Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17409


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Full Text


I

ANNO LXY -- NUMERO 24___________
PARA A CAPITAL E LIGARE OXDE NAO E PACA PORTE
Por tres meses adiantados............... gJJJJ
Por seis ditos idem.........r...... ofw\
Por um anno idem............... ^V
Cada numero avulso, do mesmo dia......... 0100
DIARIO DE
Trcpriedade de Mancel 35

QARTA-FEIRA 30 DE JANEBRO BE 1889
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados ......... ^3|J500
Por nove ditos idem. ............. 200000
Porum anno idem.................. 270000
Cada numero avulso, de dias anteriores ......... 0100
NAMBUGO
& Ufara SnH)cs
Os Srs. Amede Prin-
ce & ft, de Pars, sao
os nossos agentes ex
elusivos de annuncois
epubiieapoes na Fran-
ca e Inglaterra.
TELEGRAMAS

32?,::;: :s:::::: so :::::
NATAL, 29 de Janeiro, s 3 horas e
5 minutos da tarde.
Aqu chegou hoje o vapor Pirapama, da
Companhia Peraambucana, o qual regressa
de sua viagem o norte, devendo seguir
hoje mesmo para o sol.
:::,:::: : agescia savas
PARS, 2 de Janeiro, noite.
Nenhum incidente occorreu na Cmara
dos Deputados.
Os diversos grupos da maioria republi-
cana devem reunir-se amanhS noite para
deliberar respeito da cleigSo do general
Boulanger.
E' provavel que o ministerio presidido
por Mr. Charles Floquet conserve-se no
poder.
ROMA, 28 de Janeiro.
-
Hoje teve logar a abertura do parlamen-
to italiano.
Foi lida urna mensagem real que con-
cebida em termos muito pacficos.
Esta folla menciona a visita feita lti-
mamente por S. M. o Imperador da Alle-
manha, a qual considerada como urna
das maiores garantas de manutenglo da
paz na Europa.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
29 de Janeiro, de 1889.
urna pedreira de podras lithographicas de Bel-
ley e de Aube. Para poderem ser usadas pelo
lithographo, estas pedras necessitam receber
apenas um bruido conveniente.
0 artista que deseja obter a reprodueco de
um desenho, executa-o sobre esta pedra bem
poda. servindo-se d'um lapis feito de materia
oleosa (a qual consiste ordinariamente em sabao
e carvao de fumo bem amassados e corlados em
forma de cylindro), que se apara como lapis or-
dinario, ((uando (:sl acabado o desenho, pas-
sa-se por cima da pedra urna pouca d'agua con
tendo urna certa quantidade d'agua-forle (rielo
azotico). O. acido azotico corroe a pedra nos
pontos nao pro'cgidos pelo trago do lapis oleoso
e deixa-a intacta no.s'.outros. Depoi& desta ope-
racao lava se aMtlra.com '~
essencia de tertBL
tigio f v3enh^Pninitivo c da materia oleosa.
Se entao se der tinta por cima da pedra assim
preparada e sobre a qual nao se percebe trago
algum, pode obter-se, por meio da prensa urna
prova do desenho sobre o papel. Quando se
assiste a semelhante tiragem. acha-se singular o
phenomeno de nao mostrar a pedra trago nenhum,
desenho nenhum visivel. e nao obstante, produ-
zir provas desde que se Ihe passa o rolo da tin-
ta e se mette na prensa com o papel da tiragem.
(Contina)
PARTE OFFICIAL
IHSTRCgiO POPULAR
AS GRANDES IWEJfES
ANTIGS E MODERNAS
AS
Sciencias, industrias e artes
POR
ii
A jrnvnra
(ContinuagSo)
Era sumnia, a gravura sobre'madeira hoje
extremamente simples. E' ella que da origem
aquelle diluvio de tUutracdes, que tornara mais
attrahentes e interessantes multas obras actuaes.
A gravura em madeira vem agora auxiliar a
escripta, principalmente em assumptos artsticos
on scientiflcos : facilita a expresso do pensa-
mento e presta-lhe flel apoio. A gravura sobre
madeira, por ser o complemento da imprensa e
novo auxiliar para o escriptor, merecedora do
acolhimento especial que hoje lhe da o publico.
in
A lilhonraphla
A arte lithograpbica (do grego, pedra e escre-
vo) tem por objecto substituir a madeira, ou os
metaes que servem para executar as gravuras.
por urna simples pedra calcrea, a fim de redu-
zir a um prego nfimo a reprodujo das obras
de desenno. A lithographia d'invengo muito
recente. Verdade que outr'ora se tinha expe-
rimentado gravar em relevo sobre marraore ou
pedra calcrea por meio de um acido, e vulgar-
mente sabido o processo de gravar caracteres na
casca d'ovo, que da mesma natureza que a pe-
dratalcarea (1) ; mas o principio da lithogra-
phia funda-se em urna aegao inteiramente diffe-
rente. Nao se trata de gravar em relevo sobre
a pedra, mas s de modificar chimicamente a
sua superficie de sorte que certas partes possam
receber a tinta de impressao, e outras rejeital-a.
E' um phenomeno mui curioso de physica mo-
lecular cuja natureza importa muito examinar,
porque se commettem ordinariamente bastos er-
ros na explicaco scientiflea da lithographia.
Todos sabem que se se Infectar o bafo da
respiraco sobre um vidro quafquer, toda super-
ficie delle se cobre uniformemente de vapor ;
mas se, autes de o projectar, se tragn previa-
mente com o dedo um riseo no vidro, o balito
langado depois sobre esta superficie nao se fixa
seDao nos pontos que o dedo nao tocou. E* nm
phenomeno da mesraa ordem que nos vai apre-
sentar a operacao lithographica.
Para obtei urna prova por meio da lithogra-
phia, toma-se primeiro urna pedra calcrea
muito fina e susceptivel de receber um polido
perfeito, sobre a qual a pena e o lapis resvalem
com a maior facilidade.
Esta variedade de calcreo (carbonato de cal)
tem o nome particular de pedra litkograpkica.
Aeradlas deqv.e se costumausar, chamada pedras
Munich sao liradas do condado de Pappehenim,
na Baviera. Ha em Chateauroux, em Franca,
"(TTconsrte este processo em tragar nm de-
senho ou quaesquer caracteres por meio do sebo,
obre urna cauca d'ovo, e mergulhal-a em vina-
ere ; o acido corroe as partes da casca nao abr-
ladas pela interposicao do sebo, e os caracteres
ou deseobos apparecem portento em relevo.
Ministerio do Imperio
Foram expedidas os seguintes avisos:
Em 21 de Janeiro, ao presidente da
provincia de Pernambuco:
IlUm. e Exm. Sr. Entende o gover-
no que essa presidencia proceden acerta-
damente suspendendo o acto da Assembla
Provincial que apresentou|tresempregados
da respectiva secretaria, porquanto :
1.- Dera assembla a forma de lai ao
acto suspenso, sem sujeital-o sanecao
dessa presidencia, indispensavl na espe-
cie, ptr aSo se comprehender o mesmo
acto as excepg3es definidas no art. 13,
2a parte, do Acto Addicional:
2.- A propria assembla delegara no
presidente da provincia o direito de apo-
sentar os empregados de que se trata,
comprehendendo-os as palavras empre-
gados provinciaes do art. !. da lei pro-
vincial n. 82 de 4 de Maio de 1840, que
regulou a aposentadoria destes ltimos (art.
1.- da lei n. 245 de 16 de Junhode 1849).
O que declaro a V. Exc, em resposta
ao officio de seu antecessor, datado de 21
de Dezemro prximo passado, sob n. 62
Em 22, ao arcebispo da Baha,
Exm. e Rvm. Sr. Em officio de 15
de Dezembro ultimo consultou V. Exc.
Rvma. se vista do art. 90 do decreto n.
8,213 de 13 de Agosto de 1881, pode ser
proposto para parocho collado o sacerdote
que membro da assembla legislativa
provincial, e, no caso affirmativo, se a in-
compatibilidade se estende ao exercicio
das funccSes devigario encommendado.
Em resposta, declaro a V. Exc. Rvma.
que, por estar pendente do poder legisla-
tivo, aoqual foi submettida em virtude da
imperial resolucSo de 10 de Margo de 1883,
tomada sobre consulta da seccSo dos nego-
gocios do imperio do conselho de estado, a
duvida relativa applicacao do art. 12 da
lei n. 3,029 de 9 de Janeiro de 1881 ao pa-
rocho que membro de assembla legislati-
va provincial, o governo contina a enten-
der que, emquanto a Assembla Geral nlo
decidir a tal respeito, nSo deve prevale-
cer aquella incompatibilidade.
Deus guarde a V. Exc. Rvma. A.
Ferreira Vianna.
De duas partes distinctas se compor
este meu officio, tratando em primeiro
lugar do citado artigo que fpvolve objecto
do servigo milite* e as autoridades do mi-
nistro da guerra e do ajudaJbrgeiieral.
Dispensando-mc de consierar o^ que de
offensivo ha no citado artigo contra n in-
tegridade e autoridade de V. Exc'., nilo
posso, porm, calar a minha estapefaccao
ante a inslita lnguagem empregada pelo
tenente-coronel Madureira, e que, consti-
tuindo flagrante" transgressjo ds>i slwcipfair.
militav, revestida das circumstaneias ag-
jjm_j?" gravantes, en capitulo de criminoso o seu
acto.
O tenente-coronel Madureira, que pro-
cura a todo o transe formar, em torno do
seu nome, urna pnpulandade phantastica,
apresentando-se sempre ante os seus cama-
radas como victima immolada das autori-
dades e agora dos meus caprichos e perse-
gnicSo, cuja origem vai buscar na creagSo
dos tres batalhoes de infanfarialtimamen-
te votados, e na ousada pretencSo de que-
rer discutir, porante militares, urna ordem
do dia por mim assignadacommetteu,
alm do acto criminoso j capitulado, urna
deslealdade, adulterando, por industria, a
veracidade dos factos, e irroga-me grave
offensa, supondondo-me capaz de alimen-
tar sentimentos que slo incompativeis com
o meu carcter de homem, de militar e
da autoridade de que estou revestido, e
que hoje, como sempre, saberei mantel-a
tSo illesa, que a ella nao possao attingir
os insubordinados refractarios.
No afn de proclamar-se victima do meu
capricho, refere o tenente-coronel, com a
maior inverdade, que rae oppuz creagSo
de mais tres batalhoes de infantaria, lti-
mamente creados. E os factos se passa-
ram de forma diversa, que era resumo
vou expor, appellando para o insuspeito
juizo de V. Exc.
Tendo encontrado viva opposicSo no se-
nado a proposta, por mim apresentada a
V. Exc. da ampliacao dos corpos de enge-
nheiros e de estado-maior de 1* classe, e
a consequente transferencia dos officiaes
idneos das tres armas para aquelles cor-
pos, no intuito de diminuir o numero dos
officiaes que forgosamente tinham de ficar
aggregados ex-vi da nova reorganisacSo do
exercito, perante V. Exc, e om carcter
particular, apresentou-se urna comm8s5o
da qual fazia parte o tenente-coronel Ma-
dureira, que propoz creacao de mais
urna companhia em cada um dos 27 bata-
lhoes e que seria denominada de depo-
sito.
Querendo V. Exc. conhecer a minha
co;
cto
resMctivoTfi'cesso que, contra o director
da brica de polvara da Estrella, assim
comoApntra outeo official, pesaram graves
ac<*J^5es, o ajudante-general, por dever
do IjrgO,' propoz que esses dous officiaes,
netamente com o ajudante do dirc-
, t'ossem subraettidos a conselho de
fuera, cmo rosolveu V. Exc. por aviso
e ^ rda ooMpte mez. D'ahi nasceu a
iri MBlldaBB do trente-coronel, que se
esqceu^ 4ftWfifct^-* accn#gfes gra-
ves ( Drio^ea*lr^lTaafer*do Trfrnar se-
ment em,conselho de*guerra poden ficar
illcsos, como judiciosamente preceita a
imperial resolucSo de 4 de Maio de 1879,
motivo 4- V
Desprezar t5o salutar recureo*em defe-
za da honra quando mesmo sejam infunda-
das as aecusayoes, um acto menos bem
pensado ; fagir ao descobrimento da ver-
dade, procurando furtar-se s indagagSes
necessaria, acto que revela peuco cri-
terio, por n8o se escoimar da incrimina-
gao, ou a degradante, se lhe falta a preci-
sa coragem para assumir a responsabili-
dade de attentados commettidos e de cuja
punigo procura esquivar-se. Nessas cir-
cumstancias intervm a autoridade do aju-
dante-general para desaggravar a justiga.
quer innocentando, quer punindo.
Foi o que fiz : cumpri simplesmente o
meu dever.
Tratando agora do officio n. 4 de hontem,
cuja resposta arguciosa anda constitue pro-
posital acto de insubordinagao, pois o tenen-
te coronel Madureira, pelo tacto de ser
director da fabrica de plvora arroga a s
o direito de considerar-sc emancipado da
autoridade do ajudante-general, que o
fiscal nato da disciplina do exercto, limito
me apenas, sem fazer commentarios, a
mencional-o como resposta dada minha
portara; mas o que nao posso calar e
PROMOTORES PBLICOS E ADJUNCTOS
Para os lugares de promotores pblicos das comarcas de Barreiros, Limoeiro,
Ouricury e Villa-Bella nomeei, em 13 e 15 de Setembro, 24 e 31 de Dezembro, os
hachareis Francisco Santiago Accioly Lins, Elpidio de Abreu Lima Figueiredo, JoSo
Fernandes Domingues Carneiro e Firmino Correia de Mello.
Em 13 de Setembro removi o promotor publico da comarca de Barreiros ba-
charel Manoel de Alencar Guimar3es para igual cargo na de Palmares ; e em 20 de
Dezembro, o bacharel Lupicino Domingues Lins do cargo de promotor publico da
comarca de Villa-Bella para a do Brejo.
Em 13 e.15 de Setembro e 20 de Dezembro exarainei dos cargos de promo-
ilic i da3 Comarcas, de PalmaresXtfP%j8 e Brejo, os Bacliareis Manoel Alea-
opiniSo acerca dessa proposta, combaii-a
fundamentando a minha opiniao, e sugge-
ri a idea da creacSo do mais tres bata-
lhoes, alvitre que foi applaudido por todo3
e aceito por V. Exc.
E o articulista assevera que a arma de
infantaria deve-lhe este servigo, apezar da
minha opposigSo!
Quanto ao conselho de investigagao, ori-
gem do artigo, tendo reconhecido pelo
nem oceulter a minha grande surpreza,
por ver qae a esse official, que comquanto
nSo negu ser o autor do referido artigo,
falte a necezsaria hombridade para assu-
mir, como eu esperava, a responsabilida-
de legal de urna verrina que fez publicar
sob sua assignatura.
Concatenando os factos que ficam ex-
postos, e considerando que o artigo, pu-
blicado n'O Paiz do dia 14 do corrente,
aqui junto, firmado por um militar, envol-
ve o desrespeito s autoridades do minis
tro da guerra e do ajudante-general;
Considerando ainda que o alludido offi-
cio n. Mte hontem datado, constitue pro-
va inconcussa de ostensiva iiisubordinaco
aos quesitos de disciplina militar :
Proponho a V. Exe que por estas no-
vas faltas graves seja o tenente-coronel
Antonio de Senna Madureira submettido a
conselho de invostgagSo e de guerra.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Thomaz Jos Coelho de
Almeida, ministro e secretario de Estado
dos negocios da guerra.Marechal de
campo Severicino Martin ca Fonseca, aju-
dante-general.
MJnUterio da flariaha
Foram promovidos no corpo de machi-
matas da armada: a 3a os machinistas da
4* classe Joao Antonio Pereira, Melchiades
Goncalves Senna, Jos Gomes Correia,
Joao Epiphanio da < osta Ferreira, Ber-
nardino Jos dos Santos, Joao Francisco
das Chagas Pereira e Quince l oelho Pires.
Foram nomeados; para encarregado
das obras da collocacSo de um pharol na
Ponta do Bailique, na provincia do Para,
o mecnico Vctor Aliquant e seu ajudan-
te Domingos Jos Affonso.
?---------------
Mlaisteriu da Cuerrn
Foram publicados os seguintes officios:
Ministerio dos negocios da guerra.Rio
de Janeiro, 18 de Janeiro de 1889.
Illm. e Exm. Sr. A' vista do que V.
Exc. informa em seu officio n. 390 de 16
do corrente, relativameute ao procedi-
mento do tenente-coronel do corpo de es-
tado-maior de l1 classe Antonio de Senna
Madureira, publicando um artigo n' O Paiz
de 14 tambem do corrente, no qual desres-
peita seus superiores, declaro a V. Exc.
que, conforme propde no mesmo officio,
deve o referido tenente-coronel ser submet.
tido a conselho de investigacSo e de
guerra.
Deus gu*rde a V. Exc. Thomaz Jote
Qodho de Almeida; Sr. conselheiro aj -
danto general.
Officio a que se refere o aviso tupra. Re-
particlo de ajudante general. Secretaria.
- N. 390.Rio de Janeiro, 16 de Janei-
ro de 1889.
Illm. e Exm. Sr. No dia 14 do cor-
rente mez o O Paiz, un seccSo livre, pu-
blicou um artigo sobre a epigraphe Mi-
nisterio da Guerra Ao publico e aos
meus camaradas e asignado O tenen-
te-coronel Antonio de henna Madureira.
Nesse mesmo dia exped urna portara
exigindo do teen te-comnel do corpo de
estado-maior de 1' classe Antonio de Sen-
na Madureira a declaraclo por escripto se
assumia a responsabilidad? do alludido ar-
tigo. A sua aposte o que conste do
officio n. 4, de hontem, hoje reoebido, e
que em original tubmetto ao esclarecido
juiao de V. Exc.
Governo da provincia
RELATORIO com que o \m. Sr. desenabargador loaquiaa Pos
de Olfrelra Andrade eBtregOH a admaimJatraeo da
provincia ao Exm. r. Dr. noeeaieio flarqaes de
Araajo CiOes a 3 de Janeiro de 1889.
(Continu ac o)
JIZES MUNICIPAES, SUBSTITUTOS E SUPPLENTES
Por decreto de 18 de Julho ultimo foi reconduzido no lugar de juiz municipal
e de orphaos do termo de Panellas, o bacharel Jos Paulino Cavalcante de Albu-
querque.
Por decretos de 8 e 18 de Agosto e 12 de Dezembro foram nomeados os
hachareis Jos Cavalcante Caldas de Albuquerque, Miguel Nunes Vianna, Luiz
Zacharias de Lima e Jos Vieira de Pinho para os lugares de juizes municipaes e
de orph3os dos termos de Bom-Conselho, Leopoldina, Caruar e Petrolina.
Em 24 de Outubro, 8 e 20 de Novembro ltimos exonere^ a pedido:
Raymundo Ferraz de Gouveia Granja do lugar de 1. supnlente do juiz mu-
nicipal do termo de Leopoldina, Manoel Pereira da Silva e S do de 2. supplente do
juiz municipal do termo de Villa-Bella e Ignacio Ribeiro Leite do de 2. supplente
do juiz municipal do termo de Floros.
Nomeei para os lugares : ^
De 2. supplente do juiz municipal do termo de Panellas Antonio Bertholdo
Galvao, em 24 de Setembro; .^
De 3. supplente do juiz municipal do termo de Flores i rancisco Pereira
Barbosa, em 28 do citado mez;
De 2. e 3. supplentes do juiz municipal do termo de Ipojuca, Gervasio Jos,
da Costa e Antonio Luiz de Mello Marques, em 29 do mesmo mez;
De 1., 2. e 3. supplentes do juiz municipal do termo do Cabo Guilhermino
Joaquim do Reg Etarretto, Joao Chrysostomo de Senna Tapioca e Joaquim Carneiro
Leao, em 16 de Outubro ; "_/ '
De 1., 2. e 3." supplentes do termo de Leopoldina Francisco Furtado de
Oliveira Cabral, Honorato Honorio Ribeiro Granja e Raymundo de Oliveira e Silva,
em 6 de Dezembro ; JV,
De i., e 2. e 3." supplentes d Matbias Dantas, Angelo Gomes de Si e Braz Pereira de Souza, em 6 do citado
mez:
De 3. supplente do juiz municipal do termo do Brejo Alfredo MagaMes da
Silva Porto, em 28 do mesmo mez.
Para execucSo dos arte. 3. e 4. do decreto n. 4.824 de 22 de Novembro de
1871 exped, em 22 de Novembro, aportara que em seguida transcrevo:
f 2. secgSo.Palacio da Presidencia de Pernambuco, em
e 1888.
O presidente da provincia para execugab dos arte. 3.
n. 4.824 de 22 de Novembro de 1871, resolve determinar que
em 22 de Novembro
do dec
maraes, Eduardo-4&rreia da jmre %ai Zacharias de Lima, por terem
ido nomeados juizes municipaes e de orpnaos dos termos de Coritiba, no Paran,
Limoeiro e Caruar n'esta provincia.
Em 22 de Dezembro, exonerei Dimas Francisco da Silva Braga, do cargo de
promotor publico da comarca de Ouricury.
Em 4 de Setembro, declarei sem cffeito a portara de 21 de Agosto, pela
qual foi nomeado Ponciano Cavalcante, adjuncto do promotor publico da comarca de
Panellas.
Em 4 e 24 de Outubro, exonerei, a pedido, o bacharel Malaquias de Queiroz
Barros e Manoel de Medeiros Tavares, dos cargos de adjunctos dos promotores
pblicos das comarcas de Palmares e Caruar, nos termos de Agua-Preta e S. Bento.
OFFICIOS DE JUSTigA
Em 18 de Setembro, de accordo com o art. Io do Decr. n. 3,322, de 14 de
Julho de 1887, resolv prover JoSo Barbosa de Souza na serventa vitalicia dos offi-
cios de 2o tabelliab do publico, judicial e notas e escrivSo do civel e annexos do ter-
mo de Itamb.
De consormidade com o art. 51 do reggulamento annexo ao Decr. n. 9,420
de 28 de Abril de 1885 designei o Io tabclliao de Itamb Candido Goncalves de Oli-
veira para servir o lugar de official do registro geral das hypothecas daj comarca da
mesma denominaran.
Em 13 de Novembro provi o cidad3 Gustavo Ernestino da Cunha GalvSo na
serventa vitalicia dos officios de Io tabelliSo do publico judicial e notas, escrivSo de
orphaos, ausentes e provedoria de capellas e residuos do termo de S. Jos do Egypto.
Nos termos do art. 263 1 5o do Reg. n. 9,420 de 28 de Abril de 1885, nomeei
o bacharel Francisco de Assis Pereira Rocha, para exercer o lugar de tabelliSo. da
comarca desta capital durante o impedimento do serventuario vitalicio Antonio Bor-
ges da Silvera Lobo que obteve desta presidencia tres mezes de licenca para tratar
de sua saude.
Em 15 de dezembro e de accordo com com art. 306 do regulamento citado,
aceitei a desistencia que fez o alteres Adolpho Bessone de Almeida da serventa vi-
talicia dos officios de contador o partidor do termo de Nazareth, expedindo logo as
ordens necessarias, para o provimento dos referidos officios.
Tendo pedido successor o tabelliSo publico do termo d Palmares, Augusto
Berenguer de Almeida Alcoforado, defer seu requerimento depois de preenchidas as
formalidades legaes de que trata a portara que em seguida transcrevo.
2.a SecgSo.Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 4 de Dezembro de
1888.
O presidente da provincia attendendo ao que requereu o 2 tabelliao do pu-
blico, judicial e notas, escrivSo do crime e das execug3es civeis do term > de Pabm-
mares, Augusto Berenguer de Almeida Alcoforado, que pela junta medica provinciana,
foi julgado incapaz de continuar no exercicio das funcg3es de seu cargo ;
Considerando que o referido funecionaro, de conformidade com o disposto no
art. 109 do Decr. n. 9,420 de 28 de Abril de 1485, est no caso de ter successor ; e
Considerando que em face do Decr. n. 3,322 de 14 de Julho de 1887 com-
pete aos presidentes na provincias o provimento dos officios de justiga '
Resolve declarar o mencionado Augusto Berenguer de Almeida Alcoforado in-
hbil para continuar a exercer os mencionados officios e marca o prazo de trinte
dias, que ser contado do em que fr affixado o respectivo edital na sede do referi-
do termo de Palmares, para os prete'ndentes successSo se apresentarem convenien-
temente habilitados. j-
Em cumprimento das ordens que exped, o juiz municipal fez affixar o edital
j reproduzido na imprensa desta capital, convidando os concurrentes ao lugar de
successor do referido serventuario.
TRANQUILLD3ADE E SEGURANCA PUBLICA
Folgo em declarar a V. Exc. que a ordem e tranquillidade publica conserva-
ram-se inalteraveis. Entretanto, no dia 4 de Dezembro findo, toi o termo de Oury-
cury theatro de urna scena de sangue, que de alguma forma produzio o pnico em
seus habitantes.
Tendo o juiz municipal, bacharel Antero Mathias Pereira da Costa, mandado
citar o promotor publico da comarca, Dimas Francisco da Silva Braga, para pagar-
me cem mil ris, ao receber este a citagSo, dirigio-se em companhia de seu rmao o
subdelegado effectivo Antonio Rodrigues de Macedo, casa do juiz municipal, na
qual acharam Juvenal Augusto de Castro e Silva e seu irmSo Francisco de Paula
Vieira de Castro, e ahi chegados, depois de troca de alguraas palavras, disparou o
subdelegado Rodrigues de Macedo o revolver, que trazia, matando immediatamente
a Juvenal e ferindo gravemente a Francisco de Paula Vieira de Castro.
Comparecendo ao lugar do conflicto o delegado do termo, tenente do corpo de
polica Manoel Rayncro de Barros, deu voz de prisSo ao subdelegado, que sargen-
to do mesmo corpo, e mandou conduzil-o preso, conseguindo este evadir-se do poder
das pracas.
Logo que tive sciencia desses tristes acontecimentos, deraitt o promotor pu-
blico, o delegado e o subdelegado; fiz substituir a forga de polica all existente por
outra de linha sob o commando do alferes Manoel Bellerophante de Lima, a quem
nomeei delegado, nomeando igualmente o bacharel JoSo Ferreira Domingues Carnei-
ro para o cargo de promotor publico. Estas autoridades seguiram ao seu destino no
dia 31 de Dezembro findo, depois de terem de mim recebido as devidas instrucgdes.
Como verificar V. Exc. dos .documentos existentes na secretaria, as informacoes of-
ficiaes prestadas sobre o assumpto sSo contradictorias, e sobre ellas nSo se pode for-
mar juizo seguro a respeito do que realmente occorreu, convindo aguardar as infor-
magoes das autoridades ltimamente nomeadas, a quem me dirig, recommendando-
lhes que se transportassem sem perda de tempo ao lugar do conflicto^ afim de pro-1
moverem a responsabidade de quantos se acharem incursos na sancgSo penal, pro*
eadendo para isto-com a mxima prudencia e dando de tudo sciencia ^pi"
Ao Exm. Sr. ministro da justiga dei j sciencia dessas lanp-^
rencias/
ADMINISTRACAO DA POLICA
Por decreto de 24 de Novembro foi nomeado o iui"
nio Firmo Figueira de Saboya para o cargo de (> "
designada a vara da provedoria da coma r
juiz de direito bacharel Francisco I1
cargo. Este magistrado, em J&"_
de polieia para assumir oJj
ter sido designado parj
Commar,
em substiti
ragSo, pe
no prximo
s substitutos da comarca do Recife cooperem com os respectivos ju:
direito e se substituam do modo seguinte:
f SerSo mmediatos supplentes:
c 0 1. juiz substituto, da vara de orpbios e ausentes.
t O 2. juiz substituto, da vara do commercio.
O 3. jui; substituto, da vara do civel.
* O 4. juiz substituto, da vara da provedoria de capellas e resn
c O 5." juiz substituto da vara dos feitos da Fazenda.
t Na substituicSo dos juizes substitutos se observar a ordem
acham collocados.
f Este subststuiolo reciproca ter lugar ainda nos casos em que
de actos de juridicelo plena sempre que, por impedimento ou vaga, fi<
numero dos tres supplentes de cada substituto para o effeito de passar
quanto ao preparo dos feitos, ao substituto inmediato ou aos seus re
plentes, e assim por diante, indo ter a vara aos yereadore da Camal
somonte quando esgotada toda a escala dos substitutos e seus tres res
plentes.
EXEMrlM EHCMTMI
*4"
I
1




: K."





I

>
Diario de P^mambucoQiial-feira
-
30 de Janeiro de 1 *9
Pura
GUARDA CVICA.
u lugar de commimUrate-geml noraeer pop-yreptjta VDr. ehefc de-j
em substitu
para a 31

comp:i
respectivo
(le 1850 (
licia, em 3 de Dezembro findo, o capito JoSo do Reg Liraa,
capito Lucio de'Sique'ira hampos", qie foi transferido, a pedido,
nhia do corpO de polica.
GUARDA'NACIONAL
De conformidade crtmtlein. 2.39,0 de O de Setembro de 1873 preenchi o
vaa- existentes em diversos corpos cora as nomeacfics constantes do quadro n. 1.
Do lilil ii m ii' -lili j i minmi-ihi imWf ndo. -
Xo de n. 3 tfe iiattdofca nJM-< qae *w* servir-activo paro
ds rescrva
O den. 4#Uont*m 04nido8 aJSciaw^um-foraai privados dos
posto*, de enforwi aviso circubw-idu.JfiiiMKio <1*-Jiiitica de 30 deDeeenibro de 18<6.t
FOBCA DE LINHA
A' vista da teru doMMpeeclo a que foi submettido o cap tila do 14." bata-
lhao de infaieaiouJosJoaqam Alijinaiiredi a ease oficid, conforme requeren, 3
mezes de licenca na formada lei, para tratar de sua sade.
Falleceu do dia 17 do *ez findo o major reformado do exercito Franciaeo
Genuino Tavares Simoes, segundo consta de participacao do Quartel General, de 18
d'este mez.
AUSTAMENTO MILITAR
Determinando o art. 27 do regulamento annexo ao decreto n. 5.881, de 27 de
Fevereiro de 1875", que as juntaa revisores Ao austamento militar comecem a funecio-
nar. no dia 10 de Novembro de cada auno, foram apenas remettidos Secretaria da
Presidencia, at a presento, o resaltado do,aliataiaento relativo ao anno-findo, das
parodiiaa de Nosaa Senhora da ApresentacSo do Limoero, Senhor BoiWeaus de
Panellas, Nossa Senhora da ConceicSo de Quipup, Noasa Senhora da Conceicao de
S. Josa, do Rio FormoBO, Nossa Senhora da Purificaclo de S. Goaoalo de Una,
Santo Amaro de Taquarotingua e Nossa Senhora da Conceicao do Bonito.
Das juntas que anda nlo satisfiaeram o preceito legal exig, em 21 do mez
passado, de conformidade com o aviso circular do Ministerio da Guerra do 29 de
Novembro do anno ando, a prorapta remessa do resultado dos trabamos a seu cargo.
ARSENAL DE GUERRA
A' vista do qae que expon o director d'aae estabelecimecto, em officio
n. 223 de 3 do mez findo, autorisei-o a mandar transferir da companhia ide apren-
dizes para a de operarios militares, na forma para dos art*.. 177 e 178 do regula-
mentoide 19 de Ourubro de 1872, os aprendaos Walfrido da Costa Barboza, Anto-
nio Pereira da Silva, JoSo Pinheiro da Silva^ Ildefonso Masque a da Silva e Pedro
PeliaonPeroira da Costa.
Tendo sido pelo mesmo director exonerado, a pedido, em 29 de Setembro, o
escrevente de 2.a classe Joaquim Alcebades Pereira Caldas, foi nomeado, em 1.1 de
Outubroj para substituil-o, Francisoo Jacinta Lyra Flores.
ARSENAL DE MARINHA
Segando consta de avisos do Ministerio da Marinlia de 18 de Outubro ultimo,
foi exonerado, a pedido, do lugar de ajudante o 1. tenente Polycarpo Cesario de
Barros, e nomeado, para substituil-o o 1. tenente Leopoldo Bandeira de Gouveia,
que assumio o exercicio em 1. do mea findo.
Por titulo do referido Ministerio de 5 de SeJjembro ultimo foi nomeado para o
lugar de mestre da officina de ferraros, o operario de 1.a classe. da mesma officina
Luia Netto de Meadonca, que assumio o exercicio em 15 do citado mez.
Em 10 do mesmo mez assumio interinamente o exercicio do cargo de escre-
vente da directora de construccoes navaes Mano el Jos de Castro Vilella, nomeado
por titulo de 28 do mez antecedente.
O apontador Antonio Ferreira Lima, nomeado por titulo de 17 de Agosto,
assumio o eaoereicaocd'esfie cargo em 20 de Setembro prximo pasaado.
Ao esearevente- das officinas de Construcc3es navaes, Jos da Motta Cardim e
ao operario de &.* classe da officiaa de calafate Thomaz de Aquino FalcSo, conced,
ao primeiro 3 raazes do licenca, com ordenado na forma da le, para tratar de sua
sade, e ao segundo, trinta das, sem Yencimentos para tractar de negocios.de seu
internase iV>ra da provincia.
ESCOLA DE APRENDIZES MARINHEIROS
Pelo Miaisterio da Marinha, segundo consta de avise de 3 do mee findo, fo-
ram expedidas a necessarias ordene, no sentido de ser desligado d'essa escola o
menor Joao Baptiata Barboza, indemnisadas as despezas com elle feitae pelo Estado.
Pelo mesmo Ministerio, segundo consta de aviso de 6, tambem do mesmo mez,
foi 'autorieado o quartel general da marinha a mandar effeetuar a baixa do aprendiz
inarinbeiro Guilhenae Adolpho Barretto de (insinu, conforme requeren seu irmSo e
tutor Estevlo Augusto Barretto de Gusmaoj indemnisadas as despezas feitas pelos
cofres do Estado com o Iludido menor
Ao engenheiro das obras militares.A
do que expdz o brigadeiro coinnwndaate
rraas em officio n. co de II
V. S., de accordo com a eaa inlbrmacflo
'! deste mez. sob u. 272, a mandar proceder
l'tituico do encanamfuto d'agua da Enfer
i ii Militar.Communicou-'se Tbesourarhi do
.ida e ao general.
- Ao inspector do Thesouro Provincial.Au-
i Vmc., nos termos de saa Informaco n. 30
de iOda'oaaaaatc a^aoaaaafSBjMlMMaton Iba-
uioraa ipaialaade
Ma afbaaasaoaanroaaam i.nu iJUainK*
i.i GaaaUimcnjmpdvnmHImmctmde on-
luhre a iPflm>dO'anno passado.
Ao aieaaio. -4be acamo com a sua infor-
inatfio u. 31- de 16 do eaarentf, mande Vmc.
pagara Fielden Brete ra--auanttn de 9:87'.liU)
unte da incUnaJcoaMMproacnienta de gaz
consumido na illuanaucao desta cidade durante
o mes de Boatiritooneo>.
Ao mesmo Mande "Vhic. pagar, nos ter-
mos de sua informaco n. 34, de lo do corren te,
a Fielden Brotliers a inclusa contana importan-
cia de 24Jfl0v ooncernento ao gaz consumido na
illuminaco do jardimdo Campo das Princezas
no mez de Dezembro ultimo.Communicou-se
s Obraa Puiii
Ao juiz de paz presidente da junta de alis-
tamento militar do Senhor Bom Jess dos Afilie-
tos do Ex;Respondo ao offteio de Vmc. de 26
deDexembro mdo declarando-lhe que na forma
do
de
(Continuar-se-ha)
EXPEDIENTE DO DIA 18 DE iANEIBO DE 1889
Actos:
O presidente da provincia, de conformi-
dadecomoart 79 do decreto n. 72 de S de
OotufiTO'de 8S0. resolte declarar sem eTeito a
portara de 22 de Fevereiro de 1882 que nomeou
Feiippe Fernandes Coelho para o posto de capi-
tao de companhia do 22 batalho do servico
activo da guarda naeienal das comarcas de Ou-
ricury e Boa Vista visto ter deixado aquelle ci-
dado de prestar juramento no praso legal se-
fundo consta de ofGcio do respectivo comman-
antn de 20 de Dezembro prximo passado
Communicou-se ao coramandante superior.
O presidente da provincia, tendo em vista
a proposta do commandante do 29 batalhio do
servieo activo da guarda nacional das comarcas
de Ouncury e Boa-Vista, annexa ao oflicio de 20
de Dezembro ultime, resolve nomear para pre-
enchnimio das vagas existentes uo dito bata-
lho os seguiatea officiaes :
1 companliia
Capilo, Martiniano Leite da Silva.
2> companhia
Alferes, AlfredaJos de Amorim..
1' companlua
Capia, Antonio Rodrigues do Bomtim.
5' compenhia
Gapitao.'fpnaeio Francisoo^ta ininticoro.
Coaiiaumcou-sc ao commandante superior.
O presideute da provincia, tendo em vista
o exporto pelo inspector do Thesouro Provincial
era officio de hontem, d 36, rewlve abrir um
crdito supplementnr verba do $ 7 art. 2, da
lei de orcamanlona importancia de 2:i40i070
para pagauu:Bto dos juros de 5 / das apolices
emitdas para indemnisacao dos kilmetros da
estrada de Tarro de Ribeirao a Bonito Com-
muDicou-se ao inspector do Thesouro Provin-
cial.
O presidente da provincia atteadendo ao
que requereu Feliciana Eduviges da i osta Gama,
professora da cadeira de en sino primario de Ja-
toba de. Tacarat, tendo em vista a informarlo
n. 46 de It do crreme mez do inspector geral
dalnstmccio Publica e o altestado medico exhi-
bido, resolve conceder peticionaria dous mezes
de bcenra coa ordenado para tratar de sua sa-
de onde *Hie convier.
O presidente da provincia tendo em vista,
o ofticio n 34. de houtem datado, do inspector
aeral da Instrncso.iublica, resoke, de confor-
midade com o art. 101 do regnlamento de 18 de
Janeiro, de 1883; nomear os professores bacha-
- **-^g c AlbuqueroueGama e Cicero Odom
-4a Silva para servirem de examina-
" jrsoa que se tem de proceder a
Kez, para provimento da cadeira
' -d^cxo masculino da cida-
i^anicou-se ao inspector
em sen oflicio de hontem, n. 1, autoriso-o a pro-
mover a acquisicao dos terrenos situados' entre
as mas de Riachuelo, Princesa Izabel. 7 de Se-
tembro e Hospicio, onde se tem de -construir o
aovo edificio destinado aFaouldadede Direito c
mencionado na rclacSo junta ao dito officio pe-
tos preeos nelle estipulados.
Ao commandante do Corno de I*olicia.
Manda foroecer muaic'o ao destacamento de
Cabrob, fazendo d all retirar duas pranas doen
tes, que 'sero immediatunente substiiuidasi
i Communicou-se ao Dr. chefe de polica.
Portaras :
0 Sr. gerente da Gompanbia Pernambu-
cana mande transportar gratuitamente com pas-
sagem de r desta capital Tiara o Cear no vapor
que seguir a 2 do crreme para os portos do
norte, a Manoel r< Pt?s9 Miranda, auxiliar de
l1 classe do proloogauento da via-terrea do So-
bral.
O *r. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao Sao Francisco d passagem por
coota da provincia da estarn de Cineo Ponas
do Cabo a 3 pracas do destacameBtodes8a loca-
lidade que d'alli vieram uliimmente conduzindo
presos.
BXPEDitirrs no n. secbetajuo
Ofticio :
Ao inspector do Thesouro Provincial; 0
Exm. Sr presidente da provincia manda com-
municar a V S. para os devidos fins, que nestn
data proferioe seguinte despacho na peticao doi
bacUarel Timoleao Peres de A4bnquerque Mara-
nho sobre o qual esse Thesouro informou em
oflicio de 16 deste mez n. 29 :
Indcferido vista da ioformacao do inspe-
ctor do Thesouro Provincial com a qual me con-
formo.
EXPEDIENTE 00 DA 19|DB JANKUtO M 1889
Actos :
0 presidente da provincia, attendendo ao que
requereu Antonio Carlos Ferreira da Silva prq-
fessor da cadeira de lingua atlema do Gymnasio
Pernambucano, tendo em vista a informaco de
hoje datada do respectivo regedor e o altestado
medico exhibido, resolve conceder ao peticiona-
rio 90 das de licenca com ordenodo para tratar
de sua sade onde me convier.
0 presidente da provincia, attendendo ao
que requereu Hita Francisca dos Amos Chacn,
professora da cadeira de ensino primario de
Nossa enhora do 0' de Maranguape. tendo em
vista a informaco o. 23 de 16 do correntc do
inspector geral da iastraeco publica eo attesta-
medico exhioido, resolve conceder a Deticiona-
ria dous mezes de licenca com ordenado, para
tratar de sua sade onde Ihe convier.
0 presidente dii provincia, de oonformidade
com a proposta do Dr. chefe de polica em othcio
ii. 67, de 17 do correntc, resolve exonerar Joto presidencia,
Cordeiro de Souza do cargo de subdelegado do
districto de Mandacaia do termo do Brejo, c,no-
mear para substituil-o Antonio Rodrigues Luna
Filho.
ios :
nsul de Portugal.Rogo ao Sr. con-
rPidelissma que me preste as infor-
Rttrias sobre o facto de que trata o
v chefe de polica desta pro-
Site mez, de terem varios
"^sembarcado ultimamen-
^:,^j_ndo de apresentar
" -rus protestoi
"aco.
\sobera-
Tie de
l/UACIUUIU iiuuu uv-l.mwiuu-11; |UC lid 1UI IIKI
aviso do Ministerio da Guerra de 21 de Agosto
187o, designe novo dia parala reuuio da junta
de alistamento militar dessa parochiaede come-
co aos respectivos trabadlos, certo de que ao Dr.
chefe de polica recommendo a expedieo de or-
dens no sentido de serem pelas autoridades com-
petentes apresentadas mesma junta os listas de
que trata o nico do art. Udp Regulamento de
27 de Fevereiro de 187o. -OScrou-sc ao Dr. chefe
depSSas:
Determino Cmara Municipal de Carnar
3ue expeca coramunicacoes aos juir.es de paz e
as demais providencias do estylo alim detque
se proceda no dia de Marjo vindouro a nova
cleicaj>ara preenchiment da vaga quo deixou
na Cmara dos Deputados 6-Exm.^Sr. eonselhei-
ro Francisco de Assis Rosa e Silva, por ter sido
nomeado Ministro e Secretario de Estado dos
Negocios da Justica.
Iguaes as cmaras municipaes do Altinlio. Li-
moeiro e Brejo.
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Reeifeao S. Francisco mande dar transporte,
por conia da provincia, em carro de 2* casse,
ate Ipojuca, a duas pracas do corpo de polica e
ao criminoso Marrano dos Santos que para all
segu afim de ser processado.
EXPEDIENTE DO DR. SECHETAB10
Officios :
Ao director do Arsenal de Guerra.O Exm.
Sr. presideute da provincia tendo submettido a
consideracao do ministro da guerra o assumpto
do officio de V. S. de hontem datado sob n. 303,
attmente ao fornecimento de plvora e mais ar-
tigos de munico a csse estabelecimento; .assim
o manda declarar a V. S. para seuconhecimento
e em resnostaao citado oflicio.
Ao inspector da Tliesouraria de Fazenda.
-S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda
Jevolvera V. S., devidamente assignado, o titulo
de nomeaco de Cliristiano Fredenco Marthis Ri-
beiro, para o lugar de oflicial de descarga da
Alfandega, o quaf veio annexo ao officio dessa
inspectoria de 17 dacwrente, n. M.
Ao inspector do Thesouro Provincial.S.
Exc. o Sr. presidenteda provincia manda com
municar a V- S. que nesla data indeferio a pc-
ligo do servente da Reparticao da Instrucco
Publica, Manoel Joaquim de Avellar, sobre a
quai versa a informaco dessa inspectoria de 10
do correte, n. 32.
EXPEDIENTE DO BU 21 DE JA NIDIO DK 1889
Actos:
O presidente da provincia, tendo em vista
o oflicio de 6 do corrente do director da Escola
Normal da Sociedade Propagadora da Instruccao
Publica, resolve nomear o baobarel Alvaro Ueta
Cayalcante, afim de-servir de coramissatio nos
extnes a que se tem de proceder no dia 28 na-
quelta escora.Fizeratn-se as necessarias-cora-
municacoes.
O presidenta da provincia attendendo ao
que requereu Idalino lzidio da Costa Vieira; po-
iessor da cadeira de ensino primario de Floresta^
e tendo em vista a informacin.-18 de 14 do
corrate mez, do inspector geral da instruccao
Sublica, resolve conceder ao peticionario 60 dias
e licenca, com ordenado, para tratar de sua
saude onde lhe convier.
O presidente da provincia attendendo ao
[ue requereu Amelia de Santa Rosa Cunba, pro-
rssora de ensino primario da treguezia de Santo
Antonio desia cidade, tendo em vista a informa-
co n- 20 de 16 do correte, do inspector geral
da instruccao publica e o attestado medico exhi-
bido, resolve conceder peticionaria 90 dias de
firenca com ordenado para tratar de sua saude
onde lae convier.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requereu o aunoxarife do presidio de Fer-
nando de Noronha, Antonio Francisco Pereira
Gitirana, resolve conceder lhe tres mezes de li
cenca, com os vencimentos a que tiver direito,
para tratar de sua saude, de vendo o peticionario
entrar no goso da mesma licenca no prazo de 15
dias.
O/lios :
Ao briaaeiro commandante>las armas.
Conforme solicitae director do presidio de Fer-.
nando de Noroiika, .em oflicio n. 2 de 8 do cor-
rente, sirva-se V. Exc. de enviara guiado sen-
tenciado .militar Jos Flix da Hora, remettido
para aquelle presidio em 23 deMaco de 1881,
afim de se fazer constar ao dte sentenciado a
pena que cumpre. i
Ao mesmo.Declarfl a V. Exc que se-
gundo consta de ofticio do director do presidio
de Fernando de Noronha de 14 do correte, re-
gressou d'alli para o lim determinado uo oflicio
desta presidencia de 31 de Dezembro lindo, o
sentenciado miliiar Joo Antonio Mendes.
Ao Dr. chefe de polica.Recommendo a
V- S. toda vigilancia sobre o vigario daparo-
ebia de Caahonbo, padre bacharel Manoel Cu-
valcunte de Assis Bezerra de Menezes no intuito
de reprimir as suas demasas c garantil-o de
qrralqneTdesacato.( oTnmtmicou-se aogoverna-
dor do bispado.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Coumunico a V. S., paraos fins convenientes,
que, por aviso de 11 do corrente, sob n. 1, decla-
rou-me oSr ministro da agricultura, commercio
e obras publicas haver sokcitado em 4 do da Fa-
zenda a expedicao de ordens no sentido de ser
abrto o crdito de i0:009, disposigao desta
a, nessa Thesouraria, para ser appli-
cado deslruico do casco do vapor Bakia nau-
fragado na costa desta provincia.
Ao mesmoComiauaico a V.S. para os fins
convenientes que no dia 7 do corrente mez,oci-
dadao Francisco de Borja Goncalves de Mello
assnmio o exercicio interino do cargo de promo-
tor publico da comarca de Ingazeira para o qual
foi nomeado pelo respectivo juiz de direito.
Ao mesmoTransmuto a V. S. para os lius
convenientes, copia do oflicio do director do
presidio de Fernando de Noronha, datado de 14
do corrente mez, sob n. 5, relativo ao exercicio
do fiel do alinoxarifc d'aquelle estabelecimento
Hcrarlio Gitirana.
Ao inspector do Thesouro ProvincialDe
accordo com a mformacao de Vmc. de 16 do cor
rente, n 33, autoriso-o a mandar pagar a Piel-
den Brothers a inclusa conta na importancia de
178200 preveniente do gaz consumido na illu
minaco do quartel do corpo de polica, durante
*,trimestrc de Outubro a Dezembro prximo
ado.
- Ao mesmoRemetiendo a Vmc. a inclusa
saa importancia de 694890, proveniente da
Tjo de lampees e mais utensilios precl-
, Vq servieo da illuminaco do quartel do
Jiolicia, autoriso esga inspectoria, nos
Lsua informago o. 33 de 17 do corren-
f V pagar a quantia de 3300 visto j
;nsado em 24 de Dezembro findo o
da de 664300 ora incluida n'aquclla
municou-se ;io commandante do cor-
Julhodc 1883.Communicou-sc ao inspector do
hesouro Provincial,
correte, Portaras :
oncedo a autorisaco solicitada pela Cma-
ra Municipal do Recife afim de mandar substi-
tuir oencananieiito para abastecimento d'agua
no Matedouro da Cabanga, cuja despeza, cons
tantedo orramento annexo ao ?eu oflicio n. 7 de
18 do corrente, correr por contada verba con
signada no art. 1 1 despezas geraesn. 10
da lei n. 1897 de iucMaio d, I8W.- W.
inclu < O Sr. gerente dComalria Peraramtacana
ntHMe dar passage;de r at o Cear>.i va-
por me seguir para* norte a 24 do-tomate u
lo*>sa Silva Duarte, por conta da gratuitas a
qtte o governo tem direotfc;*-
BXPBDIBNm DO DB BCRETAaiO
Ao inspector da.Thesaofaria de Fazenda -
S- Exc. o Sr. presMoute da provincia inaada re-
mettefc.a V. S. do ortlens do Mawrter-da
tuerWde 7e 11 do Borren*).
o administrador dos CorreiosDe ordem
de S. Exc 9 Sr. presidente da provincia trans-
mito a V. S. para os fins convenientes copia do
officio de 17 do corrente em qne o Dr. juiz de di-
reito do 2 districto criminal da comarca do Re
cife requisita o seu comparecimento e o do em-
pregado dessareprticSo Antonio Dubeux, na
audiencia marcada para o dia 23 do referido mez.
afim de deporem como teslemunhas no processo
instaurado contra o escrivo interino Joaquim
Candido dafiilveira Carvalho. '.'ommunicou-se
ao juiz de direito do 2o dtelricto criminal.
. Ao jjAeetor do Thesouro 'rovincial.S.
Exc. o Sr. presidente da provincia manda cora-
municar a V. S. para os devidos fins, que ne3ta
data proferio o segrate despacho na petigo de
Joao Antonio de Mello, a que se refere a infor-
maco dessa inspectora de 18 do corrente n.
38: A vista das inforraaces nao ha que de-
ferir .
Ao Dr. juiz de direito do 2 districto cri-
ininaB^-Exm. Sr.presidente da provincia man-
da eemmunicar a \. S. que expedio hoie as or
dens necessarias afim de ser transportado pana-o
Eresidi de Fernando de Noronha o sentenciado
ourengo Justiniano Patriarcha de Messias, de
quem trata o seu oflicio n. 30, de 16 do corrente
mea. Remetteu-se a guia do referido sentencia-
do ao director do presidio de Fernando.
Ao mesmo. S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda communicar a V. que no seu
oflicio o. 32 de 12 do corrente mez proferio ho-
je o despacho seguinte : Ao director do presi
dio de Fernando de Noronha para satisfazer a
requisiro...
Ao gerente da Companhia Pernambucana.
S Exc. o Sr. presidente da provincia ficouin-
teirado pelo oflicio de V. S. de 18 do corrente
de ser expedido a 21, as i horas da tarde em
viagem extraordinaria directamente ao Cear o
vapor S. Francisco.
- Ao director < do presidio de Fernando de
Noronha.De ordem do Exm Sr. presidente fl
provincia devolvo a V. S um dos exemplares
do relatorio qne acompanharam o seu officio n
1, do Io do corrente mez. para que V. S o ende-
rece, por intermedio do mesmo Exm- Sr con-
forme dispoe art. 9' g 28, do regulameato des-
sc presidio, ao Exm. Sr. coruelheiro ministro e
secretario de estado dos negocios da justica.
H
tropas [do
Buenos-A i/res. 21 de Janeirc.
A !ribn'i'ito cacique Pefho bafe as
capito Abzogaray.
Houvc hontem aqui tros assassraatos e un
suicidio.
Montevideo, 21 de Janeiro.
Continuara os trabalhos do Congresso Jur-
dico.
Buenos-Ayres, 22 de Janeiro.
0 Sr. Wilde, ministro do interior, pedio de-
raisso por e.tar em desaccordo rom seu. col le-
gas, c o presidente da repblica, na queseo de
reintegras* do Sr. Bonegas. no lui-arde gover-
nador Medonza.
0 ir. PeUegriui era ONoravel ao Sr. de Wilde.
Consta que este senhor ser snbstilnido pelo
Sr. Quirino Costa, dizendo unquo este senhor
ser substituido pelo Sr. 8acm Pena e outros
pelo Sr. Carcano.
A associacao catholica apresentou para si
OE8PACH08 DA PRK8IDECIA DQ DIA 28 DE
JANEUiO DE 1889
Bacharel Alfonso Vicente de Medeiros.
Encaminhe-se, pagando o interessado o
porte na repartJo dos crrelos.
Austricliano Coutinho Ponce.Informe
o Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Eutropio Goncalves de Albuquerque
Silva.Concedo.
Gaspar de Menezes Drummond. Ap-
provado.
Grata (.'andida de Alraeida Couto.Inr
deferido,, em vista da mformacao do ins-
pector geral da instruccao publica.
JoSo Baptista Wanderley.Junte-se o*
papis existentes, e remetta-se ao juiz de
direito da comarca de Palmares para in-
formar.
. Jos Francisco Ribeiro dos Santos.
Aceite se, estando nao condicSes legaes.
Al/eres JoSo Baptista Goncalve^Penna
Jnior. Indeferido.
Portiria Jesuina'JBaptista da Silveira.
Sim, mediante recibo.
Rodolpho Rocha.rlndeferido.
Targino Cabral de Mello.Informe o
J)r. chefe de polica.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, 29.de Janeiro de 1889.
O porteiro,
F. Chacn.
2.a
licia
trtor geral da Instruccao Publica -
. o requerimento Ja professora
ira de Aranjo afim de que intocuae
'iroduzindo a mformacao ja queal-
m luo n. 30 de 19 do corrente me/.
ffloheiro fiscal da estrada de ferro do
. >nito.Fico inteirado pelo oflicio
uichIo de recebiaieBtodeliiiivo
.etro dessa estrada de ferro, de con-
:om o art. I da lei n. 1,853 de 25 de
Repartido da Polica
seceo.N. 101Secretaria da Po-
de Pernambuco, 29 de Janeiro de
1889. Dlm. e Exm. Sr. Participo a
V. Exc. que foram hontem recomidos
Oasa de DotaocJU- os seguintes indivivi-
duos:
. A minna ordem, Basilio Archanio, Francisco
Jos de Olivcira u Joao Teixeira Machado, por
disturbios^
A' ordem de Dr. delegado do 2o districto da
capital, Antonio Jos Correia da Silva, por dis-
turbios.
A' ordem do Dr. juiz -substituto do 3o districto
criminal, Ivo Celestino de Carvalho Noia, incurso
as penas do art. 193 do Cod. Crim.
A' ordem do subdelegado da freguezia de
Santo Antonio, Joaquim Pereira da Suva Bem-
tevi, Jos Mariano do Nascimeoto, como vaga-
bundos, e Joanna Eugenia da Conceicao, por of-
fensas moral publica.
A' ordem do dofJ2 districto da freguezia de
S. Jos, Damio Vieira da Silva, Alexandrina
Mara da Conceicilo, Mara Anna Barbosa da
Silva. Marcellina Mara da Luz e Joao Silvioo,
por disturbios.
A' Ordem do de Belm, Claudmo Peroira da
Triodade, por offensas moral publica.; Joao
Gomes da Silva, Joo Francisco Brega e Jos
Perreira Braga por disturbios c usos de armas
defesas.
Deus guarde a V. Exc.Ulm. e Exm.
Sr. Hr: Innocencio Marques de Araujo
Ges, muito digno presidente da provin.
cia.O chefe de polica, Antonio Firmo
Figueira de Saboia.
Goyenna ,e Estrada, defensores do casamento
religioso."
Montevideo, 22 de Janeiro.
Falli o Banco Hespanhol-Uruguayo
Um grade tufo que cahio sobre esta cidade
causn grandes estragos, tendo perecido afogado
o tripotante de urna barca.
lio Cta-andc do Sal
Foi publicado na corte este telegramma :
Rio Grande do StU, 21 de Janeiro
A iuuta apuradora da eleico provincial expe-
dio diplomas aos Drs. Diana, Severino, capito
Maciel, liberaes; capito Goncalves, Porciuncula,
Guimaies, conservadores.
Hontem foram inaugurados os trohalhos dos
bnds para a costa do ocano; houve grande
concurrencia.
Est neste porto o transporte Madeira.
%. Paulo
Datas at 22 de Janeiro.
No dia 17, s H horas, suicidou-se na casa
de sua residencia, ra do Bom Retiro, disparando
um tiro de revolver na cab.ec/J, o subdido inglez
Jolin Widdup.
O suicida era casado, mestre do leceb^em na
fabrica de tecidos do Sr. Anliaia e contava 37
annos de idade.
Ao que consta, o infeliz, que se acbava lige-
ramente enfermo, consumou esse acto de deses-
pero em presenca de um amigo, que o tora
visitar. '
No dia 21, na asscmbla provincial, falla-
ram os Srs.: Albuquerque Lins, que censurou o
governo, c Almeida Nogueira, que defendeu, oji
proposito das oceurrencias de 24 de Novembro
e do facto occorrido em Braganca.
O conselheiro ,Prado regressou de Soro
caba
Esteve concorridissima a inauguraeao do
Colyseo PtosUno, do artista Pontos.
llio de Janeiro
Datas at i3 de Janeiro.
0 miuistro do imperio declarou ao^presi-
dente da provincia de Pernambuco, em solurao
,10 seu oteto de 7 do corrente mez, que foi con-
cedido o credito^de 50.03U5 que a lei n. 3.397 de
24 de Novembro ultimo votoulpara as obras do
edificio da FacHldade de Direito da mesma pro-
vincia. .
Ao da do Maranhfto, em resposla ao oflicio
n. 33 de 18 de Dezembro u timo, que foi appro-
vado o crdito de 1:50o* aberto sob sua respon-
sabilidade afim de occorrer > despezas com a
conclusao do hospital especial para, tratamento
de indigentes atacados- da varila e outras da
mesma nalureza.
Lcmos no Jornnl do Comutercto de zl:
O lenente-coronel Francisco Vctor da f o li-
sera e Silva, commandante do corpo policial da
provincia do Rio, j entregou ao ministro da
justica o plano de reorganusacAo da guarda na-
cional do Imperio, de que o incumbir o mesmo
ministerio. .
. O plano foi organisado sob-as segrales
bases: .,
A guarda nacional passar a ser considera-
da reserva do exercito, e ser dividida em duas
Sartes, sendo a 1 de cidados de 17 a 45 anuos
e idade e a 2* de 46 a 60 annos. .
n Os liatalhoes sero. como no exercito, de
quatro companhias cada uai. tendo 348 pracas;
os regiinentos, que tero tambem quatro esqua-
droes, contariio 256 pracas.
. Af1 reserva poaera ser mobilisada e formar
em reviste de instruccao nos dias 13 de Maio e 7
de Setembro de cada anno e em parada nos dias
29 de Julho e 2 de Dezembro.
Os ajudantes dos batalhoes sero capites e
os instructores officiaes do exercito.
Os officiaes e pregas que, sem motivo justi-
ficado fattarem s paradas, serfio punidos aquelles
com multase estes com prisoes; se as faltas
forern consecutivas durante dous annos, sero
as pracas recrutadas para servirem no exercito
e os officiaes demitlidos do posto que oceu-
parem. i
Apiiensos ao plano acham-se os respectivos
mappas de torcas, bem como um novo plano de
uniformes.
O effectivo da guarda nacional calculado
em 400 mil homens. mais ou menos.
Sob o titulo Secca do Cear, l-sc na mesma
folha de 22:
Reunidos na Secretaria do Imperio, hontem
ao meio-dia, por convite do Sr. ministro do im-
perio os senadores e deputados do provincia do
ciaeo da natureza da seeca.- O facto que a
populf.rao est deslocada, deve-se pois remediar
os raals que occorrem.
0 governo tem feito o que pode. A questo
saber o que a provineia deve ou pode fazer.
ijuanto ao emprestimo acha difncil.
Esta prompto a concorrer escrevendo a seus
amigos para que se rena e funecione a assem-
bla provincial.
_ Entre as obras lembra o canal de S. Fran-
cisco, esludos sobre a pralicubilulade dessa
obra e a estrada para o Crato Aoude3 pe-
queos.
0 Sr. depulado Ratisbooa diz que a questo
da asscmbii rtsolvc-se fcilmente se liouver
boa vunUnle.
Fi:z o histrico resumido do phenomeno da
secca ; por elle etarraigada a crenca na pro-
vincia de que o que se pssa o prenuncio de
dores os deputados nifooMidi ST u f,^ 8ecCtt mto outra realizada ha
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE, 30 DE JANEIRO DE 1889
Xoticia do s-I Ora. RJo da
' Prata Hu do Imprrla-
O paquete inglez Cotopaxi, que hontem nassau
para a Europa, trouxe do sul as segu ates no-
ticias :
Pacifico
Foi publicado na cflrte este telegramma ;
Valpurao, 22 Janeiro.
A cmara dos deputados da Bolivia approvou
o contracto Grace, que havia sido antes rejei-
tadt).
O Chile trata de crear nma provincia no archi-
pclago de Magalhies.
Rio da Prata
Foram publicados na corte os seguintes tele-
gramas :
Hnenos-Ayres, 20 de Janeiro.
Tm appureeido geraes reclarnute contra o
servieo da estrada de ferro da capital.
Foi preso o gerente do jornal Ordem, que se
publica em Tueuman, por ter atacado so^ tri-
bunas
A Patrio lUUtana aceusa a palieia de ter pra-
licado o assassiato de um dos seus compatriotas
sexagenenariu, no Rosario.
Est grassando a epidemia do sarampo entre
os imimgrantes aqui chegado-
, EiKH*rou-sc a exposico do Rosario.
Passarajn hontem por este porto os. vapores
que conduzem as tropas braseiras, sob a com-
mando do general Deodoro.
r Montevideo. 20 de Janeiro.
ha-se gisivernenteeajermoo Sr. Vidal-
Continuam os ataques oltensivos contra Q
Galana.
Cear: Viriato de Medeiros, Castro Carreira,
Ratisbona, Jos Pompeu, Aranpe, Canind e Al-
varo Caminha, o ministro declara que crescendo
cada vez-mais os rigores da .secca que manifes-
tou se oo Cear, era seu dever congregar os re-
presentantes da provincia alim de ouvif-os sobre
o mais prorapto e eflicaz Unitivo que se poderia
dar populaco flagellada pela secca e ameaca-
da pela miseria e pela tome-
Ao governo pareceu que deyia facilitar a
sabida dos moradores da provincia que quizes-
sem tentar esse raeio de salvatorio e augmen-
tar as obras publicas gerae3 como um recurso
para manter o maior numero possivel de rafe-
ases.
0 presidente insiste na pratica de outras
medidas, c solicitou a concessao de um crdito
calculado em 300:000* mensaes.
O que tem eito o governo geral neste par-
ticular fot oonceder-lhe urna autorisaco para
um crdito de 50:0903000, esgotado o qual pe-
der elle abrir segundo de igual importancia,
nao sendo-lhe."eoncedido terceiro sem que pre-
viamente mande demonstracao da applicacAo do
primeiro.
Ao que quer 'ugir nao despeza, fal-
la de prestacao de cuntas exactas dos dispendios
que se realizaren!, ao que obligada a adminis-
traco.
Alera disso, a presidencia est autorisada a
fretar navios com o lim de facilitar a retirada de
ceareuses cmquanto nao chegar a miseria, por-
quanto com esta chegar a p*te c entao de nada
servir a omigraco, pois os retirantes sero in-
habeis para para qualquer mister.
Acha entretanto que, estando a provincia
livre e desembaracada de seus compromissos fi
nanceiros, tendo crdito proprio e sendo urna
provincia de futuro, poderia contrahir um em-
prestimo em condicej favoraveis, alimde por si
propria auxiliar o governo deteiraiuando a exe-
cueao de obras que concomitantementacom as
3u o governo j determinou minorem os effeltos
o flagello que ameaca tomar incremento.
O governo determinou a reauzaeao de pocos
artesianos, de acudes, prolongamento das liabas
frreas de Baturit e Sobral.
Incumbe provineia fazer tambem alguma
cousa. A isso obriga-a o perigo immmenter
- Para obter-se esse resultado faz-se mister
deixar de parte as questoes polticas ; con vera a
harmona dos partidos e dos grupos, que, con-
gracados, intluam para que a assemWa provin-
cial se rena atira de tratar seriamente da ques-
to.
Diante da caLamldade toda e qualquer di-
vergencia deve desapparecer: seria vergonhoso
3ue o espirito partidario sobrepuiasse o espirito
e humaaidade, e neste particular o dever do
governo menor do que o dos representantes da
provincia.
Quer, pois, ouvir a opinifio dos dignos re-
presentantes que se acham presentes.
j O*, senador Castro Carreira acha iuconve-
niente a retirada de ceareoses da provincia.
Essa medida foi pfeinatura. So ao mesmo tem-
po tivessera sido atacadas ou encetadas as obras
do prolongamento das estradas e as relativas aos
acudes talvez nao tivesse j sabido tanta gente.
Ceuviria uiaatr a ppulacao da provincia
at Mai .
iteiide que alm das obras reconrmenda ,
das e j em va de realiaacb devia -o governo
promover a conclusao de outras encetadas pela
Sroviocia, tae, ix>rao-oaacudfl6|r,do S. Frauqwco,.
a Rajada, do Acarape e dalipfatrii
- O Sr. depmad Araripe nao entra na apre-
Deve o governo intervir na questo de emi-
graco, que entende ser encaminhada para o
valle do Amazonas sem constrangimento da que
queira emigra para o sul.
Apoia a construeco dos Irabalhos que fijrem
considerados urgentes.
O Sr. deputado Caminha acha a emigraco
para o sul prefervel que procura o norte.
Suggere a execufo da estrada de ferro do
Aracaty ao Ico, ou as duas principaes limitro-
phes, cuja necessidade indeclinavel e concorda
com a idea dos agudes municipaes.
O Sr. deputado Jos Pompeo diz que o go-
verno ponha disposicao do presidente quantia
sufliciente para realizar melhoramentos mate-
riaes ern mais larga escala e em pontos diver-
sos da provincia; dar mais desenvolvimento aos
trabalhos da construeco das estradas de (erro ;
dar passagens aos que queriam emigrar, mas
deixando intcira liberdade quanto ao destino,
seja para o norte, seja para o sul.
O Sr. deputado Baro de Canind diz que
impossivfcl o emprestimo; confia em todas as
cutas medidas, sao boas; aecessitaro, porm,
de todo o desenvolvimento, procurando locali-
sar a populaco na provincia tanto quanto pos-
sivel. Acudes regionaes em grande escala.
Plena liberdade de emigraco. Pogos artezia-
uos. Commuiicacn do rio S Francisco com
as nascentes do rio Jaguaribe.
O Sr. senador Vinato diz que o governo es-
t fazendo o que deve. Apenas lembra o acude
de Itacolumy.
E' partidario dos grandes acudes.
O Sr. ministro agradece e espera poder sa-
tisfazer os votos dos representantes do Cear.
O pensimento o governo est de accordo..
A lespeito d emigraco nenhuma presso
ser exercida.
Le-sc na citada folha, sob o titulo nteres-
se da .'lude publica :
A convite do ministro do imperio reuniram-
sehon:em na respectiva (.secretaria de eslado
os representantes da imprensa desta cidade, Mr.
Rayinudde Bi'ito, vigario geral, Dr. Rocha Faria.
inspector geral de bygiene, e Visconde de S-
Francisco, presidente da assistencia publica
O Sr. Ferreira Vianna, depois de agradecer
s pesfoas presentes o seu comparecimento, dis-
se que desejava lhe apontassera o quemis con-
veniente parecesse para debellar a epidemia
reinaste. Do mal nao se conheccm as causas,
mili a natureza, mas sentcm-se os seus terri-
veis eflitos. Tudo quanto se recorameuda
como experiencia, nao havendo seguranza nos
resultados.
Soria insensato q*i -rer combater um mal,
cuja nctureza se nao conhece, e gue tambera
acommette tar.to ao pobre como ao rico.
Di;:em que a febre amarella vera dos esgo-
tos da idade: pondera porm qae quamlo ap-
parecca pela primeira vez a febre amarella nao
havia (sgotos.
Alguns a attribucm a certas condicoes tel-
ricas, mas d-se o facto de apparecer a febre
quando ha grande calor e de nao apparecer em
outras pocas, sendo tambem o calor excessivo.
Outros dizem que o calor a origina; susten-
tam dirersos que ella vem pela liumidade.
' Por ulimo attrbuem ainua outros o mal a
falta d'agua; no en'anto em Now-Ybrk tal falta
se nao d e a febre all apparece.
Aiada nao enceutrou duas opinioes que
cinbii" um as causas e natureza da febre e limi-
to menas no meio de combatel-a.
O Dr. Domingos Freir acredita ter deseo-
berto o preservativo da fabre amarella ; dizem
outros que nao.
E' por isso que quer ouvir a opinio dos en-
tendidos.
Se a questo de dinheiro para combater o
mal, o governo est resolvido a gastartudooque
exigir a huraanidade.
Cr3 muito no asseio, que se nao um meio
preventivo, se nao combate o mal, ao menos nao
o aggrava. Boa alimentaco e certa regra nos
actos c a vida devem tambem diminuil-o.
O fcto averiguado que a populaco re-
vel s deteruiioaces da autoridade, anda-^ue
seja sanitaria. Ha na populaco um certo espi-
rito de independencia exagerada qu trae sem-
ara em baratos boa esecuco dos serroas.
En abstracto tudo se x(uer, tudo so exige,
mas na pratica tudo sao difliraldades. Se a au-
toridade insiste vem a desfallecer porque a lei
deficiente e a opposica cresce.
i Po maior poder qu tenha a autoridade sa-
nitaria, por melhor que seja a lei, ella nao po-
der fazer sem o auxilio directo e a intervencio
moral la populaco.
* Ten grande veneraco pelo direito do do-
micilio e por isso o afllige o afastamento do do-
ente, nm justilicam essa violencia os soccorros
e auxilios que a autoridade presta.
Porque nao ha de ir para o hospital o minis-
tro do Imperio, quando affectado de febre ama-
rella, se para all vai o pobre ?
E depois que processo para chegar a Juru-
juba. Os doentes, levados em carros improprios
pelas pessimas calcadas da cidade at o Pha-
roux, ah sao baldeados para escleles que vao
Ieval-03 a um esquife immundo chamado Paula
Candido, de onde passam para uuia lancha,que
o transporta a Jurujuba; ahi desembarcan
atravessaudo urna longa ponte e chegantcnto
a um hospital em ruinas.
N-ov remedio, nem proveito aojnkN
3 Conferenciou com o Sr. viga'rio! geral e pre-
sidente da municipalidade para por era contri-
buiicSo a actividade individual.
0 servieo sanitario e de soccorro nao pode
ser feta nicamente com os recursos da hygie-
ne, e entende por isto necessaria a intervenco
benvola dos parochianos.
Astum propoz a creacao de urna commissao
central, de commisses parochiaes e de secces
pareen aes, e para auxinal as a creacao de hos-
pitaes-barracas, asylos para as crianeas, cujos
pais adoegam, fornecenuo-se tambem os meios
para melhores accommodacOes dos doentes.
Seu fim por ao lado ao servieo official um
servieo espontaneo christo, que pensa ser de
grande emeacia.
Estas commisses aconselharam taraeem os
seus parochianos.
Para realisago desta idea nao pode prescin-
dir do apoio da imprensa que nesta occasio
pede. ?lo dmida do espirito de caridade da po-
pulactc e est certo que, por este lado, no fia-
vera difculdades.
Conclue declarando que deseja ouvir a opi-
nio do? presentes.
Fir:ram consideraces sobre os diversos as-
sumpto s de que tratou o Sr ministro do impe-
rio, os Srs. Drs. Ferreira de Araujo, Fernando
Mendeii e Carlos de Lact, Patrocinio c Quintino
Bocayuraj sendo um dos pontos mais debatido*
o da vijctnaco pelo processo do Dr. Freir que
o Sr. Patrocinio propdz que fosse obligatoria.
Combateram outros tal idea, ponderando uns
que esss meio deve ser aconselhado populaco
e outron que se Ibes deixe a liberdade de apro-
veital-o ou nao.
Sobre a vaccinacSo disse o Sr. ministro do
imperio que se lhe fallou em nomear urna com-
missao para examinar o resultado da vacerna-
jo; eximio-se de o fuzer, porque lhe p.vreceu
isto rcntricgo do direito que ter o medico de
curar; eom effeito, se a commissao fosse favo-
ravel ti;do ira bem, se nSo tosse teria de con-
demna'' semelbante processo. Mbstra as difli-
culdadc-j que lahi poderiara sui'gir.
Qut.ndo nao houver duvida, quando soore-a
vaccinacao tiver dito a seiencia sua ullima pala-
vra. gi 'antindo a sua eficacia, ento o governo
podera tmala obrigatoria.
o? presentes foram accordes empres-
tar ao S*. Iiiniatro o seu concurso cm relacao ao
auxilio pe a actividade partieolar dev) prestar
ao servido da hygiene.
[ MEIHBR KIMPIHR ENCONTRADO 1

I
J
'i


Diario de Pernambuco --4&kar4a-fek*a 31) de Janeiro 4

.i

Espirito nulo
Datas iit 19 de Janeiro.
Apreadeaeia- nomcou ubi caaraussao dos
Srs. OuMBliaao Lobato, Joo ilaia e Pinto Pacca,
Drs. (anillo Befceo, Mu .ir Pree, Uoufcrt de
Souzaaineato Mehdo, tenenteroroael Al
Monjardime Eugenio Netto para dar parecer so-
bre a necessidade e utilidad; da medida, condi-
cao e vantagens da proposia dos eogenheiros
Augusto Olavo Rodrigues Ferreira e Joo Bor-
' ges Ferrar, para o levantameito da planta-cadas-
tral da cid de. ,'-,.'
O 1).-. chefe de polica mandou recolher
cadeia desta capital, o italiano Joao Antonio Bel-
lo, contra quem o juiz da 2' vara commercial da
corte expeaio mandado de detengao pessoal at
pagar a quantia de i4:703A4!3O que 0 alli deve-
dor. conforme tetegraphou o respectivo chefe de
noticia, requintando aquella priso.
F Baha
Dalas at 26 de Janeiro.
L-se no Jornal de Xotieitu de 2i :
Hontem, s 7 horas da manh, deuse na en-
fermara da casa de priso com trabalbo um con-
flicto entre os presos Ambrosio Henrique de Pai-
va e Jos Gomes Machado, resultando unir este
com um gra ide ferimento uo pescogo.
A lucia originou-se do fado de ter Ambrosio
furtado urnas caigas do seu companheiro.
U administrador do estabelecimento, Sr. Jus-
tiniano Rebello Sarapaio, fez immeditamente
recolherem-se os presos aos cubculos, e convi-
dou o subdelegado dos Mares c os mdicos de
polica para proceder-se a corpo de delicio no
olTendido.
O ferimento que aprsenla foi julgado
grave.
L-se na mesma folha de 2.:
Cliea-nos da villa da Amargosa a noticia de
ujia dessas sceuas trgicas que tm por motivo
o adulterio.
O facto deu-se no lugar denominado Barrei-
ro, dous kilmetros distante daquella villa, c no
dia 16 do correntc.
So referido laixar morava com sua mulher.
Maria de Brotas de Sant'Anna. o individuo de
nomo Pedro, casado havia um anno e vivendo
tranquillamente sombra do eu modesto lar.
ltimamente, porm. umi terrivel nova CBe-
eou aos ouvidos do pobre esposo, perturbndo-
me a felicidade e a paz domestica ao mesmo
tempo que Ihe despertando esse instinclo san-
guinario que raro se conserva sopitado em cii-
curastancias idnticas, quando parece ao liomem
deshonrado que s o sangue ser suflicienle
para lavara propriahonra.
Informaram a Pedro que sua esposa raanti-
nha religues Ilcitas com um tal Valeriano, do
qual j era notorio ser ella amante.
Dolorosamenle soiprehendido com essa no-
ticia, o infeliz esposo entrn a exercer rigorosa
espionagem, al que as 2 horas da tarde do da
16 teve occasiio de certihear-se com a vista do
que Ihe Ittviam contado.
Apauhados em flagrante, nao poderam os
amantes fugir Clera de Pedro, que munido de
una arma de fogo atira inmediatamente sobre
Valeriano, indo a raunico cravar-se-lbe no pei-
lo e.-querdo.
. lima vez ferido mortalmente. tentoulo aman-
te correr, sendo acompanhado pela adultera que
r, ;,,iicd -liniin-m i'ondir.ps de defciidi'l-a con-
de defendel-a con-
tenazmente, alcan-
o julgava anda em eoiidige
ira a snnha do marido.
. Mas este, quj os segua
cou-a no mesmo ponto em que Valeriano, cuhin
do por trra, expirava. e ah sobre o cadver do
outro assassinou a desgranada mulher. deixan-
do-os unidos no mesmo leito de sangue.
A adultera Mar'.a das Brotas coutava apenas
17 anuos de idade.
Sobre os dous outros personagens dessa hor-
rorosa tragedia nao temos mais pormenores, as-
sim como desconhecemos por ora quaes as pro-
videncias dadas pelas autoridades locaes.
. Informaremos, porm, os leores, logo que
possamol-o.
INTERIOR
A MeHM
(Jornal do Conunercio da corte)
20 de Janeiro
Por espado de dous ou tres dias o governo es-
tn representado nesta capital nicamente pelo
Sr. ministro da justica. Com effeito. acha-se
com licenga em S. Paulo o ministro da agricul-
tura e anda nao tomou posse de seu cargo o
miuistro da inarinha; eslava em Petropolis o
presidente do couselho. ministro da fazenda, e
luviam ido em excurses lllia Grande e Angra
o^ ministros do imperio e da guerra, e a Minas
o ministro dos negocios e3trangeiros, interino da
a3ACrtsitaa' liba Grande tinha por fim verilicar
as condicoes em que ?e acha o lazareto, all
creado ha tempo, qaer em relacao eonservagao
do edificio, qur rcgulandadc do servigo de
expediente. Em Angra devia ser examidado um
anligo convento, que poderla ser transformado
em escola militar, o que nao so realizara pelo
estado de ruina em que se acha esse edificio.
A excursao a Minas fra determinada pela ne-
cessidade de conferenciar com a presidencia da
provincia sobre a adopgao de algumas medidas
relativas ao servigo da rnimigracao.
A immiiraro c a saude publica sao cora efleito
os'assuniptos que.'na actualidade. solicitara
nrincipal e urgentemente a altenco do governo.
e io de Janeiro sofTrc o mal das grandes cl-
dades de rpido desenvolvmento. onde se agglo-
55 MlHiiU poiwoaeaoo P"*:
d8 ndole comligo e costumes diverso. Este
i-oavenienle, que se neta em todas as capitaes,
aiiuine para nOs proporroes .le calamidade nos
meaos cus que, elevando-se cousideravelmente a
temperatura, irrompe essa molestia desconhe
cida anda em sua origem e sua natureza, que
ha cerca de quarenta anuos mostrou pela pn-
meira ves enlre nos a face nallida e o poder des
rA ?pBlacao antiga da cidade, habituada
vida de oulr'ora, fcil e isenla de cuidados, anda
uo eomprehendeu bem a necessidadc das cau-
telas que as novas condi(,es desla capital, com-
pletamente transformada, tornaram ndispensa-
veis a populaco nova, adventicia, geralraente
de situacao precaria, nao conece a vantagem
de muitas providencias, uo pode ou nao que-
submeUer-se a medidas preventivas, a privaces
t sacrificios imposto pelas circamstancias do
momento. Desl'arte a hygiene severa, que seria
escmlo seguro para amortecer os golpes do ter-
rivel iniraigo. encentra na eMcac. enormes
diiliculdades, Unto maiores quanlo mais prolon-
gada foi u frouxidSo na reafizacao de planos de
sjiubridade julgados necessanos.
Estas consideraces pveoecuparam principal-
mente a nossa populaco durante a semana em
nresenca dos numerosos casos da febre que
ameaca tornar-se pidemia. O Sr. ministro do
imperio, depois de visitar algn* estabelecimen-
tos sanitarios, reuni promptamenle as anton
dades incumbidas de velar pela saude punltca
aflu de ouvil-as sobre as medidas que convina
dot lo"o em ortica, e de dar-lhes as autonsa-
rfies necessaria. Parece que o Sr. ministro do
{mperio inciirmv-se ao plano de seK;m tratados
os coentes os respeefivos domicilios, sendo
soecorridos por conta do Estado, se tanto fosse
preciso os desvalidos da fortuna, c evttando-se
assim a reaioeo que em-certo iwnodo* da mo
lestia pode aggraval-a
Dependendo, porm, e-ie systema de um ser-
vio.) completo de assisiencia publica, que nao
Dde ser orgaoisado regularmeau; nesta quadra.
pwvaleceu idea da abertura, em drversos bair-
ros de casas destinadas a rocepcap dos enfer-
mos. A repartico de hy-.ene t a de saude do
porto comecaram ja aconseluar e a adoptar a^
medidas que mais convenientes pareceram
A aocieddo de medicina e cirurga do Rio de
Jaaeiro eom louvauel sohcilude. contocou urna
seasao na qual forara detidamente discutidos os
meios que cumpre empregar c foram expostas
nejo iliustrado mspecio.- geral de hygiene al-u-
mas providencias j em via de i.xccugao e outras
reilainadus das coi lutoridades.
Ouer infeli/mente. se aggravx', quer melhore
a situacao, cumpre nao aTrouxar o rigor das
*." id'* uja continuidade
^".t itiaudade de esfor-
do estado sanitario da
tre. espalhando em rea cada vez mais vasta a
dome e a ,njai~; sob todas aa (ormas, zoraban-
do doaelo f%i actividade da ndminisIracSo lo-
cal, cujos recursos jieculiares se esgolam em
proviienciaa iBuficientes ante a gruadea in-
comiensuravel do mal. Felizorente, nm tele-
gramma de Perrambnco publicado no penlti-
mo dia da semaia. luzio como um ralo de espe-
ranca, noticiando chuvas torrenciaes na capital
do Cear. Esteada-se este beneficio peloserto
da provincia e e-la-hemos, mais urna vez, rea-
lizar a transformacao da fabulosa pbdmx, re-
nascendo das ruinas, cobertos rpidamente seus
campos, boje mis e desertos com promettedoras
seras.
Prndese situag5o sanitaria actual da nossa
cidade a acerladi resoluco tomada nesta sema-
na pelo Sr. ministro interino da agricultura de-
terminando que os immigrantes, que enlrarem
no nosso porto, sejam sem a menor detenca cn-
caminhados pan. os destinos previamente por
elles escomidos ou alojados as hospedaras do
interior. Como corollario dessa medida, foi
tambem vedada a viuda para esta capital aos
immigrantes, muilos dos quacs, impacientes ou
desidiosos frequenlemente se aproveilam da fa
edidade e gratuidade do transporte pelas vas
frreas do listado e particulares para abandonar
as collocages por elles livremente aceitas e os
trabalhos mal encelados, e virem accumular-se
as ras desla capital.
Estas uteis providencias, se forcm ejecutadas
cora firmeza, contribuirao eflicazmente para, na
phrase do i.ispecter geral de hygiene, tirar a
maior parte do combustivcl ao grande incendio
que nos ameaca.
Medida de carcter quasi geral, mas que tam-
bem e poderosamente ha de concorrer em bene-
ficio da cidade, "contem-se no decreto imoerial
assignado no ultimo dia da semana, pelo qual
foi declarada de utilidade publica a desapropria-
c3o, na forma da le do orcamento em vigor, das
aguas do Rio S. Pedro e seus amuentcs para
abastecimeuto da cidade Esta medida tam-
bem um acto de energa pelo qual damos o me-
recido louvor ao governo que acaba de pra-
tical-o.
Por proposta do Ilustre Sr. Visconde de. Ouro
Preto, o senado adopteu a resolucao. que hoie
o art. 21 da lei do orgamento vigente, tornando
applicavel a desapropriacao de aguas para abas-
teciuieiito das povoacoes o processo estableci-
do uo decreto n. 1,664 de 27 de Outubro de 1835.
Foram alli estatuidas garantas em favor do Es-
lado e em favor dos particulares, de modo que
llcasse respeitado o direito e ao mesmo tempo
attendido um dos mais altosinteresss pblicos.
Dando prompta execueio disposicao legisla-
tiva, o governo destruio a inextricavel difMcul-
dade que durante annos trouxe a populago des-
la capital privada de um grande beneficio.
a mesma lei de orcaraenlo, a que acabamos
de referir-nos, foi dada ao governo urna autori-
sarao de que, estamos cortos, o Sr. ministro da
fazenda usar discrelamente. i'elo art. 2 da lei
n. 3.396 foi o governo auorisado para manter,
relativamente mportaco dos gneros para
cuja produccao j exislem, e fuhecionando no
Saz, fabricas que t-mpregam as respectivas in-
ustrias materia prima nacional, tarifa novel da
alfaodega. acompanhando a elevaco do cambio
cima da taxa 22 1/2 d. por II: bem como a
elevar os direitos de importaco sobre artefactos
de algodo e de juta para o tim de nao solTrerem
com a concurrencia iguaes productos de fabricas
uacionaes.
Compreliendendo a conveniencia de amparar
alguns ramos de industria, que tenbam no paz
condices de viabilidade, nSo somos todava
pelo systema proleclor, que tenta inventar in
dustrias pela exagerada elevaco dos direitos de
entrada sobre mercadorias estrangeiras.
D todos os meios era diversas pocas lem-
brados para restabelecer, no coiumercio ioter-
nacional. o equilibrio dos precos, o mais incon-
veniente em nossa opiuio a escala movel.
Este expediente tem como resultado introduzir
mais um elemente de incerteza as operaces
commerciaes lioje sujeilas a num.-rosas causas
de allerasSo em curto prazo.
Sobre este assurapto acaba de ser levada
presenga do Sr. ministro da fazenda urna repre-
seniaco subscripta pelas principaes casas im-
portadoras da nossa praca.
O movimento commercial na semana apresen-
tou aspecto lisongeiro : as rendas da alfandega
e da recebedona mostram augmento notavel : as
entradas de caf attingeni quasi ao dobro das do
anno passado em igua! periodo, as transaeges
da bolsa reina grande actividade e o cambio
eltva-se al 27 12 d.
edm
ros arao melhoramen'o do niwao sanitario ua
"apital. viram rom admimgao ser encar-
a.Vntrah.ilho. alias necessano, no norte
regado do iraDam >r rnmmi5n
do"im|erio. o engeiihciro
de aanearaento desta cidade^
Do norte diegaram tambem
ctn.'fe da coramisso
tristes noticias
' r algomas provincias dessa: regMo,
e^e^iente Sdo f^^^tT,
vel a seeca, que tudo
WiKtpennao le leO ministerio do im-
perio dirigi presidencia desla provine o se-
grate aviso, referante snspenso do decreto
da assembla provincial que aposentou emprega-
uados de sua secretaria :
" .V. 33./' *'rectoraMinisterio dos nego-
cios do imperio.Rio de Janeiro. 2 de Janeiro de
laSH.IUm. e Exm. Sr.Enlende o governo que
essa presidencia procedeu acertadamente sus:
peudendo o acto da assembla provincial que
aposentou tres empregados da respectiva secre-
toria, porquanto :
1" Dera a assembla a forma de le ao acto
suspenso, sem sujeilal-o saneco dessa presi-
dencia, iodispensavel na especie por nao se
oomprehender o mesmo acto as excepges defi-
nidas no artigo 13. 2' parte do acto addicional.
i- A propria aseiabla delegara uo presi-
dente da proviucia o direito de aposentar os em-
pregados de que se trata, comprehendendo-os
as palavras empregadosproviuciaes do ar-
tigo i" Ja lei provincial n. 82 de 4 de Maio de
i8i que regulou a aposentadoria destes ltimos
(artigo 1- da lei n. 245 de 16 de Junho de 1849. t
Oque declaro a V. Exc, em resposta ao of-
ficio de seu antecessor, datado de 21 de Dezein-
bro prximo passado, sobn. 6i.
Deui guarde a V. ExcA. Ferreira Van-
na.Sr. presidente da provincia de Pernambu-
co.
Kevlfti iiluMlrada Recebemos o n 532
desta revista fluminense, qne, na forma do cos-
tume, tem lindas gravaras e bons> artigos.
Na 1* pagina traz o retrato o finado Dr. Joo
de Miranda Ribeiro Sobrinho, deputodo geral
pelo dis ricto do Rio Grande do Sal.
RerreaiU* J uve deA sociedade
deste nome iommemora, no da 2 do corrente,
o 10- anniversario da fundago de sua bibliothe-
ca. celebrando urna sesso magna, a qual se-
guir-se-ha Um sarao dansante.
Uiatoria da erra do Ceaw -I.emos
uo Jornal do Comtnercto da corte.
Nao ha muit) tempo puzemos em relevo a hu-
manitaria iniciativa com qne o Sr. Rodolpho
Theoiihilo, testemunha dos terriveis elfeilos da
alimentacao dos seus conterrneos, as quadras
das grandes seccas. pelas raizes e fculas da
mucun imocou'a attp$4o dos especialistas
para esta planta, dando noticia de haverenipre-
hendido pesquizas e experimeutaces com o lira
de achar meio pratico de eliminar daquellas rai-
zesrf fculas o pncinio toxico que encerrara em
giande proporgo Ja no seu folheto acer<:a da
oiucuna tinha o Si. Rodolpho Theophilo dado
moslras de baver .-studado com vivo mleresse o
phenomeno das sejeas ciue affligera a sua pro-
Tincia natal, o Cear. Este estudo foi mudo
mais prorondo do que alli se revela. O laborio-
so cearense jemetu.u-nos um livro da sua lavra,
de 50) paginas, couteodo mez por raez a histo-
ria da secca e 187;_1880. e publicado em For-
taleza no anno de 183.
Na primeira parte do uu livro da o autor no-
ticia interessante da provincia do Cear, mos-
trando com dados inveusaveis qual o seu llson-
aeiro esenvolvimeoto ao ser invadida a provin-
cia pelo flageJlo de 1877-1880. Registra em
seguida todos>os facto? referentes ao calamitoso
periodo efecha o livro com observares de ca-
racter scientifleo acerca do plienomcno a meios
de attenuar-lhe os effeito3. .
Ante a calamidad* que de novo veio interrom-
oer o Cear na sua obra de reconstruccao econ-
mica o livro do Sr. Rodolpho Theophilo inspira
vivo interesse, permittm lo o triste estudo com-
narativo das circunstanc.as do periodo de 18/7
880 com as que nesi momento enchem de
fundado terror a vistissm.a zona noyamenle lla-
'lada Os numerosos lados cDlhgidos pelo
Ir Rodolpho Theophilo sero a todo o tempo
consultados no estudo do terrivel phenomeno.
A citada fo'ha publcou este telegram-
ma: ,
Fortaleza, 18 de Janeiro
Por atguns minutos cahic pequeo aguaceiro
aesta capital, rece hiendo o pluvimetro b mil-
metros.
Todava nada faz acreditar na mudanga da es-
tagao.
Em 1878 (segundo anuo da ultima grande
secca) cahio nesta cidade, a 4 de Janeiro, forte
chuva acompanhada de descargas elctricas, tea-
do rerolhido o pluvimetro 22 milliraetros. Nos
das 5 e 6 novas chuvas, recolhendo o pluvime-
tro 32 millimetros. As chuvas estenderam-se
ento toda a provincia, e silo conhecidas a8
tristes conseqnencias de se haver acreditado no
i iniego de invern regular A internaco preci-
pitada e a falta de providencias occusionaram a
manifes tcito da pesie que arrebalou 150,009
victimas."
Chuvas parciaes em Fortaleza, bem como as
chovas passageiras de outros pontos, sao de ne-
nhuma influencia para a cultura e para a forma-
gao de aguadas c tontos.
Em Sobral e em todo o interior at a zona
privilegiada a desolago completa. Dos qua-
tro pontos da provincia sao coaslernaioras as
noticias.
Na hospedara da emigraglo ha mus de 3,000
retirantes em razao da falta de vapores que os
transportem. Pelo menos at Maio a quadra
ser terrivel. e, ainla mesmo que haja invern,
ser preciso proporcionar trahaiho ou sotxorros
directos aorca de 400,000 pessoas.
A situago gravissima, e a poputagilo invoca
a intorvenjo pi'Ompta do governo imperial.
Lyceude Arte e O0lelo-Acham-se
abertas as matriculas para admisso de alumnos
s dnas primeiras aaeiras de porluguez, e de
desenho linear, na secretaria doJyceu, de 7 s
9 horas da noite.
twa..inaio -\ > dia 23 do corrente,-s 7
horas da noute, era tetras do engenho Caxoeiri-
nha, da comarca da Victoria, Jos Peres 'ara-
pello assassiuou com urna tacada a Jos Lau-
riano.
O delinquente foi preso, e o delegado proce-
deu ao respectivo inquerito.
Servleo militar Esto designados hoje
para superior do dia o Sr. capitao Pedlto Velho,
e de ronda menor o Sr. alferes Manocl Feliciano
Ladislao dos Santos-.
A guarnigao da cidade dada hoje pelo
14 batatnao de infantario.
A guarda da Thesouraria commandada
hoje pelo Sr. lente Sebastio Gongalves da
Costa.
Existem em tralaraento na enfermara mi-
litar 46 pragas dos corpos da guarnigao.
Foi hontem distribuida aos 2' e 14 bala-
Uigs de infantaria, companhia de cavallaria,
delegada do corpo de sade do exercito. forta-
leza do Brum, casa da ordem e secretaria do
commando das armas a ordem do dia do exer-
cito da repartigao de ojudante general, sob n-
2233 de 10 de Janeiro corrente.
No requerimento do soldado do 2* bata-
lho Jos Francisco Ribeiro dos Santos, em que
pedia para apresentar substituto afim de eximir-
se do servigo do exercito, deu S. Exc. o Sr. pre-
sidente o segrate despacho :Como pede.
Foi entregue ao 14 batalhao competente-
mente rubricados os ttulos de alistamenlo dos
soldados, Luiz da Franga, Ponciano Jos da Silva,
Antonio Florentino Leite, Felinto Joaquim de
Oliveira, Manocl Raymundo de Carvalho c Jos
Cantillo da PaiTo. *
Vai ser hoje inspeccionado de saude o fur-
riel do 2 batalhao Manoel Barbosa dos Santos.
fco.vaiinii-A dnzet'i de Goymna de 26 do
corrente, sob a epigraphc Que mi I d esta lo-
cal :
Em 1886, no lugar Cajueiro, que hca a
urna legua desta cidade, a mulher de nome Ma-
ria Francisca de Jess que vivia em companhia
dos seus pais e que estava para casar-se com o
individuo -Joo Francisco dos Santos, morador
no mesmo lugar, manifestou-se grvida, e lendo
dado luz, npuma ccasiao em que se acha va
sosinha em casa, a urna crianga do sexo mascu-
lino, enterrou-a no quintal, sem que chegasse
isto ao conhecimento dos habitantes do Ca-
jueiro. _
Pdeos dias depois Maria Francisca dos Fra-
zeres. mai do noivo de Maria de Jess, deparara
com os restos tnortaes de urna crianga, no
Suintal da casa desta, e como tivesse notado que
aria de Jess j nao apresentava mais sympto-
ma algum de gravidez, pedio-Ihe explicago so-
bre o occorrido, respondendo-lhe ella que havia
enterrado a crianga por ter nascido morta.
A autoridade policial tomando conhecimento
do facto, procuren instaurar processo contraudla,
mas nada poude fzer falta de provas robus-
tas que demonslrassem a existencia de um in-
fantecidio.
J ninguem (razia mais memoria o mencio-
nado facto, sobr que nao foi dilmndida a luz da
venlade. quando soobemos que Maria de Jess,
lenio ltimamente entrelido relages amorosas
com Antonio Jos, morador tambem em Cajueiro,
se mauifestou grvida, feproduzindo-se entao-o
mesmo facto.
Desta vez, porm, a bella foi infeliz porque
a polica conquittou a.
Interrogada sobre facto, pela autoridade po-
licial, Maria de Jess respondeu que fez o mes-
mo com a segunda crianga, isto interrou-a por
ter tembem nascido mora.
A tal senhora s d luz criangas moras,
apezir de geslagOes regulares.
Abi ha misterio .
.. E' de esperar que a autoridade policial em-
pregue todos os meios possiveis para chegar ao
conhecimento da verdade. .
Maria de Jess parece-nos urna nfante-
cida.
Mocledade Arllwllca redro imeri-
eoHoje, no lugar e horas do costume, rennir-
se-ha esta sociedade em sesso ordinaria para
ti-marde negocios e seu iateressa.
Jalao de aai da fresuecla de San-
io AntonioAcha-se no exercicio do cargo
de juiz de paz desta freguezia o cidado Antonio
Leonardo Rodrigues, que dar suas audiencias
s tercas e sextas-feiras de todas as semanas s
2 horas da tarde, no lugar do costume e despa-
cha em qualquer parte onde for encontrado.
Directora da* obras de conserva
cao dos Porto* de Fernoamaeo Reci-
te, 28 de Janeiro de 1889.
Boletira meteorolgico
a a
Horas 3 cS II Barmetro a 0 Tenso do vapor 1 n
6 ni. 2S-8 761-75 20,15 82
9 26-3 762-88 20,64 80
12 29-0 763-08 19,93 66
3 t. 28-6 761-66 19,74 67
6 27'-4 762-16 20.02 73
Temperatura mxima29,50
Bita mnima -25,50.
Evaporagao era 24 horasao sol: 8-,9 ; som-
bra : 2-,8.
Chuva3,-4.
Direcc do vento : SE durante todo o da.
Vclocidade media do vento: 3-,78 por se-
gundo.
Nebulosidade media: 0,76
Boletira ilo porto
= 3
11
M.
M.
M.
M-
Dia
S de Janeiro
29 de Janeiro
Horas
815 da manh
2 : da tarde
8-21 .
314 da manh
Altura
;0-,65
a-,46
0-57
2-,52
lielldeaEffectuar-se-ho os seguintes :
- HJe : o
Pelo agente Pinto, s 11 horas, a ra do Hora
Jess n. 62. de diversos objectos de um espolio,
movis, lougas e vidros.
Pelo agente Martins, s 11 horas, ra do
Imperador n. 27, de movis, lougas e vidros.
Pelo agente Brito, s 10 p1 horas, ra da
Pilma n. 8, de movis, lougas, etc.
Amanha :
Pelo agenle Pinto, s 11 horas, ra do Vis-
conde de Goyanna n. 62, de urna armago e
utensis da (averna ah existente.
Pelo agente Gusmo. s 10 12 horas, raa
do Baro de S. Borja n. 20, de movis, piano e
vidros. '
MlMwai ranearesSero celebradas:
A's 7 horas, na igreja de S. Gongalo, pela alma
de Luiz Ignacio Nunes de Oliveira; s 9 horas,
na matru da Escada, pela alma de Miguel Ro-
drigues Estoves ; s 7 horas, na matriz do (.orpo
Santo, pela alma do capitao Jos Francisco Pe-
reira Silva.
Amanh :
A's 7 ![2horiB.na ordem terceira de S. .Fran-
cisco, pela alma de D. Francisca Estanislao da
osla : %& nop8, na matriz da Boa-Vista,- pela
alma de iTTsabel Carolina Barrilier.
PassanelnChegados do sul no vapor
ingles Cotopaai: ,
Emihe Pelit e Luiz Pernambucano.
- Suhidos para a guroja no mesmo vapor :
Jeaa Voegeii e Johu Cock.
Cliegado/do norte no hiate nacional Cor-
reto do Natal :
Jos Lucas da Costa, Mauoel Thomaz Pe reir,
Antonio Jos*; Mello, Sil vena Maria da Con-
ceigo. Maria Fraucisca de Jess, Mara e Lu
za, Manuel BataHra C' Ravmando Apoliuario do
Sena.
Casa de DelenroMovimento dos pre-
sos da Casa de Detencao do dia 28 de Janeiro
de 1889.
Existiam 432 ; entraram 17; sahiram 11: exig-
iera 438.
A saber:
- Nacionaes 395 : mulheres 22 ; estrangeiros 21.
-Total 438.
Arragoados383.
Bons 362.
Loucos 2.
Doentcs 19.Total 383.
Movimento da enfermara
Tiveram baixa:
Gongalo Jos Baptista.
Francisca Pereira da Silva.
Teve baixa :
Hermiuo Jos Francisco.
Hospital Pedro II O movimento deste
estabelecimento de dariJade, no dia 27 do cor-
rente, foi o seguinte;
Entraram 11
Sahiram 3
Falleceram 0
Existem 600
Foram visitadas -m respectivas enfermaras
pelos Drs.:
Cysneiros 11, Barros Sobrinho s7, Estevo
Javalcantc s 61|2 horas.
Nao compareceram os Drs.:
Moscoso.
Berardo.
M alaquias.
Pontual.
Simes Barbosa.
Ocirargio dentista Numa I'ompiliono com-
parecen.
0 pharmaceutico cmrou s 8 1)2 da manh e
sahio s21[2 da tarde.
O ajudante do pharmaceutico entrou s 7 1|4
da manh e sahio s 2 horas da tarde.
Lotera do Uram-Par-A 6* parte da
25' lotera, dessa provincia, cojo premio grande
60:000*000, er extrahida, hoje quarta-feira, 30
do corrente.
Cemiterio PublicoObituario do dia 28
de Janeiro de 1889 :
Antonio Candido Ferreira, Pernambuco, 42 an-
nos, casado, Pogo; erysipela perniciosa.
Joaquim de Soza Barros, Portugal, 26 annos,
casado, S. Jos ; ttano traumtico.
Antonia Gomes Baptista, Pernambuco, 24 an-
nos, casado, S. Jos; eclampsia.
Severina, Pernambuco, 8 horas, Afogados:
fraqueza congtnita.
Francisco, Cear, 3 annos, Recife ; atrepsia.
Maria, Pernambuco, 3 dia3, S. Jos; entero
colite.
Elisa, Pernambuco, 12 dias S. Jos; entero
colite.
ttanoel Joaquim de Almeida Moeda, Alagoas,
42 annos, casado, Boa-Vista : tubrculos pulmo-
nares.
Catlwrina, Pernambuco, 3 mezes, Santo Anto-
nio ; atrepsia.
Manoel, Pernambuco, 3 mezes, Recife : atrep-
sia.
Um pouco de tudo
Lemos no Jornal do Commercio, da corle, de
19 de Janeiro .
O conselheiro Rodrigo Silva, ua gerencia
da pasta da agricultura, em principio do anno de
1888, atteudendo a que as fazendas de gado de
importante zona da provincia de Minas-Geraes.
manifestara-se urna enzootia mortfera all co-
nhecida por Peste de manqueira, encarregou o
Dr. Joo Baptista de Lacerda, sub-director do
laboratorio de physiologia experimental do Mu-
sen Nacional, de estudar a natureza e curso da
doenga, e acoiiselharos meios preventivos, qnes-
to essencialmente pratica e intimamente liga-
da a tao importante commisso.
De volta de sua viagem a Minas, o Dr. Lacerda
informou ao Sr. ministro da agricultura que a
orientaco casual obtida das primeiras pesqui-
zas deixava entrever a esperauga de alcangar-se
resultados completos. .
A 28 de Novembro do mesmo anno, em omcio
dirigido ao mesmo ministerio, o illustre com-
missionado confirmou as suas esperangas, indi-
cando, em synthese, o resultado das inoculages
preventivas, que tinha praticado em fazendas de
criago daquella provincia Convencendo aos
criadores da inocuidade de taes inoculages, con-
seguio radicar a conlianga no espirito dos mais
tmidos, que julgavam lethal a vaccina aot.i car-
bunculosa. i
Depois de pacientes pesquizas do laboratorio,
tendo por base operagOes preliminares pratica-
das era anrmaes affertados, o Dr. J. B. de Lacer-
da apresentoo a 9 deste meo relatono minucio-
so das suas pesquizas, acompanhado de um pla-
no para a organisago regular do servigo de vac-
cinagOes. a
Do officio de remessa constamos seguintes lo-
picos que julgamOT s" 4fca>*aaa aileresas:
Tenho a honra de remetter a V. Exc. o rela-
torio dos trabalhos de minha raisso relativa a
peste de manqueira ou carbnculo symptomati-
o na provincia de Minas, cujas conclusOes pra-
tica, como V. Exc ver pela lcitura do mesmo
relalorio, nao podem deixar de causar grande
satisfago a V. Exe. e a mim ; a V. Exc porque
foi o creador dessa misso, a mim porque Uve a
fortuna de corresponder confianga de V. Exc.
Tenho motivos para esperar que V. Exc.
completar a obra tao intelligente e patritica-
mente comegada, mandando, quanlo antes, exe-
cutar o plano de organisagao de um servigo re-
gular de vaccioago contra a peste de manquei-
ra que, no mencionado relatorio, tenho a honra
de submetter ao criterio e approvagao de V.
A este oCBcio o Sr. ministro da agricultura res-
pondeu expedindo o seguinte aviso:
Recbl o relatorio que V. S. organisou so
bre a pesie de manqueira ou carbnculo
symptomatico, em desempenho da commisso de
que o incumb por aviso de. 22 de Janeiro do
anno prximo (indo.
Tive a satisfago de ver que V. S. crirres-
pondeu minha conliansat entregndose ame-
nosas investigages scientiflcas para apresentar
o trabalho concretisado naquellc relatorio.
>> Nao posso testemunhar melhor o meu apre-
co aos eslorgos com que sectmdou a aeco do
govern em favor da industria pastoril da im-
portante provincia de Minas, do que mandando
divulgar e al publicar em folhetos aquelle rela-
lorio, mais um documento da capacidade de V.
$.. assegurando-lhe desde j que se as forgas do
orgaraento permittirem, farei executar o plano
que V. S. submettea ao meu conhecimento para
organisagao de um servigo regular de inocula-
ges preventivas.
A iniciativa do actual ministro da agricultura
e as suas coherentes afftrmag5es sobre o mere-
ciraento e resultados do relatorio que poz termo
a esta phase de estudo ein tfio importante as-
sumpto. do sufficiente garanta em relagao ao
beneficio que pode livrar a industria pastoril da
provincia de Minas do prejuizo de cerca de 20
por cento da sua prodnegao annual, comquanto
nao haja exemplo, dzem em Muas, de ter sido
a peste observada senSo no gado bovino, e an-
da assim sujeito em um periodo limitado da vida
(6 mezes a umanno) avaha-se a nerda annual
as fazendas de criago em mais do 200 contos
eomo j disse o Dr. Lacerda no seu ofTicio de 28
de Novembro, porque cada bezerro que morre
de peste, representa um valor crescente e o
principio de nova produego que se extingue.
O Dr. Lacerda considera vasta a rea em que
domina essa terrivel zoonose, e nao tem razo
para acreditar na existencia desse mal em ou-
ras circumscripcoes do imperio.
Rio Grande do Norte. 500000
Parahyba........ 1:00 000
Pernambuco ...-... 10:000*000
Alagoas ....... 00*000
Sergipe '........ i:000au00
Baha......... 4:0O0O00
Espirito Santo...... i:0DO.40O0
S. Paulo..... 4:000100)
Paran.......... 8:000 SOOO
Santa Catliarina...... 6:000*000
Rio Grande do Sul..... 70:000*000
Mallo Grosso....... 10:0 ti* 00
Goyaz......... 1:500*0:0
Minas Geraes....... 4:50 -*000
#
No Genie Civil, de Parz, achaVis esta mdica-
go do dimetro das maiores cupolas existentes
no globo':
Igreja de Santa Maria das Flores
de Florenga .....
Pantheon, em Roma.....
S. Pedro, em Roma.....
Mercado, em Pariz.....
Santa Sophia de Coustantinopla
S. Paulo, em Londres ....
Invlidos, era Pariz.....
Santa Maria, Veueza.....
Pantheon. Pariz
Assumpgto, Pariz
Val de Grce, Pariz
Igreja do Sorbona, Pariz
*
urna
42',30
42-,30
42"<,30
39-.30
34-30
33-,3'<
27-.20
24-.30
23",70
20", 10
17"',50
13m,50
Os projectos de urna ponte sobre a Mancha
acabam de ser approvados pela commisso in-
ternacional, ingleza e franceza, constituida para
execucio da colcssal obra. Tal poute, a mais
importante de todo o globo, leria o comprimeoto
de 37 kilmetros e altura niaor de o' metros
sobre o nivel do mar. Sobre cada pilar, cons-
truido de pedra e de ferro, deveria collocar-se
um pharol elctrico. Alinal, um projecto.
*
Um paquete inglez, o Grantully Castle, acaba
de realizar a travessia de Cape-Towne a Plymoulh
(9,500 kilmetros) em 1/ dias, 13 horas e 11 mi-
nutos. Oulro paquete da mesma uacionalidade
fez viagem excepcionalraente rpida indo de
Brindisi a Bombaim em 12 dias. Nao ha exem-
plo de maior velocidade no mar.
E' muito conhecido o famoso Instituto dos En-
genheiros Civis, de Londres, no qual se prezam
de haver sido admittidos varios compatriotas
nossos. Lord Armstrong, antigo presidente da
importante assoeiacao. poz disposigao da sua
caixa de previdencia (at o mximo de 50:000i)
quantia igual que vier a ser subscripta para
aquelle fim por todos os membros da sociedade.
A forma do donativo augmenta-Uie o valor por
3ue naturalmente estimulara os consocios do
oador a provocar toda a sua generosidade.
**
Nao ha mulo tempo referimo-nos ao telescopio
do Monte Hamilton, observatorio de Lick, na Ca-
lifornia, como ao mais poderoso instrumento que
em tal genero possue o mundo. Foi fabricado
e collocado a expensas de Lick, mlionario nor-
te-americano, que por tal modo, facilitando
sciencia o meio de chegar a grandes descobri-
mentos, perpetuou o seu nome por acto tao lus-
troso quao ulil para o progresso do saber hu-
mano. O collossal instrumento tem 15 metros
de comprimento. A objectiva mede 91 centme-
tros de abertura livre. E' o maior progresso
realizado pela ptica.
Se este telescopio o mais poderoso, pode Niza
vangloriar-se de possuir o maior de todo o mun-
do. O novo equatorial do seu obseavatorio mede
18 metros de comprimento com 74 centmetros
de abertura livre. Gragas 4 pureza da atmos-
phera de Niza, este grande instrumento promette
resultados dos mais importantes.
Entre estes apparclhos gigantescos oceupa o
terceiro lugar o telescopio do observatorio de
Pulkowa, na Rnssia, com 13 metros de compri
ment e objectiva de 70 centmetros de abertura
livre.
SPORT
BHI
ncrii.v Club de Pernamburo
Eocerrou-se hontem a inscripgo para a 5*
corrida que tem de realisar se domingo 3 de Fe-
vereiro, dando o seguinte resultado :
1 pareo Consolago 800 metros Tiuma,
Unicorneo, Guneral, Cacique, Breas, Pilheria,
Pirraga. Erna, ero, Trahara, Alegre,-Serrote,
Jonkopings, Vassallo, Siridozinho, D^sgraga,
Cabrito, Provincia, Gui, PimpSo, Boma ve.
Ecla, Pagao. Ginja, Cabrion, Caboc, Gec, Per-
nambuco. Bilontra, Perseu, Gucrreiro, Febo. fa
tifo, Fanfar, Marat, Siroco, Mercurio, Bismarck,
Curaba, Mylord, Palito, Rei depuro, Vagabundo
e Janota.
2o pareo-*Omnium 1,200 metros Cmela,
Alfa, Aymor, Favorita, Moncorvo e Recife.
3o parcoProsperidade 850 metros -Cabrion,
Lindness, Lezeira, Pirraca, Etna, De3graga, Oran-
ge. Ecla, Sulto 2, Lucifer, Oiseau, Macaro, In-
citatus, Patife, Timb, Briza, Mylord e Caira.
4o pareo Velocidade mjmV metros Price,
.Aspasia Africana, Cinira; Iga Castiglioni e Br-
iiani.
5 pareoProvincia de Pernambuco1,400 me-
tros Monitor, ero, Pegato, Templar, Good-
raorning e Mouro.
6 pareoImprenta Pernambucanal,tOO me-
tros Morgadinh, Douro, Corcovado, Olga e
Ruy-Blas.
7o pareoEnaUacao800 metros Fantina,
Curuja, Molatnho, Ida e Estella.
Para o pareo Qpnsolacao s foram acceitas as
quinze propostas que primero foram abeTta?
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaL
IRDICAQOES DTEIS
outras molestias
praca do Conde
Herrarla a rapor
Serrana a vapor e oficina de atropina
de Franci co dos Santos Macedo, caes do
Capibaribe a. 28. Este grande oatabolt-
cimento, o primeiro da provincial-neate
genero, compra e vende madeiras de to-
diis as qualidades, serra madeira de con-
t alhcia, assim como prepara obras da
ciirapia por machinas e por precos^ sena
o i mpetenciaPernambuco.
Drogara
Faria Sobrinho & C, droguista por ata-
cado, ra do Mrquez de OKuda a. 41.
. Drogara
Francisco Manoel da Silva & C, dpoei-
tarios de todas as especialidades pharma-
ceuticas, tintas, drogas, productos chimi-
ea: e medicamentos homeopticos, ruado
Mrquez de Olinda n. 23.
Modas e novldades
Mme Koblet de volta" de sua viagem
previne as Exmas. familias e as suas'fre-
guzas que trouxe tudo o que dia respeilo
a modas e novidades. Ra do Imperador
n. 44.
Para obras militares as provincias, durante o
actual exercicio, forara distribuidos os crditos
seguintes :
Amazonas........ 5:000*000
Para.........14:0001000
Maranho .' .....1:0001000
Piauhy......... 600#000
Cear..... 1:500*000
Hedicos
Dr. Cerqueira Leite, tem o seu escripto-
rio aberto ra Dnqne de Caxias n. 74, das
12 s 2 horas da tarde, e desta hora em dian-
te em sua residencia ra da Santa Cruz
n. 10. Especialidadesmolestias de se
ahorna e enancas. Telephone n. 326.
O Dr. Alvares Ouitnaraes, ebegado da
corte, dedica-se medicina em geral, e
com especialidade & molestias do cora3o,
pulmocs, figado, estomago e intestino,
tambem s convulsoes e
das enancas. Reside _
d'Eu, n. 28, Io andar, a tem consultorio
raa do Bom-Jesus, n. 45, onde diaria-
mente d consultas do meio-dia, s 3 horas
da tarde, aceitando chamado em qualquor
desses lugares. Telephone n. 381.
Dr. Joaqttim Lomeiro medico e partei-
ro, consultorio ra do Cabug u. 14,
1. andar de 12 s 2 da tarde-, residencia
no Monteiro.
Dr. Bar. o Sampuio d consultas de
meio-dia s i. Horas no 1.a andar da casa
a ra do Bara da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de Setembro n. 54, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
Dr. Castro Jess medico e operador.
Pratica a lavagem do tero quando e co-
mo aconselhada. Consultas das 11
3 da tarde em sua risidencia ra do
Bom Jess (antiga da Cruz) n- 23, 1.a
andar.
Dr. Joao Paulo, especialista em partos,
molestias de senhoras e de enancas, com
pratica nos hospitaes de Paris e de Vionna
d'Austria, d consulta* de 1 s 3 horas da
tarde em sua residencia na do Barao da
Victoria u. 59, 1.a anclar. Chamados a
qualquer hora.
Advogados
O Dr. H. M'e raudou o seu esenpto-
torio de advocada, para a ra do Impera-
dor n. 30, 1- andar, esquerda,
Occulista
Dr. Ferreira. com pratica nos princi-
paes hospitaes e cliniea de Paris e Lon-
dres, d coasultaa todos os das das 9
horas ao meio-dia. Consultorio e resi-
dencia ra Larga do Rosario n. 20.
FUBLICAGES A PEDIDO
Notas do seu. nenio
A REPBLICA FRANCEZA
11
(Vide o Dario n. 6 de 1889)
A que estado de desmoralisaro e de torpeza
chejjaram o clero e todas as cosas sempre sa-
franas e santas no espirito do povo, para pro-
ur.rem, como seus fructos, estas tremendas re-
votas, esses horrorosos espectculos, que nao
cnconlrain na palavra condigno qualiticativo f
Como estava ludo to infemementc relaxado,
que anlcs das nordes das liberdades modernas,
que d'essa revolugo vieram, j a imprensa se
fizera to livre, que pode lancar e cobrir de to
grande ridiculo a tudo o que'era sacrosanto !
A que degradago chegara por suas infamias
0 ebro que a imprensa pode tornal-o aindo
maif. degradado no espirito do povo !
E por islo que este povo e o meu povo. que
esta naco primeiro a minha do que mit vezes
osla ierra em que nasc; e por isto que tanto
amo esta Franga como o libio seu que mais a ido-
latre : 6 porque e3sc povo, ein quem se perdura a
nogo de Deus, quepudera como os outros povos,
abaler-se nobreza, abjeceo dos senlimentos
que cem os caes para com os seus sniores,
teve, ao contrario, o da revolta, que exaltan-Ihe
inmensamente o da dignidade humana, que va-.
sou-lhe o odio contra a tyrannia dos senhores,
nos horrores d'aquellas viugaucas diladas peta
necessidade de sua seguranga, pelo perigo da
destTiico de sua dignidade de hornera, de sua
liberdade.
E como o hornera no pode viver somente da
vinganca e do odio, sustenta r-se um povo gran-
de s por estes e paixes violentas, alimentos
d'alraa as grandes ludas, perdidos todos os
puros sentimenlos que a perdida noco de Deus
anniquilara, foram estes convertidos erir um so
amor, em um s sentimento, noamor da pa-
triaatacada por todas as nagOes, todas de po-
vos escravos de inslitos senhores. orgulhosos
de s ja raga divimsada; o amor da patria que o
grarde povo o exaltou ao ponto de divinisal-a e
Ihe erigir aliares ; o amor da pairia no maior pe-
rigo. pedindo todos os gneros de sacrilicios, no
maior grao para defendel-a dos odenlos senho-
res de todas as nagOes, dos invejosos escravos
de todos os senhores do mundo.
Sao os homens mais vis, os povos mais escra-
vos, os que mais odeiam os francezes! esse povo
Allemo, principalmente, ralado de inveja por
Ihe fallar o civismo e a coragem de se revoftar
contra os seus senhores, a quem cordealmente
se sujeitam, como ao seu dono o feliz cao.
O odeia o inglez por seu estupendo orgulho, por-
que as suas exploragoes no mundo nao Ihe abrem
corr ;nte alguraa do sentimento ao seu corago en-
durecido pelo resequido anlielo do metal precioso,
e os mais miseraveis que se orgnlham das ri-
quezas dos seus senhores.
O >deia a Blgica, ao povo francez, porque, como
em corpo, pequenino d animo, teme participar
de suas grandes glorias.
O odeiam os Hollamlezes, porque, perdida a no-
go das antigs hherdades, contentam-se com
aquellas que Ihes concede boje a ftdalguia dos se-
nhores.
Odiara-n'o os Austracos qne, allcmaes como
os outros, sao ralados da mesma inveja.
O Ddeiam os hespanhes, esses barbaros, uns fl-
dalgos e outros os seus caes, que escravisaram os
indios para Ihes cavar o ouro, que puzeram na
grellra a assar vivo Montesuma (?) para Ibes des-
cobr ros depsitos do precioso metal; os Hespa-
nhes que, em repblica, tomados de saudades dos
sens senhores, sua militanca o chama e se su-
jeian, com o seu presidente, qne suftoca a sua
eloquencia para se tazer bom vassalo, metindo-
se no misero jogo poltico dos partidos monar-
chieos e fazendo tao triste quanto ridicula fi-
gura.
OTJdeam anda esses ingratos, mais que isto,
esses miseros Italianos, indignos descendentes
dos GraelH, eontentaia,4i(iw^de corrapta 4*
que gosam, io wgullio da atanAe patria dos seus
senhores: essestaJtanos-que infamemente se es-
uecem que a devem ao -sangue, ao suor dos
ancezes; o sangue e p suor. que cora a mesma
3all irdia O povo trance/ os despeinara para coo-
uzi: fiberdade de que gosa apatria-dbs gran-
des artistas, que foi a o archivo das lettras d'onde
se djrramaram por todo o mundo.
Al no Brasil o odeam ? E quem ? I
Uns miseraveis canalhas que, se nao fra a
Franga, estariam abaixo dos engraxadores.
S nao o odea a Hussia ; a canalha porque
quer ser livre, os senhores. porque sao educados
oas letlras francezas, porque sao seus rivaes ini-
migos os outros senhores nimigos da Franga.
Que importa, porm, todo este odio ?! se a ca-
nalha de todos os ptvbeve todos os senhores
ha de um dia lembrar-se que nao tem carencia
de o ser! ?
Qe importa, se todos os povos da Europa nao
poderam, em lucia constante de ti annos, defen-
der os seus senhores contra a liberdade de um
povo sraeute Esse povo que, todo junto, defen-
dendo a uago, cada homem a defenda por sua
liberdade.
A canalha dos senhores os serve, os detende
smente pela sua vileza.
Nao pelo amor da vida que se erguc o povo
francez. Sua vida elle a d, a baratea em defeza
da patria, da liberdade sua e dheia.
Ef bem misero o homem eme ou por seu senti-
mento ou por sua ignorancia, vota odio ao povo
francez.
E' escravo, vil todo aquelle que odea este
povo glorioso a cujo sangue cada nm deve a U-
berdade que possue, at os seus proprios maiores
iniraigos.
Mas a naco, este famoso povo francez, que
chaaiam de frivolo porque est cercado de mul-
tas naces de escravos em servigos de seus se-
nhores,que o apertam como em um annel de ferro,
para destruir, na sua liberdade, o germen, o apoio
da liberdade do mando; esle povo famoso, que
aindu assim, ora offerece s nagOes estas testas
gloriosas da liberdade e da paz, commemorando
os faustos gloriosos de sua conquista com os
fruetss esplendidos que d'ellas brotaram e bro-
tam asssim l e no orbe christo; este povo
aue chama e attrahe os povos das gentes, que
vmem tropel conlemplal-ae ; uus coragoes livrea,
contfntes d'aquellas glorias que sao tambem
como suas; outros, senhores raivosos, que de im-
potencia e de inveja se ordem e iemedo estre-
mecem e flagelara os escravos Ihes impondo
maiores aprestos de guerra : este povo francez
assim to glorioso, invejado e temido na liber-
dade e na paz. aquelle mesmo e mesmo por
ito, que sosinho em lucta com lodos os povos,
sagn.ra to alta conquista, esta liberdade to,
custusa e to cara, e nao obstante, por todo l
semp re bem paga, em ondas de sangue que la
rain seu iolo; tingiram seus ros, innunda
as si as fronteiras e os campos da Europa.
Nao ha hyperbole ; os peixes do Rdano mor-
rerata envenenados pelo sangue que com as
suas aguas putrilicadas, por elle corra.
E' a luta interna e externa, de todo o genero,
1 de dia e de noite. Na Yandea, as cidaes, nos
r
i
l
i .


f _, mm.~* itffc-dM


Diario de Pernambuco*Quarta-feira 30 de Janeiro de 1889

I
I


campos, cm toda a parte onde os tratadores fer-
vilham. Sao decepados os que a oada da, a cada
hora descobrem. No armario ^e ferro labrica-
do pelo proprio ro, serralheiro que ira, no
palacio de sua<.*esideacia' descobrem asna trai-
cSo, a da terrivel e soberba Maa Anionieta, os
condemna como a toda a familia, omegando
pleo seu chefe.
E' a nacSo, povo que os condemua pelo vo-
to da terrivel Conoencao, coja montanha que
constitue a minora, domina a maioria, porque
o povo o impoe.
E' um povo no pleno goso e uso de sua sobe-
rana, governando a nar.ao por seus dicladores,
com a calma e friega marmrea de Robspiere,
com a sAie de vinganca e de saugue de Marat,
com a paixo tranquilla de Daaton, que plane-
ja, poc em campo, colloca nos pastos os revolu-
cionarios, e vai dormir quando comeca a accio.
Nao sao dicladores para o povo ; sao seus
dictadores, nao impOem as suas impresses, as
recebe das multides, dos clubs que sao em to-
dos os departamentos, que sao muitos em todas
as cidaaes.
Sao elles outras tantas assemblas que discu-
tem ardentemente, nlo direi as questoes, mas
os negocios e insidentes de todos os dias.
AHi tomam-se todas as deliberaces que hao de
Sela convenci ser tomadas, desde a decretaco
a victoria de tal exercito em tal ponto, at a
condemnacSo do rei.
Parece urna sociedade cm completa dissolugao,
um povo em completa anarcbial
E estes ardentes, furiosos anarchistas, este
povo assim em dissolucao, levanta exordios,
infunde em cada soldado o seatimento mais su-
bido do amor da patria, decreta a victoria, al-
canca os triumphos, vinga o sangue derramado
de tantos seculos de seus maiores, a degrada-
cao que o reduziram os senhores ; lanca pela
decapitacao da familia real, tremendo desalio as
nacoes que tentam invadir a Eranca a suplantar
o grande povo que conquista a liberdade !
Repele a invasao que revem furiosa, suplanta
a Vauda, decepa os traidores, que do solo, como
vermes, fervilham; invade a Europa, dicta a
paz. impoe condijdes, depOc soberanos. Ibes
da novos de sangue nao santo, d a lei, liberta
os povos do fugo ferreaho do direilo divino, em-
bora passando este povo glorioso, do triuim ra-
to ao directorio, ao consulado e ao imperio, cujo
ebefe na grandeza de esplendorosos triumphos,
recebe em seu leito por mulber legitima a lba
do Cesar mais divino da Europa, entregue pela
mao"3e seu proprio pai, mordido de raiva, ven-
cido e sujeito paz.
Paremos ainda por boje, que nesta hora de
aprestos das festas sumptuosas de glorias tama-
nhas, ha muito a diier de povo tao grande!
Rerife, 29 de Janeiro de 1889.
A ffo n.10 de Albuquerque Mello.
Derby Club
Alerta accionistas !
A estabilidade dos vossos capitaes, est pen-
dente da sessao e 31 do torrente! Consta, que
a digna directora provecta hypothecar os bens do
Derby, para o que vai pedir a vossa autorisacao.
visto como os 30:0001, ltimamente volados,
com o rendimento das corridas e os vencimentos
dos predios, nio ebegaram para equilibrar o Or
i -amento do actual gerente I. -.
Entretanto declara elle em plena sessao que :
precisara apenas de 30:000* para a concluso
das obras, acresceotando mais que, a julgar
pelos ornamentos anteriores, nao gastara toda
aquella quantia, em virtude das despezas tercm
ficado muito aquem da sna espectativa. Mas,
nao obstante esta franca exposiciio, foi absolvido
todo o dinbero, e preciso mais! E' indis-
Sensavel que cada um retlicta as consequencas
o augmento do capital votado precepitada
mente.
Si o que consta tem visos de verdade, urna
medida razoabilissima os accionistas protestarem
contra os desmandos da actual administrado, fa-
zendo com que as acedes do Ocrby lenham o mes -
mo crdito, que j gosavam e evitarctn que conti-
nuem a ficar depreciadas como esto em nossa
praca!
Muito satisfeitos Acaremos porm, se esses
boatos forem julgados improcedentes, diante do
dividendo de oO*.! I At ver nao tarde.
Recife, 28 de Janeiro de 1889.
Incgnito & Capecdo.
? ------------
. Capitao F. A. S. B.
C Este senhor ha perto de cinco anuos tomou a
um pobre, que nao fui mais do que agente,
a quantia de 3001 duendo ser para um lim sa-
grado. Depois disto foi tomando e pagando, e o
pobre embebido nisso ; e de mais fazia-se re-
ligioso, indo todos os dias a casa da victima
Um dia procurou um pretexto e disse nao
posso mais pagar; e deinais j paguei; se qui-
zer cite-me.- O pobre sem recursos esteve por
muilo lempo sem saber o que fizesse ; dirigio-sel
a um distinelo advogado, mandou-o citar ; eis
que apparecein na sala das audiencias, diversos
companbeiros pedindo una espera ; o que nao
conseguiram. Mais tarde, porm, foram elles
fallar com um outro distincto advogado, queui
o pobre nao tinha outro remedio senao ceder ;
ficou esperando e nesta espera veio a aineaca
arma poderosa contra os traeosmas nao foi
este o motivo c sim a vinganca que se tira dos
innocentes.
Com tudo isto a victima soffrer tudo, mas faffr
publico breve o nomo extenso dcste hornera que
se diz religioso. A causa corre pelo cartorio do
tenentc Felicissimo.
com-
individual
Derby Clib
falta de escrpulo entre n tem at-
tingido um tal alcance, que os mais
muns principios de dijrnidade
sao levados em pouca conta.
Urna directora que, logo no cometo de
sua administradlo, despende mais do que
Ihe foi concedido, forca um collega a retl-
rar-se, e entende que os empregos sao
privativos de membros de suas familias,
pouco se Ihe dando dos intereszes que
lhe toram eofiados, merece, em tem-
po, urna re&ccSo, apexar dos arrega-
nhos que j mostram algn s que dese-
jam, como sanguesugas, que esse modas
vivendi continu.
Entre os grandes abasos que teem sido
commettidos, nota-se a taita de cumpri-
mento do % 2o do art. 6, a do art. 10, ba-
se de toda moralidade em qualquer prado,
e o que mais triste, abuso commettido
pelo meio indecente de troca de nomes
diversos possuidores de cavallos do mes-
mo dono.
A muito arrasta a ganancia.
Nio se culpa o gerente, porque nao
tem liberdade de acc&o, tendo, entreten
te, a responsabilidade : pois bem, ou
o gerente tem a hombridade de declarar-
se coacto na reunilo da assembla ge ral,
varrendo a testada, ou toma sobre si toda
a responsabilidade dos actos arbitrarios e
contra os interesses dos associados, que
se teem praticado, e ueste caso nao ha
contracto que possa prevalecer nestas con
dictes, perante abusos tao inqualificaveis,
e nao ha tribunal que o sustente.
Aguardemo-nos para o dia 31, e nada
recebemos dos bravi que j se fazem an-
nunciar.
Um socio.
Derby Club
era verdade1
Consta que fta multado ou suspenso o jockey
Manoei Pereira por ter ( s o que vimos) pro-
curado furar o tribofe feito para o... so I Pa-
rabens. parabens, viraos rodar o A-. Aguarda-
mos a veracidade para dcsfoluar-nos o livro !
entende ?
Fra ameacado e depois, quasi effectuado I I
nao f
Um que nao tem cavallos.
No dia 6 de Dezcmbro de 1888, na escola
regida pela professora particular Rita Neves, pe-
rante a commissao examinadora composta do de-
legado lillcrario Dr. Celso Tertuliano Fernande3
Quintella, do examinador, professor publico F-
lix de Valois Correia e da respectiva professora,
procedeuse ao exame das durarais habilitadas,
sendo este o resultado.
i. grao Nathalia Clementina da Silva e Rosa
Amelia Ferreira Leal, muilo adiantadus.
2. graoJulia Amelia Ferreira Leal c Anna
Al ves de Castro Miranda, muito adiantadas.
3.' grao Mara Rosa des Figueiredo, Mara
Joscphina Rosa Cavaloante, Antonia D. de Almei-
dac Vicencia Mara do Amoriui, approvadas ple-
namente.
Atten^ao
Os abaixo assignados fazem publico que nesta
data dissolveram a sociedade que tinham sol) a
tirina Albuquerque A C, na cocheira do caes de
Captbaribe, retirando-sc o segundo signatario
pago e satisfeito de sua parte, sem onus algum,
e (cando todo o activo e passivo da casa a car-
go do prmeiro signatario.
Recite, 28 de Janeiro de 1889.
Manoei Paulo de Albuquerque.
Manoei Jos Martins.
*m
COMERCIO
Revista do Mercado
Recipe, 29 de Janeiro de 1889.
0 movimento na praca foi quasi nuo.
No mercado de algodao foi registrada a venda
de um lote do do sertSO.
Na Bolsa foram vendidas 162 lettras hypothe-
earias com o descont de 7 1/8 '
Cambie
0 mercado manteve-se ua mesma posieSo de
hontein, vigorando o algarismo de 27 5/8 ban-
cario e 27 3/ particular, sem constar negocio
algum.
No Rio, os bancos nao acharam dinbeiro abai-
xo de 27 5/8 sobre segundo banco.
Ha escacez de dinheiro no mercado.
Lyco Triadelphico
54-RUA DO H0SPICI0-5
A directora d'cste estabeh'cimento de educaco
communica aos paes de suas alumnas que as au-
las comecaram a funecionar desde o da 15 do
andante.
Contina a receatf%lumnas internas, semi-in-
ternas e externas, garantindo que empregar os
mesmo? esforcos pelo aproveilamento e Sem es-
tar de suas alumnas.
Recife, 20 de Janeiro de 1889.
A directora,
Francisca Teixeira de Mello.
Instittition Fran^aise de
Demoiseiles
RA BARAO DE S. BORJA N. 50
As aulas deste collegio acham-se aber-
tas desde o dia 7 de Janeiro de 1889.
A directora,
Q. Adour.
Bolsa
CeTAguES OFWeiAE DA JLHTA 1XW COB-
BECTOKE8
Rerife, 29 da Janeiro de 1889
Letras hypothecarias sem juros, a 91^500 cada
urna.
Descont de letras, 10 0/0 ao auno.
Na Bolsa Venderam-se
162 letras bypothecarias sem juro?.
O presidente,
Candido G. Alcoforado.
0 secretario,
Eduardo Dubeux
Algodo
Foi colado o de 1' sorte do sertao a COoO.
Elixir depura-
tivo vegetal.
Formula de Angelino Jos
dos Santos Andrade
Approvado pela Inspectorio Geral de Hy-
fienc Publica do Rio de Janeiro em 20
e Julho de 1887.
Este depurativo de grande cfcacia as mo-
lestias syphiliticas e impureza do sangue ; assim
como em todas as molestias das sennoras.
Tem curado radicalmente rauitaB pessoas ac-
commettidas da terrivel molestia beriben.
MODO DE USAR
Os adultos tomarao quitro colheres das de
sopa pela malina e quatro noite. As enancas
de 1 a 5 annos tomarto urna eolher pete mann
e outra i noite, e os de 5 a 11 annos tomarao
duas colheres pela manba e duas noite. De
verto tomar bandos fri ou momo pela manh e
noite. Kesguardo regular.
Encontra-se venda na drogara dos Srs
Francisco Manoul da Silva &C, ra do Mrquez de
Olinda n. 23 e pharmacia Oriental ra tRtr-
ta do Rosario n. 3.
O autor deste preparado pone ser procurado
na ra do Barao da Victoria n. 37, onde sera en-
contrado para dar toda e qualquer explicaco
que for precisa.
Attencao
N. 37
Recife, 30 de Marco de 1888.Illm. Sr. Ange-
lino Jos dos Santos Andrade.Nesta soffri du-.
ranle quatro annos das homveis dores osteoc-
pas, provenientes de exostosis nasflcauelas, nuc
nao me deiiavam descancar nem noite nem dia,
e fiquei to magro e to desligurado, que mili-
tas pessoas me julgaram tsico.
Desde o prmeiro dia em que me senti ncom-
modado recorr aos mdicos e corn elles luctei
durante os quatro annos, observando a jnaior
dieta presenpta, sem tirar resultado.
Desesperado com taoto soffrer, acceitei o con-
selho de um amigo, e experimentei o seu.mila-
froso dapurativo e declaro Lque logo no tereciro
ia. que o tomei, dorm perfeilamenle, j sem
dores; e a proporcSo que ia tomando esse santo
preparado, melhorava em meu estado geral at
que em pouco tempo considerei-me perfeilamen-
le boin, pois at as inflammaces nos ossos des-
appareceram.
Para maior certeza, flz-me examinar por um
dos Ilustres mdicos, a quem tambera cousultci
em prindpio, e esse amigo tomado de admiradlo
por me ver curado, attestou que eu lendo soltVi-
do de urnas exostosis, achava-me radicalmente
curado.
Demorei propositalmente este atteslado um
anno, para ver se minha milagrosa cura era
real ou ficticia, e se me voltariam as maldictas
dores : como porm, no reappareceram, cum-
pro um grato dever, a bem dos que soffrem
como eu soffri, proclamando bem alto as virtu-
dese remedio.
Pode Vmc. fazer o uso que llie convicr deste
meu attestado, e assigno-me
Seu amigo reconbecidoGuilhenne Hallulay.
N. 38
Illm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.
Faltara a um dever de gratidao se nao levas-
se ao seu conhecimento que sendo martyr de
darthros, cancros venreos, gonorrha quasi chro-
nica e outras molestias causadas pela impureza
do sangue, e tendo usado no espago de 8 mezes
diversos depurativos, como fossem: cajuru.c-
ba, salsa do Maranho e outros, que mesmo
iguoro, nao aproveitando cousa alguma, resolv
tomar da salea de sua composieo, e obtendo um
resultado satisfactorio ao terminar a segunda
garrafa, continuei mais tres mezes, tomando
seis, que lquei completamente bom.
Concluindo. autoriso Vmc. a fazer deste meu
reconhecimento o que bem Ihe anprouver.De
Vmc. atiento venerador e criado, Joo Pereira de
Mendonrq.
N. 39
RHn. Sr Angelino Jos dos Santos Andrade.
Tendo soflirido por ranito tempo de escrfulas,
c tendo tomado diversos remedios, sem resulta-
do algum. a conselho de um amigo lancei rafio
do seu Elixir purificador do sangue, com tanta
felicidade que, tomando apenas duas garrafas
reslabclcci-me de to horrivel soffrimento. Des-
tas noucas liishas. que s contera a pura verda-
de, fara o uso que lnc approuver.
Ri-cife, 24 de Maryo de 1887.Manoei Joaquim
de Mello Reg.
Estas am selladas e recouhecidas as lirnias.
Contina.
Em vista dos numerosos desejos manifestados
por muitos de nossos committentcs de differen-
tes mercados de que offerecessemos ao publico
uina Emulsap de incontestavel excedencia, feita
do Oleo de Figado de Dacalbo mais lino e puro
que exista, nos temos atnal decidido a acceder
aos desejos dos nossos amigos, e para isso te-
mos preparado, e temos hoje o prazer de offe-
recer ao publico, a Emulsao mais perfeita que
Sode produzir a sciencia, feita do leo de Plga-
o de Bacalho mais puro c escolbido, importa-
do expressamente da Noruega por nos mesmos,
c dos Hypophosphitos de Cul, Soda e Polassa da
maior pureza; tudo combinado segundo a for-
mula chitnica mais correcta, baseada na celebre
combinaco do Dr. Churchill. -Lanman AKemp.
Hachare! Antonio Wilru-
vio Pinlo
Pode ser procurado ra do Imperador
n. 71, Io andar
Dr. Alfredo Gaspar
MEDICO
Operador, parteiro trata com especiali-
dade de molestias de senhoras e creancas.
Consultorio "^.resdencia & ra da impe-
ratiizn 18, Io andar.
Consultas de 8 as 10 da mauhS.
Chamados (por escripto) qualquer hora.
TELEPHOSE N. 226
Leonor Porto
Ruis Larga do ItoMrio n.
2o andar
Contina a executar os mais dif"
ficis figurinos recebidos de Lon-
dres, Pars, Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicSo de costuras,
em brevidivde, modicidade cm pro-
cos e fino gosto.
Collegio de S. Nignel
Ra do vi.se-onde de Caniaragi-
be n. &3
Aos respeitave8 paes de familias parti-
cipa a directora deste novo estabelecimcn-
to de instruccjlo para o sexo ferainino,
oue abrir as aulas no dia 14 de Janeiro
de 1889.
A mesina promette aos paes que lhe
confiarem suas filhas esforcar-se por lhes
dar urna educaco primorosa, solida, reli-
giosa e domestica.
A tratar, do 1* de Janeiro no proprio
estabeleciinento, das 2 da tarde s 7 da
noite.
A directora,
Emilia A. de Mcndonc,a
?-
Curso primario e preparato-
u Largu do
no
Koarlo
n. I. 1 n-
Estao abertas as aulas deste curso desde o dia 8
do corrente mez.
O director,
Camerino Sobrinko,
As entradas verificadas at a data de boje so-
bem a 261.714 saccas, sendo por:
Barcacas .....
Vapores.....
Anunaes.....
Via-ferrea de Caruar.
Via-ft>rrea de S. Francisco.
Via-ferrca do Limoeiro
12.166
14.854
98.356
37.433
Somma.
264.714 Saceos
A taporlacao, feita pela alfandega neste
* t o da 26, subi a 2.165.224 kilos, send
2.136.528 para o exterior
ior.
me
sendo-...
e 28.696 para o iute-
As entradas verificadas at a data de boje so
nem a 26.235 saccas, sendo por:
Barcacas..... 2.737 Saccas
Vapores..... 1-277
Animaes..... 8.144
Via-ferrca de Caruar. 1237
Via-ferrea de S. Francisco. 1174
Via-ferrea de Limoeiro 666
Somma. .o.35 Saccas
Pelo vapor francez Ville de S. Nicolao, foram
remettidas 1' 0 saccas para o Rio de Janeiro.
Assucar
Os precos pagos ao agricultor, por 15 kilos
iindoa Associaco Commercia! Agrcola, fo
03 seguintes:
Braucos
Someno .
Uascavado purgado
nruto.
Rtame .
se-
foram
21200
1*700
1*300
1*140
*900
2*800
1*800
14400
1*240
1*000
Colonia Isabel:
Branco 1"
2-
3" .
Someno .
Mascavado .
L'iina Pinto:
Branco 1*
' 2
Someno .
Mascavado .
exportadlo, feita pela alfandega, nes
) da 26, attingio a 17.174.931 kilos,
o exterior e 7.329.979
A
9.844.932 para
interior.
2*700
2*400
2*000
ioo
1*400
2*400
2*300
1*700
1*340
sendo
para o
Pelo vapor argentino Alba,- foram remetti-
dos 600 saceos com assucar branco e 1.500 ditos
com dito mascavado para o Rio de Janeiro ; e
3.100 barricas, 450/1, 450/4 e 50 saceos com as-
sucar branco para Montevideo.
O vapor francez Ville de S. Nicolao, le-
vou 1.950 saceos com assucar branco e 3.500 di-
tos com dito mascavado para Santos.
Pelo vapor nacional Manos, foram re-
nieltidos 40,2 barricas com assucar branco para
o liaranbSo; 1.885/2 ditas, 1.475/4 e 40 latas com
dito dito para o Para ; 50/2, 91/4 e 45 latas com
dito dtg para Manos.
Coaros
Cota-se a 385 ris os salgados seceos.
Agurdente
Mantem-sc a cotaclo de 70*000, por pipa de
480 litros.
O vapor francez "Ville de S. Nicolao, levou
50 pipas para o Rio de Janeiro, c 95 pipas e
100/5 para Santos.
vapor argentino Alba, levou tambem
401 pipas para o Rio de Janeiro.
O vapor nacional "Manos, levou igual-
mente para o Para, 50/5 e para Manos, 195/5.
liMl
Cota-se a 125*000 por pipa de 480 litros.
Mel
Ultimas vendas 50*000 por pipa de 480 litros.
Pauta da alfandega
SBIUNa un 28 DE JANEIBO A 1 DI rsVSRlBo
DE 18-9
Vide o Diario del! de Janeiro
fiarlos a earga
Lugar americano Arthur C. Waae, para Estados-
Unidos.
Patacho inplez Peggie, para Mente video
Patacho dinamarquez Thou, para Uruguayana.
Patacho americano Daeuj. para New-York.
Patacho dinamarquez Catharinc para Uru
goafsa.
Vapor ingjej C'jrene, para Liverpool.
navios descarga
Barca portugueza Novo Sileucio, varios gen*:
Barca noru r'rida, carvSo.
Barca norueguense Friihyof, carvo.
Bara norua^uense Professor. madeira e breu.
Barea ingleza Helen Isabel, bacalho.
MEDICO HOMEPATA
Dr. Balthazar da Silveira
Especialidadefebres, molestias
das crianzas, dos orgilos respirato-
rios e das senhoras.
Presta-se a qualquer chamado para
ora da capital.
AVIMO
-Todos os chamados devem ser di-
rigidos phannacia do Dr. Sabino,
ra do Baro da Victoria n. 43,
onde se indicar sua residencia.
Cura importante ,
Ao Exm. Sr. Dr. Carian Beltcncoarl
O abaixo: assignado soffrendo de um
estreitamento da wctlira lia mais de seis
annos, foi operado pelo Sr. Dr. Betten-
court pela elcctrolyse, sem dr, c, gracos
sua habilidade c manejos delicados,
conseguio ficar bom e radicalmente cura-
do em poneos dias, andando sempre a
tratar de seus negocios, pois que o Sr.
Dr. Bettencourt opera sem levar o doente
cama.
Pede desculpa ao Sr. Dr. Bettencourt
se com esta sua publicadlo offende a sua
modestia.
Gonzalo leixeira Guimaraes.
A VBROADC SBILBA
Por mais que facam os crticos graciosos, cuja tarefa rezume-se simplesmente
a destruir aquillo que n&o sabem nem podem construir, em cortos casos impotente
a maledicencia d'esses demolidores perversos.
O seu traballio, longe de prejudicar, mais um incentivo para que a verdade
brilhe radiante, offiscando-os com a intensidade da sua luz.
De todas as classes sociaes, desde o opulento it o proletario, desde o maior
talento ate intelligencia menos culta, todos, porfia, encarregam se de vir dar un
solemne desmentido a essas criticas graciosas.
O documento que se vae 1er um attestado quanto podamos asseverar.
EU-o:
t Illm. Sr. Jos Alvares de Souza Soares.Devo urna resposta a seu favor.
Fal-o-hei em poucas palavras, mesmo porque verdade nao mister coloridas ims-
gens, para impor-se soberana, escudada as manifestacSes da opiniao universal.
EmanacSo da consciencia, d'esse foro intimo de cada individuo, onde se azyla, ella
surge pura c im maculada.
c A sua preparaao Pcitoral de Catnbar um poderoso remedio contra as
enfermidades do peito.
c Attesto-o pelos resultados que tenho colhidj em pessoas de minha casa,
esse pequeo secnario, onde, como pai de familia, posso com certeza reconhecer
quaes os medicamentos uteis e proveitosos.
c Minlias filhas usaram por algum tempo &j Peitoral de Cambar, de sua
nvencSo, e ticaram complentamente curadas de urna sosse pertinaz e perigosa.
Faca destas linhas o uso qu quizer.Sempre s suas ordena encontrar^
Joaquim NapoleSo Epaminondas de Amida. (Ex-director de collegio, em Pelotas, e
hoje advogado em Bag, liio Grande do Sul.) t
Sao agentes deste preparado os Siu. Francisco Manoei da Silva & C. ra
Mrquez de Olinda n. 23, que o vendtm a 2#500 o frasco.
Collegio Amor Divino
Rui, da Imperalrlx n. 39
As aulas deste estabeleciniL'iito dedicado a
instrucco das enancas do sexo masculino abrir-
te-bao no dia 7 do corrente.
A directora,
Otympta Afra de Mendonc.
Collegio
de Nossa Senhora da
Penha
Una da Aurora u. ?
As aulas deste collegio se abrirlo a 7
de Janeiro e sao de : primeiras lettras,
portuguez, francez, inglez,geographia, mu-
sica, piano, desenho, bordados de varias
especies, flores, etc.
A directora,
Augusta Curneiro.
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico,
oculista, cx-chefe de clnica do
Dr. de Wecker, d consultas de
meio dia s 3 horas da tarde, no
Io andar da casan. 51 ra do
Bar3o da Victoria, excepto nos
domingos c dias santificados.
Residencia ra Scte de Setem-
bro n. 34. Entrada pela ra da
Saudade n. 25.
Cirurgio Dentista
DR. ROBERT P. RAWLDSON, for-
mado pela Universidade de Maryland nos
Estados-Unidos, tem aberto o seu consul-
torio, na ra Baro do Victoria 19, Io an-
dar.
Consultas das 10 s 4 horas da tarde.
Frederico Chaves Jiiior
Homoepatha
39 RA BARO DA VICTORIA
I Prmeiro andar
Clnica medico-cirorgica
DO
Dr- Ferreira
OCULISTA
Pratico nos principaes hospitaes de Paria
e Londres.
Consultas todos os dias (excepto domin-
gos) das 9 horas ao meio dia.
Pratica embalsnmamentos.
Considtorio e residencia ra Larga do Ro-
sario n. 20
Telephone n. 233
Advogado
O bacharel Jaronymo Materno Pereira de Car-
valho mudou seu escriptorio do n. 55 para o n.
85 a ra Duque de Casias entrada pelo becco d
Congrcgac&o.
----------------------------------------
Oculista
Dr. J. Correia de Bittencourt, oculista
residente na corte, ex-chefe de clnica
ophthalmologica dos Drs. Wecher e Pa-
nas cm Paris c do professor Hirschberg
em Berlim, tendo regressado de sua ex-
curso's provincias do norte, demora-se
alguns mezes nesta capital no excrcicio de
sua especialidade.
Consistorio e residencia ra do Baro
da Victoria n. 23 l" andar. Entrada pela
Camboa do Carino.
Considtas das 12 s 3 da tarde. Gratis
aos pobres.
EDITAES
Barca americana /. F. Rottman, carvo.
Barca ingleza Sobrina, farello.
101.905 Saceos! Barca portugueza Tentadora, kerosene.
Barca norueyuense Celer, carvao.
Barca sueca Augusta, carvir.
Bri-me dinamarquez Catliarina, varios gneros.
Brigue sueco Pepita, carvao.
Brigue norueguense Bertha, carvao.
Lugar nacional Marinho Vil, curvao.
Patacbo sueco Amor, varios gneros.
Exportaeo
BBCU-a, 18 DK JA^EIBO DE l-<9
Pora o exterior
No vapor inglez Actor, carregou :
Para Liverpool, 1. Fernaudes 1,139 saceos com
85,425 kilos de assucar mascavado.
No vapor iuglez Arago, carregaram :
Para Liverpool, H. Garneiro 4 G. 400 saccas
com 27,69>> kilos de algodao.
No patacho americano Daesy. carregaram :
Para New-York, J. S. Loyo* Fillio 651 saceos
com 48,825 kilos de as-ucaV mascavado.
Na barca americana Oliva, earregaram:
Para New-York, F. Cascao A Filho 1,000 sac-
eos com 75,000 kilos de assucar mascavado ; Ju-
lio & Irmao 1,000 saecos com 75,000 kilos de
assucar mascavado.
Para o interior
No brigue norueguense Norma, carrega-
ram :
Para Uruguayana, B. Oliveira A C. 1,000 bar-
ricas com 117,230 kilos de assucar branco.
No vapor francez Ville ae S. Nicols, car-
regaram :
Para Santos, S. Guimaraes & C. 100 saceos
com 6 000 kilos de assucar mascavado ; P. Pin-
to A C. 45 pipas e 100 barris com 31,200 litros
de agurdente ; Amoriin Irroaos A C. 50 pipas
com 24,000 litros de agurdente.
Para Rio de Janeiro, 11. Burle A C. 100 saccas
com 8,760 kilos de algodo ; A. A. Hollanda
Costa 20 caixas com 40 duzias de frascos da
elexir.
No vapor americano Finance, drregou :
Para Para, P. C. de Alcntara 600 barricas com
43,033 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Manos, carregaram :
Fara Manos, F. A. de Azcvedo 25 latas com
373 kilos de assucar refinado ; P. Alves A C. 20
barricas com 800 kilos de assucar refinado ; A.
Guimaraes 26 barricas com 1,420 kilos de assu-
car branco ; M. Borges AC.OO barricas com
3,392 kilos de assucar branco.
Para Para, P. ( arneiro A G. 200 barrieas com
11,200 kilos de assucar branco ; J. Borges 200
barricas com 15,369 kilos de assucar branco ; M.
Borges A (.'. 800 barricas cem 12,640 kilos de
assucar branco ; A. J. da Fonseca 50 barricas
com 1,950 kilos deassurar branco ; B. Oliveira
A C. 50 barris com 4.800 litros de agurdente ;
J. S. da Costa e Silva 2 barricas com gomma me-
dicinal.
Para Maranho, J. M. Dias 5 caixas com 230
1/2 kilos de rap.
__.No niate nacional Xqrtuno, carregaram :
Para Aracaty, J. R. dos Santos 4 K) saceos
com farinba de mandioca; P. Alves A C. 20 bar-
ricas com 1,288 kilos de assucar branco.
Para Mossoro, M. Furia-8 barris com 720 litros
de mel.
No iiiate nacional D. Julia, carregaram :
Para Cear, P. Alves A C. Iu0 saceos com
7,500 kilos de assucar branco e 50 ditos com
3,750 ditos de dito mascavado.
Ileudlmenlos pblicos
MEZ DE JaNkih i
Alfandega
Renda geral:
Do dia 2 a 28
dem de 29
907:900*214
26.733*584
5.* secc.fio.Secretaria da presidencia de Per-
nainbuco era 29 de Janeiro de 1889.
De ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia se faz publico, conforme solicitou a presi-
dencia da provincia da Parahyba, para conheci-
mento de quem ineressar possa, que sao cha-
mados concurrentes para o contracto de abaste-
ciinenlo d'agua dita provincia, de confonni-
dade com os editaos abaixo transcriptos
O secretario interino,
Manofl Joaquim Ribeiro.
Por esta secretaria se faz publico de ordem de-
S. Exc o Sr. presidente da provincia, e para
couuecimeuto de quem interessar possa, que
dentro do praso de sesseuta dias, contado desta
data, aceitam-se nesta repartiy&e propostas para
ser contratado, com iiuem melhores vantagens
olTereccr, o servico do abastecimento d'agua a
esta capital, na couformidade da lei provincial
n. 827 de 6 de Outubro de 1886 visto nao tercm
sido aceitas, por deficientes, as propostas aprc-
seutadas no praso Hxado no edital de 8 de Jn-
nho do anuo passado, serviudo de base para o
contracto e preferencia as condic&es segumtes:
1."
A presentar o contractante, a contar da data
da assignatura do contracto e em praso estipu-
lado pela presidencia da provincia, as plantas e
nivelainenlo dos terrenos compreb ndidos pela
cidade at os mananciaes por onde tem de pas-
sar a rede de encanamentos, e, bem assim, o
prospecto das obras darte uecessarias ao func-
ci'Uiuiuento da empreza, trabalbos que devem
ser examinados por um ou mais prossionacs
nomeados pula mesma presidencia.
Forneccra diariamente na razao de 160 litros
d'agua de superior qualidade para cada habi-
tante, ou 2,400,000 litros em 24 horas para a po-
pulacho da capital, calculada em 15,000 almas.
3."
A agua foruecida devera attingir ao ponto
mais elevado da cidade e com pressio sulliei-
entc.
4/
Assenlar dez cliafarizes pelo menos e nos lu-
gares designados pela presidencia da provincia.
89 ditos de legumes a 400 ris 18 ditos de sumos a 700 res 9 ditos de fressuras a 600 ris 8 talhos a 2 A Oliveira Castro A C.: 54 talhos a 1 35*600 12*600 54400 16*000 54*008
Rendimento do da 1 a 27 do cor-rente Poi arrecadado liquido at hoje 208*420 5:222*820 5:431*:40
Renda provincial :
Do dia 2 28
dem de 29
1-43:424*505
2:500619
934:633*798
143:923*124
Somma total 1,080:558*922
Seguuda seccSa da Alfandega, 29 ne Janeiro
de 1889.
O UiesoureiroF lerendo Doniingues.
O chefe da secea -Ciccre B. de Mello.
Recebeovla
Do dia 2 a 28 25:683*846
dem de 29 1:257*352
Geral
Precos de dia:
Carne verde de 360 a 480 reis o kilo.
Garneiro de 720 a 800 reis ideni.
Sainos de 500 a 640 reis dem.
i- arinha de 360 a 480 reis a cuia.
Milho de 320 a 400 reis dem.
Fo5o de 900 a l*20iidem.
.Hatadou.ro publico
Neste estabelecimento foram abatidas para o
consumo de hoje 70 rezes.
Sendo : 51 prtencentes a Olivoira Castro A
C. e 19 prtencentes a diversos marchantes.
26:941*198
Recebedorla provincial
Do dia 2 a 28 89:075*898
dem de 29 334*137
89:410*035
Recife D rain age
Do dia 2 a 28 8:903*638
dem de 29 32O0:
8:933*723
Mercado Municipal de S. Jo
O movimento deste mercado no dia 28 de Ja-
neiro foi o seguinte:
Entraram :
21 bois pesando 4,816 kilos sendo de Oli-
veira Castro G, ?2 e 9 de particula-
res :
271 kilos de peixe a 20 ris
144 cargas de farinlia a 200 ris
6 ditas de fructas diversas a 300
ris
9 taboleiros a 200 ris
14 suinos a 200 ris
10 matulos com legumes a 200 ris
Foram oceupados :
261/2 columnas a 600 r
1 escriptorio a,300 ris
23 compartimentos do farinha a 5(
ris
27 dit03 de comidas a 500 ris
Vapores a entrar
MEZ DE JANEIRO
Europa....... Curytiba.........
Europa....... Aralo...........
Sul........... Finance..........
30
30
31
5*420
28*800
1*800
1*800
2*800
2*000
15*900
300
12*500
13*390
Vapores a sabir
MEZ DE JANEE80 .
Buenos-Ayres. Atrato ..,.......... 30 as 3 h.
Movimento do porto
Navios entrados no dia 29
Valparaizo e esoala30 dias, vapor inglez Co-
topaxi, de 2,377 toneladas, commandante H.
w. Hayer, equipagem 97, carga varios gne-
ros : a Witsou Sons & C.
Cardiff -30 dias, vapor inglez Sophia, de 240 to-
neladas, commandante A. Nvc-n. eauinacpm
11, em lastro: a Wilson Son3 ,c.
Rio Grande do.Norte 6 dias, hiate nacional
Correio do Naal, de 40 toneladas, mestre Joo
Guedes de Moura, equipagem 5. carga varios
gneros ; a Fraga Rocha C.
Cear-3 dias, vapor nacional S. Francisco, de
382 toneladas, commandanle Joaquim da Sil-
va Pereif, equipagem 30, em la?tro; a Com-
panhia Pernainbucana.
Navios 8ahido8 no mesmo dia
Liverpool e esca aVapor inglez Coiopaxi, com-
mandante H. 'V. Hayer, carga varios gneros.
Aracaj e escalaVapor nacional Jaguanbe, com-
mandante Alfredo Monteiro, carga varios g-
neros.
Ceari-Hiate naonal D. Julia, mestre Lauren-
tinoF. da Cosa, carga varios gene
CamossinHiatc nacional Deus mestre
Vicente F. da Costa, carga va
TybeeBarca norueguense Joa, capitao S.
Traaxberg, em lastro.
f
i \i
\


r

i


Diario de PernambucoQuarta-feira 30 de Janeiro de 1889.
EmpfcgarA ni conslrueefio das qbr3 mate-
mes de pniooira qualidade, devenrtb ter os ca-
noa dimetro e espessura de forma a resistirem
a pressao do liquido e a permittirem urna des-
carga que eUeju na eonfonuidade do disposto
na condica z"
6.
Far passar o eucaiumeiito geral pelo centro
' das ras, obrigando-se a repor no seu estado
primitivo toda tarea por onde elle passar e bem
assim suas ramiflcacoes e dcrivaccs.
7.'
Empregar canos de ferro no cncanauento
geral c ramificacao, i de chambo uus derivagOes
para as peonas e coafarxc?, ludo como em ge-
ral se ortica em idnticas emprezas.
8.'
N3o cobrara mais de dez ris por cada caneco
de 30 litros d'agua.
9.a
Fornecera agua as repartieses provinciacs pe-
la metadeda taxa eslabclecida para os particu-
lares e gratuitamente aos estabclecimentos de
caridade publica na razao de 100 litros para ca-
da habitante e por dia.
10."
Fornecera tambem gratuitamente, no caso de
incendio, a agua necessaria a apagal-o, abrindo
as torneiras e chafarizes dos lugares mais pr-
ximos do sinistro.
II.'
Collocar obrigaloriameute penas d'agua em
lodos os predios, cujo alugucl racnsal for calcu-
lado em 10 -000 ou mais correado a despeza do
consumo d'agua |>or conta dos propietarios ou
de seus procuradores, e nao excedendo cada
peona a 44000 por mez, avahada a aua descarga
na razao de 6 habitantes em 24 horas.
li-
sera prohibida a venda d'agua das cacimbas
e pocos particulares, sob pena de mulla e pnso
e ter dircito o contraclante a apropriar-se da8
fontes puhlicas e a outros favores que depende-
rera da administracio da provincia.
Ficar o contractante dispensado dos direitos
provinciaes de todos os materiaes precisos para
as obras at a sua installago.
14.
Sero comecadas as obras dentro de um anno
a contar da data do contracto, c estarao termi-
nadas dentro do praso que ae ajustar, sob pena
de caducidade e em ambos os caaos, salvo torca
maior em que os ditos prasos podero str proro-
gados pela presidencia da provincia, sob as con-
dices que se convencionarem.
0 contractante prestara fianza idnea no The-
souro Provincial para execuco do contracto,
conforme se convencionar ou tara o deposito de
10.0tr000 como garanta do cumprimento de
suas clasalas.
16.'
A falta do cumprimento de qualquer daa clau-
sulas que forem estipuladas determinar a mul-
ta de 10 "i sobre o valor do deposito c a perda
do mesmo em beneficio da provincia no caso de
recisao do contracto por igual motivo.
17.'
No acto de lavrar-ae o contracto a presidencia
da provincia accordara com o contractante em
outras condices que forem convenientes.
A presidencia da provincia ter um engenhei-
ro junto a empresa que aera por eata remunera-
do, ou pela provincia no caso de ser subven-
cionado pela empresa.
19.'
Para o funccionaniento da empresa ser ex-
pedido legulamento pela presidencia de a cordo
com as condices do contracto.
20.
O contracto nao poder ser transferido a ou-
trem individuo ou companhia acm permiaaao di
presidencia da provincia. .
Secretaria do governo da Paranyba, em ztt de
Novembro de 1888.
O secretario,
Honorio Horacio de Figueiredo.
reo chegando os imiui. rantes, conforme as pro-
videncias tomadas por i<. Exe. o Sr. ministro da
agricultor; .,
Km seus pedidos de em os Srs. proprietrios
declarar, alem do numero, a nacionalidadc dos
immigrantes que preRrem, as vantagens que
Ihes oflerecem, a deuo mnajao e o nome da lo-
calidade mais prxima para onde devem ser en-
viados.
F. de B. Accioii de Vasconcellos.
Monte de Socarro de Pcrnam-
DECLARACOES
ED1TAL
Por esta secretaria se faz publico de ordem
de S. Exc. o Sr. presidente da provincia, e para
conhecimento de quem intereasar possa, que
Hca prorogado por sesaenta (60) das o prazo
marcado no edital de 86 de Novembio do anno
prximo pasaado, no qual se declara que accei-
tam-se nesta repartico propostas para ser con-
tractado o abastecimento d'agua esta capital,
na confrmidade da lei provincial u. 8S7 de 6
de Outubro <1e 1886, visto nao terem sido accei-
tas por delicientes aa apresentadas no praso
xado no edital de 8 de Junbo de 1887.
Secretaria do governo da Parabyba, em 4 de
Janeiro de 1889.
O secretario,
Honorio Horacio de Figueiredo.
3* seccSo.Secretaria da Presidencia
de Pernambuco, em 7 de Janeiro de 1889.
Faco publico, de ordem do Exm. Sr.
Dr. presidente da provincia, que se acha
aberta a concurrencia para o emprestimo
externo de 8,600:0000 (oito mil e seis-
centos contos de ris), autorisado pela lei
provincial n. 1,927 de 15 de Novembro
lindo, com o praso de quarenta e cinco
dias, a contar da data da primeira publi-
cacSo do presente, para o recebimento
das respectivas propostas, que serio apre-
sentadas nesta secretaria, em cartas fecha-
das.
Estas serlo abortas pelo mesmo Exm.
Sr. s 12 horas do da, em que expirar o
praso fixado, com os proponentes presentes
Nos termos da referida lei, o emprestimo
sera de quantia que produsa a predita impor-
tancia de 8,600:0000 (oito mil e seiscen-
toa contos de ris) liquida, a ser applicada
ao resgate da divida da provincia, funda-
da em apolices de juros annuaes de 7 j0
(sete por cesto), com excep^io aquellas
qne tennam sido emittidas por empreati-
mos a companhias ou a particulares, como
auxilio agrcola ou industrial, bem como
para liquidacae dos exercicios de 1886 a
1887 e 1887 a 1888.
A taxa da emissao nao ser inferior a
92 (noventa e dous) livre de eommissao
e o juro nao exceder jde 5 *\ (cinco por
cento) alm da quota de amortisacao, que
nao ser superior a 1 i, (um por cento),
sendo esta e aquelle safisfeitos semestral-
mente.
O secretario interino, Manoel Joaquim
Svaira.______________
Antonio Flix Pereira, colletor das rendas ge
raes de Palmares, em virtude da lei, etc.
Faco saber aos que o presente edital yirem e
delle noticia Uverem, que segundo o dis posto
no art. 29 do n^ulainonto a que se refere o de-
creto n. 9870 de zfoe Fevereiro de 1888, a co-
branca do imposto de industrias e prolissOes
ser reallsada no mez de Fevereiro de cada
anno, se o imposto nio exceder de 30*000, e em
duas prestaces iguaes nos aiezese'Fevereiro
e Agosto, s exceder aquella quantia.
Que os contribuintes que nao pagarem o im-
posto nos prazos cima, ncorrerao na multa de
10 0/0, a qual acra elevada a 15 0,0, se o deve-
dor rilo realisar o pagamento ate *) de Junho
do semestre addicional do respectivo exercicio.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei lavrar o presente, que ser aflixado nos
lugares mais pblicos, e vai por mim assignado.
Collectoria de Palmares, 20 de Janeiro de 1889.
O collector,
Antonio Flix Pereira.
IMperWrla epel*l la (erra 6 co-
loniuncA de Pernambace. em
e Janelr de ** .
Faz publico para cdnliecunento dos nteressa-
dos o edital abaixo transcripto, pelo qual
sctiar-se esta inspectora autonsada a receberos
pedidos para ictroducrao de inmigrantes nesta
PrnVs'pmoria gc-ral das trras e colonisagjT.
O n-.'Wiw geral faz publico para conlieci-
ment' sus iMeresados. que d'ora em diante de-
ia rei-al ou s
s pedidos
l he satisfa
Terceira praca
Pela inspectora desta Alfandega se faz pu-
blico, que aa 11 horas do dia 31 do crreme mez
serio arrematadas em piaca, porta do trapiche
alfandegado Barao do Livramento, as seguimos
mercadorias :
Marca SD&C, 4 pipas com vinho ceceo com-
muin, eapacidade 1,900 litro!, viudas de Lisboa
no vapor inglez Mariner, entrado em 13 de Abril
de 1883,
Marca i, 5 barra de 3." com vinho suco com-
inuin, eapacidade 475 litros, vindos de Lisboa
no vapor francez Ville dt Maranlto, entrado em
10 de Abril de 1885.
Marca RP, 15 caixas com agua mineral, peso
as garrafas 1,365 kilos, vindas do Havre no
vapor franca VMe de Pernambuco, entrado em
11 de Novembro lu 188(.
Marca C&l e contramarea SB& ", 1 barril de
5." vasio. vindo de Lisboa no patacho |>ortuguez
Fauna, entrado em 30 de Janeiro de 1887.
Marca VKA.N. 32 caixu com azulejo, peso
bruto 1,440 kilos., viudas do Havre no vapor
francez Ville de Cear, eotr. do em 24 de Feve-
reiro de 1887.
Marca JGG, 3 pipas com vinho secco commum,
eapacidade 2 42o litros, vindas de Lisboa no va-
por ingles Sculptor, entrado cm >0 de Julho de
188.
dem, 10 barra de 5." com vinho aceco com-
mum, eapacidade 800 litros, dem, dem
Marca AIS, 100 barra de 5. com vinho secco
commum, eapacidade 8,100 litros, viudos de
Lisboa no vaper francez Ville de Pernambuco,
entrado em 22 de Setembro de 1887.
Letreiro J. R. Antunes. 25 barra de 5, com
vinho secco commum, eapacidade 2,150 litros,
idem. idem.
Marca BJ, 15 barris fructas verdes (amen-
doas peao brjito 750 kilos-, vindoa de Lisboa no
vapor francez Ville de raeei, entrado em 13 de
Fevereiro de 1888.
Marca AY, 1 barril de 5 vasio, vindo de Lis
boa no vaper francez Vle de MaranMo, entrado
em 9 de Marco de 1888.
3.* seccao da Alfandega de Pernambuco, 29
de Janeiro de 1889 O chefe,
Domingos Joaquim da Fonsaca
Imperial sociedade dos Ar-
tistas Mechanicos eLi-
beraes
Construccao das oficinas
De ordem do Illm. Sr. director, e segundo a
reaoluco tomada em sesso de asaembla geral
de 4 de Novembro prximo pasaado, faco publi -
co que na secretaria desta sociedade recebem-ae
propostas em cartas fechadas at 31 do correte,
para execuco das obras das oflicinas que esta
sociedade tem de fazer para o ensino pratico.
Na secretaria, das 9 horas da manha s 6 da
tarde, encontrarlo os proponentes a planta e
orcamento para serem examinados, servindo de
base o orcamento existente.
As condices para a arrematacao e execuco
da obra aao aa mesmas consignadas a rcapeito
no regulamento vigente das obras publicas pro-
vinciaes, que aera tambem patente aos mesmos
concurrentes.
Recife, 16 de Janeiro de 1889.
O 1- secretario,
Francisco da Costa Ramos.
S2o convidados os poasuidores das cau-
tellas dos nmeros abarro, a vir resgatal-as
at o dia 5 de Fevereiro prximo, aviaan-
do-lhes de que findo 'este prazo serio ellas
impreterivefmente levadas a leilSo pu-
blico.
14997
15818
15861
15817
15924
15926
15923
15961
16027
16302
16444
1G453
16458
16691
16699
16700
16703
16706
16708
16713
167 l
16717
16720
16728
16744
16745
16747
16749
16750
16753
16758
16763
16764
17049
17051
17057
17058
17060
17061
17062
17066
17068
17070
17t82
17090
17091
17092
17099
17102
17112
17190
17201
17207
17212
17215
17216
17221
17228
17232
17233
17239
17240
17254
17255
17264
17269
17270
16915
16917
16918
16922
16931
17939
1094')
16945
1G'.I47
17952
16953
16954
16972
16979
16482
16984
16985
16987
16992
17008
17018
17026
17031
17032
17033
16036
17037
17040
17041
17042
17043
17045
17047
Recife, 19 de Janeiro de 1889.
Felino D. Ferreira Coelho,
Gerente.
16775
16777
16791
16797
16801
16804
16808
16810
16812
16821
16838
1G841
16842
16845
16850
16855
16857
16858
16862
16865
16873
16875
16878
16882
16883
16888
16893
16895
16898
16899
16907
16909
16911
17113 17271
17114" 17272
17117 17279
17131
17139
17141
17156
17161
17164
17166
17167
17168
17169
17180
17185
17188
17280
17283
17284
17287
17304
17306
17308
17309
17310
17311
17313
17317
17318
17319
17321
17320
17322
17323
17324
17325
17327
17328
17331
17332
17336
17338
17342
17343
S. R. J.
17299J7344
17280 17346
17292 1^350
17293 17352
ortedae Hecreatlia Juventud?
Sessao rnagDa em solemnisas5o do 10."
anniverafrio da bibliotneca e san. o
bimestral em 2 de Fevereiro
Aps a aessjsj magna com que se solemnisara
o 10. anniverssVi da bibliotheca e que princi
Eiara s 8 horas da noite, realiaar-re-ha o sarao
imestral, para o qual receben, -ae anda notas
de convites nesta secretaria. Sem cartao de in-
gresso a pessoa alguma ser permitlida a entra-
da, devendo os senbores aoci js pagar a mensa-
lidade de Fevereiro para podereinoblelo.
NAO SE ADMITTEAGGREGADOS.
Seci otaria da i-ociedade Recreativa Juvealude,
14 de Janeiro de 1889.0 1- secretario.
A. Monteiro,
Monte Pi Portuguez em
IJernambuco
De ordem do Sr. director, previno aos senho-
res socios que as sesses desta directora tero
lugar todas as quartas, s 7 horas da noite, na
sede social.
Os servigos mdicos continuara a cargo do
Illm. Sr. Dr. Carneiro da Cunlia, que poder ser
grocurado cm seu consultorio ra Mrquez de
linda ou na casa de aua reaidencia no caes do
Capibanbe. Da cobranga est cncarregado o
Sr. Belmiro Pinto de Novaes.
Secretaria do Monte Pi Portuguez em Pernam
buco, 23 de Janeiro de 1889.
Feliciano de A. Gomes,
1 secretario.
HIFFODROMO
S.SALVADOR
(IWa provincia da Babia)
17294
17295
17296
17297
17303
17353
17354
17355
17363
17368
Secretaria da Instruccao Pu-
blica, 26 de Janeiro de
1889.
Fago saber a quem inleressarpossa, de ordem
do 8. Dr. inspector geral da intrucgo publica,
que podem ser procuradas nesta repartico as
cadernetas da Caixa Econmica Escolar da 3'
eadeira do sexo masculino da freguezia de San-
to Antonio, recolhidas pelo ex-professor Fran-
cisco da Silva Miranda, constantes da relaco
infra.
Relaco das cadernetas da Caixa Econmica Es-
colar da 3* eadeira do sexo masculino da fre-
Sezia de Santo Antonio, anda nao reclama-
B.
Fraccoes
1*000
Estrada de ferro do Recife a
Gaxang
Fesla na Varzea
A pedido e por conveniencia das pesaoas que
concorrerem s novenas da feata de N. S. do Li-
vramento ns Varzea, o trem que pela tabella par-
te dalli as 7.29, ticar partindo aa 8.30, a contar
do dia 31 de Janeiro a 10 de Fevereiro (com ex
cepeo do dia 2) havendo durante aa novenas e
dia da festa biihetea especiaes de ida e volta
(intermediarios) do Zumby e Cordeiro a Varzea
500 rs. i. classe e 320 t. na 2.', e de Iputinga
eCaxang a Varzea 320 rs. na 1 classe e 160
rs. na 2 .
Escriptorio da Companhia, 29 de Janeiro de
1889 =0 gerente interino,
H. Fletcher.
1879 N. 2.021 Joo Gomes Pe-
reira da Silva, folhas 38
N. 3.774 Manoel Pedro
Alexandrino de Lima,
dita 68
1880 N. 2.011 Jofio Baptista
Lopes de Castro, dita 48
N. 2012. Alfredo Proco-
100
Geat Western of Brazil
Railway Company, Limited
Aviso
Em virtude doa artigos 75 e 80 do re-
gulamento desta estrada as 10 lj2 horas
do dia 4 de Fevereiro e na eatacSo do
Brum, se venderlo os aeguintes objectos
por conta e risco de quem pertencer.
2 Pecas para moinho sem marca.
1 Caixa com enreja idem idem.
1 Volme de saceos vazios idem idem.
1 Pacote com doce idem idem.
1 Caixa com doce.
45 Saceos com milho marca Rosa.
1 Caixao com ferramenta de tanoeiro
sem marca.
4 Pecas para banco idem idem idem.
31 Paos para jangada idem idem.
42 Saceos com milho marea Rosa.
1 Sacca com arroz marca, B. S. L.
3 BarricSe? com bollachas idem B. S. L.
1 Ancora com vinho idem B. S. L.
Recife, 30 de Janeiro de 1889.
0 superitendente,
< Jason Riby.
SANTA CASA
CASAS PARA ALV6AR
Ra da Moeda n. 49, armazem 248*000
dem do Vigario Tenorio n. 27, loja 240*000
dem idem n. 22, 3. andar 180*000
dem idem n. 25, 1 andar 360*000
dem do Bispo Sardmha B. I, i' e 1
andares e soto 400*000
dem do Bom Jess n. 13, 3andar 200*000
dem do Mrquez de Olinda, sobrado
n.44 2:131*000
dem do Bom Jess n. 13, i. andar 240*000
Becoo daa Boias n. i*, leja l.e2. an-
dares 480*000
Pateo do Paraizo n. 29, 2. mdar 240*000
Ra da Saudido n. 8 4890i?.''
Companhia Sania thereza
Agua em Olinda
Segundo o 6 do artigo 9 do Regula |
meato da companhia, o pagamento da im-
portancia da penna d'agua fornecida em
cada mez, se far na primeira quizena do
me seguinte, e na falta de pagamento po
der-.i a companhia tnterrompor o suppri-
mento d'agua.
A gerencia far cumplir restrictamente
este artigo, nao admi ;tindo exoepcao-
keriptorio da companhia, l de Outu-
bro de 18fi
Eio Lopes de Castro, dita
9
1881 N. 2.084 Theotonio Agri-
Sino dos Santos, dita 10
. 3-516 Gustavo de Sou-
za Lopes, dita 17
N. 3-517 Joao de Souza
Lopes, dita 18
N. 3-510 Martiniano Joa-
quim de Mello, dita 21
N. 3-805 JoaoSilverioda
Costa Oliveira, dita 30
N. 4-638 Manoel Soares
Monteiro, dita 45
N. 4640 Lupicinio Fer-
nando da Silva, dita 47
1882 N. 5.021 Victorino Duar-
te Pereira Lima, dita 8
N. 2.388 Capitalino Tho-
ui Baptista, dita 16
S. 4.641 Manoel Candido
Ferreira da Silva, dita 19
>'. 4.647 Alexandrino
Tavares, dita 20
N. 5-029 Ariur Ferreira
Soares, dita 34
N. 5.311 Raymundo Al-
ves de Souza, dita 42-
1883 N. 5.312 Luis de Franca
Soares (ou Souza.) dita
31
N. 6.183 Alvaro de Oli-
veira Colas, dita 37
N. 4-642 Joao dos Santos
Pereira Braga, dita 57
1884 >'. 6.371 Joaquim de Sou-
sa Pinto, dia 12
N. 5.616 Manoel Silverio
de Miranda, dita 20
N. 7.145 Amaro Joto de
Alencar. dita 37
5. 8.196 Rosa de Lima
dos Passos Barbosa,! dita
42
1883 H. 5.618 Carlos Henrique
Soares, dita 41
N. 5.975 Affbnso Dantas
Teixeira, dita 36
160
1*000
3*000
3*000
10*000
600 5*000
600
520
400
100
140
5*000
10*000
16*000
2* 00
1*000
9*000
17*000
11*000
500 7*000
740 1*000
560 3*000
11*000
840 2*000
309 1*000
4*000
630 4*000
500 6*000
400 1*000
800 3*000
700 4*000
8*700
Recife, 21 de Janeiro de 1899.
Francisco 4a Silva Miranda.
Os pretendentes devem apresentar-se devida-
mente habilitados.
O secretario;
Pergentino Saraiea de Araujo Galvo.
Derb> Club de Pernambuco
Pela directora foram multados os aeguintes
jockeys, que montaram annaes na corrida de
27 d'eate mez.
Por infracco do art. 13 do regiment in-
terno :Luiz Pereira em 100*.
Por infraccSo do art. 14 do mesmo regi-
ment interno foram multados em 50*, cada um,
o jockey-Banda, Antonio de Freitas,Luiz Pereira
e em 20* o jockey Alfredo de Freitas.
Recife, 29 de Janeiro de 1889.
O gerente,
Henrique Schutel.
CAPITAL 8,000;000,JOOO
Administracao dos Correios
de Pernambuco
Por eata administracao se faz publico que no
dia Io de Fevereiro prximo futuro comecaro
a vigorar s novas laxas de franqua da corres-
Bondencta, flxadas no regulamento de 26 de
larjo de 1888.
Estas taxas sao as seguintes :
Cartas.-100 ris por 15 gramraas ou fraccao
desse peso, qualquer que seja a distancia que
tenham de percorrer por mar ou por trra.
Cartas-bilhete. 80 ris, cada urna.
Bilhetes-postaes.- 40 rea os simples e 80 ris
os com resposta paga ;
Manuscriplos.50 ris por 50 grammas ou
fraccao de 50 grammas ;
Impresso8.20 ris por 50 grammas ou frac-
cao aesse peso;
Amostras.100 res por 50 grammas ou frac-
co de 50 grammas ;
Eocommendaa.100 res por 50 grammas ou
fraccao, aendo obligatorio o registro.
Os actuaes bilhetes postaes de 20 ris e as
cartas-bilhete de 50 ris podero ser utilisados
at ao dia 31 de Marco, desde que, por meio de
sellos adhesivos, sejam completadas as taxas
respectivas-
Os actuaes bilhetes postaes de 50 ris e as
cartas-bilhete de 100 res podem ser trocadas
no Correio pelas correspondentes formulas no-
vas, restituindo-se em sellos a differenca,
Outro-sim, que na mesma data, entrar em vi-
gor o art. 18 do regulamento, que assim dis-
poe:
Art. 18. Os jornaes e outros peridicos im-
pressos no Brazil que, em maco ou sacco, com
endereco a cada estaco postal, forem expedidos
pelos respectivos editores, connecidos como taes,
ou peaaoaa por elles devidamente autorisadaa,
para que sejam entregues a agentes seus ou di-
rectamente aos assignantes, pagaro previamen-
te, em sellos, que, para esse lim, sero especial-
mente emittidos, 10 ris por 100 grammas ou
fraccoes de 100 grammas. Quando a distribui-
C8o liver de faxer-ae pelo Coireio, cada sacco ou
maco ser acompanaado por urna lista de assi-
gnantes .
Na execuco d*este artigo observar-sc-o aa
seguintes disposicoes :
Neohum maco ou sacco ser recebido sem que
esteja amarrado ou cuitado, de modo a nao dis-
simular a natureza do conteudo.
Os saceos ou macos devem ter enderece exte-
rior, indicando com clareza o destino, podendo
tambem cada jornal incluso ter o seu enderece
especial;
Os saceos, macos ou jornaes avulsos, fran
queadoa com sellos ordinarios, aerao considera-
Jos impressos e taxados na razao de 20 ris por
50 grammas ou fraccao d'esse peso ;
Nao serio expedidos os saceos ou macos cuja
laxa nao esteja integralmente paga.
Recife, 21 de Janeiro de 1889.
L. Affonso do Reg Barros.
PROJECTODE INSCRIPTO
PARA O PAREO
- tlAQjg Mj llli i, luvm
Na corrida que se realisar no dia 10 de
Fevereiro de 1889
S.OOO ssief'OS. Animaes de qualquer paiz. Premios: 2:000)J000 ao primeiro,
800)5000 ao segundo, 400,5000 ao terceiro, 2004000 ao quarto.
Inseripco 2001000
A insciipco encerrar-se ha na secretaria do Hippodromo S. Salvador, roa
da Alfandega n. 58Baha, no dia 4de Fevereiro.
LAUCO lUIESHACIOUL
DO
Jo JuV* >A> >o X X_
Capital
tO,000:004Nl
dem realisado 19,000:000^
A caixa filial deste Banco funeciona
ra do Commercio n. 40, sacca, vista ou
a prazo, contar os seguintes corresponden-
tes no estrangeiro.
L0ND0N..(Bmc Internacloaal
< do Brasil,
> ( London office.
( l.osidoB k < onsily
( Banking Company L.1*
PARS......(Banqne de 1'srKA des
Em accoW de
Estando tomado
2000000
4,000:000^000
Este estabelecimento 6 destinado a auxiliar e
desenvolver o crdito industrial e collectivo
desta provincia; suas operacoesabrangero to-
dos os ramos da actividade commercial e indus-
trial que offerorem solida garanta.
A directora compor-se-ha dos senhores
Luiz Antonio de Siqueira.
Jos Adolnho de Oliveira Lima.
Antonio Remandes Ribeiro.
Manoel Joao de Amorim.
Thomaz Comber
os quaes com o Exm. Sr. Visconde de F'qiei-
redo sSo os incorporadores.
As entradas ScrSo de 5 / no acto da subs-
cripcao; 5 \0 quando fr annun ciada a assig-
natura dos estatutos.
As subsequentes entradas nao poderSo ser
maiores de 15 i,com o intorvallo nunca menos
de 60 dias.
A subscripcfio est aberta para todas as pea-
soas que desejarem tomar parte n!esta impor-
tante is'ituicao. no escriptorio dos Srs. Amo-
rim IrniSos & C. ou no Banco Internacional, a
contar 4o dia
Hamburgo..
Berlim.......
B remen.....
Frankfurt
sur Main...
Antuerpia..
Roma........
Genova......
aples.....
Mifo e mais
340 cida-
desde Ita-
lia...........
Madrid......
Barcelona ..
Cdiz........
Malaga......
Tarragona.
Valen cia e
ou tras c i-
da des d a
Hes pa nha
e ilhas Ca-
narias......
Lisboa......
Porto e mais
cidades de
Portugal e
ilhas.......
Buenos Ay-
res .........,
Mon tevido
NovaYork.
Pays-Bas
Deutsche Bank.
> Bank d'Anvers.
t Banca Genrale
agencias.
e suas
Banco Hypotecario de
Espaa e suas agen-
cias.
Banco de Portugal e
suas agencias.
The London & River
Plata, Limited.
G.Amsink&C.
Compra saques sobre qualquer praca do
imperio e do estrangeiro.
Recebe dinheiro em conta corrente de
movimento com juros na razio de 2 /0 ao
anno e por letras a prazo a juros conven-
cionados.
O gerente, W ittiam M. Westber.
Companhia Alagoana de
Fiacao e Tecidos
Convidamos aos senbores subscriptores desta
companhia para, de accordo com os arts. 9 e 10
dos estatutos, at o dia 12 de Fevereiro prximo
futuro real8arem sua terceira entrada, na razio
de 10 por cento do valor de suas accoes no Ban-
co internacional em Fernambuco. Macei, 12
de Janeiro de 1889.
Os directores,
Jos Teixeira Machado.
Jos Januario P. de Carvalho.
Propicio Pedroso Barreto.
Secretarla da InstmecSo Publl-
ea t4deezembrode 1888
PRAZU o o das
Contractos de cadeiras.
De ordem do Sr. Dr. Inspector Geral
de Instruccao publica, e em cumprimento
e detenninacao de S. Exc. o Sr. Desem-
bargador Presidente da Provincia de 21
do corrente, se faz publico, que fica mar-
cado o prasn de 60 dias aquem interessar
possa para contractar as cadeiras mixtas,
Marayal e Gammelleira de Buique e a do
sexo feminino de Agua Preta, de vendo os
pretendentes apresentarem suas petic3es
instruidas na forma das instruccoes de 24
de Maio do anno passado como abaixo se
declara.
I. Os titulados pela Escola Norma! Offi-
cial e pela da Sociedade Propagadora da
Instruccao Publica.
II. Os que, mediante exame de eapaci-
dade feito nos termos das disposiedes vi-
gentes, tiverem obtido diploma de habi-
litacao.
III. Os que provarem haver exercido
o magisterio publico com reconhecida ha-
bilitadlo.
IV. Os que provarem exercer ou ter
exercido o magisterio particular as mes-
mas condic3es.
V. Os que, nSo se adiando as condi-
c5es mencionadas nos ns. I. a IV, tiverem,
todava, notoria aptidao para o magisterio.
Art. 4*. Os individuos mencionados no
art. antecedente terSo preferencia, na or-
dem em que se acham enumerados para
as cadeiras que requererem, por modo que
somente se admittirao os da segunda classe
quando nSo honver pretendentes da pri-
meira e assim por diante.
| Io Em ignaldade de condices quanto
ao titulo ou diploma, preferir o candidato
que j tiver exercido o magisterio.
2o. Em igualdade de condicSes quan-
to ao exercicio do magisterio, preferir o
que tiver antes servido por outro meio
que nio seja o contracto ou por interinidade.
| 3o Em igualdade de condices quanto
ao meio anterior de previmento, prefirir
o candidato, que tiver mais tempo de
servico.
Art. 5o. Quanto aos que foram contrac-
tados em virtude da lei de 8 de Junho de
1874 e do regulamento de 7 de Abril de
1879, fica-lhes mantida a preferencia es-
tatuida pela lei n. 1766, art. 9, segunda
parte.
Art. 6 Os que pretenderem o provi-
mento por contracto, devero, dentro do
praso de que trata o art. 2o, requerel-o
ao inspector geral da instruccao publica,
exhibindo certidao de idade, folha corrida
e|at testados de moral idade.
Sao dispensados de apresentar folha
corrida os que exhibirem attestados de
procedimento civil e moral, passados pelas
Cmaras Municipaes, autoridades juoicia-
rias e policiaes das localidades em que
houverem residido nos dous ltimos annos ;
os que, se achando no ejercicio de em-
prego publico, exhibirem attestados dos
respectivos chefes ; e as educandas do col-
legio de orph&s e casa de expostos.
Io Os que requererem as condices
do art. 3o n. IDT, se tiverem exercido o
magisterio a titulo interino, devero pro-
var haverem assim, ensinado por mais de
tres nnos com proveito para os alumnos.
O meio desta prova consiste na exhi-
bicSo do titulo de nomeaco confirmada
ou feita pelo inapctorx geral; de certidao
de exercicio, extrahida dos assentamentos
da secretaria da instruccao publica e de
attestado do delegado litterario quanto ao
aproveitamento dos alumnos.
2o. Quando os pretendentes forem ou
tiverem sido professores de ensino parti-
cular (art. 3o n. IV) devero fazer prova
por meio de certidao extrahida dos assen-
tamentos e mappas constantes da secreta-
ria da instruccao publica, de terem ensi-1
nado as materias de instruccao primaria
por mais de cinco annos, e attestado do
delegado litterario e dos pas dos alumnos,
quanto ao aproveitamento do ensino.
Art. 7 o. A petico para o contracto
deve conter a declaraclo da filiagSo, idade,
estado e proffissSo anterior do requerente
e escripta pelo proprio punho deste, sendo
a lettra e firma reconhecidas por official
publico.
O contracto s poder ser assignado por
procurador, se for provada a impossibili-
dade do comparecimento pessoal do con-
tractante.
Secretaria da Instruccao Publica 24 de
Dezembro de 1888.
O Secretario
Pergentino Saraiva de A. Galvao
maior de 17 an-
sexo masculino e
anno dever ser instruido com os docu-
mentos seguintes :
1.* certidao de idade
nos para os alumnos do
de 15 para os do feminino.
2.- Folha corrida ou certidao de nao ter
soffrido condemnaco por algum dos Cri-
mea que motivam a perda da eadeira do
professor publico. .,
3.- Attestado de moralidade passado pelo
tarocho ouautoridade quer policial quer
iterara do districto, em que residir o
matriculando.
4." Attestado medico de nao sofiVer mo-
lestia contagiosa nem ter defeito physico
que prive de bem exercer o magisterio.
5.- Certificado ou titulo de approvaco
cm exame dos tres graos de ensino pri-
mario.
Os peticionarios que nao poderem ex-
hibir titulo legal de exame do 3.* grao da
instruccao primaria devero inscrever-se
para os exames de admisso, que comeca-
ro no dia 28 do corrente de conformida-
de com o art. 27 do citado regulamento.
Para as matriculas do 2.-, 3.- ou 4.-
basta instruir as peticoes com os
anno
certificos de approvaco em todas as ca-
deiras do anno anterior.
Secretaria da Escola Normal 7 de Ja-
neiro de 1889.
O secretario, A. A. Gama.
Pede-se aos Senho-
res eonsummidores
que queiram fazer
qualquer communica-
Qao ou reclam.ac.ao, se-
ja esta feita no escrip-
torio desta empreza
ra do Imperador n.
29, onde tambem se re-
ceber qualquer conta
que queiram pagar.
Os nicos cobrado-
res externos sao os Se-
nhores Hermillo Fran-
cisco Rodrigues Frei-
r e Manoel Antonio
da Silva Oliveira, e
quando for preciso o
Sr. Antonio Martins
Carvalho.
Todos os recibos
desta empreza devero
ser passado em tales
carimbados e firmados
pelo gerente, sem o que
nao tero valor algum.
George Windsor,
Gerente
Escola normal
Matriculas
Por ordem do Dr. director e de confor-
midade com as disposiedes dos artigos 26
a 30 do regulamento de 27 de Dezembro
de 1887, faz-se pubiieo a quem interesar
possa, que as matriculas deste eurso esta-
ro abertas desde o dia 15 do corrente
at 3 do mez seguinte.
O requerimento para matricula no 1.-
INDEMNISADORA
mpnkfo it Jfcmmft
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabeleelda en 1885
CAPITAL 1,000:0001
8INISTROS PAGOS
% SI de Desenfcr* le ICfJ*
3 raales..... MfOtfGdSOM
lerrestres..... 3i6:0n006
*4Rus do Coftaiffeio4-i
-------------------------5------,_____
Companhia de Sep
StUndae it fi$
AOKXTE
Migar. Jos A
* 7 It- Moro J"su.
Ol: MARTIMOS t
< ItM^* I
o tesuii-








I
1

Diarifc de PterHaftbtico--Quarta^feipa 30 de Janeiro de 1800!
SEGUROS
MARTIMOS COMBA, FOGi)
oiahia 'henix ncr-
namlaneana
f ADO(XUMERCIO Mi ANDAR
"fofldoD. 1 Brasilwb Bank
Limited
Ra do Commereio n. 92
S*cc> por todes ob vapores sobre as ca
zas do mesmo banco era Portogs!, sndt
era Lisboa, roa dos Oapelliatas n. 75. N<
Porto, ra doa Ingleses* _____
Secaros contra Fogo
EST: 1803
Edificios mercadoruis
Taixaa batxos
Prompto pagamenU de prejuiMOt
CAPIML
WS. i,t0O:0O04i#
asuma
N. bRA DO COMMERCIO-N. 5
Companljia t Seguros
COUTRA SUSO
HORTHERN
de Londres e Aberree a
Poifao financeira ("Dezembr* de 1885)
Capital subscripto 3.000,000
Fundo* ai'-vuiiialados 3.134,348
Recelta anuital:
s premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
Da juros 32,000
Joh
o AOforra.
H.-BoxweJl
COHIBA FQ&
Tke Uremool & Lonflon &
Blaelnra, Iteuilia&i i,
Ra co r.(wmt"w P. 8
lo* al Insurance Conipany de
Liverpool
CAPI'I'aL .000:000
AHNTE8
R DE DRSINA & C.
13-Ra Mrquez de Olinda 13

MARTIMOS
United States.and Brazil
M. S. S. C. J.
-ato
O vapor Fin anee
B' operado dos portoa do
sul at o dia 2 de Feverei-
ro o qual depois da cierno -
,ra necessana seguir
[para o
aranho. rara. hados, .
Thoraaz e \ew-1ork
Rara carga, passagens, eocommendas di-
aheiro a frete : trata-se com os
O vapor Allianca
E esperado dos portos do
norte at o dia 7 de Fevc-
reiro o qtal depoi- da de-
mora necessana seguir
para a
Baha. Rio de Janeiro e Nan.os
Para carga, passagens, eacoaunenjase di-
nhire a frete: tratare com o* A GENTES.
. .JHewy'Forstenfc C..
8Ra do Commereio8
l'apdar ____________
ijLoyal Mai Sieam Packet
Companha
O vapor Atrato
De^A,300 fondadas t de foryi de 6,900 ca-
vallos
Coramandente L. R. Dickiason
Este novo e esplendida vapor ten-
, do sahido de Lisboa no dav SI as o
horas da tarde, esperado at o dia
30 do correte, seguiodo depois da
dcfflora necessana para
arelo. BahJa. Rio de Janeiro.
Mantos. Montevideo e Boenos-
.myres.
Pora passagens fretes e eacofameaas trata-
se com os AGENTES.
O vapor Tagus
Commandante P. Rowell
E'esperado do sul no dia 3 de Fe-
vereiro e seguindo depois da demora
necessaria para
Ccmpanhte do Messageries
Mariitims
LINHA MENSAL
O paquete Congo
Coramandantie Leoointre
E esperado da Europa no
dia 4 de Fevereiro e segui-
r depois da demora ne-
cessaria para
Baha, Rio de Janeiro, uenos-Ayret e
Montevideo
Lembra-se aos Srs. jmssageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em quatquer tempo.
Previne-se aos Srs. recebedores de mercado-
ria; que s se attender a reclamagoes por fal-
tas, nos volumen, que forem reconhecidas na
ocrasiao da descarga, assim como deverao den-
tro de 49 lloras a contar do dia da descarga das
alvarengas. fazerem quilquer reclamagao con-
ceroeotee a *lumes que porveatura lenham se-
guido para os portos o'sul, allm de poder-se
dar a tempo as providencias necessarias
Este paquete illuminado luz elctrico.
lira carga, passagen-i, encommendas e di-
nheiro a frete : trata-3ecom o .-GENTE.
O paquete Niger
Commandante Friaschi
E' esperado dos pertos do
sul no dia 1 de Fevereiro,
seguindo depois da demo
ni do cos'.ume para lsor-
deaux, tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
'classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimecto de 15 OjO em favor das Ta-
milias compostas de 4 pessoas ao menos e que
pak'arem 4 passagens inteiras.
Por excepcao. os criados de familias que to-
marem bheles d? proa, gezam tambem deste
abiitimento.
Os vales postaes s se dSo at o dia 30 pagos
de contado.
"ara carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete: trata-se com o
AGENTE
Auguste Labille
9 Ra do Commereio 9
o Porto
de ama a/magao envidragada e enveraHuda, bal-
co, candieiros gat pipas, barris, canteiros e
gneros fa taverna ak ra Visconde de Goyanna
TB.68.
<|ulnta-felra 31 do crrente
A't 11 horat
O agente Fmto, levara leilao por conta e
risco de quem pertencer os gneros, aimacio e
raveis da tavema da ra Visconde de Govanna
n. 68, bem acreditada e afreguezada, garatindo
a chave da casa.
:m eontlnnaeo
Differentes movis.
Pata
Segu com brevidade a barca portugueza Novo
'icio. Para carga trata-se com os conpigna-
Baltar O'.iveira 4 C, ra do Vigario n. I,
Silencio.
tario
! andar.
LEILOES
Quarta-feim 30, de movis, louca, vidros,
crystaes e mais objectos existentes no V andar
da ra do Bom fesus n. 68.
Leilao
De movis, loucas e vidros
Sendo urna forte mobilia de Jacaranda com
consolos de pedra'gosto antigo). 1T meia mobi
lia de amarello com consolos e jardineira de ep
dra, jarros, lantejas, escarradeiras. quadros, 1
guarda vestidos de amarello. 1 cama franceza
imitando a Jacaranda, i lavatorio com pedra, 1
mesa elstica de amarello, aparadores, i mesa
de amarello mterica, cadeiras, de junco, 1 ban-
quinha, 1 cabide, i lavatorio de ferro, jarro e
baca, louca de jantar. dita de almoco, copos,
garrafas, compoteras e outros muitos movis.
Ao correr do martello
Quarta-feftra 30 do corrate
A's 11 horas
No 1* andar do sobrado n. 87 da ra do Im-
perador
O agente arns f ir leilao dos movis e
mais obiectOA- existentes em dito sobrado por
otdem de urna familia que se retira desta ci-
dade.
VUW IfUlU, A j^liHJ- UV 1VIIU, S UlilC l/IVIO fIVVlO *J **-'} **l*AM u vuiwv/ivua
de fogo, 1 carteira e I repartimento de e$mp-' tod* qaaJquer toilette, em.apurado gos-
||^
pto
e
Lisboa. Vlgo. Soutb
Antuerpia
ReduccSo de pauagen*
lia lia e volta
A Lisboa i classe 80 t 30
A' Southampton classe t 88 48
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens, fretes, encommendas, traU-se
con os
^morim Irmos & C.
K. 3Ra do Bom JessN. 3
Companhia Brasiieira de
Navegacao Vapor
PORTOS DO SL
O vapor Pernambuco
Co-uninndante Antonio Francisco de
Almeida
E' esperado dos portos do norte at
o dia 4 de Fevereiro e lepois da de-
mora indispensavel seguir para os
'portos do sul.
tambero carga para Santos, Santa Ca-
thar. i8, Porto Alegre e Rio Grande do
Sul. frete mdico
icoiwnendas s serao re(bidas na agen-
cia at 1 hora da tarde do dia di sabida.
Para carga, passagens, encommendas e valo-
res trata-se ton os AGENTES.
Pereira Carneiro & C.
fh^Rua do Commrcio=
1 andar
LEILAO
do movis, loqg, vidros, eiystaes, qua-
dros, jarros, l espelho grande dourado
e objectos de electro-plate
% saber
Um piano forte de Pleyel, 1 mobilia de Jaca-
randa, coBVtampoBiite pedra, cdeirw de bakin-
(Oi i rico espelho loando grande. 8 quadros
prVsagens, jarros para flores e tapete.
tina cama franceza, 1 toilette, t lavatorio, 1
guarda-roupa, 1 cama de ferro, i cabide tornea-
do. 1 be reo e espelho
Urna mesa tas&ca, l guarda-louca en\idraca-
do, 1 apparador tornillo, 1 relogio da parede.
cideiras de junco. 1 sof, 8 cngolos com pedra,
8 cadeiras de bracos 18 de gnarnicao de mog
no, apparelhos para jmtar e cha, copos, clices,
farapoteiras. taltieiies, colheres, objectos de
clecUo pate,basdejaj e muitos objectos de ca-
sa de familia.
Urna bomba, 1 grade de ferro, 1 cofre prora
Letlo
AVISOS DIVERSOS
Aluga se casas a 8/000 no boceo dos Coe-
lhos, junto de S. Goncallo; a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
iuga-se o !. andar do sobrado n. 3 ra
das Flores ; a tratar na ra da niao n. 3.
Aliga-se o sobrado da travessa do Livra"-
mento n. 10 as chaves na Pracinha n. 7, e
tratar na ra do Brum n. 68, 3 andar.
Precisa-se de um criado para mandados, e
que tambem entenda do serrco de um sitio per-
to da cidade, que tenba conduela afiancadaou
matriculado ; a tratar no Esninheiro ra da
Hora n. 81, sitio, ou no Recite ra da Uniio
n. 54, taverna do Sr. Antonio Duarte. Prcferc-
se homem de meia idade.
Precisase de urna criada para copelra e
de mais algum servico de familia ; a tratar [na
ra da Soledaden. 88.
Precisa-se de um copeiro, de urna criada
Sara servico interno, e de um cosinheiro para
ormir em casa: na Ponte de Uchoa em frente
estaco.
Pede-se ao Sr. Manoel Thomaz de Albu-
querque Maranho o favor de vir ra da Praia
n. 86, tratar de negocio de seu interetse. ___
'Pede-se ao Sr. Francisco Raposo Faicao
3ue venha pagar ou restituir os movis, pois
ata de muito tempo, desde que o senhor foi em
pregado a primeira vez no comm*-rcio.
Ao Sr. Angelo Tarares pede-se que venha
buscar as suas cautela?, que no chegam para
pagar suas letras.
Urna senhoraj de familia, habilitada, pro-
pe-se a leccionar primeiras lettras, etc., em
casas particulares, ou mesmo em algum enge-
nho distante do Recife, mas que seju perto de
alguma das estagoes das vias-ferreas: tratar na
ra Imperial n. 144.
Deseja-se fallar ao Sr. Dr. Joao Lurer da
Paes, na ra da Imperatriz n. 85. __
~~^-"Vende-se cal nova de Lisboa ; na ra Pe-
dro Alfonso iis. 39 e 41.
Accoes entre amigos
A de urna calera fechada, com dous cavallos
e um bom par de arreios, que devia correr com
a ultima lotera do Grfio Para no mez de Janeiro,
(ica transferida para a ultima de Fevereiro.
AVISO
Aluga-se a casa da rea do Paysand u. 5, com
bons commodos, gas, agua e jardim ; as chaves
e a tratar na ra do Bispo n. 6 ^^
Ama
Precisa-se de urna ama para comprar e cosi-
nhar ; na ra Duque de Caxiasn. 47.
Ama
Na ra Malinas de Albuquerque n. 19. se pre-
eisa de urna ama para todo servico de casa de
familia.
_----------------------------------------------------------__---------------------------1.,, ... 11 .
Ama
Na ra da Unio n. 31 A, precisase de urna
ama para cosinhar e mais servicos de casa.
Furto
Tendo sido subtrahido do sobrado u. 8 ra
de S. Francisco, no dia 86 do correnle, um relo-
gio de ouro patente suisso remontoir, com vi-
aro de ambos os lados ; pede-se a quem for o
mesmo offerecido o favor de apprehendel-o e
lev!- 9 a referida easa. que ser gratificado.
* Pe eenteio
Milic & Bisel, avisam ao resneitavel pubco,
que todas a Itrcas.o sextas-feras, tea este sa-
boroso pao ; ra larga do Rosario n. 40.
Z ^a nCapnga "'
Aluga-se- a casa n. 86, ra da Aiuizadu, perto
das hnhas do bond P via-frrea : tcm 8 salas, 8
quarto8eosinha fora, tomar, grande quintal todo
murado, coa Mas frncteiras e boa carimba; a
chave para ver ra das Pernambucanas
CostuTrira c modista franceza
Madame Fanny Silva, tem o seu atelier
de Dtaaa e costura a ra do Barao da
Victoria n. 15, 1. andar, e confecciona
torio.
Quorto/oim {J30 do corrate
Agente Pinto
No 2o andar do sobrado de azulejo da ra
do Bom Jess n. 62, entrada pelo lado
de det raz.
O leilao principiar is 10 1,9 horas.
Leilao
de 1 relogio de algibeira, 1 mala com rou-
pa de uso, l lote de ferramenta para se-
leiro, 1 embrallio de rame, 1 caixa
com pennas de ac e outros objectos
pertencentes ao espolio do subdito por-
tuguez Manoel Teixeira Peixoto Gui-
marites
Quarta-felra SO do correte
A'S II HORAS
Agente Pinto
No 8' andar do eolirado de azulejo da roa do
Bom Jess n. 61, por occasiJo de outro leilao
de movis, louca e vidro.
Leilao
de
Recebe
movis, louca, etc.
O agente Britto. uitorisado por urna familia
que se retir para fora far leilSo do seguinte :
Urna mobilia .ie p.jo carga, 1 dita de junco,
i cama francesa, i ccmmods, 1 mesa elstica,
aparadores, 6 cadeiras de Jacaranda, 1 sof, 8
onsclos e 6 cadeiras de amarello, cabide e
cruartinheira de cluima. rnarquezes, 1 relogio
grande, jarras, espeltioi. quadros, louga para al-
nogo e jantar, copos clices, compoteiras, lan-
.ernas, eicarradeiras, Ibandejas, bomba de Japy,
tapetes, tremde c stnna e outros objectos, rudo
ao correr do martello
Roa da Palaaa a. 8
A's 10 1/3 horas
Quarta-feira, 30 do corrente
Leilao
De movis, piano, 1 importante santuario
grande, espelhj?, crystaes, po.-celanas finas, 1
anparelho completo de electro pate para mesa,
salvas de dita, facas e garfos de cabo de mar-
fn, colheres ectro-platc, galhe-
tros. cop '*, compoteiras, garrafas,
porta-queijo. < ira forro de sala e rjuar-
diversas muitos outro-
de uso domestico. 4t
auiota-feirx 91 do rorrete
AS
Na casa terrea sita laro de 5. Borja
n. 20, mtiga do Sebo
Por inter .encao do agente
Gusmao
to e elegancia, para oasamentos, bailes, vi-
sitas, passeios, etc., faz tambem mantele-
tes e capas sobre medidas.
Contina a ter um lindo sortimento de
novidades de Paria, vestidos de seda fei-
tos, e em cortes, de seda, gaze, velludo
broch e crpe de chine, foulards, surahs,
sedas e ottomanas pretas.
Escolhido sortimento em vidrilhos pre-
tos."
Chapeos, capotas e visitas
Luto em 4 horas
Telepbone n. 93
BCA BARIO DA VICTORIA. K. 15,1. ANDAB.
Peitoral de Cambar
DE
Jos Alvares de Souza Soases
De Pelotas
Approvado pela Exma. Junta Central
de Hygiene Publica, autorisado pelo Go-
verno Imperial e premiado com duas me-
dalhas de ouro de 1.a classe.
O PEITORAL DE CAMBAR cura pcrfeita-
mente a bronebite aguda ou ebronica ;
O PEITORAL DE CAMBAR cura a astbma
por mais antiga que seja;
O. PEITORAL DE cambar cura Se urna
forma admiravel qualquer rouquidao ou
perda de voz ;
O PEITORAL DE CAMBAR cura incontes-
tavelmente o tysica pulmonar;
O PEITORAL DE CAMBAR cura as tOSSO*
simples, as defluxSes tio fcil e rpidamen-
te que ao propro doente causa admira-
cao.
Este importante medicamento vende-se
a 20500 o frasco, 13)4000 1/2 duzia e
24 depositarios geracs.
Francisco Manoel da Silva & C.
23Ra Mrquez de Olinda 23
A's maes de familias
O.CEBEIS VOS80S FILTO 8EMPRE 8ADI08 ?
Adminittraerlhes o xarope ou as
Pillas VerwjMir^ivas
DO DR. GALABAH8
ptimas prepara(5es de mastruz
e rbuibarbo, para a expulsSo completa, sem
dores era incommodo, dos vermes
intestinos ou lombrigas
(DAS CREANCAS E DOS ADDLT08)
SEIS ANNOS DE SUCCESSOM
i Estas excellentes preparacdeB nio ne-
ceseitam de purgativos como auxiliares,
visto serem purgativas por ai mesmas.
As pessoas que tm vermes sentem c-
licas, tem constantemente dtarrhas, indis-
posicao, sensacao de corpos que se movem
noa intestinos, endurecimento do ventre, e
s vezes, vmitos. Rangem os dentes, qlian-
do dormein, algumas e pessoas expellem
vermes com as fezes ou com as materias
dos vmitos. As crianzas apresentam as
papillas dilatadas e inapetencia.
As pilulas levam impresso o nome do
DR. CALASANS e sSo c6r de rosa.
1 caixa de pilulas 10200
1 vidro de varope 10200
AS PRINCIPAES DROGARAS E
PHARMACIAS
Tosses
O Peitoral de Cambar combate
enrgicamente as tosses dolorosas, tornan-
do-as brandas e expectorantes at cural-as,
Os agentes
Francisco M. da Silva & C.
O PEITORAL DE CAMBARA
Vende-se a 20500 o frasco, 130000 1/2
duzia e 240000 a duzia em casas dos
agentes Roerigues Silva & C. e as pvia-
cipaes pharmacias e dragaras da capital.
RAZ. O NATURAL
a razSo da grande fama
Qual a razSo da grande fama de que
gosa o PeUoralde Cambar?
E' pelos seus raaravilhoaos rebultados.
FRANCISCO M. DA SILVA & C.
Centra
fooooooooei
PlLPITAtjQES-- SQF-FOCACES
PgRTBRBACBS da CIHC-ULQlO
1ITEEMITTENCIAS 1STBH1
e todos os lncumutullos oonsklerxaos como
preludios das
OUESTIAS DO COr.ACZO
Granulos ntimoniaes i
I)^APH4#ft:D
m
HcUitorto /'eoracel
Mediana
S' .11 t
XHA-MB a A**^ia>aTr.''i4
CstjosHo cera: f1 V&L\. 7. ae caQ-Bena. rill!!
U Ptrntmbato : TBAK r.t < R'LV." i
:ooooccc3ioct
t
EImIo Alberto da Sllevlra
A mesa regedora da conlraria de S. B. Jess
da Viasacra da igreja da Santa Cruz, manda ce-
lebrar missas em sua igreja no dia I de Feve-
reiro, pelas 7 horas da manha, pela alma de seu
prezadissimo rmo cx-prvedor Elisio Alberto
da Silveira ; para assistirem a esse acto, convida
a Exma. familia, prenles e amigos do finado, e
desde ja summamente agradece o seu compare
cimento e por mais esta prova de religiao a ca-
ridade.
Consistorio da Contraria de S. B. Jess da Via-
sacra. 28 de Janeiro de 1889.
0 escrivo,
_______:_____Manoel D. da Si|va.
t
Isabel Carolina Borriiter
Aueusto Oclaviano de Souza, sua molher e fi-
llios, D. Hortencia Seraphico e seus fHhos, gen-
ro, lilhos e netos da finada Isabel Carolina Bar
ilier. agradecem aos aroigoe que tiveram a p e-
losa car idade de arompunfiar ao ultimo jaiigo
os restos mortaes de sua sogra, m8i e av, e os
con\ idam para assistirem a missa do stimo dia
qifrawndam rezar pelo descanso eterno da fi
nada, no dia 31 do corrente, as 8 horas da ma-
nha, na matri da Boa-Vista, e desde j protes
tilm. jgu, agradecimento.
t
Frnii< im a Eatavolalo oo tou
I. anniversario
Francisca d Soledade Bustorff da Costa e seus
fllhoa convidara aos seus prenles e pessoas da
amisade para assistirem as missas que mandan:
rez?rna ordem tereeira de S. Francisco, quarta-
feira 31 do corrente, s 7 1/2 horas, 1- anniver-
sario do passamento de sua prezada fllha e irm.'i
Francisca Estanislao da Costa, e por cuja acto
de caridade desdJ.j se aniecipam agradecidos.
T
Luis nuci (Vastes de Ollvelra
Lucia Otalia de Oliveira, Anna Joaquina de
Oliveira e Ildefonso Nanes de Obrara, muUver,
m&i e irmio agradecem a seus prenles e im i-
gos que acompaaharam ao cemiterio publico o
cadver de seu sempre lembrado marido, fimo e
irmSo Luiz Ignacio Nunes de Oliveira, e os con-
vidara para assistirem a missa que ser rezada
na igreja de S. Goncalo. quarta-feira ll'J do cor-
rente, as 7 horas, stimo de sen passamento, e
des j se confessam eternamente gratos.
(
lr. lisNoel Bavkraslo Corris
1 anniversario do seu passamento
O capilao Theolmdo Augusto Reg e sua fami-
lia mandam rezar missas pela 8 horas da ma-
nh do dia 4 de Fevereiro prximo vindouro, na
crreja de N. S. da onceicao dos Militares por
alma do Dr. Manoel Euplirasio Correia. Sao con-
vidados os parentes e amigos do illustre (nado
para assistirem aquelle acto.
ami
t
Viseoodc de Ilaqni do *orle
A Viscondessa de Itaqui do Norte, seus lilhos
ora, tendo passado pela acerba magua com o
prematuro passamento de seu idolatrado esposo
pai e sogro. o Visconde de Itaqui do Norte e de-
veudo ser sua alma suffragada no dia Io de Fe-
vereiro, stimo dia de seu passamento, na igre-
ja da matriz da Boa-Vista, s 8 horas da ma-
nila, veera rogar as pessoas de sua amizade o
caridoso obsequio de concorrer a esse acto, por
cujo obsequie aniecipam seu eterno reconheci-
mento.
t
Visconde de llsqai do >orte
Custodia Carolina Augusta de Souza e seus li-
lhos mandam rezar urna missa por alma do Vis-
conde le Itaqui do Norte, na matriz da Boa-Vis-
ta, s 8 horas da manb do dia 1 de Fevereiro
prximo vindouro, stimo do seu passamento, e
para esse acto de religiao convidam a familia e
amigos do llustat finado.
AO TORRADOR
Lima Coutnho & C.
tt-RA BUQUE DE CAXIAS43
Defronte da Praelnha da In-
dependencia
Este novo estabelecimento intitulado
AO TORRADOR vende sm competen-
cia, como as Exmas. familias .podero
analysar pelo seus precos.
Lanzinhas de quadros a 60 rs. o covado.
Ditas de ditos a 200, 240 e 280 rs.
Merino de quadros, bonitos padrSes a
300 rs.
Ditos lisos enfestados a 480 rs.
Baptista e nanzucb finos a 140 e 240 rs.
Mariposa branca e. de cores a 240 rs.
Chitas finas cores fixas a 200 a 240 rs.
Ditas forlaidine a 240 rs.
Cambraia branca bordada a 45500 e
40800 a peca.
Dita Victoria, fina, a 20800 e 30500 a
peca.
Seda de Japao, lindissimos padrSes a
200 rs. o covado.
Dita da Persia, lindos padr5es, a 180
rs. o covado.
Sargelins de todos as cores a 160, 20q
e 240 rs.
Setinetas lisas, largas, a 360 e 400 rs.
Merinos pretos finos a 800, 10000,10200
e 10500.
Colchas para cama a 10800, 20000 e
tfgOOO.
Cortes de casemira de cor a 20500 c
3*000.
Casemira preta, duas larguras, a 10800
20 e 20200.
Madapolao superior com 20 varas a 40,
50000 e 50500 a peca.
Dito americano, superior, a 70200 a.
pega.
Bramante de algodao para lenges a
700 e 10000 o metro.
Dito de linho superior, com 10 palmos
de lagura a 10600, o metro.
Guardanapos de linho e algodSo a 20 a
duzia.
Toalhas felpudas a 30 e 40500 a duzia.
Atoalhados para mesa, lindissimos pa-
drSes, a 10200 e 10800 o metro.
Dito trancado, alvo, a 10000 o metro.
Lencos brancos com barra de cor a 10200
a duzia.
Ditos superiores, de b*nho e algodao, a
20200 a duzia.
Enxovaes para baptisados, completos, por
todos os precos.
Entremeios e babados bordados por todo
prego.
Bicos de todas as cores- para enfeite de
vestidos.
Baleias cobertas e descobertas.
Arcos cobertos para anquinha.
Camisas brancas para nomens e meni-
nos.
Ditas de meia para homens e senhoras
Tapetes de todos os tamanhos.
Manda-se fazer roupa por medida c da-
se amostras de todas as fazendas.
Lima Coutinho & C.
A ultima palavra
Da medicina para as molestias dopeito
O PEITORAL DE CASIBAR.
J'Vanceo M. da Suva t C.
Superioridade
Acim de qualquer outro remedio para
as doencas do peito, est collocado pela
sua effic;cia o Peitoral de Cambar que
se vende em casa dos agentes Francisco
Manoel da Silva & C, ra Mrquez dc-
Olindan. 23.
Preferencia
0 pej toral de cambar hoje o re-
medio : ais receitado pelos mdicos para
as molestias do peito.
jfameisco Manoel da Silva & C.
0 Peitoral de Cambar
De f. Alvares de *. Soares
Sempre foi, e ser o principal remedio
para as molestias da laringe, bronchitc o
pulmoes.
A bre ichite, asthma, molestia do peito,
rouquidiio, coqueluche e qualquer tosse s2o
perfeitamente curados com o verdadeiro
remedio Peitoral de Cambar, de S. Soa-
res, approvado pela Exma. Junta Central
de Hyg.ene Publica do Brazil, premiado
com dua medalhas de oui'o, e rodeado de
valiosos ittestados mdicos e de innumerop
de pessoas curadas, tanto nesta provinci
como en:, outras do imperio.
Pregn : frasco 20500, 1,2 duzia 130.
duzia 210000.
Km easa dos agente
fra> ^isco manoel da silva & c
28 ua mabqeez de olikda 2>
Pernambuco
I!1
lm::,t'-3Sio : FARIZ. 8, Bouterird M;ritmarlrt.
|GHAtIDE-ORn.LE.- Afli-ecfcf lyiDiih;li-!r, Pom-1
a>i,':. 0lisl'urf.n5icrje5. Coacr?! r.l -iiI-h s iia,bil .!
|HOPlTAL. AHk^SosiIu iUs ntl:ra. l.i,-. rnmi?- j
ilos lt> tllomago. L:gcj o J fikil, ln ij-pcl-.'ncia. |
&.is:inlgins. D>>popsia.
[ CI.KSTINS. AffxfVi ilo rin=. ta i)r:i;a.Arc.i,j
Cooi -et^et ta* '.urinas,Go'.a, DiaWt s, Atiiimimiria, j
iHAUl'ERiVE.-Aflcccwsii.isrin'.dL )-ii;.'a. Areus]
Con"'e$esdai >u. i; is.GjUi,l)iabo:e-, Albumiuarja. I
EXUA-SE 0 SOME Ha FBSTE na CAPSDM
Era F$rniai!}jc9, u Aguas das Tontea de Vichy,
Mina n^ro''ada.,'. acuo-M cji caa Je
I Si^ia:KOEi:HUNir:.rjriaC/iij;-Aog.LABtLIJ!.l
DdENCASdoESTOMAGO
DIQE8TOES SIFFICEiS
'.yspeptiaa, Gastralgias, Anemia,
Percli de Appetit*, Vmitos, Diarrhea,
Debilidad* das Criangas
CUBA. SBQOEA M SPIDA PELO
IXIRGREZ
TONICO-DIQESTIVO
co-m Quina, Coca < Pepsina
Adoptado em todos os Hospitaea
MEDALHAS HAS EXPOSigfltS
[ PAal.'i.r. LaBrajtn.34, i a tdu u Pharaaciu.
NAO PERCAES TEMPO !
TOMAI O PEITORAL DE CAMBAR
que o unin remedio effteaz
para as molestias do larynge. bronehlos e pnlmes !
Com o uso deste poderoso medicamento debcllam -se as tosses as mais imperti-
nentes e rebeldes e tambem desapparecem as oppressoes, dores do peito e alterag5es
da voz ; cessam as expectorago'es sanguinolentas e os escarros de sangue; em pquoo
tempo desenvolve-se o appetrte, as forcas perdidas reapparecem, e em urna palavra,
os enfermos sentem urna mudanga muito notavel e por assim dizer, reanimam-se e
escapam de urna morte certa.
Examnoi que a marca da fabrica c a firma do autor J. Alvares de Si Soares
se achem nos rtulos que circulara a rolhn o gargalo de cada frasco, como garanta
contra as militas falsificagoes e imitacoes que por loda a parte apparecem.
Agentes n'esta pm vlneia
FRANCISCO MANOEL DA SILVA & C.
. Ra Mrquez de Olinda n. S3
Pregas: 20500.rs. o frasco, 130000 meia duzia |e 240000 a duzia.
Alcatro Guyot
I>laGU.-m.eiao\iticxD, &, rvi.n. X
to,
f nOUDRON GUYOT larva par pf-
BMmr ara* de alcstrSo a na agTadaral.
O OOUDRON QUYOT tem sido expe-
rimentado com grande xito nos HoapiUei
I Franca e Hasp'iiha nai ifeimidadei des _
ULMES a ABANTA
CATARRHGS i?. BEXItfA
DISPEPSIA
) aOUMON GUITOT onatitu* ni
'JQha do calores e em ten; pos da epidemia*
Tkabtta a fia uygiauica.
J" aJaolaUra--^ inrlispmnaairal
xljrir Firmm.
mmORZPTA EM TWS* VORSm
Fabrica i Gata L. FRBRE. 19, roa Jacob, PARIZ
Aa CAPSULA* GYOI
trio de Noroeea puro. Aa doaet alo da dnaf
a juatro capsulas no momento daa refeicSea.
AsOAFSULAS QUYOT III lBlili
m as anfamiidade* asgui'.tet:
TOSSAS TENAZES
TSICAS, BR054CHITAS, ASTHM
USflAMENTOS
Aa I3APSULAS OUYOT Oo braao
aii. oca lora abanan em preto a Brma :
,
- mAis dores oe a*.
lllaQ 9 Sisar, P e Pasta deatWoios r*fe?
RR. PP. BENEDICTINOS
.
di. Ahbadia de SOTJLAC (Giroade)
DOM MAGOELONNE. Prior
a M.1SDAXiHAS BU OURO
Innelbi 1IM \mlrn tIM
Aa i nais elevadas recompensa*.
INVErTADOgaJSEaany Pelo Prior
yo ii> f O M aSPmBOURSAUD
Om i,'jotidlano do kliizir
anmtm I ioo om BUt. V*. Be>
nedlcl:nos. com dose (le algu-
agua, p."37?m
e cara 5 dontes, em-,
"tjur "fBfi ("Milprrn'l"" tor-
vas perfetta-
u verdaro
-ualandoao:^
a e uUUasimo
{repralo, o Ifcar cura
Ira c o mmtt. prim*
anstf W 4*m*mrims, 1
1
ioa yiaaerratato contra as
"nr-tt Ha1i*- aa
^ BEQUIN
4c*-i wmodaiaoaf Hrttmtriu, fhtrmiiu
tOrotvia.



I
I ,
Diario de PernambucoQuarta-feira 30 de Janeiro de 1889
PKOSPHATINA FALIERES
Omellior Alimento
Para as GRIANCAS
^ajus,o, avto vionmiA,,
isjsittsi a-Utog irtutpMi barateas.
IMPORTANTE
REDUCCO DE PRECOS
21-MIA110 CRESPO-21
OLVMRA CAMPOS & 0. tendo de recebr bre-
veniente nm sortimento de artigosnovos de altanovidade, resolveram
fazer urna grande red ucc,o nos presos dos artigos abaixo menciona-
dos, para os quaes chamam a atten^o das suas Exmas. freguezas.
Vinho Maduro
i'cas Mendes & C, cotn grande estabeleci-
menlo de seceos o roolhados, sito casa n. 9
na estieita do Rosario, contiguo a igrcia, aca-
baa de receber urna grande remesa do acn#
ditado e especial vinlioMaduro, o unicoque sera
a mnima confecfo importado neste mercado,
e so se vende no referido estabelecimento.
Carolos de algodao
Compra-se carocos de algodao ensaccados, en-
tregues nos armazens, roa do Baro do Trium-
pbo ns. 10, 12 e 14 ; ao prego de 38* ria por 1?
Professora
Linios para vestido padrcles modernos a 160 rs. o covado.
Crotones francezes, efires claras, a 260 rs. o dito.
Merinos de cores, duas larguras, a 500 rs. o dito.
Ditos de cores, lavrados, de 2iJ0O0 a 10000 o dito.
Las de cores, desenos de cachemira, de 900 a 600 rs. o dito.
Merino de quadros de 320 rs. o dito.
FustSo branco de 400 e 500 rs. o dito.
Mursolina branca para casacos a 500 rs. o dito
Zephir de cor, listas e quadros a 500 rs. o dito.
Ditos arrendados, lindos gostos, a 600 rs. o dito.
Ditos de listas arrendados, alta novidade, a 800 rs. o dito.
Etamines arrendados, de cores, de 800 a 500 rs. o dito.
Flor de Italia em quadrinhoe, a 500 rs. de 900 rs.
Mursolinas de cor, de listas, a 400 rs. o dito.
Cortes de cambraia bordados transparente e" tapado, de 15fJ000
e 20*000 por 90000 e 120000 cada um.
Lina<>. padroes em quadros, a 440 rs. o covado.
Nanzukes padroes mimosee, de 280 rs. o dito.
Percales mindinha se pannos finos, a 800 rs. o dito.
Merino preto fino, de 20000 a 10000 o covado.
Setim Maco de todas cores, a 900 rs. o dito.
Brira fino pardo para vestido, a 400 rs. o covado.
Cambraia Victoria transparente, fina, a 30000 a peca.
Mantas hospanholas, de seda preta 30000 urna.
Espartilhos, o que ha de melhor, de 4*000, 5000, 60000
7;>000 um.
Fichs de cor arrendados, de 10000 um.
Capinhas hespanholas de cor a 20000 urna.
Fichs de seda, muito lindos, a 30000 um.
Sargelim diagonal, todas as c6res, a 240 rs. o covado.
Casacos de cambraia branca bordados, a 30000 e 4000 um.
Luvas de seda, todos os tamanhos, de 20000 a 30000 o par.
Lences de linho do Porto, a 40000 um.
Ditos grandes para cama francesa, a 60000 um.
Colchas de cor, de 20000 a 50000 urna.
Fichs, sortimento completo, de 20000 a 60000 um.
Lencos de linho com barrinha a 20000 urna duzia.
Camisas francezas, de 240000 e 360000 a duzia.
Meias cras para homen, de 40000, 50000 e 60000 a duzia.
Ditas brancas cras e de cores para senhoras.
Ditas brancas cras e de cores para criancas.
Chambres de cretone, de 50000 e 60000 um.
Cortes de casemira de cor, de 60000 a 80000 um.
Cortes de fuatSo para collete, de 10000, 10500 e 20000 um.
Camisas inglesas de franella,^la pura, a 50000 urna.
Ali'm de outros artigos que deixamos de mencionar.
Urna senhora competentemente habilitada, com
pratica de 11 annos de prosso, apresentande
diversos attestados de bom methodo e comporta-
ment, offerece-se para leccionar em casas par-
ticulares, na cidade ou em seus arrabaldes as se-
ntes materias : Portujroez, Francez, Italiano
jraphia, Piano, trabalhos de agulha, etc.; a
tratar ra Visconde de Goyanna n. 69 ou em
casa do-Regulador da Mannharoa larga do
Rosario n. 9.
0^1C0 ORI&yj^
Vinho de Collares especial e
da Madeira
Em decimos e caixa de duzia, tem para ven-
der Joaquim da silva Carneiro. largo do Corpo
Santo n. 13, 1 andar.
Architectura
Andr Rompeke prepara, guarnecidos de io-
das as cores, garantindo a coHservacSo das mes-
mas, tanto para o exterior como interior de edi-
ficios ; os pretendentes podero deixar suas or-
dena na mercearia roa da Imperatriz n. 2.
O EXTRACTO COMPOSTO DB
Salsaparrilha
do Dr, Ayer,
K' um a'tira.iiO lito frica* %iC txtirpu cojuplt
mente do systcmn a K*crofu'a Hereditaria, d a$
aflec9cs (ue ten aj:iitlade con as cnferuiidaiei
cn!itagio?fuip o as ovOc.Mdas pelo mercurio. Ao
mesmo ion-jo vitatisa c inlqaec* o augue com-
innnfenmlo urna ac?So caudacol ao organismo
rcjureiwsceudo o ysteina lote^. Eta grande
Medecina Regeneradora,
* compota com a verdadeira SafMtparrltha d
Hontlnras, flrs Iodos de Potneafo p de Ferro, e
outros ingrpilteiitef* de fraudo ftotcncia e virtudes
cuntirs, cnMudosa e f-uti ricamente preparados.
A formula v jjerali::;ito cnithecida da profiatao
medien, e ve melhore mdicos rceeitio a Salea-
PABim.HA to Ii AYi:u armo um
Remedio Absoluto
.ara d i'iifeani'Cules occatonadft* pelo estado
vicioso do KUtcue. .
I'.'stA concntralo ao grao mais alto prirticavel,
imito mais que qu;ili(ur oiii.ra prcpnnicfio da s-ua
elaoC, |p.p i*rftendt- proporcionar igua- efreitos, e
o. jwir tanto a"m roclliqr jwrji purificar o sangue.
PREPARADO PKLV
DB. J. C. AYER e CA.,
Lowell, Mase.. B. U. A.
A' rea da as principas* jVjirmanl.is * PARA O CABELLO.
Augmenta, Aformotea
E FAZ CEESCER O CABELLO
com assombrosa rapidez.
Aluga-
se
as ;asas n. 59 roa Vidal de Negreiros n. 150 a
roa Coronel Suassuna, e um sobradiaho em Afo-
gacos, com bastantes arvores fructferas, o
becco do Quiabo n. 64; a tratar na roa Marcio
Dias n. 106.
AMA
NAO
21Ra do Crespo-21
SE DAO AMOSTRAS
FABRICA
DE VIDROS
1 ?:t Ra I Aurora 193
Expoe venda em grosso
e a retalho os productos de
seu fabrico: sendo
Copos com e sem p, ditos
com aza para cerveja, cli-
ces, globos, chamins, frascos
para botica etc. etc.
Precos sem competencia
t BOB
i" Ea HWS r'3 ^sr r-eT->rjn-.i?'-u; c Cahollf'eiyos
S Praag g do ..-xXr^necirc
s it glrfr ,Axtn esrjeeio''. \ >
PRCI'/.:!-."' CfiK MMITCC I
E*^5a,'iT, FfelfunfiMISI j
dio la 'a.iac, 9, PA^iaj
PRI^O SEM COMPETENCIA
A' roa Primeiro de Maree n. 20

JMBMI
Atoalnado bordado a 14200 o metro.
Alpacas indianas a 320 rs. o covado.
Ditas mescladas a 600 rs. o covado.
Ditas lavradaa a 500 rs. o covado.
Batistas finas a 140, 200 e 240 rs. o dito.
Brim pardo a 280 e 320 rs. o dito.
Baleias pretas a 260 e cobertas a 500 rs,
a duzia.
Bicos de ama s cor a 2$ a peca.
Bramante tranjado a 800 rs. o metro.
Brins de cores para enanca a 260 rs. o
covado.
Bicos matisados a 24500 e 3 a peca.
Cumbraias bordadas a 44 a peca.
Cachemiras de quadros a 260 o covado.
Cortes de seda para colete a 54000.
Ditos de linn em cartao a 7*000.
Colchas de damasco a 64000 urna.
Cretones de alsace a 360 rs. o covado.
Cambraia arrendada a 460 rs. o dito.
Cachemira da India a 220 rs. o dito.
Chales adamascados a 24500 um.
Cortinados bordadas a 64000 o par.
Colchas de cores a 24 e 24500 tima.
Cortes de casinetas a 14500 um.
Chambres a 44600, 54 e 64000 um.
Cortes de setineta a 64000 um.
Cambraia Victoria a 24900 a peca.
Camisas allcmaes a 364000 a duzia..
Cachemira de duas larguras a 800 ra. a
covado.
Cretones claros a 280 e 320 rs. o dito. ,
Colchas de rosti a 34500 urna.
Camisas de meia a 14000 urna.
Ceroulas de bramante a 154 a duzia.
Esguiao pardo a 360 e 400 rs. o covado.
Espartilhos couraea a 54000 um.
Entremeios bordados a 700, 800 e 900.
Completo sortimento de casemira e brins, collanahos,
008, bolsas, fichs, lencos, leques e nmitos outros artigos.
do LoaTre
TFiehs de malha a 20000 um.
FustSo Branco a 560 e 400 re. o covado.
Dito de cor para roupa a 800 re. o dito.
Guarnico de crochet com matizes.
Gases de odres a 500 re. covado.
Guarda-p para homens a 64000.
Grinalda para noiva a 84000.
Guarda p para senhoras a 84000.
Lencos com barra a 24000 a duzia.
Leque a grS-duqueza a 24000 um.
Lencos brancos a 14200 e 24000 a duzia.
Luvas k seda a 2 e 24600 o par.
Linhos de quadros a 80 re. o covado.
Las cscossezas a 100 re. o dito.
Linn de cores a 500 re. o dito.
Merino do cores, duas larguras, a 800 re.
o dito.
Meias com pintas, para senhoras, a 800 ra.
Madapoln americano a 6000 a peca.
Meias para homeus a 34600 a duzia.
Extracto Porte-Veine a 14400.
Popelina branca, de seda, a 800 re. o co-
vado.
Paletots de seda palha a 74500.
Ditos de alpaca preta a 44500.
Panno da costa adamascado.
Pacotes de p de arroz a 500 re.
Percales fi.as a 200 e 220 re. o covado.
Roupas para bauhos salgados.
Regata de cores a 14000 urna.
Sabidas de baile a 24000 urna.
Suspensorios americanos.
Sargelim de cores a 200 re. o covado.
Setim de coros a 800 e 900 rs o dito.
Dito do Japao a 240 re. o dito.
Toalhas para tfsto a 34600 a duzia.
Ditas para banho a 14400 urna.
punhos, leos, toni-
AMARAL & C.
rUNDICAO
ALLAN PATERSON & C
N. 44Ra do BrumN. 44
JUNTO. A ESTACAD DOS BOTOS
Tem para vender, por presos mdicos, as segaintos ferragens :
Tachas rundidas, batidas e caldeadas.
Crivajos de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos.
Portas de fornalha.
Vapores de forca de 3, 5, e 6 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura.
Rodas d'agua, svstoma Leandro.
Encarregam-se de concertos, e asseutamento de machiamo e executara qual
quer trabalho com perfeicSo e presteza.
IJ--B-I-Af-N vf..NrU^B^ /. N N U* B I A
Cha preto superior
Carlos Sinden avisa seus amigos e fre-
gnezes em geral que receben pelo ultimo
vapor cha "preto H9Vtrc* Uttperior que ven-
de por precos mais resumidos em vista
da continuadlo do cambio avoravel.
Convem qoe experimentem.
48 RUADO BARAO DA VICTORIA 48
Precisa-se de urna boa en-
gcnimadeira, na ra Duque
de Caxias n. 42, por cima 4a
typographia do Diario.
Ama
Precisa se de urna ama para o serwjo domat
tico de casa de familia; a tratar ho eseripono
deste Diario.
NBM
GRAXA 1/QVfDA Ih
B&APRBC.A.-el BEM EflOOVAB
>e magnifico LUBTRO d'osa grusj
concervu-se durante una ifnaiUj
aeja qual t6r o tempo.
BALMQRAL 6L0SS Gcmtita Imlm elstica pora os Hollina! das Smboras. |
1 APPL^OA^B g!FT>.t E800VA8
PASTA UNCU0SA, em cana, de tolbm de Hund-e; tai quaj\
entregue ato Eieroito Inglez.
THI MUBIHN UNUI< coBI.', I* Un, LONDtU K. O.
AjenlM MMM m PERNAMBUCO :
ir a r*9rnum>
PERE1RA tt MAGALHAES
Recebedores directos dos mercados da Europa
i.
as
ELIXIR ANTINERVOSO POLYBROMRADO
de BAUDRY, PbarmaceotJco de i' asae.
- 1U Elixir, jm oautm *m na eomposgao os bramureUM e potasaio, de sodio
de ammonla, pereiunente combinados, de um sabor ajradavel aempre
tomado oca prazer, mesmo pelas pessas, que tenhio um esComago delicado.
Numerosas experiencias vierto confirmar a sua immensa efficaca contra a
fnamal, as Enxaquecas, a /.gitayao duraai* a noite, e as Palpitacdes,
oatfaado immediaumente a excUabilidade nervosa. Administrare tosobem com
grande vantagem as convulafie i daa creanoas e as senhoras que soOrem de
espasmos, desmeios e att iques de ervos. Emprcgado cog nenien temen te,
este Elixir um auxiliar poderoso da medicina contra o hyetarisao, a epilepsia
eadansa.de 80o anido A deso de 2 at i o* lheres por da, pela msnhS e A tarda.
D*poatto : Km PAAlfi, 8, Virianne, ns principa fjjarmaoia.
>c>o"ooo6ooooooopo'
SAUDE PARA TODOS.

sW.JJtl. |.
f GMfT VOH 0 L LO W
!
i ,09ngtKiHo ie Hollowsr um rtadiinfa!Iiv.-l pata.os mate rfe rrn*-s e do poto; tr
critlat aOfpsB^mfse lera-. F, famoso p-ra a gotac orbamutiatiopar* t4as
tmbempat
as onfeiQa*,
. ue patc niio se reconhece egual i
a os a.aJe&ds.ck^anM, liv/winLes feafrattienioi e iossss,
imorea ate {nxiaiai lodaaip smlaxi"' *.:-ns recias, obta o -o- f*
*mmati%mt ictccu tTA*\ammtg ij tttiitMor m\au*"'; \
T ,fcntaa S3, Ozfori Sveat), aVQHOltfd
i as phn xac a* Ao ub
'rvciSOaea*T? a Urniosi tn r j*~ ir ci'j '*- ? 3"-
-ata, m r ~ > i '" m*****1"'ama^m-mkWkVm*wa.%ar*mafw--*~b^*'m%
liquidam os seguintes artigos com descont de 14
vendas em grosso
Bramantes de algodao auperiores, a 800 rs. o metro, 4 larguras.
dem de puro linbo fazenda de 2(5200 para acabar a 15500, metro.
Atoalhado alvo, duas larguras, a 700 rs., 10100 e 10200 o dito.
Algodao alvo, nacional, para lences a 50500 a peca.
Madapol&o americano, a 30600, 40OOQ e 60000, com 24 jardas.
Maripozas de cores a220rs. o covado.
Chitas claras escuras, cores firmes, a 200 ra. o dito.
Batistes idem a 120 ra. o dito.
Zefiros de quadrinhos, a 80, 160 e 200 rs. o dito.
Merinos lisos de urna largura a 200 ra. o dito.
dem de quadros modernos a 280 e 300 ra. o dito.
Fichs de renda chics a 10000.
Colchas francesas de cores a 20000 e 40000, tuna.
Lences de bramante a 10800, para cama de casal.
Casimiras de c6res para roupa de crfanja a 10000 e 10800, diagonal, duas
larguras. > .
Camisas inglesas e francezas a 260000 e 300000 a duzia.
Tapetas aveludados, grandes, a 140000 um.
Cortinados ricamente bordados a 50500 60000- .
Pannos de cores para mesa a 10100 e 10300 o covado.
Cheviot preto e azul, a 30000 o dito.
Brins pardos e de cores a 280 rs. o dito.
Veludilhos de cores e pretos a 900 ra. o dito.
Rendas austracas para vestidos a 500 e 560 rs. o dito.
Setins de todas as cores a 900 ra. o dite.
Setinetas lavradas 200 e 240 rs. o dito.
Alpacas modernas, lavradas, a 240 rs. o dito.
Meias cruas inglezas para hornero a 20500 e 30000 a duzia.
Ceroulas bordadas, de bramante, a 120000 e 160000 a dito
Cortes de casemiras para calca a 40000 e 60000.
dem de meia casemira a 20000.
Toalhas grandes para rosto a 40000 a duzia.
dem felpudas para banho a 120000 a dita.
E muitos artigos que serSo lembrados com a presenca de nossos leitores.
59Ra Duque de Caxias^59
LOJA SE
PEEEIRA A HA6ALHAES
T ypogaphia e Lithographia
FABRICA DE LP7RQS DE ESCRIPTU-
RA9AO
Premiada mas exposices de
lrl8
Manoel J. de Miranda
Encadernago e especialidades em cartoes de
visitas.
59Ra Duque de Caxias39
Telephonen. 194.
tauleilas do Monte de Saccorro
Compra-se cautellas do Monte de Soccorro de
qualquer joia, Minantes e relogios; paga-se
bem na Praca da Independencia n. ti, loja de
relojoeiro.
Do Dr. Carlos Beleneourt
APPBOVADOS PELA JUNTA CENTRAL DE
HYGXENE DA CORTE
Salsaparrilha e Caroba
GRANDE DEPURATITO DO SANGUE
Elixir auti-rheumatice, anti-syphitico,empre-
ado em todas as molestias de pelle, erysipela,
darthros ou impingens, beriberi, anthrazes ou
carbnculos, cancros venreos, feridas cance-
rosas, ulceras, gonorrbas chronicas, boubas,
buboes, escrfulas e todas as doencas que de-
pendem da impureza do sangue.
Este remedio superior a todos os outros do
3en genero, o que est provado pela preferencia
e acceitac&o que Ihe da o publico.
m vidro 3*000
Elixir de Jurubeba, Quina e
Pegapito
TNICO febrfugo e*esobstrente
Empregado na debilidade geral, doencas do
estomago, convalescencas depots do parto, febres
palustres, molestias do tigaik e baco, taita de
apetite, anemia, chlorose, cores paludas ou tal
de sangue, doencas nervosas.
E' um reconstituinte de energa, aromtico e
agradaver ao paladar.
Cm vidro 3*000
Ama

Precisa-se de urna boa cosinheira, paga-se
bem : loja de fazendas, ra Duque de Caxias
n. 44.
Ama
Piecisa-se de urna ama para cosinhar ; a tra-
tar na ra Mrquez de Olinda u. 51, 3- andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar, prefe-
re-si: idosa a tratar na ra do L i Tramen to a.
19, i- andar.
AlTlu
Na tua velba de Santa Rita n. 89, precisa-se
de urna ama, prefere- se. de meia idade, para
comprar, cosinhar e mais servico domestiep.
Ama
Precisa-se de urna boa cosinheira, paga-se
na ra de S. Jorge n. 127.
bem
Ama
Prscisa-se
serviros de casa de pouca familia ; a tratar aa
de urna ama para cosinhar e mais
icos de casa de pouca tam
ra do Imperador n. 3o, segundo andar,
Ana
Na ra de Santa Rita n. 83. precisa-se de urna
ama para eosinha.
Am
lia *rua
as
Na casa de familia *rua?k> Vigario n. se-
gundo andar, precisase de urna cosinheira e de
urna ama secca para cria na.
Amas
Xarope de Jaramacaru com-
posto
GRANDE PEITORAL
Tratamento curativo de todas as molestias do
peito e da garganta, detluxos, tosses simples e
convulsa, coqueluche, constipajjes, astbma, bron
chite, catarrno chronico e tysica pulmonar e do
larynge.
' o primeiro peitoral que se coshece at hoje
na medicina.
Um vidro 2*500
A' venda na ra Bario da Victorio n. 51
Pharmacia Pinto
i .-~a^'
i
HJSaSm h s
%'mm
dT. --'.'-: 1 ?
;;^
^-*l
yjiv
: i
Na ra Mrquez do Herval n. 61, sobrado,
irecita-se de duas amas, urna para cosinhar t
azer todo o servico nfyessario em urna casa de
familia, e de outra para amamentar urna enanca
de dous mezes.
------------------------- ...... i-----!-----
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira ; ra Seto de
Setembro n. 6.
{4
4-


'i
Cozinheiro
Precisa-se de um eosinheiro
do Paysand n. 19.
a tratar na ra
Fornicador! tic Sut Majatlida a Rtlnh'a do Enarmto cm ktartnha anUnhH;
GRAIXA BR.LHANTE LIQUIDA
MXA^PASTflUNCTUQSA
OLEO par AEEBips
E todo s que necesaria pauamanaUClo.-s cac-o
so* todas js formas.
dxposito geral km uondres
7, JZ0h JIoIboTtt. 97
mbitce- FRAN atda SILVA
I..... I"



Subdelei^acia de Santo An-i Professor de msica
. Ciro Ciarlim diplomado pelo conservatorio
; de Bolonba- oferece seus a qualidade
quSol tfmtdfd^m^ 3a?> ^ ** *' *
com direilo a ella comp. A tralil
1 treg" C. e Antonio J. d Azevedo.
Prealle
I** i*AIS DORES de OmUt.fm
for rero DO K>PIIE1> os ^g Q I
Elixir, P e Pasta, dentifricios ^"* f
sos
RR. PP. BENEDICTINOS
da ABBADIA de SOULAC (Gironde)
DOM MAGUIXONWE, Prior
8 MtulaUuui de Ouro: Bnxelles 1880Londres 168* \
AS MAIS ELEVADAS RECOMPENSAS
1373
m varADO
no Asyo
Pelo Prior
Vierre BotrasAur
O ii6o tiiotidinuo do Elixir Dentifricio
do RR. PP. Benedictino, com dose de
alguniiis gottaa cem agua, prerveui o cura a, cjirie
di> delitos^ embranquo^eos, fortalecendo e. tor-
" miado us g^igivas perfeitamento sadias.
Prustamos m vordadeiro servico, assigiia-J
laudo ho* i'.ossoa leitores este antigo -e otitis-'
simo preparado, o melhor curativo e o nico
preservativo contra as AfteccSes da-
iarii
tana*.
Agente geral.:
A,*f,-m a/n
SEGUIN, BORDEAUX
daa s soas Pertarntriu, PharmaoUt s Dngtrpt.

Y
i
-^ :
4
I
'
i
y

y\



L
*
Professora
Urna senhora competentemente fcabitadu, pro-
E-e a Jeecioaar em collegios e casa* particu-
as seguintes materias : Portuguez, Fran-
cei. Msica e Piano; a tratar ni. ra visconde
d? Albuquerque 0- *>
Diario de Pernambuco--Quarta-feira 30 de Janeiro de 1889
e
Criada
i
Na ra da Omito n. 87, precisa se de urna
criada para cuidar de duas enancas, de 5 e :
anuos de idade e que"Baibaengommar, prefi^e-se
liosa.
Cosinheira
Pa-cisa-se de urna cosinheira; na ra Velha
r.umero 137.
Criado
Precisa-se de um criado : na ma da Aurora
numero 119.
REMEDIO-
LE R0 Y
Popu'int em FHAHO*, ni lltEMC,
HESP'HHH4noBr'AZIl,
onfj 1*0 ai'Iori.iBi clrt Jinti d; Hyg'i
ivii d.cagio Sepurara e R-
constltuluto riendo tola a f.icilidatlo
Tiara sc> Dar-to, e
pe rurar 8SB pouco Lmuim.
E_-s. o e'll raaklai
nrmmores,r>il'- -s vi-
occasioiiam .unas
molestias; iiurillca o sai...i;oc uipodu
as rfc: :a'!*s.
tt i Quinos
4 IE0S, aosatlos segundo a idade. <~od- \
vina es: teilmente as *tts (
Crnica.
Fumo do Para .A. ^X*OTjR.XI3J^
J chegon pora a f brica Vendme o especial 72S TASA CSSB
fumo do Pat, bastan e conhecido dorespejtaver'lr ,, rv -..,^ ,1~ /"V, tr\a
psblico ; ra Baro di Victoria n. 39. itua LlUflUe de CaXiaS n. 103
A o coiuiihercio
Os abanto assijmados declaram pelo presente
que desde o dia 18 do corente mer dissolveram
amigavelmente a socienhUTque tinhnm na fabri-
ca a vapor de pao de ingo e milho. sita nafcri-
meira traveSsa do Pombal n. I, sob u tirra de
Pereira 4 Pinto, retirado se oex-socio Adriano
(I i Kocha I ereira pago e sutisfrito de seu capital
e lucros, e sem responsabilidade alguma, fican-
do o ex-socioo; mo de Souza Rocha de posse
do activo, e nico responsavel e obrigado pela
liquidacao do passivo da mesma. Recife. 26 de
Janeiro de 1889.
Adriano da Rocha Pereira.
Jos" Uer.to Souza Rocha.
1
!? Extracto ooacnt.-ado Jos imh?. ITt-~-
f dio Uqtiio3 dMand sul si*frr W-
w pin as 'p-ssoas a>>e tr.rfllfl tvpu- \m
jmai^.a.uacms^tP-r.anUa ligudos. * Ha Inf.ilv.is e-.ntra : .1s<7uit, W
litarrU:>, Ovt't, [hvuimiUittuo,
auar' *. VUern, Perita
'
%
appetitr.'ebre, Congentne.i. .W- .?[
festina fin Fign-lo, m>i."--(, O)
|>>- /. i
NAO SE OEV-BACIM'Afc.
qoalqofr p > lu to ipie lio !' f i iMi.lfireJO J
PkcU COTTIN, gearo do sr. le Roy
Ra do Se<', 51, P.KIS
DEPOsriT) M TODAS AS HRJ1ACI48
^SSSfi
Peitoral de Cambar
Attesto que o Peitoral de Cambar do
Sr. Jos Alvares de Souza Soares, prepa-
rado de urna arvore aromtica denomina-
daCAMBARA'que vegeta na serra
desta provincia, um excellente balsmi-
co expectorante, c como tal o tenho em-
pregado sempre com bom resultado as
affeccoes pulmonares. O referido ver"
dade e o juro sob a f do meu grao.
Dr. Vicente Cypriano da Maia.
(Pelotas)._________________,________
Curaedeboi paladar
Nte ha remedio que rena mais vanta-
gens para os doent'es do peito, do que o
Peitoral de Cambar: cura e de bom
paladar. ^^
Pergaata
Oual o remedio mais efficaz e aconselha-
do para a tosse ? O Peitoral de Camba-
r que se vende em casa de Francisco
Manoel da Silva C, ra do Mrquez
deOlindan. 23.^
0 COELHO
Novoestabelecimento defa-
zendas finas e modas
!i Recebem directameite da Europa o que ha de
mais novidade em tec.dps de fantazia e fino gos-
to. Completo sortimento em fazendas de todas
as classes e precos sem competencia.
Telephone 489
...................M. T. a. S.
Pede-se a este senhor pelo amor de Dos que
acabe de qualquer forma com aquelle negocio,
ja nio se pode esperar, f:y. um auno, urna viu
va, um pai de familia e ma respeitavel anciao
acbam fe em agoniks, nao com ameacas.
O
Perdeu-se
no dia 27 do corrente. no Derby Club urna pul-
seira de prata ; a pes?oa que a achou, queren-
do restituil-a dirja-se ra do Commercio n. 7,
A- andaitaflue ser recompensada.
Ao coramercio
C'autella!
Constando nos que alguem intitula se sernos-
so caixeiro. prevenimos quenio nos responsabi
libamos por debito algum contrahido emnossa
firma, a n9o ser por nos abalxo assignados.
Oliveira 41rmo.
Criado
Precisa de um no 3.* andar da typo-
graphia do Diario de Pcraambuco, ra
Duque de Caxias n. 42.
Heve ler-se
O abaixo assignado, cidadSo oriental,
morador no Monte Bonito, 2o districto. de
'Pelotas (Rio-Grande do Sul), attesta que
aoffrendo de urna tosse perigosa, foi radi-
calmente curado, 0n poucos dias> cm o
popular medicamento Peitoral de (.'amba-
ra, preparado do Sr. J. Alvares de Souza
Soares desta cidade.
Joaquim Thomaz Affonto.
FOLHETII

VENDAS
Vende-se o antigo e bem afreguezado es-
tabelecimento de calcados nacionaes da ra do
Livramento n. II, o qual se torna reconrmenda-
do pela boa localidad? em que est ; a tratar
no mesmo.
Vende-se hostias muito bem feitas ; no oi-
tSo do Livramento ra de Marcilio Das, antiga
ra Direita n. 12, 1- andar.
i
Carvo a 400 rs. a barrica
Vende-se carvfo de boa qualidade na ra
larga do Rosario n. 40. padaria.
Pinho resina
Cimento
Parallelipipedes.
Vendem Fonseca IrmSos 4 C.
Vende-se bordados de eambraia tapada
de 2 1^2 e 4 metros e urna chave de lar-
gura a 500, 600, 800 e 15, muito fino, de
qualquer largura a 1|J400, e de fustSo, de
700 a 1^800 a pesa.
Enxovaes para baptieados a 80, 100 e
120000.
Lindos enfeites para penteados a 100,
200, 300 c 500 rs. um.
Lindos granpos para segurar chapeos.
Renda hespanhola a 20500 o covado.
Pulsciras americanas para 30, 40, 50,
60 e 90000 o par.
GuarnicSes americana a 30000.
Lindos espartilhos a 40, 50 e 60000.
Porta dedaes de vidro, 'objecto para pre-
sente a 10000. -
Broches de fantasa de 500 a 10000.
dem americanos de 20 a 30000.
Lencos de seda de 500 rs. a 10500.
Lublaque a 200 rs. o par.
GuarnicSes de crochet, sendo um para
sof e 4 para cadeiras por 6$000.
Finas capellas de pellica, panno e coi,
com finos veos.
Flores artiliciaes a 10000 o ramo.
Anneis americanos a 20000.
Plisss de 400 a 10000 o metro.
Luvas de seda, arrendadas e bordados
a 20 20500 o par.
Bicos brancos de linho e de cores a 20,
'20500 e 30000 a peca.
Contas de cor para nfeitar vestidos a
700 rs., e pretas a 600 rs. o mamo.
Missangas de todas as cores.
Lindos loques brancos para noiva.
Collarinhos e punhos de borracha.
Colchas de crochet para casamento urna
80000.
Talhers para crianca a 800 rs.
Luvas de pellica a, 20500 rs. o par.
Linhas de cores para crochet a 20000 e
cor de creme a 10500.
Lindos loques de papel de 500 rs. a
10000.
Espelhos com fina moldura, com dous pal-
mos de comprimento, a 40000 e cara dura
a 500 rs.
Finos binculos.
Agulhas para bordados a ouro e missan-
gas.
Lindas franjas douradas para facha, de
seda preta e de cores, sem e com vidri-
Ihos.
TimSosinhos enfeitados de bico e renda.
Grande sortimento de fitas modernas a
13 de Maio, Imperial Regente, a Nabu-
eo e a Joao Alfredo.
Lindas fitas para fecha a 20, 20500 *
3500 o metro.
Carteiras de chagrn para algibeira.
Finas grava tas plastrSes e regatas a 10,
10200, 10500 e 20000.
Lindos porta-ps dte arroz.
Grande sortimento de jarros para nfei-
tar consolos e sanctuarios.
Completo sortimento de perfumaras.
Finos sabonetes de todos os fabricantes.
Grande sortimento de alfinetes dourados
para nfeitar o penteiado e tambem gran-
pos muito lindos.
N. B.D-se amostras de bicos e bor-
dados.
Barato
S na loja das Estrellas
50- RV OUOIE DE CAXIAS56
Tclfphonc n. SlO
proprictario ueste mui acreditado estabcleci-
mentn previne a todas as Exraas. familias
e freguezes em geral, que as muitas pe-
chinchas que costuraa razer, nao sao mais
divididas com a sua cx-casa das LISTRAS
AZUES; portanto, quem quer eomprar por
menos que em outra qualquer parte dirja-
se t LOJA DAS ESTRELLAS, oode-encon-
trar um completo e variadsimo sorti-
mento de fazendas que se veadem por pre-
sos que n5o Uie [lodem fazer competencia
como passams aflemonstrar, a saber :
Atoalhado para mesa, de 10800 a 10000.
Dito de c6res a 10 e 10300.
Bramante de quatro larguras a 660 e
759 rs. o metro e de linho com 10 pal-
mos de largura a 10600.
Briin de cores para ronpa de criancas a
280 e 320 rs.
Vende-se
o engenho 8. Joo em Gamelleira : os pretenden-
tes dirijam se ao mesmo engenho que achara o
com quem tratar, ou na ra vclha de Sauta Hita
n. $4- Tambem se vende urna propriedade pr-
xima a estaclo de Roa-Viagem em um s lote
ou em retamos de cem palmos, a \ontade dos
compradores : a tratar na ra velha de Santa
Rita n. 64. '
averna
Vende-se a taverna da praca
n. 18 ; a tratar na mesma.
do Conde d'Eu
WllSIf
Royal Bleod marca YIADO
Este excellente Whisky Escocez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corpo.
Vende-se a retamo nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede Roy al Blend marca Vlado,
cujo nomc emblema sSo registrados para
todo Brazil.
BROWNS c% C, agente*.
Colchas de crochet de 100 por 50000.
Cortinados bordados a 50 e 60000.
Cortes de eambraia, bordados, brancos
e do cores a 40 e 40500.
Cortes de vestidos, em cartSo, a 70000.
Cretones, cores claras e escuras, a 160,
200 e 240 rs. o covado. i
Cambraia branca, transparente ou Vic-
toria, a 20800 a pefa.
Camisas inglezas para homens a 280000
a duzia.
Collarinhos, punhos e aberturas de cel-
luloid, um completo, por 20500.
Capas de vidrilhos e tecidos arrendados
a 100; 150e2O0OOO.
Casacos Jersey a 20500, 30, 40 e 50.
Damass de seda com lindas cores cla-
ras a 10200.
Esteiras brancas e de cores para forro
de sala a 10100 a jarda.
EsguiSo de linho, pardo, a 240 e 320 rs.
Enxovaes para baptisado a 50600.
Espartilhos couraa a 30 e 30500.
Fichus a 500, 10 e 10200.
FustSo branco a 240 rs.
Grinaldas com finissimos veos de Blond
a 70000.
GuarnicSes de crochet para sof, a 50500.
Gorgorao preto de seda a 10800.
Guardanapos de linho de 30500 por 20
a duzia.
Loques de fantasa a 400 rs.
Lencos para meninos, a 320 rs. a duzia.
Luvas de seda para senhoras a 10000,
10500, 20 e 20500. _^
Las e cachemiras de quadros a 160 rs.
MadapolSo pelle de ovo, muito fino, a
60000"e americano, com um metro de lar-
guro, de prego de 120 por 70000.
Dito de 80por 50000.
Merino preto oom duas larguras a 560
l.700rs.
Dito de todas as cores a 500 rs.
Ditos de quadros, lindissimas cores a
240 rs.
Renda* hespanholas a 10600, 10800,
20500 c 30000.
Setim Maco, preto e de cores a 750 e
800 rs.
Dito de quadros, ultima novidade, a 10.
Sargelim de todas as cores de 160 a
200 rs.
Toalhas alcochoados e felpudas a 20500
e 30000 a duzia.'
Ditas para banho a 800 e 10200.
Tecidos arrendados, ultima novidade, a
200 e 240 rs.
Zefiros do todas as cores a 80 rs.
Assiiu como militan 6usondao que oeria
enfadonho mencionar, e que vendemos por
menos 20 [0 do que em qualquer outra
parte.
A g%3B
POR
JULIO AKY

TERCEIRA PARTE
HONRA POR HOMA
(Continuacl do n. 23)
VII
Sentia-se orgulhosa porque Gauthier
cumpria seu dever.
Tinha eoniianca no futuro.
Mas como foi longo aquelle dia cruel!
Claudina, por varias.vezes, despertara
do sea torpor, e tentara erguer-se no Jei-
to, escutando.
E murmurara :
- O que vem a ser esse barulho ?
Mas nao esperara pela resposta. Tor-
nara a cahir, fatigada pelo esforco, no tra-
vesseiro. E fechara os olhos. A bata-
Iha approximava-se ou afastava-se, confor-
me uns ou outroi* ganhavam ou perdiam
terreno.
Luciana puzera-# de joelhos e orara
(uanto a .Jorge, com as palpebras cer-
radas, pareca dormir, como Claudina.
Mas como estava bnge disso !... Amal-
dicoava a sua molestia, a sua fraqueza.
Quizera correr para o lado daquelles que
ge batiam, formar as suas fileiras, f'azer-
ge matar gloriosamente. Desesperava-g
contra a sua impotencia, o pobre homem,
fehril e intil.
Nao sahio todo o da do quarto de Clau-
dina,
Montmay-eur nlo apnareceu. E/perava
o rim do combate. E, se bem que tivesse
Vinho.'de pasto
O que ha de melhor vende-se pelo mdico
preco de 36*000 o barril de 5' e 8*000 o garra-
fo de 3 caadas voltando o garrafo 7*500
(precos lquidos) : ra do Amorii u. 60.
Mais Barato
Alojadas tislras zoes
A' RA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Telephone n. 911
0 proprietario desta conbectda casa previne as
Exmas. familias e tolos os seu3 fre-
guezes, que as pechinchas que costuma
dar, nao sao nem nunca forain divididas
de outra casa, como alguem annuncia
para engaar, venendo (azendns. ordi-
narias por boas, caflume qne a Loja
dan I.iHtrwn Asnea nao tem.
As fazendas vendidas nesta'casa sao de boa qua-
lidade, e nao levam medida escassa;
aceita-se a fazenda vendida se, por
Suuiqucr molivo nao fr de muito agra-
o da pessoa para quem for comprada.
D-se descont a quem comprar de 20*
para Cima.
ESPECIALIDADES
Ti rim de llstras rae pecas com
20 varas a 60000.
Hadapolao com um metro de largu-
ra a 60800 a peca.
Cortes de vestidos bordados em
cartSo a 100000.
Velludilho bordado a contas a 10600
o covado.
Cachemiras pretas, de quadros e
arrendadas a 20 e 20500.
Tecidos fantazia arrendado proprio
para baile e theatro a 400 500 rs.
Cortes de cachemira com guarnieres
bordadas, lindas cores, a 200 e 250000.
Setim Maco de todas as cSres a 750,
e 800 rs.
Linn bordado, tecido de urna s cor,
qualquer que se deseje, a 200jrs.
Zefiros lisos e bordados, tecido fino,
novidade a 500 rs.
E.5s de quadrinhos a 200, 240 e 360
o covado.
Unhos lisos a 60 e de quadrinhos a
100-rs.
Ciuardanapos melhor qualidade a
10800 a duzia.
Atoalhado branco e de cores a 10.
Oleados para mesa redonda ou qua-
drada a 40000.
Cortinados de crochet, com sanefas,
ultima novidade, para janellas e portas.
Crochet para cortinados a 900 rs. o
metro.
Colchas de fustao, brancas e- de eco-
res, a 20000.
Chitas finas precales a 200 e 240 rs.
Chitas escuras a 160, 240 e 280 rs.
Batlstes de cores seguras a 120 rs.
Ganze de lindas cores a 280 rs.
Brlm pardo esguiao a 240, 280 e 320.
Casinetas de cores escuras para rou-
pa de homem ou menino a 400 e 500 rs.
Hantllhas de renda hespanhola, pre-
ta, de seda a 80000.
Capas e visitas, de cachemira, de ren-
da, com lindos enfeites e com vibrilhos a
200, 250 e 300000. #
Leques de pennao e transparentes,
ultima novidade, todo preco.
Luvas de seda, lizas, bordadas ou ar-
rendadas, pretas e de qualquer cor a 20.
Espartilhos inglezes a 40500 e 50,
tem desde o n. 40 at 80 de grossara.
Blco branco creme e de todas as
cores desde 700 rs. at 20500 a peca.
Bendas hespanholas, de seda e de
algodSo, preta, branca e de qualquer cor.
Babados e entremeios bordados ta-
pados e transparentes por todo preco.
Crampos e pentinhos fantazia para
cabello a 400 e 000 rs.
Baldas para vestidos a 260 rs. a
duzia.
Relogios despertadores com fi-
guras em movimento a 80 e 90000.
E muitas fazendas que se vende muito
barato para liquidar facturas na loja das
LISTRAS AZUES de
Telegramma familiar
Vejam e admirem!
55-Ra Baque de Caxlns-ft*
Pedimos ao respeitavel publico attengao para
os precos reduzidos dos seguintes objectos:
Zefiros de 80, 160, 200, 240, 400 e 800 ris O
covado, grande sortimento.
Capas para senhora, o que ha de mais mo-
derno e barato.
Espartilhos de couraca a 4*, 5* e 6*000 um.
Fustoes brancos e de c0res a 360 e 400 ris o
cbvado.
Lsinlias de quadros e listas de t40, 280, 320,
400 e 500 ris o-ovado.
firanele sortimento em fichus.
Cortes de linn bordados para vestidos, com
todos os enfeites a 14*000.
Colchas brancas e de cores a 2*000.
Luvas de seda fina a 2*000.
fortes de cachemire com \ idrilhos o que ha
de mais novo.
Cambraia com salpicos de cor, novidade em
gsto e barato.
Grande sortimento em punhos e collarinhos .
para homem.
Bramantes de algodao e linho e por pregos sem
coipetencia.
Cretones para vestidos, um sortimento esplen-
dido em padroes e presos.
Cambraia branca com salpicos a 4*000.
Brins de cores para roupas a 320 ris.
Atoalhados de diversos gostos e barato.
Madapolo para familia, muito largo e por um
preco rasoavel a 6*00' a peca.
Merinos de cores a 500 ris o covado.
Completo sortimeuto de sargelins uJMOOO o
covado.
Renda hespanhola a 2* e metro.
Setlns de todas as cores a 800 e 1* o covado.
Tecidos arrendados de diversas cores a 400
ris.
Vanedade immensa em toalhas felpudas, bran-
cas e de cores.
Cortinados de crochet c bordados por preco3
sem competencia.
Baptistas de' cores a 120 ris o covado.
Cambraia Victoria e transparente a 3* a peca.
Completo sortimento em casemiras de cores e
pretas para roupas.
Crinolinas branca e prela a 400 ris o metra
Renda oriental, novidade, 500 ris o covado.
Camisas brancas com collarinhos para homem,
cousa chic a 2*000.
Tapetes, grande sortimento e barato.
Amor da China, fazenda de fantazia de listras
e quadros a 200 ris o covado.
Cortes de meias casemira a 2*, um.
Linn bordado de quadros, o que ha de mais
novo a 800 ris o covado.
Alm do que acabamos de annunciar tem urna
variedade de mercadorias que s vendo-se.
Do-se amostras sem penhor.
do RA DUQUE DE CAXIAS 55
FER^DESDEAZEVEDO&C^
Bom terreno
Vende-se um terreno de 180 palmos de frente
150 de fundo na ra do Couselheiro Portalla,
nos Aflictos ; o terreno est cercado e tem al-
guns arvoredos novos plantados : quem preten-
der dirija-se ao esenptorio deste Diario, que
achara quem indique o vendedor.
Para o Derby
Carlos Sinden recebeu grande sortimen-
to de gravatas e camisas de cores propria
para os amadores do Prado e est venden-
do por prefos sem competencia.
Recebeu tambem collarinhos e punhos
de borracha de formatos novos.
48ea baeXo da victobia 48
Vende-se ou aluga-se
um sitio com casa, na frente todo murado, com
diversos ps de fructeiras, duas cacimbas com
excellente agua e banheiro, ra de S. Miguel
n. 84 (Afogados) : a tratar no mesmo ou a ra
Marcilio Das n. 106.
Cimento Portland

j%
De certo, mas...
Nao a deixar j1...
Juro-lhe ; mas onde va!, Luciana ?
Nao posso ficf.r aqui mais tempo...
Vou... -
Deteve-se.
Nao queria dizer a Jorge o que pensa-
va, o que ia tentar fazer.
Houve combate em Garches. Algu-
mas casas foram queimadas. Pode ter
acontecido alguma cousa a Sra. Doriat.
Assim que a vr. voltarei.
Menta. O que ellla desejava era nSo
certificar-se sement se Mara Doriat an-
da estava viva, mas saber o que era feito
de Gauthier. Correra s ambulancias alle-
maes, s ambulancias francezas. Ah ha-
va de saber... ,
Sahio sem sequer "atirar um chale aos
hombros, sem mesmo lembrar-se disso.
A noite escurecera de todo.
Ella afastou-se da fabrica, caminhando
pela planicie e descendo em direccSo ao
valle.
A cada instante encontrar* corpos esten-
didos.
Cadveres de frncezes e cadveres de
prussianos.
Os encarregados das ambulancias, com
as suas macas,- percorriam o campo de ba-
talha carregando oj ferdos e removendo
os mortos, As-suas blusas brancas des-
t'icam-se como Ipliantasmas movendo-se
lentamente na obscuridade da noter Lu-
ciana corre de m a outro Quando reco
nhece o uniforme doslsoldados ^de linha,
dos zuavos, doa artilheiros, dos cavallei-
r js frncezes, dos movis e da guarda na-
cional n'um cadver que removem, nao se
preoecupa.
O que ella procura o uniforme' escuro
dos francos-atiradores, Mui tos achavam-
s all, cahidos no- campo da honra, mor-
tos, ferdos pela frente.
Ella olha para elles luz das lanternas
de que se acham munidos os encarregados
das ambulancias. ^H^H
Com o eoracSo mordido de cua vez
por urna angustia atroz, olha para elles e
(asa.
Quando, ao longe, avista padioks que
se afastam, corre em sua direccSo como
urna louca, alcanea os seus carregadores e
fkl-08 parar.
velque os acasos da batalha o desemba-
racassem io mancebo, de modo que nlo
ouvisse minea mais fallar nelle.
A' bocea da noite Luciana die a Jor-
ge :
Nlo *) otate da cabeeeira de Clan
dina, sob qualquer que teja o pretexto,
promette-me?
campo de batalha, levando em filera os
seus lgubres fardos.
. De quando em quando gemidos surdos
e compungentes de feridos perturbam a
calma- silenciosa daquella trgica noite.
Durante o dia o servico tinha sido feito
com rauita ordem pelas ambulancias de
Pariz, mas tarde eflas partiram, de mo-
do que os feridos abundam *nas tres am-
bulancias da cidade, sobretud na da ma-i
re.
Estendem:se os colchSes entre as camas.
Luciana vai at Rueil. Percorro as am-
bulancias. Gauthier nSo est em nenhu-
ma. Mas o seu batalhao tinha sido muito
dizimado.Por toda a parte viam-se fran-
cos-atiradores. Dirige-se a um delles, que
acabam de trazer, e que goza ainda de to-
dos os sentidos.
Conhece Gauthier Boureille?
Conheco muito.
-' Ah! que fim. levou elle. Morto!
Ferdo ?
Espere... NSo sei como isso succe-
deu. Durante toda a manhS elle nao ap-
pareoeu... Faltou chamada .. Julga-
ram-n'o desertor...
r- EUe !
. Ora! Acabavam de encontrar-lhe a
espingarda e o sacco, mas nada de Gau-
thier Bourreille. O lugar delle era perto
domim. De repente) pelas dez ou enze
horas, creio eu, elle apparece sem armas,
agarra n'uma Chassepot e em cartuchos.
Um quarto de hora depois cahia.-.. Tran-
quillise-se... ligeiramenfe ferdo por urna
bala no hombro direito... Recusou qual-
quer soccorro e alcancou ssnho, a p, as
ambulancias.. .
E onde est elle ?
-T- Em Pariz, sem a menor duvida.
Aqui cstSo smente os feridos do fim da
jornada. Os outros foram levados para
Pariz.
. Obrigada, senhor, obrigada.
Nao na de que, minha senhora.
em seu poder a carta assignada por Gcu-
thier, esptiraTa comtudoesperanca terriL"*_ enhor, senhor; por piedade, um ins
sobre
o rosto
ante, um instante ?..
E nelina-se vidamente
do ferdo ou do mor o.
NSo reconhece i pessoa que procura.
E, de cada vez, sMtam-ae-lhe do peito
suspiros de ailivio, no egosmo do sen pro-
tundo amor.
Os carregadores vio e vm de Reuil ao
fc
llw.
respondeu o franco-a tirador com um sor-
riso melanclico... E' feliz o Bourreille,
porque tem mocas bonitas como a senhora
que se interessam por elle !... Bem fe-
liz !
Luciana sahio da ambulancia.
Voltou para a fabrica mais tranquilla.
No momento em que entrava, os carre-
gadores de padiola allemSes conduziam um
corpo para a fabrica.
m secreto instincto impelle-a a appro-
ximar-s'e.
Olha no momento em que os soldados
passam perto della
O cadver, j rgido, j fro, o de
Frantz Schuler.
Acabada a sua vida; acabado o sen ca-
nhenho.
O sargento nSo tornar a ver a sua boa
mulher Catharina, nem o gorducho Frantz,
nem Wilhelm, nem a Anninha, que ama-
mentava-se nos seios de sua mSt quando
elle apartou-se delles, obedecendo ordem
de mobilisacSo. NSo tornar mais t>l-
deia nem herdade, nem aos campos se-
meados.
Dorrae o sorano eterno, e no dia seguir-
te cobrir-lhe-ha o corpo a trra franceza
que elle pisa va havia seis mezes com a
sua bota victoriosa.. .
As salas da fabrica, transformadas pro-
visoriamente em ambulancia, e que regur-
gita vam de mortos e de feridos, acabam
de levar tambem o niajor von der Grau-
bacb, um dos dous ofriciaes que mandaram
fuzilar Pascal e Henrique Doriat!
E o outro ?
O outro morrera na vespera. de febre
typhoide.
Todos tres estad mortos, e a predicjSo
de Maria Doriat realisara-se, a sua maldi-
cSo fora executada e o sangue dos irmaos
Doriat cahira sobre os seus carrascos.
E todos tres devem ter visto no segundo
de lucidez de espirito que deve preceder
o momento supremo, o rosto lvido, des
esperado da pobre mulher, implorando por
seus filhos e pe .lindo misericordia !...
A noite foi muito calma. O inimig nlo
tentou demonstracSo alguma contra o acam-
pamento francez.
Durante a noite o planalto de Rueil fo-
ra evacuado. A's tres horas da manha
fra dada ordem geral de retirada !
Ao romper do dia o campo de batalha
achava-se deserto, silencioso."
Os mortos estavam enterrados.
Ainsi, quand de tels morts sont conches dans la
tombe
En vaiu l'oubli, nuit ombre, o va tout ce qui
* tombe
Passe sur leur sepulcro o nous nous inclinos
Chaqu jour pour eux seuls, se levant plus li-
dle,
La gloire, aube toujours nouveHe,
f"ait luir leur mmoire et redore leurs noms!
Jos Augusto Dias
Via desvanecer-se a sua esperanja.
E estava novamente mergulhado na ter-
rivel alternativa de que que fallamos : ou
matar aquella crianca ou ver-se* aecusado
por ella.
Smente, dizia o medico, nada de
imprudencias : nenhuma emo'So forte !...
Tambem nSo bom muito barulho em
torno della! Tenham cautella de nSo acor-
dal-a quando ella estiver dormindo. E
d'aqui a um mez ella pode levantar-se !
O facultativo sahio para ir s ambulan-
cias.
D'aqui a mez, disse comsigo Mont-
mayeur, ella estar mora :
Accessos de raiva desesperada accom-
mettiam-n'o quando elle pensava em que
tinha servido de joguete das duas rmSs,
mas esses accessos eram acompanhados de
abatimentos profundos. Por mais que pen-
sasse no futuro, elle sentia-se aterrerado,
porque nSo o via mais.senao cavado de
abysmos e povoado de pantasuias.
Em Bourges, na stk^JIula de condem-
nado, o gai Doriat eiperava, resignada, a
hora da inorte.
NSo recebia, havia'tiitos mezes, noti
cas de Garches. NSo, sabia com a ana
familia atravessaaa a ierra. Ignorava a
morte dos seus dous_ahos.
No dia da batalha de Buzenval, urna
parte de Garches halla sido incediada e a
i groja nSo existia atk; a casa de Maria
Doriat, attingida peros obuzes, nSo apre-
sentava mais senSo quatro sinistros peda-
jos de paredo ennegrecidas pelas cham-
mas.
Maria Doriat refugiara-se na extremi-
dade opposta da aldeia, em casa de urna
velha amiga.
E Doriat nSo saba tambem que a casa
onde nascera, onde havia passado toda a
sua vida laborioasse calma, se desmorona-
ra, nSo existia mais.
O pobre homeA chegava ao tormo do
adiamento concedido execucSo de sua
sen tenga.
VIII
No dia 30 de Janeiro rcalisou-se a pri-
meira condicSo do armisticio : os prussia-
nos tomaram posse dos nossos fortes.
Dentro em pouco ia ser assignada a
paz.
Claudina continuava de cama, muito
fraca, mas a cirurgiSo que tratava-a havia
declarado que ella nSo corra mais perigo
algum.
Quando elle fez esto decIaracSo, Mont-
mayeur achava-se presente.
Ninguemvioo ainistro olhar que elle
rlxou na doente.
Havia esperado, at all, que ella mor-
rease.

Seja-me permittido abrir aqu um
renthesis. Akpns leitores poderiam du-
vidar que po^pie ser concedido um adia-
mento a um eendemnado as condijSes de
Migael Doriai. NSo teriam razSo. Exs-
tem os precedentes e nada aqui foi inven-
tado.
As objecefos, se porventura apparecea-
sem cahiriam diante da propria realidade.
Eis a prosa: No dia lo^de Agosto, urna
dupla confWanacSo morte fora pronun-
ciada pelo jftry do Aude contra os reos
Guilhermo Borras, acensados de assassi-
natos. Ol deHes, Gnilhenne, fea aps a
sua confanacSo rrelacoes importantes,
Vendem Soares de Amaral Irmaos, ra da
Madre de Deus n. 22.
Bom para principiar
Vende-se o deposito de cigarros e casa de bar-
beiro sito ra Mrquez do Herval n. 96, deno-
minado Fabrica Venus, muito bem localisado
por ficar com o oito para a ra do Pagoda Pa-
tria. O motivo da venda o dono achar-sc em
condicOes de nao poder continuar com tal nego-
cio por molestia: tratase na mesma casa a
qualquer hora.
das quaes pareca resultar que o segundo
condemnado, Borras, era innocente. O
defensor de Borras, Dr. Vvon, escreveu
entilo urna supplica fervorosa ao presidente
da repblica, pedindo-lhe para retardar in-
definidamente a execujSo dos dous condem-
nados, que devia effectuar-se em Aix.
O adiamento foi concedido -as mes-
mas condicSe8, est visto que o de Doriat
e o juiz de instruccSo de Narbonne foi
incumbido de proceder a urna nova devas-
sa. Comquanto tivesse concluido urna vez
pela culpabildade de Borras, esse magis-
trado fez nm relatorio fvoravel desta ou-
tra vez. O tribunal de Montpellier estu-
dou os novos autos, e o Sr. de Monservin,
conselheiro do tribunal, foi encarregado do
urna devassa supplementar.
Emquanto esse magistrado desempenha-
va a sua misso, produzia-se um facto que
demonstrava peremptoriamente a nSo cul-
pabilidade de Borras.
(A situacSo, v-se, portanto idntica
de Doriat.)
Durante toda a nova instruccSo, Borras,
victima de um espantoso erro judiciario,
esperou longos dias que o seu advogado
Ihe fosse annunciar a sua salvacSo.
E durante longos dias, que vez que se
abra a porta da sua prisSo, Horras nSo
sabia se a porta aberta ira dar passa-
gem ao carrasco e aos seus ajudantes.
NSo inventamos, como.se v, cousa al-
guma, e o assumpto deste romance^ como .
dos seus precedentes, e tirado da vida
real.
O que era feito do nosso amigo Conr-
lande ?
Via Maria e Luciana muito a miudo,'
mas em segredo, porque nSo queria "ser
encontrado por JoSo de Montmayeur.
Qual era o fim daquelle humunculo ?
E como esperava pilhar Montmayeur
sem provas contra elleMontmayeur, pre-
venido, inteUigente e audacioso? *
Por diversas vezes Luciana, interroga-
ra-o a respeito.
Elle guardara por muito tempo absoluto
segredo.
Afinal dissera moca:
E' preciso que a senhora saiba, por-
que seri o seu auxilio nSo pojso fazer
cousa al gdma. Tm-me obedecido at h->je
cegronte. E tem feito bem. At hoie
nem a iienfaora nem sua -irmS tm sido
ameaeadaa perigo algum. Mas agora
nSo mesma cousa.
Que perigo. corremos nos ?
Uih, perigo diflferente ambas... A
Sra. D. Luciana est ameacada na sua
honra... Qaanto a D. Claudina...
(CWinwor-se-AaJ
TfP- lo Dmi6 roa Duque de Caxias a. O.


*


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