Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17494


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Full Text
AMO LIIII MUli)
"
"
f
*

PARA A (U'MI# K Ll'CABKK OMK SAO SIS PAA PORTE
Por treB mezcs adiantados............... 60000
Portis ditos dem.......... ...... l^iJOOO
Por urn, anuo dem................. 230000
Caria'pinero avulso, do mesmo da............ 0100
DE
P-fllA 11 DE AGOSTO fifi 1881
PARA ESTRO PORA DA PROVIJICIA
Por seii metes adiantados............... 1305OC
Poriiove ditos idem. 4............ 200000
Por um anno idem................. 27JC0C
Cada nnmero avulso, de dias anteriores........... |100
RNAMBCO
proprufrafce te Jmo guetra t>z -l*ria 4 -tlljos
Os Srs. Anioil S'rinee 9 Pars, sff-* os nossos agentes
exclusivos de aonados e pa-
blicacSes na Franca e Ingla-
terra
TELSGRAMMAS
83S7ICS' PA3IICLAS BD SIABZO
RIO DE JANEIRO, 10 de Agosto, s 4
horas e 30 minutos da tarde. (Recebido s
5 horas e 25 minutos, pela linha terres-
tre).
Fui nomeado presdeme da pro-
vincia de ilaiav o Dr. Calo Prado.
codo exonerado o Hr> Ji' Horelra
Alves da Silva de presidente detia
provincia.
Funcclouaram boje n-nban as ca-
da* do parlamento.
A Cmara do* BepniadOH continua
ocrupar-se rom a *.a dl*cao do
orcamento do Ministerio da Agricul-
tura.
O Senado approvon hoje em 1.a di* -
en**o o orcamento do Ministerio da
Juviica.
S3Ti;3 A A52:c: SA7A5
RIO DE JANEIRO, 10 de Agosto, s
4 horas da tarde.
O Senado voloia em S. dlscassfio o
orcamento do Ministerio da Justica
e comecon a dlscassfio do ornamen-
to do Ministerio dos Negocios Estran-
gelros.
Na Cmara dos Beputado* conti-
na a dlscassfio do orcamento do
Ministerio da Agrlcaltura.
PALERMO, 10 de Agosto.
O ebolera-morbns res aqu as ul-
timas SI boras 7 casos e 3 bitos.
RIO DE JANEIRO, 10 de Agost3, s
6 horas.
Est annanclado um novo heetixg.
VIENNA, 10 de Agosto.
O principe Fernando de Coboarf lio-
tha preparase para entrar na Bal-
garla.
Agencia Havac, filial em Pernambuco,
10 de Agosto da 1887.
1NSTR0CCA0 POPULAR
FOTSH1A HUMANA
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DA8 ESCOLAS
do sangae em orgios especiaba, p>r cumplo, a
foimacao da saliva as glndulas salivare!, a da
bilis no figado, a d i uriua nos rios, etc.
Eotre os muitos lquidos que na organismo si o
segregados (quer dizer : separados;, uns teem por
destino serem utilisados para a exeeucao de de-
terminadas f nceos?, como a saliva, o sueco gan-
trico, a bilis e o sueco pancretico, que eio utilisa-
dos na digestio : outros, pelo contrario, sao ini-
mediatamente expulsos para o exterior, e parece
terem pir nico fimpurificar o sangue, libertandi-
o de materiaes nocivos ou inuteis para a nutrica o,
com-, por exemplo, a urina e o suor.
Glndulas Cbamam-se glanlulas un orgaos (le
estructura especial, em que se operam a secreccoe3.
Bate trabalho de separacio, que se efieetua no iii-
terior d'ellas, tem como resultado a prodcelo des
humores orgnicos. Ha glndulas simples e gln-
dulas compostas. As glndulas simples, tambem
denominadas follieulos, apreseutsra se com a for-
ma de pequeninas bolsas ou tubosinbos extrema-
mente delgados, abertos s de um lado, e cavados
na espeosura da pelle uu das membranas mucosa,
e cojos orificios, urnas veres mais ontras menos ea-
treitos, se abrem na superficie livre d'aquellas
membranas.
As glndulas compostas sao agglom<>racoes de
tubos ou de follieulos que se coumuucam entra ni
por pequeos e estrenos duetns, os qaaes, reunir-
do-se, vein a c instituir por tim um ou d.ft'-reot* s
cantes excretores, pelos qaaes teem sabida pata
o exterior os lquidos segregados.
Cada urna destas glndulas pode pois conside-
rar-se como constituida por um dncto ramificado,
cujas ultimas divisoes terminara em p-quenmas
dilatacoes ou em simples tubos fechados. Tanto
as glndulas simples como as compostas, teem ama
estructura extremamente vascular, recebendo urna
grande juantidade de vasos na espessura do sen
tecido, como importa, para que a ellas afilia urna,
grande porca de sangue, da qual possa separar-
se o producto da secrecao. As mais importante!
glndulas do organismo sao : as glndulas saliva-
res, em que se taz a secrecao da saliva ; o figado,
em que se faz a da bilis ; o panct^as, em que su
faz a do sueco pancretico ; e os rins, em que si:
taz a da urina.
(Continua)
ARTE UFFICiflt
i.overuo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA, DO DA 9 DE
AUOSTO DE 1887
Commsel) nomeada pela irmandade do Santis-
simo Sacramento da fregnezia da Boa-Vista.
Informe o Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Caetano Gomes Porvelt.Entregese, soedian-
te recibo.
Eugenio Lauro Maciel Monteiro.O supplican-
te para o exercicio de sea emprego nio precisa do
licenca do juii de paz, nem esta aatondade pode
chamar outro para esenvio de sea juizo, sob pena
de Dullidade de aeas actos, alm da responeabili-
dade em que iocorrer pela violaco da lei.
Francisco de Lemos Vasconcellos. Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
Joaquim Bazilia Pyrrho.Constando que a im-
portancia de 45*400 foi recolhida a Thesouraria
ue Fazenda como auxilio librtaoslo de Luisa e
que esta boje livre pela 4" qiota do fondo de
einancipacio, nao tem lagar o que requer o aup-
plicante.
Ladislao Rodolpbo de Araujo Cesar.Esta pre-
sidencia nao dispe de passagens gratuitas nos
vapores da Companhia Brasileira.
Mara Celestina da Couceiclo.Eotregoe-se.
Manoei Primitivo Alve Pereira. Indeferido,
a vista da iuformacio.
Mauoel Laz da Veiga-Informe a cmara mu-
nicipal de Olinda.
Mara Alcntara de Azevedo. Eutregue-ae o
documento, medanle recibo.
Pedro Alvea Monte-Rosa.Informe o Sr. ad-
ministrador dos crrelos.
Bacbarel Severo Goncalves Pi es.Indeferido,
por quanto o snpplicante bavendo aceitado o la-
gar de juiz municipal e recebido ajuda de casto
para seguir viagem deve pedir saa exoneraco do
emprego de fazenda e nao licenca por molestia.
Sebastiao Asterio Peixoto Gadelha.Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
Dr. Vicente Ferrer de Barros Wanderley e
Araojo.=-Informe o Sr director geral das obras
publicas.
Secretaria da presidencia de Pernambuco, 10
de Agosto de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
PK1MEIRA PARTE
FI>CCi: DE NUTBICAO
( Contirtuarao )
F.XHALACAO
O sangue, que circula na lie capilar dos or-
gaos, deixa'a todus os intantes filtrar atravez das
paredes dos vj.803 ama porcao da sua parte aquosa,
que ee evapora na >itmosphera ou se derrama em
cavidades internis. E' a este phenomeno que se
d o noine de exbalacao. Do que ficadito, dedus-
se que a exbalacao interna ou externa. A ezba-
laco interna tem por sede o t> cido cellular 6 a
superficie das membranas serosas qoe involvem as
visceras contidas na cavidade do crneo, na do
thorax e na do abdomen. Di exbalacao interna j
fallamos, qoaado tratamos da respiracao cutnea
ou respiracao pela pelle. Poucas noejoes accres-
centaremos agora a tul respeito.
A exhalxcao que se faz pela superficie da pelle
snjeita a fluctuaces numerosas, subordinadas s
inflaencias exteriores. A temperatura e a bumi-
dade do ar ambiente teem sobre ella um influxo
capital.
A atmosphpra, em que vivemos, apresenta esta-
dos hygrometricos muite diversos : urnas veres
conten urna quantidade de vapor d'agaa omito
pequea com relacio sua temperatura, e est as-
sim relativamente secca ; outras, pelo contraria,
contera toda ou qnasi toda a quantidade d'aquelle
vapor que susceptivel de canter na temperatura
que possue, e entao ds-se que est saturada ou
quasi saturada.
Qoando a atmosphera est saturada, o ar que
circunta o corpo, no podendo receber mais vapor
d'agna, um obstculo exbalacao cutnea. Esta
exhalar) nao cessa completamente, mas faz se
em maito diminuto grao ; apenas entretida pelo
excesso da temperatura do corpo sobre a do ar
ambiente.
A agua retida no corpo faz cnto camioho para
outra parte, e procura especialmente o apparelho
urinario, pelo qual exgregada. Se a tempera-
tura do ar exterior lr igual interna do corpo,
a evsparaclo cutnea redorir-se-ha a zero. E' o
que efectivamente acontece, quaado tal circum-
stancia d, upprimindo-se a evaporacao cutnea e
tambem a pulmonar.
Mas nesse caso produz-se um novo phenomeno,
que desembareca o organismo da agua, de que nao
pode libertar-se em estado de vapor : as glndu-
las sudorparas segregam um humor, que expe-
lido para o extenor e se chama soor. Quaado o
estado bygicmetrico do ar est maito aquem do
eu ponto de saturacioj* evaporacao cutnea, bem
como a pulmanar, adquire entao toda a sua acti-
vidade : a quantidade de agua que se liberta por
estas duas vias augmenta : e, em compeosaco,
diminoe a que evacuada pelos outros meios de
secrecio, espeoialmente peli urina, que de todas
as secrecoes a mais abundante
SSCBSCOES
qual
Definicio.Chama-se secrecao a funceio pela
I se forawm certos hosaores, produsidos casta
Promoco do Dr. Freltas lien
rlque, 1' promotor publico,
no processi* do inspector da
Thesouraria de Fazenda, An-
tonio caetano da silva lelly
Nao era preciso, que o querellado esperasar, que
se restabelecessem a calma e a serenidade n es
pirto publico desta capital, vivamente excitado
pela sorpresa e pelo alarma, provocados pela no-
ticia do desapparecimemo de avultadissima som
ma dos cofres da Thesouraria de Fazenda des
provincia, e ao mesmo tempo, naturalmente aba-
lado pelos mais acertados e justos commentarios,
que logo apa descoberta do gravissimo hConte-
cimente surgiram contra o querellado e ob demais
denunciados pelo tremendo attentado em questao,
para que elle romp. sse o silencio que sobre esse
aaaumpto se impozera, como declarou em um pe-
queo artigo, inserto nos jornaes desta menina ci-
dade, artigo que precedeu a publicaco de aua re-
ferida resposta, pois, a sus propria posicao de che-
fe na mencionada repartic&o, e a natureza do em-
prego que exercia, aconaeihavam-lhe procedimen-
to contrario, para que o mais breve possivel che-
gasseao conbecimento dos verdadeiros responsa-
veis do enorme acontecimento, como igual nao re-
gistrara os nossos annaes enminaes.
Se soou afiual, a hora que caba ao querellado
para responder judicialmente s aecusaces, que
pairam sobre sua cabeca por esse attentado, e to-
mata a resolucae de publicar a res osta dada
denuncia pelo Io promotor publico desta comarca,
contra sua pessoa, par* coja resposta soliciten a
attencio publica, por bsj que nao competia-lne
smente responder no fro criminal a ease respei-
to, mas tambem perante a opmio do paz, cuj,
vertdictum agaarda com a trauquillid.de, que iu-
apira a consciancia do dever, por seu turno o ra
nisteno publico igualmente solicita a attencio ge-
ral para que se conneca, que, aperar da extenaa
resposta do querellado, apreciada esta luz da.
verdade, comprovaia com os documentos consta.,
tes dos autos, nao conseguio o querellado destruir
as aecusaces constantes da deuuucia contra si,
as quaes assim continuara a pairar sobre aua ca-
beca e a pesar c-nta de sua respousaDiUdade,
como empregada publico.
Nao poue tambem o querellado afagar a convic
ci, como pretende, de que fizera a lus serena da
veracidade roda dos factos, que occasioaaram
gravissimo acontecimento, e que forara eliea enca-
rados desde logo pela opiuiao uolica e pelas pn-
meiras autoridadea da provincia pelo prisma dt
errneas aoreciaooe* contra saa pessoa, bem como
contra os'demais denunciados por esse enorm.-
orime, podendo-se agora, pelo contrario, firmar aon
olbos da opinio, critenasa e imparcial, aberto c
caminbo para podsjr se julgar o querellado coa
desassombio, em ves das densas trovas, que en
volviam a criminalidade de quautos coocorrerau
I para que se sommettease tamauho attentado on
tra a fazenda nacional.
O 1* promotor publico, signatario da denuncia,
bem como des te parecer, jamis tambem peuseu,
que tivesse de denuaciar o querellado poi um cri-
me qualquer, e aindi menos pele de preuaricagdo,
previsto e definido no 4 do art. 129 do cdigo
criminal, por affeic&o a contemplacSo era prtjuiz
de seus crditos de inspector para com o reiro, seu subordinado, em vista da alta posiclo,
que elle oceupava na oriem do funcionalismo pSj
blico, e da considerado que ^^tamboiB. mereca da
proprio 1 promotor, b:in comoao publico em ge-
Nio pode, .porm, o qnerellado aBlrnzIVf
aerto e convicca, que bem longo estava de pan
saa assim hoavess de acontecer, depois de quasi
mfio sceulo, consumido nos duros labores da vida
publica. ] extenuado pelo cancaco dos servidos
prestados e alquebrado pelos .iiin a e pelas enfer-
midades, sompre cercado daquella consideracao e
conceito, que pode legitimamente aspirar um tune-
ciorrario publico, que sabe quanti era possivel
identitlcar-se com seas dt-veres, e ao tocar o li-
mar dos sessenta iinnos, como tambem diese no
principio de sua resposta, salvo se pela sua referi-
da idade, pelo seu mencionado cancaco e pelos du-
ros labores de sua longa vida publica, nao tiuba o
querellado mais consciencia de sua posicao e de
seus deveres no seio da propria eparticao de que
era chefe e nao comprehendia mais o alcance de
sua affeico, coateraplacao e disaimulaco, quo
despenda ao procedimento do thesourciro peoula-
tario, seu subordinado no seio da mesma Thesou-
raria e fra della, como resa a denuncia e provam
os documentos constantes dos autos.
O ministerio publico nao contesta os antigos
servicos do querellado na qualidade de tunecio-
nario publico, dcixando que a esse respeito fal-
lera es ai chivos das reparticois publicas do Impe-
rio, e vingue o que elle affirma em sua resposta ;
porquanto, nao tracta-se, neste processo, de apu-
rar o seu passado, pirm, nicamente se o querel-
lado pode ser com effeito, julgado merecidamente
incurso no artigo do cdigo criminal, capitulado
na denuncia.
Mas, o Io promotor publico, signatario da de-
nuncia, contesta que para poder ser classificada a
criminalidade do querellado fosse preciso catal-a
oas paginas do Codito Criminal, e tenba sido ella
creada pela imaginacao de quem pareca viver
respirando a densa atmosphera das regios do
crime mais para abater e malestar o seu espi-
rito, do que para proenrar um desaggravo a so-
ciedade e Justina ; quando a criminalidade do
querellado salta aos olbos de quem quer que seja,
dos factos articulados na propria denuncia com
todas as suas circunstancias e as raroes de sua
convieco, combinados cora as provas que a acom-
panharam, alera das posteriormente colhidas na
tormacao da culpa, denuncia que em si rene
todas as solemnidades exigidas pelo art. 7'J do
Cdigo do Processo Criminal.
Nao cooipreheode o 1" promotor publico, por
mais tratos que tenba dado a sua imaginacao, a
applicaco que tem as palavras da resposta do
querellado, dizendo que o seu delicto foi creado
pela imaginacao exaltada de quem pareca viver
respirando a densa atm isphera do crime, pois, o
actual 1 promotor publico desta comarca, jamis
foi considerado ter urna imaginacao exaltada, e
jamis alguem o iocrepou de viver em antros de
perpetraclo de crimes, como bem sabe o querel-
lado.
O actual Io promotor publico da comarca, apre-
seutou a denuncia constante dos autos, cantra o
querellado, como apresentou a denuncia contra o
tbesoureiro da mesma repa'tico e seus fiis, como
apresentou a denuncia contra o filbo do theBou-
reiro, todas nicamente por dever do cargo, que
tem a honra de oceupar, em vista do inquerito
que remetteu-lhe e Dr. chefe de polica para esse
fim, assim como em vista dos duciraentos que para
sso foram-he enviados pela presidencia da pro-
vincia, como tudo consta dos autos, e na qualida-
de de orgo imprtante e ndispensavel da soeie-
dade offendida, em seus iuteresses, e do governo,
conforme as leis da ureacao do ministerio publieo,
invento dos tempos modernos.
Nao anda exacto, como affirmou o querellado
em sua resposta, que o seu crime tenba alguma
cousa de ideal e abstiacto, que anda nao traba
feito sua descida das elevadeu alturas do pensa-
mento para a fra realidade dos Jados positivos,
poiquanto, nao era elle denunciado tanto pelo que
fes, mas, pelo que deixou de faser, por affeico ou
contemplacSo, o que, em ultima analyse importava
dizer que se Ibe emprestava o grave delicto de
raanter com c tbesoureiro da Thesouraria de Fa-
zenda relato-s de boa amisade ; iato pelo
crime de affe c&o ao mesmo tbesoureiro (sic) orneo
QUB HA TBBDAOB CA080U TANTO ESCNDALO E M0TIT00
O PBK8BNTE PBOCBDWEMTO OFFICIAL
A Ia Dromolina publica, antes de entrar na
apreeacao aesse trecho da resposta do querellado,
enfeude chamar para elle a attenco geral, para
nao ser jamis esquecido, e no qual confessa o
querellado, uo obstaute as suas boas relaces de
amisade para com o thesoureiro, ser esteo nico
0,UB *A VERDADE CAUSOU TANTO ESCNDALO E M0T1VOD
o presente procedimento oFFiciAL, entretanto, que
todo os denunciados aiocia nsistem, inclusive o
querellado, ter sido o desapparecimemo de tama-
nha quant:a dos cofres da Thesouraria., o resulta-
da de um roubo, cujo autor ignorado e nio o de
um detfalque l
olas, voltando ao periodo cima referido, da res-
posta em questao, certo que a criminalidade do
querellado nada tem de imaginaria, nem" de abs-
tracta, visto como ella resulta dos proprios factos
articulados na denuncia, evidentemente provados
cora os documentos qoe a acompaoharam, com o
anxilio anda da prova testemunbal posterior e de-
mais documentos juntos, dos quaes maoiiesta-se
que o querellado drixsu de cumprir es seus deve-
res de inspector da Th-isouraria de Fareuda des-
ta provincia,por a fie i ci e contemplacio para
Com o tbesoureiro e seus fiis, sendo que no pro
prio pensar do qoerellado, o thesoureiro o unicu
responsavel por tanto escndalo, que motivou to
don os procesB08 em andamento pelo referido des-
falque .
A 1* promotoria publica nio leva em linha de
conta a trosto do querellado, contida as pala
vras, em ultima analyse se lhe imputa o gra-
ve delicto de m>nter com o thes mretro da mesma
Thesouraria de Fazenda relacora*>de am.sadr ;
isto pelo eiime de affeicio ao tbeaoureire, nio
respeitando assim e querellado ao magistrado pe-
rante quem responde e que aceitn a denuncia,
nem a infeliz posicio do reo, em que acba-se.
Nio contente anda o querellado com o sarcas-
mo e invectivas dirigidas ao actual 1* promotor
publico, nicamente por comprir este o seu dever
relativamente a sua pessoa, nio obstante os es-
torcos que se envidaram pura que isso nio acn
tecesse, atirou-se na continuacio de saa defesa
tambem contra a administracio da provincia, che-
gando ao ponto de affirmar,que andar esta cui-
dadosamente cogitando factos, que servissem de
base sua suspeoaio do exeroicio do cargo de
inspector da Thesouraria de Fazenda e a justtCa
catando no cdigo criminal um artigo que melbor
ae accommodasae ao pretexto cogitado pela ad-
ministracio para engendrar pelo menos um pn -
cesso, Cvmtante que tivesse o gosto e a gloria
de apresen tar a opiuiao publica mais um cri mi
noso do gravissimo facto do roubo, (j nio
desfalque (...) da Thesouraria de Fazenda,
porque nio era bastante para acalmar a excita-
vio da indigoacio geral, que se iodigitasse um
reepansavel, mas, dous, tres e quatro, e eotre
elle o mais cxptisto era certameute elle querel
lado, por sua pjsicio e precedentes, que ser-
vissem de seguras arrhas da vigilancia e dos
i zelos dos pod.svs pblicos.
Tod) isto eacreven o querellado, sab saa sig-
natura, sendo elle na empregado de eoananca, como
alas relativamente prini'ira autoridade da
pnJNucia e nesta capital, onde toe os estes factos
a: lesa passadoI...
V iuexperad) desapparecimento de avultadissi-
ma sesmmi de 793:14d387 dos-co res da Tnesou-
ria de Faonda desta provincia, sein duvida
aiarmon o espirito da populbcio, em geral, nao s
eno-Bd*de da qaantia desappirecida, coma
pelonajs/erio com que os implicad >s no crime pre-
tenl. ra n logo fazer eser que este tinlia sido per-
- -a o resultado da am rcubo.
dude, para ichegar-se a> conheeimento
etic:idio 4os factos,'como che^ou-se, foi pre-
fcciso quo a*antorid;n-es superiore da provincia
Jcicnvo'veBsem logo toJa a actividide, como des-
envolver m e provam os exames t vistonas pro-
ced ios nos cofres e edificio da Thesouraria, o ba-
laoQ) immediato n;s cofres desta, < todas as mais
diligencias constantes dos autos, ao com resai-
bos de perseguicao, ninguem, n"m pira colher-
se na i Je da justica o maior numero de respou-
saveis, como diz o querellado com > fitn de ap-
placar a santa colera da justica pablica, de cujo
piedoso zelo fra elle querellado victima, como
se fosse ello o uuco empregado binesto e cumpri-
dor de seus deveres am toda esta, :idad'.
Ne intuito tamben de demonstrar a injustica
da apresentacio da denuncia confia si, disse an-
da o querellado na primeira parte de sua defeza :
a portara da minba suspensa) declara que nai
fui fiel na narrac&s dos factos occorrides no des
astralo acontecimento de 9 de Set rubro do annp
passado.
Aqu ha a affirmacao de um ficto, entretan-
to, que a denuncia funda-se em que nao cumori
por affeicio ou couteinplacjlo com os everes de
meu cargo, e aqu ha omissio.
Desse desaccordo de vistas resolta, que es-
SAS AUTORIDADES NAO SABRM O QUE QUERBlf NEM TEEM
ANDA OPIUIAO SODBE O SUPrOSTO CBIME POR MIM
PRATICADO, MAS, QUE SENDO PBBCI8C ACHAR-SE MAIS
UM RESPONSAVEL NESSE GKAVK AC( NTECIMKNIO, SE
M'.VBRIA BNOENDBAR MAIS UM PB0< ESSO, EM ABONO
DO ZELO DESSAS AUTORIDADES.
Tudo servio de motivacio para esse crime
ideal, a calumnia, a omissio proposita! de actos
lcitos e o proprio cumprimento do dever.
Nessa parte de sua dtf.-za confunde o querella-
do proposttalmente os motivos da sua auspensao
administrativa, os quaes constam da respectiva
portara da presidencia da provincia, muito ante-
rior apresentacio da denuncia Contra elle, com
os motivos que determinaran] a apresentacio desta
muito posterior aquella portara de sua sus-
pensio.
Na portara de suspensio declaran a primeira
autoridade da provincia, que suspe iia o querel-
lado pela sua infidilidadb na narra cao dos factos
occorridos na propria Thesouraria ce Fazenda, em
vista de seu ofticio de 10 de Setembro ultimo, um
da depois da v-nfica;a i do gravi.isimo aconteci-
mento, tendo assim o querellado a coragem de
desvirtuar os acontceim-utos. quo naquelle da
passaram-se perante o proprio pieidente da pro-
vincia, o Dr. ebete de polica e outris autoridades,
nicamente para salvar apriori a lesponss.bilida-
de criminal do thesoureiro, attribuiado o desap-
parecimento do dinheiro a um roubo, cujo mysteno
seria difnr-il de desvendar e nio a um desfalque,
embora no final do referido officio propozess a
auspensao administrativa deste ultimo emprega-
do, para resalvar somentc os nteresses da fazen-
da nacional, emquauto o governo i a serial nio de-
termiDasse o contrario ou tomasse outra delibe-
racio. como entendesse em sua sab -doria.
Na denuncia declarase que o querellado de-
nunciad pelo crime de prevaricaco por affeico
e contemplacio para com o tbesoureiro, durante o
tempo que este exercia o seu carr-o ; denuncia
apresentada mezes depois da data da suspensio
do querellado, bem cerno muito depois do inqueri-
to, procedido em relacio ao grave attentado e em
resultado de todas as mais diligencias constantes
dos autos, anteriores forinacio da culpa de to-
dos os imp icados nesse grande crime.
Assim, nio ha desaccordo de vista? entre as au-
toridades, que teem ntervndo na verificaclo da
culpabilidade de quantos tveram p> rte em sem--
Ihante attentado contra a fazenda racional ; nio
exacto, que essas autoridade nio ssibam o que
querem a esse respeito, pois somenta pretendem a
punicio de todos quantos coucorreram para que se
commettesse esse attentado ; essas mesmas auto-
ridades teem todas opinio formad sobre a cul-
pabilidade do querellado, em relacio ao referido
acontecimento, nos termos exarados as denun-
cias, e ni) precisavam engendrar processo algum
para chegarem a esse fim, alera do. que esta > em
andamento, nenhun dos quaes tem ido engendra-
do, como maliciosamente affirma o querellado.
Menos verdadeira anda a aaseveracio do
querellado de ter tudo servido de mitivacio, con-
forme a sua exprselo, para ser e le considerado
criminoso, como seja a calumnia, i omissio pro-
posita! de actos lcitos e o propri cumprimento
do dever, segundo teve elle a corigem de affir-
mar, esquecendo-se que anda empregade publi-
co, e responde a este processo pelo deponente
crime de prevaricarlo por affeiclo ou contempla-
cio para com subordinados seus, aecusados pelo
nao menos deponente crime de peculito.
Na conclusio dessa partej de sai defeza, disse
anda o querellado: Compromet)-me a pulve-
risar perante V- Exc. os factos e argumentos que
entraram na manipula? lo da presen b macu a? ao,
de modo a nao deixr de p a m is tenue pre-
sumpcao, o mais Isve indicio de miaba c imnali-
dade para que a justica possa, cora passo firme,
desassomb admente, resolver a improcedencia
desja aecusacao, e para o que rogo a V. Exc. se
digue ouvir-me com benvola attem;io no desen-
vulvimcnto de minba defesa.
U 1 promotor publieo, por sua parte, nada
mais requer tambera a V. Exc, do ]ue a aprecia-
cio de quanto consta dos autos, especialmente
dos novos documentos juntos, que exuberantemen-
te coDfirmam os dizeres da denuncia e destroem
os mais pontos da defesa, com o criterio e a llus-
rraco que o earaetensa, e julgue conforme en-
tender de direito e juatica.
Recite, 10 de Agosto d 1887.
Joo Joaqun de Frutas Henrlques.
Repartlco da Polica
2a sec95o. -N. 693. -Soorotaria de Po-
lica de Peraambuco, 10 de Agosto de 1887
lnn. e Exid. Sr. Participo a V. Ezo.
que foram recolhidos hemtem Casa de
Ueteuyao oweguintes individu> s :
A' minba ordem, Jos Joio de Meaeses, Miguel
Jaouarto ae Almeida (!atanbs e Jos Theodoro da
Silva, por osturbius e uso de armas defes s; An-
tonio Paulo da Silva, por infraccio de posturas ;
Manuel Francisco da Silva ou Manoei Correia da
Silva, Manoei Francisco dos Santos, conhecido por
Manoei Chico, Honorio Francia eo de Paula, Ma
noel Fraucisco do Nascimento, Ant >nio Jos Soa-
res, Bernardino Arrudat3eona Filho.conhecido por
Siuden, vindos do termo dv naaaratb, como sen-
tenciados; Arthur ^aiva vi .rtine. loa > Epipha-
nio Ferreira da Costa, couh cido por Meoduuim,
eomo m iiciado em crime de ruubo, i disposicio
do Dr. jms de direito do '' districto criminal; e
Bita de tal, como alienada, at que teoha o couve-
nu nte destino.
A' ordem do subdelegado do 1* districto da tre-
gen de S. Jo., Amaro Jos ds Oliveia, por
jitintbios.
A' ord m do do 1* dittric o da t oa-Vista, Jos
Vieira da Cunha, Luis do Reg Barros e Estanis-
lao de tal, por disturbios e nso de armas defesa.
A' ordem do da Torre, Amaro Jas Cesario, por
disturbios.
No da 5 do corrite, na estrada o eugenho
Amazonas, que segu para o do Bomfim, do termo
de Ipjjuca, foi encontrado o cadver deum homen
desconhecido, de cor branca, representando ter 30
annos de idade.
O subdelegado do 1* districto daquelle termo tes
proceder o exame cadavrico, declarando os peri-
tos ter sHo a causa da mirte urna congesto ce-
rebral.
Deus guarde a y__Exe;.--Illm. e Exc.
Sr. Dr. P*dro Vicente "de Az"v8*-,-uaito
digno presidente da p'rrJvimia. -O chefe
de poli a, Antonio Domingos Pinto.
Thesonro Provincial
iJKSPACHOS DO DA 10 DE AGOSTO DE 1887
Mendes Lima & C, director da Colonia Isabel
e Marcolino Pedro de Souza Braga.Informe o
Sr. contador.
Director geral das obras publicas.Eutre-
gue-se.
Visconde de Campo AlegreInforme o Sr. Dr.
administrador da Recebedoria Provincial.
Jos Augusto de Mello.Pague-3e.
Joaquim Luis Teixeira & C.Volte ao Sr. Dr.
administtador da Recebedoria Provincial para in-
formar o lancador sobre os motivos da collecta
impugnada no exercicio relativo ao conheeimento
junto.
Margarrda Marianna de Oliveira Figueiredo.
Satisfaca a exigencia da Contadoria.
Recebedoria Provincial
DESPACHOS DO DA 10 DE AGOSTO DE 1887
Jol- Paulo Botelbo, Thomaz de Souza Pereira
je C. Successore?, Manoei Joaquim da Cruz, Oli-
veira Silva & C, Valentn Thomaz da Silva Go-
rorobn, J. Sabino L. Pinho, S. P nbo &c C, Ame-
lia Francisca da Costa, Jos Nogueira de Souza.
Mara da Cruz Amorim.Informe a 1* s;ccio.
A. Figueirede e Amorim de Cardoso.A' 1*
scelo para os devidos fias.
Francisco Gurgel do Amara!.Deferido de ac
cordo com a inforraacio, fazendo-se as devidas
notas, para a descriminacao pedida, no futuro
laucamente.
INTERIOR
T
Trras devolutas
No Senado, em sessio de 26 de Julh) ultimo,
o Sr. 2.o secretario, pela crdem, declarou que se
achava sobre a mesa e ia a imprimir para entrar
na ordem dos trabalbos o segrate
PARES BR
A comm8sao especial do Senado incumbida d i
examinar a proposta do poder executivo sobre as
trras devolut das e enviada pela Cmara dos Deputados, e
b m assim as novas emendas offerecidas por al-
gn] senadores : tendo estudado cuidadosamente
o assumpte, como cumpria-lhe, pasaa a expor o
seu parecer.
Reeoohecida a necessiade da revislo da lci
n. G01 de 18 de Setembro de 1850, acba a com-
missio que a proposta vai alm dos justos limites
da reforma qoando deroga a citada lei, reprodu-
zindo alias a maior parte de suas disposicoes.
Este importante ram> legislativo e o decreto n.
1,318 de 30 de Janeiro de 1851. que lhe deu re-
gulamento, sao referendados por estadistas nota-
veis, quaes foram o Mrquez de Monte Alegre e
o Visconde de Bom Retiro, e se tivessem recebido
e impulso de urna fiel e activa execuclo, dspen
sariam anda agora qualquer alteracao. Diver-
sas resoluces e instruccoes, numerosos regula-
meatos e decisoes teem silo successivamente ex-
pedidos e constituem baje um corpo de princi-
pios e formulas administrativas bastante avul-
tadas. Se o progresso social, ou novas exigen-
cias do serv?o pedem provimenlo, seja este at-
tendido ; coiiserve.se, porm, nos alicerces dessa
obra de 37 annos, os respeitaveis nomes dos seus
fundadores.
E' sem duvida urgente, inadiavel, attender-s;
imperiosa necessidade de attrahr ao B.-azii a cor-
rente emigratoria da Europa ; e um dos meios
mais proficuos dar-lhe a certeza de uu- quantos
demandaren! as nossas plagas poderlo adquirir
por preco mdico trras medidas e demarcadas,
em zonas ferteis, de fcil accesso, onde encontrem
os elementos ndispensaveis vida, emquanto
pelo seu trabalho Dreparam as condices do esta-
belecimento definitivo.
Demarcar trras devolutas com 10 kilmetros"!
em quadro, por linbas que corrain de norte a sul,
" conforme o verdadeiro meridiano, e poroutras que
as cortera em ngulos rectos, subdividir este
< territorio em 100 secces de kilmetro quadra-
c do e cada aeccao em 4 lotes de 25 hectrea ;
annunciar que estes lotes serio vendido em
hasta publica, ou fra d'ella, quanio nio bou
ver licitante mediante pagamento vista ou a
prazo de 3 annos por S e 10 o h-ctare .
sem declarar ao mesmo tempo que nesta vasta
superficie existe urna sede, ligada por via regular
de cjinraunicacio com alguma povoacio, estacIi
de estrada de ferro, porto fluvial ou mraitimo, por
onde entrem e saiam os productos de imp irtacao e
exportacao ; que da mesma sede partera cara-unos
vicinaes, ainia que provisoriamente preparados,
para os otes ; e que nestes encontrar o adqui
rente um rancho, que seja, para abrigal-o do sol
e da chuva, sera continuar o syatema at agora
seguido, cujos resultados quasi nulios deploramos
todos.
Pode o governo annunciar que fari concesslo
gratuita de semelhantes lotes, sera o ranor receio
de que venha espontneamente da Kuropa,
propria custa, um s immigranta apta para uti-
lisal-os.
No entender da commissio, os trabalbos prspa
ratorics Je cada territorio, couforrae indicar,
constituem urna eondicao essencial de xito, tanto
para a veada das trras, como para a immigra-
cio.
Nos Estadas-Unidos da America do Norte e
ontras regioes, para onde precipita-se o xodo do
velbo continente, os trabalbos preparatorios nio
sio preseriptos abstractamente as leis, sio ef
festivamente executados. Na grande repblica
o inmigrante precedido pelo pioneer, que lhe
abre o camioho, desbrava o terreno, levanta o
abrigo rudiraen'ar, onde aquelle se recolhe com a*
familia emquauto aguarda os fructos de seu tra-
balho.
E' crenca errnea a de que all os poderes p-
blicos manteem, em relacio immigracio, o sys
tema de inteira abstencio, ou taissez /aire. Ao
contrario, outr'ora como anda actualmente, os
estados ioteress.dos, as eorporacSes administra-
tivas, as aesociaces particulares impriiv:ra o no-
cessario impulso a esto importante servioo por
meio de acertadas providencias, e exercem at
,erta especie de tutela hbil, moderad, qu* dt-
miuue pr.gressivara-me e extingue-se opjortuna
mente, quando, passado o peri do inicial de luta.
de incerteza, de desanimo, o immigrante acha na
propria responsabiiidade e iniciativa o melhor
guia para ch gar abastanca, se nio ri-
queza .
A prova d-t que a col oeacio provisoria, mas
certa, influe poderosamente no animo do immi-
grante, est no facto de procurarem muitos as fa-
zendas da provincia de S. Pialo, anj-itando-se ao
rgimen rural ds grande pr ipnedad quando o
seu idea trab-lhar era asi pedaco de trra
que seja es e o realisam apenas oonseguem for-
mar algum peculio.
A puaideraci de que os trabalhos preparato-
rios eh cada territorio eaigem dispendio de som-
ma que viriara pesar sobrsjps cofres pblicos, j
oncrados d-> tantos encargos, e de todo improce-
dente. Prmeiracjente est demonstrado que oes-
tabelecistento de cada immigrante valido em um
paiz qualquer, importa a acquisico de um fa-
cter econmico, equivalente pelo menos ao valor
de que elle procluz e consom, sem levar em
conta as vautagens in iirectas resultantes do aug-
mento das foroas productivas a contributivas das
trausaceq. do an >vimi-iito ieil. afs.
Em^egundo lugar, a venda posterior das ter-
renos S lotes intercalados nos que devem ser pri-
meirameute alienados, como propio a commissio,
os quaes ser duvida adquirirlo muito maior va-
lor, resarcir com largueza as deepezas que o
governo adiantar e deixario saldos para augmento
da renda publica. E tanto confia a commissio
na procuid ide deste systema que nio hesitara
em aceitar o principio da concesslo gratuita dos
lotes de numeracao impar, em vez da redcelo ds
preco mnimo dohectare, como indica.
Por ultimo, pensa a commissio qce de vendo e
goveruo promover a orgausacio de empresas
para executarem os trabalbos aliudidos, pode con-
aeguil-o com insignificante dispendio, msdiante a
concesslo de certos favores, como sejam a prefe-
rencia para ulteriores servicos, a concesslo das
madeiras o produutos naturaes e o respectivo trans-
porte gratuitamente ou por prec'S reduzdos as
estradas de trro e outras, a propriedade de certo
numero de lotes em cada territorio, etc. Pessoal
idneo para semelhantes trabalbos achara qual-
quer empresario entre esses tantos libertos que
por ahi vagim ociosos, falta de conveniente agru-
pamento e direcelo, sendo, como effectivamecte
sao, sobrios e acostumadjs aos pesados labores do
campo.
A reserva de urna rea suficiente para sede de
cada territorio destinado agricultura (nio se
trata de cidados e povoacjoes ja contempladas no
art. 12 da lei do 1850) ea coostruccio, anda que
provisoria, dos editioios indispensaveis ao recebi-
m-nto e agasalho, por prazo muito limitado, dos
immigrantes, nutra c ndicio essencial para a
fcil venda das trras e o bom xito do sea apro-
veitamento. como convera nao s ao paiz, sino
tarab ra aos que as comprarem.
Mais tarde virio a 'greja, a escola, o correu, o
posto telegraphico, os depsitos e armazens defor-
necimento, o mercado dos productos locaes e tudo
o mais que exige a vida social, embora simples e
modesta, do pequeo lavraJor. O grande pro-
pretario tem na s le do seu estabelecimento, alm
dos edificios, machinas e utensilios necessarios ao
preparo dos respectivos productos, cfficinas defer-
rero, pedreiro, carpinliro e outras exigidas pela
industria agrcola para conservacio e reparacio
do seu material. Nos territorios sul)divididos em
pequeos lotes, apenas sufficieutes s op?racoes
agrarias dos seus possui lores, nio se pode pres-
cindir de um lecal apropriado quelles misteres.
A proposta nio cogitou destas necessidades ;
e allegar-3e-li.que sio minudeucias propriaa dos
rcgulamentos. Entende, porem, a commissio que
sio cousns cseneiae, o devem ser positivamente
proscriptas pelo poder legislativo, tanto mais qu;
nesta parte a proposta reproduz o que j est na
le de 1850 e seus regulamentos. Ora, sabemos
todos que os resultados tem sido quasi nu'los ; e
nio devenios renovar as faltas e erros do passado,
e specialu ente com a funduclo das chamadas t>-
lonias do estado, verdadeiros pensionatai menti-
dos custa dos cofres pubicos, que at boje tio
insignificantes quantias tem recebido da venda
das trras devolutas, quando em outros paizes ella
constitue fonte de avultada renda.
Eis porque a commissi) ]u!ga indispensavel
maior desenvolvimento as disposicO s da propos-
ta referentes divisa > das trras, formacio dos
lotes, s reservas para servidoas communs, acs
trabalbos preparatorios do* territorios, classifi-
cacio destes, compreh radendo os terrenos de pro-
ductos extractivo?, como sejam os seringaes, pal-
maes, pinbaes, bervaes, e outros, sempre na duplo
interesse da venda das tenas e da collocacao es-
pontanea dos inmigrantes. Por sto mesmo que
a commissio repelle os processos desacreditados
do alliciamento custa de dinheiro, de favores, de
promessas rauitas vezes fallases, e que julga im-
prescindivel a concesslo de todas as facilidades
praticas no estabelecimento dos que quizerem \ir
utilisar o nogso solo, fazendo parte da csmmunhio
nacional, livres da tutella directa e permanente
da administracio official.
A commissio, aceitando em geral as disposicoes
da proposta e emendas da Cunara dos Deputados
sibre a alienaci), aforamento e concesslo gratui-
ta de trras devolutas, propos diversas alterao'S,
como sejam a diminuidlo do p-eco mnimo, a
extensio das concesses gratuitas s empresas in-
dustnaes, aos que prira :iro vierera utilisar os ter-
renos demarcados e outras.
Consigna a proposta a idea da revalidadlo das
concessoes cabidas em corarnissio por inexecucio
de clausulas legaes e da legtimacio das posses,
radicalmante nullas. posteriores ex cuelo da
lei de 1850, reproluzindo no artigo 2a e seus pa-
ragrapbos as disposicoes da citada lei, artigos 4
a 8, com as seguintes principis altrneles : pra-
zo do um anno da data da nova lei paia dentro
delle serem requeridas as revalidaccs e ligitiraa-
coes ; suppressao do artig) 7o que dera ac gover-
no cssa at rbui^lo; modificarlo do artiga 8' para
estab lecer a ruversio ao dominio pub ico das
trras cujos po3suidores nao requererem a levaii-
incio ou legitiraaclo no praz> marcado, e nio as
effectuarem no de quatro os que as tiverem reque-
rido.
Assim, todas as infraeces praticadas contra a
lei de 1850 a seus regutamsntos, todos esses actos
illegaes de usurpacao e apropriacao de vastas ex-
tenses do territorio publieo, que a condescenden-
cia e traqueas, senao a omissio e prevaricajio
das autoridades e juizes tera deixado impunes, vi-
rio a rec-ber nio smente o indulto, mas a solem-
ne consagradlo do proprio poder legislativo, des-
respeitado pelos infractores dos seus preceitos,
nullificado3 p los proprios que tem o rigoroso de-
ver de faael-os efFectivos reprimindo os abusos e
rest'tnindo ao Estado o que criminosamente lhe
foi tirado.
Allega-se a alta conveniencia de, por seme-
Ihante extraordinaria providencia, evitarse a con-
tiauacio do facto da approprHcio criminosa das
trras devolutas com a njustificave! e nio menos
criminosa inercia da administracio. Mas quem
nio vi que a nova lei seria illodida e postergada
como a de 1850, e que revalidadas as concesses e
legitimadas as posses actuaos, maiores invasoes e
abusos appareceriam, acn coados os seus autores
pela esperanca, senio certeza, de que out.a lei
vira amuiatial-os e garantir-Ibes a propriedade do
que Ibes nio pertence ?
A CMamissio nio desconliece que entre os in-
trusos possuidires de trras devolutas alguna ha
de boa f qu*, ou por oceupacio primitiva, os por
acquisicie em virtude de compra, successio, ou
outro titulo regular, u'.ilisam com residencia habi-
tual, cultura, criacao, ou exercicio da industria
c.xtiactiva terrenos do Estado, e merecom certa
tolerancia. O meio, porm, de attendel-os equi-
tativamente de impedir inturos abusos nio nio
pode, uso deve ser essi da pnposta.
E 'p-rand,> os luminosos subsidios da sabedoria
do senado, a commissio propoa que, sem perda de
tempo, sem a allegacio da economas ineabiveis
em asssu rapto tio urgente, proceda-se demaroa-
ci< das trras de volutas para extremar, de trma
definitiva e permanente, o dominio publico do par-
ticular, comecande-se pelas regioes que actual-
mente disperiam a cobica e a especulacio, seja
em virtude das vias de communicacio que se vas
abno lo, seja pela direccio que vai tomando a im-
migracio.
Se no correr do servieo suscitarem-se davidas
oa reclamacoss, veabam todas ellas ao conhtai-

ll

,.-'
I
I


M^asasnans
Diario de rernamlrocoQuinta--icira 11 de Agosto de 1887

ment do govemo, qoe on resolver administrati-
vamente, se deriva rem-se de setos meramente pas-
sessorio. praticados bjmm fide, oa ""^' fj
ju.ticas ordinaria*, se foreu. ^Uta em ttulos
leeitimoa, sendo afioal as posees manutenidas tam-
ben trenadas e warcadas, e n acto consecu-
tivo, por engentabas e agrimeasores do ministe-
rio da agricultura.
C omo de todas essas medicoea deve-se levantar
plantas e mappas, e igual formalidad* exigida
para aa futuras ceneessoea o vndas de trras
devolutas, ter a todo tempo a administraco meio
seguro de verificar a legitim dade das posaos ul-
teriores e reprimir ea abusas.
Dir-se-ba que aiuda assim a commissao incor
rer na taita quo severameate proba a proposta
porquanto, atiual de contas, o cancessionario que
nao satisfei as clausulas da concessio ou o pos-
eiro que illegalmente aproprou-se de trras de
volutas, ficaro com cerU parte destas, nao na
vendo, poi tanto, senlo ama questio de forma
Attenda-se, porm, era pnmeiro lugar, que a for
ma aqui envolve o modo de legislar sem oftender
principios e regras normaos no systema consti-
tucional que nos rege ; e, em segundo lugar, qu-
a proposta confere aa infractor la le o direio de
requerer dentro de um anno e Je levar a effeito
dentro de quatro a revalidacio' ou legitimacao ;
entretanto que a commissao, repellindo semelban-
te direito, propoe que se mande extremar o domi-
nio publico do particular e que as contestacoes
que porventura apparecam Sjam resol vidas ad-
ministrativamente, ou no foro commum, confor-
me a naturez* dellas. A differenca portanto
substancial. .
A ouMmiaslo, de accordo oam a proposta, julga
convenate a rcorganiacSo do registro das tr-
ras possuidas conforme o art. 13 da lei de.1850,
passando aos junes municipaes, nos termos, a exe-
cueio do servico a cargo dos parochoa as fregue-
Tainbem acha indiapenaavol o restabelecimr-nt >
da Repartilo Geral das Trras Publicas, segundo
o rogulamento expedido com o decreto n. 1318 do
1854. supprimida a .actual Inspectora Geral de
Trras e Colauisacio, e ficando o govemo aut ili-
sado a reorganisar as repartico s especiaos as
provincias, de modo que por ellas corram tambem
os demaia aervicos do Ministerio da Agricultura,
eommettidos a commiasocs singulares ou cone-
ctivas, ephemeras, sem local certo nem archivo,
ou a empregados de outrOs ministerios, j sobre-
csrreeadus de de veres. t> msto nao ha inconve-
niente tratndose de trabalhos tcnicas extraor-
dinarias, nia aconteceu o meama quanto aos ser-
vicos ordinario e permanentes, com a fiscalisacaa
das estradas de ferro, des engenhos centraes,
obras dos partos e outros encargos. A reorgam-
sacia autorisada, dando-lhes nexo administrativo,
pode at determinar ecaaomia de dinheiro e pes-
Prope mais, commissao, a alteraco Jo art. 17
da lei de 1850, encurtando o priso mareado para
a naturalisacao expressa doa estrangeiroa que
comprarem tenas e nellas s; estabelecercm, e fi-
lando em tres ancos o lapso de tempo neceas .rio
para presumir-se a naturalisacao tacita dos que,
dadas aa raeamas condicoea, nao fizerem declara-
cao formal em contrario, est'arte facilitase um
acto de evidente alcance poltico, muitas vesas
abandonado pela exigencia de formalidades cuja
satisfago dt manda tempo. pasadas e dinheiro.
Ficam expostas as principaes alteracoes que a
commissao offerece a proposta, como de maior ur-
gencia e ntcessidade. Outras muitas apresentaria
para dar reforma de lei de 1850 a amplitude
piecisa comDnhensio dos muitoa e variados a3-
sumpto ; lgaJos constituicio da propriedade
territorial, mas o pensamento do Senado, confian
do-lhe a honrosa incumbencia de examinar a pr -
posta e as emendas, indica-lhe os limites deste
trabalho.
Divergindo oa proposta em diversos pontos es-
senciaes, e concordanrio em geral com as emendas
ofLrecidas, a commissao aeheu-se embarsc^dg,
quanto a forma, como havia de redigir tantas al-
teracoes aob os moldes daquella ; deliberes, ento,
orgamsar e aujeitar Ilustrada considerscao do
Senado o se ;uinte :
Projecto substitutivo :
Art. Io A lei u. 601 de 18 de Setembro de 1850
continuar a ser observada cam as madifbaeoes
da presente.
g 1- Na execucio do art. 16 di citada le n. 601
de 1850 serio de preferencia faeolhidaa as trras
devolu',tiS contiguas s zonas ja povoadas, ou pr-
ximas aos portos e vas de commuaica$io.
As trras serio divididas em territorios com a
rea que o governo marcar, tendo em conaiera-
cao as circuuistancias topigraphicaa, a qulidade
do a'.o e o fim a que se destinaren).
Os territorios sera.) clasificados cm tres cate-
goras :
1" Ruraesdestinades a agricultura.
2* Pastorisdestinados criacio de gado.
3 Iudustriaesdestn .dd utilisacao dos pro-
ductos naturaea e oxtractivos.
2- O territorios seria formados de man ira
que entre os da mesma zona fiquera intercaladas,
sempr- OM tur possivel, trras devolutas com
ir a equivalente daquellas, as quaes e consti-
tuir) aoves territorios quando os limitroph-s ee-
tiverem occupaJus, pe'03 menos, as tres qu .rtas
partea dos respectivos terrenos.
3- Cada territorio ser gubdivido em lotea,
om a rea que O gov'rno determionr. tendo em
atteocio a qualidade e destino dos terreno!.
Ka par!.' mais c nvrnients de cada territorio de
pnmeira c regona Eer reservada a r a de 100
hectrea, no mximo, para a respectiva.sede povoiciJ com edificios, sirvidoea onvlogradouros
pubcoi ; acodo o resta dividido cm lotes centraes,
nao excedentes de 2 h ctarts, com frente para aa
pracas e ras projectadaa.
Na formacSo dos I tea ruraes attender-se -ba-
t regularzale das Imh-s divieorias e
j^ii :l lade absoluta das dimensoes, quanto s con-
dicoea topographien, qoalwlade dos terrenos e
circimstaucias que facilitem u diflieultem o Ira
,.,0's da especiahdade. Ta
serao diapoatos de forma que, por um dos lados
aa menos, d a eobre umi va s communicacao
a d'.reccaa mai. recta da sede do territorio.
4." Alm das reservas dos aris. 12e 16 da l"i
,601, de 1850, niocerao tubvid'dos nem alie
nados: o teic> superior e as cumidad-s das cordi
lbeiras, ierras ou inon'auh-.3; hsfl.restis n-cessa-
riaa alimenUeae dos mananciaes e correotes d
agua-, os lagos, pantanos ou prandes alag dic>s
(aalvu se forem previamente d secados); os rios e
ribeiio.:a; as caaeaOM ou quedas d'agua que pos-
gam servir para uso publico ou motor industrial ;
as fontes d'aguas naturaes, in;neraes ou thermaes.
^jvi-rn i rutilar ) uso das serviio'a e lora-
douro3 pblicos, a caca e a psca, o corte, uso e
venda das madeiras uas trras devolutas ou reser-
vadas.
S 5." De cada territorio levantar se ha planta
topograpbca com repr. Ja sede; dos lo-
tes medidos e demarcados, que serio numerador
por alijarismos seguidos e contero os nteiros e
fracso'S das respectivas superficeis ; das estrada*
fc pontes projectadas, etc. A planta s r acimpa-
nbada de urna memorU descriptiva do territorio.
mencionando a sitnacio g-ographica, clima, capa-
cidade agrcola ou industrial, preco minimo do
hectare, etc.
As planta*, convenientemente reduzidas e as
memorias sero im.jressas e distribuidas gratuita-
ment aentro e ira do Imperio.
S 6." Nenhum territorio de 1 categora seta in-
tallado sem que est-jam executados os trabalhos
indispensaveis ao recebimento e collocaco dos im
migrantes ou colonos, taes cm o casas ou gaJpoes
ns"sJe, estrada de fcil transito entre esta, e o
port, povoacao ou eatacio de via-f. rrea mais pr-
ximas, picadas e pontilhoea para os lotes.
Estes trbalas serio fetos de preferencia por
empreitadaa com nacionaes cu estoangeiros j es-
tablecidos no paz, promovendo o governo a orga
nisecio de empresas, que a'aq'ielles se incumbam,
nos territorios que for demarcando e dividiodo.
J-'Stes trabalhos rnente serio empregados a
talario os que tiverein comprado lotes, nos primei-
ros seis meses de sua chegada e nunca mais de
tres das em cada semana.
| 7. O governo providenciar para que os in-
migrantes ou col nos que vieren) estabelecer se no
territorio possam fornecor se dos gneros de pri-
soeira necesaidade, das sementes ou plantas da cul-
tura local, dos instrumentos aratonos indiapenaa
veis, devendo-se eonceder gratuitamente dos mea-
mos objectos a quantidade que os regulamentos
Bmrcarern.
Art. 2.* Preparado o territorio na conformidade
dos disposicoei precedentes, ser anoinciada a
Venda ou transferencia dos respectivos lotes, se-
gundo a planta geral, cojo exame ser facultado,
eom especificacio das condices e preco, e decla-
racio de que serio ameote alienados os lotes de
nnmeraco impar.
Os lotes de numersco par sero reservados; e
so poderao ser vendidos quando estiverem oceupa-
do pelo menos 4/5 dos de numerario impar, pre-
eedende outorissoao do governo.
1. O preco minimo ser da 5f oor bectare
para os lotes cen'raes ou da sede do territorio ; de
3gC por hectare para os ruraes ou de cultura ; e de
21 por hectare para os pastoris ou de ersci > e os
inc'ustriaes ou do productos extractivos.
-'." A veni* poder* ser effeetuada por ajuste
com a repartilo competente mediante proptata
do prateadente ou em haata publica.
O aeguudo modo ser empregado sempre joe
bouver mais de um pretendeute em identidade ds>
coixticoaa para os meamos lotes de numeraeao im-
par, ou quando tiverem de ser vendidos oa de u-
mtracio par.
3. Nioguem podar haver, por qualquer titu-
lo ou acto tnter-moM, meaos de um nem maia de
dous lotes de qualquer especie no mesmo terri-
torio.
Todava havendo proposta para acquisicao si-
multanea, com pagamento vista, de doua lotes
ruraes de numeracio impar ; do de numeraco oar
intercalado, o governo resolver. Feita a conces-
sio nestes termos, nao se dar outra igual, seuio
ficando entre o lote de numeracio par j cedi. o e
o novamente pretendido pelos menos 5 desta nu-
meracio.
| 4." A aequiaicio, por qualquer titulo, dos lo-
tes trar sempre a obrigacio de morada no terri-
torio e effectiva utilisaclo delles : com constiuc-
cio de casa, nos da sede do territorio ; cultura
annual de 3 a 5 nctares, pelo menos, nos ruraes;
criacio de gado equivalente pelo menos ao valor
das acquisico :s, ais pastoris ; plantario annut.l e
canaervacSo de 100 pos, ao menos, das arvoes,
arbustos ou plantas extractivas das especies l-
casenos Industriis, ucorrendo os infractores as
penas quo o'governo estabelecer nos regulamentos.
5." A aequiaicio do lotes poder ser feita He-
dante pagamento do valor rasp.-ctivo o mais l/0
sobre este em cinco prestacoea ^nnuaes : a 1 de
10, a 2 de 15, a 3' de 20, a 4' de 25 e a ultima
de 30 "/o da importancia total.
a) At eolucio completa do debita, lotes % b im-
fetorias ficaro iegalmente hyp ithecado?, podando
ser alienados com consentimento do governo.
o) A todo o tompo poder o comprador re nir
parte ou o total da divida, e sobre qualquer quan-
tu que adiantar ter o descont de 5 "o em seu
beneficio.
c) A alta de pagamento das prestacoea em
tempo opportuno dar lugar cobranca exeuu-
tiva.
| 6 Oa lotes impares que nao forem vendidos
no primeiro anno da installacij doa territorios, as
sc'uin'as bases : -,
a) Pagamento annual do' for, calculado em 10
% sobre o valor legal de cada lote. ,
b) Obrigacio do morada e utilisacao conforme a
presente lei.
c) Ex'inccio do foro no fim de 12 anuos, meo-
beodo o foreiro ttulo definitivo de pleno d.-miaio,
si tiver cumpnio auas obrigacoes,
d) A todo o tempo ter o foreiro a facul
de resg-tur o foro pelo pagamento aotecipado d*
que reatar com abatimento de 5 /o c[ stu De"
njficio.
e) A falta do pagamento iiunuai suj-iitar o fo-
reiro cobranc ejecutiva ; a de morada e uti-
lisacio dos lotes perda da posso e daa bemfei-
torias.
Art. 3 O governo poder conceder gratuita-
mi-nte :
1 as frouteiras do Imperio, em urna lana
do 50 kilmetros, prazos com superficie correspon-
deote a/.s meios des concesaionarios para a respe-
tiva utilisacao, sob as clausulas que julgar conve-
nientes, sendo obrigatorias :
1" Provar o oncessionario a quadade de cida-
dio braslero, capacj ade civil e tufficieucia do
recursos para utilisar o prazo pretendido:
2* Oiorigar-se i a) ao pagamento das deaprzas da
demarcucio de prazo feita por engenheros ou agri-
mensores do Miuisteno da Agricultura ; 6) <>c-
cupacao directa do praso par si e seua aevdeiios,
n'elle residindo e utilisando-o pela forma estabe-
Iecida na presente lei; c) a nao graval-o com hy-
potbeca, cuus ou servidio alguma, nem Ifsasafsiiio
por qualquer titulo sem previa autoriaacio do go-
vernop as de caducidade, perda das bemfcito-
rias, multa e'cobranza executiva ;
3* Ficar o prazo e suas b'mfeitorias permanen-
tes isentas de embargo ou penhara em executSo
vil ou commerciai por dividas ou obrigacoes
contrahidas aotesou depois da Cunee3si), emquinto
a pteM propriedade do prazo nio pertencer ao con-
cessiouaro :
4 Entrega Ib titulo definitivo da propriedade
no fim de seis annos, si o concesionario tiver can
prido suas obrig icoas subsistindo sempre a obri-
gacio de nao trauaferir-se o praso sem previa au
tonsacio do governo ;
6a Faculdade de haver a propriedade do prazo
o concessionario qne durante dous annos tive- sa-
tisfeito aa eondieOes de seu contracto, mediante
p-gamento da metade do preco minimo por he-
ctare dos terrenos concedidos, conforme a natureza
deatea.
2o A's empresas qua 89 organisarem para
ciastruecio e abertura de e8tradas de ferro, e vas
de communicacao terrestre ou I ivial com servico
regular para transporte de cargas e^ passage ros :
lotes marginaos, intercalados, nio exced mtes
de 2 kilmetros de frente sobre as refenda, es-
tradas e vias de communicacao e 4 de fundo, nem
abrangendo em ponto algum amboa oa lados d'-'llas,
aob as clauaulas que forem ajustadas, sendo obri-
gatorias :
1" Utilisacio (ffeetiva dos lotes conforme a pre-
sente I i :
2 I-'ermanensia e regularidade dos tranapor-
tes ;
3* Reversa de estados das obras coneltuda9,
com o respectivo material em bom estado de con-
loa terrenas, bemfeitorias e dependen-
cias indapensaveis ao trat-go, no fim de 90 an-
nos ;
4 Comminaca : de penal de caducidade, multas
cobranca executiva ;
5" Fiscalisaco do governr, inclusive a previa
approvacio das plantaa e planoi.
| 3" A s empresas de iramigraci) eatrangeir-i
oa eolonisBco nacional: -territorios com a iiuper-
fieie que o governo marcare aa clausulas qu- esti-
pular, s-ndo obrigatorias :
1 Demarcacio exterior de esda territorio por
engenheirns ou agrimensores do Ministerio da
Agricultura, cuate dos conceasionario? ;
2" Sub livisio em lotes, venda e utilisacao destes_
de conformidade com a presente le ;
3 Introdueci) e collocacio de immigrantes cs-
trangeiros ou de colonos nacionaes no praz> e na
prop-rcio que o gaveras dttermnar ;
4* Reservas a limitacoes na forma dos arts. 18
e 16 da lei n. 601 de 1850 e da presente, sccres-
cendo a obrigacio de cessao gratuita doa terrenos
precisos para edificios e servidoes publicas na
aie dos territorios ;
5 Oorigaco de manterem-se escolas de ensi-
no primario para ambos os sexos, o servi$) reli-
gioso ;
6" Penas de reteisio, caducdade e mullas.
| 4. A's companhias cu empresas induntriaes
e organisarem para fuudar e costear fa aricas,
manufacturas ou estabelecimentos destinados ao
aproveitameoto, venda ou exp rtacio de produc-
tos naturaes, inclusive engenhos centraes de as-
aucar fazendas normaes de l-voura ou criacio
de animaes :os terrea-s nfc-isirros s respee
tivas operado -8, com preferencia, Balvo piejuizo
pub ieo, para o uso das agu>.8 correntes, au lagi^s
n'elles existentes, com a rea que o governo desig
nar e as clausulas que forem ajustadas, sendo
obrigatorias :
1> A demarcacio da rea pelo governo i costa
da companhia ou empresa ;
2* A construecao dos edificios e obras india-
pensaveis as operacoes industriaes on agrcolas
da coneej>
3* Exercicio tflpectivo de taes operacoes ;
4> Emprego e ensino profissional de nasionaes
adultos ou menores na proporcio de 20 |0 ao me-
nos dos estrangeiros ;
5" Comminacao de penas de rescisio oa cadu-
cdade, perda de bemfeitorias, multa e cobranca
executiva.
5* A's administraces provinciaes e munici-
paes, na sede de cada territorio :os terreno* ne-
cessarios construccio definitiva de ecificios
para servicos de sua competencia, como igreja,
escala, cadeia, cemiterio, posto policial, sendo
observada a planta geral.
6* A' cada um dos 5 primeiros officiaes mec-
nicos, especialmente carpinteiros, pedreiroa e fer-
reiros nacionaes, e a outros tantos estrangeiros
aue vierem residir em qualqusjr terriUrio de Ia
categora, e effectivamento exercerem a respecti-
va industria durante 3 annos :um lote na sede
do territorio.
g 7* A cada um dos 10 primeiros colosos na-
cionaes e dos 30 primeiros mmi gran tes estran-
geiros que pretondeapm lotes em um territorio
novamente inatallado e obrigarem-se a til ssl-os
effactivamente na forma da presente lei, durante
5 annos ;um lote impar escolha delles.
| 8 Os concessinnarios de lotes gratuitos se-
gundo os J| 6- e 7-, antecedentes, receberio ti-
tulo de posse que ser substituido pcio de pro-
priedade. provando terem cumprido as condices
l- .nelle existentes.
Art. 4 O praso de residencia marcado no
art. 17 da le n. 601 de 1850, para naturalisacao
dos estrangeiros que comprarem torras e nellas
estabelecerem-se, tica redando um anno.
Os referidos estrangeiros serio considerados
eidadios brasileiros no fim de 4 annoa de domi-
cilio uo Brasil. Os que preferirem a naaionali-
dade de origem devetio fazer declaracio tomada
por termo, em livo especial, perante oa juizea de
pas, ou presidentas das cmaras municipaes.
Art. 5- Fies estsbelecida a reparticio geral
daa Trras Publicas, creada pelo art. 21 da lei
n. 601 de 1850 regulamento que acompanha o
decreto n. 1368 de 30 de Janeiro de 1854, com
as modficasoes da presente lei, supprimida a ac-
tual Inspectora Geral de Trras e ColonisacSo.
| 1- As reparticoes especiaea das Trras Pu-
blicas, as provincias a que se refere o art 6- do
citado regulamento, poderio ser reorganisadaa
aob a denominacio de Inapectorias d- Agricul-
tura, Commercio e Obras Publicas de modo que
por estas corram t-mbem os mais servicos pro-
vinciaes do ministerio respectivo, inclusive a fia
caliaacio das. estradas de ferro, engenhos cen
traes, obras e trabalhos, conforme o regulamento
que o gjverno expedir, ficando sujeito a appro-
vacio do Poder Legislativo na parte referente ao
mnmero e vencimentoa dos empr-igados.
2. O governo reorganizara o registro das
torras possuidas, conforme a art. 13 da lei n. 601
de 1850, incumbindo os juises manic:*es d ra-
ceberem as declarayoas e faserem este servico nos
respectivos termos.
3. O governo mandar continuar activa-
mente a medco das trras devolatas para ex
tremar o dominio publico do particular, segundo
us arts. 9.* c 10 da lei n. 601 de 1850, incumbin-
do a execu$io exclusivamente engenheiro* e
agrimensores.
I. Quando neste bervco susiitarem-se questoes
sobre possea Ilegitimas, por seren contrarias ou
posteriores lei n. 601 da 1850, os engenheros e
agrimensores receir> as reclamac s dos pos-
seiros, mas proseguirio na medicio, levantando
mappas espeeiaes doa terrenos controvertidos, com
designafio das bemfeitorias permanentes e da
parte que tenha sido utilisada com a cultura,
criacio de gado ou industria extractiva. Em se-
guida conceder vista aos reclamantes para ape-
garen) o que entenderem conveniente e juntarem
os documentos q"e tiverem, no preso imp.-orogavel
de 30 dias.
II. Devolvidos os mappas e annexns cono ou
sem allegaces e documentos, o.engeoheiro abete
da medicio far una succiuta e clara erpoaicio
da qieati) e transmittir tudo ao preaidente da
provincia, que, ordenando aa diligencias que lli
parecen) anda necessarias para esular>-cimento da
v rjade, dar sua deciaio sobre os seguiutes prin-
cipios.
(a) A* posses, quer resaltantes do conceaaes
ni> revalidadas ou cabidas em commisso, quer
adquiridas por oceupacio posterior le n. 601
de 18i0 e anterior execueio da presente, que
e acharem cultivadas ou com principio de cul
tura, oceupadaa com criacio de gado ou uti-
liaadas com industria extractiva, e nellas tive-
rem os poeseiros morada habitual serio mantidas
nao e com o terreno aproveitado, ou neee3sa-
rio respectiva ntiliacl), maa anda eom ou-
tro tanto mais de terreno devoloto, a", houv-r cta-
ti u -, con tanto que este accreacimo nio d
poese rea m-.ior de 100 hectrea, sendo ella de
cultura e de 200 noa outros caaos, e se observe o
art. 6.0 da lei n. 601 dn 1850.
(6) As posses obtidas por fraude, violencia ou
outros mena criminosos, ou que nio estiverem n::a
condices d-i serem mantidas conforme a presen-
te lei, serio declaradas nullaa e contra os deten
torea proceder-ee-ha na forma do art. 2 da lei
o. 601 de 185').
(c) Quando os rechn ltea allegaren) e prova-
rem que as suas possea provin de dominio adque-
rido por si ou seus anteceaeores em virtoda de in-
ventario e partilbas, sentenca judiciaria, ou titulo
legal constante de esenptura pablica anterior
xecucio da presente lei, ser a queatio sujeita s
juaticas ordinarias iudo os papis ao procurador
Bacal da fazeoda pira proseguir na forma das
dispssicoes em vigor.
Das decaos de presidente cabera recurso para
o eoverno.
III. Aa posses que forem afiaal mantidas, serio
logo separadas ds trras do dominio publica por
liabas divisorias feitas pelos engenfeeiros e agri-
mensores do governo, i custa dos posseiros, inde-
pendentemente de requerimento deates.
IV. S depois destas formalidades e pag s as
despesas da d. marcacio torio es posseiroa ttulos
de propriedade. couforme o art, 11 da le n. 601 de
1850.
Art. 6 CoHtinuam em vigor as leis, regula
mentos. instruccoea e decisdes do governo concer
nentea s trras publicas, coloniaaeio ou immigra-
oio, qae nio forem oppostas presente le, ficando
o meamo governo autonsado:
1." Para consolidar aquellas dispoaicoss no re-
gulamento geral que deve expedir para execucao
da prceente lei.
2. Para, ne; te regulamento, e nos especiaea,
que na mesma conf .rmidade tiver de organizir,
impr a pena de multa at 5:000000.
Art, 7." Ficam revogadas as diaposices em
contrario.
Sala das commisso s, em 5 de Julba de 1837.
Oiogo Velho. Jos Antonio Saraiva.Eacragaol-
le Tauuay.- Caudido de Oliveira.
atviSTA DIARIA
Auiuridade policialPor portaras de
9 do correte e proposta do L)r. chefe de polica de
iiontem foi nomeado Ignacio Aives da Silva, para
o lugar de 2o soppiente do delegado do termo de
Quipap, em substituicio de Manuel Joio de Souza
que nao aceitou a noeneacio.
Promotor publicoEm igual data foi
exonerado, a pedido, o hachara! Tito, Celso Corroa
Cesar do cargo de promotor publieo da comarca
de Tacarat, e nomeado para subatitul-o a hacha-
re! Joc ds S Cavalcante do Albuquerque.
L'cenca P..r portara de hontem foi conce-
dida liceuca de _dous mezes com os vencimentoa
a que tiver direito ao prom tur publico da comar-
ca de Garanhuus, bachaiel Lydio Mariano de Al-
buquerque.
lanar MunicipalEn sassio de hon-
tem da Cmara Municipal foi apreseutada uui .
aor pcata de demissoea e remoces de diversos em-
pregadus municipaes
Eas i proposta estava assignada pelos seguintea
vi-readores, Lourenco de S, Jastello Branco da
liocha, Climaco oa Silva, D.-odata Torres, Tito
bivio, Al ves da Fouacca e Furreira Costa.
A primeira victima, indicada para demiaaio foi
o .l)r Francisco de As&is Pereira Kocha, vo-
Mando contra, aa vereadores Barros de L'.cerda,
Joio Amonm, Agostinho Becerra, Samco e Ga-
briel Cnrdeso.
Domittido o Dr. Asis Bocha foi proposto para o
lugar de secretario o Dr. Joaquim Jos da Bocha,
irmio do ve reador Castalio Branco da ocha,
signatario da proposta.
Convem notar, que o rereadar Roeha, assignando
a piopoata de demisso do secretario, sccrescen-
tou que se abstinba de votar por essa demissio.
Haviam presentes apenas 4 vereadores conser-
vadores, ^quando o vereador KochiSWgcreveu eBea
declaracio, mas cb gaisdo mais um vereador con-
servad r, o Sr, G >out-l Cardozo, o vereador Bocha
retirou a sua declaracio e votuu pela demissio, por
que sabia que o presidente da cmara votara
conna a propoata e esta empatara, ficando assim
perdida a opportunidade de ser aproveitado o seu
irroio, Dr. Joaquim Rocha.
Substituido o Dr. Assis pelo Dr. Joaquim Bo-
cha, foi detnittido o fiscal do 1 districto da fre-
guezia da Boa-Vista, Francisco Antonio Brandio
Cavalcante e removido para fiscal desse districto o
da freguesa de Santo Antonio, Francisco d Paula
Kocha.
j^Para finscal da freguesia de Santo Antonio, foi
removido o do 2* districto da Boa-Vista, Jos
Ignacie Ribeiro.
Para fiscal do 2> districto da Boa-Vista foi
removido o do V districto de Jos, Antonio
Elyaeu Antones Ferreira.
Para fiscal do 2o district) de S. Jos foi nomeado
Joaquim Januario Nuues da Silva.
Foi remolido o amanuense da Coutadoria da
Cmara Mariano de Figaeirds Paria, para fiscal
da freguesia da braca e o fiscal da uraca, Victo-
rino Arcbias do Kego Fastas para amanuense da
Contadora.
Foi proposta a de ro, Dr. Jos Flix da Conha Meieses, mas ficou
empatada a votacio, ronunciando-se pela dtmia-
sio os vereadores, Tito Livio, Climaco da Silva,
Aives da Fooseca, Castello Branco, Ferreira Costa
e Deodato Torres e contra, os vereadores Pitaaga,
Barres de Lacerda, Joio Amorini, Agostinho Be-
terra, Samco e Gabriel Cardos'., abstendo-se se
votar o vereador Lourenco de Si.
Reservamos para outra occaso as apreciacOas
e ubservatocs a que se presta o:icto da Cmara
Municipal.
Embarque-Segu hoje pera a corte a bor-
do do vapor inglez Mondego. em viagem de
recreio o Dr. Manoel Raymunco de Araujo Pi-
nhelro.
Desejamos-lhe boa viag.im.
CadverNo dia 5 lo coi rente na estrada
do engenbo Amazonas, que segie para o do Bom-
fim, do termo de Ipojuca, foi encontrado o cad-
ver de um homem desconhecide-, de cor branca,
representando ter 30 annos de idade.
O subdelegado do lo districto d'aquelle termo
fez proceder ao exame cadavrico, declarando os
peritos ter sido a causa da moite urna coug'sto
cerebral.
Buuoe da TtseaourarlaEm outra sec-
cio publicamos a promocio que deu o 1- promo-
tor publico, Dr. Joio Joaquim de Freitas H'.uri-
ques no prncesso instaurado centra o inspector da
Tnesouraria de Fasenda, Antn o da Silva Kelly.
Cotnpanfia PemambacanaA via-
gem do vapor dista companhia, que devia sabir
hoje para Fernando de Noronha ficou transferida
para o (fia 16 do corrente.
Propagadora da InMtraec Pa-
blica O cooselho auperior desta asaociacio
feunio-ae em seasijjsxtraordinaiia nos das 1 e8
do corrente, sob a presidencia d) Exm Sr. einse-
tbeiro Pinto Juni ir, achanda se presentes os Srse
commendador Joaquim Felipp : Ua Costa, Pedro
Joa Pinto, Dr. O-ympo Marquna da Silva e os
professores Augusto Jos Mauricio Wanderley e
r'rancisco Carlos da Silva Fragoso.
Lila pelo 2 secretario e approvada a acti sssaio antecedente, o 1 secretario leu dous ofi
coa do cooselho director da parichia do Poco da
l'.-tneli dando conta do movimeuto das escolas e
bibliothecas all existentes ; d>ui- dit do coose-
lho director da parochia da Bat-Vista, ommuui-
cando no primeiro o resultado dos examea ltima-
mente havid >8 na Escola (formal a cargo da-
quelle conaelbo, e convidando o cooselho superior
para asaistir no dia 11 de Agoito a eutreg* dos
diplomas a 11 alumuaa-mesttras quu terminaran) uo
corrente anno o tirociuio isaquell i escala, n se-
gundo officio pedind i para ser ele.aio a socio be
uemento o digno socio bemfeitor Dr. Virginio
Marques Carnerro L-o, de confonnidaie com o
art. 56 do regulamento daquella Escola, p^r ter,
alm do outros relevantes s-rvicos, apreaentado a
exame 63 aluaouaa, em menos de 3 annos. Dis-
cutido o assuinptu por alguna uvimoros do coose-
lho, dando o Exm. presidente testemuuho dos re-
levantes servicos prestados por aquello consocio,
re.-. >lveu o tn:su)o cjuselhj que se slicas-
queile conselDo director a provu de terem sido ap-
provadas as 60 aluinnas a orea aladas a examo,
nos termos do citado art 56 da regulamento da
Escola Normal, afim de poier ser justifieada a
resp?ctiva propoata que deveni ser apreseatada
en aaaembica geral, couforme o diapaaco no arl.
15 $ 5 dos estatutos.
r'oram lidos anda algoaa antoioa seompanba-
Jos le reltanos da usp-j-'ton i geral iinatruc-
bSo Publica, Thosouro Provincial, cunoauhia de
Beberibe, e bem assim convites n algunas aaao-
eiacSdS para a aoe: la i; ae fazer repreaeatar em
i -a rnij'i i3 da anuversario e eo iteren-
cas litterarias.
Pelas respectivas redaecoes foran rvn'ttidoa
o Diario de Pernamb-ici. dorad do Hecfe, Seis
de Outubro, Lan'erna Mgica, e ltimamente, por
intermedio do Etn. presidente, o 1" numero do
Archivo Br&sileirJ, de Philosophia, JuriapruJea
ca u Litteratura, que acioa .le s T pul i lo no
principio deate inez.
Na primeira das refer Jij seaad'so Exm. Sr
preaideute declarou que o estado da nstruccio
primaria, secundaria e meamo superior estava re-
cia, nando muita atteocio dos que 83 interessam
realmente p-.lo melhoramento deasu importante
ramo do servico publico, mis que nio se ammava
a propor medida alguma ness sentido em razio
de aguardar o pareci-r de umu couamisaio ante-
riormente uomeada pura estud-.r o asaumpto.
O 1* secretario usando da palavra disss, que
sendo chamado para oceupar a pasta do ministro
do imperio o mui prestimoso mimbra do canselho
superior desta aociedade, o Ex:n. Sr. conselneiro
Dr. Manoel do Nascimento Machado Portella, pro-
punha para que o meamo cooselho lhe dirigase
um offieio de coogratulacio por semelhante facto,
viato que muito tena o pas a esperar de sua il-
iustr icio, tino e patriotis-no, do que ha dado pro
vas as diversas commissSe administrativas de
que oem ac t n deaempeuhado, sendo esta pro-
poata unanimemeiitn approvada, doixando de lo-
uar parte na votacio o Sr. conselheiro preaidente,
Dr. Oympio Marques e Pedro fiuto.
O ineoin Io aooi-etirio deolarou que tjnio as-
sisndo como commissario do consclbo superior aos
exames ltimamente procedidos ni Escola Normal
a cargo do couselho director da Boa-Vista, corre
raro oa meamos eximes com toda a- regularidade,
notando-se bastante aproveitameato das respec-
tivas alumuas.
O cooselco deliberou que se louvaaae ao direc-
tor e profeasores daquella Escola pelo desenvol -
vmeuto e direccio que tam dido ao ensino ua-
quella escola.
Na segunda aesaio o Exm. presidente declarou
que o objecto principal era d'ilib,par-se se devia-
s; ou nao solemnisar no dia 11 do corrente o an-
uario da installaeio da sici-dade.
Depois de algumas conaideracoea feitas por di-
meuobros do conaelho rusoiveu-se que ni
se sotemuiaaase o mesmo anniversano nos termos
doa estatutos mas cue se comiounica.-se aos mein-
broa do conaelho que nio se achavam presentes,
para que todos assistissem naquelle da a entrtga
dos diplomas a alumuas meseras ltimamente ha
bilitadas, accedendo assim ao convite do director
da Escola Normal.
Finalmente, o Exm. Sr. presidente declarou que
nomera o Dr. Virginio Marques Cara-Jiro Leao
para fazer parte da commissao por elle anterior-
mente designada para dar parecer sobre os me-
iBoramitoa reclamados pela nstruccio publica
na provincia e bem assim da reforma que carecam
os estatutos da aociedade.
A ExpoaicoDistribuio-se hontem o 1.
numero de urna' revista caricata, sob o titulo aci-
roa,_e que sahiri nos das 10, 20 e 30 de cada
inez.
Est bem escripia e as caricaturas sio muito
regalares.
A empresa da Exposicao diz n'uma circular, que
distribu hentem, o seguate :
Este peridico, embira caricato, destina do
tio Bornete a fazer rir por meios inofensivos
offereceodo ao aaai guante algumas horas de dis-
tracio.
Desejamos-lhe longa e prospera existencia.
Coliesjlo Onsie de A-^oato -H j:. e 10
horas do da, solemoisar este collegio s seu 7-
anniversario com urna seaaio litteraria e distribu-
ci de premioa aos alumnos que mais se distin-
guirn) no ultimo anno lectivo.
liMulerua MasrlcaDatrbuio-se hontem
o n. 197 dtste peridico livre e humorstico.
emoria aobre o saelboramento
do porto do HeclfeO Sr. Dr. Alfredo
Lisboa, engenheiro chefe da commissio enea/re-
gada da construccio dos p-rtos e das obras pu-
bliccs geraes desta provincia, acaba de puDIicar
urna M -moria Descriptiva e Justificativa do pro-
jeeta de melhoramento do porto do R cite, apre-
suutado ao Exm. Sr. Conselheiro Antonio da
Silva Prado, quaudo ministro da agricultura.
E' um trabalho imiiortante.
Agradecemos ao autor a offerta que nos fez de
um exemplar.
Club de loslroceao e Becrelo Be-
serreaseEis o movimento dessa aociedade
durante os meses de Juoho e Julho prximo pas-
eado. Frequentaram a aociedade 60 socios.
Sahiram para a leitura dos meamos, 30 obras em
30 volumes.
As aulas nocturnas, toram frequentadas duran-
te os dous meses, por 20 alumnos com trequencia
diaria.
Pelo Sr. presidente do Club foram ofierecidas
as segumtes obras : Cora filha de Agar 1 vol. e
isaartacio e theses pelo Dr. Milet, 1 vol.
Pelo boco Francisco Gomes de Alencaatro : 4
ricos quadros representando bellas paiaagens.
Pelas respectivas redaecef i A Provincia Li-
dador, Eche da Victoria, Meteoro e Rebate (Per-
nambucej. Manguaba (Alagoas) O Larangeireiue
(Sergipe). Relmpago (Rio ne Janeiro). Sete de
tietemhr (Diamantina). Gateta de Maaioori
( Amazonas).
Procedendo-se eleifio pata 1 secretarlo em
substituicio do effectivo, por ter este mudado a
sua residencia, obteve maioria de votos, e ficou
eleito o socio Jos Francisco de Figueiredo Lima,
que satisfactoriamente vai desempenhando o
cargo.
Foram propostos e aceitos por unanimi'dadede
votos como socios 08 segu ates Srs. : effectivos,
Cundido Piuto Francisco B mifacio da Silva, Dr.
Francisco de Sousa Res, Victorino Jos ae Fa-
rias Machado, Francisco Jos de Farias Machado
e Jc6 Marianuo de Azevedo e Soasa. Honora-
rios os Srs. Joe Lipe3 dos Santos Lus (liboa-
tio), aiferea Joa Nicodemos Pontea (Uebedouro),
Amaro Peaaoa (Keeite), tenente Manoel Joaquim
de M-ndonea (Bezerros).
No dia 22 d Julho houve sessio jurdica sab a
presidencia do socio Dr. Antonio Cesario Ribeiro :
foi julgado o crima do art. 201 do cod. crim., oe-
cupando a cadeira da aecuaacio e tenente Ma-
noel loaquim de Mendonca da defesa o Sr. so-
cio Joa Mendes B. A. Barros.
iislHulo AcadmicoTiveram fffecti-
vamente lugar nos dias 8 e 9 do corrente e perante
muitas pessoas das mais gratas d'eata cidade, os
festejos commemorativos do 5' aouiversario da
Sociedade Recreio Infantil Nove de Agosto creada
e mantida entre os alumnos do Instituto Acad-
mico.
Comecando no primeiro d'aquelles dias com a
repreBentacio no theatro do collegio, e lificio in-
teiramente separado d'este e garbosamente de-
corado, das comedias Por um riz e Resonar sem
dormir e o 5." acto da tragedia em francs Le Cid,
no qual apresentaram-se os alumnos com aa toilet-
tes da respectiva epacba, proporciooou o Instituto
Acadmico a scus convidados urna noite realmente
agradavel, mostraudo o desenvolvimento dos alum-
nos que, se nio representaran) da modo a na la
deixar a deaejar, fizeram-no comtudo de maneira
asas satisfactoria, principalmente oa da tragedia,
cutre oa quaes anda aobrasahiram os da nome
Antonio Leitc di Magalhies Bastos no papel de
Cbimue e Joaquim dos Santos Leasa no de Cid
O alumno Magalhies Bastos incontestavel-
mente uoi menino do goande desenvolvimento, a
julgar nao s pela maneira aatiatactoria con que
desempenhou-se na parte dramtica como tambem
pelo modo porque aahio-se n* concertante, em que
as partea mais dilHccis lhe foram confiad s.
Memphia (pilaca) obrigada a flautiin e por elle
executada n'csta instrumento, agradou summa-
mentc, assim como e triduo a piano e dous pistona
tocados pelos alumnos Bemvenuto Bemvudo da
Silva Laureiro e Adolpho Almoida Guimaiiea,
que ainda executou.
Quer na parta dramtica, quer na concertante,
c tomaram parte alumnos do estabelecimento.
Aate-hontem teva euto lugar a sessio magna
litteraria presidida pslo Sr. deaembargader Alvea
U'b.'iro, na preaenca da innmeras senhoras e ca-
valh 'iros da nossa m'lhor sociedade.
Obtiveram a palavra alm do orador da Socie-
dade o alumno Joaquim Leasa, Manoel Marqu- a
de Amoriin Jnior, Haga bies Bastos e Eduardo
Jorge Per. ir i, todos alumuos e p;r parte das aulas
de mathematias, portugus e primaria. Oraram
anda 03 acadmicos Macado, Eddardo Rodri-
aaaataeio Civalcante, Miguel de Oiiv.-iraeCu-
nha Ribeiro o o Sr. Manad Araujo em uome d<
11 :<; .iva Juventud^.
Por parre da au'a de portue-iez tora ao dreetor
leido um rico bouquet de fl rea 11 itaraos, uasim
como pelo alumno Armando Foir. ira aitar, um
OOtro de aprimon: I > g 31 1.
Ao tarmiiiar a se3aio foram premia ios p- lo Sr.
Joa F rr. ira, 03 alumnos Magalhies Baatoa e
Joaquim Laaaa pelo sau progreaao e Manoel Auu-
rim por seu exemplar comportamento.
Seguio-ao o sar 1 dausaiMe que animadamente
c irrcu at 3 1/2 horas da madrugada remando a
melbor ordam e maior coroaliiade entre 03 conv-
dadoa, que no Instituto Acadmico e na peaaoi de
seu director encontraran) o maia sincero e deain-
tereasado acolbimeuto.
Eleico de rtnaudade Taudo-ao pro-
cedido hontem a eteicio para completar a mesa
r gedora da irmandade doSantisaimo Sacramento
da matriz de S. Joa para o anno de 1887 a 1888
ficou asaim organisada :
JuizBurlo da Arar i pe,
EacrivioT acote II iliodoro C. F. Ribello.
ThesoureiroJoio M irtins Pontea.
Pr j".urador geralFrancisco Lopes Guimara-a.
ProcuradoresManoel Agusfnha Pontea e Co-
riolano da Abreu,
Definidores -Dr. C'ementinode Meaquira Wan-
derly, Joio Bonto Mouteiro da Frauci, teuente
Beato de S.uza Mira, Vicente Lucino da C.
Campello, teneuta Antonio Jos de Sousa e Silva,
Francisco Antonio de Oliveira e Silv, Antonio
Soarea Fernandes de Oliveira, Jos Lipes Fer-
reira -Iiii, Hanrque da Cista Carvalha, Jos
lltcia Sosares, Manoel dos Santos Falcio, Fran-
cisco de Asis G iuq .1 ves da a' mos.
A posse tara lugar ao dia 14 do corrente s 3
horas da mauhi, depois do di'a a mi asa pr ro-
cinal.
Directora dan obran de eonnerva-
-:o don portnBoletim meteorolgico da
dia 9 de Ageste de 1887:
doras = a-a 3 H 9 0 ao
6 m. 9 12 3 t. 6 23o_l 240-9 263 26'6 2 y1
Uarometro a
0
61MJ7
763 762i"68
761>43
7tl'".')H
0-
Tt.B8.C
do vapor
16,96
17.07
16,89
16,7,1
16,04
Temperatura mxima27',0J.
Dita miuima21,75.
Evaporacio em 24 hores ao sol: 6,2 ; soin-
ora: 2,7.
Cbuva10n>,3.
Direccio ao vento : SE e ESE com interrupcoes
de E e SSE de meia noite at 3 horas e 43 minu-
tos da manhi; SE e ES at 6 horas e 39 minu-
tos ; SE at aos 6 minutos da tarde ; SE e SSE
alternados at 3 horas e 34 minutos ; SSE at 5
horas e 52 minutos; S at 7 horas e 51 minutos ;
SE e 6SE, com pequeas iaterrnpodea de S at
meia noite.
Velouidado media do vento : 3 ",23 por seg ando
Nebulosidade media: 0,67.
Boletim do porto
II1 i, Dia Horas Altura
P. u. B. -. P. M. B. M. 9 de Agosto a 10 de Agosto 735 da manhi 146 da tards 8 9 2 3 da manhi 2, "27 0,1181 2, ""12 0,m88
Lcilue.Oectuar-ae-hao:
Iloje :
Palo agente Gusmio, s 11 horas, no arma-
sen) do Sr. Aun-1, de caixas com ceblas.
Palo agente Burlsmaqai, ao meio dia, ra do
Visconde de Goyann, de 4 carros.
Pelo agente Martina, s 11 hora, ra das
Trincheiras, de bons moveia, louca e vidros.
Amanhi:
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas,
roa Nova u. 24, de predios, cofres e movis.
Pelo agente Gusmio, s 11 horas, a ra do
Marques de Oliuda n. 19, de 1 carro de 4 rodas
para cavallo, fumo picado, loucaa e vidros.
Pelo agente Gusmio, a 11 horas, ra do Mar
qnea de Olinda n. 19, de urna parte do sobrado da
ra da Aurora n. 151.
laan fnebres-Serio celebradas:
Hoje :
A's 7 l|2 horas no convento de S. Francisco,
pela alma de Manoel Joa Fernandes Barros.
Amanhi :
A's 8 horas no Ordem Terceira de S. Francisco,
pela ^Ima de Francisco Vieira Perdigio ; s g
horas, na Ordem Terceira de 8 Francisco, pelas
almas do 1* tenente Ant.nio de Sousa Res e sua
muluer D. Mara Augusta Valle de Seusa Rea.
Honpiial Polusjuea O movimento das
enfermarlas deate hospital na semana fiada foi o
aeguinte :
Exiatiam em tratamento...... 14
Entraran) dorante a semana.. 3
Sahiram curados............ 2
Ficam em tratamento........ 15
17
JEntrou de semana o Sr. mordomo Manoel Her-
mesda Fonaeca,
. fe.p** frurglea-Fo pratieada no
hospital Pedro II, no dia 11 do corrente, a se-
guinte :
Pelo Dr Malaquias :
Extirpacao de am kisto da regiio olecrana,
sendo a aneathesa local pela cocana.
Cana de Belenco-Movimento dos pre-
8Q3 da Casa de Deteucio do Recite no dia 9 de
Agosto de 1887 :
Exiatiam 372 ; entraram 20 ; sahiram 9 ; exis-
tan 383.
A saber :
Nacionaes 356 ; mulhrres 10 ; estrangeiroa 11;
escravos sentenciados 4 ; dem processado 1 ;
idem de correccio 1Total 383.
Arrabiados 333, aendo :
Bons 308 ; doentes 25.Total 333.
Movimento da enfermara :
Tiveram baixa:
Joio Thom Ferreira da Silva.
Jos Barbosa da Silva.
Ti ve alta :
Vitalino Joa de Brito.
(.ranile lotera do ParaEia os na-
meros premiados da 9' seria da 11a lotera ex-
trahida em 10 deAgisto :
5^89 100:0001000
1384 15:000*000
1623 5:000*000
1573 2:000*000
4143 2:000*000
1539 1:000*1)00
4484 1:000*000
)734 1:000*000
Eatia premiados com 500* :
335 1818 2201 2771 2919 3313 4455 5311
5851 5950
Approximacoes
5388 1.-000*000
5390 1:0 0*000
1383 300*000
1385 3(0*000
Os nmeros de 5381 a 5390 estio premiados
com 200*.
Oa nmeros de 1381 a 139J estio premiados
com 100*.
Os numeroa da 1621 a 1630 estio premiados
com 100*.
Oa nmeros terminados em 89 estio premiadas
com 100*.
Os nmeros terminados em 81 estio premiados
com 100*.
Todos 03 numeres terminados em 9 estio pre-
ini'id >a com 60* excepto os terminadas em 89.
Todos os nmeros terminados em 4 estio pre-
miados com 50* exeepto os terminados em 84.
A segumte lotera corre no dia 13 de Agosto
como pino de 100:000*.
EiOterian diversasA Casa Flix, de A.
A. doa Santos Porto, na praca da Indapeodencia
na. 37 e 2'. tem a venda oa bilbetea das seguintes
loteras :
Provincia : premio grande 12:000J00 que
se extrahir quando for annunciada a 2 horas da
tarde em beneficio da Santa Casa da Misericordia
do i; e .
Espirito-Santo : premio grande 50:000*000
se extrabir amaobi 12 do corrate impratenvel-
mente.
aata-Catharioa i premio grande 50:000*
ser 1 x'r-hida bievemente.
P.iahybi: premia grande 20:C00i005 se
ertrahir hoja 11 do crrante, a 3 horas da
tard'.
Cear : premio grande 250:000*000 se ex-
trahir quando for annuncida.
Slbete de loterlanEm mi do sgen-
rn ir lino L .. d:s seguintea 1 serias :
Do Espuito-Santo : A 3" parto da 3a lotera,
cujo oremio gran le da 50:000*000, p 'lo novo
plano, ser ext anida sexta-feira, 12 do corrente,
im-iretoriv m'nte.
Da provucia : A 91 lotera, pelo novo plsno
cujo premio grande de 12:000*000, em benefi-
cio da Santa Gasa de Misericordia, ser extrahida
quando tor anuuuciada,
Santa-Catharina: com nm imprtante plano,
cujo premia grande de 50:000*, ser extrahida
quando for annunciada.
Da Parahyba : sendo o premio grande de.....
20: (quiota-feira), 3 3 liora3 da tarde, impreterivel-
mente.
Do Cear : com nm importante plano, ciij) pre-
mio grande de 250:000*000, ter ex/rahida
quando for annunciada.
Do Gro-Par : A 10" parte da 11 lotera, pelo
novo plano, cujo premio grande do 100:000*000
ser extrahida no dia 10 do correute, impretcnvel-
menta.
I,-, teria do Enpirlto-SantoA 3> par-
te da 3a lotera desta provincia enjo premio gran-
de 50:000*000, ser extrahida amanhi 12 de
Agosto.
Os bilhetes acharo-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 Martin Fiu-
S & C.
Lotera da provincia-A 9a lotera, pelo
novo plano, cujo premio grande de 12:000*000,
em beneficio da Santa de Misericordia do Recife,
se extrahir quando for anouciada, a 2 horas da
tarde, c, no consistorio da igieja de Nossa Senho-
ra da Concci^ao dos Militares.
No mesmo consisrorio estarlo expastas as ar-
me as espheras a aprecaeio da publico.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa r elis na prea da Independencia us. 37
a 39.
Tarambem acham-se venda na Casa da Fortu-
na ra Primeiro de Marcan. 23 de Martis F.u-
sa& C.
Aasim como na Casa d 1 Otro na -"a d" Bario
da Victoria n. 40 de Joio Joaquim aa Costa
Leite e na Roda da Fortuna na ra Larga do Ro-
sario n. 36.
Lotera de *ianta-Ca!Uo:-ina Esta
lote-ia, com um importante plano, cajo premio
grande de 50:000*000, ser extrahida o.uando
for annunciada.
Oa bilnetesacham-sc venda na Caaa da Fortu-
na ra Primeiro de Marca n. 23, Martina
Fiusa t C.
Lotera da provincia do Paran
A 23a lotera dtata provincia,pelo novo plano, ca-
jo premio grande de 1^:000*000, se extrahir
no dia 15 de Ag-'sto.
Bilhotes a vonda na Caaa da Fortuna, ra
*rimeiro de Marco numero 23, de Martina Fiu-
sa & C.
Lotera da Parabybaau olera cajo
premio grande de 20:000*000 ser extrahida
hoje 11 de Agosto (quiuta-fe ra) 's 3 horas da
tarde.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 2, de Martins
Fiusa & C.
Lotera do CearEsta acreditada lote-
ra cujo premio ma'or da, 250:000*000 ser ex-
trahida quando for annunciada.
Os bi betes acham-se a venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro da Marco n. 23 de Martins
Piusa & C.
Lotera do Grao-Para A 10a parte da
11a lotera desta provincia, pelo novo plano, cujo
premio grande 100:000*000, ser extrahida
no da 13 de Agosto.
Oa bilhetca acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23, de Martins
Fiusa & C-
Cemlterlo Publico.Obituario do dia 9
de Agosto:
Rita Mara da Conceici), frica, 69 annos, viu-*
va, BoaVista; inaufHciencia mtral.
Joaquim da Costa, frica, 90 annos, solteira,
Boa-Vista; velhice.
Jos da Silva Araujo, Pernambuco, 29 annos
solteiro, Boa-Vista ; ascite.
Manoel, Pcrnambuca, 6 dias, S- Jos; espas-
mo.
Geraldo Paula Medeiros, Pernambuco, 48 an-
nos, casado, Graca : meningite encephalite.
Cypriana Franciaca Mathias, Pernambuco, 48
annos, solteira, Boa*Vista ; padecimentos chroni-
cos.
PtJBLICACOES A PEDIDO
c riiric em Olinda
Sob cata epigraphe li na Provincia do 2
de Agosto urna carta dirigida mesma
Provincia, dispertando as autoridades su-
periores por eximes caiamniosos contra Eu-
genio Francisco Paes Barretto.
Surprendido por tal informacto, sow
obrigado, por parte de Eugenio, a levar
ao conhecimento do publico e das autorida-
des superiores a justa e criterios defeca
*
/
l
~m


Diario de PemambncoQuinta-fcira 11 de Agosto de 1887

*
de Eugenio, contra a forma negra e ca
lumnioaa porque o qualificou a Prooincia,
em ana informaglo. Diz a Provincia que
Eugenio, depois que praticou o espanca-
mento no morador do engenho Pauliata e
incendiou casas dos moradores de Canoas,
fra casa do subdelegado e o injuriara,
a ella e sua respeitavel familia, o que nao
se pode crer : falsa e nogenta tal infor-
maglo.
O subdelegado (pobre velhoj como diz
a Provincia 'em a divida energa para re-
pellir taes cffensas.
No dia 21 de Junho Eugenio, sahindo
ein procura de um cavalb que furtaram na
barreira de Maricota, passara em frente
da casa do subdelegado; este o vendo
chamou-o, afirn de aoonselhal-o, o nesta
conferonci houveram razSss de ambas as
partes ; mais injurias e desacatos fami-
lia do subdelegado, inexacto, por que Eu-
genio, apezar de acelerado com diz a Pro-
vincia, homem de familia e teve alguma
educaglo, o sau maior defeito ser inimi-
go de lirapios e desordeiros, que, descara-
damente e sem receio das autoridades,
furtam cavallos, arrombara casas e atacam
as estradas desassombradamente, como
publico.
Ccegando ao meu conhecimento, como
rendeiro dos terrenos da Usina Central
Timb, que no riacho dos Bois, terreno
pertencente mesma uziua, oioravam pes-
soas sem meu cenhecirnento, e estas da
ra nomeada, ordenei o despejo dell-is.
Estas, sem fazerem caso, continuaram
a morar, dndose todos os dias furtos de
oavallos e casas roubadas.
No dia 20 de Junho toi Eugenio, como
empregado desta uzina, e nao administra-
dor como diz a Provincia, por ordem m-
nha despejar estes morador;, que resis-
tindo, foi preciso desmanchar os mucambos,
a fm de desaninbal os; Eugenio na volta
da diliganc-a encontrndose com Antonio
Caluoga morador em 3-enpapo e conheci-
do como acoutador de larapios e 1 idro-'s de
cavallos, como voz publica, e trocando
palavras com este, resultou d'isto um peque
no cocfnicto, provocado por dito Caluoga,
que depois comprometteu-se a entregar a
entregar o cavallo furtado a Eugenio.
Com isto nada se perden, sim lucrou-se,
por que, de entilo para c, parece que as-
sustadas as quadrilhas, nao se furtou mais,
nem se atacou ou roubou casas.
E' calumniosa e digna de desprezo a
informaglo dada a Provincia, dizendo quo
Eugenio, em terapos decorridos, pretendeu
disforcar se do Dr. Jos Vicente Meira de
Vasconcellos, por ter este, como promotor
publico, denunciado delle por crime de
morte. Este distincto mogo ainda existe
na eidada do Recife, pego-lhe, pois, em
abono da verdade e de accordo com seu
Ilustrado carcter, que se digne declarar
pelo jornal se exacta tal affirmagao, tilo
injuriosamente imputada Eugenio, para
O publico f. zer ainda justiga.
Quanto ao crime, pslo qual diz a Pro-
vincia estar Eugenio pronunciado no art.
205, verdade, mas devemos fazer urna
analyse conscienciosa deste facto, como
pedo a justiga, para vermos se foi Euga
nio quem praticou o referido crime.
O individuo que foi ferido Uvemente era
am completo desordeiro, provocava a qual-
quer pessoa, como suecedeu na occaso
do ser levemente ferido, e preso quando
insultara e ameagava o proprio subdelega
do supplente Sr. Alpiniaao, que pode affir-
mar, que j lhe havia dado voz de prisio.
Eugenio nesta occaso chegava de seu
servigo da raatta, e vendo o grande baru-
lho que havia na senzalla do engenho, foi
ver se podia acalmar; mais foi de balde,
o individuo tornou-se mais furioso e desor-
deiro, apezar do Sr. Alpiniano ter lhe da-
do ordem de prisio. estc.s circumstan-
cias, Eugeaio com uns trabalhadores o fez
prender, do que resultou sahir elle indivi-
duo ferido levemente, nio podendo saber-
se quem o ferio na lucta. Remettido ao
subielegado, pelo crime que acabava de
commetter, a puniglo 'ji contraria ; na
crise liberal, quando os nimos se desen-
volvan] contra o entilo Sr. do engenho
Timb, que era Francisco Theophilo, Eu-
genio, como sen empreado, foi processa-
do por ferimentos graves, e perdoado o
individuo criminoso, urna verdadeira ini-
quidade Onde est a justiga? quem fe
rio este individuo desordeiro, no grupo de
mais de vinte pessoas, quo luctavam para
o prender ?
E' triste e lamentavel a stuagio em que
nos achamos os habitantes pacficos do 13
districto de Maranguape, e 3o de Iguaras-
su', onde se praticam furtos de cavallos.
arrombamei.tos de casas, sendo o cidadio
pacifico muitas vezes forjado a deffender-
se com risco de ser processado e qualifija-
do de scelerado pelos patronos dos facino-
ras.
O denunciante de Olinda deve ser mais
criterioso e imparcial em seas missivas.
Pela nossa parte pedimos ao Dr. chefe
de policia providencias enrgicas.
Gadelha.
Em vista do exporto, o aggravante espera e
confia que Vosaa Msgestade Imperial nao te
mar conhecimento do mesma aggrayo como
de Justica.
Sorprendeu-noa a allegaco do advogndo dos
aggravadoa e b podemos attribuil-a i equivoco.
O praso para a minuta de aggravo de instru-
mento, como sabido, de quareuta e oito horas
contar da data, em qne oa autos sao fe tos con.
vista o aggravante. (Praio For. Mu. Carv.
737).
Ora, se conforme consta dos autos, e o proprio
advogado confessa-o na contra-minuta, os autos
foram-nes feitos com vista no dia 25 as 3 horas
da' tarde, e recolhidos ao Cartorio no dia 7 com a
minuta, e claro que a minuta fji apresentada d'en
tro do praso legal das quarenta e oito horas, e nao
dep )i9, como allegou o advogado dos aggravadoa.
A' este respoio dea-se comaosco o mesmo, que
se deu com o advogado dos aggravados, que tendo
recebido os autos para contraminutar, no dia 29
de Novembro, seguuda-feira, tambem s o horas
da tarde, recolheu-os no da Ia de Dezembro, isto
, na quarta-ieira (fl.)
for ventura o advogado dos aggravadis reco-
lheu os autos 48 horas depois?
A minuta, pois, foi apresentada dentro do praso
legal, sendo, portanto, manifestamente improce-
dente a allegaco combatida.
O Codeado Tribunal da Relacio necessaria-
mente ha de tomar conhecimento do aggravo; e,
assim, passamos relatar os motivos, pelos quaes
sente-se aggravado o aggravante com a decisio
do juiz de direito do Rio Formse
Para haver a importancia de 70:1004000, prin-
cipal, alin dos juros, qne lne esto a deve:.- o Dr.
Servaste Uoncalves da Silva, o sua muihei, como
consta das escripturas de bypotheca de 3 de Se
timbro de 1878 e 27 de Agosto de 1880, lavradas
em as notas do tabelliao tenente-coronel Apoli
nario Maranbo, e de um recibo, vio-ae forjado o
Bario de Limooiro prop jr contra os seu deve-
dores a respectiva ac;o decendial hypothecaria.
Acudindo a citacio oppozeram elies eme-argos,
allegando:
1." qus nao estavatn obrigados pagar oa juros,
constantes da escriptura de 3 de Setembro de
1878, porquanto o procurador d'ellea. que conven-
cionou taes juros, nao tinba na proeuracio poderes
para estipulal-os e que, portanto, era de ucnhum
effeito a obrigacio:
2.' que quando nao fosse nulla a obrigaco de
pagar juros, ainda assim o debito seria de 61:8004
e nao o de 70:1004000, pedido de mais pelo aggra-
vante :
3." que nao sendo obrigados pagar oa juros
convencionados, deviam apenas 44:0004000, pois,
alm da quantia que o aggravante confesa )U ter
recebido e consta da escriptura de 27 de Agosto
de 1880 e recibo da mesma data, recebeu mais
dous contos de rii, que nio descontou uo pedido :
4.o que a aocSo proposta nulla, porque na ten-
tativa conciliatoria nao se poda comminar aos ag-
gi a va Jos a pena de serem condemnados revelia
no pagamento da qnantia pedida.
Essea embargos foram recebidos sem condetnna-
cao pelo juiz de direito do Rio-Formoso, o qne deu
lugar a que o aggravante iaterpozesse recurso de
aggravo para o Meretissimo Tribunal aa Relacio.
Taes embargos s'podiam ser rezebidos sem con-
Jcmaaca > se fosseai relevantes e provados eum-
pridamente nos 10 dias asaignadoj.
(riegulamento Uommercial n. 737 artigo 25S).
Examinemos :
o. 60, Dig. Port. 009, LobSo Proc. Civ. segundas
linhas notas 161 e 165).
Bastara darse urna destas excepcoea para ser
valida a convenci doa juros, nao obstante a falta
de poder especial de convencional-oa.
Ora, verifica-se que honve appruvaco do man-
dante.
A' prova disto est na escriptura de 27 de Agos-
to de 1880.
N'essa dataos aggravados venderam a aggra-
vante um doa i mino vea hvpothecadoao predio
n. 11 sito ra da imperatris desta oidade, e com
o valor da venda, isto trinta contos de ria, pi-
garam oa juros decorridos at entilo e amortiaaram
o principal.
Na escriptura de renda declarou- se que aa trin-
ta contos de reia seriara levados em couta do
debito hypothecario doa vendedores de confor-
midade com a citada eacriptura de hypotbeca,
que por isso nio se considerara innovada, e
nem alteradas aa suas condicoea, as quaes per-
maneceriam em toda sua plenitude at a extinc-
ci de todo o debito que se refere a mesma
escriptura'.
Declarou-se mais o seguate que pelas par-
< tes contactantes oi espacificado aer a quantia
de trinta contos de ris, constante da escriptu-
ra de venda, applicada ao pagamento dos juros
vencidos at entilo, sendo o restaute applicado
amort9ac} do principal.
Alm dessea triuta contos de ria, os aggrava-
dos pagaram ao aggravante mais a quantia de qua-
tro contos, Je que este pasaou recibo, declarando
que seria levada em conta do debito hypotbe-
cario,do conformidade com a escriptura de 3
o de Setembro de 1878, (bypotheca).
Por tudo isto v-se que os aggravados appro-
varam a convenco dos juros.
Se nao approvaram-n'a, como nio proteitaram
em tempo alguno ? Coma doia annos depois paga-
ram juros?
Verifica-se ainda que o mandatario eatipulanlo
juios praticou acto da natureza do negocio de que
estava incimbido, annexo ao mesmo negocio e
necessario para ser levado effeito.
Realmente, como podia o procurador obter por
emprestira) a avultada quantia de oitenta contos
de ris, sem offerecer ao emprestador o premio,
que representa o interesse da transaccaj ?
Ha quem de boa f affirme que em tempos ac-
tuaes haja quem empreste seos capitaes sem ju-
ros?
Como, pois, oa aggravados pretenderem um em-
prestiuio de quantia, alias consideravel, sem aquel-
lo onub ?
Nem se quer oa aggravados podem allegar com
vantagem que os juros estipulados foram excessivos,
pois a laxa dos juros naquella pocha, como ainda
hoje, variava entre um a dois por eento ao mez.
Do que temos expendido at aqu eooclae-ae que
a materia do priineirojerticulado dos embargos,
nio relevante, e que nao foi, nem poiia ser, pro-
vada, pois manifestamente falsa.
para jurara declaracio e pe dindo que fosse con-
aiderado confeaso.
Era imprecedente a allegaco, pois o nao tero
aggravante outorgado ao procurador poderea espe-
ciaos para jurar a declaracio, nio podia prevale-
cer, desde que o aggravante uae tinha sido citado
para depor aob juramento.
Ao aggravante ni se poderia comminar a pena
de confesso, quando mesmo t declaracio deixaaae
de aer tomada por termo, urna vez que fra aob
esta condicio que os aggravi.dos proteitaram pelo
depoimnnto delle.
Afinal, o Juiz reconsiderando o despacho, man-
dn tomar por teimn a dec! iracao despeito da
impugnacao dos aggravados.
Accresce ainda a aeguinte conaideraoio.
A prova por meio do depo ment do aggravante
fez-se depois de findo o dectadio aasiguado.
Que valor, portanto, poderia ter ?
A 13 de Outubro do anno passado foi ass.gnado
em audiencia o deceudio. Ni mesma data foram
os autos com vista ao aivog ido doa aggravados,
e 23 do mesmo mez eifirou o praso assig-
nado.
Ora, dentro dos dez dias a asignados, isto de
13 i 23, que a prova deve ia ser produzida.
Entretanto, s depois desie praso toi o aggra-
vante citado, isto no dia 25, e para depor
30.
Do que temos expendido= prova de que o aggravante receben oa dona contos
de ris, nio se fez, por laso c ue foi contestado o
recebimento daquella quant a: 2." que quando
mesmo o Juiz quizesse considera! a, nio devia,
desde que havia sido produzida fra do deceudio
legal.
Ao Ueretlatai Tribunal da
. '*Slela?o
AGGRAVO DE INSTRUMENTO
AggravanteBar3o de Limoeiro.
AgTavadosDr. Gervasio Gonjalves da
Silva e sua mulber D. Michaella
Pires Santiago da Silva.
Da deciaio do Meretissimo Tribunal da Relajad
pende um aggravo de instrumento na acelo decpn-
dial hypothecaria, proposta pelo Bario de Li
moeiro ac Dr. Gervaaio Gonoalvea da Silva e aua
mulber, e que corre pelo foro de Serinhem.
O aggravo foi interposto do despacho pelo qnal
o Juiz de Direite do Rio Formoao receben sem
eondemnacio os embargos oppostos pelos roa.
Proferido esse despacho em data de 17 de No-
vembro ultimo, 24 do meimo aiez, foram inti-
madas as partes.
N'esaa mesma data o procurador do Bario de
Limoeiro interpoz o recurso de aggravo par termo
nos autos, que nos forsm feitos com vista no dia 25
s 3 horas da tarde para minutar o aggravo.
Fizemos a minuta, que est datada de 26, e re-
eolhcmoa oa autos ao Cartorio no da 27, conforme
consta do termo de data, com qne o eacrivio rece-
beu-os.
Entretanto, o advagado doa aggravadoa, tendo
pedido vista dos autos para minutar o aggravo,
deixou de fazd-o, allegan lo qne a minuta tinha
sido apresentada fra do praao legal e assim nio
8 3 poder tomar conbec'mento de reearaol
Diz o advogado doa aggravados :
Com effeito v se dos autos fh. 64'que o
advogado do aggravante recebeu os antot no dia
25, e quer pela cota por elle firmada, qaer pelo
termo de data fls 21, v-ie que a minuta de
aggravo foi entregue no dia 37, quarenta t oito
korai depoii, sem qne o dia 26 foaae domingo ou
feriado, orneo caso em qne poliam os autos ser
entregues no referido dia.
O I" ponto articulado nos artigos 1, 2, 3 e 4
envo'.re a seguinto questiose a proeuracio, com
que Gervasio Jos da Costa, procurador dos ag
gravados, figurn na transaejao hypothecaria, ou-
torgava-lbe poderes para conveacionar juros.
Discutamol-a :
N'o emprestimo hypothecario fignrou como pro-
curador ad-negotia por parte dos bypothecantea o
cidadio Gervasio Jo= ia Cosca, prente prximo
dos aggravadoa.
Eis a proeuracio :
< O juiz de direito Gervasio Gouf alves da Silva
etc.
Por esta por um de nos feita e por ambos nos
assignada, conatituimoa noaso bastante procurador
na cidade do Recife ao Sr. Gervasio Jos da Costa
qurm concedemos todo o poderes em direito ne
ctanos especialm mte para hypotftecar os nonos
eugenhos Cuca d'Agua e Jaguario, sitos neste
termo de Serinbiem, e bem assim nosso sobrado n.
11 rus da Imperatrig da cidade do Recife, pela
quantia de 80:0004000, podendo o mesmo senbor
recober essa quantia, dar as precisas quitac/us e
substabelecer esta nos procuradores, que quizar.
Engenbo Cuca, 23 de Agosto de 1885.Gerva-
sio Goncalvea da Silva, alaria Michaela Pires San-
tiago da Silva.
Em virtude da proeuracio transcripta, o proca-
rador Gervasio Joe da Cos;a hypotheeou os bens
designados, pela quantia de 80:0004'09 a joros
de um e um quarto por cento ao mez e por tempo
de tres aonoa e 8 mezca, contxdoe da data da es-
criptura, vencendo de entio por diante a quantia
de que fosaem devedores os mandantes o premio de
am e meio por cento ao mez, sempre pagos adian-
tados.
Assim procedendo, o procurador exceden os po-
derea da proeuracio ?
Vtjamol-o :
O mandato oa geral oa especial, conforme
para muitoa negocios do mandante, oa para am s
negocio oa certos negocios smente.
O mandato especial o unius rei dos romanos.
A aceitadlo do mandato importa para o manda-
tario a obrigac'* o de desempenbar os actos que o
mandato comporta.
Na bypothesa trata-se de am maniato especial
o de fazer a hypotbeca de bens.
Para alienar, bem coma para hypothecar, por
isso que a bypotheca eovolve um principio de alie-
nacao, a proeuracio deve conter poderes espe-
ciaea. (Cons. das Leis Civia, Teixeira de Freitas
art. 479 g 3o nota 4.)
Na proeuracio com que figurou na'transaccis
hypothecarla,|o procurador Gervasio Jos da Costa,
oa maodantea outorgaram-lhe todos os poderes em
direito necetsarxos especialmente, para hypothecar:etc.
Manido daqaelles poderes o mandante estava
bab litado a praticar os acts tendentes a dar exe
cacao ao Jiandato, como sejam fixar prasos, estipu-
lar juros, precisar epochas de pagamento e oa mais
qae sio de aso e eetylo em taes contractos.
Quando o mandatario completa os actos neces-
sarioa e dependentes do negocio, ebjecto do man-
dato, nio excede os poderes cenfendos.
Assim se expressa o Cdigo Civil Francez :
Artigo 1135: a As convencoes obrigam nio s
ao que est aellas expresso, mas ainda a todos os
negocios, que a equidade o nso ou a lei dio obri -
gacio, segnado a natureza desta.
Por iseo fica nos limites doa poderes conferidas,
o mandatario que pratiea actos nelles implcita-
mente comprebendidoa.
O criterio para julgar disto o Juiz o tem, n'am
certo poder discricionario para reconhecer, de ae
cordo com as intencea presumidas do mandante,
os actos qne parecam ser comprehendidoa no mn-
dala.
Sio estas as theorias correntes respeito do
mandato, por isso qae em nossa Legislacio Patria,
o mandato civil direitos e obrigocJoes dos man-
dantes e dos mandatarios nio se acham aifini-
doa.
Um Tribunal Francez declarou valida ama hy-
potbeca, feita por mandatario aatoriaado apenas,
vender o immovel, por isso que o fim principal
do mandante havia sido obter ama certa somma de
dinbeiro de qae estava necessitado.
Faca-ae Hpplicacio deste principio a hypothese
verteote, aprecie-se o procedimento dos mandatos
depois de contrahida a bypotheca, attenda-se as
circumstanciaa de nio terem elles protestado con-
tra a estipnlacio doa juroa e pelo contrario vendido
am doa predioa hypothccadoa para pagamento de
aros vencidos, e o resaltado ser qne o mandata-
rio Gervaaio Goncalvea da Silva desempenboa ca-
balmente, o mandato, que lhe foi confiado aem ex-
ccaao doa poderea eutorgados.
Admtta-so, porai, por hypothese, que fosse ne-
cessario, entre os poderes d proeuracio, especifi-
car ainda mais o de convencionar juros.
Ainda assim os aggravbdos eetao obrigados ao
pagamento dos juroa convencionadoa.
Se nullo e importa responsabildade do man-
datario tudoqnanto este faz com excesso doa
poderas quo recabe do mandante, esta coacluaio
limita-se.
1.* quando o mandatario recebe o mandato com
aciencia e paeieocia do mandante:
2.' quando excede o mandato acerca de negocio,
ue o mandante approvaria ae toa^e conaaltado:
3,o qa>ndo aquello em que o mandatario exce-
den da uatureaa do acto annexo i elle e neeessa
rio para aer levado effeito (Ramalno Praxe
Braaileira 5S Altimar de nult. tom. 5 queat. 31
n. 119, 325 e 326atoraea execut. liv. 6 cap *
Paasemos ao 2 articuladoque comprehende os
artigos 5, 6 e 7 dos embargos.
Anda mesmo no caso de se fazer effectiva a
obrigacio d.a juros, diiem os aggravados, o debito
principal nao se elevara a 70: lOJ4003, como pede
e aggravante, mas sim de 61:8004000.
Ou os aggravados enganaram-se na contagem
dos juros, ou fizeram-n'a por modo diverso do es-
putado na escriptura de bypotheca.
Vejamos:
O debito principal era de 80:0304000.
Foi contrahido em 3 de Setembro de 1878.
Convencionoa-se ns escriptura o aeguinte :
1." que se em 3 de Maio de 1879, dia do ven-
i cimento da Ia prestacio dos juros estipulados
razio de am e um quarto por cento ao mez, o
devedor pa^asse ao credor a quantia de 12:0004
importancia dos ditos juros contados at 3 de
Maio de 1880, nio seria accinala a escriptura
at que expirasse o praso correspondente aos ju-
ros assim pagas adiantadamente e o mesmo te
ria lugar se em 3 de Maio de 1880 fosaem pagos
os juros vencer em 3 de Maio de 1881, e se
c em 3 de Maio de 1881 fosaem pagos os jurea
vencer em 3 de Maio de 1882, epocha do veuci-
t ment da hypotbeca, continuara a escriptura
a prodaiir 09 sena effeitos legaes por todo tempo
mala qae o credor podesse e quizesse esperar
por seu pagamento, vencendo de entio por di-
<< ante a quantia de que fosaem devedores o pre-
I mi de um e m-.no por cento ao mez, aempre pa-
II go8 adiantadamente. *
Estipnlou-ae, portanto, qae a primeira prestadlo
dejaros na importancia de 12:0004000 vence
rem-ae em 3 de Maio de 1880, deveria aer paga
adiantadamente, isto em 3 de Maio de 1879. Do
mesmo modo aa dnas outraa prestacoes da joros
veneerem-se em 3 de Miio de 1881 e 1882, deve-
riam ser pagas adiantadamente em 3 Je Maio de
1880 e 3 de Maio de 1881.
Em 27 ae Agosto de 1380, os aggravados ven-
deram um das predios bypothecados e pagaram ao
aggravante 30:0004000, producto da venda, e
mais 4 em solucioloa juros vencidos at entio
e amortisacio do principal.
Se a pnravira prestcio dos jaros, na importan-
cia de 12:0O040J deveria aer paga em 3 de
Maio de 1879, e a seganda da masma importan-
cia em 3 de Maio de i 880, segas se qae em 27 de
Agosto de 1880, os aggravados deviam de jaros
24:0004003, relativos s duas prestacoes e mais
a importancia, correspondente quaai 4 mezes,
decorridos de 3 de Maio de 1880 27 de Agosto
do mesmo anno, e nio simplesmeotn a quantia de
15:8004000, como pretendem 03 aggravados.
J alguem disse, que em materia de cifras, a
imaginacio perde todo o sea encanto.
Assim podem os aggravados phantasiar contas,
que a verdade matbematica ser aempre a mesma.
Pela conta de juros, qae aegae-se ver o Mere-
tissimo Tribunal que o principal do debite real-
mente de 70:1004000, conforme o pedido do aggra-
vante, e nio 61:8004000, como querem oa aggra-
vados.
Principal da hypotbeca constante
da escriptura publica de 3 de
Setembro 1878. 80.-C004000
Jm-os de 15 i0| decorridos em
723 dias desde a data da eacrip-
tura de hypotbeca a da eacriptu-
ra de venda de nm doa predios
bypothecados, em 27 de Agosto
de 1880.
Allegaram os aggravados no 4 articulado, qae
a materia do art. 3. des embargos, que todo
processo labora cm nullidade inaanavel, porquanto
nulla a tentativa conciliatoria, onde nio se po-
deria comminar aos embargantes a pena de serem
condemnados sua revelia no pagamento da
quantia pedida.
A allegaco nio verdal eir e nem foi pro-
vada.
Nos proprios autos est a jrova em contiario.
Assim, nio exacto que ni. conciliario se com-
minasse aos aggravados a c. ndemnicao no pe-
dido.
Elles finca, apenas, condemnados as castas.
Eis a certidio do escrivao ce paz que funecio-
nou na conciliacao :
Declaro que na audiencia de hoja foi pelo
procurador do autor accusadi. a citacao retro ; e
sendo oa reos apregoa Jos, nio comparecern), nem
outro por elles ; pelo que houve o Jui as partes
por nio conciliadas, e coudt mnoa os reos uas
custas, do que don f.
Serinhem, 17 de Setembro de 1886. O es-
envi de pazDemetrio Ay.-eb Velloso de Mel-
lo, a
Onde, pois, a eondemnacio do pedido ?
Nio foi, portanto, provada a allegaco e nem
poderia ser, pois ella con'.ra a verdade dos
factos.
Recebido por oceasiio da venda
de nm dos predios bypothecados
24:1004000
104:1004000
31:0004000
70:0004000
At aqni os artigos dos embargos tem sido
apreciados distintamente cad* um de per si e por
eua natureza.
Da apreciacio feita v-se:
1* que a materia cootida ios quatro primeiros
artigos, isto que o procuri.dor dos aggravados
nio estava habilitado a estipular juros falaa, por
isso que a proeuracio dava-lbe poderes especiaes
para realisar o contracto hypothecario :
2 qae a allegacio, constante dos artigos 5, 6 e
7, isto que os aggravados devem apenas
61:8O0J000 e nio 71:0004000 como pedio o ag-
gravante, falsa, nao foi provada, e necn poderia
ser, porque a prova do contrario est nos algaris-
mos constantes da conta dos j iros :
3 qae o articulado no artigo 7 isto que o ag-
gravante recebeu por conta do debita mais dous
contos de ria, que nio descontou no pedida, nio
foi provado, e quando o houvetse sido, a prova ti-
nha sido produzida fra do defendi legal, e, por-
tanto era como se nio fosse produzida :
4* qne o articlalo no art. 8* falso e nio foi
provado, pois, a prova do contrario est na certi-
dio do Juiz de Paz, que condeunou os aggravados
simplesmenteas castas, e nio no pedido tambem,
como allegaram.
V se, portanto, que dos oito artigos dos embar-
gos nenhum s foi provado.
No em tanto, foram consid irados relevantes e
enmpridamente provados para o fim de serem re-
cebidos sem eondemnacio.
ponto de vista mais particular em face da 1 jgisla-
(io hypothecaria.
Parte doa embargos oppostos pelos aggravadoa
refere-ae nullidade de urna das candicoes esti-
puladas na escriptura de bypotheca: a que esta-
belece o onus dos jaros.
Por ventura a nullidade de parte oa de toda
ama escriptura hypothecaria pode ser pedida por
meio de embargos ?
- Em vista da terminante disposicio do art. 240
do 6 n. 5 do Decreto n. 3453 de 26 de Abril de
1685, incontestavclmente s por meio da compe-
tente accao ordinaria pode ser demandada seme-
lhante nullidade.
Examinemos:
Em face do citado Regnlamento sio nullas as
bypothecas convencionaea celebradas para garan-
ta de dividas contrahidas anteriormente data
das escripturas de hypoth:ca noa quarenta dias
precedentes epocha legal da quebra (art. 132 do
citado Regulamento, e art. 2 71 da Lei n. 1237,
de 24 de Setembro de 1861) ..
Nio obstante, a bypotheca constante de escrip-
tura publica, celebrada e inscripta conforme o ci-
tado artigo, e mais os arts. 133 e 134 do referido
Regulamento, nio pode ser objecto de confesta-
cio e produz todos os seus efteitos, emquanto nao
f&r annu'lada ou rescindida por acedo ordinaria.
Se, ainda mesmo no caao de nullidade evidente,
como seja a da bypotheca para garanta de divi-
das contrahidas data das escripturas de hypo-
theca nos quarenta dias precedentes epocha legal
da quebra, a escriptura s pode ser annullad* por
meio da acfio ordinaria; como aer pedida por
meio de embargos om accio'decendial, a nullidade
de parte de ama escriptura ?
A interpretarlo que acabamos de dar lei hy-
pothecaria, encentra apoio nos diversos arestos
dos nossos tribunaes, que tm firmado jurispru-
dencia a respeito.
A prova disto eat no Accordia transcripto na
Gazcta Jurdica Tit. 27, pag. 280, que accentuou
bem que as hypothecas lin o privilegio de pro-
duzirem todoa os seus tffeitos, emquanto nio to
rem annulladaa ou rescindidas por meio campo
tente, que a accie ordinaria.
Eis o Accordio :
Accordio em Relacio. < Depois do relatono
d'este teito, qae foi aggravado o aggravante pelo
despacho fls. 20, q.ue recebeu sem eondemnacio
os embargos oppostos a fia. 5, e porquanto, embo-
ra em regra, podessem proceder os fundamentos
do.dito despacho, na especie dos autos nio prece-
dem cm vista da terminante disposicio do art. 240
e 6o n. 5 do Decreto n. 3453, de 26 de Abril de
1865, que fazendo excepcio aquella regra geral ou
torga s hypothecas o privilegio deproduzirem todos
os seus efeitos legaes, emquanto nao forem annulla-
das ou rescindidas por accao ordinaria.
E, pois, dando provim -nto ao aggravo inter-
posto a fla. 22 v., mandam, que reformado o des-
pacho aggravado, sejam os embargos recebidos
com eondemaacio; e assim decidindo, condem-
nam o aggravado as castas.
O Accordio citado firmou, pois, e aeguinte : que
na assignacio dedez dias por escriptura de bypo-
theca os embargos oppostos, ainda com prova
constante dos autos sao sempre recebidos com
eondemnacio, porque a escriptura de bypotheca
vale emquanto nao fr annullada por ..cedo ordi-
naria.
8
Principal restante
Da apreciacio que temos feito ao 2* tpico dos
embargos resulta qae a materia articulada nio
relevante e nem foi provada.
*
Paasemos ao 3 articulado qae o artigo 8.*
Allegaram os aggravados qae, sendo nulla a
obrigaco de pagar jaros eram apenas devedores
de 44:0004(00,, poia alm dos 34:0004000, que o
aggravante confesas ter recebido, pagaram-lhe os
aggravadoa mais 20004003.
Para prova deste artigo oa aggravadoa protea
taram pelo depoimento do aggravante e reqaere-
ram qae fosse expedida carta precatoria para a
Comarca de Jaboatio, onde reside, afim de ser elle
citado.
Compre notar qae a accio corre pela Comarca
do Rio Formoso e no Termo de Serinbiem, e qae
o aggravante reside na de Jaboatio.
Os aggravados, em ves de reqnererem que o
aggravante fosse citado para all mesmo depor,
transcrevendo-se na carta precatoria o theor doa
artigos dos embargos, afim do Jais deprecado
tomar o depoimento, reqaereram ao Juiz depre-
cante para designar dia, hora e lugar : o qae elle
fes, designando o da 30 de Outubro 1 hora da
tarde, no Paco da Cmara Municipal de Seri-
nhem.
De modo qae o aggravante, em vez de ser cita-
do para depor no foro do sea domicilio, foi citado
para depor no foro de Serinbiem.
Se a parte, que ha de depor, moradora no
lugar ds litigio ou no seu Termo, deve ser citada
por despacho oa por mandado do Juiz ; e sendo
moradora em diff rente territorio, expede-ae a carta
precatoria ao Juiz territorial cam o theor dos ar-
tigos, para por elle tomar-se o depoimento.
(Pereira e Soasa.Primeiras Linhas sobre o
Processo Civil por Teixeira de Freitas nota
466.)
Nio era, pois, o aggravante obrigado depor
em Serinhem.
Nio obstante, no dia designado comparecen por
meio do procurador, e por peticio declarou qae
nio se recordava de ter recebido a quantia articu-
lada pelos aggravados, mas que nio ae recusara
leval-a em conta de sea crdito urna ves qae
exbibissem o competente resibo.
Oppaseram-se oa aggravados qae se tomasse
por termo a declaracio, allegando que ao procu-
rador do aggravante faltavam poderes especiaes
Paasemos aprecales conjnnctamente.
Que especie de embargos pode o reo oppor
accao decendial hypothacaria ?
Vejamos :
Aos credores de hypotbeca convencionaea cele-
bradas e inscriptas depois da I ai n. 1237, de 1864,
compete a acci) de assignacio de dea dias.
O processo e execucio da assignafio dedez das
serio regalados pelo decreto n. 737, de 1850.
O foro cempeteote o civel (artigo 14 da lei n.
1237 de 1864).
A lei determinando para o credores de hypo-
thecas a ccao de assignacio de dez dias, de que
trata o Regulamento Commerciai, n. 737, teve em
vista bsneficial-os com a frmala daquella acjaa
afim de qae o crdito bypothectrio podesse firmar-
se com mais facilidade.
Dando, porm, a formula da accio, a lei nio al-
terou a substancia do contracto qae contina aob
oa principios do Direito Commum, isto do Direi-
to Civil, nem o foro da accio, que o civel.
D'abi conclue-se qne, Be os embargos oppostos
teem a marcha estabelecids no Regulamento Com-
mercial n. 737, para a assignacio decendial, taes
embargos nio podem ser da natureza daquelles,
eetabelecidos no artigo 2.~0 do citado regulamento
pra aa lettras de cambio, de trra oa notas pro-
missorias.
As diversas especies de embargos naquelle arti-
go facultadaa, sao de natureza commercial e, pois,
nio podem ser oppostas as accoes hypothecarias
decendiaes, e cajo foro o civel, e que tem em-
bargos determinados na Ordenacio Liv. 3 Tit. '5
pr.
Diz a citada Ordenaco:
Porque as demandas, que sio fundadas em es-
criptura publica, devem brevemente aer acabadas,
mandamos que tanto qae algama pessoa em juizo
demandar outra par razio de alguma cousa, ou
quantidade que lhe aeja obrigi.da dar ou entregar
e o autor a mostrar escriptura;pablica,da obrigaco
ou Alvar, feita e assignada por tal pessoa, que
ae deva dar f, como a escriptura publica, o juiz
qae de tal cousa conhecer, aasigne logo termo de
dez dias peremptorios ao leo que pague ao autor
toda a sna dita escriptura on alvar conbecido oa
mostr pago oa quitacio, oa alegue a prova den-
tro nos dez diaa qualquer ontra razio de embar-
gos, que tiver nio pagar ou cumprir o que as-
signa a escriptura oa Alvar se mostrar ser obri-
gado.
c E passados os des dias nio mostrando, nem
provande o reo paga oa quitacio, ou outra tal ra
sio, que o desobrigue de pagar, aeja logo condem-
nado por aentenca, qae pague ao autor tudo aquillo
em que assi se mostrar obrigado. Porm, Be o r
dentro dos dez dias qae lhe hio de ser assignados
para vir com embargos mostrar quitacao ouprovar
pagamento ou cousa que o releve da condemnaca,
o juiz do caso lhe reeeber os embargos por desem-
bargo.
E', pois, a citada Ordenaco a qae rege a ma-
teria.
Ella permtela ae reo oppor embargos de quita-
cio ou pagamento, ou qualquer outra cousa e rele-
vante da eondemnacio.
Portenormente, porm, veio o Decreto de 6 de
Abril de 1779 restringir a amplitucle da defesa all
facultada, limitando oa embargos aos dous nicos
cases dequitacio oufalsidade do titulo.
O Decreto recoinmendasMo a mais exacta obser-
vancia d'esta Ordenaco, declaroa, qae os nicos
embargos a oppor s escripturas mencionadas,
eram os de uitucao e falsidade.
Eis as palavras do Decreto : nio admisaivel
defesa algama fra dos tnicos dous casos, de as
mostrar j sotisfeitas (escripturas) ou de as con-
v-ncer falsas. M. d'AlmeidaCdigo.Filippino T. I
pag. 698aeta4.)
Do que temos expendido sobre este ultimo ponto
resalta :
aj.0 que os embargos oppr s escripturas no
juizo do civel sio oa conatantea da Ord. liv. 3. tit.
25 pr:
2. qae esses embargos sio nicamente os de
quitacao ou falsidade.
Ora, nio foram d'esta natureza oa embargos op-
postos pelos aggravados, qau nio arguiram de fal-
sa a escriptura, nem allegaram quitacao.
Portanto, taes embargos nem ae quer poderiam
aer recebidos.
Resta-nos anda apreciar os embargos sob um
Temos discutido es rticos de embargos com o
fim de mostrar, que nem elies eontinbam materia
relevante nem foram provados.
Era-nos indispensavel apreciar um a am aquel-
les artigos. porque e assim poderiamos provar
qne elles nio deveriam siqaer, ser recebidos, quan-
to mais aem eondemnacio, como o foram !
Todaa as allegaooes, que fizemos, estio prova-
das e as provas coustam de instrumento do aggra-
vo, em que pedimos por copia todo processado.
O Collendo Tribunal da Relacio, tomando co-
hecimento do aggravo, far a devida justica ao
aggravante, dando provimento ao recurso inter-
posto para o fim de serem os embargos oppostos
pelos aggravadoa recebidos com eondemnacio, como
de lei.
Recife, 10 de Agosto de 1887.O advogado, G.
de Drummond.
O.ei engenbeiro de 3" dl(ric(o da*
Obras Pablicasi ao publico
O Diario de 22 de Junho ultimo por
occaso de'tratar da reforma da Repart-
Sao das Obras Publicas, noticiando que
as nomeac3e8 dos empregados tinbam
sido attendidas as antiguidades dos mes-
moa, menos com relacio a mim, em con
sequencia de um offi.io do eagenheiro che-
fe sob n. 103 t?e 5 de Maio do corrente
anno, eorria-me o dever de fzer logo co-
nhecidas do publico as causas pelas quaes
me incorapatibilisei com o actual director
geral da mesma repartigao; mas, como
era questao que penda de urna solucSo da
presidencia, a qual foi dada em 25 de Ju
nho o publicada no Diario de 24 de Ju-
Iho finio, abriga rao, rao grado meu, a
vir imprensa, nao mais para czpor as
causas de que cima fallei, por isso que j
estilo conhecidas, e sim para destruir a m
irapreasSo que contra mim devem ter pro-
duzido certos factoa pela maneira que fo-
ram expostos,
Le-se no mencionado acto :
1 que sendo as obras da ponte de
Porto de Pedras contratadas om Affonso
de Albuquerque Maranho este nada ha-
via feito at Fevereiro de 1886, data da
rescisSo do contrato, tendo alias recebido
a 1* prestacSo na importancia de......
1:1706000;
c 2o que em 15 de Marjo seguinte foi
considerada sem effeito a rescisio do con-
trato marcndose o prazo de 4 mezes para
a conclusSo das obras, e que nSo obstanto
o contratante nada fizera, pelo que foi or-
denada nova resciao em 2 de Agosto;
3o que sendo autorisado o contracto
das obras com o coronel Miguel Tolentino
Pires FalcSo, a este fra autorisado em
18 de Mai0 prozimo passado o pagamen-
to da 2a prestarlo de 1:170, ficando as-
sim consideradas liquidadas as obras pri-
mitivas ;
< 4o que no meu offioio de 21 de Julho,
por occasiSo de propor a 2a reacisSo com
MaranhSo, propuz, se ainda nSo tivease
sido feito, a suspenso do pagamento au
torisado 6 mezes antes ;
< 5* que ao ser determinada a 2' r9sc-
sSo em 2 de Agosto de 488G nao se tratou
da suspensSo pedida quanto a esse paga
ment, d'onde deveria eu concluir que
nada se havia, quanto a isso, providencia-
do, ou, se n3o, pedir instruccoes a res-
peito,
Ora, nio ae deduzindo dos meus offi
cios directora o que se acba cima ex-
posto com relacio a 1* prestagSo, por isso
que no de 15 de Dezembro de 1885 eu
declarei que o arremtente tinha trabalhos
executados e materiaes de valor superior
prestaco que lhe pedi fosse dada, e com-
binando esse caso com a noticia que me
deu um pessoa altamente collooada, de ha-
ver o engenheiro Leal mandado a ponte
alguem que lhe informa va nada alli ha ver
encontrado ezecutado, convenco-me de
que fui victima de um plano adrede pre-
parado com o fim de me prejudicar, vin-
gando-se assim o engenheiro director de
quem tantas Tezes o contrariou no seu .'Ta-
tema de curar tanto de si e tSo pouco dos
interesses da provincia, e nao podendo me
fazer accusacSes de oara descobeata, re-
correa a intriga, arma favorita, no mane-
jo da qual tem dado inequvocas provas de
aua mestria.
A opportunidade foi a mais bem esco-
clfaida, mas o here foi infeliz em parte,
como tambem o foi com as calumnias con-
tra o Dr. Henriques de Miranda, quando
desenhista da mesma repartico, poia a
verdade apparece sempre por mais astuto
que seja aquella que a pretende abafar.
Vejamos : tendo eu pedido para se dar
a primeira prestacio ao arrematante em
15 de Dezembro de 1885 e o certificado ten-
do sido entregue em Janeiro de 1886, si at
Fevereiro seguinte o arrematante nada fi-
zera e si nada fizera ainda de Marco at
Julho, pelo que foi o contracto em 2 de
Agosto definitivamente rescindido, e a obra
com outro contractada, tendo sido a pres-
tacio de 1:170)51 a eu responsabilisado ape-
nas pela quantia de 501,5(813, quando e
por quem teriam sido executados os traba-
lhos na importancia de 6680187, differen-
5a entre a prestagao e a minha responaa-
bilidade ?
Com relagUo aos materiaes que deviam
completar a importancia da prestacio e
cuja existencia poder ser attestada pelo
coronrel Pires Faleio, si o Sr. engenheiro
Leal nutri duvidas a respeito, si euppoz-
uae capaz de dar prastaglo ao arrematan-
te por consideracio e amizade, nio fez
mais do que julgar-me por si.
Na combinacao de qualquer plano de-
vem-se aproveitar todos os accessorios que
possam concorrer para o bom resultado da
empreza e por isso foi dada ao segundo
contractante urna prestacio igual a que ti-
nha sido dada ao primeiro, fazendo se acre-
ditar que assim ficavam liquidadas as obras
primitivas, entretanto que no meu officio
de 3 de Margo do corrente anno, a pres-
tagSo que pedi fosse dada ao mencionado
contractante foi de um tergo da importan-
cia total d; s obras, deixando-se a liquida-
gao das primitivas para a concluslo de to-
dos os trabalnos.
Em um districto onde sao ti frequen-
tes e diffioeis de evitar-se os furtos de ma-
deiras das ponte3 em concert, principal-
mente as mais prximas de povoaios, ou
onde encostam barcagas, como a de que se
trata e dos quaes nio escapou o proprio
contractante apezar de sua vigilancia, fac-
tos conhecidos do engenheiro Leal, por
baver eu delles tratado em differentes offi
cios, j pedindo creagio de barreiras, como
com a ponte da Escuda, j propondo sup-
pressio das varandas de diversas pontos,
do abandono de qualquer obra em ti.es
condigSes, fcil e mesmo lgico presumir-
se o extravio dos materiaes.
Tratando-se de urna obra arrematada
sem nanga e distante 5 leguas do empre-
gado que mais perto resida, tendo eu em
4 de Junho declarado abandonados os tra-
balbos, um chefe que nio tratasse s.-nene
de cercar-se de amigos, gregos e trvanos,
con o fim de atravessar os seus 25 anuos
e depois ir descancar custa da provin-
cia, qual tanto tem desservido, teria logo
procurado sustar ou demorado o pagamen-
to da preetagao, que estou convencido, nio
podia ter sido etfectuado em virtude do
atrazo dos pagamentos dos proprios func-
ionarios e logo que se deu a rescisio do
contracto, teria ordenado a avaliaglo dos
trahalhos executados e dos materiaes que
fossem encontrados, como at entio se pra-
ticou.
O que importava haver-se dado ao ar-
rematante certificado da prestagio a 6 me-
zes passados, si o pagamento nio tivesae
sido effectuado ?
Si anonnaes eram as condigSes da obra,
anormal tambem podia ser o nosso proce-
dimento com tanto que salvassem os inte-
resses da provincia, tanto mais quanto disso
nio resultara prejuizo para pessoa algu-
ma ; apenas obrigava o arrematante a en-
tregar a madeira que devia completar a
differenga da prestagio.
Si o escrupuloso engenheiro Leal julgava
ser irregular esse procedimento ou se o pa-
gamento da prestagio se tivesse effectuado,
o que nio creio, deveria me dars ins
truegoes, que, se nio me falham as notas,
eu as pedi emmeo officio de 27 de Feverei.
ro do anno passado por occaso de receber
a commuoicaglo da Ia. rescisio do contrac-
to, e nio gmrdar para o fazer 10 mezes
depois, em Dezembro, quando tive noti-
cia da compra feita em Outubro da madei-
ra do 1.* pelo 2.* contractante. Este facto
d bem a entender qual o fim que se teve
em vista.
Nio se tendo, poia, dado as iustrneges
que ped> nem si ordenado a avaliaglo dos
trabalhos que deviam ser por outro con-
cluidos, tendo eu em meu citado ofKcio de
4 de Junho, noticiado o abandono dos tra-
balhos e lembrado a conveniencia de se
empreitar a conclusio dos meamos com
Nicaa de Guralo e depois com o coronel
Pires Faleio indemnisando este ao arre-
matante dos trabalhos que o mesmo tives-
se executado, tornando ainda em 21 de
Julho pedido a rescisio do contracto e
para se sustar o pagamento da prestagio,
quando tive coinmunioagio da mencionada
rescisio e me foi autorisado fazer a em-
preitada, persuadi-me que esta devia ser
as condigoes por mim terebradas, e nao
me passando pela imaginagio o arrojo do
ex arrematante de vender materiaes que
j lhe tinbam sido p gos, deix-d livre ao
2.- contractante a compra dos mesmossup-
pondo ainda pertencerem a aquello.
Posao ter errado, mas por me persuadir
que ao menos urna vez o Sr. zeloso enge-
nheiro Leal soubesso ss collocar na altura
do lugar, e ainda palos abates que dei nos
trabalhos executados pelo arrematante e
por nio ter orgado o lastro e varandas ve.
Ihas em quasi metbde da ponte, augmen-
tando assim a differenga que devia ser por
mim indemnisada.
Apezar disso, eu dou parabens a minha
fortuna nio pertencer mais a urna reparti-
gio na qual continuando como chefe um
Leal, continuavam as mesmas miserias de
outr'ora, sendo apenas questio de tempo.
Joaquim Galeno Cotlho.
As prlses da victoria e Nn-
zareth
O estimavel Dr. Pedro Beltrio eati aervindo de
divertimento doa alugados do Jornal do Recife.
Outro da fiseram-no dizer na Cmara dos De-
putados,'no negocio do Pirapama, qae o presiden-
te da provincia recebeu um telegramma do presi-
dente do Rio O ande do Norte pedindo para de-
morar all aquelle navio por nio estar em estado
de navegar, e qae fra respondido qae, nio obs-
tante, fize.iaeaegniro navio quarto antes para eit*
porto I
Agora, mandam-lhe contar horrores de urnas
prisoes em Nazareth e na Victoria, de qae aqui
ningaem tem noticia, e eis o noaso illastre repre
sentante escrever requerimentoa sobre os Ilus-
tres prisioneiros.
Amanhi inventara outro carapetio, e sio capa-
ses at de obrigar o grande patriota a om discurso
de duas horas.
:


i


M*
>


i


nBBBJSSlBJjBP8B*aBaB-
Diario de Pernambuco---Quinta--ieira II de Agosto de 1887

Ciidado, portaato, mea caro Dr. Beltro.
Nao vi engulindo todo quanto contarem o alu-
jado* em falta de aaaumpto para doacompusturas,
elles inventan prises ou cousa genelhante epren-
ei*no deveraa a um ridiculo qoalquer.
Os acooteeimentos da Victoria o Nsiareth sao
imaginarios.
O Jornal do Red/e, para salvar ai apparescias
e nao deixar fiear mal o amigo, dii que o reque-
rimenfo se refere a uos factoi grave, dos quaes
ntnhumi explicarlo foi dada pelas autsridadu e
ende deram-se violencia! sem excusas, mas aponta
como victima um tal Manoel Grande, ladro de
cavallos, sobre quemseoccupa tongamente aparte
policial do Diario de 6 deste mes, e na priso do
qual nada houve de notavel.
Ontro tanto se deu com os italianos de Nasa-
retb, sem culpa fermadae tambeinmaito distinctos
leito.-es do Jornal.
Tudo isto nao serio
O Dr. Beltro ne merece estar sendo victima
destaa cacoadas.
Historia de bah
No Jornal de Recife de hontem e no Diario de
boje vem urna historia de uin italiano que estando
preso em Buenos- Ayres escreveu a urna pessoa de
Porto Alegre disendo qoe tinha tomado parte no
roubo da Thesouraria desta provincia, ou labia
tomo o faci te dera e que tioba deizada na cida-
de do Rio Grande um bab aind* com parte do
roubo e pedia mais a essa pessoa qua arrecadass;
bab e lhe remettesse.
Eit bem eogracada essa historia !
O italiano tomou parte no roubo ou sabia como
se tinha dado, e escapulio se para Buenos-Ayres
e deizou o bah com o cobre na cidade do Bio
Grande.
E' o caso doora vo vendo,
Pois esse ladro to finorio qus rouba a The-
souraria, deixa as portas fechadas, illude a guar-
da, e safase para o Rio da Prata, cuhio na tolice
de deixar o bah cora o dinheiro no Rio Grayde e
depois confessa-se ingenuamente autor do roubo e
pede que lhe mandem o bab estando elle un ca
deia de Buenos-Ayres !
Ora, depois de toda essa historia o bab nSo se
achou, o en arrogado de procura!-o foi para a
Europa e o italiano nao se sabe como se chama !
Ora vo vendo.
Esse historia de italiano on d onja f
Italiano transportando-se de um lugar para ou-
tro e deixando sua fortuna em um bab entregue
aos ausentes.
Essa nunca ninguem vio.
E para que q eriria esse italiano em Buenos-
Ayres moeia papel do Brasil que nao tem all
curso?
Ha mais a notar que a impreasa do Rio Grande
do Sul nunca se oceupasse com e*sse negocio e o
senador Gaspar Mirtina que provavelmente sabia
delle, tambem nunca falL u nioso no Senado, tendo
alias materia para censurar o governo se o caso
era serio e o governo descurou disso.
E' que o illustre senador, se soube do facto
comprehendeu que a historia era de onfa e nao de
italiano.
Esse italiano nao teria tambem tomado parte
no roubs da Thesouraria do Rio Grande do Sul ?
Brevemente temos outro italism que tenha to-
mado parte no desfalque do cofre do prolongamen
to (que pasear ser roubo), nos quatrocentos e tan-
tos das loteras, nos des do Correio e em mais ou-
ras cousinhas.
flOMMERCIO
REVISTA
i emana
COHHBRCI.1L
tKimlo de
de l aCde
18*
Cambio sobre Rio de Janeiro Nada constou
oficialmente, sendo a tabella bancaria.
Cambio sobre Bahia Nada constou official-
nente.
Cambio sobre Santos Na la constou oficial-
mente.
Cambio sobra Rio Grande do Sul A 93 d/v
com i 3/4 /o de descont.
Cambio sobre Porto AlegreNada constou of
ficialmente.
Cambio sobre Para A 30 div 1^2 ( a 60 d/v
1 1(4 % e 1 3(4 [o de descont.
Cambio sobre LondresA 90 d/v 22 3/8 d/s por
1* do Banco a vista 22/8.
Cambio sobre Paris A 90 d/ 429 viata 433
rs. o franco.
Cambio sobre IIamburgo-90 d/ 532 vista 538
oRM.
Cambio sobre Portugal e Lisboa A 90 d/ 240
4 vista 243 % de premio.
Cambio sobre ItaliaA' vista 433.
Cambio sobre N< w York 22S0 /.
Cambio sobre Porto Nada constou oficial-
mente.
Cambio sobre Montevideodem idem.
Cambio sobr Buenos AyresIiem dem.
Apolices da divida publica de 6 %Nao cons-
tou vendts. *
Ditas geraee de 5%Venderam-se 17 do valor
de 1:000* a 950* e 2 do de 500* a 475* cada
urna.
Ditas provinciaes de 7 /Nao constou vendas.
Companhia Segn. Indemuiaadoradem dem.
Companhia Phenix dem idem.
Companhia Sd.uro Aufithrite- Iiem dem.
Companhia PernainbucanaI lem dem.
Companhia Fiaco e Tecidosdem idem.
Companhia de edificaco Venderam se 20 ac-
ces remidas do valor de 100* a 65* cada ama.
Companhia do Beberibe Venderam-se 95 ac-
coes do valor de 1 'Mi a 155* cada urna.
Companhia Santa Jheiez;i--No constou vendas
Companhia de O.inda a Beberibe dem idem.
Descont de lettrasA 9 /. ao anoo.
Lettras bypothecarias Venderam-se 16com
jaros do valor de 100* a 91*50) e 25 sem juros
no actual semestre valor de 100* a 91* cada urna.
CieneroM naclonaes
AgurdenteAs vendas toram de 50* a pipa.
Alcool dem idem de 95*. a pipa.
Assucar r.ntraram 1,574 saceos Vendas,
sem alteracao, branco de 1*800 a 2*300, smenos
de 1*400 a 1*500, mascavado de 1*100 a 1*200,
bruto de 900 a 1*000, retam de 700 a 800 rs.
AlgodoEotraram1,052 aaccasdem de
6*700 a 6*800 por 15 k.los.
Arroz em cascaO retalho de 4*400 a 4*800
o sacco.
CafEntrrm 1,740 saceosO retalho de
13*000 a 17*000 os 15 kilos.
Ceblas do Rio-Grande do SulContina sem
entradas nem xiarencia.
Cera de CarnaubaContinuamos a cotar de 4*
a 6* os 15 kilos.
Couros salgados seceosAs vendas foram de 505
rs. o kilo.
Couros verdes C.tamos noininalmente a 300
rs. o kilo.
Cerveja nacional O retalho de 6* a dazia de
1/2 e 5* a de 1/1.
Fanuba de mandiocaContinuamos a otar de
2*500 a 2*6j0 o sacco.
FumoS-m alterar, o retalho de 6* a 15*
os 15 kilos (cm tolha) e de 15* a 30* (em corda)
conforme a qualidade a procedencia.
Goouna de mandioca Se mantin o retalho de
2*200 a 2*400 os 15 kilos.
Graiza do Rio Omndj do Sul Citamos nomi
nalmente a 4*500 os 15 kilos.
Gordara do Rio da Prata Cotamos noanal-
mente a 4*8>,0 os 15 kilos.
Genebra nacionalSe mantm o retalho de....
3*801 a 9*500 a caixa conforme a qualidade.
Mel Nao ha existencia pilo que deixaicos de
cotar.
MilhoMantm o retalbo de 55 a 60 rs. o kilo,
pequeas entradas dointcncr.
Pellos cortiJas 'Jetamos de 50*000 a 10)* O
cento.
dem em cabello-Fez-se v. nas por 128*000 e
130* o cento.
Sal do Ass e Mossor O retalho de 800 rs.
os 100 litros.
Sebo cuadoCotamos nominalmeate a 5*000 os
15 kilos.
TapircaSe mantm o retalho 3*100 os 15 ki-
los.
Velas atearinas do RioSe mantm o retalho de
280 rs. o masso liquido.
dem idem da provinciaSe mantm o retalho
de 260 ra. o masso liquido.
Vinagre do Rio-Continuamos a cotar a 8C* a
Pobres italianos !
Chttgam para tudo !
E ha quein retira historias dessa ordem e outros
que nyem aellas acreditar !
A' directora do Club interna
cional de Regatas
Tendo sido proposto te approvado para
socio do Club Internacional ero Junho do
crrante armo e eliminado em 3 deste mez,
do que tive conhecimento por cororauoica-
cSo do secretario do club sem declarac^o
do motivo e com infracyo das dispoac5es
dos estatutos da associacSo, derigi a esta
directora um offijio, datado de 4 do cor-
rente, exigindo que me fosse declarado
o motivo, que fuadamentou a minha elimi-
nacao.
SJo passados seis dias e a directora
aiada nao encontrou urna razSo explicativa
do sea ato para dar me em resposta.
Nao posso deixar'que a minha honra fi-
que assim a mere dos caprichos, e odios
dos directores do club.
Tanho feito o grande sacrificio de pru-
deneiar e esperar at agora por urna res-
posta, que a directora por dever e dignida
de propria j devia ter me dado, e que a
lealdade entre cavalheiros exige que seja
dada.
Nao posso mais sopitar a justa indigna
c2oj que me inspirou o inquisitorial e trai-
coeiro acto d; minha eliaiinacjio.
Por ora, querendo ainda considerar
os directores do club, como cavalheiros
e nao poieodo aeceitar, como exacto, o que
bocea pequea e sob a responsabilidad^
do anonymo se diz ter motivado a minha
eliminaco, e em vista das delongas e des
culpas com que alguos directores tm pro-
curado mystificar-me, provoco a directora
do club, appellanio para os b'ios, honra o
dignidade dos cavalheiros, que a corepoem
para que no prazo de 48 horas declaren)
com lealdade e franqueza, qual o motivo
de minha eliminaejto.
Se o nao fizerem, fico autorisado a con-
siderados como leviauos e canalhas e o pu-
blico poder ajuizar do covarde procedi-
mento dos directores do club, que preten-
dern) ferir-me n'aquillo que prezo mais
que a vidaa minha honra.
Recife, 10 de Agosto.
Joaquim Anadino de H. C. de Albuquerque.
Ao illui. *r. Dr. Barretto Sam
palo
Ha faetos na vida do bomem, que oo podem
ser esquecipos: sao nquelles que deixam aps si
soffrimeatos e desgranas...
Perdi, ha 21 annes, a vista do olbe direito e o
anno pausada, entrou no meu olho esqaerdo um
estilhaco de ferro, que deixou-me inteirsmente
ceg. Segundo a opinio de Ilustrados mlicos,
a quem eonaultei, havia urna catarata traumtica
e aherente.
A minha esperanza de obter vista, confesso, era
nenhuma. Se de um lado falla vara- me de curas
maravilhosas, de outro as sombras em que jacia o
mi u espirito, me fasiam descrer da felicidade de
um dia anda nao precisar de guia para dar o
mais insignificante passo ; cem 29 annos de idade
tinha a morte como a nica luz, qua entrevia...
Horrivel situaca. !
No dia 31 de Julho prximo fiado foi pelo Sr.
Dr. Barretto Sampaio operado o meu olho esqaerdo
e boje leio e escrevo.
Que palavras dirigir ao Sr. doutor que possa
traduzir os meus sentimentos de gratidao?
Si oto o que devia dizer, mas faitam-me as ez-
pressoea para os externar.
Recife, 10 de Agosto de 1887.
Innocencio Luit Rumos do Noscimento.
Onze'de Agosto
i MOCIDADE ACADMICA
Arroz da IndiaSe mantm o retalho de 2*500
os 15 kilos.
AlpisteSe mantm o retalho de 4*800 a 5*
os 15 kilos.
Azeite de oliveira em barrisNo mercado che-
gou um pequeo loto.
Dito de dita em latas O retalho de 15*500
a 15*800 por lata.
BaealhoDeposito 10,000 barricas, quejse re-
talha de 16*500 a 17*500 cada urna.
Banha de porco Continua o retalbo de 410 a
420 rs. a libra com 10 /
Bnatas portuguezas Baixou o retalho para
3*600 a 1/2 caixa.
Ditas IngierasXao ha no mercado.
Breu'Jontmuam .8 a colar de 12* a 14* a bar-
rica conformo os fabricantes e peso.
Carvo de pedr.i Cmtina o retalho de 16*
por tonelada a borda.
CanellaSem alteracio, o retalho i da 1 *450 a
1*500 os 16 kilos.
Ceblas Sem alteracio o retalho de 10* a
11* a caixa.
Cervejas Sem alteracao. o retilho de 6* a
19* a dazia conforme a qualidade e fabricante.
Cemento Sem alterac, o retalho de 6* a
8* a barrica, conforme a qualidade e fabricante
CominbosSem alteracao, o retalho de 17*503
os 15 kilos.
Cravoda IndiaSem alteracSo, o retalho de
2*800 o kilo.
Familia de trigo Deposito 12,000 barrida, que
ae retaiba de 17*000 a 17*500 pela americana e
212*000 a 24*000 pela de Tnestre, cada urna.
Feijio Mercado regularmente supprido, o re-
talho de 4* a 8* o sacco.
Garrales vasios Vende-se de 450 al* con-
forme a capacidade delles.
Doces em calda O retalho de 750 rs. a lata.
Farello do Rio da Prata Nao altern, conti-
nan] os precos para retalbo de 3*800 a 4*000 o
sacco.
Dito de LisboaNa > altern, contioam os pre-
cos para o retalbo de 4*0 JO a 4*200 o sacco.
(JenebraMantm os anteriores precos de reta-
lbo de 3*500 a 14*500 a caixa conforme a quali-
dade e procedencia.
Ilerva doceMautm o retalho de 17*300 os 15
kilos.
KeroseneDenoaito 13,000 caixas que se rato
Iba de 3*300 a 3*400 a lata liquido.
Louca inglesa ordinariaO retalho de 80* a
100* o gigo conforme a qualidade e aortimento.
Maaaa de tomsteO retalho de 800 ra. a libra.
Vanteiga em barrisMercado p uco supprido,
mantm o retalho de 750 a 760 ra. a libra firme.
Dita em latas Mercado pouco supprido, man-
tm o retalho de 1*100 a 1*200 a libra.
Maesas italianas Contina a vender-se de 5*
a 7*()i 0 a caixa.
Oleo delinhaca "ontina a vender-se a 1*700
o galao (em barril).
Passas communs Cootiui a vender-se de
8*500 a 9* a caixa.
Uitas finas__Continuase a vender de 11*00) a
11*500 a caiza.
Papel de embrulhoO retalbo de 580 a 1*400
conforme a qualidade e dimenaao-
Pimeuta da IndiaO reulbo c de 13.')0 a. .'. .
1*400 o kilo.
Plvora inglezaO retalho de 20*100 o bar-
ril.
QueijosO retalho de 3*200 a 3*400 um.
Sal estrangeiroSem existencia.
Sardinhas retalho de 310 a 320 rs. o 1/4
conforme a qualidade e procedencia.
Toucicho de Lisboa retalho de 10* os 15
kilos.
Dito americano O retalho de 12* a 12*500
oa 15 kilos.
Velas steariuasO retalbo de 550 a 900 ra.
o masso.
Vinagre de LisboaO retalho de 150* a 170*
a pipa.
Vinbo de Lisboa dem de 220* a 230* a pipa.
Dito franeezO retalbo de 250* a pipa, di-
minuta existencia.
Dito Figueira O retalho de 235* a 240* a
pipa.
Xarque do Rio da PrataSem ezistencia.
Bravos, irmaos, muito b;m I.
Vi sois das ragas potantes
Filhos dilectos, dos Claudios,
Dos Canecas, Tiradentes
Luzeiros dest s Paiz 1
Iluminada cerviz
Jamis ao Rei se curvou I
Cruzadas de pcito forte,
Nos somos filhos do Norte
Que dezesete formou l
A lucta nossa existencia,
A Qloria nosso phanal.
Nossas almas de esmeraldas
NSo se despojara com o mal.
Urna se ergue aps urna,
Como urna espuma outra espuma,
Aos infinitos de alero,
Tendo par azas ideas
E luzespor epopas
Ilarmoniosas do Bem !
Somos os jovens herdeiros
Das nlmas grandes dos Gracchos,
Das liberdades braziloas
Denodadas Spartacas.
Quando ferimos baU'has
Os cus custuram mortalhas,
Faz sepultura o Porvir ;
Quando vencemos na lucta
A marsdhezx se escuta
Dos nossos labios rugir!
E o Povj o grande Protheu
O Briareu de cem bracos,
Ao coplas dos nossos hymuos
A purp'ra rasga em pedacos.
Electrisadas as correntes
Nao houve transacyao em : apel particular,
uhanlo firme o mercado de euinbio.
fe-
PRAQA DO RIO DE JANEIRO
A taxi adoptada hoje pelos bancos, em geral,
foi a de 22 1/4, firme, com tendencias para subir.
Em papel particular fiseram transaeces a 22
1/2 d.
As tabellas expostas aqu foram estas :
Do iBrraBJUCioiUL :
90 dio vista
22 1/8 21 7/8
Italia. . l.'J 433 439
Hambur^i . a 532 53J
Lisboa e Porto . > 240 349
Priucipaes eidades de Porta-
al..... ... a 247
iM
Do Londox Bank
UO djo vista
Das harmonas ferventes,
E as saraivadas de luz,
Do thruno faz um ginet"...
Da croa d'ouro um barreta...
Do sceptro forma urna cruz !
E marcha altivo, escudado,
De langa em rate, de arnez.
Faz destrocos da Bastilha
Forjando ncventa e tbez
Vita horror as guilhotinas,
Rasga as falsas batinas
Dos modernos phariseus....
E com o furor dos Othloa
Dos pulsos rebenta os los.....
Salta os mares Genovez I
No Helespooto da Historia
Ha deesas datas luzentes,
Que o mojo arranca do fundo
Trazendo presas nos dentes.....
Datas que s3o como gamm. a
Coruscantes diademas
Que a tez da patria circulara,
Strophes que escreve Deus
No azul ridente dos cus
E que as estrellas virgulara 1
S nestas plagas bemdictas
Que a natureza forjou
Guaridas cosmopolitas
Que Pedro Alves achcu ;
Sina fatal nos persegue I
Quando urna idea se ergue
A tyrannia a desfaz I.....
Nossa bandeira sudario
Que enchuga os prantos de Mario,
E cobre horrendo AQi JAZ...
ONZE DE AGOSTO SUrgio
Do seio desta nacao,
Sem que o Povo chorasse,
Sem que soirisse o canhSo.
Faz-se o dia ; o sol scentelha...
A cabelleira vermeiha,
Dos labios roja crteras.....
E o dourador das espumas
Do erro rebenta as brumas
Rebenta n'alma as chimeras !
EntSo do Prata ac Amazonas
A mocidade strugio.
A alma da patria, errante,
Novos prismas descobrio :
Julgou ver livre a savana,
As cordilbeiras a cabana,
Do sol ao ureo esplendor,
Es'jravos formando a gr^y
Do apostolado da luz,
Os justiados da dor.
'Jico de ricino .
Praachoes de vinhatico.
Rap......
Sal......
Tamancos ....
Vassouras de piasaava.
Viuho de jurubeba
1.8O0 *
12
216 1/2 kilos
10.000 litros
3 tardos
50 duzaa
46 velumes
Para o exterior
Para o interior
RECAPITULAC^O DO ASSUCAB
1.641.873 kilos
173.193
Somina .
1.815.066
22 1/8 21 7/8
Paris........ 429 433
Italia........ . . 433
Bumburgo...... 532 'j38
Portugal...... 240 242
2*290
Do EaoLisa Bahk :
90 d/v vista
(xradres....... 221/3 217/8
Pars........ 429 433
, . 433
ilainburgo...... 532 538
Lisboa e Porto ..... 240 i
Priucipaes cidadea de Portu-
gal........ , . 247
liba dos Acores .... . . 249
liba da Madeira .... il
"Je*-York...... 2*290
Mercado Jas aucar e alsoctao
BJtClTK, 10 OS AGOSTO OB 1887
Aucar
A cotaco deste producto contina a regular
aos algarismos abaixo, por 15 kilos :
Branco, os melhores que
apparecem no mercado,
regulain de ....
3.> sorte boa.....
i. regular.....
rlumidoa e baixos
kimenos......
.VI a sea vado.....
Bruto.......
Ketame......
2*200
l*9lK)
1*700
1*500
1*300
1*U10
*900
*700 a
2*400
2*100
1*8 KJ
1*700
!400
1*100
i*o
*800
Alqodo
Este producto, cuja ultima cotaclo foi de 6*800
per 15 kilos, para o de 1* sorte do rertao, declmou
boje em vista da attitude do carebio.
Esairattsui
de arar
HEZ DB AOOSTO
Assucar
Entradas
e algoduo
Dias Sacc.ia
Barcacas...... 1 i 9
Via-terrea de Carnar 14 9
Animaes...... 1 10
Via-terrea de S. Francisco 1 6
Somma.
pipa.
Vil
finho do RioContinuamos a cotar de 125* a
160* apipa.
Xarque do Rio Grands do Sul Deposito ....
53,000 arrobas, que se retal h* de 4*000 a 5*000
cada urna.
Genero* etraneeir.n
Alfazema Se mantm o retalbo de 7*500 os
15 kiles.
COTAtOK8 (IFF1CIAKS DA JUNTA D08 COH-
KECTORE8
Recife. 10 de Agosto de 1881
Aoolicea geraes de 5 0/U, valor de 1:000*000 a
950*000 cada ama.
Apolices provinciaes de 7 0,0, valor de 1:000*000
ao par.
Cetras bypothecarias, valor de 100*000 a 94*500
cada urna, com juros.
na hora da bolsa
V'eudi'ram-ae :
30 apolices geraes de 1:000*.
7 apolices provinciaes.
85 letras bypothecarias.
presido-
Antonio Loonardo Rodrigues.
U secretario,
Eduardo Dubeux.
Enfrailas
Algodo
Dias
1.459
191
102
860
2.614
Saccas
Baroacaa......1
Animaos......1
Via-tenes de S. Francisco 1
Somma.
8 400
i 10 652
6 lt
1.2J8
Deapacbo de esportaro
HEZ DB AGOSTO
Nos dias 1 9, toram despachados na Alfande-
ga os artigos eeguintes :
Pura fra do Imperio
Agurdente..... 1.960 litros
Algodo.....,. 507.319 1/2 kilos
Hoflmento banrarln
ECIT, 10 DB AGOSTO DB 1887
PRACA D RECIFE
Os bancos adupu.ram hoje a taza de 22 1/8 d.
sobre Londres e as equivalentes sobre as outras
pracas, dando, porm, todoi a 22 V* d.
Assucar...... 1.641.873 .
75 >
Carocos do algodo. 151.275 .
Ceos (ructa) .... 5.000
Courinhcs e pelles .
Couros salgados. . 13.551 kilos
Doce....... 55
Ferro velho..... 52 tonel i d.
Metaes velhos .... 3 .
Piasaava ...... 3.OJO kilos
Pranchoes de amarello. 51
Sementee de carra pato. 3.880 kilos
Para dentro do Imperio
Agurdente..... 98.080 litros
9.600 .
Algodo ..*... 26.853 kilos
173.193 .
Cocos (fructa) .... 12.100
350 kilos
Espauadores de penna . 80
Folhas de jaborau ly 50 kilos
1 caixa
Oleo de mocot .... 75 kila
Valo a carca
Esto sendo desuachados os segumtes :
Brigue portugus Armando, diversos artigos, para
o Porto.
Barca portugueza Claadina, diversos artigos, pa-
ra o Porto-
Vapor ioglez Mondego (4 ebegar), diversos ami-
gos, para Buenos-Ayres.
Vapor inglez La Place, algodo, para Liverpool.
Vapor ia&lez Nasmyth, assucar o ojtros artigos,
para Liverpool,
Vapor inglez Sculptor, div -rs;i artigos pars Li-
verpool.
Navio* a aeaiearsta
tlAUBO DO BICALUO
Escuna inglesa Emolator.
Lugar inglez Florease.
Lugar ingles Llula.
O.UADBO DO XABQUB
Barca nacional tAarianninka.
Escuua dinamarquesa Fides.
Escuna allera tesine.
Eacuna alterna Fritz.
Escuua norueguense Reform.
CABVO DB PEDHA
Barca dinamarqueza Jorgen J. I Mi.
Barca nofueguense Homborgsund.
TB1LHOS DE FEBBO
Brigue portugus Figueireiise.
HADB1BA
Barca uorueiruense Vernica.
sw misas
Barca nacional Marinho XI.
VABIOS GEHEBOS
Patacho portugnos I eritas.
Paula da airaadesa
SBMAHA DB 8 A 13 DB AGOSTO DB 1887
Assucar retinado (kilo) .... 146
Assucar brauco (kilo) .... 126
Assucar mascavado (kilo) 066
Alcool (litro)....... 150
Arroz com casca (kilo) .... 65
Agurdente e...... 056
Algodo (kilo)...... 373
Borracha (kilo)...... 1*066
Couros seceos salgados (kilc) 460
Couros aeccoa espichados (kilo) 585
Couros verdes (kilo)..... 275
Cacao (kilo)....... 400
Caf restolho (kilo)..... 320
Carnauba (kilo)...... 366
Carjcea de aifodao (kilo) 014
Carvo de pedra de Cardi (too.) 16*000
Caf bom (kilo)...... 460
Cachaca (litro)...... 056
Farinha de mandioca (litro) 035
Fumo restolho em rolo (kilo) 405
Fumo restolho em lata (kilo) 660
Fum< bom (kilo)...... 720
Fumo em foi ha bom (kilo) 720
Fumo em folha ordinario (kilo). 400
'ienebra (litro)...... 200
Mel (litro)........ 040
Milno (kilo)....... 040
Taboados de amarello (duela) 100*000
Mas curta foi a carreira
Do meteoro no espaco ;
Do Povo n'alma trevaa
NSo soterrou-se um pedaco
Da nova luz que fulga !
A ignorancia surgi
Do tremedal, do pal,
E qual vendavel de desgrana
Inda na Patria esvoac>
Como o a biuto no azul '...
A nos compete o edificio
Da nova patria erigir ;
Ao povo dando instrucySo
Damos a Patria Porvir.
Sigamos pois nossoa trilhos,
Sejamos Dantes, Virgilios,
Horneros da nova luz !
E ao Povo, que nada le,
Demos cartas de a b c
Vistamos al.uas dos us
Agosto da 1886.
Ovidio Filho.
t
Tinenta coronel francisico Viicllu
de ta.lrn Tature
O major Antonio Vilella de Castro Ta.
vares, sua rnulher e filhos, D. Mara Pres
eiliana Vilella dos Santos e seus tilho3, D.
Aona Aoeioly Lins Vilella, D. Mara
Egypcia Vilella do R-go e lhos, Joaquim
Miieto Maris e seus tilhos, pungidos do
mais doloroso sentiinento pelo fallecimen-
tode seus presados irmo, uuuhado, tio, so-
brinhos e primos o tenente-coronel Fr^ucis-
co Vilella de Castro Tavares e seus filos,
no naufragio do paquete brasileiro Rio
Apa, convidam a tofos os seus parentes
e amigos para assistirem s missas que,
pelas almas dos inesmos 'finados, mandam
| rezar na ignja da Conceicao dos Milita-
res, no dia 13 do correte, s 8 1[2 horas
da manb, protestando desde j a mais sin-
cera gratidSo a toJOs aquellos que quize-
rem comparecer a este acto religioso.
Paz
Pede-se ao Sr. Dr. Vicente Pereira do Reg,
obsequio de mandar entregar ao portador da Exma.
Sra. D. Amelia Angosta Carneiro Cbacon, em
om-Jardim, eapito Joaqu.m GjiiQalves Filh>,
as cbaves da casa onde S. S- morou naquella ci
dade, visto acbar-se a mea na casa bastante arrui-
nada, de modo a precisar de promptos reparos ;
tiuando S. S. scieute, so, dentro de oito das con-
tados da paMieaco, BSVi Hatisbzer to justo pedi-
do, a propnetaria usar dos ineos p.-rmettidos por
lei.
Recife, 8 de Agosto de 1887.
Com o descont de 4 /0 e at 30 de Setemb-o
vindouro, sero subsi.ituidas ua Thesoubabia db
Fazbnda aa notas do valor de 2*1)00 da 5.a estam-
pa, 5*000 da 7.* e 10*000 da 6.a
Importaco
Barca norueguena* Vernica, entrada de Me-
inel, e consignada a Pereira Carneiro jj C, mani-
festou :
Madeira de pinna 14.S62 pey'as ordem.
Escuna dinamarquesa "Fides. enrada d> Rio
Qraude do Sul, ew 10 do corrente, e consignada
ordem, manifeatmi :
Xarque 142.5C0 ki'os ordem. J
Escuna ingleza Eoiolutor, entrada de Terra
Nova, na incaica data e uonsiguada a Jobnston
Pater 6t C, manifostou :
Bacalbao 2,320 barricas e 500 \/2 ordem.
Exoortaco
Bacn. 9 de .vo.rro db 1887
Para o exterior
= No vapor inglez La tlace, earregaram :
Para Liverpool, N. J. Lidatone 22 loueUdas de
ferro velbo e 3 ditas com metaes velhos ; J. U
Boxwe.ll 800 saccas com 4'J,353 kilos de algodo ;
M. Lima o C. 13 saccas e in \' kilos de algodo.
No vapor iuglez Sculptor, earregaram :
Para Liverpool, J. Pater m. C. 370 saccaB com
27.75J kilos de algodo ; A. Lopes & C. 100 sac-
cas com 7,885 kilos de altrodo e 373 saceos com
21,000 ditos de sement de algodo ; C. P. de
Lernas 1,500 saces com 75,000 kilos de semeute
de algodo ; F. Casco & Filho 27 saccas com
2,312 kilos de algodo e 100 saceos com 7,500 kilos
de assucar mascavado.
No vapor inl- z Nosmyth, earregaram :
Para Liverpool, Machado de Pereira 1,447 sac-
cas com 105,283 kilos de algodo ; G. de Mattos
Irmos 86 aacc.is com 6,530 kilos de algodo.
No vapor inglez Mondego, carregou :
Para Buenos Ayres, J. L. Barros 5,000 cocos,
fructa.
Para o interior
Na barcada Francisca Octavia, earre^ou :
Para P. de Alagoas, M. J. de Sant'Anoa 5,000
litros de sal.
Readluteoto pblicos
MEZ DB AGOSTO
Al/aniega
Rende eral
Dnla9
dem de 10
Reuda provincial
De 1 a 9
dem de JO
203.807*501
24:016*403
21:8181573
3:S71*77
227:823,5907
24.190348
faro e sivIdendoM
Esto sendo pagos os seguales :
DIVIDA PUBLICA
Apolices geraes e provinciaes.
Apolices muDicipaes (na. 151 256).
LETTBAS HTPOTHECABIA8
Do Banco de Crdito Real, 7 0/0, ultimo se-
mestre.
BASCOS
Crdito Real de Pernambuco, 2 dividendo,
:auio de 5 0/0 sobre o valor das entradas reali-
zadas do capital, ou 3*000 por aeco.
Brasil, 67. dividendo, na raso de 9*000 por
iiccij. Esto encarregados desse pagamento os
agentes Pereira Carneiro C.
CABBIL DE FEBBO
Trilhos Urbanos do Recife Olinda e Beberibe,
25 dividendo, raso de 8 0/0. O pagamento
faz se no escriptorio da companhia as tercas e
sabbados.
OMFAHHIAS
Companhia de Edt/ioaco, juros das accoes re
midas, vencidos em 31 de Dezembro do anno pas-
sado.
Memorial
Aos accionistas da Estrada db Febbo do Rlbei-
kao ao Bosito foi marcado o prazo de 60 dias, a
contar de Agosto corrente, para realisarem a 7.a
mtrada de 10 0/0 de suas accoes.
Aos contribuintes dos impostos deindustria e
profisso e predial, foi marcado o prazo de 30
a i us, que terminar 22 do corrente, para apre-
aentarem na Recbbbdobia Gbbal aa reclamacoes
que porventura tenham de faser com relacio ao
ultimo laucamente.
De 1 a 9
dem de 10
De 1 a 9
dem e 10
Rcebf-ioria geral
252.014*255
7:549*873
3:417*412
(iecebedoria ptucindai
10:967*285
8:894839
134*585
De 1 a 9
dem t 10
Recife. Drainage
9:029424
9:165/947
1:091*177
10:257*124
Mercado Municipal de J. Iua
O movimentodeate Mercado no dia 10 de Agosto
foi o seguinte:
Enraram :
40 bois pesando 5,693 kilo3 sendo de Oliveira
Castro, 22 anos de 1' qualidade, 4 de 2*
e 14 ditos particulares.
475 kilos de peixe a 20 res 9*500
130 cargas de farinba a 200 ris 26*000
29 ditas de fructas diversas a
300 rs. 8**00
- 10 taboleiros a 200 ris 2*000
10 Suinos a 200 ris 2*000
Foram oceupados :
24 columnas a 600 ris 14*400
25 compartimentos de iaricha a
500 ris. 12*500
22 ditos de comidsfa 500 ris 11*000
62 ditos de legumes a 400 ris 24*800
29 ditos de faaendas a 400 r.'s 11*600
18 ditos de snino a 700 ris 12*600'
11 ditos de tressuras a 600 ris 6*600
10 tainos a 2* 20*001
8 ditos al* 8*000
A Oliveira Castro & C.:
Srs. SedactoregTendo chegado ao meu co-
uhecimente urna denuncia contra mim dada ao
111 m 8r. subdelegado da Boa-Vista, comojsendo ea
comprador de rouboa, venho pedir ao calumniador
denunciante que appareca em plena Inz, e nao se
valha do anonymo (postal) para me querer deemo-
ralisar.
Sou muito conhecido.
Caminho Novo, 10 de Ago8to de 1887.
Manuel Jos de Almeida.
.rande verdades) ilwtitro de um pe-
queo companao
433
A substancia de volumes de conselhos mdicos,
podem fcilmente ser condensados em urna s sen-
tenca, 4 saber: conserve-se o apparelho digestivo
n'um estado vigoroso, o veatre livre e desempa-
chado, e o figado n'um estado de perfeita ac;o.
Porm a questo est, de que maneira se ba de
conseguir isto ? Embora difficil e embarazada que
pareca a resposta, comtudo, qualquer homem oa
uiulhrr que conhecem as virtudes das pilulas as-
sucaradas de Bristol, podem vos iuformar promp-
tameotc. As suas i-xtraordinarias virtudes medi-
cina-s abrangem todas as enferinidades.
Est o estomago fracoe apatbico? Ellas lhe dio
vigor e actividade. Acha so o ventre n'um estado
constncto ? Ellas o relaxara e o tornam regalar.
Acha se o ligado inerte cu n'um estado congestivo?
Ellas promptameute promovem a sua actividade
natural. A sua principal obrigaco de restituir
o systema a um estudo natural, sem erapregar ou
usar desnecessaria forfa, sem causar as mnimas
dores ou nauseas revoltantes, e tudo isto ellas ta-
zem e muito mais air.da.
Em todos os casos provenientes ou aggravados
por impureza do saugue a Salsaparrilha de Bris-
tol, devora ser tomada conjuuctamente com as pi-
lulas.
Ellas se acham acondicionadas dentro de vidr-
uhos e por isso a sua conservar;o doradora em
todos os climas.
Encentrase venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, llenry Forster & C,
ra ao Commercio n. 8.
O professor Ignacio do Reg Barros Pessoa
abri um curso de geographia, historia e philoso-
phia em casa de sua resideucia ra estreita do
Kosario n. 43, 2 andar pelos pontos ltimamente
puolicadoa.
Os trabalhos serd pela manb e a' tarde.
EDITAES
Juizo dos Feilos da Fayenda
Nacional
Eacrivo Reg Barros
Peraute o Ezoi. Sr. dea inbargador juiz dos
Feitos da Fazenda, Jos Manoel de Freitas ser
levado em praca publica nu dia 12 do correte peas
11 horas da manb, depois da audiencia, o alugael
anuuul da casan. 3 sita ra do Livramenta, per-
teucente a capella dos Prazeres de Quararapes,
p:lo tempo suffieieate para pggamento da Fazenda
Nacional paia o qu' foi peuborado o mesmo alu-
guel, avaliado por 400*000.
Os aluguiea d .o casas ns. 110 sita a ra de Mar-
Preyos do dia :
Carne verde de 200 a 400 ris o kilo.
Carueiro de 7U a 800 ri8 idem.
Suinos de 560 h 640 ria idem.
ramilia de 160 a 240 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ria idem.
Feijo de 640 a 800 iri ;m.
Maiadonro PnbSIeo
Foram abatidos no Matadouro da Cabanga di
rezes para o consumo do dia 11 de Agosto.
Sendo: 67 rezes pertencente a Oliveira Castro,
& C, e27 a diversos.
Embarcacoea Muran no porto em
lO de Asjoato
-SACIONAKS
Armandoconaig. Loyo & Filho.
G Lamego(cauhoneira de guerra).
Marianninbaconsig. Bailar Oliveira & C.
Mnual. Companhia Pernambucana.
Marqnea de Canas Domingos Alves Matbeas.
Mariuho XI Jos da Silva Loyo &. Filho.
Pirapama Companhia Pernambucana.
ESTBANOEIBAS
Armidaconaig. Fonseca Irmos & C
Claudina Loyo He Filho.
ClutaA Sauuders Brothers & C.
Emolator Jobnston Pater & C.
Fides ordem.
Fritz Baltar Oliveira & C.
Figueirensc ordem.
Fiorence Saunders Brothers & C
Greaiue Pereira Carneiro i C.
lianza FoBseca Irmos & C.
Homborgsund WiUon Sons & C.
Jorgen J. L-itz ordem.
La Plsce Saunders Brothers & C
# Mara Johnaton Pater & C
Naamyth Sauuders Brothers & C
I'olstyemen Fonseca Irmos & C.
Reforma H. Lundgren & C.
Sculptor S. Jobnston & C.
Ventas Amorim Irmos & C.
Vernica ordem.
Wilham ordem.
O signal indica ter a embarcaco sabido.
Vapore a entrar
DOS pomos DO SUL
Trenta 14.
Sergipea 14.
Sorataa 15.
Ailiaocaa 16.
Paraa 17.
Orenoquea 19.
Espirito Santoa 27.
La Plata-a 29.
DOS FOBTOS DO NOBTB
Manosa 13.
Pernambucoa 24. \
DA EDSOF
Mondegohoje.
Tagusa 24.
DB HAMBUBGO
Paranagu a 15.
DE LIVERPOOL
Merchanta 13.
DE NEVT-POBT
Advaacea 19.
Vapore* aablr
Mondego hoje, s 2 horas da tarde, para Bue-
nos-Ayres, com escala por Babia, Rio de Ja-
neiro e Santos.
Manosa 13, s 6 horas da tarde, para os portas
do sul.
Trenta 14, 1 hora da tarde, para Southamp-
ton e portos da escala.
Mrquez de Casias a 14, s 4 horas da tarde,
para Maco, Mossor e Aracaty.
Sorata a 15, ao meio dia, para Liverpool e por-
tos da escala.
Paranagua 16, s 11 horas, para o Rio de Ja-
neiro e Santos.
Giquia 16, ao meio dia, para Fernando de No-
ronha.
Alliancaa 17, s 10 horas, para New-York, com
escala por Maranho, Para, Rarbados e S. Tho-
maz.
Navios a entrar
Bella Rosade Terra Nova.
Expeditde Hamburgo.
Farwardde Liverpool.
Lidadordo Ro Grande do Sul.
Maricdo Rio de Janeiro.
Mariettado Rio Grande do Sol.
Ninade Cardiff.
Petrus de Savannah.
Positivodo Rio Grande do Sul.
Temerariodo Porto.
54 tainos a 1* 54*000
Deve ter sido arrecadada neeM dks
a quantiade 223*700
Rendimento dos dias 1 a 6 1:933*760
Foi arrecadado liquido at boje 2:157*160
Ufo vi ment to 'porto
Navios entrados no dia 10 de Agosto
Terra Nova50 dias escuna ingleza Emulator
de 155 toneladas, eapito Thomas Paal, equipa-
gem 8, carga bacalhu a Johnston Pater & C.
Pelotas36 dias, escuna dinamarqueza Fides
de 112 toneladas, eapito J. Jensen, equipagens
5, caga xarque, ordem.
Rio de Grande do Sal32 dias, barca nacional
Marinho 11* "de 290 toneladas, eapito Jos
Marques, equipegem 10, carga gorduras, a Loyf
& Filhos.
*







^^v




Diario de Pernambucotyuinta-ieira 11 de Agosto de 1887
cilio Das, avalialaannaalmentopor 1804000, tendo
orna porte e doaa jaoellas na frente ; a casa terrea
n. 35 roa da Asaumpe.au, coin urna pjrta e duas
janellaa. ambas na fregusia de 8. Jos, avallada
por 180/0'JO annualmente ; um subrado de um an-
dar e aoto com o pavimea'.o terreo oceupado por
urna venda, sito aa freguezia de 5. Fre Pedro
Gonealves. n. 80 ra de Domingos Jos Martu.s,
avaliado renda aouual por 450*000. pertencen
tee ditos predios ao Mosteiro de 8 Bento, cujos
arrendamentcs sera feitos pule tempo gnffieienle
par pagamento da Fazenda Nacwnal, para que fo-
rana penhorados.
Recite, 3 de Agosto de 1887.
O solicitador da Faxenda Nacional,
Luis Machado Botelbo.
Jaizo dos Feilos da azendj
nacional
K o cr I Ji o Beso Barro*
Peralte o Sr. Dr. juix sub-ttituto dos feitos da
fazend-, Lindolpho Uisbelto Correia de Araujo, ae
vender em prac p ibiica no da 12 do corrente
mez, p las !1 huras da inauh, depjis da audien-
cia e perante este juizo, a seguinte:
O terreno, denominada B:rity, sito no lugar
Arraial, treguezia do Poco, que foi pertencente a
Jos Bruno de Lima, avaliado por 80*03), cijo
bem fu ponhor.do pira pagamento da faieu-
da nacional e custas.
Recite, 3 de Agosto de 1887.
O solicitador da faxenda nacional,
Luiz Machado Botelho.
O Dr. Manoel CabrsJ de Mello, juix municipal e
de orphaos nesce termo de Nazaretb, por Sua
Magestade Imperial, tc.
Faco saber a quantos o presente edital virem ou
delle noticia tiverem, que no din 16 de Agosto, ao
meloda, em aasa da caraira municipal desta ci-
dade, depois dos pregues a pcacas do es'ylo, a? ha
de arrematar a quera inais der de renda trienal,
o engenho Cutuiu'ub desta comarca, moante e
correute. cuja engenho foi avaliado na quantia de
1:4003 0.1 d renda aunual, e vai prac a re-
queriraeu'O do Dr. curador geral dos orphaos sob
as condicoes eeguiut.-s : dj ser o arrematante
obrigado a zelar as obras e conservar as malas do
mesmo engenho a dar fiador idneo ao preco da
renda.
E para que cheque noticia a todos o presente
edital ser publicado pela imprensa e ailado nos
lueares do ostume pelo porteiro deste juix, o
qual dever lavrar a competente certido para ser
junta aos aut03.
Dadoe p tasado nettacidade de Nazaretb, aos
19 de Julho de 1837.
En, Alfonso de llollanda e Albuquerqae \Ia-
ranho, esenvao, o s'ibscrevj e asaiguo, Atjuso
da Hollanda e Albuquerque Maranbo. _
Manoel Cabral de Meo.
O Dr. Manoel Cabral de Mello, juix municipal e
de orphoa ueare termo de Naxareth, por Sua
Magestade Imperial, etc.
Faco saber a quantos o presente edital virem ou
delle noticia tiverem, que no da 16 de Agosto,,
ao meio da, em casa da cmara deste mnuicipio
depois do3 pregues e pracas do eatylo, se hade
arrematar a quein mais der de renda trienal, o
engento Saguiin desta comarca, moeute e corren
te, cuj i engenho fui avaliado na quantia de....
1:.00*000 de renda annual, e vai praca a re-
querimento do Dr. curador geral dos orphaos, sob
as acguintea coudic s : de ser abrigado o arre-
matante a conservar e xelar a? obras e matas do
mesmo engeuhc, e dar fiador idneo ao preco da
renda.
E para que ebegue a noticia a todos, o presente
edital ser publicad pela iinprensa e afiliado nos
lugares do costuuiu pelo porteire deste juixo, o
qual dever lavrar a competente certido para
ser junta aos autos.
Dado e pasead > nrsta cidade de Nazaretb, aos
19 de Julho de 1887.
En, Afionso de llollanda de Albuquerque Ma-
ranho, escrivo, o subscrevi.
Mauoel Cabral de Mello.
Inspectora de bygiene publica
De ordem do Sr, Dr. inaoector interino de hy-
giene publica e para cumpnmeoto do art. 92 do
regulamento sanitario, chamo a a t ten cao dos se-
nbores mdicos para a seguintc disposico do mes-
mo regulamento :
| 9 O medico que verificar um donte de que
trate, e quando nao reinar epidemia, algum caso
de i-.oleslia pestilencial, dever participar inme-
diatamente o facto autoridade sauitaria.
A infraeco ser punida com a multa da 200*
E para que ebegue ao coubecimeuto de todos,
faco publicar o presente pela imprensa.
Secretaria da Inspectora de Hygieu Publica,
10 de Agosto de 18870 secretario,
Gnilherme Duarte.
AVISO AOS PASSAGEIROS
DORES DE SERIE
Esa virtude do desejo manifestado por mais de
um dos Srs. passageiros desta cathegoria, resolveu
a directora reunida em sessSo ordinaria bontem,
que fussem validos os bilbetes de series iodiatinc-
tainenre dentro do mez para o qual tiverem sido
emitlidoa, segundo o numero de viagens cuntidas
em cada taln ; ficando por esta forma abolida a
restrieco de t ser aceita urna viagem diaria de
ida e volta.
Fuuda-se esta alteraco no facto de allegarem
alguna dos sobreditos passageiros que para elles
urca viagcui perdida a dos diaa sanctificados, ao
passo que poderla a mesma ser aproveitadu para
um i segunda vez em qualqner dos dias atis. E
liiM-lhes assimo direito de fazer at as 30 viagens
n'um so dia, caso julguem opportuno nesse praao
esgotar toda a serie.
Escriptorie do gerente, 10 de Agosto de 1887.
O director gerente,
A- P. Simet.
toKLARAC&ES
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco
publico que no dia 11 do corrente vai i praca pe-
rante este Thesouro, o fornecimento dos bjectos
abaizo declarados, nucessarios ao servico da Casa
de Detencao.
Os concurrentes deven habilitarse previamente
fazer acomp*nhar as suas propostas, que sero
em cartas fechadas e entregues no dia da arrema-
tarlo de um ejemplar de cada um dos referidos
objectos :
2 cassarolas de ferro estanhido com 2 kilos de
peso.
2 ditas de dito, com 1 dito de peso.
12 cocos de tolba de fiandres com 0,08 de al-
tara, 0,10m de bocea e 0,09m de fundo.
4 ditos de dita, com 0,07" de altura, 007 de
bocea e 0,06 de tundo, sendo este com ralo.
4 conchas de trro estauhado.
2 asaucareiros de folba de flaudres com capaci-
dade para 2 kilos de assucar.
300 tijelas de louca de Japy.
200 pratos da recama louca.
Secretoria do Thesooiiro Provincial de Pernam-
buco, em 8 de Agosto de 1887.
O racial,
Lindolf Compeli.
Obras publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro director geral
das obras publicas e de conformidade com a au-
tori sacio de S. Exc. o Sr. presidente da provincia
de 30 de Julho ultimo, faca publico que no da 25
do conente, ao meio dia, na mesma repirticao,
recebe-se propostas para a obra de reconstruccao
da ponte do Junqueira sobre o rio Pirapam, or-
eada, em 8:670*207.
A planta, orcamento e el tuslas especiaes do
contracto acham-so nesta secretaria para sereui
examinados por aqu lies que pretendereis arre-
matar a meema obr i, de acc rdo com o que dispoe
os arta. 70 73, 8. e '0, 92, S7 101, 106, 115 e
116 do regulamento de 20 de Junbo do corrente
uno.
Secretaria da repartilo das obras publicas de
Pernambuco, em 2 de Agt-to de 1887.
O engenheiro secretario,
Jcaquim (Jomes de Oliveira e Silva.
S. M. Q. M.
Soeledade Mualrnl tualorze de
Marro
De ordem do Sr. presidente e combinaco do
Sr. protessor, Bcien?ifico aos senhores socios cm
geral, que a centar de 7 do correte em diante se
observar a siguinte tabella de ensinos e ensaios :
Aulas
Segundaa, quartas, quintas e sabbados, das 6
is 7 1/2 horas da noite.
Kutaios da banda
Segundas, quintas e sabbados, das 7 1/2 s 9
1/2 horas da noite.
Knsawi de orchtttra
Quartas feirae, de 7 1/2 e 9 1/2 horas da noite,
e domingos, das 11 s 2 horas da tarde-
Secretaria da sociedade mueical Quartorze de
Mareo de 1887.O secretario,
Aprigio Firmino Baptista.
Arsenal de Marinha
O Eira. Sr. chefe de divisSo Joe Manoel Pi-
caneo da Costa inspector deste Arsenal, autorisado
por S. Exc. o Sr. ministro da marinha por aviso
de 16 de.Julbo do corrente nno, sob n. 811, abre
concurrencia e pede proposta para a construeco
de nma cal de ra ryliudnca multi tubular completa
com as competentes porteiras, cinzeiros, grelbas,
caixa de fumo e chainin.
Os industriaes que quizerem concorrer, acharo
na directora de machinas, onde todas as explica-
rles e inforinacoes lhes sero prestadas, o plano
detalhado da mesma caldeira, que lhes servir de
base para seus calclos .
O material todo deve ser de prim ira qualidade, e
ser examinado antes de empregado pelo director
das officinaB de machina;, que tambera fiscalis&ri a
mesma construeco.
Os proponentes devern declarar o preco, condi-
5es de pagamento e tempo em que se obrigam a
entregar a caldeira prorepta.
As propostas fechadas serio recebidaa na secre-
taria deste inspeceo at o dia 10 do prximo mez
da Agosto, dia era que sero abeitas e classifica-
das na preaenca dos proponentea ou seus propoa-
tos.
Inspectora do Arsenal de Marinha de Pernam-
buco, 2b de Julbo de 1887.
O secretario,
Antonio da Siloa Axevedo.
I
De hojepor dianle os presos
dos malcriis da Olaria a Vapor,
sero regalados pela tabella se
guinle. sem descont:
Tjolos grossos formato com-
inuiii, milhero 188- Ditos for-
mato pequeo 16$ Telhas, mi-
Iheiro 7,', Ladriihos de diver-
sos formatos 305000.
liedle. 1 de Agsoto de .887.
Y. Nascirneuto Faltosa.
GERENTE INTERINO.
Por deliberaco da directora sSo cbamadoa os
Srs. acciniatas desta empresa, para no praso da
60 dias a contar de 4 do correte mez, realisarem
a 7* entrada de 10 /o de auas accoea noa termoa
do nnico do art. 4* dos estatutos.
Kecife, 3 de Agosto de 1887.
Jos Bellarminu Pereira de Mello,
Director-secretario.
lilais o 1 ile Janeiro
Lis le
Capital do Banco....... 1.000,000
Capitel realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,OOP
A contar desta data e at ulterior reso-
luyo, conceder-se-ha juros de dous por
cento ao anno, sobre os saldos do dinheiro
depositado era conta corrente de rnovimen-
to no mesmo Banco.
Recebe-se tambora dinheiro em deposito
a juros por periodos determinados, ou su-
jeito ao aviso pivio do trinta dias para ser
retirado, mediante as condicSas de que ae
dar conbecimento aos ioteressados.
Pernamcuco, 23 de Maio de 1887.
Henry K, Oregory,
^Gerente.
Urna bonita cama francesa de pan-carga, 1 col-
xio, 1 cortinado e cpula para cama, 1 bom toilet,
1 lavatorio preto com pedra, 1 guarnido para la-
vatorio, 1 columna com pedra, 1 cabido d colum-
na, 1 meia commoda de anarello, 1 banca para
costura e urna machina perreita para costura.
Urna mesa elstica de amarelle de 3 taboas, 1
sof de junco branco, 6 cadeiras de guarnicio, 2
ditas de balanco, de junco, 2 apparadores de ama-
relio e 1 lavatorio de ferro, 1 meio apparelbo* de
louca inglza para jantar, 1 dito de porcelana para
depon da demora necessaa ch copo8i garrafhd compoteiras, 1 quartinheiro
na para
EOYAL MAIL STEAM PACkET
GOIPANV
0 paquete Mondego
' esperado da Europa no dia
11 do corrente, segurada
Macc, Babia, Rie de Janeiro, Santos,
Montevideo o Rueos Ayres
0 paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
^^ corrente seguinli
Mdppoia da demora
^^^necesBaria para
9* Vicente, Lisboa, vis; e Sou
thampton
Reducgao de passagens
Ida Ida e volta
A' fouthampton 1* elaaae 28 42
Camarotes reservados para os pasaigeiroa de
Pernambnco.
Para paesagens, fretea, etc., tracta-ee o.m os
Consignatarios
Amorim Irmos &C.
8. 3 RA DO BO.VI JESS N. 3
MARTIMOS
l'oueil SUles & Brasil S. S- C
0 ajor AlMca
E' esperado dos portos de
sul at o dia {6 de Agosto
depois da demora necessaria
seguir para
aranho, Para. Barbados, II
Thomaz e .\cw-Vori*
Para carga, passagens,e ic ininciidaa odinhein
a frete, tracta-se com o
O vapor *Advance
11
DampschinTatirts-GeselIschatK
O vapor Paranagu
Esperase de HAMBURGO,
por LISBOA, e ACORES at
1 o dia 15 do corrente, seguin-
>do depois da demora neces-
saria para
Rio de Janeiro z Santos
Para passageiros e carica a frete trata-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & .
RA DO COMMERCO N. S
" anda'
de colnmna, 2 cabides de mulla pBra parede, 1 ea-
preguicadeira, 1 arandella de parede com reverbe-
ro, trem de coainba e outroa movis.
QUINTA-FEIRA, 11 DO CORRENTE
A's 11 horas
No sobrado n. 40 da ra das Trincheiras
O agente Martina far lcilo por autorisacao
da Sra. D. Mara Agripina Pialho que ae retira
desta pr .vincia, de todos os movis e mais objectos
existentes em dito sobrado, sendo que todos elles
sao muito bem acabados e tem pouco uzo.
Agente Burlamaqui
No armazem de agencia de leZes ra d&
Vigario Tenorio n. 12
O agente Pestaa, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos, vender no dia e
hora cima mencionados, as ruinas do sobrado
ra do Mrquez de Olinda n. 42, que pela sua ex-
cellente localisacao chama a atteneao dos Srs. com-
pradores ; servindo de base a offerta de 7:215*000,
de urna respeitavel aenhera.
De 4 carros sendo 2 inteiramante dvos e
2 ditos usados
No sitio do finado r. Teiseira, ra
do Visconde de Goyann3.
Quinta feira, 11 do corrente
A's l'l'i horas
Depois da chegada do trem de Caxang
O agente cima, por alvar do Exm. Sr. Dr.
juiz de direito da provedoria de eapelas e resi -
dos, requerimento do testanvuteiro e inventa-
rame do finado Dr. Manoel Francisco Teixeira,
levar a leilSo os carros cima mencionados, os
quaea acham-ae a disposico dos pretendeutes no
sitio cima declarado.
Estrada de ferro d Ribeiro
ao Bonito
Pelo presente fa;o saber aos Sra. accionistas
desta empreza, que j realizaran) a segunda en-
trada de saaa accoos, constantes das cntelas na.
18 19. 26, 55, CI, 03, 81, 83, 85, 90, 101, e
101 que em observancia Wo disposto no n. 1 do
art. 9 dos estatutos, fica-lhes mtreado o prazo de
30 dias a contar de 15 do corrente mez, para reaj
lizarem a 3a entrada de ditas aeces com a multe
de 20 >/..
Outro sm, o scci mista que nao realizar suas
entradas na forma determinada perder em be-
neficio da empreza aa eutradaa que j tenha feito.
Recite, 13 de Julho de 1887.
O secretario da directora,
Jos Bellarmrao Pereira de Mello.
Commandante 1'
L
DO
BRASIL
Capital 0.000:000*
dem realisado 8,000:000*
A caixa filial d'es'.e Banco funecionando tem-
porariamente ra do Cominercio n. 38, saca,
viste ou a prazo, contra os segrales correspon-
dentes no estramgeir- :
Londres......... /N. M. Rothschil & Sons.
phri8........... De Kothschild Frrca.
Hamburgo.......J
BerlilD..........I Deutsche Bank.
Bremente........1
Fmnkt'urta/ Main'
Antuerpia.......
Boma...........
jleuova.........
aples.........
Miiao e mais 340
cidadea de Ita-
lia............
Madrid..........
Barcelona.......
Oadiz...........
Malaga.........
Tarragoni"......
Valencia e outraot
cidades da lies I
panba e ilhas >
Canarias....../
Lisboa.........\
Porto e mais ci- f
Banque d'Anvera.
Banc-i Genrale e aaas
agencias.
Banco Hvpoteeario de
Espaa e auaa agen-
cias.
dades de Por-
cugal e ilhas... ;
Buenos-Ayres-----)
Monte video......)
Nova York......
Banco de Portugal
suas agencias.
Ri-
English Bank of the
ver Pate. Limited.
(i. Ainsirk & C.
Compra saques sobre qualquer praca do impe-
rio e do eatrarigeiro.
Recebe dinheiro em conta corrento de movi-
meuto com jurea a lazao de 2% "o anno e por le-
tras a prazo a juros conveuciouados.
O gerente,
William M Webster
Yacciua publica
De ordem do Exm. Sr. Dr. presidente da pro-
vincia, declaro que no Gymuasio Provine.al ha-
ver vaccita publica todas aa quintas teiras, das
11 hora ao aMto dia, ou em qualquer dia saot a
mesma hora.
Gymnasio Pu vincial, 1 de Agosto de Wat.
Dr. Es'eva Cavalcante de Albuquerque.
S. R. J.
Sociedade Recreauiva Jn enfade
CcmmemoracSo do seu 23. anniveresrio em
14 do somate
A presidencia deata aociedade, sgradeendo a
seus convidados o amavel acolhiinento que dispen-
saram s commisoea que entregaron) os convites
para sua testa anniversaria, participa-Ibes que
a seseao da installaco da banda musical cemeca-
r aa 9 horaa da .noite, e find., principiar o
sario.
Os senborea socios poderao desde j procursr
aeua ingresaos em poder do Sr. theaoureiro.
Pivviue-se que uo se admittiro aggregadoa.
8"cretsna da sociedade Recreativa Juventude,
5 de Agosto de 1887.0 2- secretario,
Jos de Mediis.
Eapcra-ae de Neiv-t-or".
News, at o dia 19 >e Agosto
o qual seguir depois da
demora neceasaria para
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
ie com os
AGENTES
Henry Forser & C.
M 8 RA IX) LOMMERCIO-N. 8
. andat
Comp&n&a Itratlleira de .\'ae
gaco a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Commandante Antonio Ferreira da Silva
' esperado dos portea do aul
at|'o|dia 16 de Agosto, e
seguir depois da demora in-
dispcnaarel, para oa portes
do norte at Manoa.
Para carga, passagens encoromendas valares
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
0 vapor Manos
tenente Quherme Wad-
dington
E' esperado dos portes do
norte at o dia 12 de Agosto
e depois da demora indis-
peusavel, seguir para oa
petos do sul.
Recebe tambem carga para Santos, Santa Ca-
tharina, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande do
Sul, frete modic .
Para carga, passgene, cncommendas e valorea
trata-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N 9
PaciGcSteam ftavigationiompany
STRAITS OF MAGELLAN UNE
Paquete Sorata
Espera-ae dos portes do
sul at o dia 15 de A-
gosto seguindo para
a Europa depois da
demora docostume.
Este paquete eos que dora
em dianle seguirem locaro em
Piymoulh, o que facilitar che-
garem os passageiros com mai
kevidade a Londres.
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-aecoro oa
AGENTES
Miison son & J., I.imlled
N. 14 RA DO COMMERCO-N 14
lompanhla Oahlaaa de aavega-
co a Vapor
Machio, Villa Nova, oVecedo, Aracaj,
Estancia e Baha
PORTOS DO SUL
0 vapor Sergipe
Commandante Pedro Vigna
E' esperado dos Dorios aci
ma at o dia 14 de Agosto,
e regreaaar para os mea-
mos, depois da demora docos-
tume.
Para caiga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
PORTOS DO NORTE
Maco, Mossor c Aracaty
o,
Cammandante J. J. Coelho
Segu i m pretervel-
inente para oa portos
cima no dia 14 dt
Agesto, aa 4 horas dx
tarde. Recebe carga
'nicamente at ao 1|2
dia do dia 13'
Para carga, paaaagena, encommendas e dinhei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7Ra do Vigario7
Bonitas Alves Matheus
COHP4NHIE DE HEMAIJB
RES JI.lKITI.il E
LINHA MENSAL
0 paquete Orenoque
Commandante Moreau
E' eaperado dos portea do
sul at o die 19 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costuine, para Bordeauz
tocando <>m
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos senhores pt-aaageiros de todat
as classes que ba lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Faz-ae abatimcuto de 15 0 em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao me^os e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por ezcepco os criados de familias que torna-
ren) bilbetes de proa, gosam tambem d'este a bati-
mento.
Oa vales postees s se de at e dia 17 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encorx mendaz e dinhem
a frete : tracta-se com o
AGENTE
Auguste LaMIle
9-RA DO COMMERCIO-9
COMPA.U!A PKB.I.lHBICaAA
DE
^avegaco Costeira por Vapor
Fernando de Noronlia
0 vapor Giqui
Comandante jjobo
i elao
De fazendas, miudezas e um variarlo sor
timento de chapeos para senhoras, ho-
mens e meninos.
Por llqaldarao
Quarta-feira, 17 de Agosto
A's 11 horas
\o armaiem da rna do Mr-
quez de Olinda n. 53
O agente Pinto levar leilao per conta e or-
dem de diversos e por conta e risco de quem per-
tencer, differentes volumes com chapees para ho-
mena e aenhorus, miudezas e terrag-ns, por liqui-
daco, ezistentea no armazem da ra do Mrquez
de Olinda n. 52.
De 1 carroca de 4 rodas para cavallo, diversas la-
tas com fumo picado, duzaa de chicaras e pi-
res brancoa, pratos, lindos caodieiro8 de luz
elect'ica para cima de mesa e pendurar, charu-
tos de diversas marcas, boleas para fuma e ci-
garros, lindas jarros, mobilias, camas, guar-
das-laucas, marquezoss guardas-vestidos e mu-
tos outroa moveir, laucas, copos, talheres, co-
lberes, cognac, genabraa, vinho e grande quan-
tidade de miudezas.
Sexta-feira 12 do corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
POR INTERVEN'gO DO AGENTE
tiusmo
2o Leilao
Do sobrado n. 138 da rna do Coronel Suaasuna
Stxta feira, 19 do corrente
A'a 11 horas
NA RA NOVA N. 24
Por mandado e com asistencia do Exm. Sr. Dr.
juiz de orphaos, a requerimento de inventariante
do espolio da finada D. Mana dos Santos Pinhei-
ro, o agente Modesto Baptista, tara leilao do so-
brado cima declarado, pertencente ao mesmo ex-
polio, aervindo de base a offerta de 1:2003.
2. leilao
ja at
S Agosto, pelas 12 ho-
raa da manha.
Recebe carga at o
ia 13.
10 hars ds manh do dia da
' Passag
partida.
ESCRIPTORIO
Oae da Companhia Pernanabn
cana n. IS
Porto por Lisboa
Para os portes indicadoa seguir brevemente
o brigue portugus Armando ; tara carga e pas-
sageiros trata-se com oa consignatarios Joa da
Silva Loyo & Filho.
Ilha de S. Miguel
Em 20 do corrente seguir i en lastro ou com a
carga que houver, o patacho portugus Verilat;
consignatarios Amorim Irmos & C.
Hoje, 11, deve ter logar o 1 ilio de relogios
de algibeira, tranceiine, corrente e outros objectos
de ouro de lei.
Quarta-teira, 17, o de tazemlas. chapeos para
bomens, senhoras e meninas, miudezas e ferra-
gens, por liquidaco e no armazem da ra do
Mrquez de Olinda n. 52.
66 caixas com superiores ceblas, 29 caixotes com
paseas e 20 saceos com grlo de bico
II^M HE
Quinta feira 11 do c rrente
A* I I born
NO ARMAZEM DO SR. ANNE5 DEFR0NT2
DA ALFANDEGA
Em lotea vootide dos coepradores
Por intervrngao do agente
Gusmo
Leilao
De objectos de oud de le
CONSTANDO :
De cadeias e correntes para re, gio, relogiopara
algibeira, truncelins e colheres de prota.
Quintalera, 11 do corrente
A's 11 horas
A gente Pinto
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 52
Por ocessiao do leilao de moris, qoadrus e
arroa.
Leilao
Tl-
De bous movis, loucas e
dros
SENDO:
Urna mobilia entalhnda de pau carga com pouco
uzo e censlos de marmore, 1 tapete grande para
sof, 4 ditos pequeos para porta, 2 bonitea pares
de jarros para flores. 2 lanternas d a porcelena para
estudo, 2 escarradeiras da porcelana (finas), 7 bo-
nitos pannos de cioebet enteitadoa de l, 1 almcfa-
da para aot, 1 caodieiro de gas o diversoa qua-
dros.
DE
w* mx. m^ ib m c !**
De nma parte do sobrado sito ra da Aurora
n. 151, avaliado em 9:000*000, sendo de 3:344*457
o valor da parte a qual ser entregue sem limites.
Da caea teriea sita roa do Coronel Lamen ha
n. 35, antiga dos Prazores, freguesia da Bda-
Vista, com 1 porte e janella de frente, 2 salas, 2
quartos, cosinha, quintal murado, cacimba, me-
drado 9 metros e 6 centmetros de frente e 9 me-
tros e 35 centmetros de fundoa.
Nexta-feira, i a do corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
POR INTERVENQ^O DO AGENTE
(iusmo
Agente Burlamaqui
2* 18 filitlO
Sexta-feira, 19 do corrente
A's 11 horas
39o armazem da rna do Impera-
dor n. 30
O agente cima, por mandado e assiatencia do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito privativo de orpbos
e ausentes e a requerimento do encarregado do
cnsul de Portugal, c com assiatencia do mesmo,
levar a leilao os predios pertencentes ao espolio
do finado Manoel deCarvalho Houra, como sejam :
Urna casa terrea ra Direita de Afogados n.
68, 1 dita n. 72,1 di a n. 23 a ra de Motocolomb,
dita n. 29, 1 dita n. 2, 1 dita rna do Bom
Gosto n. 56, 1 dita ra do 8. Miguel n. 25, 1
dita n. 10, 1 dita n. 10 A, 1 dita travesea de S.
Miguel n. 1, 1 dita n. 4, 1 dita n. 18,1 dita n. 25,
i dita a roa Direita n. 28, 1 dita ra do Quiabo
n. 52,1 dita a ra Velba de Santa Rite n. 71, (8.
Joa) 1 eitio e casa na Boa-Viagem, metade da
casa n. 21 a ra do Motocolomb, 1 terreno ra
de S. Miguel oqual aforado a Jos Ferreira Cam-
pos e rende annual 21*, 1 dte no bi eco do Msxixe,
o qual aforado a Manoel Jos da Coate Cabral,
rende annual 6*400, 1 dito com 7u0 palmoa de
frente, traveasa do Motocolomb, o qual afora-
do a Manoel Ferreira Escobar e rende annual
70*, 1 dito travesea deS. Miguel cujo terrene
aforado ao Dr. Joaquim Elviro de Moraes Car-
valho, 1 dito ra de S Miguel forciro ao Baro
de Serinbem, rende annual 4*320, 1 dito ferciro
a Mario Ignacio da Paz, rende annual 7*660.
Oa Sra. pretenden tes desde j poderao examinar
aa ditaa casas e terrenos.
Recite] 9 dn Julho de 1887.
Leilao
Do sob ado de 2 andares da ra
da AssumpfaO n. M
Sexta-feira, 19 do corrente
A'S 11 HORAS
RA NOVA N. 24
0 agente Modesto Baptista por mandado e com
asaiateucia do Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos, far
leilao do sobrado cima declarado, pertencente aos
filhos do finado Livio de Souza e Silva, servinao
de base a offerta di 3:000* CO.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-ae caaaa a 8*000 no becco dos Coe-
hos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
Emperatriz n. 56.
Alnga ae por 10000 a casa n. 21 na Var-
zea, defroute da estacao, com armaco ; a tratar
na ra da Imperatriz n. 56.
Precisa-se ds urna cosinheira e de um criado
para casa de famiia ; a tratar na ra do Baro
da Victoria n. :.\ loja.
Precisa-ae de urna pessoa que aaiba cozinhar
bem, homem ou mulher, ra Vinte e Quatro de
Maio n. 13, 1 andar.
Aluga se a casa na Encruzilbada de Belem
por 8*000, est limpu, tem quintal e cacimba, e a
loja da ra do Coronel Suassuna n. 139 ; a tratar
na ra da Imperatriz n. 56.
Aluga-se a casa ns. 6 e 6-A, estrada da
Torre ; a tratar junte n. 6-B.
Prtciea se de um preto o preta para ven-
der na ra, d-se preferencia a escravo ou escra-
va. Na mesma casa preciaa-ae de um menino
para o mesmo servico ; na ra do Soseg n. 22.
Precisa se ie um menino para vender tabo-
leiro ; oo becco dos Pat8 n. 11.
CASA Vende-se urna na ra de D. Mara
Cesar n. 31 ; a tratar na ra da Madre de Deus
n. 36-A.
Aluga-ae urna casa na Torre, com pequeo
sitio ; a tratar na ra Form sa n. 4.
Aluga-se a casa da travessa do Pocioho n.
58. a lujada traveasa do Livramento n. 10 e o 1*
andar da ra dn Padre Floriano n. 69 ; para ver,
as chavea eato na loja da ruado Padre Floriano,
e para tratar na ra do Pilar n. 125.
= Na ruado Visconde de Inhauma n. 34, 1*
andar, precisa se de urna ama de leite que sejs
sadia.
Preciaa-se de um homem que entenda de
servico de sitio ; a tra.ar na estacao da Jaqueirs,
sitio do Dr. Valonea.
Aluga-ae o predio da ra do Baria de S
Borja n. 28, com commodos para numerosa fami-
lia, com agua e gaz encanados ; a tratar na ra da
Aurora n. S5.
AMA
Precisase de urna ama para comprar e
cozinhar em casa de familia: na ra da
Riachuelo n. 13 se dir.
\aropc de cambara, goaco e bal-
samo de Tol
re parado pelo pharmaceutico Jos Francisco
Bittencourt
' nm poderoso preparado para todas as affec-
;ea dos orgos respiratorios, como catarrho pul-
monar, asthma, coqueluche, bronebite, pneumo-
na, tiaiea, etc., etc.
Cada frasco 1*000
Oepoaito na Pharmacia Central, ra do Impera-
dor n. 38. Pernambuco.
Caixeiro
Preciaa-ae de um menino com pratica de taver-
na ; na ra da Palma n. 37.
Casas em Jaboato
Alugam se duas casas acabadas ltimamente,
muito prximas do rio e da eatecao do caminho de
ferro ; a tratar no caea do Apollo n. 47.
Man acia central
Roa do Imperador n. 38
Joa Francisco Bittencourt, antigo pharmaceu-
tico da pharmacia tranceza ra do Baro da
Victoria u. 25, avisa a aeua amigos e fregueses,
que ae acba na pharmacia cima, onde espera
continuar a merecer a coofianca que felizmente
depositarais em aeua trabalboa proteaaionaea.
Leil
ao
Terca feira 19 do corrente
As i'i horas
RA NOVA N. 24
De um cofre novo prova de togo, 3 mobilias.
sendo de Jacaranda, mogno e junco preto, esta
nova, l guarda-vestido novo, 2 apparadores, 2
mesas elsticas sendo urna nova, 2 fiteiros, 2 pia-
nos, l'guarda-loucaacom repart oentoa, lsecreta-
ria,'camas de casal, cadeiras de bracos, bancos de
madeira, bercos. ricos quadroa, espelhoa, jarros,
candieiros elctricos, 2 cadeiras para bsroear, 2
raezaa de pedras para cabellereiro, perfumaras,
miudezas, brinquedoa, papel, maisens, vinboa di-
versoa e clitros amitos artigos.
O agente Modesto B as chaves do armazem cima declarado, far leilao
ao correr do martello, nara liquidar conti s de mor
parte dos objectos cima d-clara Jos.
Agente Pestaa
Leilao
Das ruinas do sobrado incendiado, sito
ra do Mrquez de Olinda n. 42
Terca feira, i do corrente
Ao meio dia
Prccisa-se de urna
ama boa eosinheira: a
trctar ra da So-
ledaden. 82.
-Precisa-se com-
prar 0 Jornal do Re-
ci/e do anno 1872 em
que vem publicado a
chronica do neto da
Tet Vira-saia. Pa-
ga-se bem. Quem ti-
ver annuncie.
Ao commercio
Bento de Assis Brito declara que desde 31 de
Janeiro prximo passado deixou de fazer parte da
firma Carlos Kabello c C, retirndose p.goe
satisfeito do sen capital e lucros. Becife, 10 de
Agosto de 1887. ^^___^__
Ao commercic
Carlos Jtabello & C. declaram que desde 31 do
Janeiro do corrente anno deixou de fazer parte de
aua firma o Sr. Bento de Assis Brito, retirando-ae
pago de eeu capital e lucros. Declaram mais que
nada devem nesta praca ou fra delia. Rccifev
10 de Agosto de 1887.__________________________
Ao commercio
Manoel de Souza Almeida, pelo presente decla-
ra ao respeitavel corpo commercial, que nesta date,
comprou aos Srs. Albino Jos dos Santos & C. o
seu estabelecimento de molhados sito a ra de
Visconde de Iuhi.ma n. 67, livre e deeembaraca-
do de qualquer onua, ficando a cargo do mesmo
Sr. Almeida o activa e paaaivo do dito estabele-
cimento, que de b. jo em diante gyrar aob a firms
de Almeida. Santal & C. Recite, 31 de Jalbo de
1887.
Manoel ds Souza Almeida.

'

'





Diario de PeruambueoQuinta--feira 11 de Agosto de 1887



SAUNDERS BROTHERS & C, largo do Cor-
po Santo n. 11, teem para vender :
Cerveja preU e branca, de M. B Forster 4
Sons.
Dita allema, Pilsrn Beer.
Vinho Shury. Amentillado.
Dito Bcrdeaux, St. Juen.
Whisky, Thiste Blend Scotck WUk ***
Dito *
Presuntas de Adamson.
Mairena de Browns & C.
Phosphoros, Ameslosto Safet Matches.
Tintas em massa, branca de zinco de chumbo
preta e verde.
Zarcao.
Plvora da muito eouhecida acreditada marca
SEMOLINA
De Brons & C, de Glasgow
Este artigo, preparado por um novo processo
de trigo da inelbor qualidade, poesue os elemen-
tos neccssarios para nutricio de crianzas e dien-
tes, e muito se recommenda por ser de fcil di-
gesto e gosto muito agradavel ; tambera pode-se
fazer urna excellente papa, misturado em partes
iguaes com a maizena dos mesmos fabricantes,
addicionando-se-lhr algum leite. nicos agentes
tiesta praca, Saunders Brothers & C, largo do
Corpo Santo n. 11, primeiro andar.
!
Sem dicta c sera modifi-
ca?oes de costumcs
Laboratorio central, ra do Visconde
Rio Brsnco n. 14
Esquina a ra do RegenteRio de
Janeiro
Esppeiflcs preparados pelo phar-
maeeolico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvados pelas juntas de bygiene da
Corte, Repblicas do Prata e Academia de
Industria der Paria.
Elixir de Imblrlblna
Restabelece es dyspr-pticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeecoes difficeis.
Vlnbo de ananas ferraRlnoao e
quinado
Para os chloro-anemicos, debella a hypoemia
intertropical, reconstitue os bydropicos e beribe-
ricos.
Xarope de flor de aruelra e inn-
lasnba
Muito reccmmendudo na bronchite, na hemop-
tyse e as tosses agudas ou cbrnnicas.
Oleo de temadn rerraxinono e cas-
cas de laranja* amarcas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na fysica.
Pllalaa ante-peridica, preparada*
com pererlna. quina e Jaborandy
Cura radicalmente as febres intermitientes, "e-
mi tt entes e perniciosas.
Viobo de jurubeba almplea e tam-
bem ferrasrinoMo. preparados
em vlnbo de caj
Efficazes as ir.flainacoc8 do figado e baco agu-
das ou chronicas.
Vlnbo tonteo de capllarla e quina
Applicado as convalescencas das parturientes,
retico ante-febril.
Francisc laioei la Silva & G.
RA DO MRQUEZ DE OLINDA
Farello a caroco de aisoo
' a 400 rs. a arroba
Cbetrcu a primeira remessa do precioso farello
de caroco de algodio, o mais barato de todos os
alimentos para animaes de raes cavaliar. vaccran
saino te. O caroco de algodao depois de ex-
trahida a casca todo o oleo, o mais rico ali-
mento que se pode dar aos animues para os forta-
lecer e eogordar com admiravel rapidez.
Nos Estados-Unidos da America do Norte e a
Inglaterra elle ompregado (com o mais teln re-
sultado) de preferencia ao milho e outros farells
que sao muito mais caro e nao sao de tanta aun-
taucia. *,
A tratar no Recite- I-argo do Cor
po santo. Io andar
00
Vade merum do Homceopnthlco
Mcthodo conciso, claro e seguro de ebrar \
hociceopathicaaiente todas as molestias que
hffligem a especie humana, particularmente l
aquellas que reinam no Brasil pelo
DR. SABINO O. L. PINHO
,". edirrao
consideravelmente augmentada e annotada.
Vende-se nicamente em Pernambuco.
PHARMACIA HOMOSOPATHICA
PeloDr. J. Sabino L. Pinho
DO
DR. AltlVO
43BA DO BARAO DA VICTORIA43
}
Tinta preta
INALTERAVEL
B
tOMIHMCtTIVt
PHARMACIA CENTR ALi
38 Ra de Imperador 38
Pernambuco
Serve para escripturacao mercantil e d4 tres
quatro copias de tima vea
CUSA DA FORTUNA
.Vos 12:000$000
ititheles garantidos
23-RA PRIMEIRO DE MARCO-23
Da 8a loteria da provincia venderam
Martins Fiuza & C. os aeguintes premios
garantidos : o n. 3878 em cinco quintes
com a sorte de 12)5000.
Acbam-se venda os afortunados bi-
lletes garantidos da 9a loteria da provin-
cia em beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se extrahir quan-
do for annuciada.
Armadlo
Compra-se urna armacao envernisada, propria
para progresso ; na ra de S. Jorge n. 131.
Ama
Precisase de ama ama para lava e engommar,
para casa de familia ; a tratar no hotel n. 80
ra da Madre de Deas.
XAROPE
VINHO oeJURUBEBA
BARTH0L0ME0 & G
Pharm. Pernambuco
nicos preparados de JURL'BERA re-
commendados pelos Mdicos contra as
Doencaa do Xitom&^o, Fijado Baoo
C Intestino, Perda do Appetito,etc.
15 A anos de bom xito!
EXIGIR A ASSIGHATUR/.
Aviso
EXP0SITION J? UNIV"* 1878
Me.aula 4'Orl^rCriixd.CheTauer
im un mautci necotpeniEt
perfumara especial
LACTEINA
E. COUDRAY
Pltsoaindt pelas Celebridad Medicas de Paris
MU TODIS U HECESSIDIDES DO TOUUDOI
PRODUCTOS ESPECIAES
FUI de aMOZ de LiCTOIA para branqnear a pene.
Sillo de LlCTXffll para ttocador.
CIFIE e 0 rie SABIO de UCTEII1 para l barba.
P0IAJ. de UCTEIIi para a L-lleza dos cabellos.
ICO, de LiCTEU para o toucador.
(LE de UCTEIIi para embellezar os cabello.
ESSnCU de UCTEUU para lenros.
N e 1CI1 BEWTiFBICIOS de UCTMU.
CIEH UCTEIIi chamada setim da atlle.
UCTEIIDU par bruquear a pelle.
estes unto* c m-se N* FMIfCa
PARS 13, rae d'Enghien. 13 PARS i
Deposites en \*bx ae Perfumaras, Pairaaeiii
Cabeilereiros da America.
.>
rJ
XMMftS
Emilio Rillion, Engenbeiro Mecnico, engarre-
ga-se de montar novos apparelhos, dos melhores
fabricantes franceses, e os mais apperfeicoados,
pelas condices e precos seguintes :
assncar ser fabricado pelo svstema Bro-
cheton e Billion igual ao da Usina Pinto.
- Garante-ae no mnimo 9 ,' de assucar cris-
talliaado de todos os jactos, e 10 /. com moenda
de represao, augmentando os precos abaixo de-
clarados.
O trabalbo dos apparplhcs ser por 24 ho-
ras, se aproveitarao os edificios existentes, com
pequeas reformas; os propietarios darao todo
material, como : tijolos, cemento, cal, arela, ma-
deira, etc. ficando por conta do empreitorio todo
mais trabalbo.
Prero da* I Inao
fe)

os
w
00
-
38
5 5
<
3
100 tcnnel. 9.000 k
125 111.250 .
150 113.500
2t0 '18.000 .
2^
g
3
110 sae.
140 >
168 <
225
u
H
HO.0004000
130:00000
150:000000
lc0:000/.000
Semeotes k carrapalo
Ccmpra-se grandes e pequeas quantidadea :
na drogara de Fri neisco M. da Silva t C, ra
do Marques de Olinla n. 23.
Btpotitot as principies PbarmadaM.
Em Pernambuco :
FRANm M. da 81 UVA e C>.
Para qoalquer explicacao, dirigir- se na praja
Aripib a Usina Bosque.
CURA CERTA
de todas s Affeogea pulmonares
Todos aquelles que sofirem
do peito, devem experimentar
as Capsulas do Dr. Fournier.
Deposil arios em Pernambuco :
PHANCISCO M. da SILVA O*.
Ama
Precita-se de urna criada para engommado liso,
e outros servicos em cesa de familia ; na leja de
fazendas roa Doqae de Canas n. 44.
Casa em Jaboatao
Alaga se por testa jma casa com mobilia, rcui-
jto prxima da estadio do earainho de ferro e do
rio ; a tratar no ss?s do Apello n. 47,
^'k0,^y
Ama
Precisa-ie de urna ama ; a tratar na ra do
Paysand n. 19, Passagem da Magdalena.
Aia
Precisa-se de urna ama para crianea ; na ra
da Unio n. 31.
Ama
Precisa-ie de urna ama morigerada para todo
servico de urna familia de duas pestoas ; na ra
do Rangel n. 53. ___
Fabrico de assucar
Apparelbob econmicos para o cozimen-
te e cura. Proprio para engenho peque-
os, sendo niodioo em pre^o e ef
lectivo em operaco.
Fode-se ajuntar aos sngenhos existentes
do systema velho, melhorando muito a
qua'idade do assucar e augmentando a
quactidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos contraes,
roa ;binsmo aperfeijoado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
Especificares e informaySes com
Browns C.
5-RUA DO CQMMERCIO5
Peitoral de Cambar (3)
Descoberta e preparacSe da Alvares de S.
Soares, de Pelotas
Approvado pela Exma Junta Central de Hygie-
ne Publica,auctorisado pelo governo imperial, pre-
miado com as medalhas de ouro da Academia Na-
cional de Paris e Exposicao Brasileira-Allema de
1881, e rodeado de valiosos attestados medicse
de muitos outros de pessoas curadas de: toeses
simples, bronchites, asthma, rouquidao, tisica pul-
onar, coqueluche, escarros de sangae, etc.
Precos as agencias : Frasco 2500, meia
dusia 1300O c dusia 24*000.
Precos as sub-agencias :Frasco 2/800, meia
dusia 15/000 e dusi 28/000.
Agentes e depositarios geraes nesta provincia
FRANCISCO MANOEL DA SILVA & C,
rna Mrquez de Oiinda n. 32 ________^^^__
NENHUM
Peltorui r.dqulriu urna reputaco mais incriclda
do que a (la Paila e do Jarope de Saf* del
ttrlunyrrnirr.
Ba roga univermU, funda-mt.
1o Sobre sua snperlorKIade e poderosa eficacia
verificadas pelos Medicas de todos os hospiUer
le ParU e membros da Academia de medicina de
Franca contra os XeOuxo, Bronchite, Irrtr
tacvr do l>0ltc e da Garganta.
2o Sua oompoalcRo, cuja base o fnieto do Wall
da Arabia Hibiscus esc:u!entus de Linnel
que relapso alguma tem com os outros pe toraea,
3n Sobre as wa'y^*1 ^8 Srs Darrubi. ei
Co-rrKRKAu, chimlcos da Faculdade de Paria,
aue denionsirio nao conter nem Opto, nem Mor-
ehina, nem Coiteina pelo que podem ser dados a
crtancas com xito e seguranca quando atacadM
de Tone oa Tosae conrulaa.
m a -rio sao os ttulos authentlcosquerecom
I ALO mendao a Paita e o Xjropf d
Saf connanca dos mdicos e do publico, titulo*
que nunca forao concedldos peitoral alpim antlgo
ou moderno.
tSMjAKGRENIBR, SJ, ra Vlrltnni, PABMM
eatttutiinuiH mtrnaiu MPertaaiH*. trarlL
Dr. Manoel Franca ac Teixelra
Adolpho Coelho Pinheiro, compadre o amigo do
Dr. Maaoei Francisco Teixeira, de saadesissima
memoria, querendo render um preito de devida
homenagem memoria do to Ilustre como dis-
tincto e inexcedivel medico pernam: ucaao, vem
convidar por eate a todos os seus amigos e aos do
illustre finado, para assistirem a urna missa, que
por sua alma manda resar no convento de S.
Francisco desta cidade, As 7 1/2 horas da manh
do dia 1S do corrento, trigsimo do sen passamen-
to. pelo que desde ja se confessa sammamente
grato. _______________________^________
f
Casimiro Laclo Jorge
Leopoldiaa Cecilia Salles Jorge, seus flUra,
genros e ora, mandam resar misis pela alma de
sen presado marido Casimiro Lucio Jorge, as
igrejas do Livramcnto, s 8 horas, em Palmares
s 9, do dia 16 do corrente, trigsimo dia de sen
fallecimento, convidam seos parentes e amigos
para assistirem a este acto religioso, o que muito
agradecen). ^^^^^
f
Antonio do Soasa BelM e oa mu
lber O. Mara IngntM Talle
de Srasa Beta
O commendador Antonio Gomes Miranda Leal
eonvida aos parentes e amigos do 1- tentle da
armada, Antonio de Souaa rteis, para no dia 12
do corrente, s 8 horas da manh, na orden) ter-
ceira de S. Francisco, assistirem 8 missa que ser
resada por intcnco do raesmo e sua mulber, vic-
timas do desastre do vapor di companhia nacio-
nal R o Apa, do qual era immediato.
Idalina M. PerdigSo, profundamente pesarosa
pelo fallecimento do seu muito prauteado espoto,
Francisco Vieira Perdigo, agradece eordialmen-
te a todos os amigos e parentes que acompanba-
ram os seas restos mortaes at a ultima morada,
e rti a todos qoe partilbaram de sua dor, o ca-
ridoso favor de assistirem as mistas que, pelo des-
canso de saa alma, serfio resadas na ordem ler-
ceira de S. Francisco, s 8 horas da mauh de
sexta-feira 12 do corrente, stimo dia do seu pas-
amento.
O EXTRACTO COMPOfiTO DE
Salsaparrilha
do Dr. Ayer,
E- um a mpleta-
mente Ju sVstemaa Kacrofu' Heraaltarlave as
alleccoce que tem atliui la unidades
contagiosas, e as occaloiiiidas pele merourio. Ao
meemo teuipo vitalisa e enriquec o anngue com-
mnnicando uina accao -audarel :io-organismo o
rijuvenescendo o syatema ir.w;ro. Esta grande
Medecina Regeneritdora,
composU coro a viriladeira Salsaparrilha de
Hondn, do* 1......- '- r<.tasi de -rro,..
ontros Ingredientes dr grande potincia e virtudes
curativa aescienUBca tarados.
.ja prolissao
re. rilao a SALSA-
1-AKKll.llA DO l>K -\ v:.l: SOno um
Remedio Absoluto
para as enfermidades occasionadis pelo estado
Vicioso do -HliL'lir. mi ,. ,
, irado ao grao mais cito praclicavel,
multo mais que qnalqner ontfa pr. |.arac:u-ua sua
clame, que pretenda proporcionar juaee effBltos, e
por tant.. a 1'. a93UU cou' a
raellior liara jiarlflcar o sangue.
raSFABADO (1
DR. J. C. AYER k CA.,
Lowell, Mass., E. U. A.
A' eada as principis paarmadas o drogaras.
Alga-se barato
Sua Yisconde de Itaparica n. 43, armazem.
par.
"Ra Coronel Suassnna n. 141, quarto.
Roa do Rosario da Boa Vista n. 39.
Travessa do Carmo n. 10, loja.
Rna do Rosario n. 39
Ra do Calabouco n. 4, loja.
rratb-se na ra do Com mere! o n. 5, 1* andar
oriptorio de Silva Ouimares & C.
Aluwse
Ao comnierci eao pu-
blico
O abaixo assignado, tendo resolvido deixar tem-
porariamente a vida commercial, vem pelo presen-
te agradecer aos senhores commerciantea a ben-
vola confianza que se dignaram sempre dispensar-
lbe, e aos seas fregueses o favor de sua valiosa
coadjuvaco ; e a estes rog o obsequio de conti-
nuaren) a prestar igual coadjuvaco ao sen suc-
cestor, visto cerno por elle muito se interessa.
A todos offerece o seu diminuto pn-stimo, es-
trada de Luis do Reg n. 18, onda deve ser pro-
curado para liquidacio das suai contas, as horas
6 a 10 e 3 s t. Kecife, 8 de Agosto de 1887.
Francisco Jos S. Braga.
._________________________________________________-------------------------------------------------------------------------- .i
Compra-se
um balco ; a tratar na praca do Conde d'Eu nu
mero 8. ________
Nova tarifa das Alfaudegas
Acba-se venda no armazem n. 5 do caes da
Alfandega, a 6J000 cada exemplar.
Grade de ferro
* Compra-se urna na ra do Imperador n. 28, cem
des palmos de altura e seis de largura
um grande sitio, contendo as principaes fructas,
no Caldeireiro n 9, com boa casa de morada (que
foi do finado Mamede). tendo agua e gas, a qual
confronta com a casa do Dr. Aleoforado ; a tra-
tar na rna do Apollo n. 30, l" a.)dar.________
Alu
.j,se
a casa terrea na travessa da Ponte de Uchoa n.
12, com bastantes commodos pura grande fami-
lia, com sitio murado e arborisado, b a agua po-
tavel para beber, deposito e baoheiro de cimento
e bomba, fica a dita casa mar;i m do rio Capi-
baribe, com banho doce temperado e salgado :
que'm pretender dirija-se ao mesmo sitio, das 6 s
10 horas da manb, que encontrar o propie-
tario.
Aluga-se
as casas ns. 22 e 24 da ra do Lima, em Santo
Amaro, caiadas e pintadas de ovo, com 3 quar-
tos, 2 salas e quintal com cacimba ; quem preten-
ders dirija-se ra do Marqu:z de Olmda nu
mero 8.
Semenies e carapato
Compra-se na fabrica Apollo ra do Hospicio
numero 79.
Oleo d mamona
em barris; vende-se no trapiche Vianna Forte,
do MattoS:
Modas
Para toiletts^de quaquer genero, com perfei-
po e gosto, procure se mademowelle Cotinba, Im
perador 55, 2 andar. Precos razoaveis, figuri-
nos os mais modernos.
Mademoiselle (otinba
Rna do Imperador n. 55, segundo andar.
Modista
1(1
Diariamente debate-se na imprensa a crise
aterradora porque esto passando as provincias
do norte desto imperio ; sao i inumeros os recla-
mes de todas as classes, sem qu i sejam attendidos
os seus justos pedidos, de que le gloriam as na-
r;3es civilisadas.
E para que se pessa dar impulsos aos desojados
progresos que certamente trar.lo o bem estar de
todos, resolvern) Martins Pires & C. estable-
cidos cem armazem de molbados roa s-
treita do Ros .rio ns. 1 e 2, a vender por precos
mdicos os artigos concernentes ao seu ramo
de negocio, que certamente cmstitue urna eco-
noma diaria e onde se acba um completo sor-
timento dos seguintes artigos, que pela saa qua-
lidade e precos sao recommeedaveis, como se-
jam :
Vinhos fios do Porto
Madeira
Shmy
Chambertin
Bordeaux
Moscatel
Ollares eBucalas.
Completo sortimento de cervejas, cognac, bitter,
licres, doces, bolacbinbas nacionaes e estrangoi-
ras.
Qoeijos freKos do serto, prato, Minas e fla-
mengo.
Azeite da coco, mate do Paran, formicido ca-
panema.
Precos sem competencia.
Ns. 1 e 2Roa Estreita do ItosarioNs. 1 e 2
Martins Pires & C.
Caixeiro
Precisa-se de um menino com pratica de moiha-
dos ; na ra de Hoitss n. 17.
Para engenho
Offerecc-se ama senbora com todas as habilita-
coes aecessarias para ensino primario, ou em
quaquer povoado que nao tenha professora ; quem
dos seus prestimos precisar, ciirija-se ra da
Imperatriz n. 14, segundo andi.r, a tratar com a
mesma.
Offerecr-se urna cDgommadeira para engommar
em sua propria casa oa fra delta ; a tratar na
ra das Ctlcadas d. 38.
Escripias avulsas
Urna T-|'a que dispe de algum tempo ofiere
ce>se paia fazer algumas ; a tratar na ruado
Mrquez de Oiinda n. 10 e Impnratriz 54.
ATKINSON
PERFUMARA ingleza
afamada ha mais de nm scalo; txrede todu
u outras pelo sea perfume delicad* i e exquisito.
TKV7. Mkdai.hab df O uno
PARIZ 1678, CALCUTTA 1884
pi; extra-ftaaeicellenci* desaiqaalidade.
Per(ame< moderno* de A ti. inson
FAfiBXi k CYMBIDUM
sao de nm raro e peculiar perftim -s, tendo sido
rtfistrado- so podem er obtidos i-1 intermedio
dos Inventores oa seos Ae 'Mes,
LOCAO BE 00IMIH0 BE AT. JHS8M
sem rTal para fortalecer embe lz s os cabello*
Garantida iooflenova
kKk FlOtni IE ATKIISW
perfume eieepeional pera o lene; dislillado
da mais exquisita eacolKa.
aluilH-le Ctu Si tadis ilanelul! t FaMataki
i. et E. ATKINSO i
24. Od Bond Street. Londrea.
t Maros de FahricaL'ma" Rom branca"
sobre ama Lyra de Ou o. "
Na fabrica do rap ra do Visconde de Goy-
anna n. 157, precisa-se de urna cosinheira para
pequea familia, sendo boa pnga-se bem.
Alfandega
O fiel Manoel los da Cesta
Chamo attenco do dito senbor para ir ra
Imperial n. 55-C, dar urna satisfacao sobre o n.
22,480, sobre pena de ser explicado para que foi
mepregado o dito numero.
Ama
Precisa se de ama ama ; na ra da Ponte Ye-
Iba n. 77.______________________________________
Ao eommercio e ao
publico
O abaixo assignado tendo comprado a Jos Mar-
tins de Almeida o seu estabelecimento de molha-
dos sito rna 'ios Coelhos n. 12, hvre e desemba-
razado de quaquer onus, chama a quaquer credor
do mesmo Almeida, que tenha direito dividas do
mesmo estabelecimento a apreaentar-se no prazo
de tres das, a contar desta data, para ser satis-
feito. Recife, 10 Jo Agosto de 1887.
Antonio Laialvia.
DE FILLIOL
aOekAO* para dar aoa aabeOK
mmm
NICA I TNICA
DE FILLIOL.
IISTANTANEApara Darte.. J OSADA par
S om *iaro. sem praparacae I braacos
em laragem. | sua Cflr prlmit.lT
HCalteteril ta Parts r riXX.XOX., 47, raaTirKiiie, Pial"
** fitrnaviue FBAM M. d SILVA Q
,%4ta
Precisa-te de urna ama para todo o servico de
oasa de pouca familia ; na ra Vclha n. 95.
Criado
Precisa-se de um ra de Paysand n. 13
(PassHgem da Magdalena).
VENDAS
Pechfochas!
Na anlga casaUarneiro da Gonha
Admirem!
Setinetas lavradas, lindos padroes a 280 rs. o ca-
vado !
Fustoes branecs, novos desenhos, a 320 e 400 rs.
o dito !
Esplendido sortimento de lindas las para vestidos,
a 400 e 440 rs. o dito !
Cachemires felpudas a 1/ a dito 2 larguras.
Mirius pretoa e de cores a 800 rs. o dito! dem.
Veludilbos de todas as cores, bordados, a 14000 o
dito!
Cretonea de eres firmes a 240 o dito bom ve-
rem.
Damasco de la, 2 larguras, proprio para capas
de piano, a 2 o dito!
Pannos de lindos desenhos para mesas a ljOO o
dito !
Cortinados bordados, riquissimos, a64 elf o par
Guarnicoea de crochet para sofs e cadeiras a 8!
Camisas brancas inglezas a 3t a dusia !
Ditas 4e cretone finas a 24f a dita .'
Seroulas bordadas a 12f e 184 a dita!
Lencos em lindas caixiuhas a 3 j s dita !
Meias arrendadas para senhoras a 6 a dita
Chapeos para senhoras e criancas a 24500, 4 e
64000.
Espartilhos de couraca a 44 e 54-
Brim pardo lona a 360 rs. o cavado!
dem branco n. 6, de linho a 14500 o metro !
Tapetes aveladados a 124, 154 e 224.
Superiores redes com 4 panhes a 124 e 144.
Colchas francezas a 34 urna.
Cobertas de ganga, 2 pannes, a 34 .'
dem de setinetas finas a 34500 !
Lsences grandes de bramante a "H !
Cambraia Victoria de 10 jardas a 34 a peca I
dem cm salpicos brancos e de cores a 54, 54500
e 64, 10 jardas !
Madapoloes pelle de ovo a 64200, 24 jardas.
Camisas e SHi'as para senhoras por todo o preco
Bordados de Cambra as finas a 14 a peca.
Fichus e capas de 13 a 24, 44 e 64.
Sertimento de casemiras, cheviots e pannos pot
precos baratissimos.
Grande deposito de fazendas para os Srs. nego-
ciantes do centro, tendo descont as vendas em
grosso.
59-KUA DUQUE DE CAXIAS-59
Loja das estrellas
AprorcUem
E' PARA LIQUIDAR OS SEGUINTES AR-
TIGOS :
Merinos de l com duas larguras e de todas aa
cores, de 14200 a 560 ria.
MadaDolSo americano com pequeo toque dfl
mofo, de 124 a **
dem Boa-Vista de 74 a 54.
Guardanapos de 44 a 24.
Fu8to branco d e5(X) a 240 ris o covado.
Linn de lindissimas cores, lizas de 600 a 240 rs.
Sur de linho com um metro de largura, de 700
a 320 ris.
Casimira golpou para vestido de senhora (novi-
dad.) de 601) a 240 ris o covado.
Cretone americano, claros e escuros, desenhoa
novos, da 400 e 500 a 240 ris.
Setinetas lavrados e lisas, de 800 e 500 a 240 o
30ris- =, ,. ..
Babados muito largos e estratos de 14 e 44 a
500, 14 el 4200 ris.
Cortinados de crochet de 404 e 504 P" *>
Guarnieres de gollinha e aunhos para senbora,
de 24500 a 14.
Muas inglezas de 124 a 64-
Vizitas de vellndo para senhora de 504 a 604
por 20S, 254 e 304
Cambraia suissa com duas larguras de 104
peca por 64-
Curtes de cambraia bordada, cora pequeo toque
de mofo, de 94 e 104 a 44500 e 54.
Brins de linho pura calcas de 24 a 14200 ris.
Lencos de cor, com barra, de 244O0 a 14200 rs.
E bem assim urna grande quantidade de retalhss
de seda de todas as cores que vende de 400 a 500
ris ao covado, e outros multes artigos que deicha
de mencionar por falta de tempo.
lili Ra do Dnqie de Caxias 56
Tdephone 210
Ultimas notas ao ap-
proximar-se a hora
CRISE E MAIS CRISE I !
Todos perguntam o que ha de novo. Recebes-
tes algum telegramma da corte ? Uue dizem
que faim, outros dizem que nao, e alguns em reser-
va que forum apenas consultados. E no meio
desta confuso apresentam se Pedro Antunes &
C., offerecendo as seguintes novidades, que natu-
ralmente agradan) muito "'mais ao sexo amavel e
das modas, a quem muito particularmente pedi-
mos a valicsissima proteccao. Com licenca......
Buuitoj ramos de llores de Isranj i para um ele-
gante vestido.
B ns leques diaphinos de bonitas cores.
Grinaldas e veos para todos os precos. Renda
hespanhula, tremo e preta, em seda e em linho
bordada.
Finas meias arrendadas de cores, ditas bordadas
a seda e umitas entras qualidadea em meias para
senhoras.
Completo sortimento em bordados, Victoria e
transparentes.
Commodos espartiihos para senhoras e moci-
nhas.
Finos extractos e aguas para toets.
Especial cold d? crine pira amaciar a cutis.
Nao menos agradavel p Candor para perfumar.
Finos sabonetes perfumados e medicinaes.
Variedade em entilaras finas.
Que sortimento de artigos para presentes !
Oculos t pencinez d'aco e tartaruga.
Pianos para crianzas e grande variedade em
calungas.
Que bsnecas iuteressantes Capazes de fasci-
nar quaquer crianea. E muitos outrss artigos
de que estamos prevenidos, psrm que nao que-
remos abusar da paciencia das amaveis leitoras.
63RA DUQUE DE CAXIAS63
NOVA ESPERANQA
Pedro An'unes & C.
Ch prete superior
Carlos Sinden receben pelo ultimo vapor e con-
tina a vender sem competencia ; na ra do Ba-
rao da Victoria n. 48, loja de altaiate.__________
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIADO
Este excellente Whisky Escossez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de canna,
para fortificar o corpo
Vende-se a retalho nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO
cujo nome e emblema so registrados para
todo o Brasil.
BROWNS & C, agentes.
bobrado a vender-se
Vende-se o sobrado n. 87 ra da Aurora, em
frente a ponte do Santa Isabel ; qoem pretender,
pode entender-se com o o-rrector Pedro Jos Pin-
to, na praga do Cammercio.
^olarinhos e punhos de
sellnioide
Carlos Sinden recebeu pelo ultimo vapor, e
veade baratistimo ; na ra do Barao da Victoria
numero 48.
Fio de alROdo da fabrica lamina
< nmi n. da Baha
Vendem Machado at Pereira, ra do Impe-
rador n. 57, por commodo pre^o.
Masaros
Vende-se paos para mastras de hiates ou bar-
cacas ; a tratar no engenho Djus Irmos com o
administrador das obras da companhia do Bebe-
ribe.
Terreno
Vende-se um terreno confronte a est.ico do
Principe, estrada de Joao de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e com alicercea
para 3 casas; tratar na rna d'Apollo n. 30, pri-
eiro andar._________________________________
Bois
Vende-se excellentes bois de carroca, gordos,
habituados ao trabalbo, como tumbem carrocas :
a tratar na ra da Mrquez do Herval, armazem
da rompanhia do Beberibe.
Livramento & C.
vendem cimento port'and^ marca Robins, de Ia
qualidade ; no caes do Apollo n. 45.
4 Revolufo
48-emI dwi fl8 Caiias-48
Recebe as seguintes fazendas de novda-
de:
Cachemira de listrinha a 600 is o co-
vado.
dem broche borda a 1500 o dito.
dem pretas 700, 800, 10000, 10200,
lrJriOO,"!;600 e 20000 o dito.
dem de todas as cores a 800, 1000 e
10200 o dito.
Ricas guarnijoes de veludilho a 60000
urna.
Setins lisos a 800, 10000 e 10200 o co-
vado .
Seda escosseza a 640 rs. o covado.
Lindos metins com listrinhas a 400 ris
o dito.
Faile com palminhas a 400 rs. o dito.
Setinetas escossezas a 320 rs. o dito.
Ditas com listrinhas e palminhas a 320
o dito.
Lionay-se com palminhas de refroz a
140000 pe5a.
Organdir bordado a seda a 150000 a
dita
Etsmine tecido transparente a 100000
a dita.
Cambraia bordada a 50000 50500 e 60
a dita.
Fustoes branco a 360, 400, 440. 500,
600 e 640 rs. o covado.
Lindas alpacas de cores a 320 o covado
Sintos de cbagrem a 10500 um.
Camisas inglezas a 360005 a duzia
Colarinhos e punhos para senhora.
Sabidas de baile 30500 ama.
Fechos de 12 a 20, 20500 30 e a 80000
um.
Guarni'sBes de crochet a 80 e 100000
urna.
Lencos de esguilo a 208CO e 30500 a
duzia.
Grande sortimento de madapolaode 40
a 100000 a pe$a
Leques de papel 500 rs. ora.
Cortes de cachemira para vestido a 200
um.
Toilet para baptisado a 90000 e 140000
um.
Veludilbos lisos, lavrados e bordados a
retroz a 10000 e 108lO o covado.
Anquinhas a 10800 urna
Colchas bordadas a 50, 60000 e 70000
urna.
Cobertas com dous pannos a 20800 ama.
Grande sortimento de caseciras, brins
brancoss e de cores, punhos, colarinhos,
gravatas, meias e lencos e artigos para
homem e senhora.
S oa loja da Revoluto
Henriqoe da Silva Moreira

*
V
*I


19 "
Diario de Pernambuco Quinta--feir 11 de Agosto de 1887
<

Ui3aHHi
i
CASA DE ALHUATE E CONITCgOES PARA HOENS
A de maior reputado e nomeada em todo o norte do Imperio, tanto pela
presteza e perfei$o dos seus trabalhos, seriedade e modicidade nos pregos, como
pela constante e variadissima colleccao de tondas de primeira qualidade: casemira
de phantasia para costumes, cortes de casemiras para calcas, casemiras pretas e azul,
pannos finos, etc.
TUDO DE APURADO GOSTO
ALTA NOVIDADE
S9-RIA DO BARAO DA VICTORIA-59
PERNAMBUCO


50:000^000
IMPORTANTE PLANO
Esta lotera corre no (lia.....de Agosto
Bilhetes venda as Casas doeostume.
AGENTE,
Bernardino Lopes Alhelro.
PARS
As Dores de Estomago
Dgt'ste8 diffieeis, Constipa ces, Acide*
SlO RPIDAMENTE CUBADAS COM O EMWKGO DO
CAR VA O D" BELLOC
Quer em PASTILHAS, quer em P.
CAjSrovaclo pela Academia de Medicina da
DC<^ i A a PASTILMAS POR M
Lotera da Provincia
Extrahir-se-ha quarta-feira de Agosto s
2 horas da tarde
j lAcha-se venda a 9.a lotera a bene-
ficio daS. Casa de Misericordia do Recjfc, que
ter lugar no consistorio da igrcj i de Possa
Senhora da Conceifo dos Militares, onde
estaro expostas as esphcras era orden? nu-
mrica, para seren examinadas.
n
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
PARS
Se renin-w em to fc. FABRICACAO
Em PARIZ em Casa de L FRERE
*" OOECO DE PASTU***"
loa.
A'

^OMPHIA ALLPty
O Ungento de Helloway um remedio infallivel para os males de nenias e do peito tambem nUa
as fondas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enfsrmi-
dades de peito as se reconhece egual
Para os males de ar&anta, bronchltes resfriamentos e tosses. j
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e iara os membrCT
contrahidos e juncturas recias, obra Jomo por encanto.
Cssas medicinas sao preparadas somente no Estabelecimento do Professor Hollcway,
78, HEW OXFORD STEEET (antes 533, Oxford Street), L0NL2KS,
E vendemse em todas as pharraac-s do universo.
tT O compradores to ooovidades respeitosanKnte a examinar rondiKde "A* caixa e Pote- x no teem f
noGG, PharmoetmHeo, ru CtuttgUonm, JfAH IS
OLEO FIGADO BACALHAO HOGG
Sem cheiro nemgosto dos leos deFlgado deBacalhao ordinarios.
Este Oleo natural e ouro 6 de urna efflcacidade certa, contra as Molestias do relto,
a Xlaloa, Bronchltls, Constlpac&>, Tosses cUrcclea, Tumores glandularlos I
tamben efflcaz para fortlflcar as Crian iracas e delicada. _____
Dtve-se exigir o norte de BOGO, e de mals o certificado do Sr LE8UEUH, Ckefe ios I
TroboUio CMmuM da Facuiiade te Mediana de Paril, que val anpresso no rotulo colado
em Cadra vldre triangular. O tLlt Iflfl vende-se em todas as prlnclpaes Pn*rmaclas. |
AtlHO. Kmijo-ee na retule melle atnU fe everne Wmnee*.
k
direcOAo, 333. Oxford SMet sio xatsi6caooe.
Ra de Marco n. 6.
Participam ao respeitavel publico que, tendo augmentado 8ea
estabelecimento de JOIAS com mais urna secgao, no pavimento terreo,
com especialidades em artigo de ELECTRO-PLATE, convidam as
Exmas. familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimento, onde en ontrarSo um riquissimo sortimento de {oia3 de ouro e
prata, perol s, brilhantes e outras pedrs preciosas, e relogios de ouro,
prata e nikel.
Os artiges que recebem directamente por todos os vapor sao
ejecutados pelos mais afamados especialistas u fabricantes da Europa a
Estados-Unidos.
A par das joias de subido valor acharao urna grande variedade
le objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
basamentos, baptisados e anniversarios.
Nem em relacSo ao preco, e nem qualidade, os objectos cima
mencionados, encontrariio concurrencia n'esta praca.

DE
ALBERTO HENSCHEL & C.
:i2-.Rna do Bardo da \ictoria~52
Este acreditado estabelecimento phoiographico participa ao respeitavel publico,
que contina a executar os mais aperfeicoados trabalbos pelo systema mais moderno e
mais apreciado. Acha-se habirlitado a satisfazer as mais difficeis exigencias, quer em
rabalbos photogrophicos, qu?r em pintura a ole^.
Alm de seus trabalhos photograpbicos que s5o per demais conhecidos encarrt
ga-se Umbem de retratas a oleo para o que j se acha entre nos de volta de sua via-
P;m a Vienna d'Austria, onde visitou as principaes galeras, o eximio pintor erdinand
iereok, bastante conhecido pela perfeiylo de seus trabalbos, desde 1877, quando aqu
oateve em nossa casa e ltimamente o anno passaio.
Para satisfazer em geral a todos que honraren o nosso estabeleoimento com
eas encommendas participa que alm do3 retratos, seja qual for o systema, tambem
recebe encommendas para qualquer vista ou paysagem, quer photographicas, quer pin-
tadas a oleo, sendo o encarregado destas ultimas o mui conhecido paysagista o Sr.
Telles Jnior.
Boga se s Exmas. familias e mais pssoas o obsequio de honrarem com suas
visitas nosso estabelecimento, onde sempre existe urna magnfica exposicJo dos trabalhos
m executames e onde tambem os senhores vifitaotes encontrarlo lhaneza no tracto,
perfeicao nos trabalhos e modicidade nos precos.
C. Barza,
GERENTE:
AO LOUVRE
Selins immensamonte largos, a 15200, o covado; soberba pechiacha !
Cretones de salpicos, a 300 rs., o covado; convm I
Popplinas de seda, a 500 rs., o covado ; para liquidar!
Tecidos transparentes parn soire, a 500 rs o covado; apr veitem !
Lencos abainhados, a 2^000, a duzia 1
Las de quadros, desenhos novos, a 300 rs., o covado!
Popelinas de Lyon, fazenda de 2000 o covado por 1^000 o covado !
Cobeitores dla, bem grandes, a 3(5500, um !
Toalhas al-ochoadas, a 4f5000, a duzia ; que pechincha 1 e outras muitas pe-
chincbas em exposigao.
G-A.S^ X3DS G03STDFXJ5v.X3g A.
DE, ,
i! 1111118 ,
4 ra L de Mrco d. 20 \ (Esquina)
VINIIO MARIANI
DE COCA DO PER
o vnnio tuazAin que fol experimentado nos hospttaes de Parlz,
nfescrloto diariamente cora xito para combater a Anemia, Chloroso
UMt&es ms. Molestias das Tas respiratorias e Enfraqueol-
mento do orgo vocal.
O V|m reeommeirlam-no ao veimo* e Crlancn*.
ir o Reparador d Pertarbacde digestiva
a 0 yoRTIFIOANTE por EJSlOE-J^EirMOIA.
O VINHO MARIANI KSCONTRA SH CASA DS
Sar. 1U1IAVI, Fr rarls, *1. tmknH luuatin; Xew-Tork,ti, laat, l", Kmt.
Em Pernambuco : FraacUoo M. da SILVA A O.
ANTIMONIO-
oD'PAPILLAUD
GS GRANULOS FERROSOS
corntituem o Preparado ferrnglnoa
sai ffiQSz emppeeado pls summidade medios oom surto ha w 4,"
20 ANNO
C*Ura m Anemia, Cltlorose (Plt* couleurs), Xevratgiaa, AfleecSe*, *U* Pelle.
R ..ATOBIO FAVORAVEL POR PARTE OA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARB
r(/a-s soljre cada truco o nomo oe E. Mouanier As Papillaud.
Deposito al : 3Flxa.xMaaa,.^l.* OIGIV, 25, ra CoallUire, PARIZ
Em Pernaiaburo t FRAN"> M. da SILVA & C
I
*-/%
GRAGEAS
de Copa/ilba, Cubeoa
KaienhM e Ferro, Qismutho
tlcatro, Terebenthma. 4"
FORTN
INJECQAO
i Hyqlenica e Ireiervadora
tem ausar
tccltlente algum.
As GRAGEAS POP""
.. :oro as primeiraa queobtveram a approvaclo da Acadtmim
de mmdtetna (1830j i ptaram-se uos Hospitees. Curam as molestlaa secretas,
mola rebelde-. *ru fatigar os estmagos mais delicados.
A INJECCAO FORTN sompre recommendada como o complemento da meaicacAo.
DaawrsitaaaB Pemmmmneit i FBAN" M. da SILYA O, a as principas* Pbanncsaa-
TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHOooStorJOHANNO
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito
AecommendAo-no nos casos que neccssltao tnicos para reconstltnlr e refeiierar
0 organismo arruinado por molestias, excessos. nalureza do clima, Anemia, Cnloroslsi
Amenorraea, Cactaexla, Tluxo branco. que tanto arruinao a saude das mulharee,
Pobreza de Sangne, Praqneaa seral, Pebllldade, etc.
S.VIV1BK, Dretrolita, SO, Boulsvard de Strasnoui?, em FAJOS T

i i^i pin
EST0MA60, FIGADO eINTESTIR?
YHHO e XAROPE DE JURUBEBA
BARTHOLOMEO & Ca
PB.M.M. PEKXAUBUCO
nicos preparados de Jnrabeba approvados pela Academia de Medicina, el
I recommenados pelos Mdicos cont.-a as'Moiestiaa do Ettomago, Perda de Appe-I
I ti e, Oigestes diflk-eis. Cyspeps'a e todas as Molestias do flgdo. e do Baca,I
na Oiirrhea chronica, DA Hydrooesia, etc.
CTJIDAXJO C03 AS FALSIFICAQOESI
EXIGIR
HMMHl
4^^.$
CAPSULAS TAETZ
I Pars 1885. edalUa *J*
BRRTETCEB PATEKTADA9) 8. O. D. O.
Otferecldu debaixo da forma de Doces ou Confitos de fructas,
pemtittindo asalni aos dueutos os mais delicados e as chaucas de
tomar sem enjdo todo e qualqner medicamento.
0EP03IT0 GE RAL, EM PARS. 36. ra de la Verreria
VTti pT*>a.r.ih<.ir FRAN' M. da SILVA O.________
PHARMACIA CENTRAL
3&-"Rua do Imperador38
Tendo passado por ama completa reforma acha-se montada a saatpfi



?

prornptidao as indicacoes medicas, tendo para esse fim medicamentos de primeira
lidade e especialidades pharmaceticas dos primeiros fabricantes.
azar coa
qua-
IBWB 1

I


,jMHpBBQVNBMM
8
Diario de PcrDambuciiQuinta-leira 11 de Agosto de 1887



i
ASSEMBLEA GERAL
(AlVItt DOS OEPITAUON
DISCURSO PRONUNCIADO NA SES
SAO DE 26
INTERPELLAQAO
Esses ministros nlo silo porventura oa
directores polticos no seio da cmara ?
Sem duvida que o sao.
O Sr. AfFoDso Celso Jnior:Nao
esta a opiniao por V. Exc manifestada.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do
conselho o ministro ile estrangeiros J
Tambera outra censura de que anda
hei de tratar. (Riso.)
Senhores, a imaginaglo no* lev> muitas
vezes a generalisar aquillo que particu-
lar ; mas a imaginaglo na poltica ...
O Sr. Jlo Penido:Agora o Sr. minis-
tro da agricultura tem lcenca para fallar
outra vez.
O Sr. Bario de Cotegipe presidente do
conselho e ministro de estrangeiros) :
Sempre me interrompem (Riso.)
Senhores, qual o systema da naglo
que serve de modelo na execuglo disto
que se chama tctica e governo parlamen-
tar ? E' a Inglaterra.
Pois a Inglaterra tem o ministro, que
o leader da cmara, e este d as explica-
res sobre tudo.
O Sr. Jlo Penido :=EstIo cantando a
palidonia.
Urna voz da maioria :Ora!
O Se. Bario de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros) :.
sem que seja preciso que o presidente
do con&elho, quando nao faz parte da
cmara dos coamuns, venba da cmara
dos lords explicar os factos.
Ora, se aqu havia tres ministros e ago-
ra ha quatro ; se o gabinete confa na
boa direcglo da amara por estes saus col-
legas ; porque haveis de julgar qualquer
delles incompetente, e principalmente o
meu honrado collega ministro da agricul-
tura, que j por habito como que o
leader constante (riso), para d*r as razBes
que sem duvida nao dara se ellas nao fos
aem compartilhadas ou autorisadas por todo
o ministerio? (Apoiados )
E' isto menosprezur a 'nfluencia da ca
mar? (Apoiados.)
Senhores, se mister que o presidente
do conselho, por qualquer circumstancia,
venha sempre aqui explicar o que se faz
e o que nao se faz, o que se tem feito e o
que se ha de fazer, entilo, senhores, me-
lhor tirar todos os ministros do senado.
(Pifo.)
Mas, disse o nebre depurado pelo 20
districto de Minas : V. Exc. foi quem
declarou que os ministros. n2o fallavam em
nome do governo e que s o presidente do
conselho o poda fazer. >
Eu nunca disse que o presidente do con-
selho s quem "poda tallar em nome do
governo. Alterara sempre as minhas ex-
pressoes, ou desvirtuam o sentido, natu-
ralmente para me tornarem odioso para
com os meus collegas ; mas conhego a tc-
tica.
O que eu disse e confirmo que em-
quanto exista o presidente' do conselho,
existe a situaglo. (Apoiados.) A mudenca
de ministros por um e outro facto acciden
tal nlo traz alteraglo na poltica do gabi-
nete. Quando o contrario se d cumpre ao
presidente do conselho explicarse. .
Fique, pois, entendido que quando qual-
quer do9 meua collegas fallar em nome do
governo, falla era nome de todos nos.
O Sr. Maeiel:Agora estamos entendi-
dos.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros): Se
esto entendidos espero que por essa razio
nao me dm mais o prazer de vir aqui.
O Sr. Aonso Celso Jnior :Est Ha-
rneado oiglo do governo nesta casa o Sr.
ministro da agricultura.
O Sr Bario de Categipe (presidenta do
conselho e ministro de'estrrageiros) : J
vejo que escusado que eu me expl que.
Por mais que os chame questSo sempre
escapara-se. Vejamos o facto a que se re-
feri o nobre deputado.
O Sr. Bario de Mamor deu sua opi-
nilo individual sobre ura projeoto pelo qual
o governo nlo se interessava e do qual nlo
se tinha tratado em conselho. Eu disseTie-
pos que essa nlo era a opiaiao do gover-
no e S. Exc. coufirmou. Cono que ago-
ra os Srs. 'tomara as dores posthumas pelo
sr. bario de Mann-r? Eu dou gragas a
Deus...
O Sr. Joaquira Pedro : -- .. por elle se
ter retirado. (Hilaridade.)
O Sr. Brrlo de Cotegipe (presidente do
conselho e minstro de estrangeiros) :Da-
pois da aparte, com que fui interrompido,
posso repetirDou gragas a Daus pe-
fortuna do Sr. Bario de Mamor. At
entlo era o bode expiatorio da opposiglo ;
at entlo era o ministro que enfr^quecia o
governo; contra elle se dirigiam todas set-
tas...
O Sr. ATonso Celso Jnior : Era a ca-
bega de turco.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do
consolho e ministro de estrangeiros): ...
cabio o Sr. Bario de Mamor, retirou-se
do ministerio, levantam-lhe um pedestal,
dizem que prestou muitos servigos; que
s elle os prestou; que o governo nlo tem
parte alguma as glorias que agora Iba re-
conhecem. Ora, isto ht d vontade da
gente se demittir. (Hilaridade prolonga-
da.)
A causa da demiaslo do ministro nlo
foi a que eu apoitei, nem a que S. Exc.
expliuout,- vem de muito longo, no dizer.
da opposiglo.
Passemos em revista os factos.
Em primeiro lugar, attribue-se ao pro
jecto de pagamento de congrua aos vigarios
estrangeiros. Acabo de dizer o que houve
sobre este ponto, e acresceoto somante um
pedido a cmara: e que tenha muito
cuidado com a emenda que v.'m do se nado
sobre o ex-informata consciencia.
O Sr. Jlo Penido EjtcoodemnaJa.
O Sr bario de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de .estrangeiros).
Deve sor. A doutrioa est de accordo
com a decislo do Sr. Nabuco, chefe do
partido liberal. (Apoiados.)
Aquellos que clamam pela moralidade do
clero nlo de vem sujeital-e a recorrer
Coroa, para que esta declare quaes slo os
seus defeitos. (Apoiados.)
O Sr. Jlo Penido : Ninguem pode
sor condemnado sem ser ouvido e defen
der-se.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeirjs). V.
Exc, quando vai ao tribunal de peniten-
cia, nlo tem defensor. E' preciso attender
s circumstancias do caso.. (Apartes.)
Em segundo lugar, allegou-se como cau-
sa um offi.-io do ilustre arcebispo da Ba-
bia, publicado no Diario Official, sob a
rubrica Presideute do Conselho.
Eu li esse offijio, e tive urna especie de
vaidade em ver que to alto personagem
da igreja havia se dirigido a mim, de modo
que muito me penhorava mas li o officio
cem todo o cuidado, e nlo vi a menor
offensa sequer ao nobre ex-ministro do Im
perio. (Apoiados.)
O arcebispo da Babia reclamava contra
aquillo que elle julgava contrario aos inte-
ressea do Estado e aos interesses da igreja,
ligados entre si at certo pont >.
O Sr. Aadrade Figueira. E como pri-
maz da igreja.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente du
conselho e ministro de estrangeiros.) Elle
cumpriu sua obrigaglo como pastor da
igreja e como brazileiro. (Apoiados.)
Devia o presidente do conseibo fechar
as portas da publicidade reclamagao do
chefe da igreja brazileira ? Devia mandar
publicar essa reclamagao nos A pedidos de
F0LHET1H
JOSLARONZA
POR
JACQES DU FLOT E PEDRO MAEL
4|l'(.vr 1 PAUTE
CAR HE*
(Continuaglo do n.
XV
182;
De repente, tomou alent, e seus olbos
fulgiram com sinistro brilho.
- E' preciso vingar-me I E' precise
vingar-mel repetio.
E dirigindo-se bruscamente a Darmaifly:
O senhor volta para a casa da Sra.
Francs, nlo verdade ? perguntou o hes-
panhol.
Com effdito, essa minha intenglo.
Encontrar la minha tilha, disse elle
solugando, e tambera o Sr. Rouval. Diga
a ambos, pego lhe, que venham aqui imme-
diatamente, porquanto eu os espero.
E, afastando se de Daroaailly bastante
commovido, drsse-lbe o pai de Carmen :
O senhor se esquecen do sen dinhei-
ro.
Macbinalmente, Juliano pegn, no di-
nheiro. Nlo era urna restituigio ?
Mas, sbito, acudi Iba urna reflexlo.
Nlo, disse elle, nlo terei que fazer
des'.e dinheiro.
Antes que Clanos houvesse podido re-
iectir, largou os magos do dinheiro, e agar-
rando as tres letras que o velho deixara
ao alcance da mo, sahio do salle precip-
tadamente.
Com grande sorpreza sua, o socio de
Rouval nao se moven para tomar lh'as.
Chegando ra, Darmailly olbou para o
relogio.
Acabava de dar dez horas.
Anda tempo disse comsigo o mo-
So.
Passava um carro vasio.
Juliano mandn parar e nelle entrsu, di-
zendo ao cooheiro para onde devia rodar.
alguma folha diaria, coma sahiu o offijio
do Rvm. bspo de Pernambuco, no qual
alias bavia alguma oousa, alguns termos
que iam tocar ao ex-ministro do imperio ?
Nlo, senhores ; se eu entendesse que o
offijio do digno arcebispo da Babia conti-
nha materia ofTensiva, estrauh pressSes : anda assim, nlo lhe negara pu-
blicidade.
O Sr. Jlo Penido d um aparte.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do
conselho) Publicam-se todas as nforma-
g5's e reclamagos de toda a parte e pro-
cadencias ; chove n telegraramas sobre os
assumptos mais insignificantes, e os factos
mais estranhos acglo do parlamento : e,
entretanto, primeira auetoridada eacle-
si8tica brazileira havi^m do ser fachadas
as portas do Diario Official para a publi-
carlo das reclaraagSes, que iizer em virtu
de de seu elevado cargo ? I
O Sr. Jlo Ponido. O nobre presiden-
te do conselho pareje qua se confessou no
Castello. (Risa).
O Sr. Bario de Cotegipa (presideete do
consolho e mioistr a da estrangeiros). Sr.
presidente, nlo p le ser trazida esta pega
offi :ial senlo com o intuito de accumular
indicio sobre indicio da deslealdade com
que o ministerio procede para com seus
collegas; mas indicio falso sobre indicio
nlo constitue prova era augmenta o valor
da asseVeragl (apoiados) ; um conjuncto
de falsdades. Essas chamadas provas cir-
cumstanciae8 nlo slo seniio sonhos ou ma-
nifestado do plano assentado de perturbar
a boa harmonia entre os que ficaram c os que
sahiram.Que pode mais ter trazido a opposi
glo se lembrara, digam para reputar o ga-
binete como falto d'aquella lealdade devida
a seus collegas ? No senado taxou se de
armadilha o resultado daquella sesslo ; mas
all foi explicado o pensamento de todos
quantos torasram parte na discusslo, e,
Sr. presidente, se houve alguma armadi-
lha, quem a armou to um dos membros da
opposiglo. (Apoiados).
O Sr. senador conselheiro Paulino re-
digiu o parecer da commisslo de accordo
oom as notas que lhe forara dadas por um
Ilustre membro pertencente a opposiglo ;
si ah descobriu se armadilha, foi elle a
victima, foi quem nella cahiu. Mas o que
rea!, que foi um incidente imprevisto
para todos. (Apoiados.) Succede muitas ve-
zes, nlo s na vida particular, eomo na
vida publica, que urna circumstancia m-
nima produz um resultado gravissimo : foi
o que succedeu.
Eis, Sr. presidente, o que eu tinha ten-
glo e o que nlo tinha tenglo de dizer.
Muito bem ; muito bem.)
DISCURSO PRONUNCIADO NA SES
SAO DE 8 DE JULHO DE 1887
ORNAMENTO DE ESTRANGEIROS
O Sr. Il.iro de Cotegipe (pre-
sidente do conselho e ministro de estran-
geiros) : Sr. presidente, o relatoria apre-
sentado na presente sesslo e o da anterior
contera tudo quanto consta na secretaria a
respeito da questlo e dos factos de que tra
tou o honrado deputado pela provincia das
Alagoas.
S. Exc-, pjprm, antee de ohegar con
cluslo e formular os quesitos que dirigi-
me, fez o histrico dos tribunaea arbitraes
estabelecidos em Santiago do Chile, em
virtude de convenci d'aquelle Estado com
os diversos Estados da Europa, sendo o
Brasil o arbitro desempatador.
Nlo me cabe de maneira alguma occu-
par-me das dua parteo do discurso do
honrado deputado : 1.a, sobre as causas da
retirada do Sr. conselheiro Lopes Netto ;
se retirou-se de motu-proprio, se con a li-
cenga nlo pedida, como declarou o nobre
deputado, porquanto na secretaria nlo
consta senlo aquillo que o honrado depu-
tado denominou verdade official.
Melbor do que eu, a administraglo d'a-
quelle tempo poder esclarecer as suspei-
tas do nobre deputado.
O Sr. Laurengo de Albuquorque : Eu
nZo tenho suspeiUs a esta respeito.
O Sr. B^rlo de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros): Sus-
peitas de qua o governo retirasse aquello
arbitro do Brasil por nlo approvar o seu
procedimento.
O Sr. Araujo Ges : Mandou-lhe li
cenca sea elle a pedir, como eu j disse
aqui.
O Sr. Bario do Cotegipa (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros) : -
Tambem me nlo compete apreciar as con-
tradigS-as resultantes dos principios diver
sos estabelecidos e seguidos pelos nossos
1. e 2.o arbitros.
Dez minutos depois estava na sala da
Sra. Francs.
Tudo all estava tranformado.
A saia, a galera envdragada, a sala de
jantar, tudo tinha sido preparado para urna
festa grandiosa.
Maximiliano providenciara de modo a
ser tudo feito conscienciosamente. Elle
mesmo dera o plano da ornamentaglo.
Os convidados eram numerosos : senho
ras elegantes e lindas, homens quasi todos
pertencentes ao exercito e armada, a
maior parte fardados.
Aquello baile era de algum modo, o sa-
rao que dovia preceder os esponsaes de
Alice d'Isaac e de Jlo de Treguern.
Muito festejadas e cumprmentadas, as
duas meninas eram as rainbas da festa.
Alice estava vestida de cor de rosa, ra-
d ante de fresaor e de graga.
Renata, radiante, nlo pudera esconder a
belleza, mo grado a pallidez do sen rosto,
sob o vestido de cor um tanto sombra, qnc
fazia sobresahir a perfeiglo e a alvura das
suas liohas esculpturaes.
Renata nlo quera comparecer naquelle
baile. Maximiliano foi obrigado a fazer-lhe
urna pequenina violencia. Dissera-lhe elle :
Minha querida, nada, nada neste
mundo poderia attentar ao meu amor.
Mas, por sly^por si to somente, pego-lbe
que atravesse. de cabega levantada, es
multidlo de indifferentes. E preciso q
eu tenba o direito de vingar a injuria, se
por acaso alguem a injuriar.
Ora, Laximiliano anda l nlo estava.
Bertba to pouco appareoera.
Quando Juliano apparecen no baile, a
Sra. Carmen Clanos fazia una entrada de
sensagao, pelo brago do Sr. Stepban Rou-
val.
Estava em todo o seu brilho a radiaglo
daquella belleza prodigiosa, a qua somonte
Renata poda contrapr a sua.
As duas mulheres trocaram um olbar.
O olbar de Carmen traduzia se por odio,
o de Renata por despreso.
E, D.rraally, que se approximara de
Renata d'Isaac, para protegul-a, se neces-
sario fosse, vio a de repente tornar-se an-
da mais paluda e cambaiear.
Elle estava ao sen lado. Ella sncostou-
se ao seu hombro, cem os entes cerrado.!,
a desfallecer.
Atompunhon a direcelo do sea olbar.
No meio dos srnpos vio Carmen tomar
o brago de um official, e Rouval, que con-
versava, rindo, com alguns mogos, tirar
ostensivamente do bolas do collete alguma
cousa que prendeu com um allinete na la-
pella da casaca.
D*u objecto jorrou um feixe de raioi
O Sr. Lourengo de Albuquerque : Nlo
affirmei que havia contradices.
O Sr. Bario de Categipe Iprosidente do
conselho e ministro de estrangeiros) : Se
ellas existem, a nica resposta qua posso
dar a mesma que o notara deputado deu,
isto qua estou convencido de que am-
bos procederam de accordo com a sua
consciencia de juiz e com a illustraglo do
seu espirito.
Mas tanto foram essas contradig3es,
reaes ou supostas, de principios estabeleci-
dos por um e outro arbitro, o quo determi-
nou a suspQnsIo das sessoes dos tribunaes,
que e nobre deputado vcio a concluir que
seria ura dezar para nos, dadas certas hy-
potbeses figuradas pelo nobre deputado,
proseguir as suas funcgSdS o actual arbi-
tro do Brasil.
Senborea, esto expostos nos relatorios
d'este e do anjao passado os 'motivos da
suspenslo das sesses dos tribunaea arbi-
traes ; mas ha ura ponto a notar, o que
o tribunal talo-chileno foi o que deu o sig-
nal da suspenslo dos julgament03; os ou-
tros ministros anda nao so tinham reunido
para proferir sentenga. -*Seja como fr, o
certo que d'ahi proveio a suspenslo ge-
ral dos trabalhos.
Nlo tenbo conhecimento das razoes que
baviam lovado esses governos, por seus
representantes no Chile, a suspender os
trabalhos das corarass5e3, e por nota exi-
g de cada ura d'eiles que ra'as declaras-
sem, porque o meu fim era, se elles pro-
longassem a suspenslo dos trabalhos sem
dar nos as razoes de seu procedimento,
ou nol as desaem de natureza tal que as
pudessemos aceitar, retirar o nosso arbitro.
Declararais, porra, que precisavam en-
tender-Be previamente com o Chile, para
pro8eguimento ou reabertura dos tribunaes.
N'eate caso o nosso arbitra devia aguar-
dar a deliberagla das partes contratantes.
Desconfio tambera, como o nobre depu-
tado desconfia, que o tira de alguns dos
representantes d'esses governos seria tra
tar directamente com o Chile, porque urna
especie de colligaglo entre nagSes to po-
derosas para fazerem reclamagSes a um es-
tado da America relativamente fraco e
para com tantas nigoes reunidas fraquissi-
mo, teria muito mais forga e proveito que
oa julgamontos por tribunaes.
Algumas d'essas, taes slo a Allemanha
e a Inglaterra, nlo concordaram na sus-
penslo dos trabalhos ; e d'abi proveio que
a Italia mandasse em misslo especial o Sr.
Conde de F para tratar, nao s de proro-
gaglo de prazo como i tambera para outro
assumpto, o das salitreiras, de que fallou o
nobre deputado.
Passado algum tempo, declararam-se
promptos a entrar de novo no julgamento
das roclamagoas.
O ministro loglez assim declarou e d'is-
to se lavrou urna acta.
Nlo posso, assim de repente dar minu-
ciosas informagoes ao nobre deputado ; as
completarei depois.
Entretanto, ou porque oa principios es
tabelecidos pelo nosso arbitro Ibes preju
dicariara oa porque tivessem pressa de li-
quidar as suas reclamaeSes, alguns desses
estados tm feito convengoes particulares
com o Chile, recebendo urna porcentrgem.
luz dos lustres, brilhando de modo a fe-
rir as vistas das pessoas que estavam em
derredor.
Ouviram-se alguns murmurios de ami-
raglo, emquanto rumores abalados, sardo
oocbichar, circulavam em roda.
Eram os diamantes de Renata que pro-
vocavam taes rumores.
Renata estava lvida ; fazia medo vl-a.
Seus olhos, fixos, nlo podiam despregar-se
das fataes pedras.
Darmailly nlo se conteve mais. Quiz
precipitaj-se sobre o banqueiro.
Quundo, porra, elle afastou-se da moga,
perdeu os sentidos.
Houve tumulto na sala.
A menina d'Isaac est incommodada 1
disseram de todos os lados.
Jlo e Aliae tinham corrido para sua ir-
ml. Ampararam-a na queda e levaram-a
dall.
Feliz raento era ama syncope pasaageira.
Renata, minha Renata, que teas tu ?
perguntou Alice, louca do inquietaglo.
A pobre moga, alquebrada, fez um es-
forgo.
Nada, nlo nada, minha
J passou Foi ama vertigera.
Ah 1 Rouval bem sabia o
Crabecia o alcance terrivel da
mia. -
Era toda a cidade de Pariz t
elle nlo usava assim senlo as
quedas que para com elle tinham sido cora-
placeotes. E os diamantes de Renata, pa-
ra a cruel multidlo, ficavara sendo as pro-
vas da complacencia da moga.
Quando a sua victima cabio, o miseravel
estremeceu.
Acabava de encontrar o olbar esbrazea-
do de Juliano, parado em sua fr E aquella olhar era to ameagador, to
terrivel, que o temivel lutador srntio o
fro penetrar-lae at a medulla dos ossos.
Para que advogado o encarasse por
aquella forma, era preciso que soubesse
muito.
O banqueiro vio tudo encarnado. Teve
essa vertigem que acommette os crimino-
sos em um crime supremo.
A sna agitaglo nervosa fl o procurar o
punhal.
Deteve se a tempo. Renata acabava de
entrar na sala.
Na mesma oceasilo, pelo outro lado da
sala, entrava tambem Maximiliano, farda-
do, dando o brago a Bertba.
A moga, vestida de azul claro, cora o
adoravel ornato dos seus dozoito annos, pro-
duzia naquella multidlo agitada snaselo
de pacificacle indescriptivel.
ju crida.
que fazia.
sua infa-
abia-s-
cres
que
da
A Italia, porra, qua anda nlo che-
gou a accordo; e creio que algunas ou-
tra s.
Mas, senhores, se mandamos um arbi-
tro para julgar essas reclamagSes, desde
que as partes contractantes enteudem que
entre si podem chegar a accordo, nlo ha
ah dezar para nos. Nlo exacto que as
reclaraagoes j julgadas entrassem no ac
cordo ; outras, apresantadas era granae nu-
mero, ainda nao tinham sido examinadas
pelos tribunaes.
Pergunto se o Brazil, que comparaceu
para ser arbitro desempatador entre esses
Estados, dever-se-hia retirar por essa causa
ainda subsistilo alguns que na tanbam
feito essa nova convenglo?
Entendo qua nlo podamos expor urna
naglo americana e amiga a sofirer coac-
glo da forga empregad por um ou mais
Estados europeus. Portanta, emquanto se
quizerera sujeitar ao julgamento, devenios
persistir e manter o nosso arbitro.
O nobre deputado pareceu attribuir o
procedimento d'esses Estados aos princi-
pios differantes, adoptados pelos nossos
arbitros no julgamento das reclamag3es.
Nao pent> que os principios sustentados
fossem contrarios ao direito das gentes,
porqu-, segundo as convengoas, a regra
imposta aos arbitros era a do julgarem se-
gundo os principios geralmente reconheci-
dos no drito das gentes e praticados pelos
ltimos tribunaes arbitraes da Europa e
da America; nao havia outra restricglo.
A' Franga nao convinha certos princ
pos, porque maitos delles tinham sido con-
trariados por oceasilo da guerra fran-o-
allaml. E basta dizer isto para que se
coraprehenda que ella quer a liberdade de
appiical-os em tempo competente. Nlo o
affirrao; supposigo minha para explicar
a sua repugnancia.
E direi ao nobre deputado, sem querer
entrar na analyse de quaes slo os melho-
rea principios, que 03 estabelecidos pelo
segundo arbitro forara justamente os ap-
plicados pelo Brasil era todas as reclama-
c5es, em consequencia da guerra do Pa-
raguay e da do Eitado Oriental. Ora, uos
Estados da America, povoalos de estran-
geiros, que possuem propriedades, espe-
cial, neate das cidades, restringir o direito
americano inbibindo-nos da praticar aquil-
lo que pratica a Europa, nos obrigar,
no caso de qualquer guerra, a pagar as
despezas, indemnisando todos os damnos.
Considere bem o nobre deputado este pe-
rigo.
O Sr Laurengo de Albuquerque :Mas
eu nao impugnei os principios.
O Sr. Bario da Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros):O
arbitro allemlo ainda nlo tinha compare-
rocide; nenhuma reclamagao havia sido
julgada, o mglez, parera, chegara a accor-
do e j funecionava.
A modificaglo que houve, se modifica-
glo se pode chamar, foi esta que, na apre-
ciaglo das provas, os arbitros se regula-
ran! pela pratica do jury ioglez. Foi a
nica declaraglo. A' vista da resoluglo da
Inglaterra e da Allemanha, as outras na-
gSes procuraran) fazer ajustes particula-
res.
braglo directa das novas convengSes entre
o governo do Cbile e da Europa, para sa-
tisfaglo das reclaraagries, o que lhe pareca
urna reprovaglo dos principios 'sobre que
que ello havia funiado suis decisoes ar-
bitraes.
Acredito que nlo. Desde que o Sr. con-
aelheiro Lfayette de novo se reunir,
com o ministro inglez; desde que concor-
dordaram no modo de apreciar as provas,
nenhuma razio havia para se dizer que
seus principios ficaram reprovados; por
quanto continuara a applical-os sempre
as sentengis quo proferase.
Pareceu rae que se ciuvidava da verda-
de da allegagao do Sr. Conselheiro La-
fayetto. Eu nlo duvido. Ao Sr. conselhei-
ro Lafayette restavam poucos dias, em que
a comrasslo anglo-chlena podia funecio-
oar; porque, como os nobres deputados
sabem, no Chile, do Dazambro a Fevarei-
ro, administrago tribunaea, etc., ninguem
trabalba ; en:ram em ferias.
Ora faltando poucos dias, e entrando o
invern, muito forte naquella regilo, o Sr.
conselheiro Lafayette, recelando pela sua
saudeo da sua familia, coraraunicou-ma que
se retirara antes da chegada do novo ar-
bitro, tanto mais quanto lhe pareca que
afinal os interessados haviara de chegar a
accordo iudependentementa de julgamen-
to.
Isto o qua sai. E creio piamente n
palavra do Sr. conselheiro L fayette.
O Sr. Laureag
Muito bem.
de Albuquerque :
Correu em direcglo de Renata e beijou a
diante de todos.
Bruscamente, sua vista, Rouval era-
pal'idecou e rangeram-lhe os dentes.
Naquelle arrebatador vestuario de pri-
mavera, que Bertha trazia, urna nica nota
destoava extraordinariamente, com eviden-
te intenglo.
Das suas pequeoinas orelhas peniiam
admiraveis brilhantes, cravados em ouro e
coral virgem, brilhantes iguaes, absoluta-
mente iguaes aquellos que o banqueiro tra-
zia na lapella da casaca.
Essa circumstancia saltara aos olhos de
todos.
Os mais sceptisos que astavam em volta
de Staphan, delle se afastaram, nlo sem
alguma desconfianga. Alguma cousa dizia-
se pela surdina.
Entretanto o doutor e sua irml davara a
volta pela Bala, apertando as mos que se
ostendiam para elles, acolhendo os compri-
mentos que cada qual mais pressuroso lhes
fazia.
Maximiliano resolver pagar ultrage com
ultrage.
A colera empallidecia-lhe as narinas e i
fronte.
Ora,^'aquella sentimento, envolva tolos
aqaelles que faziam sofFrer os seus. Nlo
distingua entre Carmen Rouval.
Quando se achou em frente da hespa-
nholi, que se inclinava para saudar, voltou
bruscamente as costas.
E ao chegar ao banqueiro, disse-lhe com
voz trmula:
O senhor tem ah muito bonitos hri-
hantes, Sr. Rouval ?
O capitalista quiz responder. Balbuciou :
Semelhantes ao da Sra. Arband.
E' verdade I disse Maximiliano. Eo-
centrei esses diamantes na Australia, e
trouxe-os minha irml, para substituir os
diamantes de miaba mli, que ha tempos
tinham sido vendidos, e que slo esses que
o senhor tras ah de modo singular.
Stepban sentio a injuria bater-lhe cm
cheio na face.
Arband, porra, nlo deu por isso.
Onde os encontrou ?
O banqueiro nlo poda responder. A
audaciosa mentira da Maximiliano exiga
formal desmentido. Nlo se atreven a pra-
foril o.
Agradam-lbe ?
Mais do que agradarme, eu me pro-
puzera sempra resgatal-os, pas quera offe-
recel-es mulher que me honrava com a
sua prefereucia, quarendo ser minha es-
posa.
Riuval trema de raiva, que continhi.
Recommendei ao nosso arbitro que coad-
juvasse o ministro italiano para o resulta-
do de sue misslo, que era acabar por mu-
tuo accordo com as questoes, porquo nos
temos interesse em ser juiz ; o nosso in-
teresse concluir com o encargo que nos
i rapuza m o- e com que tanto despendemos.
(Apoiados.)
Digo ainda que recommendei ao Sr.
Bario de Aguiar de Andrade para que,
logo que visse que a sua misslo nlo podia
ser preenchida tal como o governo lh'a
encarregou, declarasse que se retirava;
mas por ora nlo o podemos fazer.
Suspeitou o nobre deputado que a reti-
rada do Sr Lafayette proviessa da suspen-
slo dos tribunaes, consequencia da cele-
Nesta caso, permitta.mo que lh'os
offerega.
Aceito, disse francamente Maximilia-
no. Estes brilhantes valem quatrocentos
mil francos. Daqui a urna hora esta quan-
tia estar em sua casa.
Rouval iaclinou-se, e, despregando os
brincos, entregou-os ao doutor.
Este, porm, fez menglo para Renata
que, a poucos passos se apoiava, trmula,
no brago da Sra. Francs.
Queira, senhor entregar esta joia a
Sra. d'Isaac, cuja mo tive a honra de so-
licitar e toi-me dada.
Devorando a vergonha por que passava,
o banqueiro curvou a cabega e entregou a
joia a moga.
A sua paciencia, porra, estava esgota-
da.
Endireitou-se. Seus olhos procuraran"
Carmen na sala.
Carmen ah nlo estava mais.
Ferida no coraglo pelo insulto de Ar-
band, a moga fugira, abafando os solugos
e esconden Jo o desespero.
Emquanto a Maximiliano, comprebende-
ra que aquella scena terrivel era o prelu-
dio do drama que ia representar-se.
Agora, que Renata aahira si e salva da
terrivel prova, elb estava prompto para
dar ao banqueiro todas as reparagSes que
elle desejasse.
Ora, Riuval qnera todas as raparagoes.
A furia daquella hornera queimava-o como
ferro era braza.
Naquelle momento precisava de sangue
para lavar a affronta.
Maximiliano, ostensivamente, dirigase
para a sala do fundo, pequeo aposento
que de proposito estava vasio.
I Rouval, pressuroso, acompanhou-o.
Entlo, a sos, era frente ura do outro, os
clous iniraigos -nediram-se de alto a baixo.
Foi o olhar do doutor que fez abaixar o
do banqueiro.
Procura-mu ? disse Arband. Aqui
estou. Que quer ?
Parguntar-lhe o motivo das suas in-
jurias.
Ou dar me conta do roabo.
Siephan, prestes a rugir, recuou ura
passo.
SenhorI. .
Nada de explosoas aqui, Sr. Rouval
Slo inuteis. Paguei-lbe com dinheiro o
meu recoiihecimeoto. Acaba de insultar
urna moga ilo pura quanto baila. O se-
nhor ura miseravel cobarde I
O semblmte do banqueiro estava d composto. ------
Sr. Maximiliano Arbsnd, bradou elle,
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do
conselho e ministro de estrangeiros) :
Retirndose o noaso arbitro, entendi que
de7amos fazer essa ultm > saarificio, qual
o de substituil-o por outro que j se acba
no Cbile, e que brevemente poder infor-
mar o governo da marcha desta questlo.
Segundo suas informagSes, assim delibera-
r o governo.
O que me justifica, principalmente,
nao querer abandonar um Estado ameri-
cano aos effeitos que pode acarretar esse
abandodo.
Emquanto se puder evitar, pelos meios
pacficoso dos tribunaes arbitraesque
elle soffra alguma prsalo, eu entendo que,
qualquer que seja o sacrificio, devem03
fazel-o.
Sr. presidente, acabo de explicar, sem
seguir o matbodo e a ordem que o nobre
deputado seguio, a marcha desta questlo
e quaes as intengSes do governo. Pode ser,
mesmo certo, que me falte ainda dar
algumas explicages ao nobre deputado.
Eu o farci mandando vir as ultimas com-
municagSas do Sr. conselheiro Lafayette,
e por abi se convence o nobre deputado
de que nlo tem provindo ao Brasil o me-
nor dezar pelo modo por qua tem proce-
dido ; tm vindo, sim, grandes despezas e
cuidados, porem com o fira muito louvavel
de correspondermos confianga que em
nos depositaram tantas nagSes reclamantes
europeas como a repblica do Cbile.
Desculpa o nobre deputado se nlo pude
acompashal-o em tudo; mas nada ha que
eu nlo possa e nao deva explicar cma-
ra, porquanto estou convencido da que o
governo tem procedido do modo por que
S. Exc. procedera se oceupasse a nossa
posiglo.
Se ha algum ponto que me escapasse,
S. Exc. dir, porque estou prompto a res-
ponder.
O Sr. Lourengo de Albuquerque :V.
Exc. tocou em todos es pontos. Pego a
palavra para responder.
O Sr. Bario de Cotegipa (presidente do
conseibo e ministro de estrangeiros.) Te-
nho concluido. (Muito bem ; rauito bem.)
em terrivel espasmo de furor, palavra
essa que me pagar com a vida.
Ou'que eu pagarei com o sea sangue
Cautela I J supportei de mais. To-
me sentido I
Em que ? disse Maximiliano, cru-
zando os bracos.
Naquelle momento levantaram-sa es re-
postemos : Jlo de Treguern e Juliano
Darmailly eotraram.
Rouval hediondo, com as narinas e as
papillas dilatadas, ainda disse :
Tome sentido I tome sentido !
E recuon de novo, como qae para avan-
zar.
A rudo mo de Treguern cabio pesada
sobre o hombro e fl-o rodar sobre os ta-
cSes dos sapatos.
Ao mesmo tempo, o ofSaial de marinha
articulou estas palavraa :
Ora, pois, Sr. Rauval, porte se com
seriedade, se nao quer qua eu o tome par
ladrlo. \
Stephan tinha-se desembaragado da mo
de Jlo.
Amanhl recebar minha* testemu-
nhas, Sr. Arband, disse elle.
A' sua disposiglo 1 raspondeu dou-
tor, com calma.
Juliano Darmaiily approximou-se por
seu turno.
Creio, Sr. Rouval, que o senhor vai
muito depressa.
O banqueiro olhou desdenhosamente pa-
ra o advogad.
A proposito, proseguio Juliano, o se-
nhor charaa-se masmo Rouval ?
Desta vez, o miseravel estremecen.
Nao nos disse o senhor que se cha-
raava Stephan Jubb, irmlo de L-wls Jubb,
negociante e banqueiro em Malbaurne?
Sim. A que vem esta pergunta ?
Darraailly soltou urna gargalbada.
Tanho o pezar nlo s de corarauni
car-lhe que L-wis Jubb nunca teve irmlo,
mas tambem, o que mais singular, qae
Lewis Jubb est morto e enterrado.
Ouvindo aquella revelaglo, Maximiliano
e Jlo olharam um para o outro.
Rouval, mbaragado conserva va-so calado.
Juliano proseguio, querendo esmagar
miseravnl :
Olhe da vera (l o pro?enido ha pou-
co, o qua teria evitado esses dissabares,
que o honrado Sr. Clanos rogara-lhe que
fosse inmediatamente ter com elle para sa-
ber o que devia fazar, tanto a respeto do
sua filha, como a respeito da firma Laron-
za apresentada por mim |no seu escrpto-
(Continuar se ha)


.


r
.
--

T/p. do Diario rna )*tue de Carias i. 13.



r***v


Full Text
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