Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17447


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Full Text
JNU
LXV NOMBRO 35
ti
PARA A CAPITAL E LICARE OIVDE XA E PACA PORTE
Por tres mezes adantados....
Por aeis ditos dem .' .
Por um aano idem.....
Cada numero ovulso, do mesmo dia.
60000
120000
230000
0100
QUART-FERl
t FEVEREIRO DE 1889
______ i m
PARA DEN TRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados ....
Por nove ditos idem......
Por Um anno idem.......
Cada numero avulso, de dias anteriores
130500
200000
270000
0100
DIARIO DE PERNAMBUGO
4
TrcprMade de Manoel Snqujejfca de S'aria Fitycs
I
TELEGRAHMAS
sss7:::
sa :-s:::: satas
ROMA, 11 de Fevereiro.
Acaba de fallecer o cardeal Pitra de-
cano do Sacro-Collegio, bispo do Porto e
Sania Rujina.
LISBOA,. 12 de Ftvereiro.
"^SAssoeiacao Commercial do Porto re-
cusa o accordo com o governo concernente
a questio dos vinhos.
Corre o boato de que o Ministerio ach*-
ein crise.
Fevereiro.
causados
pelos desordeiros
easiao da manifestacao dos operarios
Bemtrabalh", t'oram avaliados em cerca de
dous milhoes de liras
Aigumas centenas de prisSes j foram
effeotuadas pela polica.
Receia-.se novas desordens.
PARS, 11 de Fevereiro, noite.
A Cmara des Deputados depois de urna
vivadisous- i adoptou na sua sessao de boje
por 20^ votos contra 222 o projecto de lei
sobre o restabelecimentU da votacao por
ICircuinscripra' i.
BERLIM, 11 de Fevereiro, noite.
S. M. olinp rudor Guilberme est n'este
teomfento ba-tant- iiicommodadado, mas o
estado niio inspira inquietacSo.
S. M. contina a soffrer dos ouvidos.
LONDRES, 11 de Fevereiro.
Deve ter lugar quinta-feira prxima, em
Jerlim, com os representautes da Gran-
etanha e des. Estados-Unidos, urna con.
relativametote a ocpppaeao da lha
lpelas tropas allemaes.
incia Havas, filial
de Fevereiro, de 1889.
USTRDCaO POPULAR
AS GRANDES INCOES
NTIGAS K MODERNAS




(Continuacao)
V
A bUMMOlA
iJTJenoniiiia-se ?:;:>i natural, um mineiro com-
eto de dous oxydos de ferro combiaados que
taneontra abundantemeate em certos terrenos,
iteui a prrpriedade de attrahir o ferro e
[outros metaes como o nickel e cobalto,
pa tradiceSo externamente antiga que
)r chamado Maznes, andando em busca
bDV' 'ha que se lhe perder no monte Ida,
atio qtk s sapatos ferrlos e a ponta frrea
cajado adherid... tena -me a um pedaco de
Ira fusca a que se ti: ha encostado algum tem-
besta pedra era i:. imun. Aantlguidade des-
lendaprova qir-. :. p;dra imanfoi sem duvida
leeida desde as ruis remotas eras por diffe-
ts povos.
^j (Contina)
PARTE OFFICIAL
O
C.ovcrno da Provincia
nriioiENmno da 1 de feverbiro de 1889
presidente da provincia, em execugo da
2395 de 10 de Setembro de 1873, resolve
Amador de Barros Cavalcaute Lins para
capillo da 3 companhia do 65 bala-
Seo activo da guarda nacional da co
Ifoida em substituico do capitao Ben-
Hant da Cunha Salles, que obteve
Ksageta para a comarca do Recife.
-se ao commandante superior de
Widente da provincia, em execugo da
fe* de 10 de Setembro de. {873, rcsolye]
par Jos Vic/tor d Carvalho para o pOiOlIe
kda 4 (tompanhia da 12* seceo de reser
[guarda nacional da comarca de Itamb, em
uito di) tenente Joaquim Jos Pacheco de
aerque .Maranbo, que mudou de residen-
ommiwicou-se ao commandante superior.
r
Ao ministro plenipotenciario doBrazil em
res. Tenho a honra de remetler a V. Exc.
lcete da receita e dtspeza da estrada de
Ldo Kecirc aoS. Francisco relativa ao mez
. abro, acompanhado do devido desenvol-
i da acta da sessao em que os
-arios do governo proceeram o exame
bem assim os ocu-
- lulho, a Dezembro do anno prximo
tos de minia alta
da provincia, do Ce
me de providenciar uo
irn smitt ido', conforme foi so-
ncia em officio de 13 de
do processo do reo
iterpoz recurso
lo jury do termo de Baturit, nessa
I data de 27 de. Fevereiro de 1864.
Ao presidente da provincia doMaranbo.
Rogo a V. Exc. que se digne de providenciar no
sentido de ser-me transmittida, conforme foi so-
licitada por officio desta presidencia, datado de
3 de Margo ultimo, a certido do processo do reo
hLeonio de Moraes e Souza, que interpoz recur-
so de graca da pena de gales perpetuas, imposta
em 18 de Dezembro de 1861, em virtude de de-
ciso do jury de Anajatuba nessa provincia.
Para que "o recurso possa ter conveniente des-
tino, convem que a certido seja acompanhada
de iuformago do juiz da condemnacao, ou da-
quelle que o ti ver su bstituido no cargo, conforme
preceituara os aviso:! do Ministerio dos Negocios
da Justica de 38 de Junho de 1865 e 22 de Outu-
bro de 1886, sob ns 287 c 63.
Ao procurador da coroa, fazenda e sobera-
nia nacional.Sirva-se V. Exc. de emittir seu
parecer sobre o incluso projecto de posturas da
Cmara Municipal de Boa-Vista.
Ao conselheiro presidente do Tribunal da
Relago do Recife.Para cumprimento do aviso
do Ministerio dos Negocios da Justica de 5 de
Julho ultimo; por copia junto, digne-se V. Exc.
de providenciar no sentido de ser-me transmit-
ida a certido do processo do ro Manoel Jos
da Costa, que interpoz recurso de graca da pena
de 5 anuos e 3 mezes de priso e multa corres-
pondente metade do tempe a qual lhe foi im-
posta em virtude de decisio do jury do termo de
tngazeira, em 17 de Marco de 1887.
Ao Dr. chefe de polica interino.Fico
sciente, pelo officio de hontem, n. 112, de ter V.
S. nessa data assumidoo exercicio de seu cargo.
Communicou-se ao inspector da Thesouraria
de Fasenda.
Ao mesmo.Autorice o delegado do termo
de Ipojuca a alugar urna casa para cadeia e quar-
tel do destacamento, submettendo o termo de
contracto approvaco desta presidencia.
Assim fica respondido o officio dessa chefa-
tura de 29 de Janeiro (indo, sob n. 105.
Ao governador do bispadoTransmittindo
a copia inclusa do officio de 28 de Janeiro lindo
em que o presidente da Cmara Municipal do
Rio Formoso expoe a necessidade da nomeacao
de um vigario para a respectiva freguezia, sirva-
se V. Revma. de providenciar no sentido de ser
attendida a recIamacSo.
Ao inspector gda Thesouraria de Fazenda.
Expeca V. S. suas ordens para que seja en-
tregue, por conta do Ministerio da Mariana, ao
rapito de fragata, inspector do Arsenal de Ma-
rinha, Manoel de Aniyjo Cortez, a quantia ne-
cessara acquisicao de passagens at i corte
para o mesmo capitao de fragata, soa mulher e
tres filhos menores.
Essas passagens sero tomadas hoje do pa-
quete allemao Coritiba.
A referida quantia poder ser entregue ao aiu-
dante do mesmo Arsenal, 1" tenente Leopoldo
Bandeira de Gouveia.
Ao mesmo.No 3 termos da informacao de
30 de Janeiro lindo, n. 61, autorso-o a mandar
pagarj por conta do Ministerio da Agricultura,
Commercio e Obras Publicas e da Guerra, a
quantia de 61290, devido companhia da estra-
da de ferro do Recife ao Limoeiro pelas passa-
gens, de que tratam as inclusas contas, conce-
didas nos carros da mesma estrada, durante o
mez de Dezembro do anno passado, ao enge-
nheiro fiscal dos engenhos centraes. Francisco
do Reg Barros e ao ex-soldado uo exercito
Christovao do Reg Barros.
Ao mesmo.Em resposta ao officio de V-
em Pernambuco^ s. de 29 de Janeiro prximo passado. tenho a
declarar-lhe que nao obstante a ponderadlo con-
stante do mesmo officio, maade entregar ao por-
teiro do Tribunal da Relaco, Luiz Francisco Ro-
drigues Franca Mello a quantia de 2524360. de
que tratei em meu oflicio de 26; observando-se
a prestaco de contas do mencionado porteiro,
nos termos das instrueces n. 287 de lu dt De-
zembro de 1851.
Ao mesmoInforme V. S. se foi liquidada
a conta do ex-collector do municipio de Palma-
res, Alexandrino Olympio de Hollanda Chacn,
condemnado pelo juizo competente da comarca
d aquella denominaco, pena de dous annos
e um mez de prisSo e multa de 20 % do valor
de que se apropriou.
Ao mesmo. Recommendo a V. S. que
mande entregar aos ernprezarios da illuminacSo
publica, Fielden Brothers a importancia da sub-
vencao para luzes do palacio desta presidencia,
correspondente ao trimestre de Outubro a De-
zembro do anno passado.
Ao mesmo. Declaro a V. S-, em adita-
mento ao meu officio de boje, que sao quatro os
filhos menores do capitao de fragata Manoel de
Araujo Cortez, inspector do Arsenal de Marinna.
Ao director do Arsenal de Guerra. Nao
estando feita regularmente a prova da idade do
menor Jos, filho de Luiza Francisca Barbosa,
nao pode elle ser admittido na companhia de
aprendizes artfices desse Arsenal. Devolvo,
pois, o requerimento e mais papis que acompa-
nnaram o officio de V S., de 30.de Janeiro rin-
do, sob n. 313.
A' AssociacSo Commercial Beneficente.
Sirva-se Vv. Ss. de ministrar-me dados com que
eu possa tratar dessa Associacao no Relatorio
5ue tenho de apresentar Assembla Legislativo
rovincial em sua prxima reunio
Muiatis mutandti a Caixa Econmica e Mon-
te de Soccorro.
Ao juiz de direito da comarca de Gara-
nliuns. -Accuso o recebimento do officio de 28
de Janeiro (indo em que Vrac. me participa ter
sido aggredido em urna das ras dessa cidade o
delegado de policia pelo tenente coronel Antonio
Vctor Correa.
Em resposta recommendo-lhe que em nome
d'esta Presidencia, louve o mesmo delegado pela
attitude enrgica com que se houve diante da
aggressao de que foi victima, e faca constar as
autoridades da comarca de sua junsdicco que
devem empregar os meios legaes ao seu alean-,
ce para se fazerem respeitar e obedecer no ex-
ercicio de suas attribuicOes.
Ao commandante do corpo de policia-
Faga apresentar hoje, as 10 boras da aoite, dez
pracas as subdelegado do districto da S do ter-
mo de Olinda.Communicou se ao Dr. chefe de
policia.
EXPEDIENTE DO DR. SECRETARIO
" tffiiQi.'.: .
Ao Df.-jiv(tetitr^p d0 3 districto cnmi-
ual da comarca do Recile--Saa Elt sidenielda provincia man* commumear a V. i>.
que no seu officio d'esta d2^ profeno o despa-
cho seizuinte: \ .. .
'O commandante do cori>.de polica para
satisfazer a requisico .
Ao inspector do Thesouro pfljvinciai.sua
Ex o Sr. presidente da provincr, m1anIaa re'
coL'.mi ndar a V. S. a apresentacoV0 K?. ,7"
d'esse Thesouro que lem de servirrc, .aBe ao
que o mtsmo Exm. Sr. tem de dirigiTif Z
bla Legislativa Provincial em sua pro*"
niio.
Ao director geral das Obras PubHca*.
Siia Exc. o Sr. presidente da provincia fuiPu inh
teirado pelo oflicio de 31 de Janeiro finifJ8DP,
n. 12, de baverem sido por V. S. recebidas pro-
visoriamente as obras de reparos da estrada do
Norte entre Iguarass 9 Itamb e das pontes de
Bojary e Arataca na mesma estrada.
Ao gerente da Companhia Pernambucana-
T-De ordem do-Exm. Sr. presidente daprovin-l
cia acenso o recebimeiito do officio de 30 de Ja
neiti ultimo no qual V". S. participa que essa
conpanhia expedir o vapor Pirapama para of
portos do norte at Fortaleza, no dia 5 do
rent, s 5 horas da tarde.
Ao delegado de policia do termo do Cabo.
Sua Exc. o Sr. presidente da provincia manda
recommendar a V. S. que sobre o assumpto de
seu officio de bontem datado dirija-se ao Dr.
chefe de policia, com quem dever V. S. corres-
ponder-se.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 11 DE
FEVEKEIRO DE 1889
DamiSo da Costa Leito;tt tendo sido pago o
saldo de Janeiro, seiriindo informa o inspector
da Thesouraria de Fazenda, nada ha que de-
ferir.
Gentil Correia de Gusmo.Deferido, v(a
da informacao.
Jos Torres Campos de Medeiros.Informe o
Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Joo Pinbeiro Catle.D-se.
Secretaria da Presidencia de Pernanv
buco, 12 de Fevereiro de 1889.
O porteiro,
F. Chacn.

JAS
industrias e artes
POR
Repartidlo da Polica
2.a seccao.N. 157Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 12 de Fevereiro de
1889. Illm. e Exm. Sr. Participo a
V. Exc. que foram hontem recolhidos
Casa de Detenclo os seguintes individuos :
Joaquim Jos de Sant'Anna, vindo do termo de
Xazareth, aguardando communicaeo official e
Manoel da Paixo Ramos, indiciado em crime de
ferimentos graves.
A' ordem do Dr. delegado do 2 districto da
capital, Paulino Antonio do Carino, como pro-
nunciado as penas do art. 269 do cdigo cri-
minal, disposico do Dr. juiz de direito do 2."
districto criminal.
A'*rdem do subdelegado da freguezia do Re-
cife, Francisco Alves da Silva, Flix da Gama e
Francisco Marianno como vagabundos.
A' ordem do da freguezia de Santo Antonio,
Mathias Candido da Costa, Luiz Feppe de
Franca, Manoel da Rocha Ribeiro, Antonio Jos
Goncalves e Luiz de Franca e Souza, por distur-
bios.
A' ordem do do 1." districto da freguezia de
S. Jos, Eusebio Manoel d'Assumpco e Roze.ido
Jos Valerio, por embriaguez e disturbios.
0 delegado do termo de Tacarat, partici-
pou-me ler-se no dia 1. do corren te, apresen tado
voluntariamente alim do cumprir a pena que
lhe foi imposta pelo juis do termo, o individuo
Casemiro Francisco do Nascimento.
No dia 23 do mez prximo (indo assumio o
exercicio do cargo de delegado do termo de
Ouricury, o alferes Manoel Bellerophonte de
Lima.
O tenente Tbeodomiro Thomaz CavalcantePes-
soa communica ter assumido o exercicio do
cargo de subdelegado do 2. districto de Afo-
gados.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Innocencio Marques de Araujo
Ges, muito digno presidente da provin-
cia. O chefe de policia interino, Daro
Cavalcante do Reg Aliuquerque.
DIARIO DE PERNAMBUCO
1
RECIFE. 13 DE FEVEREffiO DE 1889
Rvrospecto poltico do anno
de 1888
(ContinuagaoJ
POLTICA PARTICULAR DOS ESTADOS
ECROPEUS
A individualidade de Boulanger dominou qua-
si exclusivamente a poltica interna da Franca
durante o anno decorrido. Os frincipaes fa-
dos dessa poltica foram a demisso do minis-
terio Tirard, o primeiro que se organisou aps
a eleico do actual presidente da repblica ; a
formaco do gabinete de que chefe Floquet; a [
celebraedo da memoria de Baudin; as viagens
de Carnot; as denuncias de Numa Gilly e os
projectos de reforma constitucional. Pois bem :
em todos'esses acontecimentos influio mais ou
menos o ex-mmistro da guerra. O seu nome
figurou diariamente as columnas de centena-
res de jornaes; a sua pessoa foi assumpto obri-
gado de grande numero de discursos dentro c
fra do parlamento, alvo de motejos e aCcusa-
ces, como de fervorosos elogios e apaixonadas
defezas, objecto de ntimos receios e de vivas
esperancas. Quando a attengSo de urna nacio-
nalidade se concentra por tal modo n'um s in-
dividuo, pode-se aBrraar que elle comecou a
exercer urna dictadura de facto.
Em 1887 Baulanger liona obtido perto de 39
mil votos para deputado por Pariz. Em Fevereiro
ultimo obteve 55 mil nos diversos departamentos
onde se eflectuaramelcicOes parciaes do mesmo
genero. A candidatura tiuba sido positivamen-
te illegal e contraria a disciplina do exercito. To-
das as folhas franelas a discutiram com ante-
cipago. Fundou-sc um jornal novo-a Cocarde
-que se intitulou orgao bonlangi$ta. Espalha-
ram-se milhoes de circulares recommendando
aos eleitores o nome do general. Este nao pa-
reca preoecupar-se de modo algum com o es-
cndalo de tacs manifestacoes. 0 ministro da
guerra ioterrogou-o. Elle respoudeu sera de-
mora que era absolutamente estranho ao que se
passava. Mas nesse momento achava-se em Pa-
riz. O ministro soube-o, e ordenou-lhe que re-
gressasse a Clermont-Ferrand, d'onde sahira
sem a necessaria autorisacao, e n'um segundo
officio lembrou-lhe o cumprimento da lei. Re-
quereu ento Boulanger urna licenca para pas-
sar alguas dias na Capital. Nao foi attendido,
sob fundamento de que o abandono do seu pos-
to, naquella occasiao, poda dar lugar a com-
mentarios prejudiciaes. Insisti segunda e ler-
ceira vez no podido. Enconlrou sempre a mes-
ma recusajjbrmal e pelos mesmos motivos. NAo
obstante havia sido visto em diferentes occa-
si6es em Pariz, e as duas ultimas disfarcado,
usando oculo azues e fingindo-se coixo.
Em Franca, onde o ridiculo urna potencia
destruidora, essas precaucoes de comspirador de
opereta teriam morto para sempre a importancia
poltica de quabpicr outro que nao fosse Bou-
langer. E' quetfe par(;ce ter a rara felkidade
de nao sentir o cmico das situacoes em que s
vezes se colloca, ou se deixa collocar pelo ex-
cessivo zlo dos seus admiradores. E^sa espe-
cie de inconsciencia, jpropria dos que se julgara
encarregados d'uma misso salvadora, coura-
ca que resiste aos mais albcado epigrammas o
o deixa superior a todas as mortificagoes da pi-
lheria. J lemos algures que o ridiculo s fere
a quem o teme.
A rebelda, a indisciplina do general deu lu-
gar a que fosse destituido do commando que se
lhe confiara, e retirado do servico activo do
ejercito. Mas nem os oculos azues, nem a clau-
dicado voluntaria luejliminuiriem o prestigio,
e antes lhe augmentar o numero dos adeptos.
Os seus amigos na mprensa atacaram Rio-
samente o acto do ministerio. O Intransigente
qualificou-o de feroz, covarde e infame. A Lan-
terna foi ainda mais frtil nessa ordem de epi-
thetos. O governo foi interpellado na cmara
por Cassagnac e Laguerre. O deputado bonapar-
tista poz toda a virulencia do seu temperamen-
to ao servico do boulangismo.
10 seu discurso nao foi hbil, nem concluden
te, mas excessivamente ferino. Recordemos-lhe
um dos tpicos.
9 Fazendo urna censura retrospectiva relativa-
mente ao successo de Schnaebel, o orador ac-
crescentou:
Nao estamos mais n'esse tempo. Deram-se
grandes raudancas na Allemanha ; comecou all
um novo reinado que pode inaugurar urna era
de paz. E' por isso que nm jornal allemoa
Berliner Zcitung, que passa por orgo do Sr. de
Bismarck, dizia esta manha: Pode ser que o go-
verno ftancez, afastando o general Boulanger,
quena corresponder aos intuitos pacficos do impe-
rador e dar umpasso no caminho da paz. Neste
caso necessario que complete a sua obra.
Como vedescontinuou o representante de
Gersa ordem formal, e o presidente do con-
selho s tem que sujeitar-se a ella
Ante semelhante injuria aos seus sedimentos
patriticos, Tirard levanta-ae, como se fra im-
pellido por oceulta mola. Da violento murro no
banco dos ministros, caminha at ao centro do
hemieyelo e paludo, com o braco estendido na
direceo do orador, exclama : Nao consulto
qne fallis desse modo, na* tendes o direito de
fazel-o, nao supportarei urna infamia dessa or-
dem Esse movimento de indignaco foi aco-
lhido com estrondosa salva de palmas, que se
repetiu, quando Floquet, presidente da cmara,
proferiu estas palavras: 6 paiz ha de julgar o
que acaba de der o Sr. de Cassagnac.
Respondendo, em seguida, calma e dignamen-
te interpellaco, o presidente do conselho pro-
curou justificar o procedimento do governo em
relaco a Boulanger. Disse que havia necessi-
dade de manter a ordem e a disciplina militar,
que se calctlasse o que seria o exercito, o escu-
do da patria, se-* cada um dos seus chefes se
mostrasse, como aquelle, arbitrario e indiscipli-
nado, se cada um visse formarse em torno de
si urna clientela barulhenta. O general Bou-
langer, continuou Tirard,-aggravou as faltas
commettidas. Era vez de coaservar-se no seu
posto at ser substituido, veio para Paris, en-
trou em concilibulos, poz-se em estreitas rela-
gOes com os amigos, que lhe preparam novas
candidaturas. N'uma carta dirigida ao Sr. La
guerre, e que foi publicada, assumiu a posigo
de juiz da deberaco tomada pelo seu chefe
hierarchico, esquecendo este conceito que ou-
tr'ora enunciara : 0 exercito nao pode ser juiz,
nao t m miis que obedecer. Se nao se revoltou
abertamenle, achou que podia discutir o acto do
ministro. O governo, porm, nao recua diante
de qualquer medida ou responsabilidade, e pois
toaos a resolucao de submetter o general ao
conselho especial de investigacSo instituido pela
ei de 1834.
Em virtude da deciso unnime desse conse-
lho Jorge Ernesto Joo Maria Boulanger, foi, em
27 de Margo, eliminado do quadro do exercito
Agora tinha toda a liberdade de acgo poltica.
Podia entregarse de corpo e alma agitaco
plebiscitaria, a quantas batalhas eleitoraes qui-
zesse. Como simples paisano j nao mereca
censuras como esta que o seu procedimento pro-
vocara ao radical Camillo Pelletan:
Apregoava-se as ras um jornal que dizia ser
tempo de estabelecer a dictadura em Franca. Dis-
tribuiam-sc retratos do dictador indigitado, junta-
mente com tal profissao de f poltica. E esse
candidato, que era soldado e commandante de
um dos corpos do exercito, nao teve urna pala-
vra para collocar a sua reputaco cima de se-
melhantes monstruosidades! Titularnos o di-
reito de esperar que elle bucasse um meio para
convmaer-nos de que essas torpezas o indigna-
vam. JBo aconteceu assira... Essas compla-
cencias de um militar sujeito disciplina, Ian-
gam profunda perturbaco nos espirites. Cram
urna situago que urna repblica nao pode dei-
xar prolongarse indefinidamente. Seria impos
sivel que o mesmo general continuasse a ser
designado em publico como o futuro confisca-
dor das nssas liberdades, sendo ao mesmo tem-
po ra chefe da forca armada da Franca repu-
blicana. Tornava-se indispensavel que o coa
gissem a optar entre a sua posico de official e
as suas condescendencias."
A resolucao do governo satisfez essas aspira-
ces. ihP Boulanger e os boulangistas assegu-
ravaoflME* os seus adversarios se haviam de
arrepeSfc brevemente da deliberaco minis
tcrial. #
Pcrmittindo que me apresenUsse aos vossos
su iTragiosdizia aquelle no seu m?nifesto aos
eleitores do Norteo governo quiz provocar um
juizo do paiz acerca da sua poltica. Acceito a
lucta perante o sufragio universal. Vos diris
se e possivel que urna grande nago, como a
nossa. confie em horneas que julganpuerilmente
ter supprimido a guerra, supprimido adefesa.
Ainda era ministro, quando disse : *Se fmxet-
te a guerra seria um lonco, se me nap preparasse
para ella, nm miseravel. NSo raudei de opinio.
sinimigos de Boulanger achavam que este,
fallando por tal modo, considerava a patria
aberta a todas as invase; estrangeiras, fraca e
sem valor, pelo simples facto de bavecam dei-
xado sem pennacho o ex-minUtro da guerra.
E a este proposito choveram Bien
rira qui rira le dernier, podia ter dito Boulanger.
des-
a sua casaca s"m dragonas. O manifest
crevia assim a situaco poltica:
Presentemente, o proprio parlamento est
aterrado dos resoltados de sua inaeco. Depois
de tantos annos de somno, finge dispertar ai-
nal. Annuncii projectos de reformas, mas em
acreditar na sua realisaco. pois que todos os
progressos permittidos pela cmara vo inevita-
velmente esbarrar porta do senado. Essa
grande concentracSo republicana tao promettida
a concentraco no nada. "Quando, por acaso
os parlamentares conseguem passageiramente
uair-se, fazem-n'o em odio a um general que s
aspirava ao exacto cumprimento dos seus deve-
res de patriota... Os ltimos acontecimentos
mostram do modo mais evidente que a cmara
se tornou de todo estranha aos designios nacio-
naes. Nem o paiz a comprehende, nem ella
comprebende o paiz... E' preciso dissolyel-a,
e reformar a constituicio.
O candidato nao perdeu o seu latim.
Foi eleito por 172,528 votos, na vaga deixada
por fallecimento de Brame, deputado oonserva-
dor. Mas poucos dias antes desse. triumpho ti-
vera outros por ventura mais significativos.
Effectuaram-se em 8 de Abril tres eleiges
parciaes nos departamentos de Aisne, Aude e
Dordonha. A nenhuma dellas tuina concorrido
Boulanger, ao menos ostensivamente. Nao obs-
tante, obteve na primeira perto de 11,700 votos,
oito mil e tantos na segunda, e sahio deputado
na terceira por 59,489, derrotando Clerjounie,
candidato republicano. Os seus adversarios af-
flrmaram que esta ultima victoria fora alcanzada
com auxilio do bonapartismo, que exaltava no
eleito a doutrina plebiscitaria e cesarista. Justi-
ficavara a asserco com o que no assumpto ti-
nham publicado as folhas bonapartistas Echo de
la ordogne, Pays e o Petit Caporal. Todas ellas
se tinham mostrado, effeclivamente, interessa-
dissimas no pleito. A primeira apoiou arden-
temente a circular em que Thibaud, que dizem
monarchista, havia recommendado Boulanger
aos suffragios dos dordonhenses. As outras pro-
phetisavam um novo 2 de Dezembro; diziam que
o povo reentregar'.a a espada ao general desti-
tuido, permittindo-lhe o arrombamento das por-
tas do parlamento, onde em seguida a tropa fa-
ria a sua entrada triumphal.
Boulanger declarou, entretanto, que optava
pela stta eleico dq departamento do Norte, por
issq qne ao sWlinha apresentado como candi-
dato na de Dordonha.
(Contina).
VARIEDADES
AMOR E DINHERO
POR
O parque da Muetto, esse bonito cantinho de
Pariz to alegre durante os quentes dias de es
tio, pareca agora adormecido na tristeza e na
solido.
Cahia nev sem cessar havia dous dias. Os
breos e ligeiros flcos de nev abal'avam toda
a especie de ruido, apagavam todas as pegadas.
De vez em quando, passava o trem de cintura
como o estrondear de tempestade e o apito do
caminho de ferro lancava um appello estridente.
Depois voltava o silencio, na melancola d'a-
quelles lencoes de nete espalhada.
o primeiro andar de urna villa da avenida
Raphael, era urna elegante sala com as cortinas
levantadas, apezar do fro que fazia l fra, urna
moca em p olhava por entre os vidros.
O rosto e a attitude trahiam lhe dolorosa an-
ciedade; esperava como se espera, quando a es-
Seranga foge pouco a pouco, porque se esperou
o mesmo modo intilmente na vespera e na
ante vespera. Por isso estnmeceu, quando se
ergue urna voz sonora n'aquelle silencio.
Aqui est o recibo prompto, minha se-
nhora. diziam. Antes de o assignar, quer ter o
incommodo de o verificar?...
A moca approximou se vagamente sorrindo ;
O Sr. Fougerol contou; isso basta. Onde
devo assignar ?
O Sr. fougerol, primeiro escrevente do Sr
Capdeviel, tabellio da Condessa Thereza de
Marian, o .-r. Fougerol, era qualquer outra cir
cumstancia, nao teria feito caso e pedia simples-
mente a assignatura ; essa confianca de trauico
no notariado urna cousa muitissimo natural.
Mas olhou para a sua cliente e achou-a muito
distrabiJa n'aquella occasiao. A somma que elle
trazia devia ter muito pequea importancia com
parada com a inquietaco que elle advinhava
n'aquella encantadora senhora.
O escrevente tinha muita experiencia. O exer-
cico da sua profissao envolvia-o continuadamente
as cousas da humanidade verdadeira, as da
vida intima, nessas horas supremas em que nos
esquecemos estar diante de gente.
0 seu faro de homem prudente e de homem
cortez pl-o em guarda contra o perigo de um
esquecimento. E demais as precaucoes, quando
mesmo fossem inuteis, nunca prejudicam. Por
isso repetio:
Permitta-me que insista, Sra. condessa. O
dinheiro conta-se duas vezes. Por muito banal
que seja o axioma, era negocio tornase de ri-
gorosa utilidarle.
A moca, resignada, fez um gesto de condes-
cendencia cortez que signiticava: como qui-
zer .
Ento, o escrevente, to discretamente quanto
possivel, e sem parecer reparar na febre da im-
paciencia que punha em chammas as faces da
Sra. de Marian, foi-lhe entregando methodica-
mente os magos de notas do banco.
A moca contou-os um por umlpondo-os me-
dida que centava em urna bandeja de xaro dou-
rado.
O Sr. Fougerol, mostrou que entrecava sete
magos, cada um de vinte cinco mil francos, tres
cartuchos de ouro de rail francos e quatrocentos
e doze bancos e cincoenta cernimos em moedas
diversas. -
' Feita a addigo e bem verificado o total de
cento e setenta e oito mil francos a condessa
teve que ler ainda at o lim a frmula do recibo,
depois assifmou-o pressa, com a sua grande
letra inglesa. ,,'*
Entretanto, o bom do escrevente classuieava
os documentos na sua pasta, langando ao acaso
aigumas phras.-s taes como esta :
O Sr. Capdiviel nao esperava fazer tao boa
venda.
E' urna bonb importancia por um immovel,
muito bem situado, verdade, mas que reclama-
va concertos..., etc.
Apezar de sua fleugma apparente, nao perda
um minuto e fallava para nada deixar ver que
nao estivesse em relago directa com a sua
misso.
Logo qne acabou de arranjar a pasta, o Sr.
Fougerol despedio-se.
Perto da porta, voltou-se preoecupado. O que
seria do dinheiro ? A somma era bastante im-
portante e pareca esquecida.
Por muito liis que fossem os criados, seme-
lhante semma poda tentar um delies, sem con-
tar as visitas imprevistas ; os fornecedores, o
acaso... sabe Deus o que I
O escrevente sentia-se constrangido, nos seas
costumes de exactido. E demais a ordem me-
ticulosa nao o primeiro dos deveres, para as
pessoas que estSo cncarregadas dos interesses
dos outros ?
Com aigumas palavras respeitosas, desejava
chamar aprudencia, ao sentimento do perigo,
possivel por flm de contas, o espirito perturba-
do da condessa.
Urna phrase esbocada veio morrer-lhe na*
pontas dos labios. A moca nao pensava mais
nelle, j o julgava muito longe. Com os olhos
inundados de lagrimas quasi a eahir, olhava
para a estrada, como louca, esperando urna viso
que nao apparecia.
Sob pena de ndiscripco, nao restava ao Sr
Fougerol seno retirar-se.
Foi-se preoecupado, perguntando de si para si,
por discripgo, se nao faltara ao seu dever profls-
sional. E no caminho de ferro, que o levava &
estagas Saint-Lazare, examinou rauitas vezes o
recibo, satisfeito por nao haver omittido a menor
forinadade.
II
Desanimada, caneada de to longa espera, a
Sra. de Marian deixava-se, cahir em urna cadei-
ra de bragos, quando de repente a sineta soou
ha portazinba de ferro que dava para a ave-
nida.
A moga mostrou um riso alegre e, sbitamen-
te serenada pelo milagre natural da paixo, pre-
cipitava-se j para a abrir ao recem-chegado,
Sie subia a escada menos feliz e com menos en-
usiasmo do que ella com certeza.
Ternamente, loucamente, com um inexprimi-
vel impulso de amor juvenil, a moga agarrou-se
ao homem cujo elegante contorno se desenhava
na penumbra.
E com a porta bem fechada, a Sra. de Marian-
Thereza, pondo as das maos nos hombros
do bem amado, deu-lhe a fronte a oeijar.
Depois, com o bonito tom 'amuado das crian-
cas, murmurou :
Mo j ha tres dias Sabes que j ha tres
dias ?
III
Thereza de Marian tinha vinte c sete annos,
ms pareca muito mais moga.
Muito bem proporcionada, esbelta sem magre-
za, pareca baixa. se bem que fosse de altura
regular. Dependa isso do quer que de infan-
til, que tinha na expresso do seu rosto meigo.
na voz, no sorriso e no penteado : ata cava sim-
Elesmente em baixo da nuca os admirareis ca-
ellos castanhos, matizados de relie xos verme-
lbos. Tres ou quatro cachos, queche cabiam na
testa elevada, corrigiam-lhe a regularidade, tai-
vez excessiTa, das feiges.
A sua tez delicada, semelhante das louras,
enrubecia com a menor commocao.
Nao havia nada que mais iinpres3ionasse do
que o olhar dos seus olhos grandes de um azul
lmpido e profundo.
Formosa, boa, intelligente, distincta por natu-
reza, rica, o que nunca faz mal *a nragneot, a
Sra. Marian pareca creada para encontrar
ventura as serenas alegras da familia.
O destino tinha-lh'as precisamente recusado.
Aos doze annos, isto na idade em que a
crianga se custa a deshabituaras caricias ma-
ternas, Tbereza havia perdido a mi.
O Sr. de Neufville, que os seus trabalhos e es-
tudos de engenheiro conservavam muito afastado
da filhinha, tornava a casar-se no fim de dous"
annos.
Esse homem, a quem oestudo havia preserva-
do das loucuras da mocidade, toraou-se louca-
mente apaixonado da segunda mulher, bonita,
espirituosa, um tanto garridainnocentemente
j se vie muito mais moga do que elle.
A tristeza da crianga, a sua graga ingenua e as
suas doces tentativas de caricias vieram despe-
dagar-se contra a seceura de corago da Ma-
drasta.
Depois de seis mezes de casamento e de-diplo-
macia, a joven madrasta obtinha do Sr.fl
fville que Thereza entrasse como pensionista no
SaCr-Coeur.
Foi urna cruel provago e a pobre alma con-
centrada de Thereza incomprehendida e ferida
j nao va seno trvas em volta d'ella.
O seu azedume traduzio-se em urna devogo
quasi exaltada.
Depois venceu a seiva alegre e forte da moci-
dade.
Thereza deseolvia-se sadia e bella e aspiran-
do vida. %
Aos desenove annos deixou o Scr-Cceur, para
entrar na sociedade, ignorante e ingenua como
urna crianca. "
Pouco afiectuesa. mas perfeitamente correcta,
a Sra. de Neufvilie cumprio o seu dever de ma*-
drasta to bem, to completamente quanto possi-
vel.
Procurou, portanto, casar a moga vantajosa e
brilhantemente. Alm d'isso, a menina Thereza
tornava-se inteiramente encantadora c achava-se
dotada com quinhentos mil francos por parte de
sua mi.
Em breve julgaram achar para Thereza um
marido perfeilo.
O conde Roberto de Marian foi aeeito quasi sem
discusso. O casamento apresentava-se debaixo
do mais favoravel aspecto: grande nome, ho-
mem muito bem aparentado, bonito cavalheiro,
muito estimado na sociedade, mais rico do que
Thereza. E vinte e nove annos t -
Deram-lhe seis semanas, para fazer a corte e a
moga, muito vigiada para ter podido distinguir
qualquer pessoa, pensou que todos os casamentes
se arranjavam assim, se bem que a attitude um
tanto reservada do mogo correspondesse mal aos
seus sonhos de pensionista.
Tres mezes depois do casamento, o nobre fi-
dalgo reatava urna ligaco do passado.
Um anno mais trele, o conde abandonavao
tecto conjugal, parair viver com a amante, em
una villa dos l'yrenos. '
Nos principios de 1874 era pronunciada a se-
paragao de corpos e de bens, porque o divorcio
nao existia n'esse tempo.
Voar para a casa paterna, onde reinava como
soberana a severa mulher de seu pai, qu* ella
accsava de todos os seuskanales, a condessa de
Marian nem se quer p^n^W n'i
TOereza consrvou-se no palacete de Ranelagb,
ninho encantador preparado para o amor de duas
crelras, ninho para sempre d
Achava-se sozinha enlregne sem dffeza s
proprias torgas,- na presenca de um desespero to
immenso quanto imineivr.ido, quando o acaso
relages mundana- lhe fez tornar a encontrar
dos seus valsadores mais assiduos de outr'ora, o
Sr. Paulo Dut-haiiin.
Com grande desgosto, soube ent
enamorado d'ella tinha intil
mo, alguns m,ezes antes doc
Sob a apparncia de calma ami
cultava a melancola de un
nha consolado.

L
-%k






ai'
Em o
no
lili i O lli' A ti .tttl
bucoQuarta-feir 13 mdarnio em ianna.
amanhecendo o irireian Cintra.
fo que com a


' -


.ndico pertencenle aseu
paj Ducharan e conh'ccida sb a
i Menegault.
mi socio lluramente titular Po-
pois, consagrar abaadonadajm maHioi- parte
do seu lempo : a priaeipio, ua air.'iabeai putee
limitada dos convente; tarde oa larga*
medida de urna atraigan predas la que se ju
eterna
Paulo tinlia a ektqe>ieia um tanto rotMMta da
relha raga dos moutaahezes pulidos como con-
tacto da c.vilisii ."lo ,l.i vlucacto parizit-
Raros Qos de prata. prematuramente retstura-
om cabellos raatanhos, aduearara-lbe i
Ibodof olhos necios, semine eivelhecero rosto
de urna palidez baga e ysirumcitte doorada.
a cavalheiresco e era-o provavelmente
pelo menos, emquanto que a lula nao Ibe tinli.i
endurecido a vontade, nem acordado os seus
StlOCtoSt
Paulo amava Thereza. Foi amado. Conse-
ia fatal.
Separado pe! isleis, pelos aeoiitecimentos, pe-
lo intersse's. pela familia, pera sociedade, acfia-
raai-sc un Jos por urna torga que Ibes preceu
qpKiatirel,
Thereza enlregou-se sem calculo, scms'
lo. segura delle, como ao marido da sua es-
coln, fura das convengo soda q le atiaban
jado joven menina loexpeiiente brutai
inuiferenga d um Iromem sem te.
liavia tres annos qoe se amavan, confiando um
ao.-oetro e na altiva independencia da sua mutua
ternura.
i le fechara os ollios, tanto inais que
se podia aflirmar nada, to reservado ora o
psocediraento de ambos. Smente baria um
anuo, que os negocios oecupavain Paulo imito
mm o que em uutro lempo.
,i pai exiga agora que elle tivesae o seu
qadio de respunsabilidade e de rabalho.
jCratava-se do dever, dizia Piulo. Thereza,
. nao se queixava uiuilo. Comanlo que
acoutiimasseamar. que importara 0 reato !
lias o carcter de Paulo Duchanin parece ea-
ih'car-se. A's vezes junto della absqrvia-
em uin cismar que Ibe cerrara os labios e
iruguva a fronte. Harta um mez, que.
eoccupado anida, um pouco trate e osm
certoni menos lerno, o mogo havia prolongado
aa*#s ausencias
[ a juelles tres mortaes das, de in-
ferno e solida ., Thereza tinha-u esperado intil-
mente.
Em fi:n chegaro I
- Apenas ieia hora, afliiniava elle. E multo
paludo procurava as palavras, visivelmente pre-
ocoupado.
Thereza, interdictaJ]exarainava-o. Meigainen
te diia-lhe algumas palavras eom a sua voz bu-
mida, que as palpitagOes do coracao Ihe torna
vam trmula.
Nao, ao, nao te vas assim Ao menos
jardu eommigo. Szinha este tempe to mo, o
auo queres tu que eu faca 1
Paulo abanou a cabega e uiurmurou :
Doudinha E os negocios ?
Por hoje smenle S hoje !.... Nao que-
na jantar s t
E tratando de o persuadir, a solitaria sentava-
e no braco tda cadeira de Paulo, que meiga1-
ente, tr.steme.:te Ihe heijava as mos, cons-
traiigido com aquella magoa e j nao sabendo o
qoe havia de Ihe responder.
Era preciso que um dever imperioso o cha-
awsse, porque pareca to triste como ella.
De repente levantou-se, depois com urna espe-
cie de violencia agarrou entre as mos a cabega
castanha da, moga e oihando-lhe para o fundo dos
olhos : ,
Acreditas tu, disse elle com voz alterada,
que a gente passa a vida a fazer o que quer ?
Calou-se consultou o relogio.
'inda dez -minutos, nao me fagas sojTrer
durante estes dez minutos. .
Approximou-se da mesa e vio o dinheiro que
'.rouxera Fougerol : notas, cartuchos e inocua
miuda espalhadosna bandeja de xaro e em ci-
ma do panno. ...
An 1 disse elle, e o dinheiro da.casa de
campo ?
E', respondeu Iberea, est a heranca
Duchanin acabara de Janeiro, era diante, cumprindo, na hypoth
sordas de 1
da
lia Aubn liquidada.
de ompregar esta som-
Como teas
al
Thra- rflHeve tempo para responder. A
.ioaciiada grave abria a porta.
A Sra. Laumier manda perguntar se a Sra.
condessa se a pode receber immediatamente. A
menina Joanninha est com urna suffocago e
talvez que o doutor Tarnier venha mais depres-
u. oora urna carta da Sra. coudessa. Devo di-
ter Sra. Laumier que suba >
Nao, respondeu Thereza ; mande-a entrar
para a sala ; eu descoja.
E sem deixar a Paulo Duchanin o tempo ma-
terial para responder, poz a ino nos labios do
moco.
Fica. Eu volto d'aqui a um minuto.
(Contina.j
REVISTA DIARIA
crio do ImperioA' Presidencia
ie Pernambuco foram dirigidos os seguintes avi
30S
Mfteterioif Negocios do Imperio. -3.* direc-
toriar*-Tlio de Janeiro 27 de Novembro de 1888.
Declaro a Vine, em referencia ao seu oflicio
de 20 do-corrente mez que. sendo terminante a
disposicao do arl. 2." do regu lamente que baixou
!m o decreto n. 9.886 de 7 de Margo do corrente
uno. a qual estabelece que o encarregado dos
aesentos, notas eaverbag5es do registro civil, em
eada parochia, o escrivio do juiz de paz do 1.
Mi nico districto, nao tein lugar o que Vine,
pede no sentido de estender-se a alludida attn-
buigoao escrivo de paz do 2. districto d'essa
ft-egUezia. _
Deus guarde a VmcAntonio Ferreira Vianna.
Sr. juiz de paz do 2.- districto Ja freguezia
de Guaratiba. W
Mfnrslerio dos Negocios do Impeno.3.' direc-
tpria-.'Rio de Janeiro, 16 de Janeiro de 1889. -
Declaro h Vmc. em referencia ao seu ofhcio de 4
do corrente mez que, nao podendo ctmo precei
tfia art 21 do regulamento qne baixou com o
decreto n. 9886 de 7 de Margo do anuo prximo
Indo, os escrives do registro civil, lavrar assen-
tos referentes a si ou aos atas parentes e assjm
ate ao 3 o jfro. deve <'m taes casos ser juramen-
lado.um escriraoad-hoc.
Deus guarde a Vmc.\ntonio Ferreira Vianna.
-Sr. juiz de paz do i." districto da freguezia de
dnaratiba.
Ministerio dos Negocios do Imperio 3.* direc
loriaRio de Janeiro, 16 de Janeiro de'1889
nim. e Exm. ?r Declaro a V. Exc, em referen-
cia ao seu oflicio de 11 de Dezembro ultimo, e
para u fazer constar ao rigano da cidade de S.
Jos, n'essa provincia, que as disposig6es do re-
ulamen que baixou com o decreto n. 9.886 de
7 de Margo do anno lindo, sobre as quaes versou
a consulta, devem ser observadas do seguinte
odo:
Quanto ao art. 69-, si as esposas, aposentndo-
te por si, ou por seus procuradores especiaes.
dentro do prazo legal, para fazer lavrar assento
do casamento, nao eneontrarem oescrivo de paz,
escrevente juramentado d'este ter de lavral-o:
haveodo i i -vente e estando o escrivao em
niia fura do cartorio pormai de tres dias.
n >i os esposos por* causa de torga maior nao
poderem apresentar-se dentro do respectivo pra-
zo, derero, 1103 termos do art. 23 requerer ao
iz de pnz qu mande fazer o a-siito. allegan-
razes pirque no foi elle lavrado no prazo
Dtrf guarde a V. Exc.^Antonio Ferreira Vian-
jm.Sr. presidente dapfWincia de Santa < atha
lina
Ministerio d >s Neg- os do Imperio. 3* d
wria. -Rio de Janeiro. 16 ^e Jam-iro de 1888.
lBm: e Exm. Sr.Declaro a V. Ex1*., em refen
le i' de ouiubro ultimo, que,
otradas pelo regulaineuto do
sposigoea do deereto de 6 de
.miu.1 em vigor a obriga-
. otbdf de remetter trimensul-
stado Ueste niinis
utos, casamento* e
? Exc. Antonio Ferreira
roritcia de S. Pedru
3aL
a I
figurada por Vmc, que os interessados'juslili-
quem o nascimento por outro modo.
Deus guarde a VmcAntonio Ferreira Vian-
na. Sr. juizde paz do Curato da Santa Cruz.
. Jfiaisterio dos Negocios do Imperio.33 direc-
r1.-Wo de Janeiro; 2 de Janeiro de 1889.-
Illin. Sr. -Declaro a V nc em referencia ao sen
oflicio de 8 do corren! mez. que ando
renda do estado aa 11 ultas a que estao suieitos
as iui'ra, lores do reg': amen!o do registro civil,
como tal devem ser recotiridas s estaces lis-
caes, na conformidade do ai. di le 11. 3888
de 24 de Novembro Ir anno prximo passado
de modo que em nenlium caso podrtu -e- re-
colliidas iielo cartorio do escrivao e menea aio
daperteiicer-eeste-roiicrionario, que s tem di-
reito a emolumentos Da forma da mesmo regu-
lamento-
Deus guarde a Vmc Antonio Ferreira Vian-
na Sr. ofcial do registro civil na parochia do
Espirito Santo.
Piomuluriud- Tacaralii -Por acto de
lionli 111 foinoniealo pido !:-, o. Sr. Dr. presi
dentt- ila provincia o idadio Jeruuy no Pirea aV
Carvalho Belfort para xereer o carpo te- ad-
junto ilo proirtbtor pulilii'o da comarca de. Ta-
ca raid.
Arto* da Preadenriai V db I
do corrente mez:
Ko Horneado sobpreposta di> Dff c'mfe.o
lifia. pira o tugar vago do i
delegado do districto m B do lertno de
tlloi la, Alvaro Joaquim de Alm.
Foi n 1 neado oa nesm 1 c 1 iforinidad*, para p
lugar de subdelegado do 2 districlo de Santo
aiiiio (Tabocas) m m 1 Di 1 nsi 1 a < ^-irros Car
aleante, en snbsritnifo de. hr-itoyao de liar
ro< Pires, que bllecea
Foi exonerado, a pedido, Tarfftno Cabra! de
Mello, ilo ea*go ie i lupetcrita
do districto de S. Vigente do termo de T;n-
baba.
Foi aberto um crdito'de 3003001 verba do
24Ajuda de eusto do Ministerio da Guerra,
aui de ser abonada a .juantia de 160*000 cada
11111 dos membroa da comrnissio encarregada de
i-eionar a fortaleza de Itamaraca.
Foi dispensado o impeminento .de parentesco
existente entre Antonio Elias de Snuza e Maria
Joaquina Percira da '".unba-, filiados igreja evan
gelica presbiteriana arha de poderem contrahir
casamento.
Foi nomeado Rodrigo da Silva Reeo, paraexer
cer o logar vago de continuo do Thesouro Pro-
vincial.
\ui<>ri da presWencia da provincia de II e proposta do
Dr. chefe ]dc polica da mesma data foram no-
meados :
Subdelegado do 2 districto de Afogados (Mag-
dalena) o lente do orpo de polica Theodo-
miro Thomaz Cavalcante Pessoa, em substitui-
gao do capito Elesae Borges Ucha, que soh-
citou sua exone.racao.
. Para o lugar vago de 3" suppleute do subdele-
2a lo do districto de .lurema do termo do Brojo
o cidado Jos Joaquim de Carvalho.
Por portara da referida presidencia da
mesen data e proposta do Dr. chefe de polica
de 9 foi nomeado para o cargo de supplente
do subdelegado do districto do Riacho do Navio
do termo de Floresta o cidado Bernardino Pe-
reira da Silva, em substituigo de Izidro de Sou-
za Maciel, que nao prestou juramento.
Por portara da dita presidencia de 9 e
proposta do Br. chefe de polica de 8 foram no-
meados para os careos de 1 -. 2* e 3 supplentes
do 1" dis'ricto de Palmares, Francisco Lobo, Ma-
noel Jos do Reg Barro> e Victor Guedes da
Silva, na ordem em que vo collocados.
AMMinalo-Eis o auto de perguntas fei-
tas ao infeliz tenente Pedro Regaard, assassi-
nado meia noite de 9 do corrente na ra do
Imperador, por Maooel da l'aixORamos :
Aos 10 dias do mez de Fevereiro dq anno
do Nascimento de Nosso Senhor Jess Christo de
1889. nesta freguezia da Ba-Vista, em o Hos-
Bital Pedro U, onde .foi viudo a capitao Manoei
uirolino Pereira Giraldes, subdelegado.do 1
districto, eommigo escrivao ad hoc abaixo asig-
nado, presente Pedro Regaard, Ibe foram feitaa
pelo mesmo subdelegado as pergunJje seguintes:
Pcrgunlado qual seu nome, Wade, estado;
ualiiralidade, prolissfio. residencia ? sw*abia ler
e escrerer?
Respondeu chamar-se Pedio Regaard, de 39
anuos de idade, nataml da Allemanha, casado,
padeiro, morador ra do Amparo em Olinda e
saber ler e escrever.
f Perguntado quem Ihe fez os ferimentos que
aprsenla ?
Respondim que nao conheceu o individuo
que o ferio e s pode recordarse ser elle de cor
branca, estar vestido de roupa parda e chapeo de
palha.
Perguntad* como e quaado se den esse
facto?
Respondeu que recordase ter se dado esse
facto na esquina da ra do Crespo, prximo a
toja do joias de Krause, nao podendo porm
dizer como se deu o facto, que passou-se s
10 1*2 horas do noite mais ou menos.
Perguntado se existiam na occasio outras
pessoas ?
Respondeu que nao tem certeza mas Ihe
parece que nao, nao se reoontando de mais nada.
E por nada mais ter dito nem Ihe ser per-
guntado mandn o subdelegado lavrar este, em
que. depois de hdo e achar-ae conforme, assigna
a rugo delle respndeme- Beltrando Pedro de
Azevedo, com o subdelegado, da que dou fe.
Eu, Eueenio Lauro Maciel Monteiro, escrivao
ad hoc, escreri.Manoei Hiulino Pereira Giral-
des.Belti and Pedro de .izhedo.
Eis agora o interrogamrio que respondeu
hontem o aasassino Manoei da PaixSo Ramos :
Auto de perguntas fei :as a Manoei da Paix3o
Ramos:
Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jess
Christo de 1889, aos 12 dias ao mez de Feve-
reiro, nesta cidade do Recife, na Casa de Deten-
gao, onde foi rindo o alteres Antonio Luiz de
Serra Cavalcanle, subdelegado da freguezia de
Santo Antonio, eommigo escrivao do seu cargo,
presente Manuel da Paixiio Ramos, qne declarou
ter trinta e tantos annos, solteiro, oaturafrdesta
provincia, lilho legitimo de Bernardo Francisco
Ramos, morador ra Larga do Rosario, 11. 18.
pavimento terreo, procurador e gerente da casa
commercial de Philomena Maria da Conceicfio,
a qual anda gyra sob a razo de Cusco C,
sita i ra do Rosario n. 18, sabe ler e escrever,
ao qual osnbdelegadu fiz as perguntas seguin-
Perguntadu onde este ve na noite do dia 9 do
crrente ?
Respondeu que 11a aoite d 9 do corrente de-
pois que fechou o eshibelecimento do qual
Erociirador, sahio cerca de dez horas para o I10-
otel Globo sito ra Duque de Caxias "-nde
se achava ceiando, quai.do edtrou urna muiher
a quem conhece pelo iiome de Laura, a qual
senUindo-se iunto a elle 11 sporident' pedio-lhe
que ihe mandasse dar As ceiar; que accedendo
elle respndeme e acabando ambos de ceiar, sa-
hrain ambos do dito hotel aeguindo elle resp n
denf em direceo ao jateo d Paratse pela
travessa daa Cruzese dita raulher em direcao
opposta como quem se dirige para a ru. do
Crespo, ignorando entretanto para onde w
deinuueote ella foi: que passando como d
pelo Largo do Paraso, dirigiu-se ra da Roda
para casa de Mandel Jos llamos, sucio da firma
Guncalves Lourencu, sitk esquina datravea-
aa dos Expostos, onde e,teve jogando bisca com
aquelle Ramos e onde passou o resto da noite,
seguindo pela manha para a Varzea atlm de as-
sistir a festa conforme lia va tencionadoque no
domingo O do corrente voltouelle respondenteda
Varzea a p, visto como desejava ir ao Prado, istu
de 4 para 5 horas da tarde, chegando a Ipoliiga
t- verificando nada mais poder aproveitar de Pra-
!o, por ser Urde, ah tomou o trera e reio paia
_ Recife onde chegando il 1 rigise ra da Iinpe
ratriz onde reside o Dr A1 'hur Orlando que ad-
vocado da constituinte delle respondente na
questao que entretem elli no furo com Amonio
Guilbermino dos Santos que nao encontrando
em casa o Dr. Artbur Orlando, por elle esperou
na ca desle at cerca de 10 horas da noile, iato
00 corredor da escada, no pavimento terreo
onde passando um velho q je Ihe parece ser o pai
do !.)r Orlando, oual companhava a familia,
indicouaelle respondente a casa onde se acha
enf *rmo o Dr. Tobas, o ide provavelmente esta-
ra o Dr. Orlando ; que entao sahio elle respn-
deme para o lugar indicado, e vend a casa do
Dr.*Tobia tsuito cheia de gente, resolreu nao
hontem e
n-ate rustando abrir as portas, resolved e
ponderc entrar em dita casa pelo interior da p*
lana visinia, sendo que elle respondente que
fura acordar dito caixeiro, o qual Ihe declarou
andar a p ilicia em busca d'elle
lente por um facto que se dra na ra do
Imperador ; que em consequencia d'isto re-ol-
vera elh- n's-pondeate ir apreseniar-e ao Dr.
chele (lefwlicia, rteto Ibe ter dito idealmente o
caixeirc-ejeje o-taneoie Dionisio tora at a Varzea
em busca de peender mdente : que en-
tao pclo-proprie caixeiro mandoe chamar o te
nenie Dionisio r un quem foi a eacretaria da po-
lica. ilOTde foi mainlado paiavnta Casa de De
Perguntado que rounatrajavana noite des.ib-
i.tdo quando ceioo no hotel lilobo, que qua-
le chapeo e qne especie ife cigarros fu
mava?
Responden que trajava a roupa de cachemira
escura com que est vestido, usava o obapo
de feliro ausento escuro qaiapr4Bjej|^^B
romo o gharda wl de seda preta que igu^^H
aprsenla, sendo para notar que em referida
noite ao .Aunara nem cigarros nem charetos :
q ie o chapeo de Miro e o guardasol que aprfl-
- Ha iisa-os, o primeiro desde a Testa de Natal,
.111! da ej comprara em casa de Bnmo,
'raga JWrn!epend'-ncia, e o sirgando acerca
da nnranno, ubteudo-o por urna I roca que fez
com iii cigarreiro do :i me llamos, que leve ou
o de urna pequen* fabrica que exista
na ra doRan^el.
Perg conheceu ou conhece um esr
iluraMsado braaileiro de :iome 'edro
J. conhecido por Pedro Allemo, ou Pedro
padeirorque resida nadarMede Olinda, onde
i u piiilaria '
Respmdeirqu'nunca ye,rio tratar de
litante nome.
Perguntado se nao eslere eom Laurenttma
Mana de Jess, lepois que Kiiiiram ambos do
Hotel Globo na na d \ Imperador. all nao
seapresentou a elle reson lente 1 im nli.ilao
pedindo Ibe fogo pare scender cbarsto ou ci-
garro?
Respond u que, como dis e, -ahio Globo com Laura, e entrando na Traves-a das
Cruzes,-d'eiia se separen nao sabendo que di-
do Imperado BOJ coipanhia de peSSOS alguma,
n'aquellu nole.
[Nada mais disse e nem Ihe foi perguoiado,
pelo que maudou o subdelegado encerrar o pre
sent auto que depois de lido e achar conforme
as'igna com i> subdelegado: do que dou te.
Eu lleiirique Francisco de Moraes, esmv.lo
escrevi. Antonio Luiz de erro CavilcatUe.Ma-
noei da aixan Ramos.
iMiM'iufii don Kinprciiado* no
l'itmmerrio Iteajisou esta sociedade, na
larde de domingo. 9 do correle, sua festa litle-
raria loaiaiciiioraliva do 3' anniversario de sua
ere gao.
Os vastos sales do Gabinete Portnguez de
Leiiura estafas] decorados com muito gosto e
capricho.
Desde a porta da entrada, do pavimento terreo
al o andar Superior, chava-se o edificio atape-
tado de folhas deeauella e flores.
A fachada ertava primorosainenle illuminada,
bem como todo o interior di) predio.
Muitos quadros, bandeiras, gaHiardetes e es-
cudos, unidos aos lustres de cristaes, completa-
rain a ornanientaco
No patauwr da escada poslava-se a cu.mis-
so de recepcSo.
No cento dosalao de honra destacava-se um
magnifico doeet, com as armas nacionaes e por-
tuge-zes. acando-se alli Ss. Excs o Sr. presi-
dente da provincia e general commandante das
armas, bem como a directora da associoco pro-
motora da festa.
Duas bandas de msica alli sr faziam ouvir, a
do corpo depedicia e a da Sociedade Club Mathias
Lima, aquella graciosamente cedida neto digno
commandante do corpo. e esta espontneamente
apresentando-se para abrilhantar o agio aa sua
co-irmS.
Os sales estavam repletos de senhoras e Ca-
valheiros.
Muitas associagOes concorreram ao acto e se
/.eram representar.
A's ti horas da tarde, aa duas bandas niaroiaes
tocaram jos hymnos nacional e ixirtuauez, que
foram ouvidos de p.
O Sr. tenente.Eduanlu Firmino da Silva, digno
pvesidente da as'sociacSo, depois defter proferido
palavras anlogas, declarou que iam ter comeco
os trabalhos.
Convidou S. Exc o Ilustre Sr. presidente da
provincia para presidir a sesso, mas S. Exc.
gentilmente recusou.
Offereceu entoa presidencia ao Exm. Sr. ge-
neral coihmmandante das armas, que lambem
delicadamente recusou.
Dada a palavra ao orador da casa Sr. capitao
L'lyssee Ponce de Len fez o histrico social,
pronunciando um bonito discurso, em que jogou
com a historia desde o tempo do barbarismo at
hoje, fazendo 'justos conceitos e mostrando o que
tem sido e o que o commercio, em todos o
tempos o lo das relages dos povos e|o fio con-
ductor da civilisacSo.
Occupou-se ain 1a de diversos outros pontos
de importancia.
Ao descerfoicomprimentado por Ss. Excs. os
Srs. presidente da provincia ,e general comman-
dante das armas.
Seguiram-se na tribuna os oradores da Socie-
dade dos Artistas Mchameos e Liberaes e Lyceu
de Artes e Oflicios; da Associacao Commercial
Benelicente dos Mercieiros: dos Officiaes da
Guarda Nacional; da Sociedade Recreativa ora-
inercia I; do Club Artislico Pedro Americo ; do
Congresso Dramtico Benelicente, e do Club
Luterano Martius Jnior.
O Sr. Julio Soares de Azevedo recitou urna bo-
lilla poezia.
Ao descer da tribuna, cada orador recebia um
lindo bouquet de flores naluraes, e as duas ban-
das rausicaes, de per si faziam ouvir lindas pe-
gas de seu repertorio.
Terrainou esta bonita festa s 7 l]2 horas da
noite.
AiilhropoloKiu ocioloifiru e rimi-
al Refere o Archivo de psychiatna, setenaos
penaes e un/tropologa criminal, de Turim, que
no corrente anno lectivo P. Riccardi faz o
curso de anthropologia sociolgica e criminal
para os estudantes de medicina e de direito na
universidade real de Modena, curso que no anno
anterior leve excellente successo.
O curso dividida em quatro partes : anthro-
pologia criminalortica de anthropometria e
cranionetria sociologia criminaloa typos de-
generados do genero humano.
As ligues ti veram principio no dia 12 de *
zembro na mesma universidade.
rreoaio A Facul lade de Direito de Heidel-
bifrge, noticia tambera a mencionada revista, d
um premio mediante concurso melhor memo-
ria sobre a applicago aos cdigos rigentes da
theoria iuiciada pela nova escola italiana.
Expira a 18 de Outubro de 1889 o praso para
o concurso que destinado somente a allemfies
Estes factos sao eloquentes para attestar a vi
talidade da nova escora, cujos chefes italianos
nao podem ter melbores jnizes do que os alle-
mes, to aferrados como sempre se mostrara s
proprias doutrinas.
Tribunal do Jury do ItecireFunc-
cionou hontem este tribunal com a presenca de
37 juizes de facto no julgamento do reo Julio
Jacob de Arruda, pronunciado no art.
Cdigo Criminal por despacho do Dr. jui
reit do 4" districto e acensado de ltaverTlffdia
20 de Setombro de 1887 no lugar Campo Grande,
parochia de Nossa Senhora da Graca, ferido gra-
vemente a Joaquim Nunes Correia Passarinho.
A's 11 horas da manha principiou a
sob a presidencia do Dr. Autonio Domingos Iluto,
juiz de direito d) o." districto criminal oceu-
paudo a tribuna da acrnsac&o o Dr. Joao Joa-
quim de Frenes Henriques, i." premotor publico
aa comarca e da defeza o Dr. Luiz Drummond
que foi nomeado*curador do reo. por ser elle me-
nor de il annos de idade.
O jury de sentenga eoaipoz-se dos seguintes
juizes de facto que prestaram o juramento de-
signado na lei: ...
Antonio Augusto da Frota Menezes.
Alonso Jorge de Mello.
Manoe Lyra.
Francisco Canuto da Boa-Viagera.
Antouio Adolpbo Borges Leal.
Manoei Joaquiurnie Arruda.
Ttiomaz de Aquino Medeiros.
Antonio Caetauo de.Olireira Coragem.
Maaoel Coelho Cintra- Ramalho.
Jos* Fernandes de Mello.
lo, respondeu o reo que era
ncia, de 19 anno de idade,
irador de gado e que sabia ler e
,er;
Que leudo-se encontrado no dia 30 de Setem-
bro de S87 no Campo Grande com Joaquim Nu
nes'"orivia Passaiinho este perguntou-lhe por-
que consentia que o gado estragasse suas plan-
taces e duendo elle respondente que o gado
uastorava nao hari*foito toes estra;
tbtawgredido pelo dito Qsiacas Passarinho que
fez-lhe com urna foice dous fnrinfc'ntoa, sendo
elle respond ole obrigadOa dcfewter-se com um
caerte que trazia n'essa occaejAo ;
Que antes d'esse conflicto ao leve quesies
com Paseasinho, apezar xar "lie fre
quenteasmte le estrago en mu* to\ ossa*peloa
gados qou pastavam solt* 111 l^mpu Gtaude,
a Iribuindotaempre ao gado pertmuu'iile a ;<>u
patru;
Que as testesleinauhas do proeessp foram in-
sinuadas pelo Dr. Jos Diniz Brrelo, e que no
attribuindo a aceusagao a motivo parmaier Bada
oha a dizer.
Concluido o interrogatorio fez o escrivao a lei-
tnra do processo, la formacao da rulpa e ulii
mas res postas do aecusado,
Pedindo a palavra o br.- promotor publico,
de-eiivolveu a acciuaeo expendo ao jury i
as provas e circumstauria.- oonstMitef dos autos
e. allegando ter sido o delicto pniiiesdo em lu-
gar errao, faltando o reo ao respeito ierMoa
idade do olendi lo, pedio a su:i coBdemnacao
no grao mnimo do art. 203 do Cdigo Cri-
minal.
0 curador do reo, deduzindo a efeaa, disse
que as oftensas praticados na pessoa de Quincas
Passarinho nao produziram grave unodo de,
s.ide ne.ii .ihabiltiagu los rvigo pr mais de
trinla dias. nfto podendo poilauU- a justiga pu-
procedercentra o sen our4telalo vistn nao
realisado a prisao i ra flagrante delicio, o
qlBBleneoiisliou apresentaudo dwreraoi doewnea-
' ''
Allegou ainda em favor do seu constituinte a
jiislilicativa de art. 'ido Cpdiyo Criaunl ; ter
elle praticado o edme em defeza de sua p ssa,
'eiido ciiihecimenlo do ni II que pr icur m vitar,
absoluta de onlro raeio menos prejudicial e
ter havido de sua parle prOTOCaco, e depois
vicio'tomou. eque portanto nao estere na ra re outras consideragoes conciuio pedindo a aosol-
g&o do reo.
, Houve ivplica e treplic.
Terminados os debates o Dr. juiz de direilo re-
sumi os argumentos da aecu-aco e defeza e leo
os qnesitos proposio- ao jury.
Reeolhido a conselbo a sala das conferencias
alii leniumeceu urna hora voilando depois a sala
publica com sua decisao, em vista da qual o juiz
de direilo puhlicou sua sentenca absolvendo o
reo e condenmando as custas a Cmara Muni-
cipal.
O jurv negou a graeMade dos ferimentos e as
aggravantes mencionadas no libello, reconhecen-
do eiu favor do reo as atiennaules dos ? 1." 3.
e 7. do arl. 18 e a jusnlicativa do art. 14 alle-
gada pelo defensor.
Terminou o julgamento s .'i horas da tarde
sendo adiada a sesead, para hoje s 10 horas
'liiu Cario llame)) Nos sales d'este
club realizar-sc-ha em a noite 2 de Marco pr-
ximo um sanio carnavalesco.
Como os que alli bao tillo lugar nos annos an-
teriores ser o d'esle anno esplendido e anima-
ilissirao.
A commisso que o promove compe-se dos
Srs. Miguel Jos Alves. Gabriel Ildefonso das
Neves Cantoso, Ant mi Leonardo Rodrigues, Ar-
thur Augusto de Almeida e Artbur de Souza Car-
valho.
earvteo militar Etao designados para
suDerior d*o dia hoje o Sr. major Honorio 1 le-
raentiuo Martins, e para rond 1 menor o Sr. al-
feres Manoei Feliciano Ladislao dos Santos.
A guarnico da cidade dada boje pelo IV'
haialho de infantaria.
As guardas de Palacio e Thesourana sao
commandadas hoje por dous Srs. oliciaes do 2"
batalho de infantaria.
Na enfermara militar existem em trala-
mento SI pragas pertencentes aos corpos da
guarnigo.
Funccionou hontem no quurtel general o
conaelho de guerra a que respondeu o soldado
da eomranhia de cavallaria erinenegildo Go-
mes Pereira. sob a presidencia do Sr. coronel
Frederico Christiano Huys.
Funccionou hon'.em, no relendo quariel.
sob a presidencia do Sr. capito de cavallaria
Joao Justiniano da Rocha, o conselho de invest
gago a que esto sujeitos os soldados do a ba-
talho de infantaria Manoei Pereira de h raujo e
Daniel Baptista de Oliveira.
O requerimento do soldado do 2o batalho
le infantaria Miguel Joaquim Machado, pedindo
a S. Exc o Sr. general commandante das armas
o uso provisorio do distinctivo de cadete de V
elasse, teve o seguinte despacho : Como pede,
por 2 mezes.
Os corpos da truarnigSo devem remetter
hoje ao quartel general as guias das pragas que
se dcstinam ao sul do.imperio no vapor esperado
a manila.
Tala-tol. noi por- Assim se denomi-
na urna nova produeco para piano, composta
pelo Sr. Claudio "da Gama, editada pelos Srs.
Pralle C, ra do Imperador.
E' urna linda valsa, que muito agradar.
Agradecemos a offerta que nos flzerara os edi-,
tore8 de um exemplar.
ConcursoCom o praso de 30 dias, a con-
tar de hontem acha-se aberta na administragao
do Cnrreio. a inscripgao para o concurso que
deve alli realizarse para preenchimento de um
lugar de praticante de 2J elasse, tudo de confor-
midade com o qne em outro lugar publicamos.
Tenente Pedro He;aaHrd-Os empre-
gados da repartigo do orreio, em carta que nos
dirigiram hontem remetteram-nos 201000 para
auxilio familia do infeliz tenente Pedro Re-
gaard, assassinado ha poucos dias ua ra do Im-
perador. ... .1 1
Remetteinos essa quantia uva d queite mai-
logrado industrial, e o mesmo destino daremos
s demals que por ventura recbennos com o
mesmo nm.
Aquella familia ficou desamparada, e credora
de auxilio.
FerlmentoHontem. cerca ;de meia hora
depois do meio dia, no lugar Coelhos, do 1 dis-
tricto da Jxeguezia da Boa-Vista, urna preta de
nome Eduvirges foi atormentada pedradas por
diversas criangas, que, sem que nem para que,
embirraram com a desventurada ereatura.
Urna das pedras, acertando no crneo de Edu-
virges, fez-lhe um largo feri ment.
A pobre muiher foi recolhida ao hospital Pe-
dro II. .
Inatllulo Arrbeoloffieo e iiera-
phico Pemambnro.noSexta-feira, 15 do
corrente, urna hora da tarde, reunir-se-ha esta
associacao em assembla geral para a eleico
dos membros que ho de compor a mesa admi
nistrativa no prximo anno social de 188990,
de conformidade cem a dlsposigo do art. 10 de
seus estatutos.
tula nocturnaCommunicara-nos:
No dia 9 do corrente, s 7 horas da noite,
em presenga de crescido numero de senhoras e
cavalheiros, sob a presidencia do Dr. Alberto de
Barros FalcSo de Lcenla, foram abertos os tra-
balhos da aula nocturna (gratuita aos ingenuos
e libertos), creada no anno prximo passado
pelo professor Julio Soares de Azevedo, a cargo
do mesmo e do professor particular Thomaz Ca
valcante da Silveira Lins.
O presidente, declarando 'aberta a sesso,
concedeu a palavra ao professor Julio Soares,
que, em termo? expressivos, fez ver a todos a
grande vantagem da instrucgo, animando aos
alumnos e agradecendo s pessoas que se acha-
vam presentes.
Succedeu-lhe o professor Thomaz Cajalcan-
te, que no seu discurso demonstrou quanto tem
feito pela educagio do povo. dirigrado um voto
de louvor ao seu digno eollega, e, aconselbando
e influindo para qoe se eduque a populaco.
Aps el fes fallara m tambem os Srs. Rangel
Sobrinho, Sigismundo Teixeira, o alumno Ray-
mundo Cosa e o professor Amaro Pessoa, que
recitou urna linda poesia. sendo todos muito ap-
plaudidos.
Esgotada assim a lisia dos iiisMptos. pelos
alumnos, que comnareceram em numero de mais
de rintc, fui cantado o hymno escolar/
Kncerrada a sesso, pelo respectivo profes-
sor Julio Soares foram distribuidos os premios
aos alumnos de seu collegio, os quaes mostra
ram-se muito satisfeitos; concluindo-se o acto
cora regosijo de lodos qjie se acharam presen-
tes.
, DirectoriT kt* obra* de ronneriu
t fe. i de Fevereiro de 1889.
Botetiin ineieorologico
a>
Horas 3 a a 2 c J S '- 0 -. Barmetro a 0 Tensao do vapor 3 a
r" ~* n
t m. 24-2 761-49 19,66 87
9 26o-4 762'"08 21,63 8i
12 29-3 763-19 20,92 69
3 t. 27- 761-68 2.21 71
6 27 2 709-09| 20.18 75
Temperatura mxima 30,00.
Dita mnima S3',78.
I'.vaporacoem2ihor.s ao sul: o-J ; som-
bra : 4-,e.
Chuva-2-,2.
Direcgo do vento : NE de meia noite s 9 ho-
ras e 48 minutos da manh ; SE, ESE e E alter-
nados at 9 horas e 18 minutos da tarde ; E a'
meia noite.
Velocida : 'i-i rento: 1-08 por se-
,'mido.
Nebulosidade media: 0,88
Boletim do porto
i", .levia seruiua olea, em que a
arluuiica. a baeterologia dariam
T - Dia Horas Altor
r 3 -
i M. 11 de Ferer. 2 30 da tarde I-.98
15 M. P. M. 12 w m de Rever. 8 SB 258 da manila ii",70 t-,94
iinn -
(,-ii Ani;iiili""i :
Pelo aiente Brillo, II horas, ra Y -
de de Inauma, de predios.
Pelo agente Pinto. s 11 horas, ra do Mr-
quez de Olinda n. 52, de predios.
Pelo agente Brito, s 10 I i horas, a ivaca
do Conde d'En B. 18, da annago e gneros ah
existentes.
Pelo agente Gusrao, s II horas, a ra Mr-
quez de Olinda n. 51, de movis bons e muitos
objectos de servico domestico.
Pelo agente Pestaa, s H -horas, ra da
PeonaB. 25,de movis, toacas e vilros.
Hiewaa fnebre* -SerSo celebradas:
Hoje-.
A's 8 horas, na igreja do Monteiro e matriz
de Santo Antonio, pela alma do lpente coronel
Henrique Jos Alves Ferreira; s 7 1 2 horas,
na mairiz de Santo Antonio, pela alma de.
na i-'re| i
de Me-
dn Boa-
Oliveira
Joaquina Ferreira Sanios : s 7 lloras.
ila Penha, pela alma dea Mana Isabel
deiros Botelho ; s horas, na matriz
Vista, pela alna de D Amelia Vaz di
Perras.
Amanh:
A's horas na matriz de Santo Antonio, pela
alm 1 de D Rosa Emilia da Fon seca Oliveira.
Paa;elroaChegados do norte no hiate
nacional Bom Jess .
Joao Bautista Sobrinho Capitulina II. de Ma-
cado e 1 (libo
Proriama* de wanK-nla-Na matriz
de Afogados foram lidos 110 dia lOdo corrente os
ragnintea: ,
Octaviano Francisco Gomes com Eugenia Un-
dida choa. .
Ipee Antonio de Medeiros Pinto com Mana Jo-
s Mafra.
Fausto Jos dos Santos cc*i Joaquina 'ereira
da Costo Nobre. .
Jos Baptista Peres com Antonia Manados
Santos.
Sergio Evergisto Ferreira Magalhes com Ame-
lia Arcelina da Silva Mafra.
loes Joaquim de Sant'Anna com Felismina Ma-
ria da Conceigo.
Cana de metencoMoriraento dos pre-
sos da Cusa de Detengo do dia 11 de Fevereiro
de 1889. *.
Existiam 442 : entraram 13; sahiram 27; exis
tem 428.
A saber : .
Nacionaes 39o; mulheres 13; estrangeiros 20.
-Total 428.
Arragoados 379.
Bons 363.
Loucas 2.
Doentes 14.Total 379.
Morimenlo da enfermara
Tiveram baixa:
Jos Maximino Jnior.
Sal vino Manoei da Silva.
Archangelo Monoeljda Silva.
Tiveram alta :
Joo Jos Estevo.
Jos Jeronymo dos Santos.
BoMpitai Pedro II O raovimento deste
estabelecimento de daridade, no dia 10 de Ja-
neiro, foi o seguinte;
Entraram 17
Sahiram
Falleceram 2
Existem 589
Fotam visitadas as respectivas enfermaras
petos Drs.:
Moscosos 8 1|2, Cysneiro as 12, Barros Soe
brinho s 7 horas.
Nao compareceram os Drs.:
Berardo.
Malaquias.
Esterao Caralcame.
Poutual.
Simes Barbo g.
0 cirurgiao dentisto Numa Pompiho nao com-
parecen.
0 pharmaceutico entrou s 8 ii4 da manha e
sahio s 4 da tarde.
O ajudante do pharmaceutico entrou s / l|V
da manh e sahio s 2 horas da tarde.
Lotera do ram-ParaA 2* parte da
26- lotera, dessa prorincia, cujo premio grande
60:000,>000, -era extrahida, sabbado, 16 de
Fevereiro.
Cemiterlo PublicoObituario do da II
de Fevereiro d 1889. _. M
Cassiana Bosa Correia de Faria, Parahyba, 49
annos, solteira. Boa-Vista; syncope cardiaca.
Antonio Cosme Jos de Lima, Pernambuco, 26
annos, casado, Boa-Vista; ferida penetrante do
ventre.
Antonio, Pernambuco, 2 annos, Recito; na-
nigo.
Um feto, Pernambuco, Recife.
m dito. Pernambuco, 7 mezes, Boa-Vista ;
inviabiliiade.
Joo, Pernambuco, 3 dias, Boa-Vista ; espas-
mo. .
Margarida Maria da Conceigo, Pernambuco,
20 annos, solteiro, Boa-Vista; tubrculos pul-
monares. .
Manoei, Pernambuco. 15 dias, S. Jos; vermes.
Urna menina, Pernambuco, mezes, Boa-Vista ;
gastro enterite.
Manoei, Pernambuco, 4 mezes, S. Jos; entero
colite.
Um pouco de tudo
Um jornal, diz um escriptor, nao passa de urna
folha de papel coberta de caracteres de impres-
sio ; pode durar nm da e as suas ciosas nng
pezam senao poucos milligrammas Custj -ahia
moeda de pouco valor e una"veziiao destina-
do aos usos mais vis ou rulfares da vida; urna
quantidade de materia em/pparencia despresi-
rel; mas quantos phengSenos estao oceultos
n'aquellas paginas da jfaa de nm povo; mas
quaulas torgas escon^rraas n'aquella sombra do
pensamento d'uma eaco I
Tambem umagafta de sangue materia em que
ninguem considera (, que ana outra gotta d'agua
lava e liinpa, ig/almente urna hora de vida nao
se mede nem afnna e se despersa apenas nas-
cida no oceantfdo tempo; mas a vida feita de
aottas de sar^ue e a historia feita de horas
que se somnanl )ia aecuos, e quando nossos
olhos nao r numeram no quadrante do relog.
Facamo* a ,0alyse d'uma gotta de sangue, a
a hJ^Sia, a anatoma, a chimica, a.ptica e
a Pnjsiologia, chegaro apenas a esbocar os
^".dos infinitos fechados no mar daquellas got-
t,n *ias purpurinas ^V
/Valsemos- urna horade tempo; os pnyloso-
P"^ e phvsicoS, os astrnomos e os theologos
"afam'diante dos problemas intrincados e anu-
mer*veMiue aquellas sessenM palpitagcs m-
1 no horisunlejd'aqu-'lletcmiwminusculoso.
im do jornal. Pagina da nda social e
ctual d'um povo, gotnha de sangue do
isnio d'uma* nafao, nrnato segundo na
ria d'um temno, urna imagem Bel de ludo
aqillo qne a familia humana lem de elevado e
de baixo, de vergonhoso e de sublime, o pobre
folha adiada nc m de vinte secuios por um re-
moto sobrinho nosso recomeedr a noss; histo-
ria como o ossri d'um l'ossil possivel nos,reste
tue a vida dos nossos precursores quurtenarios
ou terciarios.
sim, pode succeder que a litteralura dos jor-
naes descance de cuidados maiores ; mas assim
acontece ao eavallo. que refreiam aobebadoque
alterna o absintho com o cognac!
#*#
Pode-se escrever urna obra em inultos volumes
para tralar profundamente de todas as fraudes a
que foi submetlido o doce licor de uva, desde .
v at aos nos os dias.
microscopa,
a mo pare
ur as suas falsili a;es e para ensinar ao :
ni/, perito os 111 -ios para contratar a fraude e de-
ter linar a p la b ituresa.
Diremos pouco para tolher alguns |irejuizos,
que reinara tambem entre agente cultivado .obre
a falii icag.'io dos \inhos.
Cni-.-c, porexemplo, oae cada substancia junta
ao sueco da uva Iraz cotoneo o engao
0111 darano para possa saude.
Quando dizems : este cinhomli r-natural, jul-
gamos ter dito todo ; e nao natural para nijs sigaJ
nilica irinbo adulterado, viubo nocivo.
Masorinhe no jamis iiaiural, e -nipre
jim licor artificial. A naroreza.nao nos d seno
a uva. o a Ai leira, se ns tivesse sido m 'horada
rfeiroada por longo trabalho da mo do ho-
Kem, nao nos dara seno cachos pequeos e
rites.
0 vinho i obra do homem: e quando uva
aj'ini::inos. as ucar, alcool de boa qualidadc
(ua: !j com sbstancilschimicas que nao#_prc*
udii-.iin .1 saud louseirnimo.- iMiiservaro-vinho,
t .Iher Ih a!_'UiS dcl'eilos ou a accrSjfcnla: lie
novas virtudes, uaQ^o nao -oinoi clpad. s de
fraudes, mas se'^osVmiiSii"r stria da
siu le ; -ibliea. .
Se soobtssemos frussio- artificios de chiraira
subtil sao precisos para f.izer o vinho MarsatPe
o Champan e. le criamos dizer que estes I corea
sao arliliciaes. Coratudo sao salubres, tonialoa
a lempo lugar e com jnizo.
1 entretanto lefios vi.dios pessimos para o pa-
ladar e para c esl mago, que sao propriamence
aaturaes, feitos com s mos e tambem com os
\h)i do campon /.; com o mosto puro e sii.tuAeg
da uva. s.o mos porque sao feilos mal. e i.-in
ou muito acido ou muito tanino, ou tm soll'rido
a feniH'iiUico acida ou amarga Sao naluraes,
1 irdadeiros txicos.
A fraude mais commum e mais innocente em
faci l'enotogia consiste 110 administrar ao vinho
o sacramento do baptismo.
N'.- occorrem padrinhos ne-o heneaos de pa-
dre, ii'.o ha necessidade te igreja.
N 1 silencio secreto das caminas da cidade
ajunla ao vinho agua (nfiobenta) cm prauorges
que -e medem com a avidez do laverniroea
10I T-jncia do ,'i:iio, que uascido homem de bem
nao se deixa corromper sem urna lacej-ago de
coracao e orna-se paludo, inspido e faslidiosjj
E' i-olao qne o taverneiro nao contente com o .
baplismu, administra ao vinho tambem o saerfc*
crimen o da conliniiago, que consisie ao ajun-
tar-lbe alcool e materias colorantes diversas.
Oepois d> baptismo a fraude mais universal
consiste em substituir em parte ou em tudo um
vinho de qualidade decadente por outro ptimo.
Os vinhos sao mais diversos entre si do que os
cerebros humanos, e tambem na familia humana
temos o idiota e o homem de genio; em enolo-
ga temos vinhos que c.ustam um sold a garrafa
e sao caros e outros que custam cincuenta, e en-
tretanto sao baratos. Imagine-se pois se asubs-
tituico da prule niu tenia os falsificadorea-da
enologa. _
Nem sempre, comtudo, a mistura de vinhos
d.versos urna fraude e torna-se damnosa a bolsa
ou a sade. Antes, umitas vezes, misturando
dous vinhos mediocres mas de typos diversos,
se consegue fazer um vinho s excellente.
O augmento da glycose ou assucar de uva ao
mosto enriquece os vinhos pobres e os alcoolisa,
sem que se ienha razo de protestar centra esta
operaco, que tambem um progressu da enolo-
ga mede. na.
O mesmo pode dizcr-selto aecrescimo do al-
cool ao vinho ja feito; especialmente quando este
deve viajar em paizes quentes. Convm, pqrm,
sempre que o espirito accrescentado seja peris-
simo e nao traga consigo venenos. j
Tambem o alcool puro junio ao vinho pode ser
nocivo, quando ultrapassa a 2 ou :t por cento *,
desde que neste caso o alcool nao est assimilado
aof outros principios constituintes do vinho, fai
mal.
Grandes disputas se tem levantado sobre a
gessaduta dos vinhos, isto sobre o augmento
do gesso ao vinho que vem ao commercio. O
gesso faz Aiais briihaute a cor dos vinhos e tor-
na-os Baos altera veis.
Fraudes mais raras sao aquellas, que consis- -
tem no ajuntar ao vinho acido sulfrico, acido
tartrico, tanino, carbonates alcalinos e terrosos,
alumen, acido salicilico, seja para dar-Ibes a eflr
lixa, seja para tornal-o mais fcil a conserS
vago.

Creem os cafres que os espiritos dos mapos
permanecem ura e.erto tempo sobre a trra em
soccorro ou por desesperago dos vivos ; e para
os tornarem propicios, fazem-lhes sacrificios e
orages.
Com tudo isto nao se pude dizer de molo ab-
soluto que os cafres creem na existencia e na
immortalidade da alma; at parece que nao t 3
idea alguma da creago e d'um ser superior iu-
visivel.
Os bacinanas creem em um Deus, mas quan-
do o tempo est mo ou succedem desgrag'as
blasphemam delle.
Alguns cafres sustentara que cada cousa deste
mundo existe por vontade propia, e os zulas
dizem a quem os interroga sobre a creago, qne
elles jamis pensaro que o co e a tei ra podem
representar a obra de ura ser invisivel.
E'um atheismo era que a razo entra em
grande dse.
O cafres discutem religio com os miss>ona-
rios christos. pondo-os em embarago com asj|
suas subtis perguntas.
Monsenhor Colenso, bispo de Natal, couver-
teu-se ao racionalismo por ter tido com os ca- j
fres tongas discussoes sobre a Biblia e os dog-
mas chnstos.
Os cafres nao praticam a escravidao ; mas a
anthropophagia nao nelles descoubecida, eisto
nao os rebaixa no quadro das ragas humanas,
desde que o canibalismo praticado por pavos
de um certo grao de elevaco, e tambem ns,'
entre as nuvens do incens christa, elevamos,
symbolisados, certos atavismos de gestos cam-
balescos.
No paiz dos- Basutos paiz de montanhas sel-
vagens e desertas, ricas de ouro as visceras e
revestidas de urna soberba estago de campana>
las roxas, existia ha quarenta annos. n'umaw
la carerna, o ultimo representante de toda urna
raga de anthropophagos.
Elle era o terror do paiz e por sua
immunda carerna por elle habitada
cheia de ossos humanos.
Em emboscada no seu reduelo, como u
nha no centro da sua teia, elle esoiara.
weher, os yjsjaWes as sua,passa^ej, e,
'd umVfofca extraordinaria, nao seMavaBMmm
o caso de que a presa podesse fugir-1 je.
A dentadas lacerava um brago ou ^rna pena.
a victima, deitando o resto do corpo semi^j
em um ngulo da caverna. \
Nenhum cafre atreveu-se jamis aU'.can
roz Sidimo o devorador de homens de\
com aquella amalduoada existencia. \
Os inglezes deppis da guerra de 1867
denarara o bloqueio de Sidimo oa sua ca
mas nenhum Basulc teve a coragem de
tar o perigo de ser comido riro
R Sidimo quem o julgaria ? era casado,
Os bacinanas teein os seus contos do
raestico.
Sao fbulas e historias populares, qui
lhos contam aos m> nios as noutes
cabanas e que se 1 ransnnttem ver
geraces em g.'ragCi

c
I

f'


SPORT
Informaram-nos liontem que foi dis
Condelaria t de Fevereiro.
A esta Coudelaria pertenciam oa annaaea
Apolk, Olga e Ain


Dmrio de Peramb^o^--Qnairta^ tetra 13 de Fevepero de I
ASSOGIACOES

i
Assopia^So Mcieo-Phnrmacea-
tleo-Peroambucana
ACTA DA SESSO IB l."-1 M N'OVEMBRO
de reas
Prtsitltacia do ,Sr. Dr. I. A. Veo$o
Aos 29 das do raez ,lf Novembro de 1888, pr-
senle o hu: tu legal don Sr^ socios, o Sr. Dr.
preside.ite :i -~K>.
Lid;i a acta da sesso antea dente foi appro
vad;.
O expediente eoiiMou de dous nmeros. 43 e
44 do ruzilMMutn)',\err;'u\ pela redacyio.
Un >flicio do lllm. Sr. Dr. Ribei.ro Vianua.
chef le polica, cointnunicaiido estar construido
no Cemiterio Publico uui paviiho para servir
provisuii.imente de necroterio as autopsias me-
dico legaes e pondo dispjsicao desta a.-30cia-
4o aquelle paviiho para serviros desta natu-
, **a.Hespondcu-se ai;nideeeiido.
O Sr. pliurmaceutico'Sabino Pinho diz que nao
tendo sido possivel preparar o Tulanoste, reque-
ra que essa sesso licasse adiada para a de 6
do viudouro am de que podesse cuuiprir aquel
Ja formalidade do-: estatutos. A casa approvou.
f^ Passando-so a materias adiadas foram lidos os
segntntea :
Requeiro que se solicite dos poderes oooipe-
, lente- .. ibi destinada a transporte de ifldlli
dos pobres, mordidos por animaes hydropho
bicos para a corte do imperio, atira de serem de-
vidaiuente tratados no Instituto Pasteur.39 de
Novemb.u de 1888. -Dr. Coelho Leite.
Proponho que se requeira ao jroverno geral ou
irovincial urna verba desiinada a creaco de um
aboratoriu bascado sob os mesmos principios en.
que se acha l'uiiecionando o de asteur no Rio dt
Janeiro.-Rpeife. '.l de Novembro de 1833.Bar
ros Carneiro.
Os qpaes postos cflBpcu6s*o o Sr. Dr. Vel
loso passando a presidencia ao Sr Dr. Gama
Lobo pede a palavra diz que acha a questo
que aventada pelos requeriraeutos em discus-
so importante e que a assoeiago prev um Je
seus fins procurando os meios para serexi cura-
dos os docutes de iiydrophobia que aqui nao en-
contrara recursos, e isto com niaiona de razo
agora que existem differenles pessoas mordidas
por animaes livdropbobicose assim pensa que se
deve recorrer Assembla Provincial que actual-
mente est fuuaionando alim de toraar-se pro-
deneias a respeito.
O Sr. Dr. Velloso assume de novo a pre iden-
cia e concede a palavra pela ordem ao Sr. Dr.
I Joio Paulo que pede ao Sr. Dr. Velloso oara fa-
er p or escripto o seu requerimento para me-
hor ser discutido.
O Sr. Dr. Velloso remetteu a mesa o seguinte:
Requeiro para que a Associacao Medico
Pli i: luiceutico IVrnambueana attendendo o gran
de numero de. casos de pessoas contaminadas de
Tirus hvdrophobicos nesta cidade. dirija-se a
assembla provincial por intermedio da presi-
dencia, pedindo providencias para sanar esse
mal." Dr. Atcibiades.Velloso.
!.!!o e p sto em discusso com os demois, usa
tfda palavra o Sr. Dr. Carneiro da Cunta, diz que
*Wpo modo por que est concebida a proposla uo
Sroduzir elTeito, pois nada se pede de positivo
"a assembla e assim nao pode ella dar providen-
cia no sentido em que se pede e manda a mesa
o seguirte requerimento :
Requeiro que esta Associacao peca a as-
sembla provincial meios de habitaco a qua'-
quer prolissiounl de curar individuos mordidos
Sor caes hvdrophobicos. 29 de Novembro de
e 1888.Dr. Carneiro da Cunha.
O Sr. Dr. Gama Lobo disse que devia ser re-
jertado o requerimento do Sr. Dr. Coelho Leite
oo qual elle propunha que *e pedssc urna verba
ao-gve-no. para com ella remetter se para o
Rio de I metro os individuos que fosseni aqui
mordidos por caes damnados : 1" porque nao
acredita que o governo conced'-sse tal favor com
* recri di' abusos : 2" que cont crlcsa elles se
dariam. nao faltando aqui quem se desse como
lo por cao. ou mesmo gato damnado e
ise-ui-'se por este e outros mios ir a corte a
jv..rd''ssa verba, que assim distrahida. seria
mu.o mal applicada, em grave prejuizo das boas
Intences desta* associacao.
Pelo contrariase deve pedir ao governo geral
ou provincia!, assembla geral u provincial
emlini a quem meliior eom|>etir os meios preci-
sos rtra se montar aqui nesta capital ummodes
to gabinete, a semelhanca do da Corte para nel-
lese fazerem as inoculaces antirabicas, hoje
aeoncelliadas pela sciencia.
Pensa tambem que se deve oflieiar a nossaca-
mara municipal no sentido de se fazer effectiva
a sua postura relativa a extinceo dos ces que
Ugam em crescido numero por todas as nas
desta riitade e seus arrabaldes. com o tim de evi-
tarse o gratule mal, para o qual procuramos re-
medio, appellando para os poderes superines.
i) S Dr. Alcibiaih's Velloso pedee a casa coti-
ce!! para i 'tirar o s Estando linda a hora das communieui oe- i Sr.
ri-si ente declara que lira aliada n discussno
os re lucimientos : o Sr. pha nnaccul ico Sabino
"fcnh > rei|tier a prorogacao da hora e a casa con-
de nao havendo quem pedisse mais a palavra
CHR8HICA JDICIARU
Trihim ti da Relaf*
SESSO ORDINARIA EM 12 Dl^ FEVEREI-
RO DE 1889
PRESIDENCIA DC EXM. 8R. CONSELHEIRO
QINT1.10 DE MIRANDA
Secretario, Dr. Virgilio Coelho.
As horas do costume presentes os Srs. des-
enibargadores em numero legal foi aberta a
-;-viii depois de lida e approvada a acta da an-
tecedente.
Distribuidos e pasaados os feitos derain-se
osseguiute s
JIM. GAMEXIS
Halxas corpus
Pacientes
Manoel Raynero de Barros. Indeferio-se a
peticfi", unnimemente, por estar pronunciado.
Jos Domingos di Silva e Antao Ferreira Vian-
na. Indeferid, u auimemente.
Joo francisco ib Nascimento Mandou-se
soltar, unnimemente.
Recui-sos eleitoraes
De Campia GrandeRecorrenle Jos Correa
de Mendonca, recorrido o juizo. Relator o Sr.
desembargador Buarque Lima. -Negou-se pro-
vimento, unnimemente.
De Panellas Recjrrente Firmino Piraposo de
Mello Falco, recorrido Vicente Correia de Aqui-
no. Relator o Sr, desembargador Delfino Caval-
caute.Em diligencia.
De TimbabaRecorrente Manoel Pereira de
Borba, recorrido iiutomo Rodrigue >Drreia.
Relator o Sr. dtsembargador Dellino Cavalcan-
te.Deu se provimento, unnimemente.
De Campia Gnuide Recorrente Christioni
Lauritren, recorrido Jovino Carlos Sobreira de
Carvalho. Relator o Sr. desembargador Pires
Ferreira. Deu-se provimento, unnimemente.
De PanellasRecorrente Firmino Pomposo de
Mello Falco, recorrido Joio Firmino deMacedo.
Relator o Sr. desembargado! Pires Ferreira. -
Deu-se provimento, unnimemente.
De Campia Grande Recorrente Theophilo
Jos de Oliveira, recorrido o juizo. Relator o
Sr! desembargado;- Pires Ferreira. Ncgou-se
provimento, unnimemente.
De Campia Grande Recorrente Christiaui
Lauritren. recorrido Arsenio Francisco de Oli-
veira. Relator o Sr. desembargador Monteiro
de Andrade. Negou-se provimento, unauime-
mente.
De Campia GraideRecorrente b bacharel
Alfredo Deodato de Andrade Espinla, recorrido
o juizo. Relator c Sr. desembargador Monteiro
de AnlradeDeu-ie provimento, eontra o vo-
to do Br. desembargador Dellino Cavaieante.
De Panellas Recurrente Firmino Pomposo de
Mello Falco, recorrido Jos Luiz de Franca.
Relator o Sr. desenbargador Monteiro de An-
drade Deu se provimento, unnimemente.
De Pao d'Alho Recorrente Jos Francisco
Piuheiro Ramos, recorrido Bellarmino Guedes de
Andrade Lima Relator o Sr.
Pires Goncalves. Em diligencia.
De Pao d'Alho -Rjcorrente Jos Francisco Pi-
nheiro Ramos, recorrido Antonio Carneiro de
Alhuquerque. Relator o Sr. desembargador Pr-
res Goncalves. Em. diligencia.
De Panellas Recorrente Firmino Pimposo,
recorrido Joo Jos da Silva. Relator o Sr. des-
embargador Pires (kincalves. Deu-se provi-
mento. decretan lo-3e a responsabilidade do es-
crivao de Barra de Jangada, Joo de Albuquer-
que Areoverde Cam .rao, processando se igual-
mente lis recorridos.
De Campia Grandc-Recorrente Pedro Ale
xandrino Pereira. n corrido o juizo. Relator
Sr. dse -bargador Alves Ribeiro. Negou-se
provimento, unnimemente.
De Villa Bella-Recorrente Honorio Lopes de
Siqueira Braga, recorrido Claudino J -vino de
Novaos. Relator o Sr. desembargor Alves Ri-
beiro. Em diligencia.
De ranellas-Ree.rrente Firmino Pomposo de
Mello Falco. recorrido Joaqium Francisco Leite.
Relator o Sr. dse ti bargador Tavares de Vascon-
celios Deu-se ^nivimento e mandou-se res-
pon>aliilisar o escrivo de Barra de Jangada.
De Campia Grande Recorrento Chrtstiaai
Lauritren, recorrido Jos Marcolino Soares de
Andrade. Relator o Sr desembargador lavares
de Vasconcellos. Deu se provimento. unan!
nemente. .
De Campia Grande Recorrente Uin.-tiam
Lauritren, recorricu Francisco Agostinho Fer-
reira de Queiroz. Relator o Sr. desembargador
Tavares de Vasconcellos. -Deu-se provimento.
unnimemente.
De Panellas -Recorrente Firmino Piiwposo de
Mello Falco. recorrido Manoel Correia dos San-
tos. Relator o Sr. desembargador Oliveira An-
drade. Deu-se provimento emandou-S" respon-
sabilisar o escrivo e o recorrido.
De arapina Grande Recorrente Chnstiaui
Laurilren. recorrido Jos Joaquim de Oliveira.
Relator o.Sr..desembargador Oliveira Andrade.
Deu-se provimento, unnimemente.
De Timbaba Recorrente Antonio Je Araiijo
Pinheiro, recorrido o juizo. Relator o Sr. des-
enbargador t'liveira Andrade.Negou-se pro-
sLu
Do 1. i Rodriguen
Nobre* outro, appeilada a ju-
DeGaranliuns -Appellanle o juizo, appellada
Caetano Ribeiro da silva.
Ao Sr. desembargador Alves Rer'1 :
De Pedras de Fogo Appellante Allino Jos
Rodrigues, appellada a justica..
De Pedras di':'ogo J.ppellante o juizo, ap-
pellado Vicente Jos da silva.
Ao Sr. desembargador Tavares de Vascon-
celos :
De VertentesAppellacte Joo Andr de Mel-
lo, appellada a justiga.
De Tacarat Appellante a promotor publico,
appellado Jos Mancinho do Nascimento.
Ao Sr. desembargador Oliveira Andrade :
De PiranhasAppellante o juizo. apellado
Antonio Maria dos Santos.
De .TacaratAppellante Antonio Gomes da
Cruz, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Silva Reg :
Da ImperatrizAppeilante Pedro Anselmo Li-
ma, appellada a iustca.
De fj^ira'. Appellante o promotor publico,
appellairo Antonio Flix do Nascimento.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
De BezerrosAppellante o juizo, appellado
Manoel Antonio de Azercd Ferro.
De NazarethAppeilante Jos Antonio do Re-
g, appellada a'justica.
Jlo Sr. desembargador Toscano Brrelo :
DoCoIlegio Appellante Joao Pereira dos Sari
tos Bota, appellada a justica.
De Borhurettia Appollante o promotor pu-
blico, appellada Antonia Bertulina da Conceigo.
Ao Sr. desembargador Delliuo Cavaieante.:
De Pao de AssucarAppellante OlYinpio Nery
Cidro. appellada a justica.
Do om Conselho Appellante o juizo, appel-
lado Manoel Luiz de Sant Anna.
Ao Sr. desembargailor Pires Ferreira :
e Nazareth Appellante Antonio Pereira. do
Espirito Santo? appellada a justica.
Do Recile Appellante o juizo, appgundo
Francisco Beltro Gomes Silveira.
Appellacaq civel
oSr. desembargador Alve RibMro :
Do i abo Appellantes Tavares de Mello, Gen-
ro 4 C. appellado Jos Mendes Carneiro de Sou-
za -andeira.
Appellaces commerciaes
Ao Sr. desembargador Tavares de Vascon
cellos :
Do Recife -Appellante D. Rosa Emilia da Fon-
seca Oliveira, appeltados Tavares de. Mello, Gen
ro&C.
Ao Sr. desembargador OKveira Andrade :
De MuricyAppellante Manoel Francisco Pra-
do, appellado Manoel Joaquim Das.
Encerrou-se a sesso s 2 horas e 30 minutos
da tarde.
ra do-Livramento n. 32, d'esta cidade.Archi-
ve-se, depois de satisfeilo o parecer fiscal.
De Julio de Oliveira Azevedo e Antonio Fer-
nandes de Aievedo para que se archive o des-
tracto da sociedade que girou nesta praga sob
a firma Fernandes de Aievedo & C, pelo qual
fica o ex-socio Antonio Fernandes de Azevedo
de posse do activo e do estabelecimento e obri-
gadopelo passivo da extinct sociedade, com a
faculdade de continuar a usar da mesina firma.
-SatisfeUo o parecer fiscal, archive se na forma
dalei.
De Joaquim Ignacio Pessoa de Siqueira, por
seu advogado, para que se registre a escriptura
de contracto ante-nupcial que ceM)rou com D.
Maria Adelaide de Mattos Lima da cidade da Es-
cada desta provincia.Satisfaga o parecer fiseal.
De Claudina de Souza Franco, para que se ihe
registre a procuraco bastante que pelo cartorio
do escrivo de paz' e tabellio da villa de S. Luiz
do (Juitunde, comarca de Camaragibe, provincia
das Alagas, passara a leu filho Minervino de
Souza Franco para gerente de sua casa commer
i:il estabelecida em dita villa Recophecida a
tinha do tabellio de S. Luiz do Quitnde, re-
gistre-se.
A's 11 12 horas da niaiih. o sr. commenda
dor presidente encerrou a sesso por nao naver
mais nada a tratarse.
desembargador
de Mello Falcan, recorrido Jos Alquinho l.a-
rangeira. Relator o Sr. desembarg..dor .'
Reg, reu-st- provimento,
pe Panellas-Recorrente
foLi'osto a votos sendo re'geitados os requerimen-1 vimento, unaiiimcmeate.
tlrd >s Srs. Drs. Coelho Leite e Barros Carneiro ;>e Panellas-Recorrente- Francisco Pomposa
c approvado o do Sr. Dr. Carneiro da i unha em
que reqiier |)ara que esta associacao peci a as-
setnhli provincia! meios de ImbilitarAo a qual-
quer uroussioual de curar individuos mordidos
por caes hydrophobicos.
Passando-se a ordem do dia que versou sobre
0 segninfe ponto ; qual o local nos arrabaldes
desta cidade que aprsenla melhores comlii oes
para a remoco no curso e as convalescencas
das febres infecci isas as diversas esta^Oes do
anno ? "
No caso de invasio de epidemia de ebre
amarella nesUi cidade pa-a onde de vemos acn-
8elhar a remoco das pessoas nlo aclimatadas
hmo meio prphilatieo e que melhores vanta-
gens aprsenla etc.
1 E' concedida a palavra aoSr. Dr. Joo Paulo.
O Sr. Dr. Joo Paulo, depois de algumas con-
sideracoes sobre a topographia do Recife c de
sua,belleza natural, de sua mortalidade julgada
em falta de umaestatistica regular de que nao
dispoe presentemente, pela observago clnica e
f p'lo obituario publico nos jornaes diarios, passa a
la/.er nina ligeira resenha das diversas molestias
que comprovam o nosso quadro nosologico,
llenando saliente a benignidade (aquellas que
dependem verdadeiramcnte, das condicoes ath
pt.ericas e telluricas, e liega a concluso
flir que
esta cidad" urna das mais salubres se
iuo a ukus salubre do Brazil, apezar dos poucos
cuidados da hygiene quer publica, quer priva-
da, que se nota entre nos.
Passabdo em seguida a tratar do ponto em
discusKo, de que as consideracoes cima sao
em prelimiiiar faz ver a difticuldade da escolha
entre os numerosos arrabaldes desta cidade
para a remoco dos convalescentes euos doen-
^aocomtnettidos de febres. Em sua opinio
^Ros elles sao bons. porque em todos elles go-
za-se de mais tranquillidade e respira-se um ar
^^Bpuro do que no centro da cidade ; mas se
Wm comtudo a clinica demonstra que em
K* delles os doentes do febres palustres re
ites simples ou de forma typhoida, que sao
Koifestaces do impaludisnio que mais ve-
i^Htonibam dos nossos meios therapeuticos or-
dinarios, entram em convalescencias e curam-se
em menos espaco de tempo do que em outros.
fsta differenca deve ser procurada na constitui-
ko do solo dos diversos arrabaldes, na* variago
n temperatura que nellas se nota pelo menos
do da para a noite, as diversas estacoes do
, anno, na presso athmospherica, na direrco
.^dos ventosa que sao ellas expostas,em suas re
,>3 com as aguas vuinbas, e finalmente em
sua vegetaco.
Infelizmente nao tem noticia qu? entre nos se
iipfl* feito estudos serio sobre esta materia,
i sot te que somos nicamente guiados na es-
dos locaes para a remoco dos nossos
ates pela impressao que recebemos em nos-
_ arrabahles quando .4 vamos visitar algum
jente e pelo- resultados que colhemos con.,
ntuoioes. Sendo assim ^o orador prefere s*m-
lentre os diversos arrabalderdesta ei
^^Ham ti remoco dos seus dqpntes' sao ?m
ir a Varaea, em segundo a Casa
fm, reiro o ArraiaL
TMi notado que nesses tres arrabaldes os
doentes de febres palustres, rebeldes ao sato de
ouioiiiea do arsnico, restabelecem-se mais ra-
pidaiuenU do que em outros. e esta a raaio
de Mi preferencia
Tea di dado t hora ievantou-se a sesso, fi-
cando adiada a ordem do dia e com a palav o
Sr. Dr. Paula Lope
unnimemente.
Francisco Pomposo
e Mello Falcao. recorrido Antonio Ferreira da
Silva. Relator o Sr. desenAargador Silva Reg.
D-u se provimento,unnimemente.
De Pao d'Alho Recorrente Francisco Piuliei
ro Ramos, recorrido Benedicto Gomes da Silva.
Relator o Sr. desembargador Silva Reg.Em
diligencia.
t PASS..VGENS
Do Sr. desembargador Pins Ferreira ao Sr.
desembargador Monteiro de Andrade :
Appellaces crimes
De Mai ci-Appellante Alfredo da Silva Toi-
res. appellada a ja^tica
De Garaiiliuus- ppellante Joaquim de Moura,
appellada a justica.
l)o Sr. desembargador Monteiro de Audraue
ao Sr. desembargad ir Alves Ribeiro :
Appellaces crimes
Do Altinho-Arpellante Antonio Joaquim Re-
zerra de Moraes, appellada a justica.
Do Limoeiro-Appellante o Ipromotor publico,
anpellado Luiz Rodrigues de Meneies.
O Sr. desembargador Pires Goncalves como
procurador da corda e promotor da justica, deu
carecer nos seguules feitos :
Appellaces crimes
Do RecifeAppellante Caetano Lu da Silva,
appellada a justica,
De Alaga o MonteiroAppellante o promo-
tor publico, appellado Vicente Ferreira Lima.
Do RecifeAppellante Anthenogenes Correia
Maia, appellados Jnanna Maria da Conceic^o e a
ll^Il'l *
Do Sr. dembargador Alves Ribeiro ao Sr. des-
embargador Tavares de Vasconcellos:
AppellacSo crime
De PenedoAppellante Joo Bispo, appellada
a justica. ..
Embar-gos infringentes
Do Recife-Embargantes iaunders Brothers 4
C, embargados os herdeiros de Joaquim Jos de
Miranda.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica :
Appellaco enme
De Palmares-Appellante Bellarmino Felippe
Damasceno, appellada a justica.
Em diligencia no juizo a qu :
Appellaces crme-
De SalgueiroAppellante o promotor publico,
appellado Jos Mana de Almeida.
De Piranhas-Apoellante o juizo, appellados
Manoel Alves da Silve Biro e outros.
Com vista s partes :
AppellacSo commercial
De Mamanguape Appellante Rodolpho Vel-
lozo de Azevedo. appellado Modeste Ernesto de
Ges. ,
D.STBIBigOES
A/gravo de petiCSo
Ao Sr desemlia-gador Monteiro de Andrade :
Do Recife -Agravante Arthur Lopes de Oli-
veira, aggravado Joaquim Jos Alves Guima-
.
Cirla teetemunbavel
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
Do Recife -Agravante Antonio Augusto de
Hoilanda costa, ajMravado o juno.
ApieliacOes crimes
Ao Sr. desemla -gador Monteiro de Andrade :
.fu a omnerclal da cidade do
Reelfe
ACTA DA SESSO DE 31 DE JANEIRO
DE 1889
PRKSIDK.NCIA DO il.f.M. SR. COM1UNDAD0B ANTONIO
GOMES DE MIRANDA LEAL
Secretario Dr Julio Gutmaraes
A's 10 horas da manha, declarou aberta a ses-
so, estando presentes os Srs. deputados Olinto
Bastos, commendador Lopes Machado, Beltro
Jnior e Herminio de Figueiredo.
Lida, foi approvada a acta da sesso anterior
e fez-se a Ieitura do seguinte :
EXPEDIENTE
Officiode 26 do corrente da junta dos corre-
tores desta praca enviando o boletim das cota-
(,'es ofliciaes de 2 26 do presente mez.Para
o archivo.
Distribuiram-se a rubrica os seguintes livros :
diario de Joaquim Ferreira de Carvaldo C,
dito de Heurique de S Leito C. dito de
FranciscoPetrocelli & Irmo, dito de Angelo
Raphael & Innao, copiador de Francisco Ribeiro
Pinto Guimares.
DESl'iCUOS
l'elices :
D.; Santos & C, adiada ua precedente sesso,
para que se registre outra marca de seu com-
inercio de cigacros, ao Arco da Conceigo os. 4
e 6 sob a denoininaco IndemnisacSo ou Re-
publica, iRegistn-se.
De Jos Joaquim de Carvalho e Anlonio Perei-
ra Hunos para que seja archivado o distracto de
sociedade da firma Jos Joaquim de Carvalho 4
C pelo qual fica o ex-socio Amonio Pereira Ra
ino-. de posse do estbelecimenlo do restauran!
eaominado Mrquez de Pombal ra larga do
Ros;.i io o. 23 e oo activo e obligado pelo pas-
sivo da extincta sociedade.Archvese.
J)e Gomes & Silva, para que se archive o con-
tracto de sociedade em nome colleclivo nos ter-
mos do art. 318 do cdigo commercial que sol
dila lirnia celebraram Antonio Gomes de Oli-
veira e Silva e Antonio Fernandes Silva cora o
capital de 10:310*020 para o commercio de fa-
zendas e alfaiaiaria ra do Bario da Victoria
n. Mi. -Archvese na forma da lei.
De Papoua contracto de sotieddde em nome collectivo, nos
termos uo art. 318 do cdigo commercial, que
sob 4\ a firma celetu-aram Jos Duarte da Silva
''.ipo.tl i e Joo Itasios de Almeida com o capi-
tal de WMKWjl para o commercio de fazendas
ra do Cahug ns. 2 A e 2 B. Seja archivado.
De Antonio Joaquim dos Santos, Jos Goncal-
ves de Azevedo c Joaquim Goncalves de Azeve-
do p ira que seja archivado o distracto de socie-
dade la firma Goncalves, Santos & C, pelo qual
tica a liquidadlo do activo a cargo do socio so-
lidario Antonio Joaquim dos Sanios, contiuuando
a sociedade at o ultimo de Dezeinbro do cor-
rete anno. sob a raesma firma entre o indicado
solidario e o comraanditario Joaquim Goncalves
de zevedo. Satisfeilo o parecer fiscal, archi-
ve-se.
De edro Anlonio Joaquim Salgado, para que
se registre a escriptura de contracto antenupcial
que celebrara com D. Mria Umbelma do Reg
Pontes. com assistencia de seu tutor Jos Paulo
Botelho. Registre-se e publique-se.
Ua compnnhia Indemnisadora, representada
por um de seus directores, para que seja archi-
vada a lista dos accionistas da dita companhia e
o respectivo balaneo. Archive se na forma da
lei.
De Jos da Suva Loyo Filhos, para que se
ordene o registro da "nomeaco de seus caixei -
ros. Registre-se depois de satisfeilo o parecer
fiscal.
De Goncalves Coimbia C, dem:Deferida
de coufot midade com i parecer fiscal.
De Virgilio Lopes A C, dem Satisfeilo o pa-
recer fiscal, registre-se.
De Joaquim da Costa Moreira, idemSatisfeilo
o parecer fiscal, seja registrada.
De Antonio Cardoso da Silva para que se d
baixa no registro da nomeaco de seus ex-cai-
xeiros Francisco, Tavares da Silva e Jos Primo
de Macedo Filho. -Como reqner, pago o sello da
baixa.
De HerAann Ludgren, por si e como represen-
tante da firma Hermann Lundgreu & C. para
que se registre a procuraco que passara a Jos
Faustino Porto para gerir e administrar todos os
seus negocios e da firma commercial Regis-
tre-se.
De Neesen & C. para que se registre a nomea-
go que apresentam e se d baixa na nomeaco
de seu ex-caixeiro Franklin de Oliveira Regis-
tre-se e d-se a baixa pedida.
De Boaventura de Carvalho Castro Maia e Joa-
quim Gomes Ferreira para que se archive a pro-
rogacao do contracto de sociedade em nome col-
lectivo que celebraram a 3 de Fevereiro de 1885
sob a firma Pereira, Carvalho com o capital de 20:000*000 para continuaco
do commercio de gneros seceos e molhados.
ra de Pedro Alfonso ns. 5 e 9, desta praca.
Archive-se
Proferio-se o despachodeferidoas seguin-
tes petices, solicitando registro de nomeaco de
caixeiros
De Charles Ptuym C, Francisco. Barlwsa A C. Jos Custodio Gon-
calves Guimares, Joaquim J. Goncalves Guima-
res, Jos Francisco Guedes, Victorino Marques
da Ponseca, Silva 4 Alvaro, Otton de Barros
Wanderley & C, Francisco Lopes Guimares,
Algonez Cabral & C. e Israel & C.
De Albino Moreira de Souza para que se re-
gistre a nomeaco que apresenta e se d baixa
no registnWa nomeaco de seu ex-caixeiro An-
tonio Cardoso de Oliveirafhgo o sello da baixa,
faca-se o registro solicitado.
De Albino Moreira de Son, Alfredo Valente
Goncalves Das e Jos Pedro dos Reis para que
se archive o contracto de sociedade em nome
collectivo qae celeramra sob a firma Alomo
Moreira dt C., con o capital de iitOOOJOQfcpara
o commeMie de fazendas em rosto raUfho
INDICACuESOTOS
Mdicos
Dr. Cerqueira Leite, tem o seu escripto-
rio aberto ra Duque de Cadas b. 74, das
12 s 1 horas da tarde, e desta hora em olan-
te em sua residencia ra da Santa Cruz
n. 10. Especialidades molestias de se-
nhoras e enancas. Telephone n. 326.
Dr. Joaquim Loineiro medico e partei-
ro, consultorio ra do Cabug u. 14,
1. andar de 12 s 2 da tarde; residencia
no Monteiro.
Dr. Barretto Hampai d consultas de
meio-dias 3 horas no I,' andar da casa
a ra do Barao da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de Seteinbro n. 54, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
Dr. Castro Jess medico e operador.
Pratica a laragem do tero quando e co-
mo aconselhada. Consulta* das 11 s
3 da tarde em sua risidencia ra do
Bom Jess (antiga da Cruz) n. 23, 1.a
andar.
Dr. Joao Paulo, especialista em partos,
molestias de seuhoras e de criancas, com
pratica nos hospitaes de Paris e de Vicnna
d'Austria, d consultas de 1 s 3 horas da
tarde em sua residencia rua do Bario da
Victoria u. 59, 1.a andar. Chamados a
qualquer hora.
AdTogados
O bacharel Wirruvio Pinto Ba.nde.ira,
pode ser procurado rua do Imperador
n. 71, i.* andar.
(J Dr. II. M'A mudou o seu escripto-
torio de advocacia, para a rua do Impera
dor n. 46, 1- andar, sala da frente.
Oceulisla
Dr. Ferreira. com pratica nos princi-
paes hospitaes e clinica de Paris e Lon
dres, consultas todos os dias das 9
horas dao meio-dia. Consultorio e resi-
dencia rua Larga do Rosario n. 20.
Serrarla a vapor
terraria a vapor e ojjicina de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes do
Capibaribe n. 23. Este grande estabele-
cimento, n primeiro da provincia neste
genero, compra e vende inadeiras de todas
as qualidades, serra madeiras de conta
alheia, assim como prepara obras de cara-
pina por machinas e por precos sem dom-
petenciaPernambuco.
Drogara
Faria Sobrinho & (.., droguista por ata-
cado, rua do Mrquez de 01 inda n. 41.
Francisco Manoel da Silva & C, deposi-
tarios de todas as especialidades pharma-
ceuticas, tintas, drogas, productos chimi-
cas e medicamentos homeopticos, rua do
Mrquez de Olinda n. 23.
PBLICACES A PEDIDO
rua
Preta
lllm. Sr. -Tendo de chegar no dia 17 do cor-
rente estaco de Agua Preta, no 1. trem que
partir do Recife, o nosso amigo coronel Joaquim
Verissimo do Reg Barros, de volta de sua via-
gem a rte do Imperio ;e almejando fazermos
urna recepgSo demonstrad\ ;i du.apreco em que
tido lo honrado quanto benemrito cavalheiro,
tomamos a liberdade de convidar a V. S. para
assistir i ebegada, e acompanhar o referido nos-
so amigo at a sede de sua residencia nesta villa
de Agua Preta.
Outro sim, tornando extensivo o presente con-
vite a V. Exma. familia para comparecer ao co-
po 'aiua que no ultimo dos mencionados lu-
tares pretendemos offerecer-lhe.e convictos des
e j da annuencia attenciosa e delicada de V. S.,
reiteramo-lhe aqui os nossos protestos de cir-
eumspecco e estima por sermos
De V. S. Ams., Atts., Obrs.
Agua Preta, 13 de Fevereiro de 1889.
Manoel Jos d'OIiveira Dias.
Pedro Ivo de H. Chacn.
Antonio Genuino do R. Barros.
Manoel Melchiades de Medeiros.
Prado Pemnmhucano
Os jockeys abaixo assignados. ameacados em
suas vidas por Djalnia Moreira da Silva, co-pro-
prietario dos animaes, Apollo, Oiga. Alpha e Cou-
pon vm pelo presente e publicamente respon-
^bilisal-o por qualquer ataque que porventura
possam sofirer.
Depois da corrida do 5 pareo, no domingo ul-
timo, no Prado Pernambucano, Djaima Moreira
cercados de capanga conhecidos ameacou publi-
camente os abaixo assignados. De semelnante
araeaca for im testemunhas diversas pessoas, que
estav;.ra presentes e que levaram a mal to re-
provado procedimento! Hoje pela manh. na
occasifio em que os abaixo assignados dirigiam-
se para o Derby alim de cotejar os animaes Er-
na/ti e Ruy Blas encontraram-se com um grupo
de capangas, assalariados por Djaima Moreira,
que so nao levou a effeito as amebas por naofser-
Ihcs favoravel a occasiao.
Nao tendo os abaixo assignados itiimigos, nem
receiando que de outrem, a nao ser de Dja'.ma
Moreira veuham a soffrer insulto, offensas phy-
sicas e ataques s suas vidas, o responsabilisam
peJoVJue possa succeder-lhe, pedem para este
fim providencias ao Dr. chefe de polica e demais
competentes autoridades policiaes e protestam no
uso legitimo da defesa empregar todos os meios
ao alcance.
Recife, 1S de Fevereiro de 1889.
Chrtspim Antonio de Oliveira.
Antonio de Freitas.
Ao publico e a polica
O abaixo assignado proprietario do
Hotel Chinez, previne ao publico e a po-
lica, que nao deem agasalho a Manoel
Fernandes, ex-criado domen hotel, poisj
o degpedi de meu servi$o por ter elle si-
viciado a urna cranca de cinco anuos que
tenho debaixo de miph. tutella. Portan-
to, convm, que se acaufellem aquelles
que precisam de servicos de outrem.
Recife, 12 de Fevereiro de 1889.
Momod Antn da &ha.
UMA CURA NO
Nao fezemos commentarios, sobce o que se vae 1er, poique a verdade naoica-
rece de apanagios de palavras, para que brilhe radianti. Limitamo-nos a trauscrevar
o seguinte fcttestado que, por si, falla mais alto do que tudo (juando poderiamos dizr
sobre os predicados effieazea que possue o Peitoral de Cambar-
Bis o attestado ;
lllm. Sr. J. Alvares de Souza Soara.TPelotas.
Tendo em 1878 o meu filho adoptivo, Thomaz Lencina, sentado .praca e
esflmdo em Porto-Alegre servindo no quartal-general, adquiri urna tosse impertinente
que nunca pode ser combatida pelo medico da enfermara; em. vijjta disso foi enviado
para o Rio Pardo onde esteve em tratamento com o Ilustre medico militar, Dr. Me-,
deiros, e alli foi reconhecido achar-se effectado de urna turbcctSse muito adiantada. i
t NSo aproveitando nada com o tratamento, teve baixa do- servico e veio pana
minha casa cm 1882.
Empreguei todos os recursos para salval-o da morte;
t Mdicos 4 Sant'Anna do Livramento, a quera cuusnkei, deelararam ser
caso perdido o intil qualquer tratamento, visto o estado adiantado da doenca.; o J)r.
Fialho, porm, aconselhou-me o Peitoral de Cambar de V. S., talvca uncameak
para satisfazer-me, e foi com este preparado que o meu filho se eurou!"
t O tratamento nao foi longo, as melhoras foram gradualmeiite augiuentand!:
mas, medida que ellas progrediam, os meus cuidados redobraram, pms todos sabeni
como alguns doentes n'estas condicSes tornam-se mais insoffridos e descuidados dorseu
estado, com o apparecimento das primeiras melhoras.
c Por isso, propositalmente, obriguei-o a continuar, por algum tempo,. no uso
do sen preparado, guardando um rgimen conveniente, c dentro em pono, meu.fUho
toruou-se forte, vigoroso, completamente restabelecido !
Entendendo que este tacto nao deve ficar ignorado pelos que sonrea de t
terrivel enfermidade, pe50-lhe para publical-o, tendo em vista levar urna esperanea ao
coracao de tantos enfermos desanimados.
Acceite os protestos da maior gratidjDe V. etc. Vicente SimSes Filio.
(Dous Serritos em.Sarandy, Rio Grande do Sul.)
A 2|J500 o frasco, vendido este remedio em casa dos agentes Francisoo
Manoel da Silva & C. e em militas outras pharmacias e drogaras d'esta capital.
Agradecimento
A irmandade de Nossa Senhora do Livramcn-
lo agradece a todos quanto concorreram com
*etl obulo para o bnlhanlismo da festa de sua
excelsa padroeira. e especialmente ao mui dig-
no Sr. gerente da ferro-via de Caxang, por ter
muito concorrido para o realce da dita festivi-
dade.
Varzea. 12 de Fevereiro de 4889.
0 secretario,
Germano Lobo.
Nao ha nenhura remedio mais efficaz
para a cura e preservadlo das enfermida-
des do figado, hepatite dos paizes quen-
tes, spleen ou hypocondria, clicas biliosas,
que as
Perola* de Duraade do Dr.
(Iirlun
(BTH fi THEBEBINTHINADO)
Segundo os testeinnnhos dos mdicos
mais Ilustres.
0 Ether therebintliinado tem a indis-
cutivel propriedade de acalmar as atro-
zes clicas e os vmitos que tao freqnente-
mente acompanham os clculos biliarios e
certas nevralgias hepticas. (Trous-
seauj.
Este antigo remedio de Durande, que'
tem promettido dissolver os clculos bilia-
rios, tem cumprido sua promessa, posso
affirmal-o. (Professor Bouchard.)
Dzes: As perolas de Durande do
Dr. Clertan prescrevem-se em numero de
6 a 10 por dia, de preferencia hora das
refeijoes bu com urna chicara de caldo,
tisana, etc.
Fabr.: Casa L. Frre, 19, rua Jacob,
Pariz-
M.
O nome raro e estranho de Aveleira Mgica
Eelo qual condecida a ultima grande desco-
erta ao sabio Dr. C. C Bristol, simplesmente
o nome vulgar da maravifhosa planta americana,
classilicadd scientificatiente sob a denominaco
de Haniamelis Virginica, da qual extrahido o
celebre Extracto Duplo de Aveleira Mgica que
leva o nome do eminente sabio, remedio valio-
sissimo descoberto primitivamente pelos indios
que usaran delle na sua forma primitiva como
agente calmante e curativo em toda especie de
inflammacces externas, feridas, tumores, almor-
reimas, rheumatismos, etc., e que hoje tem vin-
do ser um dos agentes therapeuticos mais im-
portantes do dia no tratamento de toda a dor
quer interna quer externa.
Verem-se as instruceaes que acompanham
cada vidrinho do Extracto ou do Ungento.
Collegio de S. Nipel
Rua do vi*eoade de Camaragi-
be n. &3
Aos respeitaveis pae.s de familias parti-
cipa a directora deste novo estabelecimen-
to de instruccao para o sexo femnino,
que abrir as aulas no dia 14 de Janeiro
de 1889.
A mesma promette aos paes que lhe
confiarem suas filhaa esforcar-se por lhea
dar urna educaco primorosa, solida, reli-
giosa e domestica.
A tratar, do 1" de Janeiro no proprio
estabelecimento, das 2 da tarde s 7 da
noitc.
A directora,
Emilia A. de Afendonga
---------------.*_--------------
Aviso ao publico
SEmquanto durar a Exposico Universal de
1889, os nossos leitores que se acharem em Pars
e |que desejarem recebr quaesquer noticias da
trra, podero ler os nameros mais recentes do
nosso jornal no escriptorio dos nossos corres-
Emdentes, os Srs. Amdc Prince & C, 36, rua
afayette, em Paris.
Os nossos patricios podero receber a sua cor-
respondencia, peridicos, etc. etc., em casa dos
Srs. Amde Prince* C.
uutrosim. os mesmos Srs. Amde Prmce a C,
negociantes-commissarios poem a sua casa de
compras s ordens de qualquer pessoa que dese-
jar ter urnas informacoes. ou utilisar seu inter-
medio. _-
?ii
Vas urinarias, molestias do tero
opera5es elctricas
2S. CA&LQS SimiCOST
ESPECIALISTA j|
com pratica de pahb s lommbs
Estreitamentcs da urethra curados ra- <
dicalmeate pela electrolyse, sem dor; \
hydroceles sem injecc feridas e ulceras cJiTonicas, com garan- > t
tia da cura rpida; pedras a bexiga, )
fistolas. e hemorrhoidas; syphis, go- i I
norrba8, pelo methodo das nstillacoee; \ )
molestias da garganta e do paito pelas )
athmospheras medicamentosas, ton- J
sullas e apengfos das 12 3 horas 11
da tarde. > <
RUA DO MRQUEZ DE OLEIDA N. 34 ) i
f. ANDAR
tmmtmtAmm

Elixir depura
tivo veiretff
Formula de Augelino Jos
dos Santos Andrade
Approvado pela Inspectorio Geral de EF^
gieno Publica do Rio de Janeiro en 20
de Julho de 1887.
Este depurativo e de grande eflicacia as mo-
lestias syphiliticas e impureza do sangue ; assim
como em todas as molestias das sennoras.
Tem curado radicalmente .imitas pessoas ac
comm"ttidas da terrivel molestia beriben.
MODO DE USAR
Os adultos tumaro qustro colheres das de
sopa pela manh e quatro noite. As chancas
de 1 a o annos tomaro urna colher pela manh
e outra noite, e os de 5 a 11 annos tomarao
duas colheres pela inaii e duas noiite. De-
vero tomar banhos fri ou momo pela manha e
noiie. Resguardo regular.
Encontra-s venda na drogara dos Sr.-.
Francisco Manoel da Silva 4 C, rua do Marques de
Olinda n. 23 e pharmacia Oriental rua Ktr>-
ta do Rosario n. 3.
O autor deste preparado poue ser procurado
na rua do i?aro da victoria u. 37, onde sera en-
contrado para dar toda e qualquer expcago
que for precisa.
Attengo
K. 43
lllm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade. -
Amigo e senhor-Tendo tumba senhora soffrido
por espaco de 30 annos mais ou menos, da ter-
rivel molestia erizipella, da qual ha 2 anno"a
esta parte, accomraettia a miudo a ponto de re-
pelir-lhe duas vezes ao dia, e tendo escolado
todos os recursos mdicos jipi delles obter o
menor lenitivo aos seus soflnmentos a 6 mezes
mais ou menos : um amigo me aconselhou o seu
Elixir purilicador do sangue, sem fe fui com-
prar urna garrafa, e applquei, a qual operou
una maravilha, porque at a data presente nao
appareceu mais o mal.
Deslas poucas linhas que s contm a verda-
da. far o uzo que Ihe aprouver.
Recife, 2 de Marco de 1888.
Jos Pereira de Alcntara BrandSo.
N. 44
lllm. Sr. Augelino Jos dos Santos Andrade
Recife. 20 de Marco de 1883.
, Amigo Sr. Fallara ao meu dever, se por
meio desta deixasse de aanifeslar-lhe quanto
acho prodigioso o Elixii depurativo do sangue,
por Vmc. preparado, pois soffrendo eu, ha mais
de 2 annos de dores por todo corpo, e com es-
pecialidade no peito, assim como de urna ulce-
ra syphilitica na garganta, e tendo eu j perdi-
do a f, aos medicamentos que consecutivaaien -
te me receitavan os mdicos, quando fui acn-
selhado por um amigo para que fizesse1|o do
seu Elixir Depurativo, o que fiz uso de tres gar-
rafas. Hoje, (gracas a Deus) e ao seu remedio
acho-me completamente restabelecido.
I'oder Vmc. fazer uso desta minha raanifesta
cao, o que Ihe aprouver por ser com subida es-
tima e consi leraco.
De Vmc. amigo, venerador, criado mnltoobri
gado.
Manoel Tavares da Costa Martin?.
N. 45-
Illm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.
Sendo accoramettido ha 2 annos mais on menos
de urna infiamiUaco na orelha esquerda que
progredindo em demasa, causon-me serios re-
ceios ; uzei a conselho de um amigo, ido seu
Elix'ir porificador do sangue ; e de facto, urna s
garrafa, foi quanto bastqu para sentirme perfei-
tamente bom ; ne obstanteOainda repito ma
outra garrafa, do qu. alias nao precisa va ; e a
evidencia rapidez e pontualidade na cura, nao
se fez esperar. .
Faca o uzo qne Ihe aprouver desta carta.
De V. S. attento e obrigado.
Recife, 18 de Janeiro de 1888.
Pedro Alexandrino Machado.
(Estavam selladas e reconhecidas as firmas.)
(Continua).
Hippodromodo Campo
Grande
Para os tres grandes n esplendidos baile de
mascaras que se hao de realisar nos dias 3, 4 e S
de Marco prximo viudouro, acha-se aberta urna
assignatura para os tres dos com passe de ida
e volta no trem, pela bagatella de 44 ; as pes-
soas que queiram assignar podem dirigir-se ao
abaixo assignado ou nos lugares abaixo mencio-
nados.
Rua do Rangel n. 58.
Rua Larga do Rosario n. 8.
Rua do Cabug n. 2 D.
Praca da Independencia n. 20.
Duque de axias n. 39.
EncaderntcSo de J. M. de Miranda.
Haveri trem de meia em meia hora ou mais se
forem precisos, a conduceo ser fcil e satis-
fatoria.
H tambem um grande sortimento dt napas
de todas as epochas e por todos os piceos.
A assignatura fechase no dia 16 co canste
Recife, 8 de Fevereiro de 1889.
LeonbrlPorto
Boa r.arsa ido loMrio a. C )
2o andar
Contina a executar os miis dif" '.
ficis figurmos ,recebickm de Loa-
dres, Pars, Lisboa e Rio de Jaaeirat j
Prima en perfeicfio de eoatvrayjl
em bnsvidxde, modicidade en pre-J
coa e lino gosto.
-?.-
y
i






ario de Pernambuco---Quarta-feira 13 de Fevereiro de 1889
Curso primario e prepara-
torio
Ru Larga do; Rosario ai.lt
t sajar
EstarSo abertaa as aulas deste curso no
dia 8 do cerrente mez.
0 director,
Camerino Sobrinho.
II

Frederico Chaves Jnior
Homoepatha
W39 RA BARO DA VICTORIA 39
Prlmeiro andar
Oculista
Dr. J. Correia de Bittencourt, oculista
residente na corte, ex-chefe de clnica
ophthalmologica dos Drs. Wecher e Pa-
is em Pars _e do professor Hirschberg
em Berlim, tendo regressado de sua ex-
curslo s provincias do norte, demora-se
alguna mezes nesta capital no exercicio de
sua especialidade.
Consistorio e residencia ra do Bario
da Victoria n. 23 Ia andar. Entrada pela
Gamboa do Carmo.
Consultas das 12 as 3 da tarde. Gratis
aos pobres.
MEDICO HOMEPATA
r. Ballhazar da Silveira
Especialidadefebres, molestias
das enancas, dos orgaos respirato-
rios e das senhoras.
Presta-se a qualquer chamado para
onda capital.
AVISO
Todos os chamados devem ser di-
rigidos pharmacia do Dr. Sabino,
ra do Bario da Victoria n. 43,
onde se indicar sua residencia.
Dr. Alfredo Gaspar
MEDICO
Operador, parteiro trata com especiali-
dade de molestias de senhoras e creancas.
Consultorio e residencia ra da impe-
ratriz n. 18, Io andar.
Consultas de 8 as 10 da manhi.
Chamados (por escrpto) qualquer hora.
TELEPHONE H. 226
I
Bacbarel Antonio >Vitru-
vio Pinto
Pode ser procurado ra do Imperador
n. 71, andar
Cirurgio Dentista
DR. ROBERT P. RAWLINSON, for-
mado pela Universidade de Maryland nos
Estados-Unidos, tem aberto o seu consul-
torio, na ra Bario do Victoria 19, 1 an-
dar.
Consultas das 10 as ,4 horas da tarde.
i
BrUnantes jf>eracea de opthal-
inologla
O Dr. Correa de Bittencourt praticou
32 do corrate da as importantissima ope-
rajoes de catarata complicada na Santa
Casa de Misericordia.
A mais importante foi praticada no Sr.
Jacintho de Lima Chaves *que estava
completamente cgo do olho direito de
urna catarata secundaria complicada de
numerosissimas adherencias (occlusio to-
tal da pupilla). O Dr. Bittencourt mjati-
cou urna ercapsulotomia ou iritomir, a
mais melindrosa de todas as operacSes de
oculstica.
O resultado foi excellente. O doente
vio perfeitamente logo depois da opera-
flo.
A outra foi praticada no olho esquerdo
do Sr. Raymundo Procopio de Faria, que
esta va inteiramente cgo deste olho ha
treze anuos (catarata senil).
Auxiliaram estas operac3es -os Sr. Drs.
Jonathas Pedrosa, More ira de Magalhies
e Machado de Aguiar.
(Do Jornal do Amazona.)
------------- m i----------
Uaaa operario laaportante
Foi operada hontem, pel Dr. Correa
Bittencourt, nesta capital, a Exma. Sra.
D. Adelia Bentes de Moura. negociante
desta praca.
A paciente estava quasi cega ha tres
annos de um grande tumor que oceupava
quasi a totalidade da cornea, produzindo
urna grande deformacio do olho.
O t>?. Correa Bittencourt fez a ablacao
do tumor, conseguirido o mais brilhante
resultado.
A paciente nio smente readquirio a
vista incontinenti, conhecendo perfeita-
mente todos que a ceroavam, como ainda
vio-se; livre daquella deformidade, obten-
dojinn effeito esthetico excellente e nio
sentio a menor dr.
(D'A Provincia do Para.)
f
m
II
[|| Medico operador parteiro jj
i* 1 lulUmidolonirlo ti \
Ouro)
S
i
II
Urii
(Por cima do Annel de
Onde tem e*maIUri* e rel
denria j pode ido ser encontrado e
recebendo chamados a qualquer hora
do da e da noite
Especialidades: l'artos, febres,
tas de senhoras e dos pulraes,
em ge ral, cura ni pida e completa
rages de estreilamentos e mais solri-
mentos da uretra.
Acode de prompto a chamados para
fra de qualquer distancia.
Telephnne n. Sf 4
i8, moles-
s, syphilis /)
leta e ope- JJ
II
Dr. J. Corre a Bittencourt
No vapor esperado depois d'amanhi do
norte segu para a capital do Cear o hbil
oculista, Dr. t orreia Bittencourt.
O Ilustre clnico, infelizmente, nio pre-
tende voltar a esta provincia, onde aca-
ba de firmar a reputaclo do distincto oph-
talmologista, como o prova a grande quan-
tidade de operaco"es aqui praticadas, com
excellentes resultados.
E' lamentavel que o illustrado especia-
lista retire-se tio extemporneamente, dei-
xando a muitos na expectativa de recorrer
a sua consumada pericia na difficil materia
de sua especialidade.
A sua ausencia ainda mais lamentada
pela pobreza, que sempre encontrou no
Dr. Bittencourt o apostlo desintereasado
da sciencia, que leva a philantrophia. at
ms.nter s suas expensas os pobres submet-
tidos aos seus cuidados.
Ao svmpathico medico desejamos urna
excellente viagem.
(Do Paiz do Maranhio.)
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico,
oculista, cx-chefe de clnica do
Dr. de Wecker, d consultas de
meio dia s 3 horas da tarde, no
1 andar da casa n. 51 ra do
Bario da Victoria, excepto nos
domingos e dias santificados/
s Residencia ra Sete de Setem-
bro n. 34. Entrada pela ra da
Saudade n. 25.
Clnica medico-cirargica
Dr. Ferrelra
OCULI8TA
Pratico nos principaes hospitaes de Pariz
e Londres.
Consultas todos os dias (excepto domin-
gos) das 9 horas ao meio dia.
Pratica embalsamamentos.
Consultorio e residencia ra Larga do Ro-
sario, n. 20
Telephone n. 233
7"
ao resgate da divida da provincia, funda-
da em apolices de juros annuaes de 7 <>i0
(sete por cento), com excepcSo daquellas
que tenham sido emittidas por empresti-
mos a companhias ou a particulares, como
auxilio agrcola ou industrial, bem como
para liquidacie dos exercicios de 1886 a
1887 e 1887 a 1888.
A taxa da emissio nio ser inferior, a
92 (noventa e dous) livre de commissio
e o juro nio exceder de 5 e\0 (cinco por
canto) alm da quota de amortisacio, que
nio ser superior a 1 r0 (um por cento),
sendo esta e aquelle sansfeitos semestral-
mente.
O secretario interino,* Manoel Jaquim
Silveira.
DECLARARES
EDITAES
COMERCIO
Revista do Mercado
RECIFE, 12 DE FEVEREIRO DE 1889.
Foi regular o movimento na praca.
0 mercado de cambios esteve mais activo e
em todos os outros constou transaeces.
Bolsa
COTAGCeSOFFICIAES DA JUNTA D08 COB-
RETORE8
Recife, It de Fevereiro de J8St
Cambio sobre Londres, a vista 27 t/16 d. por
1*, do banco
Cambio sobre Hamburgo, vista 433 r?. o R. M
do banco. .
O presidente,
Candido -. G. Alcoforado.
O secretario,
Eduardo Dubeux
Cambio
Os bancos, mantendo no bal cao a taxa de 27
1/2, saccaram a 27 9/16 e 27 5 8.
Houve pequeas transaeces em papel particu-
lar 27 11,16, exigindo, porm, os bancos 27
a/4.
0 mercado fechou muito firme.
No Rio,
particular.
27 5,0 bancario e27 U/16 e 27 3,4
4
3-
>
o
TABELLAS AFFIXADAS

I l;
93
|
p
si
S. .
5
c
-
3
cr
C
I
s
Dr. Manoel do \asriinento la-
chado Portella Jnior
Escriptorio ra do Imperador
Io ANDAR
n.
65
Animaes.....
Via-ferrea de Caruar.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferrea deLnoeiro
Somma.
2.322
604 .
465
4.347
8.324 Saccas
Asaawar
Os precos pagos ao agricultor, por 13 kilos, se-
gundo a Associacao Commercial Agrcola, foram
os seguintes:
Brancos *.
Someno.....
Mascavado purgado .
bruto.
Hetame.....
3* seccio.Secretaria da Presidencia
de Pernambucb, em 7 de Janeiro de 1889.
Faco publico, de ordena do Exm. Sr.
Dr. presidente da provincia, que se acha
aborta a concurrencia para o emprestimo
externo de 8,6OO:OO0A (oito mil e seis-
centos contos de ris), autorisado pela lei
provincial n. 1,927 de 15 de Novembro
rindo, com o praso de quarenta e cinco
dias, a contar da data da primeira publi-
cacio do presente, para o recebimento
das respectivas propostas, que serio apo-
sentadas nesta secretaria, em cartas fecha-
das.
Estas serio abortas pelo mesmo Exm
Sr. s 12 horas do dia, em que expirar o
praso fixado, com os proponentes presentes
Nos termos da referida lei, o emprestimo
ser A de quantia que produsa a predi ta impor-
tancia de 8,600:0000 (oito mil e seiscen-
tos contos de ris) liquida, a ser applicada
2*600
1*800
1*400
1*100
#800
3*300
I0M
1*300
1*160
1*000
Colonia Isabel:
Branco 1*
- 2 .
. 3* .
Someno .
Mascavado .
Usina Pinto:
Branco .
2- .
Someno .
Mascavado

3*000
2*800
1*500
1*800
1*400
2*400
2*300
1*700
1*340
A exportacio, feita pela alfandega ueste mez at
o da 9, attingioa3.007.589 1 2 kilos, sendo
1.080.969 para o exterior e 1.926.616 12 para o
interior.
As entradas verificadas at a data de hoje
bem a 60.988 saccas, sendo por:
so-
Barcacas
Vapores.....
Animaes.....
Via-ferrea de Caruar.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferrea do Limoeiro
Somma.
15.587 Saceos
'3.648 "
i.309
21.399
6.04o .
60.988 Saceos
Pelo patacho nacional Andaluza, carreado
por diversos, foram remettidos para a Babia,
1.100 saceos e 1.300 barricas com asnear bran-
co e 10 barricas com dito mascavado.
O pataeho dinamarquez -Norma, carrega-
do por Bailar Oliveira 4 C, levou para Uru-
guairana 1.630 barricas, 363,2 e 364/4 com assu-
car tranco e 10 barricas com dito mascavado.
Cauros
Vendeu-se urna peipiena partida dos salgados
a 380 ris.
Agurdenle
Vendeu-se a 88*000 por pipa de 480 litros.
IWIll
Foi coUdo a 160*0(10 por pipa de 480 litros.
Lugar inglez Stella, bacallio.
Vapor inglez Chiliait, carvao.
lampertafia
Vapor inglez Cometa, entrado dos por-
tes do sul, em 11 do corrente e consigna-
do a Pereira Carneiro & C, manifestou:
Azeite 2 Larris a Lopes & Araujo. l-
tala 800 tardos a Fraga Rocha & C.
Bagres seceos 75 amarrados a Amorim
Irmios & C. Barricas vazias 630 a Jos
Rodrigues Macieira.
Ceblas 2:450 resteas aos consignatarios
5:800 a Joaquim da Silva Carneiro, 10
saceos a Cunha Irmios &.C. Charutos 5
caixoes ,a Almeida Machado & C, IR.
de Druzina & C, 2 ordem. Ladeira 25
caixas a Amorim Irmios & *}.
Drogas 1 volume a Jos Antonio dos
Santos, 1 a Francisco Manoel da Silva
&C.
Fazendas 9 volumes a f'ramer Frey
& C, 1 a Rodrigues Lima & <'. Feijio
50 saceos aos consignatarios. Fumo 20
volumes a Almeida Machado & '., i
ordem, 7 a Figueiredo Costa & C, 18 a
Paiva Valente & 1.'., 51 a Azevedo & C.
Dito em folha 172 fardos a Esnaty
Banks, 50 aos consignatarios.
Peixe em salmoura 'M Larris a Figuei-
redo Costa & t.., 5 a Pereira de Faria
& C, 15 a Fernandes & Irmios 10 a
Costa & Medeiros, 18 a Fer eir Rodri-
gues &C, 10 a Amorim Irmios & C, a 60
Mca & Rezende, 5 a Cunha Irmios & C,
33 bardolezas aos consignatarios. Panno
dealgodao 133 fardos a Luiz Antonio Se-
Recife Drainage
Relacio dos concertos feitos nos appare-
lhos no mez de Janeiro do corrente ajino
de conformidade com o art. 10 do contra-
cto e 2 do art. 15 do Regulamento de
12 de Janeiro de 1872.
Recife
Mrquez de 0linda n. 36
Dita n. 53
Ilom-Jesus n. 22
ita n. 7
Dita n 9
Largo do Corpo Santo n. 2
Hispo Surdinha n. 16 ,
Vigario Tenorio n. 14
Dita u. 24
Mariz e Barros n. 16
Amorim n. 7
Moeda u. 17
Dita u. 19
Tuyuty n. 1
Largo da Assembla n. 17
Madre de Deus n. 3
Domingos Jos Martins n. 4
Dito n. 28
Dita n. 32
Dito n. 38
Travessa do Campello n. 4
Becco Largo n. 35
Bestauracaon. 54
Dita n. 56
D. Mara Cesar n. 27
Visconde de Itaparica n. 33
Pharol n. 16
Travessa do A real n. 4
S. Jorge n. 120
Dita i. 3
Dito n. 133
Dito u. 135
Becco do Paschoal n. 4 ,
Guararapes n. 85
Travessa do Occidente n. 14
Barao do Triumpbo n. 84
Dito n. 55
a.-go da Assembla fapparellio publico)
Santo Antonio
Imperador n. 44
Dita n. 48
Dito n. 52
Dita n. 51
Dita n. 57
Praca de Pedro 2 n. 4
Primeiro de Marco n. 17
Duque ue Caxias n. 6
Dita ii. 22
Dita n. 26
Dita n. 36
Ditan. 42
Dito n. 56
Dito n. 62
Dita o. 66
Dita n. 72
Dito n. 61
Dita n. 75
Cabug n. 10
Dito n, 5
Dita n. 9
Barao da Victoria n. 6

2*840
4*7&>
7*740
28i0
44040
4*460
15*71"
2*640
15160
4*520
5*8W)
22*360
2*tI0
III
2*640
4*040
2640
2*t40
2*6-40
2*640
4*040
4*040
2*840
3-5840
7*020
2*640
2-5C.40
15*160
4*160
2*640
2*6i0
2*t40
2*640
2*640
2*640
45460
2*640
4*160
2*640
9*840
3*340
7*480
7*<20
4*760
4*566
12*320
2*640
24640
3*140
17*400
2*640
4*410
44700
2*640
8*85
4*160
144060
2*640
2*640
24640
ra; Nova, em igual data e consignada a
Blackburn Needham (fe C, manifestou :
Bacalho 4,960 barricas e 2,434 meias
aos consignatarios.
Ultimas vendas,
tros.
Mal
-owoo
por pipa de 480 li-
he serlo continua a ser colado
aM0Opc
A c
at o da j
UIdtti ue.-''
ado 919.851
rior
As entra- das at a data de ; ,oje, so-
jaein a 8.324 lo por:
^Ccaca- 624 Saccas
Vapores !*
Pauta da alfaaaVga
SBMA1U 11 16 DE riVKRCIBO DE 1889
^ Vide o Uiarto de 10 de Fevereiro
XaTla* k carga
Barca portugueza Nooo Silencio, para o Porto.
Barca americana OUm, para Liverpool.
Patacho inglez Peggie, para Mentevido.
\ avin a descarga
Barca norueguense Frida, carvao.
Barca norueguense F-kyof, carvao.
Barca americana J. F. Rottman, carySo.
Barca ingleza Sobrina, farello.
Barca portugueza Tentadora, kerosene,
torca norueguense Ctler, carvao.
Jarea sueca Augusta, carvar.
Barca ingleza Parageo, bacalho.
Britjue sueco Pep-ta, carvao.
BciKue aoruegueose Hertha, carvao.
Escnoa maleza Emmator. bacalbao.
Logar inglez Flora, Jiacalflo.
Lagar inglez-Vntm, bicatnao.
Lugar nacional Mannho VII, carvao.
Lugar norueguense Varana, farello.
Lugar inglez .Muy Ccry, bacalbao.
queita, 8 a Rodrigues Lima & C, 25 a
Goncalves Cunha & C. Prensa 12 volu-
mes a Abe Stein & C. Pipas vazias 50 a
Jos Rodrigues Macieira,
Soda 100 tambores ordem.
Xarque 800 fardos a Amorim Irnos
& C, 203 a Joaquim da Silva Carneiro,657
aos consignatarios, 750 a Baltar Oliveira
& C, 1:474 a Maia & Rezende.
Vi?por inglez Portueme, entrado de New
York e escala em 8 do corrente e consig-
nado a Johnston Fater & C, manifestou :
Breu 40 barricas a Joio F. da Costa.
Banha 150 Larris ordem, 50 a Ferreira
Rodrigues C, 25 a Guimarles Rocha
dt C, 2o a Silva Marques C, 30 a Soa-
res Fernandes.
Farinha de trigo 1,250 barricas a Ma-
chado Lopes & C., 3,000 ordem,.400 a
Pereira Carneiro & C, 1,000 a H. Fors-
ter & C, 1,000 a Lopes Irmios & C.
Kerosene 500 caixas ordem, 500 a
aiva Valcute & C.
Machinas 25 caixas a Pereira Carneiro
& C. Mercadorias diversas 2 volumes
ordem.
Papel 1 caixa ordem.
Toucinho 31 barris ordem, 20 a Fer-
reira Rodrigues & C, 10 a Silva Marques
& C, 15 a Soarcs & Fernandes, 15 a Joa-
quim Duarte Sim8es & C.
Lugar inglez Prid of tke Chaad, en-
trado de Terra Nova em 10 do corrente
e consignado a Johnston Pater & C, ma-^
nifest*:
Ba barricas ueias
ordem.
Vapor francez Ville de Pernambuco, entrado
do Havre e Lisboa em 11 do corrente e consigna-
do a Augusto Labille, manifestou :
Carga do Havre
Agua mineral 10 caixas a Francisco Manoel da
Silva .v C, 3 a Bouquayrul Freres. Amostras 9
volumes a diversos. Altinetes 1 caixa a Nunes
Fonseca A C. Armas 34 caixas a Antonio D.
Carneiro Vianuu.
halnnca i a Jos Joaquim da Costo Main. Ba-
tatas 200.2 caixas a Paiva Valente t C 20o ao
consignatario. 330 a Goncalves Bosa & Fernan-
des.
Cognac 10 caixas a Paulino de Oliveira Maia.
' ha"pos I caixo a Adolpho 4 Ferro, 1 a Car-
vallio Irma*. Calcados 1 caixo a E. G. Cascao,
1 a G. de Mattos Innfios.
Ditose ful tro 2 caixoes a Ferreira Barbosa.
Couros t caixo a Frederico p C. 1 ordem,
2 a G. de Mattos Irmos. Capsulas 3 cai.v a
Faria Sobrinho C. Candiciros e pertenecs 4
caixas ordem
Drogas 7 volumes a Rouquayrol Freres, 1 aF.
Sobriuho C, 12 a Francisco M. da Silva & C
Estopa 10 la dos a Sulzer KautTmann A 6.
Feriagens 3 caixas a Vianna Castro A ('... 1 a
Ferreira Guimares C, 4 a Albino Silva & C.
2 a Braga & S.
Liuba 1 caixa ordem. Limallu de ferro 1
caixa a Hounuayrol Freres. Livros 4 caixoes a
J. w. de Medeiros, i a Ramiro M. da Costo. 1 a
i. Bouletreau, la A. D, dos Santos. Leques 1
caixa A ordem.
Manteiga 45 barris e 90 metos ditos ordem,
10 e 30 a Joaquim Duarte Simoes & C, 23 e 25
a Joaquim Felippe Valente C 30 e 40 a Domingos Cruz & C,
45 e 60 a Souza Basto Amorim & C, 10 caixas a
Joaquim Felippe 4 Aguiar, 10 ordem.
Mercadorias diversas 5 volumes a Antonio
Duarte Jarneiro Vianna, 1 a J. A. M. Guimares,
5 a R. de Drusina C. 1 ii ordem, 1 a H. de S
Leito, 3 a G. de Mattos Irmos, 2 a Maia e Sil-
va dr C, 3 a Manoel Collaco 4 C, 4 a fabrica de
chapeos a vapor, 2 a Prente Vianna Francisco Manoel da Silva 4 C, 1 a Guimares
Cardoso 4 C. Movis 6 caixoes a Francisco Ma-
noel da Silva 4 O. Materiaes para engenho 2
caixoes a Jos Joaquim da Costo Maia. Masca-
ras caixa a Emilio Roberto.
Obiectos para escriptorio 1 caixa a Monhard
Huber 4 C.
Pecas para machinas 17 volumes ao consigna-
tono.
P de arroz 1 caixa a Xunes Fonseca 4 C
Perfumara 2 caixas a G Laport 4 C, 1 a Euge
nio Goncalves Casco, 2 a Emilio Boberto, 1
ordem. Porcelana 1 tina a Francisco Jos dos
Passos Guimares. Pedia de lotiza 1 caixa a
Francisco Lauria fe C.
Queijos 1 tina a R. de Drusina fe C, 40 cai-
xas ordem.
Roupa 1 caixa a E. Goncalves Casco, 1 a
Mendonca Primo Relogios e lunetas 1 caixa a Vctor Grandin.
Tecidos diversos 2 caixas a A. Vieira 4 C, 2 a
Beruet 4 C, 1 a Goncalves Cunha C, 1 aos
erdeiros de A. C. de Vasconcellos, 1 a Fran-
cisco Gurgel 4 Irtno, o a Luiz Antonio Siquei-
ra, 1 a Marcizo Maia & C, 6 a P. W'ild C,
1 a R. de Drusina efe C.
Vinho 3 barris a G. Laport 4 C, 3 a Rou-
nrol Freres, 40 caixas a Domingos Ferreira
Iva 4 C.
Carga de Lisboa
Azeite 34 caixas a Paiva- Valente 4 C, 40 a
Silva Guimares 4C, 50 a Souza Basto Amo-
rim 4 C.
Brinquedos 1 caixa a Pereira de Azevedo 4
Irmo. '
Ceblas 13 caixas a Araujo Castro A C, 20 a
Lopes Aleiro 4 6.
-eqao 70 saceos a Paiva Valente 4 C, 30 a
?ouza Basto Amorim 4 C. Figps 5 caixas a Car-
lo A ',
Dito n. 46
Travessa das Crutes n. 2
Dita n. 12 *
Largo do Paraizo n. 16
Dita n. H *
Larga do Rosario n. 26
Dito n. 32
Dita n. 42
Ditan. 17
Dito n. 21
Dita n. 25
S. Francisco n. 24
Dita n. 37
Joo do Reg n. 14
Roda n. 18
Dito n. 23
Becco do CalaLouco n. 32
Dito n. 40
Becco da Matriz n. 15
Travessa da Matriz n. 10
Mathias de Albuquerque n. 3
Io Becco da Camboa n. 4
Travessa do Carmo n. 7
Fogo n. 23
Dito n. 51
Livramento n. 14
Penha n. 17
Visconde de Inhauma n. 69
Pedro Aff uso n. 59
1* Travessa da Praia n. 9
Novada Praia n. 4
MarcilioDias n. 20
Dita n. 32
Dito o. 46
Dito n. 52
Di ta n. 5
Dito n. 11
Dita n. 47
Dito u. 63
Largo de S. Pedro n. 12
Viraco n 39
Coronel Sassuna n. 16
Dita n. 23
Travessa do Falco n. 1
Travessa do Pocinho n. 10
Dita n. 12
Dito n. 38
Vinte e Quatro de Maio n. 2
Dito ii. 9
Palma n. 48
Ditan. 43
Marques do Henal n. 77
Dita n. 81
Largo da Praceta n. 1
Nova da Praia (apparelho publico)
S. Jos
Murcio Dias n. 86
Dita n. 118
Dita n. 120
Dita n. 49
Lomas Valentiuas n. 66
Dila n. 41
Coronel Suassuua ii. 176
Dila n. 166
Dita n. 190
Dita n. 210
Dita n. 280
Dita n. 169
Dita n. 191
S. Joo n. 10 A
Travessa dos Martvrios u. 8
Palma n. 88
Dito ii. 87
Mrquez do Herval n. 60
Dita ii. 80
Dito u. 215
Travessa do Pocinho n. 31
Dias (lardoso n. 8
Passo da Patria n 8
Padre Nobregu n. 9
Vidal de Neg'reiros n. 31
Ditan. 184
Dita ii. i :>
Dita ii. 147
Dique n. 14
Dita u. 29
Travessa do Forte n. 2
Assuinpco n. 8
Becco d'Assumpco n. 3
Domingos Theotonio u. ;-'
Ja id i id n. 3
Forte n. 44
Xogueira n. 23
Ninla Rita n. 48
Dila n. 56
Dita n. 43
81020
H 040
3 040
8110o
14*010
74O0
3740
7*460
21840
74800
7*150
6*180
24.2110
2*640
24O40
5*380
8*000
5*480
44620
2*640
2*6-40
7*160
7*020
4*620
6*800
4*320
2*640
7*160
2*640
4*460
4*490
2*640
1*520
25640
4*160
2 640
li<*0.0
4*620
1*640
28290
36930
35280
4*860
6*730
15*820
1582o
19 060
58n
. 4*66"
3-5940
2640
4*620
18*430
6*440
4*160
2*640
3*330
2*320
44160
5*280
, 7*30
74O0
2-3610
2*640
4*310
45160
45160
15*200
4*160
4*160
2*640
2*640
2*640
4*160
4*160
2*640
l-*960
4*320
4*160
305270
7*160
7*980
5*980
4*160
25520
4*400
465160
25640
2*640
4*160
2*640
17*430
75020
2*640
3*300
Dita n. 66 19*440
Dito n. 75 4*160
Nova de Santo Bita n. 73 14*640
S. Jos n. 25 2*640
Travessa de S. JoS n. 12 2*640
Dito n. 18 9*680
Travessa do Peixoto n. 4 3*740
Largo do Mercado n. 3 4*560
Dito n. 15 4*460
Imperial n. 23 4*160
Fortaleza das Cinco Pontas 4*360
Boa- Vista
Imperatriz n. 14 8*700
Dito n. 20 4*160
Dita n. 24 ' 4*320
Dito u. 32 2*840
Dita n. 36 3*040
Dila n. 17 4*620
Conceico n. 24 2*640
Dita n. 1 295410
Visconde de Pelotas n. 31 34740
Visconde de Albuquerque n. 24 44160
Dito n. 58 5520
Dito n. 19 25640
Ponte Velha n. 4 2*640
Dita n. 24 12*820
Dita n. 39 4*910
Riachuello n. 2 6*300
Dita n. 7 2*640
Dita n. 47 45160
Saudade n. 16 4*160
Sete de Setembro n. 10 4*160
Hospicio n. 53 325900
Dila n. 69 95420
Gervasio Pires n. 10 25640
Travessa da ra Gervasio Pires n. 16 4*160
Dita n. 7 3*220
Principe n. 16 12*320
Santa Cruz n. 40 1*890
Dita n. 42 4*160 lf* 183
Coelbos n. 13
Hospital Cedro II n. 4 1954I-!
Travessa do Veras n. 14 15980
Travessa da Mangueira n. 11 2*64)
Alegra n. 22 45520
Leo Coreado n. 18 4*160
Baro de :-. Borja n. 9 56*710
Soledade n. 31 44160
Recife, 12 de Fevereiro de 1889.
/. F. Mackintosh
Gerente.
Aii
eiro
Livros 1 caixa a A. D. dos Santos. Laminas
j de chumbo 3 caixas a Pereira de Azevedo x Ir-
Barca ingleza Parajera entrada de Ter- Mobilia 9 gradea a Pereira >de A^tfedo 4 Ir-
mo. Massa de tomate 1 caixa a Lopes
4 coaipanhia.
Roldas 2 saceos a Soares do Amaral Irmos.
Sino 1 a Pereira de Azevedo & Irmo.
Tremocos 3 saceos a Soares do Amaral Ir-
mos.
Vinhe 2 pipas e 10 barris a Joo F. da Costa,
3 e 15 a Jos F. Lima 4 C. 10 e 15 a Souza Pas-
to Amorim 4 C, 9 barris a H. B. de Oliveira 3 a
Berardiuo.Mam 4 C, 1 a Joaquim Maia Soi'ri-
nho C, 20 e 13 caixas a Pereira de Azevedo
4 Irmo.
Exportado
BBCIFI 11 UE FK.VBimlKOt>E i%9
Par o extertor
No vapor inglez Wexfurd, carregou :
Para Liverpool, J. H. Boxwell 5,00 saceos
com 375 000 kilos de assucar mascavado.
No "vapor belga Lys, carregou :
Para Leitz, J. H. Boxwell 8,000 saciis com
600,000 kilos de assucar mascavado.
No vapor fraucez Ville de Cear, carrega-
ram :
Para o Havre, A. Labille 2,000 couros salgados
com 42,000 kilos ; 4 P. de Lemos 6,000 kilos de
trapos velnos e 10 suecos com 750 kilos de re-
siduos de algodo.
. Para Lisboa, B. Oliveira 4 C. 100 couros sal-
gados com 1,200 kilos.
Na barca portugueza Noce Silencio, carre-
gou :
Para o Perto, J. dos Santos Lages 2 barris com
96 litros de agurdente.
Vara o interior
Na barca sueca Axel, carregaram :
Para Santos, P. Carneiro 4 C. 3 000 saceos
com 300,000 koa.de assucar branco e 1,500
itos com 90,000 ditos de dito mascavado.
No patacho hollandez Brocdertroic, carregou:
Para Pelotas, F. S. Ferreira da Costo I0 sac-
eos com 7 300 kilos de assucar branco e 150 'ditos
com 11,250 kilos ditos de dito mascavado.
No vapor francez V'dbe dt Pernambuco, car-
regaram :
. Para Rio de Janeiro, P. Pinto 4 C. 30 pipas
com 24.000 litros de agurdente
No vapor nacional Jacuhype, carregaram :
Para Penedo, M. Tavares 2 barricas com 100
kilos de assucar retinado ; M. A. Senna 4 C. 5
barricas com 300 kilos de asmar refinado.
Para Villa Nova, J. de S Leito 300 saceos
comtlO.OOO kilos de sement de algodo e 30
suecos com familia de mandioca.
Para Bahia, Amorim Irmos 4 C. 100 barricas
com 4,900 kilos de assucar mascavado.
Reridimentos publico*
MEZ DE FRVERSICi
Alfandega
Renda geral:
Do dia la 11 326:391*584
dem de 12 40:834*35

Recebedoria Provincial
O procurador dos feitos interino da fa
zenda provincial, tendo recebido do The-
souro a relacito abaixo transcripta dos
devedores do imposto de bombeiro no ex-
ercicio de 183G a 1887 (3o semestre) das
freguezias do Recife, Santo Antonio, Boa-
Vista e S. Jos, que deixaram de pagar
no temp competente, declara aos mesmos
devedores que lhes fica marcado o prazo de
30 diaa, a contar da publicaeao do presen-
te edital, para dentro delle pagarem a im-
portancia de seus dbitos na Recebedoria
Provincial com guia da scelo do conten-
cioso, certos de que. lindo aquelle prazo,
se proceder a cobranca judicialmente.
Recite, 1 de Fevereiro de 1889.
O procurador dos feitos interino,
Jos. Fraaaea cL Croe Cavalcane.
(ContinuacSo)
Ra Vigario Tenorio n. 17. Car-
valho & C. 35180
Caes da Companhia n. Is4 22. 12*730
Dita n. 28. A mesma 6*360
Dita ns. 30 32 6*360
Tuyutv n. 14. Carlos Antonio de
Araujo 3*180
Moeda n. 31. Companhia de car-
nes verdes 3*180
Domingos Jos Martins n. 20.
A mesma 3*180
Dita n. 46. A mesma 3*180
Dita n. 60. Castro & C. 6*360
Dita ns. 78 e 70. Cramer Frey
Mercado Municipal de 8. Jone
O movimento deste mercado no dia ll'de Fe-
vereiro foi o seguinte:
Entraram :
23 bois pesando 4,118 kilos.
-----------------367:225*981
Renda provincial :
Do dia 1 a H
dem de 12
43:661*562
8:133*344
:jl.tii6*906
Somma'totol il9:042*887
Segunda seccSo da Alfaadegu, 12 de Fevereiro
'de 1889.
O thesoureiro-*Flerencio Domingues.
O chele da seecSo Cicero B. e Mello.
Recebedoria Coral
Do dia 1 a 11 13:777*667
dem de 12 4:2455249
2-.':02*916
Recebedoria provincial
Dodialall 6:169*250
dem de 12 831*156
Do dia 1 a
Ideir. de
Recife Drainage
11 0:025*210
it 1:480*332
':020*406
": 303*562
. 103 kilos de peixe a 20 ris 2*060
82 cargas de farinha a 200 ris 16*400
3 ditas de fructos diversus c. 300
ris 900
8 taboleiros a 200 ris 1*600
13 sumos a 200 ris 3*000
15 matulos com iegumes a 200 ris 3*009
Foram oceupados:
27 colurauas a 600 ris 16*200
1 escriptorio a 300 ris 300
25 compartimentos de farinha a 500
res 12*300
25 ditos de comidas a 300 ris 12*500
78 ditos de Iegumes a 400 ris 31*200
18 ditos de sumos a 700 ris , 12*600
9 ditos de fressuras a 600 ris 3*400
37 tullios a 2* 74*000
- 191*060
Rendiuientos dos das 1 a 9 do cor-
rente 2:065*840
Foi arrecadado liquido at hoje 2:257*508
Precos de dia:
Carne verde de 240 a 480 reis o kilo.
Carneiro de 720 a 1*000 reis idem.
Suinos de 560 a 640 reis idem.
arinha de 360 a 480 reis a euia.
Milho de 360 a 440 reis idem.
Fe;;5ode9O0a 1*20) idem.
ti :i tari o uro publico
Neste estobeleciinento foram abatidas para o
consumo de hoje 73 rezes pertencentes a diver-
sos marchantes.
Vapores a entrar
HEZ DE 1EVEREIRO
Sul............ Vle de Cear..... 13
Europa....... Argentina......... 14
Europa....... Tijucu
Norte......... Para..........
Europa....... Neva..........
Sul........... Elbe...........
Sul........... logos........
Europa....... Fufe de Baha ..
Norte......... Hanos........
Sul........... Pernambuco I
Vapores a sabir
I MEZ DE FEVEREIRO
Santos e esc Ville de Pernambuco 13 as
Havre e esc.. Ville de Cear...... 14 as
Sul.......... Para............. 15 as
Santos e esc Ti/uca............ 15 as-
14
15
16
17
17
8 .
24
27
Tlovimeuto do porto
Navio entrados no dia 12
Buenos -Ayres por Montevideo10 di
inglez Nigreta, de 1,631 toneladas. coSmn-
dante William Taylor, equipagem 24, em las-
tro : a N. J. Lidslone.
Terra-Nova26 dias, lugar inglez Flora, de 288
toneladas, capilo James Pikc, equipagem 10,
carga bacalho: a Blackburn Needham 4 C.
Maco13 dias, iiiate nacional Camelia, de 95
toneladas, uiestre Manoel Antonio da S,
equipagem 5, carga varios gneros; a Mana
Joaquim Pessoa.
Maco 10 dias, fiiat; naciouai Bom-Jt'sii&,j^^M
toneladas, mestre Clementino Jos de Mace-
do. equipagem 3, carga varios jene^fc
Manoel Joaqifim Pessoa.
Cear -13 dias Hiate nacic '"'i^H
de 60 toneladas, mestre j le Mts
ra, equipagem 5, carg i Bar
tholomeu Lourenco.
Terra-Nova 26 dia^ lng.ir inl
toneladas, capito Ja:;:
9, carga*bacalho; a B|B
<2C
Navios sahit
Barbados- Brigue
' G, Jacobsen, em lastro.
Bahia e escala Vapor 11
mandante Joaquim lo--
var
BabiaLugar inglez
rga bacalno.
'
'-1
y
h
<
r '

.


i




Diario de fernambuco.Quarta-feira 13 de Fevereiro de 1889
5




4C.
Dita n. 76. Og meamos
S. Jorge, n. 114. Companhia de
carnes verdes
Guararapes n. 7'J. Carvalho & C
Amorim n. 37. Costa Lima & C.
Dita n. 35>. Costa d Medeiros
Dita n. 47. Carvalho 4 C.
Madre de Deus u. 10 A. Carlos
Alve8 Barbosa
Dfta n. 16. O mesmo
Dita n. 34. Cunha Irmaos t C.
Mrquez de Olinda n. 11. Do-
mingos Hanoel Martins
Companhia Pernaiubucana n. 18.
Domingos Soriano Cordeiro
Travessa da .Madre de Deus n.
8.. Domingos Ferreira da Silva
AC.
Dita n. 3. Domingos Ferreira da
Silva Cruz
Amorim n. 25. Estanislau Lins
S. Jorge n. 84. Eduardo Fradi-
que
Barao do Triumpho n. 76. Er-
nesto Christiani
Mrquez do Olinda n. 2. Fontes
& Irraao
Dita n. 10. Francisco das Cha-
gas Silveira
Dita n. 38. Flavio Augusto da
Silva Freir
Dita n. 47. Francisco Joaquim
Antones
Bom Jgsus n. 30. Ferreira Cas-
cSo oe Filhos
Dita n. 1. Dr. Feliciano Pon-
tual
Dita n. 11. Dr,Fabricio Gomes
Dita n. 41. Ferreira dos Santos
&C.
Dita. n. 61. Francisco Lauria
Dita n. 63. Francisco Jos dos
Passos G-uimares
Commercio n. 28. Francisco Jo-
s Jayme Gralvao
Torres n. 6. Francisco Botelho
de Andrade
Largo do Corpo Santo n. 27.
Francisco de Azevedo & C.
Amorim n. 2 B. Fiuza & C.
Moeda n. 25. Francisco Antonio
Pereira
Guararapes n. 78. Ferreira &
Cabral
Barao do Triumpho n. 71. Fran-
cisco Marques da Costa
Amorim n. 43. Fernandes Costa
& C.
Dita n. 45. Francisco Guedes de
Araujo
Burgos n. 43. Fraga Rocha & C.
Aladre de Deus n. 30. Farias
Sobrinho & C.
Mrquez de Olinda n. 37. Gui-
mariles & Permann
Bom Jess n. 2. Georgino Anto-
nio de Lima 4 C,
Mana e Barros n. 4. Gregorio
Francisco de Paula
Dita n. 16 A. Guilherme Lot
Travessa da Madre de Deus n.
14. Gomes & Pereira
Amorim n. 60. Gomes & Gou-
veia
Barlp do Ti iurnpho ns. 80 e 82.
G. Gomes Maia & C.
Vigario Tenorio n. 24. Gmes
de Mattos Irmo
Mrquez de Olinda n. 2. Hercu-
lano Baptista Vercosa
Dita n. 4. Hermenegildo Alves
de Mello
Dita n. 22. Hermann Paterson
&C.
Ditan. 48. Hermann Stolzenback
& C
Dita n. 27. Hermes de Souza
Pereira Successores
Bom Jess n. 39. Hartinann \V.
Domingos Jos Martins n. Gt.
Henrique Nuesch
Becco Largo n. 3. Henrique Leal
&C.
Bom Jess n. 24. Ignacio Fran-
cisco Pereira
Restauracao n. 1. Izaac Goncal-
ves Machado
Amorim n. 35. Joaquim Fran-
cisco de Carvalho A C
Dita n. 41. Joaquiin Ferreira
de Crrvalho & C.
Largo da Alfandega n. 41. Jlo
Moreira 4 C.
Madre de Deus n. 30 e 32.
Joaquim S. de Figueiredo
Mrquez de Olinda n. 8. J. E.
Purcell ,
Pateo daAssembla n. 1 a 13.
Jos da Silva Loyo 4 Filho
Dita n. 15 a 23. Jos {Lniz de
Souza
Dita n. 4. Joaquim Ferreira de
Carvalho
Tuyuty n. 8. Joaquim Gomes
Ferreira
Dita n. 5. O mesmo
Travessa da Madre de Deus n.
% 1. Joaquim Duarte Simoes
4C.
Dita n. 7. Joao de Almeida
Ditan. 21. Joao Fernandes de
Almeida
Amorim n. 2 A. Jos Viiella
de Castro Mariz
Dita n. 8. Jos Paulo Botelho
Dita n. 18. Joao Baptista Fer-
reira
Dita n. 64. Jo2o Ferreira da
Costa
Dita n. I Jos Soares Lapa
Ditan. 29. Joao Alves Pimen-
tel
Moeda n. 21. Joao do Reg
Lima
Dita n. 25. O mesmo
Q|tan. 29. Joaquim de Almei-
da 4 C.
Domingos Jos Martin* n. 14.
Jos Ricardo da Costa
Ditan. 96. Joaquim Fernandes
do Monte
Travessa de Domingos Jos Mar-
tins n. 4. Joo Ncpomuceno
Coelh da Silva
Becc j Largo n. 1 A. Jos Fran-
cisco Bezerra
Trav asa do Melhoramento #o
Porto n. 3. Joao de Oveira
Carvalho
-tauracSo n. 51- Jo Fran-
Souza Lima
de Itaparica n. ; Jos Pe-
ra de Azevedo
*.a r.. 14. Jovino Bandeira
301^0
3^180
3*180
30180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3-^180
3*180
3*1804
3*180
35180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
12*720
3*180
3*180
3*180
3*180
12*720
3*180
3*180
3*180
3**180
3*180
3*180
3-5180
3*180
3*180
3*1*<
3*180
3*180
3*180
6*360
3*180
3*180
3*180
6*360
6*360
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
12*720
12*720
3*180
3*180
3*180
Dita n. 28. Joao Francisco de
Amida
Dita n. 11. Jos Pereira de
Azevedo
Dita n. 27. O mesmo
Guararapesn 8 A. Jos dos An-
jos Farias 4 C.
Dita n. 70. Jos Vicente da
Silva Jnior
Becco do Triumpho n. 68. Jos
dos Santos da Costa Moreira
Dita n. 96. Joaquim Coelho
Barbosa
Mrquez de Olinda n. 30. Jos
Antonio Pereira
Dita n. 40. Jos Feij de Al-
buque rque
Dita n. 46. JoSo Antonio de
Carvalho
Bom Jess n. 38. Joaquim Jos
Rodrigues da Costa
Dita n. 40. Jos Gomes de Me-
nezes Araujo
Dita n. 50. Joao de Meira Li-
ma
Dita n. 52. Jesuino Alves Fer-
nandes
Dita n. 57. Jomo Jos da Silva
i'oiumercio n. 26. L. H. Box-
well
Dita n. 17. Jos Antonio de
Mattos
Dita.n. 33. Joao Matheus Mo-
reira
Thom de Souza n. 4. Joaquim
Goncalves Cascao
Torres n. 14. Jos Antonio da
Costa
Dita n. 16. Jacome Antonio C.
Rutato
Largo do Corpo Santo n. 6.
Jos de S Leitao
Dita n. 3. Joao Vctor Alves
Matheus
Dita n. 13.
Carneiro
Ditan. 21.
Moraes
Bispo Sardinha n. 3. Jos da
Silva Lima
Travessa do Vigario [n. 1. Jos
Carneiro da Silva 4 C.
Dita n. 12. Jcaquim Maximia-
no Pestaa
Dita n. 18. Jos Carpinteiro de
Moraes
Dita n. 19. Jooquim dos Santos
Guimaraes
Barreto de Menezes n. 1. Joao
Francisco Leite
Mariz e Barros n. 5 JoSo Pinto
Companhia Pernambucana n. 4.
Jos Maria da ^Costa Carva-
lho
Joaquim da Silva
Joao Baptista de
3*180
3*180-
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180

3*180
3*180
3*130
3*180
3*180
3*180
12*720
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
A mesma marcaN. 720? D. Urna caira con-
tendo 13 kilos de obras de cobre e suas ligas
simples nfio classificadas, 900 gramolas de tor-
cidas para candieiro, de alsodao, idem, idem,
idem.
A mesma marcaN. 7208 E.-Urna caixa, con-
tando 3 kilos e 200 gramtnas de cobre e suas
ligas obras nao classificadas, simples, idem,
itjem, idem.
Armazem n. 3
Marca F4GN. i. Urna caixa contendo amos-
tras de retalhos de fazendas, vindas de ew York
no vapor americano Adrme, em 17 de Marro
de 1888 a Vianna Castro & C.
Armazem n. o
Marca CC da C Moreira sem numero. Tin pocote
de amostras viudo de Liverpool no vapor ingfc*
Thaki, entrado em 13 de Maio de 1888. a C. C.
da Coila Moreira.
Marca diamante 16C61 no centro-N. 86,103-
l'ni pacolc pesando dous meio kilos tecober-
tores de lecidode linho entrampado,, idem, dem,
idem.
Armazem u. 7
Marca AMViCN 2. Urna caixa contendo 45
kilos de man, vinda de Genova, no navio italia-
no inmaculada Conceicao em 9 de Abril de 188(5,
a Martiniano Veras &"C.
Marca A M V C. N. A. Urna caixa contendo
100 kilos de man, idem, idem, idem.
Marca HSP4 C. Ns. 21. 22, 23, tres caixas.
contendo 135 kilos de man, idem, dem, idem,
Hermes de Souza Pereira & C.
A mesma marea X. 21. L'ina caixa, contendo
1 kilo de capsulas medicinaos, 15 kilos de pro-
ductos pliarmaccuticos. 12 kilos de xaropc me-
dicinal em vidros at 500 grammas, peso liquido
(i kilos, idem, idem, idem.
A mesma marcaN. 25. Urna caixa, contendo
5 kilos de linimento, 5 kilos de perfumara, 100
giunmas de quininonocspecilicado, dem, dem,
dem, i
. Marca H S P C.-X. 27. Urna sacca, copien-
do 1 iO kilos de (binas medleinaes nao especifi-
cadas, idem, idem. dem.
Marca HSPeSVCCem baixoN. 22. Urna
barrica com 180 kilos de carbonato de soda, vin-
da-de Southampton no vapor ingle* La Plata, em
14 de Abril de 1888 or 'em.
Marca Hermes Ns. 27, 34/36, tres grades,
peso bruto 558 kilos, taxa de 35 por cento, que-
bra de 5 per cento, liquido legal 345 kilos de
garrafas de vidro ordinario branco, sera rllia e
sem bocea esmerhada, vinda de Hamburgo no
vapor allemao Uruguay, em 16 de Abril de
3.* seccao da Alfandega de Pernambuco, 12 de
Fevereiro de 1889.
0 chele,
Domingos Joaquim da Fonseca.
3*180
(Contina)
3*180
3*180
3*180
6*360
6*360
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
3*180
SJISO
3*180
30180
3*180
3*180
1'praca
Pela inspectora desta Alfandega se faz publi-
co que, as 11 boros do da 18 do corrente mez
serlo arrematadas em praca porta da reparti-
co as seguintes raercadonas :
Armazem n. 1
Marca R de D & C Urna caixa n. 50, contendo
obras de folha de Flandres pintada, pesando li-
quido II kilos, viuda do Havre no vapor francez
Ville de Cetra, entrado em 1 de Murro de 1888,
consignada a R. de Druzina C.
Armazem n. 2
dem A I) C Vianna Um pacota n. 6, conten-
do 700 grammae, peso liquido, de lencos de te-
cido de algodao. vindo de Liverpool no vapor
inglez Editor entrado em 3Jde Fevereiro ''e 1888,
Druzina.
dem A N Urna caixa n. 309, contendo case-
mira de l singella, pesando 128 kilos, idem,
dem, idem.
dem S A IUrna arrica n. 166/192, contendo
amostras de louca ns. 1 e 2, pesando liquido 9
kilos, idem, idem, idem.
Armazem n. 4
dem M J CUrna caixa n. 543, contendo 178
chapeos de feltro de la, vinda de Hamburgo no
vapor allemSo Petropoli* em 23 de Fevereiro de
1888, consignado a Maia Irmao & C.
dem C VUm paco te sem numero, contendo
amostras de luva de seda, urna de cada qualida-
de e cor e botoes de cada qualidade e cor. idem,
idem, idem, a Antonio Duarte Carneiro Vianna.
Armazem n. 5
dem F G C-Um fogareiro de ferro sem nu-
mero, fundido simples, pesando liquido 6 kilos,
vindo de Liverpool no vapor inglez Autkor, em
21 de Fevereiro de 1888. Accrescimo.
Sem marcaUm peso de ferro fundido, sim-
ples, pesando 10 kilos, idem, idem, idem.
Armazem n. 6
dem diamante M no centro Um pacole n.
561. contendo amostras em retalhos sem valor,
vindo de Southampton no vapor inglez Elbe, em
25 de Fevereiro de le88.
dem A P S S 4 CUrna caixa n. 30, coBten-
do molduras de madeira douradas, pesando li-
quido 317 kilos, vinda de Hamburgo |no vapor
allemao Prtiopolis, em 22 de Fevereiro de 1888,
consignada a Pedro de Souza Soares & C.
dem idemUrna caixa n. 31, com a mesma
int-rcadoria, pesando liquido 24 kilos, idem,
idem, idem.
Armazem n. 7 '
dem T H C contra marca T H Urna caixa
n. 72, contendo molduras de madeira "douradas,
pesando liquido 510 kilos, vinda de Hamburgo
no vapor norueguense Stanley, em 8 de Junho
de 1887, ordeui.
dem E SUrna dita n 8417, contendo obras
de folha de Flandres, simples, pesando bruto 51
kilos, tara de 30 por cento liquido legal 36 kilos,
vinda do Havre no vapor francez Ville de Victo-
ria, em 22 de Julho de 1886, a Eugenio Samico.
dem idem Urna dita n. 8419. contendo 118
kilos de ohras dejfolbas de Flandres pintadas, ta-
ra de 30 por cento, liquido legal 83 Kilos, idem,
idem, idem.
dem H S P CTres saceos sem numero con-
tendo flores medicinaes, nao classificadas, (sa-
buguciro), em mo estado, sem valor, pesando
bruto total 56 kilos, vindos de Genova no navio
italiano inmaculada Conceicao, em 27 de Marco
de 1888, ordem.
dem diamante V R B no centro Urna caixa
sem numero, contendo vidros para vidraca, com-
pletamente quebrados e sem volor algum, vin-
da de Southampton no vapor inglez Tamar em
23 de Marco de 1888, ordem.
dem idem P contra marca J L Urna caixi-
nha contendo folhinhas de 1888 |6 annuncios de
urna s cor, pesando liquido 4 kilos, vinda de
Hamburgo no vapor inglez Bessel em 26 de Mar-
co de 1888, oajfem."
3.* seccao da Alfandega de Pernambuco, 12
de Fevereiro de 1889.
0 chefe,
Domingos Joaquim da Fonseca.
Correio geral
Concurso para precnchiment
de un lagar de pratlcante de
9a elasse
Faro publico para conhecimento dos
interesados, que acha-se aborta nesta ad-
ministracab durante o prazo de 30 dias,
a contar desta data, a inscripcao para o
concurso que deve realisar-se para preen-
chimento cbj um lugar de praticante de 2a
elasse.
Os candidatos deverib documentar seus
requerimentos, provando terem mais de
18 e menos de 25 annos de idade, goza-
rem boa saude, estarem vaccinados e te-
rem bom procedimento.
A idade exigida para a inscripcao deve
ser provada com certidSo de baptismo
extrahida do assento feito no livro' de pa-
rochia no devido tempo, ou justificacab
prestada perante autoridade ecclesiastica
e por estajulgada por sen tenca. Este do-
cumento nao pode ser supprido por publi-
ca forma; e muito menos, por attestados
passados por vigarios, no ausencia dos li-
vros da ireguezia.
O exame versar sobre as lingusa por-
tugueza, franceza, geographia geral, com
desenvolvimento quanto ao Brasil, e arith-
metica at a theoria das proporcoes inclu-
sive, sendo motivo de preferencia o co-
nhecimento das linguas ingleza e allema.
Administracab dos Correios de Pernam-
buco, 12 de Fevereiro de 1889.
O administrador,
Affonso do Reg Barro$.
prego publico, exhibirem attestados dos
respectivos chefes ; e as educandas do col-
legio de orphas e casa de expostos.
% Io Os que requererem as condicSes
do art. 3o n. HI, se tiverem exercido o
magisterio a titulo interino, deverito pro-
var haverem assim, ensinado por mais de
tres annos com proveito para os alumnos.
O meio desta prova consiste na exhi-
bi ou feita pelo inspetor geral ; de certidao
de exercicio, extrahida dos assentamentos
da secretaria da instrucco publica e de
attestado do delegado litterario quanto ao
aproveitamento dos alumnos.
2o. Quando os pretendentes forem ou
tiverem sido proessores de ensino parti-
cular (art. 3o n. IV) deverSo fazer prova
por meio de certidao extrahida dos assen-
tamentos e mappas constantes da secreta-
ria da instrueco publica, de terem ensi-
nado as materias de instruccao primaria
por'mais de cinco annos, e attestado do
delegado litterario e dospais dos alumnos,,
q uanto ao aproveitamento do ensino.
Art. 7o. A peticao para o contracto
deve conter a declaracab da filiacSo, idade
estado e proffissab anterior do requerente
a escripia pelo proprio punho deste, sendo
a lettra e firma reconhecidas por official
publico.
O contracto s poder ser assignado por
procurador, se for provada a impossibili-
dade do comparecimento pessoal do con-
tractante.
Secretaria da InstruccSo Publica 24 de
Dezembro de 1888.
O Secretario
Pergentino Saraiva de A. QalvSo
S. R. J.
Korirdadi- RerreatUa Juirnlude
Sarao carnavalesco em 2 de Margo
Desde j recebem-se notas de convites nesta
secretaria.
Somente at ao meio dia de 2 de Margo acei-
tam-se assignaturas dos senhores socios na lista
dos que quizerem assistir ao sarao.
Os ingressos dos subscriptores do sarao sero
distribuidos por pessoa competente para receber
a importancia da quota respectiva.
Secretaria da Sociedade Recreativa Juventude,
10 de Fevereiro de 1889.0 1 secretario.
A. Monteiro.
Secretarla da inslrucco Publi-
ca 4deDezeaabrode 1888
PRAZU 00 di as
Contractos de cadeiras.
De ordem do Sr. Dr. Inspector Geral
de Instruccao publica, e em cumprimento
e determinacb de S. Exc. o Sr. Desem-
bargador Preaidente da Provincta de 21
do corrente, se faz publico, que fica mar-
cado o praso de 60 dias aquem interessar
possa para contractar as cadeiras mixtas,
Marayal e Gammelleira de Buique e a do
aexo feminino de Agua Preta, devendo os
pretendentes apresentarem suas petic3es
instruidas na forma das instruccSes de 24
de Maio do anno passado como abaixo se
declara.
I. Os titulados pela Escola Normal Offi-
cial e pela da Sociedade Propagadora da
Instruccao Publica.
II. Os que, mediante exame de capaci-
dade feito nos termos das disposicJtes vi-
gentes, tiverem obtido diploma de habi-
litacao.
I. Os que provarem haver exercido
o magisterio publico com reconhecida ha-
bilitacSo.
TV. Os que provarem exercer ou ter
exercido o magisterio particular as mes-
mas condicSes.
V. Os que, nao se'achando as condi-
cSes mencionadas nos ns. I. a IV, tiverem,
todava, notoria aptido para o magisterio.
Art. 4o. Os individuos mencionados no
art. antecedente terSo preferencia, na or-
dem em que se acham enumerados para
as cadeiras que requererem, por modo que
(2a Praca)
Pela inspectora desta Alfandega se faz pu-
blico, que. is 11 horas do da 16 do corrente
mez serSo arrematadas em praca a porta desta
reparticio, as seguintcs inercadorias :
Armazem n. 1 _
Sem marca e sem numero. Um pacote, amos-
tras de retalhos de fazendas sem valor, vindo
de Hamburgo no vapor allemao Buenos Ayret,
em 20 de Marro de 1888.
AnnazVi n, i
Marca APCeHPAC embaixo-N. 7208 A.
Urna caixa contendo 6o kilos de jarros de vidro
n. 1, de cores, vindo- de Liverpool no vapor in-
glez Mariner em 7 de Marco de 1888, ordem.
A mesma marca-3. 7208 H. ma caixa con-
tendo 30 kilos de candieiros de vidro n. 1. e
mais 80 kilos de jarros de vidro n. 2, de cores,
dos, idem, iiem, idem,
A mesma marc;.N. "208 C Una caixa con-
tendo 20 kilos de globos de vidro n. 2, dourado,
e 7 globos de vidro n. 2, idem? idem, idem.
Erotides Ribeiro Vianna.
somente se admittirao os da segunda elasse Engracia Olympia Ramos.
Imperial Sociedade dos Ar-
tistas Mechanicos eLi-
beraes
Assembla geral extraordinaria
De crdem do Illm. Sr. director, eonvido a
todos os senbores socios effectivos a se reunirem
qninta-feira 14 do corrente, alim de em assem-
bla geral extraordinaria ter lugar a apresenta-
cao de contas e posse da nova directora.
Recite, 11 de Fevereiro de 1889,
0 I- secretario,
Francisco da Costa Ramos.
Irmandade ao Divino Espi-
rito Santo do Recife
Connelho tl
De conformidade com a segunda parte do art.
38 do nosso compromisso, rogo o comparecimen-
to de todos os irmaos, ex-juizes e beinfeitoivs,
em o nosso consistorio, pelas 8 1/2 horas da tar-
de de quinta-feira 14 do corrente, afin> de tra-
tarse de diversos assumptos de dita importan-
cia. Consistorio, 12 de Fevereiro de 1889.
O procurador geral,
Jos Ignacio a villa.
' Concurso
Por esta secretaria se faz publieo em vista do
despacho da presidencia da provincia de 9 do
corrente mez, e de ordem do Sr. Dr. inspector
geral da instruccao publica, que se acha aberta
a inscripcao para o concurso a que se vai proce-
der a requerimento do alumno mestre titulado
pela Escola Normal, Arthur Octaviano da Silva
Ramos, para provimento da cadeira de ensino
primario do sexo masculino do Poco da Panella
(de 2.a entrela i. sendo somt-ate admittidos a
essa inscripcao os professores pblicos de qual-
quer cathegoria, e os individuos titulados pela
Escola Normal, devendo estes no prazo de 40
dias apresentar os scguintcs documentos : folha
corrida ou attestado de procedimento civil e mo-
ral pelas autoridades judiciarias, policiaes ou
cmaras municipaes das localidades em que ti-
verem residido nos dous ltimos annos, diploma
conferido pela Escola Normal. Ficando sem
efTeito o edital n. 52, que annuneiou o accf sso
da mesma cadeira.
Secretaria da instruccao publica de Pernam-
buco, 11 de Fevereiro de 1889.O secretario,
Pergentino S. de Araujo Galvo.
Companhia Alagoana de
Fiacao e Tecidos
' onvdamos aos"senhores subscriptores desra
companhia para, de accordo com os artg. 9 e.10
dos estatutos, at o dia 12 de Fevereiro proxino
futuro realisarem sua terceira entrada na razio
de 10 por cento do valor de suas acres no B^v-
co internacional em Pernambuco. Macei, W
de Janeiro de 1889.
Os directores.
Jos Teixeira Machado.
Jos Januario P. de Carvalho.
Propicio Pedroso Barreto.
AdminKtraco do Crrelo de
Pernambuco. 1 de Fevereiro
delSS.
RelacSo da correspondencia registrada (sem va-
lor) qde existe nesta repartico, por nao te-
rem sido encontrados sens destinatarios.
Antonio Jacintho Chaves.
Anna Rosa Vieira.
Alexandrina Leite dos Santos.
i-enjamin Duarte de Andrade Lima.
Balthasar Goncalves Machado.
Clementino Pinto Teixeira.
Christiano Hedmann.
DamiSo Aderito Ferreira Lima.
quando nao houver pretendentes da pri-
meira e^ssim por diante.
| Io Em igualdade de condicSes quanto
ao titulo ou diploma, preferir o candidato
que j tiver exercido o magisterio.
| 2o. Em igualdade de condicSes quan-
to ao exercicio do magisterio, preferir o
que tiver antes servido por outro meio
que nao seja o contracto ou por interindade.
| 3o Em igualdade de condicSes quanto
ao meio anterior de provimento, prefirir
o candidato, que tiver mais tempo de
servifo.
Art. 5o. Quanto aos que foram contac-
tados em vrtude da.le de 8 de Junho de
1874 e do regulamento de 7 de Abril de
1879, ca-lhes mantida a preferencia es-
tatuida pela lci n. 17613, art. 9, segunda
parte.
Art. 6 Oa que pretenderem o provi-
mento por contracto, deverfto, dentro do
praso de que trata o art. 2o, requerel-o
ao inspector geral da instruccao publica,
exhibindo certidao de idade, folha corrida
entestados de maralidade.
Sao dispensados de -apresentar folha
corrida os que exhibirem attestados de
procedimento civil e moral, passados pelas
Cmaras Municipaes, autoi^
ras e policiaes das loealid
houverem residido nos dous
os que, ^e achando no ex
ides i
des em
rimos. annos $
rcicio de em-
judcia-
que
Francisco Leite de Moraes.
Goncalo Ladislao de Aguiar Menezes (2).
Guilhermina Nunes.
Heronides Olinda da Costa Correia.
Hardlau (ministro evanglico).
Izidro Arve.
Joanna Francisca de Seabra.
Joaquim Larangeira Ribeiro Antones.
Joaquim Ribeiro & C.
Jos Francisco Carneiro.
Jos Faustino da Silva Jacques (2)-fH|
Joao de Tal (filho de Maria do O1 da Conceicao).
Joao Alves de Caldas.
Joao Pereira Daraaceno.
Joao Goncalves Pires.
Micelino de A. Soledade.
Maria Theodora da Conceicao Baha.
Marcolino Borges da Fonseca.
Manoel Antonio do Nascimento.
Manoel Jos da Silva.
Manoel Joaquim de Castro MadeL-a.
Manoel JoSo Pedro.
Pedro da Silva Gomes.
Porfirio Popi Gyrao.
Samuel Florencio Correia de Almeida.
Samuel Florencio Correia da Silva.
0 2o offical,
Antonio Dubeux
S. R. M.
Kocieaade Recreativa Mocidadc
Sarao carnavalesco em 2 de Marco
Convida-Be ao3 senho|es socios para apresen-
tarem suas notas para convites, ingre.--
mao do Sr. thesoureiro.
N. B. Nao se admitte aggregado?.
Recife. 5 de Fevereiro de 1889.
0 1 secretario,
Guilherme Pinto Meirlles.
Recebedoria Provincial
0 administrador da Recebedoria Provincial
em cumprimento da ordem do Illm. Sr. Dr. ins-
pector do Thesonro, constante da portara sob
n. 108 de 28 do corrente, faz publico para co-
nhecimento dos respectivos contribuintes que,
de accordo com a relaco abaixo, dar-se-ha prin-
cipio nesta repartico, no%spaco de 30 dias uteis,
contados de 4 de Fevereiro prximo a cobranca,
livre de multa, das annuidades e mais servicos
da Recife Dranage Companv, relativa ao 2 se-
mestre do exercicio findo de 1888.
Recebedoria Provincial de Pernambuco, 30 de
Janeiro de 18n9.
Francisco Amynihas de Carvalho Moura.
Relaco a que se refere o edital supra
Freguezia do Recife
Ras :Mrquez de Olinda, Bom Jess, Alva-
res Cabral, Commercio, Bispo Sardinha, Torres,
Thom de Souza, D. Maria de Souza, Vigario Te-
norio, Barreto de Menezes, Mariz e Barros, Bur-
gos, Amorim, Moeda, Tuyuly, Companhia Per-
nambucana, Madre de Deus, Domingos Jos'Mar-
lins,' Mscate. Restauracao, D. Maria Cesar, Vis-
conde de Itaparica, Pharol, Areal, S. Jorge; Vi-
tal ae Oveira, Guararapes e Barao do Trium-
pho.
Pracas :Assembla, Chaco e Pedro I.
Travessas : Vigario Madre de Deus, Cam-
pello, Domingos Jos Martins, Corpo Santo. An-
tigo Porto, Bom Jess, Apollo, Areal, Para a
Fundicao, Occidente, Guararapes e Praca Pe-
dro I.
Largos :Alfandega, Corpo Santo e Assem-
bla.
Beccos:Abreu, Noronha, Laigo, Pindoba,
Tapado e Paschoal.
Caes : Companhia, Brum e Apollo.
Freguezia de Santo Antonio
Ras :Imperador, Primeiro de Marco, Duque
de Caxias, Cabug, Barao da Victoria, Trinchei-
ras, Larangeiras, Larga do Bosario, Estreita do
Rosario, Francisco Jacintho, Joao do Reg, Ilha
do Carvalho, Conselheiro Piretti, Netto de Men-
doncj, Major Agostinho Bezerra. Vinte e Oito de
Setembro, Santo Amaro, Pedro Ivo, Mathias de
Albuquerque, Paz, Paulino Cmara, Fogo, Livra-
mento, Penha, Visconde de Inhauma, Pedro Af-
fonso, Nova da Praia, Marcilio Dias, Henrique
Dias, Lomas Valentinas, Coronel Suassuna, San-
ta Thereza, Vinte e Quatro de Maio, Palma, Mr-
quez do Herval, Cadla Nova e Barao de Villa
Bella i
Largos :Paraso, Carmo, Penha, S. Pedro e
Praceti.
Travessas : -Queimado, Cruzes, Mrquez do
Becife, Bella, Calabouco, Matriz, Flores, Carmo,
Bomba, Livramento, Arsenal, 1* e 2" da Praia,
Carcereiro, S. Pedro, Viracao, Lobato, Falco,
Pocinho e Concordia.
Beccos :Bella, Calabouco, Matriz, 1, i* e 3"
da Camba. Flcio, Io e 2o da Cadeia Nova.
Praca :Pedro II.
Caes :Vinte e Dous de Novembro.
Campo :Princeza.
Freguezia de S. Jos
Ras :Marcilo llias, Lomas Valentinas, Co-
ronel Suassuna, S. Joao, Felippe CamarSo, Mr-
quez do Herval, Vinte e Quatro de Maio, Dias
i ardoso, Passo da Patria, Padre Nobrega, Victo-
ria, Cadeia Nova, Vidal de Negreiro3, Frei Hen-
rique, Dique, Assumpcao, Domingos Theotonio,
Padre Florano, Christovo Colombo, Jardim,
Forte, Antonio Henrique, Nogueira, Santa Ceci-
lia, Santa Rita, Padre Muniz, Praia de Santa Ri-
la, S. Jos, Pescadores, Praia do Forte, Ypiran-
ga, Imperial e Luiz de Mendbnca.
Travessas :Martyrios, Ramos, Pocinho, Cal-
deireiro, Gaz, Matnz, Forte, Prata, Serigado, Co-
piares. Nova de Santa Rita, Praia do Forte, S.
Jos, Peixoto e Luna.
Beccos : Palma, Caldeireiro, Gaz, Assump-
eao, Nova de Santa Rita e Matriz.
Largos : Forte e Mercado.
Freguezia da Boa-Vista
Ras :Imperatriz, Conceicao, Visconde de
Pelotas. Tambi, Visconde de Albuquerque, Au-
rora, Capibaribe. Ponte Velha, Conde da Boa-
Vista, Riachuello. Unio. Sauaade, Sete de Se-
temhro, Visconde de Camaragibe, CamarSo, Ro-
sario, Gervasio Pires, Dr. Villas-Boas, Socego,
Principe, Santa Cruz, S. Goncalo, Coelhos, Hos-
pital Pedro II, General Seara, Coronel Lamenha,
Conselheiro Aguiar, Leao Coreado, Barao de ^.
Borja, Mues Machado, Visconde de Goyanna e
Attraccao.
^Travessas :Gervasio Pires, Atalho, Coelhos,
Barreiras, Veras, Quiabo, Joo Francisco, Man-
gueira, Campia e Palacio do Bispo.
Largo :-Campia.
Beccos :S. Goncalo e Coelhos.
Pracas : Conde d'Eu e Santa Cruz.
SANTA CASA
CASAS PARA A 1.1 V % II
Ra da Moeda n. 49, armazem 2405000
dem do Vigario Tenorio n. 27, toja 240*000
dem idem n. 22, 3." andar 180*000
dem idem n. 25, l andar 360*000
dem do Bispo Sardinha n. 3, 1." e 2.
andares e sotao 400*000
dem do Bom Jess n. 13, 3. andar 200*000
dem do Mrquez de Olinda, sobrado
n.44 2:131*000
dem do Bom Jess n. 13. 1. andar 240*000
Becco das Boias n. 14, loja 1. e 2." an-
dares 480*000
Pateo do Paraizo n. 29, 2. andar 240*000
Ra da Saudade n. 3 480*000
um mmnaim
DO
jQ Jciu vA- Xj X X_>
C api tal 0,000:000^
dem realisado 1 2.:000
A caixa filial deste Banco funeciona
ra do Commercio n. 40, sacca, vista ou
a prazo, contar os seguintes corresponden-
tes no estrangeiro.
LONDON.. (Ranee I nirnaeional
< do Brasil,
( London oflice.
( London A < ounly
( Banking Company L."1
PARS......(Banquede Pars* des
Hamburgo..
Berlim.......
B remen.....
Fr an k fur t
sur Main...
Antuerpia..
Roma........
Genova......
aples.....
MilSo e mais
340 cida-
desde Ita-
lia
Madrid......\
Barcelona..
Cdiz........
Malaga......
Tarragona.
Valen cia e
ou tras ci-
da des d a
Hes pa nha
e Ibas Ca-
narias......
Lisboa......
Porto e mais
cidades de
Portugal e
ilbas.......
Buenos Ay-
res .........,
Mon tevido
NovaYork.
Pays-Bas
Deutsche Bank.
> Bank d'Anvers.
Banca Genrale e suas
agencias.
Banco Hypotecario de
Espaa e suas agen-
cias.
Basco de Portugal e
suas agencias.
The London
Plata, Limited.
Ri
ver
G. Ameink & C.
Compra saques sobre qualquer praca do
imperio e do estrangeiro.
Recebe dinoeiro em conta corrente de
movimento com juros na razao de 2 /0 ao
anrfb e por letras a prazo a juros conven-
cionados.
O gerente, miliam M. Wesiber.
Companhia de fiacao e teci-
dos de Pernambuco
por deliberacao da directora sao convidados
os senhores associados desta companhia a se
reunirem no salao do edificio da Associagao
Commercial Beneficente, a 1 hora da tarde, no
dia 7 do prximo mez de Marco, para approva-
rem as contas do anno findo em 31 de Dezembrt
de 1888, e nomearem a commissao fiscal do cor-
rente anno.
Recife, 7 de Fevereiro de 1889.
Jos JoSo de Amorim,
Secretario.
Recebedoria Provincial
0 administrador da Becebedoria Provincial ja
forma das instrueces de 27 de Julho de 18B3,
convida as associacOes que nesta cidade tem
existencia legal se encarregarem da distribui-
cao do imiiosto de repartico constante da ta-
bella annexa a lei n. 1884 ; sendo esse trbalho
remettido a esta repartico no prazo improroga-
vel de 30 dias uteis, contados da data do pre-
sente ; findo o anal sem a respectiva apresenta-
Co se proceder nos termos do art. 27 das refe-
ridas instrueces.
Becebedoria Provincial de Pernambuco, 6 de
Fevereire de 1889.
Francisco Amynthas de Carvalho Moura_-
Irmandade de S. Jos d'Agona
do convenio do Carmo
0 abaixo assignado, thesoureiro desta irman-
dade, pede aos irmaos que tem no cemiterio pes-
soas sepultadas as catacumbas da dita irman-
dade que j estejam cem o tempo s-idicienie
para seren abertas, que o facam aiiin de seren
concertados, e esperam que attenderao ao pe-
dido, visto o fim justo que allega.
Francisco Jos de Sdmpaio.
lompanliia de Seguros
AGENTE
Miguel Jos Alves
IV. 1-sn do Bom Jea-\. 1
SEGUROS MARTIMOS E TERRESTRES
Sestea ltimos seguro* a nica companhia neata,
praca que concede aos Sr. segurados isempcSo do
pagamento de premio em cadn stimo anno, o qoa
equivale ao descont annnal de cerca de 15 por
cento em favor dos segurados.
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhia 'henix Per-
nambucana
RUADO COMMERCIO N. *6. ANTUB
Royal Insurance Company de
Liverpool
CAPITAL 9.000:000
AGENTES
R. DE DRSINA C.
13 Roa Marques de Olinda 13
INDEMNISADORA
Companbia Shmm
martimos e terrestres
Estabelecida em 188
CAPITAL 1,000:0001
SISISTROS PAGOS
At SI de Desea** m OOA
MarlUnos..... U.0:0$000
Terrestres. 3i6:000$0M
4Ra do Commercio44
Goipl
DK
Seguiros coatra Fogo
EST: 1803
Edificio* e mercadonas
Taima* baixa
Prompto pagamento de prejuiwo
CAPITAL
10,000:O00#O00
N. 6RA DO COMMERCION. 5
London i Brasil. Bank
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre ai cai-
tas do mesmo banco em Portugal, sendo
o Lisboa, ra dos Capellistas n. 75. Ne
Porto, ra dos Ingleses*
SEGUROS
COHIBA FOSO
Ti Liipl & Mi & Qloba
HT3HA1TCE 3MPAirr
Blackbnrn, Ntedha i C,
Ra oo Comme^iO n. 3
Companljia be Seguras
CDUTHA FOCrD
HORTHERN
de Londres e Aberdeea
Pos cao nanceira (Dezembro de 1885)
Capital subscripto 3.000,000
Fundoe accamulados 3.134,348
Recelta annnal:
N? premios contra fogo
De premios sobre vinas
De uros
577,330
191,000
.32,000
O AGENTE,
John H. Boxwell.
MARTIMOS
United States and Brazil
M. S. S. C. J.
O vapor Allianqa
E' esperado dos portas do
sulfat o dia 28 e Peverei-
L^j *^?
ro o qual depois da demo-
ra necessaiia seguir
para o
Haranho, Para, Barbados. 8.
Tbomaz e Xew-York
Para carga, passagens, encommendas e di-
oaeiroa frete : trata-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
8Ra do Commerci
V andar
w.-
-x

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Diario de Pemambtto---Qtiai?ta-f<
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chargers reuns Tero^e itao i
a vapor
o Havre, Lisboa,
Rio de Janeiro e

Companhl Frsunce**
DE
\aegai
Liaba quinj'inal entre
Pernanibuco, Baha,
itO.
O VAPOR
Ville de Bahia
Commandante Hotut
E'esperado da Europa al o dia 18
de Fevereiro. seguindo depois da in-
dispensavel demora paraa
Bahia, Rio de Janeiro e Santos
Boca-se aos Srs. importadores de carga pelos
Ueras dest linba, queiraraapresentar dentro
de 0 das a contar do da descarca dasalvareogas
aualquer redamaco concerceute,a vtlumes que
norvi-utura teubam seguido para os portos do
kl atUu de se poder dar a tempo as provi-
dencias uaeessarias.
Expirado o referido prazo a companhia nao se
responsaulisa por extravos.
Para carga, passagens, CHCommendas e cn-
ohewv a frete : trata-se com o
AGENTE
O vapor"
Ville do Car
Commandante Lainey
Espera-se dos portos do sul no
da 13 do corrente, seguindo
depois da indispensavel demora
para o Havre tocando em
l.iboa.
Entrar no porto
Coudiu amco a bordo, de marcha rpida
e otTerece erBUtentes commodos e ptimo pas
As passagens podero ser tomadas de ante-
rao.
Recebe carga, encommendas e passageiros
para 09 quaes tem excellentes accommodages
Para carga, passagens, encommendas e di
nheini a frete : tratase com o AGENTE.
uguste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
das duas casas da ra do Conde da Boa-Vista
ns. 68 e .0, outr'ora Caminho Novo, edificadas
em chaos proprios e renden) iSOOflOO cada urna.
servindo de base a offerta de 3:600* por cada
urna.
Quinta-felraM 4 do corrate
A's 11 horas
Agente Pinto
Rua Mrquez de Olinda n. 62
Leilo
das duas mei'aguas do caes do Capibaribe ns. 5
e 7, as quaes rendem lOSOOO cada urna.
Mufnta-feir 14 do corrate
A's 11 horas
Agente Pinto
Rila Mrquez de Olinda n. 52
' Leilo
Da armajao e gneros do estabelecimeulo de
molhados Praga do Conde d'Eu n. 18.
U agente Britto, autorisado pelo dono que so
vende por se achar doeute, c ter de retirar-se,
far leilo do seguinte : urna armacao e utencia
(ios, 1 liteiro de amarello envidracado, 1 cofre
de Milners prova de fogo, 1 carteira, 1 balanca
decimal, 1 repartimento para escriptorio e gran-
de sortimento de gneros de molhados. Em se-
guida vender mais alguns movis.
Quinta-feira, 14 do^corrente
As 10 e 1 z horas
Vapores naciouaes
EMPREZA NORTEE SUL
Sontos, Rio Grande do Sul, Pelotas <
Porto Alegre
O vapor Arlindo
__- i E' esperado dos portos do sul
no da 16 do corrente e seguir
parr os portos cima indicados
.depois de pequea demora.
' #
Recebe carga, encommendas c passageiros a
tratar com os
CONSIGNATARIOS
Pereira Carmro &.C.
.CRUA DO COMMERCIO6
1- andar
Companhia Brasileira de
Navega cao Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Alagoas
Commandante Joao Mara Pessoa
E' esperado dos portos do sul at o
dia 17 de Fevereiro e seguindo depois
'da demora indispensavel para os
portos do norte ate Manaes.
As encommendas sao recebidas na agencia
at 1 hora da tarde do dia da sabida.
Para carga, encommendas, passagens e valo-
re.- trata-se com os
AGENTES
PORTOS DO SUL
O vapor Para
Commandante Antonio Ferreira da Silva
E' esperado dos portos do norte at
o dia 15 de Fevereiro e depois da de-
mora indispensavel seguir para os
portos do sul
Recebe tambem carga para Santos, Santa Ca-
marina, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande do
Sul, frete mdico
As encoiiimendas so serao recebidas na agen-
ca at i hora da tarde do dia da sabida. ,
Para carga, passagens, encommendas e falo-
res trata-se com os aGETES.
Pereira Carneiro & C.
t=Rna do Com/ierco=6'
i andar
Royal Mail Steam Packet
Companhia
O vapor Neva
Commandante G. M. Hicks
Espera-se da Europa at o dia 16 de
iFevereiro, seguindo depois da demo-
'ra do costnme para
Baha. Rio de #a*elro, Moate-
vldeo e BaeBoa-Ayres
Para passagens, frtese encommendas tiata-
Be com os AGENTES.
O vapor Elbe
Commandante Armstrong
E* esperado do sul no dia 17 de Fe-
vereiro e seguindo iepois da demora
'necessana para
Leilo
De 1 mobilias de. Jacaranda, com tampo de
pedra, 1 espelho dourado, quadros, laucas para
cortinados, escarradeiras, serpentinas, jarros,
relogio de parede, tapetes para sof e porta, ca-
mas, marqueies, guarda vestido, guarda roupa,
commoda, cabides. -uarda louca, mesa elstica,
cadeiras de unco, ditas de balanco, mesa para
escripiorio, bancas para jogo, thear, apparelhos
para almoco e untar,, copos, clices garrafas,
compoteiras, talberes, banheiro e muitos oulros
objectos que forain ausparUn.os para o 4o andar
do sobrado ra Mrquez de Olinda n. 51.
Quinta-feira, 14 do corrente, s H horas
Sem reserva de preco
POR NTERVESCO DO AGESTE
r-rQ}smao
Leilo
De6classcs, 6 carteras, 9 canas de ferro,J
guarda loucas e movis proprios para collegio e
urna cama antiga.
Quinta-feira, 14 do correle
A's 11 horas
?gente Pinto
No anuazem ra Mrquez de Olinda
n. 52
Por occasio do leilo de predios.
Agente Pestaa
Leilo
De movis, loucas e vidros
Qulnta-felra 14 do correarte
A's 11 horas em ponto
No i.' andar rua da Penha n. 25
O agente Pestaa autorisado pela Illm. Sra. D.
Leodovina ia Silva Campello far leilo dos mo
veis abaixo declarados:
Urna inobilia da excellente madeira (oiticica,
composta de 18 cadeiras deguarnicao, 2 com bra-
cos. 2 com balancos, 1 sof e 2 consolos cora pe-
dra, 1 espelho dourado grande. 4 jarros, 2 escar-
radeiras. 1 candieiro a gaz, 4 quadros, 4 lanter-
nas, 1 relogio de cima de mesa, 1 cama de ana
relio, meia commoda de dito, 1 marqueao es
treito. 1 cama para menino, 1 berr,o, 1 bidet, i
cadeira com bataneo, 1 mesa elstica com 4 ta-
beas. 12 cadeiras de amarello, 1 sof, i aparado
res. I quartinheira, 2 cadeiras de abrir, I can-
dieiro a gaz e um registro, 1 aparelho de almoco,
um dito de jantar, 2 copos, 12 clices, garrafas,
talberes, compoteiras e outros inuitus objectos
que esto presente a vista dos Srs. compradores
Agente Stepple
LEHLlO
para
ii ni
bom
De um importante terreno
predio
*i'\ la-fe Ira 15 de Fevereiro
A's 11 horas
\ armazem rua do Impera-
dor ii. :j
Ougiinie Stenple competeuieiuente autorisa-
do, levar a leilo um importante terreno com
frente para a rua 7 de Seteinbro. fregnesia da
Boa-Vista com portiio de ferro na frente, com
14 metros e 20 centmetros, e de cumpliment
at onde chega o muro do quintal da casa n.
50 da rua do Hospicio, tendo 40 metios e 60
centmetros.
Os &rs. pretendentes podem desde j examinar
o terreno, e alguma informacao o niesmo agen-
te dar
Leilo
cente, Lisboai Vigo, Southampton e
Antuerpia
ReduecSo de passagens
lia lia e rolla
*' Lisboa I" ca t 20 30
A" Soutbainptoo elasse 2" 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pem Ein'iuanto vigorar a quarentena imposta na
Repblica Argentina, aos navios procedentes do
Brasil. > vapores desta companqia nao aceitam
liawagejros n.m carga para Uuenos-Ayres.
Para passagens, fretes. encommendas, trata-se
.Xiiorim Irmos & C.
N. 3Rua do Bom JessN. 3
LEILOES

Quinta-feira 14. deve ler lugar o leilo las
casas la rua do Conde da Boa Vista ns. 68
ii como as las meia-aguas do Caes de
Leilo
De movis, laucas, 1 piano de Pleyel, 1 boni-
ta mobilia de junco com encost de palbu, com
12 cadeiras de guar.nco i ditas de bracos, 2
ditas de bataneo, 2 consol os com pedra, 4 sof
e jarlinera, 1 piano de Pleyel, 1 cadeira para o
mesmo, 1 espelho, jarros, 1 guarda vestidos de
amarillo, 1 Ama .francesa, 1 lavatorio.! bidet
com pedra, 1 machina de costura. 1 relegio de
parede. lamlieiros, quadros e passarinios, 1
mesa elstica de ') taboas, 1 guarda louca, 1
aparador. I i cadeiras de junco, 1 cama para
crianca. 1 banquinlia, lonca de jantar, dita de al-
inoco, copos, garrafas oilheres e muitos outros
movis que serSo vendidos.
Ao eorrer do martello
Sexa-felra 1 & do correarte
A's 11 horas
Na casa de Azulejo n. 48 da rua do Padre FIo-
riano
O agente Martins far leilo par ordem de urna
familia que se retirou para fra da cidade dos
movis e mais objectos existentes em dita casa
rua do Padre Floriano n. 48.
Nova Harnburiro
Bailes Phantazia
Pelo Carnaval
Approximando-se a epocha do carnavala
Nova Hamburgo aviza ao respeitavel publico
que no presente auno como nos precedentes,
terlo lugar com o maior brilhantismo os bai-
les fantaziados que este grande e bein mon-
tado estabelecimento industrial custnma fa-
cultar ao generoso povo pernambucano para
o que desde j so trata da ornanientacSo
do garrido theatro de Variedades existen-
te no recinto da fabrica bem como dos
arranjos dos magnifico terracos pavilhSes
e gardins. Collocada a Nova Hamburgo
no centro desta cidade podendo sem es-
forco as grandes caminhadas ser vizi-
tada a cada instante pelos amantes da fo-
lia e pelos que buscam narcotizar o tedio
implantado no espirito pelas oceupacoes
pesadas ; tendo em seu favor a agrada-
bilidade de structura e proporcSes que a
torna preferida as quatro noites consa-
gradas muza alegre dos devenidos j|e
esperar, mesmo admissivel contar com
a frequencia que se ha notado as epo-
chas anteriores em que a boa ordem do
servico interno ha perfeitamente correspon-
dido ao espirito ordeiro espansivo e so-
ciavel da nobre populagSo desta veneza.
Feitor
Precisa-se de um feitor para tomar conta de
um sitio ; a tratar na ro do Vigario n. 13.
Apolice provincial
Havendo-se desencaminbado do poder do
abaixo assignado urna apolice provincial n. 279
da 2.' serie, do valor ae 500*000 e juros de 7
O/o, pertencente ao menor Mario, lilao do Sr.
Dr. Andr Cavalcante de Albuquerque, faz-so
publico o facto, para Hns convenientes.
Kecife. 7 de Fevereiro de 1889.1
Joaquim Duarle Campos.
Declara A abaixo assignada vem declarar que o esta-
belecimento sito a rua larga do Rosario lhe per-
tence, e nao a Manoel da Paixo Ramos, como
hontem allirmaram os jornaes desta capital, dan-
do notieia do assassinato de Pedro Rigaard. Ma-
noel da Paixo Ramos era simples administrador
do referido estabelecimento.
Philomena Maria da Conceico.
- ------ ------ -- f ..---------------------
Arma^o
Vende se urna armaco de amarello em per-
feito estado, propria para miudezas ou tabaca-
ria : a tratar na roa co Cabug n. 11 A.
Professora
Na rua da Imperatriz n. 11, 1- andar, eontra-
ta-se urna professora para ieccionar de duas at
seis meninas, essencialmentc em francez, msi-
ca e piano, n'um engenho muito perto de Santo
Amaro ae Jaboato, tendo para isso urna boa
casa separada e bem commoda correndo todas
as mais deepezas por sua conta e dando conhe-
cimento de sua conducta ; a quem ccmvier ahi
dirija se para ajnstar o prego. _________
Criado
Precisa-se de um criado de 14 a 16 anuos : na
rua Imperial n. 17.
Ama

Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar e
durma em casa de seu patco. e d liador sua
conducta : na rua da Copec ico n. 4, 1- andar.
' Ama.
Precisase d? urna ama para cosinhar em casa
de pouca familia a tratar na rua do Livrameuto
n. 53, 2 andar. ____ __________
Ama
Precisa-se de urna ama
pequea familia : a tratar
segundo andar.
para cosinhar para
na rua Direita n. 64,
Amorira rmTos & C,
scientificam ao corpo com-
mercial, que o Sr. Antonio
Augusto Bezerra de Mene-
zee deixou de ser seu em-
pregado.
Ama
Precisase de urna ama para cosinhar
travessa do Pires n. 5 (Geritfhiti).
na
Professora
AVISOS DIVERSOS
Aluga se casar- a 8*000 no becco dos Coe-
Ihos, jun'.f de S. 0. incali; a tratar na rua da
Imperatriz n. 36. _______
U e p r
terrea n. 61
i rua
.*.
de Santa
rea n. 12" rua
de j an lares, n.
Imperial
13, i rua Nova
de
i n. 7. rua de Lomas Valen-
ndar e eoto, a rua do
atfo vend4os pela maior offeMa.
Quarta-feira. :i de Fe\ereiro
A's 11 horas
Ka* d Itaussel 4
luga-se o pavimento terreo do sobrado n.,
46 rua da Roda, estando o mesmo raiado, pin-
tado e todo ladrilha-o de novo, contendo 1 sala,
2 quartos e cosinba ,; tratar na rua do Cabug
n. 16. loja.
Aluga se a grande casa de sotea i rua D
Vital u 32. esquina di do Principe, junto a es-
taco ptimas iccominodacoes |.ara collegio : a tratar
no estabelecimento ao Sr. Julio, contiguo a es-
taco.
Aluga-r-e urna boa sala para escriptorio,
na p-aca do Cor > Samo ; a tratar no escripto-
rio de Julio A Irma _______"
lj le um tuteo liabil. com pra-
lici de Hierbeara, qo<- iM fiador tua conducta,
para case a rWalb nesta cidade a
tratar na rua larga do Rosurio n. 14.
Prerisa-M de nma ana para cosihar ; na
praca da ssembl'-a innazem n. 13
um' : i china de forja de lo ca
i nova de Santa Rita no-
Urna senhora competentemente habilitada,
r.rop&e-se a Ieccionar em collegios e casas par-
ticulares as seguintes materias : portuguez,
francez. msica e piano : a tratar na rua Vis-
conde de Albuquerque n, 20.
AVISO
Amorim Irmos it C. scientificam ao corpo com-
mercial, que o Sr- Antonio Augusto Hezerra de
Meneres deixou de ser seu empregado-
Veloeidade
Quem deve venha pagar at o flm deste mez.
para poder correr antes do dia j annunciado no
Diario de ante-hontem ; pois os que nao o ti-
zerem nao receberao os premios, cujos nmeros
esto em poder do dono da rifa.
Aocommercio e ao publico
Rodrigues A C, julgam nada dever, mas no
caso de alguem se julgar seu credor queira
apresentar suas contas no prazo improrogavel
de 3 dias a contar da presente, na rua do Vis-
conde de Goyanna n. 45.
Recife, 11 de Fevereiro de 1889
Criado
Precisa-se de um criado ; na rua da Aurora
n. 119.
Aos amadores do carnaval
A bem cnhecida loja de miudezas- RAZAR
DO RECIPE,a rua Mrquez de Olinda n. 11
i antiga da Cadeia) recebeu grande sortimento'de
mascaras caricatas para nomens, senboras e
enancas, e grandes collecccs para clubs e so-
ciedades carnavalescas, vende-se por pregos sem
competencia, quer pequeas ou grandes porcoes.
Vale a pena visitar a loja de miudezasHAZAR
DO REFE para ver o m^por sortimento de
mascaras que tem vindo ao mercado. Tambem re-
cebeu grande soriiuiciito de bisnagas de ebeiro
e outros artigos proprios para o carnaval, tudo
a precosmodicos loja de miudezas
Bazar do Recife
A' rua Mrquez de Olindn n. 11
De Domingos M. Martin
Ao commercio
O abaixo assignado 'declara ao commercio que
comprou aos Srs. Dias &'. o?seu estabelecimento
de molhados sito rua Larga do Rosario n. 1,
livre e desembaragado de qualquer onus-
Recife, H de Fevereiro de 1889.
Joaquim Coelho.
Cavallo roubado
. (Escada)
Foi hontem roubado da estribara do Sr. Apo-
lnnio Tobias Vieira de Souza, um cavallo rodado,
grande e gordo, bom andador de baixo, meio e
esquipado. faltando-lhe dous denles no queixo
de oaixo. de primeira muda
Juntamente ronbaram urna sella, ingleza, um
par de estribos de nickel, freio e rabicho.
Pede-se a quem der noticias d'elle, que se di-
rija rua Duque de Caxias n. 84, ou na cidade
da Escada em cusa do dono que ser recom-
pensado.
Novidades .
Reecberan modas de Pars
AZEVEDO, IBMaO & .
16 Rua do B. da Victoria 16
(Antiga Nova)
Lindas capas de surah, cachemira, me-
rino e renda o que ha de mais novo. Renda
comprimento de saia a 1*5000 e 15500.
Sargelim fino todas as cores a 200 o co-
vado.
Baleias eo:n forro a 240 a duzia.
dem com forro a 400 a duzia.
Bramante de linho com 10 palmos
1500.
Dito.de algodlo com 4 larguras a 800.
Cortinados bordados a 5)S0O0 e 6&000.
Ditos de crochet finos a 8*000 e 10*000
Estrado Rita Sangal a 2*000-
Fichus de l e seda 1*000, 1*500.
Capellas com veo bordado a 6*000 e
7*000.
Madapoln globo a 7*000.
. Dito camiseiro a 7*000.
Tapetes grandes para sof a 13*000.
Espartilhos couraca a 4*000 e 5*000.
Brins de linho cies fixea a 600.
Panos de crochet para cadeiras a 800.
Ditos de crochet para sof a 2*000 e
3*000.
Guardauapos de linho a 2*500 a duzia.
Merinos de cores a 400 o covado.
Zetires largos a 160 e 200.
Setim mido a 800 e 900.
Toalhas para banho a 1*000 e 1*500.
MadapolSo com um metro de largura
a 6*500.
Cachemira arrendada e de quadros
1*500.
Crochet para cortinados a 700.
Toalhas felpudas a 3*000 a duzia.
1 am8aa finas para hornera a 33*000.
Colxas de eroehet com flores a 5*000 e
9*000:
Lindas velbutinas de quadros lisos e cora
listas proprias para veo.
Nanzuc finos a 240covudo.
Ditas finas a 200, covado.
Cretones finos a 400 o covado.
Caixas proprias para presente.
Palitos de palha seda c6res a 9*0<0.
Pao verde para bilhar.
Leques de pennas.
' Ditos transparentes.
Crinoline preta a 300.
GuarnicSes pretas e de cores.
Camisas de flanella de cores.
Seda crua de quadros a 800.
Crep inglez.
Meias brancas de seda a 4*000.
'achemira8 de quadros a 280.
Fusao branco a360 o covado.
Esguiio fino a 1*500 a vara.
Casemiras para roupa.
Roupa feita por medida.
TELEPHONE200
O deseagaae Ir Ter
MAIS DE10:000 CURAS"
liilMi.. Akl

Ved
val o : a Irar
mero 71
Ven i
no bairro da He
peratriz n 35.
i
no 2
averna bem afreguesada
a : a tratar na rua da Im-
recisa-se d'unii. ^ ja i>ara comprar e cosinhar
1 '.andar do.Laro d Carmo n, 16.
Gasa
rtluga se urna boa casa para grande familia,
com agua, gaz e est limpa, defronte da estacio
do Caminho Noto : > tratar na rua da Cadeia n
47,1 andar, ou Aurora n. 81.
"FBRICA
DE VIDROS
198 Rua d'Aurora 19a
Expoe venda em gros.^o
e a retalho os productos d<
seu fabrico: sen Copos com eseua pe. ilito>
com aza para crreja, cali-
ces, globos, chara i ns. ira-co-
para botica etc. etc.
Precos sem^ompetencia
10STE 20 SSHU..:.:
DORES DE DENTES
E
PHEPABADO UNICAMEKTK
POR CALA8ANS & C.NA BAHA
Medicamento heroico contra os rheuma-
tismos, nchacoes, dores aciaticas, nevral-
gias, dormencia, etc., empregando-se em
fomentacSes sobre os lugares affectades
Cura o beri-beri, as paralysias e as dores
de (lentes.
Todos os frascos levam direcc^es para
uso d'este medicamento admiravel.
Pre90 1*200. Descont de urna duzia
em diante.
DEPOSITO NO RECIFE
Francisco Manoel da Silva & C.
Mrquez de Olinda n. 23
Atten^o
Precisase alugar um sitio que tenliu commo-
dos para ler vaccas de leite, baixa de capim, e
3ue seja collocado as proximidades das linhas
e ferro e bonds; a tratar na rua da Aurora.n.
81, 2- andar.
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 16 annos,
que lenha pralica de tavema a dfl liador de sua
conducta ; na rua do Motocolomb n. 65, Afo-
gados.
Precisa-ve
de urna meniaa de 12 annos para entreter
urna enanca de dous annos ; a tratar rua do
Cotovello n. :ii.
Precisa-se
De um menino de 12 a 14 annos de idade
Sara distribuir uns folhetos ; a tratar rua do
otoveo n. .'14. _
Veloeidade
A rifa, cujo maior premio, o cavallo veloei-
dade, por falla de recebimento, correr infalli-
velmcnte com a ultima lotera de 60:000*000 do
Para que se extrabir no mez de Marco.
t
ihoiiiasiii Imbelinn de Lima
e *
Jos Antonio da Costa e Sa, padre Jos Alfonso
de Lima e Sa, Esi^quiel de Lima e Neomisia
de aGuimaraes, Dr. Jos Anastacio da Silva
Guimaries, Maria. Neomisia da Silva Guimanu-
Jos Paulino da Silva Guiuiarics, Francisca Apo-
ionia da Silva Guimares, Argentina Rosala da
Silva Guimares, Emygdio Alfonso da Silva Gui-
mares, marido, Ribos, genro e netos, pungidos
da fiis acerba dr pelo fallecimento de sua
mulher, mfii, sogra e avo. Thoinasia L'mbelina de
Liima-e Sa. agradecem cordialmentc a todas as
pessoas que se dignaram acompanhar os restos
mortaes da tinada ao cemiteiio publico, e im-
ploram a caridade de irem assistir as missas de
stimo da. que pelo repouso eterno de sua alma
serao celebradas s 8 oras da manh de lo do
.corrente, na igreja de N. S. da Conceico da
Congregac&o
igregaga
t
Tenente-roronel Hcnrique J>><
AIcn Ferreira
Alcxandrina Maria Raposo Ferreira, Galdino
A.itomo Alves Ferreira e Anna Eduarda Alves
Ferreira agradecem cordialmente a todos os p-
renles e amigos que se dignaram acompanhar
ao cemiterio publico os restos mortaes de seu
prezado marido e irmo. Henrique Jos Alves
Ferreira, e ainda pedem Ihes o obsequio de as
sistirem as missas que mandam celebr. r por sua
alma na matriz de Santo Antonio e na igreja do
Monteiro, quarta feira 13 do corrente. s 8 boras
da raanba ; pelo que protestara seu reconheci-
mento.
t
l'raniiM'a Candida don sanio
Ricardo Pantaleao da Cmara Santiago, Can-
dida Maria dos Prazeres, Justino Manoel dos San-
tos, Jos Francisco da Cmara Santiago. Phila-
dclplia Philomena da Cmara Santiago e Maria
Francisca da Cmara Carneiro, penboradissimos
agradecem do intimo d'alma a todos os amigos e
parentes que se dignaram de acompanhar ao ce-
miterio publico os restos mortaes de sua preza-
da filha, mi e irmA. Francisca Candida dos
Santos; e de novo os convidara para assistirem
a missa do stimo da, que tera lugar na igreja
matriz de Alogados, no sabbado 16 do corrente,
s 8 horas da manh.
t
Joaquina Ferreira autos
Antonio F. de Albuquerque Santos e seus fi-
llios (ausentes), D. Constantina (le Mendonya
Ferreira e seus filhos, o1)r. Joo Ferreira da
Silva, Manoel A. Ferreira da Silva. Constantina
Ferreira da Silva, J auna Ferreira Chance e Gui-
Iherme Chance convidam a seus parentes e ami-
gos para assistirem as missas que no dia 13 do
cerrante mandam rezar na matriz de Santo An-
tonio, s 7 12 horas da manh, por alma de sua
esposa, mi, nlha. irm e cunhada, Joaquina
Ferreira Sanios.
t
1. Amelia Yaz de OlUeira
Ferraz
Heruieliuda de Souza Vaz de. oliveir.i. Carlos
Augusto V"az deOliveira (ausente), Augusto Car
los Vaz deOliveira e Malbeus Vaz de Oliveira,
convidam aos ?ews pan i'.tes e amigos para assis-
lirem-a missa, que pela alma de sua lilha e irma
D. Amelia Vaz de Oliveira Fearaz, mandam re-
zar na matriz da Boa-Vista, no dia 13 do corren-
te, s 8 noras da manh.________
t
Rom imilia da Fonseea Oliveira
Ameba de Oliveira. Antonia de Oliveira, Fran-
cisca de Oliveira. Emilia de Oliveira, Maria de
Oliveira, Octaviano Wanderley Lins, sua mulher
e lilhes, Francisco das Cbagas Oliveira e fimos
convidam as pessoas de sua a mi zade para no
dia 14 do corrente, s 8 horas da manh, assis-
tirem a missa que por alma de sua prezada mi,
sogra e avo mandam celebrar na matriz de San-
to Antonio, stimo dia de seu falleeimento.
t
rua
Hoa Emilia da Foaseea Oliveira
0 bacharel Francisco Augusto da Fonseea e
Silva, sua mulbor e filhos convidam as pessoas
de sua amizade para assistirem a missa que por
alma de sua prezada irm, cunhada e tia, Rosa
Emilia da Fonseea Oliveira mandam celebrar na
matriz de Santo Antonio, no dia 14 do corrente,
s 8 horas d manh. Sfitttu diu de seu falleci-
mento.
arlau
I
Boa cozinheira
S trabalha nos dias uteis, dorme fra do es-
tabelecimento e entra s 7 horas da manh <:
sane s 5 da tarde
Precisa-se na rua Nva n. 13.
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiru de 12 a H aunoe
pratica de taverna, rua Augusta n. 258.
Maria Isabel de Medeira Hotelh
Jos v aulo Botelho, Antonio Paulo Bolelho o
Manoel Paulo Botelho convidara a seus parentes
e amigos assistirem a missa que por alma de
sua mi Mana Isabel de Madeiros Botelho man-
dara celebrar quarta-feira 13 dc*forrente. trig-
simo da de seu fallecimento. na igreja da i e
nha, s f. i 2e7 boras, e na caoella de Apipu-
eos s 7 1/2 hora-i da manh.
VENDAS
na rua Pe-
Vende-se pal nova de Lisboa
dro Affonso ns. 39 e 41.
Telegramma
Vejam e admirem!
S o 55 rua Duque de Caxias pode
vender pelos precos que abaixo mencio-
namos.
Amor da China, novidade em padr5es, a
rs. o covado.
200
500
rs. o co-
que
FustSes braneos a 360
vado.
Velbutinas de todas as cores a 800 rs. o
covado. E' barato!
Cas.;os e capas para senhoras,
ha de mais novo e barato.
Cortes de seda, padrSes lindos e precos
razoaveis.
Madapolo com 1 metro de largura*a
6# a peca.
Zefiros a 80, 170, 200, 240 e 400 rs.
o covado.
. Ditos bordados a SOO rs.'o covado.
Tccdes arrendados a 400 e 500 rs. o
dbvado.
Brins le cores a 320 rs. o covado.
Cortinados de crochet, eousa chic e
re; barato.
Caubraia Victoria a 2.-58O0 a peca.
Dita batstH a 120 rs. o covado.
Sa:;:en.< de todas as cores a 200 rs. O
eo vado.
Gnardanapos bons a 1->>(HI a dUza.
La- modernas a 240, 21^0 < :V20 rs. o
covado.
Rendas hespanholas a 26 o metro.
Luvas de seda a 2,) e 35 par.
Espartilhos couraca a 45, i)$ e O'o um.
Merinos pretos e de cores, una vari
dade immensa em precos e qnn1idad"s.
Setns de toda as cores a 800 rs. o co-
vado.
Toalhas felpudas, grande reduccSto em
precos em vista da grande quantidade.
Enxovaes parabaptisados o que ha de
mais moderno e por pouco preso, 100000.
Colchas de crochet muito chic.
Camisas inglezas com e Bem collarinho.
Atoalhado para mesa a l& e 10800
muito fino.
Collarinhos e punhos de linho e algodZo
e por preso barato.
Babados e entremeios, grande sorti-
mento.
Madapolao pelle de ovo por 60 a peca.
EsguiSo pardo e chumbado a 400 rs. o
covado.
Urna grando variedade em lensos.
Gravatas e meias para homens.
Cretones para coberta o que ha de mais
barato e bom.
Mantilhas de renda a 5 .nma.
Leques de setiin muito chic.
Linn bordado com quadros a 800 rs. o
covado, muito bonito.
Chitas seuras e claras a 240, 280 e
320 rs. o covado.
Cretones transados, finos, a 320 rs. o
covado, para acabar.
Casemiras de c5res e pretas um grande
sortimento em qualidades e precos.
Casinetas, o que ha de mais bonito, a
400 e 500 rs. o covado.
Tapetes grandes e pequeos por presos
razoaveis.
Crinoline preta e branca a 10600 o me-
tro.
Brins pardos a 320, 400 e 500 rs. o
covado.
Cortes de vestido de cachemira com vi-
drilho o que ha de gosto.
Ditos de linn para vestidos bordados.
E' barato.
Cambraia branca, bordada, o que ha de
mais gosto e por preso razoavel a 80000 a
pesa. "^s
Dita com salpicos a 40 e 50000 a peca-
Colchas argentinas a 65000 urna.
Ditas de 20, 30, 40 e 50000.
Bramantes de algodao e linho de todos
os presos.
Grande sortimento em fichs de core
e pretos.
Gnnaldas para uoivas.
Luvas e leques para noivas.
Bicos de cores muito chic.
Alm do que acabamos de annunciar,
temos urna quantidade de artigos que s
vendo-se, se acredita, pelo que pedem qt|e
comparesam.
Ddo-se amostras Sem penhor.
Setinetas lisas de todas as cores a 400
rs. o covado. Sao muito largas.
Roupa feita e por medida.
55RUA DUQUE DE CAXIAS 65
FERViMlESE AZEVEDO C,
a
AdminitrtUo : PARIZ, S, Boulevard Mentm.-.rtH.
I GRANDE-GRILLE. Air < -= lyamhatii-ae, Maca-I
ra .lasti.is digeitFa-,Ot>'i. ur.> >d ;-..!.. lo Na^tJ
Ohstrucoi'8 Jisren/ki. Cootreciic u|rHl,is.. da bii. I
HOPITAL.- AITerccV-s ila vi., !i; o ,. I,..omn.J
ilos ilo estomago Dibmo d.fli-i;. In, peieMiD
Gastralgia. Dv..pepi:a. |
ICLESTIKS. '"-r1-.....'- -[- Hriisj
Omiri-rA-s .las "arinas.Oola. Ih.-iMt.-s, tl:> nituurisv..'
h-'.utla ve *C'nie,ii:..rii..i k-j iraai,
'.incrcyi- Ii- io- ii> C)!.,, Da! Alliiimmira. |
EXU1-SE B Mr '
(
ttnumtx
Sp..2BBiKOE HtiN.B.ru J.C.k- Au LABU.LE. J
Vitiho de Collares especial e
da Madeira
Km decimos e caixa de duzia, tem
der Joaquim da Mlva Carneiro. largo
Santn. 13, 1- andar.
para ven-
do Corpo
t
:*.iiiiriu Simr-H Builios.i
Or. Adolpho Simoes Barbosa e sua mulher D.
Angela Vianna Simoes Barbosa participam a
seus amibos que hoje as 10 horas do da sera
enterrado no cemiterio publico o .-adaver do seu
innoicnte lilhiuho Ksmirio e os convidan
sistir a c.-.-c acto doloroso.
Frainl.es CaafMii don *
nAntouio Jesuino Marques, Justino ManoeLdos
Santos, Francisca Therea dos Sanios Araujo,
Manoel dos S'intcs Araujo, sob a doiorosa un
pressio do passamento de sua sobrinha moi e
cunhada, Franeisca andida dos Sanios, couvi-
dam as pessoas de sua amiaade para assistirem
as missas que mandam rezar pela s. a alma na
matriz de ifopudos, no dia 16 da cerreute, pe-
las 7 1, i horas da man tul, stimo dia
monto.

%i$&&
A Pasta Mack
,c*rto* 11| iiidiMl
moa a8Ukoik3|
& um novo w
tIMso prepand*
proporcinala* O
bano acUctM
hjlfnlr, I
ccIImU agn* 4*
toicKtor.
Bata Paata M
goza do fama nal-
versal, afbnnosta
unta a rntlt, a,
como rrfraaraat*,
apara Iodo taaant
f.e roahara ate boj.
Vaude se em toAM
aa pharwaian, dro-
parias e pe rfun ariaa
IACK, Clu l D.
riiarunsu />inmr.zua>: Hita SenTU*^.
Ta
verna
Vendr-se a taverna da rua de Luiz daRi
mto Amaro das Salinas : a traW^H
ni no Caminho Novo 87.
i
nHnnl



apta-feira 13 de Fevereiro de 18

i. --*?'
combate
llCICll
5
9[
CORES PALUDAS
Aeeoaseladocomt m iapeaatei frm e adot&tadaa preiapoataa ko empobrecimento do sangue. Tomase
dase de oito m doke gotua eai* nftieio. ~ Numerosas imitaces. Exigir a firma S. BEAVAI3,
Imprimida Tumelfea Deposito na mdr parta das Phartuacias.
lio <..., .
58 Ra Duque de Gaxias-58
GRANDE LQIMCiO:
Principia na segunda-feira, de todos os artigos que
jficaram de saldo do balando do anno prximo passado,
Veudenjo-se por metade do seu valor.
Grande quantidade de retalhos de algodaosinho,
natlapolao, chitas, seda, setim, etc., ele.
1 56 e 58--Rua Duque de Caxias--56 e 58

A' ra Primeiro de Marco n. 20
i
PEREIR \ a- MAGAIMES
Recebedores directos dos mercados da Europa
liquidam os seguint.es artigos com descont d^ 14 |o as
vendas em grosso
Bramantes de algodo superiores, a 800 rs. o metro, 4 larguras,
dem de puro linho fazenda de 25200 para acabar a 1)5500, metro.
Atoalhado alvo, duas larguras, a 700 rs., 1(5100 e 10200 o dito.
Algodo alvo, nacional, para lenccs a 50500 a peca.
Madapolao americano, a 3)5600, 40000 e 60000, coa, 24 jardas.
Maripozas de cores a 220 rs. o covado.
Chitas claras e escuras, cores firmes, a 200 rs. o dito.
Batistes idema 120 rs. o dito.
i Zefiros de quadrinhos, a 80, 160 e 200 rs. o dito.
Merinos lisos de urna largura a 200 rs. o dito.
dem de quadros modernos a 280 e 300 rs. o dito,
'ichsde renda chics a 10000.
Colchas trancezas de cores a 20000 e 40000, urna.
Lences de bramante a 10800, para cama de casal.
Casimiras de cores para roupa de enanca a 10000 e'10800, diagonal, duas
larguras.
Camisas inglezas e francezas a 260000 e 300000 a duna.
Tapetes aveludados, grandes, a 140000 um.
Cortinados ricamente bordados a 50500 e 60000-
Pannos de cores para mesa a 10100 e 10300 o covado.
Cheviot preto e azul, a 30000 p dito.
Brins p>u-dos e de cores a 280 rs. o dito. ,
Veludilhos de cores < pretos a 900 yo e~obp-
w. a.. ---_________________iTT^-- j-. V_ J:x.
Iunrf do Louvre
Atoalnado bordado a 15200 o metro. Fichs de malha a 20000 um.
tVlpacas indianB a '.\20 rs. o covado.
Ditas mescladas a 600 rs. o covado.
Ditas Iavradas a 500 rs. o covado.
Batistas finas a 140, 200 e 240 rs. o dito.
Brim pardo a 280 e 320 rs. o dito.
Baleias pretas a 260 e cobertas a 500 rs,
a duzia.
Bico8 de urna s cor a 20 a peca.
Bramante tran9ado a 800 rs. o metro.
Brins de cores para crianca a 260 rs. o
covado.
Bicos matisados a 20500 e 30 a peca.
Cumbraias bordadas a 40 a peca.
Cachemiras de quadros a 260 o covado.
Cortes de seda para colote a 50000.
Ditos de linoi* era cartSo a 70000.
Colchas de damasco a 60000 urna.
Crotones de alsace a 360 rs. o covado.
Oambraia arrendada a 460 ra. o dito.
Cachemira da India a 220 rs. o dito.
Chales adamascados a 20500 um.
Cortinados bordados a 60000 o par.
Colchas de cores a 20 e 20500 urna.
Cortes de casinetas a 10500 um.
Chambres a 40500, 50 e 60000 um.
Cortes de setineta a 60000 um.
Oambraia Victoria a 20900 a peca-
Camisas allem3ea^a_360OOO a duzia.
Cachemira de duas larguras a 800 rs. o
povado.
Cretones claros a 280 e 320 rs. o dito.
Colchas de fustao a 30500 urna.
Camisas de meia a 10000 urna.
Ceroulas de bramante a 150 a duzia.
Esguiao pardo a 360 e 400 rs. o covado.
Espartilhos couraca a 50000 um.
Entremeios bordados a 700, 800 e 900.
Completo Bortimento de casemira e brins, collarinhos,
0O8,[ bolsas, fichs, lencos, leques e muitos outros artigos.
Fustao Branco a 360 e 400 rs. o covado.
Dito de cor para roupa a 800 rs. o dito.
Guarnicao de crochet com matizes.
Gazes de cores a 500 rs. o covado.
Guarda-p para homens a 60000.
GriHalda para noiva a 80000.
Guarda p para senhoras a 80000.
Lencos com barra a 20000 a duzia.
Leque a grX-duqueza a 20000 um.
Lencos brancos a 10200 e 20000 a duzia.
Luvas de seda a 20 e 2*500 o par.
Linhos de quadros a 80 rs. o covado.
Las escossezas a 100 rs. o dito.
Jsinon de cores a 500 rs. o dito.
Merino do cores, duas larguras, a 800 rs.
. o dito.
Meias com pintas, para senhoras, a 800 rs.
MadapolSo americano a 6000 a peca.
Meias para homens a 30600 a duzia.
Extracto Porte-Veine a 10400.
Popelina branca, de seda, a 800 rs. o co-
vado.
Paletots de seda palha a 70500.
Ditos de alpaca "preta a 40500.
Panno da costa adamascado.
Pacotes de p de arroz a 500 rs.
Percales fi as a 200 e 220 re. o covado.
Rotipas para banhos salgados.
Regatas de cores a 10000 urna.
Sahidas de baile a 20000 urna.
Suspensorios americanos.
Sargelim de cores a 200 rs. o covado.
Setim de cores a 800 e 900 rs o dito.
Dito do Japao a 240 rs. o dito.
Toalhas para rosto a 30600 aduzia.
Ditas para banho a 10400 urna.
punhos, leos, toni-
AMARAL & C
J
Rendas austracas para vcwOO* rs." o dite. *"\ o dito.
S-iHs de todas^w Oo e 240 rs. o dito. v%
Alpacas modernas, Iavradas, a 240 re. % dito. ''---------* *--
Meias cruas inglezas para homem a 20500 e 30000 a duzia.
Ceroulas bordadas, de bramante, a 120000 e 160000 a dito
Cortee de casemiras para caifa a 40000 e 60000.
dem de meia casemira a 20000.
Toalhas grandes para rosto a 40000 a duzia.
Tdem felpadas para banho a 120000 a dita.
E muitos artigos que serio lembrados com apresenca de nossos leitoi-e*.

LEST2AS do CORACAOl
iifinitM Tisiat-Cartmn LE lBUN.t*aii'isudtt44*;:&arfen 5
:xrEUIDAE8ftC0RAvln.MlFITICAES88fyi;.i?IglASKiaraBlBi
uiMUiv. "-------------"' "ti "Ti-n riniMiiii i nuKni
Drpontarlos en HrMWw r*L3LS- M.. IEDALHA O
ACADEMIA NACIONAL
EXTRACTO OE-1
1'GA
DO DE-
'
De sabor mu agradavel, VINHO do Doutor VTVIEN re-
oeitado por todos os mdicos para o Roehititmo, Eserophulas, Anemia.
MMesai do Pto, Cmterrke pulmonar. Debilidad*, etc.
c.vrviBi
Fytttft
AC Ci SO. Bonlirird d< Siroiiwar(r,HiPAR18
ffffff
Rer -o Br. A '
ai:.:.,; SJCZOES.,
,. ..- .. .... ... vc ,jaJ|
lo coa! e< "ii-iii" practico dos Beai
u iv ) lio terto
asga ib. .- cu ieeon I
.pm :! ti rigen a ara reneno miasmtico
. : no <:;iisijO polos pullI10i:s.
i :'.: nMii''s efasesde
.....Terciarias e
re arias, i i ternas, de Fro,
, Ii nnitteitteSt iemit-
Buioeas, e Tjrphoide.
:'',:. \y;i: Deotreltsa o
i uii ingrediente .u-
: SegOtt) e inoB'.'nsivo. -
: i pmdo as i \i"io rni.o
Di?. J. O. AYER bj CA..
LhwoII, MtHHS^ E. U. A.
.V v: ; 1. ras priccipaes plianaocfus
drog irlas.
-DE-

Murray {Lanman.
6 M4IS EXQ0ES1T0
DOS
Perfumes do Toucador.
Perfuma o Corpo e
Vivifica a Mente
NO BANHO.

Superior a Agua <;> Colo-
nia pela delicadeza de B
aroma e a durabilidade de
seu perfume
10 LfflfC
Jos dos Sanios T<'i^'ira
tendo por sua Uvre v.nladc deixa i te ser ^m-
presaao da canusarin americana do S Alvar
JosPercira, resolveu abrir o estabeled;.ipnto
denominado o Conquistador, sob a firma de Jos
Teixeira & C. i rila Visconde de InbauBi
24, antiga do Rangcl. onde os seus amigos e so-
tigos fregut'e8 encontrarSo ura, comsJpto sor-
mento de fazendas a retalho. Spisa, roupas
feitas e artigos de moda^ o* ito
all oa seus servicos.
Alug^a-se
a casa terrea da ra da Palma n. 29, com gran
de quintal arborisado, com agua e gaz encana
dos ; a tratar na ra Duau de Caxias n. 47.
Ah ga-se
a casa da ra Coronel Suassuna n. 150; a tratai
na ra Marcilio Dias n. 106.
Ama
Precisa-se de urna ama para o servigo domes
tico de casa de familia; a tratar no escriptorio
deste Diario.
Amas
Na ra do Vigario n. 23, 2- andar, precisa-se
de urna eosinheira e de urna ama secca para
crianca.
PRODUCTOS ESP0AES
Do Dr. Carlos Bettencourt
APPBOVADOS PELA JUNTA CENTRAL DE
HYGIENE DA CORTE
Salsaparrilha e Caroba
GRANDE DEPURATIVO DO SANGUE
Elixir anti-rheuraatico, anti-8yphilitico,empre-
Sado em todas as molestias de pelle, erysipela.
arthros ou impingeos, beriberi, anthrazes ou
carbnculos, cancros venreos, feridas cance-
rosas, ulceras, gonorrhas chronicas, boubas,
bubdes, escrfulas e todas as doencas que de
pendem da impureza do sangue.
Este remedio superior a todos os outros do
3eu genero, o que est provado pela preferencia
e acceitacao que Ihe d*o publico.
Um vidro 3*000
59Ra Duque de Caxias
LO JA DE
FUNDI6A0 CDRAL
fltlAN FATERSON &
N, 44Ra do BramN. 44
JNT0AE8TACA0D0SB0NB8
c
59
PEREIRA HA6ALHAES
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Facuidad d U idicina da Parit. Premio Uontrn
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregio-se
. I cas Molestias, as de Cerebro e contra as aifeocoes seguintea:
Athma, Insomnia, Palpitaces do Coraco, Epilepsia, Hallucinago,
t Tonteiras, Eemicrania, Affeccer das via*: urinarias et para calmar toda
1 especie de excitaco.
*'B Urna exol.etcho deulhsda aoompanhi cada fruoo.
i -----------------
Exigir as Verdadelras Cpenlas ao Bromureto de Camphora de CLIN t CS
de PARS, que se encontro em cuse, dos Droguistas et Pharmaceuticos.
,Aviss eos tFxegaezes
'CTOa cia
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*.'- >
" ****
Tsanne: ORIZA-GIL, ESS.OSIZA, CRIZA-LACT, CTME-ORIZA
ORIZA-VELGUT, RiZ-TOHlSA, ORIZALINE, SABO-ORIZA
DEVEM 0 SEU GRANDE XITO BEM COMO 0 FAVOR CO PUBLICO :
1* Ao cuidado pereito com que estSo sendo fabricados;
2* A' sua qualidade inalteravel e suavidad do seu perfume.
MS, COSO SE FAZ CMTIAFACGES OESTES PRODUCTOS ORIZA
com Intuito de viter assim a eusta da fama de que gozan,
pomos de sobreaviso os fregueses no fin que se nao
deixem engaar.
* BDiOlWS PRODUCTOS u icndem tu todJS u MK MIls de ftrfumtria e Droflirij.
MANDA SE DE PARS O CATALOOO IU.USTRADO FBAN1 DB PORTE
FERRO GIRARD
"_______Appro^do pela oa.11 de Madlotzia de Parte.
AppnrwmOo pala anota Central da ygiaiM publica do Brasil.
O ProftMW jMrarfl encarregsdo do leUlorto Acadesois demonstrou c que
jbctimni* aceeito jeto* doentes, bem tolerado petti estomago, restaura as
fbr$as e aura a eNoro-anemia; que o que distingue particularmente este
moto sales ferro ,i que nao causa pristo de ventre a qual combate, eek^ci-
o-se ttte, obtm-ta dejeoedes numerosas >
"ERRO OIRAAD oura aaema, oorae paUldaa oaimbraa da estomago,
^mpotaraaiaiento do sangue; foruflam os tamperf.mmtoa fracoa, excita o
p4M, ragularlaa as rosna a swnbato a estnrlhdada
Dsposito a Faris, t, rau TlTtatma m -/mu)* B sea *ttmttm
Tem para vender, por precos mdicos, as seguintea ferraeens :
lachas rundidas, batidas e caldeadas.
Crivacos de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos.
Portas de fornalha.
Vapores de forca de 3, 5, e 6 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura.
Rodas d'agua, systema Leandro.
]trre!>am~Be e. concertos, e assentamento do machinismo e executam qual
Elixir de Jurubeba, Quina e
- .. Pegapinto
TNICO FEBRlrlJGO E DESOBSTRUENTE
Empregado na debilidade geral, doencas do
estomago, conralescencas depois do parto, febres
palustres, molestias do figaao e baco, falta de
apetite, -iMflt^tiJcrose. ctps palfidas 00 falta
de sangue, doencas nervosas. >-sv
E* um reconstituinte de energa, aromaTr^U".
agradavel ao paladar.
Um vidro 3/000
MOLESTIAS DAS CREAHCAS
XAR0PE,RAB0 IOOAD0
de GRIMAULTiC
Apprordo pala Junta da H/iisni do Mo-de-Jtntiro.
Mais activo que o xarope antiscor-
butico, excita o appetite, resolve
o engorgitamento das glndulas,
combate a pallidez, torna firmes
as carnes, cura os mos humores
e as crostas de leite das creanoas,
e as diversas erup?es da pelle.
Esta combinacao vegetal, essencial-
mente depurativa, melhor tolerada
qne os ioduretos de potassio e de ferro.
Em PARS, 8, Roa Viviana.
Xarope de Jaramacar com-
Cosinheira
Precisa-se de ima eosinheira; u ra Velha
numero 137.
Cozinheiro
Precisa-se de um cosinheiro ; a tratar na ra
do aysandu n. 19.
A IPriLCiO dOI
.4' ra Duque d Caxias n. 18
Nesta loja denominada A' RevolucSo,
tendo cmpre um grande e variado depo-
sito de fazeidas, resolveu-se vendel-aspor
menos 30,j do que em outra qualquer
casa. Como sejam :
Toalhas felpudas e acolchoada*, brancas
e de coreSj tamanbo regular a 120, 200,
500, urna. |
Merinos de quadros, lindos padrSes
200, 240 e 280 o covado.
Seda Alcaciana (fazenda do fantasia).
240 o covado.
Cachemiras de quadros <:om combina-
cao a 320 o covado.
Mimosa cambr&ia das mocas para cami-
sas a 3#200 a peca-
Lindos cortes'para vestidos em cartSo
com todos os yaviamentos a 7$ 9$ 10$ e
14$ um. / /
Saiasbordwas para/senhora (recebidas
r';">amentA#de aria) a 3(5000 urna.
retones^tf?^ ^cez&
a 240, 280 e -320 covaoT -
.a 1
qaer trabalho com perfeicao e presteza.
RELOJOARIA
A antiga e bem acreditada oficina de relojoei-
ro, sita ra Primeiro de Marco n. 4, acal de
ser transferida para a ra Larga do Roa-
rlo n. 11.
0 seo propietario, tendo um completo e muito
bom sortimento de aviamentos tendentes sua
arte e com urna longa pratica da mesma, offerece-
se ao publico em geral para encarregar-se de
todos concertos de relogios, caixas de msica,
etc., etc.
Espera continuar a merecer a conftanca de
seus freguezes e assegura-lhes que ser sempre
solicito no imprmenlo de suas oraens.
42Ra Larga do Rosario 42
Gustavo Vollichard
^ara oDerby
Carlos Sinden receben grande sortimen
to de gravatas e camisas de cSres proprias
nos amadores do Prado e esta vendeu-
or precos sem competencia.
Recebeu tambem collarinhos e punhos
de borracha de formatos novos. *
48BOA BARAO DA VICTOBU48
Eng-ommadeira
Na ra da Saudade n. 27, portao, precisa-se
de urna engommadeira que durma em casa.
Cosinheira
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; a tra-
tar na roa do lavramentp u. 1.
Pao centeio
Mille & Bisel, avisam ao respeitovel pubco.
que todas as tercas e sextas-feiras, tem este sa
ooroso pao; roa larga do Bosario n. 40.
Feitor
Anda precisase de nm Wtor r>nrn tomar
conta de um sitio : a tratar a ra Pedro A'1' **
numero 58. "
Architectiira
Andr Rti.:p .mecidos de 10-
das as cores, garanlindo a ron^rvacAo rj& mes-
mas, lanto para o exterior como iaterK
Ift'io ; os Bretendflntefl noderae deixar
ia uerceana ra au unpetatm
Proi'^ s>s

piouiraua paia
mu do Jasuiiui n. ay.
m
piano
ion 11 ryi> s0 pjo en es-
amaei ,. flirece-se a
or 1 iu.r ^m na-
res qi
Isao na
Cosinheira
Precisa se de urna ama que cosinhe bem ; no
terceiro andar do predio n. 42 da roa Duque de
Caxias, por cima da typograpbia do Diario.
Typogaphia e Ulkigrnliii
FABRICA DE LTVUQgjjg Es^gjjvprj
RAgAO
l>r< miada uas xposlcoes de
IHMelSM
Manoel J. de Miranda
Encadernacao e especialidades em cartoes de
visitas.
39-Rna Duque de Caxias-39
Telephorie n. 194.
Caatellas do Monte de Soccorro
Compra-se caulellas do Monte de Soccorro de
qualquer joia, brilhantes e relogios; paga-w
bem na Praca da Independencia n. 22, loia de
relojoeirp. '
Carolos de algodo
Compra-se carocos de algodo ensaccadoa, e
treges nos armazens, roa do Baro do Trium-
pbo ns. 10,12 e li ; ao preco de 380 ris po l"
posto
GRANDE PEITORAL
Trlamento curativo de todas as molestias do
peito e da garganta, defluxos, toases simples e
convulsa, coqueluche, constipaces, asthma, bron-
cnite, catarrno chronico e fjsica pulmonar e do
larynge.
E" o primeiro peitoral que se conhece at here
na medicina.
Um vidro 24900
A' venda na ra Barao da Victoria n. 51
Aviso
Jos Cordeiro dos Santos tem a honra de pai
tlcipar a seus amigos e freguezes que mudou
sua loja de fazendas da casa n. 85 roa Ruqu
de Caxias para a casa n. 89 da mesma roa
Profi
essora
Zefiros de quadros, muito largfls^iL '
200 e 240 o covado. **
Lindas colchas com palmas de cores
para noivos a 10000 urna.
Chitas claras e escuras, muitos padroes
a 200 e 240 o covado.
Batistas com palmas e pintas, cores fi-
zas a 120 o covado.
Redes francezas a 50 e 6)5000 urna.
Feohs de 13, muito grandes, todas as
c6res de 20000 por 10500.
Camisas francezas de linho (pechinca) -le
60 a duzia por 480.
Merinos finos com duas larguras, todas
- 'ros de 800 a 500 o covado.
dem idem idem idem preto j> R;X1
10 >00 n covado.
Cortos de iui*o braaco e de core* pata
coleta de 40 por 20000 um.
MadapoWcs finos a 45, 50 c G i
ipe
!irdf> d?st
Urna senhora competentemente habilitada, con j* Atoalhado de linho,
pratica de 11 annos de profiaso, apresentande s"(0 n -otro
diversos attestados de bom methodo e comporta
ment, offerece-se para leccionar em casas par
ticulares, na cidade ou em seus arrabaldes as st
guinte8 malcras : Portuguez, Prancea, Italiano
Geographia, Piano, trabalhos de agulha, etc.; ;.
tratar roa Visconde de Goyaana n. 69 ou en
casa do Regulador da Mannhara largado
Rosario n. 9.
u i a
Cha preto superior
Carlos Sinden avisa seus amigos e re-
gnezes em geral que recebeu pelo ultimo
vapor cha preto novo e superior- que ven-
de por precos mais resumidos em vista
da continuacao do cambio avoravel.
Convem que experimentem.
48 RUADO BARAO DA VICTORIA 48
Tratamento Reconstituinte
sste
ELIXIR X>BCHiHP|
COM EXTRACTO'
de Figudo dar Baealhu
Quina e Cacete
Jos.
En si no jferticular
0 profesor Joaquim Elias de Albuquerque
Reg Baos, roa da Conceico u. 27, ensina
ouer ou nao pelas casas-, as seguintes materias'
deiiois das 3 oras da tarde : portuguez, latim,
aritlunelica, geographia, historia e geometra.
Cd* frco d'.t.) Tm aobr* o olee de
ELIXIR oontm os > fijado da btcalhu a v*n-
principioa depurativo > tajem da aedalerar aa
Uniooa da um litro da oleo / ftanccSa* do atomajo
de fijado da baealhu a ? am lugar da aa perturbar,
um litro da vinho de Quina, (di daapertar o appetite.
Este Medicamento, de sabor e gflsto
muito agradaveis, obteve o melhor suc-
f cesso em Franca para combater :
? ANEMIA, CHLORSS,
AFFECQES dos BRONCHIOS
e PULMES,
e a FRAQUEZA das CRIANCAS
---
Depsito geral em PARS
SVOSeKF, 15, tu d* Poitoi
Em PemamoMco
F"""" M. rio -C}||_VA f Q, ?
or'o.% de casemira para cale.'.' fii
ia,Iemoa a 4$, 50, 60 effOOD -uoo.
iaein idem idem idem costumes u
nos s. 200000.
Cambraia de salpicos muito Hum. com
10 jardas a 40000 a peca.
E muita* outras fazendas que s com a
presentadas Exmas familias, poderSo ser
vereficadas, como sejam: SJftantilhas brasi-
Iheiras, leques transparentes, bicos de ci-
res, entremeios, bordados, leos, estratos,
[iitroa i'1 fe *
48 DUQUE DE CAXIAS 48
Famas karalas
Loja do Triumpho
Ra Oaaue de Caxias a.
Las fjns com Troco, a 320 rs. o covado
Ditas de (juadros, bonitas a 300 rs
Merinos hs>s. 2 larguras a 560 rs.
Ditos lavrados, 2 larguras a 700 rs. .
Zefiros laryos de quadros a 240 rs.
Ditos largo de quadros finos a 280 rs.
Ditos hordiidos finos a 700 rs.
Etamioe a rendada a 440 rs.
Dita de halas abertas a 400 rs.
Seluis Ditos da Ciiina (fantasia) a 240 rs
uhs finas a 3d000
Camisas bi ruadas finas para senhor.
(^unbraia liranca bordada, a 4#300 i
Dita bordada de cor a 5*500 a peca
Cintas escuras muito boas, a 200 rs
AlgodSo largo ( l0 metros), a UN*
Dito do de 20 lardas a 4*000
Toalhas aojlchoadas grandes, a 4o-
Kedes inglezas grandes a 5*000.
bardanapos de linho, a 1*800 a
Camisas de liuho sem punhos e .<>
a3#000.
Bramante de algodo 4 larguras, a
Tapetes grandes para sof a i*000
' .orles de seda para collete a 44000.
Cortes de admira ingleza a 4
E outras omitas f
lo barata para liquidar.
V ra Dsi(|n* d cavias i
Bastos efe C.
tH*
JB
s
I

*


ano tpe i^ernamuiicQ- -*y
ta-fei

:
Kb.

cjte.
gf
- casa es umghs
22 Ra Larga do Rosario 22
Francisco Gomes & C-
Coiiolanlriuriile :
Fiambre, salame, mortadella roaits-
beefs, beefsteak etc. peixe prepa-
rado de diversas formas, erapadas,
tortas, iscas, conservas de carne e
legumes,, e todos os preparados e
acepipes estrangciros.
Sllm. Sr.
Bolos, doces e fructas do tempe
Vinhos finos:
Porto
Madeira
Collares
' Figueira
Bucellas
Carcavellos
Moscatel
Malvasia e verde
Sherry
Bordeaux
Santerne
Bourgogne e outras
0 muitas qualidades.
Champagne
Cerveja de todas as marcas
Licores diversos
Cognac
Cidra
Whisky
Rhura
Kummtl
Absintbo
Bitter e todos os appe-
ritivos at boje couhe-
cidos.
Superior caf, cha e chocolate.
Gelo e refrescos a qualquer hora.
As especialidades sero annun-
ciadas em grande taboleta na frente
do estabelecimento.
VENDAS A DINHEIRO
Convencais da gran\necessidade Turna casa essehcialmente preparada _"
para LNCHS de que resentase esta importante capital, onde qualquer pessoa
decente e ai Exmas. familias encontrassem reunida mais delicada e sadia
refeicao, ao mais perfeito+asseio, a elegancia e mesmo a um certa CHICa ur-
banidade a mais cavalheirescaresolvemos fundar um estabelecimento nestai
condicZes ra r^UlGA DO BOSABIO N. 22, sob o modesto titulo de -Casa de
Befelees.
Firmados no bom gosto da sociedade pernambucana que nunca rega-
teia o seu valioso apoio aos bons commettimentos, nfto nos poupamos aos maiores
sacrificios.
O nosso einabelecimento, em que procuramos associar todas as commodi-
dades, temos o justo desvanecimento de consideral-o o primeiro, alias o nico
no seu genero que passa a possuir esta cidade, e que offerece ainda um confor-
tavel recreio a s:ia distincta sociedade. A mais delicada attencdo e ameno
trato; o maior agrado e sinceridade, inexcedivel presteza e superioridade na
execucao de todos os seus preparados culinarios, e sobre tudo a pureza de sitas
bebidas, constituem o seu inquebrantavel pbogramma. ,
Certos de que nao exageramos e que o nosso estabelecimento exceder a
espectativa, temos a subida honra de solicitar de V. S. e de sua Exma. fami-
lia a defferencia d'uma visita Casa de Refelees.
Com a maior cpnsideracSo, respeito e estima, assignamo-nos.

De V. S.
\ttento* Criados e Obrlgados.
J&A
lanceoe


Taverna
Vndese urna taverna na estrada do Peres, a
primeira ao saltar na estacao de Tigipi, a qual
se acha bem sortida e bera afreguezada por se
a primeira do lugar, o alugne! da casa baratis-
simo e com morada independente, com bom si-
tio ; informac&es na ra de Santa Therea n. 30,
taverna. 0 motivo da venda se dir ao com-
prador.
\Vinho Maduro
Pocas pendes & C, com grande estabeleei-
mcnto de Seceos e molhados, sito casa n. 9
roa est:eita\o Rosario, contiguo a igreia, aea-
bam de recefller urna grande remessa do acre-
ditado e especial vinho Maduro, o nico que sem
e mnima confeVcao importado neste mercado,
86 se vende noveferido estabelecimento.
".
Cimento Portland
aral Irsios, roa da
Vendem Soares de
Madre de Deus n. 24
Vestidos proprios para
bailes e fazendas para os
mesmos, aigrettes, plumas,
flores, fitas, leques, luvas,
meias e filos com salpicos
de todas as cores.
44-tn ^WfM^rA^MM^Q
Vinho
bar
asto
e quinto ; vendem Carlos Rabello
do Vigario n. 31, 1- andar.
FOLHETIM
SEM MAI
POR
PAULO I'AZttSXOffT
DURANTE A TKMPESTADE
CAPITULO I
Irmao e 1 r m *
(Co ntinuayao do n. 34)
Sempre o mesmo, disse ella, sempre
bom, dedicado, Densando incessantemente
nos outros, e ntmca em si!...
Isso nao natural? A Sra. de La-
varande, vi uva, havia-se consagrado a sua
filha. Esta morreu aos vinte annos, dndo-
me Roberto. A sua morte desesperou-
me, porque eu amava-a profundamente.
Mas o meu desespero, tendo meu filho, os
mena negocios, a minha usina a dirigir,
pode por ventura comparar-se ao da pobre
senhora, que chora em eterna solidao a fi-
lha que morreu?
E' verdade. Mas na sua desgraca,
a Sra. de Lavarande sempre tem a ven-
tura de possuir um filho como tu.
Ha vi a uin instante, Adelia olhava para
o lado da porta.
Mandei chamar Jorge, disse ella a
seu irmao. Sabes por que elle nao vem?
Sei. O nosso caixa o Sr. Simn
partiu ha tres horas, chamado sbitamente
per telegramma para junto de sua mai,
gravemente doente. Jorge est no logar
delle. Est fazendo a caixa c procedendo
ao pagamento dos operarios. Vim por isso
em seu logar. Tens alguma cousa de par-
.ir a dzer-lhe V
- De particular, nao, e podes perfei-
tam imbir-te da commisaao. E' o
Encontr i Paulina Gages na
Vende-se
a armacao e utensilios da tavenia sita ra da
Santa Cruz n. 5 : a tratar na roa do Rosario da
Boa-Vista n. 53, fabrica de cigarros. A casa tem
commodos e agua encanada.

do no* so operario ?
.ha-se no mesmo esta-
isfco muito adoentada,
acabada. Pedio-m
muito para recoinmendar ao marido que
nSo se demorassse com os camaraUn ao
sahir da officina, porque ella sente-se mais
fatigada que de costume.
Bom, farei o que o ella pede. Elles
moram ambos no pavilhao situado na ex-
tremidade da usina, nao verdade ?
Exactamente. Eugenio tanto mais
fcil de vigiar, quanto a casa d'elle nao
dista cincf ennta metros d'aqui.
Como se dlo elles ?
Paulina, n3o se queixa; ao contra-
rio. Diz que de algum tempo a esta par-
te elle parece corrigir-se das suas extra-
vagancias. Ella attribue isso sua pr-
xima maternidade. E entretanto a pobre
mulher contina a ter no gesto tSo sym-
pathico a expressao dolorosa que lhe co-
nheces.
Que pena! um rapaz to intelligen-
te, tao hbil, tSo trabalhador quando
quer !...
E' preciso que te oceupes delle, Pe-
dro. Talvez os leus bons conselhos o col-
loquem no bom caminho.
E' o que en fa9o. ha muito tempo.
Se nao fosse eu, Jorge tel-o-hia despe-
dido j dez vezes. Intercedo incessante-
mente em favor delle. O rapaz ama a
mulher, tem transportes de arrependi-
m-?nto depois das suas extravagancias, e
que me faz crr que urna fagulha de bem
e de bons sentimentos dorme-lhe na alma.
Ora, emquanto u:na, creatura intelligente,
como elle, tem um lado accessivel, nao se
deve abandonal-a.
Como estou reconhecendo nisto o
teu coraclo !... Vai, meu Pedro, conti-
na a tua obra; alia nos dar ielicidade,
Eu, de meu lado, velarei por Paulina;
restituir-lhe-hei w for9as e a coragem.
Que alegra, se conseguirmos fazer pene-
trar a feheidade : o conforto n'aquelle pe-
queo lar!... E, alm d'isso, fazendo
d'aquelle homem um operarario de con-
ducta irreprehenaivel!...
Ella estava meito commovida.
Pedro igaatmente.
Levantou-se, aperto-a nos brajos com
as mesmas ternas precau93es de que usa-
ra quando entrn, e disse-lhe :
__ Fallas de minha bondade... O que
ella o lado, da tua ?
__ Cala-te respondeu ella pondo a mo
fina sobre a bocea do mancebo; se eu va-
lho alguma cous, que fizeste-me tua
imagem, que sea. ainda mais tua filha,
tilha da tua solicitude, do teu affecto e
dos teas cuidados, do que tua irmft!
Podro de Sames, effectivamente, logo
ao come90 da sta vida, quando tudo lhe
Doce secco de caja su-
perior
Ten para vender em latas de 2 e 4 libras, por
preco commodo ; na roa do Bom Jess n. 35,
armazem.
Vende-se
o hotel do Beberibe com todos scus pertenees
a tratar no mesmo.
8SOOO a duzia
OLEO AMEIICAM
O mais econmico, hygieaico e
perfumado oleo para o
vendem""*^ ^"
GOMES DE MATTOft IRIlOS
2.1--rna Mrquez de Olinda -23
m
alegras, vira tudo sossobrar do dia para
a noite na mais horrorosa das catastro-
phes.
O Sr. de Sauves, um dos agentes de
combios mais importantes e mais estima-
dos de Pam, perder tudo, por um con-
curso de circunstancias em que a sua
honra nao poda ser suspeitada, em algu-
ma s horas.
A idea de que sua mulher, seu filho que
acabava de casar-se, sua filha a quem
adorava, iam cahir da eminencia em que
elle os havia collocado, no negro abysmo
da miseria c da vergonha, fel-o acommet-
ter de um accesso de loucura, durante o
qual esmagou os milos com urna bala de
rewolver.
Pedro, instantneamente, collocou-se na
altura da tarefa que lhe competa.
Acabava de casar-se, havia alguns me-
zes apenas, com a menina Bertha de La-
varande, filha muito bella e muito pobre
da general de Lavarande, morto durante
a guerra de 1870.
Despojar-se de todo o luxo de que go-
zava pela generosidade de seu pai, foi
para Pedro cousa tao natural, como res-
pirar para viver.
Sua mulher nao protestou; ao contra-
rio : encorajou-o, porque era rapariga va-
lorosa.
Ajudou-o at a consolar a Sra. de Sau-
ves, o que pareca bem difficil, porque a
pobre senhora amava como um deus o
homem que ella vira sahir de casa, pela
manha, feliz, bom, confiante, e que, lhe
trouxeram de tarde, morto ensanguenta
do, com a testa traspassada.
Jamis filho mais terno, irmao tao de-
dicado, comprehendeu os seus deveres
como Pedro comprehendeu-os entao.
Nao tinha vinte e quatro'annos, e na
idade em que um rapaz tem ainda tao
grande necessidade de direceftoe de pro-
tecgo, ee constituio-se director e pro-
tector.
Installou sua mai e sua irma em um pe-
queo commodo, cujo principal ornamento
era o piano d Adelia. tomou tambem
para si um commodo mais modesto ainda
e poz-se resolutamente a procura de um
emprego que lhe permittisse utilisar um
diploma de engenheiro conquistado na Es-
cola Central.
Foi um periodo cruel, muito cruel!...
" A Sra. de Sauves era corajosa e pouco
se importara com a perda da fortuna, se
seu marido estivesse ao lado d ella.
Mas elle partir !. ..
Nao o ver nunca mais Elle, a ado-
navao de sua vida inteira!... Elle tao
sorria, quando a-existencia nao pareca bom, to honrado, tao escrupuloso !...
ter para elle no roturo senao encantos e Intilmente ^edro passnva junto della
na loja das Estrellas
56- RUA DUQUE DE CAMAS-56
Telephone n. lo
0 proprietario deste mui acreditado estabeleci-
mento previne a todas as Exmas. familias
e freeuezes ra geral, que as muitas pe-
cbinchas que costuma laier, nao sao mais
divididas com a sua ex-casa das LISTRAS
AZUES; portanto, quem quizer comprar por
m menos que em outra qualquer parte dirja-
se LOJA DAS ESTRELLAS, onde encon-
trar um completo eaariadissimo sorti-
mento de fazendas quef vendem por pre-
Cos que nao lhe podem fazer competencia
como passamos a demonstrar, a saber :
Atoalhadopara mesa, de 15800 a 10000.
Dito de cores a 10 e 10300.
Bramante de quatro larguras a 660 e
759 rs. o metro e de linho com 10 pal-
mos de largura a 10600.
Brim de cores para ronpa de criancas a
580 e 320 rs.
Colchas de crochet de 100 por 50000.
Cortinados bordados a 50 e 60000.
Cortes de cambraia, bordados, brancos
e de cores a 40 e 40500.
Cortes de vestidos, em cartSo, a 70000.
Cretqnes, cores claras e escuras, a 160,
200 e 240* rs. o covado.
Cambraia branca, transparente ou Vic-
toria, a 20800 a pega.
Camisas inglezas para homens a 280000
a duzia.
CofJarinhos, punhos e aberturas de cel-
luloid, um completo, por 20500.
Capas de vidrilhos e tecidos arrendados
a 100, 150 e2O0OOO.
Caaacos Jersey a 20500, 30, 40 e 50.
Damass de seda com lindas cores cla-
ras a 10200.
Esteiras brancas e de cores para forro
de sala a 10100 a jarda.
Esguiao de linho, pardo, a 240 e 320 rs.
Enxovaes para baptisado a 50600.
Espartilhos couraca a 30 e 30500.
Fichus a 500, 10 e 10200.
Fu8tao branco a 240 rs.
Grinaldas com finissimos veos de Blond
a 70000.
GuarnicSes de crochet para sof, a 50500.
Gorgorito preto de seda a 10800.
Guardanapos de linho de 30500 por 20
a duzia.
Leques de fantasa a 400 rs.
Lencos para meninos, a 320 rs. a duzia.
Luvas de seda para senhoras a 10000,
10500, 20 e 20500.
Las e cachemiras de quadros a 160 rs.
MadapolSo pelle de ovo, muito fino, a
60000 e americano, com um metro de lar-
guro, de pre^o de 120 por 70000.
Dito de 80 por 50000.
Merino preto com duas larguras a 560
e 700 rs.
Dito de todas as cores a 500 rs.
Ditos de quadros, lindissimas cores a
240 ra.
Rendas hespanholas a 10600, 10800,
20500 e 30000.
Setim Maco, preto e de cores a 750 e
800 rs.
Dito de quadros, ultima novidade, a 10.
Sargelim de todas as cores de 160 a
200 rs.
Toalhas alcochoados e felpudas a 20500
e 30000 a duzia.
Ditos para banho a 800 e 10200.
Tecidos arrendados, ultima novidade, a
200 e 240 rs.
Zefiros de todas as cores a 80 rs.
Assim como muitas fazendas que seria
enfadonho mencionar, e que vendemos
menos 20 i0 do que em qualquer eu
parte.
,7^
j? X^CjlxtxXjlJ A.
vss mi casr,
Ra Duque de Caxias n. 103
Vende-se bordados de cambraia topada
de 2 li2 e 4 metros e urna chave de lar-
gura a 500, 600, 800 e 10, muito fino, de
qualquer largura a 10400, e de fustao, de
700 a 10800 a peca.
Enxovaes para baptisados a 80, 100 e
120000.
Lindos enfetes para penteados a 100,
200, 300 e 500 rs. um.
Lindos granpos para segurar chapeos.
Renda hesjanhola a 20500 o covado^
Pulseiras.americanas para 30, 40, 50,
60 e 80000 o par.
Guarnic8es americanas a 30000.
Lindos espartilhos a 40, 50 e 60000.
Porto dedes de vidro, objecto para pre-
sente a 10000.
Broches de fantasa de 500 a 10000.
dem americanos de 20 a 30000.
Lencos de seda de 500 rs. a 10500.
Lublaque a 200 rs. o par.
Guarnieres de crochet, sendo um para
sof e 4 para cadeiras por 6$000.
Finas capellas de pellica, panno e c6r,
com finos veos.
Flores artificiaes a 10000 o ramo.
Anneis americanos a 20000.
Plisss de 400 a 10000 o metro.
Luvas de seda arrendadas e bordado
a 20 20500 o par.
Bicos brancos de linho e de edres a 20,
20500 e 30000 a peja.
Contos de cor para enfeitor vestidos a
700 rs., e pretes a 600 rs. o masso.
Missangas de "todas as cores.
Lindos leques brancos para noiva.
Collarinhos e puuhos de borracha.
Colchas de crooaet para casamento urna
80000. .
Talheres para crianza a 800 rs.
Luvas de pellica a 20500 rs. o par.
Linhas de cores para crochet a 20000 e
cor de creme a 10500.
Lindos leques de papel de 500 rs. a
10000.
Espelhos com fina moldura, com dous pal-
mos de comprimento, a 40000 e cara dura
a 500 rs.
Finos binculos.
Agulhas para bordados a ouro e missan-
gas.
Lindas franjas douradas para facha, de
seda preto e de cores, sem e com vidri-
lhos.
Timaosinhos enfeitedos de bico erenda.
Grande sortimento de fitas moderna a
13 de Maio, Imperial Regente, a Nabu-
o e a Joao Alfredo.
Lindas fitas para facha a 20, 20500 e
30500 o metro.
Carteiras de chagrn para algibeira.
Finas gravatas plastrSes e regatas a 10,
10200, 10500 e 20000.
Lindos porta-pos de arroz.
Grande sortimento de jarros para enfei
ter consolos e sanctuarios. *
Completo sortimento de perfumaras.
Finos sabonetes de todos os fabricantes.
Grande sortimento de alfinetes dourados
para enfeiter o penteiado e tambem gran-
pos muito lindos. ,
N. B.D-se amostras de bieos e bor-
dados.
A'
^Jnho de pase-
O que ha de melhor, vende-se pelo mdico
preco de 35* 00 o barril de quinto e 9JUO0 o
gar-afao de tres caadas, voltando o garrafao
7*500 (preces liquido*) : ra do Amorim nu-
mero 60.
i
as
WHISKY
Boyal Blend marea \I\D0
Este excellente Whisky Escocje pre-
ferivel ao cognac ou aguardejl* de cana,
para_ f&iie&iHP'GQSftP*-------
'Vende-se a retalho nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede Royal Blend marca Vlado,
cujo nome e emblema sao registrados para
todo Brazil.
BROWNS & C, agentes.
todos os instantes que lhe deixavam
suas funeyoes de engenheiro na estaclo de
Leste, onde os amigos de seu pai conse-
guiram fazel-o entrar; Bertha, em vao,
nSo se arredava de sua sogra e repetia-
Ihe incessantemente que o beb que ella
esperava faria reviver o querido morto
junto da pobre viuva, que passando os
seus pobres dedos trmulos nos louros ca-
bellos da creaturinha, ella sentira a sua
chaga cicatrizar-se pouco a pouco ; que
seria ella quem o educara e sua verdadei-
ra mS: a tudo isso a Sra. de Sauves
sorria vagamente, mas a sua dor conser-
va va-se inalteravel, e a sua fraqueza aug-
mentova de da para da.
E entretanto, Deus (sabe se ella .tinha
motivo para contar com o futuro!
Jamis se vira vontode semelhante de
Pedro, unida a tanto docura, tonto calma,
tantobondade.
Sua mulher, que o adorava, era o seu
reflexo, e nao senta sequer os sacrificios
que fazia, paga como era por um dos seus
olhares ou urna de suas caricias.
Mas Adelia, at alli tao feliz, tao
alegre, tao despreoecupada, creada no
meio do mais refinado luxo, nao ter..":
tido jamis um desejo que nao fosse sa-
tisfeito, Adelia, que nao tinha ainda de-
zeseis annos, como supportoria tao terrivel
mudanca na sua existencia!
Gracas aos conselhos de Pedro, a sua
djreccjo intelligente, que nao descurava
cousa alguma; gracas tambem ao admira
vel fundo de sensatez, que de lealdade e
de devotamente que dorma no coracSo da
donzella, ella soube afazer-se 4 estreito
penuria da sua familia, e, longe de quei-
xar-se, re6gnou-se corajosamente.
Como Pedro tornara-se um homem em
poucas horas, ella tornou-se tambem urna
mulher forte, valorosa, cheia de animo,
altulfc de todos os revezes da vida.
Possuia real talento musical, que era a
alegra do Sr. de Sauves.
Nlo cuidar em utilisar esses dotes quan-
do a negra miseria batia porta dos seus,
quando Pedro procurava trabalhos supple-
metare8 de todos os lados, quando pas-
sava a maior parte das noites inclinado
sobre as suas plantes e as suas cifras,
quando Bertha ajudava-o sempre sem quei-
xar-se; nao cuidar em utilisar esse dote,
era cousa impossivel a Adelia.
Procurou licoes de piano, e, gracas s
antigs relaooes de seu pai, nSo terdou em
enconfral-as.
Viram-na entao correr, por tlos os
tempos, pelas ras, com um pequeo cha-
le preto {pelos hombros aristocrticos, os
seus admiraves cabellos louros oceultos
sob um pobre chapeo de luto, fazendo
todo o mundo volter-se attrahido pela sua
belleza soberana e pelo seu andar de deu-
za, nao se contrariando nunca, contente,
feliz com a idea de levar, pelo seu traba-
lho, o conforto querida doente, tornan-
do-se a alegra da infeliz familia.
Desgra5adamente, quando as dores e as
lagrimas cahem sobre urna casa, a fateli-
dade parece nao querer, apezar de todos
os esforcos e de toda a coragem, largar
mais as presas que ella cubica.
Ao cabo de um anno de casamento, a
esposa de Pedro de Sauves morreu ao dar
a luz um filho, o pequeo Roberto.
Pedro, at al tao calmo, to forte, es-
capou de morrer de dr.
A lembranca de sua mai, de sua irma,
de seu filho, de todos os austeros deveres
aos quaes tao generosamente consagrara
a sua vida, salvou-o.
Concorreu para isso tambem
e o devotamente de Adelia.
Urna grande amisade unia-a
de quem tratou como verdadeira irmS.
Emquanto a Sra. de Lavarande levava
o corpo de sua filha para o cemiterio de
Sainte-Andresse, onde repousava j o ge-
neral, Adelia apoderava-se do pequeo
Roberto, forcava Pedro a ir morar com
ella e a Sra. de Sauves, e improvisava-se
mui do pobre orphao.
Mas urna mSizinha adoravel, amante,
Mais Barato
A Loja das Listras .zoes
RUA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Telephone n 11
0 proprietario desta conhecida casa previne as
Exilias, familias e iodos os seus fre-
gueses, que as pechinchas que costuma
dar, nao sao nem numea foraui divididas
de outra casa como alguem annuncia
part engaar, vendendo fafcendas ordi-
narias por boas, castume que a Loja
da Ltotrus Asuett cao tem.
As fazendas vendidas nesta casa sao de boaqua-
lidade, e n5o levam J medida escassa:
aceita-se a fazenda vendida se, por
Juaiquer motivo nao fr de muito agra-
o da pessoa para quem for comprada.
D-se descont a quem compiar de 20$
para cima.
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Mr i iii de listras azues pecas co:
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o metro.
E muitas fazendas que se vende muito
barato para liquidar facturas na loja das
LISTRAS AZUES de
Jos Augusto Das
depois subia os oitenta de
conduziam mansarda da or-
a affeicao
a Bertha,
gentil, quasi to enanca como o pequeo, e
que nao dorma mais durante a noite para
alimental-o ella propria por meio da ma-
madeira, e de dia parava s vidracas de
todas as lojas de brinquedos ou de roupi-
nhas para criaacas, nao pensando mais se-
nao na pobre creaturinha !
Nao podia conseguir dar as suas licoes
de dia e velara noite, porquev aos deze-
seis annos o somno talvez a mais impe-
riosa necessidade da natureza, se nao ti-
vesse a fortuna de encontrar, naquella
poca, n'uma obra de caridade de Pedro,
a companhera que lhe faltava para cuidar
de Roberto.
Com effeito, um dia, n'uma das mano-
bras da estacSo de Leste, produzio-se um
desses accidentes, infelizmente tao fre-
quentes.
Um infeliz guarda^freios, Euaebio* Vei -
gues, foi colhido por um trem de merca-
dorias e esmagado.
Quand^o tiraram o seu pobre corpo en-
sanguentado e dilacerado do. meio dos wa-
gons, elle respirava ainda.
E teve forcas para murmurar estas pa-
lavras:
Minha filha! minha jSuzana! S no
mundo f
Pedro, que assistia ao accidente, eom-
moveu-se ao gemido do infeliz pai.
hora
Urna
graos que
phS.
Quinze annos, bonita como urna pintu-
ra, morena, com os seus olhos de chineza,
o narizinho arrebitado. os labios rosados,
e sobre tudo isso a expresso honesta do
seu adoravel rosto de donzella, tal era
Suzana, urna pobre florista, que apenas
havia sahido da escola.
Roberto acabava de nascer.
Adelia esgoteva as suas forcas a vclal-o
de noite, e a Sra. de Sauves a vigial-o
de dia.
Quer ser companhera de minha ir-
ma? perguntou-lhe o mancebo quando
acalmaram-se os primeiros transporte da
legitima dor da pobre crianca.
Ella acceitou com gratidao que nlo de-
vera jmai| enflaquecer, e tornou-se para
Roberto urna segunda mSizinha, tao dedi-
cada, tao boa como a primeira.
Mas desde logo Adelia, com o seu por-
te de rainha, os seus cabellos de ouro, a
sua tez deslumbrante, ^to parecida com
as princezas do paraizo que a moci:
vira as mgicas do Chatelet, onde
pai levara-a algumas vezes; Adelia,
tirava do piano sons que faziam cahir
extase a pobre Suzana, artista por instfl
oto, como quasi todas as operaras panl
sienses, Adelia tornou-se a grande adra-
cao da orpha.
Para evitar-lhe urna fadiga, um incom-
modo, um aborrecimento, ella operava mi-
lagrea.
A Sra. de Sauver nao tinha mais que
oceupar-se dos arranjos domsticos nem
que sahir para fazer as suas compras; o
pequeo aposento era urna maravilha de
asseio e de arranjo com as suas flores
que sorriam e desabrochavam em todos" os
cantos ; o pequeo era tratado, acaricia-
do, adorado; os vestidos de Adelia eram
arranjados, remendados, cosidos com ciu-
mento cuidado ; a todos Suzana prodigali-
sava affecto e dedicacjlo.
CAPITULO n
O iiiionio d Pedro *
N'essa poca, Pedro de Sauves, entre-
tento muito discreto, e ainda mais cir-
cumspe-cto quanto s suas relafoes, levou
ao pequeo aposento do boulevard Ma-
genta, em que residia com sua familia, um
dos seus camaradas.
Jorge Chaniers era, como Pedro, enge
nfieiro da estrada de ferro de Lea
pois de ter sido cu amigo ha se
tral.
(Continuar-se-ha)
i
,


Full Text
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