 a Branciseo Lauria Seudo: 63 rezes pertencente a Oliveira Castro,
4 (1 s C, e 26 a diversos.
Mov me alo do porto
Navios entrados no dia 12 de Agosto
Mossor 25 dias, biate nacional c D,
Julia de 80 toneladas, equipagem 5.
mestre Latirantino F. da Costa, carga
sal e algodao ; a Barihohmeu Ljtirenco.
Terra Nova42 dias, escuna ingleza
< Bell < Rosa de 157 toneladas, equi-
pagem 8 capillo Georga R. Bowden,
carga bacalbo: a Saunders Brothers
& C.
Pelotas30 dias, patacho portuguez Ten-
tativa de 233 toneladas, equipagem
9, capi) Manoel Fernandes Pinheiro,
Carga gorduras, a Amorim IrmSos & C.
Casp (Canad!50 dias, patacho inglez
J. L. B. de 14S toneladas, equipa-
gem 8, capitao Tnomaz Robson, carga
bacal! o ; ordem.
Puspebiac (Canad) =42 c"as, brigue in-
glez i O, Blanchard de 250 tonela-
das, e'iuipsgem 11, capitSo Nicholas
Le Dain, carga bacaio ; a Johnston
Pater A C.
Sahidos no mesmo dia
Liverpool por Fernando de Noronba*
Vapor inglez Nasroyth >, conniandan-
te Tnomaz F. Fanell, carga varios gena-
roe.
Buenos Ayres e escalaVspor ingle
Mondego coiumaodante S. D. Spoo-
ner, carga varios gneros.
Babia-Escuna ingleza Bella Rosa ,
capitSo Georga R Bowlen, carga baca-
lho. u.
Rio de Janeiro Brigue inglez U. ttlan-
charde, capitSo Nicholas Le Dain, car-
ga bacalbo.

-




Diario de PernambacoSabbado 13 de Agosto de 1887
/
i\
i
Ohllla
J viste urna roseira iu i a betn toara,
Abrir um botilosinho encantador ?
Rir-se p'ra brisa que lhe beija as ptalas
E quanio o orvalho vivifica a flor T
J viste quanio a doce la chsia,
Desprende-nos ora garbo o seu luar,
Estrella poqueuina que, a distancia,
Reflecte uuigaiuet te o seu brilliar ?
Assira minha inu3, o temo anjioho
Qu'eui teus bracos embilia cora desvelo,
E's planta que no g>:lbo a flor balouc,a(
A ka que a estrellinha 6 o seu anhelo.
Riachuelo, 5 de Feverciro de 1887.
J. C. de Amorim.
rilba do Bristol, an'agonista que poneas tnoles-
:ias mortaes poiem resistir,l'-v cabo h sua
obra curativa o regeneradora, muito inais depressa
qua ido usada logo no someco da molestia, do que
quando esta j.acha entranhada no systema. As
escrfulas que nlo se teeia arraigado protunda-
mente as carnea cu atacado os ossos, se deavane-
com como por encantosob a eua mgica ufl icncia,
buceedeodo o mesmo con as m ile^tiaa cutaneaB,
i.ttecclo do figado e dos mtestinos e rins, dyspep-
sia, neuralgia e rhcomitismo. Porra tenha te en
tendido, que, qoindo a luta entre as faculdades
phyaicas e c enfermo dado ebega a ponto de se tor-
nur ama batalha entre a vida e a morte, lio lerri-
vel quilo duvidosa ao parecer,a Salsaparrilha de
liriatol, .ote anda assim misino, fazer p-nder a
bitanga un favor do doente.
O naufragio da humaoidade encontra aeinpre
urna ancora de salvamento ncate 'nygienico auxilio.
Ene utra se venda ein todaa as pharmacias t
drogaras.
Agentes em Perasmbuco, lenry Fo.-ater & C,
ra ao Cominerco n. 8.
BLNGO INTERNACIN*
DO
BRASIL
Capital '0,000:000*
dem realisado $,000.-0004
Ao amlgit Dr- Ilt'urlqae Piulo ttlbei-
ro no illa 11 de Aguato de *V. neu
*9 anm veraai io ,
Ha as sombra d) desaso
Dias immeuao3 d luz,
Como as liada? alvoradaa
Dos passariuhoa mes.
Ha dias quo do espato
O eol delta do reg 5j
Maib briiho, luz < ciarlo,
Para Iluminar o dia
Qje a) sujo da alegra
Abre as pjrti;s o corado -
O rizo, o praser a festa
Como uoi los em um t,
Sl> pres no m amo elo,
Ligados no mesmo lo.
Nos labios 03 risos se abrem
Os peitos rotos nao cabem
A aneado e a gratil)
Estes d 'us aectos geineus
Que (em por patrias e premios
Os mundos do coras).
Da de hoje dia tranquillo
Como a estrella ao sol posto
E cerno i'll.i vai serano
H je o dia onze de Agosto.
Vmte e cito auniversanos
Envolvidos no tudnrio
De v.eso feliz vivir ;
Folhas lidas, e passadas,
Que nunca formn inuuchadas
Pelas uodoas do soff'rer.
ED1TAES
A caixa filial d'ea'e Baaeo funecionaodo tem
porariamente ra do Commercio n. 38, saca,
vista ou a prazo, contra os seguintes correspon
dentes no estrangeirs :
Londres......... a/R. M. Rothschl & Sons.
E' preciso subir muito,
Ser agua ou ser cndor,
Para quemar se us azas
Do sol ao trato Calor,
forera eu que sou mu fraco,
P.nbo na vida um marco,
Nesla data de uniao,
Em que aa almas ligadas
Sao quaca lyras nfiaadas
Por um t diapaslo.
Mas ti Nosaaa alegras
Maiorts pudiam fer,
T Ter mais tocuia o prazer.
^i vosso pai earinhiSu
Qje longe, agora, gaudoso
Se lembra, amigo de vos
Esiivisse aqu. que briinj !
Cbeio de amor para o filbo .'
Cbeio de bfiectos p'ia nos !
Victoria, Agosto de 87.
A. B. R. A.
Explicac&o necessaria
Relativamente i publicado que no Jornal do
Rscie de 11 do correte SMS, fez o Sr. tenente-
corooel Francisco ti ncalves Torres, devo desde
ji declarar que os erres de eopia apontados nesia
publicad' nlo comprme!tiam, nem aggri>vavain
de modo algum a eorte do mes n 1 Sr. Torrea, nem
a de pessoa algum, alm do escrivo que Ues
eopias subte.-eveu.
Essa verdade incontsstavel, quando os meue pre-
cedentes para iaso nlo bastasseu, excluira t por
si tda a sufpeita de que osalludidoa erros fossem
propositaes e malvolos.
Feita esta declarad>, prometto em breve vir d-
zer em publico o modo, porque os factoa ee paaaa-
ram em relado s copias que se referi a cer-
tidio do escrivo Rocha.
Espero penas obter os documento?, em que bol
de baeear explicado mais completa do que a pre-
sante.
Recife, 12 de Agesto Je 1887.
Manoel Nicolau Regueira Pinto de Souzs.
A nionlurcira k Lroae
NSo ha engenbo sem montureira e em alguna
ellas se formara de modo exquisito a de Urua esi
foimaia verdade, mas de pednc.s de jornaesqne
tratam de moeda falsa commandita e de ciimes e
roubos dos autores da hecatombe da Victoria.
E como o eenhor do eugenho t< nha encontrado
serias difBauldades para encontrar um celador,
pas, enorme a repugnancia dos filbos dsquelle
torrao para tal emprego, cfferece-ae, mediante boa
paga, a qualqucr dos alagados, dea mais interes-
sados em que a cuja nlo eeja muito mecbida.
Santos.
O capito Jos Vi;entc Forrara da Silva
Junior ljui de paz da freguezia do
Sil) Fre Pedro Gonjalves do Rsci .
Fm^o saber pe'.o presente, qoe, por parte de :'a-
va Valente &C me t ii dirigida urna peticlo no
entilo de justificar a ausencia de seu devedor
Jos Je Souza Almcida, afim de ser elle citado por
ed.taes, a comparecer p-raute cate juizo e con
cilar-se m os supplicsntes acerca do pagamen-
to da qaantia de l:2574y0, importancia de g-
neros de esiiva qu o supplicado lhes c-improu para
revenda, sob peda de revelias e custas.
E porque justificaran! o deducido o n dita peti-
Co msndei pastar o presente, com o praso de 30
dias, pelo qnal cita-se e chama-so a Jos de
Souza Almcida, afim Je quo conipareca prmei-
ra audiencia diste juizo, dep .15 do indicado praso
e all'gi.! o quo entender a bem do su lireilo e
justica, sob pena de revelia e custas.
E para qoe ch''gu quem interesar posss, passou-te o presente cdital,
que 8 r publicado e affixaio.
Dado e pasando nesta freguezia de Slo Fre
Pedro Oonjalves do Recife, ac 1G da Julho de
1887.
Eu B mjamim Arr.s Jos da Fonseca, escricaa
o cscrcvi.
Jote Vicente Perreira da Silva Jnior.
O capitn Antonio t.zorra deMen Lyra juiz de paz em exercicio dt fre-
guezia de Nossa Scchora da raga ero
viriule da lei, etc.
F.ir;o sab>r aos que o presente editsl virem qne
d-poia de nove d.aa de pregao e tres de pra^a um
ilc, p'ranto este juizo, ser arrematados a quem
mais der e raaior Unco effereeer, no dia 17 de
Agosto do correte auno, em audiencia destejoizo,
no lugar do ostuine, pelas 4 boras da tarde, os
bcus peuhorados a J <:c Ferrcira da Silva Lima,
por execuclo que lhe inuve Antonio de Souza
lira i, cujus bent sai os segaiutes : duas vaccas
com crias j desapartadas, avallada por C0 cada
urna.
E para constar e ebegar ao conhecimento de to-
dos miuei pasear o presente para que seja affi-
xado pelo porteiro dest-i Juizo no lugar do costume
e publicad) pela imprensa.
Freguezia de Nossa Seubora da Grafa, 5 de
Agosto de 1887.
Eu, Joaqun) Clemente de Lemos Duarte, cacri-
vlo, o escrevi.
Antonio Beterrade Menetes Lyra.
Pars...........
Hamburgo.......1
Berlim..........I
Bremente........1
Frankfurts/ Main]
Antuerpia.......
Roma..,
Senova.
aples.
Millo e mais 340
cidades de Ita-
lia......
Matad....
Barcelona
Cdiz.....
Malaga.........J
Tarragonp .
Valencia e outras^
cidades da lies I
panba e ilbas 1
Canarias....../
Lisboa.........\
Porto e mais ci-1
dades de Por-/
tugal e ilbas... /
Buenos-Ayres.... )
Montevideo......)
Nova York......
De Rothsehild Frrcs.
Deutsche Bank.
Banque d'Anvers.
Banc Genrale e suas
agencias.
Mairiz lo uDflto Antonio
Veneravel Irmandade do San
isslmo Sacramento
Pelo presente esnvido sea irmaos desta vene-
ravel irmandade a compareccrem no respectivo
consistorio s 11 horas da mi.ubi do dia 14 do
corrate, para o fim de proceder-se a eleiclo dos
irmos que preenchsm as vagas existentes na me-
sa regedera do anno compromissal de 1887 a 1888.
Cons.etorio, 11 da Agosto da 1887.
O escrivo,
Jos Dias Alvares Quinta!.
Uniied Sates k Brasil 1- S. & C
O nwr Alif.
Banco Hypotec-ario de
Espana e suas agen-
cias.
Banco de Portugal
suas agencias.
English Bank ot the Ri-
ver Pate. Limited.
G. Auisiik AL'.
Compra saques sobre qualqucr pra;a do impe-
rio e do estrangeiro.
Recebe dinheiro em conta correte de movi-
meuto cora jures a lazio de 2% ao anno e por le-
tras a prazo a juros ccuvenciouados.
O gerente,
William M. Webster
Socio ilail<- I lilao Coiuiu itc a I nene
renle do* Uerclelros
De ordem do Sr. presidente da assemblii*geral,
convido os senhores socios a eompareccrem na res-
pectiva sede domingo 14 do sudante, s 4 horas
da tarde, afim de apreciar, m a leitura do relato-
rio e contas daadmioistraclo fiada era 30 de Ju-
nhj prximo passado. Recife, 11 de Agosto de
1887.=0 1- secretario,
M. Capillo.
Cll Internacional ds Kegatas
De ordem dj Sr. presidente deste club, convido
os senhor-'s sjcios para urna reunil) do assembla
geral, quo dever ter lugar na sJe do mesmo
club, ao meio ala de 14 do corrente, afim de ele
gar-seo secretario, viato codo o eieito na reu-
nio do 7 nlo t.c-itou.
Secretaria do Club Internacional de Regatas,
11 d Agosto de 1887.O 1- secretario,
Joaquim Alves da Ponsica.
HABuIlOS
A. P. B.
DfcliLAB ACOES
Boa lico
O Sr. Morcira de S, pianista, que ltimamen-
te deu aqu um concert em seu bem, foi auxilia-
do n'aquelte honrado ganho pao, por algumas sc-
nhoras da nossa sociedade.
Pareca que a fidalguia d'a juec. noorc con-
curso dtivia m-'recci alguma gratido ao illustre
artista; mas nao ha tal. O Sr. Moreira de S re-
tirou-se para o R-cite, dizem os joruaes da tr-
ra, mas sem ao menos Jizcr a ulguma de suas pro-
tectorasmuito abrigado
J fineza, educ::clu e recenhecimento.
Quando teremos por aqoi outro Sr. Moreira do
S.
(Transcripto do < tiottemb rgi de 30 de Julho
de 1887).
guando ser ?
Desejamoa saber o dia em que a Patrlo-mr
acompanhado d- Vrauj faz a ascendi mi-
lakofiana
A geringonca est armada ha dias, e es
cabos velhos apodrecer-se e nada do pa-
trlo-mr mover-se. Porque ser 'i
Nao ter confianca na sua eueenh ca ?
Df Matbias Pesado Oriman.
1
Tenenle-coronel rraaelseo Vilella
de Caslra Taisrr*
O major Antonio Vtli'lla da Castro Ta.
vares, sua mulher e fiiiios, D. Maria Pres
oiliana Vilella dos Santos e avus filhos, D.
Aona Ac.cioly Lina Vilella, D. Maria
Egypcid Vilella do Reg e filbos, Jjaqnim
Meto Maris e seus lilbos, pung los do
mais doloroso sentimento pelo fullecimen-
tode seus presados irmito, cuchado, to, so-
brinhos e primos o tecente-coronel FrDcis-
00 Vella de Castro Tavares e seus filhes,
no naufragio do paquete brasileiro Rio
Apa, convidan! a todos os seus paredes
e amigos para assistir.'m t rnissas qu",
pelas almas dos mesmes finados, maotlam
rezar na igreja. da Conceiyao dos Milita-
res, no dia 13 do correte, s 8 li2 horas
da tniinliil, protestando desde j a mais sin-
cera gratidao a todos aqueles que quize-
rem comparecer a este acto religioso.
tmmammm'mmmmmmmmmmmmmtmammm
A hfttalha da ida
361
E' mxima da guerra o assaltar o inimigo antes
que este tmha tempo de concentrar as suas torcas
para ataque. O mesmo applicavel na lata dia-
rla com as enfermidadrs. Se b"m que a Salsspsr-
lusliliK Iliterario Olindeuse
Domingo, 14 do corrente, s 11 horas da manh!,
haver sesalo de asscmb a geral, para prestal)
de contas.
Secretaria do Instituto Litterarlo Olindcnse. 10
de Asoato de 1887.O 1 secretario, Pedro Ry-
gaard.
Club Carnavalesco Visconde de
Inliiiiiiiia
Por cle do Ilafen. Sr, presidente deste Club
eonri'to aas socios do mffmo para a sesslo d'aa-
tcmala ssnsI ao dia 15 do i orrenbe, as 4 boras
da tarde, a requerkaento do soeio thesoureiro.
Sede do GJab C->ava!esco Visconde de Inha-
ma, 12 de Agosto do 1887.
O 1 secretario,
Alfredo Fragoso.
b. R J.
Soetedade Beereatlva duventude
Comatcmora^lo do sea 23.o anniversarij eu
14 do corrente
A presidencia desta sociedade, agradecido a
seus convidados o amavai acolhimeoto que diapeo-
saram s coinmiseoes que entregaram os onvites
para sua testa anoiveraaria, participa-lhes que
a sea.'lo da iuatal!ac> da banda musical comeQa-
r as 9 horas da .noile, e fiudt, principiar o
sarao.
Os senhores socios poderlo desde j procurar
seus ingresos em p>der do Sr. tb soureiro.
l'r vine-se que nao s<) adinittirao aggregados.
Secretaria da rncit-dade Recreativa Juventude,
5 de Agosto de 1887.O 2- secretario,
Jos de Mediis.
Eiiisli M of 1 Oe Janeiro
Lifi biJ
Capital do Banco....... l.OOO.OCO
Capiul realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,00 A contar desfa data o at ulterior reso-
IucSo, concoder-se-ha juros de dous por
ceoto ao anno, sobre os sal los do dioheiro
depositado em conta corrente de taovimen-
to no mesmo Banco.
Recebe-se tambara diuheiro em deposito
a uros por parilos determinados, ou su-
jeito ao aviso pivio de triota dias para ser
retirado, mediante as condieSss de que se
dar conbecimento aos i itercssados.
Pernamcuco, 23 de Maio de 1887.
llenry K, Qregory,
Gerente.
itssociaeo Porlugaeza de llene
fleenefa
2a R'-uniao da assembla geralordinaria
Convido us Srs. socios, a reuoirem-ae na sede
social, domingo 14 do correte, ao moio dia, afim
de eiegerem os diversos poderes que constituem
esta associacao para o sano social de 1887 a
1888.
Outr'sim, ne^ta asscmbla tambera Ecr posta
era diacneslo urna proposta de iuteresse sociai
apresentada na ultima sesslo a qnal foi delibera-
do mandar a commiaslo respectiva para dar pa-
recer.
Beoto de Aguiar,
1- secretario da aaacmbla geral.
Recife 12 de Agoato de 1887.
conipaahia Haitiana ci a Vapor
Mac-i, Villa Nova, renedo, Aracaj,
Estancia e Babia
PORTOS DO SUL
O vapor Sergipe
Ccmmandanie Pedro Vigna
E' esperado dos nortop aci
ma at o dia 14 de Agosto,
e regressar para os mes-
moa, depoit da demora docos-
tume.
Para caiga, passagens, encominendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
PORTOS DO NORTE
Maco, Mossoro c Aracaly
O rajor Bdiuz ie Gaxias
Qammandante J. J. Coelho
Segu impreterivel-
raente para os portor
cima no dia 14 di
Agosto, as 4 horas de
tarde. Recebe carga
nicamente at ao 1|2
dia do dia 13'
Para carga, passagens, encommendas e dinhei-
ro a frete, trata-ae na
AGENCIA
7iua do Vigario 7
Dominicos Alves lulheus
E' esperado dos portos de
sulat o dia 16 de Agosto
depois da demora necessaris
seguir para
flaraoho. Para, Barbados, H
Thotuaz e Xcw-Vork
Para carga, passagens,eic mmendas odinheir
% frete, tracta-se com o
or Advance
Espera-se de Se-H*l.
News, at o dia 19 e Agosto
o qual seguir uepots da
dimora neceas in iiu
BaliiaeKio de Janeiro
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
*ecom os
AGENTES
Hcarv frser k C.
H 8 RA ",O COMMERCIO -N. 8
. and ai
BOYAL MAIL STEAI PACKET
COMPANY
O paquete Trent
esperado
dosul no da 14 de
cerrente seguinJo
depois da demora
necessaria para
S. Vicente, Lisboa, vigoe Son
thampton
Redulelo de passagens
Ida Ida e volla
A Southampton li classe 28 42
Camarotes reservados para os passigciros de
Pernambnco.
Para passagens, fretes, etc., tracta-se a. m os
Consignatarios
Amorim Irmaos &C.
. 3- RA DO BdM JESS -N. 3
para pias, 3 escarradeiras, 1 telogio, 1 tapete, 3
capachos, 1 tapete para sof, 1 cama francesa
com eolxloe capola, 1 toiiett de Jacaranda, 1 lava-
torio com jarro e bacia, 1 cabida americano, 1
banca com gaveta, 1 transparente, 1 espelho, 1
candeeiro, 1 cabide coberto, 1 mesa psra jantar,
1 aparador, 1 c mmoda de amarello, cadeiras, 1
banco, loucas, vidros e outros obiectos.
TERCA-FEIRA, 16 DO CORRENTE
A's 11 horas era ponto
No 2 andar do sobrado da ra do Bom Jess
n. 59, entrada pelo becco de Jos Caetano.
Por intervenelo do agenta Gurelo.
Leilo
De bons movis, finos erystaes, quadros a
oleo e de oleographia, jarros para florea,
objecto8 de electro-plata o cbrystofle, a
saber
Um piano forte, 1 mobilia de Jacaranda com 1
sof, 4 cadeiras de braco e 12 de guarnilo, 4
quadros, 2 estantes para retratos, 3 sanffas para
cortinados, tapetes av< Dudados para sof, tapetes
de carncira, 4 escarradeiras grandes, 2 serpenti-
nas, 2 figuras, lindos jarres, eiifeites de mesa e
albuns.
Urna linda cama am- rieana, 1 toilet e lavatorio
de Jacaranda e pedra marmore, 2 c- bids, 1 com-
moda, guarnic-s para toilet e lavatorio, marque-
zoes, berco, 1 guarda roupa c 5 cadeiras.
Um guarda-louca, 1 ixcellente mesa elstica, 2
qaartinbeiras, 12 cadeiras de junco, 1 relogio de
paiede, 2 apparelhos do porcelana para cha, 2
ditos para jantar, copos, clices, garrafas, frnc-
teiras, jarras, quartinha?, liados porta licores,
bandejas e salvas, talhrea, galheteiroB, porta-ge-
lo, facas e 2 jarros de faiance.
Messs e taboas para engommar, mesas de cozi-
nha, potes, flandres, banheiros, trem de cozinha e
muitos outros movis de casa de familia.
Ter^a-jeira 16 do coi rente
Agente Piulo
Confraria de S. Ciispim e S. Crispiniano,
no convento do Carmo do Recife
De ordem do irrslo procurador geral, convido
aos Srs. ex provedores da mesma confraria para
comparecerem em nosso consistorio, no domingo,
14 do corrente, a 9 heras da manhl, afim de reu-
nidos em conselha fiscal, tratar-se de assumpto
que s a elle compete, da acorde, com o art. 63 do
nosso compromisso.
Recife, 11 di Agosto do 1887.
Eloy Martiniai.o Lopes Galvo,
Secretario.
Club Drama'ico Familiar
Asscmbla geral
Em observancia ao disposto no art. 22, combi-
nado com o art. 25 dos estatutos, sao convidados
os socios deste Club a se reunirem n cede social,
ra do Imperador n. 41. 1 andar, no domingo 14
do corrente, s 10 horas da manhl, para em assem-
bla geral ordinaria ouvircm a leitura do relatorio
da directora, referente ao movimeoto da socieda-
de no mes de Julho finjo, e a prestacao de contas
do espectculo alado no referido mes.
Secretaria da Club Dramtico Familiar, 11 de
Aguato de 1887.
O I" secretario,
Augusto Wandorley.
Nerrslarla da enr ra 'I orilt-in ler-
eelra do Herapblco Padre ti- Fran
elseo.emtl de AkosIo de 1989
De ordem do carissimo irmlo ministro, convido
a todos os nossos caiissimos irmaos em geral a
comparecerem no dia de segunds-feira 15 do cor-
rente mes, pelas 9 1/2 horas da manbl, na igreja
de nossa veneravel ordem, afim de asaistiresn a
missa solemne N. S. da Ajuds, padroeira dos
noviyos, na qual pregar o distincto orador Rvm.
padre commeudador Manoel Moreira da Gama.
Igualmente cinvida a todos es candidatos ap
provades para entraren) de irmaos, u aos nossos
cariaaimos irmaos novicns, approvados para pro-
fessari-m, a compaieorem uas e outros para rea-
lisarem suas entradas e profissoes s mesmas ha-
ras do dito dia.O secretario,
Arthur Augusto de Almcida.
romv\iiik de nKMivK
RES M.4ltITIHES
LINHA MENSAL
O paquete Orenoque
Commandacte Moreau
E' esperado dos portos do
sul at o dia 19 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux
tocando em
Dakar e Lisboa
Lcmbra-se aos senhores passageiros de tudat
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Faz-ae abatimonto de 15 % em favor das fa-
milias cooiposta de 4 ptssoas ao inesos e que pa-
garen 4 passagens inteiras.
Por excepelo os criados de familias que torna-
ren) bilhetes de proa, gosam tambera d'este a bati-
mento.
Os vales postaos s se dia at dia 17 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheir-
frete : ti-ucU-ae com o
AGENTE
Abaste Labille
9 RA DO COMMEUIO-9
fUHP.l\!!!i PKBfl.ialC4: DE
avegaeito Costelra por Vapor
Fernando de Noronlia
O vapor Giqui
Comandan te Lobo
Segu no dia 16 de
Agosto, pelas 12 ho-
ras da manhl.
Recebe carga at o
. dia 13.
Passag^us at as 10 horas da manhl do dia da
partida.
ESCRIPTORIO
oaes da Companhia feraanbn
cana n. 1 a
Leilo
Estrada de ferro do Ribciro ao
Bonito
Pelo presente faco saber aos Srs. accionistas
desta empresa, que apenas realissram a 3 en-
trada do 10 / de euas actes, coostaotes dis cau-
tellas ns. 19, 28, 29, 34 e 35, que em virtude do
dispotto no n. 1 d i arr. 9 dos estatutos, fica-lbea
marcado o praso de 30 das, a coatar de 16 do cor-
rent mez, para realizarem a 4 eutrada de suas
aceas.
jtrcsim, o accionista que nlo realisar auaa en-
tradas no praso det' rmin ido, perder ura beneficio
da empresa as entradas que j (enha feio.
Recite, 11 de Agosto de 1887.
ot Btllarmino Pereira de Mello,
O .limctor secretario.
Sania casa da misericordia do
Recife
De ordem do Eira. Sr. desembargidor provedor
deata santa casa, convido a todo9 os senhores ir-
mais di mesm santa casa para a festa da pa-
droeira N. S. do Paraso, que tem de ser celebra-
da pelas 10 boras da manh.' do dia 15 do corre-
te, na igreja tele da respectiva irmandade.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recif-, 11 deAg.sto de 1887.
O escrivo interino,
Francisco Gomes Castellao.
THEAFRO
Segnnda-feira, 15 de Agosto
Ruidosa festa artstica em favor do actor
PRIMEIRA PARTE
Grande orchestra corneta e augmentada para
essa noite.
SEGUNDA PARTE
Grande balburdia em casa dos
Supersticiosos
TERCEIRA PARTE
Um modernissimo sy6tema de obrigar o cidado
a mudar de estudo :
lm casamento pistula!!!
QUARTA PARTE
Urna simples amostra de um novo meio do esca-
psr-se a um :
Rccrulameiito na Aldeia
QUINTA E ULTIMA PARTE
Msica, canto, poesa*, murca, danca. fogos da
Bengala, MARCHE AU f LAMUEAUX I I e um
peasoal de 25 figuras formarlo urna inmortal ope-
reta intitulada :
A Gata Borralheira
um successo espantoso !.'! A raaior das maravi-
Ibas (sem ser uei.huma das seto at hoje couhe-
idap).
Nl> obstante tantas novidades o filbo do
Lyra reserva um man saboross.-imo :
A musita de polica
graciosamente concedida pelo teu digno cemman-
dante, para preencher os intervallos.
Chapa
lie pelit dyrncinta, esperae tem cer-
t sa que o pequeo resto de plateas4" ordem,
nlo Iba ficar no b'.-lo1.
A' H boras.
Danipfschifffahrts-Ge ellschall
O vapor Paranag-u
Esperase de HAMBURGO,
por LISBOA, e AQORES at
o dia 15 do corrente, segnin-
ido depois da demora neces-
saria para
Rio de Janeiro e Santos
Para passageirose carga afrete trata-se cornos
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCIO N. S
1' andar
Cii4R(ilJRS RElliS
Companhia Pranceza de MaTega
eo a Vapor
Linha quinzenal entre o Hjvre, Lis-
boa, Pernambuco, Babia, Re de Janeiro e
Santos
O vapor Ville de Cear
Commandante Sunon-t
E' esperado da Europa
arte o da.20 de Agoato, se-
guindo depois da iudiopen
save) demora para a Ha-
bla. Rio (le Janeiro
o Sanio.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p^los
vapores desta linha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das al /arengo r. qual-
quer reclamaclo concemente a vo tunea, qud po-
vrntu a tenham seguido para os portos do suUafim
de se podercra dar a tempo as previ leticias neces-
ssrias.
Expirado o referido praso a couipanhiioa a se
repousabiliaa por extravos.
Para carga, paisagms, encommeiidas c dinhiirt
a frete : trata-se cora o
AGENT.-.
Aupste Labilie
9 -RA DO COMMERCIO-9
PaciHc Sea) Navigatioitorapany
STRAITS OF MAELLiVN LINE
Paquete Sorata
Espera- se dos portos do
sul atenda 15 de A-
goto neguindo para
a Europa depois da
emora do costume.
Este paquete e os pe dora
em diante sepirem lo carao em
Plymoulh, o que facilitar che-
garem os passageiros com mal
brevidade a Londres.
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta - AGENTES
IVilson Sons A *'., Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO-N 14
Compaa llravlleira de Vave
fiaco PORTOS DO NORTE
O vapor Para
Commandante Antonio Ferreia da Suca
E' esperado dos portos do sul
atjo{dia 16 de Agosto, e
seguir depois da demora iu-
dispensave), para os portos
do norte at Manaes.
Para carga, passagens- encommendas valeres
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
Porte por Lisboa
Para os portas indicados seguir brevemente
o brigue portugus Armando ; para carga e pas-
sageiros trata-se com os consignatarios Jos da
Silva Loyo c Filbo.
Ilha de S. Mig-ual
Em 20 do corrente seguir i em lastro ou com a
carga que houver, o patacho portugus Veritat;
consignatarios Amorim Irmaos & C.
LEiLUES
Quarta-teira, 17, o de tazendas. chapeos para
bomens, senhoras e meninas, miudesas e ferra-
gens, por liquidadlo e no armasem da ra do
Marques de Olnda n. 52.
Sabbado, 13, deveter lugar o leilo de urca
armscac, baldo, cofre prova de fogo e ir ais per-
tences da casa da tua do Livrameato n. 3, bem
como una mobilia de Jacaranda e um guarda ves-
tidos.
Terga-feira 16, o de bous movis, finos
erystaes, objectos de electro-pate, quadros e es-
pelhos annuncado por intervenelo do agente
Pinto.
'fe rea felra 19 do corrente
A's t' horas
RA NOVA N 24
De um cofre novo prova de tog), 3 mobniaa.
sendo de Jacaranda, mogno e junco preto, esta
nova, 1 guarda-vestido novo, 2 apparadores, 2
mesas clsticas sendo urna nova, 2 fiteiros, 2 pia-
nos, 1 guarda-loucas com repartooentos, 1 secreta-
ria, camas de casal, c-ideiras de bruces, bancos de
madeira, bercos. ricos quadros, espelhos, jarros,
c.indieiros elctricos, 2 cadeiras para barbear, 2
mezas de pedias para cab l'ereiro, perfumaras,
miudezas, brinquedes, papal, maisens, vnoos di-
versos e outros muitos artigos.
O agente Modesto Batista, tendo de entregar
as chaves do armazem cima declarado, far leillo
ao correr do raartello, para liquidar contas de mor
parte dos objectos cima declarados.
Agente Pestaa
Leilo
Das ruinas do sobrado incendiado, sito
ra do Mrquez de Oiinda n. 42
Terca feira, ltt do corrente
Ao meio dia
No armazem de agencia de leudes ra do
Vigario Tenorio n. 12
O agente Pestaa, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de orpblos, vender no dia e
hora cima mencionados, as ruinas do sobrado &
ra do Mrquez de Oiinda n. 42, que pela sua es-
colente localisudo chama a attenclo doa Srs. com-
pradores ; servndo de base a cfferta de 7:215000,
de urna respetav I senhora.
Agente Burlamaqui
2* leilo definitivo
De carros novos e usados
Quarla feira 17 de Agosto
A's 11 1[2 boras em ponto
No sitio do finado Dr. Teixeira, ra do
Visconde de Ooyanna
O sgente a.ima, por alvar e aesiateneia do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito de capelina e residuos,
a requerimiento do testameoteiro o inventarante
do finado Dr. Manoel Francisco Teixeira, levar
a leillo urna importante victoria nova com arreios
ricos, 1 cabriolet de 4 rodas com arreios para um
c dous cavados, 1 dito de dita tambem com ar-
reos para um dous cavalios e 1 arreio completo
para um cavullo. os quaes acbam-ae disposicao
dos ptetendentes, no sitio cima declarado.
Leilo
Leilo
De urna armado iogleza de louro toda forrada,
urna vitrina cora todos os pertences, 1 registro
e encanamen'.o e candieiros a gas, urna mobilia
preta a bailo com cadeiras de bataneo, consol-
Ios ejardineira com pedra, 1 cama francesa de
amarello e colxao, 1 marquezlo, 1 meia comino-
da de amare b, 1 apn-ador, 1 cabide dir^arede,
1 mesa de jan'ar de anoarello, 1 dita de pinho.
S ibbado 13 do corrente
A' I 1 Horas
Na leja da ra l--rga do Rosario n. 38
Garante se a casa ao comprador da armacao por
prreo raaoavel-
O sgente Martina fari da armaclo e movis
cima ao correr do marlello.
Leilo
Agente Bricto
Da armado c muitcs bons generes da venda
sita rna de S. Jlo n. 5.
AO COKKElt DO MARTELLO
Garante se a casa
Sabbado, 13 de Agosto
A's 10 e 1[2 horas

Leilo
De urna arm -cilo euvidracada e enveruistda, bal-
do, cantriros, bataneas, pesas, medidas, car
teiras, 1 cofre grande prova de fogo do Miln/r,
mesas, cadeiras e mais pertences d> estabeleci-
mento da
II na do 1.1 va ni cuto n. 3
Sabbado, 13 do corrente
A's 11 horas
Agente Pinto
EM] CONTINUAQAO
vender i o mesmo agente :
Urna mobilia de Jacaranda massissa, com 1 sof,
2 consolos com pudra, 4 cadeiras de bracos e 18
de guarnido e 1 guarda-vestido.
Leilo
De 1 mobilia enverotsada de preto com 1 sof,
6 eadeiras de guurnido, 2 ditas do bracos, 2 con-
soles, 1 jardn, ira, 2 cadeiras de balanco, 1 ea-
pregni^adrira, 1 espelho, 5 quadn s, 4 jarros 2
candeeiros para kerostn", 2 lanternas, 2 ca'xas
De 29 travs grossas, 100 pedacos de pu de sica-
pira, 2 grandes pus de jangada, grande prelo
de pedras para alicerces, 10 milheirrs de tijol-
los de alvenaria, 1 pipa, i t< rrador de caf.
Iiiarta-feira. lf do corrente
A'S 11 HORAS
No Mercado da Iloa-Vista
O AGESTE STEPPLE por mandado e assis-
tencia do Exm. Sr. juiz de direito privativo de
orpblos e ausentea levar a leiilo os objectos ci-
ma, apprrhenddos pelos fucaes da Cmara Mu-
nicipal. Os Srs. pretendentes desde j podem exa-
minar es diros artigos que se achara depositados
no referido marcado.
Agente Pestaa
Leilo
Do importante sitio com excedente e grande casa
terrea, dependencias para criados, estribara, jar-
din), muitas arvores fructferas, baixa para es-
piro, ura bxn vveiro, tdheiro psra lavageus.
A' ra imperial n. iso. da fre-
guezia de fos
Inventario do D. Calixta Francisca de
Queiroz
Quarta-feira 17 do corrente
A'S 12 HORAS
No aruiazem ra do Vigario
Tenorio n. 19
O agente Pestaa far leillo, nutorisado por
mandado do Exm. Sr. Dr.jaz de orpblos o ausen-
tes e cora H8sistencia do mesmo Sr. Dr. juiz, do
importante sitio com granie casa com os coinmo-
dos seguiutes 3 salas, 7 quarto.-, cozinha exter-
na, urna puchada ao norte cem 2 quartos psra
criados, i grande telheiro, estribara, jar.lira, com
arveres tructif-ras, bmxa de capira, bom viveire,
frente e lado do sul murado com portas de ferro
e exeellente agaa, cojo sitio reclama a attencao
do Sis. pretendentes, j pela soa lecalidade (no
centio da cilad) ej p^los commodus que offere-
ce para nma grande familia, medrado de fente 16
metr a o iu centmetros, e de fundo 12 metros e
24 centmetros, podeudo desde j ser examinado
pelos Srs. preten lentes.
Le'hlo
De trez quartas partes do sitio de terrras
proptias com casa de tijelo sob i. 10,
no lugar do Luca, muito perto da esU-
5o dos bonds.
QUARTA FEIRA 17 DO CORRENTE
A's 11 horas
.'o armazem da ra do Imperador n. 16
O agente Martina levar a leillo o sitio e casa
cima no ligar do Luca, por mandado do Exm.
Sr. Dr. juis de direito do civel o qual foi penho-
rado a Antonio D. de A. Pos ib por Joaquim
Francisco d' M-jdeir.s, tendo o sitio 7)1 palmos
de Urgo e '.'55 de fundo.
Na mesma occasilo er vendida tambem a ou-
tra quarta parte par aatorssclo de seus proprie-
tsrios.

sr-
I


6

Diario ie PeruanibumvSabbado 13 de Agosto de 1887
Leilo
No sobrado ra de S. Bento n. 10 em
Olinda
Quartafeira 18 do corrtnU
A'S 11 HORAS
Por Intervengo do agente
Pinto
______Ra do Marqaei de Olinda n. 52.
Leilo
De predios em chaos proprioa
A SABER
Um sobrado de 3 andires com 4janellas de fren-
te, ra Direita n. 36,
Urna casa terrea na ra de Fogo a. 46.
Urna dita na mesma ra n. 19.
Urna dita na ra de S. Jorge n. 3.
Urna dita na ra dos Guararapea n. 47.
Quinta feir, 18 do corrente
A's 11 horas
Agente Pinlo
No armazem a ra do Marqutz de Olinda
^_____________n. 52] -r-g
Leilo
De fazendas, miudezas e um variado sor-
timento de chapeos para senhoras, ho-
mens e meninos.
CONSTANDO
De madapolhes, algodSes, chitas, chales, case-
mira ingleza, greguelas, gravaras, lenco, baptista,
camisas de meia, pannos para de, stoalhados,
meias, papoo de linho, casemira e pannos pretos,
toalbas, casacos e muitas cutras fazendas ingle-
xas, tratcezHs, suissas e allemajs, bem como cha
pos de teltro. de palha, manilha, do Chile e de
massa, para homens e senhoras.
Por llquldar&o
Sexta fera, 1 do corrente
A's 11 horas
\o armazem da rna do Mar
que/ de Olinda n. 59
O agente Pinto levar leilu por conta e or-
dem de diversos e por conta e risco de quem per-
tencer, differentes volumes com chapeos para ho-
mens e senhoras, miudeas e ferragens, por liqui-
dacao, existentes no armazem da ra do Mrquez
de Olinda n. 52.
=
3" *S *-* .. 7^*\
ce I =. -s2^^>-
rji
5C
-8
S0
5C
SAUNDERS BROTHERS & C., largo do Cor-
po Santo n. 11, teem para vender :
Cerveja preta e branca, de M. B. Forster &
Sons.
Dita allema, Plisen Beer.
Vinhe Shury. Amentillado.
Dito Bcrdeaux, St. Julien.
Whisky, Thiste Blend Scotck Wiek *#*
Dito *
Presuntos de Adamson.
Mairena de lirowns & C.
Phosphoros. Amesfosto Safet Matches.
Tintas em massa, branca de zinco de chumbo
preta e verde.
ZarcSo.
Plvora da muito conhecida i acreditada marca
SEMOLLW
De Brons 4 C, de Glasgow
Este artigo, preparado por um novo processo
d> trigo da melhor qualidade, possue os elemen-
tos necessarios para nutricio de enancas e doen-
tes, e muito se recommenda por ser de fcil di-
gesto e gosto muito agr iavel ; tambern pode-se
fazer ama ezcellente papa, misturado em partes
iguaea com a maizena dos mesmos fabricantes,
addicionando-se-lhe algum leite. nicos agentes
nesta praca, Saunders Brothers & C, largo do
icirotolliii
a 400 rs. a arroba
Cbeg.n a primeira remessa do precioso frelio
de canco de algodio, o mus barato de todos os
alimentos para animao de r.iya cavallar, vaceum
suino, etc. O earoco de algodo depois de ez-
trahida a casca e todo o oleo-, o mais rico ali -
ment que se pode dar aos animnes para os forta-
lecer e engordar com admira ve I rapidez.
Nos EbNdos-Uuilos da America do Norte e na
Inglaterra elle em; regado (com o mais feliz re-
sultado) de prefen ticia ao milho e outros larellos
que sao mui'o toxis caro e nao sao de tanta sus-
tancia.
.4 tratar no RecitoO Largo do Cor
po Suato, 1 andar
H
Vade aicriin; do Homeeopnihico
} Methodo conciso, claro e seguro de ebrar
hooiceopathicaniente todas as molestias que
afligen) a especie humana, particularmente
{ ) aquellas que reinara no Brasil pelo
j DR. SABINO O. L. FINHO
..' edlcco
considcravelmente augmentada e annotada.
Vende-se nicamente em Pemambuco.
PHARMACIA HOMCEOPATHICA
Pelo Dr. J. Sabino L. Pinho
143
DR. NA III -O
-BA DO BARAO DA VICTOBIA43
Advogado
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 84000 no becco dos Coe
Ihoe, junto de S. Goncallo : a tratar na ra d Corpo Santo n. 11, primeiio andar.
Imperatrii n. 56.
Alnga se por 10*000 a casa n. 21 na Var-
sea, defroote da eataco, com armacSo ; a tratar
na na da Imperatriz n. 56.
Precisa-se de urna cosinheira e de um criado
para casa de familia ; a tratar na ra do Baro
da Victoria n. 39, leja.
Precisase de urna pessoa quesaiba cozinhai
bem, homem ou mulber, ra Vinte e Quatro de
Maio n. 13,1 andar.________________________
Aluga-se a casa na Encruzilbada de Belem
per 8/000, est limpa, tem quintal e cacimba, e a
leja da ra do Coronel Suastuna n. 139 ; a tratar
na tua da Imperatriz n. 56.
Precisa se Je um menino par;
leiro; no becco dos PatJS n. 11.
vender tabo-
CASA-Vende-se urna na ra de D. Maria
Cesar n. 31 ; a tratar na ra da Madre de Deus
n. 36-A.
Semenles k carrapalo
Compra-se grandes e pequeas quantidades :
oa drogara de Fn neisco M. da Silva & C, roa
do Mrquez de Oliula n. 23.
Casa em Jaboatao
Aluga se por festa urna casa com mobilia, mui-
to prxima da estscao do caminho de ferro e do
rio ; a tratar no caes do Apollo n. 47.______^_
YNII0 DE JURUBEBA
COI I0DIRET0 DE POTASSIO
Tnico, depurativo e anly-
rhenmatico
PBEPABADO POB
^tszttz??*.-*-, BartoloiB & C. Saccessor
Aluga-se a casa da travesa do Poclnho n. i Approvado pela Junta Geral de Hygiene
58. a leja da travessa do Livramento n. 10 e o 1 da Corte e aatorisada pelo governo
cilar da ra do Padre Floriano n. 69 ; para ver, Os repetidos pedidos que nos foram feitos por
as chaves estilo naloja da mado Padre Floriano, maitss dos nossos illuitradoa clnicos para juntar -
e para tratar na ra do Pilar n, 125.___________ ; mos ao nossoVinbo de Jurubeba,j *le vanta-
.,--------T77. 7 j i u .._ m T. jotamente conhecido no no:8o paiz, como no estran-
Na ruado V.sconde de Inhauma n. 31, 1 J Bem>re determinada de
andar, precisa se de urna ama de le.te que seja f^^ de potag810i creHnio pNS8nj um medica.
**_____________________________________raento certo'e inalteravel, de immensas virtudes
Aluga-se o predio da rna do Bar* de S medicinses, nao ucs deix.itra hesitar um e ia-
Borja n. 28, com commodos pira numerosa fami- : atante, e hoje tomos a satisficSo da apresentar ao
lia, com agua e gaz encanados ; a tratar na ra da Ilustre corpo medico do nosso paiz e ao publico
Aurora n. 85. ______I cm geral este novo preparado, cuja aeco curativa
"^TPrecisare de um homem que "etenda'de e certa cm grande numero de molestias incon-
aervico de sitio ; atra.ar na estaSo da Jaqueira testavel, como seja m iheurautismo agudo cu
litio do Dr. Valenca. ehronice, as obstruccoes do 6gado e baco, as
_^_^__1--------------------------------------- antmas, as cloroses, bydrrpesiae, molestias uri-
Aluga-se a boa casa n. 2 no pateo de S. Pe- | naris a, debilidade do estomago e as de origem
dro novo, em Olinda, com muitos commodos, agua ..yphilitiea.
e gaz, muito fresca ; a tratar no Caminho Novo ^ jurubeba, (ssa planta preciossima, to cheia
n. 128. Na meama casa f recisa se de urna criada je virtudes medicinaes, associada as6im ao iodo-
que saiba cosinhar bem e engommar, sendo j de ret0 depotsssio, o depurativo de um valor im-
maior idade, prefere-se portugueza, toma-se tam menso, faz com que o aosso preparado seja usado
bem urna orpb de 7 8 annos de idade, promet- e preferencia, como um medicamento certo e in-
tendo-se tratamenta caridoso.________________fallivel para a cura das molestias que cima dei-
-_ _- sarr.os deacriptas.
A % I 4 Seu uso de fcil pplicacao, podendo por isso
fW I /1 % ser tomado pelo doentc : todava recemmeaclsmo
f~m f I /m direcc5 de um medico, ee elle deve modificar
-- -1- T -^- J- -- | a sua acco, elevando ou diminuiudo a doso se-
Precisa-se de urna ama para comprar e g0ndo o efieito que Julgar precito em f.ce das
cozithar em casa de familia : na ra de ; molestias a coosbater.
Riachuelo n. 13 se dir. n088 vinho d! J^ubeba o iodureto de potas-
sio puro tem urna dose exacta de odureto repre-
sentada em urna colher de sopa por quatro graos
de iodoreto, podendo por isso ser temado peles
adultos na dose de colheres de sopa por dia e
pelas creancas na de 3 das de cha, momentos an-
tes on no acto das refeicoes.
DEPOSITO
3-i-Rua Larga do Rosario.!
PERNAMBUCO
Extracto de Malta de Krlepe
Pmparado
DE
III KOI **II* WELLCOHE & V.
CBIMICOS DE LONDBES
Um poderoso agente digestivo e acimilativo; um
alimento nutritivo, especialmente adoptado para
os eefermos e nio; um grande succedanen do
azeite de figado de bacalho.
O Extracto de Malta de Kepler um alimento
perfeito em si meamo e contem todos os principios
digestivos e nutritivos da cevada, isto phospha-
tos, maltosa, d uanto poderoso acceisorio digestivo chamado
iastase,podendo-sp assim dizer que com a m
troduccao do Extracto de Malta, cerno agente the-
rapeutico, se ba produzidc urna rcvoluyao no trac-
tamento de certas entermidades da nutrirn, ope-
rando especialmente na oyapepsia, ulcerado do
(Foro civil e ecclesiastico)
Bachare Antonio de L-'llis e Souza Pontes, ra
do Imperador n. 37, 1- andar.
Carteira perdida no Thesouro
Provincial
Quem achou urna carteira contendo urna sedula
de 50*000, urna de 204, quatro de 104, diversas
de 24 e urna de 1 i, deixada por esquecimento no
Tbesouro Provincial sobre a banca do Sr. Dr.
Cactano F. Neves, querendo entr gal-a a ra
larga do Rosario n. 18, 3' andar, ser r.cebido
com a devida consideracBo.
Tnico
Oriental.
Ama
Precisa-se de urna ama ; a ratur na ra do
Paysand n. 19, Passagem da A.' agdatena.
Am
a
Precisa so de nma criada para engommado liso,
e outros serv eos em cesa de fa milis ; na loja de
fazendas ra Duque de Caxiaj n. 41.
Ama
Precisa se de urna ama ; na rba da Ponte Ve-
Iha n. 77. _____________
Ama
Precisa-se de ama para cozir.ba e mais servico
de casa de familia : ra ra Bella n. 43.
WLmm
shhl. ^ar y .#
Precisa-te de urna ama para todo o eervicode
oasa de pouca familia ; na la Velba n. 95.
Ana
Tinta preta
INALTERAVEL
Al
coi
II'XICITIV
PHARMACIA CENTRA l^
38 Ra do Imperador 38
Pernambaco
Precisa-se de nma ama para josinhar e ermprar
para casa de pouca familia : na rna do Mrquez
do Herval n. 79.
Protesto
ar-
quatro copias de nma vez

Casimir I.uclo Jorxe
Trigsimo dia
' F. Euclides Fonscca e Maria Emilia de Salles
Fonseca eonvidam acs parentes e amigos para
asaisiirem a missa que, pelo descansa eterno de
cu cunhado, c. mpadre e amigo, Casimiro Lucio
Jorge, mandam resar a 16 do corrente, pelas 7
borae da mHnba. ua 'greja de N. S da Penha
Francisco de Salles de Albu perqu, estabele-
cido com loja decalcados rna do Livramento n.
35, vem p'io presente respoosi.bilisai, por perdas
e damnos que soffrer possa no fea estabelecimento,
! por effeito de reedificarlo que est presentemente
| fazendo no predio visinho n. 37, o seu actual pro-
8erve'ra escripturaao mercantil e d4 tres a dietario Antonio Jaquim Vinhas Maia. Rccife,
10 de Agosto de 1887.
Francisco de Sallet de Albuquerque.
Ao coiumereio
Manoel de Souza Almcida, celo presente decla-
ra ao respeitavel corpo commeicial, que nesta data
comprou acs Srs. Albino Josc dos dantos 4 C. o
seu ebtabeleciment de molh idos sito a ra do
Visconde de Inhama n. 67, livre e desembaraza-
do de qualquer onus, ficando a cargo do mesmo
Sr. Almeida o activa e passivo do dito estabele-
cimento, que de h je em diantc gyrar sob a firma
de Almeida, Santos & C. ReHfe, 31 de Julho de
1887.
Manoel de Scuza Almeida.
Fabrico Apparelhos econmicos para o cozimen-
te e cura. Proprio para engenhoa peque-
os, sendo mdico cm pre$o e el
lectivo em operaco.
i'ode-se ajuntar aos sngenhos existentes
do systema vclho, melhorano muito a
qualidade do assucar e augmentando a
quantidnde.
OPERAgAO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraea,
ma^binismo aperfeigoado, systema moder-
no. Plantas completas ou machiniamo
separado.
Especificares e informales com
Brown C
5RA DO COMMERCIO-5
Armado
Compra-ee urna armaco envernisada, propria
para progresso ; Da ra de S. Jorge n. 131.
Alfandega
O flel Manoel Jos da Costa
Cbamo attenco do dito senhor para ir ra
Imperial n. 55 (..', dar urna satisfacSo sobre o n.
22,480, sobre pena de ser explicado para que foi
mepregado o dito numero.
Precisa-se de um ra
(Passagem da Magdalena).
Criado
de Paysand
PILULAS
Fermiginosas
JURUBEBA
BARTKOLOMEIi & Ca
Pharm. Pernamt uco.
Curio a Anemia, Florea brancas,
Falta de Menatiuaoao,
^as Debilidades I Pobrera de aac
; Exigir a assiematura _
Xarope de cambara, guaco e bal-
samo de T
19
foa llnmos d* lasroncellos
Jos de Castro Ferreira e sna filba D. Leocadia
Julia de Castro Ramos, frridos da mais pungente
der, conviiam aos amigos e parentes de seu nun-
ca asss chora !o amigo e sogre, Jos Ramos de
Vasconcellos, fallecido ao dia 15 de Julho prxi-
mo lindo, na villa de Palmeira dos Indios da pro-
vincia de Alagcas, para asaistitemas missas, que
pelo repouso eterno de to eminente chefe de fa-
milia, mandam celebrar no dia segunda-feira 15
do csrrente mez, trigsimo de to inesperado fal-
lecimento, s 7 horas da manhS, no convento da estomago, cancros do estomago, debilidades, con-
Penha ; e desde ja. agradecem do intimo d'alma valescencias de er.fermidadea gudas, vmitos e
s pessoas que se digoarem comparecer a este gastro-enteritee das enancas, marasmo:', afficcoes
\ escrofulosas, tuberculosas, etc.
Iniro Ucpowlf o
34Rna do Rosario 34
Pharmacia e Drogara
BARTHOLOMEU & C. SUCCESSORES
acto de caridade e religiio.
M
Casimiro Laclo Jorge
Trigsimo dia
O bachare Jos Francisco de Faria Salles con-
vida aos parentes e amigas p *ra assistirem a mis-
sa que por alma de seu cunhado e amigo, Casimiro
Lucio Jorge, manda retar no dia 16 do corrente,
pelas 8 horas da manha, na matriz de Becerros,
por cujo acto de caridade de de j antecipa os
aecs sinceros agradeeimpntos. _______________
Caaiiniro Lucio Jorge
Jos Fernandes de Salles Jorge, Maria Rita
Mor teiro da Cruz Jorge e suas fi'has eonvidam a
todoe os seus parentes e migos e aos do tinado,
para aseistirem a urna missa que mandam resar
aa capella do engenho Cabc9a de Negro, no dia
16 do corrente, s 9 horas da maub, trigsimo
do passamento do sen sempre lembrado pai, sogro
e av, Casimiro Luci > Jurge, e desde j se cou-
teasam ftemameute agradecios p r mais este
acto de ci.ridadc.
Ao conimercii eao pu-
blico
O abaixo assignado, tendo resolvido deixar tem-
porariamente a vida commercial, vem pelo presen-
te agradecer aos senhores commerciantes a ben-
vola confianca que sedignaram sempre dispensar-
le, e aos seus fregueses o favor de sua valiosa
coadjuvacao ; e a estes roga o obsequio de conti-
nuarem a prestar igual coadjuvacao ao seu snc-
ccsior, visto cerno por elle muito se interessa.
A todcs cfferece o seu diminuto prestimo, es-
trada de Luis do Reg n. 18, onda deve ser pro-
carado para liquidav%o das suas contas, as horas
6 s 10 e 3 a 6. Recife, 8 de Agosto de 1887.
Francisco Jos S. Braga.
Nova tarifa das Alfandegas
Acha-se venda no armazem n. 5 do caes da
Alfandega, a 64000 cada axemplar.
Compras por atacado
O Fettoral de Cambar
tem precos especiaes para a luelles que compra -
rem grandes porces. Distribaem se impressos
qui m os pedir, contendo as condicoes de vendas :
na roa do Marques de Olinda .. y.3 drogara dos
nicos gen tes e depositarios geraes
Francisco M. da Silva 'C.
!<
re parado pelo pbarmaceutico Jos Francisco
Bittencourt
E' um poderoso preparado jara todas ss affec-
;6es dos igaos respiatorios, como catarrho pul-
monar, astbma, coqueluche, bronchite, paenmo
iia, tisiea, etc., etc.
Cada frasco 1*000
Deposito na Pharmacia Central, ra do Impera-
dor n. 38. Pemambuco.
2
IOS J&. UNIVM878 |
i 0 rlgpcCroii d Ckeralier
Na fabrica do rap ra do Viscon.'e de Goy-
anna n. 157, precisa-se de tima cosinheira para
pequea familia, sendo boa paga-se bem.
na ra Duque de o par v
n. 39, 2-
andar.
4lnga-se
Vende-se ter-onos junto a capellinha de Ilelem,
na Encruzilbada a tratar na ra larga do Rosa-
rij n. 10, 1- andar, escriptorio.
Aviso
Exposino;
MtiilU
t PLUS HAUTES RECOMPENSES
OLEO de QUINA
E. GOUDRAY
ESftALIITEPStPRADOP*MFORMOSU000StLUI
Rscommendamos este producto,
considerado pelas celebridades medicas,
pelos seos principios de quina,
como mis poderoso regenerachr que s* coabecc.
Artigos Recommenoados
PERFUMARA DE LACTEINA j
ItaaatsuuU pelis Csltsrldtei tiilas.
Nlromedes Maria Freir
O bachare Jos Francia :o Ribeiro Machado
convida aos parentes e amiges do finado Nicome-
des Maria Freir, para assist rem a missa, que no
dia 13 do corrento mez, setiioo do seu fall cimen-
to, manda celebrar no convento da N. S. do Car-
mo. todos antecipa o sen erarleciment^^^^
t
Pedro AiTonao Mooteiro de indraile
Valerianno Manco da Ccstu Reis e seus irmos,
mandam rezar missas pela al na do seu sobrinbo
Pedro Alfonso Monteiro de Andrade, na mat iz
da Boa Vista s 8 da manhil do dia 16 do cerren-
te, trigessime dia do 8eu,flle<-eeimento, eeonvidam
seus parentes e amigos para .issistirem a este acto
religioso e desde j seconfessam egradecidos.
0 PEITORAL de CERE JA
Do Dr. Ayer.
As cnferaiidrulfs mais dolorosas c flaos da gar-
;i, '., i, ordfauurlan
I, ru
mente m '''> plante,
o progresso pode a> i e ; demon
-ii i u So reciprocar
Laringitis. Asilima, iirunchitlft.
'ro Pulmonar eaTlalca.
ToUasaa amilins *i'ic n ter
0 Peitoral de Cereja do Dr. Ayer
caso de necessidade.
em casa yinr:t
\
perda da in mJ dia. pr B. l'or tanto r.ao se deve
i vperimentam'.o reo
de eficacia dinidosa. eiuquanto que a en
dado se Apodera do systema t se ftrralgA prr.funda-
pMnte. entlo qoei uatante,
remedio mu durkto elguma o PimttU i^e
i-i iii.).\ DO 1>K. Ara.
riiicrAitAi) i*i:lo
DB. J. C. AYEJl e CA-,
Lowell, Man,, K. U. A.
A' venda as principaes pharmacias e drogaras.
Alaga se barato
rtua Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
Rna Cotcnel Suassuna n. 141, quarto.
Ra do Rosario da Boa Vista n. 39.
Travessa do Carmo n. 10, leja.
Ra do Rosario n. 39
Largo do mercado com'agua n. 17.
QTravessa do Carmo n. 10.
Largo de S. J s n. 74.
Trata-se na ra do Coinmercio n. 5, 1* andar
es jriptorio de Silva GuimarSes & C.
Casas em Jaboatao
Alugam se duas casas acabadas ltimamente,
mnito prximas do rio e da estacSo do caminho de
ferro ; a tratar no caes do Apollo n. 47.
.!) de Agosto
Anr.eis da boa morte, de ouro e de prata ; na
ra des Tnncheiras n. 11-B, primeira loja de on-
aives ao entrar pelo largo da matriz da Santo An-
tonio.
Prccisa-sc de tima
ama boa cosinheira: a
tractar a ra da So-
ledaden. 82.
Fabrica de chapeos
Ra do Baro da Victo >
torialis.34e.36
Antonio Jos Maia & C avisaui aos seus nume-
rosos fregueses e ao publico, que continuara a ter
grande sortimento do chapeos de todas as quoli-
dades e formatos, manufacturados c.in toda aper*
feico e por precjs mais vantajesos que em outra
qualquer parte.
VENDAS
Precisa-se de urna ama para engommar e tazer
servicos de casa ; na typograpbia do Diario, no I
3- andar, n. 24, ra Duque de Cazias.
se
um grande sitio, contendo as principaes fructas,
no Caldeireiro n 9, com boa casa de morada (que
foi do finado Mamede), tendo agua e gaz, a qual
confronta com a casa do Dr. Alcoforado ; a tra-
tar na ra do Apollo n. 30, V andar.
Alugsi-se
a casa terrea na travessa da Ponte de Uchd n.
12, com bastantes commedos para grande fami-
lia, com sitio murado e arberisado, b a agua po-
tavel para beber, deposito e bauheiro de ciar rite
e bomba, fica a dita casa margim do rio Capi-
baribe, com banho doce temperado e salgado :
quem preteuder dirija-se ao mesmo sitio, das 6 s
10 horas da manh, que encentrar o propie-
tario.
Aluga-se
as casas na. 22 e 24 da ra do Lima, em Santo
Amaro, caiadas e pintadas de novo, com 3 quar-
tos, 2 salas e quintal com cacimba ; quem preten-
ders dirija se ra do Mrquez de Olinda nu
mero 8.
Semenies e carrapalo
Compra-ee na fabrica Apollo 4 ra do Hospicio
numero 79.
Oleo d mamona
em harria; vende-se no trapiche Vianua Forte,
do Mattcs,
Modas
Para toiletts.de qua'quer genero, com perfei-
?ao e gosto, procure se mademoiselle Cotinha, Im-
perado-55, 2o andar. Presos razoaveis, figuri-
nos os mais modernos.
Hademoiselle (otinba
Rna do Imperador n 55, segundo andsr.
Modista
10
,
SOTAS CONCENTRADAS para o lenco
AGUA DIVINA din agua de sauds.
ESTES ARTIGOS ACHAM-SE NA FABRICA
pars 13, rae d'Eigbien, 13 pars;
Depsitos sn todas as Peifwiarias, Piwumaciss'
s Cabellereros da America
HMMMMtMMMMt
Precisa-se de am homem para feitor, que ?nten-
da perfeitamrnte de jardim, prefere-se da Ilha de'vvUu... -,...-..
S Miguel; a tratar na roa doT.rres n. 6, llecife.' depositaram em seus trsbalhoa protessionaes.
Fliar. acia central
Ba do Imperador n 88
Jos Francisco Bittenconrt, antigo pharmaceu
tico da pharmacia francesa ra do Bario da
Victoria n. 25, avisa a seus amigos e fregueses,
que se acha na pharmacia cima, oude 'espera
continuar u merec r a confianza que felizmeut'
Dr. Manoel Francisco Telxora
Adolpbo Co'lho Pinheiro, compadre e amigo do
Dr. Manoel Francisco Teizeira, de saud, siesima
memoria, querendo reoder um preito Je devida
bomenagem memoria do to Ilustre como dis-
tincto e inrxcedivel medico pernam ucano, vem
convidar a todos os seus am:;;os e parentese e aos
op Ilustre finado,para assistiiem a urna missa, que
p r sna alma manda resar do convento de S.
Francisco desta cidade, s 7 1/2 horas da manha
do dia 16 do corrente, trigsimo do seu passamen-
to, pelo que desde j re confessa summxmnte
grato^_____________
Diariamente debate-se na imprensa a ctiso
aterradora porque esto passando as proviiciaa
do norte deste imperio ; sao innmeros os recla-
mes de todas as classes, sem que sejam attendidos
os seus justos pedidos, de que se gloriam as ua-
95es civilisadas.
E para que se possa dar impulsos aos desejados
progresos que certam^nte trarao o bem estar de
todos, resolveram Martina Pires Je C. estabele-
cides com armazem de molbadcs ra Es-
treita do Ros rio ns. 1 e 2, a vender por precos
mdicos os artigos concernentea ao seu ramo
de negocio, que certamente constitue urna eco-
noma diaria e onde so acha um completo sor-
timento dos seguintes artigos, que pela sua qua-
lidade e precos sao recommendaveis, como se-
jam :
Vinhos fiaos do Porto
Madeira
Shtrry
Cbambertin
Bordeauz
Moscatel
Callares eBucalas.
Completo sortimento de cervejas, cognac, bitter,
licores, doces, bolachinhas nacionaee e estrangoi-
ras.
Queijos frescos do sertSo, prato, Minas e fla-
mengo.
Azeite de coco, mate do Parao, formicido ca-
panema.
Precos sem competencia.
Ns. 1 e 2Ra Estreita do RosarioNs. 1 e 2
Martins Pires & C.
Para engenho
Offerece-se nma senhora com todas as habilita-
<,oes ecessarias para ensino primario, oa em
qualquer povoado que nao tenha professora ; quem
dos seus prestimos precisar, dirija-se roa da
Imperatriz n. 14, segundo andar, a tratar com a
ase.
Escripias avolsas
Ums ;ema que dispde de algum tempo oftere
ce-se para fazer algumas ; a ti atar na ruado
Marques de Olinda n. 10 e Imperatriz 51.
Grade de ferro
Compra-se urna na rna do Imperador n. 28, com
dez palmos de altura e seis de largura
Fregaezia do Re^fe
Aluga-se per 8/ o setio do 1' andar n. 63 da
ruado Visconde de Itaparica sntiga do Ap>llo,
nu mesmo precisa-se de um criado, paga-se bem.
Ultimas notas ao ap-
proximar-se a hora
CRISE E MAIS CRISE I !
Todos perguntam o qu-i hi do novo. Recebes-
tea algum telegramma da corte ? Uns dizem
que sim, outros dizetn que nSo, e alguns ere reser-
va que foram apenas consultados. E no meio
desta confuso apresentam se Pedro An'unes &
C, offerecendo as seguintes novidddes, q^c natu-
ralmente agradam muito mais ao sezo mavel e
das modas, a quem maito particularmente pedi-
mos a valiosissima proteceo. Com licenca......
Bonitos ramos de flores de lnrarj i para um ele-
gante vestido.
B ns leques diaphanos de bonitas cores.
(xrinaldas e vs para todos os presos. Renda
hespanhola, treme e preta, cm seda e cm linho
bordada.
Finas meias arrendadas de cores, ditas bordadas
a seda e muitas outras qualidadis em meias para
senhoras.
Completo sortimento em bordados, Victoria e
transparentes.
Commodos espartilhos para senhoras e moci-
chas.
Finos cztractos e aguas para tocts.
Especial cold di ciae pra amaciar a cutis.
Nao menos agradavel p Candor para perfumar.
Pinos sabonetes perfumados e medicinaes.
Variedade em cutilarias fiuas.
Que sortimento de artigos para presentes !
Oculos e pencinez d'acn e tartaruga.
Pianos para enancas e grande variadade em
calungas.
Que bonecas iuteressantes Capazes de fasci-
nar qualquer crianca. E muitos outrrs artigos
de que estamos prevenidos, psrm que nao que-
remos abu.'ar da paciencia das amaveis leitoias.
63KUA DUQUE DE CAXIAS63
NOVA ESPERANgA
Pedro An'unes & V.
f
I
Criado
Dr. Manuel Francisco Teixelra
Ricardo Jos Gom s da Luz e Manoel Fernan-
des Mascarenhas, amgs do finado Dr. Maneel
Francisco Teizcira, mandam na ter.a-feira 16 do
corrente, pel-.s 7 1/2 horas, ra matriz de S. Jos,
trigsimo dia do seu passamento, celebrar missas
pelo repouso eterno do seu planteado e prastimoso
amigo, para o que eonvidam aos parentes e ami-
gos do mesmo finado, nssim eomo as pessoas de
sua amizade pira a-sistircm a esse acto de cari-
dado e religio, re) que desde j confessam-se
summament" gruU h.
Precisa-se de um na ra da Santa Cruz n 10,
trazendo attestado de condneta.
Charutos da Baha
Os Terdadeiros
A'rna n Madre je Daos 136
O calangro contina a receber de diversos fa-
bricantes, a saber :
Fragrancia, de J. F. de Simas.
Utilidade, de M. da Costa ferreira.
Barretto, de Oracindo Barretto. '
Lavor, de Antero Chaves.
A Nova Allianca, de V. Cardse.
Sirias, de J. C. Magalhaea.
Na antga casa tarneiro da Ganha
Admirem!
Setinetas lavradas, lindos padroes a 280 rs. o co
vado!
Fustoes brancos, no vos desenhos, a S20 e 400 rs.
o dito !
Esplendido sortimento de lindas las para vestidos,
a 400 e 440 rs. o dito !
Cachemires felpudas alia dito 2 larguras.
Mirins pretos e de cores a 800 rs. o dito! idem.
Veludilhos de todas na cores, bordados, u A'OOO o
dito!
Cretmes de tres firmes a 240 o dito bom ve-
rem.
Damasco de la, 2 larguras, proprio para capas
de piano, a 2 o dito!
Pannos de lindos desenhos para mesas a I 600 o
dito !
Cortinados birdados, riquissimos, a6 e 7 o par!
Gusrnicoes de crochet para sofe e cad:-iras a 8/!
Camisas brancas iuglczas a 36 a duzia !
Ditas de cretone finas a 24 a dita !
Seroulas bordadas a 124 e 184 a dita !
Lencos em lindas caizinhas a 34 a dita !
Meias arrendadas para senhoras a 64 a dita
Chapeos para senhoras e enancas a 24510, 4
64000.
Espartilhos de couraca a 44 c 54-
Brim pardo lona a 360 rs. o covado!
dem branco n. 6, de linho a 14500 o metro !
Tapetes avelududts a 124, 154 e 224.
Superiores redes com 4 punhes a 124 e 144.
Colchas francesas a 34 urna.
C'-bertas de ganga, 2 pannos, a 34 .'
dem de setinetas finas a 34500 !
Lences grandes de bramante a 1i !
Cambraia Victoria de 10 jardas a 34 a peca !
dem cm salpicos brancos e de cores a 54, 54500
e 64, 10 jardas !
Madapoloes pelle de ovo a 64200, 24 jardas.
Camisas e saias para senhoras por todo o preco
Bordados de Cambraias finas a 14 a peca.
Fichus e capas de l a 24, 44 e 64.
Sortimento de cssemiras, cteviots e pannos por
precos baratissimos.
Grande deposito de fazendas para os Srs. nego-
ciantes do centro, tendo descont as vendas em
grosso.
59-RA DUQUE DE CAXIAS-59
bobrado a vender-se
Vende-se o sobrado n. 87 rna da Aurora, em
frente a ponte do Santa Isabel ; quem pretender,
pode entender-se com o corrector Pedro Jos Pin-
to, na praca do Cimmerclo.
Fio de algodao da fabrica Cattllns
A nui n. da Babia
Vendem Machado & Pereira, ra de Impe-
rador n. 57, por cemmodo preco.
SMMBU
NMa\_
P CLERY vende-se em toda a parte
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIADO
Este excellento Whisky Escoascz pre-
ferivel ro cognac oa agurdente de canna_,
para fortificar o corpo
Venderse a retalho nos inelhores arma-
zens de molhados.
Pedo ROYAL BLEND marca VIADO
cujo nome e emblema sao registrados para
todo o Brasil.
BROWNS & C, agentes.
Attenco
Vende se pjj pr'co commodo um bom chalet,
defronte da estacao de Parnameirim, acabado de
novo, e eom todas aa accommo iacoes, ussim como
urna casa na ra di Amparo n. 6, em Olinda, com
2 janellas e 1 porta, 2 salas, 3 quartos, cosinha
ezttrna e quinta! murado ; timbera tem para ven-
der um bom piano quasi ivo, de tres cordas, do
melhor autor, e outros objectos : a entender-se
com Maximino da Silva Gusmao, em qualquer
lugar em que o mesmo se aohar.
Ao n. 19
Vende-se um balcao, urna armacao toda envi-
dracada e pintada ; Bazar do Livramento.


t




Diario de PcpnambocoSabbado 13 i!e Agosto de 1887
EMII
SOARES
GASA DE ALTAIATE & CQNimOS PARA HOMENS
A de maior reputado e nomeada em todo o norte do Imperio, tanto pela
presteza e perfei$o dos seus trabalhos, seriedade e modicidade nos presos, como
pela constante e variadsima colleccao de fazendas de primeira qualidade: casemira
de pliantasia para costumes, cortes de casemiras para calcas, casemiras pretas e azul,
pannos finos, etc.
TUDO DE APURADO GOSTO
ALTA NOVIDAD
59-RUA DO BARAO DA VICTORIA-SO
PERNAMBUCO
fcHW
A LA REINE DES FLE'TRS
Ramalbetes Hoyos
L T. PIVEjm PAflS
Mascotte
PERFUME PORTE-EONHEOK
1 vi
Extracto de Corylopsis do Japo|
PERFUMES EXQUISITOS :
Eouquet Zr.mora Anona du Bengale
Cydonia de Chine
Stephania u Australia
Holfotrope blanc Gardenia
Bouquet do i'Amiti White Kose o Kzanlik Polylor oriental|
Brise de Kioe Bouquet m Reine des Prs, etc.
ESSENCIAS CONCENTRADAS r^SJl QUALIDADE EXTRA
.patita* as principas* Perfumaras, Pharmacias e Caheileieiros o
Perfumara- Oriza
L. LEGRAND, PARS, ra Saint-Honor 6, 207
ESS.-.ORIZA SOLIDIFICADA
PE2triT3VIES CONCRETOS
IJVENCaO SCIENT1KICA COM DIPLOMA DE ItiVENCO EM PRANCA E NO ESTHANGIIRO
ps Parfumes solidos da Eas.-Oriza
Preearadoi ior aiis da nn precesso cito, possdeni na grao da concentracao e soavidada at ratas AtscMbetids
Sao encerrados, debaho da forma de Ijpi ou Paatilhaa, dentro de frasquinhos ou
vidranos fcis de levar comsigo. Esses lMpin-Perftunea nao se evaprio e pdem ser
substituidos por outros, quando estiverem gastados.
T n a tr.orme vantagem de conununicar o cheiro aos objectos pistos em contacte com ellcs,
sem os moiha,r e sem os estragar. BAST* ESFREGAR LEVEMENTE MR PERFUMAR INSTANTANEAHENTE
J>
*
r

a

V
v^


.<*
mu
AOLOTJVRE
]3 r;! .os di-, cores, a, 2|>000, a pec,a ; vale 5|jr000
teTins inimcnsainento largos a 1(5200 o covado; soberbs pechineha!
Cretcnes de salpicos a 300 rs. o covado; convm !
Pop-tinas de seda a 500 rs. o covado ; para liqaiddar !
Tecidos transparentes para soire a 500 rs. o covado; aproveitem!
Lencrs abainhados a 2,5000 a duzia !
Las de. quadros, desertos novos a 300 rs. o covado!
Popelinas de Lyon, fazenda de 2000 o covado por 1*$000 o covodo !
Cobeitores dol, ben grandes a 30500 utn !
Toalbas alcochoadas, a 4(5000, a duzia ; que pecbincha e outras militas
chinchas em exposicao.
CASA DOOS GONFXAN5A
po-
e toda e cru.alqru.er Eoupa Branca, Papel, etc., etc.
DEPSITOS EM TODAS AS PRINCIPAES M*nda-te $ quom o pedir, Franco d Perra
perfumaras DO MUNDO I o Catalogo do Perfumo, com o pteos-
Lotera da Provincia
Extrahir-se-ha quitna-feira 18 de Agosto s
2 horas da tarde
Aeha-se venda a 9.a lotera a bene-
ficio daS. Casa de Misericordia do Recife, que
ter lugar no consistorio da igrej t de Xossa
Senhora da Coitceipao dos Militares, onde
estarci expostas as espheras em orden? nu-
mrica, para serem examinadas.
Creme Simn ~
4 Ra 1. de Narco n. 20 A (Esquina)
c
MVil
W FOIEi
mota
MOlHi
in
MBfl
_>i
DES
OleodeFigadodeBacalhau
do I>' I>XTOOXJ3C
lodo-Ferruginoso de Quina e Casca de Laranja amarga
Este medicamento fcil de tomar, nao provoca nauseas,
e de cheiro agradavel. Pela sua composico, possue todas as
qualidades que Ihe permittem combater :
a ANEMIA, a CHLOROSE, as AFFECCES do PEITO
a BRONCHITE, os CATARRHOS, a TYSICA
a DIATHESE ESTRUMOSA, ESCROPHULOSA, etc.
Em vista do seu emprego fcil, da sua accao multplice e
segura, da economa para os doentes, os mdicos receitam-n'o
de pseferencia qualquer outro medicamento similar.
DBPoerro oto at. =
PARS, 209, ra Saint-Denis, 209, PARS
TENDOS-SE EM TODAS AS PrJNCIPAA* PHARMACA8 DO LMVEAO
CONFIAR OA8 FALSIFICACOES E I M I XA C O E 6
POS DE ARROZ SIMN
Saboneta Crema Simn
preparados com glycerina, para a toilette diaria, contra
as influencias perniciosas da atmosphera e para dar ao
rostro : Frescura, Mocidade e, Macieza.
FRUSTRAL AS HUUROSAS IMITAQOcS.
J. SIMN, 36, Ru de Provence, PARS
PRINCIPAES PHARMACIAS, PERFUMERAS ET LOJJS DE CABAILEREIROS.
NOVA LOTERA
FNDICO DE FERRO
CARDUZO ft IRMAO
Ra do Bara do Triunpio ns. 100 a Wi
Deposito a ra do Apollo ns. 2 e 2 B
Tera semprc em deposito todos os racbinisaios e ferragens precisas agricul-
tura desta provincia, como sejam : vapores locornoveis, ssrni fi-on, com caHeira
corm'sh ou para fogo do assentamento, moendas de todos os tamanhos, tachas batidas
e fundidas, etc.
Mandara vir por oncomraentia qualquer machinismo, encarregaca-se de sental-os
e se rrspns biaam pelo bom trabullio do mesmo.
Vend m a prazo ou a dinheiro com descont e a pregos resumidos.
*v
Gotta, Rheumatismo, Dores
Soluqo do Doutor Clin
Laureado da Faculdada de Medicina de Pars. Premio Montyon.
A Verdadeira Solucao CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Affeccoes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso.
as Dores articular** e musculares, e todas as vezes que necessarlo calmar os
soffrimentos occasionades por estas molestias.
A Verdadeira Solucao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
1123 Umi explicagao detalhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Solugao de CLIN Se Cie, de PARS, que se eneontra ti
casa do Droguistas e Pharmaceutico*- 0IV^ m -----^
De urna grande parte de fazendas existentes na acreditada casa ra Duque
de Caxias n. F>9: aprespntarnos em seguida urna bata do alguns artigos que realmente
sao baratissimos.
Esplendido sortimento Tde cachomiras para vestidos, de 400 rs. a -VXIO 9
covado.
Merinos de cores a 600 e 800 rs., duas larguras I '
dem pretos desde 800 rs. a 2#500 o covado 1
Satinetas lindissimas a 280 rs. o dito!
Riscadinhos para vestidos, cores lindas, a 160 e 200 rs. o dito !
Crotones claros, superiores, a 240 e 280 rs. o dito !
Damascos de IX, duas largaras, proprios para capa de piano a 2000 o dito (
Camisas inglezas, branca, a 36000 a duzia !
dem de crotones finos a 245000 a dita!
Ceronlas de bramante, bordadas a 120000 e 14A0O a dita !
Meias superiores a 20800 o 30800 a dita !
Cambraia Victoria com 10 jardas a 30000 a peca!
Madapolao pelle de ovo, 24 jardas, a 60500 a dita !
Dito americano, superior, a 50800 a dita I
Bramantes de linho puro, 4 larguras, a 20000 o metro !
dem de algodao superior a 800 rs. e 1(5200 o dito 1
Cortes de casemiras e meia-casemiras a 20500, 30000, 50000 e 60000!
Casemiras diagonal para roupas de crianc. is a 800 rs, I
dem de duas larguras a 10800, 20000, 20200 e 30200 o covado !
Brins de cores e pardos para todos es precos.
Guarnieres crochets para cadein-s e sof a 80000!
Cortinados de bordados a 70000 o par !
Col bas e cobertores a 20000, 20500 c 30000 1
Sortimento de chs, luvas, leques, eoxovaes para Exmas noivas.
Deposito de fazendas e as vendas um grosso damos descont da praca.
SllCCESSORES ttE
CARJNEIRO DA CNHA & C.
59--Rua Duque de Caxias59
5~^H-g*B
SAWTA CATHARINA
5O:00O$000
j IMPORTANTE PLANO
Esta lotera corre no da.....de Agosto
Bilhetes yenda as Casas do eosturae.
?1CAPSULAS TAETZ
BRETETAeS (MTEWTADAS) B. O. O. O.
OtterecIdM debaUo d torm de Ddoesou Conleitos de Irnctas.
permutando auim aos doentes o mai delicado! e aa criaacu de
temar sem enjfto todo e qualquer medlcamenta
0P0IIT0 8tRAL, EM PARS, 36.ru d ta Vrrri
FWAW M. di 8ILVA fc C.
|Par!sl85efaffiprTata|
4^M
Expoil )o d Linrpool |
COLLARES ftOTER
ltro-IfaaiiUoM
U 4eou|l" eoilri ti
(MAM "dlwet
OOWVUXeRBB
i tai ranura i aan|ik u ouijas
OsCOLLARBS RfUUeuahMiM h* mais
Je 36 rraT* WaOO* prear -o
reatmeaU ai oracaaaa4aa CONVULSOEa
ao KM 1 mu lempo a ietu-^ao.
raAaWaaaaM t> a laatcaoaaa, tenja-u
, narm a ftorleaj >"V*a_ o jtr&tde>rt
%3
GUILLI
PILULAS
PILLAS i*tzate de elixir @>Uco ati-Catarzhal ^ Qf EDILLIE
PAUL QAGE
FW da 1* clase, D' em Medicina de la Facultida de Pam
Binco PBOPunAiuo b'este medicamoto
PARS, 9, mi t Gnnelle-St-Germaln, PARS
molattiat
do Figado
e efe Estomafe
Cstat Pillas conttm drbiito dt am pequeo Tolume upropne*
vades toni-purRstivMdo Elixir GuiUi. o qual remedio condecido,
aa msis de s^s-ol snnos, por ler um dos mu ecoDOmiciN.eamo
Purgante a Depurativo.
I [AB al FAtSiriCilJES, lijir as LE6ITIMAS PILLAS GDIUIF ir'psr ada por i AOL GASA.
Depo^tUrios <-m Pcrnavvuco : FRAN ti. da SILVA e C*.
Fearet
Epidmica
Flmes do palto
Molestia
das Hlulheres
e das Crianca
olariiilios c punlios de
selluloide
Carkta Sioden receben pelo ultimo vapor, e
vende baratisimo : ni ra do Bro numero 48.
Terreno
Mas*ros
Vende-ee piaa para metros de hiates ou bar-
caca; a tratar no engeuh) Djus Irmos com o
administrador das obrHS da companhia do Bebe-
ribe.
Livraniento & .
vendem cimento port'aod, marca Robins, de Ia
qualidade ; no caes ido Apollo o. 45.
Vende-ae um terreno confronte a estacao do
Principe, estrada de J0S0 de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e com alicercea
Dra 3 casas; tratar na ra d'Apollo n. 30, pri-
eiro andar. ______,^^___________________
Bois
Vndese excellentes bois de carroca, gordas,
habituados ao trabalho, como tnmbem carroeaa ;
a tratar na ra do Marque, do H rval. araiasa_
da companhia do Beberibe. __________^__
Chf prcte superior
Cirios Sindeo receben pelo ultimo vapor e con-
tina a vender sem competencia ; na ra do Ba-
rio da Victoria n. 48, loja de altaiate.
INJECTION CADET
Cura certa em 3 das sem outro medicamento
fAMia y. ftmtlvmar
W-JTAM**
I lEUrtt 1


'




8
su-i de Tcnminbo---Sabbado 13 de Agosto de
ASSEMBLEA GERAL
CASARA DOS UEPITADON
DISCURSO PRONUNCIADO NA 8ES
SAO DE 8 DE JULHO DE 1887
OB9AMENTO DE ESTRANGEIROS
{Continuado)
Sr. presidente, reoordo mo, se a memo
ra cito me iufl-1, de que j, era 1856 ou
1857, o Sr. conselheiro Nabuce, entlo mi-
nistro da justiy 1, l^rabrara era seu relatorio
a conveniencia de uma concordata com a
Santa S.v
Quaes os pontos a firmar nessa concor-
data ?
E' mister que vejamos o fira a que que-
remos cbegar, quando se pretende celebrar
uma verdadeira convenylo ou tratado com
a Santa S.
A fallar cora a liberdade que o assump-
to exige, e pedindo desculpa ao nobre de-
putado se de alguraa forma discrepo da
sua opiniSo, nao vejo que entre o Brazil e
a Santa S baja motivo algum para a ce-
lebrado de urna concordata.
Outras naeSes a tfi n feito, ou para ob-
ter mais direitos do que tin, ou para ce
der mais do que possuera porm nos os
temos estabelecidos ha rauito.
Assim que a apresentaySo dos bispos
se faz na forma da nossa Constituiylo, nun-
ca recusada pela Santa S, assistindo-lhe
o direito, que deve ter, de julgar se o sa-
cerdote proposto possue ou nao as qualida-
des precisas ou essenciaes para desempe-
nhar a sua alta miss'o.
A nomeaySo ou escolba dos parochos
pelo poder civil, apresentados pelos bispos,
ponto indisputavel.
Que outrcs pontos exgem solucao que
seja firmada por uma convenySo ? Tersa-
ba de repetir estes e tf.!v. z de accrescen
tar alguns de pequea importancia.
A nomeaySo de ura eardeal, apresenta-
do pelo Brazil, nao a julgo conveniente.
Conhece mais do que eu o nobre deputa-
do, que a apresentaySo de cardeaes por
alguraas cortes data de longo teropo e foi
resultado da influencia das monarohias da
Europa e da protecylo que prestevam
religilo e corte de Roma. Alguraas go-
zavam nao s do direito de apresentar car-
doaes, como at do direito de exclusao de
certas npmes ao pontificado, na eleiySo a
que procediara os conclaves.
Nos nao podoriamos exigir boje para a
corte do Brazil, nem a Santa S, nos con-
cederla, aquillo que dSo reeonhece a ou
tros Estados.
Eu nlo sei que outra vantagem tivesse
a nomeaySo de ura cardeal, seno maior
honra para o clero e maior despeza para
o imperio. Qualquar governo, >se entender
que o deve fazer, o faca ; eu nSo me pos-
so obrigar a isso. A Santa S noraeia car-
deaes indififerentemente para paizes catho-
liaos, tenham ou nSo religilo do Estado, e
para os acatholicos. Tem nomeiado cardeaes
para os Estados-Unidos e para a Inglater
ra. Pode fazel o para o Brazil, indepen-
dentemente de concordata.
E' verdade que, om virtude de antigs
convences, ha certes, bispados, arcebispa-
dos e patriarchados a quo esto inherentes
os chapeos do cardeaes, mas nlo isto o
que se quer nom o que pretende o nobre
deputado.
Oatro ponto quo o nobre deputado julg*
conveniente regular o destino do* bens
dos clrigos regulares ou ordens religiosas.
Eu, como o nobre deputado, vou eontar-
riar muitas opiuiSes, ebamadas adiantadas,
mas devo dizer o que pens.
Nao achei legal o aviso que probibiu
que 88 ordens regulares recebessem no-
viyos, auctorisadas pelas Asserabla Pro-
vinciaes. (Apoiados).
O Sr. Afionso Celso Jnior. Pens
tambem assim.
Um Sr. Deputado. Seja frade quem
conseibo e ministro de cstra.igeiros). .conseibo e ministro de estrangeiros) : Ac-
quizer.
O Sr. Bario de Cutegipo (presidente do
FOLHETIM
JOSLARONZA
POR
IACQKS D FLOT E PEDRO MAEL
0,t:\Tl PARTE
(t!ii:v
( Continuaylo dj n.
XVI
183)
Ao mesmo tempo Stephan dizia-lbe ao
euvido :
E' uma hora. A's tros horas em
Point-du-Jour.
O carro tomou pelo boulavard Haussman-
Isso nao passava de uma manobra.
Logo que chegou ao hotel, Ned Hobson
mandou vir um outro carro, pretextou uma
partida inesperada, que a presenca de Car-
men explicava, pagou a sua centa e diese
ao coeheiro que o levasse estaySo da
estrada do forro do Norte.
All, mandou registrar as bagagens era
nome do Sr. Ned Hobson, hotel do Com-
mercio, Bolonha. Avisou por telegram-
ma o director do hotel da sua prxima che-
gada, annunciando que as suas malas o
precediera.
Depois, sempre acompanhado de Car
mun, sabio da estatuto e tomou terceiro
earro, que c levou estaylo de Point-du-
Jour.
Logo que despedio o automedonte, des
ceram os dous para baixo dos arcos do
viaducto.
Rouval os esperava.
Pareca tomado de viva sociedade.
Que ha ? jierguntou o yaokee.
Ha, disse o bandido, que osquecemos
o essencial.
Que ? Que esse essencial ?
Os nossos paasaportes. Ficaram na
avenida de Wagram.
V buscal-os. Nao ba nada mais
simples.
** Nao eu, disse Laronza. Tu, Ned, po-
des ir.
Tem-se visto governoa e asserablas extin-
guirora as ordens religiosas; mas que o
ministro, por um aviso, as extinga de
facto, nSo se tem visto, a nlo ser um mar-
quez de Porabal, o esse mesmo nSo da
peneou a assignatura do re. (Apoiados).
Nos. que fallamos tanto em liberdale,
por que nSo devoremos deixar 1 qualque-
o direito do recolher-8" a um claustro, de-
dicar-ss aolervigo de Dcus e da humani-
dade T (Apodos.)
Por que os dpsesperanyados do mundo
nao p'oderSo ir buscar cons^ laySo e tran-
quillidade usases sagrados asylos T (Apoia-
dos).
O Sr. Rumbona. Sem offansa do di-
reito de ninguem.
O Sr. BarSo de Cotegipe (presidente do
conseibo e ministro de eatrangeiros). Po
que os que nlo qunrera mais o mundo ni 1
sa podem retirar dolle ? (Apartes.)
Eu nao vennu tazer o elogio das ordens
monsticas, depois do nobre deputado ;
mas certo que foram ellas a arca de
salvaylo das artej, das lettras, da scien-
cia, tente da moderna civilisaylo. Muito se
Ibes deve perdoar, porque muito fizerara
a bem da humanidade. (Apoiados.)
Pelo que respeita America, ao Brazil,
especialmente, ninguem pode duvidar o
menos negar os seus servidos. Nao irei
procurar nesses escriptores chamados cle-
ricaes a prova de mioha asserylo: bast
recorrer ao historiador protestante, Sou-
they, o na sua obra ver-se-ha quaes forara
os serviyos das ordens religiosas, tanto na
civilisaylo dos indgenas, como na unifica-
gao desta porylo do globo, que se chama
Brazil. Forara ellas que sempre propugna-
ram pal* liberdado dos indios, que erara os
habitadores e senbores deste paiz (Apoia-
dos )
Os conflictos quo travaram com os ca-
ladores de indgenas foram o grande moti-
vo da odiosidade em que incorreram e das
perseguiyoes qui soffrerara ; mas o mal
est feito e me parece que hoje, se-eu vi-
esse pedir que se abrissem as portas dos
claustros para aquel'es que a ellas se qui-
zessem recolher, sobro mira cabina tre
menda tempestado.
Ura Sr. Deputado. Nem coavioba.
O Sr. BarSo de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de eatrangeiros).- Ex
istem bens deesas ordens prximas a ex-
tinguirse e, se o Estado seapropriar delles,
o resultado ser o mesmo quo tiveram os
bens dos jesutas ; que servirauk apenas
para proveito de alguns (apoiados) e foram
vendidos por dez reis de rael coado. (A-
poades.) E anda ha hoja devedores pela
arremataco de bens de jesutas. (Apoia-
dos.)
O Sr. Ratisbona. Uma verdadeira es-
poliacao. (Apoiados.)
O Sr. BarSo do Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros). Pa-
rece-me, portauto, uma idea aproveitavel
destnalos a dois grandes fins : ao ensino
do clero e animacSo da instrucylo publi
ca. (Apartes.)
O Sr. Affunso Cslso Jnior. Foi de-
monstrado brilbantemente pelo nobre do-
putado p lo Piauhy.
O Sr. BarSo de Cotegipe (presidente do
conseltio e ministro de estrangeiros).
Entendo que o governo nao deve malbara
tar estes bens mandando pol-os em praca
e recolbendo ao tbesouro o mesquinho pro-
ducto que dhi pJo resultar (apoiadoa) :
digo mesquinho porque n da, compara-
do com as nossas despezas...
O Sr. Ratisbona. Apoiado, de acior
do com V. Exc.
O Sr. Barao de Cotegipe (presidente do
conselho e miaistro de estrangeiros) ..
mas nao mesquinho, pelo contrario, ser
muito proficuo, para os seminarios e para
a educaelo da mocidade, que tambem
um dos deveres do clero.
O Sr. Costa Aguiar. E para a cate-
chese dos indios.
O Sr B>r2o de Cotegipe (presidenta do
ceito, porgue bou partidario da cathecheae
por mo de religiosos, e nSo por raeio de
destacamentos armados. (Apoiados.) .
O Sr. Ritisboaa: Cacando como a
fras.
O Sr. BarSo do Cotegipe (presidente to
conselho e ministro de estrangeiros) :
Volto me "agora, e por ultimo, para o hon-
rado deputado pelo 20." distrieto da pro-
vincia de Minas, e o fayo sarapre com
prazer, porque, quaesquer que aojara as
divergencias de opiniSS entre mira o o no-
bre deputado, eu sempra respeito um ta-
lento, que, sendo cultivado como vai sendo,
dar ao nosso paiz um do seus melbores
estadis'as. (Apoiados.)
O Sr. Alfonso Celso Jnior : Muito
obrigado ; hondada de V. *Exc.
O Sr. BarSo de Categipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros) : Sr.
presidente, o nobre deputado tocou em
pontos positivos de rauitos do nossos ne
gocios.
A cera de alguns astou de accordo com
o nobre deputado, como j hontera deca
rei; acerca de outros, drei a S. Exc. que
anda nao terapj de resolvel-os, ou nao
tera sido possivel.
Inquiri o nobre deputado em que es-
tado se achavam as nossas relay? -s com a
Franca, a resp ito do territorio, conside-
rado neutro entre as duas nago.s.
O seu espirito n2o podia deixar de acbar
a razio porque esse assumpto nao tem tido
andamento.
O nobre deputado Iludi ao novo espi-
rito colonial da Franya, que vai procurar
no extremo Orienta e nos ardentes areaes
da frica pontos por onde desenvolva o
seu commercio; c, poia, nao seria muito a
proposito suscitar uma questlo em que
esta tendencia do governo francez se po-
deria raonifestar contraria aos oossob in-
teresaos. A questlo, portanto, acha so no
statu quo.
O Sr. Ratisbona: E nlo est de todo
liquida.
O Sr. Affonto Celso Jnior: Nao
apoiado; incontestavel o direito do Bra-
zil: os trabalh s do Sr Joaquim Caetano
provara o irrecusavelmente.
O Sr. Bario de Categipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros):
Mas, so se acha no statu quo diplomtico,
era por isso o governo se tem descuidado
de olbar para aquello ponto do territorio,
que consideramos pertencer-nos pelos tra-
tados e pela occupaylo antiga. (Apoiados.)
NIo ignora o nobre deputado que o gover-
no francez, ollijial ou offi .-rasamente, tem
mandado exploradores para as regios
amaznicas. Anda este anno, fui publi
cado pelo Sr. l'oudreau um livro, que alias
contm iuformayojs murto interessantes,
no qual esta questao do Oyapock discu
tida no sentido do interessa francez. A
julgar se a questlo segundo a pretenylo
franceza, tirando se uma lioha d Ooeano
ao interior, teriaraos de perder at ao Rio
Branco. (Apoiados.)
N'estas circunstancias, prudente es
perar. A populaylo qua habita o territo-
rio neutro composta de brasileiros (novos
apoiados); mas ha grande propaganda para
chmalos nacionalidade franceza, se nSo
em virtude da lei franceza, ao menos pela
introducylo dos costumes francezes e pela
obediencia prestada s autoridades e^cle
sasticas d'ossa naylo.
Senbores, nao ba dixida de que pre-
ciso acabar com esta questao, como pre-
ciso acabarem todas quantas dizem res-
peito a limites. (Apoiados.) Basta recor-
dar que at j se lembraram de tuodar all
uma repblica.
O Sr. Alfonso Celso Jnior: E' ver-
dade : um Estado livre.
O Sr. BarSo de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros):
Dous ou tres francezes convidaram um sa-
cerdote para irem fundar uma repblica
n'aquelle lugar. Eu nao dei importancia
a soraolhanto tentantiva, que qualidearei
de louc; mas, entretanto, o govorno n.to
dexou de attenier, para es'e ponto, o se
so realizasse, entender bis cora o
fra
tal
E, entregando a Ned um mayo de cha-
ves, deu as indicayoes necessarias para
guial-o na sua pesquiza.
NIo ba um minuto a perder, aceres-
centou.
Hobson parti correndo.
Entretanto, Rouval reflectia.
Com os diabos t pensou elle. NSo
me lembrei. Elle vai encontrar o velbo
com a faca no peito.
Mas tranquillisoa-se :
Qual 1 disse elle de si para si. Es-
col (i bem o lugar, o veneno ter produzi
do o seu effeito. Ha j duas horas Cela-
nos est morto.
governo tranjez para que um ou outro,
ou ambos de corareura accedi, fizassim
aquolles aventuraros evacuir o territorio.
Por esse lado da fronteira cs'So as cou-
sas no estado qua acabo de descrever; por
outro lado, vou iaformar (amara, por
que convm que se tenha conhecimento
d'esses negocios, a qus rauitj p>u:os se
applicara, excepyo dos liabitantea a
quem mais de per n interessain, como se-
jam os do Para e Amazonas.
Celebramos nona convengifo e. traymos
a Unba divisoria entre o Brazil o a repu*
hlioa de Venezuela, mas no fira encontra-
mos a Goyaona Ingleza, a abe o nobre
deputacis que aquello lado do territorio
brazleiro, j tondo all existido risso"'s
administradas por sacerdotes, esploradss
por Dos, comprehendidas em nossos raap
pas antigos, fo e estsenlo invadilo pebs
inglez^s; pek" que, era 1846, tveraos de
celebrar cora a Inglaterra aejordo dontao
ao que fizeraos com a Franya. Em tre-
cho do territorio considerado litigioso vai
ficando inglez.
No accordo celebrado entre o Brazil e a
Iuglatorra, da data qus citei, quando o go
verno inglez ameayava-nos de trayar a
fronteira com a por.ta da espida, docla-
rou-se que, na prohibidlo da occupaylo
por forgas de uu e do outro Estado, nlo
fi-avam coraprehendido a catechesea e o
commercio dos subditos das respectivas na-
y3iB. Mas o Brazil, que est mais longo,
quo se descuida d'esses grandes intereases
muitas vezes para tratar de outros mnimos
(apoiados), que deixou apagaram-so as nos-
sas frontoiras e cahirera 03 nossos paciro is
de poste n'aquelle lugar, nunca raais l
poz o p.
NSo possivel a catecheso p^r falt 1 de
sacerdotes; mas o inglez, que nSo precisa
era da pastores nem de comraerciantes ;
o inglez, qua sob as vestes do pastor en-
vangelico encobre o negociante e o des-
bravador, cstabeleceu l casa de edu :ayIo,
a que concorrom os indios e onde vio com
merciar e comprar 03 gneros de que ne-
cessitam.
Ha pomo tempe forara se adiantando e
atravessaram o rio, que nunca nos foi dis-
putado.
Para all tenho feito co ivergir as rain lia s
vistas, recommen lando ao presidente que
fizesse as exploraySas possiveis e visse
qual a posiylo em que estavam collocados
os estabelecmentos oglezes. Pretendo,
logo que seja opportuno, resolver esta ou-
tra questao.
O Sr. Pedro Luiz: Prestar um gran-
de 8ervy ao paiz. *
O Sr. BarSo de Cctegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros): E
isso antes que succeda o que est snece-
deado a Venezuela, a qual tera tambem
questao de limites com a Ooyana Ingleza,
e nSo ha podido chegar a accordo. O go-
vernador da colrjia mandou tomar posse,
forya, do territorio disputado entro uma
e outra naylo.
Senbores, boje em dia preciso que as
nayoes nao contiem s no direito, porque
o da forya o quo est primando nos
principios da civilisaySo moderna. (Apoia
dos.) ^0
Inquiri mais, o nobre deputado, do es-
tado da questao de renovaylo ou nSo re
uovacao das covenyoes consulares.
Pela exposiylo do relatorio v-se que
eu tenho denunciado as convenySas, algu
mas das quaes s no anno prximo que
deverlo findar.
Convm, porm, declarar que nSo sou
contrario s conveoySas, mas tendo se enun-
ciado no corpo legislativo a opiniSo, que
me parece ser a da materia de diversas
legislaturas, de que essas convencoes nSo
-lo convenientes ao imperio. (Apoiados)...
Urna voz ;Davera ces3ar.
O Sr. BarSo de Cotegipe (presidente do
EntSo, dando o brayo a Carmen o ban- gar-me tarabom.
Elle, quem ? perguntou Ned, assus-
tado.
Josa... vioga-me, xinga... Carmen.
A luz fez-se no espirito de Hobson.
Rouval o tinba mandado all s para ver-
se livre delle. O bandido fugia levando
Carmen.
Um rugido sabio dos labios do misera-
vel.
Comprebendo I Mas hei de vingar
me I
E, abaixando-se, apertou com forya a
mo do moribundo.
Podes ficar tranquilk, dissa elle en-
tre dentes. Hei de vingar-te e hei de vin-
dido a levou para o lado do Sena. Com o
apito deu dous ou tres sil vos particulares.
Quatro homens appareceram na riba
deserta, projectando as suas sombras com-
pactas luz trmula de um bi.-o de gaz.
Tudo es' prompto ? perguntou Rou-
val
Sim, tudo est prompto, raspondeu
um homem de rosto borrivelmente picado,
quo era James, chamado Franya pelo
patrSo.
Laronza cntlo dirigi se para a riba
All esperava um escaler. Erabarcou nella
com Carmen. Os hora ns levaram a em-
barcado para uma dessas chalupas gran-
des que descem diariamente o Sena. Ins-
ultados nella os bandidos, um delles to-
mou o le rae e a massa enorme comeyou a
descer com a cor. ente.
Entretanto, Hobson chegava ao palacio
da avenida do Waffraro.
All ainda nada revelava o crime.
Era evidente que Maximiliano e os seus,
retidos na festa e tratando do ferimento do
pequeo Qoola-b, ainda 0S0 tinba apresen-
tado a sua queixa polica.
Ned entiou s?m diffiraldado.
Subi sala, abri as portas e teve de
serrir-se de um pbosphoro para allumiar
se. Ao seu alcance eslava uma vela.
De repente, DOM massa inerte gemeu a
seus pea.
Ned solton ura grito abafado. Acabava
do reconhecer Clanos.
Foi profundo o espanto do americano.
Rouval tinha-sc engaado. Clanos nSo
estava morto.
Mas ia morrer.
Por um gesto, ce-moa Ned para junto
de si.
O bandido, perturbaio at o fundo da
sima, apprsximou-Ee.
O moribundo fes um es-orco supremo :
Eu... vou morrar. Elle... mten-
me t
A cabeya de Gmez cabio para traz.
Ura sorriso aedonho passou-lhe pelos la-
bios, viraram-se-lbe os olhos. Expirou.
O americano olhou para o cadver.
Esse cadver de velbo assassioado falla
va, tallava uma lioguagem enrgica e ter-
rivel.
Ned acreditou que dictavu-lbe a vingan-
ya como um dever.
Oh l sim 1 resmoneou elle, hei de
viogar-me.
pensou em um projecto terrivel que
fez lhe subir aos labios o sabor do sangue-
EntSo, Carmen tambem lhe escapava,
fugia arrastada pelo pirata temivel. E
agora, onde aoharia elle Laronza ? Pr j-
vavelmente este soube oceultar o seu es-
conderlo.
Ned s.pensava no meio de encentrar o
eu antigo ebefe. Esque :ia o perigo que
o araeayava. A polica podia chegar de
um momento para outr, sorprndela al
em presenyt desse corpo ensaoguenfado,
assassino ou, pelo menos, cumplios de as-
sassinato, segundo todas as appareacias.
Mas o odio e a ra va aporta vara-lhe o co-
r y&o. Nao palia desviar o olhos do ca-
ver de Clanos.
Desbragada I murmurou elle entre
dentes 1 E la nSo sabe que elle matou-lbe
o pai. Da repente o palacete enebeu-se de
um ruido surJo e lgubre; soou urna forte
parteada no martello da porta-coclieira.
Ned ouvio pasaos apressados na ra, de-
pois a formula :
c Em nome da lei, abra 1
E, ao mesmo lempo, gente acordada cor
ra p-la casa.
O seu susto suba de ponte.
SSo elles, diza de si para si, rpida-
mente. E' a polica.
O yankee ouvio ranger os gonsos e a
porta abrirse.
Correu janella e abri a
Coraeyava a apparecer o dia.
conselho e ministro do estrangeiros): .. .
o raeu daver nSo cin'rari.l a, mas proie
der de modo a nSo faltar com as gran
tias devidaa ao estrangro que procura o
nosso paiz.
E' por isso que trato de fazer algumas
addiySis ou suppressSas, conforme fr mais
convenante, ao decreto de 1851.
NIo posso desde j, nem ba vantagem
ora declarar ao nobre deputado quaes os
pontos a o desenvolvimento do a,v) de
creto, j porque o trabalho nlo est con-
cluido, j porque con/m, antes de con-
ciuil o, temar estas uformay*es sobro o
quo se pratica entra nos e em outros pai-
zjs era relago a ni.
Tomos de consultar o cooselbo de Esta-
do, do ouvir os ra igstrados, de proceder,
emfim, de modo que, sem ftltarmos com
a justiga, nlo cedamos tambara o que nlo
d-vemos coder.
Tereeiro ponto divida do Paraguay.
Ha duas espacies do divida a quo est
obrigada aquella repblica : uraa por in
deranisaylo que deve aos sub titos brasilei-
ros, preju'licados era consequonci da in-
vadi dis fory is paraguayas, e quasi toda
esta parten jc provincia do Rio Grande
do Sul o provincia da Mitto Grosso.
Outra, qua ainda depende da liqadaylo,
proven das despezas da guerra; e afinal
um de pequea importancia (:em mil e
tantos pesos), proveniente ra venda do
ra.>t rial de estrada do Ierro. Esta ultima
tem pnssado por diversas phases. Era do
governo, que passou-a a uma companha,
organisada por brasileiros ; depois esta
companha tomou a paasal-a ao governo,
que vendeu a estrada a uma outra com-
panha, a qual ficou responsavel por ella
com a garanta do governo.
Perguota-sa-me agora porque que o
governo nao faz presslo sobro o Para-
guay, ao menos para pagamento da divida
proveniente dos dainos causados a parti-
culares pela iovasao ?
Sr. presidente, nlo se pratica qualquer
acto sera indagar ou pnv -r quaes as con-
sequencias que delle podem resultar. Um
particular, quando trata de executar um
devedor, tem de fazar ponhorar en algu-
ma cousa, e se o devedor nada pissue, o
particular nSo faz os gastos do processo.
Ora, o Paraguay nao pode pagar por ora.
O Sr. AnIrada Figueira :Pode, j pa
gou a todos, aienos aos subditos brasilei-
ros. (Apoiados.)
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do
cooselbo e ministro de estrangeiros,) :
Vejara Vv. Excs. como sa considerara as
cousas. O nobre doputado est completa-
mente engaado.
O Sp. Audrade Figueira: -Sao a3 in-
forraayoas que tenho.
O Sr. BarSo de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros):
SIo inexactos.
As outras repblicas alliadas perdoaram
ao Paraguay a divida por iodemnisaylo
dos gastos da guerra.
O Sr. Andrade Figueira : Os Estados
nlo podiam perdoar. Houve pagamento
em trras.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro da estrangeiros) :
Bom; mas qual o resultado da presslo na
situayao em que nos acharaos? Occupai o
Paraguay, em um dos seus departamen-
tos t Convm isso? Rispondam-me.
O paraguay nSo paga, porque o nSo
pode ; ha de, perem, pagar, porque tem
elementos de prosperidade que o seu go-
verno procura desenvolver.
Os Estados nlo assignam concordatas
nem se declaram fallidos ; mas as circum-
Nenhura agente vigiava o palacete desse
lado.
Ned nSo hesitou. Passou a perna pela
janella e deixou-se cahir na ra, de joe-
bos dohradss, com a habilidade methodiea
dos dos gyranastcas. Lavantou se e cor-
rendo com toda a forya chegou ao cante
da ra Tilsitt, na qual entrou.
Entretanto, apo'icia invada o palacete,
e todo o quarteirSo despertava, tomado da
agitaySo provocada por essa iovasSo ines-
perada.
XVII
Em casa da Sra. Francs, no meio da
desordera e da perlurbaySo provocadas polo
attentado comraettido, a pouco e pouco os
con vid dos tinbam-se despedido da viuva.
Todos tinham-se reunido em torno do
leito de morte do principe de Goolab.
A Sra. Francs e Bertha, Renata e Ali-
ce, o tratavam com admiravel dedcaySo.
Sem esperar a chegada de um medico,
chamado toda a pressa, Maximiliano ti
nha sondado o terimento e tentado operar
a extracylo da bala da pistola de Rouval.
Logo primeira vista reconheceu a im
possibilidade da operaySo. Alm disso ella
s servira para encurtar os ltimos mo-
mentos do pobre menino.
O pequeo pouco soffria ; a bala tinha
perfurado o pulmSo direito, rasgando um
dos ventrculos do coraySo. O saogue nlo
corra. Havia uma hemorrbagia interna
que ia suffocar o ferido.
Goolab tinha consciencia de sau estado.
Um sorriso paludo separou lhe os labios
azulados. Sentase perdido, e o seu olbar,
j vago, pairava as visos de outra vida.
O mundo da trra apagava se para elle.
Era voz qua se suma, chamou Maximi-
liano.
- O senhor, disse elle, tem sido bom e
generoso para o orphlo, como um irmao
maia velbo. Uus o abant:. Nlo lamen-
te a minha sorte. Vou para onde esto
meus pas, sigo o caminho por onde pre-
cederara-rae te ios os meus antepasados, o
camiabo que seguirara os fiis, raeu to Ja-
bar Siog e meu venerando mostr, raeu se
gundo pai, o brahraana ; Ramou Sa haviu
previste o m;u fim. Eu saio deste mundo
de miseria e de luto para entrar no extase
do nirvana. A deusa Bavrhanee cobrio-ma
com a sua aza ; o aeio do pai Brabma est
aborto. At breve, meus amigos, meus
berafeitorea, porque a vida raais looga
curta; e que sSo es das e os anuos no y-
elo eterno das existencias I
E, ainda mais baixo accrescent >u com
ura olbar cheio de sorrisos :
stancias sao conhecdas.
Eu nlo venho censurar governos es-
trangeiros, nlo o levo, nlo posso fazel-o,
e menos ao de um paiz que foi a primeira
victima da guerra, d'onde provieram para
nos tantos males, dos quaes ainda soffre-
raos as consequencias. (Apoiado?.) Um
paiz, que foi victima inconsciente da tyran-
nia, q 13 vi os seus campos talados e des-
povo*dos. sua populagao dizimada pelo
ferro e pela fome, desmoralisada pelo dis-
potismo, dove merecer eonsiduraglo pelos
seu3 soffrraentos ; nlo devemos augmen-
tar a alai y te ao afflicto.
Sr. presidente, ni todos brasileiros,
iulignados, pela affronta que soffreraos do
tyranno daquella repblica, no acto da
guerra, no ardor dos corabate3, julgamos
que todos os rigores erara poucos para a
viaganya da nossa honra ultrajada ; mas,
depois da victoria, os vencidos deixaram
inimigis-
A populaylo do Paraguay, quo regula-
va por perto de um railhao de almas, se-
nSo mais, ficou reduzid88raa. Querem os
nibres deputados saber a quanto chegou
depis da guerra ? Achava-mo all ca 00-
casilo em que fez sa o recenc3amento e
verifioou-ae que s existam cerca de ....
260,L0Q habitantes (Sgaaes de sorpre-
za.)
Foi a quasi extineyao de uma naciona-
lidade. Causou-rae gran le dr aquella es-,
pectacub : era vez de satisfaylo do odio,
inspirou-me compaixlo.
A populaylo vlida tinba desapparecido ;
smenta avultavam raulheres e crienyas.
Quando ura Estado americano chega a
essa posylo defgrayada, da qual alias se
podo levantar piuco e pouco em vez de
dar-lhe a mo, deveremos abtelo ? De
certo quo nenhum dos nobres deputados o
deseja. (Apoiados.)
Sr. presidente, confesso a V, Exc. que
rae iuteressei por tal molo p la sorte dos
paraguayos, que mi offereci para trazer
alguna de seus filhos afira de Ibes dar no
Brazil educayao gratuita ; esperava que
nos collegos, casas do educaglo e semina-
rios, serum reoebidos e voltariam patria
para trabalbarem por s?u adiantanento e
civilisaylo. O clero, em vez de dar exem-
pos de raoralidade, perverta a populaylo.
Era mais ura effaito do despotismo, por
que o despotismo como al, o vento do
uorte, que tudo esterilisa.
O Sr. Alfonso Celso Jnior : Apoiado.
O Sr. Bario de Cstegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros) : Sei
qua os subditos brasileiros ten direito s
indemnisaySas j reconhecdas e muitos
perderara tudo quan'o possuiam. (Apoia*
dos ) O governo nlo garante dessas in-
dorauisayes; o seu dever consiste em
apoiar a cobranya dell-is, mas garantir
pelos cofres do Estado seria pagar as des-
pezas da guerra por tactos do iniraigo.
O Sr. Andrade Figueira:Eu me re
feri s dividas particulares.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estraogoiros) :Se
o nosso tbesouro estivesse mais tolgado,
eu seria o primero a votar que, senSo te-
da a importancia da divida dos subditos
brasileiros, ao menos parte dola t'ossc sa-
tisfeita aos oradores.
O Sr. Andrade Figueira: Seria uma
inquidade.
O Sr. BarSo de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangaro) :-*
Iniquilade pagarmos ?
O Sr. Andrade Figueira : Pagarmos
nos os damnos da guerra.
O Sr. BarSo de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro do estrangeiros) : Eu
digo qua seria equidade aubstituirmo-nos
a elles na cobranya, porque, senhores, a
guerra nSo foi contra o Rio-Grande e Mat-
to-Grosso ; foi contra o Brasil.
O Sr. Joaquim Pedro :Apoiado.
O Sr. BarSo de Cotegipe (presidente
do conselho e miaistro de estrangeiros) :
Portanto, assim como todo o brasileiro
concorreu para a defesa, assim tambara
devia concorrer pera a inderanisaySo das
perdas de bous concidadSo3.
O Sr. Joaquim Pedro : Era um acto
de equidade.
O Sr. Andrade Figueira : Nlo apoiado.
'
Sejam todos felizes, todos I A deusa
dos amores facundos os proteja. Sila, a
immortal, os una para sempre com cadeias
de flores.
Cessou de fallar. No quarto mortuario
nSo se ouvia senSo o ultimo stertor da
agona do joven {principe, interrompido de
vez em quando pelos soluyos abafades das
mulberes. A tristeza invadi essa casa,
havia pouco cheia do ruido da festa.
E quando o sol raiou, sol briihante da
primavera, a alma do menino destacou-se
suavemente dos seu labios e voou para a
abobada azul, longe, bsm longa, alm dos
cirros de nev.
Era preciso prestar os ultimes serviyos
ao cadver do menino. Como celebrar o
funeral segundo o rite indio T
Gojlab tinba manifestado o desejo de re-
pousar na trra natal e Maximiliano Ih'o
havia promettido soleranemete.
O doutor, acompanhado dos amigos, sa-
bio do qSarto fnebre.
Basta de chorar I murmurou elle.
Temos outros deveres a cumprir. Preci-
samos vingar essa morte, punir esse novo
crime.
Sim, disse uma voz grossa quo as la-
grimas abafa vara
Maximiliano voltou se.
Era Pouliguen quem fallava.
O colosso tinha os olhos mrmeteos, mas
um tremor das mandbulas indicava que
nella a colera venca a dr.
J0S0 de Treguern traduzio o pansamen-
to do aeu irralo de leite :
E' preciso tratar de pr a mSo nesses
tratantes, que tanto mal tem feito, nSo
as sim, raeu bom Piarrik ?
Oh I sim, Sr. commandante, raspon-
deu o marinbeiro. S quero encootrar o
tal sujeito, e palavra de Pouligeeo, nlo ba
ara diabo no inferno que me possa impedir
de qu-brar-Iho os ossoa.
Arband interveio oom certa violencia.
Ura nico d'entre nos tera o direito
de matar esse homem, antes de todos os
outros : bou eu. Eile assassinou meu pai,
insulten a mulher a quem amo e que me
honra oom 0 seu amor. EstSo vendo que
elle pertenoe-rae.
Nlo, disse uma voz clara e breve.
Todos voltarara-ae para Darmailly.
Engana-ae, Maximiliano; esse ho
mem nao Ibe portees ; o sangue delle raan-
eJurie as suas mies. Assassino e ladrlo
ella pertenoe ao carrasco
Joto o o marinbeiro estremecern!.
Juliano tomou com a sua calma habi-
tual :
J preveni tudo. Se nSo me enga-
(Copna)
no, a polica deve ter dado passos. E' pos-
sivel que os bandidos j estejam presos.
E' preciso verificar, exclamou Tre-
guern.
Nesae caso, respondeu Darmailly, s
temos uma cousa a fazer : ir j prefectu-
ra do polica. L obteremos informaySes.
Entilo vamos inmediatamente.
Tanto pensei nisso, que uru carro nos
espera porta.
Os quatro homens mudaram roupa r-
pidamente e entrarara no vehculo.
Meia hora depois apearam-se na repar-
tiySo da polica.
Os agentes estavam de volta da sua ex-
pediyao.
Tinham prendido todas as pessoas vali-
das do palacete Rouval ; eram todos inno-
centes. O chefe da seguranya disse aos
moyos que ia mandar soltar todos esses in-
felizes, depois de tomar os seus depoimen-
tos summarios.
Ficaram espantados quando o magistra-
do os levou para uma sala contigua e com
reticencias de toda a sorte, levantou um
panno que cobria um fretro
Nesse fretro havia um cadver rgido 9
gelado.
Clanos exclamaran ao mesmo'tem-
po os tres amigos.
Os senbores conhecom esse homem ?
perguntou o chefe da segaranya.
Sim, senhor, respondaram os tres,
sem hesitar.
E' aqulla que se chamava Gmez
Clanos e Pacheco ?
h.' elle mesmo, affirmou o doutor.
O magistrado mandou proceder verifi-
caylo do costuro?.
Admira-me uma cousa, disse Dar-
mailly. Como raorreu esse homem ?
Morrea de uma tacada no corayao.'
Ah I Seria crime ou suicidio ?
O medico legista coacluio que era
um assassinato.
Estar bem certo disso ?
Quasi certo. A natureza, a posiylo
do ferimento, palo primeiro exame deixam
pouca durida a respeito.
Muito bem. Mas quem o matea ?
E' o que ignoramos.
E perguntou Arband, a sua filba tam-
bem foi presa ?
O policial franzio os sobrecuras.
NSo. Desappareceu sem que se sei-
ba para onde foi. Deve ter ecompanhado
o amante.
(Continuar te-ha).

-,



Typ. do Uiario ra Duque de Caes 48.

I mam i


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